Diario de Pernambuco

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Material Information

Title:
Diario de Pernambuco
Physical Description:
Newspaper
Language:
Portuguese
Publication Date:

Subjects

Genre:
newspaper   ( marcgt )
newspaper   ( sobekcm )
Spatial Coverage:
Brazil -- Pernambuco -- Recife
Brazil -- Pernambuco -- Recife

Notes

Abstract:
The Diario de Pernambuco is acknowledged as the oldest newspaper in circulation in Latin America (see : Larousse cultural ; p. 263). The issues from 1825-1923 offer insights into early Brazilian commerce, social affairs, politics, family life, slavery, and such. Published in the port of Recife, the Diario contains numerous announcements of maritime movements, crop production, legal affairs, and cultural matters. The 19th century includes reporting on the rise of Brazilian nationalism as the Empire gave way to the earliest expressions of the Brazilian republic. The 1910s and 1920s are years of economic and artistic change, with surging exports of sugar and coffee pushing revenues and allowing for rapid expansions of infrastructure, popular expression, and national politics.
Funding:
Funding for the digitization of Diario de Pernambuco provided by LAMP (formerly known as the Latin American Microform Project), which is coordinated by the Center for Research Libraries (CRL), Global Resources Network.
Dates or Sequential Designation:
Began with Number 1, November 7, 1825.
Numbering Peculiarities:
Numbering irregularities exist and early issues are continuously paginated.

Record Information

Source Institution:
University of Florida
Holding Location:
UF Latin American Collections
Rights Management:
Applicable rights reserved.
Resource Identifier:
aleph - 002044160
notis - AKN2060
oclc - 45907853
System ID:
AA00011611:19004


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Full Text
I

AMO LI MEIO 55
PARA A CAPITAL E LlAR OXDfi XiO SE PACA PORTE
Por tres aiezos adiantadot
Por seis ditos ideic......
Por um anno d(m......
Cada numero avulso, do mesmo dia.
60000
12*000
24*000
,5100
-FEIBA 9 BE HASQO DE 1836
PARA DENTRO E FORA DA PROVIMCIA
Por seis mezes adiantados.
Por nove ditos idem.
Por um anuo
aguiso,
Cada numero aguiso, de dias ulteriores.
1305GO
200000
27*000
,}100
/
DIARIO DE PERNAMBUGO
Prprirtabc e Manoel .itgurira t>e Jhria & -fllp*
\
TELEGRAMAS

sss::::






i
-
DA LVML 2AVAS
(Especial para o Diario)
MADRID, 7 de Marco, Urde.
Por decreto real rol dla*olvlda a
Cmara do Deputadoa.
ts elelcees para a nova Caara
ter&o lugar no da 4 de Abril pr-
ximo. '
LONDRES, 8 de Marco, de manha.
Julga-ae qur brevemente era II
olvida a Cmara don Communa.
s novan eleieSea. neaaa hypotbe-
ae, aerao reltaa aob a influencia da
qneMo da aalonomia da Irlanda.
Agencia iiavas, lial em PernamDuco,
8 de Marco de 1886.
IHSTRDCCiO POPDLAR
economa poltica
(Extrahido)
DA BIBLIOTHECA DO POVO E DAS ESCOLAS
(Qontinuas&o)
CAPITULO I
>'oc6ea preliminares
Tboca. Pbemtao.Vimos como a idea de
propriedaie nasce com 03 primeiros rudimentos da
scieneia ecjuomica e se casa com a idea de rique-
za crala pelo bomem que trabalha, isto que
applica as snas faculiades produecao de cousas
proprias para satisfazerem ai uecessidades inhe-
rentei natureza humana, e que o Creador nao
derramou profusamente, como o ar, a agua, a luz,
o ealor, em murtas localidades.
Igualmente inseparavel das ideas de trabalho,
de propriedade e de riqueza, surge a idea de troca.
Sendo muito limitadas as faculdades, e por conse-
guate o poler do homem, nao sabe elle nem pode
fazer tudo aqnillo de que carece ; mas, em com-
pensacao, deu-lhe a natureza nm nstincte, que
_parece ter recusado a todos os outros seres anima-
dos : f*zendo-o proprietario, indicou-lhe o cami-
nho'da roca, paraobter o productos, o trabalho
e o servico dos outros bomens.
Assim, o homem pode obter as diversas rique-
zas de dous modos : ou creaudo-as directamente
pelos processos apropriados, ou alcancaudo-as pelo
fornecimento dos productos que elle realiaa a ou-
trem que Jhe d, .em compensaco, outros pro-
ductos (os a* que carejse) de valor correspondente.
A" este motte-iadirecto de obter os productos e
os servicjs que se d o nome do roca, a qual se
dec ompoe em dous actos : a compra e a venda
Um livreiro que poisue urna obra litteraria e a
d a um chapelleiro por um chai.o, de que pre-
cisa e que nao sabe fabricar, realisa urna roca. O
mesmo fas. em tal caso, o chapelleiro obtendo o
livro de que tem necessidade e que nao sab: es-
crever imprimir era encaderoar. O livreiro, nestc
acto vende o livro e compra o chapeo ; o chapel-
leiro vende o chap. e compra o livro. Comtudo,
esta troca directa ou permutacao um processo
extremamente imperfeto e nao se pratiea, em re-
gra seno na infancia das sociedades, entre os
povos barbaros e as pequeas povoacoes pobre
e soladas.
Nos mices livlisados so se usa excepcional-
meute. > s*ri, a'um graude uuuiero de casos, iin-
pnticveL Um livreiro nao poderia pagar sem-
pre com livros todos os objeeto! que precisasse
adquirir ; seos scus fo neceiori-s se prestassem i
cssu T.inicco, ai > 11, dariam cm ver se com urna
quantidade de livros muito superior sua Leces
aidade, e eajo excaso para aada Ibes servira.
Snppoabamo3 mesmo, na hypothese que figur -
mos, que o livreiro, no mouvnto de precisar do
chapeo, nao tinha seno urna abra em cinco vola-
mes, e que o valor do chapeo corresponda 4 quin-
ta parte do valor da obra. Se dsse, em troca
deste, toda a obrs, ficava prejudicado e privado
de trocar o excesso do valor della, sobre o do cha
p -, por outros objectos que ILe fossem neeesaa
ros'. Se dsse e um dos volumes, isto a quinta
parte da obra (valor do chapeo,) deixaria a obra
truncada e sem poder servir ao chapelleiro nem
a outros fornecedores.
Ha, felizmente, e para evitar estas difficuldades,
as sociedades bem organisadas, orna ou mais
mercadonas, uuiversalmente aceitas, que os com-
pradores de livros dSo ao livreiro em pagamento,
e que esta fcilmente d aos que lhe foruecem ou-
tros objectos.
(Contina)
MRTE OFFICIAL
Actos do poder ejecutivo
DECRETO N. 9,55Jde 20 de feve
BEIRO DE 1886
Altera a taza de arrnazenageui das mer-
caduras depositadas nos armazens das
alfandegas e mesas de rendas, o d ou
tras providencias.
Usando da autorisacao concedida pelo
art Io 4o n. 3 da lei n. 3,271 de 28 de
Setembro de 1885, Hei por bem ordenar
qne na cobranoa da armazenagem das raer-
oadorias depositadas nos armazees perte v
centes as alfandegas e mesas de renda,
ou por ellas costeados, se observe desde j
o seguinte:
Art. 1. A ti xas ora em vigor s?r2o
assim substituidas i
At 2 mezes 0,5 *|0 ao mez.
.At 4 mezes li,
At 6 mezes 1,6 "[
De mais de 5 mezes
Por todo tempo, desde a data da des
carga.
Art. 2." Ficam excluidas da tabella B,
que acompanba o decreto o. 7,553 de 26
i i idem.
idem.
2[0 idem.
de Novembro de 1879, a plvora, a dyna-
mite e outras substancias explosivas.
Francisco Balisario Soares do Souza,
do raeu conselho, ministro e secretario de
Estado dos negocios da Fazenda e presi-
dente do tribunal do Thesouro Nacional,
assim o tenha entendido e faca executar.
Palacio do Rio de Janeiro, era 20 de Fe-
vereiro de 1886, 65 da Independencia e
do Imperio.
Com a rubrica de Sua Magestade o Im-
perador.
F. Belisariv Soares de Souza.
Ministerio do Imperio
Por despacho de 27 de Fevereiro fez se
merc de titulo de Bario dr Cooceicao a
Jos Rodrigues da Costa, em attencao aos
relevantes servicos que tem prestada ao
Estado.
Ministerio da rustica
Foi aposentado com ordenado por intei-
ro o official servindo de secretario da So
cretaria da Polica de Alagoas, Jos de
Mello Vasconcellos Castro, o nomeado para
este lugar o bacharel Eugenio Telles da
Silveira Fontes.
Foi nomeado juiz municipal e de or-
phaos do termo de Santo Angelo, na pro-
vincia do Rio Grande do Sul, o bacharel
Francisco do Souza Ribeiro Dantas Filho,
Foram removidos a pedido :
O bacharel Jos Francisco de Araujo
Macedo, do lugar de juiz municipal e de
orphaos dos termos reunidos de Campanha
e S. Gonzalo do Sapucaby, para a de Tres
Pontas, na provincia de Minas Geraes.
O bacharel Francisco Carneiro Ribeiro
da Luz do termo de Tres Pontis para os
de Campanha e S. Goncalo de Sapucaby,
provincia do Minas Geraes..
Foi reconiuzido o bacharel Firmo Anto-
nio Dourado da Silva, no lugar de juiz
municipal e do orphaos do termo de Nova
Cruz, na provincia do Rio Grande do Nor-
te.
Foi exonerado a pedido :
O bacharel Eduardo Augusto Noguoira
de Camargo, do lugar da juiz municipal e
de orphaos do termo de Miranda, na pro
vincia de Matto-Grosso.
Ministerio da .agricultura
Foi elevado ao triplo o valor das an-
gas exigidas do thesoureiro e seu fiel, bem
como do almoxarife, do proloogamento da
via-ferrea do Recifo ao S. Francisco.
Providenciou-sc por aviso de 25 de Fe-
vereiro para que seja augmentado de....
57:000$ o crdito destinado no actual ex
ercicio ao melhoramento e conservado
do porto do Rscife.
Foram expedidos os seguintes avi-
sos :
A 20 de Fevereiro, ao engenhoiro fiscal
da ferro via do Recife ao Limoeiro:
o Em resposta ao sou officio de 14 de
Dezembro ultimo, que acompanbou a pro-
post i do [superintendente dessa ferro-via,
para contratar os servicos do advogado e
procurador por conta do custeio da estra-
da, declaro-lhe, para os devidos effeitos,
que a referida proposta nao pode ser ap-
provada vista das anteriores decisSes
proferidas por este ministerio, bem como
que as despezas judiciarias, inclusive ho-
norarios de advogados e procuradores, s
poderlo ser levadas a conta das despezas
de custeio no caso especificado pelo aviso
n. 38 de 20 de Abril de 1882, dirigido ao
engenheiro fiscal da estrada de ferro de
Santos e Jundiahy : o que se verificar
vista da questao judicial de que se tratar,
por oo ; t I nport^udo a proposta da corapanbia
inclusao do advogado e procurador no qua-
dro do pessoal da estrada, nSo pode ser
aceita por contraria ao estabelecido no avi-
so citado.
a Deus guarde a Vmc.A da Silva
Prado.
A' 22, ao presidente da provincia do
Para:
Em solucSo s duvidas suscitadas pela
Junta Commercial dessa capital em officio
de 16 de Julho e 10 de Setembro ultimo,
declaro a V. Exc, para o fazer constar
referida junta :
1. Que nos termos das resoIucSes de
consulta de 22 de Setembro e 17 de De-
zembro de 1877, 1 ne Junho de 1878 e
avisos us. 343 de 6 de Junho desse anno
e 48 de 10 de Setembro de 1883, as jun-
tas commerciaes carecem de competencia
para denegar o registro de estatutos e con-
tratos que nSo offendam os inter ssos de
ordera publica e bons costumes.
2. Que a disposigao do decreto n.
9,369 de 31 de Janeiro de 1885, sobro o
modo de prestagao le flanea dos agentes
de leilScs, s applicavel aos nomeados
depois da publicagao do mesmo ac r-'to.
A' 24, ao engenheiro chefe da ferro-via
de Paulo Affocso :
< Tendo chegado ao conhecimento deste
ministerio diversas arguicSas feitas admi-
nistragao da estrada de ferro de Paulo Affon
so, e propondo o director da mesma estra-
da a nomeayao de urna commissao para
o fim de verificar os fundamentos que pos-
sam ter taes arguc5es, e a qaem se deve
Diputar a respons.ibilidade de qu lquer ir-
reguluridade que alli se note, reaolveu o
governo incumbir a Vmc. de proceder, sem
demora, a rigoroso exame sobre o estado
da referida uiministracSo, que por esse
meio poder ser julgada com a devida jus-
trafego, e, em gera!, sobre todos os servi-
cos da estrada e as pratioas que estiverem
em vigor.
a Tanto no escriptorio central, estag&es,
contadoria, almoxarifado, depsitos e quaes-
quer outras dependencias da estrada, como
na Thesouraria de Fazenda, colher Vmc.
os esclareclmentos quo forem necessarios,
observando a eseripturayao, ouvindo a
quom convier e requisitando o que inte-
ressar.
Estao dadas as providencias para que
as autoridades competentes lhe prestem os
recursos e auxilio de que Vmc. precisar
para o desempenho desta incumbencia.
Manifestando assim o intuito que pre-
sidio sua nomeacab, cabe a Vmc. dirigir-
se pela forma que entender preferivel e
expor o resultado do exame de modo que
habilite o governo a conhecer exactamente
o que houver louvavel ou inconveniente
relativamente udininistracao de que se
trata, e bem assim as alterabas que de-
vara ser feitas com o fim de melnorar o
servigo ou aeautelar os interesses do Esta-
do, indicando Vmc. no relatorio qua apre-
sentar, as medidas permanentes e as re
formas regula mentares que nesse sentido
julgar acertada.
Cont que Vmc. corresponler fon
dada confianga que inspira ao governo.
Deus guarde a Vm. A. da Silva Prado
Ministerio da Guerra
Mandou-se servir no Archivo Militar
o majo? de engenheiros Francisco da Cruz
Ferreira Jnior, que foi dispensado do la-
gar de encarregado das obras militares 2a
provincia do Enpirito-Santo.
Foi transferido para o 3o regiment
de cavallaria o tenente do Io, Boaventura
Magesse de Castro Peraira.
- Por portara de 23 de Fevereiro, foi
nomeado o capitao honorario do exercito
Faustino Junuario do Abreu para comraan-
dar a 3a companbia da escola de aprendi-
zes artilheiros.
Foram designados para servir : no
3o batalhSo de artilharia, o alteres-alumno
Affonso Carlos Barrouim, devendo seguir
na primeira opportunidade ; na escola mi-
litar da provincia do Rio Grande do Sul, o
2o cirurgiao do corpo de saudo do exerei-
to, Dr. Carlos Frederico Nabueo, em sub-
stituigSo do 2o cirurgiao do racimo corpo,
Dr. Joaquira Bagueira do Carmo Leal,
que dever recolher se a esta efirte, onde
pastar a servir.
Foram transferidos: para a escola
militar da provincia do Rio Grande do
Sul, o alumno da da corte, Irinou Evan-
gelista de Souza Albernaz ; para o 12 ba-
talbao de infantaria, o alferos do 13" Jos
Geminiano Ferreira Villa, e para este ba-
talhJo o alteres daquelle, Christiano Fre-
derico Borges; para o 2o regiment de ar-
tilharia, o 2" tenente do 3o batalhSo da
mesma arma, Alexandre Jos Barbosa de
Lima, e para este batalhao o 2o tenente
daquelle regiment Alfredo Jos Barbosa ;
para o 1 .batalhao de infantaria, ficando
aggregado at que haja vaga, o alfares do
3o da referida arma, Ulysses Jos da Cos-
ta Cabral.
tiga
co.eO convm.
Governo Ja Provincia
DESPACHOS DA PBESIDEKCIA DO DIA 6 DE
MAK(, DE 1886
Abaixo assiguados de empregados da
sade do porto d'esta provincia.N'esta
data dinjo-me ao Ministerio do Imperio a
respeito do que requereram os supplican-
tes.
Antonio Jos de Oliveira Dias. Prove
por qualquer dos meios permittidos pelo de-
creto n. 1,950 de 1871 quo maior de 21
annos de idade.
Dina da Silva Coutirho. Remitido
junta medica provincial, a quem a peticio-
naria se npresentar para ser inspeccio-
nada.
Francisco de Pinho Borges. Nao sendo
as annuidades, relativas Recife Drainage
Compaoy, dependentes da ,decima urbana,
como decidi esta presidencia em 20 de
maio de 1881, deve prevalecer a obrigago
em que est o supplicante.
Francisco da Costa. Remettido ao Sr.
juiz de direito da comarcado Cimbres para
informar com urgencia e circumstanciada-
mente, enviando copia da escriptura.
Jos Antonio de Aguiar Jnior. O pe-
ticionario deve provar por qualquer dos
meios permittidos pelo decreto n. 1,950 de
1871 que reside no Brasil ha mais do dous
annos.
Jos Theodoro Cordeiro de Barros.
Concedo 4 mezes.
Mara Anatalia Soaros Cavalcan'.e. Re-
met'jdo ao Sr. inspector do Thesouro Pro-
vincial para mandar atisfazer o que for
dovido nos termos legaes.
Manoel Francisco Botelho. Sim.
Bacharel Manoel Fernn les S Antunes.
Sim, com vencimentos.
Manuel Fernandes do Almeida Paes.
O governo nao dispSe de passagens gra-
tulas na estrada do ferro do Recife ao Li-
moeiro.
Manoel Jos da Cmara. Informe o Sr.
inspector geral da Instrucgao Publica.
Mirandolina Borges Pestaa. Concedo.
Manoel Jos da Oliveira Dias. Prove
por qualquer dos rreios permittidos pelo
decreto n. 1,950 do 1871 que m ior de
21 annos de idade.
Oliveira Castro & C. Tendo a Cmara
providenciado, segundo participou, para
que seja o requer ment informado com a
maior brevidade, nada ha por ora que de-
ferir.
Raymunao Nogueira. Sim, prda, na
20 do corrate, piganlo j suppli^. come lorias.
Secretaria da presidencia de Pernambu-
20, em de 7 Marg) d< 1886.
O porteiro,
J. L. Viegas.
--------eceeo
RepartlcSo da Polica
Secgao 2.a N. 242. Secretaria de Po-
lica de Pernambuco, 8 de Margo de 1886.
Illm. e Exra. Sr. Participo a V. Exc.
que nos doua ltimos diasf orara recolhi-
dos na Casa de Ditengao os seguintes indi-
viduos :
A' mioha ordem, Serafim Lite de Lima,
Luiz Antonio Tavares o Manoel Ferreira
da Silva, vindos do termo de Iguarass, o
l.como sentenciado eos outros orno pro-
nunciados ; Manoel Viriasiraoda Silva e Ma-
noel Jos da Silva, vindos do termo de
Jaboatlo como criminosos ; Tiburtino Jos
dos Santos o Augusto Eduardo dos Santos
(menores), remettidr.s pelo subdelegado do
Pogo da Panella cora destino companhia
de iprandizes man n lio iros.
A' ordsm do Dr delegado do 2. dis-
tricto da capital, Jos' Leoncio de Souza,
por disturbios.
A' ordem do subdelegado do Recife,
Quintilla, escrava de Mano l da Silva Ne
ves, por embriaguez e disturbios.
A' ordera do da Magdalena, Eurico Jos
Mauricio, por disturbios.
A' orden do do 1. districto da Boa-
Vista, Cypriano do Souza Viegas, conhe-
jido por Bexiga, por crirae de feriraentos
leves ; Joaquim Pereira da Silva, conheci-
do por Caboclinbo, pjrcrimo de furimentos
graves; Jos, escravo do Jos Barbosa
Mattos Silveira, por uso de armas defesnj;
Antonio Francisco dos Santos, Hermillo
Joao Ribeiro, Manoel Lourengo de Almei-
da, Anna Maria da ConceigSo, Francisco
de Paula e Jos Roberto, por disturbios.
A' ordem do do 1. districto da Graga,
Augusto Jos Pinheiro, por disturbios.
Por telegramma desta data corarau-
nicou me o subdelegado do districto de
Tracunhaem quehonteraeffectuara, em Cha
de Carpina, a captura do criminoso Manoel
Juvenal Muniz, conhecido por eco Muniz.
Esse individuo o mesmo que nssassi-
nara, em a noite do 12 do mez de Dezem-
bro ultimo, na ra dos Guararapes, o sub-
dito portuguez Manoel Jos da Silva Rega-
das, conforme so v da parte diaria de 14
do cssmo mez.
__ No dia 27 do mez findo o em trras
do engenbo Santo Elias, do termo de Seri-
nh.lem, o Individuo de nome Pedro Celes-
tino assassinou, a punhaladas, a sua propria
mulher Maria da Concegio.
Contra o delinquente, que foi preso em
flagrante, procedeu-se nos termos do in-
querito pocilial.
__ Pelo delegado do termo do Bonito foi
remettido ao juiz competente o inquerito
policial a que procedeu contra o individuo
de nome Manoel de Barros, por haver no
dia 3 de Fevereiro ultimo, em estado de
embriaguez, disparado urna espingard em
sua propria mulher Anna Francisca da
Conceigo, cuja carga nao a attingio.
Assumio hoje o exercicu do cargo
de subdelegado do districto do Peres o res-
pectivo 1." supplonte Antonio Lucio Al ves
Bandeira Campello.
Deus guarde a V. Exc. Blm. e Exm.
Sr. conselheiro Jos Fernandes da Costa
Pereira Jnior, muito digno presidente da
provincia. O ebefe de poli a, Antonio
Domingos Pinto.
DIARIO DE PERNAMBUCO
O exame dever versar especialmente
sobre a contabilidade da receita e despeza
da estrada, descriminando o que se referir
construccao do que distar respeito ao viagem da Companhia Peraambscana de
RE UFE, 9 DE MARCO DE 1886
Xotleias do Norte do Imperio
O paquete nacional rara, chegado do norte no
domingo ultimo, tronxe as seguintes noticias :
Amazonua
Datas at 21 do Fevereiro :
No dia 16 celebraram-se na capital solemnes
exequias por alma de D. Fernando II, de Portu-
g'l. .
A secretaria do governo da irovinc i toi re
formada em tres seccots.
- Foi nomeado administrador do Mercado fu-
blico, Manoel de Araujo Lima.
No dia lo teve lugar a inauguracao do la-
boratorio chimico do Muzeu Botnico.
A Aasembla Provincial do presente biennio
3er coinposta de 15 conservadores e 7 liberaes.
A soldadesca de linha, dizera unisoni os jor-
naes da capital, tem andado desenfreada.
O Commercio do Amatnos deu a s'guinte
noticia :
No dia 6 do corrate um Sr. official do 3' ba-
talhao de artilharia p, armado de acha de lonha,
castigau barbarammte urna piacado mesmo bata-
lhao, de enjo castigo resultw ficar o soldado om
a cabeca partida e em um lastimavel estado de
mutacao.
Para
Datas at 26 de Fevereiro :
Pela presidencia da provincia foi rescindido o
contracto de navegacao do Salgado e Cachoeira,
visto o contractante Lourenoo Lins de Hollanda
nao ter satisfeito as clausulas do mesmo, devendo
o Tbesonro pagar a zubvencio somente at ao dia
22 do crreme.
Foi rescindido tambera o contracto da nave-
ga$ao do Bi> Xing, celebrado com Luiz de Mo-
raes Bittencourt.
A presidencia da provincia mandn que a
Thesouro Provincial Uvrasse termo de contracto
c >m o emprezario da navegacio a vapor do _Ma-
raj e Tocantins, para a naVegacAo.do Alto Xing
ob as condicocs do dito contracto e de outras que
o Thesouro julgar conveniente, submettendo a mi
uta do teimo 4 approvacao da presidencia.
Pelas 11 horas do dia 30 o infeliz Manoel
Antonio do Carme, ajudante do cosiohairo do hos-
pital da Caridade, descia urna das escodas do
mesmo estabelecimento, quindo rolou at o rio,
onde desappareceu.
O provedor do mesmo hospital, tendo conheci -
ment da oceurrencia, deu as providencias que o
caso urga ; porm fot am improficuos todos os es-
forcos.
Durante o annj findo deram-se na provincia
321 crimea, a saber : homicidios 14 ; tentativas
6 ; utos 100; ferimentos 64; desobediencias 43 ;
uso de armas prohibidas 89.
Noticias de Moaa dizera que :
Pelo Dr. juiz de direito foi confirmado o des-
pacho de prenuncia contra Joo Victorino Bastos.
Pelo mesmo juiz foi despronunciado, do pro-
cesso em que era roo Antonio Ferreira Mendes.
i Foi suspenso, pelo juiz municipal do termo, do
exercicio de advogado e multado em 30/C00, Sr.
Abimael de Almeida e Silva, por infraccao da pro-
visto de 20 de Outubr> de 1821 e portara de 14
de Abril de i824.
Falleceu o nvijor Joaquim Pacheco, chefs do
partido conservador da villa de Melgaco.
Maranliitu
Datas at 27 de Fevereiro :
As noticias sao de inUresse hcal.
L;mos no Paiz d 22 :
Hontem, s 2 horas da tarde, mais un n n s.
ra dos Affog idos, canto da da Alegra, na oc-
casio em que sania de urna quitanda com alguns
gneros que fra comprar o guarda urbano de
nome Emiliano Dias Carneiro. foi inesperada
mente aggredido por quatro marinheiros da ca-
iboueira Lam'go, os quaes, armados de catetes, o
espancaram desapiedadamente, do que resultiu
almde varias contuses, ficar o ofTendido com al-
guna ferimentos no crneo e na frente.
Consumado o erime, retiraram-se livremente
os aggressores, indo a victima participar o (recor-
rido ao seu commandante.
O Sr. delegado de polica raaudou p sceler
inmediatamente a corpo de delicto em Emiliano e
deu parte do acontecido presidencia da provin-
cia.
Consta-nos que o procedimento d'aquelles ma-
rinheiros am represalia as capturas que teem sido
feitas por guardas urbanos de desertores da ar-
mada.
Informam nos que essesincsraos individuos fo-
ram mais tarde ao matadouro publico provocar a
patrulha de urbanos que alli se achava.
A Aasembla Provincial nao poude ainda
ser instaliada, por falti de coraparecimento dos
deputados liberaes.
Ce ara
Datas at 4 de Marco :
Para o Io de Junho viudouro foi convocada a
nova Aasembla Provincial.
Lemos na Cvrutituicao de 28 de Fevereiro :
m No interesse da populacao indigente derra-
mada nesta cidade sera pao nem abrigo, houve
urna reunio na sexta-fera, no Palacio da Presi-
dencia, a qual foi convocada pelo Exra. Sr. dcs-
embargador Calmon.
A reuio teve por fim nico tratar de levar
a effeito o Asylo do Mendicidade existente nesta
capital.
8. Exc. o Sr. desembargador Calmon -apresen-
ton as bases do seu pensamento a respeito, c bem
assim S. Exc. Rvdm. o Sr. bispo diocesano, que
abundou cm consideracoes acceitaveis.
r A reunio comecou s 7 o acabou s 8 horas
da noite.
i A' ella comparecern-, distinctos cavalheiros
para resolver sobre to importante assumpto.
i Fuudou-se urna sociedade com o fim de agen-
ciar donativos e ter o estabelecimento sob as suas
vistas e proteccio.
No dia Io de Marco corrente foi in augurado
Asylo de Alienados, de Axrouches, assistindo ao
acto o presidente da provincia, bispo diocesano e
muitas outras pessoas gradas.
Feita a benco do edifici. pelo Sr. Bispo Dio
cesano conforme a lithurgia da igreja, diz a Con*-
tituicao de 2, seguio-se a ceremonia da inaugura-
cao, em um dos saldes do edificio para esse fim
preparado.
Presentes os convidados, a reunio foi presi-
dida pelo Exm. Sr. des uobargador Calmon, fendo
a sua direita o Exm. Sr. D. Joaquim e esquerda
o vice provedor da Santa Casa, o nosso amigo
coronel Albano, que profeno um discurso congia-
tulando se pelo auspiciosa melhoramento que acaba
de ter a provincia.
i Fallou ainda o Dr. Unilberme Studart, fa-
zendo nm apanhado de diversos institutos da mes-
ma natureza em alguns paizes adiantados do ve-
Iho como do novo continente, techando a sua allo-
cucao com um appello aos sentimentos caridosos da
sociedade cearense qee v inaugurar se no seu
seio mais urna instituidlo de caridade.
No referido dia 1. de Marco urna commissao
da Cmara Municipal, em nome desta, foi felicitar
o presidente da provincia, assistindo ao acto di-
versas pessoas.
Em Fevereiro readeu a Al-
fandega 45:573*323
Rio rande do Norte
Datas at 5 de Marco :
Foi convocada extraordinariamente para 15 do
corrente a Assembla Provincial, para oceupar-se
cem as leis do ornamento provincial(e de forcat po-
licial, que nao foram votadas na ultima sesso.
De Canguarctama escreverain ao Correio do
Natal, em 24 de Fevereiro:
Existe no engenho Oiteiro de propriedade do
Sr. Dr. Amaro Bezerra, um tronco (pnao horro-
rosa) que eat de vez emquando servindo de lera
tivo aos poucoa infelices escravos que ainda res-
tam n'aquelle engenho, e isto depois de haverem
sofTrid crueis castigos de diversos gneros.
No dia 18 deste mez procedeu-se nesta cida-
de a corpo de delicto em um destes infelices es-
cravos de nome Antonio, tendo sido este esfa-
quiado, segundo dizem, pelo fetor do dito enge-
nho.
i Tive occasio de ver e lastimar o estado dense
escr tvo que representava urna verdadeira nuraia '.
Acredito, pelo que observe, que o misero esc avo
Antonio nao poder sobreviver.
No seu numero de 4 do corrente, escreveu a
citada folba, sob o titulo Raio :
No dia 14 de Fevereiro pr ximo passado, por
occasio de urna chuva na fazendaPedreirado
termo de Principe, propriedade e residencia do
capitn Janucio Salustiano da Nobrega, cahio urna
faisca elctrica, que, penetrando no interior do
predio, fulminou duas filhas dajuelle Ilustre fa-
zendeiro, que, com as lagrimas as olhos, vio des
apparecerem em um instante do lar domestico
aquellos dolos to caros ao grande amor paterno.
o Segundo somos informados, no momento em
que vibrou o raio, igualmente cahiram sem senti-
dos quatro de seus filhos, que se achavam na sala
de jantar, e que felizmente tiveram a fortuna de
levantar-se ; e ento logo aps o sinistro, u tan Jo
elle a ausencia de ambas suas filhas Ignacia e
Magdalena, subi pressuroso a e3cada do sotao,
aoude encontrou-as juntamente deitadas. j dor-
mindo somno da morte.
Ambas as victimas estavam ainda na flor dos
annos.
Paralivbu
Datas at 6 de Mar?o :
De Mamanguape escreveram no dia 2 ao Diario
da Parahyba:
N lugar Taprt om trras do engenho Lei-
to, foi aggredido Francisco Ramos, homem alei-
jado e inoffensivo, na occasio em que cortava um
feixe de capim, por dois individuos de nomes Joo
Lopes e Manoel Correa.
Aos gritos da victima compareceu Jos Ber-
nardo a cujo pedido os assassinos deixaram Fran-
cisco Ramos com vida.
, O offeudido foi inducido a presenca da au-
toridada competente, onde se foc corpo de delicto,
sendo julgados graves os forimeatos, achando se
o aggredido em pango de vida.
Noticies d snl do Imperio
O paquete nacional Pernambuoo, entrado hon-
tem do snl, trouxe as- seguintes noticias e as que
constara das rubricas Parte Official e Interior:
lo erando do Sal
Datas at 20 de Feveaeiro:
Nada referen as folbas digno de nota.
. Falleceu na cidade do Rio Grande Joo Bip-
tista Damasio de Mattos.
Paran
Datas at 20 de Fevereiro :
Falleceram na capital o alferes Joo Antonio da
Luz 3 Affonso Steelfeld; em Paranagu Luiz Ma-
chado da Silva, que era um dos portuguezes mais
antigos all residente e cujo enterro toi muito
concorrido.
Santa (amarina
Datas at 21 de Fevereiro:
Foi pronunciado pelo Dr. juiz de direito
Costa Miranda, nos arta. 145 e 154 do cdigo cri-
minal, o juiz municipal do termo da capital, Dr.
Felisberto Montenegro, que inmediatamente pas-
sou o exercicio ao respectivo 1 snpplente.
O Dr, Montenegro est sendo processado por
queixa do tenente-coronel Jacntho Pinto da Luz.
Fell"ceu na capital o porteiro apoaentado do
thesouro provincial Joaquim da Silva Moreira.
Minan Hiiac
Datas at 22 de Fevereiro:
As invernadas de Passes a circumvisinhancas
se achara devastadas pelas lagartas, razio por que
as ultimas vendas de gado magro tem dado pre-
juizo. Diz o .ajuara:
A ultima venda aqui foi de 411, gado quasi
gordo, pesando 14 arr:bas; porm espera se que
o gado gordo, de Marco em diante, melhore de
preco. o
Diz a (Jrazfta Sul Mineira :
' Do Espirito Santo da Mutuca communica nos
o Sr. Sebastio Theot mi de Paiva que alli appa-
receu urna assombrosa quantdade de larvas que
tem causado enormes prejuizos.
As invernadas, quer sejam de angola ou de gor-
dura, sao completamente devoradas, ficando a
trra redozida urna marmelada de bichos...
Urna cousa repugnante. Muitos criadores, en-
tre elles o ;r. Vicente Dominguas, perderam as
suas melhores pastagens. Roca3 de milho de 10,
20 ou 30 alqueires em dous ou tres dias ficam em
talo i; 03 arrozaes sao arrazados; os feijoaes da
mesma forma sao rapadoa ; e parece que agora as
larvas tirara se aos cafezaes. Medem esses in-
sectos crea de tres pollegadas de compn'mento
sobre im.i de grossura, o tem duas listas ao longo
lo corpo. Tem apparecido tambera no municipio
de S. Goncalo e em outros pontos, devastando r-
pidamente os campos e as plantacdes por onde
passam.
jAlm dos estragos da secca, mais esta praga
vem tirar as ultimas esperanzas dos lavradores.
A mesma tolha diz o seguate:
Communicam-nos de santa Isabel noticias de
ntera gravidade. Nao ha n'aquella fregnezia
nem um subdelegado de polica, nem um inspector
de quarteiro, nem um padre. A anarchia che-
gou ao seu auge; a povoaco parece um covil de
desordeiros, que no meio da ra jogam o buzio, o
truc, dancam o cateret e raimo3eam-se com bor-
doadas e facadas sem que a autoridade por alli
appareca para tomar conhecimen'o dos perturba-
dores da ordem publica.
Os qu? passam pela fregnezia de Santa Isa-
bel, em domingo principalmente, ficam horrorizados
vista dos disturbios que alli se do.
Na Bagagem dovido demora da chuva que
se prolongou at Janeiro corrente, acham-se em
estado desanimado asro^as deste anno.
Tem sido informados por diversos agi-icul -
tores que se ha desenvolvido em muitos lugares a
praga das lagartas, que devastara o arroz, o milho
e hus plantagea.
Os gneros alimenticios tem sabido de preco
consideravelmente, devido antesipada precaucao
dos receiros.
Foi mordido a 12 de corrente, por duas cas-
caveis, na fazenda do Coura, freguerta to Capi-
vary, e falleceu das mordeduras no dia seguinte,
Custodio Ribeiro de Carvalho.
s. Paulo
Datas at 27 de fe vereiro:
No dia 23, fizeram acto do 5. anno e tomaram
o grao de bacharel em direito, os 8rs. Eduardo
Saulnier de Pierreleve, Rodrigo Marcondeg Ro-
ineiro, los Antonio Marcondes Machado e Anto-
nio Paes de Barros Sobrinho, que foram plena-
mente approvados.
A assembla provincial approvou em 3.
discusso urna emenda apresentada ao projecto n.
3, elevando a 10:000*000, a quantia qu deve ser
despendida com o tmulo de Jos Bonifacio.
Refere o Diario Popular de 23 :
< Foi descoberta hoje por denuncia dada porum
guarda, urna tentativa de fuga que projectaram
alguns gales que estavam na enfermara.
O facto deu-se assim, segundo as informacoes
que temos :
Os referidos gales conseguiram comprar urna
praca de permanentes que esta va de gurda por
400*000. E assim tiveram elles um formo com
que abriram grande rombo no soalho, por baixo de
urna cama.
A praca comprada, talvcz por precisar de
auxilie, communicou o facto a outra praca, pro-
mettendo-lhe dinheiro. Esta levou o queacabiva
de saber ao conhecimento do carcereiro. o qual o
transmittio polica, que dando as necessarias
providencias verificou ser exacto o occorrdo.
Nao houve fuga alguma. N'aquella enfer-
mara havia presos de grande importancia.
A praca petada pelos 400*030 j se acha
presa.
O rombo estava feito ha tres das e a fuga
estava marcada para hoje noite.
O commendador Souza Barros, de Campias,
declarou livre a 25 de seus escravos, sendo tres
condicionalmente. ...
Referindo-se a urna tentativa de fuga de pre-
sos, effectuad na vespera, diz a Provincia de i.
Paulo de 25: .
Na enfermara, lugar onde se deu o rombo
n'uma parede, junto ao soalho. existiam 18 presos.
Foram cabecas da tentativa Pedro e Luiz Rianchi.
Caporal, praca do cerpo de permanentes alli de
guarda, Italiano, consentir em tal, e at fornecera
formoes, facas e caivetes com que foi feito o
rombo. A parede onde se fez e rumbo, enfrenta
com o palacete do Sr. Conde de Tres-Rios, sendo
que do lado de fra, pr ximo ao rombo, ficava a
guarita da sentinella petada.
O arrombamento estava quasi concluido, de-
vendo terminar na occasio marcada para a fuga.
. Os presos, que se achavam na referida prisao
e que d'alli foram retirados para outra, sao 03
TSs perpetuas, Prudente Alves de.Amara,
(um dos qurfugram d'aquella cade a a 2 de ou -
ubro de 18^4), Francisco do Carmo, Daniel, Ono-
fre Benedicto, Francisco Moi-eira Jof Vieira
Lima Jos Lopes e Luiz Bianchi (condemnadoa
cada ura a 8 annos de priso e ambos tambem
pert.ncentes ao numero dos que fugiram em outu.
bro de 1884), Pedro Bianchi (6 annos de pristo,
Antonio Francisco de Paula, nao julgado, tambem
fugitivo de 2 de outubro; Eduardo Taer, 12 au-
nos de priso, Jos Becario, 8 annos, idem ; Fran-
cisco Muro, idem, com trabalho ; Jos V. Garsino,
anno e meie de priso; Gregorio de Almeida, na '
julgado ; Serafim do Couto, 8 anuos de priso ;
Firmno Antonio M. de Oliveira. um anno de pri-
so ; Antonio Zeferino de Oliveira. nao julgado. J
Todos estes presos foram interrogados pela
Dr. delegado de palicia, devendo ter continuado
hoje o interrogatorio.
Os Roldados cumplices foram trazidos presos
para o quartel de permanentes; alguns dos presos
foram punidos, sendo postes a ferros, levados para
a solitaria ou raettidos em prisdes.
No dia 25, ficeram acto do 5." anno e toma-
ram o rao, os seguintes acadmicos, plenamente
approvados:



-


Diario de PcrnambucoTerfa-feira 9 de Mai^o 88S
ft

.TI
y
.


Francisco Coren te-A*, Bt Gaiviod*
Costa e Silva, Americo Xvier Pinheiro e Prado
e Antonio Candido Vieira.
No estabelf cimento niral de D. Geraldina
Mana de Campos, foi assassinado amuel de Pau-
la Li^a, pelo escravo Israel, que foi preso em
A autoridade policial tomou conhecimento do
facto e preceden a auto de corpo de delicto.
Urna chuva de pedras que disabou no ultime
dom.ngo (21) asare o A-f^^ou enonae.
prejuizos em camlfaa tmzeiman -tfunipio, aaa-
truindo as pkaamcoas. .,.
No dia 254.wirea.iio bawro d***e-"IBa''
municipio doJlan,-aia-o ftflnaroaW o fa-
migerado crmacso .Aitn .o Penan, quo-a Esa.
rito-Santo n.PiohaLassassincu.Bteus individua*.
Contam-stwateete *> acm do mais ra-
quinUdo caada! ismo, coi, por-axemplo, o tar
picado a taeaaB o pito e umamis ihi victa-
mas, auando, aas nltimaa cenvnlees, faxia un
pequeo movimwto. O miseravel vaugloriava-se
d'este feito !
Esta importante prisio foi eflectuada pelo acti-
vo o corajoso subdelegado o Sr. Antonio de Assis
Bueno, que digno dos maiores louveres pela ma-
neira como levou a tffeito to grave diligencia,
que uio foi isentti lo perigo, porque o aseasamo
resisti escolta, fazendo fogo sobre ella, ferindo
ainda n'um braco urna daa pessoas que a conlpu-
nham. Depois deu as de villa TXogo. Felizmente
de nada lbe valen fugir, porque o Sr. Assi, indo-
lhe no encalco, conseguio prndelo. O cominan-
dante da polica local, sargento Francisco Borges,
tambem prestou bous servicos para a rcalisaoao
desta captura. O preso, quando se vio agarrado,
irritou-so por estar seguro por seis homeus (pois
do tantos se compunha a escolta), quando baria
logrado escapar-so a diversas forcas, sendo una
de 80 pracas. *
O caso era para iaso.
Hio de Janeiro
Datas at 28 de fevereiro :
Alm do que ooasta da carta do nosso corres-
pondente, publicada na rubrica Interior e do qne
vai sob a rubrica Parte O/ficial, pouco mais re-
ferem as folhas.
Lemos no Jornal do Commercio de 28 :
. Os Srs. Rothschlld & Sons," banqueiros de
Londres, devidamente antoriaades pelo governo
do Brasil, devem abrir amanhi, n'aquella praca,
subscripcao para um emprestimo do valor nominal
de 6,000,000.
Consta que a taxa do juro de 5 ",'.
Correu hontem pela cidade o boato que dee-
apparecera o Sr. Ignacio Marques de Gouveo, pa-
gador do English Bank of Rio de Janeiro. Fal-
k-se n'um desfalque de avultada quantia.
L-se no Monitor Campista de 25 :
Hontem pela manha, a populacao da cidade
foi sorprendida com a noticia de mais um brba-
ro attentado commettido neste municipio.
O Sr. Jeronymo Joaquim de Faria, maior do
60 annos de idade, estando em sua fazenda do
Outeiro, no Muriah, foi ante hontem, a 7 horas
da noite, victima de um tiro de garrucha dispa
rado por mo asaaaaina.
A carga emprendose, no pescoco interessou
0 tronco brachioccephalico e occaaionou a morte
immediata.
O Sr. Faria achava-se no terraco qnando ou-
vio latir o cao que estava de guarda c levantan-
do se para ver quem chegava, um cavalleiro se
approximou delle edisparou a armaaqueiina-roupa.
Os escravos da fazenda, ouvindo a detonacao
do tiro, tentaram capturar o aasaseino, mas este
logrn evadir-se. ,
O cadver foi transportado hontem pela manhi
par.i a cidade, mandando o Sr. delegado de polica,
Joo Goncalves, proceder ao respectivo corpa de
delicio pelo peritos Srs. Drs. Florea e Moretzsehu.
A autoridade, que nos conste, anda nao colheu
prova alguma que a puzesse na pista do assassioo ;
sabe-se apenas que na manha de ante-hontecn
um individuo barbado procurou o Sr. Faria em
sua chcara e insista por saber se elle estava ou
nao na cidade, c que esse individuo tira visto as
immediaodes da taaenda.
__ Eb aa noticias commerciaes da ultima data :
Rio 27 de Fevertiro de 1886.O mercado de
cambio abri hoje as mesmas condicoi-s de hon
em, mas no eorrer do dia houve alta consideravel, '
por ter sido espalhada, e depois confirmada, a no-
ticia da realisacao de um emprestimo de........
1 6,000,000 na praca de Londres.
Os bancos encetaram suas operacoes taza de
17 5/8 d. sobr Londres, taza esta qne depois de
1 boca da tarde foi elevada pata 18 d-, e qual o
mercado fechou sem tomadores.
As tabellas bancarias officiaes eram ultima
hora.as seguintes:
Londres 18 d, a 90 d/y.
Pariz 530 rs. por tr., a 90 d/v.
Hamburgo 653 rs. por m, s 90 d/v.
Italia 536 rs. por lira, a 3 d ,-.
Portugal 295 / a 3 d/v.
Nova-York 2810 por-dol., vista.
As trausacos foram em gem pequeas sobre
Londres de 17 7/8 a 18 1/2 d., papel bancario de
segund mo, e a 18 1/2 d, particular.
.Sobre Franca saccou-se a 523 rs., bancario.
Na Bolsa o movHscnto foi menos que regular.
Baha
Datas at 5 de Marco:
Nada referem as folhas que merec mencio.
Alaguna
Datas at 7 de Marco :
Sao destituidas de inteiesee as noticias desta
provincia.
Xolifia da V.uropa
O paquete francez Gtronde que ante-hontem
passou para o sol, trouxe dalas da Earop que al
camcatn, de Lisboa, at 23 de Fcvereiso, adiaa-
tando 10 das s trazidas pelo iuglez Tagtu.
Alm das trasidas de Portugal, constantes da
carta do nosso correspondente do Lisbi'i i, publi-
cada na rubri -a Exterior, eis as domis trazidas
pelo dito paquete.
llexpanua
Sobre esto pa;z eis o que escreve, 23 de Fe-
vereiro, o nosso referido correspondente <4e Lis-
boa:
O governo temgrand-: desfijo de que o conselao
de Estado .-csolva u consulta tutea da raintegra-
oSo dos municipios, que f >ram suspensos cm 1884
pelo3 conservadores, pois d'esti reintegriicio de-
pende o triuinph) e'.eitoral dos sen id jres fusio-
nistas.
Os prigrpssistas denseosalicoi (rrilU as)
mostram grande emjienh > em coueorrer s elei-
ces. Abnram para isso urna subsenpeo entre
os comits e estilo preparando um manifest.
o Parece que as entrevistas, que te^in tido os
ehefes dos partidos republicanos, o Sr. Hi y Mar-
gal! sustenta que a coaliso se dero. fazer, nao
b para as eleicoes. mas para o qne der e vier.
Os romertas que se separaras o Sr. Cno-
vas por este estadista haver aont>clh*o rainha
regente a que chamasee ao poder os liberaes, jul-
gando iitpotenteo p-irtido conservador para domi-
n/.r as circumstancias, uaj lbe perdoaram a de-
claracao leal que fez quando luaugtirot o novo
. Circulo cunervador
Ha poucos das, amas procianaco-'s sediciosas
azadas nos pedestacs das estatuas da pnca di
Oriente, defronte do palacio real, e que foram ar-
rancadas pela polica, incitavain os operarios a
reunirse no domingo 21, no Prado cm grande co-
mido para reclamarem pao e trabalho.
As pessoas mais ao facto da alta poltica do
grande importancia reconciliacao de Istbel II
eom o rei 1). Fronciseo da Assi*.
Os doos conjuges viviain separados desde
1868. D. Francisco nao foi a Hespanba por occa-
siSo da proclamaco de ecu fiiho; nio assistio aos
dous casamentoB d'este, nem p-,r ultimo ao seu
enterro. A reconcilisco inesperada, depois ja
todos estes successos, causou a maior sens .cao
As pessoas que propalan a noticia, espalbaio tam-
bem ter sido o Sr. Cnovas quem acoiiselhou esta
reconciliacao a que se querem ligar consequeaoias
de alta importancia.
< Foi convidado todo o corpo diplomtico para
assistir ao casamento d3 infanta D. Eulalia com
san primo o infante D. Antonio de Orlau, que se
ba de realisar a 27 do corrate inez.
< Os peridicos ministeriacs publieam a lista
das costosas joias, dos ricos vestidos e soberbas
roupas da infanta D. Eulalia, eipostaa em tres
salas do pace Os presentes qae a formosa prin-
cesa tem receido do seas pan-ntes o das fidalgas
da primeva aristocracia bespaahola sao riqusi-
mos.
O conseibo de guerra.reunido em Cartagena,
afim de julgar as pessoas complicadas na tomada
do castello de S. Juliio, subbetteu j o processo
e a sua sentenca saaccao do capitao-goneral de
Valencia, cojo otricto militar oarrespoode
aquella praca.
Terminou o coogresso ti< armadores, cujs
saases {sraas merto iaaportantes, assim caaw as
suas esoluoes.
__ Corre rae forsm Tendidas a asa eaaa in-
gle za por 700,000 pesetas as celebres minas de
Camargo ?Santander) a qual vai astabeleeero'ella
dous altos fornos e um caes de embarque no rio
Maliano.
O general Pieltain vai ser nomeado presi-
dente do supremo conselho < A rainha D. Cbristina, agora, como em vida
de seu marido, recusase a ter ontro medico para
lhe assistir ao parto, a nSo ser o Dr. Riedel, que
aa Austria fra medico militar.
A raerto da.faenldade e lanedicinaaaa real
camaaa, aasaa;a taaaar novosaasabres.
as thi-100 rpaaarios roVaram, ha (Has, o Sr.
Monaoro Bias quando entasaa para o aatasrrio
das sfcaas fnblicas, pi'dindallie trabalho. O sai-
nistro toalago ordem partersBaeu.pregaaV>s.
A pnltoia j tem em -seu poder na*a taas
as oeraliiaas, espadas e mais objectos eaMaaaariAas
na laj de-eapateieoala raa Jaoaasetresa, mas tam-
bera a dynancite aehada em oaxro atepssito. .4A'
polica dia qne a drnamite apprehewrMa tanta
que podria tazer ir peios ares toda a cidade de
Madrid.
O juis incumbido da instrueco do prooesso
dos cartuchos de dynamite encontrados nos arre-
bf ldes de Madrid, descobrio ramificaoes em Bar-
esi,>Oiiiiaa a Siailhi .Iaaiila;ialn,saa aas
hender muitas armas nos domicilios dos indicia-
dos.
Para os meados de Marco, a fragata blanca
emprehendera a sua viagem de circumnavegacAo.
levando a seu bordo urna importante commissao
de bomens de sciencia.
Foi adiado o casamento da infante D. Eulalia
par se achar doente com urna angina.
Por um telegramma de Madrid de 21 consta
que se nao realisou a roanifestacao para a qual
estavam convocados os operarios d'aquella capital,
afim de demonstraren a sua sympatbia- aos ope-
rarios de Londres.
Madrid conserva se tranquilla.
A proposito da doenca do ministro da fazenda,
diz o Globo: Quaato ao Sr. Camacho, nao te-
mos nenhum i u ter esse em que elle deiae a pasta
da fasenda ; mas infelizmente verdade que o
Sr. Csmacbo est enfermo e carece de tratar-e,
porque b das que lhe appareceu urna certa in-
cbaco as peritas, que persiste ein nao dimi-
nuir.
Franca
Parti no da 14 de Fevereiro, da Paris com
destino para o Toukim, onde vai eiercer as func-
coes de residente geral, o Sr. Paulo Bert, acom-
panhado de sua familia e do peseoal administra-
tivo ltimamente creado para aquella colonia.
Foram despedir-se gire do Ilustre ex minis-
tro de instruccao publica grande numero de bo-
mens pblicos, os quses affirmaram a coufiauca
que tinbam nos mritos do residente geial para
levar a eft-itoa espinhosa missao que ihe foi con-
fiada.
Responden-lhes o Sr. Paulo Bert :
NSo a mim, ao chefe, que deveis attribuir os
bons resultados que, porveutura, venham a ob-
ter-se ; nao ; aos pequeos, a esses quo ano-
nymamente regaram de sangue aquellas regios,
cujos cadveres se encontram por l sepultados e
que heroicamente se sacrificaram pela patria e
pela civilisacao. Mas nao quero follar em cou-
sas tristes ao partir para o Oriente. Deixae-me
alegrar aos raios do sol que despontam. Adeus
E o comboio poz-se a caminho.
A commissao de inquerito, reunida em Saint
Malo, incumbida de investigar o procedimento do
tenente-coronel Herbinger aecusado pelo general
Brire de Piale de ser o autor da derrota de Lang-
Son e de abusar de bebidas alcoolicas, foi unnime
emrecouhecer como irreprebensivel o comporta-
ment d'aquelle militar.
O parecer da eommissiln foi bem aceito do pu-
blico, e urna enorme multido que estacionava na
frente dd tribunal acompaohou o tenente-oronel
Herbingsr sahida at sua casa, victariando-o
atasca.
O general Boulanger, ministro da guerra, nada
resolver ainda cm respeito aos teus detractores,
o general Brire de riele c e coronel de Borgnies-
Ueabordes ; c, segando aflirmam alguns jornaes,
seria difficil applicar-lhes qua jsquer penalidades
ponqu escasseiam os elementos para comprovar
que fossem elles os auctores da publieaco do re-
latorio. No entanto, aguardava-se a deeisao do
ministro, tendo sido o tenente corouel Herbinger
declarado sento de toda a suspeita.
Como sabido, tora o tooente.eoronel Herbn -
ger quem resolveu e dirigi a retiroda de Long<
Son no Toukim, retirada essaeuja noticia produzio
em Paris o pnico que toi causa da queda do mi-
ai iterio Ferry. Mais tirde fra acensado le haver
tomado aquella resolucio sob a influencia da em-
briaguez, que, segundo se disia-lhe-era habitual.
O conselhj-municipal de Pars votou urna
raoco pedindo a amnista para os presos polti-
cos.
Terminou na cmara dos,-deputados a ques-
t'j da amnista, ea> que o governo a principio sof-
frea urna contrariedade parlamentar com a vota-
cao da urgencia..
Na discussao do projecto, em que alguns depu-
tados da extrema esquerda, como os Srs. Roche-
fort e Clovis Hughes empregaracn os maiores es-
treos e:n defeza da amnista, o Sr. de Freycinet
pronunciou um discurso inulto notavel, combaten-
do-a, mostrando que razio nenbuma u aconselha-
va e accentuau lo bem a opiniao do gover.io a tal
respeito. Esse discurso produzio grande impres-
sao e conquistou nunerosos votos contra o proje-
cto, que afinal foi regeitado por grande msioria.
No dia seguinte, o Sr. Rocherfjrt esereveu ao
presidente da cmara urna carta, em que, com o
fundamento da rejeiccio do seu prejecto, dava a
sua exoueracao de deputado.
No dia 14efftCtuaram-sj as eleieoea compli
mentares para deputados em Franca. Em quatro
departamentos, no de Ltii e Lizre, tiuha sido amiullada a elei^o feita em
outubro ; no de Ule et-Vilaine tratava-se (de sub-
stttuir um depu'ado republicano quo tallecer
N'aque les quatro primeiros departamentos ha-
viam triumphado em outubro os candidatos reac-
cionarios, mediante manobras fraudulentas, meios
d orrupcao, presso execida pelo clero e apoio
de algiimas autoridades que Uahiram o governo.
A^ora, feita a eleiv'o livre e desassombrada
mente, tiveram maioria os candidatos republica-
nos. Em Ille-e Vilaino foi eleito, sem opposieao,
um republicano !
Apeaaatsi res taita pela Corsega o bompartista
Givmi.
Este resultado d mais 17 deputados republhsa-
nos cmara, ficando as diretas reunidas eom
182 ao to.lo, e os grupos rcpubiieaiios, com 402.
Dos 17 eleitoa agora. 16 pe;tcncem uniao das
squerda?, que constituem a parte moderada da
caiaara. Com esta modificacao ticam impossiveis,
ou pelos menos inetficaze* as colligacods das di-
putas com a extrema-esquerda.
Aiu la nio terminou a crise-tragodia d<; De-
c izeville. No da 16 foram piraa'li mandados gran-
des reforcos de tropas, que ocouparam todo o vallo
minetro.
Estes retreos foram enviados afim de prevenir
os iffeitos possiveis daagitacao cansada pela affi
xagem de um aviso do propietario das torjas de
Gao.
O proprietario informa os seus operarios que,
na dando lucros a sua industria. Ibes impossi-
vel augmentar os salari ib.
Acrese'ijta mais que, *". o mineiros nao cstao
contentes, se ver na obrigaco de fechar as minas
e abandonar as faudicoes de Guo.
Os grupos socialistas, anarchistas e todis os
ingovernaveis eatao explorando agora as grvu de
caseville e o assassianto alli commettido na pes-
sui de um engenbeiro Watrin, cipitulando esse
attentado de execucJo dajustica popular.
Teem reunido m'.etings, en> que se tem soltado os
maiores improperios e as mais violentas aineacas
contra os bnrguezea capitalistas, donos e directo-
res de fabricas contra o governo, ete. O goverao
deixando ampia lib-:rdade de reuniao e da palavra
nos comicios celebrados em recinto fechados,
mostra-se comtudo disposto a reprimir pela forca
qualquer tentativa desordeira que tenda a mani-
testar-se.
Teem-sj repetido em Pars os meetmgtno quaes
de envolta com as violencias e imprecacoes contra
a burguezia e contra o capital ,se tem feito a apo-
loga do homicidio e se tem glorificado os assas-
sinos do subdirector de urna das minss de Deca-
zeville.
O Sr. Basly, depatado operario,^ eleito por Pa-
rs, fez na comara ama interpellaoao dos aconteci-
mentos daquella localidade c sobre o emprege da
forca armada para conter os mineiros grevistas.
Responderam por parte do governo os ministros
das obras, publieas, da guerra, do interior e o pre-
sidente do couaelho. Todos elles demonetraram
o correcto procedimento do governo 0 affirmaram
o aeu firme proposito de aianter a ordem e de cas-
tigar sevefjujpete os dosordeiros -e os assassinos
nao deixando de reapeitar o direito yretx, que se
nao pode recusar aos operarios.
Aa daelaracSes dos ministros produziram exeel-
lente effeito e foi approvada por 391 votos contra
188 urna moeao formulada nos seguintes termos :
A cmara approvando as declaraooes do go-
verno e confiando na sua solicitudee interesse pe-
los trabalhadores e na sua nergia para assegu-
rar a ordem publica, passa ordem do da.
A mocSo de censura, proposta pelo Sr. Baaly,
ficou prejudicada.
A commisfilo de iniciativa da cmara dos
deputados, dei ois de ter ouvido os ministr.s, e em
casbrmidaate com a.iaaa per elles expostas, re-
gaMeu parill votaaegantaa<7 a eoqrulsao dos priav-
ciaas eoafnaavou aas^egaia porill vasas contra
6 'rianpassa ore htsimplaaii ense a niatisteao-o
iliailiitto atpulsar-najpnncipes, te eateaspor aaaa
iiaiaajMipaaassem sem risco a tegirsanoa do esi
tatta.
Jnforran enuiIBsrissBlioaUaaiiuiusatretario
paapaaso daMcadnaaia datacieaams.
ai'proisasar daa*yiaaiialiai>iillll>J*>chnica
e naTacuMade de-Scicncias^e'Paris. Foi tam-
bem nomeado em 1863 para organisar os labora-
torios da Escola Pratica dos Altos Estudos.
Era um professor muite diatincto e de grande
autoridade e auctor do tratado notavel : O Curso
de Physica da Escola Polytechnica muto conheci-
do tsnibeni noassaangairn.
Succedcu a J. B. Damas em 1884 no lugar de
secretario perpetuo da Academia das Sciencias.
llalla
O Co .de de Rubilant, ministro dos negocios es
rangeiros, respondendo na sessao do dia 20 na
cmara dos deputados pergunta de um membro
da opposicSo, declarou quo o governo conceder
s colonias italianas na America do Sul toda a
pssteeaao coneravel com os interesses maiores do
estado ; depois de fallar das dissidenejas cim as
repblicas Argentina c da Colombia, tratou a
questao Cerruti, e disse : A Hespanha perguotou
se aceitaramos em principio a sua media-
cao ; aceitamos, pendo, porm, as seguintes con-
dicoes ; deixar de parte o procedimento do eom-
mandante do Flavio Gioio, a mediacao ser exer-
cida em Madrid, nao un Bogot ; a sentenca ser
preferida dentro do praso de 6 meses ; e nao ser
tnelestsdo Oerrutti.
No entretanto, eonelnio o ministro, aJtalia re
correr aos arsenaes diplomticos para a solucio
das diversas questoes, pendentes ; mas no dia em
que a medida estiver cheia de todo ter de recor-
rer a outros arsenaes. En'So se ver por qual se
h i de comecar destas repobiieas qne ba muito
tempo cstao cansando a paciencia italiana.
Est concluido o grande couracado Italia, em
const.uceao desde 1878, nos estalleiros de Castel-
laa! are.
Der.tro em poucos das ar as suas prrmeiras
experiencias de navegacao no golpho de Spezzia.
Calcula-se que ter urna velocidade 'lo 18 m-
lhas por hora.
Foi adiado para junho o consistorio que de-
via reunir em margo.
A maioria dos conselheiros desuasantidade acba
insufficientes as concesses feitas pelo principe de
Bismarek-nos novos projectos ccclesiasticos.
Desmentc-se formalmente que o embaixador
francez.ijunto do papa, tenha pedido explicacoes
ao Vaticano sobre o projecto de transferencia do
protectorado das missoes catholicas do extremo
Oriente da legacao francesa de Peki >, para a uun-
ciatnra ou delegacio apostlica que seria creada
nesta capital.
O Vaticano participou espontneamente eta-
baixada as proposicss esuriptas de Tsong -L-ya
men, que tinbam sido trazidas por um empreegado
inglez da direceo geral das alfandegos chineaas,
que ia Inglaterra eom licenca.
Fica, pois, subentendida que a legacao fraaeesa
de Pekin conservara o protectorado em substan-
cia, como aconteceu em Constantinopla, onde com-
tudo existe tima delegacio apostlica.
Inglaterra
O Sr. Gladstnna consegnio.j completar o pes-
soal da nova situacao poltica, com a nomeavao
dos altos funecionaros que fazem parte do gover-
no, e com a eseolba dos empretrados da casa da
rainha qne sao da confianca'doministerio.
Agora vai prneeder-se eleieao uequelles cir-
cuios que fisaram vagos.pela nomeaoao dos mi-
nistros que eram deputados,
Depois o ilustre chee do gabinete eonta potler
oeeupar-ee da questo da Irlanda, que consttue o
priMipo.1 ponto do san programla de governo.
Tarefa importantsima e ardua esta e, se o
grande estadista a levar a cabo de modo satis-
factorio, fara um tfrmo glorioso-na^sua langa car-
reira publica. Segunao as deetencoes do 'Sr..
Gladstone, elle propoe-sc resaiucao da dous pro-
blemas importantes : um a proporcionar a acqui-
sujiio da propredade territorial pelos rendeu-os
irlandezea, resolvendo assim a qoestaa social ;
teatro o estabslecer a autonoma duunistt at-va
la Irlanda, sem qoebra da unidade do imperio
britnico, resolvendo.sssim, a questo, poltica.
Sobre o modusfacciendi destasduas grandes con-
quistas, variam muito asopinies, ha grandes ap-
prehensoeside qae a autonoma administrativa e
a propria creacao de um parlamento loeal no.se-
jam sufBcien tes para satisfazer aa exigencias do
novo irlandez, cujas aspira^oes vio at com-
pleta independencia.
Honve reeeiode qae a subida do partido libe-
ral ao poder moditicasse a attitude assumida pela
Inglaterra de accordo com as ootras potencias,
perante os pequeos estados dri Balksns.
O Sr. Gladstone fez j saber offieialmente que o
novo governo, apecar das suas sympalhias pela
Grecia, estava de pleno accordo com os das gran-
des nacoes em todos os meios empregados para
manter a paz no Oriente < o estado de cousas
creado pelo tratado de Berlim.
A conqai.'ta da Birmaaia, que foi como que um
passeio militartriumphal e victorioso,para a In-
glaterra, ointca aapresentar o seu lado difficil.
Parece que do tal passeio victorioso sahe por fim
um conflicto anglo-chinez.
A China segu para com a Inglaterra, o mera
piocedimento qne seguio no Tonkin para com a
Frunc.
Cometa a dizer se nos altos circuios da poltica
ingleza que necessario fazer concesses China,
e asBegnrar-se do seu concurso eventual, contra a
Russia.
E' poisivel que os observadores chinezes, que
estudam a plitica earopa no interesse da corte
de Pekn queiram estabelecer um analoga en-
tre as difiieuldades da Inglaterra na Biriannia,
com o da Franca no Tonkin.
Ha, po'ui, esperauca de que nada anda de defi-
nitivo esteja resolvido em Ptkiu, e que os polticos
da celeste imperio hesitcm entre urna coliso Chi-
no-Hussia ou um accordo Anglo-Chinez contra a
Russia.
Nos ltimos dias tem havido socego perfeito em
Londres, mas teem occorrido s cenas de desordem
em Birmingham, Ysrmouth e Leicester.
Gracas, porm, energa poltica que comquan-
to confiada s municipalidades, se mostrou muito
mais enrgica do que a de Londres, que est su-
bordinada, directamente, ao poder central, os
promotores dos tumultos nio eonseguiram muito
eos damnos materiaes foram de pouca imp.-r
taucia.
A opiniao publica contina a raostrar-se muito
preocenpada com esta persistencia das perturba-
coes da ordem e com esta erup^io inopinada do
socialismo revolucionario as ras de um paiz que
se julgava preservado do contagio pelas suas se-
culares tradiccoes de liberdade e de igualdade pe-
rante a le.
Os jornaes inglezes continuaui a dar noticia de
tumultos e desordens cm Leieesti r.
As fabricas e lojas saqueadas pelos desordeiros
sao innmeras.
Os prejuizoc, enormes.
No dia 15, de tarde, os tumultos tomaram o ca-
rcter de verdadeira sedioao, travaide-se luta en-
tre a polica e os amotinados. Est suspenso o tra-
balho em todas as oficinas, c o commercio com
pceamente paralysado.
O burlesco gencml Bj-th, do exercito da salva-
cao, quiz aprovetar-se da exeitaojao, que reina em
todo o districto, para fazer propaganda em favor
da sua causa ; mas recebeu ordem terminante das
autoridades para nao effectuar mauifestaco pu-
blica de qualquer espe :ic.
A Federacio Social Democrtica, promotora dos
motins de Trafalgar-Square em Londres, pnblicou
nm manifest convocando todos es operarios de
Londres, quer tenham trabalho, quer carecam del-
le, para um enorme mceting que devia realisar -se
no dia 21, em Hyde-Park.
O fim do meeting ser representar ao governo,
que emprebenda obras publicas para dar trabalho
aos operarios.
Julga-se que os organisadores dos meetinas de
Trafalgar-Square e de Hyde-Park seguem um pla-
no previamente combinado, e a poca, de Madrid,
dia que a Inglaterra, tendo sido desde 1871 asylo
aos refugiados polticos do mundo inteiro, algum
dia bavia de ser victima dos socialistas e de en-
trar em lata com varias associacoes peritamente
organizadas.
Recorda que, em 1871, um gruuo de individuos
pertencentes a diversas classes da sociedade fizara
as bazea de urna va^ta federacio com o fim de reu
nir todos os descontentes do Reino-Unido e com o
titulo de Federacio Democrtica fundan urna so-
ciedade para propagar as ideas dos que sonhavam
com urna completa alterscio social como nico re-
medio dos seus males Adoptaram principios so-
cialistas e tomaram por iemma estas palavras :
Educai, agitai, organisai.
E foi assim, e em outros paiz-s, que se estabe-
aceram associacoes le igual ndole e qae se con-
stravam internacienaes
E' cero, porm, qne m Inglaterra apande a
fanavde trabalho e enosnie missoa, e n'esta si-
tanaao nio de cstrauhnKfse o seatalistno ncon-
tae nma excelleote oppartaiaidade para a ptopa-
iaajaaaa, a 50:000, enaaalticsBMaamaekvila psnas.e os
aadraae de profissio n i[..... se eamJthMD.
Ao meeting inicial dos tumultos, calcula a poli-
ca londrina haverem concorndo cerca de 5,000 la*
droes e vagabundos do seu conhecimento.
Orcany por 225 coutos de ris forte* oa prejuizos
causados pela pilhagem do dia 8 de Fevereiro.
O engenheiro Burns e o jogadot de bolsa Hynd-
mnn -ssats trito--a^v'rnc- eatrnanes oetrrbunfcee,
como iniciadores dos tumultos.
A subsenpeo abara em Londres pelo lord
nurire, a favor dos operarios desempregados, attm-
gio, em seis dias, a consideravel sarama de 37,000
libras u lt6;5O0|IO0O. A rainha Victoria contri-
buio com 500 libras.
O governo inglez mudou de.tencio a respei-
to das medidas tomar contra os cheles do movi-
inento socialista, e a instancias da imprensa, ame-
droutada pela eitensio e intensidade da agitacio,
resolveu perseguir judicialmente os que ao tidos
como caberas dos perturbadores.
Ainda assim o mandado laucado contra estas,
nio um mandado de prisio, mas sim de compa-
rencia.
O Sr. Cbilders, lord Wolse'ey e dous membros
conservadores do par i menta,-estio tazando inque-
rito ao p.ocedim nto da policia.
Em Yarron, declarou -se alto e bom sora olum
meeting ia operarios, que o saque era o onico meio
pratico de obrigar as classes ricas a subscrovor
para o allivio dos pobres sem trabalho. Como pro
va d'esta theoria den-se, como excmplo, as desor-
dens de Londres c a subscrira;ao do lord mairc.
Os ehefes socialistas nao tendo recebido res -
posta circular por ellos dirigida ao Sr. Glads-
tone, que recusara rccebel-os, euviaram-lho a se-
guinte cotnmunicacio:
Westmtuster, 14, Fevereiro, 1886. Burns,
Champion, Hyndman, Hunter, Watts e Williams,
nao tendo recebido resposta da .carta que na sexta
feira dirigiram ao presidente do conselho, juntam
no presente rsquerimento urna serie de propostas
adrede* a combater a miseria, pr^pastas qne a fe -
duraca socialista formalou ha mais de dous anuos.
Hoje a miseria augmentou e ningueei a pede
ignorar, por isso os signatarios insisten junto do
presidente do conselho, em nome dus.operarios sem
trabalho, para que se lhe. de urna resposta sua
carta.
A FedeniySo Socialista Demcrata convocou
urna reuniao publica, em Hyde- Pardwpara domin
go21, com n ntemjio de convidar o poder execu-
tivo a nao recusar por mais tempo o trabalho aos
operarios que inorrom de faine, iixicpM|d!nte de
culpa sua
Burns, Citampisn, Hyndman, II nter, Watts e
Wilbaus ficariam satiefeitissimos se podesecm
participar que o governo ost decidido a seguir o
exemalo dados em outros teinpo igualmente dimeeis,
maudando desenvolver immediutaaaente trabalhos
pblicos uteis, e pagando aos operarios nellcs.cu-
pregados u-n salario sutfiiciite para assegurar a
sua subsistencia.
O principe de Gales fui para Catines, ondtf
se demorar 10 dias. Parti a 20t de Fevereiro.
A, cmara dos coinmuns approvou a.resposta ao
discurso da corda.
Desmentem se os boatos de divergencia entre os
minateos e da -iouiissao do Sr. Chamber un.
Na camaaa dos coJuuj.ua o Se. Oladstoue fes no
dia 18 de Fevereiro daclaracves importantes. Da*
clarou o accordo solemne do governo de nio pro-
p-ir legistacio algama i-estrieiiu para a Irlanda,;
e accrescenlou tque jespera poder annonciar at
fina do M .ico alguiuas iinportautea mciias Ivyvu-
raveis aos irlandezes. A rvspeito de poltica ex-
terna, declarou que o governo proseguir e'.t tuuo
a conductattniciada por lord SaKsbury nos nego-
cios relativos Grecia, e Europa arieatal.
Na ctunara dos lords, isosebery, iniuistro,idos
negocios estrangeiros, respondendo s perguutas
que lhe dirigiram, disse que as potencias se achatn
unaaimeraenta dispostas a manter a pas na Europa
do audueate na qual es assumptos puliuoos se
achavam n'aaa sitaacao muito critica.
A ruptura entre a Grecia e a Turqua,poderla
tal ves cansar- ama guerra europea. Em vista
diseo, a Inglaterra advertio firme enrgicamente
a Grecia, que seabstenlia Je ataear a Turqaia.
p Consta, por telegrammas, de New-York, da-
tados de 16, que ha, gran le agitacio, entre oa ca-
nadianos franeezes, teudo havido alguns tumultos
e desordens graves. Parece provavel qne se ma-
nifest ora iosurreicio aaqaelle dominio daco-
ioa britamiica.
Em l.ngla'.erra corre o boato de que o,gover-
nador da Serra L a, sir Samuel Rave, tevo noti-
cia e/ue as tribus do interior projectam realisar
um ataque geral aos estabeleciutentos da colonia.
O transporte Tyne, <^ue tiuha ordem de partir para
a Europa, com alguraas tropaa da guarnigio da
colonia, recebeu contra ordem.
EXTERIOR
Correspondencia do Diario de
Pernamhueo
PORTUGAL -Lisboa, 23de Fevereicp
de 1886
Cabio o ministerio a que presidia o Sr. conse-
Iheiro Antonio Maria Pontee Pereira de Mello
Desde 5 annos menos um mez, que suceessivas
situaces regeneradoras estavsm no poder a pri-
meira, sob a presidencia do, j failac Jo Antonio
Rodrigues Sampaio, c as subsequeutes tendo
te?ta o Sr/ Fontcs.
Subiram os progresistas ao poder, tendo sido o
Sr. conselheiro Jos Luciano de, Castro, chefe do
mesmo partido por eleicao de todo elle, encarre-
gado por cl-rei da orgausucio do novo gabinete.
O nove ministerio, assim compasto :
Jos Luciano do Castro, presiJeute do couselb i
miuistro do reino;
Marianno CyrJIo de Carvalho, fazenda ;
Francisco Antonio d Veiga Beirao, justic.: ;
Visuonde de S. Januai io, guerra ;
Henrique de Barros Gomes, estrangeiros :
Ii.'urique de Macedo Peseira Coutiuho, marinha
o ultramar.
Einygdiu Julio Navarro, obras publicas.
Isto lhes deveria ter trauamittido o telegrapho.
Os miuistros do reino, guerra o estrangeiros j i
teem feito parte de. outras administrafoes.
Os ila fazenda, obras publicas, justici o marinha
sao pela primeira dez chamados aos couselhos da
coja.
U Sr. Marianno de Carvalh >, recusara urna pasta
que lhe fora insisten ment offerecida ua ultima
adiniuist;acao progressista em 1880.
O presidente do conselho, Sr. Jos Luciano de"
Castro, elevado ha dias ao lugar de conselheiro de
Estado na vaga que fica por mortc di general
Caula, foi j ministij daaa v.zes. Tem 5 annos
de idade e mais do 30 do vida publica e parla-
mentar.
O Sr. Marianno de Carvalho e Henrique de Ma-
cado (par do reino) silo ambos lentes da Escola
Polytechnica.
Entraram cm virtnde de bnlhantes concursos,
na mesma occasiio, para esses lugares do magis-
terio superior que teem desempenhado com tanta
proficieucia e distiuecio, sendo o primtiro popn-
arissimo como jornalista e orador parlamentar.
i) Sr. Navarro, secretario do Tribunal do Com-
mercio e talentoso jornalista. Redigio por muitus
anuos auuoa o Proqrtsso c o Pnmeiro de Janeiro,
do Porto.
Creara ltimamente as Novidades, foi ha nocturna
de muita voga, coutinuando tambem a ser o re-
dactor poltico do Primeiro de. Janeiro. .
O Sr. Barros Gomes era pela segunda vez di-
rector do Banco de Portugal. Servir na ultima
admiuistracii') progressista como ministro da fa-
senda Conhece e fa ln com fncilidade diversos
idiomas e tambem um des parlamentares mais
notaveis do partido progressista.
OJSr. Visconde de S. Januario (par do reino)
ministro pela segunda vez, tem exercido os impor-
tantes lugares de governador geral da India e go-
vernador de Maco. Desempenhou em tempo ceis missoes diplomticas junto Repblica Ame-
ricana do Sal; muito conhecedor dos negocios
ultramarinos o ainda na sesso parlamentar de
1884 tez um notabilissimo discurso na cmara
alta, a proposito da reforma do exercito que entio
se discuta, por iniciativa do ministerio regene-
rador. Os seus profundo- conhecimentos das cou-
sas da guerra teram, por essa occasiio, devida-
mente apreciados por todos os partidos.
O Sr. Veiga Beirao um dos mais habis ju -
risconsultos com que ornam o foro portugus. Na
cmara, como deputado, em diversas legislaturas
tcm-sa manifestado orador conseiencioso muito
ti lente como argumentador, rstudando profunda-
mente as questoes sem recorrer a forma irritante
que muitas vezes prejudica os mais notaveis tri-
bunos.
V.' conservador primitivo no primeiro districto
de Lisboa.
O Sr. Jos Luciano de Castro, urna autorida-
de tamben como jurisperito, e o jornal que fundn
com o Dr. Airas da Fonseca, na inultos nns,
O Direito, consultado com omita vantagem por
todos quantos se dedicam a questoes furenes.
Fora em tempo jornalista poltico e notavel pole-
mista.
A assiduidade com que se entrega ao estado
tem-lbe accumulado muita erudifo sobretudo em
questors administrativas o jurdicas, nao sendo
hospede tas financetras e em todos os outros as-
suinptos que directa ou indirectamente interessem
a governacao publica.
Muito mais podia dizer-lhes de cada nm dos
actnaes ministros, mas, se os meus amigos o jul-
garem a proposito, para cabal conhecimento da-
quelles dos nossos leitores que desejem mate ampia
noticia das ndividjaldados polticas que hoje s2
acham frente dos negocios publicas, tranacreve-
rio do Commercio de Portugal as notas biogr.i-
pbicas que lhe sao relativas.
N'mn supplemento ao Diario do Governo pvMi
eado antehontem, 20, vnham os decretos de exo-
ueracio de ministros demissionarios e os das no-
meacoea dos novos con'elheiros da cora.
A cnse durou poucos dias. O r. Jos Lociano
em menos de quarenta e oito horas so deero-
penhou da missao que recebera Jo soberano. E
assim devia ser.
Ouvidos os homeus mais importantes do seu
partido, fcil lhe foi por certo concordar com elle*
na nelnor solucao a dar a essa incumbencia cons-
titucional. Quando um partido so est reterape-
rando lanamente, durante cinco annos coosecuti
vos na opposicao, deve estar preparado de um mo-
mento para o outro a assumir os espinhosos en-
cargos do poder.
A tarefa nao lhe ser facibnaactaal conjunc-
tura. M
Oa dedicico de todos elleb e da abnegacao c-
vica de que teem dado provas, repetidas vezes,
ba. muit j a esperar.
C-jmrcm j a liosti'jsal os n i.imprensa os s^us
adersasios polticos ; mas esse procedimento mais
revela dcspoito e precipitaeo em tirar as repiosa-
lias, do quo sensatez e circuinspeccao.
iNa reanio da maioria que ante-hontcm foi con-
vocada pelo Sr. Fonies. o ondo expoz, como j o
fizera as comaras, as razos- que determinaram o
governo a que presidia a dar a sua demissao, as-
gentou-se que a opposicao que se faria por parte
do partido regenerador nova situacao poltica,
seria, por emquanto, insraraante especiante. E'
justo; a opposicao assim teita, se tiverempla-
cidez para a effectuar por este modo, ser mais
auderiaada e bem visra pelos nimos imparciaes
dss que nao fazem da poltica um ofifcio e s que-
rem que o paiz aeja.bem goyernado, por un ou
por outros, comtanto que sombra do bom senso
governativo dos ministerios, prosperem aa indus-
tria, nio decline o crdito publico e nao esmore
Vm einfim os legitimes progressos do paiz as
suas mltiplas mauif estaco es.
E' o gran le partido dos que en adamante se
chainamndifforentes..quem julga cui ultima
analyse dos partidos militantes e do procedimeuto
dos seas bomens de Estado.
T)..s intencoss de um ontrn dos competidores
paliticos, nao fcil julgar porque p"rt mee ao
foro intimo. Devem.js crerque todos elles a > pa-
triotas e que as suas intcncOes sao rectas ; utas
modo de comorebenderemo |,atriotismo, das ex-
tremas coitdooeudcneas con os falsas amigas que
Ibes cavam a ruina, que dependo aein.duvida o
bam ou mo governo quo fazem.
Na sesso de sexta-faira l!f que seapre--
sentou as duas casas do parlamento o Sr. Pontea
Petis deMello, presidente do,gabinete de.ms-
sienario para declarar quetendo o. goverao pro-
posto a.el-rei o addiamento das cortes, por en-
tender-que era necessario resolver dfficuldadas
creadas pela *gitaoao das-paixoas, S.'M. se mos-
trarapouco favoravel ueste- expediente, o qne,
sendo considralo como falla de eoulimica di
coros, havia determinado o ministerio a re-
tirar-se.
Tendo s: do aceita a jemissao dadap;lo gabir-
nete, iota enaarregado o canselheirode Estado,
Sr. Jos Luciano do Castro, de organisar a nova
situacilo.
Feita esta declaracao. deu-sc por firida a sessao
uas duas cunaras, como das praxes, para se
reunirem no dia seguate, mas som ianeoonarem
emquanto nao estivesse foriaado o novo minis-
terio.
No dnrimr >, 21, foram os pavos ministros ao
paco prestar jaramente as raaos del-rei.
a segunda, ~, fizeram. a sua entrada uas
cortea.
0 Sr. presidente do conselho Jos Luciano de
Castro fez as seguintes declarares :
Que tendo oSr. oonselneiro Fontjs Pereira de
Mello pedido a xoneragao do ministerio a que
presidia, digoou-se sua magostado el-rei escirro
gal-o de constituir a nova administroslo; o no
desempenho desta elevada comurissaode coufianca
organisau o ministerio que tem a honra de pre-
sentar cmara.
Como a cmara v, os novas ministros u.io
sao homens desconhecidos, todos elles sahem do
parlamento e todos teem na sua longa carreira da-
do exuberantes dcmonttracoes da sua api dio
para o exercicio da vida publica.
Uas teem os seus nomea laureadps pelos rele-
vantes servipos eitos i, causa publica ; outros
conquistaram em largos annos de trabalhos, em
luctas vigorosas e com a manifestacao do son ta-
lento, o diieito de esUrem sentados uestes luga-
res. A elle orador cotioe a tarefa de interpretar
lealmente as indicacoes da opiniao publica c de
os designar escolha da cora
Agora, dir duas palavras sobre o pensamouto
poltico e administrativo do gabinete.
O governo ser tolrame co n todas as op-
Tiies, defender vigorosamente os seus principios,
procurar manter o respeito s leis c a autorida-
de, mas nao descera a platicar actos de intoleran-
cia e de perseguidlo, que sao indignos do nosso
tempo e inferiores elevada missao que o governo
tem a desempenbar (Apoiados) !
O governo ser justo na dcstribuicao dos lu-
gares pblicos e procurar uunter a mais austera
moralidade em todos os actos do pod r : esta
a norma invariavel do seu proeed ment.
A principal preoecupacio do novo gabinete
ser o estudo e a solucao da questo de fazenda,
sem renunciar s reformas polticas.
O governo reserva-se o direito de apreciar a
sua opportunidade, e cutende, que no momento ac-
tual de alta conveniencia o applicar todos os
seus cuidados a 1- vantar -o crdito publico e a
promover o equilibrio orcameutal pea mais seve-
ra economa na administradlo do estado; a re-
duelo ou adiamento de todas as despezas que na i
sejam absolutamente indispensaveis ; pela roelhor
fiscalisafio dos rendimeutoa do es'ado ; pela pon-
tual cobrauca dos impostes em divida; por urna
racional e prudente revisio das pautas o peloin-
quebrantavel ptiucipio por elle adoptado do nao
crear nenbuma detpeza nova, por mais til que
seja, sem lhe crear loga a dotaco correspond.n >.
Feitas estas reduees as despezas publicas
que o governo entende que pode e deve ap;ellar
para a bolsa do contribuinte, exigindo-lhe novos
sacrificios para sustentar o crdito publico.
O governo tem que so oceupar de urna larga
reforma da legislacao administrativa, harmonis i:.-
do as fiuancas locaes ooai as finanzas do estado.
(Apoiados). E nao pide deixar de tratar tan bem
seriamente da muior difusa o o desenvolvimento da
instrueco quer geral, quer especial o professional.
Tambem o governo so nio pds esquecer da
questo colonial o sobre tudo da ques'ao da colo-
n i sacio e emigracio.
Pra corresponder a urna instantissim* ne-
cssidade publica vai ocuupar se da reforma de c-
digo commcroial e principalmente da parte relati-
va a falleneias, presentando opportunameute as
necessarias propostas' cmara.
" Para acompanhar a evolucio da sociedade e
s instantes necessidades publicas, o governo ha
de oceupar-se tambem de assumptos econmicos
e sobre tudo d aquelles que dizem respeito a me-
lhoramentos da sorte das dassi s operaras e das
qijestoes de pro^ticoo e circalaco da riqueza pu-
blica, fazendo tambem urna melhor organisacioda
circujacio fiduciaria. 0 governo tem a intenco
de crear o ministerio d agricultura e commercio
sem aggravo da despeza publica.
Este o lineamento geral do programma do
gabinete, estando prompto elle orador, bem como
os seas collegas n dar cmara as explicares,
que lhes sejam pedidas.
Para realizar este programma, o governo nio
quer, nem espera obter o apoio da maioria desta
cmara, esperando com tudo que ella se reserve
para mais tarde pedir ostreitas eontas dos seas ac-
tos. Nio pode dar conselhos cmara e limita-se
nicamente a aguardar a sua resoluco e a c-
mara proceder como u.elhor entender em sua al-
ta sabedoria. (Applaneos) .
Assim que o Sr. presidente do conselho se sen-
tou pediram a patavra ao mesmo tempo amitos
depntados regeneradores. Apezar da confuso com
qne elles se precipitaram, fui aoSr. Pinheiro Cha-
gas que o presidente da cmara a conceden.
O x-miaiatK) da marinha declarou se em guer-
ra aberta com o governo, qualificando de banal o
programma financeiro que se acabava de ouvir e
censurando o annuncio da creacao de um minis-
terio de agricultura, commercio e industria.
Re3pondeu-lhe o Sr. Mariano de Carvalho, mi-
nistro da fazenda.
Disse qne o governo nio esperava, nem que-
ra dos seus adversarios ecne guerra-franca e
leal; mas que a situacao legada pelo gabinete
transacto impunha a todos o dever de a compre-
hender c de saber proceder em conformidade com
ella. Que o programma das economas pareca ba-
nal ao Sr. Pinheiro Chagas. E' qae as economas
bo o primeiro devr de todos os governos, mas
infelizmente o ministerio regenerador nunca cum-
prio semelhante cousa. Pois o gabinete progres-
sista entende que nao tem qnalqucr governo auto-
ridade para pedir ao paiz nem mais um ceitil de
imposto sem fazer as despezas publicas'indispen-
saveis reduccoes.
DefenJeu a creacao, em occasiio opportiuia, do
novo ministerio da agricultura commercio e in-
dustria fazendo urna rpida e notavel esettha da
missao que incumbir a este ministerio.
Seguio ey o Sr. Franco Castello Branco, depu-
tado Oa maioria, ato regenerador, e coinoeou.por
| atacar o annuucio da creacao do novo ministerio
da agricultura. E mostrou-se indignado com um
augmento do despeza. E' de notar que este orador
aiuda ha titz dias aehara excelleute um ornamen-
to rectificado com 42:000 contos de despeza.
Paro.'eudo-lhe escorregadio este terreno das
economas, o fsgoso orador passou para a these
das reformas polticas abusando o Sr. presidente
do conselho de renegar o programma da Granja.
E' preciso advertir qne o Sr. Jos Luciano o
que disse, que nao aoaudooava o pensamento
das reformas polticas, mas que as circumstancias
oellocavam o governo no indeclinavel dever de
attender, antea de tuJc, soluco do problema fi-
nanceiro
Finalmente o orador chegando ao ponto capital
do seu discurso perguntou ao goverao a opiaiao
que tem sobre o sou projecto (d'elle orador) rela-
tivo a dcaannex'.ccao do conseibo de Guimaries
do districto de Braga.
Levanwu-se para lhe reepou-ler o Sr Emydio
Navarro, ministro das obras publicas.
Disse que na parte relativa as perguntas que o
Sr. Franco Castello Branco dirigi ao Sr. presi-
dente, do coaseluo, elle delpa ao chefe do, gabinete
o encargo da resposta. Mas que a dar as expli-
ccoes que demaudam as observacoes que o Sr.
Franco Castello Branco fez com referencia a pas-
ta das obras publicas e possivel creacao do novo
ministerio.
Declarou pois que a idea da creacao do novo
ministerio de agricultura, commercio e industria
originariamente sua c bastante antiga no seu es-
pinte. Nao representa um expediente poltico de
occasiio ; urna necessidade imposta pela situa-
cao do paiz. Mas faz a declaracao expressa de
quo s depois de feitas a.- importantes reiucees
as despezas publicas, se revisara a creacao do
novo ministerio. A proposito de economas refe-
ro-se a ter mandado suspender a classificacio
dos cugenheiros civis. que imporrava grande aug-
meoto de despeza. Com referencia a opportunida-
de de novas reformas polticas, disse que ella de-
pen4e oste momento muito menos da vontadedo
govern -; do que do procedimento da opposicao.
Entio o Sr. Jo.- Lacian de Castro fez ama de-
clareci firmo c cathegoriea a cerca Jo conflicto
ontre Braga e Guimares.
O governo disse o Sr. presidente do_cnseiho,
nio recaa perante as suas responsabilidades, nem
teme as consecuencias que a especulacio partida-
ria pretenda tirar de tima declaraQao decisivado
gabinete.
O governo ha de manter a integridade do dis-
tricto de Braga e oppcr-se a tolos os projeetos
que tenham por fim a realisacio de qualquer pen-
aatnerrto contrario.
Esta declaracAo decidida causou boa impreaatto
ua cmara E levantaudo urna phrase do r. Pi-
nheiro Chagas, que attribuir; a um acaso a su-
bida dos progressistts ao poder : O acaso, dis-
se o Sr. presidente do conselho, foi a falta de con-
fianca de coroa no gabiuete transacto ; o acaso
foi a situacao a que os desatinos de ministerio re-
generador reduziram o paiz a.
. jAinda tornou a fallar o Sr. Franco Castello
Branco, hostilisanio i nova situac-, com applao-
so do Sr. Pinheiro Chagas.
. D tiva ao conflicto de Braga e Guimares como si
fosso possivel ao .ctual' ministerio proceder de
outra maneira, sem commetter urna incoherencia
inqnaliticavel, renovando a triste fraqueza a que
suecumbio o governo demissionario.
Volveu a fallar o Sr. ministro da fazenda, re-
pondo a questio nos seus verdadeiros termos a
earea d'aquelle conflicto, que o actual governo
nao quei-.a renovar, e inda meno3 conservar se
hesitante sem 89 saber resolver para um ou outro
ldo. Os governos que nao tem opiniao sao os que
depois gritam que c.ihir.iip por acaso. O acaso
0 extremo recurs o dos fara ios dorradeira conso-
lacao dos imprevidentes. O orador disse que nao
sabe como ficirio o fon ios qaaidoelK tiver de
abandonar a pasta d--. fazenda ; mas qio sabe que
sentira grande mag.t so deixasse os fundos a 45
tendo-os recebido 43.
l-'allaram ainda os deputados Srs .1 is Borges
de Fari.i, Santos Viegas e Arroyo, > inCoa
pir fim o governo se fazia dwtadqri e r, feria-
se a um i supposta decl iraaSo do Sr. H ronque de
1 Macado na cmara dos pares, rclati-
Vnenente a considerar as reformas polticas ^_
Sr. Fontes como dignas de um i experiencia seria
e duradoura.
O Sr. Henrique de Macado, ministro da mari-
nha, historiando fielmente os factos, desfez a leu-
da de semelhante declarado, que nunca existi.
Rebateu depois a inexacta asserca > do que o par-
tido progressista renegara o sou programma. As
oircamstancias graves quo constituem a tristo he-
ranoa que o governo recebeu, que o collocain
naobriga^o do seguir um caminho diverso. Quan-
11 a dictaduras, o orador affirmou que ellas se
ua j mnuticiain. Fazem-se quaudo '.s circumstan-
cias as impoem. Mas, a prova do quo o goverao
na i uoiis i g >r i nissiquo veio ao pirlamonto
pedir a sai coadjuva?ao legal, embora nao a sua
ccia ]> -litica.
O Sr. prosi lente do conselho confirmou e3tas
ultimas docliiracoes e cmtestou a maioria rege-
nera-lora a autoridad ni; ral para perguutar, hor-
rnriaada, pelas dictaduras Quem decretou a re-
forma do exercito em dictadura, dois dias depois
do fechado o parlamento, nao deve vir fallar em
dictaduras.
FaHou depois o Sr. Arouea declarando-se em
botilidade aberta com o governo mas aguardando
com seronidade os seus aetos. Esta attitude cor-
recti partwe que a que se c informa com as re-
solueoes to nadas ue. vespera em casi do Sr. ffoa-
tes o com as quaes se nao confortnou na pratica o
Sr. Pinheiro Chagas.
O governo s hoje poder apresentr-se na c-
mara dos pares.
Esta vai j tio longa, que me falta roargem
paca discorrer sobre as causas imipediatas da
precipitada qued; do ininisi
E' certo quo as projectadas medidas tribntarias
levantaram clamores enorme Se 4 > loa os cautos
do paiz, comprehendendo as pr,i_cas e alta financa
de Lisboa e Porto, banqueaos, ^iea com-
merciaes d-s duas < jectados,
oatros realisados, mettng uaioca-
do:ou, desde que o ministeiio cahib.
parece que o Sr. Pontea iustara com o Sr. Hintz
Kibeirq para este retirar os seas projectos de fa-
zonlit, pelo monos os mais duros do fazer aceitar
a> contribuinte, como retirara o que dizia respeito
conversio dos ttulos.de divida fundada, antes
mesmo de apresental-o %em cortes. O Sr. Hintz
insisti em que sabina elle do gabinete, ma* que
nio retirava os' seus projectos fazendarios.
O Sr. Bocage, ministro que era dos estrangei-
ros, fez a declaracao, em conselho de ministros, de
quo tambem se retirava emeonseq acuciado seu
mo estado de saude. As manifestaco-s ruidosas
^<
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Mario e FernamUuco-Ter^a-feira 9 de Margo de I8W6
.


de Brt^a o Guim uics o oBuavaa e o gavMVo,
perplezi, jogaaio cara pao de dsas fcicjj, ni ou-
sava resolver a qaesCio
Foi nest; ponto que dlibarsufpadsr ao okee do
estado o addiamento das cartas El-rei newu-
Ih'o. Estava aebado o pretexto oonssitueioaal que
lhea abria a porta da ra.
Aprovetantaram-n'o.se que,nio/> provocaras,
e samram.
Mas aa" virta-ae qua pan nao coafeasareas qua-a
reiistoaci i popular fonaidavel j aos novos iaa-
postos que o* emparrava da c. deiras do poder,
proferirain pedir o addiamento, afim de pacificar
os conflictos locaes entro Brg* e Guimar s, por
modo que parecesse que era esse incidente local
que os razia abandonar as pastas.
Do que se declarou oficialmente, esta.) os Istto-
res miii que infirmados.
Que tai i o uovo giverno '? E' claro que nao
pode viver coin urna cmara onde a opposoao est
em maioria. Pedir-lhe-ha a lei de meios, como
pra&e, e a eauvir t ser disv>lvida, convocando-se
a nova cunara dentro .1) praao determinado na
carta. Nada inais o n ida m nos.
A verdade que os prugressittas entraram ago-
ra com grande forca moral porque a opin.o tinha
desamparado ji os seus adversaras. Ao p isso
que se propunna urna rede tributaria de tirar a
pelle ao contribuinte, propunha-se um orcamento
rectificado em que as despezas eram monstruosas.
A divisa de resistencia e:a : nem inais um cei-
til. E' certo que a vida da situacao estiva ter-
minada clu'gando as cousas a este pouto.
Na minha ultima lhes disse, a para isso nao era
preciso grande previdencia, que taes projectos
nao eran viaveia. E, assimfoi. A maioria votal-os-
bia, porque as maiori .s sao coic os euipregados
de confiauca : c o governo qnem as traz cmara
Mas o paiz pagara os uovos impostas 1 Hoc opua,
hic labor est...
Urna nota elegante. O Sr. Fontes no dia em
Jue annuaciou a qu ida do gabinete s carairas,
eu um jautar aos seus ex-coll-gas do miuisterio
convidando tambem alguns membros do corpo di-
plomtico. A' noite abri as suas salas para urna
esplendida ot'reeein que os primeiros e as prima-
ras artistas de S. Curios e alguns amadores do3
mais distinctos cautaram e tocaram diversos tre-
chos om rsmeradissima execucao.
Creio que o- convites estavam feitos havia al-
guns das e que s foi coincidencia! c nada mais.
Entretanto pjder-seha dizer uo lllustre ebefe do
governo transado que a sua queda foi ele^antis-
sima e fidalgu. Os athels uo Colyseu da antiga
Roma tambem e;colhiam a? poses mais graciosas
para eabir o morrer. Os applausos da multidao
conaolavain nos no supremo desastre.
Pa3Sei p ir alto un tumulto escan aloso que
houvo na ultima sessao da cmara dos depir
antes que fosso aaann ciada a queda do gabinete.
Julgo que se distribuiram varios murros. Fallava
o Sr. EUianu d-, Briti, Nada a proposito da inter-
pellajio sobre Dahomey iniciada pelo Sr. Consi-
guen Pedise.
Na sissao de sabbado, dous dias dep( is, o pre-
sidente da cmara participou ter-se com; osto ai-
rosamente para rabes a coutenda entre os Srs.
Elviuo e Castalio Branco.
Nao bouve duello e tanto melbor.
As compleicocs meridionaes entram fcilmente
em ebulicao..
Consta que o Sr. Navarro, ministro das
obras publicas, maud ra suspender a execucao do
decreta, receutomente publiclido pelo ministerio
demissionario, sobre a organisacao da engenharia
civil, por tez a classificacao do pessoal technico,
ltimamente pub icaJa, despertado justificadas re-
clainacoes. Ser raintido em todo o caso o prin-
cipio da separadlo da engenharia civil da enge-
nharia inilit ir.
Esta classificacao, que tinha levantino os mais
calorosos protestos, era urna verdadeira inonstruo-
sidade, pois qu-' enera.a o estado com mais 200
contos de despeza annual e praticava as mais fla-
grantes injusticas que so podem imaginar. Foi
nra acto de energi i ci i_Sr. E. Navarro.
Acaba de fallecer no Porto o digno par do
reino, Jos Pereira da Costa CarJoso, chefe que
foi do centro progrefsi.-t a naquclla cidade. Mais
urna perd iinport ui'i uiini pan o partido.
O paiz perde "m homcm notavel. Par do reino,
os seus discursos tinham tola a autoridade que
vinha do sea nobie carcter e do seu talento.
O r. Pereira Cardoso era dos amigos mais in-
timos do fallecido couselheiro Anselmo Braam-1
camp, que era o chefe do partido progressista.
Ha muito lempo que o Sr. Pereira Cardoso es
tava doente. Aggravaram-se-lhe os padeeimeotos
com a mortu prematura da nica filha que idola
trava. Desde esse dia Jos Pereira Cardoso
quasi que abandonou de todo as lutas partidarias.
Urna phtysica galopante matara Ihe a filh, Pe-
reira Cardoso montou entao urna enfermara no
hospital da Misericordia do Porto, destinada ni-
camente ao tratameutu dsquel a fatal doenoa.
Tinha o grao-de doutor em -natUematicas p-U
Universidade de Coinibr.i. Nom^aio lento da mes-
ma faculdade, onseguio ser transferido para o
Porto, onde foi reger urna das cadeiras da Acade-
mia Polyte:hnica daquella cidade.
Sobejavam-lhe dotes d'um talento privilegiada e
as qualidaies d'um carcter atemralo, para que
durante a 3ua gloriosa carreirano magisterio, Jos
Pereira Cardoso fosse por todos considerado um
ornamento das nossas escolas superiores.
Era director da compauhia dos vinhis do Alto-
Douro. um dos princi aes accionistas da comoa-
nhia de fiaco de novellos e um dos primeiros ca-
pitalistas do norte do paiz.
A sua ra irte nao s urna perda irreparavel
para as pessoas de sua familia, co-no para os seus
amigos e para o partido progressista.
Nao exacto que se tivessem in illogrado as ne-
gociables entre Portugal e a Franca para a deli-
mitacao das fronteiras na Gui e no Congo.
Pelo contrario essas negoeiacoes continuam no
melhor p.
Tesaos conseguido bastante com telacao for-
marn da frouteira na Guiu, que era o pouto
mais difticil.
Tambem sao boas ai noticias do estado das ne-
goeiacoes can r. lafo ao padroado.
Foi approvado o regulamento do servico tele-
graphieo internacional revisto na conferencia de
Berlim e assignado aos 17 dj Setemoro de 1885,
para entrar em vigor cm 1 de Julho do corrente
anno, em substituida dj regulamanto revisto na
contereucia trlegraphica de Londres colebrada era
1879 e que foi approvado por decreto de 19 de No
veabro do mesmo anuo.
Hontem foram a presentadas a juiz o as rea-
cues de toda a mobilia, lou(as, pratas, onro, p -
dras preciosas, quadros, livraria, gravuras, trena
e semoventes que existem no palacio das Necessi -
dades e fazem parte da heranca d'el-rei D. Fer-
nando, bein como dos bens nobiliarios quo pertcn-
em casa real e que cstavr. na posse do fallecido
re.
Varios jomaos estiangeiros annunciam que
a Sra. couuessa d'EJIa, viuva do re D. Fernando,
logo que terminem os actos do inventario a que S.
Exc. tein de assistir como cabeca de casal, ir re-
sidir em Boston, onde passara part: da sua ju-
ventude.
Falleceu repentinamente na enfermarla da
penitenciaria central o preso Antonio Coelho. que
assassioara o alteres Palma e Brito. Tinha > ir i
all entrad) j muito doente. Foi victima de urna
lesao no corceo. Este infeliz fra condemna lo a
morte pelo couselho de guerra, pois era sol lado.
Mas eoao de&de innatos unos se nio exeeuta em
Portugal nenliumi s ntenca a pena ultima foi en-
carceraio ineommunicavel em um i masmorra da
Torro de S. J uliao da Barra, onde chegou a fiear
tolhido de rheum itiaino. Idiota quasi pela solido
e em misero tstaio, fji ha pouco removido para a
penitenciaria onde indou ag.)ra o seu lento sup-
plicio.
O presidente da Academia Real das Bellas
Artes foi autorinJo pelo iciuisterio da jnstici t
verificar se nos conventos da3 diocesea do norte de
Portugal existem alguns oDJectos de mrito artis
tico e acathaloga!-os, lien de, mais tarde, darem
entrada no Museu Natio
Foi nomeado priuieiro ujud.inte do corpo de
Sua Magestade el re o general de divisao D. Luiz
de Mascaren has, o qual ficou sendo o chefe da ca-
sa militar d'cl-re por m irte do general Caula.
J deram um concert no salo da Trindade
as insignes aristas brasileiras 1>. Virginia e .
Mathilde Lioacy e o seu mestre Johanns Wolff.
Foi urna es r tendida nvtint'e lyrica.
Na ante vespera haviam sido r 'cbidos estes fi-
lustres artistas pela Academia uos Amadores de
Msica, onde desempeo irain, com grande profi
cieutii, alguis trechos eic.lliidos. A Acad?mii
Real para os obsequiar tambem executou pela sua
orchestra varias pefas.
Oa applautos tanto n"s*esarao como na matutee
musical que o publico dispenson a mademoiselle
Virginia e a mademoiselle Mathilde foram mere-
cidissimos.
Casou u Sra. D. Mara de Paiva Avellino fi-
lha do Sr. couselheiro Cardoso Avellino ministro
d estado honorario e> administra 'er j- .... j
Awiv.rieaaepwn^la. E' flU,a uacft e
tamtwm ara a uotca neta do cwselbesro Piva au-
tigo presidente do Tribua/ de Contas e senhor de
grande fortuna.
. O Sr. cooselheira PoitJ lo Carvalho, qm.{6
ra nomeado pelo gabinete transacto governador
civil intirmo do Brag^ foi despacaado directos da
Alfanalega de Labia. Corre, porn, que nao acei-
ta o enoargo. O deputado Sr. Joio M.rcellino
Arroyo foi tambem nomeado no testamento minis-
terial para o lugar de vogal supplente do Tribu-
nal de Contas. Nao se venfieou a nom >aoo do
Sr. cooselheiro Antonia Liria Pereira Camino
para esse lu^ar, como se espalhara e o seu proprio
jornal, o Economista, desmeutio.
-O depatodo Sr. Joio Franco de Castelio Bran-
co e o ch-fe do servico da aimuiistra^o gerai das
Alfandegas, tambes ao testamautu de ministerio
foi nomeado direet* geral dis coutnbuicoes di-
rectas, es rSo que exercia o Sr. Peto de Carva-
Iho.
aendando
.- OSr. Hintz Ribeiro, ex-mmistro da fizenda,
foi agraciado ultima hora com a gr cruz de
A ffirma um jornal que el rti tem concluidas
as traduccoes do Hornea t Ju'ieta e do Aoiro de
Veneza. Est a traduzir a Esquiva domada.
ojTT, N dia l cwoa em R>mA Sr- E^aquiel de
S Prego, aldido qrella emoaixada com urna In
twessante cunhada do Sr. conseleiro Mathias de
Cirvalho nosso ministro em Italia.
Hontem foi entregue ao parlamento a repre-
seutaco da As=ociaco Commercial ie Lisboa con-
tra as propostas tributarias da situacao transac-
ta.
0 Sr. Marianno de Carvalho, ministro da fa
zenda, deu a sua demisso do lugar de director d>
caminho de ferro do norte e leste. E o Sr. Emyg
dio Navarro demittio se igualmente de director do
caminho de ferro de Cacercs.
INTERIOR
RIO DE JANEIRO -cok, a, a **-
reiro de 1886
vxx\no.-Aquettda Poli.-Oque a motioou. -
Conceitos emiitidos pelu Dr. Poli, sobre
os horneas e comas do Brazil. Os pro-
testos da impremaExplicacao do Dr.
Poli. -Maniftstaco contra este.Provi-
dencias tomad is pela polica.Termi-
nando da questao e retirada para a'Eu-
ropodo referido Dr, -A Revista Uus-
*eu Pr0PrieCario estrangeiro.
Os brs. Moreira de Barros e Jos Bo-
nifacio. -Urna belleza da admmistracao
, democrtica dos nossos visinhos.
O a^sumpto que nestes uliimos dias mais tem
despertado a attenojj publica, ou antes, a atteu-
cj da imprensa desta capital, tem sido a questao
Poli, que feliz-nentc ji Macha eivniuada.
roli e o uome de um medico italiano que vive
entre nos desde alguns annos e cura pelo systema
sepUpalico, o qual pelasua novidade tem-lhe pro-
porcionado uma clnica muito vantajosa. Para
que o leitor tinha inteiro conhecimento da citada
queseo, tomo da Gazeta de Xoticias, que foi quem
levantou a lebre. o seguiute trecho '
conheeido no Rio de Janeiro o
E' bastante
Dr. J. B. Poli, me ico italiano que aiui reside, e
escreve longos artigas nos pedidos sobre septi-
pathia, e outras doutriuas rendosas. Pelo qua n
sr. Ur..Poli diz de si, pensa quem lh d crdito,
que !s. a. cura toda a jorte de cancros que affec-
tam o corpo humauo ; mas o que nao se sabia, era
que a. 8. seoecupava tambem as horas vagas
em tratar de cancros sociaes. Agn, porm, em
que peze i modestia do Ilustre clirnco o nao me-
nos lllustre escriptor, vamos oiTerecer ao publico a
pro va do valeute estyio do Sr. Or. J. B Poli.
E urna correspoiideacia que S. S. escreveu
d aqu, e que foi publicada, em Buenos-Ayres, n-
ratria italiana numero de 26 de Janeiro.
A correspondencia foi iinp'cssa com os segain-
tes Malas e subttulos : no paiz dos ql-aobumsos.
IIKSCLTOS A ITAtU. AtECTA OS BMIOKA.trKS. >
15 jonga essa correspondencia Dara ser aqui in
tegralmente transcripta. Basta esf cimeco, que
d urna idea de todo o siu euoted lo .
Meu caro Cittadine. -Eis rae de novo comtig) :
como italiano, a reciproca solidariedade obriga-ioe
a tomar a penna e raetter o p} com > ceg nesles
asnos pretenciosos e misoriv.-is que Bi chimk.m
brazueiros.
Continuando u'este tan liz o Dr. Poli do Bri-
zil, dos Brazileiros e da Imperador o que nao d.s-
se Mafoma do tojciuho.
Nao se oceupanao com o povo baixo diz elle,
com os sabichoes desto paiz, que todos aspiram o
ser deputados e senadores e ter commendas, neta
que .. grande parte da moc idade aqui apareca
estudar porque faz exames e possue alguns livros
bem eneadernados, parece civilisada porque veste
bem moda franceza o, como o seu soberano, pos-
sue a arte de parecer, apreadendo superficalun;n-
um pouco de sciencias e linguas estrangeiras, mas
nao passanao de etbernos palradores, descendeates
de portuguezes, que sao um phenomeno no qa-i
diz respeito prosa. O paiz bello, m*B tem
a desgraca de supportar esta raca de negros
aportuguezados de coraciio de frade, isto super-
sticiosos, ciumentos e ingratos em grao tuperla-
tivo. so a colonisacSo, e esta italiana, que po-
da salvar este paiz, mas os brazileiros quanto
mais precisara da emigraclo italiana, nao podeudo
conseguir penao a peso 0e ouro um pouco da esco-
ria dos viciosos repelados dos campos e das cida-
des, mais se enraivessem contra a Italia a que ta-
xam de ignorante e atrazada, porque nao podem
obter ali seno o refuga e os freguezes das prisies,
os viciosos vagabundos etc ; que isto sirva de li^o
a Italia, pois ^ue uo Brazil quer immigrantea ita-
lianos para jungues aos escravos, que aqui lin-
gera libertar ; que os italianos sao odiados mal-
tratados, assassinados e roubados, pois, para ellej
nao ha justica, e nem pode haver aqui, onda a
polica jum agrupamento de assassinos, ladro e
capoeiras ; qne o imperador um velhaco (fuibo)
matriculado, avaren e d voto, que se ajoelhs na
igreja e faz todo o mez de Mara na sua capella
le l'etropo is para dar o bom exemplo ; que sua
filha que brevemente ha de reinar, educada por
jezmtas e varre a igreja para dar prova de hu-
mildade e do bigotitmo o mais abjecto ; que manda-
se vir de Franca e da Italia, de Hespanh i e Por-
tual quantos padres, frades e freirs esto om
dispombilidade para maior felicidale do povo
brazileiro etc finalmente que o governe obteve
maioria as ultimas eleicoes porque os eleitores
sao uma tropa de burros que supportam a carga
?uu o senbor lhes impoe com tanto que nao lhes
alte a palba pira saciar- ihe os queixos e as barri-
gas.
A publicarlo de tal carta com os devidos cora -
ineutarios, feitos pela Gazeta de Noticias, produ-
zio iinraeusa sensacjlo ; e no da seguate, com os
protestos de quasi toda a imprensa, appareceu
tambem um outro protesto do Dr. Poli, dizendo
que a sua oirospondencia havia sido alterada
pelo traductor da Gazeta que, truncando a em uns
pontos, havia-lhe fe.o acreseimos em outros ; que
o termo furbo om italiano expresso commuin
que pode-se usar at com uma imoceate menina,
porque usualmente significaastuto, sagaz, accor-
lo, nunca a euvio empregar om outro sentido,
eiiibon alum diccionario a e .tenia tambem nm
mu significado (); que mantinha, palavra por
palavra, quanto disse sobre a escravido, a polti-
ca una tudonaias tfadeseas do poder.
E' claro, conclaia elle, que o conmentadar
foi um collega, porque mais de que da carta oceu-
pou se eil > de ceptipathia.
Oh inv. ja Al id. como todos sabam, ui
do Sacramento n. 1G, o e^tou as ordens dos
iguaes.
A Gazeta, pondo o jorual em que se achava a
carta a disposicao do publico, para que quem qui-
zesse a lesse, reproduzo-a em itali tno, tal qual
fora impressa.
A colonia italiana, aqui residente, reunio-se pa-
ra protestar contra os conceites emittidos pslo
seu compatriota e fez chegar ao conhecimento da
imprensa a sua deliberaco. Ao mesmo tempo os
estudantes da escola polytecbnics, da faculdade
de medicina e .la .acola militar, em numero de
cerca de mil, reuniram se em um dos nossos thea-
tros, pira deliberarem sobro o que deviam fazer.
Imagine-se os discuxoa qoe foram pronunciados
e al vitrea lembrados. Iuterveio o Sr
Patrocinio, moderao&o o qua nao se ricorrosse a me1"' ai>'e-
riaes. Por flu, res Iveram nouiear um o""118
sao de iIO aMibros para prono iverem perante o
governo a deportaca do estrangeiro qo zoa\ ca-
lumnias e insultos pagavaa generosa nospi'*', do qoe aqui baWa recebido.
Ms nasa reeoluc) nao satisfez a todos, e DBUI"
tos, piraua conta e riseo m>strarata-se disp'stos
a tomar mu desf ir,o material. Em uma tarde co
iae$ou aggloui'rar se povo em frente a casa "o
Dr. Poli, o qual, j desc tnfia lo do qae poda acn-
tecer-lhe, havia recorrido ao sea cnsul, que por
sua vez tai ter ao chefe de polica. Este nio tai-
dou em tomar as precisas providencias, fazuudo
seguir para o lugar o 3 delegado, u soiicitou do
quartel general um forte reforco para a guarda do
thesoaro, e a trente da qual est a casa do citado
Poli.
Receiavam um outro incidente, como o de Apul-
cho de Castra. O delegado, por meios suasorios
conseguio a dispersa o di povo, e durante toda a
noite h ni ve a maior vigilancia ; tomando Poli por
fim a lelil-ra.;lo de sabir disfarfado, com a bar-
ba raspada, levando cotnsio uma filha, para lu-
gar acertaradisseram os jornaes, mas sabe-so
que foi para Santa Tbereza, de on lo anda por in-
termedio do cnsul italiano solictou passapor'e,
?ue Ihe i\ dado hontem para retirar-Be para a
talia a priiu.irc vapor que sabir para a Europa.
Nio embarcou ainda, mesmo porque precisa ar-
raujar uns negocios e tomar disposicoes sobre os
haveres que qui adquiri, inclusive a casa em que
morava, que de sua propriedade. Mas a mesma
casa conserva se fechada, e elle nao tem appare-
cido em parte alguma ; e aonde esteja presente-
mente s a polica quo o vigia e guarda, sabe-o
com certera.
Diz a Vanguarda di hoje que elle deve partir
no Bearn.
E assim que, ao que parece acabou a questao
Poli, da qual resultou para o Brasil mais um
aeerrimo inimigo quo ir, como tantos outros e
ainda com mais gana, diftamal-o nt Europa, pro
seguinlo com maior ardor na trela que aqui j
tinha encelado contra o paiz em qua acbou meios
de fazer fortuna.
Entre os italianos que, na reunido havida, pro-
nunciaran) se contra o que escreveu o seu patricio
achava-se um Sr. Angelo Agostini, proprietario
e caricaturista da Revista /Ilustrada, que, por ser
escripto cm portuguez, embora seja propriedade
de um estrangeiro, envolvo-se muito as cousas
do paiz, de modo muitas vezas inconveniente e
offensiva aos nossos costumes, e isso calumniosa
mente.
Ao Imperador nao poupa a Revista sarcasmos
procurando fazer espirito com sua pessoa, que faz
figjrar representando suenas ridiculas, quer nos
negocios pblicos, quer mesmo nos da vida cora-
mum.
Abolicionista exagerado, d-nos sempre quadros
repugnantes de martyri.is e rlagellacoes imagina-
rias que os escravos soffrem as fazendas. Nao ha
noiihuma das m litas balelas levantadas na im-
pranaa abolicionista, que a Revista mi Ihe M vi
da, illustraudo-as com o lapis .0 Agustini.
A' esse respeto um articulista tem feito rene-
loes muitas justas no Jornal do Commercio, mos-
trando que o proceder d'esse estrangeiro, compa-
triota de Poli, nao menos digno de severa repro-
vaco do que o deste, quo alias elle apressa se em
condemnar. aj
Na poltica nada ha por aqui digno de men-
cao, salvo uma renhida polmica em que em Sao
Paulo se achara empjnbados os Srs. Jos Bonifa-
cio e Moreira de Barros, em ajaste de contas, para
liquilarem as faltas que cada um tem commettido,
e qual o que ten bem servido a causa liberal. Os
artigos vio sendo reproduzdos na imprensa da
crte, on le, forca reeonhecoe, a opinio nao se
preoecupa muito com oque elles contera. A excep-
clo de um certa circulo poltico, pouca 'ento os l.
Para terminar, aqui ofierecoaos leitores uma
das muitas bellezas da administraco democrtica
dos n 13303 Uvres o felizos visinhvs d > Rio da Pra-
ta. E' o resumo de uma conversa que teve um re-
prter de uma folha de Buenos-Ayres com D. Tho-
maz Gomensoro, que, dexaudo o lugar de tbesou-
rero gerul da nacao no Estado Oriental, all se
acha relugiado; e quem nos transmitte o caso,
transcrevendo, o insuspeito Paiz. Oucamos o Sr.
Gomensoro :
E' incrvel, disse esse eavalheiro, a dissipaco
das rendas publicas. Todas as leis sao violadas e
salta-so por cima de todas as gerarchias adminis-
trativas, dispensandosj todos os intermediarios
legues para a realisaco dos pagamentos. As or-
dens escripias do general Santos ou dos seus mi-
nistros e um systema de chequea inventado por
ellos, perraitte lhes apoderarem-se diariamente das
rendas publicas, para tudo gastarem as dissipa-
cues de uma vida desordenada o de um espantoso
luxo.
< Por vetes cheguei a crer que o joven general
Santos padece de um i verdadeira enfermidade- a
enfermidaie conh-cida pso nome de delirio das
grandezas; quiz ser um Creso e couseguio o quo
ueria. Palacios, estancias, riqueza c luxo em tu-
o, uma verdadeira prodigalidade de louco, compra
de mil objectos sem utildade alguma, emfim, uma
dissipaco espantosa, eis o que tem sido a admi-
nistrar) do presidente.
Na sua mensaglm disse elle que as rendas pu-
blicas haviam tida o augmento de seis milboes de
Sesos. E' corto; maso que se fez desees milboes?
'nde estaa elles ? Como esto por pagar tantas
dividas sagradas'?
Deve-se muito e a todos : aos pensionistas do
Estado, aos professores das escolas, ao estado
maior inactivo, aostmpregados pblicos, propria
tropa. Todos mais ou menos esto com seus sidos
em atrazo. A desordera finanoeira nao pode ser
maior e a situacao me parece insustentavel.
No ultimo exercicio do orcamento houve um
excedente de receita de 1.800:000 pesos ; e apesar
disso, em plena paz, o sem que se tivessem reali-
sado obras publicas de neo hura genero, demons-
trou-se nesse mesmo exercicio o dficit d......
5000:000 de pesos.
Em resumo, diz o Sr. Gomensoro: os desman-
dos e as inmoralidades sao tantos que acarretaram
o descrdito da situacao e ella me parece insusten-
tavel. a
Pelo menos ci nesta trra (9o abocanhada pelo
Dr. Poli, nao ha disso, apesar de termos um sobe-
rano furbo matriclalo !
(*) II Imperatore i un furbo metriculato, ava-
ro e bigotto foram estas os palavras da carta, e
um patricio do Dr. Poli, que veio a imprensa pro -
testar tambem contra o escripto deste, affirma que
furbo tem applicaco se opre offensiva, pois sig-
nifica : engaador, vagabundo, impostor etc.. etc.
Assembla Provincial Nao houve
bou tem sesso por terem comparecido apenas 13
Srs. deputados.
Poi presidida a reunio pelo Exra. Sr. Dr.
Jo; Manoel de Barros Wauderley, l. vice presi-
dente.
O Sr. 1* secretario procodeu a leitura do aeguin-
te expediente :
Um officio do secretario da governo devolvendo
informada a petico do coronel Manoel F.ancisco
de Souza Leo. -A quem fez a requisicao-
Outro do mesmo remettendo um exemplar das
resoluces sanecionadas sob us. 1860 e 18G1, e
communicando que foi publicada sob n. 1858-a
referente i Cmara Municipal do Cabo.A archi-
var as primeiras e inteirada quanto a ultima.
Outro do mesmo, dem uma resolucao que nao
foi s inccionada e o exemplar da sanccionada sob
n. 1859.A'commisso dolis nao sonecionadas
a primeii ., in lo a segunda a archiv. r.
Outro do mesmo, remettendo a informacao do
engenheira fiscal da estrada de ferro do lieci-
fe ao Limcciso solicitada pelo ofEcio n. 150 de
1835. -A quem fez a requisico.
Outro do mesmo tranamittindo copia de um ofi-
cio do teuente coronel Jero^ymo Pires de Car va
Ibo Trapi, representando sobre a necessidade do
restabileeirneuto da cadeira de iustruccao prima-
ria do sexo masculino de Betblem. A' commis-
sio de in-itrueco publica.
Outro do :nesin>, communicando que foi publi-
cada sob u. 1862 a resolucao do orcamento mu ii-
cipal. Inteirada.
Ontro do mesmo, dem <]ue em solucao repre-
sentaco de 2 de Julho de 1885, declarou o Mi-
nisterio da Agricultura, nio so poder mandar
proceder deinarcacio das trras de Ororob,
em Cimbres, antes do votada a le do orcamento
para o actual exercicio.Inteirada.
Outro do mesmo. trunsmlttindo um projecto de
posturas addicionaes da Cam .raJMuuicipal de Ipo
juca.A commissio deexame de rosturas.
Outro do mesmo, devolvendo informada a peti-
cio de Eleuterio Roberto Tavares do Espirito-
Jos do I Santo A quem fez a requisicio.
Outro do mesmo, communicando que o Exm. Sr.
vice-presidente da provincia approvou em 20 de
Outubro ultimo o orcamento na importancia de
7754882 para a obra de reparos urgentes na co-
berta .do edificio d'esta Assembla, autorisando o
engenheiro chefe das Obras Publicas a mandar
executal-os administractivamante. Inteirada.
iua
meus
Outro do mesmo trans nutinlo 40 exemplaros
das lais desta provincia de 1885 A' d-stribuir.
Outro do nsbomo, remetteid > copia do aviso do
Minister da Agricultura, sobre a redcelo das
tarifas da eitrada de ferro dottecife a Llmoeiro.
Inteirada.
Outro do masrao, solicitando os documentos ora
que os emprezari)3 da illumiuacio publica reiu -
reram o pagamento decretado no 81, art 1 da
lii do orcamento vigente. -J foram reraottidos.
Outro do mes a, transmittindo dversis exem-
piares do relatorio c -m que o Exm Sr. conselhei-
Joio Rodrigues Chaves, oatssgou a adrainisfracio
da provincia ao Exm. Sr. eonaeltmro LuzCjrreia
de Qieir^z Barros.A' distribuir.
Ontro do inesm l, re uetteu.l) c ipio de um ofl ^i >
da Cmara Kanietpal lo ;. Boato om que solicita
crdito para pigam uit > das desp -zas feitas com o
concert do acude publico.A commissio de or-
cameuto provincial.
Outro do a-amo, tr.nsmittindo 40 exemplares
do relatorio cmi qie o Etra. Sr. desembargalor
Luiz Corroa de Qieinz liarroi, entregou ao Exm
Sr. conselheiro Jos Fernn les daCista Pereira
a adrainistrac. da provineii A' distribuir.
O.itro do mesmo, unm ttinlo um iir.jecto di
posturas addicionaes Ua Oa n ira Mame pal de Pe-
trolina.A' commisso de exarae de pos uras.
Outro do in !sin >, co oinuniciti lo ficar o Exm.
Sr. couselheiro presid'nte da provincia inteiralo
da composico da mesa provisoria d'esta Assem-
bla.Inteirada.
Seis do mesmo, communicando que ti veram o
conveniente destino os pontos dos empregados
desta Assembla.A archivar.
Outro do mesmo, transmittindo o bataneo da re-
ceita e despeza do exercicio de' !8S435 das C-
maras Municipees de Tasante, Rio Poimoso, Vil-
la-Bella e o orcamento para o de 183687 da de
Jloria de Goit.A commisso do orcamento Mu-
nicipal.
Outro do mesmo, idem o balanco da receita e
despeza do exercicio de 18841835 e o orcamento
para-o da 1886-87 das Cmaras Municipaes de
Triumpho,Granito, Baneiros, Vertentes, Ipojuca,
Floresta, Brejo, Onricury, Victoria, Flores, Boa-
Vista, Cabrobr, Ingazeira, Itamb, S. Bento,
Iguaraasti, Caruar, Salgaeiro e Petrolina.A
commisso de o;; iuj mto muuicipal.
Outro do me.-ino, acousaudo o recebimento do
officio em que se commumeara quaes os Srs. de-
putados, cujos poderes foram reconhecidos.In-
teirada .
Em seguida dissolveu-se a reunio.
Tribunal do Jury da Becife -No dia
6 (orara sorteados o ^eguintes jurados supplcn-
tes:
Parochia do Recije
Benjamn Ernesto Per ira da Silva.
Antonio Uenrique Metra.
Francisco C irtwa de Araujo Vascoucellos.
Parochia de Santo Antonio
Joao Goncalvo3 Ferreira da Silva Jnior.
Parochia de S. Jos
Joaquun de Medeiros Raposo.
Itjdolph) Luiz de Mello Santos.
Parochia di Boa Vista
Antonio Martina de Carvalho.
Manoel Pinto de Q eiroz.
ParocAta da Graca
Joaquim de Souza Ribeiro.
Jos Marianno de Barras Cavalcante.
Francisca Lopes Cardim.
Dr. Antonio Vicente d> Nascimento Feitoss.
Hontem nao tuncciouou pors haverem C3m-
parecido 26 juizes de facto.
Hi'vue Wad.Americaine-Ricebmos o
n. 87, de 15 de Fevereiro fiudo, desta revista, com
o seguate summario '
Le ct humanitaire de Tmigraton. Devoirs
des gouvernements europus, par Pedro S. Lamas.
Essai de la topographie medcale et etatistlque de
Buenos-Aires, par J. li. Cabral L- territoire
contest entre la Fraace et le Brsil. Voyage de
Mapa Macassa, en 1883, par II Coudreau. Les
vnements du Pern. Les mris au Mexique,
par E. M ith -y. Courrier d'Amrique. Revne
conomique. Revue financire. Arts, sciences et
fats divera. Mouvcment inantim.'. Aanooces.
BaileM carnavalescos -Correram ani-
mados os bailes pblicos de sabbado e domingo,
especialmente no theatro das Varilades, onde no
dia 7 foi grande a concurrencia de danaante e es-
pectadores, com e sem mascaras.
Os sectarios do deus Momo fizeram gasto de al-
gum esp rito e se divertirn) i, valer; e, se nao
fra um pequeo desaguisado liavido no domingo
no theatro dns VarieJadea, dando lugar termi-
nar o baite s 11 1/2 horas da noite, muito longo
iriam us dansantes e espectadores as folias to
bem comecadas.
O desaguisado, felizmente, nao teve consequen-
cias, e limitou se troca de alguns sopapos, que
oessaram com a i u ter venci da polica.
carnavalCorrentia um pouco mais ani-
mados do que nos annos anteriores os dous pri-
maros dias das iolgancas do carnaval, o que im-
porta dizer que dminuio o jogo do entrudo, limi-
tado a um ou outro ponto, onde os deaabusados
nao se quizeram de todo render s conveniencias
sociaes, que se esforcam por banir de todo tio
p -rnici030 briuquedo.
A mascarada nao eateve de todo m. Foi nu-
merosa, bem que pouco selecta, e no geral orga-
nisou -se em grupos e sociedades, que psreorreram
as ras da cidade com msicas e cantatas.
Infelizmente, houve pouco espirito. Se muitoa
mascaras primaran) pelo bom trajar, alguns rigo-
rosamente caracterisados antiga ; se diversos se
distiuguiram por esse modo de apparecer em pu-
blico, exprimindo alguma critica saborosa ; no ge-
ral prira&ram todos pela ausencia desse espirito
tico, que deve ser o distinctivo dos folgares de
Momo, das folias dos dias gordos, da loucura car-
navalesca.
Em todo caso, uma cousa certo : nada appa-
receu, ou pelo menos nada vimos que tivesse o cu-
nho de uma originalidade ou mesmo de uma novi-
dade, dessas qua obrigam a reconhecer um pere-
grino engenho nos seas autores. Tudo foi com-
raum e trivial.
O mesmo se deu as decoraces das ras da
Imperatriz, Bario da Victoria, Trincheiras, Da-i
que de Caxias, Livramento, Marcilio Das, Terco,
Mrquez de Olinda e Bom Jess, e prava Conde
d'Eu. Todas as de oracoes, consistentes em ar-
cos ou columnas de folbagena, arcoe do ferro para
illumiuaco a gaz, bandeiras e banderolas, e al-
guns escudos e flmulas com ditos oicantes e ver-
sos crticos : tudo, dizemos, foi commum e trivial,
nada se mostrou com o carcter de novidades,
pois que as commisaoes incumbidas dos arranjos
e decoraces nio sahiram uma linha fora do cam-
po das repeticoes de annos anteriores.
Aiada assim, do eeeano dessas antigoalhas dis-
tanciara-se um pouco as ras da Iraperatrii e do
Livramento, porque de ambas nao esteve total-
mente ausente o bom gosto nos arranjos decorati
vos, que davam uma perspectiva risonha a essas
ras, quaudo vistas de pequea distancia.
Para as ras decoradas, em algumas das quaes
tocaram bandas de msica, afBuio principalmente
a mascarada, e n'ellas tambem se agglomeraram
grandes massas de povo, reali;ando-lhes o aspecto
festivo.
Em concluso, repetimos, os dous primeiros dias
do carna. ni de 1386 correram mais animados do
que os dos auuos anteriores.
Becre (iva Jnveniude -Esta Eocieda
de, na norte de 6 do corrente, te/, o sou sarao Cir-
navalcsco, que esteve muito coaRorrdo e foi uma
festa brilhante, dt qual os convivas guardar)
gratas recordacoes.
tioverno do Binpndo-A Aurora de 7
do corrate poblicou asegainte portara :
D. Jos Pereira da Suva Barros, por mertx de
Deus e da Santa S Apostlica, Bispo de Olin-
da, do Concelho de Sua Magestade, etc.
Nio tendo sido possivel at o presente reor-
ganisar a Irraandade de S. Pearo dos Clrigos, co-
mo era nosso intente, para confiar-lbe a guarda
do Monte-Pio Ecclesiaaico :
Considerando que embora seja insignificante a
renda desta inatituicao. convm dar-lhe sem demo-
ra guarda permanente e separada da amara Ec-
clesiastica ;
Consideraado que nenhuma outra c.rporaco
ple melhor incumbr-se desse servico do quo o
l'm. e Revm Cabido da Catbedral. nio s rea
aptid.io de seus membros, como p la sua perma-
nencia e perpetuidade..
Hav anos por l.eui confiar a esca corporacao
g'arda do Mou'o-Pio Eeclesia-itico pela forma se-
guin'e :
1." O Fabriqeu.io da Catberir il ser o Thesou-
reiro do Monte-Plo, e guardar sob sua responsa-
bi'nl: Miantc :. ella portencer.
_ 2. As qusiitias recebidas oa Cmara Ecclcsias-.
tica para este fim serio laucadas no livro proprio,
at o da dez de cada mez, serio pelo Secretario
da Cmara entregues ao dito Fabriqueiro da Ca-
thedral os lquidos verificados nomos anterior,
do que cobrar recibo em livro para isso prepara-
do pelo Provisor do Bispado.
3o 0 Thesaureiro teca livro a* entrada e sahi-
da do diuheiro, a.nao pagara despeza pessoa al-
guma sem ordem expressa. o escripia do superior
diocesano.
4." No mez da Agosto prestar contas do ann >
anterior, a contar do 1." de Julho ao ultimo de
Jando.
5. Qaando o Illm. e Rvm. Cabido nio reelegei
o me ii i Fabriqueiro, mas for eleito um outro, at
o din r.rinfa dej ns da posse do novo Fabri (ueiro,
o do uno au'eri ,rootra ten,'. r ao dito doate P.o, lavranli-se no livr de
contas um trra) que servir i para descarg) de um
e respoosabildado de outro, e ser par ambss as
siguido.
A presente sera aviada ao Illm. Rvm. Cabido,
o com sua rsspjsM de acceitacao ser ai nn.-id
como della se contera.
'ada no Palacio Episopal da Soiadade, "in o
1." de Marco de 1886. I eu, o Coaego Auauias
Correa d) Amaral, I. Offi.ial da Secretaria do
l ndo o escrevi.
Assigaado ) ={J Jos, Bspi Diaeasaao.
A saber:
Nhc-maes 931. rtrlhsKa 4, estrangetroe 5, es-
Msflw -yitenciados e paaacssadoa Q, ditos decor-
recci) 7Toul 319
Arr ;. lados 293, seaUOi: nona 280, doentes 13
Total ^96
Movimento da enfermara :
Tiveram baixa :
Lup Francisco de Carvalho.
Jos Venancio da Silva.
II >pi!al Portugus-O m> vi meato das
enfermarim deste hospital du ante a semana fiada
foi o segu nte :
Existiam em tratameato...... 16
Entraram................... 6
Diz a citada tolh i que de 26 de Feverairo 4
do corrento foram pass.idas :
Proviso de Vigaro para a tragaesta de N. S.
da Rosario l- Gayaun, n'esta provincia, por tem-
po de um anno, a favor do Rvd. Ant-'ro Estanis-
lao Ourique .te Vascoucellos
dem, de Coaljoctr, por mais un auno, pira
a fregueaia de rrajuuhi',n, a'esti provincia, a
favor do Rvd Marcoliuo Al ves dos Prazeres Li-
ma.
dem, id.'in para a freguezia de Taqaaretinga,
n'esta provincia, a favor do Kvd. Franciso Sea-
bra de Audrade L'ma.
Iden, i len, para a freguezia de \'. S. da Con-
ceico de Pao dos Ferros, no Rio Gran le do Nor-
te, a favor doRvl. Manoal Ridriguea Campos.
dem, de uao de ordeus, confesaor e pregador,
a favonio Rvd. Joo Marques de Souza, residea-
te uu freguezia de S. Fre Pedro Giucalves d'es-
ta cidade.
Ilem, iden, idem, a favo.- .1, Rvd. Julio Bar i
do Reg Barros, rendente ni cidade de Olnda.
Conceden se ao Rvd. Jilo Mirqu-s de Souza,
a exoneraco pedida de Vigario de Goyanna.
Foi considerada de neahnm effeito a Carta
Commendaticia em favor do Rvd. antero Eitaois
lio Ourique de Vas;oneellos, para o Rio'de Ja-
neiro.
Ueaatttre -Ante hontem s<> horas damanh
na ra Paulino Cmara, da paroaha de S. Anto-
nio, Geneso Beliaario de Vas'oncellos, baixo, de
cerca de 40 aunoa de idade, atirou se da sacada
do 1." an lar ao pavimento da ra : do que Ihe re-
sultou fracturar o terco d) ante -lira.- esquerdo,
que soffieu uma buxaciio na articulacao, e receber
diversas contusoes.
Accudiram em seu socorro os Drs. Serafim,
Barros Carneiro c Velloso, que o mediearam,
depais de recolhido casa.
Atribue-se o facto um accesso do loucura, na
ocasio com que a familia nao se achava presente,
e o doente, pois que o era, ouvi-nio tocar uma
banda de msica, quiz ir vel a de perto.
Accidente Ante hontem quando subia para
Apipucos u trein da fer:o-va Jo Caxang, que
larga do R .cife s 2 horas e 45 minutos.da tarde,
ao passar entre as estacoet da Ponte de Uchda e
Torre, esinugou um individuo de nome Jorge Marf
celino do Espirito Santo, pardo de 20 auuos de
idade, de profisso pedreiro, o qual, contra todas
as objcrvacoas do conductor do trem, ia de pe na
plata-forma de um carro de 2.a classe, p, tend)
batido de ene mtro um poste da linha telephoni-
ca, cahio, e foi apanbado pjlas rodas dos veh-
culos.
O r delegada do 2. distroto Ai capital, que
era passageiro d) alludido trem, tomou coabeci-
meoto do ficto, e fez conduzir o ferido para o
hospital Pedro II, onde o infeliz, dez miuutos
dep iis de ter entrado, falleceu, vctima da sua
imprudencia e t- masa.
Uompanliia UrasiU-ira de Paque-
te Estamos informidos c habilitados decla-
rar que o Sr. Bario de Petrolina deixara de ser
agente da Compauhia Brssilera de Navegaco
Vapor, por nao mais Ih: coavir esso encargo.
l> Brsil-Recebamos o n. 109, de 15 de
Fevereiro fiado, deste peridico, que se publica era
Pars.
Eis o summirio :
La nouvelle Chambre.Manoel Barbosa.T-
lgrarames. ^chos de partout. Notes sur Pars
Charles Mainard.Lea lections du lSjaavier du
Brsil.Positivisme et moniame.Osear de Arau-
jo. Crner de l'Ararque : Brsil: Ro de Ja-
neiro : Paran : Rio Grande doSul : Hhile : Co-
lorabie : Mexique o Prou : It 'publique Argenti-
no : Uruguay. Escrime. Adolphe Taveroier.
Spectaeles et concerts'J vi et Roussel. R)vue
financire.J. Gaf. Ryvue cammercab. D.
Noel. Emprunt brailien de 1863. Mouvement
martirae. Maisona recommand<:a. Anuonc.-s,
ese.
Captura O Sr. Dr. Chefe de Polici? rece-
beu hontem um telegramma da subdelegado de
TracunhVm, communicando que no dia anteceden -
te e era Cha de Carpia, effectuar a captura de
Manoel Juvenal Moniz, conheeido por eco Muniz.
Foi este o individuo que, em a noite de 12 de
Dezembro ultimo, assassinou na ra dos Guara-
rapes o sabdito portuguez Manoel Jos Ja Silva
Regadas, facto de que demos noticia opportuna-
mente.
\<.assinalo No dia 27 do mez linio e em
trras do engeoho Santo Elias, do termo de S-rin-
bera, Pedro Celestino aaaassinoa, a panhaladas,
a Mara da Conceicao, sua esposa.
O delinquente foi preso em dgante delicta e
est sendo inquerido.
Em transito -O paquete franecz Gtronde
levou ante-houtem para o sal 257 passageiros,
sendo 7 tomados em r'ernambuco.
Dinboiro O referido paquete Girondt trouxc
para :
Dr. Teixeira.-francos 3:500
O mesmo paquete levou para :
Montevideo pataces 633 1/2.
O vapor Marinho Visconde trouxe do sol
para :
Paria Sobrinho & C, 943*240
O paquete Para trouxe do norte para :
Julio* Irmio 12:000*000
Prente Vianna & C. 6:0005 100
Machado, Lopes & C. 4:000000
Mala & Rozende 2:8004000
Amorim Irmao & C. 2:000000
Jos da Silva Res 1:000000
Narciso Vlaia 4t C. '^1 9385000
BeaniSen sociaes Amanha ha as se-
guntes :
Da Companhia Phenix Pernambucana de Segu-
ros, 1 hora da tarde, na ra do Commercio n.
38, para tratar do inventario e contas da adra i-
nistracao e para eleicoas.
- Quinta-feia ha as seguintes :
Da Companhia Amphitrite, de seguros, a 11
horas do dia, para exame de coatas e eleiciio da
nova commissio fiscal.
Da Companhia de Edificares, ao meio dia, no
1" andar do predio n. 38 da ra do I-np i rador
para votacjio de um parecer.
Proclamas de casamento Na matriz
de Atagados 7 do cotrente fsram lid is oa se-
guintes :
Ignacio Saraiva de Maura com Joaquina de
Franca.
Jaao Francisco Bittenuourt com Luiza Francis-
ca Cava'.cante.
lleudes.Effectuar-se-hio :
Amanha :
Pelo agente Modesto Baptista, s 11 horas, no
trapiche Esprranca, da Companhia Pernambuca-
na, de farinha do mandioca.
Pelo agente Gusmao, a 11 horas, na ra do
Mrquez de Olinda n. 18, de movis, loueas, vi-
dros, etc.
Peio agente Pinto, as 11 1/2 horas, cm frente
do trapicho Conceicao, de 30 duzas de piuccia
avariados.
Quinta-feira :
Pelo agente Pestaa, ao meio dia, na ra do
Vigario n. 12, de proiios.
Pelo agente Modesto Baptista, s 11 horas, na
ra do Bom Jesua n. 19, de predios.
Pelo agente lartins, s 11 horas, na ra de
Fernandes Vieira n 26, de movis, loueas, vi-
dioa.
Pe o agente Brito, s 11 horas, na ra d> Impe-
rador n. 15, de um sitio com casa no Porto da Ma-
deira.
Miaa fnebre. Serio celebradas
Hoje :
A's 7 1/2 horas, na capella do Cemiteno de
Sauto Amaro, por alma de D. Mara da Conceicio
-ilva Machado ; s 7 horas, na ordem terceira de
8. Francisco, por alma de D. Mara Anglica da
Fonseca Pereira.
Caa u .teleofai-Movioiento dos pre-
so!' no dia 7 de Marco :
Existiam presos 317, entraram 6, sahiram 4,
existem 319.
S.liirain curado.....
Ficain e n tratauuto.
22
2
20
22
Asaumio o exircieio de mordomo na semaoa
que hintem teve corneo, o:t. Joaquim Jos Ro-
drigues da Costa.
I da Marco, se extrauir lotera (n. 42, em bene-
ficio da Oriem Terceira d o Carmo.
No consistorio da igreja de Nossa Senhora da
Conceicio dos Militares, se acharo expostas aa
urnas e aa c3pher.is arrumadas em ordem num-
rica, apreciadlo lo publico.
Lotera do Blo A 4* parte da lotera n-
195, do novo plano, do premio de 100:0005000
ser extrahida brevemente.
Os bilhe'e, aoh im-se venda oa Casa da For-
tuna ra Primeiro de Marco.
Tambem acham-se venda na praca da Inde-
ra ns. 37 e 39.
tiOtera KxtraorainarCa do Vp-f
rausa-O 4 e ul'.iaasorteio das 4 e 5 seresi
desta imoortaut> lotera, cujo maior premio de
15 ):0O05O0 ), i ir ertahida a 9 de Abril.
cia.nse axposto a venda 03 reatos das bilhe-
tea na Casa da Fortuna ra Primeiro de Marco
n. 23.
Lotera Jo Ceara de SOOsOOOSooo
A' 7n serie d'esta grande lotera, cujo maior pre-
mio de 250:0005000, se extrahir improterivel-
mente no da 13 de marco, aa 2 horas da tar-
de.
Os bilhetes acham-se venda na Casa da For-
n)na, rui Primeiro do Marco n. 23.
Lotera de Macelo de OOiOOOSooo
A 18' parte d* 11a lottiria, cujo premio grande
de 200:0005000, pelo novo plano, ser extrahida
iraprettrivente hoje 9 da marco s 11 horas da
manhi.
liilhetcs venda na Casa Feliz dapra$a da In-
depeueia ns. 37 e 39.
Matadouru Publico. Foram abatidas
no Matadouro da Cabanga 69 rezes para o consu-
mo do dia 6 do corrate mes.
Uercado Municipal di; S. Jos___O
movimeuto desto Mercado no dia
foi o aeguinte:
Ijntrarain :
4 bois pesiado 7.046 kilos.
87 kilos de pcixe a 20 ris
14 t ib llenos a 200 ris
21 cargas de farinha a 200 ris
4 ditas de fructas diversas a 300
ris
37 Suinos a 200 iia
Foram oceupados :
'2i columnas a 600 res
44 talhos de carne verde a 15000
8 ditos de ditos a 25
36 compartimentos de taiinha e co-
midas a 500 ris
62 ditos de leguraes a 400 ris
16 compartimentos de suino a 700
r3
12 ditos de fros.v.iras a 600 ris
f>
do corrente,
15740
258C0
45200
15200
15400
135200
445000
165000
185000
245800
11520O
7^300
ve ter ciJa arrecaiada neste dia a
quautia de 1455700
Precos do dia:
Carne verde a 240 e 560 is o kilo.
Suinos a 500 n 600 ris idem.
Carneiro a 800 e 15 ris idem.
Farinha do 601 a 640 ris a cuia
Milho de 240 a 400 ris idem.
L-Vijo de 640 a l 280 ris idem.
Cemiterio publicoObituario do dia 5
da corrente :
-Manoel, Pernambuco, 8 dias, Bcim ; convu' -
K .
.loseplia Hara do Carmo,- Pernambuco, 23 an-
nos, solteira, UOa Vista ; tubrculos pnlsaona-
res. '-- .
.Inquino Gomes d'Oliveira, Pernambuco, 20 an-
nos, solteiro, Boa-Vista; tubrculos pulmona-
res.
M.-ircolino Jos da Silva, Pernambuco, 40 an-
nos. solteiro, Bb-Vista ; esotses.
Senhorinha Mara da Conceicio, Pernambuco,
44 annos, viuva, Boa-Vista; cyrrose.
Alfonso, Pernambuco, 2 mezes e meio, Boa-Vis-
ta S enterite.
Lucas, Pernambuco, 4 mezes, Boa-Vista ; atup-
sla.
Manoel, Peimambuco, 2 horas, Recife ; inviabi-
Iidade.
Maria Fiancisca de OJiveira, Rio Grande do
Nora, 12 anuos, viuva, Rjcife : tubrculos pul-
monares.
Mara do Espirito-Santo, Pernambuco, 30 as-
nos, solteira, Santo Antonio ; enterite.
PERNAMBUCO
English Ilitiik of Rio de Janeiro
(UmJted)
Capital do Banco era 50,000
accoes de 20 cada uma 1.000,000
Capital realisado...... 500,000
1 Fundo de reserva...... 180,000
BALAXgO DA CA XA FILIAL EM PERNAMBUCO,
EM 27 DE FEVEREIBO DE 1886
Activo
Letras descontadas....... 57:7974880
Emprestimos e contas caucio-
nadas .............. 285:1405610
Letras a receber......... 389:8643130
Garantas e valores depositados 407:3335820
Mobilia, etc. do banco..... 1:400,5000
Diversas contas.........1,840:309*080
Caixa............... 570:774760
Contas correntes
simples ....
Deposito a prazo
fixo com aviso
e por letras .
Patsivo
525:684*210
1,747:557*750
Rs. 3,552:620'J280
Letras a pagar
Ttulos em caucSo e deposito .
2,273:241960
137590
407:333*820
Diversas contas......... 871:906*910
Rs. 3.552:620*280
S. E. & O.
Pernambuco, 6 de Marco de 1886.
Chas. J. Relton, actg manager
Fred. Goodchild. accountant.
1WD1CACQES OTIS
Medico*
Conaultorio medico clrargico il o iir
Pedro de Atsatiyde Lobo Moncoso st
ra la -loiiu ii. 39.
O doutor Moscozo d consultas todos os
dias uteis, das 7 s 10 horas da manhS,
Bate consultorio offerece a coinmodida
ie de poder cada lente ser.ouvido e exa-
minado, sem sef presenciado por outro
De meio dia s 3 horas da tarde ser o
Dr. Moscozo encontrado no torrean pra-
ca do Commercio, onde funcciona a na-
peceo de sade do porto. Para qualquer
l'este.i dous pomos poder ao ser dirigidos
->b chamados por carta as indicadas horas.
Dr. Miguel Themudo mudou seo consul-
torio medico e residencia para a ra
o. 7, 1. andar, oudo d consultas das"
horis s 3 da tarde e recebe chamados a
bualqcer hora. Especialidadespartos, fe-
br is, sy>hi8 e molestias do pulraao e eo-
raf&o.
onsul-
!as^2



~

(
t
r



Diario de Pernambuco---Ter? --feira 9 de Maryo de 1SS6

I
"" Dr. Barreta Sampaio di consulta de 1
s 4 horas da tarde, ra do Barao da
Victoria n. 45, 2. andar, residencia ra
O Riachuelo n. 17, canto da ra do Pires.
Advocado
O bachard Benjamim Bandeira, ra do
Imperador n. 73, 1. an lar.
Jos Bernardo Oalvao Alcoforado J-
nior contina no exeroicio c sua profissao
de advogado, e pode ser piocurado no es
eriptorio de seu pai, ra 1." de Margo
n. 4, 1. andar, das 10 horas da manhS
s 3 da tarde.
Henrique Milet. Ra do Imperador n.
22, I. andar. Encarrega-se de questBes
aas comarcas prximas as linhas frreas.
Dr. Oliveira Escord, 2. promotor pu-
blico, tem seu escriptorio de advogacia na
ua Primeiro de Margo n. 2.
r Jote Bandeira de Mello advogado
ra do Imperador n 37.
Drogara
Faria, Sobrinho o% C, drogustas poi
attacado. Ra Mrquez de Olind a. 41.
Francisco Manod da Silva o% C, depo
sitarios de todas as especialidades pharma
eutieaa, tintas, drogas, productos chimica
e medicamentos homoeopaticos, ra do Mr-
quez de Olinda n 23.
Serrarla a Vapor
Serrara a vapor e officina de carapina
de Francisco dos Santos Macedo, caes de
Capibaribe n. 28. N'este grande ostabele
cimento, o primeiro da pro'lucia n'este ge
ero, compra-se e vendo-53 madeiras de
todas as qualidades, serrase madeiras de
oonta alheia, assim como so preparam obras
de carapira por machina e por pregos sem
competencia.
Mudanra
O bachard Pedro Oaudiano Ratis e Sil-
va, mudou sua residencia da Estrada de
Joo de Barros para a ra Velha de Santa
Rita 29.
PDBLICACOES A PEDIDO
12 districto
Grato, e sinceramente penhorado pelo bom aco-
Ihimcnto que teve o meu humilde nome apresen -
tado pelo directorio do partido conservador as
Urnas do 12 diitricto, as eleicoes proyinciaes,
venho agradecer aos amigos dos collegio. de Ta-
uarctinga, Pesquera, Cimbres, Alaga d Baizo,
ngazeir*, Plores, S. Jos do Egypto e Triumpho
a sua dedicacao e firma, por meio eos quaes sabi
victorioso na lata eleitoral qne acabou de terminar
na provincia.
A todos, pois, e a cada un de per si offereco
nesta cidade e fra d'ella os meus fracos servicos,
des quaes podero dispor com a inabr franqueza.
Recife, 5 de Margo de 1886.
Joo Alves Becerra Cavalcante.
------------giesoac-------------
Cidade da Escada
Urna boa morte honra
toda urna vida.
CoNSELHEIBO BASTOS.
Embora acabranbado anda pela morte do meu
sempre pranteado amigo o Sr. Manoel Vital de
Negreiros, nao posso deizar de, pela imprensa,
render um preito de dr a sua memoria, urna lem -
branca esse amigo, quem sempre dediquei sin-
cera amisade e He quem sempre recebi inequvocas
pr jvas de su 'ciacao.
Conhecido ado por todos d'esta cidade,
foi o Sr. Vidal reros mu considerado nao
s como homem p '"> mas anda como cida-
do e honrado neg < d'este lugar, onde mo-
rn por longos annos
Receba a sua desolada esposa e os seus dignos,
irmaos os meus sinceros sentimejrtra-T condolen-
cia, e prasa _ProvidK;ia'TeTna manso des jus-
tos a alade to distincto amigo.
^.OdUde da Eecada, 7 de Marco de 1886.
Francisco de Sotaa Leal.
Dr. Cnipira Leite
MEDRO
Tem o seu escriptorio a ra do Marques de
Olinda n. 53 das 12 a 2 horas da tarde, e deata
hora em diante era sua residencia a ra da San-
ta Cruz n. 10. Especialidades, molestias de se-
ntaras e enancas.
Advogado
a chamados a qualquer
i ni eua residencia, na
O J. I
d consultas e attende
bora lo dia ou da noite,
oidade d Cabo.
N
* .
Dr. Silva Brito, medico clnico do Maranbo
tendo praticadj ltimamente nos principis hos-
ditaes de Pars e de Vieuna d'Auetria, onde dedi-
cou-se especial mente a partos, molestias de mu-
lberes e de criangas, oflerece seus servigos ao res-
peitavel publico desta cidade, onie fizou sua resi-
dencia.
Pede ser procurado do meio dia a 3 horas da
tarde no seu consultorio ra larga do Rosario
n. 26,1 andar, e em outra qualqu-r hora > da
ou da noite ra da Imperatriz n. 73, sua resi-
dencia.
C0MMERC10
Bol9 commercial de Pernaiii-
baco
iece, 8 de Marcj de 1806
As tres horas da tarct
Ooiacpe* oifinaet
Csicbio sobre Para, 30 d/v. com 3/4 0/0 de des-
cont, sabbado.
Cambio sobre Londres, 90 d/v. 18 7/8 d. por
bacharel .)"-onymo Materno Pereira de Car-
valho, teudu duxado o cargo de juiz substituto dos
feitos da fazenda, advoga nesta capital e fora
della e tem seu escriptorio ra Duque de Cazas
n. 55, onde pie ser procurado das 10 horas da
mmha 4s 3 da tard<, e fra destas em sua reai-
drncia raa de Domingos Theotonio n. 39, a
qualquer hora.
OCULISTA
lar. Brrelo titmpnlii, medico oculis
ex-chefe de clnica do Dr. de Wecker, d cnsul
tas de 1 a 4 horas da tarde, na ra do Bara-
da Victoria n. 45, segundo andar, czcepto nos do-
mingos e dias sanctificados. Residenciara de
Riachuelo n. 17, canto da ra dos Pires.
Fados e no pala\ras
Aos que se desejam tratar sem comprometter a
saude com preparados mineralgicos.
Nesta typographia e na ra Direta n. 43, 1.
andar vende-se tinturas homeopathicas para ino-
fensiva cura das seguinti s molestias : asthmatico,
ainda mesmo bronchitico; eiysipela, onzaquecas;
intermitentes (sem o eraprego do fatal quinino);
tosce convulsa, falta de menstruacSo ; cmaras de
aangue : estericos ou metntc ; doro de dente* ou
nevralgias, metrorragia; vermfugos, dentiyao c
convulsoea das criangas ; tudo manipulado de her-
vas do paii.
Assim como tratam-se escrofulosos em qualquer
grao e gommatosos.
O bacharel Francisco Crrela
I.lua Mobriuho
parteuipa aos Srs. estudantes que tem
aberto um curso de Arilhmetica, Algebra
e Geometra, ua ra de S. Borja, antiga
de Sebo n. 12.
Conullorio medico-ernrglco
_ O Dr. Estevao Cavalcante de Albaquerque con-
tinua a dar consulta medico cirurgieas, na ra
do Bom Jess n. 20,1 andar, de meio dia a 4
horaa da tarde. Paras* demais eonsulta e visi-
tas em sua residencia provisoria, ra da Aurora
n. 53, 1" andar.
Na. telephonicos : do conaaltorie 95 e residencia
126.
Especalidadea Partos, molestias de crean-
cas, d'utero o seus nnnexoa.
LABORATORIO IIOH4KOIV1 Tilico
DE
FREDERICO CHAVES JNIOR
MEDICO E PHlRlIiCETlCO HOMOKIPAThiCO
Ra do Bario da Victoria n. 39, 1.* andar
de frente, urna das quaes d aseengSo para o so- [
biado, 3 janellas, 2 salaa, 4 quartos e terrago, no
referido sobrado 1 aala, 2 quaos e coainha no so-
to; predio jue carece de concertoa 5:000*1, valor
que causa para que o das partea ah pertonoen
tes aoeapolio inventariado aeja de 3:747735,aba-
tendo-su a quinta parte, vai praga no valor de
2:998/188. Outro de um andar e soto na mesma
ra e fregueata, aob n. 30, carecedor de acrios re
paros, em aolo proprio, com 4 metros e 60 centi-
metros de vio, 20 metroa e 30 centmetros de fun-
do, pavimento terreo em salo, onde tu. 3 portas,
urna das quaes de serventa das escadas, pelas
quaes ascende se ao referido sobrado e ao de a. 28,
2 portas sobre varanda de ferro, 2 salas e 3 quar-
tos no segundo pavimento, 1 sala, 3 quartos e co-
sinba no soto. 6:0004, valor que 6 causa para
que o das partes ah poaaudaa pelo espolio inven-
tariado aeja de 2:500/, indo praga com abate da
quinta parte fica cora o valor do l:-00, cujaa
partea pertcncem no espolio inventariado do Do-
mingos Jos da Cunha Lages e vao praca a re -
querimeuto do inviitariante Jos Carloa Maraho,
para pagamento de dividas c custas.
E para constar lavrou-se o preseute, qno ser
publicado pela imprens o aflixa lo no lugar do
cosame.
Dado e passad nesta cld.de do Recife, aos 27
de P,- -ereiio de 1886.
Eu, Olavo Antonio Perrrira, eaerivto, o z ca-
crever e sutwcrevo.
Adelina A. de Luna Freir.
x .brilla Xttte
co parte?:o c operador
Consultorio ra Duque de Cazias n. 59
Io andar
rna
CHAMADOS POB ESCRIPTO
1.15
Kdital n. f %
O administrador do Consulado Provincial faz
pub'ico, para eonheeitncnto dos interessados, que
por ordem do lllin. r. Dr. .uspector do Theaouro,
fien prorogado at'5 u dia 15 dj corrente o praz)
marcado para o pa< > laepeiulonW do umi-
ta, das annuidaios e mai. servicos da Recife
Draiuage Company, relativas ao 1" leinestN do
ezercicio corrente de 1885-8!
Consulado Provincial de Pernambuco, 6 de
Mr reo de 1896.
F. A. de Carvalho Meara,
O Dr. Jos Maujcl de Frcitas, r-ffieial da impirial
ordem da Rosa e ju'u de direito privativo dos
feitos da tazenda desta provincia de Pernam-
buco, por S. M. I. e C, etc.
Fago aaber aes que o presente eiital virera ou
delle noticia tiverem, que requerimento do Dr.
procurador fiscal da facenda nacional, ae procc-
deu a aeqnestro em um parte do engenho Con-
tra-Agude, sito na conarca de Jaboato e de que
rendeiro o Dr. Miguel Felippe de Souza Leo,
pertencente a Braz Jarreto Carneiro T^eio, ez-
thesoureiro do prolongamenlo da estrada d- ferro
do Recife ao S. Francisco e da do Recife a Ca
ruar, para pagamento do alcance verificado e
pelo qual est rile obrigado para com a fazenda
nacional ; e como tenha o mesmo ez-thesoureiro
ae ausentado pira lagar incerto e nao sabido, e
si i<> requerido por parte da fazenda que fosse elle
intimado por edital, depois de effectuado o se-
questro, por isso q h.i por citado par i, dentro do
prazo legal, allegar a defeaa que tiver e que o
releve da condemuacao pedida.
E para que chegue ao conhecimento de todos,
mandei passar o presento, que ser afiliado no
lugar do coi turne e publicado pela imprensa.
Dado e paasado nesta cidade do Recife, aos 8
das do mea de Margo de 86.
Eu, Jos Francisco do Reg Barras, escrivo, o
subscrevi.
Jos Manoel de Freitas.
DELAlCOES
Oculista
Dr. Ferr
^-SuftaV'd'as 9
ra da Silva,
ao meio dia.
con-
Resi-
dencia e consultorio, n. 20 ra
Larga do Rosario.

EDITAES
0 Dr. Adelino Antonio de Luna Freir>,
offidal da imperial Ordem da Rosa, coin-
mendador da Ordem Militar de Noaso
Senhor Jess Christo de Portugal, juiz
ele direito, de orphaos e ausentes nesta
cidade do Recite c seu termo capital da
provincia de Pernambuco por Sua Ma-
gestade o Imperador, etc.
Fago saber aos que o presente edital vircm on
delle tiverem noticia, que na audiencia de 9 de
Margo do crrente anuo, na respectiva sala, ir a
preg&o para ser arrematado por venda, a quem
maia der, servnda de base o prego do abate da
quinta parte dos bena seguintes :
Um sobrado de and.r e soto ra de D. Maria
Ci sar, na freguezia de 8. Fr. Pedro Goncalvea.aob
n. 28, em aolo proprio, c ra 25 metroa e 2 centme-
tros de vao, 20 metros e 30 centimetroa de fundo,
pavimento terreo em armazem, onde ha 2 portas
1*000, do Banco, sabbado.
Cambio aobre ilamburgo, 90 d/v. 626 is. por
M., do banco.
P. J. Pinto,
Presidente,
andido C. G. Alcoforado,
Secretario.
K.
ifioiWiffiKTOS PLJCOS
: s ce Marco de ISrfe
iUr*Jia<**D* 1 6_
luc di: 8
167:863/374
34:968.856
iUcssBDoauDi 1 6
dem de 8
C.rsaa.ir>? aoviacut *-' 1 6
Mer de 8
202:832.230
26.335022
832/0 0
\
R*n:ry OBArRiOK
l^-m de 8
-De 1 6
27:167*022
27.0311668
12:434? 596
33-466^262
26:8>7888
1:545 716
28:373-604
ALTEfUCAO DA PAUTA
Para a aemana de 8 13 de Marco de
1886
\ AJtudao am rama, 413 ra. o kilo.
Assucar branco, 248 rs. o kilo.
Asnear mascavado, 124 ra o kilo.
unacga de Pernambuco, 8 de Maigo

,8f"
le
\
Oa conferentea,
A. de A. Marques.
Raymundo F. de O. Mello.
DESPACHOS DE IMPORTACO
Vapor frauc Gironde, entrado dos por
tos da Europa no dia 6 do corrente e con-
signado a Augusto La bule, roanifestou :
Agua de Vichi 13 caixas ao consignata-
rio.
Courj8 1 caixa a Otto Bohers Succes-
sor, 1 a Prente Vianna & C.
Chapeos 1 caixSo a Otto Bohers Succes -
or.
Chocolate 1 ciixa a Ramos & C.
CartStss 1 eaiza a Menoel A. Barbosa
Successor, 1 a C. Levy.
Cognac 200 caixas a H. Nuesch & C,
100 a Sulzer & Koechlin.
l'oces 4 caixas a Rumos & Q-
Francos 3,500 ao Dr. Teixeira.
ILssas alimenticias 5 caixas a Ramos
(SC.
Mercadorias diversas 1 volume ordem,
1G a Regnier, 3 a H. Nuesch & C.
Mortadella 1 caixa a Jos Joaqun Al-
Tes 4C.
Mustarda 2 caixas a Ramos & C.
Manteiga 1 caixa a C. Pluyn A C.
Papel 1 caixa ordem, 3 a Autonio Pe-
reira da Cunha, 1 a Sodr da Motta
Filho. Dito para embrulbo 50 fardos
ordem, 60 a Souza Basto Amorim & O, 60
a Jlo Fernandee d'Almoida.
Porcelana 4 barricas a Joaquira Ferr^i-
td de Carvalho.
Queijos O calfM a (_]. Pluyn A C.
Srdinhis 6 caixas a Ramos 4 C. 6 a
Jos Joaquim Alves & C.
T-iidos diversos 1 caixa a Oit> Bihers
Successor.
Vinho 10 barris ordem, 6 a J. La
goim, 1 a R. de Dru3na & C., 3 a Anto-
nio S. do Nasciinento, 2 a Jos Joaquim
Alves & C, 4 a irmS Salvignal, 22 a J.
L.guini.
Vap > nacional Para, entrado dos por-
toa do norte no dia 7 do corrente e con*
signado a Bernardino Pontual, manifestou :
f-"Borracl a 2 caixas a Paiva Valento a
C', 2 a Ro.irigues de Faria & C.
Chocolate 1 caixa a Ramos & C.
Farinlia de mandioca 200 saceos a J.
Feij d'Albuquerque.
Gomma 20 encapados a Bailar Irmaos
C.
Gompanhia Amphitrite
A direegao da compauhia Amphitrite convida
os senhires accionistas para a rennio da aasem-
b a -geral, afim de apreciarem aa respectivas
coritas e elegercm os futuros membros da commis-
ulo fiscal. A reuuio se efiectaar no salao da
Assoeigao Commercial Beneficeute no dia 11 de
marco prozim >, s 11 horas damauha.
Pela companhia Amphitrite,
Os directores,
A M. de Amorim.
M. J. da Silva Guimarles.
Joaquim Lopes Machado.
compMa
Pernambiicana de Mavegaco
Costeira por vapor
Os senhores accionistas sao convidados a so
reiinirem na sdc da companhia no dia 18 do cor-
rente ao meio dia, afim de Ihes ser presentado o
relatorio e balaugo da companhia doanno prozmo
fin lo, e bem assim elegerem o presidente e secre-
tan) da naaembla geral, commissao de ex i.nc de
contaa e conselho de direccao.
Recife, 2 de Margo de 86.
Manoel J. de Amor.ui.
W. W. Robillard.
P. P Saanders Brothers & C.
Arthur B. Dallas.
Companhia de edifica
fao
Sao convidados os senhores accionistas da com-
panhia de edificacao para ae reunirem no dia 11
do corrate, ao meio da, no e8criptorio da mesma
companhia, ra do Imperador n. 38, 1* andar,
afim de em assembla geral se proceder a vota-
co do parecer apresentado pe a commisso no-
meada para avaliar a importancia dos bens que
constituem a entrada dos socios que faziam parte
da firma Antunes & C, noatermoa do art. 3' 2o
da lei n. 3150 de 4 de novembro de 1882. Recife,
4 de Marco de 86.
vazias 50 a Amorim Irmaos <& C.
Tecidos 1 caixa a Bernet.
OESPACHOS HE EXPORTADO
Em 6 de Margo de 1886
rara o exterior
= No vapor inglez Warrior, carregou :
Para Liverpoel, V. H. Bozwell 850 saceos com
63,750 kilos de assucar mascavado ; M. J. da Ro-
cha 200 ditos com 15,000 ditos de dito ; W. Hol-
lday & C. 4 barricas com cobre velho.
No lugar aorueguence Kruel, carregou :
Para Hu I, C. P. de Lemos 100,000 kilos de
sement de algodio, 20,000 pontas de bo, 30,000
kilos de seos e 5,000 unhas de boi.
Na barca portugtitzu Noemia, carregou :
Para Lisboa, Amorim Irmaos & C. 242 sac :os
com 18.150 kilos de assucar mascavado, H8 sac
ca com 8,709 ditos de algodso e 5 ditas com 384
ditos de 1S barriguda.
Para o liui?r:ur
= No vapor nacional J7. Marinlio, carregon :
Para Babia, Amorim Irmaos & C. 100 barricas
com 12,469 12 kilos de assucar branco e 100
ditaa com 12,147 ditos de dito mascavado ; M. C.
Lopes Vianna 179 cascos com 32,500 litroa de
mcl.
= No vapor nacional Para, carregou :
Para o Rio le Janeiro, T. de A. Souza 500 sac-
eos com 30,000 kilo? ic auucar mascavado ; Bai-
lar Irmaos di-o ; J. A da C sta Moreira 126 ditos com 7,560
ditos Je dito ; J. A G uigalves 2 cax is com 20
kilo; dito.
Nc vapor nacional ^ernamiuoo, carrep,.u :
Para o Para, Amorim Irmaos & C. 20 1, ir/icas
Cimh 1,300 kilos de asancar refinado.
Para r':in >a, Maia & Rezende 25 barra com
2,400 litros de agurdente ; J. A. da Costa Mo-
reira 150 barrieaa com 6,381 kilos de assucar
branco ; H. Oliveira 610 .aeios deaoln.
= No brigue nacional D. Francisca; carre-
gou :
Para o P-ir, A. Baha 11 pipas com 5,880
litros de agurdente ; Amorim Irmoa C. 60
sac oa eom 4,500 kilos de asancar branco.
No biate nacional D. Julia, carregou :
Para Aracaty, F. E. Paes Lima 1,000 saceos
eom farinha de mandioca.
Na barcaca Hosinha, carregou :
Para Macahyba, Amorim Irmftps & C. 500 ac-
Cta coro tarinha de mandioca.
Na barcaca Martka, carregou :
P, ra Parabyba, J. baptista 100 saceos eom
farinha de mandioca.
Na bnreaga Gracinda, carregou :
''ara Man ngaape, P. Carneiro 4 C. 400 sac-
os eom farinha de mandioca.
Obras Publicas
De ordem do lllm. Sr. engenheiro ebefe e di-
rector da repartigao das Obras Publica8, fago pu
blico que, em virtude da autonsagao do Ezm. Sr.
coaselheiro presidente da provincia, no dia 12 do
corrente, ao meio dia, recbese nesta repartigao
propostas para a execugSo dos reparos urgentes
da ponte de Motocolomb, oreados em 1.-950J.
O orgamento e maia condiges do contrato se
acham nesta secretaria para serem examinados
pelos seuh.r -s pretendentes.
Secretaria da Repartilo das Obras Publicas, 1
de Margo de 1866.
O secretario,
Joo Joaquim de Siqueira VarejSo.
Juizo dos Feitos da Fazenda Na-
cional
Encrivo Bego Barro*
Perante o Sr. Dr. juiz substitu o doa feitos da
fazenda, Francisco Alves da Silva, no "lia 12 do
corrente mez, pelas 11 horas da raanba, depou da
auiiencia, se venderao em praga publica oa bena
aeguintea :
A casa terrea de tijolo e oal, sita rna doa
Guararapea n. 70, edificada em terreno de mari
nha, com 2 portas na frente, oceupada por urna
refiuacio, avaliada por 1:5004000, pertencente a
E I nardo Duarte Rodrigues & Innaj.
A casa terrea do tijolo e cal n. 23, sita ra
das Trincheiras, freguezia de Santo Antonio, com
duas portas na frente, prcisandode reparos, per-
tence ite a Guilherme Frederico de Souza Ca-va-
i lio, avaliada por 1:0004, cujos bens vao & praca
por ezecugSo da tazenda nacional, para seu pa-
^amen:o. Recife, 2 de Marco de 86.
Correio geral
Malas a expedirse hoje
Pelo vapor nacional Periiamiuco cs'.a acmina-
tracSo ezpede malas para os portos do norte,
recebeudo imprcsios eobjbC'cr registrar at 1
hora da tarde, e caitas ordinarias at 2 horaa,
ou 2 1/2 com porte duplo.
O administrador,
Affonso do Reg Barros.
ftaota Casa de Misericordia de.
Recife
Na secretaria da Santa Casa de Misericordia do
Recife arrendam-se por espaco de um tres an-
nos, aa casas abaixo declaradas :
Ra da Moeda n. 45, 240*000
dem -dem n. 49 240/000
Ra do Bom Jess n. 13, 1 andar 310*000
dem n. 29, loja 216*000
dem dem n. 29, 1.' andar 240* (X
Ra dos Burgos n. 27 216/000
Ra da Madre de Deua n. 10-A 180/000
Caes da Alfandcca armazem n. 1 1:600/000
Ra do Mrquez de Olinda n. 53, 2o
andar 507/000
Ra da Guia n. 25 200/005
Becco do Abreu n. ioja 48J000
Ra do Viscoude de Itaparica n. 24,
pavimento terreo, 1* e 2o andar, por 1:600/000
Ra das Calgadss n. 32 200*000
Secretaria da Santa Cash de Misericordia do
Recife, 6 de fevereiro de 1886.
O escrivo,
Pedro Rodrigues de Souza
Club de Regatas Per-
nambueano
Seg mda regata
De ordem do Ezm. Sr. D.. presidenta, eonvi !/
aa pessoas que quizerem eon;crrcr regata que
ter lugar a 25 do corrente, a virn se inserever
na sede deste club at o dia 16, das 7 s 9 hor: a
da noite.
Secretara do Club de Regatas IVi-nambucanj
em 6 de Margo de 86.O secretario,
Osear C. Monteiro.
Companhia Phcnix Peraaffllw-
cana
Os senhores accionistas sao convidados para a
assembla geral ordinaria, que dever ter lugar
no dia 10 de margo prozimo, a 1 hora da tarde, no
c'criptorio da companhia, ra do Commcrcio i
38 A convocagao tem por fim :
Deliberar aobre o inventario e contas da adm-
niatragao.
Proceder as eleigoes de que trata a primeira
parte do 2 do art. 30 dos esti 'utos.
Pernambuco, 22 de fevereiro d: 86.
Pela companhia Pheniz l'ernambucina,
Os admin s'iadorcs,
Luiz Duprat.
Manoel Gomos de Mattos.
Joo Jos Rodrigues Mcndes.
\ttenoo
x
Previne-se, para evitar questes, que' aa partea
dos 8obrados ns. 28 e 30 da ra d D. Maria Ce-
sar, que so acham annonciadas jara serem ven-
didas em prnca do juizo de orplidis, requeri-
mento do inventariante dos bens do finado Domin-
gos J?s da Cunha Lages, se acham hypotheca-
das ; c. que os herdeiros de dito Lapes estao sendo
accionados pelo juizo do civel, cartorio do Sr.
Cunha, para pagamento desea hyp theca, que se
acha devidamente registrada ; sendo qne protes-
ta se fazer valer os direitos que pela legiplucao
vigente sao conferidos aos credares hyputheca-
rioe.
MOVIMENTO DO POItTO
Navios entrados no di t 7
Manos e escalas13 dias, vapor i.aoional Para,
de 1.999 toneladas, aoaMSSUMMatr Carlos Gomca,
equipagem 58, carga varios en.. js ; ao baro
de P<-trilina.
Bordeauz e eaealaa 15 dias, vapor fraucez Gi-
ronde, dn 2034 toneladas, commaudante Menier,
equipagem 129, carga vanos gem ros ; Au
gusto Ltbille &C.
Navios sonidos no mesmo dia
Macelo Vapor inglez Warrior, cimraandant
David Jamea, carga varios gneros.
Buenos-Ayres e escalasVapor fran? z (ironde,
commandante Mener, carga varios gneros.
Hong-Kong-Barca americana Oa:e<, capito F.
W. Lall, carga keroz;ne.
Navios entrados no di. 8
Rio de Janeiro e escalaa8 dias, varnr aacJoual
Pernambuco, de 1999 toneladas, i utomandajite
Pelro H. Duartt, equipagem 56, l rga varios
marta ao bario de Petrolina.
Antuerpia e escalas26 dias, vapor ingles S. *'
Godreici/, de 1066 toneladas, commandante G.
U Donylas, equipagem 24, carga varioi gene-
ros; a -aundres Brosthers & C.
T. ir..-Nova-24 das, barca ingleza Elhel, de 281
toneladas, capto W. Sopp, equipagem 9, car-
ga bacalho ; Saundra Brothers & C.
Terra-Nova25 das, barca inglesa Helen Isabel,
de 249 toneladae, capitao J. F. Olsson, equipa-
gem 12, carga bacalho ; Johnston Pa:er *
C.
Cap-Tow 1? das, barca sueca Suez, de 590 to-
neladas, ca tib S. E. Johnstin, equipagem 13,
i m lastro ; H. Luodgren & C.
Navios sahid'js nj mesmo dia
N tr-Ti rkl'alhabote americano Express, capito
\. J. Eldred, carga azeite de peiz.'.
WestlndierLugas americano Uarold B. Cousens,
cai'i s W. Dari-r, em lastro.
Rio Grande do Sul Palhabote heapanhol Dos
Hermanas, capitao John Mol, carga carvo
R'o Grande do Sul Patacho inglez W. H. B.,
capito Paul Knolfe', carga asancar.
Rio de Janeiro e escalasVapor na:ioual Para,
commandante Ca los Gomes, carga varios g-
neros.
Os camarotes
concorrer aos
8^000
1500
15000
3#000
Theatro de Variedades
DA
GRiNODE EMPRESA CARNAMESGi
DesDPX,3ersTDaxaD(OS dbjlxjcdss
NA
Ter^a, 9 do corrente
Este estabelecimento, ni intuito de proporcionar ao publico d'esta capital agra-
daveis dstragScs no CARNAVAL d'este anno, resolveu suspender as quatro noitcs os
espectculos lyrieo cotnico-dramaticos para franquear aos dllectaotl dos bailes os
salSes do elegante theatrosinho, primorosamente illuminado o enfeitado.
AVISO
S ter ingresso quem se apresentar descenteraente vestido,
superiores e varan las sao destinados para as familias que se dignarem
BAILES, cuja orden e rooralidade ser.to rigorosamente observadas.
PESIAS BE HtfTBJUXAS
Para cav.llhe!ros e seuhoiras, '-om mascaras ou sem ellas
Camarotes superiores ('Oin poste. .
Varandus. ........
Genes para os oulros compartimentos e ardint dem ......
No Buffet se venderao ASSIGNATURAS d. s geracs para
os quatro bailes por. .....
_ (Bilheteiro-chefc Sr. Arantes.)
0 estabelecimento estar como sempre aberto nos quatr.) dias e tranco ao pu-
blico com suas galeras de diversos jogos pelos pregos do costume at hora em que o
toqilC da silleta annunciar a compra de bilhetes em qualquer das duas portas.
m a v km m o;
Urna commisso directora di qual presiteuto o Sr. Repossi, distincto actor da
companhia italiana, dcstribuir em cada um d >s qn'ro bailes, premios aos dous mas-
caras de ambos os sexos que raais se destinguira:i ios bailes, pela elegancia do ves-
tuario, espirito c principios do boa educagZo.
No quarto baile os premios ser&fl elegantes oas de turo. Havendo desaccor-
do qaanto ao raerecimento do mascara para rece.ber o piemio, decidirse ha pela soite
entre aque!le3 que a commisso boa T r l?3gna lo como distinctos.
N5o convindo vender raais entrabas to que as que regularmente comportam o
theatro e dependencias do estabeb.cimcnto, o qu-, importa o bem estar dos dilectanti,
pede-se a que n preferir as assigoaturas da ^5000, o obsequio do as comprar no
BUFFET, sabbalo, G do corrente, at s 3 1/2 hora3 da tar.le.
Se o numero destas asignaturas atting^r o total da lotayilo, nao se venderao de-
pois raais as geraes avulsas.
Para e ?tar atropello no s rvijo psde-s^ nos Srs. frequentadores o especial obse-
quio de DESPACHARE\{ rpidamente os empr^gados do restaurant, logo que sejarn
por elles tervidos.
Qualquer roclaruajiio rasoavel ser de-'i lamente attendida no Buffet.
A regencia.da orchfstra, qu i tocar as melhoie3 e mais escolhidas pajas de mu-
sica, ser.i confiada ao hbil professor
SR. AM OMO \it I I NN
Rogase aos Srs. frequentadores a finoza de, no meio do prazer o enthusiasmo
que sempre reina nnstes dins d" f !>n;'a popula.-, mantercm a nicHior ordem, mode-
mfilo o oWoro, prin ipios de qne j una** se devn iffistir tolo hora-mi bem educado.
E para qui chegue ao conhe i nento d'i que-n ainda o possa ignorar, 'az-sc o present
programma cora a trnaacrpeSn do respectivo
RElilUMEMO (iER\L
DO
THEATRO DE VARIEU
NA
NOVA-HAMBURGO
Art. 1
S p.-riaittido ingrese > uo theatro a pessoas
qne se arharem decentemeato vestidas c munidas
do respectivo bilhete.
o
E' cipresfamente prohibido fumar no recinto do
theatro, qur durante o espectculo, qur aos a-
tirvallos.
3
Dura i te a n-pi esentacao, devem os senhores es-
pectadores oceupar os seus respectivos lugares,
sentados, descobertos e silenciosos, como convm
pessoas de bja sociedade; e, s Ibes ser permit-
tido dar Biguaes de approvacao ou reprova^o em
termos moderados e se ai dar canaa de o (fe asa ao
decoro das familias p eseates e o rrspeito que Ihes
devido.
4
S permittido chamar scena os actores para
victorial oa urna vez em cada acto excepto noa uo-
neficios, que podero s-r chmalos roais vazes,
salvo ordem da autoridade p'lica1 que presidir ae
espectculo.
S se pod-r recit.r di u s;.- eom
ciencia previa (la d ..; .:,;.-,,;.', i. i;, atr<> o de
commu.n accordo c '.> a autoii-.i n-lcial ii.ie
estiver aaaatiudj -cniuca .
eliminar ou alterar qualquer Di-rio.! enjn ntido
se desacerde'la indoe do ibeieeiment .
lv
Ser obriga !.. i enapraiario b o n.o.iirector
de scena ou eafc.. I ir :. fazer mai r uurante os
ensaios o maior de.3' er *to, n'r-os artis-
tas, impedir.dn- Inr ir:i o th-.--.tr > a at-
tcncio das pe 6C ehni m i.a: ivenaa
secces do eatab I enccnta
11
E' nositiv..iiiei:!e vedada a entra.i na laixa do
theatro, a pfseuaa cstraulma ao corno snicu, ur
naa occasioen d cusaio, qur n s esprctaeuljs
durante os avasa ? loaervar t -linda a re.-p'-c-
tiva porta; per., eujo fim ter o uinpn-zario um
g;;arda de sua c^iJiaiica, o qual dar .-aien c en
irada ao pessoal u*. c?apaEOa,
O director da i ivliestra 8 r obrigado a Compa-
recer ao theatro com todo o fi(fr0jnl coutratado
urna hora antea de aununciada pira c->inec^r a re-
presentac'-. tocan.lo ineia li ra antes, com peque-
nos IntervaiJna a reputando qualquer e<.i >in tre-
v ii i ifxigido p u publico.
13
N.to pae o ljente ou director da orchestra,
onatoner pr i aa, dar entrada pira o local da
,i,.iea mat&ti m pea* :.'. di ijuadro, mptdndo in-

E' esprcasaiiicate u\. i iii i i'.iai r .: qu" ,
impecam o livre traa-it. u .o rodare a : .-.in:
rotes, eadeiraa ou piafis, e, h .n as.-im c u.-frar
naa intervallos deinasiadj to U .o '8 V1'1,;
qnalq i r cutri p
II
A ;'s?ia ti estragar in Ijilia ou pialquer ac-
cssorio Jo e mi. i ou Je jardun, alui oa dispoai-
j ni i -m
i jar I
lei ra Que i.icoiTer, ae
Co gtr
dlen- nisaea Jo ier/>eetiv.
I
val r.
15
e palavras grosaeiraa qu- p.ssam nltr..h
"ral.
'." O; e it: dos te.ro-entre o i i.-:ni-i: rio de thea-
O ingress > p ir.: > t!i .'r-. eui uoitct i.- i apela- ro e q.. .Iqoer eu-pri-i 11, de jnpai l( i, se-ro re-
culo, ser p.-K |. -:ta d frente, pira as csi l-iras e gulades c > bscrvaJoi segun-ij u que eitre ai tor
plateas, e para ->s eauar. Us e sii| e i rus, pelas estipulad'.
duas escadaa latera ;; eu cada u.-u .s qu ei se
achara um portoiro incumbido de reeeber oj bi-
lhetes.
. *
Para os camarctes s permittida en rada a nu-
mero de pe8aoi6 strictameute igual ao dos aascntiB
czisteutes noa mesaioa.
o
DA EMPKEZA OU COMPAXHU
O emprezario ser ebrigado a fazer annunciar
com antecedencia, a peea que tiver de levar ace-
a, apreaentando-a previamente a chefatura de
polica para declarar se pode ou nao ser represen-
tada; submettendo o respectivo annuncio a apre-
c-iaco do proprietario do theatro, ou a de pessoa
por elle designada, afim de em ommum accordo
l
as nao pretil -:s no presente regulamento
Oa
sero tcso'l i | 13 administiaco do thatro
ouvida a.i.it'i" !e poli.'.-.; ( .- sec rju tvio i
dispDsit-s d\ cap. 5' saeteo rj. do li g. n. 1
de 31 de Janeiro de 1842.
R -cife. 14 de Novemb'o de 1885.
Acgust Kbuss,
Successores.
Approvo. -Secr. taria da Polica de Pcrnambu
co, 24 de Novembro de 1885.
Antonio Domingos Pinto,
Ch. fe de Polica.
Thesouraria de Fazenda
De ordem do lllm. Sr. inspector, faco publico
que no dia 11 do corrente (quinta-feira) pagar-
se-ha no arsenal de guerra s pessoas que costu-
raran] para etsa repartic&o na segunda quinsena
de mez de Pev ;reiro prozimo findo. -a
Thesouraria de Fazenda d Pernambuco, 5 de
Marco de 1886.
J. H. Oliveira Amaral.
v-vl'OKF.S ESPERADOS
Ke de Bahia
Vtlle de Cear
Manan-
Finance
Elbe
Britannia
Espirito Santo
Tomar
Hamburg
Mrquez de L'axias
Baha
Neva
da Europa h ;je
do sul uioiih
do norte a 12
de New-Port-News a 12
da Europa a 12
da Europa a 14
do sul a 16
do aul a 16
de Uamburgu a 20
da B.; a 2 1
do noite a 24
do sal a 24
Ia seccao. N. 1041. -Secretaria de polica
d i Pernambuco, 8 de Marco de 1886. an Por esta
reparticao o de ordem do lllm. Sr. Dr. chefe de
polica se faz publico que se acham depositados
ui cofre da mes na reparticao, vindos da provin-
cia da Parahyba, diversos objecros de'ouro, cons-
t in'es da relacSo que acompanhou ao officio do
respectivo chefe de polica datado de 3 docorren-
I, e apprehendidos em poder de Emilio Joaquim
da Silva, afim de serem entregues a seu dono ;
pelo que se convida a quem julgar-tc com direito I
a ditos objectoB, a vr reclamal-os, provanfo sen
legitimo dominio. O secretario,
Joaquim Pranciaeo de Arruda.
Gompanhia de Seguros
MARTIMOS E TERRESTRES
Estabeicida em 18&&
CAPITAL 1,000:000$
SINISTROS PAGOS
Al 31 de dezembro de 1SS4
Uarilimos..... f,flO:O0O$OOO
Ferreslres,. 3I6:000000
44 -Raa do rommerelo-
CONTRA FOCiO
[\orlb Brilish & Mercanle
CAPITAL
rooo.ooo de Ubras sterliaas
AGENTES
Adomson Howie & C.
SB6IR0S
CONTRA FOGO
The Liverpool & London & Glob
i\si-rrwce mwm
na
:
>



J-
Diario de PernambucoTer?a--feira 9 de Marpo de 1
'^o
iiOndon aad BrasIUaa Baak
Limited
Sua do Commerci? n. 32
Sacca por todos os vapores sobre as ca
xas do mesmo anco em Portugal, sendo
em Lisboa, ra dos Capellistas n 75 N
Porto, ra dos Inglezes._________
SEGUROS
martimos contrafogo
Companhla Phenlx Per-
namltucana
lo Commercio n. 38
{OMPANH1A
United SUtes & Brasil MailS.S.C.
0 paquete Finalice
Espera-s de New-Port
News,at o dia 12 de Marco,
o qual seguir depois da de-
mora neeessaria para a
Baha e Rio de Janeiro
Pira carga, passagens, enconuBcndas e dinuciro
frcte, tracta-se com os
AGENTES
Henry Forster & C.
N. S. RUADO0OMMHCiO ~ N. 8
/ andar
l'liimo e definitivo leilo
Ao correr do martello
De todos os movis, piauos, loucaa, vidros, fa-
zeodas, 72 daaias de aldpabas de 2 1/3 e 3 polle-
gadas com descanso, jarros, quaJros, bandejas,
espelbos e outros muitos artigos que serSo vendi-
doc sem limitej para desoccupar se o armszem.
<|narta felra, O do corrate
No arroazi-m da ra do Mrquez de Olinda
n, 18
A's 11 horas
POR INTERVENQAO DO AGENTE
Gusniao
AVISOS DIVERSOS
Vendme precita de officiaes de
MPERI AL
SECil'ROS costra FOSO
EST: 1803
Edificios e mercadorias
Taxas baixas
Proriplo pagamento de prejuizot
CAPITAL
Rs. 16,000:000*000
Agentes
BROWNS & C.
i N. Rita do Commercio N. 5
HAHITIIOS
Coinpanhia Bahlana de navega
cao a Vapor
Macei, Villa Nova, Penedo, Aracaj,
Estancia e Bahir.
O VAPOR
Marinho Visconde
Comman ante J. J. Coelho
Segu imprctcrirel
mente para os portoe
cima no dia 10 do cor
- rente, s 4 horas da
Itirde. Recebe carga
Pato ao meio dia do dia
10.
Par. tUg, paaaagens, encorninendaB e dinhcii o
a frett fracta-sc na agencia
7Ra rio Vigario 7
Domingos Al ves Nathcas
- *.*.
DE
ftavegaco Costelra por Vapor
PORTO DO SUL
Macei, Pcncdo, Aracaj, e Babia
0 vapor Mandahu
EkgM nc dia 10 de
crreme, s 5 boris
da tarde. Ipcp* i
carga te. n .i:i 9.
Encommendas passagens < inhi'iro- 'n te un
s 3 horas da taide do dia da ahida.
ESCRIPTOKIO
Caes da Companhia Periainl',< i
n. 12
cSea!nI\aYigaiionf'.:i?!!>
Si : UTS OF MAGELLAN UNE '
Paquete Britannfa
i
CHARGEl'RS REUNS
Companhla Franccza de Navega
cao a Vapor
Linha quinzenal entre o Havre, Lis
ooa, Pernambuco, Babia, Rio de Janeiro e
Santos
stmer Ville de Cear
Espera-se dos onrt'* do
sul at o dia 10 do COrniit--
seguindo depois d;i india-
pensavel demora para o Un
re.
Recebe encommendas e passageirus para os
quacs tera excelentes accominoilacoVs.
ste a3ier Ville de Baha
E' esperado da Enropa at
.> dia 11 de Maryo, ge-
guindo depois da iii.iipen-
save) demora par a Ba
hin. Rio O lllildi
Roga-se aos Srs. importadoroa de ear-rn i
rapores desta linha,queiram apresentar dentro de G
dias a contar do da descarga das al va:
quer reclamacao concernente a voluuvs. q .e por
wutura tenham seguido para os portes do sul.afin.
da se poderem dar a tempo as providencias neces-
sarias.
Ezpirado o referido prasc a compsahin nSo se
responsabiliza por eztravioa.
Recebe carga, encommendas e passageiro par
is quaes tera excellentes accomodaces.
Augusto F. de Oivetra & (
ACGXTEN
42 RIJA DO COMMERCIO -42
Leilo
De uraa.'caixa com 30 duzias de pinceis para caiar
(avariados)
Qaarta felra, O do correte
A's 11 horas
Agente Pinto

E' esperado da Eun-
pa at o dia I I
-rente, e argir pai
sul depois da
Ido costume.
Para c rjr.t, passagens e encommendas i
rosfri'ii :;acta-se com os
AGENTES
...Imiii Son l C, UmlCcri
N. U RIJA DO COMMERCIO N. 14
COMP4^UM PErt^ill Jl t '. i
DE
Navegaco Costelra por Vapor
Fernando de Xoronha
0 vapor Giqui
Segu no ii: a i do
corrente, peb.s 12 ln
ras da manhii.
Recebe ca ,:>. at o
dia 11, e passagens utt
lis 10 horas d nanM
i i da eahida.
ESCRIPTORIO
Ao Caes da Companhia Perrambuc n^
n. 12
BOYAL MAILSTEAM PACkfT
COIPASY
O paquete Elbe
E' esperado daEuopa no dia
13 do corrente, segundo
depois da demora necessa-
riapara
Macei, Baha, Rio de Janeiro, Santos,
Montevideo e Buenos-Ayres
0 paquete Tamar
E esperado
do sul no dia lCdc
marco, seguin io
depois dk MU n
necessaria pars
9. Vicente, Lisboa, Vlgo e Hon
thampton
Para oissagens, freles, etc., tracta-se com ot
CONSIGNATARIOS
Adamson Howie & C.
i l* ;.i do Commercio3
COMIMMIIt l'tXtlIlllAVk
DE
IVavegacao costelra por vapor
PORTOS DO SUL
M u i, Peuedo, Aracaja' e
Bai.i;
0 vapor S. Francisco
Es|) r.i;li cius portos acirn,
vo!t:irA para os mesinas logo
qi. liver d scarregado e re-
' ttbilo a carga que se acha
I engajada.
' Para o resto da carga que
lhe falla, encjn.ii.elidas, passagens e dinht iro a
frete, fr .ta-sc
ESCRIPTORIO
cmei da Companhla Per&amfen-
cana n. i *
Pacific Slcam NavigalioH
Company
Para facilitar aos
Srs. viajantes que de-
sejarem assistir ex-
posico colonial de
Lo>>dr: no corrente
auno, esta agencia fa-
r .i reducto seguin-
te* a principiar do 1.
de Margo a 8 de Ju-
Iho prximo futuro:
L*cla.se. idae vol-
tapara Inglaterra, bi-
lhetes validos portis
mezes. 36:150 libras
esterlina .
AGIHTES
HRna do (!-,..n m'o-
Lisboa
Segau aun bravidadeo btig^.- p rtugnez Sobe
rano, reeebe eargx a frete: a f al.r com Pereira
Carneirj & <,", :i ru '. dv Coaw e ; i n. li. 1" an-
dr.
14
Pi
araMaranliao
S gii..- biwenrnte p- ra p i
fC JOMO Minio : para rr !
|t m os consign'jlarias Jo.c
Ph '
ic'tini a bar-ti
da carga trata
. Siva Liyo &
Rovai Hail Sleam Packel
Compaiiv
teduegao de passagens
Billietes especiaes sc-
ro einittidos desde 14
de mar?o at o fin de
jullio offerecendo faci
lidades as scnhon?s
viajantes para visitar
a cxp em Londres, de 186.
Ida c volta de Per-
nambuco a Southamp-
on, primeira elasse,
eom o prazo de (i me-
ses libras sterlinas 36,
15, 0.
Em frente a primeira porta da entrada para o
trapiche,Conce$>, e por occasio de outro leilo
de folhinhas impressas, vinho, l prenda, cestas do
vigne, rtulos imprepng e outros artigos.
Agente Pestaa
Ngnifco einprego de capital
Expelientes rawu u reaa as principaes
ras d'esia triUadv, ^uo pelo seu perfeito
estado de conservacio e bons rendimen-
t is, chainam kttenySo dos Srs. preten-
(is-nlps.
Leilo
Em continuadlo
(tilinta felra, 11 do corrente
Ao meio dia
O agente Pestaa, competentemente autorisado,
farii leMo nidia e hora supr:i,dns magnificas casas
teneae abaixo decl iradas, livrcs e desembara^tdas
de t-do e qualqu* r Oniis
Casa terrea sita ra do S. Jos n. 45, com 2
salas, quartos, sotao, cosinha, quintal e cacimba,
' jancilas el p rt i de frente, rendando 3G0000.
Casa torre \ sita travessa de S. Jos n. 23,
com boas talas, quartod, cosiuba, quintal e ca-
cimba rendendo 300JOOO.
Casa terrea sita ra do Mrquez do Herval
n. 139, com 2 salas, 4 quartos, eosinhi, quintil e
cacimba, reudeado 300/lXX).
Casa terr-a sita ra do Visconde de Goyanna
n. 79, com 2 salas, 4 quartos,- cosinha grande'
quintal e cacimba, rendendo 360000.
Casa terrea sita a mesma ra n. 107, com boas
aeomraodacoes, rendendo 300JSOW.
Casa torrea sita 4 ra do Rosario da Boa-Vista
n. 37, com b as salas, qvartos, coiinha, quintal,
rendendo 240000.
Casa terrea sita a mesma ra n. 41, a qual
oceupada por utn acougue, rendendo 360A030.
Casa terrea sita ra doTaxbi n. 21, com su
las, quartos, cosinha, quintal e cacimba, redendo
300*000.
Casa terrea sita no Corredor do Hispo n. 18, com
> salas, 2 quartos, cosinh.i, quiutal o cacimba,
rendendo 300OJO-
Osa terrea sita ra do Tambi n. 5, com bons
commodos, rendendo 3C000O.
Finalmente, a grande casa com proporces para
sobrado sita ra do Coronel Suasuna n. 141,
com fabrica do liccrcs. rendendo 300OCH, scr-
v nao de base a offerta de 2:7965000, o qual ser
entregue se nio houver melhor rfterta.
Pede te aos Sis. pretendentes o favor de virem
examinar os referidos predios para bera se scien
tificarem de anu bom estad > c conservadlo e valor;
para mais informacoes podem se dirigir ao mesmi
agente, em seu arinazem ra do Vigario n. 12,
Precisase de urna cosinheira e mais algum
aervico m casa de pequea familia, na ra da
Aurora u. 81, 1 andar.
Precisa se um m-niuo de 11 a 14anno para
servico interno em csa de pequea familia, na
ra da Auror i n. 81, 1<> andar.
Aluga-se a H umi meias aguas eom re-
partimentos, na travessa das Barrei -as, neceo do
Aquino ; a tratar na ra do Cotovello n. 25.
A fabrica
cigarreiros.
Aluga-se o 2- andar do aobrado. 1 do pa-
teo do Terco, o 1 do de n. 19 ra da Penha, o
1 do de n. 18 ra D.reita, o 1 do de n. 66
mesma la, o 1 do de n 35 travessa de S.
Jos, o 1 34 ra estreita do Rosario ; os terre-
os de ns. 26 ra Duque de Caxias, 1 do pateo
do Terco, a ciBa n 26 ra de Nunes Machado,
no Espinheiro, com b;ns commodos : a tratar na
ra do Hospicio n. 3.
Vende-se a armadlo da casa de molhados
praca de Pedro II t. 6, propria para continuar
eom o mesmo negocio ou outro qualqucr, na fre-
guezia de Santo Antonio ; a tratar na mesma.
Precisa-se de um criado e de um menino de
12 14 annos, para algum servico de casa de pe-
quena familia ; na ra do'lmperador n. 61, se-
gundo andar.
F
I
Quem quizer alugar o 1 andar e lojas
do Bobrado n. 43 ra da Aurora, pro
cure as chaves em poder dos Srs. Ne-
greiros 4 Irm3o, ra do Imperadar nu-
mero 30.
Aluga-se na Jaqueira urna casa pintada de
novo, com commodos para familia pequea, tem
sota, quinta I, bunheiro, cacimba e apparelho ; a
tratar na ru do Crespo n. 2r>. loja de joias.
- Pede-so
aos abaixo ssignados o favor de
virem ou itaudar ru:i do Mrquez de Olinda n.
51, a negocio que nao ignoran.
Jos de Araujo.
Odilou Coeih i da Silva.
Pedro Siqueirx, d'Alfandega.
Arthur l)an:as.
Luiz Carvallio.
Jos Guinaraee, caixeira de Loyo & Filho.
Frederico Vieira.
Augusto Goficalv s da Silva.
Manoel Antonio Carneiro de Arauj'.
= Alug,i..ie o pavin.i n (p torren da triiveosa da
Bomba u. 4, o dito da do Livramento n. 10. e a
c isa do largo do Paraito n. 3 ; na rtia do Apolle
n. 34, l andr.
ALBERTO HENSCHEL & C.
32..RIA no nuuo ii\ vi roni\--:i*2
O bem acreditado estabelecitnento photographico alleraSo, acaba da aumen-
tar as suas galeras no gosto das mais sumptuosas casas d'esto geneio, como de Paria,
Londres e Berln, onde o rcspeitavel publico encontrar 03 mais aperfeicoados trablhoe
pelo systema mais moderno e mais apreciado.
Para dar mais impulso sua casa e assim melhor satisazer as mas difllueis
exigencias, acaba de cootractar o eximio pintor o Sr. Ferdinand Piereck, chegad re-
centemente da CSrte do Imperio, onde adquiri grande nome, altn do bom credifr* que
j gozou em 1877 quando aqu estece na mesma casa.
Rogase s Exmas. familias e mais pessoas o obsequio de honrar com suas
visitas a este grandioso estabelecimento, onde existe urna magnifica exposicao de suas
producedes artsticas e onde encootn.ro Ihaneza no trato, perfecSo nos trabajaos e
modicidade ios precos.
C. Barza,
Geien'e.
FUNDICAO GERAL
Agente Modesto Bautista
Lcilo defioitivo dos segnintes predios :
De um sobrado do 2 audares na travessa do
Carino n. 18, freguezia de Santo Antonio.
Um dito de 1 andar e sotio. na ra ChristO'So
Colombo n. 6, freguezia de S. Jos.
Urna casa terrea na ra da DetenjSo n. 61, fre-
guezia de Sanio Antonio.
Dez uiei'aguas no becco das Barrciras n. 4, fre-
guezia da Boa Vista.
Urna casa terrea na ra da Paz n. 32, freguezia
de Afogados.
Urna casa tc-rea n. 9 na ladeira do Varadouro
em Olinda.
Quinta felra, 11 do corrente
A's 11 horas
No armnzem da ra do Bom Jess s. 19
Em continuadlo o mesmo agente fir leilo de
diversos movis, espelbos, chapeos, viuh.. de caj,
machin s de costuras, relogios, registros, can-
dinheiros, canos para g.iz e outros muitos objoctos
Terceiro leilo
De um sitio com casa de pedn e cal, de
nominada Maogucira, sito no Porto da
Mad ira.
O agento Britto, a mandado do Excn. Sr. Dr.
juiz de dircito e da provedori, com sua presenc
e a requer ment do inventariaate Manoel Ferrei-
ra, levar leililo o r.ferido sitio c casa, perten-
centa aos bens de Jos Vicente Godinho, servindo
de base a cffeiti di 1:6055000. .
Quinfa feir... 11 do corrente
As 11 huras
A' ua lo Imperador n. IA
Leilo
D(! bous
espelhj
Para Hambiirgo
Recebe carga a :re!c a
brasilcira Nova Sifir.palhia ;
lar com Baltar Oliv-irad; C.
barca
a tn
Lisboa c Porto
A barca portuga-za Ixolinn recebe carga a fri-
ta ; trata se com 8ilv GuimarScs 4 C. ra do
Commerci; n 5
movis, 1 pnno l^rte, 1 bonito
oval o 1 luttro do crjstal de 3
bicos. .
Sendo : 1 solida mjbilia de Jacaranda Luiz
XV, eom tMin>o de pe4ri 1 pi.mo forte e 1 cade:-
ra para o numo, t bomtu r.spelho oval, 2 ditos
eomprid.s para consolos, 1 por de jarros, (tulipa
2 pares de Untenias. 1 lindo lustre de crystal da
3 bico.-, 4 arudeiat 1 registro pr gaz, 1 tod-
! let de jicaraiidM, 2 bonito* -iiaidas-vestidos, 1
MOtnari. 1 maiqu-zo, 1 e m nuda, 1 relogio de
pa ede, .'( tancas para coitiniidop, 8 tapetes ara
portas e 1 c-r-ira forro de sala.
Um impoit'nto giiHrd:i-loue.:i < amare!!', 1
grande aparador de dito, 1 mesa elstica de 6 ta-
huas, 6 cadeiras pretw, 1 quartiuhwira de amarcl-
i consolos pequeos de Jacaranda com tampo
de pedra, 2 arandelas pura kerozene, 1 relogio, 1
galht-t-iro, 1 licorciro, 1 pequeo trem de cozmha
e eutros muitos nbjcctos do uso (le urna familia.
Quinta felra, 11 de Mareo
A'e l horas
Na ra de Fernandrs Vieira n. 2o
O agente Martina, nutorisado por urna 12xna.
tomillo que mudou de residencia, tara leilo, ao
correr do mar'ello, do< bons movis exis entes na
casa cima, os quucs se achain bem conservados.
O bnd da linha do Fernandos Vieira. que
parte da estaco do Brmn a 10 horas e 50 minu-
tos, dar passagms gratil aoi [concurr.ntes ao
leilo.
LELOEE
Leilo
De b'2b saceos cora f^rinha de roandD'-a
Xa Companhia Pernan..,je:ina n. 6, trapii ha
Esperanza
Quarta-feira, 10 do corrente
As 11 horas
Leilo
lo
Das dividas da mas?a de Moriteiro da Cruz nji
impirtancia de 78:366889
O agente Bri.o a mandado e na prescaca do
Exm. Sr. Dr. juiz de dimto especial do commer-
cio e a requerimento do Illm. Sr Dr. administra-
dor, levara a hilo as referidas dividas constan-
tes a maior parte em letras, cujas podro sor
examinadas em mao do agente.
Sabbado l
A's 11 horas
Ru do Imperador n. 16
Aluga bc urna eserava para o servico domes-
tico de casa de familia ; a tratar na ra de Ria-
chue'lo, casa n. 31.
/ende se urna catraia ein milito bom esta-
do, propria para servico de passageiros ; a tratar
na praca do G rpo Canto n. 2.
Po Carpina
Arr>-nda-te urna casa nova com estabelecimento
de padaria, defronts da estacaj, e bem montado
o estabeleciaiento ; a tratar nesta cidade ra
Dias Cardoso, a tlga do Caldeireiro n. 68.
Francez. Ingles e hespanimi
Lines e traducejs por um jornalista parisien-
se, roa Nova n. 21.
Transferencia
As teyes entre amigos, de um annel cora um
brilbante de mais de 3 1/2 quilates, no valor de
1:000/ e mais premio, que eorriam com a 18*
parte, da 11 lotera de Alagoas. ficam transferi-
das para a seguiote lotera n. 19 d Alagoas, de-
vi do falta de recebiment.
Ama
c
ALL4N1\4TES0I\ fr
N. 44Eu i do Brum-N. 44
JUNTO A E? f ApAO DOS BONDS
Tem para vender, por prer, mdicos, as seguintes ferragens :
Tachas fundidas, batidas e caldeadas.
CrivacSee de diversos tamanhos.
Rodas de espora, dem, idem.
Ditas angulares, idem, idem.
Varandas de ferro batido.
Ditas de dito fundido, de linrfog model
Portas de fornalha.
Bancos de ferro com serra circular.
Gradeamento para jardim.
Vapores de forya de 3, 4, 5, 6 e 8 uavalloa
Moendas de 10 a 40 pollegadas de panadura
Rodus d'agu.-i, systema Leandro.
Enc:irr g;uii-se deconjertos. : ass-:ntamenr > u- iu*yhiuisino e ez-.-uiam qualqu-
traballio cora peifeit-i e presteza

se precisa de urna ama
Na ra da Uni; n. 9,
para eos i u bar.
Alvaro I .iiirnii r
Diga onde podo ser procurado, ra do Bom Je
sus n. 35, Alfredo Mendonca.
Pinlio deriga
Vende-ss em casa de Matheus Austin & C.,
ra do Commercio n. 18, 1- andar, da melhor
qualidade e diversas dimensoes.
SO CI DA DE
Auxiliadora da Agricultura de
Pernambuco
A s s e ni b 1 a geral
De or !em do Illm. Sr. vice-gerente Dr. Paulo
de Aicorim Salgado, scientifica-se a todos os se-
nhores socics, que nao tendo sido possivel, por
falta de numero legal de assignaturas represen
tadas, proceder se, na nuniiio haviU.i u > dia l
de Fevertiro prximo passado. a eleico dos in m-
bros do C(.n8elho aumin strativo e maij funecioua
ros da sociedade. ficou marcado o dii. quarta le ra
10 do corrente miz d-i marca, pra a segunda
reuniao de que trata o ait. 54 dos estatuto*, :i
qual reatisiir se ha s 12 lur.-.s do dia, na sede
social, ra estreita do Rosario n. 29. bastando
naquetla occasio, para constit.ir-se a :isseuib a
geral c verificar-se a eleico, a preien;a da terja
parte dos e-uoor. g socios eff Roe i fe, 1 de marco de 1886.
HenriquelAngiuUi Uilet.
EXPOSITIOm ^^ UNIV"e1878
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GOTAS CONCENTRADAS para o lenco.
AGUA DIVINA dita agua de saude.
E8TE8 ARTiaOs'cHAM-SE NA FABRICA
pars 13, re d'Eighiei, 13 pars
Deposito en todas as Perfumaras, Pharmacias
e Cibellereiros da America.
RODA DA FORTUNA
200:000*000
PRESOS EM POR^O
Dezenas.
Vigcssimos
Dezenas
Vigsimos
EM RETALH0
I0>000
U000
niooo
ilioo
CORRE TODAS AS TERfAS-PEIRAS
38 RA LAHGA B SOSAttXO-m.
Os proprietarios do muito conhecido estabelccimento denominado
MUSEU DE JOIAS
6to a rja do Cabug n. 4, coramuncim ao respeitarel PUBLICO que receberam un
grande sortiraenlo de jcfias das mais modernas e dos mais apurados gostos, como tam-
bem relogios do todas as qualidades. Avisara tainbem que eontinuam a receber por
todos os vapores vindos da Europa, objectos novos e venrlem por muito menos que em
outra qualquer parte.
MIGll- WOLPP & C.

N. 4 RA DO
Compra-se ouro e prata velha.
CABGA----N.
TINTL HARA
8CCE8S9R
Ra d Malhias de Albuquerque 25
(ANTI6A m DAS FLORES)
je a
e m maior perfeicSo toda a qualidade de estofo, o fazeada em
it as, chapeos de feltro ou de palha, tira o mofo das fazendas; todo i
traba 11 ie o por meio de raachinismo aperfeicoado, at hoje conie^ido.
Tintura pfeta us tercas e sextas-tViras.
Tinta de. cores e lavagem todos os das.
ELIXIR
de
T.
(ingestivo eom Pepsina, I>iaattt*e e Chlovitrctos alcalino)
CONTRA
MOLESTIAS do ESTOMAGO e dos INTESTINOS
Ou annos de successo demonstrarlo a superioridade deste medicamento par excitar o apsetite e faier digerir. CURA :
DYSPEPSIA t VMITOS DYSENTERIA
CLICAS ACIDEZ DO ESTOMAGO T DlARRHEA
-4g F.o milhor reeonst tara us frsuoaa enflaquecida. |fr-
ABIC Pti-*. 9. roa Le PaleUer. lejwrtUris n Pernambuco : FRAN H. da SILVA fc C1"
I Mil
*

.
w



,


*-_-.-TI
6
ATuga-se barato
1.* e 2." andares da traveasa do Campello n. 1
0 armaseis do Bu> Jeaus n. 47.
A ca terrea n. 23 aa trare* de S. Jos.
Aloja da roa do Calabdboo n. 4.
Acasa da roa do Viseonde de (Joyanna u. 79.
A easa da Baiza Verde n. 1 B Capunga.
A tratar no Largo do Gorpo Santo n. 19,1* an-
Mario de PeraambutwTep^a-Ieira 9 de Marco de 1886
A'uga-se barato
o sobrado e sotao ao largo da DetencSo n. 67,
com muitos commodos para familia, bastante ale-
jado, ete. ; a tratar na ra larga do Rosario nu
mero 84.
Aluga-es barato
Urna casa na ra do Rio (Torre), esm comino-
los para familia ; a tratar na ra larga do Rosa-
no n. 31._______________________________________
Aluga-se
urna casa caiadm e pintada de novo, com aetilo
interno, sita a rna do Coronel Soassuna n. 198 :
a tratar no largo do Corpo Santo n. 4, primeiro
andar.
Aluga-sc
quartos mobiliados, independentes, ra de Joa -
quisa Nabnco n. 9, Capnnga.
liiga-se
barato a casa terrea, caiada e pintada, ra de
S Jorge n. 40, com 4 quartos, 2 salas, sotito, co-
sinha fra, copiar, quintal e cacimba ; a tratar
com Siqueira "erra & C, ra de Amorim na
mero 66.
Casa na Torre
Aluga-se por precx> commodo urna casa na ra
do Rio, deste pitor-sco povoado ; a tratar na ra
larga do Roario u. 34. _______
Aluga-se urna casa terrea travessa do Princi
pe n. 7 ; a tratar ra da Attraccao n. 12.
Vina para ro/inhar
Na ra do Bem-fica
sitio que fica em fren-
te da entrada dos Re-
medios, se precisa de
urna muller forra ou
Prei&raQo de Productos Vegetaes
PAHA
.uTNtJIO DAS CASPAS
e mitras Molestias Capillares.
JVIARTINS & BASTOS
i*emtnnbico
Bolos
Satisfaz se qualquer encommenda deste genero,
com perfeicao e modisidade, ra do Riachuelo
n. 39.
escrava para ama
cozinha.
de
cOnen* tem?
Onra e prata i comprase ouro, prata e
pedras preciosas, por maior preco que em outra
qualquer parte : no 1 andar n. 22 a ra larga do
&osano. antiga dos Quarteis, das 10 horas as 2 da
tarde, dias uteis.
Liquidado de chapeos para se-
nboras
i ende-se pelos seguintespreces : de 15* a 204
a roa do Crespo n. 17, em casa de Mme. Mique-
lina.
Portuguez e francez
Lecciona-se na ra dos Pises n. 103.
\ inho especial para mesa
Acaba de chegar o conhecido e especial vinho
do Porto alvaralho, proprio para mesa, em cai
xas de 12 garrafas, que se vende a preco mdico ;
nmeo deposito rja do Vigario n. 7, escriptorio
de Domingos Alves Matheus. ____ __
Para cosinhar
Na ra de Joaquim Nabuco n. 3, entrada da
Capunga, precisa-se de urna ama com urgencia,

Leonor Porto {{
Rna do Imperador n. 45 ,
Primeiro andar / \
Contina a ejecutar os mais difficeis ( )
figurinos recebidos de Londres, Pars, | |
Lisboa e Rio de Janeiro. > /
Prima em perfeico de costura, em bre- ) )
vidade, modicidado em preoos e fin 11
gosto. > V
dvogados
Manoal Netto e Bevenuto Lob > ; roa Duqne de
Caxiaa n. 75, entrada pelo patea do Collegio.
Ao publico
Previne-se qne ninroem faca transaccao com
orna letra do valor de 6001. aceita por mim e ga-
rantida pelo meo irmao vigarin Francisco Rai-
mundo da Cunba Pedrosa, a vencer-e a 16 de
agosto do cotrente anno, por quanto se :icha su
jeita a certos onus, cuja nao satisfaco importa o
nao cumprimento de de-veres, o que dar lugar tai-
vez a procedimento judicial.
E para que ninguem posajjm tempo algum al-
legar ignorancia, faz-se a presente declaraco.
Afogados, 6 de Mago de 1886.
I^uacio da Cunha Pedrosa.
P de ouro
P de prata
P de perola
P de giz
um grande sortimento de bisnagas em cal un-
gas, passarinbos, flores e outros folguedus pro
prios para o carnaval.
1 RA DO CABUGA 1
M. M. Braga
Corbiniaao de Aqui-o Fouseca e seus iranios
agradecem a todos es pareateS e amigos que fize
ram o obsi'quio ('i acouipanhar no cemiterio pu-
blico os reste s mortaes de sua irina, Mara Ang-
lica da Fonseca Pereira ; e de novo os convidam
para assistirem a missa rto stimo da, que tere
lugar na v< r.erav! i.rdem terceira Se 8. Francis-
co, s 8 horas da manhi do da 9 do corrnte,
pelo que desde |< s eo f crafos.
O. Mariri da < onrcirtlo Malva
Sachado
Primeiro anniv. rsurio
O capjto Mansel Joaqun? Machado e seus filnos
convidam a sfDa.rmrentes e amigos para assisti-
rem as missas que maudaw resar ua capella do
cetoiterio publico, as 7 1/2 h->ras da manha de tt
do corren fe me*, pr alma de sua presadiasima e
sempre lembrada inullnr 'c raii, Mari da Concei-
cio Silva Mac' -rsario de seu falle
cimento. Por este iig'io e caridade te
conf
Os abaizo assignados, tendo adoptado e regis-
trado a n.arca industrial como do desenlio fcCima
e corfortnidade com as prescripcoes das leis em
ligor declarara ao publico e particultrmente aos
'ea numerosos fregueses, que d'ora em diante
odos os productos que lehirem de saa botica le-
varao a dita marca como garanta de sua origem
legitima precedencia.
(jslumes de caseniira
A .IOS e 35
Na nova loja da rna da Imperatriz n. 32, rece-
ben se um graude crtimento de finissimas case-
miras inglezas oe cores claras e escuras, que se
venden or preco milito em ronta, assim como das
mesmas se mandam fazer costumes por medida,
sendo de paletot caceo a 304000, e de fraque a
3: ; assim como de superior flmella ingleza de
cor azul escura, a 30/ e 35, e tamb.m das mes-
mas fazendas se manda fazer qualquer peca avul-
sa, grande pechincha ; na nova loja de Pereira
da Silva.
MlfTli
Aos :000S000
fillTE PtABHS
Boa do Raro a **'orla 4
e asas do -os* ame
O .baix a&agnstU acj ha de vender
em seus feiis'.s bilhstea quntro quartos de
n. 2569 coro ,. surte d<: \:OO0500O, quatro
ditos de n. 19 (J cota a arte de 200*000
e direr, 82 8*000.
O mesnio aMiao awigtia*. convida os
poBsuidores viris roceber na conformi-
dade do costume. sem descont algum.
Achaii'-8e venib M P izes bilhetes
garantir, s cta 23.* pan, ,.,a loteras
beaecio da Ordem Terceira do Carmo do
Recife (42*) qne se extrahir, quinta feira,
11 corrente.
Precos
Inteiro 4*000
Meio 24000
Quarto liJOOO
Eai porcSo de loooou par;
elaaa
Inteiro 35500
Meio 1^50 ,
Quarto 875
JoSo Joaquim. da Costa Leite.
Este remedio precioso tem gozado da acceifa-
(ao publica durante cincoenta e setc annos, com'
ecando-se a sua manufactura e venda em 1817.
Sua popularidade e venda nunca foro to exten-
sas como ao presente; e isto, por si inesmo,
offerece a melbor prova da sua eficacia maravil-
hosa.
Nto hesitamos a dizer que no tem deixado
em caso algum de extirpar os vermes, quer em
creancas quer tos destes kiimigos da vida humana.
Nao deizamos de receber constantemente
attestaedes de mdicos em favor da sua emeacia
admiravel. A causa do successo obtido por este
remedio, tem apparecido varias falsificaes, de
sorte que deve o comprador ter muito cu'dado.
examinando o r orne inteiro, que devia ser
7eraiftec e B. A. FAHNESTGCK.
ROQLAYROL FUERES

PASTILHAS
De ANGELM&MENTRUZ
I
2


or
UTIJW-&LIIO
m
F*lN OfiUBS UrIC
.....-J
aspira -se a fuuiaca que penetra uo pello ac^rua o symploma ourvoso, I
a expectoracao e ravorlsa as funeces uos orgaos resplrat.
* esa T-Tnai mb ni e J EIie. 11*. ra 8>-i.B*re. em rmnm
SAUDE PARA TODOS.
PILULAS HOLLOWAY
As Pilulas puriflcao o Sangue, corrigen) todas as desordems de Estomago e
dos Intestinos.
Pottalecem a saude das constituooes delicadas, e sao d'um valor incrivel para todas as enfermidades
peculiares ao sexo feminino em todas as edades. Para os meninos assim como tambem para as
pessoas de idade avancada a sua emeacia e incontestavel.
Esus medicinas slo prepumdu rnente no Esubelecimento do Professor Hollowat,
78, HEW 0XT0BD STKEET (antes 633, Oxford Strsst), L0SDBE8,
E veadenue em todas as pharmacias do universo.
gf Os compradores sao convidados respeitoaamente a examinar ot rtulos de cada caixa e Pote se nao teea a
trecoao, 553, Oxford Street, sao falsincagoes.
VERDADEiRAS PILULAS do W 6LAUD
preparado* ferruginoso* podtm apresantar-at confuifa dos ATswda'
I j Beemlen astoiedot ai documsotoj to otheatico* como ot aegrlntea:
Bao esnpretrada omd o melhor xito, ha mus le 40 anuos, pila maSor parte -ios KeoJcoa.,
para cw.-sr Aaemlsv, Ctaloraae (Crc sslUsu). e facilitar a rormac&t das rapariga*. 1
t toa jue a lnsercao destas Pilulas nc noro C**x fr*mt* ooh dlspcnao de todo agio,
I nos llmKJtrBEK>M 4 s/a nica cltagao, a do IV aooii*
Tmmmm SS smno. qne servo a snet.ictuis.aiz eue, recenn^-j ama tHImlmme* MUmuM
, rsatetm iacontesusToia -wbre ee otstros ferrmailsiosios), *m ssosMsn como
t wmaWma tlrfcHi setlis. t d- doubli
tx-swndem te*w c/ ae*M M Htit.
. _j qite o seo nomo ceieja TaTSxlo sobre cada Plala coaso rrargem
OUMPIIE DESCONFIIS DA *WTA06cS
ralis, m Pijsbbs. t.-^Pe .iumbuco: FUf* f. di Vi .a^f.sossiatiMSi
s
Purgante as Familias.
Patota p.U Or.J.CJWtRaCU. b-UMuOui.
CUIDAC^ COM
AS FALSIFICAC0ES:
l /" LENCO O TOUCAPOS
0^
E O BANHO,
HBIOI
AJDBTl LO*S*
HOLLARES OTEE
leetro-Keauettcoe
l Jlues aaeSfsMS Je 4enti(S" coatra ai
Drtoa
OONVULSES
1 fui rusuru 1 iunft m uiufu
11, COLLARES R0TR,tx>Srheidos ka mais
de 25 saino*, seo as uaicos qne pretser "*o
1 ealraenU u creanoasdas COtUCSOEb
ajudimdo o mmmo lempo a detunfa.
Para c*ttar aa ndetBeooBse au laattaeBea. CM ..eotsjiUa ttn~ <. surca *a faftrtc .n-triem eo vtr4-Mie-j.ffi,
CAPSULAS
Mathey-Caylus
Preparadas pelo DOUTOR CLIN Premio Montyon
-------- ei---------
As Capsulas Mathey-Caylus com Envolucro delgado de Gluten nao fatigao nunca
o estomago e sao recommendadas pelos Professores das Faculdades de Medecina e
os Medios dos Hospitaes de Paris, Londres e New-York, para a cura rpida dos :
Corrimentos antigos ou recentes, a Gonorrhea, a Blennorrhagia, a Cystte
du Collo, o Catarrho e as Molestia da Bexigas e dos orgos genito urinarias.
iW Urna explicacSo detalhada acompanha cada Frasco-
Exigir os Verdaderas Capsulas Mathey-Caylus de CLIN & O, de PARS,
que se achao em easa dos Droguistas e Pharmaoeuticot.


JOSEPH RRAL1SE a c.
Atabam de augmentar o seo j bem conhecido
importante estabelecimento rna Io
de iiiai'i'o n. 6 com mais
um salo no 1 andar luxuosamente peb-
rada e prvido de urna exposi-
(fcfr m deprata do Porto e teetrtfUi
dos mais afamados fabriafices do
mundo inteiro.
Convida, pois, as Exmas. familias, seus nume-
rosos amigos e freguezes a visitaren.
o seu estabelecimento, am de
apreciaren! a grandeza e bom gosto com qne
nao obstante a grande
despeza, o adornaram, em honra
desta provincia.
GHA-SE ABITO DAS 1 A'S 8 DA N01TE
conrvMTr

4
m
tw
PH0SPHAT0 oe CAL GELATINOSO
de E. LEH0Y, Pharmaceuiico de 1" Classe, 2, rna Dannon, PARS
OSTEOKNEO ssn lomolTlmiato i Dtatleja su Criascu, esotra s Racaitisao i a HalnlU sss Oats
Recommendamos este Xarope aos Mdicos e aos Doentes. de um sabor agradavel, de asslml-
laco fcil e mil yezes superior a todos os xaropes de lacto-phosphalo Inventados pela especu-
lacao. Todos sao cidos ao posso quo o Fhoaphato de Cal Gelatinoso nao o
r. Medico no HospiUl das Cnsogu. (Gaiett9 du H&plUux, 19 >le nuio da 1S7S.)
O Sor. Professor Boccmut,
VINHO PH0SPHATAD0 DE UOOV
TNICO
Reparador por excellenca
Anemia, ConsumpcSo, Bronchlte chronica,Tislca, Fraqueza orgnica, Cona/escencas difficeis.
Depo.-it ,iiu.. i .i i : FKaK r.. da sj.lvA o c. .
0!eo Figadd Bacalhau
do
odo-Ferruginoso e Quina e Casca de Laranja amarga
-------------i> mi-------------
liste .medicamento fcil de tomar, nao provoca nauseas,
e de ciieiro agradavel. Pela sua composico, possue todas as
qualidades que he permittem combater :
a ANEMIA, a CHLOROSE, ^s AFFECCES do PEITO
a BRONCHITE, os CATARRHOS, a TYSICA
a DIATHESE ESTRUMOSA, ESCROPHULOSA, etc.
Em vista do sen emprego fcil, da sua accao multplice e
segura, d;i ccononm para os doentes, os mdicos receitam-n'o

cutro medicamento similar.
DEPOSITO OHl.A-1- =
PARS, 209, ra Saint-Denis, 209, PARS
VENDEH-SE EM TODaS AS Pr.INCIPAES PHABUACIAS DO UNIVERSO
SCONFIAR DAS FALSIFICACES E IMITACOE8
CADET
CURA
em TRES DAS
[PtBDenain7]
pars
Deposito* as principaes Pharmacia*.
Em Pernambuco .
FRANeo m. da SILVA C*.
CBEME de VflGEOT
g, Bspecialidade de Gassls
G JUSTIN OEViLLEBIGHGT
9XJ0H (Cfilfrtfr) rrantj.
'PERFUMARA 00 MUNDO eLESANTi^
DELETTREZ
54, 56, Ra Rlchor, 54-, 66
CREAgO PARIZ NOVA
SUAVIDADE
concentrar;ao
CREME OSMHEDIA
SABO.VBTB, EXTRACT0\
AOVA DO TOUCADOR
POS DE ARROZ
COSMTICO, BRIZ.MANT1NA
OLEO, POMMADA, VINAGRE
ia\
DepoStarlo
A Perfumara OSMHEDIA assegura aos
Clientes f ibis
nrtntndi eterna e Qr sem igual
[tarioscm Pernambuco FHAN" M. da SILVA A Cu-
O Keirtnio mal; ffftciz c
Stfro qut se itm Hocoterlo ate
fioMcerse.i i rigts.
',
;
19 Jledtilhag as ExpoilfOas di :
P4IIZ 1155, USO. 1117 (Eiposifo OslTirul)
DIJOR 1155 (Medalla da Honra), 1183
; > UnRIS. MACN 1858 BORDEACX 185), 1185
BOB 1851 BESAHQOB, TROTES 1883
' BlviitsriAifn/ViMroDBCo Fraac~BLdi3ILVAAC
*mwmmm*mm&OAmto
1882, Bordeaux: UtdlIOt dt Broni ;
Blol; Hzdsihi de Pnti; <
lort :
e-a :.. ,.
Exposlcao de i rabalho: /

A FAKXS
ana de i 'lte os a
Oastritis,..
tinos, Pr:>'
IX'
I I
*A : i \-
. ds Sllvfufe C-,


L qudam o ^eguinte;
Mas barato do que em casa Jos digiij
collejas
EsguiSes para camisas e casaquinhos de-aenhoras a 4$ c 4o500 a peca
Saias bordadas a 35, 4$ e 5,5000 urna !
Camisas bordadas p?ra senhoras a 5(5500 e 3(5000 urna !
dem sera punbos, sem collarinhos, para homem, a 42(5 a duza!
Meias inglezas superiores a 4$ e 5)5000 a dita!
dem inglezas para smhoras 45 e 65000, cruas de 16l por 12$00? ?
Crochets guarnigaa completa por 81000 I
Damascos duas largaras para colxas a 2)>0O0 ocovado
Popejines brancas a MX) rs. o covado proprias para noivas.
MiriuSs pretos duas larguras a 1-5, 1-5200 e 1,5500 o covado l
Bramantes de linho luperior a 2(5000 o metro!
Lenges de dito, panno de casal, a 2-5000 um I
Coberta de ganga tretones, idem 3-5000 urna!
Ceroulas, superiores oordados a 16)5000 a duzia!
Cortes de meia caseinira para calca a 1(5400 I
dem de casemiras inglezas a 3)5 e 4000 um I
Cambraias Victorias e transparentes a 3,5200 e 3)5800 a pega!
Fichs para me anas a 1(5500 e 2 Cortinados bordados a I e 10^000 o ^par 1
Crinaldas evos para noivas a 10^ e J5J000.
Cretones superiores a 320 e 360 rs. o covado !
JRa Duque de Caxias59

FAZEi\D4S BARATAS
Xa bem conhecida loja da rna Primeiro de
Mar?o n. 20
JOTO DO LOIVRE
Grande sortimento de madapolSes de 4^500, 5^, 5,5500, 64, 6*500, 71
7<5500 e 8,5000
AlgodSes brancos, superiores qualidades, de 4$, 4,5500, 55, 50500, 6(5 e
6(5500.
Saperiores cretones de 320 a 500 o covadu.
Batistes, lindro padr3es, a 200 e 320 rs. o covado.
FustSes brancos de novos desenhos a 440 e 500 rs. o covado.
Cobertas de ganga, forradas, do dous pannos a 3^500.
Ditas de ganga cretone, bonitos padrSes, a 35000.
Lencoes de bramante, de linho de 25 a 45000 a ara.
Ditos de algodSo de 1,800 a 25500.
Toalhas felpudas, de tamanho regular a 55000 a duzia.
Ditas grandes para banhos a 25000 urna.
Lencos de algodao de 15800 a 25200 a duzia.
Ditos de IgodSo, com barra, a 25400 a duzia.
Brira pardo, claro, a 300, 400 e 700 rs. o covado.
Dito traacado, lona, a 15, 15i00 e 15200 o metro.
Cortes do vestido de cretone de 205 por 85000.
Guardanapos do linho de 35500 a 65 a duzia.
Graade variedade de anquinhas de 25 a 55000.
Meias cruas para homem a 55, 65, e 75000 a duzia.
Chambres muito bem preparados, para hornera, do 55 a 105000.
Ca8emira diagonal, preta e azul escuro, a 25500 o covado.
Algodao-tran5adc de duas larguras a 15300 a vara.
Bramante de algodSo, fie qmtro larguras, de 15500, 158,00 e 2,5000 avara.
Dito de linho idem idem de 25, 25500 35 e 45000 a vara.
Leques de papel, de lindos ciusenhos, de 500, 800 o 15000.
Merino preto e azul a 15400 rs. o covado.
Setinetas lisas de todas as cores a 440 rs. o covado
Yelbutiuas de todas as cores a 15000 o covado.
Molesquin de cores, bonitos parlioes, a 600 rs. o covado.
Chales de algodao a 15200, 15400, 15600 e 21000.
Guarda p de brim do linho pardo a 45, 55 e 6$00.
Oxford p*ra camisas, lindos padr3es, a 280 300 e 340 rs, o covado.
Costuraos para Danhos de mar a 85 e 105000.
Cortinados bordados para cama e janalas a 85 105, 12, 14 e 165000 o par,
Grande sortimento de roupa feita para trabalha c .uipo.
Encarregamo-nos tambem de mandar fazer qu:dquor roupa para hornein e
meninos, para o que temos um hbil official o um grniii sortimento de pannos, briru,
oasemiras, etc.
Quem precisar de algum artigo bom e barato, dever visitar de preferencia
este antigo e acreditado estabelecimento.

m Primeiro lie Marco 120


Mario de frnam*uc(>---Tcrfa--reira 9 de Mar?o de 1^86

-
05 ESPECFICOS VETEIftARI08
HOMEOPATHICOSS-
==nF HUMPHREY.
* Para a cura de todas as doen^as de
CwaUos, Gado, Carneln, Caes, Por-
C#S, ATeS.
Tem atdo uaado com felie resaltado per
Fazeadelros, Criadera de gado, Car-
ros-ferris, etc., ete.
OrtifleadA e nado pelo CreTefno dos
Estados unidas.
iy Envia-se FeUetos e Cartfee gratis.
Dirija-se a
HUMPHREY'S MEDICINE C0.
_!_10g_Tulton St. New-York.
Especifico Homeopathioo de
HumphreyNo.28.
Usado ha ;o annos. O nico remedio eficaz pM*
Debilidade Nervosa, Fraqueza Vital
l*oM9o, por excesaivotrabalho ou outras causas.
$i por gamita, ou cinco ganatwei aamfiedops,
$5.00, ouro americano.
, i A'venda poa topo* os Dhoqisvas. Tamben-
envia-se neiscrreo pelo prtcodocostume.
Dirija-se a "Hasraphrey'a HstiawwpaWsto
Medicine Co." 109 Fultu'i SU Mew-yk.
,LL vase* 8,LK-
'^idffiIM>flS&TWWT
Tulfrando ser de grande utiHdade dos negociantes da
America do Sul. terem fios de seda e reto* prepara-
dos ern mataial ruis leve do que sejam cairelis de
So, estamos stromptos a fomecer para exportacao
I de seda, retro* de seda e seda de bordar, de
todas as qualidades, preparadas ern lancedetras de
papel ou de r>mnas como cima representado.
Teos todos os tamanhos de fio preto c mais de
quinhentos ce res. %
K Dinja-se Bnnerd 4e Anrutrong Co."
6ai Marta Street, 469 Broadway,
PhiUddphia, U. S. A. New.York. S. A.
Tricoepe
Barsy9
. **J1lF
>' *
'/UUfc
aranic-" ac
i.z ere-- .)
C A f I ,
n!nda l .:<> ; .
:rtal cslyaa, beia cen*0 a*
a TI .: o a >- i?A,
Positivamente impede a
Iueda embranquecimento
o CfKfr'7 0 o esa todos os ca-
sos o torc inviriaTelmentt
MO, "- : hante, Formoso
Abuauauto
Em nao .Ltatsdooitcntiaanoi
tem su.u-r viuda que Dcuhusc
outi^>nr.-i-:ir:i sou- aiuudu.
Agua Florida
de Barry.
DUPLA.
Froparada segando a formal
original osada pelo inventor nc
anno e 1629.
Tem duatt vezes mais Fragranci*
que qualquer outra.
Dura c!uas vazes mais tempo.
E'muita mais rica do perfume
mais suave.
E'muito mais Fina o Delicada.
Tem dobrada forca Refrescativa *
Tnica no Ban.io.
Fortalece ao Oeb.'lc co Caneado.
Cura as Dores de cabeoa e os des-
malos.
E'muitissimo Superior a todas as
outras Aguas Floridas Actual-
.guas
mentea venda.
>
Desooberta Importantissima.
Puro Oleo de Fijado de Bacalbao
COM
IOOURETO DE FERRO,'
Barclay fe Companhin.
Cora radi^almanto o com egu ranea os peores <
de Phthsica. F>c*&f'j.iip, Rheun^tlemo, as doonou'
da E&oiahn DorM*.. do** Quii-Iria t c.o* Oasoe. aelB-l
flHrnrnaroc-e do Fi^iio. do lauco a do L~Ut.>, tn,.,cc.,j
fi rost t ue ao rorpo en f ron necio o e fatigado o un prl-'
:n i ti vo vigore arredondarlo ^rontomoc. E" certa-,
m* rrnnde dw^J ** Puro Oleo de
libado do Bflfui.j Eodureto d
Ferrodo Barclav ic Gr New York. J
Xaropc
deEV
^r No. 1.
DEPURATIVO E PURGANTE.
liste novo e admiravel purificadorTdtf
sangne acta sobre co intestinos
o Ajado, os rins o a peUe.
E'curainfallivel contra a Dohilidade
Nervosa, as Dores de Cabis, a Dys-
pepsia as Sezoes, e contra as doen-
cas de origem Miasmtica ou occa-
sionadas por desordena do figado
ou pobreza e impureza do sangue.
\ i m
m* "ti
I"* 3K
ai*
:.s 4:0001000
E
1:
BILHBTES BABANTmOS
16-1^ a do Cabug-16
O abaixo assignado vendeu nos seus
venturosos bhetes garantidos os premios
seguiutes: 1 inteiro com asorte de 100(5
no n. 1242 alem de outros mais de 320,
16.5 e 85 da lotera n 41.
Convida-se aos possuidores a vir receber
em descont algum.
Acbam-se venda os venturosos bilhe
tes gart ntidos da lotera n. 42a em beneficio
da Ordem Terceira do Carmo do Recife,
que Se extrahir na quinta-feira 11 do
corrente.
Pre*?o
Inteiro 4*$000
Meio 24000
Quarto 1,5000
Sendo qnantldade -superior
a l> 0:000
Inteiro 3^500
Meio 10750
Quarto 0785
Joaquim Pire da Silva.
E' pe chincha
Vende-se um deposito de seceos em pequen*
escalla, proprio para priuci .iantc e bem afregue
zado ; a tratar no meemo, sito ao largo do Forte
numero 34.
Ao commercio
Um rapaz de 15 annos e de conducta afiancada,
se ofierece para caix"in> de urna loja ou mesaio
tsverna, para os quacs Uin bastante pratica :
quem quizer utilisar-te dos seus servicos dirija-se
ra Duque de Cazias n. 33, que achara com
quem tratar.
NaadedaEscada
Fraicos de oleo oriza por
mpii. prata, pataces naciinius e
os, e moedas de onrs ; 'na ra do Com
murcio u. 19, estabelecimento de Antonio Frn-
ciseo de Araujo Costa. ______^_^
Carrett-ia de 200 jardas a
i luvixjveis grandes a
' Ditos menores a
1 Brinquedos para meninos a 200, 300 e
i Caizinhss para presente a 2500 e
j Meios o de sedapara senbnora
} La para bordar de 2*800 e
I Fita chineza o maoo
O abaizo firmado, mndsndo sna residencia deeta i Qit0 rje algodaodito
capital para a do Rio de Janeiro, deiza ezposta a MHeBnhos de grampoe a
venda sua pharmacia ra do Rao^el n. 48, e Macaquinhos acrobticos a
a 1,1 e
14000,
3*000 i
8u:
320 !
800
50o:
000 I
1*200
3*000
8601
240 i
20|
1B0
para o que faculta poderes especiaes ao_*r.Jub Botoes, fitae, leques, perfumarias, bengalas, te-
Caetano Baptista dos Santoa estabejeeido a ra i gonrgg e ontrn muitos artigos que s com a vista
A Revoluto
O 48 da roa Duque de Cazias, desejando ven-
der muito, resolveu vender fazendas por meaos
25 */o de sen valor.
Vftr para acreditar
macaos, de cores, 1 *400, por 800 rii
Ao32
8>t
Farello
Farello gomoso a 2*700 o sacco ; no trapiche
Vianna no Forte do Mattos.
Vende-se urna casa na Estrada Nova n. 63 : a
tratar nos Aiogados, tra\cssa do S. Miguel nu-
mero 6.
408 4:0004000
SIIHSIES MSAJT.D!r
m f riatetro de Mareo n. 2.
O abaixo aasignaio tundo vendido nos
seus afortunados bhetes garantidos 4
quartos n. 3530 com a sorte de 1009000,
aini de outras .aojaos da 320, 16f5 e 8, da
lotera (41.*), que se aeabou de extrahir.
convida aos possuidores a virem receber
na conformidade do costurae sein descont
algum.
Acham-ec venda >'->= .ai'urluuados bi-
.ihetes garantidos da 23.a parte d*s loteras
benaicio da Ordem Torceiro do Carmo
Bficie, (42.a),-fue ae exi^abir qnintateira,
] 1 do correte.
MECOS
Inteiro 4,5000
Meio 2f5000
Quarto 10000
m quantldade ualor de 1 oo*
Inteiro 3500
Meio 1*750
Quarto 3875
Manoel Martina Finta.
REL0J0ARI1
ALLEM
-
w lili
Z9.1. -"- =


-r -
1 5.
& i

2
C3
83HOOVKV
A r commercio
Declaro qu fii si'tn misha antorisaco lo aviso
que com esta epygrabe publicou neste Diario o
or. X0S0 da Silva CatnoVs. ^^a*-
Joio Oarvalho.
Praca do Conse-
lbeiro Salda-
n h o Marinho
n.4.
Antiga da Ma-
triz de Santo
Antonio mime
10 4.
Tendo cu aberlo urna officina de relo-
joaria com o titulo cima, recommendo-
me ao rcspeitavel publico para fazer
qualquer Irabalho, al o mais difficil na
miDha arte, como j prove como em-
pregado da relojoariaregulador da
marinhaonde trabalhei os ltimos
dous annos, prometi precos mdicos e
promptidao.
Carlos Fuerst.
Aluga-se o sabradinho do becco do Quiabo
(Afos>doi), com qnintal grande e diverses ps de
fructeiras : a tratar nr ra de Marcilio Das nu-
mero 106. ,
Compra-se c paga-
se mais do que em ou-
tra qualquer parte bem
como
de qualquer qualidade
Na ra lo Imperador
n. 32, loja de joias.
Julio Fuerstembecg.
Ao commercio
Nos abaizo asaignados declaran os ao Illm. cor-
po do commercio c ao publico que dissolvemos a
eociedade que tinhamos na casa de molhadoe, sita
estrada deLuiz do Reg n. 40 F 30b a firma de
Lope & Abriu, em Iade Fevereiro do corrente
auno, fijando o socio Lopes cem o activo e passi-
vo, e recooendo o ez-socio Abreu seu capital e
lucros, ficando ezonerado de qualquer onus.
Recife, 6 de Marco de 86. j
Manoel Fernandes de Abreu.
Manoel Alves Lopes.
do Crespo n. 7 (Gallo Vigilante), para Veudel-a de
-accordo com o pretendente, e bem aasim receber
dividas que nao furam resgatadas. Recife,23
fevereiro de 86.
Joaquim Cotia.
Compra-se
A Historia da Re-
volu Dezembargador Fi-
g-ueira de Mello; no
escriptorio desteDiff-
rio, 2 andar predio n.
42 da ra Duque de
Caxias.
, 1S\ I U.IZ
Aos4:O00S000
IIILIII^TI.* ABAwnnos
i^ra^a da Independen -
cia ns. 37e 39
Acham-se a venda os 'eiizes bhetes
garantidos da 42a, parte da lotera a beneiici
do hospital da Ordem 3' do Carmo, que
se extrahir no dia 11 de Marco.
Bilhete inteiro i&OOU
Meio 2*000
Quarto 1,5000
,hi porvo de tO05ooo par
Bilhete inteiro 35500
Meio 1|750
Quarto 875
Antonio Augusto dos Sanf Pcrto
na Exposicao
tr
larga do Rosario n. 88.
Fazendas brancas
80' AO NUMEttO
4o na da luiperatrlz =
Loja do bara.te.iros
Alheiro & C, a ra da .Emperatriz n. 40,
IO
ven-
61500
12*000
800
1*800
I
500
dem um bonito sortimento'de todas estss fazendas
abaixo mencionadas, sem competencia de precos,
A SABER:
AlgodaoPecas de algodaozinho com 20
jardas, pelos baratos precos de 3*800,
4|, 4*5ii0, 4*900, 55, 5*500 e
MadapolaoPecaa de madapol&o com 24
jardas a 4*500, 5*, 6* at
Camisas de meia com liatras, pelo barato
preco de
Ditas branc is e cruas, de 1* at
CregueUa francesa, fazenda muito encor-
pada, propria para lencoes, toalbas e
ceroulas, vara 400 rs. e
Ceroulas da meama, muito bem eitas,
a 1*300 e
Colletiuhos c a meama
Bramante francs de algodao, muito en-
cornada com 10 palmes de largura,
metro 1*280
Dito de linho inglez, de 4 larguras, me-
tro a 2*500 e 280t
Atoalhado adamascado para toalbas de
mesa, com 9 palmos de largura, metro lf 800
Cretones e chitas, claras e escuras, pa-
droes delicados, d 240 rs. at
Baptista, o que ha do mais delicado no
mercado, rs.
Todas estas fazendas baratissimas, na conhecida
loja de Alheiro & C, esquina do becco
dos SVrreiros
Hetins
covado.
Mariposa fina de cor a 240 ris o covado.
Renda aberta da China a 240 ris o covado.
Cretones finos nacionues a 240 ris o covado.
Setinetas lisas e finas a 400 ris o covade.
Alpacas de cores a 360 ris o covado.
Linhos escossezes proprios para vestidos a 240
ris o covado.
Leques 4 Juannita a 800 ris um.
Lencos brancos finos de 1*200 a 2* a duzia.
Camisas de linho muito finas pelo preco dimi-
nuto de 30j a duzia.
Cobertas orradas a 2*800 urna.
Colchas brancas e de cores a 1 *800.
Bramante de tres larguras a 900 ris.
Dito de quatro ditas a 1*200.
Toalhas felpudas para rosto a 4*500 a duzia.
Madapolao pelle de ovo, finissimo, a 6*500 a
peca
Camisas para senhora a 2*500 urna.
Lencos de seda a 500 i is um.
Redes hamburguezas de cores a 10* urna.
Ditas ditas brancas, com yarandas, a 15* urna.
Cortes de casemira de cores finos de 4*600 a
10*000.
Casemira fina de cores, intestada, a 2* o covado.
Flanella americana a 1*000 ris o ovado.
E mais urna infinidade de artigo baratissimos
1 *500 1oe nao deixar de comprar que os vir.
"", Henrane da Silva Moreira
7*0*0
10*000
12*000
12*000
5*500
6*500
8*00
3*000
1*600
1*000
A .goda entestado pa-
ra lencoes
VENDAS
Para transportede
canas
Vende se eerca de tres kilmetros de trilhos da
systema Decanville om as competentes curvas
para direita e esqn- rda, cruzamentos, agulhas,
carros, etc., tndo de *(o, em perfeito estado de
conservac ; a .tratar ata fundicao geral.
Em yista dos grandes progressos da idea de que
. se gloriam as nacoes civilizadas, o commercio
400 deve acompanhar esse progresso, visto que elle
| o mais poderoso elemento do engrandecimento das
200 I nacoes ; em fista do que annuriciam
MAST1NS CAPITAO 4 C.
1 Ra eutreita do Rosario 1
Grande sortimento de gneros alimenticios, es-
colha dos quaes, os annnnciantes teem sempre
maior cuidado, para bem servir os seus numerosos
fregueses. Lembramos, ppis, o proverbio :
Quem nao experimenta, nao sabe.
Venham ver, pois :
Queijos, flamengo e de Minas.
AOo rs. e lloooo metro i Fiambres inglezes.
Vende-se na loja dos barateiros da Boa-Vista Chocolate fxancez Menier.
algodao para lencoes de um s panno, com 9 pal- >to do Maranhio.
mos de larguraa 900 t'rs., e dito com 10 palmos a Fructos seceos, como :
11000 o metro, aasim coma dito trancado para pa8ga8) amendoas, figos, etc.
toalhas de,mesa, com 9 palmos de largura a 1*200 Ditas oacionaes.
o metro. Isto na'k-ja de Alheiro & C, esquina Doce de todas as qualidades.
do becco dos Ferreiros. Bolachinha inglesa.
MERINOS PRETOS Semeates novas de hortalicas.
A 1*200, 1*400, 1*600, 1*800 e 2* o covado Especialidade em
Alheiro & C, ra da Imperatriz n. 40, ven- \ Vinhos finos do Porto, Madeira e Shery.
dem muito bons merinos pretos pelo nreco cima Ditos da Figueira e de pasto,
dito. E' pechincha : na loja da esquina do bec- Cognac de diversos autores,
co dos Ferreiros. Vinhos tnicos, como :
^_ .... Absintho.
P*nrOS | Vermouth, etc. ,
A 5J000 Licores de todas as qualidades.
Na loja da ra da Imperatriz n. 40 vende-se Champagne,
muito bons espartilhos para senhora*, pelo preco ; (jerveja de diversas marcas,
de 5*000, assim como um sortimento de roupas Bem assim :
de casimiras, brins, etc., isto na loja da esquina j Araruta fina em paeotes. ,
do becco dos Ferreiros. ( Cb verde e preto.
Dito perola.
Especialissimo matte do Paran, em p.
WHISKY
ROYAL BLEND marca V1ADO
Este ezeellente Whisky Escessez preferir
evo cognac ou agurdente de cansa, para fortifica-
eorpo.
, Vende-se a ra^alho nos t ihcies aiaan ns
nclhados.
Pede ROYAL BLEND marc a VIADO cujo pi-
uve e emblema sao registrados para todo o Brazi
BROWN8 6z C, agentes___________
Expoi(o Central
Damio Lista & C. iutitularam o estabeleci-
mento em liquidoslo da ra larga do Rosario n.
38. por EXPOSIQAO CENTRAL para assim se
tornar bem conbecido de todos, pelo que chama a
attenco especial das Exmas. tamilias Dar os
precos seguintes :
Metros de plics a 400
Bonecas inquebraveis 1*500
Metros dearquinhes 120 e 160
Pecas de bordados finos a 300 e 400
Garrafas com agua florida a 700 e 1*000
CASEMIRAS INGLEZAS
A 2*800 e 3 o covado
Alheiro & C, na da Imperatriz n. 40, ven
dem um elegante sortimento de casemiras ingle-
zasj de duas larguras, com oj padroes mais deli-
cados para costume, e vendem pelo barato preco
de 2*800 e 3$ o covado ; assim como se encarre-
gam de mandar fazer costumes de casemira a
30, sendo de paletot sacco, e 35* de fraque,
Ainda mais :
Ovas de peixe.
Sardinhas de Lisboa em Salmoura.
Vendem Martina Capita & C, ra estrsita de
Rosario n. 1.
AOS AGRICULTORES
Fonnicida capanema (verdadei"'.1 para eitinc-
Taverna
q .
rande pech ncha : na loja dos barateiros da Boa cao completa da formiga aura. Vendem Martins
ista. Capitio & C, jua estreita do Rosario n. 1
BRIM PARDO LONA
A 320 rs. o covado |
Os barateiros da Boa-Vista vendem urna grande
porcao de brim pardo lona, por estar com princi-
pio de toque de mofo, pelo barato preco de 320
rs. o covado, grande pechincha ; na loja da es- 1
quina do becco dos Ferreiros.
Bordada n iOOrs. a peca
A roa da Imperatriz n. 40, vende-se pecas de !
ordado, dous metros cada peca, pelo barato pre-
co de 100 rs., ou em carto com 50 pecas, sorti-
das, por 5J, aproveitem a pechincha ; na loja da
esquina do becco dos Ferreiros.
Fnstdes de setlneta a 5oo rs o!
eevado
Alheiro & C. ra da Imperatriz
Vende-se urna taveroa bem afreguezada, n'um
dos roelhores pontos desta ddade, o que a torna
muito recommendavcl : a tratar na ra do Amo-
im n. 66.
Camisas nacionaes
A **SOO. Sstooo e S*500
32 = Loja k ra da Imperatriz = 32
Vende-se neste novo estabelecimento um gran-
de sortimento de camisas brancas, tanto, de aber-
turas e pjnhos de linho como de algodao, pelos
barates precos de 2*500, 3* e 4*, sendo tazenda
ven-1 muito melbor do que as que veem do estrangeiro e
dem um bonito sortimento de"fustes brancos pelo j muito mais bem feitas, por aerem cortada* por
baratinho preco de 400 e 500 rs. o covado, assim um bom artista, especialmente camiseiro, tambero.
setinetas lisas, tendo de todas as cores a 500 rs. o se manda fazer por encotnmiadas, a v^ntade dos
ovado ; na loja da esquina do becco dos Fer- fregueses : na nova loja da za da Imperatriz n.
reros. 3 :, de Ferreira da Silva.
Nova loja de fazendas
Ra da Imperatriz = 39
DE
FERREIRA DA SILVA
Neste novo estabelecimento encontrar o rss-
peitavel publico um variado sortimento de fases-
das de todas as qualidades, que se vendem per
precos baratissimos, assim como nm bom sorti-
mento de roupas para homens, e tambem se man-
da fazer por encommendas, p r ter um bom mes-
tre alfaiate e completo sortimento de pannos fines,
casemiras e brins, etc.
Mpas m mis
at-Baa da Imperairlsi-at
Loja de Pereira da Silva
Neste estabelecimento vende-se as roupas abai-
zo mencionadas, que sSo baratissimas.
Palitots pretos de gorgorito diagonaes e
acolchoados, sendo fazendas muito en-
corpadas, e forrados
Ditos de casemira prets, de cordO muito,
bem feitos e forrados
Ditos de dita, fazenda mnito melhor
Ditos de flanella azul, sendo ingleza ver-
dadeira, e forrados
Calcas de gorgoro preto, acolchoado,
sendo fazenda mnito encornada
Ditos de casemia de cores, sendo muito
bem feitas
Ditas de flanella ingleza verdadeira, e
muito bem feitas
Ditas de brim de Angola, de muleskim e
de brisa pardo a 2*, 2*500 e
Ceroulas de greguellas para homens,
sendo muito bem feitas a 1*200 e
CoIlctmhoB de greguella muito bem feitos
Assim como um bom sortimento de lencos de
linho e de algodao, meias cruas c eollarinhs, etc.
Isto na loja aa ra da Imperatriz n. 32
Riscados largos
a SOO r*. o covado
Na loja da ra da Imperatriz n. 32, vendem se
riscadinhos prsprios para roupas de meninos e
vestidos, pelo barato preco de 200 rs. o covado,
tendo quasi largura de chita francesa, e assim
como chitas brancas miudinhas, a 200 rs. q cova
do, e ditas escuras a 240 rs., pechincha : na
loja 30 Pereira da Silva.
Fumos, netinetaft e lazinha* a 3*
rs. o covado
Na loja da rea da Imperatriz n. 32, vende-se
um grande sortimento de fustes brancos a 500
rs. o covado, lazinhas lavrads de furta-cores.
fszenda bonita para vestidos a 500 rs. o covado,
e setinetas lisas muito largas, tendo de todas as
cores, a 500 rs. > covado. pechincha : na loj
do Pereira da Silva.
Herlns protos, al**' KS
Vende-se merinos pretos de duas larguras para
vestidos c roupas para meninos a 1*200 e 1*600
o covado, e suoerior setim preto para enfeites a
1*500, arsim como chitas pretas, tanto lisas como
de Iavoures brancos, de 240 at 320 rs. ; na nova
leja de Pereira da Silva ra da Imperatriz nu-
mero 32.
AlgodaozizUio franeei para lenroe
a ra., 1* o lSOO
Na loja da ra da Imperatriz n. 32, vende-se
superiores slgodozinhos francezes com 8, 9 e 10
palmos de largura, proprios para lencoes de um
s panno pelo barato preco de 900 rs. e 1*000 o
metro, e dito trancado paa toalhas a 1*280, as
sim como superior bramante de quatro larguras
para lencoes, a 1*500 o metro, barato ; na loja
do Pereira da Silva.
Boopa para meninos
A 1*. lSr.00 e tt*
Na nova loja da ra da Imperatriz u. 32, se
vende um vanado sortimento de vestuarios pro-
prios para meninos, sendo de palitosinho e ealci-
nha curta, feitos de brim pardo, a 4*000, ditor
de moles^uirr, a 4*500 e ditos de gorgoro pr;to.
emitaudo casemira, a 6*, sao muito baratos ; ns
aja do Pereira ds Silva.
Fazondas linas e modas
t, Hua t|o (abuiWt R
f BmsjOs A c. \_____
(TELEPHONE 369)
Avisam as Exmas. familias que receberam ds
Pars:
Lindiasimos cortes para vestidos com tecidos ds
mais palpitante novidade como sejam: Etamine
,com bordado a retroz, seda crua bordada a capri-
cho, Cachemire com enfeites bordados a fil
Moda 1886
Valentionne en ecorce d'arbre.
Primorosa escolba em vestidos l ligeira, tecido ainda nao conbecido aqui.
Cores e desenbos novissimas us seguintes fa-
jeadas de seda, la e algodao. Etamine, Surah. Se-
tim, Failles, Linn. Toile d'alsace, Cachemires.
Explendido sortimento
Em leques, luvas, espartilhos, lacoe, lsvalires,
meias, lencoes e muitos outros artigos que se ven-
dem por precos sem competencia.
LOTE
DO
EXTRA NO DIA 13 DE MARCO
NSFERIVEL
O portador que possuir dous vigsimos desta importante
loleria est habilitado a tirar25:ooo#>ooo.
Os bhetes acham-se a venda na Casa da Fortuna ra
Primeiro de Marco n. 23.
CORREA 13 0E MLROODE 1880, SEM EALTA,

I
V




,'
J\
[
I


8

iiaiub ucoTer Marfo de 1886
V








m

L1TTRATR
OS FILHOS
DO
BANOXDO
POR
* s
s. uteh:
3UAHTA ?ART2
grutas d'Etretat
( Continaselo do n. 54 )
XXVIII
RICARDO
- E' necessario ir s grutas e a nica
entrad est guavdada, disse, pelos agen-
tes d prebostado.
Mestre Eudes nlo respondeu. Levando
sempre Ricardo que segua o velho tilo de-
pressa quanto lh'o perraittia a sua gordu
ra, continuou a correr sobre os penhas-
cos.
Chegado um sitio aonde urna abertu-
ra profunda formava um especie de pojo
no mesmo penhasco, parou.
XXIX
A RGIA
A multipcidade dos acontecimentos nos
differentes lugares e, por assim dizer, ao
mesmo tempo, obrigam-nos a abandonar
successivamente, para os tornar a encon-
trar o mais breve possivel, os principaes
personagena da narraglo que apresentamos
aos nossos leitores.
Assim, depois de ter deixado Var. Hel-
mont e Giraud na casa solada d'Etretat
em presenga de Catharina desraaiada e de
Bernardo suecumbindo influencia do nar-
ctico que Ihe zera aspirar o sabio amigo
de Marcos; depois de ter visto caminhar,
na direcjlo das grutas, o bario do Gran
dair o seus fiis companheiros ,o -avilleiro
de La Guiche e o raarquez d'Herbant, eis-
nos forjados agora a deixar mestre .Sudes
e Ricardo dirigindo-se para um sitio des-
conhecido, para voltarmos s grutas e ahi
entrar alguna instantes antes do velho La
Chesnaye ter mostrado ao sargento di pre-
bostado o perigo a que se expunha o tubo
junto aos tbesouros.
Urna hora ha vera decorrido desde o mo-
mento em que deixmos o capitn La
Chesnay c forjando os giriantes revoltosos
a entraren na obediencia, at nos encon-
trarmos depois.
Sem duvida esta hora ernpregada hbil-
mente pelo astucioso bandido bastara para
mudar completamente a face das cousas,
pois a gr* gruta apresentava entilo um
golpe de vista bem differente d'aquelle que
tentamos trajar.
No momento em que- entramos, os gi
riantes e os barraos", assim misturados so-
bre a as7T.i, recoinejavam a orgia que ti-
nWrompido para forjar, debaixo das
ordens de Camalelo e do grande coesre,
a entrada das grutas secretas.
Dous novos toneis destapados deixavam
correr o liquido vermelho e bello, na ap-
parencia pelo menos, da mesa real. Opi-
nilo que a avidez com que o obsoryiam
os convivas tornava mais que verosmil.
Os cnticos os gritos alegres haviam
prinepiado.
N'um canto, jaziara os cadveres do
grande coesre, de Pedro o Assassino e de
Tallebot o Corcunda, ao p d'ellea, ligado
e amordacado, va-se Camalelo ; testemu-
nhas irrecusaveia do poder retomado pela
oio firme do capito La Chesnaye.
iemonios 1 grita va Jehan
orea, depois de ter bebido a longos tra-
a'uma especie de coco, seu chapeo or-
dinario. La Chesnaye decididamente o
rei dos companheiros !
- Um ebefe como nunca se encontrar
segundo 1 disse Mathias.
A generosidade em pessoa aceres -
centou Jacqueliaa.
E que tem esquacido as nossas fal
tas! gritou outro.
E que nos tem perdoado gritou Jac-
ques.
A prova, dase Sulpicio das Pamas
Tortas abrindo a inlo esquerda cheia de
ouro e pedras, a prova que nos deu o
que tinhamos tirado dos seus tbesouros.
E que nos entrega a sua malvasia !
accrescentou Jean da Forca.
Viva La Chesnaye I griiou Jacques
cebando de despejar um tonel.-
Viva La Chesnaye! repetiram em
coro os giriantes e aeus companheiros.
E os bebedores, com essa inconstancia
particular do povo-de todos os tempos e de
todos os paizes que, nlo tendo mais juizo
do que as ereanjas, est constantemente
prompto a anniquilar de manija1 o que edi-
fioou de noite, a insultar boje o idolo de
hontein, a acclamar amanh o que aocu-
sava hontem, inconstancia deploravel, fa-
tal a toda a nago quando urna mo enr-
gica, firme e intelligente nlo vem suster na
sua corrida louca o ponteiro d'esse relogio
tito mavel quanto quer a votado do chefe ;
os giriantes obedecendo a essa inconstan-
cia, diziamos, celebravam em todos os tona
as qualidades do chefe que elles estiveram
para trahir alguns momentos antes.
Emfim, La Chesnaye, ou para melhordi-
zer, um dos merabros da asaociago que
usava esse titulo, tinha urna inteligencia
to perspicaz, urna experiencia completa
doa boniena e das cousas, urna forja de do-
minajo muito grande para que se nb
soubesse arredar hbilmente de todos os
pasaos perigosos de um commando tSo dif-
ficil como devia ser o de um apitlo de la-
dros e assassinos, de um chefe de homens
do sacco e corda, sempre proraptos a tudo
e nSo recuando perante cousa alguma.
Engaar os instinctos d'essas bandidos,
azer-ae reapaitar em todaa as circumstan-
cias; fazer se amar algumas vezes por li-
beralidades; fazer-se temer sempre pe os
actos os mais assustadores; castigar sem
misericordia nem piedade os chefes das re-
bellies muitas vezes suscitadas ; perdoar
gonerosamente quelles que os queriam se-
guir ; entrelazar os supplicios dos culpados,
com as fcatas dadas aos arrependidos, tal
era o segredo da conducta de cada um dos
tres iruilos em circunstancia igual aquella
em que Reynold estava, tal era a maneira
porque acabava de operar para reassumir
a sua autoridade ura instante desconhe-
cida-
Emquanto os giriantes se entiogavam
embriaguez d:i orgia sempre crescente, La
Chesnaye havia deixado escorregar se pela
abertura das grutas, tinha examinado o
ocano, d -pois, estando certo de que o ho-
risonte nada offorecia que podesse inquie-
tal o, precipitou-se com a ajuda da corda
de nos para a fenda dos penhascos.
Aloang'^.y o limar aonie vigiava Cabeja
de Lobo no megmo momento em que Van
Helmont, La Guiche e d'Herbaut alean ja-
rain Marcos e Giraud na casa de Etretat e
e era que meatre Euies e Ricardo a;aba-
vam a sua conversag&o ntima na cabana
arruinada da floresta de Benzeville.
Oa penhascos estavam desertos: Reynold
interrogou successsivamente o norte e o sul,
o ste e o leste ; ahi, como no mar, nala
FOLHETIM
1FILHA. 00 IHBIBO
POR
f. :::::::::::
(Continuar 5. o do u. 34)
VIII
Algumas palavras trocadas entre o mar
do e o amante, no cornejo da sua conver-
sa, tslvez podessm ter informado a meni-
na. Essas tinham-lhe escapado, porque no
momento em que elles as proferiram ella
estava oceupaia em ajudar a mulher cal
pada a fugir pela janella. Ella, portanto
ignorava que esse marido era o magistrado
encarrega lo de instruir o processo do cri-
nie de Notre-Darae, raas nao ignorava que
elle era o amigo intimo do capitilo, e bas
tava isso para ella receiar as consequencius
dessa aventura.
A occasilo, porm, nlo era propria para
reflectir em todas essas cousas. Tinha ou-
tro assumpto que a inquieta va. Lembrava
se do menino que eaaes miseraveis preten-
diam supprirair, como diziam na sua lin-
guagem medonha. O sea primeiro cuida
do foi correr em soccorro di Saint-Bra; e
tinha feito bem, porque pouco faltou para
que chegasse tarde. Sacha podia esperar
porque estava bem guardado por Meria-
dec. Entretanto, ella nlo estava tranquil-
la. Os dous tratantes, cuja conversa tinha
ouvido ao p da torre de Saint-Jacques, ti-
nham dado a medida do que eram apa-
zes de faze-; e era, certamente, mais diffi-
cil preparar a ariradilha da avenida d'An-
tin, do que penetrar em urna casa solada
da ra Cassette.
Quando sahio dirigi se para o lado do
Sena. No caes tomou de novo o carro que
all tinha deixado e mandou que a levasse
ra Cassette.
Durante o trajeeto o desassocego a res
peito de Sacha acalmou-se, e ella voltou a
pensar as aceas que se tinham passado
pareca inquietar o seu olbar investigador.
Cabeja de Lobo, ensopado at aos oosos,
esperava era silencio e com urna impassi-
bilidade stoica, que aprouvesse ao capitio
transmittir Ihe as suas ordens.
Desee s grutas I disse La Chesnaye
voltando-se para a sentinella.
Cabeja de Lobo obedeceu sem rospon
der, caminhou at corda, deixou-se es-
corregar para fra do penhasco e princi-
piou rpidamente a desoda para o golfo.
La Chesnaye deroorou-ae alguns instan-
tes a sobre o penhasco.
Nao tendo n'esses horneas, entilo qui os
nlo tinha dcbaixo da sua influenza direc-
ta, se nlo a confianja de que elles erara
dignos, isto urna mediocre confianja, nlo
quera, depois da rebellilo felizmente ata
bafadfl, deixar senhor da entrada da gru-
tas ura nico dos bandidos.
O uso era, chegado o dia, nao vigiar
ninguem pela parte de fra.
(Jm sentinella seria, sem duvida alguma,
notada pelos passeiantes e pelos pascado
re, teria infallivelmente dado conheciraen-
to do segredo das cavernas subterrneas.
A aorda e a argolla aonde estava amar-
rada achavara-se hbilmente dissirauladas
por um montlo de pedras e por urna moi-
ta subindo at cima do abysmo.
Quera nao conhecesse a existencia d'esse
mcio de desoda teria passado cem vezes
ao p sem o suspeitar.
Quanto ao resto que fluctuava at ao
mar, fra pintado com uraa cor seraelhan-
te k do penhasco e confunda se perita-
mente com elle. Era tanto irapossivel dis-
tinguir de dia essa corda, como os escolhos
de que fallamos o que tornavam, por baixo
da abertura, as vagas constantemente fu-
riosas mesmo pelo tempo o mais calmoso,
impedindo os barcos de chegarem at jun-
do penhasco.
Tudo fra all admiravelmente previsto.
Reynold assegurou-se com urna attenj&o
minuciosa que a tempestado da noite nSo
tinha nada alterado das disposijSes toma-
das para dissimular o segredo das grutas,
depois de se ter certificado de que a ar-
golla estava bem oceulta, interrogou nova-
mente o horisonte, nao notando ainda nada
d'essa vez, tomou o caminho que Cabeja-
de Lobo acabava de percorror.
Alcanjou a abertura.
Agora, disse elle reflectindo, trata-so
de apoderar-me dos rjilhes que os girian-
tes no poderam descobrir e levar Aldah
e Diana para conduzir a primeira a meu
pai o a segunda ao preboste de Pars. En-
tilo, necesaario fazer sahir todos esses
homens, calafetar hermticamente a entra-
da das grutas e impedir que seja quem fr
ahi possa penetar por esse lado.
E Reynold, depois de ter reflectido
anda alguns minutos, seguio a primeira
galera interior e penetrou na gruta na oc-
casio em que os giriantes celebravam mais
ruidasamente do que nunca o nome de La
Chesnaye e o seu amor pelo capitilo.
Apromptem-se para partir! gritou
Reynold dominando o tumulto.
Oa giriantea calaram-se.
Prometti-lhes novas batalhas o saque
ainda mais rico do que aquelle que lhes
dei ? continuou La Chesnaye no raeio da
attenjSo geral.
Sim I Sm gritaram os bandidos.
Bem! Disponhara so todos!. che-
gou o momento Em dez minutos, este-
jam todos promptos e armados. Eu os con
duziroi, ha grande combate, verdade, mas
tambera ha raaiores riquezas a conquis-
tar I
Viva o capito I gritou a raultidlo
embriagada.
La Chesnaye atravessou a gruta e lan-
jou-se na galera que conduzia s cavernas
secretas, prohibindo cora ura gesto impe
rioso que o seguissem.
Urna vez n'ossa galera deserta, La
Chesnaye tirou a capa vermelha, arranuou
a barba, e o capito dos bandidos desppa-
receu para dar lugar ao brilhante conde de
Bernac.
Executada osta transforraajSo, Reynold
franqueou o limiar da porta pariida pelos
machados dos giriantes urna hora antes,
eatrou no sallo central que, como j sabe-
mos, dava para as outras tres casas
Diana e Aldah estavam ambas as gru-
ta aonde as encontramos j, quando mestre
Eudes tentava adormecer a filha adoptiva
de Van Helmont com esse somno magne
tico era seguimento do qual esperava o som-
nambulismo lucido.
Transportadas arabas para ahi por or-
dem de La Chesnaye, em seguimento
em casa do capito. Inquira de si mes
ma se devia contal-as a Meriadec. e, re-
flectindo, resolveu nao Ihe fallar nellas.
Por acaso havia tomado um carro que ti
nha ura bom cavallo, e em menos de vinte
.ninutos chegou ra de Rennes, onde
apeou so, para nao chamar, pelo rodar de
um carro da praja desfilada, a attenjo
dos vizinhos pacficos do barao. Entrou a
p na ra Cassette, solitaria como sempre,
e caminhou, rpidamente, para a cr.sa de
Meriadec.
Essa casa em que Rosa Verdire mora-
va havia dous dias, e que j Ihe agradava,
tinha o seu aspecto habitual; aspecto que
nada tinha de alegre. Separada da ra
por um muro, en que havia urna porta pe-
quena, s apresentava vista duas janel-
las, arabas no primeiro andar, cada urna
das quaes dava clarijt.de a um dos pavi
Ihes que o corpo do edificio ligava nos
fundos.
A primeira, do lado da ra de Rennes,
era a do quarto de Rosa, que, tendo a fe-
chado antes de sahir, ficou um pouco ai-
mirada ao vl-a aberta.
A outra, que dava para o quarto do ba-
rSo, estava techada, comquanto o tempo
estivesse magnifico e Meriadec apreciasse
muito o ar.
E' singular, murmurou ella, notando
easa dupla mudanja.
Nj era preciso mais para que o seu
desassocgo voltasse, e foi com ura a vio-
lenta palpitajo de corajao que ella appro
ximou-se da porta. Nao tinha a chave e
receiava achal-a fechada; bastn Ihe, po-
rm, dar volta na majaneta para entrar.
Que loucura estar me atormentando.
Se o bario tivesse sabido com Sacha, nao
teria deixado a casa discripjlo do quem
quizesse entrar ; tanto mais que a esta ho-
ra a criada nanea est em casa.
Tomou a oseada da direita, subi rpi-
damente, entrou na sala onde tinha almo
jado, nlo vio ningaem all e passou para
a peja vizinha, onde tinha deixado Meria-
dec explicando por que o ultimo dos cava-
lheiros erranttss se arromessava de lanja em
riste contra um moinho de vento O in-fo-
lio tinha ficado aberto, mas o mestre e o
discpulo j l nao estavam. '
Rosa voltou, examinou o quarto de dor-
mir, que estava vazio e tomou pelo mesmo
caminho at a officina. Ah tambem nlo
havia ninguem. Meriadec devia ter sabi-
do, e, afinal de tontas, a sua ausencia na-
da tinha de extraordinario, porque elle mui-
scena violenta que determinara os revolto-
sos a entrarem na obediencia passiva, as
duas jovens, aterradas e anciosas, nlo ti-
nham ousaio tentar o raonor raoviraento.
Livres ooratudo as suas acjSes e sos
as grutas secretas, o seu eatado era tal,
que urna completa prostrajlo de forjas
pbysicas e raoraes tinha paralysado os seus
msculos e o espirito.
Resignadas com a sorte torrivel de qu<;
se julgavam aineajadns, esperavara nlo
tentando lutar, nlo poiendo mesmo orar.
Os gritos dos giriantes recomojando a
sua orgia nlo tinham acalmado o espirito
d'ellas j.raas antes augmentara as suas as-
sustadoras angustias.
Ouvndo oa pasaos de Rtynold reaoarera
na galera, apertaram se mutuamente urna
contra a outra, procurando urna consolajlo
suprema no desejo de receberem juntas a
morte que ellas impbravam.
De repente, em lugar do bandido que
espjravam ver dirigir se pira ellas, encan-
traram se cora o elegante conde de Ber-
nac.
XXX
A8 DUAS JOVEJS
Desde o aeontecimento do baile do om
baixador hespanhol, Diana nunca mais vira
o conde de Bernac.
SeguiuJo com uraa habilidade profunda
o plano que havia trajado, Reynold sou-
bera impedir Humberto de se apresentar
joven com o traja de fidalgo. Se nlo fora
para violentar seu irmlo a essa reserva
para Diana, Reynold nlo dara parte
Humberto do projecto de o casar um dia
com a menina d'Aumont, projecto accolhi-
do com precipitajlo, sabera, pelo bandido
e que tivera um duplo resultado : o pr
meiro fazer respeitar Diana e por conse
guinte ontregal a ao preboste digna ainda
de todo o seu amor paternal, o segundo,
fazer suppr a Mercurio, chegada a occa-
sio, urna tiaijlo da parte de Humberto.
Era necessario realmente tjdo o genio
infernar de Reynold para bem conduzir e
manejor semelhante intriga e nlo deixar
escapar nenhura dos fios dessa teia to
complicada de que eile fra o autor.
At entilo, comtudo, tudo so pasaara se-
gundo os seus desojos.
Nlo vendo mais do que o velho, e um dos
filhos sempre com o trjo tradiccional de
Lachesnaye, Diana ora Aldah nlo tinham
supposto ura s instante a verdade. Muitas
vezes Diana lembrando-se da captura do
conde de Barnac no palacio de D. Pedro
de Toledo, per Jia-3e em conjuncturas sobre
a sorte do hornera que primiiro Ihe fizera
palpitar o seu corajlo.
Por vezes trema pensando qua oa ban-
didos tinham torturado o nobre fidalgo.
Este pensaraento, que a atormentava, au-
montava ainda as saas dores e abata a
sua coragera. Nos priraeiros tempos do
seu captiveiro, \ldah e Diana eram urna
para a outra d'uma reserva absoluta, te-
niendo cada uraa dellas confiar so a urna
inimiga; mas depressa essas pobres crian-
jas, to puras e to deagrajadas, estas
duas almas to christls, estas duas natu-
rezas, finalmente, to bellas o to encanta-
doras sentirara os lajis d'uma attracjlo ir-
reaiativel ligal-as urna a outra.
Anda que os spticos clizera, que a vir-
tude tem urna fascinajlo poderosa que
preenche constantemente o vacuo que o
vicio procura fazer em redor della, Aldah
e Diana, comprehenderara-se, e urna es-
treita amisade, ligada com a desgraja e o
soffriraento, estabeleceu-se entre a filha do
preboste de Pars e a filha adoptiva do sa
bio.
Confiando com um completo abandono
at os seus mais secretos pensamentos, na-
da do que acontecer ou aconteca com
urna, era segredo para a outra.
Ouvindo Diana fazer-Ihe a confiden;ia
do seu amor pelo conde de Bernac, Aldah
empallideceu de temor.
Ella lembrava se desse joven que mui-
tas vezes tinha visto em casa de seu pai;
recordava-se da scena do annel o a si pro-
propria dizia que o conde, quizara desem-
penhar o infame papel do procurar seduzir
duas jovens.
Diana, escutando as revelajes de Al-
dah, tinha soffrido muito no seu amor fe-
rido, depois, sob os discursos judiciosos da
sua corapanbeira, este amor tinha sucessi-
vameate diminuido no corajlo da joven
sem coaitudo se extinguir. completamente ;
assim apercebenlo o conde de Bernac, cuja
preaonji estava tlolonge do esperar, sur-
gir repentinamente diante della c d; Aliah
era lugar d'ura horrivel bandido, Diana
deixou escapar um grito do alegra acora
panbado d'ura triplice sentiraento de amor,
do reoonhecimeito e de espanto.
Aldah, levantou-sa com ura tranaport i
de jubilo. Nlo suscitando de nenhura a
maneira o p3p;-l que deserapenhava aquella
que apparecia tito felizmente n'um momen-
to to critico, reconheceu o conde de Ber-
nac, e a presenca as grutas, d'um ho-
rnera na brilhante poaijlo do conde nlo
podia senlo parecer um signal de segu-
ranja
Oa bandidosj entlo admirados e convenci-
dos, entraram na obediencia que deviatn
ter ao seu chefe. Neste momento esperara
as minhas ordens. Estas eatlo dadas ; va-
mos partir! Urna ,y_e em libordade sere-
mos salvos e som temer parigo novo. Um
hornera seguro conduzir Aldah para junto
de Vsn Helmont que a espera ; e eu, Dia-
na, restitui-1-a-he aos br.jos de seu pai!
Coraprehendem agora?
Como veem, Reynoldtu do prever ; mes-
mo as confidenciaa que teriam podido fa-
zer o que haviara feito as jovens ; e essas
confidencias, de3truiam o perigo quo pode-
ria resultar para elle das suas primeiras
palavras. A samelhanja do bandido e do
gentilhoraem tudo explicava.
Diana e Aldah comprehenderam pouco
essa to rpida explicojlo ; mas o que ellas
viram as palavras do conde, foi a liber-
dade que se lhes offerejia : essa liberdade
a que aspiravam havia um anno; essa li-
berdade cuja esperanja lhes daua imme-
diatamente forja o coragem.
Ambas fizerara um mesmo movimento
ve nos.
mos 1
Salval-as hei,
nlo nos abandone!.
O conde precipitou so at as jovens com i Q cond(J do Bernac.
um grito de felicidada e cora gestos anima- | r gaIve.n09 i d3aeram
madores.
Era realmente um amante cheio de ale-
gra encontrando a mulher que ama c de
que se julga separado para sempre.
O seu rosto,- animad-o pelas precedentes
scenas, seus fatos pretos ora desordera, da-
vam um en:anto mais brilhante sua bel-
leza.
Diana 1 Diana! meu querido bem r
exclaraou elle doitando se aos pea da me-
nina d'Aumont estupefacta, e cobrindo de
beijos as duas niveas mos que agarrova
com as sua Diana I finalmente encontr-
te : vou salvar-te 1
a urna
voz, sal-
Parta-
juro-o, ou morrere
juoto a arabas exclaraou o conde.
Partamos 1 partamos 1 disse Diana.
- Partamos 1 repetio Aldah seguinio a
sua corapanbeira.
Esperera dase o conde ; neces-
sario antes do partir que eu tome o men
disfarce, que me revista novaraente desse/'
! aspecto que larguei antes d'aqui me apre-
sentar. Espercm-me; eu volto... nlo se
assustera I...
Reynold desappareceu acabando estas
Depois, voltando-se precipitadamente j palavragj e voltou quas mmediatamente.
para Aldah : deitando sobre os hombroa a grande capa
- E tu, pobre onanja, proseguio elle, vermelh e trazendo na ralo a barba e a
sei tu lo o. que Ihe fizeram soffrer em meu (.aDeiiera>
norae! Oh! seu pai, meo excellente e ve- Dana AIdah QQ poderam :tprimir
lho am.go, confiou-rae tudo I Sei que, abu- um lll0Vment0 de desgosto e susto,
sando d urna estranha seraelhanja, um no- ._ perdoetn.me 0 aprosentar-me com
mera cacarneceu delle o da menina toman- e8ta horr7el appareaca do Crime, disse o
do o meu titulo; mas a verdade foi conhe- | cQade de BernaC) maa trata se de as aal-
cida finalmente, o seu carrasco vai ser pu- yar QQe n2o fare por amba8 ?
nido de tolos os seus criraes, e eaaa se- Emquanto Diana, palpitante de receio e
melhanja, que tem causado toda a minha > eaper&09& ficava qua8 fascinada sob o
nfehcidade e a aua, srveme boje Pa 0lhar desse homem que possuia todos os
libertal-a. Para as senhoras sou realmente the8onros do 8eu affact0) e cuja 8Ubita che-
o conde de Bjrnac; mas para aquellos que da negU terrvej 8tua5ao ihe fazia pal-
rae esperara all (deaignou aa grutas proco- Uar com v0iencia 0 CraSao, a filha ado-
dentea) aou o iraplacavel capillo La Ches- ptiya da yan elmoat dera am pass0 na
naye _' direcjlo do laLoratorio.
E, asaira fallando, o conde baixou a voz. A mQ3a cahdaj ftS tape88ara8 arranca.
Diana e Aldah, cada vez mais estupetac- da8) og moye8 de8pedasodo8 pei08 girail.
tes, juncavam o solo ; depon, no neio
tas, olharam-se com nova angustia, nlo
comprehendiam. desss fragmentos, test^muhas da revolta
Tudo lhes ser depressa explicado dos bandidos, pedajos do ramo de coral
repetio Reynold. O Sr. d'Aumont e Van brilhavam aqui e all.
Helmont lea dirlo o que a?abo de e;la- Aldah empallideceu vendo o talismn
rar. Aquelle qua se chama Li Chesnaye partido. Quando Diana o parti j ella
a minha viva imagera. Durante urna auaen- : se recordara da fatalidade. A vista do
cia feta por mim, que ignorava esta fu- talismn partido reanimou com mais vio-
ia meditar no
tas vezes sabia a passeio e
Luxom burgo.
Levou Sacha, dizia a menina de si
para si, e estou certa de que nlo o ha de
perder em caminho. Mas eu bem quizera
tornar a ver os dous.
Pensou que nlo tardarais a voltar e que
nada raelhor finha a fazer, emquanto espe-
rava, do que recoraejar a trabalhar.
Ella trazia da ra de Rivoli urna nova
encommenda assaz importante, encommen-
'a urgente, e ella nlo tinba tempo a per-
der se quera entregar no dia marcado esse
trabalho, que devia sor bem pago. To
mou, pois, dos seas instrumentos e tentou
fazer urna grinalda, que faza parte da
guarnijlo confiada ao seu talento de floris-
ta. Infelizmente, pensava em outras cou
sas, e os seus dedos fiziara trabalho rao.
Os incidentes do dia oceupavara o seu es
pirto e a sua imaginajlo represeotava-lhe
as consequencias que podiam ter.
Estava mergulhada neatas reflexoos e a
grinalda nlo progredia, quando, levantan-
do os olhos, vio no pateo Meriadec, que di
rigio-sc escada do pavilho da direita e
desappareceu logo.
Rosa trabalhava perto da janolla e Me-
riadec devia tl-a visto.
Louvado seja Deus! disse ella, le-
vantando-se vivamente, elle traz Sacha I
Eila nlo tinha visto o. raenitro, mas pen-
sou que o bario o tinha feito pass ir adan-
te e que ella ia encontral-o na bibliotheca.
Correu para l, mas s vio Mariadc, que
exclaraou :
Como a senhora est aqui ?
Ha ura quarto de hora, respondeu a
menina com certo erabarajo. Sei que tar-
dei muito, raas a culpa nlo foi minha, e..
Oh! nlo Ihe estou exprobrando na-
da, e como a senhora est aqui, tudo vai
bem, mas receiei muito que nlo tornara a
vel a.
Por que ?
Porque nlo a encontre no lugar que
me indicou. Corr todo o jardim das Tu-
. heras. A senhora j l nlo estava.
- No jardim das Tulherias Eunloes-
;ava l 1
Entretanto, a aenhora
que me esperava l.
Eu?
Sem duvida. Veja.
Meriadec tirou do bolso urna carta e cn-
tregou-a ao anjo dos sinos, que exclaraou :
Esta carta nao foi esoripta por mim.
Como ?
escreveu-me
- E' verdade. E pergunto como o se-
nhor podo aoreditar. .. quem lh'a entre-
gou ?
Um homom vestido como mojo de
recados. Disse-me que era i uito urgente
e que a pessoa esperava-me ao p do cas
tanheiro de 20 de Margo.
Foi mais uraa armadilha, murraurou
Rosa, rapresaionada por esse outro golpe
Mais uraa repetio Meriadec. En-
tlo tambem prepararam urna para a senho
ra?
- Nao para mim. Mas o raiseravel
que enviou-lhe essa carta falsa, sabia pro-
vavelmente que o senhor nlo eonhecia mi-
nha letra, e inventou esse meio para afas-
tal-o daqui.
Com que fin T
Onde est Sacha? perguntou a me-
nina bruscamente.
Sacha est aqui, respondeu Meria-
dec. Eu nlo poda lvalo commigo. Pen-
sei que a senhora corra algum perigo,
eu nlo quiz expr esse menino. j
Entlo deixou-o s nesta casa, excla-
m>u Rosa Verdire.
Era preciso. Mas tive o cuidado de
s fechar, prevendo a posaibilidade de que-
oer elle sahir.
Onde o fecbou ?
No seu quarto, e elle nlo deu por
isso. Dapois de ter folheado commigo 03
livros grandes quo eu Iba explicava, deu-
lbe o sorano, e eu ajudei-o a deitar-se na
sua cana, onde dormio logo. Ura quarto
de hora depois o mojo de recados entre-
gou-rae a carta que Ihe mostrei. Dospedi-o
e como nlo quera deixar Sacha discri-
j!o do qiera quer que fosse, ates ae par-
tir feche, chave as duas portas do quar-
to era que elle dorme. Ello nlo ouvio na-
da e dorma tito bem que ainda nlo se
acordou.
Estbera certo disso ?
Nlo, porque inda nao eotrei no seu
quarto, roas estou convencido ; vamos ve-
rificar. Venha commijo, minha querida
Rosa.
Olhe dise lia levando Meria.'o
parajunto da janella qie dava para o pa-
teo.
Mostrou-lhe com o dedo urna escada de
corda, presa ao peitoril da janella do quar-
to de Sacha.
Ah meu Deus! exclamou Meriadec
consternado. O infeliz menino fugio.
Diga antes que o arrebataram. Onde
achariaelle esta escada?
lencia essa recordajlo fatal.
Estou pardida !... estou perdida !. ..
repetio ella baixando-se para apanhar os
nesta semelhauja, o ladrlo introduzio-se
em diveraas casas debaixo do meu nome
vestuario. Toda a gente foi engaada.
Foi para continuar esse papel que se apo- restos do precioso objecto.
derou da minha paasoa no palacio do em- Reynold estava prompto. Voltando-se,
baixador de Hespanha, esperando fazer-me vio o ramo do coral as mos da joven,
dosappareoer. O co sal vou rae. Pnsionei- j Que isso ? perguntou elle admira-
ra durante longos mezes, n'uraa das partes l do, porque, conhecendo tudo quanto couti-
destas raesraas grutas, fui livre ha oito nham as grutas, nunca coratudo vira aquel-
das, quando La Chesnaye me quera trans-
portar para outro lugar; fui liberto por seu
pai, Diana, pelo da menina Aldah, o La
Chesnaye foi preso essa mesma noite. En-
tlo que eu soube deaaa samolhanja de
que jalo; entilo que conheci o duplo pa-
pel desempenhado pelo bandido, e,
era-
ave-
le objecto do seu pai, tanto mestre Eudes
soubera oceultar o talismn a todos os
olhares.
Nao Ihe toque disse Aldah repellin-
do a mo estendida do joven,. isto porten-
ce-rae E' a sentenja do meu destino-. *
- Aldah, perdoa-me exclamou Diana
recordando-se repentinamente, tambem
quanto a justija prosegua as suas
rigoajoos, emquanto todos se admiravam | ella, da historia maravlhosa qua Ihe cen-
desse milagro da natureza, procurava ; eu,! fiara a sua companheira.
aproveitar-me dessa seraelhanja para as ar- ^ Perdoar-te, querida amiga I disse At-
rancar a esta torrivel prislo. Urna parte I dajj aportando em seua brajos a filha do
da quadrilha de La Chesnaye ainda existe, preboste de Pars. Perdoar-te 1 Poderia
commandada por um tenonte. Esta noite eu nj0 0 fazer, ainda mesmo que quizesse^
enverguei o fato completo quo trazia o ca- g0 a m0rte deve chegar, a tua mo tor-
pitlo, puz a sua barba e cabellos postijos, i nal-a-ha mais suave !
e, assim como acabam de ver, cheguei a
tempo de as preservar de um novo perigo.
{Continuar se ha.)
^^
Nlo sei. Mas affirmo quo elle nlo
8 deixou arrebatar. Elle havia de resis-
tir, havia de chamar soccorro, nlo se leva
um menino de nove annos como urna ama
carr^ga urna ciianga de prto.
Oh elles nlo empregaram a vi >len-
cia. Recorreram a um processo que Ibes
familiar. Persuadiram-o que um de nos
a mandava chamar.
Sacha nlo havia de acreditar.
O senhor acreditou e o senhor nlo
o nico que cabio hoje nessa armadilha
grosseira. O que Sacha mais desejavaera
p;sseiar pala cidade. Respondeu que es-
tava preso no quarto ; atiraram-lhe essa es-
cada e elle aproveitou-a para sabir, esti-
mando pregar Ihe urna pega, porque esta-
va zangado com o senhor por telo pren-
dido.
Sim, murraurou Meriadec, as cousas
dovem ter-se passado assim, a menos
que...
E sem concluir a phrasa, correu para a
porta de communicajlo. A chavo estava
na fechadura pelo lado de fra. Meriadec
deu-lhe volta e entrou p anta p.
Rosa Verdire o seguio, carainhando com
cuidado.
A cama estava no fundo do quarto : era
uraa pequea cama de ferro, cujas corti
as brancas estavam cerradas. Meriadec
ontre-abrio-as cora cautela, poz ura dedo
nos labios e foz signal ao anjo dos sinos que
se approximas3e. O menino estava deitalo
sobre o lado direito, voltado para a paredo
o cora o brajo esquerdo em baixo da ca-
beja. Nlo se moveu, c Meriadec disso bai-
xinho a Rosa :
Nlo o acordemos. Est dormindo
to bem.
Retiraram-se como tinham ido e forara
para a outra extremidade da officina, afira
de poJerera conversar sera despertar o me
nio.
Que sorano singular I disse a menina
pou".o tranquilla.
E' o somno que tinhamos noasa ida-
de, responcieu o bario esfregando as mos.
Est se asaustando sem razio, minha que-
rida Rosa.
verdade, entretanto essa junella
aberta...
Por mim, a pedido de Sacha. Elle
eslava com muito calor, e este quarto tito
paqueno que julguei conveniente dar Ihe
algum ar.
Mas essa oseada ?
Nlo fui eu quem a pendurou all, con-
fesso.
Quem foi entlo 1
Nlo sei. O menino dir quando
acordar. Isso pouco nos importa, estando
elle slo e salvo. Talvoz fosse lerabranja
do nosso amigo Fabregaette.
Como ?
Ah sim, elle nlo veio hoje hora
do almojo. Talvez chegasse mais tar-
de, e, nlo encontrando ninguem, se lera-
brasse de escalar a janella do quarto o
pequeo para pregar Ihe alguma peja.
E' bem inverosmil. Mas, ainda urna
vez, a oseada ? O senhoi nlo quer dizer
que foi ello quem a trouxe.
Quem sabe ? Fabreguette um ori-
ginal, e s vezes carrega cousas bem sin-
gulares.
Rosa nlo pareceu convencida por esses
argumentos, e Merade tentou novos :
Ha de confessar que se a escada ti-
vesse sido trazida pelos nossos iniraigos,
nlo sei com que in tenjo, nlo a teri?m
deixado para inlicar a sua passagem.
Isso verdade, murmurou a menina.
Mas entlo por que attrahiram o senhor para
fra de sua casa, justamente na oecasilo
em que eu nlo estava aqui?
Ah I nlo me encarrego de explicar
isso. Vivemos ha dias no raeio de acon-
tecimentos tito extraordinarios vamos de
sorpreza em sorpreza e nlo podemos ainda
prever o desfecho do drama que se repre-
senta em torno de nos.
E que nos representamos, disse mui-
to baxinho Rosa, que lembrava-se da sua
aventura em casa de Saint-Briao.
- Contentamo-nos por emquanto com
ficarmos socegados quanto sorte de Sf-
Shs.
Eu ainda estou inquieta.
Como mesmo depois do que acaba
de ver ?
_ Eu s socegarei depois que Sacia
f"1Iar- j -a -i.
Nlo seja essa a duvida minha me-
nina.
Ha pouco eu nlo qufc perturbar o seu
repouso, mas afinal de contas, elle j dor-
mio bastante, e eu estou com vontade de
perguntar-lhe o que houve aqui depois que
sahi.
__ E' provavel que o menino nlo saiba
nada.
Nlo importa I vamos acordal-o.
(Continua.)
Typ- do Diario roa Duque de Caxias n.43.
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r



Full Text
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