Diario de Pernambuco

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Material Information

Title:
Diario de Pernambuco
Physical Description:
Newspaper
Language:
Portuguese
Publication Date:

Subjects

Genre:
newspaper   ( marcgt )
newspaper   ( sobekcm )
Spatial Coverage:
Brazil -- Pernambuco -- Recife
Brazil -- Pernambuco -- Recife

Notes

Abstract:
The Diario de Pernambuco is acknowledged as the oldest newspaper in circulation in Latin America (see : Larousse cultural ; p. 263). The issues from 1825-1923 offer insights into early Brazilian commerce, social affairs, politics, family life, slavery, and such. Published in the port of Recife, the Diario contains numerous announcements of maritime movements, crop production, legal affairs, and cultural matters. The 19th century includes reporting on the rise of Brazilian nationalism as the Empire gave way to the earliest expressions of the Brazilian republic. The 1910s and 1920s are years of economic and artistic change, with surging exports of sugar and coffee pushing revenues and allowing for rapid expansions of infrastructure, popular expression, and national politics.
Funding:
Funding for the digitization of Diario de Pernambuco provided by LAMP (formerly known as the Latin American Microform Project), which is coordinated by the Center for Research Libraries (CRL), Global Resources Network.
Dates or Sequential Designation:
Began with Number 1, November 7, 1825.
Numbering Peculiarities:
Numbering irregularities exist and early issues are continuously paginated.

Record Information

Source Institution:
University of Florida
Holding Location:
UF Latin American Collections
Rights Management:
Applicable rights reserved.
Resource Identifier:
aleph - 002044160
notis - AKN2060
oclc - 45907853
System ID:
AA00011611:19014


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Full Text
AMO
Lili
-- NDHHBO 65
SABBADO 20 SE HARQO DE 1886
PARA A CAPITAL E LUGARES OIDE NAO SE PACA PORTE
Por tres mezes adiantadot r ,....... 60000
PARA DENTRO E FORA DA PROVINCIA
Por seis dito3 idem......
Por um anno ideai......
Cada numero avulso, do mesmo da.
120000
240000
0100
Por seis mezes adiantados.
Por nove ditos idem......
Por um anno dem......
Cada numero avulso, de dias anteriores.
130500
200000
270000
0100
DIARIO DE PERNAMBUCO
|)r0jmrirai>e tft JUanocl -ftgurira be -feria & Mi)o$
TELEGRAHHAS
jp


SfinVlgO DA A&SSTCIA UL1LI
(Especial para o Diario)
LISBOA, 19 de Marco, tarde.
Kmm eapberatt olDciae acredita-
se que o goterno ai decidir a nu
lonomia municipal de Galmaraea
reopeitando a inlegrldade do II*-
triclo de Braga.
Agencia Havas, filial em Pernambuoo,
19 de Marco de 1886.
IHSTRUCC10 POPULAR
ECONOJIIA POLTICA
(Extrahido)
DA BIBLIOTHECA DO POVO E DAS ESCOLAS
lContinua{&o)
CAPITULO II
Proiliirrao da riqueza
( lia sempre muito trabalho perdido, quando um
homem passa de um genero de trabalho para
outro mmtss vezes no mesmo dia. Antes de se
poder faaer qualquer coisa, primeiro que tudo
necessario reunir e por em ordem a ferramenta,
ou os utensilios, e todos os materiaes necessarios
para o trabalho ; e esta operacao repetida muitas
vezes importa urna grande perda de tempo. Quan-
do tivermos acabado de fazer urna caixa, estare-
mos aptos para fazer urna segunda com menos em-
banco e difficuldade que a primeira ; mas, se em
lugar d'isso formos fazer urna coisa dinerente,
como encadernar um livro ou escrever cartas, ca-
receremos de nova preparacao, nova disposico de
materiaes, etc. Em todo iaeo se perder tempo.
Segundo a phrase do economista citado, o homem
sempre se distrac um psneo passando de um tra-
balho para outro ; se o facto se repetir muitas
vezes, possivel vir a tirar-lhe o habito do traba-
lho, e fazel-o perguiesso.
Anda no diser do mesmo autor, a diviso do
trabalho couduz invencaodas machinas que abre-
viara o mesmo trabalho, porque os horneas desco-
brem mais fcilmente o caminho mais commodo
para chegar a um determinado fim, quando toda a
sua attencao est dirigida para esse fim.
Nao parece exacta esta razio que d Adsm
Smith. verdade que osjoperarios descobrem
por vezes methodos novos para diminuirem o tra-
balho, e que invencoes importantes teem tido urna
tal origem. Mas, em geral, a diviso do trabalho
favorece os inventos porque permitte aos homens
engenhos que tacam da invenco a sna especiali-
dade, como que a sua profissao. Os mais afama-
dos inventores, como James Watt, Faltn, Ste-
phenson, e tantos outres, nao foram levados as
suas invenciM pelo modo indidicado por Smith ;
mas pela cultivadlo do seu talento inventivo, pelo
estudo, attento e por urna longa pratica da con-
struccao mechanica. E', porm indubitavel que a
diviso do trabalho favorece consideravelmente a
invenco, permittindo que cada officina adopte
urna especie particular de machinas. Ka Ingla-
terra, accentua-se cada vez mais a diviso ; e nao
raro ver-se todo o fornecimento de urna commo-
didade sahir de ama fabrica nica, que pode n'esse
caso, possuir urna serie de machinas inventadas
para preduzirem essa commodidade nica. Estes
casos veem-se, anda com muito maior frequencia,
as grandes fabricas dos Estados-Un idos.
{Contina.)
MRTE UFFlClAL
COVERNO DA PROVINCIA
FALLA que o presidente da provincia, eonselhelru los Fer-
nandez da Costa Pereira Jnior, dirigi Assembla
Legislativa de Pernambnco, no dia de sua installaeSo a
k O de Mareo de 18 SO.
H (Continuado)
CASA DE DETENgO
1, Este ediacio por suas dirnonsles e acertada distribuicSo dos respectivos
compartimentos, corresponde importancia da capital em que est situado.
4 A parte destinada as prisSes compSe se de 3 raios, tendo capacidade para
% conter 370 detidos, sendo 2 em cada urna das cellulas de 1.a ordem e 5 para as de
2. e 3/
A secretaria, sala de audiencia e do ajudaute, o archivo e o deposito da fa-
zenda dos presos esto no andar terreo do sobrade que serve de residencia ao admi-
nistrador.
a O edificio exige custraas reparac3es sobre tudo em relajlo coberta.
* Ha tambem necessidade de mesas e outios movis exigidos pelo art. 23 do
respectivo regulamento.
Com o aceio e caiacao interna o externa e pequeos reparos essenciaes s
condicoes hygienicas do estabelecimento, despendeu-se no anno prximo fiado 1320340
e com a respectiva illuminacHo 1:0870200.
At 31 de Dezembro ultimo existiam no estabelecimento 317 detentos sen-
tenciados, pronunciados e indiciados nos casos em que cabe prisSo preventiva. O
procedimento dos primeiros foi em geral satisfatorio.
A 30 de Abril do anno passado forneceu se tres mil metros de algodo azul
mesclado nacional para vestimenta dos presos pobres. No decurso do mesmo anno 513
detentos receberam roupa.
No dia 10 de Maio foram tambem fornecidos cincoenta metros de bata azul
para vestimenta dos detentos que se acham empregados em servico da casa e bem
assim quatrocentaa mantas de 13 e quatrocentos pares de sapatos.
Contina a alimentacao dos presos pobres a ser feita regularmente.
A importancia das sobras dos gneros alimenticios que deixaram alguns de-
tentos postos em liberdade, a contar de 11 de Abril de 1881 a 30 de Janbo do anno
passado, foi recolhida ao Thesouro Provincial.
Durante o anno de 1885 houve na respectiva enfermara 32 fallecimentos.
Para o hospital de variolosos seguio apenas i detento e para o Asylo dos Alienados
foram transportados 135 individuos, all recolhidos por ordem de diversas autoridades
da capital e do interior.
Seguiram tambem para o presidio de Fernando de Noronha 78 doentes de
bori-beri, dos quaes 63 voltaram restablecidos.
Os actos religiosos sao praticados com a devida docencia, assistindo os de-
tentos com a necessaria reverencia s'missas dos domingos e dias santificados.
Por falta de acconimodac3es funecionam apenas duas oficinas, urna de fer-
reiro e outra de marcineiro, sendo muito limitado o numero dos que n'ellas trabalham.
A escripturacao da casa feita com regularidade.
O pessoal administrativo comp3e-se actualmente de 1 administrador, 1 aju-
dante, 1 escrivao, 1 medico, 2 amanuenses, 1 enfermeiro, 18 guardas de 1.a classe,
18 de 2.a e 1 barbeiro.
Recolheu o administrador da Casa de DetencSo ao Thesouro Provincial
7400131; sendo : do imposto de 100500 pagos pelos senhores dos escravos 3810150;
do imposto d'agua, luz, cama e alimentacao dos escravos' tratados na enfermara
1940551 e de certidoes requeridas ao cartorio 1640430.
A vigilancia externa do estabelecimento confiada a urna guarda composta de
j inferior, 1 cabo, 15 soldados e 1 corneta, commandada por 1 official.
CADEIAS
Conforme se verifica do relatorio apresentado pele chefe ds polica, as cadeias
da provincia, com raras excepcoes, alm de mal construidas sob o aspecto do lugar e
salubridade, estilo mais ou menos arruinadas.
Cumpre anda notar que de propriedade da provincia s existem nos muni-
cipios de Iguarass, Goyanna, Itamb, Pao d'Alho, Gloria de Goit, Nazareth, Victoria,
Cabo, Rio Formoso, Serinhaem, Agua Preta, Brejo, Pesqueira, Garaahuns, Flores,
Triumpho, Tacarat Cabrob e Ouricury.
Nos outros municipios servem predios particulares, nem sempre em condicSes
1 favoraveis.
Em seguida veris qual a importancia do aluguel mental das casas que as
diversas localidades, servem de cadeias, ou quartel e cadeia ao mesmo tempo.
Localidad*
Aguas-Bellas.
Alaga de Baixo.
Alaga dos Gotos .
Barra da Jangada .
Barreiros.
Bom Conselho .
Bom-Jardim .
Bonito.....
Brejao do Santa Cruz
Buique ....
Canhotinho .
Corren tes,
Cruangy ....
Escada .
Ex ....'.
Flores.....
Floresta ....
Importancia do aluguel
mental
100000
120000
80000
100000
250000
100000
200000
100000
40000
160000
120000
60000
30000
250000
160000
60000
150000
Mister a que se presta
Cadeia e quartel
dem, idea
dem, idem
dem, idem
dem, idem
dem
dem, idem
dem, idem
dem, idem
dem, idem
dem, idem
dem
dem, idem
dem, idem
dem, idem
dem, idem
dem
Gamelleira ....
Gloria do Goit .
Granito.....
Gravai.....
Ingazeira.....
Ipojuca .....
Itamarac.....
Jaboataoj.....
Leopoldina .
Palmeira de Garanhuns.
Panellas.....
Pedra Branca .
Pedra Tapada .
Petrolina.....
Quipap ....
Riacho do Matto.
Rio Formoso.
Salgueiro.....
S. Beendicto. .. .
S. Bento.....
S. Jos do Egypto .
S. Miguel de Ipojuca .
S. Vicente ....
Tacarat.....
Taquaretinga .
Timbaba ....
Villa-Bella ....
Villa da Boa-Vista .
200000
50OO
200000
100000
120000
120000
50000
20*000
120000
50000
250000
50000
120000
200000
120000
100000
100000
90000
100000
200000
100000
80000
40000
120000
100000
200000
90000
120000
dem,
dem,
dem,
dem,
dem,
dem,
dem,
dem
dem,
dem.
dem,
dem,
dem,
dem
dem,
dem,
dem,
Ic'ein,
Icera,
dem,
dem,
dem,
dem,
Id-.ro,
dem,
dem
dem
dem
idem
idem
dem
idem
idem
idem
idem
idem
dem
dem
idem
idem
idem
dem
idem
idem
dem
idem
dem
dem
idem
dem
dem
urna parteira,
3 medi-
406
4.174
3.2-18
872
460
5
72
68
2
7
3
49
41
9
2
32
10
8
4
30
SANTA CASA DE MISERICORDIA DO RECIFE
A piedosa corporacao da Santa Casa de Misericordia contina a prostar rele-
vantes servicos, tendo a seu cargo a admiaistracao dos hospitaes Pedro II, Lazaros,
Santa gueda, do Hospicio de Alienados, do Asylo de Mendicidade, da Casa dos Ex-
postos e do Collegio das OrphSs.
HOSPITAL PEDRO II
O pessoal do estabelecimento comp5e-se de 17 rmSs da caridade, \ ca
pellao, 1 pharmaceutico, auxiliado por dous ajudantes, 1 barbeiro,
enfermeiro e 31 sorventes, estando o servico sanitario a cargo de 1 director,
eos, 3 cirurg3es, 3 mdicos, aggregados gratuitos, e 1 dentista.
O movimento de doentes no anno passado foi o seguinte:
Existiam...........
Entraram...........
Sahiram curados.........
Fallecern:..........
Ficaram em tratamento.......
Sala de maternidade
Existiam, parturientes.......
Entraram...........
Sahiram...........
Falleceram..........
Ficaram em tratamento.......
Quanto as creancas
Existiam...........
Nasceram...........
Sahiram...........
Falleceram..........
Existem........'
HOSPITAL DOS LAZAROS
A direcefio d'esse hospital est confiada a i regente, 1 enfermeiro, 1 capello
e 1 medico.
O seu movimento de doentes foi em 1885 o seguinte :
Existiam...........
Entraram...........
Falleceram..........
Sahiram...........
Existem .... ......
HOSPITAL DE SANTA GUEDA
Installado ha pouco tempo, precisa esto hospital do canalisacSo d'agua po-
tavel e de esgotos.
Para a execucao de ambas .13 obras, cuja indispensabilidade manifesta, a
administrado da Santa Casa de Misericordia, s dispondo de exiguos mcios, solicita e
espera da vossa solicitude pelo bem publico, auxilio pecuniario nao inferior a 4:0000.
O hospital tem ] regente, 1 capello, 1 medico, 2 enfermeiro3 e um aju-
dante, 1 cosinheiro, 1 hortelao e 5 serventes.
Dos doentes no anno prximo findo :
Existiam...........
Entraram...........
Sahiram curados.......
Falleceram..........
Ficaram em tratamento.......
HOSPICIO DE ALIENADOS
Por motivos das dificuldades financeiras da provincia, deixou de ser entregue
e applicada cnosignacao de 15:0000000 do orcamento vigente, que se destinava s
obras do raio norte do edificio em quefuncciona o Hospicio de Alienados.
D'aqui resulta que estes se acham agglomerados, sem os devidos commodos,
na parte do edificio j concluido, cuja insufficiencia manifesta.
O pessoal do estabelecimento compoe-se de 1 director, 1 capello, 2 medaos,
1 ecnomo, 1 porteiro, 8 enfermeiros, 1 cosinheiro, 1 barbeiro, 1 administrador do ser-
vico externo, 1 guarda do sitio e 13 serventes.
O movimento de doentes foi o seguinte no anno de 1885.
Existiam...........
Entraram...........
Sahiram curados. ......
Falleceram ._.........
Ficaram...........
ASYLO DE MENDICIDADE
Ainda nao estao concluidas todas as obras do edificio, em que funeciona este
Asylo.
A respectiva administracao e servico interno e externo estao a cargo de 1
director, 1 capello, 1 medico, 1 ecnomo, 1 amanuense, 1 porteiro, 2 enfermeiros,
e 4 vigias.
O movimento, quanto aos asylados, no anno de 1885, mostra o seguinte :
Entraram........... 241
Sahiram........... 131
Falleceram.......... 105
Ficaram........... 164
CASAS DOS EXPOSTOS
A falta de commodos e m localisacilo do edificio, consagrado ao servico do
recebimento e educacao dos expostos, de que j tem tratado alguns dos meus prede-
cessores, continuam a produzir o mesmo prejudicial effeito, com relacSo sade
d'aquelles infelizes.
O estabelecimento tem 12 irmas de caridade, 1 capello, 1 medico, 1 regente
externo, urna porteira, e 1 servente.
Cents e trinta e tres creancas expostas na roda estilo entregues a amas, que
os aleitam e criam a'. a dado de 5 annos, quanto s do sexo femenino e de 7 quanto
s do masculino ; depois do que vito sendo recolhdas as d'aquelle sexo casa pia, que
as tem do educar e os meninos entregues a quera, mediante tutela, queira tmalos sob
sua protecco e amparo.
O movimento no anno prximo findo foi o seguinte :
No estabelecimento
11
87
66
22
10
179
205
94
104
186
Existiam.
Recolberam
Entraram.
Casaram .
Sahiram .
Existem .
Existiam.
Foram expostos.
Recolberam .
Entregues.
Falleceram .
Existem .
Em creac&o
221
4
7
2
26
204
m
41
4
98
28
133
COLLEGIOS DAS OBPHANS
Alm de 10 irmSs de caridade, sob a directora de urna superora, tem este
estabelecimento 1 medico, 1 capallao, 1 professor de msica, 1 porteira, 1 hortelSo e
1 servente.
O pessoal do collegio teve o seguinte movimento em 1885:
Existiam............ 202
Entraram........... 23
Casaram............ 5
Falleceram.......... 3
Sahiram........... 18
Ficaram........... 199
Servico funerario
Este servico, do que trata o regulamento de 28 de Agosto de 1879, produzlo
em beneficio da Santa Casa de Misericordia no anno prximo findo a quantia de
9:9960640 ou menos 9980860 do que no anno anterior.
Do relatorio do digno provedor, transcrevo o seguinte trecho, para o qual
pojo a vossa esclarecida attencao. Por elle veris quaes as difficuldades da casa.
c Estado financeiro
< Nao animador o estado financeiro da Santa Casa.
t O decrecimento da receita, proveniente dos 5 /0 addicionaes, que passam
< a ser de 4 "/, por ter sido tirado 1 % para a colonia Isabel, a diminuicao da renda
< dos predios, e, em contraposicao, as despezas com mais um hospital, o de variolo-
sos, o grande augmento do pessoal soccorrido, que tem tido o hospicio de alienados,
sao as causas que concorrem para dar maores proporgSes ao desequilibrio, que se
t nota entre a receita e a despeza das caixas dos estabelcciinentos de caridade e do
Asylo de Mendicidade.
< Na caixa do servico funerario exista de saldo em 31 de Dezembro findo a
quantia de 27:1160057 ; na da Reoife Drainage a de 15:8890112; na de depsitos
a de 27:5660734; na de patrimonio de orphSos a de 19:8610300; na de caridade
e do Asylo, porm, como j dsse, existia na 1.a o dficit de 41:2910131, e na 2.a
o de 27:9210848.
Fastas caixas deficientes sao supprMas pelas outras, e por isso que exis-
ta n'aquella data em dinheiro apenas a quantia de 11:2200724; fijando por pagar
contas, de cerca de 38:0000000.
Do que fica expendido ver V. Esc. que tenho razSo quando digo que
a pouco animador o estado desta instituicSo, que tantos beneficios prestou humani-
dade soffredora, e que, por esse motivo, deve merecer toda a attenclo dos poderes
a pblicos.
Alm dos auxilios que peco, para so poder levar a effeito as obras j men-
donadas, quando tratei dos diversos estabelecimentos, espero que V. Exc. se dignar
de propr, e obter da Assembla Provincial a percepySo por parte da Santa Casa de
todo o imposto de 5 [0 votado sobre a renda da provincia e a preferencia para a ex-
traeco de 48 partes do loteras ; dando-se Colonia Isabel urna outra subvenjao.
Prestar V. Exc. relevantissimo servijo nstituicao e provincia, se
conseguir que sejam concedidos esses auxilios indispensaveis para urna regalar admi-
" nistracao e para a satisfacao de compromissos, em que se acha erapenhada a Junta
1 tem para fornecimento de gneros alimenticios, de fazendas, d'agua, gaz, raedaa-
mentos, ote. ; para um pessoal de 1,388 individuos soccorridos, alm de ordenados,
1 salarios, concertos de predios, de edificios, etc.
(Continua)
aeaw
EXPBMENTB DO DIA 6 DE MARQO DE 1886
Actos :
.0 presidente da provincia, attendendo ao que
requereu o bacharel Manuel Fernandas de S An-
tunes professor substituto do curso, antiexo a Fa-
culdade de Di.-eito do Recife, resolve conceder-lhe
tres inozes de licenca com vencimentos na forma
da le para tratar do sua saude ondo Ibe convier.
O presidente da provincia, de confovmidade
com a proposta do Dr. ebefe de polica em officio
n. 226 de 4 do corrente, resolve uomear para os
cargos de subdelegado, 1, 2o e 3" supplentes do
districto de .'andacaia do termo do Brejo, os ci-
dados Joaquim Cordeiro de Souza, Manoel Jos
Baptista, Lauriauo Pereira da Silvae Jos do Reg
Barros na ordem em que estao csllosadog.
O presidente da provincia, attendendo ao que
requereu o 1 tabelliao, escrivao de orphaos e of-
ficios annexos do termo de Tacarat, Manoel F.
Botelho resolve comeder-lhe tres mezes de licen-
ca para tratar de sua saude, de vendo o petieiuna-
rio entrar n gozo da sobredita licenca no prazo
de quarenta dias.
O presidente da provincia, attendendo ao
que requereu o juis municipal do termo de Panel-
las, bacharel Diomedes Qancalves da Silva ,resol
ve conceder-lhe trez mezes de licenca cora o orde-
nado ntegril e a contar do 1 do corrente mez.
O presidente da provincia, attendendo ao
que requereu o juiz municipal dos termos de Pal-
mares e Agua Preta, bacharel Francisco Perthter
Rodrigues Lima, resolve conceder-lhe tres mezes
de licenca, com o ordenado integral, para tratar
de sua saude, devendo o peticionario entrar no goso
da sobredita licenca no Drazo de quinze dias.
O presidente da provincia, em execucao da
da le n. 2395 de 10 de Setembro de 1873, resolve
nomear Jos Barbosa Bezerrade Mello para o pos-
to de alferes da 6a companhia do 31 butalbSo de
intantaria do servico activo da guarda nacional
das comarcas do Bonito e Bezerros,'que se ach
vago.CumiDunicou-se ao commandante superior.
Officios :
Ao commandante das armas.Sirva-se V.
Exc. de providenciar para que nos dias 18 e 9 do
corrente, pelas 3 horas da tarde, se apresentem ao
Dr. chefe de polica vinte e cinco pracas de caval-
lana, afim de auxiliarem o servico policial da ci-
dade.Communicon-se ao Dr. chefe de polica.
Ao Dr. chefe de polica.Declara a V. S.
em resposta so sea officio n. 150 de 16 deFeverei-
ro findo, que approvo o contracto de locacao feito
pelo delegado do termo de Leopoldina com Bento
da Costa Araojo, acerca de urna casa deste, pelo
aluguel mensal de 12000 afim de servir de quar-
tel e cadeia na villa da mesma denominaco.
Commnnicon-ie ao Thesouro Provincial.
Ao juiz de direito da comarca de Iguarass
Acabo do receber o seu officio de 4 do corrente.
Emquanto nao providencio em relacao ao mais
que se contem no mesmo officio, devo sem demora
declarar-lbe que nao constituie motivo legal de
adiamento da sessao do jury o in licado no edital
cuja copia Vmc. me enviou, e nem por esta presi-
dencia Ihe foi manifestado estar demettido o pro-
motor publico da comarca, quando aguardava^para
providenciar sobre os fados por Vmc. referidos o
resultado da deligencia que estao incumbir ao
chefe de polic. da provincia.
Ao commandante do corpo de polica.De-
claro a V. S., em resposta ao seu offi :io n. 218.
de hontem datado, que, estando ainda o noajor
desse corpo, Cleomenes Lopes de Siqueira, inclui-
do na lista de jurados da comarca de Jaboatao ; e
tendo sido notificado pira fuuccionar na act :al
aeesao do Jury, deve prestar aquelle servico.
Entretanto r gresear ao quartel, logo que ter-
minar a sobredita sesa&u, transf-rindo sua resi-
dencia para esta capital, onde imptescindivel
que p-rinaneca. em virtude da naturesa do cargo
quo exerce, o qoe V. 8. Ihe far constar-
E, caso nao transfira com precisa bievidade
sua residencia, V. 8. participar o occorrido a esta
presidencia, que providenciar a tal respeito con-
forme julgar conveniente.
Portara :
O Sr. gerente da Companhia Pernambncana
mande dar paisagem proa nt Fortalesa, na
van ni 'os portes do norte, a 20 do corrente, a
Rrvmui^o Nogueira, i sua mulher Antonia No-
ra e a dous filhos, sendo um de anno e meio e
. de 3 mezes. por conta das gratuitas a que o
rao tem dmito.
BXFaDntHTB DO SECBBTABIO
Officios : t i n
Ao i. secretario da Assembla Legislativa Pro
alDa ordem do Exm. Sr. conselheiro pres-
deme da provincia transmiti a V. 8., para os fina
convenientes, o balanco da receita e despea do ,
exerc.e!o de 1884 a 185 das cmaras municipaes |d? "" P **>
de Tacarat, Rio Formoso e Villa Bell, e o orea- nientc-
ment paia o de 188S a 1887 da cmara da Gloria
de Guita.
Ao mesmo. De ordem do Exm. Sr. conse-
lheiro presidente da provincia, remetto a V. S.,
para os fins convenientes, o balando da receita e
despeza do exercicio de 1884 a 1885 e o orcamen-
to para o de 1886 a 1887, organiaado pelas cma-
ras municpaes de Triumpho, Granito, Barreiros,
Vertentes, Ipojuca, Floresta, Brejo, Ouricury, Vic-
toria, Flores, Boa-Vista, Cabrob, Bom Conselho,
Ingazeira, Itamb, S. Bento, Iguarass, Caruar,
Salgueiro e Petrolina.
Ao commandante do corpo de polica.O
Exm. Sr. conselheiro presidente da provincia man-
da eoinmunicar a V. 8. que hoje exarou o seguin-
te despacho em seu officio de hontem, sob n. 217,
acerca de abono de vencimentos de ajuda de cus-
to a officiaes desse corpo : Remettido ao ins-
pector do Thesouro Provincial pora mandar at-
tender.
Ao inspector do Thesouro Provincial. O
Exm. Sr. conselheiro presidente da provincia pro-
terio hoje o seguinte despacho no requerimento de
Francisco de Pinho Borges, a que se refere a in-
tormacao de V. 8., do 25 de Fevereiro nltimo, sob
n. 496 : Nao sendo as annuidades relativas
Recife Drainage Compauy dependendentes da
dcima urbana, c i no decidi esta presidencia em
20 de Maio de 1881, deve prevalecer a obrigacao
em que est o supplicante. Communicou-se ao
engenneiro fiscal da Companhia Recife Drai-
nage.
Ao engenhero chefe da repartilo das Obras
Publicas.De ordem ao Exm. Sr. conselheiro pre-
sidente da provincia aecuso o recebimento do offi-
cio de 3 do corrente, em o qual V. S. enviou ses-
senta exemplares mpressos do relatorio dessa re-
partico, apresentado em 15 de Janeiro ultimo.
Ao gerente da Companhia Pernambucana.
De ordem do Exm. Sr. conselheiro presidente da
provincia aecuso o recebimento do officio, em que
V. S. comniumcs que o vapor Atandahu seguir
para os poitos do sul, at Aracaj, no dia Io do
corrente, s 5 horas da tarde.
Ao agente da Companhia Bahiana.De or-
dem do Exm. Sr. conselheiro presidente da pro-
vincia aecuso o recebimento do officio em que V.
S. communiua que o vapor Marinho Visconde, che-
gado hoje da Baha e escala, regressar uo dia 10
do corrente, s 4 horas da tarde.
Aos agentes do London & Brazlian Bank,
Limited.De ordem do Eim. Sr. conselheiro pre-
sidente da provincia aecuso o recebimento do offi-
cio de hontem, com o qual Vs. Ss. enviaram copia
authentica do balaucete das operares effectuadas
no mez de Fevereiro u'timo pela caixa filial desse
banco, neata cidade.
EM ADDITAMENTO AO EXPEDIBNTE DO DIA 6 DE MASCO
DE 1886
__Ao Io secretario da Assembla Provincial.
De ordem do Exm. Sr. conselheiro presidente da
provincia remetto a V. S., para os fins convenien-
tes, quarenta exemplares impressos ds relatorio
apresentado ao mesmo excelleutissimo senhor pelo
engenhero chefe da repartico das Obras Publi-
cas em 15 de Janeiro ultimo.
Ao inspector geral da InstruccSo Publica.
De ordem do Exm. Sr. conselheiro presidente da
provincia transmuto a V. S em resposta ao sea
officio n. 74 de 2 do corrente, a copia inclusa da
informaco n. 43, prestada p*la repartico das
Obras Publicas, a respMti das casas escolares at-
lndidas em sen predito officio.
DESPACHOS DA PRESIDENCIA DO DIA 18 DE
MAHCU DE 1886
Capitio AntonijGracindo de Guarni Lobo.
Deferido com officio dirigido hoje ao Sr. inspector
da Thezourana de Fazenda.
Francisco Silveira de Farias.Informe o Sr.
inspector geral da Instrucco Publica.
O mesmo.Aguarde o despacho do requerimento
a que alinde.
Francisco Filgueira de Britto Lyra.Informe o
Sr. inspector da Thezouraria de r'azenda.
Generosa do Reg Medeiros Calateante de Al-
buquerqueIndefendo.
A mesmaSin, mediante recibo.
Herrnelino Elyseu da Silva Caneca.-A viatada
informacio nao tem lugar.
Herique Augusto MiletInforme o Sr. Inspec-
tor do Thexouro Provincial.
Major, Justino Rodrigues da Silveira.Forne-
ca se.
Mesa regedora da irmandade do Sr. dos Pasaos
de Olinda.Ao Sr. brigadeiro commandante
havendo incanve-


.~
k

lun
t


Diario de PcrnainbacoSabbado ? 'le Mar^o 1886
SB
I
>
i


Manoel Rodrigues Chrisostomo. -Snbmetta-M
consideracao da Asoembla Legislativa Provin-
cial.
.e de Carvatho.Prejudieado.
de Pernarobu-
: 9 Marjo lo de 1886.
O portiiro,
J. L. Viegas.
RenarfMm ala Poltela
Seccao 2. N- -J.-Set-retari* de Po-
lica Illui. Sr. Participo a T. Exe.
que foram lionuria recol-iidos a Casa de.
Detengan tintes individuos:
A' ordena do Dr. juiz de direito da 3.-
districto oriuiinal Jos d e Souza Carueiro
por se achar incurso no grao medio do
art. 236 Io combinado cora os arts.
237 | 3. e 238 do coi. crim.
A' ordem do Dr. delegado do 2. dis-
eto da capital, Francisco Salustiaoo Fer-
reir, pelos crimes de rapto e defloraraen-
to.
A' ordem do subdelegado do Santo An-
tonio, Francisco Correia da Silva e JoSo
Frrmino de Brit'o Freir, por i.'iaturbios.
o din 15 do corrente, s 7 horas
da m.iuha e no lugar denominado Rancho
do l'.uubo, do termo de Pao d'Alho, dous
individuos, confluidos, um por Zumba de
tal e o outro por Antoninho, aggrediram e
fitiram gravemente a Oroucio Carlos Fer-
reira de Olivcira.
Dilig'ncia-so a captura dos delinquen-
tes, contra as quaes proceden se nos ter-
mos do inquerito policial.
i)e.ua guarde a V. Kxo. lllin. e Exm.
Sr. cons'-lheiro Jos Fernandes da Costa
Per ira Jnnior, muito digno presidente da
provincia. O chele de poli :iu, Interno
Domingo Pinto.
C ominando das Armas
QUARTEL GENERAL DO COMMANDO DAS AR
MAS DE PERNAMBCCO, 19 DE HARyO DE
1886.
Ordem do da n. 78
Paco constar guarnicio que o Ministerio da
Guerra em telegramma de 16, declarou ter conce-
dido por portara da mesma data ao S r. tenente
do 15" batalho Je infantaria, addido ao 14' da
mesma arma, Francisco Evaristo de Souza, dous
rnezes de licenca, cora meio sold : o que me foi
communicad) pela presidencia da provincia em
offieio do 17, tudo do corrente.
(Assignalo). O brigadeiro, Agostmho Marque
de 5<5, commaudante das armas.Conforme.O
tenente Joaquim Jorg* de Mello Filho, ajudante
de ordt ns interino e enearregado do detalhe.
Thesonro Provincial
DESPACHOS DO DA 19 DE MARC/O
Mariana Augusto da Bocha Bastos. -Informe o
Sr. Dr. administrador do Consulado.
Maria da Conccicao Pitanga dos Santos, Anto-
nio Jos Rodrigues de Souza, Valentn) Rodrf*ue<
dos Prazeres e Jo Francisco dos Santos e Pilb s.
Haja vista Sr. Dr. procurador fiscal.
Alejandre Manuel Becerra. Concedo a proroga-
cao do prazn de 3i das improrogaveis dentro do
quaI realisar a entrada integral da quantia de
que se trata.
Thereza Alejandrina de Barr s Mello.Pa-
gue-ae.
Joaquim Jos de Mello Jnior, Offieio do Dr.
Chefe dePobeia, J"o Luiz B*da, Heurique Au-
gusto Milet, e Antonio Fernandes Raines de Ol
veira.Informe o Sr." Contador.
Isabel Joaquina da Silva Boa-Vista e Dr. Cos-
me de 84 Pereira.Certifique-re
Joo Anacleto do Sascimeuto, Albino Cruz C.
Tbomaz Jos das Neves e Carteiros do Thesouro
Provincial. Entregue-se pela porta.
Manoel do Nascimento, AuguBto Pereira da Sil-
va, Joio Baptista Bezerra do Amaral, Irineu Coe-
lho da Silva, Joaquim Francisco Querido e Cosme
Baptista Viegas.Ao Contencioso para cumprir o
despacho da i unta.
Bario de Caiar. -Informe a seccao do Conteu-
cojo.
Consulado Provincial
DESPACHOS DO DA 19 DE MARCO
Dr. Celsi Tertuliano Fernandes QuintellaCer-
tifique se o qne constar.
Belarmino GuedesGoniiim. Deferido de aecor-
do com a Infortr
rgnacfo Marques d- Espirito Santo. Informe a
prim-ira seccao.
Mnia e Recende.-Indeferido com relaco aos
trez primeiros termos e attendido quinto aos de-
mais de accordo com a inforraaco do Sr, chele da
segnnda seccao.
J. Ant nio dos Santo?.Certifiape-se.
Fe; le Azevedo, Santos Irmos.
Informe a primeira seccao.
lft BE PEBJAIBBCfl
Bteirospect. poltico do anno
le 1H<
llo niinuacSo)
HKSI'AMIA E PORTUGAL (>
logo no principio do atino fot o ministerio bes-
panh ira. acerca da poli-
tice fstrangeira. O Sr. Elduayen deu explica-
nnraadas sobre indos os pool
lativ:. la m marchia.
quauto s uotas trocadas entre i
Madrid e o (hriaul, em referencia
'es com qi
D estar lembrados, achara o Sr. Pidal que
deviaalvogar o poder i np
de 18rti. leve deempenb ir-se ti'ut
i oratorio cotnoSr E nilio Castellar.
atholica loininislro das obras
publicas i* Hespaoha nao agradou, nem poda
ar aos patricios de Gavour c Garibaldi. o
ira i laliau i commoveo-se com a provo-
: tmente o sea desconten-
amento ao gi
Bal ir. Elduayen perantc a cmara
davam como Ihido o incidente internacional de
que se traU. O dep rpellante foi o mar-
i de Armi|0, ex-ministro. p irque li-
i. memlj
mais moderada da "-pierda
no emtanto, c com bons hiodanieatos
nte adherido diversos conserva lores de
,. o que nio era caso de pequea gravi-
dade para n ntnaco poiitica pnto dominante,
mais sinceros i >J;
ijaram velo livr d
ionario, cujo ardenli
por igual a autordade e influencia
rer fora do paiz. A
liara
embora os -a- inti
aplina, para nao dar ga-
rios erros ty-
' segundo ixaria-
i profundamente
'do do qu-
*-' de 'invjado
Na mesma
V-Jiiw,. icia-se Jano.
a columna, linhas 8'*. em
09r. Es-
inma, linhas
tdeu um por um. Icia
irmi
ante daui Madrid na
cmara alta, deram claras demonstracocs do seu
deecontentameuto. Era pomo dad
se V(A, o ultramootanismo do Sr. Pidal.
N3o ha maior errodiziaem conversacaofc
tiaa un dos mais di>tiucios lumiuares da politua
lieftpanholanao ha maior erro do que cotrfun-
direm-se os conser^ os. os horneas
que em 1869 se aa-irai-am do Sr. Cnovas para
stuteuiur alta t Irrineniente acausa da inonarcliia
constitucional, coui os couserwdores do antigo
rgimen, com os partidarios da uuidade catholi-
ca e da supremaca social do clero. Nos os II
beraes-conservadores -nemeqne adoptamos com
orgulho e conviecocomprehendemos e acredi-
tamos que a realeza era compativel com as ktftt
e scntiini'iitos de tolerancia religiosa propnos da
actualidade, bem como com os principio- de
verno que qualqucr conservador dos tempos de
NarvaL'/. ou Cunzalcz lravo. teria HfeUido cora
despreso fc os clericaes de lodos os tempos ana-
Ihematisad can horror. (Juenamos urna poli-
conservadora no seio da monarchia como a
eutendem e pralicain os orreligionarios
dos pnce* regidos |ielo systetna parlamentar c
como a realisou o nosso partidocu -na primeira
plia.-e. aps a restauraciio.
c Esse partido ofterece agora, no seo segundo
advento, um aspecto estranho que surgi da fu-
nesta influencia do Sr. Mal, com grande dor
pranos todos, conservadoras de moderna orien-
lacao. que lamentamos profundamente a ascen-
dencia de u.n estadista cajas COPTMCOei e antece-
dentes diio ao nosso grupo um carcter reaccio-
nario que devenios repelur. O ministro das obras
publicas i pereerto na vida ordinaria um hoinein
exiirinauvute iinuu'! B um conversador erudito
E", alm di-so. um orador cheio de enlhusia-ni"
e eloqueucia l'ascinadora Essas qualidades bri-
Ihantcs conquistarara-lheas Titas re. un grande crdito naodrtee a conlianya do
presi lente do conselho. que s fenocasas eren-
ras, a -inceridade reaccionaria do Sr. Pidal c ao
apoio dos clericaes sacrm I MtbgOS allia-
dos e a- tra I irosasd i aartide ajoaie
conliou os seus deslinos.
V e-te murmurar as lileiras do e\eviio com-
mandado pelo Sr. Cnovas del Caslilho, OOrres
pondia certa approximaco dos diITciviitcs gru-
..pposicconistas, tal como a que por odio ge.
ral ao gabinele se realisou ao lempo das ele
niunicipaes. em Maio. N'es-a occasiao, elTectiva-
mente. os partidos anl-minisleriaes. desde I es
ipier la dynastica ao federalismo republicano.
desda Sosjasta Lpez bonnnguez. Hartas, Moret,
Becerra e Castellar at Salmern. Ruiz Zorrilla e
Pi y Margall. todos nasraaa causa commiim para
denotar o governo perantc as urnas donde ti-
nham de satiir os nomes dos novos vereadores.
E a coalico. apesar dos elementos botewgeneos
a inharmonisaxeis de i|ue se corapunha. raante-
ve-ge hbilmente t nao oi de todo pobre em re-
sultados, contra a espectativa do governo e priu"
cipalniente do Sr. Homero Robledo, ministro do
remo, que se tinha na conta de cabalista inexce"
divel. Na cleicao das mesas que haviam de pto
sidir aos sutTragios posteriores a colligag.rio re-
publicano-liberal triuraphou nao s em Madrid,
como em diversas capitaes de provincia, nao
obstante a pressoexercida pedos agentes minis-
tenaes, que em Albacete chegaram a negar o di-
reito de voto a nada menos de 300 eleitores.
Ainda as eleices delinitivas a populaco ma-
drilena leu victoria colligac'to, cujos mais no-
lawds i-i'prescnlanles foram eleitos.
OSr. Cnovas, como estadista intelligente,
senlM de cerlo OS porajOS dessa uniao ine.-iie-
rada das Ibreas lilieraes e radicaes. Elle li 'in
sabia que a principal causada sua ultima subida
ao poder fora a dissidencia que lawava no seio
do liberalismo. Tamlieai nao ignorava que, se
era mpos-ive qoalqaer aocdrdo doradoura en-
tiv f i-c|iulilicanos. alias iuliaiamen!.' Vdidos,
e OS berajes lym laatCOS, nao era menos verda-
de que estes, una wv. har.nouisados posto que
para um lim especial, po liam perfeitamente for-
mar entre si urna unio duradoura e vantajosa
para todos, menos para o ministerio e para a si-
luaco conservadora.
\.- bit '- governativas nao davam, todava, a
Conhecer laes receios e antes se niostravam de
um ojitimismo iuvejavel. los Nanita tes
das etejOes oninicipaes e da segnraaca deesa
situaco. Jiaiillnlia-se tal vea u'es-e senlimento
o caracterstico de ser rarissinw na patria
lo Cid e dos pronin cahir um governo
por faila de apoio parlamentar
' reappareciuicnlo do citolera na
ieapsaha e as medidas tomadas pelo novo gahi-
. o de modilicar os effeitos da cruel
-.na. e dabeUal-a, oreafasa novas s serias
difficttl la les a misso lolitica lo Si'. Cano
qual ainda tinha de pasear p ir mais terriveis
pi-o\aee-. antes de enl iver te aos saoi
rsarios. No meio do terror popular, pro-
dasido pela segunda una-iodo Qageilo, a oppo-
aceosonenrgica a violentamente o go-
verno por Bater este c intribmdo para aag
lar o pnico dBa habitantes le Madrid, aanuo-
mi a maior precipitaco
.isleiicia da peste na capital do
li fe i o. api- senielhante annmicio. foi estra-
nho o i capital se pro !
k i [uanto as claaaes opulentas ou remediadas
na. por assiui diasr, dsaasall ios Ir u
de Carro, alim de prem-se tenge do
lem recursos para
i consa, comecaram a paten-
lear-se publica e francaineute irritadas contra 0
ministerio e com aspeeialidade eontrao Sr. Ho-
Hobledo. ("die_'iui-se a recejar, c com ra-
le -obra, que a a^umo e os grandes ajun-
BOtOt le pavo lias ra- e-linia- le Madrid
agravasaem consderavelHiahte as ja de si
mas condices de hygiene publica. Os patlidaa
polticos, como acontece em toda a parte, e
culavain I ontenlanientos
sem se lembraran das temerosas consoqnetteiaa
que d'alii podiam resultar.
i cas da
e, nao ha
3 das, transersvemos do Diario de No!
urna |ue se fazia alluzo caaos bem
caracterisados da terrivel molestia, eccorrido* em
amoragados do talegrapho submarino, dan I
causa d'olles a falta de aceio n'um edificio
contiguo ao esenptorio d* uiesmo telegrapho.
Aqa%aB) BarMMabuco, han que, devdo ao ex-
cess vo oalor a ao* mitasjsks daMnvolvidos por He
as iiniwriinisniqie atopetain a cidade, se obser-
assem omita* casos de fiebres de mo carcter,
ptriiicioas*, trph, etA, o ae bavia assigoala-
i, at ftaem^tpmtmm aaao de fe.br ama -
'inud)
KE'IFE, 20 DE MAR^ODE 188C
Pebre ama relia e hygiene
Aa ultimas noticia d a i*1
ter all recru le indo a ftSrma --pidemia,
^ febrp amarella, que. co-n se sal leni
ca oa -raode cid t* ito d i It
Janeiro.
Basa iminanidade, se o era, (Tesappareceu po
rm ; e j se vio accentuando caso?, perfeitamen-
te caracterisados, da insidiosa fabre, tauto nesta
cidade do Recite, como na de linda; e nem ha
que eatranhar n'isdo, dadas as cundi^oes cima, de
mu ico o ezcessivo calor e de fermentaco ptrida
das materias orgnicas, atiradas a esmo por todos
os cantos da cidade, gerando germens mrbidos
capazes de euveuenarem toda a populacao.
Importa isto implcitamente confessar que as
medidas de hygiene tem sido grandemente descu-
rada? por aquellos que teem por dever z lar a
saude publica.
Effecivamente, nao pJe ser feto em peiores
condiccoja, pelos agentes da inuuicipahdade do Be-
cife, o servico do aceio e limpeaa das ras, pracas,
caes e travessas da cidade.
li-;alisado o varrimeato das ras era horas
allantadas do dia, quandi a populaban j se acba
entregue aos jeus labores quotidianos, lovan! i
as vassouras dos varredores immensas nuvens de
p, que quaai asphyxiam quem as atravessa as
ras ou as receba em casa. E essas nuvens acar-
retam todos os miasmas o microbios, inboculau-
do-os n;. economa do boaic-n pelas vas respira-
torias.
Os ciscos e residuos guieos dessas extr iva
gantes varreduras slo accumulados aog diversas
pontos da cidade, e ahi pu-inan :c an d. is e das,
triiiaiannau la esses pontot e su cas eai ceutroa de peste.
Por outro lado, ha pontos da cidade pelos quaes
as vas-viras da Eldilade nunca pas3am, ou quan-
do o fazem, urna vez por semana; de sorte qu
esses psnto, ru a, travessas o pateos, sao foos
perennes de immundicias, que quer dizer -da
miasmas d eterios.
E quanto aos caes e praias, cujo aoeio tam-
bem da competencia municipal, faz lastimj. vel-os,
tal Je ordinario o seu astada de iminundicie, tal
o aspe.to repugnaute que oif--rece:n.
Entretanto, pelas contas semana*s publicadas
pela Cunara Municipal, regula adespeza com i*sse
ps3 ;ni servico cerca de 1:300400(1, o que, em
52 semanas que t -m o anno, correspande a um
gasto annuo de 67:6tX)'iOOO, sto t) % mais do
que a desbeza autorisa la no oryamcuto muui -
cipal .'
Nao ha duvida de que acidado do Recife ex-
tensa, e que para trazel-.i limpa : aecada iu -
dispeusavot urna deapeza consideravel. Mas, icio
se comprebeuie que a Edilidade dispenda por sa-
n ana cerca de 1:300/1000 com o servico tal qual
cima o descrevemos, para deixar a cidade em de-
ploraveis eondiccoes de salubridade.
E releva ponderar que o desaso municipal nao
se tem limitado ias >. Pelas suas posturas a Edi-
lidade estabeleceu regras para o aceio dos ijuin
taes dos predios, saueamento das eocbeiras e ou
tros C3tabolecimenro3 que podein dannificar a sau-
de, e tamb ;m regu!arisou, quauto salubridade, a
venda dos generas ali.ne. ticios. Pois bem, essaa
posturas nao sao cumpridas. Estabdlecimcntos lia
por cuja freate pergoso pissar, grajas aos che-
ros pestilenciaes que d'ellea so exhalara. Ha pre-
dios cujos quintaes sao focos de podridles de toda
especie ; e, quauto aos gneros alimunticios ex-
poatos venda, nao faltam exemplo^ q<'e ponham
em evidencia o deeleixo dos Srs. Edis e dos seus
agentes.
Em urna palavra, a diara Municiptl do Keci-
fe nao tem sabido ou nao tem querida desempe-
ntiar-se dos deveres que lbe incumbem pela le do
1 de Outubro de 1828 quanto limpeza, aceio c
sanaamento da populosa cidade do Recife, e ao
seu abastecimento de gneros salubres e em con-
dic^es de satisfazerem A urna boa hygiene ali-
mentar.
E* tempo, porm, mais que tempo de curar se-
riamente desse aseumpto, pois que, como cima
iizemos, j se tem manifestado casos de febre
amarelia, e quem tem em casa tao terrivel inimi-
go, nao tem o direito de esquivar-se ao cumpri-
m nto do dever, seno de debellal-o, ao menos de
in.uorai'.lhe os crueis effeitos ; e todo sabem que
as medidas bygienicas sao as mais uteis em tem
pos epidmicos.
Isto que dizemos em relacao Edilidade, esten-
de-se em babais tormos, as justas proporcoes
que lbe cabem, ao Ilustrado Sr. Dr. inspector da
S-Je Publica, cuja boa vontade e z.do alias nao
desconbecemos, embara saibamos tambera que pou-
co pode elle fazer, p>rque o noeao paternal gover-
no central, ao passo que todo blandicias e car-
nhos pan a corte, de urna sveridade de sovina
quando &e 'rata das provincias.
Actualmente, pirm, tem o Ilustrado Sr. Dr.
inspector da Sade Publica urna justa razfto para
ri-c:imar insistentemente do governo os indi-
saveis meios para beneficiar, no que for da sua
nlc ida. a sade da populosa Recife. Temos aqu
a febre amarella; e tanto basta para que,
nina tao fondada reelamaeio. nao cruzo os bracos
o governo, e nos dispense urna parte do que dis-
pende com a eidide de S. -ebastio do Rio de Ja-
neiro.
INTERIOR
zeno.
SSO
que amo* lan-ar nosso pro-
Uberdade de pensamento
Rio, 3 de Mar^o de 1886.
Nao ha o Brasil dnaa-opinies a respeito da
disposicoes do 5 do art. 179 de nossa constitui-
cao poltica.
A lber iade de pensamento, e sua commnnioa-
cao pela imprensa, sito d'reitos de inestmavel va
lor.
Se qualquer governo, oa autordade legalmente
constituida, tentasse amordaour apilavra, ou re-
yitmt a censura, teria de encontrar diante de s,
cahwfc* severa, aquella dispo'ieao constitucional.
EnaManto parece que urna fisa noca o de ana
verdasWtm ntelligencia i, da dia para dia, oju-
nhanflsV*^
E'
testo.
A liberdade de pensamento, subjectivamente
considerada, um direito indscutivel, e absoluto
da personalidade humana. Urna vez, porm, mani-
festado em publico pela palavra, introduzdo pela
improusao pensamentoencontra diante de si
as prescripcoes do direito escripto para prudente e
cautelosamente vigial-o. Nem podera ser da outro
modo desde que abandonou elle a atmosphera pri-
vada das relacoea naturaes de homem, como diz
Cbassan.
Ora, nossa constitulcao extremou e distingui a
imprenta Iliteraria ou industrial, da imprensa po
linn.
Aquella pertence a todos nacionac e eilrangei-
ros.
Enta, porm, compete exclusivamente ao cidaddo
brazileiro, porque um direito antes poltico do
que natural.
H por excepeo, e quando se trata de cauta
propria, se admitte a dispensa da 'qualidade de
cidaddo activo no goto de direitjtpoltico, como
preceito do i" do art 7o do cdigo criminal.
A imprensa poltica a guarda avancadas das
libertades publicas, a mantenedora dos dreitos
di- todos.
Permittia ao estrangeiro seria nma innovaco
perigosa, de q e alias no conhecemos exemplo cm
paiz algum.
O illustre publicista o Conde de Bonald, em seu
magnfico trabalho De la libert de la pree, oc-
cupando-so deste s;umpto expressa-se da forma
seguinte :
Conceder ao estrangeiro a liberdade da im-
prensa poltica, seria comparar a imprensa ao sino
de rebate, cuja corda estivesse pendente para a ra:
os meninos piichal-o-hiam por travessura, os es
t Hivados por ligeireza, os tmidos por medo, os ma-
lignos para prem urna cidade intera cm agita-
cao, e os ladroes para aprovetarem-se da deror-
ilenl
Nao pode a imprensa poltica estar ao al :ance
do estrangeiro, por mais Ilustrado que elle saja:
direito inherente qualidade do cidade, o cidado
activo n& forma do disposto em nosso cdigo.
Esj* doutrina nao c nossa exclusivamente, nem
tan o sal da opportunidade.
Guisot, defendendo-a cora a robustez e superio-
rldade de seu grande talento, dizia que ha dreitos
permanente e din tos variaveie, dreitos univer-
sacs e dir ta que nao o sao. O individuo leva coin-
sigo m priraeiroa por teda parte. Os segundos s
se Iho attribuem mediante eondiccoes portanto
pode elle, sem que a razao e a justic se offendam
com aso, fazer parte de urna scciedade onde es nao
possua.
E', portajto, irrecusavel que so o estrangeiro no
lirasil pretender envolver-se na imprensa poltica,
censurando acremento opinioes e actos do governo
do paiz; se quizer dirigir a opinio no sentido de
suas ideas, no tocante a organisacao e mecanismo
dos poderes polticos reconhecidos, e respeitados.
viola de frente o nosso direito escripto.
Se, pois, alguina autordade, rodeada da maior
calu/a e prudencia, o convidar a moderar a sua
linguagem, e mesmo a entrar ua rbita dentro da
qual pode livremente aproveitar-se da ampia li-
berdade de imprensa, que possuimos, essa autori
dade sem duvida digna de louvoi porque cumprc
seu dever.
Tudo que nao for guardar cautelosamente nte-
gra a distineco constitucional a que temos allc-
dido, ser permittir o rebaixaraento do hivel da
imprensa pol tica noore e poderosa arma, felizmen-
te at boje s manejada pelo patriotismo dos rae-
lhoreg talentos do Brazil.
E nSo fecharemos estas reflexoes, que nao visam
orar, mas simplesmente prevenir damnos
maiores, sem deplorar anda urna veasao nu-
meras as em que o temos fetoque a repartico
das Obras Publicas Provinciaes tonha totalmente
eaquecido o saneamento dos canos d 1 -'sgotos, cu
jas bocas vomitam a peste par toda parte.
E' iim horror passar ern certas horas do dia, ou
asa i da aoite, pela frent i d<'ssas bocas de esgo-
tal o chero que O'ellas se disprende que uentem-se
tos. E'na uzeas e t nturaa ao aspiral-o, como se se
tivesse inhallado os effluvios de um veueno voltil I
Nao, isto nao pode continuar assm. E' indis-
pensavel qae todos que tem por obrigacao concor-
rerem para a sannifiuacao da cidade, o facaui,
agora, mais do que uuuca, por que, repetimos, o
inimigo est em casa, sob a forma da febre ama-
rella, e com ;taes inimigos, peiores do que o fogo,
nao se brinca; elles nao se deve dar qaartel, e o
melbor meio de eombatel os a hygiene.
A revolneo do Estado Oriental
(Do Paiz da corto)
Pelo telegramma de Montevideo que hoje publi-
camos, d-se como realisada a invasao do Estado
Oriental pelas forcas revolucionarias, cuja organi-
sac nspiracao e influencia de rauitos cidados orieu-
taes, emigrados em Buenos-Ayres e outros pontos
da Repblica.
Sendo a not ca procedente da capital da Re-
pblica invadida, d'onde, alias at aqu se com-
raunicava, que. nao hava indicios de invaso, de-
vemos cir que o facto agora positivo e cero.
Pelo que at aqui so sabia, a revolucao apenas
se manifestara por levantamentos parciaes. capi-
taneados por alguns caudilhos mais ou menos in-
fluentes, os quaes, operando sem coheso e tren-
te de grupos pouco numerosos, deram lugar a que
o governo legal da R publica os perseguisse acti-
vamente, por meio de partidas ou destacamentos
que anlavan em desordnalas correras acu.linda
aos divers >s pontos onde se davam o pronucia
mentes, e batendo parcialmente os grupos revolu-
cionarios, cuja tctica, alias tradicional em todos
os movimentos idnticos produzidos nessu paiz,
era correr em todas as direeces do vasto territo-
rio, buscando, ora algum ponto da fronteira do
Brazil, ora a costa do Uruguy nos d parlamentos
fronteiros RepuMica Argentina.
Por pequeo que parepa, e que efectivamente
seja o exurcito invasor, que, apercebido o bem mu-
uiciado, acaba de transpor o rio Uruguy, effecuan-
do a nvasSo do territorio oriental, convem lembrar
que, em regra geral, nunca sao nem podem ser, de
urna parte e de outra, muito numerosos oe exerci-
tos contendores.
As forcas militares da Repblica sao limitadas
e, para atacal-as, ainda mesmo que se leve em con-
ta a vantagem da boa organisacao e disciplina das
forcas regulares, bastam outras forcas pouco nu-
meras, as quaes, apoiandj-e quasi sempre em ele-
mentos sympaticos existantes no proprio seio da
Repblica, j pela celeridade dos seus movimen-
tos, ja pela vastidSo da rea que podein percorrer,
achando em toda a parte o alimento e os meios de
mobilisacao, obrigara a fraccionar e a dispersar as
forcas regulares do guverno, que assim se debili-
tan), perdendo todas as vanragens taticas e estra-
tgicas, resultantes da sua c hesito, disciplina e
uniforimdade de commando.
As torcas invasoras vao agora mular intera-
mente face da eampanha, iniciada pelos movi-
uient 3 parciaes a que alludiinos.
Ellas tm sua frente um verdadi iro cabo de
guerra um gene'al adextrado, valente at teme-
ridade, ousado at no delirio, a tuto, pertin iz, va-
queano experimentado, intelligente e resoluto, act-
vo'e desabusado, o qual tem nma larga ezperien
ca das nema de recursos, til > propriaa dessa re
gia ', e a'm disso um mestre na tctica >pe
cial requerida pela ndole das campanhas revolu-
cionarias nesses paizes e pelas expedicoes contra
os eelvagens da Pampa.
Esa' cabo de guerra o general Arredondo,
personagem uotavel, at hi pouco general ari
tiii", ign t nittid i a seu pedido para po ir r
mus livreinente operar na rovolucao u que auuo
rio. Naacido na Repblica1 oriental, fez a sua car
reir militar na Repblica Argentina, e na ultima
revolucao que commoveu esta Repblica, rev lu-
cao a cuja freute figurou o genera Mitre, foi o
general Arredondo o chete que mais iueommodou
as forcas ie^aes e que as provincias remotas por
mais tempo mantera a resistencia, trazendoem so-
bresalto aa forcas mandadas para debelal-o e que
erara euta>, se bem uos lembram m, commandadas
pelo gi'ii.ral Roca, actual presidente da Republic .
Argeutiua.
Ao lado do general irredonjo acham-se nao
smente varios geueraes influentes da Repblica
Osiental, que j.i figuraram no primeiro plano poli-
e administrativa da Repblica, mas ainda
muitos personagens conspicuos, jornalistas, advo-
gados, professores e hoinens da lettras, os quaes
represeutam o elemento civil da Repblica.
A rovolucao nSo tem, como das ou ras vezes, o
carcter de urna opposico de partido contra outro
partido.
Comquanto o governo legal represente o partido
colorado, nao o partido blanco o que dirige a re-
voJucio c organisa as suas forcas.
EstJo envolvidos nella ooUoado e blanco, e a
aeco parece impulsada por um sentimento pa-
tritico ; por mais lamentavel que seja esse appello
As armas para resolver urna questao constitucional
rdem internacomo a elecao do snecessor do
presidente Santos.
A Nacin de Buenos Ayres, orgo do general
Mitre, apreciando em um artigo magistral a re-
volucao da Repblica vizinh\ e referindo-se a
alguns chefes de Estados republicanos, que, sobre-
pondo-se s leis, tem gorernado oa governmn des-
mente, diz o seguate :
* O general vantos no foi tio longe no dilirio
das grandezas e parece estar no periodo do posi-
tivismo, tendo-se contentado em fazer-se tenente-
generalj alem de outra vantagen. Nao destruio
na nacao vizinha eenao o governo representativo,
nem destrocou seno ao Thesouro publico, porque,
como all nao existe o systema federal, a sua t-
rela esta va facilitada. Em compensaco, seus an-
tecedentes se encarregam de accentuar trgica-
mente a pbysionomia de um governante, cujo pa-
pel o de realizar, com outro vizinho, a masca -
rada republicana na America do Sul.
-----------------sisaigais
Oa Evolneo
Rio, 6 de marco de 1886.
O genio argentino alo perdeu a fiiiscao da
raes imaginoso ebyperbolcoguardou o tempe-
ramento beepaohol, inflammado sob a influencia
dos ardores do clima americano.
Alindou por demais o quadro da trra patria,
exposto conteraplacao dos immigrantes euro-
peas.
No reverso desse quadro lancou o Brasil, que,
por beranca e tradiccao, considera um emulo, se-
no uui inimigo secular.
Os brasileiros, especialmente os estadistas e
polticos, vejara como fallam de nos a estas pepu-
lacoes, que p dem vir habitar, cultivar e ennear
o nosso solo.
A Revista descreve o imperio na propaganda c concurrencia
que mantera contra elle.
O Imperio de brasil tem de superficie 8.337,218
kilmetros quadrados.
Clima : zoua trrida, foxcepto urna das vinte
proviuc aa a do Rio Grande do Sul, que se acba
sob a zona temperada) que corresponde do Se
negal e do Cougo africano.
Salubridade : em geral as costas martimas
sao insalubres, monnenU para os estrangeiros, que
a bre amarella victima pereanemente e nao se
avaha b"in na hur p i o numero de mortos : no
alto plan'aito. central, ao longe das costas e da
provincia do Rio Grande da Sul, a salubrid .de
deixa pouco a aesejar.
Populacao:^ 12.000,000 de habitantes, dos
quaes 3 1/2 milboes de raca branca, 3 1/2 de in-
dios, 1/2 railho de africanos puros e 4 1/2 nilhues
producto do cruzamento das racas branca, verrae-
lha e negra.
Nessa populacao ha 1.500 escravos e 300
mil estrangeiro?, entre estes 180 mil portugueses ;
40 mil allemaea (eatabelecidos exe'ustvamente na
provincia do Rio Grande do Sul) 25.000 italianos;
l.OOO francezes; 10.000 iuglezes, etc.
o Imnigracdo : 25.000 par anno, a mxima
parte portuguezes, que teude a augmentar fraca-
mente: lu em razao do clima, muito cali ido para
permittir a aecliraatacao da raca branca2o pela
concurrencia do trabalho escravo.
O porvir do Brasil em materia de povoamento,
est todo na imimgracao dos china e dts negros
d'frica : esta ultiin i iram igra cao. ser possivel
Suando a eacravidao houv.-r desapparecido, o que
epende apenas de urna dezena de anuos, des-
viando assim a intervenco das potencias, que re -
ceiariam ver restabekcer-se o trafico, abolido des-
de 1852.
Capital: Rio de Janeiro 320.000 habitantes.
- <~idade principaes : Baha 150.000 habitan-
tes; Pernambuco 130.000; Belem 40.(00; S.
Paulo 4') 000; S. Luiz 35.000; Porto Alegre
35.000 ; Ouro Preto 20.000 ; etc.
Caminhos de ferro : t. 123 kilmetros em ex-
ploracio.
Linha telegraphicu : 9.298 kilmetros em
exploracao.
Correiot: o numero de cartas e cartoes pos -
taes recehidos e expedidos de 18.000.000.
Telegramma: 739.000.
" Navegaco: Exterior 4.120 navios; tonella-
gem 4 080 000 ;Interior 11.800 navios ; tonel-
lagem 4.625.0!0-Total 15.920 navios com.....
8.705.000 tonellaaas.
Commercio: Importaco fr. 400.225.000;
exportacao fr. 401.418.000 ; total 801.643.000..
No tocante aos paizes de destino da exporta-
cao divide-se assim : Inglaterra 180 milhes ;
Estados Unidos 82 ; Franca 54 ; Portugal 16 ;
Allemanha 12 ; Espanha 5 ; Italia 4 ; Beigica 3 ;
etc.
A importando divide-se assim relativamente
procedeacia : Inglaterra 204 milho.s ; Franca
78 ; Allemanha 29 ; Portugal 20 ; Estados-Uni-
dos 18 ; Beigica 7 ; Eespanha 6 ; etc.
Producto exportados : Caf 54 /0 ; assucar
17 o/0 ; borracha 6 /, ; pelles 5 /, ; tabaco 4
/o ; algodao 3 /o ; diamantes 1 / etc.
Orcamento : Rcceta 232 milboes de francos ;
despezas 292 -dficit 60 milhes. As receitis cor-
respoudera a 19 fr pircada habitante. Servico da
divida 36 % das despezas ; guerra e marinha 29
% i nstruccao publica 2 /.
Divida publica : interna 1,090 milboes de
fr. ; emissoes fia caes 380 ; -total 1,940 milhes,
que corresponden! a 162 frs. por habitante.
O servico sempre feto regularmente.
Comprese esse sombro quadro com o fulga
riso painel da Repblica Argentina, compare-se
ainda mais eom o das outras R-publicas platinas,
se ha de reconhecei que urna propaganda de des-
crdito se opera eficazmente contra o inprio.
A Revista Sud-Americaine una apostelado de
dffamacao, que a concurrencia mantera c >ntra o
nosso paiz.
A esta hita publica, exercida no mais radioso
centro de civilisaco e de movimento europeu, o
que tem o ira per i i opposto ?
De que modo os ministerios anteriores empec;-
rarn os per a i ios as effeitos dcsta concurrencia des-
leal, que, uo rebaixamento c descr dito do con-
currente, procura o triumpho ?
Confrontando-se a obra da Revista Sud-Ameri-
caine com os uutels esforcos, qie os governos
passados empregaram, no "a se que a causa da ira-
migracao, is'o a causa da prospendade nacio-
nal foi de todo o ponto sacrificada.
Os goveruoe que vivem ua centralisaco admi-
nistrativa, usurpadora e esterilisadora, absorvem
toda energa nacional, atrophiam as tarcas vivas,
assuraem a responsabilidade nao s do mal, que
praticaram, como da culpa de n3o haverem feito
o bem, que Ihes cumpria fazer.
A esses esforyos do patriotisma e do zelo dos
propagandistas argentinos, s temos quic de rc-
memorir ae. ineptas medidas, os erros da adrainis-
tracao no tocante as immigrantes.
Ainda deparam-se ua direc-yao deste assumpto
delicadissiraoa espritus rotineiros, que nao com-
prehende:n qu-3 o iinraig.ante nao ura fardo quti
se pode atirar ao fundo de um navio, ou laucal-j
abandonarlo no paiz, iiie o recebe e reclama a
forca productora de s u braca.
Ahi ficam os dous pontos de coinparacto par
se poder bem ajuizar do modo pelo qual nos appa-
recemo3 aolido da R publ c, dominadora do i'ra
ta, na hita de concurrencia no tocaute imini-
grarao.
Somos' comb i sarraados, sem c ragem
no caraejo, sem en rgla no braco e sobretui) com
o espirito embota la em nossos preconecitos, erros
c incuria
Ellesnao os nossos con' >r si
duas grauies f'irfas, que obreem a victoria nestes
prciios pacficos da industria la ivilisacaoo
patriotismo, que faz milagrea, e v.ntade intel-
geute de querer e de saber executar o que quer.
Os nossos estadistas, qu -ti:pendern) e per-
turbaram a cirr.ut iminigrat.irir, que comecava
a eiigrossar, foram, sera o saber, cxcelleutes auxi-
liares da propaganda argentina.
E' um assumpto, que ainda merece detida con-
sideracJo
cidos com mercearias nesta capital, pedindo a re-
ducciio de metade da callecta feita para o exerci-
cio de 1883 a 1884 para a cobranca do imposto de
120 ris por litro de vinho e vinagre. A' commis-
sao de orcamento provincial.
Urna peticSo de Bernardo Francisco Santiago,
praca do cor>ao de polica, requerenda a sua refor-
ma.A' commisaio de peticoes.
Outra de Geneso Libaaio de Aibuquerque Mon-
teiro, professor particular em Po-Branco, reque-
rendo ser nomeado effectivo para qualquer cadei-
ra de 1> entrancia aue vacar.A coramissac
instrueco .ublica.
itrancia que vagar.A commissao de
KtaViSTA DIARIA
Assembla Provincial Funcciouou
bontein, sob a presidencia do Exm. Sr. Dr. Anto-
nio- Francisco Correia de Araujo, tenao comp.ie
cido 32 Srs. deputad a.
Foram lidas e approvadas as actas da seno de
17 e da reuniao de 18. orando sobre a primeira os
Srs. Jos Maria, duna vezes, Barroa Barreto J-
nior, duas vezes, e Visconde de Tabatinga, sendo
rejeitada urna emenda da Sr Jos Man.
O Sr. 1* secretario proceden leitura do segaiu
te expediente:
Um ofHe.io do secretario do g>verno, trausmit-
tindo o balauco da reccita e despeza do exercieia
de 1884 a 1886 e o orcamento para o de 1886 a
1887 da Cmara Municipal de Bexerros.A' com-
missao de orcamento municipal.
Ura abaxo assignadoa de negociantes estabele-
Outra de Manoel Gomes dos Santos, arrematan-
te dos impostes de cargas e medidas da Cmara
Municipal de Nazareth, requerendo que se mande
suspender o procediraento da cobranca judicial,
movida pelo que deve mesma Cmara.A' com-
missao de orcamento municipal.
Outra da viuva Constantino Pinto Ferreira da
Silva, proprietaria da casa sita ra de S. Mi-
guel, que serve de residencia ao cobrador do im-
posto de pedagio da barreira de Giqu, requeren-
do que se autorise a Thesourara a compral-a por
3:0004.A' commissao de ornamento provincial.
Outra de Angelo Jos Themjteo, requerendo ser
nomeado para urna das vag 8 da Secretaria desta
Assembla.A' commissao de policia.
Foram a imprimir os seguiotes projectos:
N. 3. Autorisaado a concesso de permuta de
suas respectivas cadeiras de instrueco primaria
a tres prufeasoras.
Um apparelho de porcellana branca para jantar,
1 dito para cha, copos, clices, garrafas, porta-
queijoa, porta-doces galheteiros, talheres e porta-
glo.
N. 4. Transferindo do povoado Quixaba em
Floresta para o de Carnahiba em Flores, a cadei-
ra de instrueco primaria do sexo masculino.
Orou o Sr. Prxedes Pitanga pedindo informa-
ces Commissao de Consttuico e Poderes sobre
o parecer acerca da eleico do 13" districto em 2
escrutinio, respondendo-lli o Sr. Rosa e Silva, Io
secretario.
Achaudo-se sobre a mesa, foi remettido Com-
missao de Constituicao e Poderes um offieio da
junta apuraiora do 13" districto.
Veio mesa e foi rejeitado um requerimento do
Sr. Jos Maria, pedindo prorogaco da hora por 30
minuto?, alim de se discutir um requerimento de
informaco, que ha das se actia sobre a mesa.
Passou ae ordem do dia.
Continuando a disciisso da 2a parte do parecer
n. 4 deste anuo, o Sr. Goncalv-s Ferreira, pela or-
dem, pedio e obteve que fosse encerrada, verifi-
cando-se a votacao.
Em seguida, foi reieitado o requerimento do Sr
Jos Mara em que pedia o adiamento da discus-
so por 48 hars, verificndose tambera a vota-
cao.
Continuando a discuasio do parecer, nos termos
do Regulamento Interno, o Sr. Gon^alves Ferrei-
ra requereu de novo e obteve o cncerramenlo ;
mas, levantando-se reclaraaces e tornando-se tul-
mutuaria a sesso, o Sr. Presidente a suspenden
por 15 minutos.
Re .berta, oraram pela ordem os Srs. Lourenco
de S e Costa Ribeiro, que pedio mas nao obteve
que se veiificasse a ultima votaco; Jos Maria,
que requereu fosse nominal a votaco do parecer,
e Joo de Oliveira.
Depois de reiteradas observaces do Sr. presi-
dente para que o Sr. Joao de Oliveira terminasse
as suas observares, que s podiam ser sobre o
modo da votaco, e insstiudo o orador, foi-lhe re-
tirada a palavra, nos termos do art. 184 do Reg.
Interno.
Em seguida procedeu-se a votaco nominal do
parecr, manifestando se a favor 08 Srs. Goncal-
ves Ferrei'a, Reg Barros, Amara!, Joao de S,
Julio de Barros, Soares (le Amorim, Herculano
Bandeira, Rogoberto, Domingiis da Silva, Ratis e
Silva, Barros Wanderl Coelho de Moraes, Regueira Costa, Rosa e Silva,
Sophronio Portella, Augusti Frankliu, Joo Alves
e Gomes Prente, 19; recusando-se a tomar parte
na votaco os Srs. Costa Ribeiro, Jos Maria,
Barao de Itapissuma. Visconde de Tabatinga, An-
dr Dias, Laurenco de S, Jo de Oliveira e Fer-
reira Jacobina, 8.
Approvado o parecer, o Sr. presidente declarou
prejudicadas as emendas ns. 1 a 3, approvando-se
em segnda a de n. 4, sendo rejeitada a de n. 5 e
reconhecido e proclamado deputado pelo 2o distri-
et o Sr. Dr. Jos Zeferino Ferreira Velloso.
A ordem do dia : continuaco da antecedente,
Faculdade de OircitoEis o resultado
dos actos de bontem :
Direito Natural
Alfredo Alexandre de Je su a Ferreira, plena nente.
Alfredo Pires Falco Just, simplesmente.
Jos Alve3 Requio. idera.
Manoel Hughes, idem. ,
Joo da Matta Ramos da Costa, idem.
Antonio Luiz Paraizo Cavalcante, idem.
Natural e Ecclesiastico
Manoel Juvencio de Saboya, plenamente.
Joo Gomes Ferreira Velloso, idem.
Angelo Custodio Baptista, idem.
Jos da Matta Cardim, idem
Francisco Jos do Reg Barros, idem.
Joaquim de Gusmo Coelho Filh,, idem.
G -ii'iiniano Jos da Costa, idera.
Domingos Bandeira Alendes da Silva, idem.
Joo Alfredo Ramos da Silveira, idera.
Eccletiattico
Joo Baptista de Miranda, plenamente.
Jos Estevo Pereira, idem.
2." anno
Nilo Peeanha, distineca.
Ed 11 ido Marcos de Araujo, plenamente.
Prudencio Cotegipe uilanez, idem.
Antonio Hortenco Cabra! de Vasconcellos, idem.
Leoncio Barreto de Freitas, idem.
D. Maria Fragoso, distineco.
Jos Prudencio Rodrigues Seixaa, plenamente.
Josino Cupertino de Aibuquerque Mello, dem.
Joo. Affriso de Souza Paraizo, idem.
Alipio Minervino da -ilva, dem.
Mario Antonio da Costa, dem.
3.' anno
Jos Antonio de Mag ilhes Basto, p! -mente.
Jos Ignacio Pereira do Lago, simp ament.
J aquim Rodrigues Seixas, idem.
Leandro Rib"iro de Siqueira Macie! i lem.
vl.iiioed Villas-Boas Patury, idem.
Antonio Coelho de S e Aibuquerque, i lem.
5." anno
Luiz Lam nha de Mello Tambonm, plenamente.
Joaquim Roxo Lima, idem.
Ant >nio Rox-. Lima, idem.
Cicero Tercio Tavares, idem.
Adriano Costa Real, dem.
Pedro Ribeiro de Araujo Bittencourt. idem.
Tlicairo das VariedadoiNente thea-
tro, da F'bnca Nova Hamburgo, ha hoje espect-
culo, estrando diversos dos artistas resem-vindos
io Rio de Janeiro para a companhia Boldrini e
Miloii", qu all trabalha
Consta o esie-xtaculo de quatro partes : na 1."
epresenta-se a comedia Nao ciumtnto oh amor
t veneno; na 2.* parte, cauta se : o miserere e
dueto do 1 r ovatort, a ara Domin negro e o hyra-
u i Salut an Brtil; na 3." part", canta-se: a
grande aria Infdice tu credier do Ernani, o bolero
da Vesperi iiciliaui. a canco fias macas dos Si-
nos de 'orneville, o romance L'ingi da lei da Tra-
viata, e o dueto I j Crispin e la comare ;
na 4J .art r -presenta-se o disparate cmico
Groffigni.
Henaocia Dr. segundo promotor publico
do Roeife, r.presentou hant'm, perante i Dr. juiz
cito do 5" districto criminal, denuncia contra
Nicolao da Gam incurso ms pen .3 do
irr. 167 do cdigo criminal, combinado com o 5
2' parte.de art. 29 da 'ei n 3029 de 9 da Janeiro de
1881, por ter esse individuo n"m o nome de Nico-
l Duarte da Gama, nao sabendo ler nem escre-
ver, consea;uidoal8tar se como deitor na freguezia
no Po.oda PanaMa. contra n disposto no 4 do art.
6 da lei 3029 e 2 do art 26 do decreto 8213 de 13 de
i de 1881, aervindo-se de I falso em
que reconhecida como sua a nssignatura d peti-
cao com q te o denunciado, em 29 de setembro de
1884, requereu a inoluso do seu nome no alista-
mento ehitoral daquclla fregaesia.
Cotnpantala Branilelra de Vaporen.
__O paquete desta companhia que deve sabir do
Rio de Janeiro amanlia, e u demanda do norte,
o Ktpirit^-Santo e nao o Para, como fora aunuu-
ultuno, porm, vira ao norte, at Per-
namb ico, em vagem extraordinaria, sabindo da
corte 22 para aqui ebegar 26, regressando.de-
pois paro o sul.
Colleglo lntiluto trnilemlro. Este
bem montado e cenuecido cstabelecimento de edu-
caco, situado em um dos mais salubres e pittores-
cos arrabaldes desta capital, no Mondego, era un-a
chac ira aproprada para isso e sob a direceo do
Sr. Jos Ferreira da Cruz Vieira, tem se tornado
bastante recoamendavel aos pas e tutores de me-
ninos residentes n'esta provincia.
Nao poup i o seu director esforcos para o adian-

fj-r

r ii*b


Mario 4c PenmmbiicaSa Muido 20 de Marco de IHH6
o

I
*

tameuto d seus alumnos, j i
corpo docente do co
provincia, j promovendo em seu
toda a borle de inelhoraraentos que pi
servir aos seus alumnos. All par de um *i ..neu-
tec&o s e abundante, encontra o n las as
connnodidadee exigidas por sua natureaa e orga-
nisacio.
Os resultados apreeeuUdos par este collegio nos
fins do arma passado, nio s nos extraes prestados
as provincias, como nos feitos no estabeleeimen
to, nos quaea apresentarain os alumnos grande
adiantameuto intellectual e notavel correcco de
costumes, sao a prova iuc intest ivel do quauto, alli
se tem em vista a educacao doa meninos.
Conrnriio omecam uo da 23 do c.-rrente
as provas dos concurrentes a ead-.-ira de ugl'z da
Gymuasio i'crnambac&iio.
O acto veriSca-se no sali da Bibliothaca Pro-
vincial e priucipiam os trabalhoa s 10 horas da
manh.
Ferimeato Kiavc-Cerca de 7 Loras da
manh, de 15 do crrante, no lugar Rancho do
Pombo, do termo de Pao d'Alho, dous individuos
conhecidos uui p r Zumba de tal e outro-por An-
toninho, aggrcdiram e ferram gravem 'nte a
Jroneio Carlos Ferreira de Oliveira, evadindo-se
tm seguida. .
A polica local diligencia a captura dos crimi-
nosos.
ProclMMo Amanha realiaa se a do beub *
Atado, a qual sahir da grcju Je Nossa Se.ihora
do Livramento, percirrendo liversas ras cas pa-
rochias de Santo ntouio e S. Jos.
Larapi<> Est. s industriosos, cercada 2 ho-
ras da mantia de hoi.Uai, saltando por cima de uin
muro do predio n. 57 da ra de Riachuelo, oude
reside o Sr. Mauoel Ferreira Bartholo, gaigaram
um terraeo, do onde evaram duas cadeiras de ba-
lando, urna esprigt Cadeira e tres globos para cao-
dieiros de gaz. Sendo presentidos, fugiram.
Ville le Macelo O \apor diste nome,
perteuceut i Chargeurs Reuuis, do
Havre, cuegou houtem a tardiuha do sul. Nao
communicou, porm com a torra e s huje dar as
malas.
Falloeiuieulo Li maseaaeaeic de urna
febre palustre, aue resisti ana esforeps da acica-
cia med taca s .lis /ellos .la familia, que i ao lhe
abandonou o leito, siccumbio bontein s 1 1 i
horas da manha. eui cugenho Japaraaduba,
D. Ptaacisea Xavier Cavaleante Ferrei-a, n
avancada idade de 70 arinos.
Era a finada mi do Dr. Pedro Attmsj Ferreira
e recomnuodava-so a estima de'todos que se h n-
ravam coin-t.sua a mizade, por suas virtudes e ex-
cellentes qualidades.
A' sua desolada taarilia e especialmente a ti-u
digno filho o Dr. Pedro Affjnso apresentamos as
nossas sinceras condolencias.
Tbeatro dan Variedades! -A empresa
Boldriui cootraetoo satmente com a adnn-
nstraeao da Companhia de Tillhos Ur>anos do
Recife a Apipacos, um trern que couduzir as
beodo : 1 carta de
de LondresLonire, disse
una cidsde, uiaa pro-
sas,
leathedf&l de a\ Paulo vista hu-
k ai* litaitra da .inmensa p<
Das torres
mana u
n ni mitsi
Em Til- ,) mmo uto,
tea.
Em ISbO ebegon
5,200,000.
O ereeci ment aorinal da populaci de 60,000
peasoas por auno.
Em 1878 estavam edificadas 530,000 casas, que
formavam 23,000 ras.
Actualmente tem rnais de 600,000 casas e 24,000
ras.
Calcula-Be que cada dia ficam construidas vin-
te e quatro casas novas, isto urna por h na.
Em toda a Blgica nao ha mais do que 1,100,' 00
casas; portanto, Londres, tem mais da metale dos
edificios de um reino.
A pessoa que quizess" percorrer em toda sua ex-
tenso a cidade de norte a sul teria de andar nada
menos de 35 kilmetros.
As differentes linhas de caminaos de ferro cons-
tru la- dentro da cidade, e para seu uso exclusivo,
tem 150 s taces.
Por anuo trausportam mais de 100 milhoes de
viajantes.
Todos os camiuhos de trro da Blgica nao
tran-portam, no mesmo tempo, mais de 50 mi-
lhoes.
A cidade cortada pelo Tamisa em partes qua-
si iguaea; na do sul habim a gente pobre.
Tem 17 grandes poetes ; a mais importante a
London Bridge que marca o limite das dokas e
dos ancor tdouros des navios. Por tsta ponte cir-
culam cada vinte e quatro horas mais de 3CO,000
:s e approximadamente 30 mil carros de to-
das as tspeeies.
Ha londr nj que hegu a velho sein ter outra
nocao di campo mais do que a que lhe suggerem
os grandes parques e as gravuras expostas as li-
'vrcrias.
Urna anula sigan teaca Matou-s n >
bosque de Chesnoy, em Benery, urna aguia que
media 2 metros e 33 centmetros no espaco com-
prehendid > entre as extremidades das azas, e pe-
sava 20 kilogrammas.
A presenca desta ave colossal tinha sido notada
por alguns ca;adores dos arredorcB, qu se rsfor-
c,avaui inutilmeni por aleancal-a a ti. i espin-
garda, mas a vista perspicaz da ave de ranina il-
ludia as suas tent itivag e vi., os a mais de 400
metros de distancia, afastando-se com urna rapi-
dez enorme.
Por im. um rapas, ao saber que a aguia tinha
sido vista em um lugar conhecido do bosque, toutou
urna arma e dirigio-se para alli com varios co:n-
panheirss,
Divisaram no cimo de uina arvore muito alta a
mass i enorme di aguia, cuja figura se destacava
no vacuo, grac is i iBagnilie* claridude da lua.
A aguia dorniia profundamente. De repente
ei.
sahiram 7,
ingeiros 6, es
de cor
tes 13-
enfermaria
pessoas que tiverem de assistir aos espetaculos 8 raa um i .letouaeo. A ave agitou furiosamente
que se rcalisara u uaquclle theatr i.
Os bilh'.'tes respectivos sera) vendidos sbente
na bilheteria do theatro at o iLtervallo do ultimo
acto.
Julio de Pai da fresruesla de *>.
don. -O Sr. Joaquim CavaPaute de Hollanda e
Albuqnerque, toado assinnido as funecoes do cargo
de juiz de paz di freguezia de S. Jos, d audien-
cia as quarta-ieiras c sabbados de todas as se-
manas a 10 horas da manh, em casa de sua resi-
dencia ra do marques do Herval, n. 156 C e des
pscha em qualquer parte em que Cm encoutrado
as gigantes azas. O an mal tinha sido ferid > uo
peito.
A aguia procarava sustentar-Be, apesar da ,-m
horrhel ferida, com um ardor extraordinario. Ou-
vio-se segunda detonaco.
O desfallecimentj da aguia iurou pouco, levan-
tou-se cheia de coragem e d vida e pozse a co-
mer trigo; o ruido que fazia causava terror, se-
gundo contam; os-seus vivos olhoa pareciam des-
pedir faiscas, as pennas do pescoco criyaram-se e
formaram um coliar roda da cabeca.
Agitava as grandes azas, de mais de um m-tro,
e cavava na trra com as terriveis garras que lhe
.enni6e ot-iaeo Ha amauha as se- j armavam as extremidades das enormes patas. Es-
ctate* : tava h;rrivel e forroosa.
Da Redemptura das Captivos e Protectora dos ApreLer.taram lhe uin pdsc> de mideira de 15
Ingenuos, em assembia goral, ao meio dia, na ra i millimetros de largura prxima nente ; o a itasal
da Saudade n. 14.
Do Instituto Litterario Olindenst, em assem-
bla geral, s 10 horas, em sua sede.
Miimcu M'ncional Lema no Jornal do
Commercio, da corte, de 12 do corrate :
Ja tiveni s oceaoio da notiei ir que o Sr. Dr.
Haast, director do o.useu de Cauterbury (Nova,
Z.lan un, ao pasear p>r esta cidade preseutcou o
nosso inuseu coai uus objectos de alto v.dor scien-
tifio. CoDtam-se entre taes objectos tres exem
piar II ''tria punctata. reptil actualmente
adatrieto a nraa Mil a '/. landia e que,
provav bu nte teea dossppiraeida do de entre as rporando se s
faunas extinctas. A respeite dea" extr i.odinai i i
reptil rec.bemos a sega nte aoauaaaieafao do -r.
E. cional.
HatUria pmetutaAlm da Dinornis Cania- \
rinus, da qual tratei -m i cmmuuicacao anterioi. e
.do uin cair.it eheio de pasearos, foi mimoseado superiores aos do auno passado. A tonelagem dos
este satabelec m Mu seu do Christchur.-h navios em ajo, comparada a dos navios de ferro,
(Cauetbury, N idta) e :n tres exemplnrrs augmentou gradualmente.
de um reptil deicnpto en i-)'i7 peto Dr. O litar, No aun > passado toram 1 meados no mar no Cly-
celebre iehthyologo e herpe talego Jo Britisb Mu- da 241 navios, a maior parte de alto bordo,
seum, de Londres. Kota-se qoa os eslaleiros germnicos esto em
Este i 'ptil, que pnm-ira vis'a eiHoraia- grande aetivilade, pois que alm dos navios de
mos entr- os lagartos e os guaseas attraaie at- guerra por conta do governo chiuez, existe tara-
tonfao tola particular do anuda z ..lgico pelo bem em c nstruccao bom numero de vapores e na-
duplo aspecto !a ooaTornufa i intari r u ;da rari-
dade Tem o dxterior de grande lagarta de cor
verde aseara coberto de pequeos > >ujs aasarel
atravessou-a de lado a lado, com urna s picada,
tazendo um furo to perteit como se o fizpra um
instrumento
A aguia viv u ainda dozo horas.
A* conutlruccdeH navaeaComo resul-
ta do s guinte prospecto, esto em grande d-
presso as construccoes navaes em Iuglaterra, E
cossia e Irlanda em 1885, em confrontacao com os
ultimas cinco anuas :
Ton '.!'. in dos navios lanzados ao mar
K 1881 toneladas 1,000.000
Em 1882 1,200.000
Em 1883 1,250.000
K n 1SS4 750.000
Em 1885 540.000
Semelhante differeuca entre 1,250.000 tonela-
ias em 1883 a toneladas 540.000 em 1885 ver
dadeirainente enorme. Os estaleiros do Clyde eou -
triiirain 198.456 tjieladas em 1885 em lugar de
4 em 1884 e 419.664 em 1
A-'ia;ui. i.te es trabalbos em andamento sao
Oestes ltimos a maior parte sao
vios de v
de ferro.
Importaran do awwucarcs ruMnoa
los. A cabica qaadrmsgnl u?, e, da mesma for- O cnsul d'Austria Hungra no Pyreo (Athe-
ma qa o dorso c a caud i later Jai -ni comprimi-
da, tem na liaaa aHdiaa i urna crista d e.-pinhas
achatadas. Os ps tem cinco dedos bem for-
mados.
A anatoma do reptil para inspirar vivo a-
tertsse A dentadura nffasta-se inteiramente do
que consideram s regra pera! nos guanidos, p >r
que, alm d s dentes situados na waig.-m das ma-
lillas, tein o nosso animal, em cima e em baxo,;
dous dentes maiores que lembram a deutadn
um roedor. O osso quadrado, movcl nos dem.iis i
Saurios, soldado a- 'raneo e immovel. A face
do criu.ei speesenta las pontas ..ssess, que pus
sam sobre as foesfcl I oporaes : Os dous ramos
da mondibula sao reouni s por ligaieuto c ano os
das serpentea. As vertebras sao cavadas atraz e
adiante (amphicoelos) como se observa nos peixes
e em alguns batrachios modernos
as) assi^nalou, ha pouco, um facto importante ve-
nfiado rota praca; pela srinein vea a Russia
expedio diiectamen' i Athenas. A
remessa f>i teita pelo caminbo de Odean e con-
sisti em 200 quintis.
Essa priatein expedico parece nao ter sidofei-
ta seaio titilo de ensaio, mas o assucar russo
pJ'- dar logar a um importante trafico, com dam
no dos pas s que at- hoje alimeutavara o mer-
cad \
A Italia e a Colombia\nnuncia a. Ita-
lia militare que o cuntra-aiuiiraute Maniese, com-
ante em chefe da estaco naval da America
meridional, depois de le conferenciado com os
ministros dos negocios 'straogeiros e da marinha,
ii tio para Sjiezi i Munido de nstruccoes relati-
vas a questo pendente com os Estados-Unidos da
C .lombia. Dentro de piucos das o almirante
Caa df
ioa nc
Exi^
exist
Nae
cravos
M< vimento da
Teve baixa:
Mannel Francisco da Metta.
Tiveram alta:
Joo Ferreira da Motta.
R anana, escr iva de Joo Francisco de Arroda.
liOlerla da pro luciaSabbado 20 de
Marco, se extrauir a lotera n. 44, em bem -
Icio da Dtatria de Berinbiem.
No consistorio da igreja de Nossa Senhora Ha
Cdineicao dos Militares, se achanto SxpOStaS as
uinas i; as espheras arrumadas etn ordem nameri
ca, apreciaco do publico.
Lotera do tito A 2' parte da lotera n.
363, do novo plano, do premio de 100:000*000,
aera extr ihida no dia do sorn
Os bilhetes acham-se A venda aa Casa da For-
tun.. rna l'i ioi 'arco.
Tambem acham-se venda na praca da Inde-
cia ns. 37 e 3b.
Lotera Rvtraorrilnarta ao Ynl-
rsngaO 4o e ul'irao sorteio das 4 o 5 series
desta importante lotera, cujo maior premio de
150:000*000, ser extahida a 9 de Abril.
Acham-se exposto a venda os restos des bilhe-
tes na Casa da Fortuna ra Primeiro de Marc/
n. 23.
Lotera do Ceara de SOOiOOOfOOO-
A' 8 sene d'esta grande loteria, cujo maior pre
mi de 250:000f000, se extrahir impreterivel-
mente hoje 20 de marco, as 2 horas da tar
de.
Os bilhetes acham-se venda na Casa da For-
nina, ra Primeiro de Mar?o n. 23.
Lotera >le Macelo rte OOiOOOOOO
A 20' parte da 11 lotaria, cujo premio grande
o de 200:000*000, pelo novo plano, ser extrahida
i m preter vente no dia 23 da marco s 11 horas da
manh.
Bilhetes venda na Casa Palia da pracada In-
dependa ns. 37 e 39.
Lotera do Maranlaao -A 1> parte da Ia
i feria deisa provincia, em beneficio da emancipa-
cao e Santa Casa de Misericordia, cujo maior pre
mi 50:000O 0, ser extrahida no dia 26 de
mareo
Os bilhetes acham-se venda na Casa da For-
tuna, ra Primeiro de Marco n. 23.
Matadour Publico. Foram abatidas
no Matadouro da Cabanga 65 rezes para o consu-
mo do dia 20 do corrate mes
Mercado Municipal de .
mivmento dest Herrada no dia
rente, toi o seguinte :
l'.ntraram :
.22 bois pesando 2.998 kilos
2.220 kilos de peixe a 20 ris
19 taboleiros a 200 ris
45 cargas de farinha a 200 ris
24 ditas de fruetas diversas a 300
ris
5 suinos a 200 ris
Foram oceupados:
211/2 columnas a 600 ria
44 talhos de carne verde 1 000
6 ditos de ditos a 2
30 compartimento* de taiinha a 500
ris
22 compartimentos de comidas a
500 ris
711/2 ditos de laganaa a 400 ris
16 eomoartimentos de suno a 7i0
.
11 ditos de tressaras a 600 ris
Jos- O
19 do cor-
44J400
3800
9*000
7*200
1*000
12*900
44*0O
1*000
15*000
11*000
28*600
11*2(0
6*600
E' a Hatteria punctata o nico reptil actual- Mautese partir com o Vespucci para o seu deg-
mente vivo que potril verteb as amphioelas qua e tin ..
tinhain os grandes saurios isseis eomo os ieii
thyosauros, -o* megtl sauro- e os teleosauros.
Vou Martans. naturalista a !mio. ea
rauito beui o nosso animal d< nindo a Hatteria
punctata como reptil que, collocondo-se pelos tra-
eos geraes entre os lagarta", fica ao niyel dos bi-
tiaaSjnii pormui'.os pontos anatmicos nport raaas
e por alguns outros adquire pelo meio da adapta-
9S0, caracteies proprios dos giupos dos crocodilos
e dos ophidios.
ook, na sua tercera viagem, e depois Pol-
lack, fizeram mencD da Hatteria. A' Dieffen-
bach. porm, cabe honra de ter sid 1 o primeiro
a dar noticia exacta acerca do habitat da extraor-
dinario reptil e aremetter para aEuropa um exem-
plar vivo. Perteneem-lhe estas palavras : Tive
noticia da exist. ncia de um grande lagarto, cha-
mado pelos indgenas tuatera ou narara e delles
mui temido. Posto que percorresse todas as loca
lidadcs indicadas como ha'itaco do reptil e pro-
mettesse boa recompensa a quem w.'o trouxesse,
apenas consegu obter uin exemplar poucos dias
antes da uiulia partid.:, apanhado n'uma pequ n<
ilha raonlanli *%, aha ... K.aieWa, qu.1 leineraja
duas leguas da costa u Plente-Bny, segundo in-
formacoM que eolhi, era mosto commum oul
este animal e as col'inas arenosas ao longo da costa, e era ca-
i ido pelos indgenas rm razo da carne. K i
virtuc desta caca, e, provavelmente, pela intro-
dueco de p ir is 1 laadie, de tal sarta
torno-i-se raro o animal qu de idade
adiantada j imais lograran vel o.
Mais tarde communicou Benett que at 1851,
viva ecii grande quantitade a Hatteria punctata
as ilho'as da mencionada bihia, principalmente
em Ruriina e Montoki. Em 1869 ouiro exemplar
vivo foi visto na Iuglaterra, remettido por Hekter
que o havia apandado ua provincia da Wellington
Meva Zelandia |. Comia com avidez vermes de
Traba (I -enebrio molitor) e outros in
sectos. Oieffenhnch considerava o indolente e
inoffensivo.
Pelo Sr. Dr. Haast, director do musen de
Cauterbury, foi informado o Kr. Dr. Ladislao
Netto de que o numero de animaes vivos desta es-
pe m.: nao exceder de algumas dezenas. Est,
pois, gravemente compromettida a existencia des-
te reptil que, ofiereceudo tamanhas affinidades com
os saurios fosseu, coustituo a nica especie de
ama ordem inteiramente excepcin .1 no system >
(Rbyacliueephalidae 1 A menos que a venba ga
rantir a proteceo do homem, a existencia d*
Hatteria punctata nao ir alera de nosso secnl >.
O Dr. Haast levou comsigo alguns exemplare*
vivos que fferecer como presentes de alta valia
scientifica aos jardins zoolgicos da Iorfaterra
E. Goldi. ^
A crlae martima no eNirangeiro
Escreve de Marselha para a Opinione :
m Para a marinha franceza s*c prepara um tris
te anuo. Os Ir em contina baixa.
Deve ter sido urrecalada oeste dia a
quautia de 206*700
Preyos do dia:
Carne verde a 560, 480 e 240 ls o ki
Suinos a 400 6O1) r3 idear.
Cameiro a 6(X) el* res dem.
Farinha de 320 a 560 rn a caa
Milho de 240 a 360 ris idea
Feijao de 600 a 1*200 ris ideoi.
Foi mandado laucar ao mar 250 kilos de peixe
arruinado.
Centlterio publicoObituario do dia 18
do corpenti :
Geitrudes Mara Ferreira Braadlo, iiranei. I'er
nambuco, 48 aunes, casada, Gra^a ; cachexi 1 pa-
lostre.
Celso, branco, Pernunbaco, 5 diaa, Santo Anto
n\o ; catarrho suffocaiite.
Luiz, branco, Pernambuco, 47 das, Boa-Vista;
gatro entente.
Manoel Antonio de Mello, preto, Pernambuco.
32 annos, solteiro, Boa-Vista ; anazarca.
Luiz Gonvalves Agr, branco, Pernambuco, bi
anuos, cafado, Santo Antonio ; tubrculos pulmo-
nares.
Manoel Caetano Borges. pardo, Pernambuco, 45
annos, viuvo, Boa-Vista; gangrena.
Annunciada, branca, Pernambuco, 30 dias. Sau-
to Antonio; eclampsia.
Manoel. branco, Rio Grande do Norte, 18 an-
nos, solteiro, Bna Vista ; febre dynanuca.
Barbara Maria de Jess. Pernambuco, 80 ac-
nos, solteira, Boa-Vista ; fraqueza senil.
Jos, pardo, Pernambuco, 14 mezes, Santo An
tonio ; t'raqueza cong-aiira.
Maria Silveria da Luz parda, Pernambuco, 16
annos, solteira, Santo Antonio ; hemorrhagia ce-
rebral.
CHRONICA JUDICIARIA
Tribunal da Helaeo
SESSO ORDINARIA EM 19 DE MARQO
DE 1886
PBKslDENClA DO EXM. SR. CONSELHKIHi
QUINTINO DE MIKANDA
Secretario Dr. Virgilio Coelho
As '1 1. bargado es em numero legal, foi aberta a sess ,
Poucos annos faz que 03 fretes das Indiat. (depoisde lida e approvada a acta da antecedente
pera a Inglaterra eram de tres quatro libran Distribuidos c passados os feitos deram-se oa
seguintes
JULQAMliSTOs
ilalieas corpus
Pacientes .
Galdino Gentes da Silva. Concedeu-se a sol-
tara, contra os votos dos Srs desembarga-lores Pi-
res Ferreira,' Pires Goncalves e O iveira Maciel.
Manoel Joaquim de Andrade e Vicente Ferre
ra dos Santos.Conccdeu-se a soltura, unnime-
mente.
Antoni 1 Joaquim de Barros Ind.ferio-se, un-
nimemente.
Casemiro de Mello Costa. Mandou-se ouvir o
juiz substituto do 3 dis ricto.
Recurso eletoral
De ItambRecorrentc Francisco de Araujo
Lima, recorrido Mauoel Joaquim de Albuqnerqu"
Melle. Relator o Sr. desembargador Buarque
Lima.Deu-ee prnvimeu:o ao recurso, unnime-
mente, pura se desalistar o recorrido.
Reeiir.-os crimes
De AreiaRecorrente o juizo, recorrido
Geniiiiiaiio Al ves de Gouveia. Relator o -r. con
selheiro Qoeiroa IJarros. Adjuntos os Srs. des-
embargadores Pir-s Qoaealvea e Oliveira Maciel.
Negou-se provim nt a 1 recurso, manan .
responsabilisar o delegado Nica Cavalcante de
Alouquerque, eoi.tra o voto do Sr. deaeinb.r^aiior
Oliveira Maciel.
Do Filar-Recorrente o juizo, recorrido Jaciu-
tho Leao dos Res. Relator o Sr. desembarga
dor Buarque Lima. Adjuntas os Srs. desembar
gadores Toscano Barret 1 e couselhero Queiroz
Barros.Negou se provinento, uaanimemente.
De Campia GrandeRecorrente o juizo, re
corrido Antonio Francisco Cuutinho de Lyra. Re-
lator o Sr. desembargador Oliveira Maciel. Ad.
juntos os Srs. desembar gadores Pires Goncalves e
Alves Ribeiro.Negou-se p ovimento, unnime
ra nt.
Do RecifeRecorrente o juico, recorrido Fiau-
cisco de Paula Santos. Relator o Sr. desembar-
gador Alves Ribeiro. Adjuntos os Srs. deanal-
bargadores Montoiro de Andrade e Oliveira Ma-
ciel.Negou-se provimento, unnimemente.
De CaruarRecorrente o juizo, recorrido Ma
notl Jos Gomes. Relator o Sr. desembargador
Oliveira Maciel. Adjuntos os Srs. desembarga-
dores Monte 1 ro fie Andrade e Toscano Barrc'o.
Deu-su provimento ao recurso para se pronunciar
o recorrido, contra o voto do Sr. desembargador
Menteiro de Andrade.
sterlinas, e boje esto reduzidos a doze shillings
por tonelada.
Para o Mediterrneo estilo igualmente rauito
diminuidos ; todava se mantm mais altos do que
aquelles. Porm, ternera se m.va reduccoes ; e ao
passo que niguas armadores inglezes fecbam os
estabelecimecit's es de Franca I sarmam urna par-
te da sua frota.
o ltimamente foram reduzidos os salarios das
equipag"iis em cerca de 10 0/0.
Lelloe*.Effectuar-se hao :
Hoje :
'.'do agente Gusmao. s 11 horas, na ra da
Commercio n. 2, de movis e mais objectos do ho
tel Universo.
Segunda-feira :
Pelo agen'e Gusmao. s 11 horas, na roa do
Imperador 11. 16, de dividas e de predio.
Teroa-feira :
Peto agente Martins, s 11 horas, na roa do am-
parador u. 16, depredios.
Peto agente Burlamaqui, s 11 horas, na ra de
Mareili i Dias n. 55, de dividas.
Pelo agen'e Pestaa, ao meio dia, na ra do Vi-
gario n. 12, de predios.
Miaa* fnebre*. -Serio celebradas :
Hoje :
A's 8 horas, em S. Goncals, por a'ma de Justi
no Carneiro de Almeida.
Segunia-leira :
A's 8 horas, na Ordem 3* do Carmo, por al n 1
de Genesindi B. de Vasconcellos.
Operareo clrurglcaaFram pratica
das no hospital Pedro II, no dia 17 do correte.
as seguintes:
Pelo Dr. Berardo:
Euucleaco do clho esquerdo pelo processo dn
Bonet, reclamada por staplnloma geial com alte
raco da cornea.
Tarsoohaphia com excsu ovalar da palpebra,
indicada por trichiasis.
Pelo Dr. Puntual:
Amputaco do penis pelo processo de Guyon,
reclamada por epitelioma da glande.
Pelo Dr. Malaquias :
Hydroccle duplo pela punco e cauterisafo de
nitrato de prata
Extirpacao pelo thermo cauterio de ganglios sy-
pb-liticos necrosados da regio inguino crural.
Pelo Dr. Berardo :
Papilla artificial reclamada por mancha da cor-
nea.
Aggravos de petii.
ote Olympio Elisio do
ano Bar-
j**"* "" 3 *' 00aseu* r0* Queiroz Bar
i-se provimento ao ag
gravo, iiiianinemente.
Do commercio do Recito Aggravantes Morei-
ra Irmo & C, aggravada a companbia de segu-
ros Amphitrite. Relator o Sr. desembargador
Morrteiro de Andrade. Adjuntos os Srs conse
Iheiro Queiroz Barro* e desembargador Pires
Goncalvee.=l)eu-se provimento ao aggravo, un-
nimemente.
Ag^ravo de instrumento
De Campia Grande Aggr.ivante
tilo Guiraaraes, aggravada a lbertanda Fraa
a. Rehtor o Sr desembargador Buarque Lima.
Adj intos os Srs. desembargadores Pires Ferreira
o Alves Ribeiro. Negou-se nrovimento, unani
-nte.
Queixa
De Andr de Albuquerque Mello contra o Dr.
G incalo Paes de Azevedo Faro, juiz de direito
d Pao d'Alho. Relator o Sr. desembargador Pi-
res Ferreira. Adjuntos os Srs. desembargadores
Oliveira Maciel e Buarque Lima.Julgou eu im-
ii acdente a queixa, unnimemente.
Appellaco crime
De S. Bento Appellautes Joaquim Ferreira
dos Santos e Antonio Valerio Ramos, appellada a
justica. Relator o 8r. desembargador Pires Per
reir.Mandou-sc a nsvojuiy, unnimemente.
PA8HAGENS
Do Sr. conselheiro Freitas Ileuriques ao Sr.
couselhciro Queiroz Barros :
Appellaco crime
De Bom Jardim Appellantu anoel Antonio
do B jui-tiin, appellad a justica.
Uo Sr. conselheiro Araujo Jorge ao Sr. conse
Iheiro Queiroz Barros :
Appellaco civel
Do RecifeAppellaute Arthur Lepes de Oli-
veira, appeil.do Joaquim Jos Alves Gumares.
O Sr. uonaelheiro Araujo Jorge como procura
. or da cora e promotor.da justica deu parecer
nos seguintes feitos :
Appellaco commercial
De Macei Appellante Manoel de Aracrim
Leo, appellados os herdeiros de Jos Manoel
Baptista.
Appellaces crimes
De OlindaAppellante Frederico Velloso d?.
Silveira, appellada a Justina.
Do CollegioAppellante o juizo, appellada Ale-
xandre Francisco Lcite Machado.
Do RecifeAppellante o juizo, appellado Al-
bino Antonio Dias.
Do Sr. conselheiro Queiroz Barros ao Sr. des-
embargador Buarque Lima :
Appellaco commercial
Do RecifeAppellante Aniceto Augusto da Sil
va, appellado Jos Antonio dos Reis.
Embargos infringentes
Do Recife Embargante Aotero Aprigio Fer-
reira da Silva, embargado Jos Antonio de Mello.
Do Sr. desembargador Toscano Barreto ao ar.
desembargador Oliveira Maciel :
Appellaco civel
Do RecifeAppellante Manoel do Amparo Ca-
j, appellado Mano 1 dos Santos Araujo.
Ao Sr. desembargador Pires Ferreira :
Do Recife Appellantea Carvailio Jnior &
Leite, appellado Antonio de Souza liraz.
Dw Sr. desembargador Pires Goncalves ao Sr.
desembargador Alves Ribeiro :
Appellaces crimes
Do RecifeAppellante o juizo, appellado Tho-
maz Jos das Reis.
DeS. Joo -Appellante Joo Percira da Silva,
appellada a justica.
Appellaco civel
De Porto Calvo Appellantes Leal & Irmo,
appellado M ni e! Francisco de Queiroz Coutinhj.
O Sr. desembargador Pires Goncalves apreseu-
tou a mesa para providenciar
Aggravo de petico
Do Recife Aggravante o cnsul de Portugal,
Krravado ojuizo da provedaria.
Do Sr. desemb .rgador Alves Ribeiro ao Sr.
conselheiro Freitas Henriqucs :
A|i|ii ItafSes cives
De M..ragogy Einoargaiite Manoel Francisco
de Queiroz Coutinh', embargados L'al & Irin.Xe.
Do RecifeE nbasgantea Manoel Teixeira Bar-
tholo e Jos di Silva L .yo, embargados Luiz
Goncalvea da Suva & Pinto.
Do luga -App.-llaute o curador de Flix, ap-
pellado o juizo.
Appellaco crime
J ai -Appeilaate los Pereira da Silva,
appellada 11 jostif*.
DILIGENCIAS
M..nd ni se ouvir o Sr. conselheiro oromotor da
juatiya nos seguiutei feitoa :
Appcllact's crimes
De Macei Appellante Antonio Francisco Sa-
raiva, appellada ajustigi
Do BeataAppellant 1 Joo Luiz de Oliveira,
appellada a just ya.
Dj B.ej .Appe lantes Jos Pereira de Barros
e outro, appellad 1 a justica.
Do Piaoi- Appellante Antonio Corris da
Silva appellada a justica.
Do R cite Appellante Joaquim Francisco de
Lima, appellada a justic,a.
Com visia -. partes :
AppellacSes cive?
De MaceiAppeiUnte Dr Bernardo Antonio
de Meadoaca, appellado Justino, eserai
Da Al.ga Grande-Appellaute D. Isabel'
tana da Saut'Auna, appeiu lo Antonio Francisco
de Salles r"c
do Imi-:rat!or n.
de qaeatS -e
DISTKltil I(,mi;s
Aggravo de peticlo
Ao Sr desembargador >lvs Ribeiro:
I 1 eife.Aggrav.iu .- M.no.-I Joaquim di
^ih T .varea e o comal de Portugal, aggrav I 1
o juizo da provedoria.
Appullaces crimes
Ao Sr. desembargador Pires Ferreira :
De PalmaresAppellante o juizo, appellad;
Mainel JoaquTi de Moura Borba.
Ao Sr. desemiiargador Monteiro de Andrade :
De Trana- Appeltante Antonio Izidoro de Oli-
veiri. apiell.-da a justiga.
Ao Sr. desembargador Pires Goncalves :
Da IndependenciaAppellante o juizo, appel-
lad m CaudiJo Tin maz da Silva e outro.
\ Sr. desombargador Alves Ribeiro :
De Palmaren -Appe lante o juizo, appellado
Manoel Vicente Ferreir Filho
Ao Sr. conselheiro Freirs Henriqucs :
De Nazareth Appedante J aquim Ignacio
ftenealves d Lnz, app.-ll.da a justica.
Ao Sr. conselheiro Queiroz Barros :
Do BrejoAppellante o juizo. appellado Anto-
nio Alves deliveia Borges.
Ao Sr. desembargador Buarque Lima :
De Bom Jardim Appellante Mauoel Moaiz
Falcan, appeila ia a justica.
\o Sr. desembargador Toscano Baireto :
De TimbibaAppellante o juizo, appellado
Antonio Campello da Silva.
Ao Sr. desembargador Oliveira Maciel :
De Goyanua Appellante o promotor, app"l!a-
do Manoel Joaquim de Sant'Ai na.
Encerrou-se a seaso as 2 horas da tarde.
r, reaM'-ncia ra
1 Ha ra do P
tdvogade
O bachnrel Benjamim Bnndeira, raa Pr
Imperador n.-73, 1." ao lar.
Jos Bernardo Qalvao Alcoforado Ju
nivr contina no exerdicio 'i sua protisslo
de a'lvoga.ln. o ple sor 1 ao es
eriptorio .lo seu pai, ra 1." do Marco
11. 4- 1." andar, das 10 lloras da .nanlia
s lia tard 1.
flenrique Iffifot. Rm
?.', 1. ai. I .r I-:.. ..i-r.
1. aa |.r.ixi u .-. as linhas terreas.
Or, O/irrim Escore!, i. promotor pu-
blico, tem na esriptoria gaci ni
rua Prirai ir 1 lo ICaruo o. 2.
Jun Bandeara Mello advogado
r 1 do Imperador n 37.
rosarla
' ^ 'P
.
rodoi toa v.tniih 1
Bdieamcntofl homoaopafieoB, ni do Mr-
Faria, &>brnho & C, drogustas poi
attacado. ia\ Mrquez de Oliud a. 41.
Herrarla a Vapor
Serrara a vapor e oficina de. earapina
le Francisco do? Santos Hayedo, "ae-
Capn:-:.' i.28. Teste graalu stab
.uo, o primeiro .1 pn/iacia a'esae g
aero, >'.ompr;i-sn vende-30 madeiras de
todaa as qnalida ''>. n leira
u obra..
do carapira p na e por prejoa -
competencia.
PDBLICACOES A PEDIDO
Hospital Pedro II
Nao poiso conservar em iueu coracao os senti-
mentos de gratido que me dominam. Patentean-
do estes sentimentos, sei que faco urna offensa
modestia ; mas conserval os silencioso, minha
alma trasbordara de pezar.
E' assim, pois, que venho do alto da mprensa
agradecer ao I.lm. Sr. Dr. Pontual as maneiras
attenciosas com que se dignou tratar-me no perio-
do de meus graves incommodoe, app'icando-me
com notavel aproveitamento os seus cuidados m-
dicos.
E se me revelo assim agradecido para om tao
distincto cavalleiro, nao devo tambem esquecer a
cuidadosa vigilancia das differentes irms, e com
'-specialide.de a irma Catbarna, encarregada da
enfermara de S. Francisco Xavier, onde estive,
e que me prodgasou carinhos verdaderamente
maternaes e digaos de sincero e duradouro reco-
nhecimeuto.
Finalmente confesso-me immensamente grato
ao solicito enfermeiro, o Sr. Manoel Archanjo de
Mello, cujos bons servicos, dignos alias de nao pe
quena remuneraco, devetn ser bem apreciados,
pela dedcalo e cordura com que cumpre os de-
veres de seu agro cargo.
A todos esses apostlos da caridade a minha
eterna gratido.
Recife, 18 de Marco de 1*85.
Guilherme P. B. C.
---------------waaoi>
Deprecara*
AO EXCELSO E SUPREMO CHEFE DA NA CAO
BBAZILEIBA O SB. D. PEDBO II, EM PBL
DE GUSTAVO A. CABDOSO PINTO.
Em nome da mocidade pernambucana
Deus se debruca alegre em seu cochm de estrellas
E faz raiar na trra a aurora do perdao.
Tudo bem diz o Eterno em sua voz ignota
As ptalas da rosa e as lavas do vulcao.
DB. PLIKIO DE LIMA.
M' narcha Brazileiro, Excelso e Veneranio!
Eu venho, obedecendo do peito a pulsa^ao,
Da me cidade era nome, em nome do futuro,
Pedir-vos doce orvalho na aurora do perdao.
cenhor I Ao vosso throno onde a virtude engasta,
Onde de sangue manchas nSo v a Inz do sol,
Eu trago a triste offerta que nos brotou da alma,
Ao ver um pobre moco, da vida no arrebol;
Tao triste e macilento, earpiudo do passado,
(O su maior remorso, a sua maior dri)
Os erros da loucura da mais pequea idade,
Bes) creuca, sem esperanca, sem gosos, sera amor:
Nao vend-, com a aur ra, uascer o roseo da,
Dos tero pissarinhos nao escutando o canto,
Entregue -i rigidez 1 hnnudae paredes,
E cada vez mais hmidas a cus; 1 do seu pranto!
mo, o Dr. Maciel Pitheiro, sem mais referir se aos
dous aasumptos de que eu me havia ocoapado,
me procurando para uiua
discussao que nunca quiz, era quero eutreter com
S. S e atraado contra mun as raaos chelas, in-
sinuacoes, ironas e reticencias malignas c gros-
seiras.
J me tardava esse procedimeuto do Sr. Dr.
Maciel Pinheiro.. Eu nao havia de ser mais fe-
liz do que todos quautos tem sido victima de sua
peana e de ana b lid.
Por mais que chovam sobre mim as perversi-
dades do carcter do Dr. Maciel Pinheiro, por
mais queeusej por elle ab nao ser
em vi l"'i liu ser jul-
11 somos auibos
conhecidos.
iam sem paixao e os que me
couhecein de peito p soin iseuco
de animo e imparcialidad nao receio o
julga ment.
Isto me consola quanto s invectivas soffridas,
e me tortaleei para cksprezar quantas possam ain-
da ser feitas.
Pode, pois, de hoje em diante o Sr. Dr. Maciel
Pinheiro, sem que me oixupe em responder lhe,
dar, coo quizer, expansa> ao seu genio, que j
lhe creou urna certa celebrdade e tem realisado o
isolan.ento em torno de si."
Recife, 19 de marco de 1886.
J. Juvencio Ferreira d'Aqiciar.
rna Ingrima cutida sobre e t-
mulo de mei Irmo Justino
Carneiro de Almcida no sti-
mo dia do sen passa raen to-
lla momento? na vida tao amarguradoe, ha tran-
ses de agona tao conciantes que impoein silencio
ao labios e luauitestara-se pela lagriin ..
il je stimo dia do passautento daquelle, cujo
nome serve de epigraphe, a estas linhas, cu falta-
ra eu dever mais sunt>, amizade mais sincera,
uiOiiitrando quanto m dolorosa e sensivel
la do irmo bondoso, do esposo exemplar e
do pai de fa lia modelo.
birva do liu.t.v .. ,.. de3olada esposa e aos
seu laeoas-laveis lillios, a idea deque prende-se
memoria eterna de um nome modesto, a nobleza
de carcter, e urna vida honesta.
Recife, 19 de Marco de 1886.
H
Ao dlstineto poeta Antonio So-
Mes d* albuqnerque
Eusobre quem 11 mo da ingrata aorta
Empolgra impe! .-a golpe rude;
Eu que vivo j em vida em u'atade,
Soffrendo cada instante eterna morte;
Eu que vivo luctar, mas que sou forte,
Que expi u'erro, mas qu'amei a virtude;
Eu quem deram os aojos u'alad>,
Embra aos hombros urna cruz supporte
Canto n'est'hora, p'ra render-te, vate.
Minha homenaje,, e -ffe'cao sincern,
Pois que em meu peito o coracjlo'inda bato ".'.
Sim, qu'em aah'alma urna c .roa impera
A' cuja lux se a minha fronte abate
E a gratido qu'urr sjntimento gr^.
Detenco do Recife, 18 de Marco de 16
Gustavo Adolpho
Cinco "Chagas
DE
Dens Xosso ienhor Tesns
Christo
UedlouN
Coiimiltarlit u.<- lii-> cirursico Pedro de Attaliyde LitOo Moncoio a
rua da loria n. 39.
O de .sultas tiioe o^
lias uteis, das 7 s 10 koraa da manh.,
Este Bonsitrtario >ff amotlida
1 ;ate ser ouvido o ex.-
mnado, sem ser preaoaoiado por outr
De me lia s 3 horas di tarde ser
Dr. Mosuozo incontrado no torreo pr
o* ilo Gotiurcio, imde funooiona a las
pei;<;o de sad l; pyic). Para qualque
d'estc.s Aoua pentos poderlo sor dirigido^
os chamados por curta as indicadas horas
Dr. Miguel Themudo oadou seu consul-
torio me lico e residencia para a rua Nova
n. 7, l. andar, onde d consultas das 12
horas s 3 da tarde e tacaba chamados a
bualqcer hora. Especialidadespartos, fe-
bn-R, f.yphilis e molestiasdo pulmao e 00-
racSo.
Dr. Barreto tiampaio d coosultas de 1
s 4 horas da tarde, rua do Brao da
Nao temi il a fan : doce conehego!.. .
Uin paria, S nh r, am msero proseripto:
Ha lia isi \ io' ; dr. s e tristezas,
Vive:; nim r?o, sempr 1 tfl cr ..
Mouarcha Brasileiri E' tempj todo a tempo,
Par., na aaasaaidfl I h ver transforraaco.
E Ciiiis'o subre a era- riao o'ha compassivo,
E ni perd Dim ta, S:iihor!, o bom ladrao?
E A rrort nao corrige, a f rea nada tal !
Se ao iirrependiinento nao chama se virtude,
O vici 1 nos nao ciemos tambem seja immortal.
Oh, ai 1! V6 o sabis As vezas nos dournu,
Um laivo do loucura, a inorie da raziio;
E nos vamos de a-uros atados s earretaa.
Tornaren >s aos sentidos as grades da prisao.
O temp tu 11 rai'da O ms-is p-queno arbusto,
Tende a finar eom 03 annos inmenso e majestoso,
Um pequenin > lago se torna em Occano ;
K um atheu se torna christo e piedoso.
E" teinp-', p iis, Seulior, de abrir A luz do Sol,
ane illuminou o Vosso nascimento,
As grades da masmorra onde Gustavo gems,
Os seus passados erros, e seu maior tormento!
E' tempo, sim, Senh t I da Vossa p;e Ka cor grandiosa laucai mais um rlorao!
Um Pedro! Um brazileiro! Um sabio! i sempre grande
Quando ao B>m Deus imita na nurori do perdao
E Vos, em Vossa alma, sublime e mapeatosa,
Tereis fundo praser, bem doce sonsaca":
Qnando, em vez de um reo, de um misero proscripto.
Uustavo se tornar conspicuo cidado !...
Honraudo a sua patria, amando o seu monarcha,
Entregue tio sraente a pratica do justo :
Elle, senhor, nos eremos ter mu estribilho,
as suas oraches, o vosso nome augusto !
Por Vosso Pai, Snhor!, que iibertou um B
Ghil -ndo 110 Ypiranjra Independencia ou morte!
Un homem liberta!, raetainorphoseai lhe 1 vida,
Vosso perdao lhe seja o mais seguro norte'
Oh! Deui ha de orgulhir se da Vossa piedade.
Dos Vossos sentimentos, do V'osso corafao,
Ao ver que Vos segus o teu sublime exemplo,
Ao ver que o imitis na aurora do perdao.
E nos, a mocida"!". os mocos do futuro
H .. todos vs u.ii ns; um honra do perdao,
lazemos nossos votos ao Todo Poderoso,
Que sempre governeis, Senhor, esta Naci.
Pernambuco, 16 de Marco de 1886.
Antonio Ignacio de Torres Bandeira.
0 juiz de direito Dr. Maciel Pi-
^nheiro
S hoje tive oceasiio de 1er o artigo que o Dr.
jais de direito da comarca de Tirabauba publicou
no Jornal do Recife de 17 do corrale mez.
Contraralo por ter eu contestado duas asseve-
racoes por elle feitas, urna relativamente ao meu
amigo Samuel Carrea, 9 outra relativa a mim mes-
(Continuagu'i dos ns. 61, 62 e 64)
O lugar nacional Bardo de Muribeca outr'ora
Vincenzo quando italiano, achava-se em melhores
condiyoes em 1882. de que quando foi seguro pelo
proprietaro italiano em Austria, pela somma de
francos 220:000, equivalentes a HOOOOOOO)
centa e dez cont nos.
O cnsul de Austria, ir tenda que se lhe fi-
zessem os reparos neeessaros, em Pernambuco,
para prossegui"" na viagem para a Europa e alli
ser vendido como Vincenzo, para o seguro daquella
nacionalidade nao perder muito: visto qu.'1 no
Brasil, oude todi--< s in-i'-riaes apparelhoa a
caros, e a mo de uora i;i.>.-e3siva, nao se a-.va
o devido valor uelie navio e jamis por ser
grande.
Esse cnsul, grande proprietaro e armador detta
praca, estava prompto a razer o fornecimento que
a vigorosa vistora 1 ffieial designou 30:000J000,
mais ou menos para o navio proseguir na sua via-
gem para a Franca.
Foram baldado.- os esorcos que para tal fim em
pregou esse laborioso e distinctissimo cidadao
I brasileiro, o mais activo dos commerciautes de
nossa praca, e que comrrehendia a necessidade de
lhe restabelecer o crdito perante as os paizes
esti-angeiros.
Pois, foi aqnella quuitia, raas on menos que no
porto da ilha de Itauaruc dcapeudeu o piuprieu-
rio par por d'alli ra fra eni estaJ de nave-
gar.
Sabia-sa na pra^a .1 e esse navio Bardo de Mu-
ribeca era o navio m 113 possante e de melhor classe
qu tinha o Impel 1 em sua marinha mercante.
Por cans dos ac>ntciraent03 que so p.s-avam
em fins Junho d- 1882. seu proprietaro temen-
i .i e lhe o pei-d-"3sm ou ao tj-rga III, propoz a
resciso dos contractos d: seguro que estavam
consamados com a Compaabia Indi mnisadora :
I la Silva Loyo Jnior e seu ca-
nhado Araorim, an utas as condiyoes dos navios e
acharen so 'gnros po.- din;nut6simo valor, nao
queram rescidir dos contractos.
No rim de 8 das, tomando ri-solucio definitiva
de nao escindir : o proprietaro teve necessiilade
de lhedizer as causas que imliapira rescidir, afina
de nao vir parar dude actu lmente se ach, se al-
gum d'elles se perdesse.
Se assim acoitteeeise perder se, na pra^a fariain
correr, logo, que a perc; foi premeditada para
com o pr.ducto eu lireitar a casa, que estava cora
falta de crdito e de meio circulante para prose-
guir em suas operacoss.
O lugar Corqa III era de menos dow tbrc-js da
.arga que coinportava o lugar Bario de Sluriueca,
porm, com rela?o a eonstruccao e em segur
corresponda com deste navio, e no apparelho.
missames e sobresalientes ainda lhe era supe-
rior .
No tempo em que sob a bandeira dinamarquesa
se ehamava Henwiet, quando estava sejuro em Bro-
me por t 4:000, (e rea de 50:000*000 em nossa
moeda), que por elle indemnisou a sen proprieta-
ro ; aao se achava tambem preparado como es-
tava quando rescindi do seguro com a Indcmni-
sadora.
Este navioziuh 1 comprado por urna bacate'la,
naufragado dentro do p^rto do Recife era 10 de
Dezembro de 1878, para o safar e reconstruir no
p irto desta cidade, gastou meio auna, e despen-
deu com os novus apparelhos, massair.es c todos
os mist 'res, iomina superior a 40:0003000; sen-
do que grande par;e foi com ferias de irtis-
tas carpinteiros e calafates ganhande 2!500 a
4*000 por dia, e emquanto cremado era duplo
o jornal, alm do pessoal superior 100 horneas
nos das de virar, aos quae3 se pagava 2J000 a
cada nm.
Est teita a desenpeao dos dois navios, e cum-
pre s classes comuieical e artstica, ventilar se a
exposicio sincera c verdadeira, send que o
nont capital relativo a ter despendido de Ja-
neiro de 1881 at Junho d" 188, aquellas quan-
tias que perfaaem 61:000fj000 e se a resciso dos
seguros foi ou nao proposta pelo proprietaro dos
n8V08- SEGUNDO
Em fins do anno de 1881, por causa, disem, das
bebidas alcoolicas, a barca inglesa birkby em urna
mar grande, navegaudo para Valparaso, carre-
gada com 1,300 toneladas de narvao, virn a
proa trra e entrou para cima dos arrecifes, e
ah ficou em secco na baixa-mar.
O enorme peso nao fez o navio dar de si durante
alguns dias, era sempre o mesmo, pelo que em ou-
tras mares grandes, dois possantes vapores anda-
ram o rebec .ndo outra es parv o cae, depois de
estar alliviado ; depois das enormeB despesas, e a
digndade do capitao iinpunham a venda do navio
e carga, oeste porto.
Aqnella condico descreve o navio, mas emfim
cumpre diaer que elle era de maieira de Tek,
com os mastros reats de ferio, e os outros e ver-
gas de riga vermelha, e todo seu cavilname de
cobre puro e madeira alternando; o formato ele-
gante, e o que havia de bem aperfecoado, com
relscio mi d'obra, possuindo a classe do Lvd

t
UKlVfl





Diario de PernambucoSabbado 20 de Mar?o de 1886
A. T., no qnal estava seguro, disiam, por t 8:500
conesponde nosao nroeda 107:500*000.
Apressaram a venda do navio, e alguem qu
eonhecia preceito o 9 commereiazites da praca
pretenda cmpralo; moa nao Uu pretaa em
M apreseutar no leililo hora marcad, P4*^*
conhecia que todos tinnan asedo de om bicho to
grande, seui folego, e que quem poda comprar
nao se apresentava no leilao por faltarem lhe
n'esss poca os recursts para comprar armar.
Continuara se for po.wve.
Cadeia da cidade do Eecife, 17 de Marco de
1886.
Antonio Francisco torga.
Agradeeimento
Victima de urna grande catastrophe, que
me obrigou a ir ao leito por oais de va-
te dias, onde soffri dores terriveis, cor-
rendo perigo a m nha existencia, seria
ingratidao se nao viesse a iiaprensa agra-
decer ao intelligente o Ilustrado Dr. Bar-
ros Carneiro o zelo <; interesse que tomou
elo restabelecimento de minh Uto altern-
as compromettida.saude.
No mea tratamento o Ilustrado Dr. Bar
ros Carneiro demonstrou, ainda mais urna
vez, o quanto valeru os esfor^s de um
verdadeiro filho de Hypocrates, qae n5o
encara sacrificios no cumprimento de seus
deveres.
Estou de todo restabelecido a devo a
minha saude ais altos conhecimontos scien
tilicos de tSo distincto medico, a quem
sou eternamente grato.
E' preeiso nao deixar no olvido que o
Dr. Barros Carneiro, junto ao meu leito,
nao foi somente um medico, foi um ver-
dadeiro amigo.
Desculpe-me, portante, o Dr. Barros
Carneiro se minhas palavras v&o molestar
a sua reconhecida modestia, pois ellas sao
nihas do sentimento de eterna gratidao de
qne se acha possuido meu coracSo, pelo
muito que por mim fez.
Aproveito a occasio para agradecer
tambera aos amigos que me vienten visitar,
dando assim urna prova de qui se interes-
savam pela meu restabelecimento.
Jamis osquecerei urna tal prova de ami-
sade. ^
Jaboatao 19 de Marco de 1886.
Jos Antonio de Castro e Abreu Filho.
*?
Irmandade do Senhor liom fe
sus dos Passos da CJraca erec
la na igreja do ('anuo da ci
dade de Olinda.
De ordem da mesa regedora desta ir-
mandade, convido a todos os nossos caris
simos irraaos, as confrarias e irmandades
rellgicsas desta cidade, aos Srs. par*nym
phos abaixo declarados e em geral a toda
a devota populacho que presa os foros d:
sagrada religio do Golgotba, a compare
cerera no domingo 21 do corrente, s
4 1/2 horas da tarde, na igreja do Carmo
de Olinda atm de assistirem a benc&o so-
lemne da imagem do nos o Sacrosanto Pa-
droeiro O Boni Jess dos Pasaos da Gra
ca, e a Iadainha quo ser cantada em se-
guida a esse acto; e, certo de quo ser
tal convite attendido, em nome da mesa re
gedora aprsente com antecipacHo os seus
ssntimentes do gratido e reconhecimento.
Paraoyraplios
O Illms. e Exm. Srs.:
Conselheiro presideute da provincia, Dr.
Jos FernandeB da Costa Pereira J-
nior.
Commandante das armas brigadeiro Agos
tinho Marques de S.
Chefe de divisao Jos Manoel Picarlo da
Costa.
Chefe de polica Dr. Antonio Domingos
Pinto.
Desembargador Toscano Barrete.
Dr. Herraogenes Scrates Tavares de Vas-
concelos.
Barao de Tacaruna.
Barao de Caiar.
Tencnte-coronel Manoel Azevedo do as-
cimento.
Osmmendador Jos Candido Morass.
Tenente coronel Jos Nones de Oliveira.
Director do Arsenal de Guerra, major Aa
tonio Vilella de Castro Tavares.
Dr. Manoel Mara Ferreira da Suva.
Dr. Hortencio Peregrino da Silva.
Dr. Antonio Pereira Simoes.
Dr. Antonio Farias Noves,
Dr. Felippe de Figueira Faria.
le Tenente da armada Leopoldo e Bandira
de Gouveia.
2 Tenente Ernesto Jos de Souza Leal.
Capitao Manoel Jos Monteiro da Franca.
Capitao Manoel Joi- de Paiva Pinto.
Tenente Joo Sabino Pereira Giraldes.
Antonio Rufino de Barros.
Jos Soares beixa-.
Firmino Raphael de Paiva.
Leopoldo Marques d'Assumpjao.
Jos da Silva Carneiro.
Jos Gon$alves de Andrade.
Angelo da Matta Andrade.
Epiphanio da Franca Mello.
C0MMERC10
Borjs. comiuerc ui de Pernam-
buco
Recite, 19 de Marco de 1886
As tres horas da tarot-
a-;6e oifr.iou
Cambio sobre o Rio de Janeiro, vista, com 1/2
0 O de premio, do banco.
P. J. Pinto,
Presidente
v-'au'iido C. (i. Alcof >rado,
Secretario
.lENDIMLiNTOS PBLICOS
Mes de Marc de IbcM
i*AKDOAOo. 1 18 473:485*192
u d< 19 31:682071
"MCKnauomiD.' I 4 18
.n do 19
505.167^263
"1:765073
3:434*900
75:199/973
C rsiXD rovicil u< 1 18 81 055/239
**= de 19 5:425*243
Rn":m dbaisaokDa 1 a 16
IdHtn de 19
86-480/489
47:353/620
1:430., 930
48:784^5*0
Francisco Jos dos Passos Guimaraes.
Jo5o Jos de Carvalho Moraes.
Secretaria da irmandade do Sr. Bom
Jeiius dos Passos da Graja, erecta na igre-
ja do Carmo em Olinda, 16 de maro de
de 1886.
O secretario,
Manoel J. de Castro Vella.
Jockey Club de Ja-
boato
Esta sociedade communiea ao respeitavel pu-
blico que no doming < prozimo (21 do corrate)
realisa-se em Jaboatao a primeira corrida do ca-
vallos, que torna-se recommendavel por ser a pri
meira oeste genero, apresentando-se os diversos
amadores com phantazias lindas e com mascaras
apropriadas.
Durante os inter vallos das corridas ha ver mu-
sica e ter lugar a dansa de corda, executada por
um distinto amador. As entradas sao gratuitas, e
prevenimos que para boa commodidade do publico,
os notis, em numero de quatro, acham se prepa-
rados.
O muito digno chefe do trafego da estrada de
ferro de Caruar, uosso pedido, se dignou aug-
mentar os nmeros dos trena, e se a concurrencia
fr muito grande elle augmentar ainda o nume-
ro dos meemos.
O respeitavel publico ter trens para Jaboatao
s 2 e meia horas. 4 horas e 5 horas da tarde; e
de volt s 6 e meia horas, 7 e meia horas e S ho-
ras da noite.
A'e 4 e meia horas da tarde comecaro impre-
erivelmente os divertimeutos promovidos por esta
sociedade.
*
l.i-se no Progris Medical :
O vinho de extracto de figado de bacalho, de
Ghevrier, presta os inaiores servicos :
Aos individuos exhaustos por longas tooiecoe6
merbidas.
o Aos antigos rheumaticos privados de appe-
tite.
Aos gotosos inveterados que nao digerem
mais.
As crianzas debilitadas pr la dentico.
Aos adolescentes cujo erescraento fatiga.
< Aos adultos cujo trabalbo ou prazer exhaus-
ta.
Todos acham ueste medicamento um licor
agradaveI, juntando a um poder regenerador ndis-
cutivel um gosto de natureza tal, que sa'isfaz aos
paladares mais estragados.
Nao seria por demais recommendar aos nos -
sos leitores o emprego deste excelente medica
ment.
Vos climas dos trpicos
IV. 3*1
e cabello cabe cedo, se que nao se conserva com
granle cuidado. Urna frieco suave e frequente
com a escova, torna-se mu necessario para seu
desenvolviniente vigoroso; porm requer-se ainda
mais alguma cousa.
O crneo torna-se secco, e precisa deforcae
vigor. O mclhor vigorador que se ttm inventado
j Tnico Oriental, o qual to admiravclmente se
a simila com as secrc^oes dos vasos espillares
nnidos cutcula, e assiste a produzir urna co-
Iht'iti abundante de cabellos lindos e luzidios.
Os bigodes, oarbas e suissas ralas toruam-so bastas
e vigorosas sob sou estimulante effeito.
Agontes em Pernambuco, Heury Forster & C,
ua do Commercio n. 8.
Milita a11 eiifao !
D Carlota Burlamaqui Magalhacs avisa a quem
possa interessar que o sbralo n. 46 ra Du-
que de Caxias, nao pode ser vendido, sem que o
comprador fique obrigado a maut-;r o arrenda-
ment, a que est sujeito, at o dia 2 de julho de
1893, conforme a esenptara publica, lavrada em
notas do tabellio Fulgencio.
utro sim. que o mesoio sobrad nao pode ser
alienado, emquanto nao for paga a divida de cerca
de 12:000, constante de letras, aceitas pela pro-
pietaria ; pois, da contrario, ser milla a aliena-
alo, por ser em prejuiso dos credores.
Recite, 17 de marco de 1886.
Ao publico
Os abaixo assignados, tendo registrado e depo-
sitado as suas marcas industriaes c rtulos das
suas prepara;oes na junta commerciai do^Rio de,
Janeiro de confi rmdade com as prescripces das
leis do imperio do Brasil, declaram e participara
aos interessados, que como nicos proprietarioa
tem direito exclusivo de nsar as marcas indus-
triaos e rtulos relacionados com manufactura,
fabricaco e venda das s guin es preparares ;
Agua de Florida de Murray e Laman.
Tnico Oriental.
Pei toral de Anacuhuita.
Pastilhas Vermfugas de Kemp.
Oleo de figado de bacalho de Lmmr.n & Kemj.
Emulso de oleo de figado de bacalho com hy-
pophosphites, de Lanmam & Kemp.
Salsaparrilha de Bristol.
Extracto duplo de aveleira mgica de Bristol,
ungento de aveleira mgica de Bristol,
e qu6, portante, perseguirlo a todos os falsificado
res ou imitadores das ditas marcas industriaes e
rtulos, procurando que sejam castigados com teda
a eeveridade da lei.
Tambem acautelamos o publico contra todos
aquelles que intentara substituir as nossas prepa-
rac/jes cima mencionadas com artigos falsificados
que levam rtulos ou marcas industriaes que imi-
t:rn as nossas.
Lanman & Kemp.
CoDutorio medico-eirnrglco
O Dr. Estevii Cavalcante de Albuquerque con-
tinua a dar consultas medico cirurgicas, na rus
Jo Bom Jess n. 20, 1 andar, de msio dia s 4
i.i.ras d* tarde. Paras? demais consulta e visi-
aa em sua residencia provisoria, ra da Aurora
i. 53, 1 andar.
Ns. telephonicos : do consultorie 95 e residencia
126.
Especialidades Partos, mo1c?tias d^ erran
cas, d'utero e seus unnexos.
DESPACHOS DE EXPHTACAO
Em 18 de Marco de 1886
i*ar* o exterior
=i Na V'arca suec> Bore, carregou :
Pai-a Hall, C. P. de Lemos 5400,000 kilos de
carocos de algodo.
Para o Interior
No vapor allemilo Hamburgo, carregou :
Para Sautos, S. OuimarSes & C. 50 saceos
com 3,750 kilos de assucar branco.
No patacho nacional Cometa, carregou :
Para Porto Alegre, P. Carneiro 4 C. 450 sac-
eos com 33,750 kilos de assucar mascavado e 950
ditos com 71,250 ditos de dito branco.
- No vapor nacional M de Caxiat, carregou :
Para Baha, Amorim Irmos & C. 500 saceos
17,500 kilos de assucar branco ; P. Pinto &
C. 120 barris com 18,000 litros de mcl.
No patacho nacional Alvaro, carregou :
Par* Santa Catharins, Amcrm Irmos fe C.
25,000 litro de sal.
Para Porto-Alegre, A. li. Correia 30 caixasca-
jurubeba.
No vapor nacional Jaguaribe, carregou :
Para Parnahyba, E. C. Beltro aes com 2,120 kilos de assucar branco.
Para Acarahu, E C. fieltrau 4 Irmia 22 volu
mea com 838 kilos de assucar branco.
No hiate nacional S. Ambrosio, carregeu :
Para MoESor, J. P. de "vciri 50 saceos com
tarinlia de mandioca.
Na barcaca iMnra, carregou :
Par Maco, F. de Souza Martina 5 barricas
com 550 kilos de assucar branca ; P. Alve> 4 ('
18 volumes com 1,563 ditos de dito, 13 ditos eom
1,182 ditos de dito mascavado e 3 barricas com
180 ditos de dito refinado ; M. A. O. de Araujo 5
bairis cem 4*0 litros de agurdente ; Fi mandes
& Irmo 4 barricas com 420 kilos de assucar
branco, 4 ditss com 420 ditos de dito mascavado
e 2 ditas com 212 ditos de dito refinado ; J. Ca
millo 10 ditas com 687 ditos de dito branco.
Ha hiate nacional S. Lourenco, carregou :
Psra Aracaty, E. C. Beltro 4 Irmo 5 barris,
com 480 litros de mel e 9 volumes con 578 kilos
de assucar branco.
No cter Colomoo, carregou :
Par Macahyba, A. R. Branco 100 saceos com
miih).
Licor depurativo vegetal iodado
DO
Medico Quinte!la
Este notabilsimo depuraste que vem precedi-
do de to grande fama infallivel na cura de todas
as doencas syphiliticas, escrofulosas, rheumaticas
e de pelle, come tumores, ulceras, dores rheumati-
cas, osteocopas e nevralgicas, blennorrhagias agu-
das e chronicas, cancros syphiliticos, inflarcma-
cSe8 viscerae, d'olhos, ouviaos, garganta, intes
tinos, etc., em todas as molestias de pellc, simples
ou diathercoa, assim como na alopecia ou qa.da
do (abollo, e as doencas determinadas per satu-
racjj mercurial. Do-sc gratis folhetos onxle se
"itram numerosas experiencias fe-ltas com es*e
especifico nos hospitaea pblicos e muitos agesta-
dos de mdicos i documentos articlale? Faz se
descont para revender.
Deposito cm casa de Faria Sobrinho 4 C.
Ra do Mrquez de Olinda n. 41.
e
fl
Collcgio de Nossa sc-
nhora da Penba
Este eollego est funecionando ra da Auro-
ra n. 19, 2o e 3o andares.
O hachare! francisco Crrela
Dina Obdulio
parteeipa aos Sis. estud.iutes que mudou
o curso de Artbmetica, Algebra e Geo-
metra, para ruada Yiacondo de Albuquer-
que anliga da Matriz u. 7.
-------------------r-MtSttlUm-------------------
Escoh particular
De infttruceo primarla para o
sexo niascul no
31--RUA DA MATRIZ DA BOA-VISTA34
O abaixo assiguado participa ao Ilustrado pu-
blico desta capital, que abri sua escola particular
de instruccao primaria para o sexo masculino,
ra da M atriz da Boa-Vista n. 34, onde esmerada-
mente se dedica no cusiuo du seus alumnos.
O grao da escola consta : 1er, eserever, e contar,
desenh> linear, historia patria e noc/es de fran-
cez.
Garante um rpido adiantamento em s'iis alum-
nos, pelo sen systema de ensiuo, o qual 6 urna pa-
ciencia Ilimitada, um amor inviolavel e urna es-
merada dedicacao ao ensiuo, fazendo com que os
seus discpulos abracem e amcui de coracao as let-
tras, aos livros c ao estudo, guiando-os no cami-
nho da intelligencia, da honra e da digndade,
atm de que venham a ser o futuro sustentculo
da patria, da religio e da lei, um verdadeiro
cidaduo brazeiro.
Epeia, pois, merecer a confianca c a protecjo
do distinctD povo pernainbucano, e em particular
tem f robusta em todos os paes e tutores de me-
ninos que queiram aproveitar cm rpido udianta-
meuto de seus filhos e tutelados.
Comquanto ousada s^ja esta tentativa, todava
espera que os seus incansaveis esforcos, e os seus
puros desejos, sejam coreados com a feliz appro-
vacio do todos os filhos do lmperie da Santa C'ru-.
Mensaliiiadc -230JO pagos adiantados, no ac
da matricula.
Horario -da3 9 horas da 'nanha u 2 da tarde.
Recebe mcnivs i-.iternos c meio-pensionstas
por mensali'la tes razoaveis e leccioua por casas
particulares a ambos os sexos.
Julio Moars de Azevedo
34 Ra da Matriz da Boa-Viota 34
Esmolas qaresmaes
Ainda faz se recommendar aos seus ca-
ridosos bemfeitores a septuagenaria do
be^co do Bernardo n. 51. Soccorram-na,
pois, por amor do Todo Poderoso
Factos e nao palavras
io que se duejam tratar sem comprometter a
saude com preparados mineralgicos.
Nesta typograpbia c na ra Direita n. 43, 1.
andar vende-se tinturas heuieopaihioas para ino-
fensiva cura das aeguiDtes molestias : asthm tico;
anda mesmo bronsbitico; eiysipela, euxaquecas;
inteimiteutes (*-em o emprego do fatal quinino);
tojse convulsa, falta de mcustruaclo ; cmaras de
sangue : esfricos ou metritc ; dores de dentes ou
novralgias, raetrorragia; vermfugos, dentico e
. laoes das enancas ; tudo manipulado de her-
vas do pato
Assim como tratam-sc escrofulosos em qualquer
grao e gommatosos.
Dr. Silva Brito, medico clnico do Maranho
tendo praticado ltimamente nos prncipaes hos-
ditaes de Pars e de Vienna d'Austria, onde dedi-
eou-se especialmente a partos, molestias de mu-
Iheres e de criancas, offerece seus servicos ao res-
peitavel publico desta cidade, onle fixou sua resi-
dencia.
I 'ode ser procurado do meio dia s 3 horas da
tarde no seu consultorio ra larga do Rosario
n. 26, Io andar, e cm outra qualquer hora do dia
ou da noite ra da Imperatriz n. 73, sua resi-
dencia.
OCULISTA
Uro Brrelo Mampato, medico ocuhs-
ex-ch-fti de clnica do Dr. de Weckcr, d cnsul
tas de 1 s 4 horas da tarde, aa ra do Bar
da Victoria n. 45, segundo andar, excepto nos da
mingos o dias sanctificados. Residenciara de
Riachuelo u. 17, canto da ra dos Pires.
Oculista
Dr. Ferreira da Silva,
sulla das 9 ao meio dia.
con-
llcai-
dencia e consultorio,
Larga do Rosario.
ii.
20
ra
EDITAES
Advogado
i>;.charol Jeronymo Materno Pereira de Car-
valho, tendo dcixado o cargo de juiz substituto dos
feitos da fasenda, advoga nest;i capital e fora
dclla e tem seu eseriptoro ra Duqub de Caxias
n. 55, onde pode ser procurado das 10 horas da
manh s 3 da tarde, a fra destas em sua resi-
dencia ra de Domingos Theotonio n. 39, a
qualquer hora.
Dr. Csrpra Lis
MEDICO
Tem o seu escriptorio a ra do Mrquez de
Olinda n. 53 das 12 s 2 horas da tarde, e des* i
herr. em diaute em sua residencia ra da San
ti Cruz n. 10. Especialidades, molestias de se-
nhoras e criancas.
Medico parle! ro e operador
Consultorio ra Duque de Caxias n. 59
Io andar
Hiiiiti m io MU L15
CHAMADOS POR ESCRIPTO
MOVIMENTO DO PORTO
Navios entrados no dia 19
Cardiff41 dias, barca norneguense Kong Cart,
de 410 toneladas, capitao I. b.Henrkksen.equi-
pagem 11, carga carvo de pedra ; a Compa-
nhia de Engenhos Centraes.
Terra Nova31 dias, lugar inglez Corlsande, de
187 toneladas, capitao I). Thcruaz. equip.igem
9, carga bacalho ; a Jolinston Patet & C.
Rio Grande do Sul-30 dias, patacho nacional
Rival, de 241 toneladas, capitii Francisco Jos
Fernandes, equipagem 10, earga xarque ; a
Amorim Irmos & C.
Rio Grande do Norte2 dias, hiate nacional
Correw do Natal, de 407 toneladas, mestre
Joo G. de Moura, equipagem 5, carga sal ; a
Fraga Rocha & C.
Santos e < scala 9 das, Tan francs ViUe de
Macii, de 17/5 toneladas, | 'laimandante Pan-
creve, equipagem 33, carga varios gneros; a
Augusto F. de Oliveira & C.
Navios sahidos no mesmo dia
Hull Brigue snecco Dtigvy, capitao Salvessen,
tarca algodAV.
Rio Grande do Norte-Barca suecca llore, capi-
tao A. Siilerqtnst, carga farinha de mandioca.
Barbados L.gar ingles Lydio, capitao Louwey,
ero lastr>.
Barbidos=Lgar inglez Sumbeam, capitao Wol-
gar, rnj lastro.
VAPORES ESPERADOS
Hamburg do Hamburgo
Orator de Liverpool
Ville de Pernambuco da Europa
Baha do norte
Neva da Europa
Congo do aul
Espirito Santo do sul
I'ara do sul
Cear do sul
Finance do sul
Tagus do sul
Abril -
hojo
hoje
a 23
a 24
a 24
a 25
a 26
a 26
a 26
a 29
a 29
Advance
de Ncw-Porta-News 16 J|
Edital n. 13
O administrador do Consulado provincial faz
publicj a quem interessar possa, que de ordem do
Illm. Sr. Dr. inspector do Thesouro, fica proroga-
do at o ultimo da do corrente mez o prazo con
cedido para pagamento, livre de multa, das annui
dadese mais servicos da Recif; Drainage Compa-
ny, correspondente ao 1 semestre do exercicio 1885-86.
Consulado Provincial de Pernambuco, 16 de
1L reo de 18S6.
F. A. de Carvalho Moura.
O Dr. Adelino Antonio do Luna Freir,
offieial do Imperial Ordem da Rosa, com-
mendador da Real Ordem Portugueza
de Nosso Senhor Jess Christo e juiz de
direito privativo de orph&os e ausentes
n'csta comarca do Recife e seu termo,
por Sua Magestade Imperial e Consti-
tucional, o Senhor D. Pedro II, a quem
Deus guarde, etc.
Faco saber sos que o presente edital virem, ou
delle noticia tivcem, que no dia 23 do corrente
raez, depois da audiencia deste juizo, iro a praca
por venda para snrem arrematadas a requeri-
mento de Hyppolito Martins Gomes, inventariante
des bens, que ficaram pelo fallecimento de sua so-
gra D Anna Mara da Rocha Falco para com o
seu producto satisfazer as custas do fcito, e des-
empenhar-se de encargos testamentarios, as par-
tes no valor de 17:4105000 sobie a avahaco de
30:000*000, que o acervo inventariado possue no
engenho Pencdo de Baixo, cm torras, m.-ittas, e
com todos os aciessorios, moente e errente, mo-
vido por animaes, com casa de vivinda em ruinas,
capaila, assentamento novo ; assim como suas ae-
pendencUs constituidas nos immoveis seguinte :
Urna casa de taip\ cora tres jarn Has do frente,
urna porta o tres quartos, duas saias, rosinh i fra
sem ladrilbo, medindo de largura cito metros e
seto centimetros, e de oonpfimento dez metros e
oito centmetros avaliada cm IOJOOO; nina casa
de taipa em mo estado com 'na porta de f ente
e outra de fundo sen rcpar'imnto, medindo de
largura tres metros e de fu ido quatro ntfltr s,
tendo um quarto e urna sala na frente, avitiiada
em 3lf)i:00 ; urna casa de taipa cm mo estado
com una porta de frente e um nnart', urna Bala e
porta no fundo, medindo de largara tres metros e
de fundo quatro metros e cinco centmetros, ava-
ada por 3 i*000; uina casa de taipa com una
porta de frente, urna ssla, ura quario, c sinlia fra,
medindo de largura tres metros e tres cntimo
tros, e de eoinp.'imento cinco metros a do;n cent-
metros, avaliada por 40*000 ; nina casa de taipa
com urna porta c janella de frent \ dous qu.irto c
duas silas, medindo de largura tres metros e tres
centmetros, e de ermprmento cinco metros o cin-
co centmetros, svalada por 50D0U ; urna casa
de tapa em bom estado, com duas jmilas e um i
porta de frente, quatro quartos, duas alas, coi-
nha e estribara do lado, medindo de largura seto
metros e oito centmetros, e de comprmento dez
metros e oto centmetros, araada em 200*000;
um telheiro com aviamentos para fazer farinha,
um forno para o mesmo fin, duas caixas grandes
de amsrello para deposito de farinha avallado
tudo por 35*000, as qnaes tendo ido a praca pela
quanta de 17:4103000, vo novamente com o
abatimento da lei, sendo a quanta de 13:98jOX),
que servir de base para o preco ra arrematacZ.
E para constar passou se o presento edita!, que
ser publicado pela imprensa e alisado no lugat
do costume.
Dado e passado u'esta cidade do Recite, aos 19
de Marco de 1886. Eu, Manoel do Nascimento
Pontes, escrivo o subscrevi.
Adelino Antonio de Luna Freir.
O Dr. Manoel da Silva Reg, offieial da
Ordem da Rosa, juiz de direito da 4
districto criminal epresidenta do tribunal
do jury da comarca do Recif-, por S. M.
o Imperador, etc.
Fa$o saber, em virtude do art. ~2S6 do Cdigo
do Processo Criminal, que tendo sido convocada
para o dia 15 de Fevereiro prximo paesado a pri-
meira sesso ordinaria do jury desta comarca, in-
stalhiu se no dia 22 do m-'smo mez c encerrou se
no da 13 de Marco do corrente anuo, tendo sido
julgados 15 processos contendo 18 reos presos.
Foram assiduos os jurados da Ur:i, g. ral, se-
fu i n tes :
ntonio Jos da Silva Sarment.
Dr. Adolpho Tacio da Costa Cirne.
Camllo Lins Chaves.
D. mili? -s Aus:ricliano Mafra.
Dr. Flix Ramos Leuthier.
Ezequiel de Lima n S.
Hcoriqne Cecilio Barreto de Almeida.
Eustergio Austricliano de Brito Maced),
Jca Ciispiano da Silva.
Joaquim Tranquillino de Lemos Duarte.
Joto Brands'aj Fox.
Baptiota Ferreira d'Annunciaio.
Cesarlo de Mello.
I Gomes de S Le to.
Manoel Coelho Cintra Ramalho.
Major Tliemisioclea Orange dos Res Lima.
Menos assiduos com causa justificada :
Altredo Gibson.
Dr. Joo Bastos de Mello Gomes.
Jos Alves Barbosa Jnior.
Foram assiduos os jurados supplcntes :
Cactan.) da Silva Azevedo.
Eneas di Reg Barros Falclo.
Hwrmelino Elysen da Silva Caneca.
Joo Carneiro Lins Soriano.
/ictoriuo Arckins do Rogo Faria.
Einecto Soares de Asevedo.
Galdino dos Santos Nunea de Oliveira.
Jos Carlos Ferreira.
Ismael de Oliveira Guimar.-.
Julio Cesar Cavalcante du Albuquerque.
Joseph Krause.
Dr. Antonio Vicente do Nascimento Feitosa.
Antonio Martins de Carvalho.
Benjamn Ernesto Pereira da Silva.
Francisco Lopes Cardim.
Josquira de Medeiros Raposo.
Manoel Pinto de Queiroz.
Augusto Anisio de Carvalho Serrano.
Francisco Epiphanio de Souza.
Jorge do Reg Baptista.
Modesto do Reg Baptista.
Jos de Pinho Borges.
Silviuo Claudiano de A buquerque Sobreira.
J So Jos Rodrigues.
Joaquim Elviro Pereira de MagnlhSas,
Januario Jos dos Santos.
Manoel Jos de Magalhes Soares.
Claudino Jos Correia.
Jos Raymundo Ferreira de Araujo Saldanha.
Jacintho Hele^oro Alves Cavalcante.
Tenente Antonio Jos de Soasa e Silva.
Finalmente foram multados em 380* os jurados:
Angelo Custodio da Silva Guimaries.
Dr. Joo Baptista Reguera Costa.
Miguel Pereira Gersldes.
Odorico Soares Raposo da Cmara.
Em 360* os jurados :
Antonio Samico de Lyra Mello.
Adolpho de Brito Tavares Cordeiro.
Caetano Gomes de S.
Claudino Izidio dos Santos.
Dr. Manoel Gomes de Argollo Ferro.
Maximiano Ribeiro de Araujo.
Em 340^ :
Antonio da Silva Neves.
Em 320* :
Gustavo da Silva Antunes.
Thomaz da Gama Lobo.
Basilio Manoel de Jess.
Em300* :
Antonio Venancio de Oliveira.
Jos Pedro Velloso da Silveira.
Luiz de Paula Lopes.
E para constar mandei passar o presente que
ser publicado pela imprensa.
Cidade do Recife, 13 de Marco de 1886,
Eu, Florencio Rodrigues de Miranda Franco,
escrivo do jury, escrevi.
Manoel da Silva Reg.
Edital n. 731
De ordem do Dr. inspector geral se declara
achar-se marcado o dia 23 do corrente, pelas 10
horas da inanba, para no salo da bibliotheca pu-
blica comejarcm as provas do concurBO para pro-
vimento da endera di lingua ingleza do Gynna-
so Pernambucano. Acham-se inscriptos os se-
guintes concorrentes :
Leanidas Silva.
Bacharel Pedro Celso Ucha Cavalcante.
Dr. Joao Clodoallo Monteiro Lopes.
Jos Faustino Porto.
Secretara da Instruccao Publica de Pernambu-
co, 19 do Marco de 86,-0 secretario,
Per?untino S. de Araujo Os 1 vo.
DECLAMC0ES
Instituto Lltterarlo ollnden.se
Domingo 21 do corrente, na respectiva sede,
haver sesso de assembla geral para cleico de
presidente, s 10 horas da manha. Olinda, 16 de
Marco de 1886.O 1. secretario, Jos Pinto
Souto-Maior. _____
Companhia de edifica-
Communica-se aos senhores subscriptores da
companhia de edificaco. que deve ser realsada
at o da 20 do corrente a prmeira entrada de 10
0/0 do valor de suas respectivas acco>s, sendo o
jagament i rt alisado no Loudon Bras.lian Bai.k,
milited, em cunprimeuto do que prescreve o art.
3" da lei n. 3150 de 4 de novembro de 1832. ____
Recife Drainage
Hc'aco dos eoncertos feitos nos apparelhos no
mes do Fevereiro do corrente anuo de couformi-
dade com o art. 10 do contrato e 2 do art. 15
do ogulnmento de 12 de Janeiro de 1872
Frcgueza do Recife
Mrquez de Olinda n. 50 W W40
Bom Jess n. 10 14*740
D.ta n. 68
Cuonoeru n. 12
Dita n. 32 580
Vig,rio Tenorio n. 10
Dita .. 13 2#W0
Travesa da Madre de Deus u. 18 14*740
Amorim n. SI 9*840
Udre de Deus n 36 1*520
Domingos Jos Martina n. il 2*64 I
Dita u 01 6ilW
Dita n 52
Dita u. 102 2*640
Ma cates n.4 2*640
Restauraco n. 62 S520
Dita u. 55 3*960
ViscouJe de Itaparcj u. 80 4*360
Dita n. 32
Dita n. 13 3*080
Dita n. 35
Pharol u. 56 13*640
S. Jorca u. 18 2*640
Dita n. / 4*400
Dita n.43 -'--'1 I
Travesa para a fundicao n. 2 1*520
G un rara pea n. 34 13*420
D.Un 78 1*100
Travessw da praca de Pedro I n. 3 33*2(00
Sanio Antonio
Dita n. 118 2*640
Dita n. 182 15*960
Dita n. 202 2*640
Ditan. 7 2*040
Dita n. 115 30*500
Fr. Henrique n. 38 Diaoe n. 5 8*640
4*620
Tavsssa do Prata n. 7 2*640
Antonio Henrique n. 14 2*640
Nogueira o. 16 17*820
Dita n. 21 2*040
Dita n. 37 26*390
Santa Rita n 57 4*520
Nova de Santa Rita n. 57 2|640
Travessa de 8. Jos n. 14 2*640
Pescadores n. 16 2*640
Largo do Mercado n. 9 2*640
Imperial n. 15 2*640
y^ Boa-Vista
Imperatriz n. 6 2*640
Dit4 n 28 4*t>00
Dita n. 17 2*640
Dita n. 33 10*020
Dita n. 35 14*850
Praca do Conde d'Eu n. 30 5*280
Visconde de Pelotas n. 1 3*080
Visconde de Albuquerque n. 18 2*640
Aurora n. 13 17*740
Dita n. 25 2*640
Dita n. 27 8*04 i
Dtan 43 2640
Capibaribe n. 18 3*960
Ponte Velha n. 101 1*850
Riachuelo n. 55 2*640
Hospicio n. 23 2*640
Dita n. 41 28*580
Dita n. 69 7*920
Gervasio Pires n. 12'J 20*910
Dita n. 48 2*640
Travessa de Gervasio Pires n. 19 4*660
Atalho n. 13
Socego n. 34 25*740
Santa Cruz n. 31 3*080
Ditan. 64 33*000
Uecco dos Coellios us. 2 a 10 3*080
Hospital Peiro II n. 4 24*760
General Seara n. 11 20 i*10
Coronel L-inenba n. 40 25*740
Travesa das Barreiras n. 5 5-S2-0
Alegra n. 34 2*640
Lco Coroado n. 10 17*630
Dita n. 24 A 18*260
Largo da Campia n. 13 25*740
Barao de S. Borja n. 22 2640
Traves.-a do Palacio do Bispo n. 6 2*640
Dita n. 8 2*640
Recife, 18 de Marco de 1886.
0 gerente,
J. Dowsley Jnior.
Imperador v.. 30 4*310
Dita n. 54 2*640
Dita n. 3!l 18*240
Dita n 71 14*520
Dita u. 79 7*620
1 do Marco u. 18 2*040
Duque de Caxias n. iO 2*040
Dita n. 28 2 i m
Dita n. 34 1*920
Dita n. 56 2*010
Dita n. 72 2*640
1 tan. 21 2*610
futa n.33 5*20
Dita n. 35 2*610
Cabog u. 3 2*610
Barao da Victoria n. 6 12*320
Dita n. 32 25010
Dita n. 54 *6i'j
Dita n. 60 3*960
Dita n. 19 2*640
Dita o. 39 8*5u0
Trincheiras a. 16 12*32i
Dita n. 9 -'040
Lirangeiras n. 1 2*640
Largo do Paraizo n. 1 2*640
Dita u. 49
Larga do Rosario n. 38 2*640
Dita n. 31 2*010
Bstreita do Rosaio.r. 38 1 i-,'
Ditan. 11 1*720
Dita n. 29 4*620
S. Francisco n. 8
Dita d. 23
Dita n. 9
Joo do Reg n. 2 2*640
Dita n. 22 2*640
liba do Car/albo n. 16 2*640
Roda n. 48 11*020
Beeco do Calabouco n. 40 4*310
Mathias de Albuquerque n. 12 2*640
Dita n. 30 3J0S0
Paulino Cmara n. 38 2*640
Dita n. 9 2*640
Viscondo de Inhauna n. 34 3*140
Dita n. 36 6*820
Dita n. 43 24*380
Pedro Afiouso n. 43 2*640
Varcilio Das n. 26 2*640
Dita n. 66 14*740
Dita n. 53 4*620
Dita n. 69 2*640
Viraco n. 1 2*640
Coronel Suassunan. 14 23J320
Santa Thereza n. 34 12*480
Travessa do Pocinho n. i 2*640
Palma n. 61 25J600
Merques do Herval n. 73 2*040
Dita 11. BS 2*640
Cadeia Nova n. 17 42|360
Primei'o Becco da Csdeia Nora n. 11 *640
S. Jcs
Marilo Di is n. 84 10*390
Dita n. 120 2*640
Coronel Suaesuna n. 194 4*620
Dita n. 208 . 2*640
Dita n. 240 2*640
Dita n. 111 4*620
Dita n. 161 -'040
S. Joio n. 4 2*610
Palma n. 119 2*040
Marque do Herval n. 100 2*040
Dita n. 217 2*640
Vate e Quatro de Maio n. 39 1*520
Dias Cardoso n. 50 2*640
Dita n. 66 -'040
Dita n. 31 -'040
Dita n. 35 2*640
Padre Nobrega n. 53 2*640
Dita n. 75 12*320
Vidal de Negreiros n. 16 2*640
Dita n. 18 2*640
Dita n. 62 2*640
Dita n. 76 2*640
Dita n. 84 4*320
Dita n. 86 9*200
Contraria de >dsh Ncnhora do i.i
% ramelo do ReciTet 19 de Marco
l<- sse.
De ordem do irmo juiz, convido a todos os
charissimos irmos d'esta corporacao, comparece-
rem no dia 21 do corrente, s 3 horas da tarde, no
consistorio d'esta igreja, afim de, encorporados,
acompanbarmos a Procissao do Senhor Atado, da
Irmandade da Soledade, erecta em nossa igreja.
O Secretario Tito Machado Freir de Barros.
= Secretaria da devoco de N. S. das Mercs,
erecta na igreja de S. Jos de Riba-mar, em 19
da Marco de 86. = De ordem da mesa regedora,
convida-se aos nossos irmos para se reunirem em
no.-so consistorio domingo 21 do corrente, s 3
horas da tarde, afim de encorporados, acompa-
nbarmos a procissao e X. S. da Soledade da
igreja do Liviamento, para a qual tivemos con-
vite.O secretario,
Antonio Soares Pinto.
Obras Publicas
De ordem do IHm. Sr. engenheiro chefe, faco
publico qu ea virtude ua ordena do Exm. Sr.
couselheiro presidente da provincia, no dia 27 do
coi rente, a> meio din, rec be-se nesta secretaria
iropostas para :i execoco dos reparos da bomba
do Peres, na estrada da Victorii, orgados em
1:537*596.
O orcamento e mais condicc* do co .trato se
acham nesta secretaria para serem examinados
polos (enhorca pret'ndentes.
Secretaria da repartilo da3 Obras Publicas de
Pernambuco, 19 de Marco de 1886.
O offieial secretario,
JoSo Joaijuim de Siqueira Varejao.
Venerare! contraria de S. Bene-
dicto
De ordem de Iroio presidente desta confiara,
nvido a todos es raos, completamente unifor-
iti i-aclo-. com seus respectivos hbitos e decencia
do costume. no da 21 io corrente, s 2 horas da
tarde, comparecern! no capitulo da referida
confruria, pura aconpanhaimos a prscissJo do
Senhor Att ido, na igreja do Livramentr, para o
que fimos convidados por um offk-io da mesa re-
gedora ile N. 8a da Soledade.
Marco, la de 80. -O secretario,
Thomaz Nicss do Espirito Santo.
Thesonraria de Fazenda
D>! ordemd Illm Sr. inspector, faco publico
qne no Arsenal de Guerra paga-se n'> dia 22 do
corrente, pelas 11 horas d* manb, a folba de
costuras do mesmo arsenal, relativamente pr-
meira quiuzena deste mez.
Tliesouraria de Fazenda d2 Peruambu'o, 19 de
Mareo de 18
O secretario,
Luiz Emygdio P. da Cmara.
Imperial sociedade
DOS
Artistas Mchameos c
Liberaes
De ord*m do Illm. Sr. director, envido aos se-
nhores socios desta aasoeiaeao para fe reunirem
em assembla geral extraordinaria, no domingo 21
do corrente, s 11 horas, afim de tratar-se de ne-
gocio urgeute.
Si retara da Imperial Sociedade dos Artistae
Mechanic s e Liberaos de Pernambuco, em 19 de
Mareo de 1886.O 1 secretario,
Jos Castor de A.
Club de Regatas Per-
nambucano
Seg inda regata em 25 do co-rent-'
De ordem do conelho administrativo, previno
que a archibancada to somente destinada para'
os socios e suas familias. Nao ha archibancada
para o publico, c s tero direito a entrada, na
que ha, os socios que tiverem pago at este mez
(inclusive) como determinara os estatutos.
A'vista desta delibernco do conselho, o socios
que estiverem quites podtro procurar os seus
ingressos nos dias 23 e 24 (ante-vespera a vespera
da regata) das 7 i'.s 9 horas da noite, na sede do
Club.
Devendo, outrosim, ter lugar nessa mosma noite
um sarao, de accordo com os nossos estatutos, pre-
vino que subs stem as mesmas exigencias lgaos
como para a regata.
Secretaria do Club de Regatas Pernambucano,
em 16 de Marco de 86.O secretario.
Osear C. Monteiro.
sania Cana da Misericordia do Be-
rife
A Ulna, junta administrativa desta santa casa
contrata com quem melhorrs vautageus offerecer,
o fornecimento de assucar de Ia, 2 e 3'aorta e
turbinado, para os consumos dos estabelecmentos
seguiutes, durante o trimestre de Abril Junho
do corrente anno Hospital Pedro II, dito do
Lazaros, dito de Santa gueda, Hospicio de
Alienados, A&ylo de Mendici iade, Casa dos Ex-
postos e Collegio das Orphs em Olinda
As propottas devero ser apiesentadas na sala
de sua3 sessoes, em cartas fechadas, devidamen-
te selladas, at as 3 horas da tarde do dia 23 do
corrente, declarando os proponentes sujeitarem se
a urna multa de 5 0/0 sobre o valor total do forne-
cimento, ee no prazo de tres dias nao comparece-
rem secretaria da mesma santa casa para assig-
narem os respectivos contratos.
Secretaria da Santa Casa de Misericordia do
Recife, 18 de marco de 8b.
O escrivo,
Pedro Rodrigues de Souza.
~w
t


Diario de PernambucoSabbado 20 de Marfo de 1886
V
Obras Publicas
De ordem do Ulm. Srr Dr. eugenheiro ehefc,
faco pubHco que, em virtude da autonaacao do
Exm. Sr. conselheiro presidente da provincia, re-
cebe-se n'esta Secretaria, no da 2. do correrte,
ao meio dia, propostas para a execucio dos ie-
paros das ponte do Aterro, da ra Bella e do
Acougue no Rio Formoao, orados em 2:700*000.
O ortamento e mais cndicea do contracto
aeham ee n'esta Seerjtaiia para serein examina-
dos pelos Brs. preteudeutes.
Secretaria da reparticao das Obras Publicas, 11
de Marco de 1886.
O secretar!'),
Joao Joaqun de Siqueira Varrjdo
Obras Publicas
De ordem do Illm. Sr. Dr. eugenheiro chefe e
director da reparticio das obras publicas, fajo
publico que em virtud* da autoritario da Exm.
Sr. conselheiro presidente da provincia, recebe-se
nesta secretaria no dia 27 ele correrte, ao meio
da, propostas para a execuedo das reparos da
ponte sobre o rio Quima, em Baritina, oreados
em 1:300*.
O orcaraenfo e maia condiees do contrato se
achara nesta secretaria para srom examinados
pelos senhores preteiulenie.-.
Secretaria da Reoarticao das Obras l nblicus. 1<>
de Marco de I8fi."
O secretario.
Jo<> Joaqun de Siqueira VarejSo^^
Contraria rio Senlior Bom J*m
da Va-sacra da igreja da
Santa Cruz
Da ordem da mesa regidora, convido a todos
os nosaoa irmaos para uoinparccercm em nossa
igreja, paramentados ccn seus hbitos, no domn
go 21 do co'rento, pelas 2 1/2 horas da tarde,
para acompanh arm s a pr mSo que teni de sa-
hir da igreja do LivTMBCato ; c para o referido
acta tivemos convite.
O eterivao,
Jos Pranci o de Figueiredo.
contratados na corte, cada um a vo ge-
nero de traba
um iraade Macninru Bspeetaesla
Variadotjdo er todo aqaelle
apoio que at agora Ihe fol dispensado.
A empresa.
BOLDRIXI,
Presos
Camarotes altes
Ditos de frisa
Varandas
Cadeiras de l'classe
Cadciras de 2' dita
Entrada geral
10*000
8*000
2*000
2*000
1*500
1*000
y. B. Depois do espectculo baver trem pa-
ra Apipucos, e bonds para as llnbas de Fernandes
Vjeira e Afogados. Oj b'jnds no largo de palacio.
O bond de Magdalena s havera quando o es-
pecticulo acabar depois do horario do ultimo que
passana ra Nova, s 11 horas e 42 minutos.
Principiar &* 1/t Hora*.
W
Declarafo
Manoel Rodrigues da Canha Sobrnh*, declara
que, de agora em diantc, asaignar se-ha Manoel
Rodrigues Pereira, nome p rque j geralmentu
conhecido no eommereio <:e [pojan e desta cida-
de do Recife.
Recife, 19 de Marco do 1886.
Manoel Rodrigues Pereira.
Monte fio dos volunta
rios da Patria
De ordem da directora sao eoovid lo todos
os senhorea socios com, noda-fcira
22 do corrente, na sdc desta i para
tratar-se da segunda disea lo da reforma dos
novos estatutos. Outrosim, a directora spera
que os senhores socios t un m lis assiduos a com-
parecern) as se--"> a. i t i le Mai a i > 8 l.
Alteres Gcroiicij S T. 1.x i; '..
'. secretario,
Estrada de ferro do
Recife a Carura'
Para conhecimento das pesaoss qa" ietiarem
assistir as corr las que tara ) lugar en L.boato
no domingo 21 do corrente, faz-se pn >l:eo que
alcm dos trens que partem da estacao do Recife
a 2|30 e 5 horas da tarde expedir esta e'trada
no reterido dia um trem para Jaboatao, qJ par-
fii da estacao do Recife s 4 horas da tarde,
re^ressando dalli s 7 1|2 horas da noitc. Esse
trem tanto na ida como na volta tocar asa Ti
g'P'- ____________ _
AGENTE
Miguel Jos Atoes
N. 7-RA DO BOM JESS -N. 7
Neguros innriiinio* e lerreatre*
Nestes ltimos a nica companhia nesta praca
que concede aos Srs. segnradrs iaempcaode paga-
mento de premio em cada stimo anno, o que
equivale ao descont de cerca de 15 por cento em
favor dos segurados.
COMPANHIA PEBNAMBIJCANA
DE
NavegacSo Costelra por Vapor
PORTOS DO NORTE
Parhyba, Natal, Macan, Mossor, Ara
caty, Cear, Acarahu e Camossim
O vapor Jag-uaribe
Segu no dia 22 de
Marco, s 5 horas da
tarde.
Recebe carga at o
ia 21.
Eneommendas, passagens e dinheiro a frete at
s3 horas da tarde do da da partida.
ESCRIPTORIO
Ao Cass da Companhia Pemambucana
___________________n. 12__________________
COMPANHIA PKK.1 AHBVC A A
DE
fVavegaco Costelra por Vapor
PORTOS DO SUL
Macei, Penedo, Aracaj, e Baha
0 vapor S. Francisco
MARTIMOS
TIIKATR0
DE
VARIEDADES
CoDipanhia lyrico-comieo-
draoiaca
D1KIGIDA PELO ARTISTA
LUIZ MILONE
EMPBEZA
A. BOLDRINI E L. MILONE
Sabbado, 20 de Marro
Kdrta da companhia
Grille Espectculo variado
Apresentac dos hotos artistas
Erailla Cortea!.
Primeira daina-soprano-dramatica da opera Q
Lyrica
Marin Andre.
Primeira cantora de opera-comica dos thcatros
principa' s da corte
Romaica Beccf.
Pianista e caotora-soprano
Culi Evangellat, iaeaoo Pozal.
Primelro tenor. Baixo lyrico e cmico.
toros de ambos os sexos.
Companhia Bahlana de navega
cao a Vapor
Macei, Villa Nova, Penedo, Aracaj,
Estancia e Bahia
0 rajo, larip de Caiias
Commandanie Nova
Segu impreterivel-
mente para os portos
cima no dia 21 do cor-
rente, s 2 horas da
tarde. Recebe carga
t ao meio dia do dia
Para carga, passagens, eneommendas e dinheiro
a fret'j Iracta-se na agencia
7iua do Vigario 7
Domingos Alves Malheus
(niu'vi SUles k Brasil Hail S. S. C.
O paquete Finalice
E' esperado dos portos do
sul at o dia 29 do corrente,
depois da demora necessaria
seguir para
*.
llaranho. Para, Barbados,
Thoraaz e New-York
Parn carga, passagens, e eneommendas tracta-
le com os
O
vap
or
Acl
vanee
B!
Primeira parte
Pela pnmeira vez n'essa capital a magnifica co-
media em 1 acto, do repertorio do ir. Luiz Mi-
NiO CIllEOTO
ou
AMOR E VENENO
Tomam parte a Sra. Durand e os Srs. K.'possi,
Miloae e Tirelh.
Neeunda parte
l.oTROVATORE (Verdi) miserere e duotto
por tenor, barytono e;soprano era que tomara pirte
os ontinetoi Srs. Evangelista, Comoletti, e dis-
tinctis=iina primeira dama soprano Sra. ERSIL1A
CORTE.SI.
2.o_ O domino nao (aria do maestro ljuro
Rossi do Conservatorio de Mi ao) pela distiucU
cant. ra Sra. Rosalba Becci.
3_SALUT AU BRE6IL, byinoo em homena-
nagem ao Brasil, palavras de M. Tibant, e msica
do "maestro Qiraudon, desempcnhido peladistiucU
actriz cantora Sra. Marin Andre.
Terceira parte
l oERNAT-l (Verdl) grande aria Infelice lu
credeir pelo bailo lyrico Sr. Gattano Potti, com
acompanhame.ito do orchestra.
2,# VesrEni Sicnust, boh ro com acompsnba-
metode orcli neta rim ira dama
Mpooo Sra. 8. SPRINGEIt.
3,o Sinos de CoRNtviLi.B (canelo das macas;
pela Sra. Marin An .
4.o_TbaviaTa (Vcrdi) roir. in p ir tenor Ltmgt
ra le, pelo primeiro ten.-.'i- Sr. L rta.
Caisrm a comaobf. dos maestros Rieci Ir:
eran duetto cmico, deaempenhado pelo distineto
barytono Sr. Dominici e a distiucta cantora Sra.
ERSILIA CORTESI.
Acabar o espectacnb o magnifico disparate-
1 ht-to i 1 qn i-ir .. intiloladj
Espera-se de New-Port-
News.at o dia 16 de Abril,
o qual seguir depois da de-
mora uecessarii para a
Bahia e Rio de Janeiro
Pira carga, passagens, eneommendas e dinheiro
a Grato, t racta-se com os
AGENTES
Henrv Forsler & C.
N. 8. -- RUA'DOCOilAittlClO N.8
/ andar
CIARGEIRS HtlMs 7
Companhia Fraaceza le Xa vega
Cao a Vapor
Linha quinzenal entre o Havre, Lis
ooa, Pernambuco, Bahia, Rio de Janeiro e
Santos
Steamer Vile Se Psrnamjaco
E' esperado da Europa at
o dia 23 de Marco, se-
guindo depois da indispen-
savel demora para a Ba-
bia. Rio de Janeiro
e Manto*.
Roga-sc aos Srs. importadores de carga p 'loa
rapores desta linha,queiram presentar dentro de 6
dias a contar do da descarga das alvareng: :J
quer reclamacao concernente a volumes, qui por
f i ira tenham seguido para os portos do sul.afim
de se poderem dar a tempo as providencias neces-
tariaa.
Expirado o referido praso a companhia nao se
responsabilisa por extravos.
Uecebe carga, eneommendas e passageiro para
^} quaes tem excellentes accomodacoes.
Augusto F. de Oiivcira & t
42 -RA 1H) CO.MMEROIQ -42
lOYAL HAITEA1 PACkET
Segu no dia 24 do
corrente, as 5 horas
da tarde. Recebe
carga at o dia 23.
Eneommendas passagens e dinheiros a frete at
ils 3 horas da tai de do dia da sahida.
ESCRIPTORIO
Caes da Companhia Pemambwann
__________________w. 12_________________
Companhia Brasileira de Nave-
gacao a Vapor
PORTOS DO NORTE
Vapor Espirito-Santo
Commandante JoUo Mara Pessoa
E' esperado dos portos do sul
at o dia 2ti do corrente, e
seguir depois da demora in-
dispensavel, para os portos
i do norte at Manos.
Para carga, passagens, eneommendas valores
tracta-se na agencia
46Ra do Comraercio46
VIAOEM EXTRAORDINARIA
0 vapor Para
Commandante o Ia tenente Carlos An-
tonio Gomes
Esperado do Rio de Janeiro,
em direitura a este porto at
o dia 26 de Marco c depois
da demora indispensavcl re-
gressar tamben cm direitu-
i"i.
Para carga, passagens, ncommendas e dinheiro
a frete, trata-se na agencia
N- 46 -RA DO COMMERCIO Ni 46
PORTOS DO SUL
0 vapor Bahia
Commandante V tenente Aureliano Izaac
E' esperado dos portos do
norte at o dia 2-1 de mar-
co, e depois da demora in
dispensavel, seguir para
os portos do sul.
Recebe tambem carga pa-
ra Santos, Pelotas e Rio Grande de Sul, frete m-
dico.
Para carga, passagens, eneommendas e valores
(ratase na agencia
C Ontf>A\llli: OEH nW.HHXliK
RE U liliTIH II*
LINHA MENSAL
0 paquete Congo
Commandante Cirou
E' esperado dos portos do
sul at o dic 25 do corrente,
seguindo, depois da demora
do costume, para Bordeaux,
tocando em
Dakar. Lisboa e Vigo
Lembra-se aos Srs. passageiros de todas as
classes que ha lugares reservados para esta agen-
cia, que podem tomar em qualquer tempo.
Fax-se abatimento de 15 % em favor das fa-
milias composta de 4 p< ssoas ao menos e que pa-
garem 4 passagens inteiras.
Por excepcao os criados de familias que toma-
rem bilhetes de proa, gosam tambem d'este abati-
mento.
Os vales"postaes s se do at e dia 23 pagos
de contado.
Para carga, passagens, eneommendas e dinheiro
a frete,: tracta-se com o agente
Anguste
9 RA DO COMMERCIO -9
1.a classe, ida e vol-
ta para Inglaterra, bi-
lhetes validos por seis
mezes, 36:15:0 libras
esterlinas.
AGENTES
WUson Sois & coipy Limited.
4-Rua doCommercia-il
Para o Para
E esperado do sul nestes dias o lugar naciona
Juvenal, e desde j engaja carga para o p. rt.
cima, a sahir com brevidade ; a tratar na ra
do Mrquez de Olinda n. 6.
1-
DaoipfscliinTahrls-GeselIschall
Vapor Hamburg
---*
cmico em
HAfFIGNI
Peinoniisen
Henriuue Reali (Mr.Graffigui; maea-
tro de msica.................. L- M.lone.
Lyborio Boa-perua, emprezario-----C. Repossi.
Laurina g'ia filba................. Fi ravanso.
Tentenna, avisador............... Mulm.
N'esta peca a orchestra executari urna symp'm-
nia Pout-pourri, expressamente coirposta pelo Sr.
maestro Cyro Uiarlini e dirigida pelo actor Milone.
A orchestra est dirigida pi lo d slmct} maestro
Sr. Hyro Ciarlini.
0 paquete Neva
E' esperado da Europa no dia
23 ou 24 do corrente.seguindo
depois da demora necessa-
ria para
KahJa. Rio de laneiro, Uonte-
vido c Bnenos-Ayres
Este vapor Iraz simp.csmente
passageiros e malas e immed a-
lamenk vegoir depoisdo desem-
barque dos mesmos.
) paquete Tagus
esperado
do sul no dia 29 de
marco, se?uin lo
depois da demora
necessaria para
Lisboa c Southampton
i'ara pabsagens, freles, etc., tracta-se com c 3
CONSIGNATARIOS
AdamsonHowie&C.
3Ra do Commercio3
Espea se Je IUMBURGO,
va LISBOA, at o dia 20 do
corrente, seguindo depois da
demora necessaria para
Rio de Janeiro e Sanios
Para carga, passagens, c eneommendas, tracta-
ee com os
CONSIGNATARIOS
Borstelmann & C.
RUADO VIOARiON. 3
/ andar
A agencia no se responsabi-
lisa por faltas nos volumes, 24
horas depois da descarga da mcr-
cadoria.
Rojal Mail Sleam Packet
Company
Reducqo de passagens
Bilhetes espeeiaes se-
ro emittidos desde 14
de na r(o at o fin de
julho offerecendo faci
lidades aos senhores
viajantes para visitar
a expsito colonial
em Londres, de 1886.
Ida c volta de Per-
nambuco a Southamp-
on. primeira classe,
com o prazo de 6 me-
zes libras sterlinas 36,
150.
Para Maranho
Segu brevemente para o porto cima a barca
( rtugueza Miuho ; para o resto da carga trata-
' i com os consignatarios Jos da Silva Loyo &
Pilho.
Para Hambiirgo
Recebe oar^a a frete a barca
brasileira Nova Syrr.pathia ; a tra-
tar com Baltar Oliveira <|C.
Vende-se urna barcaca de carga de 300 saceos
a tratar na ra Direita n. 82, loja.
IEIL0ES
Leilo
De urna mobilia de mogno, 1 guarda lou^a, 1
guarda vestido, 1 e-pelbo grande oval moldura
dourada, 3 pianos, cama-" francezss de Jacaranda,
ditas de amarello, aparadores, cadeiras, sofs,
marquezao, bcrcos, lavatorios, mesas, secretarias,
11 caima com eerveja allema edi mcias garrafas,
caixas com cognac, ditas com conserva de pimen-
ta, gigxs con. champagne e multas nutras bebidas
que serao vendidas em lote a vontade dos Srs.
compradoies.
Sabbado 20 do corrente
as 11 hora*
No hotel Universo, sito ra do Com-
mercio n. 2
Aluga-se o referido predio com grandes comino-
dos e Boa localidade para qualquer negocio.
Por iuterveneo do agente
Gnsmo
Leilo
Das dividas liypothecarias no valor de.. .
4:600$ perteneentes a massa fallida de
Joaquini Ferreira Campos & C.
Megnnda-fcir i'i do corrente
As 11 horas
No arrnazem rua do Imperador n. 16
O agente Gusmao, autorisado por mandado do
Exm. Sr. Dr. juiz di; direito de comraercio e a re-
qnenmento do Dr. administrador, far.i leilo com
HMirtencin do m 'sm i jui," das dividas bvpotheca
rias uo valor d..- -I:o00* p-rteucentes referida
2- 'eil;i
AVISO
A empreza com o proposito de aprcseuUr este
Ilustre e inteligente publico, os novos artistas
Lisboa e Porto
A barca portuginza Isolinn recebe carga a fre-
tj ; trata se com Silva Guimaraes & C. &. ra do
Commercio n. 5. ..._________
Paa
Segve Km falU at o dia 27 do corrente para o
porto cima o origue inglez Maid ofUnwern
(de |> claase) ; para o reato da carga trata-se
ra do Marquea de Olinda n. 6.
Pacilic Sleam NavigatioH
Company
Para facilitar aos
Srs. vi antes que de-
sejare assi stir ex-
posico colonial de
Londres no corrente
anno, esta agencia fa-
r a reduepao seguin-
te. a principiar do 1.
de Mar90 a 31 de Ju-
liio prximo futuro:
De uro importante predio de dom andares
c sotao silo roa 32, antiga roa Direita^ e rene 2:000$
Segunda/eir 22 do corrente
Vs 11 horas
No ariuazem da ra do Imperador n 16
O gente Giismo, autorisado por mandado do
Exm. Sr. Dr. jais de direito da provedoria e com
avtorisaeao dos demnis conseuhores, far leilo
c aesisrencia do mesmo juiz, do predio cima
meucionado, pertencente a o espolio de D. Felici-
dad* Perpetua Gomes da Silva, podenco de =
os compiadores cxaminal-o; acham-se as chavea
no pavimento terreo, loj* de miudezas.
Grande casa terrea sita 4 ra da Palman. 11,
com duas meias aguas ao ladosob os ns. 9 A e 9 D
rendendo 4005 annuaes, offerta de 2:722)1, tendo
a casa 2 sallas, 2 qnartos, eosinha muito grande
c as meias aguas sala e quarto cada urna.
Cas i terrea sita ao Corredor do Bispo n. 18,
terreno proprio, com 2 salas, 2 quartos, cosinha,
quintal c apparelho rendendo 300J, offerta de. .
2:135*.
Casa terrea sita ra do Visconde de Pelotas
antiga do Arago n. 11 com grandes accoinmoda-
ces para familia, quintal e cacimba, rendendo
3601 annuaes, offerta de 3:220*.
Grande casa terrea sita a mesma ra n. 41, com
2 salas, 3 quartos, corredor independente, quarto
com apparelho c quarto para criado, quintal e ca-
cimba, rendendo 4204, offerta de 4:000*.
Sobrado sito a travessa do Carmo n. 10, com
grandes accommodacoes para familia, rendendo
540/ annuaes, offerta de 4:150*.
3 Casas terreas sitas ra da Iliia- Verde, na
Graca, terrenos proprlos sob os ns. 1, 1 C e 3 e
um sitio do lado sob n. 5, com muitos quartos, sa-
las, cacimba, viveiro, etc., rendendo 192* cada
nma das casas que teem 2 salas, 2 quartos, cosi-
nha e quintal e sao novas e 400* annuaes o sitio,
offertas de 3:000* pelaa casas e 2:000* pelo
sitio.
Casa terrea sita a travessa de S. Jos n. 23,
em terreno proprio, com 2 salas, 3 quartos, cosi-
nha, quintal, cacin ba e quarto com apparelho,
rendendo 300, offerta de 2:50 *.
Casa terrea sita ra do Visconde de Gayan-
na n. 107, em terreno proprio. com 2 salas, 2 quar-
tos, cosinha, quintal, cacimba e quarto com ap-
parelho, rendendo 300*, offerta de 2:000*.
muitas outras por n3o terem obtido offertas
deiza-se de annunciar.
Todoa esses predios estilo livres e desembara-
zados, devendo os Srs. prctendentes virem visi-
tal-as para verem o seu bom estado de conserva-
cao pois serao neste leilo definitivamente entregues
Informacoes na mesma agencia,
Grande e variado
Leilo
Pede-se aos abaixo assignados o favor de
virem ou mandar ra do Marquer de Olinda
51, a negocio que nao ignoran.
Jos de Araujo.
Pedro Siqueira, d'Alfandega.
Arthur Dantas.
Luiz Carvalho.
Jos Guimaraes, eaixeiro de Loyo & Filho.
Frederico Vieira.
Augusto Goncalves da Silva.
Manoel Antonio Carneiro de Araujo.
Aluga-se o 1 andar da casa n. 19 ra da
Penha. o 1 da de n. 18 ra Direita, o 1" da
de u. 66 mesma ra, o 1' da de n 35 tra-
vessa de S. Jos, o 1- da de n. 34 ra esti
do Rosario ; o 1 da de n. 24 ra do Arago,
os ferreos de ns. 26 ra Duquo de Caxias, 43
ra do Kangel. e a casa n 26 raa de Jiunes
Machado, no Esinheiro, com bons commodos, e a
casa no largo de Apipucos n. 19 ; a tratar na ra
do Hospicio n. 32.
Precisase ae orna cosinbeira
Baro da Victoria n. 39, loja.
na ra di
De bons
llvTOS,
movis, finos crystaes, quadros,
buya, plantas, vidros e mais ac-
cessorios de casa de familia.
A saber i
Sala da frente
Um piano forte de Pleyel, 1 cadeira para o
mesmo, 1 porta msica, 1 estante para msicas, 1
sof, 2 conso!o3 de cantos, 6 cadeiras a Luiz XV,
2 cadeiras de balances, 1 mesa com abas, 1 dita
com gavetas, 1 ;liv:in estufado, 2 cadeiras de bra-
cos estufadas, 2 cadeiras de balanco, 3 pares de
cortinados de 1S, 1 estante envidracada para li-
vros, 1 porta-relogio, 2 Jarros para flores, 2 qua-
dros, 2 cadeiras de abrir, 1 tapete de coco, forr
de sala, 1 tapete grande aveludado para centro da
sala, 1 mesa redonda, 1 dita de fciro, 1 tapete de
sof, 2 descanco de ps, 1 porta p peis, 1 porta
cartees, 2 porta rl res, 2 candieires a gaz, 2 pan
nos pira mesas e 1 machina do costura.
Nnla do meio
Um porta chapis. 2 cabides para chapeos, 1
jogo bacatela, 1 \to tonneau, 2 cadeiras com en-
cost de panno, 1 cesta para costura e 3 porta-
flores de ferro.
Terraco
Une viveiro para passaros, 2 gaiolas com passa
ros, 1 mesa jardineira e diversas plantas novas e
riras.
*nis de jasslar
Urna mesa elstica, 1 guarda louca envidracado,
1 apparador, 6 cadeira3 de guarnidlo, 2 cadeiras
de bracos, 2 mesas c-;n gavetas. 1 guarda comidas,
1 filtro grande, L jarra, 1 machina para Iimpar
faccas, 1 maquina para engarrafar, 2 gaiolas para
garrafas, 1 armario para vinhos, 1 criado muda, 1
relogio, barmetro, 2 quadros finos.
coziuha e ala de eiigommar
Um fogao de ferro com chamins, 1 grande lo-
te de treas de cozinha e formas para bolos, urna
machina para asear, com relogio, mesas de cezi-
nha, taboas para cn^ommar, machina para picar
carne, urna machina para engommar roupat 1
guarda-comida de rame, bacias, trem de jar Jim
e escadas
1 ANDAR
Primeira wala
Urna mesa redonda eom tampo de pedra, urna
mesa de sof, 1 divn de palhiuha, urna espregui-
cadeira de junco prets, duas cadeira de balanco
dem dem, urna dia americana, urna dita de b-
lanco, urna estante de armario com tampo de pe-
dra, 1 porta-papeis, 5 quadros, 2 tapetes da sof,
1 relogi-), hincas e cortinados, e I revolver com j
balas.
Wegunda sala
Um guarda-vestido de carvalho com espelho,
completamente novo, 1 guarda-roupa com 3 com-
partimentos, 1 gnarda-vestidos, duas comandas
inteiras, 1 toilet cum pedra e tspelho, 1 lavatorio,
duas guarnicoes pan lavatorios, t armario de bo-
tica, 1 cabide torneado.
Huarlos
Duas camas traneesaa com lastro de palbinba
e lastro de trame, colxoes e travesseiros, duas me-
sas de cama, urna mesa de ferro, 2 poita-toalhas,
2 cabides torneados, urna cadeira privada, 1 bidet,
1 balaio para roupa, urna cama de ferro com lastro
de mola, colxoes e tr.ivesseiros, tapetes, 1 relogio
de pedra e estante, 1 espelho grande e muitos ou-
tros objectos de casa de familia.
Teic,a-feira 23 do corrente
No Chacn
Casa em que morou o Sr. Hcnrique Oettli
O agente Pinto ievar a leille, era muitos e dif-
ferentes lotes, os. movis e mais objectos da casa
em que residi o Sr. Heurique Oettli, no Chacn.
Os concurrentes que toinarem o trem das 9 e 45
minutos, do arco d Santo Antonio, parando era
todas as estacocs, terito direito passagem de
ida e volta grati;.
O le.3o principiar s 10 e 1/2 horas.
Precisa-se de dnas amas, urna para coshhao
e outra para engommar ; no largo do Corpo Santr
n. 13, 2- andar.
Precisa-se de dous criados (um hoinein e
urna mulber}, preferindose casal, para o servico
de urna cast mobiliada e tratamento de quintal
a tratar n> Caxang, antigo hotel Farola.
Precisa-sede urna cosiuheira eque'faca luais
aigum servico cm casa de pequea familia : na
ra da Aurora u. 81, 1' andar.
Paulo Caetauo de Albuquerque, retirundo-se pare
a comarca de Buique, onde vai ejercer o cargo de
juiz municipal e de orphaos, nao podendo despe-
dir-se de todos seus amigos, o faz pelo presente e
ao mesmo tempo oft'erece seus prestimos na dita
comarca.
Recife, 12 de Margo de 1886.________________
Caetano (J. da V. Moreira & C. participam
ao ominercio que o Sr. Francisco G. Bandeira
Mergulhao desligou-se da dita firma pago e satis-
feito do seu caoital e lucros at 31 de dezembro
de 1885, ficando o activo e passivo sob aa respon-
sabilidades de Caetano G. da Costa Moreira e
Joao Goncalves da Fonte, que continuam asso-
ciados sob a referida firma. Recife, 1 de Marco
de 1886.
Aluga-se na Jaqueira urna casa pintada de
uovo. com commodos para familia pequea, tem
sota, nintal, baoheiro, cacimba, apparelho ; a
tratar na ra do Crespo n. 25, loja de joias.
Precisa-s* de um
molhados, com pi tica ;
menino para eaixeiro de
na ra da Uniao n. 54.
O abaixo assignado tendo de retirar-se bre-
vemente para o sul, declara que nada est a de-
ver nesta cidade nem fra della.
Recife, 19 de Marco de 86.
Pedrj Wanderley Jacquee.
4mas
Precisa-se de duas amas, urna para comprar e
cosinhar e outra para engommar e lavar ; na ra
do Visconde de Goyanna n. 139, antiga ra do
Coto vello.
Carroceifo
Precisa se de um carroceiro ma'riculado, para
andar com urna carrees de trabalbo da altandega,
e que saiba tratar de animaes ; na fabrica Apollo
ra do Hospicio n. 79.
Aluga-se
urna casa caiada e pintad* de novo, com sotao
interno, sita ra do Coronel Suassuna n. 198 :
a tratar no largo do Corpo Santo n. 4, primeiro
andar.
Boa cosinheira
Precisa-se de urna ama que seja asseiada e co-
siahe .-.rnente nos dias uteis, para urna casa de
negocio, podendo dormir onde quizer: na roa
Nova n. 13.
Leilo
Do dividas na importancia de 13:302^185,
e a taverna do predio raa de Marcilio
Dias n. 5"), p rtencente ao espolio do
finado Jos Antonio de Ma.elo Lopes.
Terca fcira, '4* do corrente
A'S 11 HORAS
No estabelcci ment do predio ra do
Marcilio Dias n. 55
O agente Burlamaqui, por mandado c assisten-
cia do bxm Sr. Dr. juiz de direito de orplios,
levar a leilo no diu e hora cima indicados a3
dividas na importancia de 13:302*485,c armacao,
utencilios e gencroi existentes na taverna do pre-
dio ra de Marcilio Dias n. 55, espolio do finalo
Jos Antonio de Macedo Lopes, ouforme o man-
dado em poder do mesmo agente, qao os Srs. prc-
tendentes poderlo atinar a qualquer hora.
3. leilo
DE
Agente Pestaa
. Grande e ultimo leilo
De boas casas terreas que pelo
sen bom rendlmento e perfel
to estado de eonservaco cha-
ni a in aattenc dos Srs. com-
pradores.
Ter?a-feira 23 do corrente
A's 19 horas cin ponto
No armazem da ra do Vigario Tenorio n. 12
Definitivamente en regu servindo de base as of-
fertas abaixo declarados
Catas terreas sitas ra do Rosario da Boa-
Vista ns. 37 e 39 rendendo cada urna 240i an-
nuaes, offerta de 1:840 por cada nma, tendo os
seguintes commodcs : 2 talas, 2 quartos, cosinha,
quintal, cacimba e quarto com apparelho cada
casa.
Casa terrea sita a mesma ra, esquina da ra
do Arago n 41, ondo se acha ura doa melhores
(albos da freguezia, rendendo 36)$ annuaes, of-
ferta de 2:522.
Casa tarrea sita na mesma ra, esqu na do bec-
co do Tambi n. 11, onde se acha urna bem afre
guezada laverna. rendendo 3004 annuaes, ofierta
de 2:250.
Sendo : O sobrado de um an lar e sota do n.
1, rna da Punte Velha, edificado a moderna,
com o pavimento terreo em salao, no ndar tem 1
sala e i qu.rtos, e na sota, 1 saleta, 3 quartos e
cozinha.
Urna mei'agua no fundo do sobrado cima com
frente para a ra do Capibaribe, sob n. 48, com 1
sala, 2 quartos, corredor, cozinha externa e peque-
no quintal.
O referido sobrado se torna rec xntr.endavel por
ser de esquina e com o oito para a grande bacia
lo Capibaribe, onde se fffeetnarao as regatas.
Terca feir. S do corrente
A'S 11 HORAS
No armazem da ra do Imperador n. lo
O agente Martn, far leiiao, por mandado do
Exm. Sr. Dr. juiz de orphaos e em sua presenca,
dos referidos predios, pertencentes ao espolio de
Antonio Jos de Bittencourt.
A Predilecta li-juida por'codo preco, por
ter de acabar at o fim deate mez, os objectoe dos
seus lindos mostradares. Entre muitos artigos
nao deixa de mencionar os abai.to, que tudo vende
p:r quasinada I
Oaloes pretos, largos, para v stidos e casaooF,
metro por 300 ris.
Bicos e rendas largos, para ditos, ditos com vi-
drilaos, metros por 1000. .
Esccvas elctricas para Iiinpar cabeca, de 4f ca-
da nma, por 1500-
Quadros com aro de nikel para retratos, um 200
ris.
Massinhos com 30 grampos polidoa, um 40 ris.
Duzias de lapis de Faber de 1200, por 700 ris.
Pares de suspensorios para meninos, um 800 ris.
Superioras f6Covas para roupa, urna por 1.
Pentcs de marfim para caspa, um 300 ris.
Ditos da Irlanda p ra desembarazar, um 600 ris.
Ditos de tartaruga para coques, um 400 ris.
Botijas coin tinta-Blue Blackurna 360 ris.
Trancas de palba para chapeos, urna peca com 10
metros por 300 ris.
Caixas imitanio tartaruga, urna 8JO ris.
Agulhas de osso para chrochet, uma_60 ris.
Ricos espartilhos americanos, um 4.3500.
Tabeadas de multiplicacio, de cores, de 34, isto
jogo. por 14000.
BolsaO, s inelh-ii es, de veludo, de 104 cada urna
por 54030.
Collares Royer, contra convnlsoes, verdadeiros
anodinos, um por 2400^.
Ricos estojos eom duau thesouras finas 24000.
Pecas de tranca grega,*padroes muito modernos,
urna 50 ris.
Rejas de galio branco, urna 80 ris.
Borlas grandes para pos de arroz, urna 200 ris.
Lindos fichs retr. z, um 400 ris.
Voltas de coral fino, com croch de plaqu, urna
por 400 lis.
Pulseiras com tres ordena de coral, urna por 14-
Urna caixi com superio: papel amizaae 400 ris.
Baleias para vestioss, p.lilas e rauito fortes, a
duzia por 3(0 lis.
Grosas de botoes de mareperola fina pura casa-
coe, u:na pr 14jOO.
Majos de migmi ^ ie'8-
Carriteiseom 200J! perior, de qual-
quer numero, um 80 i5-
Meias cruas para hotnod, r.uperiore, umadazia
por 3*000.
Leques de lindas cores, grandes, um 400 ris.
Ditos ehinezes, ura pr 100 ris.
Frascos com verdadeira agua de colonia 500 ris.
Vasos ii porcelana, cores matisadas, com banha,
por 14000.
Agua dentrifica do Dr. Pierre, um frasco, pechin-
cha! por 14000.
Um pacote de p3 de arroz verdadeiro 300 ris.
Urna caixa com tres sabonetes por 500 ris.
Urna Cuzia de sabao Hudson por 600 ris.
MPraga da Independencia16
Sigual
AVISOS DIVERSOS
Precisa-sede nma senhora para ensinar em
um engenho a urnas meuinas o portuguez e costu-
ras a tratar com JoSo Francisco Gomes de Ai-
ruda, ,1 ra do Apollo n. 28, 1 andar, das 10
horas da manha 3 da tarde._______________
"^Tperdeu-se a caderneta do Sonte-Pio de Soc-
corro n. 4.782 ; quem achou queira entregar ao
seu dono Jos Francisco Carneiro, ra Nova n. 48.
Cienerindo B. de VaNConcelloa
Anna Bernardina Rios de Vasconcetlos, seas
irmaos e enteada agradecen) a tedos os seus aaii-
$os que se dignaram acompanhar os restos mor
taes de seu presado esposo, cantado e pai, Gene-
rindo Belisano do asconcellos, e de novo_ os con-
vidan) para assistirem as missas d-i stimo dia,
ue terao lagar na igreja da ordem terceira do
armo, s 8 horas da manha do dia 22 do corren
te, pelo que desde j se confessam eternamente
gratos.


i
I






6
\
Diario Pcri-ituiibuci.-- Sabbado 20 de Alargo de 1886
Miga-se barato
l."> a 2." andares da tr&vesaa do Campillo n. 1
-us u. 47.
i cata da ra ao \ Goyauna a. 79
A casa o. 18 ra do Corredor do Bispo.
V eaaa da Baixa Verde u 1 15 Capunga
A tratar no Largo do Corpo Santo n. 19,1* an-
TNICO
#
f JL %
Aluga-se
e 3- andar do sobrad* 4 roa da Iinpe.-atria
o 80 : a tratar coa. Capitulmo de Qusmao, roa
\< Bom Jess n. li, 1- audar, onde estao as
chavas.
Aluga-se
* Iojh do sobrad: rna de Hortas n. 140 ; a tra-
tar no largo da Altandega n. 4. ^^^^^
Aluga-se
I
uartos mobiliados, independentes; na ra de
oaquim Nabuco o. 9.
Ana para cozinhar
Na ra Ao Bem-fica
sitio que ficaem fren-
te da entrada dos Re-
medios, se precisa de
urna aiulher forra ou
escrava para ama de
cozinha.
\
^R- i'l'l

Na praca do Cond d'Eu n. 7, 2- andar, preci
sa-se de urna ama boa cosiohcira e de boa con
ducta, para casa de pequea familia, paga-se
bem.
Ama
Precisa-ae de urna am.- prra engommado eom
perfeicao ; na ra da Aurora n 15.~>._____________
Ama
Precisa-se de urna am* para cuidar de urna
erianca : na ra do Mrquez do Herval n. 28.
Ama
Precisa-ic de urna perf-ita engommadeira ; na
ra ie Riachuello n. 57,pcrt4o de ferro.
Ama
Precisa-se de ama para cosinbar : ra do Bario
da Vic'oria n. 9.
Ama
Precisa se de urna ctsinheira para casa de pon
ca familia ; a tratar na ra do Mrquez de Olin
da n. 6.
Ama
Precisa-se ie ama ama para eoainhar e lavar ;
na rna do Bruai n. I 0, 2- an ar.
Preoarago de Productos Vegetaes
.?invIoTas CASPAS
e cutras Molestias Capillares.
Jtf ARTI NS&~BASTOS
Pernambtico
Altenco
O puro vinbo verde e o sabrof o cha preto pon-
ta branca, eSDecialidades sem competencia uvate
mercado, recebidos pelo ultimr vapor, encratra se
venda em casa de Paula Jos Alves C.
IIO-Riia do Bardo da Yicloria-60
Na ra do Cotovello n. 25, v nd -.. farinha de
milho moida a vapor, de 1, 2, 3", 4" e 5' quali-
dades, a 80 rs. a libra e a 2J200 a arroba.
Este i i portante estabele-ment de relojoaiia,
fundado em 1869, est funccionaLdo ag( ra ra
larga do Rosario n. 9.
O seu p- juLiano, euearr gado o regulamen-
to dos r elogies do arsenal dr rnarinha, da cimpa
nhia dos tnlbos orbanod tic Recife Olinda e Be-
beribe, da dt Recife l axaug, da estrada de
ferro dr Carua da companliia Ierro-carril de
Pcrnambuco, da Uaoeiafio commercial ben*ficen-
te e da estrada de ferro do Limoeiro, cercado de
intelligc rites e habis auxiliares, concerta_ e fa-
brica qualquer peca para relogios de algibeira.
de pared*, de torres de igreja, chronometros ma
ritimos (dando a marcha), caixas de msica, ap
parelhos elctricos tclegraphico.
O meemo acaba de receber variado sortimento
de relogios americanos qur- vend de 11 a 20#
para parede, mesa c despertadores de nikel.
Contina a exercor asna profissao cotn re lo e
interesse de que sempre deu provas ao reapei-
tavel publico e aos scus collegas, e vende forne-
cimento de qualquer qualidade.
Em frente de seu estabel.cimento se acba col
locado um relogio, cujos mostradores tambem po-
dero ser vistos pelos passageiros da forro-carril,
tendosempre a HORA MEDIA DESTA CIDADE,
determinadas pelas suas obsrvaeSes astronoroi-
ab. Ra larga do Rosario n 9.
Antonio da Cocta Araujo.
Ao publico e ao com-
mercio
O abano assignado, Mido de se retirar para a
Europa, julga nao dever nesta praca nem fora
d'ella ; mas se alguem te julga coin ttulos, apre-
ente-os no prazo d<- oito dias as beguintes ca-
sas : Ra de Banl Amaro n. 28, ra Imperial
n. 133, ao seu proeui id* Domingas Gomes C' r-
rea, nacasa ao reliano Arraial.
Redfe, 17 de Marco d>- 1886.
Manoel Goncalves Nogueira.
Criado
Precisas' i um copeirc que s< ja i mi ra da Aurora u. 155. _______ ______
(ios iiheira e copeiro
Precita i' de urna non cnsinh''ira e de um co-
peiro ; B Aurotu .
liA&i 110 0mil
\os 4:000S0OO
BUHETE3 PtARANTHOS
Roa do Baro da Victoria a- 4O
e casas do cosame
Acham-se vend os felizes bilhetea
garantidos da 8.a parte das loteras
beneficio da matriz de Serinhaem, (44*),
que se extrahir. sabbado, 20 do correnete.
Precos
Inteir^ 4)50f,'
Meio 25000
Cuarto 15000
Ka porcS de lOOdOOO par*
cinr?
Int- 8|600
Meio 1*750
Quarto 5875
Joo Joaquim da Costa Leite.
Por 15I0UO
Aluga se para morada a loja do sobrado ra
de Lemas Valentinas n. 50 ; a tratar na ra Pri-
meiro de Marco n. 7-A, livraria Parisiense______
0 restauran! italiano
roa d* LarujiBelm numero *
convida aos seus fregueses, como sempre, aos
bons petiscos a gosto e vontade das pess>.as que
rn'.endem da arte colinarib, seus teoiptros de
manteig e niL de bauba de ..urco.
Precos :
Um janta. com sopa, tres pratns. caf ou cha,
aob e mesa e TBibj liO 0
Aimoco com dous pratos, caf, cha ou leite,
pS", manteiga < viiho 1 00O.
Tendo tedas as quintas feiras vatnp, macar-
rao a italiana e raviales. _______
Precisa se de um menino du 12 13 tutus de
idade : na ra do Marques do Herval n. 2,
Tlariosejornaes
Compra se diarios e jornaes velhos; na ra lar"
ga do Rosario n. 27.
Aviso
O abaixo assignado scientiica aos seus fre-
gueses e a quem ini.rrpsar poasa, que os nicos
autorisadoa a reeeber <{ seu d.vedores sao :-
Antonio Joaquim M veira e Abdnn Lima.
Declara mai> que las o presente aviso, porque
alguna cavalleiros '. industria teem procurado
receber emitas de n zcs.
Recite. 18 de Marco de 1886.
J. C. Freitat.
Dissoliifo d<* socieda-
de commercial
Pasemos publico que acha-se dissolvida a so-
ciedad' que girava nesta praca sob afirma Vi-
tello Ferreira & C.
Betirou-ee pago Mttsfcito de sea capital e lu
cros. exonrado couiuk-tamente de jualqoer res-
ponsabilidade I Pdro fle Oliveira VI-
O ictivo e passivj da|tilla farra que toi de-
claiadaextmcU, pasaoo a p-rtenepr exclusiva-
mente a de Partir, Ferreira & C, da qual somos
nicos solidarios c responsaveis continuando o es-
tabelecimento 4 na 1 > Impprador n. 40.
Recite, 13 de i
Aatonio Fernandes Pereira.
Francisco Ferreira de Araujo

Puro leite
Ai 6 lioras da manha, no largo do Rosario, de-
fronte da igreja.
Cosinheira
Precisase de urna cosinheira e que faca niais
algum s'tvco em casa de pequea familia ; na
roa do Marques de Olinda n. 26, loja.
I
Leonor Porto
Ba do Imperador n. 45
Prime .ndar
Contina a executar os tnais difflceia
figurinos recebidos de Londres, Parie,
LisboM e Rio de ;ro.
Prima em p a, em bre-
vidade, modicidade em precos e fino
I
I
:

Por 20|00
Aloga-se o te"r*eiro andar da casa ra d9 8
Jorge (antiga do filar, n. 72, com bastantes com-
modos ; a tratar na ra da Crespo n. 17, loja.
K Barato
Aluga-se as casas ne. 28 e 40 i ra da Amisade
na Capunga, e as de ns. 11 e 20 travessa do
Corpo Santo no Recife : a tratar na ma do Ara-
gao n. C, sobrado.
0A5S5ZSc!BSbi!bBi'UdSdbUaBr&iea^
GOTTAS REGENERADORAS
!^S
do Doutor SAMUEL THOMPSON
fTratamento efQcaz contra todas as affeccOes pmvenlentes do enfra-
queclmento dos orgoa e do systema nervoso, o a das alteraeoes do
sangue ITaqaema dos Klns, Baterllidad*, Upltao6e, Snfrav-
[ quMlasant* |wal, lonrms Connlaaeonvaa. Este trttanicnto de ha multo, Nconneddo
e recommendado como o maler rej-enerador do org-aniamo.
O FRASCO : S FRANCOS (z>( FltASgAl /)
rodo fruteo que uto Irouxer a Marea de Pabriea registrada e a assgnatwa^^.^Unir ntH-m
dove ser rigoroaament* rvcasado. rsy-^ tfMfa
-ir-
T*,M. Fharmaola OXZiXXT, rna *ochhourt, 3*
Deposito em Pernambuco : FRAW M. U2EZ5E5Z5SZ5252SZS
^S^F '-**?SSbwJbS
5 r s&k rt
~ Xarom ca de Larania amarga
IODURETO de POTASSIO
APPROVADO PELA JDNTA DE HYOIENE DO BRAZIL
PlLULAS
:;tTHAr!c._
CE
* todas os usos o
Purgante as Familias.
Tnico
Orienzal.

/ J
-o
y
rf <&


Todo o mundo eonhece as proprieda-
des do lodurclo de polassio. Os mais
distinctosmetlirosdo Fac medW
cia de Pars, e prinripaltivnte os srs
Dres RiGOno, Blanchh, Taouaaitau.
NftLATON, PlOURV, [tOOBl n'O OS
melhoros resultados no tmbuui'iito das
aflecc5'_3 c crophnlooas i;. nipv ti-
cas. USHMI'iiM i I, tuberculosas, nos da
caria dos osaoa, dos tumores bran-
cas, da pap na ou bocio, das mo-
lestias chromoas da p:lle,da .grura
do sangue, dos accidentes secunda-
rlos e terciarios da yphilia, etc.
>
Este agente poderoso administradjem
solugao com agua, tem por inconveniente
o irritar a mucosa do estomago e deter-
minar accessos gastralgicos.
Em vista d'isto, os mdicos cima men-
dos 'scolherao por excipiente f*.'este
laniOiO remedio, o Xarope d casca
de laranja amarga de Laroze, o iual,
poi sua acefio tnica sobre os orgaos do
aparelbo digestivo, facilita a absorpeo
d ioritireto de potassio, previne qual-
quer irritacao e permitte o-e se continu
o trata ment sem tem/r de nonhum
ule t com; l-.'torestabelecimento.
Nos mesinos dopo-iitos acb.ao-se 03 seguintes productos de J.-P. I^aroze:
UH0PE.1.0ZE.
, Jajn,'uliaTOiCO, ANTI'NERVoSO
Contra ai Gastrites, Gastralgias, Dyspapsla, Dores e Caimbraaa d setomago.
XAROPE SEDATIVO&2-
BRQMURETO DE POTASSIO
Contra Epilepsia. Hysterloo. Danaa de 8. Gny. Innomnla das Crianzas durante a dentleBo.
XA80PtFRHUlilN0i0c^t,;rr,PR'JT-tJRET0-.FERR
Cootra s Ane ata, Chlii o Anemia. Cores paludas. Flores branoar. Raohitiamo.
------------------><-------------------
Pposits :m todas ss boas :iras do 2:asil
Paris, J.-P. LAROZE e Cla, Pharmaceuticos
, RU DBS LI0NS SAINT-PAL, Z
J
Os proprietarios do runito conhecido estaboleoimento denominado
MSEDEJ0IAS
sito a raa do Oabug n. 4, communin-.m ao respeita'-el PUBLICO que receberam um
grande sortimen'o de joias das mais modernas e dos mais apurados gostos, como tam-
bem relogios do todas as qualidades. Avisatn tambem que oontinuam a receber por
todos os vaporps vindos da Europa objctos novos e vendem por muito menos que em
outra qualquer parte
MIGUF WOLFF & C.
N. 4 RIJA DO CABUG-----N. 4
Compra-se ouro e prata vclha.
1
Molestias Nervosas
Capsulas do Doutor Clin
Lsunsdo dt Faculdade de Medicina de Pars. Prtmio Montyon
As Capsulas do Doutor CLIN ao Bromureto de Camphora empregao-se
as Molestias, as de Cerebro e contra as affeccOes seguintes:
Asthma, Insomnia, Palpitaces do Coraco, Epilepsia, Hallucnaco,
Tonteiras, Hemicrania, Aieccoes das vias urinarias et para calmar toda
especie de excitacSo.
na Urna ixalicacio dotalhadt acompsnhs ctdt Fruto.
Exigir s Verdadeiras Capsulas ao Bromureto de Camphora de CLIN & O
de PARS, que se encontro em casa dos Droguistas et Pharmaceuticos.______
2o Ra de flailiias de \lbuquerque 2a
(JfflTIfiA RIA DAS FLOR ES)
Tinge o lirapa com a maior perfeicao toda a qualidade de estofo, e fazenda- em
peys ou cm obras, chapeos de frltro ou de palha, tira o mofo dasfazendas; todo o
trabal1 o reito por meio de machinisrao aperfeiyoado, at hoje couliecido.
Tintura preta as terjas e sextas-feiras.
Tinta de cores e lavagera todos os dias. ^^^^^^^^^
^m iLEm
>w....."+
mmmmmwmmmmwmm^m^rwmwww^v^^rWf^l^sW^
SABONETEdeALCATRAO
PASA A TOILETTE. OS BANB08 E CUIDADOS A DAR A8 CJUANCAS
Este 8ABONETB, rerdarfer antisptico, o mal efflcax para a cura de todas as
MOLESTIAS DA PELLE
SAPO CARB0N1S DETERGENS
i Bosjat (. -AMO i ?lifiOXIt* IH-Vlt:6tt..:..H a;m ,: ,oUytl~Q* contra
o SRARIPO, a. WAPIOLA o. FEBRE ESCARLATINA
Estes hawhsxf.TKH s r>-coo>mcudadoa pelo Corp iMrtlco int''iro portiue prevlnem as
rCOLESTI.i- E~:t iniOM e CONTAGIOSAS e se adaptlo a qualquer clima
UAKCA US l'AUUICA NOS ENVOLUEMOS K NOS PAKS
3Do..lto c/rail: "W. "V. "WRIGHT C C, Southwark. LONDRES
ICO: !Prs.2ic'' "M". ri r\ T5TT .T/ He C.
CADET
(tiiJ^lilnlMi'^
em TRES DIAS
PtB?Denain7^
.pars
Depsitos as principaes Pharmacia*.
Em Pernambuco;
l-RANco M. d* SILVA C.
I di de i.-.::: Uo'alha tia Brome;
Blois: Motiltha de Prat : Roche-
lort: f'r^.o rte W'd'IHz de Prata,
TMiidt no ; S'*J.Amsterdam:
*e-a'/i t frtlj uourt. 1885,
ExpoBcSodeTrabalho:t]/Ti<3. *
rinusim painfs
I





...
i
EXiS'P. 1 '!AKr< '
ssHsHsl
1W1KIMH MU
ALBEKTO HE1SSGHEL & G
52-Rl'A DO B4R.40 M VICTORIA-52
stabel ion i lo pliotogr phii o ;.ll me, i augmen-
liiMi mu; suuiptuosas casai d'cste geneio, coiuo de Parig,
O L-- rti ar'-dit
tar as suas galeras no goal/ um u>e oulu^.u^-^ ^.-~. -.-----D-------,------ --
Londres e Berlin, onde o respeitav,! publico encontrar os mais aperfeioados trabalho
pelo systema mais moderno e mais apreciado.
Para dar mais impulso sua casa e assim melhor satisfazer as mas difficei
exigencias, acab* de cootractar o eximio pintor o Sr. Ferdinand Piereek, chegada re-
centemente da Corte do Imperio, onde adquiri grande nome, alm do bom crdito qu
j gozou em 1877 quando aqui estece na mesma casa.
Roga-se s Exmas. familias e mais pessoas o obsequio de bonrar com suas
visitas a este grandioso estabelecimento, onde existe urna magnifica exposicSo de sua
prodceles artsticas e onde encontn rSo lhaneza no trato, perfe53o nos trabamos e
modicidade pos precos.
C. Barzn,
Geten- -.
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.-.-mi.
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Vjf'Mr- r- *,'; T'j 5
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ConvaVscenpf.
O IllL
I CHILLN regeneml
le ev
| o esL>i,iago e nao ce
ftms. n. r..i Stio: l -
rranc^M. da Silva eC'.^u priaaj* J.
1
Grande e bem montada ofiicina i" atraate
DE
PEDROZA & C.
iS. 41Ra do Baro da VictoriaN. 41
Neste bem conhecido estabelecimento, se encontrar um lindo variado sor-
timento de pannos, casemira*, brins, camisas, punhos, collarinhos, meias, grava*,
tudo importado das mell.cres fabricas de Paris, Londres e Allemanha; o para bea
servirem aos seus amigos e fregu zes. os proprietarios deste gran ,.u na dire.cao dos traball.os da otfic.na habis artistas, e que no curto espa?o de 4
horas, preparara um tcid- roupa de qualquer fazenda^
Rua ao Barao da Victoria n. 41
(PRE90S SEM COMPETENCIA)
VINHOoeEXTRACTOdeFIGADOdeBACALHAO
"Vende-so
ea todas s ,rlclpats Pbarmaelas
a Drog-aria..
Deposito geral .
PARIZ
21, Faubourg Montmartre, 21
O VINHO de ^tracto de Figado de Bacalhao, preparado pelo Snr. CHEVRIER, l'hanna-euti.-,. de 1 classe,
em Pari- mo temp. s principios activoe do Oleo de Figado de Bacallao e as propriedades therapeuticas dos
, cujo estomago nao P(de supportar as susbstancias graxas. O seu effeite
uno .- Bronchite e todas as Molestias do Peito
YOdeEXTRACTOdeFIGADOpeBAQALHAO CREOSOTADO
Ao commercio
O abaixo assignado, tendo justo e contratado 4
renda de eeu estabelecimento sito raa Imperial
n. 133 ao Sr. Mauud Joaquim da Silva, livre a
deembaracado de qualquer onos qee possa appa>
ecer, se alguem se julga com direito, aprsente
seus tituloB no prazo de dias.
Recife, Ar de Asrco de 1886.
Manoel Gonfalves Nogueira..______
AMAS
Preciea-ae de duas ama", urna para comprar e
ciisinhar, e outrn para servico domestico; na ru
Nova n. 48-A, esquina.___________________
mm./%
Deposito geral :
PARIZ
21, F.iubourg Montmartre, 21
"V"ende-se
i totes as irlioiiiM Vharmaols
i Drogaras.
A CREOSOTE de FAIA suspende o trabalho destruidor da Tsica pulmonar, porque diminue a expectorado
despeita o appctito, taz eeent a febre, supprime os suores. Os seus effeitos combinados com os do Oleo de Fijado J Baoalkao,
fazem do VINHO de Extracto de Figado de Bacalhao Creosotado, de CHEVRIER, o remedio por
excellencia contra a TSICA declarada ou imminente.
Precisa-se de urna ama pa-a cosinba ;
da Imperatri n. 65. t- andar.____________
i. rua
Ama
Precisa-c de una ama para oomprar e con-
nhar : na rut. de Pedro AffooBO n. 22
Apolices geracs
A peasoa que anourieiou vender duas apolicei
da divida publica, pode dirigirse rua Duque de
Caxias n. 113, que ae dir quem compra.
\

IIEHVEL


*
ll
I
I
Diario de PernambncoSbbado 20 de Mai-po de 1886
AOS 4:000S0O0
SILSSTES &A5ASTTIDQS
Priineiro de Marco n. 23
O abaixo assignado tem exposto ven-
da os seus afortunados bilhetes garantidos
da 8.' parte das loteras a beneficio da
da matriz de Serinliera, (44.a), que se ex
irabir sabbado, 20 do corronte.
PRECOS
Inteiro 40000
Meio 20000
Quarto 10OOO
quaatidarfe oalor de I ?-*
Inteiro 30500
Meio 10750
Quarto 0875
Manod Martina Finta.
Ptalas purgativas c depnralivas
de Campanha
Estas pilulas, cuja preparaeo puramente ve-
gf tal, tem sido por mais de 20 nnos aproveitadas
com os melbon s resultad >s uai seguintes moles-
tia* : affeccoea da pelle e d* figado, syphilis,
boubSes, escrfulas, chagas inveteradas, rysipe-
Ias e gonorrhas
MODO DE USAL AS
Como purgativas : tome se de 3 6 por dia.
bebendo-se aps de cada dee um pouco d'agua
adocala, cha ou caldo.
Como regaladoras : ome-se urna plala ao
jantar
Estas pilulas de invenco dos pharmaceuticos
Almeida Andrade A Filhos teem o veridictum dos
senhores mdicos prra sua mclhor garanta, tor-
nuido-se mais recommendaveis, por serem um se-
guro purgativo e de pouca iieta, pelo que podem
ser usadas era viagem. Acham-se venda na
drogara de Faria Sobrinho 4 C, ra de Marquex
de Olii:da n 41.
Los 4:000^1000
E
i:
16-Laa do Cabug-16
Acham-se venda os venturosos bilhe
tes gnr: ntidos da lotera n. 41a ern beneficir
da matriz de Serinhlem que se extrahir
no sabbado 20 do corren te.
Precos
Inte-ro 40000
Meio 20000
Quarto 10000
Sendo quantdade superior
a 1 i:ooo
Inteiro 30500
Meio 10750
Quarto 0785
Joaquim Prea da Silva
Aluga-sc o snbradinhn do becco do Quiabo
(Afo/pido'), com quintal grande e diversas ps de
fructeiras ; a tratar nr ra de Marcilio Das nu-
mero 106.
E' pechincha
Vende-Be um deposito de cocos em pequea
escalla, pronrio para princi iante e bem atrege
rado ; a tratar no mesmo, sito ao largo do Forte
numero 34
0
Vende-ge urna padaria no centro de urna destas
frejuer.as da cidade bem montada e afreguezada
e t imbem se admitfe um socio por necessidade
que tem seu dono de se retirar para tora da pro-
vincia : no Caes do Appollo, armasem de fannha
n. 05 se dir com quem se trata.
Cofre de f*rro
Vende se um de duas portas, no caes da Alfan-
degi n 7, armazemda esquina pintado deasul.
"Wnde-se
urna casa na ra Vidal de Nereiros, a tratar na
ra de Marcilio Dias n. 23 antiga D:reita.
Vende-se
barato urna vitrina propria para amostra ; na rna
de Paulino Cmara, antiga Camba do Carmo
numero 13.
Vende-se
Papagaio
Pede se o favor a quem tiver achado nm papa-
gaio grande, manso, follador, com um pedaco d
cerrente presa no p, de o levar ra Nova n.61,
loja, que ser bem gratificado.
C-Allflltl
Aos-1:00OS000
BILHETE AR4WTTDO*
t*rac,a da Independen
cia ns. 37e 39
O abaixo assignado vendeu entre os seut
aliz-is bilhetes garantidos da 43a lotera
a sorte de 2000 era 4 quartos n. 1551,
ilm de outras muitas de 320,160 e 80.
Convida os possuidDres a virem receba
sern descont algura.
Acn.in-se a venda os felizes bilhetes
garantidos da 44a, parte da lotera a benefici i
da matriz de Serinhlem, que se extrahir
no dia 20 de Mar^o.
Grecos
Bilhetc inteiro 40000
Meio 20000
Quarto 10000
Ira poreSo de 1005000 para
ira*
Bilhetc inteiro 30500
Meio 10750
Quarto 875
Autrmio Auquato doa .San/ Porto
Os abaixo xosigaadun, ti ruin .> untado e regis-
trado a Barca industrial iri-n lo rtci iilm : cima
'e coeformid .om as pr-^-ripcoea das leis em
gor declara o pnMieo r partan! nnente aos
fus nmeros r fregueins, qm- dWi m diante
odos os arad) o _e uhiren- tici le-
7aro a dita 11 i-.i miiid gar.in mu origem
o legitima procedencia.
Portuguez e nm
Lecciona-se na ra dos Pires n. 103.
Tosinheiro
Prccisa-se de um cosinbeiro ; na ra da Crur
numero 22.
O abaixo firnvido. mudand > sua resid -ncia desta
,-apitil para a do Rio de Janeiro, deiza exposta
venda sua pharmacia ra do Rangei n. 48, e
par-i o que faculta poderes especiaes ao Rr. Jos
Caeta :o Baptista dos Santos, estabejecido roa
do "respo n. 7 (Gallo Vigilante), para vendel-a de
ace t lo com o pr-tendente, e bem assim receber
dividas que nao foram resgatar.as. Reeife, 23 de
fevereiro de 86.
Joaquim E. Cotia.
Quero tem?
Our e praia : comprase ouro, prata e
aedras preciosas, por maior preco que em outra
^ualquer parte ; no 1 and- Rosario, antiga dos Quartei*1- das 10 horas s 2 da
arde, dias uteie.
Agua de Vidago
Em quartos e meias garrafas ; vendem Faria
obrinho C, ra do Mrquez de Olinda n.
14, depositarles.
Ao* doenles dos olho>
N
Cura certa em 48 horas das inflamacSes recen-
tes dos olhos. pelo eolyrio' preparado por Jos
Pedr Ro Em prega-se este poderoso colyrio sempre com
grandes vantagens. as seguintes mo estias :
Ophtalmias agudas, purulentas e ;hrouicas,
onjunctivites, etc., etc.
Deposito geral na drogara de Faria Sobrinho
fe C, ra d Mrquez de Oli^a n. 41. Para in-
formacor dirigirse livraria Industria I, ra
do Bai a 1 da Vict ra n. 7, ou residencia do
lutor, i rna da Saadad n. 4.
Cosiipra-se t paga-
se mais 'I que em ou-
tra qiif'lqiier parte bem
eonii
a casa terrea da vua do Fogj n. 32, fasendo es-
quina para o becco da Bumba, edificada em solo
proprio, contendo soto iuterno, 2 salas, 3 qnar-
tos ( cosinha no quintal, cuja casa fol reedificada
ha q atro anr.os : a tratar na rna do Brum numr-
ro W.
Vende se
Urna pequea taverna, bem afreguezada e com
pouo capital, propria para principiante, em San-
to-Amaro dt Jaboato, ra do Imperador n. 21.
O motivo da venda se dir ao comprador.
WHISKY
RYAL BLEND aiarca iAL*u
Esta excellcnte Whisky Sscossli (: preferivi
ao ceguac ou gurdente de canna, pura ortifict
o cupo,
Vi-ndc-ae a rctulbo M .. Jliorts armasen^
noihadoa.
Pede ROY AL BLEND marco OTADO cuju a.
me e emblema sao registrados para todo o Brasil
BROWNS C ..-tes
Em vista dos grandes propresaos da idea de que
se gloriam as nacoes eivilisadas, o commereir
deve acompanhar esse pro?resso, visto que elle
o mais poderoso elemento do engrandecimento da
nacoes ; em rista do que annuneiam
MART1NS CAPITAO C.
1 1 Ra estreita do Rosario 1
Grande sortimento de gneros alimenticios, es-
colha dos quaes, os annunciantes teem sempre
maior cuidado, para bem servir os aeus numerosos
fregue'es. Lenibramos, pois, o proverbio :
Quem n5o experimenta, nao sa>-e.
Venham vr, pois :
Qaeijos, flamengo e de Minis.
Fiambres ingleses.
Chocolate francs Menier.
Dito do MaranhSo.
Fructos seceos, eomo :
Passas, nmendoas, figos, etc.
Ditas nacionaes.
Doce de todas as qualidades.
Bolachinha inglesa.
Sementes novas de hortalicas.
Especialidade em
I Vinhos finos do Porto, Madeira e Sbery.
1 Ditos da Figueira e de pasto.
Cognac de diversos autores.
Vinhos tnicos, como :
Absintho.
Vermouth, etc.
Licores de todas as qualidades.
Champngne. ,
Orvej-i de diversas marcas.
Bem as Araruta fina em pacotes.
Cha verde e preto.
Dito perola.
Especialissimo matte do Paran, em po\
Ainda nu'i :
\ Ovas de peixe.
Surdinhas de Lisboa em Halmonra.
Vendem Martina Capitit> & '"., ra estreita de
Rosario n. 1.
AOS AGRICULTORES
Fonnicida capanema (verdadeiro) para extin-*
cao completa da foranga saura. Vendem Martnt
Capito & C, ra estreita do Rosario n [
Colletiuhos ''a mesma
Bramante francs de algodSo, muito en-
cornada eom 10 palmes de largura,
metro
Dito de linbo inglez, de 4 larguras, me-
tro a 2*500 e
Atoal hado adamascado para toahas de
mesa, cora 9 palmos de largura, metro
Cretones e chitas, claras e escuras, pa-
drdea delicados, d 240 rs. at
Baptista, oque hade mais delicado do
mercado, rs.
Todas estas fazendas baratigsimas, na conhecida
loja de Alheiro & C esquina do becco
dos Ferreiros
1/280
208O'_
1J800
400
200

I

Taverna
Este remedio precioso tem gozado da acceit
fio publica durante cincoenta e seie annos, coi
cando-se a sua manufactura e venda em 1827.
Sua popularidade e venda nunca forSo lio exten-
sas como ao presente; e isto, por si mesmo,
offerece a mclhor prava da sua eficacia maravil-
losa.
Nao hesitamos a dizer que nao tem deizade
em caso algum de extirpar -os vermes, quer em
crcancas quer em adultos, que se acharao affho-
tos destes tnimigos da vida humana.
Nao deixamos de receber constantemente
attestaces de mt Jicos em favor da sua efficacia
admiravel. A causa do successo obtido por este
remedio, tem apparecido varias falsicacoes, de
sorte que deve o comprador ler muito cuidado,
-laminando o nome inteiro, que devia ser
7erifflCdeB.iFAHNESTBCL
i'astha Vermfugas
DE
As (micas infallives e que nao
repngnai.1 as crianzas. Chegou
nova remessa e vende-se na
caso de
FARIA SOBRINHO & C.
O I da ra Duque deCaxias est vendendo
fazenlas por meaos 25 /o *^e seu valor.
Ver para acreditar
Setias macaos de 1/400 por 800 ris o covado.
Merinos oretos de 1/, 1/200, 1/400, 1/600
1/800 e 24 o covado.
-el meta preta a 500 e 600 ris o covado.
Ditas de cores a 400 rs. o covado.
Fui.toes forneos e de eo es a 400 e 500 rj. o
covado.
Sedas de listras de cores do 2/ por 1J o co-
vado.
Merm de bolmhas a 900 rs o covado.
Mariposas fias de cores a 240 rs. o covado.
Kerda aberta da China a 240 ris o covado.
Linaos escossezes de todas as cores a 240 ris o
covad >.
Chitas finas a 200, 240, 280, 320, 360 e 400
rs. d covado.
Manteletas de seda de 16/ por 7/.
Ficl.us a 2f, 4/ e 6/.
lira nante de tres larguras a 900 ris a vara.
Dito de quatro larguras a 1/200 a vara.
Atolhado de linho bordado a 2/ a vara.
Collarinhos epunhos para senhora, modernos, a
2O0C.
Brim pardo liso de 300, 400 e 500 rs. o covado.
Toalhas velpndas a 4/ e 6$ a duzia.
Ditas alcochoadas de 204 por 12* a duzia.
Cobertas torradas a 24800 urna.
Lencos de bramante 14800.
Camisas para senhora a 2450C urna.
Caseicos de laia bordados, modernos, 14-
Dama, co de algodo de corea, largura de quatro
palmo a 500 rs. o covado.
Camisas bordadas e de linho a 30/000 a duzia.
Madapolo casca de ovo e pelle de ovo a 64500. ;
Emovaes para baptizado, novidade, 9J.
Timoes para menino, bordados, 4/.
CbaDos de sol de seda para senhora, de 16/
par 84000.
Meiits para homem e senhora, de 34, 44, 54 e
4000
Redes hamburguezas. lOf.
Coltbas a 14800, 54, 64 e 74.
Verbutinas de todas as cores a 14 o covado.
Cortes de casineta a 14 e I58OO.
Ditos de casemira a 3, 4, 5, 6 e 7/.
Lencos abainhados com barra a 14200.
Can isas de ineU a 800. 1/. 1450(1 e 2/
Casemira de cores de duas larguras a 2/.
Cr-es de casemira para vestido de senhora, de '
404 por 204- bar.ltifsimo. .
Zefiros lisos a 120 rs. o covado.
Cambraia preta para forroa 1J200 a peca.
Na ra do Mrquez do Herval n. 141 se dir
quem vende ama taverna bem licalisad.i o. bem
afreguezada, propria parama homem S'iieirj por
conter um bom sotSo. O motivo da venda se dir
ao comprador.
Apparelhos (elephonicos
Vende-se por prego cimmodo, apparelhos te-
lephonic< a em perfeito estado c montados a func-
cionar a grandes distancias, do fabr *n'c fran-
cez ADDER ; sendo dtus de cstacoes centraes
com indicadores : a tratar na fabrica Apollo, ra
do Hospicio n. 79.
Boa oeeasio
Vende-se urna loja de calcados com urna boa
armacao muito propria para principiante, sita
ra, Direita n. 28 : a tratar na mesma.
Engenho Limeira \o,a
Vende-se o engenho Limeira-Nova com propor
cos para safrejar 2,C0O pes annuaes, a vapor,
com 7 casas de lavrador, cobertas de telha, dis- I
tante da cidade de Palmares duas leguas, estrada '
de rodagem ; a tratar no esenptorio de Leal &
Aleuda entestado pa-
ra en^oes
* Oo r. e 1*000 o metro
Vende-se na loja dos barateiros da Boa-Vista
algodo p-ira I^ncoes de um srf panno, com 9 pal-
mes de largura 900 rs., e dito com 10 palmos a
IgOOO o metro, assim coma dito trancado para
toalhas de mesa, com 9 palmos de largura a 1/200
o metro. Isto na kja de Alheiro V C, esquina
do becco dos Ferreiros.
MERINOS PRETOS
A 1/200, 14400, 1/600, 1 .'800 e 2/ o covado
Alheiro t C, ra da Imperafriz n. 40, ven- '
dem muito bons merinos pretos pelo prego cima
dito. E' pichincha : na loja da esq-una do bec-
co dos Ferreiros.
Esparflllios
A 5J00O
Na loja da ra da Imperatriz n. 40 vende-se
muito bons espartilbos para senhora*, _i-?lo preco '
de 5/000, saalai cao um sortimento de roupas
de casimiras, brins^f c isto na loja da esquina '
do becco dos Ferreiros.
CASEMIRAS INGLEZAS
A 2/800 e 3.* o covado
Alheiro & O, ra da Imperatriz n. 40, ven
dem um eleganto sortimento de casemiras ingle-
; zas, de duas L.rguras, com o padrdes mais deli-'
' cados para costnme, p vendem pelo barato preco I
de 24800 e 3$ o covado ; assim como se encarre- '
gam de mandar fazer costumes de casemira a
30a, sendo de paletot sacco, e 364 de fraaue, metro
grande peeh ncha : na loja dos barateiros da Boa
Vista.
BRIM PARDO LONA
A 320 rs. o covado
Os barateiros da Boa-Vista vendem urna grande
porejio de brim pardo lona, por estar com princi-'
po de toque de mofo, pelo barato preco de 320'
rs. o covado, grande pechincha : na loja da es- '
qu'na do becco dos Ferreiros.
Bordados IOO rn. a peca
A na da Imperatriz n. 40, vende-se prcas de
borda .'o, dous metros cada peca, pelo barato pre-
co de 100 rs., ou em carto.oom 50 pecas, sorti-
das, por 50, aproveitem a pechincha ; na loja da
esquina do becco dos Ferreiros.
Fnstes de setlneta a 500 rs o
covado
Alheiro & C. ra da Imperatri ven-
dem um bonito sortirrento de fustSes brancos pelo
baratinho j,refo de 400 e 500 rs. o covado, assim
cetinetas lisas, tendo de todas as cores a 500 rs. o
ovado ; na loja da esquina do becco dos Fer
iviros. _______________________________________
Camisas nacionaes
' Titos de flanella azul, sendo ingleza ver-
dadeira, e forrados
Calcas de gorgoro preto, acolchoado,
sendo fazenda muito encorpada
Ditos de casemi.a de cores, sendo muito
bem feitas
Ditas de flanella ingleza verdadeira, e
muito bem feitas
Ditas de brim de Angola, de muleskim e
de brim pardo a 2/, 2/500 e
Oeroulas de greguellas para homens,
sendo muito oem feitas a 1/200 e
Collctiuho de greguella muito bem feitos
Assim como um bom sortimento de lencos de
linho c de algodo, meias cruas e collarinhos, etc.
Isto na loja aa ra da Imperatriz n. 32
12/000
5/50U
6/50C
8/000
3/000
1/600
1/000
Riseados largos
a *0O rau o ovado
Na loja da ra da Imperatriz n. 32, venden se
riscadinhos prsprios para roupas de menino* t
vestidos, pelo barato preco de 200 rs. o covado,
tendo quasi largura de chita franceza, e assim
como chitas brancas miudinhas, a 200 rs. o cova-
do, e ditas escuras a 240 rs., pechincha : na
loja lio Pereira da Silva.
Fuatoe. aetinelaa; e lzlnia* a 500
rw. o covado
Na loja da ra da Imperatriz n. 32, vende-se
um grande sortimento de fustoes brancos a 500
rs. o covado, lzinhas lavradas de furta-cores.
ft-zenda bonita para vestidos a 500 rr. o covade
e setinetas lisas muito largas, tendo de todas as
cores, a 500 rs. covado. pechincha : na loj.
do Pereira da Silva.
Merlnw preto* a l#S
Vende-se merinos pretos de duas lirguras para
vestidos e roupas para meninos a 1/200 e 1460C
o covado, e sunenor setim preto para enfeites a
I45OO, a-sim como chitas pretas, tanto lisas como
de lavoures bramos, de 240 a 320 rs. ; na nova
loja de Pereira da Silva ra da Imperatriz nu-
mero 32.
Algodozinbo francs para lence*
a 900rn.. 1* e iSoo
Na loja da ra da Imperatriz n. 32, vende-st
superiores algodozinhos francezoa com 8, 9 e 10
para lences de nm
preco de 900 rs e 1/000
palmos de largura, proprios
s panno pelo barat
| _.-----, e dito trancado pa a toalhas a 1/280, <.
sim como superior bramante de quatro larguras
para lencoes, a 14500 o metro, barato ; na loja
do Pereira da Silva.
Ronpa par- meninos
. I*. 1X500 e O*
Na nova loja da ra da Imperatriz n. 32, se
vende um variado sortimento de vestiarios pro
prios para meninos, sendo de palitosinho e calci-
nha curta, feitos de brim pardo, a 44000, ditoe
de molesquim a 44500 o ditos de gorgoro pr'.tc
emitandT casemira, a 64, sao muito baratos ; n*
oja do Pereira d 1 Silva.
Fazendas Gnas e modas
S A. Ra do fann^ii Z 11
I Bastos A C.
(TELEPHONE 359)
que receberam d
A S.-OO. .1*000 e 35500
32= Loja ra da Imperatriz = 32
Vende-se neste novo estabelecimento um gran-
Irrno ou no povoado Mutuns com o proprietario. de sortimento de camisas brancas, tanto de aber- i \g Hgeira. tecido ainda no^conreci'do ouL
turas e pjnhos de linho como de algodo, pelos | Cares e desenhos novissimas n ts seguintes fa
baratos procos de 24500, 3/ e 4/, sendo tazenda zendas d seda, l e algodo. Etamine, Surak Se-
-r^:i j-
Av8am as Exmas. fami'ias
Pariz:
Lindissimos cortes para vestidos com tecidos da
mais 1 alpitante novidade como sejam: Etamine
com bordado a retroz, seda crua bordada a capri
cho, Caeh-mire com enfeites bordados a fil
Mod* 1886
Valentionne en ecorce d'arbre.
Primorosa escolha em vestidos wm 20 metros de
iiinlias
Sem competencia em preco ; vende-se na ra de
Pedro-ASonso ns. 5 e 11.
muito melhor lo qu as que veem do estrangeiro e I tjm, Failles, Linn. Tole d'alsace, Cachemires,
muito mais bem feitas, por serem cortada* por 1 Explendido sortimento
Voador
um bom artista, especialmente camiseiro, tambem
' se manda fazer pir encommndas. a v.mtade dos
freguezes : na nova loja da ra da Imperatriz n.
3 ., de Ferreira da Silva.
j5 Vende-se o bote cima denominado
na ra do abuh n. 1-B.
a tratar
1
AO
40
Fazendas brancas
SO' AO NUMERO
- ra da Imperatriz =
Loja do barateiros
Alheiro & C, rna da Imperatriz n. 40, ven-
dem um bonito sortimento de todas estas fazendas
abaixo mencionadas, sem competencia de precos,
A SABER:
AlgodoPecas de algodozinho com 20
jardas, pelos baratos presos de 34800,
4f, 44500, 44 O, 5$, 54500 e
MadapoloPecas de madapolo com 24
jardas a 44500, 54, 64 at
Camisas de meia com listras, pelo barato
preco de
Ditas branc Creguella franceza, fazenda muito encor-
pada, propria para lencoes, toalhas e
croalas, vara 400 rs* e
Ceroulas da mesma, muito bem feitas,
a 14200 c
a
Ao32
Nova loja de fazendas
Rna da Imperatriz = *
DE
FERREIRA DA SILVA
Neste novo estabelecimento encontrar o reo-
eitavel publico um variado sortimento de fazen-
das de todas as qualidades, que e vendem por
precos baratissimos, assim como um bom sorti-
mento de roupas para homens. e tambem se man-
da fazer por encommendas. p r ter um bom mes-
re alfaiate e completo sortimento de pannos finos,
casemiras e brins, ete
Em leques, luvas, espartilhos, laces, lavahrev
meias, l^n^es e muitos outros artigos que se veo-
dem por precos sem competencia.
Pinho eriga
Vende-3= em casa ae Matneus Austin & G, &
ra do Commercio n. 18, 1- andar, da melhor
qualidade e diversas dimensoes.
Engenho Recanto
Vende-se ou arrenda-se o engenho RpMntn,
situado no termo de Serinhem, maente e corren
te d'agua, com boas trras, ete. ; a tratar com
Manoel Ferreira Bartbolo, ra do Bom Jess
numero 4.
6|500
I24OOO
800
1480o
I
500
31
-99
1/500
Ba da Imperatriz
Loja de Pereira da Silva
Neste estabelecimento vende-se as roupss abai-
xo mencionadas, que sao baratissimas.
Palitots pretos de gorgoro diagonaes e
acolchoados, sendo fazendas muito en-
corpadas, e forrados
Ditos de casemira preta, de cordo muito,
bem feitos e forrados
Ditos de dita, fazenda muilo melhor
Cabriole!
/400o
10/000
12/00(1
Ve ide se por baratissimo preco e em muito bom
estado um cabnolet de dous assenfoe. quatro ro-
das e arreios para um eavallo ; a tratar na co-
cheara do Candido, ra da R ida.
Boa aequisifo
Vende-se um pian> com pouco uso, por pree,o
commodo : a tratar na ra di Visconde dj Goyan-
na n. 62.
>:> -
'*-.:
Precisa-se de urna criada para todo servico de
cs de fBmilia; a tratar na ra do Baro da
Victoria n. 7, 2- andar.
Feitor
de qtialquer qualidade.
Na rna lo Imperador
11. 32, loja de joias.
Julio Fuerstemberg.
Engommadeira
Frcci bita engommadeira ; a
tratar na ma da Saudade n. 16.
Preciea-ii- de um ftitor que entenda com ''r-
feic;lo de jardim horta ; a tratar na ra de Ria-
chuello n. 57, poroto do ferro.
ltenlo
No jateo de S. Pedro n. 6, prmeiro andar por
cima da tinturara, pr-para se comida parafra.
Tendo fallecido nes-
ta cidade no dia 11 des-
te mez o eiddito snis-
so,Sr. H^nrique O^ttli,
sao convidados os seus
credores apresenta-
ren! qu:alquerconta ou
titulo, dentro do prazo
de oito dias, da data do
presente, ao cnsul da
Suissa, ra do Bom
Jess n. 62.
Reeife. 13 de Marfo
de 1886.
TUBAS
Vend se urna jumentiulia muito mama e
bonita, propria para menino ou pnta quem qneira
criar. Vende-se tmbem p>r necessidade urna
ezcellenta cabra qu" cria ; enino no peito e quan
do ouve a erianca chorar corre a halancar a rede
com a oabeca at que venham botar erianca no
peit, d de muit> bom leite duas garrafas, ntk
para ter cahrito, p/ecj da dita 50/ : a tratar na
Magdalena, sitio n. 8.
OTE
DO
CEARA
EXTRACTO M DIA 20 DE MARCO
NT
NSF RIVEL
O portador quo possuir dous vigsimos desta importante
loleria est habilitado a tira^25:ooO?>ooo.
Os bilhetes aeham-se a venda na Casa da Fortuna ra
Primeiro de Marco n. 23.
COKKE 20 OE MLROO DE 1686, SEM FALTA.
"1BD
*
r


8
Diario d Pcrnambuco--Sabbado 20 de Dfarfo de 1886

B^









LTTERATUR

OS FILHOS
JDO
S-A.^ OXDO
POR
.1$
s. CAPSHDU
QtlARTA PAHTS
grutas d'Ktretat
f Continuag&o do n. 64 )
XLV1
) CAVALHEIRO de la quiche
_ Como explico a su conducta?
Sud. ,
Lirnbra-se senhor Van Helmont do
que s passou hontem depois de verifbar-
mos o nosso nenhum poder para forgar as
grutas, disse o senhor de Aumont, levan-
tndole co no para dar peso s suas pa-
tarras. Foi pelo aviso dado em primeiro
lugar pelo conde do Bernac,, que eu dei-
xei em baixo do penhasco um posto nu-
meroso dos meus policiues mais bravos e
que o cura" da montonha foi guarnecido por
um cordao formidavel desde Etretat at F-
camp. Em seguida que fez elle ?
Jurou, interrompeu d'Herbaut, apo
derar se elle mesmo de La Chesnaye, que
declarou considerar como seu inimgo pes-
soal...
E, ajuntou La Guiche, partiu ha pou-
co frente de quinze homens do prebos-
tado, dos mais seguros e determinados,
para coierem o paiz do seu lado, emquan-
to que cada um de nos fazia outro tanto
do seu.
Sim, disse Van Helmont, mas esta
manha ai romper do dia, voltamos a este
sitio, lugar da entrevista, e aquello de
que fulla nao reappareceu.
Mas elle nao est s, quinze policas
o acompanham!
Quem sabe se esses quinze dcsgra
gados nao cahiram n'alguma cilada.
E se elle voltar?
Isso nada prova I
__ Mas se ella operou, so prendeu La
Chesnaye, se nol o entregar ?
_ Se assim fr, La Chesnaye de ver
evadirse urna terceira vez, como no mo-
mento do supplicio, debaixo dos nossos
olhos, como se evadiu hontem das pnsSes
da cidade, levando comsigo os carcereiros,
emquanto estavamos todos sobre os pe
nhascos I
Mas se La Chesnaye fr executado
na sua presenca e se a sua execugo re-
sultar da obra do conde de Bernac, que
dira?
n- Dira que teem razao, senhores, que
Marcos nao o filho do conde de Bernac
e que a rainh sciencia va e prfida.
Ficaria finalmente convencido?
Sim, mas nao fioarei convencido se-
nao pela morte de La Chesnaye, "se essa
morte fr o resultado da empresa do conde
de Bernac I
Bem I disse o preboste, esperamos
entao para nos pronunciamos Que o con-
de de Bernac volte at nos, que operado
seu lado que nos entregue o bandido.
\ cmara da justiga est em sessao per-
manente, o carrasco est prompto, o sup-
plicio ter lugar cm frente de nos !
Van Helmont levautou-so sem dizer pa-
lkvra e passeou pela cmara.
E sua filha. senhor de Aumont, nao
Esquego tudo o que me pessoal,
senhor barao, respondeu o preboste de Pa-
rs, mesmo as minhaa dores, quando se
trata do cumprimento do meu dever !
Profundo silencio seguiu estas palavras
pronunciadas em tom firme. Todos eram
a favor do conde de Bernac. Finalmente
as circunstancias explicam'suficientemen-
te esta trsnsformagao de pensamento.
Havia perto de oito anuos que o mar-
quez, o cavalheiro e o preboste coabeciam
o conde, o nunca durante o decurso des-
ses oito annos, haviam tido a menor sus
peita relativamente quelle a quem elles
chamavam seu amigo. E apenas hara al-
guns mezes que conheciam Marcos.
Comtudo os acontecimentos haviam fal-
lado em favor do joven barao de Grandair,
mas sem nada ser contra o senhor de Ber-
nac Todavia o marquez, o cavalheiro o o
preboste tinham sido attrahidos por ess
acontecimentos, e a pouco e pouco as con
viccSes expressas tilo eloquentemente por
Van Helmont tinham penetrado em sua
alma.
Sem formular urna aecusago directa, o
sabio agitara a estima concedida ao falso
conde de Bernac; mas o livramento do
conde, arrancado vista de todos das maos
de La Chesnaye, viera abalar a seu tur-
no essas convienes quasi arrebatadas.
Nos os vimos tomar por sua a causa do
joven barao, quando a chegada inesperada
do conde de Bernac ao lugar da catastro-
phe que ameagava a vida do Marcos e a
dos seus dous companheiros, chamara so
bre elle todas as sympatbias perdidas.
Desde esse momento La Guiche e de
Herbaut, sem aecusarem Marcos, conside-
ra vam-n'o como ludibrio de um sonho, e o
senhor de Aumont partilhara essa opiniao.
Quanto a Van Helmont, a sua sciencia,
que n'ura seculo mais esclarecido, sena
collocado no primeiro lugar, fazia-lhe raau
A proraessa solemne feita pelo falso con-
de, de apoderarse de La Chesnaye, soce-
gava-o ; pois qus julgava essa promessa
como um logro destinado a engaar o pre-
boste de Pars. os dous gentilhomens.
De seu lado, La Guiche, d'Herbaut e o
senhor de Amont esperavam oom impa-
ciencia a volta do conde de Bernac.
Estes tambem eomprehendiam que esta
shuagao indicisa nao podia prolongar se, e
estavam anciosos que tudo tivesse um ter-
mo.
Marcos, obedecendo ao ardor da sua na-
tureza, nao admittia nenhuma razao que
disse
podeese por erabarago ao caminho que se- gadores
Viva a polica.
Viva o proboste.
Morra !... morra o ladrSo.
Que morra s nossaz raaos,
urna voz sobresahindo a todas.
Morra s nossas maos... sim...
sim /... gritaram todas.
Morte... morte...
Viva a polica.
Grande pirte da populado estava j
rouca de gritar.
E os applausos dirigidos aos agiotes do
prebostado a proposito daquella prisilo,
misturavam-83 com gritos furiosos e araoa-
pensa
i'ellu
X
clainou Marcos.
mal do que bem. Para una, era um ma
gico em continua relagao com os genios do
mal, e digno do fogo no qual mais tarde
ou mais cedo devia acabar seus dias.
Para os eutros, e entre esses o senhor
de Aumont, La Guiche e d'Herbaut, Van
Helmont era um maniaco, um doido, sem-
pra disposto a tomar o sonho pela realidade
e a perseguir o impossivol.
Estas afirmativas eram de mnimo peso.
Demais, no dcimo stimo seculo, o res-
peito para os decretos do parlamento esta-
va anda em toda a sua torga, e o julga-
mento dado j em favor do conde de Ber-
nac, julgamento que impossivel era abolir
sem provas, tinha um soberano valor.
At entao tratava-se de perseguir La
Chesnaye, de apoderar se de um bandido,
de entregar as duas jovens, e o marquez e
o cavalheiro haviam-se entregado a essa
empreza com o amor das aventuras que
destinguia os fidalgos da poca ; mas des
de a note, desde o instante em que Van
Helmont revenara o fim a que elle se pro-
punha assim como Marcos fporque at ao
dia em que La Chesnay escapara ao sup
pli ro, sabemos que Van Helmont tinha em
segredo o fim porque esperava), desde es
se momento, finalmente, em que o marquez
o o cavalheiro, arrebatados pelas circuns-
tancias, tinham dado f s palavras do sa-
bio e chegaram a acreditar que o conde era
aliado de La Chesnaye, hesitagoes succes-
sivns tinham se apoderado d'elles, e a ac-
gao do condo os havia obrigado a repel-
lir as affirma'.ivas a que tinham dalo cr-
dito .
Tocar no nome e no titulo de um ho-
mem de alto nascimento, era cousa muito
seria n'esta poca, e qual nnguem se
decedia seno mui difficilmente. A nobre-
za tinha primeiro todo o respeito a si pro-
prio.
Van Helmont comprehenda admiravel-
mente tudo isto ; da va relagao perfeita do
que podia e devia passar se no espirito dos
tre3 personagens, e reconheceu interior-
mente qu9 a causa de Marcos podia ser
apoiada por outras provas alm d'aqudlas
que podia foruecer e que eram todas
raes.
guia, e seatia no tundo do coragao pezar
de que cases dous fidalgos, que elle esti-
aiava sinceramente, parecessem nao estar
sufficienteiucnte convencidos dos seus di-
reitos.
Giraud nada dizia e nilo se envolva na
discussao ; pareca combinar na sua mente
um plano todo novo.
Desde perto de urna hora um silencio ter-
rivel reina va na sala.
De repente esse silencio foi perturbado
por um grande tumulto. Eram de clamo-
res confusos, gritos furiosos, hurrhas amea-
gadores, juntos a esse ruido surdo, incessan-
te, emelhante a do mar, qne faz' ao andar
urna grande multidao de homens excitados
por um sentimento extraordinario.
Esses gritos, esses ruidos, esse tumulto
avangava rpidamente para a praga.
-- Que isto ? exelamou Marcos cor-
rendo at urna das janellas que abri pre-
cipitondo-se na varanda.
Que grande commogao popular I disse
La Guiche seguindo o joven barao ; em-
quanto que o preboste, o marquez e Van
Helmont so precipitavam por outra aber-
tura.
Que diabo significa esso ruido ? disse
d'Herbaut, inelinando-se na varanda.
Eh? murmurou o cavalleiro, Ber-
nac !
E' ello repetio d'Herbaut.
E', sim 1 accrescentou Van Helmont.
E, os diabos rae levem se elle nlo
traz um prisioneiro, La Chesnaya !
La Chesnaye 1: La Chesnaye 1 gritou
a turba.
Operou 1 disse o preboste de Pars ;
finalmente, saberemos a verdade.
Sim, ajuntou Van Helmout, se desta
vez anda, como as precedentes, La Ches-
naye nao escapar, mas ponse, senhor, que,
feita a justiga devida ao bandido, o seu
dever ir procurar seus cumplios em
qualquer lugar qus elles se encontrem,
cuida nella sem temor, essa raissao
encarrego de lh'a guiar I
Nessa occaBao a multidao desembocava
na praga.
XFVI
O PRISIONEIBO
e
eu me
rao
A: frente do cortejo que, cercado
ondas do povo, caminhava, cavalgava o
conde de Bernac com os fatos em desor-
dera e rasgados como depois de um com-
bate.
Os policas do prebostado seguiram-no,
e, atado em cima de um cavallo, atraz do
conde, via-se um corpo estendido, na ra-
possibilidade de tentar um movimento.
Este corpo, envergando o seu vestuario de
velludo negro, trazendo a sua compridacapa
vermelha, barba e cabellos compridos, era
o do infame bandido do qual todos os sig-
naes, espalhados desde mutos annos na
provincia, estavam gravados em todas as
memorias.
A medida que o cortejo caminhava
vociferagoes tornavara-se anda mais
tinctas.
La Chesnaye! La Chesn; ye 1
vara elles.
Morra o ladrao.
A' forca o patife.
A' roda o infame.
Morte ao capitao, morte.
Vendo o preboste de Pars e seus com-
panheiros sobre a varanda da pousada do
Catavento, o Sr. de Bernac parou e apeiou-
86.
Soltem o prsoneirj e conduzam n'o
perante o preboste de PariB, ordeaou elle
aos policas.
Depois dirigindo se a um s:
Corra a chamar, immediatamente, o
preboste de Kouen e o lugar tenente crimi-
nal!
Os policas obu loceram rpidamente,
Um delles parti, correndo. Os outros des-
ligaran! La Chesnaye, puzeram-no no solo,
e, ligandolhe de novo aa raaos e os bra-
bos, obrigaram-no a entrar na pousada. O
capitao deitou em redor de si um olhar r-
dante ; depois, abaixando a cabega, dei-
xon-se levar sem resistencia, como se esti-
vesse convencido que nenhum recurso lhe
rostava.
O conde fci o primeiro a entrar na sala.
Proced, senhores exelamou elle. Os
policas prestaram me a sua coadjuvagao,
e finalmente agarrei esse infernal L Ches-
naye cujo supplicio, assim espero, nao se
far esperar muito tempo.
Como se apoderou delle ?
O que fez para o prender ?
Defendeuse?
Perdi, disse o conde sem responder
a todas essas perguntas formuladas d urna
s vez, certifiqumonos primeiro da identi-
dade do personagem, em seguida dar-lhe-
hei todas as explicagoea desojadas.
Essa identidade fcil de verificar,
respoideu o Sr. d'Aumont. Por miro, re-
oonhego que o capitao La Chebnaye I
E eu tambem, disse La Guiche.
E o Sr. Van Helmont quiz ? pergun-
tou o conde.
Este homem efFectivainente o ca-
pillo La Chesnaye disse o sabio inclinan-
do a cabega.
E minha filha Diana ? exelamou o
senhor d'Aumont, deixando o lugar do
magistrado e collocando se no do pai.
Nao pode obter a menor informagao
com respeito a ella, disse Bernac. Desde
que esse homem est as nossas maos,
que se recusa a fallar.
E' verdade, murmurou um dos poli-
cas que estava. prximo do prisioneiro,
Netn ao menos abre a bocea, o maldito.
Aonde o prendeste, conde ? pergun-
tou La Guiche.
No Ocano !
No mar ? I
Sim!
Fugia.
Pelo menos tinha essa intengSo.
Mas cerno fez isso ?
Oh maito simples e, posso dizsl-o,
fui feliz. Hontem, deixando-os, corr a
paiz at noite sem encontrar o menor in-
pensamento passou-me pela mente, era
um pressentimento sen duvida... Orde-
nei a seis dos policas que me segussera e
aos outros que me fimein esperar aa praia,
n'ura lugar que lhe indiqu.i. Os nossos
cavallos, ainda que fatigados, conduzram-
nos rapidamecte a Fcamp. Alli, saltei
com os meus homens para um barco e
principiei a dar caga ao outro que tinha
visto. Seguimolo o alcangamol-o, quaado
repentinamente desaspare:cu como se se
houvesae subraergido as ondas. Entilo,
opproxmei-me de trra, pensando qua o
barco tinha abordado; mas, para nao se
sentir, dexei 03 policas no barco e deitei-
ine ao mar, nadando at a trra fir.ne.
Depois das mais minuciosas indigagoes,
pude convencer-me que impossivel ora o
desembarcar-se naqaella lugar, pois que
em todos os sitios as vagas so quebravam
no penhasco. Demorei-me ausente mais
de urna hora, a mar estava alta o torna-
va toda a tentativa de atracar mais impos-
sivel do que naquelle lugar. Voltei para
o barco e tomei o meu lugar junto dos po-
licas. Nesso momento um delles me as-
signalou um ponto negro destacando-se
as ondas. Tomamos os remos e encami-
nhamo-nos para o ponto designado.
. Depressa reconhecemos um barco tri-
polado por um nico homem. Redobra-
mos de exforgos. O barco perseguido pa-
reca lutar com energa e pressa com
_;tivaincnt3 o melhor
a empregar, dase este.
o
mas
apa-
barco
dis-
grita-
F0LHET1H
A FILHA DO SNEIRO
POR
r. su sobse?
( ContinuagDo do n. 64 )
XI
dicio do ladrSo. A noite chegou, dirigi-
me cora os meu3 homens at s grutas,
quando na altura da floresta de Benzeville,
parei sobre o penhasco para dar um pouco
de repouso aos policas. Emquanto estes
deacangavam, passeava eu na orla do ro-
chedo, olhando machnalmente para o
Ocano. A noite estava escurissima, bem
sabem, mas eu tenho excellentes olhos e,
apezar das trevas, pareceu-me distingir um
barco bordejando ao p do3 ponhascos. A
mar estava baixa, nenhum pescador en-1
nosso para escapar a ser alcangado,
a superioridade do numero devia
nhal-o, e depressa tocamos quasi
com barco. Os policas tinham recoahaci-
do La Chesnaye no homem que tripolava
o barco. Que fazia elle aili ? aonde ia ?
o que quera ? porque ia s ? A todas es-
tas perguntas dirigidas por mim, nao pule
obter urna nica resposta. Este hornera
est mudo, encerrou-se u'um absoluto si
lencio.
Mas como se apoderou delle ? Nao se
defendeu ? perguntou o preboste.
Defendeu ; o velhaco racebeu-nos
generosamente, atirou-noa dous tiros de
pistola sem felizmente ferir ninguem, de-
pois na occasiao era que abordamos, elle
armou se com um punhal. EntSo, lancei-
me sobre.. Mas, disse o conde inter-
rompendo se, ropugna-me contar os meus
feitos... Agarrei o, eis tudo.
Oh I ajuntou um polica, o senhor
conde bateu-se com valor.
Mas, minha filha ? minha filha ? re-
petio o senhor d'Aumont.
Vamos tentar fazel-o fallar, disse o
senhor de Bernoc.
Com a tortura, disse Van Helmont.
m.. E' a minha opiniao, ajuntou rriaraen-
te o conde.
Eis o preboste de Rouen e o lugar
tenente criminal, disse La Guicho avan-
gando.
Marcos e Gir3ud tinham-se tornado es-
pectadores impaasiveis da sceaa que aca-
bamos de deacrever. Ambos com os olhos
devoravam o bandido e o conde, mas
nenhum delles pronunrou urna palavra.
Os dous personagens annunciados en-
traram neste momento. Todos reconhece-
ram igualmente La Chesnaye no prisio-
neiro do condo de Bernac, e o lugar-te-
nente criminal, examinando com attengao
o capitao, notou que elle trazia as mos
dua3 feridas graves que deviam prival o
do uso dos dedos.
E' sera duvida resultado da luta que
emprehendeu contra mim no momento em
que me deitei sobre elle, disse o senhor
de Bernac ; agarrou com ambas as maos a
lamina da minha espada para me desar-
mar.
E' assim que explicas os motivos
que occasionaram essas feridas ? pergun-
tou o magistrado ao prisioneiro.
Este nao respondeu. Outras perguntas
lhe foram igualmente dirigidas ; nao moveu
os labios.
A' tortura tortura respondeu Van
A tortura
meio que temos
Mis faltara-nos oa iustrumentos, se-
nhores, disse o lugar-tenento criminal.
No dia era que os bandidos arrancarara o
seu chefe do supplicio, quebraram todos os
que posBuiamos aqui e os que tnhamos tra-
zide do Rouen para o processo, a jurisd-
qm do Foamp nao possue outro3.
Vamos tcl os, respondeu o Sr. d'Au-
mont. Hontem de raanh, enviei um pos-
tllhao a Rouen e, depois das ordons que
eu dei, estou certo que nesta mesma noite,
antes das dez horas, estaremos de posse
delles-
Entao, esta mesma noite obrigaremos
o prisioneiro a fallar, acrescentou Van
Helmout.
Esta noite, exelamou o conde de
Bernac, arrancaremos a esse homem o se-
gredo do lugar aonde retem Diana o Al-
dah I Oh estando esto segrede conheci-
do, quero ser o prmeira a correr em sua
ajuda.
Henrique, disse o senhor d'Anmont,
se salvasso a minha filha dar-lhe-hia a mi-
nha vida !
A minha recompensa ser a realisa-
gas da empreza 1 disse o conde mostran-
do-se apaixonado. Amo Diana, bem o sa-
be, e ae nao tivesse a esperanga desalval-a
um dia, n3o teria coragem de suportar a
vida.
E' necessario levar esse miseravel
para a prislo subterrnea da abbadia, dis-
se o preboste de Roueu, e desta vez aug-
mentar os grilhoes e 03 guardas.
Sim, disse Bernac, porque torturado
esta naito, preciso que seja supliciado
amanha ao amanhecer.
Van Helmont olhou fixaraente o joveD.
Este fallava com um accento de sincaridade
tal que nao fazia desconfiar ninguem e a
sua physionomia nao 63tava perturbada,
nem iudicava pensamento algura contrario.
Qual ser o seu projecto ? murraura-
va o sabio, porque este homem ainda zom-
ba, e representa, a esta hora, urna grande
comedia-
As portas da pousada tinham ticado
abaras e, em seguida ao lugar-tenente cri-
minal entrou urna parte da multidao, de-
pois 03 mais audaciosos tinhara-se arrisca-
do a subir alguns degros da escada. ^Ou-
tros 03 tinham seguido e. iraperceptivel-
mente, com essa obatinago admiravel que
distingue o povo quando a curiosidade est
de posso delle, os aldeaos normandos ti-
nham-se apinhado no corredor quo prece-
da a sala, estendido a cabega em urna
das moias portas mal fechadas, tinha va-
garosamente empurrado essa meia porta,
depois a outra. As cabegas succederara os
corpos, e os priraoiros foram provavelmen-
irapellidos pela onda que avangava; a mul-
tidao invadi meia casa.
Entre 03 collocados no s?gundo lugar
estava um homem que pareca prestar gran-
l de attengao ao que so passava, aos discur-
sos do conde de Beroac, 3 perguntas di-
rigidas a La Chesnaye e ao silencio uaa-
dado pelo capto dos bandidos.
Este hornera trajava vestuario escuro,
por cima um largo manto, tambem precaa-
gao justificada pelo rigor do fri que fazia.
Um largo emplastro preto lhe cobria urna
parte do rosto o oceultava o nariz, um dos
olho3 e o alto do rosto. Um de seus bra-
gos, mettido as pregas do manto, pareca
estar ligado como se sustivesse algum ap-
parelho destinado a pensar alguma ferida.
O outro sustinha o chapeo que tirira assim
como seus companheiros penetrando na
sala cm que se achavam os fidalgos e os
magistrados.
Na occasiao em que o preboste de Rouen
deu ordem para que fosse transferido La
Chesnaye prisao da abbadia, os policas
[ormaram um peloo cerrado em redor do
prisioneiro e teve lugar um grande movi-
mento entre 03 assistentes.
Enfiou-se, pois, pela estreita escada abai-
xo mas ainda bem nao tinha descido tres
degros, quando lhe parecau ouvir por de-
baixo delle vozes e passos. Parou para
escutar, e bem depressa, apphcando o ou-
vido, verificou que subiam muitas pessoas.
Continuar a descer era cousa cm que
P^ncorbo nem devia pensar; admittindo
que os que subiam o nao detivessem na
passagem, iam encontrar na plataforma o
cadver do capitao e adivinhariam, sem
difficuldade, que o homem com quem ac
bavain de se encontrar na escada era o
assassino e pr-se-hiara no seu encalgo.
Mais vallia tornar a subir e procurar fu
gir por outro caminho. Entre elleo conhe-
cia um do que j se tinha servido para fu-
gir, depoia de haver precipitado a condessa
do alto da torre do sul, caminho perigoso,
verdade, mas que ia t*r a urna escada
praticda na espessura da parede que ser-
via de sustentculo da nave.
Nito tinha por onde escolher e correu
fiara aquelle lugar, onde, saJtando a ba-
austrada, podia deixar-se cahir sobre urna
saliencia de pudra, disposta em plano in-
clinado.
Era naquelle momento que jogava a sua
ultima partida. Tudo lhe havia corrido per-
feitaiii-nte.
A' frga de audacia e de manejos odio-
sos tiuha conseguido desembaragar-se de
todos aquelles que lhe haviam declarado a
guerra. Acabava de matar traigo o
mait perigoso de todos os seus iuimigos e
ia deixar a Franga carregado com 08 des-
pojos das suas victimas.
Tratava se smente de saltar certo e de-
pressa, antes que chegassem as pessoas que
elle ouvira subir.
O miseravel fez todas estas considera-
dles em menos tempo do que ora necessa-
rio para cserevel-o, espreitou por cima Ja
balaustrada para calcular com a vista a
distancia e proporcionar-lhe o salto. Esta
va anda nesta poaisfto, quando Meriadec,
Daubrac e Fabreguette appareciam do la-
do opposto, isto pela galera da facha-
da.
O Sr. de Mlveme havia manifestado de-
sojo, na vespera, de ir ver as torres, thea
tro do drama 6 tinha convidado os tres
amigos, como havia dito o guarda : a visi-
ta estava marcada para as onze horas.
Partanto, o barao de Meriadec e os seus
amigos tinham so reunido no Hotel Dieu
no quarto de Daubrac, para abi alraogarem
e esperar a hora marcada pelo magistrado.
Conversavam todos tres na mesma ja-
nella, onde, outr'ora, Meriadec e o interno
tinham visto urna senhora de veo atraves
sar o adro pelo brago de um raocetao que
elles nao conheciam. Desta vez foi Fa
breguette quem vio o capitao e Pancorbo
descer da carruagem, ao canto da ra d'Ar-
cle e que os mostrou aos seus dous cama-
radas.
Tinha-os visto dirigirera-se para as or
res, e sem tentar adivinhar o que elles
iam all fazer, precpitaram-se atraz delles.
Fabreguette, que tinha a imaginagao vi-
va, suppunha j que o Sr. de Saint-Baiac
era um traidor, Meriadec e Daubrac adi-
vinbavam quasi a verdade. Infelizmente,
antes de chegaram ao adro, tinham vinte e
quatro degros que descer, e o barilo, que
seus amigos nao queriam drvar atrs, j
nao tinha as pernas dos seus vinte annos.
Quando entraram as escadas da torre,
j os que precediam tinham chegado ga-
lera.
Prderam ainda algum tempo a enten
der-se com o guarda, que lhes veda* a
entrada, e que o Sr. de Meriadec teve de
domesticar, dando lhe urna pega de cinco
francos. De manera que quando chega-
ram a galera, Panjorbo salta va pela ba-
laustrada e estova escondido pelo ngulo
da torre do sul, e nao o viram.
Mas Fabreguette, que ia na frente, deu
logo com o corpo do capitao deitodo de
brugos ao p da torre do norte. Correr a
elle, volto-loe reconhec-lo, nao levou muito
tempo. Meriadec e Daubrac, procurando
trava ou sahia, a manobra do barco pren- Helmont
dia-me a attengao. Repentinamente um Bernac.
olhando fixamente o conde de
primeiro soccorrer o son inteliz "alliado, se
ainda fosse tempo, nao pensaram logo em
procurar o assassino.
Daubrac ajoelhou-se, afim de examinar a
ferida e declarou qu" Saint-Bnao estava
morto. Na sua qualidade de interno sabia
o que aflirmava, e os seus companheiros
nem tentaram contestar-lhe o diagnostico.
- Foi morto pelas costas ? Que covardia I
exelamou Fabreguette.
E contudo o capitao viera para se
bater em duello, murmurou Meriadec. Ve
jam! Ainda tem o revolver na mao draita.
Daubrac levantou-se, agarrou no revol
ver e verificou que nao tinha dado fogo, e
(!iss3 indignado:
__Agora, meus senhores, trata se apenas
de nao deixar escapar o acelerado. Nao
poda ter descido porque deviamos telo
vistJ descer pela escada. Portanto nao
est longe.
- A menos que, ouvindo-nos subir, se
nao tenha escapado pela plataforma.
Pois entilo vamos at l. Pego para ir
na trente. Estou armado, e elle, se quzer
defender se a tiro de pistola, tenho com
que responder-lhe. Silo seis os tiros que
tenho ; elle deve apenas ter cinco, visto
que dspendeu urna bala para matar o nosso
capitao.
Meriadec, consternado, calou-se, masco-
mecava a lembrar se de que no dia do cri-
me o assassino tinha encontrado meio de
fug.r sem passar pela escada i'a torre.
Emquanto hesitavam em roda do cadver,
o abominavel Pancorbo tinha acabado de
saltar pela balaustrada, o depois do se ter
dependurado pelas maos, tinha conseguido,
forga de vigor e de geito, acavallar-se na
aresta de pedra que descia em plano incli-
nado at a reentrancia do telhado. E o
miseravel dizia de si para si :
Emquanto elles trepara torre dos si-
nos, dexar-me-hei escorregar o, antes que
cheguem l cima, plataforma donde elles
me podrao ver, j eu terei chegado, ar-
rastando-me pelo telhado, portazmha da
escada que vai ter ao coro. Vamos l An-
da escapare boje, e como amanha devo
estar fra Ja Franga, o jni perde o seu
tempo e o trabalho.
Nao fiquemos muito tempo aqui, diss
Daubrac, que estava no outro extremo da
galera e tratemos, sobretodo, de nao es-
tabelecer confusae. O primeiro ponto
guardar a ea:ada pela qual viemos. Tu,
Meradoj, vais ter a bondade de fazer sen-
ti'.ella, emquanto que Fabreguette e eu va-
raos descoberta.
- Comega por explorar esta galera e
observar o lado da nave, respondeu-lhe Me
riadec, voltando-lhe as costas para ir oceu-
par o seu posto.
O interno o o pintor da ra Hucchette
3 s;airara este prudente conselho. Avanga-
rar'a, con Fabreguette frente, at a torre
do sul, examinando a coberto de chumbo
onde estao oe reservatorios, e afim -do olhar
para os telhados da nave, verara encostar
se roosmo em cima da aresta em que o as-
sassino se conservava iramovel.
Nito o viram, porra vio os elle e reco-
nheceu-os. Houve entao urna tempestado
no crneo daquelle scelerado. Comprehen-
deu que, se o vissem, estava perdido, e
calculou que se podesse raatal-os estava
salvo. Tinha o revolver no bolso e as ca-
begas dos seus dous iniraigos apresenta-
vara-se-lhe como dous alvos e a dous me-
tros delle. Nao podia errar a pontaria.
A tentagao era grande. Metteu a mSo
direita no bolso e, recolhendo um pouco o
joelho, para lhe approximar o bolso, con-
seguio, nao sem difl&culdade, tirar o revol-
ver, conseguio mesmo armal-o, e procura-
va um ponto de apoio para encostar o co-
tovello e fazer pontaria certa, quando o rui-
do do gatilbo charaou a attengao de Fa-
breguette, que exelamou logo :
Ora esta! O marquez !
Daubrac olhou e reconheceu aquelle ho-
mem, sem nanea o haver visto ; quem, que
nSo o assassino tao procurado, devia en-
contrarse empoleirado naquella aresta e
era semelhante occasi3o ?
At que te apanhei, continuou Fa-
breguette, j havia bastante tempo que an-
dava atrs de ti, mas desta vez ests fila-
do, meu velbo. Podes passeiar vontade
pelos telhados de Notre-Dame, m?s sahir
dessa ratoeira que tu nao sahes. A igre-
ja est guardeda, e ao toque do meio da
o juiz, o commissario e os agentes hSo de
vir para te apanhar.
O artista ainda fallava, quando nma bala
lhe arrebatou o barrete vermelho, rogando-
Ihe de leve na cara.
Ah 1 assim, disse elle, que me re-
cebes, tu agora queres matar nos. Passa-
me para c este brinco, oh I Daubrac, pa-
ra que eu mande esse cao daranado ra,
onde elle langou a condessa.
NSo, respondeu-lhe o interno, deixa-o
coramigo.
O assassino comprehendeu que ia mor
rer, e para melhor assegurar o tiro, levan-
ten se e tentou por-se de joelhos na pedra,
onde at entao se tinha conservado deito-
do. Consoguio-o e tinha j Fabreguette
em frente co cano, quando, na occasiao em
que puxavit o gatilho, escorregou-lhe o joe-
lho esquerdo e perdeu o equilibrio.
O tiro parti para o ar, e o atirador ca-
bio do poleiro, em que estava; agarrou se
por instantes a urna podra, que fazia sa
liencia, mas as mSos escorregaram-lhe o
elle cahio, voltando-se sobre si mesmo at
base da torre do sul, onde esmigalhou
o crneo 3obre um grande montao de pe
dras, postas alli por ura erapreiteiro das
obras da cidade.
A condessa Xenia estava vingada.
Elle nao o roubou, resmungou Fa-
breguette.
Que v para o diabo, concluio Dau-
brac.
Chamaram Meriadec, que j corra para
elles ao ouvir a detonagio e que nada ac-
crescentou oragilo fnebre do bandido,
de quera ninguem ainda sabia o verdadeiro
nome.
O Sr. de Mlveme chegou mesmo a pro-
posito para ouvir a narragao desta ultima
scena, e a concluslo que tirou foi que a
sua missao estava acabada.
A justiga de Deua vale mais do que
a dos homens, murmurou elle, olhando pa-
ra o corpo do Saint-Brac. Ferio o trai-
dor, ferir a cumplice, e se eu assistir ao
castigo fico completamente vingado.
O seu voto reahsou-se, e o supplicio de
Odetta durou mais tempo do que os tris-
tes amores do capitao.
(Contina)
XH
Passaram-se dez annos sobre esta histo-
ria sombra e poucos sao os que dalla se
lembram, apezar de ter impressionado P. -
riz durante os mezes que se seguiram ca-
tastrophe final.
A emogao publica tinha-se acalmado e
comegava a esqu^cer-se o drama era mui-
tos actos e com o Hual os Parizienses tanto
se ocenparara.
Para a culpada a expiagSo havia come-
gado ; o marido ultrajado vingava-se cruel-
mente, e ella nSo ousava queixarse, que
tinha a conscencia de que o castigo era
merec (o.
De todos os que o Sr. de Mlveme po-
dia inflingir lhes, o que escolheu era o mais
cruel. Era lugar de a expulsar, sequs-
trou-a, nao transformando a casa conjugal
n'uraa prisZo, mas ameagando-a de a pu
blicar, so tentasse escapar ihe, a traigao de
Saint-Briao, o nico homem que ella amou
o amante que ell chorava sem cessar. O
Sr. de Mlveme tinha-a acorrento'to a si
proprio ; nao a deixava ura minuto, o nao
lhe permittia que visse ninguem. A esta
vida que ihe impunha, toet. scentava ai
outro supplicio.
Sob pretexto que ella se oceupara com
estudos arch-ologicos sobre as igrejas go-
thicas, levava a todos os das cora elle a
Notre-Dame; subiam juntos at galena
levava-a sempre at o lugar em que aint
Briac cahra e dizia lhe : Foi aqui que elle
morreu e foi a senhora quem o matou.
Era leal, e a senhora fl-o traidor. Deus
puni-o. E' justo que a senhora soffra mil
vezes mais do que elle soffreu.
E a desgragada Odetta, resignada e ar-
rependida, esperava que elle a deixasse de
torturar, ou que a morte a levasse.
Um dia, no comego do outono, o Sr. de
Mlveme e sua mulber foram detidos na
porta principal de Notre-Dame por um cor-
tejo nupcial. Odetta teve um presentimen-
to, olhou e vio entrar na igreja Rosa Ver-
diere pelo brago de Meriadec, Rosa Ver-
dire vestida de branco coroada com flores
de laranjeira.
Depois da noiva vinha o noivo Alberto
Daubrac, conduzindo urna senhora de ar
respeitavel, sua mai, chegada de Agen pa-
ra assistir ao casamento.
Fabreguette e um interno serviam do
testemuuhas. Nenhum delles reconheceu
aquella mulher, coberta com um veo, exac-
tamente como estava no da em que subi
a primeira vez aquella fatal galera; ne-
nhum delles reparou no Sr. de Mlveme,
envelhecido o confundido na multdSo. O
cortejo entrou na nave, e quando passou,
Odetta disse ao marido :
__Nao me arraste at l, senhor;
intil, sinto que vou morrer e morro sem
pena, porque ella feliz, essa digna moga
que tentou sacrificar-se por mira.
O magistrado teve piedade. Levou a pa-
ra casa, onde a ruptura de ura aneurisma,
que a minava, havia seis mezes, a fulrai-
nou.
O s-mhor e a Sra. Daubrac tiveiam tres
filbos encantadores e consideram-se perfei-
taraente felizes. As suas aventuras aca-
baramcomo os contos de fadas. O peque-
no interno do Hotel Dieu boje dontor o
passa por doutor celebre, a florista a mais
onoiuurfora das mulheras o a melhor das
mais. J nao boje o anjo das torres, mas
sim o anjo do lar. .
Meriadec morreu solteiro, mas encon-
trou nelles familia bastante para a sua fe-
licidade. Fabreguette expoz no salao e
urna raedalha na prxima ex
couta com
Viv**m todos felizes, e a relva cobre os
tu nulos esquecido3 de Odetta e de Saiut-
Briac.
FIM.
\
'-
Typ. do Diario ra Duque de Casias n.4i.


Full Text
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