Diario de Pernambuco

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Material Information

Title:
Diario de Pernambuco
Physical Description:
Newspaper
Language:
Portuguese
Publication Date:

Subjects

Genre:
newspaper   ( marcgt )
newspaper   ( sobekcm )
Spatial Coverage:
Brazil -- Pernambuco -- Recife
Brazil -- Pernambuco -- Recife

Notes

Abstract:
The Diario de Pernambuco is acknowledged as the oldest newspaper in circulation in Latin America (see : Larousse cultural ; p. 263). The issues from 1825-1923 offer insights into early Brazilian commerce, social affairs, politics, family life, slavery, and such. Published in the port of Recife, the Diario contains numerous announcements of maritime movements, crop production, legal affairs, and cultural matters. The 19th century includes reporting on the rise of Brazilian nationalism as the Empire gave way to the earliest expressions of the Brazilian republic. The 1910s and 1920s are years of economic and artistic change, with surging exports of sugar and coffee pushing revenues and allowing for rapid expansions of infrastructure, popular expression, and national politics.
Funding:
Funding for the digitization of Diario de Pernambuco provided by LAMP (formerly known as the Latin American Microform Project), which is coordinated by the Center for Research Libraries (CRL), Global Resources Network.
Dates or Sequential Designation:
Began with Number 1, November 7, 1825.
Numbering Peculiarities:
Numbering irregularities exist and early issues are continuously paginated.

Record Information

Source Institution:
University of Florida
Holding Location:
UF Latin American Collections
Rights Management:
Applicable rights reserved.
Resource Identifier:
aleph - 002044160
notis - AKN2060
oclc - 45907853
System ID:
AA00011611:19008


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Full Text

NUMERO 1)9
PARA A CAPITAL. E IXdARKt OMDE HJLO SE PAGA PORTE
Por tres alezos achantados
Por seis ditos dem.....
Por um anno dem.....
Cada numero avulso, do mesmo dia
6^000
12^000
240000
5100
SABBADQ 13 DE MARQO DE 1886
PARA DL'XTRO E FORA DA PROVINCIA
Por seis mezes adiantados.............. l^SSl
Por nove ditos dem.................. 20*000
Por um anno dem...... ........... ^'f*^
Cada numero avulso, de das aateriores........... 1^
DIARIO DE PERNAMBUCO
Proprirtafce Ttt Jtlatwel -ftjuetra t>t Jara & M\)o*
l'
TELEGRAMMAS


-
sss7i:: ?r,Tic:iA" so siAnio
RIO DE JANEIRO, 12 de Marco, s
3 horas e 5 minutos da tarde. (Receta-
do s 5 horas o 30 minutos, pela linha ter-
restre).
Pelo t. diatricto le fcoyaz rol elel-
lodepulado |er\l.em l. escrutiulo.
Dr. Jun Harrumlcs de Anillad- Fi-
Kaeira (<>.
ssavxgs sa ahucia sa?as
(Especial para o Diario)
BERLN, 11 de Margo, tarde.
O estado do Principe de BismarcU
apretenla urna ligeira melnora.
O ctaanceller do Imperio contina
a trabaiiiar nao obstante o en ea-
tado mrbido.
LONDRES, 12 de Marca.
TIMES diz que a Inglaterra re-
pelllra as reforma projecladaa re-
lativamente Irlanda.
Agencia Fiaras, filia! ce Pernambuco,
12 de Marco de 1886.
IBSTROCCiO PQPDLAR
economa poltica
{Extrahido)
DA BIBLIOTHECA DO POVO K DAS ESCOLAS
(Conttnuasao)
CAPITULO II
Produrcao da riqueza
A teeba fFonte da materiaes).O ponto de par-
tida da prodcelo est na trra. Sempre que se
qnizer crear riqueza desde a sua origem, dever-se-
ha ir buscar a alguma parte do planeta que ha-
bitamos, ao eu seio, ao mar, algum rio, a algum
lago, a substancia que teem de ser convertida em
riqueza. Pouco importa que tal substancia pro-
venda da superficie da trra das minas ou de ga-
leras cavadas na espessura d'elia, do ocano ou
d-S rios. As materias que servem para a nossa
alimentacao formam-se principalmente superficie
da trra, como os cereaes, os fnietos, o gado, etc.
O nosso fato quasi exclusivamente feito de algo-
do, de linho, de 13, de pelles, tudo colhido por mo-
do anlogo. Metaes e miueraes obteem-se cavan-
do pocos e galerias na cresta da trra. O mar, os
lagos, os rios sao origens importantes de riqueza :
fornecem-nos peixes alimenticios azeite de baleia,
pelles de phoca, esponjas, perolas, etc. Nao pode-
mos fabricar producto algum sem que tenhamos
materia sobre quo se exerca a nossa industria,
Para fabricar alfinetes, carecemes de cobre, zinco
estanho extrahidos das mias ; para produzirmos
panno, precisamos de l ou algodo e de materias
corantes. Todo o ebjecto de que nos utilizamos,
que comemos, bebemos, ou empregamos para a sa-
tisfcelo das outras necessidadeo, formada- por
urna ou mala substancias ; e para a sua prodcelo
necessario colber cssas substancias.
Quasi sempre ha necessidade de mais alguma
coisa ; alen dos materiaes, ba necessidade de urna
forja que nos ajude a transportar e a submetter
ao fabrico a materia bruta. O homem desoja na-
turalmente evitar a fadiga do corpo ; constroe, por
isso, moiiihos para moer os graos, navios para
transportar as mercaduras, machinas a vapor
para elevar a agua e produzir movimentos enrgi-
cos.
(Contina)
JARTE UFFiCiAL
. t
GOVERNO DA PROVINCIA
FAl.i. que o presidente da provincia, conselheiro Jos i'er
nandes da Costa Pereira Vanlor, dirigi Assembla
Legislativa de Pernambuco, no dia de sua installaco a
de .Marco de 18SO.
(Continamelo)
PROMOTORES PBLICOS E ADJUNTOS
Foram nomeados e entraran em exercicio os seguintes promotores :
Para a comarca da Victoria, 6 de Novembro prximo findo, o hachare!
Joao Vicente "Pereira Dutra.
Para a de Olinda, n!aquella mesma data, o bacharel Manoel Mara Tavares
da Silva, que exercia egual cargo na comarca de Jaboatao.
Para a de Jaboatao, na mesma data o bacharel Antonio Augusto Cardozo de
Castro e para a de Itamb o bacharel Alfredo de Oliveira Fonseca, removido da co-
marca de Olinda.
Para 2. promotor da capital, a 10 do mesmo mez, o Dr. Manoel Clementino
de Oliveira Escorel.
Para a comarca de Caruar, a 12, o bacharel Estevao Carneiro Cavalcanti
de Albuquerquo Lacerda; para a de Bezerros, a 19, o bacharel Joaquim Manoel Viei-
ra de Mello; para a de Taquaretinga, a 13, o bacharel Vicente de Moraes Mello J-
nior para a de Nazareth na mesma data o bacharel Jos Soriano de Souza Filho ;
para a de Villa Bella, a 24, o bacharel Antonio Candido Correia de Araujo ; para a
de Ingazeira, a 6 de Dezembro, o bacharel Francisco Ferreira Cavalcanti Lins; para
a de Limoeiro; a 9, o bacharel Tito Celso Correia Cesar; para a de Palmares, a 20do
Fevereiro, o bacharel Arthur da Silva Reg ; para a da Escada, a 20 do corrente, o
bacharel Aquilino Gomes Porto.
. Nao obstante ter a capital da provincia em seu seio um Faculdade de Di-
reito, rarissiraas vezes se encontram hachareis que acoitem prorootorias de comarcas
longinquas.
Ti ve a fortuna de conseguir que nessas mesmas comarcas funecionem promo-
tores coin aquella graduacao cientfica, salvo na de Petrolin i para qual foi nomeado, a
5 de Deumbro, o cidadao Antonio Manoel de Amorim.
Nomeei os seguintes adjunctos :
Beujaniim Beltrilo de Alencar para a comarca de Ouricury, por portara de
6 ae Nove ubro ; Manoel Vicente da Silva, para o termo de S. Bento, comarca de Ca-
ruar por .portara de 19 do Dezembro; Pedro Jos do Carmo e Silva para o termo de
Serinhaem, por portara de 29 do mesmo mez ; Honorio Lopes de Siqueira Braga,
para a comarca de Villa Billa, por portara da mesma data.
FACTOS NOTA VEIS E ACCIDENTES
A repartilo da polica durante o anno prximo findo teve conhecmento dos
seguintes tactos notaveis : 4 incendios, 7 suicidios, 11 tentativas de suicidio, 7 mortes
accidentaes, 10 asphyxias por submersao, 3 descarrilhamentos o 12 esmagamentos.
Dos esraagamentos 3 refercm-se via-ferrea do Recfe a Caxang, 3 do
Recife a Onda e Beberibe, 2"& do Recfe ao S. Francisco, 2 Ferro Carril, 1
ferro va do prolongamento e 1 a vehculo da empresa de transporte de carnes verdes.
ESTRANGEIROS
Do quadro annexo ao relatorio do Dr. chefe de polica consta que, durante o
anno passado, entraram n'esta provincia, vindos de fora do Imperio, 343 estrangeiros,
e sahiram 144.
GUARDA NACIONAL
Em 12 de Novembro, 18 de Dezembro do anno passado e 11 de Fevereiro
prximo lindo nomeei para preenchim ;nto de vagas existentes nos corpos da Guada
Nacional, Jos do Barros Silva capitao da 2.a companhia, Jos Pa's da Silva e Lud-
gero Antonio Ferreira de Araujo alferes, este da 7.a e aquello da 4.a companhia do
57. batalhao ; Salvador Barbalho Uchoa Cavalcanti alferes da 4.a companhia do 7."
batalhao e Mathias Benigno Wanderley Tiba alferes da 5.a companhia do 13.
batalhSo.
Nio se acham anda definitivamente reorganisados os corpos da Guarda
Nacional, existindo algumas vagas de officiaes, que vao sendo preenchidas.
FORCA DE LINHA
O brigadero Agostinho Marques de S, nomealo commandante das armas
d'esta provincia, por decreto de 3 de Outubro do anno passado, assumio o exercicio
do cargo 26 do mesmo mez, n'esso importante postme tem prestado valiosa coad-
juvacao.
A forja de linha aqu existente coropoe-se dos batalhoes 2. a 14. de infan-
tera e da companhia de cavalaria.
O seu estado completo, inclusivel a uficialidade, o seguinte :
Pradal
2. batalhao........ 387
14." dito........ 387
Companhia de cavalaria .... 58
Somraa..... 832
Faltam pata esse estado :
Praca$
2. batalhao........ 15
14 dito ........ 13
Companhia de cavalaria .... 4
Somma..... 32
Ao 2.o batalhao acham se aggragadas 42 prajas e addidas 8, ao 14." aggre-
gadas 33 e addidas 20. A' companhia ele cavalaria esto addidasj.
Era em extremo desfavoi-avel o estado desta companhia em Outubro prximo
findo, quer sobro o aspecto da disciplina, quer do material indispensavel ao ser vico.
Se por um lado faltavaai cavalgadores o arreiarnentos, por outro prat'cavara as
pracas verdadeiros actos de indisciplina e turbulencia.
.Intervindo a boa vontade, experiencia e zelo do digno commandante das
armas, que n'esaa epocha assuraira o exercicio do cargo, o provendo o Ministerio da
Guerra, com a necessara presteza, quanto se fazia mster, a comecar por um comman-
dante idneo, tudo mudou, estando hoje a companhia em condicSes muito regulares,
bom disciplinada, com o indispensavel equipamento o devidamente exercitada.
Esto destacadas no Presidio de Fernando do Noronha 180 pracas e 7 of-
ficiaes ; no Pojo da Panella 19 pracas e 2 officiaes ; na Escada 16 prajas e 1 oficial;
alm das que guarnecem a Fortaleza do Brum o ao Pail da Imberibeira.
A 30 de Outubro aurorisei o brigadeiro commandante das armas, como
propoz, a nomear o tenente de estado maior de 2.' classe, Jodquim Jorge do Mello
Filho, quo se acha disposicao desta presidencia, para servir interinamente o lugar
de ajudantc de ordens encarregado do detalh do respsetivo commando.
A 9 de Dezembro autorisei a troca reque-ida pelos tenentes Antonio de Al
buquerque Maranhao e Fia vio Jos dos Sautos e Silva dos lugares de ajudantes da
Fortaleza do Brum e Forte do Buraco.
Por portara do Ministerio da Guerra de 7 do Janeiro foi nomeado o major
honorario do exercito Justino Rodrigues da Silveia para commandar a Fortaleza do
Brum em substituicito do official reformado, de igual pooto, Manoel Joaquim Bello.
SORTEIO MILITAR
At a presente data s rao foram remettidos os alistamentos do anno passado
referentes s parochias de Nossa Senhora do Rosario do Muribeca, Nossa Senhora da
Apresentacao de Limoeiro, S. Jos de Bezerros, Sant'Anna de Gravat, Nossa Senho-
ra da Conceico de S.Jos do Rio Formoso, Nossa Senhora da Conceicao de Seri-
nhaem, Sant'Anna do Bom Jardim, S. Jos de Surubirn, N. S. das Dores do Caruar,
S. Caetano da Rapoza, Nossa Senhora do O' do Altinho, S. Sohastiao de Canhotinho,
Santo Amaro do Taquarentinga, Senhor Bom Jess de Panchas, Nossa Senhora da
Conceicao de Quipap, Nossa Senhora da Conceieo de Alagoa de Baixo, Josus Maria
Jos de Papacaca, Nossa Senhora da ConceicSo de Aguas Bellas, Nossa Senhora da
Conceicao de Paje de Flores, Nossa Senhora da Sade de Tacarat, Nossa Senhora
da Penba de Villa Bella, Nossa Senhora das Dres de Triumpho, Sant'Anna de L^o
poldina, Santo Antonio de Salgueiro e Santa Maria Rainha dos Anjos de Petrolina.
Foram alistados para todo o servico 3,223 indivividuos, isentos em tempo do
paz 14 e de todo servico 20.
O3 alistamentos continuao, em geral, com rauita morosidade e manifesta re-
pugnancia dos respectivos cncarregados.
E' por certo digno de lastima que a cossa populacao nao tenha ainda no
devido apreco a providencia legislativa que, em honra da civilisacao patria e a bem
da elevacao moral do excrcito, substituid pelo sorteio o vexatorio systema de recru-
tamento herdado da raetropole.
(Contina)
-------1--------ees---------------
EXPEDIENTE DO DIA 3 DE MAS? J DE 1886
Actos :
O presidente da provincia de confermidade
eom a proposta do Dr. chele de polica, constante
do officio n. 211 do Io do corrente mez, resolve no-
mear Tiatino Correia de Mello para o lugar de 1
supplente do subdelegado do Itamarac, visto nao
ter Francisco Martiniano da Costa Lima, aceitado
a nomeaclo.
O presidente da provincia de conformidade
com a proposta do Dr. chete de polica, constante
do officio n. 211 do 1 do corrente mez, resolve no-
mear Albino Manoel de Paiva e Manoel Felippe
de Souza para os lugares de 2o e 3<> supplentes do
subdelegado de Itamarac, ficando exonerados os
actuaes.
O presidente da provincia de conformidade
com a proposta do Dr. chefe de polica, constante
do officio n. 210 do Io do corrente mea, resolve no-
mear o alferes Lourenco Gncalves de Azevedo
para o lugar de 2o supplente do delegado do ter-
mo de Cmar, em substituida:) de Antonio Alves
de Oliveira, qun nao aceitou a nomeac2o.
O presidente da provincia de conformidade
com a proposta do Dr. chefe de polica, em officio
n. 209 do 1 do corrente mez, resolve nomear Ma-
noel Joaquim de Mello e Vicente Goncalves Fer-
reira para os lugares de 2 e 3 supplextes do sub-
delegado do 2 districto (Malhadinha) do termo
de Limceiro, ficando exonerados os actuaes.
O presidente da provincia de conformidade
com a proposta do Dr. chete de polica, em officio
n. 214 do 1 do corrente mez, resolve suppnmir o
2 districto policial (Gurja) do termo de Jaboa-
tao, passaudo o 3o districto (Tigipi), a ter a de-
nomina cao do 2.
O presidente da provincia de conformidade
com a pioposta do Dr. chefe de polica, em officio
n. 181 de 22 do mez findo, resolve crear mais um
districto policial no termo do Brejo da Madre de
Deus, com a denominacio de Mandacaia, des-
membrado dos dictrictos de Carapots e Brejo, o
qual principiar na Barra do Riacho T bocas, no
rio Capibaribe, e seguir pelo mesmo riacho at a
embocadura do denominado Urub, alm da casa
de Baldoino, no de Tabocas, com todas as aguas
vertentes para o mesmo riacho. Communicou-se
ao Dr. chefe de polica.
O presidente da provincia attendendo ao que
requeren Anua Senhorioha Monteiro Pessoa, pro-
fessora de ensino primario em Muraabeba, e ten-
do em vista o parecer da junta medica provincial,
resolve "onceder-lhe 2 mezes s licenja com or-
denado, para tratar de sua sade.
O presidente da provincia attendendo ao que
expoz o chefe da 2a scelo do Consulado Provin-
cial, Manoel Pereira da Cunha, em requerimento
de 11 de Novembro do ando passado e 31 de Ja-
neiro do corrente, e tendo em vista a informaco
do Thesonro Provincial de 15 de Dezembro ulti-
mo, n. 377, resolve de accordo com o disposto pas
leis ns. 82 e 276 de 4 de Maio de 1840 e 7 d^
Abril de 1851, aposentar o peticionario aom o or-
denado proporcional ao tempo de servidos presta-
dos, visto acbar-se impossibilitado de continuar
no exercicio de seu cargo, conforme os pareceres
da junta medica provincial de 30 de Dezembro do
referilo anno e 19 de Fevereiro prximo findo,
exarados no verso dos ditos requerimentos.Re-
metteu-sc copia ao inspector do Thesouro Provin-
cial.
Ao director do Arsenal de Guerra. A' vis-
to do exposto no officio de Vmc. de 26 de Feve-
reiro findo, sobn. 217, autoriso-o a devolver ao
2 batalhao de infantera os objectos mencionados
no officio do ajudante interino dessa directora,
julgado6 nao susceptiveis do concert, por estarem
muito estragados pelo servico.
Ao promotor publico de Garanhuns. Re-
commendo a Vmc. qne me informe sobre o assum-
pt, do officio junto por copia, de 20 de Fevereiro
findo, do Dr. juiz de direito dessa comarca e me de-
clare quaes as providencias tomadas a respeito dos
actos delictos de que trata o predito officio.
Ao juiz municipal do termo de Panellas. -
Com o officio de 18 de Dezembro do anno passado,
recebido a ? de Fevereiro ultimo, enviou-me Vmc.
oa autos exigidos por esta presidencia em 14 de
Outubro e l do dito mez de Dezetnbjo, no inte-
resse de verificar-te a verdadeira condicao da me-
nor Sophia, libertada pela 6* quota do fundo de
emaneipaco, em audiencia de 20 de Maio.
Conhecendo-89 pela certido passada pela col-
lectora desse termo, alias de accordo com o
livro da matricula, que a dita menor fora matri-
culado em 7 de Junno de 1872 com a idade de
ouze mezes, pelo que est fora de alcance da le
n. 2,040, de 28 de Setembro de 1871, resolv hoje
mandar pagar ao seu ex-senhor Thomaz Ferreira
da Cunha a quaotia de 4O0J0O0, importancia da
libertario por accordo com o collector respe-
ctivo.
Devolvo a Vmc. os alludidos autos.
Ao juiz de direito de Garanhuns. Respon-
do ao oflicic de 20 de Fevereiro findo, declarando a
Vmc. que exige informaces do promotor publico
dessa comarca sobre as providencias dadas para a
punicao dos autores dos factos de que trata o predi-
to officio, e recommcndci ao Dr. chefe de policia
que expeca ordens para previnir a pratica dos
attentados a que Vmc. allude e providencie para
que o destacamento dessa cidade seja reforjado
com 9 pnifas.
Portaras :
O Sr. superintendente da estrada de ferro
do Recife ao Sao Francisco sirva-se de man-
dar dar passagem de 3 classe da estacao de Pal-
mares de Cinco Pontas, para seren descontadas
opportunamente das gratuitas a que o governo tem
direito, a um preso e a duas pracas do Corpo de
Po icia, que o acompanhnm.
O Sr. gerente Oa Companhia Pernambuca-
na faja transportar a provincia do Rio Grande
do Norte, por conta do Ministerio da Marinha no
vapor Ipojuca, quatro volumes, medindo 227 de-
cmetros, conteodo artigos para o consumo do pba-
rol dos Res Magos daquclla provincia. Commu-
nicou-se ao inspector do Arsenal de Marinha.
O Sr. gerente da Companhia Pernambucana
mande dar passagem a r, at o porto de bao Sal-
vador, em um dos vapores que seguir para o sul no
corrente raez a Syndulpho Melibeo Lima, pnr con-
ta das gratuitas a que o governo tem direito, fi-
cando sem effVito a portara de do mez fiado.
EXPEDIENTE DO SECBETABIO
Offi :ics :
Ao 1* secretario da Asiembla Provincial.
O Exm. Sr. conselheiro presidente da provin -
cia manda communicar a V. S. que nesti data
exarcu o seguinte despacho f m seu officio de 27
de Fevereiro prximo passado, sob n. 20, com o
qual foi remettido o ponto dos empregados dessa
secretaria relativo ao mesmo mez do Fevereiro :
Remettido ao Sr. inspector do Thesouro Provin-
eiposto no officio jinlo, por copia, do director do cal para os devidos fins.
Arbenal de Guerra, de 26 de Fevereiro findo, sob Ao mesmo. O Exm. Sr. conselheiro presi-
n. 217, expeco ordem no sentido de serem devol- dente da provincia manda communicar a V. S.
vides ao 2 batalhao de infantaria os objectos que fiea inteirado do assnmpto de seu officio n. 3
mencionados no officio do ajudante interino do de hontem datado relativo composicao da mesa
mesmo arsenal, julgados nSo ausceptiveis de con- provisoria dessa Assembla.
certo, por estarem muito estragados ; o que de- | Ao Dr. chefe de policia. De ordem do Exm.
claro a V. Exc. para providenciar a respeito como Sr. conselheiro presidente da provincia declaro a
de mster. j V. S. que provdenciou-se no sentido de ser retor-
Ao Dr. ebefe de policia. Transmittndo a cado o destacamento de Tacarat com pracas com-
copia inclusa do officio do Dr. juiz de direito de i mandadas pelo capitao Samuel de S Montenegro,
Garanhuns, de 20 de Fevereiro findo, tenho por conforme reqnisiou V. 8. em officio n 206 de 1 do
fim recommendar a V. $., qne com urgencia d as | corrente.
precisas ordena e providencias, afim de evitar-se j Ao mesmo. O Exm. Sr. conselheiro presi-
Officios :
Ao commandante das armas. A' vista
do
/lesiono uiuciia uiuiiucuudOi niiuj UO P'ii.i "** ----- &u muamu,----- v u.ui. J. .*.-.*..** v ^..w. --------
a pratica dos attentados de que trata o predito of- dente da p:ovncia providenciou luje, de accordo 1 lugar,
ficio. com os oficios de V. S., de 13 e 20 de Fevereiro Grata Candida de Alcntara Couto. -Remetti-
- Ao inspector da Thesouraria de Fazenda. ultimo, e 1 do corrente, sob ns. 144,171 e 212. do junta medica provincial a quem a supplican-
0 Ministerio da Guerra, em telegramma de hon- I Ao commandante do corpo de policia. De te se ^presentar para ser inspeccionada,
tem datado, declara ficar sem eifeito a demissSo i ordem de S. Eic. o Sr. onselbeiro presidente da Joo Baptista Lins.-Informe o Sr. n
do porteiro do Arsenal de Guerra, Emilio Rosen- j provincia, communico a V. S. para os fins conve-
do da Silva e a nomeaco de Justino Miguel da nicntes e em solujo ao seu officio n. 164, de 22 de
Costa ; o que communico a V. 8. para os devidos Fevereiro findo, que no requerimento de Joao Fic-
eSeitos. Communicou-se ao director do Arsenal rentino dos Santos, proferio o mesmo Exm. Sr. a
de Guerra.
Ao mesmo.Nao conviado demorar por mais
tempo o pagamento dos valores dos escravos li-
bertados por conta da 6' quota do fundo de eman
cipacao, no termo da Escada, urna vez que anda
dependem de deciso do Tribunal da Relami, as
appellscoes interpostas acerca de valores de es-
cravos libertados por conta da 4* e 5', remetto a
V. 8. a relacao dos que-foram alforriados pela di-
ta 6* quota, afim de que so sirva de mandar pro-
ceder a respeito de accordo com o art. 44 do re-
glamento de 13 de Novembro de lb72.Coiamu-
nicou se ao juiz municipal do termo da Eicada.
23 do referido mez, o seguinte despacho : Ter
baxa do servico indemnisando a f.zende p ovin-
cial do que. estiver a dever.
Ao Dr. juiz municipal do termo de Limoeiro.
De ordem do Exm. Sr. conselheiro presidente da
provincia, communico a V. S., que no seu officio de
1 do corrente mez, proferio se o seguinte despacho:
Ao Dr chefe de policia para satisfazer.
Ao delegado Iliterario em B'^rn Jardim.O
Exm. Sr. eonselheirojpresidente da provincia man-
da tranamittir V, Rvma., em resposta ao sen offi-
cio de 16 de Fevereiro findo, a copia inclusa da
inf rmacao n. 72, pre.tada a respeito, eai 27 do
Baptista
da Thesouraria de Fazenda.
Joao Avelino Ferreira.Informe o Sr. Dr.
chefe de policia, ouvindo o administrador da Casa
de Detenco.
Lourenco Goncalves Aleixo. -Remettido jun-
ta medica provincial a quem osupplicante se apo-
sentar para ser inspeccionado
Major Luiz Augusto Coelho Cintra.-Encami-
Manoel Clementino Correia de Mello.Informe
o Sr. commandaule do Corpo de Polica.
Nicacio Ferreira de Vaaconcellos.Informe o
Sr. Dr. chete do policia.
Pedro de Alcntara Muniz Sobrinho. Iuforme
o Sr. juiz municipal do termo de Leopoldina.
Senhornha Maria Vieira de Moura. Sim, pa-
gando a supplicante as comodonas.
mesmo mez, pelo inspector geral da Instrucco
Publica.
A Compaihia Pernambucana.De ordem do
S. Exe. o Sr. conselheiro presidente da provincia,
aecuso o recebimento do officio de 27 de 'everero,
no qual V. S. comrounica qu- o vapor Ipojuca se-
guir para os portos do uorte at Cear, no dia 5
do corrente, s 5 horas da tarde.
EXPBDIENTE DO DIA 4 DE MARCO DE 1886
Actos :
O presidente da provincia, tendo em vista o
exposto pelo commandante das armas e pela The-
souraria de Fazenda, em officio de 22 e 27 de Fe-
vereiro proximo*passado, sob ns. 84 e 127, resolve,
de accordo com o decreto n. 2,884, do 1 de Feve-
reiro de 1882, abrir um crdito da importancia to-
tal do 2:8721, sendo 2:503/ verba Despez de
corpos e quarteis, e 372/ Commissoes militares,
do Ministerio da Guerra, exercicio vigente, psra
pagamento de despezasque correm pelas referidas
verbas, relativas ao dito mez de Fevereiro prxi-
mo passado.Remetteu-se copia Thesouraria de
Fazenda e cominunicou se ao commandante das
armas.
O presidente da provincia, attendendo ao
que requereu o juiz municipal e de orphios do ter-
mi de Panellas, bacharel Deomedes Goncalves da
Silva, resolve conceder-lhe 3 mezes de licenja com
ordenado para tratar de sua sa le, contar do 1
dj corrente.
Officios :
Ao inspector do Arsenal de Marinha.Fies
inteirado pelo uffi.'io n. 99, de 2 do corrente, de
haver V. Exe. suspendido por 15 das do exercicio
de suas funecoes o Io pratico Manjel da Silva >e-
ves, p:r ter introducido no porto d'esta cidade, o
brigue sueco Bou, contra as ordens e regulamcn-
tos sanitarios.
Ao commandante das armas. Dcferindo os
requerimentos dos cabos de escuadra do 14" bata-
lhao de infantaria Belisario Cordeiro Faleo e
Goncalo d'Araujo Uhav s, autoriso V. Exc, vis-
ta da sua informacin. 11!, do hoje datado coa-
ceder-lhe baixa do servico do exercito, mediante
substitutos, urna vez que estes tenham os requisi-
tos exigidos por lei.
Ao inspector da Thesouraria de Fazeuda.
Declaro a V. S, para os fins convenientes, que
vista d sua nformaco n. 134, de hontem datada,
approvei as propostas aceitas pelo conseibo de
compras do Arsenal de Guerra, cin sessao de 12 de
Fevereiro findo, para o fornecimento de diversos
artigos destinados ao 14 batalhao de infantaria,
companhia da mesma arma da provincia da Para
hyba e da de eavallara aqui existente, afim 'le se-
rem lavrados no referido Arsenal, os respectivos
termos de contrato, na frjia do regulamento n.
5,118, de 19 Se Outubrs d3 1872Remetteu-se a
proposta ao director do Aisennl de. Guerra.
Ao mesmo. Declaro a V. S., para os fins
convenientes que autorisei o director do Arsenal
de Guerra, mandar satisfazer o incluso pedido,
por copia, de artigos de fardamento que para seu
uso faz o alferes quartel-mestre do 2 batalhao de
infantaria, Joao Affonso de Mello.
Ao mesmo.Remetto a V. .8. copia do aviso
expedido pelo Ministerio da Marinha em 22 de Fe-
vereiro ppjxirao passado sob n. 267, com relajao
demonstraco do crdito necessario verba Mu-
nicoes Navaes, afim de que expela suas orden no
sentido de ser aatisfeita com toda bravidadc a ur-
gencia contida no aviso n. 26 de 9 de Janeiro des
te anno, do qual se oceupou essa thesouraria e informacoes de 17 o 20 d'aquelle mez de Feve-
reiro sob ns. 106 e 112.
Ao inspector do Thesouro Provincial.Man-
de Vmc. innovar por iguil praso o contracto cele-
brado com Manoel Figueira de Faria & Filhos,
para a publicarlo do expediente e mais actos das
repartieres publicas, mediante as clausulas em vi-
gor dos contractos anteriores e as que constam dj
officio desta Presidencia de 27 de Abril de 1882,
elevando-sc porm a 30 o numero de exemplares do
Diario de Pernambuco que os contractantes se
obrigaram a foinecer.
Ao director do Arsenal de Guerra. Mande
Vmc. satisfazer o incluso pedido de artigos de
fardamento, que para seu uso, faz o alteres quar-
tel-mestre do 2." batalhao de infantaria Joo Af-
fouso de Mello. -Communicou-se ao commandante
das armas.
Ao bacharel Vicente Tavares Rodrigues Li
ma.- O Exm. Sr. Ministro da Agricultura, Com-
mercio e Obras Publicas, alludindo no aviso de 17
de Fevereiro prximo passado ao facto trazido em
Abril do anno passado ao conbecimento desta Pre-
sidencia pelo actual juiz municipal e de orphos
do termo de Seiinhem, de haver sido conservada
no captiveiro Rosalina alli libertada em 1877 por
conta da l.1 quota do fundo de emaneipaco, e
pertencente aos herdeuos do brigadeiro Gaspar
do Menezes Vasconceilos de Drummond, determi-
no que Vmc, eotaojuiz de orphjs do dito termo,
informe sobre a precatoria expedida para o de Ipo-
juca, onde reside a viuva D. Lauriana Vasconcei-
los Je Drummond Ramos e effeitos que d'aquelle
instrumento resultaram.
A' vista do exposto, sirva-se Vmc de dizer o
que occorrer a respeito.
EXPEDIENTE DO SECBETABIO
Officios:
\. inspector do Thesouro Provincial. De
ordem de 8. Exc. o Sr. conselheir presidente da
provincia, communico a V. S. para os fins conve-
nientes que por officio de 1. do corrente partici-
pou o bacharel Arthur da Sillva Reg haver assu-
mido n'aquella da-a o exercicio do cargo de aju-
dante do procurador dos feitos da fazenda provin-
cial no districto da ollectoria de Palmares para o
qual foi ltimamente nomeado.
Ao engenheiro director da repartijao encar-
regada da conservacao dos portos.De ordem de
S. Exc. o Sr. conselheiro presidente da provincia,
envi a V. S. copia do aviso do Ministerio da
Agricultura, Commercio e Obras Publicas de 31 de
Dezembro ultimo, a'ludido em seu officio de boje
sob n. 70.
------------'-wgocs-------------
DESPACHOS DA PRESIDENCIA DO DIA 11 DE
MAKgo DE 1886
Alfredo Jos de Carvalho.Informe o Sr. ins-
pector geral da Instrucc.o Publica.
Antonio .do Carmo Almeida.Informe o Sr.
inspector da Thesouraria de Fazenda.
Antonia Maria da Conceicao Ibiapina.Infor-
me a Santa Casa de Misericordia de Goyanna.
Anua L-iurinda Varejo Barbosa.Indeferi-
do.
Major Carlos Antonio de Araujo.Informe o
S". engenheiro fiscal do Companhia Draynage.
Candida Baptista de Azi vedo Maia. -Inf rme
o Sr. inspector da Thesouraria de Fazenda.
Gluilhermina Francisca de Araujo.Nao tem
Secretaria da presidencia de Pernambu-
oo, em 12 Margo de de 1886.
O porteiro,
J. L. Vegas.
Repartidlo da Policia
Seccao 2.a N. 256.Secretaria de Po-
licia de Pernambuco, 12 deMarcoda 1886.
Illm. o Exm. Sr. Participo a V. Exc.
que hontem nae foi effectuada prisao alguma
nesta capital.
Foram recolhidos na Casa de Detenco, do or-
dem dos subdelegados do Santo Antonio e da
Magdalena, os alienados Narciso Francisco dos
Reis e Antonio Manoel da Paz, que opportuna-
mente ser:) traisferidos para o asylo da Tamari-
neira.
Communicou-me o delegado do districto de
Canhotinho, que no aia 8 do corrente, em o sitio
denominado Limo, o individuo de nome Miguel
Ferreira travara lucta com Jos Francisco dos
Sant.s, resultando sabir este terido levemente e
bem asjim um filho de menor idade, quo tavia
aecudido em seu soccorro.
Contra o delinquente, que evadi-se, procedeu-s*
nos termos do inquento policial.
Tambora do dia 4 do corrente, em o lugar
denominado Cascavel, do termo '!o Bonito, oes
cravo de nome Laurentino, que alli ae achava re-
frigerando gados de seu seuh >r, Joo Gualberto,
residente na cidade do Brejo, 'ravou-se de razos
com o individuo de nome Jos Pereira, por causa
de 400 reis que este Ihe era devedor c o ferio gra-
vemente com urna faca de que esta va orinado.
O delinquente couseguio evadir-se, tendo a au-
torida procedido a tal respeito nos termos da lei.
Pelo subdelegado do 2o districto da 2a dele-
gada de Serinhaem foram remettidas a esta re
partifo 15 facas de pontas, tomadas a diversos
desordeiros.
O delegado do termo de Palmares tambem
remettei 21 facas de ponta e 2 revolvers.
Deus guarde aV. Exc.Illm. e Exm.
Sr. conselheiro Jos Fernandes da Costa
Pereira Jnior, muito digno presidente da
provincia. O chefe de polia, Antonio
Domingos Pinto.
Consulado Provincial
DESPACHOS DO DIA 11 DE MAB0
Browres & C. Manoel Moreira da Silva. Cer-
tifique-se.
Maia & Resende e Manoel Joaqi'wi-da Rocha.
Informe a 21 seccao.
- 13 -
Azevedo & Maia, Francisco Barbo.a & C,
Marqaes & Almeida, Manoel Araujo Guimares,
Henrique de S Leitao, Campos & Modesto, Joa-
quim Aurelio Pessoa, Joaquim Caetano Forge,
Manoel dos Santos Araujo e Antonio Ferreira de
Azevedo. Sim.
Joao dos Santos Aguiar. Jos Joaquim Pereira
dos Santos Jnior e Joo Vicente Ferreira. -In-
forme a 1* seccao.
Hrman Lundgrin & CA' 1 seccao para os
devidos fins.
Maia & Resende. Informe a 2' seccSo.
Francisco Evaristo de Souza. A Ia seccao pira
attender.
KtviSTA DIARIA
Assembla ProvincialNao houve hon-
tem sessao por terem comparecido apenas 17 Srs.
deputados.
A reunio foi presidida pelo Exm. Sr. Dr. An-
tonio Francisco Correia de Araujo.
O Sr. I- secretario proceden leitura do seguin-
te expediente :
Um officio do secretario do governo remetiendo
o balanco da receita e despeza do exercicio de
1884 a 188 da cmara municipal do Cabo e o or-
namento para o de 1886 a 1887 cas de Goyanna,
Rio-Formoso e Cabo. A' commissao de orinien-
to municipal.
Outra do mesmo transmittindo 40 exemplares do
relatorio impresso, apresentado em 31 de Janeiro
ultimo pelo inspector do Thesouro Provincial.=A
distribuir.
Urna peticione Francisco Jorge de Sonza re-
querendo ser nomeado para o lugar de porte ro
desta Assembla.A' commissao de policia
Outra de Joao Baptista Estevcs de Souza re-
querendo pagamento do tempo em que servio co-
mo 3- escripturaris da 2a seccao do Consulado Pro-
vincial.A' commissao de petifoes.
Outra de Jos Gomes Ferreira Maia, arrema-
tante do pedagio da barreira do Giqui, pedindo
um abatimento de duas ternas partes do preco por
quanto arrematou o referido pedagio.A' commis-
sao de peticao.
Em seguida dissolveu-se a reuniao.
A commissao de coiistituicao e poderes ele-
ta ante-hontem compoc-se dos Srs. Regueira Cos-
ta, Gomes Prente e Luiz de Andrada e nao co-
mo foi hontem publicado.
Ttaeatro Santa IsabelE' amanh qne,
no theatro Santa Isabel, verifica-se o espectculo
em beneficio do Real Hospital Portugus de Bene-
ficencia. "
O espectculo, que const: r do drama A Probi-
dade e da comedia A Morte do Gallo dado pelo
corpj scenico da Sociedade Nova Thalia, tomando
parte no drama o socio, ex-actor Thomaz Espiu-
ca. .
O Hospital Portugus tem prestado tao assignala.
dos servijos populacao desta cidade, to nota-
vel a sua benemerencia que, acreditamos, nao se-
ro precisos encomios nem lecommendacoes pac*
que o espectculo em seu beneficio, agora que elle
sent ne:essidade de recursos para proseguir na
sua humanitaria nr.ssao, seja concorrido e offere;
um resultado az. altura do pedido deTruxilio.
Tranquillisa-nos a couvieeao de que a pcpulacao
do Recife nutre os mais philantropicos sentimen-
tos, e tanto nos .asta para crer e esperar que nao
ser baldado o tentauen da Nova Thalia em pro
de ta; til instituicao, como o Hospital Portu-
iruez de Beneficencia.
Anniwernario-AmanliS completa 64 anuos
de idade Sua Magestade a Imperatnz do Bra-
Por esse motivo haver salvas s 6 horas da aa-
nh e 1 e 6 horas da tarde.
Falleclmenio Falleceu hontem pelama
nha a esposa do Sr. Hermino Rodrigues de Si-
queira, seudo sepultada tarde no cemiterio pu-
blico de Santo Amaro.
Era a talh ciia urna senhora virtuosa e estima-
da de quantos a conheciam.
A seu desolado esposo enviamos as nossas con-
dolencias.
otroA' 1 hora da manh de hontem falle-
ceu D. Amalia Augusta da Fonseca Arruda, es-
posa do negociante Sr. Manoel Jauuario de Ar-
ruda.
Tinha a finada 36 aunos de idade e era nma
digna esposa e me exemplar. Deixa privados de
seus carinhos nove filhinhos menores.
Nossos psames sua familia.
Fe rimen los leveNo dia S do corrente,
no sitio Limo, de Canhotinho, Miguel Ferreira
tiavou lucta com Job Francisco dos Santos, sa
hindo este levemente ferido, bem como um meni-
no seu filho, que acudir a seu chamado.
Contra o delinquente, que se evadi, procedeu-
se nos tera os do inquerito policial.

t



Diario de PernarabncoSabbado 13 de Marpo 1886






Ferlmrnto irart-Ho lugar Cascsve, *
termo do Bonito, e no da 4 Te Laurentino que all se achava refrigerando
gado de seu senhor, Joio Gualbcrto, rendente na
cidade do Brejo, travou-ae de raaoes por cansa de
4C0 ria com Jos Pereira, que lh'os devia e fe-
rio-o grav mente cora uma tacada.
O delinquente evadio-so tendo a auteridade
procedido nos termos da le a respeito do facto.
Doparho telegrapbtca do El in
parcial de Madrid Um escaaatk ae
asciedade. O puntal tontea OSfcalaadres 1S
de Fevereiro.
O celebre procaao por adulaa caatea ar
Charles Dilke, adistro que *>i a*svera> Loa*l
no ultimo adanetc CUadetone m mais popular do raasaaliemo, est eenio discu-
tido ante o tribunal e divaoflios.
Uma raultidio cesaposia da fiar da ariatocra-
cia t da alta poltica, dispaton a atrada ao tri-
bunal psra presenciar n leitora do arocesao. Ante
a aenaaco quo produi o aconteeimento, a praderte
ingleza rompeu hoje seus primeiroa geloa.
Nos arredores do tribunal teve de collocar- se
mn cordio di polica para affastar os curiosos.
Sir Henry James, procurador geral quando
Dilke era ministro, defende o processado. Por Mr.
Craford, o marido ultrajado, secretario que era de
tro ministro, se presenta Mr. Lockwood, outra
eminencia do for \
O interrogVorio das partea interesaada no
processo tem prodoaido revelacoes do genero mais
escandaloso que pie imaginar se, e algumas del-
la* de carcter tal, que respeiteudo o pudor do
publico, nio posso telegraphar.
. Hr. Crawford dedaron que, interrogando a
na mulher, esta lhe fes unta serie de confistoes
entre as quaes figuram as seguintes: que tinha
sanado duas noutes com ir. Charles Dilke, que o
ministro ae enamorou delta por se parecer com
Mis* Crawford, mi, e que assm o havia decla-
rado seu amanto.
O marido disse de mais que repetidas vesea re
ceben nonymos avisando-lbe que sua mulher ti-
na relacoe's com Sir Charles Dilk*, porm que
elle despresava s anonymes. Um dia, n&o obstan-
te, deu conbecimento delles a sua mulher, e entio
esta disse que deveriam aer de sua mi, que este-
va enamorada de Dilke, e cujo carcter ciumento
e vingativo conheeia.
Contina a leiura do process .
Paqnele CcarTendo sahido do porto
da Fortaleza hontem tarde, o paquete nacio-
nal Cear, dever tocar boje no Natal, amanha na
Parahyba e segunda-feira em Pernambuco.
Faraldade de nirelioEm virtude de
orden do Exm. Sr. ministro do Imperio, expedida
per telegramma, foi adiada para o Io de Abril a
abertura das aulas da Faculdade de Direito do
Beeife.
A inscripc) para os exames extraordinarios en
ra-se hoje, e a matricula para a frequeucia das
aulas no dia 31 do corrente mez.
Eiaues preparatorio*Eis o resalta-
do dos havidos hontem.
Historia
Plenamente 7
Approvados '
Matriz do Corpo a*A' principiar de
anh, haver sermoo quaresmal todos osdo-
nrniros, na matriz do Corpo Santa.
Embarque Xo paquete iuglez Elbe, espe-
rado hoje da Europa, segu paia o Kio de Janei-
ro, passeio, o Sr. Dr. Tarquiuio Braulio de Son-
sa Amarantho Filho.
Agradecendo-lhe a viaita com que nos distin-
gui, desijamos-lhe prospera viagem.
rdenarioNa candila do Seminario de
Olinda S. Exc. Revdm. o Sr. bispo diocesano con-
ferir amanha o presbyterato aos Eevds. diconos
Jato Francisco Soares de Medeirjs, Joio Fran-
cisco Fernandos e Jos Paulino de Andrada.
O acto principiar as 7 horas da manha.
Nova Hambnrzo-No Thcatro das Varie-
dades se effectuarao dous bailes, sendo um hoje e
ontro amanha, pedido de muitos amadores deste
genero de diverso.
O programma dos bailes vai incerto no lugar
competente desta folha.
No fim dos bailes sero distribuidos premios aos
dilleetantes, que mais se distingnirem pelos baila-
dos, eostumes e espirito.
teaaidea aociaen Ha boje as seguin-
tes:
horas

Do Club Internacional de Regatas, e 7
da noite, na respectiva sede.
Amanha ha as seguintes :
Da Innandade do Senhor Bom-Jesus do Af
nietos, s 10 horas do dia, para eleieao, no con-
sistorio da igreja.de Bu Jos de Riba-Mar.
Do Club Impjratriz, s 11 hora do dia, na ra
da Imperalri* n. 42, para eleicio.
(laranhun* Escreve o nosso corresponden-
te e*n H do corrente :
Agora que acha-se fun*ion->ndo a Assembla
Provincial, agora que es eleitos do poyo vio ercer o grande mandato, cuidando dos interessee
deata provincia,- que nestea ltimos tempos tem
lutado com a fome e a miseria, vimos, possuidos
dos mais louvaveis desejos, lembrar aos Ilustres
representantes da provine a e com espeeialidade
aos destedistricto, as neceesidades palpitantes de
qoe se resente esta cidade, esperando que elles,
calendo aos impulsos do patriotismo, volvam suas
vistos para esta trra, i sforcando-se para que se-
jam levados a effeito os seus mais urgentes melho-
ramentos,
O velho pardieiro que serve de cadeia desta
cidade, peau de alguns, urgentes concert), qne
se acaban de feaer, autorizados por S. Etc. o Sr.
conselh iro presidente da provincia, de muito ou
tros tem carencia, principalmente o quartel do des-
tacamento, que acha-sc completamente estragado.
A iiossa matriz tamb m nio deve ser eaqne-
cida, pois, apesar dos grandes esforcos do nosso
seloso e incansavel vigario, Pedro Pacifico de Bar-
roa Bezerra, que vai melhorandosensivelmeotc o
estado dn matriz, quasi que s suas expensas, di-
versas sao anda aii suas obras por concluir e que
reclamara urgencia, como sejam : o forro o awpo
da ignja, alures lateraes, etc.
E' ainda de urgente necessi iade a creacSo
de umi cadeira de latim e francez para esta ci-
dade, que por saa grande populacSa e desenvol-
. vimento iutellectual est as eondices de Hf fa-
vorecida com este importanre melhoramento.
E temos o direito de fcS|>tri.r djs nossos re-
presentante? o que, em noine desta cidade, aca-
bamos do pedir, pois nao um favor que solicita-
mos ; a restituii;ao dos beaeficios que se lhe tirou,
deixando cahir em exercicios findo3 j a illumma-
ciio autorisada para esta cidade, j uma verba de
!>:C03 que foi destinada no orcamento para os
eoncertos da cadeia.
Os disfrictos policiacs do Brejoe S. Joao nao
teem uma s praca de polica all destacada ; de
urgente necessidade, bem da seguranca indivi-
dual, que para cada um daqui-lles districtos venba
um pequeo destacamento composto, pelo menos,
de tres-pracas e um cabo.
Ahi deixamos a reclamaco que por muitas
vezes tem sido feita, esperando que o Sr. Dr. chefe
de polica tome-a nadevida consideraco.
E' agora occasio de repetir o que mais de
ss'naia vez temos dito relativaunnte s obras dj pro-
longamento, que por falta de verba uecessaria a
que se deve j nao estarem concluidas, apesar dos
grandesjesforcos e insu lites sacrificios em pregados
nestes ltimos tempos pelos dignos empreiteiros,
qne negta seceo teem como director geral das
obras o Sr. Augns'o AI ves Portella Filhe, moco
trabalhador e de uma actividade nao commum, c
que, durante um anno que se acha frente da
exeeueao dos trabalhos, tem dade tal incremento
a elles que causam geral admiraco.
Appellamo, pois, para o patriotismo da re-
presentaco nacional e principalmente para os re
presentantes da provincia, e muito especialmente
para os do 8o, 9o e ll~llistrictos, cujas eircum-
senpeoes eleitoraes o vantajosamente servidas
pela linha frrea.
Na Prorncia, de 6 do corrente, e sob a epi-
graphe Scena de detmoralUagao, veni publicada
urna noticia desta cidade, que reveja ter sido dada
por algum poltico apaixonado, pois vem toda
adulterada em seus pontos eapitaes.
E' verdade que o facto se dea, e ap elle
sendo o cadete Olinda conduzido para a pharma-
cia do Sr. Braz dos Santos, evadio-se nesta ocot-
siio o seu ofiPens r.
Logo aps ao conflicto seguio uma forca ca-
v alio era perstguiyo de Jos Francisco, nao sendo
este prest'.
Feito pela autoridad policial o competente
corpo de deicto foi o ferimeoto considerado leve;
nao sendo preso t m flagrante o tffensor e nio
sendo o offenaido pessoa miseravel, eessa todo o
procediiDcnto official, fieando ac oflendtdo o direito
de proceder contra aquelle que o ferio.
O que devia taser mais o digno delegado de
polica deste termo ? O gracioso informante que
responda.
E' ainda falsa a inf orraacio na parte que diz
que o enrpregado* do pioleagsimfluie teem tirado
mocas para fina libidinosos etc.
f Um facto nio sao faetos, nem um empregado
do prolougamento representa todos os seus com-
panheiros.
J nos foi entregue o. retrato do engenbeiro
Ricardo de Meneaes, que tem de ser collocado no
sali da escola nocturna desta cidade, da qual
foi o Ilustre engenbeiro fundador, quando chefe
da 3 seccio do prolougamento.
o J se afir *-* botn andasaecto as o esas da
staoio diste rs'rlte
Vestejeaoe coas grande aaanidade a dsa 2
do raes; find* o gloiu martrr 8. Sebastiisv
. O enosuregado da festa.o Sr. PaseosJ lapes
Vieira de Asaeida, nac ponpou esforcos para que
ella fosar superior a dos asnos sateriores.
Temos tido um calor inajpportavei, e boas
aotieias de esa vas para o alto sssrto.
O nosso estado sanitario aptmo.
Entrada de ferro da BeaMe ao B>
FranrUcoDurante o mes de Janeiro ulti-
mo foi o numero dos trens com o seu respectivo
percurso seguinte :
kcmetros
176 trens de passagejros percorren-
do
199 trens de carga percorrendo
110 trens de lastro percorrendo
16.173,9
1*6,0
10.294,2
2.200,0
28.794,1
489 trens percorrendo
Viajaram na linha :
2 284 passageiros de Ia classe.
2.860 2
14.506 1/2 3
19.650 1/ das a classes.
sondo que alm d'estes viajaram 3 com bilhetes de
periodo, 3 por cont i da empresa constructora do
prolongamento e com passes do governo os se-
guintes :
227 passageiros de 1* classe.
80 classe.
49 3 classe.
KM > das 3 classej.
Foram despachados 4.245 volumes de bagagene
pesando 72.865 Ikilogrammas, e por conta do
governo 216 volumes, pesando 5.573 kilogrammas.
l^espacharam-se 427 animaes -liversos.
Foram teansporteios lli)39,081 kilogrammas de
mercadorias, dos quaes figuram 36,966 por conta
do governo e 23,438 por conta da empresa do
prolongamento.
Dos 10.978,677 kilogrammas restantes foram
transoortados :
kilogram
Da capital para o interior 1 793,586
Do interior para a capital 8.673,764
Em trafago intermedio 511,327
10.978,677
Entre as mercadorias transportadas do int
para a ccapital figuram :
97.874 saceos de assucar com 7.604,966 kilo-
grammas, 1.156 fardos de algodio om o peso de
90.648 kilogrammas, 383 kilogrammas de fumo,
277.985 de agurdente, 16.806 de couros, 205 000
de madeiras,! J7.444 de eereaes, 31.409 de mel,
230.000 de lenha, sendo o mais de diversas.
Importou a receita em 117:4414280, proveniente
des seguintes verbas :
Receita Porcentagem
Passageiros
Bagagem
Animaes
Mercadorias
Transporte por
conta do go-
verno
Transporte por
conta do pro-
longamento
Armazenagem
Telegrapho
Venda do mate-
rial velho
Transferencia de
acedes
22:311910
3:267*380
762 620
89:417*480
620*000
88*140
133*480
883*700
10*450
1*120
18,998 o/.
2,782 /
0,649 -/.
76,138 /
0,528 /,
0,071
0,114
0,710
0,009
0,001
A despeza na 117:441*280 mportancia de 7 100,000 %
:241*81? resul-
joa do seguinte :
Despeza Porcentagem
Conservacao 11:889*419 16,283 %
Traccao 14:044*473 19,176 %
Reparos de car-
ros e wagoes 2:412*087 3,293 /.
Trafego 10:815*383 14,767 %
Administracao 1.141*800 1,559 %
relegra pbo 1:361*999 1,860 /.
Dfferenca de
cambio 31:576*658 43,113 o/0
73:241*819
100,000 /
Se de tal despeza abatermos a verba correspon-
dente dfferenca de cambio, que nao depende de
economa da gerencia desta, estrada, teremos que
a despeza propriamente de cueteio foi dorante o
mes de Janeiro ultimo de 41:665*161.
Osaldo verificado foi de 44:199*461.
Receita media por dia 3:788*428
dem por linha kilmetro 941*496
dem por locomotiva kilmetro 4*078
Despeza media por dia 2:362*639
dem por linha kilmetro 5873160
dem por locomotiva kilmetro 2*543
Saldo medio por dia 1:125*789
dem por linha kilmetro 354*336
dem por locomotiva kilmetro 1*535
Despeza de conservacao por linha
kilmetro 95*314
dem de conservacao por locomoti-
va kilmetro *412
dem de locomocSo por linha kilame-
metro 131*927
dem de locouio$ao por locomotiva
kilmetro 4571
dem de trafego por linha kilme-
tro 86*704
dem de trafego por locomotiva ki-
lmetro *375
Proprcoualidade entre a despeza e a receita
tota.'. 62,365 /..
O imposto sobre as passagens produzio durante
o mez a importancia de 2:097*050.
Reparticio fiscal, em 10 de Marco del885.
sjimpleamente horrendoAcaba de
ser julgado em Roma um crimo horroroso.
Shakespeare naturalista, ou Romeu e Juliet:; a
confandirem as suas eancoes de amor n'uma ear-
neceria das mau repulsivas que se possa imagi-
nar !
Os Tozzi tinliam em Monterotondo um aeotsgue,
e em frente os Poggi seus concurrentes. Entre
as dass familias, um profundo odio hereditario.
Xo anno passado, um moco, Menicuccio Poggi,
apaixonou-se pela rma mais nova das filhas de
Tozzi, chamada Carolina, sua vizinha.
Os dous enamorados sonhavam tim avvenire di
calma e felicita. Nio contavam com a inimsade
feroz que di .dia as duas familias.
Urna noite, Antonio Tozzi, irmao daquella mo-
ca, attrahio sob um pretexto qualquer o pobre Ro-
nvu sua tasa. Assassinou-u, cortou-o em peda-
eos diante Je seu pai, de sua mili e de sua irmi
mais velha, sendo auxiliado por todos, e no dia sc-
gutnte vendiam ao publico o sangue do infeliz,
misturado com sangue de carneiro.
Commetrido o crime, toda a familia Tozzi toi fa-
zer as suas oracSes Madona e beijar com fervor
a ben'a estatua da Virgem.
A figura mais selvagem desta familia de ussas
sinos a da mii, Domenica Tozzi, que, emquanto
assassinavam sua vista o pobre Menicuccio Pog-
gi, insultava o moribundo, chegando-lhe os punhos
fechados cara e repetinds : Vejam, vtjam o mi-
seravel que quera despotar minha filha !
O pai. a mii, a filha mais velha e o filho Anto-
nio comparecern! ultim Marte perante o jury de
Roma.
Na audiencia, Antonio Tozzi aecusou-se a si
proprio nicamente. Deelarou que seu pai, sua
mii e sua irma eram innocentes, e que elle sozmho
havia vmgado a honra da familia. O seu nico
cuidado era de salvar a vida dos seus.
A mii Tozzi achava este sacrificio perfeitamen-
te natural :
E'preferivel, disse ella, que meu fi'uo sof-
fra poi mm, do que cu por elle.
Desgraciadamente para elles, o systema dedefe-
za do pai, da mii e da irmi foi destruido pelo tes-
temnnho de um criado, que vio toda, a familia reu-
nida em volta do cadver, ainda queme, do pobre
moco assassinado.
Os debates duraram uma semana e foram pro-
fundamente dramticos.
preoeeupado'do crime do que a honra de sua mii.
Havia-se dito, com effeito, que a mii Tozzi fora
na sua mocdade a amante de um bandido cele-
bre, chimado Fontana, e que Antonio nascra
desses assores.
Este, porm, pretenda ser o filho legitimo do
acougueiro Tas, e pedia constantemente para
provar que aquelle salteador nunca fSra o amante-
de sua mii.
0 delegado da seguranca publica desvendou,
como testemunha, um tacante episodio deata som-
bras ais toa.
A pote Carolina Xszzi aabia qne o sen enamo-
raa devia sar attralado assaa cuada par sua ta-
inina, e eatreveu-lbe a segaiate sarta, as foi en-
centrada aavsnpa do morto :
Aeaatera-te, Meaisacio, qae elles preparam
criase bb sntrrival ajue paasa baver no arando !
Nao vastas de noite, frnaaisaliraate !
k teati uiadaa qmyio aauasar apeaai alguns
que entrou no subterrneo para onde o desgrana-
do moco lora levado, antes do seu corpo haver si-
do cortado em pedacos.
O pai, a mi e o filho estavam l e preparavam-
se para retalhar a victima.
O pai tirou emo a faca das mios do filho, di-
sando I be :
Deixa e ver Vou-te ensinar como se des-
articulan! os membios
Pz m3os obra, e o desmembramento j havia
esmeeado, quando sua mulher lhe ai ranea por seu
turno u faca da mi. Fazendo no morto uma mu-
tilarlo, que nio permittido explicar melhur, a
miseravcl arremessou a parte cortada cara da
victima, e ao mesmo tempo disse, chacoteando, es-
te horrivel gracejo : Oro ahi est quern quera
desposar mima fiUia!
Antonio Tozzi c seu pai foram condemnados
morte. A mii foi condemnada a vinte anuos de
trubalhos toreados, e a filha mais velha a dez an-
n8.
Quanto pobre Carolina, noiva do assassinado,
acba-se em tal estado de exaltacao, que se teme
p la ua razio o pela sua vida.
LellAea.Effee'uar-se-hao :
Hoje :
Peto agente Brito, s 11 horas, na ra do Impe-
rador n. 16, de dividas e predios.
Pelo agente Gusm&o. Aa 11 horas, na ra do
Commercio n. 2, ae dividas, saovete, loaejfs vidr^s
e bebidas.
Pelo agente Pinto, as 11 horas, no trapiche Cou-
ceicao, de folhinhas e vinho S. Kapbael.
!'e o agente Pinto, 1 hora da tarde, us Afo-
gados, de predios e t rrenos.
Pelo agente Alfredo Guimares, s 11 horas,
ra do Bom Jess n. 45, de fazendas averia-
das .
Pelo agente Silveira, s 11 horas, na ra do
Bom Jess das Creoulas n. 3, de mobilias.
Teroa-feira:
Peto agente Gusmdo, s 11 horas, na ra do
Imperador n. 16, de predios.
Blaaaa fnebre*. -Scro celebradas :
Hoje :
A's 8 laoraa, no Tercio, por alma de Rodolpbo
Luiz de Mello Santos ; s 7 horas, na matriz do S.
Jos, per alma de Jos Pacheco de Meuezes ; s 8
horas, na matiz de Santo Antonio, pela de Jos
Pires de Carvalho.
Segunda-feira :
A's 8 ho'as. na capella do Cemiterio de Santo
Amaro, por alma de D. Josepha Mara de Mello;
s 7 1/2 oras, no Livramento, por alma de Joio
laptista Crrela.
Teroa feira :
A's 7 horas, na matriz de Santo Antonio, pela
alma de Augusto Frederico dos Santos Porto.
Quarta-feira :
A's 7 1/2 horas, na matriz da Boa-Vista, por
alma do bario de Parima.
Lotera clnpratiaeiaTercafeira 1"> de
Marco, se extraer lotera u. 42, em bene-
ficio da matriz de Cabrob.
No consistorio da igreja de Noesa Senhora da
Conceicio dos Militares, ae acharan expostas as
urnas e as espherss arrumadas em ordem iume
rica, apreciaoftb do publico.
Lotera do Blo A 4* parte da lotera n.
195, do novo plano, do premio de 100:000*000,
ser extrahida brevemente.
Os bilhetes aeham-se venda aa Casa da For-
tuna ra Primeiro de Marco.
Tambem aeham-se venda na praca da Inde-
eia us. 37 e 3t>.
Lotera Extraordinaria o Ypi-
ranta-O 4* e ultimo uorteio das 4 e-6 series
desta importante lotera, enjo maior premio de
150.-000*000, ser extahida a 9 de Abril.
Acham-se exposto a venda os restos des bilhe-
tes na Casa da Fortuna ra Primeiro de Marco
n. 23.
Lotera do Cear de aOOiOOOoOOO-
A' 7> serie d'esta grande lotera, cojo maior pre-
mio de 250:000*000, se extrahir impreerivel-
mente hoje 18 de marco, as 2 horas da tar-
de.
Os bilhetes acham-so :\ venda na Casa da For-
nina, ra Primeiro de Marco n. 23.
Lotera de Baecl de *OOiOOO*tOOO
A 19* parte da 11 lotera, cujo premio grande
de 200:000*000, pelo novo plano, ser extrahida
impreterivente no dia 16 da marco s 11 horas da
manh.
Bilhetes venda na Casa Feliz da praca da In-
dependa us. 37 e 39.
Hatadoaro Publico. Foram abatidas
no Matadouro da Cabanga 69 rezes para o consu-
mo do dia 13 do corrente mes.
Mercado Municipal des. fone.V
movimento deste Mercado no dia 12 do crrente,
foi o seguinte:
Entraran) :
23 bois pesando 3.402 kilo*.
'2.07S kilos de peiie a 20 ris 41*560
14 tabolcirop a 200 ris 2*800
45 cargas de farinha a 200 ris 9*000
20 ditas de fructas diversas a 300
ris 6*000
8 Suiuos a 200 ris 1*600
Foram oceupados:
20 columnas a 600 res 12*000
44 talhos de carne verde a 1*000 444000
5 ditos de ditos a 2* 10*000
29 compartimento.: de taiinha a 500
ris 14*500
22 compartimentos de comidas a
500 ris U*000
72 ditos de legumes a 400 ris 28*800
16 compartimentos de suin i a 1*J0
res 11*2C0
11 ditos de freseuras a 600 ris 6*600
Deve ter sido arrecadada neste dia a
quantia de 199*060
Preeos do dia:
Carne verde a 560, 430 e240 ib okii
Suiuos a 500 e 600 ris dem.
Carneiro a 800 e 1* ris idem.
Farinha de 3i0 a 640 ris a cuia
Milho de 240 a 400 ris idem.
Feijio de 640 a 1*280 res dem.
CHROHICA JDDICIARIA
Tribunal da Kelaeo
SESSO ORDINARIA EM 12DE MARCO
DE 1886
PRESIDENCIA DO EXM. SR. CON8ELHETRO
QUINTINO DE MIRANDA
Secretario Dr. Virgilio Coelho
As lio. as do costume, presentes os Srs. desem-
bargador s em numero legal, toi aberta a sessio,
depois de lida e approvada a acta da antecedente.
Distribuidos e passados os fetos deram-se os
seguiutes
JLGAMENT08
Habeaa corpus
Pacientes* .
Flix Gomes da Silva Calassange.Mandou-se
ouvii o juiz municipal da Escida.
Joilo Ribeiro Montairoyos e Joio Paulo Maciel
de Carvalho.Indererio-se a peticio contra s
votos dos Sr, drsembargadores Alvea Ribeiro e
Pires Ferreira que votaram pela soltura dos pa-
cientes e do 8r. conselheiro Queiroz Barros quo
mandara cuvir a autondade que ordenou a prisio.
O 8r. desembargadsr Olireira Maciel declarou-se
impedido.
Recurso eleitoral
Do CaboRecorren te Joio de Mello Ferreira,
recorrido o juico Relator o Sr. desembargador
Pires Ferreira.Negou-se provimento ao recur-
so, unnimemente.
Recursos crimes
De IguarassRecrrante o juiz de direito, re-
corrido Manoel do Nascimento Vieira da Cunba.
Antonio Tozzi, qae reivindica a responsabilida-1 Relator o Sr. conselheiro Queiroz Barros. Adjun-
de exclusiva do assassinato, pareca muito menos 'tos os Srs. desembargadore Monteiro de Andrade
e Pires Goneal res.Converteu-se o julgamento
em diligencia.
Do RecifeRecorronte o juiz, recorrido Ber
nab Lins Cavalcante. Relator o Sr. desembar
gador Toscano Barrete. Adjuntos os Srs. des-
embargadores Alves Ribeiro e Piros Ferreira.
Negou-se pr' vimento ao recurso, unnimemente
De IguarassRecorrente o juizo, recorrido
Manoel do Nascimento Vieira da Cunba. Relator
o Sr. desembargador Pires Ferreira. Adjuntos
os Srs desembargadore Toscano Barrete e Baar-
^H Lima.Deu-se provmeaaa para *n'|iinaafiiii
o recorrido no art. 181,3> parte, contra o vate do
Sr. dmbargador Baarfoe Lima
Do Recife Recorrente o ftnao, rroorridu Do-
aagos da Silva Torres. Relator o Sr. deasm-
aanjador Alves Ribeiro. Adjuntos os Srs. eon-
siaaesro Queiroz Barsas e diibargador Maatei-
ro de Andrade. Dea ec pvmente ao saearso,
uaaaaiemente, para se julgar aullo aroeaaa.
i iMintm
Do Sr. conselheiro Freitas Henriquos ao Sr.
conselheiro Araujo Jorge :
Appellacio civel
Do RooifeAppeliante Arthur Lopes de Oli-
veira, appellado Joaquim Jos Alves Guimares.
Ao Sr. conselheiro Queiroz Barros :
Appellacio crime
De Souza -Appeliante o promotor, appellado
Raymundo Jos de Oliveira.
Appellacio commercial
Do RecifeAppeliante Dr. Jos Joaquim Ta-
vares Belfort, appellado Antonio Correia de Vas-
concellos.
O Sr. conselheiro Freitas Henriques apreseutou
a mesa parv nova distribuifio
Appellacio crime
Do Recife Appeliante Joaquim Ferreira Lima,
appellada a justien.
O Sr. conselheiro Araujo Jorge como procura-
i or da cora e promotor da justica deu parecer
nos seguintes feitos :
Appellacoes civeis
De Alagas Appeliante o bacbarel Luiz
Emjgdio Rodrigues Viauua, appellado Manoel
Francisco Pacheco.
Do Inga = Appeliante Flix Jos Francisco,
appellado o juizo.
Appellacoes crimes
Do Pombal -Appeliante o jubo, appellado Jos
Chagas.
Do Recife-Appeliante o juizo, appellado Tho-
maz Jos dos Reis.
Do Sr. desembargador Buarque Lima ao Sr.
desembargador Toouaiu Barrete :
Appellacio civel
De Alaga Grande Appeliante Quirino Jos
Guimares, appellado Mauoel, por seu curador.
1)_> Sr. desembargador Pires Goncalves ao Sr.
desembargador Alves Ribeiro :
Appullacoes crimes
De Alaga do Monteiro Appeliante o juizo,
appellado Thomaz Bezerra da Silva.
De Bom Jardim Appeliante Manoel Antonio
do Bomfim, appellada a justioa.
Do Sr. desembargador Alves Ribeiro ao Sr.
conselheiro Freitas Henriques :
Appellacao civel
Do ReciteAppeliante padre Manoel Jos Lo-
pes de Miranda, appellado o cnsul de Portugal.
DILIGENCIAS
Com, vista ao Sr. conselheiro procurador da co-
ra e promotor da justica :
Appellacao commercial
De MaceiAppeliante o commendador Manoel
de Amorun Leo, appellados os herdeiros de Jos
Manoel Baptista.
Appellacao crime
Do Cdlegio Appeliante o juizo, appellado
lexandre Francisco Leitc Machado.
Com vista s partes :
Appellacio commercial
Do Recife -Appeliante* Hermn Paterson & C,
appelladas Julianna Alexanderson e outros.
DI8TRIBUIGOS8
Recursos crimes
Ao Sr. dessmbaroador Monteiro de Audrade :
De l'o d'Alho lieeorreute o juico, recorridos
Jos Manuel.de O iveira e outro.
Ao Sr. desembargador Pires Goncalvw :
Do RecifeRecorrente Tito Cardoso de Olivei.
ra, recorrido o juizo.
AoSr. desembargador Alves Ribeiro :
Do RecifeRecorrente o juizo, recorrido Fran-
cisco de Paula Santos.
Ao Sr. conselheiro Freitas Henriques :
De Tnbaba Recorreute o juizo, recorrido
Joio Raptaste, dos Santos.
Ao Sr. conselheiro Queiroz Barros :
De AreiaRecorrente o juizo, recorrido ,Joa
Genuino Ayres de Gouveia.
Ao Sr. desembargador Buarque Lima :
De GoyanuaRecorrente o juico, recorrido Eu-
genio Ferreira de Mello.
4o Sr. desembargador Toscano Barrete :
De GoyanuaRecorrente o juiao, recorrido Ma-
noel Luiz Ferreira da Silva.
Ao Sr. desembargador Oliveira Maciel :
De Goyanna^Recorrente o juizo, recorrido Je-
s dos Santos do Nascimeato.
Ao Sr. desembargador Pires Ferreira :
De MamauguapeRecorreute Francolino Duar-
te Pimentel, recorrido o juizo.
Appellacoes crimes
Ao Sr. desembargador Pires Ferreira :
De Bom JardimAppeliante o juico, appella-
do Jos Eleuterio de Saut'Anna.
De Bom ConselboAppeliante o juiao, appel-
lados Herculano Silverio do Nascimento e outro.
Ao Sr. desembargador Monteiro de Andrade :
De OlindaAppeliante Francisco Nery Ferei-
ra, appellada a justig*.
Do RecifeAppellaute Joio Luiz de Oliveira,
appellada 8 justica.
Ao Sr. desembargador Pires Goncalves :
Do PiancoAppellaute o juizo, appellado An
tonio Correia da Silva.
Do BrejoAppellantes Jos Pereira de Barros
e Jos Ferreira Barbosa, appellada a justica.
Ao Sr. desombargador Alves Ribeiro :
De Macei Appeliante o juizo, appellado
Jos Vindiane dos Santos.
Do RecifeAppellaute Antonio Francisco Cor-
ga, appellada a justica.
Ao Sr. conselheiro Freitas Henriques :
De MaceiAppeliante Antonio Francisco Sa-
rak, appellada a justica.
gJDo BrejoAppellantes Manoel Vicente Mon-
teiro e Jos Domingos Gomes, appelladua justica.
Ao Sr. conselheiro Queiroz Barros :
De IngazeiraAppellaute o juizo, appellado
Prxedes Romero.
De GoyannaAppeliante o juizo, appellado
Joio Pires Silverio.
Ao Sr. desembargador Buarque Lima :
De Nazareth Appellaute Manoel Francisco
Carlos, appellada ajustiea.
De Pedrasde FogoAppellaute J& Marinho
da Costa Wanderley, appellada a justica.
Ao Sr. desembargador Toscano Barrete :
De Aguas BellasAppeliante Lourenco Quin-
tino da Costa, appellada a justica.
Do RecifeAppeliante Braz Avelino da Fon-
seca, appellada a justica.
Ao Sr. desembargador Oliveira Maciel :
De ( imbres Appeliante Elias Jos Freir,
appellada a justica.
De lacarethAppellaute Bernardino de Ami-
da Senna, appellada a justica.
Appel'aees civeis
Ao Sr. desembargador Pires Goncalves :
De MaceiAppeliante Bernardo Antonio de
Mendonca Castello Branco, appellado Justino
Francisco Pontea.
Ao Sr. desembargador Alves Ribeiro :
Do Recife Appeliante Justina, por seu cura-
dor, appellado Antonio dos Santos de Siqueira
Ca vafeante.
Encerrou-se a sessio as 2 horas e meia da
da tarde. *
torio medico e residencia para a roa Nova
a. 7, 1. sudar, onde d consulta daa 12
horas s 3 da tarde e recebe chamados a
bualquer hora. Especialidadespartos, fe-
bres, syphilis e molestias do pulmao e co-
raejio.
Dr. Brrelo Sampaio di consultas de 1
s 4 horas da tarde, ra do BarSo da
Victoria a. 45, 2 andar, residencia ra
io Riachuelo n. 17, canto da ra do Pires.
Advocado
O baeharel Benjamim Bandeira, ra do
Imperador n. 73, 1. an lar.
Jos Bernardo Olvao Aleo/orado J-
nior contina no exeroicio c sua profissao
de advogao, a pode ser pioeurado no es
eriptorio de seu pai, ra 1. e Mareo
n. 4, 1. andar, das 10 horas da manha
s 3 da tarde.
Henrique Milet. Ra do Imperador n.
22, l.o andar. Encarrega-se de questSes
has comarcas prximas as nhas frreas.
Dr. Oliveira Escorel, 2. promotor pu-
blico, tem *eu scriptorio de advogacia na
ra Primeiro de Margo n. 2.
Jo Bandeira de Mello advogado -
ra do Imperador n 37.
Drogara
Faria, Sobrinho & C, drogustas poi
attacado Ra Mrquez de Oind n. 41.
Francisco Manoel da Sita di C, depo
sitarios de todas as especialidades pharraa
eeuticAs, tintas, drogas, productos chimice
e medicamentos homceopa,ticos, ra do Mar
quez de Olinda n 88.
Herrarla a Vapor
Serrara a vapor e officina de cara-pina
de Francisco dos Santos Macedo, caes de
Ciipibari&e n. 28. N'es.tc grande cstabele
cimento, o primeiro da provincia ueste ge
ero, compra-se e vende-se madeiras de
todas as qualidAdes, serra-se madeiras de
conta alheia, assimcoino se preparam obras
de carapira por machina e por preeos sera
competencia.
publicagoes a pedido
AUinho
iContinuaeo)
Viva o prog*esso !
Nos escrevem daquella villa...
Da nossa escola nocturna j sahiram alguns
alumnos que tambem o foram quando meninos dos
ex-professores Ricardo e Juvencio, este de Bebe-
douro e aquelle de AUinho.
No entender desees alumnos e de seu inestre re-
petidor estevam habilitados para seren matricu-
lados e admittidos oo curso da Escola Normal da
rrovincia. Alm disso elles confiavam naprotec-
cao de amigos, v. g. Dr. Roea e Silva, que sempre
os ha para favorecerem a certas capacidades.
Partiram, pois, d'aqui haios de lisougera ta-
peranca, entrar m na capital de Pernambuco, e
ioram, nio sei por quern, apresentados ao director
da Escola Normal, dizendo : Senhor, nos quera
nos ser ene normaes, porque temos decidida vo-
cacao para o magisterio publico.
Muito bem ; veouam^a. asum : e veudj-*.'
no interrogatorio diante do Exm. Dr. Ayres Gama
as88tdo de outros lentes daquelle provinsial es-
tabelecmento, os nossos calouros esmorecidos, nio
respondem pitada.
Coitados!... sao matutee !. -. de nada o as-
hibido, e sim occasio mais ou menos prxima
para quern toma parte nesses dlvertimentos pro-'
fanos sem necessidade, por causa dos adjuntos.
8bemo* pois, que nio peccado dancar, por-
que mestre Scrates o disse; e que o que hontem
parecia rigorismo, hoje parece laxismo, e nelle
estamos-
Viva o progresso !=J temos al campanario
sobre uma torre da matriz, que requer um bom si-
no ; bonito adro com palmaras imperiaes na fren-
te da igreja ; a capella de S. Jeio Baptista que
serve de baptisterio, e o rico painal do mesmo
ante baptisando a Jess Christo, obra de pincel
francez, que orna esse santuario mal acabado; e
tudo isto devido, dizem, ao zelo do padre Gui-
terres, cuja actividade nio lhe permettia d'e.tar
p-irado um instante por assim dizer, e cuja pon-
tualidade no cumprimanto do dever parochial nio
deixawi nada a desejar entre nos, como todos af-
tirmaai, sem eepluar os seus desaffectos.
A poltica e a questio do patrimonio de Nossa
s'enhora do O' que elle teutou em vio de restau-
rar, abreviaram d'aqui para Olinda a remocio
d'esse padre. Agradecemss a sua mudanca aos
amantes dos nossos melhoramentos e eremos que
o ex vigario Guiterres nio perdeu com isso, mas
qne antes lucrou e descanea mais. ( remos que
elle nio nos aecusar de complioidade no facto de
ter Sido removido, sabendo que todos os que
eomigo sentem a sua ausencia negaram-se a
subscrever o papel infame que seus desaffectos,
em peqneno numero, nos apresentaram ha tres
annos, ao intuito de Jo perderem moralmente, e
de o verem desgracad. Deve lembrar-se do dia
25 de abril de 1881 e dos sessenta voluntarios que
o acompanharam i.t ao tribunal de Caruar co-
mo suas testemunhas de defeza e d'onde o recon-
duziram at sua casa livrr e plenamente justifica-
do das immerecidas imputacoes crimes que sof-
frera, contra a espeetativa de seus aecuaadores.
Viva o progresso! = Entio padre Jos Vaz
Guiterres ebegou a ponto de comparecer em juizo?
Teve de comparecer no tribuna! de justica civil e
eclesistico Sei que de ambos, sabio justifica-
do ; e p.mso que se requerer folha corrida em
qualquer d'elles, ella fallar sen culpa a favor do
padre, e nio assim d,s 9-us offensores que tem
crime nos cartori b. s
De verdade levaram-no aoj tribunaes! !!....
Nesta trra sempre houve e ha de haver gente ci-
vilisada p ira offender os nossos vigarios. Quemig-
nora o que fizeram coctra o finado vigario Agos-
tinho de Godoy ? Teve de sahir d'aqui desg03toso
para acabar seus das no engenho de Freixcira,
ireguezia da Eseada. Denunciaram do vigario
Manoel da Rijada que tambem foi morrer de des-
gosto no <*n/cnho Arand da mesma freguezia.
, sem fallar de outros, o que nio fizeram estes
nossos altinienses ao vigario Soares, o infeliz pa-
dre Joio Soares que apenas calumniado e auceu-
sado no tim de tres mezes de residencia, foi logo
domittido sem serouvido? do vigario Guiterres
todas CQnhecem os mos tractamentos que recebe-
ra. E que se espera do Revm. vigario Vicente
de Moura ?
/Continua)
i
que os Ilustrados examinadores
cortezes como costumam dizer ca
INDICARES DTEIS
.. sVedlcoa
Consultorio njedico-olrara;lco do Or
Pedro de Alialiydo Lobo Moaeoao A
ra da loria n. S.
O doutor Moscozo d couaultas todos oh
dias uteis, das 7 s 10 horas da manha,
Este consultorio offerece a cnumodida
de ('C po icr cada 'oento ser outido c exa-
minado, seto ser presenciado por outro
De meio dia .s 3 horas da tarde aera o
Dr. Moscozo encontrado no torrean pra-
ca do Commoreio, onde funeciona a ns-
Becyao de sade co porto. Para qualquer
d catas dous pontos podeao ser dirigidos
oe chamado por carta as indicadas hora.
Dr. Miguel 'Dientudo mudou seu cnsul-
suwtain. Pelo
Ibes disseram
ramente a todos, depois que ioram examinados
sumHUiriameatc :
Meus .amiguiubos, tenbaoi paciencia, que nao
podem ser admittidos. 'Volteni sua escola noc-
turna de Altinho e aprendam melhor a lr e escre-
ver cirrectamente. Quando souberem seus pre-
paratorios, entio procurem habilitar se aqui para
o professorado publico, para o qual se requer umi-
ta lgica, grammatica ortejuasbia, sea fallar qe
calligrapbia, e ds quatro operacoes regulares
d'arithmetica, que nao abem, em dovida, por fal-
ta de pratica.
Viva o progresso Om tal desengao de ju-
zes conscienciosos, eis ahi vem, cabis-baixo, os
tees pretndante, cuios nemes tem por iniciaes
J., H. e P. (o primeiro e terceiro sao officiaes da re-
serva), um aps outro pelo caminho de Bebedou-
ro, em direeco aos Uree paternos. Ao passar o
rio de Una, ) perto do Altinho, banbam o ros-
to para tirar o sujo das lagrimas e tomam coragem
para poderem entrar nesta villa sem termo.
Chegam sem ser esperados. Toda a gente se
admira e os mesquinhos para se desculparem do
seu fiasen, diaem como a raposa da fbula : anos
fonos ver a praca e comer de suas uvas, mas es-
to ainda tao verdes que nao se podem tragar ;
ou antes : Os lentes da Escola Normal sao tao
ignorante*, que nada temos que aprender delles
(o mestre repetidor esteva presente); ora, ficar no
Recife como auditores de taes beatas, seria mos
trar que somos nos mais bestas que elles ; seria
fazer despezas e perder tempo sem provto ; nem
os nossos pais goetariam. E portento, Sr. Tei-
xeira, aqui nos tem outra vez s suas ordens.
Ainda bem, que nao foram meua discpulos, senas
dou dias. Pois vamos, meus senhores, experi
mentar outra cousa, e ver se de voces eu faco
gente. Assim fallou o mestre repetidor para
consolar *s tristes.
Viva o progresso.Nio tinhamos tbeatro para
espectculo e nem de al cousa a idea. Hoje, po-
rm, gracas ao famoso comico-dramaticj que o go-
verno provincial nos mandou de presente ; j sa-
bemos, c nestas catingas, que cousa tbeatro,
drama, comedia, acto, scena, etc. Porque o ines-
trecscola dos nossos meninos, o sabio professor
M. J. Teixera quern dirige a opera. Elle ad-
mitte por socio a qualquer pessoa que possa pagar
2f000 mensaes (especulacio) ; tem por cmicos a
meia duzia de peraltas aos quaes dis'ribue os pi-
pis e aa partes que devem representar, e elle
mesmo Ihes serve de ponto.
Com elles oceupa grande parte do tempo, que
ieveria por ventura em pregar a iustruir seus ten-
roe alumnos da escala primaria : e por isso tai-
vez que, em lugar de ser ella frequentada pelos
trinta e tantos matriculados, ella conta apenas
cinco ou sete de frequencia (nio me refiro ao tempo
das sementeiras em que os meninos deixam a es-
cola para enxotar passarinhos), e far com que
venhamos a perder esta cadeira nica do >;xo
masculino por falta de numero legal.
Tem a cercezj moral de seren approvados no
fim do anno lectivo, pelo que nie se mata em pre-
paral-os para os exames, e mesmo porque lhe falta
tempo para isso, e para ir missa regularmente
nos domingos e dias santos.
O que estes povos, que ainda professam crencas
religiosas e a f oatholica esteanham nuito, e di-
zem que nio gostam de mandar seus filhos es-
cola para nio vircm a ser como seu mestre inde-
ferentistas : e nio s, livres pensadores.^
Sab^m que elle discorre sobre religue, e que
revela sun grande .eserva ideas de um bichar. 1
formado as oeademias di-s heterodoxos. Por essa
causa antes querem que seus filhos sejam ignj-
rantes com mais de religiao, do que doutos eom
impiedad?. Assim os nossos matutes e teem razio.
Viva o progresso Entre nos nao havia, geral-
inento fallando, o costume de dancar.
Os rapaps, as pololeas e contradanzas accelera
das nos eram deaconhecidas : apenas usavamos de
alguns batuques de palmas com ou sem acompa-
nhamento de pfanos e violas, e isto de raro em
raro por oceaso de festa domestica, de casa-
mento, em familia (uio fallo dos bebados, etc., que
a toda a hora estio prom jtos para eantarolar e
batucar) ; mas hoje em da temos quera nos d
exeraplo e ios diga que nao peccado daucar: o
ioiso excedente parodio, Sr. padre Vicente de
Moura, sacerdote muito capaz, social e agradavel
de mais, que se digna dancar com nossas filhas e
filhos quando te offereeer a occasiio, e atj nos
levou ao tbeatro ttndo-nos convidado pessoa?-
mente !
Nem se diga quo ajar esquecido do que nos
pregava do altar poneos diasantes, contra thea-
tros, representacoes, espectculos, batuques e dan-
cas profanas, fazendo-nos crr que era peccado :
e nisto esteva elle de accordo com as nossas eren-
cas e com os ensmaaentos da santa igreja; a
qaal, dizem eertos moralistas, nio repute ser ma-
teria de peccado em si meamo os bailes* da-
en, os jugos de carta.', de paradas e outro pro-
-------------------* laia*'Ui'^-----------------
Os empresiimos do governo
v
Levantando-se empreetmo de avultada quantia
para resgate do papel moda, e mais avultada
tendo de 6er porque o resgate de pouco papel uio
restaura o rgimen econmico do ouro, temos con-
siderado uas precedentes apresiacoes que tesos
de paear avultada quantia de juros, no eatauto
que pederamos poupar e fazer uma economa de
1,"00 contos por anno se fosse ordenada ao Banco
do Brazil a retirada de suas notas na importancia
de 20,000 contos.
Consideramos que nada lucra i paiz em fazer-
mes um presente de 1,200 contos todo o anno, ar-
rauuadps das guellas do povo faminto, os ricos e
poderosos accionistas d aquelle bauco, e ficmos
de indagar que razio ou motivo pode haver para
se conservar ess. emissao do banco pelo prego que
agora se evidencia que vamos pagar de 1,200 con-
tos de reis ou lj&O Ktos se o emprestimo for
co.itrahd > a 5 / como deve ser.
Que razio haver para se fazer a migalha deste
presente anuualmertte ao Banco do Brazjl?
Dizem que para o banco nos fazer em presti-
mos quando o governo est em apertos.
Mas quando o governo em seus apuros toms
u'iubeiro emprestado ao Banco do Brazil sem ju-
ros?
N&o. E' com juros mais baixo do que o tomam
outros p>r dlscontos ou sob qualqaer titulo que
seja? N&oo.sei; porm suponba-se.
No entanto j vai pagar o governo 1,200 contos
ou 6 ou 5 "/, ao banco sabr toda a sua emissao,
ou a oceupe ou nio; por baixo, portante, que seja
o juro com que elle empresta ao governo, unido
esse juro a 1,000 contos aunual e iuvariavelmente.
j um euormissimo juro. Por muito menor tax'ar^'
podemos obter qialquer emprestimo de qualquer
banco.
Nao vejo portante qual a vantegem cu utilidade
de se pagar 1,200 contos ao Banco do Brazil para
augmentar a fortuna com importancia de 20,000
contos aos ricos e opullentos accionistas do Banco
do Brazil.
Nio de hoje que c -mecaremos a fazer esse
enorme sacrificio as nossas tristes circunstan-
cias, desde a euiissio dusses 20,000 coqtos desse
banco, desssa sua 'instituicio. Ao principio essa
emissao nio nos fazia mal; mas desde que a emis-
sao do nosso papel moda chegou ao ponto de ex-
pellir todo o ouro e baixar permanentemente o
cambio de 27, depreciando-sr o nosso meio circu-
ante, desde ento a emissao do Banco do Brazil
nos custa 1,200 contos por anno; nao saludos do
Thesouro, como vai sabir de boje em diante todo o
anno, para os juros de uma parte do emprestimo,
20,000 contos, para se resgatar igual quantia do
papel moda, despeza que se podra evitar, re-
tirando-se o papel do banco: mas sabidos directa-
mente do povo que quern paga o impasto resul-
tante da depreciadlo da moda.
At entio porm era isto objecto de discussao,
de foi, nao foi, de nao ,j dinheiro em circu-
1-tcao muito; nio <, o dinheiro pouco;mas
hoje esta discussao cessou desde que o governo
vai pagar juros de emprestimo par.t rsgate pa-
pel dinheiro, est pagando juros p: "c.nissio de
banco, fazcndo-lhe um presente na im > rtaucia de
1,200 contos ou d? 1,000 contos annualmente.
Com que vantegem porm nao sei qn nlga *n
conhsca. Sao |> rm t aoo d B
pagamos do prcs.ut. 1,200 cu uual-
mente, porm tambem aos banco* byp becarios na
proporcio da importanci.i de suas lettr.iS hypothe-
carias, como veremos no st-guinte artigo.
Marco 121886.
Alfonso de Al-buquerque Mello.
-------g;egsaes* ------
A poltica aos tribunaes
Sob a epigraphe a cima disse a Provin-
cia de hoje, que por occasio do julgamen-
to do Sr. Francisco Ferreira de Almeida
Cruz, aa sesso do jury de hontem, des-
envolverse grande cabala em favor do
acousado, da parte de entidades polticas
do partido conservador, e at de agentes
de polica que, para ostentar protecfSo ao
reo, sentaram-se junto deste a conversar ;
accrescentando que esta cabalafoi devida
a abaolviqo unnime obti a pelo aecusado
apszar das provas do crime, existentes no
processo.
Como advogado do Sr. Almeida Cruz,
curapre rae responder Provincia que a
cabala dos amigos e correligionarios do
mesmo Sr. consisti era s fazer eu uma
nica recusagao d'entre os jurado3 sortea
dos para o conselho de sentenca, que ficou
composto de pessoas de ambos os partidos,
entre os quaes achaviT>-s lberaes muito
canbecdos por seu camct.r probiiosi, e
incapazes de prestarera-se a ser cabalados,
como, por exemplo, os Srs. Dr. Nascimen-
to Fetosa e raajor Galdino, com 03 quaes
mantenho apenas relceles de orteza.
Proced assim muito propositalmente ;
porque, tendo a mais plena confianca na
causa que defenda, nao obstante ser
o processo o producto da mais torpe
viganca poltica, nao receiava sujei-
tar a sorte de meu cliente ao juizo rectore
consciencioso do mais intransigente adver-
sario.
E nio confiei dobalde ; pois tive a sa-
tisfcelo de ver confirmado pela decisao
unnime de um tribunal rospeitavel, oonjo
;
)
i
,
a
.

4SSJ




I
Diaria de Pentam{Nic 13 de Marfil de 1886
o dos jurados, .qu o processo instaurado
contra o Sr. Almeida Ctua, nSo passou de
urna das maitas torpeaas de que oertoa pa-
litioos faaera a parta a uaa's notavel da
seu programma: entretanto, para anda
uma vez fazer ezploaao do seu m.o hu-
mor contra um cominerciante hcnrado,
pelo nico e grave crine quo oonmetteu,
UUminaado o bou estub linimento, por oc-
oaaiSo do reeouhociioento do Dr. Idanoel
Portella, como legitimo deputado pelo Io
diatricto, o qu6 lhe ia eusUndo a vida, e
cuatou-lhe o apedr*jaiu .nto de sua casa
d& commercio; nao duvida a Provincia
atirar-se contra a pr bidado de doze jura-
dos, entre os quae-s i gtaotM correligiona-
rios seus, por prestar.-iu-so a absolver um
accuaado, apezar das provas do crime, exis-
tentes no processo.
E' isto que traduz o sy.nptoma mrbido
das instituicSas/a que se refere a Previn-
uu DOlioia de quo me ocoupo.
Procure a Provincia inf'ormar-s melhor,
e saber quj foi um seu correligionario o
nico que andou calxdando naquella ses-
alo; e taja depois, sobre o symptoma
mrbido das noss;.;t instituicois, as conside-
res que lhe suggerir o seu systema phi-
ophico.
Abaixo fago publicar a decisdo unanine
do jury e senteuca qm absolveu o Sr. Al-
meida Cruz, depois de um minucioso e
prolongado debate., no qual ficou evidente
que o Sr. Almeida Cruz foi victima de
una trama policial o tor/>-' quanto inepta.
N.to Bei quaes foram agentes de po i-
ciu a que ge ret'.re a Provincia; pois l
nao os vi, mas alguns amigos da victima,
qu9 foram assistir ao julgameeto o dar tes-
temunho do seu rigosijo pela completa e
cabal justilloaoao que dcu elle de sua in-
nocencia.
Recife, 12 de Margo de 1886.
Olympio Marques.
Nova
o
Oa propietarios da Nova Hamburgo verdadei -
roe geatlemea accederam aos numerosos pedidos
que Ibes foram feitoa por cavalheii os afim de ao-
lemnisar s a despedida do carnaval de 1886.
Para esta aolemnidade resolveram dar no sabe
bado 13 e domingo 14 do. andance, (toas magnifi
e esplendidos bailes no thaatro das Vari Jadea.
Nessas duaa noites aqulo pos all ba da ser um
coaberto! ou antea um brinco de fadaa, exprs-
so predilecta c do velho.
E ectti meu juiao nio falso em vista dos es-
plendores, que obeervei nos tres ltimos bailes que
all aa deram. Estiverain eeplendidot., ou autos
cipleudorosoa!
C por mito l audei, e s poeso coutar mar vi -
lbaa !
Quaudo ando por estas reuuioes gosto sempre
de levar a ininha eompauhb .a, e assim n fiz na-
quelles dias, mas tivemos do nao da asar porque
pouc} foi o tempo para contemplar o luio, e mag-
nificencia que por all ae oetentava !
Mascaras ricamente vestidas, damas oatentoaa-
mente trajadas depois por cima disto tudo a
illuiniuaco, qne fazia da noite dia, mais realce
dava aquello grande, phautastico e arrebatador
quadro !
A principio do baile do priineiro dia quiz dar
um gyro de walsa, ma3 qual, nada de poder gy
rar A minba velha companheira nao pode dar
um pasao, e me disse, que nao era mais para a
ce usa .'
Cavaquei com s historia, e fui aaaentar amuado
all para um canto, mas qual, ahi nao pude estar !
Um malvado foi dtlli arrancar-me !
Eu cont o caso como
o caso foi
Eleicao
Deciso do jury
O jury, depois de haver nomeado d'en-
tre si por escrutinio secreto o por maioria
absoluta de votos o seu presidente e secre
tario, da leitura reoouimendada pela lei e
mais formalidades dcsta, respondeu aos
quesitos pela maneira seguinte :
Quanto uo Io quesito: nao por unaui
dade de votos: o reo, Francisco Ferreira
de Almeida Cruz, no cornprou a Jos,
Braz da Silva, ou outra qalquer pessoa \
c bjectos que foram roubados a actriz He-;
lena Balsetuao, subendo quo o foram ou
devendo sbelo em razao da pessoa de;
quem recebeu os ditos objectos.
O jury deixa de responder aos demais
Acercou-se de ra ni'-in nao quer a couaa, e perguutou-me :
O aenhor faz-me um favor ? A' urna per-
gunta assim queima roupa, e por Um individuo,
que nunca tinha visto, gaguejei urna respoata.
Ora, faea-me o favor, Sr. Anselmo...
Vi que o homem me conhecia, a ento quiz fa-
zer figura, e diaae-lhe :
- Faco, aim aenhor. Diga o que quer.
Elle olbou me, mirou-me de alto baizo e ex-
pelliudo uma riatda earcaa'ica, diasc :
Quero que me impreste a sua caa para ii
me vestir de palerma !
E foi-se dando risadas Cavaquei coui a hia
toria, di.'i o braco a tninh-i velha para i-ahir, man
ah .' infeliz, que aou Quaudo la mo erguendo
approxima-se uma linda mascar i vestida de paito
ra... E devia aer linda porque tinha une pesi
nhos, e uma bem feitaa pernaa !
Cliega-se mim e dando me um abraca impri-
i me-me naa boxexas um beijo Mem bem catalou
o beijo (couaa simple*, brinquedo de Carnaval).
| ainto uma dr atraz c pela retaguarda Dau
I um guincho, e levo a mSo, que encontra a da mi-
' nha velha, que tinha me dado um furioso belia-
Ido!
(Jjuteiiha-se, s<-nbora brado eu. Estamos no
[ Carnaval...
Engaa se. seu velho gaiteirc, estamos, e ca
tamos j em eaminho. Vamos, vamos.
E ella toi me puchaudo, c cu aem querer l fui.
Na segunda noitc, e terceira fui s. Ah en
. tio o negocio foi outro Breve conservaremos, e
[por emquanto vamos nos preparar paia bojea
noite.
Os Sra. Amaraea maudaram da novo preparar
quesitos por se acharem prejudicados pela oa aaloea, o o respectivo Buffet.
resposta do primeiro.
Sila secreta da sessSo do jury do Re
cife, 11 de Margo de 1886.
O presidente, Benjamim Ernesto Pereira
da Silva.
O secretario, Francisco Lopes Cardim.
Hermelindo Elyseu da Silva Caneca.
Silvino Claudianode Albuquerque Sobreira.
Iremos observar, e depois palestraremos.
Uma observacao taz o velho o :
Haj i paz e concordia.
O velho Anselmo
-------------------^QiSi^----------------
AO
Ens do R Joilo Carneiro Lius Soriano Jnior.
Antonio Vicente do Nascimento Feitosa.
Domingos Austricliano Mifra.
Ernesto Soares de Azevedo.
Manoel Pinto de Queiroz.
Soaquim Tranquilino de Lemos Duarte.
Galdino dos Santos Nuttes do Olivcira.
S.ntenca
Em virtude da decisSo do jury, absolvo
o reo Francisco Ferreira de Almeida Cruz
da accusac&o que lhe foi intentada, e man-
do por isso quo se lhe passa alvar de sol-
tura, se por al n Sala dis sessSes do jury do Recife, 11
de Margo de 1886.
O juiz do direito,
Manoel da Silva Reg.
Estillas quaresmaes
Ainda faz-se recommendar aos seus ca-
ridosos bemfeitores a septuagenaria do
be reo do Bernardo n. 51. Soccorram-na,
pois, por amor do Tolo Poderoso.
Ag adecimento
Tendo de embarcar no 14 do corrente,
com desti-io a corte, onde vai assumir o
commando do 1 balalhao de infantaria
para o qual foi designado por decreto de
lllm. Sr.
i:\ju. %v Dr. Barretto
zmpalo
Tendo Je deizar hoje esta provincia, nao poaao
: deizar de vir imprensa agradecer ao Sr. Dr.
' Barreto Sampaio quo me fez operaca> em an.bos
; oe olhos c felizmente me acho inteiramente resta-
, beheida depois b r soffrido durante nove longos
: annos, j vendo tfto pouco que julgava aer a ce-
gueira o complemento de tanto soffrer. Felixmen-
te don gracaa aos ceus de ter attendido eu aos
conselhos de muitaa pessoas que me induziram ir
pedir o recurso e sciencia, pea que uaei imprefi.
cuamente de muitoa remedios caaeiroa, fui tratada
por alguna mdicos c operada por um distincto
cirurg'o somente o Or. Barretto Sampaio lallou-
me de modo que me deu corfviccilo de ficar boa,
convicraj que ae realisou, poia que eatou reatabe-
lecida.
Sigo hoje para a provincia do Para onde o Sr.
Dr. pode diapor dos meus mnimos prestimos.
Recife, 9 de Marco de 1886.
Maria Francisca de Lima.
e
.Vos meus amigos de S. Benlo
O abaixo asaignado, penhorado pelas continuas
provaa de conaideraco c amisade que de sena nu-
merosos amigos do termo de S. Bento recebeu,
durante o tempo que ahi ezercera as funecoea de
eacrivo de orphoa, vem dar-lhea um publico tea-
temuuho de ms gratidao. visto ter de firmar eua
residencia no termo da Gloria de Goit, em con-
aequencia da permuta que fez de seu cartorio com
i o respectivo eacrivo do meamo officio mo termo.
Aproveitando o preaente enaejo, despede-sc
d'aquellea seus amigos de quem nao pode deape-
dir ae pc?soalmente, c a todos offere.ee os aeus
aer vicos no termo de sua nova residenea.
liedle. 12 de Marco de 1886.
Luiz Felppe Cavalcante de Albuquerque.
---------^-oeae&--------------
\o distineto eleitorado do 4/
distrleto
Eleito deputado Aaaembla Provincial pelo 4
diatricto, que, em 2. escrutinio me honrou com
! 258 votos, venho iroprensa confesaar-me aobre-
j modo agradecido e penhorado aoa diatinctoa cava-
i Iheiros eleitorea, chelea c influencias lecaes, que
! tanto concorreram para o. triumpho esplendido da
1 chapa conservadora, mxime ao meu bom, leal t
31 de Outubro do auno findo, o
coronel Joaquim Cavalcante de Albquer-1 dedud^o"amigo d7.'Lourenco Btwra Vieir de
que Bello, os abaixo assignados, seus com- | Mello, a quem de direito competa uma to au-
mandados faltariam a um dos mais sagra-
dos deveres, o dagratidSo, se deizassem de
bida diatinccao.
Obscuro aoldado do meu partido, aem aapira-
eoes a nao ser a de couservar-me deaconhecido,
declarar ao raesmo lllm. or. coronel, que ,#, cmtado negar apoio e concurao em prol daa
nunca ser esque i io daquelles, que sein I suaa idaa, julgue do meu deve entregar aoa es-
quebra da disciplina, sempre os tratou forcoadoa amigoa a aorte da minha eleipo, jquo
.. i lies insistiam em nao aceitar os motivos por mim
com estima e consideragao.
Aos seus companheiros do batalhao os
felicitara por irem ter como chefe
coronel quo timbra em ser honrado e da
ciplinador, e que sabe conciliar o servigo
com o bem estar de seus commandados.
Desejando, pois, ao Bim. Sr. coronel e
sua Exraa. familia feliz viagem, fazerr.os
votos para que faga uro feliz commando.
Quartel do 14 batalhao de infantari ,
allegados como escusa a to honroso lugar.
Fizeram m as que o neceaaario para o meu trium-
um pho.
Curaprf-me agora
seus bons deai jos.
Sei que a provincia est em milindrosaa circum-
atancias finaneeirae, perm tambem certo que o
4. diatricto, e aobretudo Itamb, nao pode conti-
tambem nao desmentir os
no Hospicio, em Pemambuco,
90 de 1886.
Ignacio J. P. L
Miguel A. Boptista.
Gustavo C. O. Branco.
Arsenio G. B. Fiiho.
Alfredo A. R. Barros.
Alfredo P. A. Mello,
Silvino M Souza
Francisco L. E. M. Jnior.
J0A0 (l. A. Outtes.
Antonio R. Chaves.
Vicente C. Marques.
Jalo R. P. Lic-r la.
Manoel A. L. Caldas.
Walfrido C. C. Miranda.
Francisco P. M. Albuquerque
lio L. Mioa orvo.
Francisco A. R. Barros.
Eustaquio L. L. Barro*.
F. P. L
Quilidooio L.
Alfredo Barreto.
Joo da R. C
Joao V. C. N
Antonio F. Cavaleair
Gaspar F. A. Cmara.
Antonio R. C Scbrin!.
J-e L. Morel.
Alfredo V. R. Pe.aoa.
Severino C. Pdilha.
12 deMar-
nuar caquecido doa poderes provinciaes que ae tem
descurado at daa auaa mais vitaes necessidades,
lembrando-ae no entanto dille na partilba doa en-
cargos.
E' portanto um compromisao de honra que devo
a todoe a a cada um doa meus el' torea, empregar
todos afi de fazer valer oa aeue diieilo*.
Recife, 5 de Marco de 1886.
Dr. Manoel Oonfalves Soares de Amorim.
Carnes verdes
08 abaixo assignados, contratantes do abaste-
cixento de carnes verdes eate muuicipio, parte-
cipam ao publico que 110 talho aituado na estrada
nova de Caxaug, junio ao hotel Rocambole, nao
ae vende mais carne por conta do contrato, viato
que o proprietario do ref 'rido talho deixou de aer
preposto doa abaixo asaiguadoa, dede o da 7 do
corrente mez.
Recife, 12 ie Marco de 1886.
Oliveira Castro & C.
Como ate arruina e denlre o cabello
N. 317
Conserve-ae o crneo e as raizes do cabello con-
tinuadamente saturadas com leos, e a calviee,
pode-ac esperar como resultado eeguro e inevi-
tevel.
Uma relexaco g< ral da membrana em que aa
fibrae naacem, as taz afrouxar e cahir. Perm por
outro lado, pelo contrario oa tegumentos, e vaeos
auperficiaea da cabeca ae fortalecen) e fortifieam
com aquelle fino o admiravel vigorador vtgetal o
Tnico Oriental, o qual ae attem e adhere firme,
mente as raizes do cabello, dando cor e nutrimento
em abundancia aoa tuboa, aasegurando por eate
modo uma magnifica cabelladura, evitando ao mea-
mo tempo a apparencia prematura daa cene.
;.Agentes em Pemambuco, Henry Foretor&C,
ua do Commercio n. 8.
Doa devota* que teem la festejar a
Itaaleae *J. anala le eiaraatko
erecto na eaeella ae Sanio Ama-
ro daa *atlita* em masa do cor-
rate auno.
Juizea por eleicao
O Illua. Sr. Mano I Goncalves Agr
Juiza por eleicao
A Exms. Sra. D. Maria Machado Ramoa, filba do
lllm. Sr. Maneel L. Machado Ramos
Juiea protectores
Osl!luia.Sre.:
Dr. Manoel Clementino de Barros Carneiro
Dr. Felippe de Figueira Faria
Manoel Roberto de Carvalho GuimarSee
Manoel Alvea Lopea
Francisco Joaquim Machado
Arthur Heraeiito de C. Guimarea
Antonio Lopes da Silva Campos
Antonio Muniz de Asevedo Furtado
Frederico Magalhea da Silva
Affouao de Souza Mello
Francisco Machado da S. Lina
Marcos Jos da Silva
Juiz 18 protectoras
Aa Exmas. Sra*.:
D. Alexaudriua de Figueiredo
D. Anua Moreira Pinto
D. Anna Vellezo da Costa Lima
D. Anna Barbosa de Oliveira
D. Elvira doa Santos Medeiros
D. Eliza Amelia Barbosa
D. z.ibel de Carvalho GuimarSes
D. Julia de Britto
D. Laura de Souza Mello.
D. Leopoldina Amelia Pereira de Britto
D. Maria do Carmo Carneiro de Lvra
D. Maria Izabel Cavalcante da Albuquerque
D. Maria Francisca Antunes Ferreira
D. Maria da Conceicao Gomes Pessoa
D. Maria do Carmo Gondim Favores
O. Maria Isaura Ribeiro de Carvalho
D. Maria Emilia da Silva Braga
D. Maneta Botello de Audrado
D. Rosa Maria de Souza Vianna
D. Reaina Etelvina Freitaa
Juizea por devocao
Os Illms. Sra. :
Alvaro Affooso de Oliveira
Augusto Botclho de Andrade
Augusto Jos da Silva Ribeiro
Jos Candido Fonseca Medeiros
Pedro Alexandrino Machado Jnior
Arthur da Costa Lima
Eutiquio de Albuquerque Autrau
Luiz Tranquilino Alvea da Silva
Leopoldino Abilio de Oliveira e Silva
Diniz t*. Faulinu dos Santoa
llenriqu Marii I'ahneiri
Manoel Joa da Cnnhc Port 1
Ssbastio Lucio Mergulho
Juizaa po.- devo^o
As Exmas. Sraa. :
D. Maria Amelia da Silva Braga
I). Maria Amelia de Britto
D. Maria Jesuina Rodrigue
D. Elvira de Vasconcellos Gal vao
D. Anna Amelia Pereira
D. Constanca Oliveira
D. Amelia de S e Souza-
D. Anna Mendes Bastos
D. Petronilla Maria da Conceicao Ramoa
D. Lenidas Pires Alvea Ferreira Coelho
D. Franc8ca Augusta P. doe Santos
D. Joanna Augusta de Medeiros
:). Lydia Americana de Fieitas
D. Senhorinha da Silveira Barros
D. Lu za M.reir Pinto
D. Clementina Delsnite da Silva
D. Rita de Casaia Funs< ca da Medeiros
D. Maria Augusta Nogueira
D. Maria Bemvinda Laura de Magalhea
Mordomos e mordomaa todos os devotos e devotas
do Glorioso S. Goncalo.
A coramisso
Agoatinho J. Bezerra
Heleodoro J. da Silva
H. Magalhea Silva
Arthur Regadas
Domicio de Carvalho
Julio Augusto dos Santos.
C.D.F.
Espectculo de S Je Fcvereire
B0CE1TA
Menaahdadea de 52 aocioa 156*000
Sete duplicataa a cinco socios 21*000
Somma
DESPEZAS
Pago a Marcellino Cleto
dem a D. Honorina F.
dem alnguel do tbeatro e Luz
Idom a Antonio Ferreira, gazinta
dem a Zozimo da Silva, porteiro
dem a Alfredo J. Ferreira, machiniata
dem a Tito Livo, ponto
dem a Julio Tito, contra-regra
dem o Jornal do Red/e
dem a Hermenegild 1 da Silva, cabel-
reiro
dem a J. J. A. d Albuquerque (bilhe-
tea)
dem a Libanio Lopes
Commissao do continuo
Dficit pago pelo theaoureiro
177*000
50*000
40,5000
64*000
5*000
8*000
101000
lOOOO
11*000
5*400
5*000
5*600
11920
17*100
233*620
5Ui'i20
Deixaram
cioa.
de pagar auaa mensalidades 22 ao-
O theaoureiro interino.
S. L. G.
O corpo medico de Paria acolheu benevolamc:i
te o vinho de eztracto de figado de bacalho ; a
aua adminiatraco fcil coliocou-o entre aa moa
de tedas as mais; a aua aeco prompta e podero-
sa tornou o precioso para oa anmicos e para oa
individuoa cujo aangue ae acha viciado pela tubr-
culos?, escrfula e rachitismo; a aua dosagem per-
feita assegurou-lhe nm lugar doa maia nonrosos
na clasae dos agentes therapeuticos, cuja efficacia
indiacntivel satisfaz ao meamo tempo ezperien-
cia e ao raciocinio.
(Tribune Mdioule.)
C, Hcckmann
Usinas de cobre, tatao e brtnze e de
m
Golitzer Ufer n. &. Berlim S. O.
EspeealldtMle:
Constrae^o de machi-
mas e apparelhos
parafaoncas de aasucar, doatillaQo>e e re-
finac5es com todos os aperfegoamentos
modernos.
INSTALLAgAO DE:
Engenhos de assucar completos
Eatabeleci monto filial na Ha vana sob a
mesma firma de C. Heckmann.
O. o S\ I^i 1 tio n. 17.
Laicos represenlanles
Haupt Gebru'der
EIO PE JANEIRO
Para informacSes dijamse ai
Pohlman &C
Raa 3o Comino 110 .
----------------------
Coflullorio lucdico-eirurglcd
O Dr. Esteva Cavalcante de Albuquerque con-
tinua a dar consulta* medren cirurgicas, na ra
do Bom Jess n. 20, 1 andar, de meio dia As 4
horas da tarde. Parase demais consulta visi-
tas em aua residencia provisoria, ra da Aurora
n. 53, 1 andar.
Na telephonicoa : do conealtone 95 e residencia
136.
Especialidades Partos, molestias de crean,
cas, d'utero e sena annexoa.
CoIIegio de Nossa Sc-
nhora da Penha
Este esHeeji eet funecionendo ra da Auro-
ra n. 19, 2o a 3 andares.
niiUlro
A' Exc. a Mr. conMeihelro
da Juwtu-n
Chegando ao meu couhecimento, que alguem,
quem nao tem agradado a modo legal, pelo qual
diatribuo a justica no termo de Bom Jardim,
onde exerco oa cargos de juiz municipal e orphoa,
procura d'ahi arredar-me, pedindo em meu noma
remocao para outro termo, (como j tem aconteci-
do com outroa) veuho pelo presente declarar que
ou ser falaa qalquer petico que aemelhante
reapeito fr, ou tiver sido presentada com a mi-
nha assignatura.
Bom Jardim, 1" de Marco de 1886.
Vicente Pereira do Reg
Dr. Cenpra Lbb
MEDICO
Tem o aeu eacriptorio a ra do Mrquez d.-
Olinda n. 53 daa 12 e 2 horas da tarde, u dcsta
hora em diante em aua residencia ra da San
ta Cruz n. 10. Especialidades, molestias de se-
nil iras e eriancas.
Advogado
bacharel Jeronymo Materno Pereira de Car-
valho, fendo d'izado o car substituto
feitoa da fazonda, advoga neata capital c fora
della e tem aeu eacriptorio ra Duque de Caxias
n. 55, onde pJe ser procurado das 10 horas da
manila s 3 da tarde, e fra O'eatas em aua reai-
dencia ra de )..mingos Theotonio n. 39, a
qnalquer hora.
Factos e nao palavras
Aos que se desejam tratar sem comprrmetter a
saude com preparados mineralgicos.
Neata typographia e na ra Direita n. 43, 1.
andar vende-ae tinturas homeopathicaa para ino-
fensiva cura das seguintea molestias : asthmatic
ainda mesmo bronchitico; eiysipela, cnxaquecas ;
intermitentes (aem o emprego do fatal quinino);
toase convulsa, falta de menstruuJo ; cmaras de
sangue : estericos ou metrito ; dorea de dentea ou
ucvralgiae, metrorragia ; vermfugos, dentico o
convulsea daa crianzas ; tudo manipulado de her-
vas do paiz.
Assim como tratam-se escrofulosos em qalquer
grao e gommatoaos.
Parios, nuestias tte ires e
i
Dr. Silva Brito, medico clnico do Maranho
tendo praticado u'tiinaincnto nos principaba hoa-
ditaes de Paris c de Vieuna d'Auatria, onde dedi-
cou-8e :specialiucntc a partos, moleatias de mu-
lhcres i! de eriancas, offerece aeus servisos ao rea-
peitavel publico desta cidade, onle xou sua resi-
dencia.
Pode aer procurado do nvio dia s 3 horas da
tur .lo. n i seu eonsultorin rut ^rga do Rosario
n. 26, Io andar, e em ouira qualqutr hora do dia
ou da r.olte ra da Imperatriz n. 73, sua reai-
dencia.
-------------soBeei--------------
OCULISTA
Or. larrelo Sampaio. medico eculis-
ex-chtie de clnica do Dr. de Wecker, d cnsul
tas de 1 a 4 horas da tarde, na ra do Barao
da Victoria n. 45, segundo andar, excepto nos d s
mingos e dias aanctificadoa. Residenciara df
Riachuelo n. 17, canto da ra doa Prea.
CMMN.4
Pernambueana de Kavegaeo
Caleira por vapor
Oe aenhorca acciomatas ao couvidndoa a ae
reunirem na ade da coinpauhia no dia 18 do cor-
reate ao-meio dia, afim de Ihea aer aptxsentado o
relatono I balauco da companhia do anno prximo
findo, e bem aaaim elegereui o presidente a secre-
tario da aaaembla geral, commissao de exame de
eontas e conselho de dirocio.
Recife, 2 de Marco de 8i>.
Manoel J. de Amorim.
W. W. Robillard.
I'. P Saandera Brothera & C.
________ Ailhur B. Dallaa.
Club ioteraaciooal de
rega
De ordem do Sr. presidente, eouv.do aos mem-
broa da direcro dcste club o r.oa patroea daa
embarcacoea de aua propried ide, para uma reu
nio que nevera ter lugar uo dia 13 d < corrate,
s 7 horas da noite, na ade do mesmo club. O fim
dcsta reuaio resolver ae o club deve tomar
parte na regata que vai dar o Club PTnambuca-
no no dia 25 d.i corrente, para o qual fui i ate club
convidado. Recife, 9 de Majco de 1886.
Joaquim Alvea da Fonseca,
Secretario.
IRMANDADE
DO
Menhor Bom Jess des Afflietos
crela na Igreja de 9. lose de
Riba mar.
De ordem da mesa regedora, convido a todos oa
noj joa irmos que estiverem uo goao de seua di-
reitoa, comparecerem no domingo 14 do corrente,
pelas 10 horas da inanh, em o noso 'naiatorio,
para reunidos em asse.nbla i m-a ,;> al. proce-
der-ae a elei?o daa. vj^s i hiiwwH uneciona
rioa existentes na actual mesa regedora e outroi
aasumptos a bem da noaaa irmandade.
Consistorio, 11 de Marco de 1886.
O eacrivo,
M. S. Costa Jnior.
Arsenal de guerra
De ordem do lllm. Sr. major director, distribne-
ae coaturas nos dias 12, 13 e 15 do corren e mez,
s costureiras de na. "40l 47.'}.
Prewne-ae que aoffrer a multa de 5 0/0 toda e
qalquer c03tureKi que exeeder do praxe de 15
dias com suas costuras, salvo se apresentar docu-
mentos que justifiquem easa falta.
Previne-se mais que a se entr?gar costuras
4a proprias costureiras, ou salvo poeim autorizan-
do por escripto pessoa de aua confianca.
Secco de costuras do arsenal de gnerra de Per-
uambuco, 11 de Margo de 1886.
Flix Antonio de Alcntara,
Alferea adjunto.
Estrada de ferro do
Bonito
Sao convidadoa oa aenhorea accionistas desta
empreza para nm -i ':"!... :i te*4 lugar no dia
18 de crreme, ao meio da, ra do Bom Jess
n. 19, afim de se deliberar acetre o que dizem os
SEGUROS
MARTIMOS CONTRA VOCrO
Companbia Pheoix Per-
nambueana
finado Commercio n. 38
Prolongamento da Es-
trada de Ferro de
Pernamduco.
De ordem do Ulm. Sr. director engenheiro chefa
faco publico que a contar de hoje (11) ficam eaca-
belecidoa neate prolo .gamenta doua trena de carga
por sena na, as torcas e sextas teirae conforme a
horario abaixo :
C. 1. .
EstaeSes
Una.
Catende.
Jaqueira .
Marayal
Barra .
S. Benedicto.
Quipap
Agua Branca.
Canhotnho.

sx>
-S
7.20
8.00
8 25
9.00
10.25
11.10
12 10
-3
s
0.30
7.25
8.05
8.30
10.00
10.30
11.15
11.58
C.
DE MA.NHA
Estacoes
arta. 3' da lei de 1 de Si vembrj
27 do r
de 1882, e 26 e
ompjtnhia de edifica-
fo
Communica-se tu* atahona subacriptores da
companhia de edificaeo. qu i deve aer realiaada
at o dia 20 do corrento a primeira entrada de 10
0/0 do valor de suas respectivas accoes, sendo o
jagamento n alisado no London Brasiliau Bank,
limited, em cunprimento do que prescreve o art.
30 da lei n. 3150 de 4 de novembro de 1882.
Faculdade de Direito
De ordem do Exm Sr. conselheiro director in-
terino, taco publico que em virtnde de ordem do
e Geoaietria, na ra doTisconde de Albu-"|Exm. Sr. ministro do imperio, expedida em tele-
gramma, foi adiada a abertura daa aulas para o
1 de abril prximo, devendo encerrar-3e a ins-
cripeo para os exames extraordinarios no dia 13
do corrente poi ser o dia 14 do niniro, e a matri-
cula para a frequencia das aulas uo dia 31 tam-
bem de corrente.
Secretaria da Faculdade le Direito do Recife,
12 de Marco de 1886.
Pelo secretario,
O official M. A. doa Passoa e Silva.
O bacharel Francisco Crrela
Lina Sobrinho
partecipa aos Sra. estudantes qus tem
aberto um curso de Arilhruetica, Algebra
querque antiga Matriz n. 7,
Oculista

Dr. Ferreira da Silva, con-
sultas das 9 ao meio dia. Resi-
dencia e consultorio, n. 20 raa
Larga do Rosario.
Medico partelro e operador
Consultorio ra Duque de Caxias n. 59
Io andar
Resilla m U Paysi 115
CHAMADOS POR ESCRIPTO
C. D. F.
ASSEMBLE'A GlRAL
Segunda-feira 15 do corrento, havcr acsso da
assembia geral para prestaco das eontas do ul-
timo espectculo.
Rodolpho Peona Forte,
2. Secretario.
Canhotnho.
Agua Branca.
Quipap
S. Benedicto .
Barra .
Marayal
Jaqueira
Catende
Una. .
Secretaria do Prolongamento da Estrada de
Ferro de Pemambuco e Estrada de Ferro do Re-
cite a Cmara, 10 de Marco 1886.
O secretario interino,
Francisco Gomes de Araujo.
Mana Casa da Misericordia do
Recife
A lllm junta administrativa desta santa casa
contrata com quem melho-cs vantngens offereeer,
os fornecimentos dos gneros abaixo declarados,
para o conaumo doa estabelecimentos seguintea,
durante o trimestre de abril junho, do corrate
auno :
Hoapital Pedro II, dito dos L: zaros, dito de
Santa gueda, Hospicio de Alienados, Cioa doa
Expoatoa, Aaylo de Mcniicidadn e Collegio daa
Orphs.
Aletri i kilos
Arroz idem
Agurdente litros
Azete de Oliveira idem
Araruta kilos
Aasucar do 1 2* e 3* sortea e
18'
EDITAES
Juizo dos Feitos da Fazenda
Nacional
Eacrivo Reg Barros
Perante o Sr. Dr, juiz substituto dos Feitoe da
Faaenda Francisco Alves da Silva no dia 19 do
corrente mez de Marco pelas 11 horas da manh
depois da audiencia se vender em praca publica
oa bena seguintes : uma caaa terrea situada na es-
tacio do Caxang n. 3, Ifreguezia do Brejo), per-
tencente a Francisco Glon^alves Torres, avaliada
em 2504000, um moinho de moer caf, avaliado em
34000, duas carteiraa de amarello, avaliadas por
10*000, quatro tuzas v.lhas de cobre avaliadas
por lOJOt), um dito pequeo avaliado por 24000,
um torrador de cat, avaliado p;r 14000, um de-
posito de madeira, avaliado por 54000, uma pe-
quena armacao de amarello com oito comparti-
mentos, avaliada por 204000, um balcao de pinho-
pi ntado, avaliado por 34000, uma pequea cUrteira
para cima de balcao, avaliada por 1(000, uma
batanea grande com bracos e correntes de ferro,
avaliada por 104000, uma balanca pequea para
balcao, avaliada por 24000, seis pesos de trinta
kiloe cada um, um de vinte, um. de qunze, doua
de dez, doua de cinco, um de doua, um de um at
cincoenta graimnaa, tudo avaliado em 204000,
nove tabeas da amart-il.., avalladas por^ 184000,
quarenta a aete quartos de barrica, avallados por
94000, uma cacada avahada em 14000, quatoize
macos de papel de embrulho, avallados por 14400,
tudo pertencente a firma Costa S C. penhorados
para pagamento da Fazenda Nacional c custas
Recife, 9 de Marco de 1885.
COVI'H % FOCiO
Diortb British & Mercanlile
CAPITAL
t.-OOO.OOO de libras sterllnas
A GEN TES
idomson Howie & C.
CONTRA FOGO
The Liverpool Hondn AGlob
n.

DECLABACOES
Club de Regatas Per-
nambueano
Seg nda regata
De ordem do Exm. Si. D.. presidente, convido
as peasoaa que quizerem con.orrer regata que
ter Ingar a 25 do corrente, a vir.m ae inacrever
na ade dcate club at o dia 16, das 7 s 9 horas
da noite.
Secretaria do Club de Regatas Pernambucauo
em 6 de Marco de 86.O secretario,
Oacar C. Monteiro.
Club Imperatriz
Convida-Be aos aenhorea aocios para compare-
cerea domingo 14 de Marco, s 11 horas do dia,
ra da Imperatriz n. 42, 1 andar, afim de ae
proceder a eleicao da directora e (ratar-ae de
negocios concernentes ao mesmo club.
(jompanhia de Seguros
martimos e terrestres
Estabeieclda em 1*55
CAPITAL 1,000:000$
SINISTROS pagos
At 31 de deiembro de l4
Martimos..... M.O:O0O$OOO
Terrestres,. 316:000$00
414 H u:t do I o ni inrelo
L.oadon and Brasiltaa 11 nb
Limited
Ru:. do Commerci1) n. 32
Sacca por todos os vapores sobre as ca
xas do mesmo anco em Portugal, sendo
em Lisboa, ra dos Capellistas n 75 N-
Porto, ra dos Inglezeo.
turbinad a kilos
Bacalho idem
Banha de poico idem
Batatas idem
Cha idem
Caf em grao idem
Carne seoca idem
Ceblas ""-^^ cento

vinc i litro
Feijo dem
Fuiuj !o Rio idem
G-az lata
Dito i.i- xplosive! idem
Mi i ha kilos
Mantei.a franceza t idem
Potassa idem
.'i'i e bolacha idem
Dito idem para o collegio daa
orphs em Olinda idem
Rap idem
Babia idem
Sal litros
Tapioca kilos
Toucinho idem
Velas de carnauba idem
Ditas stearinas macos
Vinho brauco litroa
Dito tiuto (Figurita) iden
Dito do Porto idem
Vinagre idem
As propostas deverao ae apresentadaa ni
24040
2404080
3(04000
2164001
240*00
2164000
1804000
1:6004000
5074000
2004005
48*000
(OMPANHL
Imperial
DE
SELROM contra VOCiO
_ KST: 1803
Edificios e mereadorimt
Taxas baixas
Prompto pagamento de prejuoa
CAPITAL
Re. 16,000:0004000
Agentes
BROWNS & C.
N. Ra do Commercio -N. i
de suas sessoec, em cartas fechadas, devidameate
selladas, ;.t as 3 horas da tarde do dia 16 da
c >rrcnte, declarando os proponentes sujetareta-ae
a uma multa le 5 0/0 sobre o valor total de fiar-
necimento. ao no prazo de tres dias nao compare-
cerem na secretaria da mesma santa casa, pas
aaaigaarem os respectivos centratoa.
Secretaria da Santa Casa de Misericordia, da
Recife, 10 de Marco de 1386.
O eecrivo,
Pedro Rodrigues de Souza.
Sania Casa de Misericordia do
Recife
Na secretaria da Santa Caaa de Misericordia da
Recife arrendam-se por eBpaco de um tres sa-
nos, as casas abaixo declaradas :
Ra da Moeda n. 45,
dem 'dem n. 49
Roa do Bom Jess n. 13, 1 andar
dem n. 29, loja
dem idem n. 29, 1- andar
Ra doa Burgos n. 27
Ra da Madre de Deus u. 1-A ,
Caes da Alfaudcra armazem n. 1
Ra do M irquez de Olinda n. 53, 2o
audar I
Ra da Guia n. 25
Becco do Abreu u. j, ioja
Ra do Visconde de Itaparica n. 24,
pavimento terreo, 1 e 2o andar, por 1:6004000
Ra das Calcadas n. 32 200400
Secretaria da Santa Casa de Misericordia d
Recite, 6 de fevereiro de 1886.
O eecrivo,
Pedro Rodrigues de Souza
Arsenal de Hartaba
De ordem do Exai. Sr. chefe de divisan, Jos
Manoel Picaneo da Costa, inspector deato arsenal
e eapito do porto desta provincia, faco pufcliea
que em observancia ao aviso do ministerio da
marinha de 22 de fevereiro findo, sob n. 270, re-
cele-sena secretaria desta inspeeco propostaa
em cartas fechadas, at o dia 20 do corrente, a
11 horas da maah, para a venda dos objectoa
bellieo?, depositados no Forte d) Buraco, pertea-
eenfep a esta reparticao, os quaes acham-se esta-
gados, t coustam da relaco abaixo :
Espoletas metlicas de frieco para artilheria.
Espoletas de percas ao para tubos de slgnaes.
Espoletas metlicas de percusso para prejee-
tis :oa.
Espoletas de madeira at vinte.
Espole'as de otad' ira at d.-z.
Espoletas de m:.0eira communs.
Cartuchos de papel embalados para nrabiaat.
Cartuchos metalicos para rewolver.
Capsulas fu i n-i na ntes.
rVgoete (>s.
Tubos de sigu
Cunheti s
Caxtneboe de enlibre 32 de 1 e 2 carga.
Cual i i com anuimos embalados.
Estativaa para f'oguetes.
Apparelhos para acee der tubos.
Secretaria da Inspeeco do Arsenal de Marinha
de Fernambuco, 12 de Marco de 1886.
O secretario,
Antonio da Silva Ateved*.
1 HIUMI I
I itctwi


Diario de PcrnambucoSabbado 13 de Marco d
1SS6





i


THEATRO
Domingo, 14 de Iar?o
Espectculo em favor do
nio do MlOtli
Representado pelo eorpo seenico da sociedade
lora Thflla
Representar-se-ha o drama dos costuuies portu-
gueses
Meslre Jernimo
Fazendo o socio benemrito THOMAZ E8PIU-
CA o papel de He*tre Jironjmo.
Seguir se-ha a poesa dramtica
Os voluntnos da merlo
recitada pela aetrii ROSA MANHONCA.
Terminar o espectculo com a chistosa come
dia em 1 acto
Alm do corpo seenico da Nova Thalia, tomam
parte grociosamente os distinetss artistas Lisboa
e Lyro.
Bonds para todas as linhas e trens pora Api pu-
cos e Olinda.
A's 8 1/2 horas. _____
THEATRO^
QUINTAFEIRA, 18 DO CORENTE
BENEFICIO DOS ARTISTAS
Adelina Castro e Affonso d'Oliveira
Extraordinaria novidade !
A esplendida peca nacional, estra dramtica
de um dos mais conhecidos polticos do Brasil.
Liberaes e conservadores
Preparase um graude festival artstico em des-
pedida d'aquelles artistas do sal do Impirio. Vi-
de programmas. -_________________
THEATRO
DE
VARIEDADES
NA
NOVA-HAMBURGO
i'stabeleciment estar, como seaipre, aberto
oestes dons das e franeo ao publico com suas ga-
lenas de diversos jogos pelos procos do costume
at a hora, que ao toque da Ineta annunciar-
se a compra da bilhetes em qualqaer das duas
portas.
Para cavalheiros e ocuhoras :
Camarotes superiores 8000
Varandas 1*500
Geraes para outros compartimentos do .
theatro, galerias e jardins 1*000
Premios
As 11 horas da coite de cada um dos bailes,
umacommisso de respeitaveis cavalheiros, far a
entrega de premios as dilectantes, que mais se
distinguirem nos bailes por seus vestuarios, deco-
ro e fina educaco.
Os premios estarlo expnstos na camarote da
commisso.
Havendo desaccordo quanto ao dilectante, que
mais merecer o premio, a sorte decidir quem o
deva receber.
Para manutencSo do rgimen do servico roga-
se aos senhores frequentadoros a fineza de despa-
charen rpidamente os empreados do BUFFET,
logo que sejam por estes servidos.
Qualquer reclamaclo rasoavel ser devidamen-
te attendida no BUFFET, sempre prvido dos me-
lhores
Cerneja
Caf
Sorreten
Lanrh
A regencia da orchestra ser ainda confiada ao
hbil professor o Sr. Antonio Martina, que
na entrega dos premios tocar o hymno da nacio-
nalidade que pertencor o dilectante premiado.
O estabelecimento estar prepaiado brilhante-
mente, embandeirado, e Iluminado gaz, giorno,
e fogos de bengala.
Pede-se ainda aos numerosos frequentadores
deste estabelecimento e ao publico em geral, que
mantenham toda s ordem e harmona, predicados
inherentes todas as pessoa be.11 educadus.
Fecha se o presente programla desta festa po-
pular com o grande e salutar principio de
Llberdade e ordem
COMPAXHIK DES HEKKtCiE
MES HARITinRM
LINHA MENSAL
0 paquete Congo
C'omniandante Ciron
E' esperado dos portos do
Bul at o dir. 25 do corrente,
seguindo, depois da demora
do costume, para Bordeaux,
tocando em
Dakar, Lisboa e VIgo
Lembra-sc aos Srs. passageiros de todas as
classes que ha lugares reservados para esta agen-
cia, que podem tomar em qualquer tempo.
Fas-se abatiuiento de 15 ',, em favor des fa-
milias composta de 4 pe asous ao munos c que pa-
garrm 4 pasmgens intoiras.
Por excepcao os criados de familias que toma-
rem bilhetes de proa, gotain tambera d'este abati-
mento.
Os vales postaes s se dao at e dia 23 pagos
da contado.
Para carga, passagens, encommendas e dinheiro
a frete: tracta-se com o agente
Labille
MARTIMOS
>j uipiu/ia
A' pedido geral das lozidasclasses
Commerelal
Acadmica
fornallstia
Industrial
Artstica
EPILOGO
crnavt 4* 1886
Com previa licenca da primeira autoridade po-
licial desta provincia, enjo >-cgulamento era como
sempre restrictamente observado, para'b^a regu-
laridade do servico e cummodian de seus fre
asaltadores, que com su a Exmcs. familias se dig-
narem annlantar os esplendidos
Sabbado 15
Domingo 14 de Marco de 1885
Prograninia
Este estabelecimento sempre prompto acudir
qualquer pedido justo do respeitavel publico, nao
pode deixar de conceder mais este, que lhe fez
grande numero de cavalheiros de nossa mais dis-
tincta e SELECTA sociedade para solemnisar o
encerramento do caraaval, que este aDno correo
brilhantemente, gracas s sensatas providencias
previamente tomadas pelas autoridades polieiaes.
S ter ingresso no theatro e jardins quem se
apresentar decentemente vestido e munido do rs-
pectivo bilhete.
Os camaretes e varandas to destinados as
Exmas. familias, que se dignarem concorrer aos
BAILES, cuja boa ordem e decencia serao como
fica dito, .rigorosamente mantidas.
(OMPOHIt HER\AMBICAV4
a de
Xavegaco costelra por vapor
PORTOS DO SUL
Macei, Penedo, Aracaju' e Babia
O vapor S. Francisco
Esperado dos portos cima,
voltura para os mesmos logo
que tiver descarregado e re-
cebido a carga que se achr.
engajada.
Para o resto da carga que
lhe falta, encommendas, passagens e dinheiro a
frete, trata-se no
ESCRIPTORIO
raes da Com panilla Peraamhn-
eana n. 1>______
Compah Bra> llelra de Vive
gaeSo a Vapor
PORTOS DO NORTE
O vapor Manos
Commandante 1- tenente Guilherme Wad-
dington
E' esperado dos portos do sul
at o dia 16 do corrente, e
v seguir depois da demora in-
"** dispensavel, para os portoE
do norte at Manos.
Para carga, passagens, encommendao valores
tracta-sena agencia
PORTOS DO SUL
O vapor Cear
Commandante o lS tenente Guilherme Pa-
checo
E' esperado dos portos do
norte at o dia 14 de mar-
co, e depois da demora in
dispensavel, seguir para
os portos do sul.
Recebe tarabem carga pa-
ra Santos, Pelotas e Rio Grande de Sul, frete m-
dico.
Para carga, passagens, encommendas e valores,
(rata-sena agencia
N. 46 RA DO COMMEROIO N. 46
Paciflc Sieam Navigation Ompany
STRAITS OF MAGELLAN LINE
Paquete Britanna
E' esperado da Euro-
pa ate o dia 14 do cor -
rente, e seguir para o
sul depois da demora
kio costume.
Para carga, passagens e encommendas e dinhei-
ro a frete tracta-se com os
AGENTES
Wilson Sons fc C, U mi te ti
N. 14 RA DOCOMMERCIO-N. 14
COMERCIO
fioiv coinmerclal de Pernam
>uco
Secife, 12 de Marc> de UM
As tres horas da tarac
'-Vace* offlaes
Apoliees da divida publica, de t 0/0, valor de
l:000J l:y0O0O cada urna.
AJgodao da Farabyba 1 serte, 7J250 por 15
kilos.
Algodo de Goyanna Ia sorte, TJ200 por 15 kilos.
Ha hora da bols
\ Ve-ideam-se :
9 apoliees da divida oublica de 6 0/0.
P. i. Pinto,
Presidente
Augusto P. de Lomos,
Pelo secretario.
SEDIMENTOS PBLICOS
Mes ce Marca de 18ot
itasd**De 1 11
'em d 12
^aBBDoaiADe 1 11
[dea i12
297;519#723
28;865|373
326:385,096
41:005*768
7:107^275
48:113013
Cm-u rovmciu>-" 1* 11 53:421*242
'1ecdol2 3--856;i52
Rscifb DaAWAoaDe 1 11
Tdem de 12
57-277/394
35:179 3:590,260
38:76*4860
DESPAUHOS de importar ao
[iata nacional Aurora II, entrado de
Mac4u no dia 11 do corrente, e consigna-
do a JoSo Paes de Oliveira, manifes-
Couros salgados seceos 07 a Carlos A.
Aranjo, 30 a Jlo Vctor Alves Matheus
& C, 30 ao consignatario.
Cera de carnauba 170 saceos a JoSo
Alves Matheus & C.
S.-U 15:000 litros ao consignatario.
Hiate nacional 7o3o Valle entrado de
Macu, no dia 12 do crrante, e consig-
nado a Manoel Joaquim Pessoa, manifes-
tou :
Algcdao 235 saceos a Gomes de Mattos
Irmlos, 26 a F. CascSo Filho.
Couros salgados seceos 28 a Gomes de
Mattos Irmlos, 61 a F. Cselo & Filbos.
Cera de carnauba 4 saceos aos mesmos.
Sal 12:600 litros ao consignatario.
DESPACHOS DE EXP0RTACA0
Em 11 de Marco de 1886
rara o exterior
Na barca ingleza Mito, carregou :
Para Hampton Rcads, J. Pater & C. 1,500
saceos com 112,500 kilos de Mamau maseav.do.
No lugar ingles SenlituU, carregou :
Para os Estados-Unidos, Borstelmann & C.
200 saceos com 15,000 kilos de assucar masca-
vado.
No gar norueguense Folkef'sten, carre-
gou :
Para o Bltico, Borstelmana & C. 325 tardos
com 58,495 kilos de algodo.
= No navio allemao Thomat, carregou :
Para Ilull, C. P. de Lemos 60,000 kilos de ca-
rocos de algodo.
Para o Interior
No lugar mteional Zequinha, carregou :
Para o Rio Grande do Sal, J. S. Loyo & Filho
400 barricas com 42,198 kilos de nssucar branco-
ro patacho nacional Padre Cacique, carre-
gou :
Para Porto-Alegre, P. Csrneiro & C. 15 sac-
cas cem 1,029 kilos de algodo e 50 caias oleo
de ricino.
No vapor francez Ville de baha, carre
gou :
Para Santos, II. Burle & C. 600 saceos com
36,000 kilos de assucar branco c 1,C00 ditos com
60.0J0 ditos de dito mascavado.
No vapor americano Finance, carregou :
Para o Rio de Janeiro, H. Burle & C. 1,100
saccas com 86,230 kilos de algode ; A. J. Gomes
1,000 saceos rom milbo.
= No brigue nacional D. Frcnciica, carre-
gau : *
Par o Para, M. J. Alves 80 duzias de vatsou-
ras de piassava ; B. Oliveira & C. 15 ditas idem
dem.
No hiate nacional D. Julia, carregou :
Para o Cear, P. Carneiro & C. 1,600 saceos
com farinha de iiiandioca. *
Para Aracaty, P. Alves & C. 23 barricas com
1,350 kilos de assucar mascavado e 15 ditas com
708 ditos de dito braneo.
No hiate nacional D. Antonia, carregou :
4uguste
9 RA DO COMMEROIO 9
flARGEllRS KFIMS
Com paiilila Fraaeeza de IVavega-
eo a Vapor
Linha quinzenal entre o Havre, Lis
ooa, Pcrnambuco, Babia, Rio de Janeiro e
Santos
Stmiei Ville de Periaiflco
E' esperado da Europa at
o dia 23 de Marco, se-
guindo depois da indispen-
savel demora para a Ba-
bia. Bao de Janeiro
e Mantos).
Roga-se aos Srs. importadores de carga p "los
vapores desta linha,queirum apresentar dentro de 6
das a contar do da descarga das arvarengai-. rjoal
quer reclamacao concernente a volumes, qud por
ventura tenham seguido para os portos do sul.afim
de se podercm dar a tempo as providencias neces-
sarias.
Eipirado o referido praso a companhia nao se
responsabilisa por extravos.
itecebe carga, encommendas e passageiro parb
os quaes tem ezcelleutes accomodacoes.
Augusto F. de Oiveira & i
42 -RA DO COMMEROIO -42
coMpniut pi:fi\naiti xt
DE
ftavegaco Costelra por Vapor
Fernando de Noronha
0 vapor Giqui
Kfwmm
Segu no dia 15 do
corrente, pelas 11 ho-
ras da manh.
Rece be carga at o
dia 14, e passagens at
as 10 horas da manh
ia da sahida.
ESCRDPTORIO
Ao Cae da Companhia Perrambucana
n. 12
BOYAL MAIL STEAH PU.kE
COMPANY
0 paquete Elbe
E' esperado daEuopa no dia
13 do corrente, seguindo
depois da demora necessa-
ria para
Macei, Bahia, Rio de Janeiro, Santos,
Montevideo e Buenos-Ayres
0 paquete Tamar
esperado
do sul no dia 16 de
marco, seguin io
depois da demora
necessaria paro
*. vTecBe. Lisboa, Vigoe Son
Ihainploii
s'ara passagens, fretes, etc., tracta-se com c
CONSIGNATARIOS
Adamson Howie & C.
3Roa do Commerclo3
Lisboa
Segu com brevidade o brigue portuguez Sobe
rano, recebe carga a frete: a tratar com Pereira
Carneiro & C, a ra do Commercio n. 6, Io an-
dar.
Para Mossor, E. C Beltro & Irmo 5 saceos
com 375 kilos de assucar mascavado e 1 barrica
com 85 ditos de dito refinado.
: -_ Na barcaca S. Luiz, carregou :
Para Macahyba, P. Carneiro & C. 1,058 saceos
eom farinha de mandioca.
a barcaca Espadarte, carregou :
Para Parahyba, P. Carneiro 4 C. 50 saceos
com farinha de mandioca.
Na barcaca Phenix, carregou :
Para Villa da Penha, P. Carneiro & C. 500
saceos com farinha de mandioca.
No cter Tentativa, carregou :
Para Macahyba, P. Alves & C. 25 barricas cm
1,750 kilos de assucar mascavado, 10 saceos com
750 ditos de dito branco e 5 ditos com 300 ditos
de dito refinado.
MOVIMENTO DO PORTO
Navios entrados no dia 12
Maco 5 dias, hyate nacional Judo Valle, de 108
tonelada*, mostr Francisco H. Canuto, equipa-
gem 6, carga varios gneros ; a Munoel Joa-
quim Pessoa.
Aracaty12 dias, hiite nacional S. Lourenco, de
96 toneladas, mestre Vicente F. da Costa, cqui-
pagem 7, carga sal; a Bartholomeu Lourenco.
Cap. Town (frica)-22 dias, lugar sueco Dido,
de 1% toneladas, capito E. H. Eruspon, equi-
pagem 7, em lastro ; i ordem.
Navios sahidos no mesmo dia
Bahia e escalas Vapor nacional Marinho Vis-
conde, commandante Jos Joaquim Cocino ; car-
ga varios gneros.
Bahia Barca ingleza Ethel, capito William
Soop. carga bacalho.
Montevideo Barca austraca Amato Gen'tore, ca-
pito G. Steffich, carga madeira de pinho.
Aracaty Hiate nacional D. Julia, mestre Manoel
F. de Aranjo, carga varios gneros.
Guato Barca norueguense Veranda, capito T.
Gumultsem, em lastro.
Cear Hiate nacional D. Antonia, mestre Vita-
lianoR. Picado, carga farinha de mandioca.
HamUiirg- Sne Hamer Kanlsc He
DaiDpfschifffahrls-GeselIschal
Vapor Hamburg
y
Espera-se de HAMBURGO,
via LISBOA, at o dia 20 do
' corrente, seguindo depois da
i de mora necessaria para
Rio de Janeiro e Santos
Para carga, pasaagena, e encommendas, tracta-
r?e com os
CONSIGNATARIOS
Borstelmann & C.
RUADO VTOARON. 5
1' andar
A agencia nao se responsabi-
lisa por fallas nos volumes, 24
horas depois da descarga da mer-
cadera.
United States k Brasil Maii S. S. C.
0 paquete Finance
LEILOES
O agente Silveira far boje leilo de urna mo-
bilia de junco preto, com encost de palha, e mais
diversos movis, espelhos, quadros, vidros, etc.,
ra de S. Bom Jess das Crioulas n. 3.
VAPORES ESPERADOS
Vie de Bahia
Manos
Ee
Finance
Britannia
Espirito Santo
Tamar
Hamburg
Mrquez de Caas
Orator
Ville de Pernambuoo
Bahia
Neva
Congo
Cear
da Europa
do norte
da Europa
de New-Port-News
da Europa
do sul
do sul
de Hamburgo
da Bahia
de Liverpool
da Europa
do norte
do sul
do sul
do sul
hoje
hoje
hoje
hojo
amanha
a 16
a 16
a 20
a 20
a 20
a 20
a 24
a 24
a 25
26
Espera-se de New-Port
News.at o dia 13 de Marco,
o qual seguir depois da de-
mora neccs3aria para a
Baha e Rio de Janeiro
Para carga, passagens, encommendas e dinheiro
frete, tracta-se com os
AGENTES
Henry Forster i C.
N. 8. RA DO COMMEROIO N. 8
1' andar
Pacific Sleam Navigalion
on.pany
Para facilitar aos
Srs. vir jantes que de-
sejareri assistir ex-
psito colonial de
Londres no corrente
anno, esta agencia fa-
r a reduepo seguin-
te. a principiar do 1.
de Marpo a 31 de Ju-
lho prximo futuro:
1.a classe, ida e vol-
tapara Inglaterra, bi-
lhetes vlidos por seis
mezes, 36:15:0 libras
esterlina .
AGENTI>
Wilson Sois & CMpy Liiltill.
.4Rua do Commccio--H
Para Maranho
Segu brevemente para o poi f > cima a bnr"a
i-'rtugueza Miuho ; para o rest i da carga trata
i com os consignatarios Jos da Silva Liyo &
Filho.
Para Hamburgo
Recebe carga :i frete a bares
brasileir* Nova Syr.:pathia ; a t; li-
tar com Baltar Oliveira Lisboa c Porto
A barca portuguesa Isolinn recebe carga a fre-
te ; trata-se com Silva Guimaraes & C. X ra do
Commsrcio n. 5.
Para o Para
E .esperado do sul nestes dias o lugar naciooa
Juvenal, e desde j engaja carga para o p. rt >
cima, a sahir cem brevidade ; a tratar na ra
do Marques de Olinda n. 6.
Rojal Mail Slean Packel
Compaiiy
Reducgo de passagens
Bilhetes especiaes se-
rao emittidos desde 14
de iiiar(o at o fin de
julho offerecendo faci-
lidades aos senhores
viajantes para visitar
a cxposifio colonial
em Londres, de 186.
Ida e volta de Pcr-
nambuco a Soutlianip-
on, primeira classe,
com o prazo de 6 me-
zes libras sterlinas 36,
150.
Leilo
Das dividas da massa de Monteiro da Cruz na
importancia de 78:366^889
O agente Briio a mandado e na presenca do
Exm. Sr. Dr. juiz de direito especial de commer-
cio e a requerimento do Illm. Sr Dr. administra-
dor, levara a leilo as referidas dividas constan-
tes a maior parte em letras, cujas podero ser
examinadas em mo do sgente.
Sabbado 13
As 11 horas
Ra do Imperador n 16
Grande leilo
De mov is, lougas, vidros e diversas cai-
xas cora bebidas
Sabbado 13 do correte
A'S 11 HORAS
No hotel Universo, sito ra do Com-
rnereio n. 2
Constando :
De 1 mobilia de Jacaranda mastico a Luiz XV,
com tiimpo de pedra, 1 piano, 2 ricos espelhos,
moldura de Jacaranda, 1 mobilia de Jacaranda, 1
grande guarda-lotiea, camas franeczas, 1 guarda-
vestidos, marquezoos, uiarquczas, sofe, cubijes,
qnaJios, jarros, loucas, vidros, 15 caixas com
cognac, 25 ditas com pimenta, 5 g'gas coin cham-
pagne, 1 caixas com frascos de cognac, 10 caixas
com ostras e muitos outros objectos que serio ven-
didos sem limites.
Em acto continuo
Aluga-se o referido predio cem giauies com-
modos proprio para hotel.
POR INTERVENQaO uo agente
Gusmo
Urna pessoa habilitada se offerece para co-
brancas, dando fiador de sua conducta; quem
precisar dirija-se ra da Ponte-Velha n. 118,
dt izando carta com as iniciaes E. S. S.
i2 Vende-se a taverna sita ra de Joo de
Barros n. 28, por sen dono precisar de tratar de
sua sade. _______
Precisase de orna cosinheira ; na roa do
Bario da Victoria n. 39, loja. ^^______
Aluga-se o 1 andar da casa n. 19 ra da
Penha. o 1 da de n. 18 ra Direita, o 1 da
de n. 66 mesma ua, o 1* da de n 35 tra-
vessa de S. Jos, o 1- da de n. 34 & ra estreita
do Rosario ; o 1 da de n. 24 ra do Aragao,
os terreos de ns. 26 ra Duque de Caxias, 41
ra do Kangel e a casa n SI i ra de Nunes
Machado, no Espinheiro, com buns commodos, e a
casa uo largo de Apipucos n. 19 ; a tratar na ra
do Hospicio n. '.'.
== Precisase de urna raulher- de idade e de
bons costumes, para tomar conta de urna casa
com duas criancas, lavando e engommando para
as mesmas ; e de urna cosinheira para duas pes-
soas ; a tratar na ra estreita to Rosario^ n. 26,
piimei:o aadar, das 7 s 9 horas da inanha e das
4 s 7 da tarde._________________
Boa occasiao
Vndese urna officina de calcados completos,
eom urna boa armacio, muito propria para prin-
cipiante, sita ra Direita n. 28 ; a tratar na
mesma. __________^^^^__________
Francs. Ingcz c heapannol
Lices e traduccoes pjr um jornalista parisien-
se, ra Nova n. 21.
Leilo
De casas e terrenos em Afogados, a saber :
1 casa terrea de tijollo e cal da ra dos Cur-aes
com porta e janella de frente e um terreno fo-
reiro com 4 metros e 20 centimetros de largura, 9
metros e 10 centimetros de comprimento.
Urna dita de taipa coberta de telba com qniu-
tal em aberto, terreno foreiro com 3 metros e 66
centimetros de largura, 7 metros e 10 centmetros
de comprimento.
Um terreno foreiro ra do Mocotolomb com
4 metroe e 3' eentiroi-tros de largura, 71 metros e
60 centimetros de comprimento.
Um dito i. ra de S. Miguel com as ruinas de
urna casa do tijollo o cal com 65 metros e 90 cen-
tmetros de largura e 73 metros e 60 centimetros
de comprimeu".o, dividindo pelo fundo com a trs-
vessa da Par.
Sabbado 13 do corrente
A' 1 hora da tarde
O agente Pinto levar a lei'.So por autorisacio
e em presenca do encarregado do Cansulado de
Portugal das casas e terrenos cima mencionados
pertencontes ao espolio do subdito portuguez Do-
mingos Martina Gomes.
O (er luga* nos Afogiidos ra do
uib em urna das referidas casas.
Tosinheiro
Precisa-! e de um cosinheiro na ra da Crux
numero J.
Portuguez e franeez
Lecciona-se na ra dos Pires n. 103.
18^000 7
Aluga-se o sebradinho do becco do Quiabo
(Afogadoi), com quintal grande e diversss ps de
fructeiras ; a tratar nr ra de Marcilio Das nu-
meto 10*5._________________________________.
Ama
Precsa-se de urna ama, boa cosinheira,, mas
que durina em casa de familia : tractar na ra
Duque de Ct xias n. 39, 2. andar. ______ _
Vina
Precisa-se de urna cosinheira para casa da pou-
ca familia ; a tratar na ra do Mrquez de Olin-
da n. 6.
Ama
Precsa-se de urna ama para cosinhar e lavar ;
na roa do Brun n. f 0, 2- an lar.
2. leilo
Das divinas activas na importando de
.'52:430^840 pertencentes a massa fallida
de Joiquim Fcrnira Campos & C, ser
\intlo de base a offerta de 2G0ji00O.
Sabbado 13 do corrente
As, 11 hora
O agento Gusmao, autorizado pir mandado do
Exm. Sr. Dr. jais de direito do commercio e com
asislcncia do mcsnio 'J a rcii'.L-rimento do admi-
nistrador, levar a 2> leilo as dividas activas per-
bncen'es a refer Ja massa fallida de Joaquim
Ferreira Campos & C.
Leilae
De uma cs-.ixa com bardados o fazen ir.s
avariadas
Sabbado. 13 do corrente
A's 11 horas
POR INTERVEN.. AO UO AGENTE
Alfredo (ramiares
Em sua sg' n ia .i roa do Bo'n Jess
ti. 45
Leilo
Agente Pinto
Sabbado 13, bs 11 horas em pone no trapiche
Conceico na Alfandcc!. cilaode duas. caixas com
folhinhas, 120 etixai com viabo SHtUnhael, sex-
tas de vime e outros artgos.
A' 1 hora da tarde, nos Afogados, leilito do ca-
as e terrenos do ixpol'o do finada Doitngos Mar-
tin James.
Leilo
De um importante predio de dous andares
e sotao, com grande acorumodacoes,
bom quintal murado, cacimba e arvore-
dos, tendo no andar terreo duas lojas
que s2o oceupadas por dous estabeleci
mentos, sito na do Marcilio dias n.
32, antiga ra Direita, e confronte tra-
vessa que vai para o mercado
Terga-feira 16 do corrente
A's 11 horas
Ne armazem da ra do Imperador n. 16
O gente Gusmao, autorisado por mandado do
Exm. Sr. Dr. juiz de direito da provedoria, e re-
qutrimento do inventariante dos bens de D. Per-
petua Uomes da Silva e autorisacao de outros
conseuhores, far leilo do impoitante | redio ci-
ma mencionado ; e para mais informacoes o mes-
mo agente dar.
Ama
Precisa-se de nma ama para cosinhar e com-
prar, e mais algum servico ; na ra do Hospicio
numero 17.
Caixeiro
Precisi-se de um caixeiro de 12 -14annos,
com alguma pratica de molhados ; na ra da Pon-
te Velha n. 77. ___
Criados
No colegio Instituto Acadmico precisa-se de
urna inuiher para tomar conti da roupar a e de
dous criados para servico interno. ^^^
Apoliees geraes
Duas apoliees geraes
do valor de un contos
de reis eada uma, quem
quizer annuntie para
ser procurado.
\\\
Uiijijnj
AOS 4:0001000
Mim HSAflUDOS
m Primeiro de Marfo n. 2?
O abaixo assignado tendo vendido nos
seus afortunados bilhetes garantidos 4
quartos n. 151 com a sorte de 1009000,
aiai de outras sortc-s de 32)$, 16$ o 8$, da
lotera (42.*), que so acabou de extrahir,
convida aos possuidores a virem receber
na cofonnidade d.i costume eem descont
a'gura.
Achara-se venda os afortunados bi-
lhetes garantidos da 8.a parte das loteras
beneficio ila raatrizdo Cajo, (43.a), que
se exraiiir terca-teira. JG do corrente.
FIIP
Inteiro 4,5000
Meio 2^000
Quarto l10O0
Su quantldfldc nj.ilor de IOO
inteiro 3^500
Meio 1,5750
Quarto &81b
Manoel MarHns Finza.
Das dividas do inventario de Gabriel An-
tonio de Castro Quintaes, da importan-
cia de 194:900,5906.
Terca felra, t do correte
A's 11 horas
O agente Gusmao autorisado por mandado do
Exm. Sr. Dr. juii de direito de orphaos far leilo
com assistencia do mesmo juiz, das dividas cima
mencionadas, cujo leitto ter iugir no armazem
da ra do Imperador n. 16, por occasio do leilo
de um predio ni ra de Marcilio Dias n. 32.
Os pretendentcs podero examinar o lista dos
devedores que se acha em poder do mesmo agente
AVISOS DIVERSOS
A fabrica Vendme precisa de officiaes de
cigarreiroSj_______________________________
Aluga-se na Jnqueira uma casa piarada de
novo, com commodca para familia pequen:, r> m
sota, quintal, banheiro, cacimba e apparelho ; a
tratar na ra do Crespo n. 25, loja de joias.
Pede-se aos abaixo assignados o favor de
virem ou mandar 4 ra do Mrquez de Olinda n.
51, a a-gocio que nao ignoram.
Jos de Aranjo.
Odilon Coeiho ds Silva.
Pedro Siqueira, d'Alfandega.
Arthur Dantas.
Luis Carvalho.
Jos Guimaraes, caixeiro do Loyo te Filho.
Frcderico Vieira.
Augusto Goncalves da Silva.
Manoel Antonio Carneiro de Araujo.
liara de Parlma
O Dr. Prxedes Pitanga.eejs filhos e seu concu-
n'iado Irino Coeiho da Silva, mandam resar mis-
sas na matriz da Boa-Vista, s 7 1/2 horas da
manha de 17 do andante, por alma de seu falle-
cido amigo o Exm. Sr. Bario de Parima, e para
esse acto convidam aos seus amigos e aos do fal-
lecido, para assistirem, agradecendo desde j esse
acto de caridade.

tusuKlo Frederico dos Santo*
Porto
lo anniversaejo
Alfredo Baptista de S, Engracia Porto 3ap-
tista de S, Julia Augusta .Machado Porto, Jjan-
na Augusta Machado Porto e Alfredo Machado
Porto, genro e filhos do fina io Augusto Frederico
dos Santos Porto, onvidam os parantes e amigos
para assistirem as missas que mandam celebrar
na matriz de Santo Antonio, s 7 horas da ma-
nila de 16 do crvente, 1* anniversario de seu fal-
lecimento, pelo que le confessam eternamente
gratoa ______
w
_tharina d- ndradLuncviJa os ami-
gos o prenles para assistirem a mises que manda
resar segunda fcira 15 do co-rente, stimo diado
fallecim'-nto do seu mui presado irtna<< fieremias
de Andrade Lima, is 6 horas d manh, no con-
vento de S. Francisco. ________
f
ff
]
I !


Diario de PernambucoSabbado 13 de Afargo de 1886

Tricofer
de Barry,
flranP-S!-
kz creacer o
CABELLO
anda ursino us caneen.
mal. rnlvns, bem como une
cura radicalmente
a TIHHA e a CASPA.
Positivamente impede a
ueda o o embranqnecimento
a CABELLO e era todos os ca-
sos o torna invariavelmentt
Kacio U-ilnante, Formoso t
Aban danto
Emusohamal.deoltentaaooo
O tora raaliT reno que ncnliun
muro preparado pura o cabello en
toe. mundo.
Agua Florida
de Barry.
DUPLA.
I Preparada segando a formal*
. original osada pelo inventor ne
I asno de 1829.
Tem duas vezes mais Fragrancia
que qualquer outra.
Dura duas vezes mala tempo.
E'muitc mais rica de perfume
mais suave.
E'muito mais Fina e Delicada.
Tem dobradaforca Refrescativn *.'
Tnica noBanho.
Fortalece ao Dcb'le ao Caneado.
Cura as Dores do cabeca o os dea
malos. |
E'muitissimo Superior a todaauu
outras .Aguas Floridas Acta"-,
mente a venda. -- -{
Desooberta Iniportaatissima,
?ur Oieo i Filado eBacato
COM
IODURETO DE FERRO,"
DE
Barclay & CompanMiui
Cnra ndicahaentc o com co-nirsncnoe pcorca casot;
de Phthiwc. Eacro4 natusno, r.n docncaa
da Eppinha I Ossos, asir-.
BsssnfGw ('. I do B 50 < do 1
e reslitue no c:r>o fatigado o 1
\ ifforc arredon;l;;t!-7 13 contornos. E" certa I
mente nma prende d* "uro Oleo de
Finado de Baca-: odarelo de
Ferrode Barcia-. New York. 4
Xaropf 3e Vida"
de R- arNo. 1.
DEPURATIVO E PURGANTE.
Este novo e admirare}, purificador do
sangue actna sobre^os^intestinon
o'ligado, os rins"e"apellen
G'ci.ra infalllvel contra a Debilldcde
Wervosa, as Dores de Cbeos* a Dys-
pepsia as Sezoes, econtra as deerv
cas de origem Miasmtica ou occa-
slonadas por desordena do flgado
ou pobreza e Impureza do angue-
M!
Este remedio precioso tem gozado da aeceifa
f.'.o publica durante cincoenta e sete annor, com-
cande-se a sua ioanutctuxa e venda em 1837.
Sua popularidade e venda nunca foro tio exten-
sas como ao presente; e islo, por si rnesmo,
offerece a melhor prova da sua eficacia maravil-
hosa.
Nao hesitamos a dizer que nao tem deixado
cm caso algum de extirpar os vermes, quer em
creancas que** em adukos. que se acharao affiic-
tos destes inimigos da vida humana.
Nao deixamos de receber constantemente,
attestales de mdicos em favor da sua eff:c.~.c:a
admiravel. A causa do successo obtido por este
remedio, tem apparecido varias falsificaces, de
serte que deve o comprador ter muo cu. Jado,
caminando o nome inteiro, que devia ser
yeraificc fle B. A. FAHNEST8CK.
Especialidades!
Tudo se vende pelo menos posaivel 11 !
Quem urna vez comprar saber !
4-LARGO DE S. PEDRO 4
Neste estabelecimento acha-sc sempre cx^osto
venda o especial licor de maracuj em ricas gar
rafinhae proprias para toilet composto de manga
bas c mangas o que ba de melho; neste genero.
No mesmo estabelecimento a cha se sempre um
grande sortimento de passaros e gaiolas de todos
os fabricantes, at proprias para viagens, pjr ter
cada nma cinco compartimentos.
Tambem se encontra diariamente espec:aes fru-
ctas maduras como sejam sapotis, sapotas, man-
gabas, maDgase outras fruetas, e se recebe qual-
quer encommenda pura embarque.
ft. DE URl'SINTTir
Sua lie Boi-Jfisus 1.18
(ANTIGA DA CRUZ)
Casa de commissoes
Grande e variado sortimento de amos-
Tas e catlogos de producg&ea da Alleraa-
iha, Franca, Inglatcra, Austria, Hespanha,
talia e Estado-Unidos.
N. B.~InformacSes sobre machiniamos
tgricolas, ditas para engenhos contraes
Bombas, etc. para incendios outras ni,
binas e utensilios
"pLULaS
3TerxiiQ-ixi.osa.s
JURBEBA'
BAKTHOLMEO a
Pharm. Pernamtiuco
Curao a Anemia, nore. branca.
Falta, de Menatruac&o,
I Dp bill'tad*aePobreza de .anruej
, Eacicrir a aig-iiatvire.
PILULAS
JURUBEBA
BARTHOLOMEOiC1
Phgrm. Pernambuco
ICurSo as SemSe. r todas as l"rt
Intermitiente..
IB ANNOS DE SUCCESSO!
Grande e bem montada oflicina de alfaiale
DE
>XziSir
assignatura.
rf?q*J%~t~:*~&y
RELOJOAMA
ALLEM
Praca do Conse-
lheiro Salda-
n b o Marinho
n. 4.
Antiga da Ma-
triz de Santo
Antonio num3
ro 4.
Tendo eu aberlo urna officina de relo-
joaria com o titulo cima, recommendo-
me ao respeitavcl publico para fazer
minha arte, como j prove como em-
pregado da relojoam regulador da
marinhaonde traba)bei os ltimos
dous annos, promello [>recos mdicos e
promptido.
Carlos Fuerat.
PEDROZA & C.
N. 41Ra do Raro da VictoriaN. 41
Neste bem conhecido estabelecimento, so encontrar urn lindo variado sor
timento de pannos, casemiras, brins, camisas, punhos, collarinhos, meias, gravatas,
tudo importado das melhores fabricas de Paris, Londres e Allemanha; e para bem
servireni aos seus amigos e fregu.zcs, os proprietarios destq grande estabeleciraento
jm na direccao dos trabalhos da officina habis artistas, e que no curto espaco de 24
horas, preparam tira toide roupa de qualquer fazenda.
Ra do Bario da Victoria n. 41
(PRKCOS SEM COMPETENCIA)
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Encino MarquesdeHouanda.
. '%od- c lwicccLAvi*tf JfRhpnmatiemf, t ancrr* Bobas lmpten6 I
etodafias molentiao qurlenhao sua origen
na impureza do tiangue devida a svphig
, SO MISA AStMTWt



Este i r.portante estabeleoimtnto de relojoaria,
fundado em 1869, est funecionando agtra ra
lar^a do Rosario n. 9.
O seu proprietano, encarr gado do rcgulamen-
to dos r elogias do arsenal de marinha, da compa
nbia dos trdbos urbanos do Recife Olinda e Be-
beribe, da do Recife Caxing, da estrada de
ferro de Carua da companbia ferro-carril de
Pernambuco, da assjciacao commercial beneficen-
te e da estrada de ierro do Limoeiro, cercado de
icteliigcates e habis auxiliares, concerta e fa-
brica qualquer peca para relogios de algibeira,
de pared, de tones de igreja, ebronometros ma-
rtimos (dando a marcha), caixas de mpsica, ap-
parelhos elctricos teleerapbicof.
O meamo acaba de receber variado sortimento
de relogios americanos que vende de 75 a 20J
para parede, mesa e despertadores de nikel.
Contina a exercer a sua profissito com zelo e
nteresse de que sempre deu provas ao respei-
t" vel publico e aos seus collegas, e vende forne-
cimento de qualquer qualidade.
Em frente de seu estabelecimento se acha col
locado um relogio, cojos mostradores tambem po-
derlo ser vistos pelos passageiros da f^rro-carril,
tendosempreaHORA MEDIA DESTA CIDAE,
determinadas pelas suas ooserva^oes astronorai-
oab. Ra larga do Rosario n. 9.
Antonio, da Costa Araujo.
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ABORSTORIO'^CNTRAl DETROOUCTOS^tOIClHACl
. MrJLOM0RA8.IUillTlS
!& Ra do Vsoonde do Rio B raneo
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ALBEKTO HENSGHEL & G
:;>IUA DO B4R40 D4 V1CT0BIA-32
O bem acreditado estabelecimento photographico allemao^ acaba ds augmen-
tar as saas galeras no gosto das mais sumptuosas casas d'este geneto, como de Paria,
Londres e Berln, onde o rcspeitavel publico encontrar os mais aperfeijoados trabamos
dlo systema mais moderno e mais apreciado.
Para dar mais impulso sua casa a assim melhor satisfazer as mas diffieeis
exigencias, acaba de contractar o eximio pintor o Sr. Ferdinand Piereck, chegado re-
centemente da C6rte do Imperio, onde adquiri grande nome, alm do bom crdito qHe
j gozou em 1877 quando aqui estere na mesma casa.
Roga-se s Exmas. familias e mais pessoas o obsequio de honrar com suas
visitas a este grandioso estabelecimento, onde existe urna magnifica exposicao de shas
prodceles artsticas e onde encontrarlo lhaneza no trato, perfeicao nos trabalhos e
raodicidade nos precos.
C. Barza,
Geien'.e.
Gabriolet
Ve c:e-e por barntissiino prt^o e (in muito bm
estado um cabriolct de d->us assentos, quatro ro-
das e i-.rreios para um cavailo ; a tra'ar na co-
cheira do Cundido, rita da R)da.
llfllt
Aos 4:0008000
DI!
m
CALLOS
-
O MELHOR E MAIS INFALLIVEL EX-
TRACTOR DOS CALLOS E A
MAYXARDIJiA
porque os extrahe completamente sein causar a
uiinima or. E' fcil de applicar, nao impede de
se andar calcado e tem o seu efifeito comprovado
por attestados insuspeitos e em numerosas appli-
ca^es qut- nunca falharam. S<5 verdadeiro o que
se prepara e vende na Drogara e Imperial Phar-
macia Diniz.
Roa do Uaro da vi<(oria a. 4 O
e casa do cosame
O abaixo assignado acaba de venac
en seus feliz es bilhetes quatro quartos de
n. cora a sorte de IOOjJGOO, e di /eraos
premios de 320000, 160000 e 80000.
O mesmo r.baixo assignado convida os
passuitiores virein receber na conformi-
dale do cstume, sem descont algum.
Achani-se venda, os felizes bilhetei
garantidos da 8.a parte das loteras
beaeflcio da matriz do Cabo (43*), que se
extrahir. terya feira, 16 do corrento.
Prceo* ,
Inteiro 40000 .
Meio -0000
Quarco 10OX)
en porco de IOO0OOO par;
cima
fjsteiro 35500
Meio 10750
Qa*rt 0875
Joo Joaqu:m ra Costa Leite.
i'stilhas Vcrmifugas
DE
X9CKDB.XD(NrGr.
As iinicis infalliveis e qae nao
repugnad) as mancas, diego 11
nova remessa e vende-se na
!caso de
i FABIi S06RINH0 & C.
FUNDICAO GERAL
ALLAN PATERSON C
N. 44-Rn i do BrnmN. 44
JUNTO A E? TAfAO DOS B0NDS
Tem para vender, por pre mdicos, as seguintes ferragens :
Tachas fundidas, batidas e caldeadas.
CrivafSes de diversos tamanhos.
Rodas de espora, idem, dem.
Ditas angulares, idem, idem.
Varandas de ferro batido.
Ditas de dito fundido, de lindoe modelos
Portas de fornalha.
Bancos de ferro com serra circular.
Gradeamento para jardira.
Vapores de forca de 3, 4, 5, 6 e 8 cavallos
Moendas de 10 a 40 pollegadas de panadura
Rodas d'agua, systema Leandro.
Encarrcgam-se de con?.ertos, o assentamento de machiuismo e executam qualqns
traballio com perfeicao e presteza
/Ja&fltvirn**
&U
Je m\m
57Rua do General OzorieS7
Deposito em Pernaintuco pharmacia da Hermes
de bouza Pereira & C, Successores
Bi Ho Harpez de OHa 121
Eu abaixo assignado, estabelecido ra do Hos-
picio n. 158, attestoque, soffrendo ha muito tempo
d callos em ambos os ps, o que me impossibilita-
va per veres de cuidar n^s meus affazeres com-
roerciaes, grabas ao preparado des Srs. DINIZ &
LORENZO proprietarios da IMPERIAL PHAR-
MACIA DINIZ, denominado-MAYNARDINA-
c.nsegui verme alliviado deste mal que atroz-
mente me incommodava com a applica^ilo do refe-
rido preparado.
Rio, 7 de Janeiro de 1885. Tliomaz Jo
s Yemande* de Maeedo.

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1^5^ Est
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Sem dicta esem modifi-
ca?oes de costames

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os especficos veterinarios
H0ME0PATHIC0S^:,:
^==DE HUMPHREY.
* Para a cura de todas as doencas de
Cavallos, Gado, Carneiros, Caes, Por-
ros, Aves.
Tem sido usado com feliz resultado pe:
Fazendeiros, Criadores de gado, Car-
ros-ferris, etc., etc.
Certificado e usado pelo Gorerno dos
Estados Unidos.
HTEnvia-se Folhetos e Cartoes gratis.
Dirja-se a
HUMPHREY'S MEDICINE C0.
109 Fulton St. New-Yorx. __
Eapoclflco Homeopathico de
HumplireyNo.28
Usado ha 30 annos. O nico remedio efficaz pus
Debilidade Neryosa.FraquezaVital
e jiT08traSo(por excessivo trabalho ou outras causas.
$1 por garrafa, ou cinco garralscj garrj&o de pos,
$5.00, uro amerirano.
, A'vbnda por todos os Droguis". as. Tamben-
cnvia-K pelo correo pelo preso do costume.
~" i-se a "Hnmphrejr, B.meopat Je
cine Co." 10 Fnlo'a I
Dirij
Med.
QUILL
EM
(SeS/denrdar.)
1 St. New-yja-i.
8ILK.
Estes
POS
dio ao Rosto
a bella alvura vapo-
rosa quo fez a rcputacSo
das Mellezu da Antiguida.
&m
L. PANAFIEU Cu
JPmri; ru* Rochechoumrt, 70.
3HHU$, I....II..IH1...I
w^^j&*m jw,8T-
Julgando ser de grande utilidade dos negociantes da
America do Sul, lerem los de se-: para-
do! em material mais leve do que sejar.: mrtieisde
po, estamos promptos a fomneer par-
ros de teda, retroz de teda e seda de bordrr, de
todas as cualidades, paepaadas em lancecer* de
papel ou de peonas como cima representada
TsJMsj todos os tamanhos de rio preto e mais de
cuinhentos coras.
, Dinjwea "Braintid AnMrttoosj Co."
6ai Marlcet Street, 469 BroadwaT,
Philadelphia, S. A. New-Yorkf U. S. A.
Kspeciif- s pr^ ^irados ha
maceuiico Eugenio u
k OoilaSldii
ipprv;.dos pelas jun:.._- I.ygiene 1^ Corte,
i Prata e academia de induaiiia de
Elixir de imbiribina
Ijrspeptieos, facilita Jigcs-
as cjeccoes difficies.
vinho ananaz t'-.-rrugiaosoe quinado
rara us cb!i>ro-aoeunCM, debella a li< pueinia
intertropieai, nconstitue os hydropicos benbe-

Xarope e ti .r rec ni:.' ndniie na bronchite, na hemop-
lysc a na i as.
Oleo du t'.iTUgiuo&o e cascas de
.ir. nj:is amargas
E' u pi parador da fraqueza do orga-
na tj-ica.
Piluias an!'> periodsaa, preparadas com a
prrritin, quina e jnborandy
Cura r -, aa febres intermitientes, re-
vTnho le juruboba simpiea 8 ta.nbiiu fer-
rngii "ii vinh > da caj
l'-:i luflaminaeOes do figado e baoo
agudas ou ebronioaa.
Vinho tnico de capilaria e quina
.3 parturicntea
B .-'.1.
: Francisca Manoel da Silva c C.
Viagens 10 cenln
abbsdoe, aa horas
paira I tamb por Iguarass e Lioyanna,
ii a tratar na ra 1 de
Marco u. 1, u iiecife. Viagens avulaaa coa qnal-
- parte a tratar no mes-
er.
RODA DA FORTUNA
200:000^000 ,
mm m mm
PRECOS EM PORCAO
Dezenas. ...... 10^1000
Vigcssimos > II000
EM RTALH0
Dezenas.....xIJ$60tf"~
Vigsimos..... I->S00
CORRE TODAS AS TERCAS-FEIRAS
38 ftUA JLAASJL 30 B8SJUBIO-38.


*. *'
Os proprietarios do muito conhecido estabelecimento denominado
MUSEU DE JOIAS
sito a ra do Cabug n. 4, communicam ao respeita^el PUBLICO que receberam um
grande sortimento de joias das mais modernas e dos mais apurados gostos, como tam-
bem relogios de todas as qualidades. Avisarn tambem que continuam a receber por
todos os vapores vindos da Europa, objectos novos e vendem por muito menos que em
outra qualquer parte.
MIGCL W0LPP & C.
N. 4 RA DO CABUG----N. 4
Compra-se ouro e prata velha.
I
TINTURARA
OTTO SCHIVEIDER
SCCESS0R
25 Ra de Malinas de Albuquerque 25
(INTUA III \ DAS FLORES)
Tinge p limpa com a maior perfeicao toda a qualidade de estofo, e fazend
pecas ou em obras, chapeos de feltro ou do palha, tira o mofo das fazendas;
traball o feito por meio de machinismo aperfeicoado, at hoje conhecido.
Tintura prcta as teryas e sextas-feiras.
Tinta de cores e lavagem todos os dias._____________
i
ai em
todo 3
.soa do inteligencia regular pal apprender tndo qne Be cha neata obra,
cmplar, enca.lerna.lo em panno, entregue franco.
'y'nu^to^nvT^ce^^j^^e'coTT^o, prestado-s a das menores denominacoes. Aoa
um pparellio completo daremos gratis um ejemplar do dito manual. A.narelkos pan Amadores
para cima. ^
Knviar-se Catalogo em Portnirne7: a qnrm qne o pedir-'
* .* h. t. AnrrHOxrr a co. sai bhoadwat mova-tobjc
la tspecir- de materia. ..liotograpUlcof Estabelesidoe ha mais de 40 auno, neste ramo d.
ne ooro-
e *10.o
negocio.
!
1
Ljiftri


6
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I


y
Diario PeriiambuctiSabbado 13 de Marco de 1886
Aoga-se barato
O 1-' e 2. Hiidarea da travessa do Campello n. 1
O arinazem do Bem Jess n. 17.
A can terrea n. 23 da travessa de S. Jos.
A. caaa da ra do Visoonde de Goyanna a. 79.
A eaaa da Baiza Verde o, IB Caponga
4 tratar no Largo do Corpo Santo n. 19,1* an-
ta*.
Aluga-se
barato a caaa terrea, caiada e pintada, ra de
8. Jortre n. 40, con 4 onartos, 2 salas, sotio, co-
inha fra, copiar, quintal a cacimba ; a tratar
oom Siquetra Ferraa & C, ra de Amorim nu
mer^ HS. ._______________
Aluga-se
a caaa terrea da ra Jas Trinche iras n. 22, a da
Palma a. 59, o 1' andar do sobrado ra daa
Larangeiraa n. 26, da treguezia.de Santo Antonio,
armazem da ra do Bom Jema n. 16, da fre-
uezia do Recite.
Ama paracoziuhar
Na ra do Bem-fica
sitio que fica em fren-
te da entrada dos Re-
medios, se precisa de
una mullier forra ou
e sera va para ama de
cozinha.
Ama de leite
N-. ra Je Paysand n. 7, taverna, precisase
de urna ama de leite com urgencia.
TNICO
/
PwaracSo de Productos Vegetaes
:XTINI0" DAS CASPAS
e outras Molestias Capillares.
JVIARTI NS^&~BASTOS
Pernatnbuco
E' pe chincha
Vende- ee un deposito de seceos em pequea
escalla, proprio para prinei iante e bem atrege
zado ; a tratar no mesmo, sito ao largo do Forte
numero 34
V ^
A LA REINE DES FLE'JRS
RamalMs Hoyos
L. T. PIVERjm PAIS
Mascotte -
PERFUME 1 NHETJR
Extracto de Corylopsis do apo
^ -W- i .'"-:
PERFUMES EXO'JSITOS
BMtqsat Zamora
. Cydorva da Chine
Stepuauxti d'AutLfauM)
Haliotrooe blsc fciardenia
Bouquet de l'Am
(BU u ivtiuo es irs, uto.

lm <-?)! ir EXTRA
3ptitoBna*j.i-iuc., -v-s Verfuimaras, Ptaurmacise a LaBeuerairoa nAsanca.
Papagaio
Ama
Precisa se de urna ama para cosinhar e com-
prar ; na ra do Viseondc de Goyanna n. 139.
Precisa-se de urna ama que saibi cosinhar e
fazer mais alguns serreos em casa de pequea
Sicilia ; a tratar na ra do Arage n. 14.
Ama
Precisa se de urna ama para cosinhar ; na ra
do Mrquez do Herval n. 2\>.
/%*
Precisase de urna ama para cosinhar para casa
de pouca familia : na ra da Impcratriz n. 34,
2 andar.
Ama
= No largo do Corpo Santo n. 19, segundo
andar, se precisa de urt>a ama boa coainhe^r* e
2ue eutenda de ngommado, durma em casa e d
ador de sua conducta.
Pede-se o favor ii queta tiver acbauo um papa-
gaio grande, manso, tallador, com um pedsco da
cf rrente presa no p, de o levar a rna Nova n. 51,
loja, que ser b.-m gratificado
Liquidado de chapeos para se-
nhoras
i ende-se pelos seguintesprecoa : de l# a 20
i n lina.
Duero lera?
ata* o prtla : compra si' < uro, prata e
liras preciucas, po uiaiur preco que em outra
ua.quer parte ; no 1 andar n. 22 a ra larga do
-tosario, autiga dos (uarleia, das 10 horas as 2 da
arde, dita uteis.
Precisa-se de urna ama cosinheira ; a tratar
na ra da Imperatriz n. 16, 1 andar.
25
Aluga-se urna casa terrea travesea do Prinei
pe n. 7 ; a tratar ra da Attrac,lo n. 12.
{}
Leonor Porto
Ra do imperador n. i.
Primeiro andar
Contina a execntar os mais difficeis
figurinog receidos de Londres, Pars,
Lisboa e Rio de Janeiro.
Prima em perfeico de aostura, em bre-
vidade, modicidade em precos e fino
gosto.
{}
&

Compra-se e paga-
se mais do queem ou-
tra qualquer parte bem
como
IIIOED A S
de qualquer qualidade.
Na ra o Imperador
ii. 32, loja de joas.
Julio Fuerstemberg.
0 restauran! italiano
ra daa Lnrangeiraa numero SO
convida aoa aru fxegneaes, i-onu sempre, aos
bons petiscos a goato e vontade das pessoas que
en'.endem d i.-te colmar., seus temperos de
tnanteiga e uo de banha de p orco.
Precos :
Um jantai com sopa, tres pratos, caf ou cha,
sob e mesa e vinho lOiO
Almoco com dous pratos, caf, cha ou leite,
pao, manteiga e vinho 1000.
Teudo todas as quintas feiras vatap, macar -
rao a italiana c ravioles.
Sitio no Arraial
Aluga-se o sitio mais fresco e bem localieado
do Arraial, com mnitas arvores de fructo, ptima
baixa para plantajes, tendo a cafa boas accom-
modHcoee e encauamento d'agua ; a tratar na ra
do Viseando de Albuquerque n. 92.
Caixeiro
Precisa se de um caixeiro que tenha alguma
pratica e que d conhecimento de sua conducta :
na travesea dos Pires n. 9, padaria (Genquity).
Engommadeira
Precisa-se de urna engommadeira que saiba o
offieio ; na ra Duque de Cimas n. 86.
Caixeiro
Precisa se de um c.ixeiro ; em OiiuU, ..o Va-
radouro, depoSto de assucar.
Agua de Vidago
Em quartoa e meias
Sobrinho 4 C, na
14. depositarios.
garrafa ; vendem Fari
to Mrquez de Olinda n.
Aos (lenles dos olho
s
Cura certa em 48 Loras das iulhuuucoH.a recen-
es do olhos, pelo eolyrio preparado por Jos
Pedro Rodrigues da Silva.
fimprega-se este poderoso eolyrio sempre com
grandes vantagens, as seguintes molestias :
Ophtalmiaa aguda;, purulentas e ebronicas,
oDJunctivites, etc., etc.
Deposito geral na drogara de Faria gobriafeo
c C-, roa de Mrquez de OliHca^arT Para in-
formacost, dirigirse U^rr industrial, ra
lo Baro da Victoria n. 7, ou residencia do
nutor, ru*f]a Saudade n. 4.________
Punas purgativas e depurativas
de Campanha
Estas pilulas, cuja preparacao puramente ve-
getal, tem sido por mais de 20 annos aproreitadas
com os melhores resultados as seguintes moles-
tias : affecces da pelle e do figado, syphilis,
bouboes, escrfulas, chagas inveteradas, rysipe-
las e gonorrhas
>4OD0 DE USAL AS
Como purgativa* : touj- se de 3 6 por dia,
bebendo-se aps de cada dze nm ponco d'agua
adocada, cha ou caldo.
Como reguladoras : tome-se urna plala ao
jantar.
Estas pilulas do inveucio dos pharmaceutiooa
Almeida Andrade & Filhos teem o veridictum doi
senhores mdicos prra sua melbor garanta, tor-
nando-se mais recommendaveis, por serem um se-
guro purgativo e d p.oca ilota, pelo qu podem
ser usadas em jjl1'1! |fba8n a venda na
drogara de Paria Sopjinho & C, ra de Mrquez
iie L/liuda u 41-
U abaixo firmado, mudando sua residencia desta
eap'itsl para a do Rio de Jaueiro, deiza exposta
venda sua pbarmacia ra do Rangel n. 48, e
para o que faculta poderes especiaes ao #r. Jos
Caetano Bapista des San toa estabelecido ra
do Crpo n. 7 (Gallo Vigilante), para vendel-a de
accordo com o pretendente, e bem assim receber
dividas que nao fo^am resga tacas. Recife,23 de
fevereiro de 86.
Joaquitn E. Cotia.
Compra-se
A Histori da Re-
tolu^o de 1848, pi lo
jDj^einbarg-ador Fi-
glieira de Vlello; no
criporio de^te Dia
rio, 2 andar predio n.
42 da ra Duque de
Caxias.
Jooepha Mara de Mello
Jo: Ildefonso de Mello, Alonso Jorge de Mello
e Joaqum Jorge de Mella Filho convidam os
sena amigos e paientes para ai&ist.rem as missas
que mandam rfsar segunda-ffira 15 do corrente,
stimo dia do fallec r.ento de sua presada mai,
Joscpha Mara de Melle, na motril da Boa-Vista
e na eapelja do cemitgrio. a B horas da manha.
Jun Pacheco de Meneaeat
Anna Rita de Albuquerque Memzej, Leobina
Mara de Albuquerque Menezes, Joc Abdizio
Pacheco de Menean, Maria Bernardina de Sena
Menezes, Manoel Vctor Ribeirc de Snuza, Joan-
na de Menezes Carvalho. desde j agradecem do
ivtiuno d'alma aos seus parentes e amigos que se
dignaram acempanhar o fretro de seu esposo,
pai, irmao e to sua ultima morada ; e de novo
convidam a lodos os seus parentes e amigos pan
assistirem a missa que mandara celebrar no sab
bado 13 do corrente, na matriz de S. Jos, s
7 horas da manha, eetimo dia do seu fallec-
ment.
IttjT aTirta le Carvallao
Lar 'i res
de ( cvl'o r|p Oonv
Mi i.ion-
. Alice
filhr. filhas, gen roo cuetos
o fiuado JobU in'3 iie ^aivulho, cordialmente
e d^naram an T?ipa-
nnar 6 sepnltni mortaea ; e de
novo copvn'ar e amigos para
' l .i de Santo
Antonio, a 8 hora da u.ahi do da 13 oe Mar-
C" 'le 1W6, attimo .;
16 600 ?CttMEHSA NACIONAL 16,600
A Ciuirn-Laraca ooisU'::; todos o
agrtidavel. e superior ao -Utos
te dit&lr
Lj di

etc.
FERRUGINOSO
O MBSMU
Bi.ixin
a feliz combihaco de un sal de ferro
.i quina. E' recommendado contra
a judreza do sangue a chloro-anemia, aa
onsequencias do parto, etc.
Par*. 32. ra aVu-ct. s as principa; f.'sirtiaciaa 4a fundo.
i l *.X X X X
EPiLEPSA
HYSTER
CONVLSES
MOLESTIAS
NERVOSAS
/
jm^-m
-^
Gura qiukJ sfim&vt
Allivio samar*!
NnM riA
INpeatiriwi era Pernambueo :
S0L5A0 NTI! ESf OSA
Laroyenne
- vtnd* em tnmus
nm, ?, Beulevard Denat, PAOS
PHARMACli. DU1EL
ir- as. a mvA o*.
GRAGEAS
deCopahlba, Cubtbi
atanh/a ferro, Bismutho |
ileatrio, Tcrenenthiaa, l'
FORTN
INJECCO
Hyglenica e Prasarvarfort
sam causar
accidenta algum.
Aa GRAGEAS PORTIN, lorio as primeiraa queobtiveram a approvaclo da Academim
de medicina (1830) e que adoptaram-ae uoa Hospitaes. Cnram aa owlestias secretaa,
mais rebeldes sem fatigar os estmagos mais delicados.
A INJECCO FORTN sempre recommenriada eomo o complemento da medicacSo.
Dai-' Mto *in Per0.*:nbuco : FU W M. da SILVA A G, e oaa prinolpaaa Parmaaaa.
PHOSPHATINA
Falires
PARA A
AIIMElTAQO RACIOlAL
Staafkff
Maes, Criancas, Amas,
Conoalescentes.
Este alimento, de un sabor agradavel, precioso
sobretudo :
Para as Maes, durante a gravidez;
Para as Criancas, na occasio de desinamal-as;
Para os Velhos e Convalescentes.
A PHOSPHATINA constitue o verdadeiro alimento
Crianzas alimentadas no seio ou na mamadeira. Nenhuma
Fcula, Conserva ou Pos ditos de alimenta5o para a infancia,
pode competir-lhe.
E a administrando fac do Photphato de Clcium, que fortifica aa
Crianzas durante o seu crescimento.
FABZZ, 6, Avenue "Victoria, 8, FABZZ
Wattarioa aa Ptrntmbuoo : FRAN H. da SILVA C'.
1 HIGINICOS para TCCAEOR da PELLE e para FAZER a BARBA
egsts jabonetes <" ,Mollazd^erfumadcs,
os mai* fnoa do Mundo sao excellsntes contra ai ATeccoes
da pelle e as Picadas
DE MOSQUITOS.
Oppondo-se a acc.ao (los Miasmas e Microbios do ar c das aguas
sio uucessarlos'contra as molestias contagiosas o epidmicas.
LEASE a br o chura explicativa
Exlje-se a Marca de Fabrica A/ MOliaB
nRDE-SE El TODA 1 F1BTE RAS DROGUERAS, PlaKIiCUS E PEfirDIlBUS
A. OUBERT. SuccEsor. Pharmaceutico de l'Classe
8, Ra des Lombarda em PARIZ
te
^
2 MEDICIHAES. crme d. bareges ^ fricqotes bmhos
Exlrarto Composlo
AflS
Escrfulas c todas as Molestias
provenin.Irsdelias:epara
DarVigo^ao Corpo
Purificar^ sangue.
Tr*^,. rfv Q, J.CYiatl*.lol K..1 laU-
Tnico
Oriental.
\// ^A
r
c b w w m TT JE
JOSEPH RRAUSE & c.
Acabam de augmentar o sen j bem cunhecido
importante estabelecimento rna Io
de mar$o n. 6 com mais
ni salo no 1 andar luxuosamente pepar-
rado e prvido de urna exposi*
{# *hm deprata do Porte ^ledn^late
dos mais afamados fabrieiifcg do
mondo inteiro.
Convida, pois, as Exilias, familias, sens nume-
rosos amigos e freguezes a visitaren.
o seo estabelecimento, afini de
apreciaren! a grandeza e bom gosto com qne
nao obstante a grande
despeza, o adornaran., em honra
desta provincia.
CHASEABERTODAS7 A'S8DANOITE
C O iW % i T B
Mas
a peca
L qudam o ^eguiote;
barato do que em casa dos
collejas
EsguiSes para catuisas e casaquinhos de senhoras a 4$ c 45500
Saias bordadas a 3)5, 4,5 e 5)5000 urna !
Camisas bordadas ppra senheraa a 5^500 o 35000 urna !
dem sem punhos, sem coilarinhos, para homem, a 425 a duza!
Meias inglezas superiores a 45 e 55000 a dita !
dem Dglezas para smhoras 45 e 65000, cruas de 16 por 12500? ?
Crochets guaruicaa completa por 85000 1
Damascos daas largaras para colxas a 25000 ocovado
Popelines brancas a MK) rs. o covado proprias para noivas.
Miriu5s pretos duas larguras a 15, 15200 e 15500 o covado l
Bramantes do Jinho luperior a 2)5000 o metro!
Lences de dito, panno de casal, a 25000 um !
Coberta de gaDga cretones, idera 35000 urna!
Ceroulas, superiores oordados a 165000 a duzia!
Cortes de meia casea.ira para caiga a 15400 !
dem de casemiras inglezas a 35 o 4000 um I
Cambraias Victorias e transparentes a 35200 e 35800 a pega!
Fichs para me amas a 15500 e 25000 um !
Cortinados bordados a 75 e 105000 o par !
Crinaldas evos para noivas a 105 e 15,5000.
Cretones superiores a 320 e 360 rs. o covado !
JRa Duque de Caxias59
dignos

bSBBB
GOTTAS REGENERADORAS
do Doutor SAMUEL THOMPSON
'Tratamento efllcaz contra todas as affecoOes provenientes do onfra-
quecimeuto dos orgios o do systema nervoso, ou das altrameos do
sangue Fraqrjza doa Kins, Baterllldade, Palpitarse, Enfrav-
| qneclmento greral, tongas Conraleaeon^aa. Este tratamento de ha multo, raoonliccldo
e recommendado como o malor regenerador do organismo.
O FRASCO : S FRANCOS iEU ntJM^IJk.) yj
Todo fraseo que nao trouxer a Marca te Fabrica registrada e a asstanatura^,^^/^
deve ser rigorosamente recusado.
VAKIS, Pharmacia GBX.X3T, ra Bochoi'houart, 39
Deposito em Pornambuco FRAM M. da SIL-VA & C*.
Unice fibriunt
dtfft
Producto
ELIXIR
TGRAS
de
(IHgertivo com Pepaina, niantase e ChMoruretot alcalino*)
CONTRA AS
MOLESTIAS do ESTOMAGO e dos INTESTINOS
Ou annos de successo demonstrarlo a superioridide deste medicamento para eicitar o appetite e fazer dioerlr. CUIU
DYSPEPSIA : VMITOS X DYSENTERIA
CLICAS ACIDEZ DO ESTOMAGO DIARRHEA
-^j E'o mrlhor reeonirtitiiiutr para as Perneo enfragitf.iaaa. |fr-
9A.-a.TL, Ph*, 9, ra Le PeleUer. lepssIUrlM ara Pemimluico : FBAM" M da BU.VA Ii O".

FAZENDAS BARATAS
Na bem condecida loja da rna Primeiro de
Marpo n 20
JUNTO DO LOIVRE
Grande aortimento de madapol3es de 4r>500, 5$l, 5^500, 6&, 6^500 6
70500 e 8^000
AIgod3e8 branco8, superiores qualidafles, de 4f>, 4^500, 50, 50500, 6$ a
60500.
Saperiores cretones de 320 a 500 o covaciu.
Batistes, lindro padrSes, a 200 e 320 rs. o covado.
Fustoes brancos de novos desenbos a 440 c 500 rs. o covado.
Cobertas de ganga, forradas, de dous pannoa i 30500.
Ditas de ganga cretone, bonitos padrSes, a 30000.
Lencoes de bramante, de linho de 20 a 40000 a um.
Ditos de algodSo de 1,800 a 20500.
Toalbas felpudas, de tamanho regular a 50000 a duzia.
Ditas grandes para banbos a 20000 urna.
Lenjos de algodo de 10800 a 20200 a duzia.
Ditos de lgod3o, rom barra, a 20400 a duzia.
Bricn pardo, ohiro, a 300, 400 e 700 rs. o covado.
Dito tn.acado, lona, a 10, 1->iOO e 1 2U0 o metra- >
Cortes de vestido de en-tono de 200 por 80000.
Guardanapos do linhj de 30500 a G-> a uzia.
Graade variedade de nnquinhas de 20 a 50000.
Meias cruas para homein a 50, G0, e 70000 a duzia.
Chambres muito bcoi preparados, para hornera, de 50 a 100000.
Casemira diagonal, preta e azul escuro, a 20500 o covado.
AlgodSo tranjado de duas largures a 10300 a vara.
Bramante de algodao, de qnatro larguras, de 10500, 10800 e 2000 avara
Dito do linho idem dem de 2$, 20500 30 o 40000 a vara.
Leques de papel, de lindos desenhos, de 500, 800 o 10000.
Merino preto e azul a 10400 rs. o covado.
Setinetas lisas de todas as cores a 440 rs. o covado
Velbutinas de todas as cores n 10000 o covado.
Mole8quin de cores, bonitos pao'ro s, a GOO rs. o covado.
Chales de algodSo a 10200, 10400, 10>,OO e 2000.
Guarda p de brim de linho pardo a 40, 50 e GJOlX).
Oxfcrd p.ra camisas, lindos padroes, a ;40 rs, o covado.
Oo6tume8 para banhos rio orar a <<0 e 100000.
Cortinados borjlados para cama e janellas 12, 14 e 160000 o par.
Grande sortimento de roupa feita para trab !h >po.
Enoarregamo-nos tambera de mandar fazer qualquer roapa para homein e
meninos, para o que temos um hbil offii ial o ura grande .do de pannos, brim,
casemiras, etc.
Quem precisar do algum artigo bom e barato, dever visitar de preferencia
este antigo e acreditado estabelecimento.
M Primeiro ie Marco 120
"k
rjHED



Diario de YernambocoSatbado 13 de Mar<;o e 1S86
r
N

j>
\
os 4:0001000
1:0009000
BILHETES GARANTIDOS
16-Raa do Cabug-16
Acham-se, venda os venturosos bilhe
tes gari-ntidos da lotera n. 43a em beneficie
da matriz de Cabrob, que ao eztrabir
na erja-feira 16 do corrente.
Presos
Integro 4000
Meio 2*000
Quarto 1*000
Mendo quantldade superior
a lo 0:000
Inteiro 3*500
Jeio 1*750
Quarto *785
Joaquim Pires da Silva.
UUIUI
Aos4:000S000
t*ra^a da independen
cia ns. 37e 39
A Revoluto
O 48 da roa Duque de Caxias, desejando ven-
der muito, resolveu vender fazendas por meaos
26 / de seu valor.
Ver para acreditar
Setias macaos, de cores, 1*400, por 800 reta
covado.
Mari posa fina de cor a 240 ris o covado.
Beoda a berta da China a 240 ris o covado.
Cretones finos nacionaes a 240 ris o covado.
Setmetos lisas e finas a 400 ris o covade.
Alpacas de cores a 360 ris o covado.
Linbos escossezes proprios para vestidos a 240
ris o covado.
Lcques Juannito a 800 ris un.
Lencos brancos finos do 1*200 a 2* a duzia.
Camisas de linho muito finas pelo preco dimi-
nuto de 30$ a duzia.
Cobertas (nadas a 3*800 ama.
Colchas brancas e de cores a 1*800-
Bramante de tres larguras a 900 ris.
Dito de quatro ditos a 1*200.
Toalhas felpudas para rosto a 4*500 a duzia.
Madapolao pelle de ovo, finiasimo, a 6*500 a
peca
Camisas para seubora a 2*500 urna.
Lucos de seda a 500 i is am.
Bedes hamburguesas de cores a 10* urna.
Ditos ditas brancas, com varandas, a 15* anta.
Cortes de casemira de corea finos de 41500 a
10*000.
Casemira fina de cores, intestada, a 2* o covado.
Flanella americana a' 1*000 ris o covado.
E mais urna iutinidade de artigos baratissimos
que nao deixar de comprar que os vir.
Probo
eriga
Vende-as em caa ae Matneus Austin & C,
ra do Commercio n. 18, 1- andar, da melhor
aalidade e diversas dimensdes.
Bois de carro?a
Vende-se dous bois muito bons e gordos ; a
tratar no caes 22 de Novembro n. 77, taverna de
Azevedo Maia.
Sitios no Arraial
Vende-se um ptimo sitio no Arraial, muito
perto da esta cao da Manga be ira de cima, com
quantidade de arvoret de fructo, baixa para plan-
tocoes, e com urna grande casa de pedra e cal;
assim como vende-se mais dous com casas de
madeira, em muito bom estado, e o motivo da
venda se dir ao comprador : a tratar na ra do
Visconde de Albaquerquen. 92.
Achara se a venda os feiizes bilhetes
garantidos da 43a, parte da lotera a benefici >
da matriz o Cabrob, qu 'xfrahir
no dia 16 de Marco.
Prec**
Silhete uiteiro 40000
Meio 2*000
Quarto 100
ln por^ao le toojooo p*t.
Bilheto ioteiro i*50('
Meio l*75C
.uarto 875
Aubmifi jLugwta lio* Vur Purtj>
Costumes de casemira
A ao* e 33*
Na aova loja da ra da Jmperatris u. 32, rece-
beu-sn uin grande sortimento de finissimas case-
miras inglezas ae cores claras e escuras, que se
venden por preco muito em eente, assim como das
mesmas se mandain lser costum*- por medida,
sendo de paletot sacco a 3'*O0O, < de fraque a
35* ; assim como de superior flanella ingleza de
cor azul escura, a 30* e 35*, e tamb.m das mes-
mas fazendas se manda fazer qualquer peca avul-
ea, grande pechincha ; na nova loja de Pereira
da Silva.
Casa de ranino
Aluga-se o sitio n. 9 da estrada do Bosariuho,
com casa para familia, com bons commodos, eaia-
da e pintada, boa agua, posto para vacci, e va-
rias fructeiras ; s tratar com Frederico Chaves,
no largo de Pedio II, 1- andar n. 75.
Fazendas Iracas
SO' AO NIIMESO
na da lmperatriz
65500
12*000
800
l*80o
500
1*500
800
1*280
208OC
1(800
400
200
regis-
Os abaixo assignudos, teudo adoptado e
erado a marca industrial como do desenlio bCima
ve conformidade coro as prescripcoes das leis em
igor declaram ao publico e particularmente aos
teus numerosos fregueses, que d'ora em diante
odos os productos que ahirem de sua botica le-
varo a dito marca como garanta de sua origem
legitima proceden:ia.
VENDAS
Vende-se a arroaco da casa de molhados '.
Praca de Pedro II n. 6. propria para continuar
com o mesmo negocio ou outro qualquer, na fre-
guezia de Santo Antonio ; a tratar na mesma.
" Vende se urna letra de 4.-800*000, de pes-
soa asss nobre e dUtincta, pela qunntia de 600*,
cuja letra est segura e bem documentada ; a
tratar na ra do Mrquez do Herval n. 23, loja.
Tambera se precisa alugar urna preta que saiba
vender na ra ; a tratar na mesma casa.
WHISKY
BOYAL BLEND marca VlADO
Este excellente Whisky Esce-sse* preieriv
ao cognac ou agurdente de canna, para fortifica
o corpo.
Vende-se a retalho nob u, ibcres armanct
molhados.
Pede BOYAL BLLND maree VIADO cujo ss-
me e emblema sao registrados para todo o Brar:
BBOWNS Ce C, agentes
AproveileiD
Vcnde-se por prejo mdico urna excellente ar-
maco nova, de louro e amarello, pintada, propria
para te vera ; para ver na ra Imperial n. 225,
e a tratar na ra do Hospicio n. 39.
Loj;
|a das estrellas
ua Duque
Liquida as segles fazendas
1*500 e
to rua da Inperatrlz lo
Loja do barataros
Alheiro e <_', rua da lmperatriz n. 40, ven-
dem um bonito sirtimento de todas estas fazendas
abaixo mencionadas, sein c jmpetencia de preces,
A SABER :
AlgodoPecas de algodozinho com 20
jardas, pe'.s baratos preeos de 3*800,
4|, 4*500, 4*900, 5ff, 5*500 e
MadapolaoPecas de madapolao com 24
jardas a 4*500, 5*, 6* at
Camisas de meia com hstras, pelo barato
preco de
Dias branc >s e cruas, de 1* at
Creguella franceza, fazenda muito enoer-
pada, propria para lencoes, toalhas e
emulas, vara 400 rs. e
Ceroulas da mesma, muito bem feitas,
a 1*200 e
Colletiuhos
Bramant" fraocez de algodio, muito en-
corpada, com 10 palmes de largura,
metro
Dito de linho inglez, de 4 larguras, me-
tro a 2*500 e
Atoajba in adamascado para tosihaa de
mesa, com 9 palmos de largura, metro
CretuiMs a chitos, claras e escuras, pa-
drees delicados, d 240 rs. at
Baptista, o que ba de mais delicalo i n
'nercado, rs.
Tu las estos fazendas baratsimas, na conhecida
loja de Alheiro & C, esquina do becco
dos ferreiros
Alenla* infestado pa-
ra leuvoes
A Oo ra. o 1*000 o metro
Vende-se na loja dos barateiros da i>oa-Vista
algodio para lencoes uiu so panno, com 9 pal-
mos de largura* 900. rs., e dito com 10 palmos a
lf 000 o metro, assim com* dito trancado para
toalhas-de mesa, com 9 palmos de largara a 1*200
o metro. lato na lja de Alheiro & C, esqaina
da becco o Ferreiros
MERINOS PRETOS
A 1*200, 1*400, 1*600, 1*800 e 2* o covado
Alheiro A C, rua da lmperatriz n. 40, ven-
dem muito bons merinos pretos pelo prego acuna
dito. E' pechincha : na loja da esquina do bec-
co dos Ferreiros.
Eapartllkoa
A 5|0O0
Na loja da rua da lmperatriz n. 40 vcnde-se
muito bons espartilhos para senhoras, pelo preco
de 5*000, assim como um sortimento de roupas
de casimiras, brins, etc., isto na loja da esquina
do beceo dos Ferreiros.
CASEMIRAS INGLEZAS
A 2*800 e 3* o covado
Alheiro & C, rua da lmperatriz n. 40, ven
dem um elegante sortimento de casemiras ingle-
zas, de duas larguras, com o' padrSes mais deli-
cados para costume, e vendem pelo barato preco
de 2*800 e 3 o covado ; assim como se eocarre-
gam de mandar fazer costumes de casemira a
30c, sendo de paletot sacco, e 35* de traque,
grande pech-ucha : na loja dos barateiros da Boa
Visto.
BRIM PARDO LONA
A 820 rs. o covado
Os barateiros da Boa-Vista vendem urna grande
porcao de brim pardo lona, por estar com princi-
pio de toque d oto, palo barato preco de 320
rs. o covado, grande pechincha ; na loja da es-
quina do becco dos Ferreiros.
Bordados m lOO ra. a peca
A rua da lmperatriz n. 40, vende-se pecas de
orda io, dous metros cada peca, pelo barato pre-
co de 100 rs., ou em cartao com 50 pecas, sorti-
das, por 5f, aproveitem a pechincha ; na loja da
esquina do becco dos Ftprreiros.
lisios de aetlneta a &OO rs o
eovade
Alheiro & C. rua da lmperatriz ven-
dem um bonito sortimento de fustSes brancos pelo
baratinho preco de 400 e 500 rs. o covado, assim
setinetos lisas, tendo de todas as cores a 500 rs. o
ovado ; na loja da esquina do becco dos Fer
reros
Camisas nacionaes
A **&.8*000e 8*500
32 = Loja a rua da lmperatriz = 32
Vende-se neste novo estobelecimento um gran-
de sortimento de camisas brancas, tanto de aber-
turas e p.inhoa de linho como de algodo, pelos
baratos procos de 2*500, 3* e 4*, sendo fazenda
muito melhor do que as que veem do estrangeiro e
muito mais bem feitas, por screin cortada* por
um bom artista, especialm'iitu camiseiro, tombem
ae manda fazer por encommvndas, a vjntade dos
freguezes : na nova loja da rua da lmperatriz o.
3,', de Ferreira da Silva.
Ao32
Nova loja de fazendas
** Rua da lmperatriz = 3*
DE
FERREIRA DA SILVA
Neste novo estobelecimento encontrar o res-
eitavel publie um variado sortimeuto de tasca-
das de todjs as qualidades, que .ae vendem por
preeos baratissimos, assim como um bom sorti-
mento de roupas para homens, e tombem se man-
da fazer por encommendas, p r ter um bom mos-
tr alfaiate e completo sortimento de pannos finos,
casemiras e brins, etc
fiuu para irnos
St-Raa da Imperasrl* -
Loja de Pereira da Bva
Neste estobelecimento vende-se as ronpas abai-
xo mencionadas, que sao baratissimss.
Palitots pretos dn gorgoro diagonaes e
acolchoadoi, sendo fazendas muito en-
cornadas, e forrados 7*000
Ditos de casemira preto, de cordo muito,
bem feitos e forrados 10*000
Ditos de dita, fazenda muito melhor 12*000
Ditos de flanella azul, sendo inglesa ver-
dadera, e forrados 12*000
Calcas de gorgoro preto, colchoado,
sendo fazenda muito encorpada 5*500
Ditos do casemira de corea, sendo muito
bem feitos 6*500
Ditos de flanella ingleza verdadeira, e
muito bem feitas 8*090
Ditos de brim de Angola, de muleskim e
de briso pardo a 2*, 2*500 e 3*000
Ceroulas de greguellas para homens,
sendo muito bem feitos a 1*200 e 1*600
ColWinli'.s de greguella muito bem feitos 1*00"
Ahhi i' ui'i um bom sortimento de lencos de
linh k de algodo, meias croas e collarinhss, etc.
Isto na loja da rua da lmperatriz n. 32
Riseados largos
n 900 ra. o covado
_ Na loj i da rua da lmperatriz n. 32, vendem se
riscadinlios prsprios para roupas de meninos e
vestidos, pelo barato preco de 200 rs. o covado,
tendo quasi largura de chito traneeza, e ass-n
como chitas brancas miudinhas, a 200 rs. o cova
do, e ditas escuras a 240 rs., pechincha : ns
loj o Pereira da Silva.
Fuatoen. etinelan e lsiabas a SOO
m, o covado
Na loja da rea da lmperatriz u. 32, vende-se
um grande sortimento de fustoes brancos a 500
rs. o covado, lzinbas lavradas de furto-cores,
fozenda bonito para vestidos a 500 rs. o covado,
e setinetos lisas muito largas, tendo de todas as
cores, a 500 rs. i covado. pechincha : na loj.
do Pereira da Silva.
Merinos pretoa a l#t ">
Vende-se merinos pretos de duas largaras para
vestidos o roupas para meninos a 1*200 e 1*600
o covado, e suoerior setim preto para enfeitas a
1*500, afsim como chitas pretos, tanto lisas como
de lavourea brancos, de 20 a 320 rs.; na nova
leja de i'ereira da Silva rua da lmperatriz nu-
mero 32.
Algodozinbo (ranees para lencea
a Ora., 1* e i**00
Na loja da rua da Impoiatrir. n 32, vende-si
superiores algodozinhos franceze com 8, 9 e 10
palmos de largara, proprios para lencoes de um
s panno pelo barato preco de *f00 rs e 1*000 o
metro, e dito trancado pa a toalhas a 1*280, as
sim como superior bramante de quatro larguras
para lencoes, a 1*500 o metr.i, barato ; na loja
do Pereira da Silva.
Houpu para meninos
A 4*, dfeOO e *
Na nova loja da rua da lmperatriz u. 32, se
vciHe um variado Bortnento de vestuarios pro
prios para meninos, sendo de palitosinho e calci-
nha curta, feitos de brim pardo, a 4*000, ditos
de moleequim a 4*500 e ditos de gorgoro preto.
emitando casemira, a 6*, sao muito baratos ; ns
oja do Pereira d* Silva.
Fazendas linas e nimias
* A.=
- B
Rua do Cabs;*
i Bastos A C.
(TELEPHONE 359)
Avisam as Exmas. familias que receberam de
Pariz:
Lindissimos cortes para vestidos com tecidos da
mais palpitante novidade como sejam: Etamine
com bordado a retrox, seda croa bordada a capri-
cho, Cachemire com enfeites bordados a fil
Moda 1886
Valentionne en ecorce d'arbre.
Primorosa escolha em vestidos com 20 metros de
13 iigeira, tecido anda nao conheeido aqqi.
Cores e desenhos novissimas as seguintes fa-
zendas de seda, l e algodo. Etamine, Surah, Se-
tim, Failles, Linn. Toile d'alsace, Cachemires.
Explendido sortimento
Em leques, luvas, espartilhos, lacos, lavahret,
meias, lencoes e muitos outros artigos que se ven-
dem por preeos sem competencia.
Expostyao Central
Damio Lima & C. intitularan! o estabeleci-
mento em liquidaba/) da rua larga do Bosario n.
38, por EXPOSIQAO CENTRAL para assim se
tornar bem conheeido de todos, pelo que chama a
attenco especial das Exmas. familias Dar es
presos seguintes :
Metros de plics a 400
Bonecas inquebraveis 1*500
Metros de arquinhos 120 e 160
Pecas de bordados finos a 300 e 400
Garrafas com agua florida a 700 e 1*000
Frascos de oleo oriza por 1*000
Fito parfacha, n. 80 3*008
Carreti is de 200 jardas a 80
Inviseviis grandes a 320
Ditos menores a 300
Brinquedos para meninos a 200, 300 e 500
CaixiBhas para presente a 2*500 e < (('
Meios fio de seda para senhhora a 1* e 1*200
L para bordar d 2*800 e 3*000
Fita cbineza o maco 360
Dito de algodaodito 240
Massinhos de grampos a 20
Macaquinhos acrobticos a lSO
Botoes, fitas, leques, perfumaras, bengalas, Jte-
Bouras e outros muitos artigos que s com a visto
na Exposico Central no larga do Bosario n. 38.
-----------------------------------------------------------------:----------------------------. ![.', .-------
A
DAS
m
Gorgoro de seda de 4*0(K c 4*500.
2*000.
Setim preto c de cores de 12C0, l*50"e 2*.
Casemiras e merinos pretoa de 2* e 2*500.
1*. 1*200 e 1*400. '
Bramantes de linho com 10 palmos de largura
de 4* 2*000.
Meias inglezas tcm costura, para hoiuem. de
6*500 e 4*.
Ditas ideni iieni para scnhtra, de 12*000
6*000.
Panno preto fino para costumes, de 4*000
1*600 e 2*.
Aberturas de linho para camisa, de 20*000
6*000.
Cortes de cimbraia branca ricamente bordad b,
de 12* 7*.
Toalh>.s felpudas, de 5* A 4*.
Camisas de meia, de 2* i 1*.
Atoa!hado com ricos desenhos a 1*300 o metro.
Fusto branco a 320 re. o covado.
Benda da India a 240 rs. o covado.
Peatea lores par?, seniora, de 10* t 8*000,
4*000 e 6.
Algodo trancado de duas larguras a 800 rs. o
metro.
Toilet de aleasse, fazenda mujto larga, a 260 rs.
Guardauapos para almo?" c jantar, de 2*500 e
Zepher de todas as cores a 120 e 240 rs.
Um variado sortimento de retalhos de todas as
qualidades, que vendemos por preco
tencia. Tel-phone-210.
sem com pe-
Em visto dos grandes propn esos da idea de que
se gloriam as nacoes civilisadas, o commercio
deve acompanhar esse projresso, visto que elle
o mais psdereso elemento do engrandecimento das
nacoes ; em /isto do que annun.ciam
MABT1NS CAPITAO 4 C.
1 Ba estreita do Bosario 1
Grande sortimento de gneros alimenticios, es-
colha des quaes, os annuuciantes teem sempre
maioi cuidado, para bem servir os seus numerosos
freguefeB. Lombramos, poie, o proverbio :
Quem nao experimenta, nao sabe. #
Venham ver, pois :
Queijos, flamenco c de Minas.
Fiambres inelezes.
Chocolate traiiaaa *1enicr.
Dito do Maranhao.
Fructos seceos, como :
Passas. amendoas, figos, etc.
Ditas nacionaes.
Doce de todas as qualidades.
Bolachinba inglesa.
Semeetes novas de hortalicas.
Especialidade em
Vinhos finos do Porto, Madeira e Shery.
Ditos da Figueira e de pasto.
Cognac de di-, rsos autores.
Vinhos tnicos, ccnio :
Absintho.
Vermouth, etc.
Licores de todas as qualidades.
Champagne.
Cervej de diversas marcas.
Bem assim :
Ara ruta fina em paeotes.
Cha verde e preto.
Dito perola.
Especialissimo matte do Paran, em po.
Ainda mais :
Ovas de peixe. '
Sardinhas de Lisboa em Salmoura.
Vendem Martina C'apit & ('., rua estreita d
Bosario n. 1.
AOS AGBrCULTOBES
For.nicida capanema (verdadeiro) para extine-
cio aompleto da formiga saura. Vendem Martins
Capito & O, rua estreita do Bosario n. 1.
CORRE NO DIA \l>
i
O portador que possuir um vigsimo desta importan
te oteria est habilitado a tirar 10:006$>000
Os bilhetes acham-se a' venda na Casa Feliz,
Independencia ns. 37 e 39.
Corre no dia 16 de Marco de 1886, sem alta.
praca
(h
OTE
v

DO
EXTRACC
RIVEL
O portador que possuir dous vigsimos desta importante
loleria est habilitado a tirar 25 :ooo#>ooo. %

Os bilhetes acham-se venda na Casa da Fortuna rua
Primeiro de Marco n. 23.
COREE A 13 )E MLKC0 BE 1886, SEM FALTA.
_J


i.
I


8
trio de PcrnambucoSaobado 3 de Marco de 1JS
-=9-
LITTERATM*
OS FILHOS
DO
B A.3SrOXX30
POB

n
cAPns
AS
QtUHTA PAHTS
grutas d Eireiat
f Continuado do n. 58 ,)
XXXV
08 TRES AMIGOS
Bem, o que vamos fazer, o marquez
e eu ? ,. j
Impedir que seja quem for, desga ou
suba antes de eu chegar s grutas.
Oh isso ser fcil 1 disso d Her-
baut.
lhe fizTA, Van
ra a booeta en-
ea*! odras precilas, e abrindo a
preoaugao munira-se d'alguraas d'es-
sas balas que eacerravam urna morto as
gustadora.
Tiiiha a certeza do aasim matar, sem a
menor bulha, os primeiros inimigos que se
|lhe apresentassem, mas a galera estava
I deserta. Fbr de-Maeieira, alluciaado pela
urga, deixra a abertura e entrara na
grande gruta. Tudo pareca entilo favore-
cer os projectos do joven.
Avangando vagarosamente, guiado pelo
ciarlo das luzes escapando-se do interior,
alcangra a entrada da grande gruta e
affastando se do rochedo, podera contem-
plar urna parte da orgia ento no seu apo-
geu. Mas ao mesmo tempo em que conta-
va os seu8 inimigos, o numero d'estes, sem
intimidar a sua coragem, mergulhou-o na
mais taciturna inquietago. Dizia a si pro-
prio, com razo, que todo o valor de seus
companheiros e o seu proprio, no sabe-
riam triumphar dos bandidos que se eolio
cavam como um obstculo iofranqueavel
entre elles e aquellas que a todo o custo
deseiava salvar.
Toda a tentativa era louca.. Marcos,
com os labios contraidos, a fronte carre-
gada, perguntava em vo a si o que deve-
. Quel exclamou Li Guiche ; vamos na fazer, qual o partido que tomara para
ficar aqui de bragos crusados, emquanto o triumphar d essa massa de homens que era
baro se vae sosinho expr? Impedir ,j. | necessano a,ater para penetrar at Diana
a quem foro subir ou descer! Grande '
trabalo! Chegado o primeiro offijial de
Aldah.
Duas vezes elevou a
mi cheia de bol-
justica pode fazer isso 1 Nao ha nada mais^, tras tantas o brago so abaixou
a fazer do que cortar a corda Desafio pa laucar a morte ao centro dos gmau-
depois a qualquer que suba ou desga 1
Lembrese, replicn Mreos, que Dia-
a o Aldah estao entre as mos do velho e
que a menor tentativa de ataque, pode sa-
crificar as pobres oreangas I Giraud viu
velho deixar as grutas, mas a esta
esse
tes.
- Matara dez! pensava elle, so qua-
renta 1 Feriria outros dez com o meu pu-
nhal ficariam vinte que me assassinariam.
Que fazer ? meu Deus I que fazer ?
A orgia auginentava, os gritos, as blas-
tefe e que por consequen-
cia, as grutas iam quasi ficar sem del
Entao, seria cousa fcil para os tres geu-
tis-bomens salvarem Diana e Aliah.
Fazendo-se seguir at raoita das gies-
tas, Marcos ocoultara se com ellos atraz
desse abrigo protector ; os giriantes come-
caram a subir.
Depressa, o primeiro pz o p sobre o
penhasco para ajudar o seguinte, os ban-
didos escalavam com pressa o penhasco e
formavam um grupo compacto. Toda a
quadrilha, julgamosj telo dito no proco
dentes captulos, compunha-so de quarenta
homens : triuta giriantes trazidos por Ca-
malero e dez bandidos deixados por mestre
Eudes as grutas.
Desses trinta giriantes, tres, o grande
coesre, Pedro o Assassino e Tallebot o Cor-
cunda, tinham sido mortos pela mo ou
pelas ordena de La Chesnaye, Camalero
ficara amarrado ao p dos cadveres, a
quadrilha s contava pois trinta e sois ho-
mens.
Vinte e dous tinham alcangado o penhas-
co.
diab exoelloncia rtudo
faz !
Agora, disse Mareos sem responder
observago do Li Guiche, s grutas !.. .
gamos 1
Desgamos repetiu d'Herbaut.
E os tres jovons, sem mais se lembra-
rem da carnificina que acabavam de fazer
em redor delles, approximaram-so da ar-
gola em que estava ata Ja a corda.
Como vamos agora descer ? excla-
mou La Guiche. O baro cortou a corda.
E' ver Jado I disso o marquez. No
calor da aegao, nilo me lembron isso.
Ponsava eu, mcus amigos respon-
deu Marcos sorrindo-se. O ponto do apoio
existo trata-so s de fixar slidamente um
meio Je descila, esse meio eil-o !
E o barao principiou a desenrolar urna
cinta de seda que Ihc eavolvia a cintura.
Esta cinta, com ra.iitos metros do compri-
ineuto e admiravelraente tejila com essa
delicadeza o paciencia que os orientaes ti-
nham n'ossa poca e anda hoje tm, era
de urna forga notavel assim como de gran
de finura. Em nossos dias, ainda se veom
Para diante grita va urna voz so- dessas cintas nos arabea que as trazera da
iter viudo, o que necessitava sa- phemias, as cangoes tudo se cruzava no
eo quesaberei, se continuar em a' ar empestado pelas exhalabas ftidas de
hora
S.rxar-irperrrTMeusmgosrco"nti;o toda essa turba' em alegra I Marcos hesita
t= oa-mSos va, comprehendendo comtudo quanto cssa
j. besitago teria de perigos Dar elle. Se
dos
dois
eupplico lhes deixem-
para
er rqSThel^&T fique ada fowa deaooberto, artavaperdjjg.
me iazer o quo ... .., ~ -.,-- -- oecasio que" Reynold, entran-
nin com a parto que deve tomar sio e i j __,
ei grato. fio novamente na gruta, deu orde
Contenten se em vr ajudar-me
a minha honra reclama, per-
pengos que
^m^ os partida. Reconhecedo La Chesnaye com
o seu vestuario do costume (a barba e ca-
bellera tornadas a collocar pelo falso con-
mitn;7a 25 dteTlIerbaut. de de Bernac nao permittia^, .f Marcos o
- Vae! disse La Guiche largando a cert.fi.ar-se da presenga do gentd homem),
se apodara como ante je- reconhecedo, diziamos, esse 1.a uuea-
fizerai>^\ vae mas prl- naye que tinha visto caminhar para o sup
abragar-te, *poVe 's ura plC' MaraoS r?00., temeado Mr' t&m'
bem elle, reconheicido.
Este moviuiento que lhe permittia tudo
ora.
Destes vinte o dous bandidos, quinze
cahiram todos mortos ao mesmo tempo
como se fossem feridos pulo raio. Os que
ficaram em p deram o mesmo grito, mas
os outros tres cahiram immediatamente e
as espadas vermelhas de Marcos, do. La
Guicbe e d'Herbaut, atravessaram odtros
tres, antes que tivessem tempo de defen-
derse ou de conheeer o perigo.
O giriante que entilo escalava o penhas-
co deu a seu turno um grito de susto dei-
tando um golpe de vista sobre o terrivel es-
pectculo que se Iho ofierecia, mas um
golpe dado por um machado cortando-llie
o pescogo, o lngara no mar. ao mesmo
tempo, o machado elevado abaixou-se so
bre a corda e cortou a com grande forga.
A corda carregada de girhntes rolara
em ondas, e Reynold que, levando as duas
jovens, acabava de agarral-a, salvara-se
por grande milagro.
Dos cinco bandidos vivos, tros puzeram-
so em fuga, e dous resistira-n.
Marcos cortou a cabega a um delles, o
marquez matou o segundo e La Guiche
diparou duas pistolas sobre os fugitivos.
XXXVII
A CINTA DE SEDA
seu
corda de que se
dentemente o
meiro quero abrag
lente gentil-homem
O barao apertou contra o peito o
amigo e dispz se a descer. ouvir, mas que nao deixava ver um g.gan
(J machado que trazia na mao estava, tesco quarto de rochedo impedio-o de no
suspenso por urna ca lea, Marcos metteu.tar Diana e Aldah, as quaes entravam
essa cadeia no pulso. Em seguida revstou entao na gruta segu.ndo Reynold
as pistolas que tinh cintura, depois ra La I
agarrou o pequeo punhal cuja lamina era
envenenada, e, atravessando entre os den
os
naye.
Aos penhascos! tinham repetido
tes o magnifico cabo d'essa arma perigosa, giriantes preparando-se para partir. ^
agarrou se corda com ambas as mSos. Marcos ficou um instante movel, he-
O marquez ajudou-o o franquear a bor- sitando sempre, depois ua- 'fesolugllo se
da do penhasco e Marcos principiou a des- formou no seu oaprfto, um raio de alegra
er gragas aos nos forrados de metal, | bjilhou-iuw stfs olhos e rojando-se como
aeilidade e ao vigor do joven, oa dnie pri urna serpente na galena, alcangou a aber
meiros tergoe do carewho rizeram-se sem
a menor diffic-adade.
Aii/ Marcos demorou-se suspeaso entre
o oeu e a agua, e examinou com attengao
o lado do penhas ;o. Achava-so na altura
da extremidade superior da abertura. Seu
olhar seguiu a luha tragada oblquamente
pela abertura.
Marcos continuou a descer.
tura, agarrou a corda e precipitou-se com
a agilidade de um esquillo, escalou o pe-
nhasco em menos tempo do que o gasto
por nos um tragar estas uliimas linhas.
Entilo ? disseram a urna vez La
Guiche e d'Herbaut precipitndose at
ao barao.
Queriam um perigo ? disse Marcos.
Era n'esta Ei, 3 banddos v* dei*ar a8 grutas
i f ^A.'ira para irera sem duvida tentar alguma nova
occasiao que Reynold, depois de ter deixa ( V ^^ qq protege Ag
do os giriantes que provocara orgia, vol.- v ficar 80m guarda8, entao desee-
tova para junto de Diana e O Aldah e que S ^ ^,
as duas iovena tinham dado um grito de ,
alegra reconhecedo o conde de Bernac,, Como vm Marcos enganara-se sobre
vendo assm chegar aquellc que olhavam todas as intengoesquc suppunha al^anes-
naye, mas ignorando o que se passara as
grutas, nao conhecendo toda a extensao
dos projectos de Reynold, nSo podendo
como um libertador.
XXXVI
A CINTA DE 8EDA
Chegado ao fim da abertura, Marcos,
aem hesitar largara a corda assim como
saber o'que resolver naquelh occasiao o
bandido e tendo ouvido La Chesnaye fal-
lar aos giriantes do novo lote a conquistar,
concluia naturalmente que a quadrilha ia
apoderar se de alguma nova presa que lhc
Esta scena sanguinaria cumprira so com
urna rapidez impossivel de descrever. Es-
sea giriantes ha pouco em p, cheios de
vida e sade, tinham cahido tSo instant-
neamente, que o sobrenatural poderia tai-
vez s explicar esto assustador aconteci-
miento.
Cora os diabos exclamou La Gui-
che ; o que qu3 se acaba de cumprir nes-
te lugar, marquez, que te parece ?
Anda o nao creio respondeu d'Her-
baut esfregando-os olhos ; isto ura sonho,
e nos atamos bem acordados ?
" Nao um sonho, meus amigos, ex-
clamou Marcos designando os cadveres
amontuados uns sobre outros, porque eis
a prova da realidade !
Mas, corpo do ChriBto I conhego a
morte d'aquelles que as nossas inaos feri-
ram, mas o diabo me leve se comprehen-
do a dos outros I
Eaquecem-se das bollas disse Mar-
C0"
Que I isso n5o urna chalaga 1 San-
gue de Christo! barSo, tem um segredo
muito grande, e a plvora nao mais do
flQ um brinquedo, v3ta dessas taes bol-
las. Foi Lucifer que lhe deu essas men-
sageiras de morte ?
__Foi um amigo, senhores, um sabio
que tambera conhecem.
_ Van Helmont?
Esse mesmo 1
E esaas quinze bollas, de que atira-
mos cada um cinco mataram quinze ho-
mens?
Bem vem I
E sem apparencia de ferida I excla-
mou d'Herbaut qui se approximara para
melhor observar os cadveres estendidos a
seus ps.
Hum I... o nosso amigo Van Hel-
mont poderia escangalhar urna casa 1 E'
Asia Menor ; sao do grande utilidade e ser-
vera lho em ralhares de circumstancias :
na caga, fazem uso d'ellas pera atar as
suas prezas mortas e trazel-as a reboque
pelos seus cavados ; quando o vento do de-
serto sopra com violencia, apertam cora
essas cintas os fatos; finalmente na taita
de cordas, serve ai de peas para os caval-
los.
Marcos atuu urna das extremidades da
cinta argolla e deitou o resto no espago;
a outra extremidade chegiva s at al-
tura da abertura.
Agora, disse ello, eu desgo. Quando
eu l tiver chegado, um dos amigos rae se-
guir ; o outro continuar a vigiar !
Comprehondo disse Li Guiche ; des-
ga barao !
Marcos suspondeu-se pela segunda vez
ao de cima do abysmo. Na occasiao em
que elle dcixava a borda do penhasco, ou-
viu um ruido surdo partindo do interior da
montanha. Era o da mola que Reynold
fizera mover e o choque do pedago do
rochedo que acabava de fechara aber
tura.
Marcos continuou a descer ; mas chega-
do ao fim da cinta, arrepiaram-se-lhe os
cabellos; nilo va seno o rochedo ; alli
aonde ha pouco podera por vantade os
ps, encontrava-se urna ponta estreita...
o Marcos alcangara a extremidade da cinta
e os seus msculos ameagavam fraquojar,
porque essa cinta preouava ;para servir co-
mo meio de descida, forgas duplicadas da-
quellas que pediam, a corda cora largos
nos.
O pedago do rochedo s ihindo para dian-
te, tirava toda a possibilidade do encon-
trar um ponto de apoio.
Marcos demorou se suspenso por cima
do golfo, seus dados apertando a cinta
corriara pela seda. a situacao era terri-
vel I
La Guiche e d'Herbaut que debrugados
sobre a borda do abysmo, viam sem com-
prehender, deram a urna vez um grito de
agona.
Urna nuvem do sangue passou pelos o-
Ihos do birSo... parecia-lhe que as furio-
sas ondas subiam at elle. .. sentiu os de-
dos largaram-se da cinta a pouco pouco...
quaato elle de m-tis solida-
menta o cabo dosau machado o reuniu as
suas forga*.
Urna cabega avangou vagarosamente.
Reynold abaixou furiosamente a arma des
carregando um golpe com toda forga.
Um grito de dor rorapeu o silencio que
as grutas reinava.. Ura jorro de san-
gue inundou o fomi, e Reynold ficou de-
sarmado, pois o ferro do seu machado par-
tiu-se as chapas d ferro tSo violento fra
o choque.
Brago, mo o ebego tinham desappare-
cido ; a abertura mysteriosa ficou do novo
vasia, s gemidos surdo s se escapa vara do
outro lado da parede.
De repente os gemidos cessarara.
Cora os diabos I exclamou urna voz
rouca.
Ricardo disse elle admirado.
- Hein ? perguntou a voz, perdendo o
seu acento do furor.
RicarJo s tu ? repotiu Reynold.
- Sou.
Tomei-te por algum velhaco dos que tra
zem o teu uniforme !
Com todos os diabos Quera-me cor-
tar a cabega de um s golpe, o na falta
F0LHET1H
k FILIA 110 SINEIRO
POR
F. S 80IK0SB7
(Continuag o do n. 58)
O senhor aflirma, replicou o juiz, que
o comportaraento dessa moga irreprehen-
sivel. Nunca se est absolutamente segu-
ro nessa3 coasas. Que ella se comporta
decentemente na sua casa, nao ponho em
duvida. Mas ella nem sempre l estove, e
o senhor nSo pode responder pelo seu pas-
sado. J um mo signal ter dexado su
bit o assassino sem ter reparado nelle
quando elle se apresentou a visitar as tor-
res com urna mulher e urna crianga, urna
crianga, ao quj parece, que niuguem notou
a sua presenga at agora.
O senhor esquece que Rosa nSo es-
tava l quando elles subiram. Foi seu pai
o nico culpavel pela negligencia que pa-
gou duramente.
O snhor toma a defeza delle com
um calor I
Muito natural, senhor, conhego a me
nina Verdire, estimo-a, amo-a, e se ella
quizesse, casara com ella.
Os seus sentiraentos pessoaes nenhum
valor tem, permitta-me qae lhe diga. Pre-
tende conheoel-a. Desde quando?
Desde pouco tempo, verdade, mas
conhego-a bastante para a poder julgar..
E' do meu direito e dever indagar
doa seus antecedentes e abrir um inquerito
sobre as suas relagSes actuaos. Ella sahe
s, segundo me disseram, como todas as
operaras. E' quasi impossivel que nSo te-
nha um amante.
Meriadec protestou por um gesto enrgi-
co contra esta supposigo que o indignava.
__ Poderia muito acontecer, continuou
framente o Sr. de Mlveme, que este
amante estvesse era relagao com os raise-
raveis que mataram a mi e o filho ; em re-
lagBes indirectas, quero crel-o. Admitto
mesmo que, se ella auxiliou os seus projec-
tos, foi Bera o saber. Sao outros tantos pon-
tos que precisamos esclarecer.
Senhor.' exclamou Meriadec, esfor-
gando-se por conter a colera que o invada,
nSo tardar muito que o senhor nilo perca
estas prevengSes que nada ju3tificam, e
visto que sou forgado a dizel-o, declaro quo
a menina Verdire tem efFetivamente um
amante, mas nilo da natureza que o senhor
snppoe. Pode acreditar-me a mim, quo a
amo, e que desejaria er-lhe agradado.
Descobri que ella est apaixonada pelo meu
amigo Alberto Daubrac. Esse joven !
__O Sr. Daubrac interno dos hospi
taes. Em breve ser doutor em medicina,
pertence a urna familia remediada e ho-
nesta. Ella nio pode, portante, esperar
que case com ella. Se lhe faz a corte, nlo
com certeza para bons fins.
Elle tem o coragSo muito elevado e
sabe demasiadamente quanto ella vale pa-
ra tentar seduzil-a. Su p3a em duvida o
que lhe estou dizendo, pode interrgalo.
Elle est ahi.
Interrogal-o-hei logo; mas n3o em
presenga da sua protegida.
Meriadec, cada vez mais resentido, ca-
lou-se. Nlo coraprehea lia absolutamente a
attitude desse magistrado.
E era. verdade, se Hugo de Mlveme
estivese no seu estado normal teria pro-
cedido por outra forma. Mas ueste occa-
siao nSo era o juiz que fallavn, era o ma-
rido. Depois que tinba tornado a ver sua
mulher, o ciuine subira-lhe cabega. Di-
visava novos horizontes e promrava des-
cobrir urna ligago entro os ltimos inci-
dentes do processo criminal que estava jul-
gando e a scena que se havia passado em
c&sa do capitSo. Eaperava quo interrogan-
do Meriadec, mesmo a torte e a direito,
XXXVHI
O MESTRE
poderia colher algum indicio que o orien-
tasse.
Agora, disse o magistrado sem pare
cer preoecupar-se com o silencio desdenho-
so em que so conservava o baro, falle-rae
desse pintor que se intrometteu tarabem em
substituir a polica I'esappareceu, diz o
senhor.
Desappareceu ha dous dias.
Isto quer dizer, sera duvida, que dei-
xou de ir sua casa ?
Nao senhor, nSo soraente deixou do
ahi ir, mas nem sequer tornou a entr. r no
seu proprio domicilio. Daubrac verificou
isto esta manlia.
E o que conclue dessa ausencia ?
Que foi apanhado em alguma cilada
e que morreu.
ConclusSo duvidosa, ao que parece
Esto pintor um vordadeiro bohemio que
leva a vida desordenada. Deve lhe acon-
tecer rauitas vezes dornir, fra de casa.
As informagSes da polica, qufl rocebi, apre-
sentara-o como sujeito que pouco vale.
Um estroina tal vez. Mas honrado
e tem ura coragilo nobre. Sabamos pelo
seu amigo, o capitlo, que a casa em que
Sacha residi ao chegar a Pariz situada
provavelmente na ra Marbeuf. O pobre
rapaz, cujo comportamento o senhor cen
sura, deixou Daubrac ante-hontem para
tentar descobrir es3a casa. E' muito pro-
vavel que a encontrasse, mas nao tornou
a voltar.
O Sr. de Malvemo havia estremecido
quando Meriadec fallou do capito e per-
guntou em tom sacudiio :
__ Quo papel desempenhou em tudo isto
o Sr. da Saint-Briac ?
Esta pergunta atirada queima roupa,
pareceu singular a Meriadec, que entre-
tanto julgou dever responder:
__ O Sr. de Saint Briac, disso elle, ape-
nas desempenhou um papel acoessorio.
Pensava que o senhor o sabia.
Devia tl-o visto mais vezes do quo nos,
depois do incidente de Notre-Dame.
Vi-o quando veio perguntar-me onde
o senhor morava, respondeu com evasiva
o Sr. de Mlveme. Indiquei-lhe a sua mo-
rada, sem mesmo saber por que motivo elle
tinha empenho em lhe fallar.
Chegou minha casa na occasiao em
Desde quo Rsyaold se approximara do
forno elevando ao de cima da abertura do
penhasco o ameagador machado, um silen-
cio de morte roinou durante alguns instan-
tes nesta casa.
Reynold, immovel e o corpo encostado
parede, conservava ,o machado levantado.
A rooia eseurido cansada pela posiglo que
o joven dera lampada, tomava esse si-
lencio profundo, era evidente alguma ca-
tastrope terrivel, ainda mais lgubre e as-
sustadora.
Finalmente ura ligeiro mido se fez ou-
vir do lado da abertura.. Essa bulha pa-
reca causada pelo rogar do fatos contra a
parede, appareeeu urna mao... um brago
seguiu essa m5o que procurava um ponto
?ue l e3tavam 03 meus amigos Daubrac e
'abreguette, a menina Verdire e o filho
da victima. Comegou por me dizer que vi-
nha tratar do negocio de Notre-Dame.
Nos j o suppunharaos, e tanto que lhe pe-
di, em nomo de todos, dosculpas por haver
contribuido, por engao, para a sua pris2o.
Pedinos os signaes do individuo reconhe-
ci lo por Sacha na Morgue, e que suppo-
mos ser o assassino.
E deu-lhe estes signaes ?
- Fabreguetto ainda fez mais : fez-lhe
ura esbogo em dous tragos, mas muito pare-
cido, e o Sr. de Saint-Briac exclamou :
exactamente elle I Pedinos explicagoes
mais claras. Elle hesitou um tanto, mas
acabou por dizer que aquelle retrato era
de ura raeaibro do emb a que elle perten-
cia, ura Hespanhol, ou pelo menos dava-se
per tal.
O marquez de Pancorbo ?
- E' exactamente esse nomo que o Sr.
de Saint-Briac, pronunciou e accrescentou
que esse estrangeiro morava no hotel Con-
tinental.
__ J sei I Depois ? perguntou o ma-
rido do Odetta em tom de impaciencia,
que o Sr. do Meriadec nao sabia a quo at-
tribuir.
- Depois o Sr. de Saint-Briac disse-nos
quo acabava de ter urna querella com este
supp isto marquez, que, tendo sahida do
club, seguido-o n'uraa carruagem at a ra
Marbeuf, quando entrou na sua casa da
avenida d'Antin, achou urna carta anony-
ma recheiada de ameagas. Intimavam-n'o
para n2o se tornar a intrometter nos nego-
cios do Sr. de Pancorbo, e a epstola esta-
va cheia de indirectas que nSo nos deixa-
rara a menor duvida. tste homem com
certeza o assassino da condessa Xenia.
__Com que ameagava elle a Saint-
Briac ?
Denunciar ao mando a mulher que
tinha subido com elle a galera de Notre-
Dame. Parece qu9 este miseravel a vio
do alto da torre e que a conhece. Fomos
todos de opinio que nao se devia faxer
caso desta carta ameagadora em que o mi-
seravel se gabava de conheeer urna mu-
lher que elle nunca vira.
Qua condigoes impunha elle pelo seu
silencio ?
da cabega que retirei a tempo, o brago
Chifres de Belzebuth! o seu machado cor-
ta bem, Reynold, e tenho as provas disso.
Porque me nSo" chamaste ?
Julgava as grutas cheias de inimigos
e esperavamos surprehendel-os !
Sangue de Christo julguei eu mes-
mo ser atacado deste lado, repito !
D-me as mos, raou filho, disse urna
voz grave.
Meu pai I exclamou Reynold estupe-
facto.
Eu mesmo I accrescentou o velho,
cuja cabega branca se desenhava no centro
do orificio sombro da communicagao se-
creta, o corpo ievia serpejar dolorosamen-
te na parte na parte interior da abertura.
Reynold agarrou as rallos de seu pai,
puxando o a si e ajudou-o a atravessar a
difti'.il pas3agem.
Apenas o velho pz 03 ps na estreita
abertura :
Vem d833 elle.
Ricardo estendeu a mao direita :
NSo lhe posso dar o brago esquerdo,
disse o sargento, nilo posso movel-o. Cor-
po do diabo I perso todo o sangue I
Arranja o que preciso para pensar
a erida! dis3e raestre Eudes a Reynold.
Este tirou da algibeira urna boceta,
quasi igual que Van Helmont trazia e
de que o temos visto servir, e, abrinio-a
tirou successivamonte dous frascos.
Durante este tempe o veiho, empregan-
do toda a sua energa, foi a seu turno pres-
tar ao companheiro o mesmo servgo que
lhe prestara seu filho.
Ricardo estava pallido, os olhos quasi
se cerravam. Fazendo um exforgo supre-
mo, o sargento do preboste do perdeu sem
duvida tado o que lhe restava de forgas,
pois demorou-se estendido sem movimento
sobre o forno.
Ricardo estava completamente desmai-
ado.
O machado de Reynold entrara profun-
damente as carnes que abrir ; o sangue
corria por essa ferida cora abundancia tal
que era evidente estar desmaiado o bom
sargento. Talvez fosse o ultimo dia da
sua existencia, se os mais enrgicos soc-
corros lhe nao fossem prestados.
Mestre Eudes dominado por urna affei-
gao sincera para o seu velho companheiro,
ou por um instincto de humanidade, ou
por qualquer outro sentiraento que nos es-
cape aualyse, mestre Eudes pareca pro-
fundamente desejoso de minorar as dores
que soffria o sargento.
- Nao vejo 1 disse elle.
Reynold virou a lampada que voltara
antes.
brago cora una corla apres3utada palo
Reynold.
Concluido isto, Ricardo reabri os olhos:
N3o te raejhas I disse imperiosamen-
te o velho, nilo muios de posigao durante
alguns segundos.
Depois cossando de oceupar-se da fcrila
saltea abaixo do forno e dirigi-so para
Reynold, mas apenas deu alguns passos,
parou subtitamente.
Seus olhares inquietos pcrorrerain tu-
do. A raeia escuridito que reinara duran-
te a sua entrada pela abertura secreta, o
pensar a ferida do Ricardo absorvera-lhe
ura momento a attengao, e nao havia per-
mittido ao velho certificarse do estado de
destruigSo 3in que a pilhagem feita pelos
giriantes poz:ra o laboratorio e acabava
repentinamente de aperceber essa terrivel
desordera.
Reynold comprehendia o qae se passava
na alma do seu pai.
Tiveram lugar aqui cou3as singula-
res. A traigao penetrou as grutas depois
da sua partida. Teve lugar a pilhagem,
mas os velhacos foram punidos e os outros
ficaram submissos.
Mestre Eudes nito respondeu. Urna
grando comraogUo fazia estremecer iodo o
seu ser e tirava-lhe a faculdade de fallar.
Unicamante os seus olhares ardentes titos
sobre Reynold o interrogavam vida-
mente.
Descance socegue meu pai !
acrescentiu o joven baixando a voz e pa-
recen do comprehender o velho. O thesou-
ro secreto est ainda intacto.
Mestre Eudes fez um movimento. Seu3
olhares acabavam de dirigirse para um
montao de objectos que jaziam sobre o ta-
pete. Precipitndose para a frente, abai-
xou se, apanhou es3es fragmentos, e diri-
gindo-se para Reynold mostrou-lhe um pe-
dago de coral de que se apoderara.
A arvore mgica?... a arvore m-
gica?... repetio elle com voz trmula
Meu pai I no comprehendo disse o
joven.
O laboratorio, quasi escuro, ficou depois
do movimento de Reynold com grande
clsridade.
Ricardo estava ainda desmaiado. Mes-
tre Eudes uni as carnes. Com um si-
gnal ordenou a seu filho lhe dsse os fras-
cos que tinha tirado, depois rasgando um
pedago da camisa do sargento, eimbebeu-o
no liquido que o frasco continha e appli-
cou o panno sobre a ferida ligando-lhe o
i^^
Silo as quo acabo de lhe dizer: exi-
g'a que o Sr. de Saint-Briac nXo se oceu-
passe ibas com a sua vida.
E o Sr. de Saint-Briac cedeu a essa
imposigb ?
A principio cedeu. Teria preferido
abster-se de entregar o assasssino jus-
tiga. Mas acabou reconhecedo que nao
nos poiia obstar de completar a nossa
obra ; seria urna covardia fugir o comba-
te mesmo na occasiao era que acabamos
de adquirir a certeza de nos livrarmos do
nosso odioso inimigo.. O Sr. de Saint-
Briac sentio que no tinha direito de se op-
por.
Elle propoz lhes de obrar de concert
com os senhores contra Pancorbo ?
__ Nao, senhor, deu-nos carta branca.
Prometteu mesmo auxiliarnos, mas exigi
que no o pnzessemos em evidencia, e que
no dissessemos a ninguem quo elle era
dos nossos. No quer mesmo que se sai-
ba que foi minha casa. A nossa entre-
vista com o Sr. de Saint-Briac acabou ahi;
nunca l voltou maia nem ninguem o tor-
nou a ver.
Comtudo, o senhor sabe-lhe a mora-
da ?
__Sim, senhjr, elle nol-a deixou, afim
do quo lhe podessemos escrever. Mora na
avenida d'Antin n. 9.
Est certo de que ninguem l tenha
ido ? Nem o Sr. Daubrac, nem esse pin-
tor que dcsappareceu, nem esia moga?
Certissimo, se algum delles l tivesse
ido, ter-m'o-hia dito. Por que motivo o ha-
via de oceultar t D licenga que lhe diga,
Sr. juiz, que no adivinho para onda se di-
rigen) to las as suas perguntas ?
Contente-se em responder a ellas;
ficar assim no seu papel de testeraunha,
que parece ter esquocido.
No esqueci, pelo raano3, que ha na
minha casa o cadver de uraa infeliz crian-
ga, e que os seus assassinos ainda no es
to presas. E' mesmo para receiar que o no
sejam nunca, se o senhor no puzer desde
j agentes no seu encalgo.
E' uraa liego que me pretende dar ?
perguntou com altivez o Sr. de Mlveme.
No, senhor, replicou framente Ma-
riadec ; maa, aa nada tem mais que me
perguntar, pedia-lhe permisso para me
A arvore mgica! exclamou pela
terceira vez o velho La Chesnayo.
No sei o qu<3 quer dizer.
Miseravel l gritou mestre Eudes.
Fosto tu quem a partiste.
E a sua ameagadora mao elevou-se para
Reynold.
Como o poderei comprehender, disse
elle com voz irnica, so se no expiiea?
Quero saber quem partiu este ramo
de coral ? disse o velho.
Eu sei l!... talvez os giriantes l
Os giriantes ? aonde esto esses ve-
lhacos?... esses ladrSes?...
__ O diabo o podera dizer a esta hora!
__Oh !... exclamou mestre Eudes n'um
paroxismo do raiva inexplicavel. Tu no
comprehendes o que quer dizer este coral
partido ? Eu te respondo: a minha mor-
te No sabes que o sacrificio da sua exis-
tencia podo s destruir o maleficio! No
sabes- finalmente que a rea'isago da gran-
de obra est ligada arvore mgica?
O que comprehendo, disse Reynold
cora impaciencia, que necessitamos par-
tir, meu pao !
Mas ainda d'esta vez o velho no ouviu
o que dizia seu filho. Todas as suas fatui-
dades pareciam estar absortas na contem-
plago dos fragmentos do ramo de coral
que apertava entro os dedos.
Como saber? murmurava elle. Como
descobrir o autor d'este attentado ?... A
minha vida est ligada morte d'aquelle
que partiu a arvore mgica !... As mi-
nhas conjurag3es so muito poderosas paa
nilo serera infalliveis !... Restam-me so
tres dias, se n'esse praso no Ea?rificar
quem destruiu o talism, devo morrsr !...
morrer I repetiu elle estremecendo, mor-
rer, eu que devia viver' eternamente!...
Oh 1 Sabel o hei !
Quando entrou na encosta, perguntou
Reynold, no havia nenhum indicio de pe-
rigo do lado de fra ?
Sim! sim conttnuou o velho todo en-
tregue a seus pensamentos. Resgatarei a
minha vida com a sua !...
Julga que a sah'da p vre ? disse ainda o joven. .
Devo matar todoa aquelles que esti-
verem aqui I proseguiu mestre Eudes.
(Continua)
retirar. E' necessario que en vele junto do
corpo de Sacha, emquanto espero vingar a
sua morte.
O juiz percebeu que tinha ido demasia-
damente longe e replioou em tom mais mo-
derado :
Essa crianga sar vingada, asseguro-
lho eu, e creia que todas estas perguntas
tm motivos. Demais, poucas mais tenho
quo lhe faz ;r ; espero que me responda a
ellas franca e claramente.
Falle, senhor, dis3e o bro.
Que idea fizeram o senhor e seus
amigos da recusa que fez o Sr. de Saint-
Briac ao seu convite de agir, de concert
com os senhores, contra Pancorbo ?
Pensamos que elle tema expr vin-
ganga do marido essa mulher que elle ado-
ra. Aos seus ollios essa considorago
estava cima de todas as outras.
__E nunca lhe passou pela idea de in-
dagar quem ora essa mulher, cuja reputa-
go lhe to cara ?
No, senhor, nenhum de nos pensou
era tal. Era o segredo de um cavalheiro
com o qual nada tinhamos que voi. Se o
Sr. de Saint-Briac julgasse devl-o con-
fiar a alguem, seria de certo a o senhor,
que o seu melhor amigo, comquanto que
n3 apenas o conheceiuos. Creio mesmo
quo so o senhor o interrogasse, elle diria a
verdade. Mas, qneira perdoar, repito que
meaos urgente interrogar o Sr. de Saint-
Briac do qne prender os scelerados, queja
esto no seu segundo crime.
Sei perfeitamente, senhor : mas, se
j acabei de ouvir ao senhor ainda nem se-
quer coraecei a ouvir os seu amigos. Dis-
se-rae que o Sr. Daubrac e esta moga esta-
vam ahi. Preciso ouvil-os e ouvl-os como
Queira, pois,
sala em
ouvi o senhor, a um por um.
ter a bondaae de ir para a outra
que elles esperara o onde esperar tarabem
eraquanio os interrogo. Rogo-lhe que me
mande primeiro a filha do guarda das tor-
res.
(Continuar- se-ha.)
>


4
I
Typ- do Diario roa Duque de Carias n.42.
rnnm i


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