Diario de Pernambuco

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Material Information

Title:
Diario de Pernambuco
Physical Description:
Newspaper
Language:
Portuguese
Publication Date:

Subjects

Genre:
newspaper   ( marcgt )
newspaper   ( sobekcm )
Spatial Coverage:
Brazil -- Pernambuco -- Recife
Brazil -- Pernambuco -- Recife

Notes

Abstract:
The Diario de Pernambuco is acknowledged as the oldest newspaper in circulation in Latin America (see : Larousse cultural ; p. 263). The issues from 1825-1923 offer insights into early Brazilian commerce, social affairs, politics, family life, slavery, and such. Published in the port of Recife, the Diario contains numerous announcements of maritime movements, crop production, legal affairs, and cultural matters. The 19th century includes reporting on the rise of Brazilian nationalism as the Empire gave way to the earliest expressions of the Brazilian republic. The 1910s and 1920s are years of economic and artistic change, with surging exports of sugar and coffee pushing revenues and allowing for rapid expansions of infrastructure, popular expression, and national politics.
Funding:
Funding for the digitization of Diario de Pernambuco provided by LAMP (formerly known as the Latin American Microform Project), which is coordinated by the Center for Research Libraries (CRL), Global Resources Network.
Dates or Sequential Designation:
Began with Number 1, November 7, 1825.
Numbering Peculiarities:
Numbering irregularities exist and early issues are continuously paginated.

Record Information

Source Institution:
University of Florida
Holding Location:
UF Latin American Collections
Rights Management:
Applicable rights reserved.
Resource Identifier:
aleph - 002044160
notis - AKN2060
oclc - 45907853
System ID:
AA00011611:19015


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Full Text
AMO Lili N Dififi

P.1K.I A CAPITAL E LI(.1HU Por tres mezes adiautados
Por seis ditos dem......
Por um auno deni......
Cada numero avulso, do mesmo da.
60000
124000
240000
,5100
81 DE lABgD CE
PARA DENTRO E FORA DA PROVINCIA
Por seis mezes adiantados.
Por nove ditos idem......
Por um anno dem......
Cada numero avulso, de das anteriores.
130500
200000
270000
1J0

DIARIO DE PERNAMBUCO
Proprittadt t JBL&nod Jtgunra fce Jara & Mtyos
TELEGRAMMAS
. 1



i
mW ^ &1ML SA7AS
(Especial para o Diario)
LONDRES. 19 de Margo, tarde.
John Brlgbt apoia a poltica do mi
nlsterlo aadstone.
LLE'GE (Blgica), 19 de Margo.
Hontem. por occawio do annlver-
sario de 18 de Marco (proclamacfto
da Communa de Pnrisi deram-ie
aqu desorden* de certa Importan-

n
Diversos bandos de operarlo* pi-
Ibaram as canas da cldade.
As forcas da antoridade compri-
mirn! o iaoimeiito. e effectuaram
umso cem prisoes.
BRUXELLAS, 19 de Margo.
Acaba de ser aqui organisada a
companbia de lllumlnsr&o & cas da
cldade do Blo de Janeiro.
)
MADRID, 19 de Margo.
Bst* feita a coallso eleitoral dos
grupos republicanos.
LONDRES, 20 de Margo.
No da 5 de Abril vlndouro. o Sr.
iladstone depositar na Cmara
dos Communs o projectu de lei so-
bre a reforma agraria na Irlanda.
Ministerio da Guerra
Por .portara de 10 do corrente, foi
nomeado o major do estado-maior de arti-
lharia, Albino Rosire, para interinamente
exercer o lugar de professor de desenho da
Escola Militir da Corte.
Foi nomeado encarregado das obras
militares da Parahyba o capitao do corpo
de engenheiros Agrcola Ewerton Pinto.
Concedeu-se troca de corpos aos al-
feres Fredolino Jos da Costa e Tertuliano
Jos da Silva Costa, aquello do 5. e este
do 1. regiment de cavallaria.
Mandou se continuar addido no 1.
regiment de cavallaria o alferes do 1."
corpo, Paulino Jos de Souza, ausente
sem licenga, at que sua falta de compa-
recimento seja julgada pelo eonselho de
investigado que vai ser nomeado.
Agencia Havas, filial
20 de Marco de 1886.
em Pernambuco,
INSTRCCO POPULAR
ECONOMA POLTICA
(Extrahido)
DA BIBUOTHECA DO POVO E DAS ESCOLAS
(Continuat'j)
CAPITULO II
Prodnrco da riqnesa
Como appcacao do principio da diviso do tra
balho, vemos tarabem que muitaa veaes se poupa
muito trabalho, dispondo as coisas de modo, que
um so bomem possa prestar um servico a mu tas
pessoas, to fcilmente como a urna so. E o que
se chama a mulplicacao dos servigos. Por exem-
plv de um portador for incumbido de levar urna
carta ao correio, claro que Unto tempo gastara
n'isso, como se levara cincoenta ou cem; portante,
em lugar de irem cem pessoaa a levar cda urna
a sua carta, p>de urna no levar as de todos. As-
aim se pjapan muitoa bracos, que pedem ser uril-
mente empre?ad s uoutroa trabalhoa. L por
Uso que a admmistnn.o do coneio pode fazer
transportar de um extr. mo dj paiz at ao outro
urna carta por 25 res e um jornal par 2 1/2 rea
parque sa> muitos mi h resde pessoas a escrever
cartas e piucos emprega.os a c.uduil-aa e a dis-
tribuil-as. Nunca se c. gara a tl barateza na
expedigo dos telegrammas, porque cada um des-
tes tea de ser trausmiitido separadamente pelo
telegrapho, e distribuido logo no ponto do seu des-
tino por um empregado especial, que raras vezea
peder conduzir dous ao mesmo tempo.
Observa um ecouomiaU que, quando um grupo
de viajantes, explorando um pas desconbecido,
acampa em qualqner ponto para descancar, tratam
ellea logo de dividir entre si o trabalho que ha a
fazer em beneficio da communidade. Um accom-
moda os cavallos, outro trata de tirar as provisoes
das malas ou saceos em que vao mettidas. outro
accende o lume e cozinha oa alimentos, outro vai
procurar agua, etc. Seria absurdo que cada um
cFelles separadamente aceendesse o seu togo e
comecasse a cozinhar arparadamente a aua comi-
da O trabalho de accender o lumee eozmhar
a comida para todos dentro de certos limites,
tanto como para um s.
Muitaa coisas ha que, feitas nma ves, podem
aervir a milhares de pessoas. 6a alguem receber
urna informacao importante, por exemplo a com-
municacao de que urna tempestade tremenda atra-
veaaa o ocano, com direceo noasa costa, pode
previnir d'isso, com % conveniente aotscipaco e
por meio dos jornaes, todo o paiz. Succede muitas
Teses iaso entre nos. o resultado do trabalho
de muito poucos hnmens que nos observatorios
meteoiologioa, ae empregam na obervaci) de esta-
do da ataiosphera e no estudo das consequencias
que d'elle se deduxem.
(Contina.)
?ARTE 0FF1C1AL
Ministerio da Fazenda
Por titulo de 8 do corrente, foi no-
meado Amaro da Silva Gaimaraes para
servir interinamente o lugar de tbesou-
reiro gerai do thetoaro nacional.
Por despacho de 12, foi concedida
a Angelo Jacintho SimSes Jnior, a de-
missao que peaio do lugar de praticante
da alfandega do Rio de Janeiro.
Foi approvada a proposta, feita pelo di-
rector deate estabelecimento, de Felippe
Nerv Pereira de Andrade Jnior para aer-
vir interinamente'o logar de fiel do theaou-
reiro.
(ioverno da Provincia
DESPACHOS DA PRESIDENCIA DO DA 19 DE
MARCO DE 1886
Annunciada de Mello Montenegro. Concedo.
Anna Launnda Varejo Barbosa.O indeferi-
mento nao foi motivado por informagio e sim pelo
tacto de nSo estar ainda approvado pela Assem
bla Legislativa Provincial o art. 115 do regula-
ment de 6 de fevereiro de 1885, e portante a gra-
tificado por 15 annos de exercicio, que nao a
indicada no art 5. 1. da lei n. 1,81c de 1884.
Anna Joaquina da Cunha Almeida.Informe o
Sr. inspector do Thesouro Provincial.
Camilla do Carato Torres.8im, mediante re-
cibo.
Fieldea Brothers.Informe o Sr. inspector do
Thesouro Provincial.
Grata Candida de Alcntara Oouto. Conce-
do 2 meses.
Bacharel Horacio W. Peregrino da Silva.
Sim, mediante recibo.
Ismema Genuina Das.Sim.
Joaquim Ferreira da Silva. Conceda-ie.
Olvmpia Rosa de Mendonca. Informe o Sr.
inspector do Thesouro Provincial.
Tito dos Pasaos de Almeida Rosas.Concedo.
Secretaria da presidencia de Pernambu-
co, em 20 Margo de de 1886.
O porteiro,
J. L. Vgas.
IteuarllcSo da Polica
Scelo 2.N. 296.Secretaria da Po
cia de Pernambuco, 19 de margo de 1886.
-Illm e Exm. Sr.Participe a V. Exc.
que foram hontem recolbidos na Casa de
Detengo os seguintes individuos :
A' ordera do Dr. delegado do 1 dis-
trcto da capital, Damiana, escra va de An-
tonio Cromes de Oliveira e Silva, reque-
rimento desea senhor.
K' ordem do subdelegado do 1* distrlc-
to de S. Jos, Jos Aires de Carvalho, por
disturbios.
No dia 2, 5 e 18 do correntes proce-
dern* os del gados respectivos a visita
das cadeiaa dos termos de Palmares, Cor-
rentes e Pao d'Alho.
Na primeira das referidas cadeias exis
tiam recolhidos apenas um reo pronuncia-
do e dous indiciados em diversos crmes ;
na do Correntes, cinco reos pronunciados;
e na de Pao d'Alho um sentenciado e doze
ruS pronunciados.
Assumio ante-hontem o exercicio da
subdelegacia do 2o diatricto de Beberibe,
o respectivo 1 supplente capitao Sebastiao
do Reg Barreto.
Tambem no dia 16 do corrente o cida-
dao Joaquim Dmaso de Araujo Lima
reassnmio o exercicio da delegacia do ter-
mo de Gamelleeira.
Ainda em data de 5 assumio o cid ado
Eugenio Vellez de Mello o exercicio do
cargo de delegado do termo de Corren-
tes.
Pelo delegado do termo de Bezerros
foram remettidos a esta repartigao doze
facas de ponta, tomadas a diversos desor-
deiros.
Acaba de rae cornmuoicar o cidad&o
Jos Alves Tenorio ter nesta data assu-
mido o exercicio do cargo de subdelegado
do diatricto de Apipucos.
Deas guarde aV. Exo.Illm. e Exm.
Sr. conselheiro Jos Fernandos da Costa
Pereira Jnior, muito digno presidente da
provincia. O chefe de poli-a, Antonio
Domingos Pinto.
Thesouro Provincial
DESPACHOS DO DIA 20 DE MARCO
Maria do Livramento da Silva.Regittre-se e
facam-se os assentamemos.
Manoel Fernandea Maacarenhas. Certifique-se.
Barao de Caiar e Manoel Clementino Correia
de Mello.Haja vista o Sr. Dr. procurador fiscal.
Thomas Antonio Guimaries.Ao Sr. Dr. pro
curador fiscal para attender, nSo havendo incon-
veniente.
Companhia Recife Drainage. Dr. Prxedes Go-
mes de 8ouza Pitanga e Bernardino Jos da Silva
Mai.-Pague-se pela caixa da Recite Drainage.
Director da Colonia Isabel.Ao Sr. theaooreiro
para os devidos fina.
Jos Theodoro Correia de Barros. Facam-se as
notas da poataria de licenca.
Jos da Silva Schiappe e Jos Elias de Oliveira.
Ao 8r. Dr. administrador do Cnsul;.do para
attender.
Francisco Ferreira Baltar.Informe o Sr. Dr.
administrador do Consulado.
Irmandade do Santissimo Sacramendo do Rio
Formooo.As contas de que trata, devem ser
prestadas sendo observadas as disposiedes do ti-
tulo 14 da regulamento de 2 de Jnlbo de 1879.
Dionysio Pacheco |da Silva, Olvmpia Rosa de
Mendonca, Anna Joaquina da Cunha Almeida,
theaooreiro das loteras do fundo de emancipaco
Fielden BrothersInforme o Sr. contador.
Consulado Provincial
DESPACHOS DO DIA 19 DE MASCO
R. de Drusina'd CInforme a 2* sec-
9*0.
Francisco Barbosa d C-A' 1' secgao
para os devidos fina.
* 20 -
Antonio Martina Gome, o mesmo,A'
1' seccSo para attender.
Anna Luiza Coelho Layne. Deferido,
de accordo com as informagSes.
Dr. procurador dos feitos, o mesmo.
Informe a 1* aecgao.
Joao Vctor Aalves Matheus & C.
Certifique se.
Joaquim do Almeida A C.A' 1" sec-
gao para os devidos flus.
Jos do Carvalho & C. Informe a 1
secgao.
DIARIO DE PERNAMBUCO
Retrospecto poltico do anno
de IMift
HESPA.NHA E PORTUGAL
Cont inuacSo)
Eslava escripto que o cholera-morbus na Hes-
paaha nao se limitasse a dar celebridade ruidosa,
posto que passageira,ao esforgado Dr. Ferran: era
preciso que fosse tambem autor responsavel de
urna cris'! ministerial n'um pniz onde as enses
desse genero nao teem sempre razao clara e defi-
nida.
A machina do parlamentarismo nao trabalha
com absoluta perfeigo na monarchia que foi de
Carlos V e PhiHppe II. Em gerul, a origeni das
qutdas e subidas dos ministerios, escndese all1
atraz dos bastidores do scenario poltico, onde
nao cliega a miniuia claridade da ribalta. Isto
quer dizer que para o facto de taes mudangas
concorrem quasi sempre mais as intrigas da
corte que a vontade manifestadarepresentaro
nacional hespanhola.
Dessa vez j o dissemos foi o cholera o mo-
tivo apparente, pelo menos, de um abalo gover-
nativo que ainal nao teve as consequencias gra-
ves que se previam.
Pareca natural que Affonso XII, inspirando-se
no exemplo do rei Humberto e esquecendo-se de
que era o nico principe da familia reinante e
pai de duas princezas em idade tenra, pensasse
em affrontar todos os perigos do contagio, para
ir animar com sua real presenca as populagoes
de Murcia e Valenga, atormentados mais que
quaesquer outras pela invaso da medonha epi-
demia. Um monarcha muito novo ainpa e her-
deiro do temperamento dos Carlos III e dos Fer-
nando VII, nao se deixaria com certeza vencer
pelo terror, nem pelos frios raciocinios do Sr- C-
novas del Castillo, embora o primeiro ministro
lhe pintasse com as cores mais sombras este
quadro desolador da restaurada monarchia: ao
fundo, os partidos constilucionaes, desavindos,
irreconciliaveis, intimamente anarcliisados pelas
rivalidades pessoaes; os carlistas impenitentes c
com im sorriso sinistro como a recordaco do
cura Santa Cruz; os republicanos sempre espe -
rangados e menos inoffensivos que os discursos
brilhantes do Sr. E. Castelar : no primeiro plano,
urna regencia disputada, alvo das ambiges di-
versas, centro dos desejos igualmente ardentes
dos partidarios da rainha Christina c dos da ex-
rainha Isabel, por cuja volta ao throno choram
anda boje alguns realistas e catholicos com a
raesma sinceridade com que os isrealitas outr'ora
choraran pelas ceblas do Egypto. 0 painel um
tanto .realista do presidente do eonselho devia
impressionar ao joven principe como urna tela de
Ribera.
Anda assira, Affonso XII nao se curvou fcil-
mente razao de estado. Tinha concurrido para
sso a insinuago dos adversarios do gabinete, os
quaes comegaram a propalar que o agodamento
com que se havia declarado oflicialmente a exis-
tencia do cholera em Madrid, Uvera por im rete."
o monarcha na capital, evitando desse modo que
elle na projectada viagem sondasse directamente
a opiniao de seus subditos acerca do governo do
paiz. Si non vero bene trvalo, diria mais de
um leitor dos jornaes da opposigo. 0 rei deu as
suas ordens para a excurso a Murcia, marcou-se
o dia da partida, e todos acredilavam que ella
afinal se realisaria, ainda que o ministerio des-
attendido persistisse no pedido de deraisso que
oppozera determinagao da viagem.
Mas o Sr. Cnovas levou to hbilmente a ques-
to ao parlamento e ao dominio da opiniao pu-
blica; que nenhum ministerio, nennum partido
monarchico teria a coragein de aceitar o poder
com a condigao de convir nos designios generosos
do joven soberano. O que a tal se arroiasse seria
necessanamente tido por menos amante da dy-
nastia que o ministerio conservador. Porque,
emfim de contas, a peste podia nao ter olhos para
distinguir entre o monarcha e o mais humilde de
seus vassallos. e nao era iinpossivel que o infe-
liz rei cncontrasse as regiOes predilectas do cho-
lera a niorte cruel que alguns mezes mais tarde
o devia sorprehender na sua residencia do Prado.
Todos os hoinens polticos de primeira e segun-
da ordem, chamados corte, desapprovarain,
cqjseguintemente, o projectado passeio. Em
vista de to geral e sympathica opposigo, decla-
rou Affonso XII abandonar a sua querida idea, o
que levou o Sr. Cnovas a retirar o pedido de de-
missao de todo o ministerio, pedido que condicio-
oalmente havia antes apresentado a S. M-
Assim terminou a erise ministerial de Junho-
Mas o rei s apparentemente se deixara vencer
pela resistencia de seus ministros e conselhos
dos amigos, dos dedicados amigos da dynastia.
Bem no intimo elle achava extremamente ridiculo
todo esse excesso de precauges. talvez menos
inspiradas por verdadeiro affecto pessoal que por
interesses de ordem poltica.
Meridional e mogo, sentindo ainda correr-lhe
as veas o sangue quente do Bearnez, d ao
diabo a poltica e a enojosa gravidade dos conse-
lheiros, e e-o.que ah vai de sbito, furtivamen-
te, na sua viagem to ambicionada, qual o rapaz
que. alta noite, cheio do prazer iuliiido do des-
conhecido, escala pela primeira vez o muro do
quintal paterno para entregar-se voluptuosidade
de urna aventura galante. Nao diz a ehronica se
o manto escuro e a escada de seda tiguraram
entre os accessorios da equipagem real. Mas o
rei entendeu cumpnr o seu dever, e cumprio-o
animosamente, apesar de lorias as razes de esta.
do. Violou talvez a letra da le constitucional.
Mesmo na Hespanha ha de haver quera teuha feito
isso muitas veces, sem to nobres intuitos e com
muito menos espirito. A visita aos cholencos
de Arauguez mereccu d Affonso XII louvores
mais stnceros e satisfactorios do que quantos lhe
podesse conquistar a sua paciencia em ouvir as
inundas tiradas pedantescas dos orlhodoxos do
constitucionalismo pharisaico.
Nao*), comtudo, pequeo prazer para o tempe-
ramento menos artstico, o assistir s brilhantes
lutas da tribuna a que, ao menos urna vez em
cada sesso, se eutregam os grandes oradores do
parlamento hcspanholo mais attrahente parla-
mento do mundo. Nessas occasiOes solemnes,
anciosamente desejadas porum publico escollado
e numeroso, corre em ondas sonoras, os concei-
tos c os raciocinios vestem urna roupagem viva,
fascinante e sumptuosa como as imaginages me-
ridionaes onde se formam. A verdade, porm, 6
que esses bellos trnelos oratorios, pela falta de
sanego pratica, reduzem-se a um simples culto
da arte pela arte. Os ministerios fazem as elei-
gOes maiorias d sua imagera, e a essas nao ha
Castelar ora Marios que Ibes arranque um voto
contrario ao governo, que. de ordinario, smente
cahe por desorganisago intima on eonspirages
palacianas. Os debates das cortes hespanholas
nao teem, por conseguinte. o inteivsse dramtico
dos que se do as asseinblas polticas de ou"
tros paizes. Todava, as discussOes do principio
de Julho foram de certo modo praticamente im-
portantes. A nota dominaute dellas consisti na
reconeiliago plena n completa operada entre as
duas grandes frae.ges do partido liberal. Os Srs.
Sagaslae Lpez Domnguez affirmaram nessa oc-
casio um programma idntico em nome do anti-
go progressismo e da democracia dvnastica.
Causou admirago que o suffragio universal pas-
sasse a fazer ptrte do credo commum da unio
das esquerdas reconstituidas.
0 Sr. Canoviftoeu tanto ^aprego a esse lacio,
que na respo^tal aos discursos opposicionistas
innijNu eoni iupLtfaacia a declaraco solemne
que, havia dezoito mezes, fizera o Sr. Sagasta de
tfae o suffragio universal era incompativel com
as iostituigOes monarchicas. Finalmente, os
chefes da nova colligago escnlhiam como cen-
tro de acgio convergente dos grupos colligados,
a constituigo de 1868, que devia ser revista,
correcta, expurgada do veneno ultra revolucio-
nario e adaptada do melhor modo possivel
permanencia da monarchia dos Bourbons res-
taurada. O que dava maior alcance poltico ao
novo accordo era que. d'ahi em diante, estava
por trra a nica objecgo que a corda oppoze-
ra em empo a chamada dos liberaes ao poder,
O Sr. Castelar animou a allianga das esquer-
das monarchicas. Declarou que se o partido
republicano, sob o rgimen reaccionario dos
Srs. Cnovas, Pidal e Robledo, se va forgado a
recorrer aos expedientes revolucionarios, pas-
saria a interessar-se pelas lutas constilucionaes
e a limitar a sua acgo esphera parlamentar,
desde que a subida da esquerda dynastica aos
conselhos da cora tivesse como consequencia o
cstabeleciniento dn suffragio universal.
Os alludido: debates terminaram por urna vo-
taro favoravel ao governo, 0 numero urna
fatalidade temerosa as assemblas polticas.
Nao ha razo, era eloquencia, nem cousa algu-
ina deste mundo, que convenga qualquer maio-
ria de que deve deliberar em contrario aos in-
terestcs particulares de cada um dos seus mem-
bros ou aos interesses communs da confraria
partidaria.
Mas o triumpho arlamentar do gabinete C-
novas nao itnpedio dessa vez una crise minis-
terial ha muito esperada. A 13 de Julho os Srs.
Romera Robledo, ministro do reino, e Anteque-
ra y Bobadilla, ministro da marrana, pediram as
suas deniissOes. Concedeu-lh'as o rei sem dif-
ficuldade, e at com satisfago. segundo se af-
firmou, recommendando ao presidente do eon-
selho que se nao demorasse em dar substitutos
aos demittidos. 0 Sr. Cnovas foi solicito em
atislazrr a impaciencia real. No dia seguinte
era nomeado para a primeira das pastas vagas
o Sr Villaverde. governador de Madrid, e para
a segunda o almirante Pegela.
A retirada do Sr. Romero explicava-se fcil-
mente. Havia muito que esse cavalleiro era alvo
de violentas antipathias as proprias tileiras do
exeicito ministerial, e at entre seus collegas de
gabinete. Mas quanto ao Sr. Antequera dunca
se soube com preciso o motivo que o levou a
associar-se a determinagao do Sr. Robledo, de
quem o cholera, posto que nein de leve o attin-
gisse physicamente, foi inhnigo cruel, tenacissi-
mo, e a causa principal da impopularidade do
ex-ministro dos negocios do reino. E porque
nao sahio o Sr. Pidal do governo, juntamente
com os seus dous collegas, se estava mais com-
promettido ante a opiniao geral que o mais com-
pro mettido del les ?
J dissemos que o minitro das obras publicas,
alm de ser apreciado no pago, representava no
ministerio todas as ambiges ultramontanas.
Goiava, pois, da conanga do rei e do alto cle-
ro, e isto bastava para que o presidente do con-
setao lhe tivesse verdadeiro apego.
(Continua).
RECIFE, 21 DE MARCO DE 1886
.\oiicla do Pacifico e Sal do
Imperio
O vapor francez Ville de Macei entrado ante-
hontem do buI, trouxe as seguintes noticias e as
que constam da rubrica Parte Oficial:
Pacifico
Escreveram de La Paz, na Bohvia, ao Jornal
do Commercio da corte, em 21 de Janeiro:
E' em geral satisfactorio o estado actual da
repubii a, que, caneada da guerra civil e dolorosa-
mente ensinada pela aggresao catrangeira, des-
envolve-se sombra da paz interna slidamente
firmada,
Com geral applauso organisou-se o novo mi-
nisterio, do modo seguinte: Dr. Juan de Carrillo,
relagoes exteriores, colonisac&o e justica ; Dr. Jos
M. del Carpi, governo; Dr. Demetrio Balvimon-
tes, fazenda e industria ; Dr. Pedro Garca, ins-
truccio publica e culto; e coronel 8-iverino Za
pata, guerra.
Por decreto de 20 de Janeiro o poder execu-
tivo mandou proceder eleijao do 5 senadores em
La Par, Potos, Oruro, Tarija e el Beni, e de 31
deputados em differentes fugares. Esta eleigao
parcial tem por fim renovar o Senado e a Cmara
dos Deputados em virtude da constituicao. teudo o
governo recommendado s autoridades a maior
abstengo.
Foram acreditados ministros plenipotencia-
rios : D. Aniceto Arce, em Fra'ica, o general He
leodoro Camacho no Per e Isaac Tamayo no Para
guay.
A Alfandega Nacional de Tupiza em 1885
rendeu 846:584*000 (bolivianos 423,792) c a Al-
fandega de Arica 37,200:000*000 (bolivianos___
1.860,000).
A industria mneira, principal fonte da ri-
queza desta Repblica, vai em creseente prosperi-
dade.
As minas de prata de Lsipez, Amizos e ou-
tras produsem muito e a de Callquechaca cal-
cala-se em 16 a 20.000*003 por da.
Est em Potosi o representante legal da com-
panhia The Hoyal Silver Mine of Potos Bolivia
Limited. Esta companbia organisada em Lon-
dres no anno de 1884, tem um capital de 600,000
libras sterlinas e propoe-se lavrar o afamado serr
de Potosi, cuja colossal riqaeza tem assombrado o
mundo.
Foram publicados os estatutos do Banco Po-
tosi e os convites para subscripgao de 5,000 acedes
de 300*000 cada urna, que correspondem ao ca-
pital de 10,000:000*000 (500,000 boliviano). Este
binco foi autorisado pelas legislaturas de 1884 a
1885.
8. Paulo
Datas at 12 de Marco :
No dia 12 foram approvados e leceberam o grao
de hachareis em direito, os Srs. Joo Baptista de
Oliveira Penteado, Este'ao Araujo Almeida, Affon-
so Infante Vieira e Francisco Isidoro Barbosa
Lge.
O Rio-Branco noticia que na cadeia de Piras-
aununga, cidade que tem 12,000 habitantes, nao
ha um a preso actualmente.
Foram presos na Franca e na Penha do Rio do
Pei.xe os assaasinos Jos Piao e Jos Miguel. O
primeiro indigitado como autor de tres mortea
em Jaboticabal.
Fallecersm: no Amparo, D. Maria Candida de
Aaaujo; em Serra Negra, o fazendeiro Joo Pires
Baptilta; e ao Rio-Claro, o fueodeiro Antonia
Messias Franco.
Blo de Janeiro
Datas at 13 de Marco:
E' esta a integra do decreto n. 9,564 de 6 do
corrente, pelo qual foi dedada caduca a concesso
feita orth lirasilian Sugar para constraccao
de 5 engenhos centraes:
_ Considerando que a companbia Nurih Bra-
silian Sugar Faetones, Limited, concessionaria de
15 engenhos centoaes uas provincias do Cear,
Rio Grande do Norte, Pernambuco, Alageas e
Sergipe, obiigou-ee pela clausula 4* das que bai-
xaram com o decreta n. 8.954 de 9 de Junho de
1883 a dar comeco s obras de 8 doa sobredi tos
engenhos, que se comprometteu a construir no pri-
meiro anno, dentro do praso de 9 das depois de
approvados os respectivos coatractos de fjrneci-
mentos de caimas, sob pena imposta no art. 2i,
3 do regulamento de 24 de Dezembro de 1881;
Consideran lo que oa coatractos de forneci-
mento de cannas aos engenhos de S. Jos de Mi-
pib, S. Louronco da Matta, Serinhem, Pao
d'Alho, Ipojuca, Pilar e Maroim foram approvados
pelo tecreto o. 9,421 de 26 de Abril de 1885, sendo
pelo mesmo decreto marcado o praso de 3 mezes
para modificago dos contractos relativos ao en-
penbo de Camaragibe;
Considerando que, dos oito engenhos cima
mencionados, cujos contractos de fornecimentos
de cannas foram approvados pelo decreto de 2b de
Abril de 188o, apenas foram comecados a cons-
truir os de S. Jos de Mipib, S. Lourenco da
Matta e Pao d'Alho;
t Considerando que os contractos para fornec-
meuto de cannas ao engeuho de Camaragibe foram
apresentados approvacao do governo fra de
praso marcado pe i decreto de 28 de Abril de 1885;
Considerando mais, que a companhia j tem
levantado, com autorisagao e garanta do governo
o capital de 295,09315 s0 d superior em
t 9821815 80 d. ao capital nominal doa tres
engenhos em construego, o qual de 196
875OsOd.:
flei por bem declarar caduca a concesso dos
engenhos de Serinhem. Ipojuca, Pilar, Maroim e
Camaragibe, feito companhia North Brasilian
Sugar Factories, limiled, fcando a garanta de
juros por parte do Estada con? relacao aos oito
engenhos cima referidos, limitada ao capital loa
engenhos de S. Jos de Mipib, S. Lourenco da
Mata e P) d'Alho, na importancia de 196
875-0 s-0 d.
Lemos ao Fluminense de 12;
Tendo o propietario da Provincia do Rio re-
querido ante-houtem noite ao juis de direito,
Exm. Sr. Dr. Coeito Cintra, garantas para o seu
estabelecimento typographico que c natava-lbe,
por denuncia verbal, que ii ser assaltado, re-
metteu o citado juii o reqaerimento acompanhado
de nm officio ao Dr. delegado de polica, com toda
a prumptido.
Esta autoridade, ua occasio de receber o ofi-
cio, j se achava na supra iudicada typographia,
tendo dado todas providencias que o caso exi
gio e ah se conservou at a huras da madrugada
de hontrm.
Guardado toda a noite o estabelecimento pela
forca uublie i., nada siccedeu que pudeese justificar
a denuncia, o que estimamos un mensamente.
t Este facto liga-se talvez destruigo de dous
farros do Club iephistopheles, no 2* dia de car-
naval, attribuida por socios deste club a pragas do
corpo policial p. i sana.
Tendo a Provincia declarado que dara mi-
nuciosa dcscripeo d os autores, talvez d'ahi nascesse a denuncia de que
trata o Fluminense.
Anda ante hontem o quarteiro da ra d <
Mrquez de axias eos que est a typographia da
Provincia toi toda a noite rondada por pragas de
cnvallaila.
Eis as noticias commerciaes da ultima data :
Rio, 12 de Marco de 1886.O mercado de cam-
bio coutina firme: os bancos nacionaes maati-
veram oficialmente a taxa de 18 15/16 d. sobre
Londres, e os bancos adoptaram a de 19 d. para
operacea contra banqueiros.
As tabellas no Commercial e no Commercio e as
tazas no London Bank e Euglith Bank, foram ofi-
cialmente as seguintes:
Londres 18 15/16 e 19 d., a 90 d/v,
Pars W4 a 502 rs. por.fr., a 90 d/v.
Hamburgo 618 rs. por m., a 90 d/v.
Italia 508 rs. por lira, a 3 d/v,
Portueal 281 e 280*%, a 3 d/v.
Nova-York 2*670 porUbl., vista.
Nao constaram transaegoes dianas de mengSo.
Na Bolsa o mo\ imento foi regular.
Babia
Nao recebemos folbas desta provincia.
Xoticlas do Norte do Imperio
0 vapor costsiro Giqui entrado do norte hon-
tem trouxe as seguintes noticias :
Blo (irande do Norte
Datas at 18 de margo :
No dia 15 foi aberta, com as solemnidades do
eatylo, pelo presidente da provincia, a sesso ex-
traordinaria para que fora convocada a assembla
legislativa.
A sua mesa ficou assim constituida.
PresidenteJos Gervasio.
Vict presidenteAntonio Soares.
1 secretarioDr. Pacheco Mendes.
2* secretarioAntonio Carlos.
A assembla se compoe de 14 onaervadores e
8 liberaes.
Parahyba
Datas at 20 de margo :
A' 15 seguir o Dr. Bandeira, presidente da
provincia, para Campia Srande, acompanhado
pelo Dr. chefe de polica, commaudante da forga
policial e Drj Samuel Hearique.
Nada mais resam as folhac que merega mengo.
INTERIOR
O cmprestlino
(Da Evolugdo da corte)
Rio, 9 de Marco de 1886.
O emprestimo que o Sr. ministro da fazenda
acaba de contrahir em Londres, de um raodi glo-
rioso para o actual gabinete, e Jionrosissimo para os
crditos financeiros do Brasil, veio-nos ofterecer
enei jo para tirar a limpo questes que muitos des-
conbecem, e poucos estudam.
Lancado na praga de Londres, pelos banqueiros
Rothchilds, foi o recente emprestimo de seis mi-
lhoes de libras esterlinas coberto cinco vezes'.
Quer isto dizer quf, se o Brasil necessitasse de
trinta milhoes de libras, os en- ontraria nos condi-
coes as mais favoraveis que se pode imaginar, e que
a aos primeiroa estados do mundo, fiuanceira-
mente acreditados, a Russia, a Italia e os Estados
Unidos, seriara concedidas.
Se por esse lado nos, os brasileiros, temos justo
motivo para rigos jarmo-nos, por outro o partido
conservador, offerecendo seguras garantas de es-
tabilidade s noseas instituigoes, deve ver nisto
um symptoma inequvoco de confianfa nt> exterior
e por tanto de approvago de sua palitica, o que
sem duvida de subido alcance.
Quando se esereve quasi todos os dias que nosso
estado financeiro deploravel ; quando se nos
pinta lucrando com enormes difficuldades econ-
micas, quando se manda dizer culta Europa, que
estamos a bragos com um dficit, impossi vel de ser
debellado, oa banqueiros e capitaliataa europeus
cobrem cinco vetes um empreatimo de seis milhoes
de libras estcrlinaa.
Porque cobrem aasim esse emprestimo que
emittido em cond Brasil?
Porque o nosso eredito na Europa tem de dia
dia subido pela pontualidade e probidade finanedrm
que ainda nenbum estado exceden.
Porque at hoje o caracteriatico dos nossos
emprestimos externos tem sido a rapidez da amor-
tisacao, a qual se estende apenas at o mximo de
trinta annos.
Porque os capitalistas eurspeus comprehendem
que um paiz que toma a serio a amortisaco r-
pida de suas dividas, trabalha por legar s gera-
goes vindouros, orgamentos equilibrados e prspe-
ros, ainda mesmo com diminuigo de imptoB.
Se nao fosse isto, de certo que as pragas de
Londres e Amaterdam, onde somos vantajosa-
mente conhecidos, nao cotariam todos os dias os
ttulos de aete dos nossos emprestimos do modo
porque o fazem.
Nem se veriaai em suas bolsas t.-ausaego s e-
guidas e disputadas, eomo acabamos de ver em urna
Rerista financeira, o que denota o alto grao de
confianga que no Brasil se deposita, confianca,
que neuhuma outra potencia da America do sul
ser capaz de pretender gozar em tao tito gra.
Quem estuda os assuraptos serios referentes ao
Brasil, com animo desprevenido, como tomos a
pretengo de fazer, observa o seguiute :
Em Janeiro deate anno oa ttulos da empres-
timo de 1863, (4 1/2) conservaram a cotago de
Ourubro, isto 101,
Na mesmo epocha os ttulos de nosso empres-
timo de 1865 (5 <'.,) conservaram a eotacao de
99 1i2.
Estabelecida a paridade entre a libra esterlina e
25 francos e 20 cntimos, claro que nossos ttu-
los sao iguaes, se nao superiores, aos dos empres-
timos e dividas internas das paizes mais acredita-
dos do velho mundo.
Se quizessem s comparal-os por exemplo aos do
recen/e emprestimo argentino, emprestimo desas-
troso confrontado com o que acabamos de contra-
hir, achariamos fcilmente |as seguintes antithe-
ses :
Os banqueiros barring Irmaos & Comp., e J. S.
Morgan & Comp., o Banco de Paris, o Comptcir
d'Escompte, a SocieU Genrale, e o Credit Indut-
triel foram que lancaram e realisaram o empres
timo de 80 mhoes de franos, divididos em....
200,000 obrigacoes de 500 francos, juro de 5 %
amortisaveia n 30 annos, por sortews stmestraet.
A emisso reabriu se a 403,50.
E' claro que o juro deste empres'imo subir
par i os tomadores, a 6 1(4, sem contara amortisa-
co de 1 V ..
Alm disto cumpre observar que para garanta
dos 12 l|2 milhoes annuaes necessarios ao paga-
mento de juro e amortisaco, foram hypothecadaa
nao s as rendas de suasalfandegas, como as ren-
das geraes da repblica.
Ora se reflectirmos que os ttulos do emprestimo
de 1863, (4 lr2) sao cotados cima do par, reco-
nhecer se-ha que o crdito do Brasil est definiti-
vamente firmado nis grandes mercados moneta-
rios da Europa.
Para que fim. porm. f i contrahido o presente
emprestimo ? Qual o plano do Ilustrado e pru-
dente Sr. ministro da fazenda ?
Nada aabemoa por emquanto.
Entretanto c inflamos tanto em sua intclligen-
cia e patriotismo que nao duvidatnos ver ama nova
era se inaugurar dentro em breve.
A Franca reduzindo suas despezas, e pregando
disnte do parlim-nto, o principb de viver restri-
ctamente dentro das verbas de seus orcamentos. est
dando um exemplo edificante aos povos que since-
ramente desejam a verdade do orgamento, e o equi-
librio entre a receita e a despea.
Parece-tM que [ara debel ar dfidt, triste le-
gado de stuagoes anteriores, ser este o primeiro
passo -
A drscriminacio dos impostos geraes, e provm-
ciaes, igualmente urna necessidade urgente, e
talvez de benficos resultados.
O Ilustre ministro pode caminhar sem recejo
n'estes assumptos, porque offerece como garanda
secura seu caraeter e seus talentos.
Cre que nos o applaudiremos sinceramente.
A revolucSo do Estado OrleBtal
(Do Paiz da corte)
Ha pouco tempo, segundo publicou ama folaa
do Buenos-Ayres, debateu-ae em co jkIoo de -

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aiio de PcrnambucoDomingo 31 de Marco 1886
niatro*, no Litado Oriental, se era ou nlo pru-
dente tVaer p.hir da cidade de Montevideo ib ba-
tera* de canhdee Krupp, acompunhando o cor-
pos enviados para varios pontos ufim de baterem
oa grupo* revolnciouarlos.
Decidi se qne nao cmvinha expor i opera-
coes d i campanea, guardando a na capital para
0 caso da eencentracao da defesa, se porventura
as hostes revolucionarias se approximassem de
Montevideo.
Muito provavelao pej-ece, porteato, que i da
desta vea seja di ) a capital ou as peazan-
dades que se dosla ofManlo esttre aa aireas *> g
verno legal e a as lewultosoe.
Esta bypothese t. pedera ser eitsamada p la
circunstancia, coas a;*>el <.e no peote contar, de
ser o governo tio afbrtsntado que cunaiga desellar
no litteral uruguayo ou na. aatnpanha, as tropas
invaaoraa ou os grupos armaaVM que ja pereorrem
varios departamentos, obri^aado aa t*o jas regu-
lares a disseunnarem-se e a iatigarem-sv ein cor-
reras que nao cfaegam a ter um resultado effi-
ciente para garantir a pas e a submisso dos re
beldes.
Nao nos compete a ns entrar no exarae das
causas que produziram revoluto que anda urna
vei conturba a situscao da Repblica Oriental,
qnc pela sua posicao, antecedentes histricos e
constante attrito com as nacoes visnhas Repu-
blica Argentina e o Brasil, arrasta qnasi sempre,
aps as suas convulsoes e transtornos, a accao
mais ou menos directa dos guvernos dos dous Es-
tados con aliantes.
Com rolaco a ns; a situacSo creada por rata
no'a desorden na Repiblica Oriental mais fcil
o que aquella em que se encontra :i Repiblica
Argentina.
Para evitar as deplorareis cons<-queucias que
em pocas anteriores acaiTetaram para o Imperio
aa qu.tt s internas da Repblica ou os c inflictos
com os argentinos, basta que o governo imperial
observe a mais stricta e rigorosa neutralidad.-,
fazendo-.i r.-speifar overamente pelas autoridades
civis e militares da nossa fronte ira e impondo a,
por meio d certa coaeco moral, aos rosnse m-
patriotas residentes na campanha oriental.
esde que estes nao se intrumettam na revolu-
ejo, tomando partido por um ou nutro dos conten-
dor-a. nao ha ver A risco de reclamaco-s ftin'iadas
por parte de nenhum dos gsvern.is, que 6nal fi-
que estabelecido no Estado Oriental aps a selu-
cao oa crise revolucionaria.
Ciin syst naa d is guerras osuacs uessa regan
e o pouco escrpulo com que nessas emergencias
{irocedem tanto as forcea legalistas cuma as revo-
acionarias, muito difcil, sen-to i npossivel.
creta nesses mcvimeutoe ou instigacao para que I completo ao publico, foi a isso autarisada por be-
elles pror-mpeaaem. *ievolencia da administracae da provincia, e com
Nlo contestamos ene, at certo ponto e em de isso tem lnc ado immenso nos metes decomdoa
terminada poca, nao bouvesae a poltica brai- desde a abertura dn novo trecboat Caxang.
leira, por influico dos preconceitos ou falsas apre- O prolongamento da nova linha at a Varzea
ciaces a que nos referimos, dado cauaa a ser e
imp-rio Buspeitado de alguma oomplicidade nesses
actos.
Mas o facto honroso que devenios attestar per-
ante o mundo, e do qual os orientaes de todos os
partidos se no drvem esquocer, o seguinte :
Que nunca en tesen algn nasas revesantes
foram pauejadas no Brasil ou ao a< sso Urrieerio
eegaiiieadas a* torcas invasor* que teem larvado
par veaaa aaaasio da Repblica o transtorno e a
gaerra.
PERIBOCO
Assembla Provincial
REUNIO EM 12 DE MARCO DE 1886.
PHESIDENCIA DO BXM. SB. Da. AHTOHIO FRANCISCO
COBdEIA DE ABADJO.
Ao meio da, feita a chamada e verificando-se
estarem presentes apenas 08 Srs. Uoelbo de Me-
aws, Katis a Silva, Antonio Corr, ia, G mcalves
Ferreira, Amara I, HercuUno Bandeira, Jos Ma-
ra, Barros Barreto Jnior, Augusto Franklin,
J*o de S. Diiminguea da Silva, Joo Alve?, Ro-
gwb -rto, Barros Wa iderley, Prxedes Pitanza,
Luiz de Andrada e Qomes Prente, o Sr. presi-
dente declara que deiza de haver sesso.
O 8r. 1. secretar! prooeleu a leitura do se-
guinte:
EXPBDIBNTB
Um oflicio do secretario do governo, remettendo
o balanoo da reecita e despeza do exercicio de
1884 a 1885 da Cmara Municipal do Cabo, e o
irc ment para o de 1886 a 1887 da de Gnyanna.
Rio Form.'so e. Cabo. -A' commisso de rjimcu-
to municipal.
Outro do mesmi, transmitudo 40 remplares do
rrUtorio impiesio, apresentado em 31 de Janeiro
ultiinn p-lo mipeetor do Tuo.ouro Provincial.
A' distribuir.
Um poticao de Francisco Jor^e de Soma, re-
querenlo ser nomcadi para o lugar de porteiro
A-sembla. A' eommissSo de polivi:i .
Outra de JoSa Raptista Est-ves de Souza, re-
c|iien-nd> pagamento do terapo em que servio c -mo
3.* eaeripturario da 2* seeciio do Consulado Pro-
A' e jinrais->8v> de petices.
Outra de Jo- romes Perr-ira Maia, arrem i
taate do p-dagio da barreira do O quiA, reefM-
nSo extenso e de fcil construcejo ; e temos a
convicco de que aa economas feitas pela empre-
za com a suppressio do trafego entre Dous Irmios
e Caxang, na linha antlga, dao-lhe de sobra pa-
ra completar a linha fizada na innovacao do can
tracto.
Daaaaif, ao qae no* euaasa, quando a empreza
prenataden obter a aJaertaaa da aova linha at
Caxaa*| em aappresaaaxdo traefio entre Bae Ir-
evit-r que a propnsdade dos n ssos compatri ta* ..,,, ,,, abatiaento de duas tercas parte, .!& pro-
nao soffra prejuizo, e que desse facto nao se ori-
inem reclamacoes futuras.
Mas este nao ordinariamente o lado mais me
lindroso do nosso contacto com os turbulentos vi-
zinho-; o qu no passado aggravou e no presente
ou no futuro pode aggravar, as nossas rulaeoes n
ternaciouaes, uessa parte da America, e a bxter-
ven\-o directa dos ii'-ssoa patvcioe, arrolaodo-se
sob umi ou sob outra bandeira ou manifestando
ostentosa '.e praticamoate as suas eympathias por
qualqu< r das duas partes contendoras.
C"nt excepeo dos brusileiroB domiciliado* no
Estado OrieUtal e a elle vinculados pjr iuteresses
valiosos, uo ha no Brasil ningOfim que sinta ou
qo p >rque arremutau a referido peda^io. \'
mis-ao de petico -s.
Sr. .presidt-ule dial ilw BM seguida a reun io.
RKNIO EM 13 DE MARCO 1>E 1886.
PRESIDENCIA DO KXI SB. DE. ANTONIO FBAXIBL'0
COBBBIA DB AHALMO
Ao meio dia, tta a chamada e v.-rficando-ae
estarem presentes apenas "3 Srs. Ant mi Gomia,
Rosa e Silva, Barros irre/o Junir, Goucalves
i rr ira. H reulno Ban'leira, Sores de Amorira,
Luiz de Audra l.i, Jo\o de Si. R igob-rto. Aina-
ral, D'Hiiingues da ilva, Barro Wuiilerloy, Coe
manifette preferencia por csie eu iqnelle partido, j loo de M me*. Ralis o Silva, Ornes Rasaate a
por este ou aquelle governo da Repblica vizinha ,tLou neo de 84, o Sr. presdeute declara nao ha ver
Que govern m blancos ou coloradle, a ue sesso.
aoje isso indiflerente, p n- mais que no pausado O Sr. Io secretario procele :i l.-ifara do seguate
un dessefl partidos tivesie sido effectvamei-te
um inioiigo franco, empenhado em deprimir ou
afir- mar o Brasil e amistando o Imperio a inter-
vi ncoes funestas que ; nos produziram, despe
zas, perda de vidas e resenliu.cutos profundos,
que anda boje perdur m em alguns espiritos.
EXl-EIIIENTE
Um oflicio do secretario do governo, remettendo
40 cxemplar. s iuipressos do rea orio i> engenliei-
ro dktjf* da reparticuo das Obras Publica: A' I i -
tribuir.
Outro do meauao communicando que o Exmo
Sr. consa-lbeiro preai-leute da pro/incia ficoa sen li-
te do modo porque foi constituida a mesa que rein
de dirigir os trab dhos deata Assemb a.Intei-
rada.
Outro da mesa eleitoral da paroebia de Santa
raro encontrar, eutre blancos e colorados, quem ; Anaade Leopildina.A' cominissao de conscitui-
linceramente acredite que temos os brasileiros cao-e pjd Te.
empenho, vontade ou interesse em perturbar a sua I U tranquilidade, ingerindo-se nos scus negocies in- i coforado, professor contractado da cadeira do sexo
temos. I masculino co Rio Doee do Brjo da Madre de Deus,
Cum blancos e co orados temos tido que debater requereudo sua inclusa > no numero dos proiesssores
rec'ajnavoes serias, mas sempre a proposito de al- t (lectivos.A' commisaio de iuslruccio publca.
O tempo, entretanto, nao corren s para nos.
Elle modificou igualm-nte a ndole e o ponto de
vista dos partidos historices do Estado uriental,
e boj", uo seio da sociedade poli'ica da Repblica ;
gama cffeusa cita a cidadaos biaseiros ; mas
essas reclamacoes teem sido debatidas no terreno
dsplaosatiao e, bem ou mal attendidas, temo-nos
accommodado sempre com tudas as soluedes, para
evitar ntn conflicto cu rompimento com a Rep-
blica Oriental.
Nao ha, portante, nnn da parto do nosao povo,
era da parte do nosso governo, eympathia mani-
festada eu latente por nenbtuna das partes actual-
mente em conflicto oa Repblica visiuha.
Se,nao h uo nosso paiz. como bonlem o fizemos
sentir, nem parcialidade ncm sympatbia pronun-
iada por um ou outro dos partidos que no Esta-
do Oriental disputan! a posse do g verno, nao po-
dem ii dizer, comtudo, que icmns indiffrentes
sorte da visinba Repblica.
Por justos motivos de ordem privada e de or-
dem internacional, sernos interessados no seu bom
governo, na sua paz e tranquillidade, no seu pro
gresso e desenvolvimento.
A nossa visinhanca, as froateiras ideats que se- '
Outra de Mana Dornel as Pesao-i Catanho,
alumna mestra da Escola Normal e proessora in-
terina da cadeira de Bengalas, requorendo no-
meacao eff'-ciiva para qualquer cadeira de 1 en-
trela.A' commisso de intrucoao pobliea.
Outra de Araeuio Affonso Pereira Borges, es
crivio Uo crisae, jury o exiMuev-'S criiniu*as da
Triumpho, requerendo que seja decretada ama
le para a Cmara Mauiaipal d'alli pagar-ihe.. ..
3U0U0O auuuaes, conu gratificaco da custss, re-
vertendo eia favor da menina Clamara todas as
cuitas de proeeasos en que for eondemnada.A'
commisso de orcamento municipal.
0 Sr. presidente em seguida diuolve a reu-
ma.-.
HtviSTA DIARU
iKoi-mlea ProvincialNao bouve hou-
m ee*a|o por tesen c aparecido apena* il Srs.
param os nossos terrroros, a facilidade que ha deputados.
em transpol-as de um lado ou do outro, o grande
numero de brasileiros domiciliados e establecidos
na campauha oriental, o valor das prupriedades
Jue poasuem, o* compromissos moraes resultantes
os tratados subsistentes entre os dous Estados,
os quaes crearan) para o Brasil graves responsa-
bilidades iventu.ie*, o proprio commercio inter-
nacional, que tuautem.- s com a R' publica e a r -
percussao qnasi nevitavel dos ahalos que nclla
occorrem, tudo isso nflue e tem ii,fluido para que,
um diversas emergencias, tenha sido o imperio
ubrigado a intcrvii', mais cu menos diretarr.ente,
por instigacSo ou reclamo de seus valiosos iute-
resses, nos conflictos armados que to fn qu u<-
mente ba> des--lado a Repub ica Oriental.
Nem sempre, devenios coufeseal-o, fumo* uessis
mergencias bs6tante prtuient.-s e oppurtunos ;
algnmas vezes 'Xig- raines a importancia dos
acontccini' utos e nos arrec-eamos, sem motivo
das conseque ocias que d'elles podiam resultar.
exagerando portante ou deixando ir mais loage
do que eonV'iiha, a nossa aecao interventor i, s-in-
pr: alias sjlieitida ou instigada por um ou outro
dos partidos venc ios ou' pelos brasilein a residen-
tes no Estado Oriental, cujas vidas e pr-priedades
se encoutravam umeacadas.
Foi presidida a reuniao-pelo Exm. Sr. Dr. Au-
toni Francisco C ri ia de Araujo.
O Sr 1 secretario procede leiti-ra do aeguin -
te expediente :
U a oflicio remettendo o oro>-nw oto da recita e chapuza para
o excrcicio de 1886 a 1&87 e p dindo que, drpois
de a jprovadas as suas c u'as, ll>e aejam devolvido.-.
os respectivo* r cib -a.V c nmoissao de orcamen-
to municipal.
Urna peticao de Mauoel Mathias de Azevedo
Villaruuco, requereudo ser nomcado uarteiro decta
Assembla.A' commisso de polica.
Outra de Candido Thiago la 'osta Mello, re-
queren lo um privilegio por 50 anuos para canali-
sar agua potavel na ddade da Victoria.A' co-n-
i:o-sao de constituicSo e poderes.
Ou'ra de Fraucis o Jos de Araujo 'lello, re-
quereudo ser uomeado nsra o lugar de porteiro ou
qualquer oucro que vagar nesta Assembla. A'
eosMaisaao de polica.
Outia da mesa reiredora da irmandaie dn Se-
nhor Bona Jess dos Pasaos do Corpo Santo, re-
quereuio a consigiiaei) de una lotera para a
Compra de alfaias. A' commisso o p tcea.
Em seguida dissolv 'u se a reunio.
Ferrovla do Caxangft- A innovacao do
E' facto, pjrm, que, aps a reviluco qae ele- contracto que, em 18-*3, fe* a companhia de tri-
von ao potfer o mallogrado general D. W*s*i
Flores, c aps a approximaco poltica determi-
nada pela tripHce allianca durante a guerra do
Paragnay, a poltica do imperio tornon-re mais
avisada e prudente coai reiaco aos negocios dos
i.tssos visiuhos, r' tr ihindo se o nosso governo e
aSst-nlo se de todo e qua!quer aeto que podesse
ferir a snsceptibilidade dos povos governos do
Rio da Prata.
Exemplo dessa poltica moderna, se assim o
quizerem, demol-o nos quando, em certo periodo,
a approximaco entra o general dantos c o repic-
hos urbanos do Re fe ai Caxang. nutorisado
pela lei n. 1726 de 23 de abril d'aqm-ile anuo, in
iiovaco qu,- t-io a data de 3 de outubro do mes-
M) uno, impoz a i ssa empreza a obrigaco, acor
I cora a clausula 12" do *rt. 1 da ref n ia lei,
de concluir no prazo de 3 annos, contados da da
ta do contracto, todas as obras neceesarias ab r-
tuia d i trafego no novo rainal (Estrada Nova de
(,'axang* at a Varzea), prdendo por cada semes
tre qae exceder ese praso nm anno de proroga-
eodo pnvilerio. E' claro, pois, que 3 de outu-
bro dooorrente auno expira o nlludidj praso; e a
-ote diplomaiieo da Republce Argentina f i empreza, nenhum indi-i) manifestando de e'far
tal, que a suprecacia exereida por este diptemata resol vida a exezatar as obras prosegue no goso
sobre o espirito do governo or- ntal foi considera
do c proclamada como nm prefacio da grande
obra da reconstrueco poltica do antigo vi ce lei
nado.
Testemunhas d-. influencia exereida pelo gover-
no do general Reca sobre a Repblica visinba,
assistio o iiaperio com graude prudencia e impas-
sibilidade a todos es actos da poltica oriental,
em manifestar diante d'ellea nem sorpresa nem
inquietaco.
Pede a verdade que se reconheca, eti tretanto,
ao t< rem faltado motivos serios para urna de-
BOnttraQo qualquer que aseigoalasse, *e nao o
nosso mo humor, pelo menos o nosso resenti-
nuto.
Os lamentavca successo* de Passo Hondo e a
attitude bem pouco correcta do governo oriental
diante desses escandalosos attentados contra bra
s.leir.s, nos quaes tiveram parte principal func-
conaxios orienta a de alta categora e immediata
o nfiaaca do governo, bsstariam para --fferecer ao
imperio urna boa occasio, ee acaso a nossa polti-
co anda *e inspiraase as antigs normaa e uo
bou vase, eremos que por nma vez, abandonado
os preconceitos e as veleidades que oufr'ora in-
fluirn) no animo de alguns estatistas.
A Republca QrienUr do Uruguay tesa rfdo in-
fclv*m?nze perturbada jpnitss veaes por movimen-
to* revolnc'onario, qnr bao prerompldo nu'dosn
proprio seio ou do exterior.
*D todas essas occaaiee* os partidas apnixoaa-
dos teem attiiauido so Brasil on participacas **>.
da expl'iraeo da linba at Caxanz, ao que pare
ee abandosando o restante li linha at a Varzea.
obj-ct'-v.< que teve ella em vista quando ruquercu
a citada n-tovaco, qae boament- lhe foi >nce-
rtida pela Assembla Provincial ernt augmento de
10 anoos no praso de duraeio do seu privilegio.
Pelo iheor da lei e do contracto, o novo ramal
3ue, tal como definido na innovacao, estende-se
o Entron-amento na Capunga, at a Varzc i,
nao poda ser aberto antes de inteiramente con
eluido ; mas, por jutt causa e no interesse da
empresa, lhe foi permittida pela presidencia da
provincia a abenara ao trafego do trecho at Ca-
xang, sob clausula de ser execuUdo o restante
da linha no praso estipulado.
Estamos a 21 de Marco, sto faltara apenas 6
mezes e 12 das para expirar esae praso ; e, repc
timos, Dada se tem teito que denuncie a in*,enco
de completar o novo ramal. Por qne esse aban -
dono ? Por que se abroquella a empreza eom o
facto eonsummado dn a ertura da linha at Ca-
xang ?
Se nma das razes invocadas na Assenbla
Provincial para justificar a innovacao do contrac-
to, foi a necessidade de servir por viaeo acede-
rada o povoado da Varaea, par que raao nao se
traeta do pdr em prstiea isso, per jae rtso esse
abandono, qne pie patente o pensainento de clau-
dicar na lei e .o contrete ?
Esperar a empresa obter ama peorogaeio de
praso? Seria injusto eoneeder-lh'o, tanto mais
quanto nao de vendo ella suspender o servioo da
liuha actukhnesKe em trsfego (clausula 13* do
erm. 1 da lei) ata* de ter aberto o novo rmmal
g na linSM antiga, allegon a Becee-
oeeitar os tr leos deste tresno ne cons-
dn qee vai de Caswag Versee.; e foi
das saeoes em que se baeeou a presiden-
I usa pase, .lhe eesseedsr o dojysWavor
Posan, posa, e511 asela a **speeee de.eeseprir
o seu dever ? 74 nlo c89o para isso; e no* pa
rece que tempo de coagil-a pelo* meios legis a
execufo do seu contracto.
Com as delongaa s-ffrem os moradores da Var
zea, e nao justo que paguem elles as fava que a
empreza tem comido.
PrumeaO* seademicos cearensea enTia-
ain para o CeaiS, sk pai do seu finado collega,
Jos Baptista Figubira Lima, o seguinte telegrsm
ma de condolencias :
A' Francisco de Paula Olveira Lima.For-
.aleza. Acad micos cearensi-s sentem profunda-
mente morte prematura de seu collega Figueira
Lima. Enviam nota saudosa de sua inagoa fa-
nilia do iuditoso comoanheiro e provincia do
Ceea, qne perdeu fie! depositario de suas glorias.
trlista- Weitinnirox e l.ilT-i
luformam-nos que, em urna de suas ultimas seaacV-s
a Imperial Sociedade dos Artistas Mechanicos e Li-
l)i re votou p>r grande maioria de votos, que fos-
se dirigida urna telicitaco ao Erm. Sr. Dr. Mano-I
do Nascimento Machado Portella, seu socio bem-
feiotr, pela sua esclarecida adminisraci na pro-
vincia de Minas Geraes, e em reconhecimento doa
.liosos servidos por S. Exc. prestados mesma
ociedaile.
A t-licit ico j foi eneaininhada ao seu destino
Facnldade lie Direito Eis o resultado
dos actos de hout-.-m :
)ir. ito natural
Man > 1 Macha lo Teixeira Cavalcante Jnior, ple-
nara--nt".
Caetano Corris de Queiroz Montero, idem.
Virgilio Barbosa de S uza, simplesmente.
Jo Vieira de Ar.iujo Cirreia, ideuh
provado.
DireiloH nacional e romano
Joaquim Raphael ila'Suva, simpleamentn.
Direitos nacional e ccclctiaslico
Peismino Ootaviano de stattea, planasacnte.
Gabriel Ureino de Agniar Montarroyos, dem.
Jesuin > Lutosa da Cunha, idem.
Jos Antonio (Jone* ves de Mello, idem.
Eduardo Ferreira liolngues. idem.
Mano l iva io''- lo Reg Barros, idem.
J *V Antonio da Cunha Ribeiro Jnior, idem.
Eugenio Antonio Gon^alves Pir b, ilem
Direito ecclesiastco
Miin>' 1 Coolh > Cintra Junio plenamente.
Direitos constitucional e r-jmano
Alfredo Barbosa Ribiro, plenamente.
Jos di unha Fontenelle Filho, i lem.
J lio Hcii iq-ic de Souza Gayoso Almendra, i lem.
Aff ni-.o L lyolla,
Arthur Napolei Soares de Mello, dem.
2o inno
Joo Martioiano Caatello Branco, plenamente.
Aujonio Firmo Das CarJoso, idem.
Manuel Lete de Oliva, i lein.
G istavo Mariano Soares de Pinho, idem.
Fiiueisco Sevcriuo Duarte, idem.
Julio Nogueira Tabosa.
B uro de Freitas Guimaraes Jnior, idem
Joc Lucas Pires de Souza Raugsl, dem.
3o anno
J.-S i de Morase Mattos, plenamente.
Antonio da Cunha Foutenelle, simplesmente.
Eugenio de Barros Falca i de Lacerda, dem.
Carlos de Castro Graca, idem.
Fernando de Bacillar Fontenelle, idem.
Ajgusto Klyso Castro Fouseca, idem.
5o anno
Alfredo Pinto Vieira de Mello, plenamente.
Fernando de Castro Paes Barrete, idem.
Jo Ferrio de Gusmio Lima, idem.
Luiz de Franca ^e Castro Barroca, idem.
Jos Mara de Faro Reollembers, idem.
Jos Anselmo de Fgueiredo Siag<>, idem.
Estes receberam o grao de b^vharel em scien
cas jurdicas e Bociaas. *
Kxame* prparator|oe Nos dia* l9-
2(1 do corr- nte p. eataram cisnes na Faculdade de
Pi:eito, e tiveram este resultada :
.drtfiaeriea
Plenamente 1
Algebra
Plena neote 5
Apui'ovad 8 7
Geometra
i pprovados 7
Mociedaele Cooperativa Ualvereal
- Chegou ltimamente da Europa o Sr. Anselmo
R^uier, director fundador da Sociedade Coopera
'iva Universal, crala ha pouco tempo em Paria
com o intuito de djsenvolver e estreitar as rea-
coas econmicas, mereantis e industriaes entre a
Frauca e iiversos paiz -s, cspccialmeute entre a
Franca e o Brasil.
0 Sr. Rgaier, cuja obsequiosa vi ita agrade-
cemos, traz a miaso de fundar suecursaea e ze-
presentacoss i m dvi rsa3 cidades do Brasil, e de
mirir-se ha alguui tempo em 'ernam-MiJO, afl d i aqu esiabeleeer urna dessas euceursaes, cuja
diieccao ser confiada ao Sr. La por te.
Brev< mente o Sr. Rguier inaugurar nma ex-
posieao de proluetoa de mais de 20 fabricas frun-
c zas j relacionadas com a Cooperativa Univer-
sal.
Mais de espaco nos oceuparemos com os fins
utilissimos dessa sociedade, credora desde j das
sympatbias brasiieiras.
i. ion de Arlis e OttacioeNa prxi-
ma quinta-feira, 25 do correte, anniversario da
Constituico Poltica lo Imperio, a bocieaade dos
Artistas Mchameos e Lib-raes, celebra urna feata
solemne no seu Lycea le Artes e Oficios, sentan-
do a piimcira pedra do anoexo que vai construir
para u'elle ostabelecer as oficinas do mesa o Ly-
eeo.
Na ceremonia religiosa funecionar o Revm.
Sr. oonego vigario geral do bispad >, e para assis-
tir ao acto tem sido expedidos convites, sendo
elle adm;trido todas as pessias que se apresenta
iem decentem nte vestidas.
O annexo que a Ilustre associaco vai construir,
o complemento n-icessario do Lyceu, era to
boa hora creado para a elucaco das classes ar-
tsticas.
Mnlrlx do Rio FuimoooNa qusrta-
feira da prim -ira semana da quaresma houve, ua
matriz na cidade ie Rio Formoao, distribuico de
ciiza entre os fiis, havendo tainbcm termao ana-
logo ao aeto.
Na seguinte sexta-foira effectuou-se o 'acto da
via-sacra, soletnuisada por meio de psalmos appro-
pi i I 'i>, as 7 h ras da noit.
No domingo immediato, rsalisou-se um sermao
com exhibico de um dos p..s*os do Senhor conti-
nuando em outroa dia ; tudo sto cargo c sob
a direceSo do respectivo pa-ocho, que se acha dis-
p"to a ce-labrar todos os setos de semana santa
uaquella matriz.
Parada Autc-bontem, cerca de 8 hora* da
n' ite, no be:co Fundo, do 2 districto de S. Jos,
Tbereza Mara da Coneeico, estando questio-
n.i r com a mulher da praca de infantaria de neme
Eatevo Jote dos Santos, de.: lugar qae este in-
terviesse em defeaa da sua esposa.
Tberesa enfurecen-se com a intervencao da pra
ia, e deu nesta urna fac ida, fazendo-lhe um feri-
raento levo.
A delinqaeote foi presa em flagrante pelo cade-
te Joaquim Bel miro Pere-r.i de Carvalho, auxilia-
do pjr duas pracas do batalbo d'aquelle, que
o 2.
O terido foi recolhido enfermara militar, on-
de foi vistoriado.
vrinho de versos seas, que den o ttulo de Pm-
panos.
E' um bonito e perfumoso ramilhete de mimocas
flores, que umita honra faz ao talento do joven
poeta, realmente credor dcate nome.
Ha na sua colleccao ver*)* muito be*alancado*,
cheioa de encantadora* imagei.*, e de urna natu-
ralidade admiravel. Em sonetos, especialmente, o
8r. Rodr go Octavio, de urna felicidade extrema.
Como exemplo aqu citamos este, epigraphado
O Dia de Sol: *
Brilbao nol, e com elle na campia
Fulge a estaco da seiva lujuriante :
ReluB.em cada ptala um brirbante
Foraosvdo pela nevoa matutusa.
Casra de Belenro Por portara do 8r.
Dr. ehefe de polica, de bontem datada, e era vis-
ta da lei u. 1,320 de 4 de Fevereiro de 1879, foi
exonerado do emprego de guarda de 2a classe da
Oasa de Deteuclo, Joo Jos da Fonseca, vis-
to ser praca aposentada do crjo de polica, e
.lomeado para substituil-o Luis Jai na rio da
Gama,
Tbeeourarla de Fasenda Nlo pode
ter logar o pagamento de costara* do Ars'nnl de
Guerra, annuaciado para o dia 22 do crtente, po
ao Bxiatir crdito na verbaPardamente, Aa cor
reate exeeoicio, pur onde corre semelhaate dei-
pea.
Mvro de verso -O Sr. acadmico Rodri-
go Octavio fea imprimir no Rio de Janeiro um li-
2S(0
20OOQ
Clioesae violeta ao lado da bonma;
Ai|B ajnirgarida, e atis adeasUe
D iallWi.-is o bando esttitante
A ievWeta azul e a parpurina.
E emquarto as andorinhas voltijando
Vo pelo espaco, p, profugas, em bando
Buscara a esguia flexa d'uma igreja.
Das creaiicas o canto se mistura
l soro arreste e rude que murmura
Um rio que espuman e rumoreja.
Como este csnf.em o livrinho muitos outros *one-
tos lndistiimos
Agradcenos o mimo, que nos fez o autor, de
um exemplar dos seus "ampanos.
Ubi-raem e rnnaeriadores-Repete-te
hoje tarde, no thsatre Santo Antonio, a come-
dia-drama Liberaes e conservadores, que, na quin-
ta-feira ultima foi all representada pela compa-
nhia organitada pelo talentoso artista, o Sr. Mo-
reira de Vasconcelos.
Bem elaborada, e, o que mais elaborada com
muito esoirto, a comedia-drama, cujo autor ig-
norado, u^a verdadeira satyra sos nossos par-
tidos po'rco, cujas pratic is fustiga com grac,a,
fazendo rir os espectadores bandeiris desple-
gadas.
A peca ugradou e foi applaulida, e nao pouco
contribuirn! para isso os Sis. Moreira de Vaacou-
celr"B-Ade|ina Affonso d'Oliveira, que coufinnu-
rain os setiscredit-sde bons artistas.
O th-atro esteve chei". de esperar que hoje
se repro loza -st- faco, pois B c jinedia-drama me-
rece ser vis'a.
I.anlrrn Hagtra I' .bli ou-se o numero
148 do ;V anuo, deste peridico illustrado e humo-
rstico.
Norieilnde Cornil' RecreativaAn-
t h aten, s 5 horas da tarde, funecion-m eeta
lade em s 's-o extraordinaria sob a presi
dencia do cons..cio bcnemerti Antonio Raphael
Aireada C iet-, nchando se presantes 18 consocios.
11 Io secietario leu a a<:ta da seaso anterior que
foi approvmla plenamente.
Fn pfrovada em tercira dscusso a proposta
da transferencia da sede social, e o Sr presidente
daelarou que a prxima sesso ter lugar na nova
sede ra de Antonio Cameiro.
ISr. presidente nomeon urna commisso cora-
p:ata dos Srs. Aristides J. de Olveira, Luiz de
Fi nca Litis Albu (uerque Filho e J>s Elias de
Olveira, para trataren) d is festejos do Io anniver
sario da instalincac da sociedade, no dia 19 de
Abril de 1386, e em seguida encerrou a sessa ; s
7 hor.is da n- te, marcando o d:a 25 d > corr-nte,
para haver outra. aa 11 horas da inanh.
Reunlee*) serlae* Ha boje as seguin-
W :
Da Redemptora d'z Captivos e Protectora dos
Ingenuos, < m assembla geral, ao meio da, na ra
da Saudade n. 14.
Do Instituto TMttrario Olinden$e, em assem-
bla peral, s 10 horas, em 8s sede.
Da Imperial Sociedade dos Artistas flchameos
Liberaes, s 11 horas, em assembla geral. no
edificio do Ly eu de Artes e Oficios.
Amanh ha as eenintes :
Do Monte Pi do Voluntarios da ratria, s 6
horas da tarde, na respectiva sede, para diacus-
so da reforma do* esta utos.
EamolaUm pai que revela extremos pla
sua unioa filhinha. que hontem completen um anno
de idade. pira solemnisar este acontecinvnto lem-
broa-se dos pobreso que bem lhe haja.e remet-
ten-nos 61000 para dividir por tres pessoas des-
validas.
Agradec'-ndo o piedoso encargo, *comprimol-o
pelo modo seguinte :
A' viuca de Vetor Jnior, roa do
Mutrue n. 96
A' vin*a D. Miquilii:n. roa do Nogueira
n. ia
A' vinva R. Maria Candida Wnderley
Antran, ru& do Mrquez do Herval n.
137 2*000
% flllin de prximo enlace da filha do grande corapo-iUr Car-
los Gounot com o Bario de Lassns
Ni quinta feira da ultima semana nao houve
recepeo do costume em casa de Gounot por ter
logar nesse d a apresenfaco intima dos noivos
condesan de Paris qne, aeompanhadada princesa
D. Amelia e do nosso principe D. Carlos fot visi-
tar o maestro.
Este facto inapiroa n Gounot ama bella meloda
qne el'e exnenteu admiravelmente.
A filha de Carlos Gounot foi, por um admirador,
comparada a Santa Cecilia.
A esto respeito o chrnnisfa do Fiqaro deelara
peremptoriamente que um erro ttribuir a Ssn-
ta Cecilia o patrnnagio dos murios, afirmando
que esta santa foi sempre indifferenfe mais sim-
ples symph'inin, o i,ue promefte provar.
Ficamos muito interessados pelos crditos da
afamada santa.
nesiPanha e o HexlroA exnorta-
cio do porto de Bireelona, dorante o anno findo.
eom dpstino ao Mxico, foi de 2.703:639 kilg., no
va'or de 4&7:800,*.00'\
Os artigo* exportados em maior qnantidade fo-
ram : papel para cigarros, agurdente de vinho.
vinho tinto, livros, anendeas doces descacadas,
aseite, truotas seccaa, assafro e rolha* de cor-
tica.
O mnv'mento de expertaco. em 1882. foi de...
1.991:492 kilg., no valor de 397:800*000. sendo
portante o augmento, rm tres annos, de 90:000*,
nao obstante a eriso eeonomla que a Europa vai
atravesaando, e especialmente a Hespanha, pela
epidemia cholerici que a assoloa.
A importaco de productos mexicanos, naqnelle
anno, subi a 1.185:324 kilg., on mais 122,031 do
que era 1883. O principaea artig M foram : pao
de campeche e mogn\
O exerrllo allemo A constiraco do
imperio allemo estabeleee o servico militar obri-
gatorio para todos os allemes; mas devenios dizer
que, apezar desta regra geral, ha algumas exoep-
. como, por exemplo, a dos membros das casas
reinantes e nutras que se acham consignadas as
leis administrativas.
O ex- rcit > allemo, alera do activo e da landwr,
com rehende tambera a l-andstum em caso de n-
vaso de territorio. Esta ultima reserva seden-
taria eompreh n I-' 'oios os inlividuos capaz--* de
pegar em armas, que nao estejam alistados, sto ,
de dezesete a vinte annoa e de trinta e dous a
quarenta e dous.
Urna lei recente determim que, em caso de ne
cessidade extra rdinaria, poder entrar na landioer
u na parto de landstarm, cujo chamamente ser*
feito por chismea, com- cando pe is ,le menos idade.
cinquanto o permittirem os interesse* militare*.
Apezar das tropas allems formaren um nico
exercito, ha difT-rencas esseuciaes no modo de es-
tarem sobra-ttidas ao commando federal dos diver-
sos contingentes.
O pequero augmento de reeeita indispensavel a
estes fins pode haver se fcilmente, sem aggravo
do thesouro, pelo cumprimento regular da legu -
laco em vigor acerca do registro de mercs, TO-
brando o governo oa respectivos emolumentes. 8e
o archivo obtiver a modesta reforma propseta, ai
menos ter-se-ha cumprido o dever que manda res-
peitar o sagrado deposito onde a naco guara os
gloriosas ttulos de seas direitos, os monumentos
da sua vida social, poltica, econmica, eclesis-
tica, admn strativa e militar, e as memorias au-
tbentica8 dn seos fei'os heroicos.
O deeretr- de 22 de Mareo de 1881, oonferiedo
nova forma ao ensino das bellaa-artea na acade-
mia de Lisboa, sttenden a mais de urna justa re-
qnHieao deste inshtuto, e dotou-o nonve ente-
mente para o exercioio regular do' deveres que
Ibe iocumhem.
Jnlga, porm, o conselho que o enrso a que se
refere o art 48 do deereto, nao encentra rasuavel
cabimento entre o* estudos acadmicos, cujo plano
ha de manter a unidade de fim a que deve estar
subo diado e nada arriscar de sea carcter ele-
eaditatmo. Tem anda o coneelno por de vanta-
gem o iiugnieuto da verba ipplicada oficina de
fnrmador, compra de modelos, bibliotheca, il-
uminacoe expediente, verba qne em todo o aso
deve ser distribuida separada nente por estas de-
signacoes na respectiva tabella.
O orcamento militar da Allemanha aecusa a se-
guinte forca numrica do exercito para 188586 :
officiaes 18,140, sargentos 51.496, soldado* 347,887,
aspirantes 79, msicos 18,443, ambulancias 8,532,
trabalhadores 10,127, mdicos 1.698, thesoureiros
783, veterinarios 619, armeiros 736, selleiros 83 e
cavallos 87,598.
Ha a contal tambem 614 officiaes que servem
as escolas militares e 2,058 fra das fileiras, por
estarem ao servico do ministerio, commissoea,
etc.
Resulta, pois, nm total de 451,706 homens, sem
comprehender os empregados militares dos hospi-
taes, nem os de intendencia, subaistencia, arma-
zens, etc.
A infantera tem 161 regiment* de tre* bata-
Ihdes de quatro companhias, que, com 20 batalhoes
de caladores a quatro companhias, formam um to-
tal de 503 batalhoes.
Cada regiment comprehende em tempo de guer-
ra tres batalhoes de campanha, um batalho mo-
val e utn batalho de deposito. Uo mesmo modo
os balaihes de eacadores coinpreheodem em tem-
po de guerra urna companhia movel e outri de de-
posito.
O armamento de infantaria allem a arma mo-
delo de 1871, systema Mauser, que dispara eom
cartuxos metallicos de fogo central e o seu alcance
de 3,000 metros.
Os regimentos de eavallaria sao 93 : 12 de ca-
vallana pesada, 28 de eavallaria de linha e 54 de
eavallaria ligeira. Cada regiment tem cinco ca
qnadroes, formando um total de 465 esquadroes.
A eavallaria pesada tem des regimentos de cou-
raceiros e dous saxonios. A eavallaria de linha
sao as blanos e a ligeira os hussars.
Dos 93 regimentcs de eavallaria, 83 sao arma-
dos com carabinas de grande alcance, ib usam ao
mesmo tempo lanca e carabina, e 10 tem sabres e
revolver.
A Alleaianha tem 340 bateras de campanha di-
vididas em 37 regimentos ; 46 dustas bateras sao
a cavallo e as restantes montadas. As pecas de
artilbaria a cavallo sao chamadas de oito (calibre
exacto 7,85), e as de artilbaria montada sSo de no-
ve (calibre exacto 8,8). .-o todas de carregar pela
culatra.
Corrida! de cavalloa.lia boje, tar-
de, corridas de cavallos em Beberibe e Jaboato,
sendo all por amadores, e aqu pelo Jockey Club
respectivo.
A ferro via de Jaboato expede trena especiaes
at all e de r'gresso na confurmidade do annun-
cio j publicado.
LellAe*)Eff c'uar-se-ho :
Am .iib :
Pelo agente Gnsmo, s 11 horas, na ra do
Imperador n. 16, de dividas e de predio.
Teroa-feira :
Pelo agente Aartins, s 11 h>ras, na ra do Im-
perador n. 16, de predios. _
Peo agente Burlamaqui, s 11 horas, na ra de
Mareili.- Das n 55, du lvidas.
Pelo agene Pestaa, o meio dia, na ra do Vi-
gario n. 12, de predios.
Peio agente Pinto, as 11 horas, no Chacn, casa
de residencia de Henriqae Oetti, de movis, Ion
ee.8, vdros, livros, te., etc.
Quarta-feira i
l'e o agente Pinto, a 10 horas, na ra de S
Joo n. 88) do eslabelecinent-i ahi sito.
Peo agente linio, s lltioras, na ra Bella us.
42 a 4, dos terrenos ah sitos.
Pelo agente Slartins, s 11 horas, na ra do Vi-
gario n. 7, de movis, loucas, vidns, etc.
minas) funel>re. -Sero celebradas :
Amanh :
A's 8 hor-8, na Ordem 3 do Carmo, por alma
de Genesind i B. de Vaicouccllos.
PaNMa*eironCbegadoa dos portos do nor-
te no vapor nacional Ipojuca :
Dr. Jedro J. de O. Pemambuco, tenente-coro
nel Jos Doraingues de Olveira, Antonio J. de
Carvalho, vigario Manoel F. Lustosa Lima, Pedro
L Lima, Luiz Carneiro, Virgilio Benevides, Fa
bio Dutra, Henry Jones, sua senhora e 2 filhos,
Aff liso A Maranhi, Joo Valerio de Medeiros,
Manoel Valerio de Medeiros, Jos da Silva Bra-
ga, Olympio da Silva Braga, Jos da Sil .a Pa
ebece.
Cana da FortunaO n. 6398 que obteve
a sorte de 250.000*000 da 8 parte da 1" lotera
do Cear, foi vendido por eata cass.
Caa de iiriea^-asMovimeoto dos ,.ie-
ao* no dia 19 de Marco :
Bxistiam pesaos 286, entraram 2, sahiram 6,
exwtem 282.
A sabei:
, KneUmaus '.'58, mulheres 3, cstrangeiros 6^ es
cravos sentenciados e processado8 7, ditos deoor-
reeejao 8.Total 282.
Arracoados 270, sendo: bons 257, doentes 13
Total 70.
Movimeuto da enfermara :
Tiveram alta:
Autonio Ferreira do Nascimento.
Jno Camp lio Bandeira.
Marcelino da Costa,Amaral Rosa.
uolerla da pro*lucia Sabbado 27 de
Marco, se extra, i ir a lotera n. 46, em bene-
ficio da matris de Strinhein.
No consistorio da igreja de Nossa Senhora da
Cdnceico do* Militares, se aebaro expostas as
urnas e as esphems arrumada* era ordem njmeri
ca, apreciaco do publico.
Loterta do Rio A 2* parte da lotera n
363, t aovo plano, do premio de 100:0J0*Jd0
ser extrahida uo dia .. do corrate.
Os bilhetes achsm-se venda na Casa da For-
tuna ra Primeiro de Mareo.
Tambem acham-se venda na praca da Inde-
JM ns. 37 e 3b.
Lotera K\lraordinarta lo fpl-
ranga-0 4o e ul:imo sorteio das 4a e 5* aeiies
desta importante lotera, cujo maior premio de
150:01)0*000, ser extabida a 9 de Abril.
^cham se exposto a venda os restos d.s bilhe-
tes na Casa da Fortuna ra Primeiro de Marc<
n.23.
Lotera do Cear de OOiOOO000 -
A' serie d'eata grande lotera, cujo maior pre
mi de 250:000*000, se extrahir imprcterivel-
mente hoje .. de marco, as 2 horas da tar
de.
Os bilhete s acham-se venda na Casa da For-
njna, ra Primeiro de Marco n. 23.
Lotera de Macelo de OOtOOOjOOO
A 20' parte da 11 lotera, cujo premio grande
e de 200:000*000, pelo novo plano, ser extrahida
impretervente no da 23 da marco s 11 horas da
manh.
Bilhetes venda na Casa Feliz da pracada In-
dependa us. 37 e 39.
Lotera do Maranho A 1* parte da 1
oteria detsa provincia, em beneficio da emancipa
cao e Santa Casa de Misericordia, cujo maior pre-
mio 50:0001 0, ser extrada no dia 26 de
marco-
Os bjilhetes acham-se venda" na Caaa da For-
tuna, ra Primeiro de Marco n. 23.
Hatadoaro Publico. Foram abatidas
no Matadouro da Cabanga 65 reze* para o consu -
mo do dia 20 do corrate me*.
Mercado Municipal de H. Jone
movimento deste Mercado no dia 20 do cr-
reme, foi o seguinte :
Kntraram :
1 1/2 boi pesiudo 3.804 kilos.
5> kilos de poixe a 2 ris 11 800
15 tabolnirue -Ou ri* 3*000
73 cargas de farinha a 200 res 14*600
16 ditas de fructas diversas h 300
ris 4*800
21 suinos a 200 ris 4*200
Foram oceupados:
211/2 columnas a 600 lis 12*900
44 talbos de carne verde a 1*000 44*01*.
8 ditos de ditos a 2* 16*000
30 compartimentos de taiiuha a 500
rie 15*000
22 compartimentos de comidas a
U0 i. a 11*000
73 1/2 ditos .M leg naos a 400 ris 29*400
17 compartimentos de suino a 7u0
ris 11*900
11 dito* de treasuras a 600 ris 6*600
Benedicta Mara da Hora, Minas, 27 annos. ca-
sada, Boa-Vista ; tubrculo pulmonar.
Vicente, frica, 60 annos, viuvo, 8. Jos ; in-
suficiencia mitar.
Manoel, Peroambuco, 35 annos, Santo Antonio;
convulsoes.
Mara, Pemambuco, 30 das, Santo Antonio ;
convulsoes.
Januaria Jos Vellozo, Portugal, 38 anno*,
viuva, Boa-Vista ; hepatite.
Recera nascida, pelo subdelegado.
Ma ia Mhuriea, Pemambuco, 70 annos, viuva,
8. Jos ; ineufficiencia artica.
INDICARES OTIS
Mdicos)
Conanllorio medico c Ira releo do Dr
Pedro de Attabyde Lobo Hoscoso a
roa da doria n. 39.
O doutor Moscozo d consultas todos os
lias uteis, da 7 a 10 horaa da manh,
Este consultorio otferece a ommodida
de de poder cada c'oente ser ouvido e exa-
minado, sem ser presenciado por outro
De meio dia s 3 horas da tarde ser o
Dr. Moscozo encontrado no torreo pra
ca do Commercio, onde funcciona a ins-
peccao de sade do porto. Para qualquer
d'estes Jous pontos podero ser dirigidos
os chamados por carta as indicadas horas.
Dr. Miguel Themudo roadou siu consul-
torio mlico e residencia para a ra Nova
o. 7, 1. andar, ende d consultas das 12
horas as 3 da tarde e' rece'ie chamados a
bualquer hora. Especialidades partos, fe-
bres, syphilis e molestiasdo pulmao e oo-
racao.
Dr. Barreto Sampaio d coosultas de 1
s 4 horas da tarde, ra do BarUo da
Victoria n. 45, 2 "' andar, residencia ra
!o Riachuelo n. 17, canto da ra do Pires
Advocado
O bacharel Benjamim Bandeira, ruaPr
Imperador n. 73, 1." ao lar.
Jos Bernardo Galvao Alcoforado J-
nior contina no exeroicio de alvogido, e p-le ser piocurado no es
eriptorio de reu pai, ra 1." de Margo
n. 4, 1. audar, das 10 horas da manha
s -'i da tard--.
Henrique Milet. Ra do Imperador n.
22, 1. andar. Ent-arrega-se de questSea
as comarcas prximas as linhas frreas.
Dr. Oliueira Escorel, 2. promotor pu-
blico, tem je.u eseriptorio de advogacia na
ra Prim* iro de Margo n. 2.
Jos Bandeira de Mello advogado
ra do I nperador n 37.
^rosarla
Francisco Manoel di Sitia & C, deps
itarios de todas s especialidades pharma
Oiticae, tinfcus, drogas, productos chimico
e medicamentos homceopati;os, ra do Mcr-
luez de Ohnda n 23.
Faria, -iiobrinka & C, drogustas poi
attacado. Ra Mirquez de Olind n. 41.
Herrarla a Vapor
Serrara a vapor e ojficina da carapinu
ie Francisco dos Santos Ma-edo, caes de
Gapibariae n. 28. N'este grande estbale
cimento, o primeiro da pro/acia n'este ge
ero, comprase e venc'e-se madeiras de
todas as qualidades, serra-se madeiras de
mita alheia, assim como se preparara obras
de carapira por machina e por precos sem
competencia.
Deve ter sido arrecadada neate da a
quantia de 185.1200
frenos do dia:
Garu verde a 560, 480 e 320 ii* o kii--
tuiiuos a 400 e 5tid ris i.iera.
Cameiro a 480 e 800 ris idem.
Farinha de 320 a 561 ris a cuia
Milho le 240 a 30 ris idem.
Peijao de 560 a 1*200 rie idem.
Centlterlo publicoObituario do dia 19
do correnti
Jdrica Argentina Santos. Pernambnco, !9 an-
nos, solteira, Oraca ; uw'ege eneephalita
PmiCACOES A PEBItiQ
- ijislriilo
Elelcao geral na seceo do lien
ciro do Poco da Fanella. ~
Nao tinha podido anda 1er as publica-
res dos trabalhos da Assembla Provin-
cial, quando despertaran) minha attencao
para um documento, que foi a certidao da
acta da ehicao -le 16 "de Fevereiro uaquel-
la seecao.
Piscalisei all o processo eleitoral por
parte ie um dos candidatos, o conselheiro
Theodoro, e devo protestar^ contra urna
inexactidae da mesma acta, onde se l :
que foi tomado em separado o voto de
Francisco Raymundo de (Jarvalho, e apu-
rado em favor do referido conselheiro.
Affirmo que o contrario disso suv cedeu;
e nSo safio qae os mesarlos sejam capazes
de contestar me.
Prevenido do escndalo, que j se havia
dado no primeiro escrutinio, logo que se
apresentou para votar um individuo, mora-
dor oa freguezia da Graca com pn-fisaSo
de barbeiro, exhibindo o titulo do Sr.
Oarvalho, que se achava ausente, com-
maedando um dos vapores da Companhia
Pernambucana, requer que nao foase acei-
to o seu voto, ou entao que se recebea
om separado, allegando nao lh-j pertenec
o titulo. E o phosphoro estava t a!
industriado que nao soube dizer sua pr>
pria filiagao-
A identidade deste votante ainda foi
contesta 'a por um irmSo do Sr. comman-
dante Carvalho.
A maioria da mesa nao quiz aftender-
me e aceitou promiscua nente o voto pjr
ter assim determinado o Sr. Dr. Jos Ma-
riano, que indicava as dclibersgSes, ape-
sar de eu redamar constantemente contra
este projediinento.
O enxerto que apparece na acta tem
um urna explicacilo.
A mesa nao toniou nota dos noraes dos
eieitores que votaran) em separado, nem os
esi-reveu as respectivas cdulas, as quaea
em numero de l4 foram apuradas promis
cuamente, conlorraese mencionou requeri-
ui-iito me.u, sem M| saber a qaem ellas
perten-iam. O Dr. Jos Mariano sentio-
se embancado para concertar o descuido
da mesa.
Tanto assim, que propoz publicamente
e a mesa concordou em considerar-se como
nlo tomados em separados os votos de
ambos os candidatos.
Mas nao aceitei a transaegao, declaran-
do que dse-java mostrar quanto irregular
e tumultuario correu o processo eleitoral,
at desconhecendo se minha qualidade de
tor, por-nlo ter provado renda, sendo eu
peasoa muito oonhocida, bacharel em di-
eloireito, vereador da Cmara Municipal do
Becife, eK-deputado provincial durante 5
biennios, votante naquella seccJo desde
1881, onde tambem tinha sido mesaro,
sosa a menor opposicao.
Entao o Dr. Jos Mariano tomou o ex-
pediente de fazer mencionar na acta alguns
noraes me lhe foram lembradoa at com-
pletar o nnraero de 14 cdulas tomadas
em separado. E para fazer conta de che-
gar, kcluio o nome de FrancUco Raymun
de Carvalho.
**


Diario de repamhoiDomingo 21 de Mar^o de 1886
Aaaira, pens ter restabelecido a verda-
de dos factos
Recife, 13 de Mirco de 1886.
Jos Francisco de Qes Cavalcante.

Barreiros
que o sabemos refractario qualquer ustrucc.o; I em Iguarass porque, eui ultima analjse, 0. S ti
O bacharel Jeee de Amor ira Salgado, conhecido
Sai, na i sabemoa ai com faadameato, pela alcu
a de Bario Idiota, celebrrimo nos fastos da
estultice, tem agora a irrisoria pretendi da coa
.stitair-se o chefe liberal desti localidad-*, por cea-
Bao gratuita, como propala, que de tamaoha digni-
dade Ibe fs o coronel Joo Carlos de Meodonea
Vaaconcelloa.
Com esse intento, aquelle bacharel Amorim
Salgado ou Amorim Salvacca, como lbe appellda-
vam os seua collegas de Academia, tem-se erhi
bido por duas vezes na provincia, orgo do partido
liberal, a primeira eob o manto auonymo e a se-
gn reputaco inmaculada de Ilustrado juis de direito
desta comarca, Dr. Manoel de Caldas Barreto, de
henroaigsimas antecedente', e por demais conhe-
cido no paiz como magistrado iutegerriioo, qie
abe honrar a elevada classe, a que pertence.
No artigo anonym >, ouaou affirmar que aquelle
dignissimo magistrado era aq'ii o che fe do partido
conservador, e que ha vi a proferido urna sentencix
judicial com o fim de conseguir votos para o can
didato de seu partido.
. To bail, logo a primeira vista, e a primeira
Irguico que apjnas lhe opp iremos, em contradita,
a conaideraco de que os nberaes d'aqui de maior
prestigio, come o Dr. Felisbiao de Mendouca Vas-
concellos, maior Jos Francisco Bello, capito Car
los Roberto Tott, etc., ect., uiantm relaco as mais
amistosas com o Dr. Caldas Barreto, de qnem, sa-
bemos, fazem o mais alto conceito, devido ao sea
irreprehensiyel e correcto procedimento como juis
e como particular.
Mesmo assim publicamos as seguintes certides,
que, s por si, produaem prova cabal e irrecusa
Tcl de modo, porque procede o Dr. Caldas Barreto
no exercicio das attribucoes, que a lei eleito-
ral lhe confere.
Flix da Cunha Macedo Franca. 1. tabellio
vitalicio, etc.Certifico em satisfacao ao pedido
na peticao retro, que revendo o livro qc registros
de eleitores d'esta c imarca, dVlle consta ser d"
203 o numero dos mesmos eleitores alistados no
anuo de 18*11, e de 201 o numero constante da re-
viso ltimamente procedida. Certifico tambem
qne a contar do priinejm alistaineuto at a ultima
reviso eleitoral ueuhum recurso foi interposto
para o superior tribunal. E' o que tenho a certi-
ficar, etc., etc.
Quandi as demais comarcas da provincia, se
nao do imperio, o eleitorado sobe aos saltos, ao
ponto d haver 1 _;nio .a, em que elle ae tein du-
plicado em relaco ao prnncir i alistamento, n'esta
de Barreiros, pela ultima revisan, procedida no
anno paasado, elle tem diminuido.
Podar se-ha adduzr prova mais conveniente
da seuco, porqae. procede o juis de direito que,
felizm nte para es:a comarca, u'ella tem juris-
dieco ?
A ultima parte da certido anda urna prova
invcusavel e irrespondivel do que viemos de di-
,er;.
Nao sabemos si haver muirs comarcas, em que
se tenha dado o faeto de nao ter havido at esta
data, um s recurso eleitoral, interposto de despa-
cho proferido pelo seu respectivo juiz.
E o Dr. Callas Karreto, que assim procede,
que aecuaado de juiz partidario !
A segunda diatribe do an >nymo tica por trra
com as seguin'es certides :
Felu da Cuuha Macedc Franca, taiellio vi-
talicio, etc. Certific > que durante o anno prximo
paasado, a excepeo do julgamento de dous inven -
tartos de duts contas prestadas, nenhum outro
feit< civel foi julgado pelo Dr. juiz de direito da
comarca, alin da f.llenen abi-rt. a Juveucio de
Souza Lins Reporto-rae, etc.
Certifico quo o theor do pxrecer do Dr. pro-
notor publicj o s guinte : Nao se ach indo a
tallen la lo negociante Ju.'encio de Souza Luis.
Ce que tratara ,s pres -ntes autos, as circunstan-
cias mencionadas nos diversos paragraphos dos
srts. 601 e 802 do C-.d Comm, o que se evid-acia
|lo txaroe d. t. 216 a 218 v e pelo depoimento
Contesto de fl*. 219 a 220 ; sendo alias certo que
todas as testeinnuliai aturra nram que sempre ss
bou ve aquelle iiegociti.te com b i t em todas as
SUas transicco-s c mm re .,-. ejten lo que em
dita fallcncia ncuh.un facto ha que provocar possa
a necio criminal, a
Certifi.-o que do segumto tlieor a sentenca
do Dr- juiz municipal : Visto.- estes autos na
parte relativa a instrucco para a .lualifi :aj
quebra, nqnerico de testemunhas, exames de li-
vros, etc. E porque nao resulta dos presentes au
tos prova de culpa ou fr.u i- da parta do fallido
Juvenci de Souza Lins u.i gerencia de seus nego-
cios, pois que a falta de sello em seus livro? e de
declaraco de fallencia em juit p si e, embo
ra rrprehensivel, nao pide independente de outras
circumstaucias autorisar a qvalificaeao da qui-bra
como culposa ou fraudulenta, como se e\ idenci.i d>
art. 801 do Cod. do Comm cuja disposco f .-
cultativa tanto mais quaoto p depoun uto das tes-
temunhas favoravel. ao f.llido, c om i reconAece-
ram os Drs. promotor pablico e curador fiscal
(prom>jcao e ratvrio) sendo alada pelo mesmo de
poiu euto abonada a sua conducta, e reconbec'du
pelos peritos a regularidad da escripturacao dos
hvros examinados : .'orUnto, de accordo com a
promoco do D-\ promotor publico e visto o citado
art, 801 do Cod. Comm qualifica de casual a
quebra do negociaute Juveucio de Souza Lins,
pagas as custas jela massa,
Certifico que a senteuca d i Dr. juiz de direito
foi di segninte theor: Vistos os autos. Neg
provimento ao recurso ex-officio, interposto do
despacho de fl. 25, que julgou casual a fallencia
do negociante Juvencio de Scuza Lins, para con-
firmar, com i coufii m i o mesmo despacho, qoe se
conforma eom o que consta dos mesmos autos e
prescripcSes do direito; pagaa as custas pela
massa.
Deseas certides fica evidente que a sentenca,
a que se alludie, por ser a nica dada no anno
passado, foi a que se acba nos autos de fallen-
cia do negociante Juvencio de Souza Lins, que,
compre saber-se, tem sido liberal de todos os tem-
rs; devendo-se muito notar que o Dr. Caldas
rreto nao frz mais do que su-tentar a sentenca
do juis municipal, proferida de inteire accordo I m^- O sentimento qne a tua pessoa lhe inspira,
com a promoco do orgio da justica publica, ba- cora0, a todo8 1ae de U PP", o de c<.m-
charel Clementino Freir, de cre.icaVliberaes bem \ P"11*0' Pr 'ua nom,! ,''U8tre: "'"f her"
conhecidas e accentuadas. I d?9te8' "a"^ por ti at as jogral.dades bur-
lescas.
Finalizemos. Vendo acorrentados ao poste da
difamacSo e ao insulto dous nomes aureolados,
Manoel de Caldas B .rreto e doaquim Cordeiro
Aivim da Silva, procurando-se para isso pretexto
no processo de injuria, qu l nos instauraran!, cum
primos um dever, acudindo a imprensa, nao para
defender aquellas dous magistrados, mis para fa-
zer embeoda a estolidez de seu aceusador.
Barreiros, 19 de Marc i de 1886.
Pedro da Rocha Wanderley.
mas, nao podemos nos furtar ao deejo de transcra
ver aqu o accordao da Relaco da corte, n. 7,580
de 0 de Decembro de 1873, que preceitua: cri-
me de injuria nao ba, quando iocerta ou n5o no-
meada a pessoa, contra quem se dirige.
Ja tinhas. Sarao de ca e la, assim como os teus
soaso eonselheiros, considerado a questi > por es-
aa face, que a verdadeira e que a roenlve aem
contestaoise?ou, effectivamente f >i o titulo bario idiota o que comprastes, (fiado, ja so v)
como dissa o correspondente da corte ? Escolbe
urna pon a do dilemma.
E demais, quem nao sabe qoe mais sustentu-
vel, p ir ser a melhor, a opiuiao de que nao in in-
juria p<)r carta?
Quem ignora que muitos julgados a sanecij-
nem? que a seguem muitos jurisconsultos da im-
portancia e valor de Saldaoha Marinho, senador
Paula Pessoa e muitos outros ? issim, m bous
fundamentos e em boas autoridades scientificas se
firmaram os d-us illustradcs magistrados, que to
intelligentemeute interpretaram e applicaraso a
lei.
Nao pode passar desapercebido o modo, bario
filho... d'algo, i orqu,' ae refere ao Dr. Joaquim
Cordeiro Alviin da Silva, milito digno juiz munici-
pal deste lermo, e a quem o B. de siuto Andr,
at poucos das procurava a miudo.
O Dr. Cordeiro Alvim tem bastante altivez para
nao aceitar a uva, que de tao baizo lhe atirada.
Moco anda, elle tem sabido recommendar-se por
seu nobre carcterdotado de intulligencia, c.i-
terio zeloso de sua -eputaconao pode deixar de
causar inveja aquelles, a quem faltam tao indis-
peosaveis predicados do bomem que se presa.
ecupemo nos, agora, um pouco mais detida-
rnente da pessoa do celebrrimo baro, cumprindo
o que cima promettemos.
Oonheces, bacharel Sal-vacca, em toda sua ex-
tenso, a significaco da palavra mazella. que em-
pregastei, quereod uodoar a toga do dis'incto
juiz de direito desta comarca, mas que ao menos
nao approximou-se da peanha da houra em que o
seu merecimeato o tem elevado?
Na affimativa, se oonheces responde : ser ma-
acUoao o procedimento de um juiz municipal que,
poucos das depois de dar urna sentenca. em urna
questo importan'e, apressa-se em pedir aparte,
4 quem foi favoravel, como empreatimo, a quantia
de quatro cootos de ris ? O Sr. uiaj >r Antonio
da Kocha Hollanda Cavalcanle, cava'heiro a quem
nao faltam predicados, nao poder neg.r que teve
esse pedido poucos dias depois de ter sentenca fa-
voravel na questo de trras, que mova contra o
fallecido raajor Francisco FcrroCastello-Branco.
Ser ama mazella anda o mesmo juiz municipal
abrirluta com o s-u superior legit mo, ao ponto de
ser responsabilisade, por querer, contra a lei e a
todo transe, mandar pagar, em uia inrentario,
urna quantia nao pequea a um sea cunhado, qu '.
jsutica sej feita, nada requirera ? L-ia se aser-
tido que se segu.
Flix da Cunha Mac lo Franca, tabelliao Vita-
licio, etc. Certifico que revendo o processo, de que
faz menco a peticao sopra, consta ser o tpico de
deteza pedida por certido ao theor e forma se -
guinte : quaoto ao facto de ter eu mandado at-
tender ao debito daquelle meu cunhado, se isto fiz
io na melhor boa t pnssivel. Certifico que o
outro tpico njs segnint-s termos : e si com
isto proced mal, si errei, foi de boa f, (e onde li i
boa f, porque nao procurastes o titulo de bar >
de boa f ?) segundo o art. 3 do nosso co ligo
criminal nao ha crirae, logo por esse lado partee -
me que nao mereco ser punido. *
Nao precisa mais nada ; quem quizer que so
peze, e nos diga o valor d'essc juiz, bis Baro.
ntrcfanto, semprc lhe perguutaremos mais :
triduzir mazella, ao teu entender o facto de ha
veres, quando exnrcias aqu o cargo de juis mu-
nicipal, te c instituido devedor, anda que por in
t.erposta pessoa, dos orphaos filhos do fallecido
Jos de Barros Wtnlerley, por quantia que hoje
sobe, com os jnros, 7:> 00*000, constante de
ttulos, que at h uitem nao foram rescatados, e
que de pre-u nir (]iie, sem os meios l'gies, nuu-
ca o sero ?
A ca ta do Sr. conmendador M inoel de Barr-a
Wanderly, ciracter illibado, e da miis fina tem-
pera, coinprova o que acabamos de expor.
Ei -a. Illm. Am. Sr. Pedro Wanderley. Em
re-poi-ta a sua carta de hoje, teub > a dizer-lhe bud
c-rto que desde o anuo de 1883 a Baro de
Sanio Andr se constituio meu devedor por letras
que at hoje uo firam pagas. Respaldo mais
que elle tiuba sciencia de que *mt quantia per-
tencia aos m-'US sobriubos orpliaos. tmlti iruio Jos de Barros Wanderley, tantJ que essa
transaccao foi por mim feita, entregando se lhe o
cnenho K.-houcas, pertnucente aquelles meus so-
biinbos Como herdeiros de seu pai.
Ao terc-iru topeo respondo que o Baro de ^an-
t-i An Ir-i, naquella ep.>ch era ju z muuicipil eflec
tivo, sendo que suspeitou-se para p aquella transaccao Pode d'esla fazer o uso que
lhe convier. Sou etc. Manoel arroi Wanderley.
Nao ser tambem urna mazella, e esta engunho-
sa, iiludires o governo imperial remetteodo para
a c Ttu como documento um reoib i do valor de um
cont de lis, representando uru-i doaco que ti i
gst-s f.,cr matriz desta freguezia, sendo qne
esse recibo foi passado pelo respectivo parocho, o
padre Chistovo do Reg Barros, que at h j.
anda uo vio um X d'aquella quantia ?
Quantas desias interrogacoes nao poderiamai
tazer, s nos sobrasse tempj e paciencia ?
E diz nos ; quem assim procede i.o ter des-
cido ao numero zero no thermometro da digni -
dade humana ?
Que amor proprio nao ostentas quando, presu-
mido como o sapo da fbula, declaras que o Dr.
Caldas Barrete, desde nao sei que data se tornou
teu iuinigo !
Um s acto d'aquelle magistrado aiuda nao de-
monstran que elle couserva ou guarda m vontade
a quem quer que sej a, .-orno podem attestar todos
os seus comartes. E' certo que, no cumprimento
de seus arduos deveres, toi elle coagido a te res-
ponsabilsar pelo crime cima exposto. Mas, como
por fim procedeu ? c .nd-mnou te ?
Nao. Absolveu te, porque julgou procedentes
as rseos que allegantes.
E si nao tens como confessastes, flleno conheci-
mento do mal, que praticas, nem directa intenco
de ofender, nao tens inmutabilidades e podes as-
sim sera responsabilide, insultar.
Continua, pis, em tua improba taina ; mas fica
convencido que o Dr. Caldas Barrto nao k teu ini-
i
Si, ao envz, o Di. Caldas houvesse reformado o
despacho recorrido, o que nao diras, bacharel Sal-
?acca ?
C 'mo todos sabem c corrate, os juises se
vem adstrictos s provas coustantes dos autos, e,
ns bypoth se, ellas consistmm nos d p >imeutos
das testemunhas, indicadas pelo curad-r fiscal da
massa fallida, bacharel Jos Nicoli Pereira dos
Santos, tambem liberal, e que na qualidadu de ad-
vogado do credor, que requereu a abertura da
fallencia, era o mus iatereisado em demonstrar a
calpabilidade, si h iuvesse, do fallido.
S, entretanto, outras te.-,temunhas poderiam di
zer m Ihor a mais cumplidamente, acerca das
causas d fallencia, de modo a s-r outra a convic-
cjT dos jul jad iics dicant Paduani. Mas, nesse
casi, ac'.-use se a quem, por fo.ca da le, as indicou,
C nunca aos dignas magistrados, que, co i a mxi-
ma isenco, cuinpriramo seu dever.
Eis aqui como f.cl e comprovadamente se des
troem acousacoes, quando ellas eo fetas a juises
da estatura do Dr. tjaldas Barreto, qu sabe
se na espheia ser-mi, em que a lei o collocou.
Deixaudo o so nym i. a B. d Santo Andr, on
Baro de CA e LA, antonomasia, porque tambem
eooheciilo (pirque ttulos c nomos nao lho faltam,
e at uji correspon late da corte, cim espir<
chaimu de Biro Fiad i) sarge na rovincia de 7
do correute vomitando sem pejo quanto insulto e
Srotervia lhe acudi s fauces contra os D.-s. Cal-
as Barreto e Cordeiro Alvim, fallando em mazel
las,'de que elle proprio um armaZ' :n. e em dig-
ni ja le, que nao sabemos si saber definir, tauto
della anda arr. dio.
Ao lr s" a sua mal alinhavada algaravi i, nao se
sabe oque mais admirarsi sua ignorancia supi-
na, s a sua imhecilidade alvarporquanto elle
iroprio que vem ur&i et orbe, do alto da imprensa
aser certo o qu ilificatvo, de q le usamos, por ou-
virmos de outros, na ci:rt i, que servio de fuuda-
me.ito a quena, que deu em jaizo por crime de in-
juna. E por qu ta ito s-exarcebou o virus hy
drophobico, ou aguardenlado do celebre CA e L ?
Porque os dous Ilustres magistrados bazeados
na mais s jurisprudencia e boa philosophia do di-
reito, me julgaram sem crime.
Nao pretendemos, nem habilitacoes temos para
defender, oa sustentar aa duas sentencas argi-
das i falsa f; nao temos em vista, to pouco, dar
I lisco de direito ao B. de Santo Andr, por-
Iguarass
mido e nao ata p^ra repetidas lutas physica*.
E, pois, desde que trata-se de dous conservado-
res, 'Jas firme e intransigente, como j o quallificou
em tempos idos, urna folha liberal denominad*
Correio 4o Norte e outro, capas de derrotar os pro-
prios conservadores, nao de admirar que o orgo
liberal tome a d -fez i deste e aecuse aque'.le.
Nao de admirar, repito porque a politica esta
entre nos muito degenerada e procura abjfar os
sentmentos de honra e digoiiade na creatura hu-
mana.
Entre os redactores da Provincia ha alguem,
que muito pode informar sobre o procedimento do
juis Amorim na com irea de Penedo, em Alag is.
Nao exacto que tivesse sido o provocador das
senas desagradaveis que se deram, ltimamente,
uo jury desta comarca
O juiz Amorim, conforme j tornei publico pelo
Jornal di Recife de 3 do corrente mes, entendeu
fazer de mim, frac > orgo da justica publica nesta
comarca, um seu lacaio, ou causa equivalente.
Foi assim que, alm de exposto no referid jor-
nal, S. S. na sesso de 26 do mes passado, quando
eu fallava pela ordein, reclamando contra o abuso,
admettido propogtalmente, de treplica ou replica,
teve o arrojo de, agitando com groseeria a md di
reta para o meu lado, gritar em voz alta Cale-se,
cale-se ; o jury est rebanado com sua presenca
ueste tribunal.
Ha ou nao insulto no que fica dito ? Ninguem o
negar.
Pois bem ; todo ouvi sem articular urna s quei-
xa, sem proferir urna s palavra offeusiva!
A responsabilidade dos tactos occorridos no dia
1 do crtente mes cabe toda ella ao juiz Amorim,
como vou demonstrar, em poucas palavras I
A's 10 horas da manhan do alludido dia, achan
do-se na ante-sala da casa em que funccoua o jury
diversos juizes de facto, conversava o advogado de-
putado provincial Jo.lo Francisco do Amaral com
o tenente Joo Lins Cavalcanti de Albuquerque
sobre um processo qne no referido dia divia ser
submettido julgamento.
O advogado Amaral disia que o sen constituinte
era innocente e que elle era incapaz de aceitar o
patrocinio de urna causa perdida.
De repente, o juiz Amorim, que na mesma sala
seachava ouvindo a conversado, caminhou s pres-
eas pare o salo do jary e, bateado com as mos
sobre mesa, disse que e i e o advogado Amaral
eram is sem educaco, lendo era seguida, com voz
enraivecida, a parte do art. 46 do cdigo do pro-
cesso criminal, que trata de priso dos desobedi-
entes! %
O mencionado advogao, com a mai-r delicade-
za, perguntou ao juiz Amorim sa poda prendel-o,
respondendn lhe eite em tom grosaeiro pela aftlr-
mativa, e dingindo me, ao mesmo tempo, em voz
baixa, palavias insultuosas.
Offendido assim, eu disse, nao posso negal-o,
que Uo difficil era S. S. prender me, quanto o era
sallar por urna das janellas da casa, em que nos
achava-mos.
O incidente estara terminado, se o estadante
Mario, Hih) do juiz Amorim, diriginda se mim
com ar ameacador, nao me viesse pedir explica-
coe<.
D'ahi por dinte, tudo tornou-se tumultuario,
porque algons amigos meus, vendo a brutal aggres-
so do referido estudante, collocaram-se m :u la-
io para defender-me
Com ojovem pimpolho e nao com o Sr. Amorim
quem nao vi mais, tive forte e animada discus-
s>.
O que venbo de referir a pura verdadc e coas-
ta de multas dclaraco -s fetas por diversas pes
soas, entre as quaes inimigos meus, perante o non
ralo magistrado Dr. Antonio Domingos Pint i ac-
tual chefe de polica desta provincia.
Sabe S. S., melhor do que ninguem, pelo que ou
vio geralmonte em sua estada nesta comarca, que
nao me cabe responsabilidade alguna, como provo-
cador do tacto occorrido no di i Io do corrente roez.
O orgo liberal, publicando, o edital do juiz Amo-
rim, quiz chamar siore elle o.ridiculo
Ser cnvel que o Exm, Sr. conseiheiro Costa
Pere ra Jnior, sem esclarecimentot e somente pela
apaixonada e mentirosa informsco do juiz Amo-
rim, affirmasse estar eu deu.ettd Nao ; S. Exc. era incapaz de dizel-o, porque o
ilustrado estadist*, quem foi confiado o impor-
tante -argo que, ora, exerce, sabe cumprir os seus
deveres com a prudencia e uioderacao nucessarias!
Procodeu S. Exc. como juiz imparcial e justicei-
ro ; mandn pessoa de sua niteira c mfianca syn
dicar do facto, aguardando intorm icoos, que lbe
eervisscm de norma de proceder.
F iram ouvidas sete testemunhas sera dietinco de
cor pol tica, e hcou prova i; Inz da evideucia que
o pr..m itor pu' /ico prouedau como s ria capaz de
proceder qualquer bomem do bem.
Felizmente, tenho por mim o distncto magistra-
do, de quem venho de tallar e, anda mais, os ho-
rneas mais importantes desta comarca.
Se a redaeco da Provincia tivesse lido com at
toncan o abaixo assigoado que em rainha defez i foi
publ adi no Diario de Pernambuco de !2 do cor-
rente raes, talvez nao se lembrasse de patrocinar
causa to m e odiosa, como a do Sr. Ameritn.
No alludido documento, que me tuche de justo
orgulho e satisfacao, fignram os conservadores
mais distioct08 de Igurass e alguna liberaes, bo
mena de carcter e que nao sabem o que seja fal-
tar a verdade para satisfac de certos caprichos.
Eu tenho o grande defeitode nao curvar a cabe-
ja aos maudes de aldeia.
Entenda o orgo liberal, coma melhor lhe pare-
cer, o que fica dito.
Nao devo ir adianto.
A Provincia com as suas aecusaces nao me
pode prejudicar.
cima do orgo liberal, ha alguna cousa de mais
valor a opinio publica.
Iguarass, 18 de Marco de 1886.
Francisco X ivier faes Barreto.
mente quando vejo-o affl-uto p .ra voltar ao p das
ras d'onde sem duvida procede. Diz o mono to-
gado om sua ve.-rina de 7 de te, que vio logo aps
a morte de meu praoteado pai, surgirem qaeixas
minha.s contra as usurpacoas dos irmus derau-
dadores I
Onde vio me e ouvio-me o Sr. Maciel Pinheiro
para afiL-mar em publico falsidades to peque-
as 1
Actiusando-nte o illustre macaco tysico por urna
consulta que fiz a um illustre advogado de Naaa-
reth, perdeu o seu latim, porque as circunstancias
que me levaram a fazer ",ta consulta e o seu ob-
jecto honram-me e nao injuriam-me como pretende
o visionaria desesperado.
Certifiq le-se melhor do f .cto e sujeitc-o a apre-
ciaco do publico. Decline o noine do advogado
qu m j fiz alguraa consulta aqui no Recife Nao
utilise-se por.n da simples supposico de um meu
collega e x amigo intimo, M .noel Autonio Pe-
reira Borba, joven ingenuo inexi enente que oo
teve torcas bastantes para resistir as torpes se-
dueces do mono togado, e accetou com a iugenui-
dade que o caracterisa o papel de corista no dra-
ma que o mono eusaiava para dar ospanso ao seu
genio perverso.
Assim, se esta ingenua crianca accetou eomo
facto o p pe de corista, nao p li furtar-se ao de
ver de deserap -nhal o, e jamis peder despresar
os seus coirpanheiios de scena e patear a estul-
tice do autor dramitico.
Diz tambem o mono que ea prefer ao emprego
de advogaio' constituir procurador no inventario
a um prente meu e actual amigo do Luiz doido,
quo por esta qualid >de .bteria quanto me convies
se; me faltando porein dascripeo para oceultae o
movel infeliz, este prente recusou'. Puff! Que
cinism) !
E' tcto que regidindo aqu no Recife recebi urna
visita do celebre fscanhuio major Jos Bar-
b s.
Este major depois de ter sido acceito em miaba
oasa que lhe frsnqueei, como por habito costumo
fazer com qualquer que se me apresenta, procorou
este lrpa en,:reter eonversaco comigo, narrando
deBde logo a sua scurooencia que era obter procu
raco minha para rep esentar-me no inventario,
garantindo que o sen amigo Maciel Pinheiro me
favorecera o mais possivel. R-pelli com a energa
precisa o torpe offerecimento do major, e achei me
na dar contingencia de dirigir-me na primeira
opportunidade i casa do integerrimo juiz .Maciel
Pinheiro para dizer lhe que dispensava a protec-
co que pelo seu intermediario me offerecia. Le-
var este juiz o seu des racamento a negar o facto
supra ? 1
Se o fizer nao me sorprehende como nao me
aorprehenderam as aecusaces que fez por ter ou-
vido Jos Barbosa, este ente leproso que tern-se
constituido a injuria da familia honrada a que per-
tence, que com a molleza de um traidor que quer
segurar bem a sua pteza tem-se prestado at ao
honroso papel de alcoviteiro, este lzaro moral que
nao se ate avi tar-se quando dis perante muitos
pas do familia que preferc ver suas filhas ptos-
tituidas casal-as com um conservador. Santo
Deus Denlaro desde j que esqueco e despre-
so todo e qualquer insulto que o cao tinhoso Jos
Barbosa possa dirigir me.
Venha o Perrabraz Maciel Pinheiro declinar os
nomes dos estudantes da Faculdade de Direito
quem tive occasio do fallar dos meus manos.
Nao receiou que o provocasse isto ? Compe-
netre-se o Sr. M ;ciel Pinheiro da sua posico de
magistrado, *. nao esteja a provocar o riso da ca-
nallia e a iudignaco dos bomcus serios.
Recife, 18 de Marco de 1886.
Joaquim de Maraes Andradc.
Timbauba
Devo ligeira resposta ao artigo publ lado na
Provincia de boutem, sob a epigraphe Una sita-
cdo tesa.
J nao o anonyrao, que se atira sobre mim;
a redaeco do all niido jornal que por calculo pol-
tico, lembra-se de calumniar-me.
O grande erro dos exaltados em poltica j
o disse alguem, attribuirem A seus adversarios to-
do genero de bax 'za e de vicios.
N" io se diga, que trata se de urna questo entre
dous horaons da mesma poltica ; nao, n juiz Amo-
rim em todan as paragens por onde tem an lado
eveloa eerapre e seinpre nao ser onservador e
muito menos intransig-nt
E, par uo ir mais longe, basta o seguinte fae-
to para pr.ivai-o.
fia cerca de dous metes, fui casa do juis Amo
rim de-pathar urna peticao em a qual recorra de
urna sentenca de despronuncia, proferida p lo
mesmo juiz.
S. S. negou-se satisfazer-me, mandando que eu
requeiease em termos e, dizendo-me, mal o tiuba cu
comprimentado, que eu e s meus amigos quera-
amos torca I o A uuir-se ao Eim. Sr. Baro de I'a-
pissumi, chefe lberil da cunaica, para derrotar-
nos !!
Fura.-. testemunhas do que venho de diser oa Srs
vigario Floriano Coutinho, Capito Antonio Al ves
Barbosa, Alteres Ismael Gaudencio F. de Mendon-
ca e outros.
Quando me^m Oj i'l Amorim tivesse sid con-
servador no Rio-Grande do Norte, onde entreg pu-
se ae corpo e alma ao chefe liberal daquella pro-
vincia, e o fosse em tolas as comarcaj, por onde
teso paasado sempre as carreiras, nao poda sel-o
Estrada de ferro de Limoeiro
Continuara os tra liecionaes abusos da adminis
traco ingieza desta estrada de ierro de juros
garantidos. As reposieoe) de dinheiros do Esta-
do, que, para a nossa custa formar o seu fundo de
reserva, escaudalosamente tinha a companhia
guardado como seus ; as advertencias do minis
terio das obras publicas ao respectivo engenneiro
fiscal; a medida, que acaba de obrigar a compa-
nhia ingleza recolher os saldos mensaes, que
guardava em si por longos mezes, podendo des-
t'arte erapregar somuias destinadas redueco
das despozas da garanta como melhor couviesse
a se is nicos interesses ; a resoluco que elimi
na das despezas do custeio da estrada honorarios
de advogado, procuradores, etc.; finalmente a perda
em juiso da extravagante questo, cim a qu .1 que
riara apossar-se em Limoeiro de terrenos ae um
cidado, quando este apenas tinha admittido a
pabsagera da estrada por seus terrenos, nada ha
bastado para chamar seus deveres os desabu
sa Jos da Great Western.
Est na ta' estrada um nwo gerente. Este,
como o outro, ao que parece, nao tem autonoma,
deixa-se dirigir por alguem que talves n 'o tenha
a responsabilidade de seus actos, ou ento uo
est na altura da incumbencia.
Como quer que seja, os interesses brasileiros
continuara abandonados.
Tudo restringindo-se para o pessoal brarileiro,
conserva-s, entretanto, com escandalosos orden i-
dos os inglezes que IA existem. At dizem que,
aparentemente extincto o celebre cargo deche'e
da conservaco, perceb; o inglex da loeoui
por accumulaco, os dous ordenados, emo succe-
de anda para com o almoiarife (ingles tamb 01),
que ao mesmo tempo chefe dos telegraphos,
venceudo iiensalmente por tanto tr-ibalho accu*
minado o ordenado de 450, quand os d >us lu
gares descriininados, na S Fiancisco, apenas one
ram a garanta mais ou menos com 220 mensaes.
A^ora deram os inglezes ia estrada de Limoei-
ro em fazer parar treus de pass-.ge.iros em lugar
ermo, entre Sauta Rita e P 1 d'Allm, contra dis-
posico expressa ds regulamento das estradas de
ferro e sem aiinuncio previo ao publico, para des-
Carregar ferros ou eng.tar canos.
Cual cortesa o int resse publico nao o inte-
resse dessa gente. Os 7 "/, sao bom negocio, in
depon feotemente de outro qualquer secrescim
Os passageiros que s 'ffiam, se quizerem, ou
qas nao trans tem p'la es rada.
Com isso nao soffrerio os interesses dos ingle
s-s que pediram o prolongamento do ramal de
Nazareth, nen juros garantidos, contando com .
a nossa c 'guaira.
0 protegido do compadre.
At que finalmente atira-se sobre mim eom a
furia da byena esfonseada, o ferraoras bem co-
nhecido 'do pablico, o oficial intrigante Maciel
Pinheiro.
Compdeeo-mfi deste infeliz e njuto principal-
Julguei que nao mt seria preciso voltar a oceu-
par-rae na imprensa con. o Sr. Maciel Pinheiro,
cujo ataque rbico me pareca dever entrar n'u-n
perioi 1 de calma, lepo;'' que eu e meus irm >s lhe
applicaa os aquellas doses de verdades. Infeliz-
mente assim nao succedeu; o mal por chroni :o
talvez imposs vel de debe lar. Comtudo sou obri-
gado a rejonh cer que sempre houvc algum prj-
veiti, porq iinto quem l-ra ultima serie de seus
artigos ver a grande modificaco produzida na
linguagem (talvez anda restos dos hbitos aiqui-
rilos na tnimba entre as fezes do nosso ex -rcito)
que caracterisiva os seus primeiros eacriptos. J\
e alguma cousa, qne muito maior seria 3c em com-
pensaco nao tivesse augmentado prooorcional-
meute o cyuico desplante com que esse insensato
inventa mentiras to baixas, e, pela maior parte,
to pueris que envergonbariam a elle proprio. se
estives.e no livre gosj de suas facilidades. Pobre
maniaco! Na faina estulta de fe.rir nos uo v
qoe o respeitavel publico, na achando-sc, orno
ello, sob a pressio de urna altcrac < mental da-
r o justo valor a esses inventos de su 1 mrbida
imagmaco.
Vejo me obrigado anda urna vez a desmasca
raudo este ignobil tartufo, tomar mais patente a he-
dionlez dessa pstula da magistratura brasileira.
Com que serieiede cmica apregia essa ves-
tal de impurezas a sua imparciaiidade pol tica,
o seu deriutefsse e spe j i justifa !
Certaiii nte noescreve elle p*ra esta comarca,
onde todos teem presenciado a sua machiavelica
poltica ao serv 90 da moura t-irta, as arbitrarieda-
des de sua monnmania de prepotencia local, os seus
rep ti ios absurdoi. acobertado3 sob o sagrado
manto de jiutica, por elle quotidianamentc arras-
tado pelo mmundo charco da paixo.
Nao certameote uesta cidade onde o digno pai
do Dr. Lyra, capito Joo nivea, para cuja 1-al-
dade appello, disse na casa da Cmara em presen-
a do secretario Urasea,e iais diversas pas jas
que a apresentacilo do seu filho fra lembrada pe-
lo Dr. Maciel, que este cynico vira affi -mar, em
prova de sua averso poltica, que aquella aprc-
si ntaco parti exclusivamente da familia daqucl-
ld doutor.
Se o pudor nao tivesse de ha muito fgido da
qnellas amarellentas faces, onde s algum excitan-
te enrgico poder fazer affluir o sangue, ejlas te-
riam por certo enrubescido com a le tura de seu
terceiro artigo, ante a superabundancia de men-
tiras to vis que apenas provam o grao de im -
becilidade a que tem attingido o seu ^espi-
rito.
E' com glande difficuldade que, entre tanta fu
tilidade mentirosa, vou escolher as que possam me-
recer Iguma atlencao, para mostrar a baixeza de
urna alma profundamente torpe.
V jamos.
Primeramente esse pai da mentira, diz^udo que
meus irm >s sao dirigidos por mim o Jos Fran-
cisco em nosso proveito exclusivo, nao v que quem
tver apenas senao ominan na > pode convencer-
se disto, desde que aquelles meus raaos um dos
quaes est cursando o 4 anno de direito, e os ou-
tro<, a txcepc 1 de um, sao pas di familia affdi-
tos a dirigir seus negocios, nao consentiras jamis
em deixirem se lessr em seus dir-itos.
A historia da iutervenco paterna em negocios
do engenho Pindoba outra falsidade to pueril
quanto repugnante.
jO comprador daquelle engenho s para elle en -
tr to, e sem que h luvesse incendios de cercas e d ira-
uifieiic s a machado em telhtdos (!) ep.rtas, que
anda hoje sao as m -smas.
Mentiroso!...
Calumnia to torpe como todas que tem s iliido
de to inmunda filote, o enlargu cimento frau-
dulento do sitio Piudoba, cuja es'rip'ura de ven la
foi passad* na pmpria casa da alie ante que a ou
vio ler juntamente com o m-u bon I >s > e s-mjre
chorado pai, tomo prova a luclarao) abtizo pu-
blicada e sendo assim, como realuieute foi, como
era que quatro aun is depiis, quando tea aovo tes-
tinento ineu Inur.Ji p .i, iri. ref-rir com lacri-
mas nos olh >s um facto irapossivei ae ter-se dado?
Proh pudor!
Quanto eyiisinj!
O jarto irrisorio daquella imagico endibrada,
as taes cruzes com dsticos sero talvez ap<- ivei-
tado quando inorrro actual juiz de direito de
TimbauDa, apenas com a diff renga de que em lu-
gat de morreu o chefe se Ufa m>rreu o in/a
me prostituidor da justica brusile ra.
Este Sr. Maciel to desasado que nem ao me -
nos procura dar uui certo cuuho de verdale as
suas in ntiraa.
C un efleito, ni enmpreheude esse velho crian
ca lUinta iuverosimilhanct h no seu cinto la
questo sobre a propriedade de um cavall 1 ? uao
comprehende que ningu un poder aeie litar que
entie un tiiho e um pai respeitavel por todo os
ttulos, e que Boube at a ultima hora manter em
loda a pleuitude a sua autond.de paterna, se po-
desse levantar qu -stj sobre objecto de to iosig-
niricaute valor'.' !
Inepto I. ..
Com que desfacates vem o Sr. Maciel diser que
eu pus mos violentas em meu irmo Francisco, e
chama, He for preciso, em seu abono a um tal ma-
jor Jos Barbosa, a quem certamente por irona
collooa cima de toda excepc&o !
Pobre juiz, perdeu o siso, se que j o (ene !
Efectivamente resal-a a primeira vista que se
isso fosse verdade esse juis soi disant justiceiro,
q ie fez timbre em nos perseguir, nao perdera, por
certo, to opportuua occasio para cevar em mim
seu insaeiavel odio.
Nem valor algum tem a sua inepta desculpa de
s mais tarde ter chegado ao seu conheeimento as
phantasias dos seus vicios, porquanUsendo aquel-
le meu mano levado sua preaeaca, como dia,
pelo seu alter ego Jo9 Barbosa, uo eixaria este
de chamar sua attenoo para semelhante fa.to.
Qualquer outro procedimento s ria inconcebi-
vel da parte de ao igo to d dcado, Je quem ti
dos conbecera a torpeza de carcter e o afau com
que procure, bem servir aos Srs Maciel e Bezerra,
dispensando at a este ultimo quando digna-se de
apparecer em seu engento agrados e coocesso t
bem pouco honrosas, como seja a fruicao d- certo
objecto de luxo que conserva as proximidades do
jua casa do vivenda.
Desastradamente anda este cyuico negou que
meu irmo menor tivesse sido attrahido por elle
sua casa, quando elle in -amo que o comprova,
dizendo que quem l o levara f u esse Jos Barbo-
sa, que, dtpois de conven-ido de nao poder conti-
nuar a callotear o Dr. Laurino, tornou-ae o ver-
dadeiro satellitc, a alma dainnada daquelle m -s-
mo de quem cm 1881 gritava que senta nao p>-
der fazer remover desta comarca o defunto vivo
Maciel l'inheiro.
Nunca sevicie aquelle meu irmo que foi ca-
sa do Sr. Maciel re dente s :duzido pelo sea infa-
me e meiiriqueiro m.nequim, que confiando ni
amigo juiz visava collocar se a todo transe no en-
genho Boa Vista.
Tanto assim, que tendo aquell i meu mano se-
guido para a capital aflu de continuar em s:us
estudos preparattrios, pouco depois voltou incon-
modado pan minha companhia, continuaid 1 como
sempre a viver cm Completa harmona contraigo.
Depois de tanto mentir, nao me admira o des-
puJorcora que o Sr. Maciel asaevera que meu cu
nhado Feliciano Correia fi sobresaltado com a
descripeo e avaliaco dos ben3 do espolio, quan-
do a verdade que aqu dle meu cunbado assiatio a
esse acto sem oppor o m.-uor protesto, ten lo o nti*
rar-se passado-mo procuraoo, que subatab.leci,
por pretender ento seguir para a Babia.
S da cachola do Sr. M. Pinheiro poda-sabir a
lembranca de dar como causa do incommodo de
quo mezes depois suffreu o mesmo meu cunhado,
aquella descripeo e avaliaco.
E' preciso ter declarado guerra de exterminio a
verdade para diser, como o fez esse desalmado,
que eu tivesse procurado o Sr. Bezerra com outro
fim que nao fosse o de consultal- j como curador de
orphos sobre podar ou nao tocar as partilhas ao
orpho todos os bois e auimaes de servico, como
pretenda esse industrioso Jos Barbosa, qoe pro
curando ser tutor do mesmo orpho, deaejava-os
para o aervieo do seu engenho
E se para comprovir o que venho de dizer, nao
appello para a lealdade (muito problemtica) d
Sr. Bezerra, porque, sendo este instrumento in-
consciente do Sr. Maciel, com quem convive na
maior intiraidade, a qnem jurou obedecer eterna-
mente, por conside.-aco alguma vfr a publico
desmasearar o querido dolo por cojos milagrea
nunca teve nesta comarca urna sentenca contraria
as causas que como advogado tem patrocinado.
O Sr. Macisl, coitado j perdeu de todo a tra-
montana. Para proval-o basta verse como, sem
envergonhar-ae, contradiz se do modo o mais pal
pavel, quando piuco depois de confessar que meu
irmo menor fra a sua casa com o Sr. Jos Bar-
bosa, assevera que o mesmo n'ella nunca entra va.
Disse incidentemente o grao capadocio da irrpren
sa pernambucana, que urna das vezes que fui a
tua casa, nao foi como medico Mentira anda !
Manteoho quaoto disse a este respeito no meu pri-
ineiro artigo, por ser pura verdade, como vou de-
monstrar.
Tendo em urna terca-fuira sido convidado no
hotel por elle proprio para ir ver sua cunbada que
achava-se doente, pouco depois recebi a carta de
seu irmo abaixo transcripta. Accedendo ao con-
vite, fui reccitar aquella senhora, e tendo no sab -
bado da mesma semana apparecido n'esta cidade,
entend ser de mea dever de medico ir sab -r do
resultado da minha receita e do estado da d ent -.
Foi este, pois, o fim que all levoume e nao o ago
ra inventado pelo Sr. Maciel, que ento tratou me
com a maior urbanidade, tomando o ince mmodo de
ir buscr cadeiras para sentarmo-nos A porta por
ser mais fresco, e de segurar no estribo, quando
tve de montar a cavallo para retrar-me. Aiud-i,
porm, vai muito alm a baixeza d'aquelle ana-
chronico carcter.
No meu pritaoiro artigo depoia de affirmar ser
mentira ter tentado em tempo algum provar em
juizo achar-ae meu pranteado pai demente, desa-
riei solemnemente a esse impostor a sob pena de
cousiderar-ae o mais guobil calumniador, provar
em que tempo e lugar fui jugador cerno vil e le-
vianamente, abusando da sua posico de jais, ou-
sou asseverar em um pas i.uim a que deuominou
sentenca.
Pois bem, esse puritano carnavalesco, na impos-
sibilidade de provar sua immunda asserco, pre-
ferio tcitamente coofeasar-se calumniador.
Talvez julgue-se quites com o publico e salva-
guardada una dignidaie cuja ausencia absoluta
elle mesmo se tem en tarregado de provar, asseve-
ra nd ter em seu poder um documento passado por
um distinctissiin > medico, meu p .rente e amigo,
que assevera (ameute) ser verdade ter eu tentaio
tratar d'aq'ella demencia.
Porque ni publicou esse ehimpauj togado o
precioso documento? Pedera sobre este ponto fi-
car aqui, maa como nao pretendo voltar. impren-
ta para reaponder a quaesqurr novas m ntiraa,que
porventura continu a publicar to nause ibunda
pstula, vou referir o que a tal reopeito passou se
entre m'm o esse meu prente e collega.
Nao me tendo sido possivel descobrir motivo
plausivel, que explicasse ter o meu honrado pai
constituido em um segundo testamento seu primei-
ro testamenteiro a esse Jos Barbosa, contra quem
se achva prevenida, por ter abusada de sua con-
fianca, quando o encarregara d: receber da Cama
ra Municipal d'esta cidade, os alugueis da casa em
qne funecionava esta eorporac,ao, em conversa
particularissima eom aquelle meu prente e colle-
ga, com quem desde a infancia, daranta todo o
curso acadmico e anda boje tenho mantido as
melho'os relaces, com a confianza que devia por
consegu nte existir entre nos, e por ter a couv r-
saco recahdo sobre isto, consultei-oa respeito do
estido das facultades intellectuaes de meu pai,
quo eorendo de diabetes, tiaha sido p ir elle exa-
minado. Ora, desta conversa ntima entre amigos,
e qne por isto mesmo era destinada a nao passar
dos dous, ha muita ditferenca para urna tentativa
de prova em jaizo e sto mesmo o Sr. Maciel reco-
nheeena se tivesse um pouco de criterio e nao tos
se dominado pelas pai 10 s desregradas.
M .8 que esse per sem moneo excede a t dos
os seus congeneres em estupidez. Pois nao veio
todo enfatuado e como quem tinha feito ama gran-
de descobert-i, faier alarme com a carta em que o
meu mano Francisco, em n sposta A uina su.i, o
trata va to urbanamente como tinha sido truta
do ?! Miseret meiui! Agora meu parv., qu-ira
dizer me se o fim un :o com que ch.m u aquelle
meu irmo A sua casa, foi no interesa da justica,
saber :os 1 serados alforriados, para que deu -
tr.liaiho de ler lhe as partilhas mostraqdo-lhe ter
sido bem aqumhoalo? Para quemis tarde,quan
do soube que tambem tinba assignato a peticao
de appellaQo de su immunda seutenca, euviou
lhe pressuros o seu ajudante de ordena, aquelle
|iiiin Jos Barbosa para fazer-lhe verqie
ain la havia o recurso de nao c instituir pr icuradnr
ler asaba contar com a boa vontade do inte-
gerrimo magistrado ?
Para que, s ib* riptada com sua propra letti 1,
envin lue ex oficio o seu formal de partilha?
Piulando ass.-vero que deixo carta branca para
emtinuar a mentir quanto lhe apiouver, s 111 re-
B110 de que eu volte A dar Ite a honra de nova
si 1 Nio quereudo, porm, assim deixal o en-
'regue ao desespero, ac nae ho-o A seu bem e prin-
cipalmente de seus iufelizes jurisdiccin idos, que
'Or. Pars, upre -nro-s,- qu.nto antes a > l -
i faze id 1 milagres da cura
lo m ,1 qoe o atorineuta. Aieus, volte restabeleci-
do p.ra bem de todos.
Tinn.n.. I'i le Marco de 1886.
Dr. Manuel Xavier de loraes Vaseoncellof.
Declaro que vendi a parte da trra contigua ao
engenho Piudoba ao ^r. Jos Francisco de Moraes
Vasconcellos, por rainha livre e expontaoea vonta-
d-. Declaro mais, que a eacriptura de venda foi
panada em minha casa, assignando a meu. rogo,
depois de lida om miaba presenca, o major Jas
Barbosa. Nesta occasio achava-se tambem pre-
sente o meu mano Fiaocisco Xavier de Audrade.
Pindoba, 15 de Marco de 1886. A' rogo de D.
Joaqun 1 de Almeda Azevedo Coitinho, Jos Go-
mes dx Cunha Jos Porfirio Gomes de Andrude e
A tironio Justino de Souza Janivr, como testemu-
nhas.
Pbiloooph a para a yayas X ande
< |ieue..ai lamliem
IV. S
A temperatura da superficie da cabaca tem mu -
ti que ver com a abundancia e formosura da ca-
belladura que a cobre. Se a transpir ico do cr.-
neo se chega una vez a iaterr imper a sabida para
as materias despedidas do systema se serra par-
cial nente e as cousequencias inevitaves recahem
sobre o caoello. Torua se secco, rido, perde sua
cor e cabe. Para impedir to grande mal, dVse
tom a cutica'.a e aa raizes das fibras com o Tonioo
Orienial.
T in a virtude de produzir urna crculaco livre
nos vasos secretorios snperficiaes, e habilita aos
bulbos a secretar substa iciaa saos para a formacao
das fibras do cabello. O Tnico Oriental consiste
inteiramaote de ingredientes vegetaes, e importa
um ru bnlho, vigor especial ao cabello, pois nao
ha nem exi-te outra preparacao que lhe possa fa-
er trente' sem igual.
Agentes em Pernambuco, Heury Forster & (i,
ua do Commercio n. 8.
iim Hbil Operar le Chi
rurgla.
O embaixador A'ojricano em Vienna,
Mr. K.8SJD, tein cemrnunicado recente-
mente ao seu g.ivtinio urna desoripcio
interessanto da nota vel operacSo ciiirurgi.-a
pratioada, ha pouoo, pelo prolessor Bil
ro b, d'auuelli cale. Por certo, a cir-
cumstaDcia parece maravilhosa; mas
verdade que a citada op^racio tinha por
tim a reinoQao de quaai a terga parte do
estomago hunano Exe'-.utou ee a operac5>
e restabeleijeu-e o pacimte, sendo esta a
primeira vez qu urna t-ntativa aero tivesse tHo bom exito na historia do
munio. Aquella fi>9anha scientifica ma-
tiifestiu se em certo caso de cancro do es-
tomago, doenca que g'ral uente vai acom-
panhada dos seguintes syinptjmas :
O enfermo car.;oe quisi inteiraraento de
appetite ; sentem-se como que um peso so-
bre o estomaga, e s vezes urna simsacSo
J vazio no mesmo orgia, a qual cama
um mo estar in lisivel; e urna especie de
materia gelatin a accuruula se juato aos
lentes, a'.rompanhada de un gosto desa-
gradavel, principalmente pela manhl. A
nutridlo, demorndose no estomago, aug-
menta emvez de fazer desapparecer aquel-
le mo estar; os olhos ficam roteados de
um circulo livido, e o seu branco toma
urna cor amarellenta ; e as mos e os ps
tornam-se viscosos, a :hando se cobertos
III n. Sr. Dr. Manoel. Minha mulher se acba
grivemente doente nao j do mal priocip:.lperi-
t nit pneroeral ou mettife, mas de urna febre rer-
tante de 39 com pequea alter .cao ii:termittente
para menos e extrema fraqueza. A medicaco em
pre .rada pelo Amaral uo me deu lugar pelo bom
rasultado que tem prodazido, a incommodar a V S.
lhe pedinio para apparecer at c, urna vez por
qne est na villa e a febre nao tem querido ceder;
rogo lhe esse favor.
Recado do ami :o e criado nruito obrigado
Thomaz errtira Maciel Pinheiro.
de um suor fri. O doente sente-se sempre
cangado, e o so rano nao lhe d repouso.
Algum tempo depois, torna-se nervoso e ir-
ritavel, e o seu espirito nao v senlo tris-
tes presagios. Qu ;ndo se l-vanta brusca-
mente de urna p isico horizontal, sent
vertigens, urna esp 'ci de tontura na cabe-
ca e urna sensato d^. syneop-., e cahiria
se nao se apoiause em alguma coisa. Ha
prislo de ventre ; e a p dle passa sem cau-
sa do calor ao fri. O sangue, espeaso e
pesado, circula sem regulan laie. iSm se-
guida, a nutricSo passa com diffi;uldade e
frequentemente; rej-itada, ora deixando
na boca um gosto agro e amargo, ora um
gosto adocicado. 4 estes symptomas al-
juntam-se quasi seinprv u palpilajSes, qui
fazem suppor aos iloentcs que elles soffrem
de urna molestia do coradlo. Quando o
fim se aceres, o paciente nao p le reter
nutricio alguma, p rque a passagem dos
intestinos ou certa se completamente ou ao
menos est quasi cerra ta.
Mas, anda que esta enfermidade cer
lamente assustadora, os afligidos d'aqunl-
les syirjptoroas devem toraaranimo, porque
de mil casos ba novecentos no .'unta e nove
nos quaes os enfermos nao tem cancro al-
gum senlo simplesinento dyspepsia, doen-
ca que o verdadeiro systema le tntaraea-
to cura iofalliveluKute. O remedio mais se-
guro e mais rfiaz contra esta afficjlo
o oXirope Curativo de Seigel, prepara-
clo vegetal'que vendem todos os pharma-
ceuticos e boticarios do mundo inteiro e
e os seus pr prietarios, A. J. White, Li-
mited, 17, Farriogion Road, Londres, E.
C. Este X irope destroe a causa do mal,
expulsando-a radicalmente da organisafao
physica.
Depositarios na provincia do Rio de Ja-
neiro, Domingues Vieira & C, Jlo Lu:a
Al vez Geo Sanville e d C, Francisco
Leandro, e Fonseca e Alves, e em San Si-
mio de Manhuassu, Horacio de Rentus.
Depositario na provincia de Pernambu-
co, Bettencourt e & C, Bartholoineu &
C. J. C. Lnvy & C Fraucisco M* da SU-
va 4 C. G. Braz dos Santos & C. e Rou-
quaornl Irralos; em Bello Jardim, Manoel
le Sigueira Cavalcante Arco Verde, e Ma-
noel Cordeiro dos Santos Filho ; em Inde-
pendencia, Antonio Gomes Barbosa Jr; em
Palmares, Antonio Cardoso d'Aguiar; e
em Tacaratu, Jos L lurengo da Silva.
Jockey Club de Ja-
boato
Esta sociedade communca ao respeitavel pu-
blico que no doming prximo (21 do correute)
realisa-se em Jaboatio a primeira corrida do ca-
vallos, que torna-se rec 'mmeudavel por ser a pri-
m- ira ni ste genero, apresentando-se oa diversos
amadores com phantasias lindas e com mascaras
apropriadaa.
Durante 03 ntervallos das corridas haver mu-
sica e ser lugar a dansa de corda, execut da por
um distinto amdor. As entradas sao gratuitas, e
prevenimos qu" para boa commodidade do publico,
os botis, em numero de quatro, acham se prepa-
rados.
O muito digno chefe do trafgo da estrada de
ferro de Cariiar, A nossa pedido, se dgnou aug-
nientar 03 nmeros dos trens, e se a concurrencia
fr muito grande elle augmentar aiuda o nume-
ro dos mesmos.
O respeitavel publico ter trens para Jaboate
As 2 e meia horas, 4 horas e 5 horas da tarde; e
de volt As 6 e meia horas, 7 e meia horas e 8 ho-
ras da noite.
A'r 4 meia horas da tarde coraecaro impre-
eriyeimene 3 divertiment->s promovidos por esta
sociedade.
Conullorio piedico-eirurgleo
O Dr. Est vo Cavalcante de A.buquerque con-
tinua a dar consultas medico-cirurgicas, na ra
do Bom Jess n. 20, lo andar, de ineo dia s 4
horas da tarde. Parass demais eoe.sulta e visi-
tas em sua residencia provisoria, ra da Aurora
n. 53, 1* andar.
Ns. telephonicos : do consaltorie 95 e residencie
126
Especialidades Partos, molestias de crea
Vas, d'utero e seus annexos.

V



UEBfVEl
I


Diario de Pernambuco---Domingo 21 de Marco de 1886



Milita attcnf ao!
R D Carlota Burlamaqui Mafralhes avisa a quem
posea interessar que o sobrado n. 46 roa Du-
que de Caxias, nilo pode ser vendido, sem que o
comprador fique obrgado a manter o arreada-
ment, a que est sujeito, at o dia 2 de julho de
1893, conforme a escriptara publica, lavrada em
notas do tabellio Fulgencio.
Jutro sid, que o mesmo sobrad nao pode ser
alienado, emquanto nj for paga a divida de cerca
de 12:0004, constante de letras, aceitas pela pro
prietaria ; pois, do contrario, sera nnlla a ahena-
co, por ser em prejuio dos credores.
Recite, 17 de marco de 1886.
_ _.-----^^^^^^5^9^^^*
J|t .0 otlto peite
co parteiro c operador
Consultorio ra Duque de Caxias n. 59
Io andar
raa io Paysdafl n. 15
CHAMADOS POR ESCRIPTO
ag**5 --,
Escoli particular
De Instrucc prloiarla para o
sexo mascul no
34RA DA MATRIZ DA BOA-VISTA34
O abaixo assignado participa ao Ilustrado pu-
blico desta capital, quo abri sua escola particular
de instrucco primaria para o sexo masculino,
roa da Matriz da Boa-Vista u. 34, onde esmerada-
mente se dedica ao ensino de seus alumnos.
O grao da escola consta : 1er, essrever, e contar,
desenlia linear, historia patria e nocoes de fran-
cez.
Garante um rpido adiantainento em seus alum-
nos, pelo seu systeuia de ensiuo, o qual urna pa-
ciencia Ilimitada, um amor inviolavel e urna es-
merada dedicacao ao ensino, fazendo com que os
seus discpulos abracem e atnem de coraco as let-
tras, aos livros e ao estudo, guiando-os no cami-
nho da intelligencia, da hcnra e da dignidade,
afim de que venham a ser o futuro sustentculo
da patria, da religio e da le, um verdadeiro
cidado brazileiro.
Eepeis, pois, merecer a confianca e a protecco
do distinctD povo pernambucano, e em particular
tem robusta em todos os paes e tutores de me-
ninos que queirara aproveitar um rpido adianta-
meuto de seus filhos tutelados.
Comquanto ousada seja esta tentativa, todava
espera que os seus incansaveis esforgos, e os seus
puros desejos, sejam coroados com a feliz appro-
vaeo do todos os filhos do Imperie da Santa Cruz.
Meusalidade 24000 pagos adiantados, no acto
da matricula.
Horario das 9 horas da manha a 2 da tarde.
Recebe meninos internos e meio-pensionistas
por mensalidales razoaveis e lecciona por casas
particulares a ambos os sexos.
Julio ttoares de lzevedo
34 Ra da Matriz da Boa-Viste 34
Esiiiolas quaresmaes
Ainda faz se recomraendar aos seus a-
ridosos bemfeitores a septuagenaria do
be:co do Bernardo n. 51. Soccorram na,
pois, por amor do Todo Poderoso.
Fados e nao palavras
Aos que se desejam tratar sem comprometter a
taude com preparados mineralgicos.
Nesta typographia e ns ra Direita n. 43, 1."
andar vende-se tinturas homeopathcaa para ino-
fensiva cura das seguintes molestias : asthmatico,
ainda mesmo bronchitico; eiysipela, enxaquecas;
intermitentes (sem o emprego do fatal quinino):
tosse convulsa, falta de menstruaco ; cmaras de
sangue : estericos ou metrite ; dores de deotes ou
nevralgias, metrorragia ; vermfugos, dentieoe
convulsoes das criancas ; tudo manipulado de ber-
vas do paiz.
Assim como tratam se escrofulosos em qualquer
grao e gommatosoi.
Advogado
Laoliarel Jeronymo Materno Pereira de Car-
valho, teBdo deixado o cargo de juiz substituto ios
feitos da fazcnda. advoga nesta capital e fora
della e tem seu escriptorio raa Duque de Caxias
n. 55, onde pode' ser procurado das 10 horas da
manha s 3 da tarde, e fra destaa cm sua resi-
dencia a ra de Domingos Theotonio n. 39, a
qualquer hora.
Collegio de Nossa Sc-
nhora da Penha
Estejollegio est funecionando ra da Auro-
ra n. 19, 2 e 3 andares.
Partos, iinlfi mito i
I- Clips
Dr. Silva Brito, medico clnico do MaranbJo
tendo praticado ltimamente nng principies hos-
ditaes de Paris e de Vieuna d'Austria, onde dedi-
cou-ae especialmente a partos, molestias de mu-
Iheres e de criancas, offerece seus servidos ao res
peitavel publico desta cidade, onie fixou sua resi-
dencia.
Pode ser proemado do meio dia a 3 horas da
tarde no seu consultorio ra larga do Rosario
n. 26, Io andar, e cm outra qualquer hora do dia
ou da noite ra da Imperatris n. 73, sua resi-
dencia.
OCULISTA
Dr. Barreto Mampato, medico oculis-
ex-chore de clnica do Dr. de Wecker, di cnsul
tas de 1 As 4 horas da tarde, na ra do Bar
da Victoria n. 45, segundo andar, excepto nos da
mingos e das sanctificados. Residenciara de
Riachuelo n. 17, canto da ra dos Pires.
Oculista
Dr. Ferreira da Silva, con-
sultas das 9 ao meio dia. Resi-
dencia e consultorio, n. 20
Larga do Rosario.
ra
ED1TAES
Dr. Geranelra d
h i: >(*
Tem o seu escriptorio a ra do Marques de
Olinda n. 53 das 12 s 2 horas da tarde, e desta
hora em diante em sua residencia ra da San-
ta Cruz n. 10. Especialidades, molestias de se-
nhoras e criancas.
COMERCIO
Bol*,- coinmerclal de Fernn
bur
Xecife, 20 de Marco de 186
As tres horas da tarae
''otaces oficiaes
Acedes da companhia da Beberibe do valor de
100 ao preco de 150* cada urna.
Farinha de mandioca de Porto Alegre, 4*000 e
4*200 o sacco, em 15 e 18 do corrente.
Cambio sobre o Rio Grande do Sul, 10 d/v. com
3 8 0/0 de descont.
Descont de letras, 7 0/0 ao anno.
Na hora da ola
Vejdeiarn-se :
65 acoses da companhia dj Beberibe.
P. i. Pinto,
Presidente,
andido C. G. Alcof jrado,
Secretario.
REVISTA COM1IERCIAL
l>acniana de 15 a Q de
Mareo de 18S
Cambio sobre o Rio de Janeiro, 15 d/v com
3/8 por cento de descont, e viste 1/2 por cento
de premio, do banco.
Cambio sobre o Par, 30 d/v 5/8, e 15 d/v 1 1/4
60 d/v 1 1/4, 90 d/v i 3/4 por cento de descont.
Cambio sobre Santos, 60 d/v 1 1/4 por cento da
descont.
Cambio sobre S. Paulo, 60 d/v 1 1/4 por cento
de descont.
Cambio sobre Londres, 90 d/v 19, 90 d/ 18 7/8,
e viste, 18 5/8 d. por 1*000 do banco.
Dito sobre Paris, 90 d/v 506, 90 d/v 505, e
vista, 512 ris o franco do banco.
Cambio tobre Portugal e Lisboa, 60 d/v 177, e
.'i viste, 183 por cento de premio, do banco.
Cambio sobre o Porto, 90 d/v 176 por cento de
pramio, do banco.
Lettraa hypothecanas do Banco de Crdito Real
Je Pernambuco, do valor de 100*000, ao preco de
92*000 cada urna. *
, ^^ Provincial d 7 Por cento, do valor de
1:0000000, ao par.
Na Bolea. Venderam se :
4 Apolices Provinciaes.
Lettraa hypothecarias.
Gneros naclonaes
Agurdente- Vendas de 64*000 a pipa de
480 litros.
Alcool Ultima venda de 115JO00 urna pipa
de 460 litros.
Asiucar. Entraram 20,2(X) saceos vendas aos
precos segnintes :
O Dr. Adelino Antonio de Luna Freir,
official do Imperial Ordem da Rosa, com-
mendador da Real Ordem Portugueza
de N088O Senhor Jess Christo e juiz de
direito privativo de orphaos e ausentes
n'csta comarca do Recife e seu termo,
por Sua Magestade Imperial e Consti
tuicional, o Senhor D. Pedro II, a quem
Deus guarde, etc.
Faco saber aos que o presente edital virem, ou
delle noticia tiverem, que no dia 23 do corrente
mez, depois da audiencia deste juiso, rao a praca
por venda para serem arrematadas a requeri-
mento de Hyppolito Martina Gomes, inventeriante
dos bens, que ficaram pelo fallecimsnto de sua so-
gra D. Anna Mara da Rocha Falco para com o
seu producto satisfazer as custas do feto, e des-
empenbar-se de encargos testamentarios, as par
tes no valor de 17:410*000 sobie a avahaco de
30:000*000, que o acervo inventariado possue no
engenho Penedo de Baixo, com trras, mattas, e
com todos os aciessorios, moente e corrente, mo-
vido por animaes, com casa de vivenda em ruinas,
capella, assentamento novo; assim como suas de-
pendencias constituidas nos immoveis seguate !
Urna casa de taipa cora tres janellas de frente,
urna porta e tres quartos, duas salas, cosinha fra
sem ladrilho, medindo de largura oito metros e
sete centmetros, e de comprimeoto dez metros e
oito centmetros avaliada em 200J000; urna casa
de taipa em mo estado com urna porta de f. ente
e outra de fundo sem repartimento, mediado de
largura tres metros e de fundo quatro metros,
tendo um quarto e urna sala na frente, avaliada
em 30*000 ; urna casa de tepa em mo estado
com urna porte de frente e um quart >, urna sala e
porta no fundo, medindo de largura tres metros e
.de fundo quatro metros e cinco centmetros, ava-
liada por 3 i*000; urna casa de taipa com urna
porta de frente, urna sala, um quano, cosinha fra,
medindo de largura tres metros e tres centme-
tros, e de com pi ment cinco metros e dous cent-
metros, avaliada por 40*000 ; urna casa de taipa
oom urna porte e janella de frente, dous quartos e
duas salas, medindo de largura tres metros e tres
centmetros, e do emprion-nto cinco metros o cin-
co centmetros, svalada por 50*000 ; urna casa
de taipa em bom estado, com duas janellas e urna
porta de frente, quatro qnartos, duas salas, cosi-
nha e estribara do lado, medindo de largura sete
metros e oito centmetros, e de compriroento des
metros e oito centmetros, avaliada em 200*000 :
um telheiro com aviamentos para fazer fariuba,
um forno para o mesmo fim, duas caixas grandes
de amsrello para deposito de fannha avahado
tudo por 35*000, as quaes tendo ido a praoa pela
quantia de 17:410*000, vo novamente com o
batimento da le, sendo a quantia de 13:928j00U,
que servir de base para o preco da arrematar >.
E para constar passou se o presente edite!, que
ser publicado pela imprensa e atizado no lugar
do costume.
Dado e passado n'esta cidade do Recite, aos 19
de Marco de 1886. Eu, Manoel do Nascimento
Pontea, escrivo o subscrevi.
Adelino Antonio de Luna Freir.
O branco de 3. sorte, superior, de 4*800 a
4*900 os 15 kilos.
O dito de 3.- sorte, boa, de 4*700 a 4*800 os
15 kilos.
O dito de 3." sorte, regalar, de 4*500 a 4*600
os 15 kilos.
O lito de 4.* sorte, de 4*000 os 15 kilos.
O dito somenos, de 2*700 a 2f900 os 15 kilos.
O dito mascavado, purgado, bom, de 2*400
oa 15 kilos.
O dito dito, regular, de 2*300 as 15 kilos.
O dito americano, de 1*800 os 15 kilos.
O dito bruto, regular, de 1*700 os 15 kilos
O dito do Canal, de 1*590 os 15 kilos
AlgodSo. Entraram 2,021 saccas, vendas de
7*300 os 15 kilos.
Arroz em casca. Retalho de 30400 a 3J600 o
saces.
Cat.. Entraram 1,133 saceos, retalho de 5*
a 7*500 os 15 kilos.
Cebollas do Rio Grande do Snl, Retalha-se
as grandes por 140000 o milheiro.
Cera de carnauba. Colamos de 4* a 8*000
os 15 kilos.
Couros salgados, seceos. Veadas de 660
ris o kilo.
Ditos seceos, refrescados. Ultima venda a
405 ris o kilo.
Fume. Retalho de 15*000 a 30*000 os 15
kilos, conforme aqualHade.
Gomna de mandioca.Retalho a 3*300 e 3*400
os 15 kilos.
Genebra nacional. Retalho de 3*200 a 3*500
a dusia de garrafas, conforme a qualidade.
Mel. Venda de 54*000 urna pipa de 480
litros.
Milho. Retalho a 55 e 65 ris o kilo, confor-
me o estado.
Sal do Ass e Mossore. Venda a 700 ris os
100 litros.
Sebo coado. Ultima venda de 6*200 os 15
kilos.
TapiocaRetalho a 3*300 a 3*400 os 15 kilos.
Vellas stearinas do Rio de Janeiro. Retalho a
300 e 310 ris o maaso de 6 vellas.
Ditas ditas da provincia. Retalho a 320 ris
o masso de 6 vellas.
Vinagre do Ro. Cotemos de 7*000 a 80*
a pipa de 480 litros.
Xarque do Kio Grande do Sul. Deposito
...... arrobas, retalho de 5*800 a 6*000 oa 15
kilos.
Geaeros estrangelros
Alfazema.. Retalho de 8*000 os 15 kilos
com 10 por cento de descont.
Arroz da India Retalho de 2*700 a 2*800 os
15 kilos, dem dem.
Alpiste "etalho a 5*200 e 5*500 por 15 kilos
idem dem.
Aseite de oliveira em barris. Retalho de
35700 a 3j800 o galo, idem idem.
Ditoem lates. Retalho de 17*201 a 17*500
a late, idem idem.
Bacalho Deposito 16,000 bar cas, retalho a
15*000 a 17*000 a barrica.
Banha de porco Retalho de 410 a 420 ris a
libra, com 10 por cento de descont.
Batatas portuguesas Nao ha no mercado.
Ditas inglesas ou francesas. Retalho, de
4jJ a 452OO a eaixa, idem idem.
BreuNominal de 12*000 a 16*000 a barrica,
idem idem. >gg
ODr. Harmogen Socratea Tavares d Vaseen-
cellos, juiz de direito do civil da comarca de
Olinda, por Sua Magestade o Imperador a quem
D'ub guarde, etc.
F1150 saber aos que o presente edital de 20 pre-
goes c 3 pracas virem, que no dia 24 de Marco,
prximo futuro, 1 hora da tarde, depois da au-
diencia, ir a praca por venda, a quem mais der e
melk >r lanco ufferecer, nota parte do sitio no lu-
gar Salgadinho, no valor de 835*954, com diver-
sos srvoredos de fructo eutre -stes alguna ps de
coqueiros, com casa de vivenda, tendo este duas
janellas de frente, duas salas c um gabinete, qua-
tro quartos cosinha externa ; medindo, dita casa,
30 p.ilmos de Urgur.i a 68 de fnndo, soto, ter-
raco, cocheira, e irais duas castalias de taipa
junto ao porto, tudo em mAo estado ; avaliado
todo o sitio por 2:000.' fXKI.
E vai a praoa reqoerhafnto do Antonio Joa
quim Cascan, na fcxecucSo que por este juizomove
contra D. AJftUnOina Ma.-ia do Sacramento Pe-
reira.
E para que chegue ao conhecimento de tjdus
mandii passir editaos que serio atnxados nes lu-
gares do costume e publicados pela imprensa.
D.ido c passado ne?t;i eidade ;lo Olinda, aoj 15
de Fevereiro de 1886.
Eu bacharel Francisco Lias Caldas, escrivo
0 subserevi.
Hermogenes Socraies Tu vares de V asconcellos.
BdiUl n. 731
Do oriem do Di", inspeetor geral se deel..ra
actiar-se marcado o dia 23 do frrente, pelas i
horaj da manha, para no salilo da bibliotbcca BU
bliea eoiuecarf m as provas do concursa para pro-
viuiento ca cadeira de lingua ioglcza lo Gynnu-
sio Pern imbucano. Achum -se inscriptos os ?e -
guiutes coucorrentrs :
Lc.iidas Suva.
Bacharel Pedro Celso Ueha Cavalcantc.
Dr. Joao Clodoaldo Monteiro Lopes.
Jos Faustino Porto.
Secretaria da lostroee&o Publica Je Pernambu-
o, 19 de Marco dt: 86,O secretario,
Pergentino S. de Araujo Galvao.
0 Dr. Adelino Antonio do Luna Freir?, offi-
cial da imperial Ordem da Rosa, eomruen-
dador da Real OrJem Militar de Nosso
Senhor Jf-sus Christo, de Portugal, juz
de dimito, de orphaos e ausentes nesta
cidade do Recite e seu termo capital da
provincia de Pernambuco por Su Ma-
g'stade o imperador, etc.
Faco saber aos que o presente edital virem ou
delle tiverem noticia, que, na audiencia de 23 de
Marco do corrento anuo, ua respectiva sala, ir a
pregio para ser arrematada por venda, a quem
mais der, servindo de base o preco do abate da
quinta parte da avaliuco e vai a praca pela quan-
tia de 2:000jl e a requerimento do mvcutariantc
Antonio Lourencudo Espirito Santo, urna casa ter-
rea travessa do Principe, seu n. 4, fre^uezia da
Boa-Vista, com 15 metros e 4't centmetros de
comprimento, 4 metros 40 centmetros de largura,
purta e janelia na frente, 2 salas, 2 qoartcs, coii-
nha fora, bandeiras de ferro am portas do interior,
bastante alta, em bomestedo de conservaeio, quin-
tal murado, arborisado, boa cacimba, banheiro de
pedra e cal, avaliada por 2:000* ; e vai a praca a
requerimento do referido iuventarianto para pa
garnento de cus'as do inventario.
E para constar mandei iasaro presente edital
que ser publicado pela imprensa e aix&do no
lugar do costume.
Dado e passado ueste cidade do Recife. aos 19
de Marco de 1886.
Eu, Olavo Antonio Ferreira, escrivo, o fiz es-
crever e subcrevo.
Adelina Antonio de Luna Freir.
DECLARACOES
anta Casa Ha Misericordia do He-
rir.-
A Ulna junta admnistrativi desta santa casa
contrate com quem melhorts vantageus ofivrecer,
o fornecimento do assucar de 1", 2 e 3' sorte e
turbinado, para os consumos dos eatabelecmentos
Beuiotes, durante o trimestre de Abril Junho
do corrente auno: Hospital Pedro II, dito do
Lazaros, dito de Santa gueda, Hospicij de
Alionados. Asylo de Mendici 'ade, Casa dos Ex-
postos e Collegio das Orphs em Olinda.
As proposUs deverao ser presentadas na sala
de eua-i eesaea, ei cartas fechadas, devidamn-
te selladas, at as 3 horas da farde do dia 23 do
corrente, declarando ob propon'.ntes sujeitarem 3
a urna malta de 5 0/0 sobre o vaior total do forne-
cimento, se no prazo de tres das nao comparece-
rem secretan* da m:ama santa casa para asaig-
nar.-m oa respectivos contra os.
Secretaria da Santa Casa de Misericordia do
Recife, 18 de marco de 85.
O escrivo,
Pedro Rodrigues de Soaza.
= Seeretiria da devocio de N. S. das Mcrc>,
erecta na igreje. de S. Jos de Riba-mar, em 19
de Marco de 86. = De ordem da mesa regedora,
convida-se aos nossos irmos para se reuuirem em
nosso consistorio domingo 21 do corrente, s 3
horas da tarde, afim de enesrporados, acomp-
niiarmos a prociasio de N. S. da Soledade da
igreja do Livramento, para a qual tivomoi con-
vite. O secretario,
Antonio Soares Pinto.
Carvo do pedra Cotemos de 15* a 20*000 a
tonelada.
Canella. Retalho de 1*550 a 10600 o kilo,
com 10 pir cento de descont.
Cebollas portuguesas. Retalho de 14*000
a caixs, idem dem.
Cervejas Retalho de 9*650 a 12*000 a duzia
de garrafas ou botijas, conforme o fabricante e a
procedencia.
Cimento Cotemos a 7*200 e 8*000 a barrica
conforme o peso e fabricante.
Cominbos. Retalho de 20*000 os 15 kilos,
com 10 por cento de descont.
Crivo da India Retalho a 2*000 o kilo, idem
idem.
, Farinha de trigo Deposito 19,000 barricas,
retelha-se aos precos seguintes :
A americana, de 20*500 a 21*000 a barrica.
A de Triestre e Hungra, de 25*000 a 28*000
a barrica.
Feijo. Retalho de 15f500 a 16(000 o sacco,
(do estrangeiro.
GarrafSes vazios Retalho de 600 ris a
1*500 prr cada um, com 10 por cento de descont,
conforme o temanho.
Doces em calda Nio ha no mercado.
Farello do Ro da Prate Retalho de 2*500 a
3*300 o sacco.
Dito de Lisboa- Retalho a 3*800 e 3*900 por
sacco.
H.-rva doce Retalho a 15*000 a ICjOOO os 15
kilos, core 10 por cento de descont.
Keroseue Retalho de 3J500 a lata de cinco
galoes (liquido).
Louca inglesa ordinaria. Retalho de 90*000
a 130*000 a gga, conforme o sortimento.
Madeira de pinho Sem chegada.
Massa de tomates. -Retalho a 500 e 560 ris a
libra com 10 por cento de descont.
Manteiga em barril Retalho a 920 ris urna
libra, iJcn dem.
Dita em late. Rttalho de 1*000 a 1*400 a
libra, idem idem.
Massas italianas.- Retalho de 9*000 a 8*500
a caixa, idem idem.
Oleo de linhaci. Retalho a 2*000 o galo.
Pasans cemmuns Nao ha no mercado.
Ditas finas Nao ha no mercado.
Papel do embrulbo Retalho de 700 res a
1*600 a resma, conforme o tamanho, idem idem.
Pimenta da India Retalho de 1*500 a 1*600
o kilo, dem idem.
Plvora inglesa Retalho de 23*000 o barril.
Queijos. Nao ha no mercado.
Sal de Lisboa. Nao tem havido entrada.
Sardinhas Retalho de 360 a 380 ris por lata
de qufcrto, dem idem.
Touctabode Lisboa. Retalho de 12*500 os
15 kilos, com 10 por cento de descont.
Dito americano Retalho allJ500el2* os 15
kilos, dem idem.
Vt las ste .rias Retalho de 550 a 950 ris o
masso de 6 velas, idem idem.
Vinagre de Lisboa Cotamc de 130* a 170*
a pipa de 480 litros.
Vinho de Lisboa. Vendas de 250* a 265*
a pipa, idem idem.
Dito franeez Nlo ha no mercado.
Xf rqne do Rio da Prata Deposito .. .. ar-
roban, retalho de 4*800 a 6*000 os 15 kilos
Contraria de \on Sennora do Ll-
vanieuio do Recife. 19 de Marco
de SJSO.
De ordem lo irmio juiz, convido a todos os
charissimos irmos d'esta corporaco, comparece-
rem no da 21 do corrente, s 3 horas da tarde, no
consistorio d'esta igrejn, afim de, encorporados,
acompanharmos a Procisso do Senhor Atado, da
Irmandade di. Soledade, erecta em nossa igreja.
O Secretaria Tito Machado Freir de Barros.
Obras Publicas
De ordem do Illin. Sr. engenheiro chele, faco
publico que, em virtude da ordem do Exui. Sr.
couaelheiro presidente da provincia, no dia 27 do
< o. rente, ao meio dia, recebe-se nesta secretaria
prupostas para a execuclo dos reparos da bomba
do Peres, ua estrada da Victoria, oreados em
1:537*.
O ornamento e mais condicoei do contrato se
acham ueste ascretaria para serem examinados
pelos senhores preti.udeutes.
Secretaria da repartico das Obras Publicas de
Pernambuco, 19 de Marco de 1886."
O official secretario,
JoiJo Joaquim de Siqueira Varejo.
Imperial sociedade
DOS
Artistas Mchameos e
Liberaes
De ordem do Illm. Sr. director, esnvido aos se-
nheres socios desta associaco pura se reuuirem
em assembla g'ral extraordinaria, no domingo 21
do corrente, s 11 horas, afim de tratar-se de ne-
gocio urgente.
Secretaria da Imperial Sociedade dos Artistae
Mechanicos e Liberaes de Pernambuco, em 19 de
Marco do 18S6.O Io secretario,
Jos Castor de A. Souza
Club de Regatas Pcr-
nambueano
Seg inda regata em 25 do corrento
De ordem do con3elho administrativa, previno
qu8 a archibancada to somente destinada para
os socios e sutis familias. Nao h archibancada
para o publico, e s tero direito a entrada, na
que ha, os socios que tiverem pago at eite mez
(inclusive) como determinam os eat-itutos.
A'vista desta delibernc do conselho, o'J socios
que estiverem quites podero procurar os seus
iugressos nos dias 23 c 24 (antc-vespera e veapera
da regata) das 7 '.s 9 horas da neite, na sede do
Club.
Devendo, outrosim. ter lugar neesa mosma noite
um sarao, de accordo com os nossos estatutos, pre-
vino que suba stem as inesmas exigencias legaes
como para a regata.
Secretaria do Club de Regatas Pernambucano,
em 16 de Marco de 86 O eecretario,
Osear C. Monteiro.
Obras Publicas
De ordem o Illm. Sr. Dr. engenheiro ehefo,
faco publico que, em virtude da autorisaco do
Exra. Sr. conselheiro presidente da provincia, re-
cebe-se n'esta Secretara, no dia 27 do corrente,
ao meio dia, propostas para a execuco dos re-
paros das pontos o Aterro, da ra Bella e do
Aeougue no Rio Formoso, oreados em 2:700*000.
O orcamento e mais c.mdicoes do contracto
acham-se n'esta Secretaria para serem examina-
dos pelos Srs. pretendenf s.
Secretaria da repaiti';Io d.is Obras Publicas, 17
de Marco do 1886.
O secretario,
Joao Joaquim de Siqueira Varejo
Obras Publicas
De ordem do Illm. Sr. Dr. engenheiro chefe e
director da repartivo das obras publicas, faco
publico que em virtud'! da uitorisaci do i.xin.
Sr. conselheiro presidente da provincia, recebe-se
nesta secretara no dia 27 da corrente, ao meio
dia, propostas para a execn/io das reparos da
ponto sobre o rio Carim, em Barreiros, orea los
em 1.-300*.
O ornamento e mais coudu'es do contrato se
acham nesta secretaria para s Tem examinados
pelos senhore pretndante*.
Secretaria da Repartilo das Obras Publicas, 16
de Marco de 1886."
O secretario.
Joo Joaquim de Siqueira Varejo.
Contraria do Senbor Bou. .V sih
da Va-sacra da igreja da
Santa Cruz
De ordem da mesa regedora, convido a todos
08 nossos irmos para comparte lera em nossa
igreja, paramentados com seus hibitos, no domm
go 21 do co'rentc, pelas 2 l/i horas da tarde,
Eara acompanharmos a pr eiss > qu< tem de aa-
r da igreja do Lvramento ; c para o referido
acto tivemos convite.
O esciiv'.o,
Jos Francisco de Figueitedo-
liENWMbNTOS Pi'Li' TV*
Xei o Marco de W.9
.uuuiai-1"' 1 i 19
>cm d* 20
\'JM:.-H:'OBlA---Di 1 19
{ w le 20
505:1G7; 63
7:868 320
533 035*583
75:199*973
2:720*952
77.920*92
:..sm-Aiy -Bovrscistfe 1 19 86-480/482
'der de 20 4:037*586
taciira i>baissDe 1 19
!riem de 20
90:518*068
48:784/5f>0
1:300.248
50:084*798
ALTERAgAO DA PALTA
Para a semana de 22 27 de Marco de
1886
Agurdente cachaca, 112 rs. o litro.
AlKudo em rama, 422 rs. o kilo.
Assucar branco, 257 rs. o kilo.
Borracha i,466 rs. o kilo.
Alfandega de Pernambuco, 20 de Marco de
1886.
Os conerentes,
A. de A. Marques.
Raymundo F. de O. Mello.
DESFAUHOS DE IMPORTAgO
Lugar inglez Carimnd, entrado do Ter-
ra Nova em 19 do corrente e consignado
a Sausders Brothres & C,, rnanifestou:
Bacalho 2:790 barricas e 420 meiaa
ditas ordem.
Hiate nacional Correio do Natal' entra-
do do Rio Grande do Norte na mesma
data e consignado a Fraga Rocha & C.
manife8tou:
Sal 25,600 litros ordem.
Barca norueguense Kong Caris, entrada
de Cardiff na mesma data e consignada a
The Central Sugar Factorio of Brasil, ma-
nifestou:
CarvSo de pedra 643 toneladas a con-
signataria.
Patacho nacional Rival entrado de Pelo-
De orde n do Dr. juiz de direito do 3o dis-
trcto criminal, convido os eleitores da parochia
de Afogados, qualifi:ados na ultima reviso, a
virem receber seus ttulos na ra do Imperador
n. 44, dentro do prazo de 30 das. Recife, 19 de
Marco de 86.O escrivo,
Ernesto da Silva.
Monte io dos volunta
rios da Patria
De ordem da directora sao convidados todos
os senhores socios coraparecerem seguuda-fcira
22 do corrente, na sede desta associacio, para
tratar-se da segunda discussao da reforma dos
noves estatutos. Outrosim, a directora espera
que os senhores socios sejam mais assiduos a com-
parecerem as seases. Recife, 18 de Marco de 86.
Alteres Geroncio S. Ttixeira.
1 secretario,
Estrada de ferro do
Recife a Caruaru'
Para conhecimento das pessoas que deseiarem
assistir as corr las que tero lugar em Jaboato
no domingo 21 do corrente, fz-se puilico que
alem dos trens que partem da eatacio do Recife
s 2[30 e 5 horas d.i tarde expedir esta estrada
no referido di 1 um trem para Jaboaio, que par-
tii da estaco dj Reciffl s 4 huras da tarde,
re-ressando dalli s 7 12 horas da noito. Esse
trem tanto na ida como na volta tocar em Ti-
gipi-
AGESTE
Miguel Jos AIvcs
N. 7 -RIJA DO BOM JESS -N. 7
Nefcuroa mnriliniON e terrofttreN
Neites ltimos a nica companhia nesta praca
que concede aos Srs. segurad' s isempco de paga-
mento de premio em cada stimo anno, o que
equivale ao descont de cerca de 15 por cento em
favor dos segurados.
TIIKATRO
DE
VARIEDADES
Companhia lyrico-coniico-
dramtica
DIRIGIDA PELO ARTISTA
LU1ZMILONE
EMPREZA
A.. BOLDRINI E L. 3IILONE
ingo, 21 de Marro
11
%presnr5 Hislrilmirai) do programma
Primeira parle
Pla primeira vez n'essa capital a magnifica co
media em 1 act>, do repertorio do Sr. Luiz Mi
looe :
YlO CIIHESTO
OU
1
.. 11J1
Tomam parte a Sra. Durnnd e os Srs. Repossi,
Milone e Tirelli.
Segunda parte
1." Faust de Gounol) grande aria das joias
pela Sra. ERS1LIA OORTKsI, em q,.c esta dis-
tincta cantora alcancou um verdadeiro successo
ltimamente na corte.
2.Disoeah (de Meyerbeer) romanza pelo ba
rytouo Sr. Comolctti.
3.Rct-Blas (P. Marchettil grande scena da
Rainha or snpran', pe'a Sra R S'.ib1* Becci,
4.* Pip-pap caiica<-cmic*, pela applaudida
cantora Sra. MARIN AORE.
Tercelra parte
1/Nabccodo.nosok (Verdi) recitativo e prophe
cia pelo baix Sr. Gact.ui > Pozzi.
2Lucbezia Boboia 'IXiiizeiti) romana pela
Sra. SPRINGER.
3. Sinos de Cobneville (canco das macas),
pela Sra. Marin Andrie.
tas na mesma data e consignado a Amo-
rim Irrocs A C, raanifestou :
Graxa em bexigas 1,500 kilos.
Oleo do rnocot 60 caixas
Xarque 180,600 kos orden.
Vapor franeez Ville de Macelo, entrado
dos portos do sul em 20 do corrente e coa-
signado a Augusto F. de Oliveira, mani
festou:
Xarque 830 fardos ordem, 171 a
Maia & Rezende, 250 a Pereira Carneiro
& C.
DESPACHOS DE EXPORTACAO
Em 19 de Marco de 1886
rara o exterior
Na barca ingleza Milo, carregou :
Para Harnpton Roads, J. Pater 4 C. 1,400
saceos oom 105,000 kilos de assucar mascavado.
Na barca norueguense Glent, carregou :
Para NfW-York, P. Carneiro & C. 40l) saceos
com 30,000 kilos de assucar mascavado.
No gar norueguense Folkefesten, carre-
gou :
Para o Bltico, Borstelmana & C. 381 fardos
com 71,989 kilos de algodo.
Na barca portuguesa Noemia, carregou :
Para Lisboa, Maia & Rezende 31 saccas com
2,745 kilos de algodo.
N. barca portuguesa Isolina, carregon :
Para o Porto, C. de Paria Tavares 39 pran-
cboes de amarelo.
Na barca nacional Nova Sympathia, car-
regou :
Para Hamburgo, R de Drusina 6 saceos com
413 kilos de cera de carnauba.
= No vapor franeez Ville de Macei, curre
gon :
Para Ilamburgo, Pohlman & C. 1,895 couros
salgados com 22,740 kilos.
Para o Havre, Rodrigues de Paria 4 C. 3 cai-
xas com 450 kilos de borracha ; Rouquayrol Pre-
res 2 tarris com 176 litros de agurdente e 1
caiza com zarope medicinal.
Para o Interior
No vapor allemo Hamburgo, carregou 1
Para Santos, P. A. de Azevelo 50J saceos com
30,000 kilos de assucar branco e 500 ditos com
30,0t 0 ditos de dito mascavado.
Para o Rio de Janeiro, J. F. de Sant'Anna 300
saccas com 22,319 kilos de algedo.
No lugar nacional Zequinha, carregou :
Para o Rio Grande do Sul, J 8. Loyo & Pilho
488 barricas com 51,617 kilos de assucar branco.
No vapor nacional M' de Camas, carregou :
Para Baha, Amorim Irmos & C. 200 barricas
com 23,233 kilos de assucar branco.
= No vapor nacional S. Francisco, carregou :
Para Villa Nuv, F. de Moraes 55 cascos com
590 litros de agurdente.
4.'Cbispih b a comadre dos maestros Ricci Ir-
mos, CTan-duetto cmico, desempenhado pelo dis-
tineto barytono Sr. Dominici e a dstincta cantora
Sra. ERSILIA CORTESI.
Acabar o espectculo o magnifico disparate-
cmico em 1 acto e 1 quadro, intitulado
SIIFFII
PerMonageno
Henrique Reali (Mr.Grargni) maes-
tro de msica..................L. Milone.
Lyborio Boa*perna, euprezario____C. Repossi.
Laurina sua filha................. Fioravanzo.
Tentenna, avisador............... Mullo.
N'esta peca a orchestra executar urna sympbo-
nia Pout-pourri, expressamente enmposta pelo Sr.
maestro CyroCiarlni e dirigida pelo actor Milone.
A orchestra est dirigida pelo dstincta maestro
Sr. Hyro Ciarlini.
AVISO
A empresa com o proposito de apresentar este
illustre e intellieente publico, os novos artistas
contratados ua corte, cada um no seu relativo ge-
nera de trabalho, julgou conveniente organisar
um -tirande e Magnifico Enpectacalo
Variadotendo a certeza de obter todoaquelle
ap'io que at agora Ihe foi dispensado.
A empresa,
A. BOLDMNI,
Presos
Camarotes altos 105000
Ditos de fi: OOO
Varandas OOO
Cadeiras de 1 classe 009
Cadeiras de > dita 1*600
Entrada ge ral {000
X. B. Depois do espectculo havera bonds
para as liuhas de Fernandes Vieira e Afjgados.
Os bonds no largo de palacio.
O bond de Magdalena s haver quando o es-,
pecticulo acabar depois do horario do ultimo que
passana ra Nova, s 11 horas e 42 minutos.
Principiar a s 1 oras.
MARTIMOS
Companhia Haitiana de navega
eo a Vapor
Macei, Villa Nova, Penedo, Aracaj,
Estancia e Babia
0 vapor Mrquez t Gilas
Commnndante Nova
Segu impreterivel-
mente para os portos
cima no dia 21 do cor-
rente, s 2 horas da
tarde. Recebe carga
'at ao meio dia do dia
Para carga, passagens, encommendas e dinheiro
a fret-; tracta-se na agencia
7liua do Vigarw7
Domingos Alves Matheos
rnitfd?!3tcs* Brasil MailS.S.C.
0 paquete Finance
E' esperado dos portos da
sul at o dia 2U do corrente,
depois da demora necessaria
seguir para
naranho, Para. Barbados, s.
Thomaz c Iew-l'ork
Para carga, passagens, e encommendas traota-
or A-dvance
Espnar-ae de New-Port-
News.at o dia 16 de Abril,
o qual seguir depois da de-
mora neeessaria para a
Baha e Rio de Janeiro
T Li-jt carga, passagens, enconmendas e dinheiro
a frete, tracta-se com 08
AGENTES
Henry Forsler 4 C.
N. 8. RUADOCOMiatriClO -- H.8
V andar
^^
Lisboa e Porto
A barca portuguesa Isolinn recebe carga a fre-
t ; tratase c-jir. Silva Guimares & C. ra do
Uommercio n. 5
Na barca pertugueza Minlw, carregou :
Para Maranho, S. Guimares & C. 10 duziu
de vassouras de palha ; B. Oliveira & C 10 ditas
dem, e 20 barricas co a 2,310 kilos de assucar
branco.
No vapor nacional Jaguaribe, carregou I
Para Maco, P. Al ves 4 C. 10 barricas COnl
1,150 kilos de assucar mascavado.
Para Parnabyba, P. Alves & 0. 30 barricas
com 1,088 kilos de assucar branco.
Para Camossim, P. Alves & C. 7 barricas com
700 kilos de assucar branco.
Para Mossor, L. A. Siqueira 300 saceos com
farinha de mandioca.
No biate nacional S. Lourenco. carregou :
Para Ar.caty, P. Alves & C. 25 barricas com
l,0r2 kilos de assucar branco e 10 ditas com 750
ditos de dito mascavado.
No histe nacional S. Ambrosio, carregou :
Para Mossor, J Camillo 300 saceos com fari
nha de mandioca ; S. Nogueira & C t saceos com
450 kilos de aesonii mascavi.do e 5 barris com
480 litros de agurdente,
Na barcaca Linda Rosa, carregou :
Para S. Miguel, Fernandos & Irmo 2 barricas
com 200 kilos de assucar refinado.
Nh barcaca Senhora da Graca, carregou :
Para Parahyba, A. Figueiredo 120 vassouras
de carnauba.
MOVIMENTO DO POITO
Navios entrados no dia 20
Liverpoo e escalas25 dias, vapor ingles Orator,
de 849 toneladas, commandante Platss, equi-
pagem 29, carga varios gneros ; a Johnston
Pater 4 C.
Cear e escalas t 1/2 das, vapor nacional Ipo-
juca, de 360 toneladas, commandante Antonio
M. Ferreira Baptista, equipagem 30, carga va*
rios gneros; a Companhia Pernambucana.
Hamburgo e escalas 22 dias, vapor allemo
Hamburg, de 1,248 toneladas, commandante
K. Lowe, equipagem 30, carga varios gneros ;
a Borstelman & C.
Navio sahido no mesmo dia
Havre e escalasVapor raucea Ville de Macei
commandante Pancherr, carga varios gneros.
VAPORES ESPERADOS
Hamburg
Orator
Ville de Pernambuco
Baiia
Neva
Congo
Espirito Sanio
Para
Cear
Finance
Tagus
de Hamburgo hoje
de Liverpool hoje
da Europa a 23
do norte a 24
da Europa a 24
do sul a 25
do sul a 26
do sul a 26
do sul a 26
do sul a 29
do sul a 29
Advance
- Abril -
de New-Porta-News 16


r>
.
Diario de PeruambucoDomingo 21 de Marpo de 1886

CBARGEIRS REUNS
Companhia Francesa de Navega
cao a Vapor
Linha quinzenal entre o Havre, Lis
ooa, Pernambuco, Baha, Rio de Janeiro e
Santos
Steamer Yillo lli Fraileo
E' esperado da Europa at
o dia 23 de Marco, se-
guindo dcpois da indispen-
savei demora para a B
tila. Rio c'e Janeiro
' Sanlin.
Eoga-se aos Srs. importa,clores de carga p I09
vapores desta linha,quciram apresentar dentre de 6
dias a contar do da descarga das alvareng
quer reclamaco coneernente a volumes, q-o poi
ventura tenham seguido para os portos do sul,ann>
de se podercn dar a tempo as providencias necea -
sarias.
Expirado o referido praso a companhia nao se
responsabilisa por extravos.
Kecebe carga, eneommendas e passageir? part
os quaes teiii cxcellentes aceoinodacoes.
Augusto F. de Oiiveira & t
AGESTES
42 -RIJA DO CMMERniO -42
1MTM1TLTTES PACkll
< Mr 4 \HI k PKB1lil( t .*
DE
Wavegaco Costelra por Vapor
PORTOS DO SUL
Macei, Penedo, Aracaj, e Baha
0 vapor. S. Francisco
Segu no dia 24 do
correte, s 5 hor*s
da tarde. Recebe
carga at o dia 23.
Eneommendas passagens e dinheiros afrete at
As 3 horas da tai de do dia da sabida.
ESCRIPTORIO
Cae da Companhia Pemamb'is/ina
n. 12
Segnnda tetra, 9t do corrate
A's 11 horas
.No rmairm dss ra do Impera-
dor D. lO
O agente Gusino autorisado por mandado do
Exin. Sr. Dr. juiz de direito do c .uimerco, e a re-
querimento do Dr. a ministrador far leilo com
assistencia do mesmo juiz, dhs dividas hypothe-
arias no valor d.1 4:0 OfOOO pertencentes a refe-
rida massa.
Grande e variado
Leilo
O paquete Neva
E' esperado da Europa no dia
23 on 24 do corrente.seguindo
depois da demora necessa-
ria para
llahlu. Rio de Janeiro, Monte-
video e lltienos-Ayrcs
Este vapor traz simplesRienle
passageiros e malas e iuimed a-
tamenti seguir dcpois do desem-
barque dosmesmos.
0 paquete Tagus
esperado
do snl no dia 29 de
marco, seguin lo
depois da demora
necessaria para
Lisboa e Southampton
Para passarens, frefe?, etc., tracta-se com ci
CONSIGNATARIOS
Adamson llowie & C.
2-Rna do C'oniutrrnlo--3
conr.tMi:i 'En.iniici^A
DE
Navegaco Costelra por Vapor
PORTOS DO NORTE
Parahyba, Natal, Macu, Mossor, Ara
city, Cearf Acarahu e Camossitn
O vapor Jaguaribe
Segu no dia 22 os
Marco, s 5 horas da
-tarde.
Recebe carga at o
Pdia 21.
Eneommendas, passagens e dinheiro a frete at
as3 horas da tarde do di da partida.
ESCRIPTORIO
Ao Cae* da Companhia Pttrrwmbucana
n. 12
Companhia Braailelra de !f ave
g&eao a Vapor
PORTOS DO NORTE
Vapor Espirito-Santo
Commandante Joao Mana Pessoa
E' esperado dos portos do sul
at o dia 26 do corrente, e
seguir depois da demora in-
dispensavel, para os portos
do norte at Mauos.
Para carga, passageas, eneommendM valores
tracta-se na agencia
46Ra do Commercio46
VIAGEM EXTRAORDINARIA
0 vapor Para
Commandante o Io lente Cario An-
tonio Gome
Esperado do Rio de Janeiro
em direitura a este porto at
0 dia 26 de Marco e depois
: da demora indispensavefre-
I gressar tainbem em direiiu-
Para carga, passagens, ncommendas e dinheiro
a frete, trata-se na agencia
N- 46 RA DO COMMERCIO N. 46
PORTOS DO SUL
O vapor Baha
-Commandante 1-tenente Aureliano Izaac
E' esperado dos portos do
norte at o dia 24 de mar-
co, e depois da demora in
' dispensa vel, seguir para
os portos do sul.
' Recebe tambem carga pa-
ra Santos, Pelotas e Rio Grande de Sul, frete m-
dico. ,
Para carga, passagens, eneommendas e valores
trata-se na agencia
OHM %-VHIK E MESSACE
RES MARITIMES
LINHA MENSAL
0 paquete Congo
Commandante '.ron
E' esperado dos portos do
sul at o dir. 25 do corrente,
1 seguindo, depois da demora
I do costume, para Bordeaux,
tocando em
Lisboa e vigo
Srs. passageiros de todas as
classes'qae'na lugares reservados para esta agen
cia, oue podem tomar em qualquer tempo.
F-mTabatiraento de Ifl % em favor das fa-
milias composta de 4 pcatoas ao menos c que pa-
?arem 4 oassagens inteiras.
^oTexcepc-io os criados de familias .que toma-
re* bilhetes de proa, gosain tambem u este abat-
ment. .. .n
Os vales posia:s s se d'j .le e da psgos
de contado. .
Para carga, passagens, eneommendas e Uinneiro
a frete: tracta-se com o agente
\ugusle Labille
9 -RA DO COMMERCIO 9
Pacific Steam Navigaon
Company
Para facilitar aos
Srs. vi antes que de-
sejarer i assi stir ex-
p o si cao colonial de
Londres no corrente
anno, esta agencia fa-
r a reduepo seguin-
te, a principiar do 1.
de Marpo a 31 de Ju-
lho prximo futuro:
1.a classe, ida e vol-
tapara Inglaterra, bi-
lhetes validos por seis
mezes, 36:15:0 libras
esterlina?.
AGENTES
ni Sois & Gompanj
i4-Rua do Conimercio-M
Boyal Mail Steam Packel
Company
Reducido de passagens
Bilhetes espeeiaes se-
ro em i tt i dos desde 14
de ma rf o at o fin de
julho offerecendo fac
lidades aos senhores
viajantes para visitar
a exposio colonial
em Londres, de 1886.
Tda e volta de Per-
nambuco a Sonthamp-
on, primeira classe,
com o prazo de 6 me-
zes libras sterlinas 36,
150.
Para Maranhao
Segu brevemente para o porto cima a bar-.a
. rtuguexa Miuho ; para o resto da carga trata-
11 com os consignatarios Jos da Silva Loyo &
Filho. ________
Barcaca
Vende-se urna barcaca de carga de 300 saceos ;
a tratar na ra Direita n. 82, loja.
LE1LES
Terca-feira (28) a 9 h >ras e 45 minutos
deve partir o trem que dar passapem gratis ao
concurrentes ao leilio de movis, louca, crysties,
da casa em que inoiou o Sr. H. Oettly, em Sau-
t'Anoinba.
Quarta-feira, s 10 heras em panto, leilo
da tavern da ra de S. Joo n. 83.
__ A's 11 horas do mesmo da, na ra Bella,
leilo de um terreno todo murado com 24 metros
e 34 centmetros de frente e 27 metros e 26 cen-
tmetros de fundo.
Dakar.
Leinbra-se aos
Leilo
De bons movis, finos crystacs, quadros,
livros, louca, plantas, vidros e mais ac-
cessorios de casa de familia.
A saber :
Sala da frente
Um piano forte de Pleyel, 1 cadeira para o
mesmo, 1 porta msica, 1 estante para msicas, 1
sof, 2 consolos de cantos, 6 cadeiras a Luis XV,
2 cadeiras de batneos, 1 mesa com abas, 1 dita
com gavetas, 1 divn estufado, 2 cadeiras de bra-
cos estufadas, 2 eadtr..s de balanco, 3 pares de
cortinados de 1J, 1 estante envidracada para li-
vros, 1 porta relogio, 2 jarros para flores, 2 qua-
dros, 2 cadeiras de abrir, 1 tapete de coco, forn
de sala, 1 tapete grande aveludado para centro da
san, 1 mesa redonda, 1 dita de ferro, 1 tapete de
sof, 2 descanco de ps, 1 porta p-pcis, 1 porta
cartoes, 2 porta flores, 2 candieires a gaz, 2 pan
nos pira mesas e 1 machina de costura.
Mala ii<> mel
Um porta chapeos 2 cabides para chapeos, 1
jogs bacatela, 1 dito tonneau, 2 cadeiras com en-
cost de panno, 1 cesta para costura e 3 porta-
flores de ferro.
Tcrracs
Um viveiro para passaros, 2 gaiolas com passa
ros, 1 mesa jardineira o diversas plantas novas e
riras.
Mala de Jamar
Urna mesa elstica, 1 guarda louca envidracado,
1 apparador, 6 cadeiras de guarnicao, 2 cadeiras
de bracos, 2 mesas com gavetas, 1 gualda comidas,
1 filtro grande, 1 jarra, 1 machina para limpar
faccas, 1 maquina para engarrafar, 2 gaiolss para
garrafas, 1 ai-mario para vinhos, 1 criado mudo, 1
relogio, barmetro, 2 quadros finos.
Um apparelho de poicellana branca para jantar,
1 dito para cb, copos, clices, garrafas, porta
queijos, porta-doces, galheteiros, talberes e porta-
glo.
coslnlia e ala de engommar
Um ogo de ferro com ehamins, 1 grande lo-
te de tre.is de cozinha e formas para bolos, urna
machina |.ara assar, com relogio, mesas de cezi-
nha, tabeas para engommar, machina para picar
carne, urna machina para engommar rcupa, 1
eaerda-comida de rame, bacas, trem de jurdim
guscadas.
1 ANDAR
Primeira sala
Urna mesa redonda com tampo de pedra, urna
mesa de sof, 1 divn de palhinha, urna espregui-
cadeira de junco pret?. duas cadeiras de balanco
dem dem, urna dia americana, urna dita de ba-
lance, urna estante de armario com tampo de pe-
dra, 1 porta-papis, 5 quadros, 2 tapetes de sof,
1 relogio. Janeas e cortinados, e 1 revolver com
balas.
Segunda ala
Um guarda-vestido de carvalho com eepelbo,
completamente novo, 1 guarda-roupa com 3 com-
partimentos, 1 guarda-vestidos, duas comanda-
inteiras, 1 toilet com pedra e espelho, 1 lavatorio,
duas guarnicoes par lavatorios, 1 armario de bos
tica, 1 cabide torneado.
U liarlo
Duas camas francesas com lastro de palhinha
e lastro de trame, colxoes e jtravesseiros, duas me-
sas de cama, urna mesa de'ferro, 2 poita-toalhas,
i cabides turneados, urna cadeira privada, 1 bidet,
1 balaio para rcupa, urna cama de ferro com lastro
de mola, colxoes e travesseiros, tapetes, 1 relogio
de pedra e estante, 1 espelho grande e muitos ou-
tros objectos de casa de familia.
TeiQa-feira 23 do corrente
No Chacn
Casa em que raorou o Sr. Henriue Oettl-
0 agente Pinto levar a leilo, em muitos e difi
ferentes lotes, os movis e mais objectos da casa
em que residi o Sr. Henrique Oettii, o Chacn.
_Os concurrentes que tomarem o trem das 9 e 46
minutos, do arco de Santo Antonio, parando em
todas as estacos, tero direito passsgem de
ida e volta gratis.
O leilo principiar s 10 e 1/2 horas.
O gente Burlamaqui, por mandado e assisten-
cia do hxm. Sr. Dr. juiz de direito de orphos,
leva a leilo no dia e hora cima indicados as
dividas na importancia de 13:302*486, e armaco,
utensilios e gneros existentes na taverna do pre-
dio ra de Marcilio Dias n. bpj eapojio. do finado
Jos Antonio de Macedo Lopes, conforme o man-
dado em poder do mesmo agente, quo os Srs. pre-
tendentes poderoexaminar a qualquer hura.
3. leilo
DE
Sendo : O sobrado de um aniar e sota de n.
1, ra da Punte Velha, edificado a moderna,
com o pavimento terreo em salo, no endar tem 1
sala a 4 qu>rtos, e na sota, 1 saleta, 3 quartos e
cozinha.
Urna mei'agua no fundo do sobrado cima com
frente para a ra do Capibaribe, sob n. 48, com 1
sais, 2 quartos, corredor, cozinha externa e peque-
no quintal.
O referido sobrado se torna reommendavel por
ser d* esquina e com o oito para a grande bacia
do Capibaribe, onde se eflectuaro as regatas.
Tcr^a felra, 3 do corrente
A'S 11 HORAS
No armazem da ra do Imperador n. 16
O agente Mxrtin, far leiio, por mandado do
Exm. Sr. Dr. juis de orphos e em sua presenca,
dos referidos predios, pertencentes ao espolio de
Antonio Jos de Bittencourt.
Precisa-se de urna an a para cosinhar p. ou-
tra para engommar ; na ra do fiom Jess nu-
mero 50.
Precisa-se de um rapaz menor com pratica
de molhados, qu seja activo e d flanea de sua
conducta ; na ra do Bangel n. 37.
Nesta typographia se diz quem orecisa comprar
os nmeros do Diarlo de Pernambuco ae 3 e 4 do
Novembro de 1882, 27 de Fevereiro, 29 de No-
vembro e 19 de Dezembro de 1883 e 30 de Janei-
ro de 1884.
Amas
i Precisa-se de urna ama que aaiba cosinhar bem,
: que durma em casa e faca as compras assi* ce-
rno outra ama para andar com um uienino de pan-
eos mezes, fazendo mais alguns servicos de casa :
na ra do Arago n. 14.
Aluga-se o 1- andar da casa n. 19 ra da
Penha, o 1- da de n. 18 ra Direita, o 1 da
de n. 66 mesma sua, o 1 da de n 35 tra-
Ao publico
commodos ; a tratar na ra do Hospicio n. 3.
Vende-se tres stimas partes do sobrado
ra do Baro da Victoria n. 39 ; a tratar na ra
Priraeiro de Marco n. 20.
O abaixo assignado, residente que foi a. po-
voado de Calende, lendo na parte de polica pu-
blicada no Diario de Pernambuco de 19 do corra-
te, que fra preso por crime de furto Francisco
ue isto nao se sa-
nme, pelo qae
_ assignar se-ha Francisco
i das Caagas Souza e Silva. Recife, 20 de Mareo
de 1886. ^
_______Francisco das Chagas Souza e Silva.
Papagaio
Aviso
Leilo
do terreno todo marado, de ns. 42 a 48, na da
Ilha de Carvalho (outr'ora ra Bella) freguesia
de Santo An'onio com grande telheiro s.b pi
lares de tijolo e cal, coberto de telhas, servindo
de deposito de carvo de ped'a, com frente em
respaldo para 4 casas, com um porto pira a
ra Ilha de Carvalho e dous dites para o pornte,
medindo 24 metros e 30 ecntimet'-os de largura,
e 27 metros e 26 centmetros de fundo.
Quarta-feira, 24 de Margo
A's 11 horas
O agente Pinto levar a leilo, por autorisaco
e em presenca do encarregado do consulado de Por-
tugal, o terreno cima mencionado pertencente ao
espolio de D. Anna Zurick Ramos.
Dito terreno terna-se recommendavtl por ser no
centro da cidade, achar se beneficiado e dando
bom rendimento.
O leilo ser eftectuado s 11 horas em ponto no
referido terreno.
Por nao se ti r recebido e nem nassado rndma
Pede-se o favor a quein t.ver schado um pspa- M ac^es en(re Rmi de nm cavaS088CateX"
gaio grande, manso, follador, com um pedaco da mM eV8pingarda fa eg8ao d ^'^crii
corrente presa no p, de o levar ra Nova n. 51, com a ^^ ^^ J de M g
.oja, que ser bem gratificado. ferida ,t do mez de b V,'
Carroceire
Precisa se de um carroceiro matriculado, para
A uga-se
andar com urna carrc9a de trabalbo da altandega, i a.c*fao terre\a n,a -q f ca*da e
i_ i i \. ii Ditaua. com bous commodos ; a tratar na ru* da
e que saiba tratar de_au.maes ; na fabrica Apollo ,n ~nin?L' Cq, ",,*
ra do Hospicio n. 79.
Alug-a-se
Leilo
D
e movis.
1
Das dividas hypothecarias no valor de.. .
4:600,5 pertencentes a massa fallida de
Joaquim Ferreira Campos & C.
Segunda felr.:, do corrente
As 11 hora
No armazem rua do Imperador n. 16
O agente Uusmo, autorisado per mandado do
Exm. Sr Dr. juiz de direito de commercio e a re-
qnenmento do Dr. administrador, far leilo com
assistencia do mssmo juis das dividas bypotheea
ras no valor de 4:600* pertencentes referida
massa.___________
2' 'eilo
Pa
De um importante predio de dous andar
e sotao sito ra de Marcilio dias n.
53, antiga ra Direita, e rende 2:0005
Segunda-feira 22 do corrente
A's 11 horas
No armazem da ra do Imperador n 16
O agente Guemo, autorisado por mandado do
Exm. Sr. Dr. juiz de direito da provedoria e com
autorisaco dos ileuiais consenhore?. far lejlo
com assistencia do n.esmo juiz, do predio cima
mencionado, pertencente so espolio de D. Feici-
dade Perpetua Gomes da Silva, podemio desde j
os compiadores cxaminal-o; acbam-se as chaves
no pavimento terreo, loja du mindesas._________
Ag-ente Pestaa
Grande e ulu.no leilo
De boas casas terreas qne pelo
sen bom rendimento e perfei-
to estado de conservacio cha-
mam a attenco dos Srs. com
pradores.
Terca-feira 23 do correnle
A's 19horas em ponto
No armazem da ra do Vigario Tenorio n. 12
Definitivamente en regu servindo de base as of-
fertas abaixo declarados
Catas terreas sitas ra do Rosario da Boa-
Vista ns. 37 e 39 rendendo cada urna 24ti sa-
nases, offerta de 1:8404 por cada urna, tendo o.
seguintes comnodcs : i laiaa, 2 quartos, cosinba,
quintal, cacimba e quarto Cutn apparelho cada
casa. wMMWMwa. ii i
Casa terrea sita a mesma ra, esquina da ra
do Arago n 41, onde se acha um dos melheres
tainos da fteguezia, rendendo 3694 annuars, of-
ferta de 2:522/.
Casa terrea sita na mesma rus, esqu na do bec-
co do Tambii n. 11, onde se acha urna bem afre
guezaaa taverna, rendendo 3004 annuaes, oflerta
de 2:2504.
Grande casa terrea sita ra da Palman. 11,
com duas meias aguas ao lado sob es ns. 9 A e 9 D
rendendo 400J annuaes, offerta de 2:7224, tendo
a casa 2 sallas, 2 quartos, cosinha emito grande
e as meias aguas salae quarto cada urna.
Casa terrea sita ai Corredor do Bispo n. 18,
terreno proprio, com 2 salas, 2 quartos, cosinha,
quintal c apparelho rendendo 3004, oflerta de. .
2:1354.
Casa terrea sita ra do Visconde de Pelotas
antiga do Arago n. 11 com grandes accommoda-
coes para familia, quintal e cacimba, rendendo
3604 annuaes, offerta de 3:2204.
Grande casa terrea sita a mesma ra n. 41, com
2 salas, 3 quartos, corredor independente, quarto
com apparelho c quarto para criado, quintal eca-
cimba, rendendo 42*4, offerta de 4:C004-
Sobrado sito a travessa do Carmo n. 10, com
grandes accoinmodaces para familia, rendendo
5404 annuaes, offerta de 4:1504.
3 Casas t'rreas sitas ra da B lira-Verde, na
Graca, terrenos proprlos sob os ns. 1, 1 C e 3 e
um sitio do lado sob n. 5, com muitos quartos, sa-
las, cacimba, viveiro, etc., rendendo 1924 cada
urna das casas que teem 2 salas, 2 quartos, cosi-
nha e quintal e sao novas e 4004 annuaes o sitio,
offersss de 3:0004 pelas casas e 2:(:004 pelo
sitio.
Casa terrea sita a travessa de S. Jos n. 23,
em terreno proprio, com 2 salas, 3 quartos, cosi-
nha, quintal, cacin ba e quarto com apparelho,
rendendo 3004, offerta de 2:50 ..
Casa terrea sita ra do Visconde de Goyan-
na n. 107, em terreno proprio, com 2 salas, 2 quar-
tos, cosinba, quintal, cacimba e quarto com ap-
parelho, rendendo 3004, offerta de 2:0004.
E muitas outras por nao terem obtido offertas
deixa-se de annunciar.
Todos esses predios esto livres e desembara-
zados, devendo os Srs. pretendeates virem visi-
tal-as para verem o seu bom estado de conserva-
cao poiascro nettte leilo definitivamente entregues
Inf.irmscoes na mesma agencia,
piano de Henry Hers, louca,
vidros e 1 lustre de 3 bicos
Constando de 1 mobilia de Jacaranda, 1 piano
do Henry Hers, 1 cadeira, lanternas de metal, 1
espelho, 3 Uncs e seus pertences para cortinados,
jarros, escarradeiras, 2 arandelas para gaz, 1 cama
tranceza, 1 meia commoda de amarello e lavatorio
de ferro com jarro e bacia.
Urna mes-i elstica de 3 taboas, 2 aparadores, 1
sof, 12 cadeiras de amarello, 2 consolos, 1 com-
moda, 1 cadeira de balanco, 1 banbeiro de chuvis-
co com grande bacia, cabide, mesa de cozinha,
louca de jantar, copos, cahcis, galheteiro e outros
movis.-
Quarta-feira. 24 do corrente
A's 11 horas
No 2- andar do sobrado n. 7, ra do
Vigario
Francisco Guedes B^ndeka Mergulho, reti-
rando-se para a Europa, far leilo, por interven-
co do agente Martina, dos movis cima existen-
tes no referi lo sobrado c ao correr do martello.
Cadeia n. 60, ou Caminho Novo n. 91, padaria.
Toalhaspara bapti-
sado
Importantes t albas de labyrintho, se vende no
largo do Corpo Santo n. 19, 2 andar, de 254
284000 ; para ver, manda-se levar dentro da ci-
dade e nos arrabaldes.
Em Santo Antonio
Aluga-se o 2- andar e soto ra estreita do
Rosario n. 38, por 254000 ; a tratar em Fra de
Portas, ra do Pilar n. 56, das 4 horas da tarde
em diante. As chaves i sto na loja.
urna casa caiada 'e pintada de novo, com soto
intimo, sita ra do Coronel Suassuna n. 198 :
a tratar no largo do Corpo Santo n 4, primeiro
andar.
Por 20|000
Aluga-se o terceiro andar da casa ruadeS.
Jorge (antiga do Pilar) n. 72, cora bastantes com-
modos ; a tratar na ra de Crespo n. 17, loja.
Attenco
puro vinho verde e o saberOEO cha preto pon-
ta branca, especialidades sem competencia neste
mercado, recebidos pelo ultime vapor, encontra se
venda em casa de Paule Jos Al ves & C.
60-Ruado Baro da Vicloria60 Os Habitantes do Planeta Saturno
1. volume da Galera Portugueza
1 volume de 400 paginas com muitas gravu-
ras 2J500
REPEBT03IO ou ndice Alphabetico do Re-
gulamento n. 9,549 de Janeiro de 1886, sobre o
processo civil, commerciai e hypothecario, que al-
terou e consolidou diversas disposicocs relativas s
execucoes civis e commerciacs-
POR
Criado
Precisase d um copeiro que seja
ra da Aurors u. 155.
I rapa
Compra-se e paga-
se mais do que em ou-
tra qualquer parte bem
como
E. Galvo
volume encadernado
Livrarla
RA 1." DE
Franceza
MARgO N. 9
$00
Leilo
Da armaco, balco, carteira, movis, candieiros,
encanamento, registros de gaz e gneros
da taverna da ra de S. Joo n. 83
Quarta-feira 24 de Maree, s 10 horas em ponto
O agente Pinto veider em leilo por mandado
e com assistencia do Illm. Sr. Dr. juiz de direito
especial do commercio, em virtude de rcquerimen-
to do Dr. curadoi ttscai da masan faUida de Pe-
reira de Siqneira & C, a armaco, movis e g-
neros da taverna da ra di S. Joo n. 83, bens
pertencentes referida massa e existentes na re-
ferida taverna, onde se effectnar.i o leilo s 10
horas do dia cimo dito, por ter o mesmo agente
um outro leil*.
De diversas caixas com charutos finos da Bahia
e de Ha vana ditas com cognac, ditas com ver-
mouth, ditas com cerveja Tivoly. gigas co*
campagne fino,. diversas camas francesas de
Jacaranda, 1 guarda louca novo, guarda-vesti-
dos, guarda-pratos, 1 mobilia de mogno, meia
dita de amarello, aparadores, marquezoes, ca-
mas de amarello, mesas, espelhos, jarros, qua-
dros, louca, vidros e alpumas obras de or.
Quarta felra *S do corrente, s
11 horas
No hotel Universo, sito ra do Com-
mercio n. 2
o correr do martello
v' Aluga-se o referido predio
Por Intervenvo de agente
tiusmo
Lelao
DE MOVIS
CONSTANDO
De 1 mobilia de amarello entalbada, 1 espelho,
1 cabide torneado. 1 dito do parede, 1 mesa, 1 re-
logio, 1 lavatorio, 1 guarn>co para o mesmo, 1
ni. china de eosiura, 1 venesiana com cai*a, 1 par
de escarradeiras, tapete, cad iras, 1 magnifico pa-
pagaio com gaiola e muitos outros objeetos do caa
de familia.
Qnarta-feira, 91 do corrente
A's 11 horas
POR INTERVENGO DO AGENTE
Alfredo Guimares
No 2 andar do sobrado da travessi dot
Exposto n. 16
AVISOS DIVERSOS
AMA Precisa se de um* que oosinhe : rea
Direita n. 43.
Precisa se de urna senhora para ensinar em
um engenbo a urnas meninas o portugus e costu-
ras ; a tratar com Joo Francisco Gomes de Ar-
ruda, ra do Apollo n. 28, 1 andar, das 10
horas da manh s 3 da tarde.
Seg :e sem falta at o dia 27 do corrente para o
porto cima o origue ingles Maid of GUmoern
(de Ia classe) ; para o resto da carga trata-se
ra do Mrquez de Olinda a. 6,
Leilo
Das ditidas hypothecarias no valor de
5:6O0(>O0O pertencentes a massa fallida
de Joaquim Ferreira Campos <& C.
Leilo
19!
de qualquer qualidade.
Na ra do Imperador
n. 32, loja de joias.
Julio Fuerstemberg.
Oenerindo B. de Vasconcellss
Anna Bernardina llios de Vaseoocellos, seus
irmos e eateada agradecem a todos os seus ami-
gos que se dignaram acompauhar os restos mor
taes de seu presado esposo, cunhido e pai, Gtne-
rindo Belissno de asconcellos, e de novo os con-
vidam para assistirem as missas dd stimo dia,
que tero lagar na igreja da ordem terceira do.
'armo, s 8 horas da manh do dia 22 do corren
te, pelo que desde j se confessam eternament.
r ratos.
Massa fallida de Joa-
quim Ferreira CanK
pos & C.
Os credores da massa fallida cima referida sao
convidados para', no pcaze de oito dias, a contar
da data deste, apresentarem seus ttulos afn de
serem classiticados, no escriptorio do Dr. Heari-
que Milet, rus do Imperador n. 22; Io andar.
Ensino
Urna pessoa competentemente habilitada e ten-
do nesta capital a necessaria pratica para, o ensi-
no das materias : primeiras lettras (curso, comple-
to), portugus, francs, arithmetica, geometra e
geographia, se offrece para fazel-o em eaaas par-
ticulares ou em sua residencia na ra d Viscon-
de de Goyanna n. 119.
Predios
Compjam-se alguns predios em boas mas, que
regule o precc, de 2:0004 4:000* : a tratar na
ra Imperial a 297.
Luic Goncaivea tra
A viuva, filhos, enteado, irmos, canhada e so-
brinhos de Lniz Goncalves Agr, ainds conster-
nados pela morte do mesmo, veem agradecer
todas as pessoas que se dignaram acompanhal-o
ultima morada, e igualmente pedir desculpa a
aquellas pessoas a quem deixou de eommunicar ;
e de novo as convidam assistirem as missas que
per sua alma mandam res r quarta reir 24 do
eorrente, s 7 horas, na veneravel ordem terceira
do Carino, e por este acto de religio e caridade
sero eternamente gratos. ____________^^^
SDIOlilt
Aos 4:000$OOA
BILHETliu GAWW
na do Baro da victoria n. lo
e casas do costnme
Acham-se venda, os felizes bilhetes
garantidos da 9>* parte das loteras
oeaeticio da matriz de Serinhaem, (44a),
que ae extrahir. sabbado, 27 do correnete.
Precos
Inteiro 40000
Meio 20000
Quurto 10000
Km porcia de tOOlOOO para
cima
Inteiro 30500
Meio 10750
Quarto 0875
Joo Joaquim da Costa Leite.
M*"~ PASTILHAS
5* De ANGELIM & MENTRliZ 9
|
os
4>

as
"^ O Remedia mais effiei e
^S Seguro que tem deecooerto are
B>9 hoje par ttpe'lir ai Ion brigas.
KOOIAVIIOL HIERES
C5
1
MUDA^CA
DO
Estabelecimento
commerc
al
DE
Do dividas na importancia de 13:3020485,
e a taveroa do predio ra de Marcilio
Dias n. 65, pertencente ao espolio do
finado Jos Antonio de Macedo Lopes.
Terfa felra, 93 do eorrente
A'S 11 HORAS
No estabelecimento do predio ra do
Marcilio Dias n. 55
- Pede-se aos abaixo assignsdos e favor de
virem ou mandar ra do Mrquez duOliada n.
51, a negocio que nao ignoran
Job de Araujo.
Pedro Siqueira, d'Alfandega.
Artbur Dantas.
Luis Carvalho.
Jos Guimares, caixeire de Loyo & Filho.
Frederico Vieira.
Augusto Goncalves da Silva.
Manoel Antonio Carneiro de Araujo.
Precisase de urna cosinheira ; na ra do
Baro da Victoria n. 39, loja.
Precisase de dnas amas, urna para cosinbao
c outra para engommar ; no largo do Corpo Santr
n.,13, 2- andar. ___^___^^______
aa Precisa-se de urna cosinheira e que faca mais
algum servico em casa de pequea familia : na
ra da Aurora n. 81, 1' andar.
Aluga-se na Jaqueira urna casa pintada de
novo com commodos para familia pequea, tem
soi:a, inintal, banheiro, cacimba, apparelho ; a
trufar na ra do Crespo n. 25, loja de joias.___
Precisa-se de um menino para caixeiro de
solead"*, com pratica ; na ra da Uuio n. 54,
G. LAPORTE & C.
G. LAPORTE & C, estabelecido com casa de cotnmissojs ra do Itnpe-
rador n. 75, avisam aos seus amigos e freguezes a raudanca do seu estabelecimento
para o n. 46 da mesma ra (defronte da casa actual; onde se achara disposicSo dos
meamos para a execuflo das ordens que se dignarem Ibes confiar; como sempre es-
forcar-se hao per merecer a confianca de todos aquellos que a elles rocorrerem, sendo
sem a sua divisa Franqueza e lcaldade. /
Representantes que sao hoje da
Sociedade Cooperativa l niversal
unio dos grandes fabricantes franceses, mas do aqae d'antes, estilo os meamos habilita-
dos ao offerecer ao commercio vantagens incontestaveis, para as quaes chamara a at-
toncao dos Srs. industriaes, ommerciantes e agricultores, disposi;ao de que.n ha na
mesma casa prospectos da mesma sociedade.
Antes da abertura da nova casa convidam no respeitavel publico para visi-
tar a
Expsito de amostras
de algumas fabricas cooperadoras, que pretendem abrir na prxima terja-feira 23 de
de Marco at o dia Io de abril.


I


I

U
t




r
6
Diario de PernambucoDomingo 21 de Marco de 1886
Mi
rMfllaS Wf80
0 1.* e 2.* andares da travessa do Campello n. 1
0 armasem do Benr Jess n. 47.
1 oui da rna ao Visconde de Goyanna n. 79
A casa a. 18 4 ra do Corredor do Hispo.
1 easa da Baixa Verde n. IB Capunga
4 tratar no Largo do Corpo Santo n. 19,1* an
Aluga-se
aloja e 8 andar do sobrade rna da Imperatris
a 90 : a tratar con. Capitalino de Gasmo, ra
o Boa Jess n 11. 1- andar, onde est as
attves.
Aluga- se
a loj do sobrado rna de Hortas n. 140 ; a tra-
tar no largo da Altandega n. 4.
Aluga-se
artos mobiliados, independentes ; na ra de
Joaquina Nabuco n. 9.
Vnia psiraco/iiihar
Na ra do Bem-fica
sitio que fiea em fren-
te da entrada dos Re-
medios, se precisa de
umn inulher forra ou
escrava para ama de
cozinha.
Na praca do Conde d'Eu n. 7, 2- andar, preci
a-se de urna ama boa cosiohcira e de boa con
docta, para casa di; pequea familia, paga-se
bem.
Precisa-se de urna am. yrra engommado com
perfeicao ; na rus da Aurora n 155._____________
Ama
Precisa-se de urna am para cuidar de urna
erianca : na roa do Mrquez do Hejval n- 28.
Ama
Precisa-e de urna permita engommadeira ; na
ra de Riachuello n. 57,portito de ferro.______
Ama
Precisa-se de urna para cosinhar ; ra do Bario
da Victoria n. 9.
linas
Precisa-se de duas amas, urna para comprar e
cosinhar e oatra para engomm >r e lavar ; na rna
do Visonde de Goyanna n. 139, antiga ra do
Cotovello.
Ama
Precisa-se de urna ama para cosinhar e lavar ;
aa. ra do Brux n. 0, 2- au ar.
Precisa-se de dnas amas, urna para comprar e
cosinhar, e outra para servico domestico ; na ra
Nova n. 48-A, esquina.
m. mm
Precisa-se de urna ama para cosinha ; na roa
da Imperatriz n. 65 1- andar.
lia
Precisa-se de urna ama para comprar e cos -
nhar : na ra>. de Pedro Affouso n. 22
Apolices geraes
A pessoa que annunciou vender duas apolices
da divida publica, pJ>- dirigir-se ra Duque de
Caxias n. 113, que se dir quem compra.
B goaflor m hiHIi
Este i portante estabele amento de relojoaria,
fundado em 1889, est fuaccionai.do agir ru
larga do Rosario n. 9.
O sen proprwtano, encarr gado do regulamen-
to dos r elogias do arsenal de marinha, da compm
nbia dos tr.lhos nrbanos do Recite a Olinda e Be-
beribe, da de Recife Caxang, da estrada de
ferro dr Carua da companhia ferro-carril de
Pernambuco, da ass>ciaco commercial beneficen-
te e da estrada de ferro do Limoeiro, cercado de
intelligeates e habis auxiliares, concerta e fa-
brica qualquer peca para relogios de algibeira,
de paredrt, de ton es de igreja, chronometros ma-
rtimos (dando a marcha), caixas de msica, ap
parelhos elctricos telefrraphicot.
O mesnio acaba de reeeber variado sortimento
de relogios americanos que vende de 7/ a 204
par* parede, mesa e despertadores de nikel.
Contina a exercer a su pr aV-*o com nelo e
interesse de que aempre den prova* ao rtspei-
tavel publico e aos seus collegxs, e vende forne-
eimeuto de qualquer qualidade.
Em frente de seu estabelecim nto se acha col
locado um relngio, cejos mostradores tambera po-
derlo ser vistos pelos paseageiros da ferro-carril.
tendoseropreaHORA MEDIA DESTA CIDADE,
deterinnadas pelas suas observacoes aatronoroi-
Hi. Roa larga do Rosario n. 9.
Antonio da Costa Araujo.
P'vnaragSo de Productos Vegetaes
-XTINyoTAS caspas
e outras Molestias Capillares.
jyiARTINS & BASTOS
T*vvmitnhiie4>
MBai-Ato ""
Aluga-se as casas na. 28 e 40 ra da Amitade
na Capunga, e as de ns. 11 e 20 travessa do
Corpo Santo no Recife : a tratar na ra do Ara-
gio n. 3**, sobrado.
Aliento
Na roa do Cotovello n. 26, vi nde-se farinha de
nv.lho rooida a vapor, de 1, 2, 3, 4 e 5* quali-
dudes, a 80 rs. a libr e a 2<200 a arroba.
0 restauran! italiano
A roa da* I.arana-eir numero *
coivida os sea fregueses, com sempra, aos
boas petiscos a goeto e vuntade das pessoas que
entendem di arte colinari, seus temperos de
miinteiga e n\ de banha de /creo.
Precos:
Um jantai com sopa, tres pratos, caf ou cha,
sob e mesa e vinho ljOOO.
Almoco com Jous pratos, caf, cha ou leite,
pao, manteiga e vinha 1J00O.
Tendo todas as quintas feiras vatap, macar-
rio a italiana e ravioles. *
Precisa se de um menino de 12 13 annos de
idade : na ra do Marque do Herval n. 28.
Leonor Porto
Roa do Imperador n 4*
Primeiro andar
Contina a exeeutar os mais difceis
figurinoe recebidoa de Londres, Pars,
Lisboa e Rio de Janeiro.
Prima em perfeicao de costura, em bre-
vidade, modicidade em precos e fine
goato.
)
)
H
1'astilhas Vermfugas
DE
As nicas infailiveiseqoe nao
repugnan, as crianzas. CJiegou
nova remessa c vende-se na
caso de
PABIA SO k C.
Pilulas purgativas e depurativas
de Canpanha
Estas pilulas, cuja preparacSo puramente ve-
getal, tem sido por mais de 20 annos aproveitadas
com os melhores resultados as seguintes mcles-
tia- : air-cedes da pella e do ligado, syphihs,
bonbes, escrfula, chagas inv teradas, erisipe-
las e gonorrheas
MODO DE U8AL AS
Como purga tivaa : tome-se de 3 6 por dia,
bebendo-sr apa de cada done um peaco d'agua
adocada, cfa ou caldo.
Como r.-gnladoras : ome-ae urna plala ao
jantnr
Estas piluUs de invencSo dos pharmaceuticos
Almeida Andrade & Filbos teem o veridictum dos
aeaaorea saedeae atta a* mrlhor garanta, ter>
n*ndo-se mais recommeodaveis, por serem um se-
guro purgativa a de paaca dieta, pelo qm poden
ser nsadas em vlag*m.: AeHam se venda na
drogara de Faria 8obrinho 4 C, ra der Mrquez
de Utoda n 41.
'SrSMH!
Alnga-se o sobradinh" do becco do Quiabo
(Afogado). com quintal grande e diversas pea de
'eiras ; a tr^r r nr rna de Marcflio Diat nu-
mero 106._________
tos nheira e copeiro
Precif ijiibeira e de um co-
peiro ; n:i mi:, da Anroia fl
l*uro leite
A 6 horas da maaha, no largo do Rosario, de-
fronte da igreja
Cosinheira
Precisa se de urna eonbeira e qu. faca mais
algum servico em casa di' peq.ena familia na
rat do Marquei d Olinda n. 6, toja.
E' pechincha
Vende-se um deposito de seceos em pequea
escalla, proprio para princi iante e bem afregue
cado ; a tratar no mesmo, sito ao largo do Forte
numero 34.
Os abaixo asgnados, tondo adoptado e regis-
trado a u arca industrial como do des< nho i cima
?e corformidade com as prescripedes das leis em
tigor dt-claram ao publico e partieul. rmente aos
>us numerosos fregaaaea, qae dora em diante
odos os productos que enirem de sua botica le-
7ar2o a dita marca como garanta de sua origen
e legitima procedencia.
Alterad
Na oa$ro de 8. Md.-o 0. 6, primero andar por
rimada tinturarla, areDara se comida para fra.
Cli
Precisa-se de urna riada para lodo servico de
easa de familia; a i-atar na ra do BarSo da
Victoria n. 7, 2- andar.
Mosb'her C.
New York
nico representan-
te nesta cidade
CHAS. T. LOHSE
Ra do Mrquez
de Olinda n. 32, arma-
zem de
tos k C.
Boa cosinheira
Precisa-se de ama ama que seja asseiada e co-
snhe somente nos das jteis, para ama casa de
negocio, podendo dormir onde quiaer : na roa
Nova n. 13
fFHDAHERNIARIA ELECTRO MEDICAL^
INVENCAO CO PRIWILEOK) POR 18 NN08
Das laas MRIK, medico* inieotores para curar radicalmente as Hermas, mais ou menos earac-
tartsasoi. Ata agora as fondat-beraiariaa leem sido apeass um imples meio para coatsr as bernias. Os
laauJa MAME, resolverlo o robles eoster e curar por meio da PundiMeraiaria electro-medical
ajas conlrabe os aerrot, fortiflea-os sem abalo nem dores e garante a cura radical em pouco tempo.
|u__^A_Rjgi_4flJ_Br^PR^L'AHBRB-3BC. Depo8lto^rn_Pgrnambncoj_A:_CAORa._ >
Monde Potique
*. p-T Anno
REVISTA de POESA UNIVERSAL
ra HUBO ANNO
ktCMHOmo: 14, ni* Sgultr, PARS
ASSIGMATDKA .
13u. por Anuo
O aK>**DB POATIQUsv nPPARECl-: NO OA 10 DE CADA ME7
(O pninslro amar *ppirB U d* loaao ito aa*-
Jlu^da Fottqw imsok u m jtotvlc I ,-apido maces* KCiRmutu ci}
ja Ttdacqti), &- .':.a (Wici.ua -lo, EUwlx j;cumpaitkadss de temtos em todm
m ujiimu, oo/in Hctimfj a que se prvjtuc, permilttndu au* uiOt^os de futuro a*l
sbbVi'bi em ao lado dos escHptores mais lustres de hoje. Cada nur,, esta magni-
fica publicaclo trm os miw leitores o echo fiel do movimento pt etico de todm a
parte. O seupreco tkxUco torna-a areessive! d todas as bolsas
D'ora em dianti o Monde Potique ser um oro& i.eetmario toen*
ana.'lai es se imteressam a esta filSa sublime da imaginando : a fvffa
%
ao*MAJuo oo k* i
Os possarOsaneies ocr itemporsacoa (Leroato
de Lisie) : UM nerrrlln Deas l-alr leger
l*eonle d X-.J.V. l^nyOe.* ull Marim ir Hertdia A poesU oontemporsnea
u Allemanb -.M'oiiard LairtMkil. Uiorn-
tjerno njamsiK: .. iw^vtff srriniberg. Chro-
nicu Iranetlm, u.;^ HbliognuDhies. Bobos.
BTjmtASlO DO !( 1
O .'tocia-to positoo: flwtfe BUmM (segaao
Bter PoeV-' 'lo* et Redux : Pramfii Cappi.
< poeus I rugas oontomponumos i r^oonta
Je Lisie; co::'!.-idjk*o : LohU TU-rerlin. lu-
ttanu-ic Psmt oVMPtr. l).\ Poelu MIsm
ArittUe Mam. Chroalo JramaUo* Chro-
otm masii*., Ntorofogid 'Len Vuade'i
aertot BitaUocmpolai. Bsko.
" a S--------------------* m-r -
Toan on Someros seo lKastrsdoseo rlaiMUs, floros, lattna oraeM, la, con-
lostss MiieeWmeiMe para o aONOE POtnaui pelo Bar. Tulle DOAT. srtlsta da
Saaasketsn de 84*ts, Oands Medalha de Ouro da ailo de Arte* ssuuieUwe.
SUsOliRIO DO f
Ospo!sfrnfjesptjtnporaeoi(Leoii-'
de Lisie', flm : LsuU Tlerestin. A. VZs-
oslo : Armrnnd SUmtn CeUbnm (Cre-
pascnlol: TVosVr JV?*/. CeaoOeepo^^.sreB
ds Mohemie : Vslntin KUstr. A sombrm
de Ooroele : FHtric PlfsU. Uistral
(r..**rorfo eusre o premio Vitet) : M. tssa'rt
somsABio do n 4
Os poetes t eaoeaee ooatemperaaeoe (8o:;>
Prndoomip. : smu-flsn. Alperace :
Unndmo-^-. A possU do Bizreds :
P. B. AeM .'. proieseor do Co egio de rranea.
lA^rimari : DordtaH. 9ri : ASttde L\ insl '
A poesa portogneea : Marmvo Ptnc Gfcr^
Dioa srtistc. Pariste Mbllosrsjetos, leaos.
Ife ao. I fflfflE POETlGu formara u;n oasuHico mm m !m e m i*pm UtmOm
Oi.'jif pea^i a, ste/fntfsra 4 mmintt'*cio do Mmete FatU***
1A, auA BtuUi.R, -M Pr\rVZ
Csee a~*t *t Asilsattsn stre ser aeeeaiMeiili te na vator tn l
J
> nrPonTAPon rv "*T,
^ Vova PERFUMARA Extrn-ilnm
COPYIOPSISdoJAPAo]
e
tilll..... a.eORTLOPSISdoJAPjtPoiiuu....CORTLOPSISfJAPll
UTUcn.....a* CORYLOPSIS do^IriO i briliaitu.. asCORYLOPSIS do JAP0
tOA-TODCAiai a CORYLOPSIS io JAPlO la........m CORYLOPSIS do JAP0
,. a. CORYLOPMS i JAPAO \ PMAIA......- CORYLOPSIS o JAP6
ADlslNISTRACAO
PARIX- S,Baai.Tsra Montaaertre. PABIZ
PASTfLHAS DIO ESTIVAS fabricadas em
iohy COHVW Sa:s cx!rah\do*i*sPo*tes.BSo
s ({oato arailHvel e a sua ex-.o *aarl**n-
I tra a A :Ufe as Dtgesldes dtr/UM.
|MB K MCM Paaa BMriOS. Um rolo para au banb, para aa peasoas que nio podemlraVlcliy
Para evitar u imtteciet *xiai em todos 0f productos a
1MLAJRO.AV Ttui. GOX*IT>- X>TS VICI-IY
E /siiuss>iisn es Producu v"" nio-ssen cs>. de HAF.siiENOV a LABiB, a, re Asesas ees;
i e fe L2ER A KOICM' ,u; da Croa.
^^Smms:^t^mmaBsWmmWmmm%%WmWmWMm
Gotta, Rheumatismo, Dores
SoLugo do Doutor Clin
Laureado di Faculdadt de Medicina de Pars. Premio Montyon.
*'
A Verdadeira Soluco CLIN ao Salicylato de Soda emprega-se para curar:
As Affecces Rheumatismaes agudas e chronicas, o Rheumatismo gottoso.
as Dores articulares e musculares, e todas as vezes que necessario calmar os
sotTrimentos occasionados por estas molestias.
A Verdadeira Solncfio CLIN o meHtor remedio contra o Rheumatismo,
a Gotta e as Dores.
un Um explicecio dttalhada aeompanha cada frasco.
Exigir a Verdadeira Soluco de CLIN C*6, de PARS, que m eneontra em
^ oaao doe Droguistas e Pharmaeeuticos. .
i

M7PQ. l.t.
MI I IIHsl
O C .TChiil, m'.Or ll.1
pro. lalra d |)hit"'> 'io ral enlo da Us :ionar,
tem a nonr.1 de p.-jticipar \>;s -ei- Uo^a.-
medicos. que o>- unlcoa ypo >hospi.jos
reconheci loa i renim ..iidade.s por elle
b3o os que prepn-T o Sfir Si^ran, nhrr-'
maceutico. 12, run Ciougliouc, Paria.
Os Xartpes de HvpoKoaphiton de
Soaa, Cal o Ferro vcndc.i-se em frascos
quadrados tendo o nome <.o D GhurehU)
1
no vidro, sua asss'snaura no envoltorio
na tira de pr.pel e"car nado que cobre a rol ha.
ada frasco vepiadcjro leva alem disto a
arca de fabnca da farmacia Swanii.
Verielcm-se m ^das as Phsrm ciss
LINIMENTO SNEA
A PEPT0M&
Sabalonaaoxit 1NHO aet3BPJ:CW A
preando pur ^aurests* > Pacs, un
medicamento que mtino cunlribue (ua fac
litar asfnuccras lo estomago, a regalar:; a
digeiti.o, uoioe n eic J* *a**>raear t minea*
o do>mte.
Sennuinero i eipaPatMsi fef*--. pelos
rssis r.famaeVn m >dicoa de Pai a ^utror
btizus demtnstrsrs' a rfn.a:iadn VliVaO
>DE PEPTONA DBFR8IT; Dt iic-
lidade emqne eaUrsoa de "--prodinir'
as s^'as '-. ias, ln-.ilaaio-:ioa a apre-
oesv.tr jui asu-ta diri^ia 50 Sftr Defraees
X por
beeo conbacMos palo mundo adiaaj.
Diz o W iuieX ao str Qen tsne:
aanlis, a te aU-co da 1888.
leaao o aosto da Iba atai ifestar a aa-
visfafio que Uve com u* TtiptonAV a al a
91 m< resollado an cora ella alcances nos
atoa graveo em tr..e a tealw en pregada.
1 Semore quando tive de ttati um eske
tcifi zeiaa\, doente on cora \is digee-
tSas a sas preparacaV allnioo o
daant*. ^aelfaoraada-lbe as fonecoas digesti-
taa.. a oaa silbares idosas, oetr^e
aapd* > a a Paptonu. *or is, Jqa/
un isrd.ideiio derer o ra u
coremen!;'. os n>usdoostu n'>jngrande'
Par* os CAVALIOF
SOTPP.ESSAO
do FOSO
e aa
QUEDA
! do PELLO4
lVatVl4M
DI PaBRXA
SDSTIT.
o FOGC
en
tedtl IS IBM
, ArrtlCAyflES
I um isrdjdeiio dtrer o re
oa niaiis doaatas n'>i n an
Tj ;iraticsdccT:>BBedi;,ratiooda-4
r.oa do 18S1 i iSoU-. periodo san'
9
i
A cura f.tt-se com a m, em 8 tninutoa. I
sem dor e sem cortar, ne.. raspar o pello.
PtaarmGNEATT, 375 Rui St-Hnnor.PARIS |
: SM TODAS P'HASMACIAI*

F.slen
PCS
dio ao Rosto
a bella al vura vapo-
rosa que fez a reputacao
das Belleza da Antigui'dae.
!_. PANAFIEU C*
Pmrim, ra Rochechousrt, JO.
IvswllsilHiarVrrnirnOrTO frase-It*SILVA.* C
is*eejaii|eimesas
>.iae a nal hldate de ^'jarir o i.limentos,
a J.ftieJia'ara-nte o.nuaiidoa era menos iaa-
r-aoea do que boje; en'Ao tt eonstitic.oea
sk -am inais vigorosas, isuigoineae, en^-gicee
t drada: d'um robusto apnetrui. tavor* mlaa
yr urna rrandt abunda^-rl- ie soceos gas**
frico ca, eos Aitn.entoa atis refractarios,
I Hoje, porm. qne os estmagos dabili-
U ios carecem de en'-ga, 4 oonvemiaeta
Ur.fa."' me do todas ar substancias :at te-
cilitam a diestao, como, xir nasaem, da
ana Psacre>ina.
e O praceito de h;gieba mrls imnorte ate,
orem mais despreza/a este : Gestar
muo i-era reparar muir. C asta a se-'
gretfo aa saude, e durinte muita lemp etm
mas.'' estwrfos tiverara este assnmpio a princjp objecto; alm d'issn, a -nmhs si >
inicio de medico na Repaicao de BeneO-
ceac-.a d'esU cidade, em gue os tscrefulosos
e lymph Ueoe sbundam (ora de tedidi aaaZ
pannittesa faxar mnitu felites tppiscsicoaa
de seos axoelintaa producto. 1
Aclia-se o deposito de Lio vahes medl-
eamanto naa Pnarmacias a Drogan v J'easa
sMada. E' 4***v> cuidar era raconhecal-a
a nc leattar as imitaeSea, ariginte M
aaia a -raaVamVTJI0 OaaTNsM9
O Vigor d
Cabello
Ayer
(Ayers a ir Vigor)
CUSAtHO SUA
VIM1KUDE E COS NUURlIS
mtmsoo stM igual
mu o cabe ao,
TORNANDO-0
MACIO, KEXIVEL E LUSTROSO
Ranse uto Qr J C AtmOAjasBUsmiitU

Oj proprietarioB do milito conhecido estabelecimento denominado
MUSEUDE J0I\S
sito a ra do Cabug n. 4, communicam ao respeita'-el PUBLICO que receberam uru
grande sortimento de joias das mais modernas e dos mais apurados gastos, como tam
bem relogios do todas as qualidades. Avisam tambem que continuam a receber por
todos os vapores vindos da Europa, objctos novos e vendem por muito menos que em
outra qualquer parte
MIGi WOLFF & C.
N. 4 RA DO CABUG----N. 4
Comprase ouro e prata velha.
PABIS
IR Bqs ds l'Echiqsisr.
Fornecedor
privilegiado da Caaa Real de Espanha
e de S. M. a Rainha de Italia.
Ozea P.
Ozea Sachet.
Ozea Essencia.
Ozea Agua de toilette.
Ozea Vinagre de toilette.
Ozea Agua para os dentss.
Ozea Pasta para os dentes.
Ozea Oleo.
Ozea Sabo.
Ozea Pomada.
Ozea Fixativo.
Ozea Cosmtico.
Ozea Brilhantina.
Ozea Cofd Cream.
Estas exquisitas preparares sao muito apre-
ciadas na mus distincta sociedade pela deli-
cadeza do sen perfume.
Wy RIECER'S
TRANSPARENT CRYMALSOAP
(Sabo transparente cristalino)
heiste como o mais percito de todos os sabaos de toilette pelas suas
propiedades livfrienicas, pelo seu aroma e pela sua larga duraeo.
o osa principan Per "ornaras, I .irainiia*. tea.
^if>umiA Aiifa
J
ALEEETO HENSOREL & G
32-RlA DO RVKAU DA VICTORIA-S
O bem acreditado estabelecimento photographico alleroao, acaba d9 augmen-
tar as suas galeras no gosto das mais sumptuosas casas d'este geneio, como de Pars,
Londres e Berln, onde o reapeitavel publico encontrar os roais ap< rfeicoadtis lraba,Ihoa
pelo systuma mais raoderso mais apreciado.
Para dar mais impulso sua casa e assim melhor satisf.izer as mas difliceis
exigencias, acaba de contractar o eximio pintor o Sr. Ferdinand Piereck, chegado re-
centemente da Corte do Imperio, onde adquiri grande no me, alm do bom crdito qae
j gozou em.1877 quando aqui estece na mesma casa.
Roga-se s Exmas. familias e mais pessoas o obsequio de bqnrar com suas
visitas a este grandioso estabelecimento, onde existe urna magnifica exposicSo de sua*
prodceles artsticas e onde ncontn.rao lhaneza no trato, perfeicao nos trabajaos a
modicidade nos precos.
C. Barzdj
Geiene.


Grande e bem montada oflicina k alfaiale
DE
PEDROZA k C.
N. 41Ra do Baro da Victoria- N. 41
Neste bem conhecirln estab^l^eirrirTito, se encontrar um lindo variado sor-
timento r]p panada, ras nir ^ brii a -, pnnhns, colbirinhoa, roeias, gravata,
tudo impori li daa mettiorea t.bric s de Par, Londres eAUemanha; e para bem
servirem aos seos amigos e. tregu zes, os proprietarios desto grande estabelecimento
jm na direuyao iios trabalhos da officin.i habis artistas, e que no corto espado de 24
horas, preparam um terde r.>upa de qu.lquer tazenda.
Ra do Baro da Victoria n. 41
(PRKCOS SEMCOMPETKNOIV)
TINTURARA
siJ('<;Kss" 25 Ra de Malliias de Albuquerijiie 2S
(ANTIGA Kl.4 DAS FLORES)
Tinge p limpa com a maior perfeicSo toda a qualidade de estofo, e fazendat em
peyas ou em obras, chapeos de fostr ou de palha, tira o mofo das fazendas; todojO
traball o teito por meio de machinismo apcrfeiyoado, at hoje conhecido.
Tintara preta as tercas e aextas-feiras.
Tinta d cores e lavagero todos os das.
mLWm
'.


Diario de PenuunbueoDomingo 21 de Mar?o de 1886
**

Tosinheiro
Pieoiss-ie de um cosinheiro
22.
aa ra da Cnu
Feitor
Precisa-fe de um feitor que eateoda eom per-
feicao de jardim i borta ; a tratar na roa de Ria-
chuelL n. 57, portSo de ferro.
O abaizo firmado, mndnndo sua residencia desta
capital para a do Rio de Jai.eiro, deixa ezposta i
venda saa pharmacia ra do Rangel n. 18, e
para o qe faculta poderes especiaes o >*r. Jos
Caetaao BaptUta dos Santos. estabelecido rna
de Crespo n. 7 (Gallo Vigilante), pan vendel-a de
accordo com o pretendente, e bem assim receber
dividas que nao foram resgataaas. Recife, 23 de
fevereiro de 86.
Joaquim E. Cotia.
por
dos
Oiit'iu ten
9
Oar* e prata compra se ouro, prata e
pedras preciosas, por maior preco que em outra
jua'.quer parte ; no 1 andar n. 22 ra larga do
Boaario, antiga doe Quarteis, das 10 horas s 2 da
tarde, dias uteis. _______________________
Agua de Vidago
Em quartos e meias garrafas ; vendem Paria
obrinho & C, ra do Marques de Olinda n.
14, depositarios.
Aos (lenlos dos olhos !
Cura certa em 48 horas das inflamacoes recen-
tes dos olhos, pelo colyriu preparado por Jos
Pedro Rodrigues da Silva.
Emprega-se este poderoso colyrio sempre com
grandes vantagens, uas seguintes molestias :
Ophtalmias agudas, purulentas e chronicas, i
xirunctivites, etc., etc.
Deposito geral na drogara de Paria Sobrinho i
ic C, ra de Marques de Olinda n. 41. Para in- '
ornmce dirigirse i livraria Induetr I, ra
do Baru da Victoria n. 7, ou residencia do |
autor, ra da Saudade n. 4.

VENDAS
r
I
Vende-se ama padaria no centro de urna desta s
freguezias da cidade bem montada e atreguezada
e taubem se admitte um socio por necessidade
que tem seu dono de se retirar para tora da pro-
vincia : no Caes do Appullo, armasem de farinha
n. 65 se dir com quem se trata.
Engenho Linieira-Nova
Vende-se o engenho Limeira-Nova com propor-
edes para safrejar 2.C00 pies annuaes, a vapor,
com 7 casas de lavrador, cebertas de telha, dia-
tante da cidade de Palmares duas leguas, estrada
de rodagem ; a tratar no escriptoro de Leal 4
Irmo ou no povoado Mutuns com o proprietario.
A Predilecta liquida por' todo prego
ter de acabar at o fim dente mes, os objectoe
seos lindos mostradares. Entre muitos artigos
nao deiza de mencionar os abaixo, que todo vende
por qaaai nada '
Saldes pretos, largos, para vestidos e cagases,
metro por 300 ris.
Bicm e rendas lardos, para ditos, ditos com vi-
drilbos, metros por 1*000.
Escovas elctricas para limpar cabeca, de 44 ca-
da urna, por 1*500.
Quadros com aro de nikel para retratos, um 200
ris.
Msssinhos com 30 grampos polidos, um 40 ris.
Duziss de lapis de Faber de 14200, por 700 ris.
Pares de suspensorios para meninos, um 800 ris.
Superioras > scovas para roupa, urna por If.
Pentes de marfim para caspa, um 300 ris.
Ditos da Irlanda p ra desembarazar, um 600 ris.
Ditos de tartaruga pera coques, um 400 ris.
Botijas cora tinta -Blue Blackurna 360 ris.
Trancas de palha para chapeos, urna peca com 10
metros por 300 ris.
Caizas imitando tartaruga, urna 8J0 ris.
Agulhas de osso para cbrecbet, urna 60 ris.
Ricos espartilhos americanos, um 4*500.
Tabeadas de multiplicado, de cores, do 3*, ato
jogo, por 1*000.
Bolsao, as inelhores, de vellido, da 10* cada urna
por 5*000.
Collares Royer, contra convulsoes, vsrdadeiros
anodinos, um por 2*00".
Ricos eBtojos com duas thesouras finas 2*000.
1 Pecas de tranca grega, padroes muito modernos,
urna 50 ris.
. Pecas de galio branco, urna 80 ris.
I Borlas grandes para pos de arroz, urna 200 ris.
Lindos fichs de retrez, um 400 ris.
Voltas de coral fino, com croch de plaqu, urna
por 400 lis.
Pulsaras com tres ordens de coral, urna por 1*.
Urna caiza com superior papel amizade 400 ris.
Baleias para vesliose, Dolidas e muito fortes, a
duzia por 360 lis.
Grosas de botoes de madreperola fina pnra casa
eos, nma p ir 1*500.
Macos de migiiardissc para crochet 200 ris.
Carriteis com 200 jardas, linha euperii r, de qual-
quer numero, um 80 ris.
Metas cruas para humtos, ruperiores, urna duzia
por 3*000.
Leques de lindas cores, grandes, um 400 ris.
{ Ditos chinezes, um p r 100 ris.
Frascos com verdadeira agua de colonia 500 ris.
Vasos Se porcelaii i. cores uiatisadae. com banha,
por 1*000.
Agua dentrifica do Dr. Fierre, um frasco, pechin-
cha! por 1*000.
Um pacote de s de arroz verdad- im 300 ris.
Urna caiza com tres sao netes por 500 ris.
Urna uzia de sabio Hidscii por 600 ris.
R
?. ItC* U>iLli
lo
14Pra$a da lndependencia-16
Signal
BnmiTi Bcarnafla com Miras
Cabriole!
Taverna
Ve .dse por baratissimo preco e em muito bom
estado um cabn let de dous assentos, quatro ro-
das e arreios para um cavallo ; a tratar na co-
ebeira do Candido, ra da R ida.
Seas competencia em preco ; vende-se na ra de
Pedro-Affonso ns. 5 e 11.
Na ra do Marquiz do Herval n. 141 se dir
quem veade ama taverna bem localisada e bem
atreguezada, propria para um homem solteiro por
canter um bom solio. O motivo da venda se dir
ao comprador.
Engenho Reanlo
Vende-se ou arrendase o engenho Recanto,
situado no termo de Serinhaem, moeote e corren
te d'agua, com boas trras, etc. ; a tratar coa
Manos Ferreira Bartholo, a rna do Bom Jesut
numero 4.
O 49 da ra Duque de Cazias est
fazendas por meaos 25 c/0 de sen valor.
Ver para acreditar
Setias macaos de 1*400 por 800 ris o covado.
Merinos pretos de i*, 1*200, 1*400, 1*600
1*800 e 2* o covado.
Patineta prta a 500 e 600 ris o covado.
Ditas de cores a 400 rs. o covado.
FustSes brancos e de co es a 400 e 500 rs. o
covado.
Sedas de listras de cores de 2* por i* o co-
vado.
Merino de bolinhas a 900 rs o covado.
Mariposas finas de ores a 240 rs. o covado.
Renda aberta da China a 240 ris o covado.
Linos escossezes de todas as cores a 240 ris o
covado.
Chitas finas a 200, 240, 280, 320, 360 e 400
rs. d covado.
Manteletas de seda .le 16* por 7*.
Fichns a 2J, 4* e 6*.
Bramante de tres larguras a 900 ris a vara.
Dito de quatro larguras a 1*200 a vara.
Atoall.ado de linho bordado a 2* a vara.
Collarinhos e punhos para senbora, modernos, a
2*000.
Brim pardo liso de 300, 400 e 500 rs. o corado.
Toalhas velpudas a 4* e 6f a duzia.
Ditat alcochoadas de 20* por 12* a dusia.
Cobertas forradas a 2*800 urna.
Lencos de bramante 1*800.
Camisas para senhora a 2*50C urna.
Casaces de laia bordados, modernos, 1?*.
Dama, co de algodo de cores, largura de quatro
palmos a 600 rs. o covado.
Camisas bordadas e de linho a 30*000 a duzia.
Madapolo casca de ovo e pelle de ovo a 6*500.
Enzovaes para baptisado, novidade, 9f.
Timoes para mer-lno, boidados, 4.
Chapeos de sol de seda para senbora, de 16*
por 8*000.
Meias para homem e senbora, de 3*, 4*, 5* e
6*000.
Redes hamburguesas, 10J.
Colchas a 1*800, 5*, 6* e 7*.
Verbutinas de todas as cores a 1* o covado.
Cortes de casineta a 1* e 1J800.
Ditos de cssemira a 3, 1, 5, 6 e 7*.
Lencos aba:nhados com barra a 1*200.
Camisas de ineit a 800, 1*, 1*500 e 2*
Casemira de cores de duas larguras a 2*.
Cortes de casemira para vestido de senhora, de
40* por 20*. baratissimo.
Zefiros lisos a 120 rs. o covado.
Cambra i a preta para forroa 1(200 a peca. *
WHISKY
ROY AL BLEND marca HADO
Este ezcellente Whisky Sscesset preieriv<
ao cognac ou agurdente de caima, para ortific.
o corpo.
Veude-ee a retalho nos tu lheres armazens
stolhados.
Pede ROY AL BLEND marca VIADO cujo m
me e emblema sao registrados para todo o Braai
BBOWNS te C, agentes
colha dos quaes, os annonciantes teem sempre
maior cuidado, para bem servir os aeus numerosos
fregueces. Lenibramoa, pois, o proverbio :
Quem nao experimenta, nao sabe.
Venbam ver, pois :
Queijos, flamengo e de Minas,
vendendo j Fiambres ingleses.
, Chocolate francs Menier.
Dito do Marauhao.
Fructs seceos, como :
Passae, amendoas, figos, etc.
Ditas nacionaes.
Doce de todas as qualidades.
Bolachinha inglesa.
Semeates uovss de hortalizas.
Especialidade em
Vinbos finos do Porto, Madeira e Shery.
Ditos da Figueira e de pasto.
Cognac de diversos autores.
Vinbos tnicos, como :
Absintho.
. Vermouth, etc.
' Licores de todas as qualidades.
Champagne.
Cervej* de diversas marcas.'
| Bem assim :
Araruta fina em pacotes.
Cha verde e preto.
Dito per-ila.
Especialissimo m&tte do Paran, em p.
Ainda mais :
Ovas de peize.
Sardinbas de Lisboa em Salmoura.
Vendem Martina Capitio & i \ roa estreita d
Rosario n. 1.
AOS AGRICULTORES
i Fonnicida capanema (verdadeiro) para eztinc
cao completa da formiga saura. Vendem Martin*
, Capito & C, ra estreita do Rosario n {
Fazendas brancas
lo
Vende-se
Urna pequea taverna, bem afreguezad e com
pouco capital, propria para principiante, em San-
to-Amaro dt Jaboatao, ra do Imperador n. 21.
O motivo da venda se dir ao comprador.
Em vista dos grandes progressos da idea de qae
se gloriam as naces civilisadas, o eommorcio
deve acompanhar esse pro o mais pMecoso elemento do engrandecimento das
aacoes ; em rsta do que annunciam
MART1NS CAPITAO 4 C.
1 Ra estreita do Rosario 1
Grande sortimento de gneros alimenticias, es-
SO' AO NUME50
ra da Im pe ral rl j =
Loja do barataros
Alheiro r C, ra da Imperatriz n. 40,
dem um bonito sortimento de todas estts fazendas
abaizo mencionadas, sem competencia de precos,
A SABER:
Algodo-Pecas de algodozinho com 20
jardas, pelos baratos precos de 3*800,
41, 4*500, 4*900, 5fl, 5*500 e
MadapoloPecas de madapolo com 24
jardas a 4*500, 5*. 6* at
Camisas de meia com listras, pelo barato
preco de
Ditas branc s e cruas, de 1* at
Creguella francesa, fazenda muito encor-
pada, propria para lencoes, toalhas e
c-roulas, vara 400 rs. e
Ceroulas da merma, muito bem fetar,
a 1*200 e
Colletibos f'a mesma
Bramante fraocez de algodo, muito en-
corpada com 10 palmes de largura,
metro
Dito de linho ingles, de 4 larguras, me-
tro a 2*500 e
Atoaihado adamascado para toalhas de
mesa, com 9 palmos de largura, metro
Cretones chitas, claras e escuras, pa-
droes delicados, d 240 rs. at
Baptista, o que ha de mais delicaJo no
mercado, rs.
Todas estas fazendas baratsimas, na conhecida
loja de Alheiro & O, esquina do becco
dos Yrreiros
Algoda- enfestado pa-
ra lencoes
A VOo rsj. e I *000 o mel ro
Vende-se na loja dos barateiros da Boa-Vista
algodo para lencoes de um so panno, com 9 pal-
mos de larguras 900 rs., e dito com 10 palmos a
1{000 o metro, assim coma dito trancado para
toalhas de mesa, com 9 palmos ue largura a 1*200
o metro. lato na 1-ja de Alheiro & C, esquina
do becco dos Ferr!ros.
lO
ven-
6500
12*000
800
1*800
500
1*500
800
1*280
280
15800
400
200
MERINOS PRETOS
A 1*200,1*400, 1*600, K800 e 2* o covado
Alheiro & C, ra da Imperatriz n. 40, ven-
dem muito bons merinos pretos pelo preco cima
dito. E' pechincha : na foja da esquina do bec-
co dos Ferreiros.
Espartilhos
A 5*000
Na loja da ra da Imperatriz n. 40 vende-se
muito bons espartilhos para senhora, pelo preco
de 5*000, assim cerno um sortimento de roupaa
de casimiras, brius, etc isto na loja da esquina
do becco dos Ferreiros.
CASEMIRAS INGLEZAS
A 2*800 e 3. o covado
Alheiro & C, ra da Imperatriz n. 40, ven
dem um elegante sortimento de casemiras ingle-
sas, de duas Lrguraa, com o padroes mais deli-
cados para costume, e vendem pelo barato preco
de 2*800 e 3f o covado ; assim como se encarre-
gam de mandar facer costumes de casemira a
30, sendo de paletot aacco, e 35* de traque,
grande pech ncha na loja dos barateiros da Boa
Vista.
BRIM PARDO LONA
A 320 rs. o covado
Os barateiros da Boa-Vista vendem urna grande
porcao de brim pardo lona, por estar com princi-
pio de toque de mofo, pelo barato pr. co de 320
rs. o covado, grande pechincha ; na loja da es-
quina do becco dos Ferreiros.
Bordados a I O rs. a peca
A ra da Imperatriz n. 40, vende-se pecas de
i brdalo, dous metros cada peca, pelo barato pre-
! co de 100 rs., ou em carto com 50 pecas, sorti-
das, por 5f, a prove tem a pechincha ; na loja da
I esquina do becco dos Ferreiros.
F ii s i oes de ne i i neta a 500 rs o
covado
Alheiro & C. roa da Imperatri ven-
dem um bonito sortm ento de fustScs brancos pelo
baratinho preco de 400 e 500 rs. o covado, assim
setinetas lisas, tendo de todas as cores a 500 rs. o
ovado ; na loja da esquina do becco dos Fer
reros.
Camisas nacionaes
A Sr.oo. 3*000 e s5oo
32= Loja k ra da Imperatriz = 32
Vende-se neste novo estabelecimento um gran-
de sortimento de camisas brancas, tanto de aber-
turas e punhos de linho como de algodo, pelos
baratos precos de 2*500, 3* i 4*, sendo fazenda
muito melhor muite mais bem feitas, por serem cortadas por j
, um bom artista, especialmente camiseiro, tambem
se manda fazer por encomm'.nd.s, a v.-ntade dos
fregueses : na nova loja da ra da Imperatriz n.
3 ', de Ferreira da Silva.
Ao32
Nova loja de fazendas
Ra da
Calcas de gorgorito preto, acolchoado,
sendo fazenda muito encornada 5*500
Ditos de caaemia de cores, sendo muito
bem feitas 6*500
Ditas de flanella inglesa verdadeira, e
maito bem feitas 8*000
Ditas de brim de Angola, de muleskim e
de brim pardo a 2*, 2*500 e 3*000
Ceroulas de greguellas para homens,
sendo muito bem feitas a 1*200 e 1*606
Coll. tiahoD de greguella muito bem feitos 1*080
Assim como um bom sortimento de lencos de
linho e de algodo, meias croas e collarinhss, eta.
Isto na loja aa ra da Imperatriz n. 32
Riseados largos
a too ra. o cavado
Na loja da roa da Imperatriz n. 32, vendem se
riscadinhos pruprios para roupaa de meninos e
vestidos, pelo barato preoo de 300 rs. o ovad,
lendo quasi largura de chita francesa, e assim
como chitas brancas miudinhas, a 200 rs. o sova-
do,e ditas es caras a 240 rs., pechincha : na
loja do Pcreira da Silva.
FuNle. aetinetaa e lzinhas a SOO
rs. o covado
Na loja da roa da Imperatriz n. 32, vende-w
um grande sortimento de fustSes brancos a 500
rs. o covado, lzinhas lavradas de furta-cores,
fi-zenda bonita para vestidos a 500 rs. o covado,
e setinetas lisas muito largas, tendo de todas as
cores, a 500 rs. i covado. pechincha : na loj-
do Pereira da Silva.
Merino* presos a II?
Vende-se merinos pretos de duas larguras para
vestidos c roupas para meninos a 1*200 e 1*600
o covado, e suoenor setim preto para enfeites a
1*500, a^im como chitas pretas, tanto lisas como
de lavoures brancos, de 240 a' 320 rs. ; na nova
leja de Pereira da Silva roa da Imperatriz nn-
mero 32.
Algodoasinho francs para lences
a SOO m., lt e I00
Na loja da ra da Imperatriz n. 32, vende-w
superiores algodozinhos franc.-zea com 8, 9 e 1C
palmos de largura, proprios para lencoes de usb
s panno pelo barato preco de 900 rs e 1*000 c
metro, e dito trancado pa a toalhas a 1*280, as
sim como superior bramante do quatro largura
para lencoes, a 1 *500 o metro, barato ; na lojs
do Pereira da Silva.
Roupa
s
Imperatriz == 1
DE
FERREIRA DA SILVA
Neste novo estabelecimento encontrar o res-
eitavel publico um variado sortimento de fazen-
das de toi..s as qualidades, que se vendem por
precos baratissimos, assim como um bom sorti-
mento de rcupas para homens, e tambem se man-
da tazer por encommendas, p r ter um bom mes-
tre alfaiate e completo sortimento de pannos finos,
casemiras e brins, etc
3*-
3*
Boa da Imperairlz
Loja de Pereira da Silva
Neste estabelecimento vende-se as roupss abai
zo mencionadas, que sao baratissimas.
Palitots pretos de gorgorito diagonaes e
acolchoados, sendo fazendas muito en-
corpadas, e forrados
Ditos de casemira preta, de cordo muito,
bem feitos e forrados
Ditos de dita, fazenda muito menor
Ditos de flanella azul, sendo inglesa ver-
dadeira, e forrados
*coo
10*000
12*000
12*000
para meninos
I*. 1*500 e 6*
Na nova loja da ra da Imperatriz u. 32, st
vende um variado sortimento de vestuarios pro
prios para meninos, sendo de palitosinho e calci-
nha curta, feitos de brim pardu, a 4*000, ditos
de molesquim a 4*500 o ditos de gorgorito preto,
emitando casemira, a 6*, sao muito baratos ; ns
oja do Pereira dj Silva.
Fazendas finas e modas
9 t. Ilmt do Caluma l B
I Bastos ft V.
(TELEPHONE 359)
Avieam as Exmas. familias que receberam ds
Pars:
Lindissimos cortes para vestidos com tecidos ds
mais alpitante novidade como sejam: Eta mine
com birlado a retroz, seda crua bordada a capri
cho, Cachemire com enfeites bordados a fil
Mod 1886 ;
Valentionne en ecorce d'arbre.
Primorosa escolha em vestidos com 20 metros de
l ligeira, tecido ainda nao conhecido aqui. *
Cores e deaenhos novissimas as seguintes fa-
zendas de seda, l e algodo. Etamine, Surah, Se-
tim, Failles, Linn. Toile d'alsace, Cachemires
Ezpiendido sortimento
Em leques, luvas, espartilhos, laces, lavalirev
meias, lencoes e muitos outros artigos que se ven-
dem por precos sem competencia.
Fin lio eriga
Vende-se em casa ae Matneus Anstin & C, i.
rna do Commercio n. 18, 1- andar, da melhor
qualidade e diversas dimensdss.

ye.



r *
&
i*
8"
LISTA
N B.O premio preacrever
um anuo depois da extracto
44a.
DOS PREMIOS DA kj PARTE DAS LOTERAS CONCEDIDAS POR LE PROVINCIAL N. 393, EM BENEFICIO DA MATRIZ DE SERINHAEM, EXTRAHIDA EM 20 DE MARCO DE 18*6

5
US. PREMS. NS. PREMS. m. PREMS. NS. PREMS N8. PREMS NS. PREMS. NS. PREMS Nh PREMS. NS. PREMS. NS. PREMS. NS. PREMS NS. PREMS NS. PREMS. NS. PREMS. NS. PREMS. NS. PREMS NS. PREMfc
1 4d 213 40 443 4* 653 1 843 4* 1083 49 1335 44 1548 44 1764 44 2093 44 2364 44 2557 *f> 2803 44 3013 44 3239 t>4 3468 44 3750 lJ
4 - 14 18 zl 44 52 OOA 60 62 I 44 45 d 85 92 38 52 65 96 ^ 69 70 68 73 44 5 22 84 18 20 - 47 66 44 6< 74 5? 70 -
7 42 54 SI 2101
10 28 57 4*1 63 51 44 96 43 57 84 - 4 74 74 -- 24 4 25 _ 69 i 1 73
13 32 63 68 52 1102 44 59 92 9 79 78 28 27 _ 73 -- Ti) 75
15 I a9 "S* 68 71 54 5 _ 45 61 96 13 90 79 34 37 _ 76 _.. 83 76
16 4* 41 69 72 m 57 8 56 64 1810 44 94 80 38 40 __ 77 , 3502 15 id 36
17 45 70 83 i* 59 11 58 67 11 tW 19 2406 _ 83 - 39 41 __ 79 . 94 :
18 ~ 48 - 83 84 4 61 -- 12 64 69 13 44 24 9 87 - 40 53 _ 84 *4 44 97 _
21 57 1*M 88 90 65 26 68 71 15 42 84 11 2614 -13 84 i -- 90 3800
21 64 4 95 93 _ 75 .i. 28 70 73 16 46 44 15 25 52 84 75 -- 92 *4 19 21 >> 3
26 65 97 97 82 SBHSBl 37 77 78 18 55 20 39 - 53 44 79 -- 94 44 7
31 77 9 701 86 _ 40 82 79 33 39 22 41 56 >2 96 q
33 81 505 ~ 2 _ 89 ^Ig 42 84 80 34 (55 23 _ 44 61 85 3300 31 17
38 82 11 7 90 45 87 81 39 72 27 49 68 - 88 to4 2 32 21
49 >5 12 15 93 _ 51 99 85 51 75 28 ^_ 59 77 - 92 44 7 _ 43 51 53 56 58 80 26
66 IBA 90 13 18 95 59 1407 92 55 79 - 32 _ 64 7* 8 98 10 _ 30 .
72 H 91 14 22 98 _ 64 10 99 57 89 33 84 68 83 44 3101 ^_ 14 45
78 96 - 16 29 A 900 aaM 67 15 1606 63 -- 95 -- 42 44 76 84 7 15 58 ___
86 98 21 30 44 6 70 18 16 73 97 43 78 85 14 V 19 59 __
89 304 23 - 34 3* 15 77 21 17 79 98 45 _ 84 89 20 s 24 65
94 11 25 44 4A 34 _ 78 24 23 81 2203 48 mi, 87 90 21 _ 29 84 66 mm
99 13 26 47 35 _ 82 34 24 84 93 6 50 ^^ 93 92 28 _ 30 . _ 93 w4 67
103 19 & 27 *M 50 47 l4 yo 38 27 44 1903 8 t:ooo4 51 _ 2700 - 93 _ 32 .. 34 _ 3606 44 68
11 26 43 37 a 52 49 44 95 44 28 6 .' 4* 53 _ 2 96 33 - 38 11 74
13 29 40 60 55' 98 56 32 9 11 - 57 6 2903 __ 37 51 14 84 83 mmm
26 43 -41 61 - 57 HJP4 1205 57 42 13 13 58 _ 40 4 39 ... 56 __ 17 44 84 _
37 47 44 64 60 ^_ 10 - 60 49 24 14 59 12 5 41 58 __ 20 90 ^
45 50 45 79 64 . 19 61 58 37 i: loo 61 14 _ 15 14 60 _ 65 ... 22 98
46 M 11 85 74 _ 29 62 62 53 - 20 44 63 22 _ 21 44 63 _- 75 __ 3900 *6
4 59 -- 49 90 - 76 __ 31 70 63 55 25 68 26 _ 30 _ 64 __ 76 194 30 5 i*
- 62 " 61 92 79 . _ 3 73 8 64 56 - 33 - 72 30 37 67 _ 87 44 :> 6 -
50 64 ' 64 93 i 85 49 -- 74 34 78 57 36 77 31 *4 38 73 _ 93 38 ' 7 14 /
51 67 66 8 97 - 91 57 78 44 94 - 64 - 42 . 85 36 4 50 _ 74 84 97 i4 40 ~~ 20 44 j
63 69 70 SA 99 '3 60 84 98 66 _ 43 89 41 52 _ 77 44 3405 44 42 43 44 57 *6 23 84^^
69 70 71 4* 805 94 61 86 1703 81 _ 45 ^_ 90 42 _ 59 80 6 33 44
71 73 82 10 1010 69 92 6 91 j 65 __ 91 . 43 61 81 17 39
76 - 75 85 U 18 70 95 9 2000 *4 70 92 . 51 _ 63 85 _ 30 41 _
79 - 76 7 18 19 - 83 - 97 _ 10 11 44 84 95 . 57 _ 65 86 _ 35 68 48 _
80 - 79 19 23 38 86 1504 17 84 12 93 96 58 _. 66 92 _: 37 72 t 49
'.11 82 603 - 24 39 88 5 . 18 44 16 __ 300 99 _ 63 _ 71 95 ~ 38 50 _
92 98 13 25 40 - 90 7 23 33 7 - 2501 4 ooo4 65 77 97 40 - 3704 63 mm
94 402 16 26 50 96 10 -- 37 38 4 16 18 s-4 68 82 3206 41 17 73 3t4
96 10 I 18 27 - 52 96 19 45 tm 39 44 32 __ 19 44 73 94 19 43 19 26 28 30 31 34 74 t4
98 11 44 20 30 55 1309 22 47 44 63 87 i 26 _ 74 _ 98 21 47 79 44
99 - 14 27 34 56 20 too4 27 49 65 40 ?4" 27 76 3000 - 23 49 r ' 81
202 32 33 35 57 21 44 33 _. 52 67 41 44 30 _ 79 i 2 25 51 __ 82
5 s 33 36 4 36 __ 72 22 36 - 54 79 47 36 _ 80 44 4 26 *8* 58 - 92
6 44 34 43 ,-- 38 . 74 29 37 57 83 48 38 *. 82 6 . 32 44 59 - 96 ft*4
12 " 42 51 42 76 30 p 41 59 91 50 45 88 11 33 62 47 - 99 44



8
Diario de Pcrnambuco- Domingo 21 de Mareo de 1886
UTTRATIR
OS FILHOS
DO
POB
QUARTA PAHTE
A grutas d'Etreta
( Continuado do n. 6*5,)
. XXVI
O PBISIONEIBO
Facam despejar a pousada antes de
sabir o prisionero, ordonou o lugar-tenente
criminal aos policas estacionados no cor-
reder e atraz dos quaes se haviam esguei-
rado os criminosos.
Os soldados obedecer m, no momento
do tumulto causado pela execuj3o dessa
ordem, o bomem de que fallamos fez urna
manobra para a direita, o approximou-se
de Van Helmont e, inclinndose perante o
sabio, com um gesto rpido metteu lhe na
m3o um papel enrolado, depois entrou pelo
centro da multidSo, e desappareceu com
urna rapidez tal que o sabio espantado n3o
teve tempo para o ver.
Van Helmont olhou o objecto que lhe
acabavam de entregar de um modo t3o
singular o mysterioso, mas apenas olhou o
papel o sangue subio-lhe ao rosto, e, d
um passo para traz,
urna jane lia.
Alli, desenrolando o papel com precipi-
tadlo, tomou conhecimento do que elle en-
cerrava. Depois de alguns segundos de
exame, Van Helmont deixou cahr os bra
nos com manifesta estupefacto, depois le-
vando o papel altura dos olhos, releu
segunda vez as linhas que nelle estavam
tragadas.
Toda a gente eBtava t3o oceupada com
La Chesnayo que nioguem dera attenj3o
perturbaj3o de que acabava de ser victi-
ma o amiga do Bar3o de Grandair.
Van Helmont tez um esforjo sobre si
mesmo. Enrolando o mysterioso papel met-
teu o na algibeira do gibSo murmurando
algumas palavras inintelligiveis.
_ Quo devemos fazer? perguntou Mar-
cos approximanio-se do sabio.
Nada, respondeu Van Helmont;
meia noite, necessito, mcu filho, de ti e de
Giraud T Coragem, Marcos 1 Nada de exas-
perar. AmanhS, antes de amanhecer, cum-
prir-se-h3o grandes acontecimentos. A'
meia noite !
Aonde?
Sob as muralaas da Casa Verme -
lhal
metteu se no v3o de
XLV1I
AS MASMOKRAS DA ABBADIA
Dez boras da noite acabavam de soar na
igreja da abbadia, o toque de recolher fi-
zera j com que se apagassetn todas as lu-
zes, e Fcamp, cujas ras abertas e inva-
didas por urna espessa escuridao n3o eram
pertrbalas por algum ruido, pareca go-
zar o mais perfeito repouso.
S a abbadia tinha urna parte de suas
vastas casas esplndidamente esclarecida.
No primeiro corredor da poderosa morad
religiosa dous grandes carros estacionavam,
ainda cada um com quatro cavalles vigo-
rosos, suando.
Urna duzia de homens, com os brajos
us, transportavam com grande custo
contedo nesses carros para urna sala bai-
xa da abbadia no fundo da qual um gran-
de fogo arda n'um forno que tomava m?ia
casa.
Os projectos que estes homens traziam
e que arranj avara com symetria no fundo
da casa sob a inspeccSo de um persona-
geni de alta estatura, vestido de vermelho
dos ps at cabeja, affectavara a formas
as mais singulares e as mais extravagan-
tes.
Eram os instrumentos de tortura, expe-
didos de Roueo, por ordem do preboste da
provincia para a abbadia de Fcamp, che-
gando somentc naquella occasi3o.
Assirn como o dissera o lugar-tenente
criminal, nenhuma deseas machinas de
martyiio existia na cidade, e as trazidas
antecedentemente pelo carrasco de Rouen
haviam sido quebradas pelos giriantes e
homens da La Chesnaye na praja do Mer-
cado.
Effectivamente, nessa poca, em que a
justija de Franja esta va subdividida ao in-
finito, cada poder particular tinha a sua
jurisdicj3o independente. Assim, a da ab-
badia de Fcamp estendera-se at Rouen,
aonde plantara o patbulo da sua alta jus-
tica na parochia de S. Gervasio. Em F-
camp entao, nenhum supplicio tinha lugar
de ordinario, e o patbulo de que fal-
lamos e que se elevava n praja do Mer-
cado, fora provisoriamente estabelecido
por circumstonoias particulares da prisao
pr83o de La Chesnaye.
Para que o preboste da provincia e o de
Pars operassera as trras da abbadia de
Fcamp, ainda que houvesse desintelligen-
cia enti'e o prebostado e a abbadia, um
edicto sanecionado pelo re autorisava os
s(!us prebostes a perseguir, prender, julgar
e executar o capit3o dos bandidos na al
jada da jurisdiccao abbacial, e a abbadia
consentir sem grande difficuldade nessa
violacilo de seus privilegios porque La
Chesnaye devastavn os saus arredores e
nao podia ser anniquiliado se n3o por for-
;is realmente respeitaveis
Finalmente, o da da justica chegara.
La Chesnaye, preso pelos cuidados do cou-
d i de Bernac, fra mettido as prisBes sub-
temineas d'onde era materialmente impos-
aivol escapar se sem ajuda daquelles que o
gurdavam : os instrumentos de supplicio
tinham chegado, o carrasco esperava, e a
condemnaj3o pronunciada na ante vespera
ia ser exeeutada; nenhum novo julgamen-
to era necessario, porque La Chesnaye fora
condemnado precedentemente o a sua li-
berdade inesperada no momento da expia-
do de seus crimes somente estorvava o
andamento da justica.
O horaem vestido de vermelho era o Sr.
de Rouen; o sitio para on de transporta-
vam o preboste de Paris, o de Rouen, o
lugar-ienente criminal, o da opa curta e os
officiaes da abbadia.
Marcos, La Quiche, d'Herbaut e o con-
de de Bernac deviam assistir tortura,
mas elles nao podiam entrar na abbadia
sen3o no momento em que essa tortura
fosse applicada, isto s onze horas. Ora
eram apenas dez, j dissemos.
Ent3o, emquanto urna parte da abbadia
estava animada, esclarecida e ruidosa, a
cidade estava deserta, sombra e silenciosa.
A igreja abbacial, essa deliciosa alfaia da
ar'hictura da idade media, que em nossos
dias prende a attenj3o dos grandes artis-
noite.
Suas portas fechadas prohibiam a entra-
da no seu sanctuario, precaujSo tomada
todas as tardes, attendendo que, para fa-
cilidade dos fiis, a igreja n3o estava met-
tda nos claustros, mas sim dava para a
ra larga da cidade. S o coro commu
nicava com a abbadia com a ajuda dos
carneiros subterrneos era que jaziam os
abbades e os mais Ilustres representantes
das familias nobres da cidade.
A entrada d'esses subterrneos era fe-
chada por urna grade da qual tinha as cha-
ves um guardiao. Este irmao vigiava no
coro da igreja, e todas as nokes era ren-
dido por outro membro da comraunidad*.
N'esta noite, o frade de vigia estava no
seu posto habitual com os bracos cruzados
sobre o p;i'.'-', a cabeca abrigada com o seu
cf.puz escuro, pisseando, sem duvida para
combater, com a ajuda do andar, o fro que
lhe inteirijava os membros.
Entretanto, os passeios do irmao pare-
can! ser dados n'um certo espaco marca-
do. N3o passavam dosprimeiros Umitas do
coro e prolongavam so at a porta da en-
trada da igreja.
Chegado a este lugar, o frade parava,
approximava o ouvido e ficava immovel
du-ante alguns instantes, em seguida priu-
cipiava nova.nente no mesmo passeio.
Acabavam de soar dez horas, e pela vi-
geuiuia vez, pelo menos, o irmao guar-
di3o escutava porta, quando no momen-
to em que a ultima badalada soava, poz a
m3o sobre a chave da grande fechadura
collocada em frente dello e a tez voltar da
direita para a esquerda.
Abriu-so um dos batentes.
A lampada suspensa no meio do coro
projeetava vagamente o seu clar3o| duvi-
doso at extremidade da nave, e per-
ol ittiu verificar a entrada na igreja de um
homem de alta estatura, coberto com um
habito igual ao que trazia o vigilante frade.
O recemchegado disse algumas pala-
vras ao irm3o guar Ji3o, designando lhe o
exterior do edificio. Depressa o frade sa-
hiu para fra, o seu companhero seguiu o,
e ambos entraram depois de alguns instan-
tes, sustendo om seus brajos um corpo
estendido e envolvido n'uma grando mor-
talha de cor escura.
Sor animado ou cadver, o corpo foi de-
positado na pedra e o guard3o fechou com
cuidado a por'.a que entreabrir ; depois,
abaixando-se ao mesmo tempo que o re-
comchegado, ambos agarraram o corpo sem
movimento, e, atravessando a nave, diri-
giram-se para o coro.
Passando ao p do altar, os raios da lam-
pada, cahindo sobre o grupo que elles for-
raavam, alluraiou-os.
O recemchegado tinha, com o outro ir
m3o, o capuz sobre a cabaja, do maneira
que impossivel era distinguir os signaos da
figura.
Quanto quelle que elles transportavam,
desappareca-lhe o corpo debaixo da mor-
talha que o cobria desde os ps at ca-
beja. A forma desenhava-se ntidamente;
mas a vi Ja pareca estar ausente d'ella.
Chegados ao fira do coro, os dous frades
passaram para traz do altar e o irm3o
guardi3o, sustendo o corpo con a ajuda
do brajo esquerdo, tirando com a rolo di-
reita urna chave de um molho pendurado &' comprda adaga.
Tenho I respoadeu o irrao.
D-m'a c.
Eil a. Devo cjudar-te ainda ?
N3o!
Que ti necessario fazer ?
Voltajes igreja, continuares no teu
passeio o esperar.
Bem, vou subir.
- A proposito onde est aquelle de
quem tomaste o lugar e vestiste o habito.
- O irioao Sulpicio ?
Sim.
Dorme !
Desp'ijou todo o contedo da gar-
rafa?
Sim.
Ent3o, dormir muito terspo.
N3o se levantar mais ?
Pela minha f muito possivel.
Pobre Sulpicio I era um volho ami-
go I
O dos dous frades que mandava cora
certo commando fez um gasto de impacien-
cia.
Bem I disse o guardi3o ; obedeco I
E, rodando sobre os calcanhares, alean-
cou rapidi.mente a galera principal, de-
pois a escapa qua dava para a porta do
coro, e, uiia vez entrando na igreja, con-
tinuou o seu passeio pela nave.
O frade ficou s ao lado do corpo, nter
rogou com a m3o rsquerda a parede, e
sondando depois de alguns segundos de in-
vestigoslo a entrada de urna fechadura,
ah introduzio a chavo que tinha na ra3o
direita.
Depresas appareceu urna abertura e una
porta secreta girou sobre os gonzos, ne-
nhum ruido acompanhou esse movimento.
O frade praetrou pela tal abertura dei-
xando o corpo immovel na galera.
A casa em qua acabava de entrar o fra-
de era u:na comprida masmorra, de abo-
bada.
Esta masmorra estava vazia.
O frade atravessou a rpidamente e al-
cancou o muro opposto porta pela qual
entrara.
Alli tamkem as lousas de mar more co-
briuin o solo.
O frade abaixou se, procurou com o de-
do a soparac3o d'essas lousas, e passando
de urna para a outra dirigindo so da direi-
ta para a esquerda, contou eai voz baixa :
Urna... duas... tre3... quatro.. .
cinco...
Parou. Ajoelhou-se sobre a lousa, ti-
rou da cintura um archote que ainda nao
tinha servido. Collocou-a a seu lado, abrin
do segunda vez o seu habito, tirou
Era urna d'essas terriveis masraorra3
como se construiam na idade media e para
a qual deaciam os prisioneiroa com a aju
da de cordas, pela abertura praticada no
cuma da abobada.
Toda a evas3o era entilo impossivel,
porque as paredes redondas, sam cantos,
n3o permitam ao menos o trepar, o o con
deinnado encerrado em t3o terrivel lugar
n3o podia ter urna nica esperanga do sal-
vajo.
A escurid3o mais completa ieinava na
masmorra ; mas apenas o frado avancou a
sua cabeca descoberta ouvio o ruido que
havia j resoado.
E's tu, Humberto? perguntou urna
voz surda.
Sim, Mercurio, sou eu respondeu o
frade.
Com os dabos 1 tardaste !
Apenas alguns minutos.
Fallas bem I Os minutos sao seca
los em taes circumstancias. Sabes qua a
hora da tortura vae soar ?
Receiavas que eu n3o viesse.
N3o
cintura, introduziu essa chave na fechadu-
ra de urna porta diante da qual elle parou
e fez gyrar o batente do ferro.
Urna esiada dando para um andar infe-
rior, apresentou entao aos dous homens os
seus primeiros degrus.
Esta escada conduzia aos carneiros sub-
terrneos .
Os dous frades, sem abandonarem o cor-
po que transportavam, franquearam os
degraus e acharam-se no carneiro.
lima dupla fileira de sepulchros se
estendia da direita e da esquerda, deixan-
do no meio um traco sombro em linha di-
recta.
Duas lampadas suspensas as duas ex-
tremidades da galera illurainavam sufficien-
temente.
OS UOUtS liuuaouo iuUv^u4iiu-v !Mua
galera.
Em frente d'elles estava urna porta dan-
do para urna segunda escada, a qual subia
at ao claustro da abbadia.
A' direita dessa porta a galera subter-
rnea prolonga va se voltando direita.
Foi para essa parte dos carneiros mor-
tuarios, que elles se dirgiram sem hesita-
ren!.
Chegados extremidade dessa reuniSo
da galera, pararam e pozeram ainda so-
bre as lages hmidas o corpo que susti-
nbam.
FOLHETII
ANGELA
POR
ilui se mmi
Acabava de dar urna hora da manha no
relogio da Prac,a d'Armas em Dijon.
O thermometro marcava cinco graos
abaixo de zero.
Sacudida pelo vento norte que soprava
com violencia, a nev em turbilb3es amon-
toava-se em carnadas de espessura des-
igual as ras da cidade.
Isto passava-se na noite de onze para
doze de Dezembro de 1883.
Apczar do ad untado da hora, apezar do
fri, apezar da tormenta^ a illuminac3o do
theatro mostrava aos transentes retarda-
tarios que a representac3o ainda n8o bavia
acabado.
Digamos desde j, para explicar este in-
slito tacto, que urna das prmeiras figuras
da companhia dijonneza dava urna repre-
sentacSo em seu beneficio. Esta primeira
figura tendo pertencido outr'ora Porte
Saint Martin, ao Ambig e ao Gymnasio,
conservava neste theatro reKcoes de boa
camaradagem e dous ou tres artistas de Pa-
riz tinham vindo a seu pedido, afim de au-
xilial-a com os seus nomes.
Ora, na provincia as reprcsentacSes em
beneficio sao endientes, como j foram ou-
tr ora em Pariz os espectculos de domin-
go, onde acuda o invariavel publico do
antigo boulevard do Templo.
A representoslo de que tratamos eompu-
nha-se de um vaudeville, com que come-
cava o espectculo, da Turre de Neile, des-
penhando Damaine o papel de Buridan, u
de um intermedio de canconeUs cmicas,
cantadas por urna estrella femenina do Al-
czar, e finalmente do Motuieur Alpkonst,
com um artista pariziense no papel crea
do por Frederico Achard, no Gymnasio.
J se v que a representac3o comecada
s sete horas em ponto, n3o podia estar
acabada 4 ama e dez minutos.
Emfim cabio o pao de bocea, depois da
ultima scena do Motuieur Alpkonse, no
meio de applausos do publico, tanto mais
encantado quanto lhe deram bom espect-
culo e sobretudo bem medido.
Os artistas foram chamados scena e
depois os espectadores levantaram-se da
sua cadeira e sahiram do theatro.
Na praca diaute do theatro, um homem
com trajos de invern, com urna manta de
viagem por cima do paleto, de cara cober-
ta at aos olhos por um espesso cachenez,
cbapo de feltro flexivel, enterrado at s
orelhas, passeiava de um lado para outro,
parecendo esperar impacientemente a sabi-
da do publico.
Quando coraecaram a sabir os especta-
dores, approximou-se de urna das portas
abertas, parou e poz-se a examinar com
attenc3o as pessoas que pasBavam por
diante delle cm filas cerradas.
A poucos paseos do theatro essa filas
iam-se dissolvendo, e cada um, curvando a
cabeca e encolhendo os hombros, para me-
lbor resistir s Iufadas do vento, dirigia-se
para o seu domicilio.
O tal sujeito que estava espreita no
seu posto de observac3o n3o se mechia,
mas, medida que se despeja va aquelle
vasto theatro, ia mostrando signaes de im-
paciencia.
De repente estremeceu.
Dous homens acabavam de apparecer na
porta.
Eram com certeza aquellos quo o nosao
hornera esperava, visto que se poz a cami-
nhar atraz dees.
Depois de terem dado alguns passos, pa-
raram e um disse para o outro :
Brrr 1 que fro dos dabos !.. E se
tomassemos algunas cousa antes de nos se-
paramos, meu caro Jayrae !
Impossivel, meu amigo, replicou o
sujeito a que acabamos de ouvir chamar
Jayme, homem approximadamente de cin-
coenta annos.
__Porque T O caf do theatro ainda es-
t aborto... Um grog bem quentinho nes-
ta temperatura de Siberia, nRo para dci-
denbar.
__Vai roe fazer demorar... O espect-
culo parece oae nao acabava I E' j mais
de urna hora e um quarto. Techo apenas
o tempo necessario para ir ao hotel do
Chapea Rouge, onde estou hospedado, tra-
zar a minha mala que j tive o cuidado de
arraojar antas e da correr para o caminho
da ferro... nao sendo assim perco o trem
Introduzio essa lamina na fenda forma-
da pela juncc3o da quinta lousa cora a
sexta, levantou o pedaco de marmore que
cudeu press3o sem oppor a menor resis-
tencia.
Levantando a lousa que collocou de lado,
descobrio ent3o um buraco largo bastante
fiara que um homem de mediocre corpu-
encia podosse ah passar sera muito custo.
O frade despojando-se db seu habito, que
poderia embarajar-lhe os movimemtos, dei-
xou-se escorr?gar pelo buraco cora grande
precauco
Depressa um obstculo solido se oppoz
sua passagem, e a sua cabeja encontrn
essa obstculo. Levantando a m3o direita
bateu na pedra que Iho obstrua o cami-
nho, e esperou. No fim de alguns instan-
loo, um rnirin ao rrnvin. F.nt3o O frade
reuni as suas forsas, curvou a cabesa, ts
suas costas encontraram um obstculo pa-
ra destruir, e pondo-se de escora com os
ps e as mitos no sollo, esforjou-se para
levantar a pedra.
Effectivamente a pedra cedeu como ce-
der a lousa, e o frade, sustendo a com as
suas raaos medida que ella se levantava,
deitou-a para fra. Entao a motada do
seu corpo, sahindodas escavajSes, chou se
n'uma segunda masmorra.
Esta n3o tinha nem porta nemjanella.
A abobada terminava em bico, e urna gra-
Tena a chave ? perguntou o guardio^ collocada no alto s dexava penetrar o
de alta estatura. no interior. ____
, mas tema que chegasse o mo-
mento critico.
Comprehendo.
Trouxeste'? perguntou Mercurio de-
pois de alguns instantes de silencio.
Trouxe ?
Onde est elle 1
Na galera.
Bem 1 Agora trata-se de rae desem-
barazar d'estas correntes que iuipedem o
mexer-me.
Approxima-te, tenho a dupla chave
dos grilh3ea
Vem ent3o a mim, porque n3o mr
po3so mexer, respondeu Mercurio. O ci
culo quo me aperta a cintura est pres -
parede por correntes de grosso ferro.
Humberto saltou para a masmorra. De-
pois approximou-se de Mercurio, oftectiva-
mente na Tipossibilidade at de lavan-
tar-se.
Humberto pegou n'uma cha/esinha que
tinha presa ao pulso direito, e abri suc-
cesslvamete todos os cadeados que fecba-
vam os grilh5as que Mercurio trazia aos
ps, as m3o8, na cintura e em roda do
corpo.
Concluida a operajao, Mercurio sacudi-
se com um sentimento n3o equivoco de
satisfas3o.
Chifres do dabo disse ella suspi-
rando, estes ferros raortificaram-me as car-
nes ; mas esquejo tudo, Humberto, para
s pensar as alegnss do triumpho. Rey-
nold est alli, Reynold vai morrer ; a nos
ambos o poder !
E a elle o justo castigo da sua traic3o
tao meditada respondeu Humberto. Ah I
tomou-nos por vis instrumentos dos seus
projectos a executar Seraeou, Mercurio,
para nos colherraos 1
A ti Diana e a mim
nos os prazeres da corte de
riquezas de Van Helmont!
Esta noite, restituirei
boste.
E eu, disse Mercurio,
Aonde a conducirs ?
A Amens, assim como est conven-
cionado.
E o segredo dos thesouros ?
Quando todo este negoio se con-
cluir, quando La Chesnaye tr enforcado,
quando o conde do Bernac n3o tiverinimi-
gos a combater, faremos ir Van Helmont
A Amiens, e urna vez em presenca de sua
filha, preciso que elle faja o que nos
queremos.
E' verdade !
Urna nica cousa me inquieta, repli-
cou Mercurio.
trada pslo poco eu estava junto delles.
Acabava ent3o de salvar o bar3o, o a ins-
praj3o foi boa, pois quo mudou immedia-
tamenta todos os espiritos qua estavam
contra o conde da Bernac.
Depois ? interrompen Mercurio.
Catharina foi transportada para a
casa da Etratat, depois, a noite veio e
emquanto tu andavas no mar, forcei a en-
trada dessa casa que nnguem guardava,
porque todos estavam occupidos 6m pro-
curar L- Chesnaye, levei Catharina. Re-
ceando alguma nova tragao, ligue-a e
amordacei-a slidamente, depois transpr-
tela para o pojo do- ponhasco, entrada
da segunda alertura das grutas, tapada
nessa occ .siao cora a ajuda de um meio
que ignoro e que deve ser bora poderoso
engenhoso, pois fui testemunha dos vaos
esforcos da justica para abrrem a abertu-
ra e todo o meu genio de raechanico per-
deu-se para encontrar o segredo que a fa-
zia abrir. Finalmente deixei Catharina
no pocT na impossibilidade de gritar ou
ugir. E' ah aonde a iremos encontrar
inmediatamente, quando voltamos s gru-
tas para por em abrigo o thesouro quo n3o
pertance seo3o a nos. Passaromos pela
abertura depois do termos atado urna cor-
da. Eu queria matar Catharina, mas re-
flecti que ella servira para nos desemba-
racarmos de Giraud. Tenho o meu plano !
Nao ha que temer desse lado ?
Absolutamente nada !
Kntao, esta noute, levaremos os pre-
sos I
E a respeito do velho...
Elle o cumplice de Reynold ; am-
bos nos quizeram perder... D :mais que
poda elle contra nos?
Vamos disso Humberto com accen-
to triumphante, o mais diffbil cumprio-se.
Para tocar o fim, n3o temos mais do que
ostender a m3o.
Bem estenda-se, Humberto ; mas
principiemos por anniquillar aquelle que
nos quiz destruir. Vem vamos buscal-o!
Est alli na galera, disse Humberto.
O caminho est livre. Em caso de peri-
go conheces o signal que devemos fazer.
Sim, um agudo assoUo.
Isso mesrao.
Humberto tirou isca e fuzii, ferio lume
e dispozse a accender o archote quo col-
locara a seu lado antes de levantar a pri-
meira lousa.
Durante este tempo, Mercurio, de joe
lhos ao p do corpo inerte, arrancou a raor-
talha que o envolva.
A cuamma do archote elevou-so e pro-
jectou o seu clarilo vtrmelho na ma3-
morra.
(Continua.)
Aldah ; para
Franca e as
Diana ao pre-
levo Aldah I
VARIEDADES
vermelha o o
collocou roda do pescojo por cima do
cache-nez e depois teve a cautela de puchar
as abas do chapeo para os olhos e por tal
forma que era impossivel ver um s traco
da sua physionomia.
Quando tirou o lenjo vermelho de que
acabamos de fallar o desconhecido n3o re-
parou que urna carta lhe cahia da algibeira,
escorregava-lhe pelas pernas e ia cabir no
banco em que se achava sentado.
Dous passageiros e urna passageira en-
traram naquclle momento na sala. Todos
os tres treraiam de fri e foram installar-se
perto do fog3o.
Decorreram inda alguns minutos e de-
pois o sujeito a quem ouuimos chamar Jay-
me e que o homem do cachenez seguir
at o hotel do Chapeau Rouge appareoei1,
Vinba tambera vestido de roupa grossa
e propria para viagem nocturna. Trazia,
Iho de
e faco esperar minha filha, que o que eu algibeira um lenco de seda
nao quero por prego nenhum.
A que horas parte o trem ?
Duas horas e vinte e seis.
Tens raaSo... Nao te quero tomar
mais tempo... At a vista e boa viagam.
Muito obrigado. Nao esquejas a
tua promessa.
Podes estar certo que a n3o esquejo.
Ve l !
Palavra de honra 1 D'aqui a um raez
quando levar meu filho Le3o a Pariz, a
primeira visita que fizer ser a ti. Has de
me dar de almojar, quando l for.
Es' entendido.
Adeus, ainda urna vez, boa viagem
e at vista.
Os dous homens trocaram ainda um cor-
dial aporto de m3o e separaram-se ; um
para entrar n'uma das casas da Praja, ca-
sa cuja porta abri com chave de trinco, e
o outro para se dirigr ao hotel do Cha-
peau Rouge, em que lhe ouvimos fallar e
ao qual urna novella de Charles Bernard :
Urna aventura de magistrado e urna come-
dia de Sardou : A maeju do visinho, de-
ram certa notoriadale.
Andava rpidamente, lutando com ener-
ga contra o vento e o redomonho da no-
ve.
O desconhecido que se tinha arranjado
de forma a nao perder urna s palavra do
curto dialogo reproduzido por nos, seguio-o
a distancia e nao o perdeu da vista at ao
momento em que entrou no hotel era que
ia buscar a mala.
A partir desse momento, n3o se preoc-
cupou mais com elle e drigio-se para a es-
taeao do caminho de ferro.
O trem expresse que vai a Pariz paasa
por i- ijon s duas horas e vinte e cinco
minutos da manha.
Ora, soavam duas horas no relogio da
estajao.
Era preciso, per consequencia, esperar
vinte e sete minutos o as portinholas onde
se ven dera buhe tes ainda estavam fecha-
das.
As salas de espera do primeira e de se-
gunda classe estavam abertas e inteira-
mento vazias.
O desconhecido entrou pela porta da sa-
la de primeira classe aquecida por um bom
fogao, mas nial Iluminada, porque a essa
hora da noite diminuiara o gaz por e:ono-
mia.
Este singular personagem, que escreve-
mos nicamente pelos factos e gestos, foi
sssent r-se no canto mais escuro, tirou da
couro verme
na mito urna mala de
mediana dimens3o.
Nessa occasiilo mesmo ouvio-se o ruido
da portinhola que so abra para a distribu-
cao dos bilbetes.
Jayme, que nem teve tempo de se as-
sentar, dirgio-sa immediatamente para alli.
O desconhecido seguio-o e collocou e lo-
go atrs delle.
Primeira... Paria.. disse Jayme.
E ao mesmo tempo collocou urna nota
de cincoenta francos no bah3ozinho.
O bilheteiro deu lhe um blhete de pri-
meira classe e com elle o troco.
Jayme recebeu tudo e voltou para a sa-
la de espera.
O desconhecido tambera havia pedido
um lugar de primeira e, por sua vez, tara-
bem para a sala de espera, depois para a
plataforma onde aquelle a quem espionava
passeiava de um lado para outro e a passos
largos para se aquecer.
Abi continen a nao o perder de vista,
mas tondo sempre o cuidado de se con-
servar no lugar mais escuro da plataforma.
No mostrador do relogio, os ponteiros
marcaran) emfim duas e vinte e quatro mi-
natos.
Ouvio-se o silvo da locomotiva ao longe
e urna luz de vermelho vivo appareceu as
trovas e augmentou rpidamente acompa-
nhando um ruido surdo que foi depressa
seguido de outro mais forte.
O trem expresso chegou estajSo.
Parou.
Os passageiros, om pequeo numero, que
ia i para Pariz, trataram de entrar nos
vagons para procurar lugar.
Que cousa ? replicou Humberto.
O que far Catharina 1
Encarrego-me della e de Giraud.
Como?
Entregando-03 um ao outro.
Ests certo que Catharina esteja em
seguranja ?
Sim. Sabes que quando o preboste
e seus amigos nao poderam forjar a en-
Jayrae dirigi se para um que estava in-
teiramente vazio.
Abri rpidamente a porta o subi ao
estribo sem deixar a mala o ia fechar a
porta atrs de si quando o desconhecido o
deteve cora essas palavras.
Perd3o, senhor...
Depois, por sua vez, entrou no corpar-
timento.
Jayme foi installar se n'um canto e col-
ln a mala n'um banco o ao seu lado.
O desconhecido ficou perto da entrada
ao lado da pora que elle fechou com forja.
Isto feito pareceu prepararse para dor-
mir, emquanto que Jayme fazia outro tan
to, pelo seu lado, envolvendo-se at aos
olhos n'um cobrej3o de viagem e n'um
chale manta escosaez que poz pelos hom-
bros.
O tempo de demora cm Dijon para aquella
trem de cinco minutos.
Decorridos estes cinco minutos ouvio-se
um toque de campanha.
A locomotiva assobiou e o trem poz-se
de novo a caminho, a principio de vagar,
depois grande velocidade, para n3o pa-
rar senito em Lirucho a quaranta e cinco
leguas de Dijon.
Mesmo na occasi3o em que o trem de-
xava a estaj3o, ura mojo offegante, cober-
to de nev, aaando apezar da temperatura
rigorosa e trazendo tambera urna mala na
m3o, chegava correndo e precipitava-se pa-
ra o bilheteiro.
Primeira, para Pariz, disse elle com
voz que se distingua apenas, porque a op-
pressao resultante da carreira que havia
dado impedia-o quasi de fallar.
E' tarJe, respondeu o empregado, o
trem parti.
O retardatario pronunciou urna praga
terrivel e bateu com o p.
Com um mlh3o de diabos, tartamu
deou elle -isto s a mira acontece. Esta-
va certo que bavia de perder este trem do
inferno Acabar o espectculo urna ho-
ra e meia da manha e esperar que baixas-
ae o panno para nos pagarem Isto ab-
surdo.
Tambera tudo andava assim boje, at o
imbcil do porteiro nao sabia onde tinha
mettido a minha mala lEstou bem ar-
ranjadinho I... A que horas poderei eu
partir agora ? Esta demora vai transtornar
toda a minha vida I...
... E eaperam-me no vaudeville e
estou no crtaz para amanha ou antes para
esta noite !... Que infelicidade I
O moco interrompeu o monologo e olhou
Semper
A. J"'
< Sem ti a vida a morte ;
O mundo carcer' fechado,
Onde vago le da sorte
Sem amar, sem ser amado
(V. HUGO)
Si n3o fra esta magoa que devora
meu coraj3o onde a descrenja atura ;
si nao fra a incerteza aterradora
da lucta pela vida que perdura ;
Ira nos teusps, gentil senhora,
pedir te a minha nica ventura,
o teu amor, tao bello como a aurora
irrompendo do co de ura'alma pura.
E' prec30, porm, que o fl da vida
eu esgote sorrindo, e abandonado,
temendo succuiibir dura lida,
Eu te veja fugir, anjo adorado!
pois que n'esta existencia aborrecida
s feliz quem ama, sendo amado.
J. Dcarte Filho
.
i
em roda de si o foi bater a urna porta onde
se liara em grandes lettras :
GABINETE DO CHEFE DA ESTA9AO
O proprio cliefe da estajSo abri a porta
e perguntou : O que deseja o senhor ?
Senhor,replicou o retardatarioes-
tou desesperadissimo.
Sinto muito, senhor, masera que pos-
so servir-lhe ?
Pode, pelo menos, dar-me urna infor-
naj3o... sou artista dramatizo... cha-
mo rae Paulo Darnala... cornejo a gozar
uraa certa reputaj3o em Pariz. Chego de
urna digress3o ao raeio-da e representei
esta noite cm Dijon no beneficio.
O chefe da estaj3o inclinou se e disse,
sorrindo :
Eu estava no theatro. .. reconhejo-o
agoia perfetamente... o senhor tem mui-
to talento e pode estar certo qua eu ap-
plaudi-o com muito entbusiasmo.
Muito obrigado... proseguio o mojo,
o seu elogio penhora-me mmensamensa-
mente. Mas faja iaa dos embarajos em
que me acho. Importantes negocios cha-
raaro-mc hoje a Pariz e de manha cedo...,
contava tomar o expresso que acaba de
partir...perdi por meio minuto...
agora quando poderei partir ?
O chefe da estajao sorrio de novo.
N3o se afflija, disse elle, n3o mal
sem remedio.. A que horas necessario
que o senhor psteja em Pariz para os seus
negocios ?
Pelas duas depois do meio da.
Estar l ao meio dia.
E porque trem ?
Pelo trem mnibus das tres horas e
cincoenta e quatro minutos.
Paulo Darnala respirou como homem a
que tivessem tirado um peso esmagador de
cima do peito.
J v, pois, proseguio o chefe da es-
tajao, s se trata de ter um pouco de pa-
ciencia.
Emquanto paciencia, essa nao me
falta, desde que chegue a tempo, conside-
ro-me satisfeito.
Ent3o v para a sala de espera dos
passageiros... est l um calorzinbo agra-
davel. Poder esperar junto do fogRo s
venda dos bilhetes, que se lar d'aqui a
urna hora.
Ainda urna vez agradecido, senhor...
tudo Be arranj ou peifeitamente.
(Continuar- se-ha.)
Typ. do Diario roa Duque de Oaxiaa n.42.
'1
I

L D


Full Text
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