Diario de Pernambuco

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Material Information

Title:
Diario de Pernambuco
Physical Description:
Newspaper
Language:
Portuguese
Publication Date:

Subjects

Genre:
newspaper   ( marcgt )
newspaper   ( sobekcm )
Spatial Coverage:
Brazil -- Pernambuco -- Recife
Brazil -- Pernambuco -- Recife

Notes

Abstract:
The Diario de Pernambuco is acknowledged as the oldest newspaper in circulation in Latin America (see : Larousse cultural ; p. 263). The issues from 1825-1923 offer insights into early Brazilian commerce, social affairs, politics, family life, slavery, and such. Published in the port of Recife, the Diario contains numerous announcements of maritime movements, crop production, legal affairs, and cultural matters. The 19th century includes reporting on the rise of Brazilian nationalism as the Empire gave way to the earliest expressions of the Brazilian republic. The 1910s and 1920s are years of economic and artistic change, with surging exports of sugar and coffee pushing revenues and allowing for rapid expansions of infrastructure, popular expression, and national politics.
Funding:
Funding for the digitization of Diario de Pernambuco provided by LAMP (formerly known as the Latin American Microform Project), which is coordinated by the Center for Research Libraries (CRL), Global Resources Network.
Dates or Sequential Designation:
Began with Number 1, November 7, 1825.
Numbering Peculiarities:
Numbering irregularities exist and early issues are continuously paginated.

Record Information

Source Institution:
University of Florida
Holding Location:
UF Latin American Collections
Rights Management:
Applicable rights reserved.
Resource Identifier:
aleph - 002044160
notis - AKN2060
oclc - 45907853
System ID:
AA00011611:19007


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Full Text
*fc
ANNO UII NUMERO 58
IM11A A CAPITAL E LltSARJES ONDE MAO SE PACA PORTE


i
/

Por tres mezca adiantados
Por seis ditos ideic......
Por i.in auno dem......
Cada numero avulao, do mesmo da.
60000
120000
240000
0100
SEXTA-FEIRA 12 DE MAR(J0 DE 1886
PARA DENTRO E FORA DA PROTIMCIA
Por seis mezea adiantados.
Por nove ditos idem......
Por um anno dem.....
Cada numero avulso, de das aateriores.
130500
200000
270000
0100
DIARIO DE PERNAMBCO
Prjmetort* U Manuel Xtfixrira te -feria & -fUljo*
TELEGRAMMAS
ssaviso jash-m so diasio
RIO DE JANEIRO, 11 de Marco,
1 hora e 12 minutos da tarde. (Recebi-
do s 2 horas da tarde, pela linha terres-
tre).
Pelo dlairicto de Mana Cama-
rina fol elelto deputado geral em
9.' escrutinio. O coiielnero Frn-
elaco Xavier Pinto Lima (C.
Ha:::: lu a&sscia havas
(Especial para o Diario)
PARS, 10 de Margo, tarde.
A Academia de Medicina resolven
mandur come;ar as fundaooea do
Hospital i'nxii'ur.
rara eaae lim forana abena* wul
cripcdeM em Paria e em diversa
cldadea da Franca.
PARS, 11 de Margo.
O (o ver no arrearo recnaa e a dea-
armar as ana* tropaa de reserva,
conforme pedem a* grande* poten-
cias, e exige a aonexaco do Eplro
ao reino da recia.
Urna conferencia internacional val
ter lagar em Conatautlnopla.
Agencia Hayas, filial em Pernambuco,
11 de Margo de 1886.
IUm. e Eim. Sr.Iateirado, pelo aviso de V.
Exe. de 5 de Fevereiro ultimo, das diligencias a
que se procedeu afm de ser entregue ao servido
da Faculdade de Direito do Recife a parte do edi-
ficio onde ella funcciona, occupada pela Thesou-
raria de Fazenda e Recebedoria das Rendas inter-
nas, declaro Ibe que me conformo cora o alvitre de
mudarem-se as duas referidas repartieres pata
um ou, no caso do nao ser possivel, para dous
predios cujo aluguel correr por conta do ministe-
rio a meu cargo.
Rogo, pirtanto, a V. Exc. se digne providen-
ciar para que com urgencia se effectue a indicada
mudanca, de que depende a accommodacao da bi-
1 liotbeca e a regularidade do exercicio das aulas
daqu lie estabcedmento, communicando-me op-
portunamente a importancia do aluguel, afim de
que, para occqrrer ao respectivo pagamento, seja
posta disposicao d'esse ministerio a necessaria
quantia.
Ministerio da Instlca
Por portara de 20 do mez lindo foi declarado
se ir efteito o decreto de 13 de Agosto do anno pas-
sado, que nomeou o hachare! Raadolpho Augusto
de Oliveira Fabrino para o lugar de juiz munici-
pal e de orphos do termo de Paracat, na pro-
vincia de Minas Goraes, visto nao ter entrado em
exercicio no prazo legal.
A's presidencias de provincia foi expedido pelo
Ministerio da Justioa, a 27 de Fevereiro, o se-
guinte aviso-circular;
< IUm. e Exm. Sr. Para satisfazer ao que seli-
citou o Ministerio dos Negocios da FazenJa, re-
commendo a V. Exc. que providencie par* que os
juizea de orpbos e ausentes dessa provincia nao
entreguem aos consulados estrangeiros o producto
das arrecadacoe dos espolios dos subditos das
respectivas nacoes, que fallecerem em suas co-
marcas, sem que seja exhibido o documenta de ha-
verem sido pagos na localidade os impostes ge-
raes e proviuciaes.
Deus guarde V. Exc. -Joaquim Detphino
Ribeiro da Luz.
Ordem iientica foi expedida aos juizes de or-
phaos e ausentes da corte.
IHSTRDCqO POPDLAR
ECONOMA POLTICA
(Extrahido)
DA BIBLIOTHECA DO POVO E DAS ESCOLAS
Conttnuac&o)
CAPITULO II
Produeco da riqueza
Isdcstbia O teimo industria offarece em eco-
noma poltica um significado anlogo ao de pro-
dueco porem mais ampio; exprime,como> prodc-
elo a aeco complexa do trabalho e dos outro ins-
trumentos de produeco; mas tamben 1 se intende
por ella o conjuncto dos diversos ramos da acti-
vidade humana, que se elassifieam em differentes
grupos. Tarabem, n'um sentido mais restricto
significa mais especialmente um desaea grupos : a
industria agrcola, a industria fabril, etc.
A industria no pode crear materia. Limita-se
a sua aeco a separar, transportar, approximar,
combinar, transformar as partes ou elementos de
3ue a materia se compoe. A enorme variedade
os estorcos humanos auiiliada pela natureza, ape-
nas consegue realizar mudanzas de formas ou de
logares. As materias sobre que se exerce a aeco
da industria chamam-se materias primas, exprs -
gao que s verdadera com relaco a cada indus-
tria individualmente, porque em rror nao ha ma-
teria completamente virgem do trabalho humano.
A 15, par exemplo, que materia prima da indus-
tria dos pannos, um producto da industria da
creac? ds caruciros.
bmmBRM da rsoDCccIoO prmero proble-
m i na industria consiste emdeteiminar os objeetos
deque tetaos necesidad*. O segundo emobtel-
03 ou produzil-os. Ac nsetha a razio que deve-
nios procurar produzil-os com o menor trabalho
possivel. Para ehegarmos \ esse fim, precisamos
de escudar o q'i! uecessario pira a produeco da
riqueza, isto o que se chama instrumentos da
Srouceao. No estado actual da sociedade, antes
e se poder crear a riqueza, sao precisas tres coisas
que constituem os referidos instrumentos : 1 a
trra; 2o o trabalho ; 3* o capital.
Para a produeco concorrem estes tres elementos.
Applica-se o trabalho trra, e emprega-se o ca-
pital para auxiliar o trabalhadorcom ferramentas
e utensilios com a alimentars emquanto traba-
dla, etc.
Trataremos em especial de cada um dos instru-
mento de produejo.
{Contina)
Ministerio da Guerra
Foi dispensado Andr Paulino de Cerqneira Cal-
das do lugar de secretario do arsenal de guerra da
provincia de Matto-Grosso.
Foi nomeado capel lotenente do corpo eccle-
iastio do exercito o padre AnnibaJ Fiatarani.
Reverten Ia classe do exercito o tenente ag
gregado a arma de cavallaria Jos Antonio de
Souza, visto ter sido julgado prompto para o ser-
vico em inspeccao de saude a que foi submet-
tido.
Foi nomeado secretario do arsenal de guerra de
Matto-Grosso, Antonio Gaudie Ly.
Por decreto de 20 do mez prximo passado con-
cedeu-se ao coronel do corpo de estado maior de
2' classe Antonio Eduardo Martini a exoneraco
Sue pedio do commando das armas da provincia
o Amazouas.
Foi transferido para a 8 companbia do 6- ba-
talho de mfantaria o capto da companbia da
raesma arma da provincia do Espirito-Santo, Nel-
son Pereira do asdmenlo, e para esta compa-
nbia o capito daquelle batalho Silvestre Rodri-
gues da Silva Travassos.
Foi nomeado sjudante de ordena da presidencia
da provincia do Para o tenente do corpo de esta-
do-maor de Ia classe Felippe Schmidt.
Por decicto de 27 de Fevereiro ultimo, foi trans-
ferido para a 6a companbia do 17- batalho de
mfantaria o capito da companbia da mesma ar-
ma da provincia das Alagoas, Capitalino Cesar
Loureiro, e para esta companhia o capito daquel-
le batalho Zefermo Jos Teixeira Campos.
Ministerio da Agricultura
Ao ministerio da fazenda expedio se a 25 de
Fevereiro o seguinte aviso :
Dlm. e Exm. Sr.Convindo que a medida cons-
tante do aviso n. 32, de 22 do corrente, seja ex-
tensiva a todas as estradas de ferro do estado, afim
de ficarem melhor acautelados os interesses da fa-
zenda nacional, rogo a V. Ezc. se digne de expe-
dir as mais terminantes ordena para que as im-
portancias das flaneas dos responsaveis infra de-
clarados sejam elevadas aos valores era fixados,
conforme dou conhecimento nesta data aos respec-
tivos chefes, a saber: aos thesonreiros, fiis e al-
moxarifes das estradas de ferro de P rto-Alegre
Uruguayanna, de Sobral, de Baturit e prolon-
gameuto da da Baha, sendo aos primeiros para
30:000*, aos segundos para 15:0004, aos tercei-
ros para 7:5004 e finalmente a de 30:0004 para
o pagador do prolongamiento da D. Pedro II.
Deus guarde a V. Exc.A. da Silva Prado
Expeliram-se na mesma data as communica-
ces a que se refere o aviso
Cosme Baptista Viegas. Sim, nos termos do
ofticio que boje dirijo ao Thesouro Provincial.
Deodato Rosas. Deferido com officio de hoja
ao Sr. brigadeiro commandante das armas.
Domingos Marques de Freitas.Pssse portara
e a respectiva carta de natural i saco.
Flix FerreiraInformo o Sr. inspector do The-
souro Provincial. .
Francisco Mendes da Rocha. Sim, pagando o
supplicante as comedorias.
Generosa Mara Ramos Guimares.Informe o
Sr. inspector geral da Instrucco Publica.
Jos Eduardo de Souza Landim.Concedo dous
mezes.
Jos Joaquim Alves & C.Sim, com as restric
cues feitas na relaco annexa a portara d'esta
data.
Jos Ignacio Ribeiro Roma. Sim.
Jeo Pinto Cavalcante.Sim, pagando o sup-
plicante as comedorias.
Joaquim Ferreira da Silva. Passe portara e a
respectiva carta de naturalisaco.
Maooel Jos Soares Guimarcs.Sim, mediante
recibo.
Baeharel Manoel Henriqne Cardim.Remettido
ao Sr. regedor interino do Gymnasio Pernambu-
cauo para attender ao supplicante, de accordo com
a sua informa^o de 4 do corrente, e devolver.
Maria Prcsciliana Vilella dos Santos.O acere
so determinado pelo art. 141 do regulamento de
6 de Fevereiro de 1885.
Baeharel Pedro da Cunha Pedrosa. Informe o
Sr. inspector do Thesouro Provincial.
Rodrigo Pereira de Carvalho. Prove que
maior de 21 annos.
Sebaatio Antonio de Albuquerque Mello.De,
ferido, visto nao caber a Presidencia revogar a
disposicao do art. 50 do regulamento de 6 de Fe-
vereiro de 1885.
Secretaria da presidencia de Pemambu-
oo, em de 11 Margo de 1886.
O porteiro,
J. L. Viegas.
JARTE 0FF1C1AL
Ministerio do Imperio
Por despacho de 27 de Fevtreiro prximo findo :
Conceden-so a exoneraco que pedio o baeharel
Amphilophio Botelho Freir de Carvalho do cargo
de presidente da provincia da9 Alagoas.
Foi nomeado presidente da mesma provincia o
baeharel Geminano Brazil de Oliveira Goes.
Fei nomeado official da secretaria de estado dos
negocios do imperio o baeharel Tristo de Alencar
Araripe Jnior.
Foram nomeados inspectores de Vvgiene das
provincias : do Amazonas, o Dr. Julio Mario da
Serra Freir ; do Rio de Janeiro, o Dr. Henriqne
Baptista; do Paran, o Dr. Antonio Carlos Pires
de Carvalho Albuquerquo; de S. Pedro do Rio
Grande do Sul, o Dr. Israel Rodrigues Barcellos
Filho ; de S. Paulo, o Dr. Marcos de Oliveira Ar-
Membros da inspectora de hygiene : do S. Pe-
dro do Rio Grande do Sul, os Drs. Joo Adolpho
Josetti e Arthur Benigno Castilho ; de 8. Paulo,
os Drs. Nstor Freir de Carvalho e Eulalio da
Costa Carvalho. _.
Secretarios : da inspectora do hygiene do Kio
Grande do Sul, Manoel Joaquim de Freitas J-
nior ; de S. Paulo, Francisco Carlos de Carvalho.
For. m nomeados ins, 00 Jres de saudo dos pr'O
das provincias : do Amazonas, o Dr. Joo Machado
de Aguiar e Mello ; do Espirito-Santo, o Dr. Ma-
noel Gjuhrt de So'iz ; do Paran, o Dr. Leoca-
dio Jos Corris; de S. Pedro do Rio Grande do
Sul, o Dr. Custodio Vieira de Castro.
Secretario, Benjamim Goncalves Cruz.
Foram (.presentados : o conego Osono Atbayde
Cruz na cadeira de mestre escola da cathedral da
diocese de S. Luiz do Maranho e o padre Vicente
Ferreira Galvo no lugar de beneficiado da refe-
rida cathedral.
Em 2 do corrente foi expedido ao Ministerio da
Fazenda o seguinte aviso:
Ministerio da Marinha
Por decretoa de 27 do mez passado foram :
Aposentado, a pedido, e por achar-se inhabili-
tado para o servico, o director de seceo da se-
cretaria da Marinha. Augusto de Oliveira Pinto, e
promovidos a director de seceo o 1- official Car-
las Americo dos Reis, a I' official o 2 Jos Casi-
miro do Couto e a 2' official o amanuense Jos
Maria da Silva Leal, e por portarla da mesma da-
ta nomeado amanuense da mesma secretaria o da
inspeccao do arsenal de marinha da corte Ignacio
Apparicio Soares.
Foi promovido a 1' tenente da armada, por an-
tiguidade, o 2' tenente Manoel Jos Goncalvea
Foi reformado no mesmo posto e com o respec-
tivo sold o 1* cirurgo do corpo de saude da ar-
mada Dr. Augusto Novis.
Foi concedida a Benjsmin Constant Lins de
Albuquerque a exoneraco, que pedio, do cargo de
secretario interino da capitana do porto da Pa-
rahyba, devendo continuar no exercicio daquel-
le cargo o official de fazenda Joo Segufredo Tu-
pinamoi.
Foi nomeado para embarcar no enceuracado
Riachuelo o 2- tenente Augusto Clemente Montci-
ro de Barros.
Foi mandado desembarcar do encouracado Sele
de Setembro o tenente Amaro da Rocha Cris-
tallina.
Foi ordenado aos comaandantes dos navios da
armada que dm as partes semanaes os nomes
das pracas que lm approvaco na escola pratica
de artilharia e torpedos.
Foi nomeado o padre- Miguel Cola para exer-
cer o lug*r de capello da escola n. 11 de apren-
dizes marinheiros.
Foram mandados passar do encouracado Baha
I ara o Sete de Setembro o 1- tenente Joo Perei-
ra Leite; do encouracado Javary para o Sefe de
Setombro o 1- tenente tyrillo Goncalves de Ne-
greiros ; do vapor Purs para o encouracads
liquidaban trea mperiaes marinheiros de Ia cla-
se, dous de 3", cinco grumetes imperiaes e um fo-
guista para o vapor Madeira.
--------------seotjg
- (overno Ja Provincia
DESPACHOS DA PRESIDENCIA DO DA 10 DE
MAKCO DE 1886
Drs. Augusto Vaz de Oliveira, Jos de Ges
Cavalcante e Joo Augusto do Reg Barros.In-
forme com urgencia a Cmara Municipal do Re-
cite, ficando dependente da deciso do recurso o
pagamento ajustado.
Antonia Maria do Espirito-Santo. Informe o
Sr. director do presidio de Fernando de Noronha.
Antonio Pinto Lapa & Irmo. Sim, com as res-
trk-coes feitaa na relaco annexa a portara d'cata
Antonio Tenorio Cavalcante.Informe o Sr. Dr.
chefe de polica.
Repartffio da Polica
SecgSo 2. N. 251.Secretaria de Po-
lica de Pernambuco, 11 de Margo de 1886.
IUm. e Exm. Sr. Participo a V. Exc.
que foram hontern recolhidos na Casa de
Detengo os seguintes individuos :
A' minha ordem, Capitulino Luiz de Franca,
por disturbios.
A' ordem do subdelegado de Santo Antonio, F-
lix Jos Ferreira o Antonio Thomaz, por distur-
bios ; Severo Jos Francisco e Magdalena de tal,
por embriaguez e disturbios.
A' ordem do do Io districto da Boa-Vista, Ma-
noel Antonio da Silva, por uso de armas defe-
zas.
A' ordem do do 2 districto da Graca, Manoel
Fracisco do Nascmento, por crime de resistencia
e uso de armas defezas.
Hontern, s 4 e meia horas da tarde, tent u
suicidar-se, ingerindo urna grande dose de arsni-
co e de calomelanos, o individuo de nome Joo
Cancio de Lima, de 30 annos de idade, e morador
na ra Imperial.
O subdelegado do 2 districto de S. Jos, logo
que te ve sciencia do facto, dirigi-se casa ende
se achava Joo Cancio, e mandou chamar o Dr. Jo-
s Joaquim* de Souza, que de boa vontade prest ou
os primeiros soccorros mdicos.
Em seguida compareceu tambera, a meu convi-
te, por ter chegado o fado a meu conhecimento, o
Dr. Jco Bastos de Mello Gomes.
Foi encontrada urna carta com sobrescripto ao
subdelegado do districto, na qual declara Joo
Cancio nao peder mais vier e por iaso tomava a
resoluco de por termo a existencia com arsnico
que tinha em casa.
O Dr. Jos Joaquim de Souza conservon-se du-
rante algumas horas junto ao leito de Joo Can-
cio, so se retirando quando o julgou salvo.
Communicou-me o delegado do districto de
Canbotinho, que no da 6 do corrente, s 6 horas
da tarde, dera-se um conflicto no sitio Muquem,
entre Francisco Correia dos Santos e Manoel Ig-
nacio Taran mbo, do qual resollara sahirem ambos
feridos.
Contra os delinquentes, que foram presos em
flagrante, procedeu se nos termos do inquerito po-
licial.
Communicou-me anda o referido delegado,
que uo dia 4 fra capturado no sitio denominado
Palmeirinha, por se achar pronunciado nos arts.
201 e 205 do cdigo criminal, o individuo de nome
Jos Thomaz Bezerra.
No da 23 do mez findo, s 7 horas da aoite,
e em trras do engenho S. Jos, pertencente ae
termo de Pao d'Alho, Jos de tal, conhecido por
Jos Pingad r, disparou urna arma de fogo sobre
Francisco Jos Mara, na occasio em que este
ceiava em sua propria casa.
O delinquente conseguio evadir-se e contra o
mesmo procedeu-se na forma da lei.
No d:a 6 do corrente assumio o cidadao Ma
noel Antonio Gomes, na qualidade de 3o supplen-
te, o exercicio da delegada do termo de Gamel
leira.
Deus guarde aV. Exc-IUm. e Exm.
Sr. conselheiro Jos Fernandes da Costa
Pereira Jnior, muito digno presidente da
provincia. O chefe de polida, Intento
Domingos Pinto.
Consulado Provincial
DESPACHOS DO DIA 10 DE MASCO
Dr. Leonardo de Albuquerque Cavalcante.
Deferido em vista das informacoes.
Dr. Cosme de S Pereira. Deferido de accer-
do com as informacoes.
Manoel Marques d'Avila.Informe a Ia secc3o.
Jos dos Santos Aguiar.Informe a Ia seceo.
Henrique Las serr.Junte conhecimento de de-
cima relativo ao ultimo semestre.
11 -
Antonio Jos da Cunha.A' 1* seceo para at-
tender,
Rita Nebrega de Vasconcellos. A' Ia seceo
para proceder de aecorr'o com a lei.
Henry Forster & C.A' Ia seceo para atten-
der.
Oliveira & C, Santos & Motta, Antonio P. La-
pa & Irmo, Joaquim Antonio Gomes Braga & C.
e Carvalho Cunha 4 C- Sim.
DIARIO BE PERNAMBUCO
Retrospecto poltico do auno
de189&
BLGICA E HOLLANDA
Continuac&o)
Em dala de 16 de Abril, o re Leopoldo ermou
a seguinte carta aos seus ministros:
Senhores.A obra creada na frica pela As-
soclaco Internacioaal tomou grande desenvolvi-
mento. Acha-se fundado um estado novo com
limites determinados e pavilhao reconhecido por
quasi todas as potencias.
Falta agora organisar governo e administra-
co as margens do Congo. Os plenipotenciarios
das naces representadas na conferencia de Ber-
ln mostraram-se favoraveis no commeltiniento
realisado, e, cm seguida as duas caaras legis-
lativas, as principaes cidades do paz e grande
numero de corporaces e sociedades importantes
me tcstemunliurain a csse respeito os sentimenlos
mais SYmpathicos.
' Em face de taes anima(,es nao posso deixar
de continuar a levar ao fim urna tarefu em que
effeclivamente lomei parte consideravel. E como,
senhores, sois da minha opinio, qiianto utili-
dade que do cumpnmenlo total dessa misso
pode nsultar para o paiz, peco-vosque obtenhaes
das cmaras o consentimento que para isso me
necessario.
Os termos do arl. 62 da Constituicio caracle-
risam por si meemos a situago que procuramos
crear. Re dos belgas, serei ao mesmo lempo
soberano d'outro estado independente como a
Blgica, e que, como ella gosara dos beneficios
da neutralidade. Esse estado tem de viver sua
oosta, e a experiencia, bem como o exemplo das
colonias visinhas me teram a pensar que elle ter
para isso os recursos indispensaveis. A sua de-
feza e polica sero garantidas por forcas africa-
nas commandados por voluntarios europeus.
< Portanto, entre a Blgica e o novo estado lla-
vera apenas ama ligacao pessoal. Estou convi-
cto de que essa unio sena vantajosa para o palii
sem Ihe ser onerosa de modo algum. Se as mi-
nhas esperanzas se realisarem, dar-me-hei por
largamente recompensado dos esforcos que em-
preguei em bem da Blgica, a cuja felicidade de-
dico, como sabis, a minha vida.
Depois de haver lido essa carta perante a cma-
ra dos deputados, apresenlou seguidamente o
presidente do conselho mesma cmara, em ses-
so (le 21 ile Abril, um projecto de lei conceden-
do a autor8a{a*p>dida por Leopoldo II. 0 ar-
tigo da constituicao belga citado na missiva real,
prohiba ao monarclia o aceitar a soberana do
estado do Congo, como outra qualquer soberana,
sem audiencia e consentimento expresso do cor-
po legislativo~nacional. Prescreve mais a le
fundamental do reino que esseveonsenso, para ser
valioso, deve reunir em seu favr os votos dos
dous tercos, no mnimo, dos membros^que con-
stituem cada urna das casas do parlamento. v.
Justificando o projecto ministerial que apresen*
tara, o Sr. Beernaerl insisti sobretudo em alir-
mar que a existencia do novo estado africano,
sendo urna luzente pedra engastada pela amabi-
lidade dos conferentes de Berln nacoroa da Bl-
gica, nao custaria entretanto a esta o menor sa-
crilicioxo gs*to raa insignificante. A insisten-
cia era necessaria, porque a populaco belga, um
tanto desconfiada por natureza, achava o presente
grande de mais ou excessiva a honra para acci-
tal-a sem condices.
Depois de submellido ao parecer de urna com-
misso expressamente nomeada paraesludal-o,
foi o indicado projecto approvado por ambas as
cmaras com a nica discrepancia de um voto.
Tal unanimidade nao obteve urna circular do
ministro do reino em que S. Exc, tal vez sem as-
sumpto de maior gravidade a que no momento
dedicasse a sua competencia, houve por bem es-
tablecer certas regras acerca das honras milita-
res a prestar as procisses. Apesar de modesta,
modestissima nos seus intuitos, o caso 6 que a
innocente circular do Sr. Thonissen foi na cama,
ra dos depulados belgas objecto de discusso to
larga quanto calorosa. Cusa a crer que as insli-
tuie&es parlamentares Uvessem sido creadas para
cousas de semelhante valor, mas os factos sao
mais eloquentes que todas as crencas e suppo-
sices.
O pensamento do ministro tinha sido essencial-
mente conciliador. Hendendo a niais grata e
profunda homenagem ao Santissimo Sacramento,
nao quiz, todava, o Sr. Thonissen que o seu acto
fosse descontentar intimamente os altivos cam-
pees da consciencia livre, para os quaes nao ha
delicadeza, condescendencia ou cousa alguma
deste mundo capaz de obrigal-os a tirar os cha-
peos diante d'aquillo que a maioria de seus con-
cidadaos faz alvo de muito respeitoevencraco.
A inflexibilidade philosophica desses taes est,
por va de regra, cima de todas as convenien-
cias mundanas.
A circular, procurando um justo meio entre
opiniOes extremas, recommendava tropa que s
conferisse a honra de sua presenga s proci-
deprimeira ordem, e mesmo assira, scom requi-
sico do governaclor da provincia ou da autor-
dade municipal respectiva. Fra designio minis-
terial evitar ceremonias superfluas. A diflicul-
dade para nos, se fossemos autoridades militares
na Blgica, seria distinguir entre procisses de
primeira ordem e as que devessem ser conside-
radas de ordem inferior, tanto mais quanto nos
parece que, seum s sentimento as anima a todas,
faltar justiga o render-lhes preito desigual.
Nao foi, comtudo, por esse lado que os ultra-
calholicos do parlamento atacaram a circular: a
sua opposiciio consisti em negarem-lhe funda-
mento legal. Urna vez collocado nesse terreno,
o ministro interpellado invocou em seu favor urna
resoluco tomada em 1819 pelo re GuiHierme,
dos Paizes Baixos. Censurou-lhe amargamente
o Sr. Woeste semelhante citaco. dizendo que o
ministro nao devia procurar justificar-sc com o
acto de um governo detestado, cuja tyrannia pro.
testante pesou durante 13 annos sobre a igreja
catholica da Blgica. Sustentou, alcm dissoo
digno deputado que a revoluco de 18.'10 tivera
por effeito annullar todos os decretos promulga,
dos durante 9 rgimen hollandez, desde que fos-
sem contrariosao espirito da constituicao, li-
berdade da igreja, bem como ao respeito a ella
devido, accrescentando que no numero dessas
derogaces implcitas se cmprehendia de direito
o texto legal invocado. Segundo o Sr. Woeste, a
nica disposicao que anda rege a materia o de-
creto do Messidor, no qual se prescreve nao s
que as tropas da guarnico devem acompanhar
as procisses, mas ainda que a artilharia obri-
gada a applaudir esses edificantes espetaculos re-
ligiosos com algumas descargas de plvora secca-
Da esquerda, porm, observaram a o Sr.
Woeste que se o reconhecimento da independen-
cia belga, em 1830, tinha ipso facto minificado
todos os actos do dominio hollandez, com maio-
ria de razo nao podia admit ir-se que conli-
nuasse a vigorar a legislaco da epocha revolu-
cionaria anterior.
Foi pena que se gastasse de parte a parte tanta
erudico histrica e jurdica sem resultado po-
sitivo. O nico alcance praco dos debates a
que as procisses deramensejo. consisti em ficar
a limpo que os clericaes. apesar da disciplina
que os une, teem arrufos passageiros; mas nao
passa disto, porque, aiinul, o exercito reacciona-
rio deve estar ltimamente satiafeito com os
seus generaes. O gabinete Beenaert BObsttae
peifeilamente o gabinete Maln e o Sr. Tho-
nissen, com mais calma e menos espalhafalo.
vai fazendo tudo quanto o Sr. Vctor Jacobs
desejou reahsar.
0 aclual ministro do reino e da instrucco pu-
blica chegou ao poder procedido de extensa re-
putaco de poltico moderadsimo, Todos es-
peravam que o sabio, o grande criminalista, o
homem mais affeito ao silencio do seu gabinete
de estudo que s algazarras partidarias, appli-
( asse com a mxima suavidade a nova lei das
escolas, producto famoso do ultramontansmo
triumpnant, concebido por odio impericivel
contra o ensino laical. Havia quem dissesse que
o Sr. Thonissen chorara quando lhe noticiaram
o numero espantoso de professnivs que tinham
flcado sem pao e na miseria pela suppresso
das escolas hiunicipaes, eecluada por seu an-
tecessor. Se o caso 6 verdadeiro, as lagrimas do
actual ministro nao iraduziam decididamente o
sentimento que lhes era attribuido. As suppres-
ses to lamentadps continuaram como nos
bons, posto que rpidos dias do ministerio Ma-
lou, e a obra da reaeco vai proseguindo com
inalteravel ardor e affouleza.
Nao obstante o desejo que parece ter o seu go-
verno de attrahil-a para um passado cujo inteiro
regTSjso _j- a^su:a_impQsiyi'lJ,aJieJicii_i.<'a-
lisou cm 1885 urna das mais brilliantes tosas da
industria moderna com a sua expoeicao uni-
versal de Anvers. 0 proprio Sr. Thonissen leve
de esquecer por momentos o grave assumpto
das procisses, para ir com mais dous de seus
oollogas, em compannia do re, da rainha e de
outras personalidades notaveis. a lsente ceri-
monia da proclamaco dos premios devidos aos
differentes expositores, a esses centenares de in-
dividuos de todas as procedencias, que anima-
dos de espirito verdadeiramento diablico, impe-
nitentemente satnico, procuram, poria, e em
beneficio da communidade humana, aproveitar
todos os fructos colhidos no novo campo da
scienciaa infatigavel Irabalhadora para quem
as preoecupaces theologicas sero eternamento
extranhas.
(Continua)
REOIFE, 12 DE MARgO DE 1*86
Noticias do Rio da Prata e
sul do imperio
O vapor francs Y Ule de Pernambuco, entrado
hontern do sul, trouxe as seguintea noticias e as
que eonstam da rubrica Parte Official.
Rio da Prala
Datas at 23 de Fevereiro :
Segundo telegramma expedido de Buenos-Ayrcs
a 20 e publicado no diario de Montevideo El Siglo,
o ministro oriental, Gayoso, tinha apresentado ao
governo argentino dnas novas relamacoes.
Na primeira pedi o processo do general Arre-
dondo, fundando-so cm urna cartadeste, que ap-
pensou nota e de cujo texto deprehendia se que
o autor iucitava varios chefes orientaesa subleva-
rem-se contra o seu governo. O ministro dos ne-
gocios estrangeiros respondeu, de accordo com o
parecer do procurador geral da naco, que nao
havia fundamento para deferir ao pedido.
A segunda reclamacao referia-se denuncia de
que na casta de Entre- Ros, fronteira costa orien-
tal, havia agrupamentos de gente que ameacava
passar para a ortra margera : pedindo por isso
que fossem dissolvidos taes agrupamentoc.
O governo ar entino transmittio a communica-
co ao governo de Entre -Rios, recommendando-lhe
que procedesse contra os denunciados agitadores
de cenformidade com os usos do direito interna-
cional.
Estas respostas foram communicadas pele mi-
nistro Gyoso ao seu governo.
Accrescenta o telegramma que nao era exacto
que houvesse qualquer cousa resolvida sobre a re-
tirada da legaejto uruguaya de Buenos-Ayres.
El Sigli em artigo editorial, disse que nao lhe
mereca crdito a noticia da prxima retirada da
egaco oriental.
A junta de saude de Montevideo resolveu ele-
var a seis dias a observacao dos navios de ultra-
mar que fazem escala pelo Rio de Janeiro e a qua-
tro dias a dos vapores da companhia brasileira.
O governo recebeu, na corte, os seguintes te-
legrammis :
Montevideo, 1 de Marco, s 4 hora da tarde
Dr. Francisco Vidal eleito presidente da repbli-
ca por 53 votos, contra 15 doa quaes obteve 12 o
genersi Peres.
Montevideo 1 de MarcoHontern o general
Santos transmittio a preaidencia da repblica ao
Dr. Vidal. A tranquillidado perfeta. Segundo
noticias via Buenos Ayres o'-xercito revolucionario
reune-se em Caseros para invadir no dia 6 pelo
Quaraim e outros pontos do Uruguay.
Um telegramma particular diz assim :
Montevideo, 2 de Marco s 11 horas e 38 mi-
nutos da mauh.
Foi eleito presidente constitucional o Dr. Fran-
cisco A. Vidal.
Consta que um dos seus primeiros actos ser
amnista de todos os revolucionarios.
A imprensa argentina combate as exigencias do
representante da Repblica Oriental, o Sr. Gayoso.
Foi nomeado general das srmas o ex presidente
Santos.
Sao Paulo
Datas at 2 de Marco :
No dia 27 de Fevereiro foram approvados pie-
mnente e receberam o grao de baeharel em di-
reito os Srs. Ismael 'as da Silva, Jos Pereira
de Qneiros, Primitivo de Castro Rodrigues Sette
e Jos Francisco Soares Filho.
__O, Jah eaoreveram ao Piario Mercantil :
No dia 19 no bairro dos Pereiras, deste muni-
cipio, praticou-se um crime hediondo. Antoub Jos
Rodrigues e seu irmo Je s Joaquim Rodrigues,'
por motivos que sao ignorados, travarsm-se de ra-
zoes e esfaquearam-se n'uma luta medonha ca-
hindo ambos quando as fe reas lhes faltaram, An-
tonio falleceu, poucas horas depois do couflicto, J.
Joaquim, que tem ferimentos graves, foi preso.
A' mesma folha commuuicou o respectivo
orrespondente que na fazenda do Sr. Vallado
de Freitas a pouca distancias da vilia appareceu o
cadver de Pedro Bruno, sendo a morte produzi-
da por um tiro que recebera na face a juizo doa
peritos do auto do corpo de delicto.
No dia Io fizeram acto do 5o auno e tomaram
o grao de baeharel em direito os Srs : Francisco
de Paula Pinto, Adelardo da Fouseca, Manoel Jos
Ferreira Penna e Joo Olavo Eloy de Andrade.
Foi capturado cm S. Luiz do Parahytinga o
escravo Ozias que assassinou o feitor do estabele-
cimento rural de Timotbeo Jos Cesario de Cam-
pos.
Conforme eommunicaca i do delegado de po-
lica da Faxina, foi capturado, a 17 de Fevereiro
ultimo, o reo Atanagildo Lopes de Almeida, pro-
nunciado como acurso as penas do art. 205 do
cdigo criminal.
A 19 do mesmo mez, no baiirodos Carvalhos,
termo de Bom Successo, foram capturados os cri-
minosos Bento Manoel Nuncs e Bernardino Salva-
dor de Campos Buenos, os quaes se acham recolhi-
dos cadeia d'aquelli cidade.
Refere Iguapense que em Tapiruss suicidou-
se Sebastio Marianno que a tempo se achava en-
fermo.
Bio de Janeiro
Datas at 3 de Marco :
O ministerio da justica resoiveu, attenta a
falta de crdito, dissolver a commisso nomeada
por aviso de 1 de Julho de 1881, para organisaco
do cdigo civil, sobre a qual providenciar logo
que o poder legislativo conceder os meios 'neces-
sarios que sero opportun::mcntepedido3.
Mandou se abrir novo eoncurso para provimen-
to dos officios de escrivo de orphos e ausentes,
e da provedoria de capellas e residuos de There-
zina, vieto noterem ss habilitado os pretend- ntes
na forma das dispusieres vigentes.
A' ins, ectoriado Arsenalde Marinha de Per-
nambuco recommendou o ministerio competente
que fazendo cessar a pratica de arvorar operarios
em mandadores, informe qual a disposicao em que
se fundou para consentir na mesma pratica.
Sobre o emprestimo eiterno escreveu o Jor-
nal do Commercio do dia 1:
a Relativamente a este emprestimo, temos m%is
as seguintes infjrmacoes :
O emprestimo de seis milhoes 'esterlinos ef-
ectivos. Emisso 95, juro 5 por cento amortiza-
co 1 por ce ato, que extinguir o emprestimo cm
38 annos.
Pela primeira vez a commisso de 1 por cen-
to apenas o que faz que, comparado aos anteriores
este emprestimo como se fo^se emittido a 96.
A subscripeo deve abrir se hoje e para as
entn das em quatro prustacocs marcaram-se estes
prazos:
No acto de asaignatura 20 ^
l de Maio 20 o/0
i TsuAgosto 25 o/.
A 15 de StB>.l ., /.
E accrescentoiTa-KS4af2lh?no d 2
8. Exc. o Sr. ministro da rueo*-!
guintes telegrammas:
Temo8 grande prazer em commumear a""
Exc. que o^empreatimo obteve pleno exito,tendo nos
empregado os maiores rsforcos para este resulta-
de Rotschild.
Emprestimo recebido e subscripto logo.
Atevedo Castro.
Sobre o desfalque do English Bank, escre-
veu a dita folha no dia 1 :
O facto, do desapparecimento do pagador do
English Bank of Rio de Janeiro, Ignacio Marques
de Gouveia, deixando na caixa um desfalque de
quantia superior a 200:000/000, foi levado ao co-
nhecimento do Sr desembargador chefe de plida,
que expedio ordena para captura do indigitado
criminoso.
E accrescentou no dia 2 :
V O Sr. desembargador chefe de polica eniar-
regou o Dr. Silva .rtattos, Io delegado, de proce-
der a' inquerito sobre o desfalque que se deu na
caixs do English Bank of Rio de Janeiro.
O Dr. Io delegado acompanhado de seu escri-
vo, dirigio-sehontem s 4 horas da tarde ao es.
criptorio do bane~, onde se demorn at s 6 ho-
ras da tarde, examinando os livios do banco; e
auxiliado pelos dous peritos, procedeu ao corpo de
delicto.
O desfalque encontrado el:va se semma de
248:084*180.
At hontern noite gnorava-se o paradeiro
de Ignacio Marques de Gouveia, o autor do dea-
falque.
Lemos na mesma folha do dia 1, soj o titu-
lo O balo.
> Finalmente subi o balo do capito Martnez
que j por vezes fizera esperar debalde e com os
olhos fitos no firmamento, metade da populaco
deeta cidade.
Cerca das 5 horas saudad por frenticos ap-
plausos, elevou-ae magestosamente o aereostato
Relmpago, levando dependurado de um par de
argolas, o capito Martnez, que as altaras ia fa-
zendo variados e arriscados exercicios gymnasti-
eos, at perder-se de vista, nao o balo, mas o ca-
pito por menos volumoso.
< O balo manteve-se apenas no ar uns des mi-
nutor, e se nao chegou grande alturo, foi esta
eem vezes xiaior do que a necessaria para que o
capito Martnez ficasse achatado, se de I cahis-
se
O balo sustentado pelo grande numero de
pra-quedaa que o cercavam, foi descendo paula-
tinamente at pousar na chcara do fallecido Luiz
Antonio Alves de Carvalho, na ra do Catete n.
182.
O povo iuvadio a chcara e appareceram logo
enthusiastaa para levaren o areonauta, em charo-
la, outra vez para o circo. A viagem aerea do ca-
pito Martnez foi apenas urna curta digresso,
mas bastante para que nella podesse mostrar toda
sua coragem e sangue fri.
Acerca do trespasso de Eugenio Adet, escre-
veu a mesma folha.
Aps breve lapso de tempo, j vem ferir-nos
novo e dolorosissimo golpe. Hontern, s 2 e meia
horas da tarde, fallecen o nosso bom companheiro
Eugenio Adt, aps enfermidade to pertinaz quao
in. idiosa, que aombn do todos os esforcos da
aciencia, de todos os desvelos dos amigos.
. Joven, intellgente, activo, dedicado ao traba-
lho aos dotes do espirito unindo os do coraco, que
o tziau estimar dentro e fra de casa de quautos
o conheciam, sorria-lhe auspicioso futuro, quando
inopinadamente veio a morte ceifar em flor tantas
esperaness, roubando familia um filho extreme-
cido e um irmo desvelado, a nos um amigo leal,
um companheiro prestim >sis3mo.
Se nestes transes afflictivos na la pode supprir
os carinhos da familia, ter esta, ao menos, a con-
snlaco de saber que quanto era humanamente pos
sivel, tudo o fea a amizade.
Os mdicos, Dr Constante Jardim, assistente,
e os Drs. Cypriane de Freitas e Moatiro de Aze
vedo, em amiudadas conferencias, nao despreja-
ram um s de quxntoemeios lhes suggerio a acun-
is; um s momento nao deixou o doente de ter
amigos a seu lado, e apenas a molestia assumio ca-
rcter grave, dia e noute foi velado o querido en-
fermo com inexcdivel dedicaco por dous inteli-
gentes alumnos de medicina, os Srs. Mario de Soa-
za Ferreira e Luiz Honorio Vieira Sonto Sobrinho,
que por dnas vezej o arrancaran! a urna morte im-
mediata, prolongaram-lhe a existencia at quehoc-
tem teve esta o seu termo fatal e inoxoravel.
As d versas corpwacoea desta empresa tomara

I WflUMI 1


Diario de PernainbocoScxta-fcira 12 de Harpa 188(1











-
fraude effoitos negativo, e dado largas ensan-
chas sepbismacfo do imposto e consequente
agorentamento de sna receita; e desaa forma tira
anda estmulos reluctancia de grande parte de
contribaintes, que em odio inconsciente ao im-
posta, cuja franca repercusse uo entretanto liber-
ta os em definitiva do onus directo, e por sugges-
toes da interesses de ordem particular, lancam
mi de todos oa meios para illudirem a arrecada-
cao prxima ou remotamente.
E tudo isa tradua isuaenso prejuizo Fassnda
asm poverte para asa classes cossnmidoras; per
que dallas cobram eaacs que aaaim prowdso o
posto, que nao papjaram, nao esqueeenste illu-
laiuar esses. exped entes com a fallada incoas ti tu-
de sesgue ua'caaa da ras dar cionalidads do imposta; ao qnal intcicionalmente
Hito por 3 aias, cono demonstracao de saudade e
estima pelo finado, que somente aqu em casa con-
tava tantos amigos dedicados quantcs sae os nos-
os companheiroa.
Na ausencia da familia, e ainda assim em nome
della, incumbe-nos rogar a todos os amigos dellee
nossos o ultimo e caridoso servico de acompanhar
ao cemiterio de S. Francisco Xavier o corpo do
aosao pranteado Eugenio Adt, que boje, as 9 ho-
ras da manba, sahir da casa n. 5 B do principio
da ladeira de Petrepolia, no mam de Santa-Tbe-
reaa, sendo o aceeaao pata rus-de Msste-Aaegre.
Em 2, a retesida-risa des esnnoticia*ob a
aoticia scenas de san!:
Hontm a 5 horas da tarde, di
aaentavel scens de sesgue ua
Ajuda n. 95, onda resisten Francisco Isolti; sua
mnlher Palermi, su sagra Ananinciata Falanni e
sea cunhado Rapbael stafi.
< A casa uaa estabelecimento dotnmssas e ou-
tros gneros italianos ; terrea e tesa os seguiutes
aposentos: sala da frente que serve de loja, na
eubiculo nos fundos que communica com um quar-
to de dormir e 'im corredor extenso; nesS' co.re-
dor existe, ao lado, mais um quarto, e nos fundos a
sala de jantar cozinha e terraco.
A lgubre scena passou-se no eubiculo, junto
a sala da frente.
Isolti e sua familia ahi conversavam sobre
sena negocios; Stafi, entrando bruscamente e lem
brando-se de urna altercacao que ti vera na vespe-
ra com seu cunhado Isolti, armou-se de urna nava
lha e atirou-se sobre elle, e segurando-o pelos ca-
bellos, d-lhe 4 golpes no pescoco deixando o ba-
nhadoem sangue.
Depoi, de tr praticado o delicto Stafi evadi
se sendo, porra, perseguido por pe;soas do jxjvo.
aos gritoi de pega o asoassino foi preso na estala
gem da ra da Guarda Velh a n.38, pelo Sr. R.sas,
inspector do 2 districto de S. Jos e recolhido
4* estacio policial.
Francisco Isolti, gravemente feriJo ebanhado
em sangue, segurando o pesclo, que pareca de-
cepado, teve a eoragem do entrar n'uma pharma-
cia prxima e como ahi nao fosse possivel tratal-o
convenientemente dirigiirse para a casa de sanie
deNossa Senbora da Ajuda, onde chegou camba
leaudo.
Stafi, o assassino. foi apre ;eatado ao Sr. com
mendadsr Feno, subdelegado do 2' districto de
S. Jos; sendo i iterrogado por esta autoridade, de-
clarou que tinha ferido com urna navalha seu cu
nhado Isolti, por que este amjacara ante-honte n
matal o com um revolver, e repiti hontem a mes-
ma ameaca eoin urna faca de ponta, com que se
achava armado na occasio cm que jogavam com
outros companheires.
A navslha foi encontrada toda cnsanucntada
dentro da referida casa; sendo apresentada a Stafi,
Jeclarou este que era a mesma arma com que tinha
Hendido seu cunhado.
Pelas iuformaeoes que colhemos, consta-uos
que havia antiga rixa entre Ettafi o Iiolti por urna
questao d.: dinheiro.
Aunun Jata Parlemi o sua filha foram tambem
conduzdas 4* cstacao policial e apresentadas a
autoridade polcial : ficaram d tidas ord< m da
mesma autoridade. Esta, acompanhada do alferes
Bianchi, commandante da a istaco policial, di-
rigio-se ao hospital e interrogando I?olt, qco m> 1
poda fallar, soube por este que Stafi o aggredira
para mtalo e que sua eogra Anuunciala Palermi
era r aa inimiga e era cumplce no tacto. Quanto
sua mulher, declaroa qu& nao julgava que ti a
fosse capaz de complici Jade no crime e pedia para
qne a dcixassem ficar perto de sua cama no hos-
pital.
> Foi lavrado auto de flagrante delicto contra
Stafi.
Os fermentos de Isolti foram es seguiutes :
nma incisao, indo do saphio medio cervical pos
terior, a cinco centmetros abaixo da protubciau
cia occipital externa de 16 centiuictres de extenso
interessando a pclle, o tecido cellular sub-cutaneo
a aponevrose e os msculos da nuca do lado cor
respondente, o stcrno-clcdo mostoideo direito, no
sea terco superior e parte superior da paroebia.
Urna incisao, comecando a bordo posterior do
sterno-cleido-mostaideo dir to, a seis centmetros
e meio cima da clavicula e dirigndo-se obliqua-
mente para cima, para diantc e para a esquerda
e terminando ao nivel do ngulo-inferior do ramo
esqnerdo do maxillar inferior, de 18 centmetros.
Esta incisao dividi a pelle, o tecido cellular sub-,
cutneo, o aponevrose cervical superficiaj^o m-
eulo.cutanio do pescoco em toda aiieff^ao da in-
cisao e a veia jugular extJt~"arividio completa-
mente o faixe chjiYclriar do sterno-eleido-maatoideo
e a me3-'~cxterna do feixe external do inesmo
Siculo e os msculos da regulo infra-hyoidea di-
rsita......... ._.
Encontra-se mais nma ligeira incisao dirigida
io tubrculo mentruiano direito ao esqnerdo, :n
teressando a pelle desta regio e bem asshn urna
outra de 2 1/2 centmetros no lobul da orclha di-
. Foram fcitas as suturas das partes profundas
e superficiaes pelo Dr. Francisco Goncalves da
Silva, auxiliado pelos internos da casa de saude,
o 6a annista de medicina Jcaqain. Ribeiro de Cas-
tro e o 3 anniata Eduardo de Mag^lhes.
O estado da victima muito melindroso.
A autoridade policial proeegne no inquerit).
A casa da ra da Ajuda n. 95 f fechada fi-
cando porta urna sentmea.
Kpi rito-Sanio
Datas at 28 de Fevereiro :
De ltapemcrim escrevem Provincia do Espi-
rito Santo, o aeguinte:
Terminados os estudos de locaejio at o ponto
do entrone"ment no lugsr denominado Duas Bar-
ras, deu-se ccmcQO no dia 13 diste mez aos traba
Ibci do preparo do leito da estrada.
A' inaugurado desse3 trabalho^ toram espon-
tneamente asslstir o corpo commercial d'aqai e
diversas outras pessoas gradas : indo todos em
companhia do distincto engenbeiro fiscal do cessio-
nario, o Dr. Bodolpbo Henrique Baptista.
Os primeiros oito kilmetros que eitraram cm
construccao foram empreitados pelos Srs. Machad >,
Gonoalves Se. C que teem a seu servico mais de
200trabalhadores de diversas nacionaliaadss.
Os Bub-empreitciros obrigarr.m-e pelo con-
trato a finasar as obras dentro do praso de seis
mezes, porm trabalh: m activamente para que no
fiu de quatro mezes fiqnem promptos os oito kil-
metros.
Os engenheiros Jos Prxedes, Rebello Bastos
c Augusto de Figueiredo continuam no trabalho
i. loe"i'
O Cachoeiro sahio j da apathia era que jazia;
o tropeiro parece ji ter receiode dar o grito espe-
cial, o assobio carateristio de snnnaco aos seus
burros; o progresso crofim infunde-lhes respeito.
Babi*
Datas at 1 de Marco :
Nada referem as folhas que mereca menco.
INTERIOR

Fazenda Provincial de Pernatn
bueo
(Extractos do Relatorio do Sr. Dr. inspector
do Thesouro Provincial)
Nao sao desconhecidas as difficuldades que cer-
cam e opprimem a situicao econmica da provin
cia.
Oa e abramos que a deficiencia da arrecadacao
tem produzido desde a suspensivo do imposto de
consumo local, s revelam no actual exercicio
ainda maia temerosos em seos effeitcs pela cir-
camstancia aXipervenientc de obstculos creadoe
fiacalisacao e cobranca regular do imposto sobre o
gvro commercial, decretado na lei do orcamento
vigente como nm dos recursos mais valiosos para
obviar os inconvenientes da alludida staselo e
porventura equilibrar as operacoes do exercicio.
cujas despegas estao no entretanto por pagar em
grande copia e nem ha a esperar recursos ordi
narios qne a ellas possam eobrir.
A previsio orcamentaria, certo, tem fallido na
objectivaejo de um dos seas meios capitaes; mas
tal phenomeno nao tem por causa nem a iinpro-
ductividade da fonte de renda creada, nem a m
apreciaclo sobre os seus resultados. A situacao
anormal que accidentalmente se erig e o coa-
curso de circumstaacias sobrevindo estagoaram
aquella fonte; e d'ahi a feco quo retrato uestes
linbas de rpida exposico.
O, a lei n. 1860 decretou no 12 art. 2o a im-
posicao de 3 / sobre o quantum do eyro presu-
mido das casas de nt gocio de importe^o de quaes-
gner gneros, dando no 15 o molde geral da
cobranca, qne foi desenvc tvido as Instmccoes de
19 de Agosto do anuo prexim i passado. A forma
ahi calcada fiacalisacao e cobranca do imposto,
a forma que com critenoso estud da materia
pareceu ao legislador por um lado conducente a
boa arrecadacao e por outro fcil ao contri bu inte
na sattetacio de sua quota, porm, tem produzido
for circumstancias excejtcinnaes de m fe e de
dio a qualificafio de direitos de issportaco.
O simples texto da le, possjm, na parte concer. Ant
namte imposico, exclue seise I baste qaalificasSoy
p6.' claro sua ndole e affima i mesma mposi*-
clo a naturexa de imposto quo nio-pode cofa^j
dir-se com direitos de importaco; e nem a torma
estabelecida para o calculo altera-!be a naturexa,
distincta e diversa de ta>s direitos, urna vez qis
ella um accidente e nao a essencia da cousa.
E' de simples vista que um imposto qualquer
nao deixa de ser o que nao perde a qualidade
propria, s pela" circurastaneia extrinseca de pro-
ceder-se na sua percepcao por urna forma menos
complicada a mais acceasi vel, do que outra mais em -
baracoa a se nao vexatoria; e dado que se cobrasse
o imposto do gyn commercial nao sobre o valor
oficial, mas em vista da eeeripturacfo do contri-
buste seria elle anda tido por impoi-to de impor-
tacao ou de consamo mas arado como se articula
uo interesse dos reluctantes?
Na preferencia, portento, do valor oficial es
crip'nraeo do centribuinte para o clenlo do im-
pasto, no vai a desvirtuado da naturexa dcste,
mas manifesta-se urna orientacao precisa da ma-
teria o o animo do legislador de fugir as difficul-
dades rrsultantea da exhibi^io de livroa de com-
mcrcantes e de poupal-os aodevassament de sua
situaclo mercantil, ciicumstancias que se im-
poriam para o calculo sob urna outra forma de
apreciacao do gyro presumido.
E, pos, defsa disposicao alias benigna e de alt:
criterio nao lgico concluirse pela homogenei-
dade dos direitos de importacao e do imposto de
gyro, e muito monos p.da inconstitucionalidade
d;st>-, cuja iudole pode filial o ao grupo dos de in-
dustrias e pr, fissoes, asesino lvalo k elasse dos
de renda ou capital, mas nanea dar lhe o typo ou
a virtuaiidade dos de entrada, nicos a que attinge
a onsagraco prohibitiva do a;to addicional.
Nem contrasta essa noci o que considera em
harmona c^m oa impugnadores o Dr. administra-
dor do Consulado cm seu relatorio, na parte quo
se oceupa deste assumpto; porque, cumpre dizel-o,
para chegar ao seu corollario, foi lhe preciso no
terreno especulativo establecer r. ras novas e do
accordo com ellas firmir no da pratica u conclusa*
tirada.
E nisso srpara-ae precisamente do que c cons
titucional defin 4.o em reluci a materia, e levado
por circumstancias extrnsecas que nao modificara,
cerno mais cima expuz, a essencia do imposto,
forma diversa inteligencia da inconstitacionali-
dsde firmada no acto addicicnal, para em absoluto
earaeterisar o imposto de 3 % sobre o quantum do
gyro presumido das casas de negocio de importa-
cao verdadeiro imposto de importacao ou de con-
sumo, desde que toma por bate o valor da merca-
d'jri i e cobrado pelo facto de darem ellas entrada
nesla provincia.
Mas comprebende se que o absoluto dessa regra
nao apanha o imposte do gyro.
Do ettudo de sua naturesa evidente que tem
elle por incidencia o movimento qpmmercial do
negociante, e que a cobranza da reipectiva quota
exequivel sobre o resultado do mesrao movimen-
to; e disso segu se que o valor das marcadoras
lhe simplesmentc elemento constitutivo do quan-
tum c a entrada das mesmas nao interessa co-
branca senao por urna aecao do ret \\-i e nao d j
incidencia directa, como pretende aquella theoria,
que confunde ideas distinctas no sen systema; e
per isso que apreciando essa materia diz Tavures
Bastos, que nao com a lgica smente q je se go-
vernain os Estados; hao de .onlras consideracoes
prevalecer que suavisera os rigores das doutrmas
exclusivas, sendo mais funestas, porm, do que a
lgica doutrinaria a byperbole ajudada jjela c/>s-
f..u s 'f^*m a* -
Jos Peixoto da Fonseca 4
Joj Jos Rodrigues Mendes 2
Manoel Jos da Cunha Poi to 1
A' vista deste resultado, o Sr. presidente pro-
clamen eleitos os trez primeiros Srs. accionistas.
Nada mais havendo a tratar-se, e sendo 3 ho-
ras, o Sr presidente encerron a sesaSo.
eu Jos Ferreira Marques,'2- secretario subs-
crevi a presente.
Manoel Gomes de Mattos,
presidente.
Julio Cesas. Pas Barretto,
1' croiiaii).
Jos Ferris Masques,
2' secretario.
AntMscd* (Jiha Ferreira Baltar.
sisnjss OaimbsGiiissaae.
P. p. dseA.it >sio RMgusns'o-
Migsrt Jos B.irbossCaiswr^u-s.
Aurstoxtos tlusll iflMHili
Barao ^e Petrolina,
Caetano C. da Costa Moreira.
Carlos de Muraes Gomes Ferreira.
Francisco Ferreira Baltar.
Henrique Bernardes de Oliveira.
P. p. de Heuriquo Jos da Cunha
Manoel Jos da Cuaba Porto.
Joo Ferreira Baltar.
Jos Domingues Mais.
P. p. de Jos Jeronymo Monteiro
Joaqnim Alves da Silva Santos.
Jos Peixoto da Fonseca.
Jcs da Silva Loyo Jnior.
Jos Albino de Abreu Cardoso.
J.is Mara da Silva Fernandes.
Joaquim Alves da Funaeea.
Joaquim de Souza Silva Cunha.
P. p. de Man el Albino de Amorm
Aurelio dos Santos Cimbra.
Manoel Bernardes de O.iveira.
t*. p. de Manoel Bernardo Corria Mndonca
Aurelio dos Santos Coimbra.
Mano 1 Jos da Cunbi Porto.
W.JW Robiliard.
Jos Juio de Amorm Jnior.
KCViSTA DIARIA
i pela
rfcsao. *
Aqaea intetligertcia, pos, ni ferc a inteHagen-
cia do gyro; o este nao s se caractensa por sua
constitucionalidade, como ainda dispoc effectiva-
mente de condiooes de inteira viabilidad* eeone-
mnio-finaaceira para ser mantido como fonte de
recata. O que carece qne se cerqus a-soa.-.per-
cepcilo de garantas que assegurem a effectividade
da arrecadacAo ; o quo cumpre ueste sentido que
o governo central uo levante b-irreirss ao servi-
do da provincia em um negocio deste vulto, de in-
teresse geral e que enttnde directamente com a
vida da administraco.
Questao, que podera ter sido resolvida as cir-
cumstancias sobrevindas pela forma facultada na
parte final do disposto no art 22 Jo decreto regu-
lamentar ns. 6,272 da 2 de Agosto de 1*76, por
nao sel-o, alentou a reluctancia dos coniribuintes
com prejuizo da arrecadacao, que no 1" semestre
do corrente exercicio apenas prodnxio a quantia
de 76r082|825, correspondente approcimadamente
a 0,1 do calculado, sendo que nao ha fundamjnto
pira recusarse a luelU permissao esta provin-
cia, quando a outra nao foi ella negada em condi-
coes por ventara menos attendiveis pela natureza
do imposto, cuja cobranca corometteu-se respec
tiva Alfandega.
Prescindindo, da questJo sob a relacilo discuti-
da, seria para desejar como meio de obviar diffi-
(ndades e fazer cessar situace.s impossiveis,que
se praticasse a medida a que allude o Dr. adminis-
trador d> Consulado em desenvolviuiento e solu-
cao das preliminares estabeleciaas em seu relato-
rio, sendo-o pela forma exposte, que corta por todas
as questoes, pe termo aos excessos e por uma vez
acaba com os escrpulos.
as considerares expostas tenho cumprido a
obrigacJo regnlamentar, mas nao terei por ventu-
ra dado s materias diversas, com que joga um
relat trio desta ordem, o de.envolvimento que el-
las requerem ; do que pe?o deseulpa a V. Exc.
E' certo, todava, que na exposicao dos factos
nadu omitti do que concerne situacao deste The-
souro c ao estado financeiro da provincia, de sirte
que si nao com proficiencia, ae menos com os da-
dos necessario, proporciono meios de estudar-se
aquella situacao e de providenciar-se sobre esse
estado, como urge a vida econmica da provincia
e o exige a sua administraoio, acertada e honro-
samente incumbida a V. Exc., de cujas luzes, in-
telligencia esclarecida c conhecimentos pr&ticos
dos negocios pblicos muito e3pe> esta provin-
cia.
issssssssBasssss
PERNAfflBUCG
fndemnsadora
Acta da reuniao da assembla geral ordinaria, da
Companhia de Seguros Martimos e Terrestres
Iudemnisadora em 25 de Fevereiro de 1886
A' uma hora da tarde do dia 25 de Fevereiro de
1886, no C8?riptorio da Companhia Iudemnisado-
ra, presuntos 28 sfnhores accionistas representan
do 350 accocs, assumio a presidencia o Sr. Dr.
Manoel Gomes de Mattos, declarando acbar-se le-
galmente constituida a assemblt geral, por se
verificar o que dispo o 2' do art 15 da lei n.
3,150, de 4 de Novembro de 1882, e que o fim da
reuniSoera conforme o respectivo annuncio, e jul-
gamento das contas da direccao dos ivgocioi des-
ta companhia no anno de 1885, e a eleico da com-
miaso fiscal no anno vigente.
Estando impresso em folhetos e pelos seus ac-
cionistas distribuido o relatorio da direccAo, con-
sulten o Sr. presidente, se se deveria ou nao dis-
pensar a sua leitura, uma vez que todos presen-
tes tinham d'elle conheciraento, o que sendo pro-
posto foi res*lvido pela afirmativa.
A' vBta desta resoluco mandou o Sr. presiden-
te que se lesse smente o parecer da commisso
fiscal, declarando aps a leitura que o menciona-
de parecer constava de duas partes : uma que
approvava as contas da direccao e a outra que
coniignava nm voto de louvor a mesrra pelo resul-
tado apresentado, o que sendo submettido a dis-
cussao foi approvado por unanimidade, nao to-
mando parte n'essa votacao a direccao e a eom-
miasio fiscal.
Procedeu-se em seguida a eleicAo dos membros
que tem de compor a commisso fiscal do corrente
anno, foram recebidas 28 cdulas, dando o segua-
te resultado :
Baro de Petrolina 63
. Albino Jos da Silva 62
Antonio Fernandes Ribeiro 61
Dr. Manoel Gemas de .attos 9
Julio Cesar Paes Barrete 8
l icinhla Provincial Funccionou
hont'm <~>b a presidencia do Ex n. Sr. Dr. Anto-
nio Francisco Correia de Araujo, tendo compa-
recido 25 S'S. deput idos e havendo-se juramenta
do os Srs. Lourenco de 8 e Costa Gomes.
O Sr. 1 secretario procedeu a leitura, do se
guinte expediente :
Um oficio do secretaiio do governo, trarismit-
tindo outro da Cmara Municipal de Flores em
que solicita a concessao de uma lotera para a
construida) do um cemiterio.A' commisso de
pet\,o-.s.
atro do mesmo, id m, o bataneo da receita e
despeza do exercicio de 1884 a 1885 c orcamento
para o de 1886 a 188' das camara3 municipaes
de Timbauba o Escada.A' commisso da orca-
mento municipal
Outro de Annibal Falcao, tachygrapho contra-
tado desta Assembla, communicando que, na con-
formidade de seu c intrato, se taz substituir pelo
tachygrapho Alcides Falcao.Inteirada.
Outro da mesa reged ra da irmandade do Xossa
Senhora da Soledade, da igreja do Livramento,
convidando esta Assembla a acompanhar a pro-
cissao do Pcnhor Bom Jess, no da 21 do corren
te, s 3 1/2 horas da tarde.Inteirada.
Um abaixo assignado dos guardas da Casa de
Detencao p?dindo que os seus vencimentos sejam
equiparadoa aos dos outros guardas, que percebem
9Cu#. A' commisso de ordenados.
Uma peticao de Faulina Candida da Silva, on-
vinte do Io anno da Escola Normal, requerendo
dispensa do lapso de tempo que lhe falta para ma-
tricular-se na referida Escola.A' commjxs-3-g
insi'.rucco publica- ^~-~~
Outra de Paulo JosA4WEPe Manoel Das dos
Santos, reqnerenrjB'um privilegio por 20 annos pa-
ra (' estabeleoimanto de urna fabrica de fia ci-e
tecidos en} Garanhuns.A' commisso de cousti-
tuicao "poderes.
PsoSr. 2 seeretario foram lidas, sendo appro-
-p^ad-is aa actas da 3" e 4 seasio preparatorias de
4 e 5, a da sessao de installacao de 6 e as das
rennides de rJ, 9 e 10 do corrente mez.
O Sr. Goncalves Ferreir, pela ordem, funda-
mentou t seguinte requerimente que- foi appro-
vado :
Tenho negocio urgente. Rqueiro eme se dis-
cut, at 2 horas os pareceres daverifioaeddepo-
deres, relativos a eleico dos districtos 4 c 1*
parte do 2*. -Qoncalves Ferreia.
Pistos em diseusso foram sem debate appTOva;
das o parecer n. 3 e a 1 parte dx de n. 4, sendo
reconbecidos e proclamados deputados os Srs. Drs.
Maroel Goecakes Soarea de Amorim, JoSo do
Reg Barros e Jos Mana de Albuqnerque Melk.
Abando-se na ante sala o 1 e o 3o deputados
reconbecidos, toram infr ,duzido3 na sala das ses
ses pelos Srs. Hercuiano Basdsira e Luiz de An-
draca, e prestado o juramento do estylo tomaram
asseuto.
Pnseou-ee a ordem do dia.
Foram cleitas as segnintes commissdes :
ConstituicSo e poderes
Srs. Regueira Costa, Gomes Prente e Goncal
ves Ferreira.
Futenda e orcamento
Sis. Gomes Prente, Coelho de Moraes e Gon-
calves Ferreira
Cont* e despesas promnciaes
Srs. Hercuiano Bandeira, Rosa e Silva c Joao
Alves.
'ommereio, aifricuitura, artes, estradas, navega-
cao, colonisaco e obras publicas
Srs. Joo de S, Constantino de Albuqnerque e
Rogoberto.
Kedaocao de lei
Srs. Drummond Filh Barros Barrete Jnior e
Ama ral.
InstrucQ&o publica e estabelecimento proprios a
promovel-as
Srs. Reg Barres, Reguera Costa e Augusta
Franklin.
Estatistica e diviso civil e eccletiastica
Srs. Barros Wauderley, Antonio Vctor e Joo
Alves.
Justica civil e criminal
Sr i. Sophron io Portelia, Ratis e Silva e Domin-
gues da Silva.
Negocios ccclesiasticos
Sn. Augusto Franklin, Soares de Amorim e
Julio de Barros.
Exalte das posturas, representaces de negocios de
cmaras municipaes
Sm. Rodrigues Porto, Coelho de Moraes e Soa-
res de Amorim.
Renaas municipaes, orcamento e exame de contas
Srn. Reg Barros, Rodrigues Porto e Amaral.
Saude publica
Srs. Prxedes Pitanga, Joo de S e Coste Go-
mes.
Pttuoe*
Srs. Costa Gomes, Julio de Barros e Barras
Barrete Jnior.
Legitlac&o
Srs. Sophron o Portelia, Costa Ribeiro e Domin-
gues da Silva.
Ordenados
Srs Barros Wanderley, Visconde de Tabatin-
ga e Hercuiano Bandeira.
Fixac&o de forca policial
Srs. Drummond Filho, Ratis e Silva e Luiz de
Audrada.
Nada mais havendo a tratar, o Sr. presidente
levanten a sesso designando a seguinte ordem
de da : diseusso da 2> parte do parecer da com-
misso de verificaco de poderes sobre o 2 dis-
tricto e Ia dos projectos n. 52 de 1883 e 78 de
1884.
Tribunal do lory do Recito Neste
tribunal foi hontem julgado o reo Francisco Fer.
reir de Alineida Cruz, pronunciado no art. 269
combinado com o art. 35 do cdigo criminal, em o
qnal foi advogadoo Dr. Olympio Marques da Sil
va, sendo o mesmo reo absolvido.
Tres ranadas A' proposito do que hon-
tem dissemos sob esta epigraphe, escrevem-nos :
A noticia que d hoje o Diario sobre o que
succedeu na Nova Hamburgo na terca-feira nao
est fiel com o qne ocoorreu.
> O tal Cruz quix entrar sem bilbete, e o por-
teiro pedio auxilio ao policial pata que elle nao
eutrasse. Interveio o soldado e elle puchou de
nma taca e investio contra o dito soldado qne
desarmoa-o e o prenden, levando o para foi da
fabrica e entregando^) patrnlha qne esteva no
portao do lado do caes, porque o que fica referido
passou se do lado da ra da Florentina.
A patrnlha foi o ccnduxmdo par a primeir
estaeio, quands surgi orna malte de cerca de. 20
pessoas, maior parte talhadores de carne, e pre-
tenderam tomar o preso, ministrando nessa occa-
siso nm delles um ccete ao que ia preso.
Travou-se Inte sendo nessa ocoasiio feridos
os guardas ns. 18 o 87 e sendo tambem ferido o
preso, porm polo sabr de algum dos soldados e
nao por faca, porque os soldados nao tinham essa
arma e a que fra tomada tinha sido entre-
gue ao oficial que estava com a forca no theatro.
O tal Cruz, guarda do mrcalo, um desor-
deiro e f.quista conhecido epor muitas vezes tem
provocado conflictos no mercado.
O Dr. ehefe de polica mandou abrir inqueri-
to para que fique bem esclarecido que o culpado
do conflicto foi o tal Croe qne devia estar preso.
Os guardas ne toram presos, porque ningncm
ps prendeu e nem podiam sel-o porque usaras das
armas para se defendecensidos sggressores e evi-
tarqsetomassem o preso,. e eoater a resistencia
deste, e tanto assim foi qu* entregue o preso na
litellc voltam elles para o theatro sem reclama
caosa pessoas que assistiraa a Inte.
ssSBjio de poliotst Communiani-uos-
k^s essa epigraps*=vieoJsrnal do Htctf* de
hoatMs.eom um comrosassade, es que o sisstor
censura o proeedimento do dnseldo de' iavestiga-
co, por ter indeferido tres requerimentea do Dr.
Materno, na qualidade de advogado do tenante
Jos Paulo Maciel da Carvalho, solicitando o ada-
ment dos trabalhos do couselho, sob fundamento
de se ach ir o seu constituate doeute 3 nao poder
comparecer.
Nao teve razio o commonicante, fazendo
aquella censara aos membros do conselho, e attri-
buindo-lhes sentimentos que elles nao possuem.
c Todos sabem a impareiali ia le com que o con-
selho ha procedido em s?us trxbalhos, e se inde-
ferio aquellos requermontos lo porque teve sobeja
razo para assim proceder. Outro nao poda ser
o despacho a dar aquelles requerimentos, em vista
do que se pasea a expr:
Ante-houtem presentes todos os membros do
conselho de investig .cao e tres dos offieiae3 aecu-
Bados, acompanhados de seus advogados, reqaereu
o Dr. Materno o a amento dos trabalhos, alie-
gando estar doente o tenento Maciel, seu consti-
tuinte, e nao poder comparecer. Oavid sobre
esso requerimento o Dr. Oliveira Escorel, este foi
de parecer que o reqnerente juntasse attestado
medico como prova do allegado, em vista da qual
nao teria nenhuma duvid t em opinar p-.-lo adia-
mento.
O Dr. Materno fez sentir que pndia satisfazer
o parecer, porm que encontrava diffieuldade na
coos^cuca* d'nma estampilha para o attestado. <)
conselho, feudo em consideraco o embarace apre-
sentado pelo Dr. Materno, resolveu dirigir se ao
coronel commandante do corpo, pedindo-lne infor-
macoes sobre a molestia do tenente Maciel, e 87
este poda ou nao comparecer aos trabalhos do
conselho. O eoroncl-commandanterespond>'U, como
se pode ver do oficio junto aos autos, que o te
nente Maciel nao tinha molestia que o privasse de
comparecer, conforme o attestado do Dr. Matheus
Vaz.
Em vista de aeraelrante resnosta baseaia em
um attestado medico, o conselho indeferio o re-
querimento do Dr Materno.
Depoia de indef.'rido esso requirimeato, com-
pareceu o tenente Maciel.
O Dr. Materno, allegando nao se conformar
com aquella opinio medica, requereu o adiamento
por 24 horas, itm de submetter o seu constituinte
a uma junta medica, requerimento que foi iude
ferido sob o mesmo fandamento com que foi inde-
ferido o primeiro apresentado, e por j se achar
presente o tenente Maciel. O Dr. Materno tez
novo requerimento, pedndo o praso de 5 di as, por
se achar doente, o que jurava. O conselho inde-
ferio esse requerimento, havendo opinado por esse
indeferimento o Dr. Oliveira Escorel, e nao con-
tra, cerno telvex por equivoco affirmou o commu-
nicante.
O conselho nao poda proceder de outro modo.
Se de um lado havia o attestado medico, afir-
mando se achar o teijnnte Maciel em _estadG d.
poder comoftjeegfj do outro estovara a reclamar
(e6BtT9r^adiamento o tenente Joo Pires, Alferes
Jos Tereneio e o Dr. Portelia Jnior, advogado
do tenente Joo Pires.
" E' verdade quo o tenente Maciel declarou se
achar incommodado; pelo que o major presidente
do eonserho lhe den a liberdade para tomar a poai-
(.ao que melhor conviesse ao seu estado. Quem
procede assim nao cruel uem deshumano, como
diz o communicante.
Foi o que se deu ante hontem.
FurtoOs Srs. acadmicos Antonio Netto da
Silva Costa, Manoel Candido Mndonca e Antonio
Francisco de Lima Buarque, moradores no 1 an-
dar do predio n. 70 4 ra do Duque de Caxias,
teram hontem victimas de nm furto constante- de
13&4000 em-notes, nma cadeia o relogio de ouro,
e ainda outra cadeia de plaaur.
O Sr. subdelegado de Santo Antonio-toman co-
nheeimento do facto. Rouhem suspeites da au-
tora do crime sobre o pardo Cosme, criado dos
mesraos acadmicos, que no entretanto uega o ha-
ver praticado.
Tentativa de suicidio Ante hontem,
s 4 1/i 'horas da tarde, Joo Cancio de Lima, de
40 annos de idade, mais ou menos, morador ra
Imperial, tentou suicidarse, iugei indo porejo de
arsnico com calomellano?.
O subdelegido do districto, o Sr. Agostinho Be-
zerra, immediatamente compareceu casa de Joo
Cancio, dando as providencias que o caso exigia,
mandando chamar o Dr. Jos Joaquim de Souza,
3ue promptamente acudi ao convite da autori-
ade.
Nao obstante ser desesperador o estado do pa-
ciente, o Sr. Dr. Souza medicou-o, ci nservando se
junte ao leto por espaco de mais de 2 horas, b se
retirando qnando conseguio salvar o doente.
A mandudo do Sr. Dr. chete de polica, compa-
recen o Sr. Dr. Mello Gomes, quo ajudon o seu
colleg i no tratemento do paciente.
Foi entregue autoridade uma carta escripta
por Joo Cancio, na qual declara ter sido levado
a suierdar-se pelo seo estado de pobreza e taita de
recursos para vlver.
Hontem, o doente amanheceu melhor e de es-
perar que se re?tabeleca completamente, grabas a
presteza com que foi soccorrido pela autoridade e
medicado pelo Sr. Dr. J. J. de Souza.
Conflicto e ferimentos No dia 6 do
corrente, s 6 horas da tarde, deu-se um confli -
cto no sitio Muquem de Canhotnho, entre Fran-
cisco Correia dos Santos e Manoel Ignacio Tara-
rimbo, sahind" ambos feridos.
Presos em flagrante delicto, procede a autori-
dade policial nos termos do respectivo inquerito.
Tiro A' 7 horas da neite de 23 do mez fin-
do e em trras do engenho S. Jos, do termo de
?e d'Alho, Jos de tal, conhecido por Jos Pin-
gador, disparot uma arma de fogo sobre Francisco
'Jos Mara, qu indo este ceava em sua propria
casa.
O delnquente evado-se.
Contra elle proceden a polica na forma da lei.
Fallecaenlo Dizem-nos da Escada que,
na semana fiada, all falleceu o tenente Manoel
Vidal de Negreiros, 1 supplente do subdelegado.
Era homem moco, e geralmente estimado pelas
suas boas qualidades.
Nossos pezanes sua familia.
RomancePara o respectivo agente, o Sr.
Eduardo Frmiuo da Silva, acaba de caegar o 5 e
ultimo "olume lio bonito romance A inquisicao o
Bei e o Novo Mundo, de F. L. Perrenho, verso
portuguesa de Julio Baptista, editada pela empre-
sa Noites Romr.ntica3, de Lisboa.
Matriz de Santo AntonioH .ver nes-
te matriz sermoes quaresmaes nos domingos, pe-
las 5 1/2 horas da tarde, sendo pregadores ns
Rvdms. Fr. Pedro de Purificacao Paz e Paiva, Fr.
Augusto da Immacutada Ciuceicao Alves, com-
mendador Gama, conego Joaquim Ferreira dos
Santos e o vigano da treguezia.
Pedra soltaConvm que se remova ou se
colloquc em seu devido lugar uma pedra, que se
acha fra do passeio do lado esquerdo da ra de
Marcilio Das.
No estado em que ella se acha pode causar al-
gum sioistro as pessoas, que, porventura possam
por all passar, principalmente, noite.
Igreja de Santa Crn-Netta quaresma
ha ver sermdcs s sextas-feiras, s 7 oras da
noite, na igreja da Santa Cruz. Assim, hoje ser
all pregado o primeiro.
Corridas-de cavallo ens Beberihe
__ Recomecam no domingo tarde as corridas de
cavallos no povoado de Beberbe.
Os directores deste divertimento possuem agora
tres bonitos animaes proprios para aa corridas, e
qne, esperam, ganharao todos os pareos... se ou-
tros melhores nao ganharem, j se sabe.
Biarae preparatorios Amanh se-
rn chamados pela ultima vez prova escripta de
historia os seguintes estudantes :
Antonio Pires Galvo.
Aprigio le Miranda Castro.
Artbur Barbalho Ucha Cavalcante.
Arthur Goncal res Viltela Torres.
El pidi Barbalho Uoha Oavalcante.
Callos Moreira. Rais.
francisco da Rocha Salgado.
Gastare Kranee.
Jeo Guilhermo da Rocha Pedregulho.
Joo Alves C.bral Netto.
Jos Gaspar Loyo.
Jos da Silva Loyo Netto.
Vicente da Silva Porto.
E' esta a ultima banca de historia.
Tbesou.ro Provincial Nesta estaco
paga-se hoje aos professores de l. entrais seus
ordenados relativos ao mez de Novembro.
dabinete de Leitura Instructiva e
Recreativa damellelrense-Esta asso
ciaco funecionon em sessao extraordinaria no dia
8 de Dezembro ultimo, sob a presidencia do Rvdm.
Sr. vigario Antonio Graciano de Araujo Gnarita,
presidente do conselho, e procedendo-se a eleico
para seu viee-presidente ex-vi do 5 art. 52 dos
estatutos, foi eleito o socio efl'ectivo Lourenco do
O' Pereira.
Eis o movisient} que houve nestes ultimes me-
zes :
Frequentersm a biblictheca 308 visitantes, sen-
do d'estes 134 socios.
Sahiram para leitura dos socios 316 obras em
393 volumes e entraram 274 obras em 302 vo-
lumes.
H uve as seguintes ofiertas :
Pel socio beoeoierito Ribeiro da-Silva :
Crspaco (versos) 1 vol. broch.
Pelo Sr. Antonio F. da Costa Filho :
Mtralhas (versos) 1 vol. broch.
Pelo autor o Sr. Paulo Pereira :
Humorismo collecco de poesas! 1 vol. broch.
Pelo socio Joo Manoel de Barros e Silva:
O Medico do deserto, 1 vol. ene.
Pelo autor o Sr. Dr. Pedro S. Moscozo da Vei-
ga Peasoa :
Dous amigos, 1 vol. broch.
Pelo socio benemrito Adolpho A. Lus de Al-
buquerque:
O ultimo dia de um coudemnado, 1 vol. broch.
Pelas respectivas redaecoes :
Diario de Pernambuco, Aurora do Cavado de
Barcellos, Rebate e a Gazela Rio-Pretana.
Pelo socio efl'ectivo vigario Gnarita :
A Aurora.
A guerra aos ol nexos' non Esta-
dON-lnldos Os chinezes protegidos pelo go-
verno. Washington, 8 do Fevereiro.Hentcm no
Scattle do territorio de Washington, a plebe ex-
pellio os chinezes da doca, obrigando-os a parti-
rem para S. Fnncisco. Os revoltosos pagaram as
despezas de viagem para cem chinezes, dpois de
terem tentado pela forca obter a passagem gra-
tuita.
Ui.'ia proclamaco do governador intimm aos
tevoltocos de dispersarem-se. Estes nao obede-
ccram a intimaco. As autoridades ento recla-
maram forcus, declarando que se oppunjiam par-
tida dos chins. Temem-so serios conflictos.
A miseria em Londres Acerca das
deminstracoes violentas e d* exciteQo revolta
social dos operarios de Londres por taita de tra-
balho. O Times, fallando de uma deputaco que
senpresentou ao Mrquez de Salsbury, a expor-
Ihe afinas conrlico-s dos operarios que nao ti-
nham trabalho, disse quo especialmente o quar-
teiriio de East End a miseria grandissima. Os
operarios desoecupados sao em numero extraordi-
nario. Aquelles que podem achar trabalho as
docas ganham 12 shillngs ou 15 francos por se-
mana, e isto muito ; mas quem nao pJe entrar
as docas, feliz se acha una 4 shillngs ou 5
trancos por semana.
As mulhcres, quanlo ten trabalhado 16 horas
no dia a coser roupa branca, ganham de 95 cn-
timos a 1 tranco e 2->. Mnitos bone operarios se
acbam estirados as cateadas dos laboratorios em
qne trabulhavam ou de outros lugares para onde
se transferir m, em vez de abandonarem a cidade,
preferem pedir esmola. Outras causas de miseria
sao os alugueis caras,- grande emgraijao djt.Djrp*.
vincia""-prm, a maior de todas o carcter do
povo. Ha urna elasse em Londres, que gosta de
trabalhar o menos po-sivel, e qaasi serapre vive
na ndigeneis.:11 dolcefar niente nao pois pri-
vativo da Italia.
O liomem e a intelllKencia. frnx
mentos de ptojslolosrla pelo Dr. Cb.
Rirhel. sartsO autor qner n'um s volnme
reunir varios art-gos escriptes em picas diffe-
rentes, e sobre varios peridicos acerca ao assump-
to acuna mencionado.
Nao querendoaqui oceupar-nos dos j conoci-
dos cap tu lo faremos saenco somante de algnns.
Entre elles o tereeiro capimlo trata dos tieneno
da intetliyeneia (alaeol, chlorophormio, opio, ele)
o quarto di respeito ao somnambulismo provocado.
Ne V e no Vi hysterismo e a hritero epilepss
sao estoddos em relaco a epidemias d. monia-
case s enidemias ee profisao que permettiram
inquisicao sacrlfinar tantas victimas.
O ultimo capitulo-(O rei do* animaes) exalta a
animal idade do homem Combate a idea dos au-
thropologosquo, tomando por base o instincto re-
ligioso, dasconhecoin no homem um animal com
po'uca differenoa do macaco e do passaro. As se-
vera que a pertei^o graduada dos organismos, ao
invez de establecer entre o homem c os animaes
um abysmo, demonttra sempre mais a grande lti I
a que niaguem ua natureza se subtrahe.
O autor depois demonstra quo a vivisecelo o
nico methodo que convm aos progressos daphy-
s o logia.
Vum'ii \aclona1. Lemos no Jornal do
Commercio da corte :
Noticiamos ha das 'haver sido presenteado
este estabelecimento pelo Sr. Dr. von Haast com
um exemplar do Dinornis Casuarinos, uma das me-
nores espec. s deste grupo de gigantes, e, apesar
disto, mais alte que um homem de estatura media.
A respeito deste grupo recebemos a seguinte inte-
ressante communicacao do Sr. Dr. Emilio Goldi,
sub director da seccao de zoologa no Muse i Na-
cional.
Diwrmidias. O Musu Nacional acaba de
recebar um esqueleto, que j foi armado pelo taxi-
.umista, Sr. Serqueira, do Dinomis Catuarinus
Owen.
E' muito recente a descocerte dos Dinorni-
dias: data apenas de 1842. Foi ento que o Rv.
W Williams remetteu para Londres ao Dr. Buk-
land uma ctixa cheia de ossos apparentemente re-
centes que aquello missionaro inglez havia dtsco-
berto em grande quantidade no diluvium de um
valle nos arredores de Christchurche (Canterbury)
na ilha meridional da Nova Zelandia. Conseguio
se preparar alguna esqueletos pelos quaes verifi-
caran! naturalistas inglczes tratar-se dos despojos
de um genero de avqs gigantescas que, a julgar
pela excedente coeservacao dos ossos, deviam ter
sido cintemparaueos do homem. Pela sua parte o
Rev. Williams foi informado pelas tribus indge-
nas de Maoris de haverem bordado dos seus ante-
passadoB varias lendas, as quaes represen'avam
papel importante os combates do homem com as
grandes aves Moa, notando o mesmo missiouario
ser ainda mui recente a recordaco de conhece-
rem-se aves vivas d'aquelle grupo.
Nova-Zelandia foi regio de typos particula-
res da elasse das aves. Alm dos Dinomis teem
sido achados all restos de Moiornis e ralapterix,
todos de grande corpulencia. Existe em Vienna
um esqueleto de Palapterix levado por Hoehster-
ter, por occa8o da expedico austraca de la No-
vara (18571859). O genero Apterix (Kwi) ainda
vive, tendo duas especies: o A. Australis, Schaw,
que pertenee lha do Norte, e o A. Owenii, que
pertenen lha do Sal.
Deste privilegio de ter possuido aves enormes,
hoje extinotas, comparte Madagascar onde vive-
rmn o Aepiornis, do qual s nente se conhece.n os
ovos colossaes; o Didus ineptus (Oronte), ainia
visto pelo vajante Mareo Polo, e outra ave com
um bico singular como o da nareeia (Aphanapte-
rix) Marinheiros de embarcacao norte-americana
que uo seculo XVIII, viajava vista de trra,
contaram ter visto aves da altura de 15'ps, cami-
nhando ao longo da praia de Madagascar.
Coohecem se hoje mais de urna duzla de espe-
cies Dinornidiat. O celebre palentologo ingles
Richard Owen, descreveu as em excelle-te obra
(1879), acompanhada de grande copia de gravuras
e photolithographias. As especies mais eonh-.cidas
sao : D. elephantopus. D. ingens, D. maximus, D.
rheides, D. strucshtodei, D. dromedarius e D. ca-
tuarinus. As tres primeiras sao as que attingem
proporcoes das mais colossaes, sendo que o nosso
exemplar (D. casunrenus), posto que mais alto do
que o hoinein, uma das especies de menores for-
mas.'
Comquanto 'apresentem a conformaclo dos
aveatruzes, os Dinornidias parecer ter mais affi-
ndadecom os Kiwis do que com os Structhionides
Faltem lhes asas; seas ossos, em vez de seren
pneumticos, como os das aves legitimas, conteem
tutano como os dos mamferos ; teem tres dedos e
um sternum chato aem carena. Nada mais extra-
ordinario do que esta cabeca insignificante sobre
corpo to pesado e de tamaitas preporces.
. Leiles.Eff.-ctuar-se hao t
Amanh :
Peto agente Brito, s 11 horas, na ra do lmpe-
rador n. 16, de dividas e predios.
Pelo agente Gusmao. s 11 horas* m rn
Commercio n. 2, de dividas, movis, toacas vidroi
e bebidas.
Peto agente Pinto, as 11 horas, no trapiche Con-
ceico, de folhinhas e vinho S. Raphael.
Peo agente Pinto, 1 hora da tarde, nos Afo-
gados, de predios e t rrenos.
Pelo agente Alfredo Gmmar&et, s 11 horas,
ra do Bom Jess n. 45, de fazendas averia-
das.
Missas fnebres.-Sero celebradas :
Hoje :
A's 7 horas, no Carmo, por alma de D. Arceli-
na da Rocha Lima Lobo.
Amanh:
A's 8 horas, no Terco, por alma de Rodolpho
Luiz de Mello Santos ; s 7 horas, na matriz de S.
Jos, per alma de Jos Pacheco de Menezes; s 8
horas, na mat iz de Santo Antonio, pela de Jos
Pires de Carvalho.
Seganda-feira :
A's 8 horas na capella do Cemiterio de Santo
Amaro, por alma de D. Josepha Mara de Mello.
Pasitaceiros.Chegados do sul no vapor
franoez Ville ele Cear :
Dr. Alfredo Sampaio, Dr. Americo Silvestre da
Silva, Dr. C. Leite de Oliva, e Mr. Osear Ley-
fert.
Opcracoea clrurglcaa Foram pratica-
das no hospital Pedro II no dia 11 do corrente
as seguintes :
Pelo Dr. Pontual :
Posthotonia a thermo cauterio indicada por
phimosis inflammatoria e cancros venerios.
Ligadura da arteria scapular esquerda indica-
da por i rmente da mesma arteria produzido por
instrumento perturo-cortante.
Pelo Dr. Malaquias :
Posthotomia pelo processo de Ricord reclamada
por phimosis e cancros.
Pelo Dr. Berardo:
Pupila artificial e selerotomia indicada por
glaucoma complicado de stephiloma ge.ral.
Selerotomia reclamada por presso interna do
olho com opacidade da cornea.
Lotera da provinciaTerca-eira 16 de
Marco, so extraiiir lotera- n. 42, em- bene-
ficio da matriz de Cabrob.
No consistorio da igreja de Nossa Senhora da
Conceicao dos Militares, se acharo expostes as
urnas e as espheras arrumadas em ordem num-
rica, apreciacao do publico.
Lotera do Rio A 4* parto da lotera n.
195, do novo plano, do premio de 100:0004000,
ser extrahida brevemente.
Os bilhetes ach im-se venda aa Casa da For-
tun ra P*:-neiro de Marco.
Tambem ''am-se venda na praca da Inde-
ca ns. 37 c 39.
Lotera extraordinaria do Ypi-
rangaO 4o e ultimo sorteio das 4> e 5> series
desta importante lotera, cujo maior premio de
150:000*000, ser extahida a 9 de Abril.
Acbam-se c-xposto a venda os restos d es bilhe-
tes na Casa da Fortuna ra Primeiro de Marco
n. 23.
Lotera do Cear de SOOtOOOSOOO
A' 7 sene d'esta grando lotera, cujo maior pre-
mie de 250:0O.)|000, se extrahr imprcterivel-
mente amanh 13 de marco, as 2 horas da tar-
de.
Os bilhetes acham-se a venda na Casa da For-
njna, ra Primeiro de Marco n. 23.
Lotera de Macelo de 200iOtoSoo
A 19' parte da 11 lotera, cujo premio grande
6 de 200:0004000, pelo novo plano, ser extrahida
impreterivente no da 16 da marco s 11 horas da
manba.
Bilhetes venda n Ca3a. Feliz da praca da In-
depeneia ns. 37 e 39.
Matadonro Publico Foram abatidas
no'~Matadour da Cabanga 54 rezes para o consu-
mo do dia 10 do corrente mex.
Mercado Municipal de H. os.O
movimento desta Mercado no dia 11 do corrente,
foi o seguinte:
Entraram :
28 bol pesando 4.579 kilos.
677 kUos de pcixe a 20 rU 184540
I j tebolciros a 200 res 34000
83 cargas de farinha a 200 ris 164600
17 ditas de fractas diversas a 300
res 54100
II Suinos a 200 rs 24200
Foram oceupados :
20 columnas a 600 ris 124000
44 talhos de carne verde a 14000 444000
7 ditos de ditos a 24 144000
29 compartimentos de taiinha a 500
ris 144500
20 compartimentos- de comidas a
500 ris 104000
72 ditos de legumes a 400 ris 284800
16 compartimentos de sumo a-7vX)
ris 11420O*-
11 ditos de tres turas a 600 ris 6 00
Deve ter sido arrecadada neste dia a
quanta de 1814640
Preces do dia:
Carne verde a 480 e 560 tis o kilo.
Suinos a 500 e 600 res dem.
Carneiro a 800 e 14 ris dem.
Farinha de 3 O a 640 ris a cua
Milho de 240 a 400 ris dem.
Feijo de 640 a, 14280 ris dem.
Cemiterio publicoObituario do dia 9
do correte:
Josepha Mara de Mello, Pernambuco, 75 annos,
viuva, Boa-Vista; hemorrhagia cerebral.
Angela Francisca Santiago, Pernambuco, 36
annos, viuva, S. Jos; tubrculos pulmonares.
Ernestiuo, Pernambuco, 6 das, Santo Antonio ;
espasmo
Olegaria, Pernambuco, 3 das, B i-Vista ; es-
pasmo.
Luis, Pernambuco, 5 mezes, Boa Vista : con-
vulses.
Florinda Rodrigues dos Santos, Pernambuco,
19 anno-. solteira, Boa-Vista ; tebre perniciosa.
Antonio, Pernambu o, 4 annos, Ba-Vista ; re-
mettido pela subdel'^acia.
Um cadver cujo nome se ignora, remettido pela
polica.
Eduardo, Pernambuco, 7 mezes, Graca; con
' gesto pulmonar.
___IHDICAgOES UTEIS___
Mdicos
Consultorio ntedlco-cirurgico do Dr
Pedro de Aiiabyde Lobo Mohcoio a
ra da Gloria n. 39.
O doutor Moscozo d consultas todos os
lias uteis, das 7 s 10 horas da manba,
Este consultorio offereee a coaimodida
le de poder cada doente ser ou vi do o exa-
minado, sem ser presenciado por outro
De meio dia s 3 horas da tarde ser o
Dr. Moscozo encontrado no torreSo pxi>
a. do Commercio, onde funeciona a tas
ueccao de sade do porto. Para qualquer
d'estes dous pontos poder ao ser dirigidos
os chamados por carta as indicadas horas
Dr. Miguel TJiemudo raudou seu cnsul
torio medico e residencia para a ra Nova
n. 7, 1. andar, codo d consultas das 12
Loras s 3 da tarde e recebe chamados a
bualquer hora. Especialidades partos, fe-
bres, syphilis e molestias do pulmo e co-
racao.
Dr. Barreta Sampaio d consultas de 1
s 4 horas da tarde, ra do Barito da
Victoria n. 45, 2. andar, residencia ra
io Riachuelo n. 17, canto da ra do Pires.
Advocado
O hachar Benjamim Bandeira, ra do
Imperador n. 73, 1. aD lar.
Jos Bernardo Galvao Alcoforado J-
nior coutina no exeroicio sua pronaso
de advogido, o pode sor piocurado no es
eriptorio de seu pai, ra 1. de'Mareo
a. 4, l.n andar, das 10 horas da rnanhS
s 3 da tarde.
Henrique Milet. Ra do Imperador n.
22, 1. andar. Encarrega-se de questoes
naa comarcas prximas as linhas frreas.
Dr. Oliveira Escorel, 2. promotor pu-
blico, tem seu eseripterio de advogacia. na
ra Primeiro de Marco n. 2.
Jos Bandeira de Mello -advogado
. irua do Imperador n 37.
-
-.

\

r
i
ciftD
*



Diario *1 fwnmaiiiiniSexta-fera 12 e Mar^o de 1886
------------------------------------------
3
m

Drogara
Faria, Sobrinho & C, drogusta* poi
attacado. Raa Mrquez de Olind n. 41.
Francisco Manoel da Suva itarios de todas as especialidades pha rraa
eeuticas, tintas, drogas, productos chimics
a medicamentos homaeopaticos, ra do Mar
quez de Olinda n 23.
Serrarla a Vapor
Serraria a vapor e officina de carapina
de Francisco dos Santos Macelo, caes de
Capibarioe o. 28. N'este grande cstabele
cimeuto, o primairo da provincia a'os te ge
ero, compra-se e ven -3a madeiras de
todas as qualidados/ serra-se madeiras lie
conta alh.iia, assim como se preparam obras
de carapira por machina o por prejoa sem
competencia.
PUBLICARES A FEDIDC
Iguarass
Os abaixo assignados, residentes na comarca de
Iguatass, veem a imprensa manifestar franco e
decidido apoio ao promotor publico da mesma co-
marea, Dr. Pianesc Xavier Paes Barretto, cujo
prncedimento como funecionano publico e como
cidado digno dos maiorea louvores, quer na
alta homenngcm que costura sempre render
causa da justica, quer na delicadeza e attene'io
que dispensa a rodos aquellos que com elle mau-
tem reJaeSa de amisade ; e pedem ao Exm. Sr.
ccnselli' iro presidente da provincia, humilde e res-
peitv's mente, a continuadlo do mesmo promotor
nesta comarca, ainda que seja necessario para
dito resultado vencer algumas difficuldadcs.
IgiiLirass, 8 de Marco de 1886.
Manoel Oorreia de Oliveira, proprietario.
Tenente-coront 1 Francisco Cavalcante Jayrae Gal-
vo, proprietario.
Tenente coronel Francisco Cordeiro Cavalcanti,
proprietario.
Padre Manoel Ignacio Bezerra do Amaral.
Padre Trajano Estevo da Providencia.
Capito Manoel Cavalcanti de Albuquerque Lins,
Io supplente de delegado.
Capitao Jos Francisco Jayrae Calvo, subdele-
gado.
Joo Antonio Cavalcante de Albuquerque, escri-
vo da colleetorin geral.
Capitao Joaquim Agrippino Furtado de Mendon-
ca, proprietario.
Joao Baptiata Bezerra de Mello, collcctor provin-
cial.
Tenente Francisco Cjckles Teiieira de Aranjo r.
Silva, subdelegado.
Manoel Cordeiro Cavalcanti Galvao, subdelegado.
Luiz Cordeiro Cavalcante Falco, 3<" supplente de
delegado.
Capitao Euproprio Rosalino do Espirito Santo,
proprietario.
Tenente Taoierlao de Albuquerque Nascimento,
Ia supplente de subdelegado.
A'feres Jeronymo Leito da Costa Machado, sub-
delegado.
Antonio Martin Vianna, negociante.
Alferes Israae. Gaudenci i Furtado de Mendonc,a
proprietario.
Tenente Arcenio Augusto de Magalhes, nego-
ciante.
Alferes Pedro Celestino de Souza Pimentel, agen-
te do correio.
ProfeBsor publico Mauoel Henriques de Miranda
Accioly.
Alferes Antonio Martin3 do Couto Vianna, nego-
ciante.
Capital Herji-negildo das Virgens Lima, proprie-
tario.
Capitao Joaqui-n Branco d'Assumpeao Pires, pro-
prietario.
Profeasor publico Manoel Lopes da Paz.
Tenente Joo Lins Cavalcante de Albuquerque,
subdelegado.
Capito Joao V-ira de Frag-a, proprietario.
Mathias Francisco Jayme Galvao, proprietario.
Professor publico Alberto Augusto de Moraes
Pradiues.
Sevenno Rodrigues da Costa, negociante.
Joao de Seuza Costa, negociante.
Luiz Francisco Luniz, negociante.
Alteres Jos Joaquim Alves, proprietario.
Joao Chrysostomo Leito Rangel, negociante.
Amaro de Souza Costa, < mpregado publico.
Altino Cordeiro Cavalcante de Albuquerque, pro-
prietario.
,-._ Capito Jos Benigno do Amaral, collector geral.
Jos Francisco de Arruda Fraga, proprietario.
Jos Gonoalves de Fraga, negociante.
Antonio Arcidio de Souza Costa, negociante.
Manoel Antonio de 84 Leito, proprietario.
Francisco Antonio Pinheiro, proprietario.
Albino Manoel de Paiva, proprietario.
Tenente Autonio Joaquim da Fonseca Galvao,
proprietario.
Jos de Barros Cabr*l, proprietario.
Francisco Ernesto Monteiro da Costa, proprie-
tario.
Jos Pedro da Costa, proprietai io.
Joo Baptista do Espirito Santo, proprietario.
Florencio Jos de Barros Moraes, proprietario.
Jos Barbza do Valle, proprietario.
Joaquim Rodrigues da Silva, proprietario
Theophilo Lopes de Albuquerque, proprietario.
Fluctuoso Cordeiro Cavalcante Lie, proprietario.
Hermino Marques Ferreira, proprietario.
Profes8or publico Manoel Lopes d'Aibuquer-
que.
Boa ventura Octaviano de Paiva, proprietario.
Francisco de Paula Pinto, proprietario.
Jou Vicente Guedes Pacheco, proprietario.
Juvino Jos Cclho, proprietario.
Severiano Cesar Corre* Berengaer, proprietario
Joaquim Jos de Barros Moraes, proprietario.
Joo Cordeiro, proprietario.
Tenente Lniz Francisco da Costa e Silva, pro-f
prietario.
Simplicio Bezerra de Figueiredo, negociante.
Antonio Andronico de -'ouza Magalhes, proprie-
tario.
Manoel Jos Pereira de Moraes, proprietario.
Francisco Joaquim do Amaral- Galvao, piopne-
tario.
Amaro Joaquim da Fonseca Galvao, proprietario.
Jos Joaquim do Amaral Galvao, proprietario.
Cosme Damio de Fraga, proprietario.
Jeronymo Cavalcante d'Albuquerque Silva, pro-
prietario.
Jerouymo de Andrade Lima, proprietario.
Andr Cavalcante d'Albuquerque, proprietario.
Jos Mara d'Albuquerque Silva, proprietario.
Tertuliana Prxedes Pereira de Castro, proprie-
tario.
Jeronymo Leito da Costa Machado Filho, nego-
ciante.
Thomaz Lucas Vellim, proprietario.
Damio Lobo de Albertim, proprie ario.
Estilo reconhecidas as assinaturas pelo tabel-
lio Maximiano Duarte Jnior.
do 4.a
Ao di it neto eleltorado
districto
Eleito deputado Assembla Provincial pelo 4.*
districto, quB, i m 2. eseratioio me honron com
258 vetos, venho imprensa confesaar-me sobre-
modo agradecido e penhorado aos diatinctos cuva-
lheiros eleitores, chufas e influencias lcaos, que
tanto concorreram para o triumpho esplendido da
chapa eonservsdora, mxime o meu b m, loal e
dedicado amigo Dr. Lourenco Bezerra Vieira de
Mello, a quem do direito competa urna to su-
bida distineco.
Obscuro soldado do aseu partido, sem aspira-
coes a nio aer a de consorv r-mo dtsconhecido,
sem eomtudo negar apoio e eoncurso em prol das
suas ideas, julgnei do meu dever entreg r aos eg-
forcos dos amigos a sorte da minha eleico, j que
lies insistiam era nao aceitar os motivos por mim
aligados cmo escusa a to honroso lugar.
Fizeram mais que o nrcessii io para o meu trium
pho.
Cumpre-me agora tambem nao desmentir os
seui bons desejos.
Sei que a provincia est em milindrosas circum-
ttai cas financeiras, porm tambem certo que o
4. districto, e sobretudo [tamb, nao pode cunt
nuar esquecido dos paderes proviaciaes que se tem
desourado at das suas mais vitaea necessidades,
lembrando-se no entanto d'elle na partilha dos en
cargos.
E" portanto um compromisso de honra que devo
a todos e a cada um dos mcus eleitorcs, empregar
todos os estorcos que couberem em minhas forjas
afim de fazer valer os sens direitos.
Recifc, 5 de Mareo de 1886.
Br. Manoel Goncalves Soarts de Amorim.
Hoje ninguem mais falla na Europa seno
das maravilhosas descobertas do Sr. Paateur sobre
a raiva, suas variedades e eeu tratamento. .'sde
a invenjao da vaccina por Jenner, nenhuma des- |
coberta to importante se tinha feito na sciencia
medica, nem servic* to notavel se tinha prestado
humanidade.
Mas, si o nome de Pastear excita a admiraco e
o respeito do mundo inteiro, nao llevemos recusar
a nossa gracido a outros sa*M03 que consagraram
a sua vida, enra de molestias infelizmente mais
communs e quasi to crueis quantoa raiva; ahys-
feria por exemplo e a epilepsia, esta raiva do* er-
vos que tambem taz aobrevir a espuma bocea I
Esas molestias, ontr'ora, reputadas incuraveis
se tratara hoje era dia cora bsm xito, pelo empre-
go da MOluru nnti nervosa, preparada
pelo Dr. Laroyenne, soluco cuj is virtudes csto
pro.adas e cuja efficacia nao precisa ser procla-
mada.
A nossa intencao, nao p^is, faze- aqui nm re-
clamo desta especialidade pharmacentica, qoize,-
raos fomente lembrar aos que soffre-n o nome do
Dr. Laroyenne, pois elle bom merece da humani-
dade.
LABORATORIO HOHIHOPtTUICO
FREDERICO CHAVES JNIOR
MEDICO E PH1BMACEUTIC0 1IOM1XUPATUIC O
Ra do Bario da Victoria n. 39, 1. andar
Medico partelro e operador
Consultorio ra Duque de Oaxias n. 59
Io nmlar
ResiilBiibla raa fla Pavst d n. 1S
CHAMADOS PORESCRIPTO
EDITAES
Collcg-io de Xossa Sc-
n hora da Penha
Esto collegio est funcejonando ra da Auro-
ra n. 19, 2o e 3o andares.
O major Jos Francisco do Rogo i' sup-
plente de juiz muuiipuido termo de Pao
d'Alho em virtude da Iri, etc.
Faz saber qu^ pelo Dr. juiz de direito oa co-
marca u cammendador Gon?ilo Pae8 de Ase vedo
Faro f vindouro as 10 horas da maubna cas:1, da Cania
ra Municipal desta cidade para abrir a primeira
Besso ordinaria do jury deste tc-ms, que traba
Ihar era das eoaseeotVoi, havendose procedido
ao sorteio dos 48 jurados que tem de servir na
mesma seoso em couformidade dos arts. 326, 327
a 328 do regulamento n. 120 de 31 de Janeiro de
1842, foram sorteados o designados os cidados
constantes dos editaes de convoeac^o do jury ; o
tendo de Mr julgad.i na referida sessao o processo
do reo affianr;*do Ignacio Leopoldo de Albuquer-
que Maranho, por crime de calumnias feitas ao
juiz municipal deste termo o Dr. Elysio da Cunha
Moraes Pinhei.o, preparador dos processos do
jury deste temo, e como o referido juiz municipal
seja impedido de funecionar em dito processo e
seja es'e juizo o preparador do referido p ocesso.
pelo presente se faz sciente ao mencionado reo
Ignacio Leopoldo de Albuquerque Maranho que
o seu procoso por crime de calumnias est sendo
preparado e ha de ser julgado na referida sessao.
E para que chegue a noticia a todos que iate-
resssrpossa mandei nao o passar o presento edi-
ta! que ser lido c alixado no luga' mais publico
desta comarca, como publicado pela imprensa.
Cidade do Divino Espirito Santo de Pao d'Alho,
19 de Fevereiro de 1886.
En, Francisco Antonio Rayraundo Souza Ran-
gel, escrivo interino do jury, subscrevi e assi guo.
O Dr. Thomaz Oarcaz Prannos Montene
gro, commendador da imperial ordem da
* H.
Exc. o Sr. conmclheiro m'nlntro
la juMica
Chegando ao meu conhecimento, que siguen),
quem nao tem agradado o modo legal, pelo qual
distribuo a justica no termo de Bom Jardim,
onde exerco os cargos de juiz municipal e orphos,
procura d'ahi arredar-me, pedindo em meu nome
remo^o para outro termo, (como j tem aconteci-
do com outro?) venho pelo presente declarar que
ou ser falsa qualquer petielo que semclhante
respeito fr, ou tiver sido presentada com a mi-
i:ha assignatura.
Bom Jardim, 1" de Marco de 1886.
Vicente Pereira do Reg
Dr. Cfirplra Luto
IKDIIO
Tem o seu escriptorio a ra do Mrquez de
Olinda n. 53 das 12 s 2 horas da tarde, e desta
hora em diante em sua residencia ra da San-
ta Cruz n. 10. Especialidades, molestias de se-
nhoras e c-riancas.
Advogado
bacliarel Jeronymo Materno Pereira de Car-
valho, tendo deixado o cargo de juiz substituto dos
feitos da fazonda, advoga nesta capital e fora
della e tem seu escriptorio ra Duque de Caxias
n. 55, onde pode ser procurado das 10 horas da
uv. uli s 3 da tarde, e fra destas em sua resi-
dencia ra de Domingos Theotonio n. 39, a
qualquer hora.
Fados e nao palavras
Ao* que se desejam tratar sem comprometter a
sav.de com preparados mineralgicos.
Nesta typographia e na ra Direita n. 43, 1.*
andar vende-se tinturas homeopathicas para ino-
fensiva cura das seguintes molestias : asthmatico,
anda mesmo bronc-hitico; eiysipela, enzaqecas ;
intermitentes (sem o emprego do fatal quinino);
tosic convulsa, falta de menstruafo ; cmaras de
sangue : estericos ou metrite ; dores de dentes ou
nevralgias, metrorragia ; vermfugos, denticao e
convulsoes das criancas ; todo manipulado de her-
vas do paiz.
Assim como tratam-se escrofulosos em qualquer
grao e gommatosos.
Rosa, juiz de direito especial do commer-
oio desta cidade do Recife e seu termo,
capital da provincia de Pemambuco, por
S. M. o Imperador a quem Deus guar-
de, etc.
Fac sabe aos que presente edtal virom ou
d'elle oticia tiverem que se acha designado o dia
dezesete de Abril do auno futuro, ao meio dia, na
sala das audiencias, para ter lugar a rtunio dos
credores da masan fallida de Rabello & Sobrinho
afim de tratarse da verificarlo dos crditos, de-
libcrar-se sobre a proposta de concordata (se for
apresentada) ou fonnar-se contracto de unio, no-
mendose administradores na forma da lei ; fi-
ando certos os credores de que s ser admittido
como procurador, aquelle que exhibir procuraco
especial para o seto, nao podendo ser esta confe-
rida a devedor do fallido ;. e ainda de que, preva-
lecer a resoliiQo da maioria, que devera repre-
sentar dnus tercos do valor dos crditos, sujeitos
aoj effeitos da concordata, para assim ser va-
lida.
E para que chegue ao conhecimento de todos
mandei passar o presente edit .1 que ser publica-
do pela imprensa c affixado no lugar do costume,
de que se juntar certido aos autos.
Da lo e passado nesta cidade do Recife de Per
nambuco, aos 18 dias do mez de Dezembro de
1785. Eu Jos Franklin de Alencar Lima o
subscrevi.
Thomaz Garcez Varanhos Montenegro.
O Dr. Thomaz Garcez Paranhos Monte-
Bagro, coramendador da Imperial Ordem
da Rosa, juiz de direito da vara espe-
cial do comraercio desta cidade do Re-
cife, capital da provincia de Pemam-
buco., por Sua Mageatade Imperial e
(JonBtitueronal o 3r. D. Pedro II a quem
Dos guarde, etc.
Faco saber aos que o presente edital virem ou
delle noticia tiverem, que se acha designado o
dia 3 de abril prximo futuro, s 11 horas do dia,
na sala das audiencias, para ter lugar a reunio
dos credores da masaa fallida de Antonio Fran-
cisco Corga afim de tratarse do contracto de
unio e notneacao de administradores na forma da
lei, visto ter sido o mesmo fallido condemnado no
grao medio do art. 263 do eod. crira. e ter de pro-
seguir-se na parte commercial da fallencia, cir-
toa os credores de que s ser admitlido por pro-
curador aquelle que apresentar procuraco espe-
cial para o acto, a qual nao poder ser confiada a
devedor do fallido e que ser havido o credor que
nao comparecer como adherente as reiolucoes que
tomar a maioria dos que eomparecerem.
E para que chegue ao conhecimento de todos
mandei passar este que ser affixado no lugar
do costume e publicado pela imprrnsa de que ao
juntar certido aos cutos.
Dado e passado nesta cidade do Recife de Pi r-
nombuco, aos 3 tas do mez de Dezembro do anno
de Nosso Senhor de 1885.
Eu, Jos Franklin de Alencar Lima, o subs-
crevi.
Thomaz Garcez Paranhos Montenegro.
SEC1R0S

The Liverpool & London & (lob
INSURANCE C0MPA\ i
H.
COXPAMHA
Pernambucana de Xavegaco
Costelra por vapor
Os senhores accionistas sao convidados a se
reunirem na sede da omp.mliia no dia 1? do cor-
rents ac meio .lia, afim de Ihes sor presentado o
relatorio e balauco da companhia do anno prximo
lindo, e bem assim elegerem o presidente e secre-
tario da assembla geral, eommisso de exame de
contas e conselho Se direc^o.
Recife, 2 de Marco de 86.
Manoel J. de Amorm.
W. W. Robillari.
P. P Samiders Brothers & C.
Arthur B. I). lias.
r
Eleif
o geral
13. DISTRICTO
Contesto desde j que o Sr. Dr. Antonio de Si-
queira tivesse ni s suas manifestucoea e reclama-
coes, antes da eleico contra as autoridades poli-
ciaca do 13." districto, feito a mais leve referencia
a respeito das do Ex.
As apprehensoes de S. S. sao posteriores a elei-
Recife, 11 de Marco de 1886.
Alfredo Correa d'Olivira.
Mo alieeree, ino edificio
w. aie
Porquo que todas as preparacoes ordinarias
para o cabello do resultados to desanimadores ?
E' simplesment'.' p->rque o seu efteito paramente
sup rficial Elias huineleci'ra as fibras pir um mo-
mcut ii-se deix-m-nas mais seccas
que d'.ntes, a sua eoraposiciv. nao tem consisten
cia alguma, a sua virtude nenhuma. Mui dife-
rente a operacSo deste rico e rnro atorraoseador
e vigorador vegetal, buje to eoahecido debaixo do
nome e Tnico Oriental! Elle estimulaos vasos do
crneo, e a cutcula o absorve; ento fecebido
pelas raaos, e passa em seguida s fi-iras capilla-
rea, lubriaado-as e nntrindo-as. Os ssosko ele-
mentos qae eompoem ae fibras, forma a urna parte
dos engrUmMtM do tnico, para ranovar e con-
servar o feeUo, e dar-lhe vigor, triNme espessu-
rapor certo qae nao tem igual no mondo.
Agentes em Pemambuco, Henry Forster 4 C,
ua do ComMerci* n. 6.
Dr. Silva Brito, medico clnico do Maranho
tendo praticado ltimamente nos prinopaes hos-
ditaes de Paria e de Vieuna d'Austria, onde dedi-
cou-se especialmente a partos, molestias de mu-
lheres e de criancas, offerece seus servicos ao res-
peitavel publico desta cidade, onle nxou sua resi-
dencia.
Pode ser procurado do meio dia a 3 horas da
tarde no seu consultorio ra larga do Rosario
n. 26, Io andar, e em outra qualqutr hora do dia
ou da noite ra da Imperatriz n. 73, sua resi-
dencia.
OCULISTA
Dr. Brrelo Mampato, medico culis-
ex-chtfe de clnica do Dr. de Wecker, d cnsul
tas de 1 a 4 horas da tarde, na ra do Bario
da Victoria n. 45, segundo andar, excepto nos ds
mingos e dias aanctficadoa. Residenciara dt
Riachuelo n. 17, canto da ra dos Pires.
O bacharel Francisco Crrela
Lima *"Jrnho
partecipa aos Srs. estucantes que tem
aberto um curso de Arihmetica, Algebra
e Geometra, ua ra d-> S. Borja, an liga
do Sebo n. 12.
Conultorio medico-eirorgico
O Dr. Estevo Cavalcante de Albuquerque con-
tinua a dar consulta medico cirurgicas, na ra
do Bom Jess n. 20, Io andar, de meio dia a 4
horas da tarde. Paras? demais consulta e visi-
tas em sua residencia provisoria, ra da Aurora
n. 53, Io andar.
Na. telephomcos : do consaltorie 95 e residencia
126.
Especialidades Partos, molestias ,de crean
cas, Yutero e seus nnnexos.
Oculista
Dr. Ferreira da Silva, con-
sulta: das 9 ao meio dia. Resi-
dencia e oonsultorio, n. 20 ra
Larga do Rosario.
ODr. Hermogenes Scrates Tavares d Vascen-
cellos, juiz de direito do civil da comarca -de
Olinda, por Sua Magestadc o Imperador a quem
Deus guarde, etc.
Faco saber aos que o presente edital de 20 pre-
gues e 3 pracas virem, que no dia 24 de Marco,
prximo futuro, 1 hora da tarde, depois d au-
diencia, ir a praca por venda, a quem mais der e
melhor lanco offerecer, urna parte do sitio no lu-
gar Salgadinho, no valor de K354954, com diver-
sos arvoredos de fructo entre i stes alguns ps de
coqueiros, com casa de vivenda, tendo esta duaa
janellas de frente, duas salas e um gabinete, qua-
tro quartos, cosinna externa ; ncedindo, dita casa,
30 palmos de largura e 58 de fnndo, sotao, ter-
raco, cocheira, e mais duas casinhas de taipa
junto ao porto, tu io em mo estado ; avaliado
todo o sitio por 2:000i000.
E vai a praca a requerimento de Antonio Joa-
quim Casco, na execuco que por este juizo move
contra D. Alexandrina Ma-ia do Sacramento Pe-
reira.
E para que ch3gue ao conhecimento de tidos
mandri passar editaes que sero affixados nos lu-
gares do costume e publicados pela imprensa.
Dado e passado nesta cidade de Olinda, aos 15
de Fevereiro de 1886.
Eu bacharel Francisco Lins Caldas, escrivo
o subscrevi.
Hermogenes Scrates Tavares de VasconccUo*.
O Dr. Thomaz Garcez Paranhos Montene
gro, commendador da Imperial Ordem
da Rosa, juiz de direito especial do com
mercio desta cidade do Recife de Per-
nambueo, por S. M. o Imperador, a
quem ^eus guarde, etc.
Faz saber aos que o presente edital vreo ou
delle noticia tiverem, que se ha de arrematar em
hasta publica (este juizo, depois da respectiva au-
diencia do dia 1 de Abril do correntc anno, com
as formalidades e pregues do estylo, os bens se -
guintus :
Urna casa terrea de taipa, coberta de telhas,
sita no Barbalho, freguezia da Varxea, sem nume-
ro, em terreno proprio, medindo 6 metros e 80
centmetros de frente e 10 metros e 20 centmetros
de fundo, 2 quartos, 2 salas, sendo a da frente
oceupada por urna taverna, coainha fora, 1 porta
e 1 janelia ao lado do nascente, onde existe um te-
lbeiro com 4 metros o 80 centmetros, e ao lado
do poente 1 telheiro grande que serve de cocheira,
medindo 13 metros e 40 centmetros de compri
ment, tendo a casa grande quintal murado, ca-
cimba, tanque para banbo, e algumas arvores de
tracto e 1 terreno em seguimento com 250 bracas,
que proprio, avallado tudo por 850000.
Urna armacio existente r.a taveraa, avaliadrf1
por 504. Duas meias pipas vasias por 6. Urna
balanca de 15 kilo, pegos e medidas | or 25J.
Tres caixns com kerosene por 164. Doze cana-
das de vinagre p r 74200. Duas garrafas de vi-
cho do Porto por 1400. Noventa meias garra-
fas com cervelas de diversas marcas por 214600.
Cincoenta garrafas com agurdente por 84- Hez
frascos com genebra por 41 Onze duzias de
chicara* e pires por 184480. Dez duzias de ti-
g-llas sortida8, lonca inglezn, por 94600. Quatro
bules por 24. Dous m >lbos de sebolas por 800 rs.
Oito lamparinas para kerosene por 48". Quatro
vassouri.s de palha por 120. Um candieiro para
'kerosene por 24- Oaze urupemas srrtidas por
14100. Oito cabos para enxa las por 320. Cinco
depsitos com mostradores por 14600. Um relo-
gio oval, estragado, por 44. Cento e oito pecas de
loupa de barro por 44320. Um garrafo vasio por
320. Trinta e duas garrafas vasias por 640. Um
funil de madeira por 500 rs. Cinco pi-cas de cor-
das finas por 100 rs. Um deposito para caf moi-
do por 160. Tres deposites de Flandres por 360.
Dez macos de phosphoros por 14120. Djus pe-
queos depsitos de madeira para agurdente por
24. Duas enxaias inglezas por 14- Quinze ki-
los de bacalho bom por 44500. Um kilo de fumo
do Rio por 500 r. Tres kilos de fumo desfiado
por 244OO ; cuja casa e mercadorias vo k prava
por execuco que move Manoel Martina Cxmpos
Jos Peres e Manoel Vasqneg. E uo havendo
lancador que cubra o preco da avaliacao, a arre-
mataco ser teita pelo preco da adjudicacao om
o abatiineuto da lei.
E para que chegue ao conhecimento de todos
mandou passar o presente que ser publicado pela
imprensa e iffixado nos lugares do costume.
Dado e passado nejta cidade do Recite de Per-
nambuco, aos 8 dias d > mez de Marco do anno de
Nosto Senhor, de 1886.
Eu, Jos Franklin de Alencar Lima, o subscrevi.
Thomas Garcez Paranhos Montcnsgro.
Club internacional de
regalas
De ordem do Sr. presidente, convido aos mem-
bros da direeco deste club e aos patroes das
embarcaces de-sua propriedade, para urna reu
nio que Oever ter lugar no dia 13 da correte,
s 7 horas da noite, na sede do mesmo club. O fim
desta reunio resolver se o club deve tomar
parte na regata que vai dar o Club Pernambuca-
no no dia 25 do corrente, para o qual foi este club
convidado. Recife, 9 de Maico de 1886.
Joaquim Alves da Fonseca,
Secretario.
Companhia Amphitrite
A direeco da companhia Amphitrite convida
os senh ires nc Monistas para a reunio da assem-
b.a geral, afim de ..preciarern as respectivas
contas e elegerem os futuros membros da commis-
so fiscal. A reunio se efiectuar no salo da
Assooiico Commercial Beneficente no dia 11 de
mari;o proxim, s 11 horas damanh.
Pela c .inpauha Amphitrite,
Os directores,
A. M. de Amorim.
M. J. da Silva Guimares.
Joaquim Lopes Machado.
Obras Publicas
De ordem di Illm. Sr. engenheiro chefe e di-
rector da repartico das Obras Publicas, faco pu
blico que, em virtude da autonsaco do Exm. Sr.
cooselneiro presidente da provincia, no dia 12 do
corrente, ao meio dia, reiebe-se nesta repartico
propostas para a execuco dos reparos urgentes
da ponte de Motocolomb, oreados em l:950f.
orcamento e mais condicoes do contrato se
acham nesta secretaria para serem examinados
peloa senh r -s pretendentes.
Secretaria da Renartico das Obras Publicas, 1
de Marco de 1886."
O secretario,
Joo Joaquim de Siqueira VarejSo.
Club de Regatas Per-
nambucano
Segmda regata
De ordem do Exm. Si. D.. presidente, convido
as pessoas que quizerem con correr regata que
ter lugar a 25 do corrente, a virem se inscrever
na sede deste club at o dia 16, das 7 s 9 horas
da noite.
Secretaria do Club de Regatas Pernambucano
em 6 de Marco de 86.O secretario,
Osear C. Monteiro.
IRMANDADE
DO
Senhor Bom lesas des Af nietos
ereeta na Igreja de *. Vos de
Riba mar.
De ordem da mesa regedora, convido a todos os
nos jos irmos que estiverem no goso de seus di-
reitos, eomparecerem no domingo 14 do corrente,
pelas 10 horas da manha, em o nosso consistorio,
para reunidos em assembla de mesa geral. proce-
der-se a eleico das vagas de diversos funeciona
rios existentes na actual mesa regedora e outroi
assumptos a bem da nossa irmandade.
Consistorio, 11 de Marco de 1886.
O escrivo,
M. S. Cesta Jnior.
Gompanhia de Seguros
MARTIMOS E TERRESTRES
Estanelclda em !*?..
CAPITAL 1,000:0001
SINISTROS PAGOS
At 31 de dezembro de 184
Harilimos..... U.0:0(,0$000
Terrestres,. 3IO:000$000
44-Raa do < oro mereio-
Lodoa aad Braiiliaa li-ak
Limited
Ra do Commercto n. 32
Sacca por todos os vapores sobre as oa
xas do mesmo anco em Portugal, sendo
em Lisboa, ra dos Capellistas n 75 N-
Porto, ra dos Inglezes.
" SEGUROS."
HARITIMOS CONTRA FOGO
Companhia Phenix Per-
nambucana
Ra do Commercio n. 38
a m multa le O 0/0 sobre o valor -total de for-
necimento.rae noprazo de tres dias iiio eompare-
cerem na secretaria da mean santa casa, para
assigaarem os respectivos contratos.
Secrataiia ida Santa Gasa is Misnioardia do
Recife, 10 de Marco da "1886.
O escrivo,
___________ Pedro Bodriguog de Sonsa.
%ana Casa de Misericordia d7
Reelfe
Na secretaria da Santa Casa de Misericordia der
Recife arrendam-se por eapaoo de ana tres an-
uos, as caaas abaixo declaradas :
Ra da Moeda n. 45, 240*000
dem -den n. 49 240*000
Ra do Bom Jess n. 13, 1 andar 3 0*000
dem n. 29, loja 2I6009
dem idem n. 29, 1 andar 240*( 00
Ra dos 3urgos a. 27 216*000
Ra da Madre de Deus n. 10-A 180*000
Caes da Alfandega armazem n. 1 1:600*000
Ra do Mrquez de Olinda n. 53, 2
andar 507*000
Ra da Guia n. 25 200*005
Becco do Abreu n. 3, toja 48|000
Ra do Visconde de Itaparica n. 24,
pavimento terreo, 1' e 2 andar, por 1:600*000
Ra das Calcadas n. 32 200*000
Scaretaria da Santa Casa de Misericordia do
Kecife, 6 de fevereiro de 1886.
' I aserirSo,
Pedro liudriaues de Sonsa
(OMPANH1A
Imperial
DE
NEM'RON contra FOGO
EST: 1803
Edificios e mercadorias
Taxas baixas
Promplo pagamento de prejuizos
CAPITAL
Rs. 16,000:000*000
Agentes
BROWNS&C.
' N. Ra do Commercio N. E
^3 =1 'd=3.
Prolongamento da Es-
trada de Ferro ^de
Pernaiuduco.
De ordem do Illm. Sr. director engenheiro chefe
faco publico que a contar de hoje (11) ficara esta
belecidos neste prolo igament dous trena de carga
por semana, as tercas e sextas feiras contarme o
horario abaixo :
C. 1.
EstacSes
Arsenal de guerra
De ordem do Illm. Sr. major director, distribue-
se costuras nos dias 12, 13 e 15 do corren e mez,
s coBtureiras de ns. 401 473.
\Pre\ ine-ae que soffror a multa de 6 0/0 toda e
qualquer costureira que exceder do praao de 15
dias com suas costuras, salvo ae apresentar docu-
mentos que justifiquen! essa falta.
Previne-se mais que s se entregar eosturas
s proprias costureiras, ou salvo porem nutori.au
do por escripto pessoa de ana c'infi.uoa.
Seccao de costuras do arsenal de guerra de Per-
nambuco, 11 de Marco de 1886.
Flix Antonio de Alcntara,
Alferes adfonto.
Juizo dos Fei'.os da Pazenda Na-
cional
lOirritao Re#;o Barros
Perante o Sr. Dr. juiz substitu o dos feitos da
fazenda, Francisco Alvee da Silva, no 'a 12 do
corrente mez, pelas 11 horas da manh, depois da
anuencia, se vendero em praca publica os bens
seguintes :
A casa terrea de tijolo e cal, sita rna dos
Guararapes n. 70, edificada em terreno de mari
nha, com 2 portas na frente, oceupada por urna
refinac'i, avaliada por 1:500*000, pertencente a
Eduardo Duarte Rodrigues & Irma).
A casa terrea de tijolo e cal n. 23, sita ra
das Trincheiras, freguezia de Santo Antonio, com
duas portas na frente, pr.-cisando de reparos, per-
tenceite a Guilherme Frederico de Souza C&rva-
Ibo, avaliada por 1:000*. cujos bens vo praca
por execuco da fazenda nacional, para seu p-
gamelo. Recife, 2 de Maico de 86.
COMPANHIA DB SEGBOS
COVTR.% FOCiO
\orlh British & Horcanlile
CAPITAL
f .-OOO.ooo de libras sterlinan
AQENJES
\donison Howie & C.
Una. .
Catende. .
Jaqueira .
Marayal
Barra .
8. Benedicto.
Quipap
Agua Branca.
Canhotinho. .
ce
-a
1
7.20
8.00
8 25
9.00
10 25
11.10
11.45
12 40
se
-
6.30
7.25
8 05
8.30
10.00
10.30
11.15
11.50
EMPREZA. DO GiZ
FUe-se aos Senho
res cpDsumniidores que
queiram fazer qualquer
c municacao ou recla-
mar i, seja esta feita &o
escriptorio desta ompre-
za ra do imperador n
29, onde tambem se re-
ceberp qualquer conta
que queir: m pagar.
Os nicos cobradores
externos sao os Senhores
Hermillo Francisco Ro-
drigues Freir e Manoel
Antonio da Silva Oli-
veira, e quando or pre-
ciso o Sr. Antonio Mar-
tas Carvaliio.
Todos os recibos dessa
empreza devero serpas-
sados em tales carimba-
dos e firmados pelo abai-
xo assignado sera o que
nao tero Vor algum.
George Windsov,
THE ATEO
C. 2.
EstacSes
Canhotinho. .
Agua Branca.
Quipap
S. Benedicto .
Barra .
Marayal
Jaqueira .
Catende. .
Una. .
es
a
&
-o

6.50
7.25
8.10
8.40
9.15
9.40
10.15
11.10
5
ce
-
6.00
6.55
7.30
8 15
8.45
9.20
9.45
10.20
1 I Mi
Domingo,
H de Marfo
Espectculo em favor do
HOSPITAL PORTUGCJEZ
O corpo ecenico da sociedad-- Vota Tbalia
exhibir o drama martimo de Cesar de Lacerda:
a; probidade
fazendo o socio THOMAZ ESPIUCA o impor-
tante papel do
Manoel Escita
Segue-se a comedia
Secretaria do Prolongamento da Estrada de
Ferro de Pemambuco e Estrada de Ferro do Re -
cife a Caruar, 10 de Marco 1886.
O secretario interino,
Francisco Gomes de Araujo.
Santa Casa da Misericordia do
Reelfe
A Illm* junta administrativa desta santa cas 1
contrata com quem melhores vantagens offerecer,
os fornecimentos dos gneros abaixo declarados,
para o consumo dos estabelecimentos seguintes,
durante o trimestre de abril jnnho. do corrente
anno :
Hospital Pedro II, dito dos Lazaros, dito de
Santa gueda, Hospicio de Alienados, C*na dos
ExpostoB, Aaylo de Mendieidade e Collegio das
Orphs.
Aletrii kilos
Arroz idem
A uardentc litros
Azeite de Oliveira idtm
Araruta kilos
A.auear de 1 2 e 3" sortes e
turbinados kilos
Bac.ilho dem
Baoha de poico idem
Batatas idem
Cha idean
Caf em grao idem
Carne secca idem
Ceblas cento
Farinha de mandioca da pro-
vincia litro
Feijo idem
Furm do Rio idem
Gaz lata
Dito inexplosivel idem
Milhe kilos
Mantel 4a franceza idem
Potassa idem
?So e bolacha idem
Dito idem para o collegio das
orphs 1 in Olinda
Rap
Sabo
Sal
Tapioca
Tiucinho
Velas de carnauba
Ditas stearioaa
Vinho brauco
Dito tinto (Figueira)
Dito do Porto
Vinagre
As propostas devero se' apresentadas na sala
de suas sessec, em cartas fechadas, devidamente
sellada, at as 3 horas da tarde do dia 16 do
c irrente, declarando os proponentes sujeitarem-se
O resto dos bilhetes pode aer procurado roa
do Crespo, na Botina Maravilhos'a.
Programma sabbado.
MARTIMOS
iicaxa
vapor
dem
idem
idem
litros
kilos
idem
idem
macos
litros
den
idem
idem
(OHI'tMIll pi:r>A
DE
Xavegaco costeira por
PORTOS DO SUL
Macei, Penedo, Aracaju' e Baiiia
0 vapor S. Francisco
Esperado dos portos cima,
voltar para oa mesmoa logo
que tiver descarregado e re-
cebido a carga que se acha
engajada. NB|
Para o resto da carga que
lhe falta, encommendas, passagens e dinheiro a
frete, tratase no
ESCRIPTORIO
cae* da Companhia Pernanba-
^_____cana n. i__________
Companhia Ora- lleira de \ ir
gaco a Vapor
PORTOS DO NORTE
0 vapor Manos
Commandante P tenente Guilherme Wad-
dingion
E' esperado dos portos do sul
at o dia 16 do corrente, e
seguir depois da demora in-
dispensavel, para os porto
do norte at Manos.
Para carga, passagens, encomroeadas valore
tracta-sena agencia
PORTOS DO SUL
0 vapor Cear
Commandante o 1.' tenente Ouilherme iV
checo
E' esperado dos portos do
norte at o dia 14 de mar-
co, e depois da demora in-
dispensavel, seguir para
os portos do sul.
Recebe tambem carga pa-
ra Santoa, Pelotas e Rio Grande de Sul, frete m-
dico.
Para carga, passagens, eacommendas e valores,
trata-se na agencia
N. 46 RIJA DO COMMERCIO N. 46




I


Diario de Pernambuco-Sexta-feir 12 de Marpo de 1886
COM A MU F DES MESSAGE
RES MARITIMES
UNHA MENSAL
0 paquete Congo
l onimandantc Crou
E' esperado do* portee do
bu! at o dit 25 do corrente,
seguindo, depois da demora
do costume, para Bordeauz,
tocando em
Lisboa e vigo
Srs. passageiros de todas ai
para esta agen-
Dakar.
Lembra-se aos

clasies que ha lugares ;
cia, que podem tomar em qualquer tempo.
Faz-se abatimento de 15 % em favor das fa-
milias composta de 4 pessoas ao menos e que pa
garem 4 pastagens inteiras.
Por excep$Ao os criados de familias que toma-
ran bilhetes de proa, gosam tambem d'este abati-
mento.
Os vales postaes b se dio at e dia 23 pagos
de contado.
Para carga, passagens, encommendas e dinheiro
afrete: tracta-secemo agente
engaste Labille
9 RA DO COMMERCIO 9
Pacific Sieam Navigation Comparo
STRAITS OF MAGELLAN LINE
Paquete Britannia
E' esperado da Euro-
pa ate o dia 14 do cor
-rente, e seguir para o
tul depois da demora
ido costume.
Para carga, passagens e encommendas e dinhei -
ro a frete tracta-se com os
AGENTES
Wilson Kons *.* C. Limited
N. 14 RA DO COMMERCIO N. 14
HamliErg-SBflamBrfcaiiscnB
DampfschiflTahrls-fieselIschaft
Vapor Hamburg
Esperase de HAMBURGO,
via LISBOA, at o dia 20 do
corrente, seguindo depois da
di mora necessaria para
Rio de Janeiro e Santos
Para carga, passagens, e encommendas, tracta-
se com os
CONSIGNATARIOS
Borstelinann & C.
RUADO vigarion. a
1* andar
A agencia nao se responsabi-
lisa por Tallas nos volomes, 24
horas depois da descarga da mer-
cadera.
-

COMPAXHIA l'KUVtMUl'C.tVt
DE
Navegacao Costelra por Vapor
Fernando de Noronha
O vapor Giqui
Segu no dia 15 do
corrente, pelat 14 Ju-
ras da man ha.
Recebe carga at o
Id ia 11, e passagens at
las 10 horas da manan
i i da sahid a.
ESCRIPTORIO
Ao Cae da Companhia Perrambucana
__________________n. 12_________
ROYALMIL STEAfl PACkET
COMPANY
O paquete Elbe
E' esperado daEuopa no dia
13 do corrente, seguindo
depois da demora necessa-
ria para
Macei, Baha, Rio de Janeiro, Santos,
Montevideo e Buenos-Ayres
0 paquete Tamar
E esperado
do sul no dia 16 de
marco, seguin lo
idepois da demora
necessaria pars
v Vicente. Lisboa. Vigoe Sou
___ thampton
Para passagens, freles, etc., tracta-se com c >
CONSIGNATARIOS
Adamson Howie & C.
3 Ra (lot'omiucrrin 3
l'nileil States A Brasil Maii S. S. C.
0 paquete Finance
Espera-se de New-Port
Xews.at o dia 13 de Marco,
o qual seguir depois da de-
mora necessaria para a
Baha e Rio de Janeiro
Para carga, passagens, encomiendas e dinheiro
frete, tracta-se com os
AGESTES
Henry Forster C.
N. 8. RUADOCOMiaEtClO -- N. 8
/ andar
Pacific Sieam Navigalion
Company
Para facilitar aos
Srs. vir jantes que de-
sejarem assistir ex-
posico colonial de
Londres no corrente
anno, esta agencia fa-
r a reduepo seguin-
te, a principiar do 1.
de Marpo a 31 de Ju-
lho prximo futuro:
1.a classe, ida e vol-
ta para Inglaterra, bi-
lhetes validos por seis
mezes, 36:15:0 libras
esterlinas.
Rojal Ma Sieam Packel
Company
Reducgo de passagens
Bilhetes espeeiaes se-
ro emittidos desde 14
de ma rpo at o fin de
julho offcrcccndo fac
I i dades aos senhores
viajantes para visitar
a exposi(o colonial
em Londres, de 186.
Ida c volta de Per-
nambuco a Sontliamp-
on, primeira classe,
com o prazo de 6 me-
zes libras sterlinas 36,
15, 0.
2. leilo
Das dividas activas na importando de
32:430)$1840 pertencentes a massa fallida
de Joaquina Ferreira Campos & C, ser-
vindo de base a offerta de 260,51000.
ttabhado 13 do correte
A s 11 horas
O agente Gusmo, autorisado por mandado do
Exm. Br. Dr. jai de direito do commercio e com
aseistencia do mesmo o a requerimento do admi-
nistrador, levar a 2J leiloas dividas activas per-
tcncenfes a referida massa fallida de Joaquim
Ferreira Campos C.
LE1L0ES
Leilo
Das dividas da massa de Monteiro da Cruz na
importancia de 78:366*889
O agente BrLo a mandado e na preseaca do
Exm. br. Dr. juiz de direito especial de commer-
cio e a requerimento do Illm. Sr Dr. administra-
dor, levar a leilo as referidas dividas constan-
tes a maior parte em letras, cujas podero ser
examinadas em mao do agente.
Sabbado .3
A'8 11 horas
Ra do Imperador n 16
De urna caixa com bordados e fazen las
avariadas
* abluido. 13 do corrente
A's 11 horas
POR INTERVENCAO DO AGENTE
Alfredo Guimares
Em sua agencia ra do Bom Jess
__________________n. 45
Leilo
Agente Pinto
Sabbado 13, s 11 horas cm pont >, no trapiche
ConceicSo na Alfandega, eISo de duas caixas com
folhinhas, 120 caixas com vinho S. Raphael, sex
tas de vime e outros artigos.
A' 1 hora da tarde, nos Atogados, leilo de ca-
as e terrenos do expolio do fiuudo Domingos Mar-
tins James.
Leil
es 4:0001000
l:OOoIoOO
BILHETES &ASANTIDOS
16-Laa do Cabug-16
Acbam-se venda os venturosos buhe
tes gar; ntidos da loteria n. 43a em beneficio
da matriz de Cabrob, que 8o extrahir
na terca-feira 16 do corrente.
Precos
Inte-ro 4,5000
Meio 20000
Quarto 10000
Sendo qnantidade superior
a leo:ooo
Inteiro 30500
Meio 10750
Quarto 0785
Joaqnim Pires da Silva.
Ama
Precisase de urna ama cosinheira; a tratar
na ra da Imperatriz n. 16, 1 andar.
Sitio no Arraial
Alaga-se o sitio mais fresco e bem localisado
do Arraial, com muitas arvores de fructo, ptima
baixa para plantacoes, tendo a casa boas aceom-
modacoes e encanamento d'agua ; a tratar na roa
do Viscsnde de Albuquerque n. 92.
AGENTES
IJson Sis ft Company Limited.
M-Rna doCommercia~H
Lisboa
Segu com brevidade o brigue portuguez Sobe
rano, recebe carga a frete: a tratar com Pereira
Carneiro & C, ra do Commercio n. 6, 1" an-
dar.
Grande leilo
Para Maranho
Segu brevemente para o porto cima a barta
c rtngueza Miuho ; para o resto da carga trata
i i com os consignatarios Jos da Silva Loyo &
Filho.
COMMERCIO
-------^------"--------------------
Bolsf* commerclal
bnco
de Pernam-
Secife, 11 de Mares de 1886
As tres boras da tarae
f'otacSer officiaei
Apolices provinciaes de 7 0/0 ao anno, do valores
de 1:000*, 500* e 100* ao par.
Cambio sobre o Porto, avista, 183 0/0 de premio
do banco, bontem.
Na hora da bol
Veadeam-se :
10 apolices provinciaes de 1:0(.0.
3 ditas de 500*.
1 dita de 100*.
P. Pinto,
Presidente,
andido C. G. Alcof jrado,
Secretario.
Para Hamburgo
Recebe carga a frete a barca
brasileira Nova Sytr.pathia ; a tra-
tar com Baltar Oliviru \.'.
Lisboa e Porto
A barca portuguesa Isolinn recebe carga a fro-
ta ; tratase com Silva Guimares & C. 4 ra do
Commercio n. 5.
Para o Para
De mov is, loucas, vidros e diversas cai-
xas com bebidas
(Sabbado f 3 do corrente
A'S 11 HORAS
No hotel Universo, sito ra do Com-
mercio n. 2
Constando :
De 1 mobilia de Jacaranda masiico a Luiz XV,
com tsmpo de pedra, 1 piano, 2 ricos espelhos,
moldura de Jacaranda, 1 mobilia de Jacaranda, 1
grande guarda-louca, camas fraacezas, 1 guarda-
vestidos, marquezoes, marquezas, sofs, cabides,
qnadios, jarros, loucas, vidros, 15 caixas com
cognac, 25 ditas com pimenta, 5 gigas com cham-
pagne, 10 caixas com frascos de cognac, 10 caixas
com ostras e mu tos outros objectos que serao ven
didos sem limites.
Em aclo continuo
Aluga-se o referido predio com grandes com-
modos proprio para hotel.
POR INTERVENg^O DO AGENTE
Gusmo
ao
De um importante predio de dous andares
e sotao, com grande acommodac,3es,
bom quintal murado, cacimba e arvore-
dos, tendo no andar terreo duas lojas
que s2a oceupadas por dous estabeleci
mentos, sito rua de Marcio dias n.
32, antiga rua Direita, e confronte tra-
vessa que vai para o mercado
Terga-feira 16 do corrente
A's 11 horas
Ne armazem da rua do Imperador n. 16
O gente Gusmo, autorisado por mandado do
Exm. Sr. Dr. juiz de direito da provedoria, e re-
qufrimento do inventariante dos bens de D. Per-
petua Uomes da Silva e autorisaco de outros
conseuhores, far leilo do impoitante j redio ci-
ma mencionado ; e para mais informacoes o mes-
mo agente dar.
-
AVISOS DIVERSOS,
A fabrica Vendme precisa de officiaes de
cigarreiros.
Precisa-se de um criado e de um menino de
12 14 annos, psrs algum ser vico de casa de pe-
quena familia; na rua do Imperador n. 61, se-
gundo andar.
Quem'quizer alugar o 1 andar e lojas
do sobrado n. 43 rua da Aurora, pro
cure as chaves em pxler dos Srs. X. -
greiros & Irmo, a rua do luipi radjr nu-
mero 30.
Leilo
E esc
do do sul nestes dias o lugar naciona
engaja carga para op.rt)
sper;
Juvenal, e desde j
cima, a sabir com brevidade
do Marques de Olinda n. 6.
a tratar na rua
Chapeos de palha de carnauba 62 far-
dos aos meamos.
Cachimbos 1 caixa a Otto Bohres Suc-
cessor.
Mobilia 45 volumes ao Visconde de Me-
cejana.
DESPACHOS DE EXPORTAgAO
Em 9 de Marco de 1886
De casi.s e terrenos em Afogados. a saber :
J casa terrea de tijollo e cal da rua dos Cur os
com porta e janella de frente e um terreno fo-
reiro com 4 metros e 20 centmetros de largura, 9
metros e 10 centmetros de comprimento.
Urna dita de tupa coberta de telha com qnin-
tal em aberlo, terreno foreiro com 3 metros e 66
centmetros de largura, 7 metros e 10 centmetros
de comprimento.
Um terreno foreiro rua do Mocotolomb com
4 metros e 3' centmetros de largura, 71 metros e
60 centmetros de comprimento.
Um dito rua de S. Miguel com as ruinas de
urna casa de tijollo e cal com 65 metros e 90 cen-
tmetros de largura e 73 metros e 60 centmetros
de comprimen'/), dividindo pelo tundo com a tra-
vesea da Par.
Sabbado 13 do corrente
A' 1 hora da tarde
O agente Pinto levar a leilo por autorisaco
e em presenca do encarregado do Consulado de
Portugal das casas e terrenos cima mencionados
pertencentes ao espolio do subdito portugus Do-
mingos Martins Gomes.
O leilo deve ter lugar nos Afogados rua do
Motocolomb em urna das referidas casas.
saceos
ttENDIMENTOS PUBLICO*
Mes de Marco de 18d6
1 4 10
4fA08AD
'den fl,t H
lUCBBBDOBIA----Di l 4 10
dem de 11
CiSSCLADO aOTuCIU.L'e 1 10
>dec de 11
Rcira DaiiwAOHDo 1 i 1C
!*sm di 11
245:914321
51:6C6f432
Ville de baha, carre-
361:520^753
33:0954128
7:910/640
4J .005/768
46136/530
7:284/712
53:421/242
33:429/190
1:749.810
35:179/000
DESPACHOS DE IMPORTACAO
Hiate nacional D. Antonia, entrado do
Aracaty em 11 do corrente e consignado a
Bartholomeu Lonrenjo, manifestou :
AlgodUo 88 saccas a Maia & Rezende.
Cera de carnauba 289 saceos aos mes-
mo?.
*! o exterior
Na barca norneguensc Glent, carregou
Para New-York, P. Carneiro & C. 3.CO0 sac
com 225,000 kilos de assucar mascavado.
Para o Interior
= No patacho nacional Cometa, carregou :
Para Porto-Alegre, P. Carneiro & C. 750 bar-
ricas com 70.620 kil >s de assucar branco e 250
ditas com 23,430 ditos de dito mascavado.
3 patacno nacional Padre Cacique, carre-
gou :
Para Porto-Alegre, P. Carneiro & C. 268 sac-
eos com 26,100 kilos de assucar branco e 107
ditos com 8,025 ditos de dito mascavado.
= No lugar portugus- Unido, carn-egon :
Para Santos, A. da Costa Moreira 8,000 cocos,
nucta.
No vapor francez
gou :
is^.atMant29' Maia Rezc" lonJS i- de,a88ncar branco e 7C0 ditos com
p X -?-*tM dtoma8cavado P" Carneiro &
U 650 ditos com 39,000 ditos de dito branco e 50
ditos com 57,000 ditos de dito mascavado
**&% dS Janeir! J- Camil, li}5 saceos
com b,900 kilos de cera de carnauba.
: No vapor inglez Godrew, carregou :
Para o Eio de Janeiro, J. H. Boxwell 200 sac-
cas com 14,447 kilos de algodo.
No vapor nacional Mandahu, carregou :
Para Macei, P. Alves & C. 7 barricas
700 kilos de assucar refinado.
Para Penedo, P. Alves & C. 9 barricas
900 kilos de assucar refinado.
= No vapor nacional Marinho Visconde, carre-
gou :
Para Babia, P. Pinto 4 C. 10 barn's com 1,500
litros de mel ; G. Laporte & C. 10 ditos com 960
ditos de alcool; M. J. Alves 30 barricas com 3,591
kilos de assucar branco
Para Penedo, J. J. Moreira 4 barricas com 240
kilos de assucar branco ; M. A. Senna 4 C. 6
ditas com 360 ditos de dito refinado.
= No brigue nacional D. Francisca, carre-
geu :
iPara, Para' Lope* 4 Braga 4 caixas com 180
" de doce ; A. R. da Costa 90 saceos com
No hiate nacional D. Julia, carregou :
Para Mossor, J. CamilJo 464 saceos com fari-
nlia de diandiocR.
Na barcaca Nilo, carregou :
Para Ouarapes, P. Carneir j 4 C. 1,000 sacos
com farnha de mandioca.
Na barcaca Gratidao, carregou :
Para Villa da Penha, M. da Costo Oliveira 200
saceos com faiinha de mandioca.
= Na barcaca Douradinha, carregou :
Para P. de Alagoas, A. F. da Silva 5,000 litros
de sal.
com
com
kilos
6,750' kilos de assucar mascavado e 15 barricas
com 1,720 ditos de dito braneo ; M. J. Alves 12
pipas com 5,760 litros de aguardte.
MOVIMENTO DO PORTO
Navio entrado no dia 11
Santos e escala11 dias, vapor francez
Vle de Cear, de 1,699 toneladas,
commandante Dupont, equipagem 41,
cargav arios gneros ; a Augusto F. de
Oliveira.
Aracaty e escala 22 dias, hiate nacional
D. Antonia, de 80 toneladas, capito
Vitaliano da Rocha Pinado, equipagem
5, carga varios gneros ; a Bartholomeu
Lourenfo.
Maco14 dias, hiate nacional Aurora II,
de 40 toneladas, capitao Manoel D. da
Silva, equipagem 5, carga varios gene
ros ; a Carlos A. de Araujo.
Cabo da Boa Esperanca21 dias, bar-
ca norueguense Veranda, de 388 tonela-
das, capitSo T. Gunutsen, equipagem
10, em lastro: ordera.
Navios sahidos no mesmo dia
Havre e escalaVapor francez Ville de
Cear, commandante Dupont, carga va-
rios gneros.
Terra NovaLugar inglez Adamanhne, ca-
capitlo Joseph Clart, em lastro.
Barbados Lugar inglez Florence,
tSo Samuel Facey, em lastro.
Aluga-se na Jaqueira una casa pintada de
I novo, com commodcs para familia pequea, t m
sota, quintal, banheiro, cacimba c apparclho ; a
tratar na rua do Crespo n. 2"> loja de joias.
Pede-se aos abaixo asignados o favor de
virem ou mandar rua do M irqucz de Onda n.
51, a mgoco que nao ignoia n.
Jos de Araujo.
Odilon Coeiho ds S Iva.
Pedro Siqueira, d'Alfandeg".
Arthur Dantas.
Luis Carvalho.
Jos Guimares, caixeiro de Loyo Filbo.
Frederico Vieira.
Augusto Gonc.'ilws da Silva.
Manoel Antonio Carneiro de Araujo.
Vec-Io se urna catraia pffl muita h^m esta-
do propria para servico de passageiroe ; i tratar
na praca do C. rpo Canto u. 2.
Precsa-se de urna eoainheira ; na ruado
Baro da Victoria n. 39, loja.
Aluga-se o l' andar da trnt-. u. 19 rua da
Penba. o 1 da de n. 18 rua Direita, o 1 da
de n. 66 meajja ua, o 1 da de n 35 tra-
vessa de 8. Jos, o 1- da de n. 31 rua cstreita
do Rosario ; o 1- da de n. 24 :i ua do Arage,
osterreos de ns. 26 rua Duque de Casias, 41
rua do Kangel e a casa n '(i rua de Kunes
Machado, no Espinheiro, com b ns commodos, c a
casa no largo de Appucos n. '9 ; a tratar na rua
do Hospicio n. 3t.
= Precisa-se de urna mulhcr de idada e de
bons costumes, para tomar con ti d<- nina ca'n
com duas criancas, lavando e cul" minando para
as mesmas ; e de urna cosinhein: para duas pas-
ma ; a tratar na rua estreita do Itosariu n. 26,
piimeiio aadar, das 7 s 9 boras da uianu e das
4 as 7 da tarde.
GASAf E LIZ
Aos 4:000$000
iiii.:i:ti:v raE%noo
^ra^a daindependen
cia ns. 37e 39
Acbam-se a venda os fezes bilhetes
garantidos da 43, parte da loteria a benefici)
da matriz do Cabrob, que se extrahir
no dia 16 de Marjo.
Presos
Bilhete inteiro 40000
Meio 20000
Quarto 10000
Cm porco de 100.5000 par
cima
Bilhete inteiro 30500
Meio 10750
Quarto 875
Antonio Augusto dos Sant** Pcrto.
Loja das estrellas
Rua Duque de Cavias n. 5 9
Liquida as sepintes tondas
Gorgorito de seda de 4000 c 4500, 1*500 e
2*000.
Setim preto e de cores de 1*2C0.1*500 e 25.
Casemi.-as e merinos pretos de 2i e 2*500,
1*, 1*200 e 1*400.
Bramantes de linho com 10 palmos de largura,
de 4* 2*000.
Meaa inglezas som costura, para honr-m, de
G3 i,l.
Ditas dem i iem para scnhtra, de 12*000
6*000.
Panno prco fino para costumes, de 4S0O0
1*600 c2*.
Aberturas de linho para camisa, de 20000 i
6*000.
Cortes de cmbrala bratica ricamente bordadas,
de 12* 7*.
Tialhi.s ftdpuJas, de 5* i i.
Camisas de meia, de 2 1*.
Atealhado cem ricos deseiihos a 1*300 o metro.
Fustn braneo a 320 rs. o eovadu.
Itenda da Iuaiu a 240 re. o cavado.
i-Vnti'a lores par?, seahora, de 10* 1 8*000,
4*000 e 0*.
Algodo tran?ado de duas larguras a 800 rs. o
metro.
Toilet de aleasse, fazenda muito larga, a 260 rs.
Guardanapos para almoc-) e jautar, de 2*500 e
4*000.
Zeplier de todas as cores a 120 e 240 rs.
Um variado sortiinento de retalhos de todas i.s
qualidadcs, que vendemos por prer;o sem compe-
icncia. Tclephono-210.
Caixeiro
Precisa se de um caixeiro que teuha alguma
pratica e que d conheeimento de sua conducta :
na travessa dos Pires n. 9, padana (Genquity).
Engomniadeira
Precisa-se de urna engoramadeira que saiba o
offitio ; na rua Duque de Caxias n. 86.
Caixeiro
Precisa se de um caixeiro ; em Onda, no Va-
radouro, deposito de assucar.
f
Rodolplio Luiz il Helio Mantn
Luiz Francisco de Mello Santos, Mauo.I Jos
Monteiro da Franca. Cdl8 Uurges de Mello San-
tos, Marianas S.ir.t..s Nenes Vianna, Candida
Litr.a Monteiro ri* Fnnca. Carolina Augusta Leo-
poldina Sjares, iraiai, tic, mulher, uiaietis,
agradecem c idiaLrioiite a todas as pessoas que
se dicuaiain aciuip-inlr-u- ao ceintteiio publicos
restos mortaes d.. finado Koilolplu Luiz de Mello
Sautos ; e de novo os convidan para ase stirem a
missa de stimo da, bem sirn convidam ao Sr.
inspector da tbesnuraiia geral e 09 scus compa-
nheiros da repartcao para o mesmo fim. A missa
tem de ser celebrada na igrt-ja de N. S. c.o Ter^o,
s 8 hoias do dia sabbado 13 do corrente, pelo
que desde j nos confessamos gratos.
nJ)

loNeplia Hara de Mello
Jos Ildefonso de Mello, Alonso Jorge de Mello
e Joaquim Jorge de Mello Flho convidam os
seus amigos e parentcs para asi8t:rem as missas
quemundam resar segunda-feira 15 do corrente,
stimo dia do fallec nento de sua presada mi,
Joscpha Mara de Mello, na nutriz da Boa-Vista
p na capcllit do jcmiterio. s 8 horas da manhS.
Jos.- Paciieco de Heneses
Anna Rita de Albuquerque Menezes, Leobina
Maria de Albuquercpu; Menczes, Jo3 Abdizio
Pacheco de Menezeq, .Maria Bernardina de Sena
Menezes, Manoel Vicor Rbeirc de Souza, Joan-
iii; A''11 zes (Jarvai), de'3d-; j agradecem do
timo ci lina a dignsram acoapanhir a f-retro de seu esposo,
pai, iriri t e to .-u t ultima ui irada ; e de novo
convidam a todos os so.us patentes e amigos pari
assistirnn a misaj que mandan c librar no sab -
bado 13 do eorrnif, ua rtatrii de S Jos, s
7 liras da uiauli.1, stimo dia do seu fallec-
ment.
Vende- se urna letra de 4:800*000, de pes-
soa asss nobre e distincta, pela quvntia de 600*,
cuja letra est segura e bem documentada ; a
tratar na rua do Mrquez do Herval n. 23, loja.
Tambem se precisa alugar urna {treta que saiba
vender na rua : a tratar na mean. : casa.
Alnga-sc
a cssa terrea da rua das Trincheiras n. 22, a da
Palma n. 59, ol- andar do sobiado rua das
Larangeiras n. 26, da freguezia de Santo Antonio,
o armazem da rua do Bom Jess n. 16, da fre
guezia do Recite.
Bi'lieles perdidos
Previne se que a nioguem pague se os bilhetes
da loteria da provincia que correu h >ntem, de ns.
395, 643 e 1210, que se extraviou do poder do
abaixo assignado.
Mancel Marianno do N.iscimento.
Francez. Ingles e benpanliol
Lices e traducces por um jornalista parisien-
se, rua Nova n. 21.
Cosinheiro
Os abaixo assignados, tendo adoptado e regis-
trado a marca industrial como do desenlio : cima
?e coL'formidade com as preseripees das leis em
iigor declaram ao publico e particuu.nr.ente aos
.eus numerosos freguezes, qas dora em diante
odos os productos qse .-shirem de sua botica le-
varao a dita marca como garanta de sua o igem
legit'ma precedencia.
Costumes de casemira
A 30tf e 35
Xa aova loja da rua da Imperatriz n. 32, recc-
bcu-se um grande sortimento de finissimas case-
miras nglezas ce cores claras e escuras, que se
venden ;or proco muito em eonta, assim como das
mesmas se mandain fazer costumes por medida,
Sfndo de paletot sacco a 3r'*000, e de fraque a
3 *; assim como de superior flsnella ingleza de
cor azul escura, a 30* e 35*, e tambem das mes-
mas fazendas se manda fazer qualquer peca avul-
sa, grande pechincha ; na nova loja de Pereira
da Silva.
Bolos
Prec8a-e de um cosinheiro ;
numero 22.
na rua da Cruz
cap-
VAPORES ESPERADOS
Ville de Baha
Manoi
Elbe
Finance
Britannia
Egpirito Santo
Tamar
Hamburg
Margues ie Caxias
Oraior
Baha
Neva
Congo
Cear
J*.
da Europa
do norte hoje
da Europa hoje
de New-Port-News amanh*
da Europa
do sul
do sul
de Hamburgo
da Babia
de Liverpool
do norte
do sul
do sul
do sal
a 14
a 16
a 16
a 20
a 20
a 20
a 24
a 24
a 25
a 26
Precisa-se de urna ama para cosinhar para casa
de pouca familia : na rua da Imperatriz n. 34,
2 andar.
Ama
= No largo do Corpo Santo n. 19, segundo
andar, se precisa de urna ama boa cosinhe;ra e
que enteoda de engommado, durma em casa e d
fiador de sua conducta.
Boa ocisiao
Vende-se urna officina de calcados completos
com urna boa armaeao, muito propria para prin
cipiante, sita rua Direita n. 28 ; a tratar na
m 'ima.
Casa de campo
Aluga-se o sitio n. 9 da estrada do Rosarinho,
com casa para familia, com bons commodos, car-
da e pintada, boa agua, pasto para vacca, e va-
rias fructeiras ; e tratar com Frederico Chave',
no largo de Pedro II, 1- andar n. 75.
Satisfaz-se qualquer encommenda deste genero,
com perfeicio e modieidade, rua do Riachuelo
a. 39.
J<- Pifen de Curva Uto
Laurciitino Pire de Garvalh, Rodolpho Pires
de Carvallo, Joaqun Estevlo de Conveia. Jezui-
na Pires Ca vallm Gonvcia, Maria do C. Mendon-
e Carvalln, J s Mendone^ Carvalbo, Alice
Mendonca CarvaMi >, filhos, tilhas, geuros enetos
uo finado Jos Pires de Carvalho. cordialmente
acnidecein s pessoas qu. se dignarafn aeompa-
nbar sepultura os sena restos mortaes; e de
novo coi'vidam as mesinas peasoas e amigoa para
a missa qne mamlain eelebtar na nttria de Santo
Antonio, As 8 h.raa da inmh 1 do dia 13 ue Mar-
t-i de la?!?, si timo dia .i i te i filieeiineoti.
OS especficos veterinarios
H0ME0PATHIC0S^E==-
^=DE HUMPHREY.
Para a cura de todas as doencas de
CavaUos, Gado, Carnelros, Caes, Por-
ees, Aves.
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Fazendeiros, Criadores de gado, Car-
ros-ferris, etc., etc.
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Qi"LL gaifflsr 8,LK-
QUILL BUVTON-HCLE TWIST.
(Retroi^obtda para Cascar.)
Aluga-se o sebradinho do becco do Quiabo
(Afogadoi), com quintal grande e diversas ps de
fructeiras ; a tratar nr rua de Marcilio Das nu-
mero 106.
-Jul gando ser de grande utilidade dos negociantes da
America do Sul, terem fios de seda e relroz prepara-
dos em malerial mais leve do que sejarc nrreteis de
pao, estamos promptos a fornecer para exportacao
fios de seda, retroz de seda e seda de bordar, de
todas as QuaUdades, pieparadas em lancedeiraj de
Papel ou de peonas como cima representado.
Temos toaos os tamanhus de fio preto e mais de
juinhentos cores. f
. Dirija-se "Brainrd & Armstrong Co."
v,,6?* .M^" 5**. 469 Broadway,
Philadelphia, V. S. A. Neir^York, U. 1. A.
25K
Ala T'a
pe n. 7 ; a tratar rua da Attraeco n. 12.
Compra-se
A Historia da Re-
volu$o de 1848, pelo
Dezembargador Fi-
g-ueira de Mello; no
escri'ptorio deste Dtn-
riOj 2o andar predio n.
42 da rua Duque de
Caxias.
Aolices pro7jnciaes b 7 OO
Tr cam-se destas apolices; quem as tiver para
isto, dirija-se rua Duque de Caxia numero 46,
loja.
Depsitos nu pricipae^Pharmiicu.
Em Pernambuco .
FRANco M. da 81 UVA a Oa.
/
f

[







.


Tricoferc
de Barry,
Agua Florida
de Barry.
DUPLA.
Proparada segando a formula
original usada pelo inventor ne
I anuo de 1829.
Tem duas venes mala Fragrancia
que qualquer outra.
Dura duas vezes mala tempo.
E'muito mala rica de perfume
mais suave. ,
E'muito mais Fina o Delicada.
Tem dobrada forca Refrescativa o?
Tnica no Banho.
Fortalece ao DebJIe ao Caneado.
Cura as Dores do cabeca o os de-
m malos. j
E'muitissimo Superior a todas as
outras .Aguas Floridas Acta'-,
mente a venda. ---m
Descoberta Iniportantissima."
Puro Oleo de Figado de Bacalliai
COM
IODURETO DE FERRO,7
DE *
Barclay & ompanlduj
Cura radio.-ilmciite o com scru raneaos peoraa eseot^
fle'Phtlii!-;. dornear
la Arpiaba Banal, doa Qnadrig i i
flammacoue do !'.. >c-<'u> I'ut.i, i',r.,ee.1
ereslitnc aocorpn looi ipr
i'. Igor e en
:m-nte nina graude oeeeoi .. ~ Puro Oleo de
Fisadode Baraiii loduroto de'
Ferrode Kart-hi. New York. *J
Xarop?; *\e Vida-
de Renfcerlfa, 1.'
DEPURATIVO E PURGANTE.
Este novo e aaiiravel purificddbr'dff-.
E52gB6acta cobremos intestinos
o ligado, os rins'"e''a*pellX*'
'curainfallivel contra a DAbiiidade
Nervosa, as Dores de Ca berra, u Dys-;'
pepsia as Sezoes, contra as doeri-
cas deorigem Miasmtica ou occa-
sionadas por desordena do ligado
ou pobreza e impureza do sanguo.-
Este remedio precioso tem gozado da accetts
ro publica durante cincoenta e sete annos, com-
ecando-se a sua manufactura e venda cm 1827.
Sua popularidade e venda nunca forao to exten-
sas como ao presente; e isto, por si rnesmo,
offerece a melhor prova da sua eficacia maravil-
bOM.
Nao hesitamos a dizer que nao tem deixado
m caso algum de extirpar os vermes, quer em
creancas quer era adukos, que se acharo afflic-
tos destes mimigos da vida humana.
Nao deixamos de receber constantemente
attestaces de mdicos em favor da sua efcacia
admiravel. A causa do successo obtido per este
remedio, tem apparecido varas falsificac'e^. de
sorte que deve o comprador ter muito 08 lado,
examinando o nome inteiro, que devia ser
Vermiftac de B. A, FAHNESTQCK.
Diario de Pernambuco---Sexta-feir 12 de Marco de 1886
;nrnnrc-o que
reacer o
CABELLO
aluda incauta ca cner-cas -
nata ralvn. bein como une
cara radicalmente
a TINHAe a CASPA.
PositiTamente irapede a
'} .a_e omuranqueeimentti
do CABELLO eem todos os ca-
jos o torna invariavclmente
?v Clci B*iUlaf-e. Formoso
Abundanto
a f^uf 111 do oltenta anuo.
outro preparada para o cabillo em
toa mundo.
PILULAS
JURUBEBA
BARTH0L0ME0 4C"
Pherm. Pernambuco
1 Carao as Bemooa, c todas as robres i
lntermlttenteo.
15 ANN0S DE SUCCEMO!
iKxiBir a. assisrnatTirav,
KELOJOARIA
ALLEM
Praca do Conac-
lheiro Salda-
n b o Marinho
n. 4.
An'iga da Ma-
triz de Santo
Antonio nume
ro 4.
Tendo cu aborto urna officina de relo-
joaria com o titulo cima, recommendo-
me ao respeilavel publico para fazer
qualquer tralialho, at o mais difficil na
minlja arle, como j prove como era-
pregado da relojoana regulador da
marinhaonde tiaballiei os ltimos
dous annos, promello procos mdicos e
promptidao.
Carlos Fuerst.
Especialidades!
Tudo se vende pelo menos possivel I i!
4-LARGO DE S. PEDRO 4
Neste estabelecimento acba-sc empre exposto
venda o especial licor de inaracuj em ricas gar-
rafnbas proprias para toilet composto de manga-
bas e mangas o que ha de melhoi neste genero.
No mesmo estabelecimento acha se sempre um
grande sortimento de pasearos e gaiolas de todos
os fabricantes, at proprias para viagens, por ter
cada nma cinco compartimentos.
Tambem se encontra diariamente espec'aes fru-
ctas maduras como sejam sapotis, sapotea, man-
gabas, mangase outras fructas. e se recebe qual-
quer encommeuda para embarque.
R. DE DRUSINA & C.
Eiia do Bom-Jesns 1.18
(ANTIGA DA CRUZ)
Gasa de commissoes
Grande e variado sortimento de amos-
Tas e catlogos de prodceles da Allema
iha, Franca, Ing.'atcra, Austria, Hespanha,
Italia e Estado-Unidos.
N. B.Informacoes sobre machinismos
ariclas, ditas para engenhos centraes-
aombas, etc, para incendios a outras m>,
binas e utensilios
PILULAS
JURBEBA\
i, k Ir
Este importante cstebeleuimento de relojoaiia,
fundado em 1860, est fuaecionabdo agir rua
larga do Rosario n. 9.
O eeu proprietano, encarr-gado do regulamen-
to dos r elogies do arsenal de marinha, da compa
ahia dos trilhos urbanos do Recife Olinda e Be-
beribe, da do Recife Caxang, da estrada de
ferro de Carua da companbia ferro-carril de
Pernambuco, da ass^ciaca-) eommercial beneficen-
te e da estrada de ferro do Limoeiro, cercado de
ictelligcutes e habis auxiliares, concerta e fa-
brica qualquer peca para relogios de algibeira,
de parede, de torres de igreja, chronometros ma-
rtimos (dando a marcha), caixas de msica, ap
parelbos elctricos telegraptiicoc.
O mesmo acaba de receber variado sortimento
de relogios americanos que vende de 7 a 202
par parede, mesa e despertadores de nikel.
Contina a exercer a sua profissao com elo e
nteresse de que sempre deu provas ao respei-
tavel publico e aos seus collegas, e vende forne-
cimento de qtfal-jner qualida.de.
Km frente de seu estabelecimento se acha col
locado um relogio, cujos mostradores tambem po-
derao ser vistos pelos passageiros da ferro-carril,
tendosempre aHORA MEDIA DESTA CIDADE,
determinadas pelas suas observares astronoroi-
oab. Ra larga do Rosario n. 9.
Antonio da Costa Araujo.
CALLOS
O MELHOR E MAIS INFALLIVRL EX-
TRACTOR DOS CALLOS E A
MAYXARDIM
porque os extrahe completamente, sena causar a
mimma or. E' fcil de applicar, nao impede de
se andar calcado e tem o seu effeito comprovado
por atvestados insuspeitos e em numerosas appli-
cacoes que nunca falbaram. S verdadeiro o que
se prepara e vende na Drogara e Imperial Phar-
macia Diniz.

BARTHOLOMEO a C
Curao a
Pharm. Pernambuco.
I-alta
Anemia, 1
lt de Me:
J"lore brancas,
truaeao,
i PebUldade t >obrea de san rae
Eacisrir a aBBisrnaturax .
7ij**^t~rrH^*
*A
57-Rua do Genera! Ozorio--57
Deposito em Pernambuco pharmacia de Hermes
re Souza Pereira & C, Successores
Ra Ao Mrpz 16 Oda i i
Eu abaixo assignado, estabelecido ra do Hos-
picio n. 158, attesto que, soffrendo ha muito tempo
d callos em ambos os ps, o que me impossibilita-
va por vezes de cuidar nes hkus affazeres com-
merciaes. gracas ao preparado des Srs. DINIZ &
LORENZO proprietarios da IMPERIAL PHAR-
MACIA DINIZ, denominado-MAYNARDINA -
esnsegui verme alliviado deste mal que atroz-
mente me incommodava com a applica^o do refe-
rido preparado.
Rio, 7 de Janeiro de 1885. Thomaz Jo-
s Fernandes de Macedo.

v^'tJO
*%,
Estes
POS
dio ao Rosto
a bella alvura vapo-
rosa que fez a reputacio
das zas 0a tntlguldutb.
L. PANAFIEU > C"
Par i, rut Rochechoutrt, 10.
leMllartoi(iPrn.m6i.co ;rrc-M.isn.VA*C
...........'
'www*
L
3
Grande e beni montada oflieina de ailaiale
DE
PEDROZA & C.
N. 41Ra do Baro da VictoriaN. 41
Neste bem conhecido estabelecimento, se encontrar um lindo variado sor
timento de pannos, casemiraa, brins, camisas, punboS, collarinhos, meias, gravatas,
tudo importado das melhores fabricas de Paris, 'Londres e Allemanhn; o para bem
s?rvirem aos seus amigos e freguezes, os proprietarios dcste grande estabelecimento
>ra na direcs^o dos trabalhos da officina habis artistas, e que no curto espago de 24
horas, preparam um terde roupa de qualquer fazemla.
Ra do Barao da Victoria n. 41
(PREQOS SEM COMPETENCIA)
^GRAPHIA AliPj^
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si V) tVRheurnatiflmo Cancros, Bobas, bnpigens'
e todas as molestias qurlenhao aua origem
na impureza do sange devida a sjphdis
IMO MUA aJNHTOt -'-<
'Ctwi
-tt*ovfljovka, m^runea t*vtAtap -------1------'--------------------------------- .,, .V;' "; ^:
.T% -*ve*d,e*-A*autcuif'fMM'Of>u!f3aiadoufe
03.--------.-.'"-. ~-----r-ASiSflfS^.
l/>BbfiflTOBIO SfHTRAl otf f
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, roouctosIioicinae
OA F LORA 6R81 ti \ m'J
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Ruado Vtsoande doRio Braaco
BIO DE XVXKIHO-
99 P8
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ALBEKTO HENSCHEL & 0.
S2--RU4 DO B4R40 D4 VICT0RI4-52
O bem acreditado estabelecimento photographico allem2o, acabado augmen-
tar as suas galeras no gosto das mais sumptuosas casas d'este geneio, como de Paris,
Londres e Berln, onde o respeitavel publico encontrar os mais aprfeicoados trabalhos
dlo sjstema mais moderno e mais apreciado.
Para dar mais impulso sua casa e assim melhor satisfazer as mas difficeis
exigencias, acaba de contractar o eximio pintor o Sr. Ferdinand Piereck, chegado re-
centemente da Corte do Imperio, onde adquiri grande nome, alm do bom crdito que
j gozou em 1877 quando aqu estere na mesma casa.
Roga-se s Exmas. familias e mais pessoas o obsequio de honrar com suas
visitas a este grandioso estabelecimento, onde existe urna magnifica exposic3o de suas
prodceles artsticas e onde encontrarlo lhaneza no trato, perfeicSo nos trabalhos e
modicidade nos prejos.
C. Barza,
Geiente.
FUNDICAO GERAL
ALLAN PATERSON ir C
N. 44--Bu i do Brum--N. 44
JUNTO A E? TACAO DOS BONDS
Tem para vender, por pret, mdicos, as seguintes ferragens:
Tachas fundidas, batidas e caldeadas.
CrivacSee de diversos tamanhos.
Rodas de espora, idem, idem.
Ditas angulares, idem, idem.
Varandas de ferro batido.
Ditas de dito fundido, de lindos modelos
Portas de fornalha.
Bancos de ferro com serra circular.
Gradeamento para jardim.
Vapores de forca de 3, 4, 5, 6 e 8 cavallos.
Moendas de 10 a 40 pollegadas de panadura
Rodas d'agua, systema Leandro.
Encarregam-se de con2ertos, e assentamento de machinismo e ezecuiam qaalqow-
traballio com perfei^So e presteza
Ym DO D'USWB(UM CUHEXlW UCTOMOSCNATE OtCHAUX
tTKfPIHtlMlllHTITntlXnCl[rORNGESIIEHES
II

!S;a EXPQ RTAT I O N tZXSZSSZSi
MARCA DE FABRICA & ^^.
VINHO
DO
'Gabanes
KINA-CABANES
O Vlnho do Cabanes, submettldo
approvaiao da Academia de Medicina de
Paris, fo reconhecido como um tonteo
enertco'por encerrar os principios consU-
tutivos do Sanuue e da Carne), nue sauguo forca, tijor e energa.
Os Snr* D" Trouaaeau, Curard e Vol-
peau, professores da Faculdaddc Medicina
de Paris, o rereitam todos os das com o
melhor xito s mulheres enfraquecidas por
exoessos de toda especie, tralialho, prazeret,
menslruac.ao, edaie crtica e aniamentacSo
prolongada. V extremamente efllcaz contra
o Fastio, Ms iigatOtl, Dispepsia, Gastritis,
ron turase Yerligens.
D resultados niaravilhosos nos casos de Anemia, Chlorose, Pauperismo do sangue, Esteri-
Udadedas inutieres, Flores brancas. Peritas seminaes. Impotencia prematura, Emmagrecimento
gerat, Tsica pulmonar, Pebres tercas, Intermitientes. Palustres, Endmicas e
pldemlcas.
O Vlntoo do S' Cabanes, pela energa de sua acr~io cordial, desenraice as forras, activa a
Circulacae do sangue e e multo rcconiinundavel para as coavalescenoas.
Faz cessar os vmitos to frc-iucntcs durante a gravidez, augmenlr. a tecrecao do lolte nos
nutrlzes c d extraordinario vigor as crlancinlias de mama; gruas a influencia dos seus prin-
cipios tnicos, c soberano nos casos de IHibetes. Affccco da Medalla, Hysteria, Epilepsia,
SacMtismo e em gcral. em todos os casos em que o p.v er um tnico poderoso, que
d vigor e restaure as forras dos doentes.
Como aperitivo substituc com grande vautagcm as iiqiUos perniciosos como abslntho,
vermoulh, etc. E'un preservativo apreciado pelos viajantes e marinlieiros, como anti-epide-
mlco e antidoto da febre amacolla. Vomito c ontrtS Molestias tropicaes.
Deposito geral IROETTE-PERRET, 163-165. rea St-Antoine, PARS
DepoiltoB em Pernambuco: rRAI MC. da SILVA &. C*, e m tTinclji.es Pbarmaeiu.
V "_.T
MOTA. Para -rilar at cortrafaccOea, s se dtte
acceifar as garrafas qui Itterem incrustaat no tidro
as palarras : Vinbo do D' Cabanes, Paris, e
otra oa roUilos, tiras de papel que enrolrem c
lrgalo e a marca de fabrica,
i assignatura do D' Ca
baes a o sello de garanta
dogoverno trancez.

Le Monde Potique
iSStSAKS:
< e f. p>tt Anno
REYISTA d8 POESA HIYERSL
ASSIGHATW :
- fbdikb ijrao ifc.parAnii
CWPTOIO.<4,niaSegu/er,M _
O MOIDC l"OstTIQUE APPARECF. NO DA 10 DE CADA MEZ
(O pinsatra Wwnsao sppgw 10 ss lasbo MsM)
O Mond Potiqne deve o ata grande rpido ntoaesso 4 mtetmti* 4
mrn rmdsteeSo, i ucolhajudiciosa doa Batudo occomponhodoa de (easos todas*
m Unguoa, oofin elevado que a propot, permitndo aos mooo> de futuro i
mti ii......ao lado dos eseriptorea mais Ilustra de hoje. Cada m*,, asta tmmfmt-
fu publicado tren os ama leitorea o ocho fiel do mooimento ptetioo de toda m
parte. O impreco mxlieo sema-a acceevel i todas as bolsas
D'ora em dianta o Monde Potique ser tro oroc r.aoasaario 4 todos
SU1C1CABIO DO H 1
Oa postas trsnossss ea jtamporaoeoa (Lacoat
da Hale) : rafa nrmil. Dana l"alr lger :
aconte da Xsab. Cantte aodalusaa : Jaei
Marta a> Uiraa. A poeaJ contamporaasa
ds illemanha : Stouard Ltieenihiil. Bittros-
tjerno Bfdrneou J Auftmt Strlndtero. Chro-
niou dramtica, lu^iasl, artlalloa. Bartal
UbUosjrapUss, Kobo..
B1IMABJ0 DO H
OPrlaclsio poatioo : EmtU SUmonl (aacsajO
Bdgsr Pon Flnx et Rcai: FrmtfaU Ceppt.
Os poetas raaoaaaa contempoaaeoa (Uooota
da Lisie). cootL-inao r Lovtt TlrreeHn. o-
tltaaaala i PsaU Bsurott. Ds PoaU Hlala :
Artstdr Mam. (arostosdrarautios. Chro-
akm BTMlesl, NterolofU (Leos Velada),
Bevtaa MraJofrapbiou, Uoaaa.
BTTiaUKIO DO f i
0 poetas franceses osa tempoaiBSss (LaoosO
de Lala), gm : lamti tMreeUn. A Kasp;
eaWo : Armand HUtrarre. Calaonm (Cre-
posculo): Trotar Aubtnel. OsaoOeapo?uWea
da Bohemia : Volen/in Kitosr. A sombra
de OoroaUle : FreaMHe nU. mistral
(Baistorio su ara o premio Vita): l^otct,
ds AaadmU Vrssassa. Dbraasltsk, etc.
SUmiABIO DO 4
Os poeta fjOMasas nnsrtsssfsisssns (Sallj
Prudhoaii-. Jaeta-fUr*. Alpensa :
Oromdmo-jfSm. A psate lo Biarada :
P.-B. P'/muu, profeaaor do CoUaglode Fraooa.
Ingrimas : uroaala. Fol : Aletee lnsl>(,
A poeaa portogsass : JSarisw rtam, Cor
nica artiatkm, Bertata MbUoa^aassss, osas.
RODA DA PORTNA
200:000W0
tmm i awm
PRESOS EM PORQAO
Dezenas. .... I0$000
Vigcssimos .... I|!000
EM RETAMO
Dezenas..... II$000
Vigsimos .... I$I00
CORRE TODAS AS TERCAS-FEIRAS
36-SUA LABSA SO BOSASIO-.
mfX

* I
Oj proprietarios do muito conhecido estabelecimento denominado
MUSEU DE JOIAS
sito a raa do Cabug n. 4, communicam ao respeitavel PUBLICO que receberam um
grande sortimento de joias das mais modernas e dos mais apurados gostos, como tam-
bem relogios do todas as qualidades. Avsam tambem que continuam a receber por
todos os vapores vindos da Europa, objectos novos e vendem por muito menos que em
outra qualquer parte.
MIGUL WOLPP & C.
Na
4RA DO CABUG-----N. 4
Compra-se ouro e prata velha.
TINTURARA


sTTlk'l i
Tastos en Cameros aso Utoatradoa oom rlnUatas, Dorse, lettraa orasiaa, ais, SSB-
ssslss spsnlil mi para o onde postique pelo Snr. TasUs DOAT. asajsss da
Sallan ds sarraa, Grande atedalha da Ouro da Oniao da Artes iSuuiatlssss.
M sW I lsK NTK8 IffsWi U s^^
0*10' *r ilfttX a ssfattiiri 4 Almlnlatrsoto do Mmele aToHmmO,
aa>, PtuA SftCsUia.R, r PABl
CasHts> s usUsstsW m W CM-|i.al Immlst mmram, vk* psaiH m tsm.
SCCESSOR
9 Ra de Malinas de 41buquerque 25
(WTIliA lili DAS FLORES)
Tinge p limpa com a raaior perfeicao toda a qualidade de estofo, e fazenda em
pe^is ou em obras, chapeos de feltro ou de palha, tira o mofo dasfazendas; todo, o
trabal o teito por meio de machinismo aperfeicoado, at hoje conhecido.
Tintura preta as terjas e sextas-feiras.
Tinta de cores e lavagem todos os dias._____________________
JTSBCrJk. -g^A<-n-r.
oa dri lntelligencla regular pode apprender tndo qnc se acha neata obra.
l'i-iii,1.00 raila i-xemplsr, encadcruailo em panno, entrecne franco.
:ii pasamento do llvro recbeme sellos de crrelo, pretevindo-se os das menores denomlQaoeB. Aos que oom-
prarom um apiiso-eUio completo daremos gratis um exemplar do dito manual. Apparelbos para Amadores lie llO.Osj
para olma.
iviara-ae Catalogo om Portnmior. a qnem que o pedir. >
, B. H. T. AXTSOSY di 00. 501 BKOADWAY, 1J0VA-T0RK. ,
i i 'i'.Urloantea de toda espeor- do material" "UotogTaphloOf Estaueleeidoe li uiais de 40 annoa neste ramo de segos



o



Diario tinga-s barato
O 1. e 2. andares da travessa do Gampello n. 1
0 armazem do Bsm Jeaos n. 47.
1 casa terrea u. 23 da travesea de S. Jos.
\casa da ra do Viseoode de Goyanna a. 107
4 casa da Baiza Verde n. IB Capunga.
1 tratar no Largo do Corpo Santo n. 19,1* an-
ttr. _________________________________
A'uga-se barato
o sobrado e soto ao largo da Detencio n. 67,
cora muitos commacos para familia, bastante ale-
jado, etc ; a tratar na ra larga do Rosario nu
ero 34.______________________________________
Aluga-es barato
Urna casa na ra do Rio (Torre), com eotnmo-
doa para familia ; a tratar na ra largado Rosa-
rio n. 34.
Alnga-se
barato a casa terrea, caiada e pintada, ra de
S Jore n. 40, com 4 quartos, 2 salas, sotAo, co-
sinha tora, copiar, quintal e cacimba ; a tratar
com Siqueira Ferraa & C, ra de Arnorim nn
mero 66.
Vina para cozinhar
Na ra do Bem-fica
sitio que fica em fren-
te da entrada dos Re-
medios, se precisa de
urna mulher forra ou
e sera va para ama de
cozinha.
Ama de leite
Na ra de Paysaud n. 7, taverna, precisase
de urna ama de leite com urgencia.
Al
Precisa-se de urna ama para cosinhar e com-
prar ; na ra do Viscondc de Goyanna n. 139.
m
Precisa-se de urna ama que saiba cosinhar e
fazer mais alguns servicos em casa de pequea
amilia ; a tratar na ra do Arage n. 14.
Ama
Precisa se de urna ama para cosinhar ; na ra
do Mrquez do Herval n. 2.
Porlugueze^rancez
Lecciona se na ra dos Pires n. 103.
Quero lera?
Ooro c pratn : compra se ouro, prata e
pedras preciosas, por maior preco que em outra
qnalquer parte : no 1 andar n. 22 a ra larga do
Sosario. antiga dos Quarteis, das 10 horas s 2 da
Arde, dias uteis.
Viiilio especial para mesa
Acaba de chegar o conhecido e especial vinho
do Porto alvaralhao, proprio para mesa, em ca
zas de 12 garrafas, que se vende a preco mdico ;
nnico deposito ra do Vigario n. 7. _ejTDtor
de Domingos Aires Matbeuo,--
y Leonor Porto j
I
Roa do Imperador n. 15
Primeiro andar
Contina a exeentar os mais difficeis
figurinos recebidos de Londres, Pars,
Lisboa e Rio de Janeiro.
Prima em perfeicao de costura, em bre- )
vidade, modicidade em precos e fino
gosto.
&
}{
Papagaio
Pede-se o favor a quein tiver achado nm papa-
gaio grande, manso, follador, com um pedaco da
carente presa no p, de o levar ra Nova n. 51,
loja, que ser bem gratificado.
Liquidado de chapeos para se-
nhoras
\ ende-se pelos segnintes precos : de 15/ a 20
roa do Crespo n. 17, cm casa de Mme. Mique-
lisia.
Compra-se e paga-
se mais do qae em ou
traqiu lquer parte bem
eomo
de qualquer qualidade.
Na ra io Imperador
n. 32, loja de joias.
iulio Fuerstemberg.
0 restauran! italiano
na iia LarangelraN numero *
convida aos seus freguezes, como sempre, aos
bons petiscos a gosto e vontado das pessoas que
entender da arte colinariB, seus temperos de
manteiga e nac de banha de jorco.
Precos :
Um jantav erm sopa, tres pratos, caf ou cha,
sobe mesa e vinho 1000.
Almoco com dous pratos, caf, cha ou leite,
pao, manteiga e vinho 14000.
Tendo tedas as quintas feiras vatap, macar -
rao a italiana e ravioles.
E' pechincha
vepue-te um deposito de seceos em pequea
f acalla, proprio para princi iante c bem afregue
zado ; a tratar no mesmo, sito ao largo do Forle
numero 34.
OPPRSSlF
TOIII
ciauo-mn
ASTHMA
NEVRALGIAS
MM CltUBOS IStlt
lspiN.-ge a fumac* cnie penetra no pelto acalma o symptoma nervoso, facilita
a expectoracao e favorisa as funecoes dos orgas respraforlos.
. uh se J E8PIC, Ht, ru t<-Ui>n, en Parb
XAROPB ^
FERRUGINOSO
de Cascas de Laranjas e de Quassia amarga
ao PROTO-IODUfETO de FERRO
Preparado por J.-P. LAROZE, Pharmaceutico
VARIS a, Su des Llom St-Paul r.iXIS
4PPROVADO PILA JUNTA DB HYGIENK DO BRAZO
O Proo-I*darto de Ferro,
bem preparado, bem conservado, prin-
cipalmente no estado liquido, de
todas as preparacOcs ferruginosas, a
que produzos memores resultados.Sob
a influencia do principios amargo c
tnicos, da casca de laranja e da
quassia amarga, o ferro assimilado
fcilmente e produz effeito prompto
egeral restituindo ao sangue, a forca;
s carnea, a dureza; aos diTerentes
tecidos, a activi iade e energa neces-
sarias s suas funccSes diversas.
Porisso. o Xarope Fermgiaoao
de J. P. Lar o e, > considerado pelos
mdicos da Faculdade de Pars, oo .tjo
o especifico mais acertado pasa as
Doencas de langor, Chlorose. Ane-
mia, Chlori-Anemia, Fluxos bran-
cos com dixestoes demoradas, Mo-
lestias escorbutioaa e escrofulosas,
Rachitismo, (te

Ho metmo deposito aoha-se i renda os seguintet Producto* d* 4.-P. LAROZE :
XAROPE LAROZE uff2 TNICO, ANTI-HERfOSO
^ Contra as Oastritas, Oastrol S XAROPE DEPURATIVOde<^a^rr"IODURETO OE POTASSiG
^fc Contra as AJiecpBea escrofulosas, cancerosas, Tumores braucos, Aoidez da Sangue,
^T Accidentes syph.liticos secundarlos o terciarlos.
S XAR
*K Csatra!
XAROPE SEDATIVOde^XTj" BROMURETO DE POTASSIO
Costra Epilepsia, Hyaterico, Dansa de S. G>uy. Insomnla das Criancas dorante a. Danticao
Bcreeir* t.m tobas ab moas
r.\niAS oo
**++**+/++**++*
0 mai$ Simple; o mi/i Kt&do t o malt EUcaz tos REVUUiVOt
WBxaupsjo'a.A.'WXrf aa j* a tmttt .t a b aoa vxaJajrTas
USADO NO MUNDO INTKIRO
A CaMi MItOLLOT pede aoa Burea. Medios comprad;^e que
VERDADEIRO PAPEL RIGOUOT
fas tm emtta c*vm
$ tm rtds folba,
tra^ senpta
om Ttata ncaniidt
* fmm:

m
TNICO
/
PrenaragSo de Productos Vegetaes
:iTIN{iV DAS CASPAS
e outras Molestias Capillares.
JVIARTINS & BASTOS
Pernutnbuco
VERBAS

Molestias Nervosas
Capsulas do Doutop-Clin^ I
Lunado da Faculdade da Medicina desafa. Premio Montyon
As Capsulas do Deutor CLIN ao Bromureto de Camphora empregao-se
as Molestias, as de Cerebro e confra as affecc5es seguintes:
Asthma. nsomnia, Palpitaces to Corago, Epilepsia, Hallucinagao,
fon^Eerras, K3>irj:ari^, Affnre das vas urinarias et para calmar toda
especie de excitaco.
um Urna explicado detalhada acompanha cada Fratco.
Exigir as Verdadeiras Capsulas ao Bromureto de Camphora de CLIN & Cu
de PARS, que se encontro em casa do* Droguistas et Pharmaceutico*.
"Veode-se a nrmacSo da casa de molhados
Praca do Pedro II u. G. propria para continuar
com o mesmo negocio ou outro qualque", na fre-
guezia de Santo Antonio ; a tratar na inesma.
WHISKY
KYAL BLEND aiarca ViAD
Este excellcnte Whisky Escosse preferiv
ao cognac ou agurdente de canna, para fortifica
o corpo.
Vendc-se a retalho nos u ihcres imazcns
nolhados.
Pede ROY AL BLEND marc c VIADO cujo n.
me e emblema sao registrados para todo o Braz-
__________BROWNS & C, agentes
ARevoluco
O 48 da ra Duque deCaxias, desejando ven-
der multo, rrsolvcu vender fazenJis por menos
25 '/o de seu valor.
Ver para acreditar
Setias macaos, decores, 1J540O, por 800 ris
covado.
Mariposa fina de cor a 240 ris o covado.
Renda aberta da China u 240 ris o covado.
Crotones finos nac-ionaes a 240 ris o covado.
Patinetas lisas e finas a 400 ris o covado.
Alpacas de cores a 360 ris o covado.
Linhos cscossezes proprios para vestidos a 240
ris o covado.
Loques Juannita a 800 ris um.
Lencos brancos finos de 1200 a 2 a duzia.
Camisas de linho muito finas pelo pre$o dimi-
nuto de 30 a duzia.
Cobertas forradas a 2^800 urna.
Colchas brancas e de cores a 1*800.
Bramante de tres larguras a 900 ris.
Dito de quatro ditas a 13200.
Toalhas felpudas para rosto a 4500 a duzia.
Madapolao pella de ovo, finissimo, a 6*500 a
peca
Camisas para senhora a 2500 urna.
Lencos de seda a 500 i is um.
Redes hamburguezas de cores a 10* urna.
^^J3it^2^}ss_bjc*1_sani varanlas, a 15* orna.
Cortes de casemir de~C6fe^-ao3s~iJP a
10*000. ^s"^
Casemir fina de 2ores, infestada, a 2* o covado.
Flanella americana a 1*000 ris o ovado.
E mais urna intnidade de urtigos baratissimos
que nao deixar de comprar que os vir.
rj. PIVER
SABA0
0 melhor dos Sabes de Toncador
*COMMENCADO P^US
Evitar a* Imitaces
Wposito* as priucipaea Periumuias. PUermtcias CaAellereiro* da ai-^ta
PH0SPHAT0 CAL GELATINOSO!
lie E. LEE0Y, PharmaceliGO de ln Classe, 2, roa aunon, PARS
osteoge\e0 x i iMMTtlTlaMtt 11 DnUsIs tm CrlutM, Nttn Uekitlni t a Milttu tm Omm
r,?ec0rmmenda,'P0S ^^ ***'op* aos Mdicos e aos Doentes. de um sabor agradavel, de asslmi-
lacao tac e mil veze; siinerlnr a lnrto ns Taroivo da lrrtivnhn VINHO PK0SPHATAD0 DE 4E00Y ..
*i:emia, Comumpco, Bronchite chronica,Tsica, Fratyieza orgnica, Conva/escencas .filceis.
^^ Depositailos tm Peruum veo : l'RAK" M. da SJ.LVA e G".
MEDALHA DE HONRA
0 OlifTciiYfilER
i doUatootado ptic AIcatr2o,
tnico fci/fimcc. o ou* mu/te
*utmtnta 11 prccNdtdes tfo
etoo.
0 OLEO de FIGADO
DE l*C*U0 FERRUGINOSO
i a nica oreoaracZc "ua permita
adm/catrar o Ferro tem en>.
dunr Pniio de Ventre, nam
Incommodo.
^GXDOi
BRANCC.L0IR0
lE.FERRUGINOSi )F?
Hm\\\
DlPOSITOcrril en rjJUS
21, na it raai-loiitiiiriK, 21
*%
de
V'' ," J" ^J-iWo Jt H(noa.- -.
'MU''
DIPLOMA DE HONHa\
BICRITADO MI TOUI *s
Celebridades Medicas |
D.\rBANCAEDAiXBOA
OtSTIAs"oO POTO,
flFFECgflES ESCROFULOSAS \
CHLOROSIS,
ANEMIA. DEBILIDADE,
TSICA PULMONAR,
BROHCHITES RACHITISMO
Vinho de Coca
DEPSITOS EM TODAS Al PB1NC1PAES PHARMAGIAS DO BRAZll
O abaixo firmado, mudando sua r.--8/(jencia desta
capital para a do Rio de JaLeiro, deua exposla
-venda sua pharmacia ra do Ran^el n. 48 e
para o que faculta poderes especiaes ao r. Jos
Caetauo Baptista dos' Santos, establecido ra
do Crespo n. 7 (Galio Vigilante), para Vendel-a de
accordo com o prctendente, e bem assirn receber
dividas que nao foram resgatadas. Recife,23
f'-'vereiro de 86.
Joaquim E. Cotia.
NA EXP0SICA0 UNIVERSAL1
VINHO de CATILLON
de OLYCERINA e QUINA
O man podroio tnico reconstituale presenpto
noseaio^e Dores d;e3tomago. Lango?. Anemia
Diabetis, ConEumpcSo. Pebres
ConvaJoscen?a. Reiultadoa dos partos, etc.
eii.Tf'"' *nho T-0111 f( "' VIKHP FERRUGINOSO D=
CATILLON regenerador [; r icellencin Jo sangue pobre
e (redorado. Este vinho faz l-jl^rar o ferro por tod'is
os estmajo e nao ocuswr.a priso de icntro
fUlS. 21 = Ulal-rmoarl t-ful -En, r,rnlmblxo,
Franca M.da&llvaeC'.VDUi^lseiriiM PharmacL
UNICLTVINO QUINADO QUE OBTEVE iSTA
CREMEdeVOGEOT
SspeeiaJidade de Cassis
uct huiut I
WJOy (ttfBf) gran;*.
X Mtutexlhat nu Eipotletom i ;
TUS 1155, 1M0, 11(7 (EitMleifl OltTtrtsl)
..,, U* US (MUlba Hari), 1863
UntO. MM MU BORDEAOI 185!. 11(5
BOBM un BBAI?0I, T10TE8 1113
l????"'"m'"":0 rfucM.asn.VAac1' ,
UNIV,U1878
^CroixdeCheTalier
ES PLUS HAUfES RCOUPHSES
AGUA DIVINA
B. GOUDHAY
OITA A.GUA DE 3AUDE
Prcconisada para o toucador, como coDservando
consUnliraenlc as edres da mocidade,
e preservando da peste c do cholera raorous.
ARTIGOS Recommendados "
PERFUMARA de lacteina
Rocoantudada pUs Cslebridades ledicas.
g GOTAS CONCENTRADAS para o lenco.
0LE0C0WE para a bcllr-za dos cabellos.
ESTES AflTIOOS ACHAM-SE NA FABRICA
pars 13, roe d'Enghen, 13 pars |
BepoMtos em todas as Perfumaras, PharmacUs
e Cabellcreiros da America.
*m.............nml
Fazendas brancas
SO' AO NMESO
4o ra da Inperatrlz = 4<>
Loja dos barateiros
Alheiro & C, ra da Imperatriz n. 40, ven-
dem um bonito sortimento de todas estts fazendas
abaixo mencionadas, sem competencia de precos,
A SABER:
AlgodaoPecas de algodaozinbo com 20
jardas, pe'os baratos precos de 3800,
4J, 4500, 4*910, 5J, 5*500 e 6J500
MadapolaoPecas de madapolo com 24
jardas a 4500, 5<, 6/ at 12*000
Camisas de mcia com listras, pelo barato
preco de 800
Ditas branc is e cruas, de 1* at liWOf)
Creguella franceza, fazenda muito encor-
pada, propria para lencoes, toalhas e
c-.'roulas, vara 400 rs. e 600
Ceroulas da meema, muito bem fetas,
a 1J200 e 1X500
Colletiuhos ('a mesma 800
Bramante fraocez de algodao, muito en-
cornada, com 10 palmea de largura,
metro 1*280
Dito de linho inrslez, de 4 larguras, me-
tro a 2*500 e 2J80L
Atoalhado adamascado para toalhas de
mesa, com 9 palmos de largura, metro lf 800
Cretones e chitas, claras e escuras, pa-
dree delicados, d 240 rs. at 400
Baptista, o que ha de mais delicado no
mercado, rs. 200
Todas estas fazendas baratissimas, na conhecida
loja de Alheiro & C, esquina do becco
dos EVrreiros
Algodao entestado pa-
ra lenf oes
A r*. e oo o metro
Vede-se na loja dos barateiros da Boa-Vista
algodao para li:n(oes de um s panno, com 9 pal-
mos de largura* 900 'rs., e dito com 10 palmos a
lOOO o metro, assim coms dito trancado para
toalhas de mesa, com 9 palmos de largura a 1*200
o metro. Isto na leja de Alheiro c* C., fsquina
do becco dos Ferreiros.
MERINOS PRETOS
A 1*209,1*400, 1*6(0, 1800^ 2* o covado
Alheiro oV C., ra da Imperatriz n. 40, ven-
dem muito bons merinos pretos pelo preco cima
dito. E' pechincha : na loja da esquina do bec-
co dos Ferr i roa:
EspartJlhos
A 5J000
Na loja da ra da Imperatriz n. 40 vende-se
muito bons cspartilhos para senhora*, pelo preco
do 5*000, assim cerno um sortimento de roupas
de casimiras, brins, etc isto na loja da esquina
do becco dos Ferreiros.
CASEMIRAS INGLEZAS
A 28O0 e 3/ o covado
Alheiro & C, ra da Imperatriz n. 40, ven
dfim um eleganto sortimento de casemiras ingle-
sas, de duas l.-rguras, com o padroes mais deli-
cados para costume, e vendem pelo barato pre^o
de 2*800 e 3J o covado ; assim como se encarre-
fam de mandar fazer costumes de casemir a
0, sendo de paletot sacco, e 35* de fraque,
grande pech ncha na loja dos barateiros da Boa
Vista.
BRIM PARDO LONA
A 320 rs. o covado
Os barateiros da Boa-Vista vendem urna grande
porcao de brim pardo lona, por estar com princi-
pio de toque de mofo, pelo baMto pr co de 320
rs. o covado, grando pechincha ; na loja da es-
quina do becco dos Ferreiros.
Honlnio* a lOO ra. a pera
A ra da Imperatriz n. 40, vende-se pecas de
0, dous metros cada peca, pelo barato pre-
100 rs., ou em carto com 60 pecas, sorti-
dae, por 5f, aproveitem a pechincha ; na loja da
esquina do becco dos Ferreiros.
Vuscs de sed neta a 5 o o rs o
covado
Alheiro & C. ra da Imperatriz ven-
dem um bouito sortimento de fustoes brancos pelo
baratinbo j.ref;o de 400 e 500 rs. o covado, assim
setinetas lisas, tendo de todas as cores a 500 rs. o
ovado ; na loja da esquina do becco dos Fer-
reiros.
IED10
'mitra sezoes
(iXI&S AOLT ri-DE)
cum BUWMCitrc t com eanzA
as
Pebres IntermittenlesJ
,!Hcrnilten!es e Biliosas;

IW' W IT Wj
JOSEPH KRAUSE a c
Acabam de augmentar o sen j bem conhecido
importante estabelecimento roa Io
de mar$o n. 0 com mais
um salo no 1 andar luxuosamente pepar-
rade e prvido de urna exposi-
ffefcdkis df prata do Porte e ?'*<1r^!it>
dos mais afamados fabiiente* do
mundo inteiro.
Convida, pois, as Exmas. familias, seus nnme- ^1
rosos amigos e freguezes a visitarem
o seu estabelecimento, aflm de
apreciarem a grandeza e bom gosto com que
nao obstante a grande /
despeza, o adornaram, em honra
desta provincia.
CHA-SE ABERTO DAS 7 'S 8 DA NOITE
com vitb:
-- 1

4
a perja
Jiqaini o seguinte;
Mas^Jbrato do que em casa dos
collejas
EsguiSes para camisas e casaquinhos de senhoras a 4$ e 45500
Saias bordadas a 35, 45 e 55000 urna !
Camisas bordadas p?ra senheras a 55500 e 35000 urna I
dem sem punhos, sem collarinhos, para homem, a 425 a duzia!
Meias inglczas superiores a 45 e 55000 a dita !
dem rjglezas para s-nhoras 45 e 65000, cruas de 165 por I2$00?
Crochets guamicaa completa por 85000 1
Damascos daas largaras para colxas a 25000 ocovado
Popelines brancas a MK) rs. o covado proprias para noivas.
MiriuSs pretos duas larguras a 15, 15200 e 15500 o covado 1
Bramantes de linho luperior a 25000 o metro!
Lences de dito, panno de casal, a 25000 um 1
Coberta de gaDga cretones, dem 35000 urna !
Ceroulas, superiores oordados a 165000 a duzia!
Cortes de raeia case r,ira para calca a 15400 I
dem de casemiras inglezas a 35 e 4000 um 1
Cambraias Victorias e transparentes a 3rJ200 e 3j5800 a pe?a!
Fichs para me.unas a 15500 e 25000 um !
Cortinados bordados a 75 e 105000 o par!
Crinaldas evos para noivas a 105 e 155000.
Cretones superiores a 320 e 360 rs. o covado f
JRa Duque de Caxias59
digrnS
FAZENDAS BARATAS
Na bem conhecida loja da rna Primeiro de
Mar$o n 20
JUNTO DO LOtiVRE
Grande sortimento do madapol3es
75500 e 85000
6500.
de 4*500, 55, 55500,
AlgodSes brancos, superiores qualidades, de 45, 45500, b
65, 65500
. 55500, 65
fcapenores cretones de 320 a 50Q.J covado.
Batistes, lindro padrSes, a 200 e 520 rs. o covado.
Fustoes brancos de novos de3enhos a 440 e 500 re. o covado.
Cobertas de ganga, forradas, de dous pannos n 35500.
Ditas de ganga cretone, bonitos padrSes, a 35000.
Lenjoes de bramante, de linho de 25 a 45000 a um.
Ditos de algodSo de 1,800 a 25500.
Toalhas felpudas, de tamanho regular a 55000 a duzia.
Ditas grandes para banbos a 25000 urna.
Lenfos de algodao de 15800 a 25200 a duzia.
Ditos de Igodao, com barra, a 25400 a duzia.
Brim pardo, claro, a 300, 400 e 700 rs. o covado.
Dito tricado, lona, a 15, 15t00 e 15200 o metro.
Cortes de vestido de cretone do 205 p^r 85000.
Gardanopo8 do linh j de 35500 ;i 65 a !uzia.
Grande varcdade de anquinhas le 25 a 55000.
Meias cruas para homem a 55, G^, e 75000 a duzia.
Chambres muito bem preparados, para homem, de 55 a 105000.
Casemir diagonal, preta e azul escuro, a 25500 o covado.
IgodSo trancado de duas larguras a 15300 a vara.
Bramante de igodao, de qnatro larguras, do 15o00, 15800 e 2,?000 avar
Dito de linho dem idem do 25, 25500 35 e 45000 a vara.
Leques de papel, de lindos desenhos, de 500, 800 o 15000.
Merino preto e azul a 15400 rs. o covado.
Setinetas lisas de todas as cores a 440 rs. o covado
Velbutinas de todas as cores a 15000 o covado.
Molesquio de cores, bonitOB padroes, a 600 rs. o covado.
Chales de algodSo a 15200, 15400, 15''00 c 2*000.
Guarda p de brim da linho pardo a 4$, 55 e iJOOO.
Oxford p ra camisas, lindos padrSes, a 280 300 c 340 rs, o covado.
Costumes para bnnhos de mar a 85 c 105000.
Cortinados bordados para cama e janellas a 85 105, 12, 14 e 165000 o par,
Grande sortimento de roupa feita para trab.ilhadorf de cimpo.
Enearregamo-nos tambera de mandar fazer qualquer roupa para homem a
meninos, para o que temos um hbil oficial e um grande sortimento de pannos, brinf
casemiras, etc. '
Quem precisar de algum artigo bom e barato, dever visitar de preferenai
este antigo e acreditado estabelecimento.
T
Rea Primeiro do Marco i. 20
rfflfflJ
mmmtawmm





Diario de PernambucoSexta- feira 12 de Mar#o de t8G
Goafefleragao ri Norte
Em vista do* grande* prorressos da idea de que
se gloriara as naces civifisadas, o commercio
deve aeompanhar ease progresso, visto que elle
o mais poderoso elemento do engrandecimento das
aacoes ; em /Uta do que annnnciam
^^ MART1NS CAPITAO 4 C.
1 Ba estreita do Rosario 1
Grande sortimento de gneros alimenticios, es-
colia dos qoae, oa annuneiantes teem sosapw
maior cuidado, para bem servir os sana numerosos
fregueses. Lembramos, poia, o proverbio :
Qucm nao experimenta, nao sabe.
Venhan ver, pois :
Qnerjos, flamengo e de Minas.
Fiambres ingieres.
Chocolate francez Menier.
Dito do Maranhio.
Fruc.tos seceos, como :
Passas, amendoas, figos, etc.
Ditas nacion.ies.
Doce de todan as qualidades.
Bolachinha inglesa.
Semf ates novas de hortalicas.
Especmlidade em
Vinhos finos do Porto, Madeira e Shery.
Ditos da Figueira e de pasto.
Cognac de diversos autores.
Vinhos tnicos, como :
Absintho.
Vermouth, etc.
Licores de todas as qualidades.
Champagne.
Cerveja de diversas marcas.
Bem assim :
Araruta fina em pacotes.
Cha verdo e preto.
Dito perola.
Especialissimo matte do Paran, em po.
Ainda ma>s :
Ovas de peixe.
Sardinhas de Lisboa em Salmonra.
Vendem Martina Capito & C, ra estreita de
Rosario n. 1.
AS AGRICULTORES
Fonnicida eapanema (verdadeiro) para extinc-
co completa da formiga saura. Vendem Martins
Capi "
muito mais bem feitas, por serem cortada* por
um bem artista, especialmente camiseiro, tambem
e manda faser por enconrmendas, a vmtade doa
fregueses : oh nova loja da roa da Imperatrii n.
8.', de Ferreira da Silva.
Ao32
NdYa loja de fazendas

33
apito t% C, ra estreita do Rosario n. 1.
Pinho de riga
Vende-se em casa de Matheus Austin & C.
ra do Commercio n. 18, 1 andar, da melhor
ualidade e diversas dimensoea.
Ra da Imperatrlz
DE
FERREIRA DA SILVA
Neste novo estabeleclmsnto encontrar o rea-
Ssitavel publico um variado sortimento de tasen-
as de todas as qualidades, que se vendem por
precos baratissimos, assim como um bom sorti-
mento de roupas para homens, e tambem se man-
da faser por encommendas, p r ter um bom mes-
tre alfaiate e completo sortimento de pannos finos,
casemiras e brins, etc.
3
-
rpaus, e forrados
s d^Jfesemira preta, de cord&o muito,
7*000
10*000
12J000,
12*000
5*500
6*5O0
8*000
3*000
1*600
1*000
Sitios no Arraial
Y"
Vende-se um ptimo sitio no Arraial, muito
perto da estat;ao (la Maugabeira de cima, com j
quantidt.de de arvoret de fructo, baixa para pliin-
tacoes, e com urna grande easa c'e pedra e cal;
assim como vende-se mais dons com easas de
madeira, em muito bom estado, e o motivo da
venda se dir ao comprador : a tratar na ra do
Visconde de Albaquerquen. 92.
Bois de carrof
Vende-se dons bois muito bons e gordos ; a
ratar no caes 32 de Novembro n. 77, taverna de
Azevedo Maia.
Aproveileio
Vcnde-sc por preco mdico urna excellente ar-
maco nova, di lonro e amarello, pintada, propria
para taverra ; para ver na roa Imperial n. 225,
e a tratar na ra do Hospicio n. 39.
Camisas naeionaes
A Ar.oo. .1*000 e aoo
32 = Loja ra da Imperatris = 32
Vende-se neste novo estabelecimento um gran-
de sortimnto de camisas brancas, tanto de aber-
turas e pjnhoa de linho como de algodao, pelos
baratos precos de 2*500, 3* e 4*, sendo fasenda
jinito melhor do que as que veem do estraogeiro e ( Na nova loja da ra da Imperatris u. 32,
Rom da Imperatris
Loja de Pereira da Silva
Neste estabelecimento vende-se aa roupas abai
xo mencionadas, que sao baratissimas.
Palitots -jmretos de gorgorito diagonaes e
acolchados, sendo fazendas muito en-
cor
Dito
bem feitos e forrados
Ditos de dita, fasenda muito melhor
Ditos de flanella asul, sendo inglesa ver-
dadeira, e forrados
Caifas de gorgorito preto, colchoado,
sendo fasenda muito euc jipada
Ditos de casemia de cores, sendo muito
bem feitas
Ditas de flanella inglesa verdadeira, e
muito bem feitaa
Ditas de brim de Angola, de muleskim e
de brim pardo a 2*, 2500 e
Corontas de greguellaa para homens,
sendo muito bem feitas a 1*200 e
Colletinhos de greguella muito bem feitos
As9m como, um bom sortimento de leos de
linho e de algodao, meias cruas e collarinhes, etc.
Isto na loja da ra da Imperatris n. 32
Riscados largos
* *oo m. o eovado
Na loja da ra da Imperatris n. 32, vendem se
risesdinhos prsprios para roupas de meninos e
vestidos, pelo barato preco de 200 rs. o ovado,
tendo quasi largara de chita francesa, e assim
como chitas brancas miudinhas, a 200 rs. o cova
do, e ditas escuras a 240 rs., pechincba : na
loja do Pereira da Silva.
FnntfieN. cllnelna e liinhan m 600
r. o ovado
Na loja da roa da Imperatris u. 32, vende-se
um grande sortimento de fustoes brancos a 500
rs. o covado, lxinhas lavradas de furta-cores,
'fesenda bonita para vestidas a 500 rs. o covado,
e setinetas lisas muito largas, tendo de todas as
. cores, a 500 rs. > covado. pechincha : na loj .
do Pereira da Silva.
Merino preto a llt
Vende-se merinos pretos de duas larguras para
vestidos o roupas para meninos a 1*200 e 1*600
o aovado, e sunenor setim preto para enfeites a
1*500, H'sim como chitas pretas, tanto lisas como
de lavoures brancos, de 240 a' 320 rs.; na nova
laja de Pereira da Silva ra da Imperatris nu-
mero 32.
AlgodOBlntao francs para lenco*
a rsb. i e loo
Na loja da ra da Imperatris n. 32, vende-st
superiores algodaosinhos franceses com 8, 9 e 10
palmos de largura, proprios para lencoes de nn
s panno pelo barato preco de 900 r. e 1*000 o
metro, e dito trancado pa a toalhas a 1*280,
sim como superior bramante de quatro
para lencoes, a 1*500 o metro, barato
do Pereira da Silva.
vende um variado sortimento de vestuarios prs.
prios para meninos, sendo de palitosinbo e ealei-
nha carta, feitos de brim pardo, a 4*000, ditos
de molesquhn a 4*500 e ditos de gorgorito preto,
emitando casemira, a 6*, sao muito baratos ; n
oja do Pereira da Silva.
Fazendas finas e modas
* t.^Bna do Canas;* B
(TELEPHONE 359)
Avisam as Exmas. familias que receberam de
'aria:
Lindissimos cortes para vestidos com tecidos ds i
mais palpitante novidade como sejam: Etamrae :
com bordado a retros, seda croa bordada a capri
oho, Cachemire com enfeites bordados a fil
Moda 1886
Valentionne en ecorce d'arbre.
Primorosa escolha em vestidos com 20 metros do
12 ligeira, tecido ainda nao conhecido aqui.
Cores e desenhos novissimaa as sectuintes fa-
Exposipao Central
Ores e desenhos novissimaa as seguintes
1 sendas de seda, l e algodao. Etamine, Surah, Se-
1 tim, Failles, Linn. Toile d'alsace, Cachemires.
Esplendido sortimento
Em Jeques, luvas, espartilhos, lacos, lavaliret.
meias, lencoes e muitos outros artigos que se- ven
dem por precos sein competencia.
Damiae. Lima ir C. intitularam o estabeleci-
meoto em liquidaco da ra larga do Bosario n.
38, por EXPOSigAO CENTRAL para assim se
tornar bem conhecido de todos, pelo que chama a
attenco especial das Exmas. familias Dar os
Erecos seguintes :
[otros de plice a 400
Bonecas inquebraveis 1*500
Metros dearquinhes 120 e 160
1 Pecas de bordados finos a SOO e 400
j Garrafas com agua florida a 700 e 1/000
Frase is de oleo orisa por 1*000
Fito parfacha, n. 80 3*000
Carreteis de 200 jardas a 80
Inviseveis grandes a 320
Ditos menores a 300
Brinquedos para meninos a 200, 300 e 500
Caixinhas para presente a 2*500 e 000
Meios fio de sedapara senhhora a 1* e 14200
L para bordar de 2*800 e 3*000
Fita cbinesa o maco 360
Dito de algododito 240
Massinhos de grampos a 90
Macaquinhos acrobticos a IsO
Botoes, fitas, leques, perfumaras, bengalas, te-
souras e outros muitos artigos que s com a vista
na ExposicSo r ** larga do Rosario n. 38.
DAS
CORRE NO DA 46 DE MARCO
!
HTMIFIRIL!
O portador que possuir um vigsimo desta importan-
". te oteria est habilitado a tirar 10:006^000
Os bilhetes acham-se a' venda na Casa Feliz,
% Independencia ns. 37 e 39.
praca
da
lloupa para meninos
A 1*. ilsoo e #
Corre no dia 16 de Marco de 1886, sem falta.

I ICTA rEQJH
-r
f
N B.- -O premio prescreyer
/-V /-V BH1 um armo depois da extraerlo. m rV
DOS PREMIOS DA. /wO PARTE DAS LOTERAS CONCEDIDAS POR LE PROVINCIAL N. 1167 , EM BENEFICIO t)0 HOSPITAL DA ORDEM TERCEIRA DO CARMO DO RECIFE, EXTRAHIDA EM 11 DE MAR0O DE 1886
NS. PREMS. NS. PREMS. \'S. PREMS. NS. PREMS NS. PREMS. NS. PREMS. NS. PREMS. NS. PREMS. NS. PREMS. NS. PREMS. NS. PREMS NS. PREMS. NS. PREMS. NS. PREMS. NS. PREMS. NS. PREMS. NS. PREMh
5 4A 232 1 462 44 681 . 44- 855 44 1123 4 1366 44 1624 14 1858 44 2110 84 2335 44 2591 84 2818 44 3022 44 3261 44 3535 14 3789 44 .
13 35 W 63. 89 58 24 84 67 27 44 60 11 44 37 94 44 34 27 62 45 44 91
17< 51 4* 64- 90 61 25 44- 76 84 37 61 . 13 39 98 35 - 29 4 roo o 79 49 _ . 93
21 _ 54 75 91 64 29 81 44 42 ttt 63 14 40 2600 36 94 30 44 80 50 94
29 mmm 56 79 ^_ 92 67 ' 35 84 87 44 44 64 19 42 2 42 44 47 92 _ 51 3800 -
37 m 66 _ 82 93 69 .36 44 90 46 69 814 22 43 3 48 50 98 14 57 5
39 75 84 97 ^^^ 89 49 92. 52 75 4 28 56 10 51 56 3303 44 58 12
48 3* 76 94 84 99 __ 91 64 96 53 86 31 68 13 59 57 7 77 20 -
50 44 86 95 44 704 ^m 93 65 99 68 88 38 80 14 61 - 58 11 80 26
58 88 501 m\ 15 _ 97 69 1410 73 92 8 49 82 26 84 63 - 59 13 85 30
62 91 10 44 19 _ 903 73 24 76 84 95 44 51 96 28 W 66 - 66 24 87 32 ;
S6 94 13 21 84 14 __ 76 33 82 44 1900 53 99 35 67 75 27 98 _ 33 14
70 96 14 24 44 22 __ 79 39 83 4 59 2415 8 38 71 77 31 3602 35 44
71 97 28 26 25 i^ 81 46 85 6 70 20 44 50 72 85 84 33 5 44
75 99 40 29 Mp 29 m^ 83 47 94 9 72 22 55 75 89 44 34 23 _ 64 a.
76 308 51 34 _ 32 a^a 84 59 92 21 74 1004 30 _ 60 76 - 91 35 26 29 68 _
80 16 53 37 35 89 61 93 22 75 44 38 65 78 95 45 69 i
82 27 55 41 a4 41 _ 98 65 99 25 77 40 70 85 96 49 wt/ 31 84 70
83 28 56 44 44 45 - 1213 77 1700 26 85 43 ^_ 73 86 = 3115 50 37 3*4 44 73 i
84 30 58 46 - 50 too4 15 78 4 29 87 45 _ 77 91 - 16 57 41 88
89 34 59 49 51 84 44 . 19 79 5 40 ~ 92 52 _ 84 92 28 59 45 92
92 36 62 51 60 23 80 11 48 93 56 14 86 2903 - 34 70 47 95 334
94 37 63 __ 56 62 * rr 24 81 14 49 2200 57 44 87 6 - 41 81 48 _ 97 4#
97 44 68 ^M 58 65 28 86 15 57 2 - 66 89 7 43 83 50 98
103 84 45 70 59 69 ^_ 29 88 18 61 20 67 --- 90 14 47 84 87 53 l;ooo<5 3905
6 U 53 84 60 84 lO 31 89 _ 20 64 " 23 " 74 ... 2700 16 51 44 93 56 44 6
8 56 95 __ 61 99 44 36 ' 94 21 68 mM 25 75 ^ 2 22 53 14 3406 58 9 -
11 Ii5 64 98 _ 63 I4 1008 38 1500 __ 22 69 -^ 29 80 _ 5 24 - 57 44 7 63 11 -
15 H 66 600 mm 72 44 16 _ 43 4 __ 23 - 70 ~* 35 81 . n 27 58 9 84 67 12
18 69 6 Mk 74 20 44 M 7 __ 27 71 41 93 ._ 14 30 65 ' 15 44 68 14 B. -I
20 75 8 --- 77 23 46 ^M 11 29 74 --- 46 95 ^_ 17 84 36 70 24 95 __ 18
26 77 10 78 25 __ 50 14 33 75 - 47 - 2504 yjpgjl 25 44 42 _ 72 34 3700 m 19 -
32 m^m 87 14 _ 82 28 _ 55 . 19 51 S4 77 84 48 mm 17 l , 27 48 _ 74 37 3 3S 20 ~
39 __ 92 16 84 ' 30 mam 65 34 52 44 78 44 56 mti 21 , , 41 __ 57 - 87 41 11 44 25
45 __ 95 20" 93 34 68 36 53 87 __ 62 _ 24 _ 45 __ 60 - 92 43 13 40
47 mam 404 22 99 35 72 43 71 2018 __ 68 _ 3C _ 48 av 65 93 46 16 - 46
48 m 15 23 807 37 _ 83 49 72 23 _ 70 --- 32 M 52 mmm 74 96 _ 54 24 - 47
51 ood 16 27 8 84 45 1302 84 51 73 1004 25 74 33 ... 54 _ 75 3213 73 29 - 49
59 U 21 _ 30 9 44 52 3 44 54 , 76 44 30 84 75 --- 36 56 __ 76 - 16 8 80 35 54
63 30 _. 34 --- 11 54 8 __ 57 . 81 34 44 77 --- 37 64 --- 77 22 44 81 44 59
64 _ 31 M, 35 20 mm 61 16 58 mm 87 ' 41 78 44 mm 67 --- 81 23 89 45 66 -
65 _ 45 m^m 38 23 __ 63 22 _ 68 _. 92 48 79 --- 45 84 70 --- 89 26 92 47 68
67 46 _ 41 - 24 68 25 70 __ 1803 49 82 h| 52 44 85 --- 90 - 36 3505 53 71
80 49 44 33 71 31 73 __ 4 _ 55 89 _ 55 87 --- 93 37 7 55 - 72 '
85 50 . . 45 39 80 32 81 mmm 8 60 l4 91. __ 56 91 --- ' 97 - 40 9 65 80
202 51 _ 48 40 __ 83 33 1600 ^^ 21 _ 65 44 2302 ^B 61 98 --- 3001 - 41 10 4 66 - 1 ^
10 52 __. 51 44 99 38 3 ^_ 28 __ 72 ~ 4 _M 63 _ 2806 11 43 86 U 69 93
13 53 M 73 46 1107 39 - 13 8 31- 86 10 --- 66 7 --- 13 45 29 75 m 95
17 58 _ 75 --- 50 9 56 19 44 44 84 90 16 l4 68 11 --- 15 - 58 32 82 97
^30 59 80 54 65 21 46 44 2100 84 32 44 70 16 -- 18 60 33 88 9S
V 1 1
> MU num 1



8
















Diario de PcrnambucoSexta-feira 12 de Margo'de 188
LITTERATM*
OS FILHOS
DO
B^-3Nr30XDaa
POR
41
E. CAPEHDU
QUARTA FAETS
grutas d'Etretai
( Continuado do n. 57 )
XXXIU
O HIPNOTISMO
__Ouco .. esta bulha sarda causad
por um murmurio de vozes. Fallara ao
lado de mim. nao posso distinguir as
palavras, mas ouco... oujo...
Esse ruido de voaes approxima se T
__ Sim... vagarosamente...
Van Helmont olhou para Giraud.
O lugar aonde surprehendeste esta
noite o segredo das grutas, disse elle, nao
deve ser muito longe d'aqui ?
- A mouta das giestas que me occul-
tou deve estar plantada no penhasco ao
de cima de nossas cabejaa, respondeu o
ex-policia do prebostado.
EntSo, v, Giraud! Escala o pe-
nhasco 1 No alto encontrar Marcos e os
. seus dous companheiros. Que'um delles
desea comtigo para junto de mim, que um
segundo corra a toda a pressa at junto do
Sr. d'Aumont e traga forjaa. O terceiro
bastar para vigiar sobre o penhasco !
Parto, Giraud! Que o rajo seja menos
veloz do que a tua obediencia !
Giraud avancou, trepando com a agili-
dade da panthera.
Van Helmont ficou s com Cathanna.
XXXIV
O FORRO
t Aquelle que as protege n este mo-
mento, sabe luctar quando seja necessario
contra todos os poderos da trra tinha
exclamado orgulhosamente Reynold vol-
tando-ae para Aldah e Diana, na occasiSo
em que deixamos todos tres na galera
que fazia communicar as grutas como
penhasco exterior, alguns instantes depois
da catastrophe que sem duvida alguma nSo
esqueccram os nossos leitores.
Dizendo estas palavras Reynold, com
um gesto soberbo, levantara as duas jo
vens, cujo uovo terror anniquilra as suas
torcas tSo abaladas pelas crueis e inces-
santes commojSes da noite.
Depois, agarrando as pelas raaos lev-
ra-as para a grande gruta aonde ha pouco
se effectura a orgia dos giriantes.
CamaleSo estava sempra na mesma b-
uajSo. Reynold, semJwKsfY-sbaTdonaudo
Diana e Aldaba S"cerreu ao bandido.
.JSMHTnf golpe dado pelo punhal cortou
"aTcordas que o retinhatn captivo e tirou-
)he a mordaja.
Velhaco! exclamou Reynold soltan-
do Camaleao, que, ainia sufifosado, estre-
buchava sobre as peruas dormentes pelas
cordas que tinham impedido a circulajSo
do sangue. Tratante!... ahora da ex-
piaco soou n'este momanto, a tua vida
est entre as minhas milos ; perdoo-te...
mas vaes resgatar as tuas faltas.
Perdoa-me, balbuciou CaiialeS fe-
rido pela surpreza, pois desde longos an-
nos que servia a intame e forte quadrilha,
era o primeiro acto d: clemencia a que
assistia.
Sim, perdoo-te repetiu Ryr.old,
com a condijSo de que a mim te dedicar*
corpo e alma 1
Disponha de niim, capitSo !
EntSo, vem 1
E Reynold fez signal a Camaleao para
3ue o seguisse na galeria de que acabava
e fazer sair as duas jo vens.
Ambos ganharam rpidamente a aber-
tura.
A' molla 1 ordenou Reynold em tom
breve.
CamaleSo recuou.
Quer fechar as grutas! exclamou
elle.
Mas ... a nossa morte que quer
causar Fechar as grutas, metter nos
em vida na sepultura. Nao sabe, capitSo,
que esta molla quo podemos fazer jogar
fcilmente s nos dois para techar as gru-
tas, necessario a forja de mais de dez
homens para a fazer girar em sentido opos-
tol
A' molla, j te disse repetiu Rey-
nold sem responder s observacSus de Ca-
maleSo.
CapitSo, eu o conjuro, pense excla-
mou o bandido empallidecendo de terror.
Nao ve n'isso o mais terrivel dos suppli-
cios 1 As grutas fechadas, nenhuma for-
ja humana as poder abrir da parte de
fra ; mas pele interior sSo necessarios dez
homens para tal fim, eu o repito, e s so-
mos dois, e nao existe nenhuma outra
saida, ninguem poder vir em nosso au-
xilio.
Reynold agarrou urna das suas pis-
tollas.
Queres morrer immediatamente? e
evitar a tortura de que fallas ? perguntou
elle framente.
CapitSo... balbuciou Camaleao.
Responde !
Niio me mate !
Entao obedece !
E com o gest) Reynold designou urna
comprida e grossa barra de ferro sustida
ao longo da galeria por dous grandes gan-
chos.
Depois de niuitos esforcos, os dous con-
seguiram fazer girar a molla.
Ouvio-se una bulha surda. Um peda-
zo de rocha giroa e fechou a estreita passa-
gem que para as grutas dava entrada.
Camaleao dissera a verdade affirmando
que impossivel sera dous homens abrir
essa passagem agora fechada.
As forjas reunidos de dez homens para
cumprirem este trabalho nao pareciam exa-
gerad? s; mas, fosse que o perigo da situa-
jSo presente nao tivesse influencia sobre
elle, fssse que elle tivesse a certeza de po-
der escapar a esse perigo, Reynold nao pa-
receu inquietar-se com o resultado da sua
obra.
Agora, exclamou elle, desafio todas
as forjas alliadas de todos os prebostados
do reino a entrarem at aqui I Com todos
os diabos, Humberto era um hbil mecha-
nico, preciso nSo esquecel-o.
Que preciso fazer agor.i ? pergun-
guntou Camaleao.
Fica aqui e espera I respondou Rey-
nold. Mas escuta-me, Camaleao, disseste
ha pouco a verdade! nao poderiamos abril-a
estamos oncorrados vivos n'um tmulo, re
pito todas as tuas patarras, esta nos perdi
dos, segund > disseste I Entretanto existo
ura meio de sahir destas grHtas... e3se
meio, s eu o canheje. Com a minha exis-
tencia, podes esperar a vida; sem mim,
tens a certeza de morrer. Vs que estou
ao abrigo de toda a traijSo nova da tua
parte, pois, que essa traijSo seria contra
com ar de censura, oh 1 essa duvida in-
sultante para a minha honra 1 Pejo, se-
nhoras, que nao mais me julguem desse
modo.
Estamos todos tres perdidos sem re-
missSo ? perguntou Aldah. Falle, Sr. con-
de 1 diga-nos a verdade 1 valle mais a
morte repentina do que essa incerteza que
nos mata vagarosamente.
Perdidos! disse Reynold; estamos
salvos I. .. Venham 1 tomem forja e cora-
gem, e nao duvidem de mim, estao de-
baixo da protecjSo do conde de Bernac,
nada tora que receiar !
Oh 1 bem dizia que era realmente
nobre e bom 1 exclamou com alegra.
Diga antes, Diana, quo a amo e s a
morte gelando o meu corajSo, poder ^im-
pedir o palpitar ello por si disse Reynold
com voz pavonada. Mas venham deprea-
sa 1 continuou elle, saiamos primro destas
medonhas cavernas !
Diana e Aldah estavam de p.
Seguil-o-hemos I disse resolutamente
a filha adopuva de Van Helmont.
Reynold dirigise para a galera inte-
rior, acompanhado pelas duas jovens. Os
tres voltaram ainda s grutas secretas sa-
queadas pe os giriantes.
Reynold entrou sem parar na casa que
erigir em laboratorio. Ao fundo dessa
casa estava um forno igual aos que servem
aos chimicos, forno que estava cercado de
objoctos pertencentes mesma sciencia,
alguns quebrados pelo giriantes, que, tam-
bem all tinham cumprido a sua obra de
destruijo e de pilhagem.
O tubo dessa chamin, formando coto-
vello, atravessava a casa; o atravez o
salao central e a galera precedente, ia per-
der-so n'uma das aberturas praticadas em
forma de setteiras na gruta que conhece-
mos.
O foco do forno era guarnecido de lar-
gas chapaB de ferro, quo deviam ter por
objecto concentrar o calor n'um espajo li-
mitado.
Os giriantes haviam remedado tudo nes-
te forno, mas nSo tinham encontrado se
nao instrumentos de chion:a, e um grande
monte de cinza, que dispersa, nao tinha
patenteado riqueza alguma
Assim o forno, considerado como indig-
no de mais buscas, foru abandonado pelos
ladrees.
Reynold saltou sobre o fogo, e ajoe-
lhando se precipitadamente, examinou as
chapas do ferro que guarneciam o fundo.
Estas chapas ost. vam fixas por meio do
quatro parafuzos, collocado3 cada um no
seu canto.
Reynold poz a mao esquerda na chapa
do centro, e, com a direita agarrando um
punhal que tirou da cintura, fez mover um
dos parafusos que obedeceu ao movimento
A sua physionomia, esclarecida pela luz,
tomara-se livida, e as sobrancelhas, con-
tratadas, indieavam que alguma preoecu-
paciio acabava sbitamente de assaltar-lhe
o espirito.
XXXIV
O F O BN O
A bocea entreabrise como para deixar
escapar um grito; mas fechou-se sem ar-
ticular o menor som.
Reynold levantou-se, largou o fio de
ajo, e d'ura pulo ficou no centro do labo-
ratorio. Seu ancioso olbar percorreu a casa,
depois ease olbar cncontrou um machado
abandonado provavelments por algum gi-
riante na occasiSo da pilhagem.
Agarrar esse machado, precipitar-ss no
salao central, quebrar com alguns golpes
as lampadas suspensas na abobada, esmi-
galhal as com os ps, tudo isto fei obra de
uin momento. A casa ficou mergulhada
na mais profunda escuridb.
Feito isto Reynold voltou at as duas
jovens, levou-as sem dizer urna palavra,
introduzio-as na casa escura, e, collocan-
do-as no mais tenobroso ngulo.
Silencio disse elle. Ainda que ve-
jara ou oujam alguma cousa, nao deem um
s grito, alias estamos perdidos 1
Com o machado na mSo apoiou nova-
mente o ouvido parede.
Oh I raurmurou Aldah abrajando a
sua companheira, este homem engaa-nos 1
NSo o conde de Bernac !
Diana olhou a.
o Conhece muito bom os segredes das
grutas, continuou a joven. Oremos, mi-
nha irmS, porque dosta vez, tenho o pres-
sentimento do que chegou a ultima hora
de existencia !
E ajoelhou, sustendo aempre em seus
brajos a filha do preboste de Pars.
K ynold nSo mudara de posijSo. Re-
pentinamente levantou-se, collocou-se en-
costado parede para melhor oceultar o
seu corpo, e agarrando o machado com as
duas mSos, levantou-se, ficando em posi
jSo de ferr.
O instrumento de morte estava suspen-
so pela parte de cima do local em que es-
tivera ha poueo a chapa.
Subitamento essa parto da muralha pa-
receu mover-se. Effectivamente retirou-
se, e urna abertura surgi no lugar que
ella oceupava.
Reynold inclinou-se para ferir com mais
seguranja.
XXXV
03 TRES AMIGOS
Voltemos atraz para encontrar Marcos e
os seus amigos. Rogamos ao leitor queira
e girou rpidamente debaixo dos dedo3 ha- voltar s grutas, quan-io L^Chesnaye aca-
bis de Revnold, principiando a sahir do
buraco em que estava.
Tirado o primeiro parafuso, Reynold pas
ti. A tua tidelidade est segura! nSo dis-
cutes as minhas ordens, obedece I
Estou prompto, capitSo, disse Oama-
leSo inclinndose, pois o argumento enr-
gico empregado por Reynold o tinha intei-
ramento convencido.
Fica e espera I repetio o joven.
Esperan 1
Reynold entSo entrou na grande gruta e
voltou para as jovens.
Meu Deus! exclamou Diana vendo-o
entrar, nSo acredtavaraos tornar a vel-o,
julgavamo-nos abandonadas.
Abandonal-a, Diana I disse Reynold
sou ao segundo, depois ao terceiro, depois
ao quarto. EntSo introduzio a lamina do
seu punhal no alto da chapa e a parede
interior da gruta e puxou.
A chapa sahio fra. Reynold agarrou-a
e collocou-a ao p de si. EntSo appareceu
o rochedo, tornado branco pela calcinajSo
que devia ter produzido o fogo para as
operajSes chimicas, e que tornara verine-
lhas os chapas de ferro.
Reynold introduzio a ponta da sua arma
n'uma pequea fenda existente no ponto
central do lugar em que estivera a chapa,
agora arrancada.
Diana e Aldah olharam-se sem compre
hender a singular acjSo do conde de Ber-
nac.
Puxando a si a lamina aguda do peque-
no punbal, Ruynold tinha puxado a si um
ligeiro fio de ajo, em extremo delgado.
Agarrou esse fio e apoiou a cabeja de en-
contr a parede, como se quizesse tomar
um ponto de apoio para continuar a puxar
o fio que tinha agarrado.
Mas nSoa:abou o movimento comejado,
corda ser cortada
fizessa rolar no
FOLHETII
A FILHA DO SNEIRO
POR
?. S BOS&OBET
(Continuaco do n. 57)
IX
o que pensa,
Mas, visto que
meu
faz

A pequea nSo
veiho, disse-lhe elle.
sentinelia ni sua lojinha desde manhS at
-noite, poder dizer-me se veio alguem
hoje casa do seu vizinho T
O amigo delle veio jantar, aquelle
moreno, que estudante de cirurgia no Ho-
tel -Dieo. Hoje veio com aquella lourinha
bonita que sahio muito cedo. Se estivease
no lugir do alto, magro, desconfiava; o
trigueiro foi pelas duas horas, a loirnha
sahio vinte minutos depois. Em seguida o
barSo sahio tambera. Elle ser verdadeiro
barSo ?
BarSo, sem tirar nem por.
Pois bem ; mas olhe que nSo tem ca-
ra disso. Um barSo devia ser assim mais
gordo.
Elle sahio sem levar a crian ja ?
E at sem fechar a porta. Por sig-
nal que um sujeito que eu nunca all vi,
entrou sem mais nem mais. O gaiato es-
teve s na casa e nSo se demorou l senSo
um quarto de hora com elle ; mas os ou-
tros nSo tm feito senSo entrar e sahir to-
da a tarde. A loura foi a prmeira quo
voltou e depois veio o bario tambem. Pa-
rece que tinha andado a correr, porque vi-
nha todo esbafordo. Parece-lhe que a his-
toria acabou ? Pois nSo acabaste I O peri-
nalto e a pequea sahiram juntos. Ti-
nham cara de quera tem a bola perdida.
Mas desta vez o bario fechou a porta
chave.
E' extraordinario, murmurou Fabre-
guette, pou:o tranquillisado cora esta nar-
rativa.
NSo sei o que se machina l dentro,
ha quatro dias, mas sou capaz de apostar
que a policia est com o olho naquella ca-
sa. Sorprehendi ha dous dias um agente
espreitando a casa do fim da avenida, ao
lado da minha loja. Parece-me at que
filou o senhor ante-hontem, quaado o se-
nhor saliia com o tal aprendiz de cirur-
giSo.
Neste ponto Fabreguette estava bem in-
teirado e cada vez mais inquieto sobre a
sorte de Sacha.
Ahi vem a criada, disse de repente o
sapateiro. Vai-lhe abrir a porta.
Com effeito a criada de Meriadec, vinda
do fim da ra, sem que Fabreguette a hou-
vesse visto, metteu a chave na fechadura.
Fabreguette deitou a correr para se ap-
proximar della, deu-se a conheoer e entrou
sem que a criada a isso se oppuzesse.
Ainda bam nSc tinha entrado, quando
divisou a escada de corda dependurada da
janella de Sacha. Correr para ella, subil-a,
dar dous murros, arrorabar a vidraja e
saltar para dentro do quarto foi obra de
um momento.
A criada, estupefacta, olhava para elle
c debaixo e julg.va, com toda a serieda-
de, que elle havia enlouquecido.
Logo mudou de idea, quando vio Fa-
breguette reapparecor na janella e gritar
como um possesso :
bava de apparejer aos girialtes revoltos,
e quando, na floresta, mestre Eudes e Ri-
cardo conversavam em voz baixa, meia
hora antes do terrivel accidente de que
Reynold, Diana Aldah iam sendo victi-
rnas meia hora antes da
por desconhecida mSo,
abysmo os giriantes e os bandidos.
Quando o barSo de Grandair deixara a
casa solada de Etretat, em que deixava
Van Helmont e Giraud, no momento em
que elles iam obrigar a fallar Bernardo e
CamaleSo, lanjara-se no caminho dos pe-
nhascos em oompanhia do cavalleiro de La
Guiche o do marquez d'Herbaut, os qoaes,
lembrar-se hSo ob leitores, tinham feito ju-
ramento de acompanhal-o o todos os luga-
res e prestar lho era todas as circumstan-
cias o soccorro dos seus brajos.
Trepando ao atalho escarpado que cjn-
duzia ao cume dos penhascos, os tres ca-
valleiros, sem trocarem urna palavra, lan-
jaram os seus cavallos a toda a brida na
direcjSa de Fcamp, tomando assim, desta
vez em Bentido inverso, o cam'.nho que ti-
nham j percorrido.
Depois de um quarto de hora de corri-
da, e que o mo estado do solo tornava
frente
de repente estremeceu, e voltando a cabe-! perigose, Marcos, que ia frente do pe-
ja, sem deixar o fio, applicou o ouvido con-! quenojrupo, metteu c^cavallo^PMW-
tra a pedra.
Para que affrouxar o andar ? per-
guntou o cavalleiro La Guiche com im- j
peto.
Porque pasaamas talvez neste mo-
mento por cima das grutas, respondeu o
barSo, e o galopar dos nossos cavallos,
chegando aos bandidos, poderia disper-
tal ob.
- Apoiado disse d'Herbaut.
Estamos entSo prximos ? perguntou
La Gui'ho.
Vejo ali em baixo a mouta de gies-
tas que deve ser aquella em que me fallou
Giraud e atraz da qual passou urna parte
da noite.
Este Giraud esperto, tera intelli-
gencia I diasc o marquez puxando a redea
ao seu cavallo que acabava do escorre-
gar' ... ga.
E um rapaz que muito me estima I
accrescentou La Guiche. Que energa!
Silencio, senhores! disse Marcos,
vamos apear-nos e temos arvores aonde
podemos prender os nossos cavallos.
Os tres geatis-homons saltaram ao mes-
mo tempo ao chSo. Com a ajuda de cor-
das enroladas sem duvida por precanjao,
em roda da sella que acabava de deixar,
Marcos travou os ps dos tres cavallos
oom urna destreza e promptidSo que indi-
eavam grande habito da vida do deserto ;
es rabes nunca prendera os seus caval-
los.
Tomada esta precaujSo, La Guiche e
d'Herbaut caminharam a p, seguindo
Marcos, marchando com muita precaujSo
e utilisando se das menores sinuosidades
do terreno para dissimular a sua presenja.
Marcos tirara do arjSo da sella urna ma-
chada egypcia que conservou na mSo.
Depressa os tres alcanjaram o local on-
de vigiara Giraud e 3e obrigaram atraz
dessa moita de giestas que tilo favoravel-
mente servio o ex-policia do prepostado de
Rouen na sua espionagem nocturna.
Dest ponto, apercebia-se todo o cume
dos penhascos que se estendiam para o
norte, e descobriara a especie de anfrac-
tuosidade em que estava estabelecida a cor-
da que deseia at as grutas.
Cabeja de Lobo, sabem, fora mandado
retirar alguns momentos antes da chegada
de Marcos e seus 3orapanheiro, de manei-
ra que esta parte do rochedo estava abso-
lutamente deserta.
A esta mesma hora e por baixo do lu-
gar em que estavam os tros gentis-homens,
os giriantes, voltand obediencia, jura-
vam a La Chcsnayo urna fidelidade a to-
da aprova.
Marcos fez signal a La Guiche e a
d'Herbaut para que o segussem. Os tres
desceram a ladeira que conduzia borda
do precipicio e pararam na sua extremi-
dade.
Marcos olhou em redor de si com minu-
ciosa attenjSo, mas o principio da corda
era, j o dissemos, tSo hbilmente dissi-
mulado, que nada podo descobrir
Ditando-se de peit03, avanjou a cabeja
para fra do abysmo para explorar os la-
dos do penhasco.
Desta vez ainda nada viu.
A corda estava posta com tinta destre-
za que nao se conhecia.
Conhejo todos os signaos do solo,
que me deu Giraud, reconhejo as pontas
dos penedos elevndose sobre o mar aon-
de tem estado a ponto de se quebrar mais
de vinte vezes o meu barco... Estou ao
de cima da entrada das grutas, pois que
eu vi descer os giriantes... Porque que
nao posso descobrir os giriant ;s... Porque
que nao poaao descobrir o menor indi-
cio.
Que ha ? perguntou La Guiche.
__ Procuro, disse Marcos, urna corda
que deve estar atada ao penhasco, com a
ajuda da qual os bandidos communicam
com as grutas.
Se interrogassemos com as mSos as
berdas do penhasco, fez observar d'Her-
baut, parece-me que acabaramos por des-
cobrir o que procuramos.
Ah 1 disse Marcos em voz baixa.
Eis o lugar em que Giraud se apoderou
do bandido que nos toi entregue. Vejaml
Estas palavras acabaram de exasperar que seja, adivinha fcilmente tudo o que
se passa em casa de seus amos. E este
criado tinha percebido perfeitamente que
urna violenta crise se declarava no casal.
c
Est raorto. Assassinaram o
1
E comejou a descer pelo mesmo cami-
nho por onde havia subido, sem reparar
que a raulher corra para a ra, gritando :
Oh da guarda. Agarrem o assas-
sino 1
O sapateiro deu um pulo da loja : mas
este nSo podia aciusar Fabreguette, qu<*
acabava mesmo naquelle momento de estar
com elle. O acaso fez com que dous guar-
das de policia que rondavam chegassem
mesmo perto da casa, quando a criada gri-
tava por soccorro.
Entraram precipitadamente e viram um
homem trepado a urna escada do corda,
correram para elle, deitaram-lhe a mSo
roupa, antes que elle houvesse posto p no
chSo. Por mais que se debatesse os poli
ciaes nSo o largarais, e quando quiz ex
plicar a situajSo, nSo estivjrain dispostos a
ouvil-o.
Venh pra a eitacSo.
Fabreguetta, que comejou a vociferar-:
Pois muito bem I Sim, senhor,! Le
vem-me, nSo estajao, mas ao commissa-
rio do bairro. Tenho muito que lhe dizer
sobre o crime da ra Cassette e sobre o
crime de Notre-Dame.
E accrescentou mentalmente :
Meriadec que se arranje como pu-
ier. Emquanto a mim j estou farto de
me calar.
Depois da tempestuosa entrevista que
acabava de ter com Saint-Briac, o Sr. de
Mlveme tinha ido direito para casa, mui-
to commovido, muito perturbado, mas nao
inteiramente convencido da innocencia de
sua mulher.
Senta a necessidade de tornar a ver
Odetta e de se assegurar por seus proprios
olhos que ella estava no domicilio conju-
gal. Ahi a encontrou, com effeito, fazen-
do, como de costume, as honras do cha, que
offerecera a alguns ntimos da casa.
A Sra. de Mlveme recebeu bem o ma-
rido, orno era de costume, censurando-o
apenas megamente por haver chegado tar-
do o offereceu lhe urna chicara de cha.
Mas, por mais que empregasse todas as
raeiguices e amabilidades, nSo conseguio
dissipar a tristeza impressa no rosto de
Mlveme. Assim foi que a cara surum-
batica deste ultimo comraunicou urna cirta
frieza entre os presentes, e a conversajSo
amorteceu pouco a pouco.
Um incidente imprevisto pGz termo a
esta situajSo bastante constrangedora para
todos.
O criado particular do Sr. de Mlveme
entrou na sala, approximou-se do amo e
disse-lhe, em voz baixa, algumas palavras
que o decidiram a tevantar-se.
Os negocios perseguem-mo mesmo na
minha propria casa, disse elle com frieza.
Testeinunhas que nSo me encontraram no
tribunal trazem-me importantissimas infor
majSes. NSo .posso deixar de as receber.
Estas senhoras terSo a bondade de me des-
culpar e tu tambem minha querida.
Ninguem reclamou contra a despedida, o
a Sra. de Mlveme ainda menos do que os
demais.
O juiz cumprimentou e sahio, precedido
pelo criado, bastante admirado do ar e pa-
lavras de seu amo.
Quando um criado ha servido por muito
tempo n'uma casa, por pouco intelligente
Conhecia-se lhe perfeitamente na cara
o Sr. de Mlveme, que o percebeu, pode-
ria telo interrogado. Mas, na sua dupla
qualidade de magistrado e de cavatheiro,
era-lhe defeso descer at o ponto de nter-
gar seu criado a respeito dos actos de sua
esposa. Julgou rebaixar-se mesmo em
perguntar a seu criado se Odetta tinha sa-
hido de tarde, e a que hora tinha voltado.
Vou para o meu gabinete, disse-lhe
elle. Fique na sala para onde mandou
entrar as testemunhas. Eu tocarei, quan-
do estiver disposto a recebel-as. Quantas
sSo f
Tres.
_ E um delles disse que se chamava
Meriadec ?
O barSo do Meriadec, sim, senhor.
Muito bem. Mande entrar esse, logo
que eu toque a campanha. Mas esse bo-
mente.
O Sr. de Mlveme, possuindo-se do pa-
pel de juiz, quera proceder como se esti-
vesse no tribunal. Tomou assento n'uma
cadeira de brajos, infinitamente mais cora-
moda do que a que oceupava no tribunal
de justja, e prep*rou-se para ouvir o tal
Sr. de Meriadec, que ainda nSo havia in-
terrogado, mas que o devia fazer no dia
seguiute.
Depois de haver reflectido sobre a nova
situajSo que parecia defioir-se, tocou a
caropainha, e o criado bem disciplinado,
abri logo a porta por onde Meriadec en-
trou precipitadamente. O magistrado moa-
trou-lhe urna cadeira que se achava na sua
frente e ia-lbe perguntar do que se trata-
va, mas o barSo nem lhe deu tempo de
fallar.
Senhor, comejou elle, nSo tenho a
honra de ser seu conhecido ; mas affian jo
lhe que me ser fcil provar lhe que a mi-
nha vida tem sido sempre irreprehensivel.
Bem o sei, disse cortezmente o Sr.
de Mlveme.
Pois muito bem, venho aecusar-mede
urna grave falta, de urna falta que teve
terriveis consequencia.
O juiz nSo esperara por semelhante es-
tra, e olhou para o barSo mais admirado
do que severo.
Occultei juatija um facto que eu
lhe deveria ter communicado immodiata-
a erva est gasta pelo rojar de urna corda
e nesta saida do penhasco estSo ainda sus-
pensos peda jos do linho.
E' verdade 1 disse La Guiche, abai-
xando-se para examinar de perto o lugar
indicado pelo barSo.
EntSo a corda dos salteadores deve
estar nossa esquerda.
E Marees ajoelhando se no solo hmido,
principiou a andar de rastos seguindo com
a mSo direita a orla do penhasco, inter-
rompendo de tempo a tempo o seu andar
vagaroso, fosse para desviar a erva, fosse
para arredar urna pedra solta ou avanjar
a cabeja para olbar em redor de si.
Depois de alguns minutos deste traba-
lho de investigajSo, deu um grito de ale-
Achaste ? perguntou o marquez.
Achei! respondeu Marcos em voz
baixa.
Viste a corda accrescentou La Gui-
che.
Marcos fez um signal affirmativo.
__EntSo eia o local por onde entrara, e
sahiam La Chesnaye e os seus amigos f
Sim!
Somos senhores do segredo da en-
trada das grutas! disse d'Herbaut com
triumpho.
EntSo, desjamos! ajuntou La Gui-
che.
E o cavalleiro tirando a sua espada que
collocou entre 03 den'.es; dispz-se a ef-
fectuar a descida. Marcos agarrou-o peto
brajo..
Fica disse elle.
Hein ? disse La Guiche.
Fica, cavalheiro repetiu o barSo.
Mas... necessario descer 1
E' o que eu vou fazer !
Bem segue-me, meu querido Mar-
cos.
NSo.
Como ?
Vou descer s 1
E nos?
Os meus bons amigos, esperem-me
aqui, sobra o penhasco 1
EntSo, barSo, est gracejando I
NSo !
Que necessario que s um desja
e que os outros deus fiquem sobre o pe
nhasco ?
Sim!
Bem 1 eu desjo fique aqui com de
Herbaut. Chamal-os-hei se for preciso !
Marcos fez um gesto de impaciencia.
Pejo lhe, La Guiche, disse elle, que
me deixe descer! Fique com o marquez e
deixe-me explorar a ntrala das grutas.
O posto quo conserram 6 perigoso. Pode
voltar algum dessa maldita quadrilha e
necessario fazer frent9 ao inimigo. NSo
sSo menos interesssados do que eu nesta
empreza, trata-se do meu nomo, titulo e
honra de minha familia 1 E' a mim quo
pertenco operar primeiro.
Isso verdade 1 dissse d'Herbaut.
La Guiche reflectiu um momento sem
comtudo largar ainda a corda que tinha
agarrado.
Esta natureza toda cavalheiresca e aman-
te dos perigos desconhecidos, renunciava
difficilmente ao prazer de ser o primeiro a
tentar urna aventura igual aquella em qua
se acbavam.
Entretanto, as raz3es, de Marcos pare-
ceram-lhe justas, e nSo oncontrava nenhu-
ma objecjSo boa para as combater.
[\ Vem I disse o marquez. DeixaMar-
cos operar a seu grado 1 Convidara-te pa-
ra seres o primeira fidalgo que pozesae o
p no reino dos bandidos, mas o bario
tem razSo ; s elle tem o direito de mar-
char frente.
Bem! disse La Guiche, arranjemoa
a cousa! Que seja o primeiro a descer,
consinto, mas segnil-o-hemos ambos!
Irapospivel respondeu Marcos.
Porque T
__ Descerem os tres juntos seria a mor-
te para todos. Pense, cavalheiro, que no3
nSo apartamos! Trata-se, nSo de dar pro-
vas de coragem, mas de salvar duas jo
vens (Continua)
mente, e esse facto o seguinte: Depois
da prisao do Sr. de Sbint Briac, a quem
nSo julgava culpado, subi szinho torre,
suppondo que o verdadeiro assassino ainda
l estivesse.
encontrou-o ? perguntou com ani-
n ajSo o Sr. de Mlveme.
Nao, senhor, tinha tido tempo de fu-
gir pelos telhadoB da igreja, mas encontrei
urna crianja que elle havia abandonado de-
pois de haver matado a mSi.
O que est dizendo, senhor ?
__A verdade. A minha obrigajSo era
trazer lhe esta crianja e eu lh'a levei com
effeito ; porm porta do tribunal encon-
trei o Sr. de Saint-Briac, a quem o senhor
ltimamente poz em liberdade. NSo tinha
j necessidade de provar que elle ostava
innocente. Pensei entao, de mim para
mim, o que deveria fazer de um pequeo
de nove annos, que nSo sabia o nome dos
pais e que havia chegado raesmo naquella
manhS da Russia. Lembrei-mo de o reco-
lber em casa e emprehender com dous de
meus amigos achar o assassino de sua mSi.
Lembranja muito estranha, 3enhor.
Tomaram responsabilidade das mais pesa-
das. Devia saber quo um particular qual-
quer nSo tem direito de substituir a poli
cia. O seu procedimento inqualificavel.
__Ced ao primeiro movimento e fui
cruelmente punido por lhe haver cedido.
O nico meio de reparar o seu erro
por essa crianja disposijSo do tribu-
nal, e supponho que o senhor m'a traz, se-
nSo ...
Morreu O seelerado que matou a
mSi, acaba de o assassinar em minha casa.
O Sr. de Mlveme den um pulo na ca-
deira e fez menjSo de puxar pelo coraSo da
campainha, provavelmente para mandar o
criado buscar dous agentes de policia. Um
homem que dizia semelhantes cousas, nSo
podia deixar de ser um louuo, a menoa que
nSo tivesse elle mesmo coramettido o crime
que denunciava.
Meriadec comprahendeu-o esupplicouao
jniz de o ouvir at o fim. Contou-lhe toda
a historia de Sacha desde que o havia en-
contrado na escada da torre do sul ; a visi-
ta a Morgue ; o eneontro do assassino ; o
passado deste infeliz menino, a sua chega-
da a Pariz e finalmente a sua morte.
Terminou, pedindo ao Sr. de Mlveme
para interrogar Danbrac e Rosa Verdi-
re, que se acbavam na quarto vizinho ; in
terrogar tamben o capitSo, que attestaria
a veracidade da narrajSo, e accrescentou
que estava disposto a responder por todos
os seus actos.
Quando o barSo acabou de fallar, o juis
levantou-se.
Senhor, disse com frieza o magistra-
do, nSo duvido que esteja de boa f e nSo
ponho em duvida as suas boas intenjSes;
entretanto, vou me dirigir em ompanhia
de agentes judiciarios, ao tugar onde se
comraettou o crime. O senhor ir na-mi-
nha companhia, nSo lhe garantindo a liber-
dade depois de tal visita. Isso depender
do resultado das investigacSes a que vou
proceder. Mas, por agora, desejo esclare-
cer alguns pontos da sua narra jSo. Disse-
me que havia em sua casa urna moja. Co-
mo que ella alli se acha ?
Mora alli ha poucos dias apenas.
E' portanto sua amante !
. NSo, senhor ; Rosa \ erdire nSo
amante de ninguem. Em consequen-ia do
crime commettido no terrajo da torre, seu
ai, que era guarda da torre, perdeu o seu
ugar. No dia seguinte sua demiasSo,
foi accommettido de um ataqud de paraly-
sia e morreu hoje no Hotel-Dieu. A filha
ficou sem asy'o e sem outros recursos, a
nSo ser o seu trabalho. Offereci-lhe parte
da minha casa e ella aceitou. Eis a ver-
dade.
Rosa Verdire Eate nome est na
lista das testemunhas que raandei citar pa-
ra amanhS.
-- Sim, senhor, e convra que a inter-
rogue hoje.
Certamente, vou interrgala o fazer
com q le me explique em que empregou o
tempo entre a partida e a volta. Entrou
antes do senhor na casa onde se dea o cri-
me ? ,
Sim, senhor. Encontrei-a l, quando
cheguei. Mas ai-.da nSo tinha visto o cor-
po da crianja. Fui eu que abr a porta
do quarto onde a mataram.
Todos estes factos estSo por verifi-
car, disse seccamente o magistrado. ^
Nada mais fcil do que os verifiear,
replicou Meriadec, sorprehendido e resen-
tido do ar suspeitoso que tornava o Sr. de
Mlveme, faltando-lbe no anjo da torre.
(Continua.)
"Typ- do Diario roa Duque de Caxiaa a 48.
1

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A
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1
i


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