Diario de Pernambuco

MISSING IMAGE

Material Information

Title:
Diario de Pernambuco
Physical Description:
Newspaper
Language:
Portuguese
Publication Date:

Subjects

Genre:
newspaper   ( marcgt )
newspaper   ( sobekcm )
Spatial Coverage:
Brazil -- Pernambuco -- Recife
Brazil -- Pernambuco -- Recife

Notes

Abstract:
The Diario de Pernambuco is acknowledged as the oldest newspaper in circulation in Latin America (see : Larousse cultural ; p. 263). The issues from 1825-1923 offer insights into early Brazilian commerce, social affairs, politics, family life, slavery, and such. Published in the port of Recife, the Diario contains numerous announcements of maritime movements, crop production, legal affairs, and cultural matters. The 19th century includes reporting on the rise of Brazilian nationalism as the Empire gave way to the earliest expressions of the Brazilian republic. The 1910s and 1920s are years of economic and artistic change, with surging exports of sugar and coffee pushing revenues and allowing for rapid expansions of infrastructure, popular expression, and national politics.
Funding:
Funding for the digitization of Diario de Pernambuco provided by LAMP (formerly known as the Latin American Microform Project), which is coordinated by the Center for Research Libraries (CRL), Global Resources Network.
Dates or Sequential Designation:
Began with Number 1, November 7, 1825.
Numbering Peculiarities:
Numbering irregularities exist and early issues are continuously paginated.

Record Information

Source Institution:
University of Florida
Holding Location:
UF Latin American Collections
Rights Management:
Applicable rights reserved.
Resource Identifier:
aleph - 002044160
notis - AKN2060
oclc - 45907853
System ID:
AA00011611:19019


This item is only available as the following downloads:


Full Text



I NUMERO 10
Alt A A CAPITAL E Htlt^ OSDE NA SE PAGA PORTE
Por l
mozos adiantados
leu:.....
m anno deai......
numero avulso, do mesmo ca.
6,0000
12=5000
240000
100
l m
MARCO DE 1886
PARA DENTRO E FORA DA PROVINCIA
-3*
Por seis meses adiantv.dos.
Por nove dito idem......
Por nm anno dem......
Cada nuirc-ro avulso, c!e das ao tenores.
1305U
20^000
2750C0
100
DIARIO DE PERNAMBCO
Proprieimbe ir Jttattoel Xiguctra c Jara & JUIjos
TELEGRAMAS
S337I53 DI .MIGU 24VA3
(Especial para o Diario)
LISBOA, 21 de Marco.
Francisco Augusto de Lima e Silva, Des
embargado? Miguel Calmoa du Pin e Al-
meida, Desembargaior Tito Augusto Pe-
reira ue Mattos, Dr. Manoel Vieira Tosta,
Censelheiro Franklin Americo de Menezes
lv A dolac&o do I ,ae de I goria> Visconde de Aramama Visconde de
___________ |Garcez, Barao da Penha, Dr. Jos Cal-
mon Nogueira Valle da Gama, Dr. Manoel
A Cmara ti Dopqtados adoplou
par 3 '.i voto* contra -1 e projeclo de

Bragunra.
w *
LONDRES. 2i de Marco, tarde.
estado de *. A. o Principe de Gal
leu a presenta nm ensivel memo-
ra.
MADRID, 24 de Marco.
O ex-marechal Baaaine est gra-
vemente doente. Inspirando serlo*
rutilado* o sea estado.
LIE'GE, 25 de Marco.
Os operarlos nalneiroa das car-
vaelras de Lese poseram-se em
SmiTE.
s oBvisrAs est n'um estado de
eiasperofo que fas recelar desor-
dens e violencias.
VALENCA DO MINHO, 25 de Marco.
Acaba de Inaagurar-se e camlnho
de ferro desta cidade A de Tuy.
FROSHDORF, 25 de Margo, tarde.
Falleceu a Condessa de Chambaril.
Agencia Havas, filial em Pernambueo,
26 de Marco de 1886.
da Cunha Lcitao, Brigadeiro Ayres Anto- Removidos : Para o 5o batalhao -Major do 4o, Joaoj
nio de Moraes Ancora, Brigadeiro Viscon- O juiz de direito Jos Gomos Coirabra, Luiz Tavares.
de de Maracaj, Brigadeiro Severino Mar- da comarca do Bom Jardim, da {' entran- Para o 13 batalhao Capitilo do 19,
tins da Fonseca, Barao da Estrella, Dr. ca, na provinoia de Pernambueo, para arHonriquo Jos de Magalh.les, para a 2'
Joao Pedreira do Couto Ferraz, Barao do de Obidos, de 21 no Para ; coiupanhia.
Rio Bonito, Barao do Itapagipo, Barao de O juiz de direito Francisco da Cunhaj Para o 16 bitalho Capitao do 12
Ivinbeima, Barao de Teff, Cbefe de divi- Castello Branco, do comarca de Parintins, Luiz Alves Lite de Oliveira Salgado, para
sao JoSo Mendes Salgado, Conselheiro| de l* entrancia, na provincia do Atnazo- la 2' companhia.
as, para a do Bom Jardim, de igual en- Para o 7 batalhao -Capitao do 11,
trancia, em Peruambuco, a pedido. Joaquim de Carvalho Salom Pereira,
rara a 2* companhia
Para o 18 batalhao Major do 5', Ben
to Luiz da Gama.
Para o 19 batalhao Major do 18- Joao
Goncalves de Moura; capitilo do 13, Vir-
ginio Napoleo Ramos, para a 5* compa-
nhia.
Foi reformado, de conforraidade com a
prime ira parte do 1* do art. 9- da le n.
b'48 de 18 de Agosto do 18S2, o tenente
aggregado arma de infantaria, Jos Joa-
quim de Freitas Jnior, visto ter sido jul-
gado incapaz do servico do exercito em
nova inspeccao de saude a que foi sub-
mettido.
Concedeu se a Gregorio Targini Accio-
ly a evoneracao, que pedio, do lugar de
eserivao-ehefe do escriptorio do ajudante
do arsenal de guerra da provincia de Per-
nambueo.
Perraittio so a troca decorpo3 entre si
aos segundos tenentes Francisco Castilho
Jacques o Joao Baptista de Figueiredo J-
nior, este do 1- batalhao de artilharia e
aquelle do 2' regiment da mesma arma.
(iOVERNO DA PROVINCIA
FALLA
INSTRDCClO POFDLAR
economa poltica
(tixtrahido)
OA BIRLIOTIIBCA DO POVO B DAS ESCOLAS
(Continuando)
CAPITULO II
Produrran da riqaea
Da divisao do trabalbo resulta anda outro facto
do maior uulidade c mport.ncia, a combinacao do
trabalho. Depois de termos visto as vantagens
que ha em que o trabalbo se divida emum graode
numero de operacoes diff rentes, vejamos agora
como isso tem tambem por efleito o fazer que os
homens se ajudem una aos outros, para fabricarem
em com mura os me irnos productos. Vejamos o
que se passa na produccao de u n livro impresso
proinpto p:ira a circulacao. Os fundidores fabri-
cam os typo3, urna fabrica especial produz o pa-
pal, outra tinta, outra u prlo ; o auetor escreve
O original, o editor dirige a publicaco, os com-
positores ci>ilov:tui devidaiiiente os typos para tor-
mareui as chapul typographicas, o revisur corrige
as provi-, na nnpressorcj fazain a tiragem, os en-
cad-rR'idor.'s es- m as folhas impressas e appli-
cam -Iic :i3 capas, tem contrinos anda um gran-
de Daraero d mistures que forneccm ferramentas
o utensilios para todos estes diflVrentes trabalhos.
A vciedade taz assiin lembrur urna machina mni-
to complicad-), com rodas nura-'rosiis, cada nma
li-is ijaaes teta seu movimenro p.prio, que repc-
tj inteaaant m ute. Constitue isso urna irgani-
a^lo complexa, em que os differentes individuos e
as diff rentes proSssoes sao solidarios us com os
outros, e todos contribuem para um mesmo resul-
tado final-
Craam-ee com frequencia misteres novos, e isso
especialmente se observa logo depois de qualquer
nova invencao ou descobrimento. Dezeseis pro-
f39oes tfem por objecto a phctographia e o fabri
co de objectos necessarios para ella. Os caminhos
de ferro originaras uina enorme serie de empre-
gOB, qie nao existiam, ba meio seculo. Taes pro-
tiseoes e empregos nao sao, psrem, creados pela
ac^ao do governo nem pir providencia legislativa.
A le cscripta nao pode ter a virtude de determi-
nar o numero das profissoes, porque ninguem pode
prever as necessidades do futuro e as que s rgi-
rao de um momento para o outro. Tudo se arran-
ja, dispe e combina p r urna especio de instiocto
social. Cada individuo se dedica ao genero de
trabalhoque Iheparece eonvir-lhe mais,e retrlbuir-
Ihe mais a sua fadiga e o sacrificio do seu tempo.
Nao obstante tudo que temos dito, notam-se
cmtudo, alguna inconvenientes na grande divisSo
do tiabilho, hoje praticada naj naces mais adan
tidaa ; mas essea pequeos inconvenientes nao
podem soffrer compara cao c m as enormes vanta-
5ens, que se coihem de ta! divisao. Fallaremos
e alguna d'esses inconvenientes.
(Contina).
MRTE OFFICAL
HiDisterio do Imperio
Por despacho imperial de 13 do corren
te fjram nomeados :
Gentis-bomens da Imperial Cmara:
Visconde de Carapebs, Visconde di Ga-
vea, Gende de Aljezur, Vis onde de Nioac,
Dr. Amonio Martina Pinheiro, Tennte-go-
aeral conselheiro Henrique de Bsaurepaire
Ro'ian, Visconde do Paransgu, Bario de
Mamor, Tenente general Jos de Miran-
da Silva Reis, Desembargad*.r conselheiro
Luiz Carlos de Paiva Teixeira, Desembar-
gador conselheiro Olegario Herculano de
A-pino e Castro. Veadorea: Conselhei-
ro Affonso Celso de Assis Figueiredo, Con-
elheiro Jlo Alfredo Correa de Oliveira,
Conselheiro Diogo Velho Cavalcanti ie Albu
Suerque, Conselheiro Francisco do Car va-
10 Soarcs Brandlo, Dr. Antonio Candido
Jacintho Nogueira da Gama, Dr. Pedro
I Dias Gordilho Paes Leme.
Por despacho de 13 do cor.ente mez;
Foram exonerados, a pedido :
D03 cargos de 3* e 5* vicepresidentes
da provincia do Cear o conselheiro An-
tonio Joaquim Rodrigues Jnior e o bacharel
Miguel Joaquim de Almeida Castro.
Do do 3* vice presidente da da Parahy-
ba, Jos Rufino de Souza Rangel.
Do de secretario da provincia das Ala-
goas o bacharel Jos Joaquin Ferreira da
Costa Braga.
Foram nomeados :
3o vice presidente da provincia do Cea-
r Manoel Theophilo Gaspar de Oliveira.
5o vice-preaidente da mssma provincia, o
bacharel Vicente Cesario Ferreira Gomes.
3o vice pr s lente da da Parahyba, Tho-
maz de Aqnino Mindello.
4 vicc-pre8Jente da mesma provincia,
o bacharel Samuel Tertuliano Henriques.
Secretario do governo da provincia das
Alagas, JoSo Diniz Villas Boas.
Inspector da hygiene da provincia do
MaranhSo, o Dr. Almir Parga Nina.
Membros da inspectora de hygiene da
mesma provincia os Drs. Augusto Teixei-
ra Belfort Roxo e Alfredo da (iraca Couto,
e secretario Vicente Jansen Pereira.
Inspector da saude do porto da dita pro-
vincia o Dr. Manoel Jos Riboiro da Cu-
nha, e secretario Augusto Cesar Moateiro.
Inspector da saude do porto de Santos,
provincia de S. Paulo, o Dr. Sil veri o Mar
tins Fontes.
Cavalleiro da ordem da Rosa o subdito
italiano Gian Pie!ro Malan.
Foram apresentados o conego Dr. Ana-
nias Correia do Amaral na cadeira de pre-
benda inteira da cathedral da diocese de
Olinda e o padre Jos Vaz Guitarros na
cadeira de meia prebenda da mesma cathe-
dral.
Por carta imperiaes de 10 do corren-
te mez, foram nomeados:
Sonador Jo Imperio pela provincia do
Para, o conego Manoel Jos de Siquiera
Mendes.
Presidentes de provincia:
Do Para, o desembargaior Joao Anto-
nio de Araujo Freitas Henriques :
Do Cear, o des9mbargador Joaquim da
Costa Barradas ;
1" vico presidente da provincia de S.
Pedro do Rio Grande do Sul, o marechal
de campo Minoel Deodoro da Fonseca.
Por decretos da mesma data foram
concedidas as exoneracfi ?s que pediratn :
O conselheiro Tristao de Alencar Arari-
pc, do cargo de presidente da provincia
do Para :
O Desembargaior Miguel Calmon du
Pin e Almeida, do de presidente da do Cea-
r '
OV8ConJe da Graca do de Io vicepre-
sidente da de S. Pedro do Rio Grande do
Sul.
Niuisterio da fusllca
Por decretos de 13 do corrente :
Foi exonerado, a pedido, o ba-.-barel Ali-
pio Zacaras de Carvalho, do lugar de juiz
municipal e de orphSos do termo de Soro-
caba, ni Provincia de S. Paulo.
Foram removidos :
O juiz de direito Andr Martina de An-
drade da comarca de Caldas, de 1* entran-
cia, para a de Lavras, de 2a ambas na pro-
vincia de Minas Geraes;
O juiz municipal e de orphaos, bacharel
Luiz Gonzaga Jayme, do termo de Santa
Luzia, para o de Miia Ponte, na provincia
de Goyaz, a pedido.
Foi nomeado juiz municipal e de or-
phaos do termo de Sorocaba, na provincia
de S. Patlo, o bacharel Thomaz Eurico Go-
mes.
Foram privados do posto, por nao te-
reco solicitado as respectivas patentes no
prazo legal:
Do major commandante da 7' 1009X0 de
batalhao de reserva da guarda nacional da
comarca de Jaicoz, na provincia do Piau-
hy, o capitao Jos Borges Loal.
De tenente coronel commandante do 6o
batalhao de infantaria da guarda nacional
da comarca de S. Bento, na provincia do
Maranho, o cidadlo Alfredo Augusto da
Costa Leite.
Por decretos de 15 do corrente foram :
Dispensados, a pedido, dos cargos de
chefe de polica :
Da provincia do Rio Grande do Norte,
o jnix de direito Altino Rodrigue* Pimen-
*;
Da provincia das Alagos, o juiz de di
reito Joao Pedro SaboiaBandera de Mello.
Designadas as comarcas de :
Parintins, do 1" entrancia, na provincia
do Amazonas, para nella ter exercicio 0
juiz de direito Jos Cardoso da Cunha ;
Piracuruca, de 1* entrancia, na provin-
cia do Piauhy, pira nclla ter exercicio o
juiz de direito Agostinho Julio do Couto
Belmont;
Caldas, de Ia entrancia, na provincia de
Minas Geraes, para nella ter exercicio o
juiz de direito Jos Antonio Saraiva So
brinho, ficando sem effeito a anterior de-
signacao da comarca de Piracuruca, na
provincia do Piauhy.
Nomeados :
Chefes de polica :
Da provincia do Rio Grande do Norte,
o juiz de direito Francisco Aminthas da
Costa Barros ;
Da das Alagas, o juiz de direito Altino
Rodrigues Pimenta.
Juizes de direito :
Da comarca de Gurupa, de 1* entran-
na provincia do Para, o bacharel Manoel
Jos Mondes Bastos.
Da comarca do Pu dos Ferros, de 1*
entrancia, na provincia do Rio Grande do
Norte, o bacliarol Clemente de Oliveira
Mendes;
Da comarca do Catle da Rocha, de Ia
entrancia, na provincia da Parahyba, o ba-
charel Venancio Augusto de MagalhSes
Neiva ;
Da comarca da Encruzilhada, de Ia en-
trancia, na provincia de S. Pedro do Rio
Grande do Sul, o bacharel Lycurgo de Al-
buquerque Nascimento ;
Da comarca da Bagagem, de Ia en-
trancia, na provincia de Minas Geraes,
o bacharel Joao Baptista Rabello de Cam-
pos.
Foi declarado avulso,. a pedido, o juiz
de direito da comarca da Imperatriz, de
Ia entrancia, na provincia do Maranho,
Alexandrino Dias Guimaraes.
mas ainda dos mais visinhos, anuiam
que all se liberalisava com acurado
Ministerio da Fazeuda
de 13 do corrente foram
Prr decretos
nom eados :
2 official da secretaria de estado dos
negocios da fazenia, o aininuonseda mes-
ma secretara Joaquim Francisco Borges ;
1 escrpturario da thesouraria de fa-
zen'da de S. Paulo, o 2 dito Cyrena Jos
Pereira ;
2* escrpturario da mesma thesouraria,
o 3o Francisco das Chagas Galvilo.
Foi aposentado, por decreto da mesma
data, o 1 escrpturario da mesma thesou-
raria Jos Francisco Camargo de Alva-
renga.
E foi demittido Joaquim Carneiro de
Mendonca Jnior, do lugar de ajudante de
guarda-mor da alfandega da Babia.
Por titulo da mesma data foi nomeado
amanuense da secretaria de estado dos ne-
gocios da fazenda, o praticante do tbesou-
ro nacional Domingos Couto de Carvalho
Neves.
tliuisterio da Guerra
Por portara de 12 do corrente conce-
deu-se a Manoel Catano da Costa Rocha
a exoneraco que pedio do lugar de coad-
juvante do professor de primeiras letras
do arsenal de guerra da provincia do Para.
Por portara da 11 do correte foi
nomeado o alferos honorario do exercito
Leopoldino Antonio do Reg para o lugar
do encarregado do deposito de artigo bel
lieos da provincia do Piauhyl
Por portaras de 15 do corrente -
Foi nomeado Hcrmino Jos de Azevedo
Podra para o lugar de coadjuvante do pro-
fessor de primeiras letras da companhia de
aprendizes artfices ds arsenal de guerra
de Pernambueo.
Foi demittido Jos Ferreira de Audrade
do lugar de amanuense da fabrica de pl-
vora da Estrella.
Per decretos de 6 do corrento :
Foram nomeados :
2o uirurgiao do corpo de sn le do exer-
cito, o Dr. em medicina Jos Francisco na
Silva.
Vlferes alumnos, as pracas do corpo de
alumnos Escola Militar da corto : Io cade-
te J. Ojtaviano da Silva Pereira, 2o cadete
Jos de Calasans e Silva e Io cadete 2o
sargento Clarimundo Adalberto Nepumu-
ceno da Silva, de conforraidade com o dis-
posto no art. i54 do regulamento appro-
vado pelo decreto n. 5,529 de 17 de Ja-
neiro de 1874; o o soldado da <'ompanhia de
alumnos da do Rio Grande do Sul, Alipio
Gama, do conforraidade com o disposto no
art. 180 do regulamonto appro vado pelo
decreto n. 9,251 de 26 de Julho de 1884.
Foram transferidos :
^4rma de artilharia
Para o 2o batalhao Teente-eoronel
commandante do 3*, Francisco Vilella de
Castro Tavares.
Para o 3o batalhao Coronel comman-
dante do 2o, Antonio Jos da Costa.
Arma de infantaria
Para o 4* batalhao -Major do 19, Ba-
silio Magno da Silva Jnior.
Foi nomeado delegado-mr do exer-
cito na provincia do Cear o cirurgiao-
mr de brigada Dr. Fortunato Augusto da
Silva, e transferido para a guarnicao do
Rio G.'ande do Norte o 2. cirurgiao Dr.
Flix Rodrigues Seixas, que se a.ha no
Rio Gr nde do Sul.
Foi dispensado do cargo da ajudan-
te de ordens da presidencia das Alagoas
o capitao JoSo Domingos Ramos.
Ministerio da Marinha
Em 15 do corrente foram nomeados :
Profeseores do curso de torpedos annexo
escola pratica de artilharia, o Io tenente
da armada Innocencio Marques de Leraos
Bastos eo 2.tenente Carlos Witruvio Ac-
cioli Lobato;
Instructores da escola pratica de artilha-
ria, o Io tenente da armada Duarte Huet
Ba-ellar Pioto Guedes e o 2o tenente Fran-
cisco Mara dos Santos.
- Foram promovidos por merecimento
a machinistas di 2* classe o de 3a Joao
de Oliveira Gomes Jnnior, e a de 3a o de 4*
Francisco Vaz de Cerqueira e Souza.
Foram nomeados para embarcar no
encouracado Sete de Setembro, o 2" tenen-
to Arthur Pinheiro Hess, na corveta Ama-
zonas os 20s tenentes Adolpho Duprat da
Costa Lima e Joaquim Ribeiro da Costa e
no patacho Aprendiz Marinheiro, o 2" ci-
rurgiao Dr. Albino Moreira da Costa Lima
e o fiel Maximiaoo Cecilio de Souza.
Ministerio da Agricultura
que o presidente da provincia, conselheiro los Fer-
nandez da Costa Pereira funlor, dirigi Assembla
Legislativa de Pernambueo, no dia de sua installaeSo a
* de Mareo de 18*96.
CContinuacSoJ
IXSTRUCgXo SECUNDARIA
Pdese dizer que a nsruccao secundaria por conta da provincia est cen-
tralisada no Gymnasio Pernambucano, que, cora largos intuitos e vasto plano, foi
instituido n'esta capital cm 1855.
Nao existe era exercicio, ainda mesmo as inais populosas cidades, urna
aula sequer d'aquelle ensino, exoepcSo da de latim, na villa de Pesqueira.
Esta centralisagao seria expicavel si o bem publico exigisse apenas o preparo
de alumnos para o curso da Faculdade de Direito.
Por sem duvidfc que tal o objectivo para o moior numero dos que procu-
rara as aulas do instruccao segundaria, mas nao justo motivo para que a to pouco
se limite a aecao dos legisladores da provincia.
Fra d'aquelle circulo, existo nos grandes povoad >a do interior quem deseje
e procure adquirir instruoQao superior que se distribue as. aulas de ensino prima-
rio, pelo menos quanto ao latim c aos mais vulgarisalos idiomas do mundo moderno.
A elevacao do nivel intellectual, por meio d'esse ensino, em alguna dos cen-
tros do territorio, nao pode deixar de constituir objecto da vossa soli;itude, urna vez
que nao faltem as providencias adequadas efficaz inspecciio dos exercicios escolares.
Foi o Gymnasio iustituicao que teve sua epocha. de notavel prosperidade.
Nao somente de todos os pontos da provincia,
alumnos, procurando a educacao o ensino,
rgimen.
Decabio, porra, menos por defeito de organisajo, do que pelas causas, que
sobre este objecto geralmente actuara no Imperio
Foram por ventura as mesraas que produzi-'am a decadencia do collegio de
Pedro II, antigo f:o de luz, a que de re o Brasil nao pequea parte das auas actuaos
notabilidades na poltica, na magistratura, no magisterio e no foro.
Sobresahe entre essas causas a deploravel facidade e extrema benevolen-
cia nos exames de preparatorio para a matricula nos cursos superiores.
O que em regra procuram hoje os alumnos nao a instruccao, laboriosa mas
slidamente adquirida. E' pura e simplesmente a obtencao de certificados de exames
cora que possara matricular se n'aquelle curso.
Sem os hbitos e tradicco de certos paizes do velho mundo, em que o estudo
de humanidades constitue, por assiin dizer, iraprescindivel necessidade social, v o
Brasil ir desapparecendo todos os das os poucos estmulos que para esse estudo se
levantaran) com os primeiros annos da sua vida poltica.
Foram-se os tempos de florescencia de lyceus e aulas de ensino secundario
n'esta provincia, na de Minas-Geraes, no Maranho e em outra igualmente nobilitadas
com a posse do expelientes profossores e alumnos applicados.
Actuando a decadencia de costuraos j apontada, a instituicao de bancas de
exames as provincias, com que se procurava a commodidade dos povos, produzio aa
pratica perniciosos effeitos, abrindo as portas das Faleudados a urna multido de estu-
cantes, cuja maios parte careca,das primeiras noySes das sciencias e linguas pre-
paratorias.
O effeito deprimente d'aquella causa traduz se por modo rauito significativo
na diminuicao do matriculas nc intrnato do Gymnasio.
Basta.dizer que taes matriculas nao, inferiores a 43 no anno de 1884, des-
cerara cm 1885 a:1.6 I
Em compensacSo o numero dos pensionistas da provincia cresceu por tal
forma que, de 20 que eram em 1880, chegou rpidamente a 54 no anno do 1884.
Este numero soffreu j reducciio, nao inferior a 11, nos raezes de Janeiro e
Fevereiro prximamente decorridos, e espero que novas e criterioaas elirainacSes por
mim recommendada8 com insistencia, se irao realiando, como de razSo e exige o
estado fiaanceiro do provincia.
Em todo caso a instituic2o, que no seu primitivo plano rairava a um fim mais
ampio e com o menor onus possivel para o cofre provincial, quasi se converteu n'uma
casa do caridade ad instar dos orpbenilatos e estabelecimento da mesma natureza.
Sobre este ponto contera o relatorio do digno inspector g Publica acertadas ponderacSes para as quaes peco a vossa esclarecida attencao.
Apresento-vos em seguida o quadro demonstrativo do numero dos alumnos
internos do Gymnasio desde o anno de 1874 at o de 1885, bem como a da corres-
pondente despeza no mesmo periodo.
Na regencia da casa contina o provecto sacerdote doutor em caones
Joaquim Francisco de Faria.
QUADRO DEMONSTRATIVO DO NUMERO DOS ALUMNOS
INTERNOS DO GYMNASIO PERNAMBUCANO DESDE O
ANNO DE 1874 AT O DE 1885
Joao Martins da
o Ministerio da
aviso cm 18 do
Ao Sr. engenheiro
Silva Coutinho dirigi
Agricultura o seguinte
corrente :
< Tenho a satiafacao de communicar a
V. S. que o ymmmo itatMM agradece e
resolveu aceitar o oflerecinento qus espon-
tneamente fez V. S., de prestarse a
qualquer incumbencia de utilidade publica,
que o mesmo governo coofiasse a V. S.,
durante a excursao que tenciona realisar
pelas provincias do norte do imperio.
c Neste intuito, attendendo aos conheci-
mentos profissionaes de V. S., determinou
o governo imperial chamar a sua especial
attencao para o estado da viaciao frrea na
regiao qoo tiver de atravossar. Aprecian-
do as necessidades de cada zona e as van-
tagens que possa offereccr, qutr no pro
sent, quer cm futuro mais ou raenes pr-
ximo, e examinando, de outro la lo, as
cond55^'8 econmicas e tochnicas de cada
estrada, de esperar que V. S. possa in
dicar as medidas mais urgentes para roe-
lhorar a existencia das popula5es e all
viar os onus que sobro o Estado pesara
pelas garantas de juros concedidas a essas
ferro-vas.
D ixando ao criterio e ao zelo de V.
S. qualquer indicaco minuciosa, cumpre-
me no entretanto lombrar a V. S., de rao-
do mais particular, as questoes que se
prendem aos prolongamientos das estradas
de ferro da Baha e Pernambueo at ao S.
Francisco, o proseguiraento da estrada de
ferro Conde d'Eu at ao porto do Cabedel-
lo e a ramificas&o da estrada de ferro de
Natal Nova Cruz pelo vallo do Cear
Mitin.
E' nutil encarecer a V. S. o alcance
da acquisicao de dados fidedignos em as-
surapto que to de perto se liga folicida
de publica, nao s pelos beneficios que
para as localidades resultara de facis
meios de commuaicaco, mas ainda pela
urgencia que ha le restablecer se o equi-
librio financeiro do paiz.
( Assira o governo imperial conta que
V. S. se erapenhar era fornecer-lbe. todas
as informac3e8 do qualquer ordem que se-
jam, capazos de concorrer para a soluco
mais adequada das difficuldades existentes
na vacao frrea das referidas provincia?,
< Deus guardo g V. S.-A. da Silva
Prado.
ESCOLA NORMAL
Esta instituido indispedsavel contina a ser dirigida pelo bacharel Alvaro
Ucha Cavalcanti, que do longa data e dignamente se desempenha do encargo.
Matricularam-se as suas aulas em 1885 nao menos de 162 alumnos, sendo
77 do sexo masculino e 85 do femininno.
Perdern o anno 44 e dos 118 que se sujeitarara a exima foram reprova-
dos em relaco preva escripia 36; oral 5 retiraram-se 13 e forana approvados 64,
dos quaes 3 com a nota de distinecao, 42 plenamente e 19 simplesmente.
Se a experiencia tem mostrado a necessidade de alteracjlo no regiment desta
escola, que torne easencialmento pratico o ensino alli distribuido, reduzindo o por
outro lado ao que deve rigorosamente coraprebeoder um rasoavel programraa do ins-
truccao primaria, nao menos exige a rigorosa observaacia das instrucgSes de 22 de
Outubro de 1881, quanto aos pontos para os exames.
A extrema benevolencia que nos ltimos tempos havia presidido a taes exa-
mes, deu o resultado de iramerecidas approvaco.-s, com que, legal mas oo realmente
habilitados, apresentaiam sa era grande numero aluranos-aiestres solicitando e obtendo
nomeacSo para o professorato.
Beca se comprehende o prejuizo que d'oste facto p !e resultar para o servijo,
desde que nao seja empregado o correctivo do concurso, alia* muito difficil seno irapra-
ticavel quanto s cadeiras situadas em lugares remotos ou de mais penoso accesso e
menos commoda habitacao.
Fiz terminantes recommendac3es e de accordo cora o digno inspector geral
da Instruccao Publica toraei as providencias necessarias para quo cessasse semelhante
abuso. Efectivamente, nos exanes a que se proceden era Outubro prximo findo, se
nao houve ainda o desejavel rigor deixou tambera de manifestarse a indulgencia que
sob este aspecto tanto nos tera projudicado
BIBLIOTHKCA PROVINCIAL
Esta utilissiraa nstituis&o oontin a prestar bons servicos, quanto lh'o per-
mitte a exiguidade dos respuctivos meioi.
Tem ella em suas estantes 16,128 volur
mes, referentes nos principaes ramos
dos conhecimentos humanos.
Alli predominara, como natural, os livros de litteratura amena, que sao
os procurados pela maior parte dos leitores.
Incoroplenta quanto a sciencias, ninda mesmo a do Direito, cujo cultivo na-
turalmente mais extenso no lugar pela ex;stencia de urna Faculdade que so deslina a
ensinal-a, a Bibliotheca Provincial possue, em compensacito, cerca de 48 coUecjocs de
revistas nacionaes e estrangeiras e 200 mais ou menos completas, de gazetas, publi-
cadas em diversos pontos de Imperio, a contar de 1822.


,.:

/


IIEBRI
t



Diario de PcrnambucoSabbado 37 de Mar$ 1

Frequentaram-na nos ltimos cinco annos 51,101 pesaos, a saber:
1881............ M41
1882............ 9.998
1883............ H.131
1884............ 11,576
1885............ 8,945
Existen- na capital, atm d'eta Bibliotheca, a da Faculdade de Direito, pro-
visoriamente looalisada n'uma sala de exiguas dimensBeS do antigo convento dos Car
me litas e contando apena 8,986 vfcini.ea; a do Gabinete Portuguez de Leitura, insti-
tuida ha cero Je 90 anaa meastisaMs proporcJes, aas aucceaaivamente augj
mentada, ^ar mn-_-W qm po-_ aatuslmeote 16,00 voiumea, dos quaes 14,000 alio
alalogados a da Escola Norial coas 2,000 voluntes ; a do Instituto Archeo'ogieo e
Geoeraphico Peroasabucano con cerca de 1,800 voluntes, em quasi ana totidade
referentes historia do Brazil, e particularmente a da extincta capitana de Penaas-
buco a do Lyceu de Aries e Oficios con 2,464 volomes ; a do Greaso dos Protoo-
sores Primarioa, eos 1,500 voismes; e as da Sociedade Propagadora da IoatruccS
Publica da Ba-Viata, do Montoiro, do Clob Carlos Gomes, Club Concordia e Gabinete
Icglez de Leitura, com cerca de 1,000 voiumea cada urna.
Nao me consta que em qualquer municipio da provincia existam bibliothecas
instituidas pelas respectivas comarcas e mantidas pelo cofre municipal.
Quanto s de associacSes litterarias contam-se as seguintes :
Club Litteiario de Caruar, Club Popular e Instrutivo do Brejo da Madre de
Deas, Bibliotheca Popular Pesqueirense, Gremio Recreativo Litterario Naaareno, Ga-
binete de Leitura Iguarassuense, Club Litterario Gcitaense, Rocreio Litterario Villa-
beUense, Club Litterario de S. Bento, Instituto Litterario Victoriense, Club Litterario
de Palmares, Instituto Litterario Olindense, Bibliotheca de Goianna e Club Litterario
Quasi todas estas aasociacSes e respectivas bibliothecas datam dew883.
NATURALISACOES
No periodo que decorre de 27 de Outubro de 1885 at a presente data, re-
quereram e obtiverarn carta de naturalisac2o : Jos Ferreira da Silva BrandSo, Joao
Gurra de Carvalho, Francisco Goncalves Dias, Francisco Gonyalves da Costa Pinto,
Antonia Bento de Campos, Jos Henrique Saboia, Henrique da Silva Costa, Augusto
Jos da Costa, Januario Goncalves Ferreira Peixoto, Antonio Rodrigues Elvas, Manoel
Pereira da Silva, Antonio Augusto da Cmara. Cypriano Ferreira Gomes. Jaciatho de
Medeiros Barbosa, Bernardino Goncalves Salgado, Ji s Antonio Goncalves Pires, Joa-
quim da Rocha, Jos Luiz Fernandos e Manoel Rodrigues Teixeira, todos elles natu-
raes de Portugal.
De Janeiro de 1885 at o inicio do mencionado periodo, de que data a minha
administrado, attingio a 42 o numero dos naturalisados, sendo 40 portuguezes, 1 au-
triaco, e 1 hespanhol.
Quaesquer que sejam as razSes adduziias pelos que n'esta materia vilo at o
extremo da nnturalisacSo pelo simples lapso de temp i e com mxima araplituJe em
referencia posse e exercicio dos direitos polticos, forjoso confessar que as leis vi-
gentes nfferecem todas as facilidades aos que desejam fazer parte da cura nunhao
brasileira.
CORPO CONSULAR
Falliceram os Srs. Francisco Huber cnsul da Blgica c Jos Joao de Amo-
rim que o era das Repblicas Argentina e Chilena.
Os referidos consulados acham se sob a gerencia dos respectivos chaqpeller e
vice-con8ul',8.
O Sr. Vicente Nunes Tavares, na qualidade de chancellar do consulado de
Sua Magestade Fidelissiiua, asBumio a respectiva gerencia por ter seguido para a
corte, em virtude de ordem do seu governo, o encanvgado Sr. Frederico Correia
Lma- (Contina)
24 DE
DESPACHOS DA PRESIDENCIA DO DA
MAR^O DE 1886
Antonio Joaquim Francisco Nascimento Nao
ha que deferir, visto que o supplcante est pro-
nunciado em crime de furto.
Antonio de Moraes Campel_a.-Prejudicado.
Bernet & C.D-se.
Cordolina Amelia da Paz.S<5 pode obter li-
cenca sem vencimentos, na conformidade da le-
gialacao vigente.
Generosa Mara Ramos Guimares.Indefe-
rido.
Joo Gomes da SilvaInforme o Sr. Dr. juiz
de direito das execucoes criminses da comarca do
Recite.
Hilario Ribeiro.Os livros de que rata oraa
mandados adoptar as escolas pelo inspector ge-
chanceller, Allemanha e ao conde de Solms.
Ete conde era o ministro allemo em Madrid,
em cujos salOes tinha sido at ahi apreciadissimo
pela sua amabilidade e gosto artstico. Gosava
de certa influencia e prestigio uas altas regiOes
governamentaes da Hespanha, que se Ihe attri-
buira a ruptura das negociacOes com sir Robert
MoriceXe lord Grauvle, e at as dilliculdades que
o general Foster encontrara por parte do Sr. El-
duayen na concluso do convenio hispano-ame-
ricano. Pois bem : tendo essa alta entidade di-
plomtica de alm Rheno de dirigirse a Granja,
anda durante o periodo menos agudo do inciden-
ral da lustruccao Publica em vista do paiecer do te de que se trata, foi recebido com tal frieza
eoDselhi litterario. ____ 1 pelo chefe do estado e mais pessoas da familia
Nicacio Ferreira de Vasconcellos.informe o, '
Sr. Dr. chele de polica.
Rodrigo Carvalho & C
- Requeram a Thesou
raria deFuze ida para relaecionar o debito, nos
termos da circular de 30 de Janeiro de 1671,
a '36.
Jos Pedro da Silva.Informe o Sr. comman-
dante superior da guarda nacional da comarca
da Victoria.
Flix Ferreira.Informe o Sr. inspector geralda
Instruecao Publica.
Secretaria da presidencia de Pernambu-
oo, em 26 Marj-) da 1886.
O orteiro
J. L.
Viegas.
lepa ni cao da Polica
SeccSo 2a.N. 3i0. Secretaria da Po
licia de Pcrnambuco, ti de Marco de 1886.
- Illoa e E:im. Sr. Participo a V. Exc.
que ante-hontom nao foi recolhido individuo
algum na Casa de DetencSo.
real, que nunca mais voltou a g03ar da agrada-
vel sombra do parque de Santo Ildefonso, as ho-
ras em que a corte, o corpo diplomtico e a bri-
lbante colonia do terSo alli se renniam em inte-
ressaatissimo passa-tempo.
O patriotismo exaltava todos os coragoes hes-
panhoes, sem distinccSo de elasses, nem de con
digoes.
Na corte, as salas aristocrticas, nos circuios
polticos, nos cafs, as tavernas, as mas, na
capital e as provincias, mesmo naquellas que o
cholera llagellava, em toda a parte eem todas as
boceas havia palavras severas e violentas para
exprimir o amor proprio nacional offeiidido. A
populacho castelhana pareca aehar-se de novo
naquella soberka disposicao de espirito em que
outr ora a encontraram os soldados de Napoleao.
Dir-se-hia que em Madrid outra vez atroaria
Hontem foram al recolhido3 apenas os de no
mes Manoel Antonio do Espirito Santo e Mari os ares aquella proclamaco sublime de laconis-
Francisca da Conceico, ambos por disturbios, m0 Q procermente iniquo e traicoeiro de
aeudo o primeiro vindo do distneto do Peres, a '
.3 _. _i-.i_i____i- Mu-( -trr-.mi-nn un ilifi -a ;i rnn nntnnlipn fia rn-
minha ordem e a segunda a ordem do subdelegado
do 1 districto de S. Jos*.
Communicou me o delegado do termo do
Buiqne que no da 12 do frrente effectaara a pri-
to do individuo de nome Jos Bezerra de Lima,
contra quero abri inquerito, per haver em diaa
do mez de Fevereiro findo castigado immoderada-
mente a um sobrinho de 3 annos de idade, que veio
a morr^r em cons. quencia dos meamos castigos.
Em data de 8 do corrente apresentoa se volun-
tariamente ao Io suppleute ein exercicio do juiz
municipal do termo de Floresta e foi recolhido
respectiva cade a, o individuo de nome Tiburtino
Gomes de S.
Est alli pronunciado como um dos autores do
aBsassinato de que foi victima Pedro Barbosa da
PaixJo, em 15 de Outubro do anno findo, e por
haver tentaJo contra a existencia de Jos de Lima
Ooideiro Pasaos.
__ Em 20 do coi rente fo esmagado no termo do
Cabo, por urna locomotiva que atrelava 16 vagons
carregados de cannas com destine ao engenho
central, um individuo de nome Fiancisco, aggre-
gido da Joo Pereira de Carvalho.
O delegado tomou conhecimento do facto e fea
as deligencias da le.
_ No referido dia 20, foram presos as proxi-
midades da villa de Panellas, por haverem furtado
dous cavalios no districto de Canhotinho, os de
noraes Antonio Gomes da Silva e Jos Gomes da
Suva. __, .
O delinquentes sao moradores ao termo da
Lage de Canhoto, da provincia das AlagSas, e
contra os mesmos proceden se na forma da lei.
__ Participou-me o delegado do termo do Ca-
ntar que no dia 22 proceder vistoria da res-
pectiva cadeia, na qual foram ene ntrados 9 reos i
pronunciados.
__ No dia 14 do corrente aaaumio o alteres
Lanrentmo Goncalves de Azevedo, na qualidade
de 2o supplente, o ex-rcicio da delegada do termo
de Caruar.
Deus guarde a V. Exc.Llin. eExm.
Sr. conselheiro Jos Feroandes da Costa
Pereira Jnior, milito digno presidente da
provincia. O chefe de polia, Antonio
Domingon Pinto.
DIARIO DE PERHAHBDCO
netrospecto poltico do aano
de 1SS&
HESPANHA E PORTUGAL
.Go ut inuaQo)
Queixavam-sb anda amargamente as folhas
ofliciaes de que o procedirnento reprovato do go-
verno bismarckino, viesse dar plena razio aos
nunigos da mouarcbia e da situago dominante,
que no cessavam desde muito tempo de censu-! L'Espgne et w veri*, l'Etpagne H sa grandeur
rar e cobrir de ridic ulo as tendencias germano- '^oui *'eH m-
philas "do governo da restauraco. NSo tanto aesun. felizmente. A Hespanha de
Era preciso que o desapontamento e a afflicfiJto 1886 mostrou que no eslava inteiramente esque-
lflsm enormes para levar tantas almas germa- ekla ^ ^^ dignidade de sen esplendoroso ps-
niwim a esqueeerem antigs preferencias nter- g^
mannaes, velUas amores, e a cantar n_dee 0' principe de Brcmrck nSo se commoven em
cruelmente a palinodia em relac*. ao principe extremo com a affronta dos hespanhoes. Aocon-
Murat arrancou am dia alma patritica da ca-
pital da Hespanha:
A patria est em perigo. Madrid victima
da perfidia eslrangeira. Hespanhoes, acud a
salvm-a!
Esse brado,"eloquente como a dor que o nspi-
rou, era ento dirigido contra francezes. as
grandes manifestuces que a populaco madri-
lea fez o anno passado contra o acto do gover-
no allemo. a mocidade das escolas levantava,
entre applausos unamimes, enthusiasticos vivas
Franga, Portugal, raga latina. Carlistas, li-
beraes de Sagasla. liberaes de Lpez Domnguez,
conservadores, reaccionarios, republicanos de
lodos os malizes. confundidos as imponentes e
nunca vistas procissoes cvicas que enchiam lit-
teralmente as ras t- as praras. confundiam-se
tambem no mesmo sentimento anti-germananico,
na mt'sma vihemente hostilidade contra a pira-
tana, contra o roubo immoral, epithetos que
os iudignados hespanhoes davam tomada de
Jap por alguns subditos do poderoso imperio com
que o chanceller de ferro dotouo ramo franconio
da familia de Hohenzollera.
Essa hostilidade, esse odio pateuteou se da
maneira mais ruidosa e por todas a9 formas ma-
ginaveis. A tarde e a noite de 4 de Setembro i-
caram sendo urna data memoravel na historia da
Hespanha. A excitagoemMadrid tomou nessedia
um aspecto temeroso. O governo vio-se impotente
para prevenir quaesquer incidentes desagrada-
veis, embora as rigorosas precaugftes militares, e
de todo o genero, que tomou ultima hora. A
bandeira imperial da Allemanha soffreu nessa
occasio o maior insulto de que podia ser alvo
urna nagao cuja forga material, cuja felicidade
as armas aterra outros povos, sem duvida mais
no caso que o hespanhol de medirem-se com ella
nos campos de batalha.
Ante a attitude singularmente enrgica de urna
populaco que se julgou ludibrio de estrangeiros
poderosos e temidos, sente-se vontade de desap-
provar por injustos os versos que a musa de Vc-
tor Hugo poz na bocea do seu Ruy Bku, na scena
t' do 3 acto:
Ma voyez, regarn, ayez quelque puAmr,
trario, patenteou um sangue fri verdaderamen-
te septentrional ante as crueis injurias soffridas
desde osPynnos at3 columnas de Hercules
pela nacionalidade que engrandeceu e cujo tem-
peramento representa melhor do que ninguem.
Apesar de tudo, o governo allemo nao quii sa-
hir do campo estrictamente diplomtico. O caso
nao podia ser mais estranho, atienta a facidade
com que esse governo andava, de certo tempo
para c, i uaaagar todo o oando com o sen for-
midavel exereo.
Ttlve o Sr. de Biaaarck se coapeoetrasse,
emflB, da gnade ahaioite couda neates dous
veraos do arcipreste 4e Hitao paata satjaco do
f seclo XVI:
Con arte se quebrantan los corazones duros
Tomanse las ciudads, dernbanse los muros
O gabiaete Cnovas resisti tempestade moral
levantada no paiz pelo caso irritante das Caroli-
nas, mas a sua prxima queda pareca inevitavel.
Diia-se geralmente que o rei no eslava dispos-
to a conservar por mais tempo a um ministerio
cuja crescente impopulandade podia compromet-
ter a monarchia.
A imponente manifestag5o liberal que se deu
em Madrid por occasio do funeral de Topete,
nao era para deixar a corta inteiramente soee-
gada acerca das consequencias que podiam re-
sultar dacontinuagSodo dominio poltico de ho-
mens cujo"procedimento desagradava intimamen.
te a muitos dos proprios que, por .espirito de par-
tido, os iam sustentando as lutas parlamentares.
O levantamento de Cartagena, em Novembro,
posto que nao tivesse tido carcter grave e fosse
fcilmente reprimido, deu, comtudo, ao governo
um prestigio temporario com que elle de certo
nao contava e que devia ter acolhido como um
presente do co.
Attribuio-se a principio a autora oceulta desse
movimento revolucionario ao Sr. Ruiz Zorrilla,
cujos procedentes nao tornavam a aecusago de
todo inverosmil.
As 'folhas governistas c liberaes, fundando-se
as revelages do ex-forgado Estrebau Cela, chefe
ostensivo do pronunciamiento abortado, atirou
sobre o exaltado repiAficano a responsabilidade
da tentativa. A imprensa zorrillista protestou.
no emtanto, e do modo mais enrgico contra o
que cnamou calumnia (/rutuita de adversarios
sem consciencia. Com effeito, veio a saberse
mais tarde que a aecusago tinha sido de lodo o
ponto injusta.
O verdadeiro autor da bernardo foi, pelos gei-
tos, um carlista, homem de mo assentada para
taes obras, e que, frente de alguns auxiliares,
quiz abrir a forga as portas da priso militar de
Carthagena, nao a condemnados de direito com-
mum, monstruosidade em que a principio se acre-
ditara, mas a soldados e marinheiros sujeilos a
simples castigos disciplinares.
Os jornaes ministenalistas tinham interessei-
ramente encarecido a gravidade do movimento e
desvirtuado as intengoes dos revoltosos. Vem a
proposito lembrar que, per occasio de urna de
suas primeiras tentativas revolucionarias, o ge-
neral Prim foi por O' Donnell aecusado em plena
cmara de haver pretendido soltar a matilha dos
forgados de Alcal sobre a cidade noffensiva.
Este facto, o que se den recentemente e muitos
outros que nao vem ao caso apontar, dizem-nos
que as polmicas partidarias na Hespanha nao
sao mais escrupulosas que as de outros paizes.
Felizmente, o motira de Carthagena acabou a
tempo de nao perturbar os ltimos momentos de
Alfonso XII. que se tinou a 26 de Novembro, na
sua residencia do Prado.
(Continua).
RECIFE, 27 DE MARgO DE 1886
-Vntlcias do Rio da Prata e Sul
do Imperio
Pela paquete francez Congo, que ante-hontem
pa8sou para a Europa, recebemos do sal as se-
guintes noticias, e as que constato das rubricas
Parte Official e Interior:
ro da Prata
D;it.s d<> Buenos-Ayres at 12 e de Montevi-
deo at 14 de Mareo;
Foi promlgalo uia decreto designando o dia 11
de Abril pin nelle efifectaar se a cleicio deelei-
tores de presidente e vice-presidente da Repbli-
ca Argentino.
Sob o tituloO governo argentino e os revolu-
cionario; orientaesdiz o diario portenho La Na-
cin na sua e liccojde 12:
O vice-presiJeiito d.i Reptblicn, em extreicio
do poder executivo, tevo hontem larga conferencia
coin o gabiaete ; qual concorreram os ministros
dos negocios estrangeiros, fazendo, guerra e mari-
nba e da justica, culto 6 instruccao publica e o mi-
nistro argentino em Montevideo, general Vieto-
rica.
Occuparam-se detidamente com os aconteci-
ment)s orientaes, resol vendo se afinal que a ca-
nhoneira Paran se preparasse para seguir em via-
gein para o Uruguay hoje ao tneio dia, com a mis-
sao de impedir a passagem para o territorio visi-
uh> dos revolucionarios orientaes, e de desarmar
os grupos que segundo asseguram percorrem as
costas immediatis a San Gregorio.
Esta medida se adopta nao s pelas reclama-
joes do governo oriental, seno porque o govorno
tero denuncias de que por aquellas alturas existem
grupos de h >men_ que fazein vida de acampamen-
11 e executam ex-rcicios de f>gi.
A Paran levar instruefoea terminantes
esse respeito.
Nao falta quem assegure que a viagem da
canhoneira ser completamente infrnctifura, p-ns
nem existem taes grupos, ne taes invases.
a O que for soar.
Em reuniSo dos tres candidatos Drs. Qorostia-
ga, Rocha o Irigoyen, reaolveu-se constituir um
jury popular composto de 21 cidadios, designados
deotre os tres partidos pelos mesmos candidatos.
Esse jury reunir-se-hia na dia 12 e antes do dia
14 deveria indicar aos partidos unidos a candida-
tura presidencial que convenha sustentar-se nos
comicios de Abril.
Na manha de 11 os principaes depsitos >la Al-
fandega do las Catalinas, attestadoa de mercado-
rias, ioaram totalmente reduzidos a cintas.
O incendio da Alfandega de las Catalinas, diz
La Nacin, um desses siaiatros cujas fataes con-
sequencias alcancam a todos, urna verd.deira ca-
1 '_aidk.de.
El Diario Official calcula os prejuizos causados
pelo incendio em 7,000,000 de pesos fortes.
Ao dia io de Moutevido Et Siglo escreven, no
dia 10, o seu correspondente em Buenos Ayres:
Terminou o carnaval, deixando impresso. na
memoria dos Portenhos os mais repugnantes suc-
cessos que tem tido occasio de presenciar.
Os successos de hontem sao verdadeiramente
vergonhosos, porque deixam urna negra pagina na
bistorir da civilisa$o argentina. Alm de con-
flictos menos graves, citam se tiros de bala, pu-
nhaladaj, pedradas e multas pessoas feridas.
Em Montevideo circulou o boato, que foi imme-
diatamente desmentido, de que se havia dado, em
Salto, o encontr do 1 batalho de linha com tor-
cas invasoras, morreado varios officiaes, um dos
quaes o 2" commandante do corpo.
Causn iensa?o naquella capital nata carta do
general Santoa dirigida ao diario La Nacin, a
proposito do recente decreto dispondo que todas as
reparti$oes publica, sem excep$o, prestaasen
centas i contadoria at 28 de Fevereiro. Diz o
ex-presidente:
Peco ao publico e aoa meas amigo* qne sus-
pendan todo juiso acerca do decreto do ministe-
rio da tasenda expedido com data de hontem, at
que en recorra 4 imprensa para defender minha
adatis trapo das aecusa^oes que parace envolver
etse deereto. *
No dia 5 o presi lente da repblica aceitou a re-
nuncia do ministro da fazenia, Joan L. Cuestas,
ficando inter mente com a paita o offisial-maior
Henrique Macicl.
La Nacin, de Buenos- Ayres, 'explics assi-n es-
ta renuncia :
O Sr. Cuestas, tomando ao serio o sen manda
to, e entregue illuso de que Santos havia sahi-
do realmente do governo para entregar-se aos aza
res da olvidada vida militar, projecta o decreto
organisando as alambiaadas cootas do Estado, que
foi approvado a dado i publicidade.
Apparece o decreto, c_\ja axeca^io, cuno se
coa^Nhende, compete anu. Cuestas, e simolta-
neMMBte este cavalheiro rewiacia.
Aeeita-selhe a renuncia a Saatoa publica a
entt, verdadeira eiploaJo do pudor ultrajado.
olica sisinha.
Nle toquem Ras ccatac da Santoa I
MI* pretendam racooctruir o edificio dcrvmdo
de sua administricjo.
A renuncia destituido do Sr. Cuesta urna
advertencia saudavel para aquelles que pretende-
rem imital-o.
A Patria, de Montevideo, declarou, no.dia 11,
que tem em seu poder doenn.Ant_.ii probatorios daa
tropelas pratieadas r cas forjas de Tacuaremb
com subditos bras leiros, factos que publicar pa-
ra chegarem ao conhecimento das autoridades su-
periores.
Fallava-se na nomeaco do Dr. Brian para sub-
tituir Gayse na legado oriental d Buenos-Ay-
res.
O governo oriental acolheu com benevolencia a
iroposta da sociedade argentina da Cruz Vertoe-
ba, ofiferecendo sua decidida coopera^o para o
caso lamentavel de sobrevir a guerra civil naqucl-
le paiz O governo declarou, entretanto, que nao
era chegado anda o cajo de formular as medidas
para tornar effectivo o concurso offerecido, visto
nao ter rebentado a guerra no paiz.
Le-mos no Jornal do Commercio, da corte, de
18:
Telegrammas recebidoe hontem dizem que se
realisou a to fallada invaso do Estado Jriental
por forjas organisadas na repblica vizinba com
emigrados orientaes. A invaso fez-se pelo porto
de Santa Rosa prximo da nossa fronteira do Qua-
raim. Os invasores atravessaram o Uruguay em
duas barcas e candas com artilhana.
Cloyaz
Datas at 20 de fevereiro :
Em Amaro-Leite, no dia 17 de Janeiro, Joo Pe-
reira de Andrade, residente no arraial do Pixe o
negociante de fnzendas seccaa, achando-s) no m<;s-
mo districto agenciando seus negocios, foi, no lugar
denominado Lambary,e na occasio em qae dor-
ma tranquillainente em companhia de um seu afi-
lhado, Pedro, de 12 annes de idade, assassinado
brbaramente por dous dos seus camaradas, com
18 facadas.
Oj a.iaassinos, que sao de nome Domingos de tal
e Luiz de tal, nuturae. de S. Jos do Douro, de-
P'iis de haverem roubado victima a quantia de
446, toda a roupa e fazenda e mais doua cavados
e a arma de fogo, assassinaram tambem, a cace-
tada, o menor Pedro, que eslava dormindo em
cima de duas canastrae, e evadiram-se, constando-
nos que anda se aiham nesse districto.
Fallecer o capito de guarda nacional Joo Ro-
drigue Jardim.
Rio Crande do Mu
Datas at 12 de Marr;o :
L se na Unido de Bagi :
Consta que os cavados vindo3 do Estado Orien-
tal para esta provincia attingem a vinte mil.
Nesta ci dade nao ha da que nao veja se gran-
de movimento de ctvallos.
De alguns fazendeiros tem sido arrebanbados
os melhores animaes, e outros sem duvida mais fe-
lizes, cedtm aos pedidos dos caudilhos, que a frente
degnipo8*rmadoi percorrem os diversoe depurta-
mentos da repblica visinha.
Na u esma cidade tres pravas do 5o regiment
d cavallaria espancaram brbaramente, sem o me-
nor motivo justifieavel, o Sr. Piratti, artista da
companhia italiana de opereta.
Por ordem do juiz de direito do 1 districto da
capital da provincia fot recolhido priso o com-
merciante Joo Jos Correia Barbosa.
Abri-se no dia 7 a aasembla provincial.
Achavara-se na quartel do 17 batalho de in
fantaria, na cidade do Ro Granie, o Sr. major
Garcia e um seu irmo, emigrados orientaes che-
galos de Jaguaro e que por ordem do governo
imperial vio ser internados em Porto-Alegre.
O Sr. major Garea est muito reconbeeido pela
forma como tem sido tratado pelas autoridades
brazilciras.
O Commercial refere o seguinte:
ltimamente diversos casos de hydrophobia se
tem declarado, em cachorrss, na lha dos Marinhei-
ros e to frcqueotea se tem tornado que ac pessoas
alli residentes andam aterradissimas.
Urna pesao alli residente veio hontem narrar-
nos os grandes prejuizos causados j no gado vac-
cum e caprino pelos animaes caninos, atacados de
to terrivel eniermidade.
Em Santa Anna do Livramento, o Sr. Manoel
Luiz Ozorio Jnior, vereador da cmara munici-
pal, achando-se um pouco embriagado, encontrou
porta do theatro, onde se davam bailes de mas-
caras, um individuo de nome Bento, ex-pra$a de
polica, all den-lbe um tiro de revolver.
Ozorio Jnior fui immediatamente preso e re-
colhido ao quartel do 4" regiment.
O Cidado diz que o estado do offendido gra-
vissimo e que poucos dias de vida lhe lestam.
Na coxdha do Taboleiro, 1 districto de D. Pe-
drito, toi assassinado, n'uma casa de negocio, por
seu sobrinho Carolino Madeira, Tiburcio Torles.
chefe de familia e maior de 40 anno-.
Torles tivera urna altercaco com Carolino, e
e chegando a vas de f a to, ferio este n'uma das
mos.
O ferido ento disparou-lhe um tiro de pistola
que occasionou a mrrte.
O criminoso evadi se.
Da praticagem da barra communicaram no dia
11 aos jornaes da cidade do Rio Grande o seguin-
te :
As 4 horas da tarde de hontem velejava,
aproando ao banco de S. E., um navio nncional qne
reconheceu-se logo'ser o PeloScnse II, cojo capi-
to tem longa pratica de navegar para esta barra
e sorprenda todos pelas suas orradas manobras e
teiuia em nao seguir os signaes que lhe eram feitos
pela catraia tundeada no banco.
Apesar de sabir logo o rebocador Rio-Grande,
nao se pode approximar do]Pelotense II que, conti-
nuando a seguir para o banco, encalhou s 5 horas
e 30 minutos no cabeco de S. E., muito prximo e
a sotavento do casco e mastros do patacho Doua
Irmos.
Sabiram logo a lancha S. Leopoldo com o pra
tico-mor e rebocador Manoel Diabo eom o com-
mandante da barra, otas tendo o Pelotenae trans-
porto mais de metade do banco para o Lagamar,
tornou-se impossivel qualquer soccorro por forado
banco: a primeira catraia e< m o pratico Meira ny-
proximou-se do Pe tense e com bastante perigo
recebeu toda a tripola^o, por achar se o navio a
pique e cheio d'agua.
Os vapores regressaram ao porto s 7 horas e
20 minutos, trazando reboque a catraia e 1 bate
do Pelotense.
Este navio pertenoia ao Sr. Paulino Teixeira da
Costa Leite, da praja de Pelotas, e vinha da B_hia
em lastro com 17 das d viagem.
Sania Catbarina
Datas at 14 de Marfo :
Estava designado o dia 15 de Junho prximo
para a eleico senatorial.
Minas Geraes
Datas at 18 de Marco :
Foi adiada para o 1." de Maio a abertura da
Assambla Provincial.
Em Ouro-Preto trata-se de estabelecer um hos-
pital de loucoe, estando incumbido da realisaco
desse melhoramento urna commisao a cuja frente
ae acha o Sr. Pedro Coelho de Magalhes Gomes.
Em Caldas, no dia 24 do prximo findo, cahio so-
bre a ciisa do Sr. Dr, Andr Martina de Andrade,
juiz de direito da comarca, urna faisca elctrica
que causou grande, estragos as paredes da casa
e no forro, onde se encontraram diversas lascas de
madeira.
Felixm;nte nada soffreu nenhuma das pessoas da
familia, a qual a essa hora estava reunida na sala
de jantar.
Na freguezia de Santa Isabel da Campanha, es-
tando Antonio Luiz Brando em lata com sua mu -
lher, a quem j tinha lanzado no chao, veio sobre
elle urna filba de 18 annos, armada de urna fouce,
e descarregou-lhe um golpe profundo na articula-
do acapulo-humeral.
Um grupo de malfeitores dirigidos, segundo
ata, por um sacerdote, assaltou e destruio com-
pletamente urna propxiedadt do Sr. Jos de Sonsa
Soares, negociante portuguez, alli estimado de to-
das as pessoas honestas, conaervando-se impassi-
vel a polica, qual recorren o offendido.
Indignado com tal attontado, o povo da Campa-
nha, sem distineco de partido, fes urna esplendi-
da manifestacao ao Sr. Soares, qne communicou o
facto ao ministro portugus, reclamando providen-
cias para a punico do attentado de que foi vic-
tima.
As condicoes hygienicas da cadeia da cidade de
larianna, segundo urna correspondencia d'alli di-
rigida ao Rio Doce, continuam cada vez peiores,
sendo raro o dia em que nao sahe della um cada-
ver.
Nos doua ultimes dias de Fevereiro e no 1 do
corrente, cabio sibre a cordilbeira do municipio
de Jaguarv, desde as freguezias da Estiva e Cam-
pestre at a cidade de Jaguary, urna forte tem-
pestade, asompanbada de ebuva de podras, que
causou grande prejuizo lavoura, inclusivamen-
te aos cafesaes, que se estendem por toda a zona
de Cambuy e Jaguary.
No lugar denomia_ido 8. Fernando, do distnoto
de Boa Familia, termo de Muriah, ha vendo o ios
pector de quarteiro, Candido Jos Marques, co-
nhecido por Candan, mandado vir sua presenca e
desarmar um italiano, considerado como asaassi-
no, e havendo Luis de Souza Godinbo, ex-subde-
legado de polica do districto, ao saber do facto.
proferido algumas jattancias, Cando, qne soube
difl****, dirigio-se, aaompanhado de doua paisanos.
ao lugar em que se achava Godinho e accommet-
teu-o, travando-ae urna luta, de que resaltou ficar
Godinho estendido eom varios ferimentos.
No Serr teco a -parecido alguns casos de beri-
beri.
Depois de urna rigorosa aecca, que muito mal
causou s plantacoes, appareceu urna larva que se
tem propagado com espantosa rapidez as plan-
tacoes.
as immedia^oes de Iteverava e Carrapicbo, as
ro$as de milbo, os arrozaes e caunaviaes tin sido
atacados por este insecto, que vai deixando tudo
em um ostado de nudez que horrorixa ais lavrado-
res, pois semelhante ao fogo que lavra em pleno
campo secco !
Nao se sabe se por falta de invern, ou ao
que se deva attribuir este pernicioso mal.
*. Paulo
Datas at 19 de Marco :
No dia 13 fizeram acto do 5. auno e tornaran.
o grao de hachare!, os Srs. : Joaquim Birnfeid,
Milito dos Santos Sarahyba, Pedro Teixeira Soa
res e Roberto Jorge H^ddock Lobo.
Installou-se no mesmo dia, na capital, a ins-
pectora de saJe publica.
Ainda nesse da, cerca das 2 horas da ma-
drugada, Francisco Messias disparou dous tiros
de revolver sobre um individuo que, forjan lo a
porta da casa de sua residen :ia ra da Consola-
fo, tentara assasainal-o deslechando sobre elle
um tiro, avadindo-ae em seguida
No dia 15 fizeram acto do 5 anno e foram
plenamente approvados, recebendo o grao de ba-
cbarel em sciencias sicaes e jurdicas, os Srs. :
Vicente Liberalino de Albuquerqu'-, Antonio Feli-
zardo Cupertino do Amaral, Joo Jos de Araujo
e Alfonso Henrique Vieira de Rezende.
A 14 do corrente realisou-se coin grande
pompa a inauguraco da liuha da companhia car-
ril de ferro de S. Paulo a Santo Amaro. A loco-
motiva foi benta pelo Exm. Sr. bispo diocesano.
L-se na Gazeta de Campias :
O Sr. Dr. Martinho Prado, pai, venden 15,000
arrobas de caf em coco, de sua fazeuda de Casa
Branca, a u*na casa da corte, por conta de outra
da Europa, para onde deve ser remettido osee caf,
m-'smo em coco, ao preco de 44800 por 15 kilos.
lato orna uovidade na exportado do prin-
cipal genero agrcola do Brasil.
O delegado de polica da villa de Santa Cruz
do Rio Pardo participou ao Sr. Dr. ckete de poli
ca ter capturado e feito recolhe.- cadeia o m -
portante criminoso Jos Vieira da Costa, c.nhe-
cido por Jos Anselmo e que ha dozc anuos, cm
companhia de outros, assassinou em Itapetininga
o individua conhecido por Mestre Florencio.
Suicidou-se, na Franca, Antonio Pereira dos
Santos, que estava gravemente enfermo e desen-
gaado pelos mdicos.
Refere o Progresio, de Tatuhy :
Ao amanhecer de quarta teira foi encontrada
rnorU no seu proprio Leito, D. Francisca Mara de
Jess, mulher de Francelino Rodrigues da Costa.
D. Francisca morreu na posico em que dor-
ma : com a face voltada para fra, victima de
urna pancada fortissima que fracturou-lhe o cr-
neo, esmagando-lhe a orelha direita. Nao se mo-
veu, nao gemeu. Urna filhiuha que comsigo dor-
ma s conheceu, ao amanhecer, que urna parte da
noite dormir com o cadver de sua mi. Um ou
tro filho de 12 annos, mais ou menea, que dorma
ao mesmo quarto, tambem s soube da marte de
sua mi, quando, ao acordar-ae hora do costu -
me, deu com ella morta e eosanguentada.
Pelos vestigios encontrados com prebende-se
que o assassino era conheeedor do theatro do cri-
me. Enfiou-se pelo vo de urna cerca que da roa
entra para o quintal; d'alli foi direito a ama ja-
nella, que deataramelou, provavelmente com auxi-
lio de urna faca ; pulou essa janella, e collocndo-
se em frente da sua victima, que tranquillamente
dorma, descarregou-lhe com fotfa urna pancada
(que se suppe) de machado, immobilisando-a por
urna morte sbita. Depois fugio pelo mesmo ca-
minho p ir onde entrou, tendo o cuidado de ir lim-
pando a arma mortfera na gramola creseida, que
estava or val hada da chava que cahio essa noite.
Francelimo Rodrigues da Costa, marido da
victima, est indiciado como autor do horroroso
crime, levantando por isso contra si a opinio pu-
blica. O delegado de polica, teitas as prm.eir.13
indagacoes, tomou a resoluco de requisitar man-
dado de priso contra o indiciado, e, sendo este
concedido, efFectuou-se logo depois a priso.
Francelino nao cohabitava com sua esposa,
mas com outra mulher. Avisado do crime, correu
immediatamente para a casa da esposa, onde se
oonservou choro3o at o momento de ser preso.
Est feito o inquerito policial. A prova da auto-
ra do crime nao completa, mas, apezar disso,
Francelino geralmente apontado como assassino
de sua mulber.
No dia 17 fizeram acto do 5o anno, sendo
plenamente approvados e tomaram o grao de ba-
charel cm scieneias'sociaes jurdicas, os Srs. :
Manoel Pacheco Prates, Alexandre de Mello Ra
tisbona e Joaquim Xavier da Silveira.
Foram approvadcs na Faculdade de Direito no
5o anno, Jos Manoel de Azevedo Marques, Fran-
cisco Soares Peixoto de Moura, Bento Pinto do
Reg Freitas, Francisco Botelho e Ernesto Au-
gusto Malbciros.
Refere a Gazeta de Campias de 16:
Hontem deu se neata cidade um facto crimi-
noso rodeado de circunstancias muito aggravan-
tes.
Feliciano Bueno de Camargo, negociante de
animaes, que se achava estacionado no campo do
cemiterio, descia a cavalko, quando encontrou se
com o seu eseravo Julio, o seu fiel e capataz da
tropa, o qual deu-lhe um bilhete, que lhe trouxera
da cidade. Emquanto Bueno estava atenta-
mente a 1er, Julio segura-o de maneira brutal e
puxa-o para o che, dando-se es to luta entre os
dous.
Neste momento o aggredido, tomado se su-
premo terror, pedio soccorro a urna pessoa que
passava, mas esta nao attendeu, provavelmente
amedrontada diante d'aquella scena. Julio vendo
urna faca, que se achava na cinta de seu senhor,
consegaio apossar-se della e ferozmente cravoul-a
na regio supra-clavicular do mesmo. do lado di-
reito, offendendo-o gravemente.
Em seguida arrebatou-lhe urna bolsa, que
Bueno traiia a tiracolo, a qual continha uns seis
contos de res em dinheiro e diversos documentos
importantes, evadindo-se em acto successivo. A
polica tomou conhecimento do crime e mandn
proceder a auto de corpo de delicto no effendido,
servindo de peritos os Srs. Drs. Braulio Gomes e
Antonio Pereira Lima, que declararam ser gravis-
simo o ferimento.
No dia 18, s 6 1/2 horas da tarde, o italiano
Graciano de tal ferio aos seus compatriotas Achil
les Rispol e Francisco Montangni, no Campo do
Bexiga.
O Corro Paulitlano diz sobre o tacto o se-
guinte :
Francisco Montagni, o offendido, regressava da
casa de um au compadre residente no Bexiga, em
companhia de sua mulher Christina Ayuma, Gra-
ciano de tal, tambem compadre da victima, e Los
aario da tal, carroceiro actualmente empregado as
obras de palacio.
A pequea distancia, porm, tendo-se adiantado
Christina Ayuma, foi sorprendida pelos gritos de
seu marido, pedindo soccorro e disendo que ia
morror.
Voltaado immediatamente encontrou Francisco
Montagni ferido e vio Graciano ugindo a toda a
brida.
Mosearo, qne presenciou p tacto, retirou-se tam-
bero, disendo que nada revelara a respeito do
occorrido.
Na occasio em que Montagni pedio soccorro,
aparaceu Acbillaa de tal, italiano, aue achiva se
em ama .venda prosima, e procurando soecorrer
victima recebeu do offensor um ferimento de'pu-
nhal na coxa direita.
Achules deu ento o braco a Montagni e o trouxe
para a estapio central.
Segundo nos informara nao honve o mais insig-
nificante motivo que levasse o offenssr pratica
do crime.
Hontem, de madrugada, foi capturado no lugar
denominado Pinheiros, por una escolta de guar-
das urbanos enviada pelo Dr. delegado de polica
o criminoso Graciano, que acha-se recolhido na
cadeia publica.
O trem de passageirea parti ante-hontem de
Campias s 9,15 da manha descarrilhou em urna
eurva do kilmetro 11 perto de Anhumas, tam-
bando a locomotiva e dous carros de passageiros
de 1* e 2 claase, dando em resultado a morte ins-
tantnea do ajudante do trem Joo Theodoro. fi-
lho da Casa-Branca, apanhado pelos vagons. Doe
Ksaa*eiros dos carros que tombaram s<5 ficou
ido um italiano.
A Provincia de S. Paulo aecrescenta se-
guinte :
Diversos passageiros contam que o motivo do
descarrilhamento foi ter o machimsta que se chama
Eduardo Young, dado extraordinaria for$a ao va-
por, de maneira que o comboio j nao corra, mas
voava .'
Rio de Janeiro
Datas at 20 de Marco :
Alm do que consta da Parle OJficial e da nos-
sa correspondencia da corte, publicada na rubrica
Interior, pouco referem as fulhas :
Lemos no Jornal do Commercio de 19 :
Um conhecido clnico desta corte tem ha al-
guna nnnoa experimentado no circulo de sua cl-
nica e com muito snecesso o uzo do ,acido arse-
nioso, como um meio preventivo da febre ama-
relia as pessoas recem-chegadas, e conste-nos
que mais alguns clinic s por conselhos daquelle
esto experimentando esse meio prophilatico. Con-
siste elle em administrar aos individuos recem-
chegados urna dse de meio milligramma de acido
arsenioso, tres veza ao dia por espaco de urna
semana, passando depois a dar-se urna dse duas
vezes por dia durante outra semana e por ulti-
mo urna so durante algum tempo. Dizem-nos
que os individuos assim tratados ni tem sido ac-
commettidos da febre amarella.
< N i quadra actual pirece-nos que a classe me-
dica deve prestar attenpo a este promonitor e
proceder a experiencias.
N > dia 14 foi c luiirtemorado com as solemni-
dades do estyllo, o anuiversario n .talicia de S. M.
Imp Tutriz.
A Cmara Municipal d?. Corte, por essa occa-
sio, entregou 17o cartas de liberdade, celebrando
urna bonita festa.
Vugmentava de intensidade a epidemia de
febre amarella.
Rabia
Datas at 23 de Mar;. :
O cons-.'lheiro presidente da provincia seguio
20, acompanhado do Or. chefe de polica, para S.
Bento das Lages, afin de visitar o Istituto Agr-
cola.
Lemos na Gazeta aa Bahia de 20:
Realisou-se hontem a 1 hora da tarde, como
estava annunciado, a reuno convocada pelos Srs.
Baro do Guahy, Dr. Jos Marcellino de Souza e
Baro de Villa Vicosa, para tratar-se da fundaco
de urna associafo que promova n'esta provincia
os interesses da immigracao.
^ A reunio foi brilhantissima pelo extraordina-
rio numero dos cidadaos que a ella concorreram,
dos principaes de nossa sociedade, representando
as diversas elasses.
Achivam-se presentes Ss. Exea, os Srs. con-
selheiso presidente da provincia, presidente da
Cmara, director da instruebo pubjica, deputa-
dos g'-raes e provinciaes, da actual e da legisla-
tuia nuda, vereadores, cnsules estrangeiros, ne-
gociantes, agricultores e industriaes.
Abri a sesso o Sr. Baro do Guahy, que ex-
pos os motivos da r.unio e tornou patente a oe-
cessidade da asaociaco projectada.
Orou em seguida o Sr. Dr. Jos Marcellino,
que expz sua opinio sobre os meios de estabele-
cer-se a mmigrayo.
O Sr. Dr. Leovigildo Filgneiras, tratando
longamento do assnrapto, referi se ao projecto que
a tal respeito apreaentou assetubla, e desen-
volveu as deas n'elle contidas.
O Sr. eooselheiro Jaronymo Sodr*, adhenn-
do 4 idea, fe observa^oes sobre a conveniente
escotba daa i *$.-*, e apr-^^ntoa objec^jus, a que
respondeu o Sr. Dr. J >s Marcellino.
O Sr. conselheiro Carnero da Rocha tornou
saliente a falta dos goveraos, que t a cuidado da
immigrafo para o sul, esquecendo-se do norte.
Fallaram ainla os Srs. Baro de Guahy e Dr.
Leovigildo Figueiras.
A numerosa assembla tomou parte nos deba-
t .8 por apartes e signaes de approvac>o, o- que
revela o interesse que o assumpto desperta entre
nos.
Em seguida o Sr. Baro do Guahy apresen-
tou duas propostas, que foram aceitas por accla-
mafo, indicando os cidadaos abaixo nomeados
para constituirem a commUso do organisafa de
estatutos da associafo insinuada, e a direc9ao
provisoria que deve servir at ficar regularmente
constituida a mesma sociedade:
Commisao de estatutos.Dr. Leovigildo Fil-
tru iras, conselheiro Carneiro da Rocha, e Dr.
Eduardo Ram:s.
Dirjcco provisoria. Dr. Dionisio" Goncalves
Martina, commendador Adolpho Hasselmano, con-
selheiro Jos Luiz de Almeida Couto, Dr. Jos Al-
lioni, Franz Wagncr, Horacio Augusto Lopes, Ba-
ro Muniz de Arago, Baro de S. Francisco, An-
tonio Francisco Brando, Fernando G. Dobbert,
Jos da Costa Pinto, Dr. Arthur Cesar Rios, con-
selheiro Jeronymo Sodr Pereira, Dr. Ssverino dos
Santos Vieira, Dr Leovigildo Filgueira3, Dr. Ma-
noel de Assis Souza, Di. Jos Marcellino de Souza,
Baro de Villa Vifosa, e Baro de Guahy.
No dia 9 do corrente, no lugar denominado
Laga, no termo de Sant'nna do Cat, Manoel
Pereira Chaves toi ierido com urna faca Ja sobre o
peto esquerdo por Manoel Theodoro de tal, falle-
cendo o offendido no lia seguinte.
_ O delegado respectivo proceden a corpo de de-
licto na victima, e fez o competente inquerito, u
remetteu ao Dr. promotor publico p >r intermedio
do Dr. juiz municipal, paraos fins 1 -_r i- s.
Ainda reinava i pidemicamente, tanto na
capital, como em Alagoinhas, a febre a ra.-ella.
noticias do .\orle do Imperio
O paquete nacional Bahia, entrado hontem do
norte, trouxe as seguintes noticias :
Aina/oiino
Datas at 12 de Marco :
Cuntinuavam os in^ueritos sobre o grave con-
flicto occorrido entre os soldados de polica e de
linha.
Ja tinham sido inqueridas 13 testemunhas, fal-
tando ainda algumas.
Menciona o Commercio do Amazona qne no
dia 2S do passado houve urna rixa entre soldados
do 3 batalho de infantaria no mesmo lugar on-
de deu-se o grave conflicto.
Os desordeiros foram presos, e entre elles um
ferido.
No lugar drinominado Abufary fra violada
urna crianza de tres .nnos de idade, filha do fina-
do Abdon Mendes Portilho, por um negro ex-es-
cravo do mesmo Portilho.
Simplesmente monstruoso !
No dia 7 do corrente installou-se a villa de
Labra, creada por lei provincial n. 523 de 14 de
maio de 1881.
A recebedoria provincial arrecadou em Fe-
vereiro ultimo 110:506*762.
Em igual mez o rsndimento da Alfandega
foi de 65:7984778.
Para
Datas at 18 de Mar$o :
Para promotor publico da comarca de Bragan-
C% toi nomeado o bacharel Joo Borges Pareirs,
ficando exonerado deste cargo o cidado Antonio
Mariano Marinbo.
Foi nomeado secretario do bispado desta
diocese o Revm. padre Dr. Antonio de Macedo
Costa Sobrinho.
Chgara alio cruzador Almirante Barroso,
que se dirige Nova Orlees.
__ Ainda se davam caaos de beriben em Belm.
Noticias deMuan discm que continuava
desoiador o estado deste municipio ; as febrea
palustres tem tomado grande incremento e a pe-
iulafo se vai extinguindo a pouco e oouco, oci-
ada pela morte.
O Muanense tractaado do estado crtica do
local dis :
O commercio est laclando com tuna crse
horrorosa, devido 4 falta de colheita da borracha,
nica industria da pobre e inculto, indolente re-
tine i ro povo.
A populaco acostuinada a vivar por largos
annos da extraceio da gotniaa elstica, nao pre-
A


piarte de PeroambneoSabbudo 27 de Marpo de 1886


Tenio e nem calcalou a eventaalidade da urna cri-1
se, eocao & que te est pateando.
Despreaou a agricultura por muito trabalho
ue de demorado Tuero; abandonou ai creacies
dai are domesticas e doe pequeos gado* oomo
empecilbo para aa constantes arribacoes peculia-
rea i colheita da borracha.
Reoonhecese tudo uto ; verdade que oc ae-
ringueiros sao culpados de ana propria miseria
actual; mas, ein paga de tal erro, suprema dee-
humauidade deizar morrer assim a mingoa urna
populaco inteira.
Appel'amos para a phlantropia dos cidadoa
em geral, dos ricos ; invoquemos a proteceo do
governo; faca-se alguma couaa para salvar es
restos da misera populaco, que perece a fome e
ao abandono.
O Dr. juiz de direito da comarca sustenten
O despacho de pronuncia contra Florentino Ribei-
ro de Farias, incurso nos arts. 202 e 206 do cdi-
go criminal.
D?sabara a frente da casa onde resida
Raymundo Benicio Pinheiro, porm felizmente
nao bou ve desgrana a lamentar-se.
Maranhao
Datas at 20 de Marco :
No dia 13, com as solemnidades do estyllo, foi
installadH a Aasembla Provincial, lcndo o Eira.
Sr. conselheiro Bandeira de Mello, presidente da
provincia, o seu relatorio.
__ Para a c.dade de Grajah seguio um contin-
gente de pracas do 5o batalho de infantaria, sob
o otando de um alteres.
__ Lemos no Paiz de 16_:
O Sr. conselheiro presidente da provideia re-
cebeu hontem o seguinte telegramma expedido
de Caxas pelo respectivo delegado de polica :
O promotor publico do Mirador pede-me para
participar a V. Exc. que houve all um conflicto
entre 5 pracas do destacamento e o ex-carcereiro
Bomfim, resultando ferimentos graves neste e le-
ves naquellas ; que o estado da villa anormal,
receiando-se maiores conflictos eatre a forca e
particulares, que a querem desraoralisar. Segu
ram officios no primeirc vapor.
Chagas, delegado de polica.
Nao possivel por telegrammas, que sao fer-
rosamente eoncisos e deficientes, avahar a gravi-
dade do facto, e a>nda menos a responsabilidade
dos que nelle figuraram ; a correspondencia offi-
cial, annunciada pelo delegado de polica de Ca-
las, dar os pormenores do conflicto, os motivos
e os autores delle. Antes de recebida essa cor-
respondencia, nao seria prudente enunciar qual-
quer juizo a respeito.
O commandanle do destacamento de Mirador,
que exercia tambem o cargo de delegado de po
hcia. o tenentu do 5" de infantaria, Oliveira Epa-
minonda*, j est tranbferido para a comarca do
Grajahu, sendo substituido no commando pelo l-
ente d i carpo policial Ayres Pasaos, que j se-
guio a seu destino. *
A' 29 accrescentou a mesma folha :
Consta nos que S. Exc. o Sr. conselheiro pre-
sidente da provincia recebera h"je communicaco
do Mirador, das q iaes se deprehende que o con-
flicto all havido ltimamente entre o tenente Ray-
mundu Bomfim e ulguinar pracas do destacamento
foi devido a ter-se recusado o dito Beinfim a en-
tregar um fa :;I > e um grosso ccete com que rx-r-
corria as ras da villa, ferindo aquellas pracas
que, defendendo-se e pretendendo desarmal-a, o
feriram tambem.
Os nimos acharase bastante irritados e o Dr.
juiz de direito da comarcha acha conveniente a
ida do Dr. cuete de polica ao Mirador, onde oa
odios entre particulares faz-m receiar qualquer
acontecimento desagradavel.
L-se no l'ommerc o de Caxias, de 13 do
correte, o seguinte : Mirador.
C'jmo se \ d is trechos de urna carta escripta
desta villa em 6 do correte, que em seguida da-
mos, houveram all varios ferimentos na tarde de
5, por occasio d um conflicto travado entre o
Sr. Raymundo Bomfim e alguns soldados do des-
tacamento.
Diz a referida carta :
Uontem, pelas 3 horas da tarde, foi Raymun-
do Bomfim gravemente ferido, devido a um en-
contr que teve com 2 soldados, os quaes tra van-
do se Bomfim aiuda chegsu a ferir os meamos e
depoia anda mus um que chegou pira apartar o
barulho. "
O Rangel inmediatamente procedeu a corpo
de delicto cm Bomfim e os delegado nrs tres sol-
dados.
Nesaa occasiofoi tomadode Bomfim um ccete
e urna formidavel faca pajehu, e seriara victimas
ss soldados Herminio v Deodato, se nao fossem
os outros soldados que chegaram aps o ba-
rulh.
Devo augmentar que Bomfim es le a manh
daquelle dia que insutava os soldados com epi
thetos de ladrees de bode c canalha sem ver-
gonha, o que deu causa a esta grave desor-
dena.
o Consta-nos que o juiz de direito da comarca,
ao ter conhecimento destes factos, seguio de Pas
soa-Bons para aquella villa, com alguns sol-
dados. >
Fallecen o coronel Jos Narciso Carneiro
Leo, ebefe do partido liberal em Pastos-Bons.
Era commandante superior da guarda nacional, e
Io supplente do jniz municipal.
Cear
Datas at 23 de Marco :
Foi removido para a comarca de Vicosa o
promotor publico da de Quixeramobim, hachare 1
Alvaro Gurgel de Alencar, e nomeado para esta o
bacharel Bemvindo Gurgel do Amaral Valente.
L-se na (.onstituicao de 23 :
Continua a chover abundantemente nesta ca-
pital e pontos vizinhj.f. d'onde t moa noticias :
Hentem, das 3 at as 5 horas da madrugada,
cahio nesta capital urna grande chuva, acorapa-
nhada de fortes descargas elctricas.
De manh verificou se terem cabido na ca-
pital tres faiscas elctricas, tuna no mastro de
signaes da Fortaleza de N. S. d'Assumpco, urna
em casa da viuva de Augusto Rodrigues, e outra
no Buulevard do Visconde do Rio Branco.
A que cahio na casa da Ra do Conde d'Eu
Eroduzio algum ettrag ; mas, felizmente, nao
oove victima a lamentar.
Hontem centinuou a chover.
__Fallecern : na capital, Joio Nogueira do
Na cimento; na povoaco da Pendencia em Ba-
turit Antonio Nogueira de Hollanda Lima ; e
em Ibiapina, coronel Miguel Soares e Silva.
Rio ronde do Norte
Datas at 24 de Marco :
Proseguir em seus trabalhjs a aasembla pro-
vincial.
Paranjba
Datas at 25 de Marco :
As noticias desta provincia sao destituidas de
intersse.
EXTERIOR
Correspondencia do Diario de
Pernambuco
PORTUGAL -Lisboa,
de 1886
7 de Margo
Treguss o motd'ordreem todaalinha. A malc-
ra, que regeneradora, visto a cmara ser anda
a mesma que apoiava o gabinete presidido pdo
Sr. Fontes, nao se tem manifestado irritante. Des-
forra-sc todavia em dirigir aos novos ministros,
perguntas que nunca se lembrou de faser aos de-
ruisaionarios. Parece estar esgotado quasi o ca-
thalogo das cousas publicas sobre ss quaes pode
interrogar o ministerio. Em elle se eagotando,
observava urna folha burlesca antes de hontem,
de crr que prncipiem entilo os deputados regene-
radores a indagar no parlamento se os Srs. minis-
tros comem sallada de p pino e se lbe bebem agua
em cima, e que tencionam fazer depos?
Compre advertir que estand )-se em pleno car-
naval, este commentario nao pnrecer to fora de
proposito, apezar de ser lido ahi na quaresma.
Como Ibes disse na minha de 3 do corrente, foi
approvado na cmara dos deputados o orcamento
rectificado. Ninguem fez questo d'uma lei que
por todos considerada de mera expediente. As
jis da fixaeo das torcas de trra e mar tambem
estavam no mesmo caso e foram votadas pela c-
mara. .
Approvou se igualmente um projecto de le, de
iniciativa da novo gabinete, antorisando o governo
a adiantar cmara municipal de Lisboa urna
somma equivalente consigsacSo que este muni-
cipio deve reeeber do tbesouro publico durante o
primeiro semestre do anno econmico de 188687,
ficancto a cmara respcnsavel pelos encargos das
operacoes que o tbesouro teha de faser para ef-
fectuar esse additameato.
E' esperado dentro em poneos dias em Lis-
boa S. A. R. e prncipe D. Carlos. Disse que o
sao eaaamento com a princesa liara Amelia de
Orteacs aeri para Mato deste auno. Logo que S
A chegar 4 Hespanha partir para Pars o Sr
conaeibeiro de estado Antonio de Serpa Pimeutel
como plenipotenciario, afina de assignar as escr )-
turas an te-nu peaos.
Cootiniia a prepararse o palacio de IJelem, sob
a direceo carinhosa e elegante da S. M. a rainha,
para nelle residirem os augustos novos.
A' 4 deste mes, a sesso da Academia Real
das Sciencias de Lisboa foi muito notavel, por .- er
a primeara a que assistio com3 presidente S. M. el-
rei o Sr. D. Luis, suecedendo naquelle cargo a seu
fallecido pai, el-rei D. Fernando.
O Alustrado soberano foi recebido com alvoroc
por aquella corporaco scientifioa, que toaasigna-
lados favores deve ao seu augusto presidente.
Al.a de inultas distinooes reitas a academia, offer-
ton-lhe, ha pouco, el-rei, as obras completas em
manuscripto, do famoso Pedro Nunes, que sao de
inestimavel valor e constituem a parte mais impor-
tante das riquezas bibliographicas da academia.
El-rei offerecendo academia um exemplar da
sua magnifica traduccao do Othtllo de Shakespe-
are, fez um pequeo discurso que mais realoou ain
da pela extremada modestia com que S. M. quiz
esconder a sua assignalada individualidade Ilite-
raria.
E a nome da academia, respondeu a S. M, o
Sr. Pinheiro Chagas, pondo bem em relevo o su-
bido talento e o profundo saber do augusto acad-
mico.
E sao esses incontestavelmente dos mais bem
merecidos ttulos de gkria com que a naco honra
o s >beranu.
O ministerio eatava representad" pelos Srs. pre-
sidente do consejho, Luciano de Castro e ministro
dos negocios estrangeiros Barros Gomes. A' di-
re ita de el-rei ficava o Sr. Latino Coelbo e es-
qurrda o Sr. Villena Barbosa.
Foi publicado hontem no Diario do Governo
o decreto convocando as assemblas cleitoraes
para o dia 21 do corrate, afin de ser eleito um
depuudo por cada um dos circuios do Vianna do
Casto! lo, Covilha e Beja e tambem se far a elei-
co d'outro deputado pelo circulo de Angra do
11 roismo, no da que o respectivo governador ci-
vil designar.
O ministerio foi no dia 4 comprimentar S. A.
o Sr. infante D. Augusto, que ha das regressou de
Aveiro, onde fra inspeccionar o regiment de ca-
vallaria n. 10.
Foi agraciado com o titulo de Conde de Pe-
nha Longa a Sr. Visconde de Gandarinha, par do
reino e chefe de urna das mais importantes casas
comroerciaes. S. Exc. digno da nova merc cem
que foi agora agraciado pela manificencia regia,
pelos muitos e desintereasados aervicos que tem
prestado naci.
Parece que ao Sr. Dr. Luiz Jardim tambem se-
r conferido o titulo de conde, indo em seguida
para Vienna d'Austria como plenipotenciario, e
retiran lo-se daqu< lie posto diplomtico por motivo
de sua precaria sade o Sr. Conde de Valmor.
Contina a completar-se o pessoal adminis-
trativo. A' lista de governadores civis que Ihes
mandei na minha do dia 3, podem accrescentar:
O bacharel Albano de Mello Ribeiro Pinto, para
o districto da Combrt;
O bacharel Antoni) Mendes Duarte Silva para
o districto da Guarda;
O bacharel Maooel Joaquim de Almeida para o
districto de Faro;
O bacharel Jos Tiberio d-t Roboredo Sampaio
e Mello, para o iistricto do Beja.
Annnncira nos um telegramma dos Estados
Unidos que urna violeutiasima tempestada cahiria
sobre as costas da Europa entre os dias 4 e 6 do
corrente. Cumprio se fatalmente a previso meteo-
rolgica. O tempa tem sido de completo venda-
val. As cheiaa dos nossos nos tem j causado es-
tragos. O Mondego trasbordando tem alagado to-
do o baTO baix) de Coimbra, e destruindo 100,n
de talude e o ramal do caminho de ferro.
Em gueda tambem os prejuizos sao considera-
veis. Ha dias que chove seguidamente.
As aguas do Douro augmentaram de volume e
a sua corrente imp''ctuusa.
Na ultima sesso da Associafo doe advoqa-
dot foram appovadas as seguiotes propistaa apre-
sentadas pelo Sr. Dr. Vicente Munteiro, um dos
mas ditinct-ia advogados dos auditorios de Lisboa
e altual governador civil deste districto aaminis-
trativo :
1* Que a associafo tratasse com a maior bre-
vidade possivel, de formar um projecto de revisao
do cdigo commercial, eomecando desde j pela
legislacao sobre fallencias ;
2" Que para se oouseguir o fim proposto se dea-
tioassem duas horas em cada conferencia, s quar-
tas-f-iras. sem prejuizo das cnsul'as a que a as-
sociaco tivetse de responder, as quaes seriara
discutidas em primeiro lugar.
3a Que se tomasse para texto do projecto da re-
forma dos ttulos da tallencia o livro 3o do cdigo
commercial italiano, que comecou a vigorar no o
de J-.neiro de 1883.
Resolveu-se mais que a discusso principiasse
na sesso de 17 do corrente e quj se officiasse
Assocacao Commercial para se fazer representar
nessas sessoes afimdu ser ouvida sobre o assumpto.
E tendo-se o Sr. Dr. Carlos Jos de Oliveira ijfiFe-
recido para traduzir a parte do ;odigo italiano
que trata de fallencias, foi a offerta acceit, d ven-
do a traduccao ser mmediatameate imprefsa e dis-
tribuida pelos socios.
Antes de hontem reunio-se a Associaco
Commercial de Lisboa. Feram eleitos para a com-
misso de exame de coutas os Srs. Carlos Ferreira
dos Santos Silva, Jos Carlos Desterro e Julio
Jos Pirca.
A direceo tambem procurou no mesmo dia o
Sr. M irianno de Carvalho, ministro da fazenda,
a quem foi renovar os pedidos que fizera com res-
peito pesca do bacalho f.-ita por navios portu-
guezes e dos melhorameotos do porto de Lisboa.
O ministro da fazenda proraetten oceuppar se
com toda a urgencia da questo da pesca do baca-
lho, por isso que seappioximav* a epoca.propria
para esse trafego, e declarou que lhe mereciam
particular attenco os melhoramentos do porto de
Lisboa, que esperava ver embreve definitivamente
iniciados.
A direceo tem igualmente resolvido dingir-se
ao Sr. ministro dis obras publicas para agradecer
em nome do commercio os valiosos offerecimentos
que S. Exc. fez elasae commercial por occasio
da Sua despedida de secretario do tribunal do
commercio, offerecimentos que em officio do presi-
dente do jury foram communicados direceo da
Associaco Commercial.
Foi votado na cmara dos deputados o pro-
jecto de lei de encerramentos de exercicios. En-
trou depois em discusso o projecto relativo co-
branca domiciliaria em Liabo da centribuico in-
dustrial.
__Tem oceupado uestes ltimos das a atten-
co da cmara dos pares o Sr. marques de Sal-
lada, defedendo a sua adminiatraco do districto de
Braga, e no campo da defeza, sem osar de repre-
salias, tem apresentado cmara documentos
muito lisongeiros, e at do tallecido consolheito
Anselmo Jos Braancamp chefe do partido progres
sista, quando em tempo lhe offerecia o cargo de
governador civil do districto de Evora._ Todss,
as galenas, os preprios deputados que deixaram a
sua cmara para irem dos pares ouvir o Sr. mar-
que de Sallada, esperavam escndalo grande ;
mas ficaram logrados. O marquez muito fluente
como orador parlamentar e erndito como poucos ;
mas nao tem sabido do campo da defeza e os que
alli inm com a esperaoca de ura espectculo, pei-
deram o sea tempo, porque o orador codilhou-os.
Expedio-ae ordem para que a corveta Afion-
io de Albuquerque, era logar de se dirigir de Loan-
da para o Rio de Janeiro, como se tinha ordena
do, siga directamente d'aquelle porto para e de
Lisboa.
Parece que ser nomeado governador ge <-al de
Cabo Verde o digno par do reino, coronel de arti-
lhana Francisco Mara da Cunha, queja exerceu
o cargo de governador geral da provincia de Mo-
cambique e actualmente director do real collegio
militar. O nome do Sr. Cunha foi inJigitado
agora para a pasta da guerra ; mas parece que 8.
Exc. n acceitou o encargo, para o qual tinha
comprovadas aptidoes.
Vai formar-ae urna empresa com o titulo de
Companhta de crdito do vinhos authenticot do
Douro, diz no seu ultimo numero da Correspon-
dencia de Portugal o su proprietario o Dr. Felip-
pe de Carvalho em artigo assigoado pelo mesmo
cavalheiro
As bases da sociedade, cuja iniciativa em gran-
de parte seno toda lhe pertenc, vem publicadas
n'esse numero da correspondencia (729;.
requerimento ao rei comeca assim :
< enhor. A empresa da Correspondencia de
Portugal, em cumprimento derecommendacoes que
tem Hdo de correspondentes seus do Brasil, inte
ressados todos na sustentaco do crdito dos vi-
nhos legtimos da regio do Douro e que oonst-
tuem o mais precioso e rico producto de Portugal,
prepoe-se a. constituir urna sociedade sem encargo
algum" para o E3tado, e s em proveito do pas e
do crdito dos vinhos, compasta so de iuteressados
no crdito dos vinhos sobjtderwminacaoQompa-
nhia do* Vvaho* AntkmMor* do,
Seguem-se as bases da sociejd^jun 8 artigos.
A representacao ou requerimento oftMa^ncIue
pedindo o decret amento de tudo quanto n
representacao fica pedido e dependa de acto do
verno, sem affectar a plenissima liberdade com-
mercial, ne-n particulares interesses.
__ N'estes ltimos dias, o governo declarou as
duas cmaras legistativas que nao abandonar o
projecto dos melhoramentos do porto de Lisbia, e
que d'elles, desde a abertura do primeiro concurso
para os seus planos resultavam direitos d|arceiro
que cumpria respeitar.
Eatio 12 fascculos publicados do Mimio
Pittobbsco, de que edjtor o Sr. Antonio Mara
Pereira, cuja activdade", honradez e bom senao
pratico esto prestando solidos servicos s lettras
nacionaes. E' autor d'esta interessante publica-
cao o Sr. Jos Augusto Vieira. A edieco, a que
sem favor algum se p 'e chamar urna edieco de
luxo, Ilustrada com mais de 300 gravuras dos
mais celebres artistas, sendo os desenhos do Sr.
Joo de Almeida. Algumas estampas magnieai,
em chromo-lytbographia, representando costu
mes e 6 mappas chorographicos da provincia,
gravados expressamente, enrlquecem a obra, que
dever deitar dous volumes de 24 fascculos cada
um.
E' efectivamente o Minho ojardim de Portugal,
e com qu3 saudades nao deixam aquella populosa
e enrgica provincia os jue tiveram a ventura de
alli nascer, ou pelo menos o de percorrel-a, admi-
rando-lhe as paysagens ncomparaveis, onde parece
que a natureza mais se esmerou em captivar-nos
a phantasia de auprezaa parasticas !
Mas nao cuidem os meus amigos, se acaso nao
folbearam anda o Minho Pitloresco, ser apenas um
trabalho fugitivo de touritte, qi>e b das bellezas
intuitivas nos falla, porque m lis o impressionaram
de relance, com as horas contadas para, em pouco
tempo, colher os elementos de urna elegante collec-
co de trechos descriptivos. O Minho Pittoresco
muito mais do que sao, pirque a par das mais in-
olvidaveis descripcoes. aprotunda as leudas e tra -
dicoes locaes, fas verdadeiros estudo3 archeologi-
cos, em dia com as descobertas da sciencia d ao
leitor ampias nocoes geslogicas e chorographicaa
dos sitios descriptos e tudo n'uraa linguagem orna
da oom sobriedade, amenissima emfim, como a lo-
ca idades que procura reproduzir-uos c m exacti-
do, sem esquecer a parte etbnographica que
muito curiosa tambem, coslumes populares, o viver
intimo d'aquella boa gente industriosa e activa,
que traz no ssngue energas herdadas de povos
que viveram em pocas remotissimas.
Sao finissimas as gravuras e mui correctos os
desenhos.
Se fiz um parntesis para Ibes fallar d'esta no-
tavel publicaco, a que e nosso grande escriptor
Camillo Castello-Branco nao duvidou tecer elogios
excepcionaes, que a imprensa tola de Portugal
reproduzio ha p jucas semanas, porque realmente,
representa um verdadeiro acontecimento nao a
litterario, mas tambem artstico.
E' livro emfim, que faz honra nossa typogra-
phia e a que os bibliophilos de qualquer paiz daro
o devido apreco.
Conta urna folha de Lisboa que o riquissimo
Duque de Aumale, to da princeza Mara Amelia,
futura Duqueza de Braganca, tem tanto praser en
que esta allianca se effectue, que tenciona accres-
centar consideravelmente o dote de sua querida
sobrinha
O Duque de Anale e viuvo, sem filrns e s
para ser um .los h mena mais ricos da Europa,
bastam-lhe as riquezas da opulenta casa do prin-
cipo de Conde, que o duque possue. A casa de
Braganca tambem nao dexa de considerar-ae r-
quissima e 'ale, por estimaco commum, una qua-
(ro mil contos.
Fora n iiome*dos os louvados para avaliar oa
bens do casal do f illecido re o Sr. D. Fernando,
n inventario a que se eeti procedendo. J foram
intimados para prestar juramento nos termos da
lei.
Preparam-se grandes galhofas populares pa-
ra os das de entrudo. Mais de 60 dancas abtive-
ram a respectiva licenca do governo civil. O gru
po aristocrtico dos rapazes fundn ha ecusa de
um auno o Club dos Salsas ou Salsas Clubs, como
agora se inltulam, inglezando o raotJ e teucionam
sahir ra n'um grupo de 18 cavalleros. Soires
na alta-roda nao faltara, e bailes de mascaras >
baratos nao escasseiam igualmente para os que nao
teem convites nem accesso aos primeiros, e nao
prescindem de pagar ao mythologico deus das fo-
lias carnavalescas o sacrificio choreographico de
algumas horas, bem tressuadas, de cancans deseu-
fi eados.
r*ois que se dvirtam, que esto no seu tempo, e
que de tudo aso nao levem p.zares nem dssabo
res durad jhros.
Hontem em S. Carlos tiveinos urna esplendi-
da Ada, em que tomaram parte o tenor Masini
(esenso de adjectivar este nome) e a prima-dona
Dvris, que tambem nao carece de qualificatvos,
porque todo o mundo sab ser esta Diva urna ver-
dadeira celebridade.
Por telegramma de Mocarabique sabe se que
o explorador Serpa Pinto seguia para Lisboa,
em cons-queocia de nao ter obtido m-lliora para
os seus padeciinent is. Este valoroso official da
nossa armada eslava servindo o lugar de cnsul
portugnez em Zanaibar.
__ Interrogado o governo na Cmara dos Depu-
tados acerca das recompensas nacionaes propostas
para galrdoar os assignalados servicos de Capello
e Ivens, respoBdeu por modo satisfactorio e que
dexa comprehender a sua adheso ao projecto, que,
se bem me record, fra apresentado pelo Sr. Lu-
ciana Cordeiro, secretario perpetuo da Sociedade
de Geographia de Lisboa.
L.
ISTERIR
Correspondencia do Diarlo de
Pernambneo
RIO DE JANEIROCorte, 20 de Margo
de 1886
canABio:O dia 14 de Marco.Com) a Cantara
Municipal festejou o anniversario da
lmperatriz. Beneficios do Livro de
Ouro. Palavras do Imperador se-
gundo o. Pait. -Correccofeitapelo
prndente da Cmara.A allocucSo do
internuncio apostlico no cortejo official
As evoluoSes da n-ssa divtso de en-
couraeado*. DelibcracSo do governo
acerca dos navios de madeira.Conjec-
turas sobre os aconteoimentos do Rio da
Prata.Ainda o incidente Poli. Os
5 / da ultima lei sobre o estado servil.
Eleifio senatorial de Sania Catharina.
7o districto de Minas. Urna errata.
O dia 14 do corrente, anniversario natalicio de
S. Magestade a Imperatriz, foi festejado pela,
nossa Cmara Municipal, conforme havia sido ane
nunciado com a libertaco, pelo Livro de Ouro, d.
173 escravoa, 103 do Bexo femenino e 70 do mas
culino.
O fundo desae Livro, creacao do Sr. Nobre, pre
Bidente da Cmara transata, formado por dona-
tivos particulares e subacripces promovidas pelos
ve readores.
A primeira vez que se recorreu a elle foi no an-
niversario da Princeza Imperial, 29 le Julho do
anuo passado, e de ento at o presente, contados
os que tiveram lugar 7 de Sctembro e 2 de De-
zembro, ascendem 500 os escravos libertados
por aquelle fundo, segundo recordou, no discurso
que na occasio proferio o actual presidente da
Jamara, afirmando ser proposito deesa corporaco
continuar no caridoso euipenho d civilisaco que
tomou, de solemnisar por esse modo todas as fes
tividades nacionaes.
O acto aque se pode chamar festa, teye lugar
na sala de honra do Paeo Municipal e foi to so-
lemne quanto podia sel o, uo so internamente,
como no exterior, onde aglomerou-se grande massa
de povo.
Ao meio-dia, diz um dos jornaes que descre-
vem a festa, ao meio-dia, urna salva de gyrandolas
aonunciou a entrada de Sua Magestade o Impera-
dor e da familia imperial no campo da Acclama-
co; e logo em seguida salvou com 21 tiros um
parque du arlilheria poatado em frente ao quartel
do 1 batalho de infantaria.
Pouco depois chegaram Suas Magestades e
Altezas Imperiaes, ao Paco Municipal, onde foram
recebidos, ao som do bymno nacional, pela Illma.
Cmara incorporada, tendo sua frente o estn
darte aleado.
Dirigindo-se ao pavimento superior, Sua Ma-
gestade o Imperador e a imperial familia tomaram
aasento sob o docel, que se bavia preparado no sa-
llo de honra, e logo em seguida, imptrenlo venia,
o presidente da Illma. Cmara declarou aberta a
sesso solemne.
Foi Sua Magestade a Imperatra quo intregou a
cada um dos libertados, a medida que iam sendo
chamados, a respectiva carta, lavrando-se anda
depois urna acta, que foi assignada por Suas Ma-
jestades e Altezas e pelas peasoas presentes. Ter-
a testa com o hyinno da liberdade cantado
peas"' ajumnaa das escolas municipaas; e-foi
aso* s^WnnB^n'" asase hymno -Nigwa
Pait qnem tallaque Sua ?logestade o Imperador
dignou-se de manifestar a impresbo qae lhe
causara a brilbante festa, antis cerinonii tocaute,
que mais resgata a conscencia aacioaal da culpa
om que reincide contumaz, do qui a absolvem os
sophismas articulados que ahi correm impresaos
com o rotulo de lei e regulamentos para a era n-
cipacilo gradual do elemento servil.
Sua Magestade o Imperador ao retirar-se
disae commovido :
>ei que nao tenho muitos aunas de vida,
mas espero *o morrer sem ver terminada a es-
cravido no Brazil. ()
Em seguida retiraram se Suas Magestades e
Altezas para o Paco Imperial, onde houve o cor-
tejo do estylo. Coube ao internuncia apostlico
proferir em nome do corpo diplomtico o discurso
da etiqueta que peco permisso para aqu offere-
cel-o ao leitor, que, cortamente, concordar com-
migo que era menos palavras nao se poderia dizer
mais e melbor do que o fez Monsenhor Coschia
Eis a sua ellocusso:
Senhor. Se muito se tem podido escrever da
miaso da mulher no lar da familia, \ae se dir da
?|ue ella cumpre quando posta n'um th-ono ? Na
amilia a virtude puramente domestica. O
exemplo que parte do solio publico, e urna s mu-
lher serve de norma naco inteira.
Eis o que explica esta especie de culto que o
paiz todo presta a S. M. a imperatriz e justifica o
regosijo que vai hoje de um extremo do imperio ao
ontro festejando-lhe o anniversario natalicio.
Senhor.Habituado a tomar parte em todas
as alegras de Vossa Magestade e da familia im-
perial, bem como em todas as que faiem a ventura
do paiz, o corpo diplomtico vem tambem hoje fe
licitar Vossa Magestade e manifestar os seus rae-
Ibores votos pelo anniversario do nascimento de
8. M. a imperatriz. >
A's 4 horas regressou a familia impenal para
Petropols, d'onde tinba desodo pela manh, e ali,
chegada do trem, foi a imperatriz sorprehendida
com iu>a ovaco que lhe fizeram as senhoras que
a saudarara com acclamaco^s enthusiasticas, lau-
cando lhe flores. A essa ma nifestacao aesoea-
ram-se os diplomatas e outros cavsiheiroaque f-
zem residencia de vero n'aquella cidade, e que, se
haviam antecipad) e chegaram tempo, partindo
com o Sr. ministro da fazenda em urna lancha do
Arsenal de Guerra para^alcaucarem o trem ordi-
nario em MauA-
Era carapanhia do ministro portuguez, o Sr. To-
var de L moa, nao ha muito casado com urna se-
nbora fluminense, distincta pela sua familia e for-
tii i, ia o commandante da fragata portuguez
Rainha de Portugal, chegada ha pouco ao nssso
porto.
Paia festejaren i tambem aquelle da varias pes-
soas qualificadas derara cartas de liberdade a s-
cravos seus.
Quando ltimamente sahio barra a fora a
nossa divisa> de encouracados, para fazer exercicio
e evoluoes, na liba Graude, nao filtaram conje-
cturas de que, de evoluco, ella cheg^sse at San-
ta Catharina, onde tea de ficar ttenta aoa acon-
tecimentos que comecavam a dar-se no Rio da
Prata. Agera acaba o Sr. ministro da marinha
de ordenar que os navios de madeira que se acham
estacionados em diversos portos do imperio, se
reunam no porto de Santa Catharina, afira de
constituirem-se em eaquadra para faser diver-
sas manobras de evoluces, tendo semp'-e perma-
nencia as immediaeoos daquelle pjrto.
Essa deliberaco faz acreditar que nao deixava
de ha ver fundamento n'aquellas coujecturas. Por
outro lado, recomnendou ao mesmo tempo o Sr.
ministro da guerra a compra de cavalhada no Rio
Grande do Sul, e effectivameiite, segundD cousta,
j foram comprados 800 cavallos doe muitos que
tem passado da Banda Oriental para o Brasil,
tanto de estancieiros orienaes como de brasileiros,
que nao os querem ver roubados ou p.-las forcas de
governo, ou pelos revolucionarios.
Querem alguns que aquella compra nao foi teita
seno para aproveitar-se a opportunidade de obter
por muito baixo preco bons cavallos que nao sero
de mais, visto que estamos seinpre compral-os
em pequeas partidas e por precos muito eleva-
dos.
'mam, porm, -uutros que, embora o prec> enn-
vidasse, nao se comprara to crescido numero Je
auimaes, quan lo o giverno nao diapoe de boas in-
vernadas era campos apropriados para consrval-
os, bido como que os nossos regimentos estacionados
n'aquella provincia, eaUvam muito dtsfalcados de
cavallos e nao poderiam operar cora o effectivo de
seus quadros em qualquer jjovimento que de mo-
mento fosee necessnio.
Seja como fr, a verdade que, valiosos como
ao os interesses que temos no estado visinho,
nSo podemos olhar eom ndfferenca para o que
alli se eat passando e deixar de tomar medidas de
prudencia e previso tanto por trra como por
mar. Alem de bem guardarmos as nossas trontei-
ras, e com a precisa vigilancia at mesmo para
observancia da neutrahdade que devemos manter
as quostoes internas daquelle paiz, de onde gran-
de numero de emigrados vem rejolher-se ao nos-
so, precisamos tambem estar aparelhados para acu-
dir por mar em qualquer emergencia em que as-
sim seja mister.
Cumpre nao esquecer que, por menor que seja o
valor que se aeva dar a tal idea, e encabecador da
revoluco e que dirige a invaso, o general Arre-
dondo conhecido como anuexiooiata. Ha mesmo
quem, pense, vista doe meios ampios de que elle
poude dispor para orgaoisar e armar as suas for-
eas no trnterio argentino, que Arredondo ems-
sario do partido existente em Buenos-Ayres. que
nunca deixou de aspirar absorco do Estado
Oriental.
Essas providencias do nosso governo, alias de
mera cautela e prudencia, tem causado alguma
sensaco no Rio da Prata, onde tem sido muito
exagralas, is foi has alli tem publicado tele-
grammas, que dizem recebidos d'aqui, coutendo
noticias absurdas e extravagantes acerca dos in-
tuitos do governo do Brasil. Mas isto viso an-
tigo e nao causa admiraco.
E a groposito, eis cimo a Patria Italiana, da
Buenos Ayres, noticia o incidente Poli :
Ligo que o numero da Patria Italiana (aquel-
le em que appareceu a carta do Dr. Poli) chegou
capital do imperio, as autoridades expediram or -
dem de pnso contra Poli, fizeram cercar por es-
birros a sua casa na ra do Sacramento, e ahi,
violando o domicilio particular, os agentes da po-
lica entraram para deitar a mo ao valoroso ita-
liano, que, com i atriotico desdem, fizeram de-
vorar ao calumniador de sua patria as suas vis
contumelias.
Felizmente Poli tinha sido avisado a tempo,
de modo que, quando a polica entrou em sua
casa, j4 elle estava a birdo do Orione, a partir
para Genova
Os agentes da polica, tendo entrado em casa,
evendo-se burlados, entrejaram se a indecorosos
actos d i vilana contra a seuhora e as duas jo-
vena filhas do Dr. Poli, insultando-as e ameacan-
do-as.
Nem no destino que era continente tomou Poli
ha verdade! Em vez de tomar o vapor quesegusse
para Genova tomou elle o primeiro que pasaou
pelo nosso porto para Santostal a presea que
tinha de deixar a trraa ahi se conservou oceulto
birdo, s sendo deseoberto a ultima hora, quan-
do o vap >r tinha de regressar para seguir para a
Europa. Mostrava-se muito receloso, mas nin-
guem lhe deu importancia.
O Diario do Brazil de hoje diz constar-lhe
que o govtrno est resolvido a nao exeutar a
lei ultima do elemento servil na parte relativa ao
imposto de 5 %, o qual ser destinado no prximo
ercameoto par cubrir o dficit
Acredito que haja algUra fundamento nesta no-
ticia, atteodeado a algumas palarraa proferidas
pelo Sr. Cotegipe no seu j invocado discurso de
21 de Setembro do anno passado. Ahi, 8. Exc,
nao obstante as amrmacoes que fez de que a ques-
to nao continuara a ser agitada, accreacentou
que quanto aos cinco por .centoo corpo legislativo
oa sua futura reunio poderia dar-lbe outro des-
tino, ou desenvolver como eutendesse.
Quera isto dizer que nessa parte o governo n*
duvidaria retocar a lei.
J esta designad) o dia para eleico sena-
torial em Saota Catharina e nao consta por ora
que os eonservadoresalli tenhanfasSentadoem urna
lista. Noticiaram-nos ha poucs daque la provin-
cia que tratavam de chegar ambos os p irtidos a
um accordo, com o fim de organisarem urna chapa
estreine de sentimento partidario, composta de 3
individuos sympathicos a todos e qe pelos sena
precedentes, tossem urna garanta de que o futuro
senador se dedica. >a aos interesses e engrande -
cimento da provincia. Os tres nomes indicados
eram os dos Srs. Taumy, Mafra e engenheiro Se-
bastio Braga, que foi o concessionario da estrada
de Ierro de D. Pedro I- Nao se sabe, porm, se a
idea foi avante. .
Do 7" districtode Minas chegam-nos noticias
muito curiosas. rJWputavam alli em 2 escru-
tinio dous liberaes, os 8ra. Lemos e Teixeira Gui-
mares. Foi proclamado e triumpho daquelle.
Agora apparece este dizenlo que o eleito elle, e
que estando designado o da 15 do corrente para
a appuraco da eleico, o juiz de direito reuni a
junta no dia 14, e prescindindo dos legtimos pre-
s.dentes das mesas, co.ivocou outros. O primeiro
contesta o tacto ediz que tudo corren regularmente.
Ambos appellara para a verificaco de poderes.
Terminarei dizendo que apezar de nao ser amigo
das erratas ou correcces, at porque o leitor pres
ta-lhes pouca attenco, e o que fica a imprssso
da primeira leitura, tenho hoje de corrigir um en-
gao, ou cousa que o valha dos Srs. compositores
que fizeram-me na correspondencia de 21 do pas-
sado um gato de tal ordem, que nao posso coa-
sentir que elle corra com a minha responsabili-
dade
No poriodo em que me refer ao proeesso de eli
minaco por partes, daounciado pelo Sr. Campos
Salles, de que se servem os republicanos contra as
forcas monarchicas, le-se esse final : inepta-
mente procederiam os partidos monarchicos si, co-
nhecendo-lhes a tolice, auxiliassem-lbes o in-
tento.
O que eserev foi : si, oonhecfndo-lhes a
tctica, etc. Tolice uunca poderia eu attribuir-
Ihes, porque tolos nao sao elles, com certeza. Alem
ia offensa have/ia mjustica.
() E' preciso dizer que tem havido diversas
versoes desse dito do Imperador, que varia se-
gundo o jornal que o ref.re e o commenta, ate
que, por fim, veio hoje o presidente da Cmara
dizer pelo Jornal do Commercio que as palavras
de Sua Magestade, e a elle dirigidas, foram estas:
Creio que nao esperarei muito tempo para ver
de todo extincta a eseravido no Brasil.
Aprecio muito estas fustas, estimo que ellas se
repiram e que sejam imitadas pelas outras c-
maras municipaes do Imperio.
Como se v, esta edico, que official, difiere
muito da do Pait.
Foi, taires, pelo muito amor que vota a monar
cha, que elle su vio o Imperador dizer que sabe
que nao tem muitos annoa de vida. >
PARAHYBA-21J de Mar5o do 1886
Continuam a ser desagradaves as noticias do
interior.
As ebuvas demoram se, e como as esper, ncas
d a saltanejos sao de costume voltadas para o dia
19 d<_ Marco, foi com grande decepeo que esse
da passou sem que churas abundantes vie3sem
arredar es temores da secca. Apenas em poucos
lugares tem cabido chuvaa insuficientes. Nos
dous ltimos dias appareceram fortes relmpagos
pira o lado das cabeciras do rio Parahyba. El-
las em regra sao seguidas pela enchente, que a
primeira noticia que chega oapital de grandes
chuvas no serto.
Oa nimos esto preoecupados com tao serios
receios. A pipulaeo do interior comeca a emi-
grar, e, como o exemplo em taes casos conta-
E'ioso,o medo auirmeita aa proporcoes do perigo.
'e quasi todos os pontos do alto serto as autori-
dades reclamara a prestaco de soccorros publi-
co, e considerara a secca como j declarada. E'
rorrivel pensar nisto, porm, antes de chegar o
fim do mez nao licito perder de todo a esperanea
de que o invern comece. Quando os primeroa
soccorros forem prestados, a pjpulac > desanimar
completamente e abandonar o trabalho. Por
emquanto prudente contemporisar, e nease sen-
tido que se tem providenciado.
Chegou no dia 22 capital o presidente da
provincia, de volta de sua ezetuaSo CaraDina
Grande. Tendo seguido pela estrada de ferro at
o Pilar, S. Exc. p-ruoitou em Itabaanna no dia
15, e na manh de 16 continuou a viagem demo
rando se uo Mog.-ir >, e no Inga. A 18 pela ma-
nh chegon Campia, onle permanece tres dias
voltando pelo mesmo caminho com ligeras alti-
racoes.
tcompanharara S. Exc. o Dr. chfe de policia,
e Dr. Samuel Henriques, director di Instrucco
Publica e o niajor Pinto Fessoa, commandante do
orpo de polica. Ha Mogeiro era S. Exc. espe-
rado polo Dr. Trindade cora muitos amigos, que
acompaoharam os visitautes d'ahi em diante, aug-
mentando a comitiva com peasoas que espjrava
no Inga, e que de Campia vierain ao encontr de
S. Exc.
Nos diversos lugares por onde ptssou S. Exc.
vistou as reparticoes fiscaes, as escolas e outros
estabilecimentos pblicos, e recebeu provas ine-
quvocas de consideraco e estima. Em Campia
houve fastas estrepitosas, que coincid ram com a
reunio do grande feira, que a maior da por-
viuca.
Tem sidoobjecto de discusso a exoneraco
do delegado de policia do Pilar, Joaquim Po Na-
poleo. Veio impreusa o demittido cora um acer
vo de injuri.is ao presidente, da pro', inca, dizen-
do baver sido exonerado pelo criine le ter entrado
em exercicio. O orgo conservador dissident^ ex-
plora esse facto com grande desaso. A demisso
foi um acto de moralidade administrativa.
Em fina de Dezembro do anno passado, tratndo-
se da mudanca para o Pilar da sede do termo, que
era em Itabaanna, receth u o ex-delegado ordem
para conduzir os presos da cadeia desta villa para
a daquella. Havendo desencontro de ordeus. e
nao estando prevnido o juiz de direito da comar-
ca das instrueces expedidas ao ex delegado, obs-
ten por meio de por'aria ao carcereirc que os pre-
sos fossem removidos. Sem pedir novas instruc-
co -s, apezar de haver telegrapho do Pilar para a
capital, o ex delegado congregou paisanos em nu-
mero de 40 e reunindo a esses a forca publica, di-
rigio-ae s 10 horas da noite para Itabaianna, e s
3 da madrugada arrombou a porta da cadeia e ti-
rou os presos.
Esse systema extravagante de cumprir ordena
superiores nao podia merecer a approvaco de ne-
nhuma autoridade sensata. Deu-se porem urna
circumstancia que, attmuando o facto, fez com que
fosse addiada a demisso. O presidente da pro-
vincia entendeu que eram illegaet as ordens dadas
pelo juia de direito ao carcereiro, porque aquella
autoridade nao tem ingerencia as prises, as
quaes esto inmediatamente sob a responsabilida-
de do delegado. Chamado capital, o juiz de di-
reito explicon o bcu procedimento. aliegando igno
rancia das ordens dadas ao ex-delegado, e que ne-
nhum pensamento tivera de obstar o cumprimento
deesas ordens. Subsista, eutretanto, a div.rgen-
cia quanto legalidade da ordem dada directamen-
te ao carcereiro.
Nao tendo motivos para duvidar da sinceridade
e boa f do juiz de direito, pareceu entretanto ao
presidente da provincia que seria injusto demittir
o delegado, que at ento prestara bons servicos,
quando o acto do juiz de direito tambem nao me-
reca a sua approvaco. Aconselhou ao ex-dele-
gado que deixassa o exercicio, oque effectivamen-
te teve logar no da sgninte. Diversas pessoas
amigos do ex-delegado, assegui aram a S. Exc. que
elle pedira exoneraco at o fim de Janeiro. Se,
pois, nao foi demittido logo o ex delegado, foi por
que deixou inmediatamente o exerci:io, com a
condico de uo reassumil-o. A demora era a no
raeaco de suceesser.
Esta foi embaracada porque entrou em exercicio
nosso chefe de polica, o qual informado doe factos
e quando trata va de estudar o pessoal para pro
por pessoa idnea, foi sorprendido com a noticia
de que Sr. Napoleo reassumira o exercicio, e in-
mediatamente propoz a demisso que foi concedida.
Nada mais occorren na provincia que possa
interessar aos leitores do Diario.
KtviSTA D1ARU__
AKOtembia Provincial Fuuccionou
hontem, sob a presidencia do Exm. Sr. Dr. Anto-
nio Francisco Gomia de Araujo, tendo compaie
cido 30 Srs. deputados.
Achando-ae na ante-sala o Sr. coronel Constan-
tino Rodrigues Lms de Albuquerque, deputado
pelo 11 districto, foi ntroduzido na sala das ses-
soes pelos Srs. Herculano Bandeira e Reg Bar-
ros, e, prestado o juramento do estylo, tomou as
O Sr. Lourenco do S, pela ordem, pedio infor-
macoea acerca da demora na apresantaco do pa-
recer sobre a eleico do 13 districto. Oraram
tombem pela ordem oa Srs. Gomes Prente e Pr-
xedes Pitonga.
Approvou-se sem debate a acta do sesso ante-
cedente.
Appiorou ee tambem a acta da sesso de 19 de-
pois de orarem os Srs. Jos Maria, e para urna ex-
plieaco o 8r. Rosa e Silva. A requerimento do
Sr. Jos Maria foi nominal a votaco da emenda
mesma alta, manifestndose pro 5 Srs. deputa-
dos e contra 2i, pelo que foi rejeitada.
O Sr. Io secretario procedeu a leitura do seguin-
te expediente :
Um officio do secretario do govarno, communi-
cando que o Exm. Sr. conselheiro presidente da
provincia, fica scieute de haver sido reconhecida
leputado pelo 2" districto o Sr. Dr. Jos Zeferino
Ferreira VellosoInteirada.
Outro do mesmo, ti ansmittindo o balanco da re-
ceita e despeza do exercicio de 1884 a 1885 e o
orcamento para o de 1886 a 1837 da Cmara Mu-
nicipal de Nazareth. -A' commisso de orcimento
municipal.
Outro do mesmo, dem, oa balancos e orcamen-
tos das Cmaras Mun cipaes de Serinbem e Bui-
que.A' commisso de orcamento municipal.
Outro do mesmo, idem, o.balanco da receita 8
despoza do exercicio de 1884 a 1885 e o orcamen-
to para o de 1886 a 1887 da Cmara Municipal de
Gravat A' commisso de orcamento municipal.
Outio da mesa regedora da irmaudade do Se-
nhor Bom Jess dos Pasaos de Olinda, convidan-
do a Assembla para s 4 horas da tarde aeom
panhar a prociasao de seu padreiro que sahir da
igreja cathedral.- Inteirada.
Urna petico de Francisco Antonio de Menesea,
porteiro do Cemiterio dz Santo Amaro, requeren-
do sua aposentadoria com todos os vencimentoa.
A' commisso de peticoes.
Outra de Vicente Ferreira Pessoa Vida Nova,
cscrivo interino do crime de Pao d'AIho, reque-
rendo o pagamento de 127080 que lbe deve a
Cmara Municipal d'alli, de cuatas de procesaos.
A' commisso de orcamento municipal.
Outra de Marcolino Jos Maria de Hollaada
Cavalcante, arrematante do imposto de 120 ris
por carga de legumes e fructas da cidade da Vic-
toria, requerendo um abate da 4 parte do valor
da arreuiataco.A' commisso de orcamento mu-
nicipal.
Um officio da irmandade do .Senhor Bom Jess
dos Pasaos do Corpo Santo, convidando a Aasem-
bla a acempaohar as procisscea de 8 e 9 de Abril.
Inteirada.
Outro da Cmara Municipal da villa da Pedra,
remetiendo o be Unco da receita e deapeza do
exercicio corrente e orcamento do futuro. A' com-
miaau de orcamento municipal.
Approvou-ae um parecer da commisso de fa-
zenda e orcamento pedindo informaces acerca de
um abaixo asaignado de mercieiros establecidos
nesta capital.
Foram a imprimir oa seguintea'projectos :
N. 8 Creando a comarca de Gamelleira.
N. 9.Declarando que o assucar preduzide pe-
las fabricas centraes de qiH tracto a lei n. 1860
nao gosar de isenco de imposto algum.
N. 10. Autoriaando a iucorporaeo de urna
companhia para fornecer a^ua potavel cidade
da Victoria.
N. 11.- Antorisando a construeco de um acu-
de para abastecer agua potavel a cidade de Gra-
vat.
N. 12.Divdindo a freguezia de Cabrob em
dous districtos de paz, sendo o 1" da matriz e o 2*
do Ib.
N. 13.Autorisando a admisso no Gymnasio
Pernambucano do m-.uor An.onio Maria de Car-
valho.
P.,33a-se ordem do dia.
Approvou se em 1 discussj o pnjecto n. t
deste anno, orando o Sr. Prxedes Pitonga e pela
ordem o Sr. Joo d'Olveira, sendo dispensado do
intersticio a requerimento do Sr. Rosa e Silva.
Este projecto crea o termo e municipio de No3sa
Seuhora do O' do Altinho.
Tambem em 1 discusso foi approvado o pro-
jecto n. 2 deste auno (tranaferenc a da villa de
Vertentee para a de Taquarrtinga da sede do ter-
mo e comarca do mesmo nomej sendo rejeitado
um requerimento de adiamento da discusso e ou-
tro do Sr. Prxedes Pitonga para que fossem ou-
vdas as respectivas autoridades judiciarias e C-
mara Municipal, e tendo orado os Srs. Prxedes
Pitonga e Goncalves Ferreira. A requerimento
do Sr. Joio Alves foi dispensado do intersticio.
Encerrou-se a 1 discusso do projecto n. 5 des-
t-j anno (sujeico da anta Casa de Miseric-irdia
de Goyanna a do Recife), orando os Srs. Julio de
Barros e Jjo de Oliveira, sendo apoiado um re-
querimento do Sr. Julio de Barros para ser ouvida
a junta da Santa Caaa de Misericordia do Recife,
sem prejuizo da 1* e 2 discussoes e outro do Sr.
Jos Maria pedindo o adiamonto da discusso por
10 dias, at vtrem aa inf-rmacoes ; nao se votan-
do por falto de numero.
A ordem do dia : contiuuaco da antecedente
e 1* discusso do projecto n. 110 de 1884 e i' dai
de ns. 2 e 6 deste anno.
Promotores pblicos-Por acto do pre-
sidencia da provincia, do 23 do corrente, foram
removidos os promotores pblicos :
Bacharel Francisc i Xavier Paes Barreta, da
comarca de Iguarass para a de Pao d'AIho;
Bacharel Arthur Garcez Montenegro, da co-
marca de Pao d'AIho par* a de Iguariss.
jtdminlNlracaoda provincia Sj che-
gar hije pela cr.anb o paquete Para, que traz a
Carta Imperial pela qual foi nomeado 1' vice-pre-
aidente da provincia o Exm. Sr. Dr. Ignacio Joa-
quim de Souza LeSo, S. Exc. prestar hoje mesmo
jnr.iin uro perante a Assembla Provincial, e de-
pois assumir a adminiatraco, visto como deixar
0 exercicio do cargo o Exm. Sr. eamselheiro Costa
Pereira, que seguir para o sul no paqnete
Bahia.
Lj-reu de Arte e OmcloFoi muito
concorrida e brilhante a festa celebrada pela Im-
perial Sociedade dos Artistas Mechanicos e Libe-
raes para o assentamento da pedra fundamental do
annex > que vae ser construido para as oficinas do
Lyeeu de Artos e Officios.
O edificio estova bem decorado internamente, e
e fez a guarda de honra um contiugente do 2.
batalho de infantaria.
O que de mais se passou consto do seguinte
termo de assentamento da pedra fundamental.
No anno do Nsscimento de Nosso Senhor Je-
ss Christo de 1886, 64 da Independencia e do
Imperio do Brazil, aos 25 dias do mez de Marco,
no salo de honra da Imperial Sociedade dos Ar-
tistas Mechanicos e Liberaes de Pernambuco,
1 hora da tarde, presentes os Illma. e Exms. Srs.
conselheiro Jos Fernandes da Costa Pereira J-
nior, presidente da provincia, brigadeiro Agosti-
uho Marques de S, commandante das armas,
Dr. Antonio Domingos Pinto, chefe de policia, co-
nego Dr. Luiz Francisco de Araujo, vigario geral
da diocese, padre Dr. Jos Alfonso de Lima e Si,
secretario do biapado, conselheiro Joe Jos Pinto
Jnior, director interino da Faculdade de Direito,
Visconde de Tabatinga, Dr. Olympio Marques da
Silva, commendador Eduardo Alaxandre Burle,
vigario Augusto Frankn Morera da Silva, Dr.
Pedro Francisco Correia de Oliveira, secretario da
provincia, vigario Dr. Mauoe-1 Cavalcante de Assis
Bezerra de Menezes, Dr. Manoel do Na3cimento
Machado Porteila Jnior, capito Theolindo Au-
gusto do Reg, ajudante de ordenada presidencia,
commiaso ;s de diversas associacoes, directora e
socios da Imperial Sociedade e grande concurso
de pessoas de todas as hyerarchias 80ciaes, achan-
do-se postada a direito do estabelecimento urna
guarda de honra do 2* batalho de infantaria de
linha, teve comeco a solemnidade da benco da
pedra fundamental do edificio destinado as ofici-
nas do Lyceu de Artes e Officios, mantido pela
mesma Imperial Sociedade; oficiando olllm.e
Rvm. Sr. conego Dr. Luiz Francisco de Araujo,
vigario geral da diocese, por delegaco de S. Exc
Rvm. o Sr. D. Jos Pereira da Silva Barros, bispo
diocesano. ,
. Terminado o acto solemne d bencao da pedra,
que ae achava collocada aobte um altar levantado
abMxo do docel da padroeira do estabelecimento,
Nossa Senhora da Amparo, foi lido o auto original
da solemnidade, e em seguida assignado pelas pes-
soas presentes de mais membros da Imperial Sociedade, e logo apos con-
duzda para o local destinado, que foi na base do
alieerce da fachada do norte do edificio, corres-
poudente a prta principal, sendo a pedra e demais
objectos eonduzidos pelas mencionadas pessoas.
A pedra, mediado 66 centmetros de largura,
sobre 44 de altura, de marmore finissimo a con-
tera em casaeteres romanos a seguinte inserpeo:
No reinado de 8. M. o imperador, o Sr. D. Pedro
II, sende presidente da provincia o Exm. Sr. con-
selheiro Jos Fernandes da Coita Pereira Jnior,
foi solemnemente assentada a pedra fundamental
do edificio para oficinas do Lyceu de Artes e
Offleios, aos 25 de Marco de 1886, presente ao
acto religioso S. Exc. Rvma o Sr. D. Jos Pereira
da Silva Barros, bispe diocesano de Olinda, sendo
director da Imperial Sociedade dos Artistas Me-
cbanicea e Liberaes, Manoel Goncalves Agr.
Por baixo da pedra, em um cavidade ectan-
gular aberta na parede do alieerce, e revestida de
cimento, foi depositada urna caixa de madeira ar-
i
I
I
E
I


n.
4
Js
Diarkr?y VernanibHcoSabbado 27 de Marpo de 1SS6

t



tistickmente tral libada, contendo urna outra de
chumbo, dentro ti qual foram encerrado* o tuto
em original da coleinnidade, os jamaca do dia Dia-
rio de Pernambueo, Jornal do Reeife e Provincia,
3 .moedas de cobre de 10, 20 e 40 ris. 2 de nikel,
de 100 e 200 ris, e 4 de prata de 200, 500, 1000
e 2000 ris, todas do actual reinado, um exem-
Slar doa Estatuto* actuaes da aociedade, um outro
a dcscripco da feata inaugural do edificio do
Lyceu, em 1880, e maia dous exemplaree daa car-
tas impressas de convites c dos piranyaiphos da
iresente solemnidade; e assim terminado o acto,
bi mandado lavrar o presente termo por mim,
Francisco Augusto Pereira da Costa, secretario do
Lyceu de Artes e Oficios, que o fiz e me asigno,
assim como a directora da Imperial Sociedade dos
Artistas Mchameos e Liberaos.Francisco Au-
gusto Pereira da Costa.Manoel Goncalves Aga,
director.Manoel i Vi II ac, Io adjunto.
Joajuim Pranciscj Colares, 2o adjunto.Jos
Casto' de Araujo Souza, 1 secretarlo.Faternia-
no Cecilio da Funseca Barroso, 2 secretario.
Gnilherme Spieller, thesourciro.Francisco Au
isto Pereira da Costa, orador.Joaquim Lipes
eixeira, Belchior Miguel dos Santos, Manoel Ig-
nacio de Torres Bandeira, Manoel dos Santos Si
queira, Manoel dos S-ntos Barros e Carlos An-
tonio Van der Linden, conselheiros. Manoel Ge-
- nuino Alves Santiago e Joaquim Roberto Guima-
rees, procuradores.Jeronymo Jos Telles Jnior,
Flix de Valois Cor--eia e Anselmo Ayres de Aze-
rtdo, commisso de contas.
Club de Reqnlaw Pcriiauhucsno-
Realaou se antc-h ratera a segunda Regata, pro-
movida pelo Club de Regatas Pernainbucano, a>-
sistindo festa milhares de pessoas postada nos
caes que margeiam o Capiberibc e n: pi-jpno rio
m lanchas, botes e catraias, o que forinava um
quadro liudissino.
Circunstancias completamente alhojas commis-
so directora fizer.im com que a primeira regata
agradas-e mais, embora o dia n> fo?sc tZo boni-
to como o de ante-hontem.
Nao querendo, enmo nos informaran!, o Club de-
morar por mais tempo esso Vlivcrtimento, que
obrigado a proporcionar aos scus associadoa, pro-
curou concillando todos os interesses desfs mar-
car um dia em que iodos pjdessem, e cjmo a re-
gata nao poda ter lugar no dia 20 (em que houve
taar de la) por ser dia til, iuhibindo os asso-
ciados em pregados no commercio, de tomarem par-
te nella, nem no dia sf guinte 21, por ser domingo
e alguna associados estrangeiroa nao p,diana con-
correr por ser-Ibes Uto vedado pela religio que
professam, nao teve a directora outro remedio ae-
nSs escolher o dia de ante hontem, por ser santi-
ficad).
A directora sabia que a mar nao era cedo;
mas estava esperanzada n'um offerecimento que
Ihe fizeram de urna lanchinha vapor, que infeliz-
mente nao poude vir por estar em concert, razo
porque houve tanta demora as partidas dos pa-
reos e alteraco do programma, e, como conae-
qnencias, nutras irregnlaridades que se deram,
concorrendo muto para isso a permanencia na
raa e crusando-a em todos os sentidos embarca-
c&es com familias, embira lhes tosse pedido e por
mais de nma vez que nao fizessem isso. Houve
at apostas entre a-guns botes que iam decidir-
se na propria raa.
Dos 9 pareos annunciados, aoineuta correram
seis.
No 1." fo! vencedor o out rigsrer Relmpago do
out rigger Amazones.
^ No 2.o Guanabara, escaler de 4 remos do Coraa-
rio Negro, de 4 remos.
No 3.o Dolores, escaler de 12 reinos da Elvira,
ecaler de 12 remos.
No 4. o out rigger Capibaribe (Club Pernam-
bucano) do Temerario (Club Internacional).
No 5, a baleeira Amercea de 4 remos Ja ba-
leeira Medusa de 4 remos.
No 6." o bote de patrio Joaquim Lopes Teixe-
ra, do bote do patrio Sant'Anna.
A diatribuico dos premios teve lugar no Club
por occasio do sarn, e foi feita pelo presidente
do Club, somente, por nao estarem presentes os
outros membros da commiaao.
Aranaienaaem au al Tandean -Por
portara da inspectora da Alfandega desta provin-
cia, de 20 ^o corrente, mandou-se dar execuco
circular do Ministerio da Fazenda, de n. 4, de 27
de Fevereiro prximo passado, que acompaohou o
decreto n. 9559 de 20 do mesmo mez, sobre a c-
branos da armazenagem das mercadorias dep .-si-
tadas nos armazens da mesma Alfandega.
Retrato* Mimoseou nos a Scciedade Ave
Libertas com um exemplar dos retratos litbogra-
?hados, seu contento, dos Srs. Drs. Joaquim
tabuco e Jos Mariano.
Foram mandados tazer para commemorar o an-
niversario da libertaco do Cear.
Encontram-se na Livraria Francesa.
Agradecemos o mimo.
Feata, da Liberdade- Esteve muto con
eorrida e foi urna bonita festa a que reahsau ante-
hontem, ao Theatro das Variedades, a commisso
redemptora, auxiliada pelas demais sociedades
emancipadoras.
O tbratro estava decorado com bandeiras e col-
chas, e no palco collocada a mesa directora, com
poeta dos Srs. Drs. Gomes de Mattos, Barros So-
brinho e Joo de Oliveira.
O Sr. Dr. Barros Sobrinho leu o officio qufi
commisso redemptora dirigir o Exm. Sr. Vis-
conde de Mecejana, incumbindo-a da maso de
promover aquella festa, para a qual pozera ao seu
dispor a quan'ia necear aria as libe taedes, e leu
nais a resposta que i S. Exc. dera a commisso
Depois, o Sr. Dr. Gomes de Mattos, presidente
da commisso, proferto o discurso de abertura da
selemne sesso, segundo se-lbe na tribuaa os
Srs : Dr. Martins Jnior, orador da commisso,
D. Carlota Villela, oradora da Sociedade Ave Li-
COMMERCIO
Bo cominerclal de reman
buco
Xecife, 26 de Marco de 1886
As tres horas da tara
Cotaciet otfioiaes
Apolices provinciaes de 7 0/0, do valor de 1.000*
ao par.
Cambio sobre o Rio de Janeiro, 60 d/v. com i 1/4
0/0 de descont.
Cambio sobre Santos, 30 d/v. com 5/8 0/0 da
descont.
Cambio sobre Londres 90 d/v. 19 d. por 1*000,
do Danco.
Dito sobre dito, avista, 18 3/4 d. por 1*000, do
banco.
Cambio sobre o Porto, avista, 180 0/0 de premio,
do banco.
Cambio sobre Para, 60 d/v. com 1 1/4 0/0 de des-
cont.
bertas, Dr Phaelante da Cmara, Dr. Salles Bar-
bosa, Francisco Oampello, Dr. Alfredo Pinto, D.
Mara A. maraes e mais
dous mocos acadmicos, cujos Domes ignoramos,
sendo que os quatros ltimos recitarais Verso-
Concluida o sarao.Iliterario, pelo Sr. DjrJBarros
Sobrinho foram chamados os redim**^, aos quaes
foram entregues as reapealivaa-sfrtas de liberda-
de pelo Sr. pr. Gomes da *rattos.
Eases redimidos fot*"* cm numero de 54, senda
50 pelo bolo do E**- Sr. Viscoode du Mecejana,
c 4 pela Socieo>de J^'1" Libertas.
urauti' (esta tocou a banda de msica de
cerpo dpo\\chi, que. lemiiii u pelo liyinuo nacio-
nal rodo muto applaulidoa ns oradores o o mo-
tivo da festa =o'annivereari.' da libertaco do
Cear. .
14 de Marea Lemas na Vanguarda, da
corte, de 16 do corrente : .
A Illma. cmara inuuicipaV- cjbiio-sc ante
hontem de galas para soleronisur a libertaco gra-
dual dos escravos do municipio neutro, em heme-
nagein ao faustoso anniversario natalicio de 8.
M. a Imperatris.
O edificio da cmara estava ricamente orna-
do con colchas, sanetas e arbastos e as alumnas
das escolas municipaes de S.'lfe e S. Sebastio
com os respectivos estandartes e galhardetes for-
mavara alas desde-a porta principal do edificio at
o sali dd honr .
A' porta estava postada urna guarda de hon-
ra de inf.usria o um parque de artilhari, que
deu as salvas do estylo a olgada de Su.is Mages-
Udes e AitesHS Impcriae?.
Foi .tocad j u'essa occasio o liyuoo 'nacin*! e
levantados calorosos vivas a Suas Majestades e
Altezas Impcriice. Dirigindo se ao salo de hon-
ra, tomaram assento sob o docel, senda cantado-o
bymno da Liberdade pelas alumnas das escolas
municipaes.
Em^guida, o Sr. Dr. J ao Pereira Lopes,
ireaidcnte da cmara, f^z um discurso no qual
embrou que a Illma. cmara, depois dainstituico
do Livro de Ouro, tea om 8 inez^s e 12 das li
bertado 500 escravos. Findo odiscurs) seguio-se
a distribuico das cartas de liberdade, quo f*rarn
entregues por S. Magestade a Imperatriz a 176
beneficiados.
i Hmve mai< 3 libertacoes gratuitas, 2 conce-
didas pilo Sr. Baro de Ibiturun* e 1 pelo Sr. ve-
reador Dr. Peixoto.
Fiada a distribuico, retiraram-se Suas Ma-
jestades e Altezas Imperiaes ao som do hymno na-
cional e de calorosos vivas.
Foram offerecidos Sua Magestade a Impe-
r itrit e a Sua Alteza Imperial, em nmada Illma.
cmara, dous lindos ramos de cravos pelo relator
da commisso cncarregada dos festejos e dous ra-
mos de variadas flores pir urna commisso de
duas meninas em nome das escolas municipaes.
Estiveram presentes os Srs. ministros do im-
perio e da guerra, conde de Aljesur, Baro da
Motta Maia, conselheiro Delamare, general Mi-
randa Res, monsenhor vigario geral do bispado,
padre Eduardo Rodrigues, Visconde de Paran
gu, monsenhor Nuno de Paiva e grande numero
de pessoas gradas.
Obran publica* provlnclaeaUoje,
ao meio dia, na repartilo das obras publicas pro-
vinciaes, se recebidas propostas para execaco
dos reparos das pontea do Atterro, ra Bella e
Acmgue, em Rio Formoao, oreados m 2:700JOOO;
da ponte sobre o rio Carim, em Barreiroi, orea-
dos em 1:300JOCO ; e da bomba do Peres, na es-
trado da Victoria, oreados em 1:537*596.
Evpirlto SantoDeve tocar hoje em Per-
nambueo, em viagem para o norte, o paquete na-
cioial Espirito Sanio.
ANaoclacao Commercial Aercola -
Esta associaco reune-se em assembla geral, ao
meio dia de 30 do correte, para proceder elei-
cio di sua nova directora e da commisso de con-
tas, e lomar conhecimento do relatorio e contas do
anno social findo.
95 de MareoE' o titulo de um jornal com-
memerativo da libertaco do Cear, distribuido
ante-hontom. Os seus artigos sao firmados por
mocos aeademicos.
Paquetea do sol Devem chegar hoje ao
p-irto do Recite os paquetes nacionaes Espirito
Santo e Para, procedentes do sul.
0 primeiro, depois da demora do costume, segui-
r para o norte ; o legundo regressar para o sul,
em t>*mpo opportuno.
Depistado geralAo bordo do paquete
Baha vai de viagem para a corte o Sr. Dr. Tor-
res Portugal, deputsdo geral pelo 1 districto do
Cear
EanaacanaentoEra 20 do corrente, um
trem da carga de canas do engenho central do
Cabo, esmagou o individuo de neme Francisco,
aggregado de Joo Pereira de Carvalho.
4 polica local tomou conhecimento do facto.
Prlaao \ oluntariaAo supplente do juiz
municipal, em exercicio, do termo de Floresta,
apresentou se voluntariamente e foi recolhido
cadi'ia, Tiburtino Gomes de S, all pronunciado
com um dos autores do assassinato de Pedro Bar-
bosa da Paixo, facto occorrido em 15 do passado.
Criminosos-Em Buique foi capturado Jos
Bi-zerra de Lima, acensado de ter espancado br-
baramente a um sobrinho de tres annos, que falle-
ceu em couseqjencia daa sevicias recebidas.
Foram presos em flagrante, prximo da villa
de Panel las. Antonio Gomes da Silva e .los Go-
mes da Silva, qaando conduziam dous cavallos
furtados em "anhotinho.
Secretarla da PrealdeaaclaAs pes-
soas que com esta repartieo quiterem correspon-
ier ae, por meio do telephone, devero pedir a ea-
tnco o numero 177 e nao o numero 111, que o
do gabinete da presidencia.
1 m prensa fl a mi nenne Recebemos da
corte:
Na hora da uols
Ve-ideam-se :
5 apolices provinciaes.
P. J. Pinto,
Presidente
andido C. G. Alcof .rado.
Secretario.
ESDIMEiNTOS PBLlui
Mes ce Marc de IS8&
1 21
Atri.DADe
'den %aOHBBDOBIAUj
dem de 26
l 24
ColSUU.[0 KOVIfCllLLfS 1 24
idee de 26
Raonra : hiokDe 14 21
! de 26
569:123*105
2.95!ls587
599.044.6^2
88:65*366
4:377*158
92.613*524
103-2*3,079
3:291845
106:534924
52:472i751
510,413
530l3l94
DESPACHOS DE IMPORTAgO
r nacional Baha, eafrido dos pirtos do
no dia 26 do corrente e consignado a Ber-
la/ii-- Pontual, manifestou:
Barris razios 40 a Amorim Irmos & C.
Carnario S encapados.
Caf.j icen.
diowv 1.076 saceos.
Gomma de mandioca 26 encapados otdeui
Pipas vazias 60 a Amorim Irmos di C.
Vapor francez Gironde, entrado de Buenos-Ay-
res e escalas no dia 25 do corrente e consignado a
Augusto Labille, manifestou:
Eructas 4 caixaa a Maia & Rcsende, 2,a Amo-
rim Irmos & C.
Xarque 1.200 fardos a Amorim Irmos & C,
800 a Maia & Rezende, 561 a Jos da Silva Loro
& Fiho, 500 a BalUr Oliveira & C.
DESPACHOS DE EXP0RTACA0
Em 24 de Marco de 1886
*ara o exterior
No vapor francs Congo, carregou :
Para Paria, J. Krause t 0. 28 kilos de ouro
velho e 100 ditos de prata velha ; A. Reg & C.
8 kilos de prata velha, 3 1|2 ditoa de ouro velho,
6 ditoa de prata velha e 2,000 passaros seceos.
Na barca nacional Nova Sympathia, car
regju :
Para Hamburgo, P. Vianna 4 C. 210 couros
salgados com 2,520 kilos
Na barca portuguesa Nocmia, carregou :
Para Lisboa, A morim Irmos & C. 1,731 coures
salgados cam 15,579 kilos.
Para o Porto, A. J. Lopea Teixeira 100 aaccoa
com 7.5C0 kilos de assucar branco e 100 ditos com
7,500 ditos de dito mascavado. ,
Para o Interior
No patacho inglez Alice, carregou :
Para Santos, P. Carneiro ot C. 2,850 saceos com
171,000 kilos de assucar branc9 e 2,5 0 ditoa co n
150,000 ditos de dito mascavado.
Xo vapjr franc.-z Ville de Pernambueo, car
regou :
Para Santos, Maia Rezende 30C aacaoa-com
18/XK) kilos de assucar branco e 200 ditoa com
12,000 ditos de dito mascavado ; Amonm Ira os
t C. 300 ditos com 18,000 ditoa de dito hranco.
Para o Rio de Janeiro, J Camillo 50
cora 3,000 kilos de cera de ca-naba.
= No rapos nacin! liahia, carregou :
Parac R'O de Janeiro, F. A. ce Azevedi) 40
s itC)8 om 24.fy0 kilos de assucar branco e 400
ditoa c m 24,000 ditos de dito mascavado ; T. de
Azeveao Souza 500 ditoa cora 30 000 ditoa de dito
e 100 ditca com 6,000 ditos de dito branco ; M.
N. A. d Almeida 10,000 coc?, fructa ; H. Burle
& C. 500 sa"can cora 9,431 kilos de algodo.
Para Victoria, P. Carniro 4 C. 50 eatcos cem
3,750 kilos d nasucar mascavado.
Na bareaca J. Palmira, carregon :
Para Maca", F. Paes Lima 390siooos sofei
fariaha de m imii >C*.
Na barcaca Ixiquinlia, carregou :
Para Moaa r, A. Fi'iieired; 1 barrica com 50
kiloa de assucar bn.neo e 1 dita co 60 ditos de
dito refinado.
Na barcaca J. Taurino, carregou :
Para P. de Alazoaa, Delphim Neves 1 caixa
com 80 kil.t de d-cc Maia & Rasendn 5.60O li-
tros de s a .
Perfil poltico e parlamentar do conselheiro Jun-
ueira, pelo ~)r. Jo.,6 Avelino Gurgel do Amaral.
I' um ipiujculo de 50 paginas de pequeo forma-
P, bn cscripto, conteudo.um estudo biograpliico.
ido Medica, 2" fascculo, de Fevereiro ul-
timo.
Es o seu aummario :
I. Memorias Originaos: Vieira de Mello. J3o
periodi>jjaBadHBBei npaludismo agudo e
de suas manMsVatawaBffllf
Justus Lndeer. -- La rsorcine danslcs mladies
inf ctieuaea chroniquea et uiguea de la pean.
Moncorvo. -De la thalline dans la thrapeutique
intantile.
II. Repoaitorio de Factoa : De a, coqueluche et
de son traitemente germicida par la lsorcine.
B. S. Woodworth.Confirmuco no estranjeiro
da doutrina dq Dr. Vieira de Mello sobre a iaen-
tidade da fbre manila o do impaludismo Sgnd i.
III. Bibliograjiliia : A. Brant P^ea Leme,Doa
progressos rcalisados no tratamento das fracturas
complicada?.
Rodrigues dos Santcst- Cliniqne c^attricale.
R. Labusquiro.'- Dos ruptinv^'-Titrincs pen-
dant la travail termo.
Laclen Carlet. Du Iraiteinent leetrique dea
tuincura.tibreuseS de l'utrus.
G. Ap iato( f^Kat una nouvel'.e applieatien de
: ioi#Tlp le acenhchements.
M? lichardiro.. Etude sur les sclroses cnc-
plialiq-jcs primit'ves de l'enfance.
Emil.! Vlude.Du traitemente chirrgieal des
hopl.-ifies maramaire?.
IV. RoprqduJcdes : 1 de la coqueluche et de
son tmitemen^Br la rsorcino 2* de l'emploi du
chlorhydrale de cocaine dms le traitemente de'la
co V. Necrologa : Dr. Luiz Alvares dos Sautos -
Dr. Dechambre.
VI. Chron ca : Pretajo Moatby b.
Embae ame Parti ante-hontem no paquete
francez Congo, para a Europa, o Dr. Antonio da
Silva Ferreira, com o intuito de assistir eapcciul-
mente em Paris 8 Vienna Boa nelhor.'s curses de
imferia medica e praticar em operai o 8 noa impor-
tantes Inspitaes do voilio mundo, preferindo na
a iquisico da experiencia que vai lser a espe-
cialidade de partos.
AS S. acompaohou sua joven e graciosa con-
sorte, indo inuitos amigos c parentes dar-lhea o
adeua da deapedida, no caea do Commercio onde
emb.rcaram.
Rlo-Branco Export-BlerDesta excel-
lente cerveja da atamada fabrica S. Paulo do
Bremeno, que to bein tem sido acolhida pelos
apreciadores, acaba de chegar segunda partida no
vapor alleno Hamburgo.
Sao agentes nesta praca Guimares 4 Perman,
e vende-se em porcoes de caixaa no armazem dos
Srs. Soares do Amaral Irmos, ra da Madre de
Deua n. 22, e a retalho na. Nova- Hamburgo, nos
principaes restaurants e-merceariaa dcata ei-
dade.
Em transitoO paquete Congo levou ante-
hontem para a Europa 4U5 paaaageiros, sendo 32
tomadoa em Pernambueo.
DinbelroO paquete Baha trouxe hontem
do norte para :
Diveraos 23:265*620
O CajurobebaN'outra aecco'deste Dia-
rio vai publicado um artigo referente curaa ope-
radas pelo Cajurubeba em pessoas affectadas de
astbma. Ah d-ee esse poderoso remedio como
especifico contra eaaa affecco, at agora conside-
rada ineuravel, aalvo casos sxcepcionaea.
O Cajurubeba est hoje geralmente aceito pelos
mais notaveis clnicos brasileiroa, que o teem em-
pregado com excellen'.as resaltados em vanas en-
fermidades, e comeca ser applicado no estran-
geiro.
O eclypse do abolicionismoO se-
gundo opsculo, com o titulo cima que sob a epi-
graphe Propaganda liberal eat publicando na
coi te o Sr. Dr. Joaquim Nabuco, acaba de chegar
para o respectivo airete, Sr. Francisco Soaiea
Quintas, praca de Saldanha Mariuho (antiga di
matriz de Santo AntonioUn. 4.
^Agradecemos-Ihe a offerta que nos fez de um
exemplar.
Laraploa-Estes industriosos, na noite de
ante-hontem para hontem penetraram nos primei-
ros andires dos predios ns. 28 da ra do Liv.-a-
mento e 9 da ra da Penha, furtando do 1<> um re-
logio de ouro com cadeia do mesmo metal, e do 2
nm relogm de prata com cadeia dd ouro e varias
Jatea
Para penetrar em ambos oa predioa galgaram
os cujos as aseadas respectivas, sem que foaaein
viatoa pela polica.
Na ra do Lvramento eendo o audaz entuno
presentido pelo dono da caaa, o Sr. Jlo da Cunba
Vasconceiloa, pulou da sacada na ra, e... foi um
dia um iarapio.
LeUdea.Effectuar-ae-ho:
Hoje :
Pelo agente Gusmao, as 11 horas, na ra do Com-
mercio n. 2, de dividas e movis.
Pelo agente Brito, s 11 horas, ni ra do Iuipe
rador n. 16, de dividas.
Segunda-feira :
Pelo agente Brito, s 10 1/2 horas, no Forte do
Mattos n. 17, da armay <, gneros e uji cofre da
taverna ah sita.
Tersa-feira :
Pelo agen'e Pestaa, ao meio dia, ca ra da Sen-
salla Velha, da fabrica de cigarros denominada
Cara Dura.
Pelo agente VLartins, s 11 horas, na ra do Im-
perador n. 16, le pred-oa.
Pelo agente Modesto liaptiela, a 11 horas, na
ra do Rangel n. 58, de moveia diveraos e una ca-
aa terrea 4 rus de S. Jorge n. 2.
Peto agent Pasto, as 11 horss, no largo do Cor-
po Santo n. 9, de laceadas limpaa e avariadas.
' Mlaaaa fnebre. -Serio celebradas :
Hoja :
A'b 8 horaa, na ig eja do Rosario, p>r alma de
Bernardo da C< sta Carnqro ; ,-ls 8 horas, as ma-
trze3 de Psd'Albn e Limoeiroe na capella de
Alagda do Carro por alma de D. Joanna Ismenia
da ''oaaH"ao.
Segunda-feira :
A'a X horas, na matriz do Cabo, por alma de
Joo Paulo do Reg Barreto.
Quarta-feira: *
A'b 7 horaa, na ras tris da Boa-Vista, pelaa al-
mas de D. Thereza^rlo3ttlie de Carvalho o, Manuela
de Carvalho. V*
Casa rt 6etnc*i> Movimento dos pre-
sos no m 25 de Marco :
Exiffflim priBOs 272, entrarum 2, aahiram
cxwtem 273.
A sabor : t
Nacionaes 250, mulhcrca 4, estraagoiros 6, es
cravos sentenciados e procesaados 7, ditos de cor-
receao G.Tothl 273.
Arracoados 253, sendo : bons 241, doentes 12
Total 253.
Movimento da enfermara :
T< ve baixa:
Gregorio Loorenao de Freitta.
I.olera da provincia Sabbado 27 de
Marco, Be extraliir a lotera n. 45, cm bene-
ficio da matriz de Seriuhem.
No consistorio da igreja de Nossa Senhora da
Cdnceico dos Militares, se acharo expostas as
urnas e as eapherna arrumadas em ordem numeri
ca, apreciaco do publico.
Lotera da corteA 1 parte da 196 lo-
tera da corte, cujo premio grande de 100:00^0,
ser extrahida brevemente.
Os bilhetes acham-se venda na Casa Feliz,
prava da Independencia na. 37 c 39.
Tambora ac acham vendaua (lasa da Fortuna
tua Primeiro de Marco n. 23.
Lotera do RioA 2* parte da lotera n.
363, d>> BOTO plano, do premio de 100:00*0000,
ser e.vtrahida no dia do correute.'
8 bilhetes acham-se venda aa Casa da For-
tuna A rna Primeiro de Mareo.
Tambera acham-se A vend.tna praoa da Inde-
cia ns. 37 e 39.
Lotera Extraordinaria do Tpl-
rangaO 4 e ultimo sorteio daa 4* e 5* series
desta importante lotera, cujo maior premio de
150:000*000, aera extahida a 9 de Abril.
Acham-se exposto a venda os restos d-a bilhe-
tes na Casa da Fortuna A ra Primeiro do Marco
n. 23.
Lotera de Macelo de OOiOOO&OOO
A 21* parte da 11 lotera, cujo premio graude
e. de 200:000*000, pelo novo plauo, ser extrahida
impreterivelmente no dia 30 da marco As 11 horas
da manh.
Bilhetes venda na Caaa Feliz da praca da In-
depeneia na. 37 e 39.
Matadoaro Publico. Foram abatidas
no Matadouro da Cabanga 55 rezea.para o consu-
mo do dia 26 do corrente mes
No metmo estabelecimento foram abatidas
p ara o consumo do dia 27 do corrente 80 rezea
Mercado Municipal de S. Jos-U
movimento deste Mercado nrs das 25 e 26 do cor-
rento, foi o aeguintc:
Kntrarain :
27 boia pcaaudo 3.168 kilos
2.690 kiloa de pcixe a 20 ria 53*800
32 tobolcirop a 200 ria 6*400
80 cargas de farinha a 200 ria 16*O'U
40 ditas de fructaa diversas a 300
ris 12*000
28 suinoa a 200 ris 5600
Foram oceupadoa :
39 columnas a 600 ris 23*4)0
88 talhoa de carne verde, d 1*000 88*00*
13 ditos de ditoa a 2* 6J
61 compartimeuto8 de taiiuha a 500
ris 80*5J
46 compartimentos de c. midas a
500 ris 23*500
142 ditoa de legamos a 400 ria 56*8J0
31 compartimentos de mino a 7>i0
ria 23*820
22 ditoade treaeuraa a 60 : ria 13*200
j Do ReeifeAppellante D. Ciaudlna Senhorinha
Vieira de Carvalho, appellado Antonio Goncalvea
Pereira. Relator o Sr. deaembargador Buarque
Lima. Revisores oa Srs. desembargadores Pires
Ferreira e Menteiro de Andrade. Foram des-
prezados os embargos, unnimemente.
Appellacao commercial
Da Paraj) baAppellantes Raposo 4 Filho,
appellada D. Claudioa Cavalcante Pereira. Re-
lat ;r o Sr. conselheiio Araujo Jorge. Revisores
os Srs. conaelheiro Queiroz Barros e deaembarga-
dor Buarque Lima. Confirmou-fn a aentenfa,
unnimemente.
PA38AQEM8
O Sr. conaelheiro Araujo Jorge como procura-
dor da cora e promotor da justica deu parecer
nos seguintes feitos :
Appellsco commercial
Do ReeifeAppellantes Laurentino Pires de
Carvalho e outro?, appellada a maaaa fallida de
Joe Joaquim Pereira de Mendonca.
Appellacocs criinea
Do Pianc Appellante. Antonio Correia da
Si'va, appellada a justica.
De MaeeiAppellante Antonio Francisco Sa-
raiva, appellada a justica
De Nazareth Appellante Manoel Francisco
Cario1, appellada a justica
Do ReeifeAppellante o jubo, appellado Ama-
ro Vieira.
Do ReeifeAppellante Joaquim Ferreira Lima,
appellada S justien.
I>> r. c mellieiio Queiroz Barros no Sr. des-
emburgaior Buarque Lan :
Appellacao criino
Do Pombal Appellante o juiz>, appellado
Jos Chagas.
Do Sr. deaembargador Buarque Lima ao Sr.
descuibargador Tojcano Bsrr< to :
Appellacao civel
Do PassoAppellante o vicario S bisi.l) Jo
s de Moraes Bello, appellado Manoel Jos do
L:ma.
Appellacao commercial
Do ReeifeAppellante Jos de Macelo, appel-
lado Nicolao Xifrono.
Do Sr. deseiub irgador Prea Ferreira a-j Sr
desembaigador Montero de Andr*>do i
Appellacocs crimes
De Asserabla-Appellante Manoel Francisco
Villa Nova, nppellad s Justina.
Do Collegio Appellante o juizo, appellado
Alcxandre Francisco L -ir Machado.
DILIGENCIAS
Com vista ao Sr. conaelheiro procurador da co
roa e promotor da jus'ica :
Appellaces enraes
Do ReciteAppellante o promotor, appellado
Bernab, eseravo.
Do BrejoAppjllante o juizo, appellado Anto-
nio Alves de Oliveira Braga.
Encerrou-sc a sesso as 2 horaa da tarde.
Despedida
Retirando-me hoje com micha senhora no vapor
Con pondo de tempo para visitar e despedir-mo de
todos os meua amigos e clientes d'aqui e di cidade
de S Agoatinhodo Cabo; peco-Ibes deaculpas e
offereco C8 meus diminutos eervicoa em qua'qucr
ponto cm que me ache.
Dr. Silva Ferreira
Reeife, 'b 3-1886.
Ao publico
Francisco Cordeiro Marinho Faico, taz publico
que alterou o seu nome, asaignando-se d'ora por
diante Francisco Cordeiro Faico Brazil.
Reeife, 23 de Marco de 1886.
Club Emancipador
Do ordem do Sr. Di. presidente deste club, sao
convidados tolos os bocios, afim de usaistirer a
sesssV) magna do anniversario. que ter' lugar no
aa 6 h iras da tarde, na rea-
cojo acto serio distribuidas
dia 27 do eorrenti
pcJtiva sede, I m
pela eommisso, 29 murtas de liberdades obndas
pelea socios e mais savalbi
Secito, 22de mirao de 1886.
O 1 aecictario,
Joao Cavalcante
EDITAES
de
Seccuo 1* -N. 1332.Secretaria de P.licia
Prnambuco 23 de marco de 1886.
Do ordem do Illra. Sr. Dr chefe di poli ia fago
publico que est depositado nesta repartifo um
chap) para secular, o qual fui adiado e ser en-
tregue a qacm o reclamar, piovando llia per'.eu -
cer
O secretario.
J aquim Francisco de Arrula.
Deve ter sido arrecadada aeste dis a
quantia de 378500
Precos do dia:
Carne verde a 560, 240 e Gil ia o LitJ
Suinoa a 560 r Vi) ria id......
Carneiro a 600 e 1*000 r,, dem.
Farinha de 300 a 56J ria ui
M i I lio de 240 a 360 ria ideo,.
Feijo de 50.) a 1*280'ria dem.
Dividas que ficaram no dia 25 2-1030
dem que ficaram no dia 26 6*800
Divida recebida no da 25
Foi arrecadado liquido nos das 25 c 26
29*880
7s8O0
356,,20
aa .-co3
MOVIMKNTO DO PORTO
Navio entrado no dia 25
Bueuos Ayres e escalas13 dias, vapor francs
Congo, de 2,444 toneladas, commandante Grou,
equipagem 128, carga varios generoa ; a Au-
gusto Labille & C.
Havre e escalas22 diaa, vapor francs Ville de
Pernambuc", de 1,575 toneladas, commandante
A. Thaunay, equipagem 89, earga varios gene-
ros ; a Aueuato F. de Oliveira C.
Maco10 diaa, hiate nacional Bom Jess, de 90
toneladas, meatre Clementino Jos de Macedo,
equipagem 5, carga sal ; a Manoel Joaquim
Pessa
Maco11 diaa, hiate nacional Deus te Salve, de
85 tonelada', mestre Antonio J do Nascimento,
equipagem 5, carga ssl; a Bartholomeu Lou-
renco.
Navio aahidot no mesmo dia
Bordeaux e escalas Vapor francs Congo, com-
mandante A. G. Grou, cargs varias gneros.
Rio Grande do 8ul Lugar nacional Zequinha,
capito SeraSm da Silva, carga varios gneros.
MaraohoBarca portuguesa Minho, capto Ma-
noel Franciaco Villar, carga varios gneros.
Plyraonth Barca ingleza Charmian, casito B.
W. Parson, carga gu'no.
Navio entrados no dia 26
Manos e escalas11 dias, vapor nacional Bahta,
de 1,999 toneladas, commandante Aurelians
Isaac, equipagem 60, carga varios gneros; a
Bernardino Pontual.
Maco 10 diaa, hiate nacional Iris, de 57 tonela-
das, mestre Francisco F. de Araujo, equipagem
5, carga varios generoa ; a Carlos A d'Araujo.
Mossor 15 dus, hiato nacional Apody, de 50
toneladas, mestre Lniz de F. Medciros, equipa-
gem 5, carga sal; orden-.
Observando
NSo houve aahidaa.
VAPORES ESPERADOS
Espirito Santo do sul hoje
Para do sul hojo a 29
Finance do sul
Taqiis do sul a 29
CotosMtti deso AM ,- a 29
Nigytr Sergitn tfcr a i a 5
Besnel de Liverpool a 6
Vle de Rio de Ja-
neiro da Europa a 6
Trent da Europa a 10
EUe. do sul a 14
Advance de Mew-PnraNewt a 16
La rala da Bstrepa a 24
Equateu-Neva do sal do sal a 25 a 29
CHROMCA JDDICIARIA
Tribunal da Rcla$o
SESSO ORDINARIA EM 26 DE MARCO
DE 1886
PKK8IDENCIA DO EXM. SB. CONSKI.HEIBO
QUINTINO DE MIRAN'DA
Secretario Dr. Virgilio Coelho
As hoiaa do costume, preaentrs .a Sis. d-som
bargador s em numero legal, foi ah rf.i i fess^o.
depois de lida e approvada a acta \ .insscrdcnte.
Distribuidos c passados os fetot derara-se os
seguintes
JDLOAMENTOS
Habeas corpua
Paciento.
Manoel Joaquim da Silva. Mmlju-se sjliar,
eontra os votos dos Srs. desembarca lores Pires
Goncalves, Pires Ferreira e Monte ir o de Audra
de.
Recurso crime
Do ReciteRecorrente o juizo dj commercio,
recorridos Manoel jCarpinteiro b usa. Relator
o Sr. deaembargador Mouteirv de. Andrade. Ad-
juntos os Srs. desembargadores Buarque Lima e
conselheiro Queiroz Barros.Nogou ae provi nen-
io ao recurao, unnimemente.
Ag^ravo de inatrumeuto
Da ParabybaAggravanto Augoato Rodri-
gues Vianna, aggravado Claudno do Regj Bar-
ros. Relator o Sr. desembargador Pirca Ferreira.
Adjuntoa oa Srs- desembargadores Pires Gon-
calves e Alves Ribeiro. Deu-se pavimento ao
aggravo, unnimemente.
Frorogaco de inventar! i
Inventariante Leonila de Barros e .i.Iva.Con-
cedeu so o praso de 6 meses-
Appellacoes crimes
De CaruarAppellantes o juiso e Manoel Go-
mes dos Santos, appellado padre Joo Soares de
Albuquerque. Relator o Sr. desembargador Pi-
rca Ferreira.Conrraou-se a sentenc, unani
memen'e.
De BorburemaAppellante Joo Fernandes de
Araujo, appellada ajustica. Relator o Sr. des-
embargador Pires Ferreira. = Mandou-se a novo
jury, unnimemente.
Do BrejoAppellante Antonio Alves de Lims,
appellada a juatica. Relator o Sr. deaembargador
Mooteiro de Andrade. Mandou-ae a novo jury
unnimemente.
De GamelleiraAppellante Antonio Rodrigue8
de Figueireo Arueira. appellada a ju8tica." Re-
lator o Sr. desembargador Monteiro de Andrade.
CoBfirmou-se a sentenca, unnimemente.
Do Catle do Roe-n-^Appellante o promotor,
appellado Joo Joaquim de Sant'Anna. Relator
o Sr. deaembargador Monteiro de Andrade. -
C'-onfirmou-ae a sentenca, unnimemente.
Do ReciteAppellante o juizo, appellado Tho-
maz Jos doa Rea. Relator o Sr. desembarga
dor Pirca Goncalvea.Confirmou-ae a sentenca,
unnimemente.
Do ReciteAppellante Joo Francisco, esera-
vo, appellada a juatica. Relator o Sr. deaembar -
gador Alves Ribeiro.Deu-se provimento a ap
oellacao para ae modificar a pena, contra o voto
do Sr. couce heiro Queiroz Barros.
Appellacao civel
De MaeeiAppellante Francisco Vas Pereira, i
appelladoa Cicero, Davino e Jacintho. Relator o
\ovo hachares
Segundo se v na conoeituala Revista do Dia-
rio de Pernambueo, do 24 do corrente, teve lugar
a 21 a fonnatura do nosao j jven comprovinciano
Vicente araiva de Carvalho Noiva.
Entregue aos seus proprios reeui sos c aos de
seu extremoso pai, este nsaso amigo teve a felici-
dado de, aos 22 anuos de idade, vet coroadjs os
seus louvaveis esforcoa, recebendo o gio de ba-
charel em aciencias juridicaa e aocaea pela Fa-
culdade do Recite, cujas aulas frequentou semprc
com aproveitamento, j tendo-se dignamente exhi
bido, na raesraa Faeuldade, noa reapectivos cia-
rais prepratenos.
Indo cumprimental-o um eerto numero de sens
amigos c collega, >' inuias familias, foi Ibes of-
fererid i 0 um sarao dansaute, prolongou-se at 5 Ir ras da
manh de il, reinando tempre muit.i anima cao e
contentamente
Nao t.i!.l i <_' sal) d'este prazer, porque outros
devores BM dotiveram. tomo a liberdade du felici-
tal-o, e i sua Exin.i. familia, desojando-he um to
lisongeiro futu.-o, quo liourosos for:in os seiw
precedentes acadmicos.
Reeife, 27 de Marco do 1886.
.1/. P.
BacharccmOireilo
Em rec inpensa de suas hitas escholasticas, re-
ceben no dia 22 do crrente, o grao de bacharel
c:n sciencias juridica; o ao-'iaes o distincto e in-
telligente aeailcmico Juve.-t no de Miranda Ca-
brl de Vascc ncelloa.
Parabens ao Dr. Juventin o a sua Exma. f-
miiia; e bem asfi-n .-.o paro 1> conservador, en
cujas tilrir.ia entren mais u:n soldaao que 6er ni-
cauaavcl una batallias poutkas,
Augusto d'Albuquerque.
0 i: districto da comarca de
Sanio Aalo
Srs. redactores do inuit i conceituado Diario de
Pernambueo.Sirvain-se Vv. Ss. inserir as co-
lumnas deste jornal aa .wiic-as palavras aae em
attenco &o puoltco e aa peasoua que nio couhecem,
venho escrever. O 1 supplcnfc de subdelegado
deste districto o Sr. Severino Fernandes da Silva,
\'::iha no dia 16 deste correute mes, de urna deli
_;eocia dos engeiihoa Moclo e Serra-Grande com
tres homila presos e amarrados, castigando br-
baramente, at o povoado du Pedra-Branca, como
prevocom testemunhaa autbenticae.
E nesta occasio todo tasto de prazer do sua
boa polica, denuncia porante os picificos mora-
dores do mesrn) povoado, que o abaiio atsignado
chele de ladioes de cMVallua, e que todos os seua
moradores furtam para cora elles repartir oa apu-
rndos.
Puisssim, peco qu4 parante o publico venba
com toda urgencia ede irriaorio auodelegado para
provar como c porque razo me intitula deeapi-
to ie ladrcs.
Felismente nunca tive c "nem desejo obter esta
patente. Sou bem condecido daquellea que me
honram com sua ausade, externem qual o meu
procedimento ; pir agora f ico pausa, aguard-
me para sua resposta.
Eugenho Tabicas, 23 de Marco de 1886.
Antmio Marques da Silva
Edital n. 87
(2* praca)
De srdem do Ulm. Sr. Dr. inspector, se faz pu-
blico que s 11 horas do dia 31 do corrente mes,
sero vendidas em praca no trapiche Conceice,
quatro duzias de loques de algodo com varetas
de made'ra, parte da caixa marca FA&C e contra-
marca P n. 394. vinda do Havre no vap> r francez
Ville de Maeei, entrado em 22 de Fevereiro ulti-
mo, abandonadas aos direitos por Francisco de
Azevedo & C.
3* aeceo da Alfandega de Pernambueo, 2 de
Marco de 1886.-0 chefe,
Cicero B. de Mello.
DECUMCES
Censialorio da iruiandadc daa Al
mas, erecta na ma'riz de *. Jone
do Reeife. SG de Marco de SB.
De ordem de noaso irmao juiz, sao convidados
todos oa noasos irmos comparecerem no con-
sistorio desta irmandade no dia 29 do corrente
mez, pelas 0 horas da tarde, afim de se tratar de
assumptos tendentes reaoluco tomada em aes-
bo do dia 23 do mesmo mez.
O eacrivo,
Franciaco Valeriano A. da Fonseca.
Juzo dos Feilos da Fazenda Aa-
(ioilil
Enci-ivo Bego Darroa
Perante o Sr. Dr. juiz subst'tato du feit is da
fazenda, Francisco Alves da Silva, no dia 2 de
abril vindouro, pelaa 11 horas da manh, depois
ia audiencia, ee vt-n ieru cm praca publica os
bena seguintes :
Urna ca-a terrea n. 10 A, sita :i ma de S. Mi-
giel (freguezia doa Afolado?!, avahada per 400,
pertencente :i Marod de Multra o Silva.
Urna olaria a ta no lugar do Bjmgi (Remedio),
freguezia de Afogados, avahada pelo seu mo es-
tado em 100, pe tenunte Arthur de S Leito.
Um armazem de n. 12, sito no caea de Capiba-
ribe, freguezia da Boa-Vista, nva'iado por.....
1.0 Oi, portenceute ao Baro de Limociro.
Sendo todos oa bena cima penhorados Dar pa-
gamento de im ostos e f.oa que devem Fazen-
da Nacional. Recito, 22 de Margo de 86.
Correio geral
Malas a expedirse hoje
Pelo vapor nacional Halda, csa adminiatraco
oxpede malas para oa portos do sul, recebendo
imprescos c objtctcr. registrar at 1 horada
arde, e caifas ordinarias at 3 horas, ou 3 1,2
com porte duplo.
Administradlo doa corrcios de Peroambu :o, 28
de Marc de 1886.
O administrador,
Affonso do Reg Barros.
Obras Publicas
De ordem do II Im. Sr. engenheiro chefo, faoo
publico qu em virtude da ordem do Exm. Sr.
conselheiro presidente da provincia, no dia 27 do
torrente, ao meio dia, rec-. be-ae nesta secretarla
prepoatas para a execuco dos reparos da bomba
do Peres, na estrada da Victoria, oreados S
1:537*596.
O orcamento e mais oondicoej do contrato ae
acham nesta secretaria para serem examinados
peloa cenhores pretendentes.
Secretaria da repartieo das Obras Publicas de
Pernambueo, 19 de Marco de 1886.
O ocial secretario,
Joo Joaquim de Siqueira Varejao.
Obras Publicas
A directora da So.edade dos Artiataa Meca-
nices e Liberae?, digna de louvor pela brilhante
festa feita no dia 25 do corrente asseotando a pri-
meira pedra do edificio do Lyceu de Artes c Ofii-
cioa, ha muito reclamado... Avante... Avan-
te... e todos os que desojara a prospeiidade da
sociedade, beimlirao a vossa admiuistrsco.
Ao amigo los Alvaro Ferreira
Tinoco
Felicito pelo grao de bacharel em aciencias ju
ridicas e tociaea que dignamente recebeu em 24
do corrente.

Providencias!!!
Pede-se a attenc) da polica c do Dr. inspector
geral da Instruccao Publica nara o pesaimo pro-
cedimento das pessoas da familia que reside na
casa onde funecinna urna eaeola publica, ra do
Coronel Suassuna.
A vimnhanca indignada.
Trtamento racional do cabello?
N. a
E' bem claro, que ae os poros do crneo acham-
se obstruidos com leos, e assim por eeta forma a
ventilaco natural impedida, aa secreces que pro.
dusem a cor, e nutrem o cabello, tornam-se vicia-
das por estas materias inertes, fasendo com que o
croscimento do cabello seja tardo e vagaroso, e
eua qualidado deteriorod-i. Desfajara-se, pois, de
aemelhantea composicOes ruius e errbaracoeas !
Sr. deaembargador Prea Ferreira. Rsviaorea a Conserve ae a cutcula da erbee i limpa e lvre de
toda a caspa o exfoliaces e tenhs-ae as raites do
cabello em proprio catado de limpeza, mediante o
uao e applicaco deate excellente e admiravel vi-
gorante vegetal o Tnico Oriental.
O seu principal objecto e fim de conservar os
Eroa abertos, e o cabello luzidio, resplandecente,
teto e brilhante.
Agentes em Pernambueo, Henrr Forster 4 C,
ra do Commercio n. 9. j _** ***.
De ordem do Illin. Sr. Dr. engenheiro chefe,
faco publico que, em virtude da autorisacao do
Exm. Sr. conaelheiro presidente da provincia, re-
cebe-ae n'esta Secretaria, no dia 27 do corrente,
ao meio dia, propostas para a execuco dos re-
paros das pontos do Aterro, da roa Bella e do
Acougue no Rio Fumoso, oreados em 2:700*000.
O orcamento e mais cjndicoea do contracto
acham-se n'esta Secretaria para serem examina-
dos pelos Srs. pretendentes.
Secretaria da repartieo daa Obras Publicas, 17
de Marco de 1886.
O secretario,
Joao Joaquim ie Siqueira Varejao
Obras Publicas
De orem do Illm. Sr. Dr. engenheiro chefe e
director da repartieo das obras publicas, face
publico que em virtude da autorisaco do Exm.
Sr. conselheiro presidente da provincia, recebe-se
nesta secretaria no dia 27 do corrente, ao meio
d:a, propostas para a execuedo das reparos da
ponte sobre o rio Carim, em Barreiroa, oreados
em 1:300*. ^
O orcamento e mais condicoes do contrato se
acham nesta secretaria para serem examinados
pelos senhorea pretendentes.
Secretaria da ReDartico daa Obras Publicas, 16
de Marco de 1886."
O secretario,
Joao Joaquim de Siqueira Varejao.
Santa Caaa da] MI
Sra. desembargadores Monteiro de Andrade e Pi-
rna Goncalvea.Confirmou-ac a sentenca, costra
o voto do Sr. deaembargador Pirea Goncalvea.
De MamsnguapeAppellante Saluatia, por seu
curador, appellado Joo Mara de Souza Evange-
lista. Relator o Sr coaaelheiro Queiroz Barros.
Revisores os Srs. desembargadores Buarque Lima
e Pires Ferreira.Converteu-so o julgassento em
diligencia
aerlcdrdia do Re-
eife
A Ulna junta administrativa deata santa casa
contrata com quem melhores vantegens offerecer,
o fornecimento de assucar de 1*, 2* e 3'sorte e
turbinado, para os consumos dos estabelecmentos
seguintes, durante o trimestre de Abril 4 Junho
do corrente anno: Hospital Pedro II, dito dos
Lasaro8, dito de Santa gueda, Hospicio de
Alienados, Aaylo de Mendici iade, Caaa dos Ea-
postoa e Collegio daa Orpha em Oliuda.
As propostas davero ser apreaentadas na aaJa
de suas aessoes, em cartas fechadas, devidames-
te aelladaa, at aa 3 horaa da tarde do dia 30 da
corrente, declarando oa proponentea sujeitarem se
a ama multa de 5 0/0 sobre o valor total do forne-
cimento, se no prazo de tres dias nao comparece-
rem secretaria da mesma santa casa para assig*
narem os reapectivoB contratos.
Secretaria da Santa Casa de Misericordia do
Reeife, 25 de marco de 86.
O escriv&o,
Pedro Rodrigues de Sonsa.
i

i



Diario de PeruanibucoSabbado
Mftrpo de 1886
THEATRO
DE
VARIEDADES
Companhia hrico-comico-
dramtica
A.
DIRIGIDA PKLO ARTISTA
LUIZMrLONE
EMPREZA
BOLDRINI E L. MILONE
London and Brasllian Bank
Limited
Ra do Commercb n. 32
a por todos os vapores sobra as ca
xas do mesmo anco em Portugal,
em Lisboa, raa dos Capellistas r.
Porto, ra dos Inglezeu.
sendo
7 N-

>':
21 lo Marco
ESTRIBA
SX OPEU-LVRICA A Pll.MKlKA DAMA
SOPRANO DRAMTICO
ERSIL1A CORTESI
Representar sc-ha pela primeira vez nesta po-
a a magnifie i opera rm 4 actos, do muestro
Verdi :
l* Ernani, o bandi.l............ G. Oomoletti.
Carlos V, rei de Heapnoha..... (i. D.>minici.
3 va, grande de Hespanba.... (J Pozal.
i a. su i sobrina l.......... Ersii.ii Cortesi.
Joanna...................... Fioravanz i,
D. Riccardo, eacndeiro d rei.. Ttrelll.
lego....................... Mieh taszi.
Coros.
Panudos, c-v.il'n sos e damas.
pocha 151!'.
A cena tem lugar no 1 acto, as nwtaahas
de Aragona e n'um-i sala d> Cast-.-Ho de Silva ;
8* na mesma sal i ; 8" etn Aqn sgraoa ; 4" un a-
lagozza.
N. B. O Sr. COMOLRTfl vai dcse.upe-
nhar pela primeira vtt o importante pipo!
de Ernani, em obsequio empreza, em vis
ta de ter eetr. desligado do ecu coatftto o
tenor Sr. Evangelisli, que acba se iwponi
bilitado de trabalhar.
Nao se transfer o e.-> < la 'u! j ai a la que
abo va.
Pregos do co&tume.
Aviso Depois do eapeetaeul i r. traaa
ata Apipucos, e es boards da buhas de reman-
des Vieira e fogados. O b m-ls no larga de pa-
lacio.
O bond de Magdalena t bawraqaaad: o+*>
pect.iculo acabui depoit do horario d> ultimo que
passana na Nova, s 11 h ras e 42 ininut s.
No trem at Apipucos nao li i billn-tes de i*
elasse, e nao teem valor a9 series daeompaiihU.
Principiar n M hora.
THEATRO
< Hy'AMin: dew ti:ssA<.i:
hii-:m haihtem*:*
LINHA MENSAL
0 paquete Niger
C'oimiiaudaute Banle
ae da Eu
r ipM nc dia ,') da
Abril, seguin-
(iu depois da de-
mora do coatume
para Buenos-Ay -
res, tocando na
Baha, itio de Janeiro c Monte
tevldo
.:nbra-se sos senliores passigeiros dotodis
as c'asses qu li: hlg*( a.o para
agencia, quo pdete lunar en qualquer t-vnpi.
Previne se aos rehires recebedores de merca -
doriaa que s ts- alten lera as reclamicoes por fal-
taa n>s totumea qic forra reconocidas na occa-
silo da desc.irg.'.
Para carga, p.iss i*ens, encommoi-.das > dinheiro
afrete: tractaree ira
iugusio. Ubille
9 RIJA DO OOMMERCIO v
Pacific Sieam 'i avigation Company
STRAITS OF MAGELLAN LINE
Paquete Ootopaxi
Espera-se dos portes
do sil at o dia 29 de
narco, seguindo pa-
ra a Europa depois da
"mora do coatume.
Este paquee e os que dora
em diante segiiircm locarlo em
Plvinouth, o quo facilitar chc-
garcm os passagciKOs com ruis
brevidade a Londres.
, Havcr tambem a batimento no prceo das pas-
sagpns.
Para carga, pasaagens e enconimendas a dinhei-
ro a frote tracta-sc com os
AGENTES
Wllson Sons A c, Limited
N. 14 RA DOCOMMERCIO -N. 14
nited States k Brasil ailS.S.C.
0 paquete Finalice
E' eaperado dos portos do
aul at o dia '2> do crreme,
depois da demora nccesse.ria
seguir para
*-;.
H.ji-anho. Para. Barbados,
Thomaz c .V'rwVork
Para carga, passagens, a cncommendaa tracta-
com es
O vapor Advance
Espera-m de NeW-Pori
News.at o dia 16 de Abril,
o qual siguirA depois da de-
mora neee88ara para a
Baha e Kio de Janeiro
i na carga, passagens, cncomnieniva e dinheiro
a fete, tracta-sc cma oa
AGENTES
Henry Forster t C.
- RIJA DO COil .M t. KCl)
N. 8.
N8
V
Alta novidade!
Ordem do dia !!!
DOMINGO, 28 DO CORREXTE
FETA ARTSTICA
KM KESEFICIO DA8 ACTRIZES
liOSA MANHONCA E EDELVI
RA LIMA
Dlrec?o do actor Manhonea
Depois que a orchestra houver executado urna
avertara eacolhid i especialmente par abrir etto
aapectaculo:
subir a acea pela primeira vez nesta cidade
a aportante comedia dividida em 3 actos, origi
na) portuguez, escripta por urna das penas mais
illoairea da litteratnra portugueza, e que tem por
tolo
BiYALHAlLSTEAS PiCIfl
COMPANY
0 paquete Tagus
Rojal Ulail Sloam Packei
Company
Reducido de passagens
Bilhetes espeeiaes se-
ro emittidos desde 14
de mareo at o fin de
julho offerecendo faci
lidades aos senhores
viajantes para visitar
a exposiciio roionial
em Londres, de 1886.
Ida c volta de Per-
nambiico a Soiithamp-
on, primeira elasse,
eom o prazo de 6 ine-
zes libras steiiinas 36,
150.
O referido sobradse torna reoommendavel p>r
aerde esquina o com o oitjo para a grande bacia
do Capibaiibe, onde se eflactiioui -as rebatas.
Ter9a-f.-ira, 30 o correte
A'Sll HORAtj.
No annazem da ra do fyperadQr jn. 16
O agente Martina far lello pvr do
Ezin. 8r. Dr. juiz de orphias em uajtfesjeuca, dos
reforiJys predios pertoncentes-ao'epolio Jde An-
tonio Jts de Bittencourt.
Agente Pestaa
Leito
Da'bcm afivguezada fabrica de cigarros
denomiaada Cara Dura, irua da Senzal-
(a Velha, esquina do becco da Lama,
garantiudo-aa as-ch vos.
Terca felra, 30 do corrente
As 12 horas
O agente Pestaa far leilo por cout.i e risco
de quem perttneer, da armacjlo, cigarros, charu-
tos, ponteiras, bolsas, caehimb.s, carteiraa e u
troj mu i toa o Rectos, como sejam : 7 caixoja com
doce, 40 g gaa com agua de Selters, ditaa com
agua de Vichy e oufras mereadorias que eataro
pateutea no acto do leda >.
Agente MoflestoBaDistaT
Leilo
De 1 casa terrea com 2 salas, 2 quartos, cosinha
fra, terreno proprio, na ra de 8. Jorge n. 5, fre-
guezia do Recife, rende 20JUOO mensaes.
Urna dita dita, com 2 salas e 2 quartos, terreno
foreiro ao convento do Carmo, na raa da Cadeia
Nova n. 9, freguezia de S. Jos, rende 16J000
mensaes.
Dez mei'aguas no becco das Barrenas, fregu
zia da Boa-Viata, terreno proprio, rende 53J000
mensaes.
Terca-feira lo do corrente
A'a 11 Ii2 horas
Na ra do Rangel n. 58, por occasio do leilo de
____movis no meamo predio.
AVISOS DIVERSOS
Nesta tvpographi'i a diz qoem sKciaa compra
o* nmeros do Diario de l'trnambuco ue 3 e 4 de
N'ivembro de 188.'. iro, 89 de No-
vembro e 19 de ezembro de 1183 e 30 de Janei-
ro de 1881..
A.\I !', -, .la.; St d ; urna''que cozinh3 : nij
Direjrfc n. !
- -Vdt-eT
O ciiunlo da Delicadeza
O Sr. Ernesto Leal, como patrio da regsta... bem
educado... e as fanced 'a supremas de director
de commissao; ua 2.' feeta fluvial do Club de Re-
gatas Pernambueano.
Os bem aoolMot.
Pao d'Alho
) ubaizo ass%nad03 o favo.- de
ren ou mandar i ra do Mrquez de Olinda n.
51, a negocio que nSo ignoran.
Jos de Aruuj >.
Pedro Siqusira, d'Alfandeg i.
Arthur Dantas. ^
Luiz Carvali). _
Jos Guimaraes, caizeiro de Liyo & Filho.
Frederico Vieira.
Augusto Goncalvea da Silva.
Manoel Antonio Carneiro de Araujo.
Aluga-se o l" audar da casa n. 19 ra da
Penha. o 1 da de n. 18 ra Direita, o Io da
de n. 66 me -na rj*B, o 1 da de o 35 tra-
vesea do S. Jos, os terreos de ns. 26 ra Duque
de Caxlas, 41 ra do Kangel e a cua n 26 lbacharcl Marcolino e Joto Maimone"e3te8
ii A /I al ri! 111*. QD Vi a ihiirlrl nn T< J ,1 nh.i'vA haia W n h ILa !! J -__*__ .V
Jos Prax-'d- ein 1885 ri veno ao msjor Jos
iflfro 4:500^001) ao bach i iini.....
1:5035 KIO e a Francisco Maimmf* 1:00 'S'OO,
hypothi'.'ou tidos os seus bens, iso*'*, seu eoge-
pih > IJ lx, aeus caer .vos e animaos Vo^Bea concu-
nhadi de nome Lapa, n"gociant j n) R"Wlte, e sr-
rendou dit^i engonho p ir seis annos, >-,:ce'D"'ilrdo em
.-. ledra?, em que ^ura o snp-
posto eredjr aypatbecari iLipa, como lacsdoT, e
declarando eui aeguida na prea-nyi de diversas
peaaoas ineinaive Joto Mlimone, o espita > Fran-
cisco Josi de Barros Silva, ex collector dcste mu-
nicipio, e Jos Joaquim de Carvalho que estava
deseancadj e livre dos seus oradores, pois tinha
hrpjfh-cado todos os aras b.-ns e arrendado o seu
engenho!!!
Scientes do expendido os credores Jos Carneiro.
ra de Nunes Machado, no Es linheiro, com b.ns
eommodos ; a tratar na ra do Hospicio n. 3 .
= Na ra de Marcilio Das n. 61, 2 and ir, se
precisa da urna ana para comprar e cosinhar,
para urna familia de tres pessoas.
A pessoa que desojar comprar urna mobilia
de junco preto com encost de palhinha, a qual
esta nova, dirija-ae rui de Marcilio Dias, s-
bralo n. 61, 2 andar, a qualqucr hora do dia
que achara com quem tratar.
Comprase tres rotulas em peif-ito nstaio':
a tratar na ra dos Assouguinh 18 n. 9.
Na ra do Visonde de Goyanna n. 85, se
pecisa de urna mulher para asaar e vender bo-
los, e faz-se comidas para fra.
011
Ao correr do nlartello"
Leilo
Vende-se a taverna ra nova de Santa
Rita n. 3 : a tratar na mesma.
Vende se nraa easa terrea propria para ar
mazem, na ra da Fraia n. 50 ; a tratar na roa
Primeiro de Mareo n. 20, loja.
A o commercio
Be
movis c un cabrioiet ame
rleano de quatro rodas
TTja feira 30 do Margo
A's 11 horiis
A'o I* 9* andares do sobrado da
rna do Rangel n. &8
De 3 mubilias de Jacaranda, seud-i urna de en-
cost de pilhinha a Luiz XVI, 1 piano, 1 toilet,
urna commods, 1 guarda-vestido, 1 guarda-louca,
1 guarda-comida, urna mesa elaatica, 18 cideiras
de junco, 6 ditas de Jacaranda, 1 marquezao, 2 ca-
bidei proprios para loja de alfaiate, 2 espelhos
grandes dourados, 8 pares de jarros, figuras para
cima de mesa e outros objectos.
Um cabrioiet americano de 4 rodas, em p?rfcito
estado, 2 pares de rodas e urna lanc,a para carro.
Sob essa epigrapbe vem publicado no Diario de
hontem urna declaracao, em nome da firma Viuva
Barros & Filho ao commercio, de que o abaixo
assignado, desde o dia 16 do corrente deixoa de
ser seu empregado, e qualquer transacao feita
pele mesmo em referencia a dita firma, daquella
data em dianto nulla.
A' pirte a inteuclo injuriosa de tal pablicafao
que nao me pode offender respondo :
Qae ii firm\ Viuva Barros & Filho, falta com-
petencia para considerar-me destituido de tratar
dos negocio3 que at boje tenho feito em nome e
por conta d'ella, at que amigavelmente oa pes-
soa' mente liquide a sociedade que com a mesma
firma tem meu irmSo Eugenio Machado de Moura
a quem represento, por meio de procuragao suffi-
cieute, par todas e quaesquer transacoes da dita
firma.
Nao sou, pois, como pensa alguem por conta da
firm Viuva Barros & Filho um simples emprega- Antonio I. Heitor, retirando-se pra Eur pa
do seu, para ser destituido, a sua vontade, como tratar de sua sade, despede-se de seus amigos e
depois, se for necessano, virei mostrar na impren- fregueses, offereceudo seus pequeos prestimas
| em Lisboa, onde pretende morar algum tempo.
pozeram-lhe a aega de assignacao de dez d
cujas appellacoes interpostas pelo meamo Jos Pr-
xedes foram r.'eebidas somente no effoito devolu-
tivo
Feita penliora em moa safra de canias, porcao
de assucar e auim es de Jos PraxedcB, este tendo
asaignado o auto do deposito, sem dar satiefacao
aijiiiz moeu as caimas, dispz d> assucar e dos
mais beus penhorados, cuj) deposito assignou,
violando assim a I'.i, poli que propondo-se-lho a
aeco de deposito na forma do artigo 269 a 275 o
Keg. de 25 de Novembro de 185, esperase que
os sacerdotes do jastica na eonedam rfkbeas-
corpus ao aevedor Jos Prxedes, cuja dei-.ncZo
pede-sp. afim de ser pago o debito.
Bilhetes perdidos
Pede-se aos thesoureiros das loteras da pro-
vincia e Alagoas, que nao paguem, no caso de se-
rem premiados os nmeros seguintes : 2385 da lo-
tera n. 45, da provincia, e de Alagoas o de n.
3603 da 1* parte da 12a lotera, senao ao abaixo
assignado, pois que foram perdidos
Recife, 26 de Marco do 1886
TAeoonto Hiendes da Silva.
JOAQll Wlll Cl>
O Erro do Imperador
E
O Eclypse do abolicionismo
Acaba de chegar para a agencia geral de obras,
por assignatuia de Soares Quintas C., Praca
do Coaselheiro Saldanha Marinho (antigo Largo
da Matriz de Santo Antonio, a. 4).
Preqo 300 ris cada um
Despedida
Reciie, 26 de Marco de 1886.
Francisco M. de Moura.
Recife, 25 de Marco de 86.
Antonio Ignacio Heitor.
I. esperado
do sul no dia 29 de
marco, seguin lo
lepois da demora
necessnria
para
A
DE
PA'O CARUNCHOSO
Terminar o espectculo com a opereta ero 1
acto, representada pelos artistas Edelvira Liosa
a aetor LYRA
03 SINOS DE CORMILLI
EN CASA
N. R. Previne-ae ao corpo caxeiral que o es-
pectculo acabara as horas de poderem tomar o
altimo trem para Apipucos.
Principiar s 7 314 em ponto.
Manta Casa de Misericordia de
Reelfe
Ha secretaria da Santa Casa de Misericordia dr
Recife arrendam-se por espaco de um a tres an
os, as casas abaixo declaradas :
Rna. da Moeda n. 45, 240 Idea^dem n-49 2404000
Roa do Bom Jess n. 13, 1 andar 3 04000
dem n. 29, loja 2164000
dem dem n. 29, 1 andar 2404' Ot
Rna dos Burgos n. 91 2164000
Rna da Madre de Deus n. 10-A 18 >4000
Caes da Alfandeea armazcm n. 1 1:600000
Rna do Mrquez de Olinda n. 53, 2
,ndar 50V000
Rna da Gnia n. 25 20>4 Becco do Abreu n. j, loja 48$000
Ra do Visconde de Itaparica n. 24,
pavimento terreo, 1* e 2* andar, por 1:6004000
Rna das Calcadas n. 32 200#000
Secretaria da Santa Casi, de Misericordia do
Reciie, 6 de fevereiro de 1886.
O escrivao,
Pedro ltodriaues de Souta
ovpllal PnrliiKiM'z de nciiilrencia
em Pernamlmcn
Aossmbla g- ral
De ordem do Sr. van-proredor, convido os
robores socios areunirem-se em asscmbli g^-
ral na sede social no d-mirg 'i8 do cerrente, s
H Borasda manh, afim oedar se cumprimeato
Beposicao do ^ Io do srt. 17 ds ness 'S estatu as
e projeder-se a eleieao de alguns membros da
tonta administrativa.
Secretaria do Hospital Portuguez de Bnefic>n-
ja em Pernambuco. 21 de Mareo < W.
.M.mocl Siartios CapitS-i,
2o secretario.
imw Mm\ AgF.cold
fie PernafflbQGO
Asacntbla geral
Sao ccmvidnd o renhotes hsocsrI m a >.-
Keeerem s 12 li.fi do da 30 mm*m*. aa
s desta assochicu p-.ra ler lugar a rtluWa dr.
asamblea geral ordinaria, afim de se proceda
le9&o da nova direct ra, da commissao de era-
aso de contas e ser lido o rclatorio do anno findo c
parecer da commisslo de exame de contas, de
eoniormidade com o art. 29 dos estatuto?.
Secretaria da AsaociacaV Commercial Agrirola
de Pernambuco, em 24 de Marco de 8S.
S. de Barros Burrcto.
Secretario.
Lisboa c Soulianiploii
Tara pasaagens, frele?. etc.. traet>.-sc c>>m r
CONSIGNATARIOS
Ada msoii Howie & C.
8Risa " coMP.a-vmt ii:ss\ wpr>i
ME
\'avcgaco costeira por vapor
PORTOS DO SUL
Tamandarc e Rio Formse
0 vapor Giqui
Segu uo dia 27 do
corrente, pelas 5 ho-
ras da manha.
Recebe carga at o
[dia 26, e passagens at
'as 3 horas da tarde da
vcsperi do dia da sabida.
ESCRD7TORIO
*?* da Companhia Feraamr
cana n. 19
Lisboa c Porto
A oaaoa portugueza Isolinn recebe carga a fra-
t ; t'ata-ae com Bilva Guimaraes & C. ra do
Cossiaorcio n. 5
Sarcaca
Vnde-se urna barcada de carga de 300 saceos
e ratar na rna Direita n. 82, loja
Pacific Sloam Xavigalion
Company
Para facilitar aos
Srs. vi Jantes que de-
sejarej i assistir ex-
posico colonial de
Londres no corrente
anno, esta agencia fa-
r a redueco segua-
te, a principiar do 1.
de Mar lho prximo futuro:
1.a elasse, idae vol-
tapara Inglaterra, bi-
lhetes validos por seis
mezes, 36:15:0 libras
esterlina*--.
AGENTES
1m M k Conpy Liitsl
4"taa do Commcpcio--\\
Pal
Sg- senalU at o dia 27 do corrente para o
porto cima o origue ingles Maid of Glcnicern ;
(de i* elasse) ; para o resto da carga trata-se a
ra do Mrquez de Olinda n. 6.
Hoj-, as 11 h, ra, effectua o agente Alfredo
Giimaracs o leilo de movis, no 2" andar do so-
brsdida travecsa dos Expostes n. 16.
Leilo
De dividas da nassa fallida de Joaquim
Monteiro da Crua, na importancia de...
78:380,5800
O agente Britt-i a mandado da Exm Sr.' Dr.
juiz de diieito especial d coinmer io, na sua pre-
senta e :: requerimcnto do Illin. Sr. Dr. adminis-
trador da mesma asaaaa, Lvar i lo.liio as referi-
das dividas.
Sabbado, 27 de Murro
A'S 11 HORAS
Ra do Imperador n. 16.
Leilo
D mob'lias, pinos, comas francezas, gusrda-
vcslid.is, guarda-locfaa, aparadores, mesas, qaar-
tinheiras, cabide3, diversos movis avnlsos, cai-
xas com cognac, ditas com cerveja Tivoly, ditas
com Vermouth, gigas com chanpagne, chapeos de
de sol, caixas com charutos, urna bomba grande
Sabbado, 2 9 do corrente
s 11 horas
No hotel UNIVERSO ra do Commercia n 2
Aluga-se o referido predio.
Por lntervcnco do
Agente Gusmo
i: leilo
Das dividas hypothecarias no valor de....
4:600|J000, perlencentes massa falli
da de Joaquim Ferreira Campos & C.
Sendo devedor de 1.60 )f Vulpiano Jos de Mel-
lo e sua mulher, cujo bem bypotbecado nma ca-
sa de pedra cal sita no povoado Barra da Jan-
gada, c de 3:0005 Manoel do Nascimento Carlos,
sendo os bens hypothecaes 5 casas de taipa no
povuado de Catende.
Wabbado J do corrente
AS 11 HORAS
No hotel Universo, sito a ra do Commer-
cio n. 2
O agente Gusmo autorisado por mandado do
Exm. Sr. Dr. juiz de direito do commercio c com
aeaistenei:. do mesmo ea requerimeato do Dr. ad-
ministrador far l.-ilao das dividas cima mencio-
nadas pertsnc-'ntes massa fallida do Joaquim
Ferreira Campos & C.
Leilo
Da armafSo, gneros e um cofic prova de foge
de Miener, da taverna cita no Largo da Assem-
bla cu Fuid- do Matto n. 17
O AGENTE BHirTO
a annajo h tuoto m-.is da ic-
levura Iri
ferida taverna.
Segunda feira, 29 4o correte
As 10 1/2 horas.
Leilo
Do faz-nJis ioglezas liinpas c avariadns
Terca feira, 3 do corrente
Ageatc Pinto
No armazcm do Larg) da Corp./ Santo ti. 0
Cj listando
De cassiuetas, c-hi.as e ciissas avsrialas, casi-
miras, brins, fichi. chitas, maiapolo.s c outras
fasemlaa liTpn e a variadas.
Lelio
DE
,."!o :
0 sobrado de un andar e sello, de n. 1, ruu
da Ponte Veihi,wfieadoa moderna, com o pavl-
tr.ento ti rreo em s;!o, no andar tem urna salla, 4
ocail toto urna fal'.ta, 3 quartos e cc-
sinho.
Urna nv a agua no findo do sobrado acim com
fr.nte para a ra do Capibara be sob n. 43 com
urna sals, 2 quartos, corredor, cosinha externa e
pequeo quintal.
O ESPECIFICO D'ASTHMA!
Um facto bsta,
P'ra dar a crenc
Ao homem sabio,
Que na sciencia pensa !
* *
A experiencia atiesta, como urna verdado inc in-
testada que em Mcdecioa sao principalmente os
factos ou casos de cura, operados por um remedio
que fazeni consideral-o um especifico par certas
molestias.
a prova ,hi est ncts's remedios indgenas
que a sciencia mdica aceita depois de contastar
a veracidade dos casos de cor* produzidosem al-
gumas molestias o applicados por home.s rsti-
cos.
A asthma, essa ineomnvd* e terrivel molestia,
nSo tinha at hoje encontrado na sciencia medica
um remedio certo infallivel ; todos os preparados
conhecidos apenas faziam melhorar oo neubum ef-
feito prnduziam nos doentes.
O CajruMba veio preencter essa lacuna da
pharmicologia.
Os inultos casos de cura da asthma por e se me-
dicamento collocam-n'o hoje na diantira de todos
os remedies conhecidos para as molestias do appn-
relho respiratorio e especialmente d* asthma
Dentre es muitos factos de que temos noticia
fizemos cscolha dos ca03 cojos certificados publi
camos boje.
Preferimos os que se rcalisa-am com pessoas
muits conhecidas aesta provincia e no paiz e cajo
carcter garantido pela sua poeico offi :ial e
consideraco social.
O seu testemunho nSo dove pois ser confundido
com o dos que se prestam a figurar em almanacks
e reclames.
O primeiro certificado firmido pelo Dr. Jos
Juliao Regneira Pinto de Souza, advogado nota-
vel, juiz de direito da comarca de Cimbres em
Pernambuco.
O segundo leva o nomo resp*it*vvl do Dr. Gas-
par de Drnmmnnd Filho, Ilustre advogado, muito
conbecido no foro da cidade do Recife e deputado
Assembla Legislativa Prevircial em diversas
legislaturas.
C terceiro attestado do Dr. Luiz Frederico Co-
deccira, empregado superior do Ministerio da
Fazen la, e actual sent inspector da Alfandega
da Parahyba.
O 4, 5" e 6-> sao firmados por pessoas do com-
mercio, muito conhecidas e conceitoadas nos lu-
gares em que residem.
Coovm que fique bem patente que nesses docu-
mentos aifirmant se curat completas e nao sim-
ples melhoras, que sao o que os outros preparados
podem forneeer.
Do estrangeiro tambsm j nos vieram noticias
c mpro-'atorias de cura d'aethma pelo Cojurubeba.
Ein Marselha (Franca nm medico sibendo da
efficacii do Cojurubeba pela cura e pantosa de
um asthmatico, (cujo documento j publicamos)
experimento!! o na coqueluche, quando todos es ou-
tros medicamentos tmhain falhado, e com a appli-
caca-i de 10 eolhcrinlias de cha conseguio curar
urna enanca.
Na i ple csse medico forneeer um attestado
deste tacto por nSo ser anda o Cajurvbeba inclui-
do no codujo tniuccz.
Deste facto deu-nns noticia o nosso agente na-
quella cidade, Mr. Hippolyte Morcau.
Cun a publicidade ^css^s importantes documen-
t s temos <;m vista fazer o Cojurubeba conhecido
dos que soffrem de asthr.ia e principalmente des-
pertar a atti'iico dos hoincns da sciencii, dos dis-
tnict'.s clnicos biasilciros c convdalos ao esta-
do e experiencia desse poderoso r nico remedio
na cura de urna molestia to caprichos i c reniten
te como 6 a asthma
Asseguramos com a conviecao e autor lade que
nos forneeem a experiencia e os c-sos de que te-
mos fallado, que o Cajnrubeba cura a asthma ;
um verdadeir.i especifico e nao um palliativo ;
combat-; e dcstrc as causas da molestia, actuan-
do vigorosamente sebre o systema nervoso e mas-
sa do saogue.
Resta que os no; sos illu~trc3 mdicos oompade-
cendo se, como dever de sua profissilo, dos hor-
rivoU bi ff.'imentos do3 aslhmaticos, cstud.'ra e ex-
perimentem o Vajurubeba cora a franqueza e lal-
imU que devida ao publico, e estamos cortos
de que o Cojurubeba n i cura da asthma adquirir
a mesma fama e popularidadc que ji tem na cura
do rheumaismo syphih's, mo'estias de pelle, leu-
chorreas e ein gera' 'em por causa a imjiureta do sungue
0 que pnffrcm dessas molestiaa nos agradeca-
rao pela felicidad i da lvaselo decae medisamen
i s seiihirva mdicos abencoaro pela prefe-
rencia que em sua clnica derem ao Cajutubebi.
y. C. de Figneiredo.
A. P. da Cunh'i.
pois, em uso do Cajurubeba apoz um forte ataque,
que accommetteu-me. D'ah por diante, comecei
a sentir allivio dos meus aoffrimentos ; mr.is fra-
cos passaram a tornar-se os ataques e mais de es-
paco a visitar-me at que por fim desappareceram
de todo.
Hoje acho-me felizmente restabelecido. Seis
mezes sao decorridos, sem que o mais ligeiro sym-
ptoma da bronchite asthmatica tenha-se-me mani-
festado. Considero-me, pois, curado e devo-o ao
seu famoso CajaruMba, do qual apenas tomei cin-
co frascos.
Com o desapparecimento de meu tnrivel incom-
modo; sinto-me main animado para vida e satis-
feito por ter conseguido libertar-me da urna enfer-
midade, que consuma nimba existencia.
Dou-lhe, portante, os parabens e felicito ao Sr.
Firmino Candido de Figueredo por ter conseguido
com o sen preparado obter um mtio prompto de
combater, entre outras enfermidades, a bronchite
asthmatica.De V. S., atienta venerador e obri-
gado.Gaspar de Drutnmond Filho, (advogado
deputado provincial}.
Atiesto que, soffrendo minha filln Aizira, me
ner de 4 annos de idade, de accessos asthmaticos
que resistiram a diversos remedios allopathicos e
homospathicos, obteve excedente resultado com o
uso do preparado vinoso Cajurubeba do Sr. Fir-
mino Candido de Figueiredn; porqvanta desappa-
receram esses accessos, ha 4 mezes,,o que ere taz
acreditar na sua completa e perfeita cura. Para-
hyba do Norte em 31 de Deserebro de 1885.Luis
Frederico Codeceira. (Bacharel em direito e ins-
pector da Alfandega da Parahyba).
Illm. Sr. Antonio Pereira da Cunha.Recife, 7
de Desembro de 1885.Por dever di gratidao ve-
nho trazer ao conbecimento de V. S. mais urna
cora efiectuada pelo seu preparado Cajurubeba.
Hara 5 annos que soffria horrivelmente de as-
thma, tsndo empregado todos os recursos que a
sciencia aconselha para debellar urna to enfado-
nha molestia. Com 3 frascos do Cojurubeba acho-
me de todo restabelecido e aconselho a quem se
achar em idnticas circamstancias que nao usem
outro medicamento.
PJe V. S. fazer desta o uso que lhe approuver.
eos, mas cora aproveitamento para a restaurado 'De V. S-, att. ven. c cr.Antonio Augusto de
das forcas perdidas. Prosegu : e ao findar o t ce iro frasco a asthm i d.-sapareceu completamente.! Huber & C, desta cidade).
Tomci 9 frascos do diurubeba. Voltarara-DM as j Illm. .-'r. Antonio Pereira da Cunha.Recife,
forcas, os incommodos be:ib-ricos cessaram, e se 26 de Fevereiro de 1886. -Tem esta por fim com-
iio me jul^o compl'tameiite restabelecido, e ro- municar a V. S. urna cura completa de asthma
busto como dantes, c qne segundo pens, aquclle pelo uso do Cajurubeba.
Eis os documentos da cura de asthma :
Illm. Sr. Antonio Pereira da Cunha. Cidade
de Pesqu.'ira, 31 de Janeiro de 1886. Por minha
vez venho dar testemunho da eficacia do Cajuru-
beba no tractamento da asthma.
Desde crianca fui accommettido dessa enfermi-
dade que por mais de urna vez me ia levando
sepultura. Combatendo essa molestia pelos meios
aconsel hados pela sciencia apenas consegu nter-
romper por algum espaco de tempo os accessos.
De 1875 a 1883 a molestia tornou-se chronica,
e quotidiana, porm pouco intensa, de modo que
pude lograr, por esse tempo, saude relativamente
J robusta.
Em Outnbro daquelle anno, de volta desta ci-
dade ao Recife, o soffrimento aagmenlou, com
tendencias ao estado agudo ; at que em dezembro
do mesmo anno fui accommettido de um violentis-
aimo accesso, ao qual succedeu ser eu atacado de
bcriberi, segnindo precipitadamente para o sul do
imperio em Janeiro de 1884. Na provincia do
Rio de Janeiro, e na corte onde estive at Junho
os accessos toraaram-se te frequentes e violen-
tos que me forcaram a regressar a Pernambuco
ainda nao restabelecido da beriberi. Aqu, onde
cheguei em Julho de 1884, apezar .da differenca
de clima, nao' obtive melbora algurna : o sofFrimn-
to era a'.roz, e embaraeava o meu restabeleciinen-
to da bcriberi.
Sem resultado, fz uso de todos ou quasi todos
os uedieamentos aconselhados para a asthma ; e
especialmente dos preparad'.j arsenicaes e prepa-
rados com iodureto de pot.issi.
A consequencia nao se f<-z esperar : ca Janeiro
de 1885 eu estava envanente accommettido de be-
riberi com tod* o cortej i da symptomaa atterra-
dores.
A energia da minha eonstituico (apparentc-
mentc dbil) me salvou ainda. Melhore da beri-
beri mas M accessos da asthma, quotidiinos,
constituiam obstculo iusuperave! ao meu com
pleto restab lecimenio.
Ento resolv-me a fazer uso exclusivo do Cija-
rubeba, abandonando ao mesho temoo a dieta que
me havia imposto. Ccnwei ease tratamento em
principio de Maio do anno passado : Sem resul-
tado contra a asthm i tonv'i os dous primeiros fras-
que urna vez soffrcu de beriber;, nanea mais obte
r saude perfeita.
Nao tenho soffrido m.ii deaatbma. Appliquei
a alguns filhinhos meas que eoilVi.iin do mesmo
mal ; e com igual aproveitamento. Em nossa ca-
Ha cerca de 13 annos que siffria de asthma com
tosse frequente, falto ae ar, i somnia c repetidos
ataque, que muito me acabrunhavam.
Fui medicado pur diversos mdicos, tomei mui-
tos remedios durante esse tempo e apezar da ri-
sa, onde quotidianamcnte semian asthmatlcea, ha g rosa dieta que me era imposta nunca consegu
mez'-'S que nao se C''iiiheec eajn molestia: apezar | melborar.
de ser o clima desta cidade pr-ssim i c milito su
jeito a todas aa molestias das vi.; respiratorias e
dos bronchios.
Nao roe julgo cura ifinal na ida Je de
49 annoa encon'.r .cuto, com o ;ual
saberei combater a asi m c i:za
Ha uns 4 mezs, um amigo, condoido do meu
estado mortificante suggerio-me a idea de usar do
C'ij':rabba c ja sem esperanca de encontrar alli-
vio aos meus padeenentoa comecei a tomar o Ca
jirubba e nao sentindo melbora com o primeiro
frasco, passei ao segundo e d'alii em diante os
bons resultados. P moque lhe eoavier meus incominodos foram desapparecendo pouco a
desta.Sou de V. s. criada -Jos pouco at que iestabelec me completamente.
JaliSo lieqeira l'. ".:.*>. u, (juiz de dir.ito).
11 >je res;>:ro francamente, durmo bem, a tosse
Recife, 21 ds F.v r -IdafcSl A;i desappareceu, emfim sinto-ine bem e agraieco
Ionio Pereira da ti i.i. annos pouco -ste resultado s c nicamente ao Czjurubba. Sou
mais ou nvmos, i'.ii ie v- s- a,t- amigo e criado.Jos Marques F*r
bronchite asthmatica. L i arios m-dicos reir.Neg lata, morador na Praf da In^e-
annos pon le resultado s c nicamente ao Czjurubba.
de V. S, att. amigo c criado.Jos Marques
jicos reir.Negjeiabte, morador na l'm di
e obscvei-lhes as ;rcj, eotr>ndo em naojpendeacia n. 14.
dos medicamentos receit..;; Eses, ] Illm Sr. Manoel Pereira da Cunha Eu
duziram apenas o t: lifieai a intensi
dade do mal. Ven i q
de curar-me rad...... es pre tarad
pharmacia, pois, ha
passei a utilisar-:r.. de u i infinidadi d
dios caseiros acon3elhai:i por curiosas e curan-
deros, depois rceon n.t'nia a por fim
electro-hornee opithi:. 'i indoaim-
phsaiente ligcii mas nao a eur i C'm-
pleta. Eu era
menta de um ataqu qne, urna vea por na 'z. proa-
>rava-mi no kito p resj I > a mais
das Ao con. la os
,offriinentoa e u: I
foreaa para petdel as o zoinl ..... Era
ara me: compk".
urna existencia ta >noi la I
Lembrei-me, afi.a'.. i "',"'
beba preparado pelo Sr. F:rmina <
gueiredo. Tentei -'
ia valer-m, po
eu hav
ti vera a torca
abaleo
assiguado declaro a V. S. que estando um meu fi-
III >, de dado de 3 annos, soffrendo de asthma, e
teudo cu j esgotado todos os rem^dioi, afim de
ve i-se o cura va, uada consegu.
Consultando, porm, algiimas pessoas experi-
mentadas sobre algam remedio que podes e alli-
viar-ihe os soffrimentos, urna d'ellas indicou me o
C'jnruW'3. do aualdei lhe I doaw apenas (urna
coher das de cha de cada vez) B tanto bastou
para que a cnanva ficisse perfeitamente curada;
vis o como fazn 3 mese] que sto acontecu e a
molestia nao voltoii.
Portado, pode V. S. fazer desta minha declaia-
i us) que lhe convicr. certo de que ella a
expresado da verdad'.
E poi ii.l i sabsr ier, nem escrever, pedi ao Sr.
BVanetaeo Auto i* Ribeir' Vianna que esta par
iiiim fisea*e c a meu rgo assigaasse.Pirpin-
tuba da I o lepeadeneia (Paeahyba do rrte), 3 de
Agosto de 1885. A rogo de Basilio Marroir?
Fraucisc Antonio Ribeirs Vianna.
Ti las as firmas acham se devidamente reea-
i expe. Tolas
i foro dr "h'cidas pir tabcllies pblicos.
Deposito eralFABRICA APOLLO--Ra do Hospicio n. 19
3PDe^aNr.A.XWXDBtJGO .brasil,
A* >enda as pharmacias e drogaras do imperio
ILEGEl



t


6


Diario de Per Bambuco---Sabbado -7 de Marco de 1886
Especialidades!
Todo vand* pelo rcsnos possivel 11!
Quem ama vea comprar saber I
4,-LABGO DE S. PRDBO 4
NeU eatabelec sent acha-sc sempre esposa
randa o especial liaor de maracuj em rica gar-
rafinhaa propriaa para toilet composto de manga
bu e mangas o que ha de melhoi neate genero.
No mesmo eatabelecimento acha se sempre um
grande lortimento de pasearos e gaiolas de todos
os fabricantes, at proprias para viagens, por ter
oada tima cuco compartimentos.
Tambem te encontra diariamente especiaes fru-
ctas maduras como sejam sapotis, sapotea, man-
gabas, mangas e outras fractas, e se recebe qual-
quer encommeuda para embarque._____________
AgnadeVidago
Em qaartos e meias garrafas ; vendem Faria
obrinbo & C, i ra do Mrquez de Olinda n.
14, depositarios.
lllMiRTI
408 4:0004000
3H2SISS 5ASAKTID05
(u Primeiro de Barro n. 23
O abaixo assignado tendo vendido nos
seos afortunados bilhetes garantidos 4
quartos a. 2501 com a sorte de 4:000^000,
4 quartos n. 1220 com a sorte de 1000000,
aim de outras sortea de 32)5, 160 e 8$, di
(oteria (44.*), que se acabou de extrair,
convida aos possuidores a virem recebe:
na conformidade do co.turae seta descorite
algara.
Acham-se venda os afortunados bi-
lhetes garantidos da 9.* parte das loteras
a beneficio da matriz de Serinbaem, (45.a),
que se exirahir sabbado, 27 do corrente.
Inteiro 40000
Meio 2^000
Quarto lfJOOO
Km qnantidade malor de I Mi*
Inteiro 30500
Meio 10750
Quarto 0875
Manuel Martin Finta.
sf
NICO
PreoaraQSo de Productos Vegetaes
extino'ms caspas
e outras Molestias Capillares.
JVIARTI NS&~BASTOS
JPerttHinbueo '
.os 4.0001000
.:
16-Eua do Cabug-16
Acham-se venda os venturosos bilhe-
tes gar. ntidos da lotera n. 45a em beneficie
da matriz de Serwhaem que se extrahir
no sabbado 27 do corrente.
Precos
Integro 40000
Meio 20000
Qoarto 10000
Meado qunnlldade superior
ll 0:000
Inteiro 30500
Meio 10750
Quarto 0785
Joaquim Pira da S Uva
O Cantores Schaapp Aromtico de Seniedaan da roolpT-o W<*r* *o BUjricfcdo no .
de Cariada da prinielra qualldaae, cuaaadoummte acollada do* melborea produjo* do disoict
mais afam rulos peln quadade do grao, como tamlea do fruclo do barrante Eocbco, e afio puhocjtdos por per
cesso especial que expurga do espirito toda*, as partculas acres.
Como meio de evitar c comgir os efieitos desagradareis e maltas Teses perigosos producidos no estomago a
nos intestinos por aguas cstranhas, o que acontece aos viajantes e as pessoas Dio acdkatadas, ?*
OS "SCHNAPPS1:-AROMTICOS.DE SCHIEDAM
cham-te absolutamente INFALLIYEI8; boj casos de HYDBOPOTA, PEDBA, OBSTRUC.
tiXo nos RCVS, MOLESTIA da BEXIG A, ESTBICTUKA, DT9PEP8IA c DEBILI.
DADE GF.RAIi sfio recommendados com instancia pelos nembros mais dudactos da profiato medical
Sao preparados em garrafas de meio e de quarto, encaixotadas com o nome do abaixo assignado em cra
jan-afa e com a marca da fabrica e urna tec-almila) da sua asignatura no etiqueta ou rotulo.
Vcndem-se em todas as PhaniiSvcima e LoJtM do Campo. Tem ido sugeitos i analyse dos
duncos os mais a/amados e por elles foram declarados ser o raais poro tapara j amsis fcbricado.
Tendo assim veraneado sua pureza e suas propriedades enviou-se amostras a dez mil mdicos, Incluindo
todos os mais celebres clnicos dos Estados Unidos fim de que elles a exeperimentassem.
Urna circular pedaado nasa rigorosa prora e usaa raformaco exacta da rastillado, aocompaahava cada
amostra. Quatro mi dos clnicos raais c minea tes dos Estados Umdos pracapsements respondern.. Sua
opinio do artigo era mnaaianemente favonve.. Tal preparaco, diziaai eftea, ha muito que se taxia absoluta-
mente neceasanaporfsue nemhusna confianestse poda dVpoSatar nos producios cosnsnuns do commerdo, todo.',
mais ou menos adulteradas e por tanto Inuteis para os propositoi mdicos. A excellencia peculiar e torca do
oleo do Enebro gue um dos ingredientes principa?* des tes Sehnapps juntamente com o p*-ro alcohol
do-The na opinio dos mdicos nouvel superioridade sobre todos os es amulan tes como urtico, tnico
c restorativo.
Esta Bebida Medicinal mbtcada pelos proprietarlos Can mu cugenko de dislDac5o em Schiedam, Hcilaada.
expressamente para os osos medicinaes. a>
UD0LP20 W0LFFS SON & C0., 9 BEAYZR STREET,
IEW-T0EK,J^ A.
TIINTlliARIA
I
I
jTTI^IsililsItsr
SUCCESSOft
25 Kiia de llnlliis de Albuqoerque 25
HMII.A m DAS FLORES)
TiDge p limpa com a maiorpTfeicSo toda a qualidaJe de estofo, e l'azenda em
pe^is ou em obras, chapeos de feitro ou de palha, tira o mofo das fazendaa; todo i
trabal o reito por meio de machinismo aperfeicoado, at boje conbecido.
Tintura preta as trcas e sextas-feiras.
Tinta de cores e lavagem todos os dias.
ALBEKTO HE1SSCHEL & C.
52--RU4 lili BAR40 HA VICTORIA-SI
O bem acreditado estabelecimento photographico allemo, acaba d9 augmen-
tar as suas galeras no gosto das mais sumptuosas casas d'este geneio, como de Pars,
Londres e Berlin, onde o rcspeitavel publico encontrar os mais aperfeijoados trabalhot
pelo syste.ma mais moderno e mais apreciado.
Para dar ma3 impulso sua casa e assim melbor satisfazer as mas difficeit
exigencias, acaba de coDtractar o (ximio pintor o Sr. Ferdinand Piereck, chegado re
centemente da ('orte do Imperio, onde adquiri grande nome, alm do bom crdito que
j gozou em 1877 quando aqui estece na mesma casa.
Roga-se s Exmas. familias e mais pessoas o obsequio de honrar com suat>
visitas a este grandioso estabelecimento, onde existe urna magnifica exposicao de suas
prodacc3e8 artsticas e onde encontr.'.rac lhaneza no trato, perfei$So nos trabamos e
modicidade nos prejos.
C. Barza,
Geiente.
O praprwtarM do muito conhecido estabelecimento denominado
MUSEU DE JOIAS
rito a na do Cabug n. 4, c nimunicam ao respeita^el PUBLICO qae receberam ua
fraude sortiraento de joias i,8 mai8 modernas e dos mais apurados gostos, como tam
em relogius era todas as .,auli.lades. Avisam tambem qae continmam a receber por
todos os vapores vindoe da Europa, objectos novos e vendem por muito menos que en
outra qualquer parte.
MIGUL WOLPP & C.
N. 4RA DO CABUG-----K. 4
Oompra-se ouro prata velha.
OPPRESSH
ASTHMA
NEVRALGIAS
Pelo, CItUaOJ ISHC
Upa-e a nimaca que penetra no pe to acalma o symptoma oervoao, faculta
a xpactotacao ttravtaa aa funoedea dos orgaos reaplratorios.
*aai ca atairt aaa J. !. IM, ra Si-Laurc, esa Faria
A*.****A^^^^^W^
FERRUGINOSO
de Cascas de Laranjas e de Quassia amarga
ao PfOTO-IODURETO de FERRO
Preparado por J.-P. LAROZE, Pharmaceutioo
9MMMM a. Boa dea X4oaa Bt-PauJ r AUl
APPROVADO PELA JUNTA DI HTaiBNE DO BRAZIL.
O Proio-Iodareto m Ferro,
bem preparado, bem conservado, prin-
cipalmente no estado liquido, de
todas as preparacoes ferruginosas, a
quearoduzos memores resultados.Sob
a influencia do principios amargo e
toaleos, da casca ae laranja e da
quassia amarga, o ferro assimilado
fcilmente e produz effeito prompto
egeral restituindo ao sangue, a forga;
aa carnes, a dureza; aos difieren tes

tecidos, a actividade e energa neces-
aarias s suas funecoes diversas.
Porisso. o Xarope FermalBoao
da J. P. Laroxe, considerado pelos SL
mdicos da Faculdade de Paris, co.no 4
o especifico mais acertado para as
Dooncas de langor, Chlorosa, Ani-
mla, Chlori-Anemia, Floxoa bran-
oos com dixestoes demorada,
lestias escorbtica e eacrofuoai
oob com dixestoes demorada*, af o-
aa eaorotuc
Rachitismo, to.
Ho mesmo depotito ohi-te i yenda os teguintes Producios do f.-P. LAROZE :
XAROPE LAROZE
ZZXs TNICO, ANTI-NERVOSO
Coatra as daitrltea, Oastralaiat, Dyspepala, Dores Calmbnu da Eatomago.
XAROPE DEPURATIVO *^T* 100URETO DE POTASSIC
Costra a> Ailac^Ses escrofulosas, oanoarosas, Tmroores braucos, Aoldaa de Basgoa,
Aocidentes syphllltlcos secundarios a terciario.
XAROPE SEDATIVO^^^V^-BROMURETO DE POTASSIO
Caaara SaUapala, Hjraterloo, Dana de 8. Soy, Inaomnia da Crianoaa duranu a DantlcBo
!

fW'VVVWVVVVVW
0 mtii Simple, o mtlt tapido a o na/a Eficaz tfoa KiVUUWt
SWHA-V-JPi- $tm WJkttTTTjZJkM aoa VlaJ
USADO NO HUNDO INTEIRO
MllOLOT peda aoa anraa. Kadlooa a oomlirad>aa qae
VERDADEIRO PAPEL RIGOUOT
fav sm tu0 csjxm
* tm ruis folha,
tnt%. ucrtpta
em Ttata incarnad
Finta:
Molestias Nervosas
Capsulas do Doutor Clin
Laureado da Faculdade de Medicina de Paris. Premio Montyon
As Capsulas do Doutor CLIN ao Bromureto de Camphora empregao-se
as Molestias, as de Cerebro e contra as affeccoes seguintes:
Asthma, Insomnia, Palpitacoes do Coraco, Epilepsia, Hallucnacao,
Tonteiraa, Hemicrania, Afec$es das viaa urinarias et para calmar toda
especie de excitacao.
im Urna exolioacao dttalhada acompanha cada Frasco.
Exigir o Verdadeiras Capsulas ao Bromureto de Camphora de CLIN & C'*>
de PARS, que se encontrao em casa dos Droguistas et Pharmaceuticos.
V
<$. PIVER em PA^
nico mvector
S
SABr\0-Saa^a)^ALFACE
<^^a#'
0 mclJioT dos Sztoes de Tonczdor
^ "CCOMMENOAOO PL8
Evitar atas Imitagea
apositos as prttvipav r-nrfatsrias. Pburmacias e Cabellereiros da Amsriaa
\
PH0SPHAT0 de CAL GELATINOSO
de e. LEEOY, Parmacenlico de 1" Classe, 2, rna Davnoa, PARS
OBTEOGESE* jart MamlTaiMU Daailfii tai Crinen, caitra EwUtlnw i a Momtli tai faM.
Hecommendamos este Xarope aus Mdicos e aos Doentes. de um sabor agradavel, de asslmi-
lacao fcil e mil vezes superior a lodosos xaropesde laclo- phosphato Inventados pela especu-
lacao. Todos sao cidos ao posso que o Vhospnata de Cal Gelatinoso nao o
O Snr. Profeoor Bocchut. Medico no Holpiul iu CnanCM. (CtrttU (to HiplUux, 19 I rano da laja.)
VINHO PHOSPHATADO DE LEROV mZSmZSm*
trema^ Comumpco, Bronchite chronica. Tsica, Fraqueza orgnica, Conialescencss d mam.
Deposiluriua em Pema/a ucu : r'ttA i- ua SALVA u O'. _____.
IEDALHA DE BONRA
^SQgZa2>
DIPLOMA DB HOJrrfi
0 OLEO CHEVRIER
4 defcanlectado pelo AlcatrSo,
tnico f DlMliOO, O Qu multo
jugmiflta i* proprlodtdu do ,
0 OLEO de FIGADO
DE lACALAO FERRUGINOSO
a onlc preparacio qua permite
adminiatrnr o Farro mot pro-
dutir Prt4o de Ventre, nam
Inooiniii o d o.
DIrOSITO geral aa UB
21, m ti Fiiik'-IontBirire, 1)
DEPSITOS EM TODAS AS PRnCIPABS PHABMACIAS DO BRAZIU.
BRANCO.LOIRO
^FERRUGINOSO]^
* 4 4LCATr\t^. '

EBCKITADO POB TODAS AS
Celebridades Medicas
DA FRANCA B DA EXH0PA
molestis"do peito,
affecqOes escrofulosas
chlorosis,
anemia, debilidade,
tsica pulmonar,
broncrhtes, rachitismo
Vinho de Coca
QgMal'MMMMt
EXPOSITION
M.aillt 'Or
UNiv^ieys
'CroiideCheTalier
S PLUS HAUTCS RECOMPENSES
AGUA DIVINA
E. COUDRA Y
DITA AGUA OE SAUDE
Preeonisada para o toucador, como conserrando
coostantcmente as cores da mocidade,
a preservando da peste e do cholera morbu.
Artigos Recommendados
perfumara de lagteina
ataaaaaaiala palas Celebridades Ifdicaa.
GOTAS CONCENTRADAS para o lenco.
0LE0C0ME para a belleza dos cabellos.
ESTES ARTIGOS ACHAM-SE NA FABRICA
pars 13, roe d'Engbiei, 13 pars
I aposito em todat aa Perfumara', Pharmaclaa
e CaaeHerelroi da America.
llHI..................
*lr>x-Xc-a <&.&
ROfiOCTOS EIGL06IG3S
38 ULYSSE ROY, WPOKoT! (FPdllfJ
imllePROUST, Sucr- & Genro
i Parfome enantioo do Ytnho oa obr;
deKedoo................. oalOOtraaeosi aOO
R r.oio uLasenciaatCognan lOOfrasooa BCO tt,
\ T'orfiimospamtodoaoaLioore j 100 tnuooa 300 tr,
I T. srj.claileRnumoadeTa'ia, oa leOfraaooa OOO !a
Depositarlos em Perntimbuco:
ir.oitoo 2A:. da SILVA a O^
EXPOSIQAO DE PARS 1878
roaa di ooHcoaao
crASMA
pelo a? do
PiLULAS
} iw '
* ^OAS OS USOS O
Prgame as Familias,
a*a DcJCAtEnaCVUaMllaUuik

y^v
RODA DA FORTUNA
200:O0OW0O ,
PREqOS EM PORQO
Dezenas..... IOPOO
Vigessimos .... I|000
EM EETALHO
Dezenas..... II$000
Vigsimos .... I|I00
CORRE TODAS AS TBRCASFEIRAS
36-BA LAB6A 00 ftOSARIO-3.
Grande e bem montada oflicina de alfaiate
DE
PEDROZA & C.
N. 41Ra do Baro da VictoriaN. 41
Neste bem conhecido estabele'cimento, se encontrar um lindo variado sor-
Cimento de pannos, casemiraa, brins, camisas, punhos, collarinhos, meias, gravataa,
tudo importado das melhores fabricas de Paris, Londres e Allemanha; e para bem
servirem aos seus amigos e freguezes, os proprietarios desti grande estabelecimento
jm na direc^So dos trabalhos da oficina habis artistas, e que no curto espado de 24
horas, preparam um terda roupa de qualquer fazenda.
Ra do Baro da Victoria n. 41
(PRESOS SEM COMPETENCIA)
L qudam o seguinte;
Mas barato do que em casa dos dignos
collegas
EsguiSes para camisas e casaquinhos de senhoras a <1A o 45500 a pe^a
Saias bordadas a 30, 4^ e 55000 urna !
Camisas bordadas pura senhoras a 55500 e 3#000 urna l
dem sera pannos, sem collarinhos, para homem, a 425 a duza!
Meias inglezas superiores a 45 e 55000 a dita !
dem inglezas para s nhoras 45 e 65000, CTOa de 165 por 12500?
Crochets guarniciia i-o:npleta por 85000 I
Damascos dnas largaras j-ara colxas a 25000 ocovado
Popelines brancas a MX) rs. o covado proprias para noivas.
MiriuBs pret.)8 dnas larguras a 15, 15200 o 15500 o covado !
Bramantes de linho luperior a 2^000 o metro!
Len;es de dito, panno do casal, a 25000 um 1
Coberta de ganga cretones, idem 35000 urna!
Ceroulas, superiores oorlado8 a 165000 a duzia!
Cortes de meia case mira para caiga a 15400!
dem da casemiras inglezas a 35 o 40000 um 1
Cambraiaa Victorias o transparentes a 35200 e 3(J800 a peca!
Fichs para mejinas a 15500 e 250O0um !
Cortinados bordados a 75 e 105000 o par I '
Crinaldas evos para noivaa a 105 i 5,^(000.
Cretones superiores a 320 e 360 rs. o covado 1
jRua Duque de Caxias59
Aluga-se
o primeiro andar do pr.'iio n. 12 da ra de Mar-
cilio Diae, antiga Direita ; a tratar no mesmo, no
2- andar.
Aluguel barato
tm iotas as Pttmatm,
Os abaixo aasignados, tendo adoptado e regis-
trado a marca industrial como do desenho i cima
7e conformidade com as prescripsoee das lea em
sigor declaram ao publico e particularmente aoa
leus numerosos fregueses, qae d'ora em diante
odos os productos que .-ahirem de sua botica le-
Taro a dita marca como garanta de sua origem
e legitima procedencia. _______^^^^_
Francs. Ingles e lienpanbal
Licoes e traduo^oee por um jornaliata pariaiec
se. rna Nova n. 21.
% %
Precisa-ae de urna ama aecca para acompanha-
urna familia ao Rio de Janeiro ; na ra Primeiro
de Marco n. 20, loja.
Ama
Na praca doCoade d'Eu n. 7, 2- andar, se pre-
cisa de urna boa cusnditira, | ara cisa de peque-
a familia.
km
Precisa-ae de urna ama para cosinhar e com-
prar no mercado ; a tratar na ra do Riachuello
(Corredor do Biapo) n. 53.
Aluga-se o 1 andar e loja
17, com excellentea commodos ;
do mercado n. 12.
ra da Roda n.
a tratar no largo
Prec'sa-ae de urna criada que compre e cosinhe
para casa de pouca familia : na ra do Barao da
Victoria d. 15, 2- andar.
lone Paulo do Bego Brrelo
Manocl Flix da Silva Cacador manda celebrar
urna missa na matriz da cidade do Cabo, s 8 ho-
ras da manh do dia segunda-feira 29 do corren*
te, trigsimo do pasaamento de seu amigo Jos
Paulo do Reg Barreto, para o que convida aoa
parentes e amigos daquelle finado assistirem a
este :i"to da nosaa religio.
Am
p
a
Precisa- se de urna ama para coainhar ; na rna
do Marques do HVrval o. 107, entrada pelo oito.
Vende-se
o hotel Dous IrmSos, na ra do Bem Jess n. 23.
Este hotel muito airegueaado, tanto pelos na-
cLnaes como palos eatrangeiro : trata-ae no
meimo com o proprietsrio.
TI
D. Theresa Rosales de Carvalho e
ua filia D. Mauoella de Carva-
lho
Primeiro anniversario
Jos Maria de Carvalho e Manoel Antonio de
Carvalho mandam celebrar na igreja da matriz da
Boa-Vista, s 7 horaa da manhi do dia 31 do
corrente, miaaaa pelo repauso eterno de sua pre-
tadissima mai, D Tbersza Rosales de Carvalho,
e de sua irmS D. Manotlla de Carvalho, 1- amu-
vers.rio de son fallecimento. Para ase acto do
caridade, cenvidamoa oa nossos amigos, pelo que
ficaremos agradecaos.
En^enho Recanto
Vende se ou arrendu-se o engenho Recanto, si-
tuado no termo de Baaharm, moente e corrente
d'agaa, com boas ierras, etc. ; tratar com Ma-
noei Ferreira BnrTh-So, ra do Bom Jess n. 8.
Ao publico
Athayde e Araenio, previnem ao publico, qae,
domingo, 28 do corrente, haver defesa de coa-
tracto a bordo..
1


Diario de PernambucoSabbado 27 de Mar$o de 1886
Aliga-se banto
O l. e 2.* andar* da trama* do CammO m. 1
O armazem da na do Boa Je*t.o. 47.
4 caa da nu do Viseonde de Goyanna n. 79.
A casa da travesea do Palacio do Bispo n. 18.
A tratar do Largo do Corp* Santo n. It, 1* an-
dar.
A uga-se
a casa terrea rea da Conquista n 9, caiada e
pintada, com bons eommodos : a tratar na ra da
Cadeia n. 60, ou Csminho Novo n. 91, padana.
Aluga-se
a leja do sobrado roa de Hortaa n.
lar no largo da Altandega n. 4.
140; a tea-
Ouero tem?
*> e prata : foompra se ouro, pr.ta e
oadras preciosas, por maior preco que em outra
luaiqoer parte ; no 1 andar n. 22 a roa largt do
Sosario, antiga dos Quartois, das 10 horas as 2 da
Carde, das atis-
4ma para cozinhar
Na ra do Bem-fica
sitio que fica em fren-
te da entrada dos Re-
medios, se precisa de
umamulher forra ou
escrava para ama de
cozinha.
Ama
Precisa-se de orna para cosinhar ; ra do Barao
da Victoria n. 9.
Ama
Precisa-se de ama ama para cosinhar e lavar ;
na roa do Brnmn. fO, 2- an iar.____________
Ama
Precisa se de urna ama para o servico interno
de urna casa de pouca familia : a tratar na roa
Velha n. 75.________________________________
Precisa-se de ama ama para cosinhar e eom-
prar no mercado ; a ti atar na ra de Kiachucllo
(Corredor do Bispo) n. 53.
os (lenlos dos ollios
Cara certa em 48 horas das nflamacoes recen-
tes dos olhos, pelo colyrio preparado por Jos
Pedro Rodrigues da Silva.
Emprega-se este poderoso colyrio sempre com
grandes vantagens, as seguintes molestias :
Ophtalmias agudas, purulentas e chronicas,
onjunctivitcs, etc., etc.
Deposito geral na drogara de Paria Sobrinho
S C, ra di. Mrquez de linoa n. 41. Para in-
tormacoe, dirigirse 4 livraria Industrial, ra
do Barao da Victoria n. 7, ou residencia do
autor, a ra da Saudade n. 4.
Pilulas purgativas e depurativas
de Campanha
Estas pilulas, cuja preparacao puramente ve-
getal, tem sido por irais de 20 annos aproveitadas
com os melhores resaltados as seguintes moles-
tias : affeccoes da pelle e do figado, syphilis,
bouboes, escrfulas, cbagas inveteradas, erysipe-
las e gonorrbas
MODO DE U8AL AS
Como purgativas : tome-se de 3 6 por dia,
bebendo-se aps de cada dze um pouco d'agua
adocada, cha ou caldo.
Como regaladoras : ome-se ama pilla ao
jantar.
Estas pilulas de invencio dos pharmacenticos
Alraeida Andrade & Pilhos teem o veridictum dos
senhores mdicos pira sua melhor garanta, tor-
nando-se mais recommendaveis, por serem um se-
guro purgativo e de pouca dieta, pelo que podem
ser usadas em viagem. Achara-se venda na
drogara de Paria Sobrinho & C, ra do Marque*
de Oiinda n 41.
Compra-se e paga-
se mais do que em ou-
tra qnalquer parte bem
como
iwoedas
de qualquer qualidade.
Na ra do Imperador
n. 32, loja de joias.
Julio Fuerstemberg.
AtteiiQo
O poro vinho verde e o sabsroao cha preto pon-
ta branca, esoecialidades sem competencia neste
mercado, recibidos pelo ultimo vapor, encontra se
venda em casa de Paule Jos Alves & C.
60--Rua do Bario da Yictoria-60
O abaixo firmado, mudando sua residencia deata
capital para a do Rio de Janeiro, deira esposta 4
venda sua pharmacia roa do Hangel n. 48, e
para o que faculta poderes especiaos ao "r. Jos
Caetano Baptista dos Santos, eetabelecido ra
de Crespo n. 7 (Gallo Vigilante), para vendel-a de
accordo com o pretndante, e bem assim receber
dividas que nao foram resgatadas. Recife, 28 de
fevereiro de 86.
Joaquim E. Cotia.
Ao commercio
Os abaixo firmado, scientificam ao commercio,
que o Sr Francisco Machado de Moura denou de
ser sea empregado, desde o dia 16 do correte;
qualquer transaccao feita pelo mesmo com referen-
cia a nessa firma, d'aquelU data em diante ser
nulla.
Rec fe, 24 de Marco de 1886.
Viuva Barro > Filho.
LIQUIDAQIO DE CHAPEOS PARA
A Revoluto
O 48 -da roa Duque de Carias est vendendo
fazendas por meaos 25 /, de sea valor.
Ver para acreditar
Eiisiiio
Urna pesaos c -aipcteutemente habilitada e ten-
do nesta capital a necessaria pratica para o ensi-
no das materias : primeiras lettraa (curso comple-
to), portuguez, frunce*, arthmetica, geometra e
geographa, se offerece para fazel-o em casas par-
ticulares ou em sua resiaen'.-ii na ra do Viseon-
de de Goyanna n. 119.
Predios
Leonor Porto
Roa do Imperador u 45
Primeiro andar
Contina a execntar os mais difBceia
figurinoa recebidos de Londres, Pars,
Lisboa e Rio de Janeiro.
Prima em perfeicao de costura, em bre-
vdade, modicidde em precos e fine
gosto.
I
{}
H
lilil L
4os4:000$000
BILBETEU AB4VTIDOI
t*rac,a da Independen
cia ns. 37e 39
O abaixo assignado vendeu entro os seos
foliaea bilhetes garantidos da 44a lotera
a sorte de 200^ em 4 quartos n. 452,
alm de outras muitas de 32(5,16)J e 80.
Convida os possuidores a virem receber
sem descont algura.
Acam-se a venda os felizes bilhetes
farantidos da 45a parte da lotera a benefci i
a matriz de Serinhaem, que se extrahr
no dia 27 de Margo.
*r*re?
Bilhete inteiro 45000
Meio 2(5000
Quarto 1)5000
m porcio de iooooo para
M
Bilhete inteiro .35500
Meio 1($750
Quarto 875
Antonio Augusto do Sant Porto
4os 4:000^000
BILHETES RARAHTiaOS
Rna do Bario da victoria 4o
e casas do rstame
Acbkm-se vend os felizes bilhetes
garantidos ds 9* parte das loteras
beneficio da matriz de Serinhaem, (44a),
que se eztrahir, sabbado, 27 do correnete.
Preeoa
Inteiro 4^000
Meio 25000
Quarto 15000
Km porcia de iooooo para
claia
Inteiro 35500
Meio 1(5750
Quarto 5875
JoSo Joaquim da Cotia Leu.
Comp.am-se alguns predios em boas ras, que
regule o preco de 2:000* 4:000* : a tratar na
roa Imperial n. 297. ___________
Toa Nas para bapti-
sado
Importantes toalhas de labyrintho, se vende no
largo do Corpo Santo n. 19, 2o andar, de 25*
28*000 ; para ver, manda-se levar dentro da ci-
dade e nos arrabaldes.
""" Em Santo Antonio
Aluga-se o 2- andar e sotao ra estreita do
Rosa no n. 38, por 25*000 ; a tratar em Pora de
Portas, ra do Pilar n. 56, das 4 horas da tarde
em diante. As chaves (stao na loja.
0 restauran! italiano
a roa da* Larangelraa numero
convida sos seus fregueses, como sempre, aos
bons petiecos a gosto e vontade da* pessoas que
entendem da arte colman, seos temperos de
manteiga e nac de banha de porco.
Precos:
Um jantar com sopa, tres pratos, caf ou cha,
sob e mesa e vinho 1*000.
Almoco com dou pratos, caf, cha ou leite,
pi, manteiga e vinho 1*000.
Tendo todas as quintas feira* vatap, macar -
rao a italiana e ravioles.
Cos nheira e copeiro
Precia se de nma boa cosinheira e de nm co-
peiro ; na ra da Anroia a. 31.
Papagaio
Pede-se o favor a qnem tiver achado um papa-
gaio grande, manso, fallador, com um pedaco da
cerrente presa no p, de o levar ra Nova n. 61,
loja, que ser bem gratificado.
Puro leite
Ai 6 horas da manha, no largo do Rosario, de-
fronte da igreja.
Penso Acadmica )
Com um curso de direito natural e ro- '
mano
Sob a dirercao
Bacharel Assenso Mas-
earenlias
Mensalidade 60*000
Pagamento adlantado \\
Ra da Impeatriz n. 15, segundo andar ) )
REL0J0ARIA
ALLEM
Praca do Conse- X./ lbeiro Salda- j wPl tris de Santo
n h o Marinho W*4 tHs: Antonio nume
n. 4. Uf* t9^* ro 4.
Tendo eo aberto urna officina de relo-
joaria com o titulo cima, recommendo-
me ao respeitavel publico para fazer
qualquer trabalho, at o mais difficil na
minba arte, como j prove como em-
pregado da relojoanaregalador da
marinbaonde trabalhei os ltimos
dous annos, prometi precos mdicos e
promptido.
Carlos Fuertt._______
Muito barato
Alaga se o grande armasen n. 84 roa do
Bros*, com fondos at o caes, j oceupado com
negocios de asaucar, perto de nma estaco da
va frrea, por preco muito barato : a tratar na
ra larga do Rosario n. 34.
Aluga-se o sobradinho da ra do Quiaoo (Afo-
gados), com quintal grande e diversos pea de
fructeiras : a tratar na ra de Marcilio Das nu-
mero 106. _______________^^__
^osinheiro
Procisa-ce de nm cosinbeiro ; na roa da Crui
nnmero 22._____________
Cosinheira
Pr.ecisa-e de tuna boa cosinheira e que seja
m ada : a tratar na roa de Paysandu n 1,
gem da Magdalena.
Vende di-se pelos seguintes
precos de 1SS000 a .OSOOO. a
ra do Crespo n, .7, em casa de
Mine. Mequilina.
Engenho
A rrenda se o engenho Araujo, na freguezia da
Las, comarca de Pao d'Albo, mentado a vapor,
destilado de cobre, e com proporcoe* para safre-
jar 2,006 pies, mtre as estacoes de Morenos e
Tapera : quem pretender dirija-se ao mesmo en-
genho, que achara com quem tratar.
Viagens ao centro
De Oiinda parte todos os sabbados, s 4 horas
da tarde, para Itamb por Iguarass e Goyanna,
urna diligencia ; passagens a tratar na ra 1 de
Marco n. 1, no Recife. Viagens avulsas em qual-
quer da, e para qualquer parte a trata no mesmo
lugar. _____
Setias macaos de 1*400 por 800 res o covado.
Merino* pretoe de i*, 1**00, 1*400, 1*600
1*800 e 2* o covado.
Retnete pr*ta a 500 e 600 res o covado'
Ditas de cores a 400 rs. o covado.
Fustes trancos e de eo es a 400 e 500 rs. o
covado.
Sedas de listras de cofes de 9* por i* o co-
vado.
Merino de bolinhas a 900 rs o covado.
Mariposas fiaas de cores a 240 rs. covado.
Renda aberta da China a 240 res e covado.
Linhos escosseies de todas as coree a 240 ris o
covado.
Taverna
Vndese nma taverna bem afregoeaada, n'um
dos melhores pontos desta cidade, o que a torna'
muito recommendavel; a tratar na roa do Amo-
rim n. 66. _____________________________
Fazendas brancas
Ao32
Nova loja de fazendas
40
80' AO NUME SO
do ra da Imperatrlz
Loja dos barateirot
Alheiro & C, ra da Imperatriz n. 40, ven-
dem nm bonito sortimento de todas estts fazendas
abaixo mencionadas, sem competencia de precos,
A SABER:
AlgodaoPecas de algodosinho com 20
jardas, pelos baratos precos de 3*800,
4|, 4*500, 4*900, 5J, 5*500 e
MadapoloPecas de madapolao com 24
jardas a 4*500, 5*, 6* at
Camisas de meia com listras, pelo barato
200, 240, 280, 320, 360 e 400 DSXae .s e ernas, de 1* at
Creguella francezs, fazenda muito encor-
pada, propria para lencoes, toalhas e
St Roa da Imperatriz = 3
DE
FERREIRA DA SILVA
Neste novo estabelecimento encontra o rea-'
eitavel publico um variado sortimento de fazen-
das de todas as qualidades, que se vendem por
precos baratissimos, assim como nm bom sorti-
mento de roupas para homens, e tambera se man-
da fazer por encommendas, p r ter nm bom mos-
tr alfaiate e completo sortimento de pannos finos,
casemiras e brins, etc.
6|500
f
rs. o covado.
Manteletas de seda de 16* por 7*.
Fichus a 2f, 4* e 6*.
Bramante de tres larguras a 900 ris a vara.
Dito de quatro larguras a 1*200 a vara.
Atoalbado de linho bordado a 2* a vara.
Collarinhos e punhos para senhora, modernos, a
2*000.
Brim pardo liso de 300, 400 e 590 rs. o covado.
Toalhas velpudas a 4* e 6J a duzia.
Ditai alcochoadas de 20* por 12* a duzia.
Cobertas forradas a 2*800 urna.
Lencos de bramante 1*800.
Camisas para senhora a 2*50C urna.
Casacos de laia bordados, modernos, 19*.
Dama.co de algodao de cores, largura de qnatro
palmos a 500 rs. o covado.
Camisas bordadas e de linho a 30*000 a duzia.
Madapolao casca de ovo e pelle de ovo a 6*500.
Enxavai-8 para baptisado, novidade, 9 %.
Timos para menino, bordados, 4.
Chapeo* de sol de seda para senhora, do 16*
por 8*000.
Meias para homem e senhora, de 3*, 4*, 5* e
6*000.
Redes hamburguesas, 10f-
Colchas a 1*800, 5*, 6* e 7*.
Verbutinas da todas as cores a 1* o covado.
Cortes de casinete a 1* e 1|800.
Ditos de casemira a 3, 4, 5, 6 e 7*.
Loncos abainhados com barra a 1*200-
Camisas de raeit a 800, 1*, 1*500 e 2*
Casemira de cores de duas larguras a 2*.
Cortes de caeemira para vestido de senhora, de
40* por 20*. bar.atissimo.
Zefiros lisos a 120 rs. o covado.
Cambraia preta para forroa 1J200 a peca.
12*000
800
l#80o
Os que se acham comprehend'dos as classes
cima, sao convidadas para nma reunio no dia
28 do cadente mez, s 11 horas di manha,
de tratar-se de negocio de sen interesse.
A ra do Imperador n. 71 1. andar.
Taverna
No largo da Assembla n. 17, veade-se urna
taverna bem afreguozad, tanto para a praca co-
mo para o mato, e o motivo da venda se dir ao
omprador.
WHISKY
ROYAL BLEND marca V1ADO
Este excellente Whisky Escesses preferive
ao cognac on agurdente de canna, para fortifica
o corpo.
Vende-se a retalho nos tu iheres armasens
nolhados.
Pede ROYAL BLEND marca VIADO cujo n<
me e emblema sao registrados para todo o Brazi
BROWNS & C, agentes
E' pe chincha '
Vende-se um deposito de seceos em pequea
escalla, proprio para princi ante e bem atrege-
zado ; a tratar no meemo, sito ao largo do Forte
numero 34.
Cabriole!
Veide-se por baratissimo preco e em muito bom
estado nm cabriolet de doas assentos, quatro ro-
das e arreos para um cavallo ; a tratar na co-
eheira do Candido, ra da R ida.
Taverna
Em vista dos grandes progrossos da idea de que
se gloriam as nacoes civilisadas, o commercio
deve acompanhar esse pro^resso, visto qne elle
afj'm ""i poderoso elemento do engrandecimento das
' aaede:) ; em rista do que annunciam
MART1NS CAPITAO 4 C.
1 Ra cbtreita do Rosario 1
Grande sortimento de gneros alimenticios, es
colha dos quaes, os annunciantes teem sempre
maior cuidado, para bem servir os seus numeroso*
fregueres. Lembramos, pois, o proverbio :
Quem nao experimenta, nao sabe.
Venham ver, pois :
Queijoa, flamengo e de Minas.
Fiambres ingleses.
Chocolate francez Menier.
Dito do Maranhao.
Fructos seceos, como :
Passas, ameudoas, figos, etc.
Ditas nacionaes.
Doce ele todas as qualidades.
Bolachinha inglesa.
Semrstes novas de hortalicas.
Especialidade em
Vinho i finos do Porto, Madeira e Shery.
Ditos ia Figueira e de pasto.
Cognac de diversos autores.
Vinhos tnicos, como :
Absint ho.
Vermouth, etc.
Licores de todas as qualidades.
Champagne.
Cervej i de diversas marcas.
Bem assim :
Araruta fina em pacotes.
Cha verde e preto.
Dito perola.
Especinliesimo matte do Paran, em p.
Anda mais :
Ovas de peixe.
Sardin ias de Lisboa em Salmoura.
Vendem Martina Capitao & C, ra estreita dt
Rosario n. 1.
AOS AGRICULTORES
Fovcida capanema (verdadeiro) para extinc-
co coin;'eta da formiga saura. Vendem Martin*
Capitao & C, ra estreita do Rosario n.- [
para
ceroolas, vara 400 rs e
Ceroulaa da mesma, muito bem fetas,
al*00e
Colletiuhos r'a mesma
Bramante francs de algodao, muito en-
cornada, com 10 palmos de largura,
metro
Dito de linho ingles, de 4 larguras, me-
tro a 2*500 e
Atoalhado adamascado para toalhas de
mesa, com 9 palmos de largura, metro
Cretones e chitas, claras e escuras, pa-
drees delicados, d 240 rs. at
Baptista, o que ha de mais delicado no
mercado, rs.
Todas estis fazendas baratissimas, na conhecida
loja de Alheiro & C, esquin > do becco
dos Ferreires
St-Rna da Imperatriz-3t
Loja de Perra da Silva
Neste estabelecimento vende-se as roupas abai-
xo mencionadas, que sao baratissimas.
Pal i tota pretos de gorgorito diagonaes e
acolchoados, sendo fazendas muito en-
corpadas, e forrados 7*000
Ditos de casemira preta, de cordSo muito,
bem feitos e forrados 10*000
Ditos de dita, fazenda muito melhor 12*000
Ditos de flanella azul, sendo ingleza ver-
dadeira, e forrados 12*000
Calcas de gorgorito preto, colchoado,
sendo fazenda muito encornada 5*50C
Ditos de casemira de cores, sendo omito
bem feitas 6*5flT
Ditas de flanella ingleza verdadeira, e
muito bem feitas 8*000
l$8O0 Ditas de brim de Angola, de muleskim e
de brim pardo a 2*, 2*500 e 3*000
Oeroula* de greguellas para homens,
sendo muito bem feitas a 1*200 e 1*600
Colletinhos de greguella muito bem feitos 1*000
Assim como um bom sortimento de lencos de
linho e de algodao, meias cruas c collarinhos, etc
Isto na loja aa -ua da Imperatriz n. 8i> _:
500
1*500
800
1*280
2^1
400;
200
Algodao enfestado pa- Riscados largos
ra ienfoes
teoo r*. e lltWOo metro
a SOO re. o covado
Na loja da ra da Imperatriz n. 32, vendem se
riscadinhos preprios para roupas de meninos *
Vende-se na loja dos barateros da Boa-Vista vestidos, pelo barato preco de 200 rs. o covado.
algodao para lencoes de nm s panno, com 9 pal- j en do qnasi largura de chita franceza, e* ssir^
moa de largura* 900 rs., e dito com 10 palmos a | como chitas brancas miudinhas, a 200 rs. on?,
Na rna do Mrquez do Herval n. 141 se dir
quem vende urna taverna bem localisada e bem
afreguezada, propria para um homem selteiro por
conter um bom soto. O motivo da venda se dir
ao comprador.
IgOOO o metro, assim com* dito trancado para
toalhas de mesa, com 9 palmos ue largura a 1*200 .
o metro. Isto na leja de Alheiro & C, esquina
do becco dos Ferreiros.
MERINOS PRETOS
A 1*200, 1*400, 1*600, U800 e 2* o covado
Alheiro & C. ra da Imperatriz n. 40, ven-
dom muito bons merinos pretos pelo preco cima
dito. E' pechincha : na loja da esquina do bec-
co dos Ferreiros.
spartilhos
Na loja da ra da Imperatriz n. 40 vende-se
muito bons espartilbos para senhora*, pelo preco
de 5*000, assim como um sortimento de roupas
de casimiras, brins, etc isto na loja da esquina
do becco dos Ferreiros.
CASEMIRAS INGLEZAS
A 2*800 e 3 ocovado
Alheiro & C, ra da Imperatriz n. 40, ven-
dem um elegante sortimento de casemiras ingle-
sas, de duas larguras, com o padrees mais deli-
cados para costume, e vendem pelo barato preco
de 2*800 e 3J o covado ; assim como se encarre-
gam de mandar faser costumes de casemira a
30', sendo de paletot sacco, e 35* de fraque,
grande pech-ncha .- na loja dos barateros da Boa
Vista.
BRIM PARDO LONA
A 320 rs. o covado
Os barateros da Boa-Vista vendem urna grande
porcao de brim pardo lona, por estar com princi-
pio de toque de mofo, pelo barato preco de 320 f
rs. o covado, grande pechincha ; na loja da es-
quina do becco dos Ferreiros.
Bordadosi a lOOn. a peca
A ra da Imperatriz n. 40, vende-se pecas de
brdalo, dous metros cada peca, pelo barato pre-
co de 100 rs., ou em carto com 50 pecas, sorti-
das, por 55, aproveitem a pechincha ; na loja da
esquina do becco dos Ferreiros.
Fustes de setineta a 5oo rs o
covado
Alheiro & C. rna da Impcratri ven-
dem um bonito sortimento de fustSes brancos pelo
baratinho preco de 400 e 500 rs. o covado, assim |
setinetas lisas, tendo de todas as cores a 500 rs. o |
ovado ; na loja da esquina do becco dos Fer-
reiros.
Pinlio
enga
Vende-se em casa ae Matnens Austin & G,
rna do Commercio n. 18, 1 andar, da melhor
qnalidnde e diversas dimenses.
Camisas nacionaes
A teOO. SfOOO e S*500
32= Loja a rna da Imperatriz = 32
Vende-se neste novo estabelecimento um gran-
de sortimento de camisas brancas, tanto de aber-
I turas e p-inhos de linho como de algodao, pelos
I baratos precos de 2*500, 3* e 4*, sendo tasenda
muito melhor do qu as que veem do estrangeiro e
muito mais bem feitas, por serem cortadas por
nm bom artista, especialmente camiseiro, tambem
se manda fazer por encommendas, a vjntade dos
freguezes : na nova loja da rna da Imperatriz n.
3 .', de Ferreira da Silva. ___
do,e ditas es curas a 240 rs., pechincha : n,
loja do Pereira da Silva.
FuNioeN, -.iiimins e lzInbaN a SO
r*. o covado
Na loja da ra da Imperatriz n. 32, vende-a
um grande sortimento de fustes brancos a 60b
rs. o covado, lzinhas lavradas de urta-cores,
fi-zonda bonita para vestidos a 500 rs. o covado.
e setinetas lisas muito largas, tendo de todas a
cores, a 500 rs. i covado. pechincha : na loj
do Pereira da Silva.
orin* preto* a z
Vende-se merinos pretos de duas larguras para
vestidos c roapaa para meninos a 1*200 e 1*60(
o covado, e surerior setim preto para enfeites s
1*500, afsim como chitas pretas, tanto lisas come
de lavoures brancos, de 240 a' 320 rs. ; na nova
laja de Pereira da Silva ra da Imperatriz no
mero 32.
AiKoozinho framo para lencei
a ioo ra* i* e lSOO
Na loja da ra da Imperatriz n. 32, vende-sf
superiores algodaozinhos francezes com 8, 9 e lf
palmos de largura, proprios para lencoes de nzt
s panno pelo barato preco de 900 rs. e 1*000 c
metro, e dito trancado pa a toalhas a 1*286, as
sim como superior bramante de quatro largura
para lencoes, a 1*500 o metro, barato ; na Ion
do Pereira da Silva.
Roupa para meninos
A I*. 1S.100 e 4
Na nova loja da ra da Imperatriz n. 32, st
vende nm variado sortimento de vestuarios pro.
prios para meninos, sendo de palitosinho e calci-
nha curte, feitos de brim pardo, a 4*000, ditos
de moleequim a 4*500 e ditos de gorgorito preto,
emitaudo casemira, a 6*, sao muito baratos ; n
oja do Pereira di Silva.
Casa na Yarzea
Vende-se nma pequea casa arborisada, com
armacao, utensilios e resto de gneros, na Varsea,
ra do Sol. confronte aonde tem de ser a estaeao
da linha frrea, propria para principiante, e o
| metive da venda se dir ao comprador.
^_________
Enean amento
Vende se qnatro vaccas torinns, manas ; assim
como se aluga on vende-se a cocheira, contendo
urna baixa de capim : a tratar na ra do Costa
Leite, com Manoel Jeronymo Vieira.
Apolices
Na ra do Rangel n. 58 se dir qnem tem apo.
lices geraes e prounciaes para vender.
A
DAS
ALAGOAS
CORRE NO DIA 30 DE MARCO
O portador que possuir um vigsimo desta importan-
te oteria est habilitado a tirar 10:006$>000
Os bilhetes acham- se a' venda na Casa Feliz, praca da
Independencia ns. 37 e 39.

orre no dia 3 o de Marco de 1886, sem falta.


8
Diario de Pcrnambuco-Sabbado 27 de Margo de 1886


LfERATUR
luchos Flumlucnses
(Do Paz, da Cu
DE PKTROPOLI8
A u Q8 ,nn6-
nolias, no momento em quo es-rovo i
bnhas, a e]y1Uo ou 8
aasomos. dovm*pira;io
>i de chuva o lie
den. ol, que andava quasi
tj,, como o thosjurtiro, do
ganCi) | appareceu nos radiante o
bello, sem'eorttjo de nuvens, boiaudo em
pleno azul.
O verde doarvorodo ostentase hmido,
laminoso, bruido cora uns r. flexos t&o
brilhante3, que dir-se hia que despejarm -a
lhe por cima gorda carnada do veraiz.
A abobada celeste de urna transpa-
rencia ideal.
As aguas do Pabanha, reflecando a
pureza do co o destblhando alvos risos
de espuma, corren sussurrantes por entre
09 seixos quo mattisara-lhe o leito.
Os passarinhos andana aos pares e can-
tea a arrebatar o auditorio. Nao ha raa-
drigaes de Palatrina o partituras da Ros
sini que valhara aquella msica. Feliz o
empresario que pu l*3se contratar para a
3Ua coropanhia taes tenores e sopranos I
Em duettos amorosos sobretudo ninguom o
ganha 1
As flores iauadam os jardina de suaves
perfumes.
Reina a alegra por to la a parta.
A felicidade auda salta pelo espago.
Imaginera urna crianga fi.rraosa o sa-
ia, que'acaba de chorar. As Ingrimas nos
olhos das oriancea sao coaao os protestos
de amor: durara pouoo. Des solucos ellas
passara para o riso,cora a mesma facihdado
com que alguns liberaes ltimamente pas
saram com arma* o bagagens para os ar-
raaas conservadores. Curao bello sor-
prender a linda creaturinha nessa transi-
gi I O riso irroropo lhe das faces afoguea
das como um jacto de luz.
O pittoresco sitio, onde o highlife passa
o verSo, como aa criancas.
Carrancudo aob um 1 o plmbeo, em
das de chuva, quando a chuva sobretudo
d'ssas quo cabera aos bocadinhoe, das
e dias consecutivos, nao ha paciencia, nem
mesmo a de um chira, quo possa supportal-o.
Basta, poira, um rnio de sol para que
tu Jo aqu se transforme.
No momento era quo escrovo, Petropo-
lis sorri depois de haver chralo.
Nilo se v na ra ura sobretudo.
Cessarara as tosses 9 os pigarros.
Os soltoirSea elegantes aquecera se ao
sl.!, como os lagartos, noa bancos do Ho-
tel Braganca.
Alguns, de mocidada raais tempestuosa,
passeiara tranquillamente os seus rheuroa-
tismos sombra dos cedros e stlgueiros
qae bordara os canaes.
Ranchos da mojas parcorrera as ras em
todas as direegos.
Urnas vera das duchas.
Tomar duchas, era metrpolis, un re
quinte i', boin to.n.
Vai se ao estabelociraento hidrotherapico
do Conrt, como se vai nos bailes do Palacio
de Crystal, do Hotel Orleans, do Club dos
Diarios, do Braganca e Estacao todas
as tardes.
Enconram se duas raparigas :
Donde veio ?
-- Das duchas.
Est doente ?
-Nao.
Entao por que
chas *
Para engordas.
Encontrara se outras
Est passeando ?
;ho das duchas.
Soffre de alguma cousa ?
Nao.
Para que toma duchas?
Para eromagrecer.
O pretexto para a ducha a anemia, a
enxaqueca, as nevralgins, as dispepsias, as
palpitares, tudo qnanto possa ter umaap-
parenoia potica no mundo pathologico.
Connaco aqui .lgumas senhoras que,
por molestia, recorrera hydrotherapia-
E-tss, porm, (razam estampados no phy.
siguae8 visiveis de sofFrraonto o con-
stitUL-ra exceptes, que eloquentemente con-
firraam o quo acabo do dizer.
Era todo o caso abencoado sejao chique,
que 1 va todo o eterno ferainino petropo
titano ao esfableroimento da ra de Nas-
san.
A agua fria um grande reconstituinte.
Ella poda reparar os estragos causados
pelas noites perdidas cm bailas e no recin-
to dos theatros, onde furoa-se livremente a
aristocrtico havana, o cigarro Daniel e o
democrtico charuto de vintem.
Se Petropol8 expande sa e alegra-se,
sob a acyao do sol vivificante, como acabo
de dizer, para que a sua alegra nao se
transforme om maguas preciso qua aquel-
lo nito duro por muito tempo.
Seis dias consecutivos de sol ardente
trazara a poeira ea secca.
Os canaes coraegam a exhalar perfumes,
que pdem entrar em competencia com os
raafe afamados da potica bahia de Bota-fo-
go has noitos d ) esto.
E' i upossivi-l transitar pelas ras.
Desenvolvem-se os microbios do typho,
das perniciosas e das intermitientes.
Se a colonia elegante pudesso dirigir
urna representagao ao Altissirao, dir-lhe-ia
o seguinte :
Senhor Dai-nos um dia de chuva e
dous de sol. >
Ou entao :
Soberana Providencia Dai-nossolde
manha chuva noite. Nos dispansamos
a la, a vossa romntica la, que prateia
os lagos, ouvo as confidencias dus namora
dos c inspira os poetas.
As leis naturaes, porm, nao podom ser
torcidas vontado das partes, como cer-
est tomando du-
las leis fabricadas pelos homeoa.
O Creador nao conheco ossa entidade
chamada erapenho, que tanta cousa con
segu na trra.
Devenios, po3, contentar-nos com Pe-
tropolia tal qual .
Devemos aceitar a elegante cidade.
Sera ras limpas e convenientemente
arborisadas;
Sera agua suffieicnta nos canaes:
Sera esgotos;
Sem illuiuinacSo ;
Sem um Cassino ;
Sem divertimentoe;
Sem msica nos jardins pblicos.
Nao 8ejamos existentes.
Bastara nos de vez cm quando alguna
boiles e diverso" 's.
Franca Jcniob
OS FILHOS
DO
POR
QtlARTA PAE73
As grutas d'lreta
( Continuado do n. 69 )
UI
A VIDENTE
Penetra no interior d'ellasl replicou
mestre Eudes agarrando a mao da joven
que tinha um momento abandonado. Na
gruta formando o centro entre as tres pe-
queas.
Eu sei. raurmurou Aldah.
Que vs tu ?
Urna terrivel deaordera.
Transporta-te noite do da era
que deixasto casas grutas, antes da pilhr-
gem feita pelos giriantes. .. Entra no la-
boratorio no momento era que eu acabava
de deixal-o. Qua vs tu sobro urna
mesa mgica, estabeleeida entro correntes
iguaes ?
A arvore de coral I disso Aldah.
Ests ven lo-a, entilo 1
Siiu.
E agora, como a vs ainda ?
Vejo-a partida. .
Sabes quem parta essa arvore ?
Aldah nSo respondeu.
Responde disse mestre Eudes.
Responde I .juntou Van Helmont.
Quera partiu essa arvore? Sabes?
Sei! balbueou Aldah.
Pd^s diz r quera partiu essa .rvore I
exclaraou o velho com uraa expressao as
snstadora.
Sim- .
Qaom ? falla entao. Falla, su oque
ro!
Cala-te! ordenou Van Helmon!.
Mestre Eudes voltou-se rugindo.
~ Segredo por segredo, disse o sabio
cora voz tranquilla. Passo por passo. Era
troca do oras que pedes, as provas que
reclamo.
- Eu t'as darei, juro-te gritou a ve-
lho.
Van Helmont meneou a cabeca.
Essas provas ? disse elle.
- Mas, quem mo garante que essas
provas urna vez entra tuas mitos, obriga-
rs Aldah a responderme ?
A minha honra! disso cora gravida-
de Van Helmont.
Juras quo me fars conhecer aquella
qnc preciso que eu immolle ?
Juro-o I
Que nao te oppors ao meu designio.
S Deus ta julgar I S Deus des
viar a tua mao, jtro I
Entao ? exclaraou meslre Eudes, es-
sas provas vaes telas, mas s para mim a
vida eterna !
E recuando at'ao fornilho collocado no
centro do laboratorio, o velho passou atraz
da obra de alvenaria, e abaixando-sa era-
pregou so durante alguns instantes n'ura
mysterioso trabalho e voltando-se para Van
Helmont e Aldah :
Eis as provas disse elle. Agora o
nome daquelle qua necessito ferir?
Onze horas o meia soavam na igreja da
abbadia.
LIH
meio d'esse silencio resultante 3a terrivel
oppressSo que sontiam todo?, ouvia so o
arquejar embaracado da respirajao do p -
cente.
Nos o repitamos: onzb horas e meia soa-
rara.
- A outra perna, di*se o preboste de
Rouen.
lhe a a 1 cuso o conde da Ber
nac desr ca.uplcade La Chesmya, conti-
nuou elle cora extrema viftjeacia. Accu-
soo di tu- r.'ubido o nomo e o titulo do
que usa.
- Mise avel exclamou Li Quiche fa-
rido peta declarayao do po'icia querendo
ir um qonlil-horaora. Tu raenles 1
O carrasco e seus ajudautes raettara n Kste hornera falla verdad-', disse Mar-
FOLHETIH
ANGELA
O PENHASCO
i'OR
iU7;33 11 M'T2?I
(tloiitinuaeo do u. 69 )
III
Tera toda a razao... Queira espe
rar-me aqui um pouco... O senhor nes-
mo nos ir indi:ar o lugar. Vou encarre
gar um dos raeus ajudantes do tomar o
meu lugar durante a minha ausencia.
O ebefe da estacao sa'iio do gabinete pa-
ra tomar as suas disposic3es.
Yoltou ao cabo da alguns minutos, ucoin-
panhado por dous lunens cora urna maca,
sobra a cobertor* s.
ij tercairo levava urna lanternu.
O vento soprava com menos forca a a
nev ciliia cora menos densidale. Foi,
pois, a marcha raais fcil para os eraprc-
gados do caminho le ferro do que o havi
sido para Renato Darville.
Este caminhava ao lado do chefe da es
tacan, quo tinha ti lo o coida lo de vestir
um casacSo com capuz o que perguntou
Entao o seu amigo recbnhecou a mo
5a cahida ou laocada sobre a va ?
Reconheceu a, sim, senhor.
E essa pessoa quem ?
E' uraa moca pensionista da Srn. Fon
tana, mestra era Laroche.
Conheco muito bem, e ha muito tem-
po, a Sea. Fontana. Mulher de muito'n|e-
rito e muito estimada. Estilo de penso
aislas em casa della duas meninas de Saint
Judien da Sauit. Pensa que tena sid> ac
cidenta ou crime, Si*. Dharville ?
Um crirae parece-mo inverosmil.
Quem o comract'ena e cora que interesse ?
Entilo foi accidente t
_ S'-n llovida. .. urna porta mal f'-lia-
da.
E' verdade, encostara se sem cuida-
do s portas, e rautas vezis tahe se no
meio da estrada. Emfim, se a moca que
dea este terrivel sallo sabir com vida e sem
Cnze horas e meia soavara. Todos, na
sala baixa da abbadia, estavara sob a ira-
pressito cruel causada pelo supplicio prin-
cipiado.
La Quiche e d'Herbaut haviam se ap
proximado do conde de Bernac ; os dous
tidalgos arrependiam se de ter duvidado
um instante da honradez do seu antigo
amigo.
Lra medico presente (segundo a le) ca-
minhara para La Ghesnayo depois da en-
terrada a sexta cunha, e interrogara o pul-
so do paciento para apreciar a _ue gru a
tortura poderia chegar sem tirar a vida do
corpo, porque era formalmente prohibido fa
zer expirar um condemnado n'outro lugar
que nao fosso o cadafalso.
Depois da ura serio txarae, declarara
que alguns instantes de repoa30 erara neces-
sarios, e que depois poderia recoraegar o
supplicio.
Por ordem do preboste tiraram a pran-
chas, as cunhas e lavaram com vinagre o
rosto do condemnado.
Durante porto de um quarto de hora da
espera, um quarto de hora de entreacto
(se nos permittido fallar assim) o mais
absoluto silencio reinou na sala, e, no
o borzeguimna perna ca tortura principian
no va mente.
i' ter^eira eunha, Li Chesnaye des-
raaiou.
Nao podo supp.-rtir raais, iissa o
raedicodeixandocair o braco do pa:ieute que
at all sustivera ; as ouas forjas estavara
esgotadas, as pernas estao partidas, urna
nova cunha matal-o ia.
O conde de Bernac nao poudo abafar o
profundo suspiro que se lhe escapou do
peito. Giraud ouviu este suspiro, corapre-
hendeu a expressao, e o seu ardente olhar
fez desviar os olhos ?.o fidalgo.
Lavre o auto da tortura, disse o pre-
boste de Rouen ao escrivao.
O senhor d'Auraont roropeu om solugos,
o sentimento paternal dotniuava completa-
mente o orgulho da magistrado.
Minha filha ? minha filha... exclamou
ella; quem m'a restituir? Ella est per-
dida !... perdida |. .. Esse miseravcl nao
fallar mais I
La Quiche, d'Herbaut o Marcos precipi
taram-so para o infeliz pai; mas o conde
da Bernac passou adeante de todos tres.
Diana I sua filha I exclamou elle a
garrando as raaos do preboste de Paris,
oh eu lh'a restituirei, eu lh'ojuro, ou mor
rerei com ella !
Henrique, disse o senhor d'Aumont,
Henrique, perdoa-roe, duvidei da tua leal-
dade, mas entrega-mo minha filha, entre-
ga me a minha querida Diana e n esse
dia... oh n'esse dia eu te darei o nome
de meu filho!
Meu pai exclamou o conde abra-
cando o velho.
Depois arredando-se:
Nao rao ver raais, -ontinuuu elle
com vehemencia, se nao na occasiao em
que lhe trouxer Diana!
Nos te seguimos gritou d'Herbaut.
Nao! disse o conde. S, apanheiLa
Chesnaye ssinho, salvarei Diana! eu
assim o quero 1 Deixem rae !
E de um pulo lanjou-so para fra da
sala, deixando indecisos o cavalheiro e o
marquez.
Marcos fez ura raovmento, como para
seguir o canda de Bernac, mas um grito
de Qiraud ecoou na sala.
A polica do Rouen tinha se approxima-
do, no meio do tumulto, da mesa sobre a
qual jazia o paciente sempra desraaiado, e
examinara o corpo.
Ah disse elle cora vuz vibrante, sei
porque este heraera nao falla Olhem I
queimaram lhe a lingua. _
O preboste de Rouen, Marcos o 03 jai-
zes correrara ao p de L-x Chesnaye.
Mas, exclamou um dos magistrados
recuando de horror vista da terrivel fe-
rida qua havia no interior da bocea do
condemnado, urna chaga de terrivel aspec-
to, mas, se nao pode fallarr pelo menos
poder talvez escraver!
- NSo, disse Giraud, os dedos das duas
raaos foram cortados 1 Olhem ainda I Oh .
estava n bem certos qao esse hornera guar-
dara silencio ?
E que entao, exclam >u o preboste
do Rouen, quem ousara zorabar assim da
justica? quem entao teria interesse em
abafar a declaracao de La Chesnaye 1
Quem ? perguntou o polica coro
expressao de irona. Quem, dizem, ide
pergnntau-o aquella que se faz chamar con
de de Bernac !
Ura tumulto seguio oslas palavras.
Que dzes? oxelamou o Sr. d'Au-
mont agarrando o brago do polica.
= A verdade, respondeu Giraud. Oh ?
comprehendo tudo desta vez I E' ne-'essa-
-; mi ta ve.rdade de aue lhes fallo bri-
cos a vanean lo.
- Senhores diss. o preboste de l 1 n
espantado da attitu le provocante doj 1*js
jovens.
Oh/exclamou d'Herbaut, nocessa-
rio conhc rer a verdal; I 9e Giratfl m cu-
tio, merece severo castigo.
Eu o sBbcrei, d3so M-ir-oo praeipi-
tando-se para a porta. Vem, Giraud, Van
Helmont nos espera !
O barilo o o polica precipitaran se jun-
tos. O cavalleira a o marquez fia ira n um
inoviracnto como paraos acompauhar, mas
Marcos detave os coraogeito a fulminan-
do i>J cora o olhar :
Duvidiram de mira, cxcl.v.a ra elle,
nilo tora o dircito do ma prestar a sua aju
da l
Marcos o Giraud doaanparece.'am no
meio do tumulto o da estupefaegao geral.
Era perto de meia noita e a cidade,
escura, ainda nilo tinha senao ras orna-
das do casas negras. O barilo o o seu com-
panhoiro dirigirain-so rpidamente para a
porta que em seguida rauspuzerara assim
como o fizera Van Helmont, depois, to-
mando o mesrao carainho qua o sabio to-
mara, alcancaram o p dos penhasco3, que
elles tantarara escalar rpidamente.
A Casa Verra llia est ao de cima
do nossas cabegas ? perguntou Marcos
agarrndose ao> arbustos quo enontrava
no caminho.
Sira, respodou Giraud.
Lambras-te das reco.mmen iay5;3 da
Van Helmont ?
Sira I estar raeia nuiti sob os niu-
ros do castillo, esperar e se, ao soar meia
noite, nao tivarraos visto ninguem, escalar
as rauraluas o ir era sua aju da, porque 30
elle nao vier astea dossa hora, porquo
tem necessidade de nos, porque algura
perigo o ameaga.
E' isso, Girr.ud.
Eis nos a meio caminho do curae do
penhasco! Volte esquerda, meu fidalgo,
ahi ecoutrar ura pequeo atalho de que
lhe acabava de Fallar Giraud. Ambos re-
dobraram entao de agilidade o do esforgos
para alcangarera o fin da .sua carreira.
As trevas erara tilo espessas qua nada
se poda distinguir a dez passo3 dianta da
si ; cointudo os dous horaens nao afrouxa-
dos ramos
A Amiea3, assim como est traalo.
E o conde de Bernac deitou sobre Mer-
curio ura olhar obliquo cheio do singular
expressilo, e um sorrho de irona lhe er-
rou sobra o Ubi
Mercurio, qua caminhava um pouco
mais aliante, nao polo notar esse sorris
nem esse olhar.
V j) da Casa Ver 11 >
Iba, disse Mercurio designando o e>.
E o bosqui oerca este lado do cis-
iefn, .ijuatou o calo le Berna-.
O fosso eslava na roalidade dianto del
le3, c ao de eintt as raurallias viara se oa
os merabros quebrados, poder gabar-se de
ser feliz e far bem de nSo tornar a come-
gar, porque se nao tem duas vezes segui-
das Uraaoha felicidade.
A part'r desse momento o chefa da esta-
gao nada mais perguntou e o grupo apres-
sou o passo em silencio.
Leao nao tinha mudado de posgao, de-
pois que o deixmos.
Apertava as suas as raaos geladas da
moga e procurava aquecel-as, mas em vio.
Do instante a instante sondava com o
olhar .ncioso a profndela das trevas e ap-
plicava o ouvido, esperando divisar ao lon-
go urna luz, ouvir um ruo de pasaos, an
nuneiando-lhe que vinhara era soccorro da-
quella quo amava.
E nada via. Ouvia os queixumes do
vento, e os minutos pareciara-lhe longos co-
mo se fossem horas.
Por diversas vezes tinha mettido a ii ao
trmula por d<.bixo da capa debruada de
pelles, afira de se assegurar do que o co-
ragao batia ainda, porque o desraaio dura-
va serapre, e esse desraaio pareca lhe a
raorte.
Eraraa Rosa nao dava o mus pequeo
signal da vid. e L-!a> pensava sentir cora
espanto qua as palpitares do coraglo di
minuiara cada vez mais.
Ao cabo do tres quartos de hora o mogo
estremeceu.
Presclitando pela centesima vez o hori-
zonte, acabava de ver uraa luz movedica e
que devia ser naturalmente a de uraa lan-
tema.
Ao mesrao tempo hegou-lho ao ouvido,
carregado pelo vento, esta grito :
-- Coragem, La5o dizia urna voz, que
elle reconheceu logo ser de Rraato. Cnra-
gein 1 estamos aqui I
Depressa, responden elle. Apressem-
se !. Apressem-se !.. .
A cLridade da lanterna approximou-se
rpidamente e pouco depois pasaos precipi
tados do pequeo grupo resoaram na nev
endureeda.
Os leeem-chegados approximarain-sa do
mogo, qua sustentava sempre no joelho a
eabeca de Emma Rosa.
E entao, meu amigo? perguntou Re-
nato.
- Nada raadou depois que foste, repli-
cou Leao, com voz que a dor tornava ape-
nas distacta. Receio, de um segundo para
outro, que o ultimo lamp<*jo da vida se Iba
extinga.
E accrescentou, dirigiodo-se ao chefe da
estacao :
Peco, soahor, qae d ordem para que
approximein a lanterna do seu rosto. ..
Queria vl-a.
O chefe da estagSo peg. u, ello proprio,
na lanterna, qae trou das m^os do eropre-
gado que a trazia, e dirigi os raios lumi-
nosos para o rosto da moga.
Aquella cara estava lvida ; um fio de
sangue corra da testa para se ir perder no
quoixo, e, como ura golpe de machado, di
vidia-a era duas partes iguaes.
O effeito daquelle sulco vermelho sobre
uraa epiderme branca como a cera era ter-
rivel.
Mea Deas I Meu Deas 1 exclamou
Leao, estorcendo as maos com desespero.
Est morta ou vai morrer.
Ao grito do mogo, expressao da phy-
sionomia, attitude de desanimo o chefe
da estacao comprehendeu que a pensionis-
ta da Sra. Fontana era, para o amigo de
Renato Dharville, muito mais do que um
simples co iheciraento.
Socegue, senhor, pcgo-lh'o, lhe disse
ell". Nada prova quo esta menina esteja
em perigo da raorte. Vamos transportal-a,
sem perder tempo, para Saint Julien du
Sault, ondo raceber todos os cuidados pos-
sive8.
Eu vou adiante, senhores, disse Ro
nato. Mandarao conduzir esta moga para
casa do minha m.ai, n3o verdade ? O
mlico ser prevenido ante3 por raim e
nSo se far esperar.
Depois, proseguio apertando as maos do
seu amigo :
Animo I
bem.
Leao, que tinha o rosto inundado de la-
grimas, apenas lho pole responder con um
soltigo.
Emquanto estendiara o corpo de Emma
Rosa cora as raaiores precaugSea na maca
e que a abrigavara da nava cora um es
pesso cobertor do la, Rento, que nada es-
quecia, ssltou cora ura pulo o talude dota
rainho de ferro e trou de baixj da cerca
as duas espingardas qua, segundo sabe
raos, alli esta vara guardadas.
Tornou a descer era seguida, deu a Loilo
urna espingarda e parti a currer, afira de
prevenir sua roSi c o medico.
O triste coraboio ia pr--e a carainho.
Esperera, disse o chefe da ostagao.
E' necessario saber perto de qual marco
kilomtrico se deu o accidente. .. Prenso
fazr ura relatorio e do meu dever tor
nal o o mais conciso possivel.
Depois, por meio dos monticulos de ne
ve, comegou a procurar o marco mais pr-
ximo, o que levou pouco tempo, porque b' em grandes flecos, que
fronte do grupo,
segundo vejo,
Coragem Tudo correr
rio que esta verdade de que
marco se achava quasi era frente delle, co-
mo sabemos.
Tinha o n. 131.
__Agora vamos, disse o chefe da esta-
cao, depois de ter tomado nota no seu l
vrinho de lembrancas.
E collocou-se frente do
Leao.
Conhecia esfa moga,
senhor, disse elle a Leao.
Conhecia a sim, senhor. E urna das
pensionistas de rainha ta, a Sra. Fontana,
mestra em Larocho, chama se Eraraa Rosa.
Ainda hontom a vi, no collegio.
__ Ah I vio-a hontem ?
Sim, senhor.
Sabia que ella estava para fazer via-
gem ? D
Sabia. A raai da menina Emma Ko-
sa tinha escripto a minha ta para lha pe-
dir que levasse sua fiiha ao trera que pas-
sa em Lroche, 3 cinco horas e cincoenta
minutos a que chega s sete horas e trinta
e seis minutos a Pariz, onde ella a deve-
ria esperar.
Esta moga deveria fazer a viagem
szinha ?
_ Szinha, sim, stnhor, porm no com-
partiramto reservado s senhoras, e por-
tanto sera nenhuin perigo.
_ Com certeza era irapossivel prever
tJo dolorosa catastrophe. Agora o que
Unciona fazer ?
Jul nha tia esse accidento.
Tambera assim pens.
Apenas chegarraos a Saint Julien du
Sault, enviar-lhe hei um telet,raniraa. A
sua dor ser profundissiraa, porque sei que
ella ama extremosamente a menina Emma
R08* 1 e j
Por meu lado, replicou o chele da
estagao, telegrnpharei para Pariz. O se-
nhor ouvio gritos, na occasiao em que, por
um accidente incomprehensivel, esta moga
onhio no leito da estrada ?
Ura grito s, senhor, ura grito terri-
vel, horroroso... qua rae fez estremecer
da'cabeg aos pea, e que rao dcixou trio
como g lo. Um instincto secreto, sem du-
vida, advertia-me quo era umapossoa que
rida que soltiva aquelle grito.
O trem passava a toda forga ? continuou
o chefa da estagao.
_ Como urna bala de obuz, ou antes
como um relmpago.
- E nao conseguio ver nada ?
Claramente nada... a nev cahia
o vento nos arre-
1
ram o 3eu andar e, apszar
que rasgavam seus tatos, das pedras que
feriara seus ps, avanenvam repidaraenta
pera o pequeo castalio cujas torres som-
bras principiaram a desenhar-se sobro o
penbaaco.
A Casa Vermelha, julgamos tel o dito
raais cima, tinha a fachada para a cida
dade, isto na direeg3o do sul, para o
lado pelo qual trepavara Giraud e Marcos.
Emquanto o barao e o ex-policia do
prebostado de Rouen trepavara para a por
ta da entrada principal, outros dous p r-
sonagens escalavara ao mesrao terapo o
penhasco, mas do lado opposto, dirigindo-
83, elles, para a parte castello costeando o pequeo bosque.
Estes dous personagens erara os dous ir-
mSos do paciente, Um, Mercurio, envolto
anda na capa vermelha do captSo La
Chesn.-ye, o oatro trajaado o elegante cos-
turae com qua o conde do Berme acabava
de assistir tortura da bandido.
Ambos se apressavam na sua corrida
para o Cas* Vermelha.
Entao, dizia Mercurio, nao ha nada
a dovidar 1
Nada, resperaleu o falso Bernac.
Vaes levar Diana ao preboste ?
Esta mesma noite.
E eu levo Aldah.
A onde a conduzirs?
casas desguarnecidos das arvores cujos
ramos eutrebgadoa deaenbavara arabescos
negros sob o tora escuro das nuvens araon-
toadas por cima da pequea habtagJo.
Teas as corlas ? perguntou o compa-
nheiro de Mercurio.
Tenho, replicou elle.
Entao raaos obra; tenho pressa de
acabar.
O conde do Bernac e 3eu irraSo desce-
rara ao fosso.
Mercurio deitou o seu manto sobre 9
solo hmido o princpiou a desenrolar urna
grande corda qua lhe rodeava urnas poucas
de vezes o corpo c passava pelo hombro
esquerdo.
Esta corda dosenrolada rpidamente, ti-
nha n'uma das extr*,nidades um gancho
de ferro. Mercurio atirou com a corda e o
gancho fixou se n'um buraco do muro.
O conde de 3arnac precipitou-sa e tre-
pou rauralha, M ^rcurio seguio-o provau-
do ter igual agilidade, bera que as sua
inSos ferida3 o estervassem.
O conde estava monta*lo no muro. Ven-
do seu irraao subir at ella, agarrara urna
pistola passada cintura o o canno da ar-
ma abaixou-sa na direcg.to de Merca-
rio.
Este, collocado como estava no fundo
do muro que ia escalando, estava na im-
possibilidade, nao s do defender-sa, mas
ainda de ver o p.'rgo quo o ameagava.
O conde a dar o tiro, a pistolla estava
apontada cabega de Mercurio, quando
um grito doloroso fendea os ares e chegou
at aos dous homens.
__ Ura grito de raulher disse o conde
de Bernac retirando precipitadamente a
sua arma.
O velho, se apercebeu da desappari-
gao da Reynold, mat;.ria para se vingar
uraa das duas joven3 ? dase Mercurio al-
cangando com um esforgo supremo a fenda
da muralha.
E os dous irraaos lancararn se no jar-
dira.
Ao mesrao tempo Marcos e Giraud, des-
embocando no planal'.o, do lado opposto,
paravam era frente da ponte levadiga, le-
vantada agora.
Marcos interrogou o mostrador d'um rc~
logio qua trazia suspenso ao peito.
Meia noite menos cinco minutos,
d3se elle.
Esperemos, respondeu Giraud, o se
raeia noite Van Helmont nao estver ao
p de nos, escalaremos a rauralha. Te-
nho cordas I
LIV
raessava cara. Renato julga ter visto,
entretanto, voltear ura corpo.
Qual ser a causa desse accidente ?
PTeo-me em conjecturas.
Tanto eu como Renato attribuimal-o
a uraa porta mal fechada.. Esta explica-
gao parece-lhe admissivel ?
Parece-me, palo contrario, bera inve-
rosmil.
Porque ?
Como que se pode suppr $ *.
passageira, cora esto tempo horroWse, lbnt
este fro syberiano, tivesse abaixado a vi-
draga e so eicostasse ao peitoril da porta.
Isso verdade. Mas emfira o que
suppSe ser ?
Absolutamente nada, por emquanto.
Estou confundido... Estou no vacuo. Te-
nho pre-isSo, antes ae formar urna opiniao
qualque.r, de fazer ura extrae sobre a feri-
da da menina Erama Rosa...
O medico que vamos vor nos informar
a tal respeito e nos dar talvez os meios
para substituir as rainhas duvidas por urna
convicgSo rczoavel.
__ Mas permita me que lho faga u na
pergunta.
D'ga-
Nao est pela opiniao de que seja
antes um crime do qua accidente ?
Nada admiti at agora, repito. Na-
da creio, nada supponho. S o medico po
dtr derramar alguraa luz no meio das tre-
vas que nos cercara. Logo quo cu che
gue, mandare! prevenir o comiuissano de
Saint Julien du Sault e mugiremos juntos
ura processo verbal.
Os ca-regadores da maca fizerara urna
paragem para toraarem folego.
O vento j nao soprava com tanta vio
lencia, como j dissemos, o a nev cahia
com menos forga; mis a sua carnada es-
pessa accumulada no leito da viafcriea,
tornava diflicil o carainho a horaens que
iam carregalos cora um fardo, so bem que
essa fardo nao fosso rauilo pesado.
Nessa occasiao L*ao approximou se da
maca, com o chefa da estagao.
Este levantou uraa ponta do cobertor e
ao-arraudo na lnt<>rna illurainou o rosto da
moga.
Emraa Rosa estava na raes/na posigao :
olhos fechados, labios descorados e com o
sulco do sangue, que desvia da testa a: o
queixo.
Lc3o sgarrou-lhe urna das maos, acbau a
fria como gelo e exclamou, cobriodo-.i com
o cobertor :
Apressemo aos! aprewemo-nos l Quena
A TOBElNHA
Quando Mercurio descia ao fosso pro-
fundo seguido por Humberto, desenrolan-
do a sua comprda corda com nos guarne-
cidos de ar?oflas de ferro, preparava-se
para Iangar essa corda e fixar slidamente
o tal gancho na greta do muro, quando
Marcse Giraud, contando os minuto
com grande anciedale, esperavam o mo-
mento de operar, Van Helmont, no labo-
ratorio da Casa Vermelha, agarrava vi-
damente os pipis que lhe apreaeatava
mestre Eudes.
__ E' isso !... isso murmurava elle
com grande agitagao o percorrendo com a
vista os papis que sustinha as aaas
raaos convulsivas. E' issol... ta nao
me engaaste !
(Continua).
sabe se os soccorros nao ohegarao milite
tarde.
Os horaens do caainho de ferro levan-
tarara a maca e puzeram se lentamente a
carainho.
Ao cabo quasi de urna hora chegaram,
emfira ostagao do Saint Julien do Sault.
A aurora pardacenta e glacial de um dia
de invern tinha substituido as trevas.
Renato Dharville j l os esperava.
- J preveni minha nia, disse elle, e a
afta has j o medico dave estar em nessa
casa. .. Sr. chefe da ostagao, o senhor fu
a honra do nos acompanhar, nao verda-
de ?
- Irei ter cora os senhores, responde
o chefe da estagao, mas antes de tndo te-
uho qua telegraphar para Pariz.
- E eu a rainha tia a Sra. Fontana,
disse Leao. Meu caro Renato, vai com a
maca et casa de tua mai. Nos l che-
g.-r3rao3 quasi ao mesmo tempo quo tu,
porque tom de ir devagar, e nSo pdeme
correr. #
Renato respondeu affirmativamente, tea
signal aos homens para se porem a cami-
nho e uirigio-se para casa, emquanto oche-
fe da estagao e L20 expediam para Pan
o para Larocho os seguintes despachos te-
legraphicos :
Estacao de Saint Julien du Saidt es
tacao de, Pariz
Achadu era frente do marco kilom-
trico 131 entra Saint Julien du Sault e
Villeneuvo sur Youne o corpo inanimado
de uraa moga ferida na cabega, entrada no
expreaso era Laroche s quatro horas^ e
cincoLta minutos. O chefe da estagao,
Landry.
Leao tinha escripto o seguinte:
Sra. Fontana, profestora em Laroche
. Venha depressa casa da mai de Re-
nato Dharville, era Saint Julien da Sault.
Acontecen horrivel accidente. Emma Ro-
sa ferida talvez perigosaraente. Ledo Lt-
royer. .
Estes dous despachos telegraphicos par 1-
rara em differente direcgSo ; depois, o chefe
da cstigao e o sobrinho da professora di-
rigirara-se para a casa da Sra. Dharville,
ondo os carregadores a:abavara de chegar
cora a maca.
(Continuar- te-ha.)

Typ. do Diario, ra Duqan d Caxias n. 4*-
cbiil

1


Full Text
xml version 1.0 encoding UTF-8
REPORT xmlns http:www.fcla.edudlsmddaitss xmlns:xsi http:www.w3.org2001XMLSchema-instance xsi:schemaLocation http:www.fcla.edudlsmddaitssdaitssReport.xsd
INGEST IEID EW5TL7I73_UJD1FM INGEST_TIME 2014-05-19T18:20:29Z PACKAGE AA00011611_19019
AGREEMENT_INFO ACCOUNT UF PROJECT UFDC
FILES