Diario de Pernambuco

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Material Information

Title:
Diario de Pernambuco
Physical Description:
Newspaper
Language:
Portuguese
Publication Date:

Subjects

Genre:
newspaper   ( marcgt )
newspaper   ( sobekcm )
Spatial Coverage:
Brazil -- Pernambuco -- Recife
Brazil -- Pernambuco -- Recife

Notes

Abstract:
The Diario de Pernambuco is acknowledged as the oldest newspaper in circulation in Latin America (see : Larousse cultural ; p. 263). The issues from 1825-1923 offer insights into early Brazilian commerce, social affairs, politics, family life, slavery, and such. Published in the port of Recife, the Diario contains numerous announcements of maritime movements, crop production, legal affairs, and cultural matters. The 19th century includes reporting on the rise of Brazilian nationalism as the Empire gave way to the earliest expressions of the Brazilian republic. The 1910s and 1920s are years of economic and artistic change, with surging exports of sugar and coffee pushing revenues and allowing for rapid expansions of infrastructure, popular expression, and national politics.
Funding:
Funding for the digitization of Diario de Pernambuco provided by LAMP (formerly known as the Latin American Microform Project), which is coordinated by the Center for Research Libraries (CRL), Global Resources Network.
Dates or Sequential Designation:
Began with Number 1, November 7, 1825.
Numbering Peculiarities:
Numbering irregularities exist and early issues are continuously paginated.

Record Information

Source Institution:
University of Florida
Holding Location:
UF Latin American Collections
Rights Management:
Applicable rights reserved.
Resource Identifier:
aleph - 002044160
notis - AKN2060
oclc - 45907853
System ID:
AA00011611:19013


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Full Text
AMO Lili -- NSEBO U
PARA A CAPITAL E MAH ONDE NAO HE PACA PORTE
Por tres menea adiantados n ,........ 6O00
Por seia ditos idem. -.... ......... 120000
Por um anno 'dem................. 240000
Cada numero arulao, do momo da............ 100
SEXT-FEIR 19 DE MARCO DE 1886
PARA DENTRO E FORA DA PROTINCIA
' Por seis menea adiantados............... oifnnn
Por nove ditos idem................. 07SS
Por um armo dem................. lO
Cada numero avulso, de dias anteriores........... 01OU
DIARIO DE PERNAMDUGO
Praprietab* tut JHanocl Jtflurira i>* -feria & Mtyos
TELEGRAHHAS
B
ssavigo pabticlas :: vm:
RIO DE JANEIRO, 18 de Marco, s
3 horas e 45 minutos da tarde. (Recebi-
do s 5 horas, pela linha terrestre)
Foi exonerado o eacriv&o do ea-
erlplorlo do ujidanie do Arsenal de
turrra de Pernambuco.
sfian;: il ahucia satas
(Especial para o Diario)
LISBOA, 17 de Marco, tarde.
o governo pedio u Cmara doa srs
DepufadoH urna dotaco de.......
OOiOOOftOOO forte* parao Princi-
pe nerdeiro da Corda de Portugal.
e um crdito de IOOiOOOAOOO for-
te* para aa reatan que devem aer
celebrada* por occaaio do consor-
cio do Duque de Braganca oom a
Princesa Amella d'Orleea
LONDRES. 18 de Marco.
Eat gravemente doente S. A. a
Princesa de Galles.
VIENNA, 17 de Marco, noite.
Aasegura se que a recia cbamou
as urnas novas tropas de reserva.
PARS, 18 de Marco.
O *r. avorgnau de Braisa. explo-
rador do Congo, brevemente torna-
r partir com o carcter de gover-
aador geral do Congo francs.
Agencia Havas, filial em Pernambuco,
18 de Marco de 188G.
JARTE OFFICIAL
IHSTRCCAO POPULAR
< O V i: It v DA PROVINCIA
PALLA que o presidente da provincia, conselhelro Jos Fer-
nandez da Costa Perelra dnnior. dirigi Assembla
Legislativa de Pernambuco, no da de sua lnstallaeo a
O de Mareo de I88O.
(ContinuagaoJ
CORPO DE POLICA
Comrnanda o corpo de policia o coronel Decio de Aquino Fonseca.
Compilase este corpo de 850 pracas, divididas em 6 compauhias. E' com-
pleto o seu estado.
Nao posso, porm, manifestar me em sentido que, a todos os respeitos, lhe
seja favoravel.
Modificado quanto ao pessoal da respectiva offidalidade, a comeyar pelo com-
mandante, cuja nomeacSo tora naturalmente indicada por precedentes de severo disci-
plinado^ poderia ter consideravelraente melhorado, si nao actuasse o mal permanente
e irremediavel da disseminacao das respectivas pracas em pequeos destacamentos, nao
sendo inferior a 92 o numero dos que actualmente existm por imprescindiveis exigen-
cias do servico.
Rara a autoridade policial que nao requisito numero maior ou menor de
pracas para o respectivo termo ou districto, anda que de somenos importancia quanto
ao territorio e populacho e nao infestado por criminosos.
Certo porm, que na maioria dos casos as requisicSes tm rasoavel ex-
plicacao, traduziodo verdadeiras, exigencias do servigo, mesmo porque'a cooperario dos
particulares na repressao dos enmes e captura dos delinquentes raramente praticada
e muito monos com vantajoso resultado.
Posto que insuficiente para satisfaoSo de todas as requisaras, s vezes mes-
mo para algumas de carcter mais urgente, o corpo de policia nao ple, com tudo,
pelo estado menos favoravel das finaocas provinciaes, ser desde j elevado ao conve-
niente numero de pracas.
E ainda assim cumpre nao esquecer que, para mantel-o no estado actual do
insuficiencia, despende a provincia 668:934?}3%, ou cerca da 4.4 parte da respectiva
renda.
Si melbor iosse a situacSo financeira, nao deixaria eu de lembrar-vos a con-
veniencia de ampliar a todos os municipios a instituicao da guarda civica, reduzindo
o corpo de policia metade das pracas de que se compj actualmente, divididas em
tres ou quatro grandes destacamentos centraos, cuja conveniente localisacSo Ibes per
mittisse acudir com presteza aos diversos pontos do territorio provincial.
A 31 de Outubro ultimo reformei, a pedido, e com ordenado integral, o ca-
pitao da 5.a companhia Carlos Jos de S queira, visto contar mais de 25 annos de
servigo e estar impossibilitado de continuar no exercicio das respectivas funccSes, se-
gundo o parecer da junta medica provincial, que o inspeccionou.
A' 15 de Feverciro findo reformei, a pedido, e com a penso a que tem
tiver direito. o tenente da 5.* companhia Manoel Antonio Camello, visto nSo poder con-
tinuar no exercicio do referido posto, por incapacidade physica devidamente verificada
poi inspeegao de sade a que se submetteu-
For portara de 17 do sobredito mez, nomeei Samuel de S Montenegro para
o posto de capitao e Miguel Nuncs de Froitas para o de tenente da 5.a companhia,
que j havia exercido em outraa epochas.
A 20 do mesmo mez mandei submetter a conselho de investigacao os tenentes
Joao Ribeiro Montarryos, Jos Paulo Maciel de Carvalho, Joao Pires Ferreira o o
alteres Jos Terencio ie Barros Araujo, pelo motivo constante da portara que em
seguida transcrevo.
2.a seccao.Palacio da presidencia de Pernambuco, em 20 de Fevereiro de
1886.O presidente da provincia, tendo em considerado o que representou o com-
mandante do corpo de policia so officios ns. 86, 127 e 146 ce 30 de Janeiro findo,
economa poltica
(Exlrahido)
DA BIBLIOTHECA DO POVO E DAS ESCOLAS
iContmuatao)
CAPITULO II
Produrco da riqueza
Diviso do thabalhoQuando am certo numero
de obreiros se entrega n'um determinado traba-
lho, ob3 iramos que cada um dolles toma de or-
dinario a s.'u cargo urna parte des.e trabalho, e
de'txa atraa partea aos seus companheiros.
KSsettU-SC esta partilh* gradualmente da sorte
que todo o trabalho executado n'uma localidade
3 divide em rauitot misteres dilf-rentes. Encon-
tra-se etabelccifa esta diviso em todas asnaces
civilizidas e, mais ou menos, em tadas as elasses
da socieda le. Em cada povoaeio ha o padeiro, o
carncer>. o lerreir.), o carpinteiro, etc. A divi-
so do trabilho obaerva-se at n'uma mesma fami
lia :o marido tr.ibalha no campo, poreiemplo ,
a mulher cuida da casa,concerta a roupa, cozinha;
os filbos guardam o gado.
Isto so observa desde a infancia da sociedade ;
mas nos tempos modernos a diviso do trabalbo ,
pode dizer-se, Ilimitada Kilo smente cada cida-
de, cada villa tem os seus difterentes misteres, os
seus artistas especiaes, os seus diftvrentes empre-
gos c cargos pblicos; mas, at cada zona tem as
suas manufacturas particulares. N'uma teee-seo
algodo, n'outra a l, n'outra a seda. A diviso
do trabalbo existe.ainda em cada fabrica. Por
exemplo. as que teem machinas de vapor, ha o
director, o guarda-livros os eacrpturario,_o mes-
tre, os contramestres das differentes seccoes, os
artistas dos differentes misteres, os machinistas
oscheg-dores, os serventes, os carregadores, etc.
Em toda a parte e em toda a ordem social se
observa, pois, a divisao do trabalho, desde o chete
do estado, gobernando com os seus ministros, ate
aos humildes operarios das minas.
Segundo pensa Adam Smith, he tres vantagens
principaes nadiviio do trabalho : em primeiro
logar, e.la augmenta a habilidade de cada obreiro
em particular ; em segundo, evita o trabalho per-
dido em passar de um trabalho pa.a outro; e em
terceiro, favorece a invengo de um grande nume
ro de machinas que acilitam e abreviam o traba-
lho e permittem que um s homem faca o trabalho
de muitos.
Nao se pode por em duvida que a pratica aug-
menta a aptido. Quem comeca a escrever nao o
fas to depressa, nem to bero, como quem est
acostninado a esse exercicio. t' com urna longa
pratica se eonsegue ebegar a tocar desembaraza
damente piano. Se um homem qt'alquer est ha
bituado para fazer um trabalho, fal o-ba tanto
mais depressa,quantas mais vezes repetir-o. Adam
Smith ebega aaseversr que, se nm ferreiro quier
facer pregos sem estar habituado a isso, nao ser
capaz de fazer mais de 200 ou 300 pregos por dia
e esaes imperteitos : que com a pratica porm, po-
der ch-gar a fazer 800 a 1000. emquanto que
rapases educados n'aquelle mistr fazem, no mes-
mo tempo, 2,000 a 3,000. E' intil citar mais
exemploa; por toda aparte vemos que tudo que
se tas bem e de pretsa obra de homcni que nao
tem poupado tempo nem fadigas, para se torna-
ren praticos na sua profusa.
{Contina.)
de 9 e 16 do corrente mez, contra os officiaea d'aquelle corpo, tenentes Joao Ribeiro
Montenegro, Jos Paulo Maciel de Carvalho, Joao Pires Ferreira e alfares Jos Te-
rencio de Barros Araujo, pelo facto do teres, na qualidade de commandantes interinos
de companhias pago sold das respectivas pravas com descont de 3 %, quando se
havia recebido as apolices destinadas ao mes no pagamento com descont de 2 0, re-
Bolve mandar submetter os mesmos offioiaes a conselho de investigacao, do qual farao
parte como presidente o major graduado Estevao Jos Ferraz, e como vogaes os capi-
taes Joao Justiniano Rocha e Manoel AnselmoPereira Guimaraos e o tenente Sebastiao
Gon9alves do Costa, servindo de auditor o 2." promotor publico do comarca do Recife,
Dr. Manoel Ciernen tino de Oliveira Escorel.
Procedeuse inspeccao do corpo, funecionando em commissao n'este servi^,
que abrangeu os annos posteriores a 1881, os officiaes de 1.a linba coroner Jos Tho
maz Goncalves, major Jobo Joaqnim Coelho e major graduado Estevao Jos Ferraz.
Verificando se dos trabalhos da commissao ter havido desfalque no valor de
50018(J455 em relacao ao fardamento, que falsamente se figurou ter sido destribuido
s pracas ; remetti ao 2. promotor da capital o relatoro e pecas comprobatorias d'esse
desfalque, deterraiaando-lhe que procedesse com brevidade s necessarias averigua-
res para intentar contra os responsaveis a competente accao criminal.
GUARDA CVICA
Em virtude da le provincial n. 1,802 de 2 de Junho de 1884 foi a Guarda
Civica reduzida a 100 prajas divididas por cinco seccS.is, as parochias de S. Frei
Pedro Goncalves, Santo Antonio, S. Jos, Boa-Vista e Graca.
E' manifesta a insuffijiencia desta forca para o servijo que lhe incumbe em
to extensas e populosas parochias, e se outris fossem as circumstancias financeiras da
provincia, conviria eleval-a pelo menos a 150 pracas.
Foi nomeado para commandal a, a 8 de Setembro ultimo, o capitao Joao Bap-
tista Cabral, que entrou logo no respectivo exercicio.
As informales que tenho autorisa.m-me a declarar que a disciplina d'este
corpo tem melhorado por maneira que os seus servicos vao sendo cada vez mais
proveitosos.
Kecentemente diligenciei, e consegu, lhe fosse destribuido armamento regular,
que completamente lhe faltava e me fora requisitado pelo digno chete de policia da
provincia.
(Contina)
DESPACHOS DA PRESIDENCIA DO DIA 17 DE
MAKCO DE 1886
Abaixo assignado de negociantes e moradores
de Serinbem. Em data de bontem expedio-se
ordem ao engenheiro chefe da Eepartico das
Obras Publicas para mandar concluir a obra pelo
arrematante no praco de 4 mezes.
Antonio Brito de Queiroz.Deferido, com offi
ci de boje ao Sr. brigadeiro commandante das
armas.
Antonio Jos de Ase vedo. Aguarde a con-
cebso do crdito que nesta data solicitado ao
Ministerio da Marinha.
"Amalia Prudencia Alves Lima.=Remettido ao
Sr. inspector do Theaouro Provincial para a Hen-
der a supplicante de coorormidade com o offieio
desta presidencia de 28 de Novembro do anno
passado.
Antonio Pedro da Silva.Deferido, com offieio
de hoje ao 8r. inspector do Tbesouro Provincial.
Companhia Great Western of Brasil Kailway
Limited. Informe o Sr. inspector do Thesouro
Provincial.
Dina da Silva Coutinho.Concedo.
Domingos Goosalves da Silva. Como requer
Guilhermina Francisea de Araujo Lias. Sim
mediante recib quanto aos documentos.
Gonveia & Oliveira.Informe o Sr. inspector
do Thesouro Provincial.
Jos Toeoioro Cordeiro de Barros. O suppli-
cante j foi atteodido.
Joaquim Ferreira da Silva.Informe o Sr. Di.
chefe de polica.
Joo Rudrignes de Moura.Nesta data autori-
so a Toesouraria de Fazenda a pairar ao suppli-
cante a quantia de 1:847*515, saldo existente na
respectiva verba por conta de seu crdito.
O mesmo.Informe o Sr. inspector do Thesou-
souro Provincial.
Luiz Aur dio de Godoy Vasconcellos.Nio tem
lagar oque pede o eupplican e.
Lisbella <*e Albuquerque Mello.Concedo 3 me-
ses com ordenado.
Tenente-coronel Manoel de Aaevjdo^aici'nen-
to.Fomeca-sc.
e------------- .
Martinbo Jos de Jess.Remettido ao Sr. ins-
pector do Thesouro Provincial 3ara attender nos
termos da sua intormaco n. 453, de 27 de Janei
ro ultimo.
Capitao Manoel de Carvalho Paes de Andri.de
Gouvim.Concedo 3 mezes.
Bacharel Manuel IInrique Wanderley.Como
requer.
Martinbo da Silva Costa. Sim, tediante re*
cibo.
Secretara da presidencia de Pernambu-
co, em 18 Margo de de 1886.
O porteiro,
J. L. Viegas.
Recife, 15 de Outubro de 1885.
Illm. e Exm. Sr. Incumbi dos V. Exc, p)r
portara ae 24 de Setembro ultimo, de estudar a
conveniencia q' fundaco e fxploracao dos engenhos ceotraes, au-
torisados pelos arts. 16 e 18 da le n. 1,860, emit-
tindo parecer a respeito da mesma conveniencia.
Satisfacendo a tau honrosa misso, com a brevi-
dade compativel com a importancia do assumpto,
temos a honra de submetter ho -sclareeido crito-
rio de V. Exc, as consideraces que abaixc se-
gu m :
COKVEKIIKCIA DA FOHDAI.AO E EXH.OBAQAO DE EMOE-
NHOS CEHTBAES NESTA PSOVIMCIA
Por causa dos rpidos progressos culturaes a s-
dustraos, realisados na produeco do assucar de
beti-rrnba europeu, a partir de 1850, e da introduc-
co de methodo de fabricos mais aperfeicoados em
alguna paizea intertropicaes productores de assu-
car de caimas, a nossa industria assucarcira, ex-
SJorada pelos antigos procHSsns do cozimento a
ogo n e na contuso do trabalho agrcola e in-
dustrial, alm de onerada com pesados impostes de
exportaco, tem-se visto coliocada desde o anno de
1860, em relaco aos productores de igual genero
nos mais paises, (e especialmente aos da Europa,
cujas productos gosam geralmente de premios de
exportaco) em tal estado de infenoridade, que
desde aquella epocha os precot normaes do assucar
nos mercados reguladores, calculados ao cambio
de 27 d, nao sao uais remunera dores para o geral
dos agricultores.
Ao rgimen eiclusivo do papel-moeda, sob o qual
temos vivido de 25 annoi para c, devemos terse
demorado a crise, que devia naturalmente trazer o
facto dc.nn acharem osuoss-js Sfiih^res de engnho,
pira os Beus assucares, prego superior, nem mesmo
igual ao custo da produeci ; a 'se ell>'s teem
podido oontinuar com o planrio da'eaaaa ; fabrico
do assucar, ha sido nicamente por causa d<> ca-n
bio do nosso meio circulante naci mal, que Je '860
para c tem permanecido quasi que constaiiremen-
te abaixo do par; proporciunando-lb-s a'est'-rfe a
custo do geral dos consumidores, urna subv nco,
que tem variado de 1 a 30 o/0, attingio a 10) /a
durante alguus mezt-s do 1867 e de cuja falta, ou
enorme redueco, em 1863 e65 e tarabem em 1875,
quando o cambio subi a 28, resulta-:: cns in-
tensa e dcsgiacas sem numero.
J l vao, portanto, 25 annos decorridos, desde
o dia em queficou patenta, que a nossa industria
atsucareira, fonte nesta provincia de quhsi tolos
os rendimentos pblicos e particulares, nao poda
Intar coa a dos mais paizes, sem ser coliocada em
condicoe* aunWgas, principalmente pela reparaco
do trabalho agrcola, do propriam-.-nte inlu-trial, e
adopcu para o fabrico dos processos e machinis-
mos aperfeicoados, que padiam at duplicar o ren-
dimeuto tirado da materia prima.
J l vao 25 anuos que a salvacao da lavoura da
canna urge em Pernambuco pela fundaco d nu-
merosos eagenhos centraes; o a persistencia das
antigs exploracoes, nao passa de um facto anor-
mal, sendo a sua vida toda artificial e dependente
tmente da-permanencia do cambio muitJ baixodo
par. ,
Darse ha, par ventura, que as nossaa circum-
stancias tenham melhorado a ea'e respeito de 1860
para c ? De certo que nao.
De um lado, a dimiuuico o o prximo desappa
recimento dos bragas escravs, torna cada da miis
urgente a separaco do trabalho agrcola, acces3-
vel aos bracos livres, do trabalho industrial, que
pelos antigos processos ainda depende dos bracos
escravos, nicos com que se pode cjntar a tempo e
a hora. De outro lado, o enorme desenvolvimenti
da produeco do assucar de beterraba fomentado
na Allsmanha e na Austro-Hungra por disposi-
g6es fiscaes muito favoraveis e por exorbitantes
premios de exportaco, habilitou aqu;llaa duas na-
coes a supprir de assucar a Europa inteira, a So i:
correr com os assucares de canna no tr..m!e iner
cado dos Estados Unid'S e occisin ir uina super
produego ou pletbora, que taz baixar o aMOC U I
pregos nunca vistos e at inferiores ao casto do
mesmo. E' certo que taes pregos nao bo durad,-
res e j prrncipiou a reaego ; mas, s peta facto
dos fabricantes allemaese austro-huugaros extra-
hrem da beterraba cerca de 11 /> d-: assucar e
produzirom mais de 1.500:000 toneladas daquelie
genero em cada safra, nao de esperar que voltees
os pregoa antigo3 de 18 a 23 schilliogs per quintal
de assucar bruto c ao contrario devemos t,,r p>r
cortos pelo menos 15 a 20 7o ae abate.
Aehaino-nos, portanto, em condigoes muito peio-
res '4ue em 186'J ; e a fundago de numerosos en-
gnuhos centraes em praao breve, necessid-de im-
prescindivcl para salvar a nossa agriculura e anta
ella a j to compromettida prosperiJade da pro
vincia.
II
a le k. 1,860
Os ergehos oeutraes, codocados em localidades
cseolhidaV com criterio, munidos dos ui&cbiuismos
e accessorios necessarios a applicngo dos syiteman
mais aperfeicoados de eonducgo da'materia prima,
extraego do caldo s fabrico de assucar, e dirigidos
por pessoal habilitado com a indispeesavi-l econo-
ma, tem dado geralmente ptimos resultados as
colonias inglesas, franeczas, hollandezes e hespa-
nholas, e proporcionado aos capitaes empreados
divideudos, que em alguna engenbos teem chega-
do a 12 e 18 e at mais por cento. E' preciso,
porm, que taes circumstancias sejam rigorosa-
mente observadas, para que haja lucro e esta ne-
cessidade est comprovada pelo malogro de varias
empresas, geralmente subvencionadas pelos cofres
pblicos, que nao conseguiram equilibrar a rece ta
com a despeza e' em lugar de um divideudo fecba-
ram eom dficit o respectivo balango.
Alm disso, a fundago e explorago de um en-
genho central exige oemprego ae avultado capital,
interamente fra de proporgo com os recursos pe
cuniarics dos agricultores mais directamente iute-
ressados, cuja immensa maioria, p.r falta de m- ios,
uo teem podido nem realisar os melhoramcntos
menos dispendiosos, j introduzdos com vantgem
u'alguma exploragoes agrcolas dtsta provincia.
De balde se ha tenalo reccorrer ios escassis e
desconfiados capitaes nacionacs que em outros pai-
zes novos, como os Estados Uuidos, a Aubtralia, a
Columbia Britnica, multiplicados pelo crdito,
tem realisado verdadeiros milagrea; e peados en-
tre nos pela Icgislagao de 1860 nem chegara para
os descontca commerciaes.
Nada ae tem conseguido. Torna se, portanto,
indspensuvcl o auxilio do poder social; e como do
governo geral, acabruubado com dficit, progres-
siva diminuigo das raudas publicas e mao^ resul-
tado das garantas concedidas, nada se pode es-
perar, mister que a provnola, cojos mais earoa
intejeases esto perigando, faga, para salvar a sua
agricultura tudo o que for comp-tivel com o es-
tado de seus ci fres, que infelizmente nao per-
mittem por ora sacrificio algum pecuniario.
Neate intento a le provincial de n. 1,860, pelos
seus arta. 16 e 18 autoraou a Presidencia a auxi-
liar a fundago e explorago, sem designago de
seis engenbos centraes, com capacida le do saf'6-
jar cada um de 25 a 30 mil toneladas de canna
e do cuit de GOJ contos cada i>m, ou de doze de
metade da dita torga e custo.
O auxilio autorisado consiste no emprestimo,
em forma de apolices da divida provincial de juios
de 7 % de um terco do custo provavel de cada um
dos enueabos e na seng, durante o espago de
10 annos, de qualquer imposto provincial ou mu-
nicipal para os assucares fabricados nos mesmos
engenh is centraes.
(1) Os diversos paragraphos do art. 16 contm
dispoeigocs tendentes a garantir os cofres provin-
ciaes do qualquer prejuizo que p'issa res litar do
mallogro da empreaa; e fugamos de crer que
completados com a udjunccSo de algumaa d8posi-
ges iu~ liares, e salvo o caso improvavel do con-
tratante abandonar a empreza antes de construir
as fabricas preenchero, na medida do possivel, o
fim a que esto deotinada; pelo que de toda
conveniencia usar da autorisago constante dos
arts 16 e 18 da lei n 1,860 e chamar a concurren
ca para a fundago e explorago dos eneenhns
centraes n'ella especificados, declarando o edital
d convocago dos concurrente, que aendo a dia-
pmsa dos impistos di uxpurtaglo por espago de
10 annos a parte do auxilio autorisado, rjue mai
gravosa se ostenta para os cofres provinciaes, (2)
(pois alm dos possivea abusos implica diminu
gao da renda do mesmo imposto), o facto do pre
tendente abiir mo da mencionada iaengo, ou
reduzir-lhe o praso, constituir motivo de pre
ierencia.
Entretanto, julgamos indiapensavel, que nos con-
(1) Quanto a mim o 3 garante perfeitamente
o empreatimo do terco do capital feito pela provin-
cia sem auxilio de dispoa gao alguma.
Baata estar-se a par do custo dos machinismo*
do edificio e dos tramways com o seu material ro
dante para se chegar a concluso que afirmo.
Rege Barro.
(2) A diminuicSo equivale de 5:500* 6:000*
por engenbo, dimnuigJo esta que bem recom-
pensada pela vantagem futura que podem traaer
os engen.hos centraes.Reg Barros.
tractos que se houvcrem de celebrarpara fundago
e explorago dos mesmos engenhoa seja, nao s
determin da a localidade onde sero levantados,
como augmentado o praso marcado (3) na 4* con-
dico para as funcgdes de engenheiro fiscal, sendo
estas ampliadas; pois em caso de mallogro de
qualquer urna das emprezas de que ee trata, a.
hypotbeca da provincia sobre as fabricas, machi-
namos, e accessorios ple nao bastar para acau-
tela* os cofres provinciaes de qualquer prejuizo,
tomando ae insuficientes as disposieoes das con-
digoes 3, 4" e 8*.
Com effeito, o valor dos edificios, tramways e
maia accommodagoss de um engenho central de-
peude do resultado que delle obtiver-se e este
como se sabe nao tem por nica condigo a per-
f-igio dos uachiuiamos.
Si o engenho ceutral for estabelecido em lugar
improprio, de sorte que nao obtenha cannas sufi-
cientes no seu raio de abastecimeato por falta da
mesma canna, ou por quererem os pa it adores
continuar com o systema antigo, nao poder a em
preza cumprir com as auaa obrigagoes; ter de
fallir e p-.uco valero a fabriea, tramways etc.
Da mesma forma, ple a empreza mallograr-ae
por causa do despezae, de iustallago exageradas,
isa organisago dos trabalhos internos, peasoal ou
vencimeutos exorbitantes, como temos tido e ainda
temos cemp os ne-ta provincia.
Accresce, que a isempg dos direitos de expor-
t icao para nao dar lugar a delraudago dos cofres
pablicos. implict por pirte do Governo da Provin-
cia urna fiscalisago permanente sobre a produe-
co das fabriCHS.
Nao pode to p >uco o Governo da Provincia,
prestando seu auxilio a emprezas de engenbos cen
traes, desinteressar-se completamente das condi-
co^s feitas ais plantadores que tem de fornecer as
caimas, j no que diz respeito ao prego que terao
que receoer, j no que concerne a se/uranga que
lhes deve ser garantida, na medida (4) do possi-
vel, de nao ficarem, dupois de dous ou mais annos,
quando nao estiverem mais os seus antigos machi-
namos em estado de funecionar, expoatos a nao
terem onde moer as 8uaa cannas, em consequencia
de tranetornos oriundos da m direcgo ou orga-
nisago doa trabalhoa do en/euho central.
Por todos esses motivos, deve a provincia con-
servar, pelo mecos cm quanto nao se acharem
amortieadas as apolices dos emprestimo?, ou per-
manecer em vigir, em maior ou menor proporgo,
a isengo dos direitos de exportaco, alem da ne-
eessaria ingerencia na eacolba dos lugares onde
HrSo as, otados os engenhos centraes, e do aya-
t.'ina de fabrico e macbinismos destiuados a ap-
plical-o, urna cena suj.erintendencia sobre a mar-
cha das emprezas, ficando sujeitas, a approvago
de um agente directo do governo, a8 tabellas dos
vencimentos do pessoal e os contractos din os
tornecedores do canna e para sao prorogadas at
complc'ar-sc a amortisagjo do emprestimo e cea
sar a scugo de direitos de exportago, as fun-
ccoea de engenheiro fiscal de que trata a condigo
4a oque t'-ni igualmeute de rubricar as guias de
exportago lo assucar, para que tenha lugar a
isenco de direitos
De vern os pretendentes, portanto, declarar em
auaa propostas, a localidado onde teacionam le-
vantar cada un dea agatinos centras*, para cuja
fundago e exploraglo almejam obter o auxilio
x'o aafn isa I p la lei n. 1,860, com designago
do ctli-'goria da mesmo, do ponto central onde
pretendem construir as fabricas e da distancia em
que se ah-ivam dos ongeuh:s actuaes, cujas can-
nas deveru moer, assim como juntar-lhes as pro-
mensas dos respectivo prnprictarios.
Devero tambem declarar o praso de que prcei-
aam para a eiecugo das obras, o syatema de fa-
brico e macbinisuios que tcucionain empregar. e
se esto dispostos a abrir raio de toda ou parte da
iseng do imposto de cxpxittacu de qua trata a
condico 3- do art. 16.
I I I_
CONCI-CO
Sao estas as bases, sobre as quaes s pirece
qu-* de ve aer organiaado o ediial chimando con-
currentes para fundago e explorago dos enge-
nbos centraes autoriaados. pela lei u. 1,86 '; e como
seja pieciso acautidar o caso de appartcerem pre
tenii'iitn, com n fim d" obterem o contracto para
negiKMal-o, sem dispor de meios p ira a execugo,
dever tambem denbirar o edital, qno neuhuma
pmpos'a ser aceita sem ter sido precedida do
deposito no Thesouro Provincial, em diuheiro ou
apoiic- a, de seis coutos de res para cada engenbo
do 600 coutos, ou tres coutos para cada um de 300
coutos, devendo ser o deposito restituido immed:a-
t> Miente aos concurrentes cujas propostas nao fo-
rera aceitas e permanecendo o daquelles a quem
for adjudicado o contracto at que est-jam es res-
pectivos engenbos ceutnes em estado de funecio-
uar.
Nesta conformidade, temos a honra de ofF-recer
a V. Exc. para dito edital chamandu oa couour
rentes e os subsr-quentes contractos, asdisposigoes
o clausulas que abaixo seguem.
Diposifoes para o edital
Fica marcado o praso de 30 dias a apresentago
na secretaria do governo da provincia, de propjs-
tas, para a fundago e explorago nesta provincia
dos 6 engeuhos centraes : do custo de 600 contos
cada um, ou de 12 do custo de 300 cada um, auto
riaado* pelos arta- 16 e 17 da lei provincial de n.
1,860 de 11 de Agosto do corrente^anno.
Condigoes a que devem atisfazer as propostas
A
Os preteudeates, devero declarar, em suas pro-
postaa, o numero e a cathegoi ia dos engenhos
oeutraes que pretendem fundar e explorar, a epo-
cha cm que se comproinettem a dar por prompto
cada um delies, as localidades em que tenciouam
eatabeiecel os, os nomos doa engenhosou propne-
dades agrcolas comprehendidas no raio de abas -
tecimento de cada um, a distancia das mesmas aos
edificios projectados, a eua produego provavel
avaliada era trnelalaa de canna, assim coma as
daelaragoes dos respectivos proprietaroa de que
se compromettem a moel-aa no engeubo central.
Declararo igualmente em anas propostas, qual
o systema de fabrico e machinismoa que preten-
dem empregar e se esto dispostos a atr.ir mo de
(3) Quanto ao augmento do praso marcado no
4 desnecessario por traMt augmento de des
p-'za ou pira o propouente ou para a provincia.
E' preciso dcstingnir o emprestimo da garanta
de juros.
No caso da garanta de juros do capital as fnne-
coea do engenheiro fiscal tornar se-ho indispen-
saveis para o ajuste de contas. e examinar ae a
empreza cumpre com as obrigagoes do contracto-
No caso do emprestimo ou o bem hypothecado
garante ou nao, so garante como no caso vertente,
o engenh -iro fiscal vira apeu is servir de onus.
Lembro qa- um engenheiro da provincia, 'e-
pois das fabricas esfarera fuuccionaado, v an-
nualinente vesital-as para examinar o estado de
c n*ervaco do bem hyp >tfecado.
Esta hypothese parece muito pouco provavel
porquanto os proponentes tem maior interea'je em
levar avante a empreza em que tem 2 tergos do
capital do que a provincia o nao ser o engenheiro
fiscal que far a empreza prosperar.
Quanto a fisealiaagao do asaucar imprtalo corre
ato pela rcpartiglo do Conaulado Provincial com
o que nada temos que ver. Reg* Barros.
(4) Ainda tem. urna onfuso entre emprego
de capital garantido e os que gosam de empres-
timoa. .
Desde que a empresa propuzer um certo prego
para compra de cannas e esto prego f ir aceito pelo
agricultor o que vem fazer a intervencJo da pro-
vincia? apenas crear embarecose rstabelecer urna
tutela que ambas as partes agradecem.Reg
Barro.
f toda ou de parte da sengo do imposto de expor-
tago de que rosa a condigo 3* do art. 16, deven-
do dita renuacia, total ou parcial determinar a
preferencia,
C
Nenhuma proposta ser aceita, sem que o pre-
tendente se tenha previamente habilitado no Tbe-
souro Provincial, com o deposito em dinheiro ou
apolices de 1 % de custo provavel dos engenhoa
centraes que pretende contractar.
Depois de decidida a preferencia, serio taes de-
psitos rcatituides immediatamente aos concuiren-
tea cujas propostas nao tiverem sido aceitas e
aquellos a quem for adjudicado o contracto depois
de se acharem os respectivos engenhoa centraes
em estado de funecionar.
Clausulas ou bases para os contractos
1."
Cada um doa engenhos oeutraes dever te: pro-
porgea. machiniamos, tramways c mais accesso-
rios que permittam-lhes manipular cada anuo, em
100 dias de moagem, os da 1' cbthegoria de 25 a
30 mil toneladas mtricas de canna, e os da 2'
de 12,500 a 15,000 toneladas, e tirarem dellas o
maior proveito autorisado pelo estado actual da
aeiencia.
2.'
A provincia concorrer para a fundaco de
taes engenhos, a titulo de emprestimo, com quan-
tia correspondente a 3.* parte do custo provavel
(200 contos para cada um dos da 1.a cathegoria e
OO contos para cada um dos da 2.') e realiaada
em apolices provinciaes a juros de 7 % ao anno,
as quaes correro por conta dos cootractantes,
mas sero pagos na 2.a quinzena do mez de Ja-
neiro ao portador de cada apolce, emquant j esta
nao bouver sido amortisada.
3.'
Verificar-se-ha a entrega da importancia do
emprestimo ou amprestimos a que tiver direito
cada contractante, em duaa prestagoes iguaes, a
primeira quando elle apresentar o conheeimento
do embarque, factura e apolices de seguro dos ma-
chiniamos e accessorios destinados a cada enge -
nho por elle contractado, a segunda depois de di-
tos machin8moa e acceasorioa acharem-se ao p
da obra no lugar onde se estiver levantando o
edificio e estando elle era estado de abrgalos,
(salvo o caso em que deva ser elle de ferro,) re-
conhecido o perfeito estado dos machinismoa e aua
conformidade com a descnpgo e desenhos sppro-
vados pelo Exm. presidente da provincia.
4."
Para este fim, dever o contractante, no praso
de 60 dias contado3 da assi^natura do contracto,
apresentar Presidencia, para serem submettidos
a urna commissao de engenheiros per ella Hornea-
dos, a descripgo doa apparelhos e machinismoa
que pretende empregar, com a competente planta
daa obraa daa fabricas, desenlies e riscos parciaes
dos maohinismos na escala usual para semelhantes
trabalhos.
O mesmo praso ser dado aos contraern tea para
apresentarem os contractoa parciaes que houverem
celebrado com oa fornecedores de canna, podendo
dito praso Ber p.-orogado pela Presidencia at 180
dias, findos oa quaes, aem que os contractantes te-
nham cumprido com esta obrigago, ficaio os
respectivos contractoa ipso facto rcaclndidos.
5.
O conhecimento de enbarque, factura e apolce
de seguro endossados a ordem, ficaro no The-
souro Provincial em caugo da 1. prestacao que
o contractante houvcr recebido, e d'ahi em diante
sero ditos apparelhos, machinismos e accessorios
considerados propriedade^da provincia, at o dia
em que achando-se collocados na obra podero aer
comprehendidos na hypotbeca das fabricas e de to-
das as suas dependencias provincia para segu-
ranza de seus emprstitos, at completa amorti-
sago dw apolices emittdas para esse fim espe-
cial. ",-
% i. n.i
Dita amortisagao ter^visar annoalmente, p;r
meio de sorteio, na razo de 10 /, ji cjuiiar do
anno soguinte ao cm que tiver comegado a fune-
cionar o engenho para o qual houver sido feita a
correspondente emisso.
Qucr para a amortisagao que alias poder ser
realiaada era maior proporgo, ai asaim convier ao
contractante ; como para o pagamento dos juros
das apolices ainda nao amortsad*s, devero mesmo
contractante depositar annualmente, at o dia 31 de
Dezembro, os fundos necessarios no Thesouro Pro-
vincial e na mesma occaaio preatar fianga pela
importancia que tiver de entregar no anno se-
guinte para fina anlogos.
A fianga para os juros relativos ao anno da
emisso ser prestada na occasio do recebimento
de cada urna das prestagoes do emprestimo, e a
do anno ou annos s3guintea, antea que principie a
amortiaago, at o dia 31 do mez do Dezembro an-
terior.
9.
O aaaucar fabricado pelos engenho3 centraes,
contractadoa de accordo com a lei n. 1,860, ficar,
por espaco nunca maior de^dez annoB, isempto do
actual imposti de exportac) e de outros quaes-
quer, provinciaes ou municipaes, que existan ou
forem creados posteriormente no que entende com
os fias da explorago.
10.'
(6) A provincia ter durante as obras e em-
quanto nao ae ultimar a amortiaago daa apolices,
ou per3istir a isempgo dos direitos de exportago,
para cada engenh, ou serie de engenhos centraes,
quando estes pertencerem ao mesmo contractaute,
um angenheiro fiscal, cuj gratificagao ser de
200*000 mensaes e correr por coata do contrac
tante, qu< para este fim dever depositar a m-
oortancia de cada quartel a vencerse na primeira
quinzena doa mezea de Margo, Junho, Setembro e
Dezembro.
11.'
Alm da fissaliaago das obraa, que lhe cumpre
exigir sejam executadas de conformidade com os
planos approvados pela Presidencia da provincia,
dever o engenheiro fiscal ser ouvido por occasio
dos contractos a celebrarem-se com oa fornecedo-
res de caimas, organisago dos trabalhos e ven-
cimeutes do pessoal do engeubo central e rubri-
car as guias do assucar que for exportado, para
que se possa verificar a isempco d>s direitos
12. .
Os contractantes s p dero fazer ceseao de seus
contractoa ou parte delies, si el es comprthende-
rem mais de um enirenho central, a agricultores
da loclidade onde se houver de levantar os refe-
ridos engenhos e mediante previa approvago do
presidente da provincia.
A demora ou falta de cumprimento das obriga-
goes pecuniarias constantes das clausulas 7., 8 e
10 poder dar lugar a multas de 100J000 a
1:000*000 impostas pelo presidente da provin-
ci&*
Deus guarde a V Exc Illm. e Exm. Sr. cou-
selheirc Luis Correia de Queiroz Barros, mu digno
presidente da provincia. -Henrique Augusto Met,
relator.
Com as restriegoes feitas e por mm assigna-
das. Francisco do Reg Barros. Antonio Vfitru-
mo Pinto Banieira Accioly de Vaseoncello.
(6) C mcordo com a primeira parto desta clau-
sula, isto pe.rmauencia do engenheiro fiscal du-
rante a construeco.
Sendo o veucimento de 200*000 mensaes vem o
proponente, que s construir um engeub.3 do typo
de 25 a 30 milhoei de kilograremas, pagar nio
7 /. sobre o tergo do capital, porm 8,3 '/0.Regv
Barro.
\
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]


Diario de PernambucoSexta-feira 19 de Mar^o 1886



j


Repartidlo da Polica
Secg3o 2. N. 2^4. Secretaria de P-
lida de Pernambuco, 18 de Margo de 1886.
Illm. eExm. Sr.- Participo a V. Exc.
que fora m hontem recolhidoa a Casa de
Detengao os seguintes individuos:
A' u iLha ordem, Jos Alveg Cardoso, viudo do
termo de Caruar como desertor de marinha.
A' ordem do subdelegado ie Santo Antonio, Ma-
noel da Silva Guima iea, Jos ngulo &.lho e
Cecilio Antonio dsftSi Iva, por diaturbM.
A' ordem do do 2." dvrt.ictu de S. Jva, Antonio
Manoel do Espirito Suato, por distuvkaw.
O delegado do termo de Nazarwth, em oficio
de 15 do corrate, der me scieueia dos segnintes
tactos occorridoa all uHimmente :
No dia 1., o indiv Cbagas e Souza, estando na eaaa de-Jas Jerony-
mo da Si'va Borba, di: qoem se dizia amigo, furtuu
a quantia de 170* partenceute ao mesmo Borba.
O dlinqueute foi preso e a tal respeito proee
deu-se nos termos do inqmrito .policial.
No dia 6, ao volarem da feira de Anglicas
Era suas casas os individuos de nomes Manoel
rbosa e Jos Cura Jo, em caminho travaram-se
de razies e fuiain a vas de tacto, resultando ser
o ultimo terido gravemente pelo primeiro.
Contra o delinquente, que foi preso, rrocedeu-se
aa forma da lei.
No dia 6, a forca estacionada no povoado Ala-
ga do Carro praticou diversos disturbios na ocna-
sio em que segua para a cidade, requisito do
delegado, que pretenda fazer urna deligenci*.
Encuntraadu-se a forca com o paisano Manosl
Ivcaudro, que audava em servico da polica, o es-
pancara brutal mente, o que deu lugar ao mesmo
paisano se apoderar de urna arma de fogo e dispa-
ral-a sobre a praca de nome Pedro Mal iquias dos
Santos, matando a quasi instantneamente.
A' tal respeito procedeu se nos ulteriores ter-
mos da n.
Finalmente na noute de 14 for >m os ladroee, por
meio de arrombamento 4 casa onde funeciona a
sociedade denominada Cenro Litterario e Recrea-
tivo Xazareno e subtrubiram a quantia de 6f que
encont aram em urna gaveta.
Fez-se a vistoria e mais diligencias da lei.
O cidaio Agostinho Becerra da Silva Ca-
valcante passou cm data de hontem o exercicio da
subdeleg, cia do ." districto de S. Jos ao respec-
tivo 1. suppleute Evaristo Mendes da Cuuha Aze
vedo.
Por se achar pronunciado em crime de tenta
uva de roubo foi capturado em data de hontem, no
termo de Pao d'Alfio, o individuo de nome Joaq-iim
Soares.
Dcus guarde a V. Exc-IHm. e Exm.
Sr. conaelheiro Jos Fernandes da Costa
Pereira Jnior, muito digno presidente da
provincia. O chefe de poli a, Antonio
Domingos Pinto.
Thesouro Provincial
DESPACHOS DO DIA 17 DE MARCO
Frei Joi de S.tnta Julia Botelho Ao Con-
solado, para satifazer a exigencia do Sr. con-
tador.
Aureliano do Reg Hollanda Cavalcaute, An-
tonio Hermno de Lima e Joaquim Lourenco de
Barros. Ao Contencioso para lavrar termo de
contrato definitivo.
Francisco Ferreira Baltar.Junte coahecimen-
to de dcima do ultimo semestre.
Paulino Avelino da Costa.-Ao Consulado para
attender.
Dr. Jos Franc seo de Goes Cavalcante, Nume-
riano Barbosa da Silva e Carlota Mara do Espi-
rito Santo Lyra..Certifique-se.
Peregrino Affonso Ferreira. Ao Contencioso
para archivar a carta de especialisaco da ana
nanea.
Senador Francisco do Reg Barros Brrelo e
oficios do Dr. procurador dos feitos. Informe o
Sr. Dr. administrador do Censulado.
Pre da guarda cvica. Pague-se.
Francisco Jos de Andrade & C Mara Jacin-
tha Pacheco, vigario Manoel Jos de Oliveira
Reg, Josino Al> xandrino de Oliveira, tnesoureiro
das loteras do fundo de emancpaco, J. Ferreira
Ramos Jnior, Henrique Cavalcante & C. e Cle-
mente Goncalves Netto. Informe o Sr. con-
tador.
Companhia Peraambucana. Escripture-se a
divida.
Joaquim Candido Pereira de Lyra.Ao Sr. Dr.
procurador fiscal para attender, nao havendo in-
conveniente.
Joaquim Manoel de Oliveira e Silva e Samuel
de S Montenegro. Registre-se e facam-seos
aisentamentos.
Maria Anatolia Soares Cavalcante.Satiafeita
a exigencia, vulte ao Sr. contador.
Adriano da R.cha Pereira e cuntas do tbesvu
reiro das obras publicas. H*ja vista o Sr. Dr.
proeur.idoi fiscal.
Jos Faustino Porta.Iuscreva se.
18
Thereza Josephina da Cuuha Salles, professora
publica. Certifique.
S basto Antonio de Albuquerque Melle, pro-
fessor publico.- Cumpra-se e registre se.
16
Aurelia do Prado Ribeiro da Cuuha Souto Maior
professsra publica.Cemora-see registre-se.
16
Joaquim Manoel de Oliveira e Silva, proteasor
pub ico.Cumpra-se-e lagistrc-ae a apostilla re-
sro-
Manoel Jos da Cmara, proCesmr contrastado.
Deferido, eosa fficio ao Thesouro Provineial.
Secretaria da Instruegao Publica de Per-
nambuco, 17 de Margo de 1886.
O paateiso,
J. Amgmto de AUh.
DIARIO DE PERNAMBUCO
CosawBaptista Viej-as.-Declare o Contencjo.:. -pn-petradff Vnoite de 12 do corrente, na
villa do Arroio-Grande, na pessoa do ta
bellico Manoel Ferreira Rodrigues.
T< ndo diegado a Pelotas um bando de
bohemios e solicitado licenca da polica para
cxhib'rem um tirso pelas ras, foi- bes nao
s negada a licenca como intimados a dei-
xarem a ciiade.
A alfandega de Porto Alegre reudeu no
mez findo 321:670*711.
so so ji foi prestad* a tianca.
Paire Francisco Virissiino Bandeira.-^Ilo po-
de ser attendido, por nao ter sido recolhido o be-
neficio da lotera de quo trata, ncm prestadas an-
da as contas da que anteriormente foi levantada,
infame resolveu o Sr. eonsulheiro presidente da
provincia em 15 do crrante.
- 18
traen Coelho da Silva. Deferido, sendo sub-
stituida a fianza, depois de recolhidas as apcliees
e accoes.
r. Aquilina Gomes Porta. Cumpra-ae, regis-
tre-se e f.ic,aui-se os assentamentos.
Anna Monteiro de Siqueira. Rogistre-se e
tacam se as notas competentes.
Cmara Municipal do Recite. Indeferido,
vista das uto: mages.
Jlo Biptista Bez-rra do Amaral e Cosma
Baptiata Viegas. D feride, tomando-se por ter
mo a fian va i tferecida.
Jos Elias de Oliveira.Deferido, podendo li -
citar.
Albino Cruz 4 C. Nega-sc piovimcnto patas
fundamentos do desp.cho recorrido.
Coutas do cirpo de poiicia.Approvadas.
Pudre Joo Nunes da Costa. En'.regue se a
quantia em deposito.
Augusto Moreira la Silva.Deferid', ficaudo
irretponsavel pala debito anterior onovo inquili-
n quo estabelecer se na casa n. 55 ra Impe-
rial.
Mano I do Nascimento e Joaquim Francisco
Querido. Deferido, ficando irrespensaveis os
suplicantes pelo debito anterior dos estabeleci-
mentas n. 153 ra Imperial e n. 1 A ra do
Principe, nosquae provam nao succeder.
Joo Vctor Alves Matheus & C- Satisfacim
o que exige o Sr. Dr contador na informayaj da-
tada de hontem.
Oficio do Dr. procurador dos feitos.Informe o
-[. Dr. administrador do Consulado.
Carteifs do Thesouro Provincial.Indeferido,
1 i vista das uf rmace?.
Aureliano Eleutherio da Silva, Jos Luiz de
Miranda e Antonio Augusto dos Sautos Porto.
Ao Sr. Dr. procurador fiscal para attender, nao
havendo inconveniente.
Martinbo Jos de Jess.Junte-se copia das
informacoes.
G'uvea & Oiiviir.i, Annunciada Camilla Alves
da Silva, Otto Leil, Antonio H n.-ique de Souza
Gomes, Amalia Prudencia 4. Ivs Lima, Estrada
do Limoeiro, Joao Pereira de Miranda Cunta, of-
ficio do presidente das Alagoas, director da Col
nia Isabel, Visconde de Tabatinga e Florentino
unes de Mello.Informe o Sr. contador.
Consulado Provincial
DESPACHOS DO DIA 17 DE MARCO
Almeida Machado & C, o mesmo. Informe a
2" seccao.
Manoel Ant nio da Silva Moreira e Joaquim
Jos da Silva Moreira.Informe a 1 8' ceo.
Angelo Rsphael & Irmao.Deferido, deaccordo
com as infbrmacoes.
Hermelinda Rosa de Lima.Certifique-se.
Manoel Joaquim da Rocha.Sim, de accordo
com a informacao.
18
Jos Maris de Lemos Duarte e Joaquim Fran-
cisco Querido.-A 1* seceo para os devido fina.
Manoel Joaquim da Rocha.Deferido de accordo
com as informacoes.
Senador Francisco do Reg Barros Barreto.
Informe a 1 eecfo.
Maia c Rezende. Satisfacam a exigencia da
2 seccao.
Fre Jos de Santa Julia Botelho e Flix Pe-
reira e Sonsa.Informe a 1* seccao.
instriicco Publica
DESPACHOS DO DA 12 DE MARCO DE 1886
Manoel Delphino de Medeiros Favill, professor
on tractado.Deferido.
KE^IFE, 19 DE MARQODE 186
Vnllcls do Sul do Imperio
O paquete inglez Turnar, entrado do
8til, trouxe as seguintes noticias e as que
constam da rubrica Interior.
Sio Cira mil do Sal
Datas at 6 de Margo:
Sobre a quadrilba de Juvencio Pereira,
diz o Rio-Orandense, de Pelotas:
Possoa de cuja f nao licito duvidar,
informa-nos de que a quadrilba de saltea-
dores que teto sua frente o feroz Juven-
cio Pereira, acha se acampada no 4o dis
tricto desta cidade, no lugar denominado
Passo do Vieira.
t E', pois, dostituida de veracidade a
noticia que se tem propalado, dando a mes-
ma quadrilba a percorrer Cerro Chato, Ja-
guarilo e Arroto Grande.
< Concorre para confirmar a informa-
do, que nos f"i ministrada, o facto de se
ter encontrado, ha dias, no Passo das Po-
dras o cadver do infeliz Elias Qroncalves,
que para crer ter sido assassinado por
aquelles bandidos.
o E para assim crer, porque Juven
ci e seus feros companheiroa deviam votar
um odio intplacavel a Elias, que teve a co-
ragem do os denunciar por ruis de urna
vez. *
A Oazeta de D. Pedrito refere o se-
guinte :
i Pessoa fie criterio residente em Ta-
quaremb, Io distrto deste termo, infor-
ma-nos que deu-se all um facto bem :on-
tristador.
Urna mulher iivre, casada, de cor preta,
tinba dado luz urna enanca, havia pou-
cos dias.
Mas, pobre e trabalhadeira, foi para a
roga, e alli esteve muito tempo a espinar
em companhia de scu marido.
De volta para casa, tomou um copo d'a
gua fra, nao obstante estar muito sitada.
Pouces momentos depois, a infeliz cahia
sem vida.
Cbegando o marido, da roca, logo apu
o fatal succes30, e achando morta a mu-
lher, que tanto amara, incontinente dego-
lou-se, relando tambem inanimado sobre o
corpo da esposa.
Foi suspenso do exercicio das sagradas
ordens, por S. Exc. Revm. o Sr. bispo
diocesano, o capellao capitao do corpo ec
clesiastico Antonio Hypolyto de Jaymes,
que se acba servindo na gusrniclo de S.
Gabriel.
Foi assassinado na cidade do Rio Gran-
de um escravo de JoSo Fernandes Braga,
pelo soldado do 17 batalhao de infantaria,
Pedro Goncalves, que foi preso.
O promotor publico da comarca de Ja-
guarao apresentou denuncia contra Hono-
rio Feij, Orlando Feij (vulgo Piacos) e
Christioo F. Feij, este como mandante e
aquelles como mandatarios do assassinato
Rio de Janeiro
Datas at 11 de margo :
Lemos no Jornal do Commereio.
t Vai ser promulgado o decreto n. 9,564
de 6 do corrente, pelo qual foi declarada ca-
duca a concessao feita North Brasilian
Sugar Factories para construcgSo, median
te garanta de juros, de eogenhos contraes
destinados ao fabrico de assucar nos muni-
cipios de SerinhSen *e' Ipajuca, provnola de
Pcrnambaao, -Pilar Coarugibe, jsrwvin-
cia das Aligas, a Maroim, provincia de
Serjp.
A-vMta.sWeta sMilxwac.ao, ficourelu
laido isvst 19^865 aapstal ^araao
sampsaata obb sosa^la muyttft isn oito
fabricas que se compromett-u a construir
no primeiro anno aps a approvagSo dos
contratos para foruecimunto de canna, sen-
do referente a mesmo capital aos engenhos
ceotraes de S. Jos de Mipib Rio Gr.in
do do Norte) e de S. Lourengo da Matta e
Pao d'Alho (Pernambuco), os quaes so a-
chara em via de construegao. O referido
capitaldc 196,875 inferior de 98,218
ao que foi levantado pela companhia, com
autorisagSo e garanta do goveroo, por
conta do capital garantido para construc-
gSo daqu'dlas oito fabricas.
s A Nortfi Brasilian fica sendo conces-
sionaria de dez engenhos centraos.
Consta-nos que o Mioistcrio da Agri-
cultura trata do reorganisar as instrucgSes
dadas ao Sr. eogenheiro Fernandes Pi-
nheiro por aviso de 5 de Margo de 1884,
de mancira que as relagSos do Estado
com as emprezas de capital garantido se-
jarn pautadas por disposigdes de cari;ter
definitivo e uniformes, recprocamente
acautelados os interesses do Estado e os
das emprezas.
Expediram-se as ordens nocessari s
para quo, na forma dos contratos recente-
monte celebrados, so torno cffectiva d'sde
j a deduegao de 10 [0 no pagamento das
subvi'tigoas a que houverem direito a Com-
panhia Nacional, a de navegagao por va-
por do Maranliao e a Amazon Steam Na
vigation.
Eis as noticias commerciaes da ulti
ma i'ata :
Rio, 1Q de Margo de 1886. O mercado
de cambio abri boje com a taxa cfi-
eial de 18 7j8 d. sobre Londres, em todos
os bancos, mas realisaram-se operagSes a
18 15[16 d. contra banqueiros e 19 d. ca-
xa matriz.
As tabellas no Commeroial o no do Com-
mereio, e as taxas ofBciacs no London
Bank e English Bank, foram as segun-
18 7[8., 90 d|v.
607 e 506 rs. por fr. a 90 djv.
625 rs. por m., a 90 d(v.
513 e 511 rs. por lira a 3 djv.
Londres
Par 3
Haraburgo
Italia
Portugal
Nova-York
283 e 282 j, a 3 div.
2iJ700 por dol., vista.
O movimonto do dia foi menos que re
guiar sobre Londres a 18 15J16 d., ban
cano 19 d., dito caixa matriz, e a 19 Iil6,
19 Ij8 e 19 Ij4 d., papel particular.
Na Bolsa o movimento foi regular.
Ulna teiaes
Datos at 8 de Margo :
Em Ponta Nova raorreu desastrosamen-
te, cahindo de uro ingaseiro no rio, onde
afogou-se, um filho menor do professor Lu
cinlo L zaro Lessa, llenme Manoel, sen-
do o cadver descoberto quatro das de-
pois pelo Sr. Pedro Botica, prente da vic-
tima, e urna das umitas pessoas que o pro-
euravam.
Em Santa Luzia de Carangola, diz o
Americano :
< Contina esta cidade infestada por
urna turba de vicioso?, aqu predomina o
jogo, e dah todas as suas consequen --as,
sob a guarda de quatro pobres soldados,
dos quaes alguns anda dorraem as mei'a-
guas e outros fazem suas vigilias noctur-
nas nos afamados visporas.
Na Leopoldina era poucos dias morreram
loucos naquella cidade 3 ou 4 indivi'u's
que se dav. m a cxcpssos de bebidas.
Em S. Gongalo de Sapucahy, no dia 26
do passado, <\* f^zenda do Br. Borges Fle-
ming, prxima esta cidade, o crioulo
Jos PaulDo, que vulgarmente conheci-
do por Nbonguta, assassinou com urna fa-
ada o escravo GusmSo, qua havia acudi-
do em defeza de um menino qu3 nqui-lle
espancava.
Pniicado o rime, Jos Paulino, quo
preto de mos instinetos, fugio, teas no dia
seguite entregou se eynicamente pri-
82o. i
Na raesma cidade foi preso fuo T'?r-
quato, pronunciado no termo de S. Sebas-
ti2o do Paraso pelo crime de tentativa de
morte, e no de 5>. Gongalo como ura dos
autores do assassinato do mfsHi Jos Igna-
cio, no lugar denominado Tanque.
m. Paulo
Datas at 10 de margo :
O delegado de polica da Faxina effec-
tuou, a 3 do crrante, a prisito do crimi-
noso Manoel Jos Correia, que foi reco-
lhido cadeia daquella cidade.
Ao que consta, o preso est pronuncia-
do por crime de homicidio.
Fallecer : na capital e nfogado no rio
Tiet, Manoel Santiago; em Santos, Ar-
thur de Andrade, erapregado na redaegao
do Diario de Sant-s; era Campias, Vi-
cente Borges de Almeida, na idade de 85
anuos, D. Mara Rita, po tuguoza, na de
90 annos, e em S. Joao da Boa-Vista, D.
Emr-renciana Benevides, nlli muito consi-
derada.
Eirito-SaMto
Datas at 7 de Margo :
No da 15 de Fevereiro chegara a Ita-
pemerim o Sr. bispo diocesano.
Consta Provincia do Espirito-San-
io que no Porto da Cacboeira estavam fa-
zendo, para preservativo da varila, a ino
culagao do pus de variolosos 1
Na raanha de 6, quando era rscooi-
mettido de um ataque epilptico, precipi-
tou-se ao mar, do caes da capitana do
porto, onde servia como marinhoiro, Mar-
ciano Pinto da Trindade, natural ie Gua-
rapary e maor de 45 annos, vndo a fal-
lecer de aspbyxia por submersSo.
O seu cadver foi encontrado s 10 1[2
horas do da, pouco abaixo do lugar da
oceurrencia.
Constara que tinham fgido seis cri-
minosos da cadeia do Cachoeiro de Itape-
mirim
Fallecern: na capital o Dr. Tito
da Silva Machado que exerceu os cargos
de inspector da thesouraria provineial,
procurador fiscal da mesraa repartigSo, di-
rector da instrucgSo, secretario do gover-
no na administragao do Dr, Correia, pro-
fessor de franeez do extincto collegio Es-
pirito Santo, deputado provincial em varias
legislaturas e por ultimo director do Athe-
neu e director da instruegao publica da co-
marca da capital, e exerceu ltimamente
a advocacia ; o chefe da 1 seccao da se-
cretaria do governo, Jos Pinto Homem de
Azevedo e o tenente Manoel Pinto Ribeiro
Jnior ;em Itapemirm, Rachel Dias Pau-
lino de Almeida, e na fregnezia de Quei-
raado, D. Bernardina Mara da Penha.
aula
Nao recebemos iolhas desta provincia
Alagdas)
Datas at 17 de Margo :
Lemos no Diario da Manhd. de 16 :
No sabbado, s 9 horas da noute, ao
entrar para casa de sua residencia, na
Carubona, o subdito inglez Hcnry James
Pitt, foi assaltado por um grupo de 8 in
dividuos, qae all estavam postados, que,
agarrando-o, principiaram a revistar-lhe os
bolsos, paree-indo antes bandidos do que
agentes da forga puolica.
A umita cusi conseguio entrar para
dentro da casa, acompanhado a forga pelo
raosuio grupo, que ae corapuoha do sub-
delegado desta capital o soldado de polica !
< Tirarara-1) e um caivete de um dos
b ilsos das caigas, desappareeendo tambem
urnas notas de 2)5000, que elle traza em
um bolso, e que elle supp3e torero-se per-
do na lufa lufa com a forga publica I
Com difficuldade ontregaram o cai-
vete.
i Exprobanlo Pitt semelhante procedi-
mento, o tal subdelegado mandou a Pitt,
calar-so, e enWo dase, dirigindo insultos
senhora de Pitt,qual era o^m detaoimpor
t/mteddigencia, em que nota-se o abuso de
autoridado, e o desacato a um estrangeiro
pacifico, honesto pai de familia e gcralmen-
te estimado pelas suas qualidndes peasoaes,
e que, ha 30 annos, nnnea foi incommodado
neste paiz.
O subdelegado que vai perturbar o
socego >le urna familia aquellas horas, dis-
te que quera indigar de urna disputa en-
tre os meninos de urna familia visinha e
os rilhos do Sr. Pitt! !
a Isto nao se comraenta, e est a exigir
nma paradeiro aos desmandos dessa u-
te ridade enrgumena.
INTERIOR
Correspondencia do Diarlo da
Pernambueo
RIO DE JANEIRO-Corte, 11 de M*r-
go de 1886
"bmubio: O recente enprestimo brazikiro em
Londres. Vantaoene delle retultantes.
Boatos de emimam(U0foUce.O ultimo
emprestimo arqeiiUmo ea impreteao cau-
sada no Rio do frota pelo resultado do
emprestimo braeileiro.-~A manta plati-
na do reductor do Asas.O relatarlo
do Sr. CimWk. -^Maticia dada pelo
Paiz- de vimmsm mmsmerador E-ro-
paA CaimfWmmmmiea Perseveranca.
O fiscal do thesouro junto a essa caixa
e comm/ssao nomeada peto Sr. ministro
da faxenda,-0 peculio de escravos depo-
sitado na caixaO 2" escrutinio em
Santa Catharina. Eleic&o do Sr. Mar-
condes de Andrade FigueiraUm arti-
go do Sr. Gavillo Peixoto. O tiangue
derramado em S. Jos de Tocantins e S.
Jos do Recife.O carnaval neste anno
0 emprestimo, que com grande reserva e nao
menor felicidade, acaba de contrahir o Sr. minia
tro da fazenda cm Londres, foi muito bem recebi-
du pela nossa.praa, e sao todos accordes em re-
conheccr a discricilo com que foi lie Jtdoa rea-
lisado directamente com a casa Rothschilds. Es-
sa importante operaeito, em que aqui nSo se fal'a-
va e de que s tivemos couheciraento por telegram-
mas daquella capital no dia em que alli foi ella
annunciada e aborta a inscripcio, melhorou san-
sivelmente as condicoes da nossa praca, tanto por-
que, alliviando o cambio da prsalo exrrcidn pela
tomada continuad* ae cambios do governo, evitou
a sua baixa, e ao contrario determinou a subida,
como tamben) porque habilita o thesouro a resga-
tar desde j urna grande pare da divida fluctan-
te com as sommas que tinba de despender com as
remessHS de fundos para Louires.
Tem se dito que para o completo resgate de to
da essa divida de 70 mil contos; trata o Sr. Bob-
earlo de realisar um emprestimo interno, emittindo
apolices juro de 5 "/o. para o que tem alerto ne-
gociadnos com os bancos, que j apresentarxm
suaa propoatiis, sendo a do 13 meo Rural a mala
vantajota.
Easi noticia parece, pelo menos, que prema-
tura, e o Paiz de hoje alrma saber de fonte se-
gura que nio ha fundamento no que se tem dito
respeito.
O Diario di Brasil, oceupando-se cora o recen-
te emprtstimo, levado a vffeito pra oceorrer aos
dejficts orcimentarios e quando a nossa divida tem
augmentado, compara-o com o realisado pelo Sr.
Pnranagu, ha tres annos paaaados, qnando era
de suppr que o novo crdito estivesse inais forta-
lecido, por seren meoores os nossos compromis-
sos.
empresl
5 "'. Mas a emiaso de entao foi 60, e a da ac-
tos o respectivo gerente, que o Sr. Joo Cinp,
chefe da ConfederacSo Abolicionista, declarou este
que o diuheiro nao tinha sido recolhido em nome
de Honorio, e fora entregue a queai apresentou a
respectiva caderneta e nella passou recibo.
A polica continuou em suas peaquizas para ve-
rificar quem receben o dinheiro ; e o caso foi com
mentado na imprensa, havendo quem notasse que
o fiac il do goveru >, que o Sr- Baro de Parana-
piacaba, director do contencioso, consentisse ai>
s que a Caixa recebesse peculios de escravos, sem
consentimentrf de seus senhores, como que ahi se
fizessem operacea nao permittidas pelos esta-
tutos.
O Sr. de Parana.iacaba foi prompto em acudir
defender a Caixa e a si, estranhando que o chefe
de polica com o seu procedimento precipitado e
irreflectido, viesse levantar suspeitas sobre a ge-
rencia de urna instituico que com a mxima re-
gularidade e aummo escrpulo tem prestado assi-
gnalados servicoa.
Um escriptor, que assif-na-se Javert e que pa
rece subvencionado pela polica a quem defende
sewpre, protestando que apenas amigo pessoal
do Sr. Coelho Bastos, tomou a defeza deste e cabio
> om alguma severidade sobre o fiscal do governo,
masfrando, quaa Caixa viola alertamente o fim
da sua instituico e que o meamo fucal nao tem
cumprido o seu dever. O Sr. Paranapacaba re
pcou, e o articulista trep icou, cada vez inais pi-
cante, por ter sido o chefe de polica tambem crua-
inente picado pelos abolicionistas e amigos do ge-
rente .
A polica eontinuou no seu inquerito, e quando
o negocio pareca ter seren ido, publicou o Diario
Official um aviso do ministro da fazenda, nomean-
do urna ommisso composta de tres empiegados
do Thesouro para examinar a escripturacio da
Caixa Perseveranca, informarse do que alli ha
occorrido e conhecer at que ponto exorbitou da
autorisaeo que lhe concedeu o decreto de sua
criaco, visto que do resultado do inquerito a que
all se procedeu sobre o levantamento por possoa
indevida de urna somma depositada pelo pardo
Honorio, inquerito que pelo Ministerio da Juatica
foi rem:ttido ao da Fazenda, parece provado que
n'aquelle estabelecimente particular, instituido
par* fim muito diverso sao depositados peculios
de escravos sem sciencia de seus seuhores ou dos
juizes de.orphaos era raanifesta oppoaicao aos pre-
citos da lei de 28 de Setembro de 1881.
E comoseria demoradoo exame, conclue o aviso,
durante todo o tempo em que essa Caixa co-
nemica tem funecionado, a commisso tomar por
base do seu trabalno um periodo mais recente
a5m de ooder melhor ajuizar do estado actual, en-
tendendose com o fiscal do governo junto mes-
raa ciixa, para obter delle os esclarecimentos do
que determinado commisso
A Gazeta da larde, aecudindo em favor da
Drobidade e honradez do seu Ilustro chefe o Sr.
Clapp nao v no acto do Sr., ministro da fazeoda
com que o governo do Sr. Cotegipe acaba de
deamascarar as su ts loteras, se nao mais um bote
cheio de veneno contra urna instituico que mais
desespera o partido negrero, e que querem ams-
inh>.r e velipendiar ; e concluido promette tor-
tual 95, sendo a commisso do negociador de
1 %, e nao de 1 e 1/2 ou 2 como a do empres-
timo Paranagu, de que tanto fallou-se na irapren-
sa e as cmaras.
Onde, p-orm, mais sobresahe a vantagem do
actual emprestimo na coufrontacao que delle faz
aquelle jornal com o argentino, realisado ha pou-
co ni meeina praca de Londres.
Valor em libras. Juros. Emissao
Argentino 4,000:000 5 7o 80
Brasileiro 6,000:000 6'/. 95
E' verdade que a t*xa de pesos naquelle nar publico o documento relativo a Honorio at
islimo foi de 4 e 1/2 /, e a do actual de agora gua-dado em segredo.
Dous dias depois de ter a imprensa noticiado a
nomeaclo da commisso, publicaran! as Gavias
da Tarde de Noticias e o Paiz o seguinte :
Chegou hontem de r'riburgo, onde fra buscar
allvio sl seus softrim^ntos, o nosso amigo o Sr.
Joo Clapp, director geral da Caixa Econmica
Perseveranca Brasilera.
Motivaara a sua viuda os ltimos avisos do
Sr. ministro da faaenda ; e nao contente con ver
I examinados os livros da Caixa pela commisso
, nnraeaia, encsrreg;oa o 3r. Clapp ao nosao collega
' da Gazeta da Tarde o Sr. Jos do Patrocinio, de
nomear urna commisso da imprensa para assi tir
qnelle exame, se lhe fdr'iwo perroittido, ou para
examinar por sua vez os livros e elatar o seu es-
tado.
Ora ahi est : a commisso da Imprensa, no-
meada pelo Sr. Jos do Patrocinio quem vai dar
a ultima palavra na auesto !
Entretanto, o acto do Sr. Belisario auggere urna
reflexo.
Existindo um fiscal do governo junto caixa,
que nao tem outra miaso seno velar pela obaer
vnacia da lei e nao consentir que a caixa se
sfFaste do fim da sua fundaco, a nom >aco de
urna commisso para fazer exactamente o que de-
via ser feito por elle, desautorisao ccmpleta-
mente.
A oooMnissao vai fiscalisar o fiscal, que um
director do Thesiuro. Mas nesse caso parece que
ella devia compor-se de funecionarios que, pelo
menos nao lhe forera inferiores em jerarchia, m-
xime na mesma repartico. E todava o presi-
dente da eoramiso um 1" escripturario, o Sr.
commendador Odorico, muito conceituado, ver-
Ao passo que a commisso do novo emprestimo
foi, como fica dito, de 1 /0, a do argentina foi de
3*/,; c para que a operaco se realisasse, mes-
rao em taea eoiidiecoea, a C >nfederaco Argentina
teve neeeaaiiade de garantil a com o reodimento
especial da alfaudega, quo, sendo recolhido
mensalmente ao Banco Nacional, tem de ser re-
mettido em iguaes periodos para a Europa.
Dixcm-noa os ultimes jornaes ehegados hontem
do Bio da Prata que causou na praca de Buenos-
Avrea graude impresso a noticia, alli levada por
telegrammas de Londres, do resultado do empres-
timo brasileiro, qae mostra quanto o crdito do
Brasil .excede u aquella pracs ao da 'Repblica
Argentina. Para atenuar o effeito dessa impres-
so urna das folhas governantes apresaou-se em
explicar a causa porque nao foi possivel obter-se
maiores vantagens, e que se o emprestimo brasi -
leiro se levantou em moltures coad;coes foi per
alm dos detractores e iniaigos do
PERNAMBUCO
que aiem oos detractores e mioiigos do paiz e
pagos na Inglaterra por alguns sitados da America,
que vean comdespeitoe invejaoprogresso d'aquella dade, e ha pouco chegado de Lopdres, onde ea-
repblica deram-se intrigas de agentes secretos teve s;rvindo de delegado do .thesouro : os outros
dos adversarios do governo central. > dona s;I> 2' escriptararios.
E' o Pas quem transoreve o artigo da folha | Diz-se, porm, por outro lado que a comniso
buonairease, sem :>juntar-lhe nem reparo. E isto foi composta de modo a nJo descontentar o flacal
nao Je admirar a quem conhece a mana platina do governo ; e que qualquer que fosse o pensa-
do redactor chefe d'aquulle jornal. Anda ha tres ment do 8r. Belisario quando pdo aos seus au-
dias, publicou elle um relatorio, a que chamou lu xiliares do thesouro que lhe indicassem tres em-
minoso, de ura Sr. Curts, mandado pelo governo I pregados eapases de desempenharem a ncnnihen-
*~ eia que lhes ia ser commettido, houve muito cni
dos Estados-Unidos percorrer os pases da Ame
rica do Sul, com os quaes conviesse estreitar re-
lacoes commerciaes. Exaltando as condices ma-
teriaes e maraes da Repblica Argentina, o seu
grande progresso, que a feria um dia ser o rival
poderoso dos Estados-Cuidos, diz o Sr. Curts que
o es bonds dessa repblica sao s nicos da Ame-
rica do Sul que esto cima do par.
o Paiz transcrevendo esse relatorio, nao pro
testou contra isso, e sotes chamou sobre elle a
attenco dos leitores, notando que baja entre na
dado' na indicacao, afira de que a nomeaco na*
rechisse em alguem que nao fosse da confianca
do mesmo fiscal, com o qnal alias tem a commis-
so de entender-se. na forma recommeudada pelo
aviso. Nao sei que Andamento ha nessa historia,
e por isso nao repetrei alguns dos commentarios
que se tem feito.
- O resultado do 2. escrutinio no 2. districto
de Santa Catharina, de que otelegripho acaba
de d^r-nos noticia, mostra que a dissidenca con-
n urna citase de patriotas que vivem a apregoar j servadora que alli manifestoa-se no 1." escrutinio,
as noasaa riquezas nnturaes, comparando-nos com aceitou o conselho do Sr. Baro de Teff e sufFra-
esses eleu.eutos maravilhosos Aa primeiras nuco -f gou a candidatura do Sr. Pinto Lima,
do mundo e rntendeado que os nossos visinhos, | De Goyaz ebega nos tambem o resoltado da
por-serem republicanos, sao uns sclvagens ; que j eleico do 2. districto, em que foi eleito o Sr
ha cutros, porm, que obedecendo a preconceitos j Marcoiides Figueira, por urna maioria de mais de
polticos, ach: m que nao pode haver progresso as : 250 votos, o que mostra qlle anda mesmo sem os
repblicas e por isso tem particular ogerisa a tu- lamentaveis acontecimentos de S. Jos de Tocan-
do que se refere s repblicas do Prata, e por isso i tins, em eujo eollegio teve na cleicc pissadi 120
nonosapercebemosdos progressos realisados pelo votos o Sr. Bulhoes, este seria sempre derrotado.
Esses acontecimentos coraecam agora a aer aqui
! mais conhecidos e esclar3cidos na imprensa, ira-
cas a um violento artigo do Sr. Gravio Peixoto.
pjbli;:ido no Jornal do
nossos visinhos, em quanto vivemos b-iquiabcrtos
e em pasmaceirr patritica, diante de. t ntaiivas
e apalpadellas administrativas que, desgranada-
mente, s tem produzido para o pas ou Iranstor-
nos ou desastres, que fazem tremer pelo futuro que
nos aguarda .
E assim que o Paiz faz a sua propaganda re-
publicana !
Nao ha muito eorreu aqu a noticia de que
n princesa imperial e seu augusto esposo fariam
em M.trco urna viagem s provincias do norte, co-
mo complemento da que fizeram no anno passado
s do sul; e accresceotava-se que o Sr. Junquei-
ra andava a escogitar na commisso miliiar |ue
teria de inventar para dar ao Sr. Conde d'Eu.
Agora, porm, affirma o Paiz que, por confidencia
de um nntigo diplomatt, sabe se que o imperador [ de sangue o diploma do filho do Sr. Andrade F
prometteu urna visita ao santo pidre, em Ruin,
na pr. rima primavera, e que d'alli escrevem di-
escripto de S. Paulo o
Commereio, no qual o ex presidente da provincia
do Rio de Janeiro, ajuataudo contas cora o Sr.
Andri.de Figuoiraque o aecusou na Cmara dos
Deputados e pedio ao governo que libert&ase
aque.la provincia do veame de ser administrada
por um h-mem que mautiuha questoes no toro
judicial para negar a propria finn.--exprobra-lhe
a cmdidatura do filho, mo^o sabido apenas da Fa-
culdade de S Paulo, por urna provincia que nun-
ca ouvio fallar no nome d'elle. O Sr. Gavio con-
cluio prometiendo que todos os annos, no da 15
de Janeiro, ha de vir imprensa commemorar o
morticinio de S. Jos de Tocantins -que cobno
sendo que S. Magertade tem negocio importante a
tratar pessoalmente com sua santidade. Por ou-
tro lado tambem se diz que o imperador ir as-
sistir ao easamento do seu sobrinho, e principe D.
Augusto de Fcrtugal, com a filha do Conde de
Pe.riz, que ha de eflectuar-se em Maio.
Tantas veses se trm fallado em urna nova via-
gem do imperador a Europa, e tanto tein-se in-
ventado aeese respeito, que o publico j nao lg;i
nouhnm valor a esaes b istos. Mus o que desde
logo se }de ter como inexacto, p-lo absurdo que
enterra, que o inperador, no seu papel consti-
tucional de chefe do Estado, pense em ir pessoal-
mente entabolar negocacoea com o papa. Quanto
ao mais, possivel, mas nao provavel, mrsmo por-
que se o cas tmento for em Maio, ha de ser um
pouco difficil que 9. Magestade chegue a tempo de
assistir a elle.
As cmaras devem abrir-se a 3 d'quelle mez, e
os primeiros dias de seaao sero para a ekico
da mesa, das principaes commissoes, e para tra-
tar-se de eleices contestadas de que resulte aa-
nullxfo de diploma. E por muito apressado que
seja a passagem as duas cmaras da lei conce
dendo a licenca, i o de esperar que antes de 15
ou 16 seja ella .'-anecionada.
No dia 20 ha o vapor francs, o no dia 24 o in-
glez, e nenbum dvlles chegar ao porto do seu des-
tino antes dos primeiros dias de Junho. Se, po-
rm, os navios quizerem esperar alguns dias, pode
ser...
__ Por occasio da priso de um escravo de
nome Henorio, fgido de 8. Panlo havia mais de
anno, e muito celebrada na mp.ensa d'aqui, veri-
ficou-se que tendo elle depositado 3004 na Ca xa
Econmica erseveran?a, fora esse dinheiro retira-
do por um outro individuo. Pesquisando a poli- j
gueira
Um artigo do Diario do Brasil, respondendo ao
Sr. Gavio, explica os factos, mostrando que o as-
sassinato do alteres commandante do destacamen-
to e o mais que seguio-se foi planejaio e pr.>me.
ditado ; que do inquerito aberto p.do chetc de pe-
licia e das abundantes provas colh'nlas sibs-se
quaes sao 03 assassin riue nao queriatn alli
a forga ; que o chefe liberal condecido e temido
pela sua audacia e crimes quo tem cotnmettid',
sendo assassiuo reconbecido ; \\ie o proprio Sr.
Bulhoes antes de partir d'aqui :iffigu a car. (ida-
tura do Sr. Andrade Marcondea, a quera pro-
eurou propondo urna allianca, afim de que o mes
mo Sr. Marcndes se apresentasse pelo 1." dis-
tricto, onde elle Bulho -s o sustentara, pedmdo em
paga os votos dos conservadores no distric-
to, etc.
O mesmo artiso, referindo-ss ao Sr. Nabuco,
que no seu pamphleto O erro do Imperador-
oneluio fallando no sangue derramado em S. Jos
de Tocantins, pergunta se quem, dando motivo ao
sangue derramado em S. Jos do Recite e tentan-
do cora um diploma ensopado nesse sangue tomar
assento na Cmara, pode fallar cm eleicao eusan-
guentada.
Muito brilbante foi aqu neste anno o ear-
navtl. Ou por tffeitn das reclaraacoes da im-
prensa, cu pelaf providencias tomadas pela poli-
ca e i 'amara Municipal, ou mesmo pelas recora-
mendacoes conaclhos. da junta de hygiene, cujo
presidente veio pelos jornaes mostrar quanto era
inconveniente e perigoso o entr ido na quadra epi-
dmica em que nos acharaos; oa, finalmente, por-
3ue o povo vai couhe eudo que o entrudo um
ivertimento selvagem ; o que verdade que
pide-se dizer que nao houve entiudo, c as socieda-
des carnavalescas apreoentaram-se, principalmen-
te no terceiro da, com um brilho, como nao se tem
visto ha muitos annos.
Aa alluaes, a que chamaraideas foram
cia do facto e sendo chamado a dar esclarecimen- muito chistosas, e por i3so muito applauaidas.
Assembla Provincial
2 SESSO EM II DE MARCO DE 1886
PRESIDENCIA DO EXM. SR. DB. ANTONIO FRANCISCO
COBEEIA DE ABAUJC
Ao meio dia, feita a ebamada e verificando-se
estarem presentes os Srs.: Joo d'Oliveira, Luiz
de Andrada, Augusto Franklin, Ratis e Slva,Bar-
ros Barrete Jnior, H rcu'ano Bandeira, Joo de
S, Joo Alves, Goncalves Ferreira, Antonio Cor-
reia, Andr Dias, Barros Wanderley, Domingues
da Siiva, Rosa e Silva, P. PiUnga, Gomes Paren-
te, Ferreira Jacobina, Amaral, Lourenco de Sa e
Costa Gomes ; havendo os dous ltimos Srs. depu-
tados prestado juramento, o Br. presidente decla-
ra aberta a seaao.
Comparecein depois es Srs. Costa Ribeiro, Soa-
res de Amorim, Julio de Barros, Jos Maria e Ro-
goberto.
Faltara os Srs. Bario de Itapissuma, Visconde
de Tabatinga, Coelho de Moraes, Rodrigues Porto,
e Sophronio Portella.
Sao lidas e s?m debate approvadas as actas das
scsses de 4, 5, 6,8, 9 e 10 do corrente mez.
O Sr. 1 secretario procede a leitura do seguin-
te :
EXPEDIENTE
Um ofHcio do secretario do overos, transmit-
tindo outro da Cmara Municipal de Floros, em
que solicita a eoncesso de urna lotera para a coa-
strueco de um cemiterio. A' commisso de pe-
ticoes.
Outro do mesmo, idem, o balance da receita e
despeza do exercicio de 1884 a 1885 e orcamento
para o de 1886 a 1857 das Cmaras Municipaes
de Timbaba e Escada. A' commisso de orca-
mento municipal.
Outro de Aouibal Falco, tachygrapho contra-
tado desta Assembla, communicando que, na con-
formidad-? de seu contrato, se faz sustituir pelo
tacbygrapho Alcides Falco.loteirada.
Outro da mesa regedora da irmanlade de Nossa
Senhora da Soledade, da igreja do Livramento,
convidando esta Assembla a acompanhar a pro-
ciaao do Senhor Bora Jess, no dia 21 do corren-
te, s 3 1/2 horas da tarde.Inteirada.
Um abaixo assignado dos guardas da Casa de
Detenco pendindo que os seus vencimentos sejam
equiparados aos dos outros guardas, que percebem
90. A' commisso de ordenados.
Urna petico de Paulina Candida da Silva, ou-
vinte do 1 anno da Escola Norma', requereudo
dispensa do lapso deterapique lhe falta para ma-
tricul ir se na referida Escola. A' coramiaso de
inatruefo publica.
Outra de Paulo Jos Alve3 e Manoel Dias dos
Santos, requerendo um privilegio por 20 annos pa
ra o eatibelecimento de urna fabrica de fiaco s
tecidos em Gaxanhuns. A' commisso de conati-
tuico e poderes.
Sao lido3, apoiados e entram em discusso os se-
guintes pareceres :
N. 3. A cooimisso de verificaco de poderes,
examinando as actas da 2- eleico do 4 districto
eleitoral, veriflcou que o resultado de dita eieico
foi o seguinte:
Vigario Dr. Manoel Goncalves Soares de Amo-
rim 251 e 1 em separado; Dr. Luiz Goncalves da
Silva 208.
A eleico corr :a regularmente, constando ape-
nas da acta da apuraco geral que foi apresenta-
do um protesto junta apuradora contra a eleico
de Nossa Senhora do O' de Goyanna; a as este
protesto nao foi rem:ttido esta Assembla, nem
consta que fosse apresentado mesa parochial:
pelo que a commisso de parecer que seja reco-
nbecido deputado o candidato diplomado, vigario
Dr. Manoel Goncalves Soares de Amorim.
Sala das ommissoes, 10 de Marco de 1886.
Gomes Prente, Luiz de Andrade.
1886-PARECER N. 4
Primeira eleico.A commisso de verificaco
de poderes, examinando as actas relativas pri-
meira cleica > que se procedeu no 2" districto elei-
toral no dia 30 de Dez.-mbro do anno prximo pas-
ea lo, venfieou que obtivoram votos em numero
superior ao queeiente os Drs. Joo do Reg Bar-
ros e Jos Maria de Albuquerque Mello, aos quaes
a junta apuradora expedio os respectivos diplo-
mas ; mandando o presidente da junta proceder 4
segunda eleico entro os dous cidados que se se-
guiram em votes aquelles, que sao os Dre. Jos
Z-ferino Ferreira Velloso e Maximiano Lopes Ma-
chado, como consta da acta da apuraco.
Contra a validade das eleifea do referido dis-
tricto toram apresentadas duas reclamacea: nma
exclusivamente referente 2a eleico da 2 seceo
de Poco da Panella, < utra contra as eleices das
duas sec^es da mesma freguezia do Poco e da da
Varzea.
Com leWcio a primeira reciaaco, a commis-
so della tratar quando se oceupar da 2* eleico,
urna vez que nao affecta a primeira.
Allegase na outra reclam^go o seguinte :
1 qae as listas pelas quaes se fez a chamada
dos eleitores daquellas freguezias figuran nomes
de peasoas que nunca re-juereram sua iccluso no
alistamento ; de outras que nao obstante o terem
requerido, nao foram mandadas alistar ; e final-
mente de outras pessoas que sendo desattendidas
foram posteriormente os seus nomes mandados in-
cluir no alistamento por meio irregular e fora de
praso legal.
2 que deixaram de ser incluidos ua lista da
chamada nomos de eleitores que nao foram ainda
eliminados.
3'1 que a pessoa encarregada do alistamento e
da chamada, nao escrivo.
4 que a lista da chamada nao foi organiaada
pelas copias do alistamento, mas pelos livros de ta-
tes dos titules dos eleitores.
5 que nao ha registpo do alistamento das revi-
stes poateriores ao 1 alistamento de 1881.
6o finalmente, que no alistamento da reviso de
1884 se acham nomes de individuos notoriamente
couhecidos como analphabetos, de posae de tituloi
e votando como se s >. bessem 1er e eserever.
Examinada a iepres ntaco e mais papis que
lhe toram juntos, reconhecc a com nisso que a
falta de regatro do alistamento e a ine mpeten-
cia da pessoa encarregada delle c un > .-scrivo,
podem dar lugar a ser o mesmo alistsin uto sanar*
lado pelos poderes competentes.
A lei eleitoral de 9 do Janeiro de 183' exige
imperativamente que o alistamento seja .egiatraio
por tabellio publico, em livro para esse fim forne-
cido pela Cmara Mu licipal, ab -rto, encerrado,
numerado e rubricado peles juizes de direitonas
comarcas onde tiverem a seu cargo o preparo e a
definitiva organisavo do alisramento, devendo o
registro fic>r concluido ao praso de 30 das con-
tados daquelle em que os tabellies houverem re-
cibido a copia do alistamento, tendo este trabalbo,
por sua importancia, preferencia a outro qualquer:
art 6 %% 10 a 13 a lei n. 3,029 de 9 de Janeiro
do 1881. E' pelo registro que ae torna conhecido
o eleitorado permanente facilitando a fiscasaco
O' cessaria a trabalhos desta ordem e por onde deve
ser exlrbida ou organizada a lista da ch-mada
dos eleitores, como expresso no art. 138 do decre-
to n. 8,213, de 3 de Agosto de 1881.
Mas esta questo escapa, no entender da com-
misso, competencia da Assembla Provincial que
nao pode aiinullar alistamentos, como aconteca no
rgimen anteri r.
II e pelo novo systema c cm face do S 17 do
art. 1 da lei n. 3,122, de 7 de outubro de 1882, pa-
rece que s o poder judiciano pode decretar a nul-
lidade integral de uin alistamento, sem que entre-
tanto fique coarctada a competencia que t. ra as
assemblas proviociaes de conhecer dos
poderes
do urna
de seus inembros, decretando a nullidade
eleico, sob legitimo fundamento.
Pela falta le registros de alistamento as revi-
sea posteriores a 1881, a lista das chamadas dos
oleit ,res daquellas freguezias foi extrahida dos
livros de taloes dos ttulos de eleitores como se ve-
lifica da certido annexa represenfaco; _o que
sem duvida alguma coaatituc urna infraeco da
le-
Tahi resultou que e deuasse de incluir na lis-
ta da chamada os nomea de diversos eleitores, que
nao consta f ssem eliminados do alistamento pelos
juizes a quem a lei incumbi ou deu taes attribui-
;o?8. Se taes nomes tivessem_ sido incluidos na
lista, cono indispensavel, verificar-se-hia a divi-
ao da 1* secco eleitoral da freguezia de Poco da
Panella por conter numero de eleitores superior a
250.
Resultou ainda que, pelo exaue procedido re-
qui-ritnento do Dr. Jos Novaes de Souza Carva-
Uio, que se acha por certido annexo represen-
cac-o, verifieou-ae que nao foram encontrados no
archivo da pessoa encarregada como acrivo do
alistan -oto, os procesaos relativos ao alistamento
de diversos individu s que figuram na lista da cha-
mada, e que, alm de nao existir; m esses proces -
los. nao se achara seus nomes influidos no regis-
tro de 1881, nem nos editaes que forra publicados
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Diario de PernamhnooSexta -feira 19 de >Iar#o de 1886
por occasiao.das revisos eleitoraes posteriores que
a eominissio podo exvninar: dcstes indtvidu >s
votaran na eleJeao provincial, Albert > Bau
Arthur Silva, Jos Emilio Cysneiro de Albuquef
Sue, Manoel Rosendo de Albuquerjue, Lib
i ornes de Souza, Pedro Antuaes Ferreira, Jos
Nunes da Costa, Jnviuo Bmdeira Pilho e M-lnoel
Jos Monteiro Sobrinho ; 1* scelo da fregnsia
do Poco.
C'm relaclo aofacto articulado na reclainaeia
deque eiutem individuos illegaimente alistados,
japorque foram attendidissemser pe >sm ios regu-
lares do recurso estabelecido e determinado por 1 i,
j porque nao reuniam as con liceo -a ptra se rom
con.il rados eleitores, s 'id., entr 'tanto a lmittiios
com documentos e atiesUdoa falsos, cabe em tal
caso proced r-;e com preceitua o "1 do art. 1"
da lei n. 8,121
a senteuca cond-ionatoria, diz a citada lei pas-
sada cin julg.do, que .ios termoi d 1 art. 29, 5
da lei n. 3,U29, rwouh era falsidado dos docu-
mentos qiw tiraras) i luz lo a malasio d algum
cidaiao no alist iment >, og que declarar que essa
incluii se tundou em do.-u.oentos nao admittidus
pela lei, como prova d capa'idade eloitoral, im-
porta a eliminadlo do ciilado assim alistado, >
pelo queso o poder judieiaiii podar decretar essa
elim 1111,'io. podando ap uas a Assembla Provin-
cial descontar os votos ie taes eleitorjs ao candi-
dato mais votado.
E atteudeudo que nao podem ser considerados
eleitores os individuos acuna meucionadoa, cuj is
procesS-s eleitoraes uaotoram encontrados no car-
torio, nem seus noraes se acham contemplados no
registro de 1881, nem as editaes das revisos an-
nua s procedidas em 1882 a 1884 publicados no
Diario de Pernambuco de 3 e 4 de Xovembro de
1882, 27 de Fevereiro, 29 de N .vembro e 19 de
Dezeinbro de 1883, 7 e 28 de Outubro de 1884;
Cousiderando que tamb-m ni) podem ser con-
siderados ei-.torea 8 cidados Fr.ink 11 Velloso
da Silveira. Joao de i'aula Nery e Jos Joaquim
Das FernaudeS Jnior, pirquauto, embora tives-
sem requi-r do s -u aliitainento em Setembro de
1883, nao foram mandados aliatar, como se verifi-
ca do editnl publicado em 29 de Novembro do
. 1883, sendo que nao interpizeram recargo contra
aquellas de-is s. 11,1:11 requererain a sua inclusao
na revislo de 18 t. visto que taes nomes nao se
acham nos editaes publicados no mesmo Diario
de Pernambuco de 7 e 28 de Odtubro do dito
anno de 1881 ;
Considerando ain la que, quer sejam .maulladas
ditas eleices, quer sejam descontados os votos ao
candidato inais votado nellas on no districto em
numero igual ao dos individuos que votaram nao
sendo eleitores, e, at mesmo os votos dos indivi-
duos aeim referidos, rene qualquer d.is candi-
dato diplomados nuin-'ro da Voto* superior aoqno-
Ciente, e, portanto, nio iufliindo no resuldo da
eleicao, nina ve*, que ambos os candidatos esto
eleitos em qualquer das hypo. beses ;-e
Considerando, finalmente, que as demais allega-
res das reclamacoes nao esto devidamente pro-
vadas :
E' a coram'ssao de para"er que sejam r;conhe-
cidos deputados os Dra. Joa do Beo Barros e
Jos Mara de Albuqoerque Mello.
Segunda elcic".Coutra a segunda e'e'cao toi
anda apreseutada umt nutra rcclainacao relativa
4 2 seccao do Foco.
_ Allega se a nullidade dessa eleicao por nio ter
sido admittido osa mesa-io que tes parte da pn-
meira eleicao : ConUa da respectiva acta que
nao teudo c mparecido o mesario Roma, na hora
do coraeco dos trabalbos, t substituido, e que
com jarecendo deptiia, r- el amando o seu lugar, o
substituto nao quiz ceiel-o, reaolvendo a mes.
ni o admittir, f jndand .-se, para >to, no art 136
do decreto 11. 8.218
Dizcm os r.'Ctan iu'e< que este artigo nao pode
ter aupiieacio hyn Hi isa, ata que refere-se
o casos em que os metanos dexam de compare
cer iustailaya 1 da n-si ; entretanto que o me-
ario Roma assistib inst illaco efez parte da me-
sa da primeira elcici.1, descose por iato servir na
segunda.
Parece commisso que nio tem proce leacia a
reclamadlo, p rque. o que rege a especie o art.
1 35 do citado decreto, que determina o modo pelo
qual devem ser substituidos os membros da mesa
em caso de impedimento, durante os trabalbos da
eleicao.
A lei procurou garantir o mais pr.ssivel a orga-
nlsacao das mesas eleitoraes, determinando que s
podem ser substituid o, seus legtimos rnembros de-
pois de recebida pirticipacA de nao poderein
comparecer, ou depoia das duaa h irm da tarle, no
caso de-nao ser ella fita
Mas verificada a substituiclo, o mesario substi-
tuido s pode tomar aaseuto cedend > liie o lugar o
substituto, se houver participado o motivo ce seu
nio compareciment 1.
Do mesmo mod > o 11 esario que faltiu sera par-
ficipacao aos trabaliioa da eleicao c toi substitu
do, nao p le maia tomar assento na mesa.
A apuraei 1 da eleicao de>i o seguinte resulta-
do : L)r. Maximiano L ipea Machado 570 votos,
Dr. Jos Zeeriuo eerriira Velloso 537 e 3 em 6e
parido, l>r. Zsiariao Ferr'ir.i Velloso 36, Dr. An-
tonio Francisco Uorrea de Arauj 1 1 e Dr. Jos
Marianoo Garneiro da Cunta 1 : expedindo a jun
ta apuradora diploma a > piineiro.
A junta no euteuderda eommissao, limitando se
a sommar os votos m'ncionidos as differentes
anth-'nticas nao devia com eflvito anmmar ao Dr.
Jos Zeferino Ferreira Velloso, anda quo candi-
dato do 2' escrutinio, o< votos dados ao Dr. Z -fe-
rino Ferreira Vellos", porque assim procedendo
nao se limitava opai-ayao arithmetica de som-
mar.
O poder verificad- o uni competente para
conhecer dos votos ap'iradoa em separado por tro-
ca, augmento ou aupprea-a > do sobrenome, ou ap
pelli 10, e para ssj .1 termina o 147 4 do cita
do decreto que a cod'iia e involucro sej.: remetti-
dos quelle poder.
Peasa a eommissao que devem ser cintados ao
Dr. Jos Zeferino Ferr- ira Velloso os votos dados
ao Dr. Zeferino Ferr ira Velloso, sendo 32 na fre-
guezia de S. Lourcncu e 4 na 2 seccao da fregu
zia da Boa-Vista :
18
17
17
1
1
16
16
16
2
1
Tem m*sa. lido, apoiado e seo debate appro
vado o seguinte requerimento :
Tenho negocio urgente. Requeiro que se dis-
cuta at 2 h iras os pareceres da verificaco de po-
deres, relativos a eleicao dos distritos 4 e 1'
parte do 2'. Ooncalves Ferreira.
Ninguem p-dindo a- paUvra encerrada a dis-
cusoi 1 e procedendo-se 4 votacao approvado o
parecer 11 3, bem como o de 11. 4 na sua 1* parte,
e recouheci los deputados os 3rs. Dra. Manoel Gon-
calves Soares de Ainorim, J0S0 do Reg Barras e
Jos Maria de Albuquerque Mello.
Aehanlu-sena ante-sifa os Sra. Soares de Amo-
rim e Jos Maria turara introducidos no recinto
das sesseg peloj Srs. Herculauo Bindeira e Luiz
de Andrada, e prestando um apa outro o jura-
mento do estro, tomaran assento.
Passa se a
oboe 00 da
Procedendo-se a eleicao das commissoes d ella
o seguiute resu'tado:
Coinmsso de constituicSo e podere; :
Sao r.ecbidas 25 clulas, sendo 7 em branco,
obtendo votos os seguintos Srs.:
Kegu ira '.usta
Gomes Prente
Luiz .le A11 Ira 1 a
Joio de S
Goncalves Ferreira
S i eleitos os tres primeiros senhores.
Commisso de fasenda e ornamento :
Sao recilhidas 24 cdulas, das quaes
branco, obtendo votos os Srs.:
Gomes Prente
Coelho de Moraes
Goncalves Ferreira
"Luiz de Andrada
Rosa e '-ilva
SI 1 eleitos os tres primeiros senheres.
Commisso de sontas e despezas prov inciaes :
Sao recebida! 23 cdulas, sendo 7 em branco,
fbtendo votos os seguintes Srs.:
Hereulano Bandeira 15
Rcsa e Mlva 15
Joo Alves 15
1 osta Gomes 1
Goncalves Ferreira 1
B. Barr to Jnior 1
Sao, p rtanto, eleitos os tres primeiros Srs. de-
put idos.
Commisso de commercio, agricultura, artes, es-
tradas, navegaco, colonisaco e obras publicas :
Sao recebidas 24 cdulas, sende 7 em branco,
obtendo votos os s guintes (?rs. :
Joo de S 16
Constantino de Albuquerque 16
Rogoberto 16
Luiz de Andrada 2
nndrade Dis 1
Sao, portanto, eleitos os tres primeiros Srs. de-
putados.
C mmisso de redaeco de leis :
Sao recebidas 23 cdulas, entre as quaes
branco, obtendo votos os seguintes Srs. :
Druaimon-1 Filho
B. Barreta Jnior
Amara)
Lourenco de S
Luiz de Andrada
Sao, portanto, eleitos os tres primeiros Srs. de-
putados.
Commisso le instrueco publica :
Sao recolhidas 22 cdulas, sendo 2 em branco,
obtendo votos os seguintes Srs. :
Reg Barros 20
Regueira Costa 17
Augusto Franklin 16
Domingues da Silva 3
Costa Gomes 3
Jo i de Oliveioa 1
Sao eleitos os tres primeiros Srs. deputados.
Commisso de estatistjca e diviso civil e ecle-
siaitic* :
cdulas, sendo 2 em branco,
KtvSTA DIARU
6 em
V
16
16
1
1
/
1." porque na 2> eltco s podem ser votados
os cidados que na 1 eleicao tiwrem ootido maior
numero de votos d p lia dos eleitos, e por aso sen-
do o Dr. Jos Z ferino Ferreira Velloso, um dos
candidatos que fui mandado a 2* escrutinio, evi-
dentemente aquellas votos omn idos ao Dr. Z-te-
rins Ferreira Velloso Ihe Fertencem,
2.' porque nao crivel que recabando a votacao
dos eleitores conservalores da freguesia de S.
Lourenco no Dr. Z ferino Ferreira Vellsso, se
possa attribuir tal votiQao a cutro que nao o can-
didato desse partid", Dr. Jos Zeferino Ferreia
Velloso.
3." porque, se existe outro Zeferino Ferreira
Velloso, conhecido por vigario e nao se Ihe d
0 titulo de douto-.
4. porque os precedentes establecidos, qser
na Cmara dos D-putados, quer nesta Assembla
em casos idnticos, autorisam este modo de enten-
der da commisso.
Assim que pagina 55 do 1 volume dos an-
naes de 1881 a 2.a commisso de poderes da C-
mara do 1 Deputados uiaud- u contar um voto apa*
rada em separado ao uonselbeiro Carlos Leoncio
de Carvalh 1, porque a cdula apenas eontinha
Leoncio de Carvalho e 11 votos ao Dr. Luiz Joa-
3uim Duque Estrada Teixeira, por vir urna ce-
ula esenpta em u pe amarello, em outra vinha
o nome Joaquim Luiz Duque Estrada Teixei-
ra, e as outras Dr. Duque Estrada Tei-
xeira
A' pagina 401 dos meamos anones l se outro
parecer da primeira commisso mandando contar
ao Dr. Bellirmiuo Correia de Oliveira um voto
apurado em separado p>r contar o augmento de
__Andrade. A' pagina 409 anda se l outro pa-
recer da mesma commisso mandando contar ao
Dr. Augusto Olympio Gimes de Castro 84 votos
que ob'-:ve em una paroeHa com o nome de
O ym-oio Augusto Gomes de Castro.
Penga anda a commisso que devem ser conta-
dos ao Dr. J m Z feria > Ferreira Velloso o* 3
v dos apurados em separado, 8enio 1 na seecio da
Soledade por ser a cdula em papel paut id > e 2
ni seccao do Bos-arra, nao declarando 1 acta o mo
tivo que determina esee proce limeato, nao sendo
alera disto ri matti las as cdulas a esta Assembli
com as respectivas actas.
Pelo que a eooMnitaio do parecer que seja rc-
conheciuo deputa lo o Dr. Jos Zeferino Ferreira
Velloso, cp 076 votos, sendo assim o mais
votado dos candidato* do 2" escrutinio.
Sala das com 10 de Marco de 1886.
Gomes Parante.Luis de Anii
O *>. tlonraUe* Pei-retra;No de-
volveu o seu discurso)
Sao rebebidas 22
obtendo votos os Srs.
Barros Wanderley
Antonio Vctor
Joo Alves
Ratis e Silva
Amara)
Costa Gomes
Luiz de Andr ide
H -reulano Bandeira
Gomes Prente
Sio eleitos os tres primeiros senborea.
Commisso de justica civil e criminal :
Sao recebidas 22 cdulas, sendo 2 em branco,
obtendo votos os Srs.:
Sophronio Portella 17
Ratis e Silva 16
D "mingues da Silva 16
.1,1 i i de Birm 3
Augusto Franklin 3
Soares de Amonta 3
Hereulano 15anden a 1
Goncalves Ferreira 1
Commisso de negocios ceelesiasticos.
S 1 re bi las 23 cdulas, sendo urna em bran-
co, obtendo votos os Srs: :
Angust Franklin
S Mres de Amorim
Juli > de Barros
^onitantino de Albuquerque
Rodrigues Poito
Joo Alves
Andr Dias
Ratis e Silva
Commissoes de posturas, representaees e ne-
gocios de C mias Municipaes
SS) recolhidas 23 cdulas, sendo 6 em branco,
e obtendo votos os Srs :
Rodrigues Porto
Coelho d Moraes
Soares de Amorira
Augusto Franklin
Jo* de Oliveira
Sao eleitos os trez primeiros senhores.
17
17'
15
1
1
Commisso de rendas municipaes e exame
de contas
Sao recolhidas 20 cdulas, sendo 3 em branco,
e obtendo votos os Srs :
Reg Barro 1 17
Rodrigues Porto 11
Amoral 16
P. Pitanga 1
Sao eleitos os trez primeiros senhores.
Commisso de saude publica
81o recolhidas 21 cdulas, seado 4 em branco, e
obtendo votos os Srs :
P. Pitanga 17
Joo de 84 16
Costa G>mes 16
Joo de Oliveira 1
Rogoberto 1
Sao eleitos os tres primeira senhoress.
Commisso de peticoes
Sao recolhidas 21 cdulas, sendo 3 em branco,
e obtendo votoi os 8rs :
Costa Gomes 17
Julio de Barros 16
Barros Barreto Jnior 16
Satis e Silva 2
[ Joo Alves 1
Sao eleitos os trez primeiros senhores.
CoimnisaaV) de segnraaca
81o recolhidas lO cdulas, sendo 2 em branco,
obte.ido votos os Srs :
Costa Ribeiro 17
Sophronio Portella 16
Domingues da Silva 14
Goncalves Ferreira 2
L mrenco de S 1
Costa Gomes 1
Sao eleitos os trez primeiros senhores.
Commisso de ordenados
sendo 3 em branco,
Sao recebidas 20 cdulas,
obtendo votos os Srs :
Barros Wanderley 16
Visconde de Tabatinga 16
Hereulano Bandeira 16
Costa Ribeiro 1
Joo de Oliveira 1
Goncalves Ferreira 1
Sao eleitos os trez primeiros senheres.
Commisso de fixaco
Sao recebidas 20 cdulas, sndo 2 em branco e
obtendo votos os Srs :
G. de Drummond Filho 17
Ratis e Si'va 16
L iz de Andrada 16
Goncalves Ferreira 2
Sii eleitos os traz primeiros senhores.
O Sr. presidente levanta em seguida a sesso,
designando a seguinte ordem do dia: discusso
da 2. parte do parecer da commisso de verifica-
So de poderes sobre o 2.* districto e 1.* do* pro-
:tos ns. 52 de 1383 e 78 de 1881.
Assembla Provincial -Nao liouve ses-
so por terem comparecido apena* 17 Srs. depu
lado*.
A reunio fei presidida pelo Exm. 8r. Dr. An
tonio Francisco Correia de Araujo.
O Sr. 1 secretario proce leu 4 leitura de se-
guinte expedie ite:
Um abaix assignadoa de eleitores de S. Jos
do E/ypto, pedindo que se marque urna gratifica-
cao ao professir publico da a*Bala n .cturna dalli.
A' commisso de instrueci publica.
Era seguida foi dissilv da a reunio.
Sobre o requerimento do Sr. Prxedes Pitan-
ga, approvado na b-asi de antebontom, orou
tamban O Sr. Visconde de Tab ituiga.
*.at<>rldtta>w 11 liria)**Por acto d ipre-
-.idencia do. pr iviuci 1 de 6 do c rrcute, e de con-
formid ule aaaj a propoata do Di cb- fe de polica,
de 4, foram nornea i >s. sub lelegado, 1", 2-> e 3
Ruopl'-ntes do districto d>- Mandocaia do t-nno do
Brejo, os cidados Joaquim Cordeiro de S >u a
Manoel Jos Bnptista, Lauriano Pereira da Silva
e Jos do Reg 1 Barros, na ordem em que esto
collocados.
Guarda nacional Por acto da mesma
data da refer la presidencia, e de a-corHo com a
lei n. 2 395 de 10 de Setembro de 1873, foi nomea-
do Jos Barbosa Bez ira de Mello para o p ato de
alteres da 6a companhia do 31 batalho de infan-
taria do servico activo da guarda nacional das co
marcas do Bonito e Beserros, o qual se acha va-
go
Collerloria provincial l'r portara
da presidencia da provincia de 17 do coironte e
de aecordo com o exposto pelo inspector do Tne-
souro, foi considerada sem eft ato a portara de 16
de Ag sto de 1884, que nom:ou Luiz Aurelio de
Godoy e Vascoucellos para exercer o cargo de
ajudante do procurador dos feitos da fazenda pro-
vincial no dis cricto da collectona de Alag 1 de
Baixo, por nao ter tirado em tempo o respectivo
titulo.
Consolado ProvincialO art 30 da lei
b. 1860 de 11 de Agosto de 1885 (orcamento pro-
vincial) dispoe assim :
Fica o presidente da provincia autorisado a
nomear para os lugares vagos no Consulado Pro-
vincial as pessoasque julgar mais convenientes ao
bom desempenho do servico publico.
Este dispositivo alterou positivamente o que
dispoe o reguUmento do Thesourc em relaco ao
pr .vim- uto, por accesso ou concurso, dos lagares
do Consulado Provincial.
As nom -ac s ltimamente fetas pelo Exm Sr.
conselheiro Costa Pereira para essa repartidlo,
recahindo em pens s que teem os necessarios re-
quisitos para o desempenho do servico que lhes
foi respectivamente commettdo, acham-se de ple-
no direito incluidas no citado dispositivo.
E', p is. infunda la a critica feita a esses actos.
Se o caj merece crtica, reverte ella contra
quera el-.b iro 1 a lei n. 186 !.
Mas, era nosso conceito, nao merece tambrm
nenhuma critica o art. 30 dessa lei, porque d-ixar
qus predomine em absoluto o accesso n-is reparti-
eses publicas dar lugar a que possam oceupar
certas posico -a individuos que para ellas nao teem
os necessarios preparos e habilitaces, e a pratica
tem demonstrado que nem sempre os conc irsos
s > o meio mais feliz de preencher cargos vagos.
Ns foram outras as razo-s, sera duvida, que
actuaram no tspirito do legislador de 1885, para
leva!-o a elaborar e adoptar o citado art. 30 da
lei vigente do orcamento provincial.
Sja, porm, como for, existindo esse dispositi-
vo, S. xc. o Sr. conselheiro presidente da pro-
vincia obrou dentro de suas attribuices, tazendo
as citadas nomeaces, que recahiram em p-ssoas
que julgou mais convenieutes ao bom desempe
nho do servico publico.
ExpoHlco do qumlroMNa Phofngra-
phia Allem, ra do Baro da Victoria, acham-
se expostoa diversos trabalh.3 de pintura do hbil
artista allemo Fernando Girusc, que alli exerce
a sua arte.
Na collecco de quadros expostos notamos nm
retrato do Sr. Dr. Joaquim Nibuco, trabalbo oou
seicnciosamente feito, urna copia de CabanelO
nascimento de V-nut -, c um q adro de inspirac 1
do artista, denominadoA bella Diana Oteadora.
Os quadros expostos po.-m em evidencie o du
po talento do Sr. Giruse, qu?r como retratista,
quer eomo estyllista de pintura classica.
Vale a pena ir ver a galera em exposico. de
onde resultar para todos a conviec de que o
Sr. Grase um artista credor de estimo.
Companhls PeroasaaacanaTcve
lugar hontein, em a sua sede, a reunio de assem-
bla geral dos accionistas dessa companhia, sob a
presidencia do Sr. Dr Jos Bernardo Galvio Alco-
f irado, servndo de secretario o Sr. Dr. Jos Ni-
14o Tolentino de Carvaihc.
O Sr Clemente Lima, gerent-, apresentou seu
relatorio, que, como o ptecei da commisso de
f xame de contas, deixou de ser lido por delibera-
cao da assembla, visto aehar-se impresso.
Em seguida procedendo-se eleicao do presi-
dente e secretario da assembla geral foram
eleitos:
Presidente : o Sr. Dr. Jos Bernardo Galvi
Alcoforad .
Secretario: o Sr. Dr. Jos Nicolao Tolentino
de Carvalho.
A nova directora fienu composta dos mesmos
Srs. que compunh im a anterior e alo : Manoel
Joo de Amonio, W. W. Robbilliard e Saunders
Brothers C.
Finalmente, ha vendo-se procedido a eleicao da
commisso de exame de eontas foram eleitos os
Srs. Joo Jos Rodrigue* Mendes, Thomax Com
ber e J. H B xwell.
Agradecemos o exempiar do relatorio com
que fomos mimoseados,
Jockey ciul de lalsoataoOrgani-
soii-.se com este ti tul o, na cidade de Jaboato, urna
sociedade de amadores de corridas de cavados; e,
no da 21 do corrente, domingo prximo, ter lu-
gar a primeira corrida naquella cidade.
Nos intervallos haver dansa de corda c tocar
urna banda de msica.
A ferro-via de Caruar, alera dos tens da tabel-
la, expedir ontros : do Reeife 4 Jaboato s 3
e meia horas, 4 horas e 5 ho-as na tarde: de Ja-
boato ao R-cite, s e 6 meia ho. as, 7 e meia heras
e 8 horas da noite.
Diploma de naedlcoNa Secretaria da
Presidencia existe para ser entregue ao Sr. Dr.
Jos Julio Fernandos Barro* o seu diploma de me-
dico pela Faculdade da Babia.
A Eslaro -Recebemos da corte o n. 5, do
15 anno, desta excelente revista de modas. Tras
fieuruos coloridos e folln* de modas.
A Mftl de FamiliaTambero reeeoemos,
da mesma procedencia, o* ns. de 1 4 4, deate pe-
ridico, destinado 4 Ilustrar e recrear o lar do-
mestico.
nymo da Silva Birba, de quera dizia se amigo,
furtou Ihe a quantia de 170.
deliuquente f ii preso e contri elle procedeu-
se nos termos do inquerito policial.
No dia 6, quando volUram da f ira de An
galleases individuos Ma el Barbosi e Jos Co
rado travaram se do razo-s dando em result ido
sabir o ultimo ferido gravemente.
Contra o crirainiso procod-.-a.- na t >rm da le.
No dia 8 a forea estacin il 1 em Mago t do
Carro praticou di ve-sos disturbios qastod 1 segua
para a cidade a rejuisio) do d-legilj que pra-
tenda fazer u na diligencia.
S deespingai-J 1 api-.ci d non PedfJ Ul 1 li*
los -autos, tir 1 que foi diap ir 11 j p o- o n niivi
do de n i ae M.ui )8l Leandro qu tu 1 > era 1
11 1 pela torca publica.
A tal res.ieit 1 proced-'u se n i termos da lei
Populaco i-nTinao atio (Irande
lo "<:l O raoviui-uto emancipador qm, subre-
tudo 111 anuo de 18-14 -1885. tai grand 1 uumer>
de ai Corras proluzo 110 Ri Grau le di Sul, subor-
dinada* na aua maior ,iarte clausula da presta-
cfi 1 de sprvicos, tornou multo incert >s os didos
relativos populacii. escrava existenti na provin-
cia, s ndo notorio que numerosas alrbrria* d -ixa
ram de ser cuninuuicadas s ompe'entes estaco w
fiscaes. R'sente-sj desta grave lueun 1 a nattil
tica que alli acaba de organisar a thesour-tna de
taz nila vista dos dados pircaes firnecidos p'r
aquellas estuvo a.
Referindo-se os ra -amos da los a 30 de Junhi d ;
anno prximo passado, nao somente nao abrangem
os fictos posteriores aquella data, mas devem pe:-
car por graud ; numero de om;sso -a qu mto aos
factos anteriores, j pela falta opportuna da aver-
baces, j por que as communicicoes de alforria, e
outras, pidem ser feitas rgularraento dentre do
praz > de 6 meses.
S a nova matricula, qu a 31 do corrent- se
achara a berta em todo o Imperio, patentear de
modo positivo quantos escravos conta aindaa pro-
vincia do Rio Grande do Sul, e ha razio para p.-e
sumir que nao paucos propietarios, induzi.1 u da
tendencia generosa que lavra na provincia, deixa
rio de dar ao arroLmento os seus actuaes escra-
vos, que assim aJqiuriro, ipsofacto, o estado de
liberdade.
At o encerramento da nova nscripeo devera
per tidos como hy -othetieos todos 03 dados refe-
renies 4 populacao escrava existente no Rio Gran-
de do Sul. Apezar diaso, publicaremos com satis
faci os seguintes elementos que, nao encerraudo
toda a venia.le, do todava teatemunho <1> muito
que tem teito no Rio Gran le do Sul a philantro-
pia particular a prol da emancipaco dos eicravos.
Esclavos matriculados at 30 de
Setembro de 1873 e psrterior-
mente inscriptos por deciso
judicial 99.929
Entrados nos diversos munici-
pios apa a matricula
Saludos dos diversos municipios
apa a matricula
10.278
26.486
Maior numero de sabidos
1G.204
Rrvila do Obxe>rvalorlo A-nda re-
cebemos o n. 3 desta puhlicac 1 mens 1 do Obser-
vatorio do Rio de Janeiro, trasendo este snmma-
rio:
Relaco entre as velocidades as rbitas para-
blica e circular. Correatns equatoriaes as at-
inosp'aeras do sol e dos planetas. A prsalo ba-
romtrica comparada oro a temperatura, ne Rio de
Janeiro As ondas luminosas, calorficas e sono-
ras. C ill"bora<;ao : Velocidad da onda terrestre
na exploslo de Plood-R"ck. Revista das pnblica-
ces. Aspecto.do co para o mes de Aoril. Re-
vista climatolgica do mez de Fevrreiro. Noticias
\ arias.
Isrreja da Manta Crn Os serrones que
costuma haver nesta igreja lis sextas-f ras da
quaresms, serao na actual pregados pelo Rvd. pa-
dre cominendador Gama. Tero lugar s 7horas
da noite.
Eleitores, de AfOe-adosi e Boa-Via-
iccna -Os ttulos dos eleitores de Afogados e
Boa-Viagem, alistados na nltima revislo aer3o
entregue de hoje at 30 do corrente 4 ra do
Imperador n. 44.
Em tranalto -O paquete Tomar levou hon-
tem para o sul 157 passageiros, sendo 12 tomados
em Pernambuco.
DlnbelroO paquete Tamar trouxe do sul
para :
Joseph Krause 7:S11#000
O mesmo paquete levon p ra :
Portugal t -251
Inglaterra 300
O paquete Mandos levou para :
Par4 5:000/000
Am izonas 500#00 i
O vapor Maroues de Cuxias trouxe do sul
para :
Baltar Oliveira & t;. 1:400*000
Pereira Carneiro & C l:OnOJ00O
SeixasIrml'S 2004000
Parto occorrldoa em IVaaareti* -
No dia 1 do corr nte o individuo de nome Fran-
cisco das Chagas, eatando em casa de Jos Jero-
Populacao que permaneccu na
provincia 83 .<21
Dimnuio esti/populaco pelas segua es cau-
sas :
bitos 9.632
Manumiss-'S 46.787
Total 56 .479
Populacao a 30 de Julho ultimo
27.242
cUssificando-sc do seguinte modo quanto ao sexo :
Do sexo masculino 14.603
Do sexo fsinnino 12.639
As manumissocs foram concedidas pelos seguiu-
tes ttulos :
Pelo tundo de eman:ipico 1.17)
A titulo gratuito particular 22.0 f)
A titulo oneroso particular 23.617
Total
46.781
Importa notar que as alforrias concedidas a ti-
tulo oneroso vo incluidas todas aquellas que, cini
nico onus, impuzeram a clausula de servQis por
dous a cinco aunos e muito agradavel registrar
que, segundo todas as appareneias, tui os liberto*
desempenhado a contente dos patronos a clausula
com que receberam a liberdade. Pelo menos na 1
constara a este respeito reclamacoes nom diligen-
cias judiotaes destinadas a coagirem, 01 lib rtos
ao c imprimento das suas obrigacojs. E' possivel
e mesmo provavel que alguna ou muitos beneficia
dos tenha-n .burlado a condic-o > da servicia mas a
falta de reclamacoes denota bem que taes abisoa,
com os quaes indispens ivel contar, tem consti-
tuido exeepo&es.
A ultima estatstica official, abrangendo o pe-
riodo decorrido at 30 de Junho de 1881, apenas
registiou 17,756 alforrias at eato concedidas no
Rio Grande do Sul. Di confronto com oa dados
cima esoecifiead >s resulta que, no periodo de
1884 -1885, foram concedidas na provincia 29.031
manumisso s. Este facto, para dizer ludo em urna
s palavra, nico nos anuaes da escravido e
tanto mais admiravel quanto este grande resulta-
do foi obti lo era provincia onde a proprieda le es-
crava, embora tenha diminuido de valor, nao des -
ceu cointudo a proco vi
On pinhiK'w do Rio ti ande do Hu
Lemos no Jornal do Commercio, le 12 oo cor-
rente :
A' vista de ladospoblicad >s no Rio Grande do
Sol, sugeriraosao goveruo, ha pouoos das, a con-
veniencia de habilitar-se por meio de inquerito para
provi leociar a r-sp-ito dos pinhaes daqulla pro-
vincia, de manera que os existentes em trras 1c-
voluta* sejam preservados da destruicao que alli
f opera cada da mais ata -'eradam n> ue li I .
que os territorio* do Estado vio sul 1 em mai ir
escala distribuidos a colonos r-tcetn-chegados.
Avultando estes, maior a distribuir de trras,
e permittida como e a destiuico dos pinbeiroa
pelos oceupantes do solo, aquelle manancial de
riqueza tende a empobrecer em tal ecala qne
pessoas entendidas prevea a total extiucelo dos
pinhaes, dentro de vinte annos, era tolo o vasto
permetro das colonias do Estado. As repara-
do -s lentas da natureza, para a* quaes app niara
commummeote os espiritos imprevidentes, nenhu-
ma com pensaco podem ofiferecer nesta caso 4
obra destruidora do hornera, porque o solo con-
quistado as pinhaes, destinado a outras culturas,
nao tem o repouso necasaario ao desenvolvimonto
da arvore.
1 A importancia deste objecto acaba de ser as-
signalada pela Sociedade de Iramigra;io de Por-
to-Alegre, em representaba > qne dirigi presi-
dencia da provincia acerca da cellocaco de m
migrantes. Sustentando com solidas razoes a
conveniencia de serera collocados os recem-eh -ga-
dos as trras devolutas que demorara as cerca-
nas das colom is Caxias, Conde d'Eu, D. Izabel e
Siveira Martins, opina a benemrita associa^lo
que, man lando dividir era lotes aque'I is trras,
dever o Estado reservar cono propriedade sua
os pinhaes alli existentes.
A associaeao justifica do seguinte modo a sua
indicaco. As trras onde ha pinhaes s* pone o
aptas para a agricultura : sua riquesa o piuhal,
mas este em vez de til, causa a> clono trabalbo
insano para a derrubada, sera compeosaco de
nenhuma natureza. A troco de tetra impropria
para a cultura doa cereaes, dissipa o colono rique-
za creada que, dia a dia, podar augmentar de
valor. Um praao coloni .1 conta hoje na media,
6,(00 pinheiroi que nada produzem pira o oceu.
pante. D-ntrode 20 annos valer segur iraonte
esda pinheiro 204, e e.-ando-se, portanto, a.....
120:000^ o valor de cada praso, agora cedido por
algumas centeaa de mil ris. Isto importa, se-
gundo a phrase da associacao, verdadero attenta-
do contra a riqueaa publica. En'ende ella que, re-
servados os pinhaes, com > propriedade do Estado,
e somente colonizadas as trras adjacentes, a ri-
queza publica ter recebido dentro d* 10 a 20
annos incrementa importante.
l da nossa parte nao nos julgamos to perlera-
mente lntcirados das circumstancias que possamos
lembrar providencias effi.-azes para impedir ou
mesmo attenuar o damno. E' mesmo provavel
que, por ae 'ra'ar de_objec o ao qual nenhuma at-
tenco foi dada at agora, nio eateja o governo
aiiftieientemente informado.
Entretanto, a materia muito digna de
exame e conaideracao, desde que 'ti em causa
urna fonte da riqueza nacional. J vimos ava-
llada em 600,000:1X104 a riqueza existente em pi-
nhaes as colom ib do Estado. Por mais larga
margeno que sejapira dar ao encarecinento na-
tural a taes estiraatiros, a indagaco nao para
ser despresada como cousa de somenos importan-
cia.
A grata do monte e a pedra par
tlda L-se na Gazeta Paranaense :
Sao estas as duas curiosidades naturaes que
os moradores da interesaante cidade da Lapa
aprese itam com dianas de visita aos que par
apptrecem. O Exm. ir. presidente D-. T>nnay,
no lia seguinte ao da su 'li,'al 1. leu s-- presea
em attender indi;aco e na mauhi de 19, cora
lenta* fresco e um tanto encob.-rto, eucetou o pas
3 -io.
Nao ha motivos de arrependimento. L >ga A
nihi 1 1 da cidade, v 3; empinado ms- c> K
cortadas a pique, cora aspecto surmoamente
oitoreaeo, e o terreno em torno com 9a a subir.
U-m dous kolorn-'tros adante galgim se declive*
j um tant 1 aspe->s, e omeci apparecir rej
ma'3 robu 'a a rruodosa. DiBi a pou;o os
oa'e n oa rocha av -nnelh 1 la
il iliua, qu ii-, la ra lis do qu.j gia feral
-tigo, o ald re sandsCone, toda e.iirafi ;ad 1 e
li qml S'tirara a* b altas Ings que tan pira
> calo in-nt > da ei 11 le, d que t-intoseuf
os moradores da Lapa.
O camin 1 sorna 1 p>- ante* grand* bloen
da rocn m-taraor ili 1. ata ,| 1* bem se evid sai 1
a aecl 1 ge o pem ti fogae da agua, e apre-'-uta
interessautei osotas e aspectos, pela regularidade
de certa* basa a prurao.
1 Mais um paac 1 aataaaa* .ia emaj 11 que en
ei 11 aquel' naralha natural, gosau 'o m pers-
pectiva muit) IMM, largaaeap 0aa, esteiideu-
ijo-se a vista por c i;n >)s e eimpos. qu-^ se perdem
110 longe epiiranl) os ollios sobre acdale da
L ipa, cuja edifi.-aei in iii ou mea >s regul ir, ga-
'ha prestigio, cop.remplada assim d'aquellia altu-
ras.
0uninlia 1I0 pela chipada chega se a um .
_ m le soluco de oooturautde no terreno c aan-
fuu-lam-se os olhare por fenda nao muito larga,
na* extensa e d; conform i?o circular, devi jo
nu alguma commo'; > do terreno que sepmu a
r 1 -li 1 r.-giilarm nt por algura-. eatraditc ic) em
arco, ou a trabalh 1 du aguas, que na sua aecao
li-n' 1, m is oonstant faz, como ae sube, maravi
Ihis de forca e laMagmgauHn
Nao bast, porn. cont-mplar de cima para
balso essa curiosulade. E' preciso tambera, no
judiciOM pensar dos guias, aprecala debiiT"
para cim 1, e p ir isso puz-no-nos a descer por b ir-
rancos bastantes pengoaoa, agarrada* on* atrs
do* outroa, a cipo; e tacuaras. U 1 leas s apoios
que se partase de repente, soflfieria o viajante
uraa queda, senao mortal, pelo menos capaz de
deixap semi-morto quem della fosse victima.
Afinal .ilcanc i-se o chao de um corredor, es-
trato mas nada hmido, em que mais se acenta
a forma circular da separaco dos dous massicos
em duas curvas parallelaa, elegantes e bem lanza-
das.
a Dir-se iam as bases inabalaveia de algum
trrelo de gigantesca fortficacao.
<* O nico incidente mais di^no de nota que l
se deu, quando ebegamos, toi iucominodarino* um
bando numeroso de passaros que parti, batendo
com as ponas das azis as estreitezas das roch 18
e levantando estridula grita.
< Eram tapemos, especie de andorinh s, bran.
co-grisalho8, de cauda bi -partida e que vivem
um tanto iaia de gavi.-a na caca continua de
insectosinhos e cobras. Com o fro emigram em
bandos.
" Da Pedra partida fomos Gruta do monge,
lugar de romana dos moradoras das circumvisi-
uhancis em sexta fei ras santas, pos alli icorou,
durante nao pouco tempo como um cenobita, um
velho padre, ou tido por tal, chamado Agostinho
Mara.
E para prova da ingenua devoco, alli se er-
gnem urnas quitro ou cineo pesadonas cruzes fin-
cadas na rocha viva e cercadas de modestos ex-
voto e velnhas de cera bruta, que as abelhas vo
esfarellan 10, com a consiencia de quem entra na
posse do que Iba pertence.
" Nem ae quer gra aquillo, porm, sim um
resalto no corpo da pedreira, cober o por gigan
tesca lage que faz vezes de alpendre, de man--ira
que o pobre do anachoreta devia supportar bons
agnaceiros, quando as ebuvas fossem tocadas do
vento de encontr aquella saliencia.
i Muito mais attenco do que es duas curiosi-
dades ap miadas, m 'rece a paisagem que se dea-
cortina de todos os lados, amena, risonba e exten
sa. >
Seis toateladaa de diamante*.Se-
gundo a estatstica official do governo da colonia
do Cabo, a prodcelo das quatro principaes mi-
nas de diamantes da frica do Sul elevou-se des-
de o I. de Setembro de 1882 ao 1. de Setembro
de 1884, isto durante dois annos, a mais de
qoatro milhoea e meio de quilates, que correspon-
den a 128 695.10 francos.
Desde 1871, a poca do daacobrmento das mi-
nas, at 1885. a prodcelo de diamantes do Cabo
subi a 31 milhoea de quilates, no vale de 900
inilhoes de francos.
Os 31 inilhoes de quilates prodoiidos equi
valera em peso a mais de seis toneladas de dia-
mantes.
O In*tinelo dos passaros.Todo* os
naturalistas reeonhecem > sen ti raen to es t he tico
que ioduz os passaros a terem tanto cuidada em
tornar to bello, como agradavel, o albergue da
sua f mi lia.
A revista O Borperis Muntly Margaane est
publicando curiosos artigo* sobre o instincto de-
corativo dos passaros.
Entre mil factos curiosos que nos artigo* em
questo se citam, mer-ce mencionar-se a descrip-
ea 1 d ninh 1 do Bjyi ilicarons, passaro das in-
dia* inglczas.
Este uinh) geralmente suspenso de alguma
pe Ira salv la da par de. ou das'hastes de plantan
.repid iras, abracadas ao trenf*o ilois arvores.
O Baya na t-me o h .mera ; pele contraria, de
aeja a su 1 proximidad <
A parte sup rior do ninh 1 dividida em doia
compart.11 uto; : um oceupado pela mi e pelos
filh s, o outro pelo macho.
Este, euiqu .n'u dura a ineub ico, conclue o
nmhu ua cora pela? .a de barro a- extMSBJMSB-
les aatisatei lis pslha e, t'e.-tc otado lecha hrr-
.netica-iient o ninh o.
No interior reiua profuuda e-curido e para que
a fem a nao se vej 1 prvala de luz durante as se-
manas cm que est sonre os ovos, o macho tem a
delicada attcuco de Iluminar o niuho com lam-
padas do um novo genero.
Ao anoitecer sabe cm busca de insectos phos-
phoresecntes, que tanto abundam nos paizes equa-
toriaes, e lev 1-113 para o niuho.
M tte no ninho um, dois ou tres insectos, os
qnaes substtue medida que a sua luz se vai ex-
tingu ndo.
Iat> o Baya Ilumina a casa giorno.
Tend t Madrid a tenda asylo, organisada pelo Sr. Mo-
ret.
O terreno que occiipn a propriedade do archi
tecto D. Francisco Copas, que o cedeu generosa-
mente para to louvavel fira.
A primeira tenda-asyl est na ra d Jorge
Ju 111, n. 11, no meara) lugar onde, a Junta de
Soceorros da Guindalera e a Prosperidad- dlstri-
buiam as racoes aos p 'brea durante a epidemia do
cholera.
Os tr-balhos do edificaco foram incumbidos ao
architecto sanch-a Pescador, que se offereceu ao
Sr. Moret para uso, facilitando ao mesase tempo
a* inadeira* oecessanas para a construci^e.
0 donativo do Sr. Snchez Pescador digoo de
tornar-se publico.
O Sr. Moret j comprou 100 lotes de serviso
todo de ferro estanhado.
Estes servicos compoo-se de quatr) pecas, dois
pratos, um espo para agua e urna chovena para
caf.
O pao o m)hor qne ha em segunda classe.
Eft-divamente, o Sr. Moret encontrou o qitid
da crise operara, que sem duvida alguma reme-
diar muito a situuco das class* trabajado-
ras.
Aln d'isso, o pensamiento de Sr. Moret to
benfico, qu? constate na economa da alimenta-
cao de um 1 ramilla, e, aeonteceudo que as
casas de pasto preciso estar a urna hora certa
para comer o cosido quinte, na tenda asylo po-
d-'in apresentar-se a toda a hora, na certeza de
que sempre o encontrarn.
Ii ili'M'sEffet ar-se hao :
Hoje :
Peto agente Brito, s 11 hora*, na ra do Inope
rador n 16, de divida*.
Pelo agente BurUmnqui, s 11 horas, na roa do
Imperador n. 22. de canarios allemes.
Misnas runenre. -Sero celebradas :
"eje .
A's 7 boraa, em S. Francisco, por alma de An-
tonio Ribeiro Cama >s de Vasconcellos.
Araanlil:
A's 8 hons, em S. Gonzalo, por alma de Justi
no Carneiro de Almeida.
jCawa d" oeieneao Moviminto dos pre-
sos no din 17 de Marco :
ExUti a ni pr-sos-296 entraram5 sshiram 11
rxis^m 28'.
A saber:
Nacionaes 267 mulberes 3. estrangeiros 5, es
21 da
b ;ne-
^ravos Bent-nciados e processados 7, ditoa de cor-
recelo 7Total 289.
Arnicsalns 271, aeuio : bons 259, loentes 12
Total 271.
Mvtin**to da enfermara :
Tiveram banca:
i i rio da li 'ha Pires.
Math ua P reir Coireia.
Te ve alta :
Pcaaeo Los d-- Albaqavpre.
LoiiTia da p-nvloclaSabbali
Mire-. I n- 41, em
Bel 1 la initri/: ile S. rinhaem
;< N '. S--ali ira d
,;d., I > expostas as
irrumidas em ordem aameri
publico
Loli-r:a .lo IU A 4' 1 krt la lotera n.
l'.l, do ovi pUoO, di I II:0II5IM,
ser extnhid. n 1 lia 2U do corrent'.
Os bilhc es ichim-se veod ni 'Jasa da For-
tuna ra Prtm iro de Marco.
Tambera a;'iara-se venda na praca da Inde-
\\ ns. 37 e 2h.
Loieria Rttraur linaria do \?\-
iviiKtO 4 e ni im 1 sorteio das 4a e 5 serie*
I lata iinporlaiit- lotera, cu 1 maior pre ni de
15':OO04O00, ser extahida a 9 de Abril.
chara se-'Xii-ita 1 v lia oa restos d'.a blhe-
; 1 Casa da Portaos ra Priraeiro le Marco
n. 23
liUteria lo Ceara de OOtOOOSoo -
A' 8" s-rie d'esta grande lotera, enj 1 miior pre-
ii! de 250:9*14089, ae extrahir mproterivel-
DMOte ama ol! 10 ie mirco, as 2 horas da tar-
de.
Os bi'ht-tes acham-se v-nda na Casa da For-
SO i, i roa I'rirairo di Marco n. 23.
batera de acci de OOiOOOf OOO
A 20 parte da 11* lotoria, cujo premio grande
' ,ie 1 I, pelo novo plano, ser extrahida
na .r riven' no dia 23 da marco s 11 horas da
Billietea ven li na Casa Feliz da pracada In-
:a ns. 37 e .19.
(acevlsk do Maranho -A Ia parte da 1'
oteria dcsa provincia, em beneficio da emancipa-
co e Santa Casa de Misericordia, cujo maior pre-
mio 50:000<0.0, ser extrahida no dia 26 de
marco.
Os bilhetes acham-se venda na Casa da For-
tuna, ra Priraeiro de M irc> n. 23.
Maladouro Publico. Foram abatidas
no Matadouro da Cabanga 86 rezes para o consu -
mo do dia 19 do correte mez
Mercado Municipal de V
movimeuto deste Mercada no dia
rente, foi o seguinte:
Entraram :
36 bois pesando 4.819 kilos.
848 kilos de peixc a 20 res
18 tabplcirop a 200 ris
69 cargas de farinha a 200 res
15 ditas de fructas diversas a 300
ris
12 Suinoa a 200 ris
Foram oceupados:
201/2 columnas a 600 iis
44 talhoa de carne verde a 1000
8 ditos de ditos a2i
30 compartimento de taiinha a 500
ris
22 compartimentos de comidas a
500 ris
69 ditos de legniocs a 400 ris
16 compartimentos du auino a 7i0
ris
11 ditos de rresr.ir 19 a 600 ris
Jos.0
18 do cor-
16 4960
3600
13*800
41300
2400
124800
44S0O0
165000
150OO
111000
27600
11*200
66'K)
Deve ter sido arrecaiada neste dia a
quantia de 184J960
Presos do dia:
Carne verde a 560, 48) e 240 lis o k.
Suiuos a 400 e 60 1 ris idein.
Carneiro a 560 eU ris dem.
Farinha de 311 a 56 > ris a cuia
Milho de 240 a 32 1 ris dem.
Fejlo de 600 a 1*200 ris idera.
Cemlterio pnblicoObituario do dia 15
do corrente :
Manoel, pardo Pernambuco, 3 horas, Boa-Vis-
ta ; convulso s.
Carlos Pereira dos Santos, branco, Pernambu-
co, 17 annos, solteiro, B a-Vista; hem .rrh igia.
-16 -
Jos Joo de Amorira, brazileiro, 77 annos, ca-
sado ; vindo de Lisboa.
Generindo Belisari-i de Vasconcellos, Rio Gran-
de do Norte, 40 annes asad Santo Autonio; me.
nengite.
Manoel, Pernambuco, 1 anno, S. Jos; denti-
co.
PolycarpD, Pernambuco, 43 annos, S. Jos; con-
vulso :s.
Tnereza Maria de Jess, Cear, 45 annos, ca-
sada, Kecife ; metro peretonite.
Maria Marcionilla, Pernambuco, 11 annos; tu-
brculos pulmonares.
Mara, Pernambuco, 2 mezes, S. Jos ; gastro
?nterite.
Joaquina Maria da Conceiclo, Pernambuco, 85
annos, viuva ; gastro intente.
ND1CAC0ES DTEIS
Mdicos
f.r j 1 .- nieiliro rirnrslro do lr
Pedro de tualiyde Lobo Moseasa
ra lio unira o. :;:.
<) dmiter \fteofo d consultas todos os
tas ut.-i. las 7 a 10 horas da manha,
sto _(iusaitrin offiroe a commodida
e podr oaHa lente ser ouvido o exa-
Jtnsdo, ser presenciado por eutro
De meio dia a 3 boraa da tarde ser o
L)r. Moscozo encontrado no trrelo pra-
a do Commercio, onde funeciona a tas-
oec<^o de sade do porto. Para qualquer
lestes Jous pontos poder Sto ser dirigidos
is chamados por carta as indicadas horas.
Dr. Miguel Themudo roudou sea consul-
torio medico e residencia para a ra Nova
11. 7, 1. andar, onde d consaltas das 12
hons s 3 da tarde e recebe chamados a
bualquer hora. Especialidades partos, fe-
bres, syphilis e molestias do pultno e co-
ra cao.
Dr. brrelo Snmpaio d consultas de
s 4 horas da tarde, ra do B.rSo d
Victoria n. 45, 2 andar, residencia ru
!o Riachuelo n. 17, canto da ra do Pires.
advocado
O hachar el Benjamim Bandeira, ra do
Imperador n. 73, 1. ao lar.
Jos Bernardo Qalvo Alcoforado J-
nior contina no exercicio o." sua profssao
de advogado, e p le ser piocura^o no es
eriptorio de seu pai, ra 1. de Marco
n. 4. 1. andar, das 10 horas da manha
s 3 da tarde. 0
Henrique Milet. Ra do Imperador n.
22, 1. andar. Encarrcga-se de questoes
as comarcas prximas as linhas frreas.
Dr. Oliveira Escorel, 2. promotor pu-
blico, tem seu eseriptorio de advogacia na
ra Primeiro de Marco n. 2.
Jmi Bandeira de Mello -advogado -
ra do I-nperador n 37.
Ortigarla
Faria, Sobrinho & C, drogustaa poi
attacado. Ra Mrquez de Olind n. 41.
Francisco Manoel da Silva A C, dep?
titarios de tod..s as especialidades ph*rtia
c?uticA8, tintas, drogas, productos chimico
u medicamentos homcBopaticos, ra do Mar.
juez de Olinda n 23.
Serrarla a Vapor
Serrara a vapor e offidna de carapina
le Francia o dos Santos Muedo, caes de
Cap barbe a. 28. N'este gr-taia ost*bile
cimento, o priin^iro da pro 'acia a st 1 gi
ero, compra-se 6 vendo-i3 madeira3 de
todas as qualidades, serra-se madeiras de
onta alli'ia, assim como sepreparam obras
Je car.tpira por machina e por precos sem
competencia.


LlSZI


Diario do PernambucoSexta-fcira 19 de Mario de 1386

J









xPBBLICACOES A PEDIDO
Cidadede Timbaba
Lendo o jornal Provincia, datado de 4 do cor-
rate, n'elle depare com o artigo aob a epigraphe
Timbaba, no qual o sea autor, acobertado com a
capa do anonymo, aaaaca aebre as autoridad* po-
liciaes ltimamente nomeadas, deata comarca, as
maiorea calumnias e injurias.
Comecando este vil detractor a exercer os odios
de meaquinaa vinganca, oceupouse em prime iro
lugar com o subdelegado de 8. Vicente, que tem
para elle o grande defeito de er conservador. Es-
ta em sea direito desde que, com effeito, elle
to firme na poltica que milita como por certo
nao liberal to definido o seu detractor ; pois
nao dispoe da independencia precisa que possa
escapar-so do meio do especular.
Provado est semelhante asseveraco urna ves
que s<5 o espirito partidario, que nao outro moti-
vo, o faz arrojar- se atirando sebre aquella autori-
dade embustes e invectivas, pois o subdelegado
de S. Vicente nao est sujeito a semelhantes ae-
cusacoes : elle um honradu e independente agri
cultor descendente de urna familia asss conside-
rada, que o torna livre de qualquer mancha, j co-
mo autoridade e j i particularmente.
Em seguida oceupou-se com o primeiro sap-
plente do dito subdelegado, taxando-o de ebrio.
E' lamentavel tal accuaaco, pois, esta autori-
dade em sua vida, quer publica, quer particular,
nao Um defeitos que s<> lhe imponha : todos que
deperto o conhece, fazendo justica a seus hbitos
e carcter, dar o develo valor ao seu prestigio, a
menos que nao sejajalgado por vis inimigos de
urna politicagem cega e vingativa.
Occupou-se ainda este anomista de calumniar
vil e cobardemente ao delegado da comarca e um
dos seus supplentes, taxando-os de mogos doudos
e arguindo-lhes factos que nao se deram. S o
despeito no mais alto grao de um pygmeu encapo-
tado, faz vomitar calumnias e a desconsiderar au-
toridades da ordem do delegado deste termo ; o
sen carcter seno e illibado, a prudencia e impar -
cialidade com que no carcter de autoridi.de dis
tribuo justica, s pode por era duvida um ente
despeitado que para fazel-o colloea se atravez da
mascara que o aeoberta. O facto de que aecuaa-
do o delegado, no qual envolve o scnbor do enge-
aho Canna-Brava, deixamol-o agora de commen-
tar, certo de que delle trataremos na primeira op
portunidade.
Ainda oceupon-se o tal anonymo com o subde-
legado desta cidade, injuriando o de modo atroz
e injusto ; pois inacreditavel o facto que a el'e
attribuido, bastando saber o publico que senda
este funecionario iuimig gratuito das autorida-
des judiciarias di ste termo, as quaes tm a mania
de prjeessar a todos que nao lhes beijam as plan-
tas, entretanto nao podero conseguir provas do
suppoato crime de que graciosamente loe im-
putado.
Procurou ainda oceupar-se do subdelegado pri-
meiro upplente desta cidade, censurando o de ser
elle amante de jogos prohibidos. Vejam bem !
smeute neste sentido fo esta autoridade ataca-
da porque outro motivo impossivel seria n'ellades-
cobrir; prevalecendo-se o seu detractor de urna
reuuio que n'ella figurava pessoas fidedignas que
tomavam p^r distraeco o divertimento de um jo-
go, por algumas horas.
Todos sabem o ser prohibido differentes jogos.
mas foi pouco reliz o tel anomista quando neste
sentido fez semelhante aecusacao porque talvez
sfja o autor de tal artigo um frentico vicioso que
joga at pedra em santo, bastando tel-os como ini-
migo como ee sel o.
Sabemos todos que a le repelle os jogos pro-
hibidos, entretanto nesta trra, pro.-ura-ae at
exhibir licenca da cmara municipal para se es-
tabelecer semelhante industria, alm da escanda-
losa praticam que pilo juiz municipal do termo
dispensada aos quo vivera de escamteselo uestes
jogos. Neste sentido se toase-moa a bailar a cor-
tina e por patente o que se passa, entlo riamos
longe, mas nao queremos fazer commentano nem
mais entreter polmicas limitamo nos a estas de-
claracps.
A autoridade de que se (rata representada por
um moco respeitavel por suas qaaiidades, tino e
lealdade e como tal colloea se alm dos embustes
que cobardemente lhe procurara assacar.
Nao exacto o que assevera o mesmo artigo
dizendo que as autoridades policial entregara a es-
tado de abandono a feira desta cidade e que baja
barulhos e immoralidadea de circulacao de arma i
prohibidas ; na>, ante pelo contrario tem reinado
boa harmona d'entre o povo que se algomera ;
a prova que no dia 4 do corrente, pracas do des
tacamento desta cidadi! i ordem do delegado da
comarca tomou un a faca (a nica encontrada na
feira), de nm capangg, protegido do juiz de direi-
to desta comarca, que, apoderado delle propunha-
se a ostentar valentas; cuja laca, soube-sc de-
pcis ha-ver pertencido .i um sentenciado que por
occaso de ser preso lhe foi tomada, sendo entre
gne pelo conductor ao Dr. juiz municipal do
termo.
Finalmente por agora Acarnos smente nestas
decla-acoes visto que nao sabemos a quem deve-
mos responder, porm certo podem fioar qie sua
baba venenosa nao nos attinge: descubra sua
mascara, as&uraa o miseravel anonymo a respon-
sabilidade do que escreve, en to discutiremos ; a
nao ser assim ser esta a primeira e ultima vez
que sobre este assumpto nos oceuparaos, podendo
este vil e mesquinho detractor proseguir em sua
senda, mas veja o da em que sua calva venha
luz... adeus palhacoAnna Baptista.
A victima P.
O aetnal commandante da com
panhiadcguarnlco desta pro
vi acia
Desde 24 de Outubro do anno passado que se
acha no commando da companhia de linha desta
provincia o capito Capitulino Cesar Loureiro, que,
aportando a esta capital, deu logo, no comee.) de
suas retacos, as mais significativas provas da no-
breza do seu carcter e de urna sinceridade que
tem captivado a quantos de perto o to commo-
nicado.
Foi assim que o distincto militar corroborou as
criteriosas informacoes que por aqu correram
ape o acto de sua nomeacio, que foi um dos acer
tos do actual ministro da guerra, a quem a popula-
gao desta capital, o, certo estamos, a totaliHade da
COMMERCIO
nos-' cominerclal de Pernam
buco
Xecifc, 18 de Marco de 1836
As tros hor%s da tarae
Cotacet tficiaei
Cambio sobre Para, SO d/v. com 1 3 4 0/0 de des-
cont, hontem.
Cambio sobre S. Paulo, 60 d/v, com 1 1/4 0/0 de
descont.
Cambio solwe Santos, 60 d/v. com 1 1/4 0/0 d
descont.
Candido C. G. Alcofjrado,
Pelo presidente.
Augusto P. de Lcmos,
Pelo secretario.
iUSNDMENTOS PUBLlCCte
Mes de Marco de lSViti
IuhdoDe 1 17
' V1UJOBlAOj l 17
UJ.-ut ic 18
433:754|78l
40:730*61
473:4855192
70:448/307
1:316 J766
guarnicao das Alagoas, rende por isso mesin
sincero e verdadeiro preito de homenagem diante
de tanta justica, pronunc ada na mais milindrosa
exigencia do momento.
Militar firme e inabalavel na disciplina, rodea-
do das mais lisongeiras recommendacoes por buum
preesdentes honrosos; alheio ao moviinento polti-
co da localidade s poda o Sr. capito Loureiro
comecar a toa commi-sao nesta provincia sob os
favores de nm feliz aiapicio.
De um trato singular e ameno sabe o brioso mi-
litar, sem discrepar da religio do dever e da dis-
ciplina, satisfazer a todos qne nelle buscara a sa-
tistaoao de um direito, a reparaco de ama iuiqui-
dade, com urna lhaneza e afiVoilidade daqueilas,
que, nascidas do coraco, foram em todos os tem-
pos attribntos que perpetuara sympathias.
O infeliz servidor do Estado enconcra aa supre-
maca do chefe o confort", o carinho paternal, en
subitituicSo ao mo tratauento tantas veres em
prova por outrss que s visam os deveres da at-
tenco depois de destituidos do poder.
O cumprimento do dever que foi sempre objecto
de verdadeiro acatamento para o Sr. capito Cesar
Loureiro elevado pelo distincto militar altura
de um sacerdocio.
A maneira doce, affavel, do reprehender aos
aran subalternos, quando se atastam da execucc
do dever temos visto, mais se assemelh^ a ama
exortaco de pai em favor do seu fmulo, do que a
admoestaco de quem pode usar das prerogativas
deque o cerca o rigorismo da disciplina militar.
Em condicoes taes que desojaremos ainda para
prof.peridade da guarmeo dest i provincia, para
tratiquillidade daquelles que, buscando na abjecta
condicao de praca do exercito um amparo aos hor-
rores da miseria, eacontram o anjo da bonanea
nos zonsclhos do sun superior, que por to excel-
lent.'s attributos recoiomenda-se agr Ui'lo daquel-
les infelizes que o enchero de boncos.
Acei:e, pois, o Sr. capito Loureiro as. sympa-
thias da populacao desta capital, conquistadas
pelos nobres e recomraendaveit attributos que or-
nara a to distincto e brioso militar.
Macei, 24 de Janeiro de 1886.
(Do Orbe).
'^OCOS'---------------
Cinco Chagas f)
llens
fesus
71:765*073
Cjaat8JLB9 Rf>vtscit. !-' 1 17 77-390Z022
idee do 18 3:6651219
81:0551239
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eb de 18
46:990/368
363.2:.2
47.3531620
DE
\osso Senhor
ehrlsto
(Continuatfto dosns. 61 e 62)
Conheceu que era impossivel o capito Almeida
presta r-lhe contas, c satisfazor o desfalque pr-
vado pelas mesmas e os recebimentos, e que era
prec iso que o navio proseguase na vagem ; e, se
dciasse aquellos documentos na caixa, sem do-
vida o capito deiles se apoderava e o navio sem
el'es nao podia proseguir na vagem.
Das 6 horas as 8 1/2 da manha do dia designa-
do para fazer as contas, nao compareceu e faltou
ao que havia contratado, c o guarda-livros que
sabia fallar e escrever o inglez com alguma per
feico, dese as 6 at a 9 horas da manh esteve
collecioaando as contasmisturando-a; e afiual
disse que as nao comprehenda, que era preciso
fazer um eatudo e isso com rauto vagar, que erain
precisos alguns dias.
Nesse momento cm que se estava para ir al-
mocir chegou o capito com o mano, deu urna
frivola desculpa por nao ter comparecido a hora
combinada; ao mesmo tempo declarou que as
contis estavam todas all, ese aohavam amito
certiahas, que nao havia differenca nem de nm
real, que era bom nao demorar a viaym, que o
guarda livrot ai fosse conferindo com vagar.
O proprietario da casa fez-lhe algumas pondo-
ra- os judiciosas, e entao como se submettesio
onvidou a almfar ; nao aceitando e pata rao
ficar s no escriptono, foi con .id uo a voltar
meia hora dep-.s, que era o tempo qne se poderia
gastar no almoco.
Itsllno appareceu o cajiitao mais no cs-
criptorio, e por isso, a essa hora o proprietario da
casa disse ao guarda-livros que, ae o capito viosse
fosse com elle coleccionando as contas por parios
e tod.s os mais papis concernentes a cada porto,
e os amarrasse ; e, que tvesse cuidado e muto
cuidado com elle, nao lhe palmilhasse alguma
conta, para a ir substituir por outra nos chipe-
xamlres onde costuma ha ver, detudoat quem es-
creva bem o inglez.
NSa lhe dizendo para onde ia, dirigio-se para a
Capitana do Po'to afim de tomar as provieencia3
que o caso exiga, e alli momentos depois vio che
gar o capito do Baro de Muribeca com o Dr.
Antonio de Souza Pinto.
Pretendan embaracar a viagom do navio em
quanto o proprietario deste nao lhe pagasse as
soldadas de 14 mezes !.. E, nao obtendo na Ca-
pitana o que pretendiam, retir 'rani-se.
Alguns minutos depois, sahio da Capitana e
dirigio-se para o escnptjrio, o prjprietario, e ahi
chegando observou que este se chava fechado ;
abr >, e notou que contra o costume todas ai ja-
oellaa estavam fechadas, que em lugar da caixados
gapeis estar na carteitu do guarda-livros, achava-
se eto cima da sua c aberta sem contor um nico
papel, e depois procurando os n&o os aicontrou n
escriptorio.
Dirigi-se ao armazem, perguntou pelo guarda-
livros e como lhe nao aoubessem dar noticias
Oellt, declarou ao caixeiro o quo acabava de dar-
se, e, disse-Ihe quo hia para o escriptono do ad-
vogiido 8"abra.
De todos os recursos de que lancou mo o pro-
prietario, s um teve bem xito, c foi o prevemn-
do o futnro; porque 4 1/2 h^ras da tr.rde desse
da, o capito sabendo que o navio tinha outro
capito j* matriculado, foi ao caes e com agento e
escalcr que j nao lhe pertencia seguio para o La-
marao, deixando o novo capitao em trra.
O oroprieiario, porm, conhecendo que. esse ho-
mem podia de noite suspender e Itotar-lhe o navio
para dentro, para mais o embaracar e fazel-o gas-
tar un? 500* mais ou menos dentro da porto, se
lhe o nao perdesse; com o mandado que havia
obtido, e que nao era anda mandado e sim Jes
pacho concedendo mandado, convidou um cfficial
de justica e guarda do primeiro porto fiscal da
() Tendo se dado um equivoca ao reunir as
quatro parcelas no que se publieou no dia 17, e
p conseguintn tambera as duas por causa da-
quelle; rectificase: a prlmeia 38:000* e a
segunda 61:000*.
A. F. Corga.
Alfuudega, e foi com ces e o novo capitio, dar
posne a este e despejar o outro, como de facto ae
des oejou e deu posee.
Ao chegar a bordo as 5 3/4, a tripolaco estava
suspende tempo estava bom, nao precisava abrir pannos
noite para enxugar, e nem suspender ancoras para
navegar sem documentos officaes, dos quaes pre-
viamente o proprietario se apoderou.
Dr. Suuza Pinto com seus amigos e do capito
por diversas formas procuraram embaracar o na-
vio ; os tripulantes foram seduxidos, exiga o seu
capito vindo do Rio de Janeiro, ou o desembar-
que e pagamento de soldadasjindebitaa, e a Capi-
tana nao dnndo apoio ao navio, por duas vezes
hoovc d>3emlarquca o reformas de matriculas.
. nasa !'.'; impossivel de deacrever df8de o
1 ; neste dia aeguio o navio o
se" *[<> ,!'. eo.n o rovo capito, queja foi bem
preparada para a Ilha do Sal em Cabo Verde,
petas casas inimigas, como dea provas logo que
chegou ao Rio de Janeiro.
Proaeguo em juizo a luta entre o proprietario
da casa e o capitao, pretendendo este ser ero bol
cado das soldadas sem prestar as contas ; e teve
apoio no juizo do commercio, mais o proprietario
nao estava disposto a ticar sem essa somma mais,
em rirtudc das garantios que ojjertcia o Capitao
em liberdade... de se por ao fresco com mais csse
cobre e o proprietario ter de pagar ainda as
distas.
Na ausc ncia do proprietario, em quanto o em-
carregado da sua casa fo satsfazendo as desbe-
zas, o processo oi crtenlo, depois parou ; porem
digno de ar apreciado esse processo ja mais
os qnesitos propostos pelos advogados e reapostas
3ue deram os peritos guarda-livros para esse fim
cenados.
E' um verdadeiro chao?, para maia confundir ;
o, <-!|e.3 iizernu es8e trabalho porque o pro
prierario acbava-sc ausento na corte : a caixa,
essa euto, esi um modelo de vicios e fraudes
en deposito, no cartorio do escrvo Ernesto
Silva.
Coninuarci se for possivel.
Calen da cidade do Rccife, 15 o'e Marco de
1886.
Antonio Francisco Corqa,
D. Floriana Hara do Rosario
D. Juliana-Jtciotha Menezes
D. Francisca Rodrigues Campos Sacramento, espo-
sa do Illmo. Sr. Joo Nepomuceno.
D. S liviana do Carmo Cocino
D. Benedicta Graciana Freir
D. Josepha Engracia Mara de Jess
Mordomos
Os lllms. Srs. :
Joo Fernandos dos Santos
Jos Mara Ferreira Costa
Jacintho Eleodoro Sacramento Ramos
Polycarpo Ntinea Pacheco da Costa
Jos Francisco Martins.
Mordomas
As Exmas. Sras.
D. Joanna Francolina da Conccico
D. Emilia Mana da Convicio
D. Clara Maria da Conceco.
D. Felippa Antonia Vieira da Puixo, esposa do
nosso irmo procarador Cosme Florentino da
Paixo
D. Maria Adelaide, filha do Dr. Miguel Figueiroa
de Faria.
D. Maria Clementioa Dorea e Silva, esposa do Sr.
Jos Samico da Silva.
Capitulo da Confraria de S. Benedicto, erecto
no Convenfo dea Religiosos Franciscano, desta ci-
dade do Recife, em Pernambuco, 16 de Marco de
1886.
Thomaz Nicaa do Eapirito Santo, .
Secretario.
Fre Paulino da Soledade,
Guardio.
Eleiffto
,<
UEPAOliUS Hh. KXFu 1AVAU
Em 17 de Marco de 1886
"ara o exterior
N* barca ingleza Mito, carregou :
Para Hampton Rcads, J. Pater 4 C. 5,000
8:ccos com 375,000 kilos de assucar massavado.
= No vapjr ingloz Tamar, carregou :
Para Couthamptoo, J. Fuerstenberg 8 kilos de
ouro velho e 16 ditos de prata velha.
Na barca portuguesa Noemia, carregou :
Para Liaboa, P. Piuto & Q. 30 tarria com 2,880
iltroa de mel.
Para o laerlor
No vapor allemo Hamburgo, carregou :
Para Santos, S. Guimarea 4 C. 200 saceos
com 12,000 kilos de assucar branco e 500 ditos de
dito masca vado.
No vapor nacional M. de Caxiat, carregou :
Para Baha, M. C. Lopes Vianna 65 cascos co n
7,100 litros de mel.
No vapor nacional Mandos, carregou :
Para o P.r, Bartholomeu f C. Succesrorea 28
voluntes medicamentos ; ialta.- limaos & C 10
barra com 500 kilos de graxa.
Para Manos, Amorim I raos 4 C. 30 barril
com 2,880 litros de agurdente.
Na barca portugutza Aimho, carregou :
Para Maranho, S. Guimarea 4 C. 100 barr
cas eojt 11,767 kilos de assucar branco e 50 dirs
om 0,351 ditos de dito mascarada Maia 4 R;-
zende 14<) volumea com 12,639 kilo3 de assucar
branca e 30 barricas com 3,168 ditos de dito mas
carado ; viva do Manoel F. Marques 4 Filho
420 ditas com 35,736 ditos de dito branco ; M.C.
Lopes Vianna 7 vjlumts com 307 kilos de cera de
carnauba.
Na barca? Adelina, carregou :
Para P. de Alaoaa, A. C. da Silva 18.000 li-
tros de as'j
Na btreaca Cacique, earrogou :
Para Maco. A. da Silva Campos 63 saceos
eosa farinha do mandirca ; Olvcira & C. 6 barri-
cas com 425 kilos de as mear branco ; A. J. Mar-
tius 2 ditas om 150 ditos de dito masca vado e 4
ditas com 300 ditos de dito branco
Para Macahyba. Amorim Irm's & C. 100 sac
eos com larinha de mandioca ; Baltar Irmios &
C. 30 ditos idom e 50 ditos com milho.
= Na barcaca Graciada, carregou :
Das pessoas que (em de festejar
o glorioso S. Benedicto, erec-
to no convento dos religiosos
Franciscanos desta cidade do
Recife, no ranno compronils-
sal delS85 a %
Presidentes por eleico
Os lllms. Srs. :
Joaquim da Costa Ribeiro
Joaqnim Celso Luiz Ribeiro
Joanuiai Pereira de Brito
Escrvo, Francisco Siqueira Cavalcanti
Augusto Jos Rodrigues
Rodolpho Oiympio Guedes de Lacerda
Capitao, Vicente Ferreira do Albuquerque doNaa-
cimento.
Presidentes por eleico
As Exmaa. Sras. :
D. Alexandnna Ribeiro
D. Angela Maria da Conceico
D. Anua Maria de Oliveira
D. Paula Francisca de Jess, esposa do Illm. Sr.
Dr. Francisco do Reg Baptista
D. bilviaa Francisca daa Chagaa
D. Enediaa Aususta Serrano Travassos
D. Mari? Lina Pinto, espo.ado Illm. Sr. Dr. Do-
mingos Pinto.
Vice presidentes por eleico
O? T'lms. Srs. :
Dr. TlmcazGarcez Paranhoa Montenegro
Basi.. Domingoa o Espirito Santo
Feliciano Francisco das Chagas
Jos Mondes Salgado
Rcdolpho Joa Nicolao
Liberato Merenciano de Souza
Vice presidentes por e'ei^o
Aa Exmas. Sras.:
D. Lauriana do Carmo Coelho, esposa do Illm. Sr.
Francisco do Carmo Coelho
D. Joaqniua Martina de Oliveira
D. Joanna de Deua Lima
D. Jcanna Buptista Ferreira
D. Julia Cezar dos Anjos
D. Jo?ota Maria de Lima
D. Mariana Dellina do Rosario
Presidentes por devoco
Os lllms. Srs. : .
Alfredo Francisco de Souza
Alteres, Pedro Justniano da Silva
Oquero Ladialau do Silva
Simo Thomaz de Aquino
Juvino de Mendon?a Ribeiro
Nicacio Antonio de Oliveira.
Presidentes por devoco
As Exmas. Sras. :
D. Delfina Maria da Conceico
D. Pulcheria Maria da Ccnoeico
D. Maria Barata C imposta, e=posa do Illm. Sr.
Geraldo Com posta
D. Rosalina Mara da Conceico
D. Clemantina Gomes de Oliveira
D. Maria Ferreira da Costa.
Vice preside ites por devoco
La 1'lir.a. Srs. :
Jos AVencesIau das Mercs
Claudino Autonie Vieira da Cunha
Joo Antonio da Silva
Joo Tellea de Albuquerque
Paulo Jos Pinh-iro
Joviniano Soares de Sant'Anna.
Vice presidentea por devoco
As Exmaa. Sras. :
D. Thomazia Gomes dos Anjos
D. Ania Emilia de Miranda Henriques
D. Emilia Paiva, esposa do Illm. Sr. Eduardo Pai-
va
D. Leopoldina Honoria do Bom Parto
D. Leopoldina do Bom arto
D. Elysia Brgida Ferreira.
Secretarios
Os lllms. Srs. :
Abiu Jos Gomes
Jos Francisc dos Santos
Joo do O' da Silva
Argeu Antonio do Nas-imenlo.
Secretarias
As Exmas. Sras. :
D. Juliana Basilia de Mendonca
Para Mainanguape, Amorim Irmos & C. 300
aaccos com farinha de mandioca.
Na barcaca Sol-fixo, carregou :
Para Mamanguape, Joo Baptista 400 saceos
com farinha de mandioca.
Na barcaca Laura, carregou :
Para Maco, H. Lundgrin 4 C. 55 saceos com
farinha de mandioca ; F. E. Paes Lima 70 saceos
com milho.
MOVIMENTO DO PORTO
Navio entrados no dia 18 .
Rio Grande d> Norte4 dias, hiatc nacional Flor
deJardim de,80 toneladas, mostr Joaqaira Jo-
s doa Santos, equpagem 4, em lastro ; a Lages
Irmo.
Baha14 dias, patacho inglez Moas Rose, de 371
toneladas, capito Bennet, equpagem 9, em
lastro ; a W W. Robilliard.
Buenos Ayres34 dias, barca ingleza Cascket,
de 33 ) toneladas, capito Thomaz Coatb, equi-
pa gem 12, em lastro ; ordem.
Bueno Ayres- 1? dias, vapor ingles TVmar, de
1,831 toneladas, commandante P. F. Messum,
equipagem 8fi, carga vanos gneros ; a Adam
s m II 'We 4 C.
Porto Elizabcth3-1 das, lugar inglez Lydia, de
4:24 toneladas, capito Georgo Laury, equpa-
gem 8, em lastro ; ordem.
Navios sahidos no mesmo dia
BarbadosBarca ingleza Casckct, capito Thomaz
Coath, em lastro.
Soutuarapton por escalasVpor inglez Tamar,
commandante F. F. Messum, carga varios ge
eros.
Rio Grande do Sul Brigue nacional Izaline, ca-
pit) Manoel G. Pedroza, carga sal.
Rio Grande do SulEscun; allem ife, capito
II. Falck, carga sal.
VAPORES ESPERADOS
Ville de Maoei do sul hoje
Himbnrg de Hamburgo amanh
(rotor de Liverpool amanh
Ville de Pernambuco da Europa a 23
Baha do norte a 24
Neta do sul a 24
Corito do sul % 25
Cear do aul a 26
Finance do aul a 29
Irmandade do fSehor Bom Je
sus dos Passos da Graca erec-
ta na igreja do Carmo da ci
dade de Olinda.
De ordem da mesa regedora desta ir-
mandade, convido a todos os nossos caris-
simos irraos, as confrarias e irmandades
religiosas desta ciJade, aos Srs. paranyra
phos abaixo declarados o era geral a toda
a devota populado quo presa 03 foros da
sagrada religiSo do Golgotba, a compare-
cerem no domingo 21 do corrente, s
4 1/2 horas da tarde, na igreja do Carmo
de Olinda afim de assiitirem a benco so-
lemne da imagem do nos~o Sacrosanto Pa-
droeiro O Bom Jess dos Passos da Gra-
ja, o a ladainha que ser cantada em se-
guida a esse acto; e, certo de que ser
tal convite atteudi Jo, em nome da mesa re-
gedora aprasento com antecipaco os seus
sentimientos do gratidSo e reconhecimento.
Paranyrophos
O lllms. e Exm. Srs.:
Conselheiro presidente da provincia, Dr.
Jos Fernandes da Costa Pereira J-
nior.
Commandante das armas brigadeiro Agos-
tinho Marques de S.
Chefe de divis3o Jos Manoel Picaneo da
Costa.
Chefe de polica Dr. Antonio Domingos
Pinto.
Desembargador Toscano Barreto.
Dr. Herraogencs Scrates Tavares de Vas-
concellos.
Bariio de Tacaruna.
Barao de Caiar.
Tenonte-coronel Manoel Azevedo do Nas-
cimento.
Cammendador Jos Candido Moraea.
Tenente coronel Jos Nones de Oliveira.
Director do Arsenal de Guerra, mojor An-
tonio Vilella de Castro Tavares.
Dr. Manoel Maria Ferreira da Silva.
Dr. Hortencio Peregrino da Silva.
Dr. Antonio Pereira Sia s.
Dr. Antonio Farias Neves,
Dr. Felippo de Figueiroa Faria.
Io Tenente da armada L^poldo e Bairfini
de Gouveia.
2o Tenente Ernesto Joe de Smza Loal.
Capitio Manoel Jos Mont-iro da Franca.
Capitao ManoelJoi- de Ptiva Pinto.
Tenente Joao Sabino Pereira Giraldcs.
Ant Jos Suarcs -eixa*.
Firmino Riphael de Paiva.
Leopoldo Marques d'Assumpvao.
Jos da Silva Carneiro.
Jos Gonjalves de Andradc.
Angelo da Matta Andrade.
Epiphanio da Franya Mello.
Francisco Jos dos Passos GuinarHes.
Joao Jos de Carvalho Moraes
Secretaria da irmandade Jo Sr. Bom
Jess dos Passos da Graca, creca na igre-
ja do Carmo em Olinda, 10 de mrco de
de 1886.
O secretario,
Manoel J. de Castro Vddla.
0 Exm. Sr. senador Siqueira
Mendes
O Diario de hontem mostrou-nos mais urna con-
quista do governo actual.
O Ilustrado e pre8timoao chefe do partido con
servador do Para, nao obstante segundo constaya,
a indisposico de S. M. o Imperadn, foi cscolhdo
senador por aquella provincia.
E' que nao vnearo j mais prevoncoes peque-
as, contra vulv que ae impoem a conaideraco
do povo, a admiraco da patria, como considera-
cao e respeito do Brasil se impe o Sr. senador
Siqueira Mendes.
Parabens portento ao Ilustrado senador.
Parabens grandiosa provincia do Par.
Parabens aos paraenses conservador.-s pela bri-
Ihante entra .a no Senado Brasileiro do prmeiio
dos filhos de suas plagas.
Sim. longe, bem onge, nao tendo nv sino a dita
de conhecermoa o Sr. aenador Siqu i'a Mendes,
conhecemoa bastantemente os seus trabalhos e es
forcos polticos, para d'aqui saudar-mos com im-
menso jubilo a sua escolha.
Sim saudamos gostosamente este nconteaimen-
tc, porque nao devido ao filhotismo, i em ao pro-
tecionismo estulto, que no Brasil levanta estatuas
nullidades, mas sim, porque conhecemos que
a consqusta do homem por seus esforecs, por seus
trabalhos, por sua dedcaco poltica.
S. Ezc. uitra para o Senado Brasileiro de ca-
becil erguida, com a digndade levantada, pois nao
nao curvou-se para co..seguil-o.
Para bens portante ao dis-.inctissimo chefe do
partido conservador da provincia do Para e que
mais tarde dei'xarde sel-o, pira governar opsiz
inteiro.
Sim receba o novo e aympathco aenador braai-
leiro nosaas telicitacea com a de todoa os conser-
vadores pornambucanos.
E seus distinctssimos sebrinhos e noasos ami-
gos que comnosco eonvivera resebara de perto aa
nossas saudacoes, e mui especialmente o nosso
amigo Sr. Dr. Joo Jos de Siqueira Mendes, em
quem divisamos todas as qualidades para mais
tarde seeuir com distineco as pegadas gloriosas
do seu respeitavel tio.
Recife, 19 de marco de 1886.
Claudino de Mello.
Jockey Club de Ja-
boato
Esta sociedade communica ao respeitavel pu-
blico que no doming prximo (21 do corrente)
realsa-se em Jaboato a primeira corrida de ca-
valls, que torna-80 recommendavel por aer a pri-
meira neste genero, apresentando-se os diverses
amadores cora phantazias lindas e com mascaras
apropriadas.
Durante os inter7allos das corridas haver mu-
sica e tei- lugar a dansa de corda, execut&da por
um distinto amxdor. Aa entradas sao gratuitas, e
prevenimos que para boa commodidade do publico,
os botis, era numero de quatro, acham se prepa-
rados.
O muito digno ebefe do trafego da estrada de
ferro de Caruar, nosso pedido, se dignou aug-
mentar oa numeroa doa trena, e ae a concurrencia
fr muito grande elle augmentar ainda o nume-
ro dos meamos.
O respeitavel publico ter trena para Jaboato
a 2 e meia horas, 4 horas e 5 horas da tarda; e
de volt a 6 e meia horas, 7 e meia horas e 8 ho-
ras da noite.
A'e 4 e meia horas da tardo comecaro impre-
terivelmente oa divertimentos promovidos por esta
sociedade.
O vinho de extracto de figado de bacalho, de
Chevner, no qual ae acbam todoa oa elementos ef -
fcazes do eleo de figado de bacalho, possue ao
mesmo tempo as propiedades therapeutcaa excel-
lentea doa preparados alcoolicos.
Com o alcool, sustenta o poder vital, excita-o e
fornece materiaea de primeira escolha reconsti-
tuifo orgnica ; em urna palcvra refaz a trama
animal e anima-a.
O seu neo pois indicado as innmeras cir-
cunstancias pathologicas que resultara do empo-
brecimento do sangue
Recommendamol-o especialmente aos nossos
eitorea. *
(Revue Medcale.)
Milita aticnvao!
D. Carlota Burlamaqui Magalhes avisa a quem
possa interessar que o sobrado n. 4G ra Du-
que de Caxias, nao pode ser vendida, sem que o
comprador fique obrigado a manter o arrenda-
ment, a que est sujeito, at o dia 2 de julhj de
1893, conforme a cscriptjra publica, lavrada em
notas do tabellio Fulgencio.
Uitro sim, que o mesmo sobrad nao pode ser
alienado, emquanto nao for paga a divida de cerca
de 12:0004, constante de letras, au'tas pela pro
prietaria ; pois, do contrario, ser nnlla a aliena-
cao, por ser em prejuzo dos credores.
Recite, 17 de marco de 1886.
Pedido ao publico em geral
O abaixo assignado, pede ao Ilustrad > publico
em geral, quo se d^gne 1er o annuncio de sua
escola nesta folha na pagina competente, pelo que
espera a proteceo publica deata capital.
Educa e nstrue a infancia, pelo systema dos
principaes coliegios da corte do imperio, onde es-
teve por algum tempo a passeio, cujo systcna
paciencia, e a vocaco, e nao numeroaoa castigos
sem resultado, como se v:m em varias escolas
desta provincia.
Espera, poi*, que o pavo brazileiro saiba apre-
ciar o aeu veidadero ensino .primario, onde rpi-
damente as criancas abracam e amam de coraco
aos livros e aa lettras.
Julio Soares de Azevedo.
Escola particular
De instrueco primaria para o
sexo masonl no
31RA DA MATRIZ DA BOA-VISTA34
O abaixo assignado participa ao Ilustrado pu-
blico desta cipital, que abri sua escola particular
de instruc?o primaria para o sexo masculino,
roa da Matriz da Boa-Vista n. 34, onde esmerada-
mente se dedica ao ensino de seus alumnos.
O grao da escola consta : 1er, esrever, e contar,
desenh i linear, historia patria e nocoes de fran-
cez.
Garante um rpido adiantamento cm s'US alum-
nos, pelo seu systema de ensiuo, o qual urna pa-
ciencia Ilimitada, um amor uvioiovel c urna es-
merada dedicaco ao ensino, fazendo com que es
seus discpulos abrac-m e nmetn de corseSi :'.a 1.1-
triis, iioo iivroi u ao eotud", guimiUu- >t no eiimi-
nlio da iotelligencia, da h> nra c da dignidade,
afim da patria, da regio e da le, ura verdadeiro
cidaiio brazileiro.
Es peni. Jjois, merecer a confianza c a prot'e.)
do dstinctD 'ovo pernainbucano, c em particular
tem robusta en todoa os paes e tutores de me-
niiioj que qiieiriun .iprjveitar un tapido adianta-
mento de *< US fillios e tutelad s.
Coinquaiilo misada sji rata tentativa, todava
esp'ra i|iie os seus iucinsavis esforpos, e os seus
puros desejos, sejam coroados e un a folia appro-
vafo do todos os filhos do Iuiji ric da Santa Cruz.
Menaaluiada 20)0 pagos idianfados, no acto
da malncnla.
Horario ri:is 9 lloras da ni'.nh s 2 da tarde.
Recebe meninos internos e meio-pensionistas
por inensaliilfi es rnziaveia c Ieccioua por casas
particulares a ambas os sex s.
Julio Moar tic Azevedo
34 Ra da Matriz da Boa-Vdta 31
Licor depurativo vegetal Iodado
DO
Medito (luiitclla
Bata nntabiliasimo dppnraile que v :m preced
do de to grande fama inf ilvrl na cura de todas
as dot-ncas syphiliticat, e;crcfulosas. rheumatieas
e de pelle, eoma tumores, ulceras, dores rheumati-
cas, osteocopase aevralgieaa, blennorrhagias agu-
das e chronicas, caen.a aypbiticea, uflamma
Qes vsceraes, d'olhos, ouvi l.-s, garganta, infes
tinos, etc., em todas as molestias de pelle, simples
ou diniliericos, assim como na alopecia ou qi-da
Jo abello. e as doencas determimdas per satu
rayio mercurial. Do-se gratis fulhetos onde ao
cnecntram numeroaaa experiencias feitaa com este
especifico nos hoapitacs publicoa e mutos altesta-
doa de mdicos e documentos particulares. Paz se
descont para revend' r.
Deposito em cusa de Finia Sobrinas & C.
Ra do Mrquez de Oliuda n. 41.
---------------rgseet---------------
Factos e no pa huras
Aos que se desejam tratar sem comprometer a
saude com preparados mineralgicos.
Nesta typograpbia e na ra Direita n. 43, 1.
andar vende-se tinturas homeopathicas para ino-
fensiva cura das aeguint ainda mesmo bronehitico; eiysipela, cnxaquecas ;
intermitentes (eem o emprego do fatal quinina);
tosic convulsa, falta de inenstruac,o ; cmaras de
sangue : estericos ou inetnte ; dores de dentes ou
nevralgins, metrorragia : vermfueos, denti.-.'io e
convilsoes das criancas ; tudo manipulado de her-
vas do paiz.
Assim como tratam-se escrofulosos era qualquer
grao e gommatosos.
iSS--
Esmolas qiiaresmaes
Ainda faz se recommendar aos seus ca
ridoaos bemfeitores a septuagenaria do
be:codo Bernardo n. 51. Soccorram-na,
pois, por amor do Todo Poderoso
-----------scosg-------------
C HeckmanD
Usinas de cobre, iat5o e bronze ee d
Collegio de Nossa Se-
nhora da Penha
Este collegio eat funecionando ra da Auro-
ra n. 19, 2o e 3o andares.
O baeharel Francisco Crrela
Lima Sebrlnho
partecipa aos Srs. estudantes que mudou
o curso de Arithmetica, Algebra e Geo-
metra, para ruando Visconda de Albuquer-
que antiga da Matriz n. 7,
---------------3*SS--------------
Conultorio medico-eirurglco
O Dr. Estevo Cavalcante de Albuquerque con-
tinua a dar consulta medico-cirurgicas, na roa
do Bom Jess n. 20, 1 andar, de meio da s 4
horas da tarde. Paras demais consulta e visi-
tas em sua residencia provisoria, ra da Aurora
n. 53, 1" andar.
Ns. telephonicoa : do conaultorie 95 e re8dencia
126.
Especialidades Partos, molestias de crean-
cns, d'utero e aeus annexoa.
Advogado
baeharel Jeronymo Materno Pereira de Car-
valho, tendo deixado o cargo de juiz substituto ioa
feitos da fazenda, advoga nesta capital c fora
della e tem seu escriptorio ra Duque de Caxias
n. 55, onde pode ser procurado das 10 horas da
manh s 3 da tarde, e fra tiestas era sua resi-
dencia na de Domingos Theotonio n. 39, a
qualquer hora.
Dr. Gerpira Le
MKIHCO
Tem o seu escriptorio a ra do Mrquez de
Olinda n. 53 das 12 ia 2 horas da tarde, e desta
hora em diante em sua residencia ra da San-
ta Cruz n. 10. Especialidades, molestias de se-
nhoraa e t-rian^as.
fe
Dr. Silva Brito, medico clnico do Maranho
tendo praticado ltimamente nos principaes hoa-
ditaes de Paria e de Vieuna d'Austria, onde dedi-
cou-se especialmente a partos, molestias de mu-
lheres c de criancas, oflerece seus servicos ao res-
peitavel publico deata cidade, onie xou sua resi-
dencia.
Pode ser procurado do meio dia a 3 hora3 da
tarde no seu consultorio ra larga do Rosario
n. 26,1 andar, e em outra qualquer hora do dia
ou da noite ra da Imperatrz n. 73, sua resi-
dencia.
OCULISTA
Dr. Barreto Sampstlo. medico culis-
ex-ehefe de clnica do Dr. de Wecker, d conaul
tas de 1 a 4 horas da tarde, na ra do liar
da Victoria n. 45, segundo andar, excepto nos da
mingos e dias sanctificados. Residenciara de
Riachuelo u. 17. cauto .i ra dos Pires.
Oculista
Dr. Ferreira a S Iva, con-
sulta? das 9 ao meio dia. Resi-
dencia e consultorio, n. 20 rita
Larga do Rosario.
Ilr .Pocilio prite
Medico parteiro c operador
Consultorio ru:i Duque de Caxias n. 59
Io andar
Sesitaiiili?asi!ii.is
CHAMADOS POXESCUIPTO
EDITAES
Edital n. 13
O administrador do Consulado provincial fax
public a quej interessar possa, que de ordem do
Illm. Sr. Dr. inspector do Thesoure, fica proroga-
do at o ultimo da oo corrente mez o prazo con-
cedido para pagamento, lvre dudes e mais servicos da Reeifi Dr.iinage Compa-
nv, correspondente ao 1" semestre do excicicio de
1885-8>.
Consulado Provincial de Pernambuco, 16 de
M- reo de 18S*G.
F. A. de Carvalho Monra.
Juizo dos Feitos da Fazenda
nacional
m
Golitzer Ufer n. 9. Berlim S. O.
ISspeealidade:
Constracfo de machi-
nas c apparelhos
paratabucas de assucar, destilla55es e re-
finicUes com todos oa aperfecoamentos
modernos.
INSTALLAgAO DE?
Engenhos de assucar completos
Estabelecimnto filial na Havana sob a
mesma firma de C. Hec-kuann.
C. e San Ignacio n. 17.
l'nicos representantes
Haupt Gebru'der
EIO DE JANEIRO
Para informa93es dijamse ai
Pohlman &C
M O GOffiH 1.10
Eacrivo Reg Barros
Perante o Sr. Dr. juiz substituto doa Fetoa da
Fazenda Francisco Alves da Silva no da 19 do
corrente mez de Marco pelas 11 horas da manh
depois da audiencia se vend r em praca publica
os ben3 seKuintes : urna casa terrea situada na es-
tacao do Caxingi n. 3, (freguezia do Brejo), per-
tencente a Francisco Goncalves Torres, avallada
em 2505000, um moinho de moer caf, avallado em
34000, duas eartairaa de amatelto, avahadas por
10000, quatro t> x;>s v. lhaa de cobre avalladas
por 100O'J, um dit<> pequeno avaliado por 2000,
um torrador de cat, avaliado pr 1000, um de-
posito de madeira. avaliado por 51000, urna pe-
quea armaco de amarello com oito comparti-
mentos, avalada por 205000, um balco de pnho
pintado, avaliado por 35000, urna pequea carteira
para cima de balco, avalada por IgOOO, urna
balanca grande oo: bracos e correntes de ferro,
avalada por 105000, urna balanca pequea para
balco, avalada por 2000, seis pesos de triota
kilos cada um, um de vinte, um de quinze, doua
de dez, dous de cinco, um de dous, um de um at
cincoenta grammas, tudo avaliado cm 205000,
nove tabeas do amarello, avalladas por 185000,
quarenta e sete quartos de barrica, avaliadoa por
95000, urna cacada avahada em 15000, quatotze
macos de papel de embrulho, avaliadoa por 15400,
tudo pertencente a firma Costa &. C, penhorados
para pagamento da Fazenda Nacional e custas
Recife, 9 de Marco de 1885.
Edital n. 85
(t> praca)
De ordem do Illm. Sr. Dr. inspector, se faz pu-
blico que s 11 horas do dia 22 do corrente per,
sero vendidas em praca no trapiche Conceico,
quatro duzias de leques de algodo com varetas
de made'ra, parte da caixa marca FA&C e con-
tramarca P n. 394, vindo Havre no vapir francez
Ville de Macei, entrado em 22 de Fevereiro ul-
timo, abandonadas aos direitos por francisca de
Azevedo & C. ,
3 seceo da Alfandega de Pernambuco, 18 de
Marco de 1886.-0 chele,
Cicero B. de Mello.
Edital ii. 730
De ordem do Dr. inspector geral se declara a
professora Maria do Livraraento da Silva, noraea-
ia por portara da presidencia da provincia de 12
do corrente mez, para reger a cadeira de ensino
mixto em Surubim, que lhe fica marcado o prazo
de trinta dias, contados da data de sua nomeaco,
para dentro delle entrar em exercicio da mencio
nada cadeira.
Secretaria da inatruccao publica de Pernambu-
co, 18 de Marco de 86,-0 aecretario,
Pergentino S. de Araujo Galvio.

'
J

LUID


Diario de PernambucoScxta-fcira 19 de Marfo de 1886
i
i

DECLARACOES_____
Companhia de edifica-
{ilO
Communica-se aoi
eif
senhores subscriptores da
companhia d- eificacao. que deve ser rejugada
at o di 20 do corrente a primeira entrada de 10
0/0 do valor de suas respectivas achoca, sendo o
pg(unrnt.i r.alisado no London Bras.lian Bank,
jilited. ein en aprmente do que prescreve o art.
30 da W 880 do 4 de novembro de 1882.
Club de Regatas Per-
nambueano
Segunda regata em 5 do corrent"
De ordem do conaelho administrativo, previn
que a archibaucada tao somente destinada para
o socios e suas familias. Nao ha archibancada
para o publico, e s tero direito a entrada, na
que ha, os socios quetiv. rem pago at oto mez
(inclusive) como determinain 03 estatutos.
A'vista desta delibernco do conaelho, oj socios
que estiver- 01 quites podvrao procurar os seus
ingresaos nos dias'23 e 24 (ante-veapera vespera
da regat) tiaali.a 9 horas da noite, na sede do
Club.
Devendo- ou'.-oin>, ter lugar ueesa mosuia noite
um sarili-, O* 'eeordo com us nnssos estatutos, pre- |
vino que so'.-' V-n asmesmas exigencias lgaos
como para a legata.
Scciuwrii. do Club de Regata* Pemambueano,
em 16 de Mareo de 86.O secretario,
Osear C. Munteiro.
SEGUROS
MARTIMOS CONTRA FOGO
Companhia Phenix Per-
nambucana
Ra do Commercio n. 38.
SiilHil
CONTRA FOGO
The Liverpool & London & Glob
INSURRANCE COMPANY
&G.
AVISO
A empresa com o proposito de apresenUr este
illustre e intelligente publico, os novoi artistas
contratados na corte, eada um no sen relativo ge-
nera de trabalho, julgou conveniente organisar
um brande Magnifico Espectculo
Variadoteodo a certeza de obter todo aquello
apoio quo at agora lhe foi dispensado.
A empresa,
A. BOLDRINI,
do
<*-
Sania Cana da misericordia
rifo
A IIti* junta administrativa desta santa casa
contrata Coa quein melhorcs vautagens cffereccr,
o fornecimento de assuc-.r de 1*, 2* e 3* sorto e
turbinado, para os consumos dos eatubelecmeutos
seguintes, durante o trimestre do Abril Junho
do corrente anno : Hospit.il Pedro II, dito do
Lazaros, dito de Santa gueda, Hospiao de
Alienados. Afcylo de Mendici lado, ('asa dos Ex-
postos e Collegio das Orphas em Olio.'a.
As propostas deverio sor presentadas na sala
de suas sesgues, em cartas fechadas, devidaincn-
te selladas, at as 3 horas da tarda do dia 23 do
corrente, declarando os proponoutes snjeitarem s;
a urna multa de 5 0 0 sobre o valor total do forne-
cimento, se no praz? de tres das nao c .mpareee-
rem secretaria da mesma santa casa para asaig-
narem os respectivos contra'os.
Secretaria da Santa Casa de Misericordia do
Recife, 18 de marco de 85.
O eicrivao,
Pedro Rodrigues de Souza.
Obras Publicas
De ordem do Illm. Sr. Dr. engenheiro chefe,
faco publico que, em virtudc da aatorisaoSo do
im. Sr conselheiro presideuto da pro.iueia, re-
ebe-se n'esta Secretaria, no da 27 do corrtnto,
ao meio dia, prop'stas pira u execucio dos re-
paros das pontos do Atorro, da raa Bolla e do
Acougue no Rio Purmoso, credos em 2:7004000.
O orcament > e mais o .udiooes do contracto
acham so 'cata Beefttaiia para serem examina-
dos pelos Srs. intendentes.
Secretaria da repartico das Obras Publicas, 17
de Marco do I80U
<) secretario,
Joao Joaquim de siqueira Varrjao
Obras Publicas
De orein do Illm. Sr. Dr. engenheiro chafo e
director da repartidlo das obras publicas, faco
publico que em virtude da autorisacao do Exm.
Sr. conselheiro presidente da provincia, iccebe-se
nesta secretaria no dia 27 do corrente, ao meio
dia, prcpusta8 para a execucoo das reparos da
ponte sebre o rio Carima, em Barreiros, oreados
em 1:300*.
O crea ment e mais coudices do contrato se
acham nesta secretaria para serem examinados
pelos senhores pretendentes.
Secretaria da Renartico das Obras Publicas, 16
de Marco de 18S6."
O secrelario.
Joao Joaquim de Siqueira Varejn.
COMPANHIA DE SEGUROS
CONTRA FOCO
[\orlb Brilish k Mercantile
CAPITAL
f:OOO.ooo de libras sterllnaa
A GEN ES
Adomson Howie & C.
Camarotes altos
Ditos de frisa
Varandas
Cadeiras de 1' classe
Cadciras de 2* dita
Entrada geral
Presos
10000
84000
2*000
2*000
1*600
1*000
Companhia
[mperial
N* B. Depoisdo espectculo ha ver trem pa-
ra Apipucos, e bonds para as linhas de Fernandes
Vseira e Afogados. O bonds no largo de palacio.
O bond de Magdalena s havera quando o es-
pect iculo acabar depois do herario do ultimo que
passana ra Nova, as 11 horas e 42 minutos.
Principiara asj H I Koraa
MARTIMOS
Companhia Bahlana de navega
cao a Vapor
Macei, Villa Nova, Penedo, Aracaj,
Estancia e Baha
SECUROS contra FOCO
EST: 1803
Edificios e mercadera*
Taxat baixai
Promplo pagamento de prejuisos
CAPITAL
Rs. 16,000:000*000
Agente.
BROVVNS & C.
** N. Ra do Commercio N. 5
Sania Casa de Misericordia do
Recife
Na secretaria da Santa Cas* de Misericordia de
Recife arrendam-se por eapaco de um i tres an-
uos, as casas abaixo declaradas :
Ra da Moeda n. 45, 2404000
dem dem n. 49 240*000
Ra do Bom Jess n. 13, 1 andar 3. 0*000
dem n. 29, hja 216*000
dem idem n. 29, 1 andar 240*( 00
Ba dos Burgos a. 27 216*000
Ra da Madre de Deus n. 10-A 180*000
Caes da Alfandeca armazem n. 1 1:600*000
Ra do Mrquez de Olinda n. 53, 2o
andar 507*000
Ra da Guia n. 25 200*005
Becco do Abreu n. 1, o;a 48f000
Kua do Visconde de Itaparica n. 24,
pavimento terreo, 1 e 2* andar, por 1:6004000
Ra das Calcadas n. 32 200*000
Secretaria da Santa Casa de Misericordia do
Recite, 6 de fevereiro de 1886.
O escrivao,
Pedro Rodrigue* de Souxa
0
Commandante Nova
Segu impreterivel
mente para os portos
cima no dia 21 do cor-
rente, s 2 horas da
tarde. Recebe carga
t ao meio dia do dia
Para carga, passagens, encommendas e dinheiio
a fretc tracta-sc na agencia
7iiua do Vigario 7
Domingos Alves Natheos
COMPANHIA PEBKAMaiCANA
DE
VavegaeSo Costelra por Vapor
PORTOS DO NORTE
Parahyba, Natal, Macu, Mossor, Ara
caty, Cear, Acarahu e Camossim
O vapor Jaguaribe
(OHPWIIIr: DES HEMMACE
RES maritimen
LDHA MENSAL
O paquete Congo
Commandante rou
E' esperado dos portos do
sul at o dic 25 do corrente,
seguindo, depois da demora
do costume, para Bordeaux,
tocando em
Dakar, Lisboa e vlgo
Lembra-se aos Srs. passageiros de todas as
classes que ha lugares reservados para esta agen-
cia, que podem tomar em qualquer tempo.
Fas-se abatimento de 15 % em favor das fa-
milias composta de 4 pessoas ao menos c que pa-
garem 4 passagens inteiras.
Por excepo os criados de familias que toma-
rem bilhetes de proa, gosam tambem d'este abati-
mento.
Os vales postaes s se dio at e dia 23 pagos
de contado.
Para carga, passagens, encommendas e dinhero
a frete: tracta-se com o agente
iuguste Labiile
9 RA DO COMMERCIO -9
LEILOES
Leilo
HamburE-SoeflaiDerikaiiisciB
DampIschinTahrls-GeselIschaft
Vapor Hamburg
De 52 caixas com massas para sopa, 10
oaizSes com soda, 5 barricas com tont-
eo e 10 barricas com limonada.
HOalE 19
A's 11 horas
POR INTERVENQixO DO AGENTE
Alfredo Guimares
Na porta do armazem do Sr. Armes
Terceiro leilo
De dividas na importancia de 78:366,9880,
da massa da Joaquim Monteiro da Cruz
O agente Britto a mandado da Exm. Sr. Dr.
juiz de direito especial do commercio, na sua pre-
senta e a requerimento do Illm. Sr. Dr. adminis-
trador da mesma massa, levar leilo as referi-
das dividas.
Sexta-felra 10 de Mareo
A'b 11 horas
Eua do Imperador n. 16.
Paulo Caetano de Albuquerque, /erando-se para
a comarca de Buique, onde vai exerter o caraa de
jo municipal e de orphos, nao podendo desaa-
dir-se de todos seus amigos, o faz pelo presente e
aomesmo tempo olferece seus prestimos na Ha
comarca.
Recife, 12 de Marco do 1886. ____^_
Caetano C. da C. Moreira & C. participan
ao commercio que o Sr. Francisco G. Bandrira
Mergulbo desligou-se da dita firma pago e satis-
feito do seu capital e lucros at 31 de dezemaro
de 1885, ficando o activo e passivo aob *s respon-
sabilidades de Caetano Gr. da Cosa Moreira e
Joao Goncalves da Foute, que continan! assa-
ciados sob a referida
de 18-
Vcnde-se
MI
Vi
Broa.
Recife,
1 de Marea
urna jui/ientiuha muito manea e
bonita, propria para menino ou para qnem queira
criar. Vende-se tambem por necessidade ama
Leilo
excellente cabra que cria menino no peito e quan
do ouve a enanca chorar corre a balacear a rede
com a cabeca at que venham botar a crianca ao
peitq, d de muito bom leite duas garrafas, est
para ter cabrito, preco da dita 50/ : a tratar na
Magdalena, sitio n. 8.
r n m
THKYTKO
DE
Olinda
"Ro dia 18 de Marco vo prae,a perante o juizo
de orph.ioa da comarca de Olinda, eaarivao Dr.
Caldas as seguintes casas : n. 29 ra do Barao
da Vera Cruz, no valor de 320, e a casa n. 31
na mesma ra, no valor de 4"W.
Confiara do Senhor Bom hm
a Va-sacra da igreja da
Santa Cruz
De ordem da mesa regedora, convido a todos
os nossos irinos para comparec^rem em nossa
igreja, param-itados com seus hbitos, no dorom
go 21 do co'reiite, pelas 2 \[2 horas da tarde,
para acompauharmos a pr^eisso que tem de sa-
bir da igreja do Livramento ; c para o referido
acto tivemos convite.
O escrivo,
Jos Francisco de Figueiredo-
= Saerettria Ja devocao de N. S. das Merc:.
recta na igrej de S. Jos de Riba-mar, em 19
de Marco d i 8 convida-se aos nossos irmos para se reunuein em
nosso consistorio domingo 21 do corrente, s 3
horas da tarde, afim de encerporados, acomp-
nbannos a procissao de N. S. da SoledaJe da
igreja dn Liviamento, para a qual tivemos con-
vite.O secretario,
Antonio Soares Pinto.
-------1----------------- i
Monte **io dos volunta
ros da Patria
De ordeui da directora sao CDnvidado3 todos
os senhores socios comparecer :n seguoda-feira
22 do cormnte, na sdc desta associa;ao. para
tratar-se da segunda discussjo da refonn-i dos
novos estatutos. Outrosim, .a directora espera
que os senhores socios sejam mais assiduos a com-
pareeersm as sessoes. Recife, 18 de Marc > d 86.
Alteres Geroncio S. Teixtira
1 secretario,
~Esda de ferro do
Recife a CaruarH,
Para conhecimento das pessoas que desejarem
assistir as corridas que tero lugar em Jaboato
no domingo 21 do corrente, faz-se puaheo que
alem dos trena que partem da estacao do Recib-
as 2(30 e 5 horas da tarde expedir esta estrada
no referido dia um trem para Jaboato, que par-
tb da estaca dj Recife s 4 horas d tarde,
resreasando daUi e 7 1)2 horas da uoito. Esse
trem tanto na ida como na volta tocar em Ti
gip'Q-_____________________________________
Londoa and Brasiliaa Bank
Limited
Ra do Commerci-) n. 32
Sacca por t"dos os vapores sobro as ca
xas do mesnio anco cm Portugal, sendo
em Lisboa, ra dos Capellistas n 75 N-
Porto, na dos Inglezoc.
Gonpanliia de Seguros
MARTIMOS E TERRESTRES
ktistahelclda em 1855
CAPITAL 1,000:000*
SINISTROS PAGOS
At 31 tic dezembro de I84
Martimos..... 1,110:000^000
Terrestres,.. 316:000^000
44-Roa do < ommereio -
VARIEDADES
Companhia lyrico-cooiico-
dramtica
DIUIGIDA PELO AHTISTA
LU1ZMILONE
EMPREZ A
A. BOLDRINI E L. MILONE
Sabbado, 20 de Iaro
Ettra dn companhia
t
Apresentaeao dos hotos artistas
Erailla Cortea!.
Primeira dama-sopranc-dramatica da opera
Lyrica
Marin Andree.
Primeira cantora de opera-comica dos theatros
principis da corte
Roalba Beccf.
Pianista e castora-soprano
Luiz Evana;eliMla<. taelano Pon.
Primeiro tenor. Baixo lyrico e cmico.
Coros de ambos os sexos.
d:::s:si;3D3ps3Mawia
Primeira parte
Pela pnmeira vez n'essa capital a magnifica co-
media em 1 acto, do repertorio do Sr. Lua Mi-
\i0 CIIIENTO
ou
AMOR E VENENO
Tomam parte a Sra. Durand e os Srs. Repossi,
Milone e Tirelli.
Segunda parte
l.TROVATORE (Vcrdi) miserere e duetto
por tenor, barytono e'soprano em qne tomam parte
os distinctos Srs. Evangelista, Comoletti, e a dis-
tinctissima primeira-dama soprauo Sra. ERSILIA
CORTESI.
1 O dohixo kbbo (aria do maestro Lauro
Rossi do Conservatorio de-Mi'io) pela distiucta
e.iiit ra Sra. Rosala Becci.
3."SALUT AU BRESIL, hymno em homena-
oagem ao Brasil, palavras de M. Tibant, e msica
do maestro Girandou, desemr-enli ido peladistincta
actriz cantora Sra. Marin Andre.
Terccira parte
1.ERXANI (Verdi) grande aria Infelice tu
credeir pelo baiio lyrico Sr. Gaetano Pozti, com
ac iinpanh'imeato de orchestrx.
2." Vesi-eei Siciliaxi, bolero com acompanha-
mento de orchestra, pela distincta primr-ira dama
soprano Sra. S. SPRIKGEtt.
3.o Sinos de C'ohkeville (canelo das macis)
pela Sra. Marin Andre.
-TbaviaTa (Vcrdi) romanza por tenor Lungi
da lei, pelo primeiro tenor Sr. L. Evangelista.
Cbispih e a comadre dos maestros Ricci Irmaos,
gran duetto cmico, desempenhado pelo distincto
barytono Sr. Dominici e a distincta cantora Sra.
ERSILIA CORTESI.
Acabar o espectculo o magnifico disparate-
cmico em 1 acto e 1 qnaJrj. iutituladj
Espera-se de HAMBURGO,
via LISBOA, at o dia 20 do
corrente, seguindo depois da
demora necessaria para
Rio de Janeiro e Santos
Para carga, passagens, e encommendas, tracta-
se com os
CONSIGNATARIOS
Borstelmarui & C.
RUADO vigarjon. a
i* andar
A agencia nao se responsabi-
lisa por faltas nos voluntes, l\
horas depois da descarga da mer
cadoria.
*e\ta-feira. 1 do corrente
A'S 11 HORAS
No armazem da ra do Imperador n. 22
O agente Burlamaqni, autorisado pelo Sr. C.
Bradmller, vender em leilo no dia e hora cima
indicado grande quantidade de-canarios d'AUe-
manha, muito bons cantadores.
Leilo
Segu no dia 22 de'
Marfo, s 5 horas da
tarde.
Recebe carga at o
'dia 21.
Encommendas, passagens e dinhero a fretc at
s3 horas da tarde do da da partida.
ESCRIPTORIO
Ao Caes da Companhia Perrambucana
n. 12
l'niled States Brasil MailS.S.G.
O paquete Finance
E' esperado dos portos
e <
do
sul at o dia 29 do corrente,
depois da demora necessaria
seguir para
H.
naranho, Para, Barbados,
Thomaz e Mew-Vork
Para carga, passagens, e encommendas tracta-
PernonasenN
Henrique Reali (Mr.Grafligui) maes-
tro de msica.................. L. Milone.
Lyborio Boa-perna, emprezario----- C. Repossi.
Laurina sua nlha................. Fi< ravanzo.
Tentenna, avisador............... Mulin.
N'esta peca a orchestra executar urna symphn-
nia Poul-pourri, expressamente coirposta pelo Sr.
maestro Cyro Ciarlini e dirigida pelo actor Milone.
A orchestra est dirigida pelo distincto maestro
Sr. Tyro Ciarlini.
te com os
O vapor Advance
Espera-se de New-Port-
News.at o dia 16 de Abril,
o qual seguir depois da de-
mora necessaria para a
Baha e Bio de alanelro
Para carga, passagens, encommendas e diaheiro
a fretc, tracta-se com os
AGENTES
Henry Forster & C.
N. 8. RUADOCOMittRClO ~ N.8
/ andar
CHARGEIRS KEIMS
Companhia Franeeza de Navega-
eSo a Vapor
Linha quiizenal entre o Havre, Lia
ooa, Pernambuco, Baha, Rio de Janeiro e
Santos
Stnor vi de Pernambaco
E' esperado da Europa at
o dia 23 de Marco, se-
guindo depois da indispen-
savel demora para a Ha
rila, nio de Janeiro
' Santn.
Roga-se aos Srs. importadores de carga p io9
vapores desta linha,queiram apresentax dentro de 6
das a contar do da descarga das alvareng... iuuJ
quer reclamacae concernente a volumes, que por
ventura tenham seguido para os portos do sul.atiu.
de se poderem dar a tempo aa providencias neces-
sarias.
Expirado o referido praso a companhia nao se
responsabilisa por extravos.
Recebe carga, encommendas e passageiro; para
os quaes tem excellcntes accomoda^es.
Augusto F. de Oiveira i
ACiEMTEM
t -RA DO COMMERCUO -42
Compaahia ra> llelra de Nave
gsco a Vapor
PORTOS DO SUL
0 vapor Baha
Commandante 1- tenente Auraliono Izaac
E' esperado dos portos do
norte at o dia 21 de mar-
co, e depois da demora in
dispensavel, seguir para
os portos do sul.
Recebe tambem carga pa-
ra Santos, Pelotas e Rio Grande de Sul, Irctc m-
dico.
Para carga, passagens, encommendas e valores
Irata-ae na agencia
N- 46 RA DO COMMERCIO N. 64
COBPAMIIk rKUValIKlCA A
DE
Xavegaco Costelra por Vapor
PORTOS DO SUL
Macei, Penedo, Arac&ju, e Baliia
0 vapor S. Francisco
Segu no dia 24 do
corrente, s 5 horis
da tarde. Recebe
arga at o dia 23.
Encommendas passagens e dinheiros a frete at
s 3 horas da tai de do dia da sabida.
ESCRIPTORIO
Caes da Companhia Pemambw/iia
_______________n. 12 ^^______
Lisboa e Porto
3A barca portuguesa Isolinn recebe carga a fre-
d ; trata-se com Silva Guimaraes & C. ra do
C Pacific Sleam \avi;alioii
Company
Para facilitar aos
Srs. vir jantes que de-
sejarem assistir ex-
posico colonial de
Londres no corrente
anno, esta agencia fa-
r a redueco seguin-
te. a principiar do 1.
de Mar90 a 31 de Ju-
lho prximo futuro:
1.a classe, ida e vol-
ta para Inglaterra, bi-
lhetes validos por seis
mezes. 36:15:0 libras
esterlinas.
AGENTES
Wlson San s & GwjaLM
(4-Rua do CoDimercie-M
De urna mobilia de mogno, 1 guarda Iouca, 1
guarda vestido, 1 espelho grande oval moldura
dourada, 3 pianos, camas francezas de Jacaranda,
ditas de amarello, aparadores, cadeiras, sofs,
marquezo, bcrcos, lavatorios, mesas, secretarias,
11 caixas com cerveja allem e caixas com cognac, ditas com conserva de pimen-
ta, gigas com champagne o muitas outras bebidas '
que sero vendidas em lote a vontade dos Srs.
compradoies.
Sabbado 20 do corrente
as 11 horas
No hotel Universo, sito ra do Com-
mercio n. 2
Aluga-se o referido predio com grandes commo-
dos e boa localidade para qualquer negocio.
Por luterYeneo do agente
II
AGENTE
Miguel Jos Aires
N. 7-RA DO BOM JESS-N. 7
Seguros mar i limn e Ierre* (ron
Nestes ltimos c a nica companhia nesta praea
que concede aos Srs. segurades isempcilo de paga-
mento Je premio em cada stimo anuo, o que
equivale ao descont de crea de 15 por ceato em
favor dos segurados.
Instituto- i- i (iv ra rio ol ndese
Domingo 21 do corrente, na respectiva sede,
ha ver sessSi de assembla geral para eleijo de
Eresidente, s 10 horas da manha. Oiinda, 16 de
larco de 1886.-0 l.o secretario, Jote Pinto
Souto-Maior.
Ao commercio
O abaixo assignado, tendo justo e contratado
renda de seu estabelecimento sito ra Imperial
n. 133 ao Sr. Manoel Joaquim da Silva, livre e
desembarazado de qualquer onus qee possa appa-
lecer, se alguem se julga com direito, aprsente
seus titules no praz > de 4 dias.
Recife, r de Aarco de 1886.
____________ilauoel Goncalves Nogueira..
Barcaca
Vendc-3e urna barcada de carga de 300 saceos ;
a tratar na ra Direita n. 82, loja.
Gnsmo
Leilo
Das dividas hypothecarias no valor de.. .
4:600;5 pertencentes a massa fallida de
Joaquim Ferreira Campos & C
Segunda felrj. 99 do corrente
As 11 horas
No armazem rua do Imperador n. 16
O agente Gusmao, autorisado psr mandado do
Exm. Sr. Dr. juiz de direito de commercio e a re-
qnerimento do Dr. administrador, far.i leilo com
assistencia do m:smo juiz das dividas hypotheca-
rias no va!or do 4:00 perten:entes referida
massa.
Precisa-se de uuia criada para todo servica de
casa de fBmilia ; a tratar na ra do Barao da
Victoria n. 7, 2- andar.
Cosinheira
Precisa-se de urna cocinheira e que faca mais
algum Service em casa de peqcena familia ; na
rus do Mrquez de Olinda n. 26, loja.
Ama
Precisa-se de urna aun par.\ cuidar de urna
erianca : na ra do Mrquez do Herval n. 28.
2-
De um importante predio de dous andares
c sotSo sito ra de Mareilio dias n.
32, antiga ra Direita, e rende 2:000^
Segunda-feira 22 do corrente
A's 11 horas
No armazem da ra do Imperador n. 16
O agente Gusmao, autorisado por mandado do
Exm. Sr. Dr. juiz de direito da provedoria e com
autorisacao dus demais consenhores, far leilo
com assistencia do mesmo juiz, do predio cima
mencionado, pertencente ao espolio de D. Feici-
dade Perpetua Gomes da Silva, podendo desde j
os eompiadores cxaminal-o; acbam-se as chaves
no pavimento terreo, loja de miudesas.
3. leilo
DE
Ama
Precisa-:o de urna perfeita engommadeira ; na
ra do Riachuclb n. 57,porto de ferro.
Feilor
Precisa-se de um feitor que entenda com per-
feicao de jardim e horta ; a tratar na ra de Ria-
chuello n. 57, portao de ferro.
Puro lcite
Ai 6 horas da manh, no largo do Rosario, de-
fronte da igreja.
Por20$000
' Aluga-se o terceiro andar da casa ra de S.
Jorge (antiga do Pilar; n. 72, cora bastantes com-
modos ; a tratar na ra da Crespo n. 17, loja.
No pateo de S. Pedro n. 6, primeiro andar psr
cima da tinturara, prepara-se comida para fra.
Para o Para
E esperado do sul nestes dias n lugar nicioaa
Juvenul, e desde j engaja carga para o p.rt>
cima, a tahir com brevidade ; a tratar na ra
do Marques de Olinda n. 6.
Boyal Mail Sleam Packet
Company
Reducgo de passagens
Bilhetes especiaos se-
ro emit idos desde 14
de mareo at o fim de
julho offerecendo faci
lidades aos senhores
viajantes para visitar
a exposieo colonial
era Londres, de 186.
Ida c volta de Per-
nambuco a Southamp-
on, primeira classe,
com o prazo de 6 me-
zes libras sterlinas 36,
150.
Para Maranho
Segu brevemente para o porto cima a barc*
rf rtugueza Miuho ; para o resto da carga trata
Jicom os consignatarios Jos da Silva Loyo &
Pilho.
Sendo : O sobrado de um an lar e sota de n.
1, raa da Ponte Velba, edificado a moderna,
com o pavimento terreo em salo, no andar tem 1
sala e 4 quartos, e na soti, 1 saleta, 3 quartos e
cozinba.
Urna mei'agua no fundo do sobrado cima com
frente para a ra do Capibaribe, sob n. 48, com 1
sala, 2 quartos, corredor, Czinha externa e peque-
no quintal.
O referido sobrado se torna rec immendavel por
ser de esquina e com o oito para a grande baca
do Capibaribe, onde se rffoctuarao as regatas.
Terea-feira, 33 do eorrcuie
A'S 11 HORAS
No armazem da ra do Imperador n. 16
O agente Martin, far leiio, por mandado do
Exm. Sr. Dr. juiz de orphos e em sua presen;,
dos referidos predios, pertencentes ao espolio de
Antonio Jos de Bittencourt.
i us lino lainciro de lmpida
Josepha Carneiro Diniz, Alfredo Cavalcante
Ribeiro da Silva, Justina Carnero Ribeiro da
Silva e Joo Carneiro de Almeida agradecm a
todos os amigos que acompanharam os restos mor-
taes de seu esp.iso, sogro e pai, Justino Carneiro
de Almeida ; e de novo os convidam para assis-
tirem a missa do stimo dia. que ter lugar na
igreja de S. Goncab, s 8 horas da niauh do dia
20 do corrente, p<-lo que desde j. se confessam
eternamente gratos.
-.-v-ssssceiasiaB
Para Hainburgo
Recebe carga a frete a barca
brasileira Nova Syrr.pathia ; a tra-
tar com Baltar Oiveira \p.
AVISOS DIVERSOS
Pede-se aos abaixo assignados o favor de
virem ou mandar rua do Mrquez de Olinda n.
51, a mgocio qne nao ignoran
Jos de Aranjo.
Pedro Siqueira, d'Alfandega.
Arthur Dantas.
Luis Carvalbo.
Jos Guimaraes, caixeiro de Loyo & Filho.
Frederico Vieira.
Augusto Goncalves d.i Silva.
Manoel Antonio Carneiro de Araujo.
Aluga-se o 1- andar da casa n. 19 ra ds
Penha. o 1 da de n. 18 ra Direita, o 1 da
de n. 66 mesma na, o 1 da de n 35 tra-
vesea de S. Jos, o 1- da de n. 34 ra estreita
do Rosario ; o 1 da de n. 24 ra do Aragao
os terreos de ns. 26 4 ra Duque de Caxias, 41
ra do Rangel. e a c*sa n 26 ra de Nunes
Machado, no Espinbeiro, com b ns commodos, e a
casa no largo do Apipucos n. 19 ; a tratar na ra
do Hospicio n. 3*.
Precisa-se ae orna cosinheira
Barao da Victoria n. 39, loja.
na ra de
Precisase de dnas amas, urna para cosinbao
e outra para engommar ; no largo do Corpo Santr
n. 13, 2- andar.
w Aluga-se urna escrava moga e sadia, para
todo ser vico domestico de casa de familia ; a tra-
tar na ra de Riachucllo n. 31.
Precisa-se de urna senhora para ensinar em
um engenho a urnas meninas o portuguez e costu-
ras ; a tratar com Joao Francisca Gomes de Ar-
ruda, ra do Apollo n. 28, 1 andar, das 10
horas da manba s 3 da tarde.
Precisa-se de dous criados (um homem e
urna mulher), preferindo se casal, para o servico
de urna cas i mobiliada e tratamento de quintal
a tratar n > Caxangri, nntigo hotel Farofa._______
Perdeu-se u e iderneta do Monte-Pio de Soc-
corro n. 4,782 ; qnn achon queira entregar ao
sea dono Jos Francisco Carneiro, ra Nova n. 48.
O abaixo~assignado,~declara ao commercio,
que nesta date vsndeu no Sr. Augusto Rodrigues
Braga, o estabelecimento que tinha sito ra do
Barao do Triumphon. II desta cidade, livre e des-
embaracado de qualquer onu.
Recife, 17 de Marco de 1886.
Antonio Tiborcio Guimaraes,
= Precisa-se de una cosinheira e que fa^a ma3
algum servico em casa de pequea familia : na
ra da Aurora n. 81, 1- andar.
B. DE IIRISIW & C.
Su i Bortiis a, 18
(ANTIGA DA CRUZ)
Casa de commissoes
Qranda e variado sortimento de amos-
ras e catlogos de producr^oes da Allema-
ha, Franja, Ing'atera, Austria, Hespanha,
.taiia e Estado-Unidos.
N. B.-~InformajSes sobre machinismos
tgricolas, ditas para engeuhos centraea-
loaibaa, etc. para incendios a outra* ma,
tiias e utensilios


t


6
,


Diario e PernambucoScxta-feira 19 de Marco te 1886
Aliga-se barato
O I.* e 2." andares da travesea do Campillo n. 1
O armaiaai do Bm Jess n. 47.
caca da ra do Visconde de Goyanna n. 79
4. eaaa da Baixa Verde n. IB Capunga
4 tratar no Largo do Corpo Santo n. 19,1 an-
Aluga-se
i1oa e 3 andar do sobrad rna da Imperatrii
a 20 : a tratar con. Capitalino de Gusmao, ra
do Bom Jess n 11, 1- andar, onde estilo as
efcaves.
Alug'a
se
a lqj- do sobrado rna de Hortas n. 140 ; a tra-
tar no largo da Altandega n. 4. _________
Aluga-sc
3Hartos mobiliadoB, independentes ; na ra de
oaquim Nabuco n. 9.
\ma para eozinhar
Na ra do Bem-fica
sitio que fica em fren-
te da entrada dos Re-
medios, se precisa de
urna mulher forra ou
e sera va para ama de
coainha.
TNICO
f

%
a mm %
Na praca do Coudori'Eu n. 7, 2- andar, preci
sa-se de nma ama boa cosiaheira e ie boa cu
ducta, para casa de pequea familia, paga-se
bem.
Al!
Precisa-se de urna ama prra engommado com
perfeico ; na ra da Aurora n 155.____________
Precisa-se de urna ama; na ra do Mrquez de
Olindan.56, 2- andar.
AMAS
Na ra do Imperador n 17, 2- andar, precisa-
se de urna ama pura engommar, e outra para co
sinhar-
Ama
Precisa-se de urna para engommar a tratar na
ra de Pedro Alfonso n. 46 A.
Ama
Preoaraq&o de Productos Vegetaes
PANA
XTIN(iO DAS CASPAS
e outras Molestias Cepillares.
JVIARTI N8~A~BASTOS
Pernambuco *
Bolsa perdida
Pede-so a pessoa que acbou na noite de 15 do
corrente, "urna bolsa de couro contendo apenas
contas e diversos documentos que fi zem grande
falta a sen dono o favor de lrval-o a ra do Ro
sario Larga n. 18, que altn de muito se agrade-
cer-se recompensa com generosidade.
Atten^o
O puro vinho verde e o saboroeo cha preto pon-
ta branca, especialidades sem competencia ueste
mercado, recbidos pelo ultime vapor, encontra se
venda em casa de Paulo Joa Al ves C.
olliia do Baro da \icluria--60
OPPRESSAO
TOIII
UTilRHO-DUinO
ASTHMA
NEVRILGIAS
Paisa UU&M CSflC
tspira-se a furcaca que penetra no yolio acalma o srmutoma nervoso, laclEta
a expectoracao e (avorisa as funecoes uos orgaos resi>irat<
ara aatt aSs?IC\ I Ti, m SK-LMare. eos Paria
awoa / WM.AW M. hs MIL VA jfc_gs _
Atiendo
Na ra do Cotovello n. 25, Tfnde-se farinba de
milbo moida a vapor, de Ia, 2*, 3, 4 e 5" quali-
dades, a 80 rs. a libra e a 2/200 a arroba.
.minou
Aos4:000$000
BIHETE tiWSRM
Precisa-se de urna para cosinhar ; ra do Bario
da Victoria n. 9.
Ama
Precisa se de urna cesinheira para ca6a de pou-
ca familia ; a tratar na ra 'do Mrquez de Olin
da n. 6._______________________________________
Ama
Precita-:e le nma ama para cosinbar e lavar ;
na roa do Brun n. 0, 2- an ar.
Engommadcira
Precisa-se de urna que eng~>mme bem e ensaboe,
para casa da p de d'Eu n. 30, 3* andar.
E' Barato
Aluga-se as casa* nB. 28 e 40 ra da Amizade
na Capnnga, e as de ns. 11 e 20 traveaaa do
Corpo Santo no Recife : a tratar na iua do Ara-
gao n. $P, sobrado.
CASA
Compra se urna casa terrea, boa, na freguez.a
de Saato Antonio : quem tivar dirija se a rna da
Roda n. 11, que dir uem qiier.
1
ti
Leonor Porto
Ra do Imperador n 4.
Primeiro andar
Contina a eseeutar os maia difficeis
figurinos recebido de Londres, Paria,
Lisboa e Rio de Janeiro.
Prima em perfeico de costura, em bre-
vidade, modicidade em preces e fine
geeto.
I
36
Cautela perdida
O abaiio aasignado previne Caiza Econmica
e Monte do Soccorro, que perdeu a cautella n.
12,682 pertencente ao mesmo abaizo assignado,
pelo que pede pessoa que a acbou a bondade de
restituil a ao mutuario que ficar eternamente
grato. Previne porUnto ao Monte de Soccorro
que nao entregue os objectos sem as competentes
tstemunbas. Ra da Matriz da Boa-Vista n. 34.
Protessor Julio Soares de Asevedo.
Tendo fallecido nes-
ta cidade no dia 11 des-
te mez o cidado suis-
so,Sr. Henrique 0< ttli,
sao convidados os seus
credores apresenta-
rem qualquer conta ou
titulo, dentro do prazo
de oito das, da data do
presente, ao cnsul da
Suissa, ra do Bom
Jess n. 62.
Recife, 13 de Marco
de 1886.
Ajwliees geras
Vende-se
Duas apoces geraes
do valor de umeontos
de reis cada urna, quem
qn.zer annun ser procurado.
i n
x uuijjU 11
Ra do BarSo da victoria n i O
e casas do costme
Aoham-ae i vend os felizee bilhete*
garantidos da 8.a parte das loteras
jeietfcio da matriz de Serinhem, (44*),
que se extrahir, sabbado, 20 do correnete.
Frecos
4^000
2 1^000
de OO^OOO par
cima
33600
1^750
3875
Inteiro
Meio
Qunrto
porc^i
Inteiro
Meio
Quarto
JoSo Jfoaqw'm da Costa Leile.
Por 15#0t*0
Aluga se para morada a loja do sobrado ra
de Lvmas Valentina' n. 50 ; a tratar na ra Pri-
meiro de Marco n. VA, livraria Parisiense
0 restauran! italiano
rna da Larantelra. numero *
convida sos seus fregueses, como sempre, aos
bous petiacos a gosto e vontade das pessoas que
entendem da arte colioaria, seua temperos de
manteiga e ni de banha de (jorco.
Precos :
Um janta. com sopa, tres pratos, caf ou cha,
sob e mesa e vinho 140.0.
Almoco com doun pratos, caf, cha ou leite.
pao, manteiga e vinho 14000.
Tendo todas as quintas feiras vatap, macar -
rao a italiana e ravioles.
Padaria
Offerece-se urna pessoa cem vinte annes de or-
tica de padaria, para tomar conta de alguma, dan
do fiador de sna conducta ; quem precisar dirja-
se ra Marcilio Dias n. 58. 1- andar, que en-
contrar cem qnem tratar.
Precisa se de um menino de 12 13 -umos de
idade : na ra do Mrquez do Herval n. 28>______
Criada
Precisa se de urna criada para engommar e
mais servicos de casa de urna familia com posta de
duat pessoas ; a tratar n.i roa Oireita n. 2.
Cos nhera e copeiro
Precisa se de urna boa cosinbeira e de om co-
peiro ; na rna da Auroia a. SI.
Diariisejomaes
Comprase diarios e jornaes velhos ; na ra lar-
ga do Rosario n. 27.
Criado
Precisa se dp um eorx'iro que seja I impe na
ra da Aurora u. 15o.
o publico e ao com
inercia
O abaixo assignado, irado de se retirar para a
Europa, julga nao dever nesta praca nem fra
Q'ella; mas se algnem se julga com ttulos, apre-
sente-os no prazo Ua oito dias as beguintes ca-
sas : Ra de Santo Amaro n. 28, ra Imperial
n. 133, ao seu procurador Domingos Gomes Cor-
rea, nacasa amsrellaco ArraiaL
Recife. 17 de Marco d 1886.
Manotl Gonpilvtt Nogueira.
Aviso
O abaizo assignado scientfica aos seus fre-
gueses e a quem inieressar possa, que os nicos
autorisados a recebe.- do seus devedores sao : -
Antonio Joaquim Mcreir^ e Abdon Lima.
Declara mais que faz o presente aviso, porque
algurs cavaUei.ro di ndiutria teem procurado
receber contas de seus fi>-gueze8.
Rtcife, 18 de Marco de 1886.
J. C. Freita.
Dissolupao de socieda-
de commercial
Fazcmos publico (jas aeba-sa diesolvda a so-
cielade que girara uesa pra?* sob a firmu Vi-
Ferreira & C.
Retirou-se pago e satisfoito de seu capital e lu
cros, exonerado completamente de qualqner res-
ponsabilidade i o Pedro de Oliveira Vi-
tello.
O i.ctivo e paasivo daque'.la firma que fui de
claiada eztmcta, pa^OJ a pertencer exclusiva-
mente a de Perrira, Fe-reira & C, da qual somos
nicos solidarios e responsaveis continuando o es-
tebelecimcnto 4 ra do Imperador m. 40.
Recite, 13 dr marco di 1>
Antonio Fernandes Pereira.
Francijc.i Ferreira de Araujo
grageas de Ferro Rabuteau
Laurtado do Instituto de Franca. Premio da TheraPtutioa
O emprego em medicina de Ferro Rabuteau baseado na Sciencia.
AsVerdadeiras Grageas de Ferro Rabuteau sao recommendadas nos casos de
CMorose, Anemia, Pulidas Cores, Cormentoa,Debilidude,Egotamento,Convalescencia,
Fraquza dua criuncaa, Depauperamento e Alteracao do aangue em consequencia de
fatigas vigillias e excessos de toda a natureza. Tomar 4 6 grageas dor dia.
Nem Conatipacao nem Diarrhea, Aasimilacao completa.
Elixir de Ferro Rabuteau recornmendado as pessoas que nao podem engulir
ligulir as grageas. Um calix de licor aos repastos.
Zarope de Ferro Rabuteau especialmente para as criangas.
lili Urna axplicaoio detalhada acompanha cada frasco.
Exigir o Verdadeiro Ferro Rabuteau de CLIN & Gia, da PARS, que se
______ _______encontra em cata dos Droguistas e Pharmaceuticos.
Extracto Composto

....
prounKiitesdrilasepara
ARViGOR AO Corpo
Purificado Sangue.
XAROPEd-REINVILLIER
00 _^ Laureado pela Academia de Medicina e=iO
"^O c* CMtalhtlro ta Legiio de Honra rr*T3&0
O Phosphato de cal a substancia mineral mals abundante do organismo e toda vea que sua
quantidade normal dlmlnuc resulta urnaarToccao o&anlca grave.
Mais de cinco inil curas, a mor parte justitlcada jelos Profcssores e Hedios das Paeuldades
orao obtldas ltimamente e Qzerao com que o Xarope do V RelnvUlier fosse classlUcado
como o especifico mais seguro contra a Tsica pulmonar, Broncblte -hronlca. Anemia,
Kscbitlsmo, Debllidide do Organlamo. Xarope da !>' Ke.invillier administrado
diariamente as criancas facilita a dentlco e o cresclmonto: as maes e amas do leile torna o
lclle melhor; lmpede a carie e queda dos denles tao trequentes depols da preaez.
Deposito: Pharmaoia VIMBXQVE, 8, Plao do la Bfag-daleino, VAIUX.
Em Pernambuco: FUASr* M. **?.
i%t'll.':l.|ilI.MH;.!mtillilJl.l,,sll!i:M:<
Approvados pela Junta Central de Hygiene da Corte.
%
J Falta de appetlte, Prlo
congeatoes, etc. Dou ordinaria I. i a 3 frita.
* Exigir |J|.liJUI|l?Bl/jTr com o rotulo em 4 CORES, e a
as llr:lMlLli;*a't""T'' asignaluri A. Rouviire em tinU gurudi.
***#*
Apcneutes, estoznachlcos, purgativos, depurativos, contra a
de ventre, Enxaqueca, Vertlgen*,
Em PAJUZ, Pharmaoia
DEPSITOS KM TODAS AS PRINCIPAES PHARMACIAS
r~
A BELLEZA ETERNA U PELLE ebtida pelo uts da
PERFUMARA-ORIZA
L. LEGR AND. Fornecsdor da Corte da Riissia.
4>
sito a
grand
bem
todos
outra
i--------- *
O proprietarios do muito conhecido estabelecimento denominado
MUSEUDE JOIAS
ra do Cabug n. 4, communicim ao respeita-el PUBLICO que receberam um
e sortiiuenlo de joias das mais modernas e dos mais apurados gostos, como tam-
relogios do todas as qualidades. Avisam tarabem que continuara a receber por
os vapores viudos da Europa, objectos novos e vendem por muito menos que em
qualquer parte,
MIGUL WOLFF & C.
i\.
4RA DO CABUG----N. 4
Comprase ouro e prata velha.
TINTURARA
I

nTrem-j
SUCCESS9R
fCRME-ORIZA\
OS - r,r.LEN
^'sscurdeplusieurs^^
^|JF STH0N0R^
fifi CKtit: irr-i*
i braaqa'J: t PLL
S i-1.11 A
fiaismiHCU niscts
aa aociotaa
mrun aa aw mafati ltdt
Msm Uatoa o tMto tisM,!
tu urds di< rtrts.
STOTtsiESF
ORIZA-LACT
LOCO EMULSIVA
Braoquriatrtrreaua palle
Fas deapparacar as lardas.
ORIZA-VElOUTE
Sabio pala rtoalta do
VO.BiVEIL.
0 mais au>e para apelle
ESSrRZA
Perfume* li '.zioi 01
r*m*lk*tct u lina or
Adoptado! pala aaaia.
ORIZA-VELOUTE
P de FLORd'ARROZ
ai Innata 1 palla.
Prsdsaado o aesissado
apanga.
ORIZA- Otl_, Oieo x>r-a.
Deposito principal
S07, ra Saint-Hooor, Parir.
UEDALBA DE HONRA
0 9LE0 CHEYRIER
i deUnlecUdo poJo Aicstrio,
tnico t blumtco, o jumtnt ti proprlJ*dei do I
0 OLEO de FIGADO
DE BACALAO FERRU&IN3S0
unir preparcio ;ue pe/m-tt
nlmn-ttnr o riTO te/n pn-
dutir Pristo d V^Dtre, nem
loco ramo do.
HMaUncrnTa TiMi
21, ni do FHB-Swtmarlre. 21
^^podF5?>
BRAN'C0.L0IR(L .
[e ferruginoso]
* 5f; OrVm J' '**
DIPLOMA DE HON1
aactiTDO roa todas as
Celetrliales Medicas |
DA FRANCA E DA El.KOPA
10LESTMS DO PEITO,
' AFFECCOES escrofulosas
CHLOROSIS,
ANEMIA, DEBILIDAOE.
TSICA PULMONAR,
BRONCHITES, RACHITISMO
Vinho de Coca
DEPSITOS KM TODAS AS PBINC1PABS PHARMACIAS DO BRAZIt.
AS
gnermitiailes Secretas!
ftU:NORRKAGlA8
QONOTIRHEA8
FLOPE8 BRANCAS
CORR1MENTOS
lOantoB o= MnUgoa sao curados
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9 injeccSo de
R9 DOUTOR FOIMNIR
PERFUMARA DO MUNDO ELEOAMTe^
DELETTREZ
54, 66, Ra Rlchar. 54, 56
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SUAVIDADE
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ska w fc-w-aiK*, vAa>a* -aa aBS-r* ?">
W-,
EXPOSITION Jf UHIt1878
Mdaille i'Or^^CroiieCheTalier 1
LS PLUt HAOTES RECOMPENSES
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Preeonis&da para o toucaaor, como coB8erndo
cosslantemeate as core da mocidade,
e preservando da peste e do cholera morbt.
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PERFUMARA DE LACTEINA
launaei'aiia pelas Celetriiain lefieu.
GOTAS CONCENTRADAS para o lenco.
OLEOCOME para a belleza dos cabellos.
ESTES ARTIGOS ACUAM-SE NA FABRICA
pars 13, me d'Engbiei, 13 parss
Depsitos em todas as Perfumara!, Pbarmaciss
e Cabellereiroe da America,

$
m
POS
dio ao i
a bella aivura
rosa que fez a reputacao
das Bellezas ti Antiguidside.
L. PANAFIEU C
Paria, ra Rochachouart, 70.
taaaU-iastaParaambuco : Frase* M.aa SILVA tC*.i
>w^warwmWM naiij4
SABONBTB, EXTRACTO]
AGUA DO TOUCADOM
POS DE ARROZ
COSMTICO. BRIXHAaVTIaVA
OL.XO, POMBtADA, VINAQRB
>
^A Perfuraaria OSMHEDA assegura aos
Clibntbs flEIS
BTtalsdt eliraa i r sim igual
laaaFmambua: FRAN" M. da SILVA c
Kabrica GS.-9
PRODUCTOS EN0L0GIC0S
de ULYSSE ROY, em Poitiers (Franga)
EmllePROUST, Suc"- & Genro
2o Ra de Malliias de Albuquerque 2o
(ANTIGA RIA D4S FLORES)
TiDge e lirnpa com a maior perfe93o toda a qualidade de estofo, e fazenda en
pecas ou em obras, chapeos de feltro ou de palha, tira o mofo dasfazendas; todo o
trabal o teito por meio de machinismo aperfeicoado, at hoje conhecido.
Tintura preta as tercas e sextas-feiras.
Tinta de coras e lavagem todos os dias.
RODA DA FORTUN
200:000*000
wm i mM
PREQOS EM PORpAO
Dczcnas..... IO|iOOO
Vigcssimos .... I000
EM EETALH0
Dczenas..... 11^000
Vigsimos .... 1^100
CORRE TODAS AS TERCAS-FE1RAS
38 BALAftGA 09 ROSARIO-38.
^GKAPHIA uto
!. r-eran, onanUco doa Vinhos ou sobra; __fc.
do Modoe................oalOOfraaooei 200*-
1 Ti ,\c S- > lolaiJLicorob o 100 frascos 300 (r.
" fj, os 100 basaos < 00 fe.
'MAV'I '- -"
t'raJxoiftco l>d:. da SIL^A tr O
VinhadoDr.FQi'itier
5 Quina rerracnoso e i Cascas de Iranjas amarga.
TNICO RECONSTITTJINTF
demedio soberano
COSTRA A
CMLOPOSE, ANEMIA, CARIE DOS 0SS0S,
AFF .j^fiES DAS VAS DIGESTIVAS,
DIARRHEA3 CHRONICAS, RACHITISMO,
ESCRFULAS, DEBILI'jADE,
COUVALESCENQAS DE FEERE5 JV^HOlOfAS
E DE MOLESTIAS ORA7ES, ETO.
Venda emgrosso: 7. B, ISosreilon
PoTiaceitlco im BRlVE (Corr), FRaI{A.
^
Depsitos em Pernambuco :
IPR.A.N Tt/L. da SILVA Se C
ra \tiu u baii Psiraitiv ds *r." il'
ALBESTO HENSCHEL & C.
Mm OBARAO ll\ VICT0R1A--S2
O bem acreditado estabelecimento photographico allemSo, acaba ds augmen-
tar as suas galeras no gosto das mais sumptuosas casas d'este geneto, como de Paria,
Londres e Berlin, onde o respeitavel publico encontrar os mais apt rfeicoados trabalhot
pel systKma mais moderno e mais apreciado.
Para dar mais impulso sua casa e assim melhor satisfazer as mas difficeu
exigonciss, acaba de contractar o eximio pintor o Sr. Ferdinand Piereck, chegado f-
centemente da C6rte do Imperio, onde adquiri grande nome, alm do bom crdito qua
j gozcu em 1877 quando aqui estee na mesma casa.
Roga-se as Exmas. familias e mais pessoas o obsoquio de honrar com sua*
visitas a este grandioso estabelecimento, onde existe urna magnifica exposico de bom
produc53es artsticas e onde encontnrao Ihaneza no trato, perfeicSo nos trabalhot t
modicidade nos precos.
C. Barza,
Geiente.
Grande e bem montada olicina k alfaiate
DE
PEDROZA & C.
N. 41Ra do Barao da Victoria-JV. 41
aBBr^g-Neste bem conhecido estab lecimento, se encontrar um lindo variado sor-
timento de pannos, casemira, brins, camisas, punhos, collarinhos, meut,\ gravataa,
tudo importado das melhcres fabricas de Paris, Londres c Alleruan.hu; atan bem
servirem aos seus amigos e freguw, os proprietarios doato grande estaliaiecimento
,m na direecSu dos trabal .os da oficina habis artistas, e que no curto eapaco de 24
h-ras, preparara um terde r upa de qualquer fazenda. -
Ra do Baro da Victoria n. 41
(PRESOS SEM COMPETENCIA)


rso


Diario de PernambucoScxta-feira 19 de laryo de 1&&6



i
AOSU4:Boo'
3ILHSIES BRAMIDOS
lia Primeiro de Marfo n. 23
O abaixo assignado tem exposto ven-
da os seus afortunados bilhetes garantidos
da 8.' parte das loteras a beneficio da
da matriz de Serinhaem, (44.a), que se ex-
irahir sabbado, 20 do corrente.
PREOS
Inteiro 4,9000
Meio 20000
Quarto 1*000
En quaatidade malor de loo*
Inteiro 30500
Meio 1*750
Quarto 5875
Manoel MarHnt Finta.
t
i-
os 4.-000S000
E
t
16-Raa do Cabug-16
Acham-se venda os venturoiios bilhe
tes gar ntidos da lotera n. 41a em beneficie
da matriz de Serinhaem que se extrahir
no sabbado 20 do corrente.
Preces
Inte-ro 4*000
Meio 20000
Quarto 1*000
Sendo qaantidade superior
a l 0:OOO
Inteiro 3*500
Meio 1*750
Quarto *785
Joaquim Pires da SU va
un mil
Aos4:000$000
BCHETE** CAB tMIDO
i^raja da .Independen
cia ns. 37e 39
O abaixo assignado vendeu entro oe sen*
felice* bilhetes garantidos da 43a lotera
sorte de 200* em 4 quartos n. 1551,
*Jm de outras muitas de 32*, 16* e 80.
Convida os possuiebres a virem recebes
sem descont aleura.
Acham-se a venda os felizes bilhetes
garantidos da 44a, parte da lotera a benefici i
da matriz de SernhSem, que se extrahir
n dia 20 de Margo.
Preeos
Bilhete inteiro 4*000
Meio 2*000
Quarto 1*000
porefio de 1005000 pan
cia
Bilhete inteiro 3*500
Meio 1*750
Quarto 875
Autanio Augusto do .San/- Pr.rto.
Pilulas purgativas e deparavas
de Canipanha
Estas pilulas, cuja preparacSo puramente ve-
getal, tem ido por mais de 2< annos aproveitadas
com os melhor. s resaltados nas seguintes moles-
tia* : afifecedes da pelle e do figado, syphilis,
bouboes, escrfulas, cnagas inveteradas, erysipe-
tas e Rouorrba
MODO DE U8AL AS
Como purgativas: tome-se de 3 6 por dia,
bebendo-ae aps de cada dse um pouco d'agua
adocada, cha ou caldo.
Como reguladoras : cme-se urna plala ao
jantar.
Estas pilulas de invencao dos pharmaceuticos
Almeida Andrade & Filhos teem o veiidictam dos
senbores mdicos prra sua melhor garanta, tor-
Bndo-se mais recommendaveis, por aerem um se-
guro purgativo e de pouca dieta, pelo que podem
ser usadas em vagem. Acham-se a venda na
drogara de Fara Sobrinho & C, ra do Marques
de Olioda n 41.
Sitio no Arraial
Aluga-se o sitio mais fresco e bem localieado
do Arraial, com muitas arvores de fructo, ptima
baia para plantaces, tendo a casa boas accom-
modacoes e encanamento d'agua ; a tratar na ra
do Visconde de Albuquerque n. 92.
"adaria
o
Aloga-se o sebradinho do becco do Quiabo
Afojrado i), com quintal grande e diverses pea de
rneteiras ; a tratar nr ra de Marcilio Das nu-
mero 106.______________________________
E' pe chincha
Vndese um deposito de seceos em pequea
escalla, proprio para princi iante e bem afregue
sado; a tratar no mesmo, sito ao largo do Forte
numero 34.
Papagaio
Vende-se urna nadara no centro de urna destas
freguezias da cidade bem montada e afregnezada
e tambem se admitte um socio por necessidade
que tem seu dono de se retirar para tora da pro-
vincia : no Caes do Appullo, armaaem de farinha
n. 65 se dir com quem se trata.
Boa occasio
Vende-se urna loja de calcados com urna boa
arroacao muito propria para principiante, sita
ruf Direita n. 28 : a tratar na mesma.
Em vista dos grandes progressos da idea de que
se gloriam as naces civilisadas, o commercio
deve acompanhar esse progresso, visto eme elle
o mais poderoso elemento do engrandecimento das
naces ; em /ista do que annunciam
MART1N8 CAPITO 4 C.
1 Boa estreita do Rosario 1
Grande sortimento de gneros alimenticios, es-
colha dos quaes, os annunciantes teem sempre
maior cuidado, para bem servir os seus numerosos
freguefes. Lembramos, pon, o proverbio :
Quem nao experimenta, nao sabe.
Venbam ver, pois :
Quijos, flamengo e de Minas.
Fiambres ingleses.
ama casa na ra Vidal de Negreiros, a tratar ns h,Jc^/fan5!2 Menier-
rea de Marcilio Das n. 23 antiga D'reita. D,t0 do M"r,a"ho-
_----_-------------------------------5--------------------- | Fructos seceos, como :
17 J ~ ~ i Pass"8) amendoas, figos, etc.
VPnilP.WO Ditas nacionaes.
1 l II111 \j Dode de todas as qualidades.
barato urna vitrina propria para amostra ; na roa Bolachinha inglesa.
de Paulino Cmara, antiga Camba do Cafmo oemeates uovss de hortaheas.
numero 13. Especiahdade em
------------------------------------------- 1 Vinhos finos do Porto, Madeira e Shery.
ah/Ia a i Ditos da Figueira e de pasto.
; Cognac de diversos autores.
Vinhos tnicos, como :
Vende-se
se
Colletiuhos r*a mesma
Bramante francs de algodo, muito en-
cornado, com 10 palmes de largura,
metro
Dito de linbo ingles, de 4 larguras, me-
tro a 24500e
Atoalhad o adamascado para toalhas de
mesa, com 9 palmos de largura, metro
Crotones e chitas, claras e escuras, pa-
drees delicados, d 240 rs. at
Baptista, o que ha de mai delicado no
mercado, rs.
Todas estas fazendas baratsimas, na conhecida
loja de Alheiro & C, esquina do becco
"^SO, dos Ferreiros
a casa errea da ra do Fogj n. 32, fasendo es- Absintho.
quina para o becco da Bomba, edificada em solo Vermoutb, etc.
proprio, contando sotan interno, 2 salas, 3 quar- : Licores de todas as qualidades.
tos e cosinha no quintal, cuja casa foi reedificada ; Champagne.
ha quatro ancos : a tratar na ra do Brum nume- i Oervej-i de diversas marcas.
ro 96. Bem assim :
"""T -------------------------- Araruta fina em pacotes.
V flIl" VI* : Cha verde e preto.
Urna pequea taverna, bem afreguezada e com
peuco capital, propria para principiante, em San-
to-Amaro de Jaboato, ra do Imperador n. 21.
O motivo da venda se dir ao comprador.
Pede se o favor a quem tiver acbado um papa-
gaio grande, manso, follador, com um pedaco da
cerrente presa no p, de o levar ra Nova n. 51,
loja, que ser bem gratificado.
Portoguez e rrancez
Lecciona-se na ra dos Pires n. 103.
fosinheiro
Precisa-ce de um cosinheiro ; na ra da Crin
numero 22.
a ao* e as
Na ova loja da roa da Imperatris n. 32, rece-
ben, se um grande sortimento de finissimas case-
miras inglesas oe cores claras e escuras, qae se
vendem or preco muito em eonta, assun como das
mesm&s se mandam fazer costamos por medids,
sendo de paletot sacco a St'tOOO, e de fraque a
3! 4 ; assim como de superior flanella ingleza de
cor azul escora, a 804 e 35*, e tambem das mes-
mas fazendas se manda fazer qualqaer peca avul-
sa, grande pechincha ; na nova loja de Pereira
la Silva.
O abaixo firmado, mudando sua residencia desta
capital para a do Bio de Janeiro, deiza exposta
venda sua pharmacia ra do Bangel n. 48, e
para o que faculta poderes especiaes ao "r. Jos
Caetano Baptista dos Sacros, estabelecido ra
de Crespo n. 7 (Gallo Vigilante), para vendel-a de
accordo com o pretendente, e bem assim receber
dividas que nao foram resgatadas. Becife, 26 de
fevereiro de 86.
Joaquim E. Cotia.
Quem tem?
Oare e pratst : compra se ouro, prata e
oedras preciosas, por maior preco que em outra
malquer parte : uo 1 andar n. 22 ra larga do
Sosano, antiga dos Quarteis, das 10 horas as 2 da
'Arde, di as uteis.
Agua de Vidago
Em quartos e meias garrafas ; vendem Faria
obrinho & C, roa do Mrquez de Olinda n.
14, depositarios.
\os doentes dos olhos
Cora certa em 48 horas das inflainaces recen-
tes dos olhos, pelo eolyrio preparado por Jos
Pedro Rodrigues da Silva.
Emprega-se este poderoso eolyrio sempre com
jrandes vantagens, nas setruintes molestias :
Ophtalniias agudas, purulentas e chronicas,
onionctivites, etc., etc.
Deposito geral na drogara de Faria Sobrinho
Sz C-, roa dn. Mrquez de 01ia n. 41. Para in-
tormacoe dirigirse livraria Industrii I, ra
io Bario da Vict. ra n. 7, ou residencia do
utor, rna da Sandade n. 4.
Compra-se e paga-
se mais do que em ou-
tra qimlquer parte bem
como
Os abaixo assignados, tendo adoptado e regis-
trado a marca industrial como do desenho i cima
re coL'formidade com as prescripcoes das leis em
ligor declaram ao publico e particularmente aos
eus numerosos fregueses, que dora em diante
odos os productos que .ahirem de sua botica le-
rario a dita marca como garanta de sua origem
e legitima procedencia.
Ao commercio
Nos abano assigpaios participamos ao commer-
cio que nesta data distolverros amigavelmente a
soeiedade que tinhamos nas casas de calcados
ra do Livramento ns. 35 e 37. sob a firma com-
mercial de Albuquerque & C, retirando-se a so-
cia D. Maria Amalia de Lonrero Ferreira paga
s tisfeita do sea capital e lucros, cando o socio
Francisco de Salles Albuquerque responsavel pelo
activo e passivo. Becife, 18 de Marco de 86.
Francisco de Salles Albuquerque.
Maria Amalia Loureiro Ferreira.
Engenho Limeira \va
Vende-se o engenho Limeira-Nova com propor
ces para safrejar 2,000 pes annuaes, a vapor,
com 7 casas de lavrador, ce bertas de telha, dis-
tante da cidade de Palmares duas leguas, estrada
de rodagem ; a tratar no escriptoro de Leal &
Irmao ou no povoado Mutuos com o proprietaro.
i Dito perola.
Especialissimo matte do Paran, em pS.
Aiuda mais :
Ovas de peixd.
Sardinbas de Lisboa em Saimoura.
Vendem Martina Capito & C, ra estreita dt
Rosario n. 1.
AOS AGBICLTOBES
For.nicida capanema (verdadeiro) para extinc-
cSo completa da formiga saura. Vendem Martina
Capito & C, ra estreita do Rosario n [
Tainlias
Sem competencia em preco ; vende-se na ra de
Pedro-Afi inso ns. 5 e 11.
Cofre de ferro
Vende se um de duas portas, no caes da Alfan-
dega n. 7, armazcm da esquina pintado de asul.
Yoador
Algodo enfestado pa-
ra leneoes
1 Oo ra. e lOOOo metro
Vende-se na loja dos barateiros da Boa-Vista
algodo para leneoes de um s panno, com 9 pal-
mos de larguraa 900 rs., e dito com 10 palmos a
1S000 o metro, assim come dito trancado para
toalhas de mesa, com 9 palmos de largura a 1/200
o metro. Isto na leja de Alheiro & O, esquina
do becco dos Ferreiros.
MERINOS PKETOS
A 1#200, 1/400, 1*600, 1800 e 2/ o covado
Alheiro & C., ra da Imperatriz n. 40, ven-
dem muito bons merinos pretos pelo preco cima
dito. E' pechincha : na foja da esquina do bec-
co dos Ferreiros.
spartllhos
A 5J000
Na loja da ra da Imperatriz n. 40 vende-se
' muito bons espartilhos para senhoras, pelo preco
de 5/000, assim cerno um sortimento de roupas
i de casimiras, brins, etc., isto na loja da esquina
do becco dos Ferreiros.
CASEMIRAS INGLEZAS
A 2/80 e 3 o covado
Alheiro & O, ra da Imperatriz n. 40, ven
dem um elegante sortimento de easemiras ingle-
sas, de duas l-rguras, com o- padrdes mais deli-
^' Ditos de flanella azul, sendo inglesa ver-
dadeira, e forrados 12/000
Calcas de gorgoro preto, colchoado,
sendo fazenda muito encorpada 5/500
Ditos de casemia de cores, sendo muito
bem feitas 6/500
Ditas de flanella ingleza verdadeira, e
muito bem feitas 8/000
Ditas de brim de Angola, de muleskim e
de brim pardo a 2/, 2/500 e 3/000
Ceroulas de greguellas para homens,
sendo muito Dem feitas a 1/200 e 1/600
Colletinho de greguella muito bem feitos 1/000
Assim como um botn sortimento de lencos de .
linho e de algodo, meias croas e eollarinhes, etc.
Isto na loja aa ;ua da Imperatriz n. 32
1/280
2.J80C
1^800
400
200
Riscados largos
a too ra. o covado
Na loja da ra da Imperatriz n. 32, vendem se
riacadnhos praprios para roupas de meninos e
vestidos, pelo barato preco de 200 rs. o covado,
tendo qua8i largura de chita francesa, e assim
como chitas brancas miudinhas, a 200 rs. o cova-
do, e ditas escuras a 240 rs., pechincha : na
loj* do Pereira da Silva.
Fnatoea, aetlssetaa e laxnhaa a 500
m. o covado
Na loja da rea da Imperatriz n. 32, venda-as
um grande sortimento de fus toes brancos a 50b
rs. o covado, lzinhas lavradas de urta-cores,
fi-zenda bonita para vestidos a 500 rs. o covado,
e setinetas lisas muito largas, tendo de todas as
cores, a 500 rs. i covado. pechincha : na lojo
do Pereira da Silva.
Merlna pretoa a 1*S
Vende-se merinos pretJS de duas l-rguras para
vestidos o roupas para meninos a 1/200 e 1/600
o covado, e suoenor setim 'preto para enfeites a
1/500, arsim como chitas pretas, tanto lisas como
de lavoures brancos, de 240 at 320 rs. ; na nova
laja de fereira da Silva ra da Imperatriz no-
mero 32.
Algodaoslnbo francez para lence
a oo i'N.. i* e i**0
Na loja da ra da Imperatriz n. 32, vende-a
cados para costume, e vendem pelo barato preco superiores algodozinhos francezes com 8, 9 e 10
. de 2/800 e 3J o covado ; assim como se encarre-
' gam de mandar fazer costumes de casemia a
304, sendo de paletot sacco, e 35/ de traque,
grande pech ncha : na loja dos barateiros da Boa
Vi
Vende-se o bote cima denominado
na na do 'abuh n. 1-B.
a tratar
Costuraos de aseraira
Boa acquisi(o
Vende-se um pian 9 com pouoo oso, por preco
corr.modo : a tratar na ra d > Visconde d s Goyan-
na n. 62.
Taverna
Vende-se ama taverna bem afrgnezada ; a
tratar no pateo do Paraizo n. 2. .
WHISKY
BOYAL BLEND marca ViADO
Este excediente Wbiskv Sacesses preferivt
ao cognac ou agurdente de canna, para fortifica
o corpo.
Vende-se a retalho nos h. iheres rmaseos
olhados.
Pede BOYAL BLEND marca VIADO cajo m
me e emblema sao registrados para todo o Brasi.
BBOWNS t C, agentes
Pin lio ,'eriga
Vende-se em casa oe Marheus Austin 4 C,
roa do Commescio a 18, 1 andar, da melhor
quaiidade e diversas dimensoes.
VENDAS
Taverna
Na ra do Mrquez do Herval n. 141 se dir
quem vende urna taverna bem localisada e bem
afreguezada, propria para um homem solteiro por
conter um bom seto. O motivo da venda se dir
ao comprador.
Apparelhos telephonicos
Vende-se por preco c romodo, 4 apparelhos te-
lephonicos em perfi'ito estado c montados a fanc-
cionar a grandes distancias, do fabr 'ante fran-
cez ADDER ; sendo deas de estacoes eentraes
com indicadores : a tratar na fabrica Apollo, roa
do Hospicio n. 79.
Engenho Reranto
Vende-se ou arrendase o engenho Recanto,
situado no termo de Serinhaem, moente e corren
te d'agua, com boas trras, etc. ; a tratar oom
Manoel Ferreira Bartbolo, roa do Bom Jess
numero 4.
Cabriole!
Veide-se por baratissimo preco e em muito bom
estado um cabriolet de dous assentos, quatro ro-
das e arreios para um cavallo ; a tratar na co-
cheara do Candido, na da Boda.
Loja das estrellas
itaa Duque dt Caxlas n. .S
Liquida as seguinlos fazendas
GorgorSo de seda de 4/000 e 44500, 14500 e
2/000.
Setim preto e de cores de 1/2C0,1/500 e 2/.
Casemi.as e merinos pretos de 2/ e 2/500,
1/, 1/200 e 14400.
Bramantes de linho com 10 palmos de largura,
de 44 24000.
Meas inglesas sem costura, para homem, de
6/500 e 4/.
L> t;is dem dem para senhera, de 12/000
6.5000.
Panno preto fino para costumes, de 4/000
1/600 e 2/.
Aberturas de linho para camisa, de 20/000
fl/000.
Cortes de cambraia branca ricamente bordadas,
de 12/ 7/.
T-*lh.s felpudas, de 5/ 4/.
Camisas de meia, de 2/ 1/.
Atoalhado com ricos desenhos a 14300 o metro.
Fusto branco a 320 rs. o covado.
Benda da India a 240 rs. o cavado.
Pentea lores para senhora, de 10/ c 8/000,
4/000 e 6/.
Algodo trancado de duas larguras a 800 rs. o
metro.
Toilet de alcasse, fazenda muito larga, a 260 rs.
Guardanapos para almoco o jantar, de 2/500 e
4/000.
Zepher de todas as cores a 120 e 240 rs.
Um variado sortimento de retalhos de todas ss
qualidades, que vendemos por preco sem compe-
tencia. Tclephone 210.
Fazendas brancas
SO' AO NUMERO
4O ra da Imperatriz = 40
Loja do barateiros
Alheiro & O, ra da Imperatriz n. 40, ven-
dem um bonito sortimento de todas estas fazendas
ruta.
BRIM PARDO LONA
A 320 rs. o covado
Os barateiros da Boa-Vista vendem urna grande
porco de brim pardo lona, por estar com princi-
pio de toque de mofo, pelo barato pr< co de 320
rs. o covado, grande pechincha ; na loja da es-
quina do becco dos Ferreiros.
Bordado* a i o ra. a poca
A ra da Imperatriz n. 40, vende-se pecas de
brdalo, dous metros cada peca, pelo barato pre-
co de 100 rs., ou em carto com 50 pecas, sorti-
das, por bf, aproveitem a pechincha ; na loja da
esquina do becco dos Ferreiros.
F listos de so ti nota a &OO rs o
eovado
Alheiro & C. ra da Imperatri ven-
dem um bonito sortiuento de fustSes brancos pelo
baratinbo preco de 400 e 500 rs. o covado, assim
setinetas lisas, tendo de todas as cores a 500 rs. o
ovado ; na loja da esquina do becco dos Fer-
reiros.
Camisas nacionaes
A 9500. 3000e S/500
32= Loja ra da Imperatriz = 32
Vende-se neste novo cstabelecimento um gran-
de sortimento de camisas brancas, tanto de aber-
turas e punhos de linho como de algodo, pelos
barates precoe de 2/500, 3/ e 4/, sendo tazenda
' muito melhor do que as que veem do estrangeiro e
muito mais bem feitas, por serem cortada* por
| um bom artista, especialmente camiseiro, tambem
' se manda fazer por encommendas, a vmtade dos
freguezes : na nova loja da roa da Imperatris n.
3 de Ferreira da Silva.
Ao32
Diova loja de fazendas
palmos de largura, proprios para leneoes de um
s panno pelo barato preco de 900 rs. e 1/000 o
metro, e dito trancado pa a toalhas a 1/280, as
sim como superior bramante de quatro larguras
para leneoes, a 14500 o metro, barato ; na loja
do Pereira da Silva.
Roupa para meninos
A I*. IS..OO e *
Na nova loja da ra da Imperatriz u. 32, se
vende um variado sortimento de vestiarios pro.
prios para metaos, sendo de palitosinho e calci-
oha curta, feitos de brim pardo, a 4/000, ditos
de moleequim a 44500 e ditos de gorgoro prjto,
emitando casemira, a 6/, sao muito baratos ; as
oja do Pereira da Silva.
Fazendas finas e modas
9 i, llua do t'abug-t B
T Bastos *fc <.
(TELEPHONE 359)
Avisam as Exmas. familias que receberam ds
Paria:
Lindissimos cortes para vestidos com tecidos ds
mais palpitante novidade como sejam: Etamint
com borlado a retroz, seda crua bordada a capri-
cho, Cachemire com enfeites bordados a fil
Moda 1886
Valentionne en ecorce d'arbre.
Primorosa escolha em vestidos com 20 metros de
l ligeira, tecido anda nao conhecido aqni.
Cores e desenhos novissimas nos seguintes fa-
zendas de seda, l e algodo. Etamine, Surah, Se-
tim, Failles, Linn. Toile d'alaace, Cachemires,
Esplendido sortimento
Em leques, luvas, espartilhos, laces, lavahret.,
meias, leneoes e muitos outros artigos que se ven-
dem por precos sem competencia.
Exposi(o Central
o estabeleei-
(10 Rosario a
para assim se
Damio Lima 4 C. intitularam
ment em liquidacao da ra larga
138, por EXPOSICAO CENTRAL
** Ra da Imperatriz = 3*
- -- ^^L___ attenco especial das
FERREIRA DA SILVA precos seguintes :
Neste novo cstabelecimento encontrar o res- Metros de plieds a
eitavel publico um variada sortimento de tasen- Bonecaa inqnrbraveis
das de todas aa qualidades, que se vendem por Metros dearquinhes 120 e
precos baratissimos, assim como um bom sorti- Pecas de bordados finos a 300 e
ment de roupas para homens, e tambem se man- j Garrafas com agua florida a 700 e
abaiso mencionadas, sem competencia de precos, 2a. ta,ef_Por.enCOmm.endM! P r.teT. um bom -mes- Zcos J*_ 0,eo 0T Pr
A SABER:
AlgodoPecas de algodozinho com 20
jardas, pelos baratos precos de 3/800,
4|, 44500, 4/91)0, 5J, 5/5O0 e 6J500
MadapolJoPeca de madapolio com 24 j
jardas a 4/500, 5/, 6/ at 12/000
Camisas de meia com listras, pelo barato
preco de 800
Ditas branc >s e cruas, de 1/ at 1 480q
Creguella franceza, fazenda muito encor- i
pada, propria para leneoes, toalhas e
csroalas, vara 400 rs. e 500
Ceroulas da mesma, muito bem feitas,
a 1/200 e 1/500
tre alfaiate e completo sortimento de pannos finos,
easemiras e brins, etc
Una da Imperairiz 3*
Loja de Pereira da Suva
Neste estabelecimento vende-se aa rcapss abai-
so mencionadas, qae sao baratissimas.
Palitots pretos de gorgoro diagonaes e
acolchoados, sendo fazendas muito en-
corpadas, e forrados 7/COO
Ditos de casemira preta, decordo muito,
bem feitos e forrados 104000
Ditos de dita, fazenda muito melhor 124000
tornar bem conhecido de todos, pelo que chama a
Exmas. iamilias Dar as
sJO
14500
160
400
14000
1/M0
3/000

390
300
500
C00
42O0
3/000
300
240

leo
Fita parfacba, n. 80
Carrete is de 20C jardas a
In viseveis grandes a
| Ditos menores a
Brinquedos para meninos a 200, 300 e
, Caixinhas para presente a 2/500 e
Meios fio de seda para senbhora a 1/ e
L para bordar de 2/800 e
Fita chineza o maco
Dito de algodidito
I Massinhos de grampos a
IMacaquinhos acrobticos a
Botoes, fitas, leques, perfumarla s, bengalas, te-
souras e outros muitos artigos que s com a visti
na Exposico Central no larga do Rosario n. 38.
^:t
de qualquer quaiidade.
Sa roa h Imperador
n. 32, loja de joias.
_Mio Fuersiemberga
Engommadeira^
Prec;sa-s>- de un.a perfeita engommadeira ; a
tratar i.a ra da Saudade n. 16.
o
O -i W da ra Duque de Casias est vendendo
fazendas por meaos 25 7o de seu valor.
Ver para acreditar
Setins macos de 1 /400 por 800 rie o covado.
Merinos jretos de 1/, 1/200, 1/400, 1/600
1/800 e 2/ o covado.
.-"etineta pr"ta a 500 e 600 ris o covade.
Ditas de cores a 400 rs. o covado.
Fustoes brancos e de co es a 400 e 500
covado.
Sedas de listras de cores de 2/ por 14 o co-
vado.
Merino de bolinhas a 900 rs o covado.
Mariposas fi ias de res a 240 rs. o covado.
Renda aberta da China a 240 ris o covado.
Linbos escossezes de todas as cores a 240 ris o
covado.
Chitas finas a 200, 240, 280, 320, 360 e 400
rs. 3 covado.
Manteletas do seda ''e 164 por 74.
Fichus a 2f, 44 e 64.
Bramante d 'res larguras a 900 ris a vara.
Dito d< quatro largura* a 1/200 a vara.
Atoalhado de linb bordado a 2/ a vara.
Collaruih"! e puuh's para senhora, modernos, a
2/000.
Biim pardo liso d.- 300, 4 Toalhas velpudas a 44 e 6f a duzia.
Ditat alcocboadis de -04 i>. Tobertas nrr.das a 24800 urna.
Lencos de bramante 14800.
Camisas para senhora a 2450C urna.
Caaacos de Ih bordados, m dermis, 1/.
Dams co de algodo de cores, largura de quatro
palmos a 500 rs. o covado.
Camisas bordadas e de linho a 30/000 a duzi.
MadapolSo casca de ovo e pelle de ovo a 6/500.
Enzovaes para baptisado, novidade, 9f.
Timo's para rocino, boidados, 4.
Chapeos de sol de eeda para senhora, de 16/
per S/OiiO
Meias para homem e senhora, de 3/, 4/, 5/ e
6/000.
Bedes hamburguesas, lOg.
Co bis a 14HO0. 54, <"/ e 7/.
Ver.n'inas dj todas ah cores a 14 o covado.
Cortes de casineta a 14 e lfftO0_.
Ditos de easemira a 3, 4, 5, 6 e 7/.
L neos aba:nhados enm barra a 14200.
Camisasdeuei.a800, 14, 14500 e 2/
Casemira de cores de duas larguras a 2/.
Cortes de eaeemira para vestido de senhora, de
40/ por 20/- barntissimo.
Ztfiros lisos a 120 rs. o covado.
Cambraia preto para forrea 1J200 a peca.
TE
DO
EXTRACTO M DIA 20 DE MARCO
NTRANSFERIVEL
O portador que possuir dous vigsimos desta importante
loleria est habilitado a tirar25:ooo$>ooo.
Os bilhetes acham-se a venda na Casa da Fortuna ra
Primeiro de Marco n. 23. f
COMtE 20 OE MLROO DE 1686, SEM-FALTA.




8
Diario de PernambucoSeita-feira 19 de Margo de 1886

LTrEBATlB*
ifa
["1LHOS
DO
jBj^ysrxyxxuot
POK
s.
CA?sn:
AS
QUAHTA FAR73
grutas d Eiretal
( Continuando do n. 63 )
XLIV
A CASA VEBMELHA
Atravessra o fo'-so, esc-lra a muralha
e, depois de ter lanjado p4r. outro lado
um ofhor cario*), voltn t'" pressa
para a villa e o terror que d'. He se apo-
dera causara lho u,r frnga -nfermidade.
Affinuava ter vwto a bosque, no pa-
teo, um sem numero -le aniioaea mais as
gastadores una do que oa outros, ruoven-
do-se, pulando, serpeando, e enearregados
acra duvida de guardar a cas* tao mal fre-
qaentada.
Todos estes boatis, cada vez man es-
pantados, tornados cada dia mais assusta-
dores com a aju'a Je nov.a narrativas
feitas pelas t-ssteraunlias occi faros, ou pelo
menos dizendo que o tinham sido, resulta
ra um terror superaticioso, o qual mpedia
oa habitantes d'aquellea contornos da pas-
a*rem p rto do castello.
Todos acreditavam nos pluntasmas, nos
demonios, at nos magi. os ou fetieeiros.
Ninguem ousra contestar a existencia do
nm lugar maldito.
Demais, aquellos qua tiveasera tentado
duvidar, aeriam tratados como p&gSos o
amigos da Lucifer.
Depois havia um facto realmente singu-
lar e inexplic 'Vel que so prestara admira
velmento propagajao de* boatos relati-
vos aod espirites que babitavain o castello,
era o estado de conservajai cid que elle
ge achara, se bem que desde mais de
meio secuo, segunJo .ffirraavam os ve-
lhos, ninguem tivesao visto abrir as portas
d'elle.
Entao, se o castello era habitado, eomo
o provava o estado de conservado em
que se encontr;va, devia ser por entes in-
visiveis, perqu nunca indicio algum
creatina humana se notara no seu
Em 1605, havia mais de trinta annos
que a Casa Vermelba posauia o seu sinis
tro sobrtuome, e que cada vez que un
normando era obrigado u passar debaixo
d'aquellas muralhas, fazia pelosamente o
signal da redempjSo o passava correndo.
Na noite em que ac.bancos de dentar
mestre Eudea, R ynolt, Ricardo c as duas
jovens, mettidos todos n'um barco cortuu-
do as vngas, a Casa V< rmelha, conservan-
do o seu aspecto ordinario, eltvava-se si-
leisiosae sombra, destacando apaas a
sus massa negra no centro das espessas
trevas que nSo combata a luz projectada
pela la, coberta havia muito tempo pelas
nuvens amontoadas no horisoute.
A mul enchendo vinha furiosamente
bater nos penhascos e alguna barcos de
pesca, largando as vellas e aproveitando o
tempo, e rt.ivam as ondas.
D'entre esses barcos dirigindo se todos
para o alto mar, deatacou-se urn, e a sua
manobra pareca seguir para as costas in
giezas.
Entretanto, depois de ter corrido para
o norte, virou de bordo sob o vento e l.-n-
cou-se dir**ito para trra
de
recinto.
Repentinamente a vella que o fazia des-
tacar no fundo negro do ceu, e o barco,
desappareceram sbitamente, psrocendo te-
rom-se abysraado no mar.
Avancava porm com toda a forja. Di-
rigindo-se aempre para trra, alean cara
depressa urna pequea enseada praticada
n'uma fonda do penhasoo.
Esta pequea enseada estava situada
abaixo do castello tSo mal afamado.
Dobrmos, Fcamp, sem sermos vis-
tos, disse Reynold largando o seu remo
para agarrar um crok com a ajudado qual
elle forcou o barco a encalhar na areia.
Quanto ao veremnos abordar, a cousa
materialmente impossivel, os penhascos oc-
cultam-nos a todos os olharea, e nenhuma
embarcajao temeraria bastante para cos-
tear smente o lado ao alcance d'arque-
buz da Casa Vormelha !
Entretanto, disse mestre Eudes avan-
jande, prepara o plan'alto
Reynold saltou no mar que lhe tocava
polo meio da perna e metteu-se na extre-
midade da pequea enseada em roda da
qual o penhasco se elevava a urna altura
prodigiosa.
Dir-se-hia que o barco acaba de metter-
se no fundo de um golfo terrivelmente es-
carpado.
.Assim como o aftirmara o joven, era
materialmente impossivel que da trra fir-
me podessem, de noite, aperceber urna
embarcacSo abordando a este lugar.
O rochedo avancava dos dous lados no
Ocano, reunindo-se ao fundo, formando o
cuiue de um ngulo agudo, e a elevajSo
era tal que do alto do peonas o olhar mais
penetrante nao poda profundar nada du-
rante as trevas.
A eapionagem era smente para temer
do lado do mar, e o velho, interrogando as
ondas com a ajada do oculo, acabava de
reconhecer que nada tinha a temer esse
respeeito.
Ao fundo da escada, prximo do ngu-
lo agudo de que acabamos de fallar, urna
especie de abertura, em forma de poco,
coinmunicava com o alto do penhasco. Es-
ta abertura pareca a entrada de urna
mina.
Reynold subiu para cima de um pedaco
de roch do collocado diante desse pojo, de-
pois deacendo do outro lado, abaixou-se
para trra e pareceu, durante- muitos mi-
nutos, oceupado n'um trabalho dos mais
dolorosos, pois os esforjos que elle fazia
erara visiveis e a sua respiracSo, curta e
arque jante, testamunbava a difficuldade da
operajao que fazia.
Finalmente le vantou-see saltou novamen-
te para o mesmo sitio.
No mesmo instante urna correte lho ba-
t u no rosto, depoia um ruide retiniu e urna
especie de caixote absrto cahiu de cima.
Esta caixa extremamente solida,, tendo
fundo e quatro lados, era larga bastan-
te para conter urna meia dirzia de pes-
soas.
Pareca ter cahido do penhasco e o que
tornava esta supposijSo mais qua provavel
cram quatro correntes de ferro que a susti-
nham pelos quatro ngulos.
Reynold voltou para o barco o entrou,
levando em seus bracos o corpo do Diana,
e transportou a joven, privada de senti-
dos para a caixa tornada immovel no fundo
do pojo.
Alguna instantes depois Aldah foi posta
ao la lo da filha do preboste de Pars, de-
pois subiu mestre Eudes para a caixa, Ri-
cardo seguu-o, e Riynuld, abandonando o
barco, saltou atraz do seus companhei-
ros.
EntSo, como se a caixa tivesao obedecido
a um signal dado, principiou vagarosamen
te um movimento ascencional.
Depressa esse movimento se tornou r-
pido, e medida que a caixa suba, a
depois do fundo do poco era impossivel
aperceber outra qualqaer cousa qae moa-
tras se cate meio tSo fcil e Uto pouco or-
dinario de communicajSo entre o mar e o
cune do penhasoo.
A alguna passul ran, a ascenco, e eaquerds, elevava-se
a fachada da Casa Vermelba.
O poco abra-se mesmo no centro do pa-
teo da habitacao reputada como proprieda-
de los poderes infernaes.
A' direita elevavam-se altas muralhas
dominando o penhasco e a porta de entra-
da, ou antes a aboboda fechada pela ponte
lovadica de madeira.
Em trente estendia-se a continuacSo da
muralha ; por detraz elevavam-se as arvo-
res do pequeo bosque.
Podes ajudar-me a transportar ama das-
sas mulheres? perguntou Reynold dirigin-
do-se a Ricardo.
Posso, reapondeu o sargento ; soffro
menos.
Entao, meu pai, seguil-o-hemos, re
ptioou Reynold levantando em seus robus-
tes bracos a filha do senhor d'Aumont.
Ricardo apoderou-se de Aldah, levan-
do a com a ajuda do braco sito, e o velho
atravessou o pateo dirigindo-se para a por-
ta particular da habitacao.
'eate momento a la desembaraeou-se
do vu de nuvens e inundou o patefde
claridade espargida pelos seas paludos
raios.
Ricardo, que segua mestre Eudes e pre
ceda Reynold, fez um morimente e pare
ceu cahir.
Urna serpente > exclamou elle espan-
tado.
Depois, saltando anda :
< Urna outra I accrescentou elle.
Nada temas, dase Reynold sorrindo-
ae; estas serpentea nao te farao mal al-
gum.
Aonde
FOLHETIH
i FILHA DO SINEIBO
POR
?.:: s:;ss::::
(Continuaco do n. 62)
XI
Est entendido, replicou Pancorbo.
E' necessario que um de nos dous fique no
terreno. Sera isso era desnecessario o tra-
balho de nos batermos. Volto minba per
gunta. Onde nos b iteremos ? Os arra-
bal ies de Pars sao tao frequentados, so-
bretodo nesta estatu, que teamos de an
dar heras inteiras tntes de achar um lugar
conveniente, e nem o senhor nem eu temos
tempo a perder. Convira ir mais longe.
Oa mais perto. N'uaa casa. Na
vinha, pjr exemplo.
Entao, queima-roupa, porque nSo
gupponho que a sua casa tenha urna sala
de vinte metros nem menino de quinze.
Em compensacao tem criados que no
priraeiro tiro de revolver iriam logo buscar
a polica. O que eu quera era um lugar
absolutamente s e onde aquelle de nos
qne escapar n2o tenha receios de ser preso
pelos reeem-ebegados, demasiadamente ae-
losoB.
Nada conheco melhor do que um oer
cado em planicie, como ee encontra em
Saint- Dcnis ou em Vanves.
E' ainda muito longe, e occorra-me
urna idea auggeri la pela historia do cri-
me de que o senhor tSo injustamente me
aecusa.
Nao coroprehendo.
- A mulber qae o senhor quer vingar
foi laucada, segundo o senhor pretende, do
alto de ama das torres de Notre-Dame.
Ninguem veio perturbar o assasaino, por
isso que elle pode fugir sem qne o pren
dessem. Que lhe parece um duello mesmo
aquelle lugar ?
pressa augraentava, como se houvesse um
peso mais poderoso abaixando-se medida
que se operava a ascenco da csixa.
Chegado ao orificio do buraco, a caixa
obedecen lo a um impulso dado por algu-
ma forte machina, elevou-se altura da
t rra e metteu-se ao lado ; de maneira que
estamos nos ? disse Ricardo
parando cheio do terror.
Efectivamente, a luz do astro das uoites
acabava de esclarecer o mais fantstico es-
pectculo .
O pateo da Casa Vermelha pareca es-
tar semeado de reptia e animaes terriveis.
Um sem numero de serpentea arrasta-
vamse aqu e alli, urnas enroladas as
outras, a cabeca direita, guella aberta e a
ameacadora, prestes a saltarem.
Outras estendidas e parecendo entregues
a case somno que segu a digestao das
serpentea.
Aqu, numerosas crotaes pendiam da
muralha, alli gigantescas boas ou giboias
apertavam com os seus anneis os troncos
das arvores.
Mais longe crocodillos de guella aberta
taoabem ; ao lado delles monstros estranhoa
desconhecidos na Europa, fixavam seus
olhos sobre o velho e seus companheiros.
Oa cabellos da Ricardo levantavain-ae,
rangia 08 dentes, tremiam-lbe os membros;
estava incapaz de dar um passo.
< Caminha disse Reynold e nada te-
mas, eu t'o repito Eraquanto estiveres ao
p de nos, nada toras a temer.
O sargento fez um esforjo e obedeceu.
De um pulo saltou para os degros do
poial, que se --.presentava diante delle, e
precipitou-se no interior da habitacao, de
que mestre Eudes acabava do abrir a por-
ta.
A casa em que elles entraram era o
vestibulo do castello ; mas a escuridSo
impeda de admirar as porporgSes artsti-
cas.
Mestre Eudes abri urna pequ9na porta
praticada sua oaquerda, e, voltando-se
para Ricardo, que acabava de por n um
asseato collocado aua eaquerda o corpo
da filha adoptiva de Van Helmont.
< Entra, disse elle, encontrars aqu o
que te preciso para comer e dormir, es-
pera as minhas ordens.
O sargento obedeceu, e o velho puxou a
porta para si.
i Aonde levas essas mulheres ? pergun-
tou mestre Eudea dirigindo te a aeu filan.
O effeito do narctico vai cesaar, e vSo
despertar antea de ura quarto de hora.
A' torrinha situada ao lado do bos-
que, responden Reynold. Alli, impossi-
vel qae ella sejam apercebidas, ainda mea-
mos qae tentassem partir aa janellas. De-
mais, nao tim que estar alli muito tempo,
porque amauhl, depois de supplciado Mer-
curio, restituirei Diana a seu pai...
Esqueceste to depressa o j uramento
qae me nzesteT exclamou mestre Eudes
com forja. NSo juraste que antes de expi-
rar o prazo fatal que ameaca a minha vida
te consagrrias a mim ?
Ibso verdade, meu pai, disse Rey-
nold, depois de um momento de silencio.
Jurei, lembro-me, e renov o meu jura-
mento. Disponha de mira.
AmanhS, Van Helmont vira aqu.
Quero I necessario assim I AmanhS sa-
berei o nome do ser, do qual o sangue
deve correr para necessidade da minha
obra I At l, Reynold, nSo deves deixar
esta casa !
Obedecer-lhe-hei, meu pai I
Bem, meu filho 1 leva estas mulhe-
res para a torrinha de que fallaste, e vem
ter comigo ao meu laboratorio.
Que I disse Reynold com espanto.
Vamos entilo trabalhar ?
Sempre NSo sabes que o forao nSo
se extingue nunca I
Mas deve necessitar de alguns mo-
mentos de repouso. A natureza tem dessas
exigencias.
A minha nSo tem. O corpo obedece
ao espirito! Descancarei quando tiver a
eternidade perante mim !
E o velho, atravessando o vestibulo era
toda a sua largura, empurrou urna porta e
entrou n'uma sala baixa.
Depois a porta fechou-se sobre ello e o
vestibulo um momento Iluminado pelo ra-
flexo da sala, cahio em completa escuridSo.
Reynold avancou para urna escada situa-
da direita da casa em que estava fecha-
do Ricardo. Conservava sempre Diana en-
costada ao seu pcito.
Carregado cora o seu precioso fardo, su-
bi 03 degros que davam para o primeiro
andar, atravessou no centro das trevas
multas salas, com a seguranca de um lio-
goroaaa mSoa agarraram a um tempo cada
um dos seos bracos...
Reynold, surprehendido, quz gritar. ..
um pedaco de panno applicado sobre a aua
bocea abafou-lhe o grito preatoa a fugir-
Ihe da garganta..
Urna corda, preparada sem duvida de
antemSo, segurando lhe as pernas e enro-
lando se rpidamente era roda do seu cor-
po, atou-lhe rpidamente os bracos, tor-
nados at alli impotentes.
A mordaca foi aportada, no centro do
urna ligadura, atraz da cabeca, e* urna
venda hmida applicada sobre os olhos.
Reynold, espumando de ra va, sufoca-
do com a mordaca, toreen io se no meio
das cordas que o apertavam e que os seus
osforco faziam enterrar as carnea, Rey-
nold sentio-se levantado da trra e levado
com rapidez.
XLV1
O CAVALHEIBO DE LA GICHE
Os nossos leitores, apezar de j terem
decorrido varias semanas, lembrar se-LSo
da pousada do Catavento, era F jarap, pou-
sada qual os conduziraos pela iraagina-
cSo no comeco desta parto quarta, quando
a populaga, reuuida na praca do Mercado,
se apertava para assistir ao supplicio de
La Chesnaye.
No dia em que solicitamos para entrar
alli comnosco, o aspecto desse quarteirSo
de F.amp estava longe de ser tSo agita-
do, tao tumultuoso que nos nito extorca-
mos era descrevel-o, durante essa manha
memoravel, mas ainda era o assumpto de
todas as conversados domesticas e de to-
das as classes dos habitantes,
Finalmente, bem pouco tempo se passou
entre estes dous das, e quarenta e quatro
horas nicamente separavam o momento
em que o coademuado fora arrancado ao
supplicio com urna audacia sem igual, da-
quella em que voltaraos pousada, da ja-
nella da qual assistimos a esse livramento
quasi milagroso.
E' preciso dizer que ostas quarenta e
quatro horas toram Sera empregadas e al-
guna dos heroea deata historia nSo ti vera m
mera que perleramente conhecia os luga- durante este curto espaco de tempo um s
res em que se achava. minuto de repouso.
Depressa alcancou a casa situada na tor- No dia immediato ao seguinte aquelle
rinha de que fallara e depoz Diana sobre a i em que se haviam cumprido tSo grandes
cama que estava alli. I acontecmentos, a praca esta/a pouco rae-
Depois de ter-se certificado que as ja- j nos de deserta,
nellas estavam slidamente fechadas o que' NSo era dia de mercado, e o instrumen-
as grades de ferro collocadas no exterior, to do supplicio elevava-se isolado, no cen-
Van PLdraont lhe fez ter esse pen^-q-ato.
Julgava-se creanca perdida, abandonada
ou vendida. Quanto ao senhor sabio, so-
.bre que se baseia ?
i No resultado das operacSes scientificas
tSo maravilhoaas, que nenhum de nos po-
de explicar essa sciencia e que o senhor
mesmo tem supposicSo a sea rcspeite.
Finalmente a nica couaa seria, a affir-
mativa de Graud, relativa cicatriz que
Mareos traz... mas essa cicatriz, que eu-
tros podem ter nesse mesmo lugar, nao um
meio sufficiento para estabolecer a sua
identidade.
t Ora, pense I se nos, que nSo precisa-
mos ser convencidos, experimentamos du-
vida8, que farao os que nSo tem motivo
algum para estimar Marcos, os juizes que
se rteusaram sempre a annullar um julga-
ment.
Mas, cavalheiro! exclamou o barSo
de Grandair com urna certa impaciencia,
permita-rao que lhe diga, que as suas con-
vienes cstSo completamente mudadas ha
vinte e quatro horas, pois entSo nSo falla-
va assim e dizia que s via, naquelle que
se fez chamar o conde de Bernac, um ban-
dido indigno de misericordia.
Ha vinte e quatro horas, meu que-
rido Marcos, o conde de Bernac nSo lhe
tinha salvo a vida cora perigo da delle.
tornavam impossivel toda a tentativa de
fuga, sabio, fechou a pjrta e trancou-a
com a ajuda de ferros hbilmente mettidos
na parede.
Feito isto, deseen para junto de Aldah.
Na occasiSo de levantar a aegunda jo-
ven, parou e pareceu obedecer a urna au-
bita reflexo.
E' necessario separal-as disse elle a
meia voz Estavam adormecidas quando
dexarara a caverna... ignorara se foram
trazidas aqu juntas... Se eu restituo
Diana a seu pai depois de a ter tirado da-
qui preciso que ella nSo diga que eu doi-
xei Aldah E' preciso que ella pense,
assim como toda a gente, que Aldah ficou
as grutas, no poder dos horneas de La
Chesnaye !.. Demais ae Van Helmont
araanha, nao deve ver Diana 1 >
Reynold reflectio ainda durante alguns comtudo ir contra a evidencia !
instantes, depois parecendo tomar um par- nemos a situacSo '
ti do decisivo, levou Aldah e subi a esca-
lugar
tro de um espaco vasio.
As janellas do priraeiro andar da pousa-
da estavam fechadas.
N'uma grande sala, seis homens assen
tados em roda do fogj, converaavam- ou
ante3 discutiam com um ardor extremo,
bem que a discassSo que os animava ti-
vesse lugar era voz baixa e do maneira
que nem uraa palavra podesse ouvir-se do
lado de fra.
Estes seis homens eram: Van Helmont,
o preboste de Paris, Marcos, La Guiche,
d'Herbaut e Giraud.
Sem paxSo, dizia La Guiche, a cou-
aa merece a pena I Estimo Marcos, elle
e quantos aqui estSo o sabem, estimo-o
sinceramente e estpu prorapto a provar-lhe
essa affeicSo em todas as circunstan-
cias, mas, com mil cartuchos 1 nao posso
Exami-
Parece-me impossivel. NSo encon-
traramos l o que procuramos. Em pri-
raeiro lugar o acceaao das torres livre.
Basta pagar alguns sidos para l subir.
Seriarnos precedidos ou seguidos por visi-
tantes. Alm disso a plataforma que exis-
te no cume da torre pouco raaior do que
uraa sala.
- NSo sei, mas nSo temos necessidade
de subir at l 1 O que lhe proponho um
duello americana, e as galeras que cir-
cumdam a base das torres prestam-se a isso
perfeitamente. Tora cantos e recantos mu
to bem dispostos para urna emboscada.
Cada um de nos se colloca n'uma extrerai-
dade da galera que se estende por cima
da roaacea da porta principal e procurar
o aeu adversario. A tamanha altura o ba-
rulho de um tiro de revolver perde-se no
espaco e os passeiantes que andarem pelo
adro nSo o ouvirSo.
Saint-Briac era por natureza exaltado e
accessivel a todas as irapressoes inespera-
das.
Em poucos segundos chegou a duvidar
da evidencia e a perguntar a si proprio se
aquelle homem nao era realmente um Hes-
panhol, um conspirador e a quem Meria-
dec tinha tomado pelo assassino da con-
desas.
O capito ignorava as ultimas faganhas
do hornera quo elles aecusa vara ; ignorava
o assasdnato de Sacha e a sequestracSo de
Fabreguette.
A carta anonyma dirigida a Mlveme
podena ter sido escripta pelo Sr. de Pan-
corbo, nicamente para se desembaracar
de um sujeito que, espionando o, embara-
cava lhe os designios polticos. A imagin-
cSo de Saint-Briac preg -va-lhe a funesta
peca de o transviar e fazer-lhe esquecer
os f< itos daqu-dle miseravel, e para cumulo
da desventura achou que as condcoes ex-
travagantes do duello eram do seu agrado.
O encontr era inevitavel, visto que Pan-
corbo confesara a denuncia e 6 capitSo
nao deagoatava de que o combate nSo fos-
se regulado burguezmente, como se tratas-
se de liquidar uraa questo ordinaria oa de
Tingar urna offeosa sem gravidade. O que
elle quera era matar o inimigo ou ser mor-
to por elle, acabar com isso o mais breve
posiivel.
Pois seja, disse elle, experimente-
mos. Se acharmos o logar tomado vamo-
nos bater para o centro de urna pedreira.
Conheco urna em Mootrouge qde parece
feita expressamenta para isso.
Entao vamos, senhor, responden o
Sr. de Paniorbo, levantndose. Visto
que est decidido que iremos juntos, faja-
mos a viagom em carro, para chegarmos
mais depressa.
EstacombinacSo convinha a Saint-Briac.
Ainda nSo tinha perdido de todo a descon-
fianca e queria impedir o seu adversario
de communicar com qualquer auxiliar, co-
mo aconteceu quando tinha ido urna tarde
esperal-o porta do club, depois de lhe tor
dirigido a palavra nos Campos Elyseos.
O capitSo nSo perdeu de vista o seu
uompanheiro, eraquaato desciara a escada.
NSo sorprehendeu nenhura gesto dirigido
nos criados, que bocejavam em baixo no
vestibulo, nem tSo pouco encontrou na ra
figura que lhe pareoesse suspeita.
A' porta do club nSo faltavam carros.
Tomaram um, e o Sr. de Pancorbo disse
ao cocheiro que os conduzisse esquina do
Adro e da ra d'Arcle.
Era precisamente o lugar onde no dia
do crime Sacha so tinha apeado do carro
com sua mSi ; porm o capitSo, que igno-
rava este pormenor, nSo podia notar a co-
incidencia.
Em pouco l chegaram, e o Sr. da Pan-
corbo tratou logo de mandar o carro, de-
pois de o haver pago.
E contra o costume, disse elle, rin-
do. Conserva-se sempre um carro para
condazir os feraos; nSo estamos nesse
caso. Apenas haver um raorto.
Ou dous, rectificou o capitSo, olhan-
do fixamente para o adversario.
Esperemos que um de nos sobrevive-
r. Mas, aconteca o que acontecer, apres
semo nos, senhor. NSo vejo ninguem na
galera nem na torro. Aproveitemos a oc-
casiSo.
Dirigiraro-se para a entrada e embre-
nharam-se pela escada de caracol e em
breve chegaram. A grade estava fecha-
da.
O novo guarda acudi ao toque da cara-
painha e recebeuos polidamente, como o
nSo fazia o defunto Vendiere.
SSo os senhores que me estream, dis-
se Ibes elle, mettendo no bolso a re tribu-
cSo regulamentar. Ha tres das que estou de
posse do cargo, o s bontera o tribunal le-
vantou a prohibicao de nSo dixar subir
ninguem. Era, prohibido, por causa da-
quelle de gracado negocio, ea proposito
preveniram-me esta manhS que o juiz viria
aqui hoje visitsr a torre do sul. Tenho or- para o ar e com a extremidade do cano vi
dem de fechar as portas para todos s 11
horas, mas por emquanto sSo apenas dez
Os senheres fseram bem em vir de ma
da que acabava de descer, maa em
de seguir o caminho que tomara, transpor-
tando Diana, voltou esquerda e entrou
n'uma sala, da qual as janellas pareciam
estar muradas.
Esta casa, nSo tendo abertura alguma,
estava ainda encerrada em trevas mais es-
pessas do que as que a precediam.
Era impossivel distinguir mais mni-
ma distancia couaa alguma.
Um tapete devia cobrir o solo, pois nS
se ouviam os pasaos de Reynold.
De urna parte, temos um hornera re-
conhecido pelo parlamento a depois das
pro vas mais autenticas, como nico repre-
sentante da velha casa dos Bernac 1 Do
outro, ura joven reclamando esse no rae e
esse titulo at aqui incontestados quell
que os usa.
i Daria metade da minha fortuna, sem
a menor hesitagSo, para que Marcos tives-
se a offerecr provas irrecusaveia do seu
direito, mas elle mesrao nSo pode affirmar
ser com certeza o que necessario que
elle seja.
de Bernac
e
O joven deixou escorregar Aldah at | Julga-se o filho do conde
esse tapete. assassinado por ama mSo desconhecida,
Neste momento um ruido ligeiro resoou coratudo nunca pensou era reivindicar essa
aps elle; Reynold voltou-se, mas duas vi- nobre origem, at ao dia em que o senhor
E' certo que, dsae e senhor de Au-
mont, se o conde de Bernac tivesse algu-
ma cousa a temer das pretenjSes do barSo
de Grandair, teria certaraenti deixado ro-
lar no abysmo aquelles que salvou.
Isso verdade, disse Van Helmont
cora voz grave.
Marcos voltou-sc para elle.
Quo 1 exclamou elle, tambera o se-
nhor rae abandona ?
NSo te abandono, Marcos, reapondeu
o sabio. Xb te abandono mais do qua es-
ses senhores. Affirmo um facto, eis tudo.
E' certo que o conde de Bernac, precipi-
tando se em teu soc ;orro, poz toda a gente
do seu lado ; certo que se esse homens
nao tinha direito ao norae e ao titulo que
usa, teria procedido ao contrado n'aquella
circumstan :a para se desembaracar de um
competidor perigoso. E' o que estes se-
nhores pensara. Sira! O senhor de La
Guiche tem razSo. Era seu lugar fallara
do mesmo modo.
Mas, senhor Van Helmont, pergun-
tou o raarquez, qual a sua eonviccSo?
A minha eonviccSo? repetiu o sabio
elevando-se.
Sim qual ?
E' que La Chesnaye um homem
realmente superior, porqua depois de ter-
zombado durante tao longo tempo da jus-
tica do reino, chega hoja a voltar para a
sua causa fidalgos como o cavalheiro de
La Guiche e o marquez d'lerbaut, perso-
nagens tSo estimaveis o tSo justamente es-
timados como o senhor preboste de Paris.
Qua I disse o marquez cora espanto,
pensa ainda a esta hora que o conde de
Bernac nao outro senao La Chesnaye.
Ou pelo menos um d'elles trazendo
esse nome !
Mas essa similhanca extraordinaria,
disse o senhor de Aumont, essa similhan-
ca que verificamos, essa notavel similhan-
ca que explica tu lo o que prova, se ne-
cessario crel-o, at evidencia, a menos
irtcontestavel, a justificacSo o conde de
Bernac, essa similhanca. .
Essa similhanca, interrompeu Van
Helmont, nao a neg, bem sabe. E' essa
similhanca singular que fez at aqui a
torea de La Chesnaye, porque sao tre^,
senhores niio o esquecam l So tres, re-
pito-o, affirrao o, j os vi a todos tres re-
nnidos aqui, n'esta raesma pousada 1
Entao, disse La Guiche, admitteque
essa reuniSo nao faz a sua torca, nada
tentarSp contra elle ?
Certamente !
N'esse caso, como se explica a con-
ducta do conde de Bernac n'este momen-
to?
nbS, o tempo est claro e estarSo l szi-
nhos a admirar aquella bella vista.
O Sr. de Pancorbo recompensou com
urna raoeda de prata aquellas informacoss,
que lhe pareceram ser ajjradaveis, e que o
foram muito menos a Saint-Briac. Pouco
faltou que nao recuasse, s para nSo se ex-
por a encontrar o Sr. de Mlveme de ca-
ra a cara. Mas o seu destino estava mar-
cado. Alm disso, a batalha a tiro de re-
volver nao podia durar muito sem que a
raorto de ura dos combatentes lhe puzesse
termo, e Hugo nunca ia ao tribunal senSo
depois do almoco.
Quando chegar, disse comsigo o ca-
pitSo, nSo achara senao o cadver do de-
nunciador de Odetta ou o meu, se morrer,
e elle perdoar tal vez aquella que me so-
brevi ver ; o se eu matar esse homem, nun-
ca elle tomar mais a ouvir fallar de mim
nem tao pouco ella.
Qieira passar adianto, senhor, disse
Saint Briac.
Empenha-se em rao fazer passar pri-
raeiro ? perguntou chacoteando, o pseudo
marquez de Pancorbo.
Absolutamente.
Como quizer, nSo sou desconfiado.
O falso Hespanhol havia comprehendido
perfeitamente que o capitSo tema ser raor-
to por detrs, quando subase a escada da
torre, e sabia perfeitamente qae o capitSo*
nSo era capaz de semelhante traicJo. NSo
fez, pois, nenhuma difficuldade em passar
para a frente.
O guarda tinha voltado para o seu cub-
culo, e j nSo ao importava com elles. Ti
nham, pois, o campo livre quando desem-
bocaran! na galera, o faltava-lhes apaas
combinar as dispooiyoes do combate, o que
nSo levou muito tempo.
Est entendido, disse Pancorbo, que
cada um de nos tem o direito de ?tirar
tantos tiros quantas carcas tver no revol
ver ; seis tiros, por aonsequencia. O tiro
ser vontade ; todas as manhas aerSo
permittidas. Emquanto escolha do lugar,
ae quizer, a sorto decidir.
Eu lho deixo a escolha, replicou o
capitSo.
EntSo, escolho a torre do sul, a tor-
re do crime, se me nSo engao. O senhor
vai fiear aqui, emquanto eu atravesso a
galera. Quando eu cheg ir ao fira, o se-
nhor dar o signad, levantando o revolver
rado para o co. Eu repetirei o gesto, e
A partir deste momento, podemos come jar
o fogo 4 vontade. Est entendido ?
Est entendido, v, senhor.
O pretenso conspirador metteu-se pela
galera, mas teve o cuidado de percorrel-a
recuando, afira de nSo perder do vista o
adversario, que no era tanto nSo pensa va
em abusar da sua posijSo.
Saint-Briac nSo pode tornar a ver sem
profunda irapressSo aquella galera, oudo.ti-
nba estado eora a Sra. de Mlveme, e pro
curava com os olhos o lugar ondo ella es-
tava encostada, quando o vento lhe carre-
gou cora o veo.
Era all que as suas desgranas haviam
comejado. Uraa extraordinaria fataldade
alli o hauia tornado a conduzir. Pouco lhe
importava agora do morrer alli, coratanto
que, cahindo, matasse o acelerado que os
perdeu.
O capitSo, deixando as tristes recorda-
j3es do pa3sado, correspondeu ao signal e
nSo pensou senSo era combater. J nSo
via o iuiraigo, que se esconder iramedia
tamente n'um dos ngulo por detrs de um
ngulo saliente.
Saint-Briac imitou essa manobra, e nao
sabia o que devia fazer para atacar sera se
descobrir.
Evidentemente o plano mais seguro era
emboscarse e esperar que o adversario se
mostrasse a descob rto.
Sa, porm, o capitSo o o Hespauhol fi-
zessem o mesmo calculo estavam destina-
dos a nunca encontrar-se e era um nem
outro tinham alli subido para executar uraa
espeeie de paaseio mSo armada.
Alm disso o carcter de Saint-Briac
accommodava-sc mal cora systema de tem
porisajSo qua o expunha a ser sorprehen
dido palo Sr. de Malvme, a quera o guar-
da espera va e qUa nSo tardara muito a ap
parecer com o seu cortejo e apparato de
urna visita judiciaria.
Pelo seu lado o Sr. de Pancorbo devia
temer ainda maia do que o seu adversario
a cheg ida do juiz e dos seas agentes.
Poderiaraos ter feito melhor, se nos
collocasseraos a quinze pasaos de distancia
um do outro c atirarmos at que ura ficas-
so morto, pensava o capitSo. Quero aca-
bar com isso e vou avanjar. Para fazer
fogo sobre mim necessario que elle se
mostr, entSo est tudo dependente do que
tiver melhor pontana.
Antes de avanjar, verificou qae os seis
cartuxos estavam nos seus alveolos de ajo
e que o mecanismo que o conduz, ura por
um, para o cano funooionavam fcilmente
e que o gatilho nSo estava perro.
(Continua)
Tomadas estas precaujoes, comejou a
contornar a base inassija da torre do norte.
- Era sea projecto desembocar do alto da
uave e percorrer a toda a pressa a galera,
onde ia acbar-se a descoberto e atacar Pan
corbo no recanto do pedra onde o havia
visto emboscarse.
Avanjou, pois, a passo de lobo.
Infelizmente, porm, nSo se lembrou de
voltsr-se para tras.
Ora, o Hespanhol tinha tido absoluta-
mente a raesma idea quo elle.
Sahio do seu esconderijo e abandonando
o abrigo protector da torre do moio dia,
lanjou-se sobre a galera que passa por ci-
ma da rosacea e chega va de revolver
era punho ao lugar que tinha deixado o ca-
pitSo.
NSo o tendo encontrado alli, comprehen-
deu tudo e proseguio.
Saint-Briae antes de deitar a correr pa-
rou alguna segundos, afim de se assegurar
que o seu inimigo o nao espreitava por de-
trs de um ngulo saliente.
Foi isso o bastante para perdel-o.
O odioso Pancorbo atirou quasi quei-
raa roupa por detrs e raatou-o instant-
neamente com urna bala, que lhe esraagou
a columna vertebral.
O culpado amante de Odetta de Malver-
ne cabio de face para o chao, e o assassino
nSo perdeu tempo com despojal-o da som-
raa que elle lhe havia ganho ao jogo na-
quella noite.
Era ainamente para o roubar qua ha-
via proposto aquello duello insensato.
Cincoenta mil francos pareciam-lhe mag-
nficos para lavar, deixando a Franja aera
tencSo de nella tomar a por os ps.
ad.a tinha mais que fazer alli. Etavam
res ilisados todos os seus abominaveis de-
signios.
O seu vil cumpce j tinha passado a
fronteira, nada o impedia de fazer outro-
tanto nessa m-jsraa tarde.
Despojou o cadver, metteu as notas do
banco na carteira e as algibeiraa o dri-
gio-se para a escada, afim de descer. Tam-
bera sabia que a juslija devia de chegar, e
nSo queria que o encontrasse em flagrante
delicto.
A guerra americana aem tinha durado
dez minuto?. Pancorbo, esporava, pois,
poder sabir sem difficuldade, e, ama vez
na ra, nada tinha que receiar, porque tu-
do estava preparado para a partid.
(Continuar-$e-ha.)
Typ. do Diario ra Duque de Caxias n.4&

L.


i
L


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