Diario de Pernambuco

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Material Information

Title:
Diario de Pernambuco
Physical Description:
Newspaper
Language:
Portuguese
Publication Date:

Subjects

Genre:
newspaper   ( marcgt )
newspaper   ( sobekcm )
Spatial Coverage:
Brazil -- Pernambuco -- Recife
Brazil -- Pernambuco -- Recife

Notes

Abstract:
The Diario de Pernambuco is acknowledged as the oldest newspaper in circulation in Latin America (see : Larousse cultural ; p. 263). The issues from 1825-1923 offer insights into early Brazilian commerce, social affairs, politics, family life, slavery, and such. Published in the port of Recife, the Diario contains numerous announcements of maritime movements, crop production, legal affairs, and cultural matters. The 19th century includes reporting on the rise of Brazilian nationalism as the Empire gave way to the earliest expressions of the Brazilian republic. The 1910s and 1920s are years of economic and artistic change, with surging exports of sugar and coffee pushing revenues and allowing for rapid expansions of infrastructure, popular expression, and national politics.
Funding:
Funding for the digitization of Diario de Pernambuco provided by LAMP (formerly known as the Latin American Microform Project), which is coordinated by the Center for Research Libraries (CRL), Global Resources Network.
Dates or Sequential Designation:
Began with Number 1, November 7, 1825.
Numbering Peculiarities:
Numbering irregularities exist and early issues are continuously paginated.

Record Information

Source Institution:
University of Florida
Holding Location:
UF Latin American Collections
Rights Management:
Applicable rights reserved.
Resource Identifier:
aleph - 002044160
notis - AKN2060
oclc - 45907853
System ID:
AA00011611:19016


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Full Text
ANNO LU NMEBO 69
PAR A CAPITAL E lltABH ONDE NAO *E PACiA PORTE
Por tres mezes adiantados
Por deis ditos idein.....
Por um anuo "de:a.....
Cada numero avuiso, do mesms da
60000
120000
240000
0100
TEfi(A--FIIBA 23 DE IABQ0 DE 1886
PARA DENTRO E PORA DA PROVINCIA
P Por seis meies adianUdos.............. ?
Por nove ditos dem................ JWJJJ
Por um auno dem................. 10O
Cada numero avuiso, de dias anteriores........... 01w
DIARIO DE PERNAMBUCO
JProjmefrai* fre JRmoel Jtjudra je Jara -fUljo*
TELEGRAMAS

mi::: rsii:uiA3 so siauiq
RIO DE JANEIRO, 22 de Marco,
1 hora e 45 minutos da tarde. (Recebido
do as 3 horas, pelo cabo submarino).
Foi concedida a exoneracao. que
pedio do cargo de viee-preiden-
te da provincia de Pernambaco. o
conaelnelro l.ui*. Corroa de uclroi
Rarro,
Fot nomeado l. vicepresidente
da provincia de Pernambnco. o Dr>
Uarlo Joaqulm de Nouca l.eao.
l'oram nomeadon Jalases niiini-
cipaea e de orphiio :
Do termo de Paranagu. na pro-
vincia do Pianby. o bacharel Urba-
no Pereira de Araujo i
Do termo de nom Jem da Car-
gela, na me*ma provincia, o ba-
cbarel Luis Evandro Telxelra.
Fallecen o eapitalista don tu-
lonio Vunralii' Agr.
'
*

msTRocqo POPULAR
economa poltica
(Extrahido)
DA BIBLIOTHBOA DO POVO E DAS ESCOLAS
(Coitiinuacoo)
CAPITULO II
Prod u rea o da riqueza
A multiplicado das copias tambem um meio
de augmentar enormemente o producto do traba-
lbo. Qoando estamos de posse dos modelos e dos
utensilios que servem para levar qualquer eoiaa
execucao, e possivel muitas veces multiplicarmos
as copias d'esaa coisa, sem difficnldade. tra-
balbo muito longo e muito difficil, por ezemplo,
lser um molde para se fundir urna medalba ou
urna moeda; mas, executado urna vez um bom
! molde, pjr elle se pode fazer um grande numero de
! moedas ou de medalhas, com um trabalho mnimo.
O exemplo mais notavel que podemos citar das
vantagens da mu't'plicaco das copias a impren-
ta. Se nao fra uta invencao, e os livrinhos da
fibliotkeca do Povo e das Escolas se ve idessem
manuscriptos, por que pre?o nao sahiria cada
cxemplar ? Que trabalho nao daria e que tempo
nao levara a tiragem de cada copia, na qual, por
mais cuidado que houvesse, sempre appareceriam
erros e imperfeicoes ? Com a invencao da impren-
ta, e mais modernamente da estereotypia, conse-
gue-ss por um s molde, embora este saia caro,
tirar quintas edieoes se pretendam, de quantos
milhares de exemplares sejam necesaarios. Deste
modo se poupa muito tempo e muito trabalho, e
tanto maior a economa realizada, quanto maior
i! o numero de exemplares de cada edicao. S
ussim se consegue vender cada livrnho pelo preco,
maravillosamente barato, de 50 res. Eis urna
assombrosa maravilha da multiplicarlo Jas coDas!
Quasi todos os objectos de que nos servimos
usualmente, taes como as mesas, as cadeiras, as
chavenas, os pratos, os bules, as colheres, os gar-
ios e as facas, sao feitos por meio de machinas e
constituem apenas copia* de um modelo inicial.
Podemos comprar por 300 ou 500 ris urna linda
chavena de porcellana Sna ; mas, se qaizermos
obter ama de modelo novo, differente de todas as
existentes, cuitar-nos-ha dez vezes tanto, ou ainda
mais.
Outra vantagem da divisao do trabalho a
adaptaco pessoal. A numerosa diversidade dos
! mesteres e profisaoes permitte a cada individuo
escolher aquelle para que se sent melhir predis-
posto, e que mais lhe agrada,isto de combina-
cao com a idea do lucro (porque geralmente, de
todas as profissoes para que < m homem se sent
com diapoiico phyeica e intellectual, escolhe a que
lhe produz mais lacros). Quanto mais se alarga
a divisao do trabalho, mais se multiplicam as ofi-
cinas, e maior facilidade vai havendo, para cada
um. de encontrar oceupace adaptada s saa fa-
culdad-is e aptidoes. Os bomeni dextros n'uma
especialidade de traba Ihos produzem obras que
nenhuns outros podem producir; mas teem serven-
tes que os ajudam as manobras que nao exigem
habilidade ; os mestrea riscama obra e distribuem-
n'a pelos artistas ; os caixeiros escripturam os 1-
vros e as contas, recebt m o dinheiro e fazem os
pagamentos : o director da fabrica, que deve &cr
homem de bastante engenho e experieneia, dedica
toda a sus atcencao e cuidado direccao superior
da fabrica, a procurar mercados vantajosos (tanto
para a acquisico das materias primas como para
a venda dos productos) e a inventar aperfeicoa-
tnentos na sua industria. Est assim cada um oc
cunado de modo que o sea trabalho o tnais pro-
ductivo, mais til aos outros, e ao mesmo tempo
o mais proveitoso para o proprio individuo.
(Contina).
JARTE OFFICIAL
OVERNO DA PROVINCIA
FALLA que o presidente da provincia, conaelnelro Jos Per
nautles da Costa Pereira Jnior, dirigi a Assembla
Legislativa de Pernambnco. no dia de sna installacao a
de Marco de i hhh.
(ContinuagZo)
MISSIONARIOS CAPUCHINHOS
Os missionaros capuchinhos, que existen na provincia, sob a direccSo do
respectivo, prefeito o Revd. Fr. Caetano de Messina, continuam a exercer satisfactoria
mente o seu ministerio, fazendo predicas e missoea, de ordinario muito concorridas, e
maniendo o culto com o devido esplendor na igreja da Penha, de sua iniciativa e
construccao.
Aproveitando a boa vontade o fervor do pov o, que afflui s respectiva
missoes, erigiram, ltimamente, cemiterios em Igreja Nova e Camossim, e edificaram
matrizes em em Lagoa Funda, Porta Alegre e Quipap.
COLLEGIO DB BOM CONSELHO
Este collegio, fundado em 1853, por sacerdotes d'aquella ordem, dirigido
actualmente por l senhoras brasileiras, contina a prestar valioso servico, liberali-
sando amparo e educaclo a meninas desvalidas, em numero nao inferior a 70.
Para execucao je algumas obras no edificio em que funeciona o collegio,
peda-vos o Revd. prefeito dos capuchinhos auxilio pecuniario, directamente, do cofre
provincial, ou por meio de loteras.
COLONIA OBPHANOLOGICA ISABEL
No relatorio annexo da respectiva admnistracao encontrareis minuciosos es-
clarecimentos sobre o moviraento d'este estabelecimento, por todos os ttulos digno de
apreco e aniraacao.
Regeu o durante o atino prximo findo o capnchinho Fr. Francisco de S. Fe-
lippe, no impedimento do director effectivo, Fr. Fidelis Mara de Fognano, que ste ve
na Europa, em servico da ordem e do proprio cargo.
No decurso do anno prximo findo, elevou-se a 154 o numero dos educan-
dos matriculados na colonia, distrbnindo-se pela seguinte forma, em relacao s idades,
naturalidarle c filiaeao.
Idade
De 6 a 8 annos......... 8
De 9 a 11 ......... 42
De 12 a 14 ......... 45
De 15 a 17 ......... 44
De 18 a 20 ......... 10
De 12 annos.......... 5
Naturalidades
Da provincia de Pernambuco
Da >
Da
Da
Da
Da
Da >
da Parahyba
do Cear.....
do Rio Grande do Norte.
de Alagas.....
do Rio Orando do Sol .
de Amasonas ....
Filhos legtimos.
naturaes .
> de paes incgnitos
Ingenuos .....
Libertos.....
FiliaqSo
i
154
121
11
3
4
2
2
1
154
127
15
6
5
1
754
Existem na Colonia officinas de carpinteiro e marcineiro ; ferreiro, alfaiate e
aapateiro, tendo a primeira 23, a segunda 12, a terceira 41 e a ultima 40 aprendizes.
Alm d'essas oficinas, existem urna serrara em que se empregam 3 educan-
dos, urna padaria em que trabalham dous, e urna fabrica de dostillacao que oceupa
igual numero dos mesmos educandos.
Contam-se mais 5 menores eropregados em aervicos de pedreiro e 1 no trato
e guarda do gado. ""'.
Fizeraro-se as seguintes obras em 1885: 1 portao de ferro com 2 pilares de
tijolo, despendendo se 2500000; urna ponte de pedra para passagem de machinas com
2 pilares, no valor de 3:0000000 ; corte no rie Fervedouro e respectivo enrocamento;
urna estrada para transporte do madeiras das mattas da coloma, e trabalho para
desobstruccao de .nachos. ,.
Alm ilaa 42 casas existentes foram construidas s seguintes : Duas de tnolo,
com o dispendio total de 6:0000000; urna tambera do tijolo, estimad* em :5UO0OU0 ;
outr pan estrilara no valor de l;2OO0OOCi.
Despendeu-se mais 1:000$000 com o augmento de um predio e concert de
outros.
Foram -emolidas tres casas de taipa, que se achavam completamente ar-
ruiaadas.
A safra, no anno do 1885, consisti em 12,729 litros de farinha de mandioca
o 4,050 litros de feijao. N2o se realieou a colheita de milho, que, avahada em
cerca de 35 nlqueiras.
Tambem aproveitou-se para obras e servicos do estabelecimento .1 madeir-i,
quo exista derrubada as mattas, representando approximadamcnte 3:0000000.
Tive occasio de visitar esta Colonia, e pelo que vi e examinei, devo enunciar
favoravel uizo quanto sua administracao.
Pareceu-me, coratudo, que o estabeleciment) carece de cortas providencias
com que possa ter sufficiento rendimento para a respectiva manterfa e prosperidade.
A projectada fundacSo d6 um engenho central a que a lei provincial n. 1860
do anno prximo findo consagrou 100:000^000, que foi ja entregue ao director Fr.
Fidelis Maria Fognano, attende em grando parte quelle desidertum. Cumpre, po-
rm, regular o sorvico por maneira que esta fundacito n5o produza o resultado do des-
viar a Colonia do seu fim principal e humanitario.
(Contina)
expediente do bu. 8 de mago de 18S6. i ordem do Exin. Sr. conselhciro presidente da pro-
Actos : vincia aecuso o reeebimento d > officio de hontem.
O presidente da provincia, de conformidade no qual-V. Exc. conmunica, que o vapor Para,
com a proposta do Dr. chefo de polica em officio chegad tu* portos do Norte, seguiri para o do
de 4 do corrate mez, n. 227, resolve conceder ao | sul boje s 4 horas da tarde.
cidado Flix Ribeiro do Amaral a exoneracSo Ao mesmo.De ordem do Exm. Sr. conse-
que pedio do cargo de subdelegado do 1 districto lheiro presidente da provincia, aecuso o recebi-
do termo de Jaboato. Communicou se ao Dr. ment do officio em que V. Exc. comraunica que o
chefe de polica. | vapor Pernambuco, ehegado dos pnrtos do sul hoje,
O presidente da provincia, attendendo ao que I s 6 horas da manha, seguir para os do norte,
requeren o promotor publico da comarca de Fio- amanbtt s 5 da tarde,
resta, bacharel Joilo Landelino Dornellas Cmara
Jnior, resolve conceder- lhe tres mezes de licenca,
com ordenado integral, para tratar de sua sai fe,
devendo o peticionario entrar no gozo da referida
hcenca no prazo de 45 das.
O presidente da provacia resolve nomear o
Dr. Francisco de Paula Soares para exercer o
cargo de commissario vaccinador do municipio do
Recite, durante o impedimento do Dr. Jotto de S
Cavalcante de Albuquerque.Communicouse ao
Dr. Francisco de Paula Soares.
O presidente da provincia, attendendo ao
que requereu Aureliano Augusto de Oliveim,
coadjuvante de 1* classe do servico technico da
reparticao eocarregada da conservacao dos portos
e tendo em vista a informaco do respectivo en-
genheiro director e attestado medico exhibidos, re-
solve conceder lhe dous mezes de Hcenca para
tratar de sua sade nesta provincia, percebeodo
dous tercos do respectivo vencimentos n s termos
do S 1 do art 28 combinado com o art. 7 do de-
creto n. 4,484, de 7 de Marco de 1870.
Officios :
Ao presidente da provincia do Rio Grande
do Norte Pelo vapor costeiro de 20 do corrente
seguirao os livros chegados boje no vapor Pernam-
buco e destinados matricula e arrolameuto dessa
provincia. O que commuoico a V. Exc. para os
fins convenientes.
Ao commandante das armas. Sirva-se V.
Exc. de pro 'idenciar para que as pracas de linha
que fzem a guarda da Casa de Detenco pres-
tem-se a escoltar at a sala das audiencias os pre-
sos que all tiverem de ser processado?, sempre
que a guarda cvica distrahida em outro servico
nao se possa prestar aquelle mister.
Ao commandante do corpo de polica. Man-
de V. S. destacar tres pracas na colonia orphano-
logiea Isabel. Communicou-se ao director da co-
lonia Isabel.
Ao inspector da Thesouraria de Fazenda.
Segundo consta de aviso de 25 de Fevereiro pr-
ximo passado, expedido pelo Ministerio da Fazen-
da, foi approvado o acto desta presidencia pelo
qual concedeu ao 2o escripturario dessa Th-sou-
raria, Francisco Canuto Emerenciano, tres mezes
de Hcenca oom vencimentos na forma da lei, para
tratar de sua sade onde Ibe con 'ier.
Ao mesmo.Remetta a V S. para os devi-
dos fins copia da aviso de 15 de Fevereiro prxi-
mo passndo expedido pelo Ministerio da Justica,
sobre aajuda de casto ao bacbarel Joaquim Fran-
cisco Vilella do Reg, nomeado juiz municipal e
de orphos do termo de Lagoa Vermelha, na pro-
vincia do Rio Grande do Sal, a quem se refere a
ordem do Thesouro Nacional, sob n. 50, que nesta
data lhe remettida.
Ao juiz de direto dos feitos da fazenda.'
A' vista do officio de V. 3., de 22 de Setembro do
anno passado, snlictand} para esta provacia
Jos Francisco de Moraes, que Domingos d* Silva
Torres allega ser o seu escravo de nome Daniel,
afim de se proceder ao arbitramento do respectivo
valor, cuja indemnisacSo reclamada pelo refe-
rido Torre, o Ministerio da Guerra, em aviso de
23 de Fevereiro findo, declara que, permittindo
em sna pretencao, deve aquelle reclamante fazer-
se representar na provincia da Baha, ende se
acha a dita praca, e exhibir all docameotos, que
por ventara possam fundamentar a mesma pre-
tencao, para tfinal se resolver a tal respeito. O
que lhe faco coastar para seu conhecmento e fins
convenientes.
Portaras :
O Sr. agente da Compannia Brasileira sirva-
se de mandar desembarcar de bordo do vapor Per-
nambuco, para seguirem o sen destino, a 20 do
EXPEDIENTE DO DIA '.' DE MARCO DE 188G
Aetos :
O presidente da provincia, attendendo ao que
reqatreu Jos Theodoro Cordeiro de Barros, pro-
fessor da cadeira de ensiuo primario de 8. Jos de
Belmonte, e tendo em vista a ioformaco n. 80, de
5 do corrente mez, do inspector geral da instruc-
co publica, resolve conceder ao peticionario 4
mezes de Hcenca, com ordenado, para tratar de
sua saude onde lhe convier.
O presidente da provincia, attendendo ao que
solicitou Jos Epammondas Rogerio, c*crivao da
collcctoria do Agua-Preta, e tendo em vista a in-
formaeo do inspector do Thesouro Provincial, de
3 do corrente, sob n. 507, resolve exoneral-o
daquellc cargo e nomear para substituilo o cida-
do JoSo de Araujo Vives da Fonseca.Commu-
uicou-se ao inspector do Thesouro Provincial.
Officios :
Ao inspector da Thesouraria de Fazenda.
Declaro a V. S., para os fios convenientes, e em
resposta ao seu officio n. 139, de 4 do corrente,
que a vista da ordem do Min sterio da Guerra,
coutida em aviso circular de 30 de Novembro do
anno passado, antorisei o director do Arsenal de
Guerra a mandar satisfazer o pedido de artigos
de fardamento, feito pelo commandante do 14 ba-
ta Ihao de iufantaria, para vestir 03 voluntarios que
asseniaram praca com destino corte, no exce-
dendo a respectiva, despeza da quaniia de..
2:495^650 em que foi oreada.
Ao director do Arsenal de Guerra.A' vista
da ordem do Ministerio da Guer.a, coutida em
aviso circular de 30 de Novembro findo, autoriso
Vmc. a mandar satisfazer o incluso pedido de ar-
tigo de fardamento teto pelo commandante do 14
batalhlo de intantaria para vestir os voluntarios
que assent ram praca com destino a corte : nao
excedendo a respectiva despeza da quantia de
2:495x650, segundo o orcamento que acompanhou
o seu officio n. 219, de 27 de Fevereiro findo.
EXPEDIENTE DO DIA 10 DE MARCO DE 1886.
Actos :
O presidente da provincia attendendo aoqae
reqaeiea o subdito portugus Domingos Marques
de Freitas, residente nesta provincia, resolve, de
aecordo com o disposto no decreto n. 1,950 de 12
de Julho de 1871 e usando da autorisacao confer'
da pelo art. 14 da lei n. 3,120 de 30 de Outubro
de 1882, naturalisar o referido subdita portuguez
Domingos Marques de Freitas, afim de qne possa
gozar de todos os direitos, honras e prerrogativas
que pela constituidlo competer aos cdadaos bra
sileiros naturalisados.
O presidente d provincia, attendendo ao que
lhe requereu o subdito pjrtugucz Joaquim Ferrei
ra da Silva,residente nesta provincia, resolve na-
turalisalo deaccoidocom o disposto no decreto
n. 1,950; de 12 de Julho de 1871, e por virtude da
vinda do soldado da 14* batalhao de infantaria autaisaco expressa no art. 11 da lei de 30 de
Outubro de 1882, afim de que possa gozar de to-
dos os direitos, honras e prerogativas que pela
constituido competem aos cidados brasileiros
n'aqucllas condicoes.
O presidente da provincia, tendo em vista a
proposta do inspector do Th-soaro Proviacial cou-
tida em officio de 5 deste mez, sob n. 511, resolve
nomrai o promotor publico da cemarca da Escada,
bacharel Aquilino Gomes Porto, para exercer o
cargo de ajudante do procurador dos feitos da fa-
zenda provincial na municipio de igual nome ; fi-
eando assim exonerado o bacharel Francisco de
Carvalho Goncalves da Rocha que o exercia.
Communicou se ao Thesouro Provincial.
Oficios :
Ao presidente da provincia do Rio Grande
do Norte.Recebi e agradeco os exemplares im-
nambuco, para seguirem o seu destino, a M ao -v -j v
corrente dous caixotes contendo livros, destinados %***** de le.s dessa provnola,.c7'^3, P*
matricuh e arrolameuto dessa provincia do Rio Exc. com o officio a que respondo de 23 de Feve-
Grande do Norto. re.ro findo
- O Sr. gerente da Companhia Pernambncana ~ Ao presidente da provincia *> Ceara.- Re-
mande dar passagem r at a Bahia, no 1. va e agrade^, os exemplares impressoa de lea
por qne para all. seguir, a Sergio Horacio da S desss provincia, en vndos p-r V.Exc^ com officio.
Leitlo por conta das gratuitas6 a que o governo a 1 respondo de 24 de Fevereiro findo
tem direto Ao inspector do Arsenal de Mannha. bir-
- O Sr.'gerente da Companhia Pernambucana ya-so V. Exc. de providenciar para *mJ?Jj*
mande rece&r a bordo do vapor Pernambuco, e do "ente mez sejaiii transportaos seuiseu-
transportar provincia do Rio Grande do Norte tenc.ad.s da Casa de Detengo at a bordo do va-
na viagem de 20 do corrente, por conta do Minis- ^ Gjo>, e bem assim a respectiva esco ta
Ao commandante das armas. Sirva se
V. Exc. de providencJar para que no dia 15 do
corrente mez sejam escoltados teis sentenciados
da Casa'de Detei.cao at o presidio de Fernando
de Noronha.
Ao mesmo. Sirva se V. Exc. de tazer
t.presentar ao Dr. ch^fe de polica, amanha, ao
meio dia, vinte pracas e um iuferior para escolta-
rem at o termo de Limoeiro doze criminosos que
teem de ser all submettidos a julgamento no dia
16 do corre'ite mez.Cmmuoicou se ao Dr. che-
fe de polica.
A> mo3mr.Deferineb o* requeiimento do
soldado do 2 bataiha de infantaria, Deodato Ro-
sas, autoriso V. Ex.-., vista da sna ioformaco,
n. 125, de hoje datada, a conceder-lhe bata do
servico do exercito, mediante substituto, se este
tiver os requisitos exigios por lei.
Ao Dr. chefe de polica.Declaro a V. S., em
rfsoosta ao seu officio n. 192, d 24 da Fevereiro
findo, que autoriso a rffectuar-se com o commen-
dador Antonio Valentim da Silva Barroca, o con-
trato de locacao de urna casa de sua proi.riedade na
cidade da Victoria, pelo aluguel mensal de 10*,
para servir de quartel do respectivo destacamento,
ama vez que aquelle commendador faija o reparti-
mento a que se obrigou na petisao, que a V. S.
dirigi.Commuoicou se ao inipector do Thesouro
Provincial.
Ao commandante d) corpo de polica.
Sciente do que V. S. expoz no seu officio n. 165,
de 22 de Fevereiro findo, recommendo-lhe que
completo com 6 pracas o destacamento da villa de
Florea, logo que isto seja possivel.
Ao director do presidio de Fernando de No-
ronha.Receba V. S nesse presidio os 6 senten-
ciados constantes da inclusa relaco, os qnaee
para ah seguem requisico do Dr. juiz de di
reito das execuces cri minies. Communicou-se
so Dr. jais de direito das execuces criminaos.
ter*o da Agricultura, Commercio c Obras Fubli-
cas dous caixotes coatendo livros destinados ma-
tricula e arrolamento da dita provincia.
O Sr. gerente da Companhia Pernambucana
faca transportar para o presidio de Fernando de
N'urouha, por conta dos negociantes Ferreira Silva !
& O., os gneros constantes da inclusa relacao.
EXPEDIENTE DO SECRETARIO
Ao commandante das armas. S. Exc. o Sr.
cons lh-tiro presidente da provincia manda de-
clarar a V. Eic. ter aatorsado o Arsenal de Guerra
a satisfazer os pedidos que vieram annexo aos
seue officios ns. 118 e 119 de 6 do cerrente.
Ao Dr, chefe de polica. De ordem do Eira.
Sr. conselheiro presidente da provincia, declaro a
V. 8., em resposta ao sea officio de 4 do corrente,
sob n. 229, que provideociou-se no sentido de ser
satisfeita a sua requisico contiaa no mesmo of-
ficio.
Ao 1." secretario da Aspembla Provincial.
De ordem do Exm. Sr. conselheiro presidente da
provincia transmiti a V. S afim de que se digne
de Fubmttter consideracio dessa Assembla, o
officio junto, em original, em que a Cmara Mun-
cipal de Plores solicita a c^jpesaao de ama lotera
para o fim indicado no referido officio.
Ao Dr. Joao Saldanha da Gama, director
da Bibliotheca Nacional do Rio de Janeiro.De
o>dem do Exm. Sr. conselheiro presidente da pro-
vincia, transmiti a V. 8. as informaces, em ori-
ginal, prestadas pela Cmara Municipal de Bar-
reros sobre o aaeumpto doquestionario que acora-
pauhou ao officio de V. 8. de 12 de Novembro do
anno prximo findo.
Ao inspector da Thesouraria de Faxenda.
O Exm. Sr. conselheiro presidente da provincia
manda remetter a Y. 8., para 08 devidoa effeitos,
oito ordena do Thes mro Nacional na. 47 a 54.
Ao 8r. agento da Companhia Brasileira.De
Ao inspector da Thesouraria de Fazenda.
Ao capitJo pharmaceatico do corpo de aie do
exercito, Theodoro Vieira do Couto, que vai servir
na guarnilo da provincia da Bahia, mande V. 8.
ajusfar contas.
Ao mesmo.Mande V. S. ajusfar contas ao
2, cirurgiao Dr. Euclides Alves Kequio, que se-
gu para o presidio de Fernando do Noronha, onde
vai substituir o 2. cirurgiao Dr. Joo Alexandre
de Seixas.
Ao mesmo.Em vista do telegramma junto
por copia, expedido em 6 deste mez, pelo Ministe-
rio da Justica, autoriso V. S., sob responsabillda-
de desta presidencia, a mandar pagar a quantia
de 240000 de ajuda de custo arbitrada pelo refe-
rido ministerio ao bacbarel Paulo Caetauo de Al-
buquerque, nomeado juiz municipal do termo de
Buique.
Ao inspector do Thesouro Provincial. De
aecordo com a ioformaco de Vmc, datada de 4
deste mez, sob n. 508, autonso-o a mandar en-
tregar Cosme Baptista Viegas o producto da 3.
parte da lot- ria concedida s obras da igreja de
N -ssa Senhora da Boa Hora em Olinda, preceden-
do a prova e a prestaco da fianza de que t.-ata a
mencionada informacao.
Ao gerennte da Companhia Pernambocaua.
D claro ao Sr. gerente da Companhia Pernam-
bucana que fica transferida para o dia 15 do cr-
rente a sabida do vapor Giqui para o presidio de
Fernando de Noronha. Fizeram-se as devidis
communicaces.
Portaras:
A' Cmara Municipal do Bom Jardim.
Para resolver sobre o assumpto do cfficio de 4 de
Fevereiro findo, cumpre qne a Cmara Municipal
de Bom Jardim me informe em virtude de que lei
cobra o imposto de cepo, de que trata o termo an-
nexo ao predto officio.
O Sr. superintendente da estrada de ferro
do Recife ao S. Francisco sirva-se mandar trans-
portar em carro de 1 classe o engenheiro Alfredo
Lisboa Dias, o qual segundo exigir o servico de
que se acha encarregad) saltar em qaalquer las
estacoes dessa linha frrea, tantas vezes qnanto
forem neeessarias quer na ida ou na volta.
O Sr. superintendente da estrada de ferro do
Recife ao S. Francisco mande transportar em car
ro de 3' classe at a estaco de Una, no trem de
boje, com passagem gratuita, a urna praca do corpo
de polica, a qual d'alli voltar quando para sao se
apresentar.
O Sr. agente da Companhia Biazileira man-
de dar passagem provincia da Bahia. por conta
do Ministerio da Guerra, no vapor Cear, ao ca-
pitio pharmaceutico do corpo de sade do exercito,
Theodoro Vieira do Couto, que vai servir na guar-
nilo d'aquella provincia. Communicou se ao
commandante das armas.
O Sr. gerente da Companhia Pernambucana
faca transportar ao presidio de Fernando de Noro-
nha, por conta do M'nis'erio da Guerra, no vapor
Giqui, o 2o cirurgiao Dr. Euclides Alves Re-
quemo, que vai substituir o 2- cirurgiar, Dr. Joao
Alexandre de Seixas, no servico d'aquelle presidio,
e bem assim a sua muiher D. Anua R. de Carvalho
Kequeo, e urna entiada de nome Rosalina, de 15
annos de idade. Commuuicou-se ao commandante
das armas.
O Sr. gerente da Companhia Pernambucana
mande dar passagem de r, at a cidade de Natal,
no vapor que segu para os portos do norte a 20
do corrente, por conta das gratuitas a que o go-
verno lem direito, ao Dr. Sindolpho Ernesto Al-
vares.
O Sr. gerente da Companhia Pernambucana
mande dar epportunamente passagem de proa, at
o presidio de Fernando de Noronha, por conta das
gratuitas a que o governo tem direito, a Salus-
tiana Maria da Conceicao, muiher do sentenciado
Francisco Mondes da Rocha.
O Sr. gerente da Companhia Pernambucana
mande transportar opportuuamente com passagem
de r, do presidio de Fernando de Noronha. por
conta das passagens gratuitas a qae o governo
tem direito, a Joo Pinto Cavalcante.
O Sr. gerente da Companhia Peroambucana
faca transportar para o presidio de Fernando de
Noronha os seis sentenciados constantes da inclu-
sa relacio, os qaaes para all segu a requisico
do Dr. juiz de direito das execuces criminaes da
comarca desta capital. As passagens sero por
conta di provincia.
O Sr. gerente da Companhia Pernambucana
faca tranportar para o presidio de Fernanda de
Noronhx, por tonta dos negociantes Jos Joaquim
Alves & C, os gneros mencionados na inclusa re-
lacao.
Mutali mutandis para os negociantes Antonio
Pinto Lapa & lrmo.
EXDEDIENTE DO SECRETARIO
Ao commandante das Armas.De ordem do
Exm. Sr. conselheiro presidente da provincia, de-
claro a V. Exc. que autorisou-se o director do
Arsenal de Guer.a a mandar satisfazer o pedido
que veio annexo ao seu officio n. 82, de 20 de Fe-
veiro findo.
Ao Io secretario da Assembla Provincial.
De ordem de S. Ex:, o Sr. conselheiro presidente
da provineia transmiti a V. S. para es fins con-
venientes, o balance da receita e despeza do exer-
cicio de 1884 a 1885e o orcamento para o de 1886
a 1887 das Cmaras Municipaes de Tmbauba e
Escada.
Ao mesmo.O Exm. Sr. conselheiro presiden-
te da provincia manda coinmunicar a V. S. que fica
sciente do modo porque ficou constituida a mesa
tem de dirigir os trabalhos dessa Assembla. As-
sim respondo ao seu officio n. 7 da 8 do corrente
mez.
Ao commandante da escola de aprendizes
marinheiros.Do ordem do Exm. Sr. conselheiro
presidente da provincia declaro a V S. que nesta
data solicita-se do ministerio da marinha o aug-
mento do crdito para occorrer as despezas com
os aprendizes inari abriros, excedentes do numero
marcado noresp-ctivo regulamento, ficando assim
respondido o seu officio n. 27, de 2 do corrente.
-- Ao director do presidio do Fernando de No-
ronha.De ordem do 8. Exc. o Sr. conselheiro
presidente da provincia eclaro a V. S. que ao te-
nente Jos Ignacio Ribeiro Roma concedeu se per-
missao afim de conduzir para esse presidio os ge-
nero constantes da inclusa relacao.
Ao gerente da companhia pernambucana.
De ordem de S. Exc. o Sr. conselheiro presidente
da provincia declaro a V. S. que ao t.enente Jos
Ignacio Ribeiro Romaconcedeu-se permisso afim
de onJuzr para o presidio de Fernando de Noru
nha os gneros constante!, da inclusa relami.
Ao inspector geral da instrucciio publica.
De ordem do Exm. Sr. conselheiro presidente da
provincia commuuico a V. S. que no requerimen'o
do p toe i.or da" cadeira de Santa Therrza, Sebas-
to Antonio de Albuquerqu- Mello, sobre o qual
versa sua informacao n. 64, de 19 de Fevereiro fiu-
do, f si proferido o seguinte despacho: Deferi-
do, visto nao caber presidencia revogir a dispo-
si.cao do artigo 50 do regulameato de 6 de Feve-
reiro de 1885. _
Ao Dr. promotor publico da comarca da Be*.
Visto.-De ordem de 8. Exc. o Sr. conselhe.ro
presidente da provincia communico V. s. que
teve o convenionto destino a certidlo de exercicio
annexa ao seu offieio de 18 do mea findo.
Ao promotor publico da co.narca de Palma-
res. -De ordem do Exm. Sr. conselheiro presiden-
te da provincia communico a V. 8. qae te\e o con-
veniente destino a certido de exercicio annexa ao
sea officio de 5 do corrente mez.
dem ao promotor publico de Petrolina com
referencia do offieio de 13 de Fevereiro prximo
fiado.
Ao Dr. juis de direito da comarca de Pao
d'Alho.De ordem do Ext. Sr. conselheiro presi-
dente da provincia recommendo a V. S. em solu-
co aos seus officio de 25 de Fevereiro prximo
findo e o do corrente mez, que faca afiliar novo
edital pondo em concurso a serventa vitalicia Jo
lugar de escrivo do jury e execuces criminaes do
termo de Pao d'Alho visto que da copia do qae V.
S. cuviou com o primeiro dos citados officios nao
constou a declaracao do dia em qae foi affixado e
publicado o referido edital come exige o artigo 153
do decreten. 9,420 de 28 de Abril ultimo.
DESPACHOS DA PRESIDENCIA DO DIA 20 DE
MAKfO DE 1886
Amaro Francisco Fernandes. Deferido
com officio de hoje ao Sr. brigadeiro com-
mandante das armas.
Dr. Bcnto Cecliano dos Santo3 Ramos.
De'erido com officio de hoje a Thesou-
raria de Fazenda.
Alfredo Jos de Carvalho.-Informe o
Sr. inspector geral da instrucoSo publica.
Francisco Miguel de Souza. Deferido
com officio de hoje a Thesouraria de Fa-
zenda.
Francisco Ferreira Baltar.Informe o
Sr. inspector da Thesouraria de Fazenda.
Padre Joaquim da Cunha Cavalcante.
Informe o Sr. inspector do Thesouro
Provincial.
Juventina Florentina ds Almeida.
Informe o Sr. inspector geral da instru-
ccao publica.
Maria Antonia da Costa.- Informe o
Sr. inspector geral da instruccao publica.
Pedro Jos Paulo dos Santos. Indefe-
rdo.
Bacharel Vicente de Moraes Mello J-
nior. Si m.
Secretaria da presidencia de Pernambu-
co, em 22 Msrji ds 1886.
O porteiro,
J. L. Viegas.
Repartido da Polica
Seccao 2.N. 298. Secretaria da Po-
lica de Pernambuco, 22 de Margo de 1886.
-Illm e E:tm. Sr.Participo a V. Exc.
que nos dous ltimos das foram recolhidos
na Casa de Detenjao os segnintes indivi-
duos :
A' minha ordem, Severino Jos d San'An-
na, vindo do termo de Pao d'Alho como desertor
do 2 batalhao de linha.
A' ordem do subdelegado de Santo Antonio,
Joo Alexandino B. de Salles, Francisco Juven-
cio de Carvalho, Jos Alexandre Ferreira e Ma-
noel Antonio das Chagas, por disturbios.
A' ordem do do Io districto de S Jos, Ma-
noel Joo, por crime de furto ; e Joao de Souza
Pereira, por disturbios.
A' ordem do do 2o districto de S. Jos, The-
reza Mara da Conceicao, por crime de ferimentos.
A' ordem do do 1 districto da Boa-Vista,
Raymundo Alves Baptist, por crime de resisten-
ci s tentativa de morte ; Joo Paulo dos Santos,
conhecido por Pesquernm, Bento Ignacio da Sil-
\a e Manoel Francisco das Cnagas, conhecido
por Manoel Pequeo, por uso de armas defezas ;
Jo; de Araujo Chaves, Alexandrino Corroa de
Castro, Josu de Araujo Chaves e Joo Francisco
Alves de Lima, por disturbios.
Na noite de 11 para 12 do correte, um es-
cravo de nomo Venancio dirgio-se a casa de
Joanna Maria da Conceigao, moradora no Jugar
denominado Velloso, do termo do Bonito, e de-
poi8 de praVvical a com palavras injuriosas dispa-
rou urna arma de fogo que trazia, empregando-se
osprojectis em um cnenor, que estava dormndo, o
qual heou com a ore'ha esquerda decepada.
Contra o deluqueate. que evadio-se, precedeu-
se noa termos do mquerito policial
Em virtude de requisico do delegado do
termo de Taquare'inga, ioi capturado no dia 16
do corrate pelo subdelegado do distri:to da Ilha
de Flores, pertencente ao termo do Bonito, o in -
dividuo de nome Manoel Sobral da Silva, conhe-
cido por Manoel Raphael, pronunciado all no art
257 do cdigo criminal.
Em data de 18 do corrente assnmio o exer -
cicio da delegacia do termo de Bom Jar m, o res-
pectivo 1 sopplente Nicolao Antonio Duarte.
Rolativamintc SO facto occorrido em a noi-
te de 20 do corrente, na ra do Socego, sobre o
qual pedio V. Exc. informacao vista de reclama-
cao feita por varios cdadaos, abaixo transcrevo o
officio que em data de houtem me dirigi o res-
pectivo subdelegado, pelo qual ver V. Exc. o
que houve.
Deus guarde aV. ExcIllm. e Exm.
Sr. conselheiro Jos Fernandes da Costa
Pereira Jnior, muito digno presidente da
provincia. O chefe de poiia, Antonio
Domingos Pinto.
(Copia). Subdelegada do Io districto da Boa-
Vista, 21 de Marco de 1886.Illm. Sr. Infor-
mando, com me cumpre, o officio do V. 8. d. ho-
je datado, coa rtlacio a prisao de Francisco Jos
deSouza,ex-prai}ado 14 batalhao da linha, ca-
be me dizer a V. S. o seguiote :
Hontem, s 10 horas da uoite, acbando-me na
4 estaco da gaarda cvica em companhia do Dr.
delegado de polica deste districto, da alteres
commandante da mesma estaca >, do subdelegado
dj 2o districto desta freguezia e dj inspector de
quarteiro Jos Dona, quaudo chega o guarda c-
vico o. 10 Francisco Alves de Brito, pertencente
a 1 eatago e morador a ra do Socego, queixan-
do-se-me de ter sido aggredido e quasi victima
por Francisco Jos de S-uza e Jacob de tal, cu-
neado deste, estando aquelle armado de urna fa^a
de p nta (la qual me fez entrega) e este de urna
bayoneta, que tentaram mata! o, por motivos fu-
teis, pelo que dera ordem de priso a ambof, nao
podendo etf'ctual-a par ter Jacob e outres paisa-
nos se opposto.
Inmediatamente dirigi-me ra do socego,
theatro do acontecimentoie prend a Franciseo
Jos de Souza, oo fazendo o mesmo quinto a Ja-
cob, por se ter evadido, nao obstante as diligencias
eropregada para tal fim.
Mande! conduzir o preso, por dous guardas para
a estaco e fiquei sjndicando de todo acontec-
ment sabendo nessa occasio que desejando
Francisco de Souza ferir ao guarda Brito, a mu-
iher de Souza descarrega-lhe urna cacetada, pelo
que o guarda deu-lhe um empurrao que fez com
que ella cabisse.
Quando tirava essas informaces, eis que con-
fronte ao quadro denominado Padre Antonio, o
presa tenta evadir-se, diligenciando apoderar-se
do sabr de urna das pracas, na occasio em que
abaixava-se para apanhar o chapeo que Souza
propositalmeute deixara cabir, resultando d'ahi
urna luta o soffrer Souza algumas contusoes, que
i. sua imprudencia provocou e foram julgadas le-
ve,
Acbando-me distante do lugar em qae isso se
dava, dirigi-me incontinecte pan la e quando
cheguei encontrei ainda dito teso lutondo com
as praca, pelo que admoeatoi-o obre o sen pro-
cedimento e o fia seguir para a estaoio, onde se
conservou at que V. J. ordeaou sua liberdade.
Releve V*. 8. qne nesta occasio lastime que a
autoridade que aoj oumprir seu devores ve-


a
MUTUAUM
mmmi^mmmm



Diario de PcrnambucoTcrfleira *?3 de Margo 1886
4









ja-te constantemente contraviaaa por aquellas
meamos que deviam ser os primeuos a coadjuval-a
no p diciamento do districto.
iiMirraeiite, p rm, aisim nao acontece ; ha-
vendo at quem proposit lmente se preste a adul-
terar qualquer facto que se d i neste districto.
Dens guarde a V. S. Illm. Sr. Dr. Antonio
Domingos Pin'o, muito digno chefe de polica da
provincia. O subdelogado, Joaquim de O-juvtvx
Cordeiro. ., ,
Secretaria da policia de Pernambuco, de
Marco de 1886. ateae. O rett.ap, Joa-
quim Francisco d* Armda.
Thesaii ro- fr vi anal
DESPACHOS DO DIA 22 QK MAR^O
Alexandre Joae da -va, Antonio- Soares Ra-
poso e Laureutino Antones Mondes.- Ao Uonsu-
fado para attender.
Pret do corprde pilsaiafc.xa isnfjne.
Nicai da Silva"-Qiftoiao Ao Sr^ewtatador para
seu conhecimento e ao Coutencioso para lavrar
termo definitivo.
Osear Di'Stibehux. Satisfaga o Contencioso a
exigeucia da Coutadoria.
Joo P. de Miranda Costa.Nao constando des-
te Tbesouro a losaco e appro /aco desta com re
ferencia a casa de que se trata, nao ha que defe-
rir.
Antonio Lopes de Siqueira Campos. Certifi-
ue-ee.
Jos Augusto Al ves de Carvalho. Satisfaca a
exigencia do Dr. procurador fiaca1.
Estrada de ferro do Limoeiro. Escripture-se
a divida.
Jos Joaquim de Asevedo.Junte-se copia das
inforraacea.
Antonio Francisco da Cruz.-Informe o *r. Dr.
administrador do Consolado.
Prets do corpo de policaPague-se.
Clemente Goucalves N-to, Anuunciada Camil-
la Alves da Silva, Henrique Cavalcanti C, e
Manuel Jacintbo Pacheco.Haja vista o Sr. Dr
procurador fiscal.
Jos Auguatu Alvcs de Carvalho e officio do Dr.
procu ador dos feitos.Informe o Sr. contador.
Anna Seuhoriuba M-mteiro Pessoa e Gaspar do
Nascim-mto R-gueira Costa.Facanse as oras
da portara de ticen; i.
KtvSTA DiARIf
(oemltia provlaclalNao hoave hon-
tem sesso pjr terein comparecido ap as 17 brs.
depurados.
Arenniaofoi presidida pelo Exm. Sr. Dr. An-
tonio Francia .'o Corrsia de Araujo.
O Sr. 1 secretario proeodeu 1 .tura do sc-
guinte expediente :
Um officio do secretario do goverua, transmit-
tindo copias Je officios da Cmara Municipal do
Recife, solicitaudo autorisacao para t-fftttnaro pa-
gamento de vencimeatos deviaos a guardas apo-
sentados, pelas verbas deatinadaa a outros guar-
das tambem aposentad s e que talleceram A'
commiaso de ornamento municipal.
Outro do meamo, idea, o balanco da reccita e
despesa do exeracio de 184 a 1885 e o orcamen-
to para o de 1886 a 1887 das Camaraa Munici-
paea de Olinda e Gameil.ira.A' commisso de
orcamento municipal.
Urna petico de Manad Morbosa Cavalcante,
arremataute dos impostos de sangue e mascates do
municipio de Nazareth requerendo comp-naaco
de sua divida. A' commisso de orcamento mu-
nicipal .
Outra de Manoel Soares de Albuquerq-.ie, pro-
fessor contractado da cadeira de instruccao pri-
maria do povoado Olho d'A.'ua dos Bredos, re-
querendo sua nomeacao de effectivo.A' commis-
so de instruccao publica.
Outra de Anua Xavier Bittencourt, requerendo
que se autoriae a presidencia da provincia a oo-
meal-a professora effectiva de qu ilquer cadeira de
instruccao primaria, independente de concurso.
A' commisso de instruccao publica^
Em seguida dssolveu-se a reanio.
Iiitlrucro PublicPor actos da presi-
dencia da provincia, de 12 do corrente :
Foi dado acetsso so profesaor Joaquim Manoel
de Oliveira e Silva da cadeira de 1 entrancia de
Tegipi, para a de 2a entrancia da Boa Viagem ;
Foi exonerado Pedro Carneiro Leio do cargo d<
delegado litterario da Ponte de Oarvalhos, sendo
nomeado para substituil-o Joaquim Carneiro Lins
de Albuquerque.
Foram nomeados :
Professora publica da cadeira mixta de b'urubim
M ria Livramcnto da Silva ;
Profcssor publico da cadeira do sexo masculino
em Tegigi Aurelio do Prado Ribeiro da Cunha.
Empresa Boldrlnt e I- Milone
Esta t-mpreza deu-nos, sabbado 20 do corrente, no
theatro das Variedades da Nova Hamburgn, um
espectculo vanado, no qual istraram os novos
artistas ltimamente contratados no Rio de Ja-
neiro, no intuito de augmentar a companhia, que,
j trabalhava nesse thatro.
Ti vemos occasiao de ouvir, pela primeira vez,
a distincta prima-dona soprano a Sra. Ersilia Cor-
tesi, que, si m f-izer-lbe favor, podemos affirmar,
correspondeu a espectativa que nos inspirava o seu
nom? e confirmou os crditos de que vinha prece-
dida.
Ouvimol-a primeramente no miserere do Tro-
vatore, de Verdi, acea de alto valor dramtico,
em que a sympathija actriz deu exuberante pro-
va de seu talento, tornando-se merecedora dos
applau80S que lhe foram prodignlisados.
Ouvimol a dep .a^o duotto cmicoCrispim e
a Comadre, en que tomou tambem parte o Sr.
Dominici, e forca confemar qoe, ainda ncs'e ge-
nero de msica c imico-lt;eiro, a illustre cantora
tirou ae com a mesma bravura seno com raais
vantagem.
Sua voz volumosa e rxtenaa e bm educada.
Canta com muir expresan 9, vocalisund sobre-
todo, coro muita facilidade.
Qlauto a Sra. Rova.u a Bsjcci, prima-dona
soprano, a impresslo qne nos causou a sua melo-
diosa v iz, foi das mais agradaveis : canta com
gracA e dotara.
Entretanto, seua movimantos reaentiram b. de
ponen nina icJ ', o que, naturalmente, se d-ve at
tribuir no viivcl acanhamento, de que estuve do-
minada.
E'do suppdr que s m -Ihante in dente dcsap-
puroca, logo qu". a sy.npatoica cantjra se familia-
rise com o uosso publico, que nao deixiu de ap-
plaudil-a.
Ouvimos, tambem, a Sra. Manon An lre, can-
tora ojmica, que reveloi-se urna artista mtelli-
^enfa, giaciosa e de voz agrad .v I.
Cantou com muito espirito a canelo Jas ax ca
Jos S de CoruevilU, no desempenho da qual
foi frenticamente applaodida.
Iiiiuo.v.v Imentc a companhia, roorgan6ada
como se i>cha, com artistas te real merecimento,
merece os n isaos louvorea e torna-se credora da
animacao do maso publico, amanto do theatro,
animacao que se deve tr^duzir pela concurrencia
as noites de esnectaculo, igual a que teve a em-
presa no sabbado ultimo
Sao este? os nossos votos.
Ooverno <'o Itispstdo A Auro~m, de 21
do corrente, publicoa h seguintc porfsv-ia pmdo em
concurso urna cadeira de pr benda inteira e a re-
sulta de meia prebenda da ca'hedral de Olinda :
D. Jos Pere'ra da Silva Barros, por merc de
Detis e da Santa S Aposfolici, biapo de Olinda,
do conselho de S. M. o imperador, etc.
Aos Rvms. congos de ineia preb -nda, e a
todos os sacerdotes seculares do nosso biapado,
saude e paz no Senhor.
C de prebenda inteira da nos i santa igreja catbe
dral, por norte nataral do respectivo possoidor,
conego Antrnio Marques de Castilha, pomos a con-
curso pelo presente edital a referida cadeira, e a
resulta da de meia prebenda. Os Rvms. conngos
de meiu prebenda de nossa cathedral de Olinda, e
sacerdotes S' culareg qne quizerem se oppdr essa
cadeira de prebenda inteira e resalta da meia pre
benda, apresentem-se dentro do praso de 3'Jdiss,
a contar desta data, enm os seos requerimeotos
instruidos das habilitaeSes exigidas pela l>-g laco,
qoe rege a materia, mais documentos em seo favor,
e eerridoee de vita et moribtu. E feito o concurso,
proporemee 8. M. o imperador, tres dos mais be-
nemritos e dignos, eonfbrme os Sagrados Cano
es, Oonc. Trid. e .otras dispoaicoes. Dado e
aliado, no palacio episcopal da Solda4a, aea 16
de Marco de 1886. Eu, padre Valeriano de Alie-
luia Corroa, eseri vo da cmara ecoiosiaabea, qne
0 escrevi.+ Jea, bispo diocesano.
A mesma folba di qoe, de 12 a 18 do cor-
rente, foram pastadas :
ProrJs > de vigario para a fregaezia da Itama-
raca, nesta provincia, por tempo do un amsora
favor do Rvd. Francisco Urbano da Silva, remo
vido da de S. Goncalo d.i Una.
Iden. da freguesia da Independencia, na Para
hyba, a favor do Rvd. Wallrido Soares dos San-
tos Leal, por saais um anuo.
dem, para a freguesia de Patos, na Parahyb h
por mais um anno, a favor do Rvd. Martinho Co-
deso.y Martnez
dem, para a froguezia de Campia Grande, na
Parahvha, por mais um anuo, a favor do Rvd.
Luis Francisco de ^all's Pessoa.
Iden, pasa a freguezia do Catle do Rocha, na
P .rah f ba, por mais um anno, a fmvor do Rvd. lzi
dro Auvaresda Silva.
Idoia,. pira'fregassia do Pae de Camansusoe,
o Akgoas, por um anno, a tavor do Rvd.. Joii
da Vu lea, de eoaijutor para a fregaezia da Gloria
de Goita, noata provincia, por tn-iis um auno, a ta-
sar do Rvd.Taoraaz C j-lho Bstuaa.
Id*, idem. para a iregoeziaido Prineip?, M
Rio rrande do Norte, por mais so anno, a favor tres
do Rvl Francisco Raphael Feraaadea.
Ideo, dem, pira a freguezia de NossaTSenhors
do Rotarlo de Goyanna, nesta provincia, por tempo
de um anno, a favor do Rvd. Joao Franciseo Fer-
aandeu.
Iden idem, para a freguesia do Brejo da Madre
de Deus, nesta proviuc'a, a favor do Rvd. Amo-
nio Jo de Araujo, por tempj de um anno.
dem, ide'D, para a freguesia de Cajaseiras, na
Parahyba, por tempo de um anno, a favor do Rvd.
Luis .los de Araujo.
Iden, do uso.de ordena, a fvor do Rvd. conego
Dr. Leonardo Antunes de Meira Henriques, resi-
dente na capital da Parahyba.
I ten, dem, a favor do Rvd. Flix H rineto do
Reg, residente na freguesia ds Matnanguape, na
Parahyba.
dem, idem, e do ciufeaaor, a favor do Rvd.
Jos .'anuario Pereira do Lima, residente na fre-
guesia da Independencia, na Parahyba.
dem, dem, e de pregador, a favor la Rvd. Fr.
Pedro da Punfieacao Paes e Paiva, carmelita,
residente no convento do Carn desta cidade.
dem, idem, idem, a favr do Rvd Jos Paulino
de Auilrade, r- bidente em Olinda.
dem ,dem, idem, a favor do Rvd. Joo Fran-
cisco Soares de Medciro3 r s: lente em Olioda.
dem, idem, idem, a favor do Rvd. Antonio do
M'inre e Silva, residente em Agua-Preta, neata
provincia.
Porla'ia exoneran lo a seu pedido, o Rvd. Joo
Antn o Rodrigues, da freguezia de Itamarac.
dem c 'ueedend > 3 meses de licenca para au-
sentar ae de sua paroahia de G lyanmnha, no Rio
Grande do Norte, a favor do Rvd. conego Idalino
Ferna idus de Souza.
dem, e carregindo o Rvd. Luiz Jos Ccrveira
da regencia da freguezia de Goyanninha, na au
aencia d> respectivo parocho.
dem, encarregando o Rvd. Antonio Qenerjso
Bin 1 ira. da regencia da freguezia de Itamb,
nesta provincia, durante a ausencia do respectivo
parodio.
dem, concedendo licenca indeterminada ao
Rvd. Henrique Leopoldino da Cuuha, vigario cal-
lad d3 Cajaseiras, na Par hyba, que por motivos
de molestia se ach mpossibilitado de reg-l-a.
I em, encarregando da regencia d asa fregue-
zia d > Cajazeiras, na qualidade de pr >-p iridio,
ao Rvd. Luiz Jos de Araujo.
WorlcdaiM* foop*rnllva tas i vernal
N'um prospt'eto imnresao e distribuido pelo Sr.
Rugnier, director fundador da Sociedade Coope-
rativa Universal, da qual ja nos oceupamos ligei-
rameote, se indica qual o fim e intuitos dessa ::s-
sociaco, que deve compor-ae de capitalistas, fa-
bricarles, comprador-8, representantes e directores
de empresos manufactureras, ag^icolas e indus-
triaea
O s'u fim pela mutua unio e cooporaeo
conve gente dos eaforcos de todos os aasociados,
desenvolver as re'acoes counm rciaes, agrcolas e
industriaes entre a Fraiifa e o Brasil, Rio da
Prata e Chile, estabelecendo um representante em
cada tima das priacipaea cidades dos pases inte-
ressados, para levar por diante os seos grandes
intuitos.
Ente representante, diz o prospecto, aaseciado
ao m".imo tempo e sob o meamo titulo aos eutroa
iotereHaados, vivendo no paiz e coohecendo a
fundo as suas necessidades e aspiracoes substi-
tuir com vantagem, e sem neuhuma despesa, os
viajan -.es e emissarios commerciaes fasendo des-
appartcer essas deapezas a favor da mercadoria.
Ente representante sa oceupir especialmen-
te dos interesses de todos os asaociadoa, tornar
a Direcco conheeedora das necessidades do mer-
cado, inculcando-lhe a* mercaduras preferidas,
maanado amostras e instrui-uea para suppril-o
d'aquellas que mais convierem ; elle estabellecer
n'um local espeoialmente reservado soeiedade
urna eipoaico permanente das amostras dos coope-
radores, verdadeiroa museos commerciaes, onde
todos os negociantes da localidade tero toda a
facilidade para vei, examinar e escolher os arti
gos que sirvr.m para o seu commercio, dar, sem
outro trabalho, as suas encanmeadas certos por
estas circumatancias c de antemo do lacro que
pdenlo auf rir.
Taei sao, ab inilio, os assumptos de que se
oceupar a asaociacio, tratando principalmente da
venda dos productos das fabricas fundadoras e
dos das outras que aceitarem as condicoes de
cooperao.
Logo, porm, que estiver definitivamente esta-
bel- cida e de -lusse de mais largos meioa de accao,
cogitar de outros negoc os taes como commissoes,
cxportaooea, importacoes e conaignacoes, creando,
para as suas peraco -s, bancos em todas as cida-
des qie os comportarem, e, como diz o citado
prospecto :
Ella proteger em Paris os seos aasociados ou
os nviubroi de suas familias que para ah se deri-
irem, tratando o* como compatriotas, facilitando-
Ihes anas transauv"-* ou pretences ;
T-jr finalmente em Paris urna esco'a especial
ondeesfiluos dos associados franceses e estran-
gairos. que des paizes onle tneionarem fixar a sua residencia,
i ahi a sua eduefo commerci! e, dopois de
habilitados, a Sociedade lhes reservar empregos
auffici.'iitementc remunerados em algum de .eus
eomftoirs, participando desde eoto, como coope-
rador- s nos lucros da Sociedade
Outras promessaa ainfa laz o prospecto, do q tal
temos praaer cm trauacrever o seguiates periodos
finaes :
De alguna anuos pora c, quasi todos os go-
vernoii da Europa, fazem gfajsjdui sacrificios para
auginjutar as suas posses^oca co'oniacs e assegurar
novoa mere a-i os ao aeu commercio de exportacao ;
esaaa tentativas de col .niaaco, cust .rain j mui-
t)8 millies e multas vidis preciosas, e aute de dar
qualqier resultado, devero anda uiilbo-; so-
bre milhese outraa muicaa vidas, sem gloria uem
proveito.
A Sociedade Cooperativa Universal, compre
hendendo pjus antes de abrir novos mercados
muito mais conveniente melhorar os que ja eiig-
tem, nao hesita em dar a prefereuca a estas mai?-
nitlcas regio '3 do brasil que sero o alvo de aeu
primriros trabalhos !aqni tu Jo acha-se reunido :
civiliaaco, fertilidade, produccao de tolas ai
iinili lades, e boas e promptaa reUcoes com a Eu-
ropa; umi nica eousa defiieiente : ocipital
iiecessario para tirar proveito das innmeras ri -
quezas que a exiguidadt de meios nao permitte
explorar.
Facilitar oa negocios a este admiravel pas,
ligal-n o mais estreit*mnte com a Franca, e p la
cooperacao do todos, obter o capital surHoiente
para nsaegurar a sua prospen lade, tal o fiui da
S cidade que para attingir este resultado faz
appelloa todos, aceitando aquelles que v limitara
mente queiram vir a ella ; aos ricos ella auu>en-
tori c- seu beu estar;todos os negociantes h nra
d-s encontraro n'e la o auxilio e protecelo de qoe
pos ain jrecisar; tornando so oop r 'ores, fi ario
aeudo aasociados, e toruando-se accionistas, ubce-
rio sempre um crdito muito superior importan
cia de suas acedes.
< Emfim a Sicedade facilitar ignasmente ao
agricultor, far mediante condicoes rasoaveis os
adiantamentoa de qoe possa precisar, far d'elle
um associado, vender seus productos pelo maior
preco. apastando d'elle as difficuldadea que h je
nao lhe permittem tirar de seos bens todos os lu-
cros que poderiam dar; ella lhe facilitar os meios
de renovar o seu material, pelos precos das pro-
prias fabricas, sem os enormes onus que pesam
boje sobrs ella.
l[ ije, mais ainda que nos primeiros tempos da
nossa historia, l'unin fut la forc > e ella se-
ment pode garantir o snocesso de an-a grande
emprna; o amo nos, pois, e que cada um traga o
seu otulo, formemos, pelo meio de obulos repetidos,
ama grande Sociedade, qne, reunindo forcas boje
espantas, aj untando intelligencias diversas e des
troinclo as barreiras qne a naturea e oa acontec-
nwntoi impoceram aos homans, far de todos
aquellea que della fizerem parte urna s familia
qne tundo as vista nicamente a felicidade e a
praa^Tiiadc de tolos os atus mombroe, garantir
a medida qne for se alargando o futuro k Socie-
dale Cooperativa Universal que ficar sob a pro-
tecelo dos rios e dos p ibres, dos grandes e dos
poquenos, e ter por divisa:PazTrabalho
Progresso.
O Sr. Anselmo Rjnier, homem experimentado
as lides mercantis, veto ao Biazil manido de ex
celentes recommendacoes do governo do seu paiz
para o do nosso, e de cartas de apres.mtaco dig-
nas de todo respaito e acatamento. *
Essas cartas e recommendacSes sao outras tan-
tas garantas d i seriedade da sa eoiiireaa, e o
faoteule j ser elle como aaaaciadas 20 importantes
fabricas fissasaas corrobora*aquella conceito.
Tassusj paisy- valiosos dastoa e fndamcsstos para
desasr paste .a Sociedade Cooperativa Universal
ach m.'rVrssMiibuco o snelbor acolbimeato, tanto
itsmi uiaas> insarease dos qoa se lhe
q u i senBsnt n 4Pr>o r av<
Asmdsias nt
' parece
qtMVl lssdade
ciooei insksatriasosse seua
HUSJMCfi-
ec
"os:
Todo o comprador que se tornar accionis'a,
receber da Sociedade um eredito pelo menos do
duplo da importancia da sua subscripeo; suas
acedes sao nominativas, nao negociaveis, e ser-
valo de garanta impirtaucia do crdito qie
eile receber.
O capital da Sociedade ser de 25 inilhes de
fian os, divididos em 50 mil acedes de 500 fran-
cos, dos quaes um quarto ser realisado logo na
tor naci da sosiedade e o resto, por decisio do
conselho administrativo, a medida das necessida-
des da sociedade preveniudo aos accionistas tres
meses antes.
O pagamento da importancia das acedes sub-
scriptas nao ser exigivel senio quan lo o capital
estiver subscriptos por inteiro.
A sociedade ter o direito, sob aviso da di-
recco e approvacao do conselho da administraco,
de elevar o seu capital a 100 milhdes de francos.
c Todos oa anuos ser feito um inventario geral
dos negocios feitos pela sociedade sobre os benefi-
cios lquidos rcaliaados, serio retirados 6 p ira
o capital e o mus ser repartido como segu:
Ao capital 25 /..
Aoa fabricantes 20 f0 ao pro rata da impor-
tancia das commissoes conce-iidas a sociedade.
o Aos comp adores 20 o/0 ao pro rata da impor-
tancia de suas compras j sal iadas.
A direcco 35 /0 para diviir entre todo o
pessoal ao pro rata 03 ordenados.
A Illa*trac anno da IUustracao, revista de Pertugal e Brazil,
impressa em Hariz. Tras miguificas gravuras e
b >ns artigos.
O Krijiixi' do tboliclnniNmo E' o
titalo do 2 opsculo publicado na corte pelo Sr.
Dr. Joaquim Nabuco. Encontra-se em casa do Sr.
Nmna Pompilio, ra do Bario da Victoria.
Vlsilta pnoloral S. Exc. Revma. o Sr. D.
Jos Pereira da Silva Barr ;s, digno biapo d'esta
dioeese, parti no dia 20 do currente, em visita
pastoral, para as freguesias da Escala. Gamelleira
e Palm-res.
S Exc. Revma. deve regressar em meiados de
Abril.
Club Emancipador -Par?, o dia 27 deste
m z est annunciada a teaaio magna de anniver-
sario deat- club, a qual ser realiaada oa sua res
pectiva sede, s 6 horas da tarde.
Sero diatnouidas ntio 29 cartas de liber-
dade, obtidas pelos consocios e outros cava-
he iros.
Faculdadc de DireitoFoi este o resul-
tado dos actos acadmicos de hontem :
Direito eceUsiattico
Nathan Servio Ferreira, distinecio.
Candido Alberto Bodr da Motta Jnior, plena-
mente.
Direitos contlilucional e romano
Antonio Coelho l'iiibeiro, plenamente.
Sebastiio de Vaseoncellos Gal rio, dem.
Joo Rodrigues de Albuquerque, idem.
Manoel Soln Rodrigues Pinheiro, idem.
Francisco Jos Pinto, idem.
Antonio Ti xeira F.ntee, idem.
Thomaz Pompeu Pinto Accioly, idem.
3 anno
Jos Ferreira Munis, plenamente.
Luiz Vossio Brigido, simplesmente.
Bonifacio de Aragio Faria Rocha, idem.
Pi Alves de Sio 1? .aventura, idem.
Gil Pedro Pereira da 8ilva, idem.
5o arnio
Sebastiio Ildefonso do Reg Barro?, plenamente.
Jos Alves da Assumpcio Menezes, idem.
Vicnte Saraiva de Uarvalho Neiva, idem.
Jnventino de Miranda Cabral de Vaseoncol'os,
idem.
Abel de Souza Garca, idem.
Joio Vicente ^falentim, idem.
Joaquim Raymundo da Cunha Libo, idem.
Estes ultimo i receberam o respectivo grao de
bacharel em acieueiaa jurdicas e sociaos.
I'erinpntos leve Ante-hontem, s 11
horas da noite, na praca Pedro I, da parochia de
S. Fre Pedro Goncalves do Recife, um individuo
conhecido por Bio, carroceiro de pr~>fissao, ferio ao
pardo Joo Bernardo R-tm >s, dando-lhe dous gol-
pes na regiao lombar com um compiaso
Bio aodava intrigado com Joo Bernardo, e
aproveitou o ensejo de encontral-o para feril-o pe-
las costas
O delinquente evadio-so e o ferido foi recolhi-
do ao Hospital Pedro II.
Trini; e el llhertacoeR -O Sr. Dr.
Jos Minoel de Barros Wanderley, senhor do en-
genho Belem, de IpojuCa, e que, ha bem pouco
tempo ha ia libertado gratuitamente a quatro de
seus melhores escravos, acaba de completar a obra
de caridale que em tai boa hora iniciara.
Asaim, a ite-hontem, naquelle engenho e acban-
do se em companhia re alguns de seus amigos i
lavradores, concedeu liberdade a todos quantos
escravos tinha ainda em seu poder, em numero de
dezenive, d'zlito sen onus de especie alguma, e
um, in-mor com a clausula de se conservar em sua
" nnp inhia at a maioridade.
Lliithusiasmados cora a digna &c;o qoe acaba-
viin de pre-enciar, os Sra. Viceite da Cunha Sou.
to Maior, autino lo Reg Barros e Antonio da
Cuuha "'out-i-M i ir, lavradores do referido enge-
nho, por sua vez libertaran), o priineiro um escra-
v >, o 8"gun lo uma]escrava, nicos que posauiam,
e o terceiro, que tinha dous, tambem a nma escra-
vi, sendo sem un :s de especie alguma s libertaedes
concedidas.
Por sua vez o Sr. Dr. Clementino de Mosquita
de Barros Wanderley, digno prente do Sr. Dr.
Jos Manoel, e propri -tirio do engenho Para, tam-
oen de Ipojuca, e que hi piuco tetnoo altorriare
dous escravos, gratuitamente, libertnos reatantes
em numero de quatorze, no meamo dia de ante-
honre m.
R" com a maior sitisfacao que registramos o
facto d'esta concessi i de tnnta e seis cartas de
liberdade. e os nomes dos que convictos de que a
sal vi.cao da lavoura est no trabJho livre, proce-
de rara de modo tSo digno de louvoros.
Tiro e ferlmento -Na noite de 11 para
12 do corrente. dirigiiido-se um escravo de nome
Venancio, casa de Joanna Maria da Conceicio,
moradora no lugar denominado Velloso, do termo
de Bonito, disparou sobre ella um tiro de espin-
garda, depo3 de havel-a insultado com palavras
injuriosas.
Os projoctis attingram um menor que eslava
dormindo, ficandi o mesmo com a orelha esquerda
decepada.
Contra o delinquente, que evadio-se, procede-se
nos termos da lei.
Penro acadmica O Sr. Dr. Asscnco
Mascarenhas preteude abrir amanbi, no 2o andar
do predio n. 15 da ra do Imp ratriz, um esta-
belecimento de hospedagera com i titulo Penslo
acadmica.
All haver um curso do direitos natural e roma-
no ; e mediante 60S000 mensaes, cada pensionista
ter casa, criado, comida, banho e luz, podendo, se
quizer, sem mais estipendio, assistir ao referido
curso.
ExpoNlcao de amostras-E no dia 29
do corrent i que se abrir a exposicio de amostras
das 20 fabricas francesas queja fazem parte da So-
ciedade cooperativa Universal, sendo a inaugura-
dlo teita no predio n. 46 da ra do Imperador, es-
tabeiecimento dos Srs. G. Lap>rt & C, represen-
tantes da referida sociedade.
A exposico durar at 8 de Abril vindouro.
Conflicto e ferlnaealo Ante hontem,
cerca de 6 1/2 horas da tarde, em pos o recolhi-
mento da procissio que havia sabido da igreja do
Livramento, e quando j regressava para o seu
quartel a guarda de honra do 2 batalhio de in-
fantaria, deu-se um lenbido cjuflicto entre duas
bandas de caooeiras, ama que seguir na recta-
guarda da citada guarda de honra, e outra quo
com aqudia re encontrn e qne a espera va na ra
de Maroiiio Das e beejo da Penha.
O conflicto ro renhido, e delle sahi.-am feridos
tres dos eapoeiras, sendo ioua por tacadas e um
por patada, e mais o crioulo .lipio dos Santos,
sendo este com urna fac la do lado direito do ven-
tre, feriment considerado mortal.
Os eapoeiras feridos, bem como os demais das
duas bandas evadiram e; e Alipio, que era mero
espectador e que nio tomara parte no conflicto,
foi levado para o hospital Pbdro II.
Proclamas de cnsamenios Foram
lidoa na matriz de Affogados a 21 do corrente os
seguintes:
De Tbeotonio da Costa Torree com Eutiquia
Mara Torres.
Phlomeno Raymnndo Nunes Lima com Rita
Dina de Oliveira.
De Manoel Jos Fernaades Barros com Ana
iAI xandrina da Costa Martina.
missiao Bedosf>toraNo theatro
asa Variedades, s 10 horas da manh, e oam a
cosssaaia solemnidade a Cossajissic Re iastpojra
e, obtidas.- cam o
o provincial.
i tsonxe >anra :
923800
50 cartas deltlibe:
do fundo do
ielroO vi
Hermes Fonseca $ C-
O vapor Jaquaribe levou :
Do governo 20:000*000
De particalares 40:515500
Pastqaiao e a -taina de \apoleio
III. Relativamente a questio do monumi nto a
Napoleio-na Italia, Pasquino expo a gna proposta
oos seguintes termos:
A historia do monumento Napoleo III j
est enfadonha e me parece mais que tempo de he
por termo. Mas urna vez que nenhuma das duas
partes quer darse por vencida, creio que se po le-
ra ch'gar a urna transaccio honrosa para ambas.
Assim. offereeo-me como mediador.
O monumento deve ter um pedestal, e sobre o
pedestal se dever neceasariament esculpir urna
inscripeo, noi i vero f
Pois bem, porque nio gravar duas? Urna alian-
te c outra atraz, urna no sentido dos napoleoniatas
o a outra na dos antinapolionstas ?
8e a minba proposta agradar, eu apresentarei
j ambas promptaa.
E as cederei gratis pro bono pac.
Eil-as:
1.aA' Napoleo III, que apesar da sua Fran-
ca sempre inv-josa das felicidades de ontros
com as victorias de Magenta e Solferinoe com a
proclamadlo do principio de nio intervencio, poz
as bases1a unidade e da iudep-iicia da Italia
com a monarchia da casa do Saboia.Os milane-
zes como os primeiros italianos Iivresdo jugo
estrangeirorecj.ihecidos.este monuraonto lhe eri-
giram.
2. Yo homem nefastoque pisando aos ps
oa direitos da democraciacontribuio para t'aser
da Itili*um reino sabandompedindo"ue o
p>vo expellisse o ostrang-irosom os proprios es-
treme ementos o se constituas em Repblica
moda Francezaon em Repubqaeta, mida
da E la le Media.Oa radicaeaa quem foi tirada
a occasiao d-i terem presidente cnsederam que
fosse levantado este monumento de infamia.
*. reclame- no Japio. Um livreiro de
Tokio fjv inserir nos j irnaes o seguinte annuncio:
Vantagens da nozsa caa :
1. B m mercado como a lotcria.
2. Livroa elegantes como urna joven artista.
3. Caracteres claros como o crystal.
4. Papel espesao como a pelle do elephmte.
5. Oa vis tintes serio tratados como o seriara aa
duas dmpinbias rivaes de navegacio vapor.
6. Artigoa numerosos como os d'uma bbliotheca
publii-a.
7. T'abalhaJores expidtos com a rapidez d'uma
bala de eanhlo.
8. Oa pacotes serlo feitos com o meamo cuidado
que urna esposa amorosa applica nos expediedes
que ella faz a seu marido.
9. Os jovens que fre mentarem os noasos arma-
zens deixarlo a vida ociosa e dissipada e se torna-
rlo homens serios.
10. As outras vantagens que ofterecemos sao
muito numerosas para que poseamos contal aa.
Posto que os japonez-a se pesaain chamar os
operarios da ultima hora, em rlacao aos modernos
progressos, comtudo parees q ic elles querem su-
perar aos que os teem precedido. Da indicado
cxemplo 8" v que'a reclame japonesa nio deixa
nada a desojar.
HvKiene e allmentacao.A organisa-
co do u-n cdigo torna-se indiapensavel para a
descoberta e estulodas falsifi edes de algumas
das substancias alimentares. Ei3 aqu urna prova:
Fabricase leite com amido, gomma arbica,
clara de ovo e gelatina.
Mauteiga com sebo de bezerro, greda e marga-
rina.
Q ieijj com fcula de batata ou outras qualida
pes de amido, gordura, e s vezes sulphato de 2in-
co para ter sabor picante, e para preserva 1-o da
putref celo e trnalo mais consistente, pequeas
quantidades de sulphato de cobre.
Ervilbas com ervilhas pardas communs cosidas
n'uma infusio de verdete 3 d'asna.
A farinha com ossos de carneiro, gesso, alumen,
carbonato de magnesia e sulphato de zinco.
Vinho com cidra, melaco, alcool, .cidos trtrico,
tnico e stilphurico, alumina, chlorureto de sodio,
folhas de louro cereja,com mil outras substan-
cias de natureza idntica.
Carreja, com a chicorea, folhas e casca do pao
da genciana, cabecasde papoulas, pao deguaiaco,
do jusquiamo, e da coca com que se atordoam os
peixes. Para dar a estas misturas consistencia,
sabor e cor, emprega-se a agua de cal, despojos de
vitella e cavallo. Certos fabricantes de cerveja fa-
zem-na com as turfas, outros com a noz vemi:a e
as5coloquintadas.
0 cha se falsifica com folhas de treixo, de sabu-
gueiro, do choupo e com excrementos de bichos de
seda.
O chocolate com pi torrado, reduzido a p, ar-
ga da cor d'ocre, carbonato de cal, felpas de ca-
cao pulveriaado, tudo misturado com sebo de ca-
vallo ou de ci e aroraatisado com um pouco de
biuuilha ou de canda.
O caf, i pimenta, a ehicorea, o sal e quasi to-
das as outras substancias de um uso quotidano,
por toda parte soffrem semelhantes falsiheaedes ou
alteracdea.
Um americano levou a ingenuidade a ponto de
imitar ovos A clara do ovo imitada mediante
urna mistura de enxofre, de" carbonato e de mate
ras graasaa tiradas dos matadouros e tornadas es-
corregadicas.com mucilagem. A gemma com-
posta de sangne, de pbosphato de cal, de magne-
sia, de muriato d'ammonico, de cidos oleico e
marg inco. O amarello de chromo fornece a cor.
O gypso (gesso de Paria) o carbonato ae cal e o
oxydo de ferro servem para coufeecionar a casca.
U na vez a casca formada, a clara de ovo ah in-
troinzida por um furo na parte mais pequea, ad-
here aos dous lados, ajunta-se depois o amarello
que se cobre com urna nova carnada d'albumma.
O buraco techa-se com cemento. Depois, d se
lustre ao ovo.
A polica em LondresA orga lisacao
da policia inglesa de urna grande simplicidade.
Tem ella poucos quarteis, e poucos empregados se-
dentai ios.
A frente da instituico acha-se o tenente-coro-
nel H-nderson, com o ttulo de commissario geral,
e um sold superior a nove contos de ris. Trm
este s ordens dois commissarios, com perto de
sete contos de vencimento cada um, um homem de
lea, e .rao conselbeiro, cera mais de quatro con-
tos ; trez intendentes de districto e um inspector
geral.
O ncleo da forca constituido por 24 commia-
sarios de districto, 637 inspectores, 1,^37 sargen-
tos e 11,151 agentes (constable). Tem, alm d"is-
so, a city urna polieia especial composta de 885
homens. A totalidade pois de 13,765 homens
para urna populacio de 5,2.X),000 habitantes ; isto
, um agente por cada 33 htbitantes.
A organiaacio actual cuata muito cara por isso
que, termo medio, cada homem cuata por anno
mais de 404 i isto mais de 300j de sold; e
perto de ris 1005 como indomnisacio de aloja-
raento e vestuario; mas os resultados melhoram
de anuo para anno.
Dr-smo8 a proposito, e como justificaoio, que
em 1884 houve alli dezesseis asaassinatos, o que
deu logara deseaseis prsdes, seguidas de sete
condemnaedes pelo jury ; 145 tentativas, haven-
ao destas 106 condimaaedes Deve porm terse
presente que em Inglaterra a prova de um crime
ou de um aeiicto compete exclusivamente ao ac-
cuaador, porquanto sem isso nio se interroga o
processado, e nota-se-lhe mesmo que nio faca de-
claracdes que o compromettam. Temos de eonfes-
sar que singular este aystema !
Alm diseo, nem o fiscal, nem delegado algum
da administracio acompanba com a sua autorida
de as diligencias da policia : esta procede com a
ana propria iniciativa; e quando haja prisio ar-
bitraria, ou se nio pro ve o caso devidamente, a
policia nio s eeusnrada pelos tnbunaes, pelo
parlamento e pela imprensa, mas tem com fre-
qu -n a do abonar oa prejusos e damnoa.
Oa seus agentes devem comtudo ter aptiddes
especiaes, grande iotolligencia, energa e seren-
dsde. Assim procede pois a polica eom mto
cuidado na admissio dos seus membros, os quaes
sao cuidadosamente educados para o fim a que se
destinan), pratioando constantemente.
Na occasic de se admittir algum agente novo
paesa este a urna escola preparatoria na qual per-
manece de treze a quinao meses ; alli aprende a
theoria de officio, e se habita a tranquillidade de
espirito, a paciencia, e a nrbanidade, to necessa-
ria nos exercicios de seu cargo.
Quando teem prestado <-lgum servico alo sem-
pre considerados pelos seas ch-fes, e estes contri-
ouetn para manter o bom espirito de corpo por
meio de frequentea reunidos, conferencias e leitu-
raa. Tanto os casados como os solteiros esto
aquartelados por ginpos similares, no districto em
que prestara servicos. No centro de Londres, por
exemplo, em um edificio chamado -'andrigb m
Buldinga este tem alojamento coramodo e espa-
cioso para 67 familias de agentes.
Os chefes da policia dio grande importancia ao
aquarte lamento destas forcas. porque nio s fa-
vorece a disciplina, mas tambem a responspbili
dade, a emulacio, e abnegaco. Do seu carcter
de prudencia ha poucas excepedes ; no anno de
1884 apenas foram excluidos 143 membros da po-
licia, retiran lo-se do ser/ico 127 voluntariamente'
_ Aoa actos meritorios que praticam d se publi-
cidade, e a recompensa e imrnediata. Aqu depa-
raos estes apontam?nlos, para fazer ver o que a
policia ingleza.
ellees. Eflvduar-se ho:
Hoje :
PZo agente Martins, s 11 horas, na ra do Im-
perador n. 16, di- predios.
Pe/o agente Burlamaqui, s 11 horas, na ra de
Marcilio Das n. 55, de dividas.
Pelo agen'e Pestaa, ao meio dia, na ra do Vi-
gario n. 12, de predios
PeZo agente Pinto, as 11 horas, no Chacn, casa
de residencia de Henrique Oetti, de movis, lou-
eas, vidros, livroa, etc., etc.
Amauhi :
Peo agente Pinto, s 10 horas, na ra de S.
Joio n. 83, do estabeleciraento ahi sito.
Velo agente '-'into, s II horas, na ra Bella na.
42 a 4, dos terrenos ahi sitoa.
Pefo agente Martn*, s 11 horas, na ra do Vi-
gario n. 7, de movis, loucaa, vidria, etc.
Peto agente Gusmao. a 11 horas, na ra do
Commercio n. 2, dos movis e peitenc s do Hot 1
Unvers >.
Pelo agente Alfredo Ouitnardes, s 11 horas, na
travessa dos Exp stos a. 16, de movis, loucas,
vidros, etc.
Missas fulleare. Serio celebradas:
Hoje :
A's 8 horas, na Ordem Terteira do Carmo, por
alma de Genesindo B. de Vaseoncellos.
Amanhi :
A's 7 horas, na Ordem Terceira do Carmo, por
alma de J >s Antonio de Macado Lopes.
Sexta-feira :
A'a 8 horas, as matrizea de Santo Antonio do
Recife e de Palmares e na capella do engenho
Gravat, or alma d D. Francisca Xavier Caval-
cante Ferreira ; s 8 horas, na matriz da Boa-
Vista, por aira i de D. Odorica Argentina dos
Santos.
Sabbado :
A's 8 horas, na ig eja do Rosario, pir alma de
Bernardo da Costa Carneiro.
Passagelros Che.gadis dos portos do sul
ao vapor nacional Mandahu:
Dr. Laudelino Cmara e um criado, Jos Por -
firio da Costa Lima, Francisco Bernardo de Li-
ma, D. Maria Olympia Loureiro, D. Jovina Adu-
laide Loureiro e Thomaz de Aquino da Silva Lou-
reiro.
Sahidos para os portos do norte no vapor
Jagiiaribe :
Dr. Miguel Joaquim de Almeida Castro, Dr.
Francisco Xavier Monteiro da Franca, Dr. Gal-
dino Sarapaio, D Maria BelPtrt de Oliveira, Joio
Francisco S. Medeiros, J. Paulino de Andrade,
Joaj E. T Guerreiro, Antonio Tondella, Antonio
D. dos Santos, Manoel Z Alves de Oliveira, 2
pracas da companhia de ufaneara da Parahyba,
2 ditas da companhia do infamara do Rio Gran-
de do Norte, Joio P. do Castro Pinto, V. Pache-
co, F. Ignacio, M. Araujo, Dr. Cabral de Vaseon-
cellos, J. Pereira, M. Pereia, Alipio Silva e M.
Accioli.
Casa de etenri&o Movimento dos pre-
sos no dia 21 de Marco :
Y^-''"-" praso 62, enbaram 10, sahiram 3,
existem 289.
A saber:
Nacionaes 264, mulheres 4, estrangeiros 6, es-
cravo sentenciados e procesaados 7, ditos de cor -
recelo 8Total 289.
Arracoados 263, sendo : -bais 851, doentes 12
Total 263
Nio houve alteraclo.
IiMeria'dA strovosiera Sabbado 27 de
Mareo, se extra oir a lotera n. 45, em bene-
ficio da matriz de.Serinhlem.
No Consistorio da igreja de Nossa Senhora da
Cdnceicio dos Militares, se achario expostas as
urnas e as esphems arrumadas era ordem numeri
ca, apreciado do publico.
olera do BioA 2' parte da lotera n
363, do novo plano, do premio de 100:00*0000,
ser extrahida no dia .. do correte.
Os bilhetes acfa*m-ee venda aa Casa da For-
tuno ra Priineiro de Mareo.
Tambem acham-se venda na praca da Inde-
da ns. 37 e 3b.
Lotera Rxtraordlaarta do Vpl-
ransaO 4 e ultimo sorteio das 4* e 5 series
desta importante lotera, cujo maior premio de
150:000*000, ser extahida a 9 de Abril.
icham-se exposto a venda os restos dos bilhe-
tes na Gasa da Fortuna ra Primeiro de Marco
n. 23.
Lotera de Maeeio de SOOtOOOAoOO
A 20' parte da II* lotera, cujo premio grande
de 200:0000000, pelo novo plano, ser extrahida
impreterivente no dia 23 da marco s 11 horas da
manta.
Bilhetes venda na Casa Feliz da pracada In -
dependa ns. 37 e 39.
Lotera do MaranhSo A 1 parte da l1
oteria detsa provincia, em beneficio da emancipa-
co e Santa Casa de Misericordia, cujo maior pre-
mio 50:00040.0, ser extrahida no dia 26 de
marco.
Os bilhetes acham-se venda na Casa da For-
tuna, ra Primeiro de Marco n. 23.
Matadonro Pablico. Foram abatidas
no Matadonro da Cabanga 78 rezes para o consu-
mo do dia 22 do corrente mes
No mesmo estabeleciraento foram abatidas
para o consumo do dia 23 do corrente 79 rezes.
Mercado Municipal de M. Jone.O
movimento deste Mercado nos dias 21 e 22 do cor-
rente, foi o seguinte:
Entraran] :
64 bois pesando 10.599 kilos.
1.315 kilos de pcixe a 20 ris 26*300
23 tabolcirop a 200 ris 6600
64 cargas de farinha a 200 ris 12*800
16 ditas de fructas diversas a 300
ris 4800
29 auinos a 200 ris 580 Foram oceupados:
41 columnas a 600 ris 241600
88 talhos de carne verde a 1*000 88*tHi
29 ditos de ditos a 2J 58JO00
59 compartimentos de taiinha a 500
ris 29*500
43 compartimentos de comidas a
500 ris 21*500
143 ditos do leguraes a 400 ris 57*200
34 compartimentos de suino a 7U0
ris 238(X)
22 ditos de fressaras a 600 ris 13*200
Deve ter sido arrecalada neste dia a
quantia de 352*100
Precos do dia:
Carne verde a 640, 480 e 320 lis o kilo
Suuos a 600 < 501 ris idem.
Carneiro a 800 e 1*000 ris idem.
Farinha de 320 a 641 ris a cuia
Milho de 240 a 400 ris idem.
Feijlo de 610 a 1*280 ris idem.
Cemlterio publicoObituario do dia 2q
do corrent' :
Vicencia Maria da Conceicio, Pernambuco, 30
annoa, solteira, Boa-Vista ; tubrculos pulmonares.
Joaquim Jos de Oliveira, Pernambuco, 21 an
nos, soltdro, Boa-Vista,* bronchite.
Marcolina da Rocha Leal, Pernambuco, 48 an-
nos, solteiro. Boa-Vista; enterite.
Antonio Francisco dos Santos, Pernambuco, 67
anuos, viavp, Boa-Vista ; anemia.
Francisco Raymundo, Ceir, 80 annos, solteiro,
Boa-Vista ; tuberculoso.
Manoel. Pernambuco, 3 annos, S. Jos; con-
vulades.
Tito, oscravo, Pernambuco, 40 annos, solteiro
Boa-Vista; diarrha.
' Litis, Pernambuco, 9 meses, 8. Jo*; es-
pasmo.
CHRONICA JDICIARIA
Junta Commerci al da cidade de
Recife
ACTA DA SESSO DE 18 DE MARCCi
DE 1886
PKE8IDESCIJ. DO ILLM. SR. COHMBHDADOB aSTOBIO
OOMEB DE MIRANDA LEAL
Secretario, Dr. Julio Guimar&es
A's 10 horas da manh declarou-se aborta a
sesslo, estando presentes os Srs. deputados (Jun-
to Bastos, commendador Lopes Machado, e Bel-
tro Jnior e o suppleute Hermino de Figueiredo.
Lida, foi approvada a acta da precedente sesso
e tea-se a leitura do seguinte
EXPK DIENTE
Officios :
D 11 do corrente, de S. Exc. o Sr. conselheieo
presdante da provincia, solicitando a remessa at
o fim de Juoho prximo vindouro do mappa de
que trata o art. 15 6 o do regulamento que bai-
xou com o decreto n. 7001 de 17 de Agosto de
1878.A' secretaria, para os fins convenientes.
De 13 do corrente, da Junta dos Corretores
desta praca, remettendo o boletim das cotacoeg
cfficiaes de 8 a 13 do presente mez. Para o ar-
chivo.
Diarios officiacs de ns. 59 a 68. Sejam archi-
vados.
Diatribuiram-se rubrica os seguinte livros':
Diario de Fernandes de Azevedo & C., Nii-
nes Coimbra & C, Olinto, Jardim & C, Souza
Bastos, Amorim & C, el copiador dos meamos
Souza Bastos, Amorim & C.
Foi assignada a carta de matricula de Jos
Augusto Alvares de Carvalho, socio da firma ma-
triculada Ferr ira Ouimaraes & C, subdito por-
tugus, natural de Traz- oa-Montes, de 35 annoa
de idarfe, lomiciliado e estabelecido nesta praca
ra Duque de Caxias n. 9d, com sua cara de com-
merdo de ferrag.ns por grisso e a retalho.
DESPACHOS
Peticdes:
Da Oliveira & Falcao, para que se registre a
nomeacao de sen caixeiro Pedro Antonio Joaquim
Salgado.R gstre-se.
De Manoel de Araujo Giiimaraes, para que se
registre a nomeacao que p-ssaraa Antonio Bote-
Iho Netto, e se d baixa na do seu ex caixero Mi-
guel Archanjo de Barros Ferreira. Como re-
quer.
De Jos da Silva Rodrigues, Jos Adolpho de
Oliveira Lidia e Ooncaio Alfredo Alves Pereira,
para -^ue acarclmea prorogaso e alteraclo de
seu contrato de sociedade, que tendo si lo em nomi
conectivo passa a ser em eoinmandita, sob a firma
de K .dngues Lima & C, com o meamo capital de
160:0-4)*, sendo o fundo em commandita de.....
70 000*, para a cintinuacio do co.nmerc;o de fa-
zendaa ne.-ta prac,a.Deferida a policio fiscal.
Do Antonio Fernandos Pereira, Francisco Fer-
reira de Aranjo e Pedro de Oliveira Vitello, para
que se archive o dstrato da firma Vitello Ferrei-
ra & C, pelo qual fie-ara os dous primeiros socios
de posse do estabeleciment e do activo e obriga-
do pelo po.ssivo da extincta sociedade. Archve-
se, na forma da lei.
De Francisco Barbosa & C, para que se d bai-
xa aas nomeaedes de seui ex caixeiros Leoncio
Qutntilrano de Saltes e Jos Oliveira da Silva,
D-;e a baixa requerida.
Do geiente do Eitglish Bsuik of Rio de Janeiro,
limited, desta praca, solicitando o registro da pro-
curaco tradnzida na forma da lei da Companhia
Imperial Brasilian Nova Cruz Railway Company,
limit -d, de Londres, constituindo legal pr .curador
e agente John Kimphill Morant.Re .ristre-s.
De Mello & Pereira, para qu se archive o con-
trato de sociedade em nome collectivo que sob
dita firma celebraram Manoel Joaquim de Mello
Reg e Manoel Jos Pereira, com o capital de...
4:766* para o commercio do fabrico de pi e bo-
lachas doces nesta praca, ra de Marcilio Dias
n. 84.Archive-se.
De Tavares & Leite, para que se archive o
contrato de soeiedade em nome collectivo, que
sob dita firma celebraram Jos Antonio Tavares e
Francisco Antonio da Fonseca Leite, com o capi-
tal de 1:942* para o commercio de seceos e mo-
Ihados a ra das Trincbeiraa n. 42. -Seja archi-
vado.
E por nio baver mais o que tratar foi levanta-
da a sesso pelo Illm. Sr. commendador presi-
dente, s 11 1/4 horas.
INDICARES DTEIS
Medico*
Conaaitorlo naedico-ctrarKlco do Or
Pedro de Allaliyile Lobo Hiiirami
ra la Gloria n. 39.
O dotitor Moscozo d consultas todos os
Jias uteis, das 7 s 10 horas da manhS,
Este consultorio o'fferece a commodida
ie de poder cada lente ser ouvido e exa-
minado, sem ser presenciado por outro
De meio dia s 3 horas da tarde ser o
Dr. Moscozo encontrado no torreao pra-
ca do Commercio, onde funcciona a ins-
peccSo de sade o porto. Para qualqu r
d'estes dous pontos poderSo ser dirigidos
os chamados por carta as indicadas horas.
Dr. Miguel Themudo rnudou seu consul-
torio medico e residencia para a ra Nova
n. 7, 1. andar, onde d consultas das 12
horas s 3 da tarde e recebe chamados a
bualqi-.er hora. Especialidadespartos, fe-
ores, syphilis e molestiasdo pulrao e co-
raySo.
Dr. Barreto Sampaio d coosultas de 1
s 4 horas da tarde, ra do Burilo da
Victoria n. 45, 2 andar, residencia ra
lo Riachuelo n. ~, canto da ra do Pireg
Advocado
O hachard Benjamim Bandeara, ra Pr
Imperador n. 73, 1. aD lar.
Jos Bernardo Galvao Aleo/orado J-
nior contina no exT-cicio ( sua irorissao
de advogilo, e ple ser piocurado ni es
eriptorio de seu pai, ra 1. de Margo
n. 4. 1. andar, das 10 horas da manhS
s 3 da tardp.
Henriqtie Milet. Ra do Imperador n.
22, l.o andar. Encarrega-se de questBes
as comarcas prximas as linhas frreas.
Dr. Oliveira Escorel, 2. promotor pu-
blico, tem seu esoriptorio de advogacia na
ra Primeiro de Margo n. 2.
Jos Bandeira de Mello advogado -
ra do Imperador n 37.
Drogara
Francisco Manoel da Silva & C, dep a
otarios de todas as especialidades pharma
c'.uticas, tintas, drogas, productos chimico
a medicamentos homoeopaticos, ra do Mar-
juez de Olinda n 23.
Faria, Sobrinho & C, drogustas poi
attacado. Ra Mrquez de Olind n. 41.
Serrarla a Vapor
Serrara a vapor e officina de carapina
de Francisco dos Santos Macedo, caes de
Capibarioe n. 28. N'este grande estabele
cimento, o primeiro da provincia n'oste ge
aero, comprase e vende-se madeiras de
todas as qualidades, serra-se madeiras de
conta alheia, assim como se preparam obras
de carapira por machina e por precos sem
competencia.
PDBLICACOES A PEDIDO
linr.isMi
Ti nho necessidaac de dar conta ao reapetavel
publi o dos factos mais importantes, oocorridos
nesta comarca, desde que n'ella entrou, no car-
cter de juiz de direito, o Sr. Antonio Jos de
Amorim. .
As oceurrendas da ultima sesso do jury, pro-
vooadaa pelo referido juis, tiveram um ponto de
partida e elle, que nao convem ser otnitdo, urna
ves que vem aggravar, ainda mais, a posiclo es-
querda em que se aeha aquella antoridade.
Bem se qne en tomo aos hombros pasado sa-
go, mas o que faser se delle resulta, olaraeosao
J
J
Ir-
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M
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L ILEBfVEl


Diario de PernamlwiMiTer$a*-fteira 23 de Marfo de IMN6

1
/
a luz meriduaa, a iniuha completa defeca e, coa*
sequeute.neut', amis form1 acensarlo do ora
gratuito offensor ?
Sjre breve na exposicao qoe vou fazer :
Ein principios do anuo prximo paseado, fez sua
primean entrad aeata eiiaarca j juiz Ainirim.
S. S trtz a |>ea*ima nome ida e todos, una voce,
lamentavam a iafelix sorte da comarca de Igiia-
rasa.
Eu nio conhoca pessoalmente o Sr. Amorim,
mas nutria boas disp.sicoea seu respeito, entre
outras razoes, pirque a fallecid i consorte de S. S.
era irraa de uii distincto cidadlo, j fallecido
tambem, que eu amito prezava pelas suas bou
qualidades e porque era casado eom urna respii-
tavel seniora, mim presa por lacos de paren-
tesco-
Sbia quo o meu finado tio, conselheiro Paas
Barretto, era sempre lembrado pelo Sr. Amoruii,
como um pernambucauo que soube hon.ar sua pro-
vincia natal ; e diante de taes factos eu me senta
obrigado A render considerarlo 3. 8. e esqu-
cer os seus mos precedente;.
Vivemos, por longo t-inpo, na mais completa har-
mona ; S. S. mostrava me tio grande affeicao,
que incommodava-se, quando eu dcixava passar
um dia sern ir sua casa.
la mais longe ; tal era a coufianca, que eu lhe
nspirava que me eonsultava sobre questoes ce
direito, exigindo, s vezes, de mim, o que nio rr.e
pareca razoave!.
Nao era porque S. 8. confiasse em meu juizo.
como jurisperito, eu ben? o sabia ; mas justo 'era
que me mostr isse reconheeido taes proras de
distincc.3o.
E assim me exprimo, porque S. S., em minln
presenca, pedia ep-tidos paree-res aos escr vles
do foro desta comarca, despaeh :nii em autos pelo
modo por elles indicado !
O fallecimento da virtuosa esposa do Sr. Amo-
nen, facto que teve lugar em Agoste do anno pas
gado, concorreu para acreditar-roe muito peranto
S. S.
Nao vem ao easo referir o que, entilo, fiz, para
provar que eu sabia corresponder ao tratamento
attencioso, que me dispensava o Sr. Amorim.
Houve quem calafetasse o nariz, quando eu pro-
fer algumas palavras b> ira da sepultura da fal
lecida senhora, mas nao o foi certamente o Sr .
Amorim e nem seu filho Mario, porque, ambos, ba--
nhados em praot abracaram me quando eu ter-
mine! a allocnclo.
O autor de una tal gentileza naopodia ser outro
B nao aquello qr.s, c>m as suas bravatas e fanfar-
ronices mandava u'aquclle tempo espalhar nesta
comarca, aos quatro ventos, que o batinga era o
melbor remedio [ ara conter os desmandos de um
juiz.
E nao vem fra de proposito lembrar que taes
ditos nao deixavam de ira iression ir o juiz Amo
rim. que tinha sempre o cuidado de dizer me que
com pessoas estpidas e sem educarlo nio convi-
nha abrir lutos.
S. 8. nao ignorava que eu havia sido preterido
na nomeaco de juiz substituto desta comarca, por
nao ser um bom instrumento : nao ignorava, tam-
bem, que cu era odiado por algumas influencias
da trra e, eniao, repeta-me sempre aquellas me
moraveis palavras .'
Corra tirio serena e pacificamente, quanco co
mecaram em Setembroos trabalhos da revisa) do
alistamento eleitoral ia comirca.
No carcter de promotor publico, tve de reque-
rer a eliminacy'o-dis alguna eleitores.
Entre elles, bavia um, de nome Sebistiano
Praga, que j nio resida nesta comarca.
Apresentei ao Sr. Amorim urna pstc3o,~ reque-
reado a eliminaeao do referida eleitor e juutei,
como documentos, um attestado do delegado de
po'icia de Goyanna, mijor L-'odegario Cirrea e
outro do Revd vigario desta treguzia, Ploriano
Coutinhi.
O Sr. Amorim attendeu-me e maodou fazer a
exclusJo.
Tratava-se de um eleitor, muito chegado s ia-
flueneias liberaes da comarca e A estas n2o con
vinha perdel-o.
Apparecen emjuizo o Sr. Fraga reclamando
contra a exclusio e servia-lhe de padriuho um
attestado do coronel Manoel do Xasciraente Vieira
daCunha, que anda era delegado de polica do
termo.
O Sr. Amorim, que ja havia tido conferencias
com o ehefe libera! da comarca e que delle rm
bera cartas sobre o assumpt i relativo ao mesmo
alistament", mandn incluir uovameute o Sr. Pra-
ga, dcixando de dizer rae siq'ier urna palavra so-
bre o seu acto !
Tve noticia delle e, preparando urna prtcSo de
recurso, foi Nr casa do Sr. Amorim.
Nao agradnu S. S. a ininba ousadia e, ento,
den-me o segmnte despacho verbal :
Nao o satisfaco, porque j dei palavra de hon-
ra ao Sr. Bario de Itapissuma, qne nio haveria
recurso algum de parte parte ; e, ae Voc in-
sittir nelle, en tare. com que o mesmo Bario ex
claa do alistamento todos os eleitores conservado-
res, para o que acceitarei, at, petices antc-data-
daa.
Era o panno de amostra, resultado de div ,-rsas
conferencias !
Debalde tratei de provar ao Sr. Amorim que
elle nio havia procedido b-ra. urna vez que eu
nao o autorizava responsabilssr-se por mim.
O que disse, est dito, respondeu-me elle ;
boto para fra todos conse vadoreB.
Das depois, S. S. maudou-me entregar diversas
certidoes, afina ie intentar eu necio criminal con-
tra o coronel Manoel do Nascimento Vieira. da Cu-
nha.
E' cousa de nonnsda, dizia me S. S., e eu eatou
resolvido a despronuncinr o coronel Manco ; mas
o desembargador F. .. insta para que en d anda
ment aos processos e devo satisfazel-o.
Passados alguna das, o Sr. Araoiim, sem a me-
nor attencao ao meu carcter de funeconario pu-
blico e s nossi s relaces de amizade, deu ordem
ao escrivlo Bandeira para exigir de mim um re-
cibo, com a declarado de que os alludidos docu-
mentos paravam em meu poder.
Nao estava all a graseria; S. S. calumniava-
me, dizendo que eu affirmara-lhe que nao tinha
recebdo ditos documentos !
Procurou-me o referido escrivlo e, encontrndo-
me no Gabinete de Leitura, onde toe achava con-
versando com alguns amigos, dirig -me as s.'guin-
t s pa'.avrS!:
8r. Dr., nio tenho a menor desconfiaba de
V. 8., e todos os autos do mea (sartorio esto a
sua iisposiclo, sem titulo algum; mas o Dr. juiz
de direito diz-me que exija de V. 8. om recibo dos
documentos taes e taes.
Piquei incommodado com o modo de proceder do
8r. Amorim e respond ao eserivo nos seguintes
termos : Diga ao juiz que os paris esto em
meu poder e que eu nio dou recibo d'elles porque
nao quro. Sirvam-lhe de testemunhas as peasoas
presentes, x
Nio sei se o 8c. Amorim teve (ciencia de miaha
resposta e acredito que ulo, porque uo seu ther-
mometro o calor da nossa amsade pouca differeuc;a
de nota va.
S. S. estendia me a mo, sempre que me encon-
trara e tinha o cuidado de fingir a mesma ami-
zade.
Um facto veio encher-me de justa indignaeio e
foi o seguinte :
Chegou ao ineu conheeim',nt'' que o Sr. Ao-
rim, aproveitindo-se de certa hura em que elle
Babia nio estar eu em casa, n'ella penetrou com o
estudante M.rio, pereorreudo todos os sena esca-
ninhos e levaodo o seu arrojo ponto di ler cer
tos pap-3, que encont.uu sobre a minha meza de
escriptorio, dentro urna pasta!
Deixo ao publico sensato a qualificaclo de um
tal piocedimento I 1
Dir-s hia que S. 8. andava busca de alguma
cousa que Um )): ii i iiiien-ssar !
Outro tacto de ;,rande alcance veio toruar-me
imprestavel para o Sr. Amorim, e sinto profunda-
te ser ubrigado guardar s-'greJo sobre elle.
.
A KHOKIl
Nossa presada irroa e
amiga
tiuiia B. Waldanha
23 de Marco de 1886
KAHOET. T.TZA.
V^^V^^V^V'^
Ao IIIin. Sr. Dr juiz de direito
especial do commercio
Peie-se a S. S. o eipeeial favor de mandar ven-
der a vontade dos compradores (em lotes) a arma
ci, movis, utencilios e genero do fallido Perei-
ra de Siqueira & C.
Um credor.
Clnb Emancipador
2JDe ordem do Sr. Dj. presidente deate club, alo
convidados tolos os socios, afim de aasistirem a
sessi magna de anoiversario. que ter lugar no
dia '"i do corrente, a 6 horas da tarde, na res-
pe Jti va sede, em cujo acto serlo distribuidas
pela commisslo, 29 cartas de liberdades ob-idas
pelos socios e mais eavalheiros.
Recite, 22 de mrco de 1886.
0 1 secretario,
Joio Cavbante
Cinco Chagas
lie ii i \tt**o
Os corollarios do exp ato e do que escrevi em
artigas anteriores, f i o meu af^stamento do juiz
Amorim, tact. do qual, por sua v, z, resultou o in
cidenie, que tei ve boje de especuli.co aos liberaes
de minha trra.
Eu nio poda escapar feroz sanha do 8r. Amo-
rim ; era ede mesmo quem se encarregava de di-
ser-me que em cada promotor com quem tinha ser
vido, nm sua longa vida de magistrado, encontrara
sempre um nimigo ; e aecreseentava que o promo-
tor publico e o juiz miuicipal da eomi.rca de Pe-
nedo haviam sido os autores mandantes do desa-
cato qou all boffrera !
Poda eu ser xcepco i regra geral ? '.
Nio, de ento: ae o fosee, em muito mi con-
ceito seria iido p.los bomens de bem, por aquel-
es que sabein o que vale o Sr. Antonio Jos de
Amorim.
Antf s de coneluir devo duas palavrai sobre om
autoamento, fruto pelo Sr. Amorim, em a noite de
l.o do corrente m^s. debaiao de todo o tegrtdo de
justifa.
m dito ptuquin, nao sei o qoe mais admire, se
DE
Meahor les*
Chrlsto (*)
(Continuando doans. 61, 62 64e65)
Embora exhausto de forcas npcessarias para com-
prar e armar utra vez aquelle excellente navi",
o pnprietario da casa, comparecen ao leillo sem
esperancas de comprar; o Heiloeiro, presenciando-
o aili, mal soou a Lora abrW o lelio para ter quem
o auimasse, e de lacto aniroou.
Achava se coitente o proprietario da casa por
ver que o huinem que devia comprar o navio esta-
va anda au8nte ; e depois de uns minutos, no-
tando que havia quem se estivesse divirtindo aos
1|000 c .brindo o lance, e que isto poda demorar e
dar lugar a que o homem inda ebegasse a tempo
de comprar : entendeu dar um golpe decisivo, of-
ferecende mais 1:U00, e zangado fingi que se re-
tirava do leilio.
O commerciante que costumava cobrir o lance,
ficou aparralhado, confundido e parou; e o leiloei
ro temendo de perder a offerta, nao o deixou sabir,
mesmo por que aquellos que nio eram afieicoados
do proprietario da casa, deziam uo leiloeiro : en
trege, entregue, entregue.
Das depois rosnava um nio sabe qne pela pra-
ca, que o Loyd mandava de Londres um agente
a Pernambuco por causa deste navio ; estava o na-
vio preparando para crenar, quando o capillo in-
gles foi a sen bordo e offereceu t 3:000 por elle,
que j era nacional e tinha o nome de Carga I.
() A publicaclo feita no dia 19, tem a palavra
anoe data de15,que nao foram no auto-
grapho ; corrigem-se agora : -moco e a dato
lo.
a coragem e animo de 8. 8., ou se as falsidadcs,
nelle encontradas!
O Sr. Amorim ncontestavelmente um homem
ingrato 1
Pz de parte os beneficios, que lhe foram ds -
pensados pelo veuerando anciio Joio Francisco
do Araaral, lembron-se na occasiio de seu nome e
envolveu-o em seu edital, esquecendo-se de men-
cionar oo antes de inventar um crime para o seu
antigo chtfe !
E S. 8. dizer que esteva procedendo veiifica-
co das sdalas !
E uizer aioda que eu chamei-o taes e taes no-
mes, paseando a escrevel-os em um papel, que est
com a sua assignatura 1
Oh o Sr. Amorim homem de muito sangue
/rio I .'.'
O Sr. capillo Antonio Rodrigues Campello de
Mello nio estava no laboratorio infernal, quido toi
manipulado um tal veneno.
Affirmo-o sob minha palavra de honra.
Foi chamado no dia seguinte pela manhi e
veio de sen engenho Santos osme e Damilo,
duaa leguas de distancia d'esta villa.
E ao entrar n'ella, S. S. disse alguem : Que
diabo quer o juiz commigo ? Eu nio me presto
pada. >
O Sr. Am rim habilidoso; sabe arraujar assig-
naturas. por si ou por nterposta pessi !
Dito isto, volto ao silencio, lamentando a posi-
cio em que se collocou a Provincia em tal as-
sumpto.
Devia o orgio liberal proceder n'clle eom im-
parciahdade e justica, pondo de parte tudo quanto
tivesse charo de poltica.
Iguarass, 19 de Marco de 1886i
Francisco Xavier Paes Barretto.
O actual co ni m nadante da com
panhla de infantaria
E! esta a segunda vez que nos dada a satis-
faci de oceuparmo-nos deste nosso distincto ami-
go, qne tem sabido nesta capital engrandecer o
conceito adquirido na convivencia social, desde o
comeco de sua vida publica.
Chegando ao seio de nossa socedade, jamis
desment o Sr. capitao Capitulino Cesar Lourei-
ro, a garanta de seus honrosos predicados quer
como cida lio, em cojo earacter a sua Ibaneza e fi-
no trato C'.-nfundem e captivam, quer como fune-
conario servidor do Estado, pois tem feito da ob-
servancia da discipli 1a o apostolado do derer.
Apezar de tio reeomm^ndaveis ttulos iiio fal-
taram espiritoa peqoeninos e mal intencionados
que buscassem, como desatogo de suas paixoes pes-
aoaes, atirar a fuligem da maledicencia sobre o
crdito de nosso Ilustre amigo, conquistado no
exercicio de acc5es nobres, honraveis e merito-
rias ; j tratando de attribuir-lhe faltas imagina-
rias no cumprimento de sen encargo, j buscando
fnzel-o perder a sympathia espontanea da opiniio
publica.
E neste afn chegaram ao delirium tremens, fa-
zendo dirulgar-se nesta ca tal, que o nosso ami-
go estara remorido desta guarnidlo para a pro-
vincia de Matto-Grosso.
Tudo isto, porm, nio passou de um 1 hantas-
ma qne por instantes provou mente dos gratui-
tos perseguidores do distincto militar, vimos hon-
tera telegrammas da corte e do Recite que nos s-
seguram a permanencia do nosso dedicado amigo
no cargo que oceupa, onde ha prestado reaea o va-
liosos servicos.
Temos, sobretodo, frente dos negocios do
exercito na pasta da guerra o benemrito Sr. con-
selheiro Junqueira, a quem nos e tola a compa-
nhia fixa desta provincia, beijamos as raaos pela
acertada esecilla que fez do bros 1 Sr. capitio
Loureiro, para o caminando da torca de tinha esta-
cionada nesta capital.
Parabens, pois, ao distincto militar que vio sup-
plantada a calumnia por entre o luminoso prisma
do seu irreprehensircl proceder ; parahens guar-
nilo das Alagoas, que contina a ter frente d>'
seus destinos o superior, justiceiro e dedicado, o
cidadlo attencoso e ameno para quem a observan
ca do dever tem sido a apotheose de sua vida pu
blica.
Felicitamos de nossa parte ao distincto amigo
por termos de vel-o ao nosso lado e anhelamos que
o distincto Sr. capitio Loureiro tenha em qual-
quer parte onde ebegue a aceitaclo que lhe dis-
pensa eom a inaior j -stica a populacio nteira
desta capital.
(Do Orbe de acei de 19 de Marc>).
Sabia o capitio nglez o que era e.-se navio, e as
razoes porque o pretenda comprar; das depois che
gou o agente do Lord, e tambem urna canhoneira
de guerra inglesa.
O aptao toi snbmeltido a conselho perante os
offiuiacB da canhoneira ; segundo corren condeno
narain o capitio a 6 meses de prisio e a nio com-
niandar man navios.
Eis a razio por que a Inglaterra tem 1 oas ca-
sas e bous navios ; as coinpuh as pagam sem chi-
can as avarias ou o navios quando elles so per-
dem, e castigara os delinquentes ca pitaes.
Descripto cuino se acha este p.imeiro navio da
marinb* mercante nacional, cumpre dizer qne des
de os ultim >s meses do anuo de 1831 at abril de 82,
seu proprietario trouxe a seu oorlo, regularm
de 25 a 30 artistas, ganhando de 2*300 a 4|000por
dia n em {Uauto crenado adiara era dupla.
Alm deste pessoal mais o concernente A tripo-
lacio incompleta, e a necssaria gente de t'-rra
para crenar, o que regulava de 100 a 120 pes-
soas por dia a 24000, e os da noute as bombas
a 44000.
Por cansa de vingancas, ou de inveja, algumas
noutes na crena este navio estove prestes a sub-
mergir-se ; e, para o ajudar a salvar em algu-
mas dessas noutes, o capitio do porto fez os raaio-
res sacrificios c in o pessoal do Ar.-enal de Mari
nba : cumpriudo dizer que dos muito. navios naci-
naes ancorados no porto, nenhum de seus tripolan
tes soccorreram o Corga I.
Em abril, este navio a capricho prepara lo pelo
novo armpdor, sabia a barra sem Ber seguro; e fi-
cava na importancia de 41:0004, e mais anda al-
gumas centenas de mil r s.
Nio havia necessidsde de fazer esta demonstra-
cao de negocios feitos desde Janeiro de 1881 at
jnlho de 1882; porm, o parecei do Dr. curador
fiscal, tratou de urna carta que nio devia, com re-
ferencia a barca Corga I, como mais adiante se ha
de demonstrar.
TEBCEIRO
Anda foi em Janeiro de 1881 qne terminou a
reconstruccao do hate Corga 11 como se v nos
autos pelo certificado de arquiacio que a alfandega
fez ; nessa obra, quando estara em crena, seduzi-
ram os artistas e nio quizeram mais trabaihar.
Estere a embarcarlo correndo risco assim de
perder-se no espaco de 15 das, por que, uns artis-
tas privaram aos outros que qu>-rim trab.lbar.
No fim desse tempo, as enrgicas providencias
que tomou o dignissimo inspector do Arsenal de
Marinha, para que nao se Bubmettessem a permittir
que os officii.es que pretendiam cnnclnir a obra tra-
balhassem ; mandava os officiaes do arsenal con-
cluil a
Atrouxaram mais um pouco alguna, e outros ce-
dern) logo; p rm. assim mesmo anda toi preci
so vir urna torca de polica para garantir a ordem
ao principiar o servico.
A f ria dos artistas carpinteiros e calafates re-
gulara de 5004 a 6004 por semana ; foi recons-
truido o hate Corga II com a mnior perteieio e
seguranca, e para esse fim despenden apenas urna
somma do 10:0004, por que us materiaes empre-
gados foram importados de conta propina directa-
mente, (como ob da barca Corga II e lugar Bardo
de Siuribeca).
Cumpre aqu notar que proprietario da casa,
para defender-se do contrabatido que se lhe attri-
buia desde fine de agosto de 1880 at principios
do anno de 1881, despenden para 83c fim a quan
ta de Il:0.iu4, mus ou menos, e as ob.us que
sefizeram as .'uibircacd-s qu^ estiveram appre-
hendidas nassame e apparelh.x"; para que pudes-
^em continuar a nav (jar, l():0(X)4 ou cerca disto
Ora, recapitulando todas as soinm- s que foram
descrip'.as e que o proprietario da casa foi forca
lo a fazer neste periodo de temp >, pertazem a im-
portancia de 133:1004, mais ou menos.
O Dr. curador fiscal em seu luminoso parecer nos
auto as flV 297 e 208, satisfara se com qualquer
8 a 0:0004.
Estes pontos slo es primordiaes e a seu tempo
eerio tratados com preciso.
Continuara se for p ssivel.
Cadeia da cicado do Recife, 18 e Marco de
1886.
A nlonio Francisco Corga.
Dionizio Gmcalres Maia, dem.
Alfredo Osuno de Cerqueira, approrado.
Carlos Nunes Coimbra, dem.
Joio Tavaris Carvalho Silva, dem.
Geometra
Dionizio Goncalvea Maia, approrado plena-
mente.
Andr Das Pinheiro, idem.
Jes Martina Pinza, idem.
_ Algebra
Jos Martins Fiuza, approrado com distnecao.
Sebastiio Wanderli-y Lin approrado plena-
mente.
tbetorlva .
Jss Fiorlindo do -Nascimento, spprovado ple-
name.it>.
Antonio Manoel da Cmara Sampaio, dem.
Adolpho Almeida Guimaries, idem.
Audi Dias Pinhiiro, :.pprrvaoo.
Jos Luiz Goucalvcs Ferreira, idein.
Jlo Ferreira da I osta Lima, dem.
Carlos Nunes Con Geosrra pilla
Audr Dias Pinheiro, approvado plenamente.
Adolpho Almeida Guinaraes, idem.
Bernardo da Cmara Sampaio, app ovado.
Jos Fiorlindo do Nasciroento, dem. ,
Jos Gaspar da ^ilva Loyo, idem.
.loria
Zenobio Marques Lina, approvado plena-
mente.
Alfredo da Silva Loyo, approvado.
Alfredo Osorio Cerqueira, idem.
Dionizio Goncalvea Maia, dem.
Joaqnm Nunes Coimbra, dem.
Sebastiio Wanderley Lins, idem.
PhlloMopbla
Sebastiio Wanderl.y Lins, approvado plena-
mente.
Ueimno
Approvados com distinecao 5
Approvados plenamente 11
Approvados 15
onnllorio medico-eirnrgco
O Dr. Estevio Cavalcante de Alboquerqne con-
tinua a dar consultSb medico cirurgieae, na ra
do Bom Jess n. 20,1 andar, de meio dia s 4
hors*s da tarde. Parase demais consulta e visi-
tas em sua residencia provisoria, ra da Aurora
o. 53, lo andar.
Ns. telephonicos : do consnltone 95 e residencia
126.
Especialidades Partos, molestias de crean
cas, d'utero e seus annexos.
Collcgio de Nossa Se-
nhora da Pcnha
EsteioIlegio est funucionaudo ra da
ra n. 19, 2o e 3o andares.
OCULISTA
Dr. Brrelo Mampato, medico ocuhs-
ex-chc-fe de clnica do Dr. de Weckcr, d cnsul
tas de 1 s 4 horas da tarde, na ra do Bar
da Victoria n. 45, segundo andar, excepto nos da
mingos e dias sanctificados. Residenciara dt
Riachuelo n. 17, canto da ra dos Pires.
31
Reprovados 3
Collegio Instituto Acadmico, 23 de Marco de
1886.
O director,
Jos Ferreira da Cnn Vieira.
Oculista
Dr. Ferreira da Silva, eon-
snlta das 9 ao meio dia. Resi-
dencia e consultorio, n. 20 ra
Larga do Rosario.
t
/ ^g^'
^v
Ao capitao Ignacio Pedro
das Nevez, pela approvacio
-plena de seu tutelado Jes
Ferreira Muniz no 3o anno do
Dire.to.
Um amigo
22-3-1886.
Usinas de cobre, iato e bronzo. ee d
Golitzer Ufer n. 9. Berlina S. O.
Uapeeialid.-ide:
Construcf iio de machi-
nas e apparelhos
paraabncas de assuear, destilla<;f5ts e re-
finacSes com todos os aperfecoamentos
modernos.
INSTALLAgA DE;
Engenhos de assucar completos
KstabelecirLonto filial na Havana sob a
mesma firma de C. Heck nann.
G. e San Iirnacio n. 17.
Laicos represenlaDles
Haupt Gebru'der
EIO TE JANEIRO
Para inforraa^oos dijij.imse ai
Pohltnan &C
Lia
Muita attcii^ao!
D Carlota Burlamaqni Magalhaes avisa a quem
possa interes?ar qne o sbralo n. 46 ra Du-
que de Calas, nio pode ser vendido, sem qne o
comprador fique obrigado a manter o arrenda
ment, a qne est sujeit >, a o dia 2 de juiho de
1893, conforme a escnptjra publica, lavrada em
notas do tabellilo Fulgencio.
utro shn, que o mesmo sobrad* nao pode ser
alienado, emquanto nio for paga a divida de cerca
de 12:0005, constante de letras, aceitas pela pro
prietaria ; pote, do contrario, ser nnkla a aliena-
lo, por ser em prejuzo dos eredores.
Recite, 17 de. marco de 1886.
Palmares
No dia 19, falleceu no engenho Japarandubi on-
de resida, a Exma. 8ra. D. Francisca Xavier Ca-
valcanti Ferreira, mli do nnsso prestimoso e parti-
cular amigo Dr. Pedro Aff.nso Ferreira.
Era a finada urna senhora muro estimada eres
peitavel, e exemplar mli de familia e dotada de
sentimeutos em extremo caridosos.
Morreu com 64 anuos do dade, tendo alforriad-
durante a sua viuvez. todos os seus escravos qne
pussnia.
Nos que a conheciamos de porto, temos sobejo
motivo para pranteal-a.
*
As ralnhas ooroada
w. a*3
As senhoras a quem a natnreza ha dotado com
coreas de abundantes e luzidias madeixas, teem
direito este titulo. Porm ha milhares de cabe
cas femini ias sufficientemente cobertas de cabel -
los, que carecem de assistencia artificial, afim de
os aforan sear.
As fibras se bem que numerosas podem ser sec-
cas, crespas, inelasticas e difficeis de manejar; re-
queran urna preparadlo que as torne fl-xiveis, qne
melbore sua contextura, e as adapte para faaer
trancas, madeixas ou annelados caraces. Este
fragrant e delicioso artigo, um altamente emo-
liente e fertilisador, conheeido por todas as na-
co-so Tnico Oriental, a nnica preparadlo ne-
cessaria. Nio rnente promove o cresoimento e
conserva a cor do cabello ; porm outorga-lhe nma
macia e lusidia flexibildade exquisita e rara.
Agentes em Pernambuco, Henry Fortar & C,
ua do Commercio n. 8.
mil
i
Dr. Silva Brito, medieo clnico do Maranhlo
tendo praticad 1 ltimamente nos principies hos-
Pitaes de Parii e de Vienna d'Austria, onde dedi-
111 -ie espeeinlmente a partos, molestias "de mu-
1'.. res e de^criaiioas, oflereee seus servioes ao res-
peitavel publico desta cidade, onle fixou sna resi-
dencia.
Pode ser procurado do meio dia a 3 horas da
tarde no seu consultorio ra larga do Rosario
c 26,1 andar, e em oucra qualqu-r hora do di
ou da noite ra da Imperatriz n. 73, aua resi-
dencia.
O bacharel Francisco Crrela
Lima *'-lrluho
partecipa aos Srs. estudantes que mndou
o curso de Arithmetica, Algebra e Go-
metria, para ra do Visccnde de Albuquor-
que antiga da Matriz n. 7.
Instituto Acadmico
lina do Viftronde de Coyanna
n. l3 (Mondego)
Resultado dos exames prestados pelos alumnos
do collegio na Faculdade de Direito no Recife nos
meses de Fevereir* e Marco de 1886.
Arithmetica
Alfredo da Silva Loyo, approvado com dis-
tinecao.
Jos Gaspar da Silva Loyo, idem.
Joaquim Nunes Coimbra, idem.
Medico parciro e operador
Consultorio ra Duque de Caxias n. 59
Io andar
ResiDa m do w 115
CHAMADOS POR ESCRIPTO
Escol'i particular
De inatrneco primaria para o
sexo Biaoeul no
34RA OA MATRIZ OA HOA-VISTAM
O abaixo assignado participa ao Ilustrado pu-
blico desta capital, qne abri sna eseola particular
de instrncclo primaria para o* sexo masculino,
rus da Matriz da Boa-Vista n. 34, onde esmerada-
mente se dedica ao ensino de seus alumnos.
O grao da escola consta : ler, escrever, e contar,
desenlio linear, historia patria e noces de fran-
cs.
Clarante um rpido adiantamento em seus alum-
nos, pelo seu eystema de ensiuo, o qual trina pa-
ciencia Ilimitada, um amor inviolavel e urna es-
merada dedicaclo ao easino, fauendo com qne os
seus discpulos abracem e amem de coracao as let-
tras, aos livroe e ao estud, gniando-os no cami-
nho da intelligencia, da hi nra e da dignidade,
afim de que veuham a ser o futuro sustentculo
da patria, da rehgio e da le, ubi verdadeiro
cidadlo brazileiro.
EDITAES_____
O Dr. Adelino Antonio de Luna Freir,
official do Imperial Ordem da Rosa, com-
mendador da Real Ordem Portugueza
de Nosso Scnhor Jess Christo e juiz de
direito privativo do orphSoa e ausentas
n'csta comarca do Recife e seu termo,
por Sua Magestade Imperial e Consti
tuicional, o Senhor D. Pedro II, a quem
Deus guarde, etc.
Faco 8!.ber aos que o presente edital virem, on
delle noticia t verem, que no dia 23 do corrente
mez, depois da audiencia deste juizo, irlo a praca
por venda para seren arrematadas a reqneri-
mento de Hyppnlito Martins Cromes, inventariante
des bens, que ficaram pelo fallecimento de sua so-
gra D Anua Maria da Rocha Fuldo para com o
seu producto satisfazer ns custis do feito, e des-
empenhar-se de encargo testamentarios, as par
tes no val' r de 17:410000 sobie a avahadlo de
3U:0O000O, que o acervo inventariado possue no
engenho Penedo de Baixo, com trras, mattas, e
com todoe os acieesorios, moente e corrente, mo-
vido por animai-s, com casa de vivenda em ruinas,
capella, iissentamento novo; assim como suas de-
pendencias constituidas nos immoveis seguinte :
Urna casa de taipi cora tres janellas de frente,
nma porta e tres quartos, duas salas, cosinh-i fra
sem ladrilho, medindo de largura oito metros e
sete centmetros, e de comprmento dez metros e
oito centirretros avaliada em 20OJ00O; nma casa
de tapa em mo estado com urna porta de f ente
e nutra de fundo sem repartimento, medindo de
largura tres metros e de fundo quatro metros,
tendo um quarto e urna sala na frente, avaliada
em3 com um i porta de frente >' nm quart >, urna sala e
porta ne fundo, medindo de largura tres metros e
de fundo quatro metros e cinco centmetros, ava-
liada por 3 000; nma casa de taipa com nma
porta de frente, urna sita, nm qnaro, ecsinha fra,
medindo de largura tres metros e tres centme-
tros, e de comp. imento cinco metros e dous cent-
metros, avaliada por 405000 ; uina casa de taipa
com urna porta e janella de frente, dous quartos e
ditas salas, medindo de largura tres metros e tres
centmetros, e de cemprimento cinco metros e cin-
co centmetros, : valiada por 50000 ; urna casa
de taipa em bom estado, com duas janellas c Olln
porta de frente, quatro qnartos, duas salas, cos-
nha e estribara do lado, medindo de largnra sete
metros e oito cent metros, e de comprmento des
metros e oito centmetros, avaliada em 2001000:
um telbeiro cem avinm^ntcs para fazer farinha,
um t'nrn para o mesmo fim, duas caixas grandes
de am/ relio para deposito de farinha avaliado
tudo por 35*000, as qnaes tendo do a praca pela
quantia de 17:4I>,JJ000, \S.o novamente com o
abatimento da le, sendo a qeantia de 13.-928J0O0,
que servir de base para o preco da arremata;!".
E para ceaeMr paeanu ae e presente edital, que
ser publicado-pela imprensa e afixad no lugar
do costume.
Dado e passado n'estn cidade do Recite, aos 19
de Marco de 886. Eii, Manoet do Nascimento
Pontes, escrivlo o subacrevi.
Jdtlino Antonio de LuuvFreire.
* Um. e Exm. Sr. Dr; juiz do civel. Antonio
Luiz Baptiata, p< r si e como curador da interdicta
D. Francisca Bernardina da Couceicao Carvalho
e tutor nato de sua filha. O. Candida de Jess
Baptista, sua mullier D. Urbina Josephna da
Silva Baptista, r> quer a V. Exc. que se digne
mandar citar a Justina Mara do Espirito San-
to (com venia), 6eus fiihos Jlo o Joaquim, D.
Sebastiana Cusma da Silva, D. Emilia Joaquina
da Silva Braga, seu marido Pedro Ferreira de
Araujo Braga, Isabel Martins Gomas da Siva,
e seu marido Francisco Joaquim Gomes da Silva,
os menores Mximo Maria das Dores, Francisco
Maria das Dores, Florencio, Urbano, Januario,
Jos, e tutor destes Jos Francisco de. Figueiredo,
para, na primera do juizo, depois de aocusada a
ul'ima citaclo, fallarem aos termos de urna aucao
ordinaria, afim de ser declarado nullo e insubsis-
Auro- tente o testamento aberto publico, lavrado na?
notas do tabellilo Apolinario Florentino de Albu-
queniue Ma>-:inhao e attrbuido a D. Francisca, a
qual, em face de dous exames feitos por profissio-
naes e o depoimento das testemunhas que foram
inquiridas no juizo de orphlos, ha mais de um
anno achu-te privada de suas faculdades mentaes,
pelo seu citad j valetudinario e por demencia se-
nil, e por Uso nio poda tostar, nos termos daOr-
denacao livro 4." titulo 81 1..
o Os dous filhos de D. Ju-tiua ehamam-se Jle
Nunes da Silva e Joaquim Nones da Silva, os me
ores Januario e Js sao impberes.
Achando-se ausente D. Emilia Joaquina da
Silva Braga, Pedro Ferreira de Araujo Braga e o
menor Florencio, rrquer que sejam citados edital-
meote, com o prazo de 30 dias, depois de justifi-
cada a ausencia, amanhl, s 11 horas do dia, em
cartoro, dando se curadores lide menor e in-
terdicto, ant res, e aos menores reos. Para apre-
sentar libelo na audiencia em que for proposta a
acelo, que funda-se nos documentos annexos, pro-
va testemunhal e depoimentos do- reos, sob pena
de confessos, sendo reveis, protestando, ontro&im,
pelo exame no livio do tabel'ilo A olinario e maU
provas qne se fizer mister : sendo as ctaco s dos
reos para todos os termos da acelo at sea tenca
final e sua execuclo, sob pena de revelia. Dis-
tribuida.E. R. M. Com 15 documentes. Re-
cife, 16 de Marco de 1886.Dr. Ferrer.
Estavam duas estampilhas do valor de 200 ris
cada urna, legalmente inutilisadas.
Nada mais se continha em dita peticlo, na qual
proteri o seguinte despacho :
Distribuida, como requer. Para curador in
ltem da interdicta e do menor, autores, nomeio o
Dr. Silveira, e para curador in lilem dos reos me-
nores o Dr. Costa Ribeiro. Recite, 17 de marco
de 1886.Ribeiro. .
Depois deste meu destacho foi apresentada a
seguinte replica :
<< Illm. e Exm. Sr. -Achando-se na provincia da
Babia o Dr. Silveira, o supplicante requer que
se nomeie peesoa que o aubstitua. Era supra.
Dr. Ferrer.
Nada mais se continha em dita replica, na qual
profer o seguinte despacho :
Nomeio o Dr. 7az. Recife, 17 de Marco de
1886.Ribe:r>. .
Era virtuclc do meu despacho, tendo sido justi-
ficada a ausencia dos suplicados, profer a sen-
tenca do theor seguinte :
Procede a justificarlo ; expeca-se o edital de
citaclo c-im o prazo de 8 dias. Recife, 19 de
Mar^ de 1886.Jeaqnim da Costa Ribeiro.
Nada mais se c ntinha em dita sentenca, por
forra da qual o escrivlo aba'xo assignado fez pas-
sar o presente edital, pelo qual cito e hei por cita-
dos D. Emilia Joequina da Silva Braga e seu ma-
rido Pedro Ferreira de Araujo Braga e o menor
Florencio para os termos de aer^o de que trata a
pe tifio aqui transcripta.
E para que chegue ao conhecimento dos inte-
ressados, mandei passar o presente edital, que
ser publicado pela imprensa e affixado nos 'uga-
res do costume.
Dado e passado nesta cidade do Recife, aos 22
dias do mez de Marro de 1886.
Eu, Antonio de Burgos Ponce de Len, escri-
vlo, o escrevi.
Joaquim da Costa Ribeiro.
Edital n. 731
De ordem do D.-. inspector geral se declara
acbar-se marcado o dia 23 do corrente, pelas 1"
horas da inanlia. para no sallo da bibliotheca pu-
blica comerar'm as provas do concursa para pro-
vimenta da cadeira d; lingua ingleza io Gyrana-
sio Pernumbucano. Achara-se inscriptos os se-
Elintes concornntes :
einidas Si va.
Bacharel Pedro Celso chfta Cavalcante.
Dr. Jlo Clodoalio Mouteiro Lopes.
Jos Faustino Porto.
Secretaria da Instrucclo Publica de Pernambu-
o, 19 de Marco de 86,O secretario,
Pergentino. S. de Araujo Galvao.
ODr. Hermogenes Scrates Tavares de Vascen-
cellos. juiz de direito do civil da coscarea de
Oliiida, por. Sua Mgeatode-o Impcradar-a quem
Deus guarde, etc.
Faro saber aos que o presente edital de 20 pre-
gues e 3 praras virem, que no dia 24 de Marro,
praumo futuro, 1 hora da tarde, depois da au-
diencia, ir a prara por venda, a quem mais der e
melhnr laneo offereccr, nma parte do sirio no lu-
gar Salgadinho, oo valor-de 835*354, com diver-
sos arvoredos de fructo entre estes alguns ps de
ooqueros, com casa de vivenda, tendo esta duas
janellas d frente, duaa salas e ura gabinete qua-
tro qaartos, eosinha externa ; ncedbdo, dita casa,
30 palmos de largura e 58 de fnndo, sotlo, tor-
rare, eocheira, e mais duas casinhai de taipa
junto ao portao, -tudo. em mi. estado ; avaliado
todo o sitio por 2:000/000.
E vai a praea a resuerimento ds Antonio Joa-
quim Cascan, na execucolo que por este juizo move
contra D. Alejandrina Maia do Sacramento Pe-
reira.
E para que chegue ao conhecimento de tjdos
Erptua, pois, merecer a confianca e a protecoao ***". P*aa?r Ufqe serio affixado. nos lu
do distincto pdvo pernambucauo, em rticolar "re8-do C08tnm? e Pbc,"!o8 pela miprenaa.
tem t robusta em todos os paes e tutores de me-
ninos que queiratn aproveitar nm rpido adianta-
meuto de ti us filhos a tutelado.
Cwnquanln niiaada saja cata UwtaSi pausada vi*
espera que os seus inoansav' is esforpos, e os Beus
puros desejoe, sejam cornados com a feliz appro
vaco do todos os filhos do Imperte da Santa Cruz.
Mensalidade 2000 pagos adiantadoB, no acto
da matricula.
Horario das 9 horas da maulia a 2 da tarde.
Recebe meninos otemos e meio-pensionistas
por mensalida les razoaveis e leccioua por casas
particulares a ambos os sexos.
Julio Woares de Izevedo
34 Ra da Matriz da Boa-Vista 34
Esmolas qtiaresraaes
Ainda faz se recoramendar aos seus la-
ridosos bciuf' tures a septuagenaria do
be'co do Bernardo n. l. Soccorram na,
pois, por amor do Todo Poderoso.
Fados e nao palavras
Aos ge se desejam tratar sem comyrometter a
saude com preparados mineralgicos.
Nesta typofcraphia e na ra ireira n. 43, l.
andar vende-se tinturas hnmeopathcas para ino-
fensiva cura das seguintes molestias : asthmatico,
ainda mesmo bron^-hitico; eiysipela, eniaquecas;
intermitentes (sem o emprego do fstsl quinino);
tosse convulsa, falta de meostruaclo ; cmaras de
sangue : esfricos ou metnte ; dores de deotea ou
nevralgias, metrorragia ; vermfugos, denteio e
convulsoes das cnaur-as ; tudo manipulado de her-
vas do pais.
Assim como tratara se escrofulosos em qualquer
grao e gommatosos.
nToiSnuii
IIKDKO
Tem o seu escriptorio a ra do Marques de
Olinda n. 53 das 12 s 2 horas da tarde, e desta
hora em diante em sua residencia 4 ra da San-
ta Cruz n. 10. Especialidades, molestias de se-
nhoras e er ancas.
Dudo e passado nesta cidade de Olinda, aos 15
de Fvereiro de 1886.
Eu baehatrei Francisco Lias Caldas, escrivlo
o subscrevi.
Hermogenes Scrates Tavares deVasconcellos.
O Dr. Br;iz Florentino Henrtques Souza,
juiz substituto da vara especial do com-
mercio desta cidade do Recife, capital da
provincia Je Pernambuco, por Sua Ma-
gestade Imperial e Constitucional o Sr.
D. Pedro II, a quem Deus guarde, etc.
Faro saber ros que o presente edital virem ou
delle noticia tiverein que-se ha de arrematar em
hasU publica deste juizo lep da respectiva au-
diencia lo dia 8 de Aiiril do corrente anno, com
as forma idad, s e pregoes do estylo urna parte di
sobr. do de um ailar sito ra d<> Hospici > n. 71.
fregueci da Boa -Vista, eom 8 janellas de frent
e urna porta larga no pavim-nto terreo, o andar
eom uove portas de trente e varanda de ferro e a
porta do ceufro larga, cojo predi > foi outr'ora oe-
cupado p la academia e avahado por 15:"0lij()00,
sendo a parte que toca ao ejecutado avaliada por
l(jo00<>, e vai a praca para pagamento da exe-
curao qne move Francisco Flix Gonralves contra
o dif ixeciitado Henrique Honorato de Miranda,
e nao bavend" lancador que cubra o preco da ava-
llarlo a arrematarlo sei feita peiO preco. da ad-
judicarlo com O abatimento da le.
E para que ehegU'- ao ci nhecimento de todos toi
passado o pr- sent, afim de b*t publicado pea im-
prensa e affixado no lugar do costume.
Dado e passado nesta cidade do Recife de Per-
namb co. aos 17 de Marco de 1886.
Eu, Jos Franklin de AU-near Lima, escrivlo,
BUDscrevi.
Bras Floreutino Henriqnes dt Souza.
O Dr. Joaquim da Costa Ribeiro, juiz de
direito do civel desta cidade do Recife da
provincia de Pernambuco, por Sua Ma-
gestade o Imperador, a quem Deus
guarde, etc.
Faro saber aoe que o presente edital virem, qne
por parte de Antonio Luis Baptista, per si e como
curador da interdicta D. Francisca Bernardina da
ConoeicsV> Carvalho, e tutor nHto d aua filha D.
Candida de Jess Baptista, sua mulher D Urba-
na Josephioa da Silva Baptista, me toi dirigida a
ofbn*d do theor aagainte :
O Dr. Adelino Antonio de Luna Freir, offi-
cial da imperial Ordem da Rosa, comraen-
dador da Real Ordem Militar de Nosso
Senhor Jc-sus Christo, de Portugal, juiz
de direito, de orphaos e ausentas nesta
cidade do Recite e seu termo capital da
provincia de Pernambuco por Sua Ma-
gestade o imperador, etc.
Faro saber aos que o presente edital virem ou
delle tiverem noticia, qne, na audiencia de 23 de
Marro do corrente anno, na respectiva sala, ir a
preglo para ser arrematada por venda, a quem
mais der, servindo de base o preco do abate da
quinta parte da avaliucaoe vai a praca pela quan-
tia de 2:000S c a requerimento do inventariante
Antonio Lourencodo Espirito Santo, urna casa ter-
rea travesea do Principe, sob n. 4, fre^uezia da
Boa-Vista, com 15 metros e 40 centmetros de
comprimento, 4 metros t, 40 centmetros de largura,
pi-rta e janella na frente, 2 salas, 2 qnartos, eozi-
nha fora, bandeiras de ferro as portas do interior,
bastante alta, em bom estado de conservarlo, quin-
tal murado; arborisado, boa cacimba, banheiro de
pedra e cal, avaliada por 2:000*. ; e vai a praca a
requerimento do referido inventariante para pa -
gamento de castas do inventario.
E para constar mande assar o presente edital
qne ser publicado pela imprensa e affixado no
lugar do costume.
Dado e passado nesta cidade do Recife, aos 19
de Marro de 1886.
Eu, Olavo Antonio Ferreira, escrivlo, o fiz ei-
crever e subscrevo.
Adelino Antonio de Luna Freir.
Edital ii. 86
( praca)
De ordem do Illm. Sr. Dr. inspector, se faz pu-
blico que s 11 horas do dia 26 do corrente mez,
serlo vendidas em praca no trapiche Conceico,
quatro duzias de leqnes de algodlo com varetas
de made'ra, parte da caxa marca FA&C nume-
ro 394. vinda do Havr>; no vap r francez Ville de
Cear, entrado em 22 de Fvereiro ultimo, aban-
donadas aos direitos por Francisco de Azeve-
o & C
3* scelo da Alfandega de Pernambuco, 22 de
Marro de 1886. O chefe,
Cicero B. de Mello.
Imperial socedade
DOS
Artistas Mcchanicos e
Libcracs
De ord. m d > irmao dir ter, convido pela se-
gunda vez a todos os scntmres socios reunirem se
em n 'ssa sede quarta-feira 24 do corrente, s 6
hotas da tarde, afim de funueionarmos em assem-
b' geral, dev ndo ter lu^ar a mesma com 0
muero qim comp recer.
Secretaria da Imperial Socedade dos Artistas
Vlevhanici* e Liberaes de Pernambuco, em 23 de
Marco ele 1886.O 1 secretario,
Jos Castor de A. Souza __
Club Jurdlcof(bIs"
Barreto
Convida-Be os socios deste club ren- irem-se
na qninta-fpira 25 do conwnte, s 10 horra da
manhi, na sede do mesmo chib, ra do Bom Je-
sos n. 43, 2 andar.

':.'.
5

'
v
I
I




I

Diario de PernambucoTi rya-feira 23 de Marijo de 1886
Manta Caaa da Misericordia do Be-
cufie
A Ulna, juntm administrativa deata aaota caaa
contrata com quem melhores vantagens offerecer,
o forneciment de assucar de 1, 2" e 3*_sorte e
turbinado, para os consumo* dos estabelecmentos
seguintes, dorante o trimestre de Abril Junho
do correte anno : Hospital Pedro I dito do
Lasaros, dito de Santa gueda, Hospici de
Alienados, Aaylo de Mijndici .ade, Casa dos fcz-
postos e Collegto das Orpbs em Olinda.
As propostas devero ser apresentadas na sala
de anas sessoes, era cartas fechadas, devidamen-
te selladas, at as 3 horas da tarde do da 23 do
correte, declarando os proponeotes sujeitarem sj
a urna multa de 5 0/0 sobre o valor total do forne-
cimento, se no prazo de tres das nao comparece-
rem secretaria da mesina santa casa para assig-
narem os respectivos contra'os.
Secretaria da Santa Casa de Misericordia do
Eecife, 18 de marco de 85.
O eacrivao,
Pedro Rodrigues de Souza.
Hallo niio Goinurcial Be-
Como alguos dos tenhores asociados 'enham
feito ao cobrador pedidos, tupeitos exclusivamen-
te competencia da directora, esta leva ai co
nhecimento le todos oa senhores socios, que s
deliberar sobre qualquer pretenco dosimsmos.
sendo 1 he esta feit por mcio de oficio ou reque-
rimento Rceife, 8 de Marco ne 86.
J. M. Palmeira de Freitas,
1* secretario.
Pelo presente san chamados os libertados abaixo
designados pira comparecerem s 10 horas da
manh do dia 25 do corrente mez, no Iheatro das
Variedades, afim de receberem as suas respecti-
vas cartas de liberdade.
1 Joanna ex-escrava de Antonio Jordo da Silva
Florencio.
2 Quitea ex-escrava de Jos de Azevedo Maia
e Silva.
3 Luiza ex-escrava de Paulo de Albuquerque
Gama.
4 Felippa ez escrava de Antonio Manoel do Kego
Barros.
5 Joanna ex-escrava de D. Maria Josephioa Du-
l"ourcq.
6 Maria ex escrava de D. Maria dos Anjos de S
Barreto.
7 Maria ex-escrava de D. Isabel Amelia de
Barros.
8 Francisco ex-escravo de Henrique Jos Alvee
Ferreira.
9 Joo ex-escravo de D. Eugenia Francisca de
Araujo Pinheiro,
10 Prudencio ex-escravo de Jos Maia de Souza.
11 Serapnim ex escravo'de D. Maria Eulalia Ca
valcaote Waoderley.
12 Eb-lvino ex-escravo de Jesuino Alvcs Fer-
nandos. .
13 Rita ex-escrava D. Felippa Paulina Caval-
cante.
14 Joanna ex-escrava de 1). Candida Cordeiro
Mergulhio.
15 Theresa ex escrava de D. Glyceria Francisca
Alves.
16 Benedito ex-escravo de Manoel Alves de
Senna.
17 Angela ex-escraVa de D. Jeronyma Antonia
dos Santos.
18 Joanna ex-escrava de baro de Caiar.
19 Jos ex escravo de D. Anna Isabel Carneiro
Lins c Mello.
20 Monica ex-escrava de Ladislao Gomes do Reg.
21 Victoriano ex-escravo de D. Rosa de Albu-
querque Paos d; Mello Barreto.
22 Luzi* ex escrava de D. Auna Francisca Car
neiro Ceo.
23 Rufiua ex escrava de D. Maria Joaquoa de
Britto Costa.
24 Maria ex escrava de Jos Hilario Paes Bar-
rene.
25 Luixa ex escrava de D. Francisca Maria da
Coneeico Reg.
26 Maria ex-escrava de Manoel Ferreira do Couto.
27 Aurora ex-escrava de Jorge ( lemente Borba
Cavalcante.
28 Mana cx-escrava de Sebastio Jos Gomes
Penna.
29 Jacyntha ex-escrava de Miguel ArcbaDJo Lopes
da Fonseca.
30 Rufina ex-escrava de Miguel Arcbmjo Lopes
da Fonseca.
31 Feliciana ex-escrava de Miguel Arcbaojo Lo-
pes da Fonseca.
32 Illuminata ex-escrava de D. Olympia 8ancha
das Nevos Gomes.
33 Mara ex-escrava de Frederieo Chaves.
34 Merencia ex escrava de Frederieo Chaves.
35 Fortunata ex-escrava de Raymuodo di Alen-
car Sampaio.
36 Thereca ex escrava de Manoel Vicente Caval-
cante.
37 Justa ex-escrava de D. Antonia de Vascon-
celos Coelho.
38 Thereza ex-escrava de D. Antonia de Vas-
concellos Coelbe.
39 Eva ex escrava de Firmino Coelho Pereira.
40 Lua Temotheo ex-escravo Jos Florencio da
Sus a.
41 Cecilia ex-escrava de D. Carlota Bemvinda
Loyola c Manoel Juvencio de Loyola.
42 Isabel ex escrava do desembargador Jos Ma-
noel de Freitas.
43 Antonia ex-escrava de Jos Marques de Amo-
rim.
14 Mauricio ex-escrava de Jos Marques de Amo-
nio.
i5 Florinda ex-escrava de Francisco Cordeiro Ma-
nnho Falco.
46 Caetana ex-escrava de D. Isabel Candida Ta-
vares da Costa.
47 Cecilia ex-escrava de Joo Francisco Coelho
de Maraes.
18 Damasia ex-escrava de Manoel da Costa Lima.
49 Bal bina ex-escrava do Dr. Cosme de S Pe-
reira.
50 Joanna ex escrava de Joaquim Vieira de Mello
Pinte.
Recf, 20 de Marco de 1886.
Dr. Barros Sobrinko,
Vice-secre tarto.
Obras Publicas
De ordena do II Im. Sr. engenheiro chefe, laso
publico que, em virtude da ordein do Exm. Sr.
cooselbeiro presidente da provincia, no dia 27 do
eorreate, ao meio dia, reerbe-se nesta secretaria
prspestas para a execuclo dos reparos da bomba
do Pires, na estrada da Victoria, oreados em
1:537*596.
O orcamento e mais condicoei do contrato se
achain nesta secretaria para serem examinados
pelos senhores pretendentes.
Secretaria da repartico das Obras Publicas de
Pernambuco, 19 de Margo de 1886.
O oficial secretario,
JoSo Joaquim de Sigtieira Varejao.
Club de Regatas Per-
nanibueano
Seg inda regata em 25 do co-rent
De ordem do con^elho administrativo, previno
que:t arebibancada to som.-ote destinada para
oa socios e suas familias. No ha archibancada
para o publico, e s tero direito a entrada, na
que ha, os socios que tiv< rem pago at eite mez
(inclusive) como determinara oa estatutos.
A'vista deata deliberucao do conselh i, oj socios
que estiverem quites poltro procurar os scus
ingreasos nos dia 83 24 (antc-vespera e veepera
da r.'gat ) das 7 i.s 9 horas da noite, na e lu do
Club.
Devendo, out-09m, ter lugar n ssa mcama noitc
um sarao, de accordo com os nossoa estatu s, pro
rio que suba stem aa meamas exigencias logis
00SBO para a regata.
Secretara do Club de Regatas Pernarabucano,
em 16 de Marco de 86 O secretario,
Osear C. Monteiro.
Obras Publicas
Dd ordem do Illm. Sr. Dr. engenheiro eli-fe,
faco publico que, em virtude da autorisaco do
Exm. Sr. conselheiro presidente da provincia, re-
cebe-se n'esta Secretaria, no da 27 do corrente,
ao meio dia, propostaa para a ezecuco dos re-
paros das pontos do Aterro, da roa Bella e do
\Cmigue no Rio Formoso, oreados em 2:700*000.
O ornamento e mais c.radicoes do contracto
acham se n'eata Secretaria para serem ezamina-
doa pelos Srs. preteodeotes.
Secretaria da repartico das Obras Publicas, 17
de Marco de 1886.
O secretario,
Joo Joaquim de Siqueira Varejao
Obras Publicas
De ordem do Illm. Sr. Dr. engenheiro ebefe e
director da repartico das obras publicas, fago
publico que em virtude da autorisaco do Exm.
Sr. couariheiro presidente da provincia, recebe-se
nesta secretaria no dia 27 do corrente, ao meio
d :i, propostas para a execuco das reparos da
ponte sobre o rio Carim, em Barreiros, oreados
ein 1:300*.
O orcamento e mais condicoes do contrato se
a.-h .m nesta secretaria para serem examinados
pelos senhores pretendentes.
Secretaria da Repartico das Obras Publicas, 16
de Marco de 1886.
O secretario,
7oo Joaquim de Siqueira Varejao.
De orde u do Dr. juiz de direito do 3o dis-
tricto criminal, convido os cleitores da parochia
de Afogados, qualifinados na ultima revisa), a
vrein receber seus ttulos na ra do Imperador
n. 44, dentro do prazo de 30 dias. liecife, 19 de
Marco de 86. O escrivo,
Ernesto da Silva.
uta Casa de Misericordia de
Reelfe
Na secretaria da Santa Casa de Misericordia de
Recite arrendam-se por eapaco de um i tres an
nos, as casas abaixo declaradas :
Ra da Moeda n. 45, 240*000
dem "dem n. 49 240*000
Ra do Bom Jess n. 13, 1 andar 3 0*000
dem n. 29, loja 216*000
Ideio idem n. 29, 1- andar 240*'U
Ra dos Burgos n. 27 216*000
Ra da Madre de Deus n. 10-A 180*000
Cae da Alfandeea armazem n. 1 1:600*600
Ra do Marques de Olinda n. 53, 2
andar 507*000
Ruh da Guia n. 25 200*005
Boceo do Abreu n. 2, ioja 48*000
Ra do Visconde de I tapanca n. 24,
pavimento terreo, 1* e 2* andar, por 1:600*000
Ra das Ca'cadas n. 32 200*000
Secretaria da Santa Casa de Misericordia do
Recite, 6 de feveretro de 1886.
O eacrivao,
Pedro Rodrigues de Sonta
SEGUROS
CONTRA FOGO
The Liverpool & London & Glob
INSIRRANCE COMPANY
H.
kLondoa aud Brasilian Bank
Limited
Ra do Commercb n. 32
Sacca por todos os vapores sobre as ca
sus do mesmo anco cm Portugal, sendo
em Liaboa, ra dos Capellistas n 75 N-
Porto, ra dos Inglezen.
TSEMOS "
UARITIAf OS CONTRA FOGO
Companhia Phenlx Per-
naubticaoa
Ra do Commercio n.
38
(OMPANH1A
Imperial
DE
SCIROS contra BO |<-0
EST: 1803
I'ificios e mercadoria*
Taxas baixa
Promplo pagamento de prejuitoi
CAPITAL
Rs. 16,000:000*000
Agentes
BROVVNS & C.
-^ N. Ra do Commercio N. 5
AGENTE
Miguel Jos Alves
N. 7-RA DO BOM JESS -N. 7
iesrnrM marlllnoa e lerrmtre
Ne-tes ltimos a nica companhia nesta praca
que concede aos Srs. segurades isempco de paga-
mento de premio em cada stimo anno, o que
equivale ao descont de cerca de 15 por cento em
favor dos segurados.
COMMERCIO
Bols commerclal de Perpaam
buco
Secife, 22 de Mar?) de 1886
As tres horas da tarde
CotacSu officiaes
Farinh de mandioca de Porto Alegre, 4*500 o
sacco, sabbado.
P. J. Piato,
Presidente,
bandido C. G. Alcof jrado,
Secretario.
lENDIMENTOs" PBLICOS
Mea de Marco de 188
1 420
Gompanhia de Seguros
martimos e terrestres
Estabelelda em l*55
CAPITAL 1,000:0001
SINISTROS PAGOS
At 31 de dezembro de 1S84
Martimos..... 1,110:006^000
Terrestres,. 316:000$000
44-Raa d (ommerelo-
-
Alfahoso*D
':em di 22
^jwsaDoauDa 1 4 80
W-uj i 22
CjstxjcxDo ovitciit ua 1 20
-iec de 22
532.528*24^
9;129.315
541:657,557
77:920*925
5:144*620
83:065*545
90:618*068
5:337*593
95.-855/661
Rrr.ys Din10De 1 a 20
Ic*em de 2i
riii i i.
50:084*798
, 1;14*|MV
51:229*029
ALTERACA0 DA PAUTA
IAB Plra semana de 22 27 de Marco de
1886
Aguar iente cachaca, 112 rs. o litro.
Algud&u em rama, 422 rs. o kilo.
Assucar nranco, 257 rs. o kilo.
Borracha ,,466 rs. o kilo.
Alfanaega de Pernambuco, 20 de Marco de
18
Os conferentes,
A. de A. Marques.
Saymundo F. de O. Mello.
DESPACHOS DE IMPORTAgO
Vapor nacional Mandah, entrado dos
portos do sul em 22 do corrente e consig
nado Companhia Pernambucana de nave-
gacSo costeira por vapor, roanifestou
Assucar 134 saceos a J. G. Bsxwell.
Barricas vasias 200 a So. res de Ama
ral IriD2o.
Bacal' o 10 barricas a Menles Lima
& C.
Fio de a'godao 4 saceos a Silva Guima-
rle^s & C-
Peixe um barril a Mendes Lima d C.
Vapor nacional Ipojuca, ntralo dos
portos dj norte cm 20 do corrente e con-
signado Companhia Pernambucana de
navegado cesteira por vapor, manifestou:
Algodllo 6 saccas a H Nuesch & C.
Couros salgados sdeos 210 a Parento
Vianna & C., 191 ordem, 54 a H.
jNueech C
Courinhos lj fardos aos mesmos
Borracha 9 barricas a H. Forster & C.
Fazendas 1 pacote a Souza Mcutinho
C.
Vapor alleuao Hamburgo entrado de Hamburgo
e Lisbsa. no dia 22, e consignado a Borstelmam
* C, sanileston :
Cafga de Hamburgo
Asul ultramar 2 csixss a H. Mu^ch i (
O V I II FOGO
Norlb British & Mercanlile
- CAPITAL
t rOOO.OOO de libras sterliaas
A O E N 1 E S
Adomson Howie& C.
THElTRO
DE
YAMEBADES
Companhia lyrico-comico-
dramatica
DIKIGIA PELO ARTISTA
L1ZMILONE
EMPREZA
A. BOLRINI E L. MILONE
Oaarta-fera, \ deMarf-o
i;*ii;a
NA OPERA-COMICA DA PRIMEIKA CANTORA
Marin Andr
Pela prlmelra ves nesita poca su-
bir scen* a opera cmica em 3 actos, msica
do nuestro Offembacb :
A BELL i HELENA
Em que a Sra. Mabion desempenhar o impoi-
ante papel de PARIDE.
PerNonageasj
Helena, raiuha de Sparta...... Sra. Ppringer.
Paride, filho do rei Priamo.....
O reste, filho do rei Agamenn..
Euclide, dama de companhia de
Helena....................
Lena.......................
Partenope----- ..............
Agamenn, Rei dos Res....... Sr.
Menelo, rei de Sparta.......
Calcante, grande augure de Jove
Achule, rei de Tiotida........
Ajace, Io rei de Salamine...... *
Ajce, 2 rei dos Lorenos.....
Filomeno, criado de Calcante...
Euclitde, ferreira.............
Guardas, escravos, po"o e pagens.
A accio passa-se em Sparta no 1 e 2* actos e
no 3* em Nauplia durante a estacao dos banhos.
.A pec est montada e ensaiada a ca-
pricho.
O vestuario completamente novo e no
rigor da poca.
A\mo Depois do espectculo havera trem
at Api puco 3, e os bonds das linhas de Fernn-
des Vieira e Afogados. Os bonds no largo de pa-
lacio.
O bond de Magdalena s haver quando o es-
pectculo acabar depois do horario do ultimo que
passa na ra Nova, s 11 horas e 42 minutos.
Nao se transiera o espectculo ainda que
chova.
Precos do costume.
a* entrada sreraest nao do direi-
to ao asnalo no ihealro.
Principiara aa H 1/ noraa.
Marin.
Durand.
Fioravanzo.
Olympia.
R. Becc.
Dominci.
MiLue.
Repossi.
Comoletti.
Molteni.
Frts.
Tirelli.
Micheluzy.
MARTIMOS
CHARfiElRS RELMS
Companhia Francesa de Navega
cao a Vapor
Linha quiuzenal entre o Havre, Lis-
ooa, Pernambuco, Babia, Rio de Janeiro e
Santos
Stier illi li Peralto
E' esperado da Europa at
o dia 23 de MarQO, se-
guindo depois da indispen-
savel demora para a Ba
ola. nio de Janeiro
e Kanloa.
Roga-sc aos Srs. importadores de carga p 'los
rapores deata linha,eiueiram apresentar Centre de 6
das a contar do da descarga das alvareng
quer reclamacio concernente a volumes, qao poi
. n| iira tonham seguido para os portos do sul.afu.
de se poderem dar a tempo as providencias neces-
sarias.
Espirado o referido praso a companhia no se
responsabilisa por extravos.
Recebe carga, encommendas e passageir; parb
te quacs tcm ezcelleutes accomodacoes.
Ausiisto F. de Oiveira & (
AI2.\TK*
42 RA DO OMMKRHIO
-42
ROVALMAIL STEA1 PACKET
C01PASY
0 paquete Neva
E' esperado da Europa no dia
23 ou 24 do corrente,seguiide
depois da demora necessa-
ria para
Baha, Rio de Janeiro, Monte-
vdeo e Hlenos Av res
Este vapor traz simples mente
passageiros e malas e imiiied a-
lamenk seguir di'poisdo desem-
barque dos mesmos.
0 paquee Tagus
E esperado
do sul no dia 29 de
marco, seguin lo
lepois da demora
neeessaria para
Lisboa e Soulhampton
Para passagens, frutes, etc., trauta-sc com c =
CONSIGNATARIOS
A dainsoii Ho wic & C.
3-Rua do Commercio3
Companhia Bratllelra de Nave-
g&co a Vapor
PORTOS DO NORTE
Vapor Espirito-Santo
Commandante JoSo Jfirw Pessoa
E' espralo dos portos do sul
at o di 2<> do orrentu, e
seguir i!i'po3 d:i demora in
dispcns-i I, pura os porte:-
do nort'- t Alunaos.
Para carga, passagens, eacotameada e valores
tpaerta-su na agencia
46 -Ra do ComtM rtio 46
VIAGEM EXTRAORDINARIA
0 vapor Para
Commandante o Io tenentr. Carlos An-
tonio Gonu"
Esp Bw de Jant-iro
em duchara :i este p-^rto at
o dia 26 de Wirg c depois
da demora indisptnsavtl rc-
gressar tambem em direiiu-
ra.
Para carga, passagens, ncomu.cudas e inli.iro
a frete, trata-se na agencia
N- 46 RA DO COMMEilOIO N. 46
PORTOS~DO SUL
0 vapor Baha
ljiited Males & Brasil MailS.S.C.
0 paquete Finance
E' esperado dos portos do
sul ate o dia 29 do corrente,
depois da demora neeessaria
seguir para
nannho, Para, Barbados, *.
Thomaz e Xewloik
Para carga, passagens, e encommendas tracta-
ie com os
O vapor Advance
Espera-so de New-Port-
News.at o dia 1< de Abril,
o qual seguir depois da de-
mora neeessaria para a
Babia e Itio de Janeiro
Para carga, passagens, encommendas o dinbeiro
a frete, tracta-so com oa
AGENTES
llenry Forsler & C.
N. 8. RUADOCAIiaRGlO -- N 8
1- andar
OrliVWIIIi: DEM I S^ H I
2Ii:*i NAKITIHi:
LINHA MENSAL
0 paquete Congo
Comniandante Cirou
E' esperado dos poi t ja di,
s;:l at o di.-. 25 do crrente,
seguindo, depois du demora
do custume, para Boreleaux,
tocamlo un
Dakar, Lisboa e Vigo
Lembrase aos Srs. passageiros de todas as
classes que ha lugares reservados para esta agen-
cia, que podem tomar em qualqucr tempo.
Fas-se abainnento de 15 /0 um favor da3 fa-
milias composta do 4 ptssoas ao m-nos e que pa
garum 4 pastagens intuirs.
Por excepsao os criados de familias que toma-
ren) bilhetes de proa, gosam tambem d'este abati-
mento.
Os vales postaos s se do at e da 23 pagos
de contado.
Para carga, passagens, encommendas e dmhciro
a frote: tractu-sc com o agunte
tapsle
9 RA DO COM]VIERCIO -9
(OHtMMIU Pa.MNAlCfl AA
di;
Xavegaco Cosleira por Vapor
PORTOS DO SUL
Macci, Pcnedo, Arat'.uj, e Bala
0 vapor S. Francisco
Rojal Mail Sleam Packet
Compaiiy
Reducgo de passagens
Bilhetes especiaes se-
ro emit i dos desde 14
de maryo at o fin de
julho offerecendo fac
lidades aos senhores
viajantes para visitar
a exposifo colonial
em Londres* de 1886.
Ida c volt de Pcr-
nanibnco a Southamp-
on, primeira elasse,
com o pruzo de 6 mc-
zes libras sterlinas 36,
150.
Segu no dia 24 do
corrente, s 5 hor-it
da tarde. Recebe
arga at o dia 23.
Encommendas passagens e dinheiros a frete at
s 3 horas da tai de do dia Ha *n hiela.
ESCRIPTORIO
Caes da Companhia Per^ainl>'irwin
v. 12
hnac
Agulhas 1 caxa a W. Hallidsy & C. 1 a
Stoliemback & C.
H.
Amostras 17 volumes a diversos.
Btter 20 caixas 4 ordem.
Bataneas 1 caiza a Prente Vianna & C.
Cachimbos 1 caz i ordem.
Chapeos 1 caiza a Palmeira Maia & C 2 a
Samarcos & C, 1 a Alfonso Olivcra 6i C. 3
ordem, 5 a Raphael Das & C.
Cerveja 320 caixas ordem, 50 a D uningos For-
reira da Silva &C., 20 a Hallar Oiveira & C.
10 barris ordem, 30 caixas a Salaer & Kauf-
fman.
Drogas 1 volume a H. Nuesch & C, 9 a Fran-
cisco Manoel da Silva & C, 51 ordem, 3 a Sul
ser Ranffuam & C. 9 a A. M. Veras C.
Espirito 2 caixas a Gumares ek. .- erman.
Ferragens 3 volumes a H Nuesch & C., 8
ordem, 5 a Oiveira Basto e5t C, 1 a J. A. da Mot-
ta Gnimarcs, 1 a Maia & Silva, 4 a Nuncs Fon
seca & C, 1 a Netto Campos & C, 1 a Otto Bo-
hers Successor, 2 a W. Halliday & C.
Genebra 50 caixas ordem.
L:uca 3 caixas a R. Hall, 5 a B. D Campos &
C.,1 a Guimaras & Pcrman.
Linlia 1 caizo a Olivcra Basto & C.
Mcrcadorias divertas 2 volimes a H. Nuesch
& C, 2 a A. D. Lima 4 C, 1 a Guimarcs & Per-
man, 3 a G. Spieler, 2 a Maia ek Silva, 27 or-
dem, 2 a Sulzer Kauftman & C.,1 a J. A. Motta
Guimarcs, 4 a A. D. Car leiro Vianna, 1 a R. de
Drusina & C, 8 a V. Neesen, 2 a Oiveira Basto
& C, 1 a Prenle Vianna 4 C, 2 a H. Stolzen-
bicf & C.
Machinas de costura 12 caixas a Parento Vian-
na C- 9 a A. D. Oarueiro Vianna.
Phosphoros 10 caixocs a Joaquim Duarte S-
moes 4 C, 10 a Kndngucs do Faria eSt C, 10
Soasa Basto Amorim & C, 5 a H. Nuesch i C
Papel 15 caizas ordem, 2 a Ferreira Irmao,
dito de embrulho 2q0 fardos a Sousa Basto Amo-
rim & C, 31) ordem.
Perfumaras 1 caiza? Nun Fonseca & C.
Presuntos 1 caiza a Octo Bohers Sueccssor.
Pinceis 1 caiza a ordem.
Parafina '5 cartas a F. J. dos Paseos Guima-
Tnes.
Rolhas 2 fardos a ordem.
Commandante 1-tenente Aureliaao
E' esperado di* pc.ruu do
norte at o dia 24 de mar-
co, e depois da demora n
dispensavel, seguir para
os portos do sul.
Recebe tambein carga pa-
ra Santos, Pelotas e Rio Grande di Sul, frete mo
dioo.
Para carga, passagens, encommendas e valorea
trata-se na agencia
Lisboa e Porto
A barca portuguesa Isolinn recele carga a fre-
ta ; trata-se com Silva Gumares & C. a ra do
Commercio n. 5.
Barcaca
Vende-se urna barcaca de carga de 300 saceos
tratar na ra Direita a. 82, loja.
S''gue brevemente para o pofto cima a bar?a
rtugueza Miuho ; para o resto da carga trata
( i cora os censigoatarios Jos da Silva Lovo &
Filho.
Rotim 4 fardos a Prente Vianna & C.
Tecidos diversos 5 volumes a MachadoV& Pereira
11 a Bernet. & C, 22 a ordem, 1 a S .kzar 4 C.
2.L Vieira 4 C.
Vidros 10 cazac a ordem, 2 a And.-., le Lope? 4
C, 3 a J. A. Vega 4 C., 1 a Affonso Oiveira & C,
2 a J. F. de Carvalho.
Verinouth 20 caizas a ordem.
Viuho 10 caizrs a Sulzer Kaufl'man 4 C.
Carga de Lisboa
Azcito 50 caizas, a Sonsa Bastos, Amorim 4 C,
35 a Orcstes Travasso &c C, 3 a Domingos Al-
ves Matheus, 30 a J. F. de Almeida, 25 a Domin-
go Ferreira da Silva, 5 a Joaquim Duarte Simoes
4C.
Btter 1 caiza a D. Ferreira da Sil va 4 C.
Bagas 1 caiza a Farias Sobrinho & C, 1 a Joa-
quim Dutrte Simos 4 C.
Ccminbos 10 saceos a Rodrigues de Faria &. |C.
Ccvada 5 barricas a Joo F. de Almeida.
Carne em conserva 1 caiza a L. A. de Figuei-
redo, 7 a Domingos Ferreira da Silva & C
Conservas 3 caizas a Joo F. de Almeida.
Drogas 4 volumes a Faria Sobrinho & C, 5 a F.
Manoel da Silva 4 C, 8 a J. C. Levy 4 C.
Geoebra 20 caizas a Domingos Frauciscoda Sil-
va & C., 50 a F. R. Pinto Gumares.
Panno de crochet 1 caiza a J. A. da Motta Gui-
mars.
Palha de milho 1 caiza a Joaquim Bernardo dos
Res & C.
pregoa 1 barrica a Albino Silva.
S .rJinhas 20 barris a Manoel J. A. da Costa,
25 a Domingos Ferreira da Silva 4 C, 4 caizas a
F. R. Pinto G imarcs.
Viuho 10 pipas ao mesmo, 10 a Amorim Irmoa
4 C., 2e 15/5 a J. A. dos Santos, 50/5 e 20/10 a
Amaral Primo, 1/10 a J- Ai Pinto Guimwea 5
10/10 a Maia Sobrinho 4 C, 5 4.a Abrantes ek C-,
10/5 e 21/10 e 81 caixas a J. da "Silva Salgaeiral,
Paciic Sleam i\avigalioii
Para facilitar aos
Srs. vi "antes que (to-
sejaren assistir ex-
posicao colonial de
Londres no corrente
anno, esta agencia fa-
r a reduccao segua-
te, a principiar do 1.
de Marpo a 31 de Ju-
lho prximo futuro:
1.a elasse, ida e vol-
tapara Inglaterra, bi-
lhetes validos por seis
mezes, 36:15:0 libras
esterlina*'.
AGENTES
Joma CpfL
I'.lilil do Coiumcrcio-H
Pa
Seg c si in falta at o dia 27 do corrente para o
porto cima o origue ingles Aaid of Glenwern
(de Ia elasse) ; para o resto da carga trata-se
ra do Mrquez de Olinda n. G.
LELOES
Para Maranho
18/8 e 30 caizas
Travsssos 4 C.
a ordem, 20 caixss a Jrestes
DESPACHOS DE EXPORTAC\0
Em 20 de Marco de 18SU
rara o itenor
No vapor ingle* Orator, crregon :'
Para Liverpool, J. H. BoxweII G00 saccas com
44,269 kilos de algodo ; Borstelmann & C. 500
ditas com 36,78^ ditos de dito ; V. Neesen 100
fardos c>m 19,70 ditos de dito.
No lugar nor-ieguens<5 Navegator, carre-
gou :
Para o Bltico, Bjistelmann 4 C. 125 fardos
com 21,648 kilos de algodo.
Na barca nacional Nova Sympathia, car
regju :
Para Hamburgo, P. Vianna & C. 134 saceos
com 8,040 kilos de cera de carnauba.
Para o Interior
No patacho nacional Alvaro, carregou :
Para Santa Catharins, Amorim Irmosfe C.
75 saceos com 4,500 kilos de assucar branco e 25
ditos com 1,500 ditos de dito mascavado.
= No vapor nacional S. Francisco, carregou :
Para Baha, Amorim limaos & C. 900 volumes
com 80,012 kilos de assucar branco.
No vapor nacional M. de Caxias, carregou :
Para Babia, P. Pinto 4 C. 10 birris com 1,500
litrot de mel; M. C. L Vianna 34 ditos com 3,400
ditos de dito ; F. F. de Saboia 3 volumes cora 80
kilos de doce.
No patacho allemo brilhan'.e, carregou :
Para Pelotas, A. B. C^rreia 30 caizas cajuru-
beba.
Na barca portugueza Mmho, carregou :
Para Maranho, Burle 4 C. 140 barricas com
16,527 kilos de assucar branco e 40 ditas com
5,078 ditos de dito matcavado ; J. G. Auge 173
ditas coa 20,227 ditos de dito branco.
No vapor nacional Jaguaribe, carregou :
Para Acarsbu, E. C. Beltro & Irmas 15 bar-
ricas com 503 kilos de as3ucar mascavado.
Para Camossim, Fernandes 4 Irmo 1 pipa
com 480 litros de agurdente.
Para Mossor, J. Cantillo 10 saceos com farnba
de mandioca ; L. A. Siqueira 200 ditos dem.
No hiate nacional S. Lourenco, carregou :
Para Ar.ic&ty, P. Carneiro 4 C. 200 saceos com
farnba de mandioca.
Na barcaca Jflor do Mi, cawegou :
Para Mamangiiape, P. Peiz^to de'vascoiteellos
150 saceos'com farinh detaanJioc.
Para Maco, P. A'vW 4'C.'6:barricas com 36Q
kilos de assucar refinado.
Teraa-feia (3) s 9 h Tas e 45 minutos
deve partir o tnm qu dar passapcm gratis a03
concurrentes ao leilo de movis, louca, crystaes,
da casa cm que. motou o Sr. H. Oettly, em San-
t'Anunba.
Quarta-feira, s 10 horas em pinto, leilo
da tavern da ra de S. Joo n. 83.
A'8 11 horas do m smo dia, na ra Bella,
loilao de um terreno tolo murado com 24*metros
a 34 centmetros de frente e 27 metros e 26 cen-
tmetros de fundo.
Agente Pestaa
Grande e ultimo leilo
De boas casas terreas que pelo
sen bom rendimento e perfel-
(o estado de comerv:n-o cha
mam a attenci dos Srs. com-
pradores.
Teif a-eira 23 do corrente
A's a'horas em ponto
Mo armasen da ra do Vigario Tenorio n. 12
Definitivamente en regu servndo de base as of-
f-rtas abaixo declarados
Cacas terreas sitas ra do Rosario da Boa-
Vista ns 37 e 3:" n-ndendo cada urna 240 an-
1,11 'Wi oflrta de 1:840 por cada orna, tendo os
seguintes co^nmodcs: 2 -alas, 2 quartos, cosinha,
quintal, cacimba c quarto com apparelho cada
casa.
Casa terrea sita a namn ra, osqjiu.i d ra
do Arago n. 41, onde se ach* um dos melhores
talhos di fieguezia, rcnd.'ndo 36)( unnuats. of-
fnta de 2:522.
Casa terrea sita na mesma run, esqu nadobec-
co do Tambi n. 11, onde se acha urna bem afre-
guezada laverna, ren leudo 300 anuuaes, offerta
de 2:250.
Grande casa terrea sita ra da Palman. 11,
-n n duag mPag aguas ao ladosob os ns. 9 A o 9 D
udo 40)8 nnuues, offi-rta de 2:722*, tendo
a casa 2 sallas, 2 quartos, cosinha rauito grande
e as meias aguas salac quarto cada urna.
Casa terrea sita a> Corredor do Bispo n. 18,
terreno proprio, cora 2 salas, 2 quartos, cosinhs,
quintal c apparelho rendendo 3004, of;ita de...
2:135 a
Casa terrea sita ra do Visconde de Pelotas
atttiga do Arago u. 11 com grandes acc ramoda-
coes para familia, quintal e cacimba, rendendo
360 annuaes, offerta de 3:220/.
Grande cas terrea sita a mesraa ra n. 41, com
2 salas, 3 quartos, corredor independente, quarto
com apparelho c quarto para criado, quintal eca-
cmba, renlendo 40, offerta de 4:C00.
Sobrado sito a travessa do Carrao n. 10, cora
grandes aceommodatoes para familia, rendendo
5105 annuaes, offerta de 4:150*.
3 Casas trrreas sitas ra da Baixa-Verde, na
Braca, terrenos proprlos sob os ns. 1, 1 C e 3 e
um sitio d) lado sob n. 5, com mutos quartos, sa-
las, cacimba, viveiro, etc., rendendo 192 cada
urna das casas que teem 2 silas, 2 quartos, cosi-
nha e quintal e sao novas e 400 annuaes o sitio,
offertas de 3:0005 pelas casas e 2:0005 pelo
sitio.
Casa terrea sita a travessa de S. Jos n. 23,
em terreno proprio, com 2 salas, 3 quartos, cosi-
nha, quintal, caciu ba e quarto cora apparelho,
rendendo 3005, offerta de 2:50
Casa terrea sita ra do Viscondo de Goyan-
na n 107, r m terreno proprio. cora 2 salas, 2 quar-
tos, cosinha, quintal, ciciraba e quarto com ap-
parelho, rendendo 3005, offerta de 2:0005.
E muitaa outras por nao terem obtido offertas
d'.'iza-se de annuqciar.
Todos csses predios csto livres e destrabara-
cados, devendo os Srs. pretendentes virem vis:-
tal-as para ve rem o seu bom estado de conserva-
rlo posscro neste leilo definitivamente entregues
Int tilicocs na mesma agencia,
Na barcaca Lindo Paquete, carregou :
Para Parahyba, J. Baptis-a 30 saceos com 2,250
kilos de assucar branco e 150 ditos com farinha
de mandioca.
MOVIMENTO DO PORTO
Navios entrados no dia 21
Aracaju' c escalas4 dias, vapor nacional Man-
dah, dt. 222 toneladas, commandante Antonio
Rodrigues de Olivcra, cquipagem 18, carga va-
rios gneros; a companhia pernambucana.
Observacco
Nao houve sabida.
Navios entrados no dia 22
Buenos-Ayre8-26 das, barca americana J. H.
Chadwsoh, de 454 toneladas, capito John Fors-
ter, equipagem 10, em lastro; ordem.
Mauritna (Inglaterra)39 dias, brigue norre-
guense Lectch, de 391 toneladas, capito O N-
elsen, equipagem 10, era lastro; ordem.
Navios sahidos no mesmo dia
Barbados- Barca americana P. H. Chadwich, ca-
pito John Forster, em lastro.
New YorkBarca uorueguense Glimt, caiitio O
E. Hausen, carga assucar.
Camossim e escalas Vapor nacional Jaguaribe,
comatandante Francisco de Carvalho, carge va-
. res gneros.
VAPORES ESPERADOS
Hamburg
Orator
Ville de Pernan
Baha
Neva
Congo
Espirito Santo
Para
Cear
Finance
Tagus
de Hamburgo boje
de Liverpool boje
oo da Europa hoje
do norte amano a
da Europa amanh
do sul a 25
do sul . a 26
do sul a 26
do sul a 26
do sul a 29
do sul a 89
- Abril -
i
Advance
de New-Porta-New 16*


Diario de PernambncoTcrja--feira 23 de Marco de 1886
Grande e variado
Leilo
Da bous movis, finos cryataes, quadros,
livros, louca, plantas, vidros e mais .c-
cessorius tic casa de familia.
A saber :
Sala da frenli-
Um piano forte do I'leyel, 1 cadeira para o
mesmo, 1 porta msica, 1 estante para musicuf, 1
sof, 2 consolos de cantos, 6 cadeiras a Luis XV,
2 cadeiras de balancea, 1 mesa com abas, 1 dita
com gavetas, 1 divn estofado, 2 cadeiras de bra-
cos estufadas, i! caieirus de balanco, 3 pares de
cortinados de l, 1 estante envidracada para l-
vros, 1 porta-relogo, 2 jarros para floro, 2 qua
dros, 2 cadenas de abrir, 1 tapete de coco, toir
desala, 1 tapete grande nveludado para centro 'la
sala, 1 mesa redonda, 1 dita de fero, 1 tapete de
sof, 2 desea:; i Je ps, 1 porta p peis, 1 porta
cartes, 2 porta fl res, 2 eandieircs a gaz, 2 pan
nos p\ra mesas c 1 machina de costura.
Sala do mei
Um porta 2 cubiles para chapos, 1
joge bacatela, 1 dito tonueau, cadeiras com cu-
costo de panuo, 1 cesta para costura e 3 porta-
flores de ari i.
Terraro
Un; viveiro para pussaros, 2 gaiolas com passa
ros, 1 mesa jaroineira e diversas plantas novas e
rana.
ala de Jnntar
Urna mesa clstica, 1 guarda louca envidracadn,
1 apparador, G cadeiras do guarnidlo, 2 cadeirss
de bracos, 2 mesas cora gavetas. 1 gua:da comida i,
1 filtro grande, 1 jarra, 1 machina para limpar
faccag, 1 maquina para engarrafar, 2 gaiolas par
garrafas, l armario para viuhos, 1 criado mudo, 1
relcgio, barmetro, 2 quadros finos.
Um apparelho 1 dito para cha, copos, clices, garrafas, porta
q'ieijos, purta-doues. gilheteros, talheres e poata-
gl'.
ruziiilia e Mala de eiiKomtnar
Um iugo .do ferro cjuj chainins, 1 raode lo-
te de tro s de eoainha e formas para bolos, urna
nachina i.ara assar, co ralogio, mesas da ozi-
nha, tabeas para ongoinmar, machina para picar
carne, urna machina para engommar roojsa, ]
eaerda-comida do rame, Lacias, trein do jnrdim
g'iscadas.
1 ANDAR
Priniclra tala
Urna mesa redunda cjui tampo do pe 1ro, urna
mesa de sof, 1 divau de palbiuha, urna e^pregui-
cadeira de junco prct>, duas cadeira:. de balanco j
dem dem, urna da americana, urna dita de b-
lauco, urna escante de armario com tampo de pe-
ora, 1 porta-papis, quadros, 2 tapetes de f.f,
1 rclogie, laucas e cortinados, e 1 revolver com
lulas.
Segunda mala
Um guarda-vestido de carvalho com espelho,
completamente novo, 1 guaroa-roupa com 3 com-
partimentos, 1 guarda-vestidos, duas cominida-
inteiras, 1 toilet cem pedra e espelho, 1 lavatorio,
duas guarnicoes pin lavatorios, 1 armario de b;s
tica, 1 cabide torneado.
4|uarlos
Duas camas triiucezus com astro do palhinha
e lastro de iranu*, co'xOes e travestiros, duas me-
sas de cama, una mesa de ferro, 2 poita-toallias,
2 cabides torneado?, urna cadeira privada, 1 bidet,
1 balaio para roop i, urna cama do ferro com lastro
de mola, colxes o trave>seiros, tapetes, 1 relogio
de pedra e estante, 1 espelho grande e muitos cu-
tres objectos de casa de familia.
Teic.a-fe.ira 23 do crvente
No Chacn
Casa cm que morou o Sr. Henriquu Oettl-
O agente Pinto levar a leilo, era muitos e difi
fuentes lotes, os movis e mais objectos da casa
em que residi o Sr. Heurique Oettli, no Chacn.
Os concurrentes que tomarem o trem das 9 45
minutas, do arco de Santo Antonio, parando em
todas as estacos, terao direito passagem de
ida e volta gratis.
O le o principiar s 10 e 1/2 horas.
Leilo
De urna vacca tourina com cria
flOJ: 33
Por oeeasi) dj leilo de mi veis d.i casi einq-i
residi "o Sr. Oettli em Sant'Anninha ou Chacn.
Leio
Da movis, 1 piano do Henry Hers, louca,
vidros e 1 lustro de 3 bicos
Constando do 1 mobiiia de Jacaranda, 1 piano
do Henry Hers, 1 cadeira, lanternas de metal, 1
espelho, 3 luneta e seus pertcnes para cortinados
jarros, escarradeira?, 2 arandelas para gaz, 1 cama,
tranceza, 1 meia commoda de amarello e lavatorio
do ferro com jarro e baca
Urna mesa elstica de 3 taboas, 2 aparadores, 1
sof, 12 cadeiras de amarello, 2 consolos, 1 com-
moda, 1 cadeira de balanco, 1 banheiro de chuvia-
co com grande baca, cabide, mesa de cozinha,
louca de jantar, copos, clices, galheteiro e outros
movis.
Quarta-feira. 24 do crvente
A's lili
No 2- andar do sobrado n. 7, ra do
Vigario
Francisca Guedes Bandrira Mergttlhao, reti-
rando-se para a Europa, far leilo, pir interven-
do ag-nte Martins, dos movis cima existen-
tes no refer lo sobrado e ao correr d > martello.
E' pe chincha
Vende-se um deposito de seceos em pequea
lia, proprio para princi iante e bem atregua
zado ; a tratar no mesmo, sito ao largo do Forte
numero 34
Pensao Acadmica
Com um cursi de direito natural e ro-
mano
Sol a direct-o
e3BDO
Bacharel Assenso Mas-
carenhas
Mensalidade 60*000
l'asaracnlo adiaofado
Kia d.i Impeatriz n. 15, segundo andar
os especficos veterinarios
U0ME0PATHIC0S==
N^=DE HUMPHREY.
* Para a cura de toda;, as doencas de
Cavallos, Gade, Carnelros, Caes, Por-
TELEGRAMMA
Leilo
Tavcrna
Vende se urna tavcrna bem afreguezada, n'um
dos melhores pontos desta cidade, o que a torna
muito recommendavel ; a tratar na ra do Amo-
rim n. O.
Tavcrna
ees, tot.
Tem sido usado com feliz resultado po
Fazendelros, Criadores de gado, Car-
ros-ferrls, etc., etc.
*.$:5tlfl?TdAe BMdo I*10 Governo dos
Estados Unidos.
iy Enviase Folhetos e Cartdes gratis.
Dirija-se a
HOMPHREY'S MEDICINE CO.
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Debilidade Nervosa, Fraqueza Vital
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DA 8.a SERIE DA I.' LOTERA DO CE ARA
________________EXTRAH1DA EM 20 DE MAROJO_________________
MIIKhOti
PHKMIOM
rexcessivotrab
e^rostrao.j
Si por j
$5.00, ouro americano.
, A'vbnda por todos os Dkogi'isvas. Tamben-
en5*'.*e Va" correo pelo preco do costume.
_Dirija.se a Hnmphrey'.i HeineopaCo
Medicine Co." 109 Folio'1 SU New-V rk.
a cao, por e
garrafa, ou cinco garrafas c i gamodep,
SILK.
6398 250:000$
35598 40:000$
27443 20:000$
-4:
-si 11 : nos
l'ltKHIOl
20574
39291
5:000$
5:000$
Leilo
Do dividas na importancia de 13:302;) 1 ..O,
e a taveroa do predio ra de Marcilio
D is n. 55, pertencente ao espolio do
tinado Jos Antonio de Maccdo Lopes.
Terca feira. IS do corrate
A'S 11 HORAS
No ostabeleciment do predio ra do
Marcilio Dias n. 55
O agente Burlamaqui, por mandado e assisteo-
cia do tita. Sr. Dr. jais de dimito de orpbos,
levar a leilo no dia e hora cima indicados as
div.dits na importancia de 13:3024485, e annacao,
utencilios e gneros existentes na taverna do pre-
dio ra de Marcilis Dias n. 55, espolio do finado
Jos Antonio de Macedo Lopes, conforme o man-
dado em poder do mesmo agente, que os Srs. pre-
tt-ndentes poderao examinar a qualquer hora.
3. leilo
DE
Sendo : O sobrado de um anlsr e sota de n.
1, roa da Ponte Velba, edificado a moderna,
com o pavimento terreo em sali, no sndar tem 1
sala e 4 quartoe, e na sota, 1 saleta, 3 quurros e
cozinha.
Urna mei'agua no fundo do sobrado cima com
frente para a ra do Capibaribe, sob n. 48, com 1
sala, 2 quartos, corredor, cozinha externa e peque-
no quintal.
O referido sobrado se torna recjmmenduvel p.r
ser de esquina e com o oito para a grande bacia
do Capibaribe, onde se effjctuarao as regatxs.
Terea-Ielrji, 3 do corrate
A'S 11 HORAS
No armazem da ra do Imperador n. 16
O agente Martins, far leio, por mandado do
Exm. Sr. Dr. juiz de orphios e em sua preeenes,
dos referidos predios, pertencentes ao espjlo de
Antonio Jos de Bittencourt.
Leil
ao
do terreno todo murado, de ns. 42 a 48, A ru.i d
Ilha de Carvalho (outr'ora ra Bella) freguezia
de Santo Antonio com grande telheiro sb pi
lares de tijolo e cal, coberto de tenas, servindo
de deposito de earvo de ped^a, com freute em
raspaldo para 4 casas, com um portao p ira a
ra lina de Carvalho e dous dites para o por nte,
medrado 24 metros e 30 eentimet'os de largura,
e 27 metros e 26 centmetros de fundo.
Quarta-feira, 24 de Margo
A's 11 horas
O agente Pinto levar a leilo, por autorisacao
e em presenta do encarregado do consulado de Por-
tugal, o terreno cima menciona Id pertencente ao
espolio de D. Anna Zurick ritmos.
Dito terreno t rn^i-te rccoimncimsv.l por ser no
centro da cidade, acbar se bcn'-fi.iado e dando
bom rendimento.
O leilo ser eftectuado s 11 bn-as em ponto no
referido terreno.
Da armae&o, hlelo, carteira, movis, candieiros,
ene .linimento, ri'gis'ros de gaz c gneros
da tavcrna da ra de 8. Juo n. 83
Quarta-feira 24 do Marco, ai 10 horas era ponto
O agente Pinto ve ider em leio por man lado
e com ae8istencii> do lihn. S. Dr. juiz dn liireito
especial do cemmercio, em virtude de requenmen-
to do Dr. curadoi fiscal da massa f.illida de Pe-
reir de Siqueira & C, a armaco, movis e uerot da taverna da ra d; S. Joao n. 83, bens
pertencentes referida naassa e existentes na re-
feri'la taverna, onde se effectuar o leilo s 10
horas do dia acim dito, por ter o mesmo agente
un outro leilo.
Lelo
1 DE MOVIS
CONSTANDO
De 1 mobiiia de amarello entalliala, 1 espelho,
1 cabide t iri.e id.\ 1 dito d.t isredc, 1 mesa, 1 re-
logio, 1 lavatorio, l guaruco para o mesmo, 1
ui china de eosrura, 1 venesana com os'a, 1 par
de escarradeiras, tapete, cad iras, 1 magnifico pa-
pagaio com gaiola e muitos outros ulijoctos (fe e i a
de familia.
Quarta-feira, tt do corren te
A's 11 iioras
POR INTERVriNQi.0 DO AGENTE
Alfredo Guimarcs
Vo 2 andar do sobrado d/i travesea dos
Expostos n. 16
Xo liii-g) da Assem'ila n. 17, veade-se urna
tavcrna bem afrcgue i .i, t .nto pira a praca eo-
mo para o mato, e o motivo da venda se dir ao
comprador.
Agrn-ccimcnto
O pidre Floriano deQueiroz Coiitinlio, vigario
de Iguarass, Edeltrudes de Q i'-iroz Alves Bar-
bosa e Ant-'nij Alvcs Barbosa, filhos c genro, cor-
dealmente agr (ecera a tidos os am gos, que
acompanharam sepultura o cadver de seu sem
pre chorado pai e sogra Carlos Jos de Queiroz
Coutinho ; e b.'m assim o candoso neto de aasis-
tiremas missas, que por sua alma fortn celebra-
das as matrizes deljuarass e S. Jos, da cda
de dj Recife, no dia 18 deste m?z, setimo da de
sea fallccimento.
Ao Rvui. Sr. Manoel Ignacio Bezcrra do lina-
ral, qu sempie bondoso, paciente c cardosaTien-
te se prestou a dar-lhe na enfermidade o conforto
espiritual c os ltimos soccorros d > utissa santa
relgio, ao Itvoi. Sr. Trajino Estevo"a Provi-
dencia, e aos Illms. Sr3. tenente Joo Antonio Ca-
valcantc de Albuqiierque, Joo de Sou;a Costa,
Antonio Arthur Morcira de Mendoncae sua excel-
lcntissima familia, protestam muito particularmen-
te a mais profunda e sincera gratido p.'los cari-
dosos c relevantes servicos, que generosamente
prestaram.
Iguarass, 20 de Marrjo de 18o'6.
Qu-L BU-;TOM-HC3.E TWI8T.
(Ketroz ce fatua para f irii J
-1:
mi-
27444-
5629
7611
Jnlguulai ser^ie grande utilHr.de dos negociantes d
.1 ??S2& terem fio. de srfa retro* prepara-
iA *?, """"^ m"> do q .ej3u-. c.rreteirde
$~f?*n!a promP, fomecer para exporuco
?%,'.?t."d\"Pz de i = M= botar, de
t^das a. quudades, pKparadas em lancedbra-. rf-
, M ou de pennas como cima representado.
1 eraos todos os tamanhos de fio preto e nu
''..innentos cores.
Dirija-se i "Brainard
6ai Market Street,
Pliadelohia, V. S. A.
mais de
k Armstrong Co."
469 Broadway,
New-York, U. S. A.
i_v. Li. 1. l.
Leilo
A's 11 horas
No sobrado da ra do Rangel n. 58
O agente Modesto Baptista autorisado pir uini
familia que mudou de ns d qcp, far leilo ao
correr do martello, de 1 mobiiia de Jacaranda, 1
dita de pao cargo, l cofre de Miluers, 1 guarda
louca, 1 mesa elstica, 18 cadenas di junco, 2
incias commodaB, 1 marquezo, 1 cama para me
i]i 110 o ontros objectos proprios de casa de familia.
Em seguida far tambein leilo de um cabriole!
americano de 4 rodas, cm perfeito estado.
Ultimo leilo
Do um litio e casa de p.dra c cal, sita no
-. Morti da Madeira, eru Beboribc
O agente Britto mandado do Exm. Sr. Dr. juiz
ile direito da provedori^j na s'ia presenca. e a re
querimento > inventiiriante dos bens de Jos V.
Oodinho, levar a leilo o referido sitio e casa,
sendo o litio mui'o grande, arborisado c com 2
casas velhas, que reudem 16f00 '.
Cuarta feira, 4 do corrate
A's 11 horas
Ra do Imperador n. 16
f
9149
11945
12180
13897
22323
23019
1.000$
17238
20843
21459
32555
38329
36110
36507
37486
39362
ffi|fw
.i >ilB
X ?
n. Odorica Argeniina dos Sanio*
Deoidem da Sra. vicepresidente, convide as
senhoras socias, ao corpo docente e s alumnas da
Sociedade Pro pagadora la Instruccao Publica, na
Boa-Vista, para assistirem as missas, que no diA
2 do corrente, pelas 8 horas da manh, na
matriz da Boa-Vista, sero celebradas por alma
da sempre lmbrada soca e ex presidente deste
club, D. Odorica Argentina des Santos.
Secretara do Club Litterario Pinto Jnior, 20
de Mareo de 18dG.
Mara Eulalia Fernandes,
Secretaria.
$
O
' i?* m
e -o f 1 >
(V. 1r [
Os nmeros de 6301 a 6400 excepto o da sorte grande, esto
premiados com 1008.
Os nmeros de 3oS0l a :>600 excepto o premio de 40:000$
esto premiados com .'IOS
Todos os nmeros que terminarem em-8 e 9-esto premiados
com 20&000.
A lotera seguinle ser anunciada a extraeo.
Bilhetes venda na Caza da Fortuna, ra Primeiro do Margo n. 23, cazas do'cos
tume.
AVISOS DIVERSOS
Precisa se de urna senbdra para ensinar em
um engenho a urnas meninas o portugus e costu-
ras ; a tratar cora Joo Franciso Gomes de Ar-
ruda, ra do Apollo n. 38,
horas da manh 3 da tarde.
1 andar, das 10
- Pede-se aoi abaixo assignados o favor de
virem ou mandar ra do M-irqucz de Olinda u.
51, a negocio que nao ignora n.
Jos de Araujr.
Pedro Siqueira, d'Alfandega.
Arihur Dantas.
La Carvalho.
Jos Gumares, caixeirs do L iyo i Filho.
l'rederico Vieira. "
Augusto Goncalves da Silva.
Mnuoel Autouo Carnoiro de Aranjo. ________
Precisa se de urna coainheira ;
liaro da Victoria n. SU, toja.
na ra de
Precisase de duas anas, urna para cosnbao
o outra para engommar ; no largo do Corpu Sautr
n. 13, 2- andar. ^_^_^___^__
=j Precisa-ss de urna cosinheira e que faca mus
algum servico cm casa de pequea t.unilia : na
ra da Aurora n. 81, 1" andar.
Aluga-se na Jaqueira urna casa pintada de
novo com commjdoi para familia pequea, tem
otea, mnt>:l, banheiro. cacimba, ujipareio; a
tratar na roa do Cresoo n. W.">. I"i-' re io'J-
Precisa ei de um
moadus, com pratica ;
mt-niuo paru t-aixeiit de
na ra da Unio n. 54.
Precisase de urna an a para nsiubar ou-
tra para engiininar ; na rui do Bjtn Jess nu-
m. ro 60. _______t________________
Neita lypographiaT-- diz quera orecisa comprar
os nmeros do Diario'de ftrn'imbnro ai 3 e 4 de
Noveinuro do I88, 27 de Fevereir.i, 29 de No-
icmbro e 19 de Deiembro de 1S83 e 30 de Janei-
ro de 1881. __^_
lli'rt'iilnno destarro* e Silva
Ricardo Jos Gomes da Luz, ten io de mandar
celebrar algunas mis as na matriz ce S. Jos
desta cidade, pelas 7 horas do dia 26, por alma
de seu amigo e compadre, Herculano de Barros e
Silva, fallecido ni povoado do Canhotinho no dia
25 de Fevereiro, trigesmi da de seu passamen
to, convida aos seus amigos e parentes do falle-
cido, para assistirem a est- acto do caridade
e r-digio ; e desde j se confesas sumjaamente
grato.
soc ii:i>\ii;
Bcneficcnte Luso-Bra-
sileira
De ordem do Sr. director, eo convidados todos
os socios desta sociedade comparecerem com os
seus respectivos distinctivos, s 7 hcas da ma-
nh, na veneravel ordem terceira do Carmo, no
da 24 do torrente mez, afim de assistirem as
missas do trigsimo dia do fallecimento do nosso
muit prestimoso consocio Jos Antonio de Ma-
cedo Lopes, e bem assim convida todos os seus
parentes e amigos.
Secretaria da Sociedade Beneficente Lus)-Bra
sileira, em 22 de Marco de 1886.
O 2o secretario,
J. A. Carvalho Jnior.
De diversas caixas com charutos finos da i
e de Havsna ditas com cognac, ditas com
montb, ditas com ccrvtja Tivcly. gigas coiti
campagne fino, diversas camas franeszas de
Jacaranda, 1 guarda lonja aovo, guarda-vesti-
dos, gnarda-pratos, 1 subilla de mognj), meii
dita de amare!to, aparadores, inurquizoVs, cu-
mas de amarello, mesa?, espedios, jarros," que.
dros, lencas, vidros e al urnas obras de ouro.
Iliarta feira t'S do corrate, s
If horas
No hotel Universo, sito ra do Coro
rcer-io n. 2
Ao correr do marteo
Aluga-se O 1- andar da casa u. 13 a ra da
Penha. o 1 da de n. 13 ra Direira, o 1" da
de u. 06 roes.na ua, o 1 da do n 35 4 t.-a-
vessa de S. Jos, os trreos de. ns. 26 ra Duque
de Caxias, 41 ra do Banget. c a ca n 26 *
ra de Nunee Machado, n> Ls.iuhe.ro, com b ns
commodos ; trtar na ra do Hospicio n. 3 '-
Vndele tres stimas paites do sobrado A
ru do Birlo da Victoria n 3%; a tratar na ra
'Primeiro de Mareo n. 20.________________
Urna senhor de idade, de conducta alli.o-
cada, sem pirantes, que nao mer uicios de vida,
que quizer fazer companlna a qu.itro meninas,
dirigiudo oservico dos criados, mestraudo activi
dade, zel> e Curinhi. ter cata, omtnodof, boa
comida, roupa, etc.; a tratar na ua da B-jda nu-
mero 5L
Alaga-so c r. feri.lo predio
ir laterveneo do agei
Gusmo
ite
Vma
Prceii*-!e de urna ama pira cuidar de urna
enanca de 10 mozos : ua rna da Aurpra n. 1 5.
Cosinlieira
I nmS boa cosiaheira r tjne
asscie.di : ati -" do PaySBnda.n. 19,
______m
" Auga se
i loj. do sbralo ra de Hartas n. 140 ; a tr*.-
*r no largo da Alfandcga n. .
D. Francisca XsilerCnvalcanti'
l'erreirn
O major Pedro Meliano da Silveira Lessa, sua
mulber e tilbos, sonsivelmentu penalisados pelo
infausto passanv'nto da Ex na. Sra. D. Francisca
Xavier d\aleante Fe icira, mi desea presado
genro e cunbado, Antheogenes Alfonso Ferr. ira
uiand iin resur nina inissa na capella do engeuho
Gravat no dia '6 do cerrente, p Us 8 horas da
manh, c convidam a todos os seus prenles c
amigos c aos da finada, e sua familia, para assis
tirem a ella, ciufessi.ndo-se eternamente gratos
aos que ec dignaroin honrar co n suas presen^ is
esse act > de relgio e caridade.
H
Elvira Anton'a do Reg, Lusia da Costa B '-
0, Kaymuuda UaVb'uia do Bego, Edaarda Elvira
do Reg, Ignaeio Cintra do B?go e Zacaras Lcite
do Bego agradecem todos oa seus amigos que
,c. dignaram acompanhar os restos mortaes de
seu presado oai, avo e prente, Bernardo da Cos-
ta Carreiro ; e de novo os conidam para ass stia
rem aa missas de setm da, que tero lugar n-
igreja do Uosano, s 8 horas do dia 27 di corre-
le mez.
O. FranclMcn Xavier C avnltanlc
Feriara
Os filhos, fiihas, genrjs, nirus, n t >s o netas de
1). Fiauci'ca Xaxier ("avaleauto Pcrrtr.1, agra-
nrnte todas as pessoas que con
curreram ao sc-u enterro, c de n v idam
para aasistirein us missas de timo dia, que man
dam rojar no dia 20 do corrente, s 8 horas da
jas matrizes da cidade de Palma-
Antonio do Recifc e capella dj engenho
ata ; por cujo caridos) ots quio anteoipam
VOS 4:0001:000
EliflSIES 5AHUTIDDS
iu Primeiro de Marco n. 23
O abaixo assignado tendo vendida nos
s9s afortunados bilhetes garantidos 4
qartos n. 2501 com a sorte de 4:0005000,
4 quartos n. 1220 com a sirte de 100,5000,
alm de outras sortea de 32, 16S e 85, di
toieria (44.*), que se acnbou de extrahir.
convida aos possuidores a virem receber
na conformidade do costume sem descontc
algum.
Acham-se venda os afortunados bi-
lhetes garantidos da 9.a parte das loteras
a beneficio da matriz de Serinbaem, (45.a),
que se excrahir sabbado, 27 do corrente.
PREfOS
Inteiro 4^000
Meio 2^000
Quarto 10000
Cm qmaatldade malor de 1004
Inttiro 3(5500
Meio 1^750
Quarto 0875
Manoel Martins Finia.
~~ Bii w .mu!
Sem dieta esem modifi-
cares de eostmnes
RODA DA FORTUNA
200:000^000
PEEMOS EM P0EQ0
Dezenas..... I0J000
Vigessimos .... I|1000
EM RETALHO
Dezenas..... II$000
Vigsimos .... I$I00
CORRE TODAS AS TER^AS-PEIRAS
3 RA LttSA OO OSAKIO 3.
iconde O e
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o -o w o'
Esneccs pr airados ha
iaceutico Eugenio \ r c -
de lloliunda
eus acradecimettos.
pprovndos pelas juntas de hygene da Corte,
Repblicas do Prata e academia de industria de
Pariz.
Elixir de imbirbina
Restabeleoe os dyspcpticos, facilita as diges-
tes e promove as ejeceos difficies.
Vinbo de ananaz ferruginoso e quinado
Para os chloro-anemicos, debella a hj poemia
intertropical, nconstitue os hydropicos e bcribe-
ricos.
Xaropa de flir de arucira e mutamba
Muito recommt ndado na bronchite, na hefliop-
tyse e as tosses agudas ou chronicas.
Oleo do testudus ferruginoso e cascas do
lantnjas amarg .s
E' o primeiro reparador da fraqueza do orga
oismo, na fysica.
Pilulns ante peridicas, preparadas com a
pererina, quina e jnborandy
Cura radicalmente as febres i"termittentes, ro-
mittentcs e perniciosas,
Vinho do juruboba simples o tambom fer-
ruginos', pr pirados ea vinho da caj
Emcazes as in!l; umicoes d> ligado c bajo
is nu chroni
Vinho tonieo de capilaria e quina
Applead? nis convalesceacas das parturientes
firetico antefebril.
Depsito : Francisco Manoel da Silva & C
GRANDES NOVIDADES
Fazemlas linas e modas

2 A Ra do Cabug 2 B
J. BASTOS &C.
Para este estabelecimento acaba de chegar um primoroso sortimento de arti-
go! do modas destacando se os que aqui indicamos :
Vestidos meio preparados, de cachemira, ricamente enfeitados ao rigor d
moda.
Fantasa rica, bordado a missanga.
Filo e missanga, alto desenbo em 13 e seda e 13, bordados a retroz, etc.
Cortes de vestido, la florettea unie, combinacSo de fazenda lisa e bordada e
que modernissirna.
Cortes de vestido em toile d'alsace com bordado a aguiba, core lindas e de
gosto apurado. (
Lindissimos cortes de vestido de etanione, com bordado a seda, novidade pal-
pitante.
Etamines, suratos, failles, sedas, setins, cachemiras de todas as cores, creto-
nes, setinetas e toile d'alsace, sortimento grande.
Leques transparentes espeeiilidadcs e os priraeiros chegados aqui. Recona-
mendamos ao bello sexo.
Di'os de setitn, opulento sortimento. %
Ditos de madreperola, brancos e de cores.
Para as Exroas, ncivas :
Setim branco Duchesse.
Surato e gorgurao.
Guipour branco de seda, fil e rendas para eufeite.
Capellas de cera e de pellica.
Veos do blond, ampios e finos.
Meias de EJa e saias bordadas.
Colchas de damasco de sJa e de crochet.
Cortinados de crochet e eambraia.
Lencos de eambraia de Linbo, lisos e bordados.
Sidas, setins e merinos pretos rte todas as qualidades.
Para todos os artigos que referimos, os prejos sao sem competencia.
(Telephone n. 359)

;i repular \n\e appremlrr imlo que st sola tiesta obr.
une franco.
<- 110.0
me franco.
se sellos do con, : as menores iti
inrt-llio coicpleto daremos gratis um esemplar to dito manual. Aiipsrvllios par Ama,
nem que o pedir. -
X. & H. T. ANTHOTT 00. 601 BROADWAY, NOVA-VOItK.
t-leluM lia Diaia de 40 anuos n








Diario de PernambiiMiTerfa-feira 23 de Marco de 1886
Atogi-se barato
O 1-* e 2.* andares d* ti avecsa do Campalo u. 1
0 armasen] do Bem Jema- n. 47.
1 cui da ni ao Vifteoatte A casa a. 18 ra do Corredor do Bispo.
i eaaa da Baixa Verde. o,lB Capunga
k tratar no Largo* ieiCorpo Santo n. 19,1* aa-
*r.
Alaga-se
aloja e 3 andar do sobrade A ra da lmperatri.
a 20 : a tratar con. Capitalino de Guarni, ra
ioBom Jess a. H, 1" audar, onde eato ai
nares.
Alujase
ama casa caiada e pintada de novo, oom aotSo
interno, sita ra do Coronal Suassuna n. 198 :
a tratar uo largo do Corpo Santo n 4, primeiro
andar.
A ug-a-se
a casa terrea i ra da Conquista n 9, caiada e
pintada, com bons commodos : a tratar na ra da
Cadeia n. 60, ou Camiubo Novo n. 91, padaria.
Vina pura coiiihar
Na rua do Bem-fica
sitio que fiea em fren-
te da entrada dos Re-
medios, se precisa de
umr. inulher forra ou
escrava para ama de
cozinha.
Na praca do Conde d'Eu n. 7, 2- andar, preci-
sa-se de urna ama boa cosioheira e de boa con
docta, para casa de pequena familia, paga-se
bem.
Ama
Precisa-se de urna ama para cuidar de urna
erianca : na ra do Mrquez do Herval u 28.
Ama
Precisa-te de urna perfeita engornmadeira ; na
rua deRiachuello n. 57,{icrtao de ferro.
Ama
Precisa-se de urna para cosinhar ; roa do Bario
da Victoria n. 9.
Amas
Precisa-se de duas amas, urna para comprar e
cosinhar e oatra para enporaaa .r e lavar ; na roa
do Visc;nde de Goyanna n. 139, antiga rua do
Cotovello.
Ama
Preciea-se de urna ama para cosinhar e lavar ;
na roa do Brum n. 0, 2- an ar.
Precisa se de urna ama para cosinha ; na rua
da Imperatriz n. 65. 1 andar.
Ama
Precisa-se de urna ama para comprar e cosi-
nhar : na ruh de Pedro Affonso n. 22
ICO
#

%
Preoaraco de Productos Vegetaes
exto?oTas caspas
e outras Molestias Capillares.
JVIARTI NS&~BASTOS
Pernatnbttco
lOaratw
Aluga-se as casas ns. 28 e 40 a rua da Ainizade
na Capunga, e as de ns. 11 e 20 travesea do
Corpo Santo no Recife : a tratar na iua do Ara-
gao n. 3"', sobrado.
Aliento
Na rna do Cotovello n. 25, vmde-ee fariuha de
milho moida a vapor, de 1', 2a, 3*, 4a e 5* quali-
dades, a 80 rs. a libra e a 2J200 a arroba.
I
Leonor Porto
Rua do Imperador u t.
Primeiro andar
Contina a executar os mais difficeis
figurinos recebidoe de Londres, Pars,
Lisboa e Rio de Janeiro.
Prima em perfrieao de costura, em bre-
vidade, modicidade em precos e fino
gosto.

&

l'astilhas Vermfugas
DE
As .micas iiialliveis e que nao
repugnan as crianzas. Chegou
nova remessa e \ende-se na
caso de
FARIA SCO & G. _
Plalas purgativas e depurativas
de f anpanha
Estas pilulaa, cuja preparacao puramente ve-
g tal, tem sido por mais do 20 annos aproveitadaa
com os melhurt s resultados as seguintes roces-
tiat : affttcoi's da pelle e do ligado, svphilis,
bouboes, escrfulas, cbagas rnv< terada3, erysipe-
las e gonorrbas
MODO DE USAL A8
Como purgativas : tome se de 3 4 6 por dia,
bebendo-sp aps de cada dse um pouco d'agua
adocada, cha ou caldo.
Como reguladoras : jme-se urna pilula ao
jantar
Estas pilulas do invenci dos pbarmaceuticos
Almeida Andrade & Kilhos tesas o veridtetum dos
seuhores mdicos prra saa merbor garanta, tor-
nando-se mais reconneandaveis, por seren um se-
guro purgativo e df peuca dieta, pele que podem
ser usadas em viagem. Achaai-se drogara de Fara Bobrinho A C, roa dv Mrquez
de Olinda n 41.
B EDlamr da ti
Este i portiinte estabele-ymesto de rakijoaiia,
fundado em 1869, est fauccionabdo aera i rua
larga do Rosario n. 9.
O seu priprietene, eacar -gad^do regula men-
t dos r elogies do arsenal de marinha, da compa
nhia dos trilhos urbanos do Recife Olinda e Be-
beribe, da dt Recife Casanga, da estrada de
ferro de Cania da companbia ferro-carril de
Pernambuco, da associaco commercial beneficen-
te e da estrada de ferro do Limoeiro, cercado de
intelligentes e habis auxiliares, concerta e fa-
brica qualqner peca para relogios de Igibeira,
de parede, de tenes de igreja, chronometros ma-
rtimos (dando a marcha), eaizas de msica, ap-
parelhos elctricos telegrapbicot.
O mesmo acaba de r>ceber variado sortmento
de relogios americanos que vende de 7/ a 20f
par* parede, mesa e desp. rtadores de nikel.
Contina a ezercer a sua profissao com telo e
interesae de que sempre deu provas ao respei-
tavel publico e a. s seus col legas, e venda forne-
cimento de qualqner qualidade.
Em frente de seu eatabelecimento se acha col-
locado um relogio, cojos mostradores tambem po-
dero ser vistos pelos passageiros da ferro-carril,
tendosempreaHORA MEDIA DKsTA CIDADE,
determiadas pelas suas ooservacoes astronoroi-
mu>. Rua larga do Rosario u 9.
_____Antonio da Costa Araujo.
Os abareo assignados, lewdo adoptado e regis-
trado a marca industrial cobjo do desenho i cima
e coeformidade com as prescripcoes das leis em
ligor declarare ao publico e particnLrmente aos
tena numerosos fregnete, que d'ora em diante
odos os productos que >ehirem de saa botica le-
rar&o a dita marca como garanta de sua origem
e legitima procedencia.
Mosbaer & C.
New York
nico representan-
te nesta cidade
CHAS. T.LOHSE
Rua do Mrquez
de Olinda n. 32, arma-
zemde
Jos iimsto Sanius & c.
Boa cosinlieira
Precisa se 4e urna ama que seja asseiada e co-
sinbe atimente nos das uteis, par urna casa de
r>egoTTo-,-p dendo dormir onde quic>i: na rua
Nova n 13.
Aspira-se
aexpector
OPPRESSO Ilinii|'l1 "NEVRMGIftS"
UIsUJO-fJLm fi1*3 9i*\!'l3 Pelos CIMBROS ESMC
s a fumaca que penecra uu odio acalma o symptoinn nervoso,-taclts
'aca e faTorlsa as hmcees aos orgaos resiJratorl.is.
p *< esa uw Se J ESPIC. SIS, rua ki-Lurc, eos Patria
/>gfe*gre m rrmmm*****, p^pc- m, *m mil va <**^_ _
SAUDE PARA TODOS.
PILULAS HOLLOWAY
A Pilulas purlflcab o Sanue, com'gem todas as desordems de Estomago a
dos Intestinos.
Fortalecen! a saude das constiru9oes delicadas, e sao d'um valor jicrivel para todas as enfei midades
peculiares ao sexo feminiao em todas as edades. Para os meninos assim como tambem para as
pessoas de idade avanjada a sua emeacia e incontestaveL
Euaa medicinas sto preparadas snente no Estabelecmento do Profcssor Hollow \y,
T8, NEW OXFORD STSEET (antes SS3, Oxford Street), LONCHES,
G veDdem&e ero todas as pharmacia* do universo.
0F Ot compradores sfco convidados respeitosamente a examinar os rtulos de cada caixa e Pota se nkVo teem a
diracao. 533 Oxford Street, sao faUicaSoes.
f VERDAOEIRAS PILULAS o D 6LAUD
J*msns orspavados ferruginosos podtm preaentar-se conti*. ipa do* Jfes;
J JJoansa* aftoi4o* tm docnmstoj to autbemticot cono 01 afr-iats :
so esnprefiada* em o melhnr cilio, ha msle e u nos, pala maior parte ^oa tomKr.n.
nata arar Anemia, Cnleraae (trntaltlta), e facilitar s rontaccki ios rapara
Satas* que a tnsercao destas Pilulas m doto ctdex f-tntt* ton dispense utMMu ssngto.
aos llsulUreniof vn. i nica .-lUoao, do v Jtowi* -
31 annos ot narao a snasao***, ou uue. reeann* o na JHI
laoantessaves labra as oatros Urrarvaoacs, aa
O- DOUBkl
iqnaosav nosne Miela rravado sobre cada Pllnla coa a irarBeni
ousnrna desconfiam da "h taqes
tilli, rus Pijsbus. 8.- "Per .tarabuco: MW I. di5* a f--. s is DiatissM!
blMJO
COLLARES fiOTEB
laatra-ata0iMUca
Dss "I iluu ulliaii 2 tutea*" ccaln u
OONVL.HF8
i mu riCsUTiiutA ias uuifas
Os COLLARES ROTER,cuahacidss ka mais
i de 25 anime seo os micos tras presar -o
11 clmente as creanoas das OOMVLSOKa
' ajudmmdo mo mnmtc ttmpo a dttutcxu.
Para vtUr as Faissaoaafas e au JaaltayOes. cj.--.-.a- <,ut ez*
^.llWisi. tm i Sallas *f> vwm.*tmvmamr%Ur. 3SS ***mdmrM*r **-
0 l-j'jt
CAPSULAS
IVIathey-Caylus
Preparadas pelo DOUTOR CLIN Premio Montyon
As Capsulas Mathey-Caylus com Envolucro delgado de Gluten nSo fatig5o nunca
o estomago e s5o recommendadas pelos Professores das Faculdades de Medecina e
os Mdicos dos Hospitaes de Paris, Londres e New-York, para a cura rpida dos :
Corrimentos antigos ou recentes, a Gonorrhea, a Blennorrhagia, a Cystite
do Collo, o Catarrho e as Molestia da Bexigas e dos orgaos genito urinario.
UM Urna explicagao detalhada acompanha cada Frasoo.
Exigir ot Verdaderas Capsulas Mathey-Caylus de CLIN & Cie, de PARS,
que te achSo em casa dos Droguistas e Phartnaceutico.
PHOSPHATO CAL GELATINOSO
de E. LEEOY, Pharmaceotico de 1n CJasse, 2, roa Dannon, PARS
OSTEOGEXE& ai 6 fessmlTUMts i a Dtatlcti sm ertantas. entra Rachltismo t a MolMtla tm tasM
* Rocornrnendamos este Xarope ais Mdicos e aos Doentes. de um sabor agradavel, de asslml-
<> lacao racll e mil veze.- superior a todos os xaropes de lacto-phospUato Inventados pela especu-
la^ao. Todos sao cidos ao posso que o Vbosnhato de Cal Gelatinoso nao o
n Snr. Professor Bocchut, Medico do Hospii,! du Cnan{M. (Otelle des HplUux, 19 de mno da 1S7.)
VINHO PHOSPHATADO DE LiROY eepaffiTSliencia
f.em.a. Consvmpgo, Bronchlte chronicaf7sldt, Fragueza orgnica, Convalesccnczs diffceis.
l>C[X>tailus ciii -'. a Uco : r'RAiV tl. da J.LVil c C. .
.Cuifi
tartcnsKa
I duDTE
3*4
DES
01 eo de Figado de Bacalhau
do Z>r DTTCOXJX
lodo-Ferruginoso de Quina e Casca de Laranja amarga
----------n a 1i
Este medicamento fcil de tomar, nao provoca nauseas,
e de cheiro agradavel. Pela sua composicao, possue tod^s as
qualidades que lhe per.nittem combater :
a ANEMIA, a CHLOROSE, as AFFECCES do PEITO
a BRONCHITE, os CATARRHOS, a TYSICA
a DIATHESE ESTRUMOSA, ESCROPHULOSA, etc.
Em vista do seu emprego fcil, da sua ac^ao multplice e
segura, da economa para os doentes, os mdicos receitam-n'o
de preferencia qualquer outro medicamento similar.
DEPOSITO QEUAX. -
PARS, 209, rua Saint-Denis, 209, PARS
WDOi-Sg (J| TODaS AS PRINCIPIES PHMtMACIaS 00 l'NIVER-
CONFIAR DAS FA l_ 8 I Fl C AC E8 E IMITACOES


Amas
Este remedio precioso lem gozado da aecefta-
to publica durante cincoenta e sete annoc, com-
*cando-se a sua manufactura e venda em \Srj.
Soa populaxidade e venda nunca lorio tao exten-
sas com* ao presente; e isto, por si rnesmo,
ofTerece a melhor prova da sua emeacia maravil-
hosa.
Nao hesi(amos a dizer qne n3o tem drixado
n caso alRum rfe extirpar os vermes, qoer en
enancas qaer em adultos, qne se acharto a>
tos desles mimigos da vida humana
J^?*T* ^ reCPber ""Statemw.!,
attes.acoes de me.l.cos em favor da so. efficta
admu-avel. A causa do successo obtido por este
remedio, tem appareddo varias falsificases de
orte que deve o comprador ter muito cu dado,
examinando o nome inteiro, qne devia ser
Venoftto e B. 1FAHNEST9CK.
%
Precise se de um menin i de 12 4 13 iodo de
dede : na rua do Mrquez do Herval n, 28.
Hrjciss-e de tima ama qne saiba cosinhar bem,
que durma era casa e faca as compras ass m co
mo outra ama para andar com um .renio de pon
eos mezes, faz- ndo maie alguna servicos de casa :
na rua do Aragio n. 14.
X DE DRlWTcT
Bu A Bn-jmi 1.18
(ANTIGA DA CRUZ)
Casa de eommissoes
Grande e variado sortimento de amos-
rat e catlogos de prodBceSes da Allema
iia, fVanca, Inglatera, Austria, Hespanha,
talia e Estado-Unidos.
N. B.InformacSes sobre macbinismos
t5ncoUt, ditas para engenhos centrae-
>ombM, etc. para incendios outras tna,
:Qu"w e utensilios

Os
flaco* eo, iWtod*tf ,&-oTUtrJ
CADET
CURA
em TRES DAS
[Pt!B?Denain7]
.pars
pontos as principaesP bar muelas.
Em Pernambuco.-
PRANoo M. da SILVA C.
H
CL'IDADO COM
AS FALSIFICACS.
Od proprietarioa do muito conheuido estabolecimento denominado
MUSEU DE JOIVS
sito a rua do Cabug n. 4, communiccm ao respeita1 el PUBLICO que reciberam um
grande sortimento de joias las mais modernas e dos mais apurados gostos, como tam-
bem relogios de todas as qualidades. Avisam tambem que continuam a receber por
todos os vapores vindos da Europa. obj'ctoB novos e vendem por muito menos que em
outra qualquer parte.
HIGUL WOLPF & C.
Na 4
RUA DO CABUGA-
N. 4
Comprase ouro ? prata velha.
MUDABA
DO y
EstabelecDiento commercial
DE
G. LAPORTE & C.
Q. LAPORTE & C, estabi-leeido com casa de commissS s rua do Irape-
| rador n. 75, avisam aos seus amigos e frr'gu'zes a raudanja de seu estabelecmento
para o n. 46 da raesraa rira (defronte da casa actual^ onde se ncham dispos5ao dos
meamos para a execucao das ordeas que se digna rom lhes confiar; como setnpre es-
foryar se ho p< r merecer a confian9a de todos aquolles que a tiles rocorrerem, sendo
sempre a sua divisa :Franqueza e lealdade.
Representantes que s3o hoje da
SiH'ied.nl' Cooperativa Inhersal
uniao dos grandes fabricantes franoezes, mas do jque d'antes, e3tao os raesraos habilita-
dos ao otferecer a commercio vantagens incontestaveis, para as quaes cbamam a at-
toncSo dos Srs. industriaes, comraer iantes e agricultores, disposigao de que n ha na
mesma casa prospectos da mesma sociedade.
Antes da abertura da nova casa convidara '.o respeitavel publico para visi-
tar a
Expsito de amostras
de algumas fabricas cooperadoras, que protendem abrir na prxima segandafeira 29
de Marco at o dia 18 de abril.
^GMPHIA All^
PlOTOttMIl ILIJIi
PELLETIERINA
t
La oreado pelo I n su tuto de Fraatm
Forsr.Kof di IHriMu frinceta s sos Hat;.IUs H "trli
9remedio mais PAR COMBATIR
VERME SOLITARIA
CUt4MIMa|UlM{r3i Bdnero iHtlmmiA.
I P"!L!T TAN1I"TK M BASSE-OlMEiPHl
1882, Bordeaux Medalha dt Brome;
Bloia: Htdalha de Prata; Rocho-
lort : MenfSo de M-dlha de Prata,
S-ande modelo ~1883,Amsterdam !
_eda'ha de Prat.< aouraja. 1885,
Expo5rao do i rabalbo: Admn io
FRINH HIELIN
AlimentagSo Jilea
m prlncpioi aro'.ijis e pluspliata!.
A FAKIlHA MX.XV o mcllior auxiliar
da ama (le Icitcnaallmctitarfio ilascriancinlias.
neniada rom o mi
Oasi.-itl*. Baitraldas, Molestias (t- Intes-
tinos, riiio de Venira rebeldes, i
as Anecceos nuo ao estomago
giipport.ir a alluici ,, para a pro-
nmm .'mama registrada a tibseii
Pharmacia.TlL'f.i.V,em Itonlpamr (Frtntm)
Ib PtrnamOucu : rran" R. da Silva C*.
ALBEKTO HENSCHEL & G
S2-RLA DO BAR40 DA VICTORIA-^
O bem acreditado estabelecimento photographico allemio, acaba do augmen-
tar as suas galeras no gosto das mais sumptuosas casas d'este geneto, como'de Paria,
Londres e Berlin, onde o respeitavel publico encontrar os mais aperfeigoados trabalhoa
pelo systema mais moderno e mais apreciado.
Para dar mais impulso sua casa e assim melhor satisfazer as ma dirBceii
exigencias, acaba de cootractar o eximio pintor o Sr. Ferdinand Piereck, chegado ra-
centemente da C6rte do Imperio, onde adquiri grande nome, alm do bom crdito qu
j gozou em 1877 quando aqui estee na mesma casa.
Roga-se s Exmas. familias e mais pessoas- o obsequio de honrar com sua*
visitas a este grandioso estabelecimento, onde existe uma magnifica exposicao de suas
prodceles artsticas e onde encontrt rilo lhaneza no trato, perfeicSo nos trabamos e
modicidade nos pregos.
C. Barza,
______________________^_________________ Geiente.
Grande e bem mentada nflirioa <'e aiaiale
DE
PEDROZA & C.
N. 41Rua do Baro da Victoria- N. 41
Xe&te bem conhecido estabelecimento, se encontrar um lindo variado sor-
timento de pannos, casemirac, brins, camisas, punhos, collarinhos, meias, gravutas
tudo iropoitado das melhores fabricas de. Prs, Londres e Allemanha; o para bem
servirem aos seus amigos e fregu-zes, os proprietarios deste grande estabelecimento
jm na direccao dos trabalhos da officina habis artistas, e que no curto espaco de 24
horas, preparam um terde roupa de qualquer fnzenda.
Rua do Barao da Victoria n. 41
(PRF.gOS SEM COMPETENCIA)
TINTRARIA
SUCCESSO
2S Rua de Nalhias de Albuquerque 25
(ANTIGA RlIA DAS FLORES)
Tinge n limpa com a maior perfeicSo toda a qualidade de estofo, e faaenda en
peys ou em obras, chapeos de feltro ou de palha, tira o mofo dasfazendas; todo. 9
traball o r'eito por meio de machinismo aperfeicoado, at hoje conhecido.
Tintura preta as tercas e sextas-feiras.
Tinta de cores e lavagem todos os dias.
I
;;
>
i
,
..
*-


6\
I

Diario de PcrnambocoTer$a~feira 23 de Mar$o de 1886
SHILIZ
Aos4:000$000
BIIJIRTK OllliWTIOOl
t^raja daindependeo
cia ns. 37e 39
O abaixe assignado vendeu entre os seus
falas blbetea garantidos da 44a lotera
a sorte de 200$ em 4 quartos n. 452,
alm de outras m ai tas de 325, 16(5 e 80.
Convida os possuidores a virem recebar
sem descont alfrura.
Acham-se a venda os feaes bilhetes
garantidos da 45a parte da lotera a benefici
da matriz de Serinh2em, que se xtrahir
no dia 27 de Marco.
Pre?o
Bilhete inteiro 4(0000
Meio 2^000
Quarto ItfOOO
! porco de 005000 par
el na
Bilhete inteiro 05OO
Meio 15750
Quarto iCS75
Aut/>nto Auautto don Sant Porto.
os -MMMISOOO
E
1:000S000
16-Ivua do Cabuga-16
Acham-se venda os venturosos bilbe
tes gar ntidos da lotera n. 45a em beneficie
da matriz de Serinhaem que 80 extrahir
no sabbado 27 do corrente.
Preco
Inte-ro 45000
Meio 25000
Quarto 15000
Sendo quantidade superior
a 1*' 0:000
Inteiro 35500
Meio 15750
Quarto 57*5
Joaquim Pire da Silva.
Cos nheira e eopeiro
Precisase de urna boa cosiuheira e de um eo-
peiro ; na ra da Auroia a. 31.
Cosinheira
Precisase de urna co'inheira e que faca mais
atgnm eervico em casa de pequeda familia ; na
rut. do Mrquez dr Olinda n. 2b, loja.
Tricofero
de Barry,
luz crvmcvr o
cabello
aluda rimo i nm fnortmm
inniv calvan, liria romo u
cara radlcnlnieu'o
a TIKHA e a CASPA.
Positivamente impede s
Juedae o embranquecimento
d CABELLO c em todos os ca-
sos o torna invariarohaentf
Macio, Bnlhante, Formoso c
Abundante
Emito b&:n.t e tero maior venda que 11 mirok
om p* oravonMH par bello em
toa. orondo.
Agua Florida
de Barry.
DUPLA.
1 Preparada segundo a forarol
' original osada pelo inventor ne
auno de 1829.
Tem duas vexes mals Fragrancia
que qualquer outra.
Dura duas vezes mais tempo.
E'muits mals rica de perfume
mais suave.
E'muito mais Fina e Delicada.
Tem obrada forca Refrescativa
Tnica no Banho.
Fortalece ao Debite ao Caneado.
Cura as Dores de cabeca e os dea-
malos.
E'muitissmo Superior a todas a
outras Aguas Floridas Acta!'
mente venda. *
Desooberta Importantissima.
Puro Oleo de Figado de Bacalhao
COM
IODURETO DE FERRO,'
Barclay Cnra radio.ilmenW e com segnranca os pcorc* ca
do Phtbisica, Eacofala, RheiimatiMno, as dooneu
ti Erpintut Dorsal, dos QnadrU t dos Ossos, asn
ammntiWB di, Finido. ie ao ror])0 eiifraanrrino e fatigado o mu pri-
mitivo vigore arredondado !os contornos, K* certa-I
mente rniut (rrande desrol ; Puro Oleo *
FI-do de Bura'hr i lodoreto 4
Ferrode Bardar -je Cr New York. ^
Xaropf te Vida
de R* 'erNo. 1.
DEPURATIVO E PURGANTE.
Este novo e admiravel purifleador do
sangne acta sobre os intestinos
o ligado, os rins e a pello.
f*ct:ra inralllvel contra a Defeilldade
Nervosa, as Dores de Cabe;', a Dya-
pepsia as Sezoes, o contra as doen
cas de origem Miasmtica ou occa-
sionadas por desordena do flgado
ou pobreza e Impureza do sangue._
0 restauran! italiano
ras d* I nrantelria iiuhkto *
envida aos seus fregueses, com senjpre, aos
bons petiscos a gosto e vontade das peisoas que
eataodem da arte colinaru, au8 temperos de
saanteig* e nJc de baoha de o oreo.
Precoa :
Um jantar com aopa. tres pratos, caf ou cha,
eob a mesa e vinho 1*VXK)
Almoco com dous pratos, caf, cha ou leite,
pao, manteiga e vinho 1#000.
Tendo todas as quintas feh-ae Vatap, macar -
rio a italiana e ravioles.
Aviso
Por nao se ter reeebido e nem paaaado todas
as acedes entre amigos de om cavallo caataoho e
urna espingarda pea pressio do ar, que corra
com a u+tima lotera no mes de Marco, fiea trans-
ferida para a ultima do mes de abril.
Compra-se e paga-
se mais do que em ou-
tra qoalquer parte bem
como
MOEDAS
de qualquer qualidade.
Bia ra lo Imperador
n. 32, loja de joias.
Julio Fuerstemberg.
Massa fallida de Joa-
quim Ferreira Cam-
pos & C.
Os credorca da massa fallida cima referida sao
convidados para, no praze de oito dias, a contar
da data deste, apresentarem seus ttulos afim de
serem classificados, no escriptorio do Dr. Henri-
qne Milef, ra do Imperador n. 22, Io andar.
Por 20^000
Aluga-se o terceiro andar da casa ra do S
Jorge (antiga do Pilan n. 72. com bastantes com-
modos; a tratar na ra da Crespo n. 17, loja.
Attencao
0 puro vinho verde e o saberoeo cha preto pon-
ta branca, esoecialidades sem competencia neste
mercado, recibidos pelo ultime vapor, encontra se
i venda em casa de Paule Jos Al ves & C.
0Ruii (lo Baro da Victoriano
Criado
Precisa s de um eopeiro que sej a I impe na
ra da Aurors n. 155.
Ensino
Urna pessoa competentemente habilitada e ten-
do nesta capital a necessoria pratica para o ensi-
no das materias : primaras lettras (curso comple-
ta), portuguez, fraacez, arithmetiea, geometra e
geographia, se offerece para fazel-o em casas par-
ticulares ou em sua resiaencia na rus do Tiscon-
de de Goyanna n. 119.
Predios
Comp.am-se alguns predios em boas ras, que
regule o preco de 2:000* 4:000* : a tratar na
ra Imperial u. 297.
Toa Nas para bapti-
sado
Importantes toalhas de labyrintho, te vende no
largo do Corpo Santo n. 19, 2o andar, de 25* i
28*000 ; para ver, manda-se levar dentro da ci-
dade e nos arrabaldea. ________________^_^^
* Em Santo Antonio
Aluga-se o 2- andar e soto ra estreita do
Rosa fo n. 38, por 25*000 ; a tratar em Fra de
Portas, roa do Pilar n. 56, das 4 horas da tarde
em diante. As chaves i aliona loja.
"Tin m
Os Habitantes do Planeta Saturno
1. volme da Galera Portugueza
1 volume de 400 paginas com muitas gravu-
ras 2|5O0
REPERTORIO ou ndice Alphabetco do Re
gulamento n. 9,549 de Janeiro de 1886, sobre o
processo civil, comm'-reial e hypntbecario, que al-
terou e consolidou diversas disposi^oes relativas s
execu^oes civis e commerciaes*
POR
E. Calvo
1 volume encadernado 2|000
l.ivraria Franceza
RA 1. DE MAR0 N. 9
Papagaio
Pede-se o favor a qnem tiver achado um papa-
gaio grande, manso, follador, com um pedaco da
cerrente prega no p, de o levar ra Nova n. 51,
loja, que ser bem gratificado.
Carroceiro
Precisa se de um carroceiro matriculado, para
andar com urna carreca de trabalbo da altandega,
e qne saiba tratar de animaes ; na fabrica Apollo
& ra do Hospicio n. 79. ______________________
GFSAlflOUf
Aos 4:000$000
BHETE: RHBAJHB08
Ra do Bario da Victoria o O
e casas do costnone
Acham-sc vend os felizes bilhetes
garantidos da 9 a parte das loteras i
Deaeficio da matriz de SbrinhSem, (44*),
que se extrahir. sbbado, 27 do correnete.
Prccos
4*000
2*000
1*000
de 100*000 par
claa
3)5500
1*750
5875
Cosinheiro
Precisa-fe de um cosinheiro ; na ra da Crus
1 limero 22.
Feitor
I' ecisa-se de um feitor que entenda com per-
feic o de jardim t horta ; a tratar na ra de Ria-
chuel lo n. 57, portao de ferro. ^^^___
O abaxo firmado, mndando sua residencia desta
capiHl para a do Ro de Janeiro, deixa exposta
venda sua pharmacia ra do Rangel n. 48, e
para o que faculta poderes especiaos ao "r. J"8*
Caetano Baptista des Santos, estabelecido ra
do Crespo n. 7 (Gallo Vigilante), para veadel-a de
accordo com o pretendente, e bem assim receber
dividas que nao foram resgatadas. Recife, 23 de
fevereira de 86.
Joaquim E. Cotia. _
Ouem (em?
dura e pratn : compra se onro, prata e
oedras preciosas, por maior preco que em outra
lua'.quer parte ; no 1 andar n. 22 a ra larga do
losano, antiga dos Quarteis, das 10 horas s 2 da
arde, dias uteis. ^^^^
AguadeVidago
Em quartos e meias garrafas ; vendem Fana
obrinho & C, ra do Marques de Olinda n.
14, depositarios._________________________
Aos (lenles dos olbos
Cura certa em 48 horas das inflamacoes recen-
-.ei dos olbos, pelo eolyrio preparado por Jos
Pedro Rodrigues da Silva.
Emprega-se este poderoso eolyrio sempre cora
grandes vantagens, as seguintes mo'estias :
Ophtalmias agudas, purulentas e chronicas,
njunctivites, etc., etc.
Deposito geral na drogaria de Paria Sobrinho
Si C, ra de Marquex de 01iioa n. 41. Para in-
formace dirigir-se livraria Indastml, ra
lo Barao da Victoria n. 7, ou a residencia do
tutor, ra da Saadade n. 4.
_1
\J> /
d>
O 48 da ra Duque de Casias est vendando
fazendas por meiius 25 % de seu valor.
Ver para acreditar
Hetiaa macios de 1*400 por 800 res o covado.
Merinos pretos de 1*, l*z!>. 1*400, 1*600
1*800 e 2* o cu vado.
.-etineta preta a 500 e 600 ris o covado.
Ditas de cores a 400 rs. o covado.
Fuetees trancos e de eo es a 400 e 500 r i. o
covado.
Sedas de listras de cores de 2* por 1* o co-
vado.
Merino de bolinhas a 900 rs o covado.
Mariposas fi as de cores a 240 rs. o covado.
Renda aberta da China a 240 ris o covado.
Linhus escossesea de todas as cores a 240 ris o
covado.
Chitas finas a 200, 240, 280, 320, 360 e 400 Cr'egells franceza, fa'zenda'muito encor
rs. 3 covado. pada, propria para leles, toalhas e
Manteletas de seda Fichus a 2J, 4* e 6*. Ceroulas da mesma, muito bem fetae,
Bramante de tres larguras a 900 ris a vara. a 1 x^oo e
Dito de quatro larguran a 1*200 a vara. Colletiuhos c a mesma
Atoalhado de linbo bordado a 2* a vara. Bramante francs de algodao, muito en-
Collarinhos e punhng para senhora, Brodernos, a corpilda com 10 palmos de largura,
2*0- ., motro
Bnm pardo liso de 300, 480 e 500 rs. o covado. Dt0 de ,nbo n ,ez de 4 iarguraBj me-
Toalhas velpndas a 4* a 6| a dusia. tro a 2*500 e
Tainlias
i
Sen competencia em preco; vende-se na na de
Pedro-Afionso ns. 5 e 11. _______
Fazendas brancas
80' AO NUMESO
40 rna da Ionperatrlz = 4o
Loja dos barataros
Alheiro & C, ra da Imperatriz n. 40, ven-
dem um bonito sortimento de todas estaa fazendas
abaxo mencionadas, Bem cunpetencia de precoa,
A SABEK:
AlgodaoPecas de algodozinho com 20
jardas, pe'os baratos presos de 3*800,
! 4g, 4*500, 4**j0, 5g, 5*500 e 6f 500
MadapolSoPe^as de madapolio com 24
! jardas a 4*500, 5*. 6* at 12*000
Camisas de meia com listras, pelo barato
preco de 800
Ditas brane Ao32
Nova loja de fazendas
&9 Roa da Imperatriz = ft
DE
FERREIRA DA SILVA
Neste novo estabelecimento encontrar o res-
.eitavel publico um variado sortimento de fasen-
das de tod,.s as qualidadea, que se vendem por
precos baratissimos, assim como um bom sorti-
mento de roupas para homens, e tambem se man-
da tazer por encommendas, p r ter um bom mos-
tr alfaiate e completo sortimento de pannos finos,
caaemiras e urina, etc
a*
s*
500
1*500
800
Pnro leite
Ai 6 horas da manha, no largo do Rosario, de-
fronte da igreja.
VENDAS
Engenho Liikhiji \ova
Vende-se o engenho Limcira-Nova com propor-
epea para aafrejar 2,C00 pea annuaea, a vapor,
com 7 casas de lavrador, cebertas de telha, dis-
tante da cidade de Palmares duas leguas, estrada
de rodagem; a tratar no escriptorio de Leal &
IrmSo ou no povoado Mutuos com o proprietario.
DitHt aloochoadas de 20* por 124 a duzia.
Cobertas forradas a 2*800 urna.
Lencoa de bramante 1*800.
Camisas para senhora a 2*50C urna.
Casacoa de laia bordados, modernos, 1*.
Dama co de algodao de cores, largura de quatro
palmos a 600 rs. o covado.
Camisas bordadas e de linbo a 30*0(10 a duzia.
Madapolio casca de ovo e pelle de ovo a 6*500.
Enx.ivars para baptisado, uovidade, 9$.
Tiuioi's para meino, boidadoB, 4\
Chapeos de sol de aeda para senhora, do 16*
por 8*000.
Meias para homem e senhora, de 3*, 4*, 5* e
6*000.
Redes hamburguezas, lOg
Colebas a 1*800, 5*, 6* e 7*.
Verbutinas d- todas as cores a 1* o covado.
Cortes de casineta a 1* e lJoOO.
Ditos de casemira a 3, 1, 5, 6 e 7*.
Lineo abainbados com barra a 1 *200.
Camisas de iceii a 800, 1*, 1*500 e 2*
Casemira de cores de duas larguras a 2*. I
Cortea de caeemira para vestido de senhora, de I
40* por 20*. barUissitno.
Zefiros lisos a 120 rs. o covado.
Cambraia preta para furroa 1J200 a peca.
' Atoalhado adamascado para toalhas de
mesa, com 9 palmos de largura, metro
' Cretonea e chitas, clara8 e escuna, pa-
droes delicados, d 240 rs. at
Baptista. o que ha de mais delicado no
mercado, rs.
; Todas estas fazendas barat8siira
loja de Alheiro ft C, eequin
dos ferrei ros
Algod entestado pa-
ra cn^oes
1*280
2*SL
1$800
400
200
na conhecida
do becco
7*000
10*000
12*000
12*000
5*501
6*501
8*00C
3*000
1*600
1*080
Cabriolel
Ve ide-se por baratiasimo preso e em muito bom
estado um cabrialet de dous assentos, quatro ro
das e arreios para um cavallo ; a tratar na co-
eheira do Candido, ra da R >da.
Taverna
Na ra do Mrquez do Herval n. 141 se dir
quem veode urna taverna bem localisada e bem
afreguezada, propria para um homem aolteiro por
conter nm bom aotao. O motivo da venda ae dir
ao comprador.___________._______________
Inteiro
Meio
Quarto
porcia
Inteiro
Meio
Quarto
Joo Joaquim da Costa Leite.
Lola tinralve Aati-as
A viuva, fibos, enteado, irmos, ennhada e ao-
brinhoa de Luiz G^ncalvea Agr, anda coneter-
nadoa pela morte do meamo, veem agradecer i
todat as pessoae que sedijoaram aeompanhal-o
ultima morada, e igualmente p*dir deacalpa a
aquellas peaseas a qu< m dexou de communica' ;
e de novo aa cunvidam i aaaiatirem as raiasas que
por ana alma mandam res r quarta teiraS4 do
eorrente, s 7 borsa, na veneravel wdVm terbra
do Carmo, por *ste aeto de raligio e caridad
aero eteraaoseste erstOS.
Engenho Ucranio
Vende-se ou arrendase o engenho Recanto,
situado no termo de Serinhaem, moente e corren
te d'agua, com boas trras, ata.; a tratar eom
Manael Ferreira Bartbolo, ra do Bom Josas
numero 4. ___^__^^__________
WHISKY
ROYAL BLEND marca V1ADO
Este exeellente Whisky Escessez preferive
ao cognac oa agurdente de canna, para fortifica'
o corpo.
Vende-se a retalho nos tx lberes armasen
Bolhados.
Pede ROYAL BLEND marca VIADO cujo ne-
me e emblema sao registrados para todo o Brasil
BBOWNS <5t C, agentes
Vende se
Em vista dos granices progressos da idea de qne
se gloriam aa naces civiliaadas, o commercio
deve acompanbar esse progresso, visto que elle
o mais poderoBo elemento do engrandecimento das
nacoes : em /ista do que annunciam
MART1NS CAPITAO & C.
1 Ra estreita do Rosario 1
Grande sortimento de gneros alimenticies, es -
colha dos quaea, os annunciantes teem sempre
maior cuidado, para bem servir os seus numerosos
freguerea. Lenibramoa, poia, o proverbio :
Quem nao experimenta, nao aabe.
Venham ver, poia :
Quejos, flamengo e de Minas.
Fiambres ingleses.
Chocolate francs Menier.
Dito do Maranho.
Fructoa seceos, como :
Paseas, amendoas, figos, etc.
Ditas nacionaea.
Doee de todas as qualidadea.
Bolachinba inglesa.
Sementea nova a de hortalicas.
Especialidade em
Vinhos finos do Porto, Madeira e Shery.
Ditos da Figueira e de pasto.
Cognac de diversos autores.
Vinhos tnicos, como :
Abaintho.
Vermouth, etc.
Licores de todas as qualidades.
Champagne.
Cervej de diversas marcas.
Bem assim :
Araruta fina em paeotes
Cha verde e preto.
Dito perola.
Especialiaaimo m&tte do Paran, em p.
Anda mais :
Ova8 de peixe.
Sardinhas de Lisboa em Salmoura,
Vendem Martina Capito ft C-i ra estreita d<
Rosario n. L
AOS AGRICULTORES
Fonnicida capanema (verdadeiro) para extinc-
S> completa da formiga aaura. Vendem Martins
pito & C, ma estreita do Rosario n [_______
A BOo r. e 1I000 o metro
Vende-ae na loja dos barateiros da lioa-Vista
' algodSo p*ra lencoes de um s panno, com 9 pal-
' moa de largura 900 rs., e dito com 10 palmos a
lfOOO o metro, assim com dito trancado para
! toalhas de mesa, eom 9 palmos ue largura a 1*200
i o metro. Isto na leja de Alheiro te C, esquina
1 do becco dos Ferreiroe.
MERINOS PRETOS
A 1*200, 1*400, 1*6H0, 1*800 e 2* o covado
Alh-iro dem muito bons merinos pretos pelo preco cima
dito. E' pechincha : na loja da esquina do bec-
co dos Ferreiros.
Espartllhos
Na loja da ra da Imperatriz n. 40 vende-se
muito bons espartilhos para senbora, pelo preco
de 5*000, assim ci.mo um sortimento de roupas
de ca8imirae, brius, etc iBto na loja da esquina
do becco dos Ferreiros.
CASEMIRAS INGLEZAS
A 2*800 e 3/ o covado
Alheiro & C, ra da Imperatriz n. 40, ven :
dem um elegante aortimeuto de casemiras ingle- I
' zas. de duas L.rguraa, com o padroea maia deli-
cados para costume, e vendem pelo barato preco
de 2*800 e 3g o covado ; aBsim como se encarre-
gam de mandar faaer costumes de casemira a
30*, sendo de paletot sacco, e 35* de traque,
grande pech ncha : na loja dos barateiros da Boa
BRIM PARDO LONA
A 320 rs. o covado I
Os barateiros da Boa-Vista vendem urna grande
porcao de briin pardo lona, por estar com princi-
pio de toque de mofo, pelo barato pr- co de 320
rs. o covade, grande pechincha : na loja da es-
quina do becco dos Ferreiros.
Bordados a lOOra. a peca
A ra da Imperatriz n. 40, vende-ae pecaa de
bordaio, dous metroa cada peca, pelo barato pre-
co de 100 rs., on em cartao om 50 pecas, sorti-
daa, por 55, aproveitem a pechincha ; na loja da
esquina do becco dos Ferreiros.
Fiistes de sellada a &OO rs o
covado
Alheiro & C. ra da Imperatri ven-
dem ao bonito aortimento de fuaties brancas pelo
baratinho preco de 400 e 500 rs. o covado, assim
setinetaa lisas, tendo de todas as coree a 500 rs. o
ovado ; na loja da esquina do beceo dos Fer-
reiros.
Roa da Insperairla
Luja d Pereira da Silva
Neate estabelecimento vende-se aa roup&a abai
xo mencionadas, que sao baratsimas.
Palitots pretos de gorgorito diagonaes e
acolchoados, sendo fazendas muito en-
corpadas, e forrados
Ditos de casemira preta, de cordao muito,
bem feitoa e forrados
Ditos de dita, fazenda muito melhor
Ditos de flanella azul, sendo ingleza ver-
dadera, e forrados
Calcas de gorgoro preto, acolchoado,
aendo fncenda muito encornada
Ditos de casemha de cores, sendo muito
bem feitas
Ditas de flanella ingleza verdadeira, e
muito bem feitas
Ditas de brim de Angola, de muleskim e
de brim pardo a 2*, 2*500 e
Ceroulas de greguellaa para homens,
sendo muito bem feitas a 1*200 e
Colletinhus de groguella muito bem feitoa
Assim como um bom sortimento de lencos da
linbo e de algodao, meias eruas c collarinhas, ete
Isto na loja aa ~ua da Imperatriz n. 32
Riseados largos
a <00 r. o covado
Na loja da ra da Impe'.itriz n. 32, vendem ae
riscadiuhos prsprios para roupas de meninos e
vestidos, pelo barato proco de 200 re. o covado.
endo quasi largura de chita franceza, e aasB
como chi'as brancas miudinhaa, a 200 re. o cova
do,e ditas s curas a 240 rs., pechincha : na
loja do Pereira da Silva.
FuNioea. Metineaa e lslnnaa a SOS)
m, o covado
Na loja da rea da Imperatriz n. 32, vende-se
um grande sortimento de fustes brancas a 50
rs. o covado, lazinhas lavradas de furta-cores.
f-zenda bonita para vestidos a 500 rs. o covade,
e setinetaa lisas muito largas, tendo de todas u
corea; a 500 rs. covado. pechincha : na loj.
do Pereira da Silva.
MerlnN pretos a I iZ
Vende-ae merinos pretjs de duas lrruraa para
vestidos e roupas para meninos a 1*200 e 1*60(
o covado, e auoenor setim preto para enfeitea a
1*500, atsim como chitas pretas, tanto lisas come
de lavoures brancos, de 240 a' 320 rs. ; na novs
leja de Pereira da Silva ra da Imperatriz no
mero 32.
Algodoalnho francs para lenraes
a OOOrs., 1* e 1OO
Na loja da ra da Imperatriz n. 32, vende-se
superiores algodiozinhos francezes com 8, 9 e 10
palmos de largura, proprios para lencoes de uat
s panno pelo barato preco de 900 rs. e 1*000 c
metro, e dito trancado pa a toalhas a 1*280, as
sim como superior bramante de quatro larguras
para lencoes, a 1*500 o metro, barato ; na loja
do Pereira da Silva.
Ronpa para meninos
A 4. i*r,oo e 4
Na nova loja da ra da Imperatriz u. 32, se
vende um variado sortimento de vestuarios pro
prios para meninos, sendo de palitoenho e caJci-
n ha curta, feitoa de brim pardo, a 4*000, dito*
de moleequim a 4*500 e di toa de gorgoro preto,
emitando casemira, a 6*, sao muito baratos ; ns
oja do Pereira d Silva.
Fazendas finas e modas
A.=
* B
Urna pequea taverna, bem afreguezada e com
pouco capital, propria para principiante, em San-
to-Amaro de Jaboato, ra do Imperador n. 21.
O motivo da venda ae dir ao comprador.
Pitillo
enga
Vende-ae em casa ae Matnens Austin & C,
ra do Commercio n. 18, 1- andar, da melhor
qualidade e diversas dimenaoes.
Camisas naeionaes
A SSOO. aatOOO e 8*500
32= Loja ra da Imperatriz = 32
Vende-se neste novo estabelecimento um gran-
de 8ortimilto de camisas brancas, tanto de aber-
turas e pjnhos de linho como de algodao, pelos
: baratea precoa de 2*500, 3* e 4*, aendo tasenda
muito melhor do qu" as que veem do estrangeiro e
muito mais bem feitas, por serem cortada* por
1 um bom artista, especialmente camisero, tambem
ae manda faaer por encommendas, a v ntade dos
freguezes : na nova loja da ra da Imperatriz n.
3 de Ferreira da Silva.
na do tabasfc
al Bastos '.
(TELEPHONE 359)
Avisam as Exmas. familias que receberam ds
Pariz:
Lndissimos cortes para vestidos eom tecidos di
mais 1 alpitante novidade como aajam: Etamine
com bordado a retroz, seda crua bordada a capri
cbo, Cachemire com enfeitea bordados a fil<5
Mode. 1886
Valentionne en ecorce d'arbre.
Primorosa eacolha em vestidos com 20 metros de
l ligeira, tecido anda nao conhecido aqui.
Cores e deaenhoa novissimas as seguintes fa-
zendas de seda, l e algodao. Etamine, Surah. 8e-
tim, Faillee, Linn. Toile d'alaace, Cachemires
Explendido sortimento
Em leques, luvaa, espartilhos, laces, lavahrev
meias, lencoes e amitos outros artigoa que se ven-
dem por precoa sem competencia.
DAS
CORRE NO DIA 20 DE MARCO
PUUPliflLI liWRiSfflffli! t
O portador que possuir um vigsimo desta importan-
te oteria esta habilitado a tirar 10:006$000
Os bilhetes acham-se a' venda na Casa Feliz, praca da
Independencia ns. 37 e 39.
orre no dia 23 de Marco de 1886, sem falta.


i
I
I
-

sj

t
I



-:
*
I
Diario de PernambueoTerfa-eira 23 de Mar$o de 1886
UTTERATlii
os
FILHOS
DO
B-A-aSTXOO
POB
~rJARTA FAHT2
As grutas d'Etretat
( ContinitaccLo do n. 66 )
XLVII
AS MASMORRAS DA ABBADIA
Mercurio tinha, pelo seu lado, conclui-
do a sua obra, o tirada a mortaha appa
receu un corpa amarrado ota lhe sendo
possivel fazer covimento algum.
A parte inferior do rosto estava cercada
com nm pedaco do panno comprimindo for-
temento os labios, e urna mascara de vellu
do preto oc^ultava a parte superior.
Mecurio levou a milo mascara e ti-
roa-a, como tirara a mortaha, e os tres
personagens, entilo ern presenja, trocaran)
a um tempo um trplice oltar cheio de tr-
plice expressao dfferente.
XLvm
09 DOUS DISCPULOS
Ainda desta vez a inutilidade dos acon-
teciraeotos que se davam ao mearao tampo
na abbada de Fcamp e n'outro lugar aon-
de vamos j conduzir, com a geireza do
raio, nos nossos estiraaveis 1 itore3 e ama-
veis leitoras, nos abriga a abandonar os
tres personagens que estavam era frente
uns dos outros na priraeira raasraorra sub-
terrnea, aonde n3o tardaremos a r en-
contral os.
Lembrar-se-ho do bilbelc transmittido
a Van Helmont pelo personagem mysto-
rio.o que so introiuzira, cora o favor do
tumulto, at ao granie salo da pousada do
Catavento, durante a confrontajlo do pn-
sioneiro, feita pelos conde de Berna", com
CS 'les e a testerounhas que o cerca-
vatn.
Lembram se igaalraente da surpreza do
sabio qaando tomou conhecimento da es-
cripto, e a extraordinaria comomcSo sentida
por elle, e finalmonto essas prlavras ditas
em voz baxa ao ouvido de Marcos e de
Giraud :
A' mei noite 1 sob as muralhas da
CfcSa Vermelba!
Quando soavam dez horas no relogio da
igr ja, quando os ajudantes do carrasco,
oceupados no pateo da abbadia, transpor-
tavam para a sala baxa os instrumentos
destinados a torturar e prisioneiro, e quan-
do o irmio guardiao, entoeabrindo a porta
da capilla introduzio o frade no interior da
lugar, Van Helmont, envolvido n'uma
comprida capa, dcixava s a pousada do
Catavento e dirigase para urna das portas
da cidade, a que era Bituada ao norte e
mais perto di mar.
O sabio, camiahando com passo firme,
encontrou o porto e ganhou rpidamente o
pe dos penbascos.
A noite estava escura e o caminho mais
escuro anda do que a noite. Van Hel-
mont, sem parecer oceupar-se desses dous
obstculos, principiou a trepar a raonta-
nha. Depois de cerca de meia hora de do-
lorosos esforcos, alcancou o enrae no local
em que estavam os fossos profundos cer-
cando as muralhas da Casa Vermelha.
O aabio seguiA o fosso at ao lugar em
que devia baixar-se a ponte levadija.
m > ordinariamente, a ponte estava elevada
e nenhura meio exista para franquear
o :spaco que separava o penhasco da por-
ta de entrada da pequea mansSo.
Van Helmont collocou-se em frente da
pente levadioa na bordado fosso eesperou.
Dez horas e meia soarara, e o sora fraco
pela distancia, mai perfeitamente distincto
nc meio do silencio da noite, chegou at
an lugar em que estava o amigo do BarSo
d<: Grandair.
Tres estn-llas verraelhas brilhantes,
iguacs aquellas que os habitantes da ra
dis EstuaB-Velhas tinhamj notado, quan-
do existia a casa destruido da qual os
nossos leitores assistiraui, tres estrellas
verraelbas, diziaraos, brilharam no mesmo
instante sobre o casteo.
Van Helmont seguio com a vista esses
tres pontos luminosos, depois, quando elles
se apagaram, elevou a sua m5o direita e
h.nyou nos ares um objecto que tinha en-
tre o pollegar e o ndex.
Repentinamente um clarSo azulado bri-
lhou ao p da ponte levadija, mas esse
clarSo rpido desappareceu quasi immedia-
nieote.
Van Helmont recuou, urna massa negra
pareceu destaear-se da muralha e ura rui-
do se ouvio no penhasco : a ponto levadica
acabava de abaixar-se.
O sabio avangou para a ponte o entrou
na abobada que formava a Casa Verme-
aielha. Apenas passou, a ponte levadica
l(vantou-se.
A escuridSo mais completa cercava o
sabio, que ainda parou no principio da pa-
to interior.
No mesmo instante urna m5o secca agar-
rou a sua, Bem experimentar o menor te-
nor, sem tentar fugir, deixou-se conduzir
pela mo que o guiava, e atravessou urna
parte do pateo.
Obedeceste a minha ordem 1 dase
urna voz.
Vim porque foi essa a minha von-
tade respondeu Van Helmont.
Que esperas tu vindo aqui ? replicou
Co-
Duas cousas : as provas promettidas
na carta que marcava entrevista a esta
tora, neste lugar, em seguida a liberdade
.aquella que procuro e i-etens captiva,
E que me dara tu em troca?
Ouro /
Ouro! repetio a voz com acconto ir-
nico. Que o ouro para pquelle que o po-
ce fazer? E' preciso mais!
O que entilo ?
O segredo o magnetismo I
Esse segredo meu, guardo-0 !
Assim recusas entregal-o?
Recuso.
Toma sentido!
Nada temo I
Ests no poder do teu inimigo.
Van Helmont rio-se com desdora.
Aquelle que me falla, disse elle, jul-
ga-me Oto pateta que me entregasse as
suas mSo*, sem nenhum meio de salvacSo ?
NSo nada temo, repito o.
Olha entao I diante do voz.
Depressa resplandeceu urna viva clari-
clade, como se ella emanaase de algum po-
der invisivel, e um clareo brilhante, que
offuscava a vista no primeiro momento, il-
luminou o pateo e a fachada da casa, es-
olarecendo o espectculo mais singular e
assustador.
No centro eesse pateo, Van Helmont,
embucado na sua capa preta, appareceu
como u.na eBtatua de bronz. Ao lado
d'elle estava raestre Eudea, depois em re
dor, trepando, levantando se, serpejando,
os animaes terriveis com que Ricardo tan-
to se assustara quando passou pelo mesmo
lugar.
Mas desta vez, longe de estarem immo-
veis, estes monstruosos animaes pareciam
cheios de vida e movimento. As cobras
apertavam seus anneis; as crotaes me-
xiam as caudas ; os crocodilos caminha-
vam abrodo suos guellas assustadoraB;
os largatos gigantescos trepavam pelos tron-
cos das arvores ; todo esse mundo de reptis.
finalmente, se agitava ameacador e vido
de sangue humano.
Depois nos quatro cantos do pateo, es-
pectculo mais terrivel anda I elevavam-se
quatro esqueletos humanos, e pareciam do-
tados, por um poder sobrenatural, de urna
existencia mechanica.
Seus enormes bracos estendiam-se com
gestos de colera, e o crneo, esclarecido
pelo singular clamo que illuminava o pa-
teo, torna vaos assustadores.
A vista desta acea sem descripcjlo era
suficiente para fazer tremer qualquer ho-
rnera; por mais valente que ello fosse, os
seus cabellos se levantariam.
A morte estava ali, em redor d'elle, de
baixo do aspecto o mais terrivel.
Mestre Eudes, impassivel no centro des-
ses assustadores monstros que trepavam
at seus ps, deitou sobre Van Helmont
um olhar de triumpho.
O sabio nao fez um movimento. Nada
n'elle revella temor, e ao olhar de trium-
pho laucado pelo velho, respondeu com
um olhar de desafio.
Se nao tens outro meio de arrancar
o meu segredo, disse elle, nunca esse se-
gredo ser teu I Que! esperas confundir-
me pelo teu pretendido poder ? E' a mim
que contas reduzir com a ajuda dessa ri-
dicula magia? Empregas8eraelhantes raeios
para espantar a multido, mas nao penses
intimidarme! Com um pontap partirei
todas as mollas que fazem mover cada um
desses monstros, e qaanto aos phantas-
mas, afastarei a corrente elctrica que lhe
d a apparenca da vida, e elles cairlo
em o nada, extincta essa luz que soube
produzir antes de ti. Tens o dom da scien-
cia, velho; mas porque vives n'un secu-
to em que o poder sobrenatural da scien
cia te illude a respeito do tea proprio po-
der 1 Ainda urna vez, deixa essas zora-
barias absurdas I Vem 1 temos um con-
tracto para concluir : passeraos s condi-
c5es sem tardar. Sei o que tu queres de
mim!
Mestre Eudes olhou o seu interlocutor:
Queres, coutinuou Van Helmont com
voz firme, saber quera partiu a arvore
mgica 1
A arvore mgica exclamou mestre
Eudes. Quem te disse os meus pensaraen-
tos?...
Que importa ? Conheco-os e pasEO a
provar-t'o !
Reynold fallou ?
Reynold nao fallou !
Entil" quem ?
Alguem que se nilo podia calar quan-
do eu lhe maniasso fallar! Durante a noi-
te passada quando tu entravas as grutas
urna capa trazida por um dos teus filhos,
capa que te pertenceu j, poz-me a advi-
nhar os teus pensainentoa mais secretos,
quando eu esperava conhecer os d'outros!
N5o, Reynold nSo no3 fallou, mas tu
tinhas quasi em tuas maos, urna vidente de
que te nilo podeste servir e que est ago-
ra entre as minhas I
Urna vidente! exclamou mestre Eu-
des.
Sim I Joanna, a ex-namorada do po-
lica Giraud.
Mestro Eudes curvou a cabeca :
E's realmente um mestre 1 murmu-
rou elle.
Van Helmont foi o primeiro que rora-
peu esse silencio que reinava no pateo.
Vera disse elle.
E arabos cntrarain na casa.
XLIX
A TORTURA DA ALMA
Cousa singular e que do carcter nq
so desta poca, mas de todas, isto pro-
prio do carcter da creatura humana, em
qualauer grau de intelligencia que ella pos-
sa alcancar Esses dous horaens entilo vi-
e-nlg. esses dous inimigos que tinhara foito
-vis, esses dous inimigos qu
e faziara ainda um contra o outro urna en-
camisada guerra, esses dous rivaes mu-
tuamente nvejosos de seu genio, esses dos
chefes de dous campos oppostos, esqueciam
Beste momento o odio, inveja, desejo de
vinganca, para nao pensarem senilo nos
estudos da sua scienca. As paixoes do co-
rceo arredavam-se perante as da alma.
NSo eram doasinimgos collocados em fren-
te um do outro, eram dous adeptos, de que
o segundo reconhecia a superioridade in-
telectual do sen companheiro.
Alguem que podesse ter sido testemunha
da scena que se passava entilo na masraor-
inorra quo da va para" a gileria, era que
deixaraos os tres personagens, julgaria es-
tar sonhando.
Se n3o fossom as posijSea differentes de
cada corpo, nSo voria tres, julgaria ver s
ura collodo entre dous espelhos vendo em
cada um a sua imagem.
Nada dteria entre esses tres homens ;
julgariam ser um uoico ndiviluo, triplica-
do pela influencia do algum poder mgico.
Todos tres, ura debaixo do habito de
frade que tirara, o outro sob urna morta-
ha que lhe tinham tirado e o outro prxi-
mo das correntia com os cadeados abertos,
todos tres traziam o mesmo vestuario, isto
, trajavam do velludo preto, barba e ca-
bellos compridos, capa vermelha. Eram
tres La Chesnayes, ama trindade infernal
nascida do interno.
Esta semelhanca de corpo, de fato, era
tal aue teria abalado a razSo mais solida.
A m'ordaca que cobria a bocea do terceiro,
encostando se s sobro a barba, nSo dissi
mulava nada dessa semelhanca phantastica
de que acabamos de fallar.
Os tros filhos do velho La Chesnaye, os
tres iruiaos unidos at entao por lasos que
pareciam indissoluveis, e que as suas ms
paixdes havam corrompido, os tres ban-
didos nao formando mais do que ura s e
moBmo poder sob um nico e mesmo no
me, estavam alli em frente uns dos outros
e pela priraeira vez talvez, cora o rosto
desioberto.
Mercurio e Humberto sorram trura-
phantemente. Ryynold, paludo e tranquillo
fulminava-os com o seu olhar.
Com mildiabos! disse Mercurio o-
lhando com admiracao os rostos dos seus
dous irraaos, a natureza fez bem as cousas,
o nao me desegrada do tal verificar. Ser-
nos-ha impossivel distinguir nos uns dos
outros.
E' verdade, disse Humberto, essa
similhanca um verdadeiro, phenomeno.
Um curto silencio reinou. Reynold nao
tentou um s movimento.
Bem Reynold replicou Mercurio
com voz estridente, o braco que armaste
contra Humberto est levantado agora so-
bre ti! Caminhaste para a cilada infer ;
nal que to hbilmente preparaste para
teus irmaos. Queras sacrificar-nos tua
ambicio, o a tua morte vai finalmente ser
vir a nossa
Acredit .ste-te sempre superior a nos,
ajuntou Humberto tomando a palavra, e
eij-te agora nossa merc I
Vaes raorrar, Reynold I disse Mer-
curio.
Vaes morrer, Reynold I repetio Hum-
berto.
Reynold, a quem a mordasa punha na
neapacidede absoluta de responder, Rey-
nold lancou sobre S3ua irmSos um olhar
de desafio cheio de dasprezo.
Oh repliciu Humberto, sei que o
teu orgulho grande, Reynold, sei qu a
tua coragem feroz; mas tambera, nao
ignoro que o momento da humilhacao est
prximo!
Sim, disse Mercurio, sofFrers, por
que s forte, as torturas que d'aqui a pou-
co v8o quebrar-te os membros ; recebers a
a morte sem empallidecer ; a tua agona
ser curta; mas nao a tua agona phy-
sica que nos neceBstanaos, a moral !
Antes das torturas do corpo, necessario
E'
E Mercurio ajoelhou se e approximou-
do rosto de Reynoll, aerapre estendido so-
bre as lgjs, Humberto oollocTusa do ou-
tro lado.
Eot.10 priacpou uraa scena terrivel, "es-
trnnha. Estes dous homens, este) dous
carrascos, fizeram-ne os atormentadores da
alma e empregararo, para fazer soffrer o
elemento iuimitavel da vida, toda a barba
ra deatreza quo iara empreg-ir d'ali ha pou-
co es torturadores do preboste para faze-
rem soffrer o corpo.
Escuta, principiou Mercurio, julga-
vas-te m dircit) do d-3::nbaracar-te de
nos, o taltou ts a aglidade.
Acreditavas-te, forto, ajuntou Hum-
berto, quizeste esraagar a ambos nos, e
faltou-to a forja.
Contaste com a trapo de Camaleao,
e Camaleao trahio-te, porque, agarrado
por mira, ravelou-me a verdade I
Quizesto servir-te de Ricardo, e Ri-
cardo, araeacalo pela minha raSo cora a
raorte, confessou ai ordena que lhe tinhas
dado !
A floresta de Benzevlle devia ser o
nosso tmulo ; vai ser o theatro do nosso
triumpho !
- Um homem vestido cora o trajo de
Humlerto, e o ro3to ferido por urna baila,
servio para te engaar !
- Pensaste aproprar te de Aldah e dos
millio-s de Van Helmont; Aldah acabado
escaparte e pertence-nos.
Pensi3te cm casar-te cora a Diana o
guardar o titulo de conde de Bernac, a fi-
lha do preboste de Pars e os ttulos de
Beruac sao agora as oossas propriedaies.
Vaes morrer no cadafalso como um
vil ladrao. Reynold o Humberto, 'que pra-
tendeste perder, caiar com a menina
d'Aumont e ser conde de Bernac!
Vaes morrer com o supplico dos ban-
FOLHETIM
ANGELA
POR
ZAVIEB se miim
(Continuaco do n. 66)
didos, dos m3eraveis, e essa Aliah que
tanto amavas ser a eserava do Mercurio !
A nos 03 milho3s das grutas !
S para nos os thesouro3 de Van
Helmont !
_ Para nos o poder, para ti a ignomi-
nia, as torturas o a morte.
Comprehendes, Reynold, e a tua ago-
na moral principiou como vai principiar a
tua agona physiea!
De pallido que estava, o rosto do sup-
pliciado toraou se rubro, os olhos, cerca-
dos de sangue, langavam faiscas ; mas nes-
sa olhar hara um ponco de dominacao
suprema, de sentimento de superioridade,
que as palavras dos dous carrascos nao
tinham podido fazer desapparecer.
Oh disse Mercurio com sorriso si-
nistro, adivinho o que era ti se passa
Esperas ainda e dizes que, se morreres
nos levars comtigo at ao precipicio era
que vais cahir 1 Pensas no momento em
' que te encontrares na presenja dos teus
juizes, e dizes que fallars, que deseo':ri-
rs tudo, e que se as forjas te faltarem
para fallar, escrovers o depomento que
nos deve sacrificar Bem 1 engaas te ain-
da, Reynoll; o vou provar-te que, ap?sar
de estares ao dcima de nos, s nosso in-
terior. VG as minhas raaos ; vs estas fe-
ridas 1
E Mercurio aposentando as maos aber-
tas a Reynold, approximou-lhe dos olhos
as ferdas que lhe ccrcavam os dedos, c
que o lugar-tenente criminal verificara de-
pois da confrontacSo de La Chesnaye com
os magistrados na pousada do Catavento.
__Escuta ainda disse Mercurio. Para
tornar a tua perda mais certa e o nosso
triumpho mais seguro, esta noite, depois
de nos apoderarmos de ti na Casa Veraae-
a identidade do prisioneiro, depois, na oc-
casi3o do supplico, subitituir-te por mim.
E' o que vamos fazer, e bom vs que ope-
ramos dextraraente. Mas o nosso primeiro
pensamento foi impedir as revelabas que
poderiaa fazer. Ora o homem nao tom
mais do que duas raaneras de exprimir o
seu pegamento: fallando ou escrevendo.
Trata-sa da fazer constar que La Cheaayo
nao quiz fazer uraa cousa ora podia fazer
outra. Desde a minha priaSo, que me en-
cerrei em completa mudez ; e estas ferdas,
na apparenca to crueis, vao permttir-nos
do impedir-te que escrevas, como esta subs-
tancia preparada pelas meus cuidados te
impedir de fallar!
E Mercurio mostrou-lhe uraa bocta que
lhe apresentava Huraburto.
Agora, Reynold, comprehendes tudo
qae temos a fazer e ainda esparas ?
Reynold cortamente comprehendera, por
que se tomou pallid), e o rosto indicava
os violentos estorsos que ellefaziapara poder
eraittir um sora ; mas esse sora no conse-
gua vencer o obstculo solido que se oppu-
nha sua sahida da garganta
Ah fez Humberto, essa similhansa
que nos tem serapre t3o raaravilhosaraecte
servido, essa similhanca era que te basca-
ras para ser teu todo o resultado dos nos-
sos projectos, essa similhanca serve para
perder-te hojo, Reynold, tomou se ella a
nossa forga em vez de ser o instrumento
da nossa ruina!
O pacienta d'esta vez nao fez movi-
mento algum.
Fosse qna estivesse atormentado sob o
peso da tortura moral que acabava de pa-
decer, fosse que a resignasao tivesse en-
trado om sua alma, o seu rosto, serapre
cheio de urna expresso assustadora, tor-
nara so calmo, e o seu olhar, glacial e in-
cisivo, siipportava sem voltar-se o brilho
dos olhares deitados sobre elle.
O orgulho, o despreso, o sentniento da
superioridade, appareciara novamente no
rosto, que hara retomado o seu aspecto
costumado.
N'este momento dez horas e meia soa-
rara no relogio da igreja.
E' terapo I disse Humberto.
Mercurio inclinou-so para Reynol; este
estremecen debaixo das cordas que o liga-
vara ; um sentimento de angustia brilhou
um momento no3 seus olhos desmedida-
mente abertos; mas quasi inmediatamen-
te um agudo assobio parti da parto de
fra da raasmorra.
Mercurio e Humberto levantaram-se.
O signall disse o primeiro.
- Ha algum perigo fra I disse o se-
gundo.
A physionomia de Reynold tornou-se cal-
ma. Certamente a esperaaca acabava de
entrar no seu corajao, vendo a hesitacao a
que estavam entregues os seus dos irraaos.
Mercurio levantou-se de todo.
Vigia sobre elle! disse esto a Hum-
berto, vou ver.
E o bandido, precipitando 3e com gran-
de velordade, desappareceu pela abertura
qne dava para a galera.
A sua ausenta durou quasi dez mi-
nutos, e decorrido esse espaca de tem-
po, a sua cabefa de novo appareceu na
raasmorra em que deixara os dois homens.
Falso signa! disse elle. E' um pi-
quete de policas que se rendou na sala
das torturas, e que esteve parado um mo-
mento porta da igreja ; mas os homens
do prebostado continuaram a caminhar.
O caminho continua a estar livre para nos.
Entretanto nao percamos mais terapo.
Acabando estas palavras, Mercurio pe-
lha, Humberto foi rounir-se aos policias netrava na raasmorra e avan$ava n% zona
com os quaes elle persegua La Chesnaye.
Precipitei-me no barco que te levara e
que eu persegua a distancia desde o mo-
mento em que deixaste as grutas, e alean-
alto mar. Humberto e seus homens
cei o
que principiem as da alma 7 preciso
que o desesporo te acompanhe at ao cada-1 fizeram forga nos remos para me agarrar,
falso e te siga at eterndade I Neceas!- | depois de urna luta habdmente fingida
tamos finalmente uraa vngan5a digna de La Chesnaye foi agarrado, amordazado e
e tu bem sabes que nao desconhece- < entregue just^a. ) nosso plano, e
nos,
mos as alegras da vinganca I
' descubro todo, Reynold, foi o de certificar
J d88emos que tendo corrido com to-
da a velocidade para recuperar o terapo
perdido que elle chegara suando era baga
apezar dos cinco graos de fri que fazia.
A temperatura da grande sala em que
elle acabava de entrar paroceu-lhe abafa
dora, gragas foguaira de carv3o de pe-
dra que ardia noite e dia no fogao.
Nao querendo approximar-sa do brazei-
ro foi para ura dos cantos da sala e assen-
tou-ae exactamente no banco, onde se ha-
ra sentado o desconhecido, que seguir
Jayme, desde o theatro at ao hotel de
Chapean Rouge e entrar com elle para o
mesmo vagiia.
Paulo Darnala era um bonito mocetao ti
que pareca ter vinte e cinco a vinte e seifi
annos.
Cabellos castanhos,naturalmente frisados,
emolduravam-lhe a cara cuidadosamente
barbeada, de urna pallidez baga e fei^Se
regulares e exprs ivas.
O brdho dos olhos negros e a cor ver-
melha dos labios descobrindo com o sorri-
so os dantos alvissimos expriraiam saude o
vigor.
Tinha ps pequeos e bom feitos, mos
finas e talhe elegante; o actor podia pas-
sar na ra por um cavalheiro e represen-
tar na scena sem inverosimilhansa os pa-
pis mais aristocrticos.
Achando se inteiraraente s, deu lhe Ton-
tada de fumar um cigarro para matar o
tempo.
A'quella hora da noite ninguem veria da
certo recommendar lhe a observancia do
regulamento.
Tirou, pois, de um dos bolsos da sobre-
todo guarnecido de pelles, ama bonita bo'.-
sa de tabaco, de couro da Rusria, e com
o seu raonogramma. Abro-a e tirou de
dentro um livro de mortalhas, do qual ar-
rancou urna folba, encheu-a de Maryland
e onrolou o cigarro com a agilidade e ele-
gancia de um castelhano de rasa pura.
Feito o cigarro, metteu a bolsa na algi-
beira e tirou urna caixa de phosphoros de
cera.
No momento em que ia abrir, a caixa
cahio lhe no chao, perto do banco em que
ota va assentado.
Paulo curvou-se para apanhar.
Vio qua estava em cima de um envelep
pe de forma quadrala e sem querer levan-
tou-o cora a caixa.
Qua diabo isto ? murmurou elle,
vendo o que tinha achado. Uraa carta !
Voltou-80 e vio cinco rodelas de lacre
vermelho, porra a illurainacao da sala de
espera era tao fraca que nao pormittia de-
cifrar a inscripcao.
Levado pela ouriosidade, levantou-se do
banco e dirigi se para perto do bico de
gaz acceso junto do togSo.
Ah olhou para o sobrescripto e fez um
gesto de espanto.
__ Cecilia Bernier I... dissa elle quasi
gritando.
Paulo Darnala contiouou :
Nao ha duvida, li perfeitamente !..
Cecilia Bernier, 54, ra das Damas, em
Batgnolle8 I. .. Esta carta dirigida a Ce-
cilia e esteve as suas maos, visto que es-
t aberta. Como que pode estar esta
carta aqui na estacjlo ? Viria Cecilia a Di
jon T... Talvez que partisse no trem quo
perd... Eis o que eu acbo estranho, inex-
plicaval!. .. Quero me tirar de duvic^as...
Esta carta certamente me decifrar o enig
ma.
Paula Darnala tirou do enveloppe a fo-
lba de papel que elle encerrava, desJo-
brou a e devrou-lhe o conteudo cora os
olhos.
A' medida que o joven actor segua na
leitura, a cara tomava-lhe urna expressao
de verdadeira angustia.
u de 1er, '
deixou eahir
Quando a acabou
os bracos com desadimo.
Rica murmurou elle, Cecilia rica,
muito rica I O processo' em que ella me
f.llava, sem nuaca crer ganhal-o, ganhou-o
definitivamente seu pai, e volta... yolta
com urna fortuna que vai por entre mim e
sua filha ama barreira imprevista. .. e tal-
vez mvenrvel
O artista passou talo pe* testa baha-f
da em suor.
Volta !.. prosoguio elle, entao mais
tarde ou mais cedo conhecer forzosamen-
te a falta de sua filha... a sua vergonha.
Que far Cecilia ? Ha um mez, antes
da minha partida para Nice, disse-me que
nao podia duvidar do seu estado... Como
que ella me nao escreveu para me annun-
ciar a chepuda de seu pai ?... Entrevejo
um abysmo I... E eu arao Cecilia, amo-a
a ponto de ser capas de morrer por ella.
Adoro-a duplameate, porque minha aman-
te e porque traz no seio o fructo do nosso
amor... Aquella creaturinha que ser o
sangua de ambos e a quem cada ura de
nos deu parte de sua alma... E consegui-
dlo separar-nos No Isso nunca I...
O las 1ue nos une ^ daquelles que nunca
se podein romper Cecilia agora rica.
Que importa? Irei procurar o Sr. Ber-
nier e dir-lhe-bei : Sdduzi sua filha,
quando ella era pobre, mas estou prorapto
a resgatar o meu erro I Gurdo a sua for
tuna, que ea n3o a ambiciono. .. Desejo
apenas dar um norae ao nosso filho. No
primeiro momento a sua colera snr terri-
vel : mas, em suraraa, ter que resignar-sa.
Como e sob que pretexto poder elle re-
pellir-me ? Sou actor, verdade, mas que
importa? Os actores actualmente nao sao
homens como todos os mais ? Nao os tra-
tara de igual para igual, nao os estimara,
nao os condecoram ? J l vai o tempo om
que os exjoramuogavara, era qua lhes ne
gavara a entrada na igreja e no ceraiterio.
Logo que chage a Pariz irei ver Cecilia.
Ella me pora ao fa^to de tudo quanto se
passou. Dirme-ha por que se achava
em Djon, ha apenas algumas horas, por-
que, euitm, a nZo ser ella, quem teria per-
dido aqui esta carta ?
Pa lio Darnala reflectio alguna instantes
o coutinuou :
Sabendo talvez qae seu pai devia
demorar-se em Djon, ter vindo aqui
ao seu encontr. Se ea nao tivesse perdi-
do o trem que acaba de partir e que sem
duvida a leva para Pariz t:ria podilo vl-a
tomar com ella precauc^lo para evitar ama
scena terrivel ou, palo menos, attoaar-lbe
a violencia. Ob que maldito eontratera-
po !... Ah est, o caiporisrao, como di-
ra o meu amigo Dupuis, das Variedades.
O joven actor assentou sa debaixo do bi-
co de gax, e recoraecou a 1er vagarosamen-
te, linha por liaha, palavra por paUtra,
perguntando a si proprio:
Porque teria sublinhalo algumas pa-
lavras a lapfe aaulT
E' sem duvida, responda a si mea-
melhor Be lembrar das horas in- guiares como os sulcos trabad os pelo ferro
mo, para
diadas pelo pai e para condensar no es-
pirito as principaes indicasoes dessa carta.
Paulo tomou a 1er, quasi em voz alta, as
seguintes palavras sublinhadas:
t Um milhao quinhentos e cincoenta mil
francos... Guardo trezentos e ciucoenta
mil francos que tenho na carteira. .. O mi
Ihao e duzent03 mil francos restantes da
somma total sao depositados por mim no
raeu tabelliao de Maxselha, e de que trare.
recibo... Partirei no dia 10, de Marselha,
s duas horas e quatro minutos da tarde...
Tornarei a tomar, sem falta, o expresso da
noite que rae conduzir a Pariz, onde che-
garei no dia 12 de Seterabro, s sete horas
e vinte e cinco minutos da manha... A
minha morada em Marselha, Grand Hotel
Beausjour, caes da Fraternidado...
Paulo Darnala concluio :
E' evidente que Cecilia sublinhou tu
do isso como sendo os pontos espitaos que
a interesMivam.
Tornou a dobrar a carta, metteu-a no
enveloppe e este no bolso do sobretudo.
O tempo havia passado com sorprehen-
dente velocidade.
O actor pensava que, guando muito, se
tives8era passa lo alguns minutos, quan-
do o chete da estaclo entrou na sala de es-
pera.
_ A bilheteria est aberta, senhor, dase
elle. V comprar o seu bilhate e veja se
desta vez perde tambem o trem.
- Farei toda ;> diligencia para que isso
nao me tome a acontecer, respondeu Pau-
lo, sorrindo, e agradeso muitissimo a sua
bondade.
Depois agarrando na mala foi ao poBtigo
do bilheteiro e comprou um buhte de pri-
oieira.
Instantes depois toraava o trem-omni-
bus que devia chgar a Pariz ao meio dia
era ponto.
Deixemol-o rodar lentamente, parando
em todas b estasis, e voltemos ao ex-
presso que elle bavia perdido e no qual se
achava Jayme emi oompan.iia do desconhe-
cido, que havia perdido a carta que o ar-
tista acabava de encontrar na sala de es-
pera.
O trem corra com velocidade de oitenta
kilmetros por hora, o que equivala quasi
i dzar ojie voava como urna bala de
obuz.
O chasse-neije varrendo os espesaos o-
cos do dte araontoados na liaba, formavam
direita e esquerda montculos tao re-
luminosa produzida pelo archote. Chegan
do junto do paciente fizara um gesto de
surprez .
Quiz escapar-se?
rigindo se a seu irmao.
Sra, respondeu
a luctar. Atara mal as
mente.
-exclamou ello di-
este ; fui obrigado
cordas, provavel-
(Contiuua)
da charra e.n trras fecundas d'Abric.
H
Entre Dijon e Laroje, j o dissemos, o
trem expresso nao para em nenhuma esta-
sao.
Partido de Dijon, s duas horas e vipte
e nove minutos, chega a Laroch s qua-
tro horas e cincoenta e oito minutos, depois
de haver vencido urna distancia de cento
e oitenta kilmetros.
O vento 8oprava horrivelmente, esma-
gando contra os vidros dos vag5es enor-
mes Hocos da nev.
Os nossos leitores n3o osqueceram, sem
duvida, que Jayme e o desconhecido esta-
va, cada um de seu lado,* batallado nos
ngulos do mesmo compartimento da pri-
meira classe.
Jayrae traba j viajado em caminho de
ferro grande parte da noite precedente e
j sabemos que tinha passado a noite da
vespera no espectculo, depois de muitas
voltas que dera de dia pela cidade.
Sentia-se prostrado de fadign e contava
gozar do indispensavel repouso durante al-
gumas horas na viagem qua a fazer. A
excitayao nervosa, porm, nao lhe per-
roittio adormecer tao depressa quanto es-
perava.
A cabesa pendia lhe para um e para ou
tro lado do corpo, fecha va os olhos, mas
n3o podia conciliar o somno, assaltado como
era pelas recordasSes do passado e pelos
projectos relativos ao futuro.
De que natureza seriara essas recorda
S5a8 e esses projectos ? Nao tardar, se a
duvida, que o saibaraos.
O companheiro de viagem no ngulo pp-
posto e completamente immovel, pareca
dormir; mas, de vez em quando entre-
abra ura dos olhos para hangar olharea de
expressao inquietadora para a eutra extre-
midade do compartimento.
O trem lansado a toda a forsa, pare-
ca redobrar de velocidade.
Um suor espasso cobria o interior dos
vidros.
O desconhecido fez um movimenta de
homem que acorda, levantou-se o com a
ponta dos dedos limpou o suor de um dos
vidros no espago de alguns centmetros.
Por essa especie de observatorio impro-
visado, olhou para fra, afim de verificar o
lugar em que se achava naquella occasiao.
O trem atravessava uraa estacJo com
um ruido verdadeiramente infernal.
A luz dos bicos de gaz permittia ao
desconhecido 1er este nome tragado cm
grandes letras na parede
TONNERBK
Aindo tres estases antes de chegar
a Laroch, disse elle comsgo, olbando pa-
ra o companheiro de viagem, e elle ainda
nao darme I
Um gesto de dospeito mal comprimido
acompanhou esta reflexao.
Passaram.cinco minutos.
O desconhecido estremeceu de repente.
Jayme, a quera elle n3o perda de vista
um s instante, deixara reclinar a cabera
sobre o peito e ao mesmo tempo a respira-
cao tomava-se-lhe forte e ruidosa.
Com estes symptomas, n3o havia mais
duvidas.
O viajante Horraia um somno tanto mais
profundo quanto mais se fizera esperar.
Finalmente, murmurou o desconhe-
cido.
E poz-se a tossir Iigeiramente.
Jayme n3o se mecheu e aquelle peque-
no ruido perieu-se no roncar da tempes-
tada.
O desconhecido abaixou o cache nez que
o tapava at aos olhos, descobrindo uraa
cara trig teira, mortalmente pallda e de ter-
rivel expressao.
Algumas bagas de suor, humedeciam-
lhe as fon tes junto da raz dos cabellos.
Tossio ura pouco mais forte do que da
priraeira vez.
Jayme conservou-se immovel.
Mettendo a mao na algibeira, tirou urna
navalha que abri e cuja lamina forte e
larga deu reflexos azues Aluminada pela
fraca claridade do larapeao que esclareca
o compartimento : depois com mormentos
de calculada lentidSo, cora ondulac5es de
reptil, deixou o seu lugar o veio por entre
os bancos assentar-se mesmo em frente a
Jayme.
Este continuava a dormir.
Os brasos cabidos ao longo do corpo ti-
nham deixado cahir sobre os joelhos as
pontas do chale manta escocez com que
primitivamente cobria o peito.
Apenas alguna centmetros separavam o
desconhecido daquelle peito que j nada
protega.
J
(Continuar-se-ha.)
Typ. do Diario roa Duque de Caxiaa a.**.


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