Diario de Pernambuco

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Material Information

Title:
Diario de Pernambuco
Physical Description:
Newspaper
Language:
Portuguese
Publication Date:

Subjects

Genre:
newspaper   ( marcgt )
newspaper   ( sobekcm )
Spatial Coverage:
Brazil -- Pernambuco -- Recife
Brazil -- Pernambuco -- Recife

Notes

Abstract:
The Diario de Pernambuco is acknowledged as the oldest newspaper in circulation in Latin America (see : Larousse cultural ; p. 263). The issues from 1825-1923 offer insights into early Brazilian commerce, social affairs, politics, family life, slavery, and such. Published in the port of Recife, the Diario contains numerous announcements of maritime movements, crop production, legal affairs, and cultural matters. The 19th century includes reporting on the rise of Brazilian nationalism as the Empire gave way to the earliest expressions of the Brazilian republic. The 1910s and 1920s are years of economic and artistic change, with surging exports of sugar and coffee pushing revenues and allowing for rapid expansions of infrastructure, popular expression, and national politics.
Funding:
Funding for the digitization of Diario de Pernambuco provided by LAMP (formerly known as the Latin American Microform Project), which is coordinated by the Center for Research Libraries (CRL), Global Resources Network.
Dates or Sequential Designation:
Began with Number 1, November 7, 1825.
Numbering Peculiarities:
Numbering irregularities exist and early issues are continuously paginated.

Record Information

Source Institution:
University of Florida
Holding Location:
UF Latin American Collections
Rights Management:
Applicable rights reserved.
Resource Identifier:
aleph - 002044160
notis - AKN2060
oclc - 45907853
System ID:
AA00011611:19001


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Full Text
ANNO Lili OMERO 52
i. ______
P.4KAA CAPITAL E LIOAHU' 0\f>U MO (1JE PACA PORTE
Por tres -nezcs achantados .... ....... 60000
Por seis ditos idcm.....,.......... 12">000
Por uib auuo !di_. .............. 240000
Cada nuiuero arulso, do mesmo da......." 0100
DIARIO DE
SETA--FEM 5 DE MRQO DE 1886
PARA DENTRO E FORA OA PROVINCIA
Por 8e8 mezes adiantados......... ..... 130500
Por nove ditos idem................. 200000
Por om anno dem................ 27 000 j
Cada numero avulso, de dias anteriores........... 01^
PERNAMBUCO
&
PraprUfral* fre Jlan-oel Jtgu-etra tu Jara Mtyo*
TELEGRAMAS


i
(Especial para o Diario)
BUCHARE3T, 3 de Marco, tarde.
Acabam. de *er aalgnadon pelos
delegados nervios e blgaros os pre-
liminares da pas.
PARS, 4 de Marco.
Diverso Jornaes eMtrangelros fal-
lam da fundar* em Pars de um
hospital Internacional, para onde
sejam remettidas as pesada ataca-
da de Ujclropnobia. aOm de serem
tratada pelo Sr. Pasleur.
ROMA, 4 de Marjo.
A Cmara do Deputado est em
desaerardo com o governo acerca
do relmenlo.
A malorla da Cmara procura evi-
dentemente derrubar o actual ga-
binete.
Agencia Havas, filial em Pemambuco,
4 de Marco do 1886.
DA
INSTRUCQO POPULAR
economa poltica
(Extrahido)
BIBLIOTHKCA DO POVO E DAS ESCOLAS
(Conttnuaf&o)
CAPITULO I
Voeie preliminares
DlSTINCC.lo ENTBE AS RIQCKZAS Ai riquezas pj-
dem a^r coasidecaoUi sol aspectos diversos. Assim
distinguem-se as riquezas materiaes, das riquezas
immateria-s ; as riquezas naturaes, das riquezas
produziJa, p-!jli'> j- n ; a3 riquezas que slo si-
multneamente naturaes o produzidas; os instru-
mentos de prodcelo, das coisas produzidas.
As riquezas materiaes sao as que consisten em
objectos naturaes, como a trra, as arvores,)os me-
taes, etc.
As riquezas immateriaes sis as que residem no
homem. sem terem carpo material, como o talento,
a imaginaco, a aptiao para a msica, as clien-
telas grangeadas por cada um, o crdito pessoal,
tc- i
As riquezas naturaes sao fornecidas em comple-
to estado especie humana pela natureza : taes
slo, por exemplo, o ar, a agua, a luz, o calor, a
trra vegetal, as minas, todos os agentes naturaes,
a intelligencia, a forca muscular do homem, a dos
animaos, etc.
Algumas destas riquez as s o sao em certos casos
como j vimos. Assim o ar nao o em geral, por
nl> existir na natureza em quantidade limitada,
nem ser transmissivel ou auseeptivel de troca ;
mas cunan a sel-o, qaindo adquiro estas duas
quali lades, como quando se trata de obtel-o para
ventilar a galera de urna mina, um tunnel, etc.
N'essas circunstancias, tem um valor, que nao
poesue as co-idic-s erdinaria?. U mesmo pode-
m)s dizerda agua, que no riqueza quando con-
siderada no mar ou n'um rio, on le existe em
quantidade limitada e onde todos podem ir bus-
cal-a : mu que o indubitavelmente, quundo en-
canada para urna cidade que a nao possue, o-
quan b leva I i em quantidade limitada a urna fa-
Drica, pira sel empiegada como motor.
Ai ri |uezil producidas, que al: mis economistas
teem tln nal i tamben artilieiaes ou sociaes, sao
obtdo pelo bornea! p>r um coujuucto de meios
que d2d gratuito, une deman la esforc, traba
Iho, incouimidos sacrificaos, e Boffrimentos. Tacs
atoo- i.O artigOS de vestuario, aa ha-
bitares, 03 ntt-lh>r tinentos do solo, as seraontes,
os utensilio?, as materias primas das industrias, o
cabed;! de aeianeia, a t-xoencivia, etc. Para se
gizare.n e=taj rquczis, inliaponsavel tel-as
creado, ou telas obtiJo por troaa comoutras ri-
quezas.
Asriquisas catantes sao constituidas p>r todas
as eoisas que existem independe itemente de accao
do hom em. As artificiaes resultam da transforma-
cao das primeira* pelo trabalho ou pela nter jen
$o do homem.
As riqnezas simultneamente naturaes e produ-
zidas sao as diferentes partes do solo, que tem
sido raelhoradas pela accao do homem e tarabem as
(acuidades do espirito e as do corpo.
(Continua).
PARTE FFIC1AL
overno Ja Pro vi acia
DESPACHOS DA PRESIDENCIA DO DA 3 DE
MAK~U DE 1889
Antonio da Silva Ferreira Jnior.Informo o
Sr. engenheiro fiscal di companhia Recife Drai-
nage.
Alexandrino Ferreira de Luna. Informe o Sr.
Dr. ehete de policia.
Cap:fio Romc Ferreira da Cuoht. Deferido
com officio dirigido boje ao Sr. inspector da The-
Bonraria de Fazendj.
Francisco Miguel de Souza.Informe o Sr. ins-
pector da Thcsouraria de Fazenda.
Geuerosa do Reg Medeiros Caval ;ante. Re-
metti! i junta medica provincial a quem a peti-
cionaria se apresentar pura ser insDeccionada.
Honorato Ferreira Marinho.Informe o Sr. Dr.
chefe de policia, tendo em vista o officio aqui jun-
to do juiz municipal do t rmo de Ipijuca.
Manoel Pereira da Cunha.r'asse portara apo
sentando o peticionario com o ordenado propor-
cional ao tempo de servicos prestados.
Secretaria da presidencia de Peraambu-
93, em 4 de Margo de 1886.
porteiro,
J. L. Viegaa
Repartirlo la Polica
SeccSo 2.a N. 226.Secretaria de Po-
licia de Pemambuco, 4 de Margo de 1886.
Illm. e Eira. Sr. Participo a V. Exc.
que forana hontern recolhidos na Casa de
DetencSo os seguintes individuos :
A' ordem do Dr. delegado do l8 diatricto da
capital, Crispim Jos Francisco de.Moura, por dis-
turbios.
A' ordem do subdelegado do Recife, Gabriel
Henrique da Silva, por disturbios.
A' ordem do de Santo Antonio, Domingos, es-
cravo de Domingos Joaquim Ferreira Porto, per
disturbios.
A' ordem do do 2" diatricto da Graca, Guilher-
me Francisco dos Santos, a minha disposiclo, co-
mo desertor, o qual fiz hoje a presentar ao com-
mandante das ann..s.
Ante-hontem, pela roaiih, embarcaram na
praia do Brum, cm umajangada de pesca, os in-
dividuos de nomea Joaquim Rodrigues da Silva e
Jlo Lins de Souza, moradores na ra de S. Jor-
ge, da freguezia de S. Fiei Pedro Goncalves.
A' tarde, estando a jangada em certa altura do
mar, sentio-se Joo Lina encommodado e aentan
do se no banco da jangada, momentos depois cam-
baleou e cahio n'agua, sendo baldados os esforcoa
empregados pelo companbeiro para sal val o.
laso mesmo f. i exposto ao subdelegado da fre-
guezia por Joaquim Rodrigues, que alm de ami-
go era tambem co c padre de Joo Lina.
Nao Rosaliua de tal, viuva de Joo Lina,
como tambem Claudino Jos doa Santos, Baltha-
zar Jos dos Res e outras pessoas ao accordes
em declararen que Joaquim Rodrigues da Silva
homem de excedente conducta, pelo que parece
ter sido fiel na exposifo que fez.
Hjntem, s 7 horas da noite, Zefenno de
tal, trabalhador de urna padaria que existe na ra
de D. Mara Cesar, armando-se de um ferro, pra-
ticou um terimento em seu patrio Antonio Fer-
nandea de Figuciredo Paiva.
O uffendido fo viatoriado, sendo o ferimento que
recebera considerado grave.
Contra o delinquente que evadi-se procede-se
nos termos do inquerito policial.
Ante hontem, s 6 horaa da tarde e na ra
do Conde da Boa-Vista, Joaquim de tal, coaheci-
do por Caboclinho, ferio gravemente com urna na
valha, a Aprigio Becedicto Ferreira.
O offendido foi transportado para o hospital Pe-
dro II, e contra o delinquente, qus evadio-se, pro-
cede-se nos ulterioi es termos da lei.
Communicou me o delegado do termo de Gra-
vat, que no dia 22 do mez fiudj fura all preso
por crime de furto de cavalies, o individuo de no-
me Antonio Alves da Silva, conhecido por Anto-
nio Paje.
Contra o delinquente fez-se inquerito, que j
foi remettido ao juizo competente.
Pelo subdelegado do Io districto de Limoei-
ro foi remettido ao juizo competente o inquerito
policial a que procedeu contra o individuo de no-
me Jos Luiz, por ha ver ferido, casualmente, com
um tiro a Antonio Jos Barbosa.
No dia 26 do mez fndo, assumio o cidado
Herculano Francelino Cavalcante de Albuquer-
que, na qualidade de 1' supplente, o exerchio da
delegacia do termo de Agua Preta.
Tambem no dia 22 do referido mes, assu-
mio o exercicio da delegacia do termo de Gara-
nliuus, na qualidade de 1 aupplente, o cidado
Napoleo Marques Gal vio.
Deus guarde a V. ExcIllm. e Exm.
Sr. conselheiro Jos Fernandes da Costa
Pereira Jnior, muito digno presidente da
provincia. O chefe de poli:ia, Antonio
Domingos Pinto.
-------------sS@Sas-i---------
Thcsonro proviuclal
DESPACHOS DO DIA 3 DE MAItCO
Henrique Gomes de Souza. Registre -se e f a-
cam-seas competentes notas.
OfEcio do Dr. inspector geral da Iustruccao Pu-
blica, paire Joaquim Antonio de Siqueira Torres
e officio do Dr. procurador dos feitos. -Informe o
Sr. contador.
Joo de S Araujo.Escripture-se a divida.
Pontos da secretaria da Iaitruccao Pablie.i e
da Casa de Detenco. Ao Sr. pagador para os
devidos fins.
Manoel da Silva Fa:ia, ofHcios do Dt. procura-
dor dos feitos, Claute Goncalves N'etto e Jos Au-
gusto Alvares de Carvalho. Informe o Sr. Dr.
administrador do Consulado.
Fielden Brothers. Junte-se copia das informa-
coes.
Jesuino Barroso de Mello. Venha nos termos
do art. 33 das instiucces de 27 de julho de 1883.
Commendador Perrainio Francisco de Paula
Mesquita.Sellado o conhecimento, volte.
Rita dos Santos Leal e Adriano da Rocha Pe-
reira.Satisfaga a exigencia da contadoria.
Antn o Joaquim Lipes de Carvalho, Conrado
da Cunha, Porfiria Jesuina Baptista da Silveira e
Bernardino Jos da Silva Maia.Haja vista o Sr.
Dr. Drocurador riscal.
4
Francisco Tavarea da Silva Cavalcante, Jos
Lino de Albuquerque Maranho, Albino Crus 6c
C. e Manoel do Nafcimento Vieira da Cunha.In-
forme o Sr. contaaor.
Adolpbo Jos de Araujo.Facam-se as notas
da portara de licenca.
Caroliuo Goncalves da Silva.Haja vista o Sr.
Dr. procurador fiscal.
Francisco Torquato Paes Barrete. Deferido, fi-
cando irrespansavel o supplicante por provar nao
ser successor no estabeleuimento de Autonio Joa-
quim da Fonseca Carvalho, em Ribeiro, pelo de-
bito deate.
Manoel Pinto de Castro. Eutregue se pela
porta.
Dr. Celso Tertuliano Fernandes Quutella.Em
vista do parecer fiscal, nao pode ser attenddo.
Dr. Prxedes Gomes de Souza Fitanga, Bailar,
Oliveira & C, Bernardino Jos da Silva Maia,
Antonio J. Lopes de Carvalho e outro e Vicente
Ferreira de Albuquerque Nascimento.Restitua-
ae de accordo com a intormaco da contadoria.
G. Laport & C.Nega-se provimento ao re-
curso ex-officio pelos fundameutos da deciso re-
corrida.
Carolno Goncalves da Silva.Deferido, dndo-
se baixa na iianca.
Francisco C 'rdeiro Mancho Falco.Obsrve-
se a resoluco da junta da fazenda provincial, a
que ae allude.
Autonio Munia Gomes e Antonio Jos da Cu-
nha.Ao Consulado para attender.
Pontos do Gymnasio e da Bibliotheca.Ao Sr.
pagador para oa devidos fins.
Dr. Celao Tertuliano Fernandes Quintilla.Ao
Sr. Dr. procurador fiscal para attender, na ha-
vendo inconveniente.
Eduardo Alexandre Burle.Deferido, ficaudo
irreaponaavel pelo debits anterior o novo inqueli-
im que eatabelecer-ae na casa n. 77 ao caes do
Apolio, cuja desoecupacao se prova.
Padre Joo Nunes da Costa.Junte-se copia
Jas informagoes.
Cuntas da irmandade do Senhor Bom Jess das
Portas.Approvadaa.
Silva Curado 6t CDeferido, ficando irreapon-
saveis oa supplicant-a pelo debito anterior do ea-
tabelecimeutu u. 2 ra de Mariz e Barros, por
provarem nao succeder no meamo eatubeleci-
mento.
Consulado Provincial
DESPACHOS DO DIA 2 DE MARCEO
Gaimares Fonseca c C.Informe a 1* seceo.
Alvares de Brito & C.Informe a 1" seceo.
Arantes si C.Informe a i seceo.
Joaquim Jos da Silva Moreira.I forme a 1'
seceo,
Baptista & Santos.A' 1 seceo para os devi-
dos fins.
Machado & Pereira,A' 2 seceo.
Vicente Alves Pereira.-Informe a 1* seceo.
-3 -
Manoel Baptista dos Santos.Certifique-se o
que constar.
Jos Augusto Alvares de Carvalho. Informe a
1* seceo.
Francisco das Chagas Silveira.Iuformc a Ia
ocelo.
Quitea Bezerra de Vasconcelloa. Informe a
1" aeceo.
Joaquim Felippe & Aguiar Informe a 2' bpc-
?o.
Costa Primo 4 CA' I aeceo para proceder
de accordo com a lei.
EXTERIOR
Exposlco Internacional de An-
tuerpia em 1985
Relatorio aposentado ao Exm. Sr. conselheiro Dr.
Antonio da Silva Prado, ministro e secretario
de estado dos negocios da agricultura, commer-
cioe obras publicas, pelo oonaelheiro conde de
Villeneuve, delegado eapecial do governo bra-
zileiro na mencionada exposico.
Officio dt remessa
Legaco Imperial do Brazil. Bruxellas, 20 de
Dezembro de 1883
Illm. e Exm. Sr. -Tenho a honra de passar s
moa de V. Exc. o relatorio que acabo de escre-
ver acerca da Exposico Internacional de An-
tuerpia.
Rogando a V. Etc. ae digne de 1er com toda a
indulgencia cate trabalho, que nao pude faser to
completo quanto dezejra, aproveito o enaejo para
reiterar a V. Exc. oa protestos de minha maia alta
estima e consideracao. -Ao Exm. Sr. conselheiro
Dr. Antonio da Silva Prado, ministro e secretario
de estado dos Negocios da Agricultura, Commercio
e Obras Publicas. Conde de Villeneuve.
Relatorio
L?gacao Iu perial do Brazil.Bruxellas, 30 de
Novembro de 1885.
Illm. e Exm. Sr.Achanlo se encerrada, desde
2 do corrente, a Exposico Internacional de An-
tuerpia, para a qual o Governo Imperial se dignou
de nomear-me, por aviso de 31 de Dezembro de
1884, seu delegado especial, cabs-me a honra de
resumir neste relatorio algumas apreciacoea que
julguei de ver levar ao conhecimento do ministerio
a cargo de V. Exc. em anteriorea offieioa. Balda-
dos poderiam parecer os esforcoa e sacrificios fai-
tos pelo Governo Imperial e por associacoes agr-
colas c commerciaes do Brazil, no intuito de se
apresentarem condignamente nos torneios inter-
nacionaes da intelligencia e do trabalho, si desde
logo nao se apontasaem oa beneficios que d'ahi
advin collectividade nacional eaa lacunaa, com-
provadas pela experiencia, que, a bem do futuro,
cumpre supprir.
As expoBices universaes, que se verificara de
30 anuos para c, com frequencia constante, em
periodos cada vez mais prximos, nos prinepaes
Estados da Europa e da America, nao buscam
apenas estadear, de modo espectaculoso, as rique-
za dos povos. Seu fin principal consiste em re-
velar a intensidade e as condicoea do trabalho, e
a baiateza relativa dos artigos de consumo em to-
dos os Estados, afim de que desse conhecimento
pratico provenham aos expositores mercados no-
vos e melhores normas de produeco. E' por isso
que, abrangendo todoa oa ramos da actividade
humana, se tornam verdadeirna encvclopediaa
materiaes, destinadas a patentear o progresso dos
que a ellas concorrem. A' exhibico dos productos
do solo e do aub-solo vm juntar-se amostras de
objectoa manufacturados e specimens ou modelos
que dem idea do adianlamento moral e ntellec-
tual dos Estados, perfazendo a exposico congres
sos e conferencias, em que homeus de provado sa-
ber permutam ideas acerca daa queatoes que maia
vivamente attrahem a geral attenco.
A Blgica, por sua situaco geographica, pela
poaico politi a neutr a que oceupa na Europa, e
pelas inatituicoes que a regem, seguramente en-
contrara, ao organizar urna exposico internacio-
nal, sympathicas adheaoca universaes. E assim
succedea. Acquiesceram a seu convite quasi todos
os paizes do globo, inclusive as grandes nacoes,
eontribuindo cada um delles, com seu contingente,
para maior rustre daquelle certame induat. ial.
Bruxellaa, capital do reino, nao foi eacolhida pa-
ra sede da exposico, e sim Antuerpia, metropole
commercial da Blgica, porto de primeira ordem,
que recebe annualmente 4,500 embarcaces e....
3,3110,000 toneladas. A propna escolha indcava o.
carcter, a um tempo modesto e pratico, da exp)-
sico, menos osteutosa do que muitaa outras que
se havam realiaado na Europa, e de alcance mais
commercial e industrial.
O Brazil, que desde 187G dexara de tomar parte
oficialmente as exposicoes universaes effectuadas
no Velho Mundo, deliberou desta vez figurar na
de Antuerpia. Semelbante preferencia, alm de
outras considerables, pode explicar-se pelo papel
importante que representa a Blgica no conjuncto
de nossas permutas.
Nao s a exportacao do porto do Rio de Janeiro
para a Blgica excede de productos nacionaes
para qualquer outre Estado europeexceptuadas
a Franca, a Gran-Bretanha e a Alleraanha,mas
em certoa annoa, como em 1878-1879 por exemplo,
o valor da exportacao para a Blgica foi superior ao
da que ae realizou com Portugal (3.973:0O0 para
3 362:000J). No quadro da exportacao do Rio de
Janeiro oceupa a Blgica o quinto ou sexto lugar,
eo valor dos productos brasileiros que importa dt>ixa
muito quem as importacoes que o Brazil recebeu a
Bolivia, o Chile, a Coofederaco Argentina, o E<
tado Oriental do Uruguay, a Dinamarca, a Hes-
panha, a Itali*, o Mediterrneo, a Suecia, a No-
ruega e a Russia. Este pequeo paiz, de 5.600,00o
habitantes, um de nossos melhores freguezes
commerciaes, e pareca natural que assim o tra-
tassemoa, poia nenhum outro nos vota maiorea
aympathiaa nem maia ae esforca por estrenar re-
lacoes com o Imperio.
Nao era fcil organiaar a Seceo Brasileira en
Antuerpia, j pela deficiencia de tempo e demora
na remesaa dos objectos que alii haveriam de fi-
gurar, jpela escaasez de iuformacoes acerca dos
productos remettidos, j, finalmente, pelo exiguo
pessoal habilitado.
Em abril, auando apenas falta va um mez para
a inauguraco solemne da exposico. chegaram as
prmeias caixas, saccas e fardos com productos
para a noaaa seceo Outras remessas segu.am
por engao, para Hambu>-go, d'ond
amostras que ahi seriam exhibidas. No fundo da
sata, em compartimento separado, eatabeleceram-
ae a exposico da casa Cibla e aa pe'.les e couros
em trophoa, adornando-se aa paxedea com photo-
grrphias de paiaagens nacionacs, de sstabeleC'-
mentos agrcolas u de obras de arte de nossas
vias-ferreas.
O salo pcncipal continha, dircita e esquer-
da, prateleiras dispostos cm estrados onda se viam
encerradas em saccaa do l ou em vidros, nume-
rosissimas amostras dos diversos typos de caf e
oe demaia productos: algodo, asaucar, matte,
plantas e preparados mcdicinaes, cascas, quina,
borracha, etc., cada qual com o c tmpetente rotulo
Em tres armarios envidracadoa, figuravam oa mi-
neraje, charutos c tabaco alm pequeos objectos
preciosos. No meio, destacava-ae o retrato de
Sua Magestade o Imperador do Brazil.
Para melhor ornamentar a sala, cncommendei
um grande painel da babia do Rio de Janeiro ;
infelizmente o trabalho nao correspondeu a minha
espectaco. A fachada nao me satisfez to pouco,
embora houvesse sido confiaia a emprei'.eiro re
commendado pela com iiissao superior belga ;
falta de tempo, mas que impericia do artista,
de justicia attribuir os senea.
Comtudo, foi a aeceo braailaira a primeirajque
ficou prompta e completamente organisada no da
2 de Maio em que se verificou a solemne inaugu-
raco do palacio, na presenta de suas magestadea,
da familia real, do corpo ^diplomtico, doa minis-
tros e das principaes corporacoes do Estado.
Nease mesmo dia, foi distribuida a 1* edico do
cataloga de nossa seceo, e a imprenaa obaervou
por easa occasiao que o nosao compartimento era
de todoa o maia a hantado. Mais tarde, foi pu-
blicada nova edico do catalogo, correcta e aceres
centada com as indicace? que hav>am chegaioao
meu conhecimento. A cuumeraco dos exposit>-
rea e dos objectos exhibidos foi precedida, em am-
bas as ediccoes, do resumo da situaco geral do
Brasil e dos recursos que oflerece aea emigrantes
e aos capitalistas do Velho Munio. Urna e outra
edieco foram diatribuidas e. na segunda visita
com que suas magostados o re e a rainhados bel-
gas honraram nossa seceo, fol-lhes offerecido um
exeraplar, por mim mandado previamente pre-
parar.
As ocois geraea ministradas acerca do Braail
emo resumo contido no catalogo, pareeeram me de-
ver aer completadas. Para o publico j a secci >
dicpunha do Guia do emigrante, redigido pela ins-
pectora geral das trras e coloniaafo, e muito
procurado. Outro guia, publicado pelo Sr. C
Hygin-Furcy o diatribuido com profuao, se.vio de
complemento til propaganda. Era, porem, ne-
ceaaario que os juradoa, ao examinarem oa produ-
ctos brasilheiros, tiveaaem idea, embora geral,
deaaea productos, ficando habilitados para oa jul-
gar com maia competencia, mrmente sendo pos
aivel completar aa nocous summsnas com iufor-
macoes verbaes. Mandei, pois, compor urna No-
ticia, que foi rcmettida a todos os juradoa de cas
ae e de grupo e ao j'iiy superior. Precedida do
quadro daa rela^Ses econmicas entre o impe-
rio do Brasil e o reino da Blgica, teve grande
aceitaco. Este trabalho foi por mim commettido
ao Sr. F. J. de Sant'Anua Nery, que o executou
com o habitual calent.
As quatro preiudicadas brochuras permittiram-
me iniciar vasta propaganda em prol da erai-
graeo para o Braail. O numero a vultado de pea-
aoas que frequentam urna exposico internacional,
pertencentes a todas as condicoes sociaes e a to-
dos os paizes, especialmente quando a exposico
ae realiaa em paiz qual a Blgica, que, par aua
ai'uaco geographica, eat em relacoea permanen-
tes com a Iugiatera, os Paizes Baixos o Luxem-
burgo, a Allemanha e a Franca, e em cidade qual
Antuerpia, vasto emporio commercial e martimo,
proparconava-me ensejo para propaganda me-
thodica e racional. Nao poupei eofore.os para tor-
nal-a efficaz, e para sentir ,que coincidiaae jom
o annuncio da suspenao do pagamen'o das pas-
aagenB aos emigantes que se dustinaaaem ao Bra-
ail. E' a Blgica o paiz onde ae nota maior den-
sidade da populacho, pois que attinge a 182 habi-
tantes por kilmetro quadrado, emquanlo que de
98 na Italia e de 84 habitantes per kilmetro qua-
drado no imperio allemo.
Pode ella, pois, aem grave inconveniente, der-
ramar o excedente da populaco e contribuir dea-
t'arte, anda que de modo relativamente dimiuuto,
para a colonisacao eatrangeira.
J houva tempo em que a Blgica empreheudeu
eatabelecer aeua filhoa no imperio. Um alvar de
19 de Janeiro de 1844 approvou oa estatutos da
Companhia Belgo-Brasileira do Colonisacao, cuja
sede foi estabelecida em Antuerpia.
Fora orgamsada, essa companhia sob alto pa-
trocinio de suas magestades o rei dos belgas e o
imperdor do Brasil, com o capital de seis milhoes
de fran :os. A empreza, que teve por objectivo a
provincia de Santa Catharina, ainda hoje men-
cionada com louvor pelo Sr. Emile de Laveleye.
A exposico universal de Antuerpia proporcio-
nou occasiao mprensa para se oceupar detida
mente do Brasil do modo mais lisongeiro.No s na
Blgica flamenga e wallona, mas tambem nos esta-
dos visinhos, no3 Paizes-Baixos, ua Allemanha e na
Franja, publicaram-se numerosos artigos com re-
ferencia aoa productos e riquezas naturaes do im-
perio. Tomo a liberdade de juntar a e8ta com-
municaco (ancxo n. 1) (1) os principaes extra-
ctos dessas publicacoea, ractificadas pela folha se-
manal do Sr. Emi e Delcau Le Brsil a l'exposi-
tion d'Anvers o por apreciacioes doa diversos guias
vendidos por oecaeio da exposico. De tal mo o
ininterrupta foi a publicidade em prol do Braail,
que provocou a attenco geral, traduzindo-ae em
innmeros pedidoa de nformacoea e no appareci-
m uto de brochuras dadas estampa em apoio da
propaganda.
Organisada, porm, nossa sjcco, competa to-
mar providencias, afim de que no jury internacio-
nal tiveaae o Brazil representantes capazes d
tornarem patente a excelencia dos productoa ex-
poatoa. Nao haveudo o Governo Imperial desig-
nado os jurados, tive de proceder s nomeacoea;
urna dos mais difceis tarefas de que houve de
desempenhar-me. Auxiliado em grande parte pelos
Sra. A. Baguet e E. Pecher, consegu organisar
urna l3ta de 26 jurados (anneo n. 2), eomposta
de brazdjiros, que vieram de proposito a Antuer
pa, convidados por mim, e de distiuctos estran-
geiros com habiltacoes eapeciaes em cada um dos
ramos para que foram escolhido3. Muito e muito
deve o noaao paiz a* zelo de todos esses jurados.
Siicceasivamentc defeuderam nossa causa nos ju-
rys de elasse e de grupo, e ni jury superior, em
que tambem tive assc.it > com ss delegadas d >a
Jfferentea governos.
Gracas dedieaco e hbil i taces, de nossos re
honra); por conseguate, coube-nos m is de me-
tade. Tinhamos como concurrentes as colonias
francezas, Haiti Liberis, Portugal, Paraguay; e a
Blgica e a Franja como expositores de caf tor-
rados. Den se nessa elasse am inconveniente, que
procurei obviar, mas que na i me foi possivel evi-
tar, por nao ha/er recebido em tempo a resposta
qie solicitara. Em carta de 3 de Junh
quei directora do Cintro da Lavou
mercio que tres amostras indicadus ni lista nao
tiaham vindo e que 17 saccas tinham chegado SJm
os nomea dos expositores e sem a competente quali-
ficacao, lamentando que aaaim acoDteceaae, princi-
palmente com um doa aacco3 que pareca conter
caf de primeira qualidade. Com efF;to, reunido
o jury da claaao 68, a 13 de Julho, deelarou aer
ease o melhor caf exposto, aentindo nao poder
conferir lhe recompens alguma, vista da falta
de indcacoes relativas procedencia e nomo do
expositor. Nao po lia aer maia honrosa para nos
a apreciaco do jury a respeto dos cafs do Bra-
zil. Concedeu um diploma de honra ao Centro da
Lavoura e do Commercio, pelo coujuucto dos varia-
dos typos que apresentou, e outro ao governo do
Brazil, como representante do paiz que o maior
productir desso genero. .
Asaucar e chocolate. A mesma elasse 68 com
prehendia tambem o assucar c inultos outros deri-
vados ou compostos seus (assucar destinado aos
usos domsticos, asaucar de leite, etc.); os variados
productos de confeitaria: xaropea e licores assu-
caradjs e chocolates. Eraic nmnarosiasimos oa
concurrentes em cada urna dessas subdivisoea.
Ainda assim foi asaaz brilhante o resultado. O
eu-jenho central do Bom Jardim e o de Bracuhy
obtiveram medalha de ouro, sendo muito elogiado
o aegundo d'aquelies engeuhoa pelo esmero com
que prepara o assucar. E', porm, para lastimar
?[ue nao se apreseutasse, como fizeram as olonias
rancezas, maior numero de amostras abrangendo
toda a serie da productos da canna: assucar bruto
mascavado e terr (*), refinado (granulado ou em
po), aaancar eandi, melaco, etc. E' o Brazil
quarto productor de assucar de canna do mundo
iuteiro. Em 1876, calculava-se a produeco de
Cuba cm 700,000 toneladas, a das posaesses Neer
landezas e Diuamarquezas em 2)0,000, a de Java
em 200000 e a do Brazil em 170,000, sendo maior
que a dos demaia paizes, como consta do setruint
quadro publicado pelo Sr F. Faure (de Havre,
1878):
e foram enca-
in rabadas em maio para Antuerpia, e, nos mezes
seguintes, ainda se receberam outros objectos. E' presentantes, fez nos o jury completa justic-., que
fcil imaginar o transtorno que motivaram esaaa I e manifestou por numero de'recompensas que ex-
antecedencia souberamos ao' certo o numero e o
genero das remeasas.
O eapaco oceupado pelo Brazil comprehendia a
aecjo interior e o pavilhao nos jardins de palacio.
Keunidos, mediam 550 metros quadrados. Na ex-
posico de Amsterdara, em 1883, o Brazil dispoz
apcuas de 12J metros quadrados.
A scelo interior, situada na sala eaquerda do
palacio, foi a primeira que deapertou noaaa atten-
co. Attendendo modicidade relativa do au-
xilio fiuanceiro que o l entro da Lavoura e do
Commercio preatara a esaa upreza, tinha eu so-
bejfc razo para nao tentar obra apparatoaa, seuo
decente e consoante o fim que noa propunhamos.
Os architectoa encarregados da disposico arts-
tica da sala, aditringiram-se a nossos recursos e
diligenciaran!, antes do tud, dar seccio as dis-
dosicoea mas convenientes ao fcil exame daa
38 medalh>3 de ouro, 56 de prata, 66 de bronze e
60 mencoea hjnroaas. Em 1867, obtivemos, em
Pariz, 9i recompensaa; 21 em Berlim, no anno
de 1882; 64 em Amaterdam em 1883. Reunidas,
nao alcancam o algariamo das de Antuerpia (an
uexoa na. 3 e i). Maia liaongeira talvez para o
paiz do que esse numero do recoaipensas foi a
apreciaco em que ae firmn o jury de cada urna
das clissea para nolos conferir. Percorrendo aa
actas das deliberaco-s dos jurados, encontianos
juitoa que merecem especial menco.
Caf (claaao 68).O numero dos expositores de
todos os p lizea era de 1,045, sendo 900 do Brazil;
o numero daa amostras de l,f26, aenio 1,247 do
Brazil; o total daa recompensaa foi de 176, sendo
96 dadas ro Brazil ;das quaes dous diploma? de
(1) Ir em separado esteannexo.
Cuba 7O0.U00
Porto Rico 80.000
Possesious hollaniezaa e diuamarque-
zas 250.000
Java 200.000
Brazil 170.000
Manilha 130.000
('bina 120.000
Mauricias 100.000
Martinica e Goadelupe 100.dOO
Luiziana (ns exportado) 75.000
Per 50.000
Egypto 40.001
Am rica Central 40.000
Reunio 33.000
ludias inglesas 30.000
Honolul 10.000
Austra'ia 5.000
2.140.000
Verdade qua a produeco do asaucar de beter-
raba torna quasi impossivel qualqu-r concurren-
cia. A Franca que s produzio 250.0X) toneladas
em 1866, em 1876 produzie 462.000. A Alleraa
iiha que s foruecia 250.000 toneladas em 1876,
deu 1.100.000 em 1884. Na Austria, na Blgica,
o movimento, embora menos acceutuado, sempr
aacendente. D'ahi, abundaucia do producto no
mercado, e, por conseguinte, baixay nos precos.
Ha dez annoa, 100 kilos de asaucar^e beterraba
cuatavam de 65 a 70 francos na Europa; hoje cus-
tam de 40 a 43 francos.
O chocolate de Behring & C, de Petropolis me-
recen medalha de prata, menos pela qualidade do
que pelo tacto de ser fabricado com productos na-
cionaes : asaucar, cacao, baunilha, etc.
Malle-E' bebida que vai sendo bem aceita, e
au i introdueco nos hospitaes e quarteia foi recom-
mendada seriamontc.
Tabaco Na apreciaco do jury da elf 8ae 41,
foi equiparado aa da Rgie cintreste de tabacs,
de Conatantinopla.
Extracto de carneO relatorio que me foi apre-
aentado pelo noaao jurado Sr. Duwez, o quo a V.
Exc. se deparar em o annexo n. 5, mostra as
vantagens dos productos manufacturados na pro-
vincia de Matto-Groaso.
CenejaUm pequeo trabalho (annexo n. 6) do
jurado t'r. Deuaeyer servio para as honrosas apre-
ciaces do jury de elasse relativas s nossas cer-
vejas.
Mas nao foi a seceo interior brazileira que
nicamente mereceu a attenco publica. O pavi-
lhao construido nos jardins do palacio foi pres-
tante auxiliar da propaganda a favor do caf do
Brazil. Modestas eram suas proporces c modesto
seu fim.
Pode a Franca applicar mais de 200 costos de
res ao sumptuoso Pavilhao das Colonias, verda-
deiro primor artstico ; com os nossos limitados
meios, nao pademos consagrar nem 10 coutos a
acmelhan'e objecto. Entretanto, qual ficou orga-
nisad, servio utilmente o Pavilhao Brazileiro, e,
durante mais de quatro mezes, foi visitado por mi
lharea e milbares de pessoas, que provaram genui-
no caf, .em mistura, e cuidadosamente preparado
A' abertura comparecern! muita3 peaaoaa, gra-
das ; mais tarde, all esti /eram membros de difFe-
rentes congressos, alumnos de escolas commer-
ciaes e primarias, e repetidas vezes foi objecto de
>rtigos favoraveia da iinprcusa.
Conforme intjrmaQes que me preataram 03 em-
pregado), o numero de chicaras de caf distribui-
das durante todo o tempo da exposico fui de cerca
Ue 600.000. Houvcsse, porm, 600.000 ou se-
ment 100.000 chicaras distribuidas, o resultado
foi magnifico, mormente quando se considera que
teve por complemento a diatr/buico de milharea
de paeotei de caf torrado e moid>, offerccid.'S
eatabelecimentoa pos, hospitaes, hospicios, asylos,
etc. etc.
Cumpre-me, entretanto, declarar francamente a
V. Exe. nao me parecer de todo aufficieute eata
propagauda, que, para dar resultadoa positivos,
devia de aer completada por outras impreacindi-
veia providenciaa Para provar caf e bom caf,
offerecido giatuitamente, apparecero sempre mi-
lhares de pessoas. Mae, demonstrada a excellen-
cia de nosao caf, subsiste o aegunte proble na :
o Onde, como porque prer;o ae poder obter caf
aualogo a ease ?
Com effeito, a pesaoa que frequentaaae o Pavi-
lhao Brazileiro de Antuerpia e desejaaae obter
caf igual para seu uso, havia de encoatrar os
mesmos bices que se lhe deparam presentemente ;
iria aoa vendedores a retalho, ana eapeeeiroa, e es-
tea co.itiuuariam, como continan), a apreseutar-
Ihe o caf do Brazil como de qualidade inferior,
reservando a designadlo de Moka, Java, Haiti,
S. Domingos, para as nossas melhores qualidades.
O meio pratico de solver o problema consiste na
creacao de eatabelecimentoa de vonda a retalho e
:<:usumo, onde o caf do Brazil seia como tal
franqueado ao publico A operaco, alm de fcil,
s poderia dar lucroa, reatituindo ao producto bra-
zileiro, com a legitima deaignaco, a usurpada re-
putaco.
() O aaaucar terri ou enterrado que se pre-
para as colonias francezas constitue a maia bella
sorte de assucar maacavado, purificado algum tanto
pela aua eatada em urna carnada de arga embe-
b a d; agaa. E' duro, brilhante. pouco colorido,
inodoro; tem sabor doce.
Enguanto nao ae adoptar aemelhante alvitic
as expoaicoes sero muito fastosas, muito ferteia
em reompenaaa, mas infecundas em resultados
commerciaes.
II
A Seceo Brazileira na Exposico Internacional
a resposta i je Antzerpia poda, sem duvida, ser a um tempo
'a e'co'm- "**'* Dr'lnaate e n,a"1 pratica ; e, por conseguiute,
' I, ,rr 11 m*'s fecunda em proventos immediatos.
Para dar idi adequada dos productos do Impe-
rio e, dest'aite franquear-lhes novos mercados,
e jir.-ii-ia quo abraagesse todas as materias primas
que abuudam no paiz e qu3 daterminariai avul-
tadaa permutas, si fossem mais conhecidaa com-
mercialmente, apresentando aos estrangeiroa : ma-
terias alimenticias -carne secca e fculas (arroz,
milho, feijea, fculas de bananas, da arvore de
pao, batatas, inhames, arar uta, tapioca, mandioca),
cacao, guaran, caf, mate, cosa, ou ipad, assu-
car ; especiaras e aromas -cratfo da India e do
Maranho, canella, pimenta da India, pimenta3,
baunilha, gengibre ; fibras texlis, quer de origem
animal, como as las, quer do irig.'m vegetal, como
o algodo, a ramie, o ananaz, a banane'ra, o cu-
rsu; materias tinturaras e curtidoras, uruc,
barbatimo, campeche, po-brazil, ail ; gommas,
gommas-resinas, resinas, oleo-resinas, blsamos, ca-
scadas e suecos condensados, resina copal e de ja-
lapi, icicaiba, terenbenthiua de copahiba, tesina
tacamaca, benjjira, easencia do sassafraz, gomma
elstica, gomma de mangabeira, gutta-percha ;
materias oleaginosas, mormente as vegetaes, oleo
de ricino, de andiroba, de coco, de tucum, de
deud, de bacaba, de castanha de caj; ceras ve-
getaea ; substancias medicinaes, ipecacuanha, qui-
na, as numero3iasima3 plantas medicinaes do paiz;
tabaco, as palles, plumia, o marfin vegetalsem
fallar daa noasaa marivilhosas eascnciaa florestaes
e doa nossos mineraes preeioses.
Semelninte inventario das riquezas nacionaes
nao pode, porm, ser improvisado para figurar, a
ultim hora, sem indicacea partieulariaadaa,
n'uma expoaico. Para leval-o ao cabo, cumpre
despender tempo e dinheiro.
Tempo p9 fe.no eacaasear desde que nos prepare-
mos para os futuros concursos internacioanes, apro-
veitando os ensinamentos do passado. A propria
frequencia dessea concaraos aconaelha-nos que, a
exemplo de outros pases, tenhamos no Ministerio
da Agricultura, Commercio e Obras Publicas urna
seceo que tome a si, de modo permanent to
complexo servico, diffundindo de antemo iaforma-
ces pelos intere33ados, annunciando-lhe em tem
po as exposicoea, estimulaudo o zelc doa particu-
lares, das pracis de commercicio *das associa-
co :s commercaa3 e agrcolas, colligindo dados es-
tat8ticoa acerca doa productoa, organizando nu-
in; rosos quadros da produeco, obtendo informa
V'js para ulteriores concursos, etc.
A essa organizaGo, que tal vez -ac-possa leva
a eSeito sem augmento de pessoal e mediante vo-
taco de diminuta verba annual, se limitara o
concurso do Estado, o qual, libertanlo-3e do onus
presente, contribuira de mido mais efficiz para
beneficio da communho nacional. Cem ou da-
zeutos contos de ris u'um s ornamento consti-
tuem somraa relativamente onerosa para paiz que
ae acha a bracos com difficuldadea financeiras e
poiem induzr ze'.osos patriotaa a renunciar ao
goato de ver o Brazil a par com seus mulos em
exposi;ea internacionaea. Vinte ou vinte e cinco
coutos votados annualmente e accumulados dur
raute alguna exercicios dar-nos-iam iguaes vanta-
geua aem suscitarem analogai objecc^es, e o Bra-
zil, gracas a essa verba, ficaria em condicoes de
acceder a qualquer convite, levando no eatran-
geiro seu contingento n lustr d.
Inuteis, porm, serian oa eatorcos do Governo
Imp-rial desajudado do auxilio e coiperaco das
provincias, directamente iuteressadaa no assump-
to. Gracas vastido do territorio, possue o Bra-
zil extraordinaria variedad de productos natu-
raes. A guus, como o caf, sao mui conhecidos
no mundo iuteiro ; outroa, de tanto ou maior futu-
ro, como aa madeiras o plantas medicinaes, quasi
inteiramente ignorados. Cada provincia pondo
em relevo seus productoa peculiares, e coajuncto
dar exacta oclo da riqueza nacional. O Ama.
zonas far conhecer soua productos flrorestaes e
aeu poxe aecco ; o Para a borracha c o cacau ; o
Maranho o asaucar e algodo ; o Cear, oa arte-
factos de carnaoa, a cera, oa cjuros c pelles, o
cat ; o Rio Grande do Norte, aa relea ; a Para-
hyba do Norte, oa e.ouro3 B pelles; as AUagoas, o
assucar, os courjs e pelles, o algodo; Sergipe,
o assucar, a agurdente ; Pemambuco, o assucar.
a agurdente, o algodo, oa couroa e pellea; a
Babia, o asaucar, o algodo, o caf, o tabaco ; o
Eapirito-Sauto, a farinha, aa mal-iras, 03 ccreaes,
o caf ; o.Rio^de Janeiro, o asaucar a agurdente,
o caf, o algodo, 08 ce.caes, a farinha ; S. Paulo,
o arroz, o caf, o aigido, o tabaco, o sabo ;
Minas-Geraes, os mineraes; S mta C ithariua, os
cerca es. a farinha, as madeiras ; o Paran, as
madeiras. o mate ; o Rio-Grande do Sul, as car-
nes xarqueadas, os ccreaes, a farinha, o sal :
Goyaz, o tabaco, as gommas e plantas medicinaes ;
Matto Grosso. emfim, a salsaparrilba ipicacuanha,
o euxofre e o sal gem na.
Poderiam as bdministrac s aroviuciaes, a exem-
plo do Governo Geral, org.iuisir as secretarias
das pre3idencias, servido exalusivamsnte consa-
grado ao preparo das exposicoes de productos re -
gionaes, votando tambem anualmente verba de 2
a 5 contos de ria, conforme 03 rcurso3 e impor-
tancia productora da provincias, e coleccionando
amostras que seriam remettidas s diversas expo-
sicoes, depois de classificadaa e methodicam ufe
organisadaa.
Ao concurso do Estado e daa provincias ailiar-
ae-ia, sem duvida, o das associacoes agrcolas,
commercial c industriaos, contribua!) p ra esse
fim o pederoaissm j estimulo do Centro da La-
voura e do Commerciodo Rio de Janeiro.
As collecce.3 devidaa a esaas operoaas coilect-
vidades, abrangendo todos os productos nacionaes.
acompanhadas dos apparelhos nc3easar03 4 exhi-
bico, vaaos, saceos, vidros, recipientes, vidracaa.
ficariam guardadas na Europa, sem neceaaitarein
de novas despezas todas as vezjs que houvessem
de figurar em qualquer exposicio. Bastarla reno-
var oa productos e objectos que estiveasem dete-
riorados. Actualmente ca la exp iac.o reclama
novaa despezas. e a de Antuerpia, eftectuada ogo
aps a de S. Petersburgo, nao aproveitou cousa
alguma da que a preceder. Diminuta, na verda
de, seria a economa ; mas nem por isso deixaria
de ser apreciavel as actuaes circumstaaciaa fi-
nanesiraa de nosa) paiz, que precisa, sem grva-
me doa cofrea pblicos, apreaentar-se ao lado de
aeua naturaea concurrentea em todas aa exposi-
coes, pois esse ainda o melhor meio de ser conde-
cido e devidam*ute apreciado.
Oa intereaaadoa no xito das exposicoes nacionaes
no eitrangeiro deveriam finalmente contribuir
para realce de cada urna, j remet eudo productos
acompanhados de noticias exactas, j fazendo sa-
crificio pecuniario individual, sem todo esperar ex
elusivamente da iniciativa do governo.
Na Europa nomeadamente em Inglaterra, Alle-
manha, Franca, Italia e Blgica, cada productor
nacional inclu m orcamento da despeza verba
destinada s expusicoes ; "rganisa propagindaa
favor de aeus productos e artefactos nomeia repre-
sentantes de seus estab lecimentos industriaes e
se empenha em tornal-os conhecidos por ampia pu-
blicidade.
Com o concurso qus acabo de indicar, o xito
das futuraa exposicoes braaileiraa sena incontras-
tavel, contando ellas com abundantes e variadas
amostras, e diapondo de sominas importantes para
sua orgauisaco. Bastara que, em temp
escolhidas commisaoes habilitadas que se aprove:
taasem dos auxilios assim congreg-.dos.
Emqnanto o Brasil nlo adoptar essa ou anabga

t
T


Diario de PernambucoSexta-fcira 5 de Marfo 1S86

(ssa
' 8
erar duvidosos resultados.
6 Supponha-se, pelo contrarila realizada a re-
forma que tomo a liberdade de soggerir a V. Exo.,
e todos esees incoavaaientea desapparecero : o
Brasil spresentar-se-ha a exposicoes uternacio-
naes em coudicoes de poder alargar a arca de suas
permutas consolida** ao mean *mp> su refu-
WS' ata a teira wqm g""" in*arial
se digoou de c**-" mi"* esM,0Ul am *
poeico unveraat Daci wm-m-dor **
elevada prova decoafa-ca "'S"",to*"
lacuuas que me fn dado otar em UiJ, aW
1885, e pedalo v^iaao paaar a umaa>r
videncia, que se uf afigra plcajrtar daa que
acabo de ter a kra te mdasar. F*-e sagge-
rida pelas obaervaooea pessoae qne fiz durante
os seis mezes que durou a exposicio de Antuerpia
e por urna ecentissima, circular do ministro de
agricultura, industria e commercio do reino da
Italia.
A Exposicio de Antuerpia, no decurso da qual
os productos do Brasil eceuparam lugar honroso e
despertaram viva curiosidade dos entendidos, de
monstrou irrecusavelinente que rautos dos pro
duetos nacionaes poderiam alcancar larga aanid*
nos mercados estraogeiros, si os productores e ne-
gociantes trabilhassem com maior actividad* na
divolgacio de uocoes relativas a taea productos,
devidamenfo acouipanhadoa de inforuiacooa com-
nerciaes. Ora, para divulgar asas nocoea, seria
pertinente redigir catalogo, que tena vanas cdi
vOos, conforme o paiz a que se destipasse. As no-
ticias contiias nessa publicoslo tcnam em vista.
dissemoa, que ter logar na matriz do anto An-1 alcool, o quaes nao actuara j neutralisado o ve-
antes de tudo, subministrar a maior copia p <
de uteis iniieacoea. Cada um dos productores iu-
dicaria a firma e a sede da casa, a qualidadc que
yode fornecer annualmente, a marca da fabrica, o
oreco do producto, as despezas do acondiciona-
mento e transport- at os principaes portos, o modo
de pagamento adopUdo no paiz, as conJicuas de
descont, etc. ,
Esse prospecto da proJuecao nacional, abran-
g-endo as diversas provincias, tambero confera,
um resumo histrico e geograpb.eo da circuin-
scrpcio tarrifo: ial.mappa das trras devolutas
que pudessem ser cedidas aos mmigrantoa, con
iadicacao do prco, qualidade, etc. Os intcresaa-
dos occorreiiam s despezas da publicacio que,
par ser realmente til, apparecena, jelo menos,
de cinco em cinco anuos. .
Taos eir, Exm. Sr., as informado s c r.nexoea
que me suggerio a Expsito Inteinacional de
Antuerpia. Apesar de incompleta, Iji cirro, va-
liosa a contribuicio do Brasil nesse certamo da
inteligencia c do trabalbo e concorreu de modo
eficiente a attrahir a attencio do commercio eu-
ropeu para as materias primas do imperio e tor-
nar-nos mais conhecidos na Blgica o em outros
naizes havendo sido alias realisada, com dispen-
dio mi iuferior ao de ontras nacoes. Nossa co-
participseo embora modesta, a csaa testa d > tra-
balh >, mcreceu-nos lisoojeiras diatincco:s e sr-
nosla incentivo para em coudicoes raaisfavora-
veis nos apresenUrmos a futuras exposicoes. Si
verdade que a uniio faz a forca, o e pnn
Cipalmente quando se trata de dar ao estrangeiro
idea coudigna da patria no ponto de vista da pro-
duccao. Haja nnidade de pensamento e de aeco
e o Brasil, proveitando as lices do paseado, oc-
cunar conspicuo lugar, quando for convidado a
associar-se as lides do progresso e da cmlisacao.
Permitta-me V. Exe^ ao terminar este relato-
rio, enunciar um voto de profunda gratidao a
quantos eficazmente me eoadjuvaram an desempe-
nno das funecoes que tive a honra de exercer na
Exposicio Internacional de Antuerpia
Deus guarde a V. Exc.-Illm. e Exm. Sr. conse-
lheiro Dr. Antonio da Silva Prado, ministro e se-
cretario de estado dos negocios da agricultura,
commercio c o^ras publicas.-Comie de Vdleneuve.
a festa anniversaria da instituico do S.
Coraco de Jess, constando de missa solemne
com sermo pelo Hevd. commendador padre Mo-
reira da Gama, e bencao do Santissimo Sacra-
mento.
A' noite, haver ladaiuha, sermao pelo Revd.
carmellita fre Pedro da Purificado, beocJo do
Santissimo Sacramento e cnticos.
Cidaclp da Victoria Recebemos folbas
M'.a eidade *t 7 da passado.
Poi prete 91 FMMeweo Aatuwo de Sfaara,
iadustnoao laaapio qaaatadava aS explora* *s
Bsauam.
1) i casa da mb patrio auscaViit-*e o criad Pa-
r Ferretra de Mello, levando 7l|i em dinaara*
arias iotas.
(!Qfe Carta* maca Este Club fas ama-
oka um sarao earnaviUaeci, qne, ai julgar eloa
doa auno anteriores e pelos preparativos feito
agora, deve ser esplendido.
Os sales do Club estao sendo ricamente ata
via lo e tem sida rigorosa a fiscalisacao na dcs-
tribuifo dos convites.
A des'ribuica dos ingresaos pela respectiva
commisao ter nina, boje, na sede do Club ; e ama-
nh, urna commissJo de syndicancia se entender
com aa pesaoas qne fbrem ao Clab desfarcadas,
nao tendo ingresso as que nao estiverem decente
mente vestidas.
IClub do llaiiaarla--Gommunicam-nos:
. Como titulo de Club dos Mandarins, organi-
sou-se mais um grup) carnavalesco que percorre-
r.i as ras desta cidade.
Sao china bem caracterisados, que com a sua
philharmonica propriadirigem-se s casas de ami-
go*, saudando-os om sciis cantse aadrigacs,
taaendo exhibicao de um lindo e caprichoso pre-
sepio infantil do costumes brasikiros.
Armaieaasca na .llfandeg
O Jont-l do Commercio, da corte, n'um dos sous
ltimos nmeros tr.izidos pelo paquete inglez che-
gado no dii 1 do corrente, publicou as seguiutes
Uan is, que di> urna grato noticia aT commercio
iiaoor'ador:
Cousta-uos qu; o Sr. miuistro da f.u.'nda at-
tendendo ;i conveniencia de ser modificada a ta-
katta vigente de ann izeaage.n n* Alfandegas, ta-
bella oujrosiisima para o commercio, o por.isto
mesmo negativa para o fisco, resolveu, depois de
ouvir opimo, s compet.'iites, adoptar as seguiutes
taxas :
At 2 inexes
At 4 mezes
At mezes
Por mais de 6 mez 's
A tabella um "igor a seguinte:
At 1 mez'
At 2 mezes
At 3 inezes
Por todo tempoalm de 3 mezea
Consta nos que tambera foi resol vi Jo
fcviSTA DIARIA
1/2
1
1/2
2
1/2
1
1/2 /.
2 %
excluir
Aaaembla Provincial Funecionou
hontem em 3* sessilo preparatoria, sob a presiden
cia do Exm. Sr. Dr. Ratis e Silva, tendo compa-
recido 31 Sra, deputados.
Foi lida e approvada sem debate a acta da ses
sao antecedente.
O Sr. 1- secretario proeedeu a leitura do segum
te expediente: _
Duas autheiiticas da eleicaodo Poco da Panel-
la e Monteiro.A' 1 commisao de verificaco de
poderes.
Continuando a discussao do reqncnmeiito adia-
do na sesso antecedente, o Sr.Gomes Prente pe-
dio e obteve que fosse retirado.
Ccmecando o Sr.J- secretario a Ur um parecer
da Ia commisso de verificacSo dt poderes, pela
ordein reclamou o Sr. Jos Mara a leitura de Mi
reqaeriircnto que tinha enviado mesa, e, depoii.
de orar pela ordem o Sr. I- secretario, aquelle re
tiroa o equerimento, declarando que, opportuna-
mente o apresentaria.
Lido e submettido a diseuasao o referido pare-
ocr, que conslue pelo recsnheeiment de 25 depu
tad.'f, foi lido, apoiado, entrando conjinctamente
em discussSo o dito requerimento. assignado pe
los Srs. Maximiano Machado e Jos Maria, no
qual ped-.m com urgencia todas as actas dos di-
versos collegios, qne deixaram e ser presentes s'
comm3ses de verificacao de poderes.
.-ela ordem oraram os Srs. Costa Ribeiro, (que
enviou mesa om requerimento, pedindo a sas-
pensao dos trabalhos por dez das at que conste
estar findo o trabalho ekitoral em toda a provn
cia, at qne possam comparecer todos os elcitoa)
Antonio Correia, Barros Barreta Jnnior Jos
Maria e Maximiano Machado.
Sobre o purecer e requer mentas, excepto o do
Sr. Costa Ribeiro que nao foi aceito pela mesa
oraram os Sre. Visconde de TaDatinja e Jos Ma
ria.
Dada a hora e achando-se s.;bre a mesa um re-
querimento dos Srs JoSo de S, Correal ves Per
reir, Hereulano Bandeira, Rosa e Silva, Correia
de Araojo e Gcmes Prente, pedindo prorog.icao
da seseo por mais tres horas para que se adan-
tem os trabalhos da verificacao de poderes, foi
approvado.
Continuando a sessio proseguio no seu discurso
o Fr. Jos Maria, sendo-lhe negada pela Asaem-
bla licenca para retirar-e por alguna minutos
do recinto afira de tomar urna refeicao.
Adiou-se a discussao pela hora.
f Tribunal do Jury do ateclf*Era sos
siodeste Tribunal, foi julgadoors Jos Flix,
escravo de Jcs Pereiia, o qual, por ter mediante
arrombamento tirado para si, diversas pecas de
oupa do soto do 2 andar do predio n. 14 roa
lo Appollo. contra a vontade do seu dono Manoel
Joaquim de Magalhaes, achava-se pronunciado no
art. 269 do cod. crim.
O jury condemnou-o pena de 4 annos c b me-
Z Patroci'ou a causa o Dr. Maooel Portella Ju-
Ferimenlo crave-Ante bontem, s 8 112
horas da noite, em urna padaria sita ra de D.
Maria Cesar n. 30, o operario de nome Zeferino,
zangando-se porque o sen patrio, o Sr. Antonio
Fernandes de Figueiredo Paiva, dono do eitabe-
lecimento, quiz descontar-lhe dos vencimentos nina
quantia em que aquelle o prejudicara, jogou -lhe
o crneo um peso de 2 kilogrammas, faxendo-
he na fronte esquerda urna brecha de 3 centhne-
(ros de exlensao. ... _
Vistoriado pelo Sr. Dr. Souaa, foi considerado
crave o ferimento.
O delioquente, apeaar de perseguido pelo cla-
mor publico, logrn evadir-ae.
ttlalorio Pelo Sr. engenheiro director da
Reparticao das Obraa PubUcaa Provinciaes tomos
obsequiados com uoi eremplnr do relatara que.
em 15 de Janeiro findo, apreaentou ao Exm. Sr.
conaelheiro presidente da provincia acerca do mo-
da tabi-lta relativa armazenagem em dobro i. pl-
vora, a dynamite o outras inassas explosivas. Esta
rcsolui. pirece ter sido inspirada p.-la neoeasida-
de Ja evitar (jne suj'.n accumaladaa em depsitos
part'cularcs aquellas substancias, com risco da se-
guranza publica.
Artlata Mecbaaico e Liiberaea
A's G horas da UrJe de boje, rcuaem-se em as-
sembl* geral orlinaria os membros da Imperial
Sociedade di3 Artistas Mechanicos c Liberaes, na
respectiva sede.
atara* carnavalescos O Club Com-
mercial Euttrpe c a sociedade Recreativa Juven-
tude razem amanlia os saraos carnavaleroos, para
os quaes desde algum erapo se preparam.
Ambos promettem sej pomposos.
Baile carnavalesco-Noa theatros das
Variedades, na Nova II unbnrgo, e Sanio Antonio,
comecam araanbi os bailes pblicos do Carna-
val.
Ferro via deCaruar Nos tres das do
Oarnaval, a ferro-via de Caruar fari um servico
especial de trens entra o Itacife e Jaboatla. O
horario este:
Do Beci/e Jaboatdo: s 7 horas e 15 minutos,
9 horas e 10 horas da mauha; s 12 horas, 2 ho-
ra-, 4 horas e 30 minutos, 5 horas e 3J minutos, 6
bocas e 30 minutos da tarde; 7 horas c 3J minu-
tos e 8 horas e 90 minutos da noite.
De Jaboatdo ao Recife : s 8 horas e 5 minuto
e 10 horas da raanhil; 1 hora, 3 horas, i horas e
30 minutos, 5 horas e 30 minutos e 6 horas e 30
minutos da tarde ; e a 7 horas e 30 minutos, 8
horas e 30 minutos e 9 horas e 30 minutos da noi-
te.
Releva ponderar que o trem que partir do Reci -
te as lOooras da manha ir at a cidade da Vic-
t.ria, onde chegar s 12 horas e 15 minuto da
tarde, dalli regressando is horas e 55 minutos
da tarde, para jhegar ao Recite s 5 horas e 14
minutos da tarde.
Paquete i I ronde Eate paquete da com-
paubia das Metiaaeriee Maritimes, deve tocar
amanhii no porto do Recie, em viagem da Europa
para o sul do imperio.
Proclama de caaaaaentoaNa na-
ta a de Affogadas, no dia 28 de t'everuixo, foram
lidus os seguiutes:
De Manoel Felippe Santiago cosa Franeelina
Mai i a do Monte.
A vbora e o en inea.-(Dr. Giu-
teppe badaloni.=BttfleUino delle cieme mediche,
1884, fascculo 3.)
O autor comjca o teu trabalho fallando das
aaioentos era geral, e das especies que vivem na
Europa; descreve depois a anatoma d'estes aai-
macs e do apparelho do veneno, e passa analyse
chimica do proprio veneno, feita pelo Principe Lu-
ciano Bjuaparte, pondo-a em confrontajao com a
analyse receute do protessor Wcir Mitehell, sobre
o veueno da cobra cascavel.
Das ditas aaalyses resulta que o principio
activo do veneno viperino consiste em urna substan-
cia chamada eclduina ou uiperina, e o da cobra
cascavel u'auu tubt>tancia semt'hante chamada
crotana ; pelo que a aeco dos dous venenos
identici e os eifeitos mais graves da dentada da
cascivel devidos ser a sua quantidade muito
maior.
Ete principio activo obra chmicamentc como
os fermentos soluves, posto que recentemente o
Dr. Lacerda teuha sustentado que nelle se contera
fermentos tgarados empinantes aos bacterios.
'Badoloni tem igualmente observado com o micros-
copio o veneno viperino, mas niio acbou n'elle bac-
terios, c s corpsculos semelhantes aos leuco-
citos.
Passa depoia o autor a ocoupar-se de diversas
nuasloes sobre o modo de actuar do veneno da vbo-
ra. Assim une quorem que ella emitte ou lanca fra
de si cinco centigrammoa de veneuo, e outros sete ;
Badaloni, par suas obervacoes sustenta que ordi-
nariamente urna vbora emitte menos de cinco
centigraramas de veneno, mas que em alguna ca-
sos pode emittir anda mais e at dez centigram-
mos, como urna vez vio. A aceto do veneno
muito mais forte na estacao quente, e quando o
animal na > tem desde muito mordido.
Descreve depoia o modo de morder das vbo-
ras e os phenomenos locaes e geraes causados pelo
seu veneno, Ilustrando este ponto cm um caso
de propria observacio feita n'um camponez de 45
annos que, mordido poi urna vbora, apreaentou
desde o principio phenomenos geraes, que depoia
ae metgaram h cessaram totaments depoia de
cerca de eeis dias.
A esta observaco segu urna outra com refe-
rencia a um joven de 18 annos, que ae deixou ino-
cular com 4 ou 5 centigrammoa de veneno tirado
da cabeca de vbora, conservada por 24 horas no
alcool. Os phenomenos, posto que brandos, se
apresentarim da mesma forma ; pelo que o autor
demonstra que o alcool nao antidoto do veneno
viperin'-.
- Depois' de ter fa.lado d'outros pontos acensa
do mesmo aasumoto, isto do modo usado pelos
cacadores para apanhar vboras, e das propreda-
dea medicamentosas queja aa attribuio tal ve-
neno, volta a tratar com niaia capecialidade do
modo de actuar do veneno viperino} que, segundo
viawnto d'eaaa reparticao" no anno prximo passa- 6u0) degBnvolve urna accio directa deprimente
aeno, mas como excitantes.
I a di toma arteAnte -hontem publicamos
u'um telegramma de nosso correspondente da cor-
te, a noticia do fallecimento da esposa do Dr. Tci-
xeira de Souea Ignoravamoa cnto de quem se
tractava. Agora, porm, sabemos que o telegram
ma cogita va da joven filba do conhecdo e eslima-
do pharmaceutico Sr. Barbosa, a interessante mo-
ca que se chamava D. Isabel Maria Barbosa Tei-
xeira de Soasa, casada a 6 de Fevereiro nltimo
come distiacto aaedico lar. Joaquim Eduardo Tei-
xeiraate Saaaa.
AJaditoaaMOga, qadaram) cinoo anaae esps-
rou palo alaeea'ie aarecia oauaciar^be sn ri
jjliiaapa, oaatava 24 arioaveras, osa, ao di-
icr da jae a\ pea a eoahaceram, am ajo de
b jii daae, am a a t ua ao gsaaa.
Caaada, no da 5, em Sea dato, par forca
naior fai obrijrad.' a oapieaeader unta vvaajatn ao
aal em ampanWa 'fmmm d^aaeapaaa; oa*ar-
cou no da 23 de F< r- ir >, no paquete nacional
Espirito Santo, forte e >em dispoata, longe e bem
longe de suppor que lhe seria funesta eBsa via-
j-em. .
Horas depois de sabir o paquete da provincia
do Espirito Santo, a infeliz moca sucumbi nos
bracos do desolado eapoeo; de arte qne ebegnu
corte j cadver, e asam entrou na casa que de-
via recebel -a como esposa felis !
Inditoaa sorte e que golpe terrivel para a fa-
milia que a idolatrava !
Receba essa Ilustre familia a expressilo dos
sentimentos com que nos associamoB sua dor.
L iloje :
Peto agente Gutmao, s 11 horas, na ra do Mr-
quez de Olinda n. 18, de bisnagas e dividas.
Pelo agente Brito, s 11 horas, na ra do Via-
c;nJe Je luhauuia n. 43, de movei?, bufas, vdros,
etc.
Pelo agente Sveira, s 11 horas, na ra do
Imperador n. lti, de sitio.
Araanb :
l'e'o agente Brito, a 11 horas, na ra do Impe-
rador n. 16, de um sitio.
Pelo agente Gutmao, s 11 horas, na ra de
Santa Therexa u. 30, da inverna ah sita.
MiN*a fuucbre. -Serio celebradas :
Hoje :
A's 8 horas, no Carino, por alma do coronel
francisco Manoel de Souza Oliveira; s 8 horas,
na BMCr do Cabo, por alma de Jo* Paulo do
Reg Brrelo ; a 8 horas, em S. Francisco de Se-
rinhiem c na matriz de Rio Formoao, por alma do
coronel Francisco Manoel de Souaa Oliveira.
Amanha :
A's 7 1/2 horas, no Carmo, por alma de Miguel
Moreii a de Souza Maia s 6 horas, ua igreja da
Penha, por alma de D. Catharina de Senna San-
tos ; s 8 horas, na igreja do Paraizo, por alma
de D. Isabel Mara Barbosa Teixeira de Souza.
Operacoe clrarsclcaForam platica-
das no hospital Pedro 11 no dia 4 do corrente
as seguintes :
Pelo Dr. Estevo:
Exciso pelo thermo cauterio de lephantiasis
dos grandes labios.
1-r.Pclo Dr. Pontual:
Postbotomia pelo thermo cauterio reclamada por
phimesia e cancroa
Cana de Melencao Movimento dos pie-
6>b no dia 3 de Marco :
Existiam presw 314, entrarsm 4 aahiram 10,
existe m 308.
A saber:
Nacionaes 284, mulheres 3, estrangeiros a, ea
cravos sentenciados e processados 9, ditos de cor-
reccio 7.Total 308.
Arraooados 296, aendo : boos 289, doentea 7.
Total 296
Movimento da enfermara :
Teve alta:
Jlo Fcrreira da Motta.
Colora.da provincia Quinta-feira II
de Marco, se" extraUiri loteria n. 42, em bene-
ficio da Ordem Teroeira do Carmo.
No consistorio da igreja de Nossa Senhora da
Conceicio doa Militares, se achanto expostas as
urnas e as espherus arrumadas em ordem
rica, apreciaco do publico.
Lotera do BU A 4" parte da lotera n.
195, do novo plano, do premio de 100:000*000,
ser extrahida brevemente.
Os bilhetes aeham-se venda na Casa da For-
tana ra Priaoeiro de Mareo.
Tambem acham-se veada na praoa da lnde-
eia na. 37 e 39.
Lotera Kairaordloaria da Tp-I
ra-Poa_0 4 e ultimo sorteio da 4 e 6 aeresi
desta importante loteria, cujo maior premio de
150:000*000, ser extahida a 9 de Abril.
Acham-se exposto a venda os restos des buho-
tes na Casa da Fortuna ra Primeiro de Marco
= 23.
tlerlaCeart>OOiOaold)0-
A' 7 aene d'esta grande lotera, eujo maior pre-
mio de 250:000000, se extrahir improterivel-
mente no dia .. de marco, as 2 horas da tar-
de.
Os bilhetes acham-se venda na Casa da For-
tuna, ra Primeiro de Marco n. 23.
Lotera de alaeel* de OOiOOOOOO
A 18* parte da 11" loteria, cujo premio grande
de 200:000*000, pelo novo plano, aera extrahida
impreterivente no-dia 9 da marco s 11 horas da
manha.
Bilhetes venda na Casa Feliz da praca da In-
dependa ns. 87 e 89.
Maladouro Hnblico. Foram abatidas
no Matadouro da Cabauga 55 rezes para o consu-
mo do dia 5 do correnta mea.
afercado atunietpal de H. San.O
movimeuto dcato Mercado no dia 4 do corrente,
foi o seguinte:
Entraram :
33 boia pesando 5.168 kilos.
421 kilos de pcixe a 20 ria 3#4z)
18 taboleiros a 200 ria 1*6.0
40 cargaa de farinha a 200 ris 8*000
10 ditas de fructas diversas a 300
ris 3*000
7 Suinos a 200 ris 1*400
Foram oceupadoa:
21 columnas a 600 ris 12*600
44 tainos de carne verde a 1*000 44*000
20 ditos de dito a 2* 40*000
42 compartimentos de tainha e co-
midas a 500 res 21*000
62 ditos de legumes a 400 ris 80024*
10 compartimentos de auino a 700
ris 11*200
12 ditos de fressnraa a 600 ria 7*200
y do Commercio, onde funcciona a ios-
pernio da saude do porto. Para qualquer
Testes dous pontos poderio ser dirigidos
)s chamados por carta as indicadas horas.
Dr. Miguel Themudo madou s< a consul-
torio medico e residencia para a ra Nova
a. 7, 1. andar, ond d consultas das 12
horas s 3 da tarde e race'je chamados a
bualquer hora. Especialidadespartos, f-
feres, yphilis e molestias do pulraSo e co-
raofto.
Dr, Brrelo Sampak Si consultas de 1
m 4 Jras da tarde, n do Bra da
Yiaaaria n. 45, 2." andar, residencia ra
lo aaaachuelo n. 17, canta 4a roa do Pires.
aormacaasa
JUb Francisco Teixmra tem o mtm es-
critorio ra do Imperador n. 42, 1.
ndar pode ser procurad) em sua profis-
s3o, das 10 l hora da iarde.
O bacharel Benjamim Bandeira, ra do
Imperador n. 73, 1. an lar.
Jos Bernardo Oalvao Alcoforado Ja
nior contina no exeroicio sua protisso
de alvogido, e p le ser ptocurado no es
eriptork) de seu pai, ra 1. de Marco
d. 4, 1. andar, das 10 horas da manhS
s 3 da tarde.
Henrique Milet. Ra do Imperador n.
22, 1. andar. Encarrega-sc de questss
as comarcas prximas as linhas frreas.
Dr. Oliveira Escorel, '.i. promotor pu-
blico, tem seu escriptorio de advogacia na
ra Primeiro de Marco n. 2.
Jote Bandeira de Mello ndvogado -
ra do Impender n 37.
Drogara
Furia, Jjrinho & C-, drogustas poi
attacado. Ra Mrquez de Ond n. 41.
Francisco Manoel di Silva & C, dopo
sitarios de todis as especialidades pharms
cutoAs, tintas, drogas, productos chimice
e medicamentos homceooaticos, ra do Mar
quez de Olinda n 23.
Serrarla a Vapor
Serrara a vapor e ojjicina de carapina
de Francisco dos Santos Maoodo, caes de
Capibar33 n. 28. N'esto grande estbale
cimento, o primeiro da pro 'incia n'esto ge
ncro, comprase 6 venda-so madeiras de
todas as qualidades, serrase madeiras de
conta alhia, assiai como sepreparam obras
de carapira por mt-china o por precos sem
corapeteucia.
Mndanca
O baclvxrel Pedro Oaudiano Ratis e SU-
va, mudou su i residencia da Estrada de
Joo de Barros para a ra Velha de Santa
Rita n. 29.
dos, seria um intento criminoso, que nao se C3a-
duna com a ndole pacifica desse trrande partido,
cujo p:ir>3ido um testemanho autheutico de seu
amor ordem, de seus sentimentos de justica e
moralidade, e, finalmente, de seu reapeto ao cum-
primento fiel da le.
Coucedido, porm, que nada disso aconselhas3e
ao partido do governo a maior tolerancia, nem
lhe impedase a suggeatao de meios indecorosos
para obstar o livre exercico do voto,_ anda neaae
caso seria m infundadas as exprobacoes que o or-
gao opposicioniata ten) registrado.
Para consideral-as verdadeiras, mistar seria ad-
mittir a conuiccncia do ntegerrim administra-
dor da provincia na pratica deasea commettimen-
tos, o que involveria um conceiio offensiv ao seu
carcter, e ao mcamo temo j contrario ao que tem
ello conquistado no desempeuho de commisso.-s
igualmente haportaates, de que em outras occa-
sioes tem sido incumbido.
Apto para o cargo ^ue exerce, doptado de om
espirito lucido, e enriquecido pela expeeienca ad-
quirida em umi longa vida publica, con.-umiJa
toda no servico de suu paz, e na pratica de actos
que lhe tin grangeado a estima e o reapeto de
seus concidaditos, o Exm. Sr. conselheiro Costa
PereUa julo poda puntuar lioje eom o crime, nem
empannar em curta adminislracio um passado
glorioso, que lhe assegura honrosa traiicao, e ha
de gravar-lhe o nome na memoria dos viodouros.
Nao fosacm generosos no pleito os amigos do go-
verno, que oa ecuj designios nao haviam de tir a
aanecSo de S. Exc, que tao b?m tem sabido cor-
responder a confianca imperial, inspirando-se so-
mente na le, quando delibera e resolve, sem pre-
oceupar-se com as hossanas que aa suaa decisoes
peaaam, ou nao, provocar.
O que, portanto, resta hoje aos adversarios da
stiiHco ii.itc-jnte. a resignaclo do vencido, e o
abandono do proposito que parecem revi-lar, de at-
tribuir o infurtunio das urnas a causks que des-
lustrara a gloria de seus leaes vencedores.
P0BL1CAC0ES A PEDIDO
O pleito eleitoral nesta pro-
vincia
do.
Agradecemos o mimo.
IS." dialrlcto Temo conhecimrnfo de
maia estes resultados do 2* escrutinio para dipu-
tados provinciaea, 10 19 distri'-.to :
Salgueiro
Bario de Caiara
Solonio Soares
Souza Ferrai
Leopoldina
Solonio Soares
Souza Ferraz
Bario de Catar
Resumo da votaco eonhecida :
Major Solonio Soaraa
Barao de Caiari
Capito Francisco 8. de Soasa Fama
e 7 em separado. ___. _
atrla aesaat AaiaalaE' boje, a 7
horaa da manhi, e nao as 9 hora como hontem
29
ie
3
180
175
106
primeiro sobre as funecoes cardiacas, e depois so-
bre os centros nervosos.
Por ultimo expoe dvereoa meios uaadoa para
curar aa mordeduras das vboras desde os mais
anigjs totopos at ao mais recente, isto ao per-
mangaos to de potassa proposto "pelo Dr. Lacerda.
Badaloni, mediante experiencias proprias, anatenta
que o perinangaaato de ootaaaa nao tem accio espe-
cifica contra o veneno da cobra, mas que pode pro-
duzir urna certa vantagem, principalmente se
injectado logo depoia da mordedura.
A cun que elle aconaelha contra a dentada
da c ,bra a seguinte: fazer urna apertada liga-
dura entre a ferida e o coraeio, depois injectar
ama sol,ucio de permanganato de potassa, no caso
de estar prompta e chegar logo ; depois dilatar a
terida com um caivete ou faca bem fiada e cau-
teriaal-a com ama ponte, de ferro incandecente.
Internamente elle aconselha os tnicos e ex-
citantes, como o vinho generoso com quina e o
De ve ter ai do arrecaiada neste dia a
qnantia de 1814420
Precos do dia:
Carne verde a 320 e 560 tia o kilo.
Suinos a 500 p 600 ris idem.
Carneiro a 800 c II ria idem.
Farinha de 320 a 640 ria a cuia
Milbo de 840 a 400 ris idem.
Feijio de 640 a 1280 ria idem.
Cemilerio puallcoObituario do dia 2
do corrente :
Joaquina Maria da Conceicio Botelho, Pernam-
buee, 83 annos, casada, Boa-Vista; diarrhea.
Clemente, Pernambuco, 15 mezes, Boa Vista ;
gas tro enterite.
E isa, Pernambuco, 6 dias, S. Jos ; ttano dos
recomnascidos.
Jos Francisco de Mello, Pernambuco, 22 an-
nos, soUeiro, Boa-Vista ; eacrophulaa.
Jc'sepha Maria da Conceicjta, Pernambuco, 28
annos solteira, Boa-Vista ; tubrculos pulmona-
res.
Fortunato, Pemambaco, 7 mezea, B. Jos;
albropsta.
Jos, Pernambuco, 4 mezes, (iraca ; entero-co-
lite.
Emilia Carlota dos Santos, Portugal. 45 annos,
vinva, Recife ; tubrculos pulmonares.
Maximiano, Pernambuco, 60 anBos, Boa-Vista ;
hernia.
Philomena, Pernambueo, 21 annjs, Recife ; ana-
sarca.
1HD1CAQ0ES DTE1S
eate
Consultorio medico cirnrs;ico do Dr
Pedro de ttalayde Lobo afoacoao 4
raa da diaria a. a*.
O doutor Moscozo da consultas todos os
dia uteis, das 7 s 10 horas da manha,
Este consultorio offerece a commodida
de de poder cada doente ser ouvido 6 exa
mirado, sem ser presenciado mor outro
De meio dia as 3 horas da tarde ser o
Dr. Moscozo encontrado no trrelo pra
Depoia de um estudio poltico de sete annos, em
que a violencia con cu o pareo com a fraude nos
comicios elaitoracs, Pernambuco exulta e eongra
tula-se p lo termino de um pleito, onde, ao envez
do qne antea succedia, aeaomou a berdade,
nunca xoi conspromettida a smceridade do governo
por laivofc sequer de urna f suspeita.
Komomem em que alvorotav* todos os espiri-
tas a reataurucio das bacchanae, d'onde outr'ora
sorgiam os depositarios da confianca nacioual,
sem duvida edificante o contraste do ultimo pleito
da phase pilitic 1, prximamente fiada, com a lueta
que ha nuco termino*.
Nessa poaa, em que a anarchia tudo asaober-
bou, nem as tentativas ousudamente arriscadas
para a deficacia de documentos pblicos, nem
oe taedoa attentadoa, que profanaran o? templos,
provocara a vindicta 4a le.
Hoje, durante o periodo de duas eleicoes, cada
orna com dous escrutinios, a ordem publica nio toi
alterada, nem articulou-sc urna justa aecusacio
contra a interveucAo da autoridade as asseaablas
popuUres, onde apreaentaram-se os partidos dis-
putando porfia os iouros da victoria.
Poueo importa que adversarios intolerante ten-
tem iucutir em nimos elbeios que nio seriara
vene-idos, se resistencia do poder nio tiveaae em-
bargado a mauteatacao livre da vontade de seus
concidadaoa.
O que olios escrevem e nio caneara de repetir,
no designio ds .provar esse caneeito, resvaiaudo da
verdade, nao ibes favorece os intuitos.
A neutralidad*; do governo neaso pleito perma-
necei sobranseira maledicencias e s invecti-
vas da iiqprenaa partidaria.
Humilhadoa perante a propria eonacienoia pelos
erros e desatinos oommettidos, quando dispunham
do poder, os falaoa apostlos da berdade, e x vez
de lesem na advorsidade das urnas a aentenca de
justa condemuaco, aimulam ver nos iouros do ad-
versario o resultado da compressio e da violencia.
Para communicar cssa erenca, que nio sentem,
aos que dcsconhecem o modo parque correu o pro
cesso eleitoral na provincia, abantasiam iufioidade
de factos, cada.qual maia inverosmil; e todos re-
feridos com o mesmo criterio que sobresane na oe
tabre denuncia do desembarque de urna mtlralha-
i'.Ora; e as accusacoca motivadas pelo aupposto
apparato e eraprego da forca publica, o por iuti-
maco.'s e ameacas feitas ao tunecionalismo.
Todas essas arguicoes, iuapiradaa ao orgio op-
posciouisto pelo anathema que ulminou o partido
que o maiitem, nunca corresponderio ao intento
com que foram delatadas, depois dos protestos fe-
toe na imprensa, fundados em documentos otficiaes,
e de conhecdo o modo porque votaram ostensiva-
mente os empregadoa pblicos, que nio eotnmun-
gam oom o governo as suas crencas polticas.
Felizmente, a opioiio nio se ieavaira hoje f-
cilmente com aa myatifioacoes da imprensa, nem
jura sarvilmeate as paiavras dos novelleiros po-
lticos.
Quem apreciar imparcialmente o pronunciamen
to desta provincia ua escolo de seus represen-
tantes, depois do .novo rgimen eleitoral, acredita-
r sem heaitacio que o resultado do pleito, ha pou-
eo concluido, nio poda deixar de ser favoravel ao
partido conservador, cujo triumpho era j augura-
do pelo xito feliz, que obteve sempre as luctas
em que finpenhou-se, a despeito da f pnica dos
seus adversarios.
O que nio parece natural, nem mesmo verosmil,
que os vencedores da vespera ae rendessem
descreci uo dia seguinte, quando deviam osten-
tar se mais vigorosos pelo iofiuxo do poder.
O partido que, duraute um periodo de ostracis-
mo, teve a forca e o prestigio paiaeleger em duas
provincias todos oe seus candidato?, excluindo des-
t'arte os aeus adveraarioa de duaa listas trplices,
submettidas mais tarde consideracio imperial
Eira a cscolha de dous senadores, nio precisava
aje, paraToasegnir meuores triumphos, recorrer
ao manejo reprovado da foros publica, s ameacas,
nem intimidacio por meio dessa decantada me-
tralhadora, descoberta somentc pola lento da fo-
|ha opposicionista.
Se refl .'ctir-se anda no resultado da elcicao,
comparado com aquelle que o partido conservador
conseguio, nesta provincia, durante a situacio fin
4a, o conceito, por esse exame suscitado, iuduzir
os espiritas desprevenidos couviccio de que nio
poda ser maia completa a abatenco do governo,
nem mais c recto o seu procedimento.
Triumphando sempre na conquista do voto,
quando corubateu fra das ameias do poder, era
natural que, tendo este hoje em sen favor, se avan-
tajaase na outhorga do mandato poltico.
Sem a confianca do maior numero doa districtos
da provincia, onde foram sempre vencidos na po-
ca em que a omnipotencia do poder lhea transmit-
a forca e animao&o, os adversarios polticos do
governo deviam logo prever que, dos deapojos da
pugna em que iam empenhar-se,* s urna nfima
parte Ihes havia de caber era partilha.
Todas essas ponderacoee revelam evidentemen-
te quo ao partido conservador, pujsnte na opposi-
ci, nio convinha, guando o elemento governati-
vo lhe commtnicava maior exhuberancia de vida,
o emprego dos meios extremos, denunciados pelos
seus contendores, mxime nio podendo estes ofte-
recer-lhe vigorosa resistencia na lucta que iam tra-
var, e cuja dreisio sempre lhe fSra propicia.
Nessaa cotidicdes, a vi oatenta^o da forca,
acompanhada do cortejo de expedientes reprova-
Ao Mr. Cordeiro
V tomando ae notas :
No aabbado e domingo appareccu as ras de
S. Goncalo e Prazeres, depois de 10 horas danoite,
um innocente pebre, butendo as partas das fami-
lias, esmolando, tora de horas ?
Ainimiga polica dettas ras, nem nada, como
sempre.
Na noite de 2,]terca-feira, o Sr. Santos Escobar,
quando se diriga para casa de sua residencia
ra doa Coellvis, ao passar pelo oitio da ignja de
8. Goncalo, fui aggreddo por um individuo e os
inseparaveis guarda cvicos foram vistos por um
oculo.
O entrado nos bate a pjTta.
Continuaremos... nao se se me entende.
Dr. Bobagem
Os eiuprestimos do roverno
Anda hontem urna emissio de papel-moeda de
25,000 con'.os, e tio depres-a um eoiprestimo de
seis milhes de libras, ou o de 50,000 contos para
resgatur papel-moeda, segundo nos annunciam os
teltgrammas de boje deste Diario. Anda bem
que fez se luz depoia de tio longo perodo, que
s com multa pancada tarde pode convencer;
porm mais val tarde do qae cuaca.
E' verdade que j ha mais de um anuo que ae
conheceu a deagracaaestaseriede suecessivas emis-
soes, tanto que urna commisao de deputados fui
incumbida de eatudar ua meios do resgste do pa-
pel; mas inda a tal commisso nao havia apre
sentado o tructo de euas investgacoea, e a cma-
ra dissolvida decretava essa emisaao de 25,0 contos. S depoia veio o parto da montanba, es-
se projecto de que t hontem nos temos oceupe-
do, e qae nio um ratiabo como o da fbula, mas
um monstro horrendo como aquelle de (Jainoss, t'a
zendo-me Unto modo velo em obra, que peguei-
me com elle de eorpo e alma, at ver que nio cor-
remos mais o risco da davaatacio de suas proezas,
at ver que com o meo ae enenntra o pensamento
do governo, tratando da conversio do papel-moe
da pelo emprestimo. Dem haja! e nao seja isto
apenas urai teutativa ijuv, falta de tempo e o^
recursos ou medidas adquadaa e harmnica', dei-
se de ser coadj avada para susientar-se perma-
nente oom todo o desenv.'lviinento neoessaro. Nio
venhara os apertoa insoluveis par falta de outras
muitas medidas financeiras s econmicas, como as
expuz na aprcoiacio daqelle projecto, fazer vol-
tarmoa anterior pratica das einissous, como me-
dida fcil e prompta, para solver difficuldadas que
ta* at tenham provisto e prevenido.
Em tal caso nunca recorrer a emissao. MU ve-
zea o empxeaUmo .sobre amprestimo, einbara p ira
manter a vida ordiuai ia d na^io, emquanto nao
faz-so luz para por medidas econmicas tornar-
se O paiz prospero e rico, livre das pease eoneur-
reucia que, cxnaunndo todos os f ructos do traba -
lho e os transportando, uos lauce cada dia em maia
profunda miseria.
Nio obstante, Dorm, o acert, segundo me pa-
rece, dea.se meio para resgatar o papel-moeda, e
a neceasidade de sua urgencia, ha todava muito
a considerar nesta medida e mais anda na sua
prioridade a certas outras, ou ao menos a urna
aellas. Nio seria prcfenvcl em primeiro lugar a
convenio doa juros da divida publica de 6 em
5 /o? Supponho que sim, porque vamos poupar
muitos mil contos de juros tanto dos antigos, como
dos novoa e futuros emprestimos; e o meio bem
fcil.
As apolices de cont de ris estio com agio de
quaai cem mil ris; portento o emprestimo que
vai ser pedido de 50,000 contos deve ser com o
premio de 5 "/o- Eatou certo que nio ha de ser a
offeria tio grande como se fosse a 6 %; mas por
pouca que seja, bastante para se comecar a ope-
racio da conversio. Feita a chamada aorta,
dos nmeros das apolices de todas as series, bem
poueo serio os possuidores que prefiram receber a
importancia de anas apolices a convertel-as ao ju-
ros de 5 /. E oa poucos que nio se cooforma-
rem, em oreve tempo voltario a comprnr as apo-
lices de 5 terna estar convertida ao juro de 5 / e o gover-
no est armado oom o dinheiro do emprestimo que
sobrar do pagamento das apolices que nio forem
convertidas, paia resgatar urna porcio do papel-
moeda.
A primeira eperacio como nio pode levar mui-
to tempo, deixa lucro bastante para compensar o
prejuizo da demora do resgate do papel.
E este resgate nio deve ser de grande quantia
de urna ves, porque produz um choque brusco e
violento em todas as relacoes econmicas do paiz.
S om a noticia do resgate dos 50,0JO contos ou
dos seis milhes de libras, o cambio subi em dous
dias de 17 a 19.
As mdeidas soladas para urnas finaocas tio
complicadas como as nosras, nio podem produsir os
resultados esperados; vem antes baralhal-as
mais e nullrficar os seus effeitos, se nio tornarem
mais arruinadas essas finanone.
Ua dado a que ninguem d attencao e que no
emtanto de um pernicioeiseimo etfeito, o pa-
drio da nossa moedao real,que nao existe,
idea vaga, que nao corresponde a objecta algum
.que exprima urna unidade do valor.
Para nio nos oocuparmos de muite cousa de
urna vez, daixemos esta e outras partes deste as-
sumpto para outros artigos.
Marco 21886.
Affonto dt Albuquergite Mello.
ni t Vicente Pereira de Andrade, pai da
recem-casada, e peco-lhe que venha com
sua assigoatura imprensa declare ae as
aossas familias j tiveram relacSes de ami-
8adesi algmna vez so visitaram e si
sua dignissiraa filha sob qualquer pretexto,
accidental ou propositaltnente, antes de ca-
sar-se veio nossa casa.
S. S. est habilitado para fazer essa de-
claroslo porque, zeloso e hoar..do pai de
familia como o considero, com certesa deve
saber com quem sua familia mantera re-
lacoes nesta cidade.
Si, porem, S. S. nio se dignar respon-
der-me, tjmaret'seu silencio como urna ne-
gativa s tres perguntas cima formuladas.
E' assim que quero confundir o amigo
de S. S. oficioso e encarnicado.
Tambem se afirma que estive no Car-
mo o assisti o casamento.
N3o devia descer a refutar essa escanda-
losa inverJade; entretanto affirmo que nao
sahi de minha casa nessa noite, pois niio
devia retirar me quando n'ella se achavam
muitas familias que vieram abrilhantar o
baile offereciio ao meu diguo amigo Dr.
Juvencio de Aguiar.
Neohuma parte directa ou iadirej'.a tive
nesse tilo commoutarlo casamento a respei-
to do qual os que nelle tomaram parte
guardaram de mim a mais conpleta re-
serva.
Comtudo, nSo sollicito dos meus odien-
tos e desleaes adversarios polticos que me
poupem, no ; explorem esse acontecimen-
to como quizerem ; tirem delle todos os pro-
veitos ; sirva elle mesmo de vlvula respi-
ratoria dos dcapeitos comprimidos pelas
derrotas soffridas; mas nao perturbem o
sanctuario das familias.
.Respeitem ao menos isso que sagrado.
Quanto ao que se diz no artigo cm ques-
tSo, do meu presadissirao sogro Dr. Beliar-
mino (Jorr.i, tulo inteiramente falso. Elle
em nada influo para que so realisasse o ca-
samento ; e at nessa noite nao esteve na ci-
dade para onde s voltou do sen engenho
dous dias depois do facto.
Finio aqui, esperando nao voltar mais
sobre esse assumpto.
Goyanua, 2 de Margo de 1886.
Niio de Miranda.
-\'5o desaninei bellas sentaoras
m. a 12
Quando voasas formosas raadeixas principiara a
adelgacar. Fortificai e fortalecei de novo o crneo
c as fibras amortecidas com o incomparavel e afamado Tbnsco Oriental.
A nctureza requer e suspira por um apoio arti-
ficial afim de reproduzir aa fibraa perdidas e este
vigorador nutritivo d a asssteucia necessaria.
a> o crneo se acba resequido e esfoliado o t-
nico lhe restituu nova vida e d aos cabellos um
lustroao esplendor tio brilhante e uave qual a
aeda a mala fina.
Agentes em Pernambuco, Henry Forster & C.,
ua do Commercio n. 8.
4o dislindo eleilorado do 6*.
dislriclo
Agora que me chegou as mios o diploma de de-
putado Assembla Provincial, eleito por esse
6" districto cora urna maioria do 145 vetos, facto
este que prova cabal e cloquentemente ter sido
aympatbica, e bem acolhi Ja a mista candidatura,
cumpro nm dever aagrado manifestando pela rm-
preosa, j que o meu catado de saude nio per-
mitas que o faca por outr* modo maia significa-
tivo, o meu sincero c eterno reeonhecimento pela
honra e confianca de que me achou digno.
No exercieio do honroso mandato, que me con-
ferido, inostrarei a boa vou:ade, que acta em meu
espirito, de promover, quanto puder, o bem da
provincia, principalmente o do districto, que me
escotfoeu para um dos seus representantes.
Espero e peco mesmo com instancia a03 saeus
comprovincianos o seu auxilio neste meu intuito,
lembrando-me e indieando-me quaesquer molho-
ramentos, beneficios ou providencias, quo possam
ser deliberadas pela Assembla Provinciil a bem
dos habitantes de qualquer das localidades da
provincia.
Keeife, 2 de mareo de 1886.
Pedro Gaudiano de Ratis e 'Uva.
Ao commercio
Nesta data acibei com o meu estabelecimento
sito a ra da Imperatriz n. 78, nada devendo nesta
praca; quem se julgar meu credor apresente-se
ra da Gloria n. 150.
Eecife, 2 de Marco de 1886.
Joo da Silva Camoes.
t Mmliw
Ooyatiaa
Um anonymo nuda, monttndo, caluin-
niou-mo em artigo publicado na Provincia e
Jornal do Recife sobro o casamento cele-
brado na egreja do Carmo desta cidade
em a noite de 4 do mez fin lo.
Os meus dous distinctos o particulares
amigos Drs. Djmocrito Cajtalcante o Ju-
venoio de Aguiar snhiram logo em minha
defeza e fiaeram-na cabal e conviucente,
dando assim mais urna voz prova dos do-
tes de seu espirito a dos seu* nobros c ge-
nerosos sentimentos.
Sinceramenti lhes agr le jo essa estirna-
vel manifestado de amisade, dedicacao e
lealdade.
Entretanto h j um ponto mas malvolas
arguicoes desse anonymo., quo por sem du-
vida nao um .cavalheiro, que desejo fi
que bastantemente esclarecido.
Declara o detractor qae a victima imio
cunte foi attrahida a o seio de minha fami-
lia para ahi tramar noivo.
Pois bem; .appello solemnemente para a
dignidade e lealdade do Sr. capitSo Anto-
Medii'o parte!ro e operador
Consultorio ra Duque de Caxias n. 59
Io andar
Rssiimia n So Paysiain 115
CHAMADOS POSESCRIPTO
Cajurubeba
Manoel Joaquim das Trevas Marinho, piurm-
ceutico, commissario vacciuador da cidade da
Victoria, capitio reformado da guarda nacional
e encarregado da pharmacia do presidio de Fer-
nando de Noronha, provincia de Pernambuco.
Atresto que o preparado Cajurubeba do Sr. Fir-
mino Candido de Figueiredo, applicado no presidio
de Fernando de Noroaba pelo di tiucto e Ilustra-
do 2o crurgiio do corpo de saude do exercito Dr.
Joio Alexandre dn Seita, obteve feliz resultado
as ilteceoes rheumaticas e ou ras molestias do
systeraa purulento. E' de esperar quo esta flora
brasilcira bem eenhecida, com eatudus ther.ipeuti-
cos ser mais um agente que tem de favorecer a
human i da de.
Como brasileiro de coraco orgulho-me de ob-
servar mais eate preparado qos annaes pharma-
aaaB.
Em f da verdade pa*so a presente ; podendo
V. S. fazer s u8o que lhe approver.
Keeife 21 di Janeiro de 1886.
Manoel Joaquim das Tvevas Marinho.
A firma estova reconhecida.
Fados e nao paiavras
Aos q'ie se desejam tratar sem comprometter a
saude om preparados mineralgicos.
Nesta typographia e na ra Direita n. 43, l.
andar vende-se tinturas homeopathicas para ino-
fensiva cura das aeguintes molestias : asthmatico,
anda mesmo bronchitico: eiyaipela, enxaqoecaa;
intermitentes (sem o emprego do fatal quinino);
toase convulsa, falta de menatruacio ; cmaras da
sangue : estancos ou tnetrrte ; dores de denles ou
nevralgias, metrorragia ; vermifogos, dentio&o e
convulaoes daa criancas ; tudo manipulado de her-
vas do paiz. .
Aasim como tratara se escrofulosos em qualquer
grao e gommatosos.
ico
Dr
Tristao Hcnriqucs
Costa
>..
<
m4|
.
15
aa 1 l'nto n.
aultas das 11 s 2 horas.
Chamados a qualquer hora.
Telephone numero 54.
ajassaMaps**1
CM





Bh


\

Diaria de FernambucoScxta-feira 5 de Marpo de 1886
O baeharel Francisco Crrela
Llota brlnho
parteoipa an Srs. ,*studautes qaa tom
absrto um curso de Arilhmetc,, Algebra
e Oeometris, ua ra da S. Borja, amiga
de Sebo n. 12.
eslas li Uta e
i
Dr. Silva Brito, medico cliuico do Maranho
tendo praticado ltimamente nos printipaes hos-
ditaes do Pars e de Vicua d'Austria, onde decli-
cou-se especialmente a partos, molestias de rau-
lheres e de criaacas, offerece seus servicos ao res
peitavel publico desta cidade, onle nxou sua resi-
dencia.
Pode ser procurado do mo dia i 3 horas 3a
tarde no seu consultorio ra larga do Rosario
n. 26,1 andar, e cm ouira qualqutr hora do dia
ou da noite ra da Imperatriz n. 73, sua resi-
dencia.
Dr. Genmeia Leite
nt:imo
Ti o seu eseriptorio a ra do Mrquez
Olinda n. 53 da 12 \s 2 horas da tarde, e desta
hora cm diante em sua residencia ra da Sar-
ta Cruz n. 10. Especialidades, molestias de
nhoras e irinncss.
------------^acoe>-----------
da
Advogado
Iiicliar'l J ojyii) Materno Pereira de Car-
valho, tendo deludo o car^o d.i juiz substituto ios
feitos da fazeuda. advog.i nesta capital c fora
della e tem sen eseriptorio ra Duqub de Caxias
n. 55, onde ple ser procurado das 10 horas da
manh s 3 da tarda, e ion destas cm sua resi-
dencia ra de Domingos Theotonio n. 39, a
qoalquer hora.
O Dr.Thomzz Gircez Paranhos Montene-
gro, commendador da Imperial Ordem da
Rosa e juiz de dirqito da vara especial
docommercio, desta cidade do Recife, ca-
pital da provincia de Pernambuco, por
Sua Magestade o Imperador a quem Deus
guarde, etc., etc.
Fuco saber aos que o presente edital virem ou
delle noticia tiverera, que se aoha designado o dia
6 de Marco prximo futuro, ao meio dia, na sala
das audiencias, para ter lugar a reuniito dos ere-
dores da m.iaea fallida de Francisco TVixeira Bar-
bosa, atim de tratarse da verifieaco dos crditos e
deliberar-so sobre a proposta de concordata (se fr
apresentada), a formar-ge o contrato de uoiilo, no-
meando-se administradores na furia da lei; fi-
cando certos os credores que s ser admittidu
por procurador, iiquelle que exhibir procuracao i-s-
pecial para o acto, nSo podendo ser esta conferida
a devedor do filudo; e ainda do que, prevalecer
a resoluco da maioria, que devora re resentar
dous tercos do valor dos crditos sujeitos aos effei
tos da concordata pira assim ser valida.
E para que chegue ao couhecimento de to-
dos, mandei passar o presente edital quesera
publicado pela imprensa a affixado nos lugares
do costume, de que se juntar certido aos au
tos.
Dado e passado nesta cidade do Recife, capital
da provincia do Pernambuco, aos 5 das do mez
de Novembro de 1885.
Vicente Machado Freir Pereira da Silva. Re-
cife, 8 de Outubro de 1885.
Eu, Jos Franklin de Alencar Lima, escrivo, o
subscrevo.
Thomaz Garcez Paranhos Montenegro.
i
N. 216. Secretaria da cmara municipal do
Recife, 2 de Mrco de 86.Illm. Sr.De ordem
do Illm. Sr. ve reador commissario de polica, cha-
mo sua attencio para o abusivo costume de se
taier da praca de Ped'o 1 coradbr de r upa la-
vada, chegando esee abus- a tal estado de colloca
rem a ba" is e estenderem uta ronpa na* gaflas
que circulam as arvores ahi plantadas. Sr fiscal
da freguezia do Recife0 secretario,
Francisco de Asis P. Racha.
(JOMPANHIA
avigalion Com-
Para facilitar sas senhores viajantes que dse-
jarem assistir a exposicao colonial de Londres no
orrente anno, esta agencia far i a redueco ae-
guinte, a principiar do 1 de marca 31 de julho
prxima futuro.
1* classe, ida e rolta para Inglaterra, bilhetes
validos par seis mezes 36. 15. 0.
Imperial
SEGUROS contra FOCiO
E8T: 1803
Edificios e mcrcartoria
Taras isti
Promplo pagamento de prejuizoa
CAPITAL,
Rs. 16,000:000500)
Agentes
BROvVNS & C.
1 N.--/?tta do Commercio N. 5
Theatro de Variedades

ConuHorio medico-eirnrglco
O Dr. Esteva' l'uvalcante de Albuquerque con-
tinua a dar consulta medico cirurgicas, na ra
do Bom Jess n. 20, 1 andar, de meio dia s 4
horas da tarde. Paras demais consulta e visi-
tas em sua residencia provisoria, ra da Aurora
n. 53, 1 andar.
Ns. telephonicos : do consoltoric 05 e residonci
126.
Especialidades Partos, molestias de crean
cas, d'utero e seus innexos.
OCULISTA
Dr. tarreto Sampnit, medico ocuhs
ex-chefe de clnica do Dr. de Weckcr, d consula
tas de I s 4 horas da tarde, na ra do Bar-
da Victoria n. 45, segundo andar, excepto nos do-
mingos e dias sanctificados. Residenciara de
Riachuelo n. 17, canto da rna dos Pires.
-----------------W'BOQSr----------------
C, Heckmann
Usinas de cobro, latao o bronze e de
ODr. II^mogones Scrates Tavares do Vascen
cellos, juiz de direito do civil da comarca de
Olinda, por Sua Mage3tadc a Imperador a quem
Deus guarde, etc.
Faco saber aos que o presente edital de 20 pre-
gona e 3 praca* virem, que no dia 24 de Marco,
prximo futuro, 1 hora da tarde, depois da au-
diencia, ir a praca por venda, a quem mais der e
melhor lanco offerecer, urna parte do sitio no lu-
gar Salgadinho, no valor de 835*954, com diver-
sos arvoredos de fructo entre estes alguna ps de
coqueiros, com casa de vivenda, tendo esta duas
janellas de frente, duas salas e um gabinete, qua-
tro quarto, cosinna externa ; medindo, dita casa,
30 palmos de largara c 58 de fnndo, soto, ter-
raco, cocheira, e mais duas casinhas de taipa
junto ao porto, rudo cm mo estado; avaliado
todo o sitio por 2:000i000.
E vai a praca a requerimento de Antonio Joa-
quim Duelo, na execuco que por este juizo move
contra D. Alexandnna Maa do Sacramento Pe-
reira.
E para que chegue ao conhecimento de tidos
mande i passar editaes que sero aifixados nos lu-
gares do costume e publicados pela imprensa.
Dado e passado nesta cidade de Olinda, aos 15
de Fevereiro de 1886.
Eu baeharel Francisco Lins Caldas, escrivo
o subscrevi.
Hermojenes Sncraies Tavares de Vasconcellos.
m
Golitzer Ufer n. 9 Berlim S. O.
EspcealEdade:
Constrnc? ao de machi-
nas c apparelhos
para farjucas d j assucar, destillacSes e re-
finacoes com todos os aperfecoaraentos
modernos.
INSTALLACA DE:
Engentaos de assucar completos
Estabelecirrtonto filial ns Havana sob a
mesma firma de C. lc.knann.
O e San Iprnaoo n. 17.
Laicos representantes
Haupt Gebru'der
EIO DE JANEIRO
Para informaroeg duijams- ai
Pohlman &C
LtBORATORIO HOHIEOP.4THICO
DK
FREDERICO CIIAVKS JNIOR
MEDICO E PUARJtACECTICO HOXtSOPATHtCO
Ra do Barao da Victoria u. 39, 1. andar
Ocuiisia
Dr. Ferreira da Silva,
sultas das 9 ao meio dia.
dencia e consultorio, n. 20 na
Larga do Rosario.
O Dr. Thomaz Garcez Paranhos Monte-
negro, commendador da Imperial Ordem
da Rosa, juiz de direito da vara espe-
cial do commercio desta cidade do Re-
cife, capital da provincia de Pernam-
buco, por Sua Magestade Imperial e
(.onstitu jional o Sr. D. Pedro II a quem
Den.s guarde, etc.
Faco saber aos que o presente edital virem ou
delle noticia tiverem, que se acha designado o
dia 3 de abril prximo futuro, s 11 horas do dia,
na sala ias audiencias, para ter lugar a reuniao
dos credores da massa fallida de Antonio Fran-
cisco Corga afim de tratarse do contracto de
unio e nomeaco de administradores na forma da
lei, visto ter sido o mesmo fallido condemnado no
grao medio do art. 263 do eod. cnm. e ter de pro-
seguir-sena parte eommercial da fallencia, ar-
tos os credores de que s ser admit ido por pro-
curador aquello que apresentar procuracio espe-
cial para o acto, a qual nao poder ser confiada a
devedor do fallido e que ser havid o credor que
nao comparecer como adherente ns resolucoes que
tomar a maioria dos que comparecern.
E para que chegue ao conhecimento de todos
mandei passar este que ser affixado no lugar
do costume e publicado pela impnnsa de que se
juntar cirtido aossutos.
Dado e passado nesta cidade do Recife de Per-
nombuco, aos 3 lias do mez de Dezembro do anno
de Nosso Seuhor de 1885.
Eu, Jos Franklin de Alencar Lima, o subs-
crevi.
Thomaz Garcez Paranhos Montenegro.
O Dr. Adelino Antonio da Luna Freir,
offidal da imperial Ordem da Rosa, com-
mendador da Ordem Militar de Nosso
Senhor Jess Christo de Portugal, juiz
de direito, de orpbaos e ausentes nesta
cidade do Recite c seu termo capital da
provincia de Pernambuco por Sua Ma-
gestade o Imperador, etc.
Faco saber aos que o presente edital virem ou
d'elle tiverem noticia, que na audieneia de 9 de
Marco do cerrente anno, na respectiva sala, ir a
pregao para ser arrematado por venda, a qnem
mais der, eervindo de base o preco do abate da
quinta parte dos bens seguintes :
Um sobrado de andar e sotao ra da D. Mara
Cesar, na fregueaia de S. Fr. Pedro Goncalves.sob
n. 28, em solo proprio, cm 25 metros e 2 centme-
tros de vo, 211 metres e 30 centmetros de fundo,
pavimento terreo em armazem, onde ha 2 portas
de frente, urna das quaes d ascencao para o so-
biado, 3 janellas, 2 salas, 4 qnartos e terraco, no
referido sobrado 1 sala, 2 quai tos e cosinha no so-
tao; predio (ue carece de concertos 5:0U0, valor
que causa para que o das partes ahi pertcncen
tes ao espolio inventariado srja de 3:747735,aba-
tendo-se a quinta parte, vai praca no valor de
Montene 12:"8l88. Outro de um andar e sotao na mesma
con-
Resi-

O Dr. Tnontz Garcez Paranhos _
gro, commendador da imperial ordem da\Zl IT^^Jr^TT^ ^ JET0* 7"
"k ,. ? Daros, e nlo nranrin. cnm 4 mpfrna p HO p#nh.
liosa, juiz de direito especial do commer-
ow desta cidade do Recife e seu termo,
capital da provincia de Pernambueo, por
S. M. o Imperador a quem JJeus guar-
de, etc.
Pac s-ib3 aos que presente edital virm ou
d'elle oticia tiverem que se acha designado o dia
dezesete de Abril do anno futuro, ao meio dia, na
sala das audiencias, para ter lugar a rcunio dos
credores da massa fallida de Rabello Sobricho
afim de tratar se da verificado dos crditos, de-
liberar-se sobre a proposta de concordata (s fr
apresentada^ ou furmar-se contracto de uniao, no
meando-se administradores na forma da lei; fi-
cando certos os credores de que s ser admittido
orno procurador, aquelle qu^ exhibir procuracao
especial para o acto, nao podendo ser esta confe
rida a devedor dt fallido ; e anda de que, preva-
lecer a resoluco da maioria, que devera repre-
sentar dous tercos do valor dos crditos, snjeitos
aos cffeitos da concordata, para assim ser va-
lida.
E pata que chegue ao cooheeimento de todos
mandei passar o presente edit >1 que ser publica-
do pela imprensa e affixado no lngar do costume,
de que se juntar certiia > nos autos.
Da io e pasaado nesta cidade do Recite de Per-
nambuco, aos 18 dias do mez de Dezembro de
1785. Eu Jos Franklin de Alencar Lima o
subscrevi. .
Thomaz Garcez Paranhos Montenegro.
O Dr. Thomaz Garce Paranhos Montene-
gro, commendador da Imperial Ordem
da Rosa, juiz de direito especial do com-
mercio desta cidade do Recife de Per-
nambuco, por S. M. o Imperador, a
quem Deus guarde, etc.
Faz saber aos que o presente edital virem ou
d'elle noticia tiverem que s- acha designado o dia
6 do corrente in>-z, s 9 horas do da, na sala
das audiencias, afim de ter lugar a reuniao dos
credores da massa f illid i do Moraes & Rocha pa-
ra a nomt i.iuoaitario effctivo, visto ter
aidopor accordao do Superior Tribunal da Relacao
aasuhado o proceseado de folhas 5 em dante dos
autos d falleneia, pelo que convoco os credores
da referida nmata a comparecerem na sala das
audiencias no dio e hora designados afim da no-
mearem depositario effectivo.
Dado e pasaado eitWfa do tmte de Per-
nambuco ao 1 de mes de Marco do asm do Nas-
eimento de Nosso Senhor Joans Cariato de 1886.
, Eu, Jos Franklim da leocar Lima, snbscreii.
Thormn Gmez Paranhos Montenegro.
paros, em solo proprio, com 4 metros e 60 cent-
metros de vo, 20 metros e 30 centmetros de fun-
do, pavimento terreo em sala i, onde tu 3 portas,
urna das quaes de serventa das escadas, pelas
quaes ascende-se ao referido sobrado e ao de n.28,
2 portas sobre varanda de ferro, 2 salas e 3 quar-
tos no segundo pavimento, 1 sala, 3 quartos e co-
sinha no soto, 6:000d, valor que cansa para
que o das partes ahi possuidas pelo espolio inven-
tariado seja de 2:500, indo praca com abate da
quinta parte fies cora o valor de 1:00>, cujas
partes perteocem ao espolio inventariado de Do-
mingos Jos da Cunha Lnges e vo praca a re-
querimento do inventariante Jos Carlos Marinho,
para pagamento de dividas e custas.
E para constar lavrou-se o preseute, que ser
publicado pela imprensa e affixado no lugar do
costume.
Dado e passad > nesta cidade do Recife, aos 27
de Pe /ereiro de 1886.
Eu, Olavo Antonio Ferreira, escrivo, o fiz es-
crever e subscrevo.
Adelino A. de Luna Freir.
Gooipanhia Phenix l'ernamiiu-
cana
Os senhores accionistas sao convidados para a
assembla geral or linaria, que dever ter lugar
no dia 10 de marco prximo, a 1 hora da tarde, no
e"criptorio da companha, ra do Commercio s
88 A convocado tem po: fun :
Deliberar sobre o inventario e contas da admi-
nistraco.
Proceder as eleicoes de que trata a pnmeira
parte do 2 do art. 30 dos estatutos.
Pernambuco, 22 de fevereiro de 86.
Pela companhia Phenix Pernambucana,
Os admio stradores,
Luiz Duprat.
Manoel lioines de Mattos.
Joo Jos Rodrigues Mendos.
Freguezia da Boa-Vista
1" dlstricto
CARNAVAL
Chamo h. attencao de quem interessar possa
para os artigos abaixo transcriptos das posturas
municipacs:
Lei n 1,129
Art. 70. Fica prohibido n'estc municipio o
brinquedo de entrudo com agua ou outra qualquer
substancia de qualquer maneira que se empregue:
os nf.-aet iivs pagaro a multd de l"i ou sufFrero
8 dias de prisao.
Art. 71. Fica prohibida a venda de limas de
cheiro: os infractores, alm de as perderem, pa-
garo 4000 da multa.
Art. 72. Fica prohibido andar qualquer pessoa
mascarada as ras o'este municipio anda que
seja vestida a carcter: os contraventores pagaro
304000 e soffrero 8 dias de prisao. Esta prohi-
bicao nao compich ndo os tres dias de carnaval,
nao excedendo de 8 horas da noite.
Art. 126. Ninguem poder abrir buracos, fazer
escavacces as ras ou em paredes de edificios
pblicos ou particulares, sem licenca da Cmara
quando for para objecto de festejos, podendo a
licenca ser concedida sob a obrgaco de se con-
servar luz em lampeoes as noites de escuro para
aviso ao publico.
Acabado o festejo, deverao ser tapados os bura-
cos, de modo que a ra ou paredes fiquem com
dant-'s estavam, sob pena de 2040O0 de mnlta e
de se f.izerem os reparos a cueta do autor ou au-
tores dos festejos.
O fiscal,
Francisco Antonio Brando Cavalcanto.
Imperial sociedade
DOS
Artistas Mchameos e
Liberaes
De ordem do nosso irmao director, convido a
todos os irmitos que se acham nos gosos de seus
direitos se reunirem em nossa sede na sexta-
feira 5 do crvente, pelas 6 horas da tarde, afim
de ter lugar a assembla gcral do mez findo, vis-
to nao so ter reunido num-ro legal ao dia apra-
sado.
Secretaria da Imperial Sociedade dos Artistas
Michancos e Liberaes de Pernambuco, em 3 de
Marco de 1886.O Io secretario,
Jos Castor de A. Souza
Obras Publicas
De ordem do Illm. Sr. engenheiro chefe e di-
rector da repartico das Obras Publicas, faco pu-
blico que, em virtude da antorisacao do Exm. Sr.
coaselheiro presidente da provincia, no dia 12 do
correte, ao meio dia, recebe-ge nesta repartico
p/opostas para a execuco dos reparos urgentes
da ponte de Motoeolomb, oreados era 1:950f.
O orcamento c mais condices do contrato se
acham nesta secretaria para serem examinados
pelos senh-r s pretendentes.
Secretaria da Repartico das Obras Publicas, 1
de Marco de 1886.
O secretario,
Joo Joaqun de Siqueira Varejao.
O. G Jcj,
Club Commercial Euterpe
Sardio em de Marco He I98A
De novo scientifico aos Illms. Srs. socios qne
realisar-se-ha o sarao qne as proporciona esta so-
ciedade na noite de 6 do corrate mez. Os films.
Srs. socios queiram procurar seus iogresioa em
mo do Sr. theseureiro.
Secretaria do Clnb Commercial Euterpe, Reci-
fe, 27 de Fevereiro de 1886.O 2" secretario, Joa-
qun* Leudo,
CONTRA IOI.O
North British k Ncrcanlile
CAPITAL
t.ooo.ooo de libras sterlinas
A GEN ES
AdomsouHowie& C.
t,on Limited
Ra do Commercio n. 32
Sacca por todos os vapores sobre as ca
xas do mesmo anco em Portugal, sendo
em Lisboa, ra dos Capellistas n 75 N-
Porto, ra dos Inglezea.
SEGUROS
MARTIMOS contra fogo
ler>-
< onipaiihu Phcnii
nambucaaa
Ra do Commercio n.
38
Club liarlos fiomes
Em coasequencia de tr''m sido cedidos os sa-
loes deste club, fica suspenso o expediento no dia
6 do corrente.
Recife, 3 de Marco de 1886.
Aogusto Maia,
'J secretario.
ComaaiNNtto admimstrallta da Ir-
man.iml.' do Wenlior Rom J.--us
da* Dores em S. onealo
Havendo esta commisso solicitado e obtido do
Exm. e Rvh Sr, governador do bispado permis-
so para expr em procisso a milagrosa imagem
do Senhor Bom Jess dos Pobres Afflictos na
qnarta domiga la quaresma, 4 de abril, sdenti-
uca aos devotos da mesma imagem e aos que qui-
zerem contribuir ara seu obulo para o acto, o
entregaran as respectivas ommissoes, as quaes
se acham em xercieio nos lemites da freguezia.
Consistorio em commisso, 1 de Marco de 86.
Agostinho Jacotno B. Pesioa,
Secretario da commisso.
GBIN3DS EMPRSSi CARtAALBSGi
NO
Sabbado 6
Domiago, 7
Segunda-feira 8
E ter^a, 9 do corrente
Este estabeleciment, m intuito ds f proporcionar ao publico d'esta capital agra-
daveis distray^es no CARNAVAL d'este anno, re3olveu suspender as quatro noites os
espectculos Iyrico comico-dramaticos pira franquear aos dilectaati dos bailes os
8al5es do elegante thcatrosinbo, primorosamente! illu^ninado e enditado.
AVISO
S ter ingresso quem so apresentar decentemente vestilo.
superiores o varndas sao destinados para as familias que se dignarem
BAILES, cuja ordem e raoralidade terao rigorosamente obaervadaa.
PftEOS BE SiTEA3AS
Para onvalbotro>> e seu horas com macearas ou sem
Camarotes superiores (;oin pDSse; .....
Varandas. ........
Greraea para os outros compartimentos do theatro, ga'.erias
o j ir iins idem ......
No Buffet se vender*) ASSIGNATURAS d?.s geraes para
os quatro bailes por. .....
(Billieteiro-diefe o Sr. Arantes.)
O ostabelecimento estar como semprc aborto nos quatro dias e franco ao pu-
blico com suas galeras de diversos jog03 pelos precos do costume at hora em que o
foque da silleta annunciar a corapr.i de bilhetes era qualqu ;r das duas portas.
Os camarotes
concorrer aos
ellas
84000
10500
1,5000
33000

H*l!
Estrada de ferro do
Recife a Carnar
De o.-dem do Illm. Sr. director faco publico que
durante os tres dias do carnaval 7, 8 e 9 do cor-
rente vigorar extraordinariamente nesta estrada
o seguinte horario :
Estacoes
DECLABAC9ES
Companhia Amphitrite
A direccao da companhia Amphitrite convida
os senhores accionistas para a reuniao da assem-
b a geral, afim de apreciarem as respectivas
contas e elegerem os futuros membros da commis-
so fiscal. A reuniao se efrectuar no sali da
Abso :iicao Commercial Beneficente no dia 11 de
marco prximo, s 11 horas da manh.
Pela companhia Amphitrite,
Os directores,
A. M. de Amorim.
M. J. da Silva -Guimaraes.
Joaquim Lopes Machado.
Sana Casa de nisericrdla c
Reelfe
Na secretaria da Santa Casa de Misericordia de
Recife arrendam-se por espaco de um tres an-
uos, as casas abaixo declaradas :
Ba da Moeda n. 45, 240*000
Idem-dem n.49 2404000
Ra do Bom Jess n. 13, 1 andar 3104000
dem n. 29, loja 216*009
dem idem n. 29, 1 andar 24041-01
Roa dos Burgos n. 27 2164000
Ra da Madre de Deus n. 10-A 1804000
Caes da Alfandeea armazem n. 1 1:6004600
Ra do Mrquez de Olinda n. 53, 2
andar 5074000
Ra da Guia n. 25 2004006
Becco do Abreu n. 2, ioj 48|000
Ra do Visconde de Itaparica n. 24,
pavimento terreo, 1 e 2* andar, por 1:6004000
Ra das Calcadas n. 32 2004000
Secretaria da Santa Casa de Misericordia do
Recife, 6 de fevereiro de 1886.
O escrivo,
Pedro hodriqws de Souza
Recife .
Tigipi .
Jaboatao
Recife .
Tigipi .
Jaboatao
Recife .
Tigipi .
Jaboatao
Morenos
Tapers .
Victoria.
3
do
7.35
7.53
9 20
9.38
4
a
-
7.15
7.37
9.00
9.221
10.18
10.38
11.11
11.41
12.15
10.00
10.22
10 451
11.15
11.45
Estacoes
Jaboatao
Tigipi
Recife
Jaboatao
Tigipi .
Recife .
Victoria.
Tapera .
Morenos
Jaboatao
Tigipi .
Rece .
Ti
a,
a
-=
8.21
8.43
10. !8
10.38
3.25
3.55
4.22
4.52
5.14

03
-
8.05
8.23
10.00
10.20
2.55
3.30
4.00
4.30
4.54
DE TAIDB
Estacdes
COMPANHIA
Pernambucana de tfavegaco
I'ostelra por vapor
Os senhores accionista sao convidados a se
reunirem na sede da companhia no dia 18 do cor-
rente ao meio dia, afim de Ibes ser apresentado o
relatorio e bataneo da companhia do anno prximo
findo, e bem assim elegerem o presdante e secre-
tario da assembla geral, commisso de exame de
contas e eonselho de direccao.
Recife, 2 de Mareo de 86.
Manoel J. de Amorim.
W. W. Robillard.
P.P Saanders Brotbers & C.
B. Dallas.
(iompanliia de Seguros
martimos e terrestres
Estabelclda em 18&&
CAPITAL 1,000:000$
SINISTROS PAGOS
At 31 de dezembro de 18841
Martimos..... 1,110:0609000
Terrestres,. 316:000$000
44 Rna do ommerelo
SEGUROS
CONTRA FOGO
The Liverpool & London & G lob
INSIMAME cohpam
eme.
Recife .
Tigipi .
Jaboatao
Recife .
Tigipid.
Jaboatao
Reeife .
Tigipi .
Jaboatao
Recife .
Tig pi .
Jaboatao
Recife .
Tigipi .
Jaboatao
Recife .
Tigipi .
Jaboatao
Recife .
Tigipi .
Jabjato
a
01
-=
Q
12.20
12.38
2.20
2.38
el
O

12.00
12.22
2.001
2.22
Estacoes
%
Jaboatao
Tigipi .
Recife .
Jaboatao
figiol .
Recife .
Jaboatao
Tigipi .
Recife
Jaboatao
Tigipi .
Recife .
Jaboatao
Tigipi .
Recife
Jaboatao
Tigipi .
Recife .
1.16
1.38
a. 16
3.38
5.46
6.10
Jaboatao
Tigipi .
Recife .
6.46
7.10
7.46
8.10
ns
a
ti

1.00
1.18
Urna commisso directora da qaal ti presidente o Sr. Repossi, distincto actor da
companhia italiana, destribuir em cala um dos quatro bailes, premios aos dous mas-
caras de ambos os sexos que mais so dcstiaguirem nos bailes, pela elegancia do ves-
tuario, espirito e principios de boa educac3o.
No quarto baile os premios sero elegantes oias de turo. Hivendo desaccor-
do qaaoto ao raerecimento do mascara para receber o premio, decidir-se-ha pala soite
entre aquelles que a commisso hauv^r designado carao distinctos.
Nao convindo vender mais entrabas do que as que regularmente comportara o
theatro e d-pendencias do estabekcimento, o quf importa o bem estar dos dilectanti
pede-se a que o preferir as assignatura* de 3^000, o obsequio de as comprar no
BUFFET, sabbado, G do corrente, at s 3 1/2 horas da tarde.
Se o numero destas assignaturas attingir o total da lotajao, nao se venderlo de-
pois mais as geraes avulsas.
Para evitar atropello no s rvigo psde-se aos Srs. frequentadores o especial obse-
quio de DESPACHARE \I rpidamente os erapreg,ido3 do restaurant, logo que Bejam
por elles servidos.
Qualquer reclam.icao rasoavel ser devi lamente attenii lo. no Buffet.
A regencia da orchestra, qu-; tocar as melhoies e mais escolhidas pecas de mu-
sica, sera confiada ao hbil professor
SR. A.VTOXIO H IRTIXK
Roga-se aos Srs. frequentadores a fineza de, no meio do prazer o enthusiasmo
que sempre reina, n'istes dias de foiganca popular, manterem a melhor ordem, mode-
radlo o decoro, prin:ipios de que jamis se deve afftst-tr tolo homem bem educado.
E para que chegue ao conhacimento da qmm ainda o possa ignorar, faz se o presente
programma com a traaseripeao do respectivo
' REGLLA1E\T0 GERAL
DO
THEATRO DE VARIEDADES
NA
NOVA- H AMBURGO
SS0SSS
3.00
3.18
5.30
5.50
6.30
6.50
8.46-
9.10
7.30
7.50
9.46
10.10
8.30
8.50
9.30
9.50
Secretaria do prolongamento da estrada de fer-
ro do Recife ao S. Francisco c estrada de ferro
do Recife a Caruar.
Recife 2 de Marco de 1886.
0 secretario interino,
Francisco Gomes de Ara ujo
THEATRO
II..
4 GRANDES BAILES DE MASCARAS
Sabbado! Domingo! Segunda
e Ter^a
novidades e melboramentos do edificio em
As
prograramas nos dias do
^RMVAL!!
Entrada
Damas
geral
1*000
gratis
Art. 1
S permittido ingresso no theatro a pessoas
que se acharen) decentemente vestidas c manidas
do respectivo bilhete.

E' expressamente prohibido fumar no recinto do
theatro, qur durante o espectculo, qur nos in-
ti'rvallos.
3
Durante a rupresentacao, devem os senhores es-
pectadores oceupar os seus respectivos lagares,
sentados, descobertos e silenciosos, como convm
pesaoas de boa sociedade; e, s Ibes ser permit-
tido dar signaes de approvacao ou reprovaco em
termos moderados e sem dar causa de otrensa ao
decoro das familias presentes e o respeito que lhes
devido.
4
S permittido chamar scena os actores para
victoria! os nma vez em cada acto excepto nos oo-
neficios, que poderSo ser chmalos mais vezes,
salvo ordem da autoridade policial que presidir ae
espectculo.
8a *
S se poder recitar discursos ou poesas com
sciencia previa da adtninistraco do theatro c de
commu.ti accordo com a autoridade policial que
estiver assistindo representacao.
E' expressamente prohibido formar grupos que
impecam o livre tntotn dos corredores do em-
rotes, cadeiras ou plateas, e, bem assim conversar
as intervallos demasiado alto e usar ge-ticulacoes
e palavras grosseiras que poasam attrahir a atten-
9ao geral.
9
O ingresso para e theatro em noites de espect-
culo, ser pela porta da trente, para as cadeiras e
plateas, e para os camarotes e superiores, pelas
duas escadas latentes; em cada urna das quaes se
achara um porteiro incumbido de receber os bi -
lhetes.

Para os camarotes s permittida entrada a nu-
mero de pessoas strictamente igual ao dos assentos
existentes nos mesmos.
Qo
DA EMPREZA OU COMPANHU
O empresario ser obrigado a fazer annunciar
com antecedencia, a peca qne tiver de levar sce-
na, presentando-a previamente a chefatura de
polica para declarar se pode ou nSo ser represen-
tada ; submettendo o respectivo annuncio a apre -
ciaco do proprietario do theatro, ou a de pessoa
por elle designada, afim de edi ctmmum accordo
eliminar oa alterar qualquer periodo, cujo sentido
se desacorde !.i ndole do estabelecimento.
1
Ser obrigado o emprozario bem como o director
de scena ou easaiador a fazer manter durante oa
ensaios o maior decoro e respeito, entre os artis-
tas, imp^dindo-os de attrahir para o theatro a at-
tencio das pessoas que se acharem as diversas
secces do estabelecimento.
II
E' oositivamente vedada a entrado na caixa do
theatro, a pessoas estraahaa ao corpo scenieo, jur
as occasies de ensaio, qur nos espectculos,
durante os quaes se conservar fechada a respec-
tiva porta ; para cujo fim ter o emprezano um
guarda de sua confianca, o qual dar somet e en-
trada ao pessoal da companhia.
1*
O director da orchestra sena obrigado a compa-
recer ao theatro com todo o pessoal contratado,
urna hora antes de annunciada para comocar a re-
presentaco, tocando meia hora antes, com peque-
nos intervallos e repetindo qualquer peca ou tre-
cho exigido pelo publico.
13
Nao pode o regente ou director da orchestra,
sob qualquer pretexto, dar entrada para o local da
msica senao ao pessoal do quadro, impedindo in-
gresso a qualquer outra pessoa.
4
A pessoa que estragar m bilia ou qualquer ac-
cessorio do edificio ou do jardim, alm da disposi-
cSo da lei m que incorrer, ser obrigado indem-
nisaeao do respectivo valor.
15
Os contratos feitos entre o proprietario do thea-
tro e qualquer emprezsrio de companhia, sero re*
guiados e observados segundo o que eatre si for
estipulado.

Os casos nao previstos no presente regulamento
serao resolvidos pela administracao de theatro,
ouvida a autoridade policial e de accordo com as
dispisicoes do cap. 5C seceo 6.' do Reg. n. 120,
de 31 de Janeiro de 1842.
R-cife, 14 de Novembro de 1885.
AGCST Kruss,
Successores.
Approvo.Secretaria da Polica de Pernambu-
co, 24 de Novembro de 1885.
Axtonio Domingos Pinto,
Chefe de Polica.
Arsenal de Guerra
O eonselho econmico das companhias de apren-
dises artfices e operarios militares precisa con-
tratar os objectos abaixo declarados :
Panno azul entrefino
Brim pardo trancado
Algadozinho
Zuarte
Casemira encarnada enfestada
Galo de prata de um friso
Tranca de dita
Cordo de 1S encarnada
Hollanda de forro
A' iagem para entertella
Botoes de metal branco grandes
Ditos de dito pequeos
Ditos de dito amarello grandes
Ditos de dito idem pequeos
Ditos de osso branco para calcas e camisas
Ditos de dito para blusas
Ditos de dito pequeos para blusas
Cclchetes pretos (pares)
Botoes de oaso preto para calcas
Cobertas de chita
Bonets de se. vico
Ditos a Cavsgoac
i n t urdes, conforme o .modelo do Arsenal
Luvas de fio de Es cossia, pares
Platinas de cordo de la, pares
Gravatas
Sapatos (pares)
Pratos rasos e fundos
Facis e garf is
1 hicaras e pires
Colheres para soupa
Ditas para cha
50
50
8
30
30
30
20
100
48
48
48
12
13
1
1
137.m30
250,00
730.80
350.00
5,00
9 60 Pa"clla8 de ferro Pr SC pracas
7200 ^itaa de d'to para 20
118,00 Os pretendentes deverao apresentar suas pro-
21,00 postas nesta secretaria at as 11 horas da manhg
144 do dia 1 ao vindouro, sendo Ues propostas em
48 carta fechada, com declaraco de se sujeitarem
216 multa de 20 0/0, caso recusem assignar o eontrato,
54 deveodu todos os artigos serem postes dentro do
750 estabelecimento a casta do arrematante.
Ol* >--"3
Secretaria do Arsenal de Guerra de Pernambu-
54
Itf
ce, 25 de fevereiro de 1886.-O secretario.
Jos Franeisco R. Machado,

V




I
SM
)
S
i
-.
jf



Diario de PernambucoScxta-eira 5 d$ Marfo de 1SC6




i






Lilrtcae ilHDITB
Tendo de se entregar ns dia 25 de mareo vin-
douro algumas cartas de liberdade, convida-se aoa
interessados a eompareeerem at o dia 8 do mes-
mo mea de mareo, do meio dia at as 3 horas da
tarde, na ra do Vi gario, n. 4, Ia andar, onde en-
contrarlo com quem tratar. Recife, 21 de feve-
reiro de 84.
MARTIMOS
Companhla Bra Helra de TVave-
gacao a Vapor
PORTOS DO NORTE
O vapor \Pernambuco
Commandante V tenente Guilherme Wad-
dington
' esperado dos portos do sul
at o dia 7 do corrente, e
seguir depois da demora in
dispensavel, para os portos
do norte ate Manos.
Para carga, passagens, encommendas valores
tracta-se na agencia
N. 46 RA DO COMMERCIO N. 46
PORTOS~DO SUL
O vapor Para
Commandante o Io tenente Carlos An-
tonio Gomes
E' esperado dos portos do
norte at o dia 7 de mar-
co, e depois da demora in
' dispensavel, seguir para
I os portos do sul.
Recebe tambem carga pa-
ra Santos,Pelotas e Rio Grande de Sul, frete m-
dico.
CBARGEIRS UINIS
Companhla Franceza de IVavega
cao a Vapor
Linha quinzenal entre o Havre, Lis
boa, Pernambuco, Baha, Rio de Janeiro t
Santos
steamer Ville de Baha
E' esperado da Europa at
o dia 9 de Marco, se-
guindo depois da nJispeu-
savel demora pura a fJsi
Uta. Blo '"' Jaiiciri
e Manto*.
Roga-se aos Srs. importadores de carga p.'lot
vapores desta linha,aueiram apresentar dentro de 6
dias a contar do da descarga das alvareng >'.
qjier reclamac^e concernente a volumes, qac pot
ventura tnnham seguido para os portos do sul.atin
de se podorem dar a tempo as providencias necet -
sarias.
Ezpiratio o referido prase a. compaahia nao ue
responsa! ilis.1 por extravos.
Recebe carga, encommi-iidas e passageirr? para
os quaee ten ezcellentes uc<_omodacoes.
Aupsto F. de Oiiveira & l
EXTES
42-RA DO COMMERCIO-42
Cf
COHPiMIlA PK'BMMMl I 1A
DE
Vavegaeo Costeira por Vapor
PORTOS DO SUL
Macei, Penedo, Arac&j, e Bahia
0 vapor Mandahu
Segu no dia 10 de
corrente, s 5 horas
da tarde. Recebe
carga at o dia 9.
COMPANHIA PEB\AI||lCi\t
DE
IVavegacao costeira por vapor
PORTOS DO SUL
Macei, Penedo, Aracaiu' e Bahia
0 vapor S. Francisco
Esperado dos portos acim,
voltar para os meamos logo
que tiver descarregado e re-
cebido a carga que se acha
engajada.
Para o resto da carga que
lhe falta, encommendas, passagens e dinheiro a
frete, trata-se
ESCRIPTORIO
Cae* da C oipaahia Peraasabn-
_________cana n. 1 a_________
Companhla Bahlana de navega
c a Vapor
Macei, Villa Nova, Penedo, Aracaj,
Estancia e Balda
Marinho Visconde
Commandante J. J. Coelho
E' esperado dos tyj-vor *a-
ma at o dia 6 do corrente,
e regressar i'ara os mes-
mos, depois da demora do eos
turne.
Para carga,passagens, encommendas e dinheiro
a fret'.- raeta-se na agencia
7liua do Vtgario 7
Domingos 4lvs Malheus
COMPA^HIt PBBXAMBtJCA M A
DE
VivegacSo Costeira por Vapor
PORTOS DO NORTE
Parahyba, Natal, Macu, Mossor, Ara-
caty e Cear
0 vapor Ipojuca
Segu no dia 5 de
Marco, s 5 horas da
tarde.
Recebe carga at o
ia 4.
Encommendas, passagens e dinheiro a frete at
s 3 horas da tarde do dia da partida.
ESCRIPTORIO
Ao Caes da Companhia Perrambucana
__________________n. 12
United SUles & Brasil MlTL
O paquete Finalice
Espera-se de New-Port-
News,at o dia 12 de Marco,
o qual seguir depois da de-
mora necessaria para a
Baha e Rio de lae tro
Pira carga, passagens, encomiendas e dinheiro
frete, tracta-se com os
AGENTES
Henry Forster k i.
N. 8. RUADOOOMMERClO N. 8
i' andar
Lisboa e Porto
A barca portuguesa Isolinn recebe carga a fre-
te ; trata-se com Silva Guimaraes & C. a ra do
Commercio n. 5.
Cear
Segu no dia 6 do correnje para o porto cima,
o hiate Deus te Guarde, tendo metade do seu car-
regamento prompto : para o resto, trata-.e na roa
da Madre de Deus n. 8.
Lisboa
Segu com brevidade o biigue pjrtuguez Soe-
rano, recebe carga a frete: a tratar com Pereira
C'arneiro & C, ra do Commercio n. 6, Io an-
dar.
Rojal Mail Steam Packet
Compauy
Reducco de passagens
Bilhetcs especiaes sc-
ro emittidos desde 14
de ma rf o at o fin de
julho offerecendo faci
lidades aos senhores
viajantes para visitar
a exposiyao colonial
0 paquete Gironde era Londres, de 186.
Ida e volta de Per-
nambuco a Sonthamp-
on, primeira classe,
com o prazo de 6 me-
zes libras sterlinas 36,
15, 0.
Para Maranho
Sogue brevemente para o porto cima a barca
portugueza Miaho ; para o resto da carga trata
se com os consignatario Jos da Silva Loyo &
Filho._________________________________*
Lisboa e Porto
A barca portugueza Noemia, recebe carga a
frete ; trata-se com Amor i m Irmaos 4 C.
Pacific Steam Navigiliei
Company
Para facilitar aos
Srs. viajantes que de-
sejarem assistir ex-
psito colonial de
Londres no corrente
anno, esta agencia fa-
r a reduepo seguin-
te, a principiar do 1.
de Marpo a 31 de Ju-
lho prximo futuro:
1.a classe, ida e vol-
ta para Inglaterra, bi-
lhetes validos por seis
mezes, 36:15:0 libras
esterlina?.
AGENTES
Wiison Sons k Cmjtiy Limited.
14-Raa do Coiiiniercie-M
Terceiro leilao
Do sitio do Arraial, ra Paulino e Silva,
(estacSo da Mangabeira de Baixo)
Sexta -felra, 5 do corrente
As 11 horas
A* ruado Imperador u. le
pelo agente Silveira, por mandudo e com assisten
eia do Kxm. Sr. Dr. jan de orphaos e ausentes, e
a requerimento de D. Honorata Mara do Sacra-
mente', inventarame de Joaquim Martina Gomes.
Leilao
Das dividas activas na importancia de
32:430)5840, pertencentes massa falli-
da de Joaquim Fcrreira Campos & C.
Sexta feir 5 do corrente
\'s 11 horas
No armazera da ra do M-irquez de Olinda
% n. 18
O agente Gusmao, nutorisndo por mandado do
Exm- br. Dr. juiz de direito do commercio, e i ie-
Suerimento do administrador da massa fallida de
osquim Ferreira Campos & C, far leilao das
dividas cima meo nonadas, perteacentes referi-
da maBsa, cujo leilJo ser efTectuado com assisten-
cia do mesmo administrador da massa fallida, c
podendoos pretenden tes examinar o inventario que
se acba em poder do mesmo agente.
iCilo definitivo
De urna importante ramelo de amarello td*
forrada, envidra^ada c envernisada, balco, can-
dieires, encanaraenfn, registro de g.iz, chapeos de
sol e diversas miudfzns, 1 guarda roupa c diver-
sos movis.
Sahbado tt do corrate
AO MEIO DIA
O agente Gusmao, competentemente autorisado,
far leilao da czccllontc armayao e mais objectos
acixa mencionados, existentes na loja da ra da
Imperatriz n. 30, ao correr do martillo.
16*000
Aluga se a casa n. G da ra do Riachuello,
antiga do Destino, na Boa-Vista ; a de n. 6 da
travessa do Fretas, m S. Jcs, por 145, caiadas
c pintadas ; as chaves a^ha-se junto trsta-se
na ra da Guia n. 62, Kecife.
Aviso
fallar e
na ra
Precisa-ee de um empregado que saiba
escrever perfectamente o inglez: tratar
do Commeroio n. 8, armazera.
E' pechincha
Vende-3e um deposito de seceos em pequepa
escalla, proprio para princi .iante e bem afregue
zado; a tratar no mesmo, sito ao largo do Forte
numero 34.
Vina para cozinhar
Na ra do Bem-fica
sitio que fica em fren-
te da entrada dos Re-
medios, se precisa de
urna mulher forra ou
escrava para ama de
cozinha.
Leilao
Da armacao e utensilios da taverna sita ra
de Santa Thereza n. 30.
SABBADO, 6 DO CORRENTE
A's 11 horas
O agente Gusmao far leilao da armaco e uten-
silios da taverna cima declarada.
Garante se as chaves da casa.
Leilao
De um sitio com casa de pedra e cal, de-
nominada Mangueira, sito no Porto da
Madeira.
LEIL0ES
Encommendas passagens e dinheiros a frete at
*3 horas da tuide do dia da sahida.
ESCRIPTORIO
Caes da Companhia Periambur/mn
n. 12
coni> t.viui-: dem n :** i;i;
RES MARITIHES
LINHA MENSAL
Commandante Miner
Espera-se da Eu-
ropa no dia 6 de
Marco, seguin-
do depois da de-
Imora do costume
para Buenos-Aj-
res, tocando na
Baha, Rio de Janeiro e Monte-
te video
Lembra-se sos senhores passageiros de todas
m classes que ha lugares reservados para esta
agencia, que podem tomar em qualquer tempo.
Psevine se aos senhores recebedores de merca-
dorias que s<5 se attender as reclama^oes por fal-
tas nos volumes que forem reconhecidas na oeca-
siao da descaiga.
Para carga, passagens, encommendas e dinheiro
afrete: tracta-se com o agente
agoste Labille
9 RA DO COMMERCIO 9
iWgMi^i
Leilao
De cerca de duzentas duzias de bisnagat su-
periores, as quaus sero vendidas em lotes a von-
tade dos compradores.
Sexta-feira as 11 horas, no armazem da ra
do Mrquez de Olinda n. 18.
Per interven?io do agente Gusmao.
Lt'ilo
() agente cima, a mandado do Exm. Sr. Dr.
juiz de direito o da provedoria, com sua presenca
e a requerimento de Manocl Ferreira inventariaa-
te dos bens de Jos Vicente Godinho, vender em
leilao referido sitio e casa, medindo a casa cer-
ca de 8 metros de largura e 12 e meio de fundo,
com 3 partas de frents, oitfto livre com 1 porta c
o sitio 41 metros tL frente e os fundos at o rio,
existindo no mesmo 2 casas em ruinas e militas
arvores de fructo e baixa de capim.
A'8 11 horas
Sabbado 6
Ra do Imperador n. 1G
AVISOS DIVERSOS
Aluga-se casas a 8Uf>'-', no becco dos Coc
Ihos, junto de 8. Gencalo : a tratar na ra da Im
peratriz n. 56.
= Os hachareis Antonio .Justino de Bonaa e
Pedro Affonso de Mello mudman o sm eseripto-
rio para a ra Duque de Cax 13 n. "4, uidar
onde continan) a exercer a su proaaia de ad-
vogados.
De 1 piano, movis, 1 b) e carroca e algumas
obras de ouro.
O agente Biitto, autorisado por urna familia que
se retirou para o c-imp >, far leilao do seguinte :
Um piano, 1 porta msica, urna inobilia de Ja-
caranda quasi nova com 1 sof, 2 consolos, 2
cadeiras de braco, 2 de bataneo e 12 d%.- guamicao,
1 toilet de mogno, 1 cama franceza, I guarda ves-
tido, meia cemmoda de amarillo, 1 caminba para
creanca, 2 marquezoes, 1 mesa elstica de 3 ta-
boas, 1 mobilia de amarello, 2 aparadores, 1 ca-
bide columna el da parede, 1 cadeira de ballan-
co, 6 de junco novas, candiciro de kerosene, jar-
ros, lanternas, escarradeiras, 1 relogio e outros
objectos.
Sexta-feira & de Mareo
as f 1 horas
Ra do Rangel n. 43 1. andar
Companhia de edifica-
fo
Sao convidados os senhores accionistas da com-
panhia de edilicac&Mpara se reunirem no dia 10
do corrate, ao meib da, no escrptoro da mesma
companhia, ra do Imperador n. 38, 1*. andar,
afim de em assembla gcral se proceder a vota-
5o do parecer ^presentado pe a commisso no-
meada para avaliar a importancia dos bens que
constituem a entrada dos socio que faziam parte
da firma Antunes & C, nos termos do art. 3 2o
da lei n. 3150 de 4 de novembro de 1882. R;cife,
4 de Marco de 86.
Club dos innocentes
Com este titulo sahir no domingo do carnaval
um club, o qual percorrer diversas mas desta
cidade.
Ao commercio
Ng abaixo assigijadoa, participamos ao com-
mercio que nesta data dissolv>mo3 nmig.-.velmeate
a sociedade que tinhamos na oicina de tanoeiro
ra da Lapa n. 8, sob a razSi social Pereira &
Silva, retirando-so o socio Manoel Francisco da
Silva, pago e satisfeito do seu capital e lucros,
ficando o socio Joaquim Gomes Pereira ce posse
do activo o responsivel pelo passivo da mesma,
na cinformidade do balanci. Rccif-, 27 de Fe-
vereiro de 1886.
Manoel Francisc da Silvu.
Joaquim Gomes Pereira.
1:0008000
:!'ki
Aula mixta particular de in ria, Deodata Anelia Ferreir: da Siiv.,, roa Vi-
dal de Negreiros n. 21.
Aluga-se o armazem da ra do Mrquez de
Olinda n. 18 ; a tratar com l\tr uta Viauua S:
Companhia
Os billic.es de um cavallu c nina carroca
correr com a ultima de Janeiro prximo passado
transferidos para a ultima loterin de t:voreiro, fi -
cam Bem valor algom, d"ixandj aasiui do enrer
em razo da pequea extraccio dos mesmos bi-
lhetcs, ficando o direito alguns pissuid-jres de
bilhetes que j tenhi pago, a iiaverem seu di-
nheiro.
COMMERCIO
Hote- eommercial de Peraam
buco
OMtfa, 4 de Marcj de 1886
As tres horas da tarac
Cotatde officiae*
Apolicea da divida publica, de 6 0/0, valor de
l:00OJ l:6aOSO0O cada urna.
Na hora da bola,.
Veadeam-se :
15 apolices da divida publica de 6 0 0
P. J. Pinto,
Presidente.
Aagusto P. de Lemos
Pelo secretario.
HENDLVIEiNTOS PBLICO
Kez de Marc de 18fi6
Mossor
Segu para o porto cima o byate S. Bartho-
lomeu tem parte do seu carregamento ; para ores-
to que lhe falta recebe a fretes commodos, a tra-
tratar com Bartholomen Lonrenco
Recite. 26 de Fevcreiro de 1886.
Icicm dt 4
1 3
UtrlZ BBDORI *----D i
lem de 4
l3J
O-r-r.-jasx' oyucuLLe 1 4 o
'err do 4 .
Ructti rrurHASnD 1 a 3
ra : 4 f
65.986/632
M:l.f687
15:735*337
2.035>900
17:771/237
14046/335
4:345/905
18:392/240
16:850/100
4:378j798
21:2284898
DESPACHOS DE IMPORTACO
Brig^ ingle Mata Qlantcern. entrado do Ro-
sario de Santa F, no dia 4 do corrente e consigna-
do ordem, maniieston :
Farinha de trigo 3,655 saceos.
Farello 8% saceos 4 ordem.
Lagar ingles Hacer, entrado de Terra Nova,
no dia 4 do corrente e consignado a Saunders
Brothers & C, manifestou :
Baealho 3,250 barricas e 1,063 meias ditas aos
consignatarios.
DESPACUS 7E KXPOiiTACAO
Em 3 de Marco de 1886
rara o exterior
=m No vapor ingles Warrior, carregou :
Para Liverpool, H. Burle & C. 130 saceos com
9,100 kilos de assucar mascavado.
No brigue sueco lygne, carregou :
Para Hall, C. P. de Lemos 20,000 kilos do ca-
rocos de algodo
No lugar sueco Kruet Al/ion, carregou :
Para Hall, C. P. de Lemos 5,000 pontos de
boi, 20,000 kilos de ossos e 5,000 unhas de boi.
**ara o Interior
No patacho hollandez Broedertroum, carre-
gen :
Para Pelotas, Amorim Irmaos <5t C. 995 barri-
cas com 78,500 kilos de assucar branco c 40 ditas
com 4,559 ditos de dito mascavado.
No navio tespanhol Dos Hermano, carro
gou :
Para o Rio Grande do Sol, Azevedo & Maia
3,000 cocos, frucU.
No patacho nacional J. Correia, carregou :
Pira o Rio Grande do Sul, J. P. Lobo 20 sac-
eos com 1,333 kilos de painade seda.
No hiate nacional Deus te Guie, carregou :
Para Mossor, B. Oiiveira & C. 1,500 saceos
com farinha de mandioca.
No histe nacional Geriquity, carregou :
Para Maco, M. Amorim 400 saceos com fari-
nha de mandioca.
Na barcaca Flor do Passo, carregou :
Para Macabyba, A. Oiiveira Bastos 300 saceos
com farinha de mandioca.
~ Na^barcac* Nazinha, carregou :
pe, Amorim Irmaos & C. 300
EM CONTINUACAO
De movis, loucas, trens de cozinha, roupss
para cama, travesseiros, colchoes, espelhos, jarros
e outros muitos objectis que sero vendidos
Ao correr do nutridlo
SEXTA-FEIRA, 5 DO CORRENTE
A's 11 horas
Por occatio do leilao de bisnagas.
No armazem da ra do Mrquez de Olinda
n. 18
POR INTERVENC^O DO AGENTE
Gosino
Precisa-se de urna cosinli.ira e mais alguin
servico em casa de pequea f imilia, na ra da
Aurora u. 81, andar.
Precisa se um menino de 11 a 14anuos pira
servico interno em casa de peu'ien:i familia, na
ra da Aurori n. 81, 1 andar.
Precisase de nina pessoa p.-.i fttt Hineute h -
bilitada para tomar conta da kinistra$uo de
urna padaria, dando bora conhe-iinento de sua
conducta : pode dirigir-su ra d-; Beinfi a o. 7,
para tratar.
Permuta-se urna casa com pequeo sitio e
muito boa agua em um dos melh >res lugares do
Arraial, independente de qualuuer negocio d e
on recebe-se : na pra?a da Independencia nme-
ros 14 e 16.
No hiate nacional Adelina, carregon :
Para o Natal, M. Amorim 1,000 saceos com fa-
rinha de m mdioca.
Na barcaca Jhdith, carregou :
Para P. de Alagoas, J. H. Boxweli 36 pps
com 3,360 litros de mel.
MOVIMENT DO PORTO
Navios entrados no dia 4
Rosarlo de Santa F-40 dus, brigue inglez Maid
of Glanuvem, de 257 toneladas, rapito E. T.
Cbaddock, equipagem 8, :arg* varios gneros
ordem.
Buenos-Ayres19 dias, barca americana Wallace
d 643 toneladas, capitAo J. \V. Cosaiak equi-
pugem 10, em lastro ; ordem.
Terra Nova25 dias, lugar inglez Petunia de 207
toneladas, capito Charla Micholls, equipagem
10, carga baealho ; a Johnston Pater & C.
Maco.12 dias, patacho nacional Maia II de
167 toneladas, capito Antonio B. Galhao, eqai-
Engem 8, carga sal ; a Antonio de Oiiveira
I ais.
Navios sahidos no mesmo dia
Terra Nova Patacho inglez riymouth, capito
Job Win, em lastro.
Santa CatharnaCorveta brasilcira Guanabara,
co amantante capito de mar e guerra Fclippe'
Firmino Rodrigues Chaves, carga munices de
guerra.
MaceiLugar ingles Coleridge, capitSj J. Johns-
ton, carga baealho.
Narva (Russia)Barca norueguense Vega, capi
to J. Olsen, carga algodo.
Rio de JaneiroPatacho nacional Maia II capi-
to Antonio Bento Galhao, carga sal.
VAPORES ESPERADOS
Marinho Visconde da Bahia
Para Maman
saceos com farin
ditos cosa idem.
de msDiioca ; J. Baptista 200
Gironde
Para
Mataos
VMi de Bahia
Peniambuco
Finunee '
Elbe
Eupirito Santo
Tomar
Hamburg
Nea
hoje
amanh
H 7
a 8
a 9
a 12
da Europa
do norte
do sul
da Europa
do norte
de New-Port-News a 12
da Europa a 12
do sul 8 16
do sul 16
de Hamburgo a 20
do sul a 24
Aluga-se a 8/ urnas meias aguas com re-
partimentos, na travessa das Ban ci ras, becco do
Aquino ; a tratar na ra do Cotov. lio p. 25.
A fabrica Vendme precisa de otficiaes de
cigarreiros^________________________________
Aluga-se o 2' andar do sobrado n. 1 do pa-
teo do Terco, o I* do de n. 19 ra da Penha, o
1 do de n. 18 ra Direita, o 1" do de n. 66
mesma ra, al' do de n 35 travessa de S.
Jos, o I- 34 ra estreita do Rosario ; os terre-
os de ns. 24 ra Duquo de Caxias. 1 do putee
do Terco, a casa n 26 ra de Nudos Machado,
no Espinheiro, com bons commodos : a tratar na
ra do Hospicio n. Si.
Vende-se a armsco da casa de molbados
praca de Pedro II t. 6, propria p n continuar
(om o mesma negocio ou outro qualiiutr, na fre-
guezia de Santo Antonio ; a tratar nu mesma.
Aluga-se a casa terrea n, 52 di ra de S.
Joo, com dous gabinetes, 2 salas, 3 quartos, por-
(u largo ao lado, com grande quintsl alguns
areorcUos, e quarto fra para binho.
Piecisa-se de um criado e de um menino de
12 14 annos, para algum servico de casa de pe-
quena tamilia; na ra do Imperador n. 61, se-
gundo andar.
= Precisa-se de duas pessoas, para vender fi-
lhs : na ra de Hortas n. 35.
Precisase de um criado de 11 16 annos i
na ra da Aurora n. 81, andar.
Pede-se aos abaixo assignados o favor de
virem ou mandar ra do Marques de Olinda n.
51, a Htgocio que nao ignoran.
Jos de Araujo.
Odilon Gac:lio, d'Alfand"g. <
Pedro Siqueira, dAlfandega.
Arthur Dantas.
Luis Carvalho.
Jos Guimares, caixeiro do Loyo & Filho.
Frederico Vieira.
Augusto Gonoalve8 da Silva.
Manoel Antonio Carneiro _de_Araujo.________
= Aluga-se o pavinieuro terreo da travessa da
Bomba n. 4, o dito da do Livramento n. 10. e a
casa do largo do Paraso n. 3 ; na ra do Apolle
n. 34, 1" andar.__________________
Arrematadlo
Jalao de direito do clvel
Nao tendo tido lagar a arremataco das ta-
boas de amarello que foram penhoradas por Jo-
hnston Pater C Francisco dos Santos Mace-
do, na audiencia de 21 de Fe vereiro rindo, tr
lugar a mesm. no dfo 6 de Marco por occasio da
audiencia. Recife, 3 de Mar,o de 86.
O escrivio,
Antonio de Burgos Pon;e de Len,

6-Rua do Cabug-IG
O nb tizo assgaado vendeu nos seus
renturosos bilhotes garantidos os premios
seguiutes: 1 int:irocom asorte de I00
n> n. 1242 alera de outros mais de 32-5,
lGd e 8S da lotera n 41.
Convida-se aos possuiJores a vir receber
sem descont algum.
Achanvse venda os venturosos billie
tes gr.r: ntido8 da lotera n. 42a em beneficie
da Ordem Terceira do Carnio do Recife,
que se extrahir na quinta-feira 11 do
correte.
l*rc?os
Inte;ro 4O0O
Meio 2,JO0O
Quarto 1[000
Sendo qnantidade superior
a 1 0:000
Inteiro 35500
Meio 15750
Quarto 785
Joaquim Pires da Silva.
CAMINHOS DETBRO
P0RTATEIS
DE
Verilearen & de Jager
DE It II C X K L L 1 S
(Constructores do mellior material par,
jaminhos de ferro industriaes. Fornecedo-
res dos Arsenaes e caraichos de ferro de
estado belga, do Govcrno colonial das In
dias Neerlandesas, etc., etc., etc., etc.
Vas frreas prtatela -desmon
taveis tixas, trilhos de ferro e de ayo, por
pregos iuferore8 as de qualquer outro sys-
tema, sendo mais duraveia e mus prati
308.
Pequeas locomotivas wago
uctes especiaes prra fabricas, cxplorafSes
agrcolas, aterros, minas e engenhos de
assucar.
Estabelecidas no centro de um paiz que
produz ferro e aje as mais econmicas
loDndijSes, as oficinas de Verharren & de
Jager, alm da sua situacSo em urna loca-
dade onde a mao de obra barata, go-
sam da vantagem de ter urna organisacjlo
seria e especial para a construceao de ca-
minhos de ferro ao alcance do todos. Os
seas prejos desafiara a qualquer concur-
rencia.
Para informales circunstanciadas diri-
jam-se a
Theo. Jnst
2 LAHGO DO COBPO SANTO 2.
Remettem se catlogos Ilustrados quem
pedir.
xlo commercio
Eu abaixo assignado declaro aa corpo commcr-
cial desta piafa qne tenho'justo e contratado com-
prar ao Sr. Manoel Jacintho de Olive "ra o seu es-
tabelecimento de molhadcs sito ra da Palma
a. 71, livre e desembarazado de todo e qualquer
oaus ; quem se julgar com direito ao mesmo,
queira apresentar se no prazo de tres dias, a con-
tar desta cata. Recite, 3 de marco de 86
Manoel Maxiniano de Souza
Grande sortimento de lettras estampadas e car-
toes de toJ03 os tamniihos para annunc03 e ds-
ticos. Charaa-se n attonco dos encarrevados dos
festejos das ras para esta importnnte descoberta
que tem fcito grande revoluco 11a amvrica do
norte e em toia a Europa. Magestlpo cff>.ifa>.
a.
Ra o Cabng-M. M. fi
THcoferc
as? i y,
;:-- 1
C /. DCLLO
mni* eslvav bem cvkm e
clin radicaiaer*
a TIKHA o n CASPA.
Per' : "do a
afteda c o enbianaaacunests
eoCABZZjjOoem todos osea-
: : va: :ive!mcnt6
Macio, Z-:' .I.aafo, Formoso (
aats
: ai^ticoliCDt.innnof
eparado puno cabe!
Agua Florida
DUPLA.
Preparada segundo a forziala>
original usada pelo inventor no
I anno de 1829.
Tem duas vezes mais Fragrancia
que qualquer outra.
Dura duas vezes mais tempo.
E'muita mais rica de perfume
mais suave.
C ;ito mais Fina o Delicada.
Tem dobradaforca Refrescativa e
Tnica no Banho.
Fortalece ao Debc ao Caneado.
Cura as Dores de cabeca e os des-
maios.
E'muitlssimo Superior a todas as
outras .Aguas Floridas
i
s
mente a venda.
Actual-;
-4
Descoberta Importaatissima.
Puro Oleo de Fijado de Baealho
o
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IODURETO DE FERRO,
DE ~~~"*_ t
Barclay Se Companhisu;
a
Silcnlmcnto c con: Kgnrancaoa peores ciaot'
doencofiI
1 I doi Os.^o, aa m-
:La ;- D*tera, ei;.,ctc,
_:..!o o > cu pr-
:'. .i da t!;
t'cr::. .e Kn:
^coatoraos. E'certv
I'cro Oleo d
r , Keiv Vork. >

.=srf*-~3
DEPURATIVO E PUJANTE.
Este novo e amiravel purifxador^dd1.
tangue acta cobre os intestinos'
o gado. es rins c a pellcX
E'ci.ra nalli vol contra a Dehilidade
Nervosa, as Dores de Cabena* a Dys-j
pepsia as Sezoes, o contra as doen-
cas de origem Miasmtica ou occa-v
alonadas por desordens do flgado'
ou pobreza e impureza do sangue.J,
' OS
especficos veterinarios
H0ME0PATHIC0S==
= DE HUMPHREY.
* Para a cura de todas as doenyas de
CaraUos, Gado, Carnelros, Caes, Por-
tes, Ares.
Tem sido usado com feliz resultado por
Fazendeiros, Criadores de gado, Car*
ros-ferrfe, etc., ete.
Certificado e osado pelo Gorerno dos
Estados Unidos.
iy Enviase Folhetos e Cartoes gratis.
Dirija-se a
HMPHREY'S MEDICINE C0.
108 Fulton St. New-York.
Especifico Homeopathico de
HumphreyNo.28.
Usado ha 30 annos. O nico remedio efficaz para
Debilidade Nervosa, Fraqueza Vital
e |*ostracSo, porexcessivotrabalho ou outras causas.
$1 por garrafa, ou cinco garrafas c x garrafaode pos,
$S-oo, ouro americano.
, A'venda por todos os Droccistas. Tambem
er.ria-se pelo correo pelo preco do coslume.
Dija-se a "Humphrey's Homeopatlilo
Medicine Co." 109 Faltn SU New-York.
QUILL BUTTON-HOLE TWI8T.
(Retroi de Seda para^Casear.)

Julgando ser de grande utih'dade dos negociantes da
America do Sul, terem fios de seda e retroz prepara-
dos em material mais leve do que sejam carreteis de
pao, estamos promptos a fornecer para exportaco
nos de seda, retroz de seda e seda de bordar, de
todas as qualtdades, preparadas em lancedeiras de
pape! ou de penqas como cima representado.
remos todos os tamaitos de o preto e mais de
quinhentos cores. 9
Dirija-se "Brminard 4 Azinstrong Co,n
6ai Market Street, 460 Broadwav
Philaddphia, U. S. A.
409 uroadwar,
New-York, U. S. A.
1-^
fi
ROQIAYROL FKEIIES
PASTILHAS
De ANGELIM & MENTRUZ
laabel Mara Barbosa Teixelra
de Sonsa
Manoel Alves Sarbosa e sua mulher, Joanna
Maria Simoes Barbosa, seus filbos, genros e Da-
rs, profundamente magoados pelo rallecimento,
em viagem para o Rio de Janeiro, de sua estre-
mecida filha, rm e cunhada, Isabel Maria Bar-
bosa Teizeira de Souza, mandam resar algumas
missas na igreja de Paraso, s 8 hores da rm-
nh5 do dia 6 do corrate, setimr- --
ment, e pedem aos seus na-
assistirem a esse aer- '

S
se
es

0 Rtmtdio mili tffictr
Stfuro que je tem ducoberlo ti
Ao/e ptrt expeflir ti larrlgn

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Diario de- Pernambaco*--Seita--feira 5 de Marpo de 1886
R galaffor da marinlia
Egte i.-.portante estabelciimento do relojoaria,
fundado em 1869, est fnaccionando agora ra
larga do Rosario n. 9.
O seu proprietano, encarr gado do rcgulamen-
to dos r elogies do arsenal de marinba, da compa
nhia dos trilitos urbanos do Recita Olinda e Be-
beribe, da do Reetta Caxiug, da estrada de
ferro de Cania da companliia ferro-carril de
Pemambuco, da Mnab^io c>mmereia! ben^fieen-
te e da estrada de tarro do Limociro, cercado de
intelligentea e habe;s auxiliares, conoerta e fa-
brica qualqucr pe?a para rclogioa de algibeira,
de paredu, de torres de igreja, chronometros ma-
ritimos (dandoa marcha), caisas de msica, ap
parelho8 electrieos telepraphicof.
O mesmo acaba de r.ceber variado sortimento
de relogioa americanos que vende de 7S a 20
par parede, mesa e despertadores de nikel.
Contina a exereer su pr-.fissao cotn lelo e
interesas de que sempre deu provas ao respei-
tavel publico e a.-.g seus collegis, e vende forne-
cimento de quaiquer qualidade.
Em frente de scu cstabelecimento se acha col
locado om relogio, eujos mostradores ambom po-
derao ger vistos pelos |>assai*eirs da tarro-carril,
tendoaempre alIORA MEDIA DESTA CIDADE,
determinadas pelas sims oservacocs astronoroi-
aas. Ra larga do Rosario n 9.
Antonio Jos da Costa Araujo.
da fazer por encommendaa, p r ter um bom mea-
tre alfaiate e completo sortimento de pannos fiaos,
caiemiraa e brins, etc
3* Ra da Imperatriz-SS
Loja de Pereira da Silva
Neste egtabelecimento vende-ge as roupis abai-
xo mencionadas, que alo baratissimas.
Palitota pretos de gorgorito diagonaes e
acolchoados, sendo fazendas muito en-
corpadas, e forrados TJGOO
Ditos de casemira pret, de cordao muito,
bem feitog e forrados 10*000
Ditos de dita, faxenda muito melhor 12*000
Ditos de flanella azul, sendo ingleza ver-
dadeira, e forradog 12J000
Calcas de gorgorito preto, colchoado,
sendo fazenda muito encorpada 5500
Ditos de casemia de cores, sendo muito
bem taitas 65Q0
Ditas da flanella ingleza verdadeira, e
muito bem feitas 8f 000
Ditas de brim de Angola, de muleskim e
de brim pardo a 2, 2*500 e 3J0OO
Oeroulas de greguellas para homens.
sendo muito bem taitas a 1*200 e 1*600
Colletinhon de greguella muito bem tai tos 1000
As3m como um bom sortimento de lencos de
linho e de algodao, metas cruas o collarinbos, etc.
Isto na loja aa ra da Imperatriz n. 32
FAZENDAS BARATAS
Na bem condecida loja da roa Primeiro de
Mar?o n. 20
JUNTO DO LOUVRE
t*
j^BSAUHA AUfa
de
4500, 50, 50500, 60, 60500, 70,
50, 50500, 60 e
Riscados largos
iius pe caram!
Sem dicta esem niodifi-
capoes de costumes
1 n
do Vit 14 c 6" V
es a *
3 O s*a
T O Ch s
a & 1
o o o " X?
E o 3
i 8
i -i i o
Especific s preparados ha
aiaccuco Eugenio y r ^
de Hollanda
Approvcdos pelas juntas de hygienc da Corte,
Repblicas do Prate e academia de industria de
Pariz.
Elixir de imbiribina
Restabelece os dyspepticoa, facilita as diges-
toea e promove as ejeccoea diflicies.
Vinho de ananaz ferruginoso e quinado
Para os chloro-anemieo, debella a hj poemia
intertropical, nconstituc os liydropicos c benbe-
ricos.
Xarope de flor de arueira e mutamba
Muito recoman udado na bronchite, na hemop-
se e as toases agudas ou chronicaa.
'leo de testudus ferruginoso e cascas de
laranjas amargas
E' o primeiro reparador da fraqueza lo orga
nismo, na fysica.
Pilulas ante peridicas, preparadas com a
pererina, quina e jaborandy
Cura radicalmente as tabres iotermittentes, re-
mittentes e perniciosas,
Vinho de jurubeba simples e tambero fer-
ruginoso, preparados em vinho de caj
EfBcazea nas iuflammacoes do figado e baco
agudas ou ebronicas.
Vinho tnico de capilaria e quina
Applieado na coovalegcencas daa parturientes
urtico antefebril.
Deposito : Francisco Manoel da Silva & C.
Ao Carnaval!!!
Deslumbrante exponiro de roslu
me, maoraraw. cabel letra*, etc..
etc.
Acha-se aberto desde s 7 horas da noite na ra
[do Duque de Caiiaa n. 25
O popular Anselmo, j bem conbecido do
publico desta capital em materia carnavalesca,
exhibir no dia e hora cima indicados a saa im-
portante exposicao onde os amantes da folia eu
contrario para alugar magnficos vestuarios des-
de 500 ris at 50*, nao s para cavalleiros como
tambem para senhoraa e encontrando qnem em
ana casa se fr vestir os necesaarioa enmmodoa.
Pagamento* adlanlado*
MODISTA
Ra da Penka a. 3
Primeiro andar
Contina a executar os mais diffk'cis fi
gurinos recebidos de Paris e Rio do Ja
neiro.
Prima em perfeicao de costura, era bre-
vidade, rnodicidade em precos e fino gosto.
a 900 r*. o covado
Xa loja da ra da Imperatriz n. 32, vender se
riscadinhoa proprios para roupas de meninos e
vestidos, pelo barato proco de 200 rs. o covado,
tendo quasi largura de chita francesa, e aasm
como chitas brancas miudinhas, a 200 rs. o cova
do, e ditas escaras a 240 rs., pechincha : na
loi o Pereira da Silva.
Faajtoc*. netioeta e lavtniao a SOO
ra. o covado
Na l.ja da ra da Imperatriz n. 32, vende-so
um grande sortimento de fustoes brancos a 500
rs. o covado, lazinhas lavradas de furta-cores,
fazenda bonita para vestidos a 500 ra. o c&vado,
e aetinetaa lisas muito largas, tendo de todas as
corra, a 500 rs. i covado. pechincha : na loj.
do Pereira da Silva.
Merinos pro ton a lSO>
Vende-8e mrrins prctis de duas larguras para
vestidos e roupas paro, meninos a 1200 e 1600
0 covado, c su icnor sctim preto para enfeites a
1 500, arsim como chitas pretas, tanto lisas como
de lavoureg brancog, de 240 a' 320 rg.; na nova
leja de Fcrcira da Silva ra da Imperatriz nu-
mero 32.
Algodtlozlnho francs para lencest
a uoo rtvs i* e iSsoo
Na loja da ra da Imperatriz u. 32, vende-se
superiores algodozinhos francezea com 8, 9 e 10
palmos de largura, proprioa para lcnces do nm
e panno pelo b'irato preco de tOO rs. e I 000 o
metro, e dito trancado pa a toalhas a 1 280, aa
sim como superior bramante de quatro larguras
para lencoea, a 1500 o metro, barato ; na loja
do Pereira da Silva.
Roupa para meninos
a iS. iSsoo a$
Na nova loja da ra da Imperatriz u. 32, se
vende um variado sortimento de vestiarios pro-
prios para meninos, sendo de palitoainho e calci-
nita curta, feitoa de brim pardo, a 4JCG0, ditos
de molcsquim a 4500 e ditos de gorgoro preto,
emitando casemira, a 6. sao muito baratos ; na
oja do Pereira d i Silva.
Fazendas finas e modas
S A.Ra do C abosa t
V Bastos A C.
(TELEPHONE 359)
Avisam aa Exmaa. fami'ias que receberam de
Pariz:
Lindsimos cortes para vestidos com tecidoa da
mais i alpitantc novidade como sejam: Etamine
com bordado a retroz, seda crua bordada a capri-
cho, Cachemirc com enfeit<-s bordados a fil
Moda 1886
Va'entionne fn ecorce d'arbre.
Primoroja escolha em vestidos wn 20 metros de
lii ligeira, tecido ainda no conhecido aqni.
Cores e desenhus novisaimaa n..a seguintes fu
zendas de seda, l e algodao. Etamine, Snrah, Se-
tim, Fales, Linn. Toile d'alance, Cachemires.
Explendido sortimento
Em leques, luvas, rspnrtilhos, lacos, lavahres.
meias, li-ncese milites cutios artigoa qne se ven-
dem por precoe sem coinpetencin.
Grande sortimonto do madapol5es
70500 e 80000
Algod3ea brancos, superiores qualidades, de 40, 40500,
00500.
Saperiores cretones de 320 a 500 o covadu.
Batiates, lindro padr3es, a 200 e 320 rs. o covado.
FustSes brancos de novos dejenhos a 440 e 500 rs. o covado.
Cobertas de ganga, forradas, de dous pannos a 30500.
Ditas de ganga crotone, bonitos padnJes, a 30000.
.Lencoes de bramante, de linho de 20 a 40000 a um.
Ditos de algodao de 1,800 a 20500.
Toalhas felpudas, de tamaito regular a 50000 a duzia.
Ditas grandes para banhos a 20000 urna.
Lencos de algodSo de 10800 a 20200 a duzia.
Ditos de algodao, com barra, a 20400 a duzia.
Brim pnrdo, claro, a 300, 400 e 700 rs. o covado.
Dito traacado, lona, a 10, 10tOO e 10200 o metro.
Cortes de vestido de cretone de 200 por 80000.
Guardanapos do linh) de 30500 a 60 a duzia. r
Grande variedade do nnquinhas de 20 a 50000.
vicias crua8 para hornera a 50, 60, e 70000 a duzia.
Chambres muito bem preparados, para hornero, do 50 a 100000.
Casimira diagonal, preta e azul escuro, a 20500 o covado.
Algodao-trancado de duas larguras a 10300 a vara.
Bramante de algodSo, de qnatro larguras, de 10500, 10800 e 2000 avara.
Dito do linho idem idem de 20, 20500 30 e 40000 a vara.
Leques de papel, de lindos desenhos, de 500, 800 o 10000.
Merino preto e azul a 10400 rs. o covado.
Setinetas lisas de todas as cores a 440 rs. o covado.
Velutinas de todas as cores a 10000 o covado.
Molesquin do cores, bonitos padr3es, a 600 rs. o covado. .
Chales do algodao a 10200, 10OO, 10600 e 2*000.
Guarda p de brim de linho pardo a 40, 50 e 6J000.
Oxford p.ra camisas, lindos padrSes, a 280 300 e 340 rs, o covado.
Costumes para banhos de mar a 80 e 100000.
Cortinados bordados para cama e janellas a 80 100, 12, 14 e 160000 o par,
Grande sortimento de roupa feita para trabalhadores de campo.
Encarregamo-nos tambem de niandar fazer quaiquer roupa para homeui e
meninos, para o que ternas um hbil official o um grande sortimento de pannos, brins,
casemiras, etc.
Quem precisar de algum artigo bom e barato, dever visitar de preferencia
este antigo e acreditado estabelecimento.
1.20
ALBEETO HEMCHEL & G
52-RUA DO BARAO DA VICT0RI1--S2
O bem acreditado estabelecimento photographico allemao, acaba de auginen-
tar as sua* galeras no gosto das mais sumptuosas casas d'este geneio, como de Paris,
Londres e'Berlin, onde o respeitavel publico encontrar os mais aperfeicoados trabalhos
pelo svBtema mais moderno e mais apreciado.
Para dar mais impulso sua casa e assim melhor satisfazer as mas drfficeis
exigencias, acaba de contractar o eximio pintor o Sr. Ferdinand Piereck, chegado te-
centemente da Corte do Imperio, onde adquiri grande nome, alm do bom crdito que
j gozou em 1877 quando aqu estere na mesma casa.
Roga-se s Exmas. familias e mais pessoas o obsequio de honrar com suas.
visitas a este grandioso estabelecimento, onde existe urna magnifica exposicao de saas
produejoes artsticas e onvle encoatn.rao lhaneza no trato, perfricio nos trabalhos e
rnodicidade nos precos.
C. Barza,
Getente.
~ ESPLENDIDO SORTIIHEM'O
RENDAS OU BICOS
0 que ha de mais gosto neste genero, rece-
beu
EXPOSiriOMVERSAL *
DE
Mas
L qudam o eguinte;
barato do que em casa dos dignos
collejas
(1
Fa dara
Por barato proco vende-se na roa da Impera-
tria n. 14, loja, um bom cylindro americano e to-
dos oa utencilios necesaarioa urna padaria, ae
achando todo tm perfeito estado de conaervacio.
liidoii ilk residencia
O Dr. Maduro, medico parteiro, mudou sua re-
sidencia para a ra da Imperatriz n. 88, esquina
da do Hospicio, 2o andar, onde ser encontrado a
quaiquer hoia da noite.
Camisas nacionacs
A C&KOO. 3*000c 32OO
32 = Loja ra da Imperatriz = 32
Vende-se neste novo estabe'eeimento um gran-
de orlimento de camisas brancas, tanto de aber-
turas e pannos de linho como de algodao, peloa
barato* precos de 2J500, 34 e 4|. sendo fazenda
muito melhor do qu" aa que vecm d> estrangeiro e
muito mais bem fritas, por aerem c Jrtadak por
nm bom arriata, especialmente camiseiro, tambem
se manda fnz'r p>r encommendaa, a vintade dos
fregnezes : na nova loja da ra da Imperatriz n.
3 !, de Ferreira da Silva.
A 32
Nova loja de fazendas
St Ra da Imperatriz = 39
DE
FERREIRA DA SILVA
Neste novo estabelecimento encontrar o rcs-
peitavel publico um variado sortimento de fazen-
das de todas as qnalidadea, que aa vendem por
precos baratissimoa, assim como nm bom sorti-
zoento de roupas para homens, e tambem se man-
hu; ni
Aos 4:00080410
Rii.nbii> r.4R4\iiDo t*raQa daJndependen
cia ns. 37e 39
Acham-se a venda os fozes bilhetes
garantidos da 42a, parte da lotera a benefici >
do hospital da Ordera 3" do Carmo, que
se extrahir no dia 11 de Marco.
Precos
Bilhete inteiro 4,5000
Meio 2^000
Quirto 1^000
*m porcSo de 1005000 pan
cima
Bilhete inteiro 35500
Meio 10750
Quarto 875
Antonio Augusto do Sant Pirto.
CALLOS
O MELHOR E MAIS INFALLIVEL EX
TRACTOR DOS CALLOS E A
MYNARDLW
porque os eztrahe completamente, sem causar a
mnima or. E' fcil de applicar, nao impede de
se andar calcado e tem o seu effeito comprovado
por attestados insuspeitos e em numerosas appli-
caces que nunca falharam. S verdadeiro o que
se prepara e vende na Drogara e Imperial Phar-
macia Diniz.
S7Rua do General Ozorie-57
Deposito em Pemambuco pharmacia de Hermes
de Souza Pereira & C, Succesaores
Bi ao Margnez le OlMa 121
En abaizo aasignado, estabelecido rna do Hos-
picio n. 158, atiesto que, soffrendo ha muito tempo
d callos em ambos os ps, o que me impossibilita-
va por vezes de cnidar n^s m'iis aazeres com-
merciaes. gracas ao preparado dea Srs. DINIZ ft
LORENZO proprietarios da IMPERIAL PHAR-
MACIA DINIZ, denominado-MAYNARDINA
canaegui ver me alliviado derte mal f;ue atroz-
mente me ineommodava com a app'icafl.i do refe-
rido preparado.
Rio, 7 de Janeiro de 1885. TJiomaz Jo-
s Fernarides de Macedo.
Especialidades!
Tudo M vendo pelo meos possivell I !
Quem urna vez comprar sabei 1
4-LARGO DE S. P'-'DRO 4
Neate cs'abelecimentoacha-sc Rempru ezpoato
venda o especial licor d>' maracuja em ricas gar-
rafinhaa nruprias para toilet compasto de manga
baa e mpngas o que ba de melhoi nrgtc genero.
* No mesmo estabelecimento acha ae aempre nm
grande s rtiin nto de pasfaroa e gaiulas de todos
os fabric-n'c-, at proprias p u. por ter
cada urna cinco compartimentos.
Tambem te encentra diariamente capee aes fru-
ctas maduras coto sejam eapotie, aapjtaa, man-
gabas, mangas e outrati fructus, e se recebe quai-
quer rnr-n-mr^" p"r" r-rbirqu".
Esguio.'S para camisas e casaquinhos de senhoras a 4^! e 4r$500 a pe$a
Saias bordadas a 3$, 4 c oOOO urna 1
Camisas bordadas p?ra senhoras a 5#500 o 3^i000 urna I
dem sem punhos, sem collarinbos, para horaoro, a 42^ a duzia !
Meias inglezas superiores a 4$ e 5^000 a dita!
dem inglezas para 8 nhoras 4# e GflOOO, cruas da* 16^1 por 12|00? ?
Crochets guarnica completa por 8^000 1
Damascos du&s larguras para colzas a 2^000 ocovdo
Popelines brancas a r,00 rs. o covado proprias para novas.
MiriuSs pretos duas larguras a 15, 1J200 o 1)5509 o covado !
Bramantes de linho luperior a 2&O00 o metro !
Lencoes de dito, panno de casal, a 2|J000 um !
Cobertas de ganga cretones, idem 3$000 urna!
Ceroulas, superiores >rJados a 16!000 a duzia!
Cortes de meia caseiuira para calca a 1400!
dem de casemiras inglezas a 3$ e 4O00 um !
Cambraias Victorias e transparentes a 3200 e 3^809 a peja!
Fichi para me.imas a ljjtoOO e 2000 um !
Cortinados b miados a 7|$ e 10/J000 o par 1
Crinaldas evjs para novas a 10$ e 153000.
Cretones superiores a 320 e 360 rs. o covado !
iRa Duque de Caxias59
EMILIO ROBERTO
17Ra to Baro da Victoria17

_ JOSEPH KRAUSE a c.
Acabara de augmentar o sen j bem conhecido
importante estabelecimento rna i
de marco n. 6 eom mais
nm saio no 1 andar luxnosamente pepar-
rado e prvido de urna expasi-
$to fe tas de prate do Porto e wlwfhU
dos mais afamados fabricaMes do
mundo inteiro.
Convida, [mis, as Exmas. familias, seus nume-
rosos amigos e fregnezes a visitaren)
o seu estabelecimento, aim de
apreciarem a grandeza e bom gosto com qne
nao obstante a grande
despeza, o adornaram, em honra
desta provincia.
M ABERTO DAS A'S 8 DA NOITE
GOHTWITB
RODA DA FORTUNA
200:0001000
PREQOS EM P0R(?0
Dczenas..... I0$000
Vigcssimos .... I$000
EM RETALHO
Dezenas..... II$000
Vigsimos .... I$I00
CORRE TODAS AS TERfAS-FEIRAS
36 BUAJLAftSAa^ HOSABIO-3g.



I'33:0'?0 Os proprietarios do muito conhecido estabelecimento denominado
MSE DEMS
sito a ra do Cabug n. 4, communicam ao respeitavel PUBLICO que receberam um
grande sortimento de joias las mais modernas e dos mais apurados gostos, como tam-
bora relogos do todas as qaalidades. Avisam tambera que continuara a receber por
todos os vapores vinlos Ja Europa, objectos novos e vendem por muito menos que em
outra quaiquer parte.
MIGUL WOLFF & C.
;-i
N. 4 RA DO
Compra-se ouro e prata velha.
CABUGA----N.
'"iigaj
em po
traball
"'clliiriirla regular pode pprfnder todo qne se acha nesta obra.
orrelo, pr-fTinno-TO oa du menores denomlnaaoea. Aos qne eom-
lalli aremoa tU nm xempl.ir .lo rtllo manual. Apnarelhoe panTAmailorea da 10.0
Envii- quem a. St H. T. ASTHOITT s> OO. BOl SOABWAT, ItOVA-TOM.
rabHr-.intes de tola aaycl<- de matcrlu ..hotogi-apnlcor EatMeleCMoa ha mus TINTURARA
SUCCESSOR
2o Itua de, Malhias de Albuqucrque '.\
(4PTIGA 1 \ l)\S FLORES)
Ting'.- >! limpa com a maior perfeijao toda a qualidade de estofo, e fazendas
as ou em obras, chapeos de feltro ou de p*lha, tira o mofo das fazendas; todo o
eito por meio de machinismo aperfeigoado, at hoje conbecido.
Tintura preta nas tercas e sextas-feiras.
Tinta de cores e lavagem todos os das.
---------------------------------------------------------------------.----------------------------------.u
Grande e bem mentada is''" alfaiate
DE
PEDROZA & C.
N. 41Ra do Raro da VictoriaN. 41
Neste bem conhecido estabelecimento, se encontrar um lindo variado sor-'
timento de pannos, casemiras, brins, camisas, punhos, collarinhos, meias, gravataa,
tudo imporUdo das melhores fabricas de Paris, Loadres e Allemanha; o para bem
servirem aos seus amigos e freguezes, os proprietarios doste grande estabelecimento
tm na direccao dos trabalhos da officina habis artistas, e que no cuito espaco da 4
horas, preparara um terde roupa de quaiquer f .zenda.
Rna do Raro da Victoria n. 41
(PRECOS SEM COMPETENCIA)
1


4M
6
Diario de PerimbucoSexta-feira 5 4e Marco de 1886
. Anga-se barato
01.* e 3.* andar travesea do Campello n. 1
O armasem da ra do Bom Jess a 47.
4 casa terrea n. 13 da ra do Nogueira.
A caa terrea n. 23 da travessa de 8. Jos.
Aloja da ra do Calabouco n. 4.
\casa da ra do. Visconde de Goyanna u. 79.
4 eaaa da Baixa Verde n. 1 B Capunga.
A. tratar no Largo do Corpo Santo n. 19,1* an-
ta*.
Ung
jase
o grande sobrado n. 161 da ra Imperial, caiado e
lineado : a tratar na ra do Rangel n. 58___
Aluga-se
por 8*000 urna casa oom ala e 2 quartos, e eor
redor servindo de quinta), no becco do Funda* n.
5, freguesia da Boa-Vista ; a tratar na ra de
Santa Theresa n. 38.
Aluga-se
barato a casa terrea, eaiada e pintada, ra de
8. Jorge n. 40, com 4 quartos, 2 salas, sota, co-
sinha fra, copiar, quintal, cacimba ; a tr
com. Siqueira Ferr&a & C, ra do Amorii
im n.
66
A uga-se
A casa da ra do Mrquez do Herval n. 147 ; a
tratar na ra da Praia n. 6.
Aluga-se barato
o sobrado e aoto ao largo da Detencao n. 67,
com muitos commodos para familia, bastante ale-
jado, etc ; a tratar na ra larga do Rosario nu-
mero 34.
Aluga-es barato
Urna casa na ra do Rio (Torre), com commo-
dos para familia ; a tratar na ra largado Roaa-
rio n. 31._______________________________________
Casa na Torre
Aluga-se por preco commodo urna casa na rna
do Rio, deste pitorreo povoado ; a tratar na ra
larga do Rosario n. 34.
25| ~~
Alnga-seuma casa terrea travessa do Princi
pe n. 7 ; r. tratar a ra da Attracco n. 12.
Para eosinhar
Precisa-se de urna ama de boa conducta, para
casa de familia ; na ra do Visconde de Goyanra
n. 219 (Manguinbo). _______________________
Ama
freeisa sa de urna ama para lavar e engom-
mar ; na travessa dos Pires n. 5 (Qeriquity).
Ama para eosinhar
Na pra^a do Conde d'Eu n. 4, 1 andar, se
precisa de urna raulher de meia idade, para eosi-
nhar, faier compras e algn servido de casa de
pequea familia.________________
Ana
^recisa-se de urna ama que cosinhe bem, para
caca de familia pequea ; na ra Nova n. 15.
Ama
Precisa se de urna para engommar e cosinbai-
em casa de pouea familia, dando flanea de sus.
conducta : tratar no pateo da Santa Croi
n. 18.
Ama
Precisase de urna ama para casa de familia
na ra do Visconde de Goyanna n. 46.
Ama
Precisa-se de urna ama para casa de rapaz sol-
teiro ; no pateo do Paraizo n. 18, taverna.
Amas
Precisa se de duas amas, urna cosinheira ou-
tra para andar com duas criancas e mais servico
de caca de familia ; a tratar na ra do Imperador
n. 14, 2* andar.
Ama
Precisa-se de urna ama para eosinhar e mais
servicos de casa de familia ; a tratar na rna lar-
ga do Rosario n. 22, 3- andar.
Quero (en?
Our* e prala : compra ac ouro, prata e
podras preciosas, por maior preco que em outra
qualquer parte ; no 1 and t n. 22 a ra larga do
Bosano, antiga dos Quarteis, das 10 horas as 2 da
tardej diasuteis. __________
Cosinheiro
Na ra do Vicario n. 17, se precisa de um co-
unheiro.
Liquidado de chapeos pira se-
nhoras
Vende-ae pelos seguintes precos : de 15* a 20*
i roa do Crespo n. 17, em casa de Mme. Mique-
lina._________________________________________
Viva o carnaval
Compra-se vestuarios noves e usados ; na ra
da Imperatris n. 78. __________________
Portoguez e franeez
Lecciona-se na ra dos Pires n. 103.
Casa no Eneananienlo
Aluga-se urna casa perto da estaco deParna-
meirim, nova, tem 2 quartos, 2 salas, cosinha
fra ; a chave para ver, na taverna do Sr. Adria-
no, no metmo lugar, e elle endicar eom quem se
deve tratar, sendo o iiluguel barato.
\inlio especial para mesa
Acaba de chegar o conhecido e especial vinbo
do Porto alvaralhao, propri i para mesa, em cai
xas de 12 garrafas, que se vende a preco mdico ;
nmeo deposito raa do Vigario o. Y, escriptorio
de Dominsros Al ves Matheus.
TNICO
%
P'VnzracSo de Productos Vegetaes
PAR*
TIKyiO DAS CASPAS
e outras Molestias Capillares.
JvlARTINS & BASTOS
Pernatnbitco
Venezanas
Compra se de duas quatro venezianas de ma-
dera, com correntes de metal, das modernas, com
ponco nso ; no piimeiro andar n. 22, ra larga
do Rosario._____________
agas
P de ouro
P de prata
P de pe rola
P de giz
E um grande sortimento de bisnagas em calun-
gas, passarinhos, flures e outros folgoedos pro
prios para o carnaval.
1 RA DO CABUGA 1
________________M. M. Braga_________________
E' Branca
I). Anninha f.ii embora
C n duas criancas, Miguel e Alfredo,
Em 23 de Fevereiro de 87,
Sem receto e sem medo.
D. Anninha foi embora
Sem sobrsso e sem espanto,
A 23 de Feveieiro de 86,
Com tres contos e tanta
D. Anninha' foi embora,
Em companhia de um magano;
JA tem idade aoffrivel,
Paaaa de 41 anno.
Quem es* descubrir dirija M a praca do Con-
e d'Eu n. 12, que ser gratificado com 540000.
Advogado
O bacharel Pedro Gaudiano de Ratis e Silva
modou sua residencia da estrada de Joao de Bar-
ros para a ra velha de Santa Rita n. 89.
Escola par cular
De Inatrucro primarla para o nexo
niamcallno
34 Ra da Mal'ia du Hoa-Vista34
O abaixo aaxignado participa ao Ilustrado pu-
blico desta capital, que ai: rio sua escola particular
de instruccao primrria para o sexo masculino,
ra da Matriz da Boa-Vista n. 34, onde esmera
damente se dedica ao ensmo de seua alumnos.
O grao da escola consta : ler.escrever e contar,
desenlio linea*, historia patria e nocoet de trancez.
Garante um r >pido adiantamento em seus alnm-
nos, pelo seu rystema de ensino, o qual urna pa-
ciencia Ilimitada, um amor inviolavel e urna es-
iu rada dedicacio ao emsiao, fazendo com que os
seus decipulos abracem e amem de coracSo as let-
tras, aos ivros, e ao estado, guiando os no cami-
nho da intelligcncia, da honra e da dignidade,
afim de que venham a ser o futuro sustentculo
da patria, da religiao e da lei, e um verdadeiro
cidadao brasileiro.
Espera, pois, merecer a confian ea e a proteecSc
do dietincto povo pernambucano, e em particulai
tem f robusta em tolos os pau e utores de me
oinos que queiram aproveitar um rpido adianta-
mento de seus filhos e tutelados.
Com quanto ousada eeja este tentativa, todava
espera que ea seus ioeansaveis esforcos, e os sena
puros desejo, sejam eoroadoa com a feliz appro-
vacao de todo os filhoa do imperio da Santa Crui.
Mensalidada2*000 pagoa adiautados, no acto
da matricula.
Horario-das 9 horas da macha s 2 da tarde.
Reeebe meninos internos e meio-peneiouistas
por menealidades razoaveis e lecciona per casas
particulares a ambos os sexos.
Julr* Soares de Azeve*
34RA DA MATRIZ DA BOA VISTA34
Ao publico
A verdadeira e bem conhecida pomma de mata
rana e araruta, preparada por Jeronyma Coussei-
ro, venie-se em paco tes de libras e meias, nos
seguintes lugares, por ora : Boa-Vista, ra da
Aurora n... cstabelecimento do Sr. Joaquina de
Vaaconcellos ; ra da Imperatriz n. 2, dos Srs. Ma-
noel Moreira R beiro 4 C, e na da Barao da Vic-
toria, no dos Srs. Paulo Jos Alves & C______
Bolos
l Satisfaz-Be qualquer encommenda deste genero,
com perfeieao e modicidade, ra do Riachuelo
n. 39.
Os abaixo asgignado?. t^ndo adoptado e regis-
trado a marca industrial como do desenlio cima
?e coformidade com as prescripcoea das leis em
ligor deelaram ao publico e particulurmente aos
teus numerosos freguezee, que d'ora em diante
odos os productos qce > r.hirem de saa botica le-
7arao a dita macea como garanta de sua origem
legitima precedencia.
Boa ac<]uisiyao
Vende se a fabrica de vinagre e cerveja nra
da Senzala n. 12, por pre^o ranito barato, por seu
dono ter de retirar-se, tem muitos utensilios para
fabricar qualquer ciatee de bebidas ; a tratar com
Eduardo Martms na meema, cu eo Entroncamento,
casa do Sr. Carpintei.-o Souza.
Achado
O medico a quem faltar um instrumento de ci-
rurgia, pode procural-o na rna D- que de Caxias
n. 18, Io andar, que da^o os sigoaes certos ^ pa-
gando as despeza, ce Ibe entregar.

Hgael Moreira de Soasa Mala
Mara do Carmo Mai;-. da Porciuncula agradece
do intimo d'alma todas as pessoas que se digna-
ram acompanhar os rectos mortaea de seu idola-
trado pai, Miguel Moreira de Souza Maia ; e de
novo convida as mesmas pessoas para assistirem
as mi seas que se cclebraro na igreja de N. S. do
Carmo, no dia 6 do corrente, a 7 1/2 horas da
manb3 ; confessando deede ja a sua eterna gra-
tidSo por este acto de religiao e earidade.
t
Calbarina efe Scnna Manto
Miguel Arcbanjo de Senna Sactos, Argemiro
Leodegario de Senna Santos e Felfcmina Custodia
do Amor Divino r.giadecem, possoidos do mais
pronunciado reconbeermente, 8 pessoas que acom-
panharam ultima morada os restos mortas de
saa eariiihosa m : convidando-aa simultanea-
mente para assistirem um missa qne no dia 6,
stimo do seu paesmmento, s 0 a anha, man
dam celebrar por sua alma na igreja da Penha.
Per mais esse caridoco obaequio, antecipam-lhes
os seus sinceros agradecimentos.
Coronel Franciaco Maaool de
Hout e Ollvelra
Gaspar de Drummond e Gaspar de Drummond
Filho manriqqi celebrar na igreja do Carmo, A* 8
horas da manhi do dia 5 do corrate, miasas pelo
repouao eterno do seu amigo o coronel Frtncisco
Manoel de Souaa e Oliveira. Para ease acto de
earidade convidam os prente Mjigos do fi
nado.
grageas de Ferro Rabuteau
hurtado do Imtituto d Franca. Premio de Therapeutioa
O emprego em medicina de Perro Rabuteau- baseado na Sclencia.
As Verdadeiras Grageas de Ferro Rabuteau sao recommendadas nos casos de
Chlorose, Anemia,Plidas Cores, Corriinentoe,Debilidad*,Eigotamento,Convalescencia,
Fraqueza das criancas, Depauperamento e lteracao do eangue em consequencia de
fatigas vigillias e excessos de toda a natureza. Tomar 4 6 grageas dor dia.
Nem Constipacao nem Diarrhea, Assimilacao completa.
F,-rr de Ferro Rabuteau recommendado as pessoas que nao podem engulir
engulir as grageas. Dm calix de licor aos repastos.
Xarope de Ferro Rabuteau especialmente para as criancas.
I(i) Urna explicado detalhada acompanha cada frasco.
Exigir o Verdadeiro Ferro Rabuteau de CLIN & Gia, de PARS, que te
encontr em casa dos Droguistas e Pharmaceuticos. __________
XAROPEd reinvillier
Oo
Laureado pela Academia de Medicina
^i^J^-.^. Cavartwro d leg/'o de Honrt rr,-X3&{
O Phospnato de oal a substancia mineral mala abundante do organismo e toda vea que sua
quantdade normal dlminue resulta umaaffecco oranlca grave. ___ B,,rt,rta
Mais de cinco mil curas, a mor parte justillcadu polos Prufessores o Mdicosi da* Faculdados
torio oDUdas ultlmamonte c zerao com que o Xt-/> <"> J*LBe'***ei**r fos.cl a>S
como o especifico mais seguro contra a "risica pulmonar, fon=h"ejElc' ^n^'j
cultismo. Debllldaae do OrpanUmo. O Xarope do V Beinvillier fanaliJlfat.raao
diariamente as criancas facilita a denticao e o cresclraonto: as mes e amas de leiw wraa o
lelte melhor; lmpede a carie e queda dos dentcs tao frequentes depols dA preniiea.
Deposito: Pharmaoi vrMBOUE, 8, Plaoe de la Magdalelne, MIOi
Em Pcrnambuco: FRAX- M. da SIL VA *> O, < na pr/nefpm Pharmacia. Orotartu.
5 */ GRAINS^ Yt
l'iJlii.l.lali!.liM;MiH!lHlliiaililiM:iiia
de Sanie
du dodenr
!
Approvados pela Junta Central de Hygiene da Corte.
Aperientes, cstomachieos, purgativos, depurativos, contra a
Taita de appetlte, PrUio de vntre, Xnxaqueca, Vertlgen,
CoBfeatoea, etc. Dote oriinaria : I,3 graos.
Exigir rjll.lM'lf JtlUJJ com o rotulo em 4 cores, e a
as HfilMUIiflKWiWliyi usignitnr A. Rouvire em UiU Mearuda.
Em PAJUZ, Pharmacia XBROT.
DEPSITOS EM TODAS AS PRINCTPAES PHARMACIAS
A BELLEZA ETERNA ia PELLE oatlin pilo uza di
PERFUMARA-ORIZA
de L. LEGRAND. Fornecedor da Corte da Rusia.
--------------nf i
P
I
teCREM E-ORIZA
. SurdepS^V
^j STHONO^!<'''
EtU C amasia '
branquia a HLU
m-i" A
ailWiKKCUsarBBCDn:
a* bociomc
I mamo M mmi itvfdm totee
m Uta o rute tlaJ L_
tu tutu us rt|mj ' ORIZA-LACT
L0C0 EMULSIVA
llranqunaere'resua pella
tu des:, pparecer ai urdas.
oriza:vLgut
Sabio pea recclta do
D'O.tVEIL.
O mais tate pan a pello.
ess-Triza
Pariumea da izos aa
rimlhf.uaa tina noiaa.
AdopUdoa pela oat4a.
ORIZA-VELOUTE
Pode FLORCAKBOZ
adharant i palla.'
Piedaiiado o ateiadado
e iee;e
OR1ZA-OIIV. Oleo para
J35flSa01frPXA.R DAS riwt.SII'ICJL<5
Deposito principal : 3Q7. roa Baint-Honor, Pars-.
OS Oabelloa
B3 SUMEROSAB.
\MEDALHA de honra
DIPLOMA DE HONRA]
0 OLEO CEEVBIER
t deftinfectado pilo Alcatrio,
tnico baltamico. o qut muito
M'jgrrmnt fll propr/#dtffj de ,
0 OLEO de FIUDO
DE UC*U.O FERRUGINOSO
a unlc pnptraclo Qti* purm.tts
tdmwiatra' o Ferro aam pro-
duir Prieio de Ventre, nem
Incommodo.
DEPOSITO gm\ tu PARS
21 roa do Fh-Moniarlre, 21
branco.loirq:
SliInliWU
LC^T^"
*R
VRIER.
a*-..

BECRITADO POE TODAS AS
C9leorid.ad.es Mdica; |
DA FRAH(A E DA EUROPA
nal
MOLESTIAS DO PEITO,
AFFEC&ES ESCROFULOSAS I
CKL0R0SIS,
ANEMIA, OEBILIOADE,
TSICA PULMONAR,
BRONCHITES. RACHITISM0
Vinho de Coca
DEPSITOS EM TOD.\S AS PUINCIPAES PHARMAaAS DO BRAZIL.
OPPRESSAO
TO BE
UTiUflD-rErLDXO
ralos CI6ASES ESW
Uplra-e a fumaca que penetra no pealo acalma o symptoma nervoso, facUita
a expectoraca e favorlsa as funecea dos orgas respiratorios.
7aa raa ataras* eaa eaaa de J. ESPIC, 119, rna tc-Laanre. esn Para
Dtfoaitariot em aYmraaamtmtnt EMAltC"' *** M'VA C"._
AS
EneriniQaM Secretas!
sH-KNORRKAGIA8
QONORRHEA8
FLORES BRANCAS
CORRIMENTOS
pacent ote untlgos sao curados em I
fpooco* diaa em tecreso, sem regi-
|fjKHi nem tisanas, sem cansar oes
oleetar s rganos- digestiros, peas
ZZ}L.175^^aS
e injeegao de
KAVA
m D0UT0R FCURNJttS
M*A!tie. 88, Placa da la MedaUir*
ant***T. ai Cijiu lioia!i o P
fc tmtmtjo:

Vinho do Dr; Foimslir
(i Quina (emiQlnoso e de Casias 18 Laranjas amaros.
TNICO RECONSTITTJINTF
demedio soberano
COMTRA A
chlopnse, anemia. carie dos ossos.
atf .w;(5es das vas digestivas,
diarrhea:; chronicas, rachitismo,
escrfulas, degili'mde,
convalescenqas de febrej yphoidfas
e oc molestias graves, etc.
Vtnda em gross:/". O. Hnralon
Piar*aaitlco em BRITEj (Corriza), FUSCA.
De^odtos era Pernambuco :
3-T-lA.IT~ M. da SILVA Se C"
EXPOSITION
Mdaille dOr
UMIV"* 1878
CroiidaCheTalier
LO PLUS HUTES RECOMPENSES
AGUA DIVINA
E. GOUDRAY
DITA A6UA DE SAUDE
Preeonisada para o toucador, como conservando
consl^ntemente as cores da mocidade,
e preservando da peste e do cholera morbts.
ARTIG03 RECOMMENDADOS
perfumara de lacteina
iKasaeDiada palas Celebridades___
GOTAS CONCENTRADAS para o lenco.
0LE0C0ME para a belleza dos cabellos.
ESTES ARTIGDS ACHAM-SE NA FABRICA
pars 13. roe d'Enghien. 13 pars
lepositot em todas u Perfumara!', Pharmcis
e Cabellereiros da America.
SSSSSSSSSSSSSSS11SSSSMS8
^5'fefclrxA';si -d
ll'Jil ^yiiUUAU!
ie ULYSSE ROY, cmPoiters (Frang
i>\\fW^^^
CREME
Especialidad* de Casis
C'JUSTiN DEVILLEBSCHOT
K7W (COfruDr) Tsanc*.
Qaaaa i
1 Meamtham as ea^calobaa da ;
PAS tm, ltM, mi Exiailcjo CilTirul)
MM W OMalka la Baira), lili
Uma, MiCOI 1151 BtUUDX 1151, 1865
BOOM 1151 BnUCOK, TIOTES 1113
ttaitttrimm Pernambuco : TraaCM. la SILVA Jt O.
i
imePROUST, Sucr- & Get\
10
i Prtame enantioo do* Vrnboa oa obra;
deHadoo................. oalOOtraaoo! a
' R.-incio uEssenciadaCognat" -t 100 tramna SCO b.
i, Parfumoapanitodoaoelioorek je 100 fraaooa 300 tr,
a. EaseiiclaileHiiumoudeTa'ia, a ISOfraaooa COOSA
Depositarlos em Pernambuco:
;.r.oJoo 2C. da. SILVA a O*
V*Zx&

&
stes
POS
dio ao Rosto
a bella alvura vapo-
rosa qne fez a reputaco
das aellezai da Antiguldade.
L. PANAFIEU C"
Par*, rus Rothechouart, JO.
tae\\a^a\Paniambui>o :PrrBi.li8lXVA*C"^
........"'
f saiwMai
Ao publico
Urna senhora habilitada se offerece leecionaa
primeiras leitras o trabalboa de agnlha em colle-
irios ou em caaas partice lares ; quem de eens
prestimos precisar, pode dirigirse roa do Co-
ronel Suaasuaa n. 72.
Leonor Porto
U 15
Ra do Imperador
Primeiro andar
Contina a executar os mais difflce
figuriuos recebidos de Londres, Pars,
Lisboa e Rio de Janeiro.
Prima em perfeico de costura, em bre-
vidade, modicidade em prejos e fino
gosto.
:i
i
:
Compra-se e paga-
se mais do que em ou-
tra qualquer parte bem
como
de qualquer qualidade
Na ra 4o Imperador
n. 32, loja dejoias.
Julio Fuerstemberg.
Costumes de casemira
A SOS e 35*
Na nava loja da ra da Imperatriz n. 32, rece-
ben.-Be um grande sertimento de finissimas case-
miras inglesas oe cores claras c escuras, que se
Tendea i or preco muito em conta, assim como das
mesmas se mandam fazer costumes por medida,
sendo da paletot sacco a 3 '000, e de fraque a
3~ S ; assim como de superior fl*nella inglesa de
cor azul escura, a 305 e 354, e tamb^m das mes-
mas fazendas se manda fazer qualquer peca avul-
sa, grande pechincha ; na nova loja de Ptrcira
da Silva.___________________________________
Advocados
Manoel Netto e Bovenuto Lob i ; ra Duque de
"axias n. 75, entrada pelo pateo d? Collegio.
BISNAGAS"
Emilio Roberto aca-
ba madas bisnagas fran-
cezas, as quaes vende
em grosso e a retalho.
BXPOSig UNIVERSAL
17-llna do Baro da Victoria17
Compra-s
A Historia da Re-
volu^o de 4848, pelo
Dezembargador Fi-
gueira de Mello; no
escriptorio deste Dia-
rio, 2 andar predio n.
42 da ra Duque de
Caxias.
O abaixo firmado, mudando sua residencia desta
capital para a do Rio de Janeiro, deiza exposta
venda sua pbarmacia ra do Rangel n. 48, e
para o que faculta poderes especiaes ao **r. Jos
Caetano Baptista dos Sacros, estabelecido ra
do Crespo n. 7 (Gallo Vigilante), para vendel-a de
accordo com o pretendente, e bem assim reeeber
dividas que nao foram resgatadas. Recife, 23 de
tevereiro de 86.
Joaquim Cotia.
Aluga-Se urna casa pe-
quena
Na ra de S. Francisao n. 1, freguezia de San-
to Antonio.
No becco do Fundo n. 5,fregoezia da Boa-Vis
ta : a tratar na ra de Santa Thereza n. 32, de
manha at aeio dia.
Na cidade da Eseada
compra-se ouro, prata, patacoes nacionacs e es-
trangeiros, e nnedas de oure ; na roa do Com
mercio n. 19, estabelecimento de Antonio Fran-
cisco de Araujo Costa. ____________^__
AtJMajf
Precisase de urna ama de meia idade, para o
servico domestico de duas pesaoas ; na praca do
Conde d'Eu n. 5, loja de sapateiro.
Borracha especial
para limas ; receben a mercearia de Goncalo Jos
da Gama, ra do Padre Floriano n. 41.
Viva o carnaval
Vivan, os castellanos da rna dos
Guararapes
A. commissao deste castello tem por fim festejar
os tres dias de carnaval, enfeitando n dita roa
em frente ao castello, vem par* isso pedir o espe-
cial favor aos moradores da mearon ra, perto ao
castello, para tomar todo o interesa* para mais
brilhantismo da festa e alegra das familias.
Sendo os senhores da commissao :
Clementino Francisco de Barros.
Cosme Antonio Rodrigues.
Cosme Francisco Pereira.
Manoel de Sousa Mafra.
Julio Marcolino da Silva.
Constantino F. do Nascimento.
Joaquim Goncalves Vianna.
Felippe Beniguo Camarao.
Joao Lins da Silva.
Bento Joaquim RodrigU'B._______
Para eosinhar
Na roa de Joaqnim Nabueo n. 3, entrada da |
Capunga, precisa-se de urna ama com urgencia,

**
o
6
y *
(Aya 's CherryPcriora!)
' AST'iMA BRONCRaTC.
CoQutiucKt ou'fosst Convulsiva
Tsica 'Pulmonar.
- LCJKBaQUaM I
:
Criado
Precisa-se de um, para casa de pouca fimi
a tratar na ra do Mrquez de Ofinda n. 6.
Para advogado
Aluga se a sala do 1' andar ra Duque de
Caxias n. 01, a tratar na loja.
Precisa-se de umapro-
fessora
A senhora estrangeira que estiver proficiente-
mente habilitada e quizer ensinar a escrever e a
fallar com perfeieao as linguas francesa, alterna e
ingleza, a-sim como a dar lcoe3 de geographia,
historia e piano, a urna mcuina de 11 anuos de
idade, a qual tem j principios de todos esses es-
tudos. senio pessoa de boa educacao e com attes-
tado de seu merecimento, pie dirig r-se casa
n. 199 ra do Visconde do Goyanna (Mangui-
nho), ou indicar a sua morada para se efectuar
um contrato que a autborise a desempenhar o en-
cargo de professora.
Cosinheiro
?recisa-sc de um c sinheiro ; a tratar na ra
le Paysand n. 19 (Passagt-m da Magdalena), ou
na do Commercio n. 44.
Ylagens ao centro
De Olinda parte todos os sabbados, s 4 horas
da tarde, para Itamb por Icuarass e (ioyanna;
urna diligencia; passagena a tratar na ua 1 de
Marco n. 1, no Kecifc Viagena avulsas em qual-
quer dia, e para qualquer parte a tratar no mes-
mo lugar.
Fihs
f
Faz-se filbs, communs e de formas, e vende-se
dece de caj secca e de caldo, ambos bem acondi-
cionados em latas, proprias para presentes : na
ra da Matriz da Boa-Vista n. 3.
Aluga-se o sobradinho do becco do Quiabo
(Afo/jadot), com quintal grande e diverses ps de ,
fructeiras ; a tratar nr ra de Marcilio Diac nu-
mero 106.
Eate remedio precioso tem gozado da acceita.
rao publica durante cincoenta e setc annos, com-
ecando-se a sua manufactura c venda em 1837.
Sua popularidade e venda nunca forio lio exten-
sas como ao presente; e isto, por si rnesmo,
offerece a melhor prova da sua efficacia maravil-
hosa.
Nao hesitamos a dizer que nao tem deixado
em caso algum de extirpar os vermes, quer em
creanas quer em adukos. que se acharo afflio-
tos destes inimigos da vida humana.
Nao deixamos de reeeber constantemente
attestacoes de mdicos em favor da sna emeacia
admiravel. A causa do suceessn obtido por eate
remedio, tem apparecido varias falsificajoes, de
sorte que deve o comprador ter imito oaodado.
examinando o nome inteiro, que devia ser
6iiiigcieB.iFAHNIST0CK.
VENDAS
Linguas secas do Rio Grande
do Sol
Vende-se na ra de Pedro Arr'onso n. 6 (antiga
da Praia) a 320 rs. !!!
40
Fazendas brancas
SO' AO NUMERO
raa da Imperatriz =
44
Loja dos baraieiros
Albeiro & C, ra da Imperatris n. 40, ven-
dem um bonito SDrtimento de todas estas fazendas
abaixo mencionadas, sem competencia de preeos,
A SABER:
AlgodoPecas de algodaozinho eom 20
jardas, pelos baratos previos de 3300,
4g, 4*600, 4*900, 5J, 5*500 e 6|509
MadapoloPecas de madapolao com 24
jardas a 4*500, 5*. 6* at 12*000
Camisas de meia com listras, pelo barato
preco de 800
Ditas brancis e cruas, de 1* at l'SQrj
Creguella francesa, fazenda muito ericor-
pada, propria para lencoes, toalhas e
ceroulas, vara 400 rs. e 500
Ceroulas da mesma, muito bem fetas,
a 1*200 e 1*506
Col!etiiho8 r'a mesma 800
Bramante francs de algodao, muito en-
eorpado, com 10 palmes de largara,
metro 1*280
Dito de linho ingles, de 4 larguras, me-
tro a 2*500 e 20800
Atoalbado adamascado para toalhas de
mesa, com 9 palmos de largura, metra 1(800
bretones e chitas, claras e escuras, pa-
drees delicados, d 240 rs. at 400
Baptista, o que ha de mai* delicado no
marcado, rs. 200
Todas estas fazendas baratisaimas, na conhecid
loja de Alheiro & C, esquina do becco
dos Perreiros



Diario de PernambucoSexta-fcira 5 de Mar#o de 1886
f-
Algoda enfestado pa- Tiras bordadas
ra en^oes
A 90o r. e # o metra
Vende-ae na loja dos barateiros da Boa-Vista
algodao para lencoes de um s panno, com 9 pal-
moa de largura 900 Jrs., o dito com 10 palmos a
1|000 o metro, assim com dito trancado para
toalhas de mesa, com 9 palmos de largara a 1 200
o metro. lato na leja de Alheiro & C, esquina
do boceo dos Ferreiros.
MERINOS PRETOS
A 1*209,1*400, 1*6(0, 1J800 e 2* o covado
Alheiro C, rtia da Imperatria n. 40, ven-
dan muito bons merinos pretoe pelo preco cima
dito. E' pechincha : na loja da esquina do bec-
co dos Ferreiroa.
Espartllhos
A 5S000
Na loja da na cia Imperatriz n. 40 vende-se
muito bons espartilhos para senhora*, pelo preco
de 5*000, assim como um sortimento de roupas
de casimiras, brins, etc., isto na loja da esquina
do becco dos Ferreiros.
CASEMIRAS INGLEZAS
A 2*800 e 3* o covado
Alheiro & G, ra da Imperatriz. n. 40, ven-
dem um elegante sortimento de casemiras ingle-
zas, de duas larguras, com o' padroes mais deli-
cados para costume, e vendem pelo barato preco
de 2*800 e 3$ o covado ; assim como se encarre-
gam de mandar fai:er costumes de casemira a
3>', sendo de paletot sacco, e 35* de fraque,
grande pech ncha : na loja dos barateiros da Boa
Vista.
BRIM PARDO LONA
A 320 rs. o covado
Os barateiros da Boa-Vista vendem urna grande
porcao de brim pardo lona, por estar com princi-
pio de toque de mofo, pelo barato proco de 320
rs. o covado, grande pechincha ; na loja da es-
quina do beeco dos Ferreiros.
Bordado* a lOO rs. a peca
A roa da Imperatriz n. 40, vende-se pecas de
ordaio, dous metroii cada peca, pelo barato pre-
co de 100 rs., ou em carto eom 50 pecas, sorti-
daa, por 5f, iproveilem a pechincha ; na loja da
esqnina do beeco do Ferreiros.
Fustes de setineta a <> rs o
covado
Alheiro & C. ra da Imperatriz ven-
dem um bonito sortincnto de fustoes brancos pelo
baratinho preco de 400 e 500 rs. o covado, assim
etinetas lisas, tendo de todas as cores a 500 rs. o
ovado ; na loja da esquina do beceo dos Fer-
reiros.____________________________________
Canarios dAllemanlia
C. Braiidimi 1 ler
Vende-se na ra do Imperador n. 22. O mes:
ru compra oncas, gibse, tamandoas bandeira c
corcodilos.
i'ara transportede
canas
Vende e cerca de tres kilmetros de trilhos de
systema Decanville com as competentes curvas
para direita e esquerda, crusamentos, agulhas,
carros, etc., tndo de ac, em perfeito estado de
conservaca ; a tratar na fundicao geral.
WHISKY
BOYAL BLEND marca V1ADO
Este excellente Whisky Escosse preterive
ao cognac ou agurdente de canna, para fortifica'
o corpo.
Vende-se a retalho noa melberes armasen!
molhados.
Pede BOYAL BLEND marca VIADO cujo no-
me e emblema sao registrados para todo o Brasil
BfiOWNS 6c C, agentes
A loo. ISO, loo e too rs
Para o carnaval
So na nova- loja n. 32 za da Imperatriz, se
"ende um grande sortimento de bonitas tiras bor-
dadas, proprias para enfeites, sendo largas e es-
Ireitas, pelos barntissimos precos de 100,120,160
ii 200 ra, tendo dous metros cada peca, grande
|>ecbincha. Assi n como um bom sortimento de
pinga amarella, verdes e encarnadas, qnc se
vendem barato : na loja de Pereira da Silva, |
ra da Imperatriz n. 32.
A Revoluto
O 46 da ra Duque de Casias, desejando ven-
der muito, resolveu vender fasendas por meaos
25 % de seu valor.
Ver para acreditar
Setins macaos, decores, 1*400, por 800 ris
covado.
Mariposa fina de cor a 240 ris o covado.
Benda aberta da China a 240 ris o covado.
Cretones finos nacionaes a 240 ris o covado.
Setinetas lisas e finas a 400 ris o covado.
Alpacas de cores a 360 ris o covado.
Linhos escosseses proprios para vestidos a 240
ris o covado.
Loques Juannita a 800 ris um.
Lencos brancos finos de 1*200 a 2* a duzia.
Camisas de linho muito finas pelo preco dimi-
nuto de 90f a duzia.
Cobertas forradas a2*800 urna.
Colchas brancas e de cores a 1*800.
Bramante de tres larguras a 900 ris.
Dito de quatro ditas a 1*200.
Toalhas felpadas para rosto a 4*500 a duzia.
Madapoln pelle de ovo, finissimo, a 6*500 a
peca
Camisas para senhora a 2*500 urna.
Lencos de seda a 500 i is um.
Redes hamburguesas de cores a 10* urna.
Ditas ditas braaeas, com varandas, a 15* urna.
Cortes de casemira de cores finos de 4*500 a
10*000.
Casemira fina de cores, intestada, a 2* o covado.
FlaniHa americana a 1*000 ris o covado.
E mais urna intinidade de artigos baratsimos
que nao deixar de comprar que os vir.
JiiriNl^Silra HorBra_
Exposifao Central
Damio Lima & C. intitnlaram o estabeleci-
mento em liquidaco da ra larga do Rosario n.
38, por EXPOSICAO CENTRAL para assim se
tornar bem conbecido de todos, pelo que chama a
attenco especial das Exmas- familias Dar os
preps seguinles :
Metros do plics a 400
Bonecas inquebraveis 1*500
Metros dearquinhes 120 e 160 [
Pecas de bordados finos a 300 e 400
Garrafas com agua florida a 700 e UOOO |
Frascos de oleo orisa por 1*000
Fita parfacha, n. 80 3*000
Carreteis de 20C jardas a 8'l
Inviscveis grandes a 330
Ditos menores a 300
Brinquedos para meninos a 200, 300 e 500
Caizinhas para presente a 2*500 e 000
Meios fio de sedapara senbhora a 1* e 1J200
La para bordar de 2*800 e 3*000
Fita chineza o maco 360
Dito de algodaodito 240
Massinhos de grampos a 20
Macaquinhos acrobticos a 100
Botoes, fitas, leques, perfumaras, bengalas, te-
sonras e outroo muitos artigos que s com a vista
na ExposicSoCentr *> larga do Rosario n. 38.
10
Em vista dos grandes progressos da da de que
se gloriam as nacoes civisadas, o commercio
deve acompanhar esse progresso, visto que elle
o mais poderoso elemento do engrandecimento das
nacoes ; em /ista do que annunciam
MAKT1NS CAPITAO & C.
1 Ra estreita do Rosario 1
Grande sortimento de gneros alimenticios, es-
colha dos quaes, os annunciantes teem sempre
maior cuidado, para bem servir os seus numerosos
fregueres. Lembramos, pois, o proverbio :
_____ Quena nao experimenta, n3o sabe.
Venham ver, pois :
Quijos, flamengo a de Minas.
Fiambres inglezes.
Chocolate francez Menier.
Dito do Maranhao.
Fructos seceos, como :
Passas, amendoas, figos, etc.
Ditas nacionaes.
Doce de todas as qualidades.
Bolachinha inglesa.
Semfates novas de hortalicas.
Espeeialidade em
Vinhos finos do Porto, Madcira e Shery.
Ditos da Figueira e de pasto.
Cognac de diversos autores.
Vinhos tnicos, como :
Absintho.
Vermouth, ete.
Licores de todas as qualidades.
Champagne.
! Cerveja de diversas marcas.
Bem assim :
Araruta fina em pacotea.
Cha verde e preto.
Dito perola.
Especialissimo matte do Paran, em p.
Ainda mais :
Ovas de peixe.
Sardinhas de Lisboa em Salmoura.
Vendem Martina Capitao & C, ra estreita i
Rosario n. 1.
AOS AGRICULTORES
Formicida capanema (verdadeiro) para extine-
co completa da formiga saura. Vendem Marti-s
Capito ft C, ra estreita do Rosario n. 1.
Vende-se
urna casa com um terreno, tendo 200 palmos 4e
trente e 300 de fundo, todo arborisado e plantado,
na Torre, ra da ConceicSo n. 2, junto a linha dos
bonds ; a tratar na mesma.
A
DAS


CORRE NO DA 9 DE MARCO
O portador que possuir um vigsimo desta importan-
te lotera esta habilitado a tirar 10:006$000
Os bilhetes acham-se a' venda na Casa Feliz, praca da
ndependencia ns. 37 e 39.
Corre no dia 9 de Marco de 1886, sem falta.
IKTA flWkl
JLi
A
*_
* 1 N B 0] oremio prescrever
tm/ a \ MH um anno depois da o xtracy So. m H -
DOS PREMIOS DA i [) PARTE DAS LOTERAS CONCEDIDAS POR LE PROVINCIAL N. 402 , EM BENEFICIO DA MATRIZ DE GARANHUNS, EXTRAHIDA EM 4 DE MARCO DE 1886
NS. PREMS. NS. PREMS.1 ?S. PREMS. NS. PREMS NS. PREMS. NS. PREMS. NS. PREMS. NS. PREMS. NS. PREMS. NS. PREMS. fNS. PREMS. NS. PREMS- NS. PREMS. NS. PREMS. NS. PREMS. NS. PREMS NS. PREMS. > i
1 40 207 40 385 40 609 40 851 40 1096 49 1306 40 1550 0 1747 40 1985 40 2309 40 2574 40 2812 40 3042 40 3333 40 3543 40 3752 44
3 20 __ 86 13 58 1109 7 51 40 48 90 17 76 14 3*0 44 34 44 --- 55
6 _ 23 87 15 59 16 17 54 61 97 34 Ut0 77 18 40 46 330 40 48 ___, 64 J
12 ^^ 27 . 88 20 66 22 23 . 59 68 2004 36 40 83 22 47 40 42 52 67 " i
13 mm-m 32 91 23 75 23 27 62 69 80 10 45 89 23 48 43 55 69
15 _ 35 ^m 97 24 76 25 __ 29 63 73 40 43 51 - 2607 29 63 __ 51 __ 57 73
24 __, 41 ,^ 405 *0 34 80 84 26 30 70 84 17 52 - 9 34 65 62 lili 82
27 --- 42 o- 6 4* 38 40 87 28 32 71 88 27 mm 73 14 37 94 73 76 87
28 80 45 15 42 94 35 33 75 92 36 79 31 1OO0 38 97 78 78 93
29 40 46 25 48 ^^ 902 39 39 80 76 80 98 44 80 - 43 40 39 3106 89 82 94
31 47 S.J 44 52 80 3 ^^ 40 45 40 79 40 1803 47 86 - 44 50 7 90 90 3815 M_
H 51 80 46 58 40 13 , 48 56 80 87 8 59 87 50 51 20 91 94 19 M
37 58 40 50 80 61 14 ssfsa 51 63 40 88 15 62 90 - 58 52 23 3*0 93 3600 20 _
40 59 53 40 64 ^_ 19 ^^ 55 64 93 18 67 97 65 _ 53 27 40 3400 _- 3 27 ^^
50 60 59 65 wm 20 _ 57 83 1603 20 68 2400 70 58 41 6 15 34 _
54 62 61 100 66 mm 23 v 60 85 4 22 73 1 - 72 79 44 __ 10 21 28 30 37 mm
55 Ib -r- 70 40 68 _ 31 64 90 7 25 76 3 - 80 _ 80 52 __ 11 38 mm.
56 ' 77 71 10 69 __ 32 66 1404 18 26 4:ooo 82 10 - 82 94 53 ^_ 18 44 1" "~"
58 79 74 40 75 ai 38 68 6 14 29 40 91 23 - 90 _ 97 77 27 48 46
59 80 78 mm 89 _ 48 72 7 18- 30 2108 24 91 - 2901 87 36 10 50 48
67 80 81 --- 79 710 _ 51 74 8 __ 22 33 80 11 27 94 ^.^ 2 89 _ 38 40 53 50
79' 40 83 83 H --- 58 76 10 9 23 34 40 14 28 2701 SSH 8 96 _ 41 57 51
80 86 87 l 14 --- 63 85 40 14 27 35 25 30 4 _ 11 3203 _ 43 59 56
91 90 95 40 23 66 _ 91 16 80 28 43 30 3C0 40 9 15 6 45 64 59
92 95 . --- 501 24 69 _ 94 18 40 32 44 M 33 40 4 10 , 16 10 __ 49 - 69 63
93 96 4 mmm 31 --- 72 97 23 __ 33 80 45 40 61 59 1*30 21 -__> 18 15 __ 51 71 65 Ir
99 304 7 _ 35 r 79 ^^ 1204 27 ^ 38 40 49 - 73 60 40 23 _^. 21 18 _ 52 74 66
105 _ 8 80 40 80 80 ^^ 5 - 36 __ 43 59 75 63 25 _ 27 28 mm 56 77 80 69 ->
12 _ 11 13 40 43 40 89 _,_, 7 40 . 47 60 76 67 30 MM 30 30 --- 59 85 80 77
17 _ 16 17 48 92 ^_ 8 _*. 44 _ 53 62 85 83 10 34 mmt 33 37 __ 64 87 40 81 ~~
22 mm 23 3 18 53 93 __ 9 _ 47 58 66 t0 87 81 40 37 _ 40 44 --- 68 _ 89 91
33 26 40 20 _ 58 99 14 55 64 72 40 93 85 40 MM 41 _ 48 --- 81 92 94
40 .^ 29 22 61 1004 22 63 _ 68 75 2202 _ 86 49 mm 43 ^_ 51 82 96 97 "*
41 _ 35 26 72 9 27 390 68 80 69 86 4 89 - 50 __ 49 _ 53 --- 87 98 3909 -*
44 a 38 27 74 11 28 40 72 80 76 90 9 90 61 n. 51 __ 85 --- 94 3700 13 ---
47 .__ 39 . 28 80 17 31 76 40 90 93 10 ^^_ 98 10 64 52 s 68 --- 96 - 2 - 15 >B]
53 _ 40 30 81 18 37 77 94 98 20 _ 2509 40 69 _ 54 _, 70 _ 99 6 - 28
60 ak 42 32 87 21 42 ioo 82 _ 97 1914 22 _,_,_ 11 79 *_ 66 __ 71 --- 3504 80 7 - 24
70 _ 45 37 94 26 43 40 86 . 99 15 26 __ 24 - 81 __ 81 79 --- 5 40 15 26
71 M^M 49 _ 43 801 28 50 87 ... 1701 21 29 m^fm 25 82 _ 82 __ 86 7 18 "~ 37
73 ^^ 5J _ 45 3 32 55 88 _ 2 - 31 33 0mtm 31 - 86 _ 88 87 80 12 24 40 mm
75 ._ 59 _ 47 4 _ 34 6 94 _^ 6 32 39 a*> 33 87 96 89 40 13 25 48
81 61 80 48 13 46 63 98 ^gi 17 mm 39 8W0 58 _, 39 - 89 --- 3002 90 0 15 27 49
-2 . 62 4# 49 19 52 64 1505 MM 18 47 40 62 42 90 10 95 40 19 80 31 - 52
n --- 65 66 '25 65 07 . 13 _ 20 51 68 80 57 - 97 19 3308 20 40 32 60
94 IM 67 _ 82 31 _ 71 73 18 M 21 --- 62 83 40 59 99 22 9 21 33 - 69
95 --- 68 ... 59 - 32 _ 83 74 1W 30 M* 29 69 88 60 2800 23 15 29 36 78
97 --- 69 M 600 34 85 83 40 36 __ 36 70 94 62 - a --- 27 16 8 30 1OO0 37 __ i m
204 73 __ 5 37 87 87 *0 44 __ 89 82 96 63 - 4 36 24 40 35 40 42 85
6 ~"" 34 7 80 46 80 94 ~ 1300 40 45 --- 44 88 2302 80 69 t :ooo0 7 37 1 31 " 38 48 mm 92 Ti
I


8
Diario de Pcrnambaeoexta-4eira 5 de Marfo de 1886
- tf
TTERATM
OS FILHOS
DO
POR
S. CAPBS
QUARTA FART2
gratas d'Ktretat
( Continuado do n. 51 )
XXVI
OS EXPEDIENTES DE (ilBAD
As
ele-

taoa te
quem





Marcos, quo se tinha aproximado,
vou o sea pirahal sobro o paciente.
- Falla 1 ou vais inorrcr !
Nao fira, senhor barao I exclamou
Giraud Basteado o brajo ameajador do
gentilhoraem ; nao fira e deixa-me conti-
.tinuar, senao ficareinss sem saber nada .
Esteja tranquillo, este hornera vai fallar,
e, o que nos nao pode dizer, a mulher
nos revelar.
a Va-nos, patife I v em que
achas, responde I #
__ Ainda uraa vez, nada sei, dase ber-
nardo; nada Bei, juro-o, nada alera do
que Camaleao me disso esta norte.
Caraaieao ? repetio Giraui ;
esse diabo ?
_ E' o que me aaompanhou s gru-
tas !
E aonde estao essas grutas ? pergun-
tou Marcos
Nos penhascos...
Em que lugar ?
Bera o sabe mea fidalgo, pois qae a
sua barca estava entrada.
Ha entao s urna entrada para es3as
grutas ?
Aquella por onde penetrou aquello a
qne chamas Camaleao ?
_ Sim.
Juras que nao ha outra entrada para
ellas ?
Juro !
Quantos homens poderlo ellas con-
ter?
__ Quatrocentos a quinhentos.
__ Estao cheias nesse momento ?
Nao o r.reio.
__ Quera o hornera que sahio depois
de frente de a'guns homens ? perguu-
tou Giraui.
Nao sei... nao vi !
E' verdade murmurou o polica
baixando a cabera.
_ Quando deixaste as grntas? prosa-
guio Marcos,
Hontera demaaha.
Quem tico i l *
Nao sei...
Responde '.
NSo sei !
Cora os diabos exclamou o barao
enraivecido, eis o da que j apparece ra-
diante, o terapo voa e nada sabemos .
__ Bem v que necessario recorrer aos
meus expedientes exclamou Giraud cono
triuuipho. Deixe me, e este homem fal-
lar mais depressa do que um tabarneiro
quando faz a nomenclatura das suas comi-
das.
Faz o que quizares! disse Marcos
recuando.
Giraud dejligou uraa das correias que
prendiam as pernas de Bernard Agarrando
rpidamente tres das seis aduelas que es-
tavam sobre a mesa, collocou-aa era roda
do joelho c aegurou-as slidamente com ft
ajuda d'uma corda que enrolou em todos
oe sontidos com maravilhosa destreza.
Bernardo tentou debater se ; Bernardo
gritava, uivava, Jera intil, e provocava ura
riso irnico ao ex-policia.
Largando aa tenazes, Giraud encami-
nhou-se para o lume, procurou um momen-
to no meio dos tijSes que espalbava com as
suas gigantescas pinjas, o levantoo um pe-
dajo de ferro tornado braaco pela acglo
do fogo.
Entre urna das aduelas e o joelho exis-
tia uraa abertura. Giraud applicou ahi o
pedajo de ferro em brza, Bernardo den
um rugido do dor, e o corpo retorceu so
com tal forja que a misa estaba.
Giraud pegou n'um martello, e, com uraa
violenta martellada, entorrou o ferro as
carnes de Bernardo. A tortura do pacien-
te era to grande que a sua voz morreu na
garganta.
Morrel disse Marcos.
Nao, responeu Giraud, desfallece
apenas com a dr ; d'aqui a pouco tempo
fallar.
O Barao contemplando esta sceaa, vol-
tou,8e sem poder reprimir urna exprsalo
de profundo desgosto.
Fallars? perguntou Giraud.
Bernardo fez um signal affirmativo. Gi-
raud el a vou o ferro com a ajuda das pin-
jas.
ba'ba
Oh !.. soffro!... soflfro!.
ciou Bernardo tomando-se lvido.
Marcos voltousa para elle.
La Chesnaye estava as grutas quan-
do as deixaste? perguntou o barao.
Nao, balbucieu o "paciente.
Quem sao aquelles quo l deixaste
quondo partiste ?
Perto de cineoenta dos nossos.
E quera mais ?
mestre !
Que mestre
Ura que assim se chama.
La Chesnaye ?
Naol
Quem entao'?
Um velho...
Um velho repiti Giraud ; aquelle que
eu vi esta noite 1 Quem este homem*
O pai do capitao !
Entilo tarabem se cha na La Ches-
naye ?
Siral
Marcos passou a mo pelo seu rosto ba-
nhado de suor.
Que idade tera esse velho? pergun-
tou elle.
N5o sei dizel-o... disse Bernardo;
ter sessenta annos... dizem ter cem.. .
dizem tambera que nao pode morrer. ..
Mas, por piodade, socoorra-me A ferida
que fez causa-rae todas as torturas do in-
ferno ...
Pensa n'aquelles quo tu e os teus
teera torturado! respondeu Giraud.
Oh a dr atormenta-me... J nao
po8so mais... eu nao vejo...
Da lvido Bernardo tornou se verde. Gi-
raud, obodecendo a ura gesto de Mreos,
pegou n'uraa bilha cheia de azete e deitou
urna parte do seu contelo na queimadura.
Este calmante poderoso produzio um effei-
to quasi instantneo. Bernardo raapirou.
Este velho de quom fallas, sabes o
quo [elle foi n'outro tempo ? prosegeio o
barao agarrando ura dos brajos do prisio-
neiro.
Dizem .. murmurou Bernardo reu-
nindo as suas forjas, dizem que estava elle
proprjo frente de urna quadrilha bem eo-
nhecida em toda a Franja.
Oh! exclamou Marcos, principio a
comprohender. Minha niai, meu pai, vin-
gal-os-hei a arabos !
Sim, sim, juntou Giraud, vinganja,
viaganja para todos nos 1
Este velho, haVcraos de encontral-o
ainda quo o tenhamos de procurar at ao
fim dos infernos. E' d'elle que nocessito !
Dapos voltando a Bernardo.
E quera estava as grutas com esse
homem de que fallas ? replicou o bario.
Duas mulhcres!
Duas mulheres, raparigas?
Sim.
Diana e Aldah?
FOLHETIM
Pareee-me cora effeito que assim se
chamam.
Oh I exclamou parcos. Diddida-
mente Deus est comnosco I Conseja'a
esclarecer-nos.
Comtodo, aocresjentoa Giraud, vaes
revellar-nos as tuas intenjoes e as de Ca-
maleao, das quaes nao pude sarprehender
senao ama parte.
Bernardo estremecou. Julgava que Gi-
raud quera os thesouros das grutas.
O bandido tnha revellado o segredo das
pessoas, mas nao podia resolverse a entre-
gar o do ouro. Esperando vagamente,
pensava que escapara um dia das mos que
o apertavam tao vigorosamente e a si pro
prio dizia que se nao trahisse os projectos
de Camaleao este partilharia com elle do
poder, assim como lhe tinha promettido,
assim como elle, Bernardo, poderia bem
obrgal-o isso.
Assim pergunta de Giraud, Bernardo
fez provisao de forja, energa e paciencia
para resistir s torturas que suspeitava
pelo prejo de sua mudez.
Nada direi! disse elle. ,
Giraud deu um grito.
- Revella tudo o que sabes I disse com
tora ameajador.
Bernardo nao respondeu.
Falla I gritou o polica.
B'rnardo deitou ura olhar do desafio.
Giraud voltou se de um pulo, pegou as
pinjas e tirou do fogo um pedajo do ferro
avsrmelhado.
A physionomia do paciento contrah'u-so
de um modo horrivel, mas os seus labios
ficaram mudos.
Giraud approximou-lhe o ferro fatal. ..
j Bernardo senta o calor do metal que
lhe fazia revi ver todas as dore3 que aca-
bava de supportar. .. o supplicio ia prin-
cipiar, quando soou ura ruido violento da
parte de fra... Marcos precipitou-3c para
a janelia entre-aberta.
Tres cavalleiros chegavara a galopo
casa solada.
Van Helmont! exclamou o barao.
Que haver de novo ? perguntou Gi
raud.
Ao mesmo tempo, a porta da cmara
entro-abriu-se, e Van Helmont lanjou-se
no interior, seguido do cavalleiro de La
Quiche e do marquez d'Herbaut. Todos
tres estovara raolhados, como so tivessem
andado grande parte da noite, quando a
tempestado estava no seu auge.
La Chesnaye foi apanhado 1 disse o
sabio.
Elle exclamou Marcos.
Sim, acaba de ser preso grajas aos
cuidados do preboste de Pars, ajuntou La
Guiche.
E sobre as melhores indicajocs for-
necidas pelo conde de Bernac, disse d'Her-
baut.
Pelo conde de Bernac ? repetiu Mar-
cos.
Sim, pelo conde de Bernac excla-.
moa Van Helmon, per aquello que assim
roubou esse respeitavel Dome. Sacriftcou
um dos seus irmSos, porque sao tres A
verdade finalmente conhecida Coragom
meu filho, vamos al janeando o fira.
Mas, disse o barao agarrando sb
maos do sabio, ainda nao sabe tudo! Ha
um outro.
Sei!
Um velho...
Coahejo!
Chamase tarabem La Chesnaye.
E foi ello, Marcos, quom fenu teus
pais 1
Ah exclamou o joven, Bei aonde se
acha!
Aonde entao? pnrguntou La Quiche.
as grutas d'Etrretat! E' laque
estao fo 'hadas Aldah e Diana I
__Aldah I minha filha 1 exclamou Van
Helmont. Quem t'o disse 1...
Este homem I
E Marcos designou Bernardo.
- Qaem este homem? perguntou Van
Helmont.
Um dos da quadrilha da La Ches-
naye quo surprehondi esta noite disse
raud. Ah fizeraos bira trabalho. Eraqnan-'
to que o seohor bar2o afrontara a tem-
pestado sobre o mar para surprehendor os
aegrados de nossos inmigos, eu vigiava
sobre os penhascos.
A esta hora, temos era nosso podar,
aquolle que saba bem da cousa e urna mu-
Ihcr que anda sabe mais !
Quomulher? perguntou Van Hei
mont.
Que mulhor ? repetiu Giraui, cuja
physionomia exprima uraa alegra solva-
gera. A amante do La Chesnaye, a baro
neza Catharioa, Joanna, a sobrnha do jar
dineiro de Roucn, minha naraorada, a cau-
sa de todos os meus males e de todas as
minhas dores. Est all 1
E Giraud designou com o gesto a porta
de que franqueara o limiar para ir procu-
rar Bernardo.
E, accresoontou ello, conhecemos o
segredo das grutas I
- A cavallo 1 s grutas I gritou Van
Helmont fazendo ura movimento para so
precipitar para fra.
Girau l retove-o pelo brajo.
A minha mo manchou-se pelo con-
la sua, replicou d'Herbaut; neces^
sirio que"se purifique no sangue de La
Chesnaye I
Entao, s grutas exclamou La Gui-
che.
A's grutas I disse d'Herbaut.
O tempo corra, aviemos no3 ajun-
tou Marcos.
Bira 1 disse Van Helmont, entao
parte, e se dentro d'uma hora nao esti-
vores do volta, en estarei no penhasco.
Giraud l me conduzir 1
Os tresjovens procpitaram so para fora.
Os cavallos estavara promptos. Marcos
agarrou no quo Van Helmont acabava
de deixar, porque o sea nao estava appa-
rclhado, o coma a rajao que lhe deitara
Giraud.
Marcos / dise Van Helmont debru-
jando-se na janelia.
O bariio elovou a cabeja.
Tens inda a boceta e o punhal quo
te confiei hontem de tarde ? proseguio o
sabio.
Sim, respondou o barao.
Entao, meu filho, vai, e que Deus te
Espera, mestre I disse ello, necea- ] acompanho !
sario quo antes de operarrao3, arranque- Os tres cavallos franquoaram a porta da
mos a este hornera todos os segredos qus entrada e partirara a galope, costeando a
possue. Ora, nos arabos, o faremos fallar!
Mas Aldah Diana!... Em sabendo
da prisao de ura de seus filhos, La Ches-
naye as matar, ou.sei I
Mas nao sabe se vae cair n'alguma
cilala ? Porquo motivo aquelle que tomou
o nomo de condo de Bernac ontregou La
Chesnaye ? Esse horaem um dos seus
irmSos dizia...
3im, interrompeu Van Helmont. S3o
tres, estu certo dsso, tive a prova es-
ta raesma noite, surprehendi-lhe a conver-
sa que teve lugar entre tres, os vi-os I
Entilo, porquo entregou La Ches-
naye ?
Anda
novo trama.
Entao preciso que o fajamos fallar,
antes do oporarmos ; estes estilo no3sa
merc.
Mas Aldah 1 Diana podem er mor-
nao sei... Deve havar algum
base do penhasco o seguindo a encosta na
direejao de Fiamp.
Van Helmont o Giraud ficaram sos.
Giraui tornou a pegar no segundo pe-
dajo de ferro que chegada sbita de
Van Helmont e dos seus dous companhei-
ros havia momentneamente largado.
Este homem sabe menos do quo a
mulher de que me fallaste, disse o sabio
personagem; nilo a este quo se torna ne
cessario interrogar, ma3 sim a ella.
Ah j me comprehende, mestre!
exclamou Giraud, e largou o objecto em
que pegara. Vou desligar aquello e pr-
lhe a mordaja !
Iaut dsso Van Helmont.
Mas... principiou o polica.
Van Helinaat interrompeu-o com um
gesto. Approxmando so do paciente, o
sabio abri urna poquena bobeta coberta
de marroquim e que acabiva de tirar da
tas durante este tempo I Mas so o velho algibeira do seu gibao. Esta boceta coati-
ainda est as grutas, pode ser surprehen- j nha urnas pequeas garrafinhas.
dido, e a sua prisao da maior importan- Van Helmont tirou uraa, destampou-a, e,
ca i pondo a sua raao sobre a bocea de Bar-
Nilo importa Antes de tudo, ne-; nardo para impedil-o do respirar pelas
nariz a garra-
A FILHA 11,0 SINEIRO'
POR
I. S S0IS&QSE7
(Continuajo do n. 5i )
VII
motivos para
ver o Sr. de
O capitao, porra, tinha
suppor que nilo tornarara a
Pancorbo no baccarat, e at que o Sr. de
Pancorbo preparava-ae para sahir para sera
pre da bella Franja, A perspectiva dessa
partida brusca nao lhe era desagradaval.
Saint Briac nilo tinha grande erapenho
em fazer punir o assassinoda condessaXe-
nia, nena mesmo era vingar so da prisao
injusta que tinha soffri jo ; mas quera a
todo o custo evitar que a mulher que ama-
va Boffresse urna desgraja terrivel. O des-
appareciraento desse homem o livraria de
um desassocego pungente. J se expro
brava ter lhe declarado a guerra e lastima
va ter-se ligado a Meriadec e aos outros
defensores de Sacha. Este3 apenas arria
* cavam a sua vida, coraejando hostilidades,
ao passo que o capitao expunha a sua ama
aa a umacatastrophe. Comprehendia per
feitamente a imminencia do perigo e tortu
rava o bsu espirito para descobrir um meio
de ter urna entrevista com a Sra. de Mal-
Terne.
Nilo o descobrio nessa noite ; foi ao
club; l ficou e procurou no jogo um de-
rivativo s suas tristes preoccupajSes. To-
mou lugar mesa que o Hespanhol nao
compareceu, perdeu uma quantia impor-
. tante, voltou para casa de madrugada, dei-
toa-se ainda mais descontente comsigo e
com os outros, dormio at meio dia o le
vantou-se sem desconfiar da sorpreza que
o esperara.
A noite boa conselheira e Saint-Briac
ao levantarse mais ealmo e mais lucido,
concluio que era preciso acabar com uma
situacao intoleravel, e qae nesse mesmo da
ira ver a Sra. de Mlveme. Ella roce-
bia das cinco s seis horas; elle tnha en-
trada franca em casa della ; nirrguem se
admirava de o ver l. Chegando s qua-
tro horas e meia esperara encontral-a s e
entao, ainda quando nao fosse o primeiro a
chegar, aoharia occasiSo de conversar a
sos com ella alguns momentos. O Sr. de
Malverna quasi nunca voltava do palacio
antes das seis horas; e se chegasse mais
cedo do que de costune, nao laria, por
certo, m cara ao seu amigo intimo, espe-
cialmente, em presenja dos frequentadorea
doa aaloia da aua esposa.
A incerteza o peior de todos os males;
e Jacques tranquillisado pela resolujao que
acabava de tomar, almojoucora muito bora
appetite.
Depois retirou-se.
ProC8ava de uma ou duas horrs de soli-
dao, afim de prepararse para a entrevista,
que sem duriela ia decidir do futuro das
suas relaj3s com Odetta. Sentou se em
vasta poltrona, accendeu um charuto e re-
flectio longo tempo; passou em revista as
probabilidades, boas e ms, qua lhe resta-
vara. Nao tinha recebido noticias dos seus
alliados, depois que esteve na roa Cassette.
Por es3e lado, pois, tudo ia bem. Nao era
impossivel que o Hespanhol ameajador ti
vesse sahido de Pariz pra serapre, e nada
provava, positivaraento, qua o Sr. de Ml-
veme tivesse desconfianjas.
Quasi tranquillisado por esse exarao do
estado actual das cousas, lerabrou-se de
correr os olho3 pelo3 jornaes antes de ves
tir-8e : eatavam em cima da mesa. Abri
o jornal que publicava a sua corresponden-
cia em cifra e olhou por desencarga de
consciencia, porque nao esperava encon
trar ura aviso dirigido a si.
Enganou-se. Sob a rubrica indicando
os pequeos annuncios pessoaes, vio na pri
meira lioha e em caracteres raaiusculos a
a palavra : ODE e tev.a ura sobresalto de
sorpreza. Era o cornejo do nome de Odet-
ta ,signal conven donado com a Sra. de
Mlveme para prevonila de quo devia de-
cifrar o resto. Quando o anntincio vinha
della, as tres letras forraavam a palavra
CAP, que quera dizer capitao. Nenhura
dos dous enganava-so e adoptarara essa es-
pecie de marcas de fabrica, para n.lo terj
que decifrar annuncios cora que nada ti-
nhara e que pululavam na folha do quo se
serviara ptra a sua correspondencia.
Ora Satat-Briac nao tinha mandado in-
serir nada na vespera. Ficou attonto ven-
do all as tres- letras com que eomejava os
avisos sua amasia. Nao podia acreditar
em uma coincidencia fortuita e perguntou a
si mesmo quem poderia terse apoderado
dessa formula destinada a chamar a atten-
jo da Sra. de Mlveme. Evidentemen-
te, esse s tinha ms tenjdes substituanlo
se assim ao correspondente habitual de
Odetta.
Se fosse Pancorbo quem imaginou
esse ardil para perdel-a ? disso de si para
o capitao.
Eis o que leu depois desse titulo :
cessario fazer fallar este hornera e esta
mulher !
Bem exclamou Maraos, que havia
um instante conversava em voz baixa com
La Guiche e d'Herbaut. Giraud continua-
r a sua obra ; fique ao p delle, meu ve-
lho amigo, ajude-o cora os seus conselhos
c experiencia. Eu durante este tempo,
tentarei um go po sobro o antro de La
Chesnaye! Deus est comnosco, sabir
me-hei bem.
Marcos... mas que fars s contra
essa horda de bandidos que, sem davida
alguma, guardam as grutas.
- Marcos nao ir s, disso La Guiche ;
d'Herbaut e eu lhe prestaremos os nossos
brajO; e espadas.
Estamos promptos, ajuntou o mar-
quez. Ha nove mezes que somos fiis com-
panheiros do barao de Grandar sem co
ventas, approximou-lhe do
finha que tinha na mao esquorda.
Bernardo quiz oppor-se aspirajao que
lhe era aperecida. Rolou, tentou voltar a
cabeja, tentou morder a mao que o amor-
dajava; mas todos os seus esforjos foram
em vao Van Helmont forjou o a aspirar
o contedo do vdro.
O effeito dosta aspirajao foi, por as3m
dizer, aterradora. Bernardo empallideceu,
os olho3 fecharam-se-lhe, o todo o seu
corpo ficou n'uraa imraobilidade absoluta.
Solta o e deixa o livre ; nao se levan-
tar senao quando eu quizer, disss fra-
mente Van Helmont guardando a preciosa
garrafinha.
Giraud assistira a e3tc espectculo sin-
gular sem pronunciar uraa palavra; mas o
seu olhar fixmdo-se sobra o sabio, expri-
ma a admirajilo profunda que lhe inpira-
nhecer toda a extens.to das desgrajas que ; va o poder extraordinario do seu comp
\-
feriram a sua infancia, sem s ber quem
elle era realmente. Nos serviraolo com
toda a noaaa amisade, porque a nobreza
de seus sentimentos, espirito, coragem, o
seu cura jilo noa tinha desde o primeiro
instante estreitamente ligados a ella. Mas
agora quo nao ignoramos nenhum dos ma-
les que elle e os seus tem soffrido, agora
Sr. Van Helmont, que sabemos tudo pela
confidencia que nos fez ha algumas horas,
estamos promptos a dar ao nosso amigo
toda a no'ssa existencia para prova da nos-
sa affeijao !
Demaia, disso ainda La Guicha, fo
nheiro.
Obedecendo ordem qua acabava do
receber, desafivellou successivamente as
quatro correias de couro. Bernardo nao
se moveu: dir-se-hia um cadver, se as ar-
tiaulaySes nao mostrassem a vida.
Levantando o bandido no3 seus brajos
nervosos, Giraud collocou o corpo n'uma
cadeira vizinha,
Onde est Catharina, ou antes Joan-
na ? perguntou Van Helmont.
Giraud foi obrir a porta.
All disse elle.
Van Helmont avonjou e vio na casa de
mos ludibrio d'um miseravel bandido, e i que o ex-polica de Beroac designava o n
neceasario, para nossa honra pessoal, quo terior, Iluminada pelos raioa da aurora,
punamo8 aquallo que tao indignament". nos lama mulher deitada sobre ura leito. Esta
tomou por parvos. mulher era a. baroneza Catharina.
Como te apoderaste della ? perguntou
o sabio.
Matando dous horneas, eaaquanto o
baria de Grandair matava outros dous.
Rbpondu Giraud.
Onde ?
No penhasco, a dous passos daqui.
Quando ?
Ha apenas uraa hora, quando a au-
rora principiava a appareccr no Oriente.
Sabias entilo quo ella devia ester na-
quelle local ?
babia. A onversajao surprehendi-
da por mira entre esto homem que acaba
de fazer adormecer e outro quo se chama
Camaleao fezme conhocer quo devia, ao
romper do dia, achar-se em E'.retat.
Van Hiilmont reflectio alguns instan
tes.
Antes quo interroguemos eata mise-
ravel creatura, disse elle levantando a ca-
beja, necessaro que me _contes tudo de
que ta recordaa da conversa que surpre-
hendesto.
Record me do tudo.
Falla, entao.
Giraud obedeceu, e contou rpida, mas
fielmente, tudo da que fora testemunha,
quando, oaculto no penhasco por detraz da
moita das giestas, havia espionado com
grande attenjao a maicr parte dos aconte-
citnontoa da noite precedente, auonteci-
mentos que os nosso3 letores eonheoem, e,
^por tanto, intil que os reproduzaraos
novamente.
Entao Camalero o este trahiram La
Chesnaye ? disse Van Helmont depois de
tor escutado a narrativa de Giraud.
Esta traijSo foi feita pelas suas pa-
lavras, respondeu o ex-policia.
E CamaleSo desceu para as gru-
tas ?
Sim.
Sam suspeitar a tua presenja ?
Sem a suspaitar !
Depois mestre Eudes sahio tamb3m
frente de alguns homens qua nilo erara,
os giriantes, que viste chegar 'i
Perfeta mente.
Ia procura de seu filho ?
Supponho, 3em oomtudo d'isso ter
certeza.
Muito bem !
Grande silencio reinou na casa. Van
Helmont reflacta, Giraud esperava-
Farias um grando erro se matasses
esse homem, disse finalmente o sabio per-
sonagem designando com o gesto Bernar-
do, sempra inerto e adormecido ; esta trai-
jilo servirnos-ha s mil raaravilhaa. Nao
s mente necessaiio que este hemara nao
morra, mas necessita-se que nao soffra
mais; preciso que seja livre. Ser para
nos o mesmo qua o cao de caja Entra-
tanto, e antes de tudo, devenios interrogar
Joanna. As suas respostas me provarao
se os meus planos novos sao justos. Con-
duz aqui essa mulher.
Giraud precipitou-se na casa aonde es-
tava a mulher. Amarrada como Bernar-
do, quando Giraud o collocara sobre a ma-
sa, a tentadora creatura nao estava de to-
do privada dos sentidos. O pedajo de
panno, que n.o perraittiam aos gritos o
escaparein-se lhe da garganta, deixava
passar o ar para que a respirajko nS.o fal-
taaae.
Van Helmont vio o rosto do polica
inundarse de ura abundante suor; sentio-o,
por assim diz^r, tremer, advinhou o que
nelle se passava.
Fizeste bem em trazer a amante de
un dos filhos de La Chesnaye ? perguntou-
com voz irnica.
Giraud endireitou-se estendeu Cathari-
na sobre a mesa.
,As palavras do sabio acabava ra de fa-
zel-o corar de vergonha e de colera.
Estou prompto a fazer-lhe soffrer as
torturas que ella me infligi 1 disse com
voz rouca.
Affastou-se, e Van Halmont approxi-
mou se da joven que, imraovel, simulava
hbilmente um desmaio.
(Gontinu'a)
hr lentamente pela porta cocheira e eu i Que importa, se ests aqu, exclamou
obstarei que Hugo ebegue janelia, pro- o capitao, cobrindo do beijos a mao es-
longarei, propositalmente, a diacussao e quertla da qual ella tinha tirado a luva.
quando Odetta tiver tido tempo de fugireuj Juro-te que a culpa nao ramha.
j fare entrar no meu quarto, raostrar-lhe- Desde cedo preparei-me. Fiquei tao satis-
hei todas as pecas uma aps outra e elle! feita quando li as correapondenciaa pea-
ser obrigado a reconhecer quj a mulher
n8o est aqui. Depois veremo3.
Supponho que elle rae pedir perdao de
ter deaconfido de mira e eu aprovoitarei a
occasiao para pedir-lhe que me mostr a
Eu a esperarei em minha casa, ama- carta anooyraa quo deve ter recebido. Se,
nha sexta-feira, s tres horas.
Sexta-feira, hoje, disse o capitao.
E alguem oscreveu a pietta, que eu a es
pero em minha casa 1 ti' um tajo que lhe
armara e o miseravel autor dessa mentira
infernal deve ter provenido a Hugo. Elle
espera que ella venha o que o marido avi-
sado por uma carta anonyma nos sorpre-
henda juntos. Hei do salval-a, vou casa
della. Mas, j tarde, murmurou elle,
batendo na testa. Se ella deu crdito a
esse annuncio aborainavel, j est era ca-
rainho para c. Se eu sahir, provavelraen-
te nos encontraremos, o se nos encontrar-
mo3 Mlveme pode vemos juntos. E' me
lhor que eu espere aqui. Felizmente, es-
tou s e os meus criados nao voltam tao
cedo. Quando ella chegar eu mesmo irei
abrir-lhe a porta. Ai agora nao tenho
mais duvida quanto a ser isto urdido pelo
acelerado que raatou a condessa, mas como
pode elle descobrir quo nos corresponda-
mos pelo jornal? Ora! siraplesraente, leu-
do os pequeos annuncios.
E comejou a procurar ura meio de evi
tar o perigo. Abrir elle mesmo a porta era
bom, mas cuiapria saber a quem. Uma
carapainhada nilo d nenhuraa indioajao da
pessoa que se apresenta porta e Saint-
Briac corra o risco de abrir a porta ao
marido ponsando que era a mulhnr.
Se ella for a priraeira a chegar tudo ir
bera. Estando ella aqui, Hugo pode vir.
Fa*ei Odetta entrar era um dos quartos
que dao para o pateo, recoraraendar-lho-
hei que so feche por dentro o que ouja o
que se disser na sala, entao irei admittir
Hugo I Tereraos uraa explicajo que ella
ouvir. Por mais furioso que esteja nZo
ir at arrombar a porta de corainunicajao,
e demais eu aqui estaroi para contl-o.
Eraquanto eu parlamentar cora ella,
Odetta abrir uraa janelia e saltar para o
pateo, isso nao ditfiail, a altura apenas
de dous metros e em baixo ha re va. Nin-
guem a ver, a casa s tem dous outros
locatarios e eises esto no campo, ella sa-
co rao nZo duvido, ella da mesm letra
que a qua rao foi dirigida, nlo terei mais
que poupar o Sr. de Pancorbo. Hei de
denuncial-e, immediatamente, e direi a Hu-
go que mande chamar Meriadec e os ou-
tros. Elles levarSo Sacha e contarilo a
historia do menino.
Saint Briac assim pensava eraquanto da
sua janelia olhava para a avenida d'Antin,
e estava felbitando-se por ter inventado
essas combinaj'us, qaando vio a Sra. de
Mlveme apparecer no fim da avenida.
Ella vinha do lado do caes, velada at
os dente* o muito modestamente vestida do
preto, mas a despeito disso elle a reconhe-
ceu o do longe, pelo seu corpo e o seu ar.
Os amantes tem um nstincto que nunca
os engaa, e a mudan ja de traj os nao os
perturba. A esse respeito nao cedem aos
policial mais finos. Saint-Briac teria re-
conhe-ddo a Sra. de Mlveme por baixo
da mascara mais espessa e do domin mais
ampio.
E' ella, murmurou ello. Chega an-
tes do Malvme. Estamos salvos. S nos
resta manobrar com habilidade.
Olhou rpidamente para os dous lados
da avenida e na la vio de suspeito, sahio do
aeu posto o correu porta do aposento,
afim de estar prompto para abrir logo qae
Odetta tocasse a campaioha. Nao 63parou
muito tempo. Ouvio os seu* passos e abri
a porta anten que ella pozesse a m5o no
bot3o da cobre que as visitas apertavam
para se annunciarem. Ella estava offegan-
te porque tioha corrido. Elle a recebeu nos
brajos, levou-a para a sala e fl-a sentar-
83 sem dizer uma palavra, fechou as vene-
zianas e voltou a ajoelhar-se a seus pos to-
raaado-lhe as maos. Ella retirou-as para
levantar o veo o murmurou :
__Tive muito medo. Paracia-mo que al
guem rae segua. Voltava-me a cada ins-
tante e em vez de vir directamente tomei
pela praja da Conaordia ; deixa-me res-
pirar e perda-me a deraora.
ras e meia.
Sao tras ho-
soaes o annuncio que corneja cora as pn-
meiras letras do meu nome a nossa senha,
quo ha quatro dias procuro era v3o na quar-
ta pagina do jornal.
__ E pensou que o annuncio era mea ?
Como nlo havia de pensar ; e por-
que faz essa pergunta ?
- Porque esse annuncio uraa arraadi-
lha que nos prepararam. Eu nuuca a te-
ria chamado para a minha casa, depois do
que houve ha poucos dias.
Uma armadilha, repetio a Sra. de
Mlveme levantando se. Quera pode ?...
Um miseravel que sorprehendeu o
nosso segredo e qua quer vingar-se do
mim. ""
Vingar-se ? Como ?
__ Escrevendo ao teu marido para dizer-
lhe que tu s minha amasia e que elle ve-
nha minha casa entre tres e quatro ho-
ras que aqui ha de encontrar-te.
Que lhe faz pensar isso ?
- A lgica. Esse annuncio falso nao
pode ter outro fim senao perder-nos, e eata
raachinajao infernal nao produziria effeito
se o seu aator nlo te tivesse denunciado ao
teu marido, na mesm occasiao que ta man-
dou c.
Tu o sabias, porque leste esse an-
nuncio mentiroso e n3o me prveniste!
S li ojornal ha uma hora. J nao
era tempo. Mas tenho meios de salvar-te.
Esperei-te janelia da sala e verifiquei que
Mlveme ainda n3o est perto. Agora po-
de vir, hei de recebol-o e hei do retel-o
emquanto tu foges pelo pateo.
Fugir I murmurou Odetta, franzindo
os aobrecilio8.
Sim, a janelia nlo alta e nao vejo
outro meio, se aahisses agora poderias en
contral o, porque elle deve chegar de um
momento para outro.
E 8a eu quizr ficar ?
N3o penses nisso !
Tu vives na nossa intimidado. Eu te
nho o direito do fazer una visita ai rae
hor a nigo do meu marido.
Esq'uecea a nova posjlo em que a
fatalidade collocou-nos. Esqueces que fui
preso depois do nosso passeio funesto a
Notre-Dame. Sa Mlveme mandn aol-
tar-me, foi porque jurei lhe que tinha su
bido 4 torre com uraa mulher casada que
minha amasia, recusei nomeal-a, com uma
pertistencia que devia parecer-ihe singu
lar. Um denunciante anonymo escreveu-
lhe que essa mulher s tu, e pensas que
elle duvidar, quando tudo encadeia-se e
as nossas relajees explicam tao bem a mi-
nha obstinajao em n2o completar a confi-
dencia que fiz lhe para livrar-me de uma
aecusajo de assassinato l Seria preciso que
ella fosse ceg e sabas que elle v claro.
A Sra. de Mlveme, paluda, de feicSas
contratadas, dentes cerrados, fitava o capi-
tao com olhos qua lanjavara chispas.
Sim, disse ella, depois de um silen-
cio, comprehendo que estou perdida. Hugo
talvez rae perdoasse, mas a sociedade nao
rae perdoar. Pois bem 1 tanto raelhor !
estou cansada de dissimular, cansada de
mentir, cansada de pertencer a elle a quem
j n3o amo. Quero acabar com esta vida
odiosa, rehaver a minha liberdade, viver
comtigo s 1
Odetta! exclamou Saint-Briac, assus-
tado com essa violencia.
Sira, tornou ella em voz trmula, vi-
ver assim, s claras, como se eu fosse viu-
va.
Elle tem sido meu amigo. nao pos
so matal o era duello.
Quem te falla em matal-o ? Eu quero
sahir daqui. Quero que deixeraos a Fran-
ja para nunca mais voltar. Estou promp
ta para acorapanhar-te para qualqaer par-
te e n3o quero esperar, j esperei deraaia.
Quando partimos.
E como o capitao, perturbado por essa
tirada imprevista, nao respondesse logo :
Calas-te I hesitas tu, que me dis-
sesto qua tantas veze3 amaldijoaste este ca-
samento a que resignei-me, porque eslavas
ausante e eu alo saba so tornara a ver-
te...
__ Anda o araaldiji, mas...
Mas accommoias te com esta .appa
rencia de felicilale, que nao me basta, a
mim, porque quero ser s ua. Tam co-
ragem de dizor que nao me amas mais, qu
nunca me amaste.
Cala-te exclamou Saint-Briac, to-
mando as suas maos a linda cabeoa da
sua amasia o collando os aeus labios nos
leUa.
(Conmuar-se-fta.)

T

^5
..I
sr
-
Typ- do Diario roa Duqua de Caxias n-42-


Full Text
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