Diario de Pernambuco

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Material Information

Title:
Diario de Pernambuco
Physical Description:
Newspaper
Language:
Portuguese
Publication Date:

Subjects

Genre:
newspaper   ( marcgt )
newspaper   ( sobekcm )
Spatial Coverage:
Brazil -- Pernambuco -- Recife
Brazil -- Pernambuco -- Recife

Notes

Abstract:
The Diario de Pernambuco is acknowledged as the oldest newspaper in circulation in Latin America (see : Larousse cultural ; p. 263). The issues from 1825-1923 offer insights into early Brazilian commerce, social affairs, politics, family life, slavery, and such. Published in the port of Recife, the Diario contains numerous announcements of maritime movements, crop production, legal affairs, and cultural matters. The 19th century includes reporting on the rise of Brazilian nationalism as the Empire gave way to the earliest expressions of the Brazilian republic. The 1910s and 1920s are years of economic and artistic change, with surging exports of sugar and coffee pushing revenues and allowing for rapid expansions of infrastructure, popular expression, and national politics.
Funding:
Funding for the digitization of Diario de Pernambuco provided by LAMP (formerly known as the Latin American Microform Project), which is coordinated by the Center for Research Libraries (CRL), Global Resources Network.
Dates or Sequential Designation:
Began with Number 1, November 7, 1825.
Numbering Peculiarities:
Numbering irregularities exist and early issues are continuously paginated.

Record Information

Source Institution:
University of Florida
Holding Location:
UF Latin American Collections
Rights Management:
Applicable rights reserved.
Resource Identifier:
aleph - 002044160
notis - AKN2060
oclc - 45907853
System ID:
AA00011611:19006


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Full Text
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ANNO 1II NUMERO 51
*
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A
PARA A CAPITAL K LICARfi* 0\DE NAO SE PACA PORTE
Por tres aiezos adianfad Por seis ditos idem...... ......... 120000
Por un anuo 'dcsn................. 240000
Ciid* numero avulso, do mesmo dia............ 100
11 3fi MARCO DE 1
PARA DENTRO E PORA DA PROVINCIA
Por seis meses adiantados.....
Por nove ditos idem.......
Por um anno dem......
Cada numero avulso, de dias a.iteriores.
13*500
20*000
27(JOOO
010
DIARIO DE PERNAMBUCO
Pr0jmei>ai>e fce Manoel Jigneixa &e /arta -fiUjos
TELEGRAMAS
ssav;: mticulab so hamo
RIO DE JANEIRO, 10 de Marco, s
3 horas e 5 minutos da tarde. (Recebi-
do s 6 horas e 15 minutos, pela linLa ter-
restre).
Fallecis o Bnrao rt<- Pirimo.
ss&vzgo ::::-::;:::. sms
(Especial para o Diario)
MADRID, 9 de Marco, a tarde.
A i-ic'iois para a parte eleetlva
do Senado terde lagar a 5 de Abril
prximo.
Por decreta real foram convoca-
da* a corlo* para IO de Malo wlit-
douro.
BERLN, 9 de Marco, tarde.
O Principe de Biwmarrk acaa-se
rravemente doente de dore* rnen-
tatleas.
PARS, 10 de Marco.
tfoi nomeado ministro de Franca
en* Madaxancar o r. ti. M. Le Myre
de Ylllera.
Agencia flavas, tilial em Pernambuco,
10 de Marco de 1886.
economa poltica
(Extrahido)
DA BIBLIOTHECA DO POVU K DAS ESCOLAS
tContinuaco)
CAPITULO II
l'roduccao da rlqucsa
Produc^IoPara alcanzar, j directamente, j
por meio de troca, a riqueza capas de satisfazer
as suas necessidades, po o hornera ca aecSo as
faculdadet com que o dotou a natureza fas eifor-
cos, traoaIba com o espirito e com o cotpo, empre-
ga instrume itoa diversos, uos que a mesma natu
reza poe a sua dispsico, outros que M*in de ser
creados por elle ou por outrem que IVos traus-
mitta.
A eooperacSo do esforco do homem, da aceo da
naturexa, e dos diferentes instrumentos de que
elle pode servir-se, constitue a prodcelo na qual
o homem se associa oatuieza. A prodcelo pode
ter em vista as coisas on os homens.
Pelo que reipeita s coisas, tem ella por effeito
dar utilidade e valor s mesmas coisas ; utilida*
de, quer diser, a qualidade de poderem satisfazer
as nnssas necessidades ; valor, isto a qualidade
que teem as coisas utei--, de serem susceptiveis de
troca. E tanto chega a esse resultado (aseado
uascer a utilidade e o valor as coisas que os
nio possuem, como augmentando-os n'aquellas que
j os teem. Nao podemos tirar do nada um nico
tomo de materia ; mis podemos crear aquellas
qualidades, que teem por < ffeito faser que materias
sem utilidade ou sem valor es adquiris, e se eon-
vertam em riquezas. E' n'isso que consiste a pro-
dcelo, a aceo produtiva da industria humana.
As coisas a que a prodcelo di utilidade e valor
denominam-se productos, e tambem, 4a veses, uti-
lidade c valores.
Se a pioducc'lo se applica sos homens, os resul-
tados teem o nome de productos immateriaes ou
ser vicos.
A prodcelo pode ser directa ou indirecta. L*e-
nomina-se directa, quando se considera em relaclo
com os resultados ou productos immediatamente
obtidos; indirecta, quando a consideramos ea re-
lacao com os productos que se podem obier pela
troca com aquelles productos inmediatos.
N'este lagar s trataremos da producciio directa;
a indirecta tem melhor cabimento, quando tratar-
moa da troca ou circuladlo da riqueza.
{Contina)
TRANQUILLIDADE E SEGURANZA PI'BI.ICA
Durante o atino que tindou nao soffreu alteraco ardem publica.
Deu-se apenas na capital aa provincia um movitneiito tumultuario de limitada extensao,
mas que poderla ter graves consequencias se nao fra a prudencia dos ofendidos.
Retiro-me ao apedrejamento do esenptorio da redaccao do Tempo, pratieado na noite de
12 de Marco peo facto de festejar a referida redaccSo o reconhecimento de um deputado do seu
credo poltico.
Felicito-me per ser possivel noticiar-vos, em honra da nobre populaco Recifense, que
rrranitestacOes festivas, igualmente determinadas pelo sentimento poltico nesta capital, em Feve-
reiro prximo lindo, nfio encontraram represalias, que alias a administracao em caso algum to-
lf T"\ Pl *1
SEGURANZA INDIVIDUAL E DE PROPRIEDADE
Durante o anno de 1883, foram commettidos tiesta provincia, segundo consta das partici-
pacOes ufficiaes, recebidas na Secretaria da Polica, 409 quaes foram presos 233.
Os crimes commettidos foram: tomada c fuga de presos 4, falsidade 1, moeda falsa 4,
resistencia 6, falta de exaccao no cumplimento de deveros i. homicidio 58, tentativa da homicidio
10, ferimentos ou offensas pbisicas 20o, roubos 43, tentaflvas de roubo H, furto 49. estellionatos
3. defloramento I, raptos 3, estupros 5, infanticidio 1.
Tambem foram capturados 158 reos pronunciados e 29 desertores, sendo 20 do exercito e
9 da marnlia.
Comparada esta estatistica com a dos dez anuos anteriores ter-se-ha o seguintc re-
sultado -
Auno* Crimes commettidos
1875........341
1876........496
1877........583
1878
1879
1880
1881
1882
1883
1884
188o
522
615
583
392
331
307
326
409
MRTE OFFICL
SOVERNO DA PROVINCIA
ML.L. \ que o presidente da provincia, conselheiro fo Per
andes da Costa Pe reir Jualor, diriga a Aaseaibla
Legislativa de Peratambaco, no ala de saa InstallaeSo a
O de Mareo de I8.
f. Sensores Memfrro da ^Issembla Legislativa Provincial
Cumprindo o deverque me impoe oart. 8 do Acto Addicional, venho, de muito boa von-
tade, manifestar-vos o estado dus negocios pblicos na provincia e as providencias legislativas de
que ella mais carece para sua regular administracao e prosperidade.
Se. por datar apenas de 4 meses o exercicio do cargo com que fui honrado, nao posso li-
ongear-me de coobecer quanto sinceramente desejava todas as necessidades do servico peculiar-
mente attinente ao bem estar da nobre populaco pernambucana, nem por isso devo recelar deQ-
cencia no vosso provimento, pois que vos sobram estado e exacta comprehensao do que (nais inte-
ressa a esse patritico servico.
ELEHXJES
De conformidade com asordens expedidas pelo Governo Imperial, em observan ia do de-
creto de 26 de Setembro do anno passado, procedeu-se no dia 13 de Janeiro prximo finde eleicao
de deputados geraes, e no dia 16 de Fevereiro ao 2 escrutinio em referencia a um dos disltrictos'da
capital, correndo o pleito ivre e pacificamente emtoda a provincia.
Este r -sultado de ve tanto mais regosijar-vos, quanto certo que nao faltou quera tivesse
manifestado apprebcnses em sentido contrario, mal interpelando o sentimento da populaco per-
nambucana. em cujo seio debalde se tentar lancar os gerraens funestos da anarrhia.
Da mesma sorte se haviai realisado, a 30 deJDezembro anterior, aeleico dos mt nbros da
Assemblea Legislativa Provincial para o biennio de 1886 a 1887, com exclusao nica da naroclua
ile Jaiarar, onde nao foi possivel constituirse, a tempo, a respectiva mesa, segundo me informou o
juiz de paz. a quem caba presidil-a.
Dndose urna vaga de vereador no municipio da Gloria de Goit, e bem assim nos de Na-
zaretli e(Miada, inovidenciei para quefossem devidamente preenchidas, expedindo nesse intuito as
necessarias ordens.
1 i- mencionadas vagas duas foram occasionadas por fallecimento. e a terceira por mu-
dtoca de domicilio.
. ora reteco a actos cleitoraes, exped as seguintes'porlarias :
,. 4- secpO. Palacio da Presidencia de Pernambuco, em 29 deOutubrode 1883 O pre-
sidente da provincia, lendo en vista o oflicio, de liontem datado, do Dr. juiz de direito do 4o dis-
. tricto criminal do Rrife, da qual se vrriliea que, por motivo da reviso a que se procedeu em
1884. osele ti 23i) o iitiuiero dos eleitores de algumas das secces da parochia do Santissimo
Sacramento do Boa-Vista, determina, deaccordo com a indicaco contida no citado offlcio, e por
virtud do art. 94 do regulanenlo, expedido com o decreto n. 8,213, de 13 de Agosto de 1881, que
. a referida paroeMa seja dividida em seis secres, pelaseguinte forma :
1- secgo, tendo por sede o paco da Assemblea Legislativa Provincial, compor-se-ha de
i lodosos eleitores do 2" districto policial e dos do Io e 2" quarteiroes do Io distncto policial.
4 secrao. consistorio da matriz da Boa-Vista, eleitores do 3* ao 6 quarteiroes do 1" dis-
tricto.
3* seccfio. consistorio da igreja da Santa Cruz, eleitores do 7 ao 12 quarteiroes.
4* serrao. consistorio da igreja do Rosario, eleitores do 13 ao 16 quarteiroes.
u 5* sircao. consistorio da igreja de S. Goncalo, eleitores do 17 ao 19 quarteiroes.
6* seceo, consistorio da igreja da Soledade, eleitores do 40 ao 45 quarteiroes do refe-
. rido 1" districto policial.
$ Assim tica sem effeito a portara de 17 de Novembro de 1884.
4* seceo. Palacio da Presidencia de Pernambuco, em 10 de Novembro de 188J.O pre-
. sidente da provincia, tendo em vista o oflicio de 5 do corrente mez, do Dr. juiz de direito do 3-
- districto criminal, do qual se verilica que excede de 430 o numero dos eleitores, quer do Io quer
do 4 djBtricto de paz da parochia de Nossa Senhora da Paz de Afogados, determina, de aceordo com
o art. 94 do regakimenlo expedido com o decreto n. 8,213, de 13 de Agosto de 1881, que cada um
. dos referidos districtos de paz seja dividido em duas secces, pela forma seguinte :
districto de paz de Afogados
1* seceo, igreja matriz, reunio dos eleitores dos 1 e 4 quarteiroes.
" 4* secgo, recinto da igreja de S. Miguel, reunio dos eleitores do 3 ao 8* quarteiroes.
2 districto de par, de Afogados (Magdalena.)
1* secrao. recinto da igreja dos Remedios, reunio dos eleitores dos 1, 2" e 4 quarteiroes.
4* seceo, escola publica na praca do conselheiro Joo Alfredo, reunio dos eleitores dos
. 3o e 3" quarteiroes.
Fira assim sem effeito a portara de 23 de Agosto de 1881, na parte relativa aos supra-
. ditos distrirtos (le paz.
4* seceo. Palacio da Presidencia de Pernambuco, em 47 de Novembro de 18831. -0 pre
sidente da provincia, tendo em vista o que representou o juiz de paz da parochia de Santo Anto-
niode Jacarar, e as informacOes prestadas pelo Dr. juiz de direito da comarca do Brej c o Rvd.
vigario da respectiva freguezia e da de Taquaretinga, constantes dos officios de 10,80 e 41 do
corrente mes, determina que os eleitores da referida parochia de Jacarar se reunam no recinto
da capetla do povoado Poco Fundo, licando assim sem effeito a portara de 17 de Setembro de
1881, na parte em que designou a igreja de Santo Antonio de Jac' para reunio das mesmos
eleitores.
4* seceo. Palacio da Presidencia de Pernambuco, em 23 de Dezembro de 188J.O pre-
sidente da provincia, tendo em vista os officios de 5 e 40 do coarente mez, do juiz de direito inte-
. rio da comarca de Palmares, do qual se verifica que por virtude da reviso do anno prximo
(indo, excede de 230 o numero dos eleitores da parochia de S. Jos da Agona de AguaPreta, de-
termina, de aceordo com o disposto no art. 94 do regulamento expedido com o decreto n. 8,213,
a de 13 de Agosto de 1881, que a referida parochia seja dividida em duas secces; comprehenden-
do a o eleitores do 1 districto de paz, que'se reuniro no paco da Cmara Municipal respe-
ctiva, e a 9* os do 4" districto de paz. que se reuniro no consistorio da igreja matriz.
4* seceo. Palacio da Presidencia de Pernambuco, em 7 de Janeiro de 1886. -0 presi-
dente da provincia, em virtude do disposto no art. 174, do regulamento expedido com o decrete
n. 8,413, de 13 de Agosto de 1881. faz publicar, em seguida, a ordem em que os juises de direito
da comarca do Recite, de vero servir as juntas apuradoras do Io e do 2 distrito eleitoral, fi-
cando sem effeito a portara de 8 de Outubro de 1883 :
Io Dr. Adelino Antonio de Luna Freir.
Dr. Thomax Garces Prannos Montenegro.
3 Desembargador Jos Manoel de Freitas.
, s 4 Dr. Manoel da Silva Reg.
5o Dr. Joaquim da Costa Ribeiro.
ADMINISTRACAO DA POLICA
Exerce ocargo dechefede poiieia desta provincia, desde 17 de outubro do anno (indo, o digno
jAiiz de direito Antonio Domingos Pinto, cuja leal e prestimosa coadjuvaco folgo de testeraunhar.
Serve-lhe de secretario o bacharel Joaquim Francisco de Arruda/nomeado por decreto de
SI d Novembro daqualle mesmo anno.
D-uos esse quadro justo motivo para lastimar que certa parte da populaco esteja anda
to longe de attingir o grao de moralidade, que fora para desojar.
Se, com referencia a homicidios e ferimentos. explica-se o facto, alem de outras razoes
communs, pela energa brutal da vida sertaneja e o habito perigoso do uso de armas offensivas,
nao menos se explica, quanto a esses mesmos crimes e aos de furto e roubo na capital, pelo infor-
tunio eom que se constitio esta, por virtude da sua protimidade e rclacoes com o presidio de Fer-
nando de Noronha, o natural asylo de pervertidos de outras provincias, que se retiram desse pre-
sidio pela terminaco das respectivas penas.
Motivos da mesma plausibilidade explicam tambem o facto de cscaparem nao poucos de
linquentes captura e prompta aceo da polica. Basta attender.por um lado, extenso do ter-
ritorio e facilidade da internaco em sertes remotos das provincias vizinhas e por outro defi-
ciencia da forjja policial, e, seja dito com franqueza a que acompannayigual pezar, tambem a certa
indifferenca e ucomprenenso dos deveres cvicos e aos verdadeiros interesses. quer individuaes,
quer conectivos, com que muita gente, em ves de auxiliar a autoridads, deixa que escape sua
aceo repressiv o audaz criminoso, se eque Ihe nao d guarida e fuga.
ADMINISTRACAO DA JSTICA
No cargo de presidente da Belaeao continua com honrado exercicio, o conselheiro Quin-
tiuo Jos de Miranda.
Quanto ao pessoal dos outros dignos membros desse egregio Tribunal, nao houve altera-
Co no anno prximo lindo e at a presente data.
Naquelle periodo foram proferidos os seguintes julgados :
Habeas-corpus...... 77
Recursos crimes......144
Recursos eleitoraes.....435
Denuncias....... 4
Aggravos de petires .... 84
Aggravos de instrumento ... 13
Cartas testemunhaveis .... 4
Prorogacao de inventario ... 31
Conflictos de junsdiceo. ... 6
A |) pe I lar 6es crimes.....445
Appellaees civeis.....118
Appellacescommerciaes. ... 46
Total 967
JUIZES DE DIREITO
Tendo sido noraeado, por decreto de 10 de Outubro ultimo, desembargador da Relaco de
Belm o juiz de direito da comarca de Palmares, bacharel Constantino Jos da Silva Hraga, deixou
o respectivo exercicio a 48 do mesmo mez.
Para aquella comarca foi removido o juiz de direito da de Pindamonhagaba, bacharel
Luiz Ignacio de Mello arreto, que anda nao tomou posse.
Por decreto de 19 de Dezembro foi removido o juiz de direito da comarca de Nazareth,
bacharel Hisbello Florentino Correia de Mello para a do Viamo, na provincia do Rio Grande do
Sul. Para aquella comarca foi removido o juiz de direito de Propri, na provincia de Sergipe. ba-
charel Carlos Augusto Vaz de Oliueira. o qual entrou em exercicio no dia 19 de Janeiro do cor-
rente anno.
JUIZES MUNICIPAES, SPPLENTES E SUBSTITUTOS
Pelo decreto de 21 de Novembro ultimo foi nomeado o bacharel Joo Alfredo de Medeiros
para o cargo de juiz municipal do termo de Aguas Bellas, assumindo o exercicio em 30 do mez
seguinte.
Para o termo de Taquaretinga foi nomeado, por decreto de 5 de Dezembro, o bacharel
Manoel Tobas do Reg Albuquerque. Entrou em exercicio no dia 44 do mesmo mez.
Por decretos de 5 de Dezembro ultimo, 9 e 43 de Janeiro e 6 de Fevereiro do corrente
anno foram nomeados os hachareis Manoel Ferreira Escobar Jnior, Augusto Guedes Correia Gon-
dim, Jos Francisco Ribeiro Pessoa e Paulo Caetano de Albuquerque, o 1" para o cargo de juiz
municipal do termo de Leopoldina, o 4o para o de Ilamb, o 3o para o de Flores e o ultimo para o
de Buique. Ainda nao entraram em exercicio.
Tendo completado a 14 de janeiro ultimo, o respectivo quatriennio o 5o juiz substituto da
comarca do Recifc, bacharel Jeronymo Materno Pereira de Carvalho, foi removido para aquelle
lugar o juiz municipal do termo da Penha do Rio do Peixe, na provincia de S. Paulo, bacharel
Lindolpho Hisbello Correia de Araujo, o qual comecou a funccionar a 20 de Fevereiro lindo.
A 23 de Outubro ultimo, nomeei Manoel Pereira da Silva e S e Joaquim Francisco de
Souza Guerra para os lngares de 9 e 3 supplentes do juiz municipal do termo de Villa Bella e o
bacharel Jos Joaquim da Silva Santiago para o de 3 supplente do juiz municipal do termo de Rio
Formoso.
A 14 de Novembro foi nomeado o bacharel Sergio de Barros Wanderley para 3 sup-
plente do juiz municipal do termo de Seriiihem e a 14 do mesmo mez teve igual nomeaco para o
termo de Govanna o Dacharel Ludovico Correia de Oliveira.
A 23 ile Dexembro foi tambem nomeado Belchior de Carvalho Barros para 3 supplente
de juiz mnnicipal do termo de Floresta.
A pedido exonerei, em 5 do mez prximo lindo, Ottoni Caetano Pimentel Angelim do
lugar de 3 supplente do juiz municipal do termo do Exu, sendo substituido por Antonio Leonel
de Alencar.
De conformidade com os arts. 17 7- e 411, 10 da le de 3 de Dezembro de 1841 e re-
gulamento n. 120 de 31 de Janeiro de 1842, designei, por portara de 17 de Dezembro de 1885, que
em seguida transcrevo, a ordem pela qual os juizes municipaes devero substituir os respectivos
juizes de direito.
Comarca do Cabo
1 juiz municipal do Cabo.
2# juiz municipal de Ipojuca.
Comarca dt Caruaru
1 juiz municipal de Caruar.
2 juiz municipaljie S. Bnto.
Comarca da Escoda
1" juiz municipal da Escada.
2 juiz municipal de Gamclleira.
Comarca dt Pau i'APio
1 juiz municipal de Pau d'Alho.
2 juiz municipal de Glora de Goit.
Comarca de Rio Formoso
1 juis municipal do Rio Formoso.
2 juiz municipal de Serinhem.
Comarca de Ouriciiry
1 juiz municipal de Ex e Granito.
2" juiz municipal de Ouricury.
Comarca de Salgueiro
1 juiz municipal de Leopoldina.
2 juiz municipal de Fa'gueiro.
Comarca de ViUa-BelU
1" juis municipal de Triumpho.
2 juiz municipal de Villa-Bella. .
Os sobreditos juizes municipaes em seus impedimentos ou faltas sero substituidos pelos
A' ordem do do 2o distric'.o de S. Jos,
Tranquilline da Costa e b, Antonio Fran-
cisco de Paula, Francisco Augusto de Me-
uezes, Manoel Jos da Silveira, Domingos
Rodrigues Vieira, Tranquillino Jos de
Lima e EsperiJiao Clementiuo Guiraares,
por ilisturbiod.
A' ordoni do do 3o districto da Boa-
Vista, LeopoMino Monteirj Salgado, por
embriaguez e disturbios.
Hontem, pela manhS, foi retirado d'a-
gua. em frente Tto caes da Corapanhia Per-
nambucana, o cadver de um homem de
cor parda, representando a idado de 30
anuos, que depois reconheceu-se ser o do
martimo Antonio Lourenco dp Silva.
O uadaver foi transportad. para a igreja
da Madre de Dcus, onde foi vistoriado
pelo Dr. Augusto da Costa Gomes, que
de larou ter sido a morte o-oasionada por
asphyxia por submerso.
Em S. Jos da Extrema, do termo de
Gamelleira, foi preso ne dia 3 do corrente.
na occasiao em que conduzia um cavallo
que havia furtado, o individuo de nome
Salviano de Lima, que tambem desertor
do 2o batalhao de intantaria, segundo con-
t'essou autoridade do districto.
Contra o delinquente abrise inquerito.
No dia 25 do mez lindo assumio o cida-
dao Sobastiao Jos Magalhaes Lopita o
exercicio do cargo do delegado do termo
de Villa Bella.
Tambem no dia Io do corrt-nt assumio
o alferes Theodorairo Thomaz Cavalcante
Pessoa, na qualidade de Io supplente, o
exercicio da delegacia do termo do Bczer-
ros.
Em trras do edgenho Segre lo, do ter-
mo de Gamelleira, o individuo de nome
Jos Honorato, conhecido por Macaco, fe-
rio no dia 3 do corrente, com urna facada,
a seu proprio cunhado Victorino Jos da
Silva.
O ferimento foi considralo grave.
Contra o delinquente, que evadio-se,
procedeu-se nos termos do inquerito poli-
cial.
Communicou-me o delegado do termo de
Palmares que no dia 7 do corrate fra
assassinado all o individuo de nome Mi-
noel de3 Reis, tendo sido autor do crime
um outro de nome Manoel de Barros, que
conseguio evadirse.
A tal respeito procedeu se nos termos
do inquerito policial.
Deus guarde a V. Exo. Illm. e Exm.
Sr. conselheiro Jos Fernandos da Costa
Pereira Jnior, muito digno presidente da
provincia. O chefe de poli a, Antonio
Domingos Pinto.
. laquareting;)
es municipaes e em suas faltasou impedimentos pelos respectivos supplentes. *
( Coutintia)
--------------raoacr-------------t
em ADDXTAMENSO aos despachos da pbe- cimento, remettido pelo^nelegaJo do termo
SIDBNCIA DO DIA 8 OE MAKCo DE 1886 de Palmares como criminoso na provincia
ida Parahyb; Antonio da Silva, Manoel
Alferes Jos TVrencio de Barros Arau j08 Candido, Cecilio Evangelista Chaves,
jo. Requeira nos termos do ort. 27 dr. Manoei Cabra) do ^avefjo e Manoel Gon-
regularaento do corpp de policin. sjve9 oa Santos, por disturbios.
Secretaria da presidencia de Pernambu-, A ordein do Df Deieg.l(j0 j0 2 distrie
co, em de 10 Marco de 1886. to da capital, Manool Correia d- Araujo,
O porteiro, Francisco Leonardo de Paula n Silva, Ma
J. L. Viegas. a04\ Q0rne8 Villar e Bento Jos da Silva,
------- por distuibios e uso de armas defezas.
Reparllcio da Polica A'ordem do subdelegado de Santo An
SeccAo 2.* N. 234. Secretaria de Po- tunio, Jos de Salles, Guilherme Frenris-
licia de Pernambuco, 10 de Marco de 1886. co, Delroiro Jos da Silva, Joao B zerra
Illm. e Exm. Sr. Participo a V. Exc. da Costa e Silva e Joaqaim Jos do as
quo foram hontem recolhidos na Casa de cimento, por disturbios.
Detencao os seguintes individuos : A' ordem do do Io dietricto de S. Jos,
A' miaba ordem, JoSo entorno ^do as- Jovino Eleuterio, por disturbios.
Thesoaro Provincial
DESPACHOS DO DIA 10 DE MARCO
Antonio Fernandes Peixoto Rosal e Dr.
Pedro da Cunha Pedrosa. -Cumpra-se,'
registre-se e facam-se os assentamentos.
Henry Forster & C, Antonio Joaqaim
da Cunha e Manoel Maximiano de Souza
Senn... Ao Consulado para attender.
Gerente da Companhia Sauta Thereza
-Nio cabe a esta inspectora tomarconhe-
cimento e resover sobre as ponderacSes
do supplicante, que implcameos o ordena-
do pela presidencia; j quanto a parte final
desta peticao, poder ser atteodido por cer-
tidlo, se lbe convier.
Jos Flix Alve3 Pimentel. Haja vis-
ta o Sr. Dr. procurador fiscal.
Cmara Municipal do Recife, director
da Bihliotheo, Fr. Jos de Santa Julia
Botelho, Companhia Pernambucana e con-
tas do thesoureiro das Obras Publicas. -
Informe o Sr. contador.
Francisco Xavier Carneiro de Albu-
querque e JoSo Jos Ribeiro de Moraes.
Certifiquose.
Feliciano Edwiges da Costa Gama.
Regstrese e facam se as notas devidas.
duciaria, que ihe valeu maig diatinccSes. Por-
mou-ae em 1869 e foi advogar para Bragaoca
onde se conservou at 1878 em que veio, fazend
sacrificios, fixar a sua residencia em Lisboa. Foi
eleito deputado, pela 1.a vez, em 1878 (como op-
posicao) pelo circulo de Avis, representando em
seguida no parlamento o circulo da Arouca. E'
secretario do Tribunal do Commercio de Lisboa
desde 1880. Como parlamentar revelou-se logo
um orador vigoroso, muito enrgico e muito deci-
dido, s veses violento no xtaque, mas sempre
correcto e sempre digno. Estuda as questoes com
grande proficiencia e tacto.
Emygdio Navarro um dos mais notaveis jor-
nalistas contemporneos e tem qualidades exen-
cionaos como escriptor, como o provou ainda em
1885 com a publicajilo do seu magnifico livro so-
bre a Serra da Estrella, um verdadeiro primor de
linguagem verncula portuguesa. Uomecon a sua
carreira de jornalista collaborando no Escolas too
Eborense, jornal dos estudantPs do Lyceu d'Evo-
ra. Em Coimbra fuudou a Academia, jornal litte-
rario, em que collaborou Simoes Dias. Depois
collaborou no Jornal de Coimbra (peridico fosio-
nista) revelando, porem, taes aptidoes que em
pouco tempo assumio a direcco d'elle, no Coiu'ra-
bricense (apneiacocs litterarias entre as quaes urna
muito notavel sobre o Fr. Caetano Brandao de Sil-
va Gyo), no Primei'o de Janeiro, cuja redacco
poltica assumio pouco tempo depois, tendo all pu-
blicado aotabilissimos artigos, a que muito deve a
prosperidade do importante jornal portuense, no
Paix (orgao do partido histrico), no Progresso,
no Cbrreio da Noite e ltimamente as Navida-
des e em muitos outros jurnaes polticos. Tem
urna enorme facilidade em escrever, v n'um re-
lance o lado vulneravel das questoes e attaca as
com valenta e arrojo.
Henrique de Barros Gomes.
antigo ministro da fasenda, no ministerio pro-
gresista (18791881), director do Raneo de Por-
tugal, o novo ministro dos negocios estrangoiro?.
Filho de um medico eminente, o Dr. Beruardino
Antonio Gomes, cujo nome e cuja memoria hao de
ser, por muito tempo ainda, honrados e bem.-quis-
tes n'este paiz, o Sr. Couselheiro Henrique de
Bai ros Gomes nasceu em Lisboa em 1844. Cursou
com a mxima distincQao a EscoJ* Polytechnica
(18601864), tendo obtido o primeiro premio em
cinco cadeiras e classificajo para premio em
todas as outras do curso geral. Publicou ni Jor-
nal das tciencias physicas, mathematkas e naturaes,
da Academia das Sciencias, um notavel trabalho
sobre as paraaxes syderaes, que Ihe valeu a no-
meaejio de socio correspondente d'esta douta cor-
poraco. Foi secretario da Assocucao Commer-
cial de Lisboa, c deve-se-lhe um importante rea-
torio sobre a gerencia de qut faxia parte. Foi
eleito deputado, pela primeira vez, em 1869. Cerno
ministro da fazenda, revelou se um fioanceiro o. um
economista de primeira ordem, comj parlamentar,
dispoe de todos os recursos de urna vasta erudicAo
e de um grande bom senso pratico. O novo mi-
nistro dos estrangeiros possue um talento muito
distincto, posto ao servico de um genio muito
activo e laborioso, apoderando-se das questoes. ea-
tudando-as com grande contciencia e affinco.
Poague urna illustracao muito variada, nao s em
ciencias econmico-sociaes, mas tambem em lit-
t era tura. Falla com proficiencia varias 1 aguas.
EXTERIOR
Portugal
O NOVO MINISTERIO
(Do Commercio de Portugal)
Emygdio Navarro
ministro das obras publicas, entra no govcino
(jila primeira vez, jornalista notavel, uailamentar
distincto, nasceu em Viseu em 19 de abril de 1844
e deve a ina posicao ae seu trabalho, ao seu ta-
lt nto, sua persrveranea incansavel. Filhj de
urna familia humilde e pobre, depois de ter feito
os preparatorios, o pae destinava-o vida eccle -
siastica. Matriculou-se no seminario de Bragac-
O e chegon a faser o 2. anno do curso theologko
Tendo, porm, revelado excepcionaes aptidoes, o
pai que o estremeca, resolveu, embira c m sacn
ficio, leval-o para Coimbra e matriculal-o na uni
ver?idade. Fes todos os preparatorios n'um anno
O moco acadmico, porm, nao sentindo o anime
disposto para a theologia, matriculou-se em 1863
em mathematica e philosophia com intencao de
seguir a carreira medica. 0 pai. por falta de re
cursos e desgostoso por Ihe contrariar os desejos,
abandonou o, vendo-se o talentoso estudante a
bracos com serias difficuluades para se sustentar,
valecdc-lheo auxilio.de al nos amigos,admirado-
res da sua brilhante iutelligeucia. Dorado de es
pir.to irrequieto e casado foi um das primeiros ca-
becilhas do raovimento acadmico de 1863, a ce-
1. bre Rolinada. motivada pela recusa feita pelo
duque de Loule de perdao d'acto pelo casamento
de S. M. el re D. Luis. D'esta insurreicao o re-
sultado foi perder anno, tendo por companheiros
na desdita Manuel d'Assumpcao, Lopo Vas e ou-
tros estudantes. que de.ois foram premiados.
Esta pocha foi de dolorosas provacoes para
Ea ygdio Navarro e a Rolinada, como elle mais da
urna vez tem confessado aos seus amigos mais n-
timos, exerceu ama influencia decisiva na sua
vida, porque sem ella o audacioso acadmico tena
concluido o curso medico e estara h>je, quanio
conciuiao duito "^ mlln;nai hi na a nltJ re..usaram ainaa. ferieuce a sssociacsu u-
prcirdE.t^^^
matricolou-se em direito, obtendo logo no 1." anno
Henrique de Macedo
o novo ministro da marinha e entra Uuibem pela
primeira ves nos conaelhos da corda. Henrique
de Macedo Pereira Coutioho, nasceu em Caata-
nhede aos 6 de Outubro de 1813, sendo neto e fi-
lho de pares do reino. Eat filiado ao partido
progressista desde 1865. Foi eleito deputado,
pela primeira vez, em 1868. E' lente da Escola
Po ytechnica desde 1863, por concurso, quando
ainda era estudante de math inatica, da universi-
dade de Coimbra, onde veio a forinar-se em ma-
thematica e philosophia no anno seguate (1864).
E ajudant-! dos observatorios da Escola Polyte-
chnica (1875) e da Ajuda (1878). Foi nomeado
par do reino por carta regia de 7 de Janeiro de
1881. Professor muito distincto, dispendo de urna
larga illustracao, o novo ministro da mariuha
um parlamentar do mais relevante mereciinento,
exponds sempre as suas opinioes com grande cor-
reccao e lucidez e tratando todas as questoes pu-
blicas com a maior competencia. Tem estudado
com o maior interesse as questoes colomaes e es-
tamos eertos de que a sua administracao se ha de
assignalar vantajosamente pela solucao de mu'tos
dos mais palpitantes problemas que se vinculam
ao noeso engrandecimento colonial.
Visconde de S. Januario
Ministro da guerra. Januario Correia de Al-
oeida, 1 Baro e 1 Visconde de S. Januario, do
censelho de S. M., par do reino, antigo ministro
plenipotenciario de Portugal junto s repblicas
da America Central, antigo ministro da marinha
e ultramar, coronel do corpo de estado maior, nas-
ceu em 1827. Tem os corsos de infantera e ca-
vallaria, de mathematica pela universidad?' de
Coimbra (em que foi sempre premiado) e do esta-
do-maior, que concluio em 1853. Tem as gra-cru-
sea de Christo e da ConceicSo, as cnmmendaa da
Torre Espada e de Aviz, de Portugal, gr-cruz
da Corda de Italia, da Corda de Sio, da ordem
real de Cambodge, dignitario da Kosa do Brasil^
etc., E' ajudante de campo honorario de 8. M.el-
rei D. Luiz. Sentn praca em 1842, foi promovido
a alferes em 1846, a tenente em 1854, a capitao
era 1857, a najor cm 1870, a tenente-coronel em
1880, a coron! em 1884. Foi nomeado director
das obras publicas de Cabj Verde em 1858. Vi-
sitando toda a provincK publicou nm livro muito
nteressante sobre a Quin. Voltando a Portugal
fui nomeado director das obras publicas de Br.tga
c Vianna, depiis consecutivamente govemador ci-
vil dos dis'rictos do Funchal, de Braga e do Por-
to, sendo eleito deputado pir nm dos circuios des-
ta cidade Nomeado govemador geral da India
em 1870, foi depois collocado no governo de Ma-
co, que tem a missao de embaixador junto dos
governos da China e Japa>. Nomeado'ministro
plenipotenciario e enviado extraordinario de Por-
tugal junto a.- repblicas da America Central, pu-
blicou sobre esta missao un esplendido livro. E"
presidente da commissio central de geogranfeia,
foi presdante da assemblea geral da Sociedarje de
Geographia de Lisboa, de que boje presidenre
honorario. E' vice presidente honorario da Ac
demia Indo Chineza de Paris e socio correspoaden-
tn do nuitas das principaes associacoes scientifi-
cas da Europa e da America. Foi ministro da
ramiza (1881-1881) e assignalou a sua admi
nistraco por actos de urna larga, fecunda e til
iniciativa, sobretndo em questdes econmicas e fi-
nauceiras Foi nomeado par do reino por carta
regia de 27 Je Janeiro de 1880.
Fi ancuco Reirdo
Ministro da ju3tca. Entra pela primeira ves
n s conseltios da corda. E' bac.iarel formado em
direito pela universidade de Coimbra, com o cur-
so administrativo, tendo sido rouitaa vezes laurea-
do. Nasceu em 1842. Foi deputado quatro ve-
ses e advogado distinctissimo. E' conservador
privativo no Io districto de Lisboa. ltimamente
havia concorrido 4 cadeira de direito commereial
do Iustituto Industrial de Lisboe, cujas provas se
nao rc.tlisaram ainda. Perteuce AasociacSo dos
urna distinefSo. Em todos os outros annos do
curso as rnaiores classificacoes dividiram-se entre
Emygdio Navarro e Lopo Vas. No seu 2. anno
jurdico publicou um eitudo sobre a circulacao fi
to imp.nautas acerca de altas questoes jurdicas.
Alba a urna superio intelligencia um belle e hon-
rad i carcter. Possue sympatbias geraes E'
um jurisconsulto muito esclarecido e muito estu-
dioso.

:


m
Diario He Pernambuco---([uinta-feira 11 de Afargo 1886
ISTERIOB
Da ETolm&o
So, 27deFevercirodel886.
. Telegramma. Bueno-Ayrea, 25 de teve-
Toda a imprema deato. cidcde companba
na* grande intere*** e ammaco o* incidentes do
tinento revolucionario, que se opera na cam-
do Estaa santal. ara
Na crcnaaaie a o gaman*B\^rat>wnar-
. i Kn ___i ea inteieaaea anantinoas?m
arc, algunanaaolhao asamede *aajag-w>o
*^ntra%ooannrio, aacummdo-a.ate .uaawir m*
aneios inte**- do Sitado Oriental
O genera Arreaaado, om i gaaar-, eat
mtni 1~ ""* **""*-
. Mandn agnvaraa ar|*at Mmraxtt Bneuvt -so p.pasasM^IBEm-M satur
aara Montevideo.
^ianscrevendo do Pata par* noesas columnas
arto telegrammx, inteiraremos aoa nossos le torea
aaa ebaervacSes, que nos suggere.
O general Santos terminar brevemente o prazo
aatsidencial na Repblica Oriental.
O seus mulos e adversarios, entre < s quaes
otienia se o general Anedondo, julgando oppor-
I tmm momento, levantaran! contra o governo le -
api guio da revolta.
Esta foi tramada e preparada na Reoublica Ar-
gntica, onde os refugiados acharam auxilios e
aaaasam, a salvo, reunir e diepr oa elementos
jai*, lata.
. Baenos-Avres converteu-sa em frvido centro
i a* 9aspiraco"8.
Ja seus qu ra* bo manejo das armas.
t> governo oriental, oouscio de que quasi todos
atea preparativos se faaiam sob a proteceo e to-
lacaaeia das autoridades argentinas, reclamou
ana insistencia e energa.
Mostrou, por meio de seu diplmala Gayoso,
Cas rebildee nao s eram tolerados e favoreci-
eome se dispunbain a investir contra o Esta-
a-Crenla
' ra evidente que o tacto denunciado implica va
ana violaco de juatica, nica iflisa do direito
aaa relaeies de um povo com outro povo, principa*-
aamte aob o apoio dos poderes pblicos.
O governo argentino recorreu aoa sophismas,
ajar jaal disfarcavam os seus intuitos, para eximir-
s aja enmplicidade e deixar que a obra revoluco-
ajajaia se completasse.
Sao ae eu por convencido e recasou-se cathe-
ajaeaanente a reconhcccr a razo, com que o go-
no oriental se queixava.
Agora, segundo otelegramina, a invaso da Re-
nailju i do Uruguay, se nao est conaummada, se-
ca inevitavel.
lado prenuncia que a revoluco sahir trium-
Ob caudilhos, frento das phaianges revolucio-
avas, j esto acampados em C azeros.
A capital da repblica passa por todcs os terro-
a de urna invasao eminente.
O presidente Santos desenvolveu as energas
oas do commando para resguardar Monte-
de um ataque e ezpede tropas pa-a as tron

A aituuco pois, aportada, indtibitavel e


Otelegramma anda mais a esclarece, notando
a violencia e raneorosa linguagem d, imprensa
argentina contra e Brasil.
Ella est imbuida da persuaso de que o impe-
ra contraria os interesses argentinos, empenhados
na suvolucsnV
Ufaste estado de cousas o governo argentino
xaoVtz iuspirando-se nos n.esmos sentimentos
cavia ao porto de Montevideo o encouracado Al-
mmtc Jrown, qualquer que seja o pretexto de
arviao ordinario.
Qual ser a missao deste vaso de guerra as
agaas de Montevideo ?
Ser um auxilio aos tevolncionarios, ou ao go-I
Sao rasoavel e ciivel suppr que a Repbli-
ca Argentina, havendo tolerado a revoluco me-'
arar na sua propria capital, corra em soccorro da
varaba smeacada.
At onde a luta, que se trava all, se pode cou-
aiaknr da negocios internos dos cidados erien-'
taca questo domestica quando urna potencia
sanaaha j nao dissimula a sua intervenco ?
"85 a presumida intervenco do Brasil irrita p
' tierno argentino e nao pode ser tolerada em
__w-Ayree, eero porventura supportadas no
? Janeiro os acto manifest* de cumpliei-
_ : t intervenco do governo argentino ?
Da- aae modo o Imperio est intervindo na ques-
aa oriental ?
Ja entrarlo, guarda a mais stricta neutralidu-
aHajnianiln presidencia do Rio randa do Siil
KtgicwrevolucionartOB,'que serefogiarem s
rira3 brasiloiras.
oleras vehementes da iinpreasa argentina
o temor de que, pr causa do-imperin, se
___! algnm plano preconcebido otarra ainde-
piaiVii-n da Repblica do Uruguay ?
Traca, portante, urna revolucio em (campo
afetrio ; actos anteriores e actoaes do governo ar-
entino, os qnaes denanciam a aua eemplicidade.
'fvatoa anda mais, na linguagem dos raneores
ala iaprensa, indicios de hostlidade contra o
-a- ...
Afcm detudo isso, o governi imperial provavel
i tem, as maos, todos es dados indiapenia-
^ara julgar at onde os tactos obrigam-a'o a
nr aeutro nesta deafarcada tentativa
O benemrito presidente do conselho esti ygi-
t e mantel a paz eoui sabedor ou a digni-
nr nacional com patriotismo.
a>tevn nao perder de vista que a potitica bra-
Eirm, desde a separaco da Cisplatma, aceitan
i a idea da diplomacia ingleza entao" predomi-
_ate, deixou crear na banda Oriental un estada
acarro feico do que fez o congresso de Vien
na a respeto da Blgica.
O pensamento, que presidio a essa creacio, im-
anai a imperio a necessidv de de garantir e susten
tar a independencia desse estado
..Sata obrigaco tradiccional tem sido reputada
dvital interessp para o Brasil, que repelle a res-
sarwicao do antigo vice-reinado d > Prata.
Oa estadistas imperiaes consiJeram infeliz-
zacate a formacio de um s estado no Prata
aaa grave perigo, que llic curapre conjurar e im-
xT orna poltica de todo o ponto histrica, que
aanuli i em nossaa idacOjs com as repblicas
ss.
de F'eraaabnee) -eoeao porque via ne-wa manifes-
oo a estima em qu" tido pelos habitantes de Mi-
nas, reapwwku com pnlavras repnsaaias -de sin-
cero sentimento de gratido s duas provincias to
estremecidamente unidas n'aquelle momento.
Viam-se em todos os semblantes Biguaes cara-
ctersticos de contentamente e alegra, os quaes
ae ezpandiram lugo depois de terminado o acto da
entrega do diplo a, quando comecaramas llancas.
0 salo principal de pakcio achava-ae com-
pletameatoihaio, tatando-ae pnaaontes qttaai to-
, ...a oaaairaiatPaeaa aaoiliaaaoacirs. ccaanattieiro
Tertaanaaanriaeat A'seraaargador Siava t*a>ui-
mnaatii, Ora- Veigay Ferreiraama, QoiaeaVajrui-
u aaaee, Kaaakliii de Almoida, Gor:eiz,-4aa Pontear Hada o de Almeidaa-rjparn;, Siava iUi;i-
ves, aaanmaaaWdor Albergara,i.en jores' Janaaei
ra, AtouiaXaVlves e Cenar, Alales MeAavd*, ttao-
didaJloy, Acostaaa Cantal e Lauro Aaaaur.
Aoa daatHmiliaacitaaaM, queestianaatn acata
pinhaalas dos aeua respectivos afcetei,.iauioa Srs. Ors. Teixeira de Qouvea, Bernnrdino L:ma,
Menelio Pinto, Fabrino, Antonio Albergara, La -
tif, Luiz Caetaao, Feliciano Henriques, Alfredo
Marcal, coronel Ra} mundo Athayde, JosJaaua-
rio, Manoel Cabral Jnior, Klier Jnior e Joaquim
Chaves.
A luaalo piU|,a o at avadara -da"aaa-
drugada, temi reinado semprc o mais intimo con
tontamente, a qual rinda, retiraram-a todos, cap-
tivos pelas maneiras delicadas, dispensadas por
S. Exc. pela saadistincta e xma. familia, a
Eis em resua i, segundo nos recordamos, o al-
ladido discurso do Dr. Franciso Vciga, ao izex
eutn ga ao Exm. Dr. Portella do diploma de. de
potado pelo 1* districto de Ferniimbnco e do-brin-
de a S. Exc. offerecido por seus amigos :
Diese : que commusionado pelos amigo* e ad-
miradores do Exm. 8r. Dr. Portella, e como inter-
mediario dos illus'res membros da jouta apura-
dora do Io districto de Pernambuco, vinba desem-
penhar-sp de urna dupla honrosissima tarefa :
I* entregando S. Exc. o diploma de repreaeatan-
te da naco por aquelle Jitricto e a segunda ofFe-
recendo lhe urna escrivaniuha de pratt e penna de.
onre, como sgnal da estima e alia consideracao
que a S. Exc. tribatam os ami'os e icorreligiona-
rios em nome de quem tinha a houra ti-- fallar.
Que dest'arte S. Exc, em um inesmo dia, em
um mesmo momento, recebia de duas grandes e.
briosas provincias provas inequvocas do alto
apreco em que sao Udos eeua. diatuttos meri'os
pessoaes.
Que cssas duas prjviuciis, des le muito tempo,
se as=igual ai-ain por eeu amor lber Ja le e pela
independencia e njbresa de carcter d seus filh1-.
Que, quando a patria nao era soua> urna misera
colonia, oppriraida pe'o jugo di matropole, so-
uhando cjm a independencia della e deslumhra-
dos pela liberdade, que alinejavam arieutemeute,
foram os mneir s os primeiros, e logo depois os
peruamnucanos, que derramarani'seu sangue no
nobilissimo caapenho dj dar w>a brasileiros ineti-
tuicoes livres.
Reilisada a independencia e firmada a ordem
constitucional, nao seudo mais mister aos patrio-,
tas appellar'para o recurso xtreoio das conjara-
eoes e das.revelucoes, nao perJeram os mieiros e
pernambucano3 ia sentimentos nobres e.alevan-
tadoe que o; caracterisam e que daam a dupla
inanite8taco de que era alvo o' Sr. Dr. Portella
espee'al signifieacS e insigne -JValor, pois os fi-
lhos das duas provincias que a fazain, jamis se
curvavam seuao ante s virtudes e disliuctua qua-
dades moraes e intellectuacs, que folgava de ra-
nhecer, ex rnam a distincta pessoa de S. Exc.
Desenvolvondo estas ideas, toraii/nou o Dr^
Francisco Veiga eaudando, por si e em nome dos
co-religionarios mineiros, cujo qrgo ciw, ao Exm.
Sr. Dr. Machado Portella e sua Ilustre familia,
distincta e respeitavel pelas virtudes peregrinas
que aennobrecem n
S. Exc. o Sr. Dr. Portella, em palavraa delica-
das, agradeceu pratundameute a honrasiasima ma
nifestaco, confessando-se reconhecido s .expres-
soea do Dr. Francisco Viga c a solemne prova de
apreco e estima' de aeua amigos, signiftando que
assim revela va nao s seus scutimentoa pesnoaes e
desua.familia, como os que nutria.como filho da
her jica provincia de Pernambuco, em nome da
-qual, por sua vez, aaudova taipbem os briosos mi-
r"neiro, asegurando, como representante da Na
cao, u'aquellaiboraiem que recebiavdetse elevado
cargo o honroso diploma, que defendera igualmen-
te os direitos e interesses nao s de Ptrnambueo,
sua trra natal, como de MinsS'-GeraeB.rtptovinoia
a qae j o praniam vinenloJdaazaiottaympathia
e gratido.
aaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaa
Assim emquanto illa perdurar, ficaremos con
maados ignata e ardua taret de ter os olhos
i e as maos mettidas nos movimeatos e agita-
ala* dos nossos irriquietos visinhos.
Ka irrnp?a3 desta lucta recente e no meio des-
aa*aeontecimentos, a partida do almirante Brown,
aras le um ataque, todava d- u urna nova face
qaestao e ao governo do imperador fornece outros
dementes de aprecisco e de adoptar urna con-
oaeta, anda na linha da neutral id ade, mas de urna
vigilancia azada a fazer que os nossos direitosno
rjam deerespeitados.


latrcga de diplo
(Da Provincia de Minas de 25 de Fevereiro)
Em presenca deTgrande numero de senhoras e
ava'iheiros da lite ouro-pretona, effectuou-se na
- aoite de 20 do corrente, no palacio da presidencia,
a entregn do diploma de deputado geral pelo l^
dtricto de Pernambuco, e assim tambem a da
tscTivaninha de prata, caDfta e penna de ouro, a
3.Exc. o Sr. Dr. Manoel Portella, illustre presi-
ente desta provincia.
Um amigo de S. Exc, procurando corresponder
. s aolicitacoes que d'aqui lhe foram fritas, obteve
da junta apuradora, e para aqui remetteu o id-
fma, para cuja entrega prepararan! os amigos de
Exc. urna esplendida manifestacSo, significati-
va da estima e alta consideracao deque geralmen
goza.
Urna commissao composta dos Srs. Dr. Fran-
sisco Veiga, ccmmendador Albergara e coronel
BtTmundo Athayde tai nomeada e incumbida de
apresentar Exc, cenjunctamente conj o di-
ploma e o m'mo, as saudacoes dos seus amigos.
Esses dietinctos cavalbeiros, assaa conbecidos
eos bcsbob leitores pela pos i cao proeminento que
aecnpam na nosea provincia, desempenharam com
aietincco e galbardia a honrosa missao que lhes
ora confiada -, pronunciando n'essa occasio, o
esso illusUado cullega da Pronncta de Afinas, Sr.
Dr. Francisco Veiga, um eloquente discurso, de
. stylo correcto e rico de conceitos, que, impreasio-
aando a todos, firmn anda mais ca altos foro* de
aae mui merecidamente goza o sen fecundo t-
lente.
S. Exc. summamente cemmovido e penhorado
sao t pela prova de consideracao e apreco que
aoabava de lhe ser dada pelo 1 districto eleitoral
PEBU1UC0
Assembla rrVrflfiil
1886PAKECEBN. 3
A oammaaao de veriaoaaaa d* aderes, exami-
nando as actas da 2* eh-icao do 4 districto elei-
toral, verrfieou que ovTeuJtaJo-de'dita. eleicao foi
o aegunte :
Vigario Dr. Manoel Ooncalves Soare3 de Amo-
rim i57 c 1 em separado ;^Dr. Luiz Goncalves dv
Suva 908.
A eleigao conrea regularmente, contando ape-
nas daiacta da apuracao geral que foi apresenta-
do um protesto junta apuradora.contra a elei-
cSo de Nossa" Scnhora do O' de Gjyanna; mas este,
protesto nao foi remettido esta Aseetnbla, nem
coasta que foese apreseutado mesa parechial:
pelo que a commissao de parecer que aeja reco-
nhecido deputado o candidato diplomado, vigario
Dr. Manoel Goncatves 'osres de Amarim. Sal*
'das coounisso.'s, 10 da Mar^o xie 1886 -bornes
Prente.-Luiz de Andrade.
1886-PARECERN. 4
Primeira claicl*A commiss) de verificaco
de poderes, examinando as actarelativas pri-,
meira e!i-ico que se proceden'no 2*'dsjtticto elei-
toral no da 30 de Desrmbro do anuo prximo
paseado, verifican que obtiveram votoi Pin numero
Mae esta questo eacapa, no entender da com-
missao, competencia da Asaembla Provincial,
que nao pode annullar alistamentos como aconte-
ca no rgimen anterior.
Uoje, pelo novo systema e em face 4o $ 17 do
art. 1 da lei n. 3,122, de 7 de Outubro de 1882,
parece que s o poder judieiaro pode decretar a
nullidade integral da um alistaraento, sem qne
entretanto fique coarctada a competencia que teem
as aeeemblas provinciaes de conhecer dos podo-
nes de seus membros, decretando a nullidade de
asnaeleict, aob legtiaio raadassaoto.
*aalaaumlta de angaitra.de aliatamenan-aas rv-
ebtm a arriares aJ8k aiistaAas,aasB*daaaf
eatlilf*' daayiellaarrxiegaaiae foi eiicahidado*
livaniaaf.aaaea (loatitalcade el it i*.-ouao
riaaadaaa eaatido aanexa 4 represeatacAo ; o qae
sasahaanTidaa t lgaaaa ccaaUatue ana 8aecao da
lei.
Uraa reMMou ja* 4aaa.....Kii iiaaaii na lis-
tadaaharaaaavaaanekHBa^4VanaaB^aaaitOEea, que
nao consta fossem eliminados do alistamento pelos
juizea a quem a lei incumbi ou deu taes attribui-
cOi'S. Se taes nomea tivessem sido incluidos na
lista, como indspensavel, venficar-se ha a di vi-
ajo da Ia scelo eleitoral da freguezia do Poco da
Panella por conter numero de eleitorea superior a
0.
Re-ultou ainda que, pelo eaame-prooedi lo 4 re-
querimeotj do Dr. Jos Novaea de.Souza Carva-
iho, qae se cha por certido annexo repieaea-
taco, verificou-s* que nao foram encontrados no
archiva da pessoa cacarregada como escrvao do
aisstamento, os procesaos relativos ao a'istamento
de diversos individuos que figuram na lista da cha-
mada, e que, alai de nao exisUrem ettem procs-
eos, pao se acnam seus nones inclui-os no regis-
tro de 1881, nem nos editaes que foram publieados
por occasio das revisoes elei:oraes posteriores que
a commissao pode examinar edeates individuas
votaram na eleico provincial, Alneito liand> ira,
Artliur Silva, Jos Emilio Oyaneiro de Atwiquer-
que, Manoel Rosendo de Albuquerque, Liberato
Gome* de Soaza, Pedro Antunes Ferrera, Jos;
anei da Co>ta, Juvino Baadeira Fdho Manoel
.Jos Mouteiro Sobriuho ; 1 aeceo da freguesia-
do Poco.
Com relaco ao facto articudado na reelamaooi
de que existem individuos illegalmente alistados,
japorque turan atteudidoesemserpelosineiosregu-
lares do recurso estabelecido e determinado por lei,
j porque nao reun um as cuadicoes para serein
considerados eleitorea, sondo entretanto admitti-
dos com documentos e attestados falaos, cabe em
tal caso proceder-se como preceitua o 21 do art.
1 da lei n. 3,122.
o A sen'enea condemnatoria, diz a citada lei,
passada em julgado, que-nos termos do art. 29,
*i da lei n. 3,029, reconhee r a falsidale doa do
cunnentos que tiverem induzido a incluso de al-
gum cidado no alistamento, ou que declarar que
essa incluso se fundou em documentes nao admit
tides pela lei, como prova'de capacidade eleitoral,
knporta a eliioinacan do cidado assioa aliatado,
pelo que e o puder judiciario poder decretar -es-
sa eminacilo, podeado apenas a nsaembla pro-
vincial deocoutar os votos de toe eleitorea didato iniis votado.
E attondeudu que nao podem sor causidpradoa
eleitorea os individuos cima meuciouados, cajos
processos eleitoraes nao foram encontrados no car-
torio, nem seus nomea se. aubain contemplados no
registro ide 1881,'nem no* editaes as reviaoee an-
nuaes procedidas era 188> a 1884 publicadoino
Diario de Pernambuco de 3 e 4 de Novcmbro de
1882, 27 da Fevareiro, 29 de Novembro e 19 de
Deaenrbro de 1883, 7 e 28 Considerando que tambem uno podem< ser .con-
siderado- ilcitores os cidado* Fraaklin (Velloso
da Silveira, Joo de Paula N#ry Jos Joaquim
Dias Fernandes Jnior, porquaato. embora tivea-
ein'.reqnerid seu innatamente cn> Seteabro de
1883, nao foram mandados alistar, como se verifi-
ca do edital pnb'icsdo em '29;de Noveabro de
1883, sendo que nao intenpozerain recurso contra
aquellas decisoes, nem raquereram a sua incluto
na reviso de 1854, valo que taes nomes nao se
acham nos editaes (.ubiieados no mesmo Diario
de Pernambuco de 7 e 88 de Outubro do dito
anno de 1884;
Considerando ainda que, quer sejam annulladasi
ditas eleicoes, quer sejaidescontados os votoaiao
candidato mais votado 'nellas ou no districto om.
numero igual ao dos individuos que votaram nao
sendo eleitores, e, at ohmio os .votos des indvi-
viduos cima referidos, saane qualquer dos candi-:
datos diplomados numerosa votos superior ao quo-
ciente, e, portento, nouafluindo no resultada la
eleico, urna vez que ambos os caaxHdaCoaishio
*JatomiqiM^4aahypotoeeao e
Conaiderd,-fiB*lente, que.aadeaausallega*
cues das rvclamacors nao esto devidamento pro-
vudae:
E' a commissao de parecer que sejam-twconae.i
idos'.(reputados i os Drs. Joo do> liego Barros a
Jase Mara'de Albuqueoque'Me lo.
Se}nnda'eleioo.---Contra a segunda-eleioo foi
ainda a presen toda, urna oatra reelamneo raiativa
2" seceb do Poco.
Allega-se a nullidade dessa ido admittido aim mesario que fez parto da pri-
meira eleico: 'Goneta da i respectiva acta ejuc
nao tendo comparecido o mesarte Rima, na hora
do coidccj do trabalbos foi,'Suastitoido, e que
superior ao quociento os Drs. J.iao do R
go Barros
commis-
|2 eleico,
e Jos Mara de AlbuquCi'qu-'Meo, aos quaes a
junto aptiKid)ra"<>xpedio os tespectiivoe diplomas ;
mandando o presideute da junta proeeder a se-
gunda eleiyo cutrd os dous cidaJa,.s que se se-
guiram em votoa quellea, que sao oa Dra. Jos
Zeferin) Ferrera Velloso e Maxmiano Lipes Ma-
chado, cjrao consta da acta da aputaooj
Contri a valdale daa elaices do referido dis
tricto foram apreaentadas duas recl tmatea : urna
exclusivamente referente 2* eleico da 2a seceo
do Puco da Pauoil, eoiUrcontra as eleiooea das
duas seccSea da memw feagutaia do Pot;j e da da
Vanea.
Com rclacab primeira reclamacao
sao della tratar qaanrte ee occupjr da
urna vez que nao affecta a primeira.
Alio-ase na outra reclamacao o seguate
1 que aaa listas pelas quaes se fes chamada
dos eletores daquellaa freguezias figu
de pessoas que nunca req.ierer.im sua incluso no
alistament ; de outras que nao obstante o -terem
requerido, nao' foram mandadas alistai ; e final-
mente de outras pessoas que sendo desattendidas
foram posteriormente seus nomes mandados in-
cluir no alistamento por meio irregul ir e fora do
praso legal.
2 que deixaram de ser incluidos na liste da
chamada nomes de eletnros que nao foram ainda
eliminados.
3 que a p-.-asoa encarregada do alialamento e
dachami da, nao cscrivo.
4* que a lista da chamada nao toi organisada
pelas copi. s do alistamento, mas peles livros de
tales dos ttulos dos eletores.
5 que nao ha registro do alistamento Idas revi-
soes posterim-es ao Io alistamento de 1881.
6* finalmente, que no alistamento da revislo de
1884 se acham ames de individuos notoriamente
oonhecidos como analphabetos, de posse de ttulos
e votando como se soubessem 1er e escrever.
Examinada a representaco e mais papis que
lhe foram juntos, reeonhece a commissao que a
falta do registro do alistamento e a incompeten-
cia da pe:-soa encarregada delle como escri ?o,
podem dar lugar a ser o mesmo alistamento annul-
ado peina poderes competentes.
A lei eleitoral de 9 de Janeiro de 1881 exige
imperativamente que o alistamento seja registrado
por tabelliao publico, em livro para esse'lim forne-
cido pela Cmara Municipal, aberto, encerrado,
numerado e rubricado pelos juizes de direito as
comarcas oude tiverem a seu cargo o preparo e a
definitiva organisaco do alistamento, devndo o
registro ficar concluido no praso de 30 (lias -eon-
tadoe daquelle em que os tabellies houverem re
cebido acopia do alistamento, tendo este trbalho,
por *ua importancia, preferencia a outro qualquer:
art. 6 8 10 a 13 da lei n. 3,029 de 9 do Janeiro
de 1881. E' pero registro qne se torna conheoido
o ehitorado permanente facilitando a fiscalisaeo
necesaana a trabarnos desta ordem e por onde
aave-*er extrahidaou crganisaoa alista da eha-
da- dos eletores, come expresso no art. 138
do decreto n. ^213, de 18 de Aguato de 1381.
comparecendo depois reebunando o seu rugar, o
substituto nao qniz cdelo, resolvendo a mesa
ao o ssdmittir,1 fundando se, para iato, no art. 136
dordecreto n. 8.213.
iDiaem os reclainaates qua ate artigo nao pode
ter applicacao hypothese, visto que refere-se
aoi tasan em que os metariot duxam >de compare-
eir inatallaco-da mesa; eattetanto que o mesa-
rlo Roma-assistio lostal'aci e fez parle da.me-
sa da pr meira rleic), devendo por iato servir na
Mi.
Parece coavaisso que nao tem procedencia a
reelamacio, pirque, o quo rege a especie art.
135 do citado decreto, que determina o modo pelo
qual devem ser substituidos os m--mbros da meza
em' caso de impedimento, durante o* trbala je da,
eleico.
' A lei irjeuroi garantir o mais psssivel a orga-
nisaco (La mezas eleitoraes, determinando qu s
podem ser substituidos bous legitimo* membros de-
pois de rocebida partieipaco de nao poderem
comparecer, ou depois'das duas horas di tarde, no
ciso de nao ser ella feita.
Mas verloada a substituidlo, o mesario sb-
ete de, Carvalho, porque a cdula apenas con-
tinha Leoncio de Carvalho, e 11 voto ao
Dr. Luiz Joaquim Dflque Estrada Teixeira, por
vir urna cdula escripia em papel atnarelo,
em utra yinha o nomeJoaquim Luiz Duqu1
Estrada Teixeira, e as outrasDr. Duque
Estrada Teixeira. .
A' pagina 401 dos meamos annaes l-se outro
parecer da primeira commissao mandando contar
ao Dr. Bellnrmino Correia de Oliveira um voto
apurado em separado por cantar o augmento de
Aadrade. A' pagina 409 ainda se l oatro pa-
r-teer da mesma eoinaaisso mandando eonter ao
Dr. Augusto Olympto Gimes de Castro 84 votos
que obteve em urna parosbia com o ame de
aa-^Iympio Augusto Gomas.de Castro.
Pansa ainda a commiaso ve devam ser eonta-
dok ao Dr. Jos aterno Ferrera Velloso os 3
aso* apurados eu**eparado, seado 1 na aeceo
(aaanvledade por sea rfflllt*nr~ naa^.aaaatado e
foaWa- seceo do Roaario, tti declaraaa a acta o
motivo que determina eese procedimiento, nao sen-
do alm d'ste remettidas as cdulas a esta Assem-
bla com as respectivas actas.
Pelo que a commiss) de parecer que seja re-
conhecido deputado o Dr. Jos Zeferino Ferreira
Velloso, que obteve 576 votos, sendo assim o mais
votado des candidatos do 2 escrutinio.
Sala .das oommUsoes, 10 de Marco de 188).
Gomes Prente,Luia de Andrada.
11Mma e Eams.. Srs. membros da Aaavmbla Le
gslativa Provincial de Pernambuco. O cidado
eleitor Francisco Jos Guedeade L cenla, vem
perante esta ilustre Assembli representar con
tra a validade das eleicoes das freguezias do Poco
do Panilla a da Vanea, pertenceates ao 2- dis-
tricto eleitoral desta provincia, por se aobarem
radicalmente aullas, visto que tiveram por base,
nao as copias fiis d > alistamento d'aqoellas pa-
ro ciiias para a chamada dos eletores, porm sim
copias falsificadas, como paisa a.mostrar.
O reg.' n. 8,213, de 13 do Agost de 1881 no
art. 138 1' ineumhio aos juizes de direito a. ex-
tracto e a remeasa das copias dos alistamentes
paiciaes feitoa por ellos aos jais es 4a paa, pres -
lentes das musas eleitoraes, para a obamada d >s
eleitorea: porm ojuiz de direito d 5'district>
criminal desta .capital a que pertoacem aquclUn
duas freguezias, enxertou ou consentio aaaoaer-
tissum em ditas copias nomes do individuos que
nunca requereram a sua incluso nos alistamen-
tos dna sobreditas parochms, de individuos que
tendo requerido ao foram attendidos, e finalmen-
te, de individuos que, tambem nao acudo attendi-
dos, como consta, do respectivo edita! publicado
pda imprensa i Diario de Pernambuco de 29 do
Novembro de 1883), noa termos do art. 50 do cita-
do reg. n. 8,218, foram depois mandados illegal-
mente alistar, tura em virtude d; simples reclama-
c js contra o dispasto no art. 70 do mesmo regu
lamento e outro* por meio de recursos interpostos
fra do praso legal, isto quando as sentencas
de nao inclusa > o p idiain mais ser reforma fas
por terem paseado 03' julgado !
No priraeiro caao acham-ee os segwmtes ci-
dados ;
Alberto Bandeira, Artliur Silva, J.is Emili)
Cysneiro de Albuquerque,' 'Manoel Rozeudo de
Albuquerque, Liberato Gomes da Souza, Pedro
Aniuncs Ferrera, Manoel Frauoelino de Moura,
Jos Muoesda Costa, Jovno Baudeira FilliOi'Ma-
noel Jos Montniro Sobnnho, Joaquim Mena Car-
noso, Jos Joaqvim Das do Reg aajor, Jos Au-
touio de Mesquita, Antonio Aquilino da Silv Ri-
be.ini, Cosme de Abreu Maoedo e Joo Franeisco
dos Prazerea, o troz ltimos inelaidoa na list* de
chamada da Vaiaea eos outros na ds l*-seco
do Zoco; no segundo, os cidadios Jos Joaquim
fcliaa Fernaudee Jnior, Joo de Paula Nevts ou
Nery, lacluidos as lista de chamadatia Varzea, e
Freder co Velloso da Silveira, na da 2 secc* do
Poco l no'teeoeiro, os idadoe Pedrj Augusto de>
Aleantara, Jorge Guedes de Araujo; Maranoo
Joaquim inaUii da !< ecoiid, (Jei-iiian > Cromenco Pavo e
Manoel Eugenio da Gama Libo, incluidos na da
'iscoeao da dita freguezia do Poco ; e finalmen-
te no quarto e ultimo caso os cidadoa Antonio
Jdaaoel'lNuaes -Ucaueo. Malaquita Pernandes de
AmomyVieea'.e;0!audiiio Alves, Theodomiro Jo-
s de. Albuqoenrup, Hermenegildo Jos de Souza,
iin*liiidosjoaiili8ta>da chamada da 1* seceo, Vi-
cente Osear (HGau-a Duarte, Joo Godotredo de
Moora Gouaim, Jos Soares Cinto Correia Affon-
so Ferrera Bailar, Daniel Gamillo Tavares e An-
nio Jiartaouo de Souza Gouveia, incluidos na da
2a seceo da mesma freguezia do Poco.
Tndo isto est provado pelo documento juut >
sobn. 1, sendo qne os processoa qu- ro foram
cneoutrados uo sartorio, nao podiam tic forma al-
gama nelloeciatir, por<|unto us Jestseis prim ;i
ros idados-aoima nunsk-nados Haoea reqaere-
rum aua, qualilicnco, pois osrscus'romes nao se
acham incluidos no alistamento de 1881, o qual a:
aeua legaimeate registrado, nem nos* editaes das
reviso '9 segiiates, publicado* no jornal offieial
d>-sta 4de Novembro de 1882; 27de' Fevereiro,-2de
Novembro e 19 de Dezembro de 1683,'7 e'2* de
Oucubrde1884, os quaes pudero ser consulta-,
do.por esta illustre 'Assembl* para certificar-se
dtata verdnde.
O escndalo e a immoralidade foram anda
mais loage 6txa a> revisan do alistamento de 1S84
o eleitorado da i traguezia do Poca ficou constdc-
raim'Mit augmentado,"de "forma qu?, nao seudo
excluidos da lista da chamada os individu is obrep
ticiameuU ah iotrodutidos e nao sendo alterada
a diviso existente, tinhit de reunir-se ni la sec-
eo numero do eletores' superior a 250, mas isso
era contrario aO'preeoto do art. 95 do citado re-
gularaento; por tanto, desde que nao convrnbaaos,
liberac.s oovadiriso da paroehia, era neeessario
fazer desapparecer das listas de chamada nomes
deeleitores, que, bavia certeza, nao reelamariam
contra a auoa exclusa)
O juiz u'e direito do 5- districto criminal ene ir-
regou-se desto servico o eliminou ex-officio do
alistament') i da freguezia do Poy >, os segnintes
n 'iii"- :
Alcibiades Cavaloante de Albaquerque, Bonifa-
cio Maxmiano d Mattos,'padre'Jos Alves da
Costa Gadelha, Miuorvino Naoteriano da Silva,
TorquatO Henrique da Silva, Agnetlo Avelino
Coste, Apolinuno TavarJS de Araujo, Joe Lipes
Carueiro da Cuuha, Francisco Rodrigues do Pac \
Antouio Ayrea V<4loso,' Antonio Jos di Silva
Brasil, andido Gomes doa Santos, Franeisco de
stituido s pode tomir assento cedendo-Ihe o lu- i Paula Rodrigues estereelamou e votou, Ivo Cor
gar o substituto, te houver participado o motivo
de seu nao comparecimento.
Do mesmo modo o mesario que faltou sem psr-
ticipaco aos trabalbos da eleicAo e foi subetituido,
nao pode mus tomar asseu'.o na mesa.
A apuracao da eleico deu o seguinte resulta-
do : Dr. Maxiniano Lopes Machado 570 votos,
Dr. Jos Zeferino Ferreira Vellozo 537 e 3em
separado, Dr. Zeferino Ferreira Velloso 36, Dr.
Antonio Francisco Correia de Araujo i e Jos Ma-
rianno Carneiro da Cunha 1 ; expedtndo a junta
apuradora diploma ao primeiro.
A junta no entender da commissao, limitando-ee
a sommur os votos mencionados as differentes
authenticas nao deva com effeito sommar ao Dr.
Jos Zeferino Ferreira Vellozo, ainda que candi-
dato do 2 escrutinio, os votos dados ao Dr. Zefe-
rino Ferrera Velloso, porque assim procedendo
nao se limitava apuracao arithmetica de som-
mar.
O poder verificador o nico competente para
conhecer dos votos apurados em separado por tro-
ca, augmento ou suppresso do sobrenome, ou ap-
pellido, e para isso determina o 147 S 4" do
citado decreto que a cdula e involucro sejam re
mettidos quelle poder.
Pensa a commissao que devem ser contados ao
Dr. Jos Zefcriuo Ferreira Velloeo os votos da-
dos ao Dr. Zeferino Ferreira Velloso, sendo 32
na freguezia de S. Lourenco e 4 na 2* secco da
freguezia da Boa-Vista:
1." porque na 2" eleico s podem ser votados
os cidados que na 1 eleico tiverem obtido maior
numero de votos depois dos eleitos, e por isso ten-
do o Dr Jos Zeferino Ferreira Velloso, um dos can-
didatos que foi mandado a 2' escrutinio, evidente-
mente aquel les votos sommados ao Dr. Zeferino
Ferreira Velloso lhe v ertencem.
2." porque nao crivel que recahindo a votaco
dos eleitorea conservadores da freguesia de S.
Lourenco no Dr. Zeferino Ferreira Velloso, se
possa attribuir tal votaco a outro que nao o can-
didato desse partido, Dr. Jos Zvferino Ferreira
Velloso.
3. porque, ae existe outro Zeferino Ferreira
Velloso, conhecido por vigario e nao se lhe d o
titulo de doutor.
4. porque os precedentes estabeleoidoa, quer
na Cmara dos Deputados, quer n'esta Assembla
em casos idnticos, autorlsam este nodo de enten-
der da commissao.
Assim que pagina 55 do lo volume do* an-
naes de 1881 a 2." commissao de poderes da C-
mara dos Deputados mandou contar um voto
aparado em separado ao eonselbeiro Cario* Leon-
reia Lina Wanderley, Joo BaptisU do Reg),
Joo Francisco da Luz, Jos Gabriel Ua Costa,
Manoel Carneiro Rodrigues Campello, Manoel Jos
de Lima, Jos Cecilio Lia*do Albuquerque, Joo
Felippe loa Sauts e Manoel Fraucisco Monteiro,
contra o -lisposto no art. 41 do citado regulamento
e por conseguinte sem que te9sm taca eliminacaa
publicadas, noa termes do art. 47 do mesmo regu-
lamento.
Ainda prova a falsidade das lista: pelas quaes
se fez a chamada dos eletores, a acta da eleico
da 2a aeceo da freguesia do Poco, procedida no
dia 16 do mes 'prximo fiado, em cuja acta se
encentra um trecho d'utna certido passada pelo
escrivo do alista ment, declarando ter organisado
listas de chamada nao pelas copias do alistamento
porem sim pelos livros de taloes do ttulos de ele-
tores, como se fosse acreditavel, quando ji nao
fosse Ilegal, que somente com os dzercs daquelles
livros e que sao os que veem mencionados no art.
56 do citado regulamento, podesse satisfazer aoa
demais requisitos que devem constar das mencio-
nadas listat e que all nao poderiam ser encontra-
dos !
Todas eatas falsidade* e irregularidades, Exms.
Srs. devem correr por canta do predito juiz da di-
reito, o qual, nao satifeito de abandonar o seu es-
crivo para por a cargo de um escrevente jura-
mentado do escrivo privativo do jury um to im-
portante servico publico, entregou-lhe mais o tra-
balho da organisaco das listas de chamada, subs-
crevendo-as sem examinar talvez a tua proceden-
cia !
Exms. Srs., se fosse mais escrupuloso o juiz de
direito do 5 districto criminal, se nao quizesse su-
bscrever urna falsidade, como fez deveria ter man
dado concertar asustas orgaasadas pelo seu illegal {
escrivo pelo tabelliao encarregado do registro gu
ral do alistamento, e assim evitara que essa m-
moralidade sem qualificativo tivesse tido legar.
Alem d'isso, na fre uezia do Poco nao ha eleico
regularmente feita, os cabalistas liberaes que alii
dominam, teem dous e mais ttulos de um s eleitor
de forma que.quando o verdadeiro eleitor nao com-
parece, fornece um titulo e urna chapa a um ter-
ceiro e este vai votar pelo eleitor sem que os con-
servad* res posaam reclamar contra isso. porque
es'oalli em minora na mesa, sem garantas, e
cercados de individuos capazos de todas as vio-
lencia* !
Para cianprovar esta verdade baatava comparar
as asignaturas dos eletores escripta no livro
destinado para essefim as eleicoes com as asigna-
turas existentes nos autos e Kvros archivados no
car torio.
Exms. Srs., o alistamento da freguezia do Poco,
com pxcepco do organisado aos dous anuos pri-
meiros, est totalmente viciado, nelle acham-ae in-
cluidos individuos que nunca residirn na fregue-
zia e analphabetos notoriamente conhecido*, como,
alm de outros ,p dem ser mencionados os seguin-
tes : Manoel Alexandie, Jos Felippe da Fonse-
ca Taborda e Nicolao Duarte da Gama, alistados
eletores en 1884 e que nao o seriam e quando
fossem, nao receberiam ttulos para votar se o so-
bredito juis do direito cumprisse o en dever, se
entregasse es ttulos aos proprios eleitorea e os
obrigasse a assignaremos seus nomes aos proprios
ttulos e a pasaarem recibos da entrega delle* ;
mas aquelle juiz, se nao concorreu directamente
para essa fraude escandalosa, esqueceu pelo menos
a dispoate&o do .art. 60 do citado regulamento, o
que prova inda mais o tacto de comparecer no
dia 16 da mes {Masado na 2a aeceo do Poco, An-
tonio Fraaeisco Guedes da Trindade, vafeando, aam
um titulo que nao estaca por alie aatignado.
Em vista do exposto, espera o supplicante que
esta illustre Assembla, attendendo ao requerido
e fazendo vir a sua presenca os demais documen-
to* necessarios para estudar esta importante ques-
to gujeita ao seu exame e approvaco, defira na
forma requerida para que nao seja com o seu vo
ridictum sanecionada urna immoralidsde, ou antea
ui crime qu* dever ser seyeratnaute punido.
E.R.Mce. Beof,2 de.Marco.de 1886.-Fran-
cco Jos" Guedes de Laceria.
Certido do. tlieor verbun /id verbum de diversas
pocas dos autos df auloamento de pctic&o do Dr
Jos Novaes de Souza Carvalho.
Antonio do Burgas Ponce de Len, escrivo interi-
no do civel e ciime da comarca do Recite, em
virtude da lei, etc.
Certifico que as pecas de que trata a presente
sao do theor seguinre :
Petico
Illin. e Exm. Sr. desembargador juiz de di
reito do 5o districto criminal. O bacharel Jos
Novaes do Souza Carvalho, eleitor da paroehia da
Boa-Vista, a bem do seu direito poltico e doa in-
teresses da justica publica, vem respeitosamente
requerer a V. Exc. ae digne de com urgencia pro-
ceder a um exame minu lioso no cartorio do escri-
vo a cujo cargo se acha o archivo d >s papis re-
lativo! ao alistamento das paroubaa do Poco, da
Varzea e Sao Lourenco dos anuos de 1883 e 1884,
atim de-verificar ae ah se acham ouno archivados
os processos do prova de renda que para a sua in-
cluso no i alistamente3 dessas parochias produzi
ram varios cidados, cujos'nomes apresentar no
aeto do exame sobredito, umodiii i intimar para
assistir a elle o Dr. promotor publico competente.
Nestos termos pede a V. Exc. deferimento e
aspara receber merc, digimndo-se marcar dia e
hora para tal fin.
Recite, 4 de Fevereiro de 1837.Jo Novaes
de Souza Carvalho.
Estova iuutilisada una entampilha de 200 re.
Despacho
Seja presente -io substituto.Recife, 4 de Fe-
veieiro de 1886.Joe Maaoelde Freitas.
Replica
o Illn. Sr Dr. juiz substituto do 5o districto cri-
minalDiz o bacharel Jos Novaes de Souza Car-
valho que, tendo o Exm. Sr. desembargador juiz
de direito do 5 districto criminal declinado para
V. S. o exame requerido na petico retro, veem re-
querer a V. S. seu deferimento, diguando-s; iu-
meir poritoa que procedan) dito exame e marcan-
do dia horaein que lie d'.va ter lugar, fazeudo-
se para tal fin as precisas notificacoes. Espera
reeebcr merc.
Recife, 4 de Fevereiro de 1886.Jo* Novaes
de Soma Carvalho.
Despacho
Autoada, proeeda-se ao exame requerido, inti-
mado o escrivo da que trata a petico retro euo-
ineio para piritas OS UrB. Gaspar do Drummond
Filho e Eduardo de Oliveira, atim de amanh s
lO.hovas procederem ao exame tequerido.Recife,
5 de Fevereiro de 1886.Alves da. Silva.
Quesitos
1* Foram aprsaeatados para sorcm neate acto
examinados, o prseessas de prova de renda que
p:ira roeliuo de seus nomes no alistamento eleito-
ral da freguezia do Poco produziram os cidadoa
Alberto Bandeira, Arthur Silva, Jos Emilio Cya
neiro de Albuquerque, Liberato Gomes de Souza,
^edro Antunes Ferreira, Manoel Franeelino de
Moura, Jos Nunes do Canto, Jovino Bandeira
Filho, Manoel Jos Monteiro Sobrinho, Joaquim
Menna Cardoso, Jos Joaquim Ds do Reg Ja
nior, Anerico le Mattos Ferreira, Antonio Mi-
guel Eelicio da Silva e ^Jos Antonio de Mesquita,
-e na (M-Varze Antonio Aquilino da Silva RlbeS
*,tUoeiDdaAbeu Maaedo, oo Fiaociaco doa
laajlkanes?
2.o No caso afirmativo, qual a natureza da
renda que ditos cidados provaram ter para po-
derem ser.iocluid*a no dito'alistan'uto evquacs.as
datas'em que foram definitivamente aristados ?
:i.o. Ha .tn icios de vieren ido os primitivos
pnoeasso* substituido* peloque foram. ueste acto
exhibido ?
-L Aclwm-*e preentea para serem .tamben
examinados os procesaos da prova Je cenia que
. produzii'.iai oa cidaiioa Miriauo Joaquim de
Saut' Anua, Pedro Augusto de Alcntara, Vicente
Claudino Alven, Hermenegildo Jos de Souza,
Jorge Guedes de Araujo, Theodomiro Jos da Al
buquerque, Antonio Manoel Nunes Bianca, Mala-
quias Fernandes de Amorin,. Ceciliano Coonaucio
Javo, Joo Qodofredo.de Moura Gondim, Fi>eda
rico Velloso da Silveira, Daniel Gamillo .lavares.
Vicente Osear Duarte da .Gama, Affouso Ferreira
Uattar, Antonio- .Vlariaii)de irnz i Gouveia,. Ma-
noel Eugenio da Gama Lobo, Jos Soares Pinto
Correia, Joo de Paula Neves, para serem alista
dos na freguezia do Poco. Fraucalino Jos Car-
neiro,. Ignacio Bozerra da Luz, Joo Jos de. Lu -
cena, Jo= Francisco di Coate, Luiz Francisco
Navarro Lius, Sebasto! Antonio de-Mello, Ma-
noel Theot'onio Moreira Je Smz-v na freguezia de
>o Lourenco da Matta; Candido Goncalvea Tor-
res, Pedro Goiicalva Torrea, Joo de :aula. Ne-
ves, Jos Joaquim Dias Fern ndes Junicr, na fre-
guezia da Varzea.
< 5.a No caso adirra ttivo ao qusaito retro qual
a renda que provaram ter ditos cidados para po-
derem ser incluidos om oa alistara utos dae pr-
ditas freguezias ?
ii." Existem em toloa oa procesios da prova
de tienda exhibidos attestados .jurados declarando
precisamente a residencia de cada um doa ci la
daos m;aeionados na qeeiit) 4 ?
7." Ea> quedatai fitnn alistados os meamos
clado3 e quando foro n taes decisoes publicadas
por editae. ?
< 8. No caso de na.) teiem sidoniista bsalguns
dos cidados referidos, dos autos consta ter. m el-
le recorrido dessuadecisoes e.ueste caso tiveram
provimentoos seus recucaos) em que data e por
quem ?
Recife, 6 de Feuereiro de 1886__Jos Novaes
de Souza arvalko.
Eatava iuutiliaiii um i isla aoii 2i rs.
' Primeiro eramo
Auto de exame.Anno do Nascimento de Nos-
ao Senhor Jess Christo de 1886, nesta eidade do
Recife aos 11 de Fevereiro do dito anno, em o so-
brado n. 11, Io andar, ra do Duque deCaxiaa,
onde funceiaua o escrivo do alistamento do 2o e
5o districto criminal Jos Joaquim Dias do Reg
Jnior, ahi presento o Dr. juiz substituto di 5
districto criminal Francisco Alves da Silva, co-
ntigo escrivo de seu cargo abaixo assignado, o
Dr. Jos Novaes de Souza C.rvalho, presentes os
peritos Drs. Eduardo Augusto de Oliveira e Jos
Alves de Lima e Dr. segundo promotor publico
Manoel Clementino de Oliveira Escorel, ahi tam
bem presente o respectivo escrivo do alistamen-
to Jos Joaquim Dias lo Reg Jnior, declarou
este que de prompto nao podia apicaeutar os pro
cess.'S exigidos porque demanda de grande tempo
as buscasdeetes proceBses e que teude muitoe ou-
tros servicoe eleitoraes ordenados pelo Dr. juiz de
direito pode apenas dando busca cm alguns mas-
aos encontrar dezeseis processos que esto promp-
tos os quaes sao es seguintes : de Pedro Goncal-
ves Torrea, Jos Soares Piuto Carino, Hermene-
gildo Jos de Souza, Joo de Pabla Neves, Ante-
nid Manoel .'unes Branco, Theodomiro Jos de
Albuquerque, Vicente Osear Duarte da Gama,
Vicente Claudino Alves, Malsquias Fernandes de
Amorim, Daniel Canillo Tavares, Alfonso Ferrei-
ra Ba tar, Antonio Marianuo do Souza Gouveia,
Godofredo de Moura Gondim e Antonio Miguel
Felicio da Silva, seudo que o nomo de Ainerico
de' Mattos Ferreira menci .nado no quisito que foi
apresentado nao acha-se incluido no alistamento
cono eleitor, existindo apenas o requerinento.
Americo Leopoldo de Mattos Ferreira nunca foi
incluido no alistamento de 18811 O peticionario
Dr. Jos Novaes de Souza Carvalho en vista da
declaraco do Sr. escrivo do alistamento reque-
ren que fosse mand ido apresentar todos os autos
de prova de renda existentes no sea cartorio das
freguezias do Boao da Panella, da Varaea e de S.
Lourenco correspondentes aos anuos de 1883 e
1884 atim de se proceder em vista d'clles o exame
requerido visto qu^ o Sr. escrivo j teve tempo
suffieiente para exhioir os ditos autos, e sendo
ouvifo o eserivo diese que tam os autos em urna
completa desorden conforme oa receben nao tendo
ainda todo o tempj p.ra org*nsl-o, por issi a
mesma difficul lado existe em apresontol-o. O pe-
ticionario Dr. Jos Novaes de Souza Carvalho re-
queren que em vista da d claraco do Sr. escri-
vo, de dmeuldade por este apresentada para que
se proceda ao exame con a urgencit requerida e
reclanada pelos luteresse* da juatica e eabendo o
supplicante que oa denais autos nao existem no
cartorio pedio que o Sr. Dr. juiz procedesse a urna
busca minuciosa em presenca dos Srs peritos no
cartorio, afim de se verificar que acaba de af-
firnar, sendo essa busca essencial e garantidora
do* interesses da justica publica, cujos intereases
devem ser defendidos pelo orgo d'ella presente a
esto acto, o que tudo ouvido pelo juiz ordenou que
junio 0 exame ao3 autos lhe fossen conclusos.
Nada mais havendo, deu-se por findo o presente
auto, o qual sendo lido c achando conforme todos
aseignam con o juiz, do que dou f. Eu, Antonio
de Burgos ?once de Len, escrivo o escrevi.
Francisco Alves da Silva.Jos Novaes de Souza
Carvalho.Eduardo Augusto de Oliveira. Jos
Alves Lima.Dr. Manoel Clementino de Oliveira
Escorel Jos Joaqun Diae do Reg Jnior.
Segundo exame
i Anno do Nssciment* de Nosso Senhor Jess
Chiieto de 1886neeta eidade do Recife aas' 18 de
Fevereiro do dito anno em o sobrado n. 11,. 1 an-
dar, ra do Duque de Caxias, onde funeciona o
escrivo do alistamento do 2 e 5o districto crimi-
nal, Jos Joaquim Das do Reg Junisr, ah pre-
sente o Dr. juiz substituto do 5o districto criminal
Franeisco Alves da Silva, comigo escrivo de seu
cargo abaixo assignado, o Dr. Jos Novaes de
Soasa Carvalho, presentes os peritos Drs. Eduar-
do Augusto de Oliveira e Jos Alves Lima, o Dr.
segundo promotor Manoel Clementino de Oliveira
Escorel e o escrivo do alistamento Jos Joaquim
Dias do Reg Jnior, o cidado Olympio de Hol-
landa Chacn .sendo presento pelo respectivo es-
crivo do alistamento os procesaos que foram en-
contrados, ptssando os peritos a procederem o
reepectivo exame, reapaadem :
Ao Io queero, qii" toi snente apr.-entado o
processo de prov* de r.-uda da Antonio Miguel Fe-
lino da Silva; ao 2", que a natureza da prova
proiuzida pelo mesmo Felico da Silva, foi de ala-
gue! de casa, seudo elle definitivamente alistado
por despacho de 21 de Abril de 1881 ; ao 3, ne-
gativamente ; ao 4, que foram apresentados todos
os processos de que trata este queaito, com excep-
co, porm, dos de Joo de Paula Nevis, Jos
Joaquim Dias Fernandes Jnior e Frederico Vel-
loso da Silveha, sen te que a reapeito deste ultimo,
foi apenas apresntada urna petico reclamando a
expedico do 3"U titulo, com o seguinte despacho :
informe o escrivo, datado de 22 da Setenbro
de 1884; ao 5o, que a prova produzida pelos ci-
dados especifica loa no quesito anterior foi de .lu-
gueis de casa, excepto a produzida pelo cidado
Candido Goncalve3 Torres e Pedro Gqncalves
Torres, que foi de industria e proaaso ; ao 6o, af-
firmativamente ; ao 7o, que os cidadoa Antonio
Mariano de Souza Gouveia, Daniel Gamillo Tava-
res, Viente Osear Duarte da G.- ma, Jos Soares
Pinto Correia, Antonio Manoel Nines Branco, Ma-
iaquiae Fernandes de Amorim, Vicente Cl nidio o
Alve8, Joo Godofredo de Moura Gondim, Affonso
Ferreira Baltar, Theodomiro Joa d'Albuquerque,
Hermenegildo Jos de Souza, Pedro Augusto de
Alcamara, Jorge Guedes de Araujo, Claudino Joa-
quim de Saut'Auna, Ceciliano Cr)me3Co Pavo e
Manoel Eugenio da Gama Lobo, nao foram inclui-
dos no alistamento por despacho de 25 de Outubro
de 1883, e teudo ellea reclinado en data de 20 de
Dezambro do me3no anno, contra tace deeieoee,
foram ellas aindn desattendidas, a excepeo de
Manoel Eugenio, Ceciliano Cromencio Fato, .Ma-
riano Joaquim, Jorge Guedes e Pedro d'Alcanta-
ra, que foram mandados alistar na mesma data, e
quanto aos eletores Manoel Theotonio Moreira de
Souza. Fraaklin Jos Correia, Ignacio Bizarra da
Luz, Joo Jos de Lucena, Jos Francisco da Cos-
ta, Luiz Francisco Navarro Lins, Sebastio Anto-
nio de Mello, tendo sido as suas provas de renda
julg-adas-improcedeutosein 20 de Outubro de 1883,
toram em virtude de reclamacao de 4 e 5 de De-
zembro do mesmo anno, julgadas procedente*
aquellas provaa e mandados alistar em 14 de Ja-
neiro de 1884. Joo de Paula Neves,-foL definiti-
(vamat* aiUtado ,ut ftaguesia do Poco em 6 de
Outubro de 1882, e Candido Goncalves Torres e
Pedro Goncalves Torres, em 30 de Setembro de
1884, ooino transferid os da paroehia do Afgadoe
.para a da.Vaczea, .ii.n<*u*taudj da prova certi-
do algama de torca sido pu,b ieado.-. os respecti-
vos editaes x ao 8o, que o cidado Vicepte Osear
da'Gama Duarte, recommdo em 17 de Janeiro de
18841 e Antonio Manoel Nunes Branco, em 11 do
mesmo mez aoanno para o Tribunal da Relaco^alo
despacho que fia nao .mandou alistar, foram pelo
juiz de direito alistados em 18 de Janeiro do,mes-
mo anno, sendo que tambem usaram do mesmo re-
curso em caso idntico Joo, Godofredo de Moura
Goudim, en 9 de Janeiro o prvido pelo juiz de di-
reito em 19 do mesmo mez, Malaquias Fornandes
de Amorim, Jos Soares Pinto Correia, Vicente
Claudino Alvef, Afionso Ferreira Baltar, em 25 de
Janeiro do mesmo anno, Theodomiro Jo8de Al-
buquerque em 20 do mesno mez, sendo prvidos
seua recursos pelo dito juiz em 28 do dito mez,
Antonio Mariau* de Souza Gouveia, em 28,e Da-
niel Cimillo Tavares em22 do mesmo mez de Ja-
neiro, c prvidos a 29 do mesmo mez, finalmente
Hermenegildo Jos de Souza recorrendo em 30 de
Janeiro do anno referido, fui seu recurso prvido
em. 11 de Fevereiro do meano anno.
Presente o cidado Olympio de Hollanda Cha-
cn, requereu que fosse admittda apresentar
quesitos refereutes ao exame de que se trata, e o
adiamentodo mesmo, o que ouvi lo pete juiz, inde-
ferio em quanto ao ai'.iam nt i, ficando..salvo o seu
direito de requerer o que fisae bem dos seus in-
teresses.
Nada mais havendo deu ae pir findo o presen-
ta exame, o qual sendo lido, af signa o juiz com as
partea presentes, Dr. promotor publico, c escrivo
do alistamento.
Eu, Antonio de Burgos Ponce d Lena, eacri-
vi, ascrevi. Francisco Alves di i'.v .Jo-
Novaes de Soasa Carvalho.Jos A e Lima.
Eduardo Augusto de Oliveira.Dr. \\ ... el Cle-
mentino de Oliveira. Escorel.Jos Joaqun Di 3
do Reg Jnior.
^Julg&mento
" Julgo por e^nteuca o preaente exime e man-
do que seja entregue a parte qua o requereu, fi-
eando traslado no cartorio; cuatas ei-c uiaa. Re-
cito, 23.de Fevereiro de 1836. Jos Maaoel de
Freitas.
Nada mais so continha en ditas provas aqui
fielmente transcriptas dos proprios originaos aos
quies me reporto. Suhacrevo e assigno. Recife, 2
! .Marco de 1886 O escrivo, Antonio de Bur-
gos Pono de Len.
(Estova sellada na forma d-. le).
Copia
Transcripco.Acto da segunda eleico de
deputado Assercbla Geral pelo 2o districto
eleitoral lesta provincia procedida na 2a seceo
da paroehia do Poco da Panella.
Aoa 16 dias do mea de Fevereiro do anno de
Nosso Senhor Jess Cbristo, de 1886, no corpo da
igreja do Monteiro da paroehia do Poco da Pa-
nella, edificio desiguado para os trabalbos eleito-
raes desta 2' seceo, ns 9 horas damanb reunida
a meza 11. i toral da primeira eleico conforme dis-
poc o art. i0 do regulamento n. 8,213 de 13 de
\gosto de 1881, expedido para execuco da lei
3,i'29, de 9 de Janeiro d9 mesmo anno, composta
do tenente-coronel Francisco Joaquim) de -Saza,
como presidente, e dos msanos Benjamn Attonso
do Reg Barro, Manoel do Nascimento Rodrigues
Frauca, tonente Joe .Ignacio Ribeiro Roma, con-
migo Antonio Jos Mendos Bastos, como secreta-
r o. e bem assim oa fiseaes Dr. Jos Francisco
le Go. s Cvale inte, por parle do coas jlheiro The>
doro Machado Freir Percira da Silva e Leopoldi-
no Cesar de Soasa Moraes, parparte do Dr. Jos
Marianno Carneiro da Cano, oceupanJo o presi-
dente a cabeceira da meza e oaedemais :atzanos
os aeus respectivos lugares, bm como os referidos
fiseaes, conforme dispoo o art 131 do dito regula-
mento, o presidente declarou quo a proceder-se
ae escrutinio da eleico do deputado Assem-
I lea Geral Legislativa que deve representar o 2o
districto elmtoral desta provincia de Pernambuco,
em virtude da deliberaco da tunta apuradora e
ordena do gverno imperial,' a mandando proceder
a chamada dos eletores no*, ter nos dos arts. 107
e 108, do citado regulameato pelo, mezario Jos
Ignacio Ribeiro Roma, deu comeco, aos trabalbos
dos recebimentos das sedlas i obervando-se as
disposteoes dos arts. 139 e 140 do mesmo regula-
mento.
Finda a votaco, aborta a urna qua conservou-
se fechada durante aquella, contadas as cdulas re-
cebidas e cinmassadaa conforme drpoe o* arto
146 e 141 do dito regulamento e acaando-se serem
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Diario dfc 9rnamhncA-(lliiiita^fteira II d Margo dfe V-H&&
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J
emnuaerol M .'.'> n i; i4 |, anatas
em s pa-vio prtase idi o n I* .80 r luas, pro-
ceden-s a aparado Ins metrnu se lu* obser -
vand >-se as preseripcoas do J do inesm art.
147, cleoos do que .rgauise Mita g ral 'le todjs
OS votos pela mw-in n-gninte : Dr Jos Ma
rianno Carneiro da Cuaba, U)2 v.itu h 4 ein sepa-
rado, sendo des'es o nrimeire por ni estar na
lista da chamada Domado 1 -.'r ir, uln obstante
Oseu tit'ilo exhibid i) t*b'<- t tnz i qaa veri ,u
pelo mesmo tifUa es'ar dito eleit/r qaatincadu no
BCtimo quarteiro o seg&a 1 i por nao uombin.tr o
nome da lista latli.mt titulo exhibido,
0 terceiro por nao estar o titulo assignado pelo
eleitor, o quaiti li % ., co istar que est
pronuncia lo, reqtter IWOt i do fiseil Dr Ge^
CavaJeauto ; c >u3'il>e i <> Theodoro Machido Freir
Peroira da Silv H *ot w li) ea i m lo
destes, 2 dos el-it res A u i lo Fre a de Carvalh >
e Arthur de Ab en o Li n t. por ser m pracas de
pret, quatra dos el'i' inu Flix Lour-nc de Frei-
tas, Daafel Ferreira Birros, Jo> esano de
Mell.) e Dr. Jo.- FruncHCo de Goes Cavalcante.
por constar de un', crtido do escrivo respectivo
nao existrem no csrtorio as autos referentes ao
alistunnito d'ique'lei el itores, constando entre-
tanto taes noines do liuro de talo s, p'los qiaesfoi
organizada a lista lachan ida nos eteicSes ltima-
mente procedidas, uro voto d>> eleitor Jos Goncal-
ves de Oliveira por t-r om oui i n eicio ante-
rior vot idj era sen lagar, c lafossan lo dito eleitor
nao hav t comparecida aquella eleicio e d'abi ha-
ver resultado duvi las sobre qaal d.dies seria o
verdadeiro eleitor, e mais o voto do Joaqun] do
Crino M<.ci--1 Monteiro, porque sen nome se acha-
va na lista da chamada por >oo do Carmo Maciel
Monten, e os do Francisco liaymundo de Carva-
lho e Joo Pedro da Faz, acusados de exhib rem
ttulos que nao lhes p rfenciam, sendo qu i os qua-
tr) votos tomad s fui separado, digo tomado- e
apurados ao candidato Dr. Jos Mariano Car
neiro da Cuuh, sao dos eleitores segnintes : Ivo
Correa Lins Wanaerley, MamrtM Francisco Xis-
to, Antonio Crueles da Triudade, tenente Frede-
rico Vello20 da Silveira, pelas raides j expostas
e na ordem em que torain mencionadas, nao sendo
esenpto em cada un a dutlas o nome do eleitor,
mas somen*.e mencionados os motivos pelos quats
foi, cada urna dellas tomado em separada, sendo en-
tretanto casas 11 sedulas apuradas promiscuamente
spos a apuracao das que foram r. cabidas emglo-
badamente, constando o nome dos eleitores que vo-
taran) cm separado das notas toma las por um do
mesarios, sendo a mesma lista immediatamente af-
fiada por edital na porta da igreja e mandada
publicar pela imprensa.
Pelo fis -al Dr. Jos Francisca de Goes Caval-
cante f ram apr-sentados i >us protestos e um
additamento contra a validan da cleico que se
proceda'n sta se-co, que sendo aceitan' pela mesa
aa forma da lci, fe::-se menguo na presante acta,
a mesa en loa bh iria contra protestou assignan-
do-se vincido o taerario Jos Ignacio liibeiro
R ma, por estar do necordo coai os protestos apre-
sentados pelo referido fiscal.
Termnalos os traba'hos as 5 horas e 3/4 la
tarde, aos quaes deitaram de comparecer os eleito-
res : Antonio Canil'o da Costa, Joao Anglada
Hyjo, Joao Chnsostomo de Oliveira, Francisco de
Lacerda Cavalcante de Albuquftrque, Germano do
Reg Nojoza, Joao Francisco Quedes de Lacerda,
Joao Polyearpo Honres Rosas, Joao Cancio Fir-
mino M nt-irj. Jos5 Do.ningues de Gusmao, Ma-
noo4 Jo.aq lim Fer.ira d i Silva, Romualdo Alvcs
de Oliveira, Jos Bruno de Lima, Manoc! Elias
Alves de Farias, Mano 'I Eugenio da Gama L)bo,
Ignacio de Sonza Xivier, Vicente de Oliveira
Barros, Jos Saares Pinto Corraia, Manoel de
Moora Eilwn, Francisco Fernandas de Mello,
Francisco Uomingues da Silva, Jos Monteim
Pessoa, J.ia Baptista de Castro e Silva Jnior,
Joajuim Fr.mci'co de Miranda, Manoel Alves de
Carvalho, Francisco Hermogenes Correia de Al-
buquerque, Manoel Henriques Coreiro, Joo Fran-
cisco do Reg Maia, Lauren:ino Antonio Ferreira,
Joo de Paulo Nevos e Msuoel.Joaquim do Reg
Barros ; lavrei para constar a presente acta de
cpnformidade com ,-. arf. 119 do mesmo regula-
mento, a qu.! depois de queimadas publicamente
as cdulas, exccp>j .s recebidas e apuradas em
separado i. 6 termas desse mesmo artigo as quaes
serao coDJunctamente romettdaa ao poder compe-
tente maudou o presidente que fosse,immediata-
mente transcripto no livro de notas a mesma acta
do tabeltio Manoel Franc seo Coelbo e cumpri-
das as disposico s do art. 151 do mesmo regula-
mdnto.
Eu, Au'.onio Jos Mendes Bastos, secretario,
o escrevi e assigno com o presidente e mais mem
bros da mesa e fiscaes. Francisco Joaquim de
Souza, presidente.Antonio Jos Mendes Bastos,
secretario, Benjamn Alfonso do Reg Barros.
Mauoel do Nascimento Rodrigues Franca.Jos
Ignacio Ribio Roma, assiguo-me vencido pir
estar de acord c m os protestos apresetotados
pelo Dr. Goes.Jos Francisco de Goes Cavul-
cant. Francisco Joaquim de Souza.-Antonio
Jos Mendes Bastos.Benjamn Affonsodo Reg
Barros. -Manoel do Nascimento Rodrigues Fran-
. c*.Jss Ignacio Ribero Roma, assigno-me ven-
cido. Conforme com o original do meu livro de
notfs ao qaal me reporto. Su'o'crevo e assigno.
Em testemunh da verdad.
Freguez a do P090 da Panella, Io de Marco do
1886.=0 tabelliao de paz, Manoel Francisco
Coelho.
Illms. e Exu3. Srs. Membrosjda AssemUeaPro-
vincial.Os abaixo assignados eleitores votantes
na s.'ccao do Mooteiro da purochia do Peco da
Panella vein perante Vv. Excs. reclamar contra a
validsde da segunda eleica 1 all procedida no da
17 de Fevereiro ultimo p illnstre Assembla, pelos motivos que passam a
eipr :
Correa o processo eleitoral na referida sessao
de nm nudo tumultuario, nao observando a respec-
tiva mesa muitas formalidades legacs e at vio-
lentando os dircitos dos reclamantes e de outros
eleitores que requeriam providencias a bem da
ordem e rcgularidade dos trabalhos, nao sendo au
menos permittid > o recurso legal que Ibes compe-
ta de fazerem chegar o seu protesto ao poder
competente.
Esta circuios ancia ce acha compovada pelo
documento incluso, que o protesto em original,
presentado mesa eleitoral no cornejo dos tra-
balhos e por ella despresado contra a expressa
determinacao da le e com surpreza, faltando a
promessa de que seria mencionado na acta e ap-
penso a respectiva copia. E tSo il legal proced-
ment s foi conhecido dois das depois quando a
un dos reclamantes o presidente fez outrega do
mesmo protesto, declarando em urna nota ter sido
elle apresentado, estando concluida a acta.
Mas esta bypothese inverosmil, por quanto
ainguem aguardara tal occi&io para oSerecer
protestos, dc-de que com a conc'usao da acta fin-
dam-se os trabalhos eleitoraes e dissolvida a
reunio da mesa. O referido protesto menciona
alguns dos vicios que se deram na eleieao a que
se allude ; e aind i entras faltas substanciaos al
1 egam os reclamantes. A mesa eleitoral da seceo
do Monteiro, no intuito de commetter maiores ar-
bitrariedades, consentindo at que votassem indi-
viduos com ttulos de outrem, aproveitando-se da
faltando mesario tenente Jos Ignacio Ribeiro Ro-
ma, para substitnil-o, nao consentindo que poneos
momentos depois de principiados os trabalhos elle
reaBSuqase seu lugar,-llegandd, conforme consta
da acta, isso oppor-se o art. 136 do Regulamen-
to de 13 de Agosto de 1881. Os reclamantes pe-
dem a attencao de Vv. Excs. para este incidente
srae s por si invalida todo o processo eleitoral. A
outrina do citado artigo por modo algum poda
roveitaf ao caso, pois se tratava de um mesario
j'ii: de pac ou immediato ou eleitor nom.-ado, que
ni > compareceu a organisaco 011 installacao da
m'sa querenio tomar assento depois de comecados
01 trabalhos da elec).
A hypDthese inteiramentc diff^rentf. 0
misario Jos Ignacio Ribeiro Roma nao s assis-
tio a installacao da mesa, como tambem funeei)
uou nella na primeira 1 leicSo do dia 30 de Dezem-
br >. P01 tanto nao devia ser privado d tomar
parte como mesario nos trabalb >s da segunda
eleieao, logo que se apresentou, embora fosse le-
galin'nte substituido. A perda de um direito nao
fe c nclue por deduccao, nem pode firma -
sicao de lei que regula caso diff-r-nte. Se
aem tem o poder de restringir a lei, tambem
a mngoem permittido amplala para attender
easos omissos.
Diz o art. 136 : So, na occatiao de reunir se
a mesa para os trabalhos da eleicio, comparecer
para tomar assento na dita in 3a alguns dos juizes
de paz ou immediatng, ou dos eleitores nomeados,
qie por se nao haver apresentado no acto da or-
(fanibacao ou installacao da mesma mesa ti.er
>io substituido, s poder tomar assento, c d n-
do-lhe o lugar o substituto, so houvvr participado
oa motivos nos termos dos arts. 100 e 108 com a
funecionoa na primeira el'ioJi. Logo, nio p 'd
sta dispisico pplicai-so a ella E sndo assim,
a me-a coutinuou tunecionando iilegaln-nt-, ra-
yendo parte della peasda incompeteut. E por
conseguate sio nnllos todos os seus traioalhos.
Em vista do expisto, os reclamantes prot -stam
contra a validada da referida eleieao ; p dem que
seja decretada a sua nullidad no termos do art.
129 combinado com o art. 181 e outrai* dpoi-
ra,,
o d,
toes do ct. Rg.' e lei de 9 de Janano 'do ni
anno.
Assim esperam os reclamantes, confiados na
recudi lesta Ilustre Assembi .
Recife, 2 de M .reo de 1886.
O bacharl Jo< Francisco d; Gin Cav ilcante
Tenente Jos Ignacio tibeiri Roa.
Antonio L iis da Costa W mierl y.
Joaquim M iximiano P Alfredo Garrett.
Jos Cesario de Mell 1
Rodolpho J. G de Lacerda.
Joaquim Jos de Saiit'Auna.
Frnuciseo Jos Guedes de La erda1
Joaquim I,naci da Costa.
Bacharel Halustiano Jos d'Oliveira-
J0S0 Ignacio Ribeiro Roma.
Anr 1110 Luiz do R-go Barreto.
Os cidadaos, abaixo ass ;nadob, elitores da
SeOyo do Monteiro da freguesia do Poflo da Pa-
nella, vm protestar coutra a eleicio qu< o acaba
de priceder na mesma seecio em 2* oscritinio
p r 1 um deputado Assembla Provincial, pelo 2
districto dcsta capital, fundados nos mo'ivos se-
guintes :
1." Porque, determinando o art. 15 15 da
lei 3.029 de 9 de Janeiro de 1881 que as el n -
coes deve.m comecar as 9 horas da manb do dia
para ellas designado, a de que se trata t*ve come-
90, sein motivo justificavel e justificado, s 9 1/2
horas, infringindo-se assim as citada disposi-
es; I
2.* Porque, s pennittindo o art 150 do de-
creto 8,213 de 13 de Agosto de ld81, qjie baixou
para execncao da lei n. 3,023 citada, aok eleitores
da parochia, districto d.i paz ou seecio Respectiva
apresentarem por cscripto e com sua aasignatura
protestos relativos aos act)H do processo: eleitoral,
o Dr. Jos Mananno Carneiro da Cunha que nao
candidato, uem fiscal doste ou eleitor da seceo,
tomou parte as diseusso 'S da mesa, perturbando
deste modo as suas decisoes que foram lodas pro-
feridas de conformidade com a sua vontade e mo-
do do entender.
Portanto, os abaixo assignados, roqoerem d^ie
timado o seu protesto se mande faser celia men-
cio na acta e appensai-o cata para >s efleitos
legaes.
Secc.lo do Mont'iro da fregoezia do P090 da
Panella, 17 do Fevereiro de 1886.
Jos Iguacio Ribeiro Roma.
Salustiano Jos de Olsvaira.
Antonio Lins da Costa Wanderley.
M .11 el Joaquim Pereira da Silva.
Joaquim Maximiano Pestaa.
Jos Cesario de Mello.
Francisco Jos Quedes de Lacerda.
Jos Bernardo da Cunba.
Joaquim Jos de Sant'Anna.
Ilenrique Cesario de Mello.
Arthur de Abreu e Lima.
Antonio Caetano de Oliveira Coragem
Joo Ignacio Ribeiro Roma.
Foi apresentado quando a acta j esltava con
cluida, e por isa 3 nao foi aceito.
Recife, 17 do Fevereiro di 1886. Costa Ri-
beiro.
-----------------SOCCt?-----------------
Banco de Crdito Real d Per
nambuco
Pane.ro de 18SG
ACTIVO
Accionistas 450:00000ii
London and Brazilan Bank, Limited 50:200*0 0
Caixa I 241*934
Emprestimos hypothecarios kOOOJXXX)
Valores bypotheeados 151:000*000
Letras hypothecarias 2 Aluguel do escriptorio 475*000
Deposito de admiuistracio e gerencia lii:OUO*00
PASSIVO
CapiUl
Deposito de pedidos hypothecarios
Emissao de letras hypothicarias
Garantas de hypothecas
Mutuarios em conta correte
Juros de hypothecas
CommissSo de adminstracao
Lucros r, perdas
Caucao de administraco e gerencia
5311:916*934
500:000*000
680*000
:000*000
li .-000*000
54*185
136*666
17*083
25*000
16:000*000
Tritiusal st. Jury ds Uecsfe Tove
h nit m ugar ueste tnbun I ojulgauent) d)8 reos
Gregori 1 Frsuvis 'o das Chasras escravo do tenen-
te-cor aiel Frailesco Joaquim de Sojza, pronun-
ciado no artigo 257 combinado com o artjo 34 e
no ar'ig 201 io cdigo criminal, e Jos Aveiino
dos Santos, pronuaotado no artigo 205 -do dito c-
digo.
D roGr-g>noioi defensor o Dr. Adolpbo Ta-
ci da Costn Cima e de Avelino o Dr. Olympio
Marques da Silva. mbos foram absolvidos.
Piolnnamcalo da ferro ia. ao **
l'ranclaro Dora em diaute, s tercas a sex-
tas f iras da todas as seminas, haver trens de
carga 110 pr ilongamento de. farro-va de S. Fran
cisco, oartindo dt Una ss 6 horas e 30 minutos
da manhi para chegar Canbotinho s 12 horas e
40 minutos da tardo e lo i'anhotinho s 6 horas
nutos.
O respectivo horario vai na seecio competente.
Tres facadas-Ante hontem, cerca de 9
horas da no te, pret Miden lo o guarda municipal
Manoel Ferreira dt Cruz entrar para a fabrica
Nova Hamburgo sem bilhete, f nisto obstado
pelo cabo Rufino da 5* estacao da guarda civ ca,
r que ali estava de servico.
lnsistindo aqu lie, o cabo o prendeu, e nesse ae-
11 tomou-Mt^atna taca ds pmta de que estava elle
armado, levando o em seguida paia a estacao. No
caininh ', porm, travou se um conflicto c o cabo
deu tres facadas no guarda municiptl.
O terido foi vistoriado pelo Sr. Dr. Carreiro da
Silva.
Qmnto ao seu offensor, foi preso pelo povo, e
recibid 1 uo xadrez da estacio competente.
sVerimento srra'e=No da 3 do c rrente,
em t' rras do engeuho Segredo, do termo de Ga-
melluira, um individuo de nome Jos Honorato,
app'llidado de Macaco, ferio gravemente com urna
ti.eada seu preprio cunhado de nome Victorino
Jos da Silva.
O delinqueute evadio-se.
assnsulnaloEm Palmares, 7 do corren-
te, um campoiii'i do nome Manoel de Barros, as-
sassioou nutro de noma Manoel dos Reis, eva-
dindo-se a pos o crime.
L.ail rao e deaertor A' 3 do corrente foi
preso em S Jos da Extrema, do termo de Ga
melleira, Salviano de Lima, quando condtuia nm
cavallo, que pouco antes havia furtado.
Depois de preso, e quando interrogado, confes-
sou ser deser'nr do 2' batalhio de infanturia.
Lyco de tre* v OfOcloaAcham se
abertas as matriculas para a aula de mechauica,
regida pelo engenheiro Domingos A Ferreir
Bastos, no Lyc > de Artes e Officios.
alela de Marco E" o ttulo de um peridi-
co que comecou publicarse nesta cidade na da-
ta que i.leinbra, 6 que a do anniversario da re-
volucao de 1817.
Diz so urna homanagem aos martyres dessa re-
volucao, e promette app .recer no da 6 de Marco
do cada anno.
Saudamol o.
I.anterna Haitica Pub'icou o o n. 44'
desta revista illustrada e hun oristica.
Dlnbeiro O paquete Pernambuco levou
para :
Cear 12:500*00(1
Propaganda liberal Com o titulo O
erro do Imperador acaba de ser publicado no Rio
de Janeiro o primeiro opsculo de urna propsgan-
da liberal, serie para o povo, escripto pelo Sr. Dr.
Joaquim Nabuco.
Ntlivraria do agente Sr. Francisco Soares
Quintas, ao largo de Saldanha ulariuho (antiga-
mente da matriz de Santo Antonio) n. 4, ha exem-
plares venda deste o,uscul i.
Agradece nos ao Sr. -Soares Quintas a offerta
que nos fez de um exemplar.
Heuiiid! aoeiaea- Ha boje as seguintes:
Da Com i.bia Ampfaitrhe, I lagsna s 11
horas do dia, para exame do coutas e eleicio da
nova como isso fiscal.
Da Cimpanbia de Edificacoes, ao mcio dia, no
1- andar do predio n. 38 da ra do Imperador
para votacao de um parecer.
VoageMe Mofato HaptUta, As 11 h Tas, na
ra do Buin Jess n 19, da pre lios.
Pelo agente Martin, as 11 turas, na ra de
Fernaades Visir* n 26, da movis, loucas, vi-
dros, et
Peo agente Brito, as 11 horas, na ra do Impe-
rador n. 15, de um sitio com casa no Porto da Ma
deira
Sabbado :
Peo agente Brito, s 11 horas, na ra do Impe-
rador n. 16, de dividas e predio?.
Pelo agente Gutmdo. as 11 horas, na ra do
Cominero 10 n. 2, ue dividas, movis, loucas vidros
e bebidas.
Mlaaaa fu liebres. -Serio celebradas :
Hoja :
A's 7 1|2 horas, no Carmo, por alma de Jos
Martins da Cruz.
Amanba :
A's 7 horaa, no Carm>, por alma de D. Arceli-
na da Ro-Ka Lima L>bo.
Sabbado :
A's 8 horas, 110 Terco, por alma de Rodolpho
Luiz de Mallo Sautos.
Paasateiro Sahido para o sul no vapor
Mandahu :
J. H. Qauss.
OperacOea cirarglcaisForam pratica-
das no hospital Pedro II no dia 10 do corrente
as seguintes :
Pelo Dr. Estevo:
Extirpico de tumor lipomatoso da mama.
ExtirpacJo de um tumor erectl da vulva, pelo
thermo cauterio.
Pelo Dr. Berardo:
Pupilla artificial reclamada por bernia do iris.
Lotera de Macelol'or telegramma re-
cebido pela Casa Feliz, sabe so que, na 18 parte
da 11" lotera cxtrahida em 9 do corrente, foram
premiados os seguintes nmeros :
Jos Bernardt Onhmo Altrfomdo J-
nior contina ao ex'rcicio t sua pronsso
de alvogvJi, o ple ser piocural. nn es
eriptorio de seu pai, ra 1. de Margo
n. 4, 1." andar, das 10 horas da manha
s 3 da tard .
Henrique MO^t. Ra do. Imperador a.
22, l.o andar. Encarreg*-se de questSS
as comarcas prximas as nhas frreas.
Dr. Oliveira Escorel, 2. promotor pu-
blico, tm seu e8'Tptorio de advogacii na
ra Primero de Marco n. 2.
Jos Bandeira de Mello advog.ad >
ra do Imperador n 37.
trovarla
Faria, Sobrinho & C., drogustaa poi
attacado. Ra Mtrqu^z do Olind n. -11.
Francisco Manoel da Soa <& C, 4p'>
sitarios de todas as Mpeoiabdades pharma
citicas, tintas, drogas, productos chimic?
e medicamentos hon'eonnti'-os, ma do Mar
juez Uo Olinua u 2o.
Herrarla a Vapor
Serrara a vapor e offi,cina de campia
de Francisco dos Santos Maiedo, caes de
Capibar3e n. 23. N'este. grande estbale
cimento, o primeiro da provincia a'osto ge
uero, compra-se e vende-si raal<'iras de
todas as qtialidadesy serra-so raadeiras de
conta all'ia, assim como se preparara obras
de carapira por ma mina e por preco3 sem
competencia.
32.9d5
22.357
34.442
29.179
2.566
103
1.429
9.963
10.668
17.073
24.807
26.684
27.59
30.048
2oq:noo*ooo
40:000 !.000
20:000*i KX
10:000*000
5:000*000
2:010*000
2:000*000
2:000*000
2:000*000
2:000*1 KX)
2:0 10*000
2:000*000
2:000*000
2:000*000
Premio de liOOOS
4.049
12.957
4.801 5.201 6.172 10.518 11.116
13.303 14.734 14.762 15.904 20.193
20.422 22.575 26.661 27.f75 30.532 31.485
32.024 32.505 35 565 35.829 39.228
ipproxitaaroea
53 1:916*934
S. E. e O.
Pernambuco, 5 de Fevereiro de 1886.
Os administradores,
Manoel Joao de Amorim.
Jos da Silva Loyo Jnior.
Luiz Duprat.
O gerente,
Joao Fernanda Lope.
Banco de Crdito Real de Per-
nambuco
Fevereiro de 198
ACTIVO
Accionistas 439f00X>*0T0
London and Brazilian Bank, Limited 44:000*000
Caixa 1:425*454
Emprestimos hypothecarios 5 000*000
Valores bypotheeados 12:000*000
Letras hypothecanas 2:900*000
Deposito de administracuo e gerencia 16:000*000
Ordenados 126*000
Despezas de installacao 2:296*200
Movis e utensilios 620*000
Honorario gerencia 200*000
Despezas geraas 34*280
PASSIVO
Capital
Deposito de pedidos hypothecarios
Emissao de letras hypothecarias
Garantas de hypothecas
Mutuarios em conta corrente
Juros de hypothecas
Commissio de admrnistracio
Lucros e perdas
Caucao de administraco e gerenoia
53b:066*934
500:000*000
1:690*0:10
5:000*000
12:000*000
58*185
136*666
17r083
165*000
16:000*000
535:066*934
8. E. e O.
Pernambuco, 5 de Marco de 1886.
Os administradores,
Manoel Joao de Amorim.
Jos da Silva Loyo Jnior.
Luiz Duprat>
O gerente,
Joo Fernanda Lope*.

KtiviSTA DIARU
Aawesssbla Provincial Nao houve
hontem sessao por torem comparecido apenas 17
Srs. deputados.
A reuniao foi presidida p do Exm, Sr. Dr. Anto-
nio Franeisco Correia de Araujo.
O Sr. 1 secretario proceden a leitura di seguin-
te expediente:
Urna petico de Accyhno de Hollanda Chacn,
porteiro interino dada assembla, requirendo sua
nomeacao effectiva no referido lugar. A' commis-
so de polica.
Outra de Jos Maria Accioli requerendo ser no-
meado para urna das vaga-i de porteiro ou cartei-
ro desta assembli com o a batimento de 20 por
cento nss seus vencimentos.A' commissao de po-
lica.
Outra de Joaquim Mano:l de Oliveira e Silva,
professor publico de Tigipi, requeren lo que a gra-
tificacao que Ihe foi concedida em 16 da Main de
1884 a contar do 1 de Julho de 1882, lh 1 seja
contada do dia em que completou os 15 annes de
magisterio.A' commissSo de legislacio.
Furam li Jos, indo imprimir dous pareceres da
Ja commisso de poderes, sob ns. 3 e 4, o 1 reco-
nhecendo d6putado ao Rvm. Dr. Manoel GohiI-
ves Sotres de Amorim, palo 4" districto, e aos Srs.
Drs. Joo do R-go Barros, Jos Mana de Albu-
Oeelar.cao d ser temporario o seu impedimento. auprque Mello e Jos Zafirino Ferreira Velloso,
Ora, pergunta-se> o caso dentieo ? Nao, porque J^,, J
o mesario compareceu a installacao da mesa e I *, seguida distolveu se a reunio.
Aa ...* rellKloaaM da tra-Breu
nhs e ai aubacrlpcoea decaridade
em Londres As estat:scas recem-publicadas
sobro o dinheiro recolhido por meio de cubscrip-
coes na Inglaterra para gastos do culto e pro a-
ganda de protestantismo mastram algansmos as-
sombrosos.
Durante os ultin.os vinta e cinco annos as subs-
cripcOes publicas arrecadadas para o alludido fim
subiram 8,100 milhes de reaes.
Na distribuidlo d-sta enorme somma fi^t-
ram os seguiutes captulos: Para propaganda
do protestantismo no estrangeiro, 1,000 milboes ;
para gastos da educacao, 2,100 milhoes; e para
construeco e separafo dos templos, 3,500 mi-
lhes.
Estes algarismos bastam paia revelar a forca
do espirito religioso s propagondista dos- ingle-
zes.
Segundo as mesmas estatisticas, ha actualmen-
te no Reino Unido igrejas, templos e cspellas per-
tencentes a 253 religioes e seitasdistinesas.
Na lista oficial figura, entre outros nao menos
originaes, as seguintes denominarles de seitas
que tesm lugar de reunao propria.
Crentes na divina visitac&o de Joanna Sauthco-
te propbutisa d'Eter; psychologos .de Blackburn ;
cbristadelphianos; israelistas christaos ; membros
da igreja popular; ecclesiasticos; aleluistas; ho-
sannistas ; humanitarios; anti-polygamos, mor-
mocs, espiritalistas, orignaes (pecaliar peiple),
peregriaos, progiessistas, provideocialistas, secu-
Isrstas, swdenborgianos, trinitarianos antisec-
tarios, etc.
Para fins de beneficencia as suascripeoes pu-
blicas produzem, s em Londres, de' 7o 80 mi-
lhoes de reaes ao anno.
A ealatua dallberdadaOs nossos lci
tores de certo se recordan da estatua colossal re-
presentando a liberdade, Iluminando o mundo,
executada por Bartholdi, com destino ao pharol da
entrada do porto de Nova York. Esta obra de
arte foi levada ao seu destino a oordo do transpor-
te de guerra Isere, mas aiada nao comecou a cous-1
trueco do pedestal que de ve sustntala, nem se
juntaram anda os fundos necessarios para esse
fim.
Eis alguns dades ceres da estatua.
Mede 46,08 metros da basa parte superior da
lampada, 35,50 metros da Darte inferior do plintho
parte superior da occa, 34 metros de sal can bar
at a parte superior da aocca. O dedo indica-
dor tem ocomprimeato de 2,45 e a eabeca a altu-
ra de 4,40 metros. O nariz rr.eae 1,12 de con
primen to.
Durante a exposico de Pars de 1878 colloca-
vam se vontade 40 pessoas na cbeos da esta-
tua. Pode subir se lampada por cima da mo
cabendo all 12 pessoas.
O peso total quaes 80,000 sao cobre e 120,000 ferro.
A eautu 1 representa una despezada 175:000*.
Ouiro qnadro de BapbaelSegundo o
The Yiorld, de Nova-York, deseobrio-se ltima-
mente em Chicago um quadro de Rapbacl.
Parece que Has salas do Colamet Glub, daquella
cidade, destinadas a exsosicdes artsticas, um
agente e nm inipestor dothesouto sequestraram
um quadro que se attribuia a Raphael, p'r ter en
trado de contrabando nos Estados-Unidos.
Soube-se que a pintura tnba sido all exposta
por um tal Kecr, residente ao hotel Rk*"|eu de
Chicago, e que em 1882 pessuia, em Paris, urna
pequea collecco de obras de arte.
a capital france/a um monge benedicto o um
negociante de quadros, chamado Monosco, tinham-
Ihe cffereci lo aquelle qnadro de Raphael por.....
500,000 francos. Keitter comprometan-se a ven-
del o por sua conta, e deu-lhes como garanta
toda a sua pequea collecco de quadros.
Keffer tez algumas diligencias para a venda,
mas intilmente; pouco tempo depois Monosco avi-
sou-D de que os quadros que tinha como garanta
Ihe haviam sido roubados.
K iffer, que fez bancarota em 1883, parti para
os Estados-Unidos levando comsigo o quadro, que
con8eguio introduzir naquelle pais sem psgar di
reit >i, illudindo a vigilancia das Alfandegas, e
conservou-o em seu poder at que se apresentou
occa8io de o expor venda.
O quadro sequestrado est agora em deposito :
representa urna mulber com um livro na n" e um
menino ao col, pe 1 qu o intitularam a \irgem
do livro.
Na tela v-se urna tira de pergaminho com o sel-
lo papal e urna inscripeo que diz : Roma-
1770.Museu Cleraentiuo n. 2Oora Ra-
phael Sanzio.
Estas noticias do The World nao
39.094
32.906
22.356
22.358
34.441
34.443
4-000*000
4:000*000
2:000*000
2:1100*000
l:350*tlfX
1:350*000
da
Us nnmeros de 32.9til a 33:000, excepto o
sorte grande, estn premiados com 400*.
Os nsmeroe de 22.301 a 28.400, excepto o pre-
mio de 40:000*000, esto premiados com 200*.
Os nmeros de 34.401 a 34.500, excepto o que
sabio o premio de 20:000j|>00 esto premiados com
100*. w
Todas as centenas cujos dons algai ismos termi-
nan m em Otfc, esto premiadas com 100*, inclusi-
ve a da sorta grande.
Todos os nmeros qua terrainarem em 5 e 1
esto premiados com 20*.
joteria da provincia Hoje 11 de
Marco, so extrabir lotera n. 42, em bene-
ficio da Ordem Terceira do Carmo.
No consistorio da igreja de Nossa Senhora da
Concecao dos Militares, se acharo expostas as
urnas e as espherss arrumadas em ordem ame
rica, apreciaco do publico.
Lotera do Blo A 4' parte da lotera n,
195, do novo plano, do premio de 100:000*000.
ser extrabida brevemente.
Os bilhetes acbam-se venda na Casa da For-
tuna ra Primeiro de Marco.
Tambem acham-se venda na praca da Inde-
cia ns. 37 e 39.
I.olt-rln Extraordinaria do Vpl-
ransraO 4* e ultimo sorteio das 4 e 5 series
desta importante lotera, cujo maior premio de
150:000000,'ser extahida a 9 de Abril.
A chara se exposto a venda os restos d% bilhe-
tes na Casa da Fortuna ra Primeiro de Marco
a 23.
i.oi.rin do Cear de SOOiOOOAooO
A' 7 serie d'esta granda lotera, cujo maior pre-
mio de 250:000*000, se extrahir imprcterivei-
mente no dia 13 de marco, as 2 horas datar-
de.
Os bilhete acham-se venda na Casa da For-
tuna, ra Primeiro de Marco n. 23.
1.01eria de Macelo de SOOtOOOjOOO
A 19' parte da 11* lotera, cujo premio grande
de 200:000*000, pelo novo plano, ser eatratida
mpreterivente no dia 16 da marco s 11 horas da
msab.
Bilhetes venda na Casa Feliz da praca da In -
depeneia ns. 37 e 39.
Maiadouro Publico. Foram abatidas
no Matadouro da Cabanga 54 reies para o consu-
mo do dia lOdo corrente mes.
No meamo estabelecimento foram abatidas,
para o consumo do dia 11 do corrente 68 reses.
Mercado Municipal de S. Jo.''
movimento desta Marcado no dia 10 do eorrente,
foi o seguinte:
Entraram :
23 bois pesando 3.261 kilos.
1.612 kilos de pcixe a 20 ris
20 tabolciros a 200 ris
66 cargas la farias a 200 rt
21 ditas- dr? frdcMs diversas a SOV
ris
6 Suinos a 200 ris
Foram oceupados:
19 columnas a 600 ris
44 tamo de carne verde 1*000
6 ditos de ditos a 2*
44 compartimentos de taiinha e co-
midas a 500 ris
68 ditos de legumes a 400 ris
16 compartimentos de snino a 7uT)
ris1
10 ditos de fresraras a 600 ris
32*240
4*000
13*900
6*300
1*200
11*400
44*00(1
UOOO
22*000
27*200
11*200
6*000
Dore ter sido srreeadads neste dia a
qnantia de
Precos do dik;
Carne verde a 320 e 560 is o kilo.
Suinos a 500 e 600 ris- idem.
Carneiro a 800 e 1* ris idem.
Farinha de 30 a 640 ris a ena
Milbo de 240 a 420 ris idam.
Feijo de 640 a 1*280 ris ideso.
170*640
nos parecer
sufiicientes para provar a authenticidade do qua-
dro.
L.eil6ea. -EfiVc'uar-se ho :
Hoje :
Pelo agente Pestaa, ao meio dia, na run do
Vigario n. 12, de predios.
Medlcoa
Conaallorlo medico clrargico do Dr
Pedro de %tcaiiyde liobo Moscoco
ra da Citoria 89.
O doutor Moscozo d consultas todos os
dias uteis, das 7 s 10 horas da ruanh?.,
Este consultorio olfarece a commodida
de de poder cada doente ser ouvido e exa-
minado, sem ser presenciado por outr
De meio dia a 3 horas da tarde ser o
Dr. Moscozo encontrado no torreao pre-
ga do Cor.imercio, onde funcciona a ibs-
peccao de sade do porto. Para qualquer
d'estes Jous pontos podero ser dirigidos
os chamados por carta uas indicadas horas.
Dr. Miguel Tkemudo raudou seu cnsul
torio medico e residencia para a rna Nova
n. 7, 1. audar, onde d consultas das 12
horas a 3 da tarde e recebe chamados a
bualqcer hora. Especialidades -partos, fe-
brrs, syphilis e molestias do pulmao e co-
raco.
Dr. Barreto Sampaio d coosultas de 1
s 4 horas da tarde, ra do Brao da
Victoria n. 45, 2 andar, residencia rna
io Riachuelo n. 17, canto da ra do Pires.
Adverado
O bacharel Benjanim Bandeira, ra do
Imperador n. 73, 1.a an lar.
PUBLICARES A PED1DC
Os emprestimos do overao
IV
O nosso mal nao vem iminudiata a directamente
das ousas, mas dos homens ; nao da naturesa,
mas dos vicias c das fra iuezas.
O paiz produi, mas nao augmenta por que to-
dos os capitaes constituidos se transp>rtam, e d'a-
hi a diminute do consumo pelo augmento da p >-
brez 1, c d'ahi a diminuico da receita publica
abaixo da que oreada, e d'ihi a necessi ade dos
emprestimos para supprii- sua falta c o misero
recuiso i emissao do papel meda.
Est claro pois que o resgate deste papel que
s ple ser feito pelo emprestimo, s ser salutar
remedio, se for como o preludio de medidas que
nos salve da maior desgraca de qualquer paiz, a
sua ruina financeira, ao ponto de chegar a banca-
rota.
E nao taremos enejado a elia, desde que todo o
anno carecemos de tomar emprestado ou emittir
papel para as despezas oidinarias V
Se nao setimursm providencias para se lim>
nuirem as despezas e augmentar a receita, pela
prosperdade do paiz e consaqnciite augmento do
consumo, chegaremos ao ponto que ningucm mais
nos emprestar, por que tuda tem um termo e as
sim chegaremos ao ponto de nao terem que pagar.
Nao sao as desposas- mutas essas que se fazem
com o fuuccionalismi. contra a qaal todo o mundo
clama ; por que sendo este o nico reeurso, a ni-
ca industria dos natura?3 deste paiz, nao haver
situac > que se sustente um dia, quando ten-
tar ferir esta classc vastissima sem abrir outro
manancial a sua vida, quando ao contrario toda a
poltica de cada u.n dos representantes da aafSo,
dar pao e melhorar a posic) de sua grande
eliiutclla eljit ral. Despezas uiutes e que para
cortar s tem havido falta de coragem-, sao as qoe
se fazem de pura graca e sem a mnima ner-e9si -
dade, s para angra miar a fortuna dos capita-
listas.
Quem nao sabe que tolo esse immenso capital
empregado as ap-dices nao ach.ria outro empre-
go, se o governo emprebendesse convertel-a a me-
nor juro ? O juro de 6 0|o nesta pica em que os
capitses abundara a ponto de nao hver em qua
empregal-os, este juro sempre.pago por nosso go-
verno embora cora todos os sacrificios, este juro
urna en i-iiii 1 iic, in is que unv instilidas)*, -,;m
desperdicio, urna dadiva custa do suor do povo
que se esgota mais mais at que nao haver
mais sacrificio para pagal-o. Nao pois po. que
os finanecir^s do Brazil nao couheQim, que s
tem faltado coragem para srear^ontra ejse Ile-
gtimos interesses d>sta classe.
Oresgatedo papel, disse cima, que s pie
ser um preludio na resolucao de nosso problema
fiuanceiro ; mas desde que elle s se pode faser
pelo imprestimo, se indispsnsavcl a converso
dos juros das apolices, indispensave' que se en-
tre log ora materia sem exordio mi preludio, con-
tranhindo se o emprestimo a juro mais baixo, pura
com elle se converierem as apolices em ousras de
menor juro. D'aqui a um anno o don poder-lo-
bemon ter anda mais ba.'xo. Depois da primeira
conversan, entremos ento na empresa do re.'gate
lentamente, para, comoj di-se, nao se produzi-
rem choques bruscos e violentos as rcIacoVs eco-
nmicas do paiz, e tomando se todas as precau-
coes neeessaras em relaco do valor da moeda
comparado com o do tempo anterior ao resgate.
Nao porm s aquellas despeza intil, o desper-
dicio ; aiada ha outro c muito grande para o qual
nao posso acbar expluaco de algum genero ; a
emissao de 20:000 contos do Banco d > Brazil.
Vareos tomar 50,000 contos emprestado?, pa-
gando todo o anno 2,500 contos se for adoptado o
que propoubo, ou 3,01.0 por anno de ju:os, se for a
6 */0 para resgatar igual quantra de papel circu
lante, eis quanto outra igual Sjaantia nao se toma
para o meamo fia que aiada ser insuficiente para
dar entrada ao ouro ou fazer subir o cambio a 27.
Vamos pagar par tanto 2,6U0 ou 3,000 contos
todo o anno para retirar da'cirautaeio 50,000 con-
tos, (oa sejam siles retinadas da urna vez, o que
ser grande mal, oa sejam por partas em difieren-
tes pe iodos.)
Vamos pois pedir aos contribuales, j tao espi-
chados pelos 'impostes, mais 3,000 contos de res
animalmente para retirar da circulacao 50,000
contos.
Mas toda a economa que, sem prejuizo nm
transtorno, se possa facer, pouca, para este povo
quesaint se esgola a empobrece. Assim se n?
podemos retirar da circulacao estes 50,000 con-
tos com moito menos dispendio annual, com 1,800
contos em ver de 3,000, nao ha razo para que fi -
quemoa pagando 3,000, arrancando-se sem a mni-
ma necessidade nem alguma utilidade mais 1,200
contos das garras do povo.
Que podemos resgatar 50,000 contos do papel cir-
calante como moeda, s com o dispendio de 1,800
contos, (mesmo a 6 */,) o que maii evidente e
mais fcil. E' mandar-se ao banco do Brasil reti
rr a so misoao de 20,000 contos, que para fazer
50,000 contos basta que nos retiremos da circula-
cao 30,000 contos e assim s pagaremos 1,800 coa-
tos de juros annualmente.
Se em ves disto retiramos 50,000 contos pagan-
do de juros por anne 3,000 contos, evidentemente
fazemo8 um presente de 1,200 contos todo anno
aos ricos e poderosos accionistas do banco.
Se o nosso meio circulante fosse o ouro, e nao
necessitasse para a sua entrada ou permanencia o
sacrificio de to grandes juros pelo resgate, pode-
ra-se conceder ao banco cssa eaiissio,.porque ella
nao produziria baixa no valor d.i moeda, e mesmo
de algum outro pouco papel ieulauta qoe bou-
vesse. Mas quando a abundancia deste to gran-
de que expellio todo o ouro, e depreciou horrivel-
mente esse mesmo papel, quando elle to exces-
sivo qne para attrahir-se o ouro e restaurar o va-
lor do papel necessario recorrer ao resgate de urna
parte delle com o sacrificio de 3,000 contos de
ris annualmente, continuar o banco do Brasil com
aquella to grande emissao, darm is aos ricos
accionistas daquee banco esta miga/ha de mil e
duzentos contos todo o anno.
Ora, estorcimo-nos na pobresa e arrancarmos
das guelias de todo este povo abatido pela miseria
sempre crescente esta grande migalha para pre-
sentear a gente mais rica do pais, o que dolo-
roso sofirer sem alguma poderossima raso, que
nao pode existir, como no seguinte artigo vere-
mos.
Marco 5-1886.
1
Soba epigraphe nupra vnio o Sr. gaa>-
cio L opoldo com urna publi ac\ > na Ufa-
rio de Pernambuco de 5 do correte; ajar
ual protesuva foi futa na i Provincia, in lif?t,i.ndo-o inindante do p:uto d) selvigoria e siav
leucia praticada1 ms portas e pirdsda*
casa de resilenca do Dr. juiz de dreita,
Gong-do Paea de Az ve lu Faro, allegaal.
que tal imputaco ao o ..ttingia, e que sssa
ten lo promovido cous 1 alguma ceanra>
magistrado qu1 com sea es -.rivo quis asr
sassinalo, (a que priviria por um iasjaB^.
rito que ia requ-:r. ri menos seria capa 4b
mandar pix.ir a casa Jo Dr. Faro, que am
seu iiimig > capital.
A nguagem embora ambigua, aiiaav
va ao Dr. Faro e ao escrivn Rmgel.
E' assim que quer o Sr. Ignacio Leopaf--
do defenderse da arguicao que Ihe,fia
feita ?
Ori, Sr. Ignacio Leopoldo isto ridicaiay
muito abusar da opiniSo publica, qae *#
se deixar Iludir com suas banalidades.
K certo que o Sr. Ignacio LeopoUa;
tem enrtos eonstituintes quo se presta a
provar tudo o que elle quer; porem, desta
vez duvi lainos. que tiles se prestema tanta I
.Segn io o modo de fallar do Sr. Igna-
cio Leopoldo o facto a quo allude de ao-
ga data ; entretanto s agora se lemuMa
de inquerito, de que nunca se lembrar,
se nao fosse acuusado de ter mandada bo-
tar pix-> e dar tiro na portas e paredei da
casa do Dr. juiz ic liroito.
Disse anda o i r. Ignacio LeopoiiLc
que nao era capaz do actos pequeniae*. a
improprios de homens que respeitan a.
principio de ordem e da autoridade.
Aduira agora o Sr. Ignacio L.-opada
expressar-se assim, sando certo que tssx
approvado aquellos actos ante pessaassie
considcrajo !
Ora, qu m opprova um acto cap da
lo praticar.
< Disse, finalmente^ o Sr. Ignacio Loa
poldo que um dos tros assassinos coaist-
dos pelo filho do escrivao frente de a%
casa, quando escrevia ora sua banc*,J
de arma engatilhada na diligencia de m-
paral-a, foi impedido na execucao, eiam-
raediatamente fugiram espavoridos.!
Perguntise: impedido por quera e par-
que ?
Ora, Sr. Ignacio Leopoldo, estante
nem de R ibula.
O Sr. Ignacio Leopoldo nem sophiaaar
sabe.
E' certo que diversas pessoas, iacksta
um correligionario do Sr. Ignacio Leessf-
do; teem pretendido pastigal o com taea ,
violentos; mas a isto tem-se opposto eaas
todis ai forcas o Sr. Dr. Faro segma
estamos informados por pessoa de fj m.-
tntanto taes benecios nao tem sido cor-
respondidas pelo Sr. Ignacio Leapsia*,
que alera do mais pode ser qualiticadaa
ingrato e desconhecido.
Ainda foi injusto o Sr. Ignacio Leopalsav
em considerar C.minina um dos seus as-
sassinos, quan io certo que Caninaas fes
parte de sua companhia no Rio GraacU a
Norte.
O club da camisa pret*.
V H. Exr.oKr. r 11 un r Un i......ialsaas
da Jaatica
Chegsndo ao meu coubecimento, que algias, i.
quem nao tem agradado o modo legal, pela <
distribuo a justca no termo de Bom
onde exeroo os cargos de juiz municipal e ort
procura d'ahi arredar-me, pedindo em mea a
remoco para outro termo, (como j tem acaaan
do com outros) venho pelo presente declarara]
ou ser falsa qualquer petico que nrnirtaa
respeto f6r, ou ti ver sido apresen tada cos a a
nha assien iturn.
Bom Jardim, lo de Marco de 1886.
Vicente Pereira do Ben
~e&-----------
Barreiros
O Sr. Baro de Santo Andr, de
de l est procurando as fuoduras,
tindo direito cuja definicao nao ser,
de dar.
Deixe sd disso, meu fidalgo, -que.
telhado de vidro nao joga ptdra ho
olhe que assim o senbor est pr
que bem razao tinha o Pedro da
Wanderley quando mandou-lhe o
bilhetinbo.
Ser melhor, que continu a faser asa*
listas alphabeticas dos presidentes, iiiaaany
imefes de Policas, Inspectores de qsasaaV
rees, etc., de Peroambsco, e inforaiar a
quem quuser saber quantos engentas asa
Barreiros, e que a Tibirv (engenbo) a tm
tal prente e nao do tal outro.
Recife, 10 de Marco de 1886.
Ene
I

\w*llaal.urg
Pude-se ao Srs. A maraes, proprietanos desar
tabelecimento para darem dous bailes m:
no sabbado e domingo prximos, nao se e*fa
do dos premios.
Kecif 10 de Mar?o de 1886.
Um que dezeja tirar o premie.
Affonso de A'iuquergve Mello.
Collegio de Nossa Se-
nhora da Penha
Este collegio est funecionando rus da Auro-
ra n. 49, 2" e 3" andares.
Belleza perpetua^ '<
Por ventura ba alguma senhora que desoje bb-
petuar o brilho, cor e abundancia de suas trsaspiT
A perguuta intil Todo o bello sexo aoaaa
perfeitamente unnime sobre este ponto, vista aar
possivel.
O cabello nasce de amas ridiculas bulbosa aa-
cretadas em clulas diminutas qu se acaaaaav-
oaixo da epiderme ou cutis superior. Quan4aaaas
cessam suas secreepes oa as raizas do cabitassa
tem bastante vigor para levantar as secrecsaj aa
fibras morrem e cabem.
O remedio consiste em estimular suav
vasos do crneo e reatabelecer urna aeco 1
nos ductos espillares do cabello. De todas 1
paracoes para os cabellos, o Tnico Orieatmlm
nico artigo que o conseguir prompta e saftssaw
velmente. ___ .____ _
Agentes em Pernambuco, Uenry rorstarau,
ua do Commercio n. 8.
Dr. Cerplra Lei
MEDICO
Tem o sea escriptorio a ra do Marqaes Mt
Olinda n. 53 das 12 s 2 horas da tarde, e anas
hora em diante em sua residencia ra da 3aa
ta Cruz n. 10. Especialidades, molestias ie m-
uhoras e criancas.
w



Advogado
bacharel Jeronymo Materno Pereira de Gsr-
valho, tendo deixado o cargo de jais substitua las
feitos da fazenda, advoga nesta capital e Ca.
della e tem seu escriptorio ra Duque de Casias
n. 55, onde pode ser procurado das 10 horas la
manh s 8 da tarde, e fra destas em sua tasa-'
dencia rna de Domingos Theotonio n. 33 a
qualquer hora
I IUGVEL
t


Diario de FernambucoQuinta--ieira 11 de Marco de 1CE6


i



Fados e nao palavras
Aos que se desejum tratar tn comprometter a
laude com preparado! mineralgicos.
Mate typograpbi e na ra Direita n. 43, 1.*
andar vende-ae tinturas homeopathicas para ino-
fensiva cara das sagrantes molestias : asthmatico,
linda mesmo broncbitico; eiysipela. enxaqneeaa;
intermitentes (sera o emprego do fatal qninino);
toase convulsa, falta de menstruacao ; cmaras de
sangue : estericos ou uietnte ; dores de deutea ou
nevralgias, metrorragia; vermfugos, dentioioe
convulsocB das enancas ; tudo manipulado de ber-
ras do pais. .
Assim como tratam-se escrofulosos em qnalquer
grio e gommatosos.
lil
Dr. Silva Brito, medico cliuico do MaraubJo
tendo pratieado ltimamente nos principaes hos-
"*ditaes de Paria e de Vicua d'Austria, onde dedi-
cou-se especialmente a partos, molestias de mu-
lbrres e de criancaa, ofterece seus servicos ao res-
peitavel publico desta oidae, onie fuou sua resi-
dencia.
Pedfc ser procurado do meio dia i 3 horas da
tarde no seu consultorio ra larga do Rosario
n. 26,1 andar, e emoutra qualquer hora do di
ou da noite ra da Imperatnz u. 73, sua resi-
dencia.
OCULISTA
Dr. Jtrreao anpilu. medico oculis-
ex-chefe de clnica do Dr. de Wecker, d cnsul
tas de 1 as 4 horas da Urde, na ra do Barita
da Victoria n. 45, segundo andar, excepto nos dt
mingoa e dias sanctificados. Residenciara de
Riachuelo n. 17. canto da ra dos Pires.
hachareI Francisco Crrela
Lima Sobrlnho
partecipa aos Sra. estudantes que tero
berto um curso de Arithmetica, Algebra
e Geometra, ua ra de S. Borja, antiga
do Sebo n. 12.
Conullorio medico-eirorglco
O Dr. Estevao Cavalcante de Albuquerque con-
tinua a dar consulta medico cirurgicas, na rus
do Bom Jess n. 20,1 andar, de meio dia as 4
horas da tarde. Paras? demais eonsulta e visi-
ta* em sua residencia provisoria, ra da Aurora
n. 53, 1 andar.
a. telephonicos : do consoltorie 05 e residencia
126. .
Especialidades Partos, molestias de crean
, Putero e seus annexos.
-----------nSCMPOg-------------------
cas,-
LABORATORIO
HOIUKOPATUICO
M
FREDERICO CHAVES JNIOR
MEDICO E PHABMACEUTICO HOMCKOPATHICO
Roa do Baro da Victoria n. 39, 1. andar
Medico partelro e operador
Consultorio ra Duque de Caxias n. 59
1 andar
BliM M 00 PSlI 1.15
CHAMADOS POR ESCRIPTO
Oculista
Dr. Ferreira Ja Silva, con
sultas das 9 ao meio dia. Resi-
dencia e consultorio, n. 20 ru
U Larga do Rosario.
I
ED1TAES
O major Jos Francisco do Reg 1 sup
pente de juiz municipal do termo de PAo
d'Alho em virtude da lei, etc.
Faz saber que pelo Dr. juix de direito da co-
marca o commendsdor Goncalo Paea de Asevedo
Paro fui designado o dia 22 de Marco prximo
vindauro as 10 horas da manha aa casa da Cma-
ra Municipal desta cidade para abrir a primeira
sesso ordinaria do jury deste tenni, que traba -
lhar em dias consecutivos, bavendo-se procedido
ao sorteio dos 48 jurados que tem de servir na
mesma sesso em couformidade doa arta. 326, 327
e.328 do regulamento n. 120 de 31 de Janeiro de
1842, foram sorteados e designados os cidadJos
constantes dos editaea de convoeaco do jury ; e
tendo de ser julgado na referida sesso o procesao
do reo amaneado Ignacio Leopoldo de Albuquer-
que Maranhio, por crime de calumnias feitas ao
juix municipal deste termo o Dr. Elysio da Cunha
Moraei Pinhei.o, preparador dos procesaos do
jury deste temo, e como o referido juis municipal
seja impedido de funecionar cm dito processo e
seja es'e juizo o preparador do referido pocesso.
pelo presente se faz scieute ao mencionado reo
Ignacio Leopoldo de Albuquerque Maranhio que
o seu proco- so por crime de calumnias est sendo
preparado e ha de ser julgado na referida sesso.
para que chegue a noticia a todos que inte-
ressar possa mandei nlo s passar o presente edi -
tal que ser lido e affixido no lugar maia publico
desta comarca, como publicado pela imprensa.
Cidade do Divino Espirito Santo de Pao d'Alho,
19 de Pevereiro de 1886.
Eu, Francisco Antonio Raymundo Souza Ran-
gel, escrivao interino do jury, subscrevi e assigno-
Edital n.81
(3. praca)
De ordem do Illm. Si. Dr. inspector se faz pu-
blico, que a 11 horas do dia 13 do cor ente mez.
serac vendidas cm pnea, no trapiche Conceicao,
aa mercadoriaa abaixo declaradas :
Armazem 6
Marca Echo Duas caixas, na. 5 e 6, vindas du
Southampton nu vapor ingles lmar, entrado em
10 de Fuvereiro ultimo, centendo folhinhas im
pressas de mais de urna edr pesando Kquido legal
432 kilogrammas, abandonadas aos direitoa por
Alfredo B. Fugman.
Armazem 7
Marca J A M, Camossim Quarenta caixas, ns.
7583/7622, i leui do Bordeaux no vapor trancen
Niger, idem em 4 de Julho de 1885, consignadla
al', de Arauj i, contando vinte duzias de garrafa
com vicho medicinal nSo especificado {8. Raphael),
pesando liquido legal 130 kilograir.mas.
Marca E P A, CamossimQuarenta ditas, ns
7543/7582, idem, ideuo, idem. idem, contendo vinte
duziaa de garrafas com vinho medicinal nSe espe-
cificado (S. Raphael), pesando liquido legal 130ki-
logrammas.
Marca A J C, CamossimQuarenta ditas, ns.
7663/7702, idem, idem, ide r, idem, contendo vinte
duzias de garrafas com vinho < ediem I, nao espe-
cificado (ti. Raphael,) pesando liquido legal 130
kil gr-.mtc is.
Marca B XSete caixas, ns. 1/7, idem de Lon
dres no navio ingles W. L. J, idem em 17 idem,
a Ponseca Irmaos 4 C, contendo 35 k>l;gramman
de rtulos impressos de urna cor.
Marca H S- Urna caita, um atado de ferrse
tres taboas, formando tres volums, s/n, que fa-
zem pa -te de urna prensa, viudos dos portes do
norte no vapor nacional Manos, idem em 16 idem,
idem, a Hermana Stolrembacb.
Sera mai ca Doze cestos de vime, s/n, para papis
etc., pesando 9 kilogrammas, viudos do Porto na
escuna portuguesa Minti, idem em 25 idem, idem,
a Jos de Azevedo Braga & C.
Sem marcaVinte e cinco ditos idem, idem,
pesando 25 kilos.
Sem marca-Vinte e cinco ditos, Idem, idem,
idem, idem.
3' aeceo da Alfandega de Fernambuco, 10 de
Marco de 186.
O chefe,
Cicero B.de Mello.
Santa Casa da Misericordia do
Reelfe
A. Illm" junta administrativa desta santa cas
contrata com quera melho-es vantagens offerecer,
oa fomeciooentos dos gneros abaixo declarados,
para o coasumo dos estebelecimentos seguintes,
durante o trimestre de abril janho, do corrente
aono :
Hospital Pedro II, dito dos Lazaros, dito de
Santa gueda, Hospicio de Alienados, Coa doa
Expoatos, Asylo de Meu iieidade e Collegio das
Orpha.
Aletri i kiloa
Arros idea
A uardente litroe
Aseite de Olive-ira idtm
Araruta kilos
Assucar de 2 e 3' *ortes e
DECLARARES
COMPAA
Pernambucana de Xavegaeo
Costeira por vapor
Os aenhorea accionistas sao convidados a se
reuuirem na sede da companhia no dia 18 do cor-
rente ao meio dia, afim de Ihes ser apresentado o
relatorio e balauco da companhia doanno prximo
findo, e bem assim elegerem o presidente e secre-
tario da assembla geral, commisao de exame de
contas e conaelbo de direccao.
Recife, 2 de Marco de 86.
Manoel J. de Amorim.
W. W. Robillard.
P. P Samiders Brothera & C.
Arthor B Dallas._____________
Club internacional de
regatas
De ordem do Sr. presidente, convido aos mera-
broa da direccao deste club e aos patrdes das
embarcacee* de sua propriedade, para ama rea -
ni:io que dever ter lugar no dia 13 da corrate,
a 7 boraa da noite, na sede da mesmo club. O fim
desta reuaiSo resolver se o club deve tomar
parte ua regata que vai dar o Club Pernambuca-
no no dia 25 do corrente, para o qual f.> cate club
convidado. Recife, 9 de Majco de 1886.
Joaquim Alvea da Fonaeca,
Secretario.
turbinados kiloa
Bac.lhao idem
Banha de poico idem
Batataa idem
Cha idem
Caf em grao idem
Carne seeca idem
Ceblas cento
F.irinha de mnndi ea di 0-
vincia litro
Feijo idem
Fumi do Rio idem
Gaz lata
Dito inexplosivel ida
Milho kilos
Mantei ^.i franceza idem
Potase idam
?o e bolach i idem
Dito idem para o colegio das
orpha em Olind i Rap idem
idem
Sabio idem
Sal litros
Tapioca kiloa
Tiucinho idem
Velas de caruHUi Idrtn
Ditas st'-arinas macoa
Vinho brauco iitroa
Dito tinto (Figaeia) dem
Dito do Porto idem
Vinagre idem
As propoataa devero ae apresentadaa na sala
de euas sessoes, em cartaa fechadas, devidamente
selladas, at as 3 horas da tarde do dia 16 do
orrente, declarando os proponentes aujeicarem-ae
a urna multa ie 5 0/0 abre o valor total da for
necimento, ae no prazo de tres diaa nao compare
cerem na secretaria da mesma santa casa, para
asaigoarem os respectivos contratos.
Secretaria da Santa Casa le Misericordia do
Recifo, 10 de Marco da 1886.
O escrivao,
Pedro Rodriguea de Soaza.
Prolongamento da Es-
trada de Ferro de
Pernamduco.
De ordem do Illm. Sr. director engenheiro chefe
faco publico que a contar de hoja (11) ficam esta
belecidos neste prolo igamenta dous trena de carga
por semana, ae tercas e sextas feiraa contarme o
horario abaixo :
C. 1.
Estafott
COMERCIO
Bol** coin inercia I de Pernam
buco
aecife, 10 de Marco de 1886
As tres horas da tara
Cotacdf offieiau
Apolices provinciaes de juros de 7 0/0 ao anno
do valor de 1:000, ao par.
Ditas ditas de 500j, ao par.
Ditas ditas de 200f, ao par.
Ditas ditas de 100, ao par.
Na hora da bola
Ve deiarn-se :
10 apolices provinciaes de 1:
2 ditas de l:00f
i, ditas de 500*.
14 ditas de 200*.
17 ditas de 100*.
OfFereceram
JO accoes da companhia
Locomotora do valor de... |
100*000 | ao par
5 ditas idem | ao par
P. J. Pinto,
Preeidente
Jandido C. G. Alcof >rado.
Secretario.
:0C0*.
Vender Comprar
Companhia Amphitrite
A direccao da companhia Amphitrite convida
o> senhores accionistas para a reuniao da assem-
bla geral, afim de apreciarem as reapectivaa
contas e elegerem os futuros membros da commia-
so fiscal. A reuuio ae eftectuar no sali da
Assooiicao Commercial Beneficente no dia 11 de
marco prximo, s 11 boraa di manha.
Pela c mpanhia Amphitrite,
Os directores,
A. M. de Amorim.
M. J. da Silva Guimaraes.
Joaquim Lopes Machado. j
Obras Publicas
De ordem do Illm. Sr. engenheiro chefe e di-
rector da repartilo das Obras Publicaa, faco pu
buco que, em virtude da autonaacio do Exin. Sr.
coaselheiro presidente da provincia, no dia 12 do
corrente, ao meio dia, reoebe-se nesta reparticao
propostas para a execncao dos reparos urgentes
da ponte de Motocolombo, oreados em i:950f.
O orcamento e maia condicoea do contrato ae
acham nesta secretaria para aerem examinados
peloa senh r s pretendentes.
Secretaria da Renarticio das Obras Publicas, 1
de Marco de 1886.
O secretario,
Jooo Joaquim de Siqueira Varejo.
Club de Regatas
nambucano
Seg 'nda regata
De ordem do Exm. Si. D.. presidente, convido
as pesaoaa que quizerem con correr regata que
ter lugar a 25 do corr>-nte, a virem se inscrever
na sede deste club at o dia 16, das 7 a 9 boraa
da noite.
Secretaria do Club de Regatas Pernarabjcano
nm 6 de Marco de 86.O secretario,
Osear C. Monteiro.
Per-
Una. .
Catende. .
Jaqueira ..
Marayal
Barra :
S. Benedicto.
Quipap .
Agua Branca.
Canh^tinho.
73
7.20
8.00
8 25
9.00
10 25
11.10
11.45
12 40

6.30
7.25
8 05
8.30
10.00
10.30
11.15
11.50
C. 2.
DE MANH
Canbotinh*. .
Agua Branca.
Quipap
S. Benedicto .
Barra .
Marayal .
Jaqueira
Catende .
Una. .
gamento da Estrada de
Estrada de Ferro do Re -
Secretaria do
Ferro de Fernambuco e
cite a Caruar, 10 de Marco 1886.
O secretario interino,
FrancUco Goma de Aravjo
Thesouro Provincial
De ordem do Illm. Sr. Dr. inspector, taco pu-
blico que nos dias 11 e 12 do corrente inoz, paga
se a claase de profeaaores de 1* entrela, rea-
tivameute ao mez de novembro prximo paaaado.
Pagadoria do Thesouro Provincial de Pernam-
buco, 10 de Marco de 86.
O ajudante do eserivo da receita,
Silvino A. Rodrigues
'dec de 10
.-L 1 9
43:239609
2:8y6*921
)),: 1 9
46-136*530
29:625 i 238
3:803,952
33:429*190
i 'i u^. lub
fe Ma'c
, 1 9
10
de )H-i;
.-. ... 10
i y
217:r5j414
88.259^9(17
245:914(3^
28:944*962
4:150*166
33:095*128
UESPAGHOS DE EXPOKTACAO
Em 9 de Marco de 1886
rara o exseriar
N* barca ingleza Mito, carregou :
Para Hampton Roada, J. Pater k C. 5,000
accoa cora 375,000 kilos de na t- r BUecaVad*.
a No lugar or irguense Navtgator, carre
trou :
Para o Bltico, Boistelmanu & C. 50 aaccas com
3,593 kilos de algodio.
Na barca nacional Nova Sympathia, carre-
gou :
Para Hamburgo, P. Vianna & C. 23 saceos cem
1,382 kiloa de cera de carnauba, 304 couros sal-
gados com 3,648 kilos c 957 pelles de cabra.
Para o Interior
No vapor nacional fernambuco, carregou :
Para ManuS, P. Al ves # C. 70 volum-s com
3,050 kiloa de assucar branco ; Burle & C. 20
barricas com 959 ditos de dito ; F. A de Azeve-
do 20 barris com 1,920 litros de agurdente e 40
barricas com ,3 0 kilos de assucar branco.
Pa.a o Para, F A. de Asevedo 50 barricas com
1.800 kilos de assucar branco ; Amorim IrmSos
& C. 2 caixaa com 100 kilos de doce ; M J. Alvea
40 barricas com 3,769 kilos de assu ar branco.
Para Maranho. J. M. Diaa H barricaa com
11,218 kilos de assucar branco e 6 ditas com 725
ditos de dito masca vado ; F. A. de Azevedo 2)
ditas com 1,900 ditos de dito branco.
= o brigne nacional D. Francca, carre-
gou :
Para o Para, Amorim Irnvos & C. 125 caicoa
com 45,000 litroa da agurdente ; J. S. Loyo k
Filbo 600 barricas com 38,128 kilos de assucar
branco ; F. M. da Silva & C. 17 volumea cora
oleo de ricino.
= No vapor nacional Marinho Vieconde, carre-
gou :
Para Babia, P. Pinto & C. 150 barris com
22,500 litroa de mel.
No hitte nacional Oeriquity, carregou :
Para Mossor, F. de Asevedo 100 aacc s com
farinha de mandioca.
MOVIMENTO do porto
Navio entrado no dia 10
Pensacola (n America)85 das, barca anstrin.
ca Amatv 'Jen re, de 421 toneladas, capitao
G. Steffck, equipagem 19, carga madeira de pi-
nho; ordem.
Navios mhidos no mesmo dia
Rio de Janeiro e escalasVapor inglez Godre-
vy, cemu andante J. It Dauylas; carga va-
rios gneros.
Aracaj e escalasVapor nacional *Mandabu>,
commandantc Antonio R. de Oliveira; carga
varios gneros.
Rio Grande do Sul Patacho nacional Joven
Correia, capitao Mauocl G. Piedade; carga
varios gneros.
Rio-Grande do Sul Patacho nacional Positivo,
capitao Francisco Peroira; carga assucar.
MacoHiate nacional 'Giriquity, capitao Ja-
qnim H. da Silveira ; carga varios gneros.
VAPORES ESPERADOS
Juizo dos Feitos da Fazenda Na-
cional
fjarrlt&o Bego Barro*
Perante o Sr. Dr. juiz substituo dos feitos da
fazenda, Francisco Alvea da Silva, no -ha 12 do
corrente mes, pelas 11 horas da manha, depois da
audiencia, se vndenlo cm praca publica os bens
seguintes :
A casa terrea de ti jlo e eal, sita rna dos
Guararapea n. 70, edificada em terreno de mari -
nha, com 2 portas na frente, oceupada por ama
refinaco, avaliada por 1:500*000, pertencente a
Eduardo Duarte Rodrigues & IrmSo.
A casa terrea de tijolo cal u. 23, sita ra
das Trincheiras, freguezia de Santo Antonio, com
dnaa portaa na frente, pr.cisando de reparos, per-
tence ite a Guilherme Frederico de Souza Ca va-
lbo, avaliada por 1:0001, cujos bens vio praca
por execueao da fazenda nacional, para seu pa-
gamento. Recife, 2 de Maico de 86.
saaia Casa de Misericordia dr
Reelfe
Naaecrctaria-d.i Santa C/isa de Misericordia di
Recife arrendara-se por espado de um tres an
aos, as casas abaixo declarad i a : -,
Ra da Moeda n. 45, l^40*000
24O*T)00
dem -dem n. 49
3.0*000
216*001
240*101
216*000
180*000
1:600*000
liua do Bom Jess n. 13, 1- andar
dem n. 29, loja
dem idem n. 29, 1- andar
Ra dos Burgos n. 27
Ra da Madre de Deus n. 10-A
Caes da A-tandcfAN armazem n. 1
Ra do Mrquez de Olinda n. 53, 2
andar
Ra da Guia n. 25
B-cco do Abreu n. j, ioja
Ra do Viscondi! de Itaparrca n. 24,
pavimento terreo, 1 e 2* an 1 ir, por
Ra das Calcadas u. 32
Secretaria da Santa Casa de Miaericordia
liecite, 6 de fever iro de 1886.
O escrivao,
Pedro hwlrigues de Souza
507*000
200*005
48|000
1:600*000
200*000
do
co.vriiA FOC.O
\orlli British & Mercantile
CAPITAL
tiOOO.OOO de libras sterllnas
A O EN JES
Adonison llowie iV C.
SEGUROS
CONTRA FOGO
The Liverpool k London i dloli
INSlRIiVXK \W\\\
n
Gompanhia de Seguros
martimos e terrestres
Estabelcldn em IM5.>
CAPITAL 1,000:000*
SINISTROS PAGOS
At SI de dezerabro de SN-t
ttarilimos..... I,IIO:008000
Terrestres,.- 3I0:000$000
44-Rna do c numrelo--
ijoado and Br tiltaa Biok
l.linlt I
Ra do Comnr.:rci? n. 32
Sacca por todos os valores sobre as ca
sas do mesmo anco em Portugal, sondo
em Lisboa, rna dos Capallistas n 75 N-
Porto, ra dos Inglezes.
SEGUROS
MARTIMOS CONTRA FOGO
Companhia Phenls l*er-
nambucana
Ra do Commercio n. 38
(]0MPANHIA
JMPERIA L
SEGUROS contra FOCiO
EST: 1803
Edificios e mereadoria*
Taxas baixai
Prompto pagamento de prejuixor
CAPITAL
Rs. e.OXhOOOOlO
Agentes
BROVVNS & '.
> N. Ra do Comme- io N.
THEATRO
Ville de Bahia da Europa h je
VtUe de Cear do sul boje amsnbS
Mandos do norte
Elbe da Europa amanh
Pinancf de New-Port-N'ews a 13
Britannia da Europa a 14
Espirite Santo do sul a 16
'Jamar do sul a 16
Hambur 1 _ de Hamburjto a 20
iarqun Baha de Caas da Babia a 21
do norte a 24
Neva do aul a 24
Congo d' sul a 25
Cear do sal a 26
Espectculo em favu do
HOSPITAL PORTUGUEZ
O corpo scenico da sociedade Sots Tbalia
exhibir o drama martimo de Cesar da Lacerda :
Al PROBIDADE
fazendo o Bocio THOMAZ ESPICA o impor-
tante papel do
Manoel Escota
Segue-se a comedia
I0RTE QQ GALLO
O resto dos bufantes pdc ser procurado ra
d Crespo, na Botina MaravilbjM*.
Programma sabbado.
MARTIMOS
COMPANHIA PERKAlHCiN*
DE
A'avegaco eosteira por vapor
PORTOS LX) SUL
Macei, Penedo, Aracaju' e Babia
0 vapor S. Francisco
Esperado dos portos cima,
voltar para os meamos logo
que ti ver d.scarregado e re-
cebido a carga que se acbx
engajada.
Para o reato da carga que
lhe alta, encommendas, passagens e dinheiro a
frete, tratase no
ESCRIPTORIO
Cae* m Compasla Peraaaiba
aoa b. i
Compaohla Bradlelra de Mare
gseSo a Vapor
PORTOS DO NORTE
Qommandante 1- ente Guilherme Wad-
dington
E' esperado doB portos do aul
at o dia 16 do crrente, c
seguir depois da demora in-
dispensavel, para ob portos
do norte at Manoa.
Para carga, passagens, encommendas valores
tracta-sena agencia
portos'do sul
0 vapor Cear
Commandante o 1." tenente
checo
Guilherme Pa-
E' esperado dos portos do
norte at o dia 14 de mar-
co, e depois da demora in
dispensavel, seguir para
oa portos do aul.
Recebe tambero carga pa-
ra i'antos, Pelotaa e Rio Grande de Sul, frete mo
dico.
Para carga, passagens, encommendas e valores,
trato-se na agencia
N. 46 RA DO COMMERCIO N. 46
COHl>l\UIK DE* HESSACiE
RES U iltl i iwi s
LINIIA MENSAL
0 paquete Congo
C o ni ni a iiilii E' esperado d^s p-irtos do
sul at o dir. 25 do corrente,
seguindo, depois da demora
do costume, para Bordeaux,
toeando em
Dakar. Lisboa e Vigo
Lembra-se aos Srs. passageiros de todas as
clasaes que ha lugares reservados para esta agen-
cia, que podem tomar em qualquer tempo.
Faz-se abatimento de 15 % em favor das fa-
milias composta de 4 prssoas ao m"nos c que pa
garem 4 passagens inteiras.
Por excepco os criados de familias que toma-
rem bilhetes de proa, gosam tambem d'este abati-
mento.
Os vales postaos s se dao at a dia 23 pagos
de contado.
Para carga, passagens, eucommcndaa e dinheiro
afrete: tracta-se com o agente
Angoste
RA DO COMMERCIO 9
Paciflc Steam Navigaon
o
y
Pacific Seam "Savi^aon Cuuipany
STRAITS OF MAQELLAN UNE
Paquete Britannia
pa
esperarto da Euro-
ate o dia 14 do cor
rente, c seguir para o
sul depois da demora
'do costume.
Para carga, passagens e encommendas e dinbei -
ro a frate tracta-se com os
AGENTES
Wilsoo Sobs dk. C. Limited
S. 14 RA L)0 COMMERCIO N. 14
tlIIM\!l!t PEnVtnslCt.Vt
ba
^avegaco Costeira por Vapor
Fernando de Xoronha
0 vapor Giqui
Segu no dia 15 do
orrente, pelas 14 h>
ras da manha.
Recebe carga at o
Idia 11, e passagens at
las 10 horas da manha
ii da sah'd a.
ESCRIPTORIO
Ao Caes a Companhia Perrambucana
n. 12
BOYAL MIL STEAM PAOKET
C0IMN
O paquete Elbe
Para facilitar aos
Srs. vi !antes que de-
sejarer-, assistir ex-
posicao colonial de
Londres no corrente
anno, esta agencia fa-
r a reduccao seguin-
te, a principiar do 1.
de Marco a 31 de Ju-
lho prximo futuro:
1.a classe, ida e vol-
tapara Inglaterra, bi-
lhetes validos por seis
mezes. 36:15:0 libras
esterlina*.
AGENTES
film Sis k JSami Llitoi.
,4-Rua doCopimccio-f7!
Lisboa
Segu com brevidade o brigue portuguez Sobe-
rano, recebe carga a frete: a tratar com Pereira
Can. :ij & C, ra do Commercio n. 6, 1 an-
dar.
E' esperado da Euopa no dia
13 do corrente, seguindo
depois da demora necessa-
ria para
Macei, Bahia, Rio de Janeiro, Santos,
Montevideo e Buenos-Ayres
0 paquete Tamar
F. flH-l'H'll'
uo aw 16 le
pm>\ i segua :"
- .-i;dem'>r.H
Para Maranho
Segu brevemente para o porto cima a bar^a
I r rtugueza Miuho ; para o resto da carga trata-
II com os consignatarios Jos da Silva Loyo &
Filho. _____
Boyal Mail Steam Packet
Gompauy
Reducgo de passagens
Bilhetes especiaes se-
ro emittidos desde 14
demarco at o fim de
julho offcrccciido faci-
lidades aos senhores
viajantes para visitar
a cxposicA colonial
era Londres, de 86.
Ida e fftlts de Per-
nambisco a Soutlianip-
n, primeira ciasse,
com o piMzo de 8 me-
zes libras sternas 36,
15, 0.
Para Haiiiurgo
Keecbe carg a fiec a birca
brasil.;ira Vudj Su/r.pit/ua ; a tra
tar com Baltar 01ivpra i. 'cenle. Lisboa, figo c 3oii
thainpton
!':ira p'.ssasens, frelej, te., tracta-au cxn
CONSIONATAROS
Adamsoii Howie &(\
a -lina io <'omiucvio 'i
nm
DampschiUTahrls-GeselIschaft
Vapor Hamburg
Lisboa e Porto
A baic.-i p''rfng-.:*3a Isolinn recebe eun a fre-
t.i ; truta-bc e m bilva GaimarJea 4 C. ra do
C'-mmerci j n 5
Esperase de HAMBURGO,
via LISBOA, at o dia 20 do
corrente, seguindo depois da
d- mora necessaria para
Rio de Janeiro e Sanios
Para carga, passagens, e encommendas, tracta-
se com os
CONSIGNATARIOS
Borstelmann & C.
RUADO VIGARfO N. S
1' andar
A agencia nao se responsabi-
lisa por fallas nos volumes, 24
horas depois da descarga da mer-
cadura.
nitedTles & Brasil Hail 8. S. C.
0 paquete Finance
Espera-se de New-Port-
News.at o dia 13 de Marco,
o qual aeguir depois da de-
mora necessaria para a
Baha e Rio de Jauelro
I'iva carga, passagens, encomiendas e dinheiro
frete, tracta-sc com os
AGENTES
Henry Forsler C.
N. 8. RUADOCOMloiaClO -- N. 8
/ andar
_______LEILOK _
Agente Pestaa
Magnifico emprego de capital
Excellcntes casas terreas as principaes
ras d'esta tidade, que pelo seu perfeito
cstaHo de consc-rvacilo e bons rendiiuen-
tos, chamam ktteo^So dos Srs. preten-
dentes.
Leiliio
Em eontinuaeo
Qiilata felra, f i do eorrenite
Ao meio dia
O agente Pestaa, competentemente autorisado.
far leilo no dia e hora aupr,da* magiiificas casas
terreas abaixo declaradas, livres e desembara^adaa
de todo e qualquer onus.
Casa terrea sita ra de S. Jos n. 45, cora 2
aalaa, quartos, sotao, cosinha, quintal e cacimba,
2 janellas e 1 p rta de frente, rendendo 360000,
Casa_ terrea aita travesaa de S. Jos n. 23,
com beas aalaa, quartoa, cosinha, quintal e ca-
cimba, rendendo 3004000.
Casa terrea sita rna do Marques do Herval
n. 139, com 2 salas, 4 quartos, cosinha, quintal e
cacimba, rendendo 300J000.
Casa terr-a si'n ra do Visconde de Giyanna
u. 79, com 2 aalaa, 4 quartos, cosinha grande'
quiutal e cacimba, rendendo 3604000.
Caea terrea tita a mesma ruu n. 107, com boas
acommodacoea, rendendo 3001000.
Casa t"rrea sita ra do Rosario da Ba-Viiti
u. 37, cem boas salas, quartos, cosinha, quintal,
rendendo 2404000.
Casa terrea sita a mesma ra n. 41, a qual
oceupada por um acougue, rendendo 36040.10.
Casa terrea sita ra doTambi n. 21, com sa-
la?, quartos, cosinha, quintal e cacimba, redendo
3004000.
Casa terrea sita no Corredor do Bispo n. 18, com
2 salas, 2 quartos, cosinha, quintal e cacimba,
rendendo 3004000.
Casa terrea sita ra do Tamb. n. 5, com bons
commodos, rendendo 3004000.
Finalmente, a grande casa com proporcoes para
sobrado aita ra do .Coronel Scasauna n. 141,
com fabrica de licores, rendendo 3004000, ser-
v no de base a ofierta de 2:7964000, o qual aera
entregue se nao houver melhor rfferta.
Pede ce aoa Srs. pretendentes o favor de vircra
examinar os referidos predios para bem se sciea-
tificarem de'seu bom estado e conservadlo e valor;
para maia informacoes podem ae dirigir ao mesmo
agente, em seu armazem roa do Vigario n. 12,
JU.


Diario de Pernamboco^ninta-feira 11 de Marpo de 1886
vi
I
I



!
(
Terceiro leilao
De um sitio com casa de pedr e cal, de-
nominada Mangu<-rj, sito no Porto dn
Madeira.
O agente Britto, a mandad., do Exm. Sr. Di.
juia de direito e da provedori^, com sua preaenca
e a reqnerimento do inventariaute Manoel Ferre
ra, levar leilSo o referido sitio c casa, per n-
PAnta na bens d'i Jos Vicente Godiuho, setvindu
de Le a offerta de 1:605*000.
Quinfa fcir 11 do crrente
Aa 11 horas
A' ruado Imperador n. I
Leilao
JLeilo
movis, 1 piano iorte, i bonito
oval e 1 luitre de rrystal de 3
De bons
espelho
bicoa.
Sendo : 1 sol da mobilia de Jacaranda Lua
XV, com tampo de pedra, 1 piano forte e 1 cadei-
ra para o mcemo, 1 bonito espelbo oval, 2 ditos
compridos para coneolos, 1 par de jarros, (tulipa^
2 pares de lanternas, 1 lindo lustre de crystal dr
3 bicos, 4 arandelas e 1 registro para gaa, 1 toil-
let de Jacaranda, 2 bonitos guardas-vestidos, 1
santuario, 1 maiqueao, 1 ccmaioda, 1 relogio de
parede, 3 laucas pera cortinados, 8 tapetes para
portas e 1 cateira forro de sala.
Um importinte guarda-louca e amarello, 1
grande aparador de dito, 1 mesa elstica de 6 ta-
boas, 6 cadeiras pretas, 1 quartinheira de auiaiel-
lo 2 consolos pequeos de Jacaranda com tampn
de pedra, 2 arancelas para kerosene, 1 relogio, 1
galbet-iro, i licorern, 1 pequeo trom de coznba
e eutros muitos ibjectos do uso ae urna familia.
liiiula feira, a 1 de Marco
A' 11 toras
Na ru.i de Fcrnandrs Vieira n. 26
O agente Martins, autorisado por urna Exma.
omili'i (|ue uiudou de i .leticia, lar leilao, ao
correr do mar'ello, dos buns moviis eziatentes na
casa ac:ma, os quacs se acbam bem conservados.
O bond da linha de Fernandes Vieira. que
parte da eatacjb do Brum as 10 boras c 50 minu-
tos, dar passsgeos grr.tia aos concurrentes ao
leilao.___________________
Asiis MoflestBaiita
Leilao definitivo dos seguiotes predios :
De um sobrado de 2 andares na travessa do
Carmo n. 18, freguezia de Santo Antonio-
Um dito de 1 andar c s> tao. na ra ChriatO" o
Colombo n. G, fregus? rio S. Jos.
Urna caaa terrea m hm da Detenc&o n 61, fre-
guezia de Santo Antonio.
Dcz mei'aguas no becco das Barrciras n. 4, fre-
guezia da Bu-Viela.
Urna casa terrea na ra da Paz n. 32, freguezia
de Afogadcs.
Urna casa terrea n. 9 na laJeira do Varadouro
em Olinda.
<|iiina feira, 11 do corrate
A's 11 horas
No armnzem da na do Botn Jess n. 19
Em continua cito o ineemo agente fu leilao de
diversos movn.", espelhoe, chapeos, vinb.i de caj,
machinas de o aturas, relogios, registros, ran-
dinheiros, eanu para gaz e outros muitoa objectos
De chs. a e (errenoa em Afogados, a saber :
J caaa terrea (! rijollo c e.il da ra dos Curraes
cam porta ejanella de frente e um terreno fo-
rtiro coral metros e 20 cemiinetros de largura, 9
metros "TO .enlimeti.'S de coinprimento.
Urna dita de Uipa cubera de telba com quin-
tal em alieno, terreno f iro com 3 sneti-os e 66
centimctios de largura, 7 metros e 10 centmetros
de comprimento.
Um terreno foreiro i ra do Mocotolomb com
4 metros e 33 centmetros de largura, 71 metros e
60 centmetros de. comprimento.
Um dito ra de S Miguel com aa ruiras de
urna casa d<' tijoll i e cal com 65 metros e 90 cen-
tiire'r s de largura o 73 metros e 60 ceutimetros
de comprimen"'1, dividiiulu p> lo tundo com a tra-
v. asa ila Par.
Sabbado 13 do corrmt
A' 1 hora da tarde
O agente Pinto levar a le Ao por autorisaco
eem prese oca do encarregado do Consulado de
Portugal > s rafia o terrena arima mencionados
\> itenei nt. 8 h mingos Martina Gorr.ee.
Ana
Precita-se de urna sma coainhera ; a tratar
na ra da Imperatriz n. 16, 1- andar.
Bois de carrof a
Vende-se dous bois muito bons e gordos ; a
-tr no caes 22 de Novembro n. 77, taverna de
Anevedo Mala.
AproYtilem
2. leilao
Das diviua8 activas na importando de
32:430^810 pritenctntra a inassa fallida
de Joxiuim F rr ira C.irpos 4 C, ser-
vindo de base a oflbrta d (iOjSOOO.
Sabbado i 3 do cor rente
A's 11 horas
O hgeute Gusiuio. xntoii.irlr pjr mandado do
Exm. Sr. Dr. juz de diuto do coinmerci'i e com
asistencia do mesmo o a reqi liipento do admi-
niatradi r, levar a 2' leilao as dividas activas per-
ttneen'ea a referida maesa fallida de Joaquim
Fe r reir OsHSipos A ti.
VISOS DIVERSOS
"SB
Precisa-se de Ulna cctnliiira e mais algum
aervico em cas de pqii'in- fiimlia, na ra da
Aurora n. 81, 1* andar.
Precita se um menino de 11 a 14 anuos para
servco interno em casa de pequea familia, na
ra da Auror i n. 81, Io rnidir.
A fabrica
cigarreiros.
Vendme precisa de officiaea de
Aluga-se o 2* andar do s >brado n. 1 do pa-
teo do Terco, o 1- do de n. 19 i ra da Penha. o
1 do de n. 18 ra Dtreita, o 1 do de n. 66
mesma ua, o 1- do de n 35 travessa de S.
Jos, o 1' 34 ra estrtita do Rosario ; os ferre-
os de ns. 26 ra Duque de Casias, 1 do pateo
do Terco, a cusa n 26 ra de Nunes Machado,
no Eapinheiro, com b>ns commodos : a tratar na
ra do Hospicio n: 3.
Precisa-se de um criado c de um menino de
12 14 annos, para algum aervico de casa de pe-
Vtnde-st por preco mdico urna excellente ar-
macao nova, de louro e amarello, pintada, propria :
pea taveria ; para ver na ra Imperial n. 225,!
e a tratar na ra do Hospicio n. 39. [
Para o Para
E' esperado do sul uestes das n lugar nacional
Juvenal, e desde j engaja carga para o p.rto
cima, a sabir com brevidade ; a tratar na roa
do Marque* de Olinda n. 6. .
Loja das estrellas
na Duque de < axia d. 5
Liquida as seguinles lazendas
Gorgorao de seda de 4/000 c 4/500, 1/500 e
2/000.
rjetim preto e de cons de 1/200,1/500 e 2/.
Casi miras e merinos pretos de 2/ e 2/500,
1/, 1*200 e 1/400
Bramant s de linho com 10 palmos de largura,
de 4* 2/000.
Meias nglezaa sem costura, para homem. de
6/500 e 4*.
Ditas dem idem parnsenhera, de 12/000
6*000.
Panno prefo fino para coBtumes, de 4/000
1*600 e 2*.
Aberturas de linho para camisa, de 20/000
6*000.
Cortes de esmbraia branca ricamente bordadas,
de 12* 7*.
Tualh.8 felpudas, de 5* i 4*.
Camisas de meia, de 2* 1*.
Atoalhado cem ricos desenbos a 1*300 o metro.
Fusto branco a 320 rs. o covado.
Iienda da lucia a !4() rs. o cavado.
Pentea lores par;, senbora, de 10* c 8*000,
4*000 e 6*.
Algodao trancado de duas larguras a 800 rs. o
metro.
Toilet de alcasse, fazenda muito larga, a 260 rs.
Guardanapos para almoco e juntar de 2*500 e
4*000.
Zepher de todas as cores a 120 e 240 rs.
Um variado sortimento de retalhos de todas as
qualidades, que vendemr-s por preco sem compe-
tencia. Tclephone 210.
Sitio no Arraia
Aluga-se o sitia mais fresco e bem localisado
do Arraial, com mutas arvores de fructo, ptima
Kite remedio precioso tem gozado da accetta.
tao publica durante cincoenta e sete annos, com-
e?ando-se a sua manufactura e venda em 1827.
Sua popularidade e venda nunca forao to aatsax
sas como ao presente; e isto, por si mesmo,
offerece a melhor prova da sua efficacia maravil-
hosa.
Nao hesiUmos a dizer qu. nSo tem deixado
em caso algum de extirpar os vermes, quer em
creancas quer em adukos, que se acuario afflio-
tos destes mimigos da vida humana.
Nao deixamos de receber constantementa
attestaces de mdicos em favor da sua efficacia
admiravel. A caua do successo obtido por este
remedio, tem apparecido varias falsificacoes. de
sorte que deve o comprador ter muito cdado,
Examinando o nome inteiro, que devia ser
VeraiAc de B. A. FAfflfESTBC:
">.........Mslliai
quena familia ; na ruado Imperador n. 61, se- baixa para plantaces, tendo a caa boas accom-
gundo andar.
Leilao
Quem'quizer aiugar o 1 andar e lojas
do sobrado n. 43 ra da Aurora, pro
cure as chavea em poder dos Srs. Nc-
greiros A Irmilo, a ra do Imperador nu
mero 30.
Das dividas da massa de Monteiro da Cruz na
importancia de 78:366*889
O agente Briio a mandado e na preseoc do
Exm. Sr. Dr. juiz de direito especial de oommer-
cio e a reqnerimento do Illm. Sr Dr. adminiatra-
dor, levar a leilao as referidas dividas constan-
tes a maior parte em letras, cujas j-oderao sor
examinadas en mao do agente.
Sabbado13
A's 11 horas
Ra do Imperador n. 16
Grande leilao
De
Aluga-se na Jaqtieira una casa piotada de
uovo, am couimodcs para familia pequea, tem
sota, quintal, banheir>. cacimba e apparelho ; a
tratar na ra do Crespo n. 25. loja de joiaa.
Pede-se aos abaixo assignados o favor de
vircm ou mandar ra do Maiquez de Olinda n.
51, a bi gocio que nao ignora n
Jos de Araujo.
Odilon Coeiho da Silva.
Pedro Siqueira, d'Alfandega.
Arthur Dantas.
Luiz Carvalbo.
Jos Guimarfter, caixeiri de Loyo i Fbo.
Frederico Vieir-i
Angust Goiifdli'ii da Srlva.
Manoei Antonio C'arneiro de Al alijo.
.' i.e se nina exlraia un muito bom eata-
da propria i ara i rvi^i de passageiroo ; a tratar
na |>r*e do ; ipi Cautu u. ~J.
Pre'cifii be ae nma cosinheira ; ua ra do
Baria da Victoria n. S. I-ja.
modaces e eneaoamento d'agua ; a tratar na ra
do Viscjnde de Albuqiierqu>" n. 92.
Caixcir
Vede-e amsacSa da casa de molhados i.
Pra^a de Pedro II n. 6 piopiia jara continuar
con. o iiikii'O negocio nu outro nnal'ju'-, na fre-
guezia de Sanio Antonio [ra'nr namesrt..
mov is, louyar, vitlros e din rs.s i :ii-
xas coiu bebidas
ftabbado 13 do eorreue
A'S 11 HORAS
No hotel Univereo, tito ra do Com
rnerrio n. 2
Constando :
To 1 mibilia de Jacaranda mastico \ Lu z XV,
com tumpo de pedra, l piano, 2 rico^ espelho.,'
moldura d>' Jacaranda, 1 mobilia de j i-xr-uid, 1 i
grande guarda lecfa, camas trancezae. L guarda- j Pn <-iu* ae um eaix iro ; ein O nda, i
vestidos, marquezoes, marquezas, aof^, e.bidcs, radasra, depotiic de aa*ttcr.
qnadios, jarros, loucas, vidros, 15 c.ixus ion
cognac, 25 ditas com pimenta, 5 gigaa com cham- i
pague, 10 caixas com frascoa de cognac, lil caixaa |
com ostras e muitoa outros objectoa que serio ven [,web> g(> ,, n ^ tM^kn e ^on).
Caixeiro
km
Va-
didos sem iiuiitcs.
Em ateto continuo
Aluga-se o referido predio com gran les com-
modos proprio para hotel.
POR INTERVENGO DO AOtNTE
(usiiiao
prar ; ua ru do Via onde de Goyauua n. 139.
ns
Precisa se de urna ama que saba cosinhar e
I fazer mais alguna Ber,'ic,os em casa de pequea
lamilia ; a tratar na ra do Aragie n. 14.
Precisa se do um caixeiro que tenha alguma
pratica e que de conheomento de sua conducta :
na travessa dos Prea n. 9, padaria (Geriquity).
Ama
Precisa se de uma ama i da Aarquez do Herval n. 2 '.
Engoinmadeira
Precisa-se de uma engommadeira que saiba o
ofBci ; na ra Duque de Casias n. S6.
Sitios no Arraial
Vtnde--e D8S ptimo sitio no Arraial, muito
perto da catcito da Mangabeira de cima, com
quantid&de de arvores. de fructo, baixa para plan-
taces, e com urna raudt/ easa i e pedra e cal;
assm coma vende-se mais dous com casas de
madeira, cm muito bom estado, e o motivo 'da
venda ae dir ao comprador : a tratar oa ra do
Visconde de Albaqueruue n. 92.
EED
dmlulrtrttto-.PStZ. $, loulMrd UoMmtrtn.
GRANDE GRTLLE.ABtufir]rmphtia,Joen-
*idiTitJig4liis,obtrneyfes^ofi;aioedobo
obalroite ?ncerae. coccra^H calculosa!da bile.
H3P1TZX. Afiec^Aeidaa vias digestivas neommc-
doa 4o oma;o, digtstao JilBiil, ioappeUDcia,
ga.tralpas ilysngpsia.
CLESTINS AlTiLirisi!osrDS, .:'iigaaraiat.
concrete.idasonreu-, g >U, dut>cle,-1tumiauria.
HAUTER1VZ.A ITe-e/'i f dos ras, da bexigaralas
cuncfcoedaso:iiu i-, ,-a a. .* abete?,albumiiaria.
EX-JA-SE e m da FiCTE BI CAPSULA
A PEPT0MA
Sobannado^lNHCdePEP.'ONA i
preando per Sejresn* de Pana, e uiw
medicamento que muito contribue (ara cl-
dtar a. fu necees lo estomago, e rf clarisa a
digestio, unicf n eic Je .'a versear i sMtriote
te dw.'nte.
Sommimero a experVciiai fe'da' pelo*
sais afam&doa m idicos de J4rii e -utro;
b*iios demenatrara a effi-a;iado V1KHC
LIE l'EPTONA DBFRESlTfi; na im- *
UMaibilHlade em que estemos de r-prodor *
todas as eua* cartas, limitamo-ioa a apra-
aentar ajiii a earta diriyi'ia .o 8r Defr*r.
pur o faoelrativo, cujo assata o a Hmi A,
-,be*a coniecuos pelo mundo medical.
Dis o P 1 liae ao Sfir Deft tae:
enlii, a'A leaUfodelSaa.
! teaiss e gosto de Um ma jfeetar a sa-
attfio que uve cox i ^w Feptona, pajas
traj resultadon qae com ella 'canee aos
c atoa gravee em ir .e a teoho cu pregad*.
Semore quando Uve de Uatt r um eats-
rcigo cahsadA, doente ou com \>is diga*
tCe*. s aua preparayae alLwioe o
lije:;:, .'^talioraudo-lhe aa funecosa digesti-
vas, mnltas c"lhere idoaas, oatres
aaenieaa t meninos racnjtico* dersan a
''aauds ae r de Peptona. Por issi^ss7
Zeooaidere a* um rdadeiro dever o re a
S commend*!-o, os mursilnsiitai n'nijniasals
y numera de caair
\ a T.ifio pratieadvicomi medico nnico de-
> raUt es sanos de 1831 j torj, piriodo asa
rrrae a iee-idade de digerir os'alimentos,
i^.niediatamente ouaunudos era menos ias-
Mriosa de que boje; enlao tr eonstitiicosa
Aei-aca mais vigorosas, aanguinaas. er*-gicaa
I ( Jetada; d'ura robusto appetnau favor, ridaa
> eot nma prande abundaedi u ureos aas-
trioo* \<~, p'cvoeava a prompta transfwms-
cic Aos ht entoa atis refractara*.
: Hojc, porni.iirfne os estomago dahili-,
Udo* earecem de encrgia, i noiiiiiissnts
Unfau- ;r:so de todas ar substancias fue fa-
cilitam a digestao, como, tor exesas*, sua Pcre-na.
Opreceitode higiene mpis importaste,,
M.rm rcais desprea^c este': G4tmr
muAo para revirar muir*. este se-
gre(Te da saude, e durante multe temor os
men.-. esti-dos tiveram est> assnmpto jiorj
principa, of-jecto; alm d'iasn. a tunha sl>]
tu ocio de medico ns Repai licao da Benefi-
cencia d esta cidade. em que os .iscrofuloso*
e lymphilico tbundam fora de tedida ra*
pennittean faiar muiuu feljzes ivppliacdes
de aeus excel>*tites productos, a
Acha-ae o deposite de tio vahcao medi-
camento oas Phannacjaa e Drogarits d'essa
cidade. E'yreeto cuidar era recoilhecel-*
e nio iceitar as imitacoas, axiginio qu
a-ia.-Hfdar.in.NHO t>&rBW4KK-
K Eo ^v ntmtwco, sa ^.|-iii >s Kcnl#i d* Vicliy,
a. itii no^ie-..ia*. a< Ifcn 1 ai casa* o
G SXIUSIICN -Y k t-ABlLLE, 8. ra de Cal
fc'JLli.11 i KOi.CHI.IM, ', rna da Cria.
1S82, Bordeaux. MeJeJha de Bronzt;
Blols: HvJtlha de Priti; Roctaa-
lort : 'enc..o da Htddlha de Prata,
prenda moaeio -18S3.AmEtc: il.-un :
Kedalha Oe Prati tfonrj .-. 188S,
Expoei9lo de Trabaiho: dm.taAo
FiUIOI
Alimentago Rica
im priaciaiai anudas i ihasahaudoi.
A raJtuua mlit o melhor auxiliar
da ama de leite na allincniaco das crianciniias.
Experimentada com o inelho'r xito as Creches,
Hospitaes e Asylos, soberana para as Oriancas,
pessoas Idosas. Iracas e as que sofTrenj de
OastrlUs, Castralajias, Molestias de Intes-
tinos, Prls&o e Ventre rebeldes, e todas
as Affeccoes que nao pcrmUtem ao estomago
supportar a allmentacao necessaria para a pro-
dcelo da forca e da sade.
ElIGIR i MARCA REGISTRADA : 1 TTRGEM
Pliarntacia MLIX, em Hardraiuc (Franoa)
sai Ptrntg^uoo.- yraui- x. da 811ra A. C.
A
^GBAPHIA d-.



COKKE !\0 DIA10 DE MA1.C0
ALBERTO HEMCHEL & C.
52-RUA DO BAR40 DA VICTORIA-52
O bem acreditado estabelecitnento pbotographico allemSo, acaba do augmen
* r as suas galeras no gosto das mais sumptuosas casas d'este geneto, como de Pars,
Londres e Berlin, onde o rcspeitavel publico encontrar os mais aperfeicoados trabalhos
pelo systema mais moderno e mais apreciado.
Para dar mais impulso sua casa c assim melhor satisfazer as mas difficei
exigencias, acaba de contractar o eximio pintor o Sr. Ferdinand Piereck, chegado re
conteniente da Corte do Imperio, onde adquiri grande nome, alm do bom crdito que
j gozou em 1877 quando aqui estece na mesma casa.
Rogase a Exmas. familias e mais pessoas o obsequio de honrar com suas
visitas a este grandioso estabelecimento, onde existe urna magnifica exposicSo de suas
produejoes artsticas e onde encootrirSo lhaneza no trato, perfrisao nos trabalhos e
modicidade nos precos.
C. Barza,
Omento.


FUNDICAO GERAL
ALLAN PATEKSON & C
N. 44-Eu i do Brum--N. 44
JUNTO A E^ fAfAO DOS B0JDS
Tem para vender, por pret, mdicos, as seguintes ferragens :
Tachas fundidas, batidas e caldeadas.
CrivacSee de diversos tamanhos.
Rodas de espora, idem, idem.
Ditas angulares, idem, idem.
Varandas de ferro batido.
Ditas de dito tundido, de lindos modelos
Portas de fornalha.
Bancos de ferro com serra circular.
Gradeamento para jardim.
Vapores de forca de 3, 4, 5, 6 e 8 cavallos
Moendas de 10 a 40 pollegadas de panadura
Rodas d'agua, systema Leandro.
lncarregam-se de con yertos, o assntamento de machinismo e executam qualqo-
traballio com perfeicao e presteza
RODA DA FORTUNA
200:000*000
PREQOS EM P0R(?0
Dczenas..... IO^OOO
Yigcssimos .... I|000
EM RETALHO
Dczenas..... III000
Vigsimos .... I^IOO
CORRE TODAS AS TERCAS-FEIRAS
36-8U XsABfiA 99 BOSAEIO-*.
. O proprietarios do muito conhecido estabelecimento denominado
MSEU DE MAS
sito a ra do Cabug n. 4, communic^m ao respeitarel PUBLICO que receberam um
grande sortimento de joias 'las mais modernas e dos mais apurados gostos, como tam-
bera relogios do todas as qualidades. Avisan tambera que continuara a receber por
todos os vapores vindos da Europa, objctos novos e vendem por muito menos que en;
outra qualquer parte
MIGUL W0LPF & C.
N. 4RA DO
Compra-se ouro e prata vellia.
CABGA.N.

O portador que possuir um vigsimo desta importan-
te oteria est habilitado a tirar 10:006|)000
Os bilhetes acham-se a' venda na Casa Feliz, praea da
Independencia ns. 37 e 39.
SITCESS^R
2!) Ra de Mathias de Albuquerque 25
(AMIGA RA DAS FLORES)
Tinge o limpa com a maior perfeigSo toda a qualidade de estofo, e fazenda' em
pe^is ou em obras, chapeos de feltro ou de palha, tira o mofo das fazendas; todo o
trabal o teito por raeio de machinismo nperfeicoado, at boje conhecido.
Tintura pr?ta dm tercas e exta-feiras.
Tint;. ilo ':or:-s o lavflgera todos os dias.
I
z
orre no dia 16 de Marco de 1886, sem falta.
Pastilhas Peitoraes
m SUCCO O'ALFACt E LOURO CEREJA
Le aBIMAULT & C'S Pharinaoeuiioo? am Fau
mitti aa nov ?harmaCi\pim oBlcd i* /r<#
ror?.do pela cmtr&l da Bygient tft MrmMf
sD n ido cem prazer tanto pelas craMQM
WtM g os dois princijiios mais calBiaUraes fe
oiidaiFf'S 3Sa i- '.'-.gam-se cooi o Urtlhor xito oaor:
?9M*: 5o ?to, | a.viarro-Epi-'j-nica), I Decocat a Oarfaats,
OsrOarsa, Catarrst, } P.cuqui-ao. | BroBCitM CaqMlMlit.
PABI3, S, Rv.b. Vivieana, e as principies Pharauunw.
L luH
i


6







IMfrh de PernanbucoQuinta-feira 11 de Marco de 1886
+-*-
Alaga-se barato
O 1.* e 2.a sudare* da travesea do Campello n. 1
O axmaxnai do Bm Jesug a. 47.
A. casa terrea n. 23 da travs de 8. Jos.
caa da ra a o Viseoode de Goyanna n. 107
4 easa da Baixa Verde n. IB Capunga
A tratar no Largo do Corpo Santo n. Jfl, 1* an
lar.
A^uga-se barato
sobrado e soto ao largo da Detencao n. 67,
eom muitos commjios para familia, bastante ule-
jado, etc ; a tratar na ra larga do Rosario na
ero 34.
Aluga-es barato
Urna casa na ra do Rio (Torre), com commo-
dos para familia ; a tratar na ra largado Rosa-
rio n. 31.
Alnga-se
quartos mobiliados, independentos, ra de Joa -
-jaira Naboco n. 9, Capunga.
Vluga-se
barato a casa terrea, caiada e pintada, ra de
S. Jor sinha fra, espiar, quintal e cacimba ; a tratar
eom Siqut-.ira i'errai & C, ra de Amorim nu
ero 66.
Ama
Na ra da Unio n. 9, se precisa de urna ama
para cosiubar. ___________
Vina para cozinhar
Na ra do Bem-fica
sitio que fiea em fren-
te da entrada dos Re-
medios, se precisa de
nma mulher forra ou
escrava para ama de
cozinha.
Ama de leite
. ,5 Na ra de Paysand n. 7, taverna, precisase
de urna ama de le te com urgencia
Portuguez e rrancez
Lecciona se na ra dos Pires n. 103.
Quem tem?
Onr e prala : comprase ouro, prata e
podras preciosas, por maior preco que em outra
qualquer parte ; no 1 andar n. 22 a roa larga do
Rosario, antiga dos Quarteis, das 10 horas as 2 da
tarde, das uteis.
Bolos
Satisfazse qualquer encommenda deste genero,
com perfeicio e'modicidade, ra do Riachuelo
n. 39._________________________________________
Viiiio especial para mesa
Acaba de chegv o conhecido e especial vinbo
do Porto ulvaralho, proprio para mes,' em cal
zas de 12 garrafas, que se vende a preco mdico ;
nnico deposito ra do Vigario n. 7, eseriptorio
de Domingos Al vs Matheus.
Leonor Porto
1
Rim do lirffcrador n. 4&
Primeiro andar
Contina a exeeatar os mais difflceii
figurinos' recebidos de Londres, Paris,
Lisboa e Rio de Janeiro.
Prima em perfeiclo de costura, em bre-
vidade, modicidade em precos e fino
gosto.
8.
simios goe curan!
Sem dieta esem modifi-
ca f oes de eostumes
-a
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w.r
EspeeiiiC'S preparados ha
maceolico Eugenio
de Hollanda
Approvados pelas juntas de bygiene da-Corte,
Repblicas do Prata e academia de industria de
Pariz.
Elixir de imbiribina
Restabelece os disppticos, facilita as diges-
toes e promove as ejeccocs difiicies.
Vinho de ananaz ferruginoso e quinado
Para os chloro-anmicos, debella a rrrpoemii
intertropical, rtconstitue os hydropicos e benbe-
ricos.
Xarope de flor de arueira e matamba
Muito recom ndado na bronebite, na hemop-
tyse e as tosses agudas ou chronicas.
Oleo do testudus ferruginoso e cascas de
laranjas amargas
E' o primeiro reparador da fraqueza do orga
nismo, na fysica.
Pilulas ante peridicas, preparadas com a
pererina, quina e jaborandy
Cura radicalmente as febres intermitientes, re-
mitientes e perniciosas,
Vinho de jurubeba simples e tambem fer-
ruginosa preparados em vinho de caj
Efficazt's as iuflammaces do figado e baco
igudas ou chronicas.
Vinho tnico de capilaria e quina
Appiieado as convalesct-nc"? das parturientes
urtico nt. febril.
Deposito : Francisco Manod da Silva & C.
Vtagey ao centro
DlOiinda p M gabbados, a 4 horas
da tarde, pan ltamb por Iguarass e Goyanna.
. .jagUL0JJtFfiiin-j-f3gaggen a tratar na ra i de
Mareo n. 1, no Kecifc. Viagens avulsas em qual
quer dia, e para qualquer parte a tratar no mes-
mo lugar.
Papagaio
Pede-se o favor a quoin tiver achado um papa-
gaio grande, manso, follador, com um pedaco da
cerrente presa no p, de o levar a roa No* n. 51,
loja, que ser bem gratificado-
#
ri\
%
Prenaraco d Prpductoe Vegetaes
rXTIN?olAS CASPAS
e outras Molestias espillares.
Jvl ARTI NsITbASTOS
Permunbwo
Aluga-se urna casa tarrea a travessa do Princi
pe n. 7 ; a tratar ra da AttraccSo n. 12.
Os aba i io assignados, tendo adoptado e regis-
trado a marca industrial como do desenho cima
ve corformidade com as preacripcoes das lea em
sigor diclaran ao publico o particularmente aos
"< us numerosos freguezep, que d'ora em diante
odos os productos que ehirem de saa botica le-
varSo a dita marca como garanta de sna origem
legitima procedencia.
(Insumios de casemira
A 30 e as#
Na nova loja da ra da Imperatris n. 32, rece-
ben-se um grande sortimento de finissimas case-
miras inglezas ce cores claras e escuras, que se
venden or preco muito em conta, assim como das
mesmas se mandato fazer costamos por medida,
sendo de paletot saeco a 304000, e de fraque a
3r ; assim como de superior Amella ingleza de
cor azul escura, a 304 e 354, e tambem das mes-
mas fazends se manda f.izer qualquer peca avul-
sa, grande pechineha ; na nova loja de Pereira
da Silva.
C \ STMI1M
Aos 4:0008000
BIH&fl mUM
Una do HaHto da victoria a.4
e casai do rosrnme
O abaizo assignad* acaba de vender
em aeiiB felizes bilbtee quatro quartos de
n. 2569 conr a surte" do I:000(>000, quatro
ditos de n. 1939 com a sorte de 200,5000
a di/eraos premios de 325000, 16*000 e
8*000.
O mesmo abaixo assigiiado convida o*
posBuidores virem rebeber na conformi-
dade do costume, seni descont algum.
Achm-se ven*? os felizes bilhetee
garantidos da 23.a parte das lotera
oeaeficio da Ordem Terceira do Carmo do
Recife (42a) qae se extrahir, quinta feira,
11 corrente.
recos
Inteiro 4*000
Moio 2*000
Quwto 1*<300
E porcu de ooaeoo Mr>
cinta
Inl^r 3*600
Meo 15750
Qu4rt# *875
JoSo Joaow'fl da Cotta Leite.
<*
..:!-
Redolpbo 1*1 de ello Santos
Lu Francisco de Mr'lo Santos, Mano 1 Jos
Monteiro da Franca, Cecilia Borges de Melle San
tos, Marianna Santos Kanes Vianna, Candida
Lima Monteiro da Fr inca, Carolina Augusta Leo-
poldina Siares, irmaa, fio, mulher, mii e ti a,
agradecem cardial mente a todas as pessoas que
se dignaram ac-impinhar so cemiterio publico os
restos mortaes d finad) Rodolpho Luiz de Mello
Santos ; e de novo w convidaia para assistirem a
mista de stimo dia, c bem ussim convidara ao Sr.
inspector da thesrmrari geral e os sens compa-
nheiros da repartico para o mesme fim. A misa
tem de ser celebrada na reja de N. S. do Terco,
s 8 horas do dia sabbado 13 do corrente, pelo
que desde j nos con I cusamos grato._____________
trrelirtn da Horltn l.lmn IhIM
Antonio Augusti- da Sonza Lobn e scus filhos
convidam a tena parenes e amigos para assisti-
rem a missa do 30* da do nassamento de eua pre-
sada mulher e rai, sts'a eira 12 m corrente, s
7 horas da manbl, do codvobM da Carino ; agra-
decendo detde j:i cnrdialmente a todos que se
dignarepi aceitar sen convite.
ts&>
em aceit
PASTIIiHAS
De ANGEDM & MENTRUZ
s=
0
ae
O Remedio mtis tifien
Seguro que se lew dfeoterto ele
*/ Mr eipe 'lir es ten tirigai.
ROQtAYRQL ERES
ES
5-
se
w

VINHO DEFRE8NE
1OMC0- NUTRITIVO
|OOM PEPTONAj
(Cam ttilmilant}
fumtuer+rmtrwo otai?*wms
Beodo o Vinho Detreano d'um jotto delicioso, taro-
*"> <* 'meo reconafituiate natural t Completo.
t o mars p oioao de todos os tc-.icos; aob a aua
ii-fluencia. desvinecem-s3 oe accideates febrta, reaaao
o appetite,fort!ooejri-e ot musoul i voltam as forcea
Emiirega-Bo com xito cor "xnln ppatencla.os ores*
otmautoa rapadoa, conv^..^ce qs, moloatiaa do
lago (Gaatralaia. Gastritis e Oyaenterie), e
htilmA, t mnm^Tm e jonaur o^io.
.PtPtutMl >ytm m MsfMMt I'jra. Avtar 4> FanarefttJu,
af teto as ghimaatu
i
Su!
SAUDE PARA TODOS.
UNGENTO HOLLOWAY
O Ungento de Holloway um remedio infallivel pata ou males de perns e do peito ', tambem pura
as feridas antigs chagas e ulceras. E famoso para a gota e o rheumatismo e para todas as enfermi-
dades de peito nSo se reconhece egual
Para os males de garganta, bronchltes resfrlamentos e tosses.
Tumores as glndulas e todas as molestias da pelle nao teem semelhante e para os membros
contrahidos e juncturas recias, obra como por encanto.
Em madicinu sao preparadas smentt no Esubelecimento do Professor Holloway,
78, NEW 0XF0ED STREET (antes 633, Oxford Street), LONDRES,
vendemse em todas as pharmac s do universo.
tM" Os compradores slo convidados reapeitosamente a examinar os rtulos de cada caixa e Pote, se nio teem a
direcoao, 533. Oxford Street, sao falsincaeoes.
INJECT
ADET
Cura certa em 3 das sem outro medicamento
JP-JtIS V, Boulevurd Ottnain. V JPAMIM
grageas de Ferro Rabuteau
Lturtado do Instituto de Fringa. Premio de Therapeutica
O emprego em medicina de Ferro Rabuteau baseado na Sciencia.
AsVerdadeiras Grageas de Ferro Rabuteau sao recommendadas nos casos de
Chlorose, Anemia, Plidas Cores, Corrimentos, Debilidad, Esgotamento, Convulescencia
Fraqueta das enancas, Depauperamento e Alteracao do sangue em consequencia d
fatigas vigillias e excessos de toda a natureza. Tomar 4 a 6 grageas dor dia.
Netn Constipacao nem Diarrhea, Assimilafo completa.
Elixir de Ferro Rabuteau recommendado as pessoas que nao poderu engulir
engulir as grageas. Um calix de licor aos repastos.
Xarope de Ferro Rabuteau especialmente para as enancas.
mi
Urna explicado detalhada acomoanha cada fraseo.
Exigir o Verdadeiro Ferro Rabuteau de CLIN O, de PARS, que te
encontra em easa dos Droguistas e Pharmaeeuticos.
COLLARES EOYER
DMss "i Man* wiajwli U unkjta" ccatn u
oommLsEs
I HUtaXin* k Hmt lft UflfiS
O3COLLARE8 ROTCR,cuarhMidM ha mais
e 26 atine, sao oe uaicos croe preser o
slmetrt as craanc das COf VUCSOE.
%sa\>.

lempo a dentt
Par cvilr as ralarflosoBaa an laattaoSer. (_. .
LINIMENTO GNEAU
Para
os Gavallos
I Emprsgdo oom j maior xito as oavalharlcas reaes Balglca, o Re dos Paizej-Baixos e o Bpi da Saxonla.
SuppresJoo do \E DA QUEDAJ>0 PELLO
SO este precioso Top.ce o nico que
1 saDstilueo caustico ecur.i radicalmente
i em poucos das as manqaelraa, novas
' e antigs, as Torceduras, Contnsdcs,
I lumorc e InobacSaD daa pernos
' Uparavao, Sobro-Cannaa, rraonen C En-
i cortrltamento das pern-is dos polios, ete <.-i.
'occaslonar nenliuma chnffa.tiitn n'.ela t
iDieamo uuranlo o trataumat
35 (Anuos d (xito
SEM RIVAL
Os resultados extraordinarios que tem'
oblido ins diver-as AiToccSea do 1
Peito OS .: :i ta ri h 03 3ronchKU, <
jyiolinitiar la Carrci.t- Opbtal- 1
inim. etc.. o d*o logar a concurrencia.
.1 crirn fuz-ti 1 linutoe, sent*
r o pello.
(Ave'sCherryPe
Pasa a oa dc Con stva(6es.
1SS.ASTHMA BRONCHITE.
CoQUtLUCHE OUTOSSI CONVULSIVA
Tsica ePulmonar.
V^1, pelo 0, JCrUaaUM V*

:
^ **m m w m tt :k
JOSEPH KRASE : c.
Acabam de augmentar o sen j bem conhecido
importante estabelecimento ra Io
de marco n. 6 com mais
um salo no 1 andar luxuosamente popar-
rade e prvido de urna exposi-
&* m dupnte *?Hto e eiedrfht
dos mais afamados fabricnteg de
mundo inteiro.
Convida, pois, as Exmas. familias, seus nume-
rosos amigos e fregnezes a visitaren,
o sen estabelecimento, afin de
apreciarem a grandeza e bom gosto com que
nao obstante a grande
despeza, o adornaram, em honra
desla provincia.
Cl-SE ABERTO DAS 7 A'S 8 DA NOITE
COIW VITE
lltlj DK
-.
L qudam o seguinte;
Mas barato do que em casa dos digno
collejas
Esguines para caroisas e casaquinhos de senhoras a 4-5 e 4^500 a peca
Saias bordadas a 35, 45 e 5,5000 urna !
Camisas bordadas pera senhoras a 5^1500 o 3000 urna I
dem sera punhos, sem collarinhos, para homem, a 42 a duza!
Meias inglezas superiores a 45 e 5j$000 a dita !
dem inglezas para s-nhoras 45 e 601000, cruas de 16^ por 12)500? ?
Crochets guarnido completa por 8(5000 I
Damascos daas largaras para colxas a 2000 ocovadd
Popelines brancas a ^00 rs. o covado proprias para noivas.
MirinSs pretos duas larguras a l, 1|2O0 e 1)5500 o covado I
Bramantes de linho luperior a 2^000 o metro!
Lences de dito, panno de casal, a 2$000 um !
Coberta de ganga cretones, idem 3$000 urna!
Ceroulas, superiores oordados a 16;J0OO a duzia!
Cortes de roeia casemira para caifa a 1$400 I
dem de casemiras inglezas a ;!.> e 4000 um 1
Cambraias Victorias e transparentes a 3^200 e 3)5800 a peca!
Fieh s para me amas a 1(5500 e 2)5000 um !
Cortinados bordados a 75 e 10)5000 o par 1
Crmaldas evos para noivas a 10)5 e ] 55000.
Cretones superiores a 320 e 360 rs. o covado 1
JRa Duque de Caxias59
, fK*SJ^^^ii.,it G-TCEArr, ?.aa St-Honor. 275.e en i >u u Piaraacia.
EXPOSITION J?, UNIV" 1878
Hdaille d'Or^fCroiideCheTalier
Les us HAurn Rtcomnases
PERFUMARA especial
LACTEI
E. COUDRAY
Prseonisada pelas Cele^riiladrs Meilirag de Pars
PAR TOOAS S NCESSIPAOES 00 T0UM00P
PRODUCTOS E'PECIAES
FLOIdeiRROJ rlr IACTEIBA [..ira b:anqnew a or lie
SABIO de LACTEIKA para o tin-cr. ^
CREK c P ABAO de UCTSA par a hari.,
POSADA ,;, dos calvll,,'
ACOA ir LA'TT'A para o I
O'EO He UCTEIH1 na a mili. i s cabella
i.smu
P r AGUA H'.iFaiUOS di
TSNA.h ni da selini .la pel'ie.
LACTUnlRA i.ira branqnear a relie.
E8TE8 RTBO n\~-t\ KA FltMCD
pars 13, roe d'Eijrfifti, 13 pars
Deporitotem lotla* as I'. W,armacia
e Cabellor.'--
I3
GONTR

Qdn MtkUdiiso t to Cascas de Lai aulas amargas.
.ICO KECONSTIT CJINTF
COSTRA A
CHLOPmE, AEMfA, CARIE DOS OSSOS,
&?F .. DIARRHEA? CHRONICAS, R0HITISo,
ESCRFULAS, DEBILIMDE,
COV AUESCENCAa DE FEERE5 /YPHOIOCAS
E DS M0i.t9TIAS 8RA/ES, ETC.
Vcrdn em grosstf: ,F. ?. liosrvdftn
mrBtiMct en t ), FBAKA.
BAIT* M. da J3L.-V.A. c C
--_an i atte* m rs-
jtoa, Orippe, Urx...-aS
ftrUaoBf do Pto, c K APOPE e a PAVTA ,
ora! 4* NAFT de OELANGRENTrn alo da h..
lafllosda eeru e nfUrada i/.i Metcbr.-s da, Aoaae'
le lledlrin i, Fnno-
J Sen Ojal*, Alorpkt-.a nem CMmsm i .
Sai uriesoae fleetadu de Ton* od Cmraaloobe
^Aam U. rae VWtanme, Cl TKtii
^ I MTUUSUUI1-:
do Mesmo
Alimentapfto racional
das mes, crianqas, amas a convalescentes
Por uto dt PHOSPHA T1XA Fali-ree,
PA1UZ, i, Avene, ?lotorta, 6, PA*Z
ri||-""*" Pernambuoo : FILAN- M. da ILVA A O.
FA/EMI4S BARATAS
Na bem conhecida loja da roa Primeiro de
Mar?o n. 20
JUNTO DO LOIVRE
Grande sortimento de raadapoISes do 45500, 55, 5^)00, 65, 65500
7,5500 e 8000
AlgodSes brancos, superiores qualidades, de 45, 45500, 5(5, 5)5500, G* i
65500.
Saperiores cretones de 320 a 500 o corado.
Batistes, lindro padrr3s, a 200 e 320 rs. o covado.
Fust5e8 brancos de novos desenhos a 440 e 500 rs. o covado.
Cobertas de garjga, forradas, de dous pannos n 3)5500.
Ditas de ganga cretone, bonitos padrSes, a 35000.
Lencoes de bramante, de linho de 25 a 45000 a um.
Ditos de algodSo de 1,800 a 25500.
Toalbas felpudas, de tamanho regular a 55000 a duzia.
Ditas grandes para banhos a 25000 uma.
Lenyos de algodao de 15800 a 25200 a duzia.
Ditos de algodSo, com barra, a 25400 a duzia.
Brim pardo, claro, a 300, 400 e 700 rs. o covado.
Dito trnacado, lona, a 15( 15iOO e 15200 o metro.
Cortes de vestido de cretone de 205 por 85000.
Quardanapos do linho de 35500 a 65 a duzia.
Grande var>cdade de anquinhas de 25 a 55000.
Meias cruas para homem a 55, 65, e 75000 a duzia.
Chambres muito bem prepnrados, para homem, de 55 a 105000.
Casemira diagonal, preta e azul escuro, a 25500 o covado.
AlgodSo trabado de duas larguras a 15300 a vara.
Bramante de algodSo, de qnatro larguras, de 15^00, 15800 e 2000 avara
Dito do linho idem idem do 25, 25500 35 e 45000 a vara.
Leques de papel, de lindos desenhos, de 500, 800 o 15000.
Merino preto e azul a 15400 rs. o covado.
Setinetas lisas de todas as cores a 440 rs. o covado
Velbutinas de todas as cores a 15000 o covado.
Molesquin de cores, bonitos padroes, a 600 rs. o covado.
Chales do algodao a 15200, 1*1400, 116 Guarda p de brim de linho pardo a 45, 55 e 6$000.
Oxford p ,ra camisas, lindos padrSes, a 280 300 e 340 rs, o covado.
Costuraos para banhos de mar a 85 e 10(5000.
Cortinados bordados para cama o janellas a 85 105, 12, 14 o 165000 o par,
Grande sortimento de roupa feita para trab:ilhadores de r*mpo.
Encarregamo-nos tambem de mandar faz< > iw roupa para horneo e
meninos, para o que temos um hbil offirial e um grande sortimento de pannos, brina,
casemiras, etc.
Quem precisar de algum artigo bora e barato, devora visitar de preferes
este antigo e acreditado estabelecimento.

Bi Primeiro li w i. 20
(
t



OS ESPECFICOS VETEMHAIHOS
HDMEDPATHlCOS^^Sf
= DE HUMPHREY.
Para a cvra de todas as doeucas de
Carelios, Gado, Caraelrog, Caes, Par-
*)9j AYC8.
Tora ido usado com feliz resaltado por
Fwndelros, Criadores de fado, Car*
ros-ferris, etc., etc.
Certificado e osado pelo trorerno dos
Estadse UaMss.
fy Enva-se Folhetos e Cartdes gratis.
Dirija-se a
HOITPHREY'S MEDICINE CO.
__10g_Fultpn St. New-York.
Especifico Homeopathico Ue
HumphreyNo.28.
Usado ha 30 annos. O nico remedio efficaz pan
Debilidade Nervosa, Fraqueza Vital
,jrottrao, por ezcet&ivo traba ttio ou outras causas.
1 por garran, ou cinco garrafas e 1 ssrrjSaodap,
5.00, ouro americano. o
(, A'vesda roa tvos s Droguistas. Tambor
rnvia.se pelo correo pelaprcco do cosfcume.
.Dirjale a HusBpkrey's H*Hneopa*!lle
Medicine Co." 10FultoiSt.Now-yjrk.
J tugando ser de grande utilidade dos negociantes da
America do Sul, tjercm os de seda e retroz prepara-
dos em material mais leve do que sejam cweteis de
pao, esuinos promptos a fomeccr para exportaco
nos de seda, retroz de seda e seda de boicitir, de
todas as qualidades, preparadas am lancederras de
papel ou de pennas como cima representado.
Tesaos toos os tamanhos de fio preto e mais de
quinhentos cores. %
Dirija-se \ "Brainard & Armstrong Co."
6ax Market Street, 460 Broadway,
Philaddphia, U. S. A. New-York, U. S A.
Trico-ferc
de Barry,

arnnlo-ao que
uz creacrr o
C A BELLO
aluda inclu j.ux morra
mal* calvas, bcrii-comt* une
cura riidcalitien'o
a TIHHAe a CASPA.
JPositivaraente im^ede
ueda e o eiabraaquecimento
o CABELLO e em todos os ca-
sos o torr.a invariavelmente
Macio, B-ilhante, Formoso t
Abundante
Em uso bamalstieolteauannos
teiB itial-T vi-mla que niohun.
outr-- nri'pnr;iJjiiaraocabulloD'
Uxl__inundo.
Agua Florida
de Barry.
DUPLA.
Preparada segundo a formula
original usada pelo inventor no
I anno de 1889.
Tem duas vezes mais Fragrancia
que qualquer outra.
Oura duas vezes mais tempo.
E'muito mais rica de perfume e
mais suave.
E'muito mais Fina e Delicada.
Tem dobradajforca Rofrescatlva e
Tnica no Banho.
Fortalece ao Deb'le ao Caneado.
Cura as Dores de cabeca e os des-
malos, -i
E'muitissimo Superior .a todas M
outras Aguas Floridas Actual-,
, -gu-_
mento a venda.

Deaooberta Importantissima.
Puro Oles tte Figado de Bacalhao
COM
IODURETO DE FERRO,'
DB
Barclay tfc CompanHiu
Cura radicalmente e comeeorancaos peona,ca
de l'hthisica, Ewrofulns. Rhetimatlpmo, as doencas
da K*piaha Dorsal, dos Quadris c dosOssos, asn-!
flammavue*do Fieadp,dpBacoe do Lloro,etc.,etc.,'.
e rcatitue ao corpo eiifraqnecioo e fatigado osen pn-
autivo vigor c arredondado !n contornos. S' certa-1
mente urna grande deseo!. :. ~ Puro Oteo
Fizado de Baca!li> Eodureto da
Ferro-de Marclav os ~ 3iew Yorfc. sj
Xaropf #e Vida*
de Ite-air No. 1.
DEPURATIVO E PURGANTE.,
Este novo e admiravel pnrifleador. d.
sangue acta sobre os intestinov
o ligado, os rins'c a pelleX
E'curalnfallivel contra a Debilidade
Nervosa, as Dores de Cabeoaw a Dys-
pepsia as Sezoes, e contra as doer.-
casdeorigem Miasmtica ou occa-,
sionada* por desordene do flgado
ou pobreza o impureza do sangue...
Diario de 'Pcrnambnco(Juinta-feira 11 de Mar$o .de JNN6
7
' '
lm 4:0O0J000
E
18-I^-a do Cabug-16
O abaixo assignado vendeu nos seas
venturosos bilhetes garantidos os premios
seguiates: 1 inteiro com a sorte de 1005
no n. 1242 alem de outros mais de 32*5,
16j> e 83 da lotera n 41.
Convida-se aos possuidores a vir reoeber
sem descont algum.
Acham-se venda os venturosos buhe
tes gan ntidos da lotera n. 42a em benefioio
da Ordem Terceira do Carmo do Recife,
que so eztrahir na quinta-feira 11. do
corre nte.
Pre^o
Inteiro 40000
Meio 20000
Quarto 10000
Sendo quantldade superior
a 1 0:000
Inteiro 30500
Meio 10750
Quarto 0785
Joaquim Pires da Suva.
Farello
Farello gomoso a 2700 o sacco ; no trapiche
Vianna, no P..rte do Mattos.
E' pechmcha
Vende-ie um deposito de seceos em pequea
escalla, proprio para princi Jante e bem afregue-
zado ; a tratar no mesrno, sito ao largo do Forte
numero 34.
UlUil UL
AOS 4:0001000
3ILSSTES UBASIISOS
i>oa Prioieiro de Marfo n. 23
O abaixo assignado tendo vendido nos
seus afortunados bilhetes garantidos 4
quartos n. 3530 com a sorte de 1009000,
alm de ostras sortes de 320, 160 e 80, dt
lotera (41.*), que se aeaboo de extrahir,
convida aos possuidores a virem recebei
na cfmformidade do costurae sem desconb
a (gura.
Acham-se venda es afortanados bi-
lhetes garantidos da 23.* parte das loteras
a beneficio da Ordem Terceiro do Carmo
Recife, (42.a), qUe se exvrahir quinta-feira,
11 do corrente.
0 abaixo firmado, mudando sua residencia deita
capital para a do Rio de Janeiro, deixa exposta
venda sua pharmacia ra do Rao>el n. 48, e
para o que faculta poderes especiaea ao "r. Jos
Caetano Baptista dos Santoa estabeieeido ra
do Crespo n. 7 (Galio Vigilante), para vendel-a de
accordo eom o pretendente, e bem assim receber
dividas que nao foram resgataaas. Reeife,23
fevereiro de 86.
Joaquim E. Cotia._________
Clompra-se
A Historia da Re-
volu Dezembargador Fi-
gueira de Mello; no
escriptorio deste Dia-
rio, 2 andar predio n.
42 da ra Duque de
Caxias.
|1
PRECOS
Inteiro 40000
Meio 20000
Quarto 10000
Sbm qaantldade iiialor de loo*
Inteiro 30500
Meio 1*750
Quarto 0875
Manoel Martin Fiuna.
Comprarse e paga-
ornis do queomou-
tra qu Iquer parte bem
como
CALLOS
O MELHOR E MAIS INFALLIVEL DE-
TRACTOR DOS CALLOS E' A
Ma^nardina
porque os eztrabe ccnipletamfnle,8em causar a
minina dor.
E' fac de applicar, nao impede de se andar
calcado e tem o sen effeito comprovado por attes-
tados insuspeitos e em numeross applicacoes que
nunca falbaram. Nao confundam, nem se en-
ganem com outro preparado. Se verdadeiro o
que se prepara e veude na Drogara e Imperial
Pharmacia Diniz.
DE D1NIZ& LORENZO
37-Prafa do General OzorioS7
Deposito em Pernambuco, pharaoacia de
Hermes de Souza Pereira & C,
Successores
Bu lo Marpez .b Olla 121
)abaixo assignado, Dr. em medicina pela Fa-
?uldade do Rio de Janeiro, cavalheiro da ordem
deChristo por Portugal, medico adjnnto do Hos-
pital da Veneravel Ordem Terceira do Carmo, da
caixa de D. Pedro V, agraciado com a medalha
humanitaria por esta pia mstituicao, etc., etc.
Attesta que o remrdio denominado AHAB
DINA, preparado pelos Srs. Diniz & Lorenzo
na imperial drogara e phannacia Diniz, mfal-
livel para a extraecao dos callos. Outrosim
attesto que tendo em ?i empregado, colheu os me-
lhores resultadis a ponto de pder calcar as bc-
tinas as mus justas
O que attesta verdade e jura sob a f de seu
grao.
Rio, 10 de Dezembro de 1885.- Dr. Francisco
de fula Coila Jynior.___________________
Liquida^o de chapeos para se-
nhoras
Vende-se pelos seguintesprecoi : de 15/ a 20J
4 roa do Crespo n. 17, em casa de Mme. Mique-
lina.
No Carpina
Arrenda-f c urna casa nova com estabelecimento
de padaria, defronte da estacao, e bem montado
o estabelcciawnto ; a tratar nesta oidade 4 ra
Oas Oardoao, artiga do^ajdeireizo.n. 68.
Fraxx-cz. tMles Jarapsussa!
Lioes e tradceles por um jornalista parisien-
se, 4 ma Nova n. 21.
T8pO
Aluga-se o sebradinho do becco do Juiabo
(Aforadoi), com quintal prande e divoraes ps de
fracteiras ; a tratar nr ra de Marcilio Das nu-
mero 106.
(II
de qualquer qualidade.
Na ra do Imperador
n. 32, loja de joias.
Julio Fuerslemberg.
0 restauran! italiano
a ra da Larangeiva,* numero l
convida aos seus freguezes, como sempre, aos
bons petiscos a gosto e vontade das pessoas que
entendem da arte colinaris, seus temperos de
manteiga e nao de banha de porco.
Precos:
Um jantar com sopa, tres pratos, caf ou ch4,
sob e mesa e vinho 1 000.
Almoco com dous pratos, caf, ch4 ou leite,
pao, manteiga e vinho lt000.
Tendo todas as quintas feiras vatap, macar-
rao a italiana e ravioles._____________________
XMTiuJSlTc:
bhi ti fioi-Joni i. ib
(ANTIQA DA CRUZ)
Jasa de eommissoes
Grande e variado sortimento de amos-
rae e catlogos de produc$3es da Allema-
ha, Franja, Inglatera, Austria, Hespanha,
alia e Estado-Unidos.
N. B.Informacoes sobre machinismos
gricolas, ditas para engenhos centraes-
wmbas, ate. para incendios outras m*..
binas e utensilios
Especialidades!
Tudo se vende pelo menos possivel I! !
Quem urna vez comprar saber I
4-LARGO DE S. PhDRO-4
Neste estabelecimento acha-sc eeiipre exposto
venda o especial licor de inaracuj em ricas gar-
rafinhas proprias para toilet composto de -nanga
bas e mangas o que ha de melhoi neste genero.
No mesmo estabelecimento acha-se sempre um
grande sortimento de pasearos e gaiolas de todos
os fabricantes, at proprias para viagens, por ter
cada urna cinco compartimentos.
Tambera encontra diariamente especiaes fru-
ctas maduras como sejam sapotis, tapotas, man-
gabas, mangas e outras fructas, e se recebe qual-
quer encommeuda para embarque.
mitin
tei'OOOgOO*
uii.iii.ti:n irmi'ioii
^raija da Independen -
ca ns. 37e 39
Acam se a venda os feiizes bilhetes
garantidos da 42a, parte da lotera a benefici >
do hospital da Ordem 3' do Carmo, que
se extrahir no dia 11 de Margo.
Precos
Bilhete inteiro 40000
Meio 20000
Quarto 10000
m porcio de 1005000 para
cima
Bilhete inteiro 30500
Meio 10750
Quarto 875
Antonio Augusto dos San** Porto.
Aplices jroiiciaee"Of
Trocam-se destas apolices ; quem as ti ver para
isto, dirija-se 4 ra Duque de Caxias numero 46,
loja.
Comp
ra-se
borracha ; no viado braaco, 4 ra Pireita nume-
ro 16.
VENDAS
WHISKY
ROYAL BLEND marca VIADO ,
Este ezcellente Whisky EscMsec preierive
ao cognac ou agurdente de amia, ^>ara fortifica'
o oorpo.
,,Vende-se .r|alho noa t iberes ataiazens
^jolhados.
Pede "ROYAL BLEWD maree VIADO cujoni-
me e emblema sao registrados para todo o Brasi
_______RROWNS & C, agentes__________
lExposifo Central
Daniiao Luna A C. iutitularam o estabeleci-
mento em liquidace da ra larga ao Rosario n.
38, por EXPOSQO CENTRAL para assim se
tornar bem conbecido de todos, pelo que chama a
attencao especial das Exmas. familias nara os
Breos seguintes :
[etros de plics a 400
Bonecas inqnebraveis 1I500
Metros de arquinhos 120 e 160
Pecas de bordadas finos a 300 e 400
Garrafas com agua florida a 700 e 1*000
Frascos de oleo oriza por 1/000
Fita parfacha, n. 80 3*000
Carreteis de 200 jardas a 8ii
Inviseveis grandes a 320
Ditos menores a 800
Brinquedos para meninos a 200, 300 e 500
Saixinhaspara presente a 2*500 e 000
ieios fio de sedapara senbbora a lf e 1*200
La para bordar de 2/800 e 3/000
: Pita chineza o maco 390
Dito de algodaodito 340
Massinhos de grampos a 90
Macaqunhos acrobticos a W
Botoes, fitas, loques, perfumaras, bengalas, te-
: sonras e outros muitos artigos que s com a vista
' na Exposicao tr larga do Rosario n. 38.
Fallidas brancas
80' AO NUMEEO
4o ra da Imperatrlz = AO
Loja dos barataros
Alheiro & C, 4 ra da Imperatriz n. 40, ven-
den) um bonito sortimento de todas estis fazendas
abaixo mencionadas, sem competencia de precos,
A SABER:
AlgodioPecas de algodSoainbo com 20
jardas, pelos baratos precos de 3/800,
4|, 4/500, 4/900, 5fl, 5/500 e 6J500
MadapolSoPecas de madapolo com 24
jardas a 4/500, 5/, 6/ at 12/000
Camisas de meia com listras, pelo barato
preco de 800
Ditas branc is e cruas, de 1/ at l/80f)
CregaeUafranceza, fazenda muitoencor-
pada, propria para lencoes, toalhas e
caroulas, vara 400 rs. e 500
Ceroulas da mesma, muto bem fertas,
a 1/200 e 1/500
Colletmhos da mesma '800
Bramante fraoces de algodo, muito en-
corpada, com 10 palmes de largura,
metro 1/280
Dito de linho inglez, de 4 larguras, me-
tro a 2*500 e 280C
Atoalhado adamascado para toalhas de
mesa, com .9 palmos de largura, metro 1J800
Cretones e chitas, claras e escuras, pa-
droes delicados, d '240 rs. at 400
Baptista, o que ba de mais deHcaio no
mercado, rs. 200
Todas estas fazendas baratissimas, na conhecida
loja de Alheiro & C, esquina do becco
dos Ferreiros
Algodo enfestado pa-
ra leupoes
A OOo r. e l 000 o metro
Vende-se na loja dos barateiros da Boa-Vista
algodao para lencoes de um s panno, com 9 pal-
mos de larguras 900 'rs., e dito com 10 palmos a
lfOOO o metro, assim .esma dito trancado para
toalhas de mesa,.com,9 palmos ue largura a 1*200
g metro. Isto na leja de Alheiro & C, esquina
do becco dos Ferreiros.
MERINOS PRETOS
A 1*800,1*400, 1*600, 1*800 e 2* o covado
Alheiro & C, 4 ra da Imperatris n. 40, ven-
dem muito hons merinos pretos pelo preoo cima
dito. E' pechincha : na loja da esquina do bec-
co dos Ferreiros.
spartllhos
A 5J000
Na loja da ra da Imperatriz n. 40 vende-se
muito bons espartilhos para senbora, pelo preco !
de 5/000, assim como um sortimento de roupas
de casimiras, brins, etc., isto na loja da esquina j
do becco dos FerreiroB.
CASEMIRAS INGLEZAS
A 2*800 e 3/ o covado
Alheiro & C, 4 ra da Imperatriz n. 40, ven- ]
dem um elegante sortimento de casemiras ingle- '
zas, de duas larguras, com o padres mais deli-
cados para costume, e vendem pelo barato preco
de 2/800 e 35 o cavado ; assim como se encarre-
gam de mandar fazer costumes de casemira a
30", sendo de paletot sacco, e 35/ de traque, j
grande pechncha : na loja dos, barateiros da Boa ;
Vista.
BRIM PARDO LONA
,A 320 ,*s. o covado
O baratearos da Boa-Vista vendem ama grande
porcio de brim pardo lona, por estar com princi-
pio de toque de mofo, pelo barato preoo de 320
rs. o covado, grande pechincha ; na loja da es-
quina do becco des Ferreiros.
Bordado alMrs. a pera
A ra da Imperatriz n. 40, vende-se pecas de
ordado, dons metros cada peca, pelo barato pre-
co de 100 rs., ou em cartao eom 50 pecas, -sorti-
das, por 51, apcoveitem a pechincha ; na loja da j
esquina do becco dos Ferreiros.
Fnstes de setlneta a .oo rs o
covado
Alheiro & C. 4 ra da Imperatriz ven-
dem um bonito sortimento de fustoes braneos pelo
baratinho preco de 400 e 500 rs. o covado, assim
setnetas lisas, tendo de todas as cores a 500 rs. o 1
ovado ; na loja da esquina do ,becco dos Fer-
reiros.
A Revotaco
O 48 da rom Duque de Caxias, desojando ven-
der muito, resolveu vender fazendas por menos
25 */o de seu valor.
Ver twa acreditar
rJetias macaos, de cores, 1*400, por 800 ria
covado.
Mariposa fina de cor a 240 ris o covado.
Renda aberta da China a 240 ris o covado.
Cretones finos naconnea a 240 ris o covado.
r-etinetas lisas e finas a 400 ris o covado.
Alpacas de cores a 360 ris o covado.
Linhos escoasezes propiios para vestidos a 240
res o covado.
Loques 4 Juannita a 800 res um.
Lencos braneos finos de 1/200 a 2* a duzia.
Camisas de linho muito finas pelo preoo dimi-
nuto de 305 a duzia.
Cobertas forradas a 2*800 urna.
Colchas brancas e de cores a 1/800.
Bramante de tres larguras a 900 ris.
Dito de quatro ditas a 1/200.
Toalhas felpadas para rosto a 4/500 a duzia.
Madapolo pelle de ovo, finissmo, a 6/500 a
peca
Camisas para senhora a 2/500 urna.
Lencos de seda a 500 jis um.
Redes hamburguesas de cores a 10* urna.
Ditas ditas brancas, com varandas, a 15* urna.
Cortes de casemira de cores finos de 4/500 a
10*000.
Casemira fina de eores, isrtestada, a 2/ o covado.
Flanella americana a 1*000 ris o ovado.
E mais urna inlinidade do artigos baratissimos
que nao deixar de comprar que os vir. __^__
Mp Ba Un Moreira
Maneras ti irte
Em vista dos graneles progressos da idea de que
se gloriam as nacoes eivilisadas, o commercio
deve aoompanhar esse progresso, visto que elle
o mais poderoso elemento do engrandecimento das
nacoes ; em usta do que annunciam
MART1NS CAPITAO & C.
1 Ra eatreita do Rosario 1
Grande sortimento de gneros alimenticios, es-
colha dos quaes, os annunciantes teem sempre
maior cuidado, para bem servir os seus numerosos
fregueres. Lembraaos, pois, o proverbio :
Quem nao experimenta, nao sabe.
Venbam ver, pois :
Queijos, flamongo e de Minas.
Fiambres ingleses.
Chocolate francs Menier.
Dito do Maranho.
Fructos seceos, como :
Paseas, amendoas, figos, etc.
Ditas cacionaes.
Doce de todas as qualidades.
Bolachinha inglesa.
Semeates novas de hortalioas.
Especial idade em
Vinhos finos do Porto, Madera e Shery.
Ditos da Figueira e de pasto.
Cognac de diversos autores.
Vinhos tnicos, como :
Absintho.
Vermoutb, etc.
Licores de todas as qualidades.
Champagne.
Cerveja de diversas marcas.
Bem assim :
Ararnta fina em pacotes.
Ch4 verde e preto.
Dito perola.
Especialissimo matte do Paran, em p.
Anda mais :
Ovas de peixe.
Sardinbas de Lisboa em Salmeara.
Vendem Martina Capitio & C, ra eatreita d
Rosario n. 1.
AOS AGRICULTORES
Forvnicida capanema {verdadeiro) para extinc-
(,o completa da formiga saura. Vendem Martins
Capito & C., ra estreita do Rosario n. 1 ._^___^
Ao32
Pinito deriga
Vende-se em casa de Matheas Aastin & C, 4
ra do Commercio n. 18, 1 andar, da melhor
.qualidade e diversas dimensss.
-----------i-
Camisas nacionaes
1 tsoo, 3 32 = Loja 4 rpa da Imperatriz = 32
Vende-se neste novo estabelecimento um gran-
de sortimento de camisas brancas, tanto de aber-
turas e pjnhos de linho como de algodao, pelos
barates precos de 2/500, 3* e 4*, sendo tazenda
muito melhor do que as que veem do estrangeiro e
muito mais bem feitas, por serem cortadas, por
um bom artista, especialmente camiseiro, tambera
se manda fazer por encommendas, a vmtade dos
freguezes : na nova loja da ra da Imperatriz n.
3.', de Ferreira da Silva.
Nova loja de fazendas
St Ra da Imperatriz = 3t
' DE
FERREIRA DA SILVA
Neste novo estabelecimento encontrar o res-
peitavel publico um vanado sortimento de fazen-
das de todas as qualidades, que se vendem por
precos baratissimos, sssim como um bom sorti-
mento de roupas para honiens, e tambem se man-
da fazer por encommendas, p r ter um bom mes-
tre alfaiats e completo sortimento de pannos finos,
casemiras e brins, etCj
lipas un meas
39Ra da Imperatrls-S*
Loia de Pendrada Silva
Neste estabelecimento vende-se as roups abai-
xo mencionadas, que sao baratissimas.
Palitots pretos de gorgorito diagonaes e
acolchoados, sendo fazendas muito en-
corpadas, e forrados 7*000
Ditos de casemira preta, de cotdo muito,
bem feitos e forrados 10*000
Ditos de dita, fazenda muito melhor 12/000
Ditos de flanella azul, sendo ingleza ver-
dadeira, e forrados 12/000
Calcas de gorgorito preto, acolchoado,
sendo fazenda muito encornada 5/500
Ditos de casemira de cores, sendo muito
bem feitas *w~
Ditas de flanella ingleza verdadeira, e
muito bem feitas 8*000
Ditas de brim de Angola, de muleskim e
de brim pardo a 2*, 2/500 e 3*000
Ceroulas de greguellas para homens,
sendo muito bem feitas a 1*200 e 1*?9
Colletrahoo de greguella muito bem feitos 1*000
Assim como um bom sortimento de teneos de
linho e de algodao, meias cruas e collarinhss, etc.
Isto na loja aa ra da Imperatriz n. 32
Riseados largos
a COO rs. o covado
Na loja da ra da Imperatriz n. 32, vendem se
riscadinhos prsprios para roupas de meninos e
vestidos, pelo barato preco de 200 rs. o covado,
tendo quasi largura de chita franceza, e assim
como chitas brancas miudinhas, a 200 rs. o cova-
do, e ditas escuras a 240 rs., pechincha : na
loja do Pereira da Silva.
Funtfteft. eiineas e Iziuhn* a 50O
rsw o covado
Na loja da ra da Imperatriz n. 32, vende-se
um grande sortimento de fustoes braneos a 500
rs. o covado, lzinhas lavradas de arta-cores,
fszenda bonita para vestidos a 500 rs. o covado,
e setinetas lisas muito largas, tendo de todas as
cores, a 500 rs. > covado. pechincha : na loja
do Pereira da Silva.
Merino pro I os a l Vende-se merinos pret js de duas larguras para
vestidos e roapas para meninos a 1*200 e 1/600
o covado, e suoenor setim preto para enfeites a
1/500, arsim como chitas pretas, tanto lisas como
de lavoures braneos, de 240 at 320 rs.; na nova
laja de Pereira da Silva ra da Imperatriz nu-
mero 32.
.tlffodiozinho frnucez para lencoes
a OOO ra.. I* e iSOO
Na loja da ra da Imperatriz n. 32, vende-ss
superiores slgodozinhos francezes com 8, 9 e 10
palmos de largura, proprios para lencoes de um
s panno pelo barato preco de 900 rs. e 1/000 o
metro, e dito trancado pa- a toalhas a 1*280, as -
sim como superior bramante de quatro largaras
para lencoes, a 1*500 o metro, barato ; na loja
do Pereira da Silva.
Ronpa para meninos
A *. *t&00 e O*
Na nova loja da ra da Imperatriz u. 32, se
vende um vanado sortimento de vestaarios pr
pros para meninos, sendo de palitosinho e calci-
nha curta, feitos de brim pardo, a 4/000, ditos
de moleequim a 4/500 e ditos de gorgorito preto,
emtando casemira, a 6/, sao muito baratos ; na
oja 4o,Pereira da Silva.
Fazendas teje niMlas
A. -Ra **o irnTrnrfi ffkJT
J Baslo & V.
(TELEPHONE 359)
Avisam as Exmas. familias que receberam ds
Pariz:
Lindjaaimos cortes para vestidos com tecidos ds
mais (lalpitante novidade como sejam: Etamine
com bordado a retroz, seda crua bordada a capri-
cho, Cachemire com enfeites bordados a fil
Moda 1686
Valentionne en ecorce d'arbre.
Primorosa escolha em vestidos com 20 metros ds
la ligeira, tecido anda nao conhecdo aqu.
Cores e desenhos novissimas as seguintes fa-
zendas de seda, la e algodao. Etamine, Surah, Se-
tim, Failles, Linn. Toile d'alsace, Cachemires.
Explendido sortimento
Em leques, luvas, espartilhos, lacos, lavalires,
meias, lencoes e muitos outros artigos que se ven-
dem por precos sem competencia.
LOTE
DO
EXTRACTO NO DIA 13 DE MARCO
ABMSFERIVEL
O portador que possuir dous vigsimos desta importante
loleria est habilitado a tirar25:ooo$>ooo.
Os bilhetes acham-se a venda na Casa da Fortuna ra
Primeiro de Marco n. 23.
G0KKE 13' OE MLKC0 DE 1880, SEM EALTA.
IIEBKI

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i




8
Diario de PcrnambucoQuinta feira 11 de Marfo de 1886


i





L!ITB4TUR
OS FILHOS
DO
BANDIDO
AS
POB
i, ciriiau
QUARTA. PAH72
gratas d'Btretat
( Continxtatfio do n. 56* )
XXXII
TNNVOr
O olhar pode fcilmente contemplar o
tund e as paredes nada me patntela
urna c'ommunicajao subterrnea.
Nada mais posso dizer, respcndeu
Catharina. Nunca passei por este lado.
Pedio-me tudo o que sabia, exigio-rae que
lhe reveUasse todos os segredos que pos-
suisse, respond a todas as suas perguntas,
obedec a todas as suas ordena, mas nada
mais posso fazer. Mercurio enganou-rae .
N5o o creio, mas se assim serei respon-
savel pela mentira de Mercurio ?
Sim disse Giraud.
Ab fes Catharina empallidecendo,
far expiar a urna pobre e fraca creatura,
arrastada apezar da sua vontade, os cri-
mes de una homem *
Esses ciimes, tu os partilhaste, ex-
clamou Giraud com violencia.
Catharina euopallideceu ainda. A mise-
ravel creatura tinha medo. Comprehand.a
depois de
que a hora da justija soara e
t-r dado conta aos homens da sua condu
cta e de sua infame allianja com os ban-
didos, tremia pensando que depois da jus-
viria telvez a iirna.
gusti.s do temor. Mas quanda vio a seus
ps aquello que tomava pelo nico La
Chesnaye, cojo nome tao celebre estava
tito universal meato espalhado, sentio um
immenso orgulho apoderar-so do seu espi-
rito e a idea de aer a favorita de tilo gran-
de senhor pareceu lhe nSo devor regei-
tel-a.
Muito tempo ignorou a existencia dos
douS irm&os de Mercurio, e grajas aos
seus instinctos viciosos, a leus desojos
immoderados e sempre satisfeitos de luxo,
de toilettes, habituou se rapi lamento
existencia nova que he propararam, adian-
do essa existencia, muito preferivel aquel-
la que ambicionara.
S quando Reynold foi doscobcrto e uis-
sera a Joanna as qualidades preciosas para
o papel que era til fazer lhe representar,
urna parte do segredo da associajao foi con-
fiado ex-narnorada .do polica Giraud.
Joanna foi baptisada com o nome de
Catharina, baroneza de Santa-Maria, e lau-
cada na corte pelos cuidados do conde de
Bernac.
Urna vez neste tarreno abrazador, bri-
lbante e movedijo, Catharina era muito
eminente intrigante, muito immoral para
nSo fazer um caminho rpido, o nessa si-
tuajao, que fartava ou satisfazla todos seus
desejoa, ella prestava cansa commum os
servijos mais assignalados.
Por taes allianjas com os numerosos gen-
tis homens raaravilbava-os com. .. as suas
gracas e belleza, Catharina tudo sabia
dava aos irmSos informacles preciosas e
muito importantes. Lembrar-se-hilo os nos-
sos leitores da nossa visita casa de Joan-
na aonde Catharina advertio o conde de
Bernac da ausencia do duque de Mercceur
do seu palacio e da opportunidade de ope-
rar nessa mes mi noite era que ella lhe
fallava. Depois, no baile de D. Pedro de
Toledo, nos a vimos senhora da chava do
gabinete de armas do ombaixador e pres-
tando por este facto o mais poderoso auxi-
lio i o rapto de Diana e a fuga de toda a
quadrilha.
Mas desde a morada forjada as gru-
tas, que seguir este novo crime, Cathari-
na aborrecera-se. Para que respiraase soce-
gadamente, era preciso a essa creatura sem
pejo, a vida livre e galante, tal como a ti-
nha na corte. Depois Catharina presencea-
ra um pequeo acon'.ecimento que lhe dera
tija humana,
Nao tendo nunca amado Mercurio assim : muto que *reffectir.
como nunca amara Giraud, inquieteva-se, go nuaca amara
pouco da sorte que podia estar reservada. te ^mj^,,, a0 arnara Catharina. A pai
ao filho de La Chesnaye, so se assustavn x&q d() bandi(i0 (como todas as paixSes,)
Catharina Mercurio,
motivo porque Camaloao obedeca,
desejo de apoderarse do commando
da quadrilha, mas ignorava a intenc&o do
bandido, de se tornar possuidor do thesou-
ro de Van Helmont psr moio da pessoa
d'Aldab.
Por sea lado, Camaleao compreheudia
que a joven quera esoapir ao perigo da
parda de que Mercurio cortamente a amea-
java, maa nao sabia o conhecimento que
tinha Catbarina dos oito milhdes escondi-
dos nossj escondrijo desconhecido de to-
dos, de que Reynold e mestre Eudes pen-
sava em ter s o segredo desdo a prisao
do Mercurio o da dosapparijao de Humber-
to. Reynold nunca suppuzora quo a con
fianja de seu irraito era Catharina chegara
at a declarar-lho a oxistoucia desses tho-
so uros.
A franqueza nao se encontrava em ne-
nhuma parte entre esses homens habitua-
dos a enganarora todo o mundo.
Camale2o prometiera a Catharina o fa-
zer revoltar a quadrlh entregar os tres
irmaos e destruir assim o perigo que ella
temia.
Sabemos como esso plauo, posto cm exe-
cujao, fora transformado de urna parte
pela enrgica intervenc5o de Giraud, o
qual tinha agarrado Bernardo na occasiao
em que este devia ir ter com o Sr. d'Au-
mont, e conduzr as forjas do prebostado
floresta de Benzeville, aonde Roynold e
mestre Eudes estavam (pelo menos era o
que Camaleao pensava) a procura de Hum-
berto ; por outro lado pela chegada inespe-
rada de Reynold aos subterrneos, e final-
mente pela calptura de Catharina operada
nos penhascos de Etretat por Giraud e
Marcos.
Para fazer justija a Catharina o ao seu
cumplice, preciso dizer que nenhum del
les podia adivinhar a accao de Giraud ;
mas Catharina raptada e as mSos do seu
ex-naraorado e de Van Helmont, conven-
cida da sua perda, hesitava em responder
as perguntas dos dous homens. Catharina
tudo sacrificara para salvar a vida, nao re-
tendo no fundo do seu pensamento mais
do que o conhecimento do thesouro, segre-
do dos tres irmaos, thesouro que para si s
conta va reservar; mas como a liberdade
de Diana o de Aldah pouco lhe importava,
e como a captura dos tres La Chesnaye
lhe importava ao eontrario muito, tinha,
desde as priraeras palavras, entregue o
era o O sabio elevou um cufio machado sus-
geral pens cintura e defl-o a Giraud. Este
machado, feito de una s podajo de metal,
ferro e cabo, pesava1 bastante e era de urna
solidez a toda a pro va.
Giraud apanhou a arma caida aos seus
ps e bteu vagarosamente, depois forte-
mente, com um progresso de impaciencia
manifest, as paredes da oxoavacad.
Em toda a parte encontrava a resistencia
do penbasco, e a cada machadada respon-
da um som surdo apestando a adherencia
completa das podras da montanba.
A colera invadiu.-o"rosto de Giraud, o a
physionomia do /Van Helmont exprima
urna an^kdadoprofui
O soUapparece
o nicamente tinha um pensamento : esca- j ^n^a aenaiyeimente resfriado com o tempo,
par viganja daquelles que a ameaja- > e a pr98en5a a duas outras raulheres mais
vam. jovens e encantadoras do que Catharina,
Quando Joanna parecer eseutir n|ou- nao tinha contribuido pouco para essse
tro tempo em Rouen os discursos apaixo- resfriamento. ... .
nados do ex polica do prebostado, tinha Catharoa soubera hbilmente tirar de
obedecido nao ao corado, mas ao3 senti- Mercurio urna parte dos segre ios da asso
da sua natureza. Sobn- cacao sabia que Reynold e Humberto
as ignoravam as confidencias de seu ir
m3o e por consequencia conhecia os peri
raeutos viciosos __
nha de um jardineiro, humilde aldea des-
tinada a ser toda a sua vida creada, o ti
tulo do mulher de um polica a seduz.n
Depois pensava que depois de casada,
capara vigilancia de seu to,
milita confianja eoi si para suppor
instante que nao fosse rainha e dona de
tudo.
Escolhera Giraud,
muito estimado das
es-
e tinha
um s
que, bom rapaz e
raparigas da trra,
rio de |
gos.
Com o carcter inflexivel de Reyold,
nao duvidara que o dia em que este ima-
ginasse ter alguma cousa a temer da Ca-
tharina e no dii em que esta nao fosse
protegido pela paixao de Mercurio, Rey
nold faria violentamente desapparecer a jo-
ven.
Ora, Catbarina era muito hbil para nfto
'^^^'V^^^^^^l^Ji^iBM essas cousas e muito orgulho-
'j^iTZZ JdraTcanUdoara Lpara se desviar do perigo que poda ter
U,f^. 4. .?.! a Motevilb pelo to evitado. __^_ _____
.^jwaento e o sequestro
sobrinha do castello de Motevdla pe
brbaro, tinham sido dous rudes golpee
contra ella.
Via os seus projectos destruidos, os
seus sonho. dissipades; nao pensava no
marido que lhe era indifferente, mas cho-
rava a sua liberdade perdida e o casa-
mento-interrorapido.
tempo
o peri-
a con-
evitado.
Entilo, procurava desde muito
um meio de conspirar e de evitar
go, quando Camaleao lhe reveluu
versajSo na qual era assumpto a perda de
M treurio e por consequencia a de Catha-
rina o que Rsynold, com o seu genio in
fernal deixara escutar maliciosamente
por Catbarina para provocar por urna e
por outra parte os seus irmaos.
Esta revelacjl'> foi para Catharina
segredo da abertura das grutas, abertura
absolutamente conhecida de mestre Eudes,
de Reynold, de Humberto e de Mercurio,
qu > lh'o tinha entregado.
Entretanto ella dizia a verdade quando
accrescentava que n3o tinha entrado as
grutas por aquella entrada mysteriosa. S
podia repetir o que lhe dissera Mercurio,
que nao tinha dado pormenor algum e se
contentara, designando o penhasco .do
fundo, em dizer a Catharina :
Se tores perseguida e sem teres meio
de fugir, salta sem hesitar para este antro
e chmame em voz alta ; em dous segun-
dos estars ao abrigo do perigo das abo-
badas das nossas grutas !
XXXIII
O HYPNOTISMO
Convencido, pela continua experiencia
das cousas e dos homens, que possuia era
tilo elevad gru, que Catharina dizia a
verdade protestando a sincoridade da sua
revelajao, Van Helmont mclicouse a seu
turno sobre o pojo, examinou o in'.-rior
com profunda attenjSo.
Com o gesto, convidou Giraud a descer
all>. Este obedsceu immediatamente. Urna
vez no fundo, intirrogou minuciosamente
o solo, em seguida as paredes.
Nem o 83U olhar penetrante, nem a sua
um
Quando La Chesnaye tentou sobre o
castello esse terrivel golpe que tere o
\am xito e tere em resultado a pilhagem verdadeiro raio de luz.
j u n marnuez d'Assigny de Motte-, Saudou o ieu novo
dos bens do mar ^0Jiardineiro, tranlo este disposto a servir os seas dese-
confidente e eocon
queTe JS .upporfr as an- nicamente, Catbarina acreditava que o
rOLHETII
A FILHA 00 SINEIBO
lar
mao investigadora, poderam descobrir cou-
sa alguma que pod^sse pol-ono caminho da
oomraunicajao quo procurava.
- Nada disse elle levantando a cabe-
ca para Van Helmont, o qual sempre in-
clinado, e tendo na mao direitios pulsos de
Catharina para evitar toda a tentativa de
fun-a, segua com a vista os roovimentos
do ex-policia do prebostado de Rouen.
pparece no horisonte!
elle batendo con o p no solo. O tempo
passa... necessario portanto qm saiba-
mos a verdade. E' necessario que entre-
mos nessas grutas malditas! Talvez Aldah
soffra neste momento todas as torturas do
inferno I Sa estes homens sabeai o que
tentamos contra elle, e derem sbelo, vin-
gar se-hSo sobre as duas creanjas 1 E' ne-
cessario encontrar esse segredo !
Sim, mestre, necessario 1 exclamou
Giraud, lanjando-se de um pulo do fundo
do pojo para a borda.
E agaroan lo Catharina pelo brajo :
Men'.iste! disse ello com voz amea-
jadora.
Disse a verdade !... juro-o perante
Deus!... Graja piedade!... exclamou
a joven procurando tugir dos olhares do
homem que a eoatinha agarrada.
Mentiste repeta Giraud.
N8o !. graja Disse Jo que sa-
bia...
Deixa esta mulher, disse Van Hel-
mont Neste momento nSo saberia mentir
ainda mesrao que ella quizesse.
Mestre, ainda urna vez tome conta !
As palavras della sSo falsas. Porque tra-
hiria ella La Chesniye sem quo urna tor
tura material a isso a obrigasse ?
Porque eu quero que ella o traisse !
disse Van Helmont com voz firme... E,
essa traijao, vae concluil-a Nao procures
comprehenier, Giraud ; um segredo en-
tre mim e a seiencia 1
Mas ella disse que esta abertura cu u -
municava com as grutas.
Pode ser assim.
Mas nao I
Ainda ha um segredo que necessa-
rio saber, o esta mulher vae esclarecer o
nosso caminho I
Depois, voltando-se para Catharina cara
um movimento rpido, Van Helmont agar-
rou-lhe de urna vez as maos, e fixou nos
olhos pretoa da joven o seu fascinador o-
lhar.
Catharina debateu-se dando gritos agu
dos. Giraud arrancou um cinto que cer
cava a cintura de Catharina, na intenjao
evidente de abafa s seus gritos com urna
mordaja.
Deixa! disse imperiosamente Van
Helmont.
E o sabio, empregando por um esforjo
supremo todo o poder magntico de que o
dotara a natureza, continueu a tentar do-
minar a joven ; mas ou ella era rebelde,
ou porque a sua vontade mais forte luctas
so contra a do magnetisador, a catalepsu
nao vnha, e Catharina continuava a de-
batir se e a gritar.
Van Helmont gasUva as suas forjas
inoraos, a sua energa physica, os recursos
da sua seiencia immeosa sem poder conse-
guir e phonomeuo que elle chamara com
todos os seus deaejos.
Desgrajada! exclamou Giraud com
violencia; os gritos desta miseravel podara
ouvr se. Reunamo-nos aos tres genti-lho-
mons que estilo neste momento nos penhas-
cos, o tentemos forjar a entrada das grutas
que d para o mar.
Van Helmont nlo responden. Entregue
operaj3o qu tentava, nem sequer ouviu
as palavras do seu companheiro.
Van Helmont pensava que, no momento
em que houvesse urna outra communicajao
das grutas com a trra firme, devia ser
vista
quasi ao
por tal communicajao que os bandidos, que
elle suppunha encerrados no teu covil,
procurariam sair; ora essa segunda entra-
da quo elle trata va* guardar a todo o pre j
e de que estimava conho cr o segredo.
Catharina debatia-se ainda co.n mais
energa, e offereca urna resistencia que
Van Helmont nao podia vencer.
Repentinamente, n'um paroxismo de co-
lera, Giraud levantou a mao que sustinha
o alfange a cima da cabeja do Catharina
inclinada para traz.
Um raio de sol deu em cheio sobre a
lamina brilbante.
Os olhos da joven baixaram-se
da arma quo a ameajava, mas
mesrno tempo abriram-se como se as pal-
pebras fossem movidas por urna forja in-
vencivel e fixaram se na lamina do al-
fange.
Van Helmont desviara o brajo que se
abaixara. c este duplo gesto cumprido
pelos dous homens tivera lugar com a ra-
pidez do raio ; mas o sabio, que olhava fi-
lamente Catharina para a submetter com
a ajuda do fluido magntico, notara o mo-
vimento opposto das palpebras oquand o sol
reflectia no ajo do alfange.
O imn do Mokki disse-me a verda-
de | exclamou elle, e a immoblidade ca-
taleptica dos fakirs da India na i teria
realmente outra causa Oh era neces-
sario que duvidaase da seiencia at aqui
para que a seiencia me salve neste supre-
mo instante !
< Que obtenha o sorano desta mulher,
e saber:i em seguida frjala ao estado de
somnambulismo lucido Sim 1 sim l Deus
quer !.. obedejo I E' urna inspirajao
n3o devo deseonhecer o seu po-
POR
:.:: sois&qset
(Contin.uajy.0 do n.
IX
56 )
Urna, duas, e queres ou nao escre-
ver a carta ? Trouxo tudo quanto neces
sario. Nada respondes. Nao dizes nada ?
Est visto, entendido e decidido I concluio
o scelerado, fechando a porta com violen-
cia.
JoSo Fabreguette ficou de novo s escu
ras e faja-se-lhe justija, nunca pensou,
um s segundo, em aceitar os ofFsrecirnen-
tos daquelle tratante, que lhe propunha res-
catar a vida pelo vil prejo de urna infame
traijao. Sabia comtudo qu, desta vez
era sentenja sem appellajao e que o mi-
seravel agente do assassino da condessa
Xenia nao voltaria. O tom em que falla-
ra nSo deixava a menor duvida sobre suas
intetjoes. Mas tinha tambem tratado de
um assumpto que havia feito germinar urna
idea na cabeja de Fabreguette.
Porque motivo, dizia o artista de si
para si, me fallou elle ,nos perigos de um
incendio ? Nao foi com certeza por inte
ressa pela minha pessoa. E' porque re-
ceia que eu empregue esta extromidade
para me escapar. Qu in io a gaiola fica
queimada, foge o passaro ; a menos que
nao fique torrado. E' urna tentativa para
experimentar, a nica quo isa resta : te-
nho vontade de a por em execujao.
Esta plano ousado era, porra, mais f-
cil de concebel-o do que exacutalo. Urna
casa nao arde como meia duzia de troncos
pequeos e sobrotudo quando para incen-
dial-a se dispe apenas de um caixa de
phosphoros. Mas, mesrao quando o conse-
seguisse, havia grande risco de raorrer no
incendio. Mas o aprendiz de pintor de ra
H'ichette de nada recciava- Tirou da al-
gibeira a caixa cuja existencia elle negara
e tratou primeiro que tudo de arraoj
luz.
O primeiro ponto importante para Fabre-
guette era examinar o interior do seu car-
cere que elle conhecia apenas pelo tacto :
meio de explorajao imperfeito, porque o
nao pode supprir a vista. Tirou com infi-
nitas precauj8es, um phosphoro da oaixa o
passando de leve a mao sobre a extrem
dade revestida de enxofre, vio que urna
claridade azulada se desprenda daquella
extreraidade. Era bora signal; porque a
sua salvajao dependa do estado era que se
achassem os phosphoros.
Comtanto que nio estejam molhados,
pensava elle com angustia Se o estives
sem, nada mais tinha que fazer senilo en-
golir os phosphoros o enveunar me, era
melhor do que morrer de fomo, ia pelo me
nos mais depress. ^
Tratou de apalpar a lixa da caixa, ven-
ficou que. esUva secca e tentou a experin
eia decisiva. Teve bom xito : o phos-
phoro inflammou-se, o fogo pegou no enxo-
fre e o pao comejou a arder.
Munido desta fraca luz comejou a ex-
plorar a sua prisao. Tinha gasto > tres
phosphoros e havia examinado duas pare-
des se :i nada descobrir de importante. To-
da a questao para Fabreguette era a se
guinto : muitos metros de parede tinha an-
da que examinar e quantos phosphoros ti
nha ella na caixa pira tal. Quanto mais
avanjava, tanto mais dnridoso se lhe afi
gurava o xito final ; mas foi at o fira da
explorajao e a ana perseveranja recom-
ponsada.
Quasi ao completar o seu exame, vio a
tres pasaos do tabique e no meio do chao,
um raootilo de cavacos ao lado do qual ha
via dormido a noite antecedente ; cavacos
de pinho que os carpintoiros se haviam es-
quecido de deitar fra. Havia os era quan-
tidade suficiente para fazer urna boa fo-
gueira, mas essa fogueira nao era suffi.-ien-
te para coramunicar fogo ao forro de ma-
deira qu>. revesta a casa o que necessario
turar. O acbado. portento, nao era tao
pre ioso como pareca a principio.
Fabreguette fastou os cavacos cora a
ponte o p, te .do o cuidado do alo Ibas
lanjar fogo, cora o phosphoro que Ibes ser
via de vela de repente deu ura grito de
alegra I debaix) dos cavacos hara um to-
gareiro e urna porj8o da carrSo. Quera
teria posto aquillo alli ? Naturalmente os
operarios emprega los em construir aquella
especie de barraca, edificada no centro da
casa por ordem do locatario. Tudo aquillo
do co.
der!
Acabando de pronunciar estas singulares
palavras, Van Helmont largou as maos da
jorea, e lerantendo a da trra, tomando-a
pelo meio do corpo, deitou a no solo ainda
hmido, borda do pojo.
Collocala como estava, a cabeja de Ca-
tharina recebia por detraz a luz do sol.
Van Helmont constrangeu-a, empregando
a forja, a conservar aquella posijSo.
Depois, dirigindo-so a Giraud, que, es-
tupefacto do que estava vendo e do que
ouvia, ficou mmovel, n3o ousando pedir
ao sabio urna explicajao das suas palavras
e dos seus actos.
Colloca te aqui, deste lado, de joe-
lhos, ordenou Van Helmon.
Giraud obedeceu sem comprehender.
Com a tua m3o esquerda sustem a
cabeja desta mulher, de modo que fique
inmovel 1 contnuou o singular persona-
gam. >
G raud fez o que lhe orlenaram.
Bem levanta a alfange que sustens
na mao direte ; colloca-o ao de cima do
rosto ah!. PSs a ponte delle entre os
dous olhos... de maneira que deixes urna
distancia entre o rosto e a lamina...
bem !... Volta a lamina para que o sol
a faja brilhar... ah 1.... Agora, Gi-
raud, fica immovel e espera '
Giraud obedeceu ainda. Van Hdmont,
meio ostendido ao lado de Catharina sus-
tentava com as suas maos nervosas os
membros delicados da joven e impedia to-
do o mo vi monto.
Giraud, com os dedos mettidos nos ca-
bellos de Catharina, mantinha firmemente
a caL-eca na poeijao indicada por Van Hel-
mont, e a sua otilo direita faza brilhar
cima do nariz, entre os dous olhos da
mulher immovel, a lamina ameajadora e
r esplandecente.
Quem tivesse visto estes dous homens e
esta mulher, julgaria assistir ao espectcu-
lo sobrenatural de dous assaasinos a ponto
de mataren a sua victima.
Nos primeiros instantes, os olhos de
Joanna cerraram-se, em seguida as palpe-
bras abriram-se e o sea olhar, depois de
vaos esforjos para procurar outra direejao
fixou-se no aje brilbante.
Depois de alguns segundos, o rosto de
Cathariua ompurpureou-se... as palpe-
bras parecara tomadas de um tremor con-
servio provavelmente para fazer seccar a
pintura e l ficou quando a obra concluio.
Urna desgraja nunca ve.n s; acontece
o mesmo felicdade. Fabreguette lobri-
brigou n'ura canto, a dous pasaos do mon-
tito de cavacos, um objecto branco, da um
branco sujo e bajo. Levantou-se e verifi-
cou que easa objecto era ura pacota di ve-
las, mais precioso para elle, nesta occasiao,
do que urna barra de ouro.
Salvo 1 exclamou elle, aportando os
phosphoros de encontr ao corado, estou
salvo. Nada rae falta para deitar fogo a
esta torro do Nesle. E' pena que o patifo
que para aqui me attrahio nao esteja de la-
do do. dentro. Tinha grande satisfago em
o amarrar o deixal-o a:sar.
E poz-se a executar ura passo de carc-
ter, que teria feito furor dansado no bailo
da Closerie des Lias.
Fabreguette possuia agora todos os raa-
Leriaes necessarios ; mas era preciso erapro
gat-os sera parda de tempo : porque a ope-
i-ajXo poderia ser demorada, e nao se es-
quecia de que o seu encarcerador fazia
ompenho em supprimir Sacha, antes de fin-
dar o dia.
Comejou por acaender urna vela ; de-
pois de a tirar do pacate que continha
seis, e armado deste luz mais seria do qua
ura ph >sphoro de rggie, poz se a examinar
o tabique. O postigo e a port pareco-
rara-loe mais facis te atacar palo fogo do
que o reste do compartimento.
Comejou por raetter carvilo no fogaroiro
a por deitar fogo a>s cavacos qu^, na falta
de fole, elle activava abanando om a sua
cirapuja vcrmelha. Foi negocio do u-n
instante e passou logo para outro exerci-
cio.
Dapois de haver aado a fa:a nos re-
bordos do fogareiro e segurado a vela, fa-
zando-a pingar no soaluo, procurou urna
das juntes do tabique e coraejiu lhe a cor-
tar as arestav Trabalho pnoso; sobre-
tudo no coraej). O pinho resista faca,
mas elle coaseguio esbojar urna abertura
qual applicou inmediatamente a chararaa
segjnda vela. Esta chamraa carbonisou
bein depressa a raadeiraj retalhada pela
faca e O buraco augnaotou pou:o a pouco-
Era apenas ura cornejo ; mas o meio es-
tava aohado. Fabreguette cora a faca ti-
rara as porjS s carbonisadas ; corteva de
novo, depois tornava a applicar lhe a vela,
e assim por diante ; por forma quo o bu
raoo tornou^sa sutfi entemenfo largo o bas-
tante profundo para que lhe podease in
carv3o a2cc?o, ti-
vulsivo, depois os olhares convergirn! para
um mesmo ponto, a iris oscillou, as papil-
las contrahiraiu-se, dilataram se ainda mais
rpidamente, depois o tremor das palpe-
bras cessou, o rosto fez-se o pallid i olhar
fixo, ce olhos immoveis.
Van Helmont pegou-lhe n'uma das n>a<>s,
esta nao fez movimento algum: Catbarina
tambera n2o se mexeu.
Est obtido o somno I exclamou o
sabio com expressao de alegra. Giraud,
esta mulhor vai fallar e revelar-nos at o
que ignora.
Giraud, .estupefacto, n3o acreditando
em seus propros olhos, obedeceu ordem
exprassa que lhe lora dada.
Catharina, lirre, conserrou una inflexi-
bilidade cadavrica.
A catalepsia est complete I disse
Van Helmont. O imn disse a verdade 1
tenho o segredo dos fakirs.
Abaixaudo-se, Van Helmont collocou
Catharina nos seus bracos. Nenhem acto
de vitalidade se manifestara, era realmen-
te um cadver que o sabio maaejava a seu
grado. Collocado em p, o corpo conser-
vou rigorosamente a attitude dada com a
rigidez de urna estatua de marmore.
Giraud, cada vez mais maravilhado do
que se passava na sua presenja, nao sabia
se era victima de urna illusao ou se devia
acreditar realmente no que via.
Van Helmont com a ajuda d'algumas
passagens magnticas soltou a fronte da
cataleptica e reuniu todos os seus esforjos
para obter o somnambulismo Incido.
Vs ? perguntou elle.
Catharina ficou immovel, mas os seu3
labios fizeram um simples raov. diento.
Vs ? repetu elle.
Vejo balbuciou a joven.
Pdos executar a minha vontade ?
Sim... se me obrigar !...
Ordeno o I
Entilo... farei o quo mandar !
Van Helmont designou cora o gesto o
pojo, prximo do qual tivera lugar esta
extraordinaria acea.
Desee, pelo pen?amento, alli.
Desjo I respondeu Catharina depois
de alguns instantes de silencio durante os
quaes a sua physionomia tomando a sua
immoblidade, exprima successivamente as
mais vivas angustias e gr nde terror.
Chegaste ao fundo ? perguntou Van
Helmont.
Sim... cheguei... eis-me !...
E Catharina respirou.
Procura em roda de til
Procuro...
Que encentras ?
Nada I
Que! essas paredes que te rodeiam
estao solidas. Nao existe nenhuma aber-
tura mysteriosa ? Olha I Examina! Pro
"cura co n attencjlo I assim o quero 1 Eu
'o ordeno!
Vau Helmont pronunciou estas ultimas
palavras com muita energia e fixando as
pupillas de seus olhos sobre & joven.
Faz me mal, senhor! disse Cathari-
na com voz opprimida. Abafo !
Procura sempre I quero !
A joven pareceu redobrar de atteujao.
Sua fronte branca mostrava a contenjao
extraordinaria das suas faculdades intclle-
ctuaes.
Ah I disse ella.
Encontraste ? perguntou Van Hel-
mont.
- Nao... mas oujo um ruido que se
approxinsa.
Que bulha essa ?
Um surdo mumurio. .. .
Qual a causa?
Nae sei...
Escuta e sabers!
Escuto! ...
Bem.
- Silencio I disse Catharina como se
a tivessem perturbado na sua attenjao.
Que ha ? replicou Van Helmont de-
pois de um novo instante de silencio.
troduzir um pedajo de
rado do fogareiro.
A tarefa nao andava depressa, e elle
gastou urna boa hora para furar completa
mente "o tabique. Resolreu, portento, em-
pregar os grandes raeios. Atrou grandes
ponteps de oncontro ao tabique, que o fi-
zerara estremecer, mas nao cahir por trra.
Por fim recorrau ao incendio. Arrastou o
fogareiro para debaixo das tabeas meio
queimadas, juntou todo o resto do carvao,
cobrio cora os cavacos que accendeu e es-
pern o effeito, que n3o tardou muito que
n3o se produzisse.
Um fumo espesso invadi o recinto, as
chammas ergueram-se, lambendo o tabi-
que, pegou fogo tito rpidamente como se
estives8e besuntedo de petrleo.
Fabreguete n3o caba em side contente ;
mas por fim a alegra moderou-se-lhe. O
fogo augmentava, e quanto mais lavrava
mais augmentava o fumo, um fumo sufto-
cante que atacava a garganta do preso, e
que o impeda de respirar. Ainda alguns
minutos mais e morrena sufocado.
Tnha-se refugiado n'um dos cantos des-
te compartimento sem sahida ; o mais Ion
ge possivel do foco do incendb; mas per-
cebia perfeitamente que dentro em pouco
os quatre lados daqu.lla caixa iara arder e
a posicao j nao era sustentavel. O pobre
nrtista, j um tanto tarde, percebia que a
sinistra predico do mordouso ia realzar-
se. ....
Queiraando a prisao, o pnsioneiro quei
raavaso a si proprio. Mas aquillo nSoera
hornera que se resignasse a morrer assim e
turaou urna resolujao varonil. O fogo cer-
cava-o e elle avanjou contra o fogo par
tentar urna sortida. Poz os brajos por ci
ma da cabej.i, a fira de a garantir, fechou
os olhos, poz-se a distancia e arreraessou
sa com toda a forja contra o tabique.
Felizmente este era ura tanto fraco para
resistir ; o fogo tinha-o enfraquecdo inda
mais. Cedeu ao choque e Fabreguette foi
roUr do outro lado no meio de destrojos
ar len'es e perseguido pelas chammas que
o ar atea va. Custou lhe a levantarse e
quando o conseguio j os vestidos lhe co-
mecarara a arder.
Era preciso fugir a sahir desta casa que,
(Continua).
dentro em
gueira.
pou
co.
seria urna immensa fo-
Depois de harer atravessado a correr
a>uos quaitos, precipitou-ae pela escada,
seeuio o corredor e tentou abrir a porta
da ra O tal mordomo havia-a porra fe-1 destino. Pensou que te nao
chado por tora. Era noces ario, sob pena
de morte, achar outra sahida.
Fabreguette tere a coragem de^tornar a
subir e de penetrar no prmitro quarto j
impregnado pelo fumo. Os outros dous
ardiam completamente e o clarad do in-
cendio os Iluminara.
A janella estara fechada, vidrajas e por-
tas de pao seguras por um gancho que elle
desprenden; m-s nao foi a primeira ten
tatira e Fabreguette rio que esterara ain-
da pregadas por dentro. Desta vez esta-
ra perdido, se nao se lembrasse de correr
ao fogao e tirar urna tenaz de forro que
l estava. Pegou nella e applicando-a co-
mo urna marreta de encontr s portas de
pao, fl-as ceder sob os golpes repetidos e
>)e vigor pouco coramum com que as ata-
cou.
Erafira, tornou a ver o da, e venncou
com manifest prazer que a janella fica va
apenas tres metros cima da caljada : ura
salto insignificante para um raocetao de
cinco ps e seta pollegadas de altura. Pas-
sou a perna por cima do parap-ito da ja
nella, suspendeu-se pelfs maos, deixou
pender o corpo ao longo da parede e cahio
na caljada. .
Nuvens de fumo sahiam pal sjaneilasda
casa, e Fabreguette, quo nao havia perdi-
do a cabeja, poz-se a gritar : Fogo I Da-
pois d nao passar por diante do armazem do fa-
bricante de carros, que o conhecia, e que
poderia querer tolher-lhe o carainho. N3o
tinha empenho era lhe contar a sua aven-
tura. O que elle quera era chegar o ma3
depressa possivel casa de Meriadec,e com-
prehendia perfeiteraente que, se se demo
rasse perto da casa incendiada, haveria
quem o aecusasse de lhe ter deitado fogo
e o levasse para a estajo policial.
A ra de Marbeuf do lado quo elle ti-
nha tomado, vai ter a avenida de Alma,
avenida que termina na ponte do mesrao, a
qual elle atravessou a bom correr. Passava
um mnibus de que ella conhecia o itinera
rio. Entrou nello, contente por chegai
ra Taranno mais depressa, na daentrada
ra de Renne?, onde este linha tera urna
eatajao
O trajete effeuuou-se sem incidente, e
o bora rapas, qui Daubrac chamava por
graja o terceiro mosqueteiro, desceu 8!
tando, quando o erro passava pela ra la
ranne, a duzentos metros da morada de
Mriadec. .
Fabreguette ch'gava ao termo do seu
era p'cciso
correr, tanto mais que, no estado em qua
se acbava, nao tinha l muita vontade de
attrahir a attenjao dos transentes e dos
guardas policiaes. Fabreguette impoz-se,
pois, um andamento mais vagaroso ; posto
que tiresse immenso desejo de chegar, a
ninguem reparou nelle. Nestes paragens,
frequentedas pela colonia dos pintores, que
tm os estudos na ra Notre-Dame des
Cacnps, nao se muito exigente no trajar,
e toraaram-o realmente pelo que elle era,
por um artista e por um bohemio.
Deixou logo o largo passeio da ra de
Rennes para se enfiar pela estreita ra de
Cassette, onde nao ficara exposto a cau-
sar admirajao pela desordem do seu trajo.
Foi direitnho casa da Meriadec, e quan-
do a entrar ficou um tanto admirado de
encontrar fechada charo a porta que, da
costume, bastera empurrar para se abrir.
Bateu por diferentes rezea ; ma3 muguen
lhe responden.
Seria bom signal? Era, se Meriadec ti-
vesse sahido com Rosa e Sacha. Mas ain-
da assim, i criada que servia o barao de-
va estar em casa.
Emquanto perguntava a si mesmo qual
seria a causa que devesse attribuir esta si-
lencio, urna voz entrecortada exclamou :
__Nao est ninguem era casa.
Voltou-se e vio, do outro lado da ra,
ara sapateiro sentado em um cubicub do
taraanho de urna casinha de c4o.
__O magro e alto sahio com a moja
bonita, accrescentou o sapateiro.
__Ha quanto temgo ? perguntou Fabre-
guette, approximando se do cubculo.
Hi-.er hora e meia.
A crianja ia com el'es ?
O petiz, quo anda bem rostido como
um mascarado ? Nao, n8o o r.
Est certo disso T
Ora, que asneira. Eu conhejo-o per-
feitamente e nao sou curto da vista Oo-
nhejo todos qua moram ah e os typos que
ah vm.
Entilo conhece-me (
Ura pouco, meu amigo. Nao ha mui-
to que frequente essa casa, mas voc che-
Ka exactinho hora da trincadeira. Esteva
mesmo admirado de o n8o ter ri&to all ir
desdo aate-hontcm.
Fabreguette, apezar de n8o estar satis-
feito naquella occasiao, n8o pode deixar de
sorrir da tagarelce do discpulo de S.
Chrispim e lerabrouse de lhe pedir infor-
macSes.
______(Continua.)___
Typrd.J Diario ra Duqu? de Cadas n 48.
r
<
'
.'-
I
-
~c


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