Diario de Pernambuco

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Material Information

Title:
Diario de Pernambuco
Physical Description:
Newspaper
Language:
Portuguese
Publication Date:

Subjects

Genre:
newspaper   ( marcgt )
newspaper   ( sobekcm )
Spatial Coverage:
Brazil -- Pernambuco -- Recife
Brazil -- Pernambuco -- Recife

Notes

Abstract:
The Diario de Pernambuco is acknowledged as the oldest newspaper in circulation in Latin America (see : Larousse cultural ; p. 263). The issues from 1825-1923 offer insights into early Brazilian commerce, social affairs, politics, family life, slavery, and such. Published in the port of Recife, the Diario contains numerous announcements of maritime movements, crop production, legal affairs, and cultural matters. The 19th century includes reporting on the rise of Brazilian nationalism as the Empire gave way to the earliest expressions of the Brazilian republic. The 1910s and 1920s are years of economic and artistic change, with surging exports of sugar and coffee pushing revenues and allowing for rapid expansions of infrastructure, popular expression, and national politics.
Funding:
Funding for the digitization of Diario de Pernambuco provided by LAMP (formerly known as the Latin American Microform Project), which is coordinated by the Center for Research Libraries (CRL), Global Resources Network.
Dates or Sequential Designation:
Began with Number 1, November 7, 1825.
Numbering Peculiarities:
Numbering irregularities exist and early issues are continuously paginated.

Record Information

Source Institution:
University of Florida
Holding Location:
UF Latin American Collections
Rights Management:
Applicable rights reserved.
Resource Identifier:
aleph - 002044160
notis - AKN2060
oclc - 45907853
System ID:
AA00011611:19012


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Full Text

PARA A CAPITAL. E LIGARE ONDE KXO E PACA PORTE
Por tres mezes adiantadot .
Por seis ditos idem.
Por uaa armo 'deai......
(Jada numero avulso, do mesmo da.
60000
1241000
24000
,5100
PARA DFWItO E FORA DA PROVINCIA
Por seis mezes adiantdos......... ..... 13^500
Por nove ditos dem................. vv\
Por um anno dem................. 27i0(
Cada numero avulso, de das aaterioreB........... #lw
DIARIO DE PERNAMBUCO
Proprietafc* l>e JHaiwel fxgaeixa i>e Jara Jttljos
TELEGRAMMAS


v>
5S3VIC3 7ASTIC7LAS SO SZABZQ
RIO DE JANEIRO, 17 de Margo, s
12 horas e 45 minutos da tarde. (Recebi-
do s 2 horas o 5 minutos da tarde, pela
linha terrestre)
Fot escolbido senador pela pro-
vincia do Para, o conego Manuel
Jote de Siqaelra Hende*.
Foram exonerados a pedido, o*
presidentes das provincias do Para
do Ceara.
Forana nomeados :
Presidente da provincia do Para, o
coaselnelro doo Antonio d'ArauJo
Preitas Henriqaesi
Presidente da provincia do CearA,
desembargador Joaquina da Costa
tarrada 1
Cnefe de polica da provincia do
lo brande do Glorie, o Dr. Francis-
co Amyntas da Costa Barros, sendo
exonerado o actual 1
Cnere de pollcia da provincia das
alagas. o Dr. Altino Rodrigues pl-
aenta. sendo exonerado o actual t
Juii de dlrelto da comarca de Cu-
rapa, no Para, o bacharel Jlanoel
Jos Heniles Bastos 1
jui/ de direltu da comarca do Ca-
tle do Racha, na Parabyba. o ba-
ebarel Venando de Magalhes NOtV
va 1
juu de dlrelto da comarca de Pao
dos Ferrol, no Vio Grande do Nor-
te, o bacbarel Clemente d'OUveira
Vendes.
Foruin remolido os Julxes de
dlrelto 1
Bacbarel Jos Comes Coimbra. da
comarca de Boa Jardlm. em Per-
aambuco. para a comarca de Obldos.
no Para 1
Bacbarel Francisco da CunbaCas-
fello Bronco, da comarca de Parln-
?s. no Amazona*, para a de Bonn
rdim. em Pernambuco.
Forana designadas as seguintes
comarcas para n'ellas terem extrcl-
eto os Julses de dlrelto 1
De Parinlins, no Amazonas, o ba-
cbarel Cardoso da Cuaba 1
De Piraca'nca. no Plauhy. o ba-
cbarel A.gostlnbo dallo do Coulo
Belmonte :
De Caldas, em Minas Cernes, o ba-
cbarel Jos Antonio Saralva Hobrl-
nbo.
Fol declarado avulso o Juiz de
dlreito. da comarca da Imperalrlx.
no Huuniiao. bacbarel A levan ti ri-
o Das ti I maraes,
Foi numeaiio cuadjuvante da
companliia de menores do Arsenal
de HBSrra de rernambuco, Hermi-
nio Pedru,
lotijj m lvm satas
(Especial para o Diario)
LONDRES. 16 de Marco, tarde.
Iteran suas demissdes os S r s.
Cbannberlain. presidente da com-
nlsso do governo local, e Treve-
Ivan, secretarlo da Escossla. ambos
aaembros do gabidete Cladstone.
PARS, 17 de Marco.
O governo remetteu para a mesa
da Cmara dos Deputados um pro-
Jecto de emprestimo de um milbar
e qaatrocentos c sessenta e seis mi
Ikioes de francos, afina de cobrlr O
DBFPitii orcumcnniario e consolidar a
divida fiiiiiuiinic.
Agencia Ha vas, nlial em Pernambuco,
17 de Margo de 1886.
INSTBCCiO POPULAR
economa poltica
(Extrahido)
DA BIBLIOTHECA DO POVO E DAS ESCOLAS
(Conlinuafo)
CAPITULO II
Produrco da riqueza
3* Trabalhitr de modo proveitoao.Em qual-
quer industria que se exerca Diurna dada localidade,
deve procurar se que cada operario trbalos do
melhor modo pouivel, qner dizer, de modo que
nao perca o leu trabalho e n'elle nao eommetta
erros. Pode hiver modos muito differentes de
execut u- um trabalho idntico e para d'entre elle*
escolber o melhor, deve o operario ser intellgeote
e hbil, ou pele menos, deve ser dirigido por que n
possuaesses dous predicados. Deve tambem ha -
ver urna conveniente diviso do trabalho, para
que cada pessoa seja incumbida d'aquillo que mc-
lhor capas de executar. Para se trabalhar ce
modo proveitoso sao, pois, necessarias; a scienc a
e a diviso do trabalho.
ScienciaO operario, para colhe.- do son tr*.-
balho toda a vanlagem possivel, precisa, nao so-
mente ser hbil, deztro e pratico do seu cfficio mas
tambem esclarecido pelo conhecimento > cientfico
d'aquillo qne fas. O conhecimento dos phenomc-
nos da natureza e das suas leis habilita para e
saber as cansas das' coisas, isto os elementos
qne devem reunirse, para que do seu concurso r -
sultem determinadas coisas ou determinados tactos.
Assim, por exemplo, a invenco das machinas de
vapor foi devida a ter-se conhecido qne o calor,
applicado agua fal a passar ao estado de vapor,
e que este posaue urna enorme forca expansiva. 0
carvo, e as fornalhas, servindo para produzir o
fogo qne faz ferver a agua, sao causa indirectas da
geraco da forca que as machinas produzem em
resultado final. Importa aos trabalhadores que
com ellas lidam ter a'isso couhecimento para me-
lhor exercerem o seu mister Sempre que temos a
ejecutar qualqner trabalho, devenios comecar por
conbecer, tanto quanto possivel, quaes as causas
que tois fcil e productivamente poderao leval-o
a efieito. Esse conhecimento evita muito traba-
lho intil.
A sciencia, e principalmente a sciencia positiva,
mostra-nos muitai vezes a impossibilidade dse
realisar o que intentamos tazer: por exemplo, a
impossibilidade do movimento continuo, isto ,
de urna machina que se movesse por si mesma e
de modo continuo, sem intervencSo de urna forca
extranha. Ontras vezes ensina-no a sciencia que
o modo por que tentamos fazer qualquer coisa
inteiramente inefficaz, ou inconveniente. Ai-
sim, suppoz-ae or muito tempo que para me-
lhor se tundir o ferro se ievia inauflir ar fri
para dentro do torno : a sciencia mostrou d-
pois que, em ves de fri, o ar insjflido deve ser
to quente quanto possivel. Tambem a scienc a
nos ensi ia a levar a cabo urna abra, evitando
muito trabalho. O navegador consulta os rotei-
ros e eatuda os ventos constantes e as correntia
martimas, quo n'elles v :m indicados, para tra -
tar a aua derrota, antea de dar coineco viagem ;
e do resultado d'es3e estudo colhe grande vaotu-
gem, tanto incurtando a duracn da mesma via-
gem como evitando a furia dos temporaes. An-
da a scicncia, com os teus descobrimentos mar -
vilhosos, dos procura novos gosas e novas con-
Art. 5. A' vista desses relatnos e plantas
procurarlo as duas altas partes contratantes re-
solver amigavelmente aquella questao, fazendo um
tratado definitivo e perpetuo, que nenhum aconte-
cimiento de paz ou de guerra poder annullar ou
suspender.
Art 6. O presente tratado ser ratificado, ser
posto em execucao seis mezes depoia da troca daa
respectivas ratificacoes, e catas serio trocadas na
cidade do rio do Janeiro ou na de Buenos-Ayree
no mais breve prazo po sivel.
Em testemunho do que nos abaixo assignados,
plenipotenciarios de S. M. o imperador do Brazil
e de S. Exc. o presidente da Repblica Argenti-
na, assignaotos em duplcala o presente tratado e
ihc fizemos por os nossos respectivos sellos na ni-
dada de Buenos-Ayres, aos 28 das do mez de Se-
teuibro de 1885.(L. S.) Leonel M. de Alencar.
Instrucces a que se refere o art. 29 do tratado con*
cluido entre o Braril e a Repblica Argentina
em 28 de setembro de 1885 para o recouheci-
mento dos 4 rios que limitam a oeste e a leste o
territorio letigioso e dcste territorio.
I. As duas commissoes, nosaeadas em virtude do
art 1 do tratado a que se refere o titulo destas
instrucces para reconhecer, de conformidade com
o art. 2o,os rios Pepiri-guasa e Santo Antonio, e
Chapec e Chopim ou Pequiri-guass e Santo An-
tonio-guass, bem como o territorio entre elles com-
prehendido, r?unindo-se em Montevideo, como est
onvencionado, por-se-bo de accordo sobre o pon-
to ou pontos do partida dos seus trabalhos e sobre
o mais que for necessario.
II. Eoses teabalhos poderao comecar na foz do
Pepiri guass, ou nade Santo Antonio, e ainda, se
parecer preferivel, uestes dous pontos no mesmo
tempo, dividindo-se para isso a commissao mixta
em duas turmas ou partidas, as quaes sejam
igualmente representadas as duas commissoes de
que aquella se compoe.
III. Na primeira hypothese, toda ia commisaao
mixta, ou parte della, conforme determinarem os
primeiros commssarios, entrar pela fz do Pepiri-
guass e, subindo por elle, buscar a principal
nascente do outro e por este descera at a sua
foz.
IV. O reconbecimento comecar por aquellos
dous ros, por ser era os priraeiros da controversia
que se encontrara subindo o Uruguay e o Ignsss
on Ro Grande de Coritiba.
V. Do raesmo modo se proceder depois no reeo-
nhecimento do Chapec e do Chopim ou Pequiri-
guass e Santo Antonio.guass
VI. O territorio comprehendido entre os quatro
artigos e estipuluces, c pelo presente os damos
por firmes e valiosos para produzrem os seus de-
vidos cffeitos; prometiendo, cm f e palavra impe-
rial, cumprl-os inviolavelmente e fazel-os cumprir
e observar por qualquer modo que possa ser.
Em testemunho e firmeza do que fizemos passar
a presente carta, por nos assignada, sellada com
sel o das armas do imperio e referendada pelo nn-
nit tro e secretario do estado, abaixo asaigoado.
Dada no palacio do Ro de Janeiro, aua 30 dias
do mes de Novembro do anno do Nascimonto de
Nosso Senhsr Jess Christo de 1885.Pedro, Im
pebadob (com guarda).Bardo de Cotegipe.
moddades, desconhecidos completamente dos no- riog poder csr-eobec-itir a"p6S la.Pepiri-guaes
... antonaiiaHA. fintnA SO -*rt*rt"-! m^S a J U.. A M.*^t J ... J n. J-'
sntepassados, como sao a photograpbia, os
telegraphos elctricos, os telepbones, etc. |P.le
dizer-se, sem reacio de errar, que todos os gran-
des aperteicoamentos industriaes sao devidos ao
progresso da sciencia.
(Contina)
?ARTE 0FF1C11L
lelos do poder etecufivo
DECBETO X. 9,563 DE 6 DE MASCO DE 1886
Promulga o tratado para o recon/iecimento dos rio
Pepiri-guasnt e Santo Antonio, Chapec ou Pequi-
ri-guauu', e Chopim ou Santo ^Antonio guattu e
do territorio que o separa e est em litigio entre
o Ilrazil e a Rtpubliea Argentina.
Tendo se concluido e assignado ua cidade de
Buenos- Ayres aos 28 dias do mez de Setembro do
anno prximo passado, um tratado para reconbe-
cimento dos rios Pepiri-guasa c Santo Antonio,
Chapec on Pequiri-guass e Chopim ou Santo
Antonio-guaas e do territorio qne os separa e es-
t em litigio entre o Brasil e a Repblica Argen-
tina; e tendo sido csse tratado mutuamente rati-
ficado, trocando-se as ratificacoes nesta corte em
4 do correte mez de Marco: Hei por bem que
seja observado e cump. ido tao inteiramente como
nelle se contem.
O Biro de Cotegipe, do meu conselho, senador
do imperio, presidente do conselho de ministros,
ministro c secretario de estado dos negocios es-
trangeires, assim o tenha entendido e faca ejecu-
tar. Palacio do Rio de Janeiro, em 6 de Marco
de 1886, 65" da Independencia e do Imperio. Com
a rubrica de Sua Magestaie o Imperador.Dardo
de Cotegipe.
Nos D. Pedro II, imperador constitucional e
detensor perpetuo do Brazl, etc. Fazemos saber
a todos os que a presente carta de approvaco,
confirmacao e ratificaco virem, que aos vinte e
oito dias do mez de Setembro do correte anno
se conclu" e assignou na cidade de Buenos- Vy-
res, entre nos e S. Exc. o presidente da Repblica
Argentina, pelos respectivos plenipotenciarios que
se achavam munidos dos competentes penos po-
deres, um tratado e instrucces para a sua execu-
cao, de theor seguate:
Tratado para o reconbecimento dos rios Pepiri-
guasa e Santo Antonio, Chapec ou Pequiri-guas-
s e Chopim ou Santo Antonio-guass e do terri-
torio que os separa e est em litigio entre o Bra-
sil e a Repblica Argentina.
S. M o imperador do Brasil e S. Exc. o presi-
dente da Repblica Argentina, litigando conve-
niente que sejam reconhecidos os Rios pelos quaes
cada um dos respectivos governos eutende que
dev.e correr a frontera commum desde Uruguay
at ao Iguass, ou grande de Curityba, e o terri-
torio entre elles comprehendido, resolveram fazer
para isss um tratado e nomeram seus plenipoten-
ciarios a saber:
8. M. o imperador do Brasil, S. Exc. o conselhei-
ro Dr. Leonel M. de Aleocnr, cavalleiro das ordens
de Christo e da Rosa, commendador da ordem de
Cristo de Portugal e da real ordem de Isabel a
Catholica de Uespanhs, seu enviado extraordina-
rio e ministro plenipotenciario na Repblica Ar-
gentina.
S. Exc. o presidente da Repblica Arg ratina,
S. Exc. Dr. D. Francisco J. Ortis, seu ministro e
secretario de estado no departamento dos negocios
estrangeiros.
Os quaes, trocados os seus plenos poderes, que
acharam em boa e devida frm, convieram no se-
grate :
Art. 1. Cada urna das altas partes contratantes
nomear urna commissao composta de um primeiro
commissario, um segundo e um terceiro e de tres
ajudantes- Nos casos de impedimento ou morte,
se outra providencia nSo fr tomada, ser o pri-
meiro commissari* substituido pelo segundo e este
pelo terceiro. Cada urna das commissoes poder
ter, vontade do respectivo governo, o pessoal
necessario para o seu servico particular, como o
sanitario ou qualquer outro, e ambas sero acom-
panhadas de coatingentes militares do igual nu-
mero de pracas commandadas por officiaes de pa-
tentes iguaes ou correspondentes.
Art 2.o A commissao mixta constituida pelas
dnas mencionadas ser incumbida de reconhecer,
de conformidade com as instrucces annexas a es-
e do Santo Antonio e antes dos outros dous, d"
pois do reconhecimeuto destes ao regresso da cora-
misiSo, ou por partes, conforme se julgar mais f-
cil e conveniente.
VII, Os demarcadores portugueses e hespanhoes
de 1759 e 1789 determinarlo as latitudes da nas-
cente e da fz de cada um dos priraeiros rios, isto
, do Pepiri-guass c do Santo Antonio.
Eil-as :
1759. 26- 10'
1789. 26 10'
1759. iV 9' 23".
1789. 26" 10' 30".
1759. A 500 pasaos
da do Pepiri
1789. 26 12"
1759. 25 35' 4".
1789. 25 35\
Nascente do Pepiri guass.
H
Fos do Pepi.-i-guase.
Nascente do Santo Antono<
Foz do Santo Antonio
,...{
Segundo as observaces feitas cm 1789 e 1791
pelos hespanhoes, como consta da memoria de
Oyarvide, est a foz do Chapec ou eqnri-guas-
p situada aos 27 06' 50" de latitude extrema aus-
tral e aos 07' 43" de longitude oriental de Bue-
nos-Ayres; e a sua origem principal aos 26 4'
50"' de lattitude austral e aos 6o 26' 55" de longi-
tude oriental de Buenos-Ayroa.
Segundo a mesma memoria, a nascente do Cho-
pim ou Santo Antonio-guass est situada a 725
toezas da do Chapec ou Pequiri-guass. Abaixo
desta nascente, em um ponto que Oyavide diz ser
o mais conhecido daquelle rie, s obervou : lati-
tude austral 26" 39' 50". longitude 6o 27' 38".
_ Por todos estas dados e por varias circunstan-
cias notadas as duas antigs demaicacoes se guia-
r a actual cemuiisso em seus trabalhos.
_ VIII. O reconbecimento de cada um dos quatro
rios ser feit> seguidamente, subindo ou descendo:
se isto nao ior praticavel, em consequencia das
cachoeiras ou outrus obstculos naturaes, a com-
missao mixta, nos desvos que for obrigada a fazer,
tomar as precauces necessarias para que pao
haja duvida de que percorre o mesmo ro, e essas
precauces serio notadas para couhecimento e go-
verno de qu icsquer outros explora lores.
IX. Com as mesraas precauces se procedci no
recenhecimento do territorio comprehendido entre
ai nascentes do Pepiri-guass e Santo Antonio, e
Chapec ou Pequiri-guast, e Chopim ou Santa
Antoao gu-:ss,. E' conveniente que esse territo-
rio, isto a ligacio das nascentes, seja determina-
do por signies perduraveis que, sem consentir
marcos divisorios propriamente ditos, sirvam de
gua em novas exploracea.
X. Como a commissao mixta tem de explorar o
territorio comprehendido entre os quatro rios da
controversia, procurar o meio de se ebegar por
elle s respectivas nascentes, de modo que em qual-
quer trabalho tuturo possam ellas aer fcilmente
alcanzadas sem necessidade de buscal-as subindo
cada um dos meamos rios. Achado o meio, delle se
tomar nota com todas as particularidades uteis.
Se for preciso, se far igual diligencia pelos ter-
ritorios a oeste dos rios designados pelo Brazl e a
liste dos designados pela Repblica Argentina.
XI. Na exploracao do territorio eomprehen ido
entre os quaro rioa, a commissao mixta notar com
cuidado a direccao dos principaes cursos d'agua e
suas nascentes, das serras e montes e todas as par-
ticularidades cujo conhecimento possa ter alguma
utilidade.
XII. Ao reunr-se, em Montevideo, a commissao
mixta abrir um diario, onde v relatando, da por
da, sob a assignatura dos 3 commissarios de cada
parte, todos os trabalh s que "fizer, com as particu-
laridades que julgar necessarias ou uteis.
Deste diaria se farao simultneamente douf
exemplarep, un cm p irtugu.'z e cu tro em heapa-
nhol. Cada commissao particular remetiera o seu
ao respectivo governo com o relatorio e as plantas
de que filia o art. 4 do tratado. Os dous exe.jpla-
res desse relatorio sero idnticos, u as cada um
delles ser redigido na lngua d governo a que
for destinado e assignado smente pelos seus trez
coinmisanos. Nesse relatorio, em quo se dar idea
geral e conciea de todos os t-abalos, terao cabi-
mento as observaces que nao coubercm no diario
ou nlo tiverem occ rrido durante a sua icitura.
XIII. A commissao mixa nao tem que discutir
te tratado, es rios Pepiri-guass e Santo Antonio questes de direito ou de preferencia; s inenm
e os dous situados ao oriente delle, conhecidos do bida de fazer o reconbecimento dos ros e do ter
D____:i___l_______. j. <-.i______1 .-.! _:.__:________-____j. ... iv. .
Brazl pelos nomes de Chapec e Chopim e que os
argentinos chamam Pequiri-guass e Santo Anto-
nio-guass, bem como o territorio comprehendido
entre os quatro.
Art. 3. As duas commiaaoea deverao reunir-se
em Montevideo para se prem de accordo sobre o
ponto ou pontos de partida de seus trabalhos e sa-
br o mais que fr necessario.
Art. 4." Levantarlo em commum e em doqs
exemplares as plantas dos quatro rios, do territo-
rio qne os separa e da parte correspondente dos
rios que fecbam esse territorio ao norte e ao sul, e
com ellas apresentaro aos seus governos reta torios
idnticos que contenham tado quanto interesse i.
questio de limites.
ritorio mencionado no art. 2 do tratado. Nao pode
portanto, haver reccio de divergencias graves. Se,
todava, sur ir alguma, ser subraettida desiso
do governos contratantes, sem que de qualquer
modo sejam interrompidos os trabalnoff
XIV O lelatorio ser registrado no diario como
seu complemento. Peito isso, ser o mesmo diario
encerrado e ficar dissalvida a c.jinmisssao mixta.
Feitas na cidade' de Buenos-Ayres, aso 28 dit.s
do mez de Setembro de 1885 Leonel M. de Alencar.
E sendo-nos presente o mesmo tratado cima
inserido com as .respectivas instrucces, e bem
visto, considerado e examinado por nos tudo quanto
nesses se contm, os aprovmos confirmamos e ra
tincamos, assim no todo como tm cada um de seus
.Mimo ia Provincia
DESPACHOS DA PBE8IDENCIA DO DA 16 DE
MAKCO DE 1886
AnUmo Luiz Baptista.Ccrtifique-se.
Anua LaurindaVa-ejao Barbosa.-Sim mediante
recibo.
Antonio Joaqnim CavalCante e outro.Remet-
tido s.o Sr. Dr. juiz de direito da comarca de
Aguas-Bellas, para prestar uo pedido a considera-
9S0 que merecer.
Bacbarel Francisco Odilon Tivares Lima.
A vista do que dispem os arts. 4." e 5 do de-
creto de 9 de Marco de 1873, o supplicante nao
pode er attendJj quuuto a liceuca com orde-
nado.
Honorato Ferreira Marinho. Ao Srs. Dr. juiz
de direito ds |2." districto crimal da comarca do
Recife.
Jos da Costa Barros.Providenciado.
Joaquim Firmo de Oliveira.Proveo prejuizo
que soffrtu.
Mauoel Vicente dos Santos.Ao Sr. comman-
dante das [armas para informar, euvindo o da
Fortaleza do Brum.
Sejretaria da presidencia de Pernambu-
co, em 17 Maryo de de 1886.
O porteiro,
J. L. Vegas.
tepartlcao da Pollcia
SeccSo 2. N. 277.Secretaria re Po-
lica de Pernambuco, 17 de Margo de 1886.
111:33. e Extn. Sr. Participo V. Exc.
que foram hontem recolhidos a Casa de
DetencSo os seguintcs individuos:
A' ordem do subdelegado do 2o districto
de S."JbSe7 S&Sfirrao Ferreira da Cruz e
Manoel Jos de Ssit^rTriaj.^conhecido por
Manoel Caboclo, por disturbios^,
A' ordem do do Io districto da Boa-
Vista, Marcellioa Mara da Conceigao, pe
crime de ferimentos; Francisco Jos de
Souz 1 c Jos Antonio dos Santos, por dis-
turbios.
A' ordem do do 2* districto da Boa-
Vistn, (Jlaudino Ferreira de Lima, por of-
fensas moral publica.
Communicou-iaa o delegado do termo de
Palonares, que no dia 14 do corrente fo-
ram all presas pelo subdelegado do Io dis-
tricto, os inJtviduos de nomos Jos Fran-
cisco dos Santos JoSo Francisco da Silva,
autores de um roubo de quatro centos rail
ris praticado no povoado denominado Ri-
beirito, pertonoente ao termo de Gamellei-
ra.
Os referidos individnos foram requisita-
dos pela autoridade policial do districto
onde commetteram o crime.
Commuaicou me igualmente o delegado
do termo da Gloria do Goit, que no dia
13 do corrente, tendo um inspector de
quarteirSo effectuado a prisSo de Manoel
Pereira da Silva, por crime de ferimento,
em c.minho, tentando evadir sj, foi assas
sinado por cinco paisanos, que de ordeiu
do referido inspector o conduziam pre-
senta do subdelegado do ls districto.
Fez se vistoria no cadver do infeliz, e
contra os delinquentes, que ainda nao fo-
ram presos por t -i-em-se evadido, proce-
deu-se nos termos do inquerito policial.
Por se acharem pronunciados em diver-
sos crimes no termo de Alagoa de Baixo,
foram capturados no dia 28 do mez findo,
pelo subdelegado do districto de Cornahy-
ba na comarca de Flores, os individuos de
nomes Joaquim Jos dos Santos, Fran-
cisco Antonio de Lyra e Jos Antonio dos
Santos.
Pelo subdelegado do districto de Colo-
nia da referida comarca do Flores, foi
tambem capturado na misma data o cri
minoso de morte .Manoel Francisco Ramos,
conhecido por Manoel Cabaccira.
Em 23 do mez fi ido e no ttrmo da
Gloria do Goit, Jos Francisco Stares
travou lula con Jos Bernardo da Silva e
o espanecu brbaramente.
Contra o delinquente, que evadise,
procedeu-se uos ltimos termjs da lei.
No'dia 12 do correte foi retirado
agude do engenho Novo da Conceigao,
tuado no termo de Ipojuca, o cadver
um menor de nome Manoel.
O sublelegado do termo procedeu
necessarias indagagSes e ao exame cada-
vrico.
Verificou se ter sido a morte oc -aliona-
da por asphyxia por submsrsao-
P lo delegado do termo do Bonito, foi
remettido ao juizo competente o inquerito
policial a que procedeu contra o escravo de
nome Laurcntino, como incurso as penas
do art. 205 do Cdigo Criminal.
No dia 12 do corrente assumio o cida-
dao Francisco Alves Maciel, na qualidade
de Io aupplente, o exereicio da delegacia
do termo de S. Bento.
Deus guarde a V. Exc-IUm. e Exm.
Sr. conselheiro Jos Fernandos da Costa
Pereira Jnior, muito digno presidente da
provincia. O chefe de poli-a, Antonio
Domingos Pinfo.
Augusto Rufino de Almeida, Joilo Ca .-aleante de
Albuquerque e Manoel do Nascim nU> Vieira da
Cunha. Certifique-se.
Felippe Augusto de Azevedo. Venha nos ter-
mos regulares
Joaquim Jos da Silva Moreira. Ao Sr. Dr.
administrador do Consulado para satisfazer a re-
quisicSo da Contadoria.
Cosme Baptista Viegus, Cam ira Municipal do
Recife, Albino Cruz & C. e Augusto Moreira da
Silva.Haja viata o Sr. Dr. procurador fiscal.
Augusto Rufino do Almei a. Ao Consulado
para uttender.
Ji-fiVrson Mirabeaux de Azevedo Soares.Cun -
pra-se, registre-se r. facam-se os devidos assenta-
mentos.
16 -
Jos Joaquim Alves, Antonio SimOes de Alraeid
e outro. Ao contPncioso para attender.
Jos Augusto Alvares de Carvalho.Haja vista
o Sr. Dr. procurador fiscal.
Antonio Jos Rodrigues de Souza, Valentina Ro
drigues do* Prazeres e Francisco Cordeiro Falco
Brazil.Informe o Sr. contador.
Carlos Augusto Lins de Souza e Aurelia do Pra-
do Ribeiro ia Cunha Souto Maior.rRegistre-se e
facam-se ni devidos assentamentos.
Jos Herculano da Assumpco e Maniel Heme-
terio C-irueiro de Mello.Ioferme o Sr. contador.
Jlo Francisco Regs d Aadrade e Basilio Go-
mes P. Rodrigues.Certifique se.
-----------------------------------
Consulado Provincial
DESPACHOS DO DIA 15 DE MARCO
Paronte Vianna C.Deferido, de accordo com
a informsco.
Idalina da Silva Risa.Informe a Ia seceo.
Bacharel Jo4o Valentim Villela de Gusmo.
Certifique-se.
Manoe Joaquim da Rocha.Informe a 2a sec-
cao.
Manoel Vieira Nev.A' Ia scelo para os de-
vidos fins
Idalina da Silva Rosa.A' 1' secfo para pro-
ceder de accordo com a iuformacao.
16
Joaquim Felippe de Aguiar.Satisfaca u eii-
gencia da 2* seceo.
N-.rci8 Maia t C, e Luiz Autonb de Siquei-
ra.Deferido de accordo com a informacao.
Maria Joanna Cesar das Neves.A' 1* seceo
para droi-eer de acord com a lei.
Maftoel Joaquim da Rocha.Informe a 2a sec-
eo.
H-liodoro Cavaleante & C Informe a Ia sec-
eo.
Antonio Francisco da Cruz. -Dinja-se ao The-
eouro Provincial.
Antonio Rodrigues de 7cuza e Bernardino Duar-
te Campos.Informe a Ia sec^ao.
Luiza Marii dos Santos. Defirido, em vista da
informacao." ^^_^
Maia & R^zendc^-2^
maco.
de accorJ.i com a infor-
Thesonro Provincial
DESPACHOS DO DIA 15 DE MAK^O
Dr. Joo Valentim Villela de Gusmao.Cerli-
fiqne-ae.
Mariana Augusta da Rocha Bastos.Selle o co-
nbecimento.
Compxnhia Santa Theresa, BarSo de Caiar,
Oscsr Destibeauz, Delphim Lopes da Crus.In-
forme o Sr. contador,
Repblica Argentina
(Correspondeuciu para o Jornal do Com
mercio, da corte)
Buenos-Ayres, 13 de Fevereiro de 1886
Summario Algumas paiavras sobre urna questao
pessoal.Os dous partidos. Victoria
de ambos.Os colligados e Jurez.
Fraudes leiteraes. 7ranquillidade
as eleicoes da c-tpltal. Aspecto da
cidaie.Morte por accidente. O ar-
tigo da Prensa.- Prrestos.A expo-
sico italiana.Noticias de Mmtevi-
deo,A desgra^^i de D. Thomaz Go-
mens ro, Insinuaces dos jornaes
orieotaes.O general Arredondo.O
Dr. Costa. Tempo inconstante.
Tenteos.
Antea de comecar a uiinha acostumida ^corres
O' udencia peco lieenca para d:zer duas paiavras
sobre moa questao pessoal.
Enioora tenha u por varias vezes declarado
que nao pertcnco a nenhum partido poltico, o jor-
nal La Naci;n julgou dever oceupar-se com as
minhas correspondencias, escreuendo que nada
entendo da pol'tiua argentina e nem estou uo caso
de fallar della.
Nao podundo de modo nenhum entrar em dis
cussilo, pois qje urna correspondencia de jornal
nao lugar de polmica, contento-me do n-tpon-
der Nacin que prove, se capnz, que tenho fal-
tado verdade em al^um ponto das minhas cor-
respondencias. Comprehendo que a Nacin est'-ja
despe tada por ver que o seu partido ser derro-
tado as eleicoes, mas nao havia motivo para zan-
gar se com quem diz a verdade. E dito isto, fe-
cho o incidente.
Estamos n'uma verdadei/a Babvlonia. Nao fi-
carao em presenta seno dous pirtidos, capita-
neados um, o narional, por Celman Jurez ; o ou-
tro, o argentmo, por Dardo Rocha. Ambos me-
diram lancas no dia 7 do correte para a eleicao
dos senadores e deputados, e ambos por meio dos
seus jornaes enntam victoria.
Pblavra que um espectculo bello e curioso ao
mesmo tempo. Tenho estado em inultos paizes e
em multas eleicoes, e sempre vi um partido ven-
cedor b outro Vuncido, um com maioria de votos e
o outro quasi sempre derrotado por grande mino-
ra.
Aqui o caso absolutamente outro, porque nao
s os dous partidos attribuem-se a victoria, como
tambem o provam com algarismis. Proceda-
mos porem com ordem para fazer-me eomprehen-
der bem.
J escrovi tongamente acerca da situacao poli-
tica, no momento das eleicoes. Disse a verdade
pura e simples ; mas preciso repetir rpidamente
algumas coutas. Os tres candidatos presidencia,
Rocha, Gorcstiaga e Irig yen, vendo a impossi-
bilidade dos seus esforcos isolados, umram se. A
elles juntaram-se o gmeral Mitre e o general Sar-
miento e f irmaram um s partido, chamado o par-
tido dos ligados, para combater a Celman Jurez,
e foram todos reunidos s primeira eleicoes.
Quul seja entre elles o nome do escolhid A pre-
sidencia ainda mysterio ; dizem que ainda n
ss fallou em si-melh-.nte cousa, mas tudo isto nao
passa de urna brincadeira. Escolber j o homem
era lancar a disordia no campo. Cada frac^ao
do partido poda acreditar que ia votar pelo sen
candidato, e foi o que aconteceu. Mas a voz po-
puli fez-se sentir. Os votantes diziam claramente
que iam votar em Celman Jurez ou Rocba, c eis
que s-m querer, com o st-u eterno bom enso, o
povo poz as cousas no teu lugar, deixando de lado
chicanas e phrases.
En disse que ambos os partidos provam com al
garismos terem vencido. Com efieito, basta pegar
em ura jornal dos ligados para ver immediamente
um araoz 1 de algarismos, onde o numero de vo-
tantes a elles fav.,raveis absolutamente claro e
*nde se falla com ares de commiseracao do partido
vencido c louva se o bom senso do povo que fez
justica. ,
Abram os jornaes adversarios e encontrarlo
exae* unente o rontrario. Quem nao coohecesse
o avesso destas cousas havia de largar estrondosa
gargalhada. .
A verdade que houve artificios e fraudes da
parte de ambos os partidas, e cada qual d cerno
bons os algarismos que o outro declara nao validos,
e est explicado como ambos de boa f podem fa-
zer acreditar ao publico que a victoria foi delles.
Toca ao congresso decidir quaes sao as vota-
ces justas ; mas d'aqui at a reuuiiodo Congresso-
tem de passar dous mezes e d'aqui at l pode
acontecer muita cousa.
Ao contrario do que se receiava, as eleicoes cor -
reram tranquillas, gracas ds ordens severas dadas
pelo presidente e cumpridas pentualmente pelo
chefe de polica da capital, o coronel Boscb. Nao
ha paiavras sufficientes para louvar a autoridade.
Lembrando-se dos timos atrazados, a populacao
eceiava alguma desgraca e nao boba coafiaoca
as promessss do chefe de p>li;ia. No dia das
eleicoes, Buenos-Ayres apresentava um aspecto
esquisito e curioso. Pareca que estavamos em
urna cida le sitiada ou devstala por grande epi-
demia raros erara os transentes ; no se vio
11 m s carro e apenas 03 bonds quasi vasios gyra-
vam melanclicamente pela cidade. Todas as to-
jas, excepto as pharmacias, estavam fechadas ;
tu las as portas das casas tapadas, e somente
tardinba viram-se portas entreabertas por onde
passavam caras curiosas, que naturalmente erara
de mulheres, pois que 03 homens estavam ou vo-
tando ou fechados em casa. As parochas onde se
faziam as eleicoes estavam ocenpadas militarmen-
te pela polica
Os raros transentes que se arriscavam pelas
russ, ao chegar s parochias, paravam suspeito-
sos e depois de um olhar tranquilizador e um
descanso de alguns minutos, continuavam tran-
quillamente o seu caminho. Repito, nao aconte-
ce o menor incidente, excepto o de um eleitor que
brinc'.de com urna espingarda, deixou disparar o
tiro que o mateu. At agora nao se tem podido
explicar a razao pela qual aquelle hornera foi
urna parocha armado de urna espingarda.
E para que as minhas paiavras nao sejam mais
urna vez mal interpretadas, citare! algumas pa-
iavras do jornal La Prensa, que o nico jornal
realmente independente e por ceito nao muito fa-
voravel ao paitidonacional:
E' passada a pri ceira batilba cvica da pre-
sente luta eleitoral : a eleicao dos deputados ,
com efieito, a primeira osteotacao das forcas elei-
toraes dos partidos. No que diz respeito 8,3 pro-
vincias, as noticias nao sao completas, devido isto
iuterrupcSo do telegrapho. Erafira, as eleicoes
verificaram se no interior da repblica em condi-
coes irregu'ares, tendo-se dado em algumas pro-
vincias, como Santiago c Catamarca, movimentos
bellicos, de modo quo nao possivel ajuizar pelo
dia de domingo as forcas populares dos partidos,
embora possa se presentir o que acontecer as
commissoes presidencaes de Abril. E' permitti-
do estobelecer que os Juaristas terao maioria de
deputados, embora a opposico discuta s sua le-
galidade com mais ou aeuos fundamento. E se a
eleicao de eleitores de presidente se efiectuar oas
mesraas condifoes daro o mesmo resultad". A
opposi^ao candidatura ds Dr. Jurez mestra-se
orgulhosa e declara que tem elemeotos populares
para lutar e veocer em Abril; de maoeira que a
prova eleitoral de domingo nao modifica a conten -
da. porque todos se consideram vencedores.
Comprazi-me em transcrever este paragrapho
inteiro porque d razao a to las ts minhas previ-
Alis torno a repetir ainda pela mlhesima
mcR' de contas, feitas as eleicoes, sahir
2 q *T7>9K&'* Juarer
da urna o nomnairW ^. sahram
Entretanto de ambos oTparrBssW^- comn,et.
tenas de protestos contra as llegalidacflMisafja^
tidas por ambos ; mas creio que afinal nao se fara
nada, pela razan que, se os juizes fossem a exami-
nar todas as allegacoes, nao bastara um anno, e
dentro de deus mezes, estando eleito o presidente,
ninguem perguntar como nem porque.
Prometti fallar da exposico italiana, aberta no
dia 31 de Janeiro, e curapro a minha promessa.
Mas, antes de tudo, urna observacao curiosa. Nao
comprehendo urna mana singular que tem este
paiz. A Recoleta um dos mais bellos jardins
pblicos desta cidade ; os habitantes ahi vo em
massa, especialmente as lindas noif.es calmas, ti-
luminadas pela la, gozar do gentil zepbyro, 'que
ebega lgero e fresco, depois de ter atravessado
o rio prate ido. A Recoleta sem duvida um lu-
gar delicioso ; mas para mim tem enorme desvn-
tagem a de estar collocado exactamente ao p do
cemiterio. A intcoco de quem fez construir o
jar lira foi certara ute mui bja e moral, porque
por um lugar delicioso de passeo ao lado de um
cemiterio era urna especie de memento, qne lemba-
ria aos passeadores o dito da frades da T-rappa :
Irmo, lembrai-vos que morrereis um dia.
Francamente o dig, gosto pouco de cemi:erios,
tanto mais que nellea terei de dormir eternameti
te, e por isso que nunca vou Recoleta Ora,
onde pensam que collocaram a Exposico Italia-
na ? -Na Recoleta.
E' urna miaii, repito, e nao sei para a mirar
qu de um momento para outro, all construam
um tbeatro, porque deste modo os habitantes po-
derao, depois do espectculo, mortificar-se ao ver
o cemiterio e perder as impressoes dos cantos,
du.iia.i3 ou comedias que ouviram Vas basta de
gracejo, e fallemos da Exposico Italiana.
Oceupa ella um espaco quadrado de cerca de
98 metros de cada lado. A entrada principal d
sobre a avenida Alvear. O frontispicio, em esty-
lo caprichoso, bonito Um lindo jardimzinho
il lhe um aspecto alegre. Fallar de todos os pro-
ductos expoatos nao mu sera possivel nem eu o
poderia fazer ; direi apenas que, tomando em con-
sideraco o que elles eram ha cincoenta annos, o
progresso enorme, tanto mais quando se pensa
que es expositores nao sao representados seno
pela colonia italiana, que a maia poderosa de
todas, no numero, verdade ; mas faz isto pensar
o que seria urna exposico nacional, que mostras-
setodos os seus productos.
Na exposico italiana ha um piuco de tudo, des-
de os motores por vapor dos irmos Zamboni, que
sao tao perfeitos quanto aa mais poderosas e soli-
das machinas ingle zas, at aos productos mais
ingenuos que fazem sorrir s ao vl-os ; desde os
quadros realmente bellos, como os dos Srs. de Vi-
ta, at as obscenidades uogentas a ponto de nao
ter a commissilo querido adtnittil ai. Ha alguns
bustos de marmore de rara execucao, como um do
Sr. Borddnotti. A fnbricac^o dos licores est re-
pres nuda e-n grande escala, e notei que quasi
todos os expositores tem urna imitacao do celebre
Fernet Branci. A mobilia e a tnpecaria esft'i
muito bem representada. O Sr. Grolti expoi mo-
ulias de um lux < oriental e de urna perfricao de
execucao tica que podein, sera receio, ser confron-
tadas com as trancezas. E como nao pnsso.eo-
tender-me muito, direi qi.e tolas as artes o-ofi-
cios estilo muito bem representados. Ha tambem,
ver lade, cousaa qu.' ai> merecan) a honra de aer
expistis, mas o todo bom, e os italianas devem
est:ir orgulhoso8.
A ab-.'rtiira solemne toi feita pelo presidente da
repblica, que pronunciou alguma3 paiavras pro-
posito e coinuiovi-utes, que fizeram proromper os
os assiitentes em longos e calorosos applausos.
Depois do hymno argentino, foi tocada a celebre
marcha real, e gara'ito-lhes que houve ummo-
raent) de enthusiasmo indiscriptivel. Aquelle
hymno commovia profundamente esses centenares
de itdiinos que se reqprdavam da patria Ion
muptt.
A exposigo tem se tornado, durante a oote, o
lug.r preferido de toda a cidade. A luz elctrica,
espalbada com profusao, inunda e Ilumina o vasto
recinto. Urna orchestra da 60 professores, bem
dirigidos pelo maestro Melani, exeeuta trechos es-
colhidos dos inclhore< autores.
Emfim, urna bella cousa, que fas honra co-
lonia italiana, e nao posao deixar ignorar o nome
do presidente da commissao, o Sr. Luiz Zoccola, a
que se deve o bom xito da exposico, assim como
aos deus secretarios, o advogado Aliara e o enge-
uheiro Scotti.
Da repblica d Montevideo as noticias sao cada
vez mais sombras. Parece que D. Mximo San-

t
1
]
i
iTBJBn


Diario de fernaiiibucoQuinta--feira ls Ae Afarpo t886


esses teuentea-flfTOesaes.
Dos jomaos 601 Iktomoaa'aooa.m''todoarde fu-
einheira. e sa nigua! delies laCisciMMDi paase que
nio seja do grado- do garemo,'- iraundiataj
mete s'ipprimido 9 o director p >at 1 in prisAo1.
Tiveram esta sorte a Tribuna Popular e o sen di-
rector o Sr. CacUvio.
Entreunto D. Mximo Santos, dando outro
ponta-p na coustituico fez se nomear senador do
novo departamento de FIotps, para pod.?r ser eleit.
presidente do sead > que leva a vicc-preaid ate
da repblica.
Se as eousas coirerem a favor do governo, or.
Vi.ial ser eleito presidente e depois de alguu. me-
ses renunciar to grave encargo; desto modo San-
tos aBSUinir o poder, cando o vce-presidente li-
tros cinco aunos e depoi ser senhor de fazer-se.
eleger novamente presidente. lato parece falso e
impossivel, mas a pura verdade.
O iheaoureir geral D. Ttumaz Gomensoro in
corren tambeui na desgra?. do terrivel Santos,
qne o destituio do seu posto.
Gomensoro homem honeste e estimado por to
dos, mas teve a infeliz leu branca de apreaentar-se
candidato presidencia da repblica, apoiado
pelo purtido contrario ao governo e isto fo auffi -
ciinte pa.a que Ibe tirassem o lugar. Mis o paiz
Mspondeu coin eutbosiasmo patritico preponde-
rancia do goveruo, e abri urna subscripta > para
garantir a Gomensoro urna soinmi que o ajude a
viver, pois que elle pauprrimo.
Durante este teinpo vai Montevideo continuando
a despovoar-se, e tudo quanto joven e iute.li
gente, encontra meios de passar a fronteira e vir
a Buenos-Ayres onde *e duque as escondida* do
governo argentino preparam os fugitivos de Mon-
tevideo urna invaso da Repblica Oriental. Os
nimos esto muitos excitados, e Santos com a sua
{repodarancia pondo o cumulo medida.
Agora como simples obronica e pelo habito de
contar tudo quanto oaco e vejo, transcrevo algu -
mas palavrus da Naf&o de Montevideo; sao
estas :
Segundo noticias recebi las do Brasil, as au-
toridades "bservam vigilancia rigorosa e nao per-
aittem grupos de uenhurna especie. Estamos na
espectativa o observamos com attoucjlo os nosso
visinhos, e touiaremos nota tanto das offensas
como dos ser vicos para o momento oppirtuno.
Hontem 12 de Fevereiro, na ra de Carzallo
entre as ras Florida e San Martin, cerca das 8
horas da noite, deu se um facto grave. Dispara-
ran! centra o general Arredondo um tiro de pis-
tolla, que felizmente nio o ferio, e disseram-me
que o general proferir estas palavras, voltando-se
para o assassino : Diga a Sautos que, se quer as
sassinar-ine, para outra Vea mande um homem
mais hbil. Nao posso garantir a veracidade
dcstts palavras, mas o facto den-se, e eu mesmo
vi o enorme buraco feito na parede pela bala do
assassino.
Soubo que o Dr. CjsU quo se aohava preso em
Montevideo, foi posto em liberdade, gracas in-
tervenco do ministro dj S. M. o imperador do
Bras.
Ha quinze dias que temos um tempo impoesi-
vel; o vendo sopra constantemente e s vezss
com tanta violencia que o Rio da Prata paree.; um
verdadeiro mar enfurecido. Esta inconstancia do
temp tem feito muito mal a saude publica, e ha
dias em que as doencas e febres augmeutam, prin-
cipalmente as eriancaf.
Todos os theatros esto fechados, c se nao fosse
noite a Exposiei o Iuliana, nao se teria real-
mente sonde ir.
Da companbia Ferrari sabe-se apenas o que ja
disse. As promessas sao muitas, mas at agora
quer me parecer quo nao se teua feito gr,
cousa. 1 id"""""
. Esqueci me de acciescentar sartistas a cym
pathica AmeUiifsttr*' "
O cgP'gario Chiacchi esta gravemente doeute
"na* Italia, e eis porque nada se sabe ainda da
companhia que levara ao Rio. Posso apenas ga-
rantir que della Carao parte Tamagno e a Pe -
tvsczini.
E' preciso popularisar os emprestimos e
ter f do- crdito interno do governo.
~ a
RE
tos principiou a empregar meios que nio sao nad
constituicionaes.
Os habitantes eato aterrorisados, e de um mo-
mento par outra esperam-se gravea acontecirnen
tos. Entretanto coutinua-se a prender a torto e a
direito. Os carceres esto cheios de gente nio
se passa diasem que um laconicj decreto <1 > pre-
sdeme, sem o mener motivo, aestitua generaes,
coronis e capitaes ; verdade que, de outro lado,
cream-se generaes e coronis, que pialeriam ser-
vir para comnandamm militad de baioneta*;
mas ereio quapssooialapoieaa I, atttirrhajimaa-
tado maior dvaaia, Dtlaaiano qoef terassara sn
urna guarda daawnra eompoata da -gaera** por-
que ao 1er a liata alo recem novatados,-: ni
comprebende qsm luaaho rio eoomanA todos' p ir elwdemcacto a .ItraetiBentn
O Enpresttlmo
(Do Diario do Brasil, da c5rte)
Rio, 5 de Harco de 1886.
As condicoes de nossa praca, a existen-
cia de urna divida fluctuanie avultadissi-
baiouetad! va o.tos ooapwmiaaos do thasouro dstotro
cm pcmc*s*8tttBaBer-se na praca de~.Lou-
dresj dktavsim por* sem dnvida ao -joven
e idtradaMQni>tro da sfasara da, o lati
ssiisWlo
do uro erBpsestimo extarno-'de 6 aalliooB,
coio a irnportantisBiiBSPcaea Rothsobds.
Nao* poda a alludid operacao *er tro-
cada oom'.ns&o ruis firme bit lsd
(j(feito com maior discricao e tino, do quo
os qm presidiram a sua concepto e rea
isa cao, pelo a ;tn il ministro Ja taaeada.
Os crditos do profundo oonheeedor d.:
queslo'as nanceiras e bancarias de que, me-
reoid mente, goza o distinvto coaselheiro
Francisca Bulisario, ainda urna vea ib ra 11
confirmados, o bera assim as esperancas
nelle depositadas.
Si nao fra o einpreatiroo que tao aus
pi -iosamente acaba de levar-ae a eflMto, ver-
se-hia o gjverno em breve para satiafazer
os nossos coinpromissos em Londres, obri-
gado a reinetter para aquella praca avul-
tadissicnas somiuas ; e, coagido por isso
mesmo a concorrer ao mercad para tomar
caobia<'8 era numero avultado, determina
ra fatalmente ainda mais a baix do cam-
bio, que d-'sce.ria. quij a menos de 16.
Com esta opsracao, pois, o Hlustrado mi-
nistro da t'azenda, nao s evitou a baixa
do cambio, pela nao tomada de cainbiaes,
como ao contrario deterrainou a sua subi-
da, melhorando assim sensivelmente as
concSes da nossa prata. e habilitando se
a resgatar a nossa divida fluctuante; j
com as sommas que deixou de dispender,
nao comprando as cambiaos, j con as
que provmhacn de qualquer operacao in-
terna que entenda dever realisar.
Depois do 'Mjprestimn de 6 millioes, e
as eondicSes vact .josisaimas mo que foi
elle operado, a posiclo do governo em fa.ie
de bancos e da nossa prac; 1 inteirameute
racio de conteatacao, nao so teria realisado 1 matriz do Santissimo Sacramento da Boa-Vista,
Uto vantajosa operacao. a "'.?* voti[a do Espirito SantoInteirada.
Felicitando o Ilustra lo ministro da fa-
zenda, de&ejamos-lhe longa vida ministe-
terial, convencidos de que saber com as
luzes e patriotismo que tanto o distinguen!,
melhorar a administracao fnanoeira do Bra-
sil, assentando a sobre bases firmes e se
gaaras.
1
m
Anika HnviBciiil
SSO rOkcWAaaWrOHl Eat DE
outra ; po i.-n lo com grande vaatagem,
p.ua os interesses do Ea'-ado e mesmo das
classes actfvat le mssa s ci lado, repre-
sentadas polo, commer.io, pa agricultura
e pela in l.tstria, delinear um plano de urna
operacao interna, que com xito feliz pos-
sa ser posto em pratioa ; o que naj aconte-
cera seguramente antes do mprestirao ex-
terno levantado em Londres.
Qualquer emprestimo interno, sem ha-
vel-o precedido um externo, e as condi-
(Sea ptimas do ultimo, nao p.idcria ser
rci.lisado a renos da 6
c, sobre im
INTERIOR

Ml(ua< fio econmica
(Da Vanguarda, da edrte)
O recente emprestimo tffectuado em Lon-
dres, om vantagen3 incontestaveis para o
nosso crdito, causou effeto benfico em
nosca praca, e, por emquanto, impedio que
o cambio desesse para taxas tEo baiaae,
que podiam se tornar iaipressionistas. Pelo
menos, a certeza de que o governo poder,
no decurso deste anno, prescindir do cam
bio local para juros, amoriis .coas, paga-
mentos de encommendas e outras necesii-
dades incessantes, motivo positivo e in-
discutivel para quo o ooinmercio confie
om mais firmeza da taxa cambial. E' de
sentir que a espo::ulaao, antecipan'ij-se
aos efftitos naturacs da> transaccao, se ar-
r8casse a operar sobro! o futuro, creando
assim necessidades firticias, alero da pro-
cura regular de cambines, quo mais tarde
(I .ve apparecer.
O fira a que o governo imperial destina
os meios qus ficaram sua disposicao em
Londres, ainda nao perfeitaraente conhe-
cido, o parece-nos que depende de sohicao
dos planos linanceiros que o Sr. ruinistro
da fazenda submetter ao parlamento. P]m
todo o caso, a certeza da quj o governo
nao tomar cambio durante este anno, e
que tem, at Setembro, um saldo sua
disposico, sao elementos que devem ac-
tuar fortemente no espirito dos negociantes
que se oscupam especialmente de transac
cSas financeiras.
E' verdade que essas recursos nao sao
suffijintes para as actuaes necessidades do
Estado, se quizer se effectuar um plano
geral de consolidacao financeira ; e os es-
piritas refractarios situacao dominante ar-
gumentara que o governo deveria ter pre-
parado o levado a effeto toda a serie de
operacSes de que precisa para completar o
plano necessario. Teme-se mesmo que o
conhecimento de urna das operajSes torne
impossivel a realisacao favoravel de outroa
recursos.
NSo podemos discutir esta these, porque
as operac3es lembradas, e que andaram em
discussSes nos bancos, nao tm aiuda ca-
rcter offi-ial e, portanto, podem ser adia-
das, sendo assim conveniente ao interesae
do Estado.
Entretanto, lembramos que, se para a
consolidacao da divida fluctuante, c mes
mo para a c.onversao da interna, forero
precisos ampios meios, o governo tem o
mais bello e popular recurso em urna sub-
seripcao nacional interna de emprestimo,
fraccionada as proporcoes de todas as for-
tunas. Aceitando o governo as letras do
bancos a vencerse e os ttulos a prazo do
Thesouro, com os descontos respectivos,
ter sua disposicao urna massa superior,
por mais vasta que seja.
Estamos certos de que os portadores de
ttulos de deposito, sujeitos a juros varia-
veis, preferirao um titulo consolidado, de
juro regalar 0 que fcilmente posea ser
mutaado na prac,a.
era poder dos bancos.
Estes pro?urariaru dictar a lei ao honra-
jdojnicrStro se tentasse realisar alguma
operacAo-iataa'na; no-ipaaso qu > presente
mente elle a poder dictar Ibes.
As condieSes1 do-emprestimo sao vanta-
josissiinas ; consoguindo bo pela primeira
vez reduzir a commissao a 1 "[.,.
Para provar o nosso acert sbaixo as
transjrevemoH, procurando depois contron-
tal-as com as V80onde d Pt-ranagu, e a do u tima em-
prestimo argentino, afim de demonstrar
quanto ellas sao superiores as dastes.
EMPRESTIMO PAEASAGUA'
mobilisarem-se assim os capitaos, que po-
deriam ser applica los ao desenvolvimento
das forcas vivas da nacao, concentradas,
as classes productoras, com um empr-'s
timo externo as condifSes que aponamos
nada mais tem quic lgralo o Ilustrado
ministro do jue trocar por apolicc.s do 6
0io, os bilbetes do thesauro de igual juro ^'i
_1^' L_ 6 J Silva, Uotningucs da silva, AndrDias, Barros
Valor em libras
4.000:000
Taxi de juros
4 1/2
KM^KESTIMO ARGENTINO
Preco de emissa
89
Valor em libras
4.000:000
Taxa de jaros
' %
i reeo de emitsao
80
EMPRIiSTlMO FRANCISCO BELISARIO
Va lor em libras Taxa de juros Prego
6.000:000
Accresce,
5%
da emitsao
95
quo no emprestimo nego;ia-
do pelo conselbeiro Francisco Belizario,
sendo aiuortisa^i-j d'i 1 */, faz com que
o valor da emissao seja ae 96, achando-se
elle extincto em 38 onnos.
Comparado o nosso com o emprestimo
argentino, temos urna differenca na emis-
sao d". 15 libr.-s a nosso favor, alm de
que o resgate nito se far no nosso cima
de par ; ao passo que no dos nossos visiahos
poder si ha fazer aci 1 a do pr, e a amor-
1 ter lugar em 36 annos.
A co.niiiissito qu 1 pagamos foi, como j
dissemos, de 1 /0 ; ne emprestimo argen-
tino foi de 3 %.
Circanistsma importantissima que cum-
pre a8sigaalar a seguinte :
Ivnquanto a Goafederaco Vrgentina,
para poler contrahir o eioprestiioo as con-
dijoes deavant josas quo assignalamos, teve
necessidadu de garantil-o com o rendimen-
to especial da alfandega, que entrar men-
salmente nos cofres o Banco Nacional,
tendo este de remetter todos os raezos para
Europa aa qurutias- necessarias para o
servijo do emprestimo, que oreara por
240,000 libras por anno ; o Ilustrado mi-
nistro da fazenda, o Sr. cons-lheiro Fran-
cisco Belisario, formulou as bases da no-
gociacao, que sao as constantes dos jor-
naes, a ellas foram inmediatamente acei-
tas, sera outras quaesquer condicSes alera
das que figurara no emprestimo.
Isto honra sobremodo o era lito do Bra-
sil em Londres, uiostra qual u confianza
que inspira o actual gabinete, c p5e era re-
levo o elevado tino, a grande capacidade e
o prtriotisrao do actual Sr. raiaistro da
fazenda.
Podemos agora julgar da penetracao e
do civismo com quo pffeceden o venerando
Barao de Cotegips, tazando passar na se
nado o projejto acerca da questao servil,
consegrando assim levar a confianca e a cal-
ma as classos conservadoras e productoras
da nossa sociedade, que ainda boje estt-
riam lutando com as ddvidas e as incerte
zas da solucao dessa questao, com grande
desvantagera para o nosso crdito e para o
desenvolvimento das forcas vivas danacSo,
se tivesse ficado ella dependente de solu-
cao.
Nao sa aobasse a frente dos negocios p-
blicos um gabinete que inspirasse confian-
5a no interior e no exterior, como inspira
aUt***?0tt*8B6
|'i>RmDRciAl'-oe"w>i.' saMoar favio vmmMNO na
bats b silva
A's 10 horas e 5 minutos di manha, presentes
os Srs : tiatis e Silva, Barros Barreto Juuior, Her-
culano Bandeira, Luis de Andrada, Antonio Cor-
reia, Goncalves Ferreira, Kugo Barros, Soares de
rAmorim, Amara lt Uominguis da Silva o (iomes
Prente, o Sr. presidente destara aberta a sessao.
Comparecem depois os Srs.: Julio de Barros,
Joan de Sa, Andr Dias, Jos Maris, Joo de Oli-
veir, Rodrigues Porto, Maxiunano Machado, Vis-
conde de Tabatinga, Prxedes Pitanga, Barao de
ltapissuma, Barros Wanderley, Augusto Frauklin,
Costa Ribeiroe Lourenco de S.
Occupa a cadeira de 2 secretario o Sr. Reg
Barros.
NSo se asbaudo sobro a mesa a ae.ta da sessao
antecedente deixa de ser lidi.
OBDBU do oa
Continua a discuaso do parecer da 1* commis-
sao de verificacao de poderes.
Veem mesa, sao lidas, apoiadas e entrain con-
suetamente em diseusso as seguintes emendas ;
Emenda ao parecer.
Quo tambera sejam upprovados os diplomas
dos Urs. Pedro Gaudiano de Ratis e Silva, Jos
Domingues da Silva e Andr Dias de Araujo.
Gome- Prente.Luiz de Andrada.
Qus tameem sejam reconhecidos deputados os
cleitos era Io escrutinio do $' diitricto, Visconde
de Tabatinga e Julio Mara do Reg Barros.Go-
mes Prente.
Ninguem pediado a palavra encerrada a dis
cussao e posto a votos o parecer approvado. bem
como as -emendas, sendo rejeitado o reqaerimento
dos 8rs. Maximiano Machado e Jos Maria c pre-
judieado o do Sr. Prxedes Pitanga, apres-rntad 1
na seeso anterior.
E' lido, apoiado e sera debato approvado o se-
guinte par>: cer n. 2 :
A 2* commissao de veneacao de poderes, exa-
minando com a devida attencao os diplomas e-au-
thenticas relativos as eleiooes dos membros da I
commissao, apenas eacontron falta de fonnalidalc
legal na acta da ..aro^hia de Nossa .-enhora da
Penda de Gauwlleira, era que toram tomada 1 em
s 'pirud 1 9 sedulas por nao se acharem os nomos
dita portadores iuclaidos na lista pela qual se f'z
chamad-.. Mas. attendendo que esses votos em
separado nao ufla-nn 110 resultado geral das eleicoei
dj 8o distrieto c que nenhuina reelamacao foi.fei..
i/plos iateressados, de parecer que seja acclamado
por easa distrieto o Dr. Luiz Antonio de Andrada.
Quanto s t-leicoss do d c 13 districtos, nao
constando das autlie.iticas e diplomas falta de for-
malidades que possa inquinar do uulla qualquer
urna dessas eleices, e, nao tendo appaecido pro-
testos por parte dos iiiicressados, 6 de parecer que
seja proclamado depatado pelo 9o distrieto o Dr.
Francisco Antonio Regueira Costa e pelo 13 o Dr.
Francisco Gomes Prente.
Sala das corainisso.'s, 3 de Maro 1 de 1886. Jos
Manoel de Barros Wanderley.Jos Domingues
da Silva.Sopliror.io E. da Paz Portella. ._
O Sr. presidente proelanuMieptados os Srs. :
Driimmon r'ilho, CoSta'Ribeiro, Goncalves Fer-
reira, Ain v*al, Barao de ltapissuma^ Joao de S,
Visconde de Tahatinga, Julio d-: Barros, Hercu-
Ui>o Bandeira, Rogoberio, Costa Gomes, Ratis e
1.' SESSAO em 6 DE MARQO DE 1886
PBE8IDBHCIA DO BX1I. SB. DB. PEDBO OAUDIANO DB
BATS B SILVA
Aauaneio dia, feita a ehamada e verificando-su
estarem presentes os vea Ferreira, '.raaral, Joao da S, Barao de Ita-
praaaaaa, Julio de Barros, Viaaonde de Tabatinga,
HMtalano Bandeira, RsgotJWto, Domiagoes da
.ajsSiavs, Andr Dias, Ratis a Silva, -Barros1-'Waa-
"dsHeJ*, Barros Barreto Junioi> Coelho de Moraes,
JU raia^Rodrigues PsVts, Rasa e W^_*ioacuio
e
O Sr. presidente convida os Srs. deputados a
comparecerem no dia 6 no pace desta Assembla,
afim de irem assistir referida missa, e em segui-
da levanta a sessao.
Wanderley, Barros Barrero Jnior, Lou renco de
S, Co'dho de Moraes, Jlo de Oliveira, Ferreira
Jacobina, Antonio Corrcia, Juvencio Mariz, Ro-
drgaos Porto, Rosa e Silva, Constantino de Alba
querque, Antonio Vctor, Sophronio Portella, Au-
gusto Frauklin, Prxedes Pitanga, Jo.o Alves,
Luiz de Andrada, Reguera Costa e Gomes Pa-
reute.
O Sr. tisncalve Ferreira faz diversas
ennsideracoes pela ordem. *
O Nr. Ooaatea' rNsieiSe^Nao davolven o
seu discurso).
O ft)r. Soarea de mor Im- Acabando
(le ser reconhecidos os mens dous Ilustres colle-
3, representantes do" 4* distrieto, a prova mais
,,l de just'ca e imparciaJidade da Ilustre com-
missao de verificacao de poderes, c uo emtanto, ex-
cluido um candidato de 2 escrutinio, pode parecer
a alguem que nao fosse tao regular a nwnha elui-
cao, como fra a d.i meuB llastres amigos e com-
panheirus dn distrieto.
E' necessario, porm, Sr. presidente, attender M
processo elcitoral. Para o Io escrutinio compare-
cern] tao sement dous candidatos, cada um do
seu credo; e em ambos resabio qussi a totalidade
dos votos dos partidarios de chapa.
Era natural, por eonseguinte, como ordinaria-
mente s-i d em todos os districtos, que viessem 4
este recinto candidatos de ama e outra parciali-
dide poltica; porm.em 2 escrutinio devendo
coucorrer um candidato do partido conservador e
outro do liberal, disputando urna s cadeira, in-
tuitivo que s um dcBses candidatos poderia ter
assento nesta Ilustre corporacilo.
Comprehende V. Exc, Sr. presidente, e coiipre-
hende a casa qus nao poderia nassar inclume a
minha pretcnfJo p*lo arraial dos adversarios, e
qual a guerra senao pess >al ao menos partidaria
que soffri.
Po'm, Sr. presidente, apesar do3 recursos em-
pregados pelos noss >s antagonistas, nJo ne consta
que um s correligionario do nosso grande e pu-
t'snte partido, faltasae-me cora o seu sufFragio.
sto nao era pr mereeiment) pessoal queeu po-
desse ter, (nao apoiados) mas porque mindado a
esta easa para pugnar pe is interesses do 4 dis-
trieto, interesses que muitas vez-s, lastimo dizel-o,
teem sido descurados ; mandado esta casa como
representante especial di ;uma rsquecida comarca,
que p id-, d-.ve e quer tambero pesar no fundo da
patria; mandado A esta casi como deputado de
Itamb,Jcomarea e freguezia que fazem parte desse
4 diBtricto que venho representar, que c->m justos
ttulos aspira fbreseer ao par das suas irmils, por-
que tem elementos naturaes para isto, acharara -
me coma coragem precisa para arrancal a damar-
gem em que eslava escripta e coocal-a na pagina
larga dos orcamentcs da provincia.
Fosse tempo do dizel-o, e eu diria, Sr. presiden-
te, que sou viga.o de Itarab, freguezia da.pro-
vincia de Pernarabuco, freguezia que nao tem urna
matriz, um calix, um paramento no rigor dos ca-
ones rara a celehrac) do santo sacrificio da
missa.
Fosse tirapo de dizel-o e eu diria que sou viga-
rio de Itarab, freguezia que colloca o seu parocho
na triste contiugen^ia do recorrer a urna provin-
cia amiga, qual a da Parahyba, para procurar
o necessario, afim de b"n desempenhar as suas
funecoea sacerdotaes.
Poim, .Sr. presidente, pedi a palavra, nao para
isto, que pretendo tratar largamente em occaso
opportuna.
Pedi a palavra, Sr. presidente, nao para cen-
surar o piocedimeuto da Ilustre comm'ssao por
ter retardado o in -u roeonheciraento, senao para
louval-a e apoial-a, visto como era minba eleiyo
houve um protesto e quaai deserta ist a bancada
da opposico.
Sou o candidato a quem desejariam prejudicar
com semelhante protesto, protesto, em tao boa
hora o diga, que nao mereeeu sequer de seus mes
mos protestantes a honra de ser conhecido desta
casa.
Sento-me, portanto, Sr. presidente, nao triste,
mas bem alegre porque vejo no procedimeuto no-
bre e desinteressado da Ilustre commissao o cu-
nho da imparealidade e da justica no .-umprimen.
to dos seus deveres.
(Muito bem, muito bem.)
O Sr. Jow Mara(Nao devolveu o seu
discurso.)
O Sr. Presidente declara que vai i/fficiar-
se ao Exm. Sr. eonsclheiro presidente da provn
cia communicando Ihe haver numero para abrir-
se a sessao, afim de S. Exc. designar a hora da
abertura, e por issa suspende a sasso at chegar
a resposta de S. Exc.
Meia hora depois contina a sessao.
0 Sr. 1. secietario l um orfieio do secretario
do governo, communicando que S. Exc. o Sr. con-
selbeiro-presidenta da provincia designa o dia 6,
1 hora da tardo, para a abertura da Ass> inbla,
""""6>*v"J W*"J *WB o U1H, CIUIKB1CI
la, Augusto lsjaMhliaaiedeal,aWtBaga
JoBOvAlves, o Sr-.-paaSaaauta- deelara'abartu a
sessao.
Comparecem depois os Srs. Ferreira Jacobina e
Gomes Prente.
O Sr. presidente nomeia oe Srs. Rosa e Silva,
3oncalvea Ferreira e Visconde de Tabatinga pira
em commissao receberem o Exm. Sr. presidenta
da provincia e em seguida suspende a sessao at
a chegada de S. Exc.
Reaberta 10 minutos antes de 1 hora da tarde,
prestam juramento os Srs. Barao de ltapissuma,
Joao Airen, Coelho de Moraes, Gomes Prente e
Joo- de Oliveira.
A' 1 hora da tarde, annunciando-se a chegada
do Exm, Sr. conselheiro presidente da provincia,
sahe para recebel-o a commissao nomeada.
Entrando S. Exc. na sala das sessoes toma as -
sent direita do Sr. presidente da Assembla,
l om seguida o seu rclatorio, retirando-se depois
com aa formalidades do estylo.
Achando-se presente o Sr. Ferreira Jacobina,
presta juramento e tama assento.
Nao ee aehando sobre a mesa, deixam de ser
lidas as actas das duas ultimas sessoes prepara
tooiae.
O Sr. Barao de ItupiftMumaDo con-
formidade com o reg.meot -, antes da eleico que
f se vai proceder para presidente, dever-se-hia 1er
a acta ; j hontem deixou de se 1er a ac*a e isso
nao me parece muito regular.
O Sr. PresidenteAs actas nao so achara ssbre
a mesa, porque o Sr. secretario esqueeeu-se 'el-
las coi casa.
0 Sr. Baro de ltapissuma.Isto rneamo deve-
ria e Sr. secretario ter declarado.
O Sr. l. secretario declara existircm sobre a
mesa duas actas, sendo urna da mesa eleitoral de
S. Lonrenco de Tejocupapo e outra de Petrolina,
bem como urna da juuta apurad..ra do 4. distriaio.
O 3r. presidente declara que na forma do regi-
ment vai proceder-se eleico da mesa.
Para presidente sao recolhidas 26 sedulas, que
apuradas dito o tegninte resultado :
Cs Srs. :
Antonio Correia 18 votos
Har 1 de ltapissuma 6 *
Goncalves Ferreira 1
Visconde de Tabatinga 1
E' proclamado presidente o Sr. Antonio Cor-
reia, o qual torra a cadeira da presidencia.
O Sr. Prealdente agra'eei a honra que
lbe fizeram os seus collegas e amigos, eacolben-
do-o para presidente.
A posicao que vai oceupar difficilima, como to-
dos sabem ; a presentemente as difficuldades so-
bem de ponto'porque as ultimas sessoes da As-
sembla, a piesidencia foi brilhanteraente ocespa-
da por um distinelo collega que se acba orosente
e que estimara ver agora dirigindo os trabalbos,
pela forma porque siube dirigil-os por mais de dois
biennios.
(!ollocado, porm, pelos votos de seus amigos
na cadeira da presidencia, disti.uecao que aceita,
(.auta etmwprevi de genersfdade, 3o"qo"do mi
rito que Ihe assiste, espera que os sem colleg.i'o
auxiliera com suas luzes cumprir os deveres iu-
herentes ao honroso cargo que psssa a desempe-
nhar.
Sem o valioso concurso de todos, p juco poder
fazer; com o auxilio dos Ilustres deputados, es-
pera cumprir bem os seus deveres, seguindo a ris-
ei o qus determina a lei.
Coutinuando a eleicao da mesada ella o seguin-
te resultado:
Par* 1- vicc-presidente, sao rjcebidas 26 cedp-
las, dando o seguinte resultado :
u Sra. :
Barros Wanderley 18 votos
Visconde-.de Tabatinga 6
Luiz de Andrada 1 a
Costa Ribeiro 1 >
E' proclamado eleito o Sr. Barros Wanderley.
Para 2' vice-presidente, sao recebidas 26 cdu-
las, que apuradas do o raultado seguinte :
Os Sra. :
Augusto Pranklin 18 votos
Costa Ribeiro 6
Prxedes Pitanga 1
Ratis e Silva 1 ,
E' proclamado eleito o Sr. Augusto Franklin.
Para l- secretario e seu supplente, s2o recolhi-
das 26 cdulas, cuja apuracao d o seguinte re-
sultado :
Os Srs. :
lo- a e Sil 'a 10 votos
Herculano- Bandeira 9 *
Prxedes Pitanga 6
J0S0 de Oliveira 1 .
Sao ]ir .clamados eleitos os dous primeiros sc-
nhores' maia votados, tomando mmediatamente
posse da cadeira de 1- secretario o Sr. Rosa e
Silva.
Para 2- secretario e seu supplente, sao recolhi-
das igualmente 26 cdulas, que apuradas dJo o se-
guinte resultado:
Os Sra.:
Barros Barretto Jnior 10 votos
Sophronio Portella 9
Joao de Oliveira 5
Andr Dias 2
Sao proclamados eleitos os dous senhores mais
votados, tomando immediatamenta posse da cadei-
ra de 2' secretario o Sr. Barros Barretto Jnior
O Sr. presidente levanta em seguida a sessao,
designando a seguinte ordem Uo dia : eleicaj de
c mmissois
Outro do mesmo, tranamittindo 40 soplares I l(ni&aas&0 mensal por ter sido membro da com-
das leis desta provincia de 1885.-A' distribuir. mMo drinspecco do corpo de policia.-l' com-
Outro do mesmo, remettendo cop a do aviso do
Ministerio da Agricultura, sobre a reduccao das
tarifas da estrada de ferro do Recite a Limoeiro.
Inteirada.
Outr j do mesmo, solicitando os documentos com
que oa empresarios da illurainacao publica roque-*
reram o pagamento decretado no 81, art. 1- da
lei do orcameoto vigente. J foram remettidos.
Outro do rneamo, traaamittindo diversos exem-
plarea do rea torio com que a Exm. Sr. conselhei-
ro Joo Rodrigues Chaves, entregou a administra-
cao da provincia ao Exm. Sr. conselheiro Luiz
Correia da Queiroz Barros.A distribuir.
Outro do mesmo, remettendo copia do um offi-
cio da cmara municipal de S Bento em que so-
licita crdito para pagamento das despasas feitas
com o concert da acude publico. A commissao
de orcamento provincial.
Outro do mesmo, Iransmittindo 40 exeraplsres
do relatorio com que o Exm. Sr. desembargadt
Luiz Cerreia de Queiroz Banca, entregou ao Exm.
Sr. conselheiro Jos Fernandes da Costa Perei-
ra a administracao da provincia.A' distribuir.
Outro do mesmo, transmittindo um projecto de
pastara* addtioaae* da enmara munioipai da Pe-
trolina.A' eommiss) de exame de posturas.
Outr do mesmo, eommunicando ficar o Exm.
Sr. conselbeiro presidente da provincia iuteirado
da composico da mesa provisoria desta Assem-
bla. Inteirada
Seis do mesmo, communicando que tiveram o
conveniente destino os pontos dos e npregados des-
ta Assembla.A archivar.
Outro do mesmo, transmittindo o bataneo da
receita e despeza do exercicio de 1881-1885 das
cmaras municipaes de Tacarat, Rio-Formoso,
Villa-Bella e o orcamento para o de 1886-1887da
de Gloria de Goit.=A commissao do orcamento
municipal.
Outro do mesmo, dem, o bataneo da receita e
despeza do excroicii de 1884-1885 e o ore-monto
para o de 1886-1887 das cmaras municipaes de
Triumpho, Granito, Barreiros, Vertentes, Ipojuca,
Floresta, Brejo, Ouricury, Victoria, Flores, Boa
Vista, Cabrob, Ingaseira, 1 lambe, S. Bento, Igua-
rass, Caruar, Salgueiro c rVtrolina. A' com-
missao de orcamento muuicipal.
Ouiro do mesmo, aecusando o recebimeuto do
1 rucio em que se communicara quaea os ora. de-
putados, cujos poderes foram reconhecidos. In-
teirada
Em seguida dissolveu ae a reunio.
misso de peticoea.
Outra Ho Luiz Fe'.ippe Cavalcante de Albu-
querque, cscrivo privativo ds orpaos e annexos
da Gloria do Goit, requerendo a revogacao da
lei n. 1,675 de 1882. A commissao de legislarlo.
Outra de Antonio Mximo de Barrus Leite,
professor jubilado, requerendo que fique sem ef-
teito a sua jubilaco, sendo restituido sua ca-
deira 011 regulada a sua jubilacao pelo art. 156 do
regulamento d 6 da Fevereiro de 1885.A' coa-
missao de instruccSo publica.
Ou ra de Joao Francisco da Silva Senhor, ar-
rematante dos impoatoa municipaes de Vertentes,
requerendo o abatimento da ter9a parte em dita
arremataco.A' commissao de negocios de c-
maras.
Ua abaixo asignados de aatabelecidoa com le-
ja da joia, raalamaudo contra o imposco de repar-
tilo com que foram gravados 03 seus estabele-
cimentos.A' commissao de orcamento provincial.
Adiou-se por ter pedido a palavra o Sr. Ratis
e Silva ura parecer da commissao de ordenados,
inieferindo umbaix) assignados dos guardas da
Casa de Deteneo.
Foram a imprimir os seguintes proje^tos :
N. 1. Creando um distrieto de paz na Villa de
Verte ntes.
N. 2. Transferindo da Villa de Vertentea pira
a de Taquaretinga a ade do termo e comarca do
mesmo nome.
O Sr. Pitauga, pela ordem, envin mesa um
requerimento, solicitando da presidencia da pre-
vincia, no caao de nao estarem na casa, as actas
da eleioio do 13 diBtricto, do 2o eaerutimo. De-
pois de crarern oa Srs. Gomes Prente, Goncalves
Ferreira e Prxedes Pitanga, foi approvado o re-
querinieuto.
Passou-se ordem do dia.
Continuando a discusso do parecer 11. 4, t.-ram
apoiadas mais quatro emendas e um requerimento
de adia liento do Sr. Jos Maiia, hiveudo-se pro-
rogado a sessao, requerimento do -'r. Goncalvea
Ferrera, por duna hora.
Oraram os Srs. Gomes Prente, V sconde da -Ta-
bating, Ferreira Jacobina e Maximiano Macha-
do, adian lo se adiscasso pela hora.
A orden do da : ciutinuacao da antece-
dente.
Collectoria provincial'- Pela presiden-
cia da provincia foi exped n a seguinte porta-
ra :
c- 3*'secca.d*alacio da Presidencia do l er-
nambuco, em 15 de Marco de 1885. O presidente
da provincia, atteudend > ao que repreeentou e
propoz o inspector do Tlusouro Provincial no Seu
officio de 11 do correte, sob n. 518, verificado s
facto de exercer Antonio de Moraes Campello a
profissao mercantil na cidade de Garanhuus, oue
o imp 'de de servir o cargo de co'lector das rendas
provinciaes no respectivo municipio, resolve 'XJ-
neral-o d'esse cargo e nomear para substituil-o ao
respectivo escrivo, Manoel Tavares de Oliveira
Barros, (assignado.) Jos Fernandes da Costa
Per eir Jnior.
Serglpe Recebemos hontem folhaa dessa
provincia at 11 do crlente.
Por acto de'K) de' Fevereiro foi exonerado,
bem d setvicO'pu jltco, o bacharel Manoel J..a
quim de Olivtia, do lugar de promotor publico da
comarca da Capella, e pata exercer case lugar foi
removido o promotor da capital, bachHrel Felicia-
no Euzebio Dias Prazeres.
Foi designado o dia 28 de bnl para elei-
cao de um deputado provincial pelo 1 distrieto.
Contiouava friccionando a assembla pro-
vincial.
"Diccionario de eduenro e enatao
Para a Livraria Franceza, ra l- de Marco, che-
gou a caderneta 21 (2o vr.lume) do Diccionario de
Educacao e Ensino, edico melhorada por Jos
Nicolao Rapase Botelho.
Tbeatro Santo AntonioEm beneficio
&0i artistas delina Castro e Affonso d'Oliveirs,
fbahcisco h* ho|e eapectaoj1 no theatro Sent Antonio, re-
presentndo-se o drama Liberaes e Conservadores
e a6 8ceirjs cmicas O mundo vai torio! e O typo
braaleiro. "N
O espectacte- promettedor e convidativo.
EapancamltaoMandam dizer da Gloria
do Goit, que no di"^ do passado, Jos Francis-
co Soares, n'uma luta ^JJ" -ravou com Jos Ber-
nardo da Silva, i espancou^srbaramente, evadin-
do-se depois. ..
CadverDo acude do f|ngenho Novo da
Conceico, do termo de Ip juca^?8( retirado, 12
do eorreate, S eadaver de um taenorv4S^lolnS'Ma-
noel, a qual all suecumbir* por asphixiaVf gando
se verificou pelo exame do mesmo cadver.
sAaaaalnatoNo dia 13 do eorrentej
termo da Gloria de Goit, tendo- ado effectua
prisao de Manoel Pereira da Silva, acensado
crime de furto,- succedeu que, quando era eond
do por cinco paisanos 4 presenca do subdelegado
do Io distrieto, foi pe >s conductores assassinado
por ordem d^. inspector, qu? havia effectuado a
prisa.) da victima
Procedeu-so corpo de delicio e contra oa de-
linquentes, que anda ario foram presos, instaura-
REUNIAO EM 9 DE MARQO DE 1886
PBBSIDBRCIA DO EXM. SB. DB. AHTONIO PBBSgiSCO
COBBEIA DE AKAUJO
Ao meio dia, feita a chamada e verificando se
estarem presentes apenas os Srs. Costa Ribeiro,
Domingues da Silva, Antonio Correia, Barros
Wanderley e S-.iphrouio Portella, o Sr. presidente
declaia nao haver sessao.
O Sr. Io secretario procedo leitara do seguinte
BXPBDIEHTE
Um officio do ta;hygrapho Antonio Luiz Caeta-
no da Silva, communicando que se faz substituir
na presente aesao pelo seu collega Jas II niel
de Almeida, quo j o tem substituido em outras
occasides. Inteirada.
Outro la Can que, remettendo um cdigo de posturas e solici-1
tindo que aeja approvado. A' commissao de exa-
me de pisturas.
Outro do official i'.a secretaria di Asaembii
Legislativa Provincial do Espirito Santo, envian-
do um exemplar do9 annaes de 1884.Archive-ee.
Outro do Io secretario da Assembla Legislativa
Provincial do Cear, enviando um cxemplar dos
annaes de 1885.Archive-se.
Em seguida dissolve te a reunio. ^-
REMNIO EM 10 DE MARQO DE 1886
PRESIDENCIA DO EXM. SB. DB. ASTONW
CORREIA DE ARiDUO
Ao meio dia, feita a chamada e verificando-ae
presentes apenas os Srs. Andr Dias, Ratis e Sil-
va, Uarros Barreto Jnior, Costa Ribeiro, Joo de
Oliveira, Coelho de Moraes, Augusto Franklin,
Antonio Correia, Goncalves Ferreira, Domingues
da Silva, Sophronio Portella, Rodrigues Porto,
Barroa Wanderley, Gomea Prente, Herculano
Bandeira, Rosa e silva, Luiz de Andrada e Fer-
reira Jacobina, o Sr. presidenta declara nao ha-
aaaaao.
O Sr. 1* secretario prosede a leitara do ae-
gointe
XTEDraSTE
Urna petico de Francelino de Hollanda Chacn,
porteiro interino desta Assembla, requerendo sua
nomeacao effectiva no referido lugar.A' commia-
ao de polica.
Outra de Jos Maria Accioly requerendo ser no-
meado para urna das vagas de porteiro ou cartei -
ro desta Assembla com o abatimento de 20 por
cento nos eeus vencimentoa.A' commissao de po
licia.
Ontra de Joaquim Manoel de Oliveira e Silva, i 8e competente processo
professor publico de Tegipi, requerendo que a | Captaras de criminnos-Foram cap-
gratificaco que Ihe foi concedida em 1 i de Maio 1 turados no dia 14 do corrente, em Palmarea, Jo-
s Francisco dos Santos e Joo Francisca da Sil-
de 1884 a contar do 1 de Julho de 1882, Ihe seja
contada do dia em que completou os 15 annos de
magisterio. A' commissao de legislacao.
Foram lidos, indo imprimir dous pareceres da
1* commissao de poderes, sob ns. 3 e 4, o Io reco-
nhecendo deputado ao Rum. Dr. Manoel Goncal-
ves Soares de Arcorim, pelo 4' distrieto, e aoa Sra.
Drs. Joo do Reg Barros, Jos Maria de Albu-
querque Mello e Jos Zefirino Ferreira Velloso,
pelo 2."
Em seguida dissolveu-so a reuniio.
1886PROJECTO N. 1
A Assembla Legislativa Provincial de Pcrnam-
buco resolve :
Art. nico. Fica creado um distrieto do paz na
Villa de Vertentes.
Em 17 de Marco de 1886.Dr. Pitanga.
o 20 de Agosto, podemos asseverar, sem' devendo celebrar-ae a 11 horas da inanb, na
REUNIAO EM 8 DE MARQO DE 1886
PRESIDENCIA DO BXM. SR. DB. JOS MANOEL DE BAR.I0S
WABDBBXET
Aos 10 minutos depois de meio dia, feita a cha-
mada e verificando-se estarem presentes apenas os
Srs. Ratis e Silva, Augusto Franklin, Costa Ri-
beiro, Coelho de Moraes, Costa Gomes, Rodrigues
Porto, B. Barretto Jnior, Joo de Oliveira, Bar-
roa Wanderley, Sophronio Portella, Andr Dias,
Ferreira Jacobina e Joo Al vea, o Sr. presidente
declara nao haver sessao.
O Sr. 1- secretario procede leitura do seguinte
Expediente
Um offio do aecretario do governo devolvendo
inter nada a petico do coronel Manoel Francisco
de Souza Leo. A quera fez a requisico.
Outro do roeamo, remettendo um exemplar das
rrsotucoes sanecionadas sob ns. 1860 e 1861, e
communicando que foi publicada sob n. 1858 a re-
ferente Cmara Municipal do Cabo.A archi-
var as primeiras e inteirada quanto ultima
Outro do mesmo, dem urna resjluco quo n >
foi sanccionada e o exemplar da sanecionada sob
n. 1859.A' commissao de leis nao sanecionadas
a primeira, indo a segunda a archivar.
Outro do mesmo, remettendo a informaco do en-
genheiro fiscal da estrada de ferro do Recife ao
Lirnoriro solicitada pelo officio n. 150 do 1885.
A quem fez a requisico.
Outro do mesmo, transmittindo copia de um o -
ficio do tenente-corouel Jerooymo Pires de Carva
Iho Trapi, representando eobre a neceaaidade do
restabelecimznt da cadeira de instruefo prima-
ria do sexo masculino de Bethlera.A' commissao
df instrueco publica.
Outr.> do mesmo, communicando que foi publi
cada sob n. 1862 a resoluco do orcamento muni-
cipal. Inteirada.
Outro do mesmo, idem que em solucao repre-
entaco de 2 de Julho de 1885, declarou o minis
tro da agricultura, nao se poder mandar proceder
a demarcacao das trras de Ororob, em Cimbres,
antea de votada a lei do orcamento para o actual
ex ercicioIntt irada.
Outro do mesmo, transmittindo um prnjecto de
postnra8 addicionaea da cmara muiicipal de Ipo
juca.A' commissao de exame de posturas.
Outro do mestro, devolvendo infamada a poti-
co de Elenthcrio Roberto Tavarea do Espirito-
Santo.A quem fez a requisico.
Outra do mesmo, communicando que 0 Exm. Sr
vice-presidente da provincia approvou em 20 de
Outubro ultimo o orcamento na importancia de...
7754*82 para a obra de reparos urgentes na co-
berta do edificio desta Assembla, autorisando o
engenheiro ebefe daa Obras Publicas a mandar
exeoutal-oa administrativamente.Inteirada.
1886PROJECTO N. 2
A Assembla Legislativa Provincial de P.r-
nambaco resolve :
Art. unici Fica desde j transferida da Villa
do Ve-tentes para a de Taquaretinga 11 ade do
termo e comarca do mesmo nome.
Revogam-se as disposicea em contri rio.
12 de Marco de 1886.Joao Alves, vigario Au-
gusto Franklin, Goncalves Ferreira.
lviSTA PIARh
Aaaenabla Provincial Fuuccionou
hontem, sob a presidencia do Exm. Sr. Dr. Anto-
nio Francisco Correia do Araujo, tendo compaie
cido 33 Srs. deputados.
Orou pela ordex o Sr. Jos Maria sobre a hora
da abertura da aeajao, responiendo-i o Sr. pre-
sidente.
Foi lida e approvada sem debate a ac.'a da ses-
sao autecedente.
Cintinuand) a discusso da acta da sessao de
15 vot.s foi approvada depois de orar o Sr. Jos
Maria, sendo regeitada urna emenda deste Sr. de-
potado.
O Sr. Io secretario procJieu leitura da se-
guinte expedio ite:
Um officio do secretario do governo, transmit-
an I. o balando da receita e desp-za do exercicio
de 1884 a 1885, e o orcamento para o fe 1886 a
1887 da Cmara Municipal de Leopoldina.A'
commissao de orcamento municipal.
Outro do mesmo, transmittindo ura projecto de
posturas da Cmara Municipal de Goyanna, rela-
tivo ao Cemiteri > Publico de Goyaninha. A'
eomusso de exa.n: de posturas.
Outro do mesmo, communicando que o Exm. Sr.
ciuselheiro presidente da provincia fica inleirado
do reeonbecimento dos po leres dos Srs. deputados
J 1I0 d> Reg Barros, Jos Maria de Albuquerque
Mello e Manoel Goncalves Hoares de Amorira.
Inteirada.
Outro do mesmo, transmittindo um projecto de
posturas da Camraa Municipal de Floresta.A'
commissao de exame de posturas.
Urna petico de Joaquim Galeno Coelho, enge -
nheiro da repirtico das O'oras Publicas, reque-
rendo que se Ihe faca extensiva a disposicao do
art. 2' 2o da iei n. 1,114, de 17' de Junho de
1873, para a sua gratificaco de antiguidide. A'
cammisso de ordenados.
Outra de Joaquim Joai da Costa Fajozes, re-
Juerendo ser nome do para um dos lagares vagoa
esta Assembla.A' commissao de polica.
Outra de Jos Augusto de Mello, pirteiro da
Tepartico de Instrucc> Publica, requerendo um
anno de licenca com veneimentos pira tratar de
va, como autores de um roubo de 4U 000 prati-
eado em Ribeiro, do termo do G unelleir 1, sendo
a prisao effectuada requiaiyo da autoridade po-
licial do distrieto do crime.
Em Florea foram tambem capturados, orno
autores de varios crimes Joaquim Jos dos San-
tos, Francisco Antonio de Lyra e Jos Antonio
dos Santos : e bem assim Manoel Francisco Ra-
mos, eonhecido pir Manoel Cabaceira, como cri-
minoso de mortc.
AnniveraarloAmanh completa 20 annoa
da idade S. A. o Principe D. Auguato, filho da
finada Princeza D. Leepoldina.
DlnbeiroO paquete Afanaos trouxepara:
Amorim Irmos 60:000*000
Bernardino L Alheiro i':000000
Antonio A. dos Sanies Porto 2:000*000
Franciaco Goncalves Torres 1:000OOB
O vapor Baltar Oliveira & C. 1:400500)
Pereira Carneiro 4 C. 1:010*000
Seixas Irmos 000
>uvenan na muirla de s\.fogi*aa
Ante-hontem comecaram com toda a pora o 1, asno-
venas u'aquel'a matriz eu louvor da Excelsa vir-
go ra da Paz.
Depois da cerimonia religiosa foi eutoada, pela
Exma. Sra. D. Philadc'phia de Siqueim, esposa
do Dr. Manoel de Siqueira, um hymno dedcalo a
mesma Virgem, acompanhado ao piano pela Exma.
Sra. D. Pautilla Cintra, sendo o coro executado
por diver-as distinctas seniora-.
Em seguida ateou-sa um fago de artificio, pi-
rante grande concurrencia de povo, reinando du-
rante todo o acto a maior ordem.
Era dous coretes armados no pateo da igreja,
tocaram duas banias de msica militar, o que
da vi maior cxplendor festa.
Aut ; de comecar a novena foi hasteada a ban-
deira, sendo conduzida por meninas.
As frentes das casas do pateo da igreja esta-
vara iluminadas com baloes chinezes.
Bencao de ImagemConforme o annun-
eio que vai na seceo competente, a irmandade
dos Paasos de Oiinda realisa, uo domingo 21 do
corrente, na igreja do Carmo daquella cidade, a
b>-iir;o Ja imagem do sen Padroeiro, com toda a
pompa e brilhaatismo, para o que a mesa regedo-
ra tem eavidauo todos os esforcos, como nos foi
comraunievio.
*" di si rielo de S. JeaAssumio hon-
tem o exercicio do cargo de subdelegado do 2 dis-
trieto policial da parochia de S. Jos desta cidade,
o Sr. Evaristo Mendes da Cunha Azevedo, 1 sup-
plente.
Tacaldade de DireitoNo dia 19 do
c urente ciuiacar a prova oral dos alumnos dos l*
e 3o annos desta Faeuldade.
No dia seguinte, 20, na mesma Faculdade, sero
admittidos aAxame de philosophia, rhetorica e
potica, os alninoa a que, para a matricula do 1"
anno, faltar o exame das referidas materias, tendo
previamente provado, perante o Exm. director, ter,
por justo motivo, deixado de comparecer no tempo
devido.
Beuuloea aoelaes Ha hoje as seguin-
tes :
Da Companhia Pernambucaua de Navegico
Vapor, ao u-eio dia, para exame do relatorio a con-
taa do anno nodo, e eleicao da mesa da assembla
geral.
Da Mixta Redeoptora dos Captivos e Protec-
tora dos Ingenuoa, s 6 horas da tarde, na ruada
Saudade n. 14.
Do Instituto Archeologico, ao meio dia, na res-
ana sade.A' commiaso de petioSes. p62^*A^.______________
Outra de Estevo Jos Ferraz, major graduado r^^ama le caaaaseno-Foran li-
do 14 batalho le iafantoria, requerendo bk>' > dos na matriz da Boa-Viata, oa seguintes:
*."
ti

\
rm


Diario de Psrnamhiira*>uiiita.--frira 18 de Marra de IHHQ
/
:


Man el Jote Fernandes Barros com Anna Ale-
xandrina de Castro Martin.
Ihoa-az de Aquino Mederos com Mari Lete
Nogaeira da Paz.
Manoel Joa Formigao com Salustiana Beseira
Cavalc.i
Mi noel Aires Lopes com Anm Ju
Barbosa.
Manoel Antonio do Nascimenco com Fraicelina
Thercza 4alvao. .
Antonio Francisco Ribeiro Padilha com Olym-
pia da Costa Franca
Mareos Jos da Silva com Alejandrina Mara
da C
AI as/ a de Balxo Escrevc o nosso cor-
respondente cm 10 do corrente :
Comecaracs a presente missiva rendendo grabas
ao Divino Creador por ter-nos acudido, em nossa
grande e atterradora affl ccalo com urna tormida
vel chuva na tarde do dia 7 do corrente, quando
ja todas as i speranca i stavam quasi que perdidas
em vista do painel da secca circumdado por todos
os seus perniciosos aparatos, e por mais um ca'or
asphxiaate, medonho. raramente visto cm nossa
sona !...
De entao ptra c tem-se enchido de sementes
os muitos rocados, que desde Janeiro, seus donos
haviam-no? preparado para esse fin a te eonti
nunrein as ehuvas. haver consideravol abundancia
de milhoa, feiras, algodes, melaucias etc. etc..
mas a nao continuaran tudo catar perdido !...
A athnaoapbi ra, porem annn 'eia-nos mais chuvns,
e portant i um futuro prozimo de mais bondosos,
dias nestas longiquas parager.s.
Deus se compadecer ds n3, cobrindo este
punbado de chratoa com o seu misericordioso
manto, apezar da cab ca de burro que parece-nos
ter enterrada por c em lugar sagrado, que outra
nao a nosso obscuro ver. senlo a falta de respei-
to qu i as B ta na caprichosa indecencia de conti-
nuarem as feiras aos domingos, e bem defronto,
annexns a matriz, prcferijdo-ae blasfemias no acto
das missas eonventaaes, a ponto de serem houvi-
das p "lo paioeh -, celebrante, e pelos fiis que as
assistem !. .
Es .ira ser removido pelanoss-. muni-
cipalidad porem ella nao desee a tan'o de sua
dignidade c de seus interesses individuaes, visto
que, sua maioria avessa ao progresso material
e moral desta boa trra digna de meibor sorte I
Por tulla rmo* na municipalidade lembra-nos
por amor a b m aduiinstraciiodos negocios in .i* v-
taeado municipio, convidara atl ucaodapatr tica
illustrada Asscmblt Provincial para n balance'e
que na de ser Iba ron' ttioV) pira a reuuiao deste
anuo : \ di n mlium c !eito, taes
sao as i br. s mnnicip ios, Ihnpesas de ras e etc.
que selle fign b i "ite para o ingles rar. \
As ras mpas quands os particulares
lemhram-te disso sem ser por alvitre da cam-.r s
obras muniepa i mnea existiram, utm existem,
ncm ao :. srba na lin
ou assci j das caciaibas, qno sao inmundas, insa-
lubres e peasimaa. Ignori.-se mesmo em que sai
applicados os impostos do municipio .'. O e ani
terio. a sen ( ai fto par lei muito anterior, corre no
maior abandono !... Em taes ndicS is, clamami s
por providencias dos poderes: provinciaes mxime
Ilustrada A de pr rineia-
M na h j isttca, qu felicitemos ai r. de'e-
galo, 1* supp! ii' i Doarte Pianeis-
co dos -auto?, p"los hona a leaei servaos presta-
dos a este termo l fete aos
criu. proxi-
mi la ; (1 invicto seto de Abraho !. Agora
nvsnio prendeu a Itayoi ado de tal, p
as nenas d i rfc 801 11 od. Crim., na asanu-ca
visiiiha, du aonteiro, e a sea iimae r.-ncisco,
pronunciado em crate de tarto, ueste termo, e que
jacamp iin ; i de X ir nata, uma senten
c, doe, o
primeiro para villa do Vtontejro, e o secundo
par; r sa i
tierna morada!!...
entretanto, li tenas,
H Zeferinos, os eaboeloa X i oraitoa a
que ,n l.un K pelea J* etes, bem como
os prottgido* ladro ain sos que
por aqu vagueiam nceultainent', ein torno da im-,
e a hiras mor la d i >ite, com m ido de serem pi
Ih -dos pela se'oaa policp de S. S. : lh > I
Con vi tteaco de ;. E>;c. Rvdma. o Sr.
Eispo Di tdo de abandono e pe
nuria em que patrimonio, de gadoa _e
trras, pe bregnena, cujo
procurador, residinda fra do termo, na contare i
de Ingizeira, deixa que os rendim atoi da) tio
rnde monta corram B s sob a direcca i
(aem mais pde-c quer A matriz, alias u:n
templo baoi construid ', ich i ae mu 11 arrnsad ,.
auja, tem snaaoient s toa religiot
vezes ha que o Iie>d. ptroolio deixi de celebrar
falta de lioslias. porque o procurad.,t b I i cor dea
interesses d pa'rua ni E' fardada que o no-
Vj.- juiz de capellaa, Dr. Qan i lo da Preitaa,
mandou que o jota aupplente ifaqui ob
ordem a esse proco. i ui.i dia um juiz
municipal suppli-nte...
A ordem e tranqui'.i lados p'i'jlicao m trcltam
iualtrrave conc- rren 1 r i aeae b
es*, .d i de cousas as acta i s autoridades polica s,
aba iu i 'le do povo, em gei
reccao doaH.res M Liui e Alba-
querque, nos negocios mais im rtaotee do tena >.
merecendo por seo as sy ia e esiioi i de
grego e t royanos.
AUM -ella ->|-
reite^
-. Ao er.iver esta, aeoaipinh-:n o
peuoa o. I O pipel o c '. i| i '
rib na u pdo espado I eliuv i n bat, r
co itinu'i e cerra 11 no telhado nas j ,u- I
8.ni i d.!tar-me o cor.u.-a e ut :i alegra <|U
ac aiip.uilia sempre a satist..e.I < nc una eaper
por tanto tempo afagada.
E' que o invern ebegou-uos, banindo de to-
do* s espiritos a pre iccupaco de urna leeoi p-r-
m inen
Tanoaoa, p a, a i toda a aerteaa verde,o
verde que para o a rianejo o lymbolo da pros-
p ridade, da abtHsdaatei E j no sem tcin.n.
porque os ge e jui pela li r.i de usori
e rareiarn continu ljente. As feiras ultiman
qoasi reduzido rinha, inilii) O Icijai,
succedtndo me-ino nao .. afazerem procura.
i graude chuvada, que lesab u p .r ai i
do pass'.do c as que s-- Ihe tin seguido, ti aix'-
ram a coragem, e tfebre de pluittar toruou-se roi-
deaiiea a >s rtanejos. -
ebeg IU a e.I.. villa o
juiz : hkw de Brito, aasoori i! i
ii iia seguate o exereieio de seu emrg-t, S.
S. .' i alvo de ama owifcltstjin por jarte e ami-
tos cidsdl s agaabelleneea, o que prova eatnm
em que elie geralmeato tiJi u) nosso sertio.
A 1* sessao d jury, conv. cada para o dia 1
do crrente, s se reunie u i da o, apresentando o
Dr. juiz municipal tres pfoc >s devidamente
Keuarad '3 c em queeram reos ootna tantos infe-
* > primeiro juig.ainento t ureaidldi pelo Dr.
juiz maui n lireito.
por er 0 leo appel ado, o .i.igerado
.; anm, pronunciado no
art. 192 -3 anuos e
- mnimo do mes-
m i artigo.
0 i .s Delin uuu-
cia i 70 lasda pri-
sco e "> "I
t, vul/ri
. S63 e
d e
Sao, quando elles oooaiJeram oa advogad .* defen-
sores como outros tantos mestieranti e as qu,
por elles propostas como cbicanas para engaar a
justica. Elle por sso e ser inemovivel em-
quanto durar esta triste condicJ. Professor,
FranntKo Carrara.
Oa bandtdoa em Franca Os jornses
franeezes do o resumo da tempestuosa sessio do
dia 11 de Fevereiro, na qual Basby, deputado so-
cialista de Pars, defendeu os operarios mineiros
de Decaseville, que assassioaram o engenheiro
Wantrin, lancando-o da janella. Basby eompa-
rou, nao j os assassinos, mas o assassiuato o os
socios dolle, aos briganti da Calabria I
E' discut vel se a app'icaco foi propria e o.i-
portunn. Urna cousa e certa, observa a Ratsegna,
do qualquer modo, e vem a ser que quem boje qui-
zer achar os bandidos de Calabria, devo procu
ral-os... em Franca).
lidlIAea. EfiFec'uar-se-hSo :
Hoje :
Pelo agen'e Pestaa, s 11 horis, na ra do Vi-
gario n. 12, de predio.
Pe/o agente Modesto Haptista, s 11 h ira s, na
ra Primeiro de Marco n. 18, de movis, loucas,
vidros, etc.
Peo agente Brito, s 11 horas, na ra dj Vis-
conde de Inban i u. 43, do movis, loucas, vi-
dies, etc.
Amanha :
Pilo agente Brito, s 11 horas, na ra do Impe-
rador n 16, de dividas.
Pefo agente Burlamaqui, a 11 horas, na ra do
Imperador n. 2, de canarios allemes.
WiawaN funeltre. Serio celebradas :
Hoje :
A's 7 horas, na matriz de S. Jos, por alma de
Carlos Jos de Queiroz Coutinho; s 8 horas, na
capclla do Hospital Portuguez, por alma do Dr.
Antonio Epimuiendas de M II a S li ,i
matriz de Santo Antonio, por alma .de D. Amalia
Auguita da Fonseca Amida ; s 7 1/2 horas, na
matriz de Jaboato, por alma do Dr. Francisco
Ignacio de Souza Gouvda.
Amanha :
A's 7 h ras, era 8. Francisco, por alma de An-
toGio Kibeiro Campas de Vasconcellos.
('a de llelencflo-Mi'Virnent.i rioj ore-
li 16 de Marco :
Existan pr-sos 293, entrnram 6, s-.hiram 3,
existem 26.
A saber:
Nacionars 273, mulberes 3, cstrang iros 5, es-
aravoa fent neiades e processados 7, ditos de cor-
reccao 8-T.tal 296.
An-iceados 274, sendo: bons 261. dooittea 10
Toral 274.
M^.vimento da enfermaria :
Tiveram baixa:
Antonio Pcreira do Nascim^nto.
alaria Beavin la Leald liarros.
Kior*ria da proitoctnSabbado 20 do
Marco, se extrauiril a ri n. 44, em bene-
ficio da matriz de SerinhSem.
No consistorio da igreja de Nossa Senhora Ha
Cdneeico dos Militares, se acharo exportas as
urnas e as eapher s arrumadas em ordem nameri
'a, apreciayo do publico.
Lotera do tilo A 4" parte da lotesia n-
195, *J novo plano, do premio de 100:000*000,
ser extrabida no dia 20 do corrent".
Os bilhe'es acham-se venda ua Casa da For-
tuna ra l'iim -iro de Marco.
Tambom ac'iam-se venda na praea da Inde
Ha na. 37 e 3!>.
Lotera :'ira'>rrtinirla Un Vf>l-
ranga-0 4o a ul ano sorteio das 4a
cu; maior pr
ahida a 9 de Aor
cha i n se xnosto a vendaos restos ds bilhe
tes na l'asa di Fortuna rui Primeiro da Mrir"
. as
Lotera So Cenr lie SOOsOOOSOOO -
A' 7a .- na d'oata graade tena, cojo maior pr-1
de 250:0U.)00". extrablra impreterivol-
menteujdii iO na.;), as 2 horas datar
Oa bilhutes acham-se i renda ua Casa da For-
tuna, rae Primeir i d: Mareo n. 23.
Loterin de ncelo A 20' parte da 11" iot 'ria, cujo premio gran ie
200:0001000, pelo novo plano, ser extr
nopreterivente no dia 23 da marco s 11 horas da
inanba.
Bilhetes 4 venda ai Casa Palia da pracada la-
de|K'neia ns. 37 e 39.
Lotera do Naranluio A Ia parte da 1*
iitaia deesa provincia, em beneficio da emancipa
cao e Santa Casa de Misericordia, cujo maior pre-
mio ft0:000jSO 0, ser extrabida n da 26 de
marca.
Os oilhetes acham-se venda na Casa da For-
tuna, ra Primeiro de Marco n. 23.
Matailour i Publico. I", rain abatidas
no Matadouro da Cabanga 60 rezes para o consu-
mo do dia 16 do corrate mez
No meaoaoestabeleeimento foram abatidas
pan o consumo do dia 17 d corrente 7S rezes.
Serrado Municipal de W. Jane.
doat Maread i dia
real BfOBate:
.-. ,
96 i. I 185 kilos
7~ i kilos de peixe a 90 ric
2 taboioiror a 200 ris
32 carcas de farinha a 200 res
21 actas diversas 3 r i -
9 Suii a 200 ris'
Foram oceupados:
201/2 eolumnas a 600 iis
44 ,!i earne verd.-. a lo 7 ditos de ditoaa 2i
29 eonapartime ujnaa a 500
ris
22 compartimentos de cernidas *
500 ris
70 ditos d a 4 16 compartimentos i" suiu a 7H)
ris
11 ditos de Ir 'i00 ris
17 do cor-
lo 4600
4*000
6400
6*300
1*80.1
sdSoo
44 i"'
14A 14i.5 K)
lldOOO
28UO0
U*2(X)
6*600
D
1753 700
.. t r b, din a
quautia de
jj do da :
l a 560, 48) e 320 iis o ki
s a 400 f 60) ris
aeiro a 560 e li ris idem
aba d 3!
Milho de 24) a 32) ris idem.
. i se 640 a 1*280 ris idem.
Ceruiterio PublicoObituario do dia 15
do corren'
Um fecto, Pcrnaicbocn, B.a-Vista.
Mauricia Uita do Carina, parda, Pernambuco,
li anuos, Boa-Vista : tubrculos pulmonares.
J lina M :ri i da ("onceicio, parda, Macei, 45
annos, casada, Boa-Vista ; hemorrhagia cerebr I.
M ria Paat ra do Espirito Santo, parda, Per-
ao,Usl B Vista; tubercu-
I is nulm >nare3.
Y.'.i .\ <, brane Pernambaao, 2 meses,
lile.
Uoaoie, par) P i I dias, (iraca ; es-
paaoeo.
ca pitia
i
Jote ao l-alcao.
i) ixon de b r sao i o r>
Au'
do
t. icntar u atraao de sold dis pra-
cas do i: o
nao pode
de opini i ] aw I) i
nm tanto I nao taque jer o pro-
loquiopas d'argent pos de suitsit.
Est de viag m para essa capital o ootoasl
Constantino J"Albuquerquc, que vai tomar assen-
to na Assembla Provincial.
Como annuu -oi na ii inha ie J .n 'iro, r- ti
se o padre T, ti guaii
vigario. Felizm ote li i la? ru que
como dizia Jim, licio o verdadeiro vigario d;
serto.
O Inatgne profeftaor Carrara H i
dias o professor Carrara quiz a tolo cu to ser ris-
cado do lbum dos ::dvogados.
Entre aquelles que i o penalista causou
isto urna conraoco ireral e todos queriam saber o
porque de tal determina,
Carrara responden com este telegrama :
O professor Francisco Carrara, ncoatumado a
respeitar na magistratura u sabeduna e a impar-
cialidade, ao comparece mais ante aoa juiaes que
nao respeitam a elle proprio e Ihe fasem correr o
perigo de perder o reipeito que deve a sua poai-
Tribuual da ,ela<*So
SESSAi) ORDINAUI V KM 16 DE MARQO
DE I
PUK-UDENCIA DO EXM. SK. CONSELHElKd
QUISTISO DE MIRANDA
Secretario Dr. Virgilio Coelho
As i )i -us do eostunv, presentes os Sis. desem-
bargado, s ein numero legal, foi aberta a se
depois de lida e approvada a acta da antecedente.
Distribuidos e passados os fetos deram-se os
segui;
JULGAMENT08
la be as Corpus
Pacientes .
Feli.-bert da Si.va Lins. Mandou-se soltar,
eoiitra o vot do Sr. eonselbei.o Freitis Heuri
ques.
Alexandro Manoel do juza.Negou-se a sol-
tura, uuaaiujemente
Luiz Joaquim d ; Freitas.Maud^u-se ouvir e
juiz municipal de Tiinbabt
Jbo Duarte Pereira LimaCouce leu se a sol-
tura, contra os votos dos Srs. dembargadores
O iveira Maci.', Pires Ferreirae couaolheiro Fre
tas Henriques.
Joo Ferreira da Motta. Mandn se ouvir o
juiz municipal de Oravat.
Recursos eleitoracs
rDe ItambRecorrente Francisco du Araujo
tima, recorrido Manoel Pereira da Sila Wan-
derley. R-tator o Sr. desembargador Toscano
Barreta.Deu-re provimento ao recurso, unni-
memente, para se mandar desalistar o recorrido.
Da EscadaRecorrents Miguel Baptista dos
Anjos, recorrido o juizo. Relator o Sr. desem-
bargador Pires Goncal 'es.Negou-se r rovmen-
to ao recurso, unnimemente.
Recursos crimes
Do PombalRecorrente o juiso, recorrido Joo
Sabino. Relator o Sr. cinselbeiro Freitas Henri-
ques. Adjuntos oa Srs. desembargadores Pires
(x.mcalves e Oliveira Maciel. Negou-se prod-
mento. unnimemente.
De GoyannaRecorrente o juiz recorrido Ma-
noel Luiz Ferreira da Silva. Relator o Sr. des-
"mbargador Toscano Barreto. Adjuntos os Srs.
desembargadores Bunrque Lima e Pires Ferreira.
Negou-se proviuien'o, unnimemente.
De Mamanguape -Recorrente Francelino Duar-
to Pimentel, recorrido o juizo. Relator o Sr.
desembargador Pires Ferreira. Adjuntos os Srs.
desembargad ro.-Deu-se pr .-ment ao recurso, unnime
mente.
De Pao d'A h iRecorrente o juizo, recorridos
Jos Mara de Oliveira e Flix Jos das Neves.
Relator o T. desembargador Monteiro do An-
drade. Adjuntos os Srs. conselheiro Queiroz Bar
ros e desembargador Oliveira MacielNe^ou se
provimento, unnimemente, votando o -"r conte-
heiro Queiroz Barros pela responsabilidade do
subdelegado da Luz.
Do RecifeRecorr nte Tito Cardozo de Oli-
veira, recorrido o j izj Relator o Sr. desembar-
gador Pires G motivos. Adjuntos os Srs. desem-
bargadores Toscano Barreto e co.iselheiri) Quei-
roz Barros.D u-se provimento ao recurso, con
tra o voto do Sr. conselheiro Queiroz Barros, pa-
ra se desprouuocar o recom te.
Krorogacao de inventario
Inventariante Belurmioo Servulo de Mell
edeu se o prazo pedido.
PA88AGENS
Do Sr. conselheiro Freitas Henriques ao Sr.
cinselbeiro Queiroz Barros :
App> llacao civel
De Agua PrctaEmbargante Autero Aprigio
Ferreira da Ooato, embargado Jos Antonio de
Mello.
0 8r. ooaaalbeiro Araujo Jorge mi procura
r'or da cor i e rom >l da justica deu parecer
nos seguintes fetos :
Appel 11980 eiv, 1
De C ain \ liante padre S.-bastiio
I 1 Mauuel Jos de
Lima.
Appellacioes crimes
De Alagoo do M nteiri Appdl.into o jui-o
apnellado Joao Antonio do Nascimento.
1) Santa Luzi 1 AppaUante o juizo, appella-
i -' ', p 11-seu mrador.
DaParahjbaApsellante o Juiao, apnellado
Caaitnlino Jos lo iribes dos Santos.
De Pao d'Alho -Appellante o juizo, appellado
id Thomaz deAlbnqU rqoe 'aranliao.
Da r. eonselb ro Queiros Barros ao Sr. des-
embargador Biiarqu Li
Appellacuo commercial
Do Recife! Dr. Jos Joaquim Ta-
vares Belfa t, appellado Antonio Corrosa de Vas-
concellos.
Appellaca 1 crin. 1
Do Recif Appellante o juiz', appellado Luiz
Francisco de Carv dho.
O 8r. desemb 1 g.a .' r Oliveira Maeial mandou
para n iva disrib 11
Embargos infrngent 's
De J: h RtAoKinlii !'.-an"e o liaiao do Limoei-
:d / Luiz r Pinto de Farias
Do 8r. dei mbsrgadtu Prea Perteira ao Sr.
desembullad r M nteiro leAudrvde:
Appellav-e cr
D I- ; ,. \ liante J ie Bento da Sil-
va Naoes, appellada a justicu.
De Goyaiio t Appel iiiiiu de Aibu-
querque "Mello, aiipellada a ju
Do Sr. desembargado;- M intairo de Andrade ao
Sr. deeerab'.rgador Pire. G ocilves :
Appellucoes ciimes
Da Caruar Appellaotej o juizo e Manoel
Gonv-8 dos Santos, appellado o padre Joo Soarea
de Albuquerque.
De BorburemaAppellante loa) Fernandes de
Araujo, appellada a jnatioa.
Da Sr. desemb ir^ador Alves Ribeiro ao Sr.
uiis lheiro Freitas Henriques :
Appnllaces crimes
De Alag l d 1 Mouteiro Appellante o juizo,
appellado Themaz B zorra da Sil.a.
D Bom Jardimr-App.-.llaute Manoel Ant.nio
do Boj-fim, appellada a juitica.
DILIOEN'. I -
m vista ao Sr. cniseUieiro procurador da co-
ra c promotor da jus'ic 1 :
Appellacoes crimes
De Bom JardimAppellante o juizo, appellado
Jola Eleuleria de Sant'Auna.
De Nazareh' ppellante o juiz, anpelladu
Antonio Joaquim de Mendonya.
De Aguas BellasAppellante Lourc-uco Quin
tino da Costa, appelo-.d a jusliv i-
Do Recife Appellante o juizo, appellado Ama-
ro Vieira.
De Cimbres Ap.ellaute Eims Jos Freir,
apodada ajutica.
Do Pass Appellante D. Joaquina do Reg
Lns, ap,icllad> J ia Le 1 olio d 1 Almeida Ucba.
Da Victoria Appell-oie o juizo, appellado
Lanriano Jos da Luz ; appellar.ii> Antonio Jo;
Barbrsa de Lima, appel'a U a oatja.
DISTRIBlI^Uh>
Aggravo le peii(,ao
Ao Sr. desembargador Pues Gaocalves :
D. Recife Aggravaute o cousni de Portugal,
aggra>'adii o juizo da prove I ira
AppellaeS unea
Ao Sr. d"sembargiia-jr I ra !
Di l$r.jo Appellant uto da Silva,
appel lad 1 ajustipi.
Ao Sr. desembargad Do RecifeApp-Uante o juizo, appellado Bu
nah, aaefavo do3 herdeiros d* coronel Joo de S
Cavalcan.e de Albuquerqm-.
Ao Sr. desembargador Pire3 Goncalves :
Di Recife -- Appellant Jos Maximiano dos
Santos, appel lad a juet ca.
AoSr. dmambargador Alves Ribeiro :
De Bom JardimApp II nte o juizo, appellado
Antonio II iirique.
Ao Sr. conselheiro Freitas Ueuriques :
De AtalaiaAppellante Luiz dos Santos e Sil-
va, appellada a justica.
Ao Sr. consi-ilieiro Queiroz Barros :
De Atalaia Appellante o juizo, appellado Her
culano Correia da Silva.
Ao Sr. desembargador Buarque Liin 1 :
De Ti.i.uaba Appellai.e Joo Francisco de
Lima, appellada a justica.
ii Sr. desemba--.: olor Toscano Baireto :
De Campia Grande Appellante Francisco
Go nes de Almrirff, appellada m justica.
Ao Sr. desembargador Oliveira Maciel :
De Timbaba-Appellante o juizo. appellado
Antonia do Costa Gadelb'a.
Eneerrou-se a s'sso as 2 h uas e 40 minutos
da tarde.
INDICACOES uTEIS
Hedlcoa
ConmultoH iue:li.---eirura;ico 1I0 Dr
redro ile Atlahvcle ltlio Hiinrot
ra da ttlorli n. a.
O doatnt
ia Btei
I > por 1
De meio dia s 3 horas ta tarde ser
r. Moa me ao torrea
j do Coi.i.oercio, onde, funocion?. a
peccSo de aaAi Para quai<.
^'eates doua pon lo sor dirig
oa cham.ido-, por :arta ana iadioadas horas
Dr. Miguel Theinudo mudou aou eonsul
torio me boo e resi para a raa Nova
c.nd da consultas das 12
n. 7, 1.
hjris s 3 da tarde e r ro'.e chamados a
bualquer hora. ISopeciadudea partos, fe-
bres, syphilis e molestias do pulmao e eo-
racSo.
Dr. Barreto Sampaio d constrltas de 1
s 4 horas da tarde, ra do Burilo da
Viotoria a. 45, 2. andar, residencia ra pTocrava ervi7
lo Riaehvuek) n. 17, canto da ruado Pires.'mzad*.
.'i'lv >^i,l .
aaioiiado
O bachard Benjamim Bandeira, ra do
Imperador n. 73, 1. ao lar.
Jos Bernardo Oaloao Aleo/orado J-
nior contina no exeroicio sua profisso
de alvogido, e pode sor pourado no es
eriptorio de seu pai, ra 1." do Margo
n. 4, 1. audar, das 10 horaB da raanha
s 3 da tard'.
Henrique Milet. Ra do Imperador n.
22, I. andar. Encarr-ga se de questSis
as comarcas prximas aa linhas forreas.
Dr. Oliveira Escnrel, '2. promotor pu-
blico, tem sau es-riptorio de advogaei 1 na
ru. Primeiro de Marco n. 2.
Joa Bandeira de Mallo
ra do Imperador n 37.
nri>a>r( .
Farin, Sobrinl a poi
attaoado. Uu d.r l u. II.
francisco Manoel t
pharraa
o-uti<46, tintas, :, :il is chimico
dicamentos hoiiiu do M -
1 'linda n 23.
Serrarla a Vapor
Serrara a vapor e officina de earapina
de Francisco do3 Santos Majado, es de
Capibariou 11. 28. N' tte ff .1 i:'-. 1
cimento, o primairo d pro t i i >ti g;
opra-M e vende-? madeiraa de
todna as qualidades, Berra te madeiraa de
sonta all iia, assim como .so p- ji mua obras
Iu carapira por maebina o por precos sem
competaooia.
Digncin-se, -Srs. Sedaotorea, dar.publioidade a
estas linhae com o que muito obrigario ao
Amante da verdade.
PUBLICaCQES a pedidc
O padre Lnlz Ignacio de II'tura
Vejo-Ene forjado a vir mprens miis urna
vez delendei-me da gravo mpotaeSo, que mo foi
f. ita 110 Diario da Parahyba de 6 do andante, cujo
eseripto foi repetido ni impn isa de l'eruainbueo,
jor alguus de seus orgaos.
Fui urna grave injurie 1 que 1110 fez a imprensa
parabybana em usa a da aaaa orgi-.s dopiblc-
.biiiu io-ni a prajiea e um acto, que
gna eoin meus se.n.iin utos humanitari is e com
o carcter sacer letal, de ni 1 sea revest lo.
Teuio em grande cunta os juiz is da opiniao pu-
blici, nao posso tOMintir silencioaaaienta, que
riKo se foriiiein aobn 1..0I11 peaSOa, firmados 000
inforinacoe 1 menso a ue nos
momeiii 1 1 .1 u r a r.niistra-
das ao Diario da l'arahyba, para traa r luz da
ublici lude, une eu c m'cetti o escndalo de o
dar em urna das ras da eidado s e :r re ras para
capturar a Jos, que reeonlv oi c rao eseravj da
Exma. Baroneza de I,i juca.
Felizmnt o 111 -o. 1 Diario da l'arahyba logo
em seguida trouxe um arli'", uo qual uin eapecta-
dor visual do acontecimeuto re .ta o facto com
suas verdadeiras cores : cujo artigo taco transcre-
ver para que a opiniao publica da provincia de
I'ernamb'ueo, bem com 1 do noa nt"iro, p >ssa fir-
mar um juizo s-guro e justo sobre > pruce liineuto
crroct-i, havdo de moilia parte, sem escndalo
neui alarido, que podessem n>m de longe macular
o meu carcter sae-rdolal.
l'Ali \IIVHA. 9 DE M Uil, 1 DE IS86
Leudo o Diario da Parahyba de 6 do andante,
uelle dea.lei 0801 11.11 OS npto da redicca!), e ou-
tro na columna livre, nde se desereve um facto
acontecido na ra Conde d'Eu, dando-se como pro-
togoniata delle 0 Rvdm padre Luiz Ignacio de
Moma, a quem se quiz considerar como um sacer-
dote capitao do mallo, attr de t- r elle prrndido com suas proprias maos a um
infeliz, que elle ssever .va ser eaoraroda Baro-
neza ue I.ojucu
Amigo daquelle sac wdote, venho restabelecer a
verdade do ..cnt 'cimento, que chegou ao cenheci-
mento do Diario da Parahyba com as cares carre-
gadas d 1 pai xa; ou mesmo da inlignacao de que,
diz o mesmo Diario, se nr.ham possuidos os habi-
tantes da ras Conde d'liu.
Na o eei 1 1 qu ,. Rvdm. sacerdote Luiz Igna-
cio d Honra perseguase, nem andasse de carrei-
r atrs de Josa) que -lle rec-mbecia como ea-
cravo da liaron,
O faeto pass.u-se pela maoeira seguinte :
Passaudo pela ra da Areia o padro Luiz Igna-
cio, qu esti.va em vespera de sua viagem para o
Recife, encoiitr 10-31! com Jos, e entao disse Ihe i
Como au jas aqui fgido de tua senhora, que
lauto re eatunava i Eu vou agora p".ra o Recite,
acoiiipanha me, que eu te ievare a tua seub rra, e
prome'i,.-: inte.-, -sar-m: com ella para te eince-
der a lia rdade.
A estas palavr*. que n3o revelam pernnnipao.
nem Carreira dada p r eapita 1 do m ;tt > atraz de
i oh ,'le 1 stava enga-
bth a p esoa, qu jn!ava, e tinha
aqu qu m o conheeesse, e se .pi-Ti saber fosse
com elle ,l loj-i d 1 ,-rs. Vinagrea.
ilivve. Lua Ignacio actedea a oaae eaawte
01 I =;', a cngio-se indicada loja on le chega-
ram em ser aiuda is oairaiaa
E con. II BOntJnumaa a negar o sen estado de
escravidao, o nosso amigo contiuuou a aliirin ;r
si-r elle escravo da BaMaaaa ; porm, na Ihe to-
cou con suas inios, t Jos sabio para o PStabelc-
C oo.'iit 1 do Sr. Podro Maranhao.
. o iae 1 I te, que na. p .lia desear de sua
misbo, liaiitou se apenas a alK.aiiar a algumas
pessoas que si quzesse prender ao referido escra-
vo levando a sua sonb r.i est* recompensara.
Ninguem, porm, a ito se deliberava, quanda
ne.-se mi riui passa o Dr. elufe de po icia a quem
0 mesmo sacerdote d conheeimento do facto, e en-
tao essa autondade manda effectuar a prisao i e
em seguida vm para a estaca do telegrapho em
sua companhia para iuquerir da autoridade do Re-
cife sobie a coudico do J ".
Eis o facto cm sua rigorosa veracidade ; e se os
noticiaderes peaaaidoa de indiguacao o notiei irain
tal como 3 1 acha estampa lo no Diario de 6, foi
isto sem duvi la. devido a id.i preiominante de
abolicionismo, e porque na 1 c nhecem ai razoes
qne nssistiram a nosso amigo para proceder orno
pr na ou, a a V mo foi noticiado nos primeiros
mometos de nina impr'-ssilo que nao iadaga.
O notan ...o nao e nem pode ser escravo-
eiata, que, a sel-o, uo feria coucarrido com sua
influencia, a par de outras autoridades, para obte-
rrin, como obtiveram, a liberta idos os es-
cra vos residente, na ,-idade do J .rdira, cuja fre-
guezia paroehieva.
Por ahi v-se, qi.e mala obra f.i o esmul' do
.~eu mojo de proceder.
Tendo bido o K. Luiz Ignacio capel-
la 1 da Baroneza de Ipojuea, por espaco de 5 an-
11 mili! all con.o seu sacrista. o-eaeravo Jos.
l'or ahi v te que nao p B sobre
1 1 I ati ie- 1 ; e ve ie nal quesea-
do aquella anica ocvuo ,j, u sua fasri-
da denuiieia' I ,u;i parte griude ingratidao
sinlioia, que o aoaakteraya de e3
tima, o. la ciaiioiot inca de ler sido i-ile um d >s
que ae,mp.iiiliiraiii I marido provin-
cia do Cear
A estima e cansidencao que ti o.pre dispe
.,igo a Barones* de Ip juca, impunham
Ihe como que a uln itar-lhe algum
la a p.ooi tmida le delle.
A e.t eondemnada, verdade; bh
, un a inslitiiie. 1 do pail para desh->ori e
v rgonlia nooaa ; portan'", o esoravo anda pri-
ado.
Nao c indemnavcl peis que n 1 o amgo,
io um bem aoaao, busque os meios de
Boa restll bem um escravo, para cuja
estitoic* procurrnosos -i, nao ha
par 1 essa grira, essa iudigi'.acaoe esse opro-
l.ri 1 que se proeora itirar I tai e de um ministro
do altar.
Ileleve-iiis a Ilustrada ielaei,ai do Diario da
Parahyba es. se sahim -
em deleza .: um amigo, que julgamoj injusta-
ribuir sentimentos que
na sao os seas.
Nao Bom s su^peitos p los nos^os sentmentos
abolicionistas, e so procuramos reata elecer a ver-
dade de um acouteeimento, em honra da digoida
de de mu pirahybuno porque gostamos sempre
de dar razio raro.
N> t>m portanto a sooedade parobybana mo-
tivos para estigmatisar um sea filbo, um sacerdote,
porque este, sem sabir dos limites da decencia,
ao aentimento de verdad ira
Este eseripto publicado na mesma imprensa que
rae havia tao injualamente aecuaado, nao soffreu
mais contestayao, o quo denota o convenc ment,
que elle trouxe aoa espiritos de todos, at mesmo
dos noticUdores. Alein desta prova do nexpro
bavel procedimento, que tive, addioiono maie aa
respos'as, que mi foram dadas, j por pessas do
estabeleeimento dentro do qual deu-se o Cacto mal
a'gudo a mim, j por outras que all o't -atemu-
nharam.
_0 -r. Victorino Vinagre, reapeitavel comm r-
ciante desta praQa, em cuja casa teve lugar o
acont cimento bem assim os outros distinctos
cidadoa, que respeitaraia a verdade para raspn-
der-me sobre o facto, asseveram neremptoriamente,
que ei nao commetti escndalo algum como foi
na o-eado no Diario da Parahyba de t, suas res-
postas sao a coofii' MMjao da justica, que maie
tarde fez-meo proprio Diario da Parahyba em sua
Columna livre.
Anda essa deteza. casas respoatas, as me mas
carias, sao confirmadas pdo telegramma, que ,
Dr. chefe de p iiybi expeli a
Pernainlmco, expedicao com minha assistencu,
pois o Dr. chefe de polica, logo depois de tea le
t r ni tado e eff ctu : ra .!; J is, qu I i
fectivamente era eseravo da Exma. Baroneza da
Ipojuea, convJou-m 1 para ir a estacao do telegra
pho afiu de dar lh jsclareeimentos sobre o nomc
da senhora do escravo e sobre o lugar le sui re-
sidencia.
Telegramma
Parahyba,' de Marco de 1886. Ao Dr. chefe
de polica de Pernambuco-
Urgeucia"
Jos, pa.-do claro, escravo da Baronesa i'1 [p -
juca, engenbo Bur nbcm, Cabo) pr 1 por indica-
cao do padt' Muir.
O eh fe, etc., etc.
E se. ah BMaatO ?-se que o D eh. fe ie poli-
ca aaserera ter feto a prisao r ia-
dieac.o minha. como poda diz, r que fui eu quem
fea a prisa, a aadei c rrei'.do atraz de Jos ?
Com as pr vas que exhib>, julga estar plena-
mente justificado para que a impresa em g-ral
m "lifique a notieia coi que se pr .cura, sem justo
inotiv ., atrahir o odioso e o ridiculo sobre um sa
cerdote, que na, p i ir argido ero seu enaeter
de paz e mansidao crnea! 1 p.r que levo occasio
de re onhecer e afirmar um dimito de pessa a
quem deve o seu corae.io por inunneros fav r s.
cujo dreiio garantido pelas leis do p -. que
infelizmente anda v 11 :s paginas dessas lei? essa
mnche. ne:;ra que -Escravidaol
Xiu 1 iria ti |oiilo em atiaba
na 1 viease a mpnvasea com provas irrecwsi
liara ob'er o restabelecimento d 1 meus crditos ta 1
injustamente ib dados pr una noticia menos v, r-
duder i
Parabfba, 13 de Marco de 1888.
Padre Luiz Ignacio de Moura.
Rvm. -- que elle fra seu sacbrJotao durante 6 an-
uos cm um engnhode Pernaml>aco,qiio devia fa-
vores a sua senhora e que tendo elle fgido dase-
java 1 val o agora. Jos eslavo, soto e recostado
ae balcSo e nao bavende quem o preadesae, dase
V. Rvma., vai embora porque eu como padre te
render e sahio Jos para a casa do Sr.-
Pedro Maranhao, onde foi agarrado por dados c V. Rvma foi tallar com o Dr. chefe de
polica, que vinha passando e com elle eeguio para
o lado do pirto. N nhuma violencia nonve e nem
.lie tinhatino, porque o Sr. Victorino fazia signal
para qu "lie se fosse. Pode V. Rvma. usar d'esta
como entender.
n estima de V. Rvma servo, criado e
respetador.Paru yba, 12 de Marco de 1886.
: Joao Ramos da Silva.

P-vrahyba, 12 de Marco de 188t
Illin. Sr. Victorino.Pereira Viuagre.Vou r igar
a V. S. que, ; or amor a veHade, Uigne-se resp-n-
der-ma ao p- desta orno ae passou, no dia 6 e
andante, a prisao ao indivi Iu > de o an 1 J l, que
1 u reeo.iheci sea ea:r.-.vo da B Ipojuea,
salientando bem en sua re.- rd ide,
como disae o Diario da Parahyba, qu 1 eu aadei
na roa aa earrei to dito eacraaa atanden-
do-o d 'ouln 1 pi ,or; mana ou se peJo-oonti
eu estiva dentro du tea ibel eim nt 1. onde at-
firmava a condica 1 de Jos, declarando
que eu nao o po-l 1 porinnn prender, e dirigindo-
me a algumas |i"as ...s, qu ahi 1 stavam, dase lites,
que so o quisessem feser, aswgar ta-lhe que a
senhora remunerara.
Fiva'in nte, ae verdade qu o referid eseravo
f.i preso de crdem do Dr. chefe de pdicia que por
ahi paseara naque!) 1 u quem dei conhe-
eimento do fact., assegurando Ihe a ooadieio de
Jos e indicando que se uebava d> front-. n 1
bel eimento d 1 br, '< Ir Uaeaubo.
I' rmittir V". S. taz r us > Icgil de sua reso
Do V. 3. servo, amigo, criado e ohrigalo.
!'a lie Luiz Ignacio de Moura.
Respoudendo a carta supra de V. Rvdma., passo
asseverar o seguinte :
Que certo ter V. Rvdma. ntralo em meu es-
tabeleeimento com o individua de nomo Jo, que
trnzia sem esf .reo a raao segara 110 braco do m s
rao, e estove com elle muito tempo ein contis'
forte, asecve-Mnd.i ser elle escravo da Bario sa
de Ipojuea, o que elle n"g ,vi e V. Rvdma. affir-
raava im tnm de c lavteaio, diz ndo que ni o po-
da por si capturar e convidando a outras pessoas
para o fazerem, certos deque a vnbora os retri-
buira, a que ninguem accedeu, e nesta ecas
mesmo Jos p-iosou-se par.; o eotabelecimcnt 1 11
Sr. Pedro Marauho, 011 Is foi uin ;>; 'so por sol-
dados, porqu. passando n.'aquellu occasio o Dr.
chefe de palicia, V. Rvdma. a elle si dirigi e
communeou-!h o occorrido, mandando elle captu-
rar a pessoa que V Rvdma. indicava.
Posso garantir qu V. Rvma. ni correu na
roa atraz do referido J.s, passandose o tae'o co
inj tenho dito ; podendo V. Rvma. faier nao legal
de mioba respesta.
Sou de V. Rvma. atiente venerador e criado.
Victorino Antonio erara Vinagre. l'arahyba,
12 de Marco de 1886.
III i. Br. Manoel Florencio da Resnrreieio.
lo V.ne. se encontralo commgo ra da
Areia, quand-i descobr Jos e segui cora elle at
a loja dos iruios Vinagre e ahi se demorn at
3er elle pres\ digne se por sua bondad*; referir o
qi e se passou, pennittiodo-me usar de sua respos-
ta como for ne^essario.
Sou com estima criado veneradorPadre Luis
Ignacio de Miura.
Parahyba, 12 de Marco de 1886.
Illm R.vin. Sr.Vinha V. Revma na ra d
A ia no dia 5 do corrente. pelas 10 para 11 ho-
ras, e encontrando-se com um rapaz pardo Un
disse : o dia hoje Ihe asiago. V. por vadio
fugio de easa, cu quero*devala 5 nada soffre, e
V. ibe que a Baronesa Ihecriou com estima. J
mudou o nome ?
Reapoaaa O p-irdinbi : su Jos; mas V.
Revma nao me conh.ee. Se qaer saber q(
sou eu, vamos cja do Sr. Vinagre.
, Y. I i vma. com elle a eu fui atraz. No
da luja Jos ficou aem acolo, que foi pr*-
csi V. R-vib segurar-lhe no braco para ua >
eabir. Ah V. Revma. declarou ao Sr. Victorino
qu ell estava fgido desde 79 e que eraaeu aju-
oant de mi;sa m um ongiraho ; elle negava, e
V. Re.'mi. c n' u amitos fiut .3 p losquaeso co-
lllieei 1.
Pedio V. Revma quj o levass^m ]K>licia, por-
Oju se 1 estado nao era proprio e que irla dar ex-
plicacoes.
Ning i pn-oder elle sahio para
ama v oda di tr, ite, e viudo passandio Dr. ch*"
fe. I polieia, V. rtcvma. falln com elle e seguio
para o Varadouroi t. ndo os soldados prendido a
Jos Ninguem o apupon nessa o:easiilo, como
i im no Jornal.
Pode usar desta resposta como quizer.
Sou com tetan ds V. Revma. .- .v> criado.
Parahyba, 12 de marco de 1886.
A rogo de M ni el Florencio da Resnrreieio -
Amando The >p rapio da Silva.
Como testenunh 13 :
Pedro Jorg de Carvalii Augusto de Med i-
ros Carvalbo.
Esto roeeabeoidas pelo I ibeUii 1 publico.
Compre-me aind 1 Ojue varas pessoaa
distiiu.....leata capital sabem ser urna pura n-
v.iielo tal imputa
0 Sr. I>r. Antonio B ruar lino dos Santos, pro-
cura I ,r 6sc :\ 11 Til to irara oV Fazonda, e o Dr.
lian "I Cari is de G uve., tendo noticia pela pu-
htieacao do Jornal, do ficto, foram de tea motu
proprio syndicar a veracidade e niio h 1 na ra do
d K 1 piem diga : vi o padre correr i-gar-
11 I i I I
Br. Man 1 1 arl s em me conhe-
1 eim vehemencia un facto de tal
ordem.
Do alto ia i no-eos 1 n.- cumpre agradecer a
l .te tao distincto cavall, iro.
Jul isf.ito eompl tamente o meu dever,
mamm 1 qnaa I 1 ninguem est livre de ser victim*
da impil'aea i, 11:11 ta to que nonca se deu.
Parahyba, 13 de M ireo de 1896.
Padre Luiz Ignacio de Moura.
-----------nsacog------------
Parahybi, 12 de Marco de 1886. Illm. Sr.
Jos Antonio Pereira Vinagre.Vou rogar a V. S.
qued'ne-9; respond r aa p d'eitu, se vio como
so passou a prisao de Joa, que eu na Inj 1 de sen
roan Victorino, reconhei e ajarmei ser escravo
da Baroneza de Ip.juca.
Em sua ritspoata s di 5 1 a ar a I en OOrx
na rnj atraz do dito e;cnivo o o preidi, ou so pelo
contrario foi elle preso p>r rol fados de ordem do
Dr. chete de pjlicia, qu1 all pass iva n'easa occa-
sio e a quem eu dei conh cimento d* faeo, s
mente sihindo eu da I j 1 de aea i.mi pira fallar
com o mesmo Dr. chefe de polieia, indicando a elle
o referido escravo, que estava na venda do Sr. Pe-
dro Maranbio, em piei liberdade. Permtta-me
que d' sua resposta faca u o legal. Com respeito
e consideraclo, de V. S. servo, criado obrigado.
Padre Luiz Ignacio de Moura.
Estava em casa de m us irma a Vict riuo e
Joaquim Vinagre, quando V. Rvma. reconheceu e
escravo Job, pertencente a Baroneza de Ipojuea,
e nao o pudendo reduzir pi-a que em sua compa-
nhia seguisse para companhia de sua senhora, re-
solv.-u pedir ao Dr. chefe de polica, que nessa oc
casiao pass iva, para o mao.dar reeo her cadeia ;
o que este tez. Nao vi e nem presenciei V. Rvma.
andar correndo atraz do dito es :ravo.
E' o que posso afir ''nativamente r. eponder a V.
Rvma. podendo fazer uso de minha resposta, como
Ihe convier.
De V. Rvma. criado e veneradorJos Antonio
Pereira Vinagre.
Parahybi, 11 de Marco de 1S86. Illm. Sr.
Antonio Alejandrino da Silva.Rogi-lheo espe-
cial favor de r.. pon !e--rae ao p d'csta o que vio
e soub", no dia 5 do c rreute, acerca da prisao do
parda Jos, Baroneza de Ipojuea, se
vio ou soube que eu prenli-o com as miuhis pro-
prias raaos e se andel aacarr. iras atraz delle pira
este fin, a se pelo contrario, eert >q ie elle teha-
va-tes'lto, qni dein do cb, fe d.1 polica
foi prata
Permitta-me t'azer de sua re p >sta o uso que .ae
convier.
De V. Mee. Btl ni cri id o e respeitador'.'aire
as Ignacio de Moura.
Em resposta a carta de V. Rvm.; cima tenho a
responder que assisti p irte do facto dado no da 5.
com re! > pardo Jos, s? doqnees'c
aehava-s s *!t e V. Rvma. conversando con o Dr.
ehefe de polieia, o qual depois mandiu o pres pa
ra a cadeia, nao tent eu visto e nem me e
que V. Rvma. o Veaee prendido com as suas pn -
prias roa 3 1 atr,.z de'le;
convindo k bem da ver I di o.tir, que
timban inexacto ter si 1 1 Y apupado p "lo
povo. P !e V. Rvma. faser inha resposta
o uo que Ihe convier.
De V. Rvma attento respeii 1 e criado.
Antonio AUxandrino ^a Silva. '..rabyba, 12 de
Marco de 1886.
Parahyba, 12 de Marca de 1886.-Illm. Sr.
Jo5o Ramos da Silva. Estaudo V. Mee. presente
ao njomanto in que declarava na loja dos Srs. Vi
nagre, que Jos era escravo da Baroi.ea de Ipo-
juea, uo da 5 do andante, as 11 horas do dia, se
corr atraz delle e agarrei-o com minhas mos, co-
mo foi publicado no Diario, de 6 d mPsmj mea.
Permit ua resposta como for le-
g I.
Sou com estima, de V. Mee. servo o criado obri-
gado. Padre Lum Ignacio de Moura.
Satisfazendo oque pede v". Rvma. na carta su-
pra, tenho diser, que V. Rvma. pergunhr ao Sr.
Victorino Vinagre, se cr-nheeia ao individuo Jos,
e elle responden que ha 7 anuos. Declarou V.
D.-4 eusprestiaio? do ^overao
VII
Agora raatoi o Sr. Y. dob leyoes.
Vem muito queixoso este eahor pelo Jornal do
Recife p r que, em vez de irmoe plantar b-itat is
arroz, milho e fojes, crear pircos para fazer ba
aba e liogueaa proanatas, plantar teo para os
barr 3 e faz paos de vaasouraa e ellas
taraban, estamos intilmente, como im ex re:to,
enehendo ineptaoen irtieoe?, pois, assim,
entende este aenhor, estaramos livrea de pagar
i 1,0 I) eoatoa por auco'ao esn-angeiro s por es-
eneres i res vida; por q;e s
. nm viran otiro em tr i.-.-.d 1 ue exportamos i*, mais
exp rtassem s e nio com estas theorias utopis-
tas, de qu*' est o mesmo s"nhjr tao queimaia
(da ese >la nroteciouista, da couverao dos juros,
tira la da emsaao do Banco do Br.aziluto
piai)
Siin aenhor, tem carradas de razao; mas acusa
Ita o 1 dizer. est no fazer. Por que o Sr. Y-
nao larg 1 o covado e a vara ou o metro, ou nao se
levanta de sua carteara donde despacha, as deze-
nas diariamente os matutos que Ihe trazem o assu-
car e nao vai plantar batatas e feijce, arri.z, o
melhor do mundo, milho, alhoa e ceblas, crear
p /reos e faser paos de v issouras?
Por que os piucos imigrantes que nos procuram,
em vez de procurarem os vastos campos deste
nosso entnente de todos os climas para cultivar
nelles todas estas coucas que produz.-m tanto, por
que enea poucos imigraufes em vez disto, ficam
e ni 1 muito maior excrcito do que aquelle, en-
eheudo inutilir.eute os estabeleciinentos commer-
ie ochar arrumacao ? Por que nao
rio pl .nti.r bitati3 e fcijo s neste nosso continente
de todos os climas?
E' simplesinente por que, nao obstante estes cli-
mas todos, l, com as ceblas e as batataa, cora
as vassouias e os miih 3 nao fazera destes os ini-
Inoes que todo o auno pelo coraracrcio liquidam,
ca la um por sua vez, e transportam para a Europa
em productos agrcolas produzidos por outras
maos. os quaes vo sem retorno, nem em feijo
milho, nem ein ouro, no valor de miis do l0t','JU0
contos de res cada anno.
J v o Sr. Y. dos feijoes que s nelles assim
(alia por que nao os planta; j v qu* Ihes damos
ao senhor e aos demais toda a razao; mas tam-
bero nao leve a mal que nao a di-m .8 acs nosses;
pois os taes feijoes e paos de vassouras nesta trra
dos taes climas, uo s nao do para capitalisar-se
os nilhues, como nem roeamo para comprar sapa-
tos nem vestir roupa lavada. Eis aqui a razas
por que em vez de irem plantar batatas esse eaw-
c to de empregadoi pblicos, tanto os aptos como
ns inutes e oa ineptos, eato enehendo as reparti-
cftea.
Pois queris que a ccete os expillara e os maa-
dem plantar batatas? Por que nao dizeis outro
tanto dos migrantes que enchem as nossas pra-
cas?
E que iria fazer todo aquelle nosso povo sem
vintem para comprar sement nem enchada, quanto
mais para paesar o tvrapo em quanto colhesaem oa
feijoes?
E com que maos e com que geito, quando aquel-
les que nos abogan, creados era trabalhos gros-
s ros, em sua trra, nao querem plantar aqui taca
fi-ijoes?
Quem pas se animara a tal empresa?
Nao ve o Sr. Y. dos feijoes que pira as mil in-
dustrias que pederamos ter 00 p.iz. inclusive a
cultura do trigo, feij', secada e de tudo o mais
;. S. apoma, se cirece ie capit, s ? Nao v
trra s o commercio aceun.ula c.ioiiaes
e que este, sendo todo estrangiro, os transporta
todos?
Nao v que se retirando todos os capitacs que
D .nio, o paz definha neeessan-.mente,
1 aaa dia amia e gencralis-i.e o e m
,1 ae com ella, e portanto a receita do
lo? ta n
o 1 se corta tolo ) mal? Prcurndo-se a
cansa delle.
Onde est o nosso mal?
Em se retrasan todes os cipitai-s que se for-
rqat a eominer" ,, nuici industria que os
crea, t lo estran ,'eiro.
Logo, est pat.ute o remedio e a cura nfalivel:
M idas econmicas da escola protecionista.
e isto utopia, diga o Sr. dos ft ijoes como ae
fazer; mas diga outra cousa fra dos feijoes
e dos millos, que estes tao pouco rendem nesta
trra de todos os climas, que a gente que morro
Je fome na Europa, procura os Estados U ii-1-a eo
Rio da l'rata, e nao vem cultival oa aqui; e me-
nos aquelles p :ucos que nos procuram, que ficam
desoceupadoj as cidades espera de arrumacao
no corameico.
Nao obstante po.-m as carradas de raio que
damos ao -r. Y., uo as damos todas. S. S. se
engaa, pareeendo que pouco pesca do riscado,
em sua the.oria econmica.
D 8. S. a sua sentenca autorizada qne a po-
demos ter, oure qaando, em ver de comprarmoe

I
'.-
V,

riBHLD



Diario de PernambucoQuinta--t'eira 18 de Marpo de 1886




4

^f
ao estrangeiro farinha, milho, etc exportamos es-
tas coasas e recbennos o pagamento em oaro.
A qaestao, Sr. Y., nao de recebar em o aro;
dSo e isto o que crea e augmenta a riqueta do
pas ; a qaestao de produzir maito, e muito ex-
portar e receber em troca de todo o que exporta-
mos quaesquer gneros que sejam, aqaelles que
mais utilmente nos serven, e que com menos faei-
lidade produsiriamos.
O mal mandarinos em retorno mais de......
100,000 contos de reia, todos os -capitaea que se
formam, empobrecendo cada dia mais o pais.
Qnanto ao ouro, elle ama mercad:ra como
outra qualquer, om eenero qoe serve de medida
dos valores quo os nteresses dos commerciantes
importam ou exportan), segundo o nteresse que
tiram destes movimentos.
Quando o meio circulante demais, vem a de-
preciacao da mada e o interesse est era retirar a
parte do ouro; ae porm o meio circulante de
menoa, isto e, ae nSo chega para o movimento
das trantaccoes, toma maior valor, e ha interesse
em introducir o ouro.
Ora, se o nosso meio circulante demais como
le v de ac dep.eciaco, sendo elle todo papel e
por isto nao podendo sabir do paiz, claro que,
queimsda urna parte, c grande parte por que a de-
preeiaco grande, logo encarece o dinheiro e por-
tante ha interesse em introdazir o ouro.
Mas nos s podemos queimar o papel tomando-o
emprestado. Logo se necessare a conversado do
rgimen do papel para o do ouro, nao temos outro
meio senSo tomar emprestado.
. E para que nao fiquemos tomando emprestado
toda vida todo o anno, neceasario que o pas
seja rico, para que augmente o consumo e com esse
a renda publica, e portento' que nio emigrem to-
dos 08 capitees qne nello ae cream, exportante que
. ae tomem medidar econmicas protcck>u>ataa.
Se isto nao serve ao Sr. dos ieijoee, elle que nos
diga como havemos de faaer brotar deate nosso
continente de todos os climas os feijoes e os milhos
que nem a hossa gente nem a sua acha lucro en
cultivar.
Tome, Sr. Y., eata pitada, e venha quando quirer,
menoa queimado ; para o qae, se lhe apraz, con
tinue a olhar, poim mais agenciosamente, para
. nossa? apreciacoes tiesta materia.
Marco 151886.
Afronto de Albuquergue Mello.
Timbaba
I
Nada de invern at agora, apenas levea agua-
ceiros que tem feito nosaoa plantadores se anima-
rem e lancarem na trra as sementes ; m.iis logo
depoia lhcs vem o deaanimo pela apparico de um
sol abraaador e um calor inauportavel.
como explicar ato quando temos noticias
exactas que as comarcas vizinbaa estilo bastante
ehoviaaa e securas aa plantaeoes feitaa ?
Nos, que nao : abemos explicar os phenomenos
athmosphericos, ittribuimos a falta de invern
ue vamos aoffreudo a permanencia aqui do irmao
,o inimigo commum, pelo que esperara js a aurora
de 18 de marco que auppomoa no8 aera percuraora
de nossos bena.
Vamos ainda mal por este lado e muito peior
pelo lado social por quanto ainda continua na
alta magistratura desta comarca um juiz odente,
vingativo e excessivamente poltico, a deapeito de
suas baforadas de independencia, e que uao pode '
sofirer que o partido dominante derrotaase ua
eleicao geral o candidato de um dos grupos dos
traficantes polticos a que elle pertence e pelo
qual todos es meios empregoa afim de sabir vic -
torioao.
Nao declamamos como fez o autor da correspon-
dencia d'aqui incerta na Provincia (papal) de 4
do correte vamos exhibir factos.
As autoridades po'iciaea do termo es to muito
cima do juizo que dellas taz eaae bydrophobico
que em seu furor entendeu morde- a todos Ne-
nhuma dellas ee presta ao mister de v8 inatru
mentoa dos claudestinos procesaos e infrenes per
aeguicoea dos belloa terapos da situacao passada
de que dio teateraunbo os cartorios deste termo,
pelo que contra ella.se atira o rafeiro da Pro-
vincia.
Nio sendo isto bastante ao digno delegado de
polica e aoa subdelegados dw diversos digirieres,
se pretende furgicar um proce380 pir supposta
tomada de preso*, fundado no seguintc facto.
Quando 8e proceda a eleicao de 15 de Janeiro
na freguezia de S. Vicenta, na occasiao de abrir-
se a urna, dous individes tentaram inutilisar a
mesma eleicao o fugirato correndo, mais aeudo
apanhados e conduzdoa a preacnca do aubdele
gado respectivo oeclararam Berem mandatariosdo
juiz municipal do termj Julio de Luna, o que
sendo sabido pelos amigos polticos del le reuni
ram-se e vieram tor ao lugar onda ae aehava o
subdelegado e oa doua individuos e ahi maltrata
ram a autoridade policial phiaicamente e com pa
lavraa e tomaram oa presos qne perante o juiz de
paz, por meio de promessaa e ameacaa declararan
ser mandatarioa do 8ubdeiegado ; em viata dease
acontecimento easa autoridade conrmuuicou ao de-
legado o attentado de que tinha sido victima e
este receiando que nao ae alteraase a ordem pu
bliea naquella freguezia piara l fez seguir parte
do deatacomento e resolveu ir com alguna amigos
at o lugar do conflicto, providenciar como no caso
coubesse.
Em caminho, porm, a aoite encontrn o dele-
gado um numeroso grupo qne fez parar para in-
dagar se eram perturbadores da ordem, de facto
era este o grupo que havia maltratado o subdele-
gada e condusia os presos para ceta cidade. De
urna certa confusao que risultou do encentro doj
doua grupos apr entretanto poude o delegado verificar que o grupj
de deaordeiroa era compoato de um aupplente do
juiz municipal, do pre8dente da cmara, muitoa
eleiteres hberaea e capangas destes.
Depois diato porm reatubeleceu-se a ordem na
freguezia de S. Vicente, en treta ito trata-se agora
de proceaaar o delegado e os que o acompauha-
ram por tomada de presos do poder da justica !
Mirabile dicta.
Que proceaso mana !
Ao subdelegado deste villa porque mandn cha
mar a um individuo deaoonhecido e suspeito, que
se acha no distrcto, afim de apresentar lhe paasa-
porte eo individuo comparecen perante a autori
dade armado com urna faca que lhe foi tunal i, o
juiz de direito conceden habeaa-corpus preven
tivo 3 est instaurando procesao de reaponaabili
dade, tudo iato nio a para persegnir o aubdele
gado, como para desabafar urna sua protegida, de
quem o individuo morador.
O eleitor Joo Raymundo, de quem o juiz mu-
nicipal ae upoaaou do titulo, apezar de ter aempre
votado com os conservadores, goate de tomar
aguas e no dia 15 de Janeiro quando vinha votar
encontrou urna aucia de raos da opa, unUfiu-s
nella e foi um Deus nos acenda do que reau't 'u
ficar o homem dormindo at a tarJe, quando ucor-
dou, para deaculpar-se disao aoa patentes que ti-
nha sido detdo pe'o subdelegado deate cida le e
logo o juiz de direito que s respira va rai va p la
derrote que soffreu as urnas, o mandou chamar
fez auto de perguntas ao eleitor, sea irmlo e um
eunhado e tome o subdelegado mais um proceaso
de reaponsabilidade.
Pode isto continuar 1 Pode a justica estar en-
tregue a horneas que nao tem a precisa isempcao
de espirito, que em tudo enxergam crime, cora-
tanto que deem paato a scu espirito perse-
guidor ?
NSo podem aa autoridades policiaca drsta co-
marca cumprir betn aeua deveres porquanto aa
autoridades judiciarias Ibes criam serios emba-
razos.
Se o subdelegado exige passapoite aa descouii"-
cido auapeito e lhe toma urna arma prohibida
respooaabiliaado, breve tambem sera respentzbi-
liaado o delegado porque tomou nina faca en,
plena feia a um eomens.il Jo juiz do direito e
aea cupanga, cuja fica lhe toi dada de pros? ife
pelo juiz municipal, que tomou-a ao crim:oo;o Co-
nnga, prfso na cadela desta cidade, conforme se
acha provado com o auto do perguutas a que res-
pon leu Coringa.
Santo Deua O juiz municipal armando ca-
pangas do juiz de direito.
Infeliz comarca Deas se amercie de nos c
nos livre da praga de embusteiroa, atheos secta-
rios dos annabatistas e sodomistas que ainda in-
fera nossa catholica sociedade.
Entretente as autoridades policiaca vio cum-
prindo sea dever, -mbora o odio djs juizea poli-
ticos at que um dia tenhamos juizes que saibam
honrar a toga.
Nao sabemos a que vem dizer o correspondente
da Provincia de 4, que osjogos prohibidos tem di-
reito de cidade aqu e ate aceitacao ecclcsUstica.
Oa jogos prohibidos verdade que em algum tem-
po foram a^ui industria rendosa, tiveram direito
de cidade e approvsco judiciaria e aindi baje
u'uma casa de buhar que o juiz municipal des-
pacha as partes. Ecclesiastica spprovacao nao
mencena jogos prohibidos e nem calotes.
A collectoria geral dirigida por nin empregado
z-'loso de quem a Thesouraria, at hoje, nao teve
que cenanrar, mas nao pertence a aeita, pelo que
em tudo lhe enxergam deleites.
Ah tartufos de Moliere existisse nao desper-
dicaria teus feitos.
5 de marco de 1886.
Simio
COHHERGIO
Bois* commerelal de Pcrnam-
bnee
Secife, 17 de Marco de 1886
Aa tres horas da tarae
Ootaees uficiaes
Algedo dosertao 1 sorto, '/4V0 por 15 kilos.
Cambio soore Par, 30 d/v. com 5,8 0/0 de des-
cont, bou tem.
Dito sobre dito, 15 d/v. com 1|4 0|0 de descont,
hontem
Dito sobre dito, 60 d/v com 11/4 0/0 de des-
cont, hontem.
Cambio sobre Londres, 90 d/v. 18 7|8 d. por
UOGO, do naneo.
Dito sobre dito, 60 d/v. 18 7/8 d. por 1*000, do
banco
Cambio sobre Paria, 90 d/v. 505 ra. o franco, do
banco, hontem,
Observacao
A cptaco do cambio sobre Londres de 19 d. por
lf, do banco, foi engao, e im foi par-
ticular e nao banco.
P. i. Pinto,
Presidente.
Candido C. Q. Alcoforado,
Secretario.
ttENDIMENTOS PUBLICO*
Mes de Marco de 1836
1 a 16
axitiDMtDe
' VacaaBooBiADe l 4 16
Idim de 17
Cosn.i.tx> aovrtci*i.le 1 16
'dec d 17
R>c:ra nsaiasaaD 1 a 16
J-.m de 17
405:784*983
26:969^748
432:754|731
67:312*747
3:135*560
70:448*307
70:9%|167
6:255317
77:251*484
45:875*987
1:212*419
47:088*406
O 9 escrutinio da eleico pro-
vincial do circulo 13 por esta
provincia
A Assembla Provincial nao deve dir assento
como deputados eleitos pelo 2 escrutinio do cir-
culo 13, aos Srs. Bario de Caiar e Solonio, em-
3uanto nio eativer provada a existencia do cand-
ate Antonio Lniz do Espirito Santo, um dos qua-
tro que entraram para esta eleicao ; e se mesmo
dada a sua existencia, tem elle as qualidades para
8er e'eito.
Se a ogca dos tactos por demais convincente
e' eamagadora, doua factos ahi estao no dominio
publico para demonatrarem a nao exiateacia de uui
tal candidato, que b?m nos parece fra forjado por
alguma tramoia poltica, em que nao deve conaen
tir o poder competente, esmagando-a pela forca
legal de suas attribuices.
O primeiro fatto foi que se tendo feito ver por
este Diario, em 13 do mez prximo paaaado, que
era imaginario o candidato Antonio Luiz do Espi-
rito-Santo, at o presente, nem a folha da oppoai-
eao, sendo elle liberal, e nem algum aeu amigo e
correligionario appareceu demonstrando o con-
trario.
O segando tacto foi qae tendo Antonio Luis do
Espirito-Santo trabalhado tanto como deve traba-
Ibar um candidato extra chapa de seu partido, co
mo toi elle, para ter votacao no lc escrutinio, que
o habilitasse entrar no 2", dado este, e aendo
nelle contemplado, nSo teve um a voto, nem mea
.n> u'aquellea collegios em que fra votado em Io
escrutinio, sein que conste ter elle feito abstenco
de eua eleicao.
E nao btante estea doua factos eatarem de-
monstrando a imaginabilidade de um tal candida-
to todava consta que o Exm. Sr. Bario de Caiar
se tem encarregado de propalar entre amigos aeua,
que Antonio Luiz do Espirito-Santo existe e que
um grande fatendeiro do 13* distrcto.
Nao ha duvida que o Sr. de Caiar pela grande
influencia que deve ter nesae distrcto, tem razio
para conhecer t dos os homens proemiucntea delle,
no numero dos quaes deve estar o fazendeiio Sr.
Antonio Luiz do Espirito-Santo ; mas, suas pala-
vras, por mais eriterosas que sejam, nao devem
bastar para p*>r ai aomentc provarem perante a
Assembla a existencia de um tal candidato.
Este facto grave e importante, e aaaim a sua
prova neoessariares non verba, isto com do-
cumentos valiosos que decidam toda a evidencia
a existencia ou nao existencia do candidato Espi-
rito-Santo, e nao smente palavraa proferidas por
parte dos interessados, que nao dea- jam de modo
ajgum a justificaco da imaginabilidade do Espi-
rito-Santo.
E a razio diato nio outra aenlo porque sabe
se uue nao exiatindo um tal candidato, a eleicao
sera milla, e ter-se*ha de proceder nova eleicae.
A razio da nullidade deata eleicio eati em que
DESPACHOS DE IMPORTACAO
Vapor nacional S. Francisco, entrado dos por-
tes do nul no dia 16 do corrate, e consignado a
Compaaha Peraambucaaa de Navegacio Costeira
por Vapor, manfeaton :
Panno de algodio 2 fardos a Ferreira & Irmao.
Machinas de costura 5 cairas, The a Singer.
Pipas vaziaa 65, a ordem.
Barca italiana Novt Catharina, entrada de Ge-
nova ao dia 15 do corrente, e conaignada a H.
Burle Jfc C.manifestou:
Alfazema lOsaccos aos consignatarios.
Aseite de Oliveira, 40 caixas, a Joo Pcrnan-
des de Almeida, 30 a Rosa e Queiroz, 70 a or-
dem.
Alpiste, 20 saceos, a Rota & Queiroz, 20 a
Joo F. de Almeida.
Cominos, 5 saceos, a Rosa & Queiroz, 5 a Joa-
quim Ferreira deCarvalho.
Drogas, 104 volumes, a ordem, 6 a-BarthoIo-
meu & C.
Eniofre, 102 caixas, a ordem, 100 aos consigna-
tarios.
Licores, 50 caixas, a ordem 5 a R. de Drusi-
na & C.
Manteiga, 15 caixas, a Pereira Carneiro i C.
Marmore, 282 volumes, a ordem, 35 ao Revm.
Fre Caetano de Mesaina, 6 aos conaignaterioa,
4 iF. M. da Silva & C.
Mercador*8 diversaa, 2 caixas, ao Revm. Frei
Caetano de Mcssina.
Maesas ialiauaa, 86o caixas, a nrdem, 50 a Rosa
& Queiroz, 50 a Joo F.rnandes de Almeida.
Mortadrilas. 5 cnixas, aoa meamos, 5 a Rosa S
Queiroz.
Papel. 30 fardos, a*. D. C. Viann, 13 e 20
caixas a ordem.
Vermonth, 10 caixas, a Rosa z Queiroz, 10 a
Joo F. de Almeida.
Vinbo, 95 caixas, a ordem, 4 5 barris aoa con-
signatarios.
Lagar americano Frunc Lambert, entrado de
Baltimore no dia 15 do corren'e, e consignado a
Johnston Pater & C, manifesfou :
Farinha de trigo, 5,010 barricas, a Machado
Lopes &C.
Vapor nacional Marques de Caxias, entrado da
Bahia e ercalas no dia 17 do corrente e consig
nado a 'jmingos Alves Matheus, manifestou :
Algoso lOssccas a Ferreira Rodrigues & C.
Barri, vasios 200 a Pereira Pinto s f., 67 a
ordem.
Cera 10 barricas a ordem, 8 eaixas a F. Dinis.
Piaaaava 400 betas a Jos encalves da Costa.
Pellea com cabellos 11 amarrados a A. D. dos
Reis, 8 a Francisco Antonio de \lbuquerque
Mello, 13 a Domingos Alves Matheus.
navendo seis candidatos para d'entre ellea entrar
em 2" cacrutiaio oa quatro mais rotados, afim de
3uc o eleitorado eseolbesse hvrements d'entre estes
oua deputados, pela imaginabilidade do Espirito-
Santo a eutraram tro a; e conaeguintemente nao
bou ve Livae escolha do eleitorado e preterido foi
um dos seis votados que nao pode jamis perder o
seu di-eito quo tem ao 2o escrutinio pela imagina-
bilidade do Espiritj-Santo, fatcnd'iro.
__^_^^___ *
Corpo.de polica
Encheu-ma de aorprea e 4a corapaixio o artigo
publieado as Solicitadas de hoj sob a epigrapbc
cima.
O Sr. Dr. Materno valendo-ae dos doestoa para
raapjudcr > meu artigo, em qae tratava de nego-
cio seno, revellou-ae fraco e alienou os toros, que
devia guardar de homem educado e de boa socie-
dade.
Doe me dizer istd quando se trate da um moco
que se escuda n'utn pergaminho c que devia ser
o primeiro a zelar os aeus roditoa de homem de
bem.
Nao me empenharei na deshumana tarefa de
lancal-o ao ridiculo, porque estou convencido qne
um desvario do occaaio alimentado por seu tem-
peramento bilioso, foi a causa nica de to desas-
trosa descahida.
Nao tcubo mesmo geito para iato.
No ineio em que nasci e teabo vivido nio se m.-
nejam tae armas.
Ainda tenipo Sr. Dr. Materno, de prevenir a
queda e conseguintemeiite de iciabilitar-se ; e
pode ficar convencido que, oa improperios que pre-
ten 11 atirar-mc, nao mu irritara o animo a pontele
nio uir paral-o no plano inclinado em quu vac se
it '.udo irreflectidamcutc.
A 8oeiedade nos julgar a ambos.
S. P. pira respondei-mo conveniontcmente de-
via adduzir argumentos, que prevassem que o te-
nentft Jos Paulo Maeiul de Carvalho foi ampara-
do or um aeu companheiro e ardendo em febre
para a aessao do Conselho; devia nao deixar pas-
aar seui reparo o faco por inim dcnuuciado de
haverS. S. se confessado publicamente perjuro,
mas nio o fez ; pretorio aprest nter-se no terreno,
que me dispenso de classificar, nao se lembrando
tal vez, que sendo o eatylo o homem S. S- collo-
coa-se em oosicio falsa. Ficou, pois, de p e il-
lesa a veracidade do meu communicado.
Vou concluir, mas nio sem aproveitar a oppor-
tunidade para declarar ao publico que o tenente
J. P. Msciel de Carvalho, acha-se reatebelecido
e aaaislio a todas as aesaoes do Coaselho de inves-
tigacao que se auccederam a aquella em que dase
achar-se gravemente doente sem ter tido necesai-
dade de ser socorrido por medico algum.
Recife, 17 de Ma-co de 1886.
Dr. Matheus Vaz.
Revista do carnaval de -<
No theatro 'la Nova Hamburgo
No dia 7 de marco, domingo, do anno de 1886
pelas 10 horas da noute entra va eu, garioso, e to-
do vestido de ponto cm branco, pelo theatro das
Variedades. O concurso de mascaras, e de pessoas
sem ellas, ra immenso Fiquei deslumhrado pelo
espectculo, que ee me patenteou, e involuntaria-
mente dei um brado:
Hurrah pelo deus Msmo !
Momo s tu, velho Anselmo. Diz-me em voz de
falsete um Domin de setim azul, que tinha ouvido
a minha envoluntara, e espontanea exclamarlo.
Mo vai o negocio Dase eu com os meus botoca
e fui me eagueirando dalli para o jardim. All pro
curando urna eadeira assentei me, e pas-me a sa-
borear o meu Regala, que o 2>Vtni, o amavel Frite
do Buffet linha-me fornecido mediante um nikel
de dous tustes. Nem bem_;in.ia saboreado urnas
trez fumacaa, quando junto a mira approxima-se
um pierrot, e diz-me.
Eoto velho Anselmo, como vaea de conquistes
l para as bandas de Santo Amaro?
Eu, que por all tenho um peccadinho, nio gostei
da historia, mas fasendo de cara dura respondi-
lhe:
Bem; c voc o que tem com isao ?
Bem! laso nio dizcm os filhos daCandinha!
Contara, que ha das foste de la corrido com urna
tunda de ccete. Oh! Oh .' Olha o velho presump-
coso.
E aquelle pierrot infernal comecoa a dar me urna
solemne vaiu!
Ao som estridente de suas gargalhadaa foram se
ajuntandooutros maacaraa, que o acoropanharam no
sea infernal charivari. E note-ae, que entre aquel
I s mascaras eu notova peaaoas de aprimorado gos-
to, porque all catavam fidalgoa do tempo de Luiz
XIV, de Luiz XV, fidalgoa da Antiga nobresa por-
tuguesa, damas Ja corte de Mara Stuart, de Iza-
bel, de Catharina a grande, fidalgoa da Polonia,
e at principes, e princezae, maa comquanto nio
entrassem o charivari todava ram-sel Nao pude
resistir aquella saraiva de risos, e ditos e ia es-
gueirar-me, quando em meu soceorro veo a orches-
tra do thchtro dando o aignal para urna auadri-
lha!
Ja era tempo, porque noa olhos me bailavam es-
trellinhas! Quando a mustarda me toca as ventas
as taes eatrellinhaa sao o prenuncio de que a tem-
peatede cata a estourar
Tendo me abandonado aquella chusma de en-
demonitfaados, quiz logo por- me no seguro e fui
para o terraco. Que lido panera*a nio se descor-
tina d'ah' I All aos ps da Nova Hamburgo o Ca-
pibaribe, que gemendo lambe-lhe aa plantas, alera
a cidade qne pernoite em festes! De quando em
vez de urna ra surge um bando de mascaraa, que
com scue risos, galhofaa, estallar daa castenholas
atroam os rea! Mais a!m ve se as pontea por
onde transitara carros repletos ds mascaras, mas
que vem para a Nova Hambuige, outros para
Santo Antonio, e outros finalmeute para soires
particulares .'
Eata va eu neata contemplacio e fazer mil cas-
telloe, quando sou arrancado destes sonhos por
urna voz meliflua, que mo diz :
Sola 80 rolos a Ferreira Rodrigues & C.
r}Taraancos 3 fardoa a Almeida Machado & C,
l a Pinte Lapa & Irmao.
OKSPACHOS HE EXPORTACAO
Em 16 de Marco de 1886
i*ra o exterior
No gar norueguenae Folke/esten, carre-
gou :
Para o Bltico, Borstelmana & C. 330 tardos
com 66,748 kilos de algodo.
Na barca nacional Nova Sympathia, car-
reg^u :
Para Hamburgo, Boratelmann & ('. 291 saceos
com 14,550 kilos de cera de carnauba ; A. R. Cor-
ris 1 eaixa com vioho de caj.
Na barca ingleza Mi lo. carregnn :
Para New York, Julio & Irmao 198 taceos com
14,850 kilos de .;--.ne i mascav. do.
Para Hampton Rcnds, J. Pater i C 1,000
saceos com 75,000 kilos de nssuc-ar mas?avado.
Para O Interior
= No lugar portugus Unido, carrregoa :
Para Santos, P. Carneiro & C 500 saceos com
30,000 kilos de assucar branco.
No patacho nacional Alvaro, carregou :
Para Santa Catbarios, Amcriin Irmios 4c C.
58,000 litro.* de sal.
= No vapor nacional Para lahi, J. (Juraei Peieira 60 barra com
9,600 litros de mu.
N barca succ Bor f earregou
^ara o Natal. P. Carneiro & C. 4,500 saceos
com faritha de mandioca.
-= No cter Jagnarary, carregou :
Para o Natal, Peni andes & Irmio 1,000 saceos
com farn a de mandioca.
Na barcaca Palmeira dos Indios, carre-
gou :
Pa-a P. de Alagoaa, T. B. de Aquino 10,009
litros de tal.
No vapor nacional Mandos, carregou :
Para Manoa, Balta.- Irmios & C. 145 barricas
com 7,361 kilos de asaucar branco, 2 pipas e 75
barris com 8,16) litros de agurdente ; F. de Mo-
raes 3 pipaa e 10 barris com 2,080 litros de agur-
dente e 20 barricas com 1,900 kilos de assucar
branco ; Maia & Rezende 25 barra com 2,400 li-
tros de agurdente ; P. Alves Se C. 35 barricas
com 1,365 kilos de assucar branco.
Para o P*r, V. da Silveira 200 barricas com
13,81" kilos de assucar branco ; J. A. da Coste
Medeiros 8< ditas com 4,787 ditos de dito : Maia
& Rezende 550 ditas com 11,871 ditos de dito ;
V. T. Coimbr* 300 ditas-com 24,131 ditos de dito;
J. M. Das 450 ditas cora 23,923 ditos de dito ;
Entio, velho Anselmo em que pensas ?
Ao ser chamado por urna voz to maviosa lan-
cei os olhos para a pessoa, que assim me ifiterpel-
lava, e que esteva a meu lado.
Era um domin cor de violeta, e com a mascara
da metma cor. Isto agradou-me, e prevenio-
me muito favor daquelle mascara. Tenho urna
predileccio pela cor de violeta. Nao posso explicar.
E' um goato como qualquer outro, podero direr,
maia ainda nio vi nuca, que goatasae de violeta,
qee foaae feia. Aquelle domin por forca era urna
mulher. A pequinez do corpo, cuja flexibilidade o
domin nio encobria; a delicadeza da mo, que
se oceultara debaixo de urnas luvas de pellica tam-
bem cor de vilete} pontiuha da botina de aetim,
que um deacuid), no tancar do p, denunciara de
baixo da fimbria do aetim, eafe complexo de attri-
butos, -juaai nunca reunidos em um homem, capta-
ran a minha attencio.
Emquepenao? Em nada. Tu me conbe-
c?s, domin?
Estulta pergunta, que nao parece ter se ger-
minado em um cerebro, cono o ten, velho Ansel-
mo! Pois se te chamo pelo teu nome, e ainda per-
guntas se te conheco !
Pois bem, se me c.nh ees, couversemos.
Pois bem conversemos, mas sobre o que ?
Ora, fallemos sobre o que estamos vendo.
Ora, velhc Anselmo, queres porventura, que
eu caia no ridiculo de te perguntar, como fazem
todos os mascaraa : voci me conhece ? Nao ; ar-
redeiuo noa antes destes lugares communs e falle-
mos... de ti.
De mim ? Perguntei ru um pouco azoado
De ti aiu!. Do que te espantas T Nio fal-
larei de ti, mas de outros de quem muito gostars
do ouvir fallar. Tr escreves romances. Tenho-os
lido. Fazes esc.vacci, maa ainda nao aa fize-tu
cm regra.. .
Pois ensina-me...
- Ora, nao sejas tolo. Tu bem, que aa conhe-
cea, mas ni> querca fallar..
Pastemos A cutro assumpo. Fallemos...
Nada, na la. Agora, que le apanbei em oc-
caaio opportuna, ouve : tena ouvido fallar de
urnas tres irmas victimas de um eunhado, que a
deshoras foi buscar um medieo.de outras duas, que
foram causa de ee matar e enterrar um...
Cala-te, cala-te, domin i
E aquelle domin levou fallar por duaa longas
horas Com a impunidade da nascara fallou de
tudo e de todos Revelou me scenas sangrentas
at entio postas em duvida per mim, mas que des-
de aquelle dia tenho impreseas na mente com ca-
racteres de fogo Ai I dos que ae foram, e mise-
ria e deapreaopsr esses, que por ahi andam cober-
tos de esfarrapedos andrajos, que por seus rasgos
deixam ver as postulas gangrenosas, que Ihes o-
brem os cornos .'
A conversaco daquelle mascara attrahia-me,
ou antea me embrirgava !
Elle falla va e en calado o ouwa, e mais quera
ouvil-o, mas nao pode, porque deu-se o signal para
a distribuidlo dos premios. Aquelle domin era
melhor, e por isso victima da curioaidade.
Adeus veiho Auaeimo. Vou ,ver. A/nanha
fallaremos...
E foi'se Quiz detel-o e nao pode.
Desci e fui ver a distribuidlo dos premios, mas
ji cheguci tarde.
Encontrei o amavel Frtz, que com um s-rriso
engatilhado nos abies mostrava-me um teixe de
um legume verde, e me dizia :
Une surprtse! Une surprise C'tst vous,
monsieur Anselmo,
Virei'lhe as eostas c fui-me.
O velho Anselmo.
-------------------w@SS@^>------------------
Enjilli S>ni|ialhianacomarca de
Palmares
Joo Climaco ao publico
Um dos incensados do Sr. Bel o, de AraDga,
veio na Provincia de 4 do correute pedir provi-
denias aos Exms. presidente o ihif; de polica
contra m m, porque tenho pratiea lo o enonn cri-
me de renellir de minha prjp-iedade aa preteneoe.s
menos justas de um invasor hiatanto audaz que
qnem merece a severidade da justijn para aprrn-
der a nio utilisar-se dos t'.uetis di traualho
alheio.
Minhas queatoes com o Sr ISeilannin" da Pon-
seca veem de muito tempo e ni preteudo list.)-
rial-as agora. Em algumas jjjtblicsci s na im -
prensa tnustrei a falta de eqn'fade de juizes par-
ciaea para o meu direfto, cluv-ndo at a recorrer,
para prevenir cousas funesta* e rm poca em que
andava aquelle Sr. nos annarr da faina, ao chefe
de polica, Dr. f.osta Ribeiro, o qual entendeu dar
providencias regulares contra na- tropelas do p<-
tnlante Bello c de sua gente Insubordinada, aizen-
do-n-.e que lhe indicasse oa meios.
Nio havia maia o que ver!
Um chefe de polica, grande ntoridado, a quem
pessoalmente pude-se urna providencia teiidcnie a
garantir tranquilidade, a dzer : nao tenho re-
medio. .. dito os meios... j i um crime. Era
a nltin a prova.
O Sr. Bellarmino da Fonscca tem nesta provin-
cia um lugar diatincto na serie d;,s repugnantes
proesaa. Mo cidadio em todos os st-ntiii- s, sobe
jmente conhecidoa oa tramas que tem desenrola-
do a luz do dia, nio deve cate hn'in merco r se
nao o despreso dos bomma de Icm. Vou contar
maia urna facanba do celebre m .j r no tempo de
seus anna?s, a qual ficou at boje dcsconhecida :
Pedro Coringa, homem trabalhador e serio e por
isto mesmo indigno de morar com o Bello, teve a
infelicidade de plantar no Aratiuga cannaa para
maia de 200 pies de assucar. Era o qui quera <
tal major independente: como de c*tuflH d-ar-
rancha Pedro Coringa, a quem ex'g-a a casa t>eu>
demora.
Nao poz duvida o pobre homem, que para cao
perder seo trabalho, vai pedir ao t,eiibor de engl-
obo para cemprar-lhea lavoura, cousa esta muito
natural e justa ; resultou della entretanto queoS r.
Bello mandou incontinente surrar de ccete o ven-
dedor pelo muito celebre tambem Joo de Geu-
veia, grande criminoso, entio homi>iado na Ara-
5 pipas com 2,400 litros de
7
Bailar Irmoa i C.
agurdente.
Para Maranbo. M. C. Lopes Viann a & C.
saceos com 280 kilos de c Ja.
= Na barcaca Gracinda, carregou :
Para Mamanguape, Fernaudca & Irmio 50
saceos com milhj.
Na barcaca Rainha dos Anjos, carregou :
Para Villa da Penha, Americo Carneiro 200
sancos com farinha de mandioca.
= Na barcaca Faro/a, carregou i
Para Parahyba, F. M. Duro 500
farinha de mandioca.
= Na barcaca Florida, carregou :
Para Parahyba, F. da Costa C.
com farinhs de mandioca
tinga em convivencia amistosa com o patrio. Co-
ringa vai a Palmares, queixa-ae a principaes au-
toridades, mas... ficousorrado, ferido bastante,
sem as cannaa e o crime impune.
Isto toi em 83, e um dos specimens daquelles
tem pos.
Apesar da triste vida que tem arrastedo tem
encontrado este homem to avesso aos bons cos-
tumes, defensores para suas mazellas, os quaes sio
aa mais das vezes baaaes e ignorantes do que d-
zem.
Com efle'to; do caso de que se trate deu-se is-
to. O Sr. Bello entendeu dever plantar canua den-
tro da lavoura de um mu lavrador, e eate, com
auxilio meu, retirou-se dahi, O terreno nem por
sonho perteace aquelle major caricato, como elle
propala. Oa ncmeados ltimamente para a vate-
ra viram que aa cannaa eatavam dentro de rocas
j crescidas. V se por conaequencia que nao pra-
tiquei ettentado algum, como pretende a testemu-
munha indignada.
Um verdadeiro attentado justica e s leis
serem nomeades arbitros, deaconhecedorea do que
fazem, oa quaea avaliam cannaa pequeninaa, m
terreno que poder comportar de 4 a 5 carros pelo
preco de um cont e quiahento3 mil r t. Isto sim,
nm verdadeiro irrtente dos ervos.
Quando sabio o auxilio de gente que eu manda-
va a meu morador passava por minha porta o Sr.
Beliarmino a quem fiz ver o que ia succeder, nao
havendo insultos, como tem elle aeaoalbado.
E' moda attribuir-se tudo hoje poltica e Dor
iato que a tal icstemunha faz-me de instrumento
do tenente coronel Austriclno, com quem nio te-
nho a honra de entreter relaeoes intimas. A'm
de qu cu nao me tenho positivamente filiado a ne-
nhuma das polticas existente? e nao tenho sido
votante, o que ar rerto ponto me aatisfaa, para
nio estar a tazer como qualquer major transfuga
que quer acompanhar todos os governoa, aendo in-
dependente como dizcm. Prefiro e eetimo muito.
mesmo. vi ver concentrado era meua trabalhos, te
aUum modo honrado com algumas atteneojs dos
que me einhccem a viver fazemlo barretadas ridi-
culas para oltcr um i justica mentirosa.
Eate que o raeu ci ime, convenga te disto a
Tettcmunlia indignada, maa convenca-.-o tambera
uue instrumento aquelle servil qu-3 vem defender
um vilio por interesses inc*nfessaveis e sem o
apoio dos homens srnsatos.
Engenho Sympathia, 7 de Marco de 18S6
Joao Climaco de Paula e Silva.
Irmandade do Senhor Bont Je
sus dos Passos da Ciraca erec-
ta na Igreja do Carao da ci-
dade de Olinda-
De ordem da mesa regedora d'esta ir-
mandade, convido a todos os nossos caris-
airaos rm-ios, as confrarias e rmandades
religiosas desta cidade, aos Srs. paranym
plios abaixo declarados c em geral a toda
a devota populaySo quo preza 03 foros da
sagrada religio do Golgotha, a corapare-
cerem no domingo 21 do corrente, s
4 lj2 horas da tarde, na igreja do Carino
de Olinda atim de ass6tr:m a benyao so-
lemne da imngem do nosso Sacrosanto Pa-
droeiroO Bora Jess dos Passos da Gra-
9a, c a ladainha que ser cantada cm se-
guida a esse acto ; e, certo do que ser tal
convite atteadido em nome da mesa rege-
dora, apresento com antecipacao os seus
sentimentos de gntido e reconhecimento.
Paranymphos
Os.IlLns. e Exms. Srs.:
Con=e>l!ierj prcsid'iite da proviauia Dr.
Jos Fernandas da Costa Pereira J-
nior.
Cominandante. das armas briza-leir.)
o
tinho Marqu-s do S.
Chefe d Costa.
Ch Pinto.
Desembargalor Toteaaa Barrete
Dr. II rinogen's Scrates T vares do Vas
conccllo.-.
Barao d Tac.iruna.
ItarSo da Caiar.
Tenent;-coron-.-l alaooel Az-ivclo do Nas^i-
racnto.
Commendador Jote C-ndido do Moraes.
Ten:iite-coron'l Jos N.'.r.e* do Oliveira.
Director do Ars-rTl oe Guerra, major Aa
tonio Vibll 1 Dr. Manoel M.ria Ferreira da Silva.
Dr. Hortencio Peregrino da Silra.
Dr. Antonio Pereira SiaiS s.
Dr. Antonio Farias Nve.
Dr. Fclippo ile Figueita Faria.
Io Tenente di anoada, Leopoldo Bandeira
de Gouvi-ia.
2 Teneutc Ernesto Jos do S>uza L-al.
Capit.^o Manoel J* Monteiro da Franca.
Capitao Manee! Jos de paira Pinto.
Tenente Joao ;>abino Pereira Giraldes.
Antonio Rufino de Barro*.
Jos Soares Seixaj.
b'irmino Bapliael de Paiva.
L-opoldo Marques d'Assump-;rLo.
Jos da Silva Carneiro.
Jos Goncalvcs de Andrade.
Angelo da Matta Andrade.
Epiphanio da Franja Mello.
Francisco Jos dos Passos Guimares.
Joo Jos do Carvallic Moraes.
Secretaria di irmandade do Senhor Bom
Jess dos Pssos da Graca erecta na igre-
ja do Carino em Uiinda, 16 de marco de
1886.
O Secretario,
ilanotd J. de Castro Vilella.
Agos-
eacoos cera
300
sacecs
MOVIMENTO DO PORTO
.Vatios entrados no dia 17
Bahia c escalas-6 das, vapor nacional \la*quet
de Caxias, de 501 tonelada, com mandan te Fe-
lippe R. da Nova, equipagem 27, carga varios
gneros ; a Domingos Alves Mathens.
Buenos Ayres 23 dias, lugar ingles Icars, de
481 toneladas, capitao John W. Germully, equi
pagem 10, em lastro; ordem.
Buenos-Ayres32 dias, barca ingleza Amious, de
516 toneladas, capitio John Dono, equipagem
11, em laatro ; a Saundera Brothers 6c C.
Navios sahidos no mesmo dia
Manios e encalas -Vapor nacional Mandos, conv
msndante Guilherme Waddin^ton ; carga va-
rios generoa.
GuaraBarca sueca Suez, capitio S. E. Tuns ;
em lastro.
MossorHyate nacional Aurora II, mestre Ma-
noel Duartc da Silva ; carga varios generes.
BarbadosBarca ingleza Amicus, capitao John ;
em lastro.
Guam -Lugar iuglez Icars, capitio John W.
Germully; em lastro.
MuceiPatacho ingles Sunshine, capitao W.
Founer; em laatro.
VAPORES ESPERADOS
Ville de Maoei do sol hoje
Hamburg de Hamburgo a 20
Orator de Liverpool a 20
Ville de Pernambuco da Europa a 23
Bahia do norte a 24
tfeva do sul & 24
Congo do sul a 25
Cear do sul a 26
lina lagrima
SOBRE O TMULO DA SUA NUNCA KS-
QUEClDA E PKESADA TA
Amalia Augwiia da Foaseca Arroda
DEBBAKAH OS SECS SOBRISHOS
Antonio Augusto da Ponseca e Silva.
Francisco Augusto da Fonaeca e Silva Jnior.
Theodomiro Augusto da Fonseca e Silva.
Marcionilla Augusta da Ponseca e Silva.
Amelia Augusta da Fonseca e Silva.
Ricife, 12 de Marco de 1886.
se pouco possue, nada deve, a quem quer qne seja,
no Recife.
Engenho Xixaby, 18 de marco de 1886.
Joaquim Aires Feitosa.
Muita aticn? ao!
D. Carlota Burlamaqui MagalhSes avisa a quem
possa nteressar que o sobrado n. 46 ra Du-
que de Caxia8, nao pode 8er vendido, sem que o
comprador fique obrigado a manter o arreadsr-
mento, a que eat sujeito, at o dia 2 de julbo de
1893, conforme a oscriptura publica, lavrada em
notaa do tabelliao Fulgencio.
Intro sim, que o mesmo Bobrad* nao pode ser
alienado, emquanto nao for paga a divida de cerca
de 12:000#, constante de letras, aceitas pela pro-
pietaria ; pois, do contrario, ser nnlla a aliena-
co, por ser em prejnizo dos credorea.
Recite, 17 de marco de 1886.
Dissolu(o d socieda-
de commercial
Pasemos publico que acha-se disaolvida a so-
ciedade que girara nesta praca sob a firma Vi-
tello Ferreira & C.
&ctirou-se pago e satisfeto de aeu capital e lu-
cros, exonerado completamente de qualquer rea-
ponsabilidade social osocio Pedro de Oliveira Vi-
tollo.
O activo e passivo daquella firm 1 quo foi de-
ca: ala extineta, pauaou a pertenece exclusiva-
mente a de Pereira, Ferreira & C, da qual somos
nicos solidarios e responsaveis continuando o cs-
tobelecimento ra do Imperador u. 40.
Recife, 13 de marc de 188G.
Antonio Feruandes Pereira.
Francisco Ferreira de Araujo.
A juventude perpettan. ; inipo i 1 el,
>. ato
porm o cabello pde-sc conservar em Eua tormo-
tur* original e s"m mudar de cor, desde a infancia
at a velbice, mediante o uso constante do Tnico
Oriental, esse admiravel e famoso vigorador ve-
getal.
Anda mais Quando por motivos de desenido,
enfrrmidade ou falta de vigor natural no crneo,-
as fibras sao debis e ralas, e corre perigo rarai-
111 nte de se ficar calvo de um todo, pde-ae esti-
mular e obter urna esplendida cab-tlladura medi-
ante o uso persisteate deste regenerador liquido.
Nos climas calido), onde a transpirarlo profusa
s faz debilitar aa torcas do crneo, auppri-nindo
aa suas propriedadea vitaes, o Tonteo Oriental,
um indispensavel e absoluto requisito do toucador.
que tanto na America do Sul como as Antilhas,
lhe tem grangeado tai grande fama, tao vasti
popularidadc!
Agentes em Pernambuco, Henry Porater & C,
ua do (Jommercio n. 8.
Pedido ao publico em geral
O abaixo asaignado, pede ao Ilustrado pubiieo
em geral, que ae d'gne ler o anuuncio de sua
escola neata folha na pagina competente, pelo que
espera a proteccao publica desta capital.
Educa e inatrue a infancia, pelo aystema doa
principaes collegios da corte do imperio, onde es-
tove por algum tempo a pisseio, cujo systema
paciencia, e a vocaco, e nao numerosos castigos
aera resultado, orno se vem em varias escolas
desta provincia.
Espera, poir, que o povo brazileiro saiba apre-
ciar o seu veidadeiro ensno primario, onde rpi-
damente as enancas abraeam e amam de coracao
.vj.i l.vros c na letlras.
Julio Soares de Atevedo.
Escoli particular
De instrucco primaria para o
sexo masen I no
31RA DA MATRIZ DA BOA-VISTA34
O abaix> assignado participa ao Ilustrado pu-
blico desta cipital, que abri aoa es:ola particular
do instruccao primaria pira n s'xo masculino,
ra da Matriz da Boa-Viata 11. 31, onde esmerada-
mente se dedica ao un 110 de seus alumnos.
Ogrj da escola consta : ler, es ere ver, e contar,
esenhj linear, historia patria e nocoes de fran-
cez.
Garante um rpido adiantuinento era a usalum-
nos, pelo seu syateiua de ensuo, o qual Lina pa-
ciencia limitad;:, um amor invi >1.vel e uina es-
merada dedicarlo ao ensino, fasendo Com quo 08
eua discpulos abracem e amera de coracao as let-
iras, aoa lvros e ao estudo, guiando-os no cami-
nlio da intelligencia, da honra c da dignidade,
afim de que venh>un a ser o futuro sustentculo
da patria, da religio e da le*, um verdadeiro
cidadao brazileiro. *
Erpea, pois, merecer a confianca c a.proteccao
do distncto povo peruambucano, e em particular
tem t robusta em todoa oa paes e tutores de me-
ninos que queiram aprovetar rm rpido adianta-
meuto de seus filos a tutelados.
Comquanto nusada seja esta tentativa, todavia
espera que os seus iocausaveis esforcos, e os seus
puros desejos, sejam coro idos c un a feliz appro-
vaeao do todos os filhos do Imperie da Santa Cruz.
.Mcusalidade 240J0 pagos adiaatados, do acto
da matricula.
II- rano das 9 horas da manha :'. 2 da tarde.
Recebe meninos internos e mei i-penaionistas
por inensalida les razoaveis e lecciona por casas
particulares .1 ambos os sexna.
inlro Moars de Azi'vedo
34 Ra da Matriz da Boa-Viata 34
Licor depurativo vegotal hulado
DO
Medio Quintclla
Esto notabiBsimo depurante que vem precedi-
do de tao grande fama infalliv. I ua cura de todas
as doencas ayphilitcas, escrofulosas, rheutnatcas
e de pelle, come tumores, ulceras, dores rheuraati-
cas, osteocopase nevralgicas, blennorrbagiaa agu-
das e chronicas, cancros syphiliticos, uflamma -
<;e8 visceraes, d'olhos, ouvidos, garganta, intes-
tinos, etc., em todas as molestias de pelle, simples
ou diathericos, assim como na alopecia ou q .da
do cabello, e as doeucas determinadas per satu-
racn mercurial. Dao-ae gratis folhetos onde ae
encentram numeroaas experiencias feitaa com eate
especifico nos hospitacs pblicos e muitoa attesta-
dos de mdicos e documentos particulares. Faz se
descont para revender.
Deposito em casa de Faria Sobrinha & C.
Ra do Mrquez de Olinda n. 41.
^^*~
O abaixo asignado tendo no dia 6 de maio do
anno prximo findo se dirigido a casa de molha-
dos de Lope3 Araij >, afim de eftectuir algumas
compras, para seu pequeo negocio, no engenho
Xixahy, ficou desde aquella data comprando a
praao aosjmesmos Lopes & Araujo chegando a pon-
to de fazer-lhes pagtmmtoa de 804, 1284100 e o
ultimo de 2064180, como provar se preciso fr
cam recibos dos mesmos senhores; acon'ece, porm
qne tendo feito no dia 8 de marco corrente, o ul-
timo pagamento de 2064180 e tratado da com-
pra de novoa gneros, orno do costume e de
eu enbarque na cstacao do Recife para a de Mo-
renos, teve de ir a esta estacao, por duas veses,
sem que lhe chegassem os gneros. Esta falta
obrigou o abaixo assignadj a ir novameute ao
Recife, onde eotendendo-se com 01. Srs. Lopes &
Araujo, lhea reaponderim com evasivas oom e8te
proceder dos Srs. Lopes & Araujo, tem dado lu-
gar a que algumas pessoas de lugar, onde mora
o abaixo asaignado diserem que a falta da vinda
dos gneros, fra por falta d pagamentos, tai o
abaixo nssignado o presente, afim de mostrar qne
EDITAES
Edital n. 84
De ordem do Illm. Sr. Dr. inspector se fas pu-
blico que achando-se as mercadorias contidas nos
volumes abaixo declarados no caso de ser -. ar-
rematados para consumo nos termos do canitulo
6 titulo 3 da regulamento de 19 de Setembro de
1860 (titnlo 5 capitulo 5 da eoneolidacao das
leis) eart. 18do decreto de 31 de Deambro de 63,
os seus donoa eu consignatarios ilcverSo deapa-
chal -: s e retiral as no prazo de 30 das, sob pena
de, finio elle, serem vend las pjr aua conta sem
que lhes fique direito algum de allegar contra 03
effeitos deata venda.
Armasem n. 1
Marca C DUrna eaixa n. 3, vinda do Havre
no vaoor francs Ville de Bahia, entrado em 9 de
Julbo de 1885, eonaigtada a Praneisco Mano:I
da Silva & C.
Armazem n. 7
Marca Henrique BrewlUrna eaixa, idem, da
Babia no vapor francs Ville de Bahia, idem, em
3 de Aeoato idem idem a Henn4ue Brewl.
Marca M 4 W Vinte e quatro caixas ns.
5157 a 5180, idem de Trieste, no navio austraco
Tisbe, idem, idem, idem, a Vctor Prealle.
Marca Dr. Jos Asevedo G. do Amara! Urna
lata n. 213, idem dos portos do sul no vapor na-
cional Pernambuco, idem cm 25 idem idem, ao Dr.
J. A. G. do Amara!.
Marca Jos Mara de O. CastroUm pacote n.
193, idem dos portos do norte no vapor nacional
Para, idem em 29 idem idem, a Jos M. O. Ca-
tro.
Marca M C & C em baixo XXQiiinze gra-
des, idem, de Hamburgo, no navio allemao Helena,
idem em 3 de Marco de 1882, consignada a T,
Cbristiani,
c

*
f


-
\ vm. 1


Diario de PernambucoQuinto--feira 18 de Mar$o de 1886
-
y
yy

Marea MVN e em baixo MaranhaoUrna caira
1, dem de New-York no vapor isgles Glm-
idem em 12 de Abril idem, nao consta a
_jignacao. .
Marca diamante B 4 C no centra c P e maxo
Dez caixas idem dem no vnpor ingles Porreas,
idem ra 7 de Junho dem, nao consta a consigna-
2o.
seeeo da Alfandega de Pernambuco, 17 de
Marco de 1886-0 chefe, Cicero B. de Mello.
ODr. Thomaz Qarcez Paranhos Montene-
gro, commendador da Imperial Ordem da
fibra ejuiz de direito da vara especial
V eomtnercio, esta cidade do Recife, ca-
jr'tal da provincia de Pernambuco, por
Sua Magestade o Imperador a qnem Dem
guarde, etc., etc.
Fuco sabor ros que o presente cdital virem ou
"elle noticia tive.cn que se acba aberta a fllen-
os) iht firma Pereira de Siqueira & C. pHa se-
arse* do theor reguinto :
Vistos. En face da declaracao constante da
petieao de fu.has duas, declaro aberta a fallencia
afirma Pereira de Siqueira tfcC. representada
ser Jos Pereira de Siqueira Braga, a datar de
11 do torrente mez.
Koajpiocuiador fiscal o Dr- Tavares BelfoBt.
Proceda-se a arrecadaeo da massa o dos hvros,
fc^a-se publica a fallencU por edital e convoque -
mm ereJores para se reumrem no dia 18 do cor
rente, na sala das audiencias, afim de nomcarem
Icpositailo. Gustas p 1* massa.
Keeifi-, 12 de Marco de 1886 Thomaz Garcez
Pananos de Montenegro Em virtude dcsta mi-
u sentejea cima copiada, o respectivo escrivao
Sea passai o presente e lital pelo theor do qual
coavoco os crederes da referida mass i a compare-
etrea no dia 18 do corrente, ao meio dia na sala
da* audiencias, afim de elegeretn o depositario ef-
fcetivo.
E pura que ohegue ao conheciracnto de to-
dos, se phssou o presente edital que ser publica-
es pela imprcusa e affixado no lugar do coatn-
*
Dudo c passado nesta cidade do Recife, capital
da uovincia ds Pernambuco, aos 13 dia3 do mes
de Mareo de 1886.
Thomai Garcez Paranltos Montenegro.
Edital n. 13
O administrador do Consulado provincial faz
pcbln i a que -a interrssar pista, que de ordem do
Has. Sr. Dr. inspector .1o Tnesouro, tica proroga-
dsat o ultimo da do corrente mez o prazo con-
cedido para pagamento, livre de multa, das animi-
dades e mais survicos da Keeif: Drainage Compa-
t, correspondente ao 1 semestre do excicicio ce
itJtfc-86.
Consulado Provincial de Pernambuco, 16 d
11 reo de 1896.
F. A. de Carvalho Moura.
DECLARARES
ODr. Thomaz Garcez Paranhos Montene-
gro, oficial da Imperial Ordem da Roeo,
juiz de direito especial do eomtnercio desta
cidade do Rec:fe, capital da provincia ds
Pernambuco, jy>r Sui Magestade Impe-
rial e Constitucional, o Sr. D. Pedro II,
a quem Deiis guarde, etc.
Faa saber aos que o presente edital virem ou
d>Ue noticia tiverem que se ha de arrematar em
asta publica d'ete juiso depois da respectiva au-
diencia do dia 8 de Abril do corrente anno com as
formalidades e preges do estylo, os bens s-guin-
tes:
osa easa terrea e soto, de tijollo e cal, n. 44,
a na tifus Remedios em Afogados, com porta c ja-
sa! de trente, duas salas, dous quartos, cosi-
ssa externa, mediado 4 metros e 10 cntimetros
de frente, 12 metros e 50 centmetros de fundo,
coa cortas e terreno ao lado, parte morado, tendo
a casa tres meia-agnas de tijollo e cal, c. ntigua
a cosinha, solo foreiro, avaliada em 6OOJ00O, ten-
do dito terreno um viveiro de i.eixe funeciouando,
ao lado da mesma casa encontrar a linha frrea
de Ca nar, avahado por 200/000.
Fb boi amartllo e urna carroca coui pipi par
sena, cncampados em mao de Manocl Martina ile
Mcdeirce, avahados, o boi em 6OJJ000 e a carroca
precisando de concert, per 40JO0O
Urna eaaa terrea n. 80, d i tijollo e cal, ljmitfe
8 taclla* istmia, medindo 5 metros e "70 centmetros de
frente. 7 metros e 70 centmetros de fundj, :i coja
mI (ertence todo terreno do quintal com cerca
de tO metros de fundo e cerca de 100 metros de
largura, solo foreiro, com diversas arvores fructi-
ifT.-., tudo avaliado por SOOfOOO.
Urna casa terrea de tijollo e cal, cem cornija,
D 8a, 2 portas, sem repartimento, medindo s me-
tros e 40 centmetros de frente, 10 metros d fundo,
eos* ama estribara de taipa, pequeo quintal em
asneo, sulo foreiro, avaliada por 250j000.
lima casa terrea de taipa, n. 86 com 3 portas,
2 salas e i qoarto, medindo 4 metros e 30 centi-
asetro* de frente, 7 metros e 70 centmetros de fun-
do, pequeo quintal em aberta, solo foreiro, em
do estado, avaliada em 30/000.
Urna c-sa terrea de taipa, contigua a ii n. 86,
teca Domero, porta e janella, 1 sala e 1 quarto, co-
sinha interna, em ruinas, medindo 5 metros c 70
centmetros de frente, 7 metros e90 centmetro de
fondo, pequeo quintal em aborto, solo forseiro
avaliada por 20/000.
Urna easa terrea de taipa. dividida, sem nume-
ro, 3 portas, 1 sala, 1 gabine e e 1 quarto em mi
estado, medindo 3 metaos 3 30 centmetros de
frente e 6 metros de fundo, pequeo quintal cm
aberto, solo foreiro, avahada por 2OJO0O.
Urna casa terrea de taip.i, sem numero, com 3
portas, 2 salas, 1 quarto e 1 gabinete, medindo 5
metroi e 90 centmetros de frente, 8 metros e 30
centmetros e tundo, em mo estado, com pequeo
quint-il em aberto, solo foreiro, avaliada pir
30/000.
Urna easa terrea de taipa, sem numero, com 3
portas, 1 sala, 1 quarto e cosinba, medindo 4 me-
tro* e 60 centmetros de frente, 6 metros e 20 cen-
tmetros de fondo, em mi estado, com pequeo
quintal em aberto, solo foreiro, avaliada per
30*000.
Urna casa terrea de taipa, sem i umero, com
porta e janella, i sala, 1 quarto e cosinha internt,
meiindo 4 metros e 20 centmetros de trente, 5
metros e 40 .-cntiinctros de fundo, em rna/i eetadn,
eoa pequeo quintal em aberto, solo foreiro, ava-
liada por 30/000.
L'ma casa terrea de taipa, sem nurnei >. com
porta e janella, 2 salas, 1 quarto e cosinha externa
em h >m estado, medindo 3 metros e 8i> centme-
tro* de frente, 7 metros e 40 centmetros de rindo,
eocn pequeo quintal em aberto, solo foreiro, uva-
bada por 30/000
Uiat casa terrea de taipa, sem numero, com 2
por'as e 2 jan-llas, dividida ao meio, 4 salas, 4
quartos, cosinha interna, medindo 8 metros e 60
cantisaetroa de frente, e 10 metros e 60 centme-
tros de tundo, em mo estado, com quintal em
aberto, solo foreiro, avaliada por 5 ZOOO,
_ Um eavallo castanho pequeo o inteiro, depo-
sitado em m5o do JoSo da Motta Botelh. avalia-
do por 30/000
Cajo* bens vSo a praca por execucao que move
JoSo d'Aievedo Pereira contri Manoel Jof da
Doata Cabral, e nao havendo lanealor que cubra
snreco di avaliacao a arre natacao ter feita
pelo preso da adjudica5.1 rom o ab.>tiui--utu da
,'rara que chegje ao couheciinonto de tnlo
SHiodei pasa o presente e lital que eci publicado
pela imprensa e ailado no lugar do cottinne, de
qoo se juntar curtidao aos autos.
Dado e passado neeta cid ide do Recife de Per-
aasiboco, aos 15 dias do mez de Marco do anno
de Ncsso Senbor de 188G.
Eo, Jos Prarklin d'Alencar Lima, o subs-
TCTO.
Thomaz Garcez Paranlios Mon/snegro.
Companhia de edifica-
Communica-se aes senhores subscriptores da
companhia de edificaco. que deve eerrenlsada
at o da 20 do corrente a primeira entrada de 10
0/0 do valor de suaa respectivas acces, sendo o
oagamentn rf alisado no London Bras lian Bai.k,
eiilited, em cunprimento do que prescreve o art.
3 da lei n. 3150 de 4 de novembro de 1882.
Club de Regatas Per-
iiaiiibucaiio
Seg inda regata cm 25 do co- rent"
De ordem do conselho administrativo, previno
que a archibancada to somente destinada para
s socios c suas familias. Nao li archibancada
para o publico, e s terSo direito a enerada, na
que ha, os socios que tiverem pago at eite mez
(inclusive) como determinara os estatutos.
A'viata desta deliberncao do conselho, o socios
que estiverem quites poltro procurar os seus
ingressos nos dias 23 e 24 (antc-vespera a vespera
da regata) das 7 s 9 horas da neite, na sede do
Club.
Devendo, outrosim, ter lugar nessa mosma noite
um sarao, de accordo com os noseos estatutos, pre-
fino que subs stem as meainas exigencias legaes
como para a regata.
Secretaria do Club de Regatas Pernambucano,
em 16 de Mareo de 86.O secretario,
Osear C. Monteiro.
I Facnldade de Direito
De ordem do Exm. Sr. conselheiro director in
terino, faco publico que no dia 19 do correte
(sexta-feira), s 10 horas da manba, comecar a
prova oral dos alumnos do 1-, 2', 3- e 5* nnnos
desta faeuldade.
Secretaria da Faeuldade de Direito do Recife,
17 de Marco de 1886.
Te'o secretario,
O official M. A. dos Passos e Silva.
Facuidade de Direito
Dj orden do Exm. Sr. conselheiro director in-
terino, fco publico que no dia 20 do corrente
(sabbido) s 9 horas da icanh, sero admiltidos
a exame de pinlosophia, rhetorica e potica os
alimnos a que faltarem o exame de aljuma des-
sas materias para a matricula do 1* anno, e pre-
viamente provarcm perante o mesmo Exm. Sr. di-
rector interino, njo terein por justo motivo com-
parecido no tempo devdo.
Secretaria da Faeuldade le Direito do Recife,
17 de Mar?o de 1886.
Pelo secretario,
C ofEcial M. A. dos Passos e Silva.
bera os Sra. Luiz Evangelista Io tenor,
Gaetano Pezzi baixo Jyneo e cmico, e
ranii seis coristas homens, expressamente
contratados na curte.
Continuam a fazer parta do grande pei-
soal artstico da nova companhia conhecidos
e applaudidos artistas : Sonhoras SIDONIA
SPRINQER, Regina Durand, Olyropia
Fioravanzo ; os Sra. ominici e Q. Carao-
letti, Luiz Milone. Carlos Repossi, Luiz
Tirelli e Fritx.
A direccSo da orchesta est confiada ao
distincto maestro Sr. Cyro Ciarline.
No prximo vapor Espirito tianto h5o
de chegar as actrizes Paraizo, Rosala, Li-
sa, que fi :arara deentes na corto, e mais
o Sr. G. Pozzil.
A estica da companhia ter lngar no
sabbado 20 do corrente.
Araanha dar-se-ha o programina do es-
pectculo.
A empreza,
A. Boldrini.
THEATRO
SANTO 111
Hoj.
QUINTAFEIRA,
ie!
Hoje!
DO CORRENTE
18
BENEFICIO DOS ARTISTAS
Adelina Castro e Affonso d'Oliveira
Extraordinaria novidade t
A cspl.ndda peca nacional, estra dramtica
de um dos mais conhecidos polticos do Brasil.
Liberaos e conservadores
#Segue-se pelo distincto actor cmico AfFonco
d'Oveira, a espirituosa scena cmica
0 mundo val... lorio!
Terminar este magnifico espectculo com a
espirituosissima comedia em 1 acto do laureado
escriptor brasileiro DR. FRANQA JNIOR
0 type brasileiro
Vide programma de boje.
Comecar s 8 1/2 horas.
Kanln Cas da Misericordia do Re-
cife
A Illaa. junta administrativa deata santa casa
contrata cora quem melliorcs vantagens ofFerecer,
o fornecmento de assucar de 1, 81 e 3* sorte e
turbinado, para os consumos dos estabelecmentos
se quintes, durante o trimestre de Abril Junho
do corrente auno: Hospital Pedro II, dito dos
Lazaros dito de Santa gueda, Hospici < de
Alienados, A*ylo de Mendici !ade, Casa dos Ex-
postos e Collegio das Orphs em Ohnda.
As propostas deveraa ser presentadas na sala
de suas sessoes, cid cartas fechadas, de vid;, men-
te selladas, at as 3 horas da tarde do dia '3 do
corrente, declarando os proponentcs sujeitarcm si
a nma multa de 5 0/0 sobre o valor total do forne-
cmento, se m praao de tres dias nao comp.irece-
rem secrotarii da mesma santa casa para asaig-
narem os respectivos coutra'os.
Secretaria da Santa Casa de Misericordia do
Recife, 18 de marco de 85.
O escrivao,
Pedro Rodrigues d Souz.i.
-M Obras Publicas
D3 JBrdcm "iT-Hm. Srr Dr. engenheiro chefe,
faco,publie* que, em virtude da aiitorisacao do
E^m. Sr. conselliero presidente da provincia, re-
Cebe-se sVsta Secretaria, no da 27 do corrente,
ao meio dia, propjstas para a execuco dos re-
paros das ponte* do Aterro, da roa Bella e do
Acougue no Rio Formoso, oreados em 2:700*000.
O orcamento c mais c-mdicoes do contracto
acham se ii' dos pelos Srs. pretendentes.
Secretaria da reparticao das Obra* Publicas, 17
de Marcj de 1886.
O secretario,
Joao Joaquim de Siqueira Varejo
COMPANHIA"
Iernamlnnana de \ivesa^o
L'osteira por vapor
Os senhores accionisUs sao convidados a se
reuiiirein na sede da comp-tnliia no dia 1S do cor-
rente ao meio dia, afim de llies ser apreseutado o
relatorio e bataneo da companhia do anno prximo
findo, c bem assiin elegerem o presidente e secre
tario da ssembla geral, comnisjao de exame de
con tas e conseibo Ce direcou.
Recife, 2 de Marco de M
Manoel J. de Amor'm.
W. W. Robillarl.
P. P Saxnders Brothers 4 C.
______Arthur B. Di.llas.__________
Obras Publicas
MARTIMOS
De orieui do I lm. Sr. Dr. engei'heiro chefe e
director da reparticao das obras publicas, faco
publico que em virtude da autorisacao do Exm.
Sr. conselheiro presidente da provincia, ie3ebe-*e
nesta secretara no da 27 do corrente, o meio
da, propostas pira a execuco d>s reparos da
ponte sobre o ri Carima, em Barreiros, oreados
em 1:300*.
O orcaincuti e inais condices di contrato si'
acham nesta secr. taria para serem cxi.uiinados
pelos senhores pretendentes.
Secretaria da KeD.rtico das Obras Publicas, 16
de Marc do 1856."
O sccrc'ario.
Joao Joaquim de Siqueira Varejo.
Olinda
No dia 18 de Marco vito : raca rerinte o juizo
de orphos da comarca de Olmda, cs^-ivao Dr.
Caldas as seguintes casas : n. '9 ra do Barao
di Vera Cniz, no val >r -ie 3.*(i, n mesma ra. n valor 4"*".
TIIKATKO
DE
Edil! n. 729
O lovpector gertl da instrueco publica manda
fazer exestar ios professore* Joaquim Manocl de
Oiiveia e Silva e Aurelia do Pra I > Rifa iro da
Csaha Sonto M-.i.r, i.quel!e removido por acceso
la eadeira da 1 3nlrancia em Tigipi para a de
S* era Boa-viagem, e esta nowcada para 1 pii-
*,u ** referiJai cadeinn, tudo por portara
*> presidencia de 12 do corrente mez, que hes
aa marcado o praso de JO dias, eon'ados daquel
la data, afim de assumirem os respectivos excr-
ateio.
SeereUria da Iiutrucco Publica de Pernambu-
sa, 16 de Marco de 1886.
O secretario,
Pergentino S. de Arajo Galoo
VARIEDADES
(! dr.niiiitirii
BOLUmN&MLONE
Companhia itahiana de navega
cao a Vapor
Macei, Villa Nova, Pencdo, Aracaj,
Estancia e. Bahia
B nw Mav de Canias
Commnndante Nova
Segu impretcrivel
mente para os portos
cima no dia 21 do cor-
rente, s 2 horas da
tarde. Recebe carga
'at ao meio dia do da
Para 1 arga, passagens, encommendas e dinheii o
a fretu 'racta-so na agencia
7Ra do Vigario 7
Domingos Altes Malheos
COMPAXUI*. PEH^4MIjCAN*
DE
.\avcgaeo Cosieira por Vapor
PORTOS DO NORTE
Parahyba, Natal, Macan, Mossor, Ara
caty, Cear, Acaraku e Catnossim
O vapor Jaguaribe
Segu no dia 22 de
Mare--. s 5 horas da
tarde.
Recebe carga at o
Idia 81.
Encommendas, passagens e dinheiro a frete at
s 3 horas da tardo dndia da partida.
ESCRIPTORIO
Ao Cae* du Companhia Purrumbucana
n. 12
COHPAMHIE OES HUESAACil?
RE? MARITIMES
TJNHA MENSAL
0 paquete Congo
Commandante ron
E' esperado dos portos do
ul at o dir. 25 do corrente,
seguindo, depois da demora
do costume, para B*rdeaux,
tocando em
Dakar, Lisboa e Vigo
Lembra-se aos Srs. passageiros de todas as
classes que ha lugares reservados para esta agen-
cia, que podem tomar em qualquer tempo.
Faz-se abatimento de 15 % em favor da* fa-
milias composta de 4 pessoas ao menos e que pa-
garem 4 passageas inteiras.
Por excepeo os criados de familias que toma-
rem bilhetes de proa, goiam tambem d'este abati-
mento.
O* vales postaes s se dio at dia 23 pagos
de contado.
Para carga, passagens, encommendas e dinheiro
a frete: tr.icta-se com o agente
Anpste Labille
9 RA DO COMMERCIO 9
OMPAVIIIA 1't.nMHIIllltt
DE
Wavega^So Coste!ra por Vapor
PORTOS DO SUL
Macei, Penedo, Arac&j, e Bahia
0 vapor S. Francisco
Segu no dia 24 do
corrente, s 6 horas
da tarde. Recebe
__Icarga at o dia 23.
a^rsasUsBssassassass*
Encommendas passagens e dinheiros a frete at
s 3 horas da tai de do dia da sahida.
ESCRIPTORIO
Caes da Companhia Pematnb'tcaia
n. 12
Para Maranhao
Segu brevemente para o porto cima a bar
1 c rtugueza Miuho ; para o resto da carga trata
Pilho.
Para Hamburgo
Recebe carga a frete a barca
braslcira Nova Sympathia ; a tra-
tar com Baltar Oliveira d^C.
Lisboa e Porto
A barca portuguesa Isolirm recebe carga a tre-
ta ; tratase cem Silva Guimaraes & C. rna do
Commercio n. 5.
LEILOES
Leilo
Agente Pinto
M
DampfschiMrts-GeselIscM
Vapor Hambnrg
HOafE \H
A's 11 horas em ponto, no trapiche Conceicao
na Alfandega, de 80 caixas com vinho S. Raphael.
A -en te Pestaa
Leilo
Subdelegada do 1- districto da Boa-Visu,__
Acha-se depositado na 4> estacao, 3 gallinhasyue
foram tomadas de um socio do alheio
A quem for seu dono, dando os signaes, serio
entregues.
Perdeu-ee a caderneta do Monte-Pio de Boe-
corro n. 4,782 ; [quem achou quena entregar *o
seu dono Jos Francisco Carneiro, ra Nova a. 48.
O abaixo assignado, declara ao commercio,
que nesta data vandeu ao Sr. Augusto Rodrigues
Braga, o ?stabelecimento que tinba sito ra do
Barao do Triumpho n. II desta cidade, livre e des-
embaracady de qualquer odus.
Recrf, 17 de Marco de 1886.
Antonio Tiburcio Guimaraes
Precisase de urna cosinheira e que faca atis
algum servico em casa de pequea familia : na
ra da Aurora n. 81, 1 andar.
I usll i r.so l A t le ra rio OH ncvmn
Domingo 21 do corrente, na respectiva sede,
baver aessaa de assembla geral para efcicio de
Srcwdente, s 10 horas da manha. Olinda, 16 de
[arco de 1886.-0 l. secretario, Jos Pinto
bouto-Maior.
Precisa se de um menino do 12 13 ann** de
idade : na rna do Mrquez do Herval n. 2S.
Criada
Precisa-se de urna criada para engommar e
mais serviros de casa de urna familia composia de
duas petaoa* ; a tratar ni ra Direita n. 22.
Espera se de HAMBURGO,
va LISBOA, at o dia 20 do
corrente, seguindo depois da
demora necessara para
United States & Brasil Nuil S. S. G.
0 paquete Finance
E' esperado dos portos do
bul at o dia 2H do corrente,
depois da demora necessaria
seguir para
.
tlarinho. Para. Rarbados,
Thomaz c Vcwlork
pa-- .-, i'. 'ueoramendas tracta-
Paracirgn.
O vapor Adyance
Espera-se de New-Port-
Xewaat o dia 16 -de Abril,
o qual seguir depois da de-
mora necessaria para a
Rahia e Rio de Janeiro
iraeargu, paasagops,eneora n nlia e di.-hcir-.
Rio de Janeiro e Santos
Para carga, passagens, e encommendas, tracta-
ee com os
CONSIGNATARIOS
Borstelmann & C.
RUADOVIttARON. S
1* andar
A agencia nao se responsabi-
lisa por fallas nos voluntes, 24
horas depois da descarga da mer-
cadera.
Pacific Seam avigation
Company
Para facilitar aos
Srs. vi* jantes que de-
sejare assistir ex-
posico colonial de
Londres no corrente
anno, esta agencia fa-
r a redueco seguin-
te, a principiar do 1.
de Marpo a 31 de Ju-
lho prximo futuro:
1.a classe. ida e vol-
ta para Inglaterra, bi-
lhetes validos por seis
mezes. 36:15:0 libras
esterlinas.
AGENTES
Film Sois & GlW LUM.
14-Rna do Commercio-\\
De bons predios e excellente emprego de
capital
tiiinla felra, 18 do corrente
A's 11 horas em ponto
No armazem sito ra do Vigario Tenorio
n. 12
O agente Pestaa, competentemente autorisado,
levar a lelao os magnficos predios abaixo de-
clarados, livres e desembarazados de todo e qual-
quer onns, os quaes pelo sea brn estado de conser-
vacao e ptimo rendimento chamam a attenc&o
dos Srs. compradores.
Um cobrado de 1 andar sito ra do Coronel
Suassuna, antiga ra Augusta n. 50, rendendo
546*000 annuse*.
Urna easa terrea si;a ra do Visconde de
Goyanna, antiga ra do Cotovello n. 107, rendendo
300*000 annuaes.
Urna casa terrea sita a mesma ra n. 79, com
grandes accommodaeoes, rendendo 360 annuaes.
Urna casa terrea sita travessa de 8. Jos n. 23,
rendendo 300*000 annuaes.
Urna casa terrea sita ra de S. Jos n. 74,
rendendo 420*000 annuaes.
Urna casa terrea sita a ra dos Guararapas
o. 96, rendendo 420*000 annuaes.
Duas casas terreas sita ra do Rosario da
Boa-Vista ns. 37 e 39, rendendo cada urna 240*
annuaes.
Urna casa terrea sita a mesma ra n. 41, onde
existe um acougue, rendendo 360*000 annuaes.
Urna casa terrea sita i ru i da Nogueira n. 13,
rendendo 360*000 annuaes.
Urna casa terrea sita no Corredor do Bispo n. 18,
rendendo 300*000 annuaes.
Urna casa terrea sita a ra da Palma n. 11, ren-
dendo 264*000 annuaes.
Para qualquer informocao a trat.ir com o agente
cima, no armazem ra do Vigario Tenorio
o. 12, rinda se acham as chaves de qualquer que
esteja fchala.
Aproveitem os Srs. compradores, porque tendo
de se retirar para a Europa o proprietario das
mesmas casas, talvez seja este o ultimo lelao.
Cosnheira e copeiro
Precisase de urna bea cosinheira e de au
peiro ; na ra da Auroia a. 31.
00-
Taverna
Na ra do Mrquez do Herval n. 141 se d*r
quem vende ama taverna bem localisada e b*aa
afreguezada, propria pai a um hornern solteiro por
conter um born sotao. O motivo da venda sa itrk
ao comprador.
Apparelhoslelephonicos
Vende-ee por preco c mmodo, 4 apparelho* to-
lephonicos em perfeito estado e montados a foae-
cionar a grandes distancias, do fabr tante fra-
cez ADDER ; sendo deus de estacoes centaaes
com indicadores : a tratar na fabrica Apollo, isa
do Hospicio d 79.
Diarios ejornaes
Comprs-se diarios ejornaes velhos ; na ra lar-
ga do Rosario n. 27.
Vende-se
barato urna vitrina propria para amostra ; na ra
de Paulino Cmara, antiga Camba do Carmo
numero 13.
Vende-se
urna easa na ra Vidal de Negreiros, a tratar na
rna de Marcilio Dias n. 23 antiga Dreita.
Padaria
Leilo
De
etc.
mu piano, movis.
O agente Britto vender em leilo o seguinte :
1 piano, 2 mobilias de Jacaranda, 1 guarda-vesti-
do, 1 toilet, 1 commoda, 1 mesa elstica de 3 ta-
beas, 2 aparadores, 2 malas nova*, can^ieiro* para
gaz, jarros, escarradeiras e cutros objectos, tudo
ao correr do martillo.
Quinta felra. ludo corrente
A's 11 horas
Ra do Rangel a. 43, primein andar
Leilo
a rete, tractu-sc
com o?
AGENTES
N.8
Henry Forster l C.
H. 6. RUADOOOMMKrtOlO
/ andar
CARGEIRS REUNS
Companhia Franceza de Wavcga-
?So a Vapor
Linha quinzenal entre o Havre, Lis
ooa, Pernambuco, Baha, Rio de Janeiro e
Sant
Aviso ao publico
A empreza no ponjj n !o "sfor^us para
se tornar mais digna fttxi Ilustre e inte-
ligente povo pernainbi m i. lein a honra
de annunciar que r-.ontr.tnu ni curto dis-
tiactas ac trb-s o a tures, tanto no jenero
lyrico co no no genero cmico.
Entre os novos nrtista tigur im cm pri-
meira ordom a Sr.. ERSILIA CORTESI,
priinc-ira dama soprano do opera lyric. de
incontestavel mrr cimento, e a Sra. M.v-
RION ANDRE', primcia dama cantora de
op< ra cmica, verdadeiro genero ftvraesa, o
iuc ltimamente fez ai d-licins do publico
da curte.
Faz-m p.it*- tamban "-s Sras. R.'salaa
BeccijcHstincta pianista c cantora, Gilda Pa-
raizo, actriz dramtica e cantor.!, K.aidia
Gtordano, primeira dansarina e cantora, e
Luiza Pereiaa, corista ; liomcns como tam-
Espcra-sc dos mirtos do
al at o da 1S do corrente
seguindo depois da dis-
pensa vcl demora para o Ha-
vre.
Recebo encommendas e pus? igeiros para os
qitae* tcm excel lentes aecouituodacoes.
Slfier'/ule I Poraaira
' esperaiio da Europa at
> dia 23 de Marco, se-
guindo depois da indispen-
savel demora para a Ba
liis. Rio lo Janeiro
e Mutuo.
Roga se aos Srs. importadores de carga p 'los
rapare* desta Unha,qaeiram apresentar dentro de 6
dina a contar do da descarga das alvareng :
qaer reclama^ao concernente a voluraes, qae poi
v, ntuia tenhain seguido para os porto* do su1,6id
osas podurem dar a tempo as providencias necea-
s iras.
expirado o referido pra* a companhia nao e
responsabilisa por extravos.
Uccebe carga, eiicoramenda* e passagelr- par, i
a quacs tcm excellentea accomoda^ea.
iiuguslo F. de Oiivftira
4* HIJA DO COMMERCIO -i'
Para o Para
E trsperado do sul uestes dias o lugar nacio'ia
Juvenal, e des le j engaja carga para op.rt
cima, a sabir com brevidade ; a tratar na roa
do Mrquez de Olinda n. 0.
Royal Mail Slean^Packel
Ciinpauy
Reducgdo de passagens
Bilhetes espeeiaes se-
ro emittidos desde 14
demarco at o fin de
jullio offerecendo faci
lidades aos senhores
viajantes para visitar
a expsito colonial
em Londres, de 186.
Ida e volta de Per-
nambuco a Southamp-
on, primeira classe,
com o prazo de 6 me-
zes libras sterlinas 36,
150.
Quinta icir. i do corrente
As 11 horas
Na ra do Crespo n. 18, segundo andar
O agente Modesto Baptista, aatorisado pela Sra
D. Victoria de Bernardini, rae se retira para fora
da provincia, fari leilo de 1 :..obilia de jacaran -
d, goato antigo, 1 mesa d" rn:arelIo, 12 cadri-s
de junco, 1 guarda-comida, 2 aparadores, 1 mar-
quezao, 2 cabides pequeos, 1 espelho grande com
moldura dourada, 1 lavatorio de amartille, 6 mo-
chos de dito, 1 berco, 1 mesa de jantar, 2 lanter -
as, 1 despertador, 1 machina, 1 toilet grande e
outros art'gos proprios de casa de familia.
Ao correr do rnarlello
Terceiro leilo
De dividas na importancia de 78:3664880,
da massa de Joaquim Monteiro da Cruz
O agente Britto a mandado da Exm Sr. Dr.
juiz de direito especial d c mmeroio, na cua pre-
senta e a requer'""nto do Illin. Sr. Dr. adminis-
trador da mesma rn ac. I vari le lao aa referi-
das dividas.
Hextn felra l de Mareo
A's 11 horas
Ra do Imperador n. 16.
Vende-se urna padaria uo centro de urna destas
fregnezias da cidade bem montada e afreguezada
e tambem se admitte um socio por necessidade
que tem seu dono de se retirar para tora da pro-
vincia : no Caes de Appollo, armazem de farinha
n. 65 ae dir cea quem se trata.
Boa oeeasio
Vende-se urna loja de calcados com urna boa
armacao muito pria para principiante, sita
ruk Direita n. 28 : a tratar na mesma.
Criado
PrecrS e de um cop.-iro que seja limpo
ra da AuroraTr45-
aa
Leilo
wexta-feira, 1 do corrente
A'S 11 HORAS
No armazem da ra do Imperador n. 22
O gente Burlamaqui, autorisado pelo Sr. C.
Bradmiler, vend. r em li lito so dia e hora cima
indicado grandd qcaatidatle de canarios d'Alle-
manha, muito bons cucladore*.
Ao publico ^ao-^om-
mercio
O abaixo assignado, tendo de se retirar para ir
Europa, julga nao dever nesta praca nem fora
d'ella; mas se alguem se julga com titut03, apre-
sente-os no prazo de oito dias as seguintes ca-
aaa : Ra de Santo Amaro n. 28, ra Imperial
n. 133, ao sen procurador Domingos Gomes Cor-
rea, nacasa amarellano Arraial.
Becife, 17 de Marco de 1886.
^_______ Manoel Gonealves Nogueira.
Ao commercio
O abaixo assignado, tendo justo e contratado
renda de seu estabelecmento sito ra Imperial
d. 133 ao Sr. Manoel Joaquim da Silva, livre e
desembarazado de qnalquer onus qee possa appa-
leear, *S alguem se julga com direito, apreseate
seus ttulos no prazo de 4 dias.
Kecf-. :lr de Aireo de 1886.
^______Manoe Gonealves Nogueira .
Aviso
O abaixo assignado scientirica aos seus fre-
gueses e a quem inieretsar possa, que os nicos
ansorisadoa a receber de seus devedores sao :
Antonio Joaquim Moreira e Abdon Lima.
Declara mais que faz o presente aviso, porque
alguna cavalleiros de industria teem procurado
receber contas e seus freguez -s.
Recite. 18 de M 1888.
f; C. Freitas._____
wmmmmmamemBmmm
AVISO" DIVERSOS
Pcde-s virem ou rxniu!. U ..larquez de Olinda n.
51, a ntgocio q1 ran
J.'.' de Araujo.
Pedro Siqusirn, ga.
Arthur Dantas.
Luiz Carvalho.
Jos GuimarAc.. irt ie Loyo :, Efilbo.
Frederico Vieir..
Augusto Gonca! i' ia .Suva.
Manoel Antn:i v. de Araujo.
Aluga-se o
Penha, o 1 d:
de n. 66 mes.
vessa de S. Jos'
do Rosario ; o '
easa n. 19 i ra da
roa On 1* da
i da de n 35 i (ra-
le n M n:a cstreita
.i. 24 roa do Aragio
os terreos de n Casias,' 41
ra do Baagc' n ia u Nunes
Machado, ni m bons eomraodos, e a
casa no largo c- n. r narua
do Hospicio n.
Precisa
Barao da Viet
ja.
rva de
Precisa .- snhao
e nutra para c o Corp &aatl
n. 13, 2- andar. _______
rr. Alaga-ae nma eser ia moca > sadis, psra
todo servco il .o : l de familia ; a tra-
tar na ra de Riachaello n. 31._______________
Proel.. i sinar eui
um tugenho a :a3 o portuguez e costu-
ras ; a tratar eoai j ,CJ Gomes de Ar-
ruda, a ra do Ap 1' andar, das 10
horas da man'ml a 3 da tarde._______________
Precisa-.' de doua criados (um nomem e
urna molher), prefprin lo se casal, para o servico
de urna cas. 'nobiliaria c tratamento de quiutal ;
a tratar n > Caranga, antigo hotel Farota,
Baciinrcl Fi-nneiaco Isnnrio de
"'"'i tioareia
Alaria da Paoha de Franca Gouvcia, seus filho3
e genroa agradecem cordialmentc todas as pes-
soas que se dignaram acompanliar ao cemiterio de
Jacoatilo os restos mortaes do seo sempre chorado
esposo, pai e n ente convidam a to-
das as pcs6c it !e :.u. amizade para assistirem a
misia de stimo dia, que deve ter lugar no dia 18
d corrate, s 7 ; | horas da mansa, nt matriz
h cidade de Jaboatio, coafessandc-ae desde j
gratos pir mais .'-ic acto de ei.ridade e leligiilo.
CALLOS
0 MELHOR E MAIS INFALLIVEL EX-
TRACTOR DOS CALLOS EA
aiAYNARDIJA
porque es extrabe completiment sera causar a
mnima dor. J".' fcil (e i ~.o impede de
se andar calcado e tem o seo c-ti'cito coraprovado
por attestar'oa insusp^itcs a em numerosas appli-
eacoes que nunca falbaram. So verdadeiro o q;u
so prepara b Drogara e Imperial Phar-
macia Diuiz.
S7Rin do ienera! Ozorio--S7
i
i.'e Souza P.
m Pernambuco plv.i-.nacia de Hermes
iii & C, Siieceso
tt.21
Eu abaixo atrigoado, estabeiecido ra do Hos-
picio n. 158, atiesto que, soffiendo ha muito tempo
d calhs em auib.g os pos, o que me iinpc-sibilta-
va per veaes ^'cuidar nos reos Btraseres com-
pcrciai ,ts Srs. DIN'IZ &
LORENZf) proprietarica da IMPERIAL PHAR-
MACIA DINIZ. d .-nominadoMAYXARD1N A-
cnscgui ver rae nlviado dcste mal nne atroz-
mente me ncmawdaTa com a appcaco do refe-
rido preparada.
Rio, 7 de Janeiro de 18>. Thomaz Jo-
s Fennndes de Macado.
L
J

;:

-





6
Divio PcrDttnibueo^-Ciuintft-ftrA 18 de Marco de 1886
S
Alnga-se barato
O 1. e 2. andar* da travs* do Campello n. 1
O armasein ao B*m Jess n. 47.
i cus da ra do Viacond' de Groyanna a. "9
i isa da Baixa Verde n. 1 t Capunga-
i tratar no Largo do Corpo Sanf i n. 19,1* an-
Aluga-se
a loja e 3 andar do sobrade ra da Imperatris
20 : a tratar con. Capitulino de Guarni, a roa
do Bom Jess n. 11, 1" andar, onde esto as
chaves.
Aluga-se
a Iojh do sobrado roa de Hortas n. 140 ; a tra-
tar no largo da Alfandega n. 4.
Aluga-se
Juartos mobiliados, independentes; na ra de
o.quim N:.lineo n. 9
Ama para co/nliar
Na ra Bem-fica
sitio que raem fren-
te da enerada dos Re
medios, se preeisa le
ame nullier forra ou
escrava para ama de
cozinha..
Ama
Precisa-se de urna ama para cosinbar e cutra
para meninos ; na roa da ImperatWz n. 65. pri-
mrro andar.
Na praca do Conde d'Eu u. 7. 2- andar, preci
sa-se de urna ama bea cosinhcira o ie boa con
ducta, para casa do pequea fkaali p iga-se
bem.
/
$.#**!%
%L
Al-
. recis.i se d unta ana pria engull o do com
perfeico j na rus da Aurora n 155.
PrenarsqBo de Productos Vegetaes
PARA
"INtJIO DAS CASPAS
e outras Molestias Capillares.
JVIARTI N&&~BAST08
Pernambuco
Bolsa perdida
Pede-se a pessoa que acboa na noire de 15 do
corrente, urna bolsa de couro cont;: do apenas
eontas e diversos documento* que ti zem grande
falta a seu dono .o favor de levai-oia ra do Ro
sario Larga n. 13, rie alm de muito se agrade-
cer si' recompensa coui genero*idade.
Atlengo
O puio vinho verde e o saberoo cha preto pon-
ta branca, especialidades sem cosipetencia neste
mercado, recibidos pelo ultiuir vapor, encentra ec
venda em casado Pauto Jote Al ves .v (J.
60Rua do Barao da Yictora60
ltenlo
Na ra do Coto vello n. 25, vende-se farinha de
milho moida a vapor, de 1, 2*, 3, 4 e 5* quali-
rii.iles, a 80 rs. a libr e a 4200 a arroba.
Al
Prtcisu-se de nma ama para c mprar e cosinhar
para duas pessoas e que riurma em case. : na ra
ao -Cor -.. 13.
Ama
Precisa-te de urna ama que saiba cosinhar e
mais servicos, e que d conhecimento de sua con-
ducta : na roa Duque de Caxias n. 2.
km
Pilo ie um-i sm:i
Olinda n. .">G, 2- andar.
na ra do Mrquez de
Na ra dolmpersdtr n 17, 2- andar, precisa-
se de urna ama pra eogorcuiar, < tutra p-ra co
sinhar.
Ama
Precisa-so de urna mnlh^r de idade para cosi
nhsr ; na roa de Aguas Verdes n. 17, taverna
Ama
Praneei. Ingles e henpanhoi
Licoes e tradueeoe por um jornalista parisin
se, ra Nova n. 21.
4os kmmm
? Mu MIAIffi OS
Rua do Baro da Victoria
e casas do costn
Aiham-se venda os felizes bilhctet
garant al ta 8. parto das loteras s
aeaercio da matriz de Strinhtero, (44*),
qur > extrabir. sabbado, 20 do correnete.
Prcoos
Inteiro 4#t
Meio 2-
marta 1
reate de !*< i#' par.
el ata -
Inteiro 3(55tO
Meio l7F><
'iuirto 875
.. Jo/U> J nqxi'.' da Costa Leite.
B
Precisa-se de nma rr.ra epguimar a tratar na
rua de Padro Aft'inse 5. 4<> A.
Ama
Precisa-se de nma para cosinhar ; rua do Barao
da Vic'oria n. 9.
Eii5om.i.adcira
Precisa-se de urna que en;, mme bem e eusaboe.
para casa d; pequea f- mi lia ; nu praca do Con
de d'En n. 30, 3" andar.
HaFato
Aluga-se as casas s. 28 e 40 rua da Amizade
na Capnnga, e as de ns. 11 e 20 travesea do
Corpo Sanfi'no Recife : a tratar na iua do Ar:i-
go n. 3'', si brado.
.3Ae
Compra se urna caa tema, boa, na freguez.a
de Santo Antonio : quem tiver dirija se a rua da
Roda n. 11, que dir .uem quer.

*
i negocio
Antonio I. Heitor, adiando se bstanle doente
e precisando fozer urna viagem para a Europa,
vende o seu estabelecimento bem montado com
muitas f r.aments e beui Kfreguesxdo, 'u admit-
te um KwCo que entre ruin nlgum capital ; a
r tar na na da K Otitis.

|
M
1
l
ust remedio precioso tem gozado da aceeita
gao publica ilim**> cincoenut e aate*nn>>
:c;indo-se a sua manufactura e renda em 1827.
Sua popularidad* e venda nunca (orlo to exten-
sas como ao presente; e isto, por si rnesmo,
oficrece a melhor prora da sua eficacia maravil-
hosa.
Mo hesitamos a dizer crae nfio tem deixado
em caso agum de extirpar os vermes, quer em
chancas quer en adultos, qne se achario afflic-
'os destes Hiimigos da vida humana.
N3o deixamos" de receber constante
it :estaces de medico em favor da sua etfica;--1
-cmiravel. A causa de swtcesso obttdo <.
remedio, tem apparecido rarias ftlsrfics';
sene que deve o comprador ter muito ct
'.v-tminando o nome inteiro, que devia ser
Virattfiffc fle B. /. FAHKSST'
Leonor ^orto
i
Rua do Imperador
1 dar
n. 15
r/riir
^tina a execular os mais difficcis
figurinos v cbidos de Londres, !'
Lisboa e K10 de Janeiro.
Prima en nerfeigSo do costara, cm bre-
presos e fino
gostf^.

i
Pagara
Offerece-se urna pe-s s c H vi: te :.in. s de pra-
tiea de padaria: para t' 1 :.r o ntade alguma, dan
ie sua conducta : quem precisar dirija-
s rua Marcili 1 n l'.r, que en-
contrar;i '(Di qi'.-tn i
Tendo ffillecido ns-
tacidadikndia 11 des-
te niez acida da o suis-
so, Sr. II arique ih ttl,
s convidados os seus
credores a npresenta -
rem qnatquercon4 ou
titulo, dentro do prazo
de oilo dias, u data do
presente, ao cnsul da
Suissa, rua do Bom
Jes ;s n. 02.
Recife, 113 de Marfo
de 1886.,
Especialidades!
Tu'lo so vemtapelo rr.ancs possivel I i !
Quem ums vezompr*r sbcr I
4 LARGO DE S. PFDRO 4
Neste estabelecimento acba<*e pempre exposto A
venda o especial licor de maraeuja etn ricas
rafinbas proprias para toilet composto de manga
bas o mengss o que ba de mclhoi neste genei i .
No meto MtabeJeciiaentu.acba se sen pr^ om
grande sortimento de pasearos e gaiolas detod.s
os fabriexntes, at preprias para vingen?. p' r t< i
cada urna cinco compartimentos.
Ttimbem se encontra diariamente espec^ao* frt
ctas madura* eomo *eim sapotis, snp tas, Man-
gabas, mangas e outraa fructas, e se el e qual-
quer encommenda para embarque.
Yiageos ito centro
D Olinda parte todos os titubados, is 4 horas
rde, paru Itamb per fgnarssWi snn*.
diligencia; passngeos a tratar i ; 1 da
Marga n. 1, no Recife. Viagens avtil qual
quer din, e pura qualqucr parte a I*
no lugar.
9r.
de
.: iitonio Kuaminoiidu
Mello
Laethenia Xavier Bittoncourt manda resar urna
missa por alma de seu sempre chorado pailrinh'
Dr. Antonia Epaminondai de Mello, na matriz de
Santo Antonio, s 7 borus da manba do diu 1S do
cjrrente, 1" anniversjrio do sen passan
agradece a todos que ec dignaren! atsisfir est
de reigiao o tandade.
m!
) Porcia Constaie d; Mello, nj di
corrate, s 8 toras i\j dia, msnda res^r
iniesi na capella do hosp;tal portuguez, poi
de seu caro irmSo o Dr. Antonio pan inoujas de
Mcll', atiniversario do sea fallpcimento.
lT^meaJoaqnina^Macii'ido de V;;-e .uccllo
tendo de mandar celebrar nma missa por alma de
seo presado marido Antonio Ribeiro r'aropos d>'
Vas'jonceiio^ no dia 19 de cerrente mc, no con-
vento de 8. Francisco, pelas 7 horas da manhs.
stimo dia, c.nvida-a tkidca.M parentes esmigo:
queiram diguar-se astistir a di acto, pelo qi"
ticsrA svmcnaatents agradreidn
SAUDE PARA TODOS.
UNGUENTOiHOLLOVVAY
O Ungento de Holloway um remedio mfallivel pata os males de pernas e do peito tambem pu/a
as terdas antigs chagas e. ulceraa, E famoso para a gota e o rheumatismo e para todas os enfermi-
dades de peito n8o se reconhece egual
Para os males de garganta, bronchltes resfrlamentos e tosses.
Tumores as glndulas e todas as molestias da pelle nfSo teem semelhante e para os membros
contrahidos e uncturas recias, obra como por encanto.
Euat medicinM so preparada! tmente no Esubelecimento do Profesior Holloway,
78, HIW OXFOE STBIB (antes 583, Oxford Strest), LOSDBBS,
E vendmsc em toda as pbarnucui do universo.
* O compradorM flio convidados respcitoiamaate a examinar os rtulos de cada caixa e Pase, se nao teem a
____________ direcoao, 533, Oxford Street, ato mltincagoe*
de Cascas de Lannjas e de Quassia amarga
ao PfOTO-lDUfETO de FERRO
Preparado por J.-P. LAROZE, Pharmaceutico 3
1
'
1
<
i
PAKX8 a, Bae de* Idons St-Paol VAJtXS
APPROVADO PELA JUNTA DE HTOIENK DO BBAZIL.
O Proto-Iodureto de Ferro,
Dem preparado, bem conservado, prin-
cipalmente no estado liquido, de
todas as preparaces ferruginosas, a
que produzos melhoresresultados.Sob
a inlluencia do principios amargo e
tnicos, da casca de larania e da
quassia amarga, o ferro assimilado
fcilmente e produz effeito prompto
egeral restituindo ao sangue, a forca:
s carnes, a dureza; aos difieren tes
tecidos, a actividade e energa neces-
sarias s suas funeces diversas.
Porisso. o Xarope Ferruginoso
de J. P. .ai*o2 e, e considerado peles
mdicos da Faculdade de Pars, co.-no
o especifico mais acertado para as
Doenca':- de langor, Chlorose. Ane-
mia, Chlori-Anemia, Fluxos bron-
cos com di::::st.oes demoradas. Mo-
lestias escorbuticas e escroIuo*as,
Rachitismo, e te
ato mes/no deposito acha-se i enda os seguintes Producto* de *.-P. LAROZE :
XAROPE LAROZE ^l TNICO, ANTI-NERVOSO
Contra as Qastritas, aastraUila, Dyspepaia, Dores e Cidmbras da Estomago.
XAROPE DEPURATIVO^ ^rVJ^-IOOURETO DE POTASSIG
Contra ai Aeccdos oeorotulosas, cancerosas, Tumores brs .icos, Aoidez de Sangue,
Accidentes syphilittoos secundarios o terciario*.
XAROPE SEOATIVO^Tm^V^'BROMURETO DE POTASSIO
Contra Epilepsia, Hysterico, Dana de 8. Ouy, Inaomnia das C lancaa durante a Dantico


f> (eremwSchnapp Aromtico* do Scliir.lam de traolpLo Wolfe ato fabrleadoa ntk. sai
ile levada d prlmelra qualidade, cuidadosamente eacolhida dos melhores productos dedismeto-
mau ammados pela qualidade do pao, como tambem do fructo do nagrante Enebro, e sao purificados por pro
cesso especial que expurga do espmio todas as partculas acres.
Como meio de evitar e corrigir os efieiios desagradaveis e muitas veres perigosos produzidos no estomago
nos intestinos por aguas eatranhas, o que acontece aos viajantes e s pessoas nao acclimaudas, e
OS "SCHNAPPS" AROMTICOS JE SCHIEDAM
acham-se absolutamente INFAXMVEIS; e nos casos de HTDHOPSIA, PF.DKA, OBSTBC.
SAO nos RES, MOLESTIA da BEX1GA, ESTB1CTIJBA, DTSPEPSt* e DEltlLI-
DADE GEBAI. sao recoaunendados com instancia pelos membros mais disrinctos da pro5sso medical
Tendo asslm verefiendo sua purea e suas pmpriedade
Tem sido sugeitos analysedos
apirito jamis fabricado.
. rg- -," wii.|jK-des enviou-se amostras a dez mil mdicos, incluindo
todos os mais celebres clnicos dos Estados Unidos fim de que elles a experimentaasem. ''"""
.miC,?!,li?LPed,!!d? umf. rigorosa prova e urna informaco acta do resulto, accompanhava cad,
clnicos mais eminentes dos Estados Unidos l
amostra. Quatro m do, t,
nanecesr ^"""""T'"" '"T*"1- plco, diz^m elPe,, ha mt,o que^TaS^taotaS
m3i r^T^VT1 5 nemhuma confiancase podia depositarnos productos communs do corarnerdo^od
Sirio F?K adull?ra<1'' e Pr 22 ""? Para oa proposito, medico,. A exceUencia^ecuuTrr^orcadS
ctlh ^LV" A "m d'nSrcd'en' Pnncipaes desls "Schnapp "juntamente conVo p~ 3?,
eTesSaVa supcrlondade sobre todos os estnulantes como diuritko, toS
Esu Bebida Medicinal fabricada pelos proprietarlos em seu engenho de distillacaoerr. Schiedam, H'llai-ti.
expressamente para os usos medianaes. ~T*
DOLPHO WOITFS SON & CO., 9 BEAVER STREET,
omroaiTo *m rom Km a atots awcaiM ao iitiu
r*^l%>^rV>^^rVlrV^.-fe-r%
%rSOLU0O
C
IRREbrtifk
AO CHLORrtYDRO-PHOSPHATO DE CAL
O mal* poderoso do* reconatltulntea adoiitado por todos os Mdicos da Europa na
Fr*quet* eral. Anemia, Chlorosis, Tinca, Cachexia, BtcrafUUu, RacMtUmo, Doenca
aos ossos, Cresctmeito atr/Utt das crtanras. Postn, Dyspc-'siai ,
Pir, COIIiR. Pa, 79, laijje Caarthe-Disi. lefvsius ;iss (/..jciases IJaroasiu.
'^,
% GRAGEAS
3M
JINJECQAO
deCopahlba, Cu .'-coa Hyg/en/ca e Pr.o.rsatfora
Ratanhia e Ferro, Bismutho sem esusar
V.Liru,?vrtbeqtfc4n;>,* BfiBBBwHHHHa&LM^a ace/tftife algum.
As GRAGEAS fORTIN, forao a-i pnmH,irM-yvtbtii:cram a appmvic.io da Academn
de medicina (tSS, u qae adorttaram-M nos Hospitaos. Curam an .'..J'Si.S .t.;Ut,-
mais rebeldes sem fatigar os estmagos mais delicadoc.
jECCft'. '.~i o senrpro recommendada eoan 6 complemento da merlioatj'o.
Dea : -.'tot*m Per-' f :ib!teo : RJ :' M. da SILVA G", o oes rlnol^ae* Fbarmn^a*.
i "'Hj |TMf T II ""-
FUNDA-HERNIARIA ELECTRO-MEDICAL
invenc^o cota privilegio por 15 annos
Do* IhmaOs HARIE, mdicos inventores para curar radieilmrnie as Htrniat, mais ou monos carae-
terttarjos. Ate .igora ns fanda-berniarias teem sido apenas um imples meio para conler as hernias. Os
lasaos MAK1E. reselTerfO o problema de CBBter e curar por meio ila Funda-herniarin eUehro-meieal
que eonlralie 09 narus, forlifca-us sem abalo Bem ori esrs radical si I mpn.
fc _PAF!IR, .IB, ttf a iin i.'Ainni>Sic. Deposito om Pernamhuco : A. CAORS, 4
NEW-YOEK, T'
O* proprtH "' 1 conhocWo estnbcleoimento denominado
MUSEi: M MAS
sito a rja do Cabug n. 1, cominuDic id ao respoitaTel PUBLICO que reseberatn um
grande sortiuifin'o de joins r? ais modernas o '!cs mais apurados gostos, como tam-
bera relogios de todas as qu \ tambem que continuatn a receber por
todos os vapor s vi >j t a novos o ven nita monos que em
outra qualquer p rt
Mtajii WOLFF & C.
N. 4 RA DO CABUG----N. 4
Compra-se ouro e prata velh .
TI NT
i

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mim\4

Rua de Malillas., de Albuquerquo 2o
(ANTKiA ili DAS FLORES)
com mii t- p L;U estofo,
PHOSPHATO de CAL GELATINOSO
de E. LEUOY. Pannareutico de V Classe, 2, rua Daanon, PARS
OSTEOUKXI: rs I muiItIdudm e i Dentljis su erlancjs, eNtrt s Bicklllsma i a Holtttli *N Sss*
m pmsnukm di \m
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mn; eowi'npeftr; 8ronch/f Ciron.-ca.T/sca, Fnqutza or p/i/ca, Conim
" -. -....... 6II1VA e o. ,
Wk**++++++t*t*+&i*+**4'>+*>**>**^j- -\-,^^>^s^rWVW,^^-.*>r-~.iN^^
n -:-",
?WP5' :
. '- IO MAlal^NI
DE COCA DO PER
O vzx'zro M \TXA.m que foi experimentado nos hosnlUies de Panz,
presorlpto dls lmanle com xito para combater a Anuia, Ciiloroae,
UteeatOt raa:, Molestias das vas respiratorias e Enfraqaeoi-
mento do orgo vocal.
Oa Medico recomicn'Oim-no ds Pessoai/nww e delicadas.exhausta pela molestia.
ao Vethos e Crias) is,
F' o Reparador das PerturbacOes digestivas
O FORTIFICANTE por EXCBLLENCIA
O VINHO MARIANI 8E F.lfCONTIlA EH CASA DE
Sar. KABIAXl, t-..' Parla, I, koulerard aaiBaaaaa; Vew-Tork, H, Itst, IIa, Street.
Em Pernambuco : FraneUco K. da SILVA *. C.
Cuidado com as Falsifjcac*'
AGUA de MELISSA]
dos Carmelita:
PAEIB, 14, 3ua .
[Costra a Apoplexla. o CUolera, o Enifl-, 'lo mar a Flatos, as Ccllcas, IndJ-
| ge*t*a. a Febre aniarclla, te. ter adro.
D(ve-se exigir o let:ciro brsico e proto. etn todos os vidros,
seja qual for n l smtgnatu i
Depsitos e uo
'" V
BfcO
Unioo Succeasor aos Carmelita |
de l'Abbaye, 14, PARS
Tinge iiiip com rnaii-rp .o estofo, e fazendti> em
pt/ya8 ou em obras, obapoi teltr u de paUte. tira o mofo daa izenda'; todo o
trabaL o reito por meio de rfe >, al bojo ooobe'jidp>
Tintura pn-t.i Das iiv.s a Bt-xts-feiras.
Tinta i! or.-s <. lavagem todos os 'iias.
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200:000*000
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PREpOS EM PORQAO
Dczcnas. .... I0|000
Vigcssiwiis .... I|000
EM RETALHO
Dczcnas..... III000
T%simoN .... 11100
vmM TODAS S TElH!S-i 'HAS*
-SfJAXtMSA 33 EOSASIOt-a*.
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3E7
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EXPOSiriii Si. UNIV',e 1878 I
Mdailie d Or\ CroiideCheyalier
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OL
LBS PLUS HAUTES RECOMPENSES
E. couim A Y
Srt*l*LMETE PEPARADC PARA A FORBCSUR* DO CABELLO
Recomoiendanios c~tc pro Uicln,
considerado pela
pelos seos princi ios de qiiii:::,
eomo o mais poderoso regenerador ijue s* crnliece. W
Artiqos Recommendados
PERFUMARA DE IACTEINA
aennaeailada pehi CeletrUadea ledicos.
GOTAS CONCENTRADAS para o lenco
AGUA DIVINA dte agua de Mude.
ESTES ARTIGOS ACHAM-SE NA FABRICA
,pars 13, roe d'Eighei, 13 pars;
Depsitos en todas as Pe fumarias, Pharraacias
t Cabelle reros da America.
ONIV" :878
l'Or CroiuChealier *
LES PLUS H IV PENSES '
.ao
A

! !
minmiituu
.COUDRAY
mmM ESPECIAL de LACTEIIA f
rao apreciado do ello mundo.
-------m--------
J Saboneta........ PRIMAVERA
Oleo............ PRIMAVERA v
, Agua de Toncador PRIMAVERA
Essencia........ PRIMAVERA
l P de Arroi...... PRIMAVERA
FABRICA E DEPOSITO :
. pars 13, Roe d'Enghien, 13 pars
i renda em toda u principan Hrftaariu
NMmmiHIlllHMMI
kWMTv HEiS SOREL & G
S2--K14 DO BUI\0 Di VlCT0aiA-52
O bem acredil i piofogmphico ftHemlo, acabada augtaan-
tar a- i tria no go d'twte genet o, como de Paria,
Londres a Bertin, ond prje ni r n ais aperfeicoados trabalhof
pelo systi-ma mais moderno e i i
Para dar trinia impulso lllor s-^tisf&zer as roas difiioe
exigmei s aeab Dior o Sr. Ferdinand Piereck, chegado rt-
eentemente da Coito do Imperio, onde adquiri gran ie rime, alm do bom crdito qua
j gozett em 1877 nuando aqtii e.-^ .esma cata.
Roga-se s Exroas, familias e nais pesso honrar com suh
visitas a este grandioso estabe' imento. u 'e exist exposicao de suaj
produeSes artsticas e onde encootn.rao liancz\ no trato, perf.'icao nos trabalh.08 e
modicidace "?s precos.
C. Barza,
Geiente.
I
I
l ufa
l


t

;-.'
t

Diario de' Pcrnamhuco---Huinta--feira 18 de Marfo-de 886
Plalas purgativas e depurativas Cautela perdida
i ..
de Campanha
AOS 4:

3fl| n|K. tfll'
v*. i, m i>
O abaixo as signad o tena exposto i ven
daos seu. afortunados biliietea garantidos
da 8.' parte das loteras a beneficio da
da matriz de Serinbaem, (44.a), que se ex-
trahir sabbado, 20 do corrente.
mm
Inteiro 4^000
Meio 20000
Quarto 1,0000
Km qnantidade mador de 1*M6
Inteiro 3^500
Mcio 10750
Quarto (5875
Atanol Martin* Finta.
m 4.0001000

1:(
16-Rua do Cabug-16
Auhain-se venda os venturosos bilbe
tes gar: n'Mos da loteria n. 4ia era beneficio
da matriz de SerobSem que se uxtrahir
ao sabbado 20 do corrente.
lrec
Inte'r. 40000
M Quarto 10000
Hiendo qnantidade superior
a 1 0:000
Inteiro 30500
Meio 1(5750
Quirto ^785
Joaquim Pires da Silva
Estas pilulas, caja prepara?So paramente ve-
getal, tem sido por mxis de 20 annos aproveitadas
com os melhorra resoltados as aeguintes moles-
tias : affeccoe* da pelie e do figado, syphilis,
bouboes, escrfulas, chsgas inveteradas, erysipe-
las e gonorrhas
MODO DE USAL A8
Como purgttivas tome-se de 8 6 por dia,
bebendo-se apds de cada dse no pouco d'agua
adocada, cha ou caldo.
Como reguladoras : ome-se orna pilula ao
jantar.
Eatas pilulaa de iuveuco dos pbarmaceuticos
Almeida Andrade & Filhos teein o veridictum dos
aenborea mdicos prra sua mclhor garanta, tor-
nundo-se mais recomtnendaveis, por serem um se-
guro purgativo < de pouca etu, pelo qns podem
ser usadas em viageui. Acbam-se :'. venda na
drogara de Faria Sobrinho & C, ra do Marques
de linda n 41.
Sitio no Arraial
Alugase o sitio mais fresco e bem localisado
do Arraial, com militas arvores de fructo, ptima
baixa para plintnco's, tendo a casa boas accom-
modcoes e encannmento d'agua ; a tratar na roa
do Visconde de Albnquerque n. 92.
Collegio Santa Cruz
* lo Marques do Htrval n. sa
Este eollegio contina a funecionar, recebe
pensionistas. m"io pensionista e externas : tam
bem recebe externamente meninos de 7 9 annos
de idade.
0
Em vista dos grandes progressos da idea de que
so gloriam as nacoes civifisadas, o commercio
O abaixo assignado previne 4 Caixa Econmica
e Monte di Soceorro, que perden a cautella n.
12,682 pertencente ao mesmo abaixo assignado, j
pelo que pede pesaos que a achou a bondade de aev^Mon>pannar esse progresso, visto que eUe
restitua ao mutuario que ficar eternamente "J ?_dZtof^'^ento doengrandecimentodas
grato. Previne portbnto ao Monte de Soceorro
qne nao entregos os objectos aem as competentes
testemnnbas. Rita da Matriz di Boa-Vista n. 34.
Proletsor Julio Soarts de Azcvedo.
VENDAS
Vende-se
a casa terrea da ra do Fogj n. 32, fasi
qaina para o becco da Bomba, edificada .
proprio, contendo soto interno, 2 salas, 8 qnar-
tos e cosinba no quintal, coja casa foi reedificada
hs quatro ancos : a tratar oa ra do Brum nume-
ra 96.
f asen do es-
em solo
Vende se
Aluga-se o sobradinho do becco do Quiabo
(Afolado j), com quintal grande e diversas ps de
fructeiras ; a tratar nr roa de Marcilio Das, nu-
mero 106.
E' pechincha
Vende-se um deposito de seceos em pequea
escalla, proprio para prii.ci iunte c bem afregue
sado ; a tratar no mesmo, sit > ao largo do Forte
numero 34.
Papagaio
Urna pequea taverna, bem afreguesada e com
pouco capital, propria para principiante, em San-
toAmaro de Jaboatao, ra do Imperador n. 21.
O motivo da venda se dir ao comprador.
Ingenio Limeira-Nova
Vende-se o engenbo Limeira-Nova com propor-
eoes para safrejar 2.C00 pes annuaes, a vapor,
com 7 casas de favrador, cobertas de tena, dis-
tante da cidade de Palmares duas leguas, estrada
de rodagem ; a tratar no escriptorio de Leal &
Irmao ou no povoado Mutuns com o proprietario.
Tainlias
Sem competencia i-m prec> \ vende-se na roa de
Pedro-Afionso ns. 5 e 11.
CASAf E LIZ
Aos4:000$000
i* rae, a da independer
cia ns. 37e 39
1 abaixo assignado venden entro os sene
feliz 3 bilhete8 garantidos da 43 loteria
a sorte de 2000 era 4 qnartos n. 1551,
iim de outrs mnitaa de 320,160 e 80.
Convida oa posauidores' a virem recebe?
aem descont ulgam.
Achara-se a venda oa fezes bilbetes
garantidos da 44, parte'da loteria a benefici>
da matriz de SerinhUem, que so extrahir
no dia 20 de Maryo.
;:l*reeo
Bh&ta inteiro 40000
Meio 20000
Quarto 10000
In porco de 1005000 par*
cima
Bilfaeta-inteiro 30500
Meio 10750
* Quarto 875
Atttonio Augutto dnt Sant Porto
Pede-se o favor a qnein tiver ochado um papa-
gaio grande, uiaiiso, follador, com tun pedaco da
corrente presa no >e\ de o U vr ra Nova n. 51,
leja, que ser b. m gratificado
Cofre de ferro
le duas portas, 1
;m da esquina p
Voador
Vende-se nm de duas portas, no caes da Alfan-
dega n. 7, armazom da esquina pintado de asul.
nacoes ; em /ista do que annanciam
MART1N8 CAPITAO & C.
1 Ra rgtreita do Rosario 1
Grande sortimento de gneros alimenticies, es-
colba dos auaes, os annonciantes teem sempre
maior cuidado, pua bem servir os seus numerosos
fregueses. Lem bramos, pois, o proverbio :
Quem nao experimenta, nao sabe.
Venhom vor, poia :
Queijos, flamengo e de Minas.
Fiambres ingleses.
Chocolate francs Menier.
Dito do Maranhio.
I Fructos seceos, como :
I Passas, ameudoas, figos, etc.
Ditas nacionaes.
Doce de todas as quslidades.
! Bolachinha inglesa.
t'Semeates novas de hortalizas.
Especialidade em
Vinhos finos do Porto, Madcira e Sbery.
i Ditos da Figueira e de pasto.
! Cognac de diversos autores.
Vinbos tnicos, como :
Absintho.
Verm n ii, etc.
Lie< 1 1 * OhMnp 'gne.
: Cervi'j de diversas marcas.
Bem assim :
1 Araruta fina em pacotes.
I Cb verde e preto.
. Dito perola.
Especialissimo matte do Paran, em p.
Ainda mais:
Ovas de peixe.
Sardinbas de Lisboa em Salmonra.
Vendem Martina Capitto & r., ra estreita de
Rosario n. 1.
AOS AGRICULTORES
Fonnicida capanema (verdadeiro) para extinc-
co completa da formiga saura. Vendem Martinr
Capito & C, roa estreita do Rosario n r
800.
Colletiubos r'a mesma
Bramante fraocet d algodao, muito en-
corpado, com 10 palmes de largura,
metro
Dito de linho ingles, de i larguras, me-
tro a 24500 e
Atoaihado aiamascado para toalhas de
mesa, com 9 palmos de largura, metro
Cretones e chitas, claras e escuras, pa-
drSes delicados, d 840 rs. at
Baptieta, o que ha de mais delicado no
' mercado,' rs.
To 'os estas fazendas baratissimas, na conheoida
loja de Alheiro & C esquina do becco
dos jferreiros
1^280
208UC
1J800
400
200
I24OOO
54500
64500
84080
34000
14600
14000
IjH dos 'erreiros
Algodao entestado pa-
ra cncocs
e laooo o metro
AOOo rsj.
Vende-se na loja dos barateiros da Boa-Vista
algodJo para lencoes de' um s panno, com 9 pal-
mos de largaras 900 rs., e dito com 10 palmos a
IgOOO o metro, assim com- dito trancado para
toalhaa de mesa, enm 9 palmos i e largura a 14200
o nietro. lato na l>ja de Alheiro ic C, -sqoina
do becco dos rVrreiros,
MERINOS PRETOS
A 14200,14400, 14600, 1J800 e 24 o covado
Alheiro \ C, ra da Imperatriz n. 40, ven-
d ni mui'o b>ns merinos pretos pelo nreco cima
na loja da esq iiib do bec-
Vende-se o bote cima denominado : a tratar
na roa do aboba n. 1-1!.
Boa aeqn isieao
Vende-se um pianj com pooeo uso. por preco
commodo : a tratar na ra d > Visconde d Goyan-
na n. 62.
O Sr. Francisco Soa-
res Quintas, deixou
de ser em pregad o da
Livraria Fluminense.
A nica pessoa au-
torisada, de'hoje em
diante, para receber
contas desta casa o
Sr. Bernab Rodri-
gues/ Blanco.
^ernambuco, 5 de
marc,o de 1886.
Mur DomingaBS Santos>
Porluguez e rrancez
Lejciona-se na ra dos Pires n. 103.
0= abaixo asignados, ttiid.- aj. ptado e regis-
trado a ii arca industrial como iio desenho j cima
sa eoL'forsoidxde eotn s prrsc ipcea das leis em
ligor declaraui ao publico c particularmente aos
teus nomerosub fregm ?.,-?, que d'ora em diante
odos i.s productos q;;e i.hirem dn na botici. le-
varao a dita marca como gaiautia do soa origem
e legitima precedencia.
Ao eommeiTio
Nos abaixo asgna ios participamos ao commer-
cio que nesta data distolvetros amigavelmente a
soeiedade que tinktai s unt csa ra do Livrain. .: ,. 86 v '!? ?,,'> :, firma com-
inercial de Albuqo-iqoe .V C, n:irando-se a so-
cia D. Mara An.ilia de lAiiireiro F^rreira paga
s tisfeita co stucapital e .i-r .., ficando o socio
Francisca de Baste Albaquc (ju,- reeponsavel pe|p
activo-pa?9i\>- -lt^ir.-,T.i~-"MarC."dni6.
Fi Nuiaro i S !!, q Albuquerque.
'' Mara Amalia '. 'ir r Ferreira.
Taverna
Vende-se ama taverna bem afrgoesada ; a
tratar no pateo do Paraso n. 2.
WHISKY
ROYAL BLEND marca V1AD0
Este excellente Whisky Eseesa. / prefei \
ao cognac oo agurdente de canna, para forti&o
o corpo.
Vende-se a retalhn' noa h. heres simain:
tiolh'idos.
Pele ROYAL ULE.MJ maior VIADOcujom
me e emblema sao registrados para todo o Braxi.
BROV/yS :: (.'., ag-ntes
Pinho
en^a
Vende-ss em casa oe Matneus Austin & C, k
roa do Ct.msnereia i. 18, 1- andar, da inelhor
qualidade e diversas liinensoci.
Costames de .asenin
* SO -35*
Na nova 1. ja d ma da Imperatriz n te, rece-
ben-se um gra-i r'iintnl de fin >naa case-
uaias inglesa. c cor. i- cl..r. e s seusas, que se
vendei! or preco muito em cunta, assim como das
mesmas se mandam fazer costumeg por medida,
sendo de paletot sacco a 3'4000, e de fraque a
3'4 ; assim como de superior flanella laglrsa de
cor azul escora, a 304 e 354, e tambom das mes-
mas faseudas se manda fser qualqner peca avul-
sa, grande pechincha ; na nova loja de Pereira
ia Silva.
Por I.VoOOO
Aluga se para morada a loja do sobrado roa
le Lemas Valentinas n. 50 ; a tratar na ra Pri-
meiro de Marco n. 7-A, livraria Parisiense
O abaixo firmado, mudando sua residencia desta
capital para a do Rio de Janeiro, deiza exposta
venda sua pharmacia 4 ra do Rangel n. 48, e
para o que faculta poderes especiaes ao *r. Jos
Caetano Baptista dos Sacros, estabelecido ra
do Crespo n. 7 (Gallo Vigilante), para vendel-a de
accordo com o pretendente, e bem assim receber
oividas que nio foram resgatadas. Recife, 23 de
fevereiro de 86.
. _________Josquim E. Cotia.
0 restauran! italiano
roa dan Lnraniieiraa numero *
convida aus seus freguoses, como sempre, aos
bons petiscos a gosto e vontae das pess as que
entendem da arto colinaris, seos temperos de
manteiga e nc de banba de orco.
Precos :
Um jantai com sopa, tres pratos, caf oo cha,
sob 'nesa e vinho 140 0.
A .:: co c p|'. manteiga e vinho ltOOO.
Tendo tudas as quintas-feiras vatap, macar-
ra' italiana e ravioles.
Engenho Reranto
Vende-se ou arrenda-se o engenho Recanto,
situado no termo de Serinhaem, moente e corren
te d'agua, com boas trras, et*. ; a tratar com
Manoel Ferreira Baitholo, roa do Bom Jess
numero 4.
Loja das estrellas
ua Duque di Caxlaa n. &H
Liquida as seguimos fazendas
Gorgorao de seda de 44000 e 44500, A 11500 e
24000.
Setim preto e de en ( d 1*200. 14500 e 24.
Casemi.-as e merinos pretos do 24 e 245f*0,
14- 14200 e 14400.
Biamauti's de Rnho com 10 palmos du largura,
de 44 24000.
MeiaB inglezas som costara, para homem, de
645i t > e 44.
D t..B idem idem para senhc ra, de 124000
Panno preto fino para costames, de 44000
14600 e 24.
Aberturas de linho para camisa, de 204000 A
"4<)O0.
Cortes de enmbraia branca ricamente boruad >s,
de 124 74-
Toalh>.s felpudas, de 54 44.
Camilas o: ineia. de 24 i 14.
Atoaihado com ricos desenhos a 14300 o metro.
Fustao branco a 320 rs. o covado.
Renda da India a 240 rs. o covado.
Ventealous par* senbnra, de 104 84000,
1 44OOO e 64.
AlgodSo trancado de duas larguras :i 800 rs. o
' metro.
Toilet de nlcasse. f^z- nda muito larga, a 260 rs.
J Gnardauapos para almoco e jantar, de 24500 e
j 44' WO.
Z-Miher de t.Kias s cores ;i 120 e 240 rs.
Um variado sortin .nto .1.' rftalhos d todas as
; qualidades, que vendemos por preco sem compe-
tencia. Telepbone 210.
^iwtoleU
Fazendas branca;
lO
40
V ide-se por baratissimo preco e em mulfo~>m
estado um cabrialet de dous assentos, quatro ro
das e arreios para um cavallo ; a tratar na 00-
cheira do Candido, roa da Roda.
Ama
Precisa-se de urna cisiuheira para casa de pou
ca familia ; a tratar na roa do Marqoex de Olin-
da n. 6.
Ama
Precisa-se de orna ama para cosinhar e lavar :
na roa do Brum n. f 0, 2- an ar.
_^"SO' AO NUME3fi"^
roa da Imperatriz
Laja dos barateiros
Alheiro & C, roa da Imperatriz n. 40, Ten-
dem um bonito sortimentu de todas est abaixo mencionadas, sem competencia de precos,
A SABER:
1 AlgodSoPecas de algodSosinho com 20
jardas, pelos baratos precos de 84800,
4$, 44500, 44900, 5$, 54500 e
MadapoloPecas de madapolo com 24
1 jardas a 44500, 54, 64 at
Omitas de mcia com listn.s, pelo barato
preco de
| Ditas branets e croas, de 14 at
Creguella franceza, fazenda muito encor-
pada, propria para lencoes, toalhas e
c-ronlas, vara 400 rs. e
Ceroulas da mesma, moito bem fetas,
a 14200 c
. dito. E' pechincha
co dos Perreiros.
Espartllhos
A 5f 000
Na loja da roa da Imperatriz n. 40 vende-se
muito bons espartilhos para senbora, pelo preco
de 54OOO, assim como um sortimento'de rounas
j de casimiras, brins, etc., isto na loja da esquina
do becco dos Ferreiroa.
OASEMIRAS INGLEZAS
A 24800 e3jo covado
Alheiro & C, ra da Imperatriz n. 40, ven
dem um elegante sortlmento de casemiras ingle-
' zas, de duas.larguras, com o- padres mais deli-
cados para costme, e vendem pelo barato preco
de 24800 e 3$ o covado ; assim como se encarre-
gam de mandar faaer costumes de casemira a
30*, sendo de paletot sacco, e 354 de fraque,
grande pech ncha na loja dos barateiros da Boa
Vista.
BRIM PARDO LONA
A 320 rs. o covado
Os barateiros da Boa-Vista vendem urna grande
porco de brim pardo lona, por estar com princi-
pio de toque de mofo, pelo barato pr.co de 320
rs. o covado, grande pechincha ; na loja da es-
quina do becco dos Perreiros.
Bortiftrto* a lOO rsj. a peca
A roa "la Imperatriz n. 40, vende-se*pecas de
brdalo, d >ui metras cada pn,'a, pelo barato pre-
co de 100 rs 00 em carto tosa 50 pecas, sorci-
das, por 5?. xprov it-m a peehincha ; na loja .l
esquina do l>i cjo dos Ferreiros.
Fastes de setlneta a 500 rs o
covado
Alheiro & C. roa da Imperatri ven-
dem um bonito sortlmento de fnstes brancos pelo
baratinho preco de 400 e 500 re o covado, B83im
setinetas lisas, tendo de todas as cores a 500 rs. o
60vado ; na loja da esquina do becco dos Fer-
reir.i.
Camisas imrionaes
A *500. SOOO 0 S4500
32= Lija ra da Imperatriz = 32
Vende-se neate novo estabelecimento um gran-
de sortimnto de camisas brancas, tanto de aber-
turas e r.jnhos He linho como de algodao. pelos
barit.s precos .le 24500, 34 e 44, sendo raz.nds
muito inelhor do qu" as que veem do estrangeiro e
muito mais bem fritas, por serem cortadas por
um bora artista, especialmente camiseiro, tambem
se manda fazer por encommendas, a vmtade dos
freguezes : na nova loja da roa da Imperatriz n.
3 ', de Ferreira da Silva.
Ao 32
Nova loja de fazendas
** Ra da Imperatriz =.39
______ _D________
FEfiRETRDA SILV
Ditos de flanella azul, sendo ingiera ver-
dadeira, e forrados
Calcas de gorgorao preto, acolchoado,
sendo fazenda muito encorpada
Ditos de casemira de cores, sendo muito
bem feitas
Ditas de flanella inglesa verdadeira, e
muito bem feitas
Ditas de brim de Angola, de muleskim e
de brim pardo a 24, 24500 e
Ceroulas de greguellas para homens,
sendo muito bem feitas a 14200 e
ColletinhoB de greguella muito bem fritos
Assim como um bom sortimento de lencos de
linho e de algodao, meias ornas c collarinhes, etc
Isto na loja da "ua da Imperatriz n. 32
Riseados largos
a SOO r. o ovado
Saloja da roa da Imperatriz n. 32, vendem se
nscadinhos prsprios para roupas de meninos e
vestidos, pelo barato preco de 200 rs. o covado,
tendo quasi largura de chita franceza, e assim
como chitas brancas miudichas, a 200 rs. o cova
do, e ditas escuras a 240 rs., pechincha : na
loja de Pereira da Silva.
Faataea. etinetatj e lzinha* a SOO
m, ocovado
Na loja da ra da Imperatriz n. 32, vende-se
um grande sorimento d fustoes brancos a 500
rs. o covado, lzinhas lavradas de furta-cores,
fezencla bonita para vestidos s 500 rs. o covado,
e setinetas lisas muito largas, tendo de todas as
cor. s, a 500 rs. covado. pechincha : na loj
do Pere'ra da Silva.
erln* pretoa ala*
Vende-se merinos pretos de dnas larguras para
vestidos o roupas pr. meninos a 14200 e 14600
o covado, e su ., e,i setim preto para enfeites a
14500, arsim como chitas pretas, tanto lisas come
de bivoures brancos, de 240 at 320 rs.; na nova
lja de fereira da Silva roa da Imperatriz nu-
mero 32.
Algodaoslnbo francs para lenrea
a OOO r*.. e 1OO
Na loja da ra da Imperatriz n. 32, vende-se
superiores algodozinhos franceses com 8, 9 e 10
palmos de largura, proprios para lencoes de um
s panno pelo barato preco de 900 rs. e 14000 o
metro, e dito trancado pa a toalhas a 14280, as
sim como superior bramante de quatro larguras
para lencoes, a 14500 o metro, barato ; na loja
di Pereira da Silva.
para meninos
A 1*. I a.%00 e 6*
>.;i nova loja da ra da Imperatriz u. 32, se
vende um variado sortimento de vest iarios pr
prios para meninos, s^nrfo de palitosinho e calci-
lla curta, feifos de :<:. trd ., a 44000, ditos
de moles(un'. : 445fK) e ditos d- gorgorao preto,
'mitand-i casemira, a &. sai muito baratos ; na
oja do Pereira d: Bilsa.
Fazendas tinas e modas
C .4,=Rnn do < uliug B
I Bastos k C.
(TELEPHONE 359)
E.tmas. familias que receberam d
Avisam as
Pariz:
Lindissiri.
mais .ipii,.
6"5O0
124000:
800
1480o
500
14500
Neste novo estabelecimento encontrar o res-
eitavel publico um variado sortimento de fazen-
das de todos as qualidades, que se vendem por
precos baratissimos, assim como um bom sorti-
mento de roupas para homens, e tambem se man-
da fazer por encommendas, p r ter nm bom mes-
tre alfaiate e completo sortimento de pannos finos,
casemiras e brins, etc
Jomas paraniiis
S-Rus da Imperatriz 3*
Loja de Pereira da Silva
Ma ;l estabelecimento vende-se as r. upis ab.ii
xo mencionadas, que sSo baratis:.v.;>s
Palitots pretos de gorgorao diagonaes e
acolchoados. sendo fazendas muito en-
corpadas, e forrados 74000
Ditos de casemira preta, de cordo muito,
bem feitos e forrados 104000
Ditos de dita, fazenda muito melhor 124000
- ,fes p.iia vestidos com freic a o>
Doviuade como sejam: Ktamint
com bordado a retroz, seda croa bordada a capri-
cho, Cachemire com enfeitos bordados a fil
Moda 1886
Valentionne en ecorce d'arbre.
Primorosa cscolha em vestidos ".om 20 metros dt
l ligeira, tecido ainda nao conhecido aqui.
Cores < d : 'iih's novissim is n .s segaintes i
zend.is de seda, ia .; nlgodo. Etaminc, surah, Se-
tim, Failles, Linn. Toile d'alsace, Cachemires.
Explendido sortimento
Em Jeques, luvas, espartilhos, Iacos, lavahres,
meias, lencoes e muitos outros artigos que se ven-
dem por precos sem competencia.
Exposifo Central
Damio Lima 4. C. intitularam o estabeleci-
mento em liquidacao da ra larga .ao Rosario s.
38. por EXPOSIQAO CENTRAL para assim se
tornar^bem conhecido de todos, pelo que chama a
attencao especial das Exmas. familias nara es
- neeuintes :
T4500
160
400
14000
14000
34000
80
320
300
500
eco
U2O0
34000
360
240

leo
Bonecas inquebraveis
Metros dearquinhes 12(1 e
Pecas de bordados fin .a a 300 e
Garrafas com agua florida a 700 e
Frascos de oleo oriza por
Fita parfacha, n. 80
Carreteis de 200 jardas a
Inviseveis grandes a
Ditos menores a
Brinquedos pai a meninos a 200, 300 e
Caixinhas para presente a 24500 e
Meios fio de sedaoara senhhora a 14 e
La para bordar de 24800 e
Fita chineza o maco
Dito de algodadito
Massinhos de grampos a
Macaquinhos acrobatiecs a
Botoes, fitas, leques, perfumara s, bengalas, te-
souras e outros muitos artigos que s com a vista
na Expsito Central no larga do Rosario n. 38.
Compra-se e paga-
se mais do que em 011-
traqiwlqucr parte bem
como
Quew tem?
Onro c pralst : comprase ouro, prata e
pedras preciosas, por maior preco que em outra
jnalqner parte ; no 1 andar n. 22 roa larga do
Soeano. antiga dos Quarteis, das 10 horas as 2 da
tarde, dias uteis.
Agua de Vidago
Em qoartos e meias garrafas ; vendem Faria
obrinho & C, roa do Mrquez de Olinda n.
14, depositarios.
Aos doentes dos odos
Cura certa em 48 horas das inflamacoes recen-
tes dos olhos, pelo colyrio preparado por Jos
Pedro Rodrigues da Silva.
Emprega-se este poderoso colyrio sempre com
""des vantagens, as seguintes molestiae :
Ophtalmias agodas, parolentaa e ebronicas.
-oniunctivites, etc., etc.
Deposito geral na drogara de Faria 8obrinho
fc U, roa de Mrquez de Oliada n. 41. Para in-
lormacoef dirigir-se livraria Indnstrisl, roa
4o Bario da Victoria n. 7, ou residencia do
*utor, ra da Saudade n. 4.
de qualqner qualidade.
?a ra lo Imperador
n. 32, loja de joias.
Jno Fuerstemberg.
Cosiiiheiro
Precisa- e de um cosinheiro ; na ra da Cros
nomero 22.
A
DAS
WL
Frecisa s- de ama perfeira engommadeira ; a
tratar na ma da 8audade n. 16.
CORRE NO DIA l DE MARCO
Apoliccs geraes
Vende-se
Duas apoliees geraes
do valor .le umeontos
de res eada urna, quem
quizer annunde para
ser procurado.
X
.....WilflL! .....v......
O portador que possuir um vigsimo desta importan-
te oteria est habilitado a tirar 10:006$000
Os bilhetes acham-se a' venda na Casa Feliz, praca da
Independencia ns. 37 e 39.
Corre no dia 23 de Marco de 1886, sem falta.
m-r *-- ^_'^.
L
]
llEBfM

*


I
?
I



8
Diario de Pcrnmmbnco(uinta-feira 18 de Marfo de 1886
-
i
LlTfR.Tliu
OS FILHOS
DO
xun
O BARCO
BANDIDO
POB
AS
A ooute chegou depressa. Era dezem-
bro.
A tempesta le da nouta prece lucio ti-
nha acalmado. A niar estava baixi, o a
base dos penhascos hmida.
Era noute, e a la, elevando-se ao de
cima do ocano, projectava oa seus raios
sobro as vagas.
Qualquer que tivesse seguido o p dos-
penhascoa, e alcangasse o lugir situado ao
de cima d'elle, anda de noute, aonde es
t-.va amarrada a corda servindu aos bandi-
dos de communieagXo entre os rochados e
as grutas subterrneas ; alguem que se ti-
vesse podido aproximar dos cscolhos ape-
zar das ondas sempre agitadas e da resaca
espantosa que meaja va destruir a embar-
cagXo uiais solida ; qualquer que tivesse ar-
rostado esse perigo e triumphasse, teria
contemplado urna acea extraordinaria.
Sobre o penhasco, n'um antro profunda-
do su tu duvida pelo perpetuo movimento
das ondas, um pequeo declive, de cor ne-
i ~ Rra- cooduzia a urna e-ruta sombra que s
I* Chesnaye enforoade. e Mercurio *J>j cVlarecia o reflexo da la cujos raios,
ha amanha, o conde de B rnac nada tema brando 8e 8)bre 0 m eram en7ados
j-----:j .4Ann ron nArfdMmne rfkfnrrpv a _
uiagonalmente pelo movimento a s vagas.
Ksto luar duvidoso, trmulo, permitto
distinguir entao um barco amarrado no de-
clive do que fallamos.
N'esse barco esta va um homem em p,
com um pequeo remo na mo. Um outro
remo c&tava deitado no lado opposto da
cmbarcagfto.
Atraz eatavam estendidos dois corpos en-
volvidos em factos brancos.
Sobre o declive um quarto pe'sonagem
estava curvado para o mar, e pareca oc
cupado n'um trabalho de que era impoeai-
vel adivinhar a natureza.
Depois na gruta, entrada, elevava-se
um animal de proporcSes giganteas, cujos
olhoa brilhavam no centro das trevas. Es-
te animal, de terrivel aspecto, estava im-
movel, com as patas de diante estendidas,
e, debaixo, d'uma d'ellas, palpitavaru as
ensanguentadas d'um corpo muti-
o.
declive,
QUARTA PARTS
grutas TEtretal
( Continuadlo do n. t529
XLH
OUTEO SEGBEDO
duvidar, e desta vez poderenios recorrer
ausencia, pois que La Chesnaye est entre
as ruaos do prebostado \ partido bel-
la nada demos no acaso. Ecpereraoa, re-
pito, e oceulto este negocio, o conde do Ber-
nac entra na corte com a allianca do
preboste de Paris, com urna fortuna mais
que real, o barao do Grandair fica esma-
gado. Van Helrnont entra fogosamente na
sombra. Entao, elle nosso I At l, at
tentar nao stnente a sua vida mas a sua
liberdade, seria cercar-nos de novos obsta-
culos.
Mestre Eudes cscutra seu filho sem t*r
tentado urna s vez interrorapel-o. Quando
Reynold acabou :
S^o boas as tuas razoes, disse elle ;
mas as raiohas intengoes sao ainda nielho
res. Van Helrnont nao ser violentado :
Van Helrnont vira entre-vista que eu lhe
marcar, Van Helrnont fura fallar Aldah ao
meu mando, Van Helrnont permittir-me- ^
ha couhecer aquello que preciso que
tu
O peronagem, que estava i
me entregues, Van Helrnont naoapodera, 8e, ^minhou para o barco e sal-
recusar-nos o egredo d cases thesouros,, ^ ^ ^ N>e3te J^^ ^
pois Van Helrnont sendo l.vre nao fallar, | ^ ^^ ^ ^^ ^ penumbrit) e
eu to_juroJ_ ^ ^_____. ___ depois de ter, ao passar, affagado o ani
- Van Helrnont far todas essas <
sas? axclaraou Reynold.
Sim.
Queiu o obrigar ?
Eu!
Como '(
E' esse o mcu segredo. Tu o sabe-
rs quando a hora chegar I
Mas se possue um tal meio de ac-
cao sobre Van Helrnont, porque o nao '.em
empregado ha mais tempo?
Porque esse meio de aceito o ni-
co ; porque elle nao pode servir mais do
que urna vez; porque,empregado esse meio,
Van Helrnont escapar completamente ao
meu poder c esse meio reservei-o para urna
cireumstanaa suprema. Ora, tu sabes,
era tres dias devo morrer, te nXo der em
troca da minha vida a do ente que parti
a rvore mgica. Bem necessano que
eu aiba quera 6 aquelle de que o destino
exija imperiosamente o sacrificio, s Aldah
pode dizel o! Chegon a occhsia^devo -
rar. __._-"*
""^Tf esse meio de acgXo nao o rev
lar antes de chegar a hora?
Nao!
Reynold r^flaclio durante alguns
tantea.
Chegada a noute partiremos d'aqui ?
Aoode iremos?
mal, desceu para o barco sempre parado.
Collocou se atraz, entre os dois corpos
estundidos con a mo na canna do leme.
O homem que estava de p sentou-se; o
segundo agarrou n'um crok, que estava
ras-
ao fundo do barco e irapellio este para o
largo.
N'cste momento o declive pareceu no-
ver-se e comegou a levantar-se do mar on-
de eatava.
Dspois, o movimentoaugmentou progres
sivamente, e eievou-se de todo.
A extremidade, sempre batida pelas on
das, uni se ao penhasco de que se separa-
va.
Dir-se-ia que a varinha d'um mgico
acahava de cumprir um milagro. Ai onde,
alguns momentos antes se disfructava o in-
terior d'uma gruta, encontrava-se urna rau-
raih.j. O animal e a sna presa tiuham des-
opparecido, o rochedo apresentava ao mar
oa_ajaifr-liJ35-Eacarpad08 O.g^tos,agni e
alli pelo furor devastador do Ocano.
A cmbarcagXo caminhava silenciosa pelo
mar, seguindo com todo o cuidado a som-
bra projectada pelos alto penhascos, e
ciou urna palavra; nenhum dos doui cor-
pos estendidos tentou um movimento.
Finalmente depois de raaa hora de na-
vegagXo profundamente silenciosa, um dos
tres homens assentados, o que diriga o
barco, inclinou so suecessivamenta sobre
ob dous corpos oollocados ao p delle.
Dorraem anda 1 dase elle em voz
biaza.
O narctico fez o aeu effeito! reapon-
deu um dos remadores.
A precaugXo foi boa I
- Stm duvida; porque os gritos de Ca-
maleSo, quando pelo seu gesto, El-Kbir
se deitou sobre elle, toriara determinaio
urna crise nervosa que nos embarazara.
Depois desta curta troca de polavras, os
tres homens fcaram n'um absoluto silencio,
oa dous remadores, isto Reynold e Ri-
cardo, remando sempre perfeitamente, e
tnestro Eudes, collocado atraz entre Diana
e Aldah immoveis, governando o barco
com a sciencia d'um piloto.
A la, brante, acabava de esconder-se
e o Ocano estava envolto em profunda ea -
curidao,
De Etretat a Fcamp pode-Be fcilmen-
te atravoaaar, com urna brisa favoravel e
urna canda boa, em menos de hora e meia,
toas para seguir o camioho que ella toma-
va levava-se muito tempo.
Depois a resaca violenta contra a qual
necessario constantemente lutar para evi-
tar ser levado pelo alto mar, tornava ainda
o andar do barco mais difficil e meno3 r-
pido.
Cada um dos ti es homens pareca reco-
lher-se profundamento, mas o seu rosto
mpassivel nada revelava do que se pasaava
em sua alma.
Ricardo, que soffria muito, esquecia suas
dores para Be recordar do instante em que
penetrara na caverna que encerrava os
thesouros dos chefes.
Os rubis, diamantes, e esmeraldas, oa
montSea do ouro, de riquezas inestimaveis,
brilhavam sempre dianto de scus olhos. A
vista desta fortuna immensa transtornara-
lhe o cerebro como se estivesse ebrio.
Desdo esse momento de fascinagio
em que o deixara o esp :ctaculo deaaes tbe
souros, tudo esquecera, passado e presente,
para b cuidar no futuro, e nao pensando
nos raeioa que devia empregar para con-
quistar essas riquezas, satifazia-se a ver-
se em sonhos como nico proprietario da
caverna mysterosa.
Oh murmurou elle interiormente, se
Mercurio fosse enforcado amanha, seriara
s dous a partilhar desta fortnna !... dous
homens dos quaea um est bera da se-
pultura !... E estas duaa existencias po-
deriam baatar para dispender todos esses
montues de ouro e diamantes ?... Oh 1...
se eu estivesse s nesta caverna I... Oh I
se eu ainda podesso. ..
Ricardo levantou a cab'ga.
O aeu pensaracnto tinha feito pendel a
para diante.
Seu olhar girou em roda do mestre Eu-
des, e fitou-se sobre Reynold e sobre o
negro mar, depois seu olhar dirigio-se para
o seu braco doente, e um suspiro meio
abafado escapou de seus labios.
Reynold nao ouvio esse suspiro, posto
que fosse dado bem perto delle; mas Rey-
nold parecia profundamente absorvido pelo
trabalho do seu espirito.
Remava sempre com a nejraa energa
" *, cglaridade ; mas s o corpo obedeca
ao mevimentoT" ^\
to de aincera conviocao, foase pela ta-jtica
hbil, as cousas naturaos as praticaa mgi-
cas, abrigando a sua sciencia profunda de-
baixo do manto de phenomenos sobrena-
turaes, fallando cora conviccSo dos poderes
oceultos, entragando se a formulas inysto-
rosas, e tendo-sc sempre na apparencia, e
em todas as circumstancia) sobro um po-
der eatranho aos homens, o velho acabara
por levar a p-jrturbaclo s razSes raaij sli-
damente estabelecidas.
Humberto o Mercurio, apezar do seu sa-
ber immenao para a poca em que vivan,
supportaratn por vezes esta influencia sin-
gular. S, Reynold, mais forte e mais
sceptico, resistir serapr.*, o atraz do mi-
lagro procurava o lado natural.
Comtudo o genio do velho La Chesnaye
o lngara as reflex3es as mais inechoren-
tes, e, apezar do seu cepticsmo, ai pra
traziam por
suas proprias
e a
Deixei perdel-03 ambos porque efifactiva-
mente nao tenho nacessidade delles e por
que o seu orgulho tambera os arrastava
para longo de raim e araeacava subtra-
hil-os loioha influencia! Valem menos
es cadveres do que os inimigos em p 1
Mas tinho necessidade ainda de ti, Rey-
nold, e servir-me-has tu ma obedecers
como o leilo me obeie:eu quando eu lhe
mandei devorar Camaleilo l Necessito do
segredo da vida eterna, e esse segredo tu
me njudars a enceatralo em srguida ou
to anniquillarei jomo anniqaillei os teus
irraSoa !
Como v o, cada um dos pensamentos
do3 tres personagana harmonUava-ao ma-
ravilhosamente com sua natureza, e cada
um de83ea trea homens, todos tres n'um s
barco no meio do Ocano, nao pansavam
conservando-se a urna distancia mais que
respeitosa da zooa esclarecida pelos raios
da la.
Os dous homens remavam perfeitamen-
; te; mas com adifferenga de queum remava
- A' Casa Vcrmelha I... ^ COm ambas as maos e o outro nao se ser-
Bora !... Mas accrescentou Reynold ; va seno com um braco; o segundo pen-
baixando anda mais a voz, Caraaleo dea-1 dia inerte a seu lado.
cobrio o segredo dos nossos thesouros. A brisa era fraca, mas secundava os es-
El-Kcbir far que esse segredo mor- foros dos remadores, pois que impellia o
.m e]je | barco para traz e o punha na direceo quo
Reynold inclinou a cabeca em signal elle quera tomar. la para Fecamp.
ticas mysteriosas de seu pai
momentos urna durida aa
convic95e8.
Esta duvida era do curta duracao,
reacyao tornava-sa ento mais viva.
Assira a toda a hor.i estava a humilhar-
se, e comtudo elevava-se. O immenao or-
gulho do homem fiaava ao do cima da ad-
miracao do discpulo.
Ou o que elle diz verdade ou mente
com cons.'enca do seus sonhos, e neaae
caso zoral a de mira, pjnsava elle curvan-
do-se sobre o remo.
i E' necessario a todo o prego que eu
saiba a verdade.
So a sua sciencia provm, co:uo ella o
affirma, de suas relacoes com os espiritos
invisiveis, porque nao terri eu tambera um
commercio com esses espiritos tao podero-
sos ?
Se assim necessito que elle me en-
tregue o seu segredo e me ponha em es-
tado de chegar ao meamo grau de poder ?
Se nao ao contrario, aabe muito para
um simples mortal, e essa sciencia, que
ma servio at aqui, pode tornarse fatal
um dia, pois que nao lhe conheco limites.
Quem sabe se elle se voltar contra mira
chegado o momento?...
a Oh 1 necessario que eu saiba a ver-
dade Chegou o momento em que se vai
realisar o meu senho. Antes de me lan-
car nosse caminho novo nao quero, repi-
to-o, deixar atraz de mim um s perigo,
de qualquer parte que venha Quem
quebrou es3e ramo de coral, essa arvore
mgica da que elle falla? Ignoro o I...
Diz que Van Helrnont forcar Aldah a ro-
velar-lhe essa segrelo; possivel, assim o
creio ; porque acredito no magniismo, de
que Van Helrnont b tem a chave.
c Mas elle assegura que a sua vida est
ligada a esta descoberta, e que s tem tres
dias para fazel-a. Um dia j decorreu,
restara dous l Bem I chega o instante fa-
voravel e tudo saberoi E' preciso, oa
que eu tenha o poder supremo, ou que
nenhum perigo oxiata perto de mim I
Quo Aldah fall, om anguid:i eu opr.i-
re 1
E Riynold, meneando a cabeca corao
homem que acaba de tomar urna reaolucao
enrgica que acaba de tomar urna rcsolu-
5X0 enrgica n'uma circumstancia difficil,
deu um mais rpido impulso ao Larco, au
gmentando a forca do movimento do seu
remo.
Mestre Eudes tlnha neste momento os
olhoa fixos sobre aeu filho.
Quem tivesse podidoier os pensamentos
do velho como nos vamos fazer, julgaria
8enXo em sacrificar em um tempo dado, a
existencia dos dous outros em boneficio da
sua propna.
O barco
dffirmativ.
Neuhu u dos tres personagens pronun
A alna, afastando-se do involucro mate-
rial que aretinha captiva, viaj va longe- ewp.ogular homem dotado do urna acul-
, ,*_ dada realment) ao de cima da natureza
do corpo.
Desde o momento em que Rey.iold, do-
minado completamente pela grande exten-
sao da sciencia de seu pai, fra obligado
a reconhecer a supremaca do velho e bai-
xar-se perante elle, seu orgulho soffria do-
lorosamente, apezar da sua humilhacXo ap-
parente.
Depois duvidas estranhas Be elevavam
no espirito do jven.
O modo de operar do mestre Eudes tra-
z a seus fructoa.
Alliando conBtanteraente, fosse por effei-
F0LHET1M
k filha ao srao
PUR
:. s ::;::::::
(Continuago do u. ti)
XI
Reclama te a todo o momento ; quer
sem dnvida aproveitar a sua mar de feli-
cidad e para te gauhar muito dinheiro. E
olha que j nao ganhou pouco. Est ago-
ra, neste momento, depennando um typo,
que recebemos na semana passada, e que
um Brazileiro que nada em ouro. Se te
nio sentes com palpite, nSo joguer, mas vai
Bempre ver, que muito curioso.
O capitXo, ainda mal atordoado, dir-se-
hia que continuava a sonhar.
Mas que horas sao ? perguntou elle,
esfregando os olhos.
J deram tres. Olha que tu, quan-
do te d para dormir, dormes a valer.'
Logo que te levantaste da mesa foste im-
mediatamente tetar te no divn, e se nao
vesse acortar te, estaras ainda no paiz
dos sonhos. Parece que j dormisteB o ne-
cesaario, e cuido que nXo tr8 ainda von-
tade de ta mett< r na cama. Chegas a pro-
posito : a partida est quasi a acabar. Era
quanto a mira, diffe.-entc, j l deixai
at o ultimo sold. Boa noita e boa for-
tnna.
Saint Briaa ficou estupefacto. Como
que aquelle miseravel, quasi convencido de
asBassinat), ousava mostrar se no club, e
sobretudo como ousava perguntar por um
ho cm a quera tinha, n'uma primera car-
ta anonyma, declarado a guerra e, n'uma
segunda, armado urna atroz cilada ? D'oo
de lhe vinba tamanha imprudencia, e que
nova patifaria vr-lava tXo inaurdtavel au-
dacia ?
Com a reflexao, o capitao convencu se
que o pseudo Hespanhol nXo aa arrueav
grande perigo, que reapparecendo para j c-
gar o bacearat, em que era tao feliz. Era
provavelmeate ultima partida, porque
\ada o impeda de se eclipsar defintiva-
i mente assim que ella acabasse. E que po-
dia fazer Saint Briae a esse homem ? Que
1 provas tinha de que fosse elle o assassino
I de Notre-Dame ? Nenhuma. Graves sus-
peitas sim, mas de nada valam para faze-
rera prender aquelle malvado.
S o Sr. de Mlveme poderia prendel-o,
mas esse nXo estava alli ; o Sr. de Ml-
veme devia ter nessa occasiao outras pre-
oceupaeSes que nXo as de vingar a raorte
de utna eondessa russa. De mais a mais,
Saint Briac contava nunca mais o tornar a
ver.
O capitao estava, pois, resolvido a ope-
rar szinho, se quizesse vingar-se do mi-
seravel covarde que havia denunciado Odet-
ta a seu marido.
Pois bem, seja, disse elle por entre den-
tes. Ainda tenho algunas horas de mnlias,
antes di eahir de Pariz; emprega!-as-hei a
fazer montaa aquella bandido. Tenbo-o
no meu poder ; nao o largarei at que o
ponha as mos da justica. Emquanto
elle jogar, jogarei eu ; quando sabir do
club seguir-lhe-hei os pasaos. Hei de fa
zer com que me pega urna explicaco e en
tao... porque, se me provocar, terei mais
prazer de o matar do que de o entregar
justici.
Com esta resolucao, mais ousada do que
sensata, dirigi se para o salao vorde, on-
de encontrou Pancorbo, asse.ntado entre
dous jogadores. J nao era banqueiro ;
era o Brazileiro que tinha tomado a ban
ca ; mas Pancorbo jogava forte e parecia
que a fortuna nao lhe sorria, porque aca-
bava de perder una somma avultada.
Saint-Briac foi collocar-se em frente
delle, do outro lado da mesa, e ficou em
p, para mais promptamente Jeixar o jogo,
logo que o H- spanhol se levaitasse. Este,
porm parecia nao pensar em tal, porque
acabava de deitar para cima do panno ver-
de urna porgSo de tentos. Demais a at-
tencao que elle dava ao jogo nao o impe-
dia de ver perfeitamente tudo quanto k
paaaava roda de ai. Vio inmediatamen-
te o capitao e teve o topete de o curapri-
nuntar, cumprimento a quo o capitao nao
oorre8pondeu.
Saint-Briac nXo quera despender cor-
tezia com aquelle velbaao; mas tambera
nao quera parecer ter ido alli nicamente
para o vigiar.
Tirou da carteira urna nota de mil fran-
co e p61-a no taboleiro da esquerda. Ga-
nhou, e o Sr. de Pancorbo, que jogava no
cima
humana.
Vamos murmurava elle aparte com
irona. Que o teu orgulho se abaxe, in-
sensato Vejo sobre o teu rosto o traba-
lho do teu eBpirito e leio em tua alma
como n'um fivro aberto! E' a primeira
vez que te curvas peranto mim e j te
elevas cima de todo o sentimento de hu-
milhacao I Eu saberei portento forcar-te a
reconhecer em mim o teu mestre Mer-
curio a Humberto j n5o exiatem a esta
hora, ura est morto, o outro vai sel-o !
avanca sorapre seguindo os
cantornos dos penhascos. Havia duas ho-
ras Ricardo e Reynold remavam em silen-
cio, quando depois de terem dobrado urna
ponta vaneada do rochodo que obstrua
completamente a vista dos lados, aperca-
berara alguns pontos luminosos brilhando
no horisonta e destacando-se no fundo das
trevas,
Fcamp, dis3e mestre Eudes.
Atracamos calheta ? perguntou
Reynold.
Sim.
Ha alguem na Casa-Vermelha T
Nao.
Ricardo ser o primeiro a desaer e
observar o caminho.
Sim, mas essa preoccupacXo ainda
que boa intil, porque nenhuma pessoa
alm de ti, Humberto, Marcurio e eu, co-
nhece essa casa como nossa, pois sabes
que a tradicXo de que a rodeamos leva o
terror a urna legua era roda e impede as
aldeaes os mais audazea de se approxima-
rem della.
E' verdade, meu pai; mas oa aegre-
doa de Mercurio pertencem quasi todos a
Catharina, e quem aabe aonde est Catha-
rina neste momento e o que ella faz ?
O velho nao raspondeu. Havia alguns
instantes que se voltara para interregar o
horaonte que o barco deixava aps si, e
o seu olhar parecia explorar a superficie
da mar, apesar da esauridXo, com muita
attencao.
Cdssa um pouco de remar, disse ello
a Reynold, e vem ao p de mim.
Reynold deixou o seu remo e atravessou
o banco em que estava Ricardo para ga-
nhar a parte detraz do barco.
Olha disse mestre Eudes.
E cora o gesto indicou o horisonta, Rey-
nold inclinou se para diante, ooncentrou
seus olhares e examinou o ponto designa-
do por seu pai.
NXo vejo nada, dase elle.
Tens o instrumento que mandei fazer
a Humberto e con a ajuda do qual os
objectos raa-s afasUdos 83 approximam e
se tornam distinctoi mesmo duranto a
noita ?
NXo, mas esse instrumento de que
falla est no cofre onde est sentado.
D-m'o, Reynold I
O joven baixou se, mexeu no repar'.i-
raento collocado atraz do barco e tirou de
urna das cai:;as ura desses oculoa de ver
ao longe qua hoja se ensontram a cada
canto, mas que, n essa poca, assira como
j o dissemoa, era desconheeido.
Mestre Eudes agarrou o instrumento de
ptica e collccou-o na direccXodeixada pelo
sulco do barco.
Depois de um longo exame, passou o
oaulo a seu filho. Esto olhou tambora.
Nada vejo, disse elle.
Entao, disse o velho, enganar-me-
hia.
O que julgou ver ?
Um barco.
Seguindo-no8!
Ignoro-o, mas pareceu me distinguir
um ponto negro bilougando-se na3 vagas.
Enganou-se, meu pai. Demais, podara
ser algum barco de pesca pondo-se em via-
gem, pois, bem vo, a mar encho.
a todo o caso, accrascontou mes-
tro Eudas, na-j iremos para a Casa Voc-
melha.
-- Porque ?
Po:que necessario dobrar Fecamp.
Quo importa !
Se os barcos de pesca saera do por
to, cnaontrar-nos hXo.
RtzXo de mais, meu pai, e ser a
nossa salvaguarda no caso de perigo. Mis-
turar nos-hemos com os barcos de pe3ca e
passaremos desapereebidos.
Mestre Eudes oxaminou ainda o horisou-
te, depois de um momento de reflexXo :
Seja assim como desejas, disse elle,
mas levanta o raastro e iga avclla! Eis a
brisa que sopra com mais torga. Chegare-
mos mais depressa.
Reynold fez um signal afli nativo. Di-
zendo a Ricardo que daixaasa o banao em
que estava asaentado, tirou um mastro do
fundo do barao, levantou-o, metteu-o n'um
buraco pratisado no meio do banco que
oceupara Ricardo.
Reynold tinha com duvida grande habi-
to desta manobra, pois executou-a cora a
destreza e seguranga digna de um mari-
nheiro; dopois, igando a verga, largou a
vella, segurou a escota o voltou a tomar
lugar ao p do velho. Diana e Aldah dor-
miara sempre.
XLIV
A CASA VEBMELHA
taboleiro da direita, perdeu. A partida
continuou com probabilidades diverea ;
porm a fortuna conservou-se-Ihe fiel, em-
quanto que parecia voltar as costas ao
pretenso Castelhano, que, diga-se a verda-
de, recebeu philosophicamente a m sorte
d'aquella noite, e qusl nXo estava acostu-
mado.
Tamben quando soarara nove horas e o
capitao deu o signal de retirar-se, o Sr. de
Pancorbo tinha perdido urnas cincoenta no-
tas de mil francos, e, de bolsos vazios, de
cidio-se tambera a levantar a sessSo.
Saint Briac, que o nSo perda de vista,
ouvio-o chamar um pobre criado meio ador-
mecido e pedir lhe um caldo. Para o ca
pitXo era aqnelle o momento de ter urna
explicagSo decisiva com o seu inimigo. Pe
Jio immediatamente urna chicara du choco
late, que elle mandou servir em urna racsi-
nha redonda, a dous passo3 do Sr. de Pan-
corbo, que acabava tambem de estallarse
em outra mesa e sem procurar evitar a
vizinhanga do capitao.
Foi elle quem primeiro dirigio-lhe a pa-
lavra.
Esta noite nao estivo feliz, disse-lhe
lie sornndo ; mas estou encantado de que
fosse o senhor que ganhasse. E' ndiscri-
gXo perguntar-lhe quanto ?
A queatXo era impudente, e aquella ma-
neira familiar de reatar relagSas com um
inimigo declarado era o verdadeiro cumulo
da audacia.
Mas anda nXo era chegado o momento
de Saint-Briac provocar a queatXo. Ainda
era todos os jogadores tinhara sabido e
alguns delles tinham-se agrupado em um
canto da sala e conversavam sobre os inci-
dentes da partida, aomo se conversa nos
acampamentos, noite, acerca do urna
grande batalha.
Sou capaz de apostar quo o senhor
leva nada raenoi da cincoenta mil francos,
continuou tranquillamente o Sr. de Pan-
corbo.
Cincoenta e cinao mil, raspn leu o
capitao, sem parecer admirado de tao ines-
perada pergunta.
E' ama bonita somma. E o senhor
teve, de mais a mais, a felicidade de re-
ceber dinheiro vista. A proposito deve
possuir alguna dos ineus vales.
Nem um b.
E' pena. Era agradavel telo por
credor.
Por que ? se faz favor.
Porque ira eu mesmo resgatar a mi
nha aaaignatura e aproveitaria essa occa-
explicaglo com o se-
precisa vir minha
8X0 para ter um".
nhor.
Para sao nSo
casa.
Aqui um tanto difficil, nao eatamos
88.
__ Mas vamos ficar sa dentro em pou
co. Ora veja.
O grupo, com effeito, diasolva-se pouco
a pouco.
Des convidados restavara apenas dous
que discutiam urna grave questXo, encaroi
nhando-se devagarinho para a porta. En
tretanto os criados do club abriam os cor-
tinados e a luz clara de urna bella manhX
ae primavera inundava a sala.
Abrara tambera as janellas, disse o
Sr. do Pincorbo, morre-se aqui abafado.
J tempo de renovar se o ar.
Era sao meamo que quera tambem
Saint Briac, porque reapirava urna atraoa-
phera itr-peatada pelo fumo de innmeros
charutos qua haviam fumado os jogadores
durante aquella raeraoravel partida, que
durara dez horas.
__ Poda fallar agora, continuou o capi
tXo. O que tam a dizer-me ?
Primeiro, tenho que lhe fazer urna
pergunta. Trato con um amigo ou com
um inimigo ?
- Com um inimigo, sabe o perfeitamen-
te-
J o Babia, mas quera ouvil-o da
sua propria bocea, Agora sinto-me mais
voutade, para lhe propor que acabemos
"j>m esta 8tuagXo que noa pesa a ambos.
Acabar com ella! exclamou o capi-
tao, irritado com tanto desplanto. E' com
o senhor que eu quero acabar !
O quo entende por estas palavras ?
perguntou framente o pseuio Hespanhol
Sabe-o perfeitamente. Quero aappri-
mil-o.
Por que forma, se f.z favor ?
Entregando-o justica, que lhe pe-
dir contas (* todos oa aeus erimes.
Refere ae raerte daquolla mulher,
que precipitaram do alto de urna das torres
de Notre-Dame ? EntXo ainda continua a
crer que fui eu o autor desse crime ?
Tenho as provaa diaao.
Admira-me. Mas advinho d'onde
provm o seu erro. O senhor recebeu urna
carta minha, que considera urna prova.
Nessa carta eu ameacava-o de denunciar
ao Sr. da Mlveme as suas relagSes com
a esposa, se cootinuasse a espionar-me.
Concluio por isso quo eu era o homem que
o senhor procurara. E', permitta-me que
A meia hora de marcha de Fecamp, se-
guindo os penhascos na direcglo do norte,
eleva-sa urna paquena casa, especie de pa-
lacio cercado d'um pequeo bosque e ro-
deado por ura pequeo I'ojso.
Torres setteiradas, altas muralhas, e urna
ponto levadiga, davam a este pequeo cas-
tullo, fortificado sobre o penhasco, o aspee-
cte do urna verdadeira fortaleza.
Forrado de tijollo3 verraelhos, cobert*
de elhas de igual cor, fura dada a esta
babitagXo senhorial o nome de Casa Ver-
mclha.
A quera pertencera essecastello ? A tra-
dicgXo era muda a tal rsspeito, porque des-
do muitos annos eatava deahabitado, e
comtudo parecia aer cuidado8amente con-
servado.
Diza se a dez leguas em redor que no
principio do seculo precedente urna familia
ingleza fizera construir esse castello e ah
se encerrara. Nunca se soube o nome des-
ea familia.
De tempos a tempos via-sa apparecer
as janellas abartas urna cabega joven e
fresca de mulher, e algumaa vezes aperec-
bia-se, passeando solitario sob as arvores,
um homen, de fronte pensativa e aspecto
austero. Depois ura bello dia nXo se viu *
mais nada.
EotXu as versoes as mais singulares ti-
nha 22 principiado a circular. Pretenda se
que o hornera marido zcloso e engaado,
matara sua mulher.
Outros affirmavam que a mulher, ao con-
trario, envenenara o homem e fugira com
o infame seductor; mas o que ningueta
pensava em contestar, era que desde a de-
sapparigXo dos habitantes, o castello tor-
nara-so propriedade dos duendes, dos m-
gicos e das almas do outro mundo.
Boatos 8n8tros acreditando esta opiniao
tinham feito rpidamente passal-a coaio
artigo de f. Um aldeo afiirmava ter ou-
vido urna noite, passando ao p dos red-
ros da habitagao, o concert terrivel de um
coro infernal.
Um pescador contava que urna tarde,
voltando da pesca, apercebera no penhasco
phantasmas brancos, passeando ao clario
de fogos vermelhos.
Um habitante de Fcamp, mais valoro-
so do que os outros, quizera urna occasiao
ver o interior da fortaleza.
(Continua)
lh'o diga, ura juizo temerario. Oceulto a
minha vida, verJada, e nXo quero que
rae sigam ; mas isso nXo razXo para que
ea s ja assassino.
Quem entXo o senhor ?
Siraplesmente um conspirador. Dei
xei a Hespanha era consequencia dos lti-
mos acontecimentos polticos e tent voltnr
para o meu paiz. Tent derribar o gover-
no que me expatriou ; estou quasi a con-
segul-o. Est tudo a poatos para urna re-
volugao que preparei em Parz e que bre
veniente vai rebentar em Madrid, logo que
eu parta o que pasae oa Pyreneua e rae
ponha frente do movimento.
Se me denunciar, serei talvez preso pela
justiga franceza e o meu projecto aborta-
r ; raas nXo me aera difficil demonstrar
que nada tenho com o crime de Notre-Da-
me ; porque nao tenho mais precaugoes a
guardar, renunciarei ao mysterio que en-
volve a minha vida desde que habito em
Pariz. Far-me-hei conhecer pelo meu pro-
prio nome a apresentarei vinte testetuu-
nbas para attestar a verdade das miabas
declaragdes. Por isso nXo o aconselho que
experimente. Nada mais faria do que pro
vocar um escndalo, qua o senhor tem to-
do o interesse em abafar.
Nao, agora. O senhor escreveu a
Mlveme, dizendo-lho que eu era o aman-
te de sua mulher. Nada mais tenho que
perder.
Escrevi, confesso, e lamento raasrao
8er conatraogido a chegar a essa extremi-
dade. Maa foi o senhor que me obrigou a
Isso. Eu tazia-o vigi?r, e soube que, para
me e8piar, se entenda nXo 8ei com que
tratantes, cujo chefe urna especie de D.
Quixote, um doudo. NXo poda tolerar o
procedimento daquella gente c toi o senhor
a quem me dirig. Pagou por ellas. Tenho
pena, mas quuria-o dissuadr de me fazer
guerr*. Dependa disso a salvagXo da mi-
nha patria e a vida de muitos bravos, meus
amigas polticos, comprometidos em Hes-
panha e qua soffreriam a mesma sorte que
eu, se fosse preso em Franga.
EntXo, confessa qua foi o senhor
quera eacreveu hontera ao Sr. de Malver-
ne uraa carta anonyma aviaande-o de que
sua esposa estava em minha c sa ?
Perfeitamente. Sei quo ella foi l,
maa ignoro o que ae passou entre ambos.
Parece-me que nada houve de grave, vis-
to quo veio passar a noite a jogar, e pode-
ria contentar-me com o primeiro aviso que
lhe fiz. Mas o aenhor nunca me perdoa-
r dej haver feito o que fiz ; por minha
parte j me nXo poaso fiar no senhor ; par-
tanto preciso que um de n3 desappare-
ga.
E' um duello que me propoe ?
E', na falta de cousa melhor. E' a
nica solngao pratica do caso em qua nos
achamoa, e ainda assira, nao commodo
acabar por essa forma Primeiro, p.rque
eu parto sta tarde.
Tambem eu parto esta tarde.
Podamos combinar oncontrarmo-nos
intil; porque,
teriamos
no estrangeiro, raas seria
uraa vez fra da Franga, nada
que temer um do outro. /ilra disso, creio
que nao vamos para o mesmo paiz.
Vou para a Russia.
Proaurar o assaaaino de Notre-Dame,
chacoteou o Sr. de Pancorbo. De8ejo que
o encontr ; mas como ea nXo estou dis-
posto ;i acredtalo, desejaria regular as
nossas contas inmediatamente.
Ora essa, e eu entao !
E' abi exactamente que est a diffi-
claadc. Para nos batermos necessario
testemunhas e, na presente situngXo, diffi-
cil encontral-as.
Podemos passar sem ollas.
Se pensa assim, nada se opp3e a que
terminemos o negocio esta manhX. Pens
raesmo que melhor nao nos separarmo^,
antes do o concluir. O aenhor doacona
do raim o eu desconfio do senhor. Nio
nos separando, ambos fieamos certos da
que nenhum de|ns prepara urna traigXo.
Resta a questao das armas. Iremos jun
t08 corapral-as. Eu trago commigo ura re-
volver.
Tambem eu trago outro comm Muito bem, mas.. do mesmo ca-
libre do meu. .. exectamente, continuou
Pancorbo, depois de haver comparado as
duas armas, que, com um moviraento si-
multaneo, arabos tinham tirado doa bolsos.
Seis balas, que pode atirar cada um e fUs
to meamo paso Todos os revolvers que
faaein os armeiros parizienses sXo do mes-
no modelo. Agora, onde nos varaos bater?
Pouao importa, contanto que nos ba-
tamos e morte, disse Saint-Briac, acotn-
mettido de urna raiva fria e decidido a ter-
minar esta qiKS'-Xo a todo transe.
(Continuar-se-ha.)
~<*
'-
'
Typ. do Diario ra Duque de Cazias n.afc

]


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