Diario de Pernambuco

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Material Information

Title:
Diario de Pernambuco
Physical Description:
Newspaper
Language:
Portuguese
Publication Date:

Subjects

Genre:
newspaper   ( marcgt )
newspaper   ( sobekcm )
Spatial Coverage:
Brazil -- Pernambuco -- Recife
Brazil -- Pernambuco -- Recife

Notes

Abstract:
The Diario de Pernambuco is acknowledged as the oldest newspaper in circulation in Latin America (see : Larousse cultural ; p. 263). The issues from 1825-1923 offer insights into early Brazilian commerce, social affairs, politics, family life, slavery, and such. Published in the port of Recife, the Diario contains numerous announcements of maritime movements, crop production, legal affairs, and cultural matters. The 19th century includes reporting on the rise of Brazilian nationalism as the Empire gave way to the earliest expressions of the Brazilian republic. The 1910s and 1920s are years of economic and artistic change, with surging exports of sugar and coffee pushing revenues and allowing for rapid expansions of infrastructure, popular expression, and national politics.
Funding:
Funding for the digitization of Diario de Pernambuco provided by LAMP (formerly known as the Latin American Microform Project), which is coordinated by the Center for Research Libraries (CRL), Global Resources Network.
Dates or Sequential Designation:
Began with Number 1, November 7, 1825.
Numbering Peculiarities:
Numbering irregularities exist and early issues are continuously paginated.

Record Information

Source Institution:
University of Florida
Holding Location:
UF Latin American Collections
Rights Management:
Applicable rights reserved.
Resource Identifier:
aleph - 002044160
notis - AKN2060
oclc - 45907853
System ID:
AA00011611:18971


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Full Text
UJC LU llBBO 51
31 DE-
1 1
PAMA A tAMlAL E Lltl^ O^DE SaO MIS PAtiA POKIb PARA ULMKO E FORA 1A PROTISC1A
XaSK^ ASS000 ^f Por .o, re8 adeudo.......... ..... 13*500
Por uun anno :dem..... SXX ~^SKf~ Por nove dato. dem.................. 20*000
ri* nmDm i j 40000 -S*BgP' Por um anno dem................. 270OOG
jWU DUmero avul80' do me,mo d,a- 5100 Cada numero avulso, de dias anteriores......... 100
DIARIO DE PERNAMBUCO
|)r0prterae %t Jttanoel Jgurira be Jara 4 -ftlljos

r
:l
O Hrtt. Amedee l'riuce dr. C
de Paria, silo os nossoa agente*
exefuii|'*s de aanum-ioi o pu-
blic icdes da Franca e Ingla-
tenfe.
Os Srs. Wutltiirne II -manos.
de lew-York, llroad \\a\ n.
*, silo os nossos agentes ex-
clusivos de animados nos Es-
tados-Luidos.
TELEGRAMMAS
:SBTO PA3i:WLa3 S3 SZASIO
RIO DE JANEIRO, 30 de Outabro, s
.3 horas e 50 minutos da tarde. (Recebi-
do s 4 horas e 55 minutos, pelo cabo sub-
marino).
Fallecen o mililitro do Supremo
Tribunal deJuatira. connelhelro in
ionio FranciNCO de iii-icdo. nalural
de S. Paulo, e formado em dtrello
em 1S38, na Faculdade do Beclfe.
ssavijoda as:ss: satas
(Especial para o Diario)
POLTICOS
NEW-YORK, 28 de Outabro. ,
A* reala* da Inanguraeo da ES-
TATUA 3A ^.IBEBDADE ILLUMINANDO
0 MUNDO, estatua oflTerecida pela
Franca ao* Eatadoa- Laidos da Ame-
cica do INorle, foram celebrada*
com iamenio esplendor, deapello
de tercm ido contrariada* pelo
mito lempo.
O escnlptor Bartholdi foi nlvo de
urna oiaro especial.
MADRID, 28 de Outubro.
ex-marecbal Baaalne rracturoa
urna perna. n'ama queda que den.
COM3IERCIAES
LIVERPOOL, 28 de Outubro.
ASSUCAR.-TranSaccfte* c a I m a n.
preco* li\n.
O de Pernambuco n. 9. 1 e 3 por
quintal
ALGODAO :Mercado calmo preco*
inalterado*.
Fair de Peranmbuco. 5. e 16 d.
por Ib-
Venda* do dia SiOOO fardo*.
NEVV-YORK, 28 de Outubro.
ASSl'CAR:Calmo, proco* aem al-
terarlo.
Fair relinina, de
1 r h cent* por Ib.
Pernambuco.
Agan ih Ilavas, titial m Pernambuco,
30 de Outubro INSRUCC POPULAR
"HIGIENE DA HABlfoQiO
(Extrahido)
DA BIBLIOTHECA DO POVO K DAS ESCOLAS
CAPITULO VI
Altura dan babliace*. Salubrlda-
de do* dlverMO* mimaren. Olnponl-
cao doa apoaentoa. liatrina*. Ex
gol loa
. (ContinuaQao)
> 2a PaetsEhissoe. 32. A descarga do emis-
sor deve ter luglar fora da barra, em pooto da c- ata
convenientemente escolbido, para que nao haja a
receiar nem a formaclo de banc >a pela depoaicao
dos solidos coolidos em suspcnso dos exgottos,
nem a iofecco de quaes^uer povoacoes que ae
achem prximas.
33. A vssio do eraissor deve SPr continua.
34. Poderlo ser introduzidos no emissor os
exgottos das povoaroea marginaes, a jugante de
Lisboa.
Esta introdcelo porm, cssencial em rea-
nlo s povoacoes de Alcntara, Belem e Ajnda
35. Devem considerar-se extensivas ao emissor
hh parte em que lhe sao appicavcis, as dispo-i
(es cima furmuladas a respeito da rede de ex-
gotto, considerada sob o p>nto de vista da salu-
bridade tanto interior como exterior.
3" Parta renos. 3C. O sub solo das ras da
cidade deve ser drenado em todos os pontos onde
as condicoes physicas do terreno assim o exigir- m.
Esta drenagem deve ser feita por meio de um
systema de dreuus permeaveia ndependentes dos
canos de exgotto.
< Os drenos devem ser garantidos, onde se julgar
necessario, contra a invaslo das ra zea das arvsre
4 Quesito
37 Tanto para ^atisfasrr as exigencias da
hygiene, como para tealisar a mxima perterao e
economa da construefo, convem que as obra*
e-jam feitas por ndministracio, com excluslo do
sys'ema de e preitada geral.
As Obras deven effectuar-se com as prec nu-
eces necessarias para acautelar a saude publica,
nao cenvindo portanto fixar a priori o praso para
a execucSo dellas.
5 Quesito
88. Os projectos das obras de exgotto de todas
as edificaros* devem ser snbmettidos previamente
approvacao da cmara, e a execucjto dessas obras
deve ficar sojeita fscalisaco das repartieres
municipacs competentes.
A cmara deve igualmente exercer inspeccao
permanente sobre o tunecionamento das obras de
exgotto de todas as edificares.
39. A parte dos canos pe.reiaes corresponden-
te via publica deve ser construida pela cmara,
por corita dos respectivos propietarios.
40. As obras de exgotto das edificaces devem
satisfazer s seguintes disposices :
o Diiposifoes geraesA. As canalisacoes parti-
culares devem ser dispostas segundo linbas rectas
concordadas por curvas, com o menor numero pos-
si vel de ioflexoes, tanto em planta como em perfil,
e s<;m contra declives.
B. Os introncamentos devrm sempre ser ieitos
por meio de curvas, salvo quando o ngulo de n
cidencia or interior a 45.
t Se, porm, o cano principal for vertical, nao
haver necessidade de curva de concordancia.
C. Os canos nunca devem desaguar em outroj
de menor dimensSo ; antes as seccoes devem dis-
por-se metbodicamente de modo que se vio propor-
cionando quantidade do fluxo.
D. Todos os orificios de commonicacSo entre
as babitacoes e os canos, taes como os dos pateos
e cavallar:cns, os das pas de cosinha, latrinas,
orinoes, bandeiras, lavatorios, etc., devem, sem ex-
cepcSo alguma, ser munidos de syphoes com di-
metro maior do que o dos meamos orificios e com
immerso uo inferior a 0m,07, exceptuando s-
mente o da latrina que convir que tenha 0m,05
approximadamente.
Convir tambero col locar estes syphoes por for-
ma que possam ser accessiveis exteriormente. Nes-
te caso devem ter no ponto mais baixo um orificio
com obturador aparafusado. para se poderem des-
fazer as obstruccoes.
E Todos os canos a juzante dos syphoes de-
vem ser ventilados por tubos collocados tao pr-
ximo desses syph 's quanto possivel.
Estes tubos serlo exteriores s ediisacoes, in-
dependentes dos tubos de queda da chuva e pro-
longr-se-ho at cima do espigao do telhado,
tendo a bocea abrigada da chuva e suficientemen-
te distante das janellas e cbamin para evitar que
os gazes invadam as casas por t-ssas aberturas.
A scelo dos ventiladores nunca deve ser ic-
ferior a metade da do cano ventilado, e o seu di-
metro nao deve em caso algum ter menos de m,10.
F Nao devem ser lancadas nos canos, com
excepelo das fezes, quaesquer materias solidas,
como sobejos de comida, lixo, entulho, areias, cinzas
etc.
a Para esse fim collocar-se-hlo ralos inamovi-
veis em todos os orificio dos canos, exceptuando as
pias quando houverem de servir tambem para o
despejo das fezes.
(Continua)
MRTE ornciaL
Actos do poder legislativa
Ltl N. 3,311DE 15 DE OUTBBO DE 1886
D. Pedro II, por Grar-a de eus e Unnime
Acclama lo dos Povos, Imperador Constitucional
e Defensor Perpetuo do Brasil : Fazemos saber
a todos os nr-asos subditos que a Af semblen Geral
decretou e Nos Queremos a lei aeguinte :
Art. 1 Destruir ou damnificar cousa alheia de
qualquer valor ;
Penas : De prislo por 20 a 90 dias e multa de
5 a 25 '/o do valor do objecto destruido ou dam-
nificado.
^ 1" Sea destruidlo ou damuifieacao for de cou-
sas que sirvam para distinguir ou separar limites
da propriedade immovel:
Penas : De prislo por um a quatro mezes e a
mesma multa
5 2o Se a destruicloon damnificarlo neste caso
for feita para se apropriar o delinquente de terreno
alheio :
P Art. 2o l) struir, inutilisar ou oceultar, de qual-
quer maneira que seja, livros de notas, de registro,
de assentamento de actas e termos, autos, actos
o:igiuaes da autoridade publica e em geral todos
e quaesquer titulos, papei3 e livros commerciaes e
escriptju particulares, que servem para fundamen-
tar ou provar direitos, sem baver para ti ou para
outrem vantagem ou lucro :
Penas : Di prisao com trabalh? por dous mezes
a um anno e multa de cinco a vinte e vinco por
cinto do prejuizo causado.
1 Se este crime for commettido, tirando o
delinquente delle proveito para si ou para outrem:
Penas : As mesmas do furto ou roubo, conforme
as circunstancias que se derem
2 A destruidlo, inutilisaclo ou oceultaclo de
livros de notas, de registro, de assentamento de
actas e ti.rmos, autos e actos originaes da auton-
dade publica caso de denuncia ou procedimento
ofiicial dejustica.
Art. 3 Derrubar, demolir ou destruir por qnal
quer modo, no toioou em parte, edificio ou qual-
quer construida> concluida ou somente comes^da :
Penis : De prislo com trab*lho por dous a s<'is
annos e de multa de cinco a vinte e cinco por
cento do damno causado.
Ficain substituidas por estas as penas commi-
nadas m> art 178 lo cdigo criuiin il.
Art. 4o Ineendiar edificios ou i'onstrucves de
qualquer gentro, navios, emb^rc coes, lujas, ofifiei-
n,ia e ano izeos habitados ou que sirvam para ha
bitac0 i.u para reuniao de hjm u^. uo t-inpo em
que se acbar. m reunidos, quer esats edificios on
coustruccoes pertencam a t-reairo, qu-r ao propno
autor do incendio, anda que este pissa ser extrn-
cto logo di-pois de aua mtnitesiavio e qualquer
qu>' sej d oiuie.io causa i \ :
Pena: De prislo asa trab-'hi por quatro a
dez" annos e d muita de cinco a vinte e cucj for
e0*tu d'i va or lu l^iuuo Ciiiaado.
| 1 Se do iBSsadsu r> sult i a in orle de algum*
pea- a qu<- u i m m mu i-ni que o fogo foi post) n:
h hava uo lugar ine.n lia lo :
P<;nas : A- i i ii. 193 du ui iig> criminal.
2* Se '.o incendio result-rein fenm'utos ou
Ot.-Ila:l3 p'1}'-' C*B de algUlUa p aallt qu 110 IDO
mflato eiu qu n i tg" foi p ol e a;-hava no lugar
inceiidi'i i > :
Penas dr p isio e .m trahillm p ir quatro a treze
aun .-.
^ 3' .>e i h iimento pro \\it\< gi iucommodu
de B"u>e i u niliabilftaflo d' ervico i-or mais de
un. lie z
Pmsm: 0 ,'' i con raWbu pi r cuco a
ilezes ib i..... I.....n da mu tu r eBM a vuiUs e
eme) poi du i..n.no uUaadc, que
ni tu loa O* SOS ni'j'
4o Si- 0 ifi i is f cosplrnccdes de qne trata
e-i- artigo ni aanilibi i nao lerfirem
pa'a h bu s.i i.- :. i lies K ni >iinio d ho-
m* us ao ieiii,i iassn umem iu
aUi'or da ei imi :
Penas: O prisdiPOB p r uuias.iB
annos e uiu i u por cen o
do Valor uo u u
j 6* Si- i inorte, feri-
ui ii al^uiua pe
qu uo in tugo se cliaVa
U' ni ni in :
P. na- : ,n i iouo cjm traba-
Ib p don.
No de ferimento ou offensas pbysicas, de prisao
com trabalbo por um a sete annes.
Se o ferimento produzir grave incommodo de
saude ou inhabilitarlo de servico por maia de um
mes, prislo com trab em todos os casos a multa de cinco a vinte e cinco
por cento o valor do damuo causado.
6o Se os ditos edificios e coostrueces perten-
cerem ao autor do incendio, sendo este praticado
com o proposito de crear um caio de responsabili-
dade contra terceiro ou defraudar direitos de al-
guem :
Penas : De prislo com trabalho por um a seis
annos e multa de cinco a vinte e cinco por cento
do valor da responsabilidade ou do prejuizo resul-
tante dos direitos fraudados.
7" Se do incendio resultar a morte, ferimentos
ou ofensas pbysicas em alguma pessoa que no
momento cm que foi posto fogo se achava no lugar
incendiado :
Penas: No caso de morte, de prislo com traba-
lbo por dous a doze annos ;
No de ferimentos ou offensas pbysicas, de prislo
com trabalho por um a sete annos ;
Se o ferimento produzir grave incommode de
saude ou inhabilitadlo de servico por mais de um
mez, prislo com trabalho por dous a dez annos,
accrescentando-se em todos os casos a multa de
cinco a vinte e cinco por cento do valor do damno
causado.
Art 5 Por fogo em quaesquer objectos perten-
centes a terceiro ou ao autor do crime, e colloca-
dos em lugar de onde seja fcil a communicaclo
aos edificios o construeces de que trata o art. 4,
seguindo-so a effectiva propagarlo do incendio
nos ditos edificios ou construccoes, seja qnal for a
destruiclo causada:
Penas : As mesmas estabelecidas para os casos
em que o incendio directamente ateado (art. 4o,
1).
Paragrapbo nico. as mesmas penas e guar-
dadas as mesmas distincees incorrer aquelle que
des ti uir os objectos mencionados nos paragraphos
antecedentes por meio de minas ou ds emprego de
quaesquer materias explosivas.
Art 6 Iucendiar vehculos de estradas do fer-
ro, oceupados por passageiros, achaodo-se em mo-
vimento, ou de maneira que o fogo se manifest
quando em movimento ou causar aos ditos vehcu-
los qualquer accidente que exponha a perigo a
vida dos passageiros :
Penas : De prislo com trabalho por quatro a
doze annos e de mu ta de cinco a vinte e cinco
por cento do valor do damno cansado.
1* Si do incendio ou accidente resultar a
morte :
Penas : As do artigo cento e noventa e tres.
2 Si do incendio resultarem ferimentos ou
offensas pbysicas de algumas pessoas que no mo-
mento em que o fogo foi posto seachavam nos ve-
hculos incendiados :
Penas : De prislo com trabalho por- quatro a
treze annos.
3 Si o ferimento produzir grave incommodo
de sade ou inhabilitarlo de servico por mais de
um mez :
Penas : De prislo com trabalbo por cinco a
dezeseis annos, alm da multa de cinco a vinte e
cinco por cento do valor do damno causado, que
em todos os ases ser imposta.
Art. 7o Incendiar vehculos de estradas de ferro
carregados de mercadorias ou outros objectos, nlo
tazendo parte de um trem de passageiros, quer
estejam parados, quer em movimento, ou cau-
sar-Ibes qualquer accidente de que resulte des-
truirlo total ou parcial :
Penas : De prislo com trabalho por dous a seis
annos e de multa de cinco a vinte e cinco por
cento do damno causado.
1. Si do incendio ou accidente causado resul-
tar a morte, ferun nto ou offensas pbysicas :
Penas, no caso do morte, de prislo com traba-
lho por dona a dose annos ;
No de ferimento ou offeneas pbysicas, de prislo
com trabalho de um a sete annos.
2' Si o ferimento produzir grave incommodo
de sade ou inhabilitarlo de servifo por mais de
um mez, prislo com trabalho por dous a des
annos, accrescentando-se em todos os casos a
multa de cinco a vinte e cinco por cento do valor
do damno causado.
Art. 8 Incendiar ou destruir por qualquer ma-
neira plantacoes, colheitas, matas, lenha cortada,
pastos ou campos de fazendas de cultura ou esta-
belecimentos de criarlo pertenerntes a terceiro :
Penas : De prislo com trabalhe por um a tres
aunos e multa de cinco a vinte e cinco por cento
do valor do damno causado.
Art. 9." Accender fogos sobre, escolhog arieci-
fes, bancos de ar* ou outros sitios perigosos qus
doinin-m o mar, tiugindo phares, ou praticar ou-
tros artificios capases de engaar os navegantes
e conduzr qualqurr navio ou embarcarlo a peri-
co de n aufragio.
lenas de prislo com trabalho de seis a doze
annos e umita de cinco a vinte e cinco por cento
do damuo causado ;
Si do falso pharol resultar naufragio e morte
de al.'uus navegautes ;
Penas : As do artigo cento e noventa e tres.
Art. 10 Envenenar fontes publicas ou parti-
culares, tauqj.es ou viveiros de penes, agua pota-
vel e viveiros destinados ao consumo de pessoas
certas u iucertas :
Penas : De prislo com trabalho por seis o doze
aun is :
m do nvenenamento resultar a morte do algu-
ma pessoa :
Penas : As do artigo cento e noventa e tres.
Art. 11. Inundar por meio de abertura de com-
portas ou romptiiieuto de represas, queducuis,
acudes ou por qualquer outro modo, a propriedade
aihei :
cenas : De prislo cm trabalho por um a tres
annos e du multa de cinco vinte e cinco por
cento do damuo causado ;
S da inundarlo rusultar a morte de alg em :
Penas : Ab .o artigo cento e noyeuta e tres.
Art. l Praticar em navio ou embarcarlo de
qualqu t uatureza, propria ou alheia, em viagein
u ui .me mJ .un, qualquer abertura que produ-
za iiivinni de agua ouffidente para fasel o suo-
mergir ;
Ab .rour navio ou emoarcarlo propriaou alheia
C'-ui nutra eui cammbo, ou taxel-o varar, procu-
rando por qutl iuer desses meios naufragio :
Penas : De prisao cem trabalho de seis a doze
aunos e de mulla de cinco a viute e ciuco por
celllo il dauno CausaUO ;
o ila submerso, abalromento, vararlo ou
naufragio r<-uitar a morte do alguem :
Pausa : As do artigo cento e noventa e tres.
Art. 13. A obr garlo de iud 'innisar o damno
subsibi ui'ia iuaudo o facto nlo s ja julgado
.un ai, todava, se provar que houve da parte
i ,u causador da mal neglig. ocia, eulp
ou tal: i, qu- coustiluam, segundo direito, quasi
del c o
A o ntnra de absolvirio do acensado, proferi-
da i .uiz i criminal, s fas cousa juigada c uitra
a a c,.< civi de iudemuisara.', nos termos do ar-
tigo i" o.-i-u a e oito da lei do tres de Dezembio
ui ni i i cento.. e quarenta e um.
Bw u.-p>si;0'8 derJlo applicaveis, qualquer
411 .- ja a taita ou crime que motivo a uceo civil
Un in eil.lllBMcO.
A i-l. Ficam revogaios os artigos dusentos r
se*oi-.. si is e duseutoa e sesaenta e sete do Co-
di< Cinniual e mais dispusieres em contrario
Man alona, portauto, a todas as autorid drs a
cimento e execuclo da referida Lei
pe lea,rr, que a cumpram e tara'n cumprir e
guai iir to inteiramente Como nella lontm
O leer lano de Lstado dos Negoci da Justi-
ca a tar imprimir, publicar e correr.
Dada no Palacio do Rio de Janeiro tos 15 de
Outubro de 1886, sexagsimo quinto da Indepen
dencia e do Imperio.
Imperador com rubrica e guarda.
Joaquim Del fino Rlbeiro da Luz
Carta de I. ;i pela qual Vossa Magestade Impe-
perial Manda excutar o Decreto da Assembla
Geral Legislativa, que houve por bem Sanccionar
estabelecendo penas para os crimes de destruirlo,
damoo, incendio e outros.
Para Vossa Magestade Imperial ver.
Eugenio Adolpho da Silveira R-us a fer.
Chancellaria-Mr do Imperio.Joaquim Dtlfino
Ribeiro da Luz
Transitou cm 1G de Outubro de 188G.Jos
Julio de Albuquerque Barros.Registrada.
t-OTcrno da provincia
DESPACHOS DA PRESIDENCIA DO DIA 20 DE
ODTUBEO DE 1886
Elisa Guimarles. Aguarde a decalo do Mi-
nisterio da Guerra.
Alferes Francisco de Assis Ferrera Magslhles.
Ao commandante superior da guarda nacional
da comarca do Cabo para informar, tendo em vis-
ta o despacho d'esta presidencia, de 6 de Agosto
ultimo, exarado em outro requerimento do supph-
cante.
Dr. Francisco Jacintho Pereira da Motta. Ao
director do presidio le Fernando para attender,
se nlo bouver inconveniente.
Fortunato Jos de Andrade. Drija-se The-
souraria de Fazenda, que acha-se habilitada a ef-
tectuar o pagamento pedido.
Francisco Teixeira de Parias e Galdno Pereira
de Souza. Sim, pagando os supphcantes as co-
medorias.
Genoveva Roaa da Silva Correia Gomes. In-
forme o Sr. fiscal da companhia Kecife Drainage.
Jos Montfiro da Silva. Informe o Sr. Dr.
chefe de polica.
Capitlo Jos Francisco Ribeiro.Deferido com
o officio desta data Theaouraria de Faceada.
Joaquim Dua'te Simoes & CInforme o Sr.
inspector interino da Thesouraria de Fazenda.
Manoel Barbosa de Fontes. -Informe o Sr. Dr.
chefe de polica.
Mesa regedora da venera vel confrana de Noasa
Senhora do Amparo, em Olinda.Informe o Sr.
inspector do Tbesouro Provincial.
Rodrigo Jacome Martina Pereira.dem.
Secretaria da Presidencia de Pernambuco, em
30 de Outubro de 1886.
O ajudante do porteiro,
Antonio Silveira Carvalho.
Itcpariico da Polica
Secsao 2lN 10t>3.Secretaria da Po-
lica de Pernambuco, 30 de Outubro de
1886.-Ilim. e Exm. Sr.Partecipo a V.
Ezc. que foram bontem apenas re ;olbidos
Casa de D.-ten$So, a minba ordem, Vi-
cente Ferreira de Paula, conbecido por
P de Cowo, e Francisco Jos do Nasci-
raento, como sentenciados, disposicSj do
Dr. juiz de direito das execucoea.
O subdelegado do Recife, enviou nes
ta data ao Dr. juiz de direito do 1. dis-
tricto criminal o inquerito que f*z contra
Joo de tal, conhecido por Joo Inglez,
presumido aufor do assassinato de Cecilia-
no Ferreira de Lima.
O delegado do termo de Pao d'Alho, re-
inetteu hootein ao Dr. promottor publico
por intermedio do Dr. juiz municipal, o in-
querito a que procedeu sobre o esmaga-
mento p lo trem da liaba frrea de Limoei-
ro, do menor Jos, filho de Joaquim Cor
rea de Barros, facto acontecido na tarde
do dia 9 deste mez.
Do mencionado inquerito fcou provada
a criminalidade do machiaista Davino de
tal, que conduzia o referido trem.
No dia 27 deste mez o delegado de Li-
moeiro remetteu ao Dr. juiz municipal o
inquerito procedido contra Jlo Xic, que
de accordo com Balbino Francisco da R -
cha, furtaram urna egua pertnncente a
Jos Mendes da Silva, morador na Pira-
Qhira, suburbio d'aquella cidade, ua noi-
te de 21 para 28 do mez passado.
Tendo o delegado de Tauarat concluido
uos dias 4, 5 e 13 do expirante, os inqueri-
t cament que aoffren. em Jatob, 11 arique
Jos Lisboa, bem como sobre a morte do
subdelegado ao referido distri ;to de Jato-
b, Estevao Jos do Genova ; e ainda re
Respondeu que o engenbo Fernandas que i a
uni 'a que possue.
Pergu otado se lhe pertencia todo o engenho
Fernandas ou parte delle quando prestou a fianza ?
Respondeu que lhe pertencia todo como lhe per-
tence baje.
Perguntado se o engenho Fernandas houve por
compras on se houve de heranr > ?
Respondeu que parte no valor de 24:000 hou-
ve em heranra e o resto no valor de 13:300
houve por compra a tres consenhores, sendo urna
psrte de 6:500 a Antonio Correia de Vasconcel-
los, ontra de 2:8000 ao Dr. Francisco A Ivs da
Silva e a outra de 1:0M) ao Bario do Buique.
Pergeniado quera promoven o processo para a
cspecialisarlo da fianra ?
Respondeu que nSo sabe bem qnemfoi ; presume
ter sido a parte interessada Dr. Eduardo ou Dr.
Arthur.
Perguntado se quando offereceu o seu engenho
em fianra houve algom embararo por parte de
credor ou credores que entlo tivesse ?
Respondeu que nlo.
Perguntado quem sao actualmente seus corres-
pondentes ?
Respondeu que de 85 para c, ist do mez de
Julho deise anno seu correspondenee Jos Mara
Carneiro da Cunha, sendo ate essa poca a firma
Ta vares de Mello Genro & C.
Perguntado se quando retirou sua correspon-
dencia da casa Ta vares de Mello, Genro & 0. fi-
cou devendo alguma quantia, e se ja liquidou )
Respondeu que ficou deveudo cerca de cito can-
tos e tunlo, cajo debito pagou este anno conforme
as lettras em seu poder.
Perguntado se frequentavaa casa do Dr. Eduar-
do de Barros ?
Respondeu que nunca frequenlou.
Perguntado se alm do engenbo, possue proprie-
dados nesta capital ou bens de raz em outra
qualquer parte ?
Respondeu que nao, porque j declarou que o
nico bem de raiz que pcssue o eDgeoho Fer-
nandas.
Perguntado que juizo form a respeito do facto
occorrido na Tbesouraria de Fazenda ?
Respondeu que reside fra da cidade e nlo est
a par do qne por aqui se passa e por isso nlo po-
do formar juizo nenbum, s sabe que o fiador do
thesoureiro.
E nada mais disse nem lhe foi perguntado pelo
que mandou o Dr. chefe de polica encerrar o pre-
sente auto em que se assigna c im o respondente,
as testemunhas abano, depcia de lide e achar con-
f >rme e commigo Abdisio de Vasconcellos, servin-
do de escrivlo de que tudo dou f.Antonio Do-
mingos Pinto.Jlo Xevier de Siqueira Brito,
Jlo Baptista Cabral.Manoel Aprigio de Mc-
raes.Jlo Joaquim de Freitas Henriques-
Abdisio de Vasconcellos
Nada mais se continha em dito auto aqui fiel-
mente copiado ao qual me reporto e dou f-
Recife, 4 de Outubro de 1889.
Eu, Abdisio de Vasconcell s, amanuense ser-
vindo de escrivlo, o escrevi e aasigno. Abdisio
de Vasccncelloa.
lativamente aos factos occorridoa em Abril
deste anno, dos quaes resultou a morte de
Lucio Alves Brando, fez delles remessa,
o'aquellas mesmas datas ao Dr. juiz mu-
nicipal,
No dia 20 o delegado deste ultimo ter-
mo visitou a cadeia na qual existeio 4 pre-
sos, sendo 2 pronunciados e 2 sentencia-
dos.
A cadeia que arejada est limpa e os
presos gozando sade.
US guarde a V. Exc 111 rn. e Exm.
Sr. Dr. Ignacio Joaquim de Souza Lean
duu digno vicepresidente da provincia.
O ebefe de polica, Antonio Domingo*
Pinto.
Thcsour.Ha de Fazeoda
AUTO DE jVERGUNTAS FEITAS A JOAO XA-
VIER DE SIQUEIRA BRITO.
Aos 27 dias do mez de S.-tembro do anno do
Naaeimi uto de Nosao Seuuor Jess Chriato de
1886, na secretaria da polica de Pernambuco,
preseute o Dr. Intomo Domingos Pinto, chefe de
polica, commigo Abdisio de Vasconcellos, ama-
nuense de sua secretaria servindo de escrivlo,
empareceu Jlo X ivier de Siqueira Brito, reai-
,1,1,1,- uo engenho Fernandas no termo d<- Ipojuca
a qu.-m o Dr. ciiefe de polica passua a interrogar
do u.o io segnint e :
Perguutado se teta relacoes de amizade com
Dr. aduardo de Barros e a quanto timpo,
ralaoSea intimas ou de simpUs cortezia ?
Ri-spmJeu que tem relac/oes com o Dr. Eduar-
do de Birros nao intimas, que dataui de doas
anuos.
Perguntado se fiador do Dr. Eduardo de Bar-
ros tnesonreiro da Th souraria de Fazenda ?
Respondeu que fiador.
Perguutado se foi o Dr. Eduardo de Barros
quem ihe pedio para ser seu fiador e no caso ne-
irativo qual foi a pessoa que se nteressou por
isto ?
Ke-p mdeu que prestou a fianra a pedido do
Or Carneiro da Cunha e seu rinao Jos Mara,
hcus primos e amigos.
Perguntado como nlo tendo relacoes com o Dr.
Eduardo du Barros prestou ao mesmo essa fianra
na qual ujeitou seus bens ?
Respond u que o fez para tervir at persoas que
y inaicou.
Perguntado qne propriedade ficou empenhada
aessa fiaura ?
Thesouro Provincial
DESPACBOS DO DIA 30 DE OUTUBRO DE
1886
Manoel Joaquim da Silva.Informe o
Sr. collector de Gamelleira.
Virginio Horacio de Freitas. Certifi-
que-se.
Padre Antonio Graciano de Araujo Gua-
nta, Jos Camello do Reg Barres e Fiel-
den Brothers. Junte-se copia das intor-
maQoes.
I'.ao Nepomoceoo Coelbo da Silva, Joao
de S, Jos Ignacio de Avila, Joanna Del-
ptiina Nunes Ferr ira, Vicente Sabino de
Magalbles, Mariano da Silva, Jos da
Silva R-is, Jacintho de Almeida, Francis-
co Pereira Baptista, herd-iros de Jos
Heorique Machado, Joo Fernandes Mar
ques e Juaquim M r ira Res. Ao Con-
tencioso 'para cumprir o despacho da jun-
la.
Augusto Ootavianno da Silva, Silva Dias
&C, Cnyllo Augusto da Silva Santiago,
of'-ios uo Dr. pro -urador dos fcitos e Pe-
ivir Carneiro & C. Informe o Sr. con-
tador
Mara ADgela Furtado e Moraea &
Marques.h.ntregue-se pela porta.
Francisco Cordeiro Faleau Br*sil, Maria-
na da Silva Jess. Cumpratn-se o fafam-
se as notas da portara de li -eng .
Vicente Sabiao de Magalhes. Ao Sr.
Dr. procurador fiscal para attender, nao
haveodo inconveniente.
o
e slo
Consulado provincial
DESPACHOS DO DIA 29 DE OUTUBRO DE
1886
Antonio Cardoso da Silva e Oliveira &
C A' 1* Becclo para os devidus tos.
Vicente Ferreira da Costa. Junte co-
nheciiuento de decima relativo, ao ultimo
aamestrs.
Pedro Antunes ;2i>
Francisco da Costa Bastos. Sellados,
os documentos ter despacho.
Francisco Jos FernanieS Moraes -
Deferido, de accordo com as informas5es.
30 -
Francisco da Costa Bastos, Deoiato
Frrncisco da Silva e Manoel Severino de
Mello. Informe u Ia seceo.
Bario de Petrolina A' 1* seccZo para
informar.
Antonio Dias Martina.A' 1* secjSo
pata os devidos fina. a
Manoel Alves Barbosa e Suceessor e
outrus. Deferido de accordo com as in-
formacSes.
navegaran fluvial e martima, mas tambem do
transportes terrestres pelos almocreves, acouselha
a reduccio das tarifas, como nico meio de eom-
bater a mesma concurrencia e de promover ae
mesmo tempo o augmento da prodcelo, de que re-
sultar o progresados, receita.
Deteimino-lhe poia, que mostrando como das me-
didas propostaa provirao beneficios, assim para a
empreza, como para o estado, responsavel pela ga-
ranta de juros, promova accordo com o respectivo
representante nessa provincia, para queseconeiga
o fim desejado.
Deus guarde a Vmc.A. da Silva Prado.
Nao menos para applaudir esta providencia do
que aquella que : he servia de modelo, e pela qual o
Sr. ministro da agricultura sujeitou ao rgimen de
tarifas baratas as estradas de ferro de Sobral, Ba-
turit e Recife a Caruar, decretando desde j re-
duccoes importantes e incumbindo oa competentes
directores de estudar epropor quaesquer outrasque
condigam ao intuito de fomentar aexpanslo do tra-
balho as zonas de influencia das meamas estradas.
Satisfeita esta neceasidade com reanlo a estra-
das de propriedade do Estado, enmpria tentar z
experiencia as de capital garantido e tal o fias
do aviso supra transcripto.
Nos termos dos contractos carece de competen-
cia ogoverno para, por acto de sua exclusiva au-
toridade, reduzir as tarifas & viaclo frrea de ca-
pital garantido. Taes estradas pertensem s cono-
panbias qne as construirn), perdurando o direito
de propriedade por todo tempo das concesses com
as nicas limitares expressamente estipuladas.
Depende de accordo, portante, a redcelo das ta-
rifas as vas frreas deste grupo, e para este
accoido qne vio das companbiaa cessiooarias. Nao duvidamos,
entretanto, que a tentativa legre o riinltsdc
que tanto para desejar.
Bem comprehendendo os seus interessea, as com-
panbiaa prestar-se-hlo de boamente a adoptar ta-
rifas que estimulando o trabalbo, lhes assegnress
elementos de receita futura, preservando as desde
j dessa incri^el competencia a que mui jadica-
samente allude o Sr. ministro da agricultura, e
que tantas vezea temos apontadocomo indicio segu-
ro da exagerarlo dos fretes em noasas estradas da
ferro.
Ha com < rt'cit) dinvrene-a profunda entres Esta
do-emprezario e a8 companhiaa emprezarias de
transporte. Esta differenra pode ser aesignada e
caracterisada pelo nico facto de nao uaufruirem
as empresas particulares senlo a receita palpa vel
aquella qne se traduz inmediatamente em algalia-
mos, ao passo que o Estado anfere das snas estra-
das, e de todas as outras, valiosa receita indirecta
que ae arrecada uebaixoda forma de imposto, alm
de beneficios ioestimaveis para a prosperidade geral
como slo a prompta distribuirlo da justiga, a ir-
radiarlo accelerada acrloadministractiva em todas
as sus espheras, o desenvolvimento das eommuni-
caroi'S, a mobilisarlo des interessea econmicos,
tudo emfim que constitue a actividade da v ida so-
cial.
Razio ha, pois, para que o Estado possa enca-
rar com maior coafianra os effeitos immediatos daa
tarifas baixas do que as emprezas particnlares.
Nem todas as emprezas acbar se-hlo em condi-
rdes de affrontar a diminuirlo que sempre acarre-
ta receita, nos primeiroa tempos, a reduccao de
tarifas. As estradas de capital garantido, porm,
somente podem temer semelhant- redcelo no caso
de lhes ser insufficientu a receita para ecbrir o
cnsteio, pirque, obtido eite resultado, a garanta
do juro as preservar do sacrificio.
Quanto a companbiaa cuja receita nlo basta s
eobrir o cuateio (como a de Natal a Nova Croz),
este mesmo facto deve induzil as a tentar a expe-
riencia de tarifas brandas, por que de sebejo tere
ella8 verificado, p--lo aeu escasso trafago, a neces-
sidade de atimular o trabalho as zonas a que
aervem. Tae8 emprezas devem t-r compiebendi-
do que, organisadaa em condiroea anmalas, com
capital muito mais elevado do que exigira a con-
struceao econmica das liuhas somente poderlo ad-
quirir elementos de grande tratego mediante tiri-
tas que incitem a prodcelo. O r gimen adaal
nlo pa'a deixar-lhea nenhuma rsperanra de fu-
turo prospero. A accao do tempo, sob o dominio
de tarifas altas, s mui lentamente far-se-ha sen-
tir na exoanslo natural do trabalho, e, consegmn-
te j.ente, no augmento do trafego Este mesmo
plicu luieno, do qual prudente nlo fiar deaasia-
d mente, poder ser em parte contrariado nos sena
ff. itos pela Concurrencia dos meios ordinarios de
transporte, desde que os fretes da viarlo frrea
su inanti v.-rom taea que a im< ntem aquella eonetn-
reucia em vez de debellal-a.
Quanto veriadcira esta previslo, pode bens
avaliar se pelo tacto, que numerosas vezea temos
i dicado, do vai-vem de animaes carregados de
geni rus ao lado das vias-ferreas de Baturit e Re-
cife ao Limoeiro, em quanto aa locomotiva3 des-
perdigara, em boa parte a sua torga de traeca, ar-
rastando eonsideravel peso morto. Com effeito,
nada ha tao cacacteristico da severidade das tari-
fas. Para que este fact poasa oar-se, preciso
que o transporte s costas de anima- s seja mais
econmico do que pe.a via-ferrea. Tal oceurren-
cia poderia inanter-se nos pnmeiros tempos por ef-
feiio do espirito rotiueiro, to arraigado as pe
pul i;o s agrcola-, representando >8s resistencia
U.U.- a usanca contrapoe si-mpre a todo o melhora-
mento e a lodo o progresso. Prolongada, porm,
como tem sido quasi sem afruuxar a competencia
que offi-rece cada dia s viaa f-rreas, eonsti'ae
prova rrecusav.-! de que os meios ap'i-ttir"doe
do transporte faz. m pagar tao cara a sua perfei-
rlo que se lh s tornsm pr. feriveis oa meios rudi-
mentarios.
Temos, portanto, que as Companhias, bem cob-
sultados os seus interessea que nlo slo nicamen-
te os do presente, nao duvidarlo cooperar na es-
clarecida iniciativa do guverno imperial, que fe-
lizmente vemos adoptada com energa a pos as va-
cillantea e trouxaa tentativas j experimentada
sem fiucto nem xito.
PERNAMBUCO
INTERIOR
a
Tarifas da viacao frrea
(lornl do Commereio da Corte)
Aoa engenheiroa fiscaea da estradas de ferro,
Natal a Nova-Cruz, Conde d'Eu, Recife ao Limoei-
ro, Recife ao 8. Francisco, Central das Altgas,
Central da Baha e Babia a Alagoinbas, expedio
o ministerio da agricultura, a 1 do corrate, o se-
gninte aviso circular :
Achando-se a estrada de ferro sob sua fiscalisa-
clo naa mesmas condiccoes das do Sobral, Batu-
rit e Caruar, de propriedade do Estado, e para as
quaes reaolveu o governo, no intuito de desenvol-
ver o commereio a a lavoura das zonas por las
servidas, baizar as respectivas tarifas, de accordo
com o aviso expedido nesta data, de que jun'a co-
pia, eumpr qae Vmc. entendendo-se com o repre-
sentan desea estrada, procure obter a adopcao
das medidas ae que trata o mesmo aviso.
A concurrencia que sofire essa linha, nao s da
t
Assembla Provincial
67. SE>SO EM 8 D JULHO DE 1886
PRESIDENCIA DO EXM SR. DR. JOS MANOEL DB KAKEja
WAHDERLET
("Continuaga'o )
O Sr. Prsxeuleft Pilan- Esta va ca-
vncido, Sr. presidente, deque suoin lo tribuna
um dos ineiobro da com irnnii de urrameuto
provincial, He' viesse dizer a esta Asxeinba
quaes as emendas.-jue podiam ser aeurtaa e
aa razoes parqj a-i nutras d'Viam a r*g i-
tadas.
E te era naturalmente o p pe quecump 1. f-
zer aqu He que p 1 parte desta Asscmb- >e ea-
carregass.- de orgamsar oprijeetide .re. oento.
Mas 8. Exc nao veio tnbuui como m-m^r da
commissao de or?amento priviiicnl; S- l'.xc ^eio
somente para impuguir a em ula sob I. 1->S-,
emittindo o seu juizo acerca '.c*s literia, sea
que todava se tivesse coioproincttil/, ,i/. 'kIj
casa O que pretenda faz ir a rep ito dWs em a-
da ea razio porque tora apraeitad. p-i uto
companh-iro de diatrict' tiuhi id 1 tdsv
prejudieada, quando inteirauoeute div po-
dendo ter S. Exc. aprov ita lo o euej > ta-
sendo o cortejo entre ambas, apontar qu.. a me jior
a ser aceita.
>9u porm. Sr. pre*ni nte, nlo po>s 1 j a. rar
na apreciarlo dessa miL-ri,, porqu 1. an^ >a
palavra para oceupar me do orQauMul les eo-
trar na apreciara > di dweratS'am ud .>, .m>9-
trar e meu iaizo acerca di jada urna dt.l.i v b-
EM1




Diario de PernambucoDomingo 31 de Outubro de 1886
T'

lando saliente que se o ornamento em su orgaui-
sajao nina co'sa disforme, tornou-se anda
jeior com um cnxame do emendas qua o acom-
oaobain, porque sera da vida alguaza elle ficou de
modo que nio pode taais deizar de ser considera-
do monstro.
ut:etanto Sr. presidente, comccarei, nao apre
ando emenca por emenda, porque s:ra necessa
jio que gastarse, nao urna prorogacao mais mul-
tas para chegar ao m. Farci porm cm estudo
Jigeiro acerca de algumas comecnre por aquel-
te que determina que os armaiens denominados
e sul, sejac. classicados como armaaens de com-
prar e vender cavallos, sobre os quaes a emenda
355 impe o imposta de 2004.
Ainda mesmo quinda, Sr. presidente, o arma-
jem de tfal se denoiiaasac armazum de com-
piar e vender cavados, nao sendo urna industria
peculiar, exclusiva do taes estabelecimeotos, elles
aio podiam s-i coi lucrados com imposto especial,
-Morquanto tacs estabelecimentos estio sojeitos a
diversos impostas.
E', portanto, inacceitavel que se queira impor
300* sobre um estabeltcmento, quando elle na
ico qae commercia na especie, para que tam-
iem sobre ello recaa o imposto de 200/.
Eu creio que nao ba nesta cidade quem ignore
qoe todas as coebeirae commerciam na especie
aooipram e vendem cavallos, ivo s como meio
V sneloorar o systeina de sea trabalho, como para
ispor dsquelles da quo na te-m necessidade.
rVrtanto, se aquelle rstabelecimeoto nao o
joica que se oceupa dessa mercanca, nao pode
haver um impasto especial para o genero de vida
qoe se presta a diversos estabelecimentos, em-
bora nio tenhaao seu lado a denominado de ar-
aiazem de sal. Esta emenda, portanto, deve ser
Mgeitada.
A emenda 286, que eu sinto que dia csteja pre-
sento o Ilustre Sr. 1- secretario (lenaol. A eineu-
da 266 est incluida como teodo sido approvada ;
ella rejeita as le ns. 21, 22 e 23. A emenda 265,
a presentada em 31 diseussao, fo approvada, me-
nos na parte relativa as emendas ns. 22, 23 e 25.
Perianto, a emenda 90 ficou vigorando, que
aquellaque manda fornecer a quantia do 20:000$
para a construecao de um raio da casa des ez-
postos, apresentada pelo mea amigo o Sr. Costa
Ribeiro, e assignada pelo humilde orador ; no ein-
aato, que a emenda approvada no aia 19, d
jomo sendo re-gritada aquella emenda. Esse en-
gaso deve ser logo elucidado pida casa, para que
nio tenhanvis mais tarde na redaccao de, en:ou-
fcraruma difficuldada na approvacio deisas mel-
osas emendas.
O Sr. Barros Barreta Jnior d um aparte.
' O Sr. Prxedes PitangaEu nao s tenho m-
baf notas, como o Dr. Costa Ribeiro tatnbem as
ten). A emenda 255, tora approvada, meaos na
parta relativa li de 19 e 20.
O Sr. Barros Barreto Jnior A 25 foi rejei-
sttsi
O Sr. Prazedes Pita -gaA emenda fra rejei-
tada relativamente : a emenda 265, que sap
sretsiva de todas a3 emendas, fra approvada,
menos em relaca > ao mea quadro a nota de 23 approvada.
O Sr. Barros Birreta JniorIsso nao ha duvi-
ja, qne foi approvada em segunda diseussio.
O Sr. Prazedes Pitanga I so urna questao
de orden que eu desejj que a mesa decida, por-
que ella de toda a importancia. A emenda n.
282 dia (>).
Ora Sr. presidente, entrar de novo na questao
da conveniencia da suporessai do Consulado,
evvrr aquillo que j i tive occasiio de dizer em
prraeira diseussio.
Destruir repartieres sem conveniencia, augmen-
tar a elasae dos pensionistas do Estado, qu ndo
sao o sao na forma por que a l'-i estatua ; dar au
torisacio presidencia para inutihsar homens que
astioem todo o seu vigor, no ezercicio de suas
fnncci"s, sem qoe teuhain commettido um crime;
punir a individuos a quem a sociedade jaor urna
iei d'esa casa garante o direito e gozo de s u-
Teocimentos no exercicio de seu emprego creado e
organisado por uuoa le esp cial, h esta feita por
ama disposicao urgameotaria, que fiado o annu aila
pode ser de novo revogada ou inutiiisada por urna
ootra disposicao, como se faz todos os das, dando
logar a que a presidencia veuha rtais tarde formar
ama HHgunia classc de empregados ; quando se
reconhecer o mal que se faz tirando a autonoma
da repartica '. para se entregar a urna repurticau
geral, que nao off'iece nem mais garanta, ntm
sDohor eervic i ; desde que o goveroo prc curar
rodear essas repartices des precisos recursos ,-ara
chegar ao resultad i quo tem tm vuta a arrecada
^4o feita pela reparticao da Alfandega ; sem
dnvida urna medida de toda a desvaatagem, e que
.'ere de frente a garantir, que promettemoa aquel-
les que procuram bem servir para serem conscr-
rados nos lugares, a nao s-r p-ir nma torga maior
que os inhiba de contin ::>r n'aquelle ezerc;ci>.
Com qne utilidade, s-uhores, se tiram os empre
fados do Consulado para se addir ao Thesouro ?
Quaes sao as vantagens que encontra a f rovi tii,
ajlgm< utando o Tbrsouro com empregados de que
aao carece ?
O br. Druaimond Flha Qucr entj que per
ase eca o Consulado ?
O hr. Prazedts Pitangaem duvida.
Mandar para o Tht-souro empregados de que
aao careee, porcebnio naturalmente os v iil
mentes a que tero direito por sua categora, ou
forcar a receber urna aposentaduria, individu s i 0
vigor da idade, porqao tinhaa naturalmente 10
annos do servic/i, para mais tarde urmar esta meo-
isa lei o braco da udminietracao, revogando este
artigo e autorisando a reorganisar o Consalado,
sem dnvida a A-semble i que assim pro-'edendo,
eommette urna viole icia para com setis cencida-
dios, que, coufidos na boa f com que se manti-
afeim no siu lugar, v-m-ee hije destituidos ;
porque o mido pra ico de realisar a arreen!
ndo satisfaz as vist ;s d'aquclle qae estava na J-
reeco dos negocios da provincia.
Esta emenda, pertanto, me parece que nao pode
er aceita e que deve s manda guardar o Consulado com a inssma forma
qoe mantm at hije, ficando, porm, S. Ezc. o
Sr. presidente da provincia autorisado a suppri-
ssir es lugares proporcao que farem vagan lo,
ou por morte, ou pir aposentadora, distribuindo o
jervQ) por outros empregados, hfim de que nao
augmente a despeza do Consulado.
D sJe que a idea -da nobro e honrada commis-
aSo de crea meato fazer ccjnomias, parece-me
aer este o melhor alvitre a tomar-se, respeifan lo-
se d'este modo os direitos j adquiridos por aquel-
es Um Sr. LVputaioHa alguma emenda n'esse
sentido?
O Sr. Prxedes PitangaHa um artigo que
antm o Consulado como est.
Coa o sab* o nobre deputado, o Consulado nao
rrecada.smente o imposto de gyro e os impostos
de laocamento. Deve tau.b m ter conheciment)
7. E>c. do i rabal lio que deizoo a arrecadacao do
imposto de gyro durante o semestre que se findou.
sao por ti d qu>' fazer a toda a seguaia seccio,
- qne era a cncarregada dessa arrecadicao, visto
eomo por ella corre nao e a escriptumcaj que tem
de ser feita e levttda em cont, como correal tain-
bea os impostos lansados.
Portanto, Sr. p-esden*e, vista d'essa simples
ezposicao, que est ao alcanco da intelligencia
tsas limitada, me parece que esta emenda nao pode
ser mantida e que. deve ser mantido de preferen-
cia o art 1.', que torna o Consolado no estado em
qne se acha.
O Sr. S uros de AmorimDe sorte qoe V. Exc.
aeha qoo a emenda deve ser regeitada ?
O Sr. Prxedes PitangaSim, porque a emenda
aaanda supprimir o art. 12. Ora, nma vez desap-
parecendoessa emenda, permanece o artigo como
est, o.que eu acho mnito mais razoavel, j em re-
Juyao ao publio, j em rclacao ios direitos dos
lanceionarioa.
O Sr. Soares de AmorimQue numero tem a
Hienda ?
O Sr. Prazedes PitangaDuentos e oitenta e
ftam
O Sr. Soares de AmorimBem.
O Sr. Prazedes PitangaCo.nprehende V. Ezc.
a inconveniencia da idea contida na emenda.
0 Sr. Drummond FilhcV. Exc. permitte um
aparte ?
IgO Sr. Prxedes PitangaCom todo o prazer.
f0 Sr. Drummond FilhoV. Exc. qoer qoe Be
lanntfnisia isso; tauito bem- Mas como qne o
presidente da provincia poder ficar autorisado a
zopprimir os lugares?
O 8r. Praxedei PitangaHa ama emenda qoe
sntorisa o presid jnte da provincia a supprimir os
lagares propongo que elles forem vagando.
O Sr. Drummcnd FilhoDa licenca anda ?
O Sr. Prazedes PitangaPois nao. O nebre de-
latado tem sempre liuenca para dar-me apartes.
O Sr. Drummond FilboAgradeco a gentileza
de V. Esc Mas, pergunto eu, se nao pasaar asa
Meada, permanece o artigo do projecto com ai
9BM dispoiuces'!
0 Sr. Prazede i PitangaPerdce-me o nobre de-
putado, o art. 12 apenas manda man Mr o Consula-
do no mesmo astado'em que est.
O Sr. Drummond FilhoV. Ezc. tenha a hon-
dada de 1er o art. 12. Parece que ha urna certa
eontradiccSo entre o que diz V. Exc. e o que se
aeha concebido nesse artigo.
O Sr. Prxedes PitangaV. Ezo. est confun-
dindo aquillo que diz respeito ao Gymnasio Per-
nambucano com aquillo que diz respeito ao Con-
sulada.
O Sr. Drummond FhoNao ha tal.
O Sr. Praxffdea PitangaDepois, parece que j
foi approvado nm additiro referente a csse ne-
gocio.
Seja, porm, coma fer, Sr. presidente, pens que
o artigo deve ser mantido tal como est, isso pelos
motivos qua venbo de expender.
Ha urna outra emenda Sr. presidente, sob o n.
292, que manda dispensar a irmandade de Nossa
Senbora da Boa-Viagem do pagamento de de-
cimas.
Se eu reconhecesse, par ventura, que a irman-
dade de Nossa Senhora da Boa-Viagem nio dis-
punha de recursos para poder manter o seu patri-
monio, nao hesitara em prestr-lhe o raeu voto,
afiui de que ella obtivesse es9a conceseo. Mas,
desde que eu tenho certeza de que o estado deca-
dente a nua chegou a irmandade da Boa-Viagem,
devids ao nenhutn zelo, ou descuido, daqnelles
que estilo frente de sua administrado, nao tsnho
duvidas, nio s de npgar o mea vot--, como de
mostrar que nao podo ter lugar semelhante con-
cessao, porque seria alimentar quelles, que tao
pouca importancia dio aos negocios que ficain a
seu cargo, a esperanza de nada soffrerem.
A passar semelhante piecedeate, mais tarde vi
riam a esta Assembla solicitar o mesmo favor ou
tras irmandades que estivessem as mesmas con
dices e nos seriamos obrigados a satisfazel-as, se
pjr ventura quizessemos guaidar coherencia.
A irmanlade de Nossa Senbora da Boa-Viagem,
Sr. presidente, chegou a um tal estado de deca-
dencia, porque ha 10 ou 12 annos, p meo mais ou
m nos, as casas que lhe pertcnciam eram oceupt-
das por quem queria, sem qua os inquilinos tives-
sem a obrigaco de pagar mesma irmandade o
valor Josalugu"is.
Eu indo para a Boa-Viagem, encontrei tudo nes-
se estado. Fui convidado para azer parte da ad-
mioistraco e, Itndo o campromtso, proeurei col-
lecar as cousas de modo a que a irmandade nao E-
casse prejudicada. Assim, tive o cuidado de obter
o pagamento dos alugueis dos predios perteneen-
tes ao patrimonio, fia diversos concertos e deixei a
irmandade com umriAldo de 'A:& 05- Nestas cir-
cumstancia, Sr. presidente, a irmandade pode, nio
e pagar aruillu que devia, como collecar as suas
rendas n'um p de prosperidade.
De entilo para c, Sr. presidenta, tudo tem ido
em decadencia ; mas isso, como disse, p jr falta de
zelo ou cuidado daquelles que se achain frente
da administradlo.
Isto posto, eu nao posso aceitar a emenda 292,
por entender que ella nao de justica.
Convem notar ainda a eeguinte circumstancia :
durante 8 ou 10 anuos que eu frequentei aquellas
parsgens, por necessidade de banhos de mar pes-
soa de ininha familia, encontrei sempre grande dif-
ficnldade em conseguir urna casa e posso asseve-
verar a esta assembla que nunca paguei menos
de 200 por cada casa que oceupava, e isso duran-
te 3 mezes.
Ora, 83 naque'.le tempo aconteca assim, imagi-
ne 8. Ezc, Sr. presidente, hoje. quando todos pro-
curam aquellas praias, durante a estacan calmosa.
Nestas eircumstancias, a irmandade de Nossa Se-
nhora da Boa-Viagem, que all tem predios, como
j fiz notar, se tivesse sido zelosa, por intermedia
da sua admiuistraco, boje nao teria necessidade
de vir pedir a esta Assembla o favor iue consta
da emenda 292.
... hoje, porm, a irmandade po tem com que
pagar as decimas do seu patrimonio, c no entre-
tanto d 48 eleitores.
Portanto voto contra a emenda.
De paseagem, Si* presidente, tocarei n'uma
emenda que passoa aqni muito desapercebida. A
emenda n. 313 quo se oceupa de 10 ris por litro
de sa!.
Quem Boubor quintos litros de sal tem um al-
queire, ver que o genero piga mais de imposto
do que de cuito: emfim, o alqueire vem a pagar
mais da que o valor da fazenda.
Se o imposto fosse de um real por cada litro, se-
ria de 100 ria por alqueire, e ueste caso seria acei-
tavel. Se o imposto fosse collocado a prohibir que
o sal estraugeiro nesse entrar em c mp-tencia
com a nossa mercado'ria, mas o imposto est mal'
collocado, porque diz: 10 ris por litro de sal im-
portado. Ora, ou o sal ven ha do Rio-Grande do
Norte, ou da Parabyba, estar sujeita a este im-
posto.
Um Sr. DeputadoSe aqui temos sal bastante.
O Sr. Prxedes PitangaPois V. Ezc. quer di
zee que as salinas de Itamarac dao sal para o
consumlo desta provincia? E' possivel isto? r-'e
tosse possivel emendar o imposto, redozir de 10
ris a 1 real, eu duxara passar; mas posso asse-
verar a V. Ezc. que at urna commisso do com-
mercio disto se oeeupcu.
Portanto, nos, desde que nao podemos reformar
o impjsto, desde que o imposto superior, ao valor
da fazenda, e inteiram< nte impossivel de ser accei-
to naa demos votos para elle. Portanto; eu cinto
quea emenda 313, nio ser aceita porque ella
prejudicial.
Coma eston fallando cm imposto, passarei a
eineuda n. 32, cum a qnal creou o m^u amigo e
companheiro distiut de fazenda importada para esta provincia.'
Sr. Joaa Al vesAcha isto mau?
O Sr. Prxedes PitangaSe a provincia da Pa-
rabyba exporta para a provincia de Pt-ruambnco
nma carga de fz nda, pela qual pagar 10SOOO.
PcrguntaiaO: : quautas cargas d>- fazenda ezpor-
tar Pernambucu para a provincia da Parabyba
que deve ineorrer tambem na mesma pena. (Apar-
tes).
S -i que na provincia da Parabyba, mandam ar-
recadar o imposto de carga de ulgodio que vem
para Pernambuco IJJOO pr cada carga.
Mas seuliorr-s, isto eousa tao dift'erente : o im-
posto de producto, nao de transporte ; a materia
prima colbida na Parabyba, paga por cada carga
1000, desde que em vez de sahir pela barra da
provincia, onde est sugeita a este imposto, atra-
vess* os nessos sertes, e vem ser vendido aqui.
Nj sabemos que parte da provincia da Para-
byba que confina cem os nossos sertjs,*em vez de
se supprir na capital da provincia, onde o merca-
do mais eec88, vem procurar no nosso m-rca 1
as fazeudas de que carece para seu mananm
Ora, pagar 10 p r cada casa de razeuda que
j est colectada, que j pagou o imposto de
consumo ou de giro, desde quo consummido
dentro da provincia, queja pagou o imp< Sto de
importaco na alfandega, sobre carregar a fa-
zenda com um seguido imposto de transito que nio
prde ter lugar. Portanto, eu creio que a emenda
322 nao deve ser aceita.
Tratando do imposto protector eu ainda dare
ligeira penada a cerca do qoe est consignado
sobre a emenda 329.
Esta emenda qoe sem duvida protectora,
trooxe pal-.vra producto, emvez de, artefacto. Eu
creio que bom logo elucidar esta questao perante
a assembla para nao ficar confundido o traball.o
fabricado no nosso pas, com aquillo qua ella pro-
duz. O imposto de 5 % sobre os artefactos impor-
tados de outras provincias para com aquellos de
igual natoresa construidos no n-isia paiz, urna
cousa diversa d'aquillo que estafa at entio es-
cripto; eu creio que com a emenda em vez de
producto se diga artefacto ficar remediado.
Isto realmente um imposto protector que quasi
todas as provincias tem tm relacao as suas fabri-
cas, e por isto pode ser aceito.
Deixei ha pouco de procurar urna certa ligacao
entre a dispensa do pigamento de decimas que
vicr a pedir a esta assembla a irmandade da Boa
Viagem com o pedido teito pela irmandade das
almas do Recfe, que est consignada na emenda
359.
As eoofrarias que por forca de seu regulameuto
ou [t-oapromisao, matnem casa de. candade ou
cstabelecimento de caridade eatam por sua propria
natureza dispensadas do pagamento do imposto de
mios mortal.
Ora, se a Irmandande das Alm-.s do Reeife,
est comprehendida dentro d'este periodo, nio pre
cisa vir pedir a esta casa que reduza a 10 */ o
imposto de 25 "/, que foi laucado sobre as contra-
rias de maos mortas qualquer qae seja o modo,
desde qae a contraria mostra que reparte os seos
recursos com os seus irmioe pobres. Est na
lettra da le, qoe dia qae, as contrarias de mi
morta que mantiverem estabeleeimento pos, nio
estao auBJoitas ao pagamento das dcimas. Logo,
ea devo dizer qoe essa confraria nio mantem
estabelecimentos pos, e o facto da dar sajlas aos
irmaos pobres, nio constitue direito dispensa do
pagamento d'essa obrigftcao, porque nos sabemos
qae rara a confraria qiie nio fonseee aos irmos
pobies esmolas de seas tifres ou de seas associa-
dos.
_ Mas nio isso o que qoer a le, porque por esta
forma fcil seria conseguir estas contrarias a dis-
pensa d'esse pagamento. No caso, porm, da fun-
dacao de estabelecimentos pios, outra a bypo-
these de que cogita a lei.
O Sr. presidenteObservo ao nobre deputado
que a hora est finda. .
O Sr. Prxedes PitangaSe nio existe na mesa
um requer'menta del proiogacio da hora, eu vou
envial o.
O Sr. PresidenteNio existe.
O Sr. Prxedes PitangaBem ; n'este caso, vou
redigil-o.
E' lido e sem debate approvado um requeri-
mento pedindo a prorogacio da hora at ao nm da
sessao.
O Sr. Prxedes Pitanga (continuando) Antes,
Sr. presidente, de entrar de novo no ponto em que
me acha va, ea rendo mil agradec mentos aos no-
brea deputados pela ooncessao que aeabam de fa-
zcr-me, approvando o requerimento de prorogacio
da hora, o tanto mais s ni agradecido quanto re-
ceiava por falta de tempo nao poder concluir hoje
o meu pequeo trabalho, passando ama ligeira
vista sobre cada urna das emendas, sendo que as
mais importantes ainda nio foram por inim tra-
tadas.
Voltando ao ponto em que estava, Sr. presidente,
continuando a oceupar-me da emenda em questio.
nao posso deixar de fazer notar aos nobres depu-
tados que ella perigosa e poje trazer muitos in-
convenientes para o futuro.
Um Sr. DeputadoQial a emenda?
O Sr. Prxedes PitangaE' esta de que venho
de tratar, que considero diversa do que quer
lei.
Sr. presidente, ha urna emenda sob o n. 361, que
eu entendo nio dever passar despercebida, por con-
ter materia da mais alta impartancia. Acontece
por vezes passarem na votacio emendas desaper-
cibidamente, quando nio so tem chamado a atten-
cio de cada um dos Srs. deputados. A emenda
361. quo foi clasificada de doutrinaria, do maior
alcanee.
Desde que o presidente da piovincis, em vista
de utribuicao d'csta casa, possa estar autorisado a
dispensar o consulado provincial, nio deve ter o
arbitrio de formar a mesa de rendas com os em-
pregados que quizer. Pelo contrario, deve ter
obrigacia de escolber os mais antigs para dar-
lhes exercicia na reparticao que adiar mais con-
veniente, deixando os mais modernos para serem
approvcitados quando por ventura houver alguma
vaga, tambem em qualquer reparticao, para onde
poderao ser chamados, proporcao que houver
necessidade do seus servieo9.
Esta emenda, portanto, nao < simplesmente fa-
cultativa, mas ella de alguno modo garante o direi-
to dos funecionarioa pblicos.
Eu, portanto, Sr. presidente, naa quiz deixar de
fazer ligeiras considerares acerca d'esta emenda,
a-.n de que ella nao passasse desapercebida.
Voto por ella e espero que esta casa a tome na
devida considerado.
Quanto emenda 324, Sr. presidente, acho que
ella naa est eoi condicoes do ser aceita por esta
Assembla, pelos motivos que ji tive occasiio de
expender.
l'enso que ella fere direitos adquiridos, assim
coma pens quo esta Asemb!a nao pode querer
entrar na apreciacao do carcter des faneciona-
rios que oeeupiin esses lagares e nem deveinos
chamar a attencio do presidente da provincia pa-
ra isso, trata a questi) era si como capaz de tra-
zer urna perturbacao do servico quo nao fra pe-
dida pela autoridade competente, nem o servico
publico a reclama.
Eu, portanto, voto contra a emenda e espero
que esta casa o far tambem, porque tnantendo o
servico no p em qai estava, mantemos o direito
de cada um dos f uneconarios ; direito adquirido,
que- nio foi alterado por lei alguma.
U'nii vez que eston fallando, ou trattando de
concesses, farei ligeiras reparos 'a emenda 333.
Para meoecupar de urna outra relativa a ella, faco
ligeiras obseryac.'s dizendo que sao favores con-
cedidos a um einpregado alias que desempenhou
seu lugar e que n'elle se inutilisou, Cmbora essas
concesses tivessem sido feitas pela primeira au-
torii'ade da provincia contra a lei expressa,
Nao quizera, e nio era de minha utencio, fe-
rir a um dos melhores administradores desta pro-
vincia, mas tenda passado pelo golpe de ver rejei-
tada urna emenda que aprsente! additiva a esta,
d'ella apenas me oceuparei ligeiramente dizen-
do que conten favores, que foram concedidos por
lei revogada a um funecionario alias de muito
mereeimento, mas jue n5o poderia alterar as for-
mas estabelecidas na nossa legislacio para chegar
a consecncio do s 'u desejo
Foi o meu amigo Palhares aposentado pela lei
n. 1,108, lei j revogada, no entretanto mantoi
essa apesentadoria, e eu tive de apresentar urna
emenda additiva fazendo estender esse favor ao
Sr. Manoel Perera de ver que esta Assembla approvando a prima -
ra emenda, rejetara a segunda, sendo qu.; disto
resulta, que dous empregados da mesma reparti-
cao, um chtfe e outro subalterno, fique o subalter-
no aposentado na mesma poca, com vantagens
superiores ao seu chefe, que em nada lhe infe-
rior em mereeimento, tendo alias muita mais tem-
po de servico.
O Sr. Drummond Filho d um aparte.
O Sr Prxedes Pitanga Esta emenda rejeita-
da pareca que corrigi at um certo ponto o mal
proveniente da rejeicao da emenda por mim pre-
sentada em 3a- Na entretanto eu apenas quera
fazer notar, quero que fique bem saliente a injus-
:i i com que procedeu a Assembla rejeitando
a uella emenda, d'onde resulta que o empregado
subalterno da mesma reparticao, aposentado na
mesma occasiio, tendo menos tempo de serv;o e
par motivo igual que a molestia, fica com o or
denado quasi duplo do chele da mesma reparticao,
aposentado na mesma occasiio e pela mesma
causa.
Ha,' Sr. presidente, urna emenda que me pare-
ceu um pouco fufada e a qual mereceu o apon do
men Ilustre amigo o Dr. Jacobina, a que tem o o.
377 que concede 8:00> para o concert da cadeii
do Brejo da Madre de Deue.
Essa emenda necessariamente faz excepcio, as
emendas que tratara de concert. Naturalmeate
esta emenda quer que se augmente a verba das
obras publicas ; taz excepcio aos < oncertos com-
prilielididos na quota dada das obras publicas.
Se isto assim, a emenda nio pede que se aug-
mente a verba. Se para deduzir-ee da verba
conferida para o servico das obras publicas, me
parece que um pouco extravagante que esta As
semb'a designe os concertos que devera Ser feitos
pela Reparticao das Obras Publicas, relativa a
verba que Ihs concede para tacs obras, nio s por-
gue aquella reparticio, a mais competente para
indicar os concert-s mais urgentes, como porque a
ella deve estar reservada a designacie, o valor
da mesma obra. Portanto, voto contra a emenda
porque me parece que essa Assembla nao tem
competencia, deade que seu autor nio pedio que
se augmentaeee essa verba.
En, Sr. presidente, encontrei urna emenda que
manda supprimir um dos lugares de tabelliao da
comarca do Recite, mtodando distribuir o servil-u
pelas demais.
Eu creio sempre, e mea modo da pensar que o
pessoal e determinaco do trabalho desta ordero,
deve estar snjeito ao pedido do magistrado que
dirige taes servaos, d'aquelles a cojo cargo ou sob
cuja responsabilidade e nscalisacio pesa esse tra-
balho.
Seria creado nm lugar de tabelliao no Recite,
nao sendo necessario ?
Acrelitar-se que esta Assembla tomou o alvitre
de crear mais um lugar de tabellia para dar a
nm aniado de maneira que desapparecendo elle o
lugar, nao fizesse falta u-> servico publico, ou foi
antes o aogmento de trabalho que deu lagar a
creacao d'esse lugar?
M parece qu > a utilidade publica, a necessida-
de, a aecumuiacao de trabalho foram as causas
occasionaes da creacio d'esse emprego. Se o toro
tem diminuido em seu trabalho de maneira que
pode dispensar um dos funecionarioa qae preenche
um dos logares de tabelliao, d'ahi se nio deve
coocluir qae se supprima logo o lugar, porque a
creacio ou suppressio, nio pola ser um acto liga-
do ao augmento ou diminuicio do trabalho por
qae cariamos nos forcados a amanhi quando o
loro trabalhar mais, crear de novo o logar alte-
rando assim o servico, porque cada um d'eases
funcional ios tem um encargo de trazer anotado no
sea arcfcivo todo o seu movimento importara, sem
duvida, ama modificacio para o logar, qoe rende
menos, eomo muito bem disse o nobre depu-
tado.
Depois, Sr. presidente, falta ainda a esta As-
sembla competencia para a creacio e suppressio
de taes lagares. Sio logares gentes, creados pelo
geverno geral e por elle preenchidos. Parece me,
portanto, qoe nao podem rer supprimidos, porque
regra certa que, quem nio d para e prato, nio
pode saborear d'elle. Pens, portanto, qua esta >
emenda nio pode ser acceita, e caso o seja,'fica*
me o direito de votar contra ella.
Ha urna pequea emenda que eu apenas tocarei
dj passagem, referente ao valor concedido aos ad-
uoistradori-s de loteras. Foi apresentada pelo
honrado relator da commissio de fazenda e natu-
ralmente elle nio a apresentaria sem haver reci-
bido peticio por parte dos nteressados.
Assim, porm, nio acontece, Sr. presidente, com
a emenda 129, que manda prorogar o contracto
feita com a fazenda provincial em 17 de Ketcmbro
de 1880.
Nio tocara n'essa emenda, qoe hontem foi tao
brilbantemente discutida pelo Sr. deputado Jos
Maria se por ventura nao tivesse dado una peque-
nos apartes e nio tivesse fornecido a S. Exc. um
documento q le me fra fornecido pelo Sr. Dr. che-
fe de polica.
Parece-me fra de toda a duvida qne nio s
acto autorisado pela competencia da Assembla a
prorogacio dos contractos, como ella o tem frito
por outras vezes, prorogando por dois ou tres an-
uos, os contractos feitos com diversos cidadaos.
Nao vejo, portanto, motivo, Sr. presidente, para
essa repugnancia, tanto mais quando temos diver-
tios precedentes e eu pens mesmo nio ser de
bi norma eximirse a Assembla Provincial de
urna attnbuicio que lhe compete, para delgale
ao presidente da provincia, muita einbara o caval-
teiro que se assenta na cadeira presidencial mere-
ca-me toda e consideracio e respeito.
Sabem ainda os nobrjs deputados que tenda sido
feita essa arrematacio, ou csse contracto, cm 1880,
fra prorogado successivamente por todos os pre-
sidentes at o anno passado.
Repito, ni l vejo portanto repugnancia, urna vez
demonstrado que a prorogacao vantajosa e sal-
vaguarda os ioteresses da provincia.
Desde que o contratante paga o que compra e
nao receba o seu capital, elle deve consderar-se
prejudlcado e exigir qae seja mantida a boa-fdos
contractos.
Um Sr. DeputadoEu desajava saber a opiniio
de V. Exc. sobre a emenda 402.
O Sr. Prxedes PitangaEsta emenda j fai
justificada e eu mesmo j tive occasiio de occu
par-.uic d'ella. Para nio roubar por mais tempo
a attencio dos nobres deputados, deixarei de refe-
rir-me agora ao seu objecto.
Trutarei apenas agois, Sr. presidente, do plano
das loteras, mas nao posso deixar de fazer tam
bem a ininha reclnmacio em relacao ao modo par-
que esta assembla aceiteu o projecto ou o qua-
dro das loteras e o apresentou em 3" diseussio,
quando a icesa ni? poda miis aceitar emendis,
porque isso nio s contra as praxes estabeleci-
das, como nio se podia fazer entrar em diseussao
uuia emenda que nem ao menos foi lida. Isso e.a-
volve urna falta grave, alm da preterir o direito
da opposicao, que deve ser tratada com a me3ma
igualdade.
As loteras foram concedidas, como meio de au-
xilio para aquellcs estabelecimentos, a quem a
propicia duvendo servir com valores para a sua
inaautencaa, nao o tazia por falta de recursos e
lancau mi desse meio, ainda qne muito immaral,
que deve ser banido do meio dos povos civilisa-
dos, para ao menos tirar desse jog urna vanta-
hem em favor d'aquelles a quem a assembla nio
poda por falta de recursos supprir coin valorea
determidos. Se assim aos estabelecimentos de
caridade, as matrizes, deve tocar o auxilio em
primeiro lugar, porque corre a obrigacao a pro-
vincia de cuidar na maniitmeaa de taes estab le.-
cimentos. Portanto, nao foram creadas as loteras
para a manuteuco desses pequeos estabeleci-
mentos, que podem rcuito bem merecer o auxilio
da ini.-in ia quando ella regor^itar de recursos.
Nao teuho responsabilidade petante o meu dis-
trioto, de nao ter conseguido manter as loteras
qne ped para o concert*de suas matrizes ; esta
responsabilidade, como a assembla e de prefe-
rencia a quelles que na distribuicaa desse serv-
Co preftjrram os pequeos edificios, aosmiis no-
taveis o mais necessarios. Portanto, a provincia
responda pelo seu precedimento, o eu cumpro o
meu dever perante o distticto pedindo e demons-
trando a iiccessidaJ: de taes concesses e em na-
da pesa a responsabilidade sobre mim com a ne-
gativa feita por esta assembla.
Tenho concluido.
O* Nrw. (aupar de Drummond e
H'ituiiliroiiio Portella faztm breves consi-
derares.
Vem mera lido, apoiado e deixa de ser vo'-
tada por falta de numero o seguate requeri-
mento :
Requeiro o adiamento da diseussao por 21 ho-
rasPerreira Jacobina .
Passa-se i
2a PASTE Di ORDF.M DO DIA
3' diseussao do piujecto n. 27 deste anno.
Vem mesa lido, apoiado e deixa de ser vota-
do por falta de numero, o seguint-a requeri-
mento :
Requeiro o adiamento da diseussao por 24
horas.Ferreira Jacobina .
Entra em 3a diseussao e fica adiado o projecto
n. 37 deste anno.
O Sr. Presidente levanta a sessao designando a
segun e ordem do dia :
1 e 2a partes, continuacao da antecedente.
HEviSTA DIARIA
A' Provincia. Recusamo-nos r3aonder
ao artigo de bontem da Provincia, porque a lin-
guagem virulenta do Contemporneo est fra do
nosso pragramma.
Nao nos quadra discutir no diapasao do que
ommummente se serve a Prncinii'i: e o respeita-
vel publico nio nos desculparia de certo se jagas-
sem s as armas menos dignas qae ltimamente
t n sido constadas na arena jornalistica desta ci-
dade.
O insulto, a ?ujuria, a calumnia jamis foram,
nem Deus p^rmittir que sejam algum dia, de
boa pratica eutre gente civilisada, sobretodo entre
ornalistas.
Entretanto, ainda urna vez affirmamoj que nao
diffamamos a memoria do morto que alinde a
Prorindu. Dissemos que elle commottera pecca-
dos, quij graves, levada pela paixao partidaria;
e nisso nio vai injuria, nem diffamacao. Se al-
guem injuriou o finado alludido, nio fainos nos ;
ao contrario lea a Provincia o nosso artigo de 3
de Julho de 1880, sob a epgrapbe 2VAMMf Relaco, e ver que procuramos preservar de um
desastre quelle morto, contra quem outros acola-
vam as iras populares, das depois da hecatombe
da Victoria, como fazem prava a Democracia e os
Amia .s da Assembla Provincial de ISSO.
Nada temos de commum com as Publicnriies
pedido feitas neste Diario, nem lhes assumiinos a
responsabilidade. Essa seccio livre, e nos ape-
nas affastamos della os artigos inconvenientes ou
que importam infraccao aos nossos contractos com
o governo ou cam a Assembla Provincial.
Do mesmo modo praticara os demais jornaes da
provincia e do Imperio, e ninguem anda se lem-
brou de lhes attribuir responsabilidade pela publi-
cacio de artigos da interesse de tercetros na sec-
cio das Solicitadas.
E', pois, sem fundamento a attribuicio qoe nos
feita a respeito da transcripto de um artigo da
Democracia e de asi discurso proferido em 1880
na Assembla Provincial.
Se quizessemos fazer taes transcripceso qoe
s teria lugar se quizessemos responder Provin-
cia quod Deus avertal, feriamos rubrica adequa-
da na falha, e nio nos limitaramos s alladidas
transcripces. Os Annaes da Assembla Provin-
cial, depois de 28 de Jonho de 1880, estilo ebeios
de discursos sobre os acontecimentos da Victoria ;
a Democracia da mesma poca regorgita de arti-
gos na mesmo genero; e at nos Annaes da C-
mara dos Deputados se encontra discursos taina-
dos no mesmo molde.
jDescance, porm, a Provincia; deixnremos tran-
quillos nos archivos os taes discursos e artigos,
pela razio capital de que nio nos convm polmi-
ca nos termos virulentas em qoe a quer e provoca
olContemporaneo.
Quando a Provincia quizer diseussio, venha cm
termos. At entio, guardaremos silencio, ainda
que contra nos chovam as injurias e calumnias,
ainda que nos caa urna saralvada de insultos e
improperios.
(uardia naclonfel. Por portara de hon-
tem, da presidencia da provincia, foi nomeado ca-
ptio da 5 companhia do 68 batalhio da guarda
nacional da activa, das comarcas de Olinda c Igua-
rass, o cidadio Manoel Cordeiro Cavalcante Gal-
vio.
Por actos de 25 de Outubro cadente, foram
noneados :
Tenento da 3* companhia do 12 batalhio da
reserva da comarca do Itamb, Vctor Correia do
Reg Barros;
Alteres da 7 companhia do 48* batalhio da ac-
tiva da mesma cemarca, Joao Demetrio de Moura
Accioli.
Tribunal do Jury do Beelfe Foi
hontem julgado o reo Monoel Juvenal Muniz, pro-
nunciado no art. 193 da Cdigo Criminal.
Foi promovida a defeza pelo Dr. Francisoo Al-
tino Correia de Araujo sendo elle condemoado
pena de gales perpetuas ; appcilando o Dr. presi-
dente da Jury para o Tribonal da Relacao.
.asacar e algodoNa intuito de bem
servir aos agiicultoren e ao commt-rcia que nter-
vem na traca dos dous principaes productos da la-
7oura desta provincia, encelamos hoje a poblca-
Co de telegrammas eemmerciaes dos principaes
mercados de consummo desses productos.
5 r-nos-hio fornecidos taes telegrammas pela
Agencia Havas, quem tomamos urna assiguatu-
ra especial, e qu-! nos dar aos sabbados as cota-
Coea do algodio a do as-.ucar.
Cremos assim pr.-encher urna lacuna e attender
um interesse agrico-commercial.
Deputado gerae*. Na paquete Neva
chegou da corte ante-hontem o Sr. Dr Joao Ju-
vinc-io Ferreira de Aguiar, deputado geral pelo 4"
districta desta provincia.
Hoje, no paquete nacional Cear, deve che-
gar o .Sr. canselheiro Man el do Xaacimeato Ma-
chada Portella, deputado geral p;lo 1" distncto.
S. Exc. desembarcar s 9 horas do dia, na Ar-
senal de Marinba.
!IiK*a de finado*. A irmandade do Se-
nhor Bom J-sus das Dores, de S. Oancalo, manda
resar urna misa pela alma de seus coufrades fal-
lecidos, s 4 1/2 horas da mad-urada da da 3 de
Novembr.) prximo.
E' nonrono.Ao deixar o exercicio do cai-
go de subdelegado da freguezia de Santo Antonio,
o Sr. capitao H.-nrique Cecilio Birreto de Almei-
da, o zeloso e nctivo Dr. delegada do Io distrrcto,
enviou-lhe o segeinte honroso otlicio :
o Delegacia do Io districto do Recfe, em 29 de
Outubro de 1886. Ilim. Sr. Sciente de haver
V. S p i esa lo o exercicio da subfelegacia da fre-
guezia de Santo Antonio ao respectivo Io supplen-
te, cabe-me lauvar e ugradecr os servicia por
V. S. prestados durante o exercicia de seu cargo,
os quass f iram relevantes e dignos de elogios.
Sinto que incommoios graves de sade, o
obrigue a deixar o exercicio, privando-me assim
de u:n bom auxiliar no ardua cumprim<-nto los
meus devtres. Deus guarden V. S Illm. Si.
capitao Henrique. Ceciiio Birreto de Almrida, sub-
delegado da freguezia de Saato Antonia(\ssi>r-
nado). o delegado de polica, Francisco Isidoro
Rodrigues da Cosa.
Faculdatle Ue UirciCoBisa relacao dos
estudantes que seria chamad is no dia 3 de Novem-
bro vndaura para fazer prova eacripta nos d\er-
sos anuos :
/". anno
Ns. 101, lOi, 103,101, 105, 106, 107, 103, 119,
110, 111, 112, il3, 116 c 117.
Supplentts
Ns. 118, 119, 121, 122. 123, 126, 127 128, 130,
131 131, 133, 136, 137 e 138.
2. (imio
Ns. 67, 69, 70, 71, 72, 73, 74, 75, 76, 77, 78, 79.
80, 81 e 82.
Suppknles
Ns. S4, 85, 8G, 8S, 89, 90, 91, 92, 93, 91, 97, 98,
99, 1Q0 e 101.
'Io. anno
Ns. 55, 56, 57, 53, 61, 62, 63, 65, 66, 69, 70 e 71,
SuppUnlea
Ns. 71, 72, 73, 7-, 75, 76, 77,78,79, 80, SI e 83.
'Io. anno
Ns. 50, 55, 57, 60, 61,63, 61, 65, 66, 67, 6S e70.
fknpleatu
Ns. 71, 72, 73, 74, 76, 77, 78, SO, 81, 82 e 83.
5o. anno
Ns. 53, 54, 60, 61, 62, 63, 64, 6a. 66, 67, 63 e 69.
Supplentes
Ns. 70, 71, 72, 73, 74, 75, 76, 77, 78, 79, 80 e 81.
E' ebrigadd o comparecimento de todos os estu-
dantes da presente lista, isto a respectiva turma
e os supplentes, sob pena de ic-.rera preteridos.
Examen de preparatorio*Cunecarao
os exames de portugus e trancez, no dia 3 de
Novcmbro prximo vindouro, no sali da Bibiio-
tbeca da Faculdade ue Direito, sita no convento
do Carino.
A banca de portuguez comecar s 8 horas da
manha e o de francez a 1 hora da tarde, sendo
com postas do segu'nte modo.
Portuqua
Presidente, Dr. Meira.
Examinadores, hachareis Jos Bandeira de Mel-
lo, Joio Elisio de Castro Fonseca,
Francez
Presidente, Barros Guimaraes.
Examinadores, hachareis Adelino Antonio de
L ma Freir e Manoel Caetano de Siqueira.
Na i poder s-r admittide a exame de francez,
quem nio apresentar perante respectiva mesa
a certidio de haver feito o exame de portuguez.
Movimento do porto do Recife.
Foi o seguintc o movimento do porto do Recife no
mez de Agosto prximo findo.
Entraram do Exterior
15 Vapores, lotando 24-193 toneladas.
25 Navios de vela, lotandc 9:405
Entraram dos portos do Imperio
16 Vapores, lotando 18:235 toneladas.
23 Navios de vela, lotando 5:786
Dando para total das entradas
31 Vapores, lotando 52:428 toneladas.
48 Navios de vela, (atando 15:191
Sahiram para o Exterior
10 Vaporea.
10 Navios de vela.
Sahiram para os portas do Imperio
20 Vapores.
20 Navios de vela.
Dando para total das sahidas
30 Vapores.
30 Navios de vela.
Em Seteir.bro fai este o movimento do mes-
mo porto :
Entraram do Exterior
20 Vapores, lotando 30:o87 toneladas.
22 Navios de vela 8:092
Entraram dos portos do Imperio
22 Vapores, lotando 25:236 toneladas.
25 Navios de vela, lotando 4:257
Dando para total das entradas
42 Vapores, lotando 55:943 toneladas.
47 Navios de vela, lotando 12:349
Sahini/u para o Exterior
20 Vapores.
27 Navios de vela.
Sahiram para os portos do Imperio
22 Vapores.
19 Navios de vela.
Daiida para total das saludas
42 Vapores.
46 Navios de vela.
Cn& do Carplna Observaces thermo-
metricas :
Dia 28
Horas Dtrecf&o do vento asp. do co Therm. cent.
6 Nullo sol 22*
9 NE nublado < 26
12 NE sol 30
3 E sol 31 '
6 NE sol 30
9 E 26*
Dia 29
6 Nullo nublado 2t
9 E nublado 26'
12 E nublado 296
3 ENE sol 30
6 ENE sol 28
9 E nublado 26
Movimento de dinnelro No mez pr-
ximo findo a praca do Recife, sob a responsabili-
dade das diversas companhias de vapores que a
eervem:
Recebeu 1.264:222*062
Expedio 495:264*789:
A expedicio foi para .
Inglaterra 5:000*000
Franca 2:090*900
Portugal 1:090*000
Rio de Janeiro 9T XX)*000
Baha
Alagas
Fernando
Parabyba
Rio Grande do Norte
Cear
Para
36:801*000
6:872$889
20.000*000
65:000*000
6:000*000
261:000*000-
Bendiment* publico* Arrecadaram.
as seguintes estacoes em Uutubro :
Alfandega :
De 1886 1.009:382*307
De 185 835:242*434
De 1884 931:899*735
De 1883 1.286:177*539
De 1882 1.095:451*230
Bccebedoria Geral :
De 1886 105:657*499
De 1885 142:861*014
De 1884 108:174*601
De 1883 103:932*199
De 1882 113:296*458
Consulado Provincial :
De 1886 163:286*811
De 1885 97:936*814
De 1884 83:624*482
De 1883 101:4^0*435
De 1882 60:142*024
Matriz do torpe Sanio. Enccrram-sc
hoje nesta unja os devotos exercicios do mez de
Rosario, constando de missa pelas 5 hars da ma-
nha, acompanhada da cnticos, e tarde, pelas 7
horas, predica, ladainha o bencio com o SS. Sa-
cramento.
I.aiitcrna Mgica.Dstribuio se bontem
o n. li" deste peridico livre e humorstico.
Vapor do NUl.O paquete nacin^ Cear,
sabio hontem tarde de Macei com destino aos
portos do norte Chegar aqui hoje pela manhi.
Lotera de Aiagoa*.Pela casa intitula-
da Rila da Fortuna, ra larga do Rosario n.36,
foram vendidos os seguintes premios da lotera de
Alagoas, extrahida hontem :
N. 3353 20:000*000
N. 32364 10:000*000
N. 17763 2:0:X)*OOO
N. 347(13 2:000*000
N. 11177 1:000*000
N. 27103 l:00000
dulzo de paz das freiruczias da
Ooa Vista e Mnio Antonio. As au-
diencias que deviamrealisar-seno da 2 do vindou-
ro, ficaram transferidas para o dia 3, s horas c
lugar do custume, por ser aquelle dia feriado.
- Kecife OrainaieEscrevem-se :
Cammumca-se llustre red ccio do Diaria
que sua reclamacio relativa ao mo estado da ca-
natsacio da companhia Recife Draina^e ra do
Riachuelo fui mmediatamente attendida.
O que alli haviaera apenas um ligeiro concer-
t f-izer-se e e causa qu-ioriginou tal mal de'stas
quo de momento podem apparecer, quaesquer qoe
Sejsmos cuidados da administracau da companhia
Reucior* de confraria* H je, pelas
li i Horas du da, rcunem se os coufrades de Nossa
Senbora Mai dos Ilomena, no seu consistorio da
Madre de Deus, para o fin de clegerem os nevos
funeci narios administrativos.
\mniha rviiuem-se em mesa geral, pelas 10
h i is do da, os irmiUs das atinan da paroebia de
S. Frei Pedro Guicalves do R cife, para o fino, de
"n os seus novos funcionarios.
Nj mesmo dia e non. reunem se os irmaos
das almas da paruebia da Boa-Vista, para idnti-
co nm.
dulzo de orplion. A audiencia deste
juizo 'era lugar i 3 Ue Novembro, por ser o dia 2
feriado.
A ICvoluro Com este titulo fez hontem
sua eolra ou mundo j irnalistico um novo lutador,
que se diz orgao de tzdas as classes, ptuprie-
dade e red iccao dos Srs. J. Duart-o Filho Luiz
C. Fi.ho.
N i sen art:so programma diz o seguinte :
A Evoliico apparece humildemente; dirige
um comprimento de amigo grande imprensa
diaria e aos de mais cdlegas, e volve se respei-
tosa popalacao Pernambucana, curia de seu
liiongeiro acotbimento.
Como Orgao de todas as classes este peridico
esseneialuvnto dem crata.
o Ser advogado do direito de todos ; almittir
a diseussao e esciar, cimenta de tod-s aa ideas, ex-
ceptuando nos artigos ida lavra propria que virio
luz sempre sob os intluxos das ideas novas, guar-
dando-se rerpeito s opinies controversas. Eis a
missa que exercereinos iudepeud-ntc da pol-
tica
Saudamos cordia'mente o novo colleg, e faze-
mos enceros votos pela sua tarlun-t na arena da
iooprensa, onde nunca sio du mais os boas eom-
panheros.
d nao commitoE' o titulo de urna
valsa para piauo, da Sr. Antonio Caeimiro de Bar-
cellos, editado pela casa Vctor PrOille, socces3or,
ra do Imperador n. 55. E' linda.
Tlieatro de VariedadeiiO bonito es-
pectculo aunuuciada pela empresa Richard,
n'este theatro, tFerecido classe caxeral,a aual
por certo corresponder fineza.
Comecar s 6 horas da tarde.
E' attrabente o prograuma, que no lugar com-
petente inserimos.
Sel* de Outubro Distribuio se hontem o
n. 13 do quarto anuo d'este quinzeuario, orgao da
Assnciacao dos Funccionurios Provinciacs de Per-
nambuco.
Directora da* obra* de conserva
cao don porto*Boletim meteorolgica do
d'U 29 de Outubro de 1886 :
a . o
Horas 1 o o tsd Barmetro a 0 Tensao do vapor | o i s
Eh- B
6 m. 257 759ml2 19.67 80
9 277 760i"S5 18.43 ,66
12 285 76044 1S.93 66
3 t. 27-8 759"i34 17.86 65
6 266 75914 1S.73 73


I
[
I
Temperatura mxima293.
Dita minnna257.
Evaporacio em 24 horas : ao sol9i3, som-
bra6">0.
Chuva0,"i 4.
Direccio do vento : ENE de meia noite at 5 e
35 da manhi; E at 9 ;e 10 minutos da tarde;
ESE e E at meia coite.
Velocidade miia do vento 1,">23 por segunde.
Nebulosidade media: entre 0,4 c 0,5.
Manta Cana de Hi*ericordia do Be-
rife Entram de servico na mez, que amanhi
comeca, os seguintes Srs. mardomos nestes esta-
belecimentos :
Ct.svt dos Exposlos : Manoel Antonio Cardoso.
Hospicio de Alienados : Dr. Jos Antonio de AI-
meida Cunha.
Collegio das Orphas : Commendador Jaio Vicen-
te de Torres Bandeira.
Asylo de Mendicidade: Dr. Prxedes Gomes de
Sonsa Pitanga. "t
Hospital d Santa gueda -. Coronel Apollinario
Florentino de Aibuquarqae Marnhao.
Hospital ios Lazaros : Fraa^sco Angosto Pe-
rera da Costa.
Hospital Pedro II: Dr. Pedro Aft'anao de Mello.
Os dous ltimos Srs. mordamos j estavam em
servico nos respectivos estabelecimentos.
Sociedade Auxiliadora da Agricul-
tura de PernambucoEscreve-nos em 20
do correte o Sr. engenheiro Milet :
' Srs. redactores.At 8 do correte, datadas
ultimas noticias da Europa Septentrional ebega-
das pelo paquete La-Plata-, o mercado do assucar
nio offerecia^mui salientes modificaces, quanto
ao preco que alli obtinha o nosso principal gene-
ro de exportacaoo assucar bruto. Todava, ma-
nifestara se urna subida de 6 dinheiros, qae aqui,
estando o cambio a 22, devia ter occasionado nma
alca de 62 ris no preeo offerecido pelos compra-
dores.
Entretanto, nao se deu semelhante alca, antes
pelo contrario, e os nossos infelizes agricultores
teem se visto obrigados a dar 15 kilos de assucar
por 1* ou 1*100, c no Recife, por 800 rs. em
Nasareth e 600 rs. em Palmares !
Nao sei a queso deva attribuir semeltunte
anomala, se ser flha do receio que terio os ex-
portadores de nova baixa nos mercados consumi-
dores, ou os armazenarios de nova sabida do cam-
bio, oo da falta de dinheiro na praca. Ouvi al-
legar estas tres causas e nio sei qual das tres a
que mais contribuio para o resultado que tao fu-
nesto se apresenta para a nossa lavoura.
Comtudo, se o preco do assucar na Europa so
tem experimentado insignificante melhora o dos
Estados-Unidos t.'m se conservado estacionario, as
circumstaneias geraes dos mercados eram muito
mais favoravels que na epocha correspondente d
mez passado i o consumo augmentara e os dep-
sitos inclusive os carregamentos no mar, apresen-



Diario de PernambucoDomingo 31 de Outubro de 1886
I
;
i
tavam em 1* de Outubro urna dhninuica impor-
tante, pois tiuliam baisaoo a 750 mil toneladas, ao
paaao que erara ainda d* 850 mil toneladas em 1'
de Setem'oto e de 913 mil a 1 da Agosto. Compa-
rados sos existentes a 1* de Outubro do anno pr-
ximo pussado, inostravam-se inferiores a estes, s
nos mercados do Ruino Unido, e a ,4o mil toneladas.
< Portanto, a causa nica da depressao dos pre-
cos era a perspectiva de notavel augmento na sa-
fra de assucar de beterraba que estar princi-
piando a colher se, e qne o avaliador roais acre-
ditado no asjumpto, o Sr. Licht de Magdeburg,
estimara ser d 328 mil toneladas superior a de
1S85 86, depois de ter annunciado anteriormente
um eicesso de 400,000 toneladas.
Parece-me, a vista das informacoes viudas
dos diversos centros assucartiros, que sao unni-
mes em denunciar notavel dficit cultural, cinbj-
ra compensado at-certo ponto em muitos lugares
por maior riquaza aehanu, que a avaliacio do
Sr. Licht por demais optimista, ou pessiinista,
conforme o ponto de vista sob o qual te encara o
assumpto, e que a sufra de 1886-87 nao ser inui
to superior a de I880-8G, que deu 2,147 mil tone-
ladas. O Sr. Licht avalla a safra francesa, em 485
mi; toneladas, ao passo que o Journal des fabri-
cante de Sucre duvida at que ella possa attin-
gir o al^arismo de 400 mil, e a da Austro-Hun-
gria em 500 mil, quando o Sr. Acbleitre de Vien-
na nao ere que possa esta exceder de 470 mil.
Ora, effeetundas semelhantes reduccoes as ava-
lisces do r. Licht, o excesso ser ap^nks de 200
uil toneladas, que o auguento do consumo noti-
ciado pelo Silgar Cae far desapparecer, se
nao for estorvado em sua marcha ascendente.
i As probabilidades sao, portanto, em favor da
subida dos precos ; com tudo, a esp jculacao con-
tinua desanimada e es vendedores tlj desacoro-
coados, que milhares de t meladas do assucar de
beterrababase 88 /o c cita condcao de entre-
ga em Novembro, D.'zerabro e Janeiro, bao sido
vendidas por precos variando entre 11 sch. e 11
scb. 6d., isto por menos que o proco actual.
ievo soppor qne todos elles, compradores c
vendedores, esteain melhor informados que nos
c. entretanto, nao posso crer, nem cm nova bai-
la, nem mesmo ni conservadlo dos actuaes pre-
cos des nosaos assucares brutos ; terSo elles de
subir, anda que tao smente at 12 sch. ou 12 sch.
t d. r mas anda quando attingissem 14 schillings
cu 14 sch. 6 d, que foi o limite superior alcanzado
na safra passad*, e nos proporcionou os precos lo-
caes de gjlOO e 21200 por 15 kilos, taes precos
uaj seriara boje remuneradores, pois com o cam-
bio de 22 d. nao logran un os nossos agricultores
nem 13 (I por cada 15 kilo?.
Sao estas as iuforoacoes, que colhi da leitnra
dos peridicos fraucezes e ingleses que tratam es-
pecialmente do assucar, e as reflexoes que sugge-
riram-me. Entrego urnas eoutras ao criterio dcVs.
e dos lcitores de sua bem conceitoada folba.
Sou com estima e consideraeao de Va. vene-
rador criado e amigo obrigado. Henriqit Augusto
Vet..
Alago !* nalxoDesta localidad, em
22 deste mez, escreveu -nos o nosso corresponden-
te o seguinte :
A sessao do jury deste termo, convocada para
18 do corrente mez, foi adiada para o da 29 de
Novembro prximo, porque se nos informa estar
actualmente o Sr. Dr. juiz de direito atarefado
cjm os trabalbos da reviso eleitoral.
Os presos, entretanto, que vieram de Pes-
queira para i esponder aqu por seus crimes aeham
se recolbidos, com seguranza, na casa que serve
de priso, mus pelo sim,ou pelo nao jtentaram fu-
gir; muniudose de instrumentos proprios para a
realisacao da fuga, sendo autor della o grande fa-
cinora Jciio, ex-escravo da Exma. Sra. Ignez,
que assassinara um seu infeliz parceiro quando
este dorma!...
A fuga foi frustada, e as autoridades poli-
ciaca e judciarias cumpriram com os seus deve-
res, pej que tornara-:o anda mas dignas da
muita consideraeao e estima em que as tincamos.
A safra do algodao tem sido abundante, tanto
que as duas bilandeiras que existem na villa tra-
balham diariamente, e bem animadas.
Estamos em pleno verao, mas a athnosphera
j nos vai annunciando prximas trovoadas. Deus
as traga, so meuos para nos tirarem do grande
calor, que nos vai quasi que aspbyxiando.
avt c le contrat social de J. J Itousseaax, par Ho-
nor Forombert. Pars, 1825, 1 vol.
Histoire des imposta generara sur la proprit
et le revene, par M. F. Esqoirpu de Bsrieu. Pa-
ris, 1856, 1 vol.
Les femmes em prison, etc. etc par VIme. Jos-
phiue Wallet. Pars, 1845, 1 vol.
Prlmeiras linbas sobre o processo orphanolo-
gieo por Jos Pereira de Carvarho. Rio de Ja
neiro, 1885, 1 vol,
Histoire des relations commereiales entre la
France et le Brasil, par Horace Say. Pariz, 1*;39
1 val.
Insttuicoes de direito cambial pprtuguez etc.
etc. por Jos Fereira Borges. Lisboa, 1844,
1 vol.
Essai sur la nature, les diferentes especes, et
lea divers degrs de torce desprunus, psr Fui M.
Gabriel. Paris, 1345, 1 vol.
De la procirlure do l'ordre, Commentaire de la
loi du 21 de Maio de 18."i8, par Chauvean Adol-
phe. Paris, 1859,1 vol-
Corps de droit commercial fraociis, etc, etc.,
par M. Thierist. Paris, 1811, 1 vol
Commentaire tborique et pratique des lois
d'expropriation pour cause d'utilit publique, par
M. M. De Peyronny et Delamarre. Paris, 1859,
1 vol.
Examen du systme commercial connu sur le
nom de systme protecteur, par M. Michel Cheva-
lier. Paris. 1853, 1 vol.
Du droit a loisvet et de l'organisation du tra-
vail servile dan: les Rpupliques Grecques et
Romaine, par L. M. MoreauChristophe. Paris,
1849, 1 vol.
E'cono.Tie politique des Romains, pr M. Da-
reau de la Malle. Paris, 1840, 1 vol.
I Laceria da provincia Quinta-feira,4
da Novembro, ao meio da, se extrabir a 8.* parte
da 1.a lotera em beneficio da Santa Casa da
Misericordia do Recife, pelo novo plano appro-
vado.
No consistorio da igreja de Nossa Senhora da
Conceic&o dos Militares ser teita a extraeco
pelo systema da machina Fichet.
boteraA 8 parto da 1 lotera da provn-
ca, em beneficio da Santa Casa de Misericordia
do Recite, pelo novo plano, cujo premio grande
100:000/000, ser extrahida no da 4 de Novem-
te, princir ando a extraocuo aomeio dia.
Os bilhetes garantidos acham-se venda na
Casa da Fortuna, ra Primeiro de Marco nume-
ro 23.
Tambem acham-se renda na Casa Feliz,
pr.ica da Iudependeucia na 37 e 39.
Lotera Extraordiarla do Vpiran
Ka -O 4. e ultimo sorteio das 4. e 5. serie
desta importante lotera, cujo maior premio de
150:000/000, sera extrahida no dia 20 de Novem-
bro.
Acham-se expostos venda os restos dos Li-
tes na Casa da Fortuna 4 ra Primeiro de Margo
n. 23.
Tambem acham-se venda na praca da Inde-
pendencia ns. 37 e 39.
Ijoterla do UioA 4* parto da lotera
n. 365, do novo plano, do premio de 100:000/000,
ser extrahida no da 5 de Novembro.
Us bilhetes acham-se a venda na Casa da For-
tuna ra Primeiro de Marco.
Tambem acham-se venda na praca da Inde-
dencia ns. 37 e 39.
Maiadonro PublicoForam abatidas nc
pelo passivo da extincta sociedade.Archive-se,
na forma da le.
Nada mais haveudo a despachar, o Illm. Sr. com-
mcndsdor presidente encerrou a setsao
horas da m&nha.
U 11
INDIGigOES TEIS
Blbliolbeca Provincial Coatinuacao
das obras (.fferecidas a reparlicao pelo Sr. Dr. J.
J. Aires de Albuquerque :
Do domaine publie en droit romain et en droit
franeis, par P. Garbouleau. Paris, 18-*9, 1 vol.
Elementos del derecho mercantil de Espaa, por
el Dr. D. Eustaquio Laso. Madrid, 1849, 1 vol.
E'tudf s sur l'econcmie sociale, par J. B. Mar-
beau. Paris, 1341, 1 vol.
Consultor jurdico, por J. M. P. de Vasconce-
los. Uio de Jane ro. 1862, 1 vol.
Questions et traites de droit administratit, par
Serrigny. Paris, 1854, 1 vo!.
Cousii.'rations sur l'ensegnement du droit ad-
miuistratif, p ir M. Jules Mollein. Paris, 185", 1
vol.
Institutos du droit administratit frxncaii, par
M. le Barn de Graodo. Paris, 1846, 5 vols.
Les devoirs de l'hommc et du citoyen, traduits
du latn de S. Puffendorf, par J. Barbyrac. Pa-
ris. 1822, 2 vols.
Bruno ou du principe divin et naturel des cho-
sesl p=.r F. W. J. de Schelliog. Paris, 1845, 1
vo!.
Essai sur les peines et le systime pnitentiaire,
panlsidjre Mauxet. Paris, 1812, 1 vol.
Cours de igislation pnale compare, par M.
Ortolan. Paris, 1839, 1 vol.
Cours de Igislation compare, par Narjot. Pa
ris, 1841, 1 vol.
Dominio! Cavallarii in Regia Neapolitana Aca-
demie priinarit profesoris. Institutiones juris Ca-
uoaici quibus vttus et nova ecclesiae disciplina
narratur, etc. Coaimbrcae, 1847, 3 vols.
Do Poder Moderador, pelo Dr. Biaz Florentino
Uenriques de Souza. Recife, 1864, 1 vol.
Tbeologiae dogmat cae in systema redactas pas
prior, pars altera a Fr. Petro M. Gaszsnica e Jo-
sepho Bertieri. Venetiis, 1839; 2 vols.
Traite des assurances et des contrato a la gros-
se d'Emringon. Paris, 1827, 2 vols.
Dictictonaire das presenptions em matire ci-
ve, commerciale, criminclle, etc, etc, par J.
Bousquet. Pars, 1843, 1 vol.
Reflexin sui les lois pinaes de France et
d'Anglctcrr? par A. H. Ta'landier. Paris, 1848,
1 vj!.
Tole administratif, annot par M. V. H. Soln.
Paris, 1848, 1 vol.
Easai concernant les armatenrs dus pnses et
sur tout les reprius, etc., par Mr. de Martius.
G-ottlngue, 1795, 1 vol.
L'Associaton dou anire Allemaod par Henri
Richelot. Paris, 1845, 1 vol.
Publications de l'Assoeiation pour la libert dos
changes. Du systne prohibitif, par Henri Son-
ir ie. Paris, 1 vol.
Traite du bornage et de la eomptence des
actions qui em driveat par M. Millet. Paris,
|846, 1 vol.
Recherches sur la probabilit des jugementa en
matiire civilc, etc., te, par S. D. Poisson. Pa-
ris, 1837, 1 vol.
Le f jnctioas des agents dipbmatiques et consolaires,
ttc, etc., par le Bm. Charles de Marteos. Pars,
1351,2 vol.
Mlangea de droit publie et de haute politique
par Charles-^Loiiis de Halrer.
Traite des pruvres judiciaires le Jeremie Ben-
tham, par Et. Dumout. Paris, 1823 1830, 2
vols.
ICconomie sociale, par C. Pecqnerer. Paris, 1839,
2 vols.
Essai sur la puissanes psrternelle, par J. Cures-
ten de Poly. Paris, 1820, 2 vols.
De la portion de bens disponible et de la r-
duction par C. J. BeautempsBeanpr. Paris,
18551856, 2 vol.
Traite des droits d'autours, dans la littratare,
les scieuces et Irs besnx-arts, par Augastin Char-
les Rearouard. Pars. 18381833, 2 vols.
Traite des cmpi'^hements du mariage, par J. A.
Peazani. Paris, 1838, 1 vol.
Histoire des origines des pregrs et des varia-
t'uns du droit maritime international par L. B.
Hautefcalle. Pari^, 1868, 1 vol.
Esprit des droit et sea applicaiions a la poli
que et a l'organisation de la monarchie constitu
tionselle, pa' M. Albert Fritot. Paris, 1825, 1 vol.
Traite du droit internat'ooal priv ou du con
flit des lois droit priv, par M. Foelix. Paris, 1847, 1 vo'.
Codee de la lgislr.tion francaise avec dea anno-
titions sur les lois les plus usnelles, par M. Na-
polen Baeqna. Paris, 1858, 2 vol.
Potree des eaiix, ete. etc. par Gabriel Dufouc.
Paris, 1S57, 1 voL
Des gouve nements da la restauraton, etc. etc.
par F. Guizot. Pars, 1820, 1 vol.
l'rincipes du dreit politique mis en oppositon
Cours d'conomie politique, par J. B. Say.
rs, 1823-1824, 5 vol
Nouveaux principes d'conomie politique, par
J. C. L. Simoode le SisinonJi. Paris, 1827,
2 vol.
Histoire de I'eonome politique, par M. C. Vte
Alban de Villeneuve Bargeraont. Pijrie, 1841,
Principes d'conomie pulitique, par M. T. R.
Malthus. Pars, 1820, 2 vol.
Essai sur le prncipe de population, par M. T.
R Malthus. Paris, 1823, 4 vol.
Science des finances, etc, e c. Ouvrage traduite
de l'allemand de Mr. de Jacob, par Henri Jout-
froy. Paria, 1841. 2 vol.
Lecons de droit de la irature et des gens, par I
M. le Profeseuer do Felice. Paris, 1830, 2 vol. J
Le droit au travail au Laxembourg et a l'As,
sembles Nationale, par M. M. de Limartine, |
Thiers, etc^ etc. Pars, 1849, 2 vol.
Galn com prato A mem do orna-
mentoA commisso do orcamento da cmara
dos depurados de Franca votou a suppresso da
verba de 5,000 francos (903/OUO res), inscripta
n'um capitulo do ministerio da guerra, destinada
ao sustento de 685 gatos us casas de arrecadacao
dos uniformes do exercito, afim de extinguir os
ratos e evitar os prejuizos quo elles poiem causar.
Os bchanos foram considerados desertores, tendo
abandonado o servico militar por ouuea do ebeiro
das preparacoes de acido fnico empregadas nos
depsitos dos artigos de vestuario da tropa, que
elles estavam incumbidos de defender contra os
inimigos roedores.
Exercito francsNo servico interno dos
corpas de tojos as armas do exercito francez in-
trodutio-sc a eeguinte midifieiicao.
Arim de dar a nstruecao todo o tempo actual-
mente gasto em numerosas revistas e inspeccoes
passadas pelos ofciaes de diff.'rentes graos, es-
pecialmente designada a tarde de sabbado em to-
das as semanas para este servico.
Em todos os tres mezes os commandantes mili-
tares passaro urna revista geral respectiva
guarnicao ; e por ordem do ministro sero extra-
ordinariamente inspeccionados os corpos por offi-
ciaes generaes.
Principe najgroOs jornaes annunciaram
que o principe Dido de Didotowo, quo reside actual-
mente com a sua comitiva no estabnlecimento da
Flora em Cbarlottembourg. tinba pedido o
Kronprinz permissao para ussistir as manobras de
algiins regimentos da guarda, nos arredores de
Berlim.
Esta permissao foi-lhe graciosamente concedida,
e urna carruagem tirada por dous cavallos coudu
zio o ebefe africano ao campo de manobras, onde
foi recebido pelo msjor generl de Kropf.
O principe negro s<-guio as differentes pbases
do co.ibate com a maior attencao, e eutreteve
muto o general de Kropf com as suas perguutas
origioaes.
Entre outras cousas, perguntou se aquillo era o
exercito allemao e se o imperador sabia o nome de
cada soldado ; como era possivel dirigir os solda-
dos com tanta precisao; se es feridos durante o
combate erain simplesmente decapitados como era
uso em Kameroun, etc.
Ius elctricaA cidade de New York tem
5,000 luzes elctricas as ras, pracas, etc.; a de
Boston cerca de 3,003; mais de cincoenta cidades
dos Estados-UJidos t- em 500 a 1,000 luzes elc-
tricas as ras. O uso da luz elctrica nos esta-
beledmentos mercantis, fabricas, etc.; generali-
sou-se muto. Possue actualmente a companha
de illuminacao eleetricidado 100,000 lampadas
em arco e mais de 25,000 incandescentes. 0 ca-
pital empregado para esta industria representa o
valor de 70O,OuO:U0OJO00.
ComniiMn&o ornitolgica ofUcialem
FrainAcaba de se crear em Franca urna
commisso ornitolgica ofBcal, encarregada de- re-
unir e ordenar todas as noticias, dados e observa-
coes e antecedentes locaes, com respeito aos eos
turnes, rgimen e formacao de ninbos e emigracao
das especies das aves que se eucontram n'aquelle
paiz. Para realisar isto, a commisso redigio um
minucioso questiooario, que foi espalhado com pro-
fuso pelas autoridades e pessoas que se dedicam
a esta clatse de ettudos, para que prestem o con-
curso e cooperacao em tao til commettimento,
afim de indagar quaes as aves que sao uteis e
quaes as prejudiciaes agricultura,
Cellea.Eectuar-se-bao:
Terca-feira :
Pelo agente Burlamaqui, s 11 horas, na ra do
Imperador n. 22. do navio Urana.
Pelo agente Brito, As 10 1/2 horas, na roa de
Pedro Alfonso n. 43, de tazendas, movis e miu-
desas.
Quarta-feira :
Pelo agente Burlamaqui, s 11 horas, na travs
sa do Queimado n. 1, da armaco e utensilios do
estabelecimento ah sito.
Pelo agente GutmAo, s 11 horas, ra do
Mrquez de Olinda n. 19, de movis, miudesas,
ect., etc.
Mia fnebre.Sero celebradas :
Quarta-feira i
A's 8 horas, na matriz de Santo Antonio, por
alma do conseibeiro Jos Bonifacio de Andrada e
Silva; s 8 horas, na as matrices da Escada e
da Ba-Vista, por alma do Dr. Francisco Das de
Arroda Falco ; s 8 horas, na matriz da Boa-
Vista, por alma de D. Leopoldina Mara da Silva
Duarte ; s 8 horas, na matriz de S. Jos |por
alma de Mara da Conceicao-^Favares Ponce de
Len ; s 7 horas, na matriz da Ba-Vists ; por
alma de Joo de Barros Netto Jnior.
Quinta-feira :
A's 8 boras na Ordem Tereeira de S. Francis-
co, por alma de D. Elisa Ferreira Leal Res.
OpcracAe* rlrurjclcaForam pratica-
das no hospital Pedro II, no dia 30 de Outubro, as
seguintes:
Pelo Dr. Berardo:
Duas kerotomiaa reclamadas por abeessos das
cmese.
Pupilla artificial indicada por atresia da pu-
pilla.
Pelo Dr. Este vilo: I
Dilatacao pelo therno cauterio de fstulas dos
grandes ab'os.
Raspagem e cauterisacio ds vegetacoes syphi-
liticas da vulva e perineo.
Casia de DetencssoMovimento dos pre-
so* do da 29 de Outubro :
Existiam presos 297, entraram 2, sahiram 3,
existem 296.
A saber :
Naeionaes, 270, muiheres 5, estosngeiros 8, es-
cravos seatenciados 4, procesiado 1, ditos de cor
reccao 8.Total 296.
Arracoados 268, sendo: bous 256, doentos 12-
Total 28.
Movimento da enfermara :
Tevs baia :
Jos Lourenco da 8ilva, coohecido por Jos
Flor.
Tere alta :
Domingos Rocha.
Latera da edreA 1* parto da 201 lo-
teria da orto, cujo premio grande de 1U0:000J
ser extrahida no dia .. de Novembro.
Os bilhetes acham-se venda na Casa da For-
tuna ra Primeiro de Marco n. 83.
Tamben acbam-se venda na praca da Inde-
pendencia aa. 37 e 39.
- pen
-Wat
o consumo
Pa-^VIatadouro da Cabanga 91 rezes para
do dia 31 daOutbro.
Sendo: 7iscas pertencentsa Oliveira Castro,
iJt C, e 17 a diversos.
Merend Mnnleipal de S. doneO
movimei.to deste Mercado uos das 27, 28 e 29 do
conente foi o seguinte :
Entraram :
86 bois pesando 11,892 kilos.
2607 kilos de peixe a 20 ris 52*140
206 cargas de farinha a 200 ris 41/20U
111 ditas defructas diversas a 300 rs. 33*300
20 taboleiros a 200 ris 4/000
38 Sumos a 200 ris 7/60
Foram oceupados :
781/2 columnas a 600 ris 47/100
69 compartimentos do farinha a
500 res. 34/500
69 ditos de comida a 500 ris 34/500
201 ditos de legumes a 400 ris 81/2(10
43 ditos de suino a 700 ris 33/6:10
33 ditos de fressuras a 600 ris 19/800
30 talaos a 2/ 60*001-
6 dito a 1/ 6/000
A Oliveira Castro & C.:
162 talhos a 1 ris 162*000
6 talhos a 500 ris 3/000
Deve ter sido arrecadada nestes das
a quantia de
Rendimento dos dias 1 a 26 de Outu-
bro
619/940
5:365/900
5:985*810
Foi arrecadado liquido at boje
Precos do dia :
Carue verde ds 320 a 480 ris o kilo.
Carneiro de 720 a 800 ris dem.
Sainos de 560 a 640 ris dem,
farinha de 240 a 320 ris a cuia.
Milho de 260 a 320 ris dem.
Feijo de 560 a 640 idem.
Cemlterlo publico.Obituario do dia 29
do corrente:
Jos Gomes da Costa, Pernambuco, 25 ann os
solteiro, Recife; tubrculos pulmonares.
Mara Severina de Aguiar, ignora-se a natura-
lidade, 70 anuos, igiora-se o estado, Graca ; ma-
rasmo senil.
Antonio Aires de Vasconcelos Lima, Pernam-,
buco, 23 annos, solteiro, Graca ; dyarrha.
Mana Joaquina da Coaeeico, Pernambuco, 33
annos, solteiro, Graca ; hepatite.
Mara, Pernambuco, 8 mezes, Boa-Vista ; ente-
rife.
Mura Francisca da Conceico, Parahyba, 45
annos, viuva, Boa-Vista ; dyarrha.
Mario. Pernambuco, 7 dias, Santo Antonio;
convulsoes.
Laura, Pernambuco, 5 mezes, S. Jos ; eclam-
psia.
Joio Morcira da Silva, Rio de Janeiro, 22 an-
nos, solteiro, Reeife; febre paludosa.
Corbeniano Martina de Souza. Pernambuco, 52
annos, casado, S. Jos ; apoplexia cerebral.
Medico
Dr. Brrelo Sampaio mudou seu consul-
torio do 2. andar du casa n. 45, a ra do
Bario da Victoria, par o 1.* andar, da
casa n. 51, mesma ra, corno consta do
seu annuncio inserto na seceso compe-
tente. Residencia a ra Seta de Setem-
bro n. 34.
O Dr. Castro Jess tem o seu consul-
torio medico, ra do Bom-Jesus n. 23,
obrado.
Dr. Oama Lobo medico operador e par-
teiro, residencia ra do Hospicio n. 20.
Consultorio : ra Larga do Rosario n. 24 A.
Consultas das l horas da manba s 2 da
tarde. Especialidade : molestias e opera-
res dos orgSos genito-urinarios do hornern
e da mulhcr.
Advocado
O Dr. Henriqw Millet tem o seu es-
criptorio de advogacia ra do Imperador
n. 22, 1." andar.
If rogarla
Francisco Manoel da Sa & C-. dspo1
sitanos de todas as especialidades pharmu
ceuticAs, tintas, drogas, productos chimico
e medicamentos homceopaticos, ra do Mr-
quez de Olinda n 23. *
Serrarla a Vapor
Serrara a vapor e ojficina de carapinv
de Francisco dos antos Macedo, caes do
Capibaribe n. 28. N'oste grande cataba e
cimento, o. primeiro da provincia n'oste ge-
nero, compra-se -re vende-se madeiras de
todas as qualidades^ serra-se madeiras de
conta alheia, assim como se preparara obras
de carapira por machina e por precos cem
con,r">txcia.
Drogara
Fara Sobrinho & C.t droguistas por at-
acado, ra do Mrquez de Olinda n. 41.
tiro respetoso o chapeo, e S 8. reprovado com tres
erres {REK) peante o mundo scientifico; pela
sabedor i a de todo o imperio das lettras.
O Sr. Dr. A. de A. G. suppoe que, ueste mundo
physico, onde cada bananeira d um cacho, existe
slguma consa alem de-/orea e materia. Pois,
Sr. dootor, v sappondo, que eu moro longe e ven
com presea em busca da segunda eiva. >
Paula Barros.
(Con'.inua).
O
Fuo
PUBLICACOES A PEDIDO
CHRONICA JUDICIARIA
Junta Commercial da cidade do
Reeife
ACTA DA SESSO EM 23 DE OUTUBRO
DE 1886
PKESIDEXC1A DO ILLM. 8B. COMMEXDADOB ASTOSIO
GOMES DE MIRAKDA LEAL
Secretario, Dr. Julio Guimares
A's 10 horas da manh, declarou-se aborta a
sessao, estando presentes os Srs. : deputados
Olinto Bastos, commendador Lopes Machado, Bel-
tro Jnior e supplente Hermino de Figueiredo.
Lida, foi approvada a acta da precedente sessao
e fez-se a le i tura do seguinte
EXPEDIENTE
Oficios :
De 23 do corrente, da junta dos corretores
desta praca, enviand o boletim das uotacoes of-
ciaes da semana de 18 a 23 do corrento. Seja
archivado.
De 18 do corrente, da Junta Commercial da ca-
pital do imperio, acompanhando a relacao dos
commercantes que se matricularan! em dita junta
no decuiso do mez de Setembro ultimo.Accuse-
se a recepcao e archive-se.
De 1 do corrente. da Junta Commercial de Por-
to Alegre, communicando V. Durval achar se na
respectiva presidencia. Responda-se e archi-
ve-se.
Diario Officiaes de ns. 285 a 289Sejam ar-
chivados.
Foram distribuidos rubrica os seguintes li-
ma :
l.8 copiador de cartas da casa commercial de
Albeiro, Oliveira & C-, 1 dito de Cypriano & Ba-
ptista. 1 diario dos mesmos.
O Illm. Sr. commendador presidente deu scien -
cia i Illma. Junta do que, em vista da urgencia
requerida e do final da portara expedida pelo Mi-
nisterio da Justica, de 26 de Fevereiro de 1*51.
mandou passar termo de Seis depositarios a Fuu-
seca Irnios & C. dos gneros iuflammaveis que
receberem nos arraasens a'fandegados ns. 10 a 14
da ra do Bario do Triumpbo, e depois de assig-
nado a 25 do corrate, expedio selhe o compe-
tente titulo,
DESPACHOS
Petices :
De Francolino Rodrigues de Moura, natural
d'esta provincia, de 36 anuos de idade, domicilia-
do n'esta cidade e n'ella estabeleeido com sua casa
de commcrcio de fazendas por grosio e a retalho,
A ra da Livrameuto n. 34, sob a firma de Joao
Rodrigues de Monra commerciante matriculado. Sao a'.testantes do ere
dito commercial do impetrante Gratuliano dos
Santos Vital, Jos Antonio Pinto e Flix Pereira
e Souza. Como requer.
De Barbosa Lima nomeacao de seu caixeiro Hermogenes de Medei-
roa Camello e se d baixa na do seu ex-caixeiro
Jos Correia Braga.Deferida.
De Silv & Alves, idem quanto ao seu caixeiro
Manoel Jos da Silva e baixa de Feiippe Gon^al-
ves Ribeiro.Na forma requerida.
De Ribeiro < Almeida, para que se d baixa
no registro de nomeacao de seu ex-caixeiro Carlos
Alberto da Armada.D se a baixa pedida.
De J-se Luiz de Ssoza, para que se Ihe mande
pastar titule de fiel depositario dos gneros que
recebar no trapiche alfandegado Baro do Livra-
meato, de conformidade com o n. 6 do art. 220 da
Consolidacao das lea da Altandega.Assigoado o
termo de fiel d ;positario, passe-se a titulo.
De Joaquim Jos da Fonseca, para que se re-
gistre A escriptura ante-nupcial e de dota quo ce-
lebrou eam D. Adozinda Hormesinda Acucena de
L?ao.Kegistro-se e pablietae-ee.
De Angosto Cesar Stepple, tendo j alcanzado
por duas veses a nomeacao de agente de leiles
(Testa praca, vem impetral-a pala tereeira vez.
Preste nanea.
De Masa da Conceicao Seiaas e Jos Soares
Senas, para que se archive o diatrato da firma de
Seixas A C, ficando Jota Soares de Seixas de
poste do mttebelecimento de sebeara ra Nova
de Santa Rita ns. 69 e 71 e de activo e obrigado
Inslruefo Publica
Segunda reispoota do Ulan. Sr. Dr.
4yre de Albaquerque Ciama
(Continua$ao)
Diz o Sr. Dr. Ayres Gama que os erros encon-
trados no livro sao em numero de orne, alguna dos
quaes de POUCA GRAVIDADE. .
Ora, gracas a Deus, que sempre pude conseguir
alguma cousa : declarar S. S., forca de se sen-
tir aniquilado pelas convulsoes da conscencia,
que em todo o livro (eom 138 paginas) s existem
onze erros, e desees, alguna de pouca gravidade.
Comeca a dar de si. -
E' esta u primeira ontradiecao, lancada rosa
dos ventos, em sentido absoluto. Parece que,
com o attrito da discussao, vae-se Iluminando por
dentro a cabeca do Ilustre relactor, pois alguma
claridade j apparece c fra, Urnando-a quasi
translcida.
Mas ao passo que S. S. faz aquella confissao,
deixandoque a verdade paire-lhe nos labios, de-
clarando que alguna desses erros (quantos ? 9
ou 10 ?i sao de pouca gravidade, > arrepende-se
logo, sujeitendo-se ao iustincto do mal; e comeca
em seguida a enumerar os taes erros, que nao sao
erros, um por um, e a butel-os desesperadamente,
mesmo os de a pouca gravidade, tazendo esforco,
cima de suas forcas, para provar que en rol vem
doutrina intimamente falsa e que, portento,
nao podem figurar em um compendio de pbysica
(compendio de pbysica ?) porque sao erros de mui-
ta gravidade '.
Ora, se isto nao pulba, e tambem nao palha,
nao sei que nome tenha.
alferes Vlarini e
iHiumphiliuo
Sei que dea;o de minha dignidade em
responder o que de mim dase esse typo,
portn attendendo ao publico desta provin
cia onde nasci e tenho familia, vou ligera-
mente historiar o meu procedimento como
autordade, em relacao ao que Phamphilino
publica na Provincia de hoje a meu res-
peito.
Nunca eonheci Pamphilino senSo por
tradiccSo, o seu nome me lembrado pelas
innmeras queixas que do si tenho cons-
tantemente recebido de pessoas que distin-
guem-se por conducta irreprehensivel.
Sa era Pamphilino presidente de mesas
eleitoraes eu ignorava, assioi como ainda
duvido que exerca elle cargos desa natu-
reza, qus sao completamente compativeis
com sua conducta.
E creio at que o partido em que Pam-
philino diz se filiado, nao deve regostar-
se em possuir brilhanto de tao fino quali-
dade.
Se o grupo poltico "e que faz parte
Pamphilino tem com elle seria solidarieda-
de, demonstra simplesmente quanto rae-
tico e destituido de pes3oal capaz de excr-
cer cargos as seegBes eleitores.
Realmente depois das multas queixas
que recebi contra Pamphilino, rnandei cha-
mal-o a minha presenta sem saber que era
tao importante come diz ser, e eDt2o vindo
a minha casa e om.preaenc^ do morigera-
do e honesto cidadSo o Sr. Galdino do Es-
pirito Santo, que delle queixou-se-me por
ter sido provocado e insultado tratei do
curoprir com o meu devor, aconselhandoo
que tomasse urna nova conducta que esti-
vesse do accordo com a alta posicao que
Zccuqa as JUeiras de um dos partidos po
Uticos do paiz.
Pamphilino agasteu-se coco o meu con-
selho c quz at offender rae com palavras
inconvenientes, dirgindo-se tambem con-
tra o Sr. que estava em nossa presenca.
N2o he fallei era tronco, mesmo porque
nao existe esta prisao no dstrcto onde
sou autordade; muto mal conservo dous
limpos quartos para quelles que merecem,
no quartel do destacamento que cara-
mando.
Tenho a dizer a Pamphilino qne o nome
que citou por extenso o do meu digno e
venerando pai que nada tem com o abaixo
assignado que
O alferes
Joaquim Quirino Villarm.
Arraial, 31 de Oatubro de 1886.
do certo que continuara no rxercico, pres-
tando os meus fracos servicos a causs pu-
blica, e especialmente ao partido conserva-
dor ao qual pertengo.
Henrique C- B. Almeida.
A's alinas cariciosas
Exista na ra do Bom Jess, sobrado n. 13, wt
quarto andar, orna infeliz viuva, com quatro filhai
menores e na maier penuria.
Soccornim-n'a as almas caridosas.
ror
acaso experimentis o
lomas Megulntes?
Tendea toase violenta 'i Sentis don s nos pul
uioes ? Expectoris phlegma ou mucosidadce V
Vos incommodam e debilitamos suores noelurnes":
Tcndes a garganta inflammada? Ests roucoy
Sentis oppresso no peito ? Se por acaso e dado e
caso que adoecais de todas ou de qualquer urna
das enfermidadeA mencionadas, acbar vos-heis na
urgentissima necessidade de empregar um remedio
eflicaz e seguro tal qual seja o Peitoral de Anaca-
huita. Nao deixeis passar urna hora s?m que fa-
fais urna prompt applicacao deste inaprezavel e
prodigioso remedio. Os males e s-ffrimentos para
logo sero allviados, e por fim acabara restabeie-
cendo completamente vossa s de e com ella vos
sa alegra e prazeres. Sua bktoria urna serie
continuada de prodigiosas curas e triumpbos secc
fim. Encontral o-beis venda em todas as prinei-
paes boticas da cidade e do campo.
Como oabantia contra as falsificaces, observe,
se bem que os ncrr.es de Lanman & Kemp ve-
nham estampados em lettras transparentes no pa-
pel do hvriuho que serve de envoltorio a cada gar-
rafa.
Acha-se venda em todas as boticas e lojas ds
perfumaras
Agentes em Pernambuco, Heury Foster & C,
ra do Commercio n. 9.
O Xarope de Vida de Beuicr S.
poderoso estimulante e regulador do figado. ^eu
effeitos sobre o sangue e os humores sao realmen-
te assombrosos, e milito mais inmediatos e perma-
nentes do que os de qualquer outro purificador at
hoje descoberto, possuindo a grande vantagem de
que quando pela sua foi ca depurativa e desiofec-
cionaute acaba de operar no systema a desaggre-
gaco dss venenos da escrfula, das herpes e ulce-
ras malignas, das accumulaces cancerosas, buba-
nicas, etc., immediatamente expelle o virus para
fra do corpo. purgando os intestinos.
I na
por
ou pa-
sem-
O primeiro erro inventado, o primeiro de todo o
livro errado, no dizer de S. S., acba o Ilustre re-
lactor, que nao o inventor da polovra, tel-o en-
contrado desos de haver lido as primeiras trinta
paginas do meu livro, e foi por ter eu dito : Em
todo o corpo ha sempre um ponto em que se reu-
nem todas as accoes da gravidade sobre cada mo-
lcula : o ponto de appheagao do peso, o cen-
tro de gravidade.
E comeca S. S., de novo, a querer tirar a prova
do erro, (?) sem contestar, sem nunca fallar nm
Pina Vidal, lenta de physica da escola polylhcch-
nica de Lisboa, o qual foi citada por mim, e Be
exprime daquelle triodo; e, com urna graca de fa-
zer rir um caracol, conclue este ponto citando o
Dr. Saturmino Meirelles. o mesmo que eu invo-
quei em meu favor, e citando, como eu o fis,
mesma fli. 11 do seu compendio, mas pulando (!)
estas tres linbas encravadas no artigo do Or. Mei-
relles acerca do centro de gravidade :
Este ponto chamado o centro ds gravidade,
. que se define o PONTO DE APPLICACO
DO PESO.
Isto honest, Srs. do Conselho Lterario ?!
E este foi o primeiro erro ppontado : o ter eu
dito que o centro da gravidade tambem o
ponto de applicacao do peso isto o ponto em
que se reunem todas as accoes da gravidade.
Contrariar isto, e com ligeirezas come aquella
em que S. S. bifou tres linhas contra a vontade
de seu dono, e as quaes foram por mim citadas no
Diario de Pernambuco de 2 de Abril, ter em
muito pouca conta os homens intellgentes e Ilus-
trados de Pernambuco !
Mas eu os desforro de algum modo apontando a
pilhagem tteraria feita ; nao receiando declarar
que S. S., depois que tomou o meu lugar na ber*
linda, s trata de engazopar quelles que nao
sabem onde est o gato. Perdsme dizel-o.
Sobre este ponto, peco anda a valiosa attencao
do letor para mais nm facto da malignidade ou
inveja, (pois me chama de autor fe iz) com que
8. 6>. ditou o seu Parecer, ao qual agora pregou
mais uns babados a que chamouDefeza.
Peco toda a attencao.
No correr do seu artigo de 17 de Abril S. S.
citou o Dr. Francisco da Pcnseca Benevides, da
Academia Real das ciencias, em Lisboa.
Agradeco-lhe ter me recordado o Ilustre nome
de um dos mestres cujo compendio de a Physica
Moderna > mais consulto.
fois bem, querem os Ilustrados leitores ver o
que esse mestre, tao lido e citado pelo Sr. Dr.
Ayres Gama, diz cerca desta questao, de centro
de gravidade ?
Vejam e veja todo Pernambuco e especialmente
os (Ilustres Srs. Francisco Carlos da Silva Fra
toso e Ezequiel Fraooo de S :
licnevides. Nocoes de Physica Moderna, flj
35:
CENTRO DE GRAVIDAE. Assim se
chama o ponto de applicacao da resultante das
pressoes ds ether ambiente sobre as diverso
molculas d* um corpo; E O PONTO DE
APPLICACAO DO PESO.
Ora tome quinao, Sr. dootor.
E este foi o primeir trro que me nctou o dis-
tincto Sr. tenente-coronel da instruccao publica ;
e to este o cabecalho, a madrinlia do Parecer que
reprovou o meu livro eivado de erros; eivas e erros
que se reduziram a 07ize, sendo alguns d < pouca
gravidade, e este o primeiro .' O primeiro que
tornar bem saliente as asperezas de aua
Villa do Bonito
OS ACTOS DO SB. DR. JOAQUIM MOEEIRA DE
LIMA, JUIZ DE DIREITO DO BONITO, PU-
BLICADO PARA O EXM. SR. MINISTRO DA
JUSTICA PROVIDENCIAR E O PUBLICO
LER
Sob a epigrapbe supra appareceu nesta folha
urna serie de artigos com a aasgoaturaClaudino
de Mello.
Habitante na comarca do Bonito, e tendo esta
assignatura causado duvida sobre alguem que im-
putava-me autor, venho por este meio declarar ao
publico que nao se entendem commigo os ditos ar-
tigos, c sino, segundo consta-me, com um acad-
mico do 5 auno, o Sr. Manoel Claudino de Mello
e Silva.
Engenho Simo, 22 de Outubro de 1886.
Claudino Correia de Mello.
chegada do Ilustre conse-
iheiro Hanoel Portclla
Altivo e sobraneciro alm cruzando os mares
Camioha pressoroso um testo galeao,
Ao avistar de longe a barra em seus cortares,
Deslralda em cima ao topo o verde pavilho.
E' o a Cear vapor, em aguas desbordadas
Das regioes do sul em ondulante coma,
Que traz dos mastros seus as velas roscadaa
E mais n'Adamastor que l de dentro assoma.
O Adamastor, um bravo filbe c do norte,
O brasileiro Pitt, o pdico Catao,
Saudai-o prasenteira magna cohorte
Aos braecs deste sol, aos olhos da Naci.
Jogai sobre o hroe n'a multido de flores,
Depois cantai um bymno a remontar o co,
Que o sol beijando a trra mostra em seus fulgores,
Um mixto de paixo, um lucido tropho.
para
ignorancia ueste ponto, dia o corpo de delicio de
1? de Agosto de 1885.....
Mas nao sendo o peso urna forca nao pode ser
ponto de applicacio.
' esta a primeira janella aberta por onde eu
espo para a coofusao, o vap.res seieniticos que
enchem a Ilustre cabeca do relator do Parecer.
S. S. como nao sabe fazer anda ditferenca entre
causa e efieito, isto entregravidade e resul-
tantessuppe que Benevides, Meirelles, Pina e
Vidal e outros co&fundem ('.) peso e gravidade t
E apezar de todos elles disenem aue o centro de
gravidade o ponto de applicacao rio peso,
emporrou S. S, em reprovsr o Paula Barros por
Uto, comprometiendo a boa f dos seus collegas da
primeira aeccao c embaciaado o brilho dos sena
dourados botes.
Mas, asta ee ninando : eu fiquei reprovado
pelo conselho lilla-ario de Pernambuco, a quera
Alvorai o estandarte em festa popular
Da brasilea Nacao em bellico traz flor,
E saudai co'estrepido o grao parlamentar,
O sympathico aucia-o, cyclopico doutor.
O' saudai-nol-o sim, que os fetos do Antheo
S1o raios tricolores, luminosos, grandes,
O Ilustre conselheiro um vero Prometbo
Que fita o astro re do pincaro dos Andes.
Sen vulto majestoso a synthese real
Da um varonil poema a luz das tradicoes,
Seu typo de honradez nos serve de phanal,
Sna voz em catadupa abrasa es coracoes.
Em sua augusta fronte um casto diadema,
Preza de primor ; enlastra-se mimoso
E nelle mais um louro em um dourado emblema,
Brilhantc como Leo, e como Leo formoso.
Emfim concidadaos, dizi l aos seus ps :
Invicto senhor, representante nosso,
Nos vimos de enthuaiasmo assim como gajes,
Pegar um amuleto nesse peito vosso.
Sois a causa motora desta gleba em festa,
Do rutilar sol e do arrulhar das aves,
Da gente que se apinha a vos tomar a testa,
Djs bymnos tropcaes em concertadas claves.
Vs sois de Pernambuco o morno coracao,
O msenlo Gibcllo que em lavas se tornou,
Do Amazonas ao Prata, a face da Nacao,
Diaei'voa de Brasil o grande Mirabeau.
Reeife, 28 de Outubro de 188.
Galdino d Babeos.
Polica de Santo Antonio
< Leudo ao noticiario do orglo liberal,
de hontem, una comroentarios a respeito
da exonerac&o que solitei do cargo de sub-
delegado da freguezia de Santo Antonio,
cumpre-aie declarar que agradeco os elo-
gios ahi eitos, porque durante o periodo
do exercicio do cargo policial, tnicamen-
te cumpri coc os meus deveras, e eative
sempre de accordo eom as autoridades su-
periores, de quem recebi innmeras pro-
ras de coasiieracSa. *
Achando me doente e por conseibos
mdicos devendo retirarme, para lera da
cidade, resolv pedir (sem imposiclo de
quem quer que seja) a minha exonerado,
sendo portanto inexacto o que diz a Pro-
vincia a tal.respeito. *
c Se nSo foaaem os motivos allegados,
enfermidade tomada
outVa!
Equivoco dos lacultativis
O fallecimento do algum amigo
rente a quem amamos temamente
pre urna desgraca lamentavel : mas a ca-
lamidade verdaderamente terrivel quan-
do os factes nos manifestam que a pobre
victima suecumbio por so ter empregada
um systema de tratamento que nao era
apropriado para a sua doceja. Comtudo,
casos ha em que o erro dos mdicos se
descobre antes, de desapparecer a ultima
esperance, e uestes caaos, algumas veaes
se consegue salvar a vida do doente.
Para exemplo do que deixamos dito, va-
mos referir eertos factos que estabelecem a
verdade da nossa affirmajao.
Ha cerca de dous annos, urna das se-
Loras mais bellas de New-York, abando-
nada peles facultativos em um caso deses-
perado de tsica (pois era este o nome que
os mdicos davam molestia) julgava-se
condemnada a morrer. Os pais da doente
resolveram lvala a Paris, esperancados
em que, na capital de Franca, a Faculda-
de descobriria algum remedio contra o maJ
que ameogava a vida da joven aenhora.
Esta esperanca nao se realisou, mas felia-
mentc cm Paris os amigos da moribunda
ouviram fallar de um novo systema de tra-
tamento adoptado primitivamente pelos
Shakres do Monte Lebanon, no Estado
de New-York e empregado depois par ou--
tras pessoas com um xito extraordinario
em muitos casos de Dispepsia. Aos pais
da infeliz pareeeu qne era possivel que a,
doenca que afigia sua filha poderia talver
denominarse Dispepsia ou lndigestao, e
nao a Tisica que tanto temiam, e abriga-
vam a esperanza de que, em .tal caso, se-
ria fcil salvar a desditosa joven.
Apressaram-se, pois, a alcancar urna
quantidade de um medicamento intitulado
Xarope Curativo de Seigel, e preparado
com o fim especial de curar a Dispepsia,
A doente tomou algumas dozes deste re-
medio, e o resultado do novo tratamento
oi maravilhoso. Hoje, aquella senbora, j
restabelecida, vive feliz e goza de urna
sade perfeita. Certo que, nesto caso
os mdicos tinham tomado urna doenca por
outra, e quando se descobrio a origem de
mal, e se explicou o verdadeiro remedio,
os symptomas da Tsica desappareceraaa
immediatamente.
O caso que acahamos de citar nao o
nico nesto genero. Ha milhares de infe-
lizes que actualmente estilo tornando re,
medios para curar enfermidades do tgado-
dos rins e dos pulmoes, doenjas prove-
nientes dos vapores miasmticos, etc., aa
passo que realmente nao existem em mu
tos casos taes affeccoes, sendo a indiges
tilo a verdadeira causa dos symptomas que
tanto terror inspiram aos doentes; e se
estes applijassem o verdadeiro systema de
tratamento, nao tardariam a curarse.
Nao ser por demais o recordronos aa
leitor que o xarope curativo de Seigel se
vende em todas as pharmacias do mundo
inteiro, assim como na casa dos proprieta-
rios, A. J. White, (Limited), 36, Farring-
don Road. Londres, E. C.
Depositarios na provincia de Pernamba-
co : BartholomeurS C, J. C. Levy & C,
Francisco M. da Silva & C, Antonio Mar-
tiniano Varas & C Rouqunyrol Irmaos e
Faria Sobrinhe & C.; em Bello Jardim
Manoel de Siqueira Cavbante Arco Ver-
de e Manoel Cordeiro dos Santos Filho^
era Independencia. Antonio Gomes Bar-
bosa Jnior; em Palmares : Antonio Cer-
doso de Agniar; e em Tacarat, Jos
Lourenco da Silva.
Caso Importante ()
LE-SE EM M JORNAL DE PEL0T4S
A joven Marciana, de 15 annos de da-
de, moradi ra ra do S. Miguel n.' 11,
nesta cidade da Pelotas (Rio Grande do
Sul), ha muitos mezes achava-se soffrendo
do peito.
O seu organismo depauperado apresent*-
va todos os symptomas de urna grave affec-
clo pulmonar : falta de appetite,
toase, dores no peito e as coatas,
debilidade, todos estes caracteria
terrivel doenca apresentava a pot]
cinha.
A sua saude, tSo profundamente Itera-
da, comegou a inspirar serios cuidados 4
sua tia D. Joan na Ferreira Cardoso, qme
em vio apreaentou a sua doente a siguas
Ilustres mdicos, sem nenatim conseguir
atalhar o curso da enfermidade
Esta aenhora, seriamente preoccupac

'
r



4
Diario de i*croambucoDomingo 3 i de Guiibro de 1 6
cam os progressos da doenca, tev8 a feliz
dea do recorrer experiencia do uso do
Peitoral de Cambar, importante desc -
berta do Sr. Alvares de S. SoareB, desta
cidade, e em t5o boa hora o fez, que al
giros dias depois a doente presentava sen
siveis melhoras, e o medicamento tazando
triumphar a natureza da enfermidade, de-
pois de alguna mezes de tratamento, res-
titua a saude perfeita joven Marciana.
O autor do Peitoral de Cambar, com-
pletamente estranho a esta prodigios cura
obtida pelo seu maravilboso medicamento,
receben um dia, com sorpreza, a visita de
D. Joanna F. Cardoso, que muito aatis-
fcita, e em companhia de sua sobrinham,
trazia lhe um attestado que corre impresso
na maior parte dos jornaes da provincia e
m todos os opsculos que acoropanha
cada frasco do Peitoral de Cambar.
O leitor devt procurar apreciar esse im-
portante documento, por meio do qual po-
dar devidamente julgar a transcendencia
da victoria obtida na cura de urna affeecao,
que ainda em nossos dias faz os desespe-
ros da sciencia medica. (Vede o folheto
que acompanba cada fraseo.)
nicos agentes e depositarios geraes em
Pernambuco Francisco M. da Silva & Ca:
Boa Mrquez de Olinda n. 23.
Inspectora de hygiene
Em virtude do que dispoe o art. 66 do
regulamento que baizou com o decreto n.
9554 de 3 de Fevereiro do corrente anno,
a inspectora geral de hygiene taz publico,
pelo prazo de oito dias que o cidadao Mi-
guel Luiz Rodrigues da Fonseca dirigiu
Sua Mag9stade o Imperador a seguinte
peticao com documentos que satisfazem as
exigencias do art. 66 do citado regula-
mento :
Senhor diz Miguel Luiz Rodrigues da
Fonseca que, acbando-se estabelecido na
cidade de Pesqueir.i com casa de drogas e
tendo o supplicanto pratica de longos an
nos de pharmacia, nao na cidade do
Pofto, como nesta provincia de Pernam
buco, como provam os documentos jun-
tos, e havendo grande necessidade de urna
pharmacia nesta cidade, como prova com
o attestado da Cmara Municipal vem o
supplicante requerer a Vossa Magestade
Imperial a graca de coaceder-lhe licenca
para abrir e administrar pharmacia na ci
dade de Pesqueira, em vista do art. 65 do
regulamento que baixou com o decreto n.
9554 de 3 de Fevereiro de 1886, Nes
tes termos Pede a Vossa Magostado Im-
perial deferimento Pesqueira 3 de Junbo
de 1886, Miguel Luiz Rodrigues da Fon-
seca, sobre duas estampilbas de 200 reis
cada urna.
E declara que, se nesse prazo nenhum
pharmaceutico formado lhe communicar
ou a inspectora de hygiene da provincia
de Pernambuco, a resol uclo de estabele-
cer pharmacia na citada localdade, conce-
der ao pratico a licenca requerida assig-
nado Dr. Pedro Alfonso de Carvalho. Se-
cretario da inspectora geral de hygiene.
Secretaria da inspectora de hygiene
publica de Pernambuco 28 de Outubro de
1886.
O secretario,
OuiUierme Duarte.
Primo correligionario.Desde Fevereiro do
cuwente anuo, que o Dr. retirou-se desta cidade
prometiendo me mandar trazer a procaracSa, para
receber seas venoimeotos, pag*r-me dos alaguis
veucidos, e a vencer; e al esta duta, nuda de
respender as cartas que lhe teuho dirigido, e nem
procurelo, sabendo o Dr. de sciencia prupria as
difficuldades que estou passando, dundo me espe-
ranza que quando se achasae em posic-o empre-
gava-me, v esperando que os correligionarios me
aitendam, e d de comer aos filhos e pague casa,
e eduque filhos com promesaas, quando o doutor
ahi tranquillo, baptigando filhos, dando jantares
divertio do-ie, ao pasto que seu prente aqu, tor-
cendo-se as grandes dificultades,ato cruel
de sefirer-ae ; espero que o doutor despert do le-
thargo que se acba com sea prente e corieligiu-
nario.
Catado.
A\iso
Oculista
Dr. Barreto Sampaio, medico ocu
Hita, ex-chefe de clnica do Dr. de
Wecker, muden seu consultorio, do 2.*
andar da casa n. 45 i roa do Baro da
Victoria, para o 1.* andar da casa n.
51 da intima ra. Consultas de meio
dia as 8 horas da tarde. Residencia
ra Scte de Setembro n. 3 A.
-I'
O Dr. E. Oaglan Bonnet Medico pe
Faculdade de Medicina de Paria.
Condecorado com a medalha dos hospitaes.
Socio correspondente : das Academias de Med
cia do Rio de Janeiro e de Barcelona ; da 8o
cieda.de de Medicina pratica de Pars e da Socie-
dade Francesa de Hygiene, ex-director do Museo
AnatomoPatolgico da Faculdade de Medicina
do Rio de Janeiro, tem a honra de prevenir o pu-
blico que durante a sua estada em Pernambuco
fica a disposico dos doentes que desejarem hon
ral-o com a sua confianca.
Chamados e consultas de 1 s 3 horas da tarde
at novo aviio: aa hospedara de D. Aatonio
(Caminho Novo).
Especialidades : molestias das vas respirato
ras coraeo, estomago, ligado, etc., molestia*
ovas, e syphilittcas.
Dr. Cmela Li
MBDIt'O
Tem o sen escriptorio a ra Duque de Ca-
las n. 74, das 12 as 2 horas da tarde, e desu
hora em diante em sua residencia ra da Sao
ta Cruz n. 10. Especialidades, molestias de se-
nh ii-hs e -riancas, telephone n. 326.
Dr Paula Lopes
De volta de sua v!gem Europa, rea-
br* seu consultorio roa do Mrquez de i
Olinda n. 1. |
Especialades : Molestias de creancas e'
nervosas.
Tratamentos pela electrecidade (Electro-
vtberapia).
S Consultas : De 1 hora as 4 da tarde.
Residencia : Ra da Soledade d. 5C.
Telephones >. ?5 e I? *
Dr. Cos Lete
Medico, paneiro e operador
Rezidencia ra Bario da Victoria n. 15, 1- andar
Consultorio ra Duque de Casias o. 59.
Da consultas das 11 horas da mann s 2 .
tarde.
Atiende para os chamados a qualquer hon
telephone n 449.
Dr. Fernandes Barros
Medico
Consultorio roa do Bom Jess n. 30.
Consultas de meio dia i 8 horas.
Residencia ra da Aurora n. 127.
Telephone n. 450
"^siv>-^is"*' ^.^
Leonor Porto
Ra do Imperador n. 45
Primeiro andar
Contina a ezecatar os mais dificeis
figurinos recebidos de Londres, Paris,
Lisboa e Rio de Janeiro.
Prima em perfeicaode costara, em bre-
I vi dade, modicidad; em precos e fino
[goato.
Pebres intermitentes
Eu abaizo sssignada, certifico que, es-
audo urna rr.inha netinha de 9 annos de
idade, com febres intermitentes durante
4 mezes, e depois de ter usado bom nu-
mero de remedios receitados pelos nossos
clnicos, so so restabeleceu completamente
com o Remedio Peruviano que me vendeu
o Sr. La-roque, phamaceutico em Bor
dos; por ser verdade passei a presente.
Gujan, 1 de Setembro de 1885.
Viuva Tausin.
Encontra-se as pliarmacias Americana
e Cooceicao.
MEDICO HOMEOPATHA

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enancas, dos orgaos respiratorio das
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Roa Ao Goinonio o. 10
do I
1
EDITAES
AVISO
Todos ob chamadas devem ser dingia
dos pharmacia do Dr. Sabino, ra do
Baro da Victoria u. 43, onde se indicar
sua residencia.
Licor depurativo vegetal ioiiro
DO
Medito (luiuteI la
Este notabilissimo depurante que vem precedi-
do de to grande fama infallivel na cura de todas
as doencas syphiliticas, escrofulosas, rheumatica
e de pelle, come tumores, ulceras, dores rheumati
cas, osteocopas e nevralgicas, blennorrhagias agu-
das r chronicas, cancros syphiliticos, inflamma
e5es visceraes, d'olhos, ouvidos, garganta, intes-
tinos, etc., em todas as molestias de pelle, simples
ou diathericos, assim como na alopecia ou qti da
do cabello, e as doencas determinadas per aatu
racn mercurial. Diio-se gratis folhetos onde se
eocentram numerosas ezp -rienciaa ieitas com este
especifico no* hospitaes pblicos e mu i toe attesta-
dos de mdicos e documentos Barticolares. Faz-se
descont para revender.
Deposito em casa de Faria Sobrinho & C.
Ra do Marques de Olinda n. 4.
Oculista
O Dr Joaqun Correia de Olivera An-
drade, juiz de orbaos e ausentes n'es-
ta comarca do Recite e seu termo, p ir
Sua Magestade Imperial o Constitucio-
nal o Senhor D. Pedro II a quem Deus
. Guarde, etc.
Fuco saber aos que o presente edita! virem, ou
delle noticia tiverem que no da 3 de Novembro,
depo.s da audiencia deste juiso, na respectiva sala
iro a praca para serem arrematados por qu"m
maior preco ijfferecer ficando a entrega dep-nden-
te de approvacio deste juizo as casas seguintes,
a ib os nmeros 1, 2, 3, 4 e 5 do segundo Bree <
do Aquino, tendo cada urna, urna porta e 2 junellas
de frente, 2 salas e 1 quarto, mediudo Or largura
7 metros e 20 centim> tros e de de fundo 3 metros
e 39 centmetros cm bolo proario.
vio praca a requenmento de D. Ilermelin-
da Ta.vares de Aquino, inventariante dos beus dei-
zados por fallecimento de seu marido Manoel Ta
vares de Aquino, para pagamento de custas e mais
despezas cum o mesmo inventario.
para que chegue ao conhecimento de todos
mandei passar o presente que ser publicudo pela
imprensa e afiliado no lugar do coatume.
Dudo e passado nesta cidade do Recife capital
da provincia de Pernambuco aos 27 de Outubro de
1886.
Eu, Manoel do Nascimento Pontea, escrivo o
subscrevi.
Joaquim Correia re Olveira Andrade.
O Dr. Hermooeges Scrates Ta vares de Vascon-
cellos, juiz de direito do commercio da comarca
de Olinda por S. M. o Impe.ador, a quem Deus
guarde etc.
Faco saber aos quo o presente edital de vinte
dias virem, que no dia 11 de Novembro prximo
futuro, 1 hora da tarde, depois da audiencia, o
porteiro interino dos auditorios, trar a publico
pr. gao de venda earremataco o be-n siguinte
A 3* parte deum sitio no povoado de Bebenbe, a
margem dorio, com grande extenso de trras,
mattas, baixa de capim c alguna arvoredos fructi-
sobrado por acaaar em vista do sea mo estado,
f-ros, tendo um avaliado em 10:000f.
vai a praca a reqm rimentj do tenente-coro-
n-l Jos de Oliveira Oasrr >, na execuco que mo
ve contra o major Jos Joaquim Antunes.
Convido os pret.-ndeutes a cotnparecerem no dia
e hora cima Indicados, afim de ter lugar a allu-
dida arrematacSo.
E para que cb-gue ao conhecimento de todos
mandei passar o peseme qu- ser atusado no lu-
gar docostume e publicado p:la imprensa.
Dado e passado negta eidade de Olinda, aos 21
de Outubro de 186.
Eu bacbarel Francisco Lius Caldas, escrivo o
subscrevi.
Hrrmoneges Scrates Ta vares de Vasconeellos.
Faculdade de Direito
De ord' m do Exm. Sr. conselheiro director in-
terino se faz publico por esta secretaria que a
congregaco, em sesso de 27 reeolveu o seguin-
te :
lo que do dia 3 de Novembro em diante a cha-
mada para a prova escripia dos diversos annos
ser regulada pela lista numrica, kiBxada diaria-
mi nte na I aculdade e publicada pela imprensa.
2 alm da referida lista, que constar dos que
devem compor a tu 'ma do dia, haver outra sup-
plementar e com igual numero deestudaotes. sen-
do que quer os de urna, quer os de outra lista, fi-
caro preteridos se faltarem chamada e somen-
te serio de novo admittidos se justificarem perau-
te a congregacao essa falta.
3* os exames extraordinario:
oral) s terio lugar depois das
oral dos matriculados.
Secretaria da Faculdade de D'rcito do Recife
2f de Outubro de 1886.
O secretario,
Jos Honorio de Bi zerra de Menezes.
(prova escripia e
provas escripta e
lata cominerclul de
buco
Pernam
ECIFE, 30 DE OUTUBRO \>E 188e.
Ai tres horas da tarde
CotacSet officiact
Cambie sobre Para, 90 d/v. com 2 3|8 0/0 de des-
cont, bontem.
Cambio sobre o Rio Grande do Sal, 90 d/v. com
2 3|8 0/0 de descont, bontem.
O presidente,
Pedro Jos Pinto.
O secretario,
Candido C. Q. Alcoforado.
ateNDlMMu^ PBLICOS
Mes de Outubro de
ALFANLEGA
su


DA
De la 29
4atas dt30
Jtastna raoriacnt
JJela -t
ttiosa de 30
988;237#524
21:144*783
122.456*080
6:736*369
Tc:a'
itgManwnoauD 1 a 29
lacia du 30
1886
1,008:382/307
128:1921449
1,132:574/756
92:51517:2
13:141/727
DESPACHOS DE IMPORTACAO
Brigue alIemSo Selcha, entrado de Ham-
burgo em 29 do corrente e consignado a
Guimaraes Permann, manifestou :
Bitter 10 caizas ordem.
Cera de Carnauba 6 barricas e 2 caizas
a F. F Saboia,
Candieiros 2 caizas a Daodato Torres
Cx C, 2 aos consignatarios.
Cimento 500 barricas a Antonio Rodri-
a Prente Vian-
200 a Affonso
Dr. Mattos Barreto, ex chefe da cni
ca de olhjs do '*r Moura Brasil e da
policlnica geral do Rio de Janeiro e me-
d o aggregado do hospital Pedro II
desta cidade.
Consaltorio, roa do Impera lor n. 65, 1*
andar, das 12 s 3 horas da tarde.
Residencia, Cau.inho Novo n. 159.
As operacoes sao feitas sem dor, por
meio da cocana.
Consultas e operacoes, gratis aos po-
bres.
N. 6. Em casos de tisica no primeiro e
segundo grao o poder curativo da Emulso
de 3cotf surprehendento.
As bj as propriedades sanativas e fortifi-
cantes e as suas virtudes balsmicas e cal-
mante fizem-se sentir immediatamente ao
prinepiar a tomar o remedio.
i' ftoriaciAL D 1 a 29
Uam da JO
9jtctn muTsua'' 1 a 29
dem de 30
105:657/499
36:523/401
1:570-.961
38:094/362
14:285/049
1:118/166
15:403/215
-LTERACO da pauta
Para a semana de 1 a 6 de Nevembro de
1886
Algudo uta rama, 360 rs. o kilo.
Ajisucar branco, 166 rs. o kila
issacar masca vado 73 rs. o kilo.
Aasacar refinado, 206 rs. o kilo.
AJana'-?" ue Pernambuco, 30 de Outubr de
X886.
Os conferentes,
A. J. de O. Mello.
Antonio L. M. AtLOrim.
gues de Souza & C, 450
na & C, 500 ordem,
Oliveira & C.
Cerveja 25 caizas a Ferreira Rodrigues
C, 60 a Affonso Oliveira & C, 40
ord-m, 100 a Souza Bastos Amorim. &. C.
Cevadinha 15 garrafoea ordem.
Espoletas 1 caixa a A. D. Carneiro
Vianna,
Frascos vasios 25 grades a Martins Vie-
gas 4 C.
G-nebra 20 caizas a Augusto Figueire-
do d C. 50 a Fernandes da Costa C,
75 ordem.
Lamparines 1 raiza a A. D. Carneiro
Vianna.
Louca 15 grades a Fernandes & IrmSo
Mercadoria8 diversas 3 volumes a Sodr
da Motta Filho, 1 a Parante Vianna
C, 11 a Pereira Carneiro & C, 2 ordem,
2 a Oliveira Bastos & C, 24 a Otto Boh-
res Successor, 4 a F. Manoel da Silva & C.
Pianos 5 caiz8es a H. Vogeley.
Pbosphoros 16 caizSes a F. Lanria &
C, 5 a Rosa & Queiroz, 6 a Jos de Ma-
cedo, 20 a Costa gues de Faria & C, 30 a Fraga Rocha &
C, 20 a Fernandes Irmao, 20 a Soares
de Amaral Irmaos, 10 a Ferreira A Irmao,
30 a Ferreira Rodrigues C, 10 a Au
gusto Figneiredo & C, 10 a Fernandes
da Costa/A C, 20 a A. D. Lima C,
20 a Souza Bastos, Amorim & C, 50
ordem, 10 a A D. Carneiro Vianna, 16 a
Gomes de Mattos IrmSos.
Papel de embrulho 1,895 fardos aos
reir Guimaraes & C-, ditos
ordem.
Velas 20 caizas ordem.
26 volnmes
Barca norueguense Deix entiado de Car-
diff em 30 do corrente e consignada a
Wdson Sons A C, manifestou :
Car vio de pedra 588 toneladas ordem.
DESPACHOS DE EXPORTACO
Em 27 de Outubro de 1888
Para o exterior
No vspor inplez Secily, carregaram :
Para Liverpool, A. Lopes C. 27b saceos com
19,941 kilos barrica* com 205 kilos de borracha.
Ne lugar norueguense Leen, carregaram :
Para New York, J. 8. Loyo & Filho 1,300
volumes com 97,500 kilos de assucar mascavado.
No lugar ingle* Merreit, carregaram:
Para New-York, F. Cselo & Filbo 2,000 sac-
eos com 150,000 kilos de assucar mascavado.
No vapor allemao Montevideo, carregar m:
Para Batnbargo, Borstelmann oc C. 141 fardo*
com 28,626 kilos de algodo.
Par Bremen, V. Neeaen 590 coaros salgado*
com 6,000 kilo*.
No patacho portugus Commercio, carre-
gou:
Para Lisboa, O da Silva Presado 2 b irris com
96 litros de agurdente e 1 sacco com 75 kilos de
assucar branca.
= No brigue portugus Adelina, carregaram :
Para Lisboa, P. Valente & C. 89 sueca* com
7,467 kilo* de algodo.
Na barca americana Ella, carregaram :
Para New York, Julio o Irmio 2,000 saceos
com 15'),000 kilo* de assucar mascavado.
No
consignatarios, 100 a Costa A Medeiros,
100 a Araujo Castro A C, 500 a Souza
Bastos, Amorim & C, 200 a Rosa A Quei-
roz, 250 a Fernandes A IrmSo, 200 or-
dem, 280 a Pereira Valente & C, 10 a
Joao Fernandes de Almeida.
Vidros para vidracas 91 caizas a Fer-
rare
Para o Interior
rigue nacional Marinho
carrega -
Faculdade de Direito
De ordem do Exm.Sr. conselheiro director in-
terino *e faz publicas as listas dos examinandos
de portuguez e francs, que teem de ser chama-
dos no dia 3 de Novembro prximo vindouro, de-
clarando-se que serio contemplados na lista sup-
plementar, para serem chamados opportunament-',
os que Be inscreveram ultima hora, e cujos no-
mes f.ram da primeira iettra alphabetica. Os
i xames sero fetos no salo da bibliotheca, no
convento do Carmo, sendo a banca de porhigu z
s 8 horas da manb e a de francs ao meio dia.
Secretaria da Faculdade do Recite, 29 de Ou-
tubro de 1886.
O secretario,
Jos Honorio Bezerra de Menezes,
Portuguez
1 Alberico do* Santos C .imbra.
2 Antonio Augusto Pereira da Silva Jnior.
3 Antonio Leite Maalh"8 Bastos Jnior.
4 Antonio Augusto Ribero.
5 Aitbur Alve* Quimares.
6 Antonio Fernandes Ribriro Jnior.
7 Aatonio Bernardo Quinteiro Jnior.
8 Aro Correia do Amaral.
9 Antonio Correia de Oliveira.
10 Antonio H-nrique Lopes de Barros.
11 Antonio Valenca.
12 Aniano Bezerra da Silva Costa.
13 Alfredo Tavures Cordeiro Campos.
14 Antonio Pereira Arantes.
15 Artbur Carlos Moreira.
16 Augusto Frederico Moreira.
No hiate nacional Camelia, carregaram :
Para o Natal, H Rabello 8 barricas com 48A
kilos de assucar refinado ; E. C. Beltro & Irmao
3 barrica* com 150 kilos de assucar branco ; M.
J. Pcasoa 100 saceos com iarinha d mandioca.
No hiate nacional Aurora, carregaram:
Para Mossor, E. C. Beltro & Irmao 10 barri-
cas com 500 kilos de assucar branco.
MOVIMENTO DO PORTO
Navios entrados no dia 30
Cardiff60 dias, barca norueguense Dux,
de 381 toneladas, capitao T. P. Ter je-
sen carga carvSo de pedra, equipagem
10; a Wilson Sons & C-
liba de Aacencaa-8 dias, barca ingleza
Inca, de 292 toneladas, capitSo George
S. -Kinght, equipagem 10, em lastro;
ordem.
Navios sahidos no mesmo dia
Rio Grande do Norte Barca noraegense
Rots, capitao L. Johansen, em lastro.
Rio de JaneiroBrigne sueca Mina, ca-
pitSo C. Lidstoue, carga sal.
Rio Grande do Norte Barca ingleza Jsca,
capitao George S. Kmght, em lastro.
Babia por escalaVapor nacional Marinho
Visconde, com mandante Joe Joaquim
Ci.e ho, carga varios gneros.
Babia por escalaVapor nacional Jac-
hype, commandante Estevas Jnior, car-
ga varios gneros:
Maco Hyate nacional Camelia, mestre
17 Ambrosio Machado da Cunha Cavalcante Ju-1
nior.
18 Augusto Buarque de Hollanda Cavalcante.
19 Alfredo do Reg Barros.
20 Antonio Epauimondas de Barros Correia J-
nior.
21 Antonio dos Santos PontuaL
22 Andr dos Santos Dias.
23 Artbur Cherubim Goncalves da Silva.
24 Augusto Tavares de Ly: a.
25 Augusto Cesai Bularmqai.
26 Alfredo Odilon Duarte.
27 Antonio Estanislao de Almeida Cunha.
28 Aristides Ferreira Bandeira.
29 Angelo de Medeiros.
30 Artbur Martins de Barros.
31 Alfredo Olympio Machado.
32 Alvaro da S Iveira.
33 Alberto da Silva Leal.
34 Aurelio da (filfa Leal.
35 Alfredo Alcebiades de Miranda.
36 Alberto Ou-rte Pinto.
37 Antonio Joao de Amorim Jnior.
38 Aristides Villar de Oliveira Axevedo.
39 Alvaro Arnoso de Mello Leito.
40 Alfredo Goncalves da Costa Lima.
41 Antonio Vicente Pereira de Andrade.
42 Anselmo Augusto de Vasconeellos Santos.
43 Antonio Germano R'gueira Pinto.
44 Al! uso Martins Saldanha.
45 Antonio ladeira de Preitas.
46 Affonso da Silva Neves.
47 Alfredo Vautier de Souza.
48 Andr de Souza ueo.
49 Antonio Vasconeellos dos Santos Fontcs.
50 Antonio Nunes de Oliveira Barros.
51 Abilio Pereira de Mendonc-i Furtado.
52 Augusto Duarte Ribero.
53 Amaldo Neves Carneiro de Almeida.
54 Alfredo Piocopio Lopes de Castro.
55 Augusto Romagueira.
56 Alfredo de Miranda Castro.
57 Artbur de Miranda Castro.
58 Adolpbo Gomes Prente.
59 Adolpho Luiz de Carvalho.
60 Alfreda Marques de Moniz.
61 Antonio da Cunha Pereira Brandao Jnior.
62 Antonio Secuodino de Barros e Silva.
63 Affonso Jos Ferreira.
64 Autonio de L-lis de Souza Pontea Filho.
65 Bartholomeu S e Silva.
66 Benvennto Prxedes de Olivera Filho.
67 Bemvenuts Bemvindo da Silva Loureiro.
68 Beato Eleutei-io de Souza Castro.
69 Bento Ferreira Crespo.
70 Chr8tovo Lauro de Moraes Guerra.
71 Cari a Pereira de Burgos Ponce.de Len.
'2 Caetano Ferreira Pinto Malheiro.
73 CJso Lyoch Bezerra de Mello.
74 Cosme Oamio de Aibuquerquo Maranho.
75 Carlos Pires Magalhes Breve.
76 i laudio da C/>sta Ribviro.
77 Custodio Uehoa Gusmo dj Carvalho.
78 Delvino )o= de Sani.'Anna.
79 Domingos de Souza Leao.
80 Demetrio Joaquim Rodrigues.
81 Domingos Joaquim Ferreira Gomes.
82 Domingos da Silva Ferreira Lima.
83 Euphrasio da Cuuha Cavalcanti.
84 Elias Lopes de Mendonca,
85 Epliem Eustaquio Esdias Embirass.
86 Edgar de Novaes Carvalho.
87 Eloy Castriciano de Souza.
Francez
1 Antonio Eparainondas de Barros Correia J-
nior.
2 Antonio Cordeiro Fonseca de Medeiros.
3 Antonio Germano Regneira Pinto de Souza.
4 Arthur Fi >chi Pioto.
5 Antonio Vicente Pereira de Andrade Jnior
6 Andr dos Sautis Dias.
7 Augusto Tavares de Lyra.
8 Antonio Hcnrique Cardiin.
9 Adolpbo Pereira de Mendonca.
10 Augusto Duarte Ribeiro.
11 Augusto da P-osta Ferreira.
12 Antonio Marques da Rocha.
13 Aro Correia do Amiral.
14 Abilio C.'sar Pessoa de Mello.
15 Andr de Souza Leo.
16 Antonio Vxsconcellos dos Santos Fonte*.
17 Alfredo Vautier de Souz.
18 Antonio da Cmara Lima.
19 Alexandre de Albuquerqud Pessoa.
0 Amaro Militano de Barros Correia.
1 Autonio Leite de Magalhes Bastos Janier.
22 Arthur Belegarde Freir Maris.
'i Antonio Correia de Oliveira.
24 Antonio Cavalcante de Albuquerque.
25 Antonio Jovino da Fonseca Filho.
26 Alfredo Affoneo Serrano Travassos.
27 Altredo Thimes Pereira.
28 Antonio Bezerra da Silva Costa.
29 Antonio Pereira Arantes.
30 Arthur Casimiro de Oliveira Cavaqunho.
31 Antonio Augusto Ribero.
32 Alexandre Lustosa da Cuuha.
33 Alb-rto Cavalcante de A. Wanderley.
31 Ambrosio Machado da Cunha Cavalcante J-
nior.
35 Alfredo Amorim Fialho.
36 Artbur Carlos Moreira.
37 Artour Henrique da Sil /a.
38 Artbur Alves Guimaraes.
39 Amaldo Neves Carneiro de Almeida.
40 Antonio da Cunha Pereira Brandao Jnior.
41 Antonio Uecuudiuo de Barros e Silva.
42 Alfredo Procopio Lipes de Castro.
43 Antonio Ignacio do Reg.
44 Alfredo de Miranda Castro.
45 Altredo dos Stutos Lessa.
46 Affonso Jos Ferreira.
47 Annanias Olestiuo de .Yuncida.
48 Alexandre Thomas Pereira da Silva.
49 Adolpho Gomes Prente.
50 Bento Americo Cavalcante Sobrinho.
51 Bartholomeu S e Souza.
52 Braz Carneiro Leo.
53 Bernardo Augusto de Lima Braga.
i>4 Bemaroiuo Ferreira Barras.
55 Bemvenuto Prxedes de Oliveira Filho.
56 Bento Eleuterio de Soasa (astro.
57 Carlos Paes de Oliveira.
58 Christovo Uchoa.
69 Clemente Ferreira da Silva.
60 Cario* Lopes Fernandes.
61 Celao Lynch Bezerra de Mello. ,
62 Cosme Damio de Albuqjerque Maranho.
63 Custodio Gusmo Uchoa de Carvalho.
64 Dmetrio Joaquim Rodrigues.
65 Efren Esdras Eustaquio Embirass.
66 Edmundo Casco.
67 Eudoxio Soares de Azevedo.
68 Eufrasio d 69 Ernesto Miliano da Silveira Lsssa.
O mesmo, n. 1,843
O mesmo, n. 813
O mesmo, n.
O mesmo, n.
O mesmo, n.
O mesmo, n.
O mesmo, n.
O mesmo, n.
O mesmo, n.
O mesmo, n.
1,107
1,773
1,841
1,054
1,995
3,176
3,341
3,344
165,5836
360(8271
10.0996
297^592
2170780
60300
19,404
1290528
350380
990993
SccSo do Contencioso do Thesouro Pro-
vincial, 27 de Outubro de 1886.
O oficial,
Manoel do Nascimento Silva Bastos.
Edital n.
755
linter rogatorio)
De ordem do Sr. Dr. inspector geral, fajo coas-
lar ao proiessor publico Francisco Deodato Lins,
removido intimamente da cadoira do sexo mascu-
lino de Catende para a de igual sexo em Uracu-
enm, da quzl nao consta ter aindt tomado r:>s-
se, que foi designado o dia 15 de Novembro pr-
ximo vindouro, para apresentar-se nesta secreta-
ria, afim de p-rante o coneelho littorario eer in-
terrogado e produzir a defeza e prava que tiver.
Secretaria da instrueco publica de Pernam-
buco, 30 de Outubro de 1886.=0 secretario,
Pergen-.ino S. de Araujo Galvo.
DECLARARES
70 Ernesto Alfredo Peixoto Jurema.
O procurador dos feitos da tazenda pro
vinuial, tendo recebido do Thesouro a re-
Iacao abaizo transcripta dos contribuintes
do imp jato de 3 j0 (gyro)
Manoel Antonio da Sil"a, carga varios
gneros:
Deraerara Barca iogleza
J. A. Back, em lastro.
Selma' capitao
Para o Rio Grande do 8ul, J. da Silva Loyo &
Filho 560 barricas com 43,324 kilos de assucar
mascavado
No brigne nacional Prazeret, carregaram :
Para o Rio Grande do Sal, M. F. da Cunha 95
accos com 7,125 kilos de assucar branco e 25
ditos com 1,875 ditos de dito mascavado ; F. A.
de Azevedo 250 saceos com 18,75'J kilos le assu-
car branco c 50 ditos com 3,750 ditos de dito mas-
cavado ; T. de Azevedo Souza 225 saceos
16,875 kilo* de assucar branco e 15 dito*
5,625 ditos de dito mascavado.
No vapor nacional Cear, carregoa :
Para o Para, S. G. Brito 450 volumes eom
31,00 kilos de assucar branco.
No vapor nacional Jacuhype, carregaram :
Para Baha, F. M. da Silva & C. 20 caixas
cajurubeba ; J. L. da Silva 1 caixa com 60 kilos
de doce.
cora
com
VAPORES ESPERADOS
Sculptor de Liverpool boje
Cear do sul hoje
Ville de Bahia
Senegal
Eipirito Santo
Principe do Grao
Para
Ville de Maranho
Bahia
Cotopaxi
Mondego
Delambre
Trent
Paranagu
Tagu*
Orenoque
La Piala
Novembro
do sul
da Europa
do norte
3
4
4
da Bahia a 4
do Havre a 5
do sui a 7
do sul a 8
da Europa a 10
de Liverpool a 12
do sul a 14
de Hamburgo a 15
da Europa a 24
do sul a 25
do sul a 29

n
f
man i
sabr o valor
oficial de mercadorias, que deiziiam de
pagar o mesmo imposto no tempo compe-
tente, declara que Ibes fica marcado o pra-
so de 30 dias, a contar da publieacao do
presente edital, na conformidade do des-
posto no art. 53 da lei n. 891, para reco-
lherem a importancia de seus dbitos ao
Consulado Provincial, cortos de que, findo
o relerido prazo se preceder a cobranca
ejecutivamente.
Recife, 28 de Outubro de 1886.
Miguel J. >fe Almeida Pernambuco.
Relacao do debito do imposto de 3 [0 (gy-
ro) sobre o valor oficial das mercadorias
que deixaram de pagar no tempo com-
petente.
Cramer Frey C., despacho
n. 2,646
O mesmo, n. 1,946
O mesmo, n. 3,074
O mesmo, n. 3,075
O mesmo, n. 226
O mesmo, n. 391
O mesmo, n. 3J2
564
1,359
1,358
1,357
, 1,360 e 1,361
1,637
1.049
3,773
3,007

0 mesmo, n.
0 mesmo, n.
0 mesmo, n.
0 mesmo, n.
0 mesmo, ns
0 mesmo, n.
0 mesmo, n.
0 mesmo, n.
0 mesmo, n.
520063
690554
4630102
690254
3820752
3760639
410740
440100
3410478
4070505
3690721
2130433
2480440
640618
270901
800262
Exales da Escola Normal
_ De ordem do Dr. director e em observancia do
disposto no art. 28 do regulamento vigente, faco
publico, a quem interessar no*sa, que a congrega-
cao dos professori's desta Escola resolvea em saa
sesso ordinaria de b je que os exames ancuaes
do curso comecariam no dia 3 de Novembro prc-
ximo s 9 horas da manb e pela prova escripta
dos tres annos; seguindo-se a prova oral cm tur-
mas de 6 examinandos por dia no 3 e 2o e de oito
no 3o aviio tui o de conformidad^ c un o citado re-
gulamento e instruccoesde 22 de Outubro de 1881
com as modificaedes de 1884
Sero admrtidos a exime escripto os seguntes
alumnos m-str. s d<> 3o anno
Vicente Ferreira de Araujo Lima.
Jovico Rodolpho de Oliveira.
Joo Fernandes Soares.
Jos Mauricio de Aleocar.
Andr Aveliuo de Souza Landim.
Jos do Uego Cavalcauti Silva.
Anastucio Jos de Azevedo.
D. Felisbella Amxlia de Mianda.
D. Mara Joaephina V- rgueiro Costa.
1). Amalia Rosa de Br.t-.il.
D. Auna Elisa de Oliveira Barros.
D. Mana Francisca de IJ-.rros.
D. Mananna Justina de Souza G juveia.
D. Cecilia Mara de Miranda.
D. Anna de Hollanda Cavalcanti Uchoa.
D. Mara Julia da Besaurmco Cruz.
D. Amelia Rosa Soares.
Do 2o anno
&rthunio Vieira.
Jos Candida Fonseca de Medeiros.
Francisco Cordeiro Fonseca de Medeiro*.
Joo Cordeiro Fonseca de Medeiros.
Felipp* Henrique Giro.
Joao Cardoso de Albuquerque Machado.
Ildef >nso Marinho de Araujo.
Aprigii Alves de Souza Magalhes.
Srvalo do Nascimento Brda.
Nicanor Fernandes de Faria.
Arthur Fenelon.
Jos Luiz Pervira de Lyra.
Joo Francisco da Costa Fialho.
Manoel Victoriano de Lima.
Urbano Cavalcanti de Souza Albuquerque.
Elysio Amancio Gomes de Mello.
Rutilio Jos de Oliveir e Suva.
Engracia Fredovinda Coelho de Almeida.
Julia Canuta de Mello.
Mara do Carmo Drummond.
Agostinha Ferreira do Amaral e Silva.
Josepha Christina de Barros Dutra.
Candida Maria Callado.
Ulivia dos Santos Moreira.
Ermelinda Collecta de Souza Ribeiro.
Maria Cintra Lima.
Maria Fernandes dos Santos Bastos.
Luiza Candida de Albuquerque Jacome.
Clementina Elisa Monteiro.
Lucinda Soares Pereira de Negreiros.
Emilia Joanna de Mattos Lisboa.
Elvira Benta de Souza Bandeira.
Honorina da Silva Reg.
E do 1* anno
Abdisio Caldas de S Barreto.
Jos Bezerra de Oliveira.
Alfredo Ildefonso Barbosa dos Reis.
Tnomaz Antonio de Barros Campello.
Henriqae Carneiro de Almeida Bastos.
Jos Antonio de Araujo. _
Samuel Jos Alves de Amorim.
Jos da Hora Beda.
Jos Antonio de Miranda.
Guilherme Das Feij.
Cypriano Nilo Marcelino Baptista.
Aolonio Barbosa de Araujo Freitas.
Arthur Attico de 8 uza Magalhes.
Braziliano D nio da Costa Lima.
Joaquim Claudio Pereira Jnior.
Manoel Antonio de Oliveira Jardim.
Julio Clementino da Cunha Catanbo.
Manoel Targino Leopoldo dos Santos.
Joo Caneio da Silva.
Josino Homem Bom de Araujo Pereira.
Julio Guilherme Hans n.
Decio Jardo de Vasconeellos.
Thomaz de Cantuaria Pires Ferreira.
Antonio Goncalves Costa.
Jorge Bezerra de Meneics.
Francisco Augusto Guimaraes.
Joo de Deus e Silva.
Maria Francisca de Barros Campello.
Joanna Estellita Pereira de Lyra.
Antonia Rileiro Campos.
Lucina Ferreira de S aza.
Herminia Illuminata Garca.
Maria Pureza Leo de Lacerda.
Maria Nicacia de Jess Coelho.
Anna Francisca de Mello.
Jacintha Flora Gosende.
Amalia Florentina Rosa da Silva.
Maria Theresa Ferreira Lima.
Amalia Syncletca de Souza Barroso.
Beatriz Guilhermina de Miranda.
Hortensia Maria Corte.
Maria Amalia Ribeiro de Albuquerque.
Argentina Infanta Ribeiro Pessoa.
The reza da Cruz Ribeiro.
Joanna Marcolina da Silva.
Rosa de Sant'Anna Castro.
Mara Elisa da Costa.
Maria Amelia do Carmo Ramos.
Maris Amelia de Oliveira e Silva.
Maria do Carmo.
Amalia Carneiro Pennaforte.
Maria Vieira da Annuneiaco Rabello.
Glyceria Jovelioa da Fonseca Ventura,
Francisca de Almeida Mendes.
Lucilla Salvina dos Santos.
Margarida Rabello Soares de Araujo.
Candida Maria das Neves Sacramento.
Julia Firma Alves Camello.
Julia Herminia de Souza-
Maria dos Prazeres Cavalcanti de Albuquerque.
Amalia Euphrozma Cavalcanti de Albuquerque.
Etelvma Elisa do* Santos.
Secretaria da Escola Normal, 30 de Outubro de
1886.
O secretario,
A. A Gama.
Irmandade das Almas da matriz
4o US. Sacramento da Boa
Vista
De ordem da mesa regedora desta irmandade,
convido a todos os nossos irmos para compare-
cerem em nossj consistorio na mesma matriz, no
dia 1 de Novtmbro, pelas 10 horas da manb,
afim de reunidos em numero legal como datermina
o art. 14 do compromisso que rege a mesma ir-
mandade, proceder se l eleicao da nova mesa
regedora para o anno compromissal de 1886-37,
de conformidade com os arta. 81 49 do mesmo
compromisoo.
Consistorio da irmandade das Almas, erecta na
matriz do SS. Sacramento da Boa-Vista, 27 de
Outubro de 1886.
O escrivo,
Manoel D. da Silva,
i



!
-'--


Diario de PeriiamhuroDomingo 31 de Outubro de 18SK
5



IRMANDADE
DiS
Alian da matriz do Corpo Santo do
Be rife
De ord'-m da mesa regedora, convido aoa nossos
carissimos irmsue a com parecerem na segund -
feira l' de Novembro, no respectivo consistorio
da irmandade da? Almas, pelas 10 horas da ma-
nha, afin de r nnidus fm mesa geral, proceder se
eii icio dos fui.eciooarios dn uova mesa regado-
ra que tem de reger a r. ferida irmandada uo anno
csmpromissal de 1836 1887, na trma aoa ai-te.
30 n 42 do nosso coinpromisso.
Secretaria da irmaadado das Alma, erecta na
matriz do Corpo Santo do Becife. 2G de Outubro
de 1886.
Jos Alves Cavalcante,
Escrivao. ^^^
Irmandade das Almas
de S. Jos
De ordem da mesa regedora, convido a todos
os uossos irinos compjreccrem em nosao con-
sistorio no da 1* de Novembro prximo vindouro,
pelas 10 horas da rnunha, afim de se proceder a
eluvio da nova mesa que tem de administrar esta
irmandade no anno compromissal de 1886 87.
Consistorio da irmandade das Almas, erecta na
matriz de S Jos do Recife, 2J de Outubro de
1886.O escrivao.
Francisco Valeriano Alves da Fonseca.
SEliROS
V1ARITIMOS CONTRA FOGO
Companhla Phcnlx Per*
nambiiraoa
Ruado Commercio n.
SECUHG*
CONTRA F0G*>
The Liverpool & London A Glob
ixsimwce (mnw
K.
Irmandade de *i. H. Hu du llomeno
erecta na ireja da Madre
de Den*
De ordem do irmo juiz, convido a todos os
nossos raos para comparecerein em nosso con-
sistorio no domingo 31 do coi-rente, s 10 horas da
manh, para em asaembia geral, elvennos os
?ovos funecionarios que t- em de administrar a
mesma irmandade co anno de 1886-87, como de-
termina o art. 27 do nosso oinprcmisso.
S cretaria da irmandade, 2it de Outubro de
1886.O escrivao,
Alfredo Francisco de Sonza.
Obras do porto .
O Illm. 8r. eDgenheiro directer manda azei
seiente a quem interessar possa, qne esta repaiti-
(3o passon, de boje em diante, a fuuccknar no
predio n. 59, ra uova de Santa Rita.
B*-partico das obras da oonaervaca dos portos
de Pernambuco, 30 de Outubrc de 1886.
O 1* escriplu'ario,
Manoel Duarte Pereira.
Juizo de paz da freguezia da Boa-
Vista
ARREMATAQAO
Depois da audiencia d'este juizo que se etfectua-
r no da 9 de Novembro nao em hasta publica
para serem arrematados os segnintes bens : qua-
tro milbeiros de ir.lias cosidas avahadas em triuta
e dois mil ris. D.iis milheiros de lijlos de alve-
nara batida, avaliados em vinte e cinco mil ris o
milheiro; sendo o total cento setenta e oito mil
ris.
Vo a praca os alludidns bens por czecnco que
move por este juizo, D. Anna Paulina da Concei-
co Dourado, contra Manoel dos Santos Barroso.
Freguezia da Boa-Vista, 26 de Outubro de
1886..
O escrivS',
Al/redo Francisco de Soma.
Companhia Ferro Carril de Per-
nambuco
Do da Io de Novembro em diante haver car-
ros especiaea d'esta companhia para a estacao
centrai da Estrada de Ferro do Recife a S. Fran-
cisco, em correspondencia cjm os trena diarios da
mesma estrada.
Ptr accordo feito com o respectivo superinten-
dente haver urna tolerancia reciproca de 5 mina-
tos para os casos de accidentes e atrasos dos crens
d'aqaella estrada e dos carros d'esta companhia.
Estes carros levaro taboleta com a indicaco :
Entrada de Ferro do Beclfe a
H. Franclftco
Tabella dos carros em correspondencia com os
trens da Estrada de Ferro do Recife a S. Fran-
cisco :
COMPANHIA DE SEGUS
CO.WRA FOCO
Nurll) Brilish i Mercantile
CAPITAL
t:OOO.OOo de libras sterlinas
A O EN 2 ES
Adoinson Howie & C.
(Jompanhia
Imperial
SEGUROS contra FOGO
EST: 1803
Edificios e mercadorias
Taxas baixas
Prompto pagamento de prejaisot
CAPITAL
Rs. 16,000:000*000
Agentes
, BROWNS & C.
N. *Ra do CommercioN. 5
MORA
Companhia de Seguros
martimos e terrestres
K s abe Ice! da em i i.5
CAPITAL 1,000:900*
SINISTROS PAGOS
U 31 de dezembro de 1884
Martimos..... 1,110:000^000
Terrestres,.. .116:0008000
4l-Rna do Comicrelo
(OUIMMIIA D SEGUROS
NORTHERN
de LOndrea e aberdeen
Pxiran Ilnancelra (Deiembro IS85)
Companhia de EdiGcacOes
O escriptorio desta
companhia acha-se in-
sta liado na praa da
Concordia n. 9,conser-
vando-se aberto das 7
horas da manh s 5 da
tarde, em todos os dias
uteis.
Incumbe- se de cons-
tructores e reconstruc-
c,oes.
Recebe-se informa-
c,es acerca de terre-
nos na cidade e subur-
bios,^ a respeito dos
quaes queiram os res-
pectivos donos fazer
negocio.
No mesmoescripto-
rio se encontraro as
amostras dos produc-
tos da olaria mechani-
ca do Taquary, pro-
priedade da mesma
Companhia.
HARITIIOS
CO PIXHU. ES HESSAve-
res hakitimes
ijnha mensal
Paquete Senegal
i
THEATRO
DE
YAKEDADES
-o

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8"
Capital oubsciipto 3.000,000
Fundos accumulados 3.134,34^
Bert-lla nnnual i
Di premios contra fogo 577,330
De premios sobre vidas 191,000
De juros 132,000
O AGENTE,
John 11- Boxwell
BA COBMEBOOCIO VI. 1 *ND*
Carlos Aberto Menezes,
Gerente.
Contraria
Be 8. Cbrlapim e m. CbrlMplalano,
ereetsi no convenio do Carao do
Recife
De ordem do irmo provedor, convido a todos
os nossos irmaos para com narecerem no nosso con
sistorio no domingo 31 do crrante, as 10 horas
do dia, afim de reunidos em mesa geral, proceder-
se a eleico para os novos meaarios que teem de
: inecicnar no anno de 1086 87.
Consistorio da confraria de 9. Cbrispim e S
Cbrispiniano, 28 de Outnbro de 1886.
Pelo secretario,
Ferreira dos Santos.
lompsshis de inih urbanos do
Becife m Oiin ASSEMBLE ^ GERaL
QNo se tendo rennido nume o safficicnte de ac-
cionistas pura a reuniio da assembla geral, con-
vocada para boje, determinon o Sr. presidente que
"jsse feita a segunda convocado para o di, 12 de
Norembr, ao meio dia, no escriptorio da compa-
ahi. E' seu fian :
Tomar coohecimento do relatorlo da directora ;
oavir a leitura do parecer da commissSo fiscal ;
discutil-os e sobre elles se pronunciar, assim como
sobre o projecto de reforma dos estatutos, apresen-
lado pela commisso respectiva.
Segundo resolucao do Sr. presidente e de accor-
do com a lei, entrarlo os estatuios em di-cusso
se cstiver representado dous tercos do capital
sendo que no caso contrario embora funecione a
assembla geral para os outros fios ser erta eon-
vocafo considerada como segunda convocaco
para este fin, especial.
Escmtoiio da com.anhia, 29 de Outubro de
1886.
O secretario,
Jos Antonio de Almeida Cunha.
London and Braalllan Ba
United
Boa do Commercio n. 32
ir" acca por todos os vapores sobre as esa
a. do mesme anco em Portugal, sendo
tm Lisboa, roa dos Capellistas n 75 N-
Porto, roa dos Inglezea.
ie Lisboa
AGENTE
Miguel Jos Alves
N. 7-RUA DO BOM JESCS-N.
Segaron nsariilsnon e lerrealrM
Neiites ultimo a nica eosapanaia uta praca
que concede aos Srs. srgursdi iiesspcio de paga
ment de premio em cada stimo anno, o ana
equivale ao descont de ecrcagda 16 por canto em
avor dos segorados. __________
Lycflfl" de rtMrFOIflraos
A Imperial Sociedade dos Artistas Me-1
chanicos e Libcraes tem a seu cargo o Lyceu de Artes e OS-
cios, no intuito de Ilustrar as classes artis-1
ticas e manufactureiras, mantera como jj
bem conbecido em sea palacete nn Cam-
po das Princezas, aulas de diversas linguas
e sciencias, as quaes, funucionam em todos
os dias uteis, das 6 s 9 horas da noite.
Com o mesmo intuito mantm ella urna
pequea o modesta bibliotheca que, com
patriticos donativos, augmenta se de dis
para dia, e franqueada ao publico em
geral diariamente, as mesroas horas cima.
Assim, po's, com o mui applaudido in-
tento de t>rnar bem conhecido o progres-
so das artes e officios entre nos a perfei-
cao e utilidade de seas productos, fazer
conbecido seus autores, bem como os lu-
gares de seas estabelecimentos, afim de
facilitar a sabida e o consumo delles, pro-
move ella todos es annos para o Ha de seu
anniversario, segunda dispoe o 6o. do
art. 2." dos seas estatutos, ama exposicSo
dos trabalhos d'artes officios e manufactu
ras. E' para a consecocao de to aper
feicoado quilo vantajoso aro, que a directo-
ra da sociedade vera pelo presente, soli
citar de todas aquellas pessoas que pos-
suero por pergaminho o trabalho, sua effi
caz con'.urnncia ExposicSo que, em 21
de Novembro deste anno se efT-ctuar em
sua sede, Lyceu de Artes e Officios.
Compre tambem a ella fazer conhecedo-
res os Ilustre senhores e senboras, que
a quizerem honrar com seus productos, os
seus direitoa e
Deveres
1.a Deverio at 15 do dito mea envia-
rem as amostras, de seus vendaveis pro-
ductos para o dito Lyceu.
2.a Em todos os objectosdeverao acom-
panhar o nomo do autor, ou proprietario
dos mes .nos.
3. Ser impresoindivO em todo e qnal-
quer objecto a declarayao do prego, e lu-
gar de sua fabrica ou deposito.
4.a Que os objectos para a ExposicSo
devera ser tal qual os costuma fazer e
vender.
Direito
Art.' 8 do regulamento da Exposiylo
A rustico-Industrial:
Somonte aos expositores permittido
abrir as vitrinas para mostrar aos visitan-
tantes os seus productos
A directora consoia de que ruito se es-
forcarao para o faustoso r sultado deste
certamen to pro/eitoso e lisongeiro a to-
das aa classes in ius'riaes, autecipa seus
devidos agradeeimentos.
Secretaria da Imperial Socieaa le jos
Artistas Mchameos e Liberaes, em 18 de
Setembro de 186.
Jote Qattor de A. Souza,
COMPAXHIA LYBICO-COMICA DE OPERE-
TAS FRANCEZAS
Kegento de orchestra : de Mirecky
Ensaiador: Garcon
xxaeTK
Domiirgo 31 de Outubro
Urna nica funrrao
,%vs 8 hora da tarde
6- ESPECTCULO
Dedicado classe caixeiral
Ouverturo pela orchestra
lo coq en jupons
(UM GALLO DE SAI AS)
Opereta em 1 acto, ejecutada por Mr. Garcon et
Mlle. Stainville
Ouverture pela orchestra
1- GIGOLETTE, cancao crnica, por Mlle.
Blondine.
2- NAVEZ VOU3 PA8 V MADELEINE,
romance, por Mr. Arsia.
3- LE VIN DE BEREY, canconeU cmica,
por Mlle. Leo.
4- LA FARANDOLE, cancao, por Mr. lloven.
5- LACOMTESSE FAMELISK A, cancao c-
mica, p >r Mlle. Lesage.
6- LA BOLER ) DE L'ETUDIANT, dita, por
Mr. Valere.
7- LE BILLET DE RETOUR, dito, por Mlle.
Stainville.
RIGOLETTE ET R1G0L0
Commandante Moreau
Espera-se da Eu-
ropa no dia 4 de
Novembro seguin
do depois da de-
mora do costume
para Buenos-Ay-
res, tocando na
Baha, Rio de Janeiro e Monte-
video
Lembru-se aos senhores passageiros de tudas
as classes que ba lugares reservados para esta
agencia, que podem tomar em qualqner tempo.
Previne se ao ssenhores recebedores de merca-
dorias que b se attender as reclamaces por fal-
tas nos volumes que forem reconhecidas na occa-
sio da descarga.
Para carga, passagens, encommendas e dinheiro
a frete: tracta-se com o
AGENTE
4ugoste Lab lie
9 RA DO COMMEKUIO-9
Paciflc Steam ^avigation Cumpam
STRAITS OF MAGELLAN LDE
Paquete Dctopaxi.
Espera-se dos portos do
sul at o dia 8 de No-
vembro seguindo pa-
ra a Europa depois da
demora do costuma.
Este paquete e os que dora
em diante seguiren. tocaro em
Plymoulb, o que facilitar che-
garem os passageiros com mai
brevidade a Londres.
Para carga, passagens, encommendas e din-
heiro a frete tracta e com os
AGENTES
Wllson Sons dk c .. Limited
N. 14- RA DO COMMERCIO N 14
COMPANHIA PEBNAHB9JCAN4
DE
ftaregacio Costeira oor Vapor
PORTOft DO NORTE
Parahyba, Natal, Macan, Motsor, Ara-
caty, Cear e Acarahu
0 vapor Ipojuca
Segu no dia 5 de
Novembro, s 5 hor*b
da tarde. Recebe
carga at o dia 1.
Encommendas passagens e dinheiros a frete at
4 3 horas da tai de do dia da sahida.
ESCRIPTORIO
Cae da Companhia Pemamiucana
' n. 12
Para o Para
Seguir dentro de poucos dias, por ter grande
parte do carregamento prompto para esse porto, a
barra norueguense de 1 classe denominada Ebe-
nezer.
Para o resto da carga engaja se desde j, com
o seu consignatario, ao largj do Corpo Sanco
n. 9.
Porto-Alegre
Segu com brevidade para o porto cima a es-
cuna nacional Manetta ; para o resto da carga
que lhe falta, trata -se na ra do Mrquez de
linda n. i.
12/000
800
14800
500
1/500
800
1*2
20800
1*800
400
200
LEILOES
Hnrg-uiieiIaiBitiiiilsce
DampschinTahrls-Gesellschaii
Vapor 31 o n te vi d
Agente iturlamaqui
2- leilio definitivo
No armazem ra do Imperador n. 22
Do patacho nacional Urana, carregado com
1600 alquires de sal.
O agente cima, por mandado e assistencia do
Ezm. Sr. Dr. juis de direito do commercio, vende-
r em Ieilo definitivo, o navio cima com carre-
gamento de sal, prompto para navegar,
Us Srs. pretenden.es desde j podem examinar
dito navio
Terea-feira 9 de IVoveaibro
A's 11 horas
Leilo
Dao boufie, ezocutado por Mr. Garcon et
Mlle. Leo
Xa parte
Ouverture pela orchestra
8- VERSES MOIDONC A BOIRE, romance,
por Hoveo.
9- LE CHEMIN DES BAI-ERS, dito por
Mlle. Vaidi.
10- DE L'AUTRE COTE, cancao cmica, por
Mr. Valere.
11- LE PETIT PICTOS DE SURESNES,
dito, por Mlle. Lexage.
12- C'ETAIT EN MAI, romance, por Mr.
Arsia.
13- LES COCCDETTES, cancio cmica, por
Mlle. Leo.
3* parte
LES DIAMANTS DE LA COURONNE,
msica d'Auber, pela orchestra
LA FILLE 1)1 lHAUPEMIER
Opereta em 1 acto, de Perricult Delormel, m-
sica de Bergue, rxecutada pur Mra. Hoven,
Garcon, Valere, et Mlle. S'ainville.
PREgOS
Camarotes com 5 entradas 104000
Cadeiras e galeras 24000
Plateas l*O0
Entrada geral no jardim (theatro aberto) l_*0JO
Os bilhetes oesde j a venda na bilhetaria do
tbeatro.
Esa ensaloo.-L< Tarentule, La corde Sen-
sible, LVnfant da ch aiin de f r, Ln gendre
poigne, L' raaoir du Dinbl".
Breirmenlp,Les Pompiers de Nanterre.
Grande parada.
THEATRO
Espectculo em grande gala pelo
aaniversario de S. M- El re de Portugal
BENEFICIO DO '
Gabinete Portiguez fl Leitnra
Generosamente concedido pel<> corpo scenico do
Club Dramtico Familiar
Lisboa e Ha ni burgo
Para carga, pasagens e encommendas e dinhei-
ro a frete tracta-se com os
Consignatarios
Borstelmann & .
RUADO VIGARIU N. S
1* nadar
i oiapanhia Bahiana de navega-
cao a Vapor
Macei, Villa Nova, Penedo, Aracaj,
Estancia e Bahia
O VAPOR
Principe do Gro-Par
Commandante J. F. Teixeira
E' esperado dos Dorios aci -
ma ate o dia 5 de Novembro
e regreasar oara os mea-
mos, depois da demora do cos-
tume.
Para caiga, passagens, encommendas e dinheiro
a frete tracta-se na agencia
7Ra do Vigario7
Domingos Alves Ma heos
CHARGEIRS REUNS
Compsala Franceza de \avega
eSo a vapor
Linha quinzenal entre o Havre, Lis-
ooa, Pernambuco, Bahia, Rio de Janeiro e
Santoa
stivv>h:r V ille de Baha
Espera-se dos nortos do
snl at o dia 3 de Novembro
seguindo depois da indis
pensavel demora para o Ha-
vre.
Conduzem medico bordo, sao de marcha rpida
e offerecem excellentes commodos e ptimo passa-
dio.
As passagens podero ser tomadas de aatemlo.
Recebe carga encommendas e pacsageiros para
os quaes tem excellentes accommodacoes.
De fazendas, mindezas, mobilias, mesas, com-
medas, guarda-vtstidos, guarda-1oucas, estantes,
2 cadeiras.de balanco de Jacaranda, lavatorio com
pedras, secretarias, toilettes, 1 lustre para gaz
carbnico, camas, marquesas, sofs, cadeiras de
balanco de faia, cadeiras avnlsas de junco, ama-
relio e Jacaranda, 2 cadeiras de vime, quadros,
jarros, cerveja, vinho do Porto e muitos outros
segnindo depois da de-i -.r j n j s /r n
mora necessaria para No **em a ra de Pedro AJjonso n. 43
Tera felra, de MoTembro
As 10 112 horas
E' esperado do sul at
o dia 31 do corrente,
Agente Brito
MadapoloPecas de madapolo com 24
jardas a 4*500, 5*. 64 at
Camisas de mua com hstras, pelo barato
prece de
Ditas branc is e cruas, de lt at
Cregaella franceza, fazenda mmto encor-
pada, propria para lencoes, toalhas e
c-roulas, vara 400 rs. e
Cerou 4 da mesma, muito bem fetas.
1*20 le
Colletiubos ('a mesma
Bramante francs de algodao, muito en-
eorpada, com 10 palmos de largura,
mitro
Dito de linho inglez, de 4 larguras, me-
tro a 2*500e
Atoalhado adamascado para toalhas de
mesa, com 9 palmos de largura, metro
Cretones e chitas, claras e escuras, pa-
droes delicados, d 240 rs. at
Baptista, o que ha de mais delicado no
mercado, rs.
Todas estas fazendas baratissimas, na cocheada
loja de Alheiro & C, esquina do becco
dos Ferreiros
ilgodo enestado pa-
ra en^oes
A 90o ra. e 1*000 o metro
Vende-se na loja dos barateiros da Boa-Vista
;odao para lencoes de um s panno, com 9 pal-
s de larpuraa 900 rs-, e dito com 10 palmos a
00 o metro, assim come dito trancado para
malhaa de mesa, com 9 palmos de largura a 1*200
n ctro. Isto na lja de Alheiro & C, esquina
do ecco dos Ferreiros.
MERINOS PRETOS
A 1*209,1*400,1*'00, 1*800 e 2* o corado
A heiro & C, roa da Imperatrs n. 40, ven
dem muito bons merinos pretos pelo preco acinu
dito. E' pechincha : na loja da esquina do bec-
co di s Ferreiros.
Cspartllhoa
Na loja da rna da Imperatriz n. 40 vcude-se
muito bons espartilhos para senhoras, pelo preco
de 5*u00, assim como um sortimento de roupas
de casimiras, brins, etc., isto na loja da esquina
de becco dos Ferreiros.
CASEMIRAS INGLEZAS
A 2*800 e 3* o covado
Alheiro & C., ra da Imperatrs n. 40, ven -
dem um elegante sortimento de casemiras ingle-
sas, de duas larguras, com o~ padroea mais deli-
cados para costume, e vendem pelo barato preco
de 2*800 e 3J o covado ; assim como se encarre-
gam de mandar fazer costumes de casemira a
30, sendo de paletot sacco, e 35* de fraque,
grande pechmcha i na loja dos barateiros da Boa
Vista.
BRIM PARDO LONA
A 320 rs. e covado
Os barateiros da Boa-Vista vendem om&grande
porco de brim pardo lona, por estar com princi-
pio de toque de mofo, pelo barato preco de 321
rs. o covado, grande pechincha ; na loja da es-
quina do becco dos Ferreiros.
Bordados a lOO ra. a pera
A ra da Imperatriz n. 40, vende-se pecas de
bordado, dous metros cada peca, pelo barato pre-
co de 100 rs., on em carto com 50 pecas, sona-
das, por 5$, aproveitem a pechincha ; na loja da
esquina do becco dos Ferreiros.
Ten den toce ou noflreis do pello *
(4)
Usai o melhor remedio, que o PEITORAL
DE CAMBARA', e veris como vosso softrimentc
desapparece. Vende-se na drogara dos nicos
agentes e depositarios geraes na provincia, Fran-
cisco Manoel da Silva & C, ra do Mrquez de
Olinda n. 23.
De 2 co-modas novas de amarsllo, 1 dita de
Jacaranda massico, camas francezis, aparadores,
i mesas, guarda-vestidos, gnarda-louca, camas de
ferro com lastro de rame e palhinha, espelhos,
jarros, quadros, lindas colleccoes de chromos, min-
dezas, fazendas e muitos outros artigos.
Quariu felra a do ><>v< mbro
A's 11 horas
No armszem da ra do Mrquez de Olinda n, 19
Por interv ncSo do agente
Gusmo
Novas lsmhas
A 3tO e -too res o covado
Acabam de chegar para a loja da rna da Im-
peratriz n 32, um grande e bonito sortimento de
lsinhas de cores para vestidos, sendo fazenda de
omita phantasia, com cores claras e escuras, e li-
quidam-se a 320 e 400 reis o covado, por have:
grande porco na loja de Pereira da Silva.
Da armaclo, gneros, 1 cofre inglez pro-
va de fogo e mais utencilios da taverna
sita ra do Peixe Frito, ou travesea
do Queimado n. 1.
Quinta felra 3 de Novembro
A's 11 horas
O agente Burlamaqni, por mandado assisten-
cia do Ezm. Sr. Dr. Juis de Direito da Provedo-
ria de Capellas e Residuos a requerimento do tes-
tamntelo e inventariante do espolio de Manoel
Aranjo Guimaies,' levar a leilo o que cima
rica dito, eos um e lote ou a vontade dos compra-
dores.
Drama traducido do ingles pelo Ezm. Sr. Dr.
Ayres de Albuquerq i (..ic.
Comedia
0 l)r. Joao da iruz
DttDiin^i. :l dcOiilfii'ode 1886
V a das as li-
nbns e tren.
Steamer Ti i MamMo
E' esperado da Europa
n j dia 5 de Novembro, se -
guindo depois da indispen-
savel demora para a Ba-
bia, lo de Janeiro
e anin.
Roga-se aos Srs. importadores de carga p 'los
vapores desta linha,queiram presentar dentro de 6
dias a contar do da descarga das alvareng
quer reclamaco concernente a volumes, que po-
ventura tenham seguido para os portos do sul,afiui
de se poderem dar a tempo aa providencias necea-
sarias.
Expirado o referido praso a companhia nao se
responsabilisa por extravio*.
Kecebe carga, encommendas e passageiros para
..s quaes tem excellentes accomodacoea.
Augusto F. de OliveiraH.
42 RA DO OOMMEROIO 4iJ
tompa.. :a Ura>ilelra de S&ie
s^oa Vapor
PORTOS DO NORTE
0 vapor Cear
Commandante o 1.' tenente Guherme Pa-
checo
E' esperado dos portos do sui
at o dia 31 de Outubro, e
seguir depois da demora in-
dispensavel, para os portos
do norte at Manos.
Para carga, passagens, encommendna valeres
racta-se na agencia
PRAQA DO CORPO SANTO N. 9
PORTOS DO SUL
Vapor Espirito-Santo
Commandante Joao Mana Pessoa
B' esperado dos rtos do
norte ate o dia de 5 Novem-
bro e depois da demora iu-
dispensavel, seguir para
os p'-'na do sul.
AVISOS DIVERSOS
Alnga-se casas a 840O no becco dos Coe-
Ihos, junto de 8. Goncallo : .a tratar na ra da
Imperatriz n. 56.
Aluga se os andares superiores do predio n.
51 rna do Imperador, com excellentes accommo-
dacoes para familia : a tratar com N. L Lidstone,
ras. do Commercio n. 10.
Alaga se a casa terrea n 21 a roa de S.
Francisco ; a tratar na ra do Imperador n. 31,
armazem do gaz.
Alnga-se a casa da ra do Pilar n 37, com
6 quartcs, 4 salas, cosiuha e apparelho lora, re-
construida, catada e pintada de novo ; a tratar
na na da Imperatriz n. 56.
Pieciaa-ae
Aurera n. 81, 1-
de urna
andar.
cosinbeira : na ra da
Aluga-se um escravo pnra copeiro e todo o
mais servico de casa de familia, ercrptorio ou ou-
tro qualquer estabeleciment, garantiodoac sua
conducta ; a trotar na ra de S. Jorge n. 115, 1-
andar. _,_________
Precisa-se de urna cosinbei'a para casa de
familia : a tratar na ra do Bario da Victoria
n. 39, loja.
Aluga se o 1- andar do soorado n 43 rna
da Aurora : a tratar om o Sr. Negreiros, ra
do Imperador n. 24. ^^___^^___^^
Pede se ao Sr. Kpiphamo da B>cha Wan-
derlev, ehefe da estacao de Pao d'Albo, o favor de
responder as cartas que se lhe tem dirigido.
Um seu col lega.
Precisa-se de urna pessoa para vender na
rna : na ra dos Martyrios n. 148, 2- andar.
Aluga-se
Livrameoto n.
brado.
i loja e o sobrado da travessa do
10 ; na ra do Apol o n. 4, so-
Aos 100.000^000
25ra Primeiro de Marfo-23
Os abaizo assignados tendo vendido nos
seus afortunados bilhetes garantidos os ns.
6,815 com a sorte de 100:000,5000, 10,074
com 30:1)00,5000. 13,415, 20,868, 13,619
com 2:000,5, 1,647, 8,153, 11,010. 5,969,
12,563, 13,915, 23,852 com 1:000(000.
15,670, 21,779, 184 1,410,4,095,13,013,
477, 20,646, 1,157, 16,630, 6,794 e
21,586 com 5OO0OOO, da 7.a parte da 1.*
lotera da Santa Casa de Misericordia, qne
se acabou de eztrahir, convidara oa possui-
dores a virsm receber integralmente.
A ham-se ezpostos vendaos afortunados
bilhetes garantidos da 8.a parte da 1.a lo-
tera a beneficio da Santa Casa de Miseri-
cordia do Recife, que se eztrahir quinta-
feira 4 de Novembro.
Preeoa
1 vigessimo l^OOO
Eai, poreio de 1004 par cima
1 vigessimo 900
Martnt Finta & C.
Aluga-se u andar e soto da casa n. 70
ra de $ Francisco, o qual muito fresco per.ter
jsnellas no oitSo ; a tratar n escriptorio ao caes
da Companhia Pernambucana n. 6.
Aluga se a metade da casa n. 99 ra do
Viscjnde de Goyanna, antiga do Cotovcllo, por
8f00 mensaes; quera a pretender dirija-se
mesma, que achara com quem tratar.
Pontos de strltkisssetlca, segundo o
novo programma do goveroo. Vende-se as livra-
riss : Francem, Econmica, Parisiense, Flumi-
nense e na enendernac^o Commercial.
Ama
Precisa-s de urna para lavar
ra das cruses n. 14, 1 andar.
e engommar: na
Fazendas branca
s
S.IFEU2
Aos 100:000$000
BI&.HETEM ItllWHOOS
t^raija da Independen
cia ns. 37 e 39
O abaizo assignado venden da 7a parte
da 1* lotera eztrabida boje, 28 do corren-
te, os segantes prembs : de 10:000-5 em
o n. 9905, outros de 2:000,5000 em os ns.
16680 e 18205, outro de 1:000,5 em o n.
5186 e outro de 5005 em o n. 22813.
Acham-se venda os felizes bilhetes
garantidos da 8 parte da Ia lotera a
beneficio da Santa Casa de Misericordia
do Re.-.ife, que se extn>hira a 4 de No-
vembro.
Bree ne tsuiOem
irande d oul, Pelotas
/'ara carga, passgens,
ra tuse nn agencia
PRAQA DO CORPO
carga para Santa Catharina,
P(
I
*>
i um \
'orto Aiegre,frete mo
encommendas valores e
SANTO N 9.
_________
SO' AO NUME80
40 roa da Imperatriz = 4o
Loja dos barateiros
Alheiro & C-, rna da Imperatriz n. 40, ven-
dem um bonito sortimento de todas estas fazendas
abaizo mencionadas, oem competencia de procos,
A SABEK:
AlgodoP2c'.de lgodczinho com 20
jardas, pelo- barato preco de 30800,
4J, 4*500, 4*V>.,0, b$, 5#500 e 6ffiOL
De cada vigessimo l^l'iOO
Em porfo de 100^ para cima 900
Antonio Auatisu- di* Santo* Portj,
Tenente. Isidoro Cwmelio Pessoa de
frlqaeira Cavalcanie
A viuva e filbos, pais, irwaoa, sogro, sogra e
cunhados do finado Izidoro C. P. de Siqueira Ca-
valeante, intimamente condoidos de sua prantea-
da rr.orte, convidam a todos os seus amigos e pa-
rentes, bem como a todos os do fallecido, assis-
tirem a missa qne mandam rezar por sua alma, no
da 3 de Novembro, stimo do seu fallecimento.
s 8 e meia horas da manh, na matriz da Boa-
Vista ; e desde j se consider.in gratos por esse
aero de. rcligiao e caridade._____________________
Ur. rraiicinco Ola ue Arroda
Paiedo
A vinva e filhjs, pai e irina.-9, tos e cunhados
do finado Dr. Francisco Das de Arruda Faleo,
intimamente cindoidos de sua chorada morte,
cenvidam a todos os seus prenles e amigos, bem
como a todos os do fallecido, assistirem aa mis-
sas que mandam resar por sua alma no dia 3 de
Novembro, stimo de seu fallecimento, s 8 horas
d* tnanba", as matrizes da Eacada e Boa-Vista
do Recife, e na capella do engenho Noruega, des-
de j se considerando gratos por esse acto de ca-
ridade.
H


m

6
Diario ce PeraambucMDomingo 31 de Outubro de 1886

CIDAOO COM
AS FALSIFICACOES!
PARA
O LENCO O TOUCADOH
E O BANHO.
CONTRA SEZOES
l'AIXB.'SAOlTrCBI)
amwPBucm ecom corra*
ai
(fiebres Intermitientes!
Rcmilentcs c Biliosas:
M
os Calofros,
l IOOAS AS
sas Paludosas.
jtattwopcmtiiTi p*ju
tDGFiG^-'
httuJa pilo DtaCAVIQ>-Lj-ril.MM,lfc
Aluga-se
Imperial, proprio para cs-
abelecimento fabril : a tratar na ra do Commer-
4o n. 34, com J. I. de Medciros Reg.
i predio n. 140 na
abelecimento fabril
Alagase barato
Ra do Bom Jess a. 47, 1 andar.
i Roa de Lomas Valentinas 4, com soto.
Largo do Mercado n. 17, I ja com agua.
As casaada ra do Coronel Stiassnna n. 141
Ra da Baixa Vndo n. f, sitio cem viveiro.
Trati-se na ra do Commercio n. 5, 1" andar
eseriptorio de Silva (uimares & C.
Sua Viacondi; de toyanna N. 79
Alnga-se
t casa n 1 un L^mbi-anca do Oomcs, em Santo
\maro, tem agua : a tratar na ra da Impcratriz
32, 1. andar.
Aluga-se
orna casa terrea com 2 salas, 4 quarto?, eosinba
f;a, quintal murado c cacimba, ra do Hospi-
cio a. 70 : a tratar na mesma n. 81.
lnga-se
o sobrado de un? andar e sotao rna do Mrquez
do Ilerval, travessa do Pocinbo n. 33 ; a tratar
no largo do Corpo Santo n. 4, 1 andar.
Aluguel barato
Alnga-se o importaute 1 andar rna da Roda
n. 17, com mnito bom commodos : a tratar no
largo do Mercado n. 12.
Ama
Precisa-se de urna ama para engommar e cos-
turar perfeitamente ; a tratar na ra de Riachucl-
lo n. 57, portao de ferro.
Ama
Precisa-se le urna perfeita cosibeira ; a tratar
na rna do Cabog n. 14, sala da frente, de meio
dia as 2 da tarde.
Precisa-se de nina ama para cosinbar, qne seja
perita e que durma em casa do patrio ; na ra
de Riacbuello n. 57, portas de ferro.
Ama
Precisase de ama ama para lavar e engom-
mar ; na ru i do Padre Floriano n. 41, taverna.
Ama
Precisa-se de urna ama para cosinbar para dnas
pessoas ; a tratar na ra larga do Rosario nume-
ro 13.
Ama
Precisa-se de ama ama qoe cosinhe e engomme
alguma consa, para casa de pouca familia ; na
ra do Visconde de Albuquerque n. 24.
Ama
na ra
Precisase de ama ama de meia idade
da Aurora n. 137.
%* %
Precisa-se de urna ama para cosinbar e com-
prar : na rna Vidal de Negreiros n. 134
Ama
r Precisa-se de nma ama para cosiohar e engom-
mr ; na rna da DetencSo n. 19, casa de azulejo.
Ama
Na praca do Cond. d'Eu n. 2- aodar, pre-
cisa-so de urna cosinheira de boa conducta.
Ama de leite
Offerece-si! nma ama de leite, com umita abun-
dancia de leite ; a tratar na ra do Coronel Suas-
suoa n. 18.______
4o commercio
Jos Soares de Seixas e D. Maria da Conceicao
Seixas avisam ao corpo do commercio que nesta
data dsolveram amigavelmentc a sociedade que
tinbam na saboaria sita ra nova de Santa Rita
ns. 69 e 71, que gvrou sob a razao de Seixas & C,
n'cando a liquidacao.do activo e passivo de dita
sociedade dissolvida, exclusivamente a cargo e
aob a responsabilidade do ex-socio Soares de Sei
xas, retirando-se a ex-socia D. Maria satiafeita e
paga de sen capital e lucros, e desondrada de todo
e qualqner onus referente sobredita sociedade
Reeife, 22 de Outubro de 1886.
Luz brilhante, sem Fumo
OLEO AROMTICO
Hygienico e Econmico
PARA LAMPARLAS
A
MAETINS, BASTOS
Pematribuco
NUMERO TELPHONICO : ti' 38
Agua florida. Extrahida de flores bra-
sileras pelo seu delicado perfume, suavida-
de e suas propriedadea benficas, excede
a tudo que ueste genero tem apparecido de
mais celebre.
Tnico americano.E' a primeira das
prepararles para a icnservacSo dos ca-
bellos. Extingue as caspas e outras mo-
lestias espillares, faz nascer os cabellos,
impede que embranquecam e tem agrande
vantagem de tornar livres de habitantes as
caberas dos que os usam.
Oleo vegetal* Compcsto com vegetal
innocente, preparado para amaciar, for-
tificar e dar brilho aos cabellos.
Agua dentifricia. Excellente remedio
contra a carie dos dectes, fortifica as gen-
gives e faz desapparecer o ruo balito.
Vend-se as principaes casas desta ci-
dade e na fabrica de leos vegetaes ra
da Aurora n. 161.
__________TELEPHONE N 33
Tricofero de Barry
Garante-se que faz nas-
cer ecrescer o cabello anda
aos mais calvos, cura a
tinba e a caspa e remove
todas as impurezas do cas-
co da cabera. Positiva-
mente impede o cabello
de cabir ou de embranquo-
eer, e infallivelmente o
torna espesso, macio, lus-
troso e abundante.
Agua Florida de Barry
Preparada segunda a formula
original usada pelo inventor em
1829. E' o nico perfume no mun-
do que tem a approvaco oficial de
uro Governo. Tem dnas vezes
rada fragranciaqno qualqner outra
eduraodobrodotempo. E'muito
mais rica, suave o deliciosa. IV
mnito mais fina e delicada. K'
Bala permanente e agradovel no
I lenco. E' dnas vezas mais refres-
canto no banbo e no quarto do
I doente. # E' especifico contra a
I frouxidao o debilidade. Cura as
9 liores de cabeca, os cansacos e os
desmaios.
larope ie VIfla le Benter lo. 2.
aiots ni rsii^-o. SDOia d usal-*.
Cura positiva o radical de todas as formas de
escrfulas, Syphilis, Feridas Escrofulosas,
Affecces, Cutneas e as do Couro Cabel-
ludo com perdardo Cabello, e de todas as do-
ncasdoSangue^Figado, &Jing. Garante-se
que purifica, enriquece o vitnlisa o Sangu
e restaura e renova o systema inteiro. .
Sabao Curativo de Reuter
Excellente morada na
Torre
Aluga-se urna casa com commodos suficientes
para familia numerosa, com grande sitio e jardim,
muito fresea e alegre, margem do rio, em cujo
portao termina a linha dos bonds, fundo na mar
gem opposta do rio, a estacao da Torre, da com-
pauhia dos trilbos urbanos do Recite Cazang :
a tratar ns Reeife, ra do Coimercio n. 46, pa-
vimento terreo,
Cochelra da ra da Imperatriz
n *
TELEPHONE N. 189
O abaizo assignado avisa aos seas amigos, fre-
guezes e ao publico em geral que o Sr. elfno de
Aaevedo Viliarouca despedio-se da administrarlo
de soa cocheira, ra da Imperatriz n. 29, desde
o dia 9 do corrtntc, tendo prestado todas as contas,
ficando a mesma sendo administrada pelo Sr. An-
tonio Joaquim Moreira, a cargs de quem se acha
tambem a cobranza ; espera .pois, merecer a mes-
ma on flanea dos seus fregueses.
Reeife, 18 de Outubro de 188o.
______ Jos Pedro Rodrigue da Silva.
Criado copeiro
Precisa-se de um de
14 a 16 annos, na ra
de Riachuelo n. 17.
Kni'omiiiadcn
Precisa-se de'uma ama que engomme com per
feico ; na ra do Marqqez do Herval n. 10.
Coslnreiras
Na rna do Imperador n. 55, 2* andar, precisa*
se de costureiras.
Lindos albuns
recebeu a
para cromos, e cromos para os meamos.
i.iviaiiu ParlMlense
N. 7 ARa Primeiro de MarcoN. 7-A
Attendit!
Brquets da ultima invencao, para casamentos,
etc., etc., de Jos Samuel Botelbo ; a tratar na
ra do Barao da Victoria, loja n. 20, e ra da
Cadeia ao Reeife, leja n. 43.
Por 14S000
Aluga-se a loja do sobrado rna de Lomas
Valentinas u. 50 : a tratar na ra Primeiro de
Marco n. 7-A, livraria.
PeLoral de Cambar (3)
Descoberta e preparaySo de Alvares de S.
Soares. de Pelotas
Approvado pela Exma Junta Central de Hygie-
ne Publica, aut&risado pelo governo imperial, pre-
miado com as medalhas de ouro da Academia Na-
cional de Pars e Expoaico Brasileira AllemS de
1881, e rodeado do valiosos attestados mdicos e
de muitos outres do pessoas curadas de : toases
simples, bronebites, a&thma, rouquido, tsica pul-
monar, coqueluche, escarros de sangue, etc.
f Precos as agencias :Frasees 2/1500, meia
duaia 13J00O e dusia 24*000.
Precos as sub-agencias :Frasco 24800, meia
dusia 15000 e dusii 280O0.
PJAgentes depositarics geraes nesta provincia
FRANCISCO MANOEL DA SILVA & C,
ruagMarquez de Olinda n. 23.
Superior vinlio de Pasto
Lonreiro 4 C. receberam pelo Vle de Victoria,
por encommenda e couta propria, s que ha de mais
superior em vinho de Pasto, no nosso mercado.
Em pipas, quintos e decimos, vendem em grosso
e a retalbo, e pedem a seus fregueses e amigos o
favor de experimentaren). E' muito proprio para
hotci, restaurant e casas de familia. Encontrase
venda no estabelecimento de molhadoa dos mea-
mos Loureiro & C, Passagem n. 7 ; Augusto Fi-
gueiredo & C, Reeife.
h< commercio
Pelo presente fazemos publico, que nesta data
vendem s ao Sr. Lino 'ernaodes re Axevedo o
nosao estabelecimento de molhados sito rna do
Visconde de Goyanna n. 191. livre e desembara-
zada de todo e qualqner onus : quem for credor
aprsente suas contas no praso de tres dias, a
contar da presente data.
Becife, 27 de Outubro de |8C6.
Suiza Meirellea & C.
Vll^iifiio
Aluga-se era urna casa de familia, um quarto a
alguma aenhora viuva ou solteira, que saja de
conducta moralisada ; trata se na roa do Mar-
ques do Herval n. 182.
Cosinheira
Precisa-se de urna ama para cosinbar, comprar
e mais servicos de casa ; na ra do Aragao nu-
mero 14.
Aluga-ee muit > barato .a casa n. 37 & rna do
General Sera, antiga do Jasmim, est muito hu-
pa e snu ito fresca a tratar junto.
Compra-se du.s cam>cs para cooduco de as-
U2ar : a tratar na roa Primeiro de Marco n. 17,
I- andar.
Porteir
A abaixo asignada deelara s pessoss de seu
conbecimento que mndou-se da ra do Arngao u.
24 para a ntnn. roa n 32, onde pide ser procu-
rada para o aefo do na arofiaao a qualquer hora.
Mara Lina de C e Silva.
Para o Banho, Toilette, Crian.
Sas e para a cura das moles-
as 9a pelle de todas as especies
s m todos os periodos.
Deposito em Pernambuco casa de
Francisco Manoel da Silvn & C-
Madamoisclc Cotinha
Anda contina na rna do Imperador n. 55, 2-
andar, onde suas amigas e-freguesas podem eu-
contral-a para comprar lhe os trabalbos, qne como
modista desempenha, como sejam, toilettes e pen-
teados de todo gosto. de accordo com os figorinos
modernos
Casa para alagar
Alnga-se 2- andar do sobrado i ra Primeiro
de Marco n. 12 ; tratase na loja.
Bazar de passaros
a do Bom JrmiD n. 99
Neste estabelecimento encontra-ae sempre gran-
de sortimento de especiara patsaros e gaiolas,
nacionaes e estrangeiras, frucas de diversas qaa-
lidades, balainbos para uinhos de canos do
imperio, jarroa e cestos de timb, trtbatho muito
aperfeicoado, a saborosa pimenta em conserva em
lindos frarquinlios viudos da America, pelo barato
preco de V0 rs. cada um, c outroa muitos ^ene-
ros, que se tornam enfadoubo mencionar, tudo por
precos midios.
Mande e vlgr
PAEA TODOS yfE FIZEBEM ZO DAS PIRU-
LAS ANT-DYSPEPTICAS E BEOULADOEAS
DO VENTRK.
Preparadas por Bartholomeu &. C*.
Esta pilulas, coja formuia dos foi con-
fiada pelo distincto clnico desta cidade, o
Illm. Sr. Dr. Carneiro da Cunha, sao ap-
plicadas com o melbor xito contra a frs-
queza do estomago, priso de ventre, en-
gorgitaracnto do figado e bajo, anemia,
tonteiras hemorrhoidaes, etc. eta. lillas
nZo CHuanra o menor vzame ou dor no
estomago, produzindo sua acjlo operativa
branda e suavemente.
N2o prostam as forjas, nem abatem o
espirito, antes pelo contrario do alent,
deaenvolvem o apetite, do roaior vigor e
rstitu?m aos duentes suas primitivas for-
fas, conconeado asaim para o completo
restabelecimento da saude.
DEPOSITO
EM SUA PHARMACIA
BOA LARGA DO EOSARIO N. 34.
larca
Hotel de Beberibe
Jo8o da Silva Villauova, proprietario des-
se aprazivel estabelecimento, situado na
melbor casa da povoac3o de Beberibe,
previne aos seus numerosos fregueses que,
o ter competentemente remontado este
anno, e prompto para attender os mais ur
gentes gostos.
A grande concurrencia com a qual foi
honrado a festa passada, animou-o a ufio s
crear novas commodidades para os seus
hospedes e aquilinos, como tambem a am-
pliar a serie de jogos e passatempos que
serao na occasiSo em que o calor afugentar
do Reeife nacionaes e estrangeiros etn bus
ca do ar do campo, em nenhuma parte
mais ameno que alli, a mais bonita e fran-
ca digresso. Para que se avalie da nio-
dicidade dos prejos, toma a liberdade de
offerecer aos seus numerosos freguezes a
presente tabella, que Boffrer descont
quando se tratar de familias ou d ajustes
por atacado.
Tabella dos precos do hotel
Dormina em quarto separado, com di-
mito ao banho, refresco e caf pela ma-
cha 1.
Almcgo, contendo dous pratos segundo
a lista, um copo de vinho, caf ou cb,
etc. I.
Jantar, tres pratos segundo a lista, so-
bremesa, um copo de vinho de pasto, e
caf 1(5500.
E' O CASO DE EXPEKIMENTAE PARA JLGAB I
Jogos de jardins.
Jogos do saldo.
Divertimentos ao ar livre.
Concertos cm tecto enxuto.
Inaugurado do Club das Corridas.
Msica gratis.
Surprezas, mysterios.
Boa palestra e... tuti quanti...
A' Beberibe rapazeada, A' Beberibe,
olhem bem (isto muito em segredo) o Villa-
nova s nao gosts DO fiado !
PovoacSo de Beberibe, 5 de Outubro
da 1886.
Joo da Silva Villanova.
mu
Tomein nota
Trillios para engenhos
WAGONS PARA CANNA
Locomotivas
Hache ni.sino completo para en
gentos de todos os tamaitos
Systema aperfeicoado
Especificacees e presos no eseriptorio dos
agentes
Browns & C.
IV. 5-Rna do Commercio
N. b Alm do cima B & C, tem cathalogos de
mu i simplementosnecesaarios agricultura, como
.umbe-m machinas para descaro^ar algodo, moi
nhos para caf, trigo, arroz e milho; cerca de fer-
ro galvanisado excellente e mdico em preco, pea-
soa nenhuma pode trcpal-a, nem animal que-
bral-a.
Oleo para machinas
Em latas contendo cinco galoej, a l00O ; ven-
de-se nos depsitos da fabrica Apollo.
Criado
Precisa-se de um criado de 14 16 annos ; a
tratar na ra do Commercio n. 44
Caixeiro
Precisa-se de um menino para caixeiro de ta-
verna ; na ra de Hortss n. 17.
Ao publico
Amaral & C, tendo comprado ao Sr. Alberto
Beis Ferreira de Oliveira, o seu hotel denominado
Rocambole sito ao pateo do Terco n. 7, livre
e desembarazado de todo c qualquer oare; decla-
rara que nada tem com o activo e passivo do mes-
mo hotel. Se alguem se julgar com direito a qual-
quer reclamacao, queiram fazel-ono praso de tres
das, acontar desta data.
Recite, 27 de Outubro de 1886.
Casa no Eneanamento
Aluga-se urna casa com duas salas, dous quar-
tos, eosinba fora e cacimba, nova e aluguel
commodo : a tratar roa de Pedro Afionso n. 4,
antiga da Praia.
Aviso
Registrado
que
Cru
Calfirgem de Jaguaribe
Abrise ra do Bom Jess n. 23,
um arraazem onde se vende constantemen-
te a superior cal virgem de Jaguaribe,
acondicionada em barricas proprias para o
fabrico do assucar.
Esta cal, em nada inferior que nos
vem do estrangeiro, vendida pelo prego
fixo de 6(5000 a barrica por contracto que
fez o Sr. Vicente Nascimento com o Sr.
Jos Costa Pereira proprietario do engenho
Jaguaribe, cujas pedreiras lhe d o nomo.
encarregado da venda nicamente
tiesta cidade o Sr. Sebastio Bezerra,
com eseriptorio ra do Bom Jess n. 23.
Attengo
Compra se uma escrava engommadeira perita e
sadia, ou aluga-se uma ama para o mesmo mister :
a tratar na ra da Imperatriz n. 11, primeiro
andar.
A Sra. D. M ria Archanja Cavalcaute de Aibu-
uerque, mai da Excn.* Sr.' Baronesa de Vera
us, seobora do engenho Monjope, queira tera
bond.de de mandir ptgar a Jos Feliciano de
Nazar.-th a quantia de 3.000/ e tantos de xarque
que lhe remetteu para alimentar^ao de sua fabri-
ca n* engenho Tamatapc de Flores, lem disso
quandA seu filho JoSo Cavalcaute foi para Euror*
e que ficoii a dever-lhe urna letra de 2:0000(A)
tanto, proveniente ainda de xarque, elle foi a sua
casa fazer-lhe ver isto, assim como se devia con-
tinuar a mandar xarque para supprir a sua fabri-
ca, e suas palavras foram estas, que ainda boje
nao as nega, o senhor pode continuar a mandar
porque a sua divida est segura, poiquanto se
meu filho morrer na Europa eu lhe pagarei, e se
eu morrer primeiro ahi est meu filho para lhe
pagar, palavras estas que confessou a outras pes-
soas, qoe mais tinha dito ; alerc disto a gr. taro-
neza viuva e rica e n-> tem filho, nao necessita
portanto que a Sr.* D. Maria por meios menos
propnos accumule fortuna para Ibe deixar de be-
ranc-i. Esta divida alem de tudo uma divida
orovenientc de xarque para alimentacao de sua
fabricas nao deve ser igual as outras que V*. Exc.
doixcu de pagar.
FNDICAO GERAL
ALLAN PATERSON ft C
N. 44-Eu i do Brum--N. 44
JUNTO A EF ;A(3A0 DOS BONDS
Tem para vender, por pra mdicos, as seguintes ferragens:
Tachas fundidas, batidas e caldeadas.
Crivacoes de diversos tamanhos.
Rodas de espora, idem, idem.
Ditas angulares, idem, dem.
Varandas de ferro batido.
Ditas do dito fundido, de lindos modelos
Portasd fornalha.
Bancos de ferro com serra circular.
Gradeamento para jardim.
Vapores de .forca de 3, 4, 5, 6 e 8 cavailos.
Moendas de 10 a 40 pollegadaa de panadura
Rodas d'agua, systema Leandro.
Encarregam-se de concertos, e assontamento de machinismo
t rabal lio com perfeicSo e presteza.
a ezecuiam quaJ*-
CORO
MORTIJARIAS
A votmIC Jtawwwkt
Aloi
i. 119 recebes m
o
a Mir e
GollocaH os tcos GRATIS a rontae ds coiprailonii
Quanto a precos desaflam toda com- Ir
petencia. I
FABRICADEClMROS" |
DE L
MEUZ.ON & c.
MEURON & C. parecipam aos fumantes e apreciadores dos seus cigarroa^
que es podem encontrar as casas seguintes:
Reeife
Meuron & C-, ra da Madre de Deus n. 7.
Charles Pluyn & C, praya do Commercio.
JoSo Martitis da Silva, pra$a do Chaco n. 21.
Jos Pinto da Costa Sobrinbo, ra do Barao do Triurapho n. 35.
Manto Antonio
Jos Joaquim Alvcs, ra do Bario da Victoria n. 69.
Joo Alfonso Torres, ra do Imperador n. Gb.
Nunes Pedroza & C, ra da Penha n. 32.
Boa vista
Joaquim Antonio de Vasconcellos, ra da Aurora n. 81.
Arthur Maces, ra da Aurora n. 85.
Manoel Lins Ribeiro, ra do Rosario n. 51.
Reeife, 20 de Outubro de 1886.
Esle remedio precioso tem gozado da acceit
(5o publica durante cincoenta e sete annos, cem-
ecando-se n sua manufactura e venda em 1827.
Sua popularidade e venda nunca foro to exten-
sas como ao presente; e isto, por si mesmo,
offerece a melbor prova da sua emeacia maravii-
hosa.
Nao hesitamos a dizer que nao tem dentado
em caso alguin de extirpar os vermes, quer em
cranlas quer em adubqs, que se acharo afile-
los destes inimigos da vida humana.
Nao deixamos de receber constantemente
attestaces de mdicos em favor da sua efficacia
admiravel. A causa do successo obtido por estn
remedio, tem apparecido varias falsifica^es, do
sorte que deve o comprador ler muito cuidado,
examinando o nome inteiro, que devia ser
7ermift[c fle B. A. FAHNESTOCt
Prccisa-se de um criado para vender tabe-
leiro e fazer mais servicos de casa : na ros da
Matriz da Boa-Vista n. 3.
?"*>'
*o&o de Barros lto Jnior
Profundamente magoado pelo fallecimeoto de
seu incansavel consocio tbe^oureiro Joao de Bar
ros Netto Jnior, o Comit Litterario Acadmico
sinceramente agradece todos os Ilustres cavai-
leiros que o auxiliaran) eom seus obulc.c, no enter-
ramento do referido consocio.
O Comit confessa-se grato todos os coracof s
nobres que levaram aquelle seu amigo e collega ,
sua ultima inorada, e pede-lhes bem como todos
o parentes, que comparecam no dia 3 de Novem-
bro, s 7 horas da manha, ua matriz da Boa-Vis-
ta, para assistirem as missas que por sua alma
serao ditas. Desde j o Comit apresenta os scu;-
agradecimentos quelles que accederem ao con-
vite.
J. Thiago da Fonseca,
Presidente.
Victorino Maia,
1 secretario.
PIMO DE RIGA
de 3X9, 4X9 e 3X12; vende-se na serrara a va-
por de Climaco da Silva, caes Vinte Dous de No-
embro p. 6.
Ama
Costureira
Precisa-se de uma pessoa que cosa com perfei-
9110 ; na ra do Mrquez do Herval n. 10.
0 2' andar da ua larga do Rosario n. 37, es-
quina detronte da igreja a frutar no pavimento
terreo.
Vende s
trat carro de passeio em bom estado ; a tratar na
ra da Imperador n. 11.
Attcn^o
Previno a quem quer que seja, que tendo com-
prado um alarabione so italiano Manoel Avinno.
morador hoje no su I desta provincia, fdi illuiido,
pelo qoe tendo aceitado uma letra, peco a tidos
que nao faoam transaccao nenbuma com tal docu-
mento, cujo debito pretendo liquidar em juizo com
o mencionado italiano quando por elle for chama-
do. Eoncnho Imb da comarca de Kasaretb, 28
de Outubro de 1886.
Aoreliano Cavalcante da R, Wanderley.
Criada
Precisa-se de uma criada para servico interno
de casa de familia : tratar no largo do Corpo
, 1." andar.
MULSAO
DE
SCOTX,
DE OLEO PURO DE
Figado de baeallio
COM
Hypophosphilos de cal e soda
4pprvada pela inata de Oy-
giene e auterisada pelo
'- foverao
E' o melbor remedio at hoje deacoberto para a
cnica bronoblteH. eserophulas, ra-
rhltin. aarniia.: cbiliaadc em geaalt
dellBia*, tMe rhronlea e afltecceea
do pallo e a uarganta.
E' mnito saperior ao oleo limpies de figade de
bacalbo, porque, arm de ter cheiro e sabor agra-
daveis, poseue todas aa virtudes medicinara e nu-
tritivas do olee, alm das propriedadea tnicas
reconstituintes dos hypophosphitos. A' venda nat
rogaras e boticas.
Deposito ea Pnwaaco
" Precisa-se de nma ama que compre e cosinbe,
para casa de pouca familia ; na ra Nova n. 15,
segundo andar.
Leopoldina Maria da Silva*
uuarte
O major Antonio Jos Duarte e sua filba mar.
dam celebrar uma missa na matriz du Boa-Vista,
quarta-feira 3 de Novembro, s 8 horas, trigesiaso
dia do tsllecimento de sua presada mulber, Leo-
poldina Maria da Silva Duarte, e agradeces c
comparec ment das pessoas de sua amizade.

Maria da Coacelcao Tavarea
Poncc de Loiin
Antonio de Burgos Ponce de Len, seus filhos
e sogra, convidam as pessoas de soa amizade
para assistirem a uma missa que mabdam cele-
brar na igreja matriz de 8. Jos, s 8 horas da
manha do dia 3 de Novembro vindouro, pelo re-
pongo eteroo de sua presadisiima e cara esposa,
mSi e filba, Mara da ConceicSo Tavares Ponce
de decm desde j s peesoas que assistirem ao tito
acto.
(oiiielhelro J<>.< Boniracio de
Andrade e Silva
O senador Alvaro Barbalbo Uchoa Cavalcante-
manda celebrar s 8 horas da manha de 3 de No-
vembro prximo, bu matriz de Santo Antonio,
uma missa pelo eterno repouso de seu presado
amigo e collega, o cooselheiro Jos Bonifacio do
Andrade e Silva, e para este acto de religiio
emhomenagem ao talento e virtude, convido o
amigos e admiradores do preclaro estadista e eai-
ner.te gloria de nosso parlamen'-o.
triado
Precisa se de um criado, dando fiador
conducta : na ra da Imperatriz n. 1.
sua
S. K. J.
Sociedade Mira Mide
Flisa Ferreira Leal Bel*
Antonio Jos Leal Reis e suas filhas, D. Ma
noella Maria Ferreira, innos, cunhados e sobri-
nhos,^gradecem cordialmenfe todas as pessoas
que se dignaram acompanhar ao cemiterio pnblico
os restos snortoM de sua presada esposa, mai, filha,
irma, cunhada e tia, D. Lliza Ferreira Leal Reit;
e de novo as convidam a assistir as missas do se-
tiaso dia que poV sua alma mandara resar na ve-
neravel ordem teijeira de 8. Francisco, s 8 horas
da manha do dia f de Novembro.
A presidencia desta gremiacao convida m todo
os seus consocios a assistirem as missas que por
alma dos finadosjsoeics manda resar terca-reira 2
de Novembro, na igreja do Espirito Santo, a 7 ,
horas da manha.
Becife, 30 de Outubro da 1886.
O 1 secretario,
L. Goedea de Amorm.
*
i


BftHWirsai yimminiKWBt
Diario de PernambucoDomingo 31 de Outubro de 1886
k
k


VENDAS
Cocheira a venda
Vende-se urna cocheira com bons carros de pas-
*eio, beta loca lijada e afreguesada, por preco mili-
to mdico etn razSo de sea dono nao poder admi-
nistrar por ter de fazer urna viagem : os preten-
dentes s.charSo com quem tratar ra do Duque
da Carias n. 47. ________________^^^^^^
4 Vencedora
Ra da Imperatriz 82
J. ii. IiemoN Himno
Neste estabelecimento encontrar o publico
sempre um complrto sortimento de miudesns e
objectos de moda e phantasis, e grande exposie^o
de briiqaedes para crianca, per preco sem com-
petencia, a saber :
Leques do diversas quahdades.
Socos para crianca.
Chap08nhos e sapatinhos para baptisado.
Eozovaes completos para baptisado.
Bicosde todas as qualMades e cores.
Sortimento completo de fitas, cores e qualidades.
Punhns ecollarinhos para homens e senboras.
Completo oort.mento He la de todas as cores a
2800 a libra.
Espirtilhos.
Grande sortimento de meins brancas e de cores
rjara homens, senboras e meninos.
I Objectos de plaqn : broches, pulsciras, brincos,
voltas, alfinetes e mais artigas.
Perfumaras de todas 88 qualidades.
Velas de cera e bogias de todos os taannos.
Lava*
De seda, braco inteiro-
dem, meio braco.
dem, de 2, 3 e 4 botocs.
dem de Escossia.
dem preta, de 2, 3 e 4 botoes.
Lava de pellica
A l.VJO o par, e mais urna infinidade de rti-
cos que seria mifadonfto enumerar.
O proprietario dcste estabelecimento convida
seos fregueses e especialmente s Exmas. faini-
'ias para visitaren! o Beu estabelecimento, e ava-
llaren) o que acim-. fica dito.
82Ra dalmperatnz83_________
Maduro
Vinho puro da uva
O que pode h-ivi r de melbor para mesa, em
barra e a retalho : Poc-s Mendes & C, ra
estreitado Rosor 9.
Tccidos de linho
A 500 rs. o eovado
Nalcji da ra da Iinpi-rstris n. 32, vende se
jm bonits sortimento de lazendas de linho para
vestidos, fendo largura de chita fnnecza, com
aiuito bonitas cores e palmichas bordadas, pe
chincha a 500 res o covado, na loja oe Ptreira da
Mirra.
Voivos e noivas
Encontrarlo sempre na Graciosa, ra do Cres-
po n. 7, urna variada colleceao de objectos pro-
prios para casamento, como St'jam :
Capellas com veos, de 5# a 25000.
,_ Gnnsldas de fiares de larangeira a bf, e G/.
uigas de seda bra ;ca a 1} e 2dO0.
Lnvas de peluca bracea para senhora a 2^500
o par.
Ditas de dita p; Mt h mnn a 35 o par.
Meias abertas de fio J Escossia para senhora a
4000 o par. I
Ditas de seda br ^ a para senhora a 8JO0O.
Ditas de fio de Escossia, brancas, para bomem
a 1*500.
Leques braneos de setim, de Sf, 10 e 15*000.
Gravatas brancas de cambraia a 800 rs.
Ditas ditas com laco a 1*000-
Ditas de BCtitn branco a 1*500.
______Dnarle &. C. __
Campo-Alegre, na Encruzilliada
de Belem
Vende-se urna boa casa de pedra e cal, por com-
jiodo pree bom quintal, cacimba, fructeiras, etc.,
propria para pequea familia : quem desejar diri-
*a-se travtssa dos Artistas, em Santo Amaro
das Salina8 n. 3-B._________________________
tamisas nacionaes
t ;;.oo, 3*000 e 3*500
32=" Loja ra di lmperatriz = 32
Vende-se neste novo estabelecimento um gran-
'le sortimento de camisas brancas, tanto de aber-
turas e pjnbos d linho como de algodao, pelos
baratos p-ei.08 de 2*500, 3* e 4*, sendo tazendt.
muito nvelhor do que as que veem do estrangeiro e
auito mais bem feitas, por serem cortada pot
um bom artista, especialmente camiseiro, tambero
e manda fazer por encommondas, a vmtade dos
freguezes : na nova loja da ra da lmperatriz n.
3i, de Ferreira da Silva.
GRANDE
liijico
Expsito central roa larga do
Rosario n.F8
Damilo Lima & C-, chamam a attencao das
Exmns. familias para os precos seguintes :
Carreteis de 200 jardas 80 rs.
Pecas de bordados do 200 a 600 rs.
Ditas de um palmo a 2*500 e 3*000.
Fita n. 80 para faxa a 2*500.
Leqces resatas e D. Joannita s 1*000.
Frascos e extractos de Lubin, grandes, a 2*000.
Leques D. Lucinda Colho a 6*000.
Toalhas felpudas a 500 600, e 1*000.
Duzia de meias para bomem a 30000.
Ditas para senhoras a 3*000.
Luvaa de seda a 2*000.
Meias de fio de seda para menina a 1*000.
Colarinhos de linho a 500 rs.
Ditos de algodao a 320 e 400 rs.
Macos de grampos a 20 rs.
Pe$as de cordo pr ra vestido a 20 rs.
Bvisivois grandee a 320 rs.
Grampos invisiveis a 60 rs.
Um Icque de setim (novidade) a 65500.
lucas bolcinhas de madreperola de 1*500 6*.
La para bordar 2*800.
Urna capella e veo de 15*000, por 12*000.
Um espelho de mol iara por 5*500.
Urna pulseira de fita por 1*200.
Pliss a 400 e 600 rs.
Urna boneca grande de cera por 2*500 e 3*000.
NA EXPOSigO CENTRAL
58Roa Larga do Rosario38
Serrara a vapor
Caes do CapSbaribe n. 98
N'esta serrara encontrar) os senhores reguc-
es, um grande sortimento do pinho de resina de
inco a des metros de couipnmenco e de 0,08 a
),24 de esqaadros Garante-se preco mais como-
lo do que em outra qualquer parte.
Francisco dor Santos Mscedo.
A Revoluco
I'hiho de Riga
Acaba de chegnr pelo bngue Atalanta nm com-
pleto sortimento de pinho de luga da melbor qua-
iidade e de diversas dimensoes, como sejam :
4.X 12
4X9
3 X 12
3 X 11
3X9
2 X 12
e tabeas da mesma madeira de 1 e 1 1/2 polle-
ndaa.
Vendcm MATHUES AUSTIN & C, rna do
Commcrcio n. 18, 1 andar, ou no caes do Apollo
n. 51, por precos commodos.
Vende-se urna armacSo de amarello, propria
para cigarros, por ser pequea, ou ootro qualquei
negocio, preco commodo : na ra larga do Rosa<
rion. 24.__________________________________
Loja e armaba
Vende-se urna, propria para qualquer ramo de
negocio, na ra do Cabula, que muito se recom-
menda p >r ser urna das principacs mas para todos
os negocios. Garante-se ao comprador as chaves
da mesma : a tratar na ua Nova n. 15.
A' ra Duque de Casias, resolveu vender
os seguintes artigos com 25 /o de me"
nos do que em outra qualquer parte.
Cachemira bordada de seda a 1*500 (y co-
vado.
Merinos de cores a 900 rs-, 1*000 e 1*200 o co-
vado
Merinos pretos a 1*200, 1*400, 1*600, 1*800 e
2*000 o covado.
Velludilbos lisos e lavrados a l*000el*200o
covado.
Palba de seda a 800 rs. o covado.
Las com listrinhas a 600 rs. o covado.
Giosdenapoles pretos a 1*800,2*000 e 34500 o
covado.
Setins damass a 320 rs. o covado.
Zephiros com desenhos modernos a 240 ra. o
covado.
Linhos escossees a 240 rs. o covado.
Gaze com bolinhas de velludo a 800 rs. o co-
vado.
Zephiros lisos a 100 ris o covado.
Ditos listrados a 200 ris o covado.
Chitas finas a 240, 280, 300 e 320 ris o co-
vado.
Cretones finos a 360, 400 e 440 ris o co-
vado.
Baptistas finas a 200 ris o covado.
Nansuc finas com 3 padroes lindos a 300 ris o
covado.
Las com mselas de seda a 700 reis o covado.
Setinetas com desenhos lindos a 320, 360, 400 e
440 ris o covado.
Ditas Iavradas a 500 reis o covado.
Dias lisas a 400 e 500 ris o covado. ,
Fustoes de cores a 320 rs. o covado.
,~ Enxbvaes para baptisado de 9*000 a 18*000
um.
Colchas bordadas a 4*, 5*, 7*, e 8*000 urna.
Ditas brancas a 1*800 urna.
Cobertas de ganga a 2*800 urna.
Lencoes brancos a 1 800 um.
Lencos de 1*200 a 2*000 a duzia.
Toalhas felpudas a 4*000 e 6*000 a duzia.
Bramante de 3 larguras a 900 ris a vara.
Dito de 4 ditas a 1J200 a dita.
Dito de linho a 2*000 a dita.
Cobertores de la a 4*;:00 e 7*000 um.
Fechs de la a 2*000, 3*000, 3*500. 4*000,
e;4*500, 5000 e 6*500 um.
/-.Chales fiuos de 5*000 a 9*000 um.
-Setins maco a 800 e 1*200 o covado.
Cortinados bordkdos a 7*000, 9*000 e 16*000 o
par.
Eapartilhos de ciuraoa a 4*000, 5*500, 6*000
e 7*500 um.
Guardanapos de linho a 4000 a duzia.
Madapoloea gemina de ovo e pelie de ovo a
600 a peca.
' Camisas de meia a 800, 1*0C0, 1*500 e 2*000
urna.
Seroulas de bramante a 1* e 1*400 urna.
Flanella branca a 400 ris o covado.
Casemira diagonal a 1*800 e 2*500 o covado.
Cortes de casemira a 3*000, 5*000 6*000 e
7*000 nm.
Camisas de linho a 30*000 a duzia.
Brim pardo a 320, 360, 440 e 500 ris a co-
vado.
Linn com salpicos a 500 rs. o covado.
Fustoes brancos a 360, 440 500 e 640 ris o
covadu.
Panno da costa a 1*400 e 1*600 o covado.
Dito admascado a 1*800 o covado.
Esguio amarello e pardo o 500 rs. o covado.
Cortinados de crochet a 24*000 c par.
Henrique da Silva Moreira.
EXTRACCAO
DA
PRIMEIRA SERIE DA 24: LOTERA
10 DE NOVEMBRO
SOB O SEGUINTE
WL* a nro
PARA EXTRACCAO DE LOTERAS NESTA PROVINCIA
\
DA
ISABEL
COLONIA
CONCEDIDAS PELA LE PlOrlNCIL lM,WWim PELO El.SB.HEE PESIDENE
POR ACTO Di l DE SfllMlAO DE
kiioo i'lieles em vigsimos i ISooo .
Despezas ......... .
800:000$
M8:8oo5
682m
2:000$
1:000$
dous algarismos
Padaria
Ao32
No\a loja de fazer Jas
i? Ba da loipe t = S
DE
FERREIRA DA Sx^VA
Neste novo estabelecimento encontrar o ret-
0 jitavcl publico um variado sortimento de tazen-
das de todas as qualidades, qae se vendem por
precos baratissimos, assim como nm bom sorti
ment de roupas para homens, e tambem se man
da fazer por encommendas, p r ter um bom mes-
re alfaiate e completo sortimento de pannos finos,
lasemiras e brins, etc
3*
3
-Una da Imperairis
Loja de Pereira da Silva
Neste estabelecimento vende-se aa roapss aba
:o. mencionadas), que so ba- .si.i.as.
Palitots pretos de s.'"rr. aiagonaes e
acolchoados, senao lazenaas muio en-
corpadas, e forrados
Ditos de casemira preta, de cordao muito,
bem fcitos e forrados
Ditos de dita, fasenda muito melhor
Ditos de flanella azul sende ingleza ver-
dadeira, e forrados
Calcas de gorgorio preto, acolchoado,
sendo fazrnda muito encorpada
Ditos de casemia de ores, sendo muito
bem feitas
Ditas de flanella ingleza verdadeira, e
muito bem feitas'
Ditas de brim de Angola, de mnleskim e
de brim pardo a 2*, 2*500 e
Seroulas de greguellas para homens,
sendo muito bem feitas a 1*200 e
-CoIletinhoD de gregnella mnito bem feitos
Assim como nm bom sortimento de lencos t
linho e de algodao, meias cruas e collarinbes, etc
to na loja oa ra da lmperatriz n. 3i
tes, netineca e lazlnba* m SO
m, o covado
Na loja da rea da lmperatriz n. 32, vende-
am grande sortimento de /ustoes brancos a 60
rs. o covado, lazinhas Iavradas de farta-cores
.renda bonita para vestidos a 500 rs. o covadi,
e setLetas lisas muito largas, fendo de todas as
cores, a 500 rs. > covado. pechincha : na loj
do Pereira da tiilva.
alsfodaoBluiio franre para lence
a VOOra.. I* e ilioo
Na laja da ra da lmperatriz n. 32, vende-s-
superiores aJgudozinbos franceses com 8, 9 e 1'
{almos de largura, proprios para lencoes de un
a panno pelo barato preco de 900 rs. e 1*000 -
metro, e dito trancado pa a toalhas a 1*28", as
aim como superior bramante de quatro largura
para lencoes, a 1*500 o metro, barato na loj
da Pereira da Silva.
7*001
10*001
12*001
12*00
5*501
6*5
8*001
J*00<
1*601
1*01*
para meninos
A 4*. 4laM e A
Na nova loja da ra da lmperatriz n. 32, s-
?ende na variado sortimento de vestuarios pr
prios para meninos, sendo de palitosinbo e calo
nha corta, feitos de brim pardo, a 4*000, ditos
de ssotetqnim a 4*50C e ditos de gorgorio preti
altando casemira, 6*, sao muito baratos ; n>
oja do Pereira ds Silva.
Vende-se dous cyniros americanos, em per-
feito estado e com pouco uso, assim tambem uten-
silios de padaria ; a tratar na ra Direita nume-
ro 32.
Predios a yenda
Vende-se, ou troca se por apoli:es da
divida publica tiesta cidade o aobrado ?.
82 ra da Ponte Velha, com entrada pela
travessa de JoAo Francisco, e na cidade
de Olinda o sobrado n. 18 ra de S.
Rento e dnas casas terreas urna a ra do
Amparo n. 14 e a outra ra do Bispo
Coutinho, n. 11.
A tratar a ra d'Aurora n. 31.
Pechinchas!
Sao asi NcguintfH que deflnltlva-
menle nao entrarfio no prximo ha-
lando
Admirem!
Bonito sortimento de mariposas e fustoes, cores
firmes, a 240 e 320 rs. o covado !
Nansoks de cores mimosas a 180, 200 e 320 rs. o
dito!
Linho escoceses, navidades em padroes, a 200 e
240 rs. o dito !
Setinetas, as mais finas que tem vindo, a 320 e
360 rs. o dito.!
Cretones francezes a 260, 280 e 320 rs. o dito !
Sargelim diagonal, todas as cores, a 240 rs. o
dito !
Popelinas de cores, a 160 e 240 rs., listras de se-
da, barato !
Lar i n has modernas, a 440 e 500 rs. o dito !
Cachemiras, lindos gostos, a 600 e 700 rs. o dito !
tienda indiana (imitaco), linda fazenda, a 700 rs.
o dito!
rlanda, delicados desechos, nm metro de largura,
a SCO rs. o dito !
Merinos e cachemiras, pretas e de cores, a 900 rs.,
1* e 1*200 o dito !
Setim macan, todas as cores, a 800 e 1* o dito !
Vi ludilho do todas as cores, lisos e bardados, a 1*
e 1*200 o dito !
Casemiras inglezas, de cores, a 1*200 e 1*400 o
dito !
Cheriots, preto e azul, a 2*500, 3* e 3*500 o
dito I
Casimira diagonal, a 1*800 o dito !
Panno inglez superior, preto e acal, a 2*200 e
4* o dito!
Pecas de esguiao para casaquinhos, a 4*500 e
4*!
dem de superior algodao, a 4*, 20 ids !
dem de madapoloea americanos, a 4*500, 5* e
6*, 24 ida !
Para as Exmas. noivas, lindas grinaldas e veos,
por 12* e 15* !
Ricos cortinados, todo bordado, completo, por
9*!
Lindas gnarnice8 de crochets, cadeiras e sof, a
8*!
Superior bramante de algodSo, quatro larguras, a
900, 1* e 1*200 o metro !
Atoalbado bordado a 1*400 e 1*800 o dito !
Pannos de differentes cores para mesa a 600,1*200
e 1*600 o covado1
Cobertas de cretones, lindos padroes, a 3*800 e
4*.
Lences de bramante (cama de casal) a 2* nm !
Collas francesas, de cores, a 2*, e 6* superiores !
Lenccs de cores, lindos desenhop, a 2* a duzia !
rironlas bordadas, de bramante, a 16* a dita !
Meias inglesas, brancas e de cores, a 3*200 e 6*
a dita.
Cambraia bordada, branca, a 6* e 7*, as melhores
que tem vindo I
Sortimento completo de sedinbas de cores, gfosde-
napleg. filos bordados, crep, mantilhas, capas
de la, fichas.
ChamadosTemos pessoal habilitado.
Venda em si*om*ioDescontos da praca.
5Roa naque de Caxlas5
enrona GDUba&G.
Malvasia
Vinho proprin para senboras
Em barris e a retslbo : Potas Mendes fe C,
roa estreita do Rosario n. 9.
VAPOR
e mocada
Vende-se um bom vapor e moenda com pouco
a ver no engenhoTimb-ass. muito perto
aso
da estaco do mestoo nome
operador n. 48, 1 andar.
a tratar na ra do
A' Florida
Ra Duque de Caxlas n 103
Chama- te a attencao das Exmas. familias para
os procos seguintes :
Lnvss de seda preta a 1*000 o par.
Cintos a 1*500.
Luvas de pellica por 2*500.
2 caixas de papel e envelopes 800 rs.
Grampos invisiveis a 60 rs. o masso.
Luvas de seda cor granada a 2*, 2*500 e 3*
o par.
Suspensorios psra menino a 500 rs.
dem amer.canos para bomem a 3*.
Meias de Escossia para crianca a 240 rs. o par.
Leques de papel com corrente al*.
Fitas de velludo n. 9 a 600 rs, n. 5 a 400 rs. o
metro.
Lencos de esgniao a 1*500 a dusia.
Albuns de 1*500, 2*, 3*, at 8*.
Ramcs de flores finas a 1*500.
Luvas de Escossia para menina, lisas e borda-
das, a 800 e 1* o par.
Porta-retrato a 500 rs., 1*, 1*500 e 2*.
Peotes de nikel a 600 rs., 700 e 800 rs. um.
Rosetas de brilhantes chimicos a 200 rs. o par.
Guarnicoes de idem idem a 500 rs.
Anquinhas de 1*5H0, 2*, 2*500 e 3* urna.
Plisss de 2 a 3 ordens a 400, 500 e 600 rs.
Bicos de cores com 12 jardas e 2 1/2 dedos de
largura a 3* a peca.
dem com 4 dedos a 4*500 a peca.
Espartilbo Boa Figura a 4*500.
dem La Figurine a 5*000.
Ricos de alencon com 4 e 5 dedos de largura a
2*500 a peca.
dem estretinhos com 10 metros a 800 e 1*000
a peca.
Pentes para coco com inscripcSo.
Para toilet
Sabao de areia a 320 rs. nm.
dem phemeado a 500 rs. um.
dem alcatro a 500 rs.
dem de amendoa a 300 rs.
dem dealface a 1*000.
Agua celeste a 2*000.
Agua divina a 1*500.
Agua Florida a 1*000.
Maceos de seda a 100 rs.
Meias brancas para senhora a 3* a duzia.
BARBOSA & SANTOS
i premio de.
1 dito de .
1 dito de .
1 dito de .
1 dito de .
9 ditos de .
23 ditos de .
400 ditos de 100$ para todas as centenas, cujos
forem iguaes aos dous ltimos do primeiro premio inciusive
1 dito de 1:0005 para a sorte, cujo numero na extraccao for mais alto
1 dito de 1:000$ para a sorte, cujo numero for mais baixo
99 ditos de 400$ para toda a centena do Io premio.
99 ditos de 200$ idem idem do 2 premio
99 ditos de 100$ idem idem do 3 premio
2 apps. de 4:000$ para o Io premio
2 ditas de 3:000$ para o 2' dito
2 ditas de 2:000$ para o 3 dito
2 ditas de 1:100$ para o 4o dito
2 ditas de 850$ para o .V dito
4,000 terminacoes de 24$ para o Io premio inclusive
4,000 terminales de 24$ para o 2o premio inclusive
240:000$
40:000$
20:000$
10:000$
5:000$
18:000$
23:000$
40:000$
1:000$
1:000$
39:600$'
19:800$
9:900$
8:000$
6:000$
4:000$
2:200$
1:700$
96:000$
96:000$
681:200$
Esta lotera ser dividida em 20 series de 4,000 dezenas. Quando as terminacoes do 1. e 2. premios forem
iguaes, a d'este passar ao algarismo immedialamenle superior. De9 passa a 0e de 0a1. Os premios sao
pagos sem descont algum.
0 premio grande de cada serie acha-se garantido por um deposito equivalente e igual quantia no Banco
Rural do Rio de Janeiro.
21 do Outubro de 188(i.
O THESOUREIRO,
Francisco Goncalves Torres.
DA
Tinla preta
ImpresjNao typograpnlca
Vendem Rodrigues de t'aria & C. latas de cin-
co e vinte cinco libras, na ra de Maris e Barros
numero 11.
Viuvos eviinas
Podero ir Graciosa, ra do Crespo n. 7,
que acbarao sempre artigos proprios para lato,
taes como :
Leques pretos de papel, setineta e setim.
Vol'as, brincos, pulsciras e broches pretos.
Meias pretas, fitas, bicos de linho, la e seda
pretos.
Guarnicoes para camisa de komem.
Cadeias de fita, retroz e metal, pretas.
Meias pretas para criancas.
toarle dr C.
Bom negocio
ecal
Vende se urna pequea tasa de pedra c u
construida ha pouco teitapo, sita na Torre ra
do Rio, tem 2 salas, 1 qnarto e cosinha fra ;
edificada em terreno proprio, com 123 palmos de
fundo e 50 de frente : quem pretender dirija- se 4
ra do Imperador n. 65, escriptorio.

WHISKY
.HOYAL BLEND marca V1ADO
Este escolente Whisky Escossss prefer ve
ao cognac ou aguarden,* de canna, para fortifioai
> eorpo.
Vende-se a retalho nos t lheres armasens
nolhadoa.
Pede ROY AL BLEND marca VIADO cujo no-
me e emblema sao registrados para todo o Brasil
BROWNS 6c C, agentes
COLOMA ISABEL
o
EXTRACQO SEMANAL
I." parte da 24.a lotera
CORRE
Quarta-feira, 10 k \o\ omliro de 1886
Intransferivl! Intransferivel!
PORTADOR DE UM VIGSIMO ESTA' HABILITADO A TIRAR
12:006$200
Esta lotera est garantida, alm da fianza, por um deposito
no Banco Rural do Rio de Janeiro equivalente ao premio grande
de cada serie.
BILHETES A/ VENDA
BU
RODA DA FORTUNA
36-Ra Larga da Rosario-36
Bernardina Lopes Alheiro.

riaasa



8
Diario de PwnaiHlu.c11-~D021.in50 31 de Outubro de 1S36
SCIEBCIAS
el

I
A.
l

" ^ --1-jf- i i -------------- ;------------------
provavelmente centros productores da ia- tar textualmente o trecho, tul qualo traJu- rara esta era un minuto, agitaudo-a.
dustria de bronze, ligndose ao culto do liu o abbade Mtwgno ; que esse mandic de que fulla Co k ?
A r(e tirar fogo na* raen
vagen* ou primttiv
(ContnuajSo)
Os indianistas encontram neste nome
de pramantha o de Promethu, o TiUn,
flbo da trra, que raptou e fogo do co
para dalo sos mortaes.
Essa origm do mytho da Prorae-
theu p.recti ter sido completamente igao-
rada pelos Helleuos. Os povos europeus
nEo pteecem ter conbecido o.uso, todo
asitico, do ncistika.
E' por isso que, setn duvida, os Dios-
euros, que tornaram-se na Grecia os syra-
bololos do sol nascente e do sol pooate,
eram, por consequencia, considerados como
nao podendo ser nunca vivos ao inesmo
tempo na trra, mas deviam morrer e re-
sussitar alternativamente. Como taes, ti-
nham-se tornado os patronos dos navegan-
tes, aos quaes indeavara o Orieate e o
Occidente, depois de terera sido primera-
mente os patronos dos metallurgistas
entre os povos onde o sentido primitivo
da lenda dos Aswins conservara-se viva
pelo uso do steastika.
O costuine de produzir fogo por frcelo
approxima, pelo contrario, os Hettantoi.es
dos Negritos ocenicos, como veremos
breve. E' um laco de mais a ajuntar a
todos aquellas que, contra todas as previ-
soes, prendem o sul da America s trras
da Asia Austral. E' com effdto improva
vel que um povo tEo estupido e tEo des-
provido de toda a iniciativa como H*ttento
tes puros, ou Boschimano, teaha achado,
por ai, esso meio de produzir o fogo, tanto
oais que emprega-o raramente para cozi-
nhar seus alimentos, e que no clima do
Cabo -lbe em summa pouco til. E', pois,
forjoso adirittir que tera csse uso de um
antigo costumo ethnieo e que recebeu, de
outra parte, o meio que emprega.
Em nenhuma parte pareooro os Negritos
ter deacoberto por si o uso do fogo e o
meio de aecendel o, O fogo era desconhe-
cido pelos Actas das Pbilippioas ebegaia
dos primeiros viajantes nessas ilhas.
O mes^o dava-se com os habitantes das
Mariannas que, qu mdo MagalhSes ineen-
diou suas casas, para castigal-os de seus
furtos, tomaram o fogo por un animal que
devora a madeira.
Este faeto, referido pelo padre Le Go-
bien tera sido contestado, porque mais tar-
de Freyeinet verificou nessas Uhas a exis-
tencia de vulces em ignijEo ; mas a co-
nheciment doa fogos vulcanicoa nEo im-
plica o de fogo domeati o e nlo pode ins-
pirar a selvagens aenSo o terror desse ele-
mento de destruijEo. S desde entSo va-
rificou-se entre os habitantes das Marian
as o uso de forno po'ynesio, e na sua
lingua a existen .a das palavras fogo, quei
mar, carvEo, braza, jforno, assar, ferver,
pode-se confuir apenas que na poca da
viagem de MagalhSa essaa ilhas eram an-
da povoadas por Negritos, que desde entilo
cederam o lugar a urna populajSo polyne-
sia cuja lingua, no em tanto, tera caracteres
que lhe sEo proprios, como se resultasse
de em meseta? ment recenta entre invaso
res polynesios e um tronco indgena negri-
toide.
Os austrilios em pregara, para accender
fogo, um processo idntico ao dos boschi-
mano3. E anda nilo parece jamis ter
sido bem peritos nessa operajSo longa e
penosa. Para dispensaren)-ie de renoval-a ;
sempre tveram grande cuidado em con-
servar os fogos.
O Sr. de Mortellet considera a croix gam-
me que tEo frequente.nente apparece como
motivo de ornamentado nos objectos da
idade do bronze, urna imagem symbolica
do swastihi cojos dous arani tornaram-se
os syrabolos das duas torcas sexuaes gera-
doras. deduz d'ahi que o bronze. pre-
histrico deve ter vindo da Lidia.
Mas o su>astika pode ter sido assirn o
symbolo dos (loases cabires ou deuaes ge-
radores, adorados na Phrygia na ilha de
Samothracia, e nos outros sanetuarios pe-
lasgicos do archipelago, taes como os de
Lemmos, d Lnbros e do Creta, que forara
FOLHETII
<& <[>0j&
DE
EMMA OSA
POR
ZA7IEH DS MHO
cdiiii?|3 :: si&qlo
fugo ou de Epfcaistas, venerando entre os
deuses cabires, com Cyb-le e Atys. A
estes sanctukrios aggregavam-se collegios
sacerdataes conhe idos pela danominajSo
de Dactylas, Telohines, Carato? Corybao-
tes ou de Cy-lopes, que sem duvida fo-
ram originariamente os depositarios sagra-
dos dos sogredos metallurgicos.
A croix gam. ie provavelmente tornou-se
tambera, para os nioiadna no mysterios ca-
biricos, urna especio de symbolo anlogo
aos da raajanaria que d'eila pretendo pro-
vir. No Occidente, parece, ter perdido
toda a signifieajSo e apenas ser reprodu-
zida por iraitajao.
A figura da croix gammie parece impli-
car a uniSo dos dous arani, o que dava
urna superficie de aquecimento muito mais
.onsideravel. Demais, implica um aper
feijoaraento importantissimo do processo
erapreg ido pelos povos negritoides, era que
se faz uso das proprieda t<-s da alavanca.
Cora effeit >, u mao esquerda, maniendo a
extremidade curva do arani femea, o p
direito poda, raanter a outra extremidad*,
quando a mSo direita, manejando o brajo
da alavanca, fazia gyrar o* arani macho
com i api lo rao vi ment.
A cr ,L- gammie de duplo moviraento,
qu'j se encontra muitas vezes em objectos
antigos, parece indicar tambera outro aper
teicoamonto da swastika, que permittia ma-
ne,jal-o duplamente. Sendo, com effeito, o
arani femea mantido pela mEo esquerda
doa dous operaradores, coilocados um de-
fronte do outro, com a mao direita elles
po liara gyrar o arani macho pelas hastes
verticaes, itnpellndo o cora um moviraento
de broca, obtenio asaim effdto rauito niais
prompto, cora dispendio de forja tanto rae
or quanto os brujos de alavanca do arani
macho arara raaiores para vencer o attrito.
A siraples frojEo rectilnea foi tambera
erapr gada para tirar o fogo entre os povos
do extremo oriente, principalmente entre
os Malaios e os Polynesios, que, sem du-
vida herdaram d'elles. O seu processo
consista em fazer escorregar a ponta do
pramantha, ou arani macho, em um enta-
lho do outro arani. Radguet refere como
un indgena obteve logo esse methodo
. Lanjou mEo de um pedazo de madeira
branda e seeca e apertou o contra o joelho
com a mEo csquprda ; depois, por meio de
um pedaco de bamb, do Litio de um bi-
sel, all fez pelo attrito ura pequono sul-
co, era cuja extrerailado araontoava se p
O
nnpal^avel. Era alguna segundos essa p
fuinegou lgiramente, e a centelha produ-
zio-se all como era isca. Projectando-a
ento sobre urna pequea raoita de tos de
coco perfeitaraente secca, poz se a soprar
cora precaugEo sobre esse p incandescente
e os tos arderam quasi instantneamente.
E' difii.il dizer qual dos dous processos
produzio o outro. arabos polcnam ter
sido descobertoa por acaso e serera resul-
tado tal vez dos folguedos de selvagens ocio-
sos ou da esforcos por cavar ura buraco em
ura ramo de arvore.
Em summa, todos os meios de tirar fogo
por attrito parocera dever ser exclusiva-
mente proprios para os" clip -xa quentes, ou
pelo menos seceos, para grandes planicies
continentaes ou paiz^s intertropicaes. Nos
climas hmidos, pareciera irapraticaveis, e
auppSem a ex stencia no paiz de urna ve-
SretajEo abundante da arvores ou arbustos,
cuj >8 ramos possara fornecer os dous aranis.
Nao parece, pois, que esse processo
possa ter silo demasiado primitivo: elL
exige, demais, sob suaa diversas torneas,
pericia manual difficil de ser adquirida
pelos nossos europeus que naufragara quasi
sempre nos seus primeiros ensaios, e que
s um longo habito p ie ter dado aos sel
vagens.
Tyndall, ao concluir suas lic3es sobra
calor, cita, sera coraraentarios, um text0
do viajante F. Boyle, de onde resulta qu"
os D^yaks do lior > possuera modo mais
complicado e roais assisado de produzir o
fogo. Confesso nEo coraprehender clara-
mente nem a des-ripcao do instrumento,
n"m sua theoria physica, o limito-rae a ci-
( ContiD uaco do n. 249)
XXIII
Deviamos nos encontrar, disse elle,
porque naseerros p.ira nos comprebender-
mos. As nobsas almas sEo iguaes. Os Que-
sos cerebros lera os inesmos pensamentoa ;
os noiaos eoracSes batera uniaonos. Sere-
mos sempre fortes, porque seremos sempre
unidos
Por toda a vida I... At morte !
disse Cecilia cora exaltacao.
Quando sabio da nasa de saude, o Sr. de
Qevrey separou se de F ruando de Rody1
O das pess>as quo o acorapanOavara, e 11-
mou o camiobo lo Palacio da Just.ca.
O seu eBcrivSo' o esperava pra entre-
gar lhe diversos papis que, por sua ordem
tirina do buscar e que :\nbam relacao com
processos pendentes.
Tiveinos occasiao do apresentar aos nos-
sos Litares esie escrivSo, deserapenhando
com correcjEo irreprehensivel as funecoes
d machina de escrever os intarrogatoiios
dictados pelo juiz e pelos indiciados.
Ora, a correccEo de que acabamos de
fallar irapSe ao escrivEo, personagem mui-
to subalterno, ura mutismo absoluto.
Nao deve fallar senEo quando o juiz de
instruccSo lhe dirige a palavra, mas a sua
intelligeucia trabalha, e se est calado,
nem por isso pensa menos.
Urna nica vez, tal vez o leitor ae lem-
O iastruraeU que empregara
tubo delgado d chambo, fixad aoltdataien
te em ana caixa de Darab. O alto do
tubo tem O fcitio de um microscopio, e
quando sa quer ter fogo, eolio ra-se um pe-
daco da isca nesse microscopio.
O pistn de chumbo conservado verti-
calraente na mSo esquerda. A caixa de
bamb levada para baixo e depoia reti-
rada cora promptidEo, e a isca infLinma-ae
entilo. Oa naturaea dizera que s so pode
alcncar este resultado com o chumbo.
Talvez quo seja isso devido tratisfor-
raayEo era calor da forja da ccmpressEo
ext-rcida sobra o metal e ao mesmo a on-
deajEo.
E', em todo caso, urna corabinacEo as-
saz complicada para ter sido descoberta
de outro modo que por ura acaso, e nEo
pode ter sido snEo por ura povo j bora
observador e muito industrioso.
O terceiro processo mecnico, mas ge-
ralmente empregada para tirar o fogo, e a
percuasEo, isto o choque, ou eutre doio
ascalhoe, ou entre dous pedajos de mine-
ral, ou entre um suco e um pedaco do me-
tal.
E applica^o em toda a America sob
differentes formas. No noria os Algon-
quins servem-ae da dous cascalhos. Os
rJaquims empregara de preferencia os py-
rites de ferro e talvez tambera o forro rae
terico o os cascalhos de selix.
Os Esquimos nEo conserram como os
australianos, fogos perpetuos que faziara
derreter suas choupanas de gelo ou do ne-
v ; mas conservara accesas lampadas, que
alimentara com azeite ou gordura, menos
para aque^er-se do que para allumiar se
nos seus obscuros covis -, e durante as
longas noites polares. Essa lampada, mui-
to rudimentar, de loua de barro grosseiro,
como as mais antigs lampadas romanas,
ou smente cavada era ura bloco de g.'s,
basta lhes para aquecer agua ou derreter a
nev para olter agua, antes do que para
fazer cozer seus alimentos cuja maior parte
cjiii'mu crus.
D ;ra-.is, a madeira tEo rara as re
g3es polares que a gordura dos cetceos
ou o oleo da azeite sao os nicos combus-
tveis a seu alcance. Era compensaban,
esses povos vestem-se clidamente com
palles cosidas cuidadosamente e cujo pello
voltado para dentro r-briga-os doa rigores
do oliera.
elle
A-
ore, a proposito de Angela Bernier, na oc-
casiEo em que acharara em casa della o
canhenbo di Cecilia, o escrivEo era ques-
tao, sahindo do seu papel mudo, tomou a
liberdade de levantar a voz contra as pro-
vas, em apparen ia esmagadoras, que pe
savara sobre a filha de Jayrae Bernier.
Nao poda ease cauhanbo ter sido
pisto era casa da hervanaria, por mEo do
inimigo que a quizesse perder ? tinha elle
di'O.
Dessa phrase deve-se concluir que
nEo aereditava na culpabilidade de
gela.
Assim era.
Por isso, nesie dia, quando sabio do ga-
binete do Sr. de. Gevrey, tinha desrespei-
tosaraente encolhido oa hombros, murmu-
rando baixinho para nao ser ouvilo por
i.inguem.
Nao de forja o patrSo I De todo
nEo de forja.
Depois disso, o escrivEo nEo tinha dito
palavra a resp -ito do processo de Bernier,
po qual, entretanto, por , vemente conheceremos, rauito se intcre3sa-
va.
AI s, dep.iii das muitas inquiridles de
testemunbas, que tinha havido, sentio fir-
mar-ae a *ua convicjSo inatinctiva a arra-
zoada d* innocencia da hervanaria.
S no s-u cartorio, onde cheg va qua8
sempre antes do juiz de instrucjEo, elle
compulsava os autos, toraava notas, que
levava par- casa oceultaraente, e que cas
ifioava cuidaaosaraeB,te era urna pasta de
boui papel pardo.
Neasa past* lia-se em letras grandes es-
tas palavr >a ."
PS0UES80 DA P. L. M,
Era especialmente aos interrogatorios de
Cecilia Bernier, s visitas do Dr. Proli c
s do bario Fernando de Rodyl quo ello
presta va urna attenjEo rauito espeal.
Sentado. sua secretaria, de cabeja bai-
xa e penna na mEo, parecendo completa-
mente indifferente soque se passava em
torno de si, punha em ordem trabalh? an-
tigo-
Narealdide, elle stenographava as con-
versas do juiz de iuatru?jEo, do substituto
e do doutor.
Depois oecultava as folhaa de papel co-
berlos de caracteres stenegraphicos, leva-
ra-as para casa e reunas aos seus autos,
j Tolumosos.
Na outra extremidade do continente a-
mericano, sob clima menos rigoroso, po-
r n maia hmido, os Foguianas, pelo con-
trario, azem uso constante de fogos ao ar
livre, em torno dos quaes reunem-se sira-
plesmente envolvidos as suas palles de
guanaco, nica roupa quetrazem. E' a
esses fogos accesos dia e noite na costa e
sobre as montanhaa do interior e vistos
de longe pelos navegantes, que a Tierra
del Fuego, ou trra dos fogos, deve o seu
nome.
A Terra do Fogo, como indevidamente
a cha mamo', segundo a expressEo de
Danvin, ura paiz montaohoso em parte
subraergido. > As tempestades sEo alli vio
lentas, at nos estreitos, e quando os frios
prolangara-se, a fome frequentada; com-
tudo, na opiniao do Sr. Hovelacque, a vi
da, nos tarapos ordinarios, fcil e a tem-
peratura nEo tEo rigorosa que possa ser
assemelbada da Groenlandia. L pais
salubre cora um clima constante. A media
therraometrica do mez de Outubro ahi
de 8,6, e em Pars de l08.
Cook pareca julgal-o de outro modo.
E' difficil, dizia elle, conceber como
esses homens podem habitar nessa clima
durante o invern, porque i cahia a nev
e elles estavam transidos de fro. Appres
sarara se em ascender fogo, e, para este
fin, bateram com ura cascalbo contra um
pedajo de mandic, tendo o cuidado de con
servar debaixo, para receber as contelhas,
um pouco de musgo, misturado com urna
trra *abranquijada que pegou fogo fcil
mente.
Por meio desta espade de isca que elles
collocaram sobre a berva secca, iufLmraa-
E provavelmente a pyrite amarella ou
pyrita marcial, bisulfureto de Lrro, rauito
rijo, que, com effeito, produz cetelhas por
perousaao. O percutor dos Fu'guios po-
ra a Lx outra pedra rj i.
Quanto a essa trra esbraoquijada que,
misturada com'o musgo, Ibes s~rvia.de is-
ca, njto serL por acaso a pyrita branca, i
desaggregada e pillada prop.vitalmente,
e cujas parcellaa deviam inri imraar-so cora
faciilidade ?
Demais, os procesaos dos Fueguinos para
produzir o fogo parece terera ai lo variaveia.
Segundo o Sr. Kyales, qua foi em raiasao
a ess". paiz, elles o accendera com peono
gam, madeira raspada secca e duas pyritea
de ferro chocadas urna contra a outra.
Segn lo o Sr. Hovelacque, o fogo
est seinpra acceso no meio di suas chou-
panas e pode so verificar com que cuidado
os Fueguinos do Jardira do AcclimajEo o
entretinhara as suas tendaa, mesmo quan
do a temperatura era branda. Apenas um
Fueguino fixa-se, por inatantes, era um lu
gar da acampamento, sua miseravel com
panheira apressa-se em accender um gran-
de brazeiro. Era cada piroga, esas brazei-
ro cntretido sobre urna pedra chata cer-
cada d'agua ou de :reia para prevenir
qualquer incendio. Prevendo a sua extin-
cjEo, oa naturaea trazem comsigo provi-
so;s de pennugem fina, porque a madeira
secca e as folhas seccas sEo ditdceis de
achar.
Domis, seguindo o autor dos De-
buts de l'humanit, 03 Fueguinas fariara
fogo antea por habito do que para aque-
cer-se, e seriam realmente pouco friolen-
tos O menor exercicio bastara para aque-
cel-os a fazel-os transpirar mesmo no tem-
po fri.
NEo tra tambera necesaidade real do
fogo para cozer seus alimentos, que co
mem quasi crs; mas, pode-sa crer que,
coma oa Esqu "s, seu tera principalmente
a utilidade da luz ns longas noites. Obter
fogo a sua grande preoccupajEo. Fitzroy
admira va se da sua destreza em aecendel
o, o que, entretanto lhes deve ser difficil
com a madeira verde ou sempre hmida so-
bre o solo turfoso de suas ilhas. Tambem
a prmora cousa que elles pedem, quando
8obera a bordo de um navio. sEo phospho
ros, aprenderam dos marinheiros inglezes
a chamar matches.
NEo sEo, alm disso, os povos qua ha-
bitara os climas mais frios que expirimen-
tam a maior necessidade de aquecer se; os
Fueguinos, porm, pareciara ser por excel
lencia o povo do fogo, comquanto no fun-
do pouco part..o sabara tirar delta.
Parecem maia que outra qualquer raja,
reproduzir o estado social das cavernas da
Europa na idade da renna, que como elles,
entretinham constantemonte fog3 :s accesos
as suas habitajoes, como elles vestam-se
de pelles, comiam com as carnes apenas
aquecidas, quebravam os ossos para comer
lhes o tutano e, finalmente- talhavara h-
bilmente os ossos, o s-x ou mesmo o crys-
tal de rocha, para fazer armas ou instru-
mentos, do mesmo modo que os Fueguinos
fazera flechas com o vidro das garrafas
quebradas, que lhes dSo nossos martimos,
asaim como com o slex que encontram no
solo.
Com que tira myaterioao entregava-se
elle a essa trbalbo iucoraprehensivel ?
O escrivEo do Sr. de Gevrey, de vinte e
seis ou vinte e seta annos de idade, tiuha
receido una instrucjEo solida, poasuia
urna intelligencia superior e teria podido
oceupar urna poaijEo muito cima daquella
que he dava para vi ver, mas era pregui
joso, vaidoso, invejoso e a por necessida-
de suj-itava-se a um trabalho regular.
Sua familia, familia de pequeas bur-
guezes de provincia, destinava-o carreira
da advococia.
Depois de seguir os cursos da escola de
direito, de modo quasi brilhante, cedendo
aos atiractivoa doa prazeres baixoa, fre-
quentando os cafs, contrahio dividas, ar-
ruinou e deseaperou seus pais, e afinal
veio a ser um hornera estragado.
Grajas proteccao de ura doa seus an-
tigos camaradas, que o via era vespera de
morrer de miseria ou de dar completamen-
te para o mal, tinha conaeguid j a sua un-
meajEo de escrivEo do Sr. de Gevrey.
Nao gostava delle, tinli i inveja.
A in*-ja era o fundo do seu cameter.
Julgando ae muito superior ao inagiaira-
do, que considerava como absolutaraent--
null >, dizia ie si para si :
Eu devia estar no logar d-ssa pr-
aonagera intignifi ante. Eu faria mel lor
juis du instrucjEo do assim, tu 10 para una, nada par ou-
tros I laso j usto ?
Tenio recebdo umitas reprehensoe la
seu patrio, nutria ai > tix* de viugar-a
e de hu nilbal o, -i> .s aein (-ouipmraeiti-r
e aera corrtr o risco de p-rd>-r o eiupng.i,
antes de ter mao posioo ra- loor.
H>d de achar rato de pregar -Igi
raa boa puja a este inc p z, que er a
sua infallibilidade, p-ns va < 11*.
F, diafarjaadaiu Dle, procurava esse
m io.
Atin-tl julgou td-j achado.
J o lioS'-.uoa, qutnd natrn no seu
gabinete, o Sr. de Ur^rt-y, d'iiginio-a'- a
escrivEo, que otesp r-va, perguotou :
Hi algum* eoaoa d njvo!
-- Es8-8papei para asaiguar, e variar
cartas para abrir.
Ao oiesrao ton po, Clemente, a.saira s
charaava o escrivo, punir .liante do jui/.
de instrucjEo papis abortos e euv 1-vP 3
fecbadoa.
Nada do processo Bernier ? pe.rguu-
tou o magistrado ?
Pomas informaj3es temos do3 proces-
sos empregados out'ora pelos povos selva-
gens das duas Americas para obterem fogo
Ha tres sculos que achara-se em contacto
com a civilisajEo europea pelos conquista-
dores hespanhes ou portuguezes, pelos
colonos fraocezes ou anglo-saxonios, perde-
rn! seus habitoa primitivos para tomar os
nossos. 8ve parecer natural ver accen-
der o fog por percussEo entra populajoes
que, desde tanto tempo, fizerara a doloro-
sa experiencia de nossas antigs espingar-
das de perdarneira, que lhes pasaarara pe-
las mEos. Oa conquistadores que primeiro
os visitaran! eram maus observadores,
mais oceupados em descobrr minas de
ouro ou de prata do que em observar oa
costurnes doa indgenas. Os raissionarios,
que os acompanbarara ou os seguiram,
penaavara antes era procurar entra elles
os vestigios apagados de Babel e do dilu-
vio, do que em assignalar as differenjas
ou as analogas de sua industria com a
das populajSaa primitivas do antigo conti-
nente. Inform .ranos ura pouco acerca da
etnographia americana, que pelos viajantes
modernos que, como Crevanx, vEo, com
risco de vida, estu lar os restos das rajas
primitivas boa valles interiores, anda inex-
plorados, onde ellas continuara a viver,
uas nEo sem modificar maia ou menos seus
hbitos pelo contacto dos povos mais civi-
lizados das costas.
Ha, todava, razEo de pensar que o ha-
bito da tirar fogo por percursEo anteri-
or, na America, ch-gada dos europeus ;
quo ai elles tivessem erapregado outro
processo, 03 primeiros observadores fica-
riam sorprendidos e o assignalariam as
suas narrativas Demais, as rajas selva-
gens da America estavam todas, desde
rauito terap, em contacto com as najoes
indi ge nas, entre as quaes j se tinha des-
envolvido urna civilisajEo adiantada. Ora,
entre todos esses povos, habis em escul-
pir o slex e a obsidiana, a producjEo do
fogo por percursEo devia ser conhecida ha
rauito e ter-se transraittido de gerajau em
gerajEo entre todos os amoricanos.
Todavia Houreau affirma que os ndige
nas do Brasil accendiara o fogo pelo at-
trito ; mas, contra o seu habito, nossa
occasiSd, nEo cita a origera desaa informa-
jao.
Era todo caso, notavel encontrar nas
duas extremidades da America, entre es-
sas duas rajas dos Esquinaus e dos Fue-
guinos, que tera de commum varios ca-
racterea auatomicos e que escaparan), maia
qua as outras, ao contacto europea, caae
meio da tirar o fogo que foi tanto tempo
o doa europeus dos tempos historeos, e,
sem duvida, dos tempos prahistoricos.
At agora, ao menos, nEo se oncontra-
rara vestigios de nenhum outro p ocesso
nos depsitos quatarnarios ou nas alluvioas
mais recentes dos ros e das cavernas ; ao
passo que oa percutores ou slex alli abun-
dara. Si all sa encontram mais raramente
fragmentos de pyrtes ou de ferro meteo
rico, porque estes deviam ser preeiosis-
aimoa, porque davam-ae ao trabalho de
procural-oa quando os desviavam, quando
cada tribu, cada individuo, nas suas des-
collocajoes, os levava cuidadosamente com-
sigo. Nos saques, era presa que nEo se
despresava, o que, nessa poca, devia ser
mais preciosa que o proprio ouro.
V certo que, si o uso do swastilca foi
conhecido na Europa, dos selvagens de
dado da pedra ou dos barbaros da idade
do bronze, nenhum resquicio delta poderia
restar ; mas todas as legendas que se re-
farem eate instrumento,, tendo urna ori-
getn eviientementc oriental e teDdo sido
desfiguradas na sua migrajEo pela Euro-
pa, pde-se inferir dahi que o proceaso
mecnico que lhes dera nascimento jamis
penetrou no nosso occidente.
A civilisajEo da idade da pedra polida,
que se quer fazer vir do extremo Oriente,
parece antes dever suas origens da Egyp-
to, oujos cereaes culinarios, em geral, se
achara, especie por especie, nos destrojoa
das cidades lacustres. Segundo o Sr. de
Mortillet, a patria original das rajas de
animaes domsticos na Enropa, estara,
nEo na Asia central, mas na quasi ilha
occidental desse continente. A civilisajEo
da idade do bronze, finalmente, penotrou
na Europa, remontando os grandes rios
que se laujam no Mediterrneo e no Pon-
to, Eaxino, e pareca ter tido nessas mes
mas bacas seus principaea centros de ex-
panaEo. Maa, quando os povos que oceu-
pavam suas margens oriantaes vieram co
lonisar as quasi ilh >s europeas, tveram de
renunciar o uso do sioastika para adoptar
o esqueiro de slex, muito mais pratico,
em todas as eatajoes, e, principalmente,
muito mais porttil.
Foi do Egypto que os gregos receberam
a legenda que fazia de Pbcenix o pai de
Cilix, que, por seu turno, foi considerado
como pai de Pyrode. Estes noraes expli
cara se asas por si meamos, eapplicam-se
NEo, seohor. O Sr. juiz da instruc-
jEo permitte que lhe faja urna pe gunta ?
Sem duvida.
EatEo, a -haram realmente a filha da
Sra. Angela Bernier ?
Sim, mas em que estado !
Est ferida ? doente?
Pcior do que isto ; est cega.
Cega repetio o escrivEo.
Infelizmente, sim... Eis ah urna
provajEo cruel para a pobre menina e sua
in.ai 1
Clemente sorrio-so irnicamente.
EntSo boje lastima rnai, Sr. juiz de
instrucjEo ? disse elle.
Eu a lastimo, sin, porque cornejo a
acreditar na sua innocencia.
Achou, tiu >1, uraa pista ? perguntou
vivamente o escrivEo.
Tenho muit espTanja.
Entilo, vamos pilh r o assasaino de
Jayme Bernier ?
- Ou o s-u curaplicH, .. o h o mera cuja
>Eo dea obriraos no arr<-batamento da me-
nina. U.o vidra-eiro.
Qial ex lamou Clemente... umvi-
ora iro.
Sim, pirene que foi eile quera collo-
c >u traiooeiramente o oanh-ioho de Qhjclia
B rnier m (tasa d.. hervanaria.
Olh-l I oisse o escrivEo, eafregand*
s nh >s, oiqu'iito o ros'o rev^Lva al-
gria ai i >aa Ento aa rainhas pr-in iras
8upo^ij5-8 nao '-r.ir lao tolas ? O Sr.juiz
ie instru jo me f r a honra de leraiirar
se que p.re u consi i-rar-'iie un aimplo-
rio, u .rqu'- eu toui i a lib-riad" de obaer
v-.r ijo ..Igiiii) poiia bem ter introduzidc
1 1.11 listn i uoote o can 1 nh 1 era casa de
ng I. li.ini r, pa-a co opr traettel-a ?
N 10 me i obro, 1 espandea o Sr. de
G'-iey. na o pii u:o resolver-ae a r-'co-
mii .1, <:u pi.s ni;. de um subalterno, o
-1 mi ir 1 ;. ^u t iraa.
i) 1 ivao 11 11 ou a eab ja.
i' iiboii :
E&lou vendo o t u jogo, in-u caro !
Nao qu( r. s t le obrar I Vereiuoa I
U.pii-, ac re.i eiiti.u en voz alta :
- E 1 ii u, ea ni iiiu foi salva p >r Os-
R ; ni, aquede lio n rapaz qU" sd pen
aro saaaaino qu troux.rain aqu
a I 1. a abr est ompie-
i-ii.f c ga T
1' 1 nol t iui n'n
XXIV
- .va cutio, Sr. juiz da instrucjEo,
-o 1
evidentemente producjEo do fogo pela
percussEo mutua do slex e da pyrite.
Tal devera ser o methodo dos Egypcios
para obter fogo, e Burnoufaf firma que o
isqueiro de slex era da uso geral entra os
Semites, quando os povos aryacos empre-
gavara os aranis. O proprio nome de py-
rite dado ao bisulfureto de ferro natural
mostra assz que os gregoa viam nesae mi-
neral ura gerador de fogo.
Temo8. demaia, razSes para crer que o
uso dos aranis conservara-se peculiar aos
Aryas meridionaes. Quanto aos da Bactria-
na Firdousi conservou urna legenda 33-
guiido a qual Heuscheng, primeiro suc-
ceaaor de Djeurachid, achou o fogo que est
na pedra. Semelhante tradijEo, entra ease
povo adorador do fogo, de grande impor-
tancia, comquanto, pela penna da Firdou-
si, ella au tenba carcter de alta antigui-
dade. Todavia, nao se inventa tal tradi-
jEo, que devia existir entre os Eranianos
mazdcenses e demonstra que elles se ser-
viam do sylex e talvez do pyrtes para
produzir fogo.
O uso do sicastika e, mais geralmente,
processos de attrito e de fricjEo para pro-
duzir o fogo, parece, pois, ter sido cir-
cumscripto Asia oriental e meridional,
comquanto o seu ponto de partida pudes-
se tr sido prximo do Caucaso e do Me-
diterrneo. Nao parece ter sido descober-
to pela iniciativa das rajas melanesias,
que j haviam attingido o estado de deaen-
volvimento superior e que podiam tel-o
recebdo de aigum povo aryaco, estabele-
cido perto do Caucaso.
E' desse mesmo povo que poderia tra-
tal-o a primara carnada de negritos, que
parecem ter se espalhado na frica desde'
a Abyasinia e o paiz dos Akikaa, at ao
Cobo da Boa Esperanja, ao longo das cos-
tas do ocano indio, antes dos cafres que
seguiram depois a mesma eatrada. A ou-
tra devia ser entilo a configurajao geogra-
phica da frica, que seperava sua costa
oriental da costa de Gui, oceupada pela
raja negra, e da costa septentrional, entilo
ligada Europa, e povoada por urna raja
j branca.
Com efteito, vimo3 que, na Afrioa orien-
tal, oceupada pela familia hottentote, o co-
nhecimento antiquiasirao do ferro implica-
va o uso do isqueiro, como no Egypto,
uso que nao era senSo um desenvolvimien-
to dos processos de percussEo que parecem
ter reinado nicamente na Europa durante
as idades da pedra e do bronze.
Todavia, tambem sabido que desde
poca antiquissima o anterior historia, as
vestaes latinas, de origera e trasca, pre pos-
tas guarda do fogo sagrado, deviam,
quando o deixavam apagar, reaccendel-o
no foco de um espelho ardente.
As propiedades dos espelho3 raetallicos
convergentes j ersm, poisconhecidas ha
muito pelas Etruscos, que, em compensa-
jEo, ignoravam as das lentes.
O vidro, portanto, era-Ibes familiar, as-
sim como aos Phenicios o aos Egypcios,
tao habis esmaltadores. Era summa,
tEo antigo como o bronze, porem somante
sob a forma de perolas coloridas opacas.
Por muito tempo o vidro foi apenas trans-
lcido ; sabia sa trabalhal-o mal. Foi a
Renascsnja que deacobrio suas proprieda-
des pticas. Em relajao aos oculos, os an-
tigos conheceram os oculos azues ; ignora-
ran! as lentes que augmentara dos presby-
tas e o vidros bi oncavos dos rayopes.
Quanto propria insttuijao das vestaes,
deve remontar muito mais alto que a des-
coberta doa espelhos ardendes, que s po-
diam datar da idade de bronze.
Deve ter tdo por origera a necessidade
de conservar acceso o fogo que anda tal-
vez nEo se aoubease produzir vontade e
que se d-iticou por caus da irapossibilida-
de em que se esta va de fazel o renascer na
trra, quando se extingua.
disse o escrivSo, se o verdadeiro assassno
de Jayrae Bernier for descoberto (e o se
nhor espera que elle o ser brevemente),
anda que o apresentem a essa menina, que
elle duas vezes quiz matar, ella nEo pode-
r recouheuelo. Angela Bernier entSo per-
der urna das suas melbores probabilidades
de justificajEo, a sua causa e tornar ca-
da vez mais grave, e eu nao sei como o ju-
ry poder lesenvencilhar-se no meio/de tro-
vas tEo esspessas.
O Sr. de Gevrey responden.
E. comeffeit). asaim seria, se Eru-
to a 8(HM ficas3ft cga...
Clemente estremecen.
Ento ha alguna esperanja de poder
ella recuperar a vista ? perguntou ella.
Ha.
Ento porque algu na operajEo po-
do dar ura bora resultado ?
A op -r-jao, muito complicada a muito
difficil, ha de ser tentada nestes cinco das.
Deus queira qui sej 1 bem suceedida.
O Sr. juiz de instruejao d iicenja
quo lhe perguuta quera a-r o operador ?
Ura dos nassos espe^ialistaa maie.ii-
nentea, aquella que curou minha mSi, o
Dr. P-roli.
O Dr. Proli ? repetio o escrivSo
cora um 1 xprestEo de sorpreza que poda
parecer at de terror.
Coiu cert'-za era impossivel escolher
nelhor 1 tomou o Sr. de Gevrey. Parece
que 8*0 o sorprende. Acaso o Dr Proli
nao tota a telicidade de ser-ihe ugradavel,
Sr. tamentu ? TenLo notado que o ee-
uhor, a vezes, tera antiphiaa singulares...
On nEo, Sr. juiz de uatrucjo,
muroiurou o escrivSo franzindo oa sobre -
lios, nunca touho antipalhias sera motivo,
mai...
Nao concluio.
sse r. Proli, entSo, inspira-lhe
gran fe contianja ?
Louli nja ubstluta a todos os respe-
toa. Creio nelle como em mira mesmo.
E' quanto me basta.
Clemente incliuou-se.
. Cora effeito, mais do que suficien-
te, disse elle.
Depoi accres.entou entre dentes :
Ests muito engaado, a despeito de
ser -s magistrado. u j achei o que pro-
(Continua)
A's quatrj horas e raeia, depois da par-
tida do Sr. de Gevrey, elle sahio do gabi-
nete, foi jantar era uraa casa de pasto mo-
desta, nas proximidades do Palacio da Jus-
tija e seguio pira o quarto que oceupava
no quinto andar de urna casa velha da
ra Cujas.
Chegando em casa, accendeu urna lam-
pad azinha. pl-a em cima de urna mesa de
madeira escura, que lhe servia de secre-
taria e que eslava coberta de majos de to-
da qualidade; tirou do bolso as ultimas no-
tas que tinha trajado, juntou-as aos autos
relativos ao procesao de P. L. M., sentou-
ae poz-se a cae re ver.
Continuou a fazer os seus gregotins at
mu'o depois de meia noite.
As folhas soltas numerarias araontaavam-
se urnas sobre as outras. Estas completa-
mente cheias de escripia, aquellas conten-
do apenas uraa phrase ou ura agraeato
de dialogo.
Afinal, Clemente soltou ura ah de aa-
tiefajSo, levantou-sa da aua poltrona velha
e renga, reuni as folhas soltas e metteu-as
na sua pasta de. papel pardo, onde guarda-
va as notas que trazia .ariamente do su
cartorio.

curava.
E Clemente escreveu rpidamente algu-
mas linhas era ura pedajo de papel, que
metteu no boleo.
Fero isso, deitou-se na cama.
A directora do thnatro de Batignolles
nEo poda couforraar-se cora a catastrophe
a qu t fizemos os leitores asaiatir.
Sabemos que Joauna Dortil propoz-lhe
uma demanda exigiudo ciacoenta mil fran-
cos de perdas e dainos.
Por seu lado a directora aceionava o ar-
meiro da ra Borsault, querendo responsa-
bilisal-o pelas consequencias do desastre
causado por uraa arma que, 88 nEo sahio
da sua loia, pelo menos acabava de ser re-
parada por elle.
Naturalmente, atormentada pelos cuida-
dos que lhe davam essaa duas demandas,
eatava de p-ssirao humor, desde a noite
de Ser ge Panine.
A morte da Darnala tinha lanjado a
confuaSo na composijao doa seus espec-
tculos, quo eativeram parados durante
algumas semanas.
Nada estava prompto.
(Continuar $e-ha.)
TjpT do Diario raa Duqae de Gaxiai n. ix.
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