Diario de Pernambuco

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Material Information

Title:
Diario de Pernambuco
Physical Description:
Newspaper
Language:
Portuguese
Publication Date:

Subjects

Genre:
newspaper   ( marcgt )
newspaper   ( sobekcm )
Spatial Coverage:
Brazil -- Pernambuco -- Recife
Brazil -- Pernambuco -- Recife

Notes

Abstract:
The Diario de Pernambuco is acknowledged as the oldest newspaper in circulation in Latin America (see : Larousse cultural ; p. 263). The issues from 1825-1923 offer insights into early Brazilian commerce, social affairs, politics, family life, slavery, and such. Published in the port of Recife, the Diario contains numerous announcements of maritime movements, crop production, legal affairs, and cultural matters. The 19th century includes reporting on the rise of Brazilian nationalism as the Empire gave way to the earliest expressions of the Brazilian republic. The 1910s and 1920s are years of economic and artistic change, with surging exports of sugar and coffee pushing revenues and allowing for rapid expansions of infrastructure, popular expression, and national politics.
Funding:
Funding for the digitization of Diario de Pernambuco provided by LAMP (formerly known as the Latin American Microform Project), which is coordinated by the Center for Research Libraries (CRL), Global Resources Network.
Dates or Sequential Designation:
Began with Number 1, November 7, 1825.
Numbering Peculiarities:
Numbering irregularities exist and early issues are continuously paginated.

Record Information

Source Institution:
University of Florida
Holding Location:
UF Latin American Collections
Rights Management:
Applicable rights reserved.
Resource Identifier:
aleph - 002044160
notis - AKN2060
oclc - 45907853
System ID:
AA00011611:18998


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Full Text
ANNO Lili -- NUMERO 49
m



PARA A CAPITAL E LUARJKfS ONDE NAO E PACA PORTE
Por tres mezes adiantados ... ........ 60000
Por seis ditos idem...... ......... 120000
Po:- un anio dem................. 244000
Cada numero avuiso, do mesmo c'ia............ 1100
-EBIBA 2 DI HARQO DE 1886
PARA DENTRO E FORA DA PROTIMCIA
Por seis mezes adiantados......... ..... i^nm
Por noventas dem................. **Jj.
Por um anno dem................. "Jt
Cada numero avuiso, de dias aateriorea........ 0IW
DIARIO DE PERNAMBUCO
Proprirtrafce ta Jlatwel Xtfiuetra l>e Jara & Mios
TELEGRAMMAS
SSS7II: PABIICULAH BQ BIABIO
RIO DE JANEIRO, 23 do Feverei-
ro, s 12 horas e 35 minutos da tarde.
(Recebido 1 hora e 40 minutos, pela
linha terrestre).
O miniwtro da Ausencia acaba de
ooiilraliir. em Londrea, um emprea-
limo de Oi000:000. que se da sera
applleado ao rogalo do papel moe-
da.
O mesmo ministro, conaelhetro Be-
lisario de Souza. e* em las de
conlrablr ouiro cmpresllmo Inter-
no de SOiOOO eontos de rla.
Foi elello depnlado (eral, em
9. escrutinio, pelo I. dlstrlcto do
Blo Grande do sui. o Dr. Paulino Ro-
drigues Fernn ti e Chavea (C). abs-
tendo-se de pleitear o ccnselhelro
Antonio Eleuterlo de Carnario por se (Miliar elelto em 1. cirruli-
nio.
Pelo l. districto de Minas Ge-
raes, do qual so agora foi posslvel
ter noticia exacta, wao Z.> escruti-
nio o Dr. Francisco Aliviano de Al-
meida Brandao nacio de Barros Cobra (C).
Foi rcronilii/.ii'o no cargo de Juis
municipal e de orpbos do termo de
\uva crin, no Bio Grande do \oile,
o bacbarel Firmo Antonio Dourado
da Silva.
Foi aposentado o actual secre-
tarlo da Secretarla de Polica de
Alagas. sendo nomeado para sub-
stitutivo o bacbarel Eugenio Telles
da Sllvelra Fontes.
Foram nomeado* tabelllaes de
natas da corte Antonio Perelra Ba-
aos e Antonio Joaquina de Caa
nbeda. que exerciam interinamente
esses oIBelos.
Desappareceu, ignorando-se
destino, o pagador Convela do En-
glish Bank of Bio de Janeiro. Foi
descoberto una (rinde desfalque.
aconselha que reserve, J para occorrer a, urna
eventualidade futura, j par, constituir capital,
que um instrumento de trabalho, como adianto
veremos.
A raaio, instruida pela moral, pela hygiene o
Eela ezperienci i da vida, que deve indicar ao
omem os limites dentro dos quaes Ihe cumpre sa-
tisfacer as suas neiessidades, em harmona com
os scus recursos c a sua condico social. A eco-
noma poltica vai de accordo cem as indicaces
da moral, da hygiene e da experiencia, relativa-
mente a cada individuo, na satisfcelo das suas
necessidades, tao prove tosa mente quanto possivel.
Mas para o economista comeca a f uneco de obser-
vador, quaado os homens fazem um estorco para
satisfazor aquellas necessidades n'uma proporcao
qualquer. Pode em certos casos a razio condem-
nar a satisfcelo d'essas necessidades, em crescido
grao e aconaelhar que ella se mantenha em justos
limites ; mas a economa poltica tem que tomar
em consideraco essas necessidades, para as suas
apreciacoes, quando os homens se mostram dispos-
tos a fazer sacrificios para as satisfazerem na ex-
tenso desejada. Perante o moralista, urna pedra
preciosa, um quadro, podem ser considerados
como objectos sem ulilidade real; mas perante o
economista teem importancia, desde quo os homens
veem nellca urna origem da gozo e por sso Ibes
pem preco. Um Ilustre economista disae que a
satisfcelo da vaidade muitas vezes urna neces-
sidade tao imperiosa como a fome.
{Continua).
?ARTE OFFICIAL
mw
(Especial para o Diario)
BERLIN, 27 de Fevereiro.
S. M. o imperador Gullberme deu
urna queda, tujas consequencias fo-
rana apenas alaumas contusees sem
gravidade.
VIENNA, 27 de Fevereiro.
Nota-se na Grecia um certo afrou-
xamento nos espiritos. e acredlla-se
que o gobern grego val ceder aos
pedidos das grandes potencias.
LONDRES, 28 Fevereiro.
O empreilimo braxlelro de i...
>000:000 ser lanrado na secunda
feira. I." de Narra, !.". "/0 e com a
laxa de Juros de 5% ao anno.
Agencia Havas, filial
." de Margo de 1886.
em Perrtambuco,
INSTRCCAO POPULAR
economa poltica
(Extrahido)
DA BIBLIOTECA O POVO E DAS ESCOLAS
(ContinuafSo)
CAPITULO I
Nocffes preliminares
A progresado indefinida, das necessidades tem
por causa o augmento da produccao do trabalho, a
torca do habito eo sentimento da dgnidade, sem-
pre progreasivo na natureza humana. U operario
inglez, que e um dos mais productivos trabajado-
res, consom cem vezes mais do que o lazarone
italiano, tanto nos artigos destinados tatisfaco
daa necessidades primarias, como nos que satisfa-
zero s necessidades do conforto e do gozo moral.
O habito ama segunda natureza e crea novas
necessidades. Assim que ba os meios de ar.tisfa-
zer urna dada necessidade, desta satisfaeco bro-
tam logo novos dejejos, novos go;tis, novas neces-
sidades. Apenas o humera se t om vestuario e
babitacat, comeca logo a sentir a necessidade de
embellezar a sua apparencia physica e de adornar
a sua casa.
As necessidades nao teem, pois, urna extensao
fiza e limitada ; sao essencialmente progreasivas
o indefinidas ; mudam anda com a idade, os gos-
tos e as paixoes dos individuos. A prndencia e a
boa economa nao consisten) em nrivar-se o indi
viduo de aatitfatc-1-as na medida dos lucros que
aufere do sen trabalho ou dos scus readimentos e
tendo em conta o que urna sensata previdencia
Wiiilslerlo do Imperio
Por despacho de 20 de Fevereiro findo foram
agraciados com os seguintes graos da ordem da
Rosa :
Gra-cruz honorario, de Moreau, ministro da
agricultura, da industria e daa obras publicas na
Blgica.
Commendadores, Conde A. du Chastel, conse-
lheiro da legaco e secretario das seccoes estran-
geiras ; Eugenio de Decker, membro da cmara
dos representantes o da commiasao executiva ; e
J. Gody, secretario geral do commisariado geral
do governo.
OfScial. M. L. Capelle, chefe de diviao do mi-
nisterio dos negocios estrangeiros.
Cavalleiros, Conde T. van den Steen de Je-
hay, addido ao gabinete do ministerio das finan-
cas ; Roselh, untigo medico principal do ejer-
cito belga ; e Van Meenen, alvogado, secre-
tario do congresso internacional de direito com-
mercial.
Commendador da ordem de Nosao Senhor Je-
ss Christo, Fernando de Castro Abreu Maga-
lhaes, pelos relevantes servidos prestados ao Es-
tado, instrueco publica, religio e humani-
dade.
tlinislcrlo da fustica
Foi nomeado juiz de direito Fernando Affonso
de Mello da comarca de Uruguayana em 1* en-
trela, na provincia do Rio Grande do Sol, o
hachare! Gustavo Alberto de Agolar e Castro,
ficando sem effeito a sua anterior nomeacao para
a da Posse, na provincia de Goyaz.
Foram removidos o juiz de direito Fernando Af-
fonso de Mello da comarca de Lavras. de 2' en-
trela, da provincia de Minas, para a vara da
provedoria,*dc 3a eotrancia, na comarca da capi-
tal do Maranhao.
E a scu pedido, os juizes de direito Carlos An
tonio Rodrigues doa Santos da comarca de 8an-
t'Anna do Paranahyba, de Ia entraacia, na pro-
vincia de Matto-Grosso para a de Cintra,de igual
entrancia, na provincia do Para, e Feliciano Hea-
rique Hardmanu da comarca de Cajazeiras para
a do Inga, ambas na provincia da Parabyba.
Foram designadas as comarcas da Ia entrancia
de : Carolina, na provincia do Maranhao, para
nella ter exercicio o juiz de direito Francisco An-
tonio de Freitas Bastos ; Piracuruca, na provin-
cia do Piauhy, para o juiz de direito Jos Anto-
nio Saraiva Sobrinho ; Cajazeiras, na provincia
da Parabyba, para o juiz de direito Manoel Joa-
quim de Albuquerque Lina ; Sant'Anoa da Par-
nsbyba, provincia de Matto Grosso, para o juiz de
direito Man el Flix Gitirana ; Rio Maranhao, na
provincia de Goyaz, para o juiz de direito Fran-
cisco Xavier Rodrigues Campello ; e Posse, na
mesma provincia, para o juiz d: direito Jos Joa-
quim de Palma.
foram nomeados juizes municipaes e de or-
phaos do termo de Porto Seguro na provincia da
Baha, o bacbarel Jos Mara Tourinbo, ficando
sem effeito a sua anterior nomeacao para o lugar
da Cruz Alta, na provincia do Rio Grande do
Sal ; do termo de Sauta Isabel de Parsguass, na
provincia da Babia, o bacbarel Arthur Leal Fer-
reira ; do termo de Campo Largo, na provincia do
Paran, o bacbarel Joi Xavier de Carvalho llen-
djnca, e do termo de S. Borja, da provincia do Rio
Grande do Sul, o bacbarel Eduardo Munis Bar-
reto.
Foiam removidos os juizes municipaes e de or-
pbos, bacbarel Napoleo Silverio da Silva, do
termo de Cachoei a para o de Mau, ambos na
provincia do Para ; o bacharel Franklin Leove-
gildo Torees, do termo de Santa Isabel de Para-
guasa para o de Victoria, ambos na provincia da
Baha ; e o bacharel Maxiiniano Lopes Chaves,
do termo de Porto Seguro, na provincia da Baha,
para o de Cruz Alta, no Rio Grande do Sal.
Foram reconduzdos o bacharel Joaquina Mon -
teiro Diniz, no lagar de juiz municipal e de or-
phos, do termo de Catle do Rocha, na provincia
da Parabyba, e o hachare Joaquim Ferreira Cha-
ves Filho, no lagar de juiz municipal e de orphes
do termo do Pao dos Ferros, na provincia do Rio
Grande do Norte.
Foi permittida a permnia dos respectivos
officios ntre si, a Carlos Elyaio Pessoa de Albu-
querque e Lua Felippe Cavalcante de Albuquer-
que, tabelliaes de notas e escrivaes do civel e
crime, de orpbos e ausentes e da provedoria, o
primeiro do termo de Goit l e o segundo do de S
Bento. ambos na provincia de Pernambuco.
__ Poi designado o est ido -maior do commando
superior das eemarcas de Vianna e Baixo-Mea-
rim, no Maranhao, para a elle ser aggregado o
capitao quartel-mestre da guarda nacional da c>
marca de Casias da mesma provincia, Oiorlco
Sinval de Moa.
Fui aposentado, por decreto de 20, com
as honras de desembargador c com o ordenado
que lhe competir na forma da lei, o juiz de direito
conselheiro Joao Florentino de Meira Vasconcel-
os.
Miis,!crio da Fazeoda
Por decreto de 20 de Fevereiro findo foi conce-
dida a Amerieo Fernandes da Cunha a demissao
que pedio do lugar de guarda-mr da Alfandega
do Maranhao, para que tora nomeado por decreto
de 21 de Fevereiro do anno passudo.
Foi demitido Epiphanio de Lana Freir do
lugar de 2* escripturario da Tbesouraria de Fa-
zenda de Pernambuco.
Ministerio da Agricultura
Por portara de 9 de Fevereiro findo foi exone
rado o engenheiro Theophilo Benedicto de Vascou
cellos, do lugar de engenheiro residente do pro-
longamento da estrada de ferro de Pernambuco.
__Por p- r'aria .de 22 do d'o mes f i exonera -
do Jo&o Baptista Brandao de Proenca Filho do lo-
gar de contador da administradlo dos correios da
provincia do Paran.
Foi nomeado contador da administraco do*
correios da provincia do Paran, Matoel Elias de
Souza Atkayde.
Por portara de 10 do crrante foram appro-
vadas pelo Ministerio da Agricultura as seguintes
instruccSes, com o fim de regular as relacoes dos
agentes das estradas do ferro do Estado com os
exactores incumbidos da cobranza de impostos ge-
raes, provinciaes e municipaes dentro das esta-
cos.-
Art. I. Os empregados que, quer pelo governo
geral, quer polos governos provinciaes, ou pelas
cmaras municipaes, forera incumbidos da cobran-
za de impostoa uas estacoes das estradas de ferro
do Estado:
1." Ficarao sujetos aos regulamentos e instruc
cues das respectivas estradas de trro em tudo o
que nao contrariar o servico especial de que esti-
verem incumbidos e Ibes fr applicavel;
2. Tero duas mesas de trabalho as salas,
armazens ou qualquer outro local das estacoes que
lhes forem desiguados pela administraco da es-
trada da fe t;
3.o Nao tero ingerencia alguina no servico in-
terno ou externo das estacoes em que servirem,
nem interviro nos deveres do pessoal das mes-
mas;
4. Nao poderlo residir as estacoes.
Art 2.* As mercadori sujeitaa a impostos ge-
raes, provinciaes ou municipaes, nao podero ser
registradas, nem entregues aos destinatarios sem
3ue os expeditores ou destinatarios inostrem, em
evida forma, torem sido pagos os impostoa a que
estiverem sujeitas taes mercaduras.
Art. 3." Os agentes das estacoes facilitaro aos
ditos exactores os meios de que estes precisarem
para o boin desempenho dos seua de veres ,c que
dependerem dos mesmos agentes, taes como, o exa-
me dos registros das mercadorias expodidas e rc-
cebidas, notas de expedico e ontros quicsquer do-
cumentos que se refiram a esse servieo.
Governo Ja Provincia
EXPEDIENTE DO DA 22 DE VEVBBBIBO DE 1886
Aetos :
O presidente da provincia, attendendo ao que
requereu o subdito portuguez Manoel Rodrigues
Teixeira, residente nesta provincia, resolve, de
accordo com o disposto no decreto n. 1,950 de 12
de Julho de 1871 e usando da autorsa$o con-
ferida pela art. 14 da lei n. 3140 de 30 de Outubro
de 1882, naturalisal-o, anua de que possa gosar de
todos os direitos, honras e prerogativas quo pela
Constituico competem aos cidados brasileros
naturalisados.
O presidente da provincia, attendendo ao que
requereu Jos Muniz Teixeira Guimares, professor
eft'ectivo da cadeira de ensino primario da liha de
Jardim, e tendo em vista a informadlo do inspec-
toa geral da Iostrucco Publica de 22 de Janeiro
prximo passado, resolve conceder ao peticionario
4 mezes de licenca, com ordenado, para tratar de
sua sade onde lhe convier.
Officios :
Ao inspector do Arsenal de Marinha.De-
claro a V. Exc, para os devidos fin;, que fica
approvado o contracto, cujo termo, por copia, veio
annexo ao scu officio n. 60, de 9 do corrate, cele-
brado n'esse Arsenal, em seceo de 21 de Desem-
bro prximo passado, com o pharmaceuco Al-
phim Sosres Raposo, para a aviamento do rocei-
tuaro da enfermara Militar desta provincia e na-
vios de armada, dorante o semestre corrente.
Oommunicou-se Thesouraria de Fazenda.
Ao mesmo.Succedeudo que, na prestaco
das coutas da receita e despeza do cofre das mul-
tas arrecadadas por inspeceo do regulamento de
19 de Maio de 1846, algumas capitanas de por-
tes teem preterido a formalidade prescripta no
art.413, deixando dj comecar o conselho de que
trata o art. 4o da lei n. 358 de 14 de Agosto de
1845 e mai8di8posicoes reglamentares, sem toda-
va declararen os motivos que, por ventura, pos-
sam justificar a irregularidade do s :u precedi-
mento, recommendo a V. Exc, conforme determina
o Ministerio da Marinh? em aviso circular de 6 do
corrente, a fiel execuco das disposicoes supraci
tadas.
Ao commandante das armas.A' vista do
exposto no officio de V. Exc, de 19 do corrente,
sob n. 79, recommeudo-lhe que providencie no sen-
tido de ser satisfeito pela enfermara militar o in-
cluso pedido de medicamentos organisado pelo
cirurgio encarregado da enfermara do Arsenal
de Guerra.
Ao mesmo.Declaro a V. Exc, para seu
conhecimento o fina convenientes, que de confor-
midade com o aviso do Ministerio da Guerra, de 9
do corrente, autorisei o director do Arsenal de
Guerra a mandar fornecer ao 14 batalho de in-
fantera os artigos mencionados na inclusa note,
pon copia, de 11 de Jaueiro findo, organisada na
repartico do Quartel Meatre General.
'uirosim, segunlo consta do citado aviso, expe-
danse ordem a intendencia da guerra para forne-
cei ao mesmo bataihao, outros artigos, e bem as-
sidV compaahia de cavallaria aqu existente 26
8ellina.com silbas de liga, coldres e capelladas.
nspector da Thesouraria de Fazeuda.
Declaro a V. S, para os fias convenientes, que,
de conforraidade com o aviso do Ministetio da
Guerra de 9 do corrente, autorisei o director do
Arsenal de Guerra a mandar fornecer ao 14 ba-
talho de infantera os artigos mencionados na
inclusa note, por copia, de 11 de Janeiro findo,
organisada na ropartico do Quartel Mestre Ge-
aeral.
Ao mesmo.Declaro a V. S., para os fins
convenientes, que autorisei ao director do Arsenal
de Guerra, conforme solictou em officio n. 201, de
19 do corrente, a fazer administrativamente a
acquisio de diversos artigos que devem ser for-
necidos ao 14o batalho de infantaria, nao exce-
deadt a despeza da qaantia de 1254620, em que
foi "9 ida.
Ao presidente do Tribunal do Jury do Re-
cinfe.Rogo a V. S. que se sirv-s de dispensar dos
trabalbos da presente sesso d'esse tribunal o en-
genheiro Manoel Martina Fiuza Jnior, visto que
sendo fiscal do goveruo junto estrada de ferrj
do Recife ao S. Fraucisco, nao tem quem o tubs-
titua em seus impedimentos.Communicou-se ao
engenheiro fiscal.
Ao administrador do theatro de Santa Isa-
bel.Nos termos da informaco de V. S. de 18 do
corrente, concedo esse theatro, na noite de 14 de
marco prximo, a Thomaa Espiuca, para dar ura
espetaculo em beneficio do Hobpital Fortuguez de
Beneficencia, mediante o pagamento da contnbui-
co de 404 e mais despezas inherentes ao espe-
taculo.
= Mutatis matandis Directora do Theatro de
Santa Isabel.
Ao director do Arsenal de Guerra.A' vista
do exposto no officio dessa directora, de 18 do
corrente, sob n. 201, autorizo Vmc confrmelo
lcita, a fazer administrativamente a acquisico
dos artigos que devem ser fornecidos ao 14 ba-
talho de infantaria e de que trata o orcamento
que acompanhou o citado officio, urna vez que a
despera nao exceda da quantia de 1254620 em que
fui oreada.
Ao mesmo.De conformidade com o aviso
do Ministerio da Guerra, dt 9 do corrente, mande
Vmc. fornecer ao 14 batalho de infantina os
artigos mencionados na inclusa nota de 11 deja
neiro findo, orgauisada na repartico de qaartel
meatre general.
= Ao juiz de direito da comarca du Limoeiro- -
Cosvm que Vmc. me informe rm que data ubrio
concurso, para o provimento dos officios de 1 ta-
bellio, escrvo do jury e execucoes criiniuaes do
termo de Limoeiro, o, no Cso negativo, quaej os
embaraces que se tem opposto (a execuco do que
neste sentido lhe foi recommendado em officio de
17 de overabro ultimo.
Ao engenheiro fiscal da estrada de ferro do
Recife ao.S. Francisco.A' vista do que Vmc
czpjz em officio de 18 do corrente, sob n. 10, auto-
rizo, o superintendente dessa estrada de ferro, de
couformidade com o aviso do Ministerio da Agri-
cultura, Commercio e Obras Publicas, de 28 de ou-
tubio de 1874, a conceder ao empregado Antonio
Martina Saldanha Filho tres mezes de licenca
para tratar de sua saude, percebendo duas tercas
partes dos respectivos evncimentos, na forma do
aviso do mesmo Ministerio, de 9 de novembro de
1883. :
AO presidente da mesa elei toral da 5* seceo
da parochia da Bos-Vista, bacharel 1 odro Gau-
diano de Ratis e Silva.Devolvo a Vmc, afim de
de ser concertada e conferida por tabelho pu-
blico, a copia das assignaturas dos eleitores que
compareceram a cleicao no dia 17 do corrente
mea.
Portaras r a
A' Cmara Municipal de Limoeiro.Adian-
do-se concluidos os reparos do edificio que nessa
cidade servia de Paco Municipal, segn lo informa
o engenheiro chefd da Repartico das Obras Pu-
blicas em officio n. 28 de 13 do correute mez, con
cedo a autorisacao solicitada pela Cmara Municipal
de Limo jiro afim de transferir os movis da mu-
nicipal idade para o pavimento superior do refe-
rido edificio.
O Sr. agente da Companhia Brasileira faca
transportar a provincia do Espirito Santo, por
conta do Ministerio da Marinha, na vapor Etfirito
Santo, apito teento Francisco Forjaz de La.
cerda, que vai all exercer o cargo de capitao do
porto.
O Sr. gerente da Companhia Pernambucana
mande dar padsagem proa, at a Parabyba, no
vapor q.ie seguir para o norte a 5 do marco pr-
ximo, aGuilhermioa Maiia da Penha, por conta
das gratuitas a que o governo tem direito.
O Sr. getente da Companhia Pernambucana
fac> transportar para a provincia de Ssrgipa, a
bordo do vapor iacuhype e por conta do Minis-
terio dos Negocios da Justina, os soldados do cor-
So de polica Marcelino Jos do Nascimento c
[anoel Marcelino de Goes, que d'alli vieram con-
duziudo um criminoso.
BXPBDIENTE DO 8ECBETABI)
Officios :
Ao director do Arsenal de Guerra.S. Exc.
o Sr. coaselheiro presidente da provideia manda
declarar a V. S. ter providenciado no sentido de
serem fornecidos pela Enfermara Militar os medi-
camentos constantes do pedido, que veio annexo
ao scu officio n. 196, de 13 do corrate, organisado
pelo cirurgio encarregado de enfermara desse
Arsenal.
Ao nspector geral da Iostrucco Publica.
S. Exc. Sr. o conselheiro presidente da provincia
manda communicar a V. S. que fica inteirado do
assumpto do seu officio n. 57 de 18 do corrente
mez relativo a suspenso de exercicio do professor
Eduardo Marcolino de M oura.
A' agencia de paquetes.De ordem do Exm.
Sr. conselheiro presidente da provincia aecuso o
recebimento do officio cm que V. Exc. communica
que o vapor Espirito Santo, chegado hoje dos por-
tes do norte, seguir para os do sul amanb, s 4
horas da tarde.
Ao gerente da Companhia Pernambucana.
De or&thdo Exm. Sr. conselheiro presidente da
provincia aecuso o recebimento do officio de 20 do
corrente, no qual V. S. communica que no dia 26,
s 5 horas da tarde, seguir para os portes do sul,
at o de S. Salvador, o vapor Jacuhipe dessa com-
panhia.
Ao mesmo.De ordem do Exm. Sr. conse-
lheiro presidente da provincia aecuso o recebimen-
to do officio de hoie, no qual V. S. communica que
na madrugada de 26 do corrente seguir para os
portes de Tamandar e Rio Formoso o vapor Aan-
dahu, dessa companhia.
Aos membros da commisso liquidadora das
coatas da estrada de ferro do Recife ao Limoeiro.
- De ordem do Exm. Sr. coaselheiro presidente da
provincia commuuico a V. S. que tiveram o con-
veniente destino os documentos que acompanha-
rim o sea officio de 19 do corrente.
Ao Revd. frei Fideles Mara de Fognan", di-
rector da colonia Isabel.De ordem do Exm. Sr.
conselheiro presidente da provincia communico a
V. Revdma, em res poste ao seu officio de 11 do cor-
rente mez, que fica inteirado de haver V. Revdma.
reassumido na mesma data o exercicio do cargo de
director dessa colonia.
EXPEDIENTE DO DIA 23 DE FEVEBEIBO DE 1886
Actos :
O presidente da provincia de conformidade
com a proposta do Dr. chefe de polica em officio
n. 165 de 19 do corrente, resolve, por conveniencia
do servico publico, crear um districto de subdele-
gada no termo da Escada com a denomiuaco de
Rhenoceront, observando-se as seeuintes altera-
os :
O actual 4 districto policial, que tem a den>-
minayo de Batalerief, comprehender os enge-
nhos Jsguarana, Brejo flor, Maricota, Ajudante,
Maravilha, Vsgueiro, Bosque, Contendas, Frechei-
ras, Cubeca de Negro, Pedra-Fria, Preferencia,
Aurora, Batatera, Carocituba, Primavera, Piloes
e os sitios foruiros, que demarcam com a linha di-
visoria entre Jaguarana c Gloso.
O actual 5o districto que tem a denominaco de
S. Jos da Boa Esperanca, comprehender os en-
genhos Vzinho aos Aguas, Villa Acculy, Formo-
so, Goloso, Animoso, Tapuio, Garra, Oito Ranchos,
Amaragy, Tolerancia, Riqueza, Repou30, Cahei,
Bamburral, Aurora, Amorinho, R.acho de Pedras,
Santa Cruz, Guarany, o povoado de S. Jos da
Boa Esperanza e os sitios qce conam com Gr-
vate, do Rio Amaragy para o Nascente, at en-
contrar com a diviso do 4 districto policial.
O districto do Renoceront, com a uumeraso do
6o comprehender os engenhos Rhenoceront, Nao
pensei, Floretti, Republicano, Saudade, Bom Des-
cauoo, Virgoliao, Gyra-Sol, Rachado do Norte,
Raz, Raz de Dentro, Raz Nova, Riacho, Refri-
gerio, Refrigerante, Bondade, Tranqullidade, fa-
raizo, Entre-Montos, Araujo o os sitios existentes
tet encontrar as diviaoes o Bonito, Beserros e
Gamelliira) ficando este distncto policial dividido
do 5 pelo rioAmirasy-Remetteu-se copia ao
Dr. chefe de polica.
O presidente da provincia de conformidade
cora a proposta do Dr. chefe de polica em officio
n. 165 de 19 do corrate, resolve, por cojvenien-
cia do servico publico, dividir em duas a delega-
da do termo da Escada, o comprebendeodo a pri-
meira com a denomin>*$o de di-legacia da Escada
os distrieto8 policiaes do Nossa senhora da Con
ceico, Freguezia do Aripib. o a seguada com a
denominaco de Delegada de S. Jos da Bot Es-
peranca os do Bataleiros, S. Jo da Boa Esperan
9a e Rhenoceront.
Outrosim, resolve noraear para as sibreditas 1"
e 2 delegacia, na ordem de suas collocacOes, o
capito Florismundo Marques Lins e tenente-co-
ronol Silviano Moura Cavalcaate.Remetteu-30
os ttulos ao Dr. chefd de polica.
O presidente da provincia de conformidade com
a propoota do Dr. cLefe de polica constante do of-
fieid n. 165 de 19 do corrente raez, resolve noraear
Francisco Cotillo de Andrade e Joo Evangelista
Cavalcante para os lugares de Io e 2 supp cites
do subdelegado do 4 districto (Bataleiros) do ter-
mo da Esc&da, ficando exonerado Pedro Camello
de Araujo, que exercia o cargo d-; 1" supplente.
O presidente da proviucia, de conforraidade
>m a proposta do Dr. chefe do polica constante
do officio n. 165, de 19 do corrente nvz, resolve
nomear Liberato Jos Marques, Manoel Rodrigues
de Andraie Lima e Jos de Britto Beierra para
os lagares de subdelegado, 2- e 3- supplentes do
5- districto (S. Jos da Bou-Esperanca) do termo
da Escada.
O presidente da provincia, de conformidade
com a proposta do Dr. chefe de polica constante
do offido n. 165, de 19 do corrente mez, resolve no-
mear Bernardino de Sena Almeida Lisboa, Joo
Bezerra de Carvalho e Loorenco Lies de Araujo
para os lagares de subdelegado 1- e 2 supplentes
do 6- districto (Rhenoceroote^ do termo da Escada.
O presidente da provincia, de conformidade
com a prr.posta do Dr chefe de polica, constante
da officio n. 180, de hontcm datado, resolve no-
mear Joaquim Bernardo da Silva Dantas, Candi-
do de Torres Gallindo, Vicente Jos de Mello e
Manoel H >noro de Sampaio para os lugares de
subdelegado 1' 2- e 3- suppleates de districto de
Trez Riachos do termo de Buque.
Officios :
Ao commandante do corpo de polica.Pro-
videncie V. S. para que o destacamento lia Gara-
nhuns seja augmentado com seis pravas.Com-
maaicou-se ao juiz de direito.
Ao inspector da Thesouraria de Fazenda.
Remetto a V. S. para os flus convenientes, as
duas inclusas notes do gaz consumido no Arsenal
de Guerra, durante o mez de Janeiro fiado, na
quantidade de 6,900 ps cbicos e bem assim a
informaco junta por copia, do engenheiro encar-
regado interino das obras militares, de hoju data-
do, relativo ao mesmo consamo.
Ao mesmo.Commuaico a V. S- para os fias
convenientes, que o bacharel Lindolpbo Hisoello
Ccrrea de Araujo em 20 do corrente mez assu
mo o exercicio do cargo de 5- juiz substituto da
comarca desta capital.
- Ao ra :3mo.Communico a V. S, para os
fins convenientes, que em 15 do corrente me/ Pe-
dro Jis do Carao e Souza prestou juramento e
assumo o exercicio do cargo de adjunto do pro-
motor da comarca do Rio-Formo30 no termo de
Serinhem.
Ao director do Arsenal de Guerra.--Davol -
vendo a Vroc as inclusas peticoes e mais papis
que vieram annexo3 ao sea offido n. 208 Je non-
tem datado, antoriso-o a admittir na companhia
de aprendises artfices desse arsenal, logo que ha-
jan) vagas, 03 menores de que tratam as mesmas
petices, urna vez que esteja elles naa condicoes
8rescriptas pelos arte- 165 e 166 do reg. de l'J de
atnbro de 1872.
EXPEDIENTE DO SECBETABIO
A' Assembla Provincial. De ordem do
Exm. Sr. coaselheiro presidente da provincia,
transmiti a V. S. os inclusos exemplsres do rc-
latorio com que o Exm. Sr. conselheiro Joo Ro-
drigues Chaves entregou a administradlo da pro-
viucia ao Exm. Sr. conselheiro Luiz Correia de
Queiroz Barros em 7 de Setembro do anno findo.
Ao secretario da provincia da Babia.Com
a remessa das lea e regalarnentos juntos, respon-
do ao officio n. 495 que V*. S. dirigio-me em 26 da
Novembro ul'imo.
Ao Dr. 5- juiz substituto ila comarca do Re-
cife.S. Exc o Sr. conselheiro presidente da pro-
vincia aciente do assumpto do officio de 20 do cor-
rente mez, recommenda a V. S. que envi a certi-
du do seu exercicio.
Ao promotor publico da comarca de Villa-
Bella.S. Exc o Sr. conselheiro presidente da
provincia, communica a V. S. que teve o conve-
niente destino a certido de exercicio annexa ao
sen officio do 1- do corrente mes.
-----------------B98Q
DESPACHOS DA PRESIDENCIA DE 27 3B TE-'
VEREIRO DE 8866
Anna Joaquina da Cunha Almeida .
Deferido com officio de boje ao The souro
Provincial.
Cordolina Vieira da Paz.Informe o
Sr. inspector geral da Instrucc&j Publica.
Bacbarel francisco Odilon Tavares Li-
ma. Informe o Sr. inspector da Thesou-
raria de Fazenda.
Henrique Augusto Millet.Informe o
Sr. engenheiro chefe da Repartico das
Obras Publicas.
Jos da Costa Pereira. Passe portara
e a respectiva carta de naturalisacilo.
Juilo Baptista do Amaral.Iuforme o
Sr. juiz de direito da comarca da Victo-
ria.
Capito Manoel de Carvalho Paes de
Andrade Gouvim.Iuforme o Sr. Dr. juiz
de direito da comarca 4o Palmares.
Mara Simoes. -Deferido em officio de
hoje ao Sr. commandante da Escola de
Aprendizes Marinheiros.
Bacharel Monol Henrique CarJim.
Nilo tem lugar.
Secretaria da presidencia de Pernambu-
co, em 27 de Fevereiro de 1888.
O porteiro,
J. L. Viegas.
Repartico da Polica
Scelo 2.a N. 208.Secretaria de Po-
lica de Pernambuco, 1 deMarjode 1886.
Illm. e Exm. Sr. Participo a V. Exc.
que nos dous ltimos dias forana recolhidos
na Casa de Detenso os seguintes indivi-
duos :
A' minha ordem, Antonio Tertuliano da
Costa e Roberto de tal, alienados, at que
se offereca opportuuidade de serem transfe-
ridos para o asylo da Taraarineira.
A' ordem do Dr delegado do 2- distric-
to da capital, Jos Nogueira da Silva e Jo-
s Francisco da Silva, como indiciados em
crime de roubo.
A' ordem do subdelegado do Recife, J0Z0
Franey, por disturbios.
A' ordem do de Santo Antonio, Manoel
Macedo e Francisco Juvencio de Carvalho,
por disturbios.
A' ordem do da Magdalena, Olyrapia
Martha Amelia de Oliveira e Emilia Ame-
lia de Oliveira, por disturbios.
A' ordem do da Torre, Pedio Telles de
Figueiredo, por disturbios.
a' ordem do do Pojo da Panada, Cus-
todio Theodoro Jnior, por crime de ospan
camento e disturbios.
A' ordem do de Apipucos, Amaro Bene-
dicto, por embriaguez e disturbios.
o correr da Doite de hontem foram
os ladrrjes ao escriptorio dos negociantes
Machado Lipes 47, e arrombjram iiversas carteiras dos
empregados, onde nada oncontraram.
O subdelegado da freguazia tomoa co
nhecimonto do facto e faz a vistoria da
lei.
Em 26 do mez fiado, s 8 horas da
noite, raorreu repentinamente, na rna do
Nascente, urna mulher de cor prota, de 50
annos de idade pouco mais ou meaos.
O cadver foi transportado para a ma-
triz de S. Jos, onde toi feita a vistoria
pelo Sr. Dr. Jos Joaquim de Souza, sen-
do em seguida sepultado no cemiterio pu-
blico de Santo Amaro.
Pelo subdelegado do districto de Groy-
anninha, foram presos no dia 21 do mez
findo, conduzindo dous cavallos qua ha-
viara furtado em Pao d'Alho, os individuos
de noma Joao Francisco Barbosa e Au-
gusto Vieira da Rocha, a tal respeito
abrio-se inquerito.
Foi capturado o se acha recolhido na
cadeia do termo de Goyanna, o individuo
de nome Jos Francisco da Silva, conheci-
do por Jos Gavillo, criminoso de mortena
provincia da Parahyba.
Nesta data dou sciencia de tal captura,
para os fias convenientes, ao Dr. chefe de
polica da referida provincia.
Communicoa-me o delegado do termo
de Tacarat, que no dia 12 do mea findo e
no lugar denominado Tiririea, o individuo
Francisco de Qieiroz ferira rjortalmente,
com um tiro de ba^araarte, ao individuo
Fausto Barboza dt Luz, com quem se ha-
viainimizado por causa de urna cerca que
divida as rojas de ambos.
Contra o delinquente, que evadio-se, dw-
celeu-se nos termos do inquerito policial.
O cidado Manoel a.ntonio Ferreira
Gomes reassumio nesta data o exercicio do
cargo de subolegado do 2- districto da
Graca.
Tambera no dia 22 do mez findo, assu-
mo o cidadSo .Joao Joaquim da Paixao, na
qualidade de 1* Bupplente, o exercicio da
subdelegada do 1- districto de Caraar.
No dia 26 do mez findo apreseotou-
se voluntariamente ao Dr. juiz de direito
da comorca de JaboatSo o individuo da-
me Flix Jos da Silva Gomes, que est
alli pronunciado em crime de tentativa de
morto.
Foi recolhido no corpo da guarda da ca-
deia por ser offieial da guarda nacional.
No dia 15 do referido mez foi captu-
rado no termo do Villa-Bella o criminoso
de nome Joaquim de Bernardo, autor da
morto de Vicente Padilha, que morava no
districto do S. Caetano da Raposa.
Deus guarde a V. Exc.IUid. e Exm.
Sr. conselheiro Jos Fernandes da Costa
Pereira Jnior, muito digno presidente da
provincia. O chefe de poli-a, Intento
Domingos Pinto.
aaoa ---------
Iastrueco Publica
DESPACHOS DO DIA 22 DE FEVEBETRO
DE 1886
Idalioo Izi lio da Costa Vieira, professor
publico. Cumpj a s'e registre-se.
Manoel Figuera do Nascimento, profes-
sor publico. Cumpra-se e registre-se.
2? -
Jos Muniz Teixeira Guimares, profes-
sor publicoCumpra-se, registre-se o mar-
co o praso de 20 dias para entrar no goso
da licenca.
24 -
Waldetrudes Primitiva da Fonseca Tel-
les, professora publica. Iuleferido.
Dina da Silva Coutinho, professora pu-
blica. Tendo sido verificado por inspec-
9S0 medica, nao se achar doente a suppli-
cante. indefiro seu requerimento.
Enedina Floresta dos Santos Cordeiro,
professora publica. Declare a supplicante
em quaes dias faltou.
25
Joaquim Pinto de Campos, professor in-
terino.Selle o requerimento.
Claudiana Nativa do O' Santos, proles-
sora publica.Indeferido.
26
Porrina Jesuina Baptista da Silveira,
professora publica. Cumpra-se e regis-
tre-se.
27
Waldetrudes Primitiva da Foaseca Tel-
les, professora publica. Sim.
Fausta Pergentina de Lima Barros, pro-
fessora publica.Como requer.
Alberto da Silva Miranda, professor pu-
blico.Cumpra se, registre-se e marco o
praso de 15 dias para entrar no gozo da
liceos*.
Bellarmino, Gjodes Alcoforado a Mara
Firmina da Silva Alcoforado, professores
pblicos. Abono as faltas de 5 a 7.
Lisbella de Albuquerque Mello, profes-
sora publi:a.Eucaminhe se.
Secretaria da Iostrucco Publica de Per-
nambuco, 27 da fevereiro de 1886.
O porteiro,
J. Augusto de Mello.
Cmara Municipal
DESPACHOS DA SES3AO DE 24 DE FEVEBEIBO
DE 1886
Bacharel Assengo Mara de Castro Mas-
carenhas. -Passe-se mandado de confor-
midade oom o parecer do advogado.
Antonio Gomes de Miranda Leal. -In-
deferido.
Dionizio da Silva Guimares. Passe-se
mandado.
Glicerio Coelho do Espirito Santo.
dem.
Jos Monteiro de Castro. -dem.
Jos Ignacio Pereira da L.igo. -dem.
Jos Faustino Porto. Attestamos bem
sobre a sua conducta civil e moral.
Joaquim de Almeida Gomes.Inde-
ferido*
Dr. Manoel Clemontino de Oliveira Es-
corel. Passe se mandado.
Manoel da Cunha 'Ayres Velloso.
dem.
Manoel Aassncio do Rosario. -dem.
Mello & Bizett. -Povem-o valor locatit
do predio.

I
*^


2
Diario de PcriiambucoTerfa-fcira ? de Maryu 1886
i









26
PeZo oRud. Sr. padre MtV eommstario de edificares:
Mara Carolina do Sonsa, pedindo licen-
ca para mandar fazer u.na casa de tiipa
no lugar Oub-iru la levada do Monteiro,
freguezia do Poyo da Panella. -Declare o
nome do mestre da obra.
Maooel Airea -la Silva Alaia, reptiunada
pede que s- javAe concedida a je enea so-
licitada para ww, t*ada*8ieaaa)
n. 3 ao b3cco do Caldewiro, aao*stiaand<..
:abros e ripaa. Pfos os iiunaatos can-e
dse de confcrmid*e .aun as postaras e
parecer
Mendes C, pediado hornea para
mandar correr o telando da casa n. 10 a
travessa das Cruzcs afinada tomar goteiras
Sim.
Rosa do Azevedo Ramos, para mandar
fazer pequeos rebocos no interior e ex
tenor de .-ua eaao n. 40 ra de Santa
Thcreza e tomar go'tira*, botn como para
elevar o muro do quinta) de dita casa, o
qual deita para o boceo lo Falcilo at i
altura da frente da casa, fssaudo cornija o
parapeito. Pgos os np .stos concede-so
de conformidad': (om as posturas.
Secretaria da faena-a Municipal do Re
cife, 27 de Fevereiro de 1886.
O porteiro,
Leopoldino C. Ftrreirada Silva.
mmmMBJMM
ReiroMueti. poltico doaamo
de I8*ft
RISSIA EGREGIA
O pleito eleitoral agitara-se no campo da eco-
noma e das naneas.
A esphera do litigio nao poda ser mus ME pa-
mente desenpta. Nao sao hoje as questes me-
ramente partidarias as que mais apaixonam os
povos. -Nao o foram nunca. nodMBM asscveral-o.
Todas as grandes crises politicas lio sido lulas
deeconomia social profundas. Panas que as for-
mas de governo nao sejam lotalineuh- esininlias
aos destinos dos povos, os combates em que as
nacionalidades se empenham nesse sentido. So
buscar o rogo que as anima ao mais recndito
da existencia humana, a essa necessidade arden-
le e infinita de bcui-estar material, que em ul-
tima analyse a origein e fundamento de todos os
progressos de ordem superior, quando. naje, pre-
dominancia dos insumios egostas, nao reduz o
bnineni buixa condico da basta.
OSr. Ik'lyaniiis tinlia-se compromettido a nf li-
mar o sysiema econmico e linanceiro da Grecia e
a cortar largo e com rigor inquebrantavi-l no or-
camento de seu antecessor no governo. A- <
guron que reduziria ao minimo as taptSM e
proporces modestissiinas o plano de obras pu-
blicas tragado pelo Sr. Tricoupis, acabando por
igual com os monopolios por este concedidos.
i) nu\o presidente doconselho nao quiz que o
seu progrmala licasse inteira letra morta. asi i
no infallivcl de quasi lodos os progrmalas de-
masiado promettedores Ao contrario, antes de
sondar I opinio da .amura IBWMfiliU, sen
niesmo esperar que ella se reunisse. comecou a
execular o seprojecto c reformas, substitui-
do todos os (leles ila enibaixada liellenica.em
missao ao estrangeiro, par simples cncarrega-
dos de negocio- Seria de grande alcance pra-f
tico essa substituido, anida di-baixo do ponto de
vista rcstriclaniente econmico Nao nos licito
elucidar este ponto: no emtanto diremos com
um critico distincto que urna diplomacia a preco
mdico torna -se H Mi i-aris.-ima. I esta
observacio de verdade proverbial leni particular
ayptirBfflT I Gneis, uina das parle.- n.iis intcn-s
sadas na eterna questo oriental, nesse inundo I
complicado drama que leve una das stias mais
sorprelieudenles sienas no recente conflicto bal-
knico.
No niesmo intuito de diminuir as despezas or-
canieiiiarias, oSr. Dolyannis mandou sapnist
bruscamente as obras imlilicas em andamento,
demitlindo centenas de empreados, sem c\clu-
l,,s proprios individuoseiicarregados ,lo> lia
balhos de conservai.o das estradas do governo.
Mas cedo reeonlieceu que tinha procedido com
exagero e prccipilaco nessa medida : e foi ni.li-
gado a prever pressa alguns fas lugares snp-
primidos. elevando os vt-iici;m-iito- do- fuicri.i-
narios reintegrados, como que para compensal-os
da instabilidad.-dos M respectivos .inicios. As
folhas dedil ailas ao Sr. aVlyaaOM liii^ain. .piando
,.-te H arliava em opposirfm ao minislerio Tri-
i-oupis. spregoado aos quatro ventos dalu't^M
M tiuancas pollinas se aeliavam em desorgani-
nebO profunda e irremediavcl. e o tliesouro na-
i nial beira do luodonho abysino da banca-
rtU. Ora, O actual presidente do riiusi-lll.iti-ve
necesidade de eonlrahir m emnn-sti n>. e i*J
banqneiros de Athenas lizeram-sc rogados, lem-
brando ao ministro os arligos pesimistas de
seu propriosjornaes K posto queo Sr. Dclyan-
ui eonfessasse que o sombro de iae- Baeriptos
asa puraineuic loiiveinional e Uin do- vaiiados
.ITcitos da ptica op|>osiciouista, ne:n por isso a
alta linanca grega deixou de aproveilar o inci-
dente para vender caro os seus hVOPs*.
A vcriticacrio dos poderes da nova amara foi
um trabadlo to demorado que ehegou I afigu-
rar-se inlerminavel. Parece que os terceiros
escrutinios vao fiear umversalmente em raga.
Se estescnpto que tal ac^nteca. de prever que
os primeiros venbam a .sersupiiinidos por dis
pensaveis e inuteis.
Emlim. comecaram em Jullio os debates regu-
lares on ordinarios, tendo a honra da precedeu-
eta os referentes a si.uacfio linanceira do remo.
OSr. Delvamiis aecusou dcsapiedadamente a ad-
ministracV do seo antecessor, n'am discurso que
.ncheu duas longas sessOes. 0 Sr. Tricoupis
ptmdeu com a mesma energa ao ^cn advei-
-ario, refutando-lhe um por um todos os aYligos
do vehemente Imcllo. Erousa singular!a
- attender aos clculos aritlimelicos prodroidos
de parte a parte, nenhnm dos dous es'adistas li-
uha razio. ou ambos a tinham por igual.
E' que os algarismos obedecem mais passtva-
uiente aos designios do que os agrupa e exhibe
do que animaes domesticados a voi do salrim-
banco.
Deu-se no correr dessa vigorosa Ststxut
camentaria um incidenteinteressantc Interrom-
pido pelo priraeiro ministro, o Sr Tricoupis
chamou o regulamento em seu auxilio. Em se-
goida o presidente do conseibo, fundando-se em
nue regulanientarmente os ministros teem sem-
pre o direito de se fazerem ouvir. solicitou da
ira urna ordem do dia cm qi
belecido que qualquer membro do gabinete po-
da cortar a palavra a um deputado, intercalan-
do-lhe explicacoes e rectificacoes no discurso,
respondendo-lne antecipadaniente. em summa.
Era tio extraordinaria e excessiva essa inlerpre-
tacao das prerogativasniinisteriaes. que encon.
trou a mais viva e decidida opposico, quer KM
bancos dasainnrii quer nos da propria masara
foveraiBta. O Sr. Migeorgis toinin dossjsese
ievantamn ais enrgicamente contra a asoc*11
do Sr. Dlyaans. cuja poltica entretanto saassota
eom o grupo de que cliefe.
A ti de Oatobronouveea Atenas umagraa-
de manifestaco popular ea favor do engaasdr'
amento territorial da Grecia. 0 chefe da minis-
terio fallou as massas, direndo-hse qoe tiraesesm
conlianca no governo, cujas aspiraces nao defe-
riam das que opaiz manifeslava, e queja baa
tomado as prowdencias neressarias para salva-
guardar os interesses nacionaes ameacados pela
revolucio. ruiuelica. Sr. Uelyauais fui por ven-
tura demasiado optimista quando fallou ao povo
as forcas militares hellenicas. Ntoera. |iorcm,
o pcsV dos males, c sim o de deixal-o con"
ceber esperanzas que os acontecunentos poste-
riores deviam desmentir ou. pelo menos, deix&i
anda por muito tempo irrealisaveia.
llevemos, todava, notar que quando se rratou
de orgamsar oexercito, porsejulgar preximo o
rompimento das hostilidades, conlieceu-se que
havia considcravel falta de oflicraes snperiore-: e
inferiores. ik*Io que o ministro da guerra foi obli-
gado s mandarfeclrar as escolas militares, alis-
tando os respectivos discpulos e concedendo-lhes
indislini taiiK'iite postos que ellos su podiam al-
cancar mediante oertB condi.Oes de esludo anda
nao preeiichidas. Porque tomou essa medida foi o
Sr. Mavromichalis interpellado na cmara dos de
putados. que o censurou airemente e nao sesa-
tislez com as Tllff*jf do niimstio. o qual nao
tinha simiente contra si aop|iosici>. mastambem
nina parte da propria maiona.
Einquanto o Sr. Mavroiniclialis lialava do8
aprestos Ih-IIcos, o chefe do gahinelee ministro
da (Mead! ia lazendo votar na cmara as medi-
das linanceiras exigidas pela situacio. Entre
ontras foi approvada urna lci estalielecendo o im-
posto de 5 a 80 pa cento. com que. a titulo de
contribuicao de guerra, licarain onerados os ven
cimentos dos omprogados pblicos. Decidida
rnent o actual governo da Grecia nao niorre le
amores pelo funecionalismo.
Nao custou pouco ao Sr. Uelyannis a victoria
de algumas de suas medidas liscaes. A minoria
parlamentar impugnou diversas com ardor c in-
Iransigeucia inexanliveis. Nimia das MatOM os
debates tornarain-se |wr tal modo acrimoniosos
e Molentos. que o Sr. Tricoupis e os 68 deputa-
dos que obedecem a sua senha. abandonaram em
massa o recinto da nssembla.
Assim correu a vida parlamentar da Grecia em
1883. Seria pin desojar que asM povo to rico
de tradiccoes sowbesse con-esponder por <,Ioa
politica sabia e providente s sympatliias que a
causada sua independencia inspirou a Euro|a d0
pritiieiro quarto desle seculo e principalmente a
esse grande poeta quelhe deu a vida e:n sacrili
ci. a esse suWinie Byioii. que parecia ver na
victoria da nova uncionalidade hellenica o resus
citar da brilhante patriado Pliidas e deEschylo
foco de eterna luz para que todas as almas no-
bres se Irio de sentir sempre iiii-sistivelmente
alt rbidas pela memoria e mesnio por urna espa-
cie de intima saudade iadettaive!
If AUA E SV1SSA
l':n peojocoo perioco Ilustrado de Italia pubii-
cou em Abril prximo passado a seguiute gra-
Mira na sna primeira pagina : una d uizella em
cujafoiinosuia odesenhisla se liavia esmerado,
encostada ao liutroiu- tinha entre os dedos una
rosa ,pie b) deixar cahir na ra A estampa era
so lata, co dislico que a explicavadiia apenas :
Nao seiquem ella I ; oque sei ntimaineme
quem dasejava ser o iuilitarinlio que lbe pas-
-a todas as maullas por liai\o da jauella. >
Bate tacto alia.- uisigniBcante, diiocorresjion-
doute de una folha |iarisiense donde coibemos
a noticia, bastara pasl exprimir as condi^es
nioraes em que vive o esercito italiano. A sua
eilicialidade \e-se cercada de um prestigio con-
quistador de que a populaco gosta de mais para
que os joinalistas se esquecam de intercssal-a
rallando-lheagradavelmente n'elle. Haquantos
anuos, pcrgunla o mesnio correspondente, seme-
lliante situacao do espirito nacionional desappa-
recen em Franc.l ? Em quanto que em Paris
oollkial prefer: \estre-sc a paisano os daquiuios-
train oigiilliosainenie o seu uniforme as ruase
nos jardms. hora do passeio. E o jornalismo
nao lem segKRBM de maginaco e de estylo que
e\primaiii e.\aiMameiie a c..nsideraco privilegia-
da que cerca esses militaies graduados, c que
entretanto se ihes le i laramenle no seuiblanie e
U'i-. modos. A farda a modelar-lhes o busto, as
ilhargas em toda evidencia, a cilijaele^anleinen-
fe aperlada, as perus, o liigode retorcido e pe-
tulaule, a cabera erguida, o andar desempeado
e o ar glorioso, ludo n'elles denuncia esse con-
tentamento interno de quem tem a certeza de
agradare o prazer de ve;-se admirado.
tilha do podero terrestre, que todas mutuamente
se disputam actualmente, por um acordar das
aspiraces messianicas de outr'ora. Mas as cir-
cumstancia nao Ihe favorecem os designios, nem
0 immenso desejar de imaginag&o tradicional e
distinctaineute artstica. A trplice alliancatem-
1 he custado estranhas humilhaces e a expancao
colonial immensos dissabores.
E parece qoe o parlamento italiano comecou o
anna pasaada a conhecer aendade dessa situuco,
obligando o Sr. Maaeai a abanulonar urna pasta
em ipae fea un pouco oteaos do que podena ter
feito aa easVin de diwatri iaternacional da que
',r (Omtinm.J
BsM veueraco pelo unil'urnie oplicavel em
lelaco patria do Dante. O exercito foi o ins-
trumento da unidade italiana e aiuda a ima-
gesi viva dessa ardflttfC aspiraco nacional reali-
sada. Os italianos consideraiii-n'o ao niesmo
tempo ama grande escola de instrueco e mo-
ralidadepara urna populaco que contaainda um
extenso numero de analpbabfetos. > Ettepois a
Italia regenerada e unida=diz o cscriplornao
conhece. por em quanto, as violencias politicas
que transforinaiu o soldado m agente de um re-
gimen detestado, nem M iles\entuias que matam
a confianca no proprio valor e inspiran) invcncivel
medo sor tudo que diz respeito guerra : ella
ama naturalmente o sen Bastaste nao s porque
o vioao lado dos soldados da Franca combatir
heroicamente pela causa da patria, mas sohre-
tudo porque v n'elle a esperanca de suas iusa-
ciaveis ambici's e do intenso amor proprio que
a domina
Depois de 1866, e principalmente apoz a toma-
da d Roma em 1870, a nacionalidade italiana
como que senlio despertarem-se-lhe no seio op-
primido durante todo o longo periodo medievico
e parte da idade moderna, acaroaveis sonhos de
hegemona universal desejos vehementes desse
r grande e sem limites que na idade antiga
foi a brilhante realidadede um povo de hroes e
legisladores. Elevada de sbito i categora de
potencia de primeira ordem. a Italia contempo-
rnea procura a coniveneia das naces temidas
pela torga material de que dispem, e preten-
de a todo o transe entrar com ellas na larga par-
KE UFE, 2 DE SlARgO DE 1886
:\oiioias do Parifico. Rio da
Prata e sal do Imperio
O paquete iu^lez /> Plata, que passou hentem
p*r Earup, tronxp do buI as sSBpMtBS nof'^ia
e :ij que conslam das rubrica Parte Official e In-
terior.
Paclflco
Datas rei'grapaicaa at 15 d- fevereiro.
1> z uta (eli'grauuia t-xpudido de Valparaso u.
Itj que o conselh d minibirna peruanuseaforcava
:C para conseguir o triumpbo de Caceres.
alo da Prata
Datas at 18 de fevereiro:
Um t legramma de Bueaog-Ayres publicado
ni diario de Moulevi l) El Siglo, noticia qu na
provincia de Gatamalca foraui mu'-tos todos o sol-
dados enviados pera iinpe lir a eb-icao.
Os campos da mesma provincia e di de La Rioja
fiesram completamente inundados dep lis da cjpio-
sa .duiva qoe duran:e dias cahio no oeste e no nor-
te da Repnbiiea Argentina.
O citado diario Uruguayo, na odicao d-i lard i
17, trauscruve a seguinte declaraco publicad)
por um uica folha da tnauba:
O presidente da republioa, general Santos, re
lli IISU hentem de ooute telegrammas, participando
BB i id > o paiz est en paz, nao ba vendo mais d >
que os doue pequennos grupos do Painpdlon u Prias
que f.-gem un dirpccilo i fronteira, perjegui&os
pelas torcas do governo.
Ilealisou se no dia 15 a abertura das tesiOs or-
linarias do 2 periodo da 15 legislatura da assem-
blea geral Uruujya.
Como o general Santos est u terminar <> seu
pe. iodo presidencial, na inensagem que dirigi
assewiblea, trata de toius SU.1 ad.:iillis'r ,e ).
Bio Cirande do Sal
Datas at 11 de Iswsssam
'I. joniHO. de Port-i Al-gre dio a s guinte no-
tiiis:
. P..r uina carta que rjcbemoe de Santa Jrua
municipio do Rio Patdj, sabemos estar organizada,
da linha Fonn-se, cia nova seita de fanticos,
composU de 40 homone, e que funeci UM tidos o*
sabbados, ob a direcoiotla mulher de um tal Peui-
hammel, que tem o tirulo de Sait* pir estar em
communic*9Hocom o archanjo S. M'gael.
O marido da Santa um typo semtdbaute BB
Maurei.
Ja quizeram matar o padre Faleb.
O delegado de polica do lugar j tomou bu is
pravidenoas, no sentido de extinguir esses apos-
tlos dn fanatismo.
Estao inaugurados os trabalbos de m?lliora-
mento da uavegacao interior, conforme foram iMtu-
dados pela c-mmissio de melhoramento da brra,
qual et couAada a direccao daquclhs traba-
lbos.
Consistem cues no scgumte :
l.o Exea vacad de Sin canal atravez do Uaixio da
Feitorin, na altura da* balisas deoorainadas das
t'irteiras, co rumo directo lagos dos Pato*.
E-te canal encurta Juas luirs o periurso da oa-
M'gacao entro o porto do Rio irande o de P.r-
t-Alegre, Spara os navios vela, t.az a grande
vanfxg- ia de acabar com as deloa^aa inherentes
n longo titfiuoao trajecto pelo Cauguas. o Es-
treito, onde o navio sao obrigados a varios ru-
mos, iigon dos ^ua-ts dmoaetraloacat* oppo*t.w.
Nos trabalho* d e*cavaoao deste novo canal
acham se empregalos a diaga Rio Oraode. o o*
batclvea a vapor Portador e L'oadjstor, per-
tentante provincia, assim com grande tsmterial
naval de exeavaoi de trauop r.e.
O >jvo canal IskA a profundidad de 2m50 sai
aguas laiiiiaaa est orea lo em 121:2".0WUO
2 Abcrtu.-A de um novo caaal j liaixio da en-
trada dj Itapun, denominado Taboli iro, M ramo
X.S. magneiicn.
Este conai vai substituir o perigoso canal das
Pedras, que muitan vezes torna-se inaccessivcl os
ii*vio8 de vela por occasio dos ventos frescos d>
SuI a Oeste.
3* Aprofandamento do Canal de Crystal, onde
as granitos seccas a profundidade pouco excede
de 2m00:
Tinto este caual coino o do Taboler) terao a
protuudidade de 2m A depea p ovavel para e tea dous inelhorameu-
to ser aproximadamente de 12:00 >g sendo ti-
ta! para os 3 causes 133:00G.
No canal do Taboleiro SSM empresa !a a draga
desucvJo Iuiciadora, aproprUaa ao material du
que ae coinpo,; o tnesino baixio, c no caual do Cryc-
tal a draga de alcatruzes Estrella do Sal, com
6 bateloes.
Para o nrv5> de reboques dos bateloes no baixio
do Crystal emorega-se o rebocador Maicili> Dias.
e para o sirvico de inspec^io, direccao e fisjalisa-
cio das obras, a lancha Kebousas.
Foi estabelecido o trafeo da estrada de terr i de
I aj.
Eutraram pera barra da provincia, duraue
mez de Janeiro ultimo, 57 navios de vella e 16 a
vapor com 936 homens de equipagem, 17,270 tone-
ladas e de U 1/2 a 16 1/2 palmos de calado.
Er.itn a vela: brat-ileiros 18, albinacs 1, diua-
marqu- z-<3 6, francezes 1, b-illsudezes 5, inglezes 8,
italianos 2, portuguezes 3, suecos 2, e a vapor 12
brasileos c 4 ingleses.
No mesnio periodo sabiram : a vela 30, a-vapor
14, com 675 homens dj juipagem, 10,371 tonela-
das e de 10 1/2 a 15 palmos de calado.
Eutraram a vela: brasileros 12, llemJes 2, li
ua.narquczc3 1, hollanlezes 4, inglezes 6, uoru'-
gu'-naes 3, sueco 1: :i vapor 11 brazileiros e 3 iu
ulezes.
Diz otfercaittifdacapital que sossobrou un fr-.'n-
te villa de Taquafy o vapor Caarany, que fazi.i
viageuB enire aquelle porto e o da Estrella,
O motivo de acmelhante desastre, segundo cons-
ta, fbi nao saberem os cmpregidoa n* descarga
faser o sorvieo, tirattlo a carga por igual, o que
d.'U em resultado tombar o vapor e sossobrar.
A Unido Liberal de B ig d.s que deu-se um se-
rio conflicto na (Joxilha Negra, (linha de Quarahy)
entre o fiscal oriental Laborda e o dono de urna ca-
valhada que mmigrava para o Brazil, resultando
ficaretn ambos mortos no campo.
Foi assasainado no dia 16 o tabelliSo do Ar-
roio Grande, Manoel Perreira Rodrigues. A victi-
ma achava-at* pert > do cartorio, quando foi i no
pinadamente atacado por dous individuo, que de
fiois de lbe darcm dous tiros, o atacaram a punba
idas, ovadindo se em seguida.
O rendimento das alfandogas da provincia
no mez de jajeiro ultimo, foi o que segu...............
456:775*692.
S. Paulo
Datas at 2 i de fevereiro.
No sabbado 20 s 8 horas da noute, pouco
mais ou menos, deu se um horrivel e latnentavel
desastre na casa n. 79 da ra do Gtuzometro, onde
estabelecido com fabrica de licores o Sr. Raphael
Campi.
Urna filha deste, de 5 anuos Je idade, de nome
Clem ntina, que se achava na ra, entrando apres-
sadamente para o interior do ettabelecimento, nio
pnuile desviar ae de um tacho de calda que ae acha-
va ao fogo e cahio dentro dolle.
Rctirt-.da dalli borrivelmeate queimada e em
gritos aflictivos, a primeira idea que tiveram as
pessoas que p.-caenclaram esta horrivel acea, fot
a de lancarem agua sobre a pobre creanca.
Depois de norriveis padecimentoa, Clementi-
na talieceu ante-hontem noute.
Em Camainas Julia de tal teutou matar sua
propria filha, de 1 anuo de idade, dando-lhe com a
cabeca de encontr a urna pedra. Nio realizou o
seu deshumano intento devido interi encio de pes-
aous |ue acudiram.
Fallecer na capital da provincia D. Aleiau
drina deCastr>, virtuosa mii do Rvdm. bispo dessa
dioeeae.
lo de Janeiro
Da-as at 24 de fevereiro :
\ priucipaes noticias constan da carta do
nosso correspondente da corte, publicada na ru-
brica Interior.
Em 17 o Tribunil do Thesouro deferio o re-
curso de Ferroira Rocha & C, int rpjsto da de-
c'--j do inspector da Tbesouraria de Pernambuco,
confirmando a do da alfande^a, que os obrigou a
pagar por inteiro o direitos dooinum> de 86'
ca xas com kerosene, emb 'ra s: tivess derrama-
do o llquid q i as iwnm is continh un, ilim d i se
Ihe- restituir 03 direitos cjbm'loi, eetlgif-SSo
seu pagamonto do dono da eutreposto <-m qu ei-
tiverum recolhidna
No dia 20, anuirersaria natalicio do Sr.
eonselbeiro Juno,ueira, alm de muito telegram-
mas eougratulatorios qae rjoefcteu, f*< S. Bs*. vi-
aitado por muito olH'ae genera.' e supn-ior s
do sstBrcito, o pela offi-i ilwle do 1 M^laasato
m ssasalaria i? 1 ) batilhi de inf i itari* que. rn-
eawpandos, foram comorimeatal-os.
Por aviso da 1S, niatoa o Ministerio di
agiSSSBSUra intimar asimpin* Br isilei-a de Na-
ve^fSfls a Vapor para sae asiara a eliiissss 4a
doaoa aantrato, fazenda trsssasrtar os sassMgei
ros e muas, om escaleras o vapor s aprjpriidos,
para o y rto da Parahyba, todas as vezes que oa
paquetes, anda que tenham entrado a barra, nio
poderam tundear no mesmo porto
L se no Voto Liare de Cantagallo :
n Ha mais de 39 anuo, vivii uo lugir leaomi-
nado Batata', pr imi actual estacao deste no-
me, no ramal terrej de Osa Sgillo, Fir.oiano los
Perreira, homem mai.r de 60 annos, casado e
gtralin-nte cstimidj por todos que o onh-'ciam.
Duraute aquell; longo periolo do t 'inpo que
all resida, nem urna sombra de desgosto tinha
vindo toldar o co de sua folicidado c njugai
porque nem o BUBSM n:n a susp-ita o inquien-
vam.
A fatalidade guinu jorm os pasaos de Moysa
Flores at a sua choupm.i c t'irr) m p>uco to 'o
um passado de felicidad" s- aniq idl io.
Esquecidos n> meio djs pr.iserea da un unlo
criminosa, Flores e, a mulher de Pirmiaio ambos
foram no dia 18 do eorrente sorprendid ia pr este
que, arrastado p >r um I gitimo furor, os persegaio
arin.ii.i le um i USS. coasegumJ) alcau^ir a Fio
res na fuga e matai-o no ssss do pasto com seis
tacadas peito e WUtauj a mulher I l Fir.ni m i
foi tumbem ale me. da p ir til-', n> momento em
que, correndo, procuravajesegar a casa de uina fi-
lha ctsada, c. cahio t.imbem instinta iram"te
m uta aos g pipes vibra I js p ir s m miri 11.
Refere pesro-i que este^e n > th>'fttro deste
drama da m.-u", 8ae as duas victiinis de Fir-
mianj nio po i-iram esciptr por hiver FirmUno
conseguido dar em cada urna, urna f-icada, no
moneiito cm que pr icuravam sa ir de caa.
O c rp>s daqaelles dous desgranados p'r-
manecerars no tugar em qa-^ havism cabido, des-
de o asass 'nt i do delicti s 5 hiras ii i 18, at 1 hora da do dia 19, cm que chega-
ram a autoridad"' da S Jos Ae L -onissa
Fcito o aut> d co-pi d-: de'icf.o e exim cada-
vrico, firam enterrados os d^uscorpos eninsii
mesma cova, no eemit r > pirticul.ir d: Secundino
da Silva Espiudela
Firraiauo 1 i^'.j pos o delicto fugio.
Leinos o Jornal do Commercio, de 11:
Ohegarun hintem de manha a sata corte o
capitio e 10 tripulantes da barc i ing.eza Alanta
da prava* de Q le'oee, que aanfragou ni praia.
!t for,!-aos o c.ipita i K ;tori o aren,qut!U
d.i saiii lo de Bienos \yres em l.str i, no dia 22
J .n iro, eom dest no s Barbadas, reconhecera
da
ni dia 7 di crrente que estava bsbs aajai abert,
resol vendo por isso demandar a bar; a Ai Rio de
Jan ir-i. afim de salvar o navi > as vi lis dos tri-
poloutes N. da IC, pirm, quando 8" i.chava na
al'ura de no-sa bina, f.i rraMf'o pira o su
pelo vento de nordeste e forte twrr.'nte, pw nao
p>ler o novio bolinar. vist) ter tillo e/aasi tod) ti-
rado 4el.is bombas o Ustro, que ata 4e arci.
Chegando altura de S. S bastan, demandan
a baira 8M S mros, mis, ron laod i o ve it) pra o
OS, e B*asendo de forca, foi obii^aij niv.am'ii
te ii demandar a n >ss* barra ; no dia 17 ach ia 1 >-
ii 20 miihi. O, da ilha Risa, o vento acalnaon,
rechaadj-s mn seguid i o O -te, c, na* podend >
o navio governar, por estar entilo com muitissi-na
agoano porJo, resolveu o coatri sudante, no dii
18, ancorar eai trente praia le Emboy, o qn
io dia ni i: 'mi dia, I hora da tari'.
Um quart do hor-i dep>is urna das amarra
quebrou e logo em seguida a nutras, sendo o navio
evado ii p.-.ia. O capital a a tripilaci' sjtva-
rain so c m a roupi que tinh im no corpo, sin lo
uisso auxilalos por alguns pescadores, que o
ajudaram a estabolecer um cabo de vai veua.
Accrescsnta o cnpitao qne as nutoriladea de
Eaabuy nao noiihuns soceorros Iba prestaram,
"mo at mesm > o trataran asperara oite. Nio f&
cansa, entretanto, de louvar os exforcoa qae s
pescadores cavidtr.im para aalval-) e gente de
bordo.
Os nufragos partram dalli por trra s 3
horas da mairtig ida de ho tem c chegaram s
9 o* manha estaco das barcas Ferry, em Ni-
therohy, onde aaBt D*M a. sae o capttio suppoc
s 'r inflimt.: na ompreza, d-'u-lhe passagem para
esas oras <. bna ussin aos tripolante, a acompi-
nh >u-o at o consulado inglez.
Ktpirlto Sanio
Datas at 21 te Fevereiro :
- Na freguezia d Rio Pardo esto reinando
eom int'-'isida le febres de mo earaeter, das quaes
vai sendo rietiina < populacii p>bre. Em algu -
mas casai twn h ivido at tr fallocimeotos.
Nao ha all medico, nem me lie amentos apro
pridos e quem saiba applical-os.
Foram pronniiciados pdo juiz municipal do ter-
mo de Santa Cruz o cidadilo liraz Jos de
Souza e es esemv .Manoel, Joao e Januario,
aquelle uo art. 192 do eodig crimintl e estes no
art. 1 da lei de 10 de Junho de 1735, pelos as-
aassinatos da familia de F Ciutinhi ommettidos
no diatricto de Limoeiro.
No dia 31 da pasad> as 3 horas da tarde, mais
ou menos, no sitio Ribcirio ata S. Malhers, muito
pronta i cidade, t d issasinado Bernardina Al
vares Pe re ira de Araujo por Manoel das Neves,
tenio cttetiffridi ha aasMO tempo urnas panca
das de Bernardioo. A qurstilo donde veio a ori-
geui disso urna casa naquelle sitio en qua mora-
va Manoel Nave, e da qual Bernardina por vezes
tentou exp?li'-o par ter parte salla. Manool Pin
E' de justica mencionar que n.n dos homens
da Trajano, que no disseram ser carpintero d3
tingui i-se nesse fatal succeaso.
As bombas das eo.up.mhias Interesse publico
e llianca e a do Arsenal d-Mariaha poneos e^--
vieoj pr.'stiram, em oasequeaeia da escasa z da
gas.
Hijo por volt i de umi b>ra, dosabou pir:e di
pared* do 3o aa lar, lado do a irte, do predio do
Sr. Thomaz Franciaeo da Rocha, sobre dios ban
ii'iros, Joao da Cruz e Ifsnool Sanguinet, que
de urna viga estara refresca ido a pared-;; ambos
silvaram-se milagrosune.ute. O grande eaquicho
le obre de qno elle ae sarviara, lieou ompleta-
mente am dgado. Um outro bombdro de ujibj
Miguel Archanjo forio-ae gravementi com o ma-
chado com qae desloca va am i viga, u.i m ii >r fu-
ria do incendio.
Nio esqnecereojos tambim o* bou servicos
prestados p-lo chefe dos sombeiro o Sr. Pddro
Jos la L'ma, urna das figuras que sempre se tor-
nam sal mtes em taes oeo isioes.
O r. Schmidt e su* familia, que tinhiin viu-
do ha d is di B irra pira a cidade, apenas com
prehouieraia a eaormidade do per g i qua os amea-
oav.i, tilo des irientados tj.irain, que fugiran de
casa, sem mesm p msareaa n >s val ores que l dei-
xaran.
Cousta-nos que ni nuihi do da irane.lato,
aquelle em que o Sr. S.duni It regressm cidade,
ene mcroj d ib >ix > da porta da ru i u n i carca an )-
nyina, em que o avisav.i do que em dia p.'oxim >
8-na hincado fo-o su i casa e qu por isso elle
so acamellasse.
Ess i carta parece que ainia existe, segundo
ouvimos.
Na ponte do Sr. Schmidt havia militas ma-
deiras pertenceiitcs a outras peaaoat, sendo urna
destas o uosso particuLir amigo Sr. Vietjiiu Jo-
s Pereira Junicr, que caleu'a o seu prejuizo em
cerca de 3:000*.
O conhecido artista Sr. Manoel Salustiano do
Bunfim, que tinha a sua importan.* marciucrm
por baixo do predio do Sr. Thomaz Francisco d
Rocha, parduu completamente quauto uelli exis-
ta.
O desventara lo artista, que se acha doente
em Itapigipe, nem a fenameata tinha no seguro.
O ncnlio da rui ila Preguica p>de-se dizer
que talvez o miis horr iroso que sj tem di la ues-
ta c ipital nestes ltimos annos.
0hando-se dj lado do mar os destrozos cau
sados pe > incendio e c-inhecendo-ae a topographia
do lugar, ondo elle deu-.e, avalii-se o perico que
eiteve immin"iite sobre os moradores daquella vi-
zinbica e emprebcude se os grandes esfori; is
Sae empenh o nosso incansavel amigo Domingos
ieb-llo em organisir an completo servido para
extino.ii de ince id.os.
Peusem bem os poderes pblicos quantas des
gracas accarretaria o incendio de bontVm, se na
occasio fosse-lhe favoravel o vento, que soprava.
Peusem bem c nao deixem da auxiliar ao n>ssi
amigo em seu lou"avel empenho.
A' ultima hora soubemos que desabou p irte
da i.ii el: d i lado ao mar, Jo predio onde eso es-
tabelecilaa Paiirii Aurora, apinhanto a eatffa
um h )ni ni e np g ida na mei n i ps tari i
Feziaeile toram lao proinptos os soccorros,
que o tal ind vi loo quasi nada soflVeu.
No dia sega ate accrcsceutou a mesm* folha o
seguinte :
Com relacao ao grande iuceudin, a que nos
referimos em nossa idiccaj de lijiitcn, timos
in lis alguns es1laredmentos a aceres 'eut .r.
O Sr. DomiajoiJo3 Aivon, subdito hispa-
nhol e proprietario l-i urna venda no largo Ja Pie-
da le, ficou h >item tarde com a perna e o |i es -
querdo complciamente es uagadoe, em cousequen -
ca de ter a.do apanhado por uina parede que des-
abou.
ltemettido para o hospital de Carilale, t ia
Ihe a amputac11 da cxa no terco inferior o Sr.
Dr. Domingos Alves de Mello, auxiliado pelos
acadmico i Srs. Antonio Joaqui a Runos, Fian
kliu Doria c Aun i o al Lima.
O estado do doente n> correr dr. nuite pissi
ila nt npreseutou gravidade.
J ten lo des.ibalo urna narede do predio do
Si. Sehmilt e ha vendo :cceijs de que desabe a do
que Ihe li m contiguo, officiou o sub lelegado da
freguezia ao Sr Dr. chete de policia, embran Jo-
Ihe a conveniencia de qu .uto antes duinolil a, -.fin:
de evilarcm-se novas desgracas.
Sabemos que o -r. D-. chefe do p bata est
prcedendo ao ooap;teute inqaerito sobre o qoe
den origein ai togo, j tendo-lhe sido apreseuta-
das algunas pess las, cujo testemun'uo possa es-
clarecer referida autor d-ide cinauas pesquizis.
Nautragou ni barra do Baixio o lasaba*
Dagoberto, pirteuceut.i ao negociante d. capital,
Man >el Jcaquim d Souza e dvi.
O lanchij), que trizia um carregameuto de co-
quilhis pira a casados Srs. Briscoe % C, desta
prac, estava em miis de 6:00 )jS e perJeatc
completamente.
A cirga estava segura.
Como viram os leitores cima, uSr. S>uzae
Silva soffreu tambe n co terrivel incendio que
li iiive, un grande prejuizo, avalialo em muitos
coutos de ris.
O seu trapiche Piatsaoa, contiguo ao local onde
mauifestou-se o incendio, nao estava seguro c ar-
den completamente.
No dia 24 re di ara e urna manifestaco Je
^preco ao Sr. desetbargador Antonio Luiz Alfonso
de Carvalho, ieita pelos aJvogados e mais empro
gados do nosso foro.
A's 3 horas da t rde grande niui rj de civa
llii'iroa partiram incorpralos do eanorio do Sr.
cipitao Virgulo Guimaries, em direccao aoescri-
ptorio do Sr. desembargador Alfonso de Carvalho,
onde o nosso boin amigo, o Sr. Dr. Manoel freir
de CarvU'h), digno 2" promotor publico dcsti ca-
pital, como interprete dos ma lifestiutcs, fez urna
brilhante ailocucio
N essa o-'caaiio foi offereci la urna b m traba-
Ihada to^a ao manifestado, que em phrases de
lcito ao candidato republicano, nio a ser a* mo-
narchist.i? .
Os dberaes, no euape iho de vencer os repu-
blicanos, deixuram se absorver pelos conservado-
res. E' nisto exactamente que constata o nosso
triumpho, diz o Sr. Csmpos -talles em um cele-
brado miuifesto que acaba de publicar em sua
provincia e que aqui o Pais transcreve chamando
a attanoao doa leitores para esse documento no-
ta vel .
Mas o que agora nos vem dizer o Sr. Campos
Salas, cujo triumpho moral decantado pelos
orgaos republicanos, foi precisamente o que, em
phrase mais campanuda, nos disso ha um auno o
Sr. Gaviao Peixoto, que tumbean considerava-se
miralmeote vencedor, com a nica Jitferenca de
que o Sr. Campos Salles dia: partido liberal, elle
dizia: partido republicana cuja forc i no diatricto
era, como e.-* agora. uieaior ao terco do clei-
torado. *
O manifest do illustre candidato moralmente
pleito sem duvida, digao lie ser lido pelas cu-
riosidad s que encerra u p^la dialetica que seu
autor emprega para celebrar a derrota do seu par-
tido.
Nos os republicauos, observadle, teos appli-
cado contra as forcas monardiiaa* o pracesso da
elimiiiicio por partes para chegarmos gradual-
mente a eliainacio total.
E' por issique celebramo3 a uosi derrota .
Nao comprehenio bem. Mas si essa eliminaelo
to Neves, co'ih.-cido aqui por Manoel Grande, sincera cordialidade agrleceu commovido as pro-
vas de estima que aco.iva de receber.
;y No din 25 e no seu engenho Outeiro, muni-
ipio de Sinto Amn-o, faeccu o Dr. Bento Siines
da Costa Pinto, filho do Sr. Vicoude de Oliveira
O finado coutava 26 anuos, e receb-jra o grao
de bacharel cm atiendas aociaes e jurdicas na
Faculdade do Recif', em 1884.
filbo da cidade da Serra, nesta provincia, e casa-
do com urna senhora do municipio de *. Math us.
Cirainettid i o deiieto sai eutregar-se priaio.
Fallecer irr. na capital Mara Vieira Machado,
Marta Car.na de Souza Magalhies, Sophia de
Abreu Oliveira a Emerenciana Pinto Ribeiro.
Babia
Ditas at '.'i da Fevereiro:
Ni milruirida dft 23 acirlra sobresaltada
com o r ique de ittce.i lio a piputar;lo da cap tal.
Ofog) ataaifestoo-aa n'umi pequea e autiga pon
te do trapiche Soa. parallela 4 grande e impor-
tante ponte, construida ultimmenle p-lo Sr. cich-
nidt, e onde hivin cm deposito grande quanti ia
de de madeiras de le e piassav.
Dentro, diz o Diario de aVr/c'a* liquelle dia,
em pouco assu.nio proporces aterradoras, devo-
raudo com pasmia* r,.p:dez trapiche e madeiras e
coinmunic md i-a.i aos predios inmediatos, que fica
ram reduzidos a um m mt.l > de ruinas.
Quatro silo 33 predios destruidos pjlo iuceu
dio: um di tres andares, pertenceute ao Sr. Tho-
maa Francisco da Rocha, estava seguro na ccin-
panhia Interesse Publico, na q.iantia de 30:0004 ;
ontro, tam'o'm trapiche, onde o Sr. Manoel Joa-
quim de Souza e Silva tinha inadeira e Dassava
sua : dos Srs Dador, Augusto Silvestre de Faria
e outros, a que foi completamente destruido p das
cbamma?, jra propridade da Sr*. Condesas de Pe
droso de i ibuquerque. Predio, Madeiras, piassa-
va, machiuas de inprensar, balaucas, tendo estes
ltimos objectos avatiadis em cerca do 4:0J >f,
nada estava seguro.
O outrotrapiche Sva -pertencente sna her
deiros do finado cnsul da Suecia; e finalmente
aquelle em que resida o Sr. Schmidt e a sua fa-
milia, no fundo do qual havia a grande ponte, a
que cima nos referimos.
O Sr. Schmidt tinha segurado na compinH i
Interesse Publico, no valor de 70:000< o predio, n
trapiche e a3 madeiras; na Haus-tica, de Ham-
burgo, pela referida quantia o predio cima men-
cionado, o trapiche Sva e mobilia, e na Hambur-
gueza, a ponte do trapiche por 50:000f.
Compareceram no lugar do siuistro 03 Srs.
Dra. chefe c delegado de policia, inspector do Ar-
senal de Marinha, directores do companhias de se
guro:-', Dotiingos Adriio R'bello, encarregado
do servico das bombas e diversas autoridades lo
caes.
i. Comparecerarn igualmente piquetes do 9* e
16 de linha e policia.
Tornou-se credor dos raaiorc dos minores elo-
gio todo o peasoal do corpo de bombe>-08, que all
se tem conservado desde a madrugada.
Prest ram tambera excellentes servicos os 10
marinheiros da Traripe e os 16 da Trajano, qae
foram dos primeiro a comparecer.
INTERIOR
Correspoudeneia do Diario de
Pernainbueo
RIO DE JANEIRO -Cortu, 24 da Fe-
vereiro de 1886
Suhmbio : O 2 escrutinio do 8 diilncto de S.
Paulo e a conjecturaa do < Paiz
0 candidato m.narch sta e o candidato
republicano.Manifest do Sr. Campos
Salles.A e'xicao do 2" districto do
Amatnos A vaga de senador por
Santa i'atharina. Mais um liberal eleito
por Minas.As chuvas que temos tido
Amanh ter lugar o 2 escrutinio no 8" dia
trcto de S. Paulo; e antes que es ii ahi ehegue o
t-ilegrapho auuunciar o sen resultado, acerea du
qual o Paiz de h je mostra-se um tauto prooecu-
pad", suppondo que elle ser consoante com o do
7 districto. N 'S seus tpicos a turma o Sr. J.
Serra que os prohomens de amos os partidos,
residentes aqui na corte, e qae vivem uj ae-.i
chino palaciano, tem recomneudado, em agrado a
monaichia, cuja munificencia c olhos esto esten-
didos para a urna em que deve afuudar-se a can-
didatura repjblicaua, que deve ser susteutada u
competidor deste. Mol isto nio passa de con-
jectura, ou antes de manejo, para estimular o elei
tirado, ao qu4l pretende-se convencer de que o
candidato liberal, oa o que est'vc iicolh.dn a
biudeira liberal, uo inirec-j mais o mesmo aco-
Ihimento logo que a baud ira conservadora o -n-
sombra; a ueste caso vote cada hu, clama o m su i
Sr. Sena, conforme as suas conviccoes, este p ir
que subordinara o conservadorismo ao imperia-
lismo, aquelle, porque antc-poj a demoeracia ao
liberalismo bifroute.
jSe o principio verdadeiro, trutaudo-se de con-
servador para liberal, porque a3 o applieam tra-
taudo-se da coaservador para republican ? So
indecente que quem milita so'i uta bmleir, re-
ceba votos dos que militam sob outra; si o au'ilio
do adversario, anda mesmo sem nenhum ontro
coinpromisso que nio o de derrotar um determi-
nado candidato, dtauatura a uvissio dos partidos,
como aceitou o candidato republeano os vutos
conservadores na eleiei pasaada e com id les foi
ao parlamento proclamando ao legitimo c puro ro-
presentaute do seu partido? Porque o que foi
por partes, cousis-.o, como parece qua pretenda
agora o Sr. Campos Salles, em irem os candidatos
republican >s recebenao soccono de um ou de oa-
tro dos partidos monarchicos, aproveitando-se da
paixai de cali um tus 'ufas eleitoraes, pescando
votos de occasio e, por esse modo, fortalecendo-
s* e fazeodo se representar D l parlamento, onde
nao sntrariam pelas proprias fercas; ineptamente
procederan! os part lis mona.chios si, conhe-
cendo Ihes a totiee, auxiliassem-lhes o iutento.
Se na opposicio, em que aos partidos nio rc-
rou^nam certas allianc is hybri tas, porque procu-
ram antes de tudo destrar, era td'ravel que os
conservadores vo assem no candidato republicano,
como meo de derrotar n candidato governis'a,
a7ra <\vi". elles sio governo, a qaest.io toma'r-
tro caraoter.
Invertidas as pjsiaSas, cessou o motivo que de-
termiuou cutio o procedimento dos conservadore.
Nao vejo, por tanto, razio para t in impiessio,
que o Paiz vio o os tpicos annunciam, aue nm
todoopiiz produzio odssenlace do escrutinio de
7- districto, d tal malo que alguns pirtidarios
sinceros e de boa f refl ictram na estranha peri-
pecia politica e mais de um rotosto foi l.ivrado
contra 3 ueatifrrio .
Corso, porui. poude cm tio pouco dias emhe-
cer essa m impressio e os protestos de qu niri-
zmva anda tem conhe;irnento, nio diz o Patz.
r*or ora o que ven-* qoe o mesmo Sr Campos
Salles, que quem nuil contrariado d ve achar-
< mi)3trar-sc tio satisfeito e contente com o r?es-
iiA\ > da lat, q i' eonelue seu manifest c fn
estas palavras da* neu-ra-is roman'M :
Perante o rafriotism i, as batalhas perdidas se
tornara em viet irias seguras .
Com a chegada do Sr. Pasaos Miranda, re-
novou-se a discussao na imprcusa acerca do re-
saltado da idoicio no 2 districto do Amazonas,
pelo qual declara-Be eleito o Sr. Jos Paran-.ga.
Sustenta aqielle que o veucedor no pleito fo i o
Sr. Clorindo Chaves. Diaute das razoes e allega-
coes prodnzidas de ambis os lados, nio ha nutro
meio de saber qoem tem razio, se nio aguar-
dar a verificacio de poderes.
A recente Miga de sanador por ^anta Ca-
thsriua, aborta pedo faileciinento do Bario da la-
gun i, est dando que fazer a os pretendentes abol-
la. Na forma do c-.stame em Be -asioes tses, :iim-
premn j *poson-s i da c, inventaado candi-
daturas e sibre as quaes vai Mnittindo seus con-
ceros. Ha um certo grupo que recomnienda que
nio se aceite unndidst* qne nio sej filbo da pro-
vincia, nesse intuito apreaenta urna --tifiada de
nomes de cathaiin 113 -s, a maior parte eos qua s,
1 11 lea .ffa^tairrento da politica, pelo sen mudo
de vivar e algu us at pela su a a vaneada idad-,
nao tem uspiraco-s senatoria, nem de tal se
iembraram nunca. Os liberaes, segando corre, j
orirnusarum a su* chapa com filho* da provincia
e nao ha duvida, que compoj-se ella de ames
muito respeitave8 ; a saber : os S-s. M fr., Sil
veir* de aVntaa e Bario de Batovi, que hoje rrsis
rio granjease do que catharinense.
Por parte do3 conservadores nio ha nada com-
binado e parece mesmo que nio ser fcil combi-
nar urna chapa que em f.i mesma tenha a necessa-
ria forca para eontrapr te liberal; o que tcm-
se como certo que um dos candidatos ser o Sr.
TiSuay, que jA entrn ra casa "s auarenta, e
que, nao sendo filho da nroviwv > natnra-
lisa-lo nella.
As noticia que acabam de c'i -f 'e Minss
dio eleito cm 2o eaerntlnio no l uis neto o can-
didato liberal, tendo sido derretido o Sr. Diogo de
Vasconcellos, que na eleicao pausada triumphou
lutando contra o governo.
E' mais um resultado di divergencia dos con-
servadores e das preteuees mallogradas. O can-
didato ib ral foi auxiliado pe'o conservador me-
nos votado no 1 escrutinio.
Notei em outra tecasio qae infelizmente iam-se
realizando as prediccoes do nosso Observatorio As-
tronmico c rea da falta de chuvas no presente
verio. De tacto at os dous piimeir-s dias deste
inaz essa falta, prolongada como estava, tor-
nnu-se tio sensivel que pira alguns pontos da cl-
dadt j constitua u.na verdadeira calamidad*,
pois os respectivos eucauamento nio davara mais
agua para os usos domestico. Antigameiste,
quaudo havia os pequeos elisf iri;:es e torneiras
tas ras, recorria-se a ambos, e com maisou menos
dilficuldale tinha-se agua. Alm disto havia as
carrocas dos aguado ros que ia:n buscar agua on-
de podiam obtel-a, par;, veudel a pelas casas.
Mas depois de que u consumo d'agua toruou-se
obligatorio e collocanun-se peanas d'agua em to-
das as cusas, foram supprimdas as torneiras e os
pequeos chafarises. e que for.nn man lados tubf-
tituir por clial rizes -nonumeiitae* na pracas, em
numero de 12, a maior parte dos quaes est por
concluir. Mas esses sao para ornato e nio para
auppn'meuto populacio. !'or isso dex arain de
haver aguadeiros.
Ora mig'ue-c como fiear.,m os habitantes de
certos ponto elevados da cidade a que a agua nio
pode vhegar pela falta da piessio rasnttanta un
p mi a quautidade della, ou mesmo nenhuma a cor-
tas horas do da, nos reaervat r;os.
Quem dispoe de recursos pode, cm asaca tae,
prover-se d'agua por qnalqaer meio. Mas a gente
pobre softre horrivelm -nte ; c a tal estado ehegou
o clamor que o Sr. ministro do imperio cn'endeu-
se com o da agricultura e combiuaram arabos sus-
pender o stvqi da irrigacio da cidade que
precisamente 110 verao que olla torna-fe mais ne-
cessui-ia o empregar as respectivas c.nrocs em
forn cer gratuitamente agua, levando-a de porta
em porta nos bairros cm que havia falta del'a. E
preciso dizer que nieto nao bou ve favor, porque
com o imposto da dcima pagain os proprietarios
a taxi da penna d'.igua, e o fisco nao indaga se o
predio oa nao bem supprido, e se recebe os 1,200
litros diarios que devem ser fornecidos por cada
penna.
Felizmente desde o di; 3 do cerrente comecou a
chover com tanta abundancia s tio seguidamente
at unte lionera, que O supprimen: is doa diver-
sos u ananaiaes que ios ltimos das de Janeiro
nao attingiatn no .ia 12 subiram a 160 nilh6e5, de modo que os
reeeivntorioa a os cncanamentos priucipaes tem
abortas as vlvulas a d'itirein agu 1 fra.
O Ciu'Jiiii u'jgui 1 guiar nesta eip-fal regula
pr 65 inihoes de litros diariamente, sendo 55,
couco mais ou menos, ">ara usos domsticos, e 10
para irrigacio das re ., usos identnaes, consumo
de cocbeira*, aguada de navios, toruecimeiito e
estabetec'meatos pblicos, etc. Ora tendo o sup-
priineuto iiescido, como fica dito a pouce mais de
37 indhoes de litros, na quadra de calor em que
nos adiamos, fcil de imaginar que clamor nao
houve p>r c.
Felizmeute, todo 3to cessou por emquanto, e
nio de esperar que o mal se repita, porque j va-
mos em mais de metade da torca do vario.
KtiviSTA DIARIA
lsm devem comaos: as ses.-o-s preparat iras desta Col -
porac.lo, d; aecordo com os seguiutes artigo do
resi:, tico regiment :
Art. I. Tres dias ante do marcado para a
abertura da Assembl.i Legislativa Provincial, os
deputado concorrerio, pelas 10 horas da raanhi,
ao sali destiuado para as suaa sossoea.
Art. 2. Reunidos os d -puta los, occapara a
cadeira da presidencia o que for de maior dad,e
convidar para servirem interinamente de secr
ros 03 Jous d.'patados que mais mocos Ihe pire-
f
i
A
'
-r------



Diario ie Pernambun ---Ter^n-feira 2 de Mar#o de 1886


cerem hoaver reclamac) de que ha outros
mais mieos, se proco tara vutaco p >r eserutuio,
afim u> decid r-se quaes devein ser chamadoe.
< AiC. 3 Formad* aseim a meca, cada um d->a
dcputados apreaentar 0 aeu diplomi e o 2* se-
cretario fara a rslaoi l u > si ni loa que compare
cerea.
Art.4." Vo.-irio indo-so havi'r mais de nove
depiadoa presentes, noin-ar-sa ha por escrutinio.
pluralidade relativa, duas cunm asos de tros
meio ros, urna para v 'iicar oa poderes dos apre
senu loa, e outra para a venficac.) dos poderes
dos tros membros d.i primeira commisao, vista
do- diplomas pelos meamos exhibid m o das actas
das eleicoos
Art. 5 lit concluido, o presidente levanta
r a sesao, e fcaconmisao-s so daro ao trabalho
de que foram eucarn-gadas.
Art. 6. No dia seguate, reunidos os depu
ados no uaeaino lagar e meaua hora, as c nnmia-
soes daro cinta do resultado do seu trabalho, em
parecer escripto, expondo as duvidas que se lhes
ofterec. rem.
Art. 1 > Os dcputados presentea decidir),
precedeudo diacuaaa >, da vali lade das eleicoes por
meio de rstaolo, na forini do art. 82 da Conati-
tuicio, e t do Acta fsilMllil
Art. 8. Q'iand ) o paroc-r da commiaao con-
cluir pela HOaullacao da eleicao dequalquer iepu-
tado, ficar adiado pan ser votado depois da ins-
tall-.co la Assemh i, ni parta relativa ao diplo-
ma, uja valdale tur con estada, send> impresa >
no jornal da casa ; desicnando ae da eape:ia[
para ser discutido, e convid indo-se o candidato a
Minar parto ua SUS isaao o un acolara?!) do qti1
se retirar da sala das sesao'a ua occaaio da
vot ico.
) Art. 9.' A' pr .porcao que Be for votando, o
presidente declarar doput idos sOMSilss cujas po
dores se tyorein julgadn egtinamonte conferidos,
a o 2o secretario tara a lista nominal dos approva
doa. que ser remettida so pro,i 1 ir da provin-
cia, guardando so ad arcbivi da Assembl*. a
actas da el"icao, os diplomas e a relaca > doa api-
provados.
Art 10. Verificada a legalilade dos poderes,
se estiverem presentes deputadoa em numero d
metade e mais um, s; t ir a devida ommuuica-
co ao presidenteda provincia, afim de que designe
a hora para a iustallacao da Asaembla.
Qu indo nao houver aquoJIe iiuin -ro, eportanto
a Aaseinbla nao nuder aer instada la no dia
designado por lei, ou no dia para que ti ver sido
ext aordnariamento c -nvacada, se far isto 80M
tar ao presid-nt da provincia, o logo que 8 nume-
ro estiver completo, se lh- dar coinnunicacao
atim de que designe a hira para a iustallacao.
Art. 11. O presidente e secretarios interiuos
servir o ntS que no (lia da iustallacao da Assem
bla, aejam eleifos os eff-ctivos. Ni falta ou im-
pedimento do primeiro pr-siilir a seaso o mais
velho dos deputalos psessatM, a ua doa segundos
qualquer d 'pata 1 > que o presidente designar.
Tribunal do Jury do Jsn Boa-
tem nao tiine hhiou este Tribunal por torem
comparec.! i i joisea de tacto.
Foram inuilaaioa em 2<>f os qu- nao coinparece-
ram e aorteid.s mais os seguate* aupplentes :
Parochia do Reeife
Joa Francisco dos Sniitaa Neves.
Jos X iier Carneiro de Barros ampelio.
Parochia de Santo Antonio
Bernardina Al ves Neiva.
Dr. M noel Falo.io de Aierado.
Parochia de i. Jos
Antonio J >s .ie Soma e Silva.
Marianno d \1 I! > Uih
Joaquim Fern uides laSiivi .Vliiifi.
Augusto ezu i Vidas B .
*arochia da lio i~ Vista
Ruy nuudo Permite de Araa)o Saldanba.
Francisco Augusto de Aranj>.
Jos Joaquim da Silva Gjimaraes.
Claudioo Jjs Cirr.-ia.
Teuente Franciseo Evaristo de S mz,.
Parochia de Afogados
Francisco A tonio de Oliveira.
Antoni i Machado Gomes da Silva.
Parochia d i Poco
Dr. Jos Marinan i aririro da Cuuha
Jaciiifhj Hcodoro ilves Cavalcinte.
toleran do atinp>do=Diz a Aurora de
28 de Fe.ereiro fiado, que de 19 25 foram pas-
eadas :
Provisio de vigano, jjr ternpi de mais um an-
no, para a freguozia de Alago. Grande, a tavor
do Rvd. Odilou Bemvindo de Almeida Albnquer-
qne.
dem, dem, para a freguezia de Surubim, uesta
pro'incia, a favor do Rvd. Antonio Alvares da
Silva.
dem, de uso de orden, a favor do Rvd. Dr.
Joao do Reg Mourii, residente ua capital da Pa-
rahrba.
dem, dem, a favor do R. 1. Miguel Archanjo
Vassallo, residente na freguezia do Santo Atnoai
dest cidade.
dem, dem, e de contessor a favor do Rvd. Fre
Jos de Santa Julia B telli >, abbade do mosteiro
de S. Bento, em Olinda.
dem, dem, dem, e de pregador. a favor do
Rvd. Joao Carlos de Moara, residente na fregue-
zia da Gscada, u.'sta provincia.
l'assou-se carta commendatioia err tavor do
Rvd. Antro Estanislao Oorique de Vasconcellos,
par i o Rio de Janeiro.
dem, a favor do Kvd. Manoel Antonio Alvares
da Cunba, para a archidiocese de Braga, em Por-
tugal.
Amazona e ParaO vapor Therezina,
vindo do New-York pelo Para, trouxe tolhaa desta
provincia at 2 ) de Fevereiro, as quaes encon-
tramos noticias d> Amazonas at 13.
Amazonas. -Em Barcellos, s 10 e meia horas da
noto de 8 do correte, um grupo de desord -iros
atacou o promotor publico daquella comarea, Ei.is
Alvares ffonso, espancando o e quebrando lhe a
eabeca.
Fallec;u D. Isabel da Silva e Cunha.
ParaLeinoi no Diario do Gro-Par de 16
Consta-nos que fugio o ex-tenente Antonio
Joa de Carvalbo, levando a chave do cotre da ar-
recadaco do corpo de polica.
Consta-nos miis que foi descoberto outro des-
falque da quantia de 3 '0.
L-ae namesma folha:
O baile carnavalesco de aato-hontem no thea
tro da Paz, foi de disturbios.
Dusdc principio que alguna individuos pro-
movam desordena, sem que a polica cumprisse
com seu de ver, que era expulsa!-os.
< Pouco dopois de 11 horaa^e co-aas cbegaradi
ao extremo, resaltando um grdade rolo entre a for
ca de polica e os paisanas, sendo alguus espanca
dos com sabres dos soldados.
Da luta sahio bastante maltratado um dos
deaordeiros e um dos soldados, com nm trmento
na parede lateral direita, torco superior do trax,
interessando a pleura e determinando um derra-
maaieutj iutra pleuretico ; a arma de que. se ser-
vio o criminoso, f i urna thosoura de mola.
Inmediatamente foi soccorrido o effendido
nelo Ilustre Sr. Dr. Amerito Campos, que claasi-
tic-eu de grave o torimento.
Para que um dos deaordeiros se entregasse
a prisao e sahisse do theatro, foi necessario que o
cidadlo Thomaz Bastos desae-lhe o braco it
roa.
E' forcoso dizer que, se honvesse prudencia
da parto das autoridades que inspeccionavam o
bitile, au ao teria dado o facto que acabamos de
narrar, eooM teatemunli i que fomos.
Prestara juramento e entrara em exercieio
do Cargo de desenibargador da Relscao de Belem,
o Dr. Constantino da Silva Braga.
O cottelheiro Araripe, presideute da provin-
cia, fora em pa3seo atOurem, sendo acorapanhi.-
do por diversos amigos.
Diz o Diario do Grao-Par de 20 qun o va
por Therena, em sua viagem de New York psra
o Para, apanhou grande temporal, que o obrigou
a alijar o carregamento de pinbo que trazia.
Noticias de Bragranf i dizem que :
Foieleito vereador da Camari. Municipal de
Quatipur, 0 Sr. Leandro Antonio Pinhero.
Em Vizeu tundou-se urna sociedade Benefi-
cente Vizenenae.
Noticias de Abaet dizem que:
Foi eleito presidente da Cimara Municipal o
tenente-coronel Manoel Jo: F-.-mantas Oarneiro;
e vice-preaid ate o Sr. Hygino Amauajs.
Por precatoria expedida d capital, foi preso
o individuo Manoel Flix Marinho, incurso no ar-
tigo 205 do cdigo criminal.
Aluda elleOa ladroes durante a noite de
ante hontem para hontem, penetraram nos arma
zens de farinh i de trigo dos Srs. Machado Lopes
& C, ao caes do Apollo n. 4. Para isto oonse-
guirem, subiram por cordas e, galgando o telhado,
fizerom nelle um grande rombo, cahindo entao no
escnptorio, que fica no 1 andar do predi.
Depoi de minuciosa e infructfera busca retira-
ram-e aem nada tavar, saaindo ento por osa da
janefiss.
A polica tomo con bec i ment do occorrido
Ferieaenio uorlal -A' 1.' do mz de Fe-
roreiee finio, no lagar Tinrica do termo de Ta-
i rato, Francisco de Queirox fario mortalmente,
con um tiro do ba 'amarte, o in lio Fausto Barbo-
sa da Luz, com quem viva inimisado.
.) delinquento evadio-se.
Crlaalnoaoo Foram capturados:
A' 15 de Fevereiro, em Villa Bella, Joaquim de
Bernardo, autor da morte de Vicente Padilha, que
m Tava no dis'ricto de S. Caotano da Rapos*.
E i Goyanna, Josa Francisco da Silva, co-
ihecido por Jos Gouveia, criminoso de morte, na
Parahy i.
Em Goy luniuha, 27 de Fevereiro, Jo3)
Fran;iaco Barbosa o A; gusto Vieira do Carvalhu
pelo crin di furto de cavados otn Pao d'Alho,
sendo Ib -a apprehendidoa dona cavados quo cou-
duziam.
F.icaldade de Dirello -A congregacao
deata Facilidad, om sesso de hontem, reaolven
quo f )3iem boje admittidos a exames primeirameu-
to oj eC 11 iitos a qu i faltar a approvaco em urna
materia para complemento do respectivo anuo e os
qu.', matriculados, dcixarain de tazor acto em No-
vembr, por motivos justos.
En outro lugar damos u3> so o m > lo polo qual
m eon-titui las as mesas examinadoras, bem
como a Jlalnbuicio do servico das aulas maioroi
da Faouidade, cuja abertura so realisar no dia 15
d crrente mez.
Movlmenlo de dlnnelro No mez que
h Je rlnd i a prici di Reeife, tos a respoiwabili
1 is diversas companhias de vapores que a
serven:
Ftacebeu 732:461*455
Expedo 407:730*430
A expedico foi para :
Inglaterra 514*000
Portugal 4:427*000
Rio de Jaueiro 12:775*000
Bakii 100:000*000
Sergpe 12:000*000
Alagoas 145:732*700
Fernando 7:281*730
Parahyba 16:000*000
Rio Grande do Norte 65:000*000
Cear 44:000*000
Falleciaaento Em seu engenh) Jissir,
da freguezi. de Serinhaem, tall 'ceu, na madrugada
de 27 do moz pasaado, o abastado agricult ir coro-
nel Francisco Manoel de Souza e Olveir.
Sjffronlo ha tempo de l-s> cardiaca, mis sem
ha. i tal retpeito, n-stituindo a calma e fam.ii .a
d'aquellaa ras.
Parahyka Lemos no Diario da Parahyba
!e 23 de Feveroiro :
Acha se entre nos aps il anuos de ausencia
o nosso Ilustrado conterrneo Dr. Francisco Soa
rea da Silva Retumba.
Bacharel em lettras, e tambem em aeieoci >s
fhyici-cliimico matemticas pelas escolas de
aria, fez e completou o curso de engenharia em
minss na muito celebro escola pratica de Faelberg
na Alleiuanba.
O digno engenheiro, merecidamente laureado
nos seus solidos e brilhan'.ea estudos, habitou auc-
ceaaivamento em Pariz, Londres e Drosdo na Al-
lamanha,2onde depois de furmado ha tres annoa
trabalbava em misteres de sua prufissio por cont.i
de urna aasociac adema em Cbempity.
O Jornal do Reeife, de quem S S. foi por
anuos o constante e criterieao coTesponaente po-
ltico j de Pars, j de Dresde, sob o onhecido e
festejado pscudonymi Argos, noticiando a sua
ehegada, expressou sn nos mais lsong-'iros termos
para o nosso patricio.
Na comprimontamos o illustre engenheiro, e
fazemoa votos para que nesta ligoira visita que
vem fazer a sua proviu ia natal, e parantes, seja
feliz as viagens de expliraces, que rpidamente,
segundo nos consta, vai emprehonder a alguna
pontos da provincia.
_ S. S. acba-so hospedado pelo nosso muito dis-
tincto e particular amigo e seu primo Dr. Jos
Ferreira de Novaes.
Paoaamenlo Victima de ama anaxarca,
falleceu no da 37 do passado, na cidade de Olinda
onde rebidia, Antonio Jos de Lima, mestre da of-
ficina de carapina da ferro-va de Olinda.
Contava o finado 55 annos de idade. Era um
artista trnb ilhaJor e honesto, e como todos os ar-
tistas morreu deixando sua mulher e filhos em ex-
trema pobresa.
Era um dos fundadores da Sociedade Beneficen-
te dos Artistas Olindenses, e pelas sympathias que
gotttva entre seus consocios oceupava o cargo de
seu presidente ha tres annos.
Hela de Ou tu toro Distribuio-se o n. 3 do
peridico sob o titulo cima, orgao da Associac&o
dos Funccionarioa Provinciaes, e que est no sou
4. anno de existencia.
Conoumo eieatiBco Inlernaclonni
Lo ae no Diario Oficial :
Por decreto de 14 de Dezembro de 1874 S.
M. o rei dos Belgas dgnou-se instituir um pre-
se apercebor, s ha seis mozos teve de lutar c m- 'mioannual de 25,000 francos para animar a pro-
tra a aggravaea' > da enf'nndade, que nao obt-1 dueco de obras de valor intellectual.
O pre nio do 3 concurso internacional ou mixto
ser conferid i em 188910 melhor trabalho acer-
ca dos progresaosda electricdade, orno forca mo-
tante todoa os recursos mdicos, colheu-lhe, afinal,
a existencia.
Carauter sincero e franco, coraco formado de
nuros e uobrea seutimentos, aoube o coronel Sou-
za e Oliveira, n > d cursi do sua vida, grange.ir o
eaosito, a sympathia o a estima d'aquolles com
que conviven.
Na freguezia de Serinhaem, onde deade longos
annos, tiuhi residencia, partido ubi ra ac .tado pelos correligionarios, e a
que n os a Iv rsaiioa pjlnios, eui cujo numero
contava amigos particulares, prestavam conoide-
racao.
Era cor.n la ruarla nacional, ex'rooii varios
cargos policiaes, e foi por varias vezes vereador,
preat nido sempr" bous sirvios, ein quo tornou
salientes as virtudes cvicas, de que era dotado.
Na idade de 57 minos, baixou sepultura, sen-
do o aeu tres lasso urna perda sensivel sua loca-
lidade, il .lorosa nos amigos o irreparavel fami-
lia, a qu in enviamos no isas condolencias.
Por sua morte deixou libertos nove escravo?.
Clan l.lii.-rario Dlea;ae JuntarO
Club Litterario Diegues J un >r fundada ntreos
alumnu* do Instituto 19 de Abril, funecionou n
dia 25 do Feveroiro, em soasan ordinari i e extra-
ordinaria, sob a presidiucia do Sr. JoS i Paulo Car-
neiro LeSo.
Foi sorteado o Sr. Francisco Marques para dis-
cutir a these : Qual a forma, da trra.
Foram sorteados para chronista do ensino se
cndano o Sr. Alberto Cavalcante e do primario o
Sr. Olympo Galvo.
Celare amare!la em Cayenna
Urna carta recebida de Caycnua pelo Sr. Conde
de Itaeuluray a publicada no Diario do Mara-
nhao, diz:
O estado de sade aqu contina me lonli >, a
febre amarclla tom acabalo c >m toda aguarnico,
de maneira que a cida Je h j-. p iliciada por guar-
das cvicos, cri mi oa do paiz.
O governador Monsieur Cardinal perden em
8 dias 'res filhos, ten 1. anda dous donites.
Nos paquetes iiinguem pode embarcar para
parte alguina porque ha quarratena em todos os
portos e os vaporea que aqu tocam nao recobem
malas.
fiymnaailo Pernambarano-A contar
de 13 do passado, fui prorogado por 30 dias o pra
zo para inscripelo doa candidatos cadeira de
hngua ingleza do Gymnasio Pernambucano, que
se acha cm concurso.
(umpiinlila de paqjuele* do Par
fleo A contar do 1" do conente at 31 de Ja-
Ibo prximo esta compauha reduzio o proco de
suaa passagens de 1* clasae 36 a. 15 d., ida e
volta, do Reeife luglaterra, validas por 6 me-
ses, afim de facilita" a vjfita Eipoaco Colo-
nial de Londros no corren* anno.
Cadver de recen nawcidoHmtem
pela manb foi encontrado be ira do caes, na
ra ds Capibaribe, o cadver de um recera-nas-
cido, o qual, recodado pela polica, foi mandado
sepultar, depois de vistorado.
I diaitrietoA junta apuradora do l*ds-
tricto eletoral, reunida h mtem no P,.<> da Ca-
imra Mun'cpil, fia aomma doa votos obtidos
pelos caudidatoa cm 2 escrutinio, e expedo di-
ploma ao Sr. Dr. Antonio Goucalves Ferreira.
A Moda Illuttrada Des e jornal das fa-
milias, publicado pela Livrana Fluminense doRii
de Janeiro, acaba de chegar o nume o deste caes.
Alera de muiUs gravuns em ac intercaladas no
texto, traz um figurioo colorido e urna estampa de
bordados e moldes.
Semana Manta Na matriz da Boa Vista
no correo te anno bavero os actos da Semana
Santa.
Na Urde do dia 20, no quarteirio Riacho do
Me, porteneente districto d Ligo i do Erayg-
dio, Antonio Baptst. dos Santos vulgo Caxiado
ferio mortalrnente con ama punhalada a Vctor
Ferreira dos Santos por alcunha Progo, que ficou
segundo a partcipacao oficial do subdelegado d'es-
ao ditricto, em perigo de vi la. O asaassino eva-
d i se. A autoridade competente comparecou m-
mediatamento no lugar do siuistro o procedeu as
n 'cenaras deligencias.
> Dicidade de G iranhuns, onde se achava, che
gou hmtem, 5 horas da tarde, s compinhia
equestre da qual director o Sr. Jos Smygdio da
Cruz, o nulo prodigioso que tanto tem sabido ele-
var-se polo importante trabalho de sua profls^So
de articta.
Hoje deve ter lugar j c imevo do circo eqtr'S-
tre, no largo da reir onde tem de funceiouar a
cjinpanhia do Ando prodigioso cjino geralm
conhec:da.
A ultima hora. Neste momento, 12 horas da
mmbS, chaga-n.s a n .ticia de haver fall eidoii 4
horas da madrugada ue hojo o infeliz Vctor Fer
reir da Santos, victima da facada que recob:u
na tarde do di i 20 do corrento Ist) que agora ao
verifica, era par ua previsto, segundo o estado do
infeliz Vicente, brbaramente assassinado. H je
tardo ter lugar o examo cadavrico
O noaso estad sanitario excedente.
Club Comnaercial Entente. E' na
noite de 6 do corrent qu iati sociedade ofFcrece
aos seas consoci is o sarao d i orreiomz. A'
julgar pelos eaforeos da digan Jiroctoria, prova-
vel que tonha grande aniraacao.
lOUe.EtFectuar-se hilo:
Hoje :
Pelo agente Pestaa, ao o.ei i di i
gario Tenorio n. 12, de pr dios.
Peio agente Modesto Baplista,
ra do Bam Jcaua n. 9, de predios/
Pelo agente Pinto, s 11 horas, na ra do Mr-
quez de Olinda ns. 49 e 51, de miu tazas, fazeu-
das, chapeos, armacSes, etc.
Pelo agente Sveira, da 11 horas, na ra do
Imperador n. 16, do um aitio uo Arraial.
feh agente Gusmdo, s 10 1/2 horas, na ra do
Vsconde de Goyanaa n. 215, da averna ah sita.
Pelo agente Al/redo Gtiimar&es, s 11 horas,
ra de Bom Jess n. 45, de predios.
A man ha :
annoa, aoltera, Saat,-iUmio j tubrculos pul-
s.
27 _
Peruambuco, 7 dias, S. Jos ; convul
Mara
ses.
Jos tt drigues, Portugal, 48 annos, viavo, Boa-
Vista; el-ma do figa lo.
Auna de Jess, Pernambuco, 4 anuas, solteira,
i-Vista; aueunsma da
Anna Mari i de Jos
n i -u> do Vi
i 11 horas, na
Bxamea preparatorio Eia o resulta-
do dos exames de historia prestados hontem na
Facnldade de Direito :
Plenamente 2
Approvados 911
Serlo chamados a rame de historia hoje, oa
seguintes estudantes :
Alfredo da Silva L>yo.
Antonio Maiques da Costa Ribeiro.
Antoni i Martiniano Veras.
Antonio Piros GalvSo.
Antonio Vctor de 8 Barreto Filho.
Arthur Barbilho Ucha Cavalcante.
Augusto Octaviano d- Souza Jnior.
Be iiardin i Joa Alves Maia.
Dionisio Goncalve8 Maia.
K'lmunda Pedro Caacao.
Eduardo de Aquino Fonseca.
Elpidio Barbalho Ucha Cavalcante.
Supplentes
Ezequiel Franco de S Jnior.
Francisco da Rocha Salgado.
Gustavo Krxuse.
Horacio de Aquino Gaspar.
Joao Alvares Pereir Lyra Janlor.
Joao Olyapio Theodoro da Sirva.
Joao de Oliveira Le te.
Joao Thom Alves Guiraaraes.
Joaquim Guedea Correia Gondim.
J< aqaim Nunrs Ferreira Coimbra.
Jos Bonifacio do Amaral e Mello.
Jos Gaspar Loyo.
Inquerlto policial O Sr. subdelegado
do districto da Torre reraetteu hontem ao Dr. juiz
de direito do 3o districto criminal o inquerito a
que proceder contra Joa Francisco Gomes da
Silva, ex-pra$a do corpo de polica, casado, por
ter raptado e offendido o pudor da menor Mara
da Conceico daa Florea, de 14 annos de idade.
Km prego e oflelo* de Juwtlea
O Sr. J. Gmmaraes, da corte, acaba de editar
urna obra com o titulo ndice Alphabetico da Le-
gislaeao relativa aos empregos e oficios de justi
ca, consolidada pelo decreto n. 9,420 de 28 de
Ab.il de 1885.
As duvidas o qoestSes que sobre o assumpto
surgiam quasi diariamente, agora remdiadas pelo
supracitado decreto, serio mais depressa esclare
cidas pelo ndice Alphabetico, pois quem o con-
sultar economisar tempo e estado.
Agradecemos a remeesa que nos tez o editor de.
um exeraplar.
en aera e o que querera 1 Infor-
mam-nos que um individuo, cujo nome nao noa
souberam diser, anda deshoras a bater oas por-
tas de casas de familias, aem diser o que preten-
de, mas querendo a todo o transe airar, o que as
tras bastante assostadas.
Em a noite de sabbado andou elle pela roa de
8. Goncalo e na de domingo pelas dos Prazeres.
Uonvt* qf poHcia procure descobrir o tora e como meio de iliuminaco, das applicacoes
que delta bao sido ou podem ser foi tas e das van-
tagens econmicas quo della resultara).
< Osestrangeros que quzerem tomar parte nos-
te concurso devero remettdr seus tiabalbos, im-
pressos ou manuscriptoe, ao ministro da agricul-
tura, industria e obras publisas em Bruxellas,
antes do 1 de Janeiro de 18S9. Nao ser adrait-
tida edicaoa'guraa nova de obra impressa que nao
contenha modificaces e accroscimos importantes,
e que nao teuha sido publicada, como os demais
trabalhos concurrent a, no periodo estibolecido,
e .1 arante us aun .a 185, 1886, 1887 ou 1888. Os
ti'abal .os pidem sor cscriptos em qualquor dis
linguas sogmntes : france, fiamongo, injlez, al
lemo, italiano e hespanhol.
A obra a que couber o premio ser publicada
no correr di auno que a.' seguir ao aito da en-
tregH.
Lombra-se por ultimo que o julgamento do
concurso competir a urna commisaio designada
por S. M. o ro dos Belgas, a qun I ser constitui-
da por 7 membros, sendo 3 belgas e 4 de differeu-
tes quididades. >
Paquete Rio .DegroEste paquete soflren
em Mont>-vde) um i exploso de k rosene. O Dia-
rio do Rio Grande d sobre o tacto a seguiute in
formacao :
O vapor es tava pre tea a sahir quando um
seu marinh.-iro deaceu ao poro das tintas a bus-
car urnas laut. ras. Riscou um phisphoro para
acender urna, a quando tratava de procurar outra
de que u. cesstava, deu-se a exploso, (cando o
trip liante horrvelmente quemado.
Do ex une a que se procedeu verficou-se ter
si lo a exploso devida a urna lata de agua raz, que
rebentou com tal violeucia que abatan todo o
uavi i.
Oa estragos f ram importantes.
Da proa s ficou a chapa do ferro da roda de
pro i, tendo voado todo o con vez, sem se ter encon-
trado nuitas das capas de ferro.
Do paquete Rio Paran aecudram prompta-
mente os soccorros, que junto aos prestados pela
gente do Rio Isegro, conseguio ae extinguir o in-
cendio que j comecava a lavrar.
Calen.a-so que os reparos de que carece o va-
por ievaro um mez a concluir.
O marinheiro que deu causa ao desastre veio
uo Rio aran e foi recolhido -anta Casa de
Misericordia.
O seu estado grave.
Proclamas decasamento-Na matriz
da Boa-Vista em 28 do mez prximo fiudo, foram
lidos os seguintcs :
Dr. Lindulpho Ernesto Alvares com Mara Mag-
dalena Freir Gomero.
LuizCranq iilino Alves da Silva com Benigna
Leocadia Menezes Mus.
Antonio Francisco Barbisa Ribeiro com Gui-
Ihermiui Lina Win lerloy.
Samuel llalliJay com Lidia Mara L nraing.
Joo Pahheco com Rosa Mara da Conceico.
Joo Francisco Paes Barreto com Mara Rufina
du E'oirito Santo.
Lerain se na matriz do Corpo Santo, no
mee.-uj dia, os seguintes :
Victoriano do Arago Ebla com Amelia Bap-
ti si i da Costa.
.1 laqoiin de Souza Lomos com Mara Jesana
Ko I ;ues.
J Se .crino Tavora de Arrudaom Paulina
Ba usa do Rocha Santos.
i'beophilo Augusto de Ase vedo Souza com Ma-
ri na Ztilmira Pinto.
ilowpital PorlniueiO movimento daa
ei crinaras deste hospital durante a semana finda
foi o seguinte :
Existiam em tratamento...... 19
Entraram................... 3
Pe'o agente Briio, s 11 horas, na ra do Impe-
rador n. 46, de dividas c de um sitio no Porto da
Madeira.
Pelo agente Pestaa, s 11 hjrag, nj armazcm
do Aunes, de ceblas e chauncas.
Peto agente Silveira, s 10 e 1/2 he ras, raa das
Triucheiras n. 16, de movis, loucn, vidros e qua/i
dros. (
Quinta-fejra : m
Peto agente Alfredo Giurnaries, s 10 e 1/2 ho-
ras, na ra da Amisade n. 1, d ; movis, louca, vi
dros, etc.
Peto agente Briio, s 11 hutas, na ra dj Impo-
rador u. 16, de dividas.
Peto agente Burlamiqui, Ja 11 horas, ni ra do
Imperador n. 22, de predi n.
Minnaai tanetore*. -Serio celebradas :
Hoje :
As 7 hirna, na matriz de S. Jos, por alma de
O. Mara do Lemos do Figueiredo; s 8 1/2 horas,
na Soledade, por alma de loo de Souza e S ; s
6 1/2 horas, no convento do Carina, por alma de
. Helena Borenger Zloccovich ; s 6 horas, na
igreja da Peona, pir alma de D. .Mara do Carmo
de Souza Vi auna.
A ni iiih :
A's 7 hiraa, no Corps-Sauto, por alma de Joao
de Soasa e S; s 7 horas, na Peuha, por alma de
D Julia R)drigups d .a -antas
Sexta-feira :
A's 8 horas, no Carmo, par alma do coronel
Francisco Manoel de Souza Oliveira; s 6 horas,
oa matriz do Cabo, por alma de Jos Paulo do
Reg Barreto.
Pa *ageiro. Eutradoa dos portoa do sul
no vapor nacional baha :
D. Jos ?ereira da .-jilva Barros, biapo d'O,in-
da, Mareos Jos Ricardo, Luiz Peona, engenheiro
Julio da Silveira Vianna, Dr. Jos X C. de Mon-
donga, Thoresa de T. Cordeiru, Mara E. Dias
Fernand-a, Fiaueisco V. Martnez, F. Pierrek,
Joo F. S Peasoa, Jo>qaim de Oliveira. Joaquina
Theresa Martins e 1 filho, Vicente M. Nunea e sua
familia. Octavauo Suzart, Urbano Noves, Fruc-
tuoso B. Ventura, Dr. Jos O. doa Santos, Dr.
laaias C. dos Sanios, Thomaz Guerrero, Julio de
Brito, Deolindo Jos Cardsao, Dr. Sales Barbosa,
Augusto dos Pasaos Cardoso, Wenceslao de O.
aorta,
ssus, Pernambuco, 26 anuos,
a,Iteira, Boa Vujta ; tuoorculos pulmo^ros.
L,na mnlhor, 5) ann .a, S. Jos; repoitina-
m-uto. '
28
Jos Luis R birn, Pernambuco, 18 annos, sol-
tnri, Kcifo; tnbdrca o, pu limares.
Bnia Carolina 1. rmsso) e Silva, Penambu-
co, 35 .nnos, solteira, Santo Aut nio; tubrculos
pal.oooares.
Jos Ferreira de Oliveira, r.-rnau buco, 45 an-
u>8, viuva, Boa-Vista; diarrha.
M .noel Nnue, ,ia Silva, Pernambuco, 49 annoa,
viavo, Boa-Vista; gastro entente.
Manoel Joaquim do Sant'Anna, Pernambueo, 49
annoa, solteira, Boa-Vista ; auemia.
Joaquim Ventura de Asis, Partgtd, 30 anuos,
sdtei: i, :5,a Viata ; in.nn.-ni
Mana, Pornambuca, 5 mesas, S. Jos ; entero
c .lite.
Mara Juvenoia la Ciueeici, Pcruambdco, 40
annos, aolteiri, Sant l -Aui ni i; febre remittente.
Vileiim, Pernambuco, 7 annus. S. Joa ; fe-
bre perniciosa.
INDICARES DTEIS
edicoN
Coiiinltorln oaediiM cirurzico In r
Pedro de lltaiiy !< I. I>. Mowcoao A
ra da doria n. 39.
O do ato- Misaz. \& isoosaitas cotos os
as uteis. tas 7 as 10 horas da nanhR,
Bate ':oasitori.) i>tfe?ro)".i i :j n'no'lid.
lo de podar ate ser onrVh c es
ainaao, te b w i p,>r emtr.
> meio da s 'i bsraa I tanre ser e
i)r. Moscmo eocoatrastb no trrelo p^p
;.- da Or.i'iirk ande rtmoctom as
peoflo de sa' da porti. Para qaalqaer
|/i listes doofl pumos poderlo ser -iiri^r
s chamados por aorta om indicadas hor.is.
Dr. Miguel Themitdo tjuIou s a ;onsul
torio ms lico e resileucia para a ra Nova
u. 7, 1. aadsr, sude d consultas das 12
lior is s 3 da tarde e r.ice ie challados a
bunlquer hora. Eapociada ios -pirtos, fe
bros, syphilis e molostias Jo pulma e co-
raco.
Dr. Barreto Smpalo Ja coasultas J- 1
s 4 horas da tarJe, ra do B.r.o da
Victoria n. 45, 2 andar, residencia ru
'o Riachuelo n. 17, canto da ra do Pirea.
Advocado
Joo Francisco leixeira toin o >ea cs-
criptorio ras J> Imp-ralor n. 42, 1.
ndar pode ser procurad em sua profis-
so, das 10 l liora la ;arde.
O bachirel Benjamn Bandeira, ra. do
Sahiram curadas.....
Falleceu.............
Ficam em tratamento.
22
4
1
17
22
Assumio o exercicio de mordomo na semana
(;ne hontem teve comeco o Sr. Antonio Pedro de
>>usa Soares.
Villa de Correales-?m 23 do mez Sirio
c creveam-nos desta villa o seguiute :
Somos forcados a levar ao dominio publico
im facto que na verdade nao deve por principio
.igum ficar no veo da imptrnidade, principalmente
iea#s como foi pratieado por urna autoridade que
i > menos por amor ana reputaco e carcter nao
lovera jamis concorrer directamente para a pra-
tica d'ellj e ncm to puuco jactar-su depois de
pratical o.
Eilo:O indi vida) de nome Jos Paulo que
na nite de 9 do cerrente ronbju violentamente do
engenbo Lontrs, de pr.ipriedad do Sr. GKudcueio
Feneira de Andrade Nina ueste termo, um boi
manso do va'or de 140&000 fui preso em flagrante
delicto cui o districto policial da Soledade as Ala
gas. e deu-lhe fugao respectivo subdelegado tenen-
te Antonio Correia de Aiaujo Jnior, que antes lhe
formara o auto de flagrancia e o competente in-
querito policial !
No dia 12, e no 2. districto policial d'este
termo, Laga do Emygdio, no sitio denominado
Risada, travaram-ae de razos Manoel Antunes,
Manoel Xavier e Jacintho Severino, que, depois
de renhida e duradonra luta resultou aabir Ma-
noel Aatunea mortalmente ferido com 3 facadaa
das quaes se acha gravemente enfermo. Somente
Manoel Xavier toi preso nm flagrante tendo eva-
dido-ae Jacintho Severino. Contra ambos est o
subdelegado d'aquello dis rcto p'ocudendo noa
termis do inquerito policial, coma determina a
lei.
Tambora no dia 12, em plena roa d'eata villa,
foi capturado o recolhido cad-ia pelo zeloso e
activo delegado 1. aupplente deste termo, Esperi-
dio Pinto Correia, o audacioso bandido Vicente
Ferreira de Mello, ^ue est pronunciado em crime
de furbo de eivallos no termo 1> Bui^ue.
< No da lo, es te ve entre nos o nosso estimare I
conterrneo Joo Ouarte Filho, o mimoso poeta
qne tanto se tem distinguido em anas prodoestes
poticas. Durante as 34 horas de demora aqu
eateve hospedado na casa do Sr. Augssto de Mo-
raes, sea particular amigo que o recebeu de modo
mui digno e catalleiroso.
F. Costa e aun seuli ira, Luis L. Wanderley, J. H
Grauns e sua acnhora, M. Pastora, 1 neta e 5 cna-
das, M#noel F. de Oliveira Cavaquinho e sua se-
uhora, Joo Pendo, Pedro Loureiro, Dr. Alfredo
Alves de CaVvalhoj Fortunato Amaral, Leaudro F.
Quiraaraes, Jos A. de M. Bastos, Jos Francisco
da Silva Braga, Antonio Braga, Joanna Braga,
Dr. Pedro L. da Silveira, A. Alves, 2 prac .a do
exercito e 1 ex-praca.
Sahidos para o norte no vapor nacienal Ja-
cuhype :
Jos di Oliveira Basto, Francisco de Amorim
Leao Marieta Vauhau e 2 pracas de policia de
Sorgipe.
jloteria da provlnela Quinta-fera 4
de Marco, se extraliir lotera n. 41, em bene-
ficio da matriz de Garauhuns.
No consistorio da igreja de Nosaa Senhora da
Conceico dos Militares, se acharo expostae as
urnas e as eapheraa arrumadas em orden nome
rica, apreciaco do publico.
Mercado Municipal de H. Jase. U
movimento deste Morcado nos .lias 28 de Feve-
reiro e 1 do crente, foi o seguiute:
Entraram :
63 boia posando 9.197 kilos
430 kilos de peixe a 20 res 8600
23 taboleiros a 200 res 4*6001
37 cargas de farinha a 200 ria 7400
15 ditas de fructas diversas a 300
ris 44500
28 Suinos a 200 ris 54600
Foram oceupados:
41 columnas a SOOiis 254200
88 tafias. V. n verds a 1*000 88*000
40 ditos se ditos a 24 804000
82 compartimentos de taiinha e co-
midas a 500 ris 414000
125 ditos, de legames a 400 ris 504000
32 compartimentos de suino a 700
ris 224400
24 ditos de ressuras a 600 ris 144400
Imperador n. 73, 1. ao ar.
Jos Bernardo Gtaloao AlcoJ'orado Ju
nipr contina no ezeroicio i sin profissao
de alvogido, e ple ser pleural no es
eriptorio de seu pai, ra 1. Je Mirgo
o. 4 1. nndar, das 10 horas rlri manh
s 3 du tara .
Henrique Milet. Ra do Imperador n.
'2, 1. andar. Enearrega-se de quustos
as comarcas prximas as linhas frreas.
D1-. Oliveira Escorel, promotor pu-
blico, tein seu escnptorio de advogaci na
ra Primeiro de Margo n. 2.
Jos Bandeira de Mello advogado
ra do I operador n 37.
Wrouarla
Furia, Sobrinho & C, drogustas po:
attacado. Ra Mrquez de Oliud a. il.
Francisc Manoel. ia S.na % C. debo
itarios de tod^s as issjjjcialida'ljs pliarrn*
uutii'As, tintas, drogas, productos chitn-:'
e medicainentos homosopaticos, ru Ho Mar
ssjss] de Olinda n 23.
Serrarla a Vapor
Serrara a vapor e oficina de carapina
.le Francisco dos Santos Mi-.-lo. caes de
Capibari M n. 28. 7ta. grani^ ostabele
iaooto, primoiroda provincia s'san g>,
aero, coiupra-sc e vende-se madeiras de
todas as qualidades, serrase madeiras de
conta alhoia, assim como se preparaaa obras
de carapira por machina e por precos sera
competencia.
Muilanea
O bacharel Pedro Qadiano Ratis e Sil
va, mu (ou sua residencia da Estrada de
O correspondente, se npre somoambulando, so-
ndan urna V'Z que pisara em brasas; eugmo'. s#
pisou sobre espahoa, tanto qne ferio os pea.
IJepoia estrauhou quo o velho Piu, tendo nm p-
rente crimiuoso, l para as bandas da Parahyba,
fosee em'irado para suodelegado aqai. O correa-
p -ii lent>, pin' rtar t, mo catar no mearno caso,
isto lannm Igum par-ute criminoso?
E' bom ua-' reapnid.T pola negativa, porque na
Ilha de Itamaruci, em Dezembro de 18 -4, houve-
rana cousas.... Deus me perde.... Maa o que
quer; as noasas lea nao adinittem des ,uitac3o te
parentesco.... fio que se ha d* fasor ?
Aventurou tamoem o escripUr quo Elias Correia
de Quoiroz be achava procoaaado n'esta villa por
crime de rapto e defljrainento. E' falao.
Diz se processado o individuo que tom contra si
alguma pronuncia, porque proceaso sem pronuncia
vale tanto quanto p le valer o corr. spoudento.
E' ver lade que elle foi denunciado por um pio-
initjr demittido. teodo sido ess.i denuncia rece-
bida por um juiz sem vara, mas o verdadoiro juz
i ni id i; a asan para o qae dovera ser, e assim
ficou.
A pr iposito dease criin", ao o corresponaeute
aoubosae das coliman o doa sobre ealtoa qu-: causa
a i sea vis ms, quando falla em rapto e defiora-
monto. estara om a ana viola no sacco, soore es-
te ponto. Mas assim o quer, assim o tenha.
Anda um segundo Elias aecusado pelo cor-
responde, ito por naves cocadia pello Oomicia-
ii.Marit la C mee i cao, aecuaando-.-e. tambo
subdelegado por nao ter foito inquerito p dicial
coutrii o assassino. Como so poderla abrir tal in-
qucnto .-e crime era de SOBJU particular, zx vi
do corpo de deneto que ae foz, e a ofieodida offe
r. e' i d 'Comento dispensando o favor da loi ?
Veo tamb.'ir o corr.-ap ladate com u r.a histo-
ria, que baptiaou onn o nome dohistoria de Ina
olotoe na achrismaremos om o de historia de
caroxinha, oa qua! aasegura quo um crimiuoso em
duplcala casara n i matriz, aos olhos da polica,
que cga e sarda. Esta taraban ti'ra o cunbo
Ja falsiilade. Anacleto, tendo raptado umra moca
para casamento, mand iu pedir ao R.^vd. vigario
para celebrar 0 acto em uai aitio, f.-a da villa. O
bom pastor, conhecondo a necessidade di roalsa-
cao do consorcio, la foi o o .-ffoctuou, sem pompa,
nem oste?.tac3o, < fioou com a conscencia pora,
porque compro, como simpro, o seu dever.
Nao deu ao eorresp mdente, sam lhe dar, conta
dease seu proce limeulo porgue S. S. em nada se
ente.ide com o eccleciastico.
E saiba d'esta.
Vamos agora a h'storia do ve'ho Xand. Este
nosso amigo, victima sempro da sua reconhecida
boa f, foi desde sua infancia conservador, fazen-
ilo, na comarca do Lim eir, onde naaceu, figura
s ietrM entro os seu; amigos e correligionarios.
Tendo perdido urna soffri vel fortuna emigreu para
eata villa, on lo achou-se n i precisa do aceitar o
cargo de eacrivo da collectoria provincia', que
lhe offcrec.'U o aeu afilhad) Jio Barbosa, passnn-
do depois a ser collector interino. Neste carcter
tevo a felicidad.: de lany.tr mo doa dnheiroa p-
blicos para emprestar certa quantia ao chefe
praieiro, q'.e nunca mais Ih'a re3tituio. Por este
ni itivo deixou ello de prestar suas coutas, dando
lugar :i i| i, "xactores da fazenda maadassen
pnnl'l o. lato foito .moa militas vezes o cor
repond''nt ehorar a abre elle, lamentando seme-
Ihuito infortuiii i. E oa pr.'los do Jornal do Reei-
fe gemeram a valor.
Agora, depois que o pranteado collectorfoi sol-
t, por habeos corpas, o votou com o seu partido
o conservadorcahiran sobre elle aa iras do cor-
respondente, queja o chora, e antes o pragueja.
Como sao as couaas d'este mundo !
Quando o eorreapondence esporava que o velho
capitao ainia podesse dar-lhe um voto, o achava
bom, merecedor quo os amig- o Bxssaasssssi da
priaao, livraudo o daquella triste situacao.
Agora, depois que diaaapararam-se as lluses o
veilio ruim, peoulatario, c sobre elle chama se
at as vistas do re, nao ficanlo santo na corte do
c.o, quo nao foase invocado !
Ora bolas.
E quer o publica conhecer o typo deas i corres-
pondente das Arabias ?
Lea o seguiute
Toca a meta da perfidia
Arvorado em ouvidor
Veste a capa da patranha.
Alionando o pudor.
R"imncia a honestidado,
Eoqu-eonHo a loaldade
E que tal a caricatura ? !
Fevereiro, 20 de 86.
Os dous Elias.
(j-puina
Joao de Barros para a ra Velha de Santa
Rila m. 29.
Deve ter sido arrecalada ueste dia a
quantia de 351 700
Precos do dia:
Carne verde a 4(10 e 600 li kilo
Suinos a 560 > 800 ris dem.
Catneiro a 800 e 14 ris dea.
Fariuha do 36) u 60J rea a cuia
Milho de 24') a 360 ris dem.
F.jo de 640 a l280 ris deis.
Matadouro Publico. Foram abatidas
no Matadouro da Cabanga 54 rezes para o consu-
mo do dia 26 do correte mes
Lotera do Rio A 3'parte da lotera n.
195, do novo plano, do premio de 100:000*000,
ser extrabda no dia 3 do Marco.
Os bilhe'es ae* iin-se 4 venda na Casa da For-
tuna ra Primeiro de Marco.
Lotera Rxiraordlnnrtn do ipl
ranaO 4o e ultimo aorteio das 4 e 5 series
desta importante lotera, cujo maior prem i de
150:000000, ser exfahida a 9 de Abril.
Acham-se exposto a venda os restos .1 s bilhe-
tea na Casa da Fortuna A ra Primeiro do Marco
B 23.
Lotera do Ceara de HOOiOOOSooo -
A' 6" sene d'esta grande lotera, cojo maior pre-
mio de 250:000*000, se extrahir impreterivel-
mente arnanh 3 de marco, aa 2 horas da
tjn-de.
Os bilhetes acham-se venda na Casa da For-
tuna, a ra Primeiro de Marco n. 23.
Lotera de Macelo de SOOtOOOjsOOO
A 17* parte da 11 lotera, cajo premio grande
de 200:0904000, pelo novo plano, ser extrahida
ropreterivente hoja 2 da marco s 11 horas da
manb.
Bilhetes venda na Casa Felis da praca da In-
decencia na. 37 e 39.
Cemilerio publicoObtuario do dia 26
do correte:
Damiana Mari i da Conceico, Pernambuco, 15
anuos, solteira, Reeife ; tsica.
Joo Francisco de Barros, Pernambuco, 40 an-
noa, soltoro, Boa-Vista ; tubrculos pulmonares.
Joaquim Theodoro de Suuia, Pernambuco, 20
annos, sotteiro, Boa-Vista ; tubrculos pulmonares.
Joo Francisco Braem, frica, 61 annos, soitei-
ro, 8. Jos; leao cardiaca.
Firmina Maris do Nsscimento, Pernambueo, 84
PBLICACOES 1 PEDIDO
Vcrtcole*
O correspondente d'esta villa para o Jornal do
Reeife, qua pelo abanar das orelhas, to onhe-
cido aqu como o burro velho maxambomba, raudou -
ae, agora de fresco para A Promncia, tasondo, ha
25 dias, a sua primeira exibicao.
Esteve bonito, aoberto, suceulonto mosmo!
Apresentou se com urna oollecco de petas, ou-
tra de pilherias, e concluio a acea com una reque-
broa taee, qae provocou o riso a rauta gente se-
ria.
E' que o gaiato j tem percorrido umitas trras,
e l pelas margena do Nilo aprendeu cousas quo
os m irtaes c de cima nunca hao de aprender.
Alm d'isto elle mermo por sua organisacao,
muito pilberico e edgracado; tem mosmo muito
sal, quando falla ou escrere, e at grande em
geaticulacoes. Por exemplo : qnando elle qnT, w-
xi, como se lhe faltasse em urna das pernas uns
10 on 12 centmetros do oseo. As vesos finge-so
ronco, como se bouvesse comida graude qiiantidado
do aranha. E' um vontrioquode foija. Ora d ri-
sadas como qualquerpaidalua; ora chora que pa-
rece um crocodilo; e finalmente o rapaz tai curv
tas e danea conforme lhe tocam.
Anda mais : o marreco tamoem somnmbulo,
e em tal estado aonha, muitaa vezes, qae sethor
de engenho.
Entio, vemos o nosso curinga gritar pelas
ras, como ae estivesae entre sensatas.
Esta scens magnifica, mesmo de faser estou-
rar barrigas. Maa nos, qae nao noa achamos em
theatro, devemoa variar de assum ito, passando-nos
para o serio.
E l iremos, principiando pelo principio.
Aqni, nesta nossa boa trra, nao torsos tido ha
annos farcas eleitorars. A qae foi representada
pelo mercador de Limoeiro, em 1878, parece nos
tor sido a ultima, porquanto apparecen logo dep)is
o systema de eleicee directas, e de ento para c
temos constantemente observado a mais hvre ma-
nifostaco do voto ; tanto que durante a situacao
praeira vimos aempre triumphar aqu a chapa
guubir. Mentio, por tanto, o cerres-ondente quan-
do fallou em farcas eleitoraes.
Outro ponta Nada vemos de extraordinario no
facto de torera procurado a cadeia os dous crimi -
nosos de que se oceupou o correspondente. Um
d'elles, segundo S. S. mosmo afErma, trata de de
fender-se no jury, o outro na Relaeo. Nao ha na
da mais natural. Recorrem done tribunaes de
justica, e nao de indulgencias, como quiz insinuar
o correspondente.
A linguagi'm virulenta com quo so procurou
malsinar esses dous individuos toi exteraada ex
temporneamente, visto nao eatarem elles con-
demnados por sentenfja rrevogarel.
Par ora era anda cedo; tanto assim que um su o-
delegado de policia,(que nao menos honrado que o
correspondente, prestou flanea em tavor d'a inelle,
cajo proceaso s sdmtta; e disto podem saber o
publico e o governo, pois que nao bicho de tete
oabtfM.
Toado sido victima de urna grande vio-
lencia na noito do dia 4 do corrente mez,
quando acabava de casar-me na igreja do
Carmo, desta cidade, abstuve me de vir
imprensa verber_r, como mereca, esta
acto de canibalismo, nao s era rospeito
uiiiih i pessoa, de rainha mulher o soa
familia, como porque, tendo meu sogro
procedido como clevia, condemnando at a
desastrada offidosidade de seus amigos,
que ni.tis pare-oram iniraigos pelo acto que
praticaram, era meu dever nao trazer pu-
blicada le um facto que, por todas as con-
sideray3s, convinha ficar sepultado no s-
len.io.
a Provincia e o Jornal do Reeife, po-
rm, nao entenderam assim, e tem espe-
culado com o facto para urdirem intrigas
mesquinhas e fazerem poltica nos mesmas
propocr3es.
Nao eslranliando o procedimento do pri-
meiro desses rgaos de pubhcidade, por
qua todos lhe conhecem o vezo de atacar
o injuriar torto e a direito, nao posso
deixar de admirarme do que em tao in-
conveniente cruzada tambe m se empenhas-
se o segundo, que tem pretencSes a jornal
serio e imparcial.
O pudor e o decoro da familia nada va-
Icram, quer para um, quer para outro, a
arabos se tem atirado torpe cspeeulacSo,
um por condemnavel espirito de partido a
outro, talvez por srdida ganancia.
Em taes condifSas, sou fergado a vir
imprensa, nao para travar discussoes, mas
siinplesnento para formular alguus protea
tos.
Nao posso consentir que, a proposito da
meu casamento, corram sem contestacao
minha, calumnias que t n sido atiradas
contra o respeitavel vigario desta fregue-
sia, o padre Joo Marques de Souza, e
contra amigos a quem muito prezo e ros-
peito.
O vigario Joao Marques de Souza cele-
brou o uieu casamento em virtude de or-
dem superior, e nunca por raim lhe foi tai-
ta paga alguma, conforme se disse pela
iraprensa. E' muito honesto esse digno
sacerdote, para que aceitasse tal paga; e
eu muito o respeto para que pretendesse
dala.
Tamben nao exacto que o casamento
tivessa sido feito com aspirtas do templo
fechadas. Tomou se cau'ella, quando em
grita e araeac.vlor se aproxiraou um grupo
de de8ordeiros, quf teve a estulta pretencio
de impedir esse casamento, vindo frente
desse grupo, armado, o Sr. Jueundino,
filho do Sr. collector provincial desta ci-
dade e outros, sendo que aquee, aprovei-
tando se do solamente em que entao me
achava, cobrio-me de ameacas e de insul-
tos,
Dero tambera declarar que as nicas.
pessoas que me acompanharam igreja
foram meu pai e um cunhado, e que por-
tante, mais urna falsidade a ssseveraclo
que aadam faneado de que aasistiram ao
meu casamento os Drs. Bellarmino, Nilo de
r-
I
I




ILEdJB I
t


Diario de Pernambuco---Terfa-feira 2 de Mar^o de 1386
/
Miranda e Juveacio do Aguiar, os ltimos
do* quaes se achavam na occasiSo em am
saru, e o primeiro em sea engenho, de
onde a voltou dous dias depois.
Finalmente, cumpre-me asseverar que a
poltica nada tere que ver com esso a:on-
tecimento, e ditso tenho a prora as ma-
nifestares de sympathia de alguns adver-
sarios poltico 3, meus amigos pessoaes, e
na reprovacSo dos meamos ao acto viol ti-
to de que fui victima.
Feitos os protestos e declaracSes, que
ah cam, e que eram para mim um dever,
declaro mais que nao pretendo voltar a tao
desagradavel assumpto.
Goyanna, 27 de fevereiro do 1886.
Jos Joaquim Gomes de Souza.
6 Sr. Peixoto continuo da Facol-
dade de Direito
Em um artigo publicado na Provincia, e
escripto por um candidato taboqueado pela
Parahyba, o Sr. Peixoto inreste contra o
ilkstrado Sr. Dr. Seobra.
Estara no escriptorio do Illm. Sr. Dr.
Seabra quando o Sr. Peixoto l foi offore-
cer-lhe o roto para o Conselhero Theodo-
ro, e duvi lando o Sr. Dr. Seabra da sin-
ceridade de tal offeracimento, o Sr. Peixo-
to pediu-lhe que lhe desse urna chapa mar-
cada.
Foi o que se passou, em presenta de
quantos esta va m na occasiSo. O publico
que julgue.
Convencido de que o Sr. Dr. Seabra nao
responder ao Sr. Peixotv, porque ha ac-
cusajSes que nao merecem resposta, e es-
tando na occasiao em que tere lugar a oc-
currencia narrada, quero prestar um prei-
to a rerdade, com a presente publicajao.
Caetano Pereira de Britto.
t
L-^^X/^J^/^J^;
A HFHORt
DE
Mara do Carao Soasa
vianaa
Trigsimo dia de seu passamento
Lembranca de sua amiga
GLICEBIA J. DA FONSECA VENTURA
Recife, 2 de Marco del 886
~M!Tino(SiriinI!
A' Nova Hamburgo
Approxima-se a poca do Carnaval.
Commissues esto ah de dia para dia snr-
gindo com o fim de ornamentarem diver-
sas ras desta cidade para os tres dias de
regosijo, e de folguedos.
Pela cscolha dos distinctos cavalheiros,
que as compara, de presumir que esses
festejos sejam pomposos e esplendidos, e
se tornem dignos da Veneza Americana.
Consta nos, que os Srs. Amaraes, pro-
prietarios do estabelecimento modelo Nova
Hamburgo, deram ordem para prepara-
ren) o mesmo com magnificencia, gosto e
luxo para nesses tres dias, e noites beip
receberem o nosso publico, que ali fr pro-
curar distrahir se, o divertir se.
O elegante, e linde tbeatro est a co
brir-se de sedas, veludo, eouro, para tor-
nar-so na potica expressao, mas verdad oi-
r, um brinco de fadas.
Presentemente o jardim .soffre na sua
ornamentado grande alteraco, j adqui
rindo novas e odoriferantes flores, cujos
ps em garbosos jarros attestajn a luxu-
riante, o imponente vegetacSo dos trpicos,
e j presentando um elegante repucho,
que na sua concara concha reoebe a agua,
que serpenteando por cima de cscalas
produz murmurio agradarel ao ouvido,
e deslumhra vista.
As galeras, os salo; Literaes, o da
frente do edificio estao ser primorosa-
mente adornados.
Os mirantes, e bem assim o Icrraco,
que adornando a frento do edificio, offe-
reee ao publico lugar agradavel e ameno,
donde se pode descortinar grande parte da
cidade, e o CapibariLe coroado por tres
magnificas pontos, esto passando por urna
reforma total, quer na mobilia, quer nos
adornos, que lhes serven de decorayilo.
Consta nos, que os Srs. Amaraes, pro-
pietarios da Nova Hamburgo, e que at
hoja nao so teem poupado despezas para
tornaren este edificio o primeiro da A-ne-
rica, o o nico igual aos primeiros da Eu-
ropa em tal genero, esto resolvidos con-
tinuaren nosta intenco, r.omtanto quo o
nosso publico, assim como no anno passa-
do, corresponda com a sua concurrencia
sua boa vontade.
E' de esperar que o nosso publico, por
mais urna vez se saia bellamente, como
de seu costume, de um tal convite-compro
misso.
Quanto nos preteadera.js, so at l
nao foranos embargados pela ceifadora
Parea, ir ao som da boa msica a lou-
ra e sonhadora filha da Gormania voar na
toalsa,, o fleugmatico miss, filha de Albion
Janear o slo, a morena e garbosa ssnorita
dansar o seu bolero ao ostalar das casto-
uholas, a dengosa e arrebatadora bahiana
rasgar o seu Inndl, e a pernambucana de
cungte cheiroso chorar o seu fadinho !
Evoh 1 E rira o Carnaval !
O velho Anselmo.
riUma casa em Hamburgo j ligada com o Bra-
zil, desejando relacoes com a cidade de Pernam-
nimbuco, convida por esse as pessoas que quei-
ram oceupar-se introduzila como representantes.
dirigirem as snas oflVrtas sob H 08988 aos Srs,
Hasseusteing Vogler, em Hamburgo.
Desmentido solemne
Tendo chegado ao meu conhecimento que em
Palmares e Agua Preta tem se dito que romp mi -
nlias relacoes com os meus amigos Srs.: Joaquim
Verissimo do Reg Barros e Augusto Cesar da
Suva Freir, o que nao me passou pela imagina-
cao, venho dar um testemunbo ao publico de que
mantenho a molbor amisade com aquelles amigos
pelo modo mais cordeal.
Fique assim desmascarado esse novo embuste e
confundido o sen autor, afm de que nao prevale-
cam mais tricas e ardis semelhantes.
Kecife, 26 de Fevereiro de 1886.
^^^^^ Barco de Na* artlh.
Fados e nao palavras
Aoi que te desejam tratar ser eomprmetler a
laude com preparados mineralgicos.
Nesta typograpbia e na rus Direita n. 43, 1.
andar vende-se tinturas homeopatbicas para ino-
fensiva cura das seguintes molestias : asthmatico,
anda mesmo bronehitico; eiysipela, enxaquecas ;
intermitentes (sem o em prego do fatal quinino);
toiac convulsa, falta de menatruacio ; cmaras de
sangue : esfricos ou inetnte ; dores de liantes ou
nevralgas, metrorragia ; vermfugos, deotico e
convulses das criancas ; tudo manipulado de her-
vaa do pas.
Assim como tratam se escrofulosos em qualquer
grao e gommatosos.
---------------acoas-------------
LIBOBITOBIO
11
n
Dr. Silva Brito, medico clnico do Maranho
tendo pratcado ltimamente nos principaes hos-
ditacs de Pars e de Veuna d'Austria, onde dedi-
cou-se especialmente a partos, molestias de mu-
lheres e de craucas, offerece seus servidos ao res-
peitavel publico desta cidade, onie flxou sua resi-
dencia.
Podo ser procurado do meio dia 3 horas da
tarde no seu consultorio roa larga do Rosario
n. 26,1" andar, e om outra qualquer hora do dia
ou ita note l ra da Imperatriz u. 73, sua res-
dcucia.
Dr. Gerqneira Me
MBDICO
Tem o seu escriptorio a ra do Mrquez de
Olinda n. 53 das 12 s 2 horas da tarde, e desta
hora em diante em sua residencia A ra da San-
ta Cruz n. 10. Especialidades, molestias de se-
nhoras e criancas.
-------------^aooo------------
Advogado
bacharel Jeronyrao Materno Pereira de Car-
valho, tendo deizado o cargo de juiz substituto dos
feitos da fazenda. advoga nesta capital c fora
della e tem seu escriptorio ra Duqub de Caxias
n. 55, onde p le ser procurado das 10 horasjda
manli s 3 da tarde, e Km destas cm sua resi-
dencia ra de Domingja Tbeotonio n. 39, a
qualquer hora.
OCULISTA
Dr Brrelo lompalo. medico oculta
ex-ch ft de clnica do Dr. do Weclcer, d consula
tas el,, i s 4 horas da tarde, na ra do Bara
da Victoria n. 45, segundo andar, excepto nos do-
mingos e dias sanctifcados. Residenciarea de
Riachuelo n. 17, canto da ra dos Pires.
-----------------fiSQOQCr.----------------
Conoltorio medico-eirurglce
O Dr. Estevn Cavalcante de Albuquerque con-
tinua a dar consulta medico-cirurgicas, na roa
do Bom Jess n. 20, Io andar, de meio dia s 4
horas da tarde. Paras? demais consulta e visi-
tas em sua residencia provisoria, ra da Aurora
n. 53, 1 andar.
Ns. telephonicos : do consaltorie 95 e residencia
126.
EspecialidadesPartos, molestias de crean
cas, d'utero e seus onnexos.
C, Heckmann
Usinas de cobre, iato e bronze e de
m-
Golitzer Ufer n. 9. Berlim S. O.
Espeefalldade:
Constrae^o de machi-
mas e apparelhos
para fabiicas de assucar, destillaccies e re-
finacoes com todos os aperfecoamentos
modernos.
INSTALLAQAO DE:
Engentaos de assncar completos
Estabelecimento filial na Havana sob a
mosma firma de C. Heckmann.
C e San Ignacio n. 17.
laicos representantes
Haupt Gebru'der
EIO DE JANEIRO
Para informales duij.imse ai
Pohlman &C
HO MOGO P ATII ICO
DE
FREDERICO CHAVES JNIOR
MEDICO E PBARltACBUTICO H01UBOPATHICO
Ra do Baro da Victoria n. 39, 1. andar
EDITAES
G Dr. Adelino Antonio de Luna Freir,
official da imperial Ordem da Rosa, eom-
mendador da Ordem Militar de Nosso
Senhor Jess Consto de Portugal, juiz
de direito, de orphaos e ausentes nesta
cidade do Recite o seu termo capital da
provincia de Pernambuco por Sua Ma-
gestade o mper.idorf etc.
Faco saber a qum interessar possa, que na pri-
meira audiencia d'este juizo, no dia.2 de Marco
vindouro, sor vendida em praca publica, urna ca-
sa terrea cm bom estado, edificada de t.jollo e cal,
cuja casa tem 2 portas e 1 janella de frente, 2 sa-
las e 4 quartos, 2 salas para jantar, 2 quartos fra
um em frente ao outro, quintal grande e murado,
e porto no fundo, cacimba, tenao a casa de lar-
gura G metros e 60 centmetros e de fundo 13 me-
os e 65 centiwetros, o quintal 7 metros de frente
e de extonso 27 metros o 60 centmetros, solo pro-
prio, avaliada em 1:5004, espolio da finada Caro
lina do Reg Barros.
E para constar inandei passar este edita!, que
ser publicado pela imprensa o affixado no lugar
do costume.
Dado e passado nesta cidade do Recite, aos 24
de Fevereiro do 1886.
Em t.'mpo : a propriedade situada na Casa-
Forlo, fragnezia do Poco.
Eu, Francisco de Siqueira Cavalcante, escrivo,
subscrevi.
Adelino A. de Luna Freir.
sJE para que chegue ao conhecimento de todos
interessados se passou o preseate que ser affixado
no lugar do costume e publicado pela imprensa.
Paco da Cmara Municipal, 1 de Marco de 1886.
Eu, Jos Rufino Climaco da Silv*, secretario,
subieren.
Thomat Garcet Paranhos Montenegro.
1 Seccao.Secretaria da Polica de Pernam-
buco, em 1 de Marco de 1886. Edital.--Achando-
se recolhidos Casa de DeteneSo os escravos Jo-
s, de Manoel Clementino Al ves, Rosendo da Luz,
do Manoel Gomes da Silva, Silvestre, de Felicia-
no de tal, Areelino, de Jos Mondes dos Santos
Vieira e Pedro, de Antonio dos Sanies Coelho,
assim o faco publico de ordem do Illm. Sr. Dr.
chefe de polica, afin du que sejam reclamados
por seus senhores dentro do praso de vinte
dias que Ibes fica marcado j sob pena de
erem considerados abandonados e e atreges ao
juiz competente.
Secretaria da Poli.-ia do Pernambuco, em 1 de
Marco de 1886.
O secretario,
Joaquim Francisco de Arruda.
COMMERCIO
Bols? commerclal de Pernaiu
buco
Recife, 1 de Marc) de 1886
Aa tres horas da tarde
C'o'MCes oificiaei
A poli ees provinciaes do valor de 1:0004 e juros
de 7 0/0 ao anno, ao par.
Cambio sobre Para, 30 d/v. com 5,8 0/0 de des-
cont.
Na hora di. bolsa
Ve,ide;am-se :
5 apolices provinciaes de 1:0004.
P. J. Pinto,
Presidente.
vJandido C. L. Alcof irado.
Secretario.
tiENDIMENTOS PUBLICO*
Mes de Marca de 1836
i
Dr Tristo Henriques
Costa
ua da I niao n. I 5
saltas das 11 s 2 horas.
Chamados a qualquer hora.
Telephone numero 54.
iijimimDa 1 24:379J441
RaCMjmoaiiDs 1 3:5344428

Ciasotioe aoTciALue 1 3-320685
8cm DBanueaDe 1 3:7124991
alteraqao'da PAUTA
Para a semana de 1 6 de Marco de
1886
AJgodSo em rama, 446 rs. o kilo.
Assucar branco, 246 rs. o kilo.
Alfanaega de Pernambuco, 1 de Marco de
18%.
Os conferentes,
J. J. de Miranda.
Saymundo F. de O. Mello.
IDESPAOHOS DE IMPORTACAO
Vapor inglet Warrior, entrado de Liverpool o
Liaba nodia 27 do correte consignado a Saun-
dres Brothers & C, manifestou :
Carga d Liverpool
Ancoras de ferro 15 a C. C. d* Costa Moreira
Arroz 150 saceos a Rasa *. Queiroz, 208 a Pai-
va Valente 4 C, 300 a Fern .ndos ic Irmo. 100
a Domingos Cruz & C., 100 ordem.
Amostras 6 voluntes a diversos.
Ac 13 volnmes a Res & Santos, 3 a Miranda
ce -Seuxa.
Arcos de trro 91 feixes a Vianna Castro & C
409 aV. Necsen,124a Miranda k Souza.
Agua mineral 18 caixas ordem.
Alpiste 40 saceos ordem, 10 a Souza Basto
Amorim & C, 10 a Fernn les & Irmo.
Barras de ferro 1,270 e 485 feixes ordem 10
a W. Halliday & C.
Barrilha 10 tambores ordem.
Biscoutos 5 caixes a Rosa ic Qneiras, 10
Femandes & Irmo.
Chapeos 1 ca i Jo a Adolpho Se Ferro, 2 a J.
Cbristiani & C-
Ch 15 grades ordem, 6 a Rosa ce Queiroz, 2
a Jote Joaquim Alves & C.
Canela 10 caixas ordem.
Cevada 16 barricas ordem.
Cidra 20 caixas a Domingos Ferreira da Silva
& C, 15 ordem.
Cervrja 40 barricas a Fernandos da Costa &
C. 55 e 50 caixas ordem, 20 barricas a Fer-
nandos & Irmo.
Conserva 34 aixas ordem.
Calcado 2 caixoes a Albino Cruz & C.
Chumbo em barra 400 a Companhia de Beben-
be, dito de munica ') barris ordem.
Correias de couros 1 caixa a V. Neesen. I
Corrente de ferro 1 a C. C. da Costa Moreira
& C.
Canos de ferro 27 feixes e 1 barrica a Reis &
Santos, 26 teixes a F. J. A. Guimares, 16 a Sa-
muel P. Johnscon & C, 2 a Prente Vianna &
Companhia.
Chapas para fogo 36 a Miranda & Souza.
Drogas i volume a A. Pinto da Silva, 15 a F.
M. da Silva & C, 3 a Rouquayrol Freres, 3 a Ma-
noel A. Barbosa successor.
Enxadas 88 barricas ordem, 29 a W. Halliday
& C, 25 a Prente Vianna & C, 60 a A D. Car-
neiro Vianna.
Estopa 3 fardos a Amorim Irmos & C, 5 a
Pereira Carneiro & C, 19 a The Central Sugar
Factora of Brasil.
Enxofre 20 barricas a Samuel P. Johnston ce C.
Estanho 8 barricas a A D. Carneiro Vianna, 10
a Prente Vianna 4 C, 20 a Samuel P. Johnaton
eC.
Elstico 1 caixa a Prente Vianna de C.
Fio 2 fardos a Samuel P. Johnston C, 4
ordem.
Folhas de ferro 45 ordem.
Ferragens 180 volnmes ordem, 4 a Albino Sil-
va de C, 2 j. A. D. Carneiro Vianna, 1 a A. dos
Santos Oliveira, 76 a Cardozo & Irmo, 12 a W.
Halliday & C, 3 a Reis Se, Santos, 19 a Prente
Vianna & C, 6 a Vianna Castro & C, 6 a Miran-
da & Suza, 23 a Samuel P. Johnston & C.
Folhas de Flandres 30 cunhetes a A. dos San-
tos Oliveira.
Genebra 40 caixas a Rosa ce Queiroz, 10 a Jo-
s Joaquim Alves ce O,
Louca 8 gigas a Souza Nogueira & O.. 58 e 8
barricas ordem
Linha 10 caixas a Salazar & C. 18 ordena, 16
a Oliveira Basto ce C, 13 a M. Joaquim Ribeiro
S C, 2 a F. de Azevedo & C.
Lona 3 fardos a W. Halliday & C, 4 a Prente
Vianni. Se C.
Machinismo 7 caixas ordem.
Mercadorias diversas 2 volnmes a Manoel Joa-
quim Ribeiro, 2 ordem, 1 a Eugenio & Vieira, 1
a Machado & Pereira.
Objeclos para gas 14 volumes, a Empresa do
Gas.
Movis 5 caixes a A. D. Carneiro Vianna.
Objectos paranavio 2 caixas a C. C. da Costa
Moreira & C.
Oleo de linhaca 3 barris a A. Pinto da Silva, 11
ordem, 5 a Beltro & C, 12 s J. C. Levy & C,
5 a C. C. da Costa Moreira k C.
Objectos para escriptorio 2 caixas ordem.
Pimenta da India 20 saceos a Pereira Valente
6 C, 10 a Rosa & Queiroz, 15 a Fernandas da
Costa C.
Prego 70 caixas ordem.
Provises 29 caixas ordem, 4 a Rosa & Quei-
roz.
Papel 44 caixas e 6 fardos ordem, 4 a Joio F.
Gi do Cumio d. 10
Oculista
Dr. Ferreira da Silva, con-
sultas das 9 ao meio dia. Resi-
dencia e consultorio, n. 20 ra
Larga do Rosario.
Juizo de ausentes
O Dr. Adelino Antonio le Luna Freir, of-
ficial da imperial ordem da Rosa, coin-
meodador da real ordem militar portu
gueza de Nosso Senhor Jess Christo,
juiz de direito de orphaos e ausentas nes-
ta cidade do Recite e seu termo, capital
da provincia de Pernambuco, por S. M.
o Imperador.
Faco saber pelo presente que sao chamados os
senheres dos escravos abaixo declarados para fa-
zerem neste juize as declaracoes necessarias, no
praso de 20 das depois do que se proceder na
forma do art. 6 g 4 da lei n. 2,040 de 28 de Se
tembro de 1881 o arta. 75, 76 e 77 do regulam'nto
de 13 de Novembro de 1872.
Joaquina, de Laurentino Ferreira Pimentel.
Isabel, de Mara Francisca do Amor Divino.
Febronio, de commendador Joo da Silva Reg
Mello.
Elias, de Paulino da Costa Leite.
Jos, de Maneel Clementino Al 'es,
Cyprian de Vieira de tal.
Vicente Amaro, de Jos Theatonio Pereira de Car-
valha.
Dado e passado uesta cidade do Recife dos 26
de Fevereiro de 1886.
Eu, Luiz da Veiga Peesca, escrivo, o subscrevi.
Adelino Antonio de Luna Freir.
Edital ii. 79
O inspector geral da instrueca publica manda
fazer constar a que n iuteressar, que em virtud-?
de determinaco da presidencia do 13 do corrente
mez, se acha prorogado por 30 dias. a contar da-
quella data, o prazo marcad i para a nscripco
dos individuos que pretender.in entrar en connur
so para o previmento da cad'ra d.i lingua ingleza
do Gymnasio Pernambucano, deve ido os seuli res
candidatos ter em vista as dispo'ic 'a dos rticos
76 I 4, 77, 78 1 -". 7J .82 di n-gu-
lamento orgnico do ensina |-iiUieo, transcriptos
j no edital n. 723 de 14 dejuiciro prximo pas-
sado.
Secretaria da instrueco p'iblica ie Peinambii-
co, 27 de Feveniro de 86,( secretario,
Pergentino S. d.- *rnj.i nlv i
DECLARACOES
Companhia Amphitrite
A direceo da companhia Ampitrite convida
os senhores accionistas para a reunio da assem-
b a geral, afim de apreciarem as respectivas
contas e elegerom os futuros membros da commis-
so fiscal. A renno se efiectuar no salo da
Associico Commercial Br-neficcute no dia 11 de
marco proxinn, s 11 horas da maoh.
Pela companhia Amphitrite,
O3 directores,
A. M. de Amorim
M. J. da Silva Guimares.
Joaquim Lopes Machado.
la
De ordem do Illm. Sr. iuspeetor, faco publico
que, peranto a seseo da junta do dia 4 de marco
prximo vindouro, se recebem prop staa em cartas
fechadas, para a compra de um touro, um jnten-
te e um ca neiro que se tornarn necessarios ao
presidio de Fernando de Noronhs, para a procria-
co da raca oesses animaes all existente.
Secretaria da Thesouraria de Fazenda 1* .'er*
nambuco, 27 de Fevereiro de 86.
O secretario,
Luiz Emyglio Pinheiro da Cmara.
Thesouraria de Fazenda
De ordem do Illm. Sr. inspector, faco publico
que perante a sesso da junta, de 4 de marco vin-
douro, recebem-sc propostas para o arrenlamento
por tres anuas, do armazem n 7, sito no Forte do
Mattos, pertencente Fazenda Nacional.
A chave do referido armazem se acha n;sta re-
particao e ser dada a quem o quizer examinar.
Thesouraria de Fazenda d3 Pernambuco, 27 de
Fevereiro de 1886. O secretario,
Luiz Emygdio P. da Cmara.
Paciflc Sleaui Savigation Com-
pany
Para facilitar sas senhores viajantes que dese-
jarem assistir a exposico colonial de Londres no
corrente anno, esta agencia fari a redueco se-
guinte, a principiar do 1 de marco 31 de julho
prximo futuro.
1 classe, ida e volta para Inglaterra, bilbetes
validos por seis raezes 36. 15. O.
LOiuuii.ii:U l'iieiiix 'cniaiiiiiii-
eata
Os sniores accionistas sao conviiados para a
assem'ola geral ominara, que dever ter lugar
no dia 10 de muu; pmxiinn, a l hora da tarde, no
eseriprorio da companliia, ra do Commercio 1
A convcatelo tem pj- fim :
a pnmeira
O Dr. Thomaz Grarcez 1' i'.unw Almtciie-
gro juiz de direito pr-si lente daj.inta
apurador.i do Io distri t >, ni iiup>(di
Jl
ment do
ote. etc.
Faz saber a quem interessar
deudo se hojo a apuracao ect:-
lugar no dia 8 do mez de Feve.
Io distri t>, 11 1
de dir it i di iis
amigo,
n*ssi unn proce-
11 Iiv t f)1;.' fen
11 ..11 un uicin-
III 1 '.aCIU-
de Almeida, 4 a Domingos Ferreira da Silva & C.
Qucijcs 1 caixa ordem.
Salitre 30 barricas a Samuel P. Johnston & C.
Tijolos de limpar tacas 60 caixas ordem, di-
tos pro va de fogo 1,000 4 ordem.
Tecidos diversos 176 volumes ordem, 15 a Je-
siino A. Fernandes, 76 a L. A. Siqueira, 16 a
Joaquim Agostinho i C, 19 a Narciso Maia & C,
12 a Agostinho Santos & C, 3 a Guerra & Fer-
nandes, 2 a Francisco Lauria & C, 16 a A. Vieira
& C, 176 a Machado & Pereira, 1 a Guimares
Irmo & C, 19 a Goncalves Irmo & C, 1 a Ro-
drigues Lima & C, 6 a Loureiro Maia & C, 4 a
D. P. Wild & C, 7 a Bernet & C.
Tintas 11 barricas ordem, 35 tamborea a C.
C. da Costa Moreira & C. 105 a Beltro & Costa.
Trlhos de ferro e pertenece 1,974 a Cardoso &
Irmo.
Vinho 12 caixas ordem, 14 aos consignatarios,
49 a A. F. de Oliveira & C.
Vidros 4 volumes a F. J. A. Guimares, 1 a P-
rente Vianna & C, 50 ordem, 2 a V. Neesen.
Wisky 40 caixas a Adamson Howie & C.
Zarco 10 barricas a C. C. da Costa Moreira
& C.
Zinco 1 barrica a W. Halliday & C, 2 a Sa-
muel P. Johnston 4 C.
Carga de Lisboa
Azeite de oliveira 52 caixas a Baltar Irmos & C,
1 a Souza Bastos, Amorim & C.
Bagas 4 barricas a Goncalves Pinto & C.
Cascanhas 2 caixas a A. Jos da Costa
Carne em conserva 1 caixa a Jos Joaquim Al-
ve & C, 1 a Jos da Costa, 1 a Manoel Joaquim
Pereira.
Feijo 10 saceos a Silva Gi'imares & C.
Impressos 1 caixa a Landelino Rucha.
Luvas 1 caixa a Papoula & O
Lages 184 a E. A. do B.irros Franco.
Palha de milho 1 caixa a Antonio Pereira da
Cunha.
bro da Asscmbta l'roviucial e u
tinio den o r sultado segninte:
Dr. Antonio Goncalves Ferrfir
Dr. Jos IsiJ >ro Martins Juuiu;-
Dr. TheodoiO Martins Jnior
Dr. Martins Jnior
Dr. Joe Maria Ramos Gurjo
e 3 cdulas en branco.
Pelo que resolveu a junta co::f.;iir di,
Dr. Antonio Goncalves Ferreira.
743
T/JG
1
1
]
na, 75 a Reis Santos, 24 a Olio Ujhcrs Succes-
sor.r
Salmn 12 barricas a Manoel Jo*i dos Sant s.
Tecidos de algodo 10 volumes a Cramcr Frey
&C.
Toucinho 30 barra ordem.
Vidros 11 volumes a Bernardiuo ua.'e Cnc-
pos & C.
Deliberar sobre o inventario e c ntas da admi-
nistra cao.
Procrder as eleices de que trata
lurte di. 2" do rt. 30 dos esto lutos.
Pernambuco, 22 de fevereir 1 de S6.
Pela c iinpanhu Fhcuix Pernambucina,
Os admi.i stradores,
Luiz Duprat.
Manoel 1 Jomes du Mattos.
J >.o Jo? Kolriijin-a Mendrs.
i' Glwr.". fio 8mi.\ Arca.". BUliF/.
dmciliaca) ao norte di, Brazil
De ordem do Sr. presidente Ja Babt.*. Cip .
roto aos >'ti. ocios s u compirecimento r.i tde
ra do Cabula tcrca-/c:ra 2
de n j-.s ib trab.
lo c urente, s G h iras di tarde, a.nde preceder-
se tilica",
li cite, 1 uemarf) Je 1886 E.-. Y.\
Vasco da Gama.
S.c.-.
DESPACHOS DEEXPaiAGAO
Em 27 de fevereiro de 1836
rrn o exterior
No vapor iaglez EUen Greave*, carregou :
Para Genova, J. S. Loyo & F h > 50 saceos
com 3,750 kilos ue assucar mascav ..o.
No vapor iaglez La Piala, <-irregou:
Para Lisboa, P. Carneiro & C. C) saceos com
45,000 kilos de assncar masjav:n|j ; Eu :enlu
Central 612 ditos com 48,966 ditos de dito.
Na barca portugueza Novo Silencio, carre-
gou :
Para o Porto, M. Lima & C. 200 saccas com
18,167 kilos de algodo ; J. P. Lob) JO saceos
com 693 ditos de paina de seda.
Para o interior
MOVIMENTO DO P08T< >
Navios entrados no dia 28
New-York e escalas 25 dias, vapor in-
glez Therezina, de S3 toneladas, com-
iuand?nte J. Kmpehorn, equipagein 28,
carga varios gneros ; a Jjlinston Pater
& C.
Cear e es-aLa 13 dia?, hiato nacional
Deus te Guarde, de 90 toneladas, capi-
Pedras 4 a Amorim Irmos & C. 25 a Joaquim
M. de Souza, 1 a J. J. Goncalves Basto.
Palitos 10 caixas a Silva Guimares 4 C.
ftardinhas 20 caixas a Paiva Valente & C.
Vinho 30 pipas, 60/5 e 20/10 a Sonzs Bastos,
Anorim C, 33, 15/5, 10/10 a 1 encapado a An-
tonio Maria da Silva, 7 e 40/ a Silva Guimares
& C, 7 e 36/5 a Alheiro Oliveira 6t C, 9 e 5/5 a
On stes Travassos & O, 3 barris a Umbelino Fer-
reira, 15/5 a Joe Joaquim Alves & C.
Viragre 10 pipas e 25/5 a Silva Guimares
t i}., 10 c 25/5 a Souza Bastos, Amorim & C.
Vapor inglez Therezina, cntiado de New York
no dia 27 do corrente e consignado a Johnston Pa-
ter & C, manifestou :
Banha 20 barris a Dias Pinheiro & C, 150
ordem.
Bren 3) barricas a Vianna Castro & C.
Cadeiras 1 caixo a H. Stolzemback & C.
Conservas 12 caixas a Manoel Jos dos Santos.
Ferragens 50 volnmes a Reis & Santos, 12) a
Miranda Se Souza.
Fogos da China 30 volumes a Fernandes c Ir-
mo.
Farinha de trigo 700 barricas a Pereira Car-
neiro & C, 667 a Machado Lopes & C., 333 a Lo-
pef & Irmo, 150 a II. Nuesch & C.
(Jraixa 11 caixas a Gomes do Mattos Irmos
5 a Dias Pinheiro & C. '
Mercadorias diversas 4 volumes a Otto Bobera
8u ceasor, 3 a Ferreira Monteiro dt C^ 40 a Ji
Sbilzemback & C, 1 a Guimares Irmo & C.
Maizena 20 caixas a Dias Pinheiro & C.
Ps de ferro 100 feixes a A. D. Carneiro Vian-
No p-itacho hollandez Afeme, carregou :
Para Porto-Alegre, P. Carneiro i U. 32") cac-
eos com 24,375 kilos de assucar branco c 93 ditos
com 6,795 ditos de dito mascavado.
Ni patacho nacional Cacique, e.rregou :
Para Porto-Alegre, O. Travasso & U. 200 vo-
luaies com 15,733 kilos de assucar branco.
Na escuna allem Htnriek', carregou :
Para Pelotas, T. de Azevedo Souza 26 ) barri-
cas com 23,120 kil >s de assncar branco e 40 ditas
com 4,350 ditos de dito mascavado.
No navio hespanhol Dos Hermanos, carre-
gou :
Para o Rio Grande do Snl, Azevedo & Maia
4,000 cocos, frncta.
No vapor nacional acuhupe, carrregou :
Para Penedo, B. Magalbes 2 barricas com 120
kilos de assncar refinado.
No vapor nacional Bahia, carregou :
Para Mauos, H. liveira 30 barris com 2,880
litros de agurdente o 40 barricas com 2,355 kilos
de assucar branco ; Braga Gomes & C. 10 barris
com 960 litros de agurdente ; P. Alves & C. 35
barricas coji 1,365 ditj kilos de assucar branco:
J. R. Lima 2 barris com 190 litros de agurdente
e 4 barricas com 940 kilos de assucar refinado ;
Baltar Irmos & C. 75 volumes com 4,007 ditos
de dito branco.
Para Mar inbo, F. A. de Azevedo 20 barricas
com 800 kilos de assucar branco e 10 ditas com
900 ditos do dito mascavado ; P. Alves 4 C. 20
ditas com 800 ditos de dito branco ; J. Camillo 70
ditas com 3,722 ditos de dito mascavado e 50 ditas
com 2,950 ditos de dito branco.
Para o Para, J. A. da Costa Medeiros 43 barri-
cas com 1,623 kilos de assucar branco.
= No brjue nacional D. Francisca, carre-
gen :
Para o Pai P. Alves & C. 100 barricas com
13,101 kilos de assncar branco.
No hiate nacional Conexo de Natal, carre-
gou :
r"Para Macuhyba, Anurim Irmos & C. 100 sac-
eos com farinha de mandioca.
Na karcaca Lindo Paquete, carregou ;
Para Parahyba, J. Baptista 600 saceos com fa-
rinha de mandioca e 50 ditos com 3,750 kilos de
as mear branco.
tilo Antonio A. da Silva, equipagem 5,
carga algodao e sal; a Bartholome
Lourenco.
Tamandar c Rio Formozo 12 horas, va-
par nacional M'tndahu, do 222 tonela-
das, comraandanta Souza Libo, ejuipa
gem 19, em lastro; Companhia Per-
nambucana.
Santos 13 dias, ba<*ca portugueza Isolina,
de 271 toatlidas, eapitao Manoel Perei-
ra da Silva Barboza, equipigein 11, em
lastro; a Silva Guiuarites & C.
Parahyba3 dias, bn'gue portuguez Sobe-
rano, do 242 toneladas, capito Jos
dos Santos Librioha, equipagem 10,
em lastro; a Pereira Carnero & C.
Cadix30 dias, brigue sueco Bore, de 221
toneladas, eapitao J. Anderson, equipa-
gem 9, carga sal; a H. Lundgren & C.
Rio do Janeiro17 dias, barca norue-
guenso Navigator, de 530 toneladas, ca-
pillo E. S. Sven;hes, equipagem 12,
em lastro ; a Borstelmann & C.
Navios sahidos no mesmo dia
New-YorkLugar americano Carrie L.
Tyler, eapitao John Peny, carga assu-
car.
Mandos a escalasVapor nacional Bahia,
commandante Aureliano Izaac, carga
varios gneros.
Bahia e escalas,Vapor nacional Jacuhype,
commandante Francisco Alves da Costa,
carga varios gneros.
Navios entrados no dia 1
Valparaizo e escalas-22 dias, vapor in-
glez Galicia, de 254 toneladas, comman-
dante J. B. Park, equipagem 93, car-
ga varios gneros; a Wilsons Sons <& C.
Buenos-Ayres e escalas12 dias, vapor
inglez La Plata, do -2069 tjneladas,
commandante (A. H. Dyke, equipagem
92, carga varios gneros : a Adamson
Howie & C.
Porto -37 dias, barca portugueza Minho,
de 292 toneladas, eapitao Manoel Fran-
cisco) Villar, equipagem 10, oarg va-
rios gneros ; a Loyo Filhos.
Rio de Janeiro -15 dias, brigue sueco
Frite, de 242 toneladas, capiiao L. Tills-
tron, equipagem ,8, em lastro ; or-
dem.
Rio de Janeiro15 dias, patacho inglez
Isabella Balcn, de 301 toneladas, ca-
De ordem da Illma. Cmara faz-se sciente as
pessoas interessadas que nos dias abaixo declara-
dos sero abertas as catacumbas tambem infra
mencionadas que nesse dia terreinam o prazo final
concedido para a conservaco dos cadveres nel.
las inhumados.
Dia 1 de Maio do 1886.
Pergentino Je [Miranda PimentelSanta Rita
n. 6 ao norte.
Dia 3
Leonor Maria do Couto Belmont Cmara n.
23 A.
- Dia 6 '
Manoel da Fonseca da Costa Campos-Csrmo
n. 14 de l..
- Da 7
Domingos Joiquim Ribeiro Soares-Carmo n.
25 ao norte.
Joanna dos Sactos VillacaCmara n. 1
- Dia 8
Maria do Patrocinio da RochaLvramento n.
16 de 2.V
Dia 10 -
Rosa do Nascimento Accioly LinaCmara n.
5(N).
Flora Minemna do Reg BarrosCmara n.
19 (N).
-Dia 11
Bernardo de Souza LeSo Filho-Cmara n. 16
ao nascente.
Dia 12
Francisca Delphina de Melli Galvo Santa Rita
n. 15 de 1.
Dia 13 -
Joscpha Maria da Rosa LopesS. S. do Recife
n. 11 ao poente.
Maria Carlota de Oliveira Santos S. -Cmara
n. 6.
- Dia 14 -
Capituliua de Jess Soares=Chagas n. 2.
Dia 15
Vctor Cysnero do MelloPassos n. 1 ao po
ente.
Manoel Amaro da Costa CabralCmara n. 6
ao poente.
Orrnida Leopoldina ac SouzaSanta Rita n. 21
de l..
Dia 17 -
Damiaua Landelina Pereira S S. de S. n. 11
ao norte.
Dia 78 -
Manoel Rodrigues das NevesEspirito Santo
n. 3 de 1'.
Ann-i Joaquina de Oliveira Quintella Santa
Rita 11. 2 de 1.'.
Manoel Rodrigues Pereira JniorLuz n. 39 A.
. Dia 19
Jos Ferreira Gomes da SilvaCmara n. 39 A.
Dia 20
Francisco Jos de Araujo -Terco n. 68.
Da 22
Jos Francisco de Salles Dutra Cmara n. 17
a o nascente.
Da 23 -
Celso Augusto Pereira da Costa- Cmara n. 16
ao poente.
Guilhermina Pulchera de Lima MelloSS. de
S. Jos n. 10 ao norte.
Miliano Barbosa da SilvaS. Benedicto n. 20.
Dia 24 -
Domingos da Cesta MoraesLuz n. 16.
Juvenal Jos da Silva--Camara n. 12 (NJ.
Simplicio Rodrigues Campello--idem n. 11 (N).
Dia 25
Martinha Bezcrra de VasconcellosCongrega-
do n. 7 ao norte.
Dia 26
Joanna Florinda de Gusmo Lobo VitalSanto
Antonio n. 30 (N).
Dia 27 -
IJaliu.i Mara da Oonceiclo Chagas n. 4.
D.a 28 -
Semino Jos da CostaTerco n. 87.
GVmirerio Publico do Recife, 27 de Fevereiro
de 1886.
O administrador,
Jos Maria de Araujo.
!UUU UU U
Tendo dr se entregar 111 dia 25 de marco vin-
douro algumas cartr.s il lib rdade, convda-se aos
interessados i comp-irecerrm a' o dia 8 do mes-
mo miz de marco, do meio dia at s 3 horas1 da
tarde, na ra do V/gario n. 4, l" andar, ondeen-
contraro com quem tratar. Recife, 21 de feve-
reiro de 86.
j
C. C E.
Club Commercial Eulerpe
sarao em e de Marco delSM
Dd novo scientifico aos Illrr.s. Srs. socios que
realisar-se-ha o sarao que as proporciona esta 30-
ciedade na noite de 6 do corrente mez. Os Illms.
Srs. socios queiram procurar seus ingresaos em
mo d.i Sr. tbeseureiro.
Secretaria do Clnb Commercial Euterpe, Reci-
fe, 27 de Fevereiro de 1886.O 2o secreterio, Joa-
quim Leito,
pililo I. H. Ross. equipagem, 8, earga
sal; a H. Lundgr. n & C.
Buenos-Ayres -15 dias, lugar americano
llanrahan, de 439 toneladas, eapitao E.
VV Cowkson, equipagem 8, em lastro;
ordem.
Buenos-Avre3 23 dias, barca ingleza
Sunshsicc, de 349 toneladas, eapitao W.
Foumes, equipagem 9, ora lastro ; a Bor-
cwell d C
Terra-Nova 35 dias, lugar inglez Sum-
beam, de 195 toneladas, ca.iito R.
Woolgard, equipagem 10, carga baca-
lho; a Saunders Brothers & C.
Buenos-Ayres 34 dias, barca ingleza
Milo, do 692 toneladas, eapitao J.
L-irvg, equipagem 10, em lastro; or-
dem.
Rio Grande do Sul 17 dias, origue dina-
tnarquez Haabet, de 227 toneladas, ea-
pitao H. J. Duhn, equipagem 7, carga
xarquo a Baltar Oliveira & C.
Pelotis -19 dias, patachj nacional Pelo-
tense, de 193 toneladas, eapitao Antonio
A. de Azevedo, equipagem 8, carga
xarque ; a Baltar Oliveira & C.
Laguna28 dias, patacho nacional Alvaro,
de 1G6 toneladas, eapitao Jos Moreira
dos Santos, equipagem 7, carga farinha
de mandioca ; a Amorim Irmos & C.
Buenos-Ayres 24 dias, brigue inglez
Bessie, de 341 toneladas, eapitao L. B.
Buck, equipagem 8, em lastro ; or.
dem.
Maco -8 dias, hiate nacional Geriquity,
de 45 toneladas, eapitao Jos H. da
Sil reir, equipagem 5, carga sal; a Ma-
nad Joaquim Pessoa.
Navio sahidos no mesmo dia
Sonthampton por escalas -Vapor inglez
La Plata, corjmandante A. H. Dyke,
carga varios gneros.
Liverpool por escala Vapor inglez Ga-
licia, commandante J. B. Park, carga
varios gneros.
BarbadosBrigue inglez Bessie; eapitao
L. A. Buck, em lastro.
VAPORES ESPERADOS
Marinho Visconde da Bahia a 4
Par do norte a 5
Gironde da Europa a 6
Mandos do sul a 8
VUle de Bahia da Europa a 9
Pernambuco do norte a 12
Finance de New-Port-Newi a 12
ESbe da Europa a 12
Espirito Santo do sal a 16
Tomar do sal a 16
Hamburg de Hamburgo a 20
Neva ,1 do sul a 24
*
J



Diario de PernambneoTcrja-feira 2 de Marpo de 1886
**
'

Empresa Telephonica Bonrgard
Tendo deparada no Paix, folha que e publica
no Bio de Janeiro, coin um telegramma, que d'aqui
ira expedido, disendo ter o Exm. Sr. conselheiro
Costa Pcroira Jnior, mandado interceptar no
dia 16 de Fevereiro prximo pastado a communi-
caco telephonica para a freguezia do Monteiro,
cumpre-nie declarar na qnalidade de grente des:a
empiesa, que inexacta semelhante noticia.
Recife, Io de Marco de 1886.
Antonio do (.'armo Almeida.
Obras Publicas
De ordem do Illtn. Sr. engenheiro chefe e di-
rector da repartico das ODras Publicas, faco pu
buco que, em virtude da autorisaco do Exm. Sr.
coaselheiro presidente da provincia, no dia 12 do
corrente, ao meio dia, recebe-aa nesta repartira
propostas para a execu^o dos reparos urgentes
da ponte de Motocolomb, oreados cm 1:950$.
O orcamento e inais condicas do contrato se
achara nesta secretaria para serem examinados
pelos senhir s pretendentes.
Becretaria da Repartico das Obras Publicas, 1
de Marco de 1836."
O secretario,
7oao Joaquim de Siqueira Varrjdo.
Arsenal de Guerra
O conselho econmico das companhins de apren-
dais artfices e operarios militar','?, precisa con-
tratar os objectos abaixo declar^doi .
Galo de prata de um fri.o 22,40
Tranca de dita 'J,60
Cordo de la encimada 72 00
Hollanda de farro 118,00
Aniagem para cntertelU 21,00
BotSes de metal branco, gran "es 144
Ditos de dito pequen js 48
Ditos de dit amarclb, grandes 216
Ditos de dito idera pequeos 51
Ditos de osso branco p ira calcas e camisas 750
Ditos de dito para blusas 216
Ditos de dito pequ nos, para dita* 54
Colcbctes pretos, pnres 18
Botos de osso preto para calcas 608
Chita adamascada para cobertas 00,00
Bonets de servici 0
Ditos a Cavaignac o
Ditos dito com gala? branco, para msico 30
Cinturoes, conforme o m>dello do arsenat 30
Luvas de fio de Escocia, D.ires 30
Platinas de cordo de 12, pares 30
Grvalas de sola en ernisada 20
Sapatos, pares 10
Pratos rasos e fundos 48
Facas c garfos 4o
Chicaras e pires 48
Colheres para sopa 12
Ditas para cha 12
Panella de ferro para 50 praeas 1
Dita de dito para 20 ditas 1
Os pretendentes deveru) apresentar suas pro-
postas nesta secretaria at as 11 horas da na aba
do dia 4 do corrente, sendo tacs proposcas cm
carta fechada, cen declaracj de se sujeiUretn
multa de 20 0(0, caso recuscm assignar o contra-
to, devendo todos os artigo1 serem postos dentro
do estaoelecimnito, a cus.a do arrematante.
Secretariado Arsenal de Guerra de Pernambn-
eo, Io de Marco de 188C O secretario,
J. Francco Ribeiro Machado.
Faculdade de Direito
De ordem do Exm. fr. c nsellieiro director in-
terino, fufo publico que a congregaco, cm sesso
de hoje, resolveu que fossem admittidus amanh a
exames pnmeiramente os estudantes a que falta-
rem a approvacao em urna materia para comple-
mento do anno respectivo e os que, matriculados,
deixaram de fazr acto em novembro por motivo :
justo, ficando as respectivas mesas examinadoras
constituidas do seguinte modo :
lo annoConselheiro Pinto Jnior e Drs. Bar-
roa Guimares e Meira.
2 annoDrs. Belfo-t, Seabra e Tobia.
3 annoDrs. Correia, Belfort o Joo Vieira.
4' annoDrs. Tarquinio, Joo Vieira e Sea- ,
bra.
5 anno.Conselheiro Pinto Jnior e Drs. Bel- |
fort, Barros Guimares e Tobas.
Tambem faco publico que na mesma sessao foi I
distribuido e regulado pelo modo seguinte e ser- '
vi?) das aulas maiores desta Faculdad-, coja
abertura ter lugar a 15 do corrente :
1 anno
1* cadeiraDr. Meira, de 1 s 2 horas da
tai de.
2a cadeiraConselhdiro Pinto Jnior, de 12 1
lira, na 1 sala.
2 anno
1' cadeiraDr. Seabra, das 11 s 12
2 cadeiraDr, Beltort, das 10 s II, na Ia
sala.
3 anno
1- cadeiraDr. Tarquinio. das 11 s 12.
2a cadeiraDr. Joo Vieira, das 10 s 11, na
2a sala.
4" anno
1 cadeiraDr. Correia, das 10 s 11.
f 2a cadeiraDr. Joo Vieira, das 11 s 12. na
4* sala.
5 anno
1 cadeiraDr. Tobas das 12 1.
2* cadeiraDr. Belfort, das 11 1.
3' eadeiraDr. Barros Guimares, das 10 s
11. na 3a sala,
Secretaria da Faculdaie de Direito do R.'cife,
1 marco de 1886.
O secretario,
Jos Honorio Beierra de Menez.?.
THE ATRO DE OLLYD A
MocleMde Dramtica Hclpomene
Ollndenae
QUARTA-FEIRA 3 DE MARCO
Espectculo em benpficio da viuva e Albos do
capito Apolinario Lmz di Carvalho.
1" parte
Linda syraphonia pela orchestra.
2a parte
A importante poesia trgica pela distincta actriz
Rosa Manhonca
Om voiuntarlo 3 part
A graciosa comedia
1 ni marido tictlmii da* modas
4 psrte
A linda poesia de Thomaz Ribeiro
A renta e a caridatle
5* parte
A comedia cm 1 acto, que sempre desafia h lari
dade
A ordem resomnar
- Terminar o espectculo a representarlo de
urna linda scena cmica pelo festejado actor
Lyra.
Trem depois do espectculo, do Varadouro
Aurora
Cemecari s 8 1|2. _________________
SO CI DA DE
Auxiliadora da Agricultura de
Pcrnamhnco
Assembla geral
De or.lcm do Illm. Sr. vice-gerente Dr. Paulo
de Amorim Salgado, scientifica-se a tolos os se-
nhores socios, que nao tendo sido possivel, por
falta de numero legal de assgnaturas represen
radas, proceder se, na n unio bavida no da 10
de Fevertiro proximi passado. a cleiclo dos inem-
bros do conselho aumin'strntivo e maii fuucciona-
ros da siciedade. ficou marcado o dis quarta leira
10 do corrente mez de marco, para a segunda
minia) de que trata o art. 51 dos estatuto), a
qual rcalisar-se ha s 12 horas do dia, na sede
social, ra estreita do Rosario n. 29, bastando
naquca occasio, para constituir se a assembla
geral c verificar-se a elecito, a presenca da terca
parte dos sonhores socios etfectivos.
Recife, 1 de narco de 1886.
Hcnrique Augusto Milet.
Manta Casa de Misericordia de
Recife
Na secretaria da Santa Osa de Misericordia do
Recife arrendam-sc por espaco de um tres an-
aos, as casas abaixo declaradas :
Ra da Moeda n. 45, 240*000
dem -dem n. 49 240O00
Ra do Bom Jess n. 13, 1- andar 3 0*000
dem n. 29, loja 216*00)
dem idem n. 29, 1 andar 240*1 00
Ra dos Burgos n. 27 216*000
Ra da Madre de Deus n. 10-A 180*000
Caes da Alfandcra armazem n. 1 1:600*000
Ra do Mrquez de OliuJa n. 53, 2
andar 507*000
Ra da Guia n. 25 200*005
Becco do Abreu n. j, ioja 48JOO0
Ra do Viseonde de Itaparica n. 24,
pavimento terreo, 1* e 2o andar, por 1:600*000
Ra das Ca'cadse n. 32 200*000
Secretaria da Santa Cas de Misericordia do
Recite. 6 de fevereiro de 1886.
O cscrivo,
Pedro Rodrigue de Soasa
MARTIMOS
(OHPAMIIi: DEM MBSAE
RES martimas
LINHA MENSAL
0 paquete Gronde
Commandante Minier
Espera-se da Eu-
ropa no da 6 de
M a r 9 o, seguin-
do depois da de-
mora do costume
para Buenos-Ay-
res, tocando na
Baha, Rio de Janeiro e Monte-
tevido
Lembra-se sos senhores passageiros de todas
as classes que ba lugares reservados para esta
agencia, que podem tomar em qualquer tempo.
Previne se aos senhores recebedores^ de merca-
dorias que s se attender as reclama coes por fal-
tas nos volumes que forem reconh9Cdas na occa-
sio da descaiga.
Para carga, passagens, eucommendaa e dinheiro
a frete: tracta-se com o agente
Auguste Labille
9 RA DO COMMERCIO 9
COMPANHIA FEBV*l'C*SA
DE
ftavegacSo Costelra por Vapor
PORTOS DO NORTE
Parahyba, Natal, Macu, Mossor, Ara-
caly e Ctar
0 vapor Ipojuca
Segu no dia 5 de
Marco, s 5 horas da
tarde.
Recebe carga at o
_ dia 4.
Encommendas, passagens c dinheiro a frete at
s 3 horas da tarde do dia da partida.
ESCJIPTORIO
Ao Caes da Companhia Perrambuama
__________nLJ2_____________
Para Hamburgo
Recebe carga a frete a barca brasileira Nova
Symputilia \ a tra.ar com Balthar Oliveira Sr. C.
d e quem pertencer, em lotes a vontade dos com
pradores. as miudezas, movis, burra, piteirua, ar-
macao e mais mercadoria* salvadas do incendio
da loja de miudezas da ra do Mrquez de Olinda
n. 49, existentes no 1 andar do sobrado da mesma
rna n. 51.
O leilo principiar s 10 boraa em ponto por
serem mnitos e diferentes es lotes.______________
Agente Pestaa
Leilo
De urna excellente armacao de amarello envi-
dracada e toda forrada, chapeos de sol e algmas
miudezas, existentes na loja da rna do Impera-
dor n. 30.
Quinta-feira 4 do corrente as 11 horas
Per Interveiieo do agente
Cinsmo
Mossor
Segu para o porto cima o hyate 6. Bartho-
lomeu tem parte do scu carregimento ; para ores-
to que lho falta recebe a freles commodos, a tra-
tratar com Bartlulomeu Lourenco
Recite. 26 de Fcvtreiro de 1886.
Lisboa e Porto
A barca portugueza Noemia, recebe carga a
frete : trata-se com Amorim Irmaos & C.
Noto leilo de entro* prediom mul-
to mal Importante*. J por se
cbarem bem locallaados. em bom
eatado de conservacio e Ja pelo
Meu melhoreN rendlmenlos
TERQA-FEIRA 2 DEMARgO
Ao meio dia em ponto
No armazem da ra do Vigario n. 12
O agente Pestaa, competentemente autonsado,
levar a leilo, no dia e hora supra mencionados,
as excellentes casas terreas, livres e desembara-
zadas de qualquer oous, abaixo declaradas :
Parochia de S. Irei Pedro Gon:alvei
Um sibrado de dous andares, com grande ar-
mazem, sito ra de Tuyuty n. 3, no Forte do'
Mattos.
Parochia da Boa-VUla
Casa terrea sita ao Corredor do Bispo n. 18,
com duas salas, dous quartos. cosinha, quintal e
cacimba.
Urna dita sita ra do Rosario n. 11, esquina,
com taverna.
Urna dita ao becc do Tambi n. 5, com 2 sa-
las, 2 quartos, cosinha e grande quintal com ca-
cimba.
Urna dita ra da Ponto V'elha n. 22, com 2
salas, 2 quartos, cosinha, com quintal e cacimba.
Parochia de S. Jos
Casa terrea sita ra do Mrquez do II* i val n.
139, esquina, com 5 janellas e 1 porta, 2 grandes
salas, 4 quartos, cosinha, quintal e cacimba.
Casa terrea sita ra do Coronel Suaseuna n.
141, jjecupada por um fabrica de licores, com pro-
porcoes para levantar um sobrado.
Urna dita sita ra do Coronel Suassuna n.
143.
Urna dita sita ra de Lomas Valentinas n. 4,
com grandes accominodaces, 2 sotos, quinta e
cacimba.
Urna dita sita i ra de Antonio Henriques n.
12, com 2 salas, 2 quartos, cosinha graud, quin-
ta, cacimba e porto.
Urna dita sita ra de S. Jos n. 52, com 2 sa-
as, sendo nma forrada, 2 quartos, cosinha e gran-
de quintal com cacimba.
Urna dita sita ra de Das Cardoso n. 1, com
2 salas, 2 quartos, cosinha e quintal.
Urna dita sita ra do Nogueira n. 2, com pe-
quenas accommodacoes.
Estas casas chamam a attenco dos Srs. estu-
pradores por estarem muito bem conservadas, e
para qualquer inforraapao a tractar com o mesmo
agente.
Agente Pestaa
Leilo
LEUDES
Terca-feira, 2 de Marco, deve ter lugar o leilo
das miudezas, fazendas, ferragens, chapeos, ar-
macoes, fiteiros, cofre e mais objectos salvados do
incendio da loja de miudezas da ra do Mrquez
do Olinda u. 49, existentes no Io andar do sobra-
do da mesma ra n. 51.
THEATR0
DE
VAKIEMDES
Quarta-feira, 5 de Marfo
MAGNIFICO ESPECTCULO!
MllilOYNINtSP!
FSSTA ARTSTICA DA ACTRIZ PERNAMIil'CANA
lAS
Depois que a orchestra tiver executado a bella
symphoma da opera Giovanni d'Arc, subir sce-
na pela primeira vez n'este tbeatro a espirituosa
-comedia em 1 acto, original de Rangel de Ima .-
ion |

desempenbada pela jovon actriz pernambucana
Floba -iLv e o sympathico actor Lyra.
Segoe-se a representaco da chistosa csmedii.
em 3 actos de Horacio Nunes .-
Sogra! Xcm pintada!!
Temando parte a BENEFICIADA, a actriz
D. Fblismixa, e os actores Acousto Peres, An ox-
eo Omveiba e o amador Souzt.
A banla de msica do 2" batallio de infante-
ra generosamente cedida pelo seu digno omman
dante, tocar no terraco do theatro.
Aos sana collegas que gracioaamonto tomam
pirte na ua festa artstica ; ao digno cominan-
dante do 2 batalho, e aos s us convi lados, desde
j antecipa os seus Jagradecimentos e eterno reco-
nhecimento.
Em um dos intervalos a BENEFICIADA ir
aos camarotes e trisas comprimentar os seus con-
vidados. ,
O resto dos bilbetca venda na bilheteria do
theatro.
Camarotes
Cadeiras de Ia
Galeras
.lOOOO Frisas
3*000 I Ditas de 2
2#000 1 Entrada
8*000
2<0(/0
13000
Bonds como de coitnme e trem at Apipucos.
Por terem adoecido dona amadores da sociedale
dramtica Nova Thalia, a BENEFICIADA foi
ohrigada a mudar o programma da sua festa ar-
tistisca, esperando por esse motivo ser desculpada
pelos seas convidados.
Companhia Bahiana le aavega-
eao a Vapor
Macei, Villa Nova, Penedo, Aracaj,
Estancia e Bahia
Marinho Viseonde
Commnndante J. J. Coelho
E' esperado dos o-j-top ci-
ma at o dia 0 do corrente,
'e regressar ,>ara os mes-
I mos, depois da demora do cos-
tume.
Para < arga, passagens, encommendas e dinheiro
fret.- tracta-so na agencia
7tiua do Vigario 7 .
Domingos 4lves Nathcos
Companhia Ura&llelra de Mate
S&co a Vapor
PORTOS DO NORTE
O vapor Manos
Commandante 1- tenentc Guilherme Wad-
dington
E' esperado dos portes do sul
at o dia 7 do corrente, c
seguir depois da demora in-
dispensavel, para os portot
do norte at Manos.
Para carga, passagens, encommendas valores
tracta-se na agencia
N. 46 RA DO COMMERCIO N. 46
PORTOS~DO SUL
0 vapor Para
Commandante o Io tenente Carlos An-
tonio Gomes
E' esperado dos portes do
norte at o dia 5 ile mar-
co, e depois da demora in
dispensavel, seguir para
os portes do sul.
Recebe tambem carga pa-
| ra Santos, Pelotas e Rio Grande de Sul, frete mo-
I dieo.
| Wrgeirs reuns
Companhia Franceza de Navega
cao a Vapor
Linha quinzenal entro o Havre, Lia
ooa, Pernaaibuco, Baha, Rio de Janeiro e
Santos
ste amer Ville de Baha
E' esperado da Europa at
o da 9 de Marco, se-
guindo depois da inispen-
savel demora para a Ba-
bia Rio e Janeiro
Sanio*.
Roga-se aos Srs. importadores de carga p los
rapores desta linba,aueiram apresentar dentro de 6
das a contar do da descarga das alvareng .. :
quer reclamando concernente a volumes, qie por
ventura tenham seguido para os portea do sul.afin
de se poderem dar a tempo as providencias neces-
sarias.
Expirado o referido praso a companhia nao si
responaabilisa por extravos.
Uecebc carga, encommendas e passageiros para
os quaes tem excellentes accomodaces.
Augusto F. de Oiiveira 4(
AE.\TEK
42 -RITA DO COMMERCIO -42
nted SUtes & Brasil M\i C.
0 paquete Finance
Espera-se de Ncw-Port
Xews.at o dia 12 de Mar;o,
o qnal seguir depois da de-
mora necessaria para a
v Baha e Rio de Janeiro
Para carga, passagens, encommendas o dinheiro
frete, tracta-se com os
AGENTES
llenry Forster k C.
N. 8. RUADOCOMErtClO N. 8
1' andar
Leilo
(Em eon(Iiiuaeo)
Da armneo e mercaduras da taverna n. 215
da ra do Viseonde de Goyanna, e todos os uten-
silios da padaria n. 213 da mesma ra, tudo per
t ncenti: a massa fallida de Manoel Cajpnteiro y
r'ouza.
Terea felra, 9 de Marco
A's 10 li2 horas
O agente Gusmito autorisado por mandado do
Illm. e Exm Sr. Dr. uz de direito do commcr-
cio, continua o leilo das raercadoriae, utensilios e
armacao da taverna c padaria cima menciona-
dos em lotes a vontade dos compradores.
Ultimo leilo
De una casa terrea, n. 39, sita ra do Padre
Nobrega, freguesia de S. Jos, edificada em
chaos proprios, com porta e jancila de frente, 2
salas, 1 quarto, coznba f a e quintal murado,
medindo 5 metros c 40 centmetros de frente e 6
metros e 45 centmetros de fundo.
Um terreno na estrada de Luiz do Reg com fren-
te de cerca c divers >s ps de coqueiros, bana-
neras e cajueiro?, medindo de frente 12 metros
e 10 centmetros e de fundo at os fundos das
casas da ra di Aurora.
Terca felra 9 do corrente
A's 11 horas
Por intervCDclto do agente
Alfredo Guimares
Em seu armazem ra do Bom Jrtus numero 45
A requerimento de Manoel Pcreira Simocs, o
inventariante dos bens deixados por seu fallecido
pai e por mandado e asaistencia do Exm. Sr. Dr.
juiz de orphaos.
Leilo
Terca-feira, 9 de Marco
A's 11 horas
No armazem da ni/i do Bom Jess n. 19
De um sobrado do 2 andares na trasessa do
Carmo n. 18, freguezia de Santo Antonio.
Um dito de 1 andar e soto. na ra Christo'o
Colombo n. 6, freguezia de S. Jos.
Urna casa terrea na ra da Detvn;o n. 61, fre-
guezia de Santo Antonio.
Dez ineiaguas no becco das Barrciras n. 4, fre-
guezia da Boa- Vista.
Urna casa terrea na ra da Pz n. 32, freguezia
de Afogadcs.
Urna casa terca n. 9 na ladeira do Varadouro
cm Olinda.
Para qualquer ioformscao o asente cima dar.
EM CONTINUACAO
De movis, jarros, figuras, quadros, f gao ameri-
cano, espelhos, relogios, lavatorios de ferro, cha-
peos para seohora, vinh.< de caj e mu'tos outros
objectos. __________^^
Segundo leilo
Da sitio do Arraial, ra Paulino o Silva,
(e8tacIo da MaDgabeira de Baixo)
Terca-feira. de Marco
As 11 horas
A' ruado Imperador n. 1A
O agente Silveira, p3r mandado e com assisten-
cia do Exm. Sr. Dr. juiz de orphaos e ausentes, e
a requerimento de D. Honorata Mara do Sacra-
mento, inventariante de Joaquim Martins Gomes,
levar leilo o referido sitio, o qul tem de fren-
te 67 metros e 20 centmetros e de fuudo 165 me-
tros, ende csto edificvlas duas casa de taipa e
cacimba propria, com boa agua potavel.
Grande e variado leilo
Das miudezas, fazndas, chapeos, balcao,
arroac3o, fiteiros, urn cofre prova do
fogo o mais objectos salvados do incen-
dio da loja do miudezas da ra do Mr-
quez de Olinda n. 49.
Constando de :
Linbas, eapatos de tranca, la para bordar, meias,
toalhas, cemisas de meia, chapeos, perfumaras,
bordados, entremeios, bengalas, baralhos de carta,
boto<-e, agulhas, tinta, papel, envelopes, bolsas,
espelhos e mais mercadorias existentes no 1 an-
dar do sobrado da ra do Marqnez de Olindt n.
51.
Terca felra, 9 de Mareo
O agente Pinto levara a leilo, por conta e risco
Leilo
De 40 caixas com ceblas e 5 ditas com
chouricas
4|uarla-fclra 3 de marco
A'S 11 HORAS
Na porta do acmazem do Sr. Aunes
O agente Pestaa competentemente autorisado
levar a leilo os gneros cima declarados.
Leilo
Db moris, loncas. vistos e anannis
Quarta-feira, 3 do corrente
A's 10 1[2 horas
Sobrado sito ra das Trincheiras n. 16
O asente Silveira-autorisado por ama familia
que retirou-se para o Rio de Janeiro levar a lei-
lo es aeguintes movis :
Urna mobilia de Jacaranda completa com tampo
de pedra em perfeito estado, 1 cama franceza de
jacarando, 1 dita envernisada de preto, 1 guarda
vestido, 1 lavatorio com pedra, 1 com moda de Jaca-
randa, 1 mesa elstica, 2 apparadores, 1 marqueza,
cadeh-as de guarnico, 2 consolos, 1 quartinneira,
1 sof, 2 cadeiras de braco de junco, 1 caminha
para crianca, 2 cabides, 1 banco para costura, 1
machina pura costura, 1 par de jarros, 1 tapete,
quadros, 1 santuario, 1 relogio e mais movis de
uso domestico.
De importantes movis, crystaes, espelhos,
quadros, vidros e apparelho da electro-
pate, tudo em perfeito estado de con-
servacao.
tilinta leira. & de Mareo
Ra da Amisade n. 1 primeiro portao ao
lado da linha de ferro
A saber :
Sala de visita
Urna mobilia de junco composta de 1 sof, 2 ca-
deiras de bracos, 2 de baUnco, 18 de guarnico e
2 consolos com pedra, 1 importante piano comple-
tamente novo, de fabricante Carl-ergeal-em-casel,
1 estrado e 1 cadeira para menino, 1 grande es-
pelho oval, 2 parea de jarros, 2 ditos do alabastro,
com sanefas, 1 tapete grandecouro de onca, 4
ditos menores e 2 escarradeiras.
Primeiro quarto
Urna cama francesa de Jacaranda, 1 banca, 1
cabide, 1 tapete de pello, 1 commoda, redoma de
vidro, 1 bidel e 1 escarradeira.
Segundo quarto
Um toiliet de Jacaranda, 1 guarda roupa, 1 jar-
dineira de junco com pedra, 2 cantonciras de mo-
gno. 1 m&rquezo o 1 escarradeua.
Terceiro quarto
Um marquezo, 1 lavatorio, 1 espreguicdeira,
6 cadeiras, 2 bancas, 2 quadros e 1 tapete.
Quarto quarto
Urna cama para soltciro, 1 lavatorio, 1 guarda-
visos, 1 cesta, 1 bacia. 2 escarradeiras e 1 can-
diero.
Sala de jantar
Urna mesa elstica com 6 taboas, 2 guardas-
loucas, 1 guarda-comida, 2 aparadores com podras,
2 ditos torneadas, 12 cadeiras de junco, 12 Hitas
de amarello, 1 quartinheira, 2 bandejas, 1 relogio
de parede, 1 jarra para agua, 1 porta fructas de
inadeiras e muitos outros objectos.
Por intervenco do agente
Alfredo Guimares
A's 10 1/2 horas da manh partir do arco de
Santo Antonio um trem que dar passagem gratis
aos concurrentes ao leilo.
Aluga-se o 2- andar do sobrado n. 1 do pa-
teo do Terco, o 1 do de n. 19 ra da Penha,
1 do de n. 18 ra Direita, o Io do de n. 66
mesma ra, o 1 do de n 35 travessa de 8.
Jos, o 1 34 ra estreita do Rosario ; os terre-
nos de ns. 26 ra Duque de Caxias, 1 do pateo
do Terco, a casa n 26 ra de Nunes Machado,
no Espinheiro, com b^ns commodos : a tratar na
ra do Hospicio n. 32.
Aluga-se urna casa e armacao, ns estrada
de Luiz do Reg, junto ao barracao ; a tratar
com Francelina Mana dos Santos.
Precisa-se de urna ama que engommme com
muita perfeifo; a tratar ra de Pedro Aonso
n. 46 A
A uga-se
A casa da ra do Mrquez do Herval n. 147
tratar na ra da Praia n. 6.
Ama
Precisa-se de urna ama que cosinhe bem, para
cata de familia pequea ; na ra Nova n. 15.
Precisa se de urna para engommar e coainhar
em casa de pouca familia, dando fianza de sua
conducta : tratar no pateo da Santa C*ix
n. 18
Precisa-se de urna para coainhar e comprar
rna do viseonde de Goyanna n. 139.
Liquidado de chapeos para se-
nhoras
v ende-se pelos seguntes precos : de 154 a 204
rna do Crespo n. 17, tm casa de Mme. Mique-
lina.
Regente
Precisa-se de uica senhora de boa conducta que
queir.i tomar conta de urna casa de um moco viu-
vo: a tratar na travessa das Cruzes n. 8.
Bolos
Satisfaz-se qualquer encommenda deste genero,
com perfeico e modicidade, ra do Riachuelo
n. 39.
Leilao
De um sitio com casa de pedra e cal, de-
nominada Mangueira, sito no Porto da
Madeira.
O agente cima, a mandado do Exm. Sr. Dr.
juiz de direito e da provedoria, com sua presenca
c a requerimento de Manoel Ferreira inventarian-
te dos bens de Jos Vicente Qodinho, vender em
leilo referido sitio e casa, medindo a casa cer-
ca de 8 metros de largura e 12 e meio de fundo,
com 3 partas de frente, oito livre com 1 porta e
o sitio 41 metros de frente e os fundos at o rio,
existindo no meamo 2 casas em ruinas e muitas
arvores de fructo.
Quarta-feira 3 de Marco
AV 11 horas
Ra do Imperador n. 16
Agente Burlamaqui
Leilo
De um importante sobrado ra estreita
do liosario n. 35, em solo proprio
Bodi emprego de capital
Quarta-feira, 4 de Margo
A's f horas
So armazem na do Imperador d. 22
O agente Burlamiqui por mandado e assisten-
eia do Illm. e Exm. Sr. Dr. jiiz de orphaos e au-
torisacjlo dos consenhores do predio cima, ven-
der a leilo o sobrado cima mencionado. O re-
farido sobrado acha-se bem cinservado e renden-
do annualmente 8104.
Os Srs. irctendentes desde j podero examinar
o dito sobrado.
\
De urna mobilia de amarello, cama franceza, com-
moda, marquezo, aparador, eabides, mesas para
jantar, quadros, jarros, lonca, vidros e muitos
outros objectos de oso domestico, e existentes
no predio n. 22, da ra das Trincheiras.
Qurta felra, 3 do corrente
A's 11 horas
POR INTERVENCO DO AGENTE
Gusmo
Agente Burlamaqui
2. leilo definitivo
De um sobrado de dous andares n. 61,
ra do Viseonde de Itaparica, outr'ora
ra do Apollo.
Quinta felra, 4 do corrente
A's 11 horas em ponto
So armazem 6 ma do Imperador
ss. *
O agente Burlamaqui, por mandado e asaistencia
do Illm. e Exm. Sr. Dr. juii de direito privativo
de orphoa, levar a leilo o sobrado com bastan-
tes commodos, sito ra do Viseonde de Itaparica
n. 61, para pagamonto de impostes que o mesmo
deve.
Oa Ss. pretendentes desde j poJero ir exami-
nar o dito sobrado.
Leilo
do dividas na importancia da 78:366^889,
pertencentes massa de Joaquim .Mon-
teiro da Cruz
O agente Brito, a mandado do Exm. Sr Dr.
juiz de direito especial do commercio e a requeri-
mento do administrador da referida massa, levar
leilo as divida cimas, constand) a maior par-
e em lettras de diversos, como podero ser exa-
minadas em poder do mesmo agente.
Quinta-feira 4 de nargo
A's 11 horas
Ra do Imperador n. 16
E' Iiodi saber-se
Leilo
De cerca de duzentas duzias de bisnag.u su-
periores, as quaes serio vendidas em lotes a von-
tade dos compradores.
Sexta-feira as 11 boras, no armazem da ra
do Mrquez de Olinda n. 18.
Por intervenco do agente Gusmo.
AVISOS DIVERSOS
Aluga-se casas a 8*000, no becco dos Coe-
lhos, junto de S. Goncalo : a tratar na ra da Im-
peratriz n. 56.
= Os hachareis Antonio Justino de Sonsa e
Pedro Affonso de Mello mudaram o seu escripto-
rio para a ra Duque de Caxias n. 54, 1 andar
onde continuam a exercer a sua proSsso de ad-
vogadoa.
Aula mixta particular de instrueco prima-
ria, Deodata Amelia Ferreir; da Suva, ra Vi-
dal de Negreiros n. 21.
Aluga-se a casa com sota, toda caiada e
pintada de novo, sita ra da Fundico n. 8, em
Santo Amaro ; a tratar na rna do Mrquez de
Olinda n. 8, lithographia.
Aluga-se o armazem da ra do Mrquez de
Olinda n. 18 ; a tratar com Par: ate Vianna &
Companhia
_ Aluga-se a casa com sota, teda caiada e
pintada de novo, sita ra da Fundico n. 8, em
Santo Amaro; a tratar na ra do Mrquez de
Olinda n. 8, lithograbia.
= Aluga-se a casa do pateo de S. Pedro Novo,
em Olinda, n. 2, onde estove o Dr. Pitonga, do i
de marco at o 1* de setembro, tambem se aluga
um quarto dentro do sitio, muito bom ; a tratar
no Caminho Novo n. 128. Tambem se vende por
prego muito em conta, eu permutase por apolices
da companhia de Olinda urna parte da casa na
ra da Impcratriz, que est sempre alagada ; a
tratar na mesma casa
= $& rna da Capunga (hoja Joaquim Nabuco)
n. 9, aluga-te qnertos mobihados, independentes,
tambem se forneco coa ida, querendo ; a casa
de familia estrangeira, falla-se francez, inglez e
hespanhol ; a tratar na mesma, ou raa Nova nu-
mero 21.
Os bilbe es de um cavallo e urna carroca
correr com a ultima de Janeiro prximo passado e
transferidos para a ultima lotera de fevereiro, fi-
cam sem valor algum, deixando assim do correr
em razo da pequea extraccao dos mesmos bi-
Ibctes, ficando o direito alguna possuidores de
bilhetes que j tenha pago, a haverem seu di-
nheiro.
Precisa se de urna criada ; na estrada de
Joo de Barros, antiga travessa da Soledade nu-
mero 41.
= Offerece-ee urna mulher de idade, para ama
de casa de hornera solteir >; a trasar na ra do
Socego n. 10.
Pede-se aos Srs. ^arantidores que nao paguem
e acaso forem premeade i os vigsimos da lotera
de Macei do nmeros 15312, 28111 28117, 28118,
28119, 28120, os quaes acham-sc perdidos.
Pede-se pessoa que, por engao, levou um
bah de sola, brochado com o rotuloLuiz Lave-
nre Wanderleyvindo no vapor Bahia, o favor
de indicar onde se a:ha, na ra do Livramento n.
12, e ser gratificado.
Precisa-se de um caixeiro para hotel, no becco
do Caj n. 40, que tenha pratica, que d fiador de
sua conducta ; a tratar no mesmo.
Precisa-se de urna cosinheira e mais algum
servico em casa de pequea familia, na ra da
Aurora u. 81, 1* andar.
Precisa-se de urna ama, na ra da Impera-
tris n. ih____________________________________
Precisa se um menino de 11 a 14 annos para
servico interno em casa de pequea familia, na
ra da Auron n. 81, Io andar. ____________
Pede-se aos abaixo notados, o especial favor
de vir ou mandarem ra do Mrquez de Olinda
n. 51, a negocio que nao ignoram.
Jos de Araujo.
Adolpho Silva.
Odiloa Gacilio.
Pedro Siqueira.
Arthur Dantas.
Luiz Carvalho.
Jos Guimares.
Dr. Candido E. Pereira Lobo.
Frederico Vieira.
Precisa-se de ama pessoa perfeitamente h -
bilitada para tomar conta da administraco de
nma padaria. dando bom conbecimento de sua
conducta : pode dirigir-se ra de Bemfi ?a a. 7,
para tratar.
Declaro que nao se entende commigo o chama-
do dos Srs. Azevedo Braga & C, no dia 28 de
Fevereiro.
Recife, 1 de Marco de 1886.
_________________Adolpho Cesar da Silva.
Compra-se
fiUraa moenda usada em perfeito estado; quem a
tiver annuncie por este jornal.
Festejos carnavalescos
Ra da Iroperatriz
As accoes com o titulo cima que corriam hoje
ficam transferidas para a lotera seguinte das
Alagoas, visto nao se ter passado o necessarjo para
os ditos festejos.
A commisso.
MODISTA
Ra da Penha n. 3
Primeiro andar
Contina a esecutar os mais difficeia ti-
gurinos recebidos de Pars e Rio de Ja-
neiro.
Prima em perfeicJo de coatura, em bre-
vidade, modicidade em precos e fino gosto.
Festejos
A commisso encarregada da decora;o carbo-
risamento da ra larga do Rosario, tem o prazer
de scientificar aos moradores da mesma, que ob-
teve do Sr. Dclphim Lopes da Cruz a illuminaco,
assim como tambem obteve dos Srs. Manoel Soa-
res de Figueired; e Jos Soares Noves a msica
que tem de tocar em um corete, que ser eregido
na mesma ra ; assim como espera que todos os
mora lores contribuirao com qnalquer esportilla,
afim de poder fazer urna festa digna dos morado-
res e que nada deixe a desejar, pois que s vem
de anno em anno, e de que cara muito grata.
A commisso.
carnavalescos
A sociedade Re.rreio Dramtico Santo Agosti-
nho do Cabo, manda, no dia 5 do corrente, na
matriz da cidade do Cabo, resar urna missa por
alma do soeij Jos Pau o do Reg Barrete, con-
vidando pora assistir a este acto de caridide e
religiao aos parentes e amigos do finado.
Herculano de Barro* e Silva
A viuva, filhos, eoteados, padrasto, mi, irmaos
o cuneados de Herculano de Barros e Silva, falle-
cido no povoado Cauhotinho, convidam aos mais
patntese amigos do mesmo finado para assisti-
rem as missas que em suffragio de sua alma serio
resadas na capella do engenho Aripibu' no dia 3
de marco prximo 7o de seu fallecimento manifesr
tando desde j o seu reconhecimecto por este actg
de cridade e religio.
los Paulo do Bego Brrelo
Mara da Conceco Lins do R- go, Mana Ann
(menor), Maria Anua do Reg Cavalcante de Al-
buquerque, Florentin Cavalcante de Albuquer-
que e Clarindo Hewoeto Lins, mulher, filha, irm
e cunhados do finado Jos Paulo do Reg Barre-
te, vordialmente agradecem spessoasqne sedig-
naram acompanhar sepultura os seus restos
mortaes : e de novo convidara s mesmas pessoas
e amigos para a missa que mandam celebrar na
matriz da cidade do Cabo, s 8 horas da manh
do dia 5 do corrento mez, stimo do seu falleci-
mento. ^^^^___^_________
folia Rodrigues dos tantos
Antonio Jos Rodrigues de Sonsa e sua esposa
mandam resar algumas missas por alma de sua
sempre lembrada fiiha Julia Rodrigues dos San
tos, na igreja da ordem terceira do Carmo, s 8
horas da manh, e na igreja de N. S. da Peaha,
s 7 horas, no dia 3 do corrente, 2 anniversario
do seu fallecimento.________________'
Coronel Francisco Manool de
Nouza c Oliveira
Gaspar de Drummond e Gaspar de Drummond
Filho mandam celebrar na igreja do Carmo, a 8
horas da manh do dia 5 do corrente, missas pelo
repouso eterno do sen amigo o coronel Fr masco
Manoel de Soasa e Oliveira. Para esse acto de
caridade convidam os parentes e amigos do fi-
nado.


'


ligo
f


6




Diario iH < Terfa-feira 2 de Marro de 1886
car
\lnga-se barato
O, e 2. andar & travessa do Campello n. 1
< armasem da roa do Bom Jess i 47.
i eaaa terrea a. 13 da ra do Nogueira.
A casa terrea n. 23 ;a travessa le S. Joa.
\loja da roa do Calabojco n. 4.
\caia da ra do Viscoode de Goyanna u. 79.
i asa da Baiza Verde n. 1 B Capunga.
V tratar no Largo do Corpo Santo n. 19, au
Mudase
3 grande sobrado u. 161 da ra Imperial, caiado e
-airado : a tratar n-i ra do Rnngel n. 58
Aluga-se
por 84000 urna e*>. tom ala e. 2 quartos, e cor-
redor servindo de quintal, no becco do Fundi n.
5. freguesia da Boa-Vista ; a tratar na ra de
Santa Therea n. 3a
\lug.i-so
barato a casa lenta, ralada e pintada, ra de
S. Jorge n. 40, com 4 quartos, 2 salas, sofa, co-
sinh-.i fra, copiar, quiutal, cacimba ; a ti atar
coro Siq-;eira Ferrr.z C, roa d > Amo im n. 66.
Aluga-se
barato a loja n. 117, a ra de Mareilie Dias.
Aluga-sc
uma casa tema uum filio, adhiute da estacao do
(Jaropo Grande, com commodos para familia, tod
arborisado, por preco commodo ; a tratar no sitio
junto, a qualquer hora
Casas para alugar
Alaga ee as di:,.s rusas terrean ns. 167 e 169
da ra da Aurora, cu.n u.uitjo coaiinodus para fa-
milia, e ambas "
Hospicio n. 9.
com ngua ; a tratar na na do
Para cosinhar
Precisa-se de uma ama de boa conducta, para
casa de familia ; na ra do Visconde de Goyanna
n. 219 (M*nguin!.o).
Ama
rrecisa se. de uma uma pura lavar e engom-
mur ; aa travs.; dis Pires n. 5 (Ger quity).
Precisa se da uma i mu para cosinhar e com-
prar ; oa ra nova de Sania Rita n. 47.
Ama de leite
P ecisa se de nma ama de leite sem filhos ; ..a
ra do Marques do Herval n. 14.
Na praca do Conde d'Eu n. 7, segando andar,
precisa-ce de uma ao.a boa cosinheira e de boa
-onducta, para casa de pequea familia.
Ama para cosinhar
Na praca do Conde d'Eu n. 4, 1 andar, se
precisa de uma mulber de meia idade, para cosi-
nhar, fazer compras e algum servica de casa de
pequea fami.ia.
Ama
Precisa-se de una ama que compre e cosinhc,
para casa de pequea familia ; na ra do Barao
da Victoria n. 19, loja.
Precisa se di uma ama para casa de familia :
na ra ..< Viscoi.dc de Goyanna n. 46.
Ama /
Precisa-se de nma ama para casa de rapas sol-
ttiro : no pateo do Paraizo n. 18, taverna.
Amas
Precisa-ae de duas amas, uma cosiohura ou-
tra para andar com duas enancas e mais sei vico
de casa de familia; a tratar na ra do Imperador
u 14, 2' andir.
Precisa se de uma ama para cosinhar em casa
de penca familia ; a tmtar na rus da Saudade
numero 16.
Ama para engommado
Na ra do Henifica,
sitio em frente da es
ti ada que v> i para os
Remedios, se precisa
de urna niulher, forra
ou escrava, para lazer
engommados e algum
servif o de casa de fa
milia.
Aos 4:0008000
KflnL n*BANTI30S
Ra do BarSo da Victoria n. 4 O
e casa do costme
O abaixo assignado acaba e a seub felizes bilhetes quatro quartos de
n. 1770 com a sortc de 4:000)5000, quatro
ditos de n. 3229 com a sorte de lOOdOOO
e di'eraos premios de 32,5000, 16$000 o
8,0000.
O uifcsmo a ha uto assignado ouvida os
poasuidores virem r;ceber na conformi-
daie do cstume, sem descont algum.
Acham-sc vend* os felizes bilhetet
garantidos da 6.a parte das loteras i
aeaefcio da matriz de Garanhuns (40a) que
se extrabir. quinta feira, 4 de Margo.
Preco
Inteiro 40000
Meio 20000
Quarto 1,5000
Ka* porco de 100*000 par*
data
Inteiro 3,J5O0
Uflil 1750
Qunrt. ,5875
______ Jo&c, Joat,u Quem ten ?
unrs e> prala : compra se ouro, prata e
pedras preciosas, por maior preo, que em outra
qua!quer parte : no 1 andar n. 22 a ra larga do
Knaan antiga dos Quarteis, das 10 horas s 2 da
raice, das teie._______________________
Cosinheiro
Na ra do Vi ario n- 17, ge precisa de um co -
nbeiro.
oao de Productos Vegeia.es
TICA lAS CASPAS
i | oJestifli Capillarcs.
JvlARTiMR RESTOS
Pev*nm>hii>n
Yenezan.is
Compra se de duas a qnatro venezianas de ma
deira, com correntea de metal, das modernas, com
pouco uso ; ne piimeiro andar n. 22, ra larga
do Rosario.
Advogado
O bacharel Pedro Gaudiano de Ratis e Silv.,
mudou sua residencia da estrada de Joao de Bar-
ros para a ra velba de Santa Rita n. 89
A luga-Se uma casa pe-
quea
Na ra de 8. Francisco n. 1, freguezia de San-
to Antonio.
No becco do Fundi n. 5,freguezia da Boa-Vis
ta : a tratar na ra de Santa Thereza n. 32, de
manh at meio da.
IGUARASSIP
N. 88:200
ODr. Francisco Xa-
vier Paes Burreto,
pela 4.a vez rogada a
vir ou mandar a ruado
Mrquez de Olinda n.
50, dar .'iimprimento
ao numero cima.
Viva o carnaval
Compra se vestua: es noves e usados ; na ra
da Imperatris n. 78.
Na cidade da Eseada
C3mpra-se puro, prata, patacoes nacionacs e es-
trangeiroe, e m edas de onre ; na ra do Com
mercio n. 19, estabeleeimento de Antonio Fran-
cisco de Araujo Costa.
Escola part colar
De inslrarro prtaaaria par o seis
manrullno
34 Rtso da Afaf-s d Boa Vta34
O abaixo assignado participa ao Ilustrado pu-
blico desta capital, que atrio sua escola particular
de instrnccSo prinv ria para o sexo masculino,
ra da Matriz oa Boa-Vista n. 34, ende esmera
damente se dedica ao encino de seus alumnos.
O grao da eecola consta : ler,escrever e contar,
desenbo linear, histor'a pstria enocoet de trances.
Garante umr.pide adiantamento emseusalnm-
nos, pelo sea systema de ensin>, oqual uma pa-
ciencia Ilimitada, um am.r inviolavel e uma es-
merada dedicago ac casino, tascado com que os
seus decipulos abracem e amem de coracio as let-
tras, aos livroe. e ao estado, guiando oo no cami-
nho da intelligencia. da henra e da dignidade,
afir. de que vobsm a ser o futuro sustentculo
da patria, da raligilo e da lei, e um verdadeim
cidado brasileiro
Espera, poia, merecer a confianza e a proteccr
do dietincto povo pernambucano, e em partcula;
tcm f robusta rm to ios os paij e utores de me
nios que qneiram aprove mento de seus filhos e tutelados.
, Com qushto ousada seja esta tentativa, todava
espera que as seus m.-ansaveis esforcos, e os seas
puros dejejos, sejam coreados com a felis appro-
vacao de todos os filhnt do imperio da Santa Crus.
Mensalidade2#000 pagos adiantados, no acto
da matricula.
Horario das 9 horas da mai>ha s 2 da tarde.
Recebe meninos internos e meio-pensionistas
por mentalidades rasoaveis e lecciona per casas
particulares a ambos os seos.
Julio Moars de Azevedo
34-RA DA MATRIZ DA BOA VISTA34
Ao publico
A verdadeirs e beo* crnhecida romma de mata
rana e araruta, preparada por Jeronyma Coussei-
ro, vende-se cm pacotfs de libras e meias, nos
seguiotes lugares, por era : boa -Vista, ra da
Auroran... estabelecimento do Sr. Joaquim de
Vasconccllos ; ra da In.pe ratris n. 2, dos Srs. Ma -
noel Moreira R beir<. & ('., e na da BarSo da Vic
tona, no dos Srs Paulo Jos Alves & C.
Os abaixo assignaocs. teudo adoptado e regis-
trado a marca iudua'.rial como do desenbo > cima
?e copformidade com as prescripooes das leis em
ligor declaram ao pnulicc o particularmente aos
leus numerosos freguezee, que d'ora em diante
odos os productos .jce r.hirem de sua botica le-
vadlo a ana aawea coau garanta do sua orgem
legitima pr ceden.i.i.
Boa aquisico
Vende se a t vinagre e cerveja ra
ja Senzala n. \. i m rn'fo milito barato, por seu
dono ter de retirar -so. t*-in muitos utensilios para
fabricar quakjuer Ma M (e bebidas ; a tratar com
Eduardo MartiM aa inesma, ou o Entroncamento,
casa do Sr. Carpintero Siuza.
Adiado
O medid a quem i. ;' m instrumento de ei-
rurgia, pode procura I o as r:a Dique de Caxias
n. 18, 1* andar, que uaciio os signaes eertos i pa-
gando as despezis, se Ifce entregar
Borracha para limas
Receberam Rodrigues d- Faria 4 C, e teem
jara vender em sen a.-miaem ra de Mar e
Jarros n. 11, esquina da ra do Amorim.
CAPSULAS
f ATHEY- C A YLUS
, ^ Preparadas pelo DOUTOR CLIN Premio Montyon
As Capsulas Mathey-Caylus com JFnwoucro delgado de Gluten nao atigSo nunca
o estomago e sao recommendadas pelos Professores das Faculdades de Medecina e
os Mdicos dos Hospitaes de Pars, Londres e New-York, para a cura rpida dos :
Corrimentos anligos ou recentes, a Oonorrhea, a Blennorrhagia, a Cystite
du Collo, o Gatarrho e as Molestia da Bexigas e dos orgos genito urinario:
KM Um* txplicitfo detilhada acompanhi cada Fntoo.
Exigir o Verdaderas Capsulas Mathey-Caylus de CLIN & Cle, de PARS,
que achiio em casa dos Droguistas e Pharmaceuticos.
Detengas nervosas

RADICALMENTE CURADAS COM 0
BROmURETO LAROZE
XAROPE SED.A.TIVO
de Cascas de Laranji; amargas
com BROMURETOde POTASSIO
AfPROXAD l'F.r.A JUNTA JIK iniKNK DO BBA7.IL.
O Bromorf*o de Po'.-sp'o de
LaroM* como todos o& productos
fritos n este estab*J<,fimontn, de
uma pureza absoluta, conilico indis-
peusavel para que se obtemia aiieilM
dativos a auwlvuos soim o sys- >
tema ui r\
Dissolvido no Xa? ;;c l'.r.-cno le
fatrin de laranja." amaiaas, este bro-
mureto unive"rc",,>^OT1', o-ri-''' '
e exclusivamente receitado pelos mas
celebres mdicos de todas as facul-
dades para combator enm certeza :
as affecedes nervosas do coragSo.
da vas ai., estivas e respiratorias,
a.; aaviaigias, a epilepsia, o hyate-
: Ico, a danca de S. Guy, a insomnia
- c durarte a dcnt:clo, em
uma palavra, todas sus alieccSes
nervos-s.
-*'.' ."---1
'> 0 IV/VTC
N l!oi..~ ^V[,...HU uwiiu'.- u Vtbld
AHllUI l.tt ;J.- -i''- .--' I o..iwv| (le 4 i.billUOU
Contra as Gastr.:;o, Castrla:..::. Dyapepsia. Doras f Caimbras d estomago.
XAROPE DEPURATIVO' r/^'oT^IOOURETO DE POTASSIO
Contra as AHe^Ses eccrouloaos. cancerosas. Tumores brancos, Acides de sangue,
Accidente- sypluliticoe secundr.rlos e terciarios.
XAROPE FERRGINOSOe^--^PROTO-IODURETOd6FERRO
Caatra a Anemia. Chloro-Anemia, Cfires paludas. Flores brancas, RachiUsmo.
Beposito m todos os bots Drogaras ie aiil.
Pars, J.-P. LAROZE e O, Pharmacnticos,
I 2, U OES LIONS-SUNT-PAUL ?..
m
SAUDE PARA TODOS.
PILULAS HOLLOWAY
As Pllulas purlfloao o Sangue, corr em todas as desorden) s de Estomago s
dos Intestinos.
Fortalecem a saude das constitucoes delicadas, e sao d'um valor jicrivel para todas as enfermidades
peculiares ao sexo feminiao em todas as edades. Para os meninos assim como tambem para, as
pessoas de idade avanoada 2 sua emeacia e incontestavel.
Emjls medicinas slo preparadas smente no Estabclecimento do Professor Hollowav,
n, IEW OXFORD STREET (antes 683, Oxford Street), L0NTT.E5,
E venderase em todas as pharmacias do universo.
1 Oa compradores sao convidados respetosamente a examinar oa rtulos de cada calxa e Pote se na,j
direccao, 533, Oxford Street, sao falsificasoes.
0PPBESS0
TOC
CATiaRHO r.'.fLM
mam
-
Mes CfeiLi E ftjjl
taplra-se a fuoiaca que penetra uu pcitu hcuiuui u ^vnitruiOM iicr^tjdv, .-ci: t.. a v,'- j"
a expectoraQa e favorisa as fuaccOes dos oreaos res, iralur.. ;. v '
yeaaa cas ateas esa eaaa le ESPIC, ira,ma a !, .re. < 1. ;-sne
MjVeitarioiem Jterstaewa; gHAtu: M. ta r'ili* C-.
MEDALHA DE HONRA
0 OLEO CHETBIER
desinfectado pelo Alcatrao,
ton -o 9 Dtlur'to, o 9tft mtrttp
tugmtnt 1 proprleOnde* do
' 0 OLEO de FIfiiDO
DE BACALAO FERRUGINOSO
nica p.-tM/afio im perm!ft
admn trgr o Perro tem pro-
Oui Pnso de Veatre, ntm
Incommodo.
DIPOSITO eril ea PUIS
21 .ntdoFiib'-sIntmailK.ll
*hS^^^fiy
>^*2
fiao df Hffr*"T v,i '
Vf Ordm l*
DIPLOMA DE HONRA
aaoiiTADo poa todas as
Celebridades Mdicas |
\>\ fihm;a e da ti ropa
MOLESTIAS DO PEITO,
AFFECfES ESCROFULOSUS
CHLOROSIS,
ANEMIA, OEBILIDAOE,
TSICA PULMONAR,
BRONCHITES, RACHITISMO
Vinho de Coca
DEPSITOS KM TODAS AS PHINCIPA.BS PHAIlMAClAS DO BRAZIU.
Cura certa em 3 das sem outro medicaiiSLi
*AMI8 7, Boulevard DotuUn. V FAUm
f>*Se^*^>S^>>^tsV^^^>^A."VVVVVVVV^>^
VINHO MA1UANI
______ DE COCA DO PER
O vmo MAmiaai que fol experimentado nos hospitaes de Parlz,
proscripto diariamente com xito para combater a Anemia, Colorse,
Blsrest&e maus. Molestias das vas respiratorias e Bnlraqueol-
mento do orffto local.
Os Medico* recommendam-no ds Pe$soas fi-acaa e delicadas, exhausta peta molestia,
aos Vclhos e Criarte*-
E' o Reparador das Perturbacfles dljestlTaa _____
O PORTIPICANTB por EXCEL.LENCIA
O VINHO MARIANI SE EBCOUTRA EM CASA DE
Iir. MamiftWx, Ph"Parla, 41, btulerird aiuauii; Tew-Tork, 11, fas!,IIa,Slrat
Em Pernambuco : rraaelseo M. da IELTA a. Ou.

Alimenticio Ri
en princ sjsj axa'ada; e pkespiatados.
A FAIUVHA MZiZN .: O lUClllor
(la ana Ue lclto na ali.i'ii ..Vi
Kxpcriiui'ntiiiiH t'o.n u ineliior exitonaai
Hospitaes e Asylos, c tobera;; riancaa,
iracas o as que
C-astritls. Castraltrias, Molestias d Xntes-
t nos, Priso de Ventro rebeldes, c todas
ai Alfccroes que nao pennlttciu ao estomago
s pporUr a allmeniarao n'cossana para a pro-
dic?ao da torca e da nade.
ElIBIR A MARGA REGISTRADA : 1 TIRBEM
riHirinarin M:E.MX,em Hortlrttujc (Frenos)
la Ptrnambuco: Tx*us\~ B. da Silva A c\
obtinMsdM >iscc.-a:s. eocTav* rilssl *u i"ie
B'JBTIX. AHee';fsMiajdl|! iinisinro-,n.
-!os d. asi .. sais** i inepsts
CXE21.113 -A.:
HAV>"EH1VE. *
une i ... atesto i, illMM


.

I k .
,
-
r. Umenta'ao racional
SS MES, CaiaUCAS, AMAS a CONVAL.ESCEMTU
Por uso di PHOSPifATIXA FaUrem.
r**B*>6. araaue Victoria, PAJUX.
Cefwitarlos as Parnambuco : FAAN M, da SU.VA a a\
v'lr^r^r^r^r,ir*ir^s1*ir^s**i^1*t^s^r^r^r PANCRBATINA DEFRESNE
Adoptada cffietalmenle nos Bospitmi e Pars
t na Marinka Francita.
O mais poderoso d'entre todos os ageates
digestivos conhecldos, a Pattererntina l>e-
fremne emprega-se sempre com resultado
provado contra:
Trastele I Oastrites
Mae dlcestSes | Oastralarlas
matnlenolas do estomago
omnoleaola apos as refeloSes
Vmitos determinado pala srravldea
ofermldados do flgado
Tomada depols das refeicoes despena e escita
o appetlte dos convalescentes, combate e de tem
o emagreclmento dos tsicos.
A rmmeramtinm Defritm em pi e em
paulas vende-w em todas as pharmacias.
snnnnnn --ir-^.-^--^-----^. -
Ao publico
Uma senhora habilitada se offerece leccionaj
primeirss lettras e trabalaos de agulha em eolle-
rios on em casas particulares ; quem de sena
Prestimos precisar, pode dirigirse ra do Co-
-onel Suassuna n. 72.
Leonor Porto
Rn;i do imperador n 45
Primciro andar
Contina a executar os mais ditficeis
figurinos recebidos de Londres, Pars,
Lisboa e Rio de Janeiro.
Prima em perf'iclo de costura, em bre-
vidad, modicidade em preeos o fine
gosto.
:
!!
Coisipra-se c paga-
se mais do que em ou-
tra qualquer parte bem
como
de qualquer qualidade.
3.a ra .o Imperador
n. 32, loja de jolas.
Julio Fuerstemberg.
Hudon d residencia
O r Maduro, medico parteiro, inudou sua re-
sid nia pira h ra da Imperatriz n. 88, esquina
ia d'i H pieio, 2o andar, onde w r encontrado a
qualquer bora da notte.
Borracha espeeial
para limas ; receban a mercearia de Goncalo Jos
da Gama, ra du i';.dre Flnriano n. 41.
losliiiiics de caseinira
A SOS e 35*
Na nova loja da ma da Iin eratris n. 32, rece-
beu se um grande si.riiment:. de finissimas case-
miras inglczas ae con s claras c escuras, qne se
venden or preco rnuiro em conta, assim como das
me.mas se mandara fazer costuraos por medida,
s-ndo di pHh-tft. saeco a 3 4000, u de fraque a
3~ ; assim com > ile superior fi>.nell.i ingleza de
cor azu' escura, a 305 e 3.">, e tamb m das mes-
mas fazeilas se manda fazer qualquer peca avul-
sa, grande pechincha ; na nova loja de Pi reir
da SU-a.
dvogiidos
Manoel X. tto e B veaut j Lob > ; ra Duqnc de
'axias n. 75, entrada pelo pateo do Collegio.
.1
1
ai

Emilio Roberto aca-
ba de rece er as afa-
madas bisna^as fran-
cezas, as quaes vende
em grosso e a retalho.
bmgi nmm
17--l.ua do Barao da Victoria -17
Compra-se
A Historia da Re-
volugo de 1848, pelo
Dezembargador F i-
gueira de Mello; no
escriptorio i leste Dia-
rio, 2 andar predio n.
42 da ra Duque de
Caxias.
O abaixo firmado, mudando sua residencia desta
cap til para a do Rio de Jateiro, deixa exposta
venda sua pharmaeia n ra do Rangul n. 48, e
para o qne faculta poderes especiaes ae r. Jos
dietario Uaptista d.s Santos, estabeleeido & roa
dj Crespo n. 7 (Gallo Vigilante), para veudel-a de
aceordo com o pretendeute, e bem assim receber
dividas q'ie nio foram resgataaa?. Recife. 2^ de
fevereiro de 86.
Joaquim E. Cotia.
RELOJOARIA
ALLEM
Praca do ConS-' -
Ibeiro Salda-
nh" Murinho
n. 4.
a'iga da Ma-
triz de Santo
i'f nio mime
10 4.
Tendo eu aberlo uma offi<-ina de rek>-
joaria com o titulo cima recommendo-
mo ao respeilavel publico para fazer
qualquer trabalho, al o mais difficil na
minha arte, como j prove como em-
pregatlu da relojoanaregulador da
marinhaonde trabalhei os ltimos
lous annos, promello presos mdicos e
promptdo
Carlos Fuerst.
Cava lio fur ado
Purtaram ant- -hontem da porta da taverna b
37 da ra do Rangel, isto erriquanto o cargu iru
entrn par;' comprar uns gneros, um cavado com
cascii.'-.e?, com os signaes seg;uinte8 : rudado qua-
si podres, castr:idc, um pouco curto, arrasta os
psjfpor ter soffrido de reBgue, com 03 ferros do
lado esquerdo C e do direito P.
Roga-se portanto, a quem o deseo br ir, le val-o
a roa do Imperador n. 16 qne se recompensar
generosamente.
CUIDADO CO*
AS falsificacSs

O LENCO O TOUCAD*
E O BANHO.
Extracto Coiiiposto
SAL:> de Ayer
PAP1..'. CI'RA BADIMtDA^
- ,^:
tscroiuias c todas as Molestias
provenientes d'cas epara
Dar Vigor ao Corpo
Purificar^ Sangue.
?....ni.ip.i Mnie. niquelina
it6Cbe constantemeiitedr EtiFDpa
i ario soriifii ib tta ili-
tas s nmm seoioras, n pe
i de tais loieroo, mmmi
le
i
iia Primeiro de narco o. 19
tluuio Botina Maravclhosa
Tbbhiu .ano cuiui! /
Sem dieta esem modifi-
capoes de costiwies
razain-s3 Fssli
Especiiii'-s preparados "ha
maceulico Eugenio r s
de Hollanda
Approvndos' pelas jun'as A" hygiene da Corte,
Repblicas do Prata e aajMtsjcia de industria de
Pariz.
Elixir de imbiribina
Restabelece os dyspepticos, facilita as diget-
toes e promove as ejeeco"8 difficie?.
Vinho de aBanaz ferruginoso e quinado
Para os chloro-anmicos, debella a hj poemia
intertropical, r- constitue os hydn'picos e beribe-
ricos.
Xarope de fl ir '!e nrueir.i e mutamba
Muito recommi ndado na bronehite, na hemop-
tyse e as toases agudas eu chronicas.
Oleo de testudus ferruginoso e cascas de
laranjas amargas
E' o primeiro reparador da fraquesa do orga
nismo, na fysica.
Pilulas ante peridicas, preparadas com a
pererna, quina e jaborandy
Cara radiealmpnte as febres intermitientes, re-
mitientes e perniciosas,
Vinho Je jurutwba simples e ta.nbem fer-
ruginos-, preparados am vinho de caj
Efficazes as inflaannacoes do figado e baco
agudas ou chronicas.
Vinho tnico de capilaria e quina
Applicado ou convalescencas das parturiente*
ksettao antifebril.
Deposito : fVaneisco Manoel da Sdv* & C.
Un niT
\os4:0O0S000
Jra(ja da Independen-
ca ns. 37e 39
Aeham-se a venda os feEca bilhetes
garantidos da 41a, parte d^ lotera a benefici)
da matriz de Garanhuns, que s? extrahir
no da 4 de Mar50.
I'reco
Bilhete. lutei,-. 4)5000
Meio 20000
Ruarte 15000
' porSo Bilhete inteiro 3^600
Meio 10750
Quarto 875
Autoi.io Auansto ro Sanf" Prrf/)
K Branca
D. Anninba f"i embora
Com duas enancas, Miguel e Alfredo,
Em 23 de Pevreiro de 87.
Sem receio e sem medo.
O. Anninh foi embora
Sem sobrsso e em espanto,
A 28dfc f*v r, debfi,
C--m tres c i ios e tanto.
D. Ann'nha^f i embira,
Em companhia de um magano;
J tem idade soffrivel,
Passa de ti^anno.
Quem esta desoobrir dirija se praca do Coa-
de d'Eu n. 12, que ser gratificado com 50.KXXX
Lii*D
I


\


s

Diario de PcmambucTcrfa -Teira 2 de Marpo de 1886
____ ------ -- -- ------
Para advogado
Alaga so a sala do I' andar i ra Duque de
'Jaman. <>1, arrutar na Ija. __________
Precisa-se de nina pro-
fessora
A senhora eetningeira que estiver proficiente-
mente habilitada a quier ensinar h escrever e a
fallar com perfeicao as liuguas francesa, allema e
inglesa, a-sim come a dar lines de geographia,
historia alaajo, a Mina menina, de 11 annos de
idade, a qnal tera ja principios de todos esses es-
tndoa, sendo pess'ia de boa educacao e com attes-
tado de seu merec ment, pode, dirigr-se caa
n. 199 i. ra do Viscocde de Goyauna (Mangui
nho), ou indicar a ana morada para te eftectuar
um contrato que a authorise a deaemoenaar o en
cargo de professora. ^^^^^__
Sardinhasem barricas
Teem para vender Ferreira Girio & C, 4 ra
da Praia n. 3. O que ha de mais novo neate ge-
nero.
Caixeiro
Precisa-se de um caixeiro de 14 16 annos de
idade, com pratica ; o beceod*a Carvalhaa n. 1.
Cria lo
Viagens ao ceolro
De Olinda parte todos os aabbados, s 4 horas
da tarde, par Itamb por Iguaraas e Goyanna,
ama diligencia; pussugern a tratar na ra 1" de
Marco n. 1, no Kecife. Viagens avulsas em qual-
quer dia. e para qnalqner parte a tratar no mes
mo lugar. __________^____
Films
Faz-se filhs, communs e de formas, e vende-ae
dece de caj secc e de caldo, ambos bem acondi-
cionados em latas, proprias para presentes : na
ra da Matrix da Boa Vista n. 3.
Je urna ama
meiro andar.
Precisa-se
; na ra larga do Rosario n. 38, pri
Para cosinhar
e Joaqu m Nabuco n. 3,
eeisa-se de urna ama con
^osinheiro
Na ra de Joaqu; m Nabuco n. 3, entra i a da
(Japuuga, preciaa-se de urna ama com urgencia,
Precisa-se de um c smheiro ; a tratar na na
e Payaand n. 19 (Passagem da Magdalena), ou
la do Commercio d. 44.
s 4:OOOi;ooo
1:0005001
BILHETES GAEANTIDOS
16-Bua do Cabug-16
Achau-se venda os venturosos bilbe
tes ear ritidns fia lotera d. 40* em beneficio
da matriz de Craranhuns que se e*trahi
r na quinta-feira 4 de margo.
Integro 40000
Meio 2,0000
Quarto 1*000
He mi o qn:uitil:ule supe re r
a i ?*:tX0
In!"iro 30DO
Meio 10750
Quarto 0785
Joaquim Pires da Silta.
Vende-se um sitio ae coqueiros, com grande
estensio de terreno, boa casa de vivenda, bm
localisado, uo lugar da praia do N. S. do O' de
Marnn nape, da comarca de Olinda ; a tratar na
roa do Rangel n. 9, padaria.___________________
MirfilWIU
AOS 4:9003:000
ILHSISi mantidos
ina Primeir de Maree n. i3
O abaixo assignado tendo veitdido nos
seus afortunados bilhetes garantidos 4
ouartos n. 2215' com a serte de lOOflOOO, em r.-talho como era grosso :
"1. i ni>< aiai de outras sortes de 320, 160 e 80, d;
oteria (40.*), que a Rcaboo de extrahir
convida aos possuidores a virem recebe:
n coiiformidade do costume seui descont.
a'guia.
Acham-se venda os afortunados bi-
lhetes garantidos da 5. parte das loteras
beneficio da matriz de Garanas, (41.),
que se exrabir quinta teira, 4 de Margo.
Inteiro 4*000
Meio 20000
Quarto 1000
Km qwanliUade Bator le loo*
Inteiro 3*500
Meio l*'>
Quarto 0875
Manad Martin Fima.
Precisa-se de nm, para casa de pouca familia -,
a tratar na ra do Marque de Ofinda n. 6.
Boa acquisicao
Veade-se um piano com pouco uso ; a tratar ns
raa do Hospicio 3.
V rom inercia
Declaramos pelo presente, que a contar do Io
de Fevereiro correte, uiasolvemos amigavelmen-
te a sociedade que tinbamos sob a firma de Silva
& C., establecidos na villa da Macahyba, pro
vincia do Rio Grande do Norte, rerirando-se o
socio Phelippe Lunhardt pigo e tatisfeit, de su
capitkl a lucr a, e fieand o activo pasaivo a
cargo do sucio Ignacio da Silva, que contina a
usar da mesma firma Silva ft C. Macahyba, 1
de Fevereiro Je 86
[gueia da Siha.
i ht-lipTK- Lunbardt.
Aluga-se o s-tbradinho do berco do Quiabo
(Afogadoi), eom qnintali'errandc e diversas ps de
fructeiras ; a tratar nr ra de Marcilio Diac nu-
mero 106. _______________________
lni f mbruho conlendo msicas
Pcde-ae a quein foi entregue por engao, ou
achou um masso de msicas com endereco a Be-
larmioo da Costa ourado, o favor de entregar no
escriptorie do Dr. Aleoforado ra 1 de Marco
n 4, que ser recompensado.______
Assucar refinado
Os refinadores ccientificam aos seus tregese,
que forcados pelos presos do genero em rama es-
tabelecerain a seguinte tabe'ls para o assucar re-
finado no nroximo miz:
1> sorte 5*400 15 kilos.
2 dita 4 500 idem.
3- dita 4*000 idem
Recife, 28 de Fevereiro de 1886.______________
Airos entre aig*
As c'e um sitio son casa de taipa, no lugar
Fundi, em Boeribe, e que devia correr coma
ultima lotera do mez de abril, ficam de nenhum
effeito, psdend i receberem a importancia dos bi-
lhetes recebido em ca de G. Dutoya, ra de
Marcilio Dias, relojoeiro.
Ao Carnaval!!!
Wmlnmbranle exinulno de eniitu
me*. mANC-nriin. rabelleiraa. etc.,
e(r.
Quinta-feira. 4 de Maroo db 1886, s 7 horas da
noite na ras do Duque de Casias n. 5
O popular antelmo, j bem conheeido do
p blico desta capital cm materia carnavaletca,
exhibir no dia e hora cima indicad* a sai im-
portante esp isico onde os amantes da folia en
eontrarao para aloear mujrnificos vestnarios des-
de 600 ria at 504, nii. s para cavalleiros como
tambem para snhrai e encontrando qnem em
sua casa se fr vestir os necesarios comraodos.
PnKamcntnN nilnutaduo
AlgodOBtHho francos para lenceaj
aMMra., llelMM
Na l.j Ja ra -. Impvatria n. ;'i. veude-ae
bupeiii'ie.t algodfiosiBhos danc '7.-s com 8, 9 e 10
palmoa de largura, proprios para len^es de nm
s panno pMo birato preco de *KK) rs e 1*000 o
metro, e dit > trancado pa a toalhas a 1*'80, as
sim eo no tperi r bramante de quatro larguras
para lencoes, a l*50t> o metro, barato ; n loja
do Pereira da Silva.
Ronpa para meninos
A I*. l*5O e
Na nova loja da ra da Imperatri* n. 82, *'
vende um variado sortimento de vestuarios pro-
prios para meninos, sendo de palitosinho e calci-
nha curts, feitos de brim pardu, a 4*000, ditos
de molesquim a 4*500 e ditos de gorgorito prato,
emitando casemira. a 6*, sao muito baratos ; n
oja do Pereira di Silva.
Fazendas finas e modas
t A.=*
-- t B
VENDAS
Relinacao
Jone Antoalo Macalo Lope
Jos Pereira de Amores, como tostamenteiro do
tinado Jos Antonio Macedo Lopes, convida cus
amigos e os do fallecido, para na quarU reir
re mar^o prximo, assistirem as missas qoe se
hlo de celebra- por *tala do 8,'u P-8ad'8Slino
amieo Jos Antonio Macedo Lopes, as 7 horas da
anha Da Ordem 3. do Carmo. Apmveita a
occasio para agradecer s pessoas que compare-
cerara ao enterro, e bem astim as irmandades ; e
de novo roga-lhes o eu comparecimento no que
se confessa agradecido
Vende se urna refinacao muito srregnezada, e
na melhor local desta cidade, tanto para venda
em ritalho como em grosso : a-tratar na roa Vi-
dal de Negreiros. paaria n. 147.______________
Camisas nacionaes
A #5IM. 3*kMM> e S*500
32 = Loja ra da Imperatrix = 32
Vende-ae neate novo estabelecimento nm gran-
de sortimento de camisas brancas, tanto de aber-
turas e punhos de linho como de algodio, pelos
baratos precoe de 2*500, 3* c 4*, aendo laienda
muito melbor do qu" as qne veem do estrangeiro e
muito mais bem f um b' m artista, especialmente camiseiro, tambem
se manda faser pur encommendas, a v/ntade dos
fregueses : na nova loja da roa da Imperatris n.
3 de Ferreira da Silva.
Ao 32
Nova loja de fazendas
* Ra da Imperatrlz = :*
DE
FERREIRA DA SILVA
Jfeste novo estabelecimento encontrar o res-
peitavel publico um variado sortimento de tasen-
das de tod.is as qualidades, que se vendem por
urecos baraissimoe, :'?iin cuino um b.mi "s irti-
mento de riupas para h-nnt-ns, e tambem se man-
da tazer per encommenda", p r ter um bom mes-
tre aliaiate e completo sortimento de pannos finos,
casemiras e brins, etc
Joao d Souza Rangel Jnior e seu filho, du-
rante sne vida mandaras celebrar nma missa to-
dos os metes, na igreja de N. 8. da Penha, s 6
horas da manh, ana ptesatla mnlher e mi,
Francisca Cavalcante Paes Barrito Raugel, falle
cidi em 31 do mez prximo psssado ; desde ja
?onvidam a seus parentes e amigos, e por mais
este acto de religio, se con'essam eternamente
grates. 26 de Fevereiro de 86.
Raa do Canaca
I Bastos k V.
(TELEPHONE 359)
Avisam as Exmas. familias que receberam de
Pariz:
Lindisaimos cortes para vestidos com tecidosds
mais i alpitante novidade como sejam: Etatnipe
com b> rdado a retros, seda crua bordada a capri-
cha, Cachemire com eiif. it a ti r lados a fil
Mo.l 18t
Valentionne en ecorce d'arbre.
Primoroui escolha rm vestidos ".om 20 metros de
lil ligeira, tecido ainda naj conheeido aqui.
Cores e deseuhoB nevisaimas u.a seguintea -
zendas d" seda, l e aleodo. Etamine, Surah, Se-
tim, Fale, Linn. Toflc d'als iee, Cachemires.
Esplendido sortimento
Em leques, luvas, rspartilhos, lav s, lavalire.
meias, lencea e muitos outios artigos que ae ven
dem por precoe sem competencia. _____________
GAufeieracrFlrtu ~
Em vista dos graufes progressos da idea de que
se gloriam as caeoes civilisadas, o commerciu
deve acompanhar esso progresso, vil' que elle
o mais poderoso elemento do engrande, imerrto das
Hacoes : em /ista do qoe auiiuqciam
MART1NS CAPITAO & C.
1 Ra cstreita do Rosario 1
Grande sortimento de gneros alimenticios, es-
co'ba dos quaes, os annunciantes teem bempr
maior cuidado, para bem servir ns ens numerosos
fregue'es. Lembramoe, puis, o preverbio :
Qucm nao experimenta, nao sabe.
Venham ver, pois :
Qu rjo*. flirunaro f de Minas.
Fi'iiilo. 'btflSJM*.
Ch e >' -' enier.
Rf do M IkSo.
Pr ic -a seceos, coino :
PaMv, ni' imI .?, gos, etc.
Ditas i "! i; .es.
Do.-e .1. i d a as qnalilades.
Boiaclinha ingl>i Sena .'* iin\as de HnfhWca.
Espet^ilids''''
Vinhoa finos do r"orto, Madeira e Shery.
Ditos da Figueira e de pasto.
Cognac de divi rsos auton-s.
Vinhos tnicos, como :
Absintho.
Vi rmou'li. etc.
rs do lud's :is qimlidades.
Clinmpague.
Cerveja de diversas marcas.
Bem as'im :
Araruta fina em pawutes.
Cha verde e preto.
Dito perola.
Esr>ect*H*Bma m&tte do ParanA, em p.
ind in>. s :
Ovas U peixo.
Sardinhas de LisU i em Salmonra-
Vendem Martina CapitSi &'"., ra estreita de
Rosario n. 1.
AOS AGRICULTORES
Formicida capanema (verdadeir<) para extinc-
co completa da formiga sanra. Vendem Martina
Capito & C, roa eetreita do Rosario n. 1.
Fazendas brancas
so- so NMESO
o raa da Imperatrlz = 4>
Loja do barataros
Albeiro & C, ra da Imperatris n. 40, ven-
dem nm bonito sortimento de todaa est-s fazendas
abaixo mencionadas, sem competencia de precoe,
A SABER:
AlgodaoPecas de a'godaozinbo com 20
jardas, pe'.os baratos preeos de 3*800,
4|, 4*500, 4*900, 5f, 5*500 e
MadapoloPecas de madapolo com 24
jardas a 4*500, 5*. 6* at
Camisas de mcia com listras, pelo barato
preco de
Di i as branc s e croas, de I* at
Creguella franecza, fazenda emito encor-
pada, piopria para lencoes, toalhas e
c -roulas, vara 400 rs e
Ceroalaa da mesma, muito bem feas,
a 1*200 e
Colletinhos f'a mesma
Bramante francs de algodo, mnito en-
corpada, com 10 palmes de largara,
metro
Dito de linho ingles, de 4 larguras, me-
tro a 2*500e
Atoa.hado adamascado para toalhas de
mesa, com 9 palmos de largura, metro
Crotones e chitos, claras e escaras, pa-
drees delicados, d. 240 rs. at
Baptista, o que ba de mais delicado no
mercado, rs.
Todas estas fasendas baratissimas, na connecida
loja de Alheiro C esquina do becco
dos i-Yrreiros
Canarios dlllemanlia
DE
C. Brandmul Icr
Vende-ae na ra do Imperador n. 22. O me si
mo compra oncas, gibas, tamandas bandeira e
corcodilos. ___
VENDE-SE
Doce de
na ra de
16.
caj secco,
S. Jos ii.
A 240 rs. o mlho
Vende-se no armazem Travassos, palha de ear
nar-a; caes da Companhia Pernambucana.
WHISKY
BOYAL BLEND marca Vi .DO
Este excellente Whisky Escosse pretenv
i i jii* oti agurdente de canoa, para fortifi'
c> rp.>.
V'end>->. a rtalhf> ns melbores armasns i
nolhados.
Pede lt. )Y AL BLEND marca VIADO cujo u.
me e Mnbl-ina sila registrados para todo o Brazi
I1ROWN8 V C. agmtea
ESPLENDIDO SORTIMENTO
DE
RENDAS OU BICOS
beu
0 que ha de mais gosto neste genero, rece-
y
EXPOSriONYEKSAL
DE
6|600
12*000
800
l*80o
500
1*500
800
1*280
28a
1|800
400
200
SSRaa da Isnperairls 31
hoja de Pereira da Silva
Nestt- estabelecimento vende-se as rcnpts abai
xo mencionadas, que sao baratisaimaa.
Palitots pretos de gorgorfto diagonaes e
acolchados, sendo fazendas muito en-
corpadjs, e forrado^
Ditos de casemira preta, de cordo, muito
bem feitoa e forrados
Ditos de dita, fasenda muito melbor
Ditos de fianella asul, sendo inglesa ver-
dadeir, e forrados
Calcas de gorgorio preto, eoleboado,
sendo fasenda muito encapada
Ditos de cusemi.a de cores, sendo muit
bem feitas
Ditas de flanella ing'esa verdadeira, e
rr.uito bem feitas
Ditas de brim de Angola, de muleskim a
de brim pardo a 2*, 2*500 e
Ceroalaa de gT.-;uella8 para homens,
sendo muito bem feitas a 1*200 e
Colletinhob de greguella muito bem feitoa
Assim como om bom eortimento de lencos de
linho e de algodio, meas cruas c collarinbss, etc.
Isto na loja aa ra da Imperatris n. 32
*CO0
10*000
12*000
12*000
5*500
6*500
S*O00
3*000
1*600
1*000
Joao de Souaa o a
D. Josepha Egydia de Sousa e Si, seua filhos
e genro, convidam os parentes e amiges do seu
infelis e serapre lerobrado filho, irmo e cunhado,
assistirem a urna missa que mandam resar na
groja da Soledade, pelas 7 1/2 horas da manha
de terca-feira 2 de Marco, stimo lia do seu in-
fausto passamento ^^n^aaa
v.^WMSaaipi/saaaBaai^^aaaW PamaiaaTi
doSo de Soasa o *
Os companheiros de trabalho do finado Jao de
Sousa e S, feridoa do mais doloroso transe pelo
prematuro fallecimento de seu leal e eatimado
collega, convidam Aa i < ssoas de sua amiaade e da
do finado para assistirem c missas que,_ em me-
moria do mem", mandam rezar na igreja matriz
do Corpo Saiit>>, pelas 7 horas & manhS de 3 de
Maroo prximo, agradecendo de ante-mo aquelles
qne lhea fizerem esse caridoso obtequio
Risea das largos
a SOO r. o nado
Na loja da ra da Impen.triz n. 32, vendem se
riscadinhos proprios para roupas de meninos e
vestidos, pelo barato pr u de 200 rs. o covado,
tendo quasi largura de chita francesa, e asa m
como chi'as brancas miudinhas, a 200 rs. o cova
do, e ditas escuras a 240 rs., pechineha : na
loja ao Pereira da Silva.
Fuatoea. aetioetaa e lalstliaa a 500
rm, o covado
Na I-ja da na da Imperatrlz n 32, SWJile-S*
um grande sortimento de fuatoes branoos a 500
rs. o covado, lisinhas lavradas de furia-cores,
V senda bonito para vestidos a 500 re. o cevade,
e setinetas lisas Rtnito largas, tendo de todas as
cons, a 500 rs. ovado, pichincha : na loj
do Pereira da Silva. -a^n-a
criada pretos a 14.3 ||*tw
Vende-se merinos prr-t.s de duas 1-rguraa para
vestidos o roopas para meninos a l*20) e 1*600
o covado, e suDcnor setim preto para enfeitea a
1*500 asim como chitas pretos, tonti lisas como
de lavoures brsntos, de 240 a' 320 rs. ; na nova
ld> de Pereira da Silva a raa da Imperatnz nu
mero 32.
Algodao enfestado pa-
ra lenfes
A OOo ra. o 1SOOO o me ro
Vende-se na loja dos barafeiros da Boa-Vista
aleodo para lencoes de um a panno, eom 9 pal-
mos de largura a 900 rs., e dito com 10 palmoa a
OOO o metro, assim com- dito trancado para
toalhas de mesa, com 9 palmos se largura a 1*200
o metro. Isto na leja de Alheiro ce C, esquina
do becco dos Ferreiros-
MERINOS PRETOS
A 1*209, 1*400, 1*600, 1 i 800 e 2* o covado
Alb^iro & C, rna da Imperatris n. 40, ven-
dem muito bons merinos pretos pelo preco cima
dito. E' peehinctaa : na loja da esquina do bec-
co dos Ferreiros.
sparti altos
A 5|000
Na loja da roa da Imperatris n. 40 vende-se
muito bons espartdhos para senbora*, pelo preco
de 5*000, assim cemo um sortimento de roupas
de casimiras, brins, etc., isto na loja da esquina
do becco dos Ferreiros.
CASEMIRAS INGLEZAS
A 2*800 e 3* o covado '
Alheiro & C, ra da Imperatriz n. 40, ven
dem am eleganto sortimento do faf miras inrle-
sas, de duas larguras, com o padioes mais deli-
cados para costme, e vendem icio '..rato preco
de 2*800 e 3J o covado ; assim como so encane
gam de mandar faser costumes de casemira a
30', sendo de paletot aaceo, e 35* de traque,
grande pech ncha : na luja dos barateiros da Boa
Vista.
BRIM PARDO LONA
A 320 rs. o covado
Os barateiros da Boa-Vista vendem urna graqde
porcao de brim iard.. lona, porea'ar eom prioci-
pio de toque de mofo, pelo banda pr.coUedo
ra. o covado, grande pechincha ; na loja da es-
qn'na do b> eos dos Ferreiros.
DonlaiiN IOO ra. n peca
A ra t>a lmperulriz n. 40, vende-se pecas de
brdalo, doua metroa cada peca, H0 barato pre-
co de 100 rs., ou em Bartto CetB 50 r^"' Bnr'!"
das, por5f, api .v. it m a pe.bincha ; r.a l"ia da
eaquina do becco dos Frio.ria.
l nsles de Hctlueia a *o rs o
cdivndo
Alheiro C. ra da Imp roiriz "
dem um bouito soitiuento de fuatoes brancos pelo
baratmho preco de 400 e 500 rs. o covado, assim
setinetas lisa, tendo de todss as cores a 500 rs a
ovado ; na loja da ei|uiua do becco doa ter
re iros.
SAO AS SEGUINTES PARA, ACABAR
l-RuaDuqnedeCaxias-SH
Toaile de nice, lindas cores, II, 1*400 o co-
vado.
Damac de seda borcada a 1* o dito.
Sedas bordadas, finas, a 15800 e 2* o dito.
Setim Maso de todas as cores, a 1* e 1*4C0 o
dito.
Dito dito preto, a 1*200, 1*500 e 2* o dito.
Cachemiras pare vestidos, a 1* e 1*400 o ;tu
Ocrgurinas matizadas de todas as cores, a 4<>.'
e 500 rs. o dito.
Setinetas lavradas e lisas de todas as cores, u
500 e 560 rs. o dito.
Faile com lindas ornes, a 460 e 640 r*. n dito.
Mirin.-preii.s a 14, 1*200, 13400 e 2* o dito
L de quadri'iho, c i. s lfads a 700 rr. o dito
Dita d-todas as ocres, a 400 56tl r-, lito.
Popelinas de seda a 3 A'pae s lisas, finas, a 360 e 460 rs. u diio.
Fusto de cores para menino, a 320 e 3**0 rs. o
drto.
Casemiraa preras a 2* 2i200 ilil >.
Ditaa de cores a l500e 2 dn
Dit-a ditaa finae,inglezie, a 3*500 4*
Cortes de casemiraa com toque de mofo, a 2*800
e 3*400.
Ditos d dita perfeito, finas, a 6/500, 7*;> 10*. N t
Damasco de la com 8 palmos de largura, a 2*
o covado.
Dito le ulgtrlllo i 600 ra. dito.
Dito bri.m: b.rda.i' a 1500 o metro.
Atoalliado re Hubo fino, a 1* o dito.
Cortes de casneta a 1*400, 1*800 e *.
Fecl -i d pelluci. 6* c 7* um.
Ditos arrendados, a 2*500, 3*500 e 4*500.
Ditos d- fda. Iin4s corea, a 34 e 3*500.
Chales de cas.-mira, a 3*500. 5*500 e 7*
Ditos ,1o algoda., 1*. 1*800
Colchas de cotes a l*50u e 2*.
Ditos portccriiesas muito grandes) a 12* e 14*
Ditas de cr< li-t a H'*, 12 c 15*.
('np.'IlHSCuiii *" (para DoiVaSI a 10* C 'ti*.
Enxuvacs para b..liza.I, a 10* c 14*.
Camisas para senhora, u 3*900 e 5*.
Sai as idem idem, bordadas, a 4* eq 0*500.
Toalhas de laberintho ricas para baptizado) a
60* e 80*. -. ^
Cretones para vestidos, lindos padroes, a 280.
360 e 440 rs." o covado.
Chitas claras, finas, a 240 e 280 rs. o dito.
JP rara Baque de Caito n. 69
Garnairo i CniaK.
Revoluco
O d da roa Duque de Casias, desojando ven-
der mnito, resolveu vender fazendas por menos
25 / ae Ben v*Ir-
Ver para acreditar
Setias macaos, de cores, 1 *400, por 800 ris
covado.
Mariposa fina de cor a 240 ris o ovado.
Renda aberto da China a 240 ris o covado.
Cretones finos nacionaes a 240 ris o covado.
Setinetas lisas e finas a 400 ris o covado.
Alpacas de cores a 360 res o covado.
Linbos eseosseses proprios para vestidos a 240
ris o covado.
Lequf s Juannito a 800 ris um.
Lencos brancos Ados de 1*200 a 2* a dnzia.
Camisas de linho mnito finas pelo preco dimi-
nuto de 30 a dnzia.
Cobertas forradas a 2*800 urna.
Colchas brancas e de cores a 1*800.
Bramante de tres largaras a 900 ris.
Dito de quatro ditos a 1*200.
Toalhas felpudas para, rosto a 4*500 a duzia.
Madapolo pelle de ovo, finissim>, a 6*500 a
pe$a
Camisas para senhora a 2*500 urna.
Lencos de seda a 500 ; is um.
Redes hamburguesas de cores a 10* urna.
Ditas ditas brancas, com varan las, a 15* urna.
Cortes do casemira de cores finos de 4*500 a
10*000
Casemira fina de res,intestada, a 2* o covado.
Flandla americana a 1*000 ris o covado.
E mai nma iutinidade de artigos baratissimos
ue nito deisarra de comprar que ..8 vir.
EMILIO ROBERTO
17 Ra o Baro da Victoria17
RODA DA FORTUNA
200:000*000 ,
PRE Dczenas..... I0$000
Vigcssimos .... I000
EM RETALHO
Dczenas..... 111000
Via5si!ii(s .... I,|I00
rORUE TODAS AS TEII(AS-FE1RAS
99~ LARCA POROSA!*.
TINTURARA
OTTO SGHIVEIDER
SUCESS0R
25 liua de Malliias iic Aibuquerque 2o
(ANTIGA Rl\ DAS FLORES)
Tinge o limpa.com a roaior perfeiclo toda a qualidade de estofo, e fazendas
em pesas ou en 'br.s. chapeos de fetro ou re p !hn, tira o mofo das fazendas; todo >
trabalho teito por 'le machi.lismo apferf-'';"', t l:".j" ''""' c 'i('-
Tintura pfcta uas teryas e s.-xtas-f.ira*.
Tinta : cores e lavagem todos os diah.
raiidc e bem !iiinlui:i fic.Ra de aifaiate
DE
Hmulw da Siln Horeira
PEDROZA&C.
N. 41Ra do Sarao da VictoriaN 41
Nesle bem conheeido estabelecimento, se encontrar um lindo e variado sor
tinento de pannos, casimiras, brins, camisa, pannos, collarinhos, meias, gravata,
tudo importarlo das melhores fibricns de Paris, Loares n All inb pan
y-
ervirem ios soua ainigaa e fregu:z'-8, os proarieUrio* ilost*
, iJ.l.icJ.UoUH.
tm na dircccJo dos trabalhos da oficina habis artistas, e que no curto espajo de 24
horas, preparam um terde roupa de qualuerfazenda.
Ra do Baro da Victoria n. 41
(PRESOS SEM COMPETENCIA)
Mais
Liquidam o
barate do que em casa
collegas

nos
4l e 45'>00 a per;a
Exposi$o Central
Damiau Lima ir C. intitularain o estabeleci-
mento em IiquidacSo da ra larga do Rosario n.
38, por EXfOSigAO CENTRAL para aasim se
tornar bem conheeido de todos, pelo que chama a
attencao especial das Esmas. familias Dar os
prev08 Beguintes :
Metros de p I ices a
Bonecas inquebraveia
Metros dearquinhes 120 e
Pecas de bordados finos a 300 e
Garrafas com agua florida a 700 e
Frascos de leo orisa por
Fita parfacba, n. 80
Carret'is de OC jardas a
Inviaevrir graudea a
Ditos menores a
Briuqued.'S p.ii a meninos h iOO, 30J
Cainiibas para presente 2500 >
Mi'ioa Mj de sedapara senhhoia tlje
LS para bordar de 8*800 e
Fita cliiuea o maf,'
Dito de algodSjdito
Masainhos du g rain pos a
Macuquinh s acn.bat'ccs a
Botoes, fitas, leques, perfumaras, bengalas, te
souras c antro muitos artigos que s com a vista
os Exp >v-. ; i' 'afg J Basado n. 38.
_ Tiras bordadas
A i O. ltO, IttO e tOO rs
*ara o carnaval
S na nova loja n 32 a ma da imperatris, se
vende um grande sortimHito <:e b nitas tiras bor-
dadas, proprias par enfeitca, acn lo largas e es-
ticiiMS, yelos haratisaimos presos de 100,120,160
e 200 rs tendo doua metros cada peca, grand.
pechincha. Asain como um bom sortimento de
ganga amii ha, viles e iio.innias. 9ne K
vendem barato : im I.ja de l'eiera dn Silva, *
rus da imperatris n. 32.
40U
UMX)
160
400
UOOO
1*0::0
3*000
8'
30
300
500
3*(HX)
1*200
3*000
360
240
20
16
Es"3'9 pan Ciwuhwa o csaquinhos de scnhoris a
Safas bordadas a H, 4 e 65000 urna !
Camisas bordadas pera aenheras a 50500 o ;}000 urna !
dem sem punhos, sem eollarinhos, para homem, a 425 a duzia !
Meias ingrezas superiores a 45 e 50000 i dita !
dem ioglezas para s-nboras 40 e 60OCK*, croa .!.-. 165 por 12^00? ?
Crochets guarnida completa por 80OOU I
Damascos duas larguras para colxas a 20000 o covado !
Popf nna brancas a 500 ra. o covado proprias para noivas.
Merinos pretos duas larguras a 10, 10200 e 10500 o covado I
Bramantes de linho superior a 20000 o metro!
Lenses de dito, panno, de casal, a 20000 um !
Cobertas de ganga cretonos, idem 30000 una !
Seminas, superiores borlados a 10600 \ duzia!
Cortes de meia casemira para cahja a 10400 I
dem de caserairas ioglezas a 30 e 4000 um 1
Cambraias Victorias e transparentes a 35200 e 30800 a peca !
Fkba para meninas a 10500 e 20000 uro !
Cortinados bordados a 70 o 100000 o pvr!
Grinaldas e veos para noivas a 100 e. 150000.
Cretones superiores a 320 e 360 rs. o covado !
59RuaDii |it de Caxias59
pn.prk-tirios
i a. i. i:k.ivj
MUSEl DE JOIAS
sito a ra do Cabug n. 4, communic^ni ao rospeita-el PUBLICO que receberam urr
grande sortiintnlo de oias tas mais modernas c -ha mais apuradas g-st, i-no taro
bem relogios de todas as quli iadts. Avsau tiuubiiui qu-.- eOUUttaiu a i^uber pot
todos os vapores vindos da Europa, objectos novos e vendem pjr muito menos que em
outra qualquer parte.
MIGUL WOLFP & C.
N. 4RA DO CABUGN. 4
Compra-se ouro e prata velha.
ILEGVEL



8
Diario de PcrnambucoTer$a--feira 2 de Marfo de 1886










LITTERATR
OS FILHOS
DO
3^.3>a-X3XDaa
POB
s.
CAPSVSV
ES*"
3UARTA PAH1:
As grutas d Btretal
( ContinuaQcto do n. 48 )
XX
PAI E FILHOg
Conheco bem os horneas, meu pai
disse ello com voz gracejado, como pode
suppor quo tres dentre elles, embora fos-
sem irmios, ligados pelo mesmo sangue,
nao chegariam a utn momento em que o
interesse pessoal os desunira. Humberto,
Mercurio o eu semino-nos mutuamente,
porque o bem commum o exige, mas nao
nao nos amamos Fra disso amor ou
amisade existe ? Isto sao palavras e eis
tudo Nao acredito as paixSes, e desa-
fio-o a dizer-me que nao fallo a verdade !
Mestre Eudes abaixou a cabega.
__Tentei querer prolongar esta asso-
ciaglo ainda por muito tempo disse elle.
Qae importa? perguntou Reynold.
__ Importa-mo! disse o ve!ho com voz
secca.
Reynold sorrio-se desdenhosamente.
Ser entlo o amor paternal que se
aviva na sua alma, meu pai ? pergun-
tou elle levantando um pouco a sua mas-
cara, mas sera a tirar, afim de raelhor res-
pirar.
Mestre Eudes deitoi um olhar para seu
filho:
__Tenho necessi Jade dos tre3! respon-
deu elle.
Comprehando disse Reynold depois
de um momento de silencio.
Necessito dos tres como voces necea-
siUm de mira, replicou o velho, este^ o
segredo da minha dodicaglo por voces e
di 3eu respeito para ram. Alcanganda o
meu fim, que me farlo as suas discordias?
Sou homem de sentimentos vulgares?
Estou ao da cima de todos, Reynold I Vi-
vo n'uwa esphera em que a estupidez que
ffoverna o coracao dos outros nlo serve
para governar o meu. Sou mais do que
homem, tenho a ciencia.
E quer ter mais do que a sciencia,
meu pai, quer ser iramortal *
Sim disse o velho.
Reynold fez um gesto de impaciencia e
de desdem.
__Sempre essa chimera I disse elle le-
vantaodo-se. %
Dizes a verdaie, meu filho ?
Sim, digo.
Porque Nada irapossivel para o
genio I
Quando nao contra as leis da natu-'
reza '
A immortaliiade nao contra as
leis da natureza, Reynol i! exclamou mes-
tre Eudes, cujos olhos brilhavam, porque
se nao foi dada s cousas da natureza,
aos entes creados arabcionarem n'a, ao
menos devem admittir que a longividade
possa ser augmentada de um modo incom-
mensuravel! Estender a vida, eis o se-
gredo do meus trabalho3, o fim a que
desejo chegar. Urna vez alcancado este
fim, tendo a certeza de viver mais dous
seculos, encontrarei o segredo da immor-
talidade. Os productos directos da trra,
a pedra, as plantas desafiara, os annos,
existem desde que a trra se creoou; as
arvores desta floresta que se estende dian-
te de nos veem passar seculos por cima
de si e comtudo estas pedras sao dotadas
de urna vida que lhes propria; estas ar-
vores teem seiva assim como nos outros
temos sangue, respiram pelas suas folhas
como nos respiramos pelos pulmSes. Deus,
fazendo o mundo, nao poz limites a exis-
tencia alguma, meu filho, fora > os homens
que excitaran) a vinda da inorte. A alma
eterna I. .
Mas, interroinpeu Reynold, os or-
glos da vida esgotara-se, nao pode no-
gal-o !
Esgotam-se porque esto imperfeitos;
entao, a questlo, a resolver o aperfei-
goal-os !
Como ?
Eis o que procuro ancontrar, mei
filho, eis o que encrontraroi!
E para alcuucar esse fim que pre-
cisa dos tres ?
Sim, disse o velho.
Reynold approximou-se de mestre Eu-
des.
Escute, disse elle bailando ainda a
voz, j tempo para que nos expliquemos.
Conhego bem a sua sciencia. mea pai,
mas nlo posso admittir as suas ideas, nlo
quero conjurar n'cste momento a intelh-
gencia, antevendo o futuro que me est
reservado e a que poderei emfim che-
gar.
A esta hora, Mercurio e Humberto
esto perdidos, sei, e lhe explicarei porque,
d'aqui a alguns instantes.
As suas tentativas de buscas nlo po-
dem salval-os, mas sim levantar obstcu-
los no caminho.
i Nao se metta entre olles o eu lhe fa-
cilitatrei os meios de chegar ao fim que
sonha, so acaso se pode chegar a esse fim
e se elle proprio nao foi sonho.
Podes facilitar-me o meu trabalho ?
exclamou mestre Eudes.
Posso !
Como?
Escute-me ainda 1
O velho aproximouse com visivel an-
ciedade.
O que o liga a Mercurio e a Hum-
buerto, j o disse, continuou Reynold, nlo
sao os lagos da paternidade, mas sim a
necesaidade, que tem de seus servico3 I
Sao sabios ambos e pensa que a sua
sciencia pode, n'um momento, ser-lhe til,
pois sao jovens, inteligentes o audacio-
soa. .
Mas so me perdor, meu pai, perdera
mais so em mim do que em os outros dous
reunidos l E' isto verdade ?
E' Reynold, disso mestre Eudes, a
tua sciencia profundo e magnifica, o teu
espirito poderoso, s meu digno filho!
Bam! Sa hesita entra entre mim e
meus irmaos, purder-se-ba. Se, ao con-
trario, nao hesitar e se me deixar, se 89
nao oppozer aos raeus desejos, substiturei
Mercurio e Humberto por um ente de que
meu paa reconheca a superioridade.
Quem? perguntou mestre Eudes com
voz arquejante.
Van Helmont I respondeu Reynold.
Van Helmont ?
Sim, meu pie !
Van Helraout 1 rep9tiu mestre Eudes,
levantando se. Tornara} a trazer Van Hel-
mont para junto de mim?
Sim !
Trabalharemoa juntos?
Vira ajudal-o 1
Elle ?
Forgal-o hia, se quizesse, a atear
fornalhas do seu laboratorio.
Van Helmont! Van Helmont! A scien-
cia no grau superior I Van Helmont que
possue a chave do magnetismo I Van Hel-
mont que tem diante de si os horisontes
infinitos I disse o velho. Forgal-o has a vir
era minha ajuda, a pres os seus estudos,
a sua 8Ceucia e o seu genio disposico
des meus desejos ? /
Forcal-o-he !
Mentes, Reynold Isso nao possi-
vel!
Meu pae, disse Reynold cora voz gra-
ve, que interesse toria eu em fazer cita
promessa, se nao podesse sustental-a?
Mas, os meios para forjar Van Hel-
mont I exclamou o velho, do qual todos os
membros esta va m agitados por um estra-
mecimento convulsivo ; porque este komem
to sabio, este homem do coraglo gangre-
tado, sacrificando-se s ideas supersticiosas
da sua poca, tinha urna cega f nos paizos
imaginarios sonhados pelos philosophos, os
alchimistas, os nigromnticos que germina-
vam durante os' seculos precedentes.
Mestre Eudes, que antevia o poier do
magnetismo, mestre Eudes, que attribuia
os phenomenos do somnambulismo pre-
tendida yirtude dos espiritos elementares,
mestre Eudes, que apenas acreditava em
Deus, muito acreditava no diabo. Reco-
nhecendo a superioridade do sabio, com
quem tanto tempo operara, depois de ter-se
certificado da influencia tilo extraordinaria
de Van Helmont sobre Aldah e da sua in-
capacidade pensa va que, gracas ao s;u
commercio com os espiritos invisivos, Van
Helmont poda chegar descoberta da
grande obra, isto c a da pedra philosophal,
do elixir da vida, e finalmente posse da
sciencia.
O pensar d'este homem, d'esse Van Hel
mont to poderoso, que podia tornar-se no-
vamsnte seu companheiro de estudos e es-
clarecer o caminho obscuro que trilhava,
eausava-lhe grande comraocao.
O meio ? o meio ? repeta elle apor-
tando as mos de seu filho.
Vou dizer-lh'o, meu pai, respondeu
Reynold, mas antes de tudo isso necessa-
rio que falle de mim I Chegou a occa-
silo! Eis a hora pela qual suspira ha
perto de daz annos. Quero finalmente ti-
rar a mascara moral que se me torna mais
pesada e mil vezos mais incommodativa
que este loup de veludo quo me cobre o
rosto! Vou fallar-lhe francamente, meu
pai! Vai pela primeira voz conhecer o
meu pensamento, receber e confidencia dos
meus projectos e dzer-mo em seguida se
sou digno lho I
XXI
A COSFISSAO
Reynold fez urna pequea pausa ; Eudes
ficou immovel. (
O velho parecia esperar a confidencia de
seu filho com urna magostado que cotras-
tava admiravelmente com o seu austero
rosto.
Durante o silencio que reinava entre os
dous homens, a tempestado elevava a sua
voz cada vez mais atroadora. Havia algu-
ma cousa de singular no carcter destes
dous gfejsanagens, conversando em voz
baixa nesla choupana raeia arruinada, com
o espectculo desta natureza em convul-
80.
O lume ardente do fogo, iesenhando-se
livremente no meio da nojte sombra, pros-
tava a esta scena um carcter ainda mais
extraordinario.
Mestre Eudes retomara o seu lugar,
Reynold voio tambam sentarse ao pe
delle.
A mascara que lhe cobria rosto, occul-
tando-lhe as feicSes, nao permittia ao ve-
lho o adivinhar lhe os pensamentos pela
expresso da physionomia.
Meu pai, principiou Reynold, sou
muto superior a meus irmaos, sei; sabem-
n'o e meu pai tambam. Ellos tem iutelli-
gencia o sciencia, sei! Tenho mais do que
ell^s a concepclo* e o genio. Nao fallo por
orgulho, provo um facto, eis tudo !
Mestre Eudes inclinou a cabaca, como
quem reconhecia a verdade da opinilo
F0LHET11
A FILE! DO SINEIRO
POR
7. su ::::::::
(Continuado do n. 48 )
V
Ha de aceitar um copo do vinho quan-
do eu voltar, se'arrajaro meu negocio.
NSo digo que nao. A casa depois
da volta esquerda. Tem urna grande
porta coeheira e, era vez de campanha,
-jssa porta tem um grande martello.
Nao tenha modo. Hei da achala, e
comegou inmediatamente a descer a ladei-
ra muito ngrerae da ru 1 de Marbeuf.
No fundo dessa encosta calcada a ra faz
urna curva.; depois que elle passou o n-
gulo de um muro comprdo, vio vnte pas-
$03 adiante a casa era questao, slidamen-
te construida e fechada como urna fortale-
za. Todas as apellas esta va-n fechadas e
nada indic*va que ella estivess^ habitada.
^ Muito bem dis30 Fabreguetta entre
dentes. Tem-raa assim um arzinhs da Tor-
re de Nesla, que rae excita a arriscarme
na aventura.
Sera mais deliberar, Fabraguetta quo se
tinha collocado do outro lid? para exami-
nar a fachada, ntravessou a ra, pegou do
martello e bateu rigorosamente.
As pancadas acordaram .-hos prolonga-
dos. A ca3a soava oca como nraa pipa
vazia. A essa appello retumbante, nia-
guem responden do interior e Fabreguettc
bateu de /ovo com mais forja, nao foi, po
rm, mais bem succedido.
Decididamente, r-smoncou elle, o
castello da Bella adormecida no bosque, a
menos que o criado anda nao tetaba voha-
uo, entretanto esse contramestre disso-me
quo o tinha visto passar.
Um leve ruido fio levan'ar a cabe; a.
Tinham aberto uraajanella do prmeiro an-
dar e ao cabo do um instante, urna vjzdo
gritou :
Espero l vou.
emittida por seu filho.
Entao, proseguiu o joven, quando me
v servir a causa commum com dedicacSo,
quando muitas vezes lhe tenho provado a
minha apparente abaegaco, os meus estu-
dos serios, a minha paciencia em tudo, o
pai, que conhece to bem os homens a que
sabe ser o egosmo o nico sent ment que
os governa, de vera adrairar-lhe e pergun-
tar por veze3 qual era o fim para que eu
caminhava, quaos os meus disignios, a que
eu sacrifica va assim o presente.
Efectivamente, Reynold, fiz a mim
proprio essa pergunta, pirque se eu conho-
90 os homens, tambam tu e teus irmaos os
conhecra.
Hoja posso responder-lhe, meu pai.
< Ha dezoto annos, desde que a razio
germina na minha cabeca, prinpalmente
desde esse dia em que, levando o nomo de
condo de Bornac, liz a minha entrada no
mundo que me era desconhecilo at entao,
tomei urna resolucao, e essi rosolucao tor-
nou se para o futuro a minha regra do
conducta.
Essaresoluco era ? pergunt)u mestre
Eudes.
Essa resolucao, replicou Reynold,
era de nao trabalhar sonlo para mim,
guardando a apparencia de s trabalhar
para a associaco. Esta resolucao era,
chegado o momento, viudo o instante, que-
brar com ralo firmo todos 03 instrumentos
de que me tenho servido e de que me ser
vrei para alcanear o meu fim, e fazer des-
apparecer o ultimo fragmento desses in-
strumentos que podessem comprometter o
meu futuro. Bem assim como lh'o tenho
dito, chegou o momento, e esta mesma noi-
te comecei a mi ha obra I
Hoje eis a situacitD dos nossos neg
aios. O titulo e o nomo dos Bernac por-
tencem-nos, assim como as propriedades e
e as prerogativas ligadas a este titulo o a
este nomo, e constituora para aquelle que
os usa urna das mais bellas posigoes entre
a nobreza do reino.
Quatro milh3e3, tanto em ouro como
em pedras, esto nos aposentos das grutas
encerrados nos movis que trouxemos rou
bados do palacio do Mircceur; mas oito mi-
lhSes em diamantes as cavernas secretas,
de que ninguem alera de mim e meu pai
conhece ou suspeita a existencia.
Van Helmont possue na Hollanda um
grande thesouro do que o amor por Aldah,
nossa prisioneira, nos assegura a proprio-
dade.
Desposando Diana, a filha do prebos-
te de Pars, o conde do Bernac approxi-
ma-se ainda da corte e ah oceupa um lu-
gar e influencia iucontestaveis. Tora sua
merc a filha da primeira autoridade do
reino. Entao, tela-ha sob a sua dependen-
cia.
Finalmente, Van Helmont, posto na
presenca de sua querida filha, Van Hel-
mont torna se nosso escravo, porque, sua
recusa de obediencia, as torturas de quo
Aldah ser araeaQada lhe farlo curvar a
cabeca.
Mas, exclamou mestre Eudes, tu im-
pediste-me j o empragar esse meio !
Porque eu prefera gurdalo para
mim !
Mas o teu amor por ella oppor-se-ha
aos teus proprios designios I
Reynold encolheu os hombros.
Nunca aoiei Al-iah, disse ella. Fin-
gi-me namorado para engaar Van Hel-
mont, para engaar Mercurio o Humberto,
para enganal-o tarabem, meu pai, pois se
nlo tosse esse amor, os meus projectos se-
riam frustrados.
Mestre Eudes elevou para aeu filho um
olhar de admiradlo.
Continua! disse elle.
Entao, replicou Reynold, Aldah as
nossas mos um instrumento de que h-
bilmente me servire para constranger a
vontade de Van Helmont.
Entretanto supponha, meu pae, que
La Chesnayo o bandide, La Chesnaye o
ladrlo, La Chesnaye o ajsasino seja enfor-
cado publicamente, supponha finalmente
que lhe foi feiti justica. Dapois, veja o
condo de Bernac, cnt primoiro lugar casa-
do cora a filha do preboste de Pars, tor-
nado o mais rico senhor do mundo chris-
tlo, gracas aos milhaes das grutas e aos
de Van Helmont, em segundo lugar dota-
do de um poder sera limites palo conheci-
mento do segredo do magnetismo. Veja o
thesouro do reino empenhado, pense a que
grao da escalla social poderia chegar um
homam que n'um tompo de crise fcil de
provocar, abrira perante o rei as suas
mos cheias de milhSas. Ver essa ho-
mem usando um bello nome, um titulo ress-
peitavel, alliado com as melhores familias
de Franca, velo-ha no cu me do poder, e
diga-me aonde esso homem dotado de ge
nio, audacia e energa poder fazar parar
o seu velozcaminhir ?
A' medida que Riyftol 1 fallava, meii
la que desenvolva os seus projectos gi-
ganteos, que designa va o fim de seus dese-
jos immoderados, mostr Eudes levantava
a pouco e pouco a sua eabeg* inclinada
para a trra. O seu olhar sombro illami-
nava-se, a sua mo trema sobre o joelho
o a sua physionomia resplandeca, expri
mindo alternativamente as comraoces pa
las quaes passava o espirito do velho.
Era evidente que as esperangas quo po-
dia ter n'csse, que lhe fazia agora a sua
coofissilo, eram muitas.
Depois? p:rguntou Eudes. Que re
solvesta V
Resolv, exclamou Reynold com voz
firmo o breve, ser eise homem de que lhe
fallo, ra u pie. Resolv guardar para mim
s um poder que ninguem podesse parti-
lhar. Resolv consorvar para mim s o no-
me do condo de Bornac, resolv casar-me
cora Diana d'Aumont, resolv guardar
Aldah em meu poder, resolv dosherdar
meus irmaos dos milhoas encerrados as
grutas, resolv finalmente elevar minhas
vistas to altas quanto um homem poderia
fazer som suecumbir de deslurabramento ;
o essa? resolujSas, meu pa", he de cum-
prl-as, porque a sua execujlo j come-
cou!
Como ? perguntou o velho.
H* dez annos que prosigo no meu
pensamento, j i lh'o tenho dito, e os acon-
tocimentos virio ajudar me. Nunca 03 pa-
ngos que ameacaram a associsclo parti-
ram de mira, mas serapro do Humberto
ou da Mercurio. Bom! esses perigo3 nlo
quero nunca estar expo3to a elles. Os meus
planos slo seguros c admiravelmente com-
binados. O rapto de Diana era necessario,
executando o serv a paixlo do Humber-
to; os milhoes tornavam-se-mo uteis, fiz
gurdalos a Mercurio. Sob pretexto de
amor pela filha do Van Helmont, constrau-
gi meus irmlos a ajudarem-me na captura
do Aldah.
f O condo de Barnac principiava a ser
Mercurio advinha o papel qua pan o fu-
turo quero desampenhar, piuco naa impor-
ta Que patenteie a verdade, nlo lh'a ad-
mttirlo, porque os depoimentos fetos
por Humberto perante os juizes, depoi-
mentos por mim ditados, provam o inte-
resse qu La Chesnayo tinha em com-
prometter o con le de Bernac. Se Mercu-
rio nlo foi apanhado esta noito, sel o ha
araanhl, ou depois do amanhl, respondo
por sso, ainda mesmo que eu o tenha de
perseguir o dirigir as pesquzas. Oh! to-
das as minhas precaucSes esto tomadas
e muito bem tomadas t Cousa alguma me
poder trahir I As grutas esto cheias de
plvora. Saltarlo antes que um nico po-
lica all tenha penetrado. Camalelo e os
girantes esto fechados 1 perecerlo todos
e o segredo ser para o futuro s nosso !
Eis os meus pensamentos! Diga-me : se-
rei seu filho digno ?
Mestre Eudes levantou-se. A sua phy-
sionomia expressiva apresentava os carac-
teres da ma3 poderosa commoclo; mas
esta nlo provinha, necessario dizel-o,
das afflicsSes que daveria sentir o pai pela
sorte das duas enancas.
Esta homem, que fra tanto tempo o
genio do mal, expermentava ura especio
da alrairaclo invejosa por aquelle que des-
envolva os pormenores de urna combina-
najlo torrivel; perguntava a si proprio se
a sua audacia e o despreso de todos os
sentimentos humano3 podeeam chagar a*
esse cynisrao terrivel; mas essa combina-
9I0 infernal, e3se cynisrao descarado com
o qual fora educado, mestre Eudes nlo 03
desapprovava.
Longe disso, a odiosa raaquinaclo exci-
tava o seu respeito, e foi quasi um olhar
laucado por um inferior para seu mestre o
que o velho elevara para seu filho.
Mas, disso reflectindo, nlo julgas a
partida duvidosa? Se Mercurio se oonten-
tasse em levar Humberto?
E' pouco provavel, respondeu Rey-
nold ; mas isso antev-se. Pouco importa
que o levera a elle ou a ambos; o que im
porta que a trplice semelbanga nlo seja
documentada. Elle fez j o nosso poder, e
hoje pode causar a minha perda. E' ne-
cessario provar a existencia da um capi-
tlo La Coe3naye, e essa existencia ser
provada.
Comtudo vivem ambos ? se os pren-
dem de urna vez '
suspeito, iniraigos poderosos selevantavam | jja0 pOUco prov.vel, mas as mi-
no caminho e podiam atacal-o com resulta-
dos inesperados, imaginei o negocio do
baile de D. Podro de Toledo.
nhas precaujftes esto tomadas. Ricardo, o
sargento do preb?stado, talvez o nica
com que posso contar, Ricardo commanda
ltimamente a prislode La Chesnaye a eXn8dicIo que nesta momento persegue
Bem ponsou Fabreguette, antes de
abrir, quer saber com quem tem de haver-
se. Encontrei a pega no ninho. O meu
hornera nlo estara to bem guardado se
nada tivesse que esconder. Agora pre-
ciso cuidado.
Um minuto depois ouvio passos pesados
que approximavara-so lentamente, dopois a
chave rangeu na fochadura e appareceu a
cara singular, cuidadosamente barde da, de
um homem alto, secco o direito como um
choupo, vestido todo de preto e de gravata
branca; ar e modos de um criado de cisa
de trataraento.
__Qae dest-ja? perguntou bruscamente
esso per30nagem, som atastar-sedasua atti-
tude desconfiada.
Desmlpe incomraodal-o, respondeu
Fabregielte, levando militarmente a mo
ao barrete. Sou pintor decorador e um
amigo que tenho no bairro disso rae quejia
obras nesta casa.
Obras Isso depende. O senhor
capaz de pintar quatro grandes paredes de
urna salade jantar?
Sem duvda I justamente a minha
especialidade ; sei o que acsaj*.
O homem vestido di preto intorrom-
peu-o :
O senhor parece-rae saber o seu offi
ci. Resta dizer-me as condic33s cim que
se encarregaria do trabalho. So os seus
precos forera razoaveis pederemos nos en-
tender, mas nada posso concluir sen con-
sultar o patrio e devo prevenil-o que mui-
to provavelmeate ello querer experimen-
tal o.
Convem-me aso, mas antes de dizer
quinto a obra ha de cuitar, preciso ver o
que tenho que pintar; couiprelieada que se
as paredes t n cinco metros pjr dous, por
exemplo, hlo do custar mais paro do que se
fossera pequeas.
Naturalmente, disse o criado sorrin-
do. Pois bem po3ao mostrar-lhe. Toma-
r as suas metidas, dopois fir o seu or
gamento, que submetterei ao Sr. marquoz
amunhl mesmo.
__ Entlo o Sr. 'iiar.jucz nlo est aqu ?
Nlo. A casa nlo eit anda comple-
tamente raobiliala o ello nao a oceupar
antes que tudo .estoja prompto para re e
bel o. Mas, o senhor nlo precisa fallar
com elle. Eu sou o seu intendente c elle
deu-me carta branca para tudo que so re-
fero ao3 arranjos interiores.
Emquanto t'allava, esse morJo.no abra a
porta a pouco o pouco o acabou por es-
cancaral-a. Entlo Fabreguette o vio todo
eo livramento do conde de Bernac teste-
munharam a simultanea singular quo tinha
com o fidalgo, e essa simlhanga certifica-
va ter elle i m mediatamente alcangado a
estima de todos.
4 O negocio d'esta manhl em Fcamp
afastou os grantes do prebosto e tornou,
entro elle e estes, impossivel toda a appro-
xiraaclo.
Ha muito tempo que eu suspeitava a
grande traiclo de Catharina e a de Cama-
lelo; deixei principiar esta noite a trai-
clo. Fiz surprehender da proposito, por
Camalelo, a minha conversaclo com Hum-
berto relativa aos projectos que eu lhe ha-
via suggerido; bem convencido que Ca-
malelo revelava esta conversa a Cathari-
na, o osta preveniria Mercurio.
Catharina, persuadida por meus cui-
dados que Mercurio amava Diana, con-
vencida por algumas palavras que tinha
deixado voluntariamente escapar, que a
vida de Diana e do Aldah dependiam da
chegada de Humberto esta noite s grn-
tas, Catharina exeiira Mercurio. Este jul-
gando-se trahido jurou vinganga.
teco demonstra que pensei exactamente.
Se as rainhaas prevongoes se realisam,
O homem de preto parou no patamar do
primeiro andar, anda mais escuro do que
a escada, abri urna porta e afastou so pa-
ra deixar passar Fabreguette. No iteio da
pega ora que entrou ardiam duas velas em
castigaes de prMta postos em cima de urna
mesa, Se nlo houvesse essa luz, a escu-
ridlo teria sido completa, porque todas as
janellas estavam fechadas e o pintor nlo
pode deixar de dizer ao seu guia:
Entlo a luz incoramoda-lhe a vista,
de modo que quiz escurecer a casa ao meio
dia?
Nlo sso, respondeu o intendente,
mas hoje estou aqu s de passagem. O
patrio mandou-rae buscar urna charuteira
que deixou no seu quarto da dormir e ou
nlo quiz ter o trabalho do abrir as janellas
por um quario de hora. Vou sahir depo s
que o senhor tiver v3to o que touho quo
raostrar-lhe. Isso quer dizer quo foi urna
felicidade encontrar-me aqui.
Entlo nlo mora nesta casa ?
Ainda nlo, mas venho c todos os
dias e aqui estarei emquanto o senhor tra-
balhar. E' provavel qua tarabem veja
aqui o Sr. marquez, porquo ello, som du-
vda querer por si apreciar o que o senhor
saba fazer. Elle paga bam e quer ser be n
servido.
Tem razio. Eu feria o mesmo se
fosso rico.
-- Ninguem ti) rico como o Sr. mar-
quez. Delle polo bem dizer-sc quo nlo
sabe quanto tora. Mas elle gesta de to-
mar cantas e sabe o que as cousas valem.
E' um estrangeiro, hcira ? os France-
zes detam fra o dinheiro quando tm.
O Sr. marquez, gr*ndo da Hspa-
nha.
__ Grande de Haapanha Nlo sei bem
quo isso mas sa muito bora. Vai ficar
em Pariz ?^_
Talvez. Elle viafa muita e quando
urna trra agrada-lhe, iinstalla-sa nella co-
mo so pretendesse ficar ahi doz annos.
Venha ver a sala do jaotar.
O intendenta com urna vela na mo lo-
vou o artista para um quarto o Hormir on-
da hava, pelo menos, urna cama e algumas
cadeiras. Alguem tinha dormido na cama
qua nlo eslava ainda feita. As cobertas
estavam cahidas o os travesseros ainda
conservavam a impresslo do duas cabegas
que nolles havia repousado. Fabreguette,
que tudo observava, nlo doixou da con
juizVtamarario qu fonnava Fabreguetto ojcluir que a infeliz condessa tinha passado
nesse negocio o raais telonio era o que elle ja noite com o seu pie
pensara.
a pode examinar lhe a cara que esteva na
luz. Verificou logo qua o fabricante de
carros nlo inentio, dizendo-lhe quo o guar-
da da casa inhabitada era muito feio.
Que carranca I pensou Fabreguette.
S a cara o aria condemnar. E se esta
sujeito nlo esteve mettido no negocio do
Notre-Dame, dou licenga a Meriadec e aos
outros camaradas qu me. chame ra de im-
bcil.
Nlo tenho tempo para estar conver-
sando aqui, tornou em tora brusco o trucu-
lento intendenta. Entre, se quer ver a sala
de jantar. Senlo, v sa embora e nlo vol-
te mais.
A porta qua eda ainda segurava ia fe-
char se na cara de Fabreguette o este que
nlo queria parar no comego de ura negocio
to bem bam comegado, entrou apressa-.ia-
mente na casa suspeita. O intendente de-
xou-o passar, fechou a porta com a chave
e correu dous grandes forrolhos.
Entlo receia que eu luja, disse Fa
breguette, cora um riso ura tanto forgado.
Nlo isso, mas nlo quero qua no3
incoamodera o o senhor nlo faz ida da
indscrigao dos vizichos. Nlo quero que
entrera aqui sera a minha lic*nga, como t-
zeram dous. pequeos quo sorprehenii jo-
gando a bola no vestbulo um dia em quo
mo esqueci de fechar a porta da ra.
No vestbulo nlo havia rauita claridade,
e no fim Fabreguette apenas entrovio urna
escala que devia receber luz do alto.
Eu vou na frente, disse o intendente ;
o sonhor sgame. A sala do jantar que
lhe vou mostrar no primeiro andar.
Fabreguette seguio o veril:ou que por
cima da oseada havia urna vidraga, cerca
de vnte metros cima do chic. Essa dis-
posiglo pouco emprogada as casas p rti-
culares, relambrou-lhe a escada da torre do
norte, sondo esta, pelo meos allumiada por
setteiraa. Depois comegou a pensar quo
o8ta casa parec? urna ratieira. Tinha en-
trado nclla fcilmente, e nao podia mais
fcilmente sahir dola som licenga do guar-
da quo lhe parecia ser mis vigilante o mo-
nos coramolo do qua o pai do anjo doi ai-
nos.
Mis o artista da ra da Huehette tinha
amor proprio para confessar a si mesmo
que acaoava lo commettor urna impruden-
cia. Estava felicitndose por ter tao ha
bilmente adormecido a vigilancia dejse cer-
bero de libr, mas, com corteza, era um
Mercurio.
Se encontrar juntos Humberto e Mer-
curio, ter o cuidado de ferir um dellesna
rosto e fracturar lha o crneo com a ajuia
de urna bala de arcabuz se poderera em-
preger as armas; se nlo, urna garrafinha
de acido que lhe confiei, ser quebrada n>
rosto do primeiro que encontrar, e destrui-
r assim toda a prova de semelhanga. No
caso contrario, sendo Humberto morto por
Mercurio, como eu creio, esta ultimo ser
preso e eu rae encarrego de fazer desap-
parecer o cadver. Daste lado as minhas
precaugSes estao tomadas. Oh nada tema
meu pai, a partida qua eujogo estjga-
nha. Des anee em mim, nlo sou homem
que deixe ao aca30 a menor acglo tenden-
te a aniquilar os meus projectos e obstruir
o meu caminho.
Tudo est prevenido, mesmo as de-
nuncias feitas por aquella que for agarra
rado, e tenho de ha muito preparado os
meios de as combater victoriosamente.
Mostr Eudes deu alguns passo3 na sala,
depois parou :
Forgars Van Helmont a trabalhar
commigo? disse elle.
Obrigome a isso !
No rao recusars cousa alguma da
Mercurio a esta hora em que fallo, est j qU9 me poder ser til para cumprir a mi-
prsso, porque antes de raiar o dia o pre- nha obra ?
bosta de Paris, por mim prevenido, ter Juro o.
prendido Mercurio, e d'esta vez o capitlo ,
La Chesnaye ser bem enforcado Que (Continua.)
si, esta tolo nlo desconfia da mim, porque' ura tolo vaidoso, nlo era a causa desse ac-
se soubesse o que eu venho fazer aqui nlo cidente.
Decididamntc, dizia elle do si para
me mostrara tudo isto.
O artista nlo estava ainda no fim das
sorpresas.
Depois desse quarto, atravessou um ga-
binete onde vio um touoador e urna cama
pequea de ferro, cama de crianga.
Foi aqui que deitaram Sacha, pensou
Fabreguette.
Alera do gabinete, havia urna pega com
seis cadeira3 e urna mesa redonda em que
ainda se viam os restos de um almogo.
Essa negligencia provava superabundan-
teniente que a casa tinha sido abandonada
pelo dono desdo o dia depois da chegada
da condessa, e que o intendente tambera
nlo tinha l posto os ps, emquanto affir
raasse o contrario. Era a occasilo de o
fazer fallar, para que se compromettesse
ainda mais.
__ Entlo o seu grande do Hespanha al-
mogou aqui ? perguntou elle, sem parecer
ligar a menor importancia pergunta que
fazia.
Elle 1 exclamou o intendente. O Sr.
marqu'z alraogar ara u na mesa coberta
com um encerado o en lou^a commum !
Bem se v que o senhor nlo o conhece. O
senhor na de rauita fore se nao com-
prehendeu que fui cu que n comau o almo
go cujos restos est vendo ahi.
__ Nlo f i o senhor s, porque ha talhe-
res para tres, interrompeu Fabreguetto, qua
nao podia conter a lngua.
Sabe o senhor que muito curioso:
nlo gosto de operarios qua se raettem em
negocios alheios.
__ Desculpe, patrio, fiz mal e nao lhe
perguntarei raais nada, s lhe pjgo qua rae
mostr a sala do jantar. Preciso medl-a
antes de fazer o prega. Ser aqui ?
Como, nasta antecmara, quo lem-
branga, meu ciro! Cimo polo confundir
esta buraco com a sala grande jantar ? Fi-
ca atrs Jde.sta divislo e vamos entrar
nella. .
"Dizendo isto, o intendente abri urna
porta o convidou Fabreguette a entrar pri-
meiro.
Este entrou som desee .fiar, parara ape-
nas poz o p na pretensa sala u parte fe-
chou se com ruido.
F-breguetta aehou-sc de repente era pro
funda escurdao; > sua primeira idea, po
rom, foi que a porta tinha-sa fechado por
si e qua o intendente, que ello tomava por
O artista chamou o intendente e come-
gou a bater cora o punho na porta, que de-
via ser muito espessa, porque dava um
som surdo e nlo trema s pancadas vigo-
rosas e repetidas.
O pobre artista escutou e nlo ouvio ne-
nhum ruido.
Decididamente, a aventnra ia mal, e o
imprudente Fabreguette comegava a des-
pertar das suas illusoes. Cahiram-lhe as
escamas dos olhos e elle perguntaua a si
mesmo como tinha cabido em urna arma-
dlha, grosseiramente preparada, porque a
facilidade com que esse homem o tinha re-
cebido na casa deveria desde logo parecer-
Ihe suspeita. Em summa, comprehendou
que estava preso.
Comegou a percorrer a pega encostando
a mo parede para guiar-se e depois de
ter tocado em quatro cantos, formados por
ngulos rectos, verificou quo a pega era
quadrala e quo pelas suas dimensoas nlo
podia servir do sala de jantar. Era antes
urna dessas masmorras destinadas a receber
um proscrito, dessas que havia muitas no
tempo da primeira revoluglo. CorrU, pois,
grande risco do raorrer all de fome, ou
por falta de ar respiravel.
Essa verficaglo Iangou Fabreguette as
raais sombras reflcx3es.
De repente, ura ruido secco chamou a
sua attengao.
Ao mesmo tempo um raio de luz pene-
trou na raasraorra. Deslumhrado a priu-
pio por essa passagem sbita das trevas
claridade, abri depois os olhos e por urna
abertura quadrada na parede, -io a cara
do velho que tinha almogado a urna mesa
visinha da sua no boulon do boulevard da
Saint-Michel.
Esse homem odioso olhava-o por cima dos
oculos azuos e ria. Tinha na mo o cas-
tigal de prata que o intendente trazia havia
pouco, de modo a allumiar bem o seu rosto
enrugado.
Fabreguette pensou que estava sonhan-
do, mas a voz do velho restituio lhe logo o
sentimento da realiade.
(Continuar-sehi.)
Typ- d? Diario _rua Duque de Caxii n.*2.
v


r


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