Diario de Pernambuco

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Material Information

Title:
Diario de Pernambuco
Physical Description:
Newspaper
Language:
Portuguese
Publication Date:

Subjects

Genre:
newspaper   ( marcgt )
newspaper   ( sobekcm )
Spatial Coverage:
Brazil -- Pernambuco -- Recife
Brazil -- Pernambuco -- Recife

Notes

Abstract:
The Diario de Pernambuco is acknowledged as the oldest newspaper in circulation in Latin America (see : Larousse cultural ; p. 263). The issues from 1825-1923 offer insights into early Brazilian commerce, social affairs, politics, family life, slavery, and such. Published in the port of Recife, the Diario contains numerous announcements of maritime movements, crop production, legal affairs, and cultural matters. The 19th century includes reporting on the rise of Brazilian nationalism as the Empire gave way to the earliest expressions of the Brazilian republic. The 1910s and 1920s are years of economic and artistic change, with surging exports of sugar and coffee pushing revenues and allowing for rapid expansions of infrastructure, popular expression, and national politics.
Funding:
Funding for the digitization of Diario de Pernambuco provided by LAMP (formerly known as the Latin American Microform Project), which is coordinated by the Center for Research Libraries (CRL), Global Resources Network.
Dates or Sequential Designation:
Began with Number 1, November 7, 1825.
Numbering Peculiarities:
Numbering irregularities exist and early issues are continuously paginated.

Record Information

Source Institution:
University of Florida
Holding Location:
UF Latin American Collections
Rights Management:
Applicable rights reserved.
Resource Identifier:
aleph - 002044160
notis - AKN2060
oclc - 45907853
System ID:
AA00011611:19010


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Full Text

HAH.I A CAPITAL E LlftARtS ONDE NAO SE PACA PORTE
Por tres mezes adiantadoe
Por seis ditos idem.....
Por uin anuo idem.....
Cada numero avulso, do mesmo dia
6^000
120000
240000
0100
lfflHMHA 16 DE MARCO DE 1886
">
i
vi
}
V
PARA DENTRO E FORA DA PROVINCIA
Por seis mezes adianUdos......... ..... L^Sn
Por nove ditos idem.......,......... 20*000
Por um anno dem. ................ nX)
Cada numero avulso, de das anteriores. ........ 0iw
DIARIO DE PERNAMBUCO
|)r0j>ric&ai>e i>e latuel -fi&urira i>e Jara & -filljos
TELEGRAMAS
SS37::: a"::::a" so azuzo
PARAHYBA, 15 de Marco, 1 hora e
45 minutos da tarde. (Reeebido s 3 ho-
ras, pela linha terrestre).
O presidente da provincia, rom
dr. cueto de policio e outraw pen-
ada, egaio boje a paelo para
Campia Grande, que dista trlnta
leguas da Capital.
RIO DE JANEIRO, 15 de Marco, s
3 horas e 10 minutos da tarde. (Reeebi-
do s 6 horas da tarde, pela linha terres-
tre 11)
Foram nomeados veadores da cr
te os senadores Joao Alfredo Correa
d'Ollveira. Francisco de Carvalho
Soares Brand&o e Dlogo Velho Ca-
valeante d'Albuquerque.
For \m apresentados c o n e g o s
de prebenda Inteira da S de Olln-
da< os meios-prebendados Dr. Ana-
alas Correa sss:::: da a&.scia satas
(Especial para o Diario)
PARS, 13 de Marco, tarde.
O casamento do Maque de Bragan-
eacom a Princesa mella d'Orleaes.
fllba mals velba do Conde.de Pars.
erA celebrado em Lisboa a 15 de
alo prximo.
PARS, 14 de Mareo.
O governo francs tem a loteneo
de levantar umemprestlmo publico
de um mimar de francos (IxOOO ml-
lbes. em renda de 3 %) para co-
brir o 111111111 do orcamento e con* o -
lldar a divida fluctuante.
Assegura se qne o governo val pro -
j>r As cmaras um augmento de Im
posto sobre os lquidos espirituo-
sos.
LONDRES, 15 de Marco.
Mr. Cladstone. presidente do con-
elbo. acaba de elaborar o projecto
acerca da autonoma da Irlanda e
sobre a reforma agraria da mesma.
o qual se-A brevemente apresenta-
do A Cmara dos Commans.
PARS, 15 de Marco.
A subscripeo aberta para cons-
trueco do hospital Pasteur eleva-
se A sonara, de 250:000 francos.
Agencia flavas, filial em Pernambuco,
15 de Marco de 1886.
ARTE 0FFIC1AL
1NSTRCCA POPULAR
economa poltica
(Extrahido)
DA BIBLIOTHECA DO POVO E DAS ESCOLAS
(Continuafo)
CAPITULO II
Produrco da riqueza
0 thabalho mais rHODuemo.Deve terse em
vista 0 tornar-seo trabalho to productivo quando
posaivel, isto obter-se tanta riqueza, quanta se
puder, de urna qnantidade qualquer de trabalho.
N'este intuito, importa trabalhar as melbores
condices da productividade. E para isso neces
ario 1 trabalb.tr no memento opportuno ; 2
trabalhar no bom sitio : 3o, trabalhar de modo
proveitow.
1" Trabalbar no momento opportuno. Devenios
naturalmente f.izer as coisas, quando elUs sao
mais tacis, e quando prevemos que podemos tirar
maior proveito do nosso trabalho. homem que
pesca linha entrega se a esse exercicio de ma-
nhi cedo eu no fim da tarde, quando o peixe vem
isca ; o moleiro trabalha quando o vento e a
mar sao de feicio. A sabedoria no pavo formu
Ion este preceito na seguinte mxima : quando
ba vento molba-se a vela. A experiencia enuinou
ao lavralor qual a opacha mais propicia do anno
para cada genero de trabalho. Os camponezes da
Noroeg trabalham activamente, durante Julho e
Agosto no corte daherva e em recolher qoando fe-
no podem. Nao pensara nos cortes de madeiras
nessa epocha do anno porque sabem que terao bas
tante tempo durante o seu longo invern para as
cortaren; quando o gelo tiver en<*bido todas as de
prtseoes da montanha,poderlo fcilmente transpor-
ta! os troncos das arvores at aos rios que ingrosja
dos pela fusao dos gelos, arrastaro os madeiros.
sum novo trabalho, at as cidades e aos portos. E'
regra til e iacional, que nao facamoshnje o quepo
demos mais fcilmente fazer amanha mas regra
ainda de maior prudencia, que nao guardemos
para o dia se '.uinte o que mais fcilmente pode-
moa fazer boje. Comtudo, para que poasamos es-
perar e fazer cada coisa no momento opportuno,
carecemos de capital, com que vivamos noe nter-
vallo.
(Contima)
4.0Vi:ilvO DA PROVINCIA
FALLA que o presidente da provincia, conselhelro fos Fer
nandes da Costa Perelra Jnior, dirigi Assentbia
Legislad va de Pernambuco, no dia de sua lnstallaeio a
de Mareo de ISSO.
(Continuado)
OBRAS MILITARES
A 24 de Fevereiro findo, assumio a direcco das obras militares d'esta pro-
vincia o capitao do corpo de engenbeiros Gregorio Thaummaturgo de Azevedo, que,
por portara do Ministerio da Guerra de 23 de Novembro do anno paseado, foi nomea
do para o dito lugar, deixando-o o capitao do estado maior de artilharia, bacharel Vi-
cente Antonio do Espirito-Santo, que se achava n'esse servico por noraeacSo interina-
desde o dia 29 de outubro e bem o desempenhava.
Os estabelececimentos militares da provincia silo os seguintes:
Pail da Imberibeira.
Quartel das Cinco ponas.
Quartel do Hospicio.
Quartel da Companhia de cavallaria.
Enfermar a Militar.
Fortaleza do Brum.
Fortaleza de Tamandar.
Fortaleza de Itamarac.
Forte do Buraco.
Forte de Pao Amarello.
Forte de Gaib completamente arruinadas.
Forte de Nazaretn j c
Arsenal de Guerra.
Corpos de guarda da Palacio da Presidencia, da Enfermara Militar, da
Thesouraria de Fazenda e da Alfandega.
Es tito quasi concluidos os reparos das cavallaricas do Quartel de cavallaria,
e bem assim as obras do Quartel do Hospicio, promptamente expedindo o Sr. minis-
tro da guerra as ordena que para tal fim solicitei.
ARSENAL DE GUERRA
Por decreto de 24 de Outubro prximo findo, foi nomeado director d'este
importante estabeiecimenlo o major do corpo de estado-maior de 1.a classe Antonio
Vilella de Castro Tavares.
Fntrou em exercicio a 28 de Novembro seguinte, succedendo, com acertada
direcelo, ao coronel de artilharia Candido Jos da Costa, qne fura exonerado per de
creto de 17 d'aquelle mez.
0 bacharel Jos Frrncisco Ribeiro Machado assumio 31 de Dezembro o
exercicio do cargo de secretario do Arsenal, para o qual obteve nomeaco por decreto
de 12 do mesmo mez.
Por portara do Ministerio da Guerra, de 14 de Outubro, foram nomeados
adjunctos directora o tenente honorario do exercito Jos Francisco de Paulo Velley
e o alteres, tambem honorario, Flix Antonio de Alcntara. Ambos tomaram posse no
dia 2 de Novembro seguinte.
A 26 de Dezembro, foi nomeado Antonio Lins da Costa Wanderley, para o
cargo de professor de geometra e dezenho linear da companhia de aprendizes que faz
parte do estabelecimento. Comecou o respectivo exercicio a 25 de Janeiro ultimo.
Est completa esta companhia, que se computa de 50 menores.
As respectivas pravas freqnentam as aulas de primeiras lettras, geometra e
desenlio, doutrina christa, gyranastica e msica, segundo o horario estabelecido pela
directora, e nos intervallos trabalham as officinas para as quaes revelam aptidao.
A companhia de aprendizes militares, annexa ao Arsenal, consta 26 pracas,
sob o commando de um dos adjunctos directora. Tambem est completa. 1ra-
cumbe a esta companhia o servico da extinccSo de incendios. E' desempenhado to
satisfactoriamente quanto o permitte a insuficiencia do rar.teral de que elle dispoc.
Merece honrosa mencSo o estado de disciplina e moralidade de ambas as com-
panbjas.
Infelizmente serve-lhes de quartel um edificio de acanhadas porporgSes e sem
os demais requisitos necessarios.
A enfermara dos aprendizes artfices, se bem que nao esteja em boas con-
diefes hygienicas, comtudo vai-se prestando ao servico sem maior novidade, pelo limi-
tado numero dos enfermos, e em geral nenhuma gravidade das molestias que os tem
accommettido.
O seu movimento no anno prximo findo foi o seguinte :
Existiam........ 3
Entraram........ 72
Sahiram........ 72
Ficaram em tratamento .... 3
Existen! no Arsenal oficinas de machinistas serralheiro, de ferreiro, de obras
brancas e de alfaiates. A mais importante a prmeira. Falta-lhe um locomovel para
que fique as desejaveis condicojs. v
Com a manufactura do fardamento destinado forja de linha, n'esta e as
provincias visinhas, contina o Arsenal a dar traDalho, e portanto meios do subsisten-
cia, a muitas maes de familias necessitadas.
ARSENAL DE MAR1NHA
Contina na inspectora d'esta reparticao o chefe de divisao Jos Manoel
Picaneo da Costa.
Por avsios do Ministerio da Marinha foram nonreados :
A' 7 de Outubro o 1. tenente Leopoldo Bindeira da Gouveia para exercer
o lugar de ajudante do inspector, em substituicao do 1. tenente Leoncio Rosa.
A' 26 de Outubro o 1. tenente Rodrigo Nuno da Costa, dirootor das ofi-
cinas de constru ;cao naval era lugar de Antonio Lopes de Lelo, que foi exenerado.
A' 16 de novembro, Antonio Caetano de Oliveira Coragem, para o lugar ds
desenhista, em substituicao de Flix Arequind Sienthier.
A' 8 de Fevereiro findo, Oympio de Barros Alves Fonseca, para o lugar de
porteiro da secretaria da nspeccSo, em substituiglo de Antonio Lopes de Carvalho.
Pela inspectora foi nomeado a 19 de Novembro, Manoel Preciliano da Silva
Braga, para exercer interinamente o lugar de araanuanse da secretaria, durante o im-
pedimento da Cleodon Augusto de Albuquerque Chaves, que obteve do Ministerio
da Marinha, licenca por tres mases para tratar de sua sate.
Nenhuma alteracSo houve no pessoal artstico.
Por portara do Ministerio da Marinha nomeou a inspectora quatro guardas
de polica pira o servico do Arsenal, de accordo com as respectivas disposijo^s da le
do orcamento.
No da 28 de Novembro prncpou a funcionar a serrara a vapor queaquelle
ministerio maniara assentar em 16 de Outubro anterior. Tem produzido excellentes
resultados.
Foi augmentado e concertado o telheiro em que so localisa refenriada ser-
rara e fizeram se diversos reparos no edificio em qu* tuneciona a secretaria da ns-
peccao, capitana do porto e onde reaide o Inspector; e bem assim foi concertada a
officina de machinas.
Acha se em construejao o patacho Guarar^pes e urna catraia para a capitana
do porto do Pauhy e um escaler de 12 remos para a armada.
Construio se em 1885 um escaler para o servico da sale e polica do porto
e fizeram-se concertos em diversas embarcares de pequeo porte.
A enfermara de marinha funeciona regularmente, dirigindoa o cirurgiao de
divisao da armad*-, Dr. Tristao Henrique da Costa.
Durante o anno prximo findo estveram fundeados no porto d'esta cidade os
seguintes navios de guerra:
Corveta austraca Av.rora, canhoneira franceza Oals, Canhoneira nacional
Affonso Celso, canhoneira austraca Albatrs, transporte nacional Madeira, e ltima-
mente as corvetas nacionaee Primeiro de Margo e Ouanabara, da divisao de cruza-
dores, sob o commando do chefe d-> divisao Luiz Maria Piquct, e Almirante Barrozo,
em viagem de instruccao para Nova Orleans, levan lo, abordo, urna turma de guarda-
marinha, entre os quaes Sua Alteza o Prncipe D. Augusto Leopoldo.
(Continua)
DESPACHOS DA PRESIDENCIA DO DIA 13 DE
MARCO DE 1886
Antonio Jos Ferreira Jnior. Sim, a
contar do prximo semestre vindouro em
diante.
Jos Alves da Silva.Nao ha que de-
ferir, visto que o supplicantc ainda nao
curapro a pena que lhe foi imposta.
Joaqnim Domingos de Lima e outro. -
Informe o Sr Dr. chefo de polica.
Joao Baptista Luzitano. Como requer.
Manoel Jos da Cmara. Passe porta-
ra, ooncedendo 3 mezes de licenca nos ter-
mos das instrucsSes de 29 de Janeiro de
1884, art. 9o 5.
Pedro Jos Paulo dos Santos.Informe
o Sr. brigadeiro commandaote das armas.
Secretara da presidencia de Pernambu-
co, em 15 Marco de da 1888.
O porteiro,
J. L. Vegas.
Reparticao da Polica
Scelo 2.a N. 265. Secretaria de Po.
licia de Pernambuco, 5 deMaryode 1886-
Illm. e Exra. Sr. Participo a V. Exc.
que nos dous ltimos das foram recolhidos
a Casa de Detencao os seguintes indivi-
duos :
A' ordem do subdelegado de Santo Antonio,
Maria da Conceicao ou Manoel la Mara da Con-
ceijao, p:r disturbios.
A' ordem do do Io districto de S. Jos. Serapio
Jos do Nascimento, Eusebio Manoel da Assamp-
vo e Nstor, que diz ser escravo du Urbano de
tal, por disturbios.
Pelo subdelegado da freguexia de S. Fre
Pedro Goncalves, foi reaettido ao Dr. juia de
dircito do Io districto criminal o inquerino poli
cial a que procedeu contra Zef ;riuo da Cunha Si-
queira, como incurso as penas de art. 201 do
cdigo Timinel.
O snbdelegado do 2 districto da Graca tam-
bem reme'teu ao juizo competente o inquerito a
que procedeu oontra Manoel Prucopio Bandeir i,
preso om flagrante na eccasio cin que furtava
Eizes em um viveiro de propriedade de Thomaz
anricio de Abren.
Ainda pelo subdelegad > do 1* districto da
Ba-Vista, foram remettidos ao juizo competente
os inqueritoi a que procedeu cintra Joaquim Pn-
reira da Silva, conbecido por Caboclinho e Cy-
priano de Souza Viegas, conhecido por Bexiga,
pelo crime de erimentos.
(Jommunicou-me o capitao Jos Eiesbao Bor-
ges Ucha t*r nesta data reassuo ido o exercicio
da subdelegacia do districto da Magdalena.
Em 27 do mez findo, s 9 horas da noite e
na villa de Floresta, foi ferido gravemente, a ca
cetadas, o soldad* Jos Joaquim de Sant'Auna,
sendo autores de tal crime dous individuos que se
achavam emboscados em um casebre, os quaes nao
foram reconbecidos.
Fes-se corpo de delicto e abrio-se inquerito con-
tra os delinquentus.
No dia Io do corrente procedeu o delegado
do termo de {Floresta a visita da cadeia existente
all, na qual foram encontrados 7 reos pronuncia-
dos.
Deua guarde aV. Exo.IHm. e Exm.
Sr. conselheiro Jos Fernandes da Costa
Pereira Jnior, muito digno presidente da
provincia. O chefe de poli na, Antonio
Domingos Pinto.
DIARIO DE PERNAMBUCO
RECIFE, 16 DE MARQO DE 1886
noticias do Norte d : Imperio
O paquete nacional Cear, eatrado hontem do
norte, trouxe as seguintes noticias :
Amazona*
Datas at 4 de marco :
No da 23 da passado foi a capital do Ama-
zonas theatro de um grave conflicto entre pracas
de liuha e de polica.
A's 7 horas da noute, dous policas que ronda-
vaui a estrada Epaminondas, foram aggredid >? a>">
passar em frente ao cemiterio, por sito soldado*
do 3o batalhio de artilharia, armados de ca-
cetes.
Os infelizes aggredidos foram soccorridoa pelo
povo, que conseguio recolhel-os ama casa pr-
xima, indo ao respectivo quartel dar parte do oc
corrido.
Mais tarde, s 8 e mcia, urna patrulh i que a
substituir os aggredidos, foi assaltad* por um
grupo de saldados do 3o batalho, travando se en-
to urna luta horrivel a ferro fri e balas.
Apezar de que o povo fosse favor da poli-
ca, o numero de soldados de linha era grande e
estavam todos prevenidos ao ponto de, um reforco
commandado por um Io tenente, que ia apnsiguar
o c inflicto, tomar a defensiva do seus cempanhoi-
rss e tornar o caso mais grave.
O numero de teridos nesse terrivel coufl cto,
que principiando s 6 e meis, s pdde ser apa-
siguado depois das 11 horas, foi : 12 pracas do
corpo de polica, 5 do 3o batalho e um portuguez
de nomo Manoel Leiras.
As principaes autoridades da provincia compa-
receram ao lugar do conflicto, onde estveram ate
o final.
O promotor publico da comarca, que tambem
,'Steve presenta no lugar do conflicto, indo em
companhia de algumas pessous, ao quartel do 3
baialhao pedir ao respectivo commun<1::ute o seu
comparecimente, ao tnegar em frente ao portao
do quartel fra intimado por um cadete e um
grupo de saldados retirar-se, sob pena de ser
espancado e at mesmo morto.
Em offieio do Dr. chete de policia dirigido
presidencia da provincia sobre o occorrido, diz
elle o seguinte depois de relatar os factos, cjino
j hcima disemos :
Inf^lizineate, p rm pelas 8 1|2 horas da non-
t- deu-se o grand i e grave conflicto de i\ resu -
tou os feri i cntos cima referidos, conflictoe-te
qne nio teve mais funestas consequ ncias por t- -
rem as pracas da guarda pilicial que nelle tora*-
lam parte, cabido, urnas feridas gr.iveuieute, e 'U-
tras fgido, levemente fer'das p >is euceumbir.am
de cert.i ao numero muito s perior das de liub< .
O commandante interino do 3- batalho daudo
parte do occorrido autoriaJe superior, disse :
Apenas a patrutha do Corpo de pjlicia avie
tou a orea deste bitalho, rompeu em coutinente
um renhido tiroteio de revolveres seguido de vio -
lenta luta ferro fro.
uuvindo cu o estampido dos tiros, fiz seguir
inmediatamente, um ref ireo sob o commando do Sr
1- tenente-fiseal a fim de conter, e "prend-r os cri-
minoso* ; o que felizmente se executou quanto a pri
meira parte, podendo apenas ser presos os solda-
dos do corpo de policu, Nino>l 'i ; I di ('os-
ta, Manoel Bernardo Pere.rt, Joaquim Facundes,
Houorato Antonio dos --bnlos e Doiotheo Rodri-
gues da Cruz, que foram por mim eutregues ao
Sr. capitao Andrade Figueira commandante da-
quelle corpo.
Deate batalho fiesram bastantes pracas fe-
ridas grave e levemente e contusas, cono de todo
darci conta minuciosamente a V. Exc. com a re-
messa do resultado das avenguacoes rigorosas a
que estou procedendo .
Ha nesta narraco grande divergencia da do
Dr. chefe de policia, o que, segundo o orgo ofi-
cial, mostra a culpabilidade dos seus subordina-
dos, com grave prejuizo da ordem publica em fac-
tos desta ordem.
O promotor publico diz em seu offieio que dirigi
presidencia dando parte das graves occorrencias
de que fra testemunha :
" Proeurei, appellando para o meu cargo, in-
tervir para que fossem tomadas algumas provi-
dencias no seu ti do de obstar tal scena de sangue
em que, em miaba opinio foram autores os solda-
dos de linha que buscaram as patrulhas de pol -
cia para viugarem-se nellas da offensa, que d-
zem ter reeebido: e neste sentido dirigi-me ao
quartel do batalho procurando o respectivo com-
mandante com e fim de pedir a prsenos do mes-
mo ao lugar do delicto, nao conseguindo fazal-o
por ter sido obstado por um cadete, que a frente
de alguna soldados, e a vista de algn* officiaes,
entre os quaes destingui o tenente Antonio Jos
Barbosa, me obrigara urna retirada, sob pena
de ser por elles espancado, pois que fui at mea-
cado de ser morto *.
A'sahida do vapor, precedase os inqueritoa
afim de chegar se a verdade e punico dos crimi-
nosos.
Na freguezia do Carvoeiro, Rio-Negro, Vir-
ginia Maria Franca espaacou a Thereza Bertbol-
da,Jpartindo-lhe a cabeca com um ccete.
Aos gritos de Thereza, veio em seu soccorro
Manoel Ferreira dos Anjos, que toi reeebido com
urna marfilada na cabeca, cahindo repentinamen-
te, porm a fra continuou a martellar-lhe a'. que
foi soccorrido pela vis'nhauca.
Prestou juramento e assumio o cargo de the-
soureiro da recebedoria provincial o Sr. Antonio
Jos de Souza Cruz.
O Comnutrcio do Amatorias, propriedade do
Sr. Joaquim Rocha dos Santos, passou a pertencer
ao Sr. Bertino Miranda.
Fallecen o portuguez Joo Velloso Barretto,
c ommerciante.
Para
Datas at 7 de Marco :
As folhas, que apenas adiantam um dia, nada
referem de impirtante.
Muranhao
Datas at 10 de Marco :
Tambem as folhas desta provincia nada adian-
tam.
Cear
Datas at 12 de Marco :
Foi exonerado a ped lo do cargo de promo-
tor publico da comarca de S. Bernardo de Russas
o bacharel Arthur da Silva R-go, sendo removido
para all o da de Vicosa, bacharel Rayinuneo de
Furias Britto.
No dizer de todas as folhas foi insuUo e po-
bre o carnaval deste anno.
Lemos no Cearetue de 6 :
Depois de um calor senegalesco e de um sol
abrasador, que tanto mal j ia causando s plan-
tacocs feitas, cahiram, nos dous ltimos das, al-
gumas chuvas sobre esta capital
Comquanto nao tenham silo de longa dura-
cao, foram copiosas, e viro prestar decadente
lavoura grandes beneficios .
Rio triiiulr do >'orlv
Datas at 13 de Marco :
Nada encontramos as folhas digno de nota.
Parahyba
Datas at 14 de Marco :
As noticias desta provincia sao de interesse
local.
\o(ieias d;i Europa
O paquete inglez Britania, qae passou ante-
bontem para o sul, adiantou tres das as datas tra-
zidas pelo Elbe, trazendo folhas de Lisboa at 3
do corrente.
Alm das noticias de Portugal, constantes da
carta do nosss correspondente de Lisboa, inserida
na rubrica Exterior, eis as demais :
HeHpantia
Escreve 3 do corrente o n isso correspondente
de Lisboa, sobre o visinbo paiz :
O* Estados Unidos da America dirigiram
nltimam"iit H spanha uina cordeal felicitacao
por ha ver oflvrec'do a sua mediacao no conflicto da
Ita'i-v com a Colombia.
O crtio!ho de guerro de Carth-gena condem
nou ajea ultiun o priucipal reo da insurreico
d> forte d S. Julia), de que foi victima o valente
general Fajardo. Todos os outros rtos, que j
tambem se acham presos, foram condemuados a
pnso. Os que andam fgidos sao julgados re
velia.
Em E che. provincia de Alicante, sentio-se no
iia 28 do mez p.tssado um tremor de trra de cur-
ta duraco, mas que abalou as paredes, as portas
e ;i inobilias no iuterior das casas nao lazando,
felizmente nenhuma victima, nem estragos mate
naos,
O governo inglez acaba de submetter ao par-
lamento o protocolo assignado com a Hespanha
acerca da que.-to dos Carolinas.
Dos d'>cuinent>'s que no Livro Azul contem,
resulta que assim qu foi conhecida oificialmente
a ucceitaco de Sua Santidade, como m-dianeiro
errre a H'-spanhH e a Allemanha, o ministro dos
negocios iir ngeiros da Gran-Bretanha fez con-
star ao governo hespauhol que o governo inglez
desejava se concelessi-m todas as vantagens que
podessein s-r rec mheeidas Allemanha para re-
gulameiito da qin-sto da soberana as Carolinas
o em Paiaos.
O gabinete de Londres mostrava-se desde
logo disposto a rec mhecer a soberana da Hespa-
nha sobre as ilhas do archipelago sobre .que ver
sava o l'tigio.
Custa a crer que da parte da Inglaterra tudo
bto signifique genarosidade e que nao fosse deter-
mnala por alguns fius interesseiros.
S'ja eom> for, em rasposta a essa nota, o Sr.
Eiduayen dizia que apreciando e agradecendo de-
vidainente as diep isicoes d i governo inglez, o bes-
panhol acceituva o expresso e manifest reconhe-
ciment.. da sob^rauH da H<-spanga sobre as Ca-
roiiuas e Halaos na forma e termos do protocolo de
Jol, conce leudo, por sua parte Inglaterra as
vantagens estipuladas nelle, acerca da liberdade
de commercio, na* egac > pesca.
Propnuba. alm disso, o Sr. Eiduayen que a
soberana da II-spanha se estendease a todas as
ilh s compr-h ndidis entro o Eqoador e 11" de
latitude n .rte e os 132" e 16 Io de longitude leste
io meridiano de Greenwuh.
Palavras ao vento !
O inarqu. z de Salisbtuy explicou que o go
verno inglez nao podi i reconhecer a soberana da
Hespanha se nao at ao lucsnio pauto que a reco-
nhecesse a Allemanha, e enviava um projecto do
.irotoc lo com duaa :1 maula : pa primera, a
He-panha oincatia Inglaterra iguaea vanlagens
e privilegios que os que so coucedeesem Alle-
jianha ; pida segunda, o govtrno ingles recouhe-
cia a soberana da H spmiha as Carolinas e Pa
uos as soDr.dita* cndicdea. _
Neste cmenos, sobreveio o gabinete liberal
em Hespanha., e o Sr. Moret dcclar >u a. represen-
tante inglez Sir Cine Ford, que, vistos os bene
ficios que podiain abst r-se de conservar as rela-
M mais amigHveis "nt.e os dous pizes, no po
dia supp,.r que a Inglaterra necess.tasse como a
Allemvnha, de ter urna cstacAo navl n aquella
oarte do Pacifico em que esto situadas as Caro-
linas. ... i F
t O goveruo inglez desist desse ponto, que foi
resolvido parte, mediante despachos cruzados
entre o r.presenUnte da Inglaterra e o ministro
dos estrangeiros bespanh .1.
De.Ies consta que a renuncia do governo in-
glez estacao naval, contentando-se &pc"as com
todos os privilegios, favores, ou immunidades que
se tioham concedido ou venham a conceder-se
Allemanha.
< Mallograram-se as diligencias feitas para a
collgaco dos republicanos dos diversos matizes.
O Sr. Castellar deseja o triuropho da repblica por
meio da evoluco, entretanto que s outras faocjes
republicanas querem fazer vingar as suas ideas
por meio da revolucao.
> Ante-hontem foi recebilo pela raiaha regen-
te em audiencia solemne o ministro da Russia.
A infanta D. Eulalia est restabelecida- da
sua doenca. J no 1 de Marco deu um passeio
de carruagem pelas ras da capital.
i O Duque de Sevilha foi transferido ha 2 das
para a priso cellular de Madrid.
Franca
E' quasi geral a grve em Decazcvlle. Os gr-
vistas reclamam que seja despedido o engenbeiro
Blazi e augmentado o salario. Em caso de\recu-
sa ameacam a pagar os fornos. Passam ja de 2
mil operarios em grve, a situaco grave. A
forea de engenharia recebeu ordem de ir oceupar
todas as peijas das minas. A situaco apresenta
all a mesma grvida le. A companhia mineira
ameaca suspender os trabalhos e mesmo abando-
nar a exploraco se os operarios nao aceitarem as
suas condicoes.
Os jornaes trancezes publicara pormenores do
caso de tiros de revolver disparados por nm espec-
tador das galeras na cmara dos deputados, caso
de que o telegrapho nos hava j ad> noticia.
Subia a tribuna o ministro da guerra para
apresentar um projecto de le, qaando se ouviram
as duas detonacoes.
A sesso foi immediatamente suspensa.
Os tiros foram disparados n'uma tiibuna collo-
cada sobre a direita da cmara.
Urna das balas foi parar ao corredor das tribu-
nas, onde foi depois encontrada. O iadividuo que
as disparou deitou logo para a sala da cmara
urna carta fechada, que foi apanhada por um de-
putado e levada ao presidente.
Era sobrescriptadu para o Sr. Clemencean.
O capitao da guarda, que assista sesso n'uma
triouna contigua, prendeu-o cconduzio-o esqua-
dra da cmara. O preso a exclamando pelo ca-
minho : Escrevi ao Sr. Clemencean, que sabe
o que isto quer dizer.
Na carta diz que estima o patriotismo do Sr.
Clemencean e por isso se dirige a elle ; que pre-
tendeu chamar a attenco da Franca sobre o seu
procesao, o qual revelar no vos pormenores a res-
peito da rendico de Metz e dos officiaes que en-
tregaram a cijade.
Denuncia a existencia de espioes allemes no
exercito francez.
Interrogado na questur.i, declaroa chamar-se
Pionnier, ser natural de Angers e ter servido no
exercito durante a guerra franco-prussiana.
Terminado o interrogatorio foi entregue po-
licia.
Cr-se geralmente que o homem est doudo.
Na cmara dos deputados franceza comecou
no dia 25 de Fevereiro a discusso do tratado de
Madagascar, que tinha parecer do Sr. de Lanes-
san, concluindo pela ratificaco desse tratado.
Entretanto, c:mo eDtre os amigos da conceutracao
republicana se contam muitos adversarios do ga-
binete, e como a questo dos piincipe.s nao renden
o que elles esperavam, escolheu-se o tratado, que.
seria devolvido, se tanto podessem, o ministro dos
negocios estrangeiros. Estavam encantados com
essa idea, e outavam j com a victoria, suppondo
que o plano guardada myateriosamente na som-
bra, vingaria. Infelizmente para elles, soube-se
tudo, e nao foi difficil ao Sr. de Freycinet desar-
mar ainda urna vez esse grupa auti-minisreril
que se agita nos corredores.
A cmara dos deputados approvou o tratado de
Madagascar por 459 votos contra 2, poucos dias
depois.
O emigrado hespanhol Antonio de la Calle fez
no Grande Oriente nma conferencia sobre a situa-
cao poltica da Hespanha, esbozando a largos tra-
eos a historia dos republicanos hespanhes.
Dizem despachos de Argel que ardeu o theatro
d'Orlanville.
O senado francez approvou um projecto de le,
tendente a reprimir a fraude, tantas vezes repeti-
da d-i se attnbuir a determinado autor um objee-
to de arte, com o fim nico de burlar a comprador.
A nova le pune, com priso at 5 aunos e multa
at 3.0.X) francos, todo o individuo que expozer a
venda pintura, scultura, gravura, desenho, instru-
mento msica, ou em gera1, qualquer objeeto de
arte, attribuindo-lhe, fraudulentamente, o nome de
um autor celebre.
O conselho municipal de Paris resolveu nao con-
tribuir para as despezas da commemoraco do cen-
tenario do astrnomo Francisco Arago, em Per-
pignam.
Em vista desta resoluco, a coamsso dos fes-
tejos dissolveu-sc, e abri urna subscripeo nacio-
nal para ser erigido um monumento, em Paris, ao
sabio astrnomo.
O Fgaro publicou ltimamente a seguinte
carta, que o principa Jeranyrao Napoleo dirigi
aos presidentes da cmara dos deputados e do se-
nado, protestando, prodomo sua, contra a poltica
tendente a cxpulso de Franca, das individualida-
des d" sang.ie real:
Pars, 22 de Fevereiro di 1836. Srs. depu-
tados e Srs. senadores.E'-vos proposto por fra
da le os membros das familias que reinaram na
Franja.
Uina lei de exilio ou Je ostracismo, isto ,
franco : vendo-se o mais f jrte, esmaga-so o mais
traco que se teme. E' isso, pois, o que idea vo-
tar ? Nao, vos ides votar urna ei de suspeifoes,
sem mesmo terdes a franqueza de nomear os sus-
peitos.
Vt os designar, is por urna forma vaga e ge-
ral.
E' urna primeira especie que entregaes ao ca-
pricho de um ministro. _
Ao ultimo dos criminosos assistem garantas
que poderiam embarazar ojogo da nosso arbi-
trio.
Vos os supprimis e substitus ajustica pela po-
ltica.
Pondes vos na mesma cathegoria os Bourbons c
08 Napol'OJa?
O descendente de Felippe Egalit por urna
irona da sortc, representa o d.reito monarchica, O
eu que, deseen lente ce Napoleo I, nada possa ser
aeno pela soberana nacional.
Eu conheco o exilio, nelle me creei.
Os meamos proscriptos da Santa Allianca, leva-
rsm para o estrangeiro a sua invencivel paixao da
p itria. ., .
Mas qual aquello dentre nos qu lamis foi
visto uas fileiras dos emigrados ?
E vos confunds n'uma tal protenpao estes
adversarios seculares, os Bonapartes, defensores c
soldados da rcvolucAo, e os B iur.ons, cujo desti-
no combtela ou a'raicoal a.
Que crime commetti eu ?
Que lei violei eu ?
Eu son cidadao francez, um titulo ^que niu-
guem me pode arranear.
Vos meamos o reconheeestes.
Os vossos juizes perscrutaram toda
ducta, r'-mecheram todos os meus pp *y
O que que eucontraram ell< s ? liada.
A u.ico tinha me designado para sietx m lhoes
e tre-entos mil suflragius. i
Aguardji eu as vossas ameacas para rofconhecer
que a rrpublica a consequencia lgica do^^nffra-
gio universal \^
Mas o vosso governo instituido por urna as-
semLla monarchica nao seoo urna olygar^hia
parlamentar, que vive de p.'rseguicoes, _dc a*n-
turas, de dissipaeese qne termina pelo isolamel^-
to nacional e pela miseria publica.
ida minjgk con
S


V


Diario d PcrnambucoTerfa-feira 16 de Mar^o 188*



i
lia.
rela-
A Inglaterra adherio termal recasa da Ito-
- A Franca, a Suissa e a Blgica pediram ex-
plicacoes Ruaaia sobre a expresao delnqu n-
tes polticos. >
O papa convocou urna reuniao de cardeaes para
examiuarem a questo de se ostabelecerero
cVs diplomticas com a China.
Espera- se ama solucao favoravcl.
O jornal italiano Rijbrma advoga a idea de um
projecto de liga adnanein destinada batina a con
trabalancar a Zollverm allemao.
A Franca, a Italia, a Hep^nha, Portugal, i
Grecis, a Roumania, a Bulgaria e o Montenegro,
fziam parte desta liga.
Para facilitar a realisaco deste projecto, c Ri-
forma espera que entre a Franca e a Italia se ce
lebre um tratado de navcgacao e em bons termos,
fazendo-se de urna e outra parte rasoaveis gonces -
acs.
Intlanria
As dos casas do parlamento inglez recomeca-
ram na quinte feira. 18 de Fevereir, as suas s s-
goes, que tinham sido adiadas em consequencia da
formacao do novo gabinete.
Na cmara dos communs oceuparam os seus lu-
gares os no vos ministros que baviam sido reelei-
to, o prestaram o devido juramento.
Logo depois o presideute do conselho, o Sr. Gla-
dstone, respondendo a urna p rgunte do Sr. Co
wen, sobre a queatao grega, disse que lord Rose-
b ry, ministro dos negocios estrangeiros, de opi-
nio, e os seus collegas estao de accordo com elle,
de que seria muito prejudicial se neste momento
existase alguma ambiguidade quanto s ideas do
governo.
, o tstado criticc dos negocios da Europa oriental, e
sabemos quanto tudo di pende da aeco que possa
exercer se a respeito da Grecia.
Os assu raptos da Romeiix oriental nao esto de
modo algum resolvides ; mas esses assumptos de
certo se aggravariam consid ravelmente diante do
que se est passando na Grecia.
O accordo europeu eBt comnosco nesta ques-
tao, e continuaremos indubitevelmente a proceder
segundo o seu espirito.
Temos a satistacao de poder seguir, sena a me-
nor alteracao, a poltica dos nossos predeceeso-
rcs- *
Nesa queatao, que tem tao alta importancia
para a Grecia e para a paz da Europa, adherimos
absolutamente, depois de os haver examinado, aos
compromisos contrahidos pelo ministerio prece-
dente, e nao temos razio alguma para abandonar
a sua poltica, a qual favorece a paz europea e os
verdadeiros interesses da Grecia.
O ministro do interior, o Sr. Childers, respon-
dendo a differentes perguntis relativas aos dis-
turbios que eccorreram em Londres 8 de Feve-
reiro, disse que na manha daquelle dia, para o
qual estava annunciado um grande mtttinq em
Trafalgar Square, havia recebido o chefe de poli-
ca metropolitana a seguranca de que estavam
ndoptadas tedas as medidas para garantir a or-
dem, e que para as immediaces da praca de Tra-
falgar tinha sido mandado um n-forco de 560
agentes de polica.
O Sr. ministro expoz em seguida as medidas que
tinba ordenado para impedir a repeticao de
scenas como as do dia 8, pata castigar os instiga-
dores das desordena, e para reconhecer se tinha
havido negligencia da parte dos funecionarios da
polica.
O Sr. Childers declarou cniao que prximamen-
te ficaria terminado o inquerito a que se tinha
mandado proceder, e que esperara poder commu-
nicar k cmara, peucos das depois, os resultados
que se hiuvessem al caneado.
Em seguida continuou a cmara a discutir a
mensagem em resposta ao discurso da cora. O
Sr. Gladstone tinca declarado previamente qne o
governo aceitava em substancia aquella mensa-
gem, e spenas pedir algumas mudificacOcs de
pura forma.
No decurso desta discussao toi novamente con-
vidado o goveruo a fazer algumas indicaces ge-
raes sobre a poltica que ge propoe seguir na Ir-
landa.
O Sr. Gladstone declinou toda a discussao acer-
ca da mtio legislativa entre a Gr-Bretanba e a
Irlanda, e declarou que b: nao poda deduzir cou-
8a alguma si bre as intenr;es do gov urna uniea nunieaciio individual (a do Sr. Morlcy
para ministro da Irlanda) attendendo a que essas
indicafoes devem ser determinadas pelo conjjncto
do gabinete, e pelo espirito que nelle domina.
-^ O ministerio precedente, accrescentou o Sr.
Gmdstone, nos seis mezps que permaneceu no po-
der, nao se achou ca condicoes de tomar urna de-
ciso relativamente quis'ao irlandesa, e quer-se
entilo que nos nos prenunciemos hoje, quando c
novo gabinete existe ha poucos dias.
Nao est de ti do cxtucta a agiteco socialista
em Inglaterra.
Se em Londres nSo tornou a haver ncm reu-
nios tumultuosas nnm alteracao da ordem, ainda
ha dias a polica tevj de dispersar em Sewethnock
um grande grupo de grevistas que marchavam ;o-
bre Birmingham com intentos aggressivog.
O relatorio da cemmiaso de inquerito sobre a
erigem e o carcter dos tumultos do dia 8 de Fe-
vereiro em Londres, e sobre o procedimento da
polica naqnella conjunctura, foi japresentado ao
governo.
Esee relattrio declara que a? providencias to-
madas pela polica em Trafalgar-Square foram
pouco satisfactorias e mal concebidas. O numero
de agentes mandados para a localidade era dimi-
nuto, e as disposicoes adoptadas denuncia vam urna
deploravel leviandade. Diz tambem que o coro-
nel Hendt rson estava no sitio vestido a paisana,
vigiava a actio dos policas, roas nem assumioo
commando delles, nem den ordem de espec e algu-
ma. A commissao nota, que se havia desprezado
as precauces mais elementares, que eram neces-
sarias para cahir sobre a mnltido, sabendo-se que
elementos perigosos compunham o meeting socia-
lista.
O relatorio conclue afirmando a necessidade de
se procedei um inquerito rigoioso sobre a orga-
nisaco e a administrado da polica de L-n-
dres.
4, cmara des communs rejeitou urna indicacao
do Sr. James Stuart que tinha por fim substituir
a superintendencia municipal do governo na po-
lica de Londres.
O eomicio socialista celebrado 28 de Feverei-
ro de manha, em Manch-ster, nao foi muito con-
corrido, mas ainda assim a populaca eommetteu
alguna excessos, qne a polica reprimi logo.
A rainha Victoria, qoe ha muitca annos nao
appa recia em espectculos pblicos, assistio hon-
tem a urna solemnidade musical em AVbert-Hall.
O Daily Neus neg.i qne baja dissencoes no seo
do Gabinete inglez. e muito especialmente que
baja desintelhgencins entre o Sr. Gladstcne e o
Sr. Chamberlain ; accrescenta mais o mencionado
jornal qiW^o Sr. Chamberlain nao mostrou nenhu
ma opposi*o nem reUtiva queatao irlandeza,
nem tao ppco com referencia queetio grega; e
qne tudoquanto eapalha sSo invencoee, destinadas
a linca)* o descrdito sobre o actual miniaterio.
Allemanha
presente cmara dos deputado da^Prasaia
ijeeto de W qoe autoriea o overno do rino
trabir um en priistimo de cinco milhSe de li-
para seren Mpplicadis compra de proprie-
ade's, em Poteu e Prusaia Oriental, com o fim
repabtiei e nSo dis-lde fortalecer e firmar o elemento allemao naquel-
las provincias. Esperava-se violento debato. O
principe de Bismarck nao assistio porm a sessao,
e encarregou da detesa do projecto o Dr. Lucino,
ministro da agricultura.
No parlamento prnssiano centina a discussao
do projecto do governo para a germanisacao das
provincias polacas da monarchia. Os deputados
polacos protestaram indignamente, tanto contra
disposicoes do projecto, ofensivas da sua na-
) Mfet a limjMCem, caottpie o
pruoige' ^ ttmtxmhpretende jtwtifical-as.
O thefes do otoo-altmfialaiio prnaa'n-
ram se enrgicamente contra a poltica etm-
ibrno do cfcaaceller, aecusando-a, nao s da ftarir
ama elaeae e umaraca, mas tambem de eeaceea
der o c< uflicto reBfioao as pMvinci&s itontoM
do reino, excitando oa sectarias das duas
una contra oa outros.
O ntinietro da agricultura De. Lucias tfcndtw
o projecto na ausencia de Bismarck, reyando> as
aliegttes que para o sustentar o chancellcr ja ha-
via apresentado.
O Dr. Lucino nao foi feliz no seu discurso, ejue
apenas servio para exaltar oa deputadoa polaco os
quaea atacaran) o projecto com toda vehemen-
cia.
A discussao nao deixou de ter utilidade, pois que
o g verno se vio obrigado a condescender com que
o projecto fosse e vado a urna commissao incum-
bida de lhe estudar minuciosamente as d sposicoes
particulares.
Foi preso, em Kel, o director de am jornal, por
curoplidade no crime de alta traicao commettido
pelo ex-capito do exercito dinamarqus, Saraw.
O projecto do lei, resolve o monopolio das bebi-
das esperitnosas, foi dado para ordem do dia, no
Reichstag: toda a imprensa liberal se manifesta
adversa ao projecto, inclusive a moderada Natio-
nal Zeitang.
Preparara-se grandes festejos, em Munich, para
a celebracao do centenario do nascimen:o do de-
funto re da Baviera.
A commemoraco deve effectuar-se nos dias 8,9
e 10 de ]ulho.
O poeta allemao, Arthnr Fitzer, de colloboraclo
com o duque de Saxonia Meiningen, est traduzin-
do o drama-de Bvron Marino Fabiro, que se an-
nuncia como primor de literatura.
Na aldeia de Zoschej, perto de Halle (Saxonia)
E' necesaario reformar
truil-a.
O doto deve eleger o ten chefe.
A democracia carece tanto da autoridade como
da liberdaoe.
Be um crime dizi-1 o, castigai-me.
A Franca e a historia nos julgaro. Napolen
Afiirma-se que na caso de ser approvada a
pr posta Rivot, autorisando o governo a etpulsar
os nrincipes, quando o julgue opportono, e collo-
cando-osrportantoyadol.i,a ; rincipa Vctor |na-i
deixar immediatomaaai a raneL
Os principa* immti* Oaona oaammta-m
n'uma attitudareaeraiiii
A esmmissio parlaaaaaitar, noiaaaiii padat
parecer sobreeata inaidante, foi toaoraval pra*
posta Riv t.
^So dia 4 sato.diaaaaima.
As direitas aacerdaaaaa a> e aaaer dheantra-
rem no de ate* na utocs
_ Foi nomeada govarnador da Cochinchina
Sr Felippin actnalmente prefeito do Loire.
Italia
O Correio del Matino de aples insere o se-
guinte :
O governo italiano recusou-se formalmente a
adherir a proposta russa para a adop?ao de um
projecto de lei idntico ao da extradieco ree:
de delinquentes polticos.
Esta proposta est aceita, at o presntemela
Turqua, Hespanha, Hollanda, >uecia e D'namar-
ca.
A Austria e a Allemanha nao responde-
rn!.
Nao se contentou o assassino, que ora se sen
ta no throno, de fazer naeo servia todo o mal
que lht tem cansado : te ve a audacia de a esbo-
fetear, de impor silencio aua honra, sua gloria
heroica, a essa gloria com a qual vos apreaenta-
veis altivos perante os nossos amigos, petante os
noasos iuimigos !
< 0 assasino do povo obrigou o pivo a perjurar
diante da familia slava, a converter se em Caim, a
levantar a mao contra os saus irmos u'um mo-
meatosolemsi a sagrada, aaaado os seos irmos
cotahatiasa pala sua lberdato e pala sua unio. .e
I' datotosBod, qtot o paaa sesrio se tez ira-
tiesateC
Applcando ao pagamento dos emolumentos e
sello, devidos por mercs lucrativas, as disposieoes
do art. 1 da carta de lei de 20 de Marco de 1875;
Autorisando o governo a estabelecer, em Lisboa,
a cobranca domiciliaria da contribuico industrial
em prestacSes mensaes. introduzndo nos regula-
oaentos as modficacoes indispensaveis para esse
fim.
Ante-hontem reuni se em primeira aeaso a
cmara municipal de Lisboa, a qual, como em
tempe lhes communiqaai, foi reinodeladaJJsegundo
a lei da reforma do municipio de Lisboa, O Sr.
Fasaando Palha, destarando ab rta a sessao, leu
unasenso relatorio, ataaadaminuciosamente oa
A aaw toUricida.iatUgio um torrjvsi aaatiga- tictes- e deliberacoes da easamiasae exeoutiva, e
a nato- do- Tass>-Podusoaa O verdadeisa aaatiga, Lapa**) aa propostas que natoaaWL eUbesaaas da
poraav-aaaaasjo masa.
oie-
ppli-
deu-se, no dia 24 um acontecimento que conster- i bases do reino.
o aiautorslata
deasairaaaato
cbate o enMajn; a*s \sto> %u
cal>( irm'ioa lawiaa!
Deveis ser vos o flagello da Providencia que
ha de escorracar da vossa trra o autar de tantos
males, de tantas vergouhas, o asaaasino do vosso
nome glorioso, da vossa honra !
Depende do vos, irmos servios, reconduzir a
Servia ao seu verdadero caminho e curar as fon-
das borriveis de que eltseoffre.
Se estiveeseis na prosperidade, irmos sei vioa,
nunca eu teria tido a idea de vos lembrar a minsa
pessoa, ficae certos disso.
Contentar -me-ia, ainda de longe com a vessa
felicidade. Nao vos fallarei dos meus direitos ;
nao quero perturbar o curso feliz da vossa vida
tranquilla.
E agora mesmo, se reivindico os meus direi-
tos, nao por certo em vista do exercicio do poder,
mas nicamente para vos tornar felizes.
Este sagrado dever impoe me antes de tudo a
minha qualidade de servio, e em seguida por ser
neto de Kara-Jorges.
8m ; dever meu virem auxilio do meupovo,
quando o vejo beira do abysmo !
Irmos servios salvai a patria, emquanto
posalvel fazel-o.
O tecto dss vossa8 casas est prestes a aba-
ter-se.
Rep'lli a mi que pesa sobre a vossa casa,
a mo que ainda nao conseguio derruil a, a mo
que ainda nao cons?guio destruir as solidas
non toda a provincia.
Duae mil geiras de trra foram subvertidas, des-
apparec ndo nos sorvedouros, algumas casas com
seus habitantes.
A Gazeta da Allemanha do Norte diz que a poli
cia vai proceder contra as pessoaa que assignam
na qualidade de doutor, e que n possuem diplomas
in absentia, comprados na America.
S em Berlim ha, pelo menos, 3,100 desses dou-
tores pliantasistas, em medicina, philoeophia ou di-
reito.
O imperador Guilherme den urna queda pouco
importante segundo dizein n'um baile que houve a
poucos oas em Berlim.
A data das ultimas noticias ainda obrigaio a
muito repens mas nao intcrrompel-o recepcoes
ero os espedientes dos negocios.
A sociedade oriental africana allem publicou
urna nova lista dos territorios, por ella adquerida
na totalidade de trinta mil milhas quadradas, al-
lemea, entre as ondas Rufiji e Rwma e o lago
Nyassa.
raiNNia
Por ordem do governo russo os monges dos mos-
teiros de Varaorvia foram presos e transportados a
torca para o interior do imperio, sob pretexto que
adminietravam os sveramentoo segundo o rito ca-
tholico, a catholicos da igreja grega.
O Sr. Baggovout, tecre-urio do ministerio dos
negocios estrangeiros do Czar, parti, no dia 25
do mez paa.ado, para Roma, com urna missoo es-
pecial para o papa.
Orlen te
Quando rompen & guerra entre a Bulgaria e a
Servia, por mais d'uma vez disse que o que deter-
minara a guerra no animo do re Milau fora o seu
desejo de adquirir urna popularidade que nao ti-
nha no paiz onde rei.
Ora essa popularidade nao veio e o principe, pa-
rece ter contra si tambem a Russia.
E' o que se deprebende do segninte artigo d'um
jornal::
Os servios e os magyares pare em que comecam
a entender-se, o que nao do gcato dos ruseos.
O Videlo, que continua-a publicar-se, com o au-
xilio d'um milagre quotidiado. apesar do impressor
lbe t dittyramtvenfiamado emrfaror do irmos hn-
garos.
O jornal servio afllnna em termos ardente que
a lembranca dos beneficio prodigalisados pelos
hngaros no momento da derrota nao se apagar
jamis da memoria
Se o meu soscorro vo3 4 necessario, estou a
vosea dispoKco, nao tanto em nome dos meus di-
reitos, mas em virtude dos meus de veres de ser vio
e de neto de Kara-Jorge.
- Attendendo a que expirou o praso do armis-
ticio, e que a Servia, longe de concluir a paz, eat
faze ido demonstrares na fronteira blgara, o
prinsipe Alcxandre ordenou s tropas romeliatae
que venham para Sophia, e prepara-se para mar-
char ello meamo sobre a fronteira.
A Sublime Porta sendo informada de que a Aus-
tria anda concentrando tropas na Bosnia eua Her-
zegovina, mostra-se resolvida a occiipar a Servia
no caso de insurreico contra o rei Miln.
As probabilidades da paz dpcidram o governo
blgaro a auctorisar a livre sabida dos cer-jaes.
Tem causado em Bucharest impresso desagra-
davel o facto de nao ter o Sr. Majatovch recebido
novas instruceo.'s do seu governo.
A Servia parece manter a sua redaeco excluin-
do a expiesao relacoes de amisade que con-
tem a redaeco turca.
Procura-se o meio de conciliar esta disaden-
ca.
EXTERIOR
Correspondencia do Diarlo dt-
Pernambnco
PORTUGAL Lisboa, 3 de Ma^o
de 1886
S. A. bV o principe D. Carlos, que de Paris par
tira para Canne?, com seu futuro sogro o conde de
Paris e sua futura esposa a princesa Amelia, es-
perado em Lisboa, de regresao da sua viagem, no
dia 8 ou 9 do correte mez.
Anda se nao fixou a epocha do casamento.
Parece que as cortes, sob proposta do governo,
votaro, agora, ou depois da convocaoo que se
fizer, paseado o adiamento, (vito que outra ve ae
insiste em que havor adiamento) somma igual a
que
peas
Agora j se affirma que os conjugea iro residir
para o Paco do Picadeiro em Belia (r.o a da
Ajuda^ em lugar do Paco das Necessidade como
primeramente se havia dito, comeoando at a ta-
zer-se preparativos neate ultimo. E' possivel que
ha (nasas encontramio-ae eataa ellas a da
cate a aervico de aegsjrangaaabliua (ino
atealveu-se qne savtrabaaaas d*
ra^piaaVs pelo regua*** stetono da
rlaassasaos, einquant*aa aaJSrjrava
mente para as aesaoes municipaes. ,
Resolveram por uuanimidade agradecer oa 31
bilhetes de paasagem gratuita que a C-mpaubia
dos Carri de Perro de Liabo, (americanos) offe-
recem aos ve.readores.
O resto da sessao foi oceupado na discussao de
urna proposta com respeito roitaco dos po-
deres da commissao executiva da Cmara.
Este incidente ficou dado para ordem do dia da
sessao segumte.
Os nossos fundos na praoa de Londres, (3 /)
no dia 25 de Fevereiro chegaram a estar 46/8.
Deseen a 46 a coteolo.
Desceram igualmente os fundos hespanhes. os
egypcios, os russos, os peruvianos, as rendas
francesas e ouItob. A baixa foi devi !a a confir
mar-se a noticia de haver s do ficticia a prosuru
nos u ltimos dias, estando enorme quantidade de
ttulos emprestados nos bancos de Londres.
__ No Diario de hontem veio publicada urna
portara nomeando urna commissao para examinar
as reclaaiac5es apresentadas, ou que se apresen-
tarem contra a classficaco do peasoal teetnico
em serva no ministerio das obras publicas, e-
para estudar as modifisacoes que convenha fazer
na organisaco fundamental de que ella se deri-
vou.
Esta commissao funeconaria eob a presidencia
do respectivo ministro, e ser composta dos se-
guiates engenheiros:
J. Joaquim de Mattos, Manoel Affonso de Es-
pregueira, Pedro Victor da Costa Siqueira, Fran
cisco Perfeito de Magalhaea, Frederico Ressano
Garcia, Domingos Pinhein Borgos, Francisco An
trnio de Brito Limpo, Joo Candido de Mcraes,
Jos de Oliveira G rco de Carvalho Campello de
Andrade e Antonio Eduardo Villaca; sendo ice
presiden ti! o pri metro doa nomeados.
Forim nomcadoa os seguintes governadoree
S. A. tenha agouro com aquelle palacio onda teem
do povo servio, e que ser fenecido muitas pesseas da sua familia.
escripta com (citas de oiro nos annaes
da naco.
A rainha Nskfaalia nao dcixa perder nenhuma
occaaio em que possa i mnifestar as suas sympa-
thias pela Hungra.
Diz se que falla dos hngaros em phrases calo-
Parece que sero dam-s de hsnr da futura du-
-[ueza de Braganca as Sras. condessa de Marca e
visenudessa do Seisal, assim que se effectuar o
principesco enlace matrimonial.
Chegou de Aveiro ante-hontem S. A. o Sr.
infante D. Augusto. S. A. fra aquella cdade,
rosas: e, affianca-ac maia, o qne muito mais pra- I ond8 Be demorou algumas semanas, para iuspec-
tico, que promette usar de toda a m influencia conar 0s corpos de ca vallara,
para fazer cora a que o governo servio tar;a todos
servio
os seus fornec^mentos em Bud-Pesth, e em geral
em todos os mercados hngaros.
Estes c outros incidentes srveos de pretexto a
imprensa r .saa para accentuar a ma companh a
contra o rei Milau, e preparar a candidatura de
principe Karageorgiwitik.
Entraram em nova ph-ase as negociacoes pen-
denti s em Bucareat par? a paz definitivamente en
tre a Servia o a Bulgaria.
A primeira daquellas naeojs resolveu finalmente
acceder a exigeaoia dos dulegados da Bulgaria e
da Turqua, apresa litando o texto completo do tra-
tado que tinha a propor.
A m, disso, o representante servio apresentou a
conferencia, um projecto formulado n'um nico ar-
tigo, e cuja simplicidade facilita notavelmente a
tarefa da diplomacia
Oa delegados turcos blgaro i. vendo assim ar-
redadas as complicaces que o seu projecto- necea
sanamente suscitarU, declararam que precuravam
ouvir os seus governos antes de emettir qualquer
parecer.
Tem-sc gcralme ite como certo que esta uindancn
inopinada no prceedimente da Serva, foi devida a
dupla inVlaaea dos concelbos imp riosos da Aus-
tria e s repreaentaces coilectivas feitas em Bu-
careat pelos representantes dp.s potencias.
Deve tambem ter contribuido para ella a situa-
cao interior da Servia, onde ha profundas diver-
gencias entre os partidos, tendo completamente
abortado todas as tentativas feitas para a fusao
entre os progressistas e os ra iicaea.
Quanto a attitude da Grecia, a lnguagem clara
e firme do Sr. Gladetone e do lord Rsebery pare
ce ter pioduzido effeitoilutar.
Diz-se que o primeiro ministro, o Sr. Delyanni,
fe c nvenceu finalmente daneerssidade de ceder
as instancias unnimes da Europa.
Para evitar o ser aecusade do rec maiderago,
offereceu ao re a eioneraeao do ministerio, que
nao foi acceita.
Os espirites mais exaltados teem protestado con-
tra esta mudanza, que offende o patriotismo helle-
nico.
E.itretanto as esquadras combinadas acabara de
reunir-se n bah a de Suda, parecendo quo essae
aparato bellico destinado a coademnar a impo-
t.ncia a armada grega.
Em vista desta eventualidade e perante a reso-
lo{ao inabalavel, em que est o ministerio inglez,
de continuar, de concert com as outras patencias,
na mesma poltica seguida, pelo seu antecessor a
respeito do Oriente, qnasi certo que a pendencia
prevalecer, nos conreino do goveruo grego e que
or aquelle lado cessaram as probabilidades de
alteracao da paz.
Arredada essa difficuldade e garantida a con-
cluso da paz entre a Servia e a Bulgaria, parece
que ficar por rgora adiada novamente a eterna
Suesto do Oriente, podendo a Europa descancar
as serias apprehensoss qne tanto a assustaram.
Um peridico rueeo, o- Iviet, acaba de publi-
car urna proclumaco dirrgida Servia pelo prin-
cipe Pedro Harageorgevitch genro do principe do
Montenegro.
As passagens mais importantes dessa proclama-
cao na qual o principe Karageorgeviteh reivindica
os seus direitos ao throno servio, sao as seguin
tes :
Aprsente me perant i vos no momento mais
sembro e mais triste de toda a historia da Ser-
via.
Nao me impeliera interesses pessoaes....
Ha muito tempo j que assisto com profunda
magoa aos erroe de um governo nefasto.
O rei Miln leva-vos ao abvsmo ; quebra os
lucos de saogne e de f, que, ha loagoa eculo,
unem a racas elavas ; elle destroe e de que ma-
neira I stm piedade, as solidas bases da exis-
tencia servia, bases sem as quass a Servia nao
subsiste. ...
Foram esperal-n 4 g*re do caminho de ferro os
ministros da cora, autoridades civis e militares,
os ajudantes de campo d'el-rei e grande numero
de officiaes do exercito, principalmente de caval
Ua.
S. M. a rainhafesteve ha trrs dias em S. Car-
loe, no seu camarote, pela primeira. voa, drpok da
morte do Sr. D. Fernando. S. A. o infante D.
Affonso estivera l na veapera,mas s, tambem
pela primeira vez depois do luto da corte, que du-
rou at 15 do mez passado.
O nos80 illuatre eacriptor e abalisado critico
o Sr. Gamillo Caatell) Branco vai publiear um vo-
lunte acerca da traducido do Olhetto feita por el-
rei o Sr. D. Lniz I.
O Sr. Fontes Pereira de Mella parti hontem
para a*qainta da Arriaga, em Collares. S. Exc,
todos os anuos pelo carnaval, esteja ou nao mi -
Visconde das Ancas, do districto de Braganca;
Barao de Viamonte, do districto de Leira ;
Bacharel Joo Freir Themudo de. Oliveira, do
districto de Port alegre;
BacharsI Albino Pinto de Miranda Montenegro,
do districto do Porto;
Bacharel Francisco de Almeid.a Cardoso de Al
buquerquo, do distric'o de San tai em ;
Consolheiro Antonio Alberto da Rocha Pris, do
districto de Vianna ds Castello e nterin) do de
Braga;
Bacharel Manoel Fraucisco de Medeiros, do
districto da Harte;
Governador civil substituto do districto de
Aveiro, o Sr. Manoel Firraino de Almeida Maia.
O Sr. conselhero Henrique de Macedo, mi-
nistro da marinha, officiou ao Sr. couselheiro An-
tonio Aigusto de Aguiar, presidente du Sociedade
de Geogruphia de Lisboa, mauifostando-lhe o de-
sejo de auxiliar aquella patritica associaco em
tudo quato depender do seu ministerio e que se
ligue com os interesses des nossos dominios colo-
niae. A Seetedade de Geogrophia, na sna ses-
sao do Io d'este mez, m.inifestou quanto lhe tinha
sido aeradavel receber este testemunho de consi-
deracao do Sr. ministro da mariuha e ultramar.
Hontem na Cmara dos Deputados, o Sr.
Consiguen Pedroso. republicano, ina.stio em saber
qual era a inten^e do governo relativamente
apresenteco do tratado de Dahomey ao parla-
mento.
O Sr. Henrique de Macelo (ministro da mari-
nha) disse que tendo o tratado sido notificado s
potencias, seto reservas, se lhe augurara que seria
hoje, alm de urna descortesa, urna quebra dos
principios de direto internacional sujeital o
saneco parlamentar. Nao defende o procedimento
do san antecessor, mu jniga que eonatitue troi
facto consumado. No entretanto, prosegua o mi-
nistro da marinha, o governo ha de traser C-
mara o decreto publicado sombra do acto addc-
cional, em que se pretenden orgaaisar administra-
tivamente o nevo districto creado em virtude Jo
tratado de Dahomey. Na occaeiao em que esse
decreto fr apreciado pelas cmaras, podera o par-
lamento apurar as responsabilidades polticas do
ministro que celebrou o tratado o sanecionar ou
nao as suae conscquenciai administrativas e prati-
C88.
O Sr. Consiglieri Pedroso perguntou ainda ao
Sr ministro dos negocios estrangeiros (Barros Go-
mes) se tinha surgido, no decurso das negociacoes
com a Franca relativamente aos limites da Gui
e do Congo, algum incidente que tivesee adiado
ou malogrado essas negociacoes.
O Sr. ministro dos negocios estrangeiros res-
ponden, affirmando que nenhum incidente pertur-
bara o curso regular das negociacoes, e que o
prosegu ment d'ellas esteva, n'este momento, ape-
nas dependente de o governo se por ao facto de
todos os ti amitos que tinham seguido e da maneira
como tinham sido dirigidas.
Na ordem do dia foi approvado o or^omento
rectificado.
Nao houve sessao da cmara dos pares.
Ha muito tempo que a polica CSra preve-
nida de que diversos agentes de Zorilla reaidiam
em Portugal e que era para Liabd i que aquelle
celebre agitador dirigia as ordens que os sena
agentes faziam depois rpidamente circalar etn
toda a Hespanha.
Por sso, segundo se dzia, contava hontem
de Portugal e gazava de grande numero de aym-
pathias.
- Comecou com a ultima soire doa Srs. Mar-
quezea de Penalva, domingo passado, o carnaval
nos saldes aristocrticos.
Foi hontem em S. Carlos a 3 e ultima re-
presentadlo do Fausto de Gounod.
A execuco nao tem, de certo, em toda a Eu-
ropa, neate momento, elementos que poasam ri-
valisar com ella, pois basta dizer que o celebre
tenor Masini, Mme. Dvria, urna verdadeira cele-
bridade tambem, e o baixo Lorrain se encarre ja-
rana das partes principaes, sendo secundados pelo
barytono Mme. Dvris e Mme. Morei mais que
discretamente.
Segue-ae-lhd a Aida de Verdi em que tambem
toinaro parte Masini e Mme. Dvris.
Os precoa dos logares sao relativamente altos,
mas o certo que alo fio* nm lugar vago quando
cantam estas notabilidades lyricas.
a Lisboa reger a sua opera o propno maestro. T
Descobrio-se fraude nos sel los das loteras
besDaubolas, que, segundo a le vigente, j nao
sao coutrabando, comante que os bilhetes e sub
divisoea dellea aejam sellados.
Q* ilofaiiidadaa eorteaaai o asilo an mato, dai-
xando de por nos teloes a outra metade, ganhando
assim 50 por ccu'o.
Feito o varejo e achados os defraudadores da
fazenda, perderam nao s aa cautelas bilhetes
assim viciados quanto ao imposto e pagaram as
respectivas multas.
As catas de primeira ordem, que se entregam
em Lisboa, a este ramo de commercio, tinham
tudo regular.
O fa'lecido par do reino Pereira Cardoso deixou
a Misericordia do Porto qaarenta contos de ris
(forrea) para o fundamento, de um asylo de cegos
uaquella cidade.
L.
INTERIOR
de
niatro, costuras retirar-se de Lisboa.
Aceitou o cargo de governador civil de Lis
boa o Sr. Dr. Vicente Monteiro, que exerceu igual'
emprego de confianca durante a ultima adminia-1 noite Ai Novidades, tinham um vasto campo de
traco progresaiate. A sua nomeacao, que j veio I operacoes em Portugal, e eacalonadoa por todo o
no Diario do Govcrao, foi bem recebida geral- noaso paiz os da conspracao, de forma a faserem
a transmissao daa instruccoes do chefe com grande
Correspontleneia do Uiarlo
Pernambueo
PARAHYBA- 14 de Marco de 1886
Recomecam os receios de urna nova secca. Ter-
minadas as prmeiras chuvas que nnimaram oa
habitantes do serto, nao tem chovdi miis, e as
lagartas em diversos lugares destruirn! aa plan
tafia*
As ultimas noticias chogadas do serto sao
aterradoras, e entretanto parecem confirmal-as as
con iicoes actuaos das proprios brujos, onde est
tudo seeco, e vo cscasseando o recursos. At
na capital sente-se excessivo otlix', e as cacim-
bas e fontes ha falta de agua.
Naquelles lugares, de onde nao ha muito tem-
po, tinli un ae noticias esperanrjosaa. a populacao
aoffr Em Cajazeiras, Teixeira, Pato, 8. Joo e Ca-
baceiras oa prodomos da secca manifestara-se des-
de j, e os sertanejos comecam a emigrar. As
autoridades pediram snc:orros.
E' poasivel que eaiam algumas chuvaa at o
fim do mez corrente Se tal succeder diminuirn
os males, que j nao podem mais ser reparados.
Mas, na hypothese contraria, doloroso pensar
que ter esta exhausta provincia de luar com o>
tremendos desastres, de que ainda conserva a lem-
branca c de que ae nao pode restaurar.
Correu sem grande animaco o carnaval nes-
ta capital. Em compensaco houve muito agglo-
rncraco de povo as ras, e muitas familias do
interior concorreram a cidade. Nao se regiatrou
nenhuma perturbacao na ordem.
Nos prmeiros dias deste mez deu-se um dea-
agrada vel incidente na estrada de ferro Conde
d'Eu. Um trem de trabalho descia s lnhaquan
do, ao sabir de um corte, entraram de sbito na
estrada diversos bois que se espantaran). Nao
havendo tempD para tomar se qualqner providen
cia, toram alguns delles smagad .a, e o trem dea-
earrilhou, resultando a morte de doas operarios e
diversos fer i montos graves. O sinistro verificon-
se entre a eatago de Voluog e a villa de Inde-
pendencia, ponto terminal de um dos ramaes da
estrada de ferro.
Por acto da presidencia de hontem foi res-
cindido o eontrat > celebrado com Manoel Pereira
da Silva Guimares e Maooel Alves Vieira Lima
para a extraeco de loteras, em beneficio da ins-
truc,o publica e obras pas da provincia. Foi o
acto motivado pela circuinstancia de nao haverem
os eoncess ion arios recolbido a eaucio a que se
baviam obrigado para garanta da exeeuoo do
contrato. Deviam elles cumprir aquella obriga-
co at 9 de Dezembro ; pediram proroga?2o de
um me, qne lhes foi concedida, e qne nao foi por
elle aproveitada. Esgotado o prazo de 4 mezes
estipulado para a extr iccao da primeira lotera,
mandn se por edital convocar os conceasionarios
para, no prazo de um mez, apresentarem se para
cumprir o contrato ou requerer o que cntendes-
aem conveniente.
Este ultimo prazo terminou a 12 do corrente, e
sendo evidente o completo abandono do contrato,
o presidente rescindio-o, declarando renunciada a
eoncesso. Consta qoe o servico vai ser feito ad-
ministrativamente, o que aera mais vautajoso pa-
ra a provincia. Os termos da concesso garan-
tan! aos concesaionarios urna renda approximada
de 300 contos, em troco da insignificante vanta-
gem de 36 coates para a provincia. No contrato
celebrado com a presidencia, foi sapprida esta
desproporcao, e como diminuirn! os lucros, pare-
ce que ceasou o interesse dos que promover ra a
concesso.
de Barros Wan^erley, Ignacio de Burro Barrete
Jnior e Lourenco Augusto de S e Albuquer-
que.
5." qne sejam approvadas as eleicoes do 1* e 2
escrutinios do 8o districto e reconhecidos deputa-
dos os candidatos diplomados Augusto Coelho de
Moraes e JoSo d'Oliveira.
6. que sejam approvadas as eleicoes do 1 e 2
escrutinios do 9 districto e reconhecidos deputa-
dos os candidatos diplomado Jos Eustaquio Fer-
reira Jacobina e Antonio Francisco Corris de
Araujo.
7." que sejam approvadas as eleicoes do 1 e 2
escrutinios do 10 dbtricto e reconhecidos depu-
tados os candidatoa Juvencio Taeiano Mariz, Ma-
noel Rodrigues Porto e Francisco de Assis Rosa
e Silva.
8. que sejam approvada a elricSe do Io e 2
escrutinios do 11" districto e reconhecidos deputa-
A\a <\- Slr- li'nn^i.nlia. DnJ________T a_ til__
tiquiniano da Paz Portella.
9. que sejam approvadas as eleicoes do 1 e 2o
escrutinios do 12" districto e reconhecidos depu-
tados os Srs. Auguato Franklin Moreira da Silva,
Prxedes Gomes de Souza Pitanga e Joo Alves
Bezerra Cavalcante.
Sala das ccmmisses em 3 de Mareo de 1886.
Francisco Gomes Prente.Luiz deAndrada.
Vem mesa, sao lidos, apoiados e entrara con-
juntamente em discussao com o parecer os se-
guintes requerimentos :
Roque emos com teda a urgencia requisite-se
da presidencia da provincia todas as acras des di-
versos collegios que deixaram de ser presentes
commissao de verifcaeo de poderes.Lopes Ma-
chado../ose Mara.
Requero o adiamento da diseusso por 24 ho-
ras at que sejam presentes as actas reclamadas,
Dr. Pitanga.
(Continua)
HJbViSTA DIARIA
PERNAMBUCO
Assembla Provincial
3.'
mente.
O Sr. Elvino de Brito, deputado progressists,
e chefe da reparticao de estadstica no ministerio
das obras publicas, acaba de concluir o seu annua-
rio tstatistico de 1884, sendo elogiado n'uraa por-
tara muito lisongeira, polo Sr. Thoraaz Ribeiro,
poucos dias antes decahiro gabinete regenerador,
e para mais agradavel lhe ser, toda portera foi
escripta pelo pro. rio panho do ministro. Este
acto, de alias merecida distineco, tanto mai-
raro quanto certo que o Sr. Elvino de. Brito, a
esse tempo, hostilisava com energa e violencia
mesmo o ministerio de que o Sr. Thomaz Ribeiro
fazia parte.
A i Sr. Elvino de Brito foi offerecido pelo gabi-
nete um governo no importante ultramar, ou no
continente do reino. Diz se que o illuatre depu-
tado rejeitra o offerecmenta preferindo continuar
a oecupar na cmara dos deputados o seu lugar,
onde prestar oa servicos que forem exigidos pela
suaadhesao ao partido progressista.
O Sr. Antonio Eunes, redactor que tem ado
do Correio da Noite, o antigo deputado progres-
sista, vai ser Horneado director geral da alfandega.
O nosso ministro em Roma, junte ao Vati-
cano, o conselhero Marteus Ftrro, vira a Lisboa
por occasio do casamento do principe real.
Hoje, o nuncio de S. S. d um jantar ao mi-
nisterio.
A commissao nomeada em 1879 para elabo-
rar um regulamento da administrado da fazenda
militar, vai finalmente apresentar, em breve, ore
sultado dos seus trabalhos. O regulamento ac-
tualmente em vigor datado de 1864 e est j
fundadamente alterado por vanas dieposices dis-
persas p-las orden do exercito, deste longo perio-
do de 22 annos.
Foi hontem publicada na folha oficial urna
portara disBolvesdo e louvando a commissao daa
misaoes ultramarinas.
Dz-se que o Sr. conselheroe ministro de
estado honorario, Adriano Machado, ser nomado
reitor da nnversidade do Coimbra. A esposa
deste Ilustre par do reino e lente jubilado da Aca-
demia Polytechnica do Porto, foi casada em pr-
meiras nupci is com o baro de S. Thiago de Lor-
dello, qne exerceu por muitoa annos o cargo de
reitor da universidade.
O Sr. Mariano de Carvalho, ministro da te-
lenda, apresentou ao parlamento as seguintes pro-
poeta de lei, que vieram hoatem publicada no
Diario do Qoverno :
Determinando que as dividas fazenda nacional,
por contribuicoes directas vencida at 30 de Ju-
nho de 1883, pdenlo ser pagas dentro ea dous
annos, por preateces mensaes ou trimestraes, con-
tinuando a contar-ae-lhes o juro da mora, desde o
pagamente da primeira preetaco;
rapidez e segredo.
Estabelecera- se depois d'estes avisos urna vigi-
lancia activa mas at hoje baldada.
Todas as diligencias empreheuds nao lo-
graran] fornecer quaesquer provas, ncm deparar
com um s dos myateriotos personagens que, com
verdadeira habilidad^, se escondiam n'uma passi
vidade de costumes e simplicidade de existencia
que sempre conseguio evitar suspeitas.
Parece porm, que ltimamente gracas a urna
indicacao qualquer, veio a apurar-se qual o nome
de um dos agentes zorillistas.
Chamava-se Muoz dizia essa informacao.
Apezar d'isto ser miifissimo vao, a polica re-
dobrou de actividade e por fim veio a descobril o
na rea d >s Deuradores, no 2 andar do predio que
tem o n. 178.
Hontem de manha o commissario geral de po-
lica o Sr. Moraes Sarment, commissario da 2a
diviso, Luiz da Silva, dirigiram-se com alguna
polica aqu'-lla caa, j vigiada desde a vespera
e foram apanhar Muoz ainda na cama.
Depois de lhe dizerem o motivo poique era pro-
curado, e de lhe intimarera a ordem de captura,
Muoz moatrou-se violentamente contrariado.
Protesten cintra a priso, pedio um tabellio
para lhe redigir o seu protesto e muito exaltado
disse :
= E' una lastima um paiz que permute tales
perseguiciones l
O que urna lastima, responderam-lhe, e que
os senhores escolham o nosso paiz para conspi-
raren.
Eota observac* deixou-o profundamente con-
trariado, desapparecendo-lhe de repente o deses-
pero, que deixara expandir oa primeira im-
presso.
A policia passon, era seguida, minuciosa busca
appiehendendo tudo quanto encontrpu.
Muoz foi condusido ao governo civil, onde fi-
cou recoltudo n'um ctlabouco. D'alli vai ser
transportado pa^a bordo do couracado Vasco da
Gama, no que se satisfaz a um dos pedidos por
lie mesmo formulado.
Muoz, diz a folha a que me refer e de que
extrahi estas informacoes, um hornera de o bar
expressivo, penetrante, e intelligentssimo.
Urna das anas priateiraa palavras, foi nSo haver
razo alguma para a suspvita de que era vi"t>raa
torqnc apesar de estar emigrado, tinha ltima-
mente solicitado o indulto, que estava para lhe
ser concedido.
Fallecen ha dias em Lisboa o Sr Feliz
Wsnzeller negociante e consol geral da Turqua
em Portugal.
Era apparentado com a familias mais distinctas
SESSAO PREPARATORIA EM 4 DE MAR
00 DE 1886
PBESIDEMCIA DO EXM. SB. DB PEDB0 OACDIANO DE BA-
TS E SILVA
A's 11 horas da manha achando-sc presentes os
Sts. Drummond Filho, Costa Ribeiro, Goncalves
Ferreira, Reg Barros. Jos Mtra, Maximiaoo
Machado, Joao de S, Julio de Barros, Visconde
de Tabatinga, Horculano Bandeira, Domineues da
Silva, Andr Dias, Ratis e Silva, Jos Manosl,
Barros Barrete Jnior, Joao de Oliveira, Luiz de
Andrada, Antonio Correia, Rodrigues Porto, Au-
gusto Franklin, Prxedes Pitanga c Gomes P-
rente, o Sr. presidente declara aborta a sessao.
Comparecern! depois os Srs. Amara!, Soares de
Amorim, Rogoberto, Costa Gomes, Lourenr;o de
S, Ferreira Jacobinp, Rosa e Silva, Sophronio
Portella e Joo Alves.
O Sr. Andr Dias, qne no comeoo da sessao ser-
ve de 2 secretario, procede a leitura da acta da
sessao anterior, que sem debato approvada.
O Sr. Io secretario procede a leitura do seguin-
te :
EXPEDIENTE
Dras authenticas da eleico do Poco da Panel-
la e Monteiro. A' commissao de verificae,ao de po-
deres.
O Sr. Clones Prente i Sr presden'e,
a commissao do poderes pede a retirada do seu
requer'Dente, urna vez que hontem rec-ibeu algu-
mas das actas que exiga, e agora mesmo V. Exc.
acab.i de remetter-lhe duas outras que faltavam,
relativas ao 2o escrutinio.
Pede, portanto, a commissao, a retirada do seu
requerm''nte.
E' retirado o requerimento.
0 Sr. 1* secretario \d o seguinte parecer da
commissao de verificaca i de poderes.
1886PARECER N. 1
A commisao de venficaco de poderes, tendo
examinado as authenticas c papis eUtivos s
leicoes procedidas em Io e 2" escruti tos d. Io,
3o, 5o, 7, 8, 9. 10 11 e 12" diatrictos. e verifi-
cando que o procesao' eleitoral correu regularmente
e aera protestos e reoUmavo -s em todos os colle-
gios de que se eompoe os referidos districtos, de
parecer :
1 que sejam approvadas as eleicoes do e 2o
escrutinios do Io districto, sendo reconheidos de-
putados os candidatos diplomados Gaspar Drtiin
raond Filho, Antonio Jos da Costa Ribeiro e An-
tonio Goncalves Ferreira.
2." que sejam approvadas as eleicoes do Io e 2o
escrutinios do 3o districto, sendo reconhecidos de-
putados os candidatos diplomados Joao Francisco
do Amaral, Bcro de Itapissuma e Joao de S
Cavalcante de Albuquerque.
3 que sejam approvadas aselev5es do Io e 2o
escrutinios don" districto, sendo reconhecidos de-
putados os candidatos diplomados Heronlano Ban-
deira de Mello, Rogoberto Barbosa da Silva e Au-
gusto da Costa Gomes.
4.9 que ejam approvadas as eleicoes dol'ez8
escrutinios do 7* diatricto, e sejam reconhecidos
deputados os candidato dipbmaios Jos Manoel
t-embte'a Provincial Funccionou
hontem sob a presidencia do Ex ti. Sr. Dr. Anto-
nio Francisco Correia de Araujo, tendo compa-
recido '9 Srs. deputados :
Estando presentes quando se fez a chamada os
Srs. Reg Barros e Regueira Costa, ao irem pres-
tar o juramente, orou pela ordem o Sr. Joo de
Oliveira, e, finda a hora do expediente, veio a Dio-
sa e foi reieitado um requerimento do Sr. Jos
Mana pedindo prorogacao por meia hora afim de
terminar a questao de ordem e discutir-se um re-
querimento que estava sobre a mesa.
Ero seguida prestaram juramen'X) os Srs. Reg
Barros e R-gneira Coata.
PasBou-se ordera do dia.
O Sr. Ferreira Jacobina pela ordem fez diver-
sas conaideracoes a que respondeu o Sr. presidente
interpretando o art. 14 do Reg. interno.
Em seguida preatou juramento o Sr. Drummond
Filho.
Submettida a discussao a 2a parte do parecer n.
4, concteindo pelo reconhecimente do Sr. Jos Ze-
ferino Ferreira Velloao, depois de, pela ordem fa-
7er i-bscrvaces o Sr. Jos Mara "respondendo o
J secretario, oraram os Srs Maximiano Machado,
candidato diplmalo, Luiz de Andrade e Jos Ma-
na, fici.ndo adiada pela hora.
A ordem do dia : Ia discussao do projecto n. 76
de 1885 e cintinuacao da antecedente.
Consulado ProvincialConsta-nos :
Que toi aposentado o chefe de seccilo do Consu-
lado Provincial, Manoel Pereira da Cunha ;
Que foi exonerado, a seu pedido, do cargo de
3 escripturario da mesma reparticao, o Dr. Lydio
Mariano de Albuquerqae ;
Que toram nomeados para a dita reparticao :
Chefe de seccS, o Dr. Jefersou Mirabeaux de
Azevedo Soare ;
3 escripturario, Carlos Augusto Lina de Sonsa.
PromotoriaConsta-nos tambem que foi
nomeado promotor publico da comarc de Gara-
nhuns, o Dr. Lydio Mariano de Albuquerque,
CiMverno do Blapado. De 5 a 11 do
eorrenje, diz a Aurora de 14, foram paisads :
Provsaa de vigario para a freguezia de Ala-
ga de Baixo, nesta provincia, por mais um
anno, a favor do Rvd. uo Tbeodoro da Coste.
dem, para a treguuezia de Cimbres, nesta pro-
vincia, a favor do Rvd. Jos Bernardino de
Paiva.
dem, para a freguezia de Papary, no Ro Gran-
de doNorte. a favor do Rvd. Jos Hermino da
Sirvetra Berges.
dem, para a freguezia de Floresta, nesta pro-
vincia, a favor do Rvd. Joao da Costa Nunes.
dem, para a freguezia db Limoeiro, nesta pro-
vincia, a favor do Rvd. Joaqnim Antonio da Costa
Pinto.
Idenv de coadjutor, para a freguezia de S. Josa
de- Mi piba, no Rio Grande do Norte, a favor do
Rvd. Antonio Xavier de Paiva.
dem, idem, a favor do Rvd. Ricardo Jos Bra-
siliense, para a freguezia d Independencia, na
Parahyba.
dem, de uso de ordens, a favor do Rvd. conego
Manoel An onio do Valle, residente em Penedo,
as Alagas.
dem, idem, de contessor e pregador, a favor
do Svd. Francisco Joaqnim da Silva, residente
na freguezia de Santo Antonio desta cidade.
Conreino IliterarioReunio-se hontem
o Conseibo Litterara da Instrucco Publica sob a
presidencia do inspector geral,
Foram ldos os seguintes pareceres :
Da 1" secso, relator o Dr. Ayres Gama sobre
os 4 novos lvros de leitura, que acaba de publicar
o Sr. Hilario Ribeiro, intitulados.Cartilha Na-
cional,Scenario infantil.Na trra, no mar e
no espaco,Patria e Dever, concluinde pela sua
aopvo as escolas publicis da provine.a.Ap-
provado.
Da mesma seceo, relatero Dr. Franco de S
sobre a p.'tico do proffsjr Sebaatio Antonio de
Albuquerque Mello, requerendo transferencia de
aua cadeira para o povoado do Chacn, concluindo
pplo adeferimento.Approvado, votando contra a
ultima parte do par cer oa profeaaores Fragoso
e Miranda.
Da mesma sec^ao e relator sobre o livre Histor'
Moderna por Alfredo lo Nascimento Silva, con-
cluindo por nao podr ser elle adoptado na esco-
las primarias e secundarias da provincia, nao
obstante o merecimento da referida obra '[' en-
tende ser um poderoso auxiliar para os professo-
res de historia.Approvado.
Da mesma seceo e relator sobre n transferencia
de sua cadeira, requerida pelo profesanr Manoel
Jo.- da Cmara, para o povoado de ?leringabas,
concluindo pelo indeterimento.Approvado com
ama emendr. do Dr. Joa Diniz, sendo retirada
pelo seu autor, outra emenda do profeaaer Mi-
randa.
Da mesma secgao, relator o Dr. Ayres Gama,
sobre .8 Nocoes elementares de Geometra, pelo
Dr. J. Trana e J Monrocq, concluindo pela sua
adopeo as escolas, feitas aa correcoea indicadas.
Approvado.
Da mesma scelo, relator o professor Fragoso,
sobre o officio do delegado litterano da Villa de
Floresta acerca da transferencia da cadeira do
sexo masculino de Quizaba para o lugar denomi-
nado Erna, concitando que s pode ser autorisada
a transferencia, spndo satiefeitas as exigencias
do art. 38 e 44 do Reg. do 6 ie Fevereiro de 1885.
Approvado.
Da 31 seceo, relator o Dr. Baptisla Riqueira
sobre a petico do professor Joaquim Manuel de
Oliveira e Silva requerendo a gratificacao de an-
tiguidade ; eoncluindo pelo indi ferimento, viste
como da certido junta nao consta ter elle com-
pletado 25 annos de effectvo exercicio.
Fui apresentada pelo director da Escola Normal
urna indicacao sobre a ultima parte do parecer re-
lativo ao professor Sebastio A. de A- Mello.A
seceo.
Foi elr.ito para fazer parte da commissao jul-
gadora do concurso de inglez, o Dr. Joo Baptista
Riguera Costa.
Olll. lo de corpo preaenle Hoje pelas
8 horas do dia, ter lugar, ua matri do Corpo
8*nto, o offieio de corpo presente,com ceremonial
doritho catholieo mandado e-lebrar pela alma do
co nmendador Jos Joo de Amorim, por sua digna
familia.
O templo acha-se suroptoosamente ataviado com
ornamentos de lucto, e no centro ergue-se um rico
catafalco, onde est depositado o trplice caixo
em que veio da Europa o corpo embalsamado do
illuetrado morto.
Para a cerimonia tem sido convidados os nume-
rosos amig-s da familia Amorim.
Sena eiTeito Podemos affirmar, pois qne te-
mos a certeza, qne o Exm. Sr. contelhtiro Minia-
tro da tuerra julgou sem efreito a transferencia
do Sr. capito Capitel no Cesar Coureiro do com-
aindo da companhia fixa das Alagoas pata o 17
batelho de infantera.
Foi um aoto da maior justica, pelo qual bem me-
l ugr
<
* -
*


,1, ,......,
Diario de ftrnambimiTer$a~feira 13 de Mar$o de 1886
rece o Ilustre Sr. conselheiro Joao Jos de Oli-
veira Junqneira.
Bearo de tnacrm-No (lis 18 o cor-
rerte, a 4 hora da tarda, na ajreja do Livramen-
to, tari locar a h-nco Atado, 8. Joic e Pcdra, que aevem sabir pr-
ximamente em praeisaao pola irmanda.de As Nossa
Senhora da Soledad*.
Eaabarajsie.Nao acguio no sabbado ulti-
mo, como dissemoa por mal informado, mas sim
aontera no paquete cara o 8r. coronel Jaaqmm
Cavalcante de Alboquerque Bello, ltimamente
nomeado comroandante^4o 1<> bataiho de infante-
ra, da guarnida du corte.
E illuatre militar foi acompanhado at o paque-
te por muitos mijus e qoaae toda a officialidade
da guarnivao de Pernambuco, tocando as banda;
militares do 2' 8 14 batalhao.
Fc.. ienhora da Paz Na
igreja matriz da At" galos ter lugar no dia 25
a t'-sta de Nnssa Senh ra da fas.
Hoje, s 7 horas da noite, ser basteada a res-
pectiva band-ira, c imecando logo depois as nove-
nas, m que haver versos cantados com acompa-
nhamento piano.
Tocarlo duas bandas de msica, e depois da
novena s>tA queiinad > um lindo fogo de artificio.
A oda liluMtrada Ch.-gnu o n. 172, de
15 do crreme, desta revista de modas, para a Li-
vraria Fluminense, ra do BarSo da Victoria n.
9. Tras tolha de m ldes e figurino collorido.
laquerilO Pelo subdelegado da treguezia
de S. Fifi Pedro Goncalves do Recife, foi remet-
tido ao rtapeet vo jus criminal, o inquerito poli-
cial, instaurado contra Zeferiuo daCuuha Siquei-
ra, por feriinentos gravea, praticados na pessoa
de Antouio Figueip'do de Paiva.
Harnih Telograinma particular do Ma-
raubao, diz que foi nomeado promotor publico da
com .rea de Graju o bchale I Aitbur Bezerra de
Mello.
Ferimenio grateNo dia 27 do mez pr-
ximo findo, foi gravemente ferdo, cacetadaa, o
soldado Jos Joaquin de Saut'Anna, sendo auto-
res dest criuie dous individuos, que se tinham em-
boscado em um casebre, os quaes nao toram reco-
nheeidos.
O facto se deu na villa de Floresta, tendo-se
procedido a corpo de delicto.
Peia*> Alguna amigos do Sr. Dr. F. de
M. M-ira e S mandaran) imprimir em folhetos
duas de snas b lia pr"duc.oea poticas, intituladas
A Escola e As conquisas do Secuto e a Patria, e
offereC' ram a edicao, feta nesta provincia, ao Ins-
tituto Litt do Norte.
D'alli recebemos agora um exemplar do fo'heto,
e ao illustre autor dos versos agradecemos esaa
finesa.
Cartorlo d commercio. O escripto-
rio do coronel Ernesto da Sil"a, acha-se ra do
Imperador n. 44, primeiro andar.
1-idndr dn Victoria.bao do Lidador, da
cidade da Victoria, do 13 do correute, as seguin-
tes locaes :
Os homens da pa anda v3o exerceudo a ana
industria nesta cidade. Domingo amanheceu rou-
bada a casa ceaMurrcial do Sr. Fructuoso Hyppo-
litj Bandeira.
Oa aniges do alhei', nao tendo a ferramenta
propiia para o servico, primeramente foram of-
ficina de J.aiouim de Saut'Annae d'abi tiraram oe
(Inta precisos, e vUtrem ansio uromptos para o
trabalho, que cao foi pequen >, pois, pura entr rem
no eatab-Iee monto, foi nec sssario arrombarem urna
das suas poras.
Denunciado o facto ao digno subdelegado de
1. districto, esto inmediatamente comparecen o
empregou oa meios para i captura dos crimino-
sos.
Na nnute de 10 do corrente, na Cha da La-
deira d> Cometido, appaiecu moito na estrada,
E>r Mr irecebi o uin tiro o infeliz Joao Pereira de
ima.
t A eclicia trabalha com activ lude para des-
cubrir o criminoso, e j Uz algumas prisoes, p -
rm at agora ain ia nao so sabe quem fe o as-
saBsin i. -
Manoel Ant-nio do Nascimento, morador neata
cidade roa da Estra la Nova, ji desconfiado de
sua mulher, pro :ura deseobrir o mysterio, e tanto
fez que o consegu'.
Na nouto de 11 do corrente, ebegando a sua
casa, couhecci quo era a h< ra solemne e procu-
rando entrar para contemplar o quadro da mise-
ria, recebido com duas ho/riveis tacadas pelo seu
rival Jo.- Tertulian > Camel o.
Aos gritos da victima du lamente infeliz com-
parecern algumas pessas que offeetuaram a
prisao do criminoso seiuctor.
. A autor dade trata do proceso. .
Snbdelesaria da fr<-R-uea;tn da lar
eaS'e-ta subdelegada se acha depositado um
cavallo castanho que eoaa cangalha foi abandonado
pelos lairoes que a coniluzi;.m. p r serem perse-
guidos na madrugada de 13 do corrente, na Es-
trada Nova de CaxangA.
Reclarae-o quem aa julgar-com dircito, pois pro-
vando lho ser entre.
t/all'-cinaentoA'a cinco horas e vinte mi-
nutos da tarde do dia 12 do corrente sexta-feira
ultima, tallcceu na tregaaaia da Inuarass, na
dade de qnasi setenta e nove .unos, pois que nna-
cer, na villa de M .ragogy, provincia das Ala-
roas, 14 de Setembro do i 807, s respeitavel au-
ciio'Carlos Jos de Queimz Coutinho, pai do digno
irocho d';.quella referida freguezia, o R-v;n. Sr.
loriano de Queiroz Coutinho.
Em tao avancada idade, nao pode reaiotir s
eonsequencias resultantes de um ataque de con-
gesta >, que o sirpreh-ndeu nodia 23 de Feverei-
ro fiodo, c que afinal hvu-o sepultura; conse-
guindo entretanto na eufennidade receber os soc-
corros da nossa anta religiao.
Nossas condolencias ao Revra. parocho da fre-
Eesia deflgnarasr.
Em transito O paquete Britaniu levou
ante-hontem para a sul 366 passageiros, sendo 1
tomado em Pern -mbuco.
__ O paquete inmee com o mesmo destn) le
tou 51 passageiros sendo 15 tomados em P rnam-
buc i.
Dinlriro O paquete Otar trouxe do norte
Machad, ^pes 4 C. 5:0004000
London Brazilian Bank 4:o00*)
J?s Araujo 'J:00O000
Mendes Lima k C. I:666i<)o0
L'iiz Antonio de Siqneira
que. Varitsctentifiqae.-Ladislao Netto. Bne
etaeles et con cire. J. Gaf. Revue commerciale.D. Noel.
Mouvement mantime. Maisons recommandes.
Annonces, etc.
A' prop>nlio da verr*na da r. Pol
Urna Ilustre senbora, de aaeio alidada fxanceaa,
indignada pela leitura das diatribes vomitadas
pelo Dr. Poli contra a familia imperial e contra o
Brasil, escreveu e dirgio-nos as seguintes linbas,
que vertemos do francez;
Sr. Rtdador.Que juizo se pode formar das
pessoas que, bm colhidas n'uma casa, 80 encon-
tram corno signaes de agradecmento injurias e
d*eatos para dirigirem aquellas que lhes dio hos-
pedagem ? E nj ser idntico o caso dos estran-
gMros que, como o Dr. Poli e outros muios antes
d'elle, tjmam a lberdade de criticar e injuriar
quelles que, segando a phrase vulgar, Ibes dio o
pilo A ganhar ?
Estrangeira, que reside no Brasil desde al-
guns anuos, e tende por habito estudar os homens
e as cousas, aventuro-jae dirigir algumas per-
guntas aos numerosos estranpeiros de todas as na-
ces que aqui habitam. Eil-as :
Em que paiz da Europa existe um soberano
de espirito mais cultivado, de carcter mais nobra,
mais benvolo do qne S. M. o 8r. Dr. Pedro II,
quem Deus guarde ?
Em que regulo do volho mundo se encontra
urna soberana mais aceessivel todos, ricos e po-
bres, mais caridosa, melhor, em urna palavra, do
que S. M a Iinperatriz ?
Onde se acha urna familia mais unida, mais
benevolente, mais realmente digna dos respeitoa
de tados, do qu a Familia Imperial ?
O Brisil joven; mas nenhum espirito impar-
cial pd boamente deixar de admirar o grao de
civilisacao e de progreso que elle j chegou. No
pinto de vista intelectual, nada tem elle in-
vejar-nos, pois os meninos, em idntica idade,
sao em geral mais adiantados, mais instruidos do
que os n"ssos.
Creio que sou simplesmente justa accroscen-
tando que em nenhum paiz da Europa ha mais
hosoitalidade, mais benevolencia para o estrangei-
ro do qne no Brasil.
Aesim, pois, ha nio s injuatica, mas tambem
negra ingratido em formular criticas que so teem
por base algumas questo s de forma.
Certamente os usos e costn-nes brasileiroa io
differentes doa nossos ; mas d'ahi nSo fe pode tirar
a concusSo de que sio peiores do que estes.
T.'dos sabemos que debaixo do cu nada na
perfeito, e o Brasil tem ainda necessidade de rea-
lisar reformas; mas, tal como tem elle direito
gratidSo de todos qu intos vivem tranquillos no seu
seio, certos de que, mando sao dignos disso, en-
contram aempre proteceo e amisade Vtritas.
ProcImaN de casamento. Foram li-
des nos dias 7 e 14 de Marco do corrente anno, os
seguintes na matriz da Graca :
Manoel dos Santos Cvale inte de Barros com
Adelerma Candida de Mendonca Ribuiro.
Thomaz d'Aquino Medeiros com Mara Le te
Nogueira Paz.
Jos J iiiquim Jo Amaral com Francisca Mara
da Concei',ao.
Villa de CorreteEscreve-nos em 10
do corrente :
Estamos actualmente sobre a mais horrivel
preasao de urna secca calamitosa, cuja consequen-
cia ser talvez a porda total de todas as lavouras
ltimamente plantadas, que ja vilo definahndo o
murebando consideravelmente, tal tem sido o c.es-
tamento do eol n'estes ul'irnos dias.
Os pobres agricultores coitados maldizcm
com verdadeira mago,a o vindouro tristiaaimo que
se lhes antolha !!
S a Divina Providencia nSo se amerciar de
nos... a uossa derrota -ser a mais desastroso
possivel.
Tem sido numerosissima a afluencia d~. povo
sertanejo para as nossas mattas, iazao alias po-
derosa para se tornarem bem caros os gneros ali-
menticios.
Por acto do Dr. juiz de direito da comarca,
de 2 do correte mez. foi nomeado interinamente
pa a exercer os flicos de Io tabdo e escrivo
de orphos deite termo o cidado Francisco de
Arroxellas GalvioCaispba, sendo destituido des-
te lugar Jacintho Agnello L*ite de Veras, nomea-
do pelo Sr. Dr. Ant nio Baptista de Mello 1 eixoto
Jnior, entilo juiz municipal de Garanhnns.
Jubilosos sandamos ao muito digno e honra-
do Sr. Dr. Joaquim Cirdeiro Coelho Cintra, il-
lustre juiz de direito da comarca, por se ter re-
velado com inteiro criterio e justifa na escolha do
novo nomeado, que, verdade seja dita, rene em si
todas as qualidades precisas para o bom desempe-
nh-j de tao espinhosa misso.
Applaudimos este feliz acontecimento, e com
efiusSo abracamos ao Sr. Francisco de Arrrxellas
Galvio Caranba. nosso muito dutincto amigo.
No dia 5 reaf sumi o exercicio da delegada
leste termo o actual delegado, Eugenio Vellez de
Mello, que, as 8 hoias da manh d'aquelle dia e,
c im as formalidades da lei, fez a visita mensal na
cadeia publica.
l'ra novo Invento de Edisaon Edi--
si.ii, o celebre americano auctor do telephone, do
phonographo e de outras maravilhas elctricas,
acaba de por em pratica o ultimo dos seus inven-
ios, o modo de transmittr telegrammas dos trena
em movmentos s cidades de onde elles parti
Pereira Carneiro 4c C. l-0.r>
J. V. Alvs Matheua 2:0u0*iK*.
Meudes Alves 381*580
O vap r Jaguaribe entrado do norte trouxe
Ceras 77:843:710
__ O vapor Giq'a levou da The-
souraria deFaz.rdaparao alm xari- .1Q,aoe
fado de Fernando 51*db
Bevinta fe Mediran.D. Pars r es-
bomos o n. 137, de 25 de Fovereiro ultimo, da
Btva dt Medi.ina, redigida pelo Sr. L. Suno da F mees.
Eis o ae.u sumrrario:
1. Academia de Medicina de Parie.Seseio de
2 de Janeiro de 186.
2. S .ewdaic oe Oirurgia de Parn. Seaaao de
3 de Jan ir di '
3. i{ev; es.Hospitl da Fieda-
e Jaaccud
t 1 pa.F.ira sacao.
E>, Leelin .uiento e, cmigracS), pelo Dr. Nu-
nca Vieira.
6. Therap tica. I>i> tratamento da tosse pelo
Dr. Dahnfs.1 loa antioyretiooa solir.' a
excreccao. Effcitn da gkikfaaa sobre os raore
dos pbtisic '. Tratamento da coqueluche as
crianzas.Efl icos da boaaina.A Ter
pina. Proprie ladea therH;>eutCHS e inJicayoes da
terpina.A coca c adra a embriaguez. A cocana
contra o enje> r.uiritiii, i.Sulfato de esprtenla. '
7. Pharmacia. Poc4o a linimento de hypnone.
8. Formulario. Injeec5-'s contra a blennorrha-
g>a-
9. Variedades acientficaa.Molheres medicas.
__Singular caso o'irresponsabilidade pir embr a-
guez Arrancara^nto de urna matriz virada- Des
cfdem dos estud.nvs de Medicina
Le BrnJI. 1-* procedencia tam-
bem recebem.a o n. 110, de 25 de Fevereiro, do
peridico Le Rrtil, cuj > Hinnmario este :
fSL'immigration alkaande au Brail. Arg l!o
Ferrio. Tlgramnjee. Eehos de partout. Au
Brail, pcai'.Caroliue M liaMnl Chronique ar-
tiatique.Firmin Javel. La Brail et les erreurs
deM. Lamas.A. F. Counier monoain. Barn
na de Mrianne Lea elections du 15 Janvier a"
Brail. Positiviam' et inonisme. -Osear d'Arauji.
Lea victimea-bourreaux J. M de Macedo. Cour-
rier d'Amerique : Brsil : (Rio de Janeiro, Fara,
Babia, Pernambuco, tt. Paulo, Eapirito Santo, Pa-
ran, Rio Grande do Sal).Solivie. Colombie.
Honduras.Rpublique Argentine. Rpublique
dominicaine. Uruguay. ModVement dlplomati-
r;-.m.
A applcacSo do iivento fez se no State-Is-
landa New-York, ande, de um tieai, que marcha
va r:.zio de 25 milhas por hora, foram expedi-
dos telegrammas, atravez do ar, do tecto dt um
carro para os fios elctricos, distantes da ferro-via
mais de cem ps
As resposras voltavam por um fio inferior, e al-
cancavam urna batera elctrica no t-cto do carro.
Assistiram s experiencias muitos engenh-iros
e telegraphisas e todos ficaram satisfeitos.
No centro do carro havia urna pequea mesa,
onde se a:hava nma batera tlectrica de Morse,.
Um homem de barbas negras e tez morena, ten-
do um receptor teleph nico em cada ouvido ; de
cada receptor um delgado fio se ligava ao fio elc-
trico da batera. Fios eommuns iam da mesa at o
tecto de lato do carro.
Em torno da mesa estavam dispostos os juga-
dores da experi-ncia, e entre elles o Sr. Edisson.
Ao partir o trem de Clifton, cada passageiro
entregou alli, sob envoltorio lacrado, dous dea-
pachos para Ibes screm expedidos. A'meiam-
lha de distancia, comec^ram chegar ao trem os
telegrammaa all deixados.
Desde entio, at ebegar o trem em Tottenville
nio cesaaram oa t-legratnmas entre o trem e C"f-
ton Em Tottenville foi servido nm lunch. Na vol-
t do trem novos telegrammas foram trocados,
guardando sempre c trem a marcha de 25 30
mdhas por hora.
A perft ic5o do systema devido ao Sr. Edia-
acn ; mas > l- privilegio para elle foi obtido pl>
Sr. Wiilam Wiloy Smith, do Teuuesse, o qual
de accirdo com o Sr. R. T. Galialand, cooperou
com o Sr. Edisson no trabalho.
Foi o Sr. Smith que;n teve a Idea de fizer pas-
ear t.'legraminas dos trens para o fio ordinario ao
longo das linhas femas, por simples nduecao. A
idea f i cmmunicada ao Sr. Galialand,que a trans-
mittio ao Sr. Elisa .n. Bate dissc-lhe : Descubr
que urna cor-ente de electreidado pide passar pe
lo ar por entre dous conductores ; porm ae a 'Oin-
innDicaflo durar mais de 1/250:000 de um segnn
ilo, o ar tornar-ac ha paralysando pela electrieida-
dee poitanto iucapaz de qualqucr outra commu-
nicacio. Por outras pdivrs: o ar praticamente
nenhum obstculo nfferece A paaage n de urna
va a durafi' d 1/26 1:0
gnu lo. Se eu porter c ns-gur urna ondulacSo tao
curta e spera que passe pelo ar entre os pontos
liidos nesse espe 'de t-mpo, terei resolvido o
ma .
Xo carro de que nos oceupamos ha urna bate-
ri .. Qoando o operador da mesa envia um despa-
cho, as ondulaco^s vibram razo de 600 por se
gundo, ao paseo que as vibracoes do urna cirren-
te ordinaria de Mor se gao de 13 por segundo. Es-
sas vibraos aSo expedidas do tecto do earro pa-
ra o ar com tal rapidez e aspereaa por meio de um
imn, que cada letra ou signal felegraphio passa
para os fios do telegrapb", que marginan e
da, em 1/250:000 do segundo, havendj de urna
outra passagen um int rvallo d. mi'lesima part
de um segando para deixar o ar voltar a seu eela
do n ".Tin 1.
O systema pdefunccon'r com qualqucr tempo.
A sympathia elctrica ou iodueco entre o tecto
do carro e oa dos elctricos da estrada tal que
es lettras telegri-pUcas pcdem'voar do carro para
os fios, cu vice-vorsa, at a distancia de 580 ps.
Diz o Sr. Edisson que, por esae systema, os na-
vios podero trocar telegrammas pelo ar distan-
cia de 25 milhas.
Um b"ilo pequeo, forrado de folbas de ouro ou
donradaa, com um fio delgado at 3:100 ps da
cada navio, poderia aer collo^ado nestes quando
em viagem. O fio carrega o balo de electricda-
de; i altur da SWO pea o ai tio leve que a
olectrioidade pasear ama earteMta por indcelo
de um para outro balio, -na distancia de 25 mi-
lhas ; e estando nm navio em communicacao elc-
trica com outro o instrumento telegraphico come-
Sar* vaar, e oa operadores dos dona navios ao-
erao eoversar.
O Sr. Edisson j experimenta, com ptimos
resultadas, este systeina uos campos, e provou que
a paeaagem dos telegrammas dos trens para os
fios>e vice-versH ni > perturba de modo nenhum as
operaddes ordinarias dos telegraphos.
A invenco do Sr. Edisson foi gibada por to -
dos os que assistiram a experienciss, declaraddo
todos perfeito o systema a admravel o seu in
vento.
Sio innmeras ss vantagens e beneficios que
reaultam da grande invenco do Sr. Edisson
ItPiloeauEff c uar-se-hio :
Uuje : >
Peio agente Guarni, &i 11 horas, na ra do
Imperador n. 16, de predios.
Pt'o agente Pestaa, s 11 horas, na ra do Vi
gario n. 12, defarinha de mandioca avariada.
Pelo agente Brito, a 11 horas, na ra larga do
Rosario n. 27, de movis, loucas, vidros, etc.
Amanh I
Pelo agente Pestaa, As 11 horas, ra do Ba-
rio do Triumpho a. 11, da arinaoao e gneros
existentes na mesma.
Pelo agente Gutm&o. s 11 horas, na ra do
Commercio n. 2, de movis, loucas, vidros, vinhos,
especiaras, etc., etc.
Peio agente Modesto Baptista, s 11 horas, na
ra do Bom Jequs n. 19, de movis,*loucas. etc.
Peto agente Brito, s 11 horas, na ra do Impe-
rador n. 16, de predio.
Quinta-feira :
Pelo agen-e Pestaa, s 11 hor*B, na ra do Vi-
gario n. 12, de predio.
Mlaaa* fnebres. -Serio celebradas :
Hoje :
A's 7 horas, na matriz de Santo Antonio, pela
alma de Augusto Frederico dos Sautos Porto ; s
8 horas, no Corpo Santo, por alma de Jos Joio
de Amorim.
Amanha :
A's 7 1/2 horas, na matriz da Boa-Vista, por
alma do bario de Parima ; s 7 1/2 horas, na ca-
pella do Monteiro, por alma de D. Senhorinha Por-
tugueza da Costa ; s 8 horas, no Carmo, por alma
de D. Mara do Carmo Rodrigues de Siqueira.
Quinta-feira :
A's 7 huras, na matriz de S. Jos, por alma de
Carlos Jos de Queiroz Coutinho ; s 8 horas, na
capella do Hospital Portuguez, por alm do Dr.
Antonio Epaavnendas de M-llo ; s 8 horas, na
matriz de Santo Antonio, por alma de D. Amalia
Augusta da Fonseca Arruda.
PaMnaifelroMChegadoe dos portos do norte
no vapo Ceard :
D. Etelvina de L;ma e 1 criado, "J. G. Moreira,
M. B. da Motta, Gabriel Pacheco, Arck-io Ribeiro
Dantas, D Emilia Pachaco, Manoel de M. Galvio,
P. Liansa, J. Pedro, Mariano F de Mello Cahu,
cabo Eloy *"". J. Carlos e sua mulher, Manoel An-
tonio, 1 desertor, 2 pracae, Manoel B. Henriques,
Francisco Alfieri, Jos Martina Henriques, Ber-
nardino C. de Almeida, Epaminondas Chermont,
Francisco Xavier Monteiro de Franca, Sabino
Pinto Guimaries, Dr. Jos Mara Filhi, Antouio
da Silva Braga, Antonio Mata, Jos Jerjnymo de
Araujo Svei.a, Antonio Vinagre, David Soarea
Barcelloe, Geminiano Monteiro de Franc*, J- B.
Taylor, Dr. Cicero Mou.a, W. Lann, F. Rosas
Filho, Dr. Raymando da Rocha Sampaio, capitio
Francisco A. Cabra! de Mello, Dr. Thomaz Pom-
pe ^, P Accioli, J. P. da Costa Pinto, Homero da
So"7.a Mendes, Caet-..no L, Mauoel Soln R. P-
nheiro, Francisco.PeJro, Francisco A- Filgueiras,
Antonio, criado, Francisco d; Oliveira Memoria,
Luz Dio^o da Silva, L. Pamplona, Joao da Frota
Vasconcelos, J. Martinano, Jos X-rcz, V. Caval-
eante, Francisco Frederico Sampaio, Joio Regino
Luiz J. Guedea, Antonio Cavalcante, Joio Monte-
zuma, Joaquim A. de Carvalho, Jeronymo Xerez,
Joaquim da Costo Noguera. Filho, D. Etelvina
M. de Alencar e 3 filhos, George M. Wilson, Cus
todio C Saboia da Silva e Dr. Alfredo C. do Nas-
cimento]
__ Sahidos para o presidio do Fernando no va-
nor Qiqui :
Um cfficial e 33 pracas, 6 sentenciados, Jos
Ignacio Ribeiro Roma, sua mii el criada, Dr:
Euclides A. Requiao, sua mulher, 1 enteada e 1
criada.
Cana de Wetencio Movimento do3 pre-
sos no dia 14 de Marco :
Existiam presos 296, entraram 3, sahiram 0,
cxist-m 2.-9.
A saber:
Nacionaes 275, mulberea 2, estrangeiros 5, es
cravos sentenciados e processados 5, ditos de cor-
r recio 9Totol 299.
Arracnados 279, sendo : bons 266, doentc3 13
Total 279.
Movimento da enfermara : Nao houve alte-
racio.
botera daprovloeiaTer?a fcira Ib de
Marco, ae extraiir lotera n. 42, em bene-
ficio da matriz de Cabrob.
No consistorio da igreja de Nossa Senhora da
Cpnceicio dos Militares, se achario expostes as
nrnas e aa espherss arrumadas em ordem njmeri
ca, apreciagio do publico.
Lotera do lo A 4* parte da lotera n.
195, do novo plano, do premio de 100:000^000,
ser extrahida brevemente.
Os bilhees acbam-se venda aa Casa da For-
tuna ra Priineiro de Marco.
Tambem acham-se venda ua praca da Inde
cia ns. 37 e 35.
Lotera Extraordinaria ao Ypl-
r-nngaO 4 e ultimo sorteio das 4* e 5* series
dpsta importante lotera, cujo maior premio de
150:0004000, ser extehida a 9 de Abril.
5cham-seexp->sto a venda os reatos d;s bilhe-
tes na Casa da Fortuna ra Primeiro de Marco
n. 23.
Lotera do CearA de woOiOOOSooo
A' 7 serie d'esta grande lotera, cujo maior pre
mi de 250:000*000, se extrahir imprcterivel-
mente no dia .. de marco, as 2 horas da tar -
de.
Os bilhetes acham-se venda na Casa da For-
njna, ra Primeiro de Mareo n. 23.
Lotera de Macelo de SOOiOOpAooo
A 19' parte da 11* lotoria, cujo premio grande
ft de 200:000000, pelo novo plano, ser extrahida
irapreterivente no dia 16 da marco s 11 horas da
manhi.
Bilhetes venda na Casa Feliz da pracada In
depeneia ns. 37 e 39.
Maladooro Publico. Foram abatidas
no Matadouro da Cabanga 86 rezes para o consu-
mo do dia 14 do correte mea
No mesmoestabelecimento foram abatidas
para o consumo do dia 16 do corrente 78 retes.
Mercado Municipal de 8. doa*. O
raovmento|dest.o Mercado nce dias 14 e 15 do cor-
rente, foi o seguinte:
Entraram :
74 bois pesando 9.924 kilos.
1.067 kilos de peixe a 20 ris 21*340
29 tabolcroe a 200 ris M800
95 cargas de farinha a 200 ris 19a00<
27 ditas de fructas diversas a 300
ris saioo
32 Suinos a 200 ris 6*400
Foram oceupados:
41 columnaa a 600 ris 246D0
88 talhoa de carne verde a 1/000 88*00(1
16 ditos de ditosa 2* 32*000
59 compartimentos de taiinha a 500
ris 29500
41 compartimentos de cernidas a
500 ris 20*500
142 ditos de legumes a 400 ris 568)0
32 compartimentos de suino a 7U0
ris 22
22 ditos de fressaras a 600 res 13M0O
co, 20 asnos, Santo Antonio; ignora:ae a moles-
tia.
12
Luiza Alcxandrina Saares doi Santos, Pernam.
bueo, 22 annoa, viuva, S. Jos; tubrculos pulmo-
nares.
Constantna Ferreira de Aguiar, Pernambuco
19 annoa, caaada, R-*ife ; peritonite
Antonio, Pernambuco, 8 mezes, Santo Antonio
peritonite.
Luiz, Pernambuco, horas, Boa- /ista ; hemor-
rhagia.
Mara, Pernambuco, 4 mezes, S. Jos ; oonvul-
aoes.
Josefa Maria do Rosario, Pernambuco, 3 an-
noa, solteira, Boa Vista; diarrha.
Manoel Dantas Barbosa, Pernambuo, 23 annos,
Boa-Viste; ascite.
Amalia Augusta da Fonseca, Pei-uainbueo, 36
anaos, casada, Santo Antonio ; anenrhv
Alvaro, Pernambuco, 7 annoa, Bost-Tial i; febie
p-rniciosa.
Mara do Carmo Siqi ira, Pernambuco, 33 an-
nos, csala, Santo Antonio; febre typhica.
Anna Maria de Miranda, Pernambuco, 40 annoa,
casada, S. Jos ; limphratite.
Jos, Pernambuco, 6 mezes, Boa Vista; abre-
psia.
13 -
Antonio Ribeiro Campos Vasconcell >, Pernam-
buco, 30 annos, casado, Afogados ; febre typhica.
Josefa Mana de Oliveira, Pernambuco, 25 an-
noa, casada, Boa-Vieta; leukemia.
Maria Francisca da Concicao, Pernambuco, 26
annos, caaada, Boa-Vista ; tubrculos pulmonares.
Cypran > Soarea de Oliveira, Pernambuco, 60
'anuos, casado, Boa- Viste ; lesa o cardiaca.
MarceMna Maria da Rocha Ribeiro, Pernambu
co, 45 annos, viuva, S. Jos; tubrculos pulmo-
nares
14
Maria do Carmo Rolim, Parahyba, 40 annos,
solteira, Recife; tubrculos pulmonares.
Jos Romio, Pernambuco, 3 mezes, Santo An-
tonio ; febre paludosa.
Justino Carneiro de Almeida, Pernambuco, 48
annos, casado, Boa-Vista ; congesto cerebral.
Antonio Jos de Siqueira, Pernambuco, 36 an-
nos, casado, Boa-Vista ; tube.r-.ulos pulmonares.
Manoel Francisco de Oliveira, Pernambuco, 35
annos, casado, Boa Vate ; dyarrha.
Maria Virgolina da Conceioio, Pernambuco, 30
annos, solteira, Bia-Viste; dyarrha.
Antonio Francisco Gomes, Rio de Janeiro, 45
annos, solt. iro, Boa-Vista; alcoolismo.
Alelan Irini Maria da Conceicio, Parahyba, 46
annoa, casada, Recife ; padecimentos chronicos.
Luiza Armelnda ds Espirito Santo, Pernambu
co, 7 annos, Graca ; hydropesia.
Migue Archanp, Peruainbuco, 40 annos, soltei-
ra, Boa-Vista; lariagyte.
INDICARES uTEIS
Hedlcoa
Conaoltorlo medico ciruruico do Dr
Pedro de ttaii j de Lobo Moiciw A
roa da Uloria a. SV.
O doutor M'wc-jzo .l consultas todos os
;ias uteis, das 7 as 10 horas da maoha,
Este consultorio offerece a cotmn
ie de poder cada lente ser ouvido e ex?.-
-ninado, sem ser prosonciado por outr.
De meio dia s 3 horas da tarde ser. i
Dr. Moscozo encontrado no torreao p-
s. do Coiamercio, onde funccion?. a ins
ccco de sade do porto. Para qualquei
restes Jous pontos poder o ser tnrigidot
)s chamados por carta na3 indicadas horas
Dr. Miguel Themudo--niadou su cnsul
torio rae iico e residencia para a ra Nova
n. 7, 1." andar, ende d consultas das 12
horas s 3 da tardo e rece'je chamados a
bualquer hora. Especialidades partos, fe
bres, syphilis e molestias do pulmSo e co-
rceo.
Dr. Brrelo Sampaio d eoasultas do 1
s 4 horas da tarde, ra do BarXo da
Victoria n. 45, 2 andar, residencia ra
l
'.o Riachuelo n. 17, canto da ra do Pires.
Advocado
O bacharel Benjamim Bandeira, ra do
Imperador n. 73, 1. aD lar.
Jos Bernardo Oalvao AlcoJ'orado Ju
nipr contina no exercicio t sua protissao
de advogvio, e p le ser procurado no es
eriptorio de seu pai, ra 1. do Marco
10 horas
4, 1."
das
da manh
Na segunda parte, vae ^uatiti;ar que
com premeditaos? nSolhe foi admittida a
defeza tarabita parante Vossa Magostado
e que, no Juizo do Crime foi o julgado
oito eoaj premeditacao ou parcialidade ; e
batn nsaim, que todos oa julgado assen-
tam em bases illi.itus ou ooutr as disposi-
9803 do Regulamento e do cdigo coramer-
cial, e nao podem ser sustentados perante o
direito e a ustic*.
E, na teroeira e ultima parte, vai sua
tentar todas as verbas que constitu-ra o
activo do balanco, qm em devido tempo
depz as raaos do juiz do norameno, o
qual foi por este aceito e o fez juntar aos
autos; e tamb'iu vae justificar que nao
st fallido de capital, e que sua fall<-ncia
do crditoImperi.l Senhor, e tambem
o S'u proceder de commerciante perante
as repartieras fiscaes.
PARTE 1*
Dos fundamentos que teve para andar pe-
dindo que Ihe abrissom fallencia.
PRIMEIRO
Do principio do anno de 1881 a 1882,
quanlo prinjipiava a casa a readiquirir al-
gura ere tito do que os empr-g idos da Fu-
zonda lhe haviain a forca tirado, notou que
duas pequeas bareacas ss lhe perderam
no espado de 4 m^zes ; essas barcajas de
nomo Serpa Pinto e Ella Zuilla esUvara
seguras, a primeira pela quantia da....
1:000^000, o a segunda em 4:000*000, na
Companhia ie S:guros Iademnizadora, e
esta Companhia em virtude dos documen-
tos officiaes, satisfez as resp-;ctivas impor-
tncias.
A 'hivaavae os seuc navios denomina-
dos Viscotuie d Livramento e Baro de
Muribeva tambem seguros na mes na Com-
paa*, o primeiro na importancia de....
25:0006000, e o outro na de 40:000*000;
neste ultimo navio, depois de ter despen
dido com elle em Liverpool quantia supe
rior a 20:000*000 afim de polo a vontade
do Loyd para con :eder lhe como concedeu
a primeira classe que poasuia A I: teve
de arribar a Falmuth porto da Inglaterra
onde despenden a importancia do ir te que
era superior a 10:000*000, afim de rea
bilital-o e^concluir a sua viag-m para o
porto da cidade do Rio de Janeiro.
Continuar se for possiod.
Cadeia da cidade do Becafc, 14 de mar
50 de 1886.
Antonio Francisco Corga.
A ineaa regedora da irinaudad 1 de Nossa ce
ahora da Soledade da igreja do N .asa Senhora
do Livramento dota cidade faz sciente aos %c
nhores ibaixo paraninphos d> acto da bencan das
magens de saa proci.'sl> ao a oieaina si/lerani p ;rtuguez e hespanhol, e
dade ter lugar na quinta-feira 18 do corrente,pe-
la 4 e. uiea horas da tarde, c que esperam qoe
lhe ionrarao com sna presenc 1 dato acto.
untA
fM Imperalriz
Inatallou-se domingo 14 de Marco este aovo
Club, sendo eleitos Dar membros da directora 01
se uintes socios :
Director
Dr. Antonio do Reg N'etto.
lo vice-drector
Jos Lopes Alh-'ir 1.
2 vice director
Luiz Abranches de Figueirudo.
Secretario
Ant'niu Maciol de ;iqu- ira.
Tliesoureiro
Antonio Jos de Azeve.do Maia.
Escrivo
Justinaao Cavalcante de Albuquerque Bello.
Orador
Dr. Joao Machado da ~ilva.
Procuradores ^
Autonio Jos Hastias.
Juli 1 Ferreira da Costa Porto.
Antonio Fernandea Teixeira.
Fiacaes
r. Almeida Cuuh 1.
Ernesto Joa de Bauza Leal.
Jos Gomes Goncalves.
O secretario,
Antonio Maciel de Siqueira.
Programma
Di i sta que tei lugar por occasio da
ber.clo de S. Jos, na capeda de S. Jos
di Boa Esperanza.
Ao romper a aurora do dia 28 do corrente urna
salva anuuuciar que nesse dia se effectuar a
festa da beucao do pidroeiro.
A's 11 horas da manh t-r comeco a mis3a
cantada, occupanlo a tr buoa sagrada o Revm.
padre Joao Carlos de Moura.
A's 4 horas da tarde, diversos amadores d^rao
priupicio ao apreciavel brinquedo de cavalhadas.
A' noite depois do Te-Deum queimar se-ha um
lindo togo de artificio, ieito a capricho pelo artis -
ta Jnvencio.
No iutervallo da feta para as cavalha las ha-
ver um pequeo bazar de prendas.
S. Jos da Boa Eaperanca, 14 de Marco de
1886.
Clementino Brasiliense dos Santos.
Deve ter sido arrecaiada neste dia a
quantia de 347610
PrecoB do dia:
Carne verde a 240 e 520 lis okii
Suins a 480 e 600 ris dem.
Carneiro a 600 e 1 ris dem.
Farinha de 360 a 600 ris a cuia
Milho de 240 a 320 ris idem.
Feijao de 600 a 1*280 ris idem.
Cemilerlo publico Obituario do da 11
do correte:
Joao, pardo, Pernambuco, 3 niezes, Recife; en-
Anna Roaalina, Cordolina, parda, Peuimbuco,
70ann>s, Boa-Vista ; caquexia senil.
Antonio Lopes Ferreira, pardo, Pernambuco, 25
annos, Boa-Vista; tubrculos pulmonares.
Seraphina Bernarda de Bausa, parda, Pernam-
buco, 62 annos, Boa Vista; congesto cerebral.
Guilhermino Pi reir de breu, branco, Pernam-
co, 44 annos, Graca; beriberi.
Amia Ferreira das Nares, branca, Pernaarba-
3 da tarde.
Henrique Milet. Ra do Imperador n.
22, 1. andar. Enearrega-se de questo-js
as comarcas prximas as linhsfrreas.
Dr. Oliveira Escorel, j. promotor pu-
blico, tem seu eseriptorio de advogacia na
ra Primeiro de Margo n. 2.
Jos Bandeira de Melh advogado
ra do Imperador n .37.
Brasa ra
Faria, Sobrinho & C, drogusta3 por
attacado. Ra Mrquez de Oliad n. 41
Francisco Manuel cLi Silva & C, aao
dtarios de todas as especialidades pharm
e utiras, tintas, drogas, productos chimie
e medicamentos hoiuceopaticos, ra do Bal
quez de Olinda n 23.
Serrarla a Vapor
Serrana a vapor e ojjicina de carapina
de Francisco dos Santos Ma:edo. caes de
Capibaribe n. 28. N'este grande estabele
cimento, o primeiro da provincia n'este ge
ero, comprase e venda-so madeiras de
todas as qualidades/ serra-se madeiras de
conta alheia, assim como se prrparam obras
de carapira por machina e por precos sem
competencia.
Cinco Chagas
DE
Deas \o*Mo Nenhor fesos
Christo
Nao vem defender-se dos artigos que
foram publicados no Diario e Jornal, des
de. 9 de julho do anno linda, porque nao
est para entreter polmicas cora homens
do ni f, ou pessoas sem nome proprio
como os autores desses artigos infamantes.
E' perante o commeni > desta praga, dos
funcionarios pblicos e das classes op ra
rarias que ver, exp'T as rasfca queem de-
fez p ss talmente fe ao Tribunal da Re-
laco.
Proseguir sera parar u faser .oramen-
tac3cs, porquanto ao commercio, aos
fun-cicnario8 pblicos e s hnralas cas
ses operarios que eurapre commeutar, no
que diz respeito a cada urna ; s assim ob
ter o que se chama JUSTIQA e boa de-
feza.
Senhor. Perante a justica dest; Vene-
tando Tribunal, vem o commerciante des-
ti praca, Antonio Francisco Oorga, defen-
der-se dos julgodos que so teem f. ito na
fallen ia que lhe foi aberta a requerimento
de Jos Faustino Porto, a seu pedido ; e
os fundamentos que teve para andar pe
dindo que lhe abrissem a fallencia, vai
justifii al-os na primeira parte, e tambem
os factos que occorreram na formac&o do
processo at ao primeiro julgamento e sua
prisao.
dos paraninphos e par-ninphas das ima-
gens do Senhor Bom Jess Atado, S.
Joao e S. Pedro.
' araninphos do Senh.r Bom Jess Alado
Dr. juiz do commercio Thomis Garcez Paranhoa
Montenegro.
Negociante Jos Ai-vedo Maia o Silva.
Negociante Joi.qniui Latz Teixeira.
Administrador do correio Affonso do Reg Bar-
ros.
Proprietario Manoel Goncalves Ferreira e Silva.
Dr. Manuel Gomes Argolio Ferrao.
Manoel K>ze do Torquato Almeida.
(Jommendador Manoe'. Jos Machado.
Proprietario Joo Ignacio d > R-go Medeiros
Negociante Antonio Fortunato Ribeiro Bastos.
Negociante capito Francisco Autonio Albuquer-
querque Mello.
Negociante Antonio Augusco dos Santos Porte.
Proprietirie Flavio Goncalvea Lima.
C.-muicududor Luiz Jos da Silva Guimares.
Dr Barros Carneiro.
Negociante Domingos Cruz.
Deputado provincial Dr. Prxedes Gonesde Sou-
za Pitonga.
Proprietario Joaquim Manoel Ferreira de Souza.
Negociante Joao Joaquim da Costa Leite.
Einpregado publico Moniiin .-"estaa.
Negocian'e Francisco Botelho de Audrade.
B iijainini Ames Jos la Fon^eoi.
Manoel Goncalves Ferreira da Silva Jnior.
Emp.-egado publico Manoel Antouio Ribeiro.
Megxant^Velix Peroira da Suva.
Negocunte Serafim Ferreira Maia.
Neg eiate Jaao da Cunhi. Vasconcelloa.
Ast-lpho de Mello Tavares.
Alfredo Costa.
Paraninphos da imagem de Joao
Leopoldo FreJerico Coope.
Dr. Cosme de S Pereira.
Odor ico Cantara.
Negociante Autanio Correia de /ascoucellos.
Dr. Ad 'do Autonio de Luna Freir.
r. Launn lo de Morana Pinheiro.
Commeudador Albino Jos da Silva.
Aurelio dos Santos Coimbra.
Capito Joao Radrigues de Moura.
Cominendador CanUido Alberto S Dr. Fulgencio luante de Albuquerque ...ello.
Negociante Antonio Pereira da Cuuha.
Negociante Joao da Cunha Vasconcelloa.
francisco Justimano d< Castro Rabello.
Manoel Joao de Amorim.
Manoel Joao Gomes de Amorim.
Jos Joao de Amorim Jnior.
Dr. francisco do Bego Baptista
Jos Burle.
Bernardino Jacintho Pereira R irnos.
Coronel Jeronymo Maranho.
Negociante Manoel dos Santos Vllaca.
Jos Joao de Oliveira Piedade.
Tenente-coronel Ernesto Machado Freir Pi'k-
ra da Silva.
Dr. Eduardo Augusto de Oiiveira.
Dr. Jacintho Silvana Santa Rsa.
Dr. Ermirio Coutinho.
Dr. Luiz Antonio Pires.
Manoel Jos Bastos Mello.
Capito Jesuino Alves Fernandea.
Paranymphos da imagem de S. Pedro
Ne^ocii.u'e Pedro Oliveira Vitelo.
Eugenio Amorim.
Commendador Henrique Berna rdes Clive-a.
Irineu .raujo Ce.ar.
ale Herculano Joi Rodrigues Pinfceiro.
Jos Oliveira Baafoa.
Negociante Manoel Jos da Cunha Porto.
Negociante Jeo Francisco Paredes Porto.
Ceuim"iidador Jos Lopes Aleixo.
Antouio Silva Neves.
iante Joaquim da Silva S.ilgueiral.
Joaquim Fernaudi-s do Monte.
Negoei-.nt 1 Jos Maria de Andr.a le.
Dr. Joa Marian 1 Carneiro rta Cui
(instav Alolpho Smith.
Cusay Juvenal do Reg.
Proprietario Miguel Guimarc?
Negociante Cu.-tod 1 o Francisco M ri
Viaconde de Loyo.
. Paranymphas
D. Mara eixas.
D. Mirii Herculina Bzerra do Amaral Mello.
D. Mara Bita da Cruz Neves.
Viscondessa de Loyo.
Filha do desembargador Luiz Correia de Queiroz
Barros. ,,,
Esposa do commendador Antonio Marques d Amo-
riin. .
Esposa de Mancel da Cunha R-ia.
D. Anunciada CainilU A!ve da Silva.
Esposa de J.io Jos do Amorim.
Esposa do capito Deodato Goncalves Torres.
Esposa do Sr. Frederico Chavea.
Consistorio da ir-nandade de Nossa Senhora da
Soledade na igreja de Noasa Senhora do Livra-
mento, 15 de Marco de 1886.
) secretario,
Frederico Mariano Tavares de Mello.
Aviso as uies de familias
A inui antiga e merecida reputacao dos
Collares Royer contra as con.ulso.s e para
facilitar a denticao das crianeas. tem sido
des le muito tempo oljecto de invej 1 por
parte de industriaes sem escrpulo o sem
titulo sjientifieo, os quaes na la acharam
de melhor do que contrafazerem e imita-
rem grosseiramente nosso producto.
Muito preoecupado com a saude das
crianeas, qu'i podo assim ser compromet
tida e demais zeloso da boa nomeada dos
nossos collegas, prevenimos s mes de
familia que ellas devem exigir que cada
Cellar R yer esteja c.ontido dentro de urna
caixinha longo-qua Irada abrindo se como
gaveta, em ti es lados da qual se acham
oppostos rtulos iipressos em francez,
decorados com
urna virgem e a nossa marca da fabrica,
no quarto lado com duas modalhas e mi-
nha assignatura. Cada caixinha fecha-
da com u ra raedalha du latan, em ambos
os lados na qual se l a seguinte iuscri-
peo. Collier Roy.r, 225 ru St. Mrtin,
Paris.
Acautelal-voa contra todas aa pre-
pararnos
X. 31
mineraes, que envr;nenam e destrem o cabello !
Alimentai o coma nutri^o saudavel contida no
ronteo Oriental, e cert*inent: tornar a voltar
comprido e baato. Applcai esta maravilhosa pre-
praco vegetal, com a etcova pela manh e noi-
te, e noite, e nao somonte aa fibras multiplicar-
se-ho, mas Em tambem eiiegaro a alcanzar o
comprimeuto de=ejado. Ete effeito tao uniforme
em todos os casos, prora que esta rara e exccllen-
te rjnmnosifjlle um aubsiituto perfeito para a nu-
tric'1 do cabello, quando este nao existe em quan-
toiade aufficeute nos vasos secretorios. Isto ainda
nao tudo; a caspa estorva e mata as fibras, e
esta admravel preparacio vegetal dissolve estes
resultados da transpirarlo snpprimida, e ofiasre-
cendo assim occasio que o cabello cresca eom
elegante abundancia. '
Agentes em Pernambuco, Henry Forster 4 G,
1 ua do Commercio n. 8.
Fados e nau palavrs
Aos que se desejam tratar sem comprometter a
saude com preparados mineralgicos.
Nesta typijgraphia e na ra Direita n. 43, l.
andar vndese tinturas homeopathicas para ino-
fensiva cura das seguintes molestias : asthmatico,
ainda meaino bron. htico; eiysipcla, enxaquecas;
intermitentes (aem o empreo do fatal quinino);
loase convulsa, falta de nenstruacSo ; cmaras de
sangue : estericos ou metrtte ; dores de dentea oa
nevralgias, metrorragia ; vermfugos, denticao e
convulso '3 das enancas ; tudo manipulado de her-
vas do paiz.
Assim como tratam-se escrofulosos em qualquer
grao e gommatosos.
Esmolas quaresmaes
Ainda faz se recommendar aos seus ca-
ridosos beiufi iteres a septuagenaria do
be-co do Bernardo n. 51. Soccorram na,
pois, por amor do Todo Poderoso.
Collegio de Nossa Se-
nhora da Penha
Este collegio est funecionando ra da Auro-
ra n. 19, 2o e 3o andares.
----------------- C, Hecltinann
Usinas de cobre, atao e hronze ee d

Golitzer Ufer n. 9. Berlim S. O.
Espeefalldade:
Construcfio demachi-
nas e apparelhos
p ra faoncas de assucar, dc,3tillac5es e re-
tiuacSes com todos os aperfejoamentos
modernos.
INSTALLACAO DE"t
Engenhos Je assucar completos
Estubelecimonto filial na Havana sob a
mesma firma de C. Heckmann.
C. e San Ignacio n. 17.
Inicos representantes
Haupt Gebru'der
EIO PE JANEIRO
Para informacSes dijamse ai
Folilinaii &C
M do Conieio 1.10
1



L
-.-*

-yiOOt
O bacharel Francisco Crrela
Lima *"brinho
partecipa aos Srs. estudantes que mudou
o curso de Arithmetica, Algebra e G^o-
metria, para ra do Visconde de Albuquer-
que antiga da Matriz n. 7.



V1W





*


-


Pcrnambuc0--.Ter5a--.eira 16 de Mar?o de
Conaltorio medico-eirarglee
O Dr. Estevio Cavalcante de Albuquerque ooo-
tinua a dar conult* medico cimrgiOM, na raa
do Bota Jess n. 20,1 andar, de meio da Ai 4
nonada tarde. Paras demaw eonsnlta e tii-
taa em sua residencia provisoria, ra da Aurora
n. 53, 1 andar. .
Na. telephonicos : do consultorio 95 e residencia
126.
Especialidades Partos, molestias de crean
ca, d'utero e seos anoexoa.
*--------------^cooe>------------
Advogado
bacbarel Jeronymo Materno Pereira de Car-
valno, tendo deixado o cargo de jaiz substituto dos
feitos da faienda, advoga nesta capital e fora
della e tem sea escriptorio 4 raa Duque de Caxias
n. 55, onde pode ser procurado das 10 horas da
manha s 3 da tarde, e fra destas em sua resi-
dencia ra de Domingos Theotonio n. 39, a
qualqutr hora.
Dr. Carpir Leite
MEDICO
Tem o sea escriptorio a ra do Marquei de
Olinda n. 53 das 12 s 2 horas da tarde, e desta
hora em diante em sua residencia ra da San-
ta Cruz n. 10. Especialidades, molestias de se-
ntaras e enancas.
Partos, mustias de mulleres e
it
Edital n. 8
Dr. Silva Brito, medico clnico do Maranbo
tendo praticado ltimamente nos principies hos-
ditaes de Paris e de Vieana d'AuBtr8, onde dedi-
cou-se especialmente a partos, molestias de mu-
lheres e de criaucas, offerece seus servicos ao res-
peitavel publico desta cidade, onie xou sua resi-
dencia.
Pode ser procurado do meio di a s 3 horas da
tarde no seu consultorio ra larga do Rosario
n. 26, Io andar, e cm outra qualqutr hora do din
ou da ncite. ra da Imperatriz n. 73, sua resi-
dencia.
OCULISTA
Dr. Brrelo Mampato, medico oculis-
cx-chcie de clnica do Dr. de Wecker, d cnsul,
tas de 1 s 4 horas da tarde, na ra do Bar
da Victoria n. 45, segundo andar, excepto nos da
mingos e das sanctificados. Residenciara dt
Riachuelo n. 17, canto da ra dos Pires.
Oculista
Dr. Ferreira da Silva, con-
sultas das 9 ao meio da. Resi-
dencia e consultorio, n. 20 ra
Larga do Rosario.


Da ordem do Illm. Er. Dr. inspector, faoo pu-
blico que no dia 18 do corren te ir praca, pe-
rante a junta da Fazenda Provincial, o fome'-i-
mento da alimenUcSo aos presos pobres da casa
de detencao, relativo ao trimestre prxima futuro
de abril junho, servindo de base a diaria de
430 rs.
Secretaria do thesouro provincial de Pernam-
buco, em 13 de Marco de 1886.
Lindolpho Campillo.
0 Dr. Adelino Antonia de Luna Freir,
official da imperial Ordem da Rosa, eom-
mendador da Ordem Militar de Nosso
Senbor Jess Christo de Pr>rt"gal, ju>z
de direito, de orpbaos e ausentes nesta
cidade do Recite e seu termo capital da
provincia de Pernambuco por Sua Ma-
gestado o imperador, etc.
Paco saber aos que o presente edital viren) ou
delle tiverem conhecimento que na audiencia de
16 de Marco do correute anno, na respect:va sala,
ir a pregao para ser arrematada or venda a
quem mais der, servindo de base o preco da ava-
liacJo, e vai praca a requeriraento do inventa-
riante Lourenco do Espirit Santo, urna casa ter
rea travessa do Principe sob n. 4. freeuezis,
da Boa-Vista, com 15 metros e 40 centmetros de
cumprmeoto, 4 n.etros e 40 centmetros de largu-
ra, porta e janella na frente, 2 salas e 2 quartos,
cosinha fra, bandearas de ferro as portas do in-
terior, bastante lta, em bom estad) He conserva-
cao, quintal murado, krborisado, boa cacimba, ba-
nhero de pedra e cal, avaliada por 2rf>00f aqual
vai a praga a requerimento do inventariante parn
pagr.mrnlo de custas do inventario do finado Joao
Cardoso Barreto.
E para constar mande rassaro presente edital
que ser publicado pela imprensa e affixado no
lugar do costume.
Dado e passado nesta, cidade do Recife, aos 12
de Marc) de 1886.
En. Olavo Antonio Ferreira, escrivo, o fiz es-
crever e subscreve.
Adelino Antonio de Luna Freir.
Edital n. 83
(4.a praja)
De ordem do Illm. Si. Dr. inspector se faz pu-
blico, que s 11 horas do dia 18 do cor-ente mez.
sero vendidas em pnca, no trapiche Concei^ao,
as mercadorias abaixo declaradas :
Armazem n. 7
Marca JAM e contramarca Camossim, 40 caixas
ns. 7,583/7,622, vindas de Bordeaux no vaDor
frsncez Niger, entrado em 4 dejulho de 1885.
c.msi^nadaa a P. Soares da Silva, contando 20
duzias de garrafas com vinho medicinal nao es-
pecificado (S. Raphael), pesando liquido legal 130
kilo Marca ACJ e contramarca Camossim, 40 cai-
xas ns. 7,663'7,702. vindas de Bord-aux no vapor
fraicez Nigcr, consignada* a F. Napoleao, cn
tendo 20 duzias de garrafas com vinho medicinal
nao espeficado i'S. Raphael), pesando liquido legal
130 kilogrammas.
3" seccSo da Alfandcga de Pernambuco, 15 de
Marco de 1886.
O chefe,
Cicero B.de Mello.
Club de Regatas Per-
nambucano
Seg inda regata
De ordem do Exm. Si. D.. presidente, convido
as peesoas qne quicerem con -orrer regata que
teT lugar a 25 do corrente, a virem se inscrever
na sede des:e club at o dia 16, das 7 s 9 horas
da nmte.
Secretara do Club de Regatas Pernambuc ano
em 6 de Marco de 86.O secretario,
Osear C. Monteiro.
ClPAMIA
Medico partelro e operador
Consultorio ra Duque de Caxias n. 59 j
Io andar
Residencia raa do Pacido 115
CHAMADOS POR ESCRIPTO
EDITAES
Jnizo dos Feitos da Fazenda
Nacional
Escrivo Reg Barros
Perante o Sr. Dr. juiz substituto dos Feitos da
Fazenda Francisco Alves da Silva no dia 19 do
corrente mez de Marco pelas 11 horas da manh
depois da audiencia se vend r em praca publica
os bens seguintes : urna casa terrea situada na es-
tacao do Caxang n. 3, (freguezia do Brtjo), prr-
tencente a Francisco GoncoTves Torres, avaliada
em 2504000, um moinho de moer caf, avallado em
34000, duas carteiras de amarello, avahadas por
104000, quatro Uxas V'lbas de cobre avahadas
por IO4OO, um dito pequeo avahado por 24000,
um torrador descar, avaliado p- r 14000, um de-
posito de madeira, avaliado por 54000, urna pe
quena armacao de amarello com oito compart
mentos, avaliada por 204000, um balcao de pipho
pintado, avahado por 34000, urna pequea carteira
para cima de balcao, avaliada por 1(000, urna
balan?a grande coa: bracos e correntes de ferro,
avaliada por 104000, urna balanca pequea para
balcao, avaliada por 24000, seis pesos de trinta
kilos cada um, um de vinte, um de quinze, dous
de dez, dous de cinco, um de dous, um de um at
cincoenta grammas, tudj avaliado cm 204000,
nove tabeas de amarello, avahadas por 184000,
Cuarenta e setc quartos de barrija, avahados por
4000, urna escada avaliada em 14000, quatoize
macos de papel de embrulho, avahados por 14400,
tudo pertencentu a firma Costa & C, penhorados
para pagamento da Fazenda Nacional c custas.
Recife, 0 de Marco de 1885.
DECLARACOES
Estrada de ferro do
Bonito
Sao convidados os senbores accionistas desta
empreza para, urna reunio, que ter lugar no dia
18 d9 corrente, ao meio dia, ra do Bom Jess
n. 1!>, afim de se delibrar sobre o que dizera os
arts. 3' da lei de 4 de Novembro de 1882, e 26 e
27 Jo respectixo regnlamer to.
Santa Casa de Misericordia dr
Recife
Sa secretaria da Santa Os de Misericordia de
Recife arrendam-se por espaco de um tres an
nos, as casas abaixo declaradas :
Ra da Moeda n. 45, 2404000
Idem-dem n. 49 24OJ000
Ruado Bom Jess n. 13, 1- andar 3104000
Memn. 29, loja 216400
[den dem n. 29, 1" andar 2404< 01
Ra dos Burgos n. 27 2164000
Ra da Madre de Deus n. 10-A 1804000
Caes da Alfandeea armazem n. 1 1:6004000
Ra do Mrquez de Olinda n. 53, 2*
andar 5074000
Ra da Guia n. 25 2004005
Becco do Abren n. j, lo;a 48|000
Rna do Viseonda de Itaparica n. 24,
pavimento terreo, 1* e 2 andar, por 1:6004000
Ra das Calcadas n. 32 200*000
Secretaria da Santa Casa de Misericordia do
Recite, 6 de fevereiro de 1886.
O eserivio,
Pedro Rodrigue* de Soma
Companhia de edifica-
do
Communica-se aos senbores subscriptores da
companhia de edificacao. que deve aer realisada
al o dia 20 do corrente a primeira entrada de 10
0/0 do valor de suas respectivas accos, sendo o
oagament' r< alisado no London Bras lian Batik,
milited. em cu nprimento do que prescreve o art.
3" da lei n. 3150 de 4 de novembro de 1882.
Peraarahtivaaa de Mavegaco
f'osleira por va pos-
os enhorca accionistas sao couvidudos a se
reuuireui na sede da companhia no dia 18 do cor-
rentf ao meio Jia, afim de Ihes ser apresentado o
relatuno e balauco da companhia do anuo prximo
fiado, e bem assim elegerem o presidente e secre-
tario da 4ss> mbla geral, commiado de exainc de
contab e conseibo de direccao.
Recife, 2 de Marco de 8i.
Manoel J. de Amorim.
W. W. Robillard.
P. P Saanders Brothers & C.
Arthur B. D*lh:s.
Arsenal de Marinba
De ordem do Exm. -Sr. chofe de divisan, Jos
el Picaneo da Costa, inspector deste arsenal
ccipitilo do n->rto desta provincia, faco publico
que em observancia ao aviso do ministerio da
mai iuha de '~ e fevereiro findo, sob n. 270, re-
cele-te na secretaria desta inspeccSo propostas
em cartas fechadas, at o dia 20 do corrente, s
11 i oral da ira iha, para a venda dufl objectes
bellidos, arponados no Forte di Buraco, perten-
4 aeata re^^rtiQo, os quaes acham-se estrs-
ga'ii'S, e cuustam da relafo abaixo :
Espoletas metlicas de frieco para artilheria.
Espoletas de percas o para tubos de slgnaes.
Espoletas metlicas de percussao para projec-
tis :os.
Espoletas de madeira at vinte.
Expole'as de m&deira at dez.
Espoletas de madeira communs.
Cartuchos de pspel embalados para rirabinas.
Cs.rtuebos metlicos para rewolver.
Capsulas fulminantes.
Frguetes da signaes.
Tubos de signaes.
Cunbetes
Cartuchos de calibre 32 de 1 e 2* carga.
Cunbetes com cartuchos embalados.
Estativas para foguetes.
Apparelbos para acce.ider tubos.
Se>'retara da Inspecfo do Arsenal de Marnha
de Pernambuco, 12 de Marco de 1886.
O secretario,
Antonio da Silva Atevedo.
THEATRO
DE
VARIEDADES
EMPREZA
BOLDRM & MILONE
.ond on and Brasillan Bank
Limited
Ra do Commercto n. 32
Sacca por todos os vapores sobre aa ca
zaa do mesmo anco em Portugal, sendo
em Lisboa, roa dos Capellistas n 75 N
Porto, rna dos Inglezeo.
bordo do vapor Mando, chega nesta Ilustre ca-
pital o novo pessoal artstico, que o Sr. Boldnni
contratou no Rio de Janeiro, afim de augmentar a
companhia. Teremos urna
Nova poca theatral
de opera lyrica o operetas.
A empreza nao poupa despezas para agradar
aos habites do elegante Theatrode Vare Jados.
Amanh publica-se o elenco da companhia e o
da da
Estra
A empreza.
THEATR"
Nanita Casa da Misericordia do
Recife
A Illm* junta administrativa desta santa casa
contrita com quem melbo-es vantagens offerecer,
os foinecilientos dos gneros abaixo declarados,
para o coasumo dos estabelecmentos seguintes,
durante o trimestre de abril junho, do corrente
anno :
Hdpital Pedro II, dito dos Lizaros, dito de
Santa gueda, Hospicio de Alienados, Ctsa dos
Expoctos, Asylo de Mendicidado o Collegio das
Orpbi.8.
Aletr 1 kilos
Arroz dem
A uardentc litros
Azeite de Oliveira idem
Araruta kilos
Assucar de 1 2" e 3' sortea e
QUINTA FEIRA, 18 DO CORRENTE
BENEFICIO DOS ARTISTAS
Adelina Castro e Affonso d'Oliveira
Extraordinaria norldadc !
A esplendida peca nacional, estra dramtica
de um dos mais conhecidos polticos do Brasil.
Liberaes e conservadores
Prepara-se um grande festival artstico em des-
ped ia d'aquelles artistas do sal do Iraptrio. Vi-
de programmas.
MARTIMOS
COMPANHIA DE SEGUROS
CONTRA FOCiO
Jiorlb Brilish & Mercantile
CAPITAL
t:000.000 de libras sterllnas
A O EN ES
AdomsonHowie& C.
COHMERCIO
Bols?. commercial de Pernant
bnco
Secifc, 15 de MarcD do 18:-: 6
As tres horas da tarut
CotacSe* offiae
Apolices provinciaes de 7 0/0, do valor de 1:000J,
ao par.
Letras bypothecarias do banco de crdito real de
Pernambuco do valer de 1004 92JO0O
cada urna.
Cambio sobre o Rio de Janeiro, 15 d/v. com 3/8
o 0 de descont, sabbalo.
Cambio sobre Londres, 90 d/v. 18 7/8 d. por
1/000, do Dao, sabba lo.
Dito sobre dito, avista, 18 5/8 d. por 1/000, do
banco, sabbado.
Cambio sobre Lisboa, avista, 183 0/0 de premio,
do banco.
Cambio sobre Paria, 90 d/v. 506 ra. o franco, do
banco.
Dito sabr dito, vista, 512 rs. o franco, do banco.
Ka hora da bol,.
Vejdeiam-se :
4 apolices provinciaes.
5 P. J.
-C'KH .>RAiNAUP
'Hern de 15
-U 1 13
39 583 424
3:992 792
43:f>76;216
DESPACHOS DE IMPORTACO
turbinados kilos
Bacal hao idem
Banha de poioo dem
Batatas idem
Cha idem
Caf em grSo idem
Carne secca idem
Ceblas cento
Farinha de mandioca d* oro-
viocia litro
Feijao idem
Fum> do Rio dem
Qai lila
Dito inexplosivel idem
Milbo kilos
Manteia franceza idem
Potassa idem
Pao e bolacha dem
Dito dem para 0 collegio das
orphaa Rap dem
Sabo dem
Bal litros
Tapioca kilos
T mcioho idem
Velas de carnauba idem
Ditas stearioas macos
Viuho brauco litros
Dito tiuto (Figueira) dem
Dito do Porto idem
Vinagre idea
Kb proposUs devero se apresentadas na sala
SEGUROS
CONTRA FOGO
The Liverpool & London k Glob
INSIRRAME COMPANY
SauBders Brottos & C.
MfflSIDORA
Gompanhia de Seguros
MARTIMOS E TEURESTUKS
Estahelcida em IH~.
CAPITAL 1,000:000^
SINISTROS PAGOS
At 31 de dezem'iro de H8S4
Martimos..... I,?!0:000000
Terrestres,.- r>H:000000
44-H.ua do C'o-.uincreJo -
^SEGliOS ~
MARTIMOS COjN Til A FOGO
acr-
Compaiahla PherJx
nambiicatt.-!
Ra do Commercio
ROYAL MAIL STEAM PAGKET
COMPANY
0 paquete Tamar
esperado
do sul no dia 16 de
marco, seguin lo
depois da demora
necessaria pars
%. Vicente, Lisboa, Vlgoe Son
thampton
fara passagens, fretea, etc., tracta-se com C3
CONSIGNATARIOS
Adamson Howie & C.
3Rna do Commercio3
Companhia Bahlana de navega
cao a Vapor
Macei, Villa Nova, Penedo, Aracaj,
Estancia e. Baha
0 nw Marpez ti Caxias
C'ommaiulante Nova
E1 esperado dos do:iop ci-
ma ate o dia 18 do corrente,
e regressar 1:1ra os mes-
mos, depois da demora do cos-
tume.
Para carga,passagens, encommendas edinheiro
a fretc tracta-se na agencia
7tina do Vigario 7
Domingos Alves Matas
com*. mi 1 a p(:n.\.iai(iM
DE
\avegaco Costelra por Vapor
PORTOS DO NORTE
Parahyba, Natal, Macu, Mossor, Ara
eaty, Cear, Acarahu e Camossim
O vapor Jaguaribe
Segu no dia 22 de
Marco, s 5 horas da
tarde.
Recebe carga at o
dia 21.
Encommcndaa, passagens e dinheiro a frete at
s 3 horas da tarde do dia da partida.
ESCRIPTORIO
Ao Caes da Companhia Perv/xmbncana
n. 12
lOHftVIlIk PEn.lAMl CA JA
DE
\avegae3o Costelra por vapor
PORTOS DO SUL
Macei, Penedo. Aracuj, e Baliia
0 vapor S. Francisco
Sogue no di?. 24 do
carrate, ia 5 hens
da tarde. Reee'ot
'ruga at o dia 23.
CaoommenJa* paijagens c dinheiros afrete at
as 3htrua di taidn d-idia n*a al:!da.
ESCRIPTORIO
Cues da Companhia j'er*tamb'if.ain
. 12
DampfschifTTahrts-Gesellscbalt
Vapor Hamburg
Esperase de HAMBURQO,
via LISBOA, at o dia 20 do
coi rente, seguindo depois da
di mora necessaria para
Rio de Janeiro e Santos
Para carga, passagens, e encommendas, tracta-
se com os
CONSIGNATARIOS
Borstelmann Se C.
RUADO VIGARFON. 3
1* andar
A agencia nao se responsabi-
lisa por faltas nos voluntes, 24
horas depois da descarga da mer-
cadoria._____________________
Pacific Sleam ftavigaon
posico
Londres
.^iaTe
a.
3S
de suas sessc, cm cartas fechadas, devidamentc
seiUdas, at as 3 horas da tarde do dia 16 do
c rente, declarando oe proponentes sujeitarem-se
a urna multa ie 5 0/0 sobre o valor total d9 for-
necimeoto, as no prazo de tres dias nao compare-
cerem na secretaria da mesma santa casa, para
assignar>-m os respectivos contratos.
Secretaria da Santa Casa ie Misericordia do
Recife, 1U de Marco da 1886.
O escrivo,
Pedro Rodrigues de Sonza.
Companhia
Jmperial
DE

SEGUROS costra FOGO
EST: 1803
Edificios e mercador'.a*
Taxa baixa*
Prompto pagamento de j
CAPITAL
Rs. 16,000:000*000
Agente
BROvVNS & C.
N. Ra do Commercio
N. 5
Para Lian a, P. Cascao & Filho 119 couros sal-
gados com 1,428 kilos-
Para o Interior
No lugar nacional Zequinha, carregou :
Para o lii i Grande do .Sul. J. S. Loyo & Filho
500 barricas com 53,594 kilos de assucar branco.
Vapor nacional Jos-t/anoe, entrado dos porros do i No v americano Finance, carregou :
norte, no da 15 do corrente, e consignado Com- Para 0 Rio de jinPr0 p. A. de Azevedo 350
p.nb.a Pernambucana de navegacao costeira por 8ac .og com 21 ooo kilos de assucar mascavado e
Pinto,
Presidente
Gandid C. O. Alcof jrado,
Secretario.
EDIMENTOS publico^
Me ce Mar.jq de 18tfe
1 13
ALfiiDisiD:
> bcbebcobiaD 1 i 13
a e 15
Cikscud3 oviiorLUs I 13
se de 15
347:1814240
19:840,985
367:022^225
56:967*233
5:940*086
62:5*07/319
59:340*729
6:383*879
65:724*601
vapor.
Ma n i festn:
Algod&o 117 saccas a ordem, 97 a Machado Si
Pereira, 57 a Antonio de Oliveira Maia 4 C, 72 a
Agostinho Santos t C.
Borracha 7 barricas a rrdem.
Caf 2 saccoi a Gomes d* Mattos Irmaos.
Couros salgados spccos 368 a H. Nueach & C,
108 4 J. V Alves Matheus & C, 10 a ordem.
Gomma de mandioca 29 saceos a ordem, 18 a
Gomes de Mattos Irma>s.
Litros 2 caixas a R. Gabaglia.
Pennas 1 caixa a o-dem.
Papel 1 caixa a C. Pernandes & C.
Pelles 63 fardos a H. Nuesch & C.
Quijos 1 caixa a Fernsndes & IrmSos.
Sola 800 meios a ordem.
Hiate nacional Sanio Ambrosio entrado de Ma-
can, no dia 15 do co: rente, e consignada a ordem.
Manifostou :
Courinhos 8 amarrados a Gems de Mattos Ir-
mSos.
Sal 180a'queires a ordem.
Vapor McinoaJ C<"r, entrado dos portos do
norte, no . 15 do corrate, e consignado a Bcr-
nardino Prntual.
Manifestou :
Barra vazics 150 ordem.
Mercaduras 4 volumes a Guimurcs & Va'ent.
1 a ordem.
Malas 4 a Rodrigues Lima & C.
Pipas racial 25 a Amcrim Irmaos 4 C
Logre americano Lewis Ehrman, entrado de
Baltimoro, no dia 15 do crrante, e consignado a
Henry Forster & C.
Manifestou :
Farinha de trigo .'5,014 barricas ao consignata-
rios.
DESPACHOS IeEXPORTACAO
Era 13 de Marco de 1886
i'ara o exterior
No vapor ingle z Orator, carregon :
Para Liverpaol, P. Vianna & C. 96 saccas com
6,936 kilos de algods>.
Na barca portugm zu Noemia, csrregou :
1,050 volumes com 69,770 ditos de dito branco
V. da Silveira 1,300 saceo com 81,000 ditos de
dito mascavado e '00 ditos com 15,000 ditos de
dito branco ; Burle & C. 91 ditos com 5,460 ditos
de dito mascavado e 22 ditos com 1,320 ditos de
dito branco ; T. de Azevedo Souza 4 0 ditos com
24.000 ditos de dito mascavado ; S. Guimaics &
C. 700 saceos com milho ; J. Cainillo 138 saceos
-ora 7,170 kilos ds cera de carnauba ; Pernandes
4 Irmao 40 volumes com 3 000 ditos de dito.
No vapor nacional fea-vi, carregou :
Par o Ri) de Jan-iro, M. N. A. de Ahneida
11,200 cocos, fructa ; UnMi ,l.meu 6 C. Sncces-
sores 26 vi Inmes com 'os d" j irubeba.
No hiate nacional Aurora 3; carre-jou :
Para Mossor, J. P. de U.ivcira l.s>00 eaceos
cem farinha de mandioca ; S. Nogueira 4 C. 12
volumes com 8) kilos de assucar branco e 5 har-
ria com 480 litros de agurdente.
Na barcaca Lido Paquete, carregou :
Para Parahyba, J. laptia a 100 saceos com fa-
rinha (! m mdioca.
Na bateaba D. ''i-utilhi, carregou :
Cara Panbjrba, A. R. Hr:ino f>6 saceos com
Cariaba de inndioc.i : A. Figmtredo 350 ditos
sum idem.
Na oarcaga Nazinha, carregou :
Para Mamaoguax. P. i.'^rn iro 4 C. 300 sac-
eos c im fnriiiha d1; raandicca.
= Na barcaca Gracinda, carregou :
Pan Mamauguape, J. de Macedo 140 saceos
c< m :o i li '.
Na barcada Rainha dos Anjos, carregou :
Para Villa da Proba, Feroaudea 4 Irmao 1
barrica com 110 kilos de assucar branco e 2 ditas
com 205 ditos de dito rtfinad".
No cter Colomho, carregou :
Para Guarapes, Hallar Oliveira & C. 327 ssc
c( s cjm farinha c mandioca.
MOVIMENTO DO PORTO
Navios entrados no dia 14
Liverpool por ccalas18 dia3, vapor ingles Bri-
tania, de 2.479 toneladas, eommandaute G. Mas
sey, cqnipige-n 93, carga varios gneros : a
W.lson Sons, di C.
Genova71 dias, barca italiana Nueva Cathari-
ne, de 351 toneladas, csprto M. Repetbo, equi-
pngem 10, carga varios gneros : a II. Burle
fcC.
Maco10 dial, hiato nacional S. Ambrotio, de
38 toneladas, caaituo Manoel Fr::icisco do Mel-
lo, equipagem 5, carga sal ; a M inoel Joaqun)
da Rocn.
Navios sahidos no mesmo dia
Valparazo e escalasVapor in!cz Britania,
commandante G. Massey; carga varios gene-
roa.
ParaBrigue nacional D. Francisca, captao Ber-
nardo do Steramento : carga varios gneros.
BarbadosL^ar inglez Ment, capitio Wil iam
Mulkae; em lastro.
Navios entrados no dia lo
Manos e escalas11 dias, vapor nacional Cear,
de 1,999 toneladas, commandaoteGuilberme Jo-
s Pacheco, equipagem 59, carga varios gene-
ros ; a Bernardino Pontual.
Camossim e escalas10 e meio dias, "..p.r nacio-
nal Jaguaribe. de 320 toneladas, i "nmandaute
Almeid, equipagem 30, carga vai.oi gneros ;
a Companhia Pernambucana.
l'ort EliMDth 30 dias, barca inglcia Alvngton,
de 312 t neladas, cupito John Harding, equi
naeaa 1. em lastro ; ordem.
moro49 dias, lugar americano Lewis Ehr-
man, do 386 toneladas, capito W. F. Co liroro,
equipagem 8, carga farinha de trigo ; a Henry
Forster & C.
Navios sahidos no mesmo dia
Santos e escalasVapor trancez Ville de Bakia,
commandante Delliens ; carga varios gene-
ros.
Rio de Janeiro e escalasVapor nacional Cear,
commaii Imite Guilhenne Pacheco ; carga varios
genaros.
Narva (Itiissia) Lugar norueguense Palmos, ca-
pito VV. Brigne ; carga algodao.
BarbadosBarca inglesa Alvington, capito John
Harding; em lastro.
GuanPatacho inglez Northern Star, eapit&o M-
thael ; em lastro.
Rio-Grande do SulPatacho norueguense Oordon,
capito J. M. Jausen ; carga sal.
Fernando de NoronhaVapar nacional Giqui,
commandante Souza Lobo ; carga varios gene-
ros.
Port-CabellBarca inglesa Beta, capito David
Leonard ; em lastro.
VAPORES ESPERADOS
Manos -lo norte boje
Espirito Santo do sul hoje
Tamar do sul hoje
Hamburg de Ham6urgo a 20
Mrquez de Caxias da Babia a 20
Orator de Liverpool a 20
Ville de Pernambuco da Europa a 23
Baha do norte a 24
Neva do sul a'24
Congo do sul a 25
Cear I do sul 26
Companhia Ifra* Heira ile
sncio a Vapor
PORTOS DO NORTE
0 vapor Manos
Commandante 1- tenente Guilhenne Wd-
dinaton
E' esperado dos portos do sul
at o Jia 16 do corrente. e
seguir.': depois da demora in-
",vel, para os portes
do uorte at Manos.
Para carga, pa3s.ige::3, encommendas o valores
tracta-sc na agencia
N. 46 RIJA DO UO.VIJIEROIO N. 46
CHAKGEIBS KELMS
Companhia Fra aceza de XTcsa
cao a Vapor
Linha quiuzcnal entro o Havre, Lis-
ooa, Pernambuco, Bahia, Rio de Janeiro e
Santos
Sis Ville le Macei
Espera-se dos D:.rt.-.s do
tv sul at o dia 1S do corrento
V seguindo depois da ndis-
Doosavel demora para o Da-
vre.
Recebe encommendas e pas3ageiros para os
quaes tem exce! lentes accommodacoes.
lar filie le Fainlnco'
E' esperado da Europa at
0 dia 23 de Marco, se-
guindo depois da indispen-
SHvel demora par: a Ba
liia. Rio de Janeiro
o sanio.
Roga-se aos Srs. importadores de carga p'los
yapores desta linha,queiram apresentar dentro de 6
dias a contar do da descarga das alvareng
quer reclamar concernente a volumes, que poi
vcutura tenham seguido para os portos do sul.ifim
de se poderem dar a tempo as providencias nc-ces-
sarias.
Expirado o referido praso a compauh U n5o se
responsabilisa por extravos.
liccebe carga, encommendas e passageiro? para
os quaes tem eicellentes accomodaces.
Augusto F. de Oliveira & i
ACEITEN
42 RA DO COMMERHIO-42
r
Para facilitar aos
Srs. vi 'antes que de-
sejarer\ assistir ex-
colonial de
no corrente
anno, esta agencia fa-
r a redueco seguin-
te, a principiar do 1.
de Marqo a 31 de Ju-
lho prximo futuro:
1.a classe. ida e vol-
tapara Inglaterra, bi-
lhetes validos por seis
mezes. 36:15:0 libras
esterlina .
AGENTES
Wilsi Sons & Gtipy Limita
M-Rua do Commercio-M
Para Maranhao
Scguc brevemente para o porto cima a bar^a
: rtugueza Miuho \ para o reato da carpa trata-
-i com os consignatarios Jo.- da Silva Loyo 6c
Fho. ____
Para Hamburgo
Recebe carga a fretc a barca
Lrasilcira Nova SyiT.pathia ; a tra-
tar com Baltar Oliveira t|0.
Lisboa c Porto
A barca portugaesa Isolinn recete carga a fre-
tj ; tratase com Suva Guimaracs & C. ra do
Commercio n. 5
Dakar.
comvmiii; oe nissu.i:
re h.ihitiiiem
LINHA MENSAL
0 paquete Congo
C'onimaiitlaufe Cron
E' esperado doa portos do
sul at o dir. 25 do corrente,
seguindo, depois da demora
do costume, para Bordeaux,
tocando cm i
Lisboa e vigo
Lembra-se aos Sra. passageiros de todas as
classes que ha lugares reservados para esta agen-
cia, que podem tomar em qualquer tempo.
Paz-se abanmeate de 15 % em favor das fa-
milias composta de 4 pessoas ao menos e que pa-
garen) 4 passagens inteirag.
Por excepco os criados de familias que toma-
ren) bilhetes de proa, goaam tambera d'este abati-
mento.
Os vales postaes se do at dia 23 pagos
de contado.
Para carga, passagens, eucomujondas e dinheiro
afrete: tracta-se com o agen te
iuguste Labille
9 RA DO COMMERCIO -9
Para o Para
E .esperado do sul nestes dis n lugar n^cioaa
Juucual, e desde j engaja carga para o p rt)
cima, a tahir com brevidade ; a tratar na rea
do Mrquez de Olinda n. 6. """
Roval .tlail Sleiiii Packet
i
Company
Reducgo de passagens
Bilhetes especiaos se-
ro emittidos desde 14
demarco at o fin de
jullio offerecendo faci-
lidades aos senbores
viajantes para visitar
a cxposivo colonial
em Londres, de 186.
Ida e volta de Per-
nambuco a Southamp-
on, primeira elasse,
com o prazo de 6 me-
zes libras sterlinas 36,
150.
IEIL0ES
Leilo
Hoje, Hoje
- O agente Brito, vender em leilao o seguinte :
Um sof, 2consolos, 2 cadeiras de bataneo, 2 de
bra?o, 6 de guarnifo, 1 meia commoda, tudo de
amarillo, 1 relogio de pareae, 1 mesa pequea
2 bancas, 3 quadros, 2 lanternas, jarros, 1 ca
bid, columna e 1 de parede, 1 mesa de louro, 2
inarquezoes, 2 cadeiras de'faia e 4 de amarello,
1 revolver, 1 quartinheira e outros objectos per-
tencentes ao espolio de D. Guilhermina.
Ra das Larangeiras n. 27
As 11 hora*
Leilo
De um importante predio de dous andares
e sotXo, com grande acommodasSes,
bom quintal murado, cacimba o arvore-
dos, tendo rio andar terreo duas lejas
que s3o oceupadas por dous estabeleci
mentos, sito rita do Marcilio diaa n.
32, antiga ra Dlreita, e confronte tra-
vessa que vai para o mercado

?
L
N
/


Krio de PernambucoTerfa-feira 16 de Marfo de 1886
16
Terca fra 16 do crtente
'..? 11 hora
Ne armazem da ra do Imperador n
O gente Guiiioo, autorisado por mandado do
Extn. Sr. Dr. iuii; de direito d* provedona, e a re-
qu rmenlo do invenUmnte dos bens de D. I er-
petua bornea du Silva e autonsacio de outroa
coneeuhares, fari leilao do imputante nsJio ci-
ma mencionado ; e para maia mformacoes o mea
mo agente dar.________________________
Lcilui
Dai dividas inventario de Gabriel An-
tonio de- Castro Quintaos, da importan-
cia de 194:900,5906.
Tct'fa-feiira, ltt do correte
A's 11 horas
O agente Gusmao autoriaad por mandado do
Exm. Sr. Dr. juiz de direito de orphos far leilao
com asistencia do mesmo juiz, das dividas cima
mencionadas, cujo Ltate tcr "lugar no armazein
da roa do Imperador n. 16, por occaaiao do leilao
de um predio ni roa de Marcilio Diaa n. 32.
Oa pretendent a poderSo examinar o lista dos
devedorea que se acha em poder do meamo agente
Agent Pestaa
Leilao
De 453 saceos com farinha de mandioca,
avariada por agua do mar
Terca felra, 1 do corrate
As l f horas em ponto
Na agencia rindo Vigario Tenorio n. 12
O ag-n e Pestaa tari leilao por conta e risco
de qutni oerfe icer, de 453 saceos com farinha de
mandioca> a variada por agua do mar.__________
Agente Pestaa
Leilao
Aluga-ae na Jaqueira urna casa pintada de
novo, com commodoi para familia pequea, tem
otea, quintal, banheiro, cacimba e apparelho ; a
tratar na ru do Crespo n 25 loja de joiaa.
Aiuga-se o 1 andar da caaa n. 19 i ra da
Penha. o 1 da de n. 18 4 ra Direita, o 1 da
de n. 66 mesma toa, o 1 da de n 36 tra-
vesea de S. Jos, o 1 da de n. 34 ra estreita
do Rosario ; o 1- da de n. 24 ra do AragSe.
os terreos de na. 26 ra Duquo de Caxia, 41
ra do Rangel. e a caaa n 26 4 ra de Nune
Machado, no Es. inheiro, eom bona comiaodoe, e a
caaa no largo do Apipueoa n. 19 ; a tratar na ra
do Hospicio n. 3.
__ Precisa-se ae urna coainheira ; na ra de
Barao da Victoria n. -39, loja.
Offerece-se urna senhora honesta para reger
e faaer aervi$ra internos em caaa de hornera aol-
teiro, de conducta afiancada ; quem precisar p-
graphia carta fechada com
de dirigir 4 esta typoa
as iniciaes M. J. Al.
da bem atrege-
ra do Barao do
Da armac3o o gneros
zada taverna sita
Triumpho n. 1 1
Cuarta felra. 19 do coi-reate
As 11 hora em ponto
O agente Pestaa far leilao por conta e ritco
de quem pertencer, da armacao e (eneros da bem
afreguezada tavern cima mencionada, cm um ou
Dais lotea a vontade dos compradores.
__ Urna peasoa habilitada se offerece para co-
branzas, dando fiador de sua conducta ; quera
precisar dirija-se 4 ra da Ponte-Velha n. 118
di izando carta com as iniciaes E. S S.
Sitio no Arraial
Alaga-se o sitio mais fresco e bem localisado
do Arraial, com maitas arvores de fructo, ptima
baixa para plantajes, tvndo a casa boas accom-
mod-coea e encanamento d'agua ; a tratar na ra
do Viaconde de Albuquerque n. 92.________ '
Collegio^anta Cruz
Ra do Mrquez da Henal n. 1
Este collegio contina a funecionar, recebe
Kosionistaa. meio pensionistas e externas : tam
m recebe externamente meninos de 7 4J9 annos
de idade.
RELOJOARIA
ALLEM
Aviso
Vende-ae a taverna sita ra de Joo d<
Barros n. 28, por sen dono precisar de tratar de
sua sade.
Precisa-ae de dnaa amas, urna para cosinbar
e outra para engommcr ; no largo do Corpo Santo
n. 13, 2- andar. ____^_____
Preeisa-ee de um portuguez para fcitor de
engenho : na ra Duque de Caxiaa n. 60-A, loja,
ou Paasagem oa Magdalena, primeiro sobrado
passindo a pjnte gran io. .- ^^_^
Preciaa-ae de doua criados (um homem_ e
urna mulher), preferindo se casal, para o aervico
de urna ca t mobiliada e trataraento de quintal ;
a tratar n) Caxang, antigo hotel Farofa.______
m Aluga-se urna escr*va moja e aadia, para
todo aervico domeitico de caaa de familia ; a tra-
tar na ra de Riachuello n. 31.
Aenfo
Tendo tallecido ncata cidade no dia 11 deste
mea o cidadSo suisao Sr. Henrique Petti, sao con-
vidados os sena credorea 4 apresentarem qualquer
couta ou titulo dentro do prazo de oito diaa, da
data do presente, ao cnsul da Suiaaa, 4 ra do
Bom Jpsus n. 62. Eecife, 13 de Marco de 86.
Vende-se
a casa terrea da ra do Fogj n. 32, faiendo es-
quina para o becco da Bomba, edificada em solo
proprio^-c3ntendo soti interno, 2 salas, 3 quar-
toa e coainha no quintal, cuja caaa foi reedificada
ha quatro antos : a tratar na rua do Brum nume-
ro 96.
Na rua do Cotovello n. 25, vindr-se farinha de
milho moida a vapor, de 1, 2, 3, 4 e 5* quali-
dades, a 80 rs. a libra e a 2*200 a arroba.
3: leilao
e casa de pedra o cal, deno-
Mangueira no Porto da Ma-
De 1 sitio
minado
deira
O agente Brito a man lado e presenca do Exm.
Sr. Dr. juia de direito e da provedoria e a reque-
rimento do inventarame dos bens do espolio de
Jos V. Godfnlio, levar a leilao o referido sitio
e casa servindo de base a oflWra de 1:700J.
Quai* f ira, 17 de Margo
A'i 11 horas
Na rua de Imperador n. i6
Leilao
A'S
19 do corrate
11 HORAS
Ao correr do marleilo
Mobilias de Jacaranda, aendo traa a Laia XIV,
I pino, grande quantidade de cadeiras de jaca-
rando, de junco e de amarello, marquezoes, meiaa
commodaa, camas para menino, meaaa redondaa,
cabidos para alfaiate, aparadorea, eapelhoa, Mi-
nos, raachinaa para costuras, urna meia mobilia dt
~r, parff. vidros. foeao americano, vinho de caj
oo carga, vidros. fogSo americano,
o outros muitos objectos.
No armaiem rua do Bom Jess
n.
Caj
Le'bo
EM CONTINA9AO
No hotel Universo, sito rua do Com
mercio n. 2
Ao correr do marello
Constando :
De 1 mobilia de jacarand4 rnaasico com tampo
de pedra, 2 pianos, 2 guardas-roupaa, 1 guarda-
louca novo, aparadorea, cadeiraa avulaaa, sofas,
maruuezaa, aecreUrias, camaa trancezaa de jaira-
randa, ditas de amarello, marquezoes, e?pelnos
grandes e pequeos, quadioa, jarros, extractos
mllas para viagem, colchoes, travesaeiros, toa-
lhas, fronhas, loucaa, vidroa, caixaa com cognac
ditas com pimenta, gigas com champagne nuo,
caixaa com frascos de cognac, e muiUa (
bidaa que estarao patentea no act
Coarta felra, 1 do
A'S 11 HORAS
POR INTERVENQ.^O DO AGENTE
Gusmsio
do leila).
corrate
O Sr. Francisco Soa-
res Quintas, deixou
de ser empreado da
Livraria Fluminense.
A nica pessoa au-
torisada, de hoje em
diante, para receber
contasdesta casa o
Sr. Bernab Rodri-
gues Blanco.
Pernambuco, 15 de
marco de 1886.
Ama
Freciaa-e de urna ama prra rng.mmado com
perfeico ; ua rua da Aurora n 155.
Ama
Precisa-se d? urna ama para cosinbar; r.a rua
do Mrquez do H ia
Precisa-se de urna ama para omprar e cesinhar
oara duaa pessoa8 e que durma cm casa ; na rua
do ~ebo n. 13.
Ama
Precisa-je d? urna ama qoe aaiba cosinliar e
mais servicos, e que d conhecimento de aua con-
ducta : na rua Duque de Cusas n. 2.
Aluga-sc
aloja e 3- andar do sobrad rua da Iinpciatriz
n 20 : a tratar con. Capitulinn de Gusino, :l rua
do Bom Jess n. 11, 1- audar, ende esto aa
chaves.
E' negocio
Agente Pestaa
Leilao
De bons
vidroa e expeliente
capital
empr
eso
Je
Antonio I. Heitor, achando-ao bstanle doente
e preciaando fzer urna vi igem para a Europa,
vende o seu cstabeleciin-nto bem montado com
omitas fr'nementas e bem afreguezado, ou admit-
te um socio que entre com algum capital ; a
tratar na roa da Bcda n. 56, oficina.
Licor depurativo vegetal iodado
1)0
Medico {[m inte I la
Este notabilissimo depuraate que vem preced
do de to grande fama infalliv>l na cura de todas
88 doencaa syphijiticas, escrofulosas, rheumaticas
e de pelle, como tumores, ulceras, dores rheumati-
cas, osteocopase nevralgicas, blennorrhagias agu-
das e chronicas, cancros syphiliticcs, inflamma-
coes visceraes, d'olhoB, ouvias, garganta, intes
tinos, etc., cm todas as molestias de pelle, simples
ou diathericos, assim como na alopecia ou qneda
do (abello, e naa doencaa determinadaa per aatu
racao mercurial. DSo-ae gratis folhetoa onde se
encentram numero8as experiencias feitas com este
especifico nos hospitaes pblicos e muitos attesta-
dos de mdicos o documentos particulares. Faz se
descont para revender.
Deposit) ero casa de Fai-ia Sobrinhe & C.
Rua do Mrquez de Olinda n. 41.
Praca do Conae-
lheiro Salda-
n h o Mariuho
n. 4.
\^
$0$m Aiity

Antiga da Ma-
tris de Santo
Antonio nume
ro 4.
Tendo eu aberto urna officina de relo-
joaria com o titulo cima., recommendo-
me ao respeitavel publico para fazer
qualquer trabalho, al o mais difficil na
minha arte, como j prove como em-
pregado da relojoanaregulador da
marinbaonde trabalhei os ltimos
dous annos, prometi presos mdicos e
promplidao.
Carlos Fuerst.
Quinta felra, i do corrate
A's 11 horas em ponto
No armazem sito rua do Vigario Tenorio \
n. 12
O agente Peatana, competentemente Mtoriaado,
levar a leilao oa magnificoa predioa abaisj de-
cl.r.idos, livres e desembarazados de todo a nual-
<,uer onua, os quaes pelo seu bom estado de eenor-
vacio e ptimo rendimento chamam a attencao
dos Srs. cempradores.
Um obrado de 1 andar sito rua do t oronel
Suassuna, antiga haa Augusta n. 50, r.-ndendo
5461000 annuaes.
Urna casa- terrea si'a rua do Visemde de
Goyanna, antiga rua do Cotovello n. lOi, redondo
30001I0 annuaes.
Urna casa terrea sita a mesma rua n. .J, eom
pandea accommodaciea, reniendo3B0 annuaes.
Urna casa terrea aita traveasa de h. Jos n. ,
rendendo 300*000 ann..aea.
Urna casa terrea 8ita
rendendo 420*000 annuaes.
Urna caaa terrea aita a rua doa Guara:
n. 96, rendendo 420*000 annuaea.
Duaa casas terreas sita a rua do llosa
Boa-Vista ns. 37 e 3'J, renden.:
rua de 8. Jos n. 7 i.

Kenhorlnha PoiIncnezadaCoata
Laura Amoriin Arco Ver*e de Mc-ll'-, Antonio
Arco Verde de Uello, mandara c- lebrar urna uiis
sana igrfja matriz de S. l':.n-al>a> d- Ueal
s 7 1/2 boraa da manhl, qaarta fcira 17 do coi-
rente, 1 aniversario de ten falUcimento, dot sua
sea lembrada nadrinba, priora e sobrinh, Be
nhorinha PertngoeM la arta ; convMam ascua
partntca e amigos da fin da para este acto de ca-
ridade e religi". cgrad'.c.nJo to lu as pessoas
pres nti-p.
- i !lililir'
13,
annuaes.
Urna caaa terrea sita i l!i *i
existe um acougue, rendendo 36( *0:W annaaes.
Urna caaa terrea sita ru. da NegWira '"
rendendo 360*'0'l annu ii-a.
Uma caaa terrea iU uo Corrrdor do Uispo n. I,
rendendo 3001000 annuaes.
Uma caaa terrea sita a raa da Palma n. 11, ren-
dendo 264*000 annuaes.
Para qualquer iuform ao tratjr eom o ag-nte
cima, no armazem roe. do V igar.
n. 12, i.nde se chara as chavea de t que
68 Aproveitem1' 03 *>". P '.rque t. ndo
da Se retirar pn. a 1 a"
mesmas casas, Ulv,; o iido lci .
AVISOS DEVERSOS
Pede-se "no- oai* do* T*' Je
virem ou man lar a ru i o M .rquez de Olinda n.
51, a ntgocio que Da
Joi de auraojo.
Pedro Biqneira, i A
Artbur TJa:
Loiz Carvalho.
Jos GoimarOee, eaixeire de Loyo ii t iilio.
Frederico Vieir*.
Augusto Goncalvea da Silva.
Manoel Antonio Curneire de Araujn.
Mu la li Ciirinn Rotlriffucw t'-t
Slqueirit
Her rin i Bi driguee
Beri I sel de

- i
i i restos
i
novos cgovidam assin corvo a ledo pa
isas 0J Uto de celebrar na igreja e N. S. do Carina,
quarti-feira 17, stimo dia de sea faMeciu-cnto,
Reando c ernameote gratos por ersce a"tjs de Vr
rs. tmalln .tuRUia da Fonse
arrutia
Mam.l Januaiii de Irruda e seas filhaa, Dr.
Pranelsso Augusto ti
milis, Man 'ira do Arroda e sua famib'a
agradecem de Cdrsei
ran acoropanb r te..n'.tu a o= reslla m
aua scinpre cb
s b.inbi, D Amalia Auyujta da 1'
e de novos corivi''aiii pm aaamtireni ns mi
que, pela alma d i ai
brar na da 18 d eomute, a 8 bo "ba-
a matriz le Santo Antn
U Mello, ni da
conente, -. 8 aoia dj di* m .nda i
isa na capella do hoapital portuguez, por
da seu earo rmio o Dr. Antonio tpwiiraa de
Mello, anniv-raam do aen fallerimento.
Este remedio precioso tem gozado da accetta.
(So publica durante cincoenta e sele annos, com-
ecando-sc a sua manufactura e venda em 1827.
Sua popularidade e venda nunca forSo tSo exten-
sas como ao presente; e isto, por si rnesmo,
offerece a melhor prova da sua efficacia maravil-
hosa.
Nao hesitamos a dizer que nao tem deixado
em caso algum de extirpar os vermes, quer em
crcancas quer em adultos, que se acharo afflic-
tos destes mimigos da vida humana.
N.io deixamos de receber constantemente
ttestaces de mdicos em favor da sa efficacia
admiravel. A causa do successo obtido por este
remedio, tem apparecido varias falsificasoes, de
sortc que doe o comprador ler muito cu'.dado,
examinando o Dome inteiro, que devia ser
Verffliffltrc re B. A. FAHNESTOCK.
OS ESPECFICOS veterinarios
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CALLOS
O MELHOR E MAIS INFALLIVEL EX
TRACTOR DOS CALLOS E A
MAYXARDLVA
porque oa extrahe completamente, aera cauaar a
mnima or. E' fcil de applicar, nao impede de
ae andar calcado e tem o seu effeito comprovado
por_atteatado8 insuspeitoa e em numeroaaa appli-
ca^oea que nunca falharam. S verdadeiro o qne
ae prepara e vende na Drogara e Imperial Phar-
macia Diniz.
t jf inte & ^nmm
57Rua do General Ozorio--57
Deposito em Pernambuco pharmacia de Hermea
de Souza Pereira & C, Succea8orea
Roa do Hariinez fle OMa 1. \
Eu abaixo asaignado, eatabelecido rua do Hos-
picio n. 158, atteato que, aoffrcndo ha muito tempo
d callos em ambos os pea, o qne me impoasibilita-
va por vezes de cuidar nca meus affazcrea com-
merciaea. grecas ao preparado des Sre. DINIZ 4
LORENZO propietarios da IMPERIAL PHAR-
MACIA DINIZ. denominadoMAYNARDINA
cansegui verme alliviado dcste mal que atroz-
mente me incommodava com a applica9o do refe-
rido preparado.
Rio, 7 de Janeiro de 1885. Thamaz Jo-
s Fernandes de Macedo.
Este i r portante eatabeleaimento de relojoana,
fundado em 1869, est funecionando agera rua
larga do Rosario n. 9.
O aeu proprietano, encarr.'gado do regulamen-
to dos r elogies do arsenal de marinba, da compa
nia doa tnlhoa urbanoa do Recife Olinda e Be-
beribe, da de Recife Caxang, da eatrada de
ferro de Carua da companhia ferro-carril de
Pernambuco, da asa iciacao commercial beneficen-
te a da eatrada de ierro do Limoeiro, cercado de
intelligentea e habis auxiliares, concerta e fa-
brica qualquer pega para relogios de algibeira,
de pared;, de torres de igreja. ebronometroa ma-
rtimos (dando a marcha), caixas de msica, ap
parelhos elctricos telepraphicot.
O mesmo acaba de receber variado sortimento
de relogios americanos que vende de 7 a 20f
par^ parede, mesa e despertadores de nikel.
Contina a exercer a sua profiaaao com zelo e
interesse de que aempro deu provas ao re8pei-
tavel publico e aos aeua collegis, e vende forne-
cimento de qualquer qualidade.
Em frente de aeu eatabelecimento ae acha col
locado am relogo, cujos mostradores tambem po-
derao ser vistos pelos passageiros da forro-carril,
teudosempre aHORA MEDIA DESTA CIDADE,
determinadas pelas suas observaeoes astronoroi-
aaa. Rua larga do Ro8ario n 9.
Antonio da Costa Araujo.
Wlfttffi!
DERY 8ILK.
OUILL BUVTOM-H05.E TWI8T.
^ (Retroz ce faceta para Calcar.)
luigando ser de grande utilidade doa negociantes da
ica do Sul, terem fios de seda e retioz prepara-
dos em material mais leve do que sejairf cairelis de
pao, estamos promptos a fornecer para arportacao
f-os de stda, retroz de seda e seda de bordar, de
i dns as qualidades, preparadas em lanceGeiras de
: .u tic pennas como cima represenudo.
loa todos os tamanbos de fio preto e mais oe
cutos cores. a
. Dasea "Braiiurd Arroatrong Co.
to Marfcet Street, 469 Broadway,
PLiladDhia, U. S. A. New-York, L. S. A.
ALBERTO HEMCHEL & G
52-RUA DO BARAO DA VICTORIA-52
O bem acreditado estabeleciinento photographico allemSo, acabada augmen-
tar as suas galeras no gosto das mais sumptuosa casas d'este geneio, como de Pars,
Londres e Berln, onde o respeitavel publico encontrar os mais aperfeijoados trabalho
dlo systBma mais moderno e mais apreciado.
Para dar mais impulso sua casa e assim melhor satisfazer as mas difieeii
exigencias, acaba da cootractar o eximio pintor o Sr. Ferdinand Piereck, chegado re-
centemente da Corte do Imperio, onde adquiri grande nome, alm do bom crsdifc que
j gozou em 1877 quando aqui esteva na mesma casa.
Roga-se s Exraas. familias e mais pessoas o obsequio de honrar com anas
visitas a este grandioso estabelecimento, ondo existe urna magnifica exposicjto de suas
prodceles artsticas e ondo encontrarlo lhaneza no trato, perfeicSo nos trabalhos e
modicidade nos prejos.
C. Barza,
Geiente.
FNDICAO GERL
ALLAN PATERSON & C
N. 44--Bu i do Brum-N. 44
JUNTO A E? TAfAO DOS BONDS t
Tem para vender, por prer. mdicos, as seguintes ferragens :
Tachas fundidas, batidas e caldeadas.
Crivac.o'es de diversos tamanhos.
Rodas de espora, idem, idem.
Ditas angulares, idem, idem.
Varandas de ferro batido.
Ditas de dito fundido, de lindos modelo
Portas de fornalha.
Bancos de ferro com serra circular.
Qradeamento para jardim.
Vapores de forca de 3, 4, 5, 6 e 8 cavallos
Moendas de 10 a 40 pollegadas de panadura
Rodas d'agua, systema Leandro.
Encarregam-se de concertos, e assentamento de machinismo e exec&iam qualqu*
t_abaliio com perfeico e presteza _______________ '__________
RODA DA FORTUNA
200:000*000 ,
PRECOS EM P0RC0

ti

V

Dezenas.
Vigessimos
Dezenas
Vigsimos
EM RETALHO
101000
II000
III000
Ij!I00
CORRE TODAS AS TER()AS-FEIRAS

Especialidades!
Tudo so vendo polo menos possivel 1!!
Quem urna vez compnr saber I
4\LARGO DE S. PUDRO 4
Neate eatabelecimento aclia-ac sempre expoato
venda oeapecial licor de maracuj.i em ricas gar-
rafinhaa propriaa para tnilet compoato de manga
baa e mangaa o que ha de melhoi ni-ate genero.
No meamo cstabr-lecimento acha se aempre um
grande aortimento de pasearoa c gaiolas de todos
oa fabricantes, at propriaa pura viagens, por ter
cada uma cinco compartimentos.
Tambem ae encoutra diariamente especiaos fru-
ctaa maduras como aejam sapotis, sapotas, man-
gabas, mangase ootras fructas, e se recebe qual-
quer encommenda pira embarque.
Os proprictarios do muito
e>
conhecido
eatabelecimento denominado
Viagens ao centro
Di O '- horas
.a tiude. f.:n' Itamb per Iguaratmi e Uoyanaa,
pmgerM :i iratiir na roa Io e
alargo n. I, no lecif V agaaa avulaaa cm qual
quer dia, c pura qnalquer parle a Iratar no mes-
cio lugar.
t DE DRIJSI1SA i C.
8119 Bon-JSES i, 18
(ANTIGA DA CRUZ)
Casa de coinmissoes
(Jrande e variado sortimeno rus o catlogos de prodoccSea da Allema
.::., Franja, Ing.'atcru, Austria, Hespanha
ulia e Estado-Unidos.
N. B.Informa^Ses sobre machinismot
.friclas, ditas para engenhos centraos
tombas, ote para incendio a oatras m>-.
hias e utensilios
MUSEU DE JOIAS
sito a rua do Cabug n. 4, communicam no respeila-el PUBLICO que receberam uro
grande sortimento de joias das mais modernas e dos mais apurados gostos, como tam-
bera relogios do todas as qualidades. Avisatn tambera quo continuara a receber por
todos os vapores vindos da Europa, objectos novos e vendem por muito menos que em
outra qualquer parte,
MIGUh WOLFF & C.
N. 4RUA. DO CABUGN. 4
Comprase ouro e prata velha._________________________________________
PASTILHAS
De ANGELIM & MENTRUZ
RANDE
^F^oWwiLf^
Di.
hiuSa
as
ea
O Remedio mais efficir
Seguro que se tem descobarto ale
hoje para exoe'.ltr a* ion trigas.
R0QL4YR0L HIERES
se
53
95
s
s
TINTURARA
OTTO
SUCfiSS9B
2o Rii tie Malinas de 4lbuquerque 25
(AMIliA lll\ l)\S FLORES)
Tinge s limpa com a maior perfeijSo toda a qualidade de estofo, e fazendae em
pe$< ou cm obras, chapeos de feltro ou de palba, tira o mofo dasfazendas; todo, o
trabal) o i'eito por meio de machinismo aperfeioado, at hoje conhecido.
Tintura prcta as tergas e sextas-feiras.
Tinta do cores e lavagem todos os dias. ________________^_
~ Gran PEDROZA&C.
N. 41__Rua do Barao da VictoriaN. 41
Neslc bem conhecido estabelecimento, se encontrar um lindo variado sor-
timento de pannos, caserairaf, brins, camisas, punhos, collarinhos, meias, gravatas,
tndo importado das melhores fabricas de Poris, Londres o Allemanha; o para bem.
servirem aos seus amigos e freguezes, os propritarios dcstq grande estabelecimento
jm na direccSo dos trabalhos da officina habis artistas, e que no curto espajo de 24
horas preparara um terde roupa de qualquer fazenda.
Rua do Barao da Vietoria n. 41
(PRECOS SEM COMPETENCIA)

ILEfl


6
Diario de PemambucdTcrfa-feira 16 de Marco de 1886
Aluga-se barate
O 1.' e 2.a andares da travesea do Campello a. 1
O armasem do Bsm Jesds n. 47.
A. casa terrea n. 93 da travesea de S. Jos.
4 cata da ra do Vifeonde de Goyanna a. 79.
k eaaa da Baiza Verde n. IB Capunga
4 tratar no Largo do Corpo Santo n. 19,1* an
ar.
Aluga-se
barato a casa terrea, caiada e pintada, i ra de
8. Jorge n. 40, eom 4 quartos, 2 salas, sotao, co-
sinha rora, copiar, quintal e cacimba ; a tratar
com Siqueira Ferrai 4 C, a ra de Amorim na
eco (. ________ '_______
Aluga-se
a loja do sobrado & ra de Hortas n. 140 ; a tra-
tar no largo da Alfandega n. 4._________________
Ama para coziohar
Na ra do Bem-fica
sitio que ficaem fren-
te da entrada dos Re-
medios, se precisa de
umamulher forra ou
escrava para ama de
cozinha.
-%M
Precisase de urna ama para cosinhar para casa
de pouca familia : na ra da Impcratrix n. 34,
'Jo andar.
Ama
TNICO
#
^1\
%
Prevaraco de Productos Vegetaes
extincoTas caspas
e outras Molestias Papulares.
JvlARTINSA BASTOS
Pernttnibueo
E' pe chincha
Vndese um deposito de seceos em pequea
escalla, proprio para princi vante e bem afn'gue
sado ; a tratar no mesmo, sito ao largo do Forte
numero 34.
X
Papagaio
= No largo do Corpo Santo n. 19, segundo
andar, se precisa de urna ama boa cosinhe'ra e
ue enteoda de ngommado, durma em casa e d
ador de sua conducta.
Ama
Precisa-se de urna ama, boa cosinheira,, mas
ue durma em casa do familia : tractar na ra
oque de Ci lias n. 39, 2." andar.______________
Ama
Precisase de urna cosinheira para casa de pou-
ca familia ; a tratar na ra do Mrquez de Olin
da n. (i.
Ama
Precisa-se ie urna ama para cosinhar e lavar ;
na roa do Brum n.! 0, 2- an ar. _________
Ama
Precisa se de nma ama para cosinhar e com-
prar, e mais alguin servico ; Da ra do Hospicio
numero 17.
Precisa-se de urna ama que seja boa, paga se
bem ; na na do Barao da Victoria a. 85.____
yv/v* m Precisa se de urna, para
_iatfu iltiSs ttJii c isinhar para urna familia :
a tratar na raa do Mrquez de Herval n. 107.
Ama
Precisa-se de urna ama para cosinhar e outra
para meninos ; na rua da Lnperatni n. 66, pri-
meiro andar.
Na praca do Conde d'Eu n. 7, 2 andar, preci-
sa-se de ama ama boa cosiohcira e de boa con
ducta, para casa de pequea familia, paga-se
bem.
Leonor Porto
!!
I
Rua do Imperador n. i.
Primeiro andar
Contina a ezecutar os mais difficeis
figurinos recebidos de Londres, Paris,
Lisboa e Rio de Janeiro.
Prima emperfeicao de costura, em bre- )
vidade, modicidade em precos e fino
gosto.
}{
Aluga-se o ssbradinho do becco do Quiabo
(Afo|rada<), com quintal grande e diverses ps de
froetearas -, a tratar nr rua de Marcilio Lhau au-
meto 106.
Pede se o favor a quem tiver achado um papa-
gaio grande, manso, fallador, com um pedaco da
cerrente preaa no p, de o levar rua Nova n. 51,
loja, que ser bem gratificado.
Liquidado de chapeos para se-
nhoras
\ ende-se pelos seguintesprecoi : de 15* a 204
roa do Crespo n. 17, em caaa de Mme. Mique-
!ina.
Ouew lem?
Oure e prata : compra se ouro, prata e
pedras preciosas, por maior preeo que em outra
lualquer parte ; no 1- andar n. 22 a rua larga do
Rosario, antiga dos Quarteis, das 10 horas s 2 da
arde, dias uteis.
Caixeiro
Precisa-se de um caixeiro que tenha alguma
pratica e que d conhecimento de sua conducta :
na travesea dos Pires n. 9, padana (Genquity).
AgnadeVidago
Em quartos c meias garrafas ; vendem Faria
- obrinho & C, rua do Mrquez de Olinda n.
14, depositarios.
Aos (lenles dos olhos
Cura certa em 48 horas das inflamaces recen-
tes dos olhos, pelo colyrio preparado por Jos
Pedro Rodrigues da Silva.
Em prega-se este poderoso colyrio sempre com
grandes vantagens, as seguales molestias :
Ophtalmias agudas, purulentas e chronicas,
.'onjunctivitea, etc., etc.
Deposito gral na drogara de Faria Sobrnho
Je C, rua do Mrquez de Oliada n. 41. Para in-
ormacoe-, dirifr-se livraria Industrial, rua
do liaraj da Viet. ria n. 7, a a reaidencie do
utor, A roa aa gaudade n. 4.__________________
ululas ^irfiMvas e depurativas
de Campanlia
Estas pilulas, cuja preparacao puramente vc-
g. tal, tem sido por mais de 20 annos aproveitadas
com os melhores resaltados as seguimos moles-
tia* : affi-ccoes da pelle e do figado, syphilia,
boubes, escrfulas, chagae iavrteradae, eryaipe-
las e gonorrhas
MODO DE USAL AS
Como purgativas : tome-se de 3 6 por dia,
bebendo-se apos de cada dae um penco d'agua
adocada, cha ou caldo.
Como reguladoras : ome-se urna pilula ao
jantar.
Estas pilulas de invencSo dos phannaeeutics
AImeida Andrade A Filhos teem o veridictum dos
senkores medios prra sua mrlhor garanta, tor-
nando-se mais recenmendaveis, por seren um se-
guro purgativo e de pouca dieta, pelo que podem
ser usadas em viagem. Acbam-se venda na
drogara de Faria Sobrinho & C, rua de Mrquez
de Ulinda" n. 41.
'esmheiro
Precisa-te de um cosioheiro ; na roa da Cruz
numere 28._______________________________
Pirtugiez e francei
Lecciona-se na rua dos Pirra n. 103.
Compra-se e paga-
se mais do que em ou-
tra qu como
MOEDAS
de qualquer qualidade.
Va rua 4o Imperador
u. 32, loja de joias.
Julio Fuerslemberg.
0 restauran! italiano
m roa da Laranseiraa numero te
convida aos sius fregueses, como sempre, aos
bons petiscos a gosto < vontade das pessoas que
entendem de er e colinarik, seus temperos de
mantega c iiit d'.' banlm do Precos:
Um jauta, com sopa, tres pratos, caf ou cb,
sob,p luesa e vdIio 140 0
Altaoeo soa doua pratos, caf, cha ou leite,
r.anteiga c vinbo lfOO.
s as quintas fiiras vatap, macar-
i .les.
Caixeiro
Precisa-so de um eaizeiro de 12 14 annos,
coui alguma pratica de molhados : na rua da Pon-
ba n. 1t._________
Criados
collegio Instituto Acadmico precisa-se de
urna indlher para tomar coot da roupar.a e de
dona criados para servico interno.
Por 151000
.ja se para morada a loja do sobrado rua
r.tinas n. 50 ; a tratar na rua Pri-
Iaicm. 7 A, Irrraria Parisiense.
Barao de Parlan
O Dr. Prxedes Pitanga,ucus filhos e sen concu-
n'-ado Iiir.> Coelho da Silva, mandam resar mis-
sas na matriz da Boa-Vista, s 7 1/2 horas da
manhS de 17 do andante, por alma de seu falle-
cido amigo o Exm. Sr. Barao de Parima, e par*
esee acto convidam aos seus amigos e aos do fal
lecido, para asstatire..?. agradecendo desde j esse
arto de caridade.
tatulo Frederleo do Santos
Porto
1 ..aniversario
Alfredo Baptista de S, Engracia Porto 3ap
tista de S. Julia Augusta Machado Porto, Joan
na Augusta Machado Porto Alfredo Machado
Porto, genroe filhos dj fina .'o Augusto Fn derico
dos Santos Porto, convidsm os parantes e amigos
para assistirem as missas que mandara celebrar
na matriz de Santo Antonio, s 7 horas da ma-
nila de 16 do corren-.?, 1* anniversario de b>-u fal
lecimento, pelo que ?e confessam eternamente
gratos
Jase JmAm de Amorim
A viuva, filbos < genros do falk-cido Jos Joao
de Amorim, convidsm a todc* os paientes e ami-
gos seus e do finado, para assistirem ao officio de
corpo presente, que na matriz do Corpo Santo, s
8 horas da manh de 16 do correnre, t m de ser
resado por sua alma, e calli acompanhar os restos
mortaes ao cemiterio publico..
Pelo coropareciroepo de todos, o que eonside
ram como urna prova de amisade e religiio, se
confessam desde j omito agradecidos, peJindo
deaculpa quclles fne r:io receberem convite di-
recto.
CAPSULAS
M ATHEY- C A YLUS
Fiif adw ptto ------- HI
As Capsulas Mathey.Caylus com Envolucro delgado de Gluten nSo fatigSo nunca
o estomago e sao recommendadas pelos Professores das Faculdades de Medecina e
os Mdicos dos Hospitaes de Paris, Londres e New-York, para a cura rpida dos :
Corrimentos antigos ou recentes, a Gonorrhea, a Blennorrhagla, a Cystite
du Coito, o CataiTho e as Molestia da Bezigas e dos orgaos genito urinario.
iU4 Urna uplloaeio dttalhada aoompanha tada Fraico.
Exigir aa Verdaderas Capsulas Mathey-Caylus de CLIN ft C>*, de PARS,
que se aeho em cata do* Droguiltas e Pharmaceuticoa.
(Qoengas nervosas t.
f RADICALMENTE CURADAS COM 0
BROMURETO LAROZE
XAROPE SEDATIVO
de Cajea de Laranjas amargas
com BROMURETO de POTASSIO
APPHOVADO PELA JUNTA DE HYGIENE DO BBAZIL.
O Bromurtto de Potassio de
Larose, como todos os productos
feitos n este estabelecimento, de
urna pureza absoluta, condico indis-
pensavel para que se obtenha effeitos
edatToa e anodynoa sobre o sys-
tema nervoso.
Dissolvido no Xarope Laroze de
Cascas de laranjas amargas, este bro-
mureto uaiversalmente empregado
e exclusivamente receitado pelos mais
celebres mdicos de todas as facul-
dades para combater com certeza :
as aifeccSes nervosas do coracSo,
da vias digestivos e respiratorias,
as nevralgias, a epilepsia, o hyste-
rico, a dan$a de S. Gny, a insomnia
das criancas durante a denticSo, em
urna palavra, todas as afieccSes
nervosas.
No mesmo deposito acha-se venda os seguintes Productos de J.-P. LAROZE:
XAROPE LAROZE
..LfsffaU.TNICO, ANTI-NERVOSO
Contr as Oastrlte. Gastralgias. Dyapepsia, Dores e CAlmbras de estomago.
CUIDADO COM
AS FALSIF1CACOES:
O VlSr c0
Cabello
"Ayer
(Ajcr's Ilair Vigor)
CKSA1H0 SUA
VTttlUWECORHBlMS
'
rxt&mks sem ioji
FAMOCABEUQ,
TOBNANOO-0
KACIO. REXIVEL E LUSTROSO-
f .-$>
^
PARA
O LENCO O TOUCADaf
E O BANHO.
XAROPE DEPURATIV0dc^atc,oriiM00URET0 DE POTASSIO
Cootra at Aflec^Ses escrofulosas, cancerosas. Tumores brancoe. Acidas de sangue.
Accidentes syphUiticoe secundarios e terciarios.
XAROPE FERRUGINOSOAeS-i^PROTO-IODURETOd.FERRO
Contra i Anemia, Chloro-Anemia. COres paludas, Flores branoas, RacnlUsmo,

gipcsito tm todos u toas erganos d miil
Pars, J.-P. LAROZE e O, Pharmaccatlcos,
2, MJE DES LIONS-SAINT-PtUL, 2. mfff
INJECTION CADET
Cura certa em 3 das m outro medicamento
JPAMIS 7, Mtouierard Mieauain. 9 JPAJUM
MEDALHA DE HON1
0 OLEO CHEVRIER
4 deunUcMdo pelo AlcitrSo,
tnico t b/$*ntioo, o tjut multt
tvgmentM as proptt^dMdti do )
0 OLEO de FIGADO
DE BACALAO FERRUGINOSO
4 a unles prtp*racio qu$ perrmth
'-ir o Ferro m pro-
tiJiir Pnilo de Vaotre, num
Incommodo.
DIPOSITO geral tm PUIS
21, ru d Faii'-IoDtB.rtre, 21
^G^QS?>
BRANCO.LOIRO ^
E FERRUGINOSOS

DIPLOMA DE BON
CHITADO POft TODAS AS
Celebridades Molleas |
DA f RANCA E DA EUROPA
MOLESTIAS^DO PEITO,
1AFFEC55ES ESCROFULOSAS I
CHLOROSIS,
ANEMIA, DEBILIOADE,
TSICA PULMONAR,
BRONCHITES1RACHITISMO
Vinho de Coca
DEPSITOS EM TODAS AS PMNCIPAES PIIARMACIAS DO BBAZIL.
VINHO MARIANI
DE COCA DO PER
O VlHHO KAEJAin que foi experimentado nos hospitaes de Pariz,
prescripto diariamente com exilo para combater a Anemia, calorse,
Dlg-estoes ms, Molestias das vas respiratorias e Enfraqneel-
mento do orsao voeal.
O Medico reeornoicndam-no Pettoas fracea e delicada, exhausta* pela moletaa,
ao Velhos e Criancne.
C o Reparador daa Perturbacoea digestivas
S O FORTIFICANTE por BXCELLENCIA
O VINHO MARIANI 8E EMCONTRA EM CASA DE
av. saV\JtZAsTI, f h" *arls, *1, hulef ard Bmsaaian; aTew-Tork, 11, last, i I, Slrast
Em Pernambuco : Francisco aC da 8II.VA 4v C
l^<^^>rV^VVAr>.V^V#V^rVVVA^i
PERFUMARA do mundo elegante
DELETTREZ
64, 56, Rua Richer, 64, 56
PARIZ NOVA
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>em/VnKimtco. FRAN-li.dS SILVA a<
r-l
ORANTE OIUTXE.Afhccori lyir.j)isHesa.iisan-
caa dai Tiaad igeatiraa.obatrot -Te? Qn satj t do bac<>
obatrmoSea rucarse, eoocrc calcoloiaa da bile.
B'JPrfAX. Afbcr/iaiu TiaiiigfStivasincoinmc-
ga.Ntrjlj
CLE3TIN8.Aaa.(0>>dosrias,a>iaiiai.
cuncrB.v,e.idasounoa-,c tJ.JiboUc-buiDic.'ia.
HATJTER1VE.An-e; .dosr!u,dabaxia.ar!as
eu:icraot3Ua>ouij-,;o'a.i' abetes,alburiarla.
miA-SE 0 V B CAPS!,*,
m -'''-

P2^t


i
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ORCBXIila,
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1882,L'or.r: tax: *"-
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Mecatt.a t* f
Exposloode':rabriho:-' J.:, ss*o

ll
Alimentaqo Rica.
em rrin.-.f: nv.iim i pbc
A rAKnni& TJiST.irT o mclhor auxiliar
da ama de i :n allmciHaco i i
Kxperlmi
Hospitaes c A
G vstr :'.8. Oaatral* ias, lolc-;ir\8 io.te.s-
tiuos, PrJa&o de Veara rebeldes,
a a pro-
E118
Ja/ja"iii la Parnamtuco: rra:." K. da Silva eV C*.
CONTRA I
DeHusos, Oripps, Brorsiultsa.
.SmtaoOM o aelto. c XAROPE a PAUTA
llora] NAF .1 DELAMORENrER too no*
f OaaoU oara Tarlfaiii por Ueabroa ir. Anurtjr-'-.
it Madlcln s Prnaot,
i Btm Opto, MtrplUmt BSD CMaas dA^ a*aa Masb'5
*aa iaispai anskaM a* Tosas oa Coqnalaohs.
PAHia U, ras Masas, U PARlr|
"11 aMToaASASMUHaueuaf
no MUNDO
Aliasntaijao racional
das AIS. AMAS & CONVALESCENTES
TMXA VtiliireH.
'.Z, 6, Ayen.ie Victoria, 6, PARIZ.
fcrsjUarios en Pernambuco : FiiAN M da SILVA 6 O*.
EXPOSiqfiO OE PARS 1878
rosa dh coacDBao
aASMA
pelo 6 do
'oHt-u em toii aa PAormtefaa,
C M -W V K
JOSEPH RRAUSE a c.
Acaban, de augmentar o sen j bem conheeido
importante estabelecimento rna Io
de Diarfo n. 6 eom mais
m salo no i andar lnxnosamente pepar-
rado e prvido de urna exposi-
(tok Iras deprata doforii eMi>f!ai
dos mais afamados fabricantes ds
mnndo inteiro.
Convida, pois, as Exmas. familias, sens nume-
rosos amigos e freguezes a visitaren,
o seu estabelecimento, afim de
apreciarem a grandeza e bom gosto com que
ijo obstante a grande
despeza, o adornaram, em honra
desta provincia.
CHA-SE ABERTO DAS. A 8 DA 1ITE
^ UK m/r M rw
n
L*qudam o seguinte;
Mas barato do que em casa dos dignos
collegas
Esguines para camisas e casaquinhos de senhoras a 4J e 4?5500 a pee
Saias bordadas a 30, 40 e 50000 urna !
Camisas bordadas ps>ra senhoras a 50500 e 30000 urna !
dem sera panhos, sem collarinhos, para hornera, a 420 a duza!
Meias inglezas superiores a 40 e 50000 a dita !
dem Dglezas para s -nhoras 40 e 60000, cruas de 160 por 12000?
Croclets puarnisa completa por 80000 I
Damascos du&s largaras para colxas a 20000 ocovado
Popelines brancas a ^00 rs. o covado proprias para noivas.
Miriuos pretos duas larguras a 10, 10200 e 10500 o covado I
Bramantes de linho luperior a 20000 o metro!
Lences de dito, panno de casal, a 20000 um 1
Coberta de ganga cretones, idem 30000 urna !
Ceroula&, superiores oorJados a 160000 a duzia!
Cortes de meia caseinira para caiga a 10400 1
dem de casemiras inglezas a 30 e 4000 um 1
Cambraias Victorias e transparentes a 3>200 e 30800 a peja!
Fichs para mejinas a 10500 e 20000 um !
Cortinados bordados a 70 e 100000 o par !
Crinaldas evos para noivas a 100 e 150000.
Cretones superiores a 320 e 360 rs. o covado I
JRua Duque de Caxias59

FZEMUS ISVIURS
Na bem con herid a loja da rua Primeiro Je
Mar$o n 20
JUNTO DO LOUVRE
Grande sortimento de madapol3s de 40500, 50, 50500, 60, 60500
70500 e 80000
AlgodSes brancos, superiores qualidades, de 40, 40500, 50, 50500, 6 a
60500.
Saperiores cretones de 320 a 500 o covado.
Batistes, lindro padr5es, a 200 e 320 rs. o covado.
Fust<5es brancos de novos deaenhos a 440 e 500 rs. o covado.
Cobertas de ganga, forradas, de dous paunos a 30500.
Ditas de ganga cretone, bonitos padrSes, a 30000.
Lengoes de bramante, de linho de 20 a 40000 a um.
Ditos de algodao de 1,800 a 20500.
Toalhas f'-lpudas, de tamanho regular a 50000 a duzia.
Ditas grandes para banhos a 20000 urna.
Lencos de algodao de 10800 a 20200 a duzia.
D:*os A algodSe, rom barn, a 20400 a duzia.
5 r!-, I..; n 300, 400 700 rs. o covado.
; i 10, 10iOO e 105OO o metro.
i v*a ; :: lsxb i .le 30500 a 6fi a duzia.
Gran 18 'ir fa'le de anquinhas Mi ias cruas para bomera a 50, 60, e 70000 a duzia.
Chaibres muito be:u preparados, para hoiuem, de 50 a 100000.
Casimira diagonal, preta e azul escuro, a 20500 o covado.
A lgo-;ao trancado de duas larguras a 10300 a vara.
Bramante do lg dan, de qnatro largaras, Je 10500, 10800 e 2(5000 a var
Dito de linho idem idem de 20, 20500 30 e 40000 a vara.
Leques de papel, de lindos desenhos, de 500, 800 o 10000.
Merino preto e azul a 10400 rs. o covado.
etinetas lisas de todas as cores a 440 rs. o covado
Velbutinas de todas as cores a 10000 o covado.
Molesquin de cores, bonitos padr8es, a 600 rs. o covado.
Chales do algodao a 10200, 10400, 10i:OO e 2C000.
Guarda p de brim de linho pardo a 40, 50 e 6$000.
Oxford p..ra camisas, lindos padr3es, a 280 300 e 340 rs, o covado.
Costuraos para oanhos de mar a 80 e 100000.
Cortinados bordados para cama e janellas a 80 100, 12, 14 e 160000 o par,
Grande sortimento de roupa feita para trabalhadores de campo.
Encarregamo-nos tambera de mandar fazer qu upa para hornera a
meninos, para o quo temos um hbil oficial e um grnela sortimento de pannos, brina,
caserairss, etc.
Quem precisar de algara artigo bom e barato, dever visitar de preferencia
este antigo e acreditado estabelecimento.
M Primeiro ie Marco i. 20


Diario de PernambncolYrfs-fteira 16 de Marco de 1886
Francs, infles e taes>susla
Listes e tradceles por un jornallsta parisin
M,im Nova n. 21. _^___

O abaixo firmado, mudando sua residencia desta
capitil para a do Rio de Janeiro, deixa cxposta
venda sua pharmacia ra do Rangel 48, e
para o que faculta poderes especiaes to r. Jos
Caetano Baptista dos Santos, estabejecido ra
de Crespo n. 1 (Sallo Vigilante), par vendel-a de
accordo com o jiretendente, e bem asaim recebar
dividas que nao foram resgatabas. Recife, 28 de
fevereiro de 86.
Joaquira E. Cotia.
Ao eommereio
Ns abano asuigna ios participamos ao eommer-
eio que beata data dissolvemos amigavelmente a
sociedade que tinhamos as casas de calcadas i
ra do Livramer to ns. 35 e 37. sob a firma com -
mercial de Albuquerque & C, retirando-se a so-
cia D. Mara Amalia de Loureiro Ferreira paga e
s tiseita no seu capital e lucros, ficando o socio
Francisco de Salles Albuquerque reaponsavel pelo
activo e passivo. Recife, 13 de Marco de 86.
Francisco- de Salles Albuquerque.
Mar!a Amalia Loureiro Ferreira.
Ao eommereio
Os abaixo assignados, estabelecidos em Bebe-
douro com casa filial em Quipap, nesta provin-
cia, declaram pelo presente, que saldaram todos
os seus dbitos nesta praca at 27 de Fevereiro
do corrente anno, isto com os devidos descontos a
que tinbam direito ; salvo cinco letras de.....
317/625, que sao devedores Tbesouraria de Fa
senda, provenientes de arrematacao de diurnos,
ssndo que a Ia vencivcl em 30 de junbi do cor-
rente anco ; a 2* em 30 de setembro ; a 3' e 31
de dezembro ; a 4* em 31 de Marco de 87, e a 5*
em 30 dejunho do mesmo. Aprsente declara-
cao serve do preventivo a qualquer duvida que
por ventura, exponlaneamente, tenha naacido com
relaco ao crdito de nosea firma ommercial.
Joo Quilherme & Sobrinho.
GJtSABdOri.fi
\os 4:000S000

lljijjiiU II
Rna do Baro da Victoria i.40
e casas do costme
O abaixo assignado acaba de vender
en seas felices bilhetes quatro quartos de
n. 950 com a surto de 100|5000, e dirersos
premios de 32,5000, 16,5000 e 8,5000.
O mesmo abaixo assignado convida os
possaidores virem receber na conformi-
dade do Costume, sem descont algum.
Aeham-se a vend os felizes bilhetes
garantidos da 8.a parte das loteras
aeneficio da matriz do Cabo (43a), que se
extrabir. tercia feira, 16 do corrente.
Precos
Inteiro 4*000
Meto 5000
Quarto 1,0000
Eai porco de 1004.000 par
cinta
Inteiro 30500
Meio 1*750
Quarto 0875
Jodo Joaquii* da Costa Le te.
Engommadeira
Precisa- sf- de urna perfeita engommadeira ; a
tratar na tua da Saudade n. 16.
Tricoferc
de Barry,
faranr-^c ,"<
UZ rvv-rvr O
CABELLO
alada hipmm km miopchp
maln calva, brm como cara radien luiente
a TIKHA e a CASPA.
Positivamente impede a
qxieda e o era branqueci mente
do CABELLO o em todos os ca-
sos o torna i n varia velmente
Macio, Bnlhante, Formoso
Abundante
Em uso ha mato de ol tenta annor
e teto maJrr venda que m-nhurn
outro ore parado para o cabello em
to- mundo.
Agua Florida
de Barry.
DUPLA,
Preparada segundo a fon ral.
original usada pelo inventor ne
anno de 1829.
Tem duas vesos mals Fragrancia
que qualquer outra.
Oura duas vezes mals tempo.
E'muito mais rica de perfume e>
mals suave.
E'muito mals Fina e Delicada.
Tem dobrada forca Refrescativa r-
Tnica noBanho.
"ortalece ao Deb'le ao Caneado.
Cura as Dores de cabeca e os des-
maios. -=a
i'muitissimo Superior a todas at
outras Aguas Floridas Actual-
mente venda._______ --^
Descoberta Importantissima.
Puro Oleo de Figado de Bacalhao
COM
IODURETO DE FERRO,
DE ----'.
Barclay fc Companhiu
Onra radicalmente e comeeguranaos peores <
!B I'lil'n- :. focrofaba, Rhemnatismo, as dorara.
: irsal, dos Qoadris dos Oastw, as m-,
i l'iaido. do Baco e do tero, ele, etc.,|
a no ror[>o enfraunecioo e fatigado o fien prt-
uith o v iger e arredondado ?ta contornos. E' certa-)
tente nnu rrande dvscot. Paro Oleo d.
PlgaJ de Baealhf a .-o,- Eodnreto d.
Korro-de Barclay >..*;, New York. \
Xarope de Vida
de Re --er No. 1.
V
DEPURATIVO E PURGANTE.
Este novo e admiravel purificador do
sangue acta sobre os intestinos
o ligado, os rins e a pelle.'
E'cr.ra infalllvel contra a Dhiiidade
Nervosa, as Dores de Cabis, a Dys-
oepsia as Sezoes, e contra as doen
-as de origem Miasmtica ou occa-
ionadas por desordena do figado
ou pobreza e Impureza do sangue.J.
I
Caixeiro
Precisa-se de nm caixeiro com pratica de ta-
verna, de 12 a 14 annos de idade ; na ra d as
Tnncheiras n. 23.
es 4:0001000
i:
E
16-Eaa do Cabug-16
Acbam-se venda os venturosos bilhe
tes gan ntidos da lotera n. 43a em bonefcio
da matriz de Cabrob, que so extrabir
na terja-feira 16 do corrente.
Precos
Inte-ro 4,5000
Meio 2,5000
Quarto 10000
Sendo quantldade superior
a io.ooo
Inteiro 30500
Meio 15750
Quarto 0785
Joaquim Pires da Silva.
CHHILII
\s '.OOOSOIHI
Klllli:TE* ft4Ri\TIOO
t'raQa da independen
cia ns. 37e 39
Acbam-se a venda os felizes bilhetes
garantidos da 43a, parte da lotera a benefici >
da matriz do Cabrob, que se extrabir
ao dia 16 de Margo.
Precos
Bilhete inteiro 40000
Meio 20000
Quarto 10000
cu porcio de iooooo pare
cima
Bilhete inteiro 30500
Meio 10750
Quarto 0875
Autonio Augusto dos 8mmf>* Pr.rto
Coslumes de casemira
a ao* e sa*
Na nova loja da roa da Imperatri. n. 32, rece-
beuse nm grande sortimento de finissimas case-
miras inglezas ae cores claras e escuras, que se
venden or preQO muito em oonta, assim como das
mesmas se mandain fazer costnnvs por medida,
sendo de paletot sacco a 3('*000, e de fraque a
3' t; assim como de superior flanella ingleza de
cor azul escura, a 304 e 35f, e tambera das mes-
mas fazendas se manda fazer qualquer peca avul-
sa, grande pecbincha ; na nova loja de Pereira
la Silva.
Casa de campo
Aluga-se o sitio n. 9 da estrada do Rosarinho,
com casa para familia, com bons commodos, caia-
da e pintada, boa agua, pasto para vacca, e va-
rias fructeiras ; a tratar com Prederico Chaves,
no largo de Pedio II, 1" andar n. 75.
Os abaixo assignados, tendo adoptado e regis-
trado a marca industrial como do desc nho : cima
e coeformidade com as prescripcoes das leis em
iigor declaram ao publico c particularmente aos
"eus numerosos fregueses, que d'ora em diante
odos os productos qne .ahirem de sua botica le-
7aro a dita marca como garanta de sua origem
legitima procedencia.
iJlUlllfl]
VOS 4:000*000
EILSS1ES 5ASAUIID02
rtoa himeiro de "arfo n. 23
0 abaixo assignado tendo vendido nos
seus afortunados bilhetes garantidos 4
quartos n. 151 com a sort de 100JJOOO,
aim de outras sortes de 320, 160 e 80, di
lotera (42.*), que se acabou de extrahir,
convida aos possuidores a virem recebe!
na conformidp.de do costume sem desconti
algura.
Acbam-se venda os afortunados bi-
lhetes garantidos da 8.a parte das loteras
beneficio da matrizdo Cabo, (43.a), que
se excrahir terca-ieira, 16 do corrente.
Inteiro 40000
Meio 20000
Quarto 10000
Km quantldade malor de 1004
Inteiro 30500
Meio 10750
Quarto 0875
Manoel Mar*ins Finta.
Cautela perdida
O abaixo assignado previne Caixa Econmica
e Monte dfl Socorro, que perdeu a cautella n.
12,682, pertenctuie ao mesmo abaira assignado,
pelo que pede pessoa que a achou a bondade de
restitu! a ao mutuario que ficar eternamente
(trato. Previne porUnto ao Monte de Soccorro
que nao entregue os nbjectos sem as competentes
testemunbas. Ra da Matriz da Boa-Vista n. 34.
Protessor Julio Soares de Azcvedo.
Criada
Precisa-se de urna criada para engommar e
mais servios de casa de urna familia composta de
duas pessoas ; a tratar na ra Oireita n. 22.
VENDAS
WHISKY
ROYAL BLEND marca V1ADO
Este excellente Whisky Escessea preterive
ao cognac ou .gurdente de canna, para fortines
o corpo.
Vende-se a retalho nos tu iberes armare
nolhados.
Pede ROTL BLEND marca VIADOcujono
me e emblema san registrados para todo o Bran
BROWN8 & C, agentes
Loja das estrellas *
na Duque de Caitas n. 5**
Liquida as seguintes fazendas
Gorgorito de seda de 4*000 e 4*500, 1*000 e
2*000.
Setim preto e de cores de 1*200,1*500 e 2*,
Casemiras e merinos pretos de 3* e 2*500,
1*, 1*200 e 1*400.
Bramantes de linho com 10 palmos de largura,
de 4* 2*000.
Me.as inglezas sem costura, para hornera, de
6*500 e 4*.
Ditas dem idem para senhera, de 12*000
6*000.
Panno preto fino para oostumes, de 4*000
1*600 e 2*.
Aberturas de linho para camisa, de 20*000
6*000.
Cortes de cambraia branca ricamente bordados,
de 12* 7*.
Toalhaa felpudas, de 5* i 4*.
Camisas de meia, de 2* 1*.
Atoalhado enm ricos desenhos a 1*300 o metro.
Fustio branco a 320 rs. o covado.
Renda da India a 240 rs. o evado.
Pentea lores pare senhora, de 10* e 8*000,
4*000 e 6*.
AlgodSo trancado de duas larguras a 800 rs. o
metro.
Toilet de alcasse, fazenda muito larga, a 260 rs.
Guardanapos para almoco c jantar, de 2*500 e
4*000.
Zepher de todas as cores a 120 e 240 rs.
Um variado sortimento de retalhos de todas as
qualidades, que vendemos por preco sem compe-
tencia. Telephone-210.
A Revolucao
O 48 da ra Duque de Caxias, desejando ven-
der muito, resol veu vender fazendas por menos
25 '/o de aeu valor.
Vftrpara acreditar
Setias macios, de cores, 1*400, por 800 ris
covado.
Mari posa fina de cor a 240 ris o novado.
Renda aberta da China a 240 ris o covado.
Cretones finos nacionaes a 240 ris o covado.
Setinetas Usas e finas a 400 ris o covade.
Alpacas de cores a 360 ris o cavado.
Linhos escossezes pronrios par vestidos a 240
ris o covado.
Loques Juannita a 800 ris ufo.
Lencos brancos finos de 1*200 a 2* a duzia.
Camisas de linho muito finas pelo preco dimi-
nuto de 305 duzia.
Cobertas forradas a2*800 urna.
Colchas brancas e de cores a 1 *800.
Bramante de tres larguras a 900 ris.
Dito de quatro ditas a 1*200.
Toalhas felpadas para rosto a 4*500 a duzia.
Madapolao pelle de ovo, finissirao, a 6*500 a
peca
Camisas para senhora a 2*500 um*.
Lencos de seda a 500 lis um. \
Redes hamburguesas de cores a 10*iuma.'
Ditas ditas brancas, com varandas, sf 15* urna.
Cortes de casemira de core, tinos de 4*500 a
10*000.
Casemira fina de cores, intestada, a 2* o covado.
FlaneUa americana a 1*000 ris o covado.
E mais urna infinidade de artigos bs
\w nao deizar de comprar que os vir.
Heorini ila jjn Mir
Cabriole!
Ve ide-se por baratissimo preco e em muito bom
estado um cabriolet de dous assentos, quatro ro-
das e arreios para um cavallo ; a tratar na co-
eheira do Candido, ra da R->da.
Bonito cvalo
Vende-se um benito cavallo castanho, bom an-
dador e muito novo : a tratar na ru* do Marques
de Olinda n. 8.
Engenho Reeanto
Vende-se ou arrenda-ee o engenho Recanto,
situado no termo de Serinhaem, moente e corren
te d'agua, com boas trras, etc. ; a tratar com
Manoel Ferreira Bartholo, a ra do Bom Jess
numero 4.
Apolices geraes
Vende-se
Duas apolices geraes
do valor de um contos
de reis cada una,quesn
quizer annun< ie para
ser procurado.
Fazendas brancas
80' AO NUMEao
4 o ra da Imperatrlz = 4 o
Loja dos barateiros
Alheiro & C, a ra da Imperatriz n. 40, ven-
der um bonito sortimento de todas estss fazendas
abaixo mencionadas, sem competencia de precos,
A SABER:
AlgodSoPecas de algodozinho com 20
jardas, pelos baratos precos de 3*800,
4f, 4*500, 4*910, 5J, 5*500 e 6fS00
MadapolaoPecas de madapolao com 24
jardas a 4*500, 5*. 6* at 13*000
Camisas de meia com hstras, pelo barato
preco de 800
Ditas branets e cruas, de 1* at 1*80q
Creguella francesa, fazenda muito encor-
pada, propria para lencoes, toalhas e
ceroulas, vara 400 rs. e 500
Ceroulas da mesma, muito bem fetas,
a 1*200 e 1*500
Colletiuhos f'a mesma 800
Bramante francs de algodao, muito en-
corpada, com 10 palmes de largura,
metro 1*280
Dito de linho ingles, de 4 larguras, me-
tro a 2*500 e tfHl
Atoalhado adamascado para toalhas de
mesa, com'9 palmos de largura, metro 1J800
Cretones e chitas, claras e escuna, pa-
dres delicados, d 240 rs. at 400
Baptista, o que ba de mais delicado no
mercado, rs. 200
Toilas estas fazendas baratsimas, .na conhecida
loja de Alheiro & C, esquina do becco
dos Ferreiros
Algodao enfestado pa-
Pinho
enga
Veade-se em casa ae Matneus Austin <& C, 4
ra do Commerci j a 18, 1 andar, da melhor
ualidade e diversas dimensoes.
Boisdecarrofa
Vende-se dous bois muito bons e gordos ; a
tratar no caes 22 de Novembro n. 77, taverna de
Azevedo Maia.
Sitios no Arraial
Vende-se um ptimo sitio no Arraial, muito
perto da estaco da Mangabeira de cima, com
quaniidhde de arvoret de fructo, baiza para plan-
taces, e com urna grande casa re pedra e cal;
assim como vende-se mais dous com casas de
madeira, em muito bom estado, e o motivo da
venda se dir ao comprador : a tratar na ra do
Visconde de Albaquerque n. 92. ,
Camisas nacionaes
A **SOO. 3000 e S2500
32 = L ja & ra da Imperatriz = 32
Vende-se neste novo estabelecimento um gran-
de sortimento de camisas brancas, tanto de aber-
turas e p jubos de linho como de algodao, pelos
barates precos de 2*500, 3* e 4*, sendo fazenda
muito melhor do que as que veem do estrangeiro e
muito mais bem feitas, por serem cortadas por
um bom artista, especialmente camiseiro, tambera
se manda fazer por encommendas, a vmtade dos
freguezes : na nova loja da ra da Imperatris n.
3.', de Ferreira da Silva.
Ao32
Nova loja de fazendas
%9 Ra da Imperatriz = 3*
DE
FERREIRA DA SILVA
Neste novo estabelecimento encontrar o res-
eitavel publico um variado sortimento de fazen-
das de todas as qualidades, que se vendem por
precos baratissimos, assim como um bom sorti-
mento de roupas para homens, c tambem se man-
da tazer por encommendas, p r ter um bom mos-
tr alfaiate e completo sortimento de pannos finos,
casemiras e brins, etc
ra *en?oes
A Oo ra. o 1SOOO o metro
Vende-se na loja dos barateiros da lioa-Vista
algodao para 1-ncoes de um s panno, com 9 pal-
mos de largura. 900 rs., e dito com 10 palmos a
1SO0O o metro, assim com dito trancado para
toalhas de mesa, com 9 palmos de largura a 1*200
o metro. Isto na leja de Alheiro & C, esquina
do becco dos Ferreiros.
MERINOS PRETOS
A 1*209, 1*400, 1*600, 1 i 800 e 2* o covado
Alheiro & C, ra da Imperatriz n. 40, ven-
dem muito bons merinos pretos pelo preco cima
dito. E' pecbincha : na loja da esquina do bec-
co dos Ferreiros.
spartllhos
A 5J000
urna infinidade de artigos baratissimosV N ,,0Ja da rna11da Imperatriz > 40 yende-se
mrtitp bons espartilbos para senhora*, pelo preco
de 5*0|p, assim como um sortimento de roupas
de casimiras, brins, etc., isto na loja da esquina
! do becco dos ferreiros.
CASE-MIRAS INGLEZAS
A 2*"600 e 3* o covado
Alheiro & ., ru, da Imperatriz n. 40, ven
dem um eleganto sortfinento de casemiras ingle-
sas, de duas larguras, con o- padres mais deli-
cados para costume, e veildem pelo barato preco
de 2*800 e 3| o covado ; assitB como se encarre-
fam de mandar raser costumes\de casemira a
OH, sendo de paletot sacco, e 35* t& fraque,
' grande pechncha : na loja dos barateiros a"JTt
Vista.
BRIM PARDO LONA
A 320 rs. o covado
Os barateiros da Boa-Vista vendem ama grande
porco de brim pardo lona, por estar com princi-
pio de toque de mofo, pelo barato preco de 320
rs. o covado, grande pechincha ; na loja da es-
quina do becco dos Ferreiros.
Bordados m IOO ra. a prca
A ra da Imperatriz n. 40, vende-se pecas de
orda io, dous metros cada peca, pelo barate pre-
co de 100 rs., ou em cart&o eom 50 pecas, sorti-
das, por 5J, aproveitem a pechincha ; na loja da
esquina do becco dos Ferreiros.
Fustes de setineta a 500 rs o
covado
Alheiro 4 C. ra da Imporatri ven-
dem um bonito sortimento de fustSes brancos pelo
| baratinho preco de 400 e 500 rs. o covado, assim
Vende-se um estojo com todas as ferramentas e setinetas lisas, tendo de todas as cores a 500 rs. o
accessorios necessarios arte dentaria ; na rna do ovado ; na loja da esquina do beeco dos Fer-
Marqucz de Olinda n. 8. reros.
Aos dentistas
39Raa da Imperatriz -32
l^oja de Pereira da Silva
Neste pstabelecimento vende-se aa ronpss abai
zo mencionadas, que sao baratissimas.
Palitots pretos de gorgorito diagonaes e
acolchoados, sendo fazendas muito en-
corpadas, e forrados 7*000
Ditos de casemira prets, de cordo muito,
bem feitos e forrados 10*000
Ditos de dita, fazenda muito melhor 12*000
Ditos de flanella azul, sendo ingleza ver-
dadera, e forrados 12*000
Calcas de gorgoro preto, colchoado,
sendo fazenda muito encorpada 5*500
Ditos de casemira de cores, sendo muito
bem feitas 6*500
Ditas de flanella ingleza verdadeira, e
muito bem feitas 8*000
Ditas de brim de Angola, de muleskim e
de brim pardo a 2*, 2*500 e 3*000
Ceroulas de greguellas para homens,
sendo muito bem feitas a 1*200 e 1*600
ColletinhoH de greguella muito bem feitos 1*000
Assim como um bom sortimento de lencos de
linho e de algodao, meias cruas c collarinhes, etc.
Isto na loja aa ra da Imperatriz n. 32
Riscados largos
a SOO ra. o covado
Na loja da ra da Imperatriz n. 32, vendem se
riscadinhos praprios para roupas de meninos e
vestidos, pelo barato preco de 200 rs. o covado,
tendo quasi largura de chita franceza, e assim
como chitas brancas mindinhas, a 200 rs. o cova
do, e ditas escuras a 240 rs., pechincha : na
loja o Pereira da Silva.
FuMr*. aetlnetaa e lElnbaa a SOO
rs, o covado
Tflrfofi. ja, rna da Imperatriz n. 32, vende-se
um j.....hmiTn'rtil'lii'll IBaifofteg brancos a 500
rs. o covado, lsinhas lavlWaB~u^sVa"cor':8'
tienda bonita para vestidos a 500 rrow>5*5'
e setinetas lisas muito largas, tendo de todas a
cores, a 500 rs. i covado. pechincha : na lojj
do Pereira da Silva.
Merinos retos ilfl
Vende-se merinos pretos de duas larguras para
vestidos c roupas para meninos a 1*200 e 1*600
o covado, e suDerior setim preto para enfeites a
1*500, arsim como chitas pretas, tanto lisas como
de lavoures brancos, de 240 a' 320 rs. ; na nova
leja de Pereira da Silva ra da Imperatriz nu-
mero 32.
tiKoiiaoziniio francs para lencoes
a OOOrs., 3 e i**oo
Na loja da rna da Imperatris n. 32, vende-st
superiores algodSozinhos francezes com 8, 9 e 10
palmos de largura, proprios para lenices de um
s panno pelo barato preco de 900 rs. e 1*000 o
metro, e dito trancado paa toalhas a 1*280, as
sim como superior bramante de quatro larguras
para lencoes, a 1*500 o metro, barato ; na loja
de Pereira da Silva.
Roiipa para meninos
A i*. lisoo e e*
Na nova loja da ra da Imperatriz n. 32, se
vende um variado sortimento de vestuarios pro.
prios para meninos, sendo de palitosinho e calci-
nha curta, feitos de brim pardo, a 4*000, ditos
de molesquim a 4*500 e ditos de gorgoro preto,
emitando casemira, a 6*, sao muito baratos ; os
oja do Pereira da Silva.
Fazendas linas e modas
t.-Hua do Cabngft=t B
I Bastos t C.
(TELEPHONE 359)
Avisam as Exmas. familias que receberam dt
Pariz:
f Lindissimos cortes para vestidos com teeidos d*
mais i alpitante novidade como sejam: Etamine
com bordado a retroz, seda crua bordada a capri-
cho, Cachemire com enfeites bordados a fil
Moda 1886
Valentionne en ecorce d'arbr*.
Primorosa escolha m vestidos l ligeira, tecido ainda nao conhecido aqui.
Cores e desenhos novissimas as seguintes fa-
zendas de seda, l e algodao. Etamine, Surah, Se-
tim, Failles, Linn. Toile d'alsace, Cachemires.
Esplendido sortimento
Em Jeques, luvas, espartilhos, lacos, lavaliret
meias, lencoes e muitos outroe artigos que se ven-
dem por pre$os sem competencia.
Exposfyo Central
Damio Lima i C. intitularam o estabeleci-
mento em liquidacao da ra larga do Rosario n
38, por EXPOSigO CENTRAL para assim se
tornar bem conhecido do todos, pelo que chama a
attenco especial das Exmas. familias Dar es
precos seguintes : *
Metros de plics a C 400
Bonecas inquebraveis 1*500
Metros de arquinhes 120 e 160
Pecas de bordados finos a 300 e 400
Garrafas com agua florida a 700 e l*09t
Frascos de oleo oriza por 1*000
Fita parfacha, n. 80 3*000
Carreteis de 20C jardas a 80
Inviseveis grandes a 320
Ditos menores a 900
Brinquedos para meninos a 200, 300 e 500
Caizinhas para presente a 2*500 e CC0
Meios fio de sedapara senhhore a 1* e 1*200
L para bordar de 2*800 e 3*000
Fita chineza o maco 360
Dito de algodsdito 240
Massinhos de grampos a 90
Macaquinhos acrobatiecs a lOO
Botoes, fitas, leques, perfumaras, bengalas, te
souras e outroa muitos artigos que s com a vista
na Exposico Central no larga do Rosario n. 38.
Cittnci! o Me
Em vista dos grandes progressos da idr-a de que
se gloriam as na^es civilisadas, o eommereio
deve acompanhar esse progresse, visto que elle
o mais poderoso elemento do engrandecimento das
nacoes : em .-iota do qne annurjciam
MART1NS CAPITAO & C.
1 Ra catre i ta do Rosario 1
Grande sortimento de gneros alimenticios, es-
colha dos quaes, os annunciantes teem sempre
maior cuidado, para bem servir os seus numerosos
fregueres. Lembramos, pois, o proverbio :
Qucm nao experimenta, nao sabe.
Venham ver, pois :
Queijos, flamengo e de Minas.
Fiambres ingleses.
Chocolate francez Menier.
Dito do Maranho.
Fructos seceos, como :
Paseas, amendoas, figos, etc.
Ditas nacionaes.
Doce de todas as qualidades.
Bolachinha inglesa.
Semeates novas de hortalizas.
Especialidade em
Vinhos finos do Porto, Madeira e Sbery.
Ditos da Figoeira e de pasto.
Cognac de diversos autores.
Vinhos tnicos, como :
Absintho.
lbete.
Licores deTs!" as qualidades.
Champagne.
Cerveja de diversa m
Bem assim :
Araruta fina em pacot
Cb verde e preto.
Dito perola.
Especialissimo matte do Paran, em'^
Ainda mais :
Ovas de peixe.
Sardinhas de Lisboa em Salmoura.
Vendem Martina Capito & C, ra estreita de
Rosario n. 1.
AOS AGRICULTORES
Fonnicida capanema (verdadeiro) pare extinc-
co completa da formiga saura. Vendem Martias
Capito & C, ra estreita do Rosario n.-j
A
DAS


.
j
it
CORRE NO DIA 16 DE MARCO
.-..
O portador que possuir um vigsimo desta importan-
te oteria est habilitado a tirar 10:006$000
Os bilhetes acham-se a' venda na Casa Feliz, praca da
Independencia ns. 37 e 39.
Corre no dia 16 de Marco de 1886, sem falta.
Ir
i MUTILADO 3
^\
ritiwi


8
Diario 4c PcrnambncoTerfa-feira 16 de Marco de 1886
y







LlTTERATll
OS FILHOS
DO
BJi3Nr 30X300
POR
s.
CAPsm
Reynold olbou fxamente o velho.
Pode salvar-nos disse elle.
Acreditas?
Estou certo I
Seconheces me por mestre, tu que
pretendes ser meo igual I
Humilhe-me, mea pai, mas salve-
nos !
O velhe envolvcu seu filho debaixo de
um olbar dominador.
QUARTA PARTS
As grutas d'Etretai
( Continuado do n. 60 )
XXIX
OS TRES AMIGOS
__Talvez Humberto ainda viva, talvez
Mercurio se evadase /
_ Mas fizeste-me o signal, annunciando
morte de Humberto o a prisao de Mer-
curio, e desta vea o prebostado nao o sol-
tara ,
__ Vi, morto na floresta, um hornera
desfigurado, trazendo as vestimentas de
Humberto. Tudo me fez suppor que era
elle, e ainda o acredito.
__ E Meriurio deve estar neste momen
to as prisoes de Fecarop ?
_ O preboste de Pars se encarregou
de all o conduzir.
Entao, que dize?
Respondo sua pergunta de quem
seria que podia entregar o segredo do se-
gunda entrada das gratas.
Mercurio, furioso, trahir-nos-hia ?
Talvez.
Mas, entao, foi o prebostado que pe-
netroa na galera?
-- Assim o creio, pois reconneci o pas-
so regular dos soldados.
Mercurio est com elles I Mercurio
conhece o segredo, e far girar a mola, ox-
clamou Reynold, cujos olhos deitavam
chammas. Meu pai 1 meu pai I estamos en-
tao perdi los ?
Mestre Eudes voltou-se para seu filho.
E a saida pelos penhascos? disse Ri-
cardo.
_ Os penhascos estii guardados res-
pondeu o velho.
Sim mas o mar nao o est A ca-
noa deve estar no esconderijo. Fujamos
pelo mar !
Impossivel exclamou Reynol. e-
chei, com CamaleSo, a entrada do penhas
co, e os nossos esforgos reunidos nao po-
derao fazer mover a mola.
Entao estamos perdidos disse fra-
mente mestra Eudes.
Perdidos repetiu Reynold cujo fu-
ror pareca augmentar dez vezes em face
do seu nenhum poder.
Os pasaos approximam-se! disse Ri-
cardo.
_ Perdidos I perdidos I exclamou Key-
nold. Antes quera morrer, c, pelo infer-
no, ha aqui plvora sufficiente para fazer o
nosso funeral 1 *
Mestre Eudes encolheu os hombros
Loueo 1 presumpgoso gn#J'!fe dis-
se elle com voz irnica ; j te perguntei,
Reynold, se este era fi-'resultado dos cui-
dados com que eduqa^ 0 meu filho ? Que I
urna existencia^goJno aquella que te hei
preparado ltoe-se quebrar contra um es-
Tjo^tWaculo ? que os teus sonhos de
mbig3o esto merc dos policas do pre-
bostado ? que I aquelle que pretende ser
superior aos outros homens, deixar-se-hia
agarrar como se fosse animal inmunda>7
as sabidas materiaes estao fechadas, e nSo
sabes encontrar outras Julg*va-te mau
forte do que isso, Reynold Quem poderla
suppor que acabaras assim, e perante gros
sos rochedos gritaras com desespero : Es-
tamos perdidos!
Oh! disse Reynold mordendo os la-
bios com tal violencia, que os seus dentes
rasgaram as carnes, e o sangue saltou pa-
ra o fato; oh I tratff-se de escarnecer a
esta hora ?
Que queros fazer
Nao tens l om raim ? perguatou o
velho com transporte. E' necessario mila-
gros para convencer-te ? Bam,l cumprl-os
hei! Vamos I Pega n'essa laoterna e pro-
curemos as raparigas I
XL
A CAVERNA
Tens razSo, disie elle; posso anda
salval-os!
Depressa, exclamou Reynold.
Nada temas respondo pelos aconte-
cimentos ; mas escuta-me, mau filho Ha
apenas duas horas no centro da floresta e
depois de ter acabado a tua confissao, ju-
raste-ne que nada recusaras do que fosse
til para cumprir minha obra...
Lembro-me 1 interrompeu Reynold
com manifesta impaciencia.
Que tudo sacrificaras, at a vida da
mulher que amas, se eu necessitasse da
morte dessa mulher?
Anda o juro, meu pai 1
Bem! a minha vida est quasi con-
cluida, continuou o velho com selvagem
energa. Tenho tres dias para y i ver I ni-
camente tres dias, d'aqui ao fim da ultima
hora do terceiro, quero trocar a minha vi-
da por outra I Jrame que, d'aqui ex-
piracSo dessa demora fatal, tudo esqueee-
rs para me ajudar ao resgate da minha
existencia, e que urna vez na presenca da-
quelle ou d'aquella que for necessario ferir,
o teu braco se abaixar sem hesitar, se t o
ordenar ?
Eu o juro, meu pai I
Fara isso ?
Pal-o-hei !
Entao, vou salvar-te anda desta vez
e obrigar te a inclinar perante o teu mes
tre, tu que nao s sempre, apesar do teu
orgulho, mais do que um discpulo !
Estao all 1 vem murmurou de re-
pente Ricardo designando a abertura fe-
chada.
J tempo disse o velho
Depois dirgindo se a Reynold:
Ajuda Ricardo a descer! ordenou
elle.
Reynold precipitou-se at o velho sar-
gento, e, levantando-o em seus bragos ner-
vosos, depl o em trra.
Mestre Eudes approximara-se do forno,
com a ajuda de urna pequea adaga que
ordinariamente trazia suspensa cintura,
poz-se a atacar o penhasco esquerda e
um pouco ao de cima da primeira chapa
de ferro.
A parte da muralha tocada pela adaga
pouco a pouco cahia.
Depressa fioou um largo buraco.
Mestre Eudes continuou sempre a sua
obra.
Ricardo e Reynold estavam anciosos. O
velho deraorou-se impassivel.
Um ultimo fragmento, mais grosso do
que os outros, rolou aos ps do trabalha-
dor e descobriu urna argolla de cobre ae-
melhante a um botao de porta.
Humberto, Mercurio e tu Reynold,
trabalharam sob as minhas ordena para
praticar os se gredos d'esta morada, disse o
velho apoiando a mao direta no botao de
Entre a epocha em que tragamos estas
linhas e aquella em que se psssaram os
acontecimentos qu-> ellas mostram, isto ,
entre 1865 e 1605, deeorreraai dois secu-
los e sessenta annos mas, aind t mais do
que a distancia estabelecida pelo tempo, o
progresso das luzes intellectuaes nos sepa-
ra d'essa epocha.
Entre o dcimo stimo ceculo e o dci-
mo nono, o periodo decorrido foi preenchi-
do polas revolugss e descobertas opero-
das as artes, sciencias, usos, coBtumes,
que certas cousas que parecan naturaes o
muito communs nos parecem hoje ridicula-
mente impossiveis.
E' neesssario, quando o auctor de um
livro faz a sua narrativa de urna dade an-
terior, que o letor queira fazer abstrae-
cao completa dos seus costumes e da sua
vida para se lembrar egualmente da exis-
tencia e costumes de urna poca affasta-
da, alias sem cessar tentara aecustr o es
crpior de se doixar ir atraz da sua ima-
ginagao.
O que nos fez collocar esta curta refle-
xao na cabega d'este capitulo, foi o receio
de que certos leitores nos censurem talvoz
o abuso que parecemos fazer durante esta
quarta parte da nossa narrativa, de com-
munieacods secretas, de molas escondidas
e passagens roysteriosas, de que os nossos
costumes e hbitos de construego" jb moder-
nas tornam hoje a applicacao impossivel.
Mas nao sempre assim.
J o dissmos, durante o seculo dezese-
te e os precedentes, a polica nao existia
nem mesmo de nome, e o feudalismo exis-
ta ainda em mais de um ponto do reino.
Os grandes senhores defendiara-se as
suas provincias e nos seus castalios contra
o re, e cada habitante era obrigado a de-
fender-Be contra os ataques dos malfeito-
reB. O desejo de subtrahir, n'um momen-
to de perigo, a sua pessoa e os seus bens
dos inimigos, obrigra-os a tazer em ca-
da casa algum esconderijo mysterioso
ou alguma communicagao subterrnea e
secreta como exterior ou outra casa ami-
ga
Nao smente os castellos fortes, os do
Estado, as abbadias, as prisSes, os pala-
cios reaes, de que bom numero existe ain-
da para servir de pro va a3sercao,possuiain
urna multidao de casas mysteriosas, ga-
leras subterrneas, mas urna grande par-
te das habitagSas dos particulares tinbam
tamhp.m na seus sfiorados. S
tendia tivesse cada um perante o sea po-
der. Bem seja, cumpril-o-hei 1 Agarra
essa lampada e procuremos anda as rapa-
rigas l
Reynold obedecer son dizer palavra,
o velho e a joven haviam atravessado as
grutas secretas, seguidos pelo Ricardo, cu-
jas dores tinham acalmado o cuja3 forgas
lhe permittiam marchar.
Reynold nao raoeiava a desapparigSo de
Diana e d'Aldah. Sabia que era impossi-
vel s joveas o escapar llie, pois qua as
duas nicas sabidas das gruas estavam
hermticamente fechadas.
Com effeito, a filha de preboste de Pa-
rs e a filha adoptiva do sabio, tinhara
obedecido ambas ao susto que as domina-
va. Ouvindo urna parte da conversado
de Reynold e de mestre Eudes, tinham
comprehendido que aquelle que tomavam
pelo conde de Bernac nao era o gentil -lio-
mem de que tinha roubado o nome o a ap-
parenca, ou entao, se era elle, o conde
estava reunido quadrilha.
Com um ou outro, o perigo era o mes-
mo para ellas. Assim, reunindo as nuas
forgas, chamando a sua cosagem, tinham-
se introduzido na galera seguindo a gran-
de gruta, esperando um meio de escapar
s buscas: mas a grandu gruta, esclareci-
da pelos archotes, nao ofFarecia nenbuma
salvagao.
A vista desta sala i m mensa, cobsrta de
fragmentos de todas as qualidades, o es-
pectculo de tres cadveres que jazam es-
tendidos a um canto esses signaos nani-
festos das scenas de orgia e de carnificina
que acabavam de passar-se alguns instan-
tes antes, reno varara as anciedades terri-
veis que assaltaran o coracao das po-
bres cranlas.
Aldah apertava sempre contra o peito
os fragmentos do ramo de coral quebrado
por Diana. Involver esses fragmentos
preciosos na saia do seu vestido, e pareca
dar sua conservado urna immensa im-
portancia .
Diana, cuja razio princpava a affastar-
mercadorias os cerca van e cobrian ordi-
nariamente ; as sbanos que, durante a
pilhagam, os giriantes havian partido e
desatado esses ballotes para sa apodera-
ren do seu contelo, e, saltando sobre os
barris, Reynold repellira algans, que elles
respetaram por acaso, de nodo que os
pequeos tones aparecan inteiranente
lvres.
Mestra Eudes voltou-so para Reynold e
fez-lhi com a nao direta un rpido sig-
nal. R'^yaoll "estrenoceu. Mestre Eudes
renovou o mesmo gesto.
Reynold depoz na trra o coepo da jo-
ven quo trazia sntra sau3 bra$os e avan-
90U rapidanento para seu pai.
- Quo 1 disse olla en voz baixa, quer ?
E' necessario interronpcu o velbo.
Mas hi qua estao esses innensos
thesouros de que somos agora nicos se-
nhores 1
Que importa !
E' aicessaro confiar esse segredo a
estes dous h >mens ?
E com um rao vi manto d'olhos, Reynol
indi :ou Ricardo e CamaleSo.
Respondo pelo Ricardo, disse mestre
Eudes.
Mas caraaleao...
E' necaisario trabalhar para que nos
nao atraice.
Reynold le vou a mo ao punhal.
Espera disse mestre Eudes. Pode
nos ser ainda til.
Entao, preciso abrir a entrada ?
Sim.
R.ynold abaixou-se', agarrou o primeiro
barril e, puxando-o a si, fel-o rodar para
diante, depois puxou outro. Puxou assim
successivamenta quatro pequeos barris e
aleancou a pouco e pouco o ponto central
do lugar oceupado pela plvora.
Areia fina, igual que o mar rola s
praias, tapava o solo; Reynold arredou
essa areia para o lado. Entao formou-se
urna especie de buraco.
O joven mUteu a mSo entre dous barris
e tirou urna peca de ferro em forma de p,
rente suspensa ao de cima da cabeca, fe-
chou a abertura.
O barril, pondo se em movimento, vol-
tou a tornar o lugar que oceupaya no cen-
tro dos outros.
XLI
O THESOURO DE LA CHESNAYB
A' medida que silenciosamente desciam
os quatro homens, um ruido montono mas
ncessante chegava cada vez mas distnc-
tamente at elles.
Era o ruido das vagas que se desfaziam
de encontr base do penhasco de que se
approximavam,
Depressa Ricardo alcangou o solo ; ama
porta de ferro estava em frente delle.
Empurra essa porta, disse mestre
Eudes: nao est fechada.
O velho sargento obedecen, mas naopo-
dendo servirse do braco ferido, apoiou
um dos joelhos e a porta immediatamentc
ceden.
Entilo Ricardo, elevando o ardite, en-
trou, seguido de seus compnnheiros, n'uma
larga casa toda ornada da placas de ferro :
a luz do ardite trazido pelo sargento, e a
da lanterna que sustinha o velho, allumia-
ram esta nova caverna.
Gritos de admirajao e espanto se esca-
param ao mesmo tempo, mas foran abafa-
dos por outro rugido sonoro.
Os dous priraeiros gritos foram de Ri-
cardo e de Camaleao.
O rugido provinha do nico habitante
da caverna mysteriosa.
Era un leao gigantesco que avancou
para diante tanto quanto podia, pois urna
grande corrente de ferro, sustinha captivo
o re dos .raammiferos.
Mestre Eudes approxinou-se do le&o,
apresentou familiarmente a sua mao al-
tura da bocea entreaberta e, emquanto
urna lingua spera lhe lamba os dedos.
spala a celo dos choques multiplicados; com a ajada da qual alargou o buraco na
n'um estado
de todas as
que recbela, Diana cahira
de prostracjto que a privava
facul Jadea. \
Nao falla\n, nao ouva tambem e ape-
nas va. \
A propria/Aldah, ainda que dotada de
areia.
Levant ndo oulro3 tres barrij,
um no centro e afastou a areia que
cava.
Concluida esta operagao, tomou
punhal, metteu a lamina n'um dos
deixou
o cer
o seu
arco3,
de encontr aduela, e
cobro ; mas, depois de todos, vim traba-
tallando
lhar s, eu
rte dos habitantes
vam assim preservar
sua boa fortuna, que
com
Assim
ol'narJWminailor e a tronte orgulhosamen-
vantada, deu ao botao um movimento
da esquerda para a direta.
Depressa todo o forno se destacou da
trra, subiu vagorosamente, e veio apph-
car a sua masaa conpacta en freute da
abertura.
Era tsnpo I
A mola exterior acabava de niover-se
sem duvida, porque os gritos do raiva soa-
rara do outro lado do penhasco, e panca-
das multiplicadas tocaram no forno sus-
penso ao longo do rochedo.
Mestre Eudes escolheu os hombros.
Que amolguem os machados, magas e
martellos I disse elle sorrindo-se. Eu pro-
prio forje! as ferragens que sustm esse
pedago de pedra.
Reynold e Ricardo ficaram estupefactos.
Oh! disse o velho sargento do pre-
bostado com urna expressao de profunda
admiragao; oh I meu mestre quaes sSo
os limites do seu poder ?
Nao existem, disse mestre Eudes.
Mas agora, exclamou Reynold, como
sair das grutas ? como fugir ?
urna naturesa mais enrgica, nada espera-1 apoiou a ponta
va. Nao tentando mesmo combater o es fel-o estalar.
tado de abatmento de sua companheira, Os dous circuios inferiores, nSo tendo
ambas em um profundo silencio esperavam apoio cahiram sobre as aduelas, que so
os acontecimentos n'uma absoluta incapa- abriram sua passagem.
cidade de oppor a menor resistencia. O fundo superior do barril foi entao fa-
Essa noite terrivel, essa noite sem um
instante de repouso nem de somno,
clmente tirado.
O interior do barril
estava vasio, mas
FOLHETIH
i FILHi DO SIHIIItO
POR
:. :::::;::::
l Continuago do n. 60 )
Desta vez Rosa empallideceu.
comprehendido tudo.
Antes de chegarraos l estou dispos-
to a eraonstrar-lhe pela ultima vez que a
taenhora nao era nem podia ser amante
desse homem.
Em primeiro lugar, se o fosse, a senhora
nao morara em casa do Sr. de Meriadec,
e deva ter pensado que est fazendo dos-
empenhar um angular papel a esse honra-
do homem, que a soccorreu, servindo-se do
sea domicilio para oceultar os seus amo-
res ; domicilio que elle lhe empresta va pa-
ra salvar as apparencias. Ouso dizer isto
Quer mtalos E eu quero-os sal"
var, ex .lamou Rosa, sera pensar que aquelle
grito, part Jo do coraglo, equivala quasi
que confissao de mentira, confissao que
o juiz procurava arrancir-lbe.
E quando os matasse, disse o Sr. de
Mlveme, arrastado pela colera; quando
estrangulasse essawcreatura indigna que des-
honrou j meu nome I quando, cora a ponta
da espada, atravessase o peito desse arai
go f .Iso, que me eng^nou indignamente ;
penaa quo sou homem que me contante
com urna reparagSo irrisoria o com levar
essos traidores aos trbunes pira ah eu
proprio proclamar a minha deshonra ? Nao,
minha senhora, condeiunei-os e nun.alhes
perdoarei.
stao innocentes, exclamou a raoga
horrorisada. tu sou a nica amante do
Sr. de Saint-Briac.
Rosa tinha estado quasi a confessar, mas
as terrveis ameagas o juiz suspanderam-
lhe p. confissao na flor dus labios. Estava
escripto qu; se sacrificara nt o fira.
.'viuda exclamou o jniz irritado por
essa volta de resistencia, que julgava La-
ver vencido. Persiste as suas afnrmagC s
insustentaveia. Esquece qua est as mi
nbat raaos apxcsentur-lhe pessoas que 1
desmiutam,
tambem os seus segredos.
Assim a mechanica applicada cons
trcelo estava muito avanaala e os seus
pngressos no foraii consideraves at
nos.
Ora, se a maior
de um paiz procur
a sua existencia i> a sua boa
devemos pensar do que fizeram esses an
tigos virejarts em contravengao perpetua
-as"Ie8? Do todos os tempos, a maior
parte dos grande3 ladrSes foram ptimos
mechanicos ; oprocesso de Dominique Car-
touche, em 1721 e o de Luiz Mandrin,
em 1755, revellaram o que podiam fazer
intelligencias elevadas langadas n'um mau
caminbo.
Educando seus filhos, ou ao menos
aqueiles a quem dava este titulo, para se-
cundar um dia suas inteng5es criminosas,
o velho La Chesnayo havia principalmen-
te desenvolvido nelles o anor de urna scien-
cia que podia ser proveitosa para todos ;
sabemos a que perfeigao chogara Hum-
berto de quera mestre Eudes era o nico
professor.
Entao, se reflectirem nos usos do tem-
po e nos hbitos dos homens que mettemos
em scena, nSo se adnirariam menos dessa
existencia mysteriosa, de que apresentamos
as singulares experiencias, e 03 menores
segredos empregados pelos bandidos para
se substituirem s perseguidas do prebos
tado.
m Serao necessarios milagros para te
convencer da minha superioriJade excla-
mara o velho La Chesnaya nao encontran-
do em seu filho essa humildade que pre-
cedendo a longos dias de soffrimento e de j uns var5as de ferro, applicados de lado a
pri vagao tinham completamente quebrado i la^0, davam-lhe a apparencia de chao.
essas duas naturezas delicadas, j debilita-1 No fundo, ao centro, havia um bocado
das pelas praticas magnticas que as sub-1 escuro o largo ornado de pontos negros
mettera mestre Eudes!
Foi nesta Bituagao moral e physica que
as encontraran! o velho e seu filho.
Agora, disse Reynold, como fugir ?
Urna das sabidas est guardada, a outra
est impraticavel, pois n&o poderiamos,
reunindo as nossas forgas, fazer mover a
quasi 'imperceptiveis, um ao
Tinha
de
mola do penhasco. Vejamos, meu pai,
prometteu-mo milagres, tempo de
fazer.
O velho sorrio irnicamente.
Ests aqui s ? perguntou elle.
NSo; CamaleSe vigia na galera
entrada
E os outros ?
Partiram pelo caminbo dos penhas-
cos, mas...
Sei que ellos voltaram, interrompeu
o velho. Chama Camaleao.
Reynold obedecea, o bandido correu.
Agarre cada um n'uma das mulheres,
ordenou mestre Eudos E tu, Ricardo,
pega om um archote com a mao que te
centro
quatro
eos
que
outro3 dispostos sobre outro3
minuciosamente escolheu.
Depressa o barril se voltou de lado, e
descobrio os primeiros degros de urna es-
cada construid em espiral e enterrando-se
no rochedo.
Como acabamos de ver, a entrada desta
os i misteriosa oseada estava sabiamente diaai-
' mulada e era necessario conhecer os se-
1 gredo3 para a descobrir.
O joven voltou-se para seu pai. Este
mostrou-se satisfeito.
Ricardo, disse elle, agarra um ar
chote e pasaa para diante ; eu te seguirei;
Camaleao vira ao pe de nim e Reynond
fechar o cortejo.
Daixaremos isto neste estado ? per-
guntou o joven designando o barril tirado
do seu lugar e a areia.
Que importa 1 disse o velbo. Quem
poder agora penetrar as grutas? Um
exercito nao seria sufficiente para forgar
as entradas, e s ns conhecemos a caver-
Bora dia, El-Kbir, bom dia! disse
elle com voz acariciadora. E's fiel, tu !. Ra-
conheces o teu velho dono e mestre l Fe-
lizmente para ti s leao e nao homem, alias
serias um velhaco I
E o velho sorrio-se ironicameu'e.
Ricardo e Camaleao pareciam metamor-
phoseados sbitamente em estatuas.
Realmente, o espectculo que feria seus
olhares era para os fascinar.
O lugar em que acabavam de penetrar
e no qunl ninguem no mundo, excepeo
de mestre Eudes e de seus filhos, tinha
jamis tocado o solo, era o lugar secreto
encerrando os thesouros dos tras irmSos.
Esta caverna estava, j o dissmos, or-
nada de placas de ferro. Julgar-se-ia estar
encerrado n'um dasse3 cofres solidos aos
quaes as grandes damas confiara as suas
mais bellas joias.
Quatro repartimentos, quatro pequeos
tabiques de ferro, dividan a casa. Estes
quatro repartinentos eran de desigual
gradeza.
No prineiro, o maior, jaziara arontoa-
dos, uns sobre outros, pedagos de prata-
candelabros, servigos de prata, copos
ouro massigo, etc.
No segundo, um pouco menor,
una innensidade de ouro.
estava
eneas-
"Reynold levou Diana, CanaleSo V^\n'y^:^^^^'^k^
trazida por seu filho
un rugido surdo etcoou as gratas
O velho tomou a frente do pequeuo cor-,
Paz, meu leao! disse o velho. Eis o
1 at ao lugar em que esta-! teu mestre !
vam os barris de plvora, esses barris so- Ricardo desceu os degraos,
bre os quaes La Chesnaya sa precipitara | des seguio-o, depois
mestre Eu-
Camaleo, levando
para fazer entrar no dever os giriantes re-; Aldah, e Reynold era o ultimo, apartando
voltosos. ameacando-os com urna morte, contra o seu peito o corpo inanimado de
voltosos, ameagando
certa.
Os barris, collocados em
encostados uns aos ontros;
Diana.
p, estavam O joven, depois de ter descido alguns
ballotes de degros, voltou se, o puchando urna cor-
s capaz i Cala-se I Comprebendo, s
me cumpre esmagar esses dous misera-
veis.
Perde-lhes, perdie lhes, senhor, elles
nao sao culpados !
Kntao insisto em dizer que esse ho-
mem seu amanta ? Vamos a ver se ca-
paz de repetir essa affirmagao diante dos
seus amigos.
E, sem esperar resposta de R>sa, Hugo
de Mlveme abri violentamente a porla
da sala, onde esp ravara Daubrac e Me-
riadec.
Entrera, senhores, exclamou o Sr.
de Mlveme.
Ora essa I Com todo o gosto I res
mungou Doubrac, que havia um quarto da
hora esbravejava de impaciencia.
Aqui estamos, senhor, disse Meria-
dec.
Entr ram e nao Acarara pouco sorpre-
hendidos por ver Rosa Verdire prostrada
n'uraa cadeira de bragos, paluda, trmula e
quasi desraaiada. Iam correr par ella,
mas o juiz susteve-os com um gesto e dis
s-Ibes com firmeza:
__ Primeiro fagam-me o favor de me es-
cutar. E* un eavalheiro, Sr. de Meria
dec e o renhor tambera, Sr. Daubrac. Pos-
so, pois, fallar lhes da minha situagao. Es-
tou certo que guardarilo segredo, pelo ma-
nos at o momento em que essa situago
traba o sou desenlace.
Pordao, Sr. juiz, interrompeu o in-
terno, ns viemos aqui para lhe communi-
car que um novo crine..
J nao sou juiz, interrompeu Mal
verne, pedirei essa Urde mesmo a minha
demissSo de magistrado. Son apenas um
hornera indignamente ultrajado e que pro-
cura as provas desse ultraje. Essas pro-
vas sao 03 senhores que m'as vio forne-
cer.
Os deus amigos olharam um para o ou-
tro. Tiveram o mesmo pensamento. Jul-
gavara que o Sr. de Mlveme tinba enlou-
quacido. Nada comprahandiara, porra, da
attitude de Rosa, quo nSo ousava levantar
os olhos para elles.
Eis aqui o caso, replicou o marido.
Hoje, no tribunal de justica. estando no
meu gabinete, recebi urna carta anonyma.
Parece que chovem as taes cartas
anonynas, replicou Daubrac. O eapitSo
tambem receben urna antc-hontem.
-- Nessa carta avisavara-me de que o
Sr de Saint-Briac era amante de ninha
mulher.
Que abominavel calumnia, exclamou
de boa f o virtuoso Meriadec.
Esta carta dizia mais que minha mu-
lher tinha marcado urna entrevista ao
amante e que se cu o quiz-sse os poderia
sorpreh-nder em casa delle hoje entro as
tres e as quatro horas. Fui la o toda a
preasa c nao encontrei senilo o Sr. de Saint-
Briac ; mas, de longo, eu tinna-a visto en-
trar. Su8Ctou-se urna violenta questo en-
tre mim e esse homem, que foi meu ami-
go, e na occasiSo era qua iamos cliegar a
vias de facto, essa senhora sabio do quarto
onde sa esconder quando me ouvio tocar
a campainha.
Cono, Rosa disse Meriadec, diri-
giodo-se noga. Mas isso inpossivel !
E' verdade, respondeu ella, com voi
abafada.
-- Nao conhecia esta senhora ; ella tam-
bara nao me conhecia, continuou Malverno.
Sa'oem que de va interrogal a amanha pela
primeira vez no meu gabinete. Foi nica-
mente aqui qua ella sou be que eu era o juiz
encarregado do procesio do crirae de No-
tre Dame, e foi s aqui tambem quo eu
soube quem ella era. Digo-Ibes tudo isto,
meus senhores, para que comprehendam
bem o seguimento da minha exposigSo.
Esta senhora apparecen-me, como j lhes
disse, dolarou me que eu estava engaado
e le ella era amante do Saint-Briac.
- Ella disse isso, claraou Daubrac, de
punhos cerrados.
- DS86-0 e acaba de m'o repetir. Foi
entao, senhores, que resolv submettel a a
una ultima prova. Quiz ver se, diante
dos sanhores, ella se convencera finalmen-
te que a sua pretendida confiasao nao era
mais do que urna generosa mentira. De-
sejo vivamente que ella so retrate e que
si abstenha de sustentar que esse hornera
seu amante. A minha conviegao est as-
sente e aquellos que me trahiram pagaran
caro a sua traigo. Espero que ura dos
senhores interrogar essa moga.
Houve um silencio horrivelmente penoso
para todos os actores dosta scena. O Sr.
de Mlveme, apezar do que elle dizia, ain-
da tinha urna pequea esperanga contra
toda a verosimilhanga, qua sua mulher fos-
se innocente e que Rosa ia-lhe fornecr as
provas disso.
D abras sentia rugir no coragio urna
tempestado que precisava rebentar. DiU-
brac duvidava daquella que amava. Me-
riadec, absorto, perguntava de si para si nao
tu teria engaado sobre a virtude da sua
proteg la. E a pobre Rosa, nao tendo so-
nSo a escoiber entre o despreso do homem
qua araava e a sentenga de morte dos dous
culpados, hjvantava para os seus amigos
um olbar supplicante.
- Hesitara, senhores, continuou o juiz
com voz vibrante. Hesitam, porque lhes
repugna impr a essa senhora urna prova
cruel, porque presentera qua ella vai ain-
da mentir e porque querein poupar-lhe a
vergonha de repetir na sua prosonga : sou
1 ante de ura hornera que conhego apenas ;
abusd indignamente da hospitalidade que
me deu o Sr. Meriadec, enganei o Sr. Dau-
br O e sou indigna dell:
- NSo, n3o verdale, exclamou Rosa,
vencida.
E, como se ella lanentasse ter cedido a
un rasgo de sinceridade, occultou o rosto
com as mSos.
At que emfim, disse o Sr. de Mal-
verno sabia perfeitamente que a verdade
devia explosir. Nada ma3 me resta a fa-
zer senao castig?r oj infames o vou...
Nao acabou. Abrio-se urna porta e ap-
pareceu a Sra. de Mlveme. Estava pal-
lida como a morte, mas nao de medo, por
que entrou de olhos brilhantes e de eabeea
erguida.
O ingenuo Meriadec teve a illusao de
pensar que ella se ia langar aos ps do ma-
rido. Ella se encarregou de o desenga-
ar.
Ou-vi tudo, disse ella. Dos infames
que quer castigar, sou um delles Eis-rae
aqui ; porque nao rae mata ?
Miseravel, exclamou o marido.
Quando Mlveme deu aquella grito, Me-
riadec metteu-sa no maio dos dous espo
sos ; eraqaanto que Rosa se levantara
precipitadamente e se aconchegava ao peito
de Daubrac qua nao a repellia. Tinha sus-
pendo della por instantes e estava arre
pendido.
Confessa ? continuou febrilmente Ml-
veme.
Entao pensa que deixaria esta meni-
na 8acrificar-se por mira ? Agradego-lhe de
me f>izer acabar esta situagao que me faz
horror. Amei-o, sanhor, agora detesto-o a
se fajo este escndalo aqui para que, de-
pois delle, comprehanda que nao lha re3ta
senl) batirse com meu amante. Se lia
ra .rrer, raorrerei eu tambara. Diante de
mim um deve desappurecer ; espero em
Deua qua seja o senhor.
Elevada l"go ao principio a samelhante
diapasSo, esta scena nao podia acabar se-
nSo por urna eatastrophe. Porra Deus,
qua reserva sos grandes culpados castigos
proporcionados s suas falUs, havia deci-
dido outra cousa.
O cria-Jo do quarto tornou a apparecer
e, sem parecer notar que so desenrolava
um drama naquelle gabinete, annunciou
respeitosanente a seu amo, qua o corarais
sario da polica do bairro de Notre-Daue-
des-Chainps solicitava fallar-lhe sem de-
mora.
Esta diversad chegava muito a proposi
^y\
havia
O terceiro, ainda mais pequeo,
cheio de pedraa preciosas, armas
toadas de diamantes, omamedtos de igreja,
cintas de ouro, finalmente toda3 as mfts
esplendidas riquezas que o olhar de um ar-
tista podia contemplar.
Mas o ultimo repartimeeto, o mais es-
treito, o mais maravilhoso, o olhar, deixan-
do desdenhosamente os outros tres, se fixa-
ra neste. obedecendo a urna attracgao ir-
resistivel, sobre as maravilhas que encer-
rava.
Diaraant3, esmeraldas, rubia, saphyras,
projectavam urna chuva de fogo multicor.
Fora necessaria toda a vida criminosa
do velho La Chesnaya, toda a existencia
ainda mais criminosa de seus tres filhos
para enterrar nesta eaverna maravilhosa
esses montoes inauditos de ouro, de prata
a de pedraria8.
(Contina)
tu
to para todos e at mesmo para o Sr. de
Mlveme, que teve o sangue fro de res-
ponder :
Muito bem, vou recebel o.
O officlal de polica ficou intimidado por
ser recebido pelo Sr. de Mlveme, a em
toda numerosa companhia. Os juizes n3o
tm por costume tratar negocios judicia-
rios, dianta de estranhos e all estavam
duas mulheres e dous homens que o com-
missaro do bairro Notre-Dame-des-Champs
nSo couhecia.
Pode fallar, disse seccamente o Sr.
de Mlveme. Do que se trata ?
Da un crino que parece ter relagao
cora o das torres de Notre Dame. Dei par-
te prineiro deste r_gocio 0 meu collega
do bairro da cit e elle aconselhou me para
o vir procurar antes de mandar para o de-
posito o homem que acaba de ser preso.
Odetta nao quiz ouvir explicagSes que
nao a interessavam. Tinha, como vul-
garmente se diz, queimado 03 seus navios
e pouco lhe imporava que seu marido des-
cobr6se ou nao o assassino da con lessa
russa. Tinha entrado alli para innocen-
tar Rosa Verdire que se sacrificava por
ell.i e nao para ouvir relatorios de polica;
porra nao tinha premeditado o escndalo
que so seguir justificagSo do snjo da
torre.
Salvar Rosa; romper de vispira levan
tada cora o Sr. de Mlveme: effecruar
esse rompiraento dian'e de estranhos, para
que fosse definitiva; correr para casa do
amanta o fugir, era apenas o qua ella que-
ra. Estava verdaderamente louca I
Dapois da scena que acabavam de assis-
tir tod'as aquellas pessoas, nada mais lhe
resta va do que de3apparecer. Assin o fea,
depois de ter estendido a Rosa Verdire a
mao, que a pobre naga nao teve
gem de re sar.
Hugo deixou-a sahir.
{Continuarse-ha.)
i

a cora-
Typ. do Diario roa Duque de Caxias n.42.
I Mimo 1


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