Diario de Pernambuco

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Material Information

Title:
Diario de Pernambuco
Physical Description:
Newspaper
Language:
Portuguese
Publication Date:

Subjects

Genre:
newspaper   ( marcgt )
newspaper   ( sobekcm )
Spatial Coverage:
Brazil -- Pernambuco -- Recife
Brazil -- Pernambuco -- Recife

Notes

Abstract:
The Diario de Pernambuco is acknowledged as the oldest newspaper in circulation in Latin America (see : Larousse cultural ; p. 263). The issues from 1825-1923 offer insights into early Brazilian commerce, social affairs, politics, family life, slavery, and such. Published in the port of Recife, the Diario contains numerous announcements of maritime movements, crop production, legal affairs, and cultural matters. The 19th century includes reporting on the rise of Brazilian nationalism as the Empire gave way to the earliest expressions of the Brazilian republic. The 1910s and 1920s are years of economic and artistic change, with surging exports of sugar and coffee pushing revenues and allowing for rapid expansions of infrastructure, popular expression, and national politics.
Funding:
Funding for the digitization of Diario de Pernambuco provided by LAMP (formerly known as the Latin American Microform Project), which is coordinated by the Center for Research Libraries (CRL), Global Resources Network.
Dates or Sequential Designation:
Began with Number 1, November 7, 1825.
Numbering Peculiarities:
Numbering irregularities exist and early issues are continuously paginated.

Record Information

Source Institution:
University of Florida
Holding Location:
UF Latin American Collections
Rights Management:
Applicable rights reserved.
Resource Identifier:
aleph - 002044160
notis - AKN2060
oclc - 45907853
System ID:
AA00011611:18970


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Full Text
nuuuunu\nuuun>uuuHuTnHunTauTanuuTanunV
""fr"
AUC LIJJ flMEBO
PlttA A ti'AL E AUAKIK* O.IUG lAO 12 PA-A PORTE
i
t
I '
A
Por tres mezes amantados .
Por seis ditos idem......
r"or um auno idem.....
Oada numero avuiso, do mesmo da.
6,5000
12,5000
240000
100
SABBADO 30 I WXM i 1886
PARA REJM'l'RO E PORA OA PKL1IA
Por se mezes adiantados........ .....
Por nove ditos idem...............
Por um anuo dem................
Cada numero avulso, de das anteriores. .........
13^500
200000
270002
01JO
DIARIO DE
|)n>pri&al>e t>t Jtlanoel guctra i>* -tana -tlljos
O Sra. Amede Prince 4 C."
de Pars, silo os nossos agente*
exclusivos de aaouni-ios e pu-
blic icdes da Franca e Ingla-
terra.
Os Srs. Wasburue II rom no*.
de ew-VorL. Broad Way n.
IBO, so os nossos agentes ex*
elusivos de annuccios nos Es-
tados-Unidos.
TELEGRAMAS
ssfi723 sa a:^:: satas
(Especial para o Diario)
BUDA-PESTH, 27 de Outubro.
A epidemia do rholera-morlmi pa-
rece diminuir.
Kan ultima s horas. ffoi esie o
liollelim : lo ras* novo e 13 obi-
o.
VENEZA, 27 de Outubro.
Val meliior de seu inrommod o
fllbo asis cilio de D. Carlos.
VIENNA, 27 de Outubro tarde.
Foi decretado e es(at>electdo esa
Mofla (Bulgaria) o estado de sirio.
Os pocos que sertirem vcntilaco devem ser
calculados a disp >stoa por forma que assegurem a
livre communicaco entre o ar interior e exterior ;
e na gua col'ocaco pr<>curar-se ha, tanto quanto
possv. I, afaatal os das habitaces.
Nos caaos de peq leo declive ha vera cmaras
de ar nos pontos de inserco dos pocos d venti-
laco.
28. Os conductores de sargetas devem ser
ventilados pelas proprias sargetas, que para esse
effeito se disporao por forma que permittam a livre
passagem do ar.
29. Os canos parciaes devem ser ventilados
por meios de tobos verticoeaindependentes dos das
aguas de ehuva, os quaes, partindo do sypao que
eatabelece o isolamen'.o entre a atmosphera da reda
de exgotto e a das casas, cheguem pelo menos at
ahur do espigao dotelhado, e tenhamahi aboc-
es protegida da chuva.
< 30. as aberturas dos canosonde pela pro-
ximida 'e das habitaces ou por outras quaesqoer
circumstancias nossam as exhaUco-a causal in-
commodoempregar-se-bo excepcionalm--rite fil-
tros de carvo, de systema em que a circnlaco do
ar seja embarazada o menos possivel e o carvo
preservado da agua que entre po' essas aberturas,
(c) Itisposicoes para atsetfnrar a limptza. 3i.
Devem adop'ar-se as disposices convenientes para
estalecer, tanto nos canoa \isitaveU como nos nao
visitaveis, cerrantes de varrer peridicas e t&o tre-
quentes quaato necessario for para assegurar a
completa limpeza dos meamos canos.
(Contina)
PARS, 28 de Outubro.
Diversas tribu indgenas suble-
Taram-se contra as autoridades de
Hoiambiqsf.
Ja forasu resuettldos reforro de
trepas.
PARS, 29 de Outubro.
Sr. Barita de luchis, esabalxader
de Franca esn Madrid, to acreditado
no snesma carcter Junto a S. M. o
Csar.
O r. Paulo (ambn, residente ge-
aral da Uepubllea Francesa na To-
nezia. fol nomeado eoabalxador de
Franca na Uespantia.
Agencia lia vas, filial em Pernambuco,
29 de Outubro de 1886.
INSTRUCCO POPULAR
HTuMEBjaBITACafl
(Extrahido)
DA BIBLIOTHECA DO POVO E DA8 ESCOLAS
CAPITULO VI
hab tardes.
Nalubrlda-
sres. Olspusi-
Lalrina. El
Altura dan
de dos diversos an
rao dos aposentos,
gottos
(Continuaciio)
Para tod )3 os outioa cauos prefer vel a for-
ma ovoide.
16. A rede dos canos deve ser formada de ele-
meot o rectilneos t i > xtensos quanto possivel,
ligados p >r mel de curvas di maior raio compa-
tivei coro as ciretunstancits locaee.
17. Nos ota i;r>i visitaveis devem con-
struir-se, em p-ntoi c ivi-nienteincute bcolhidos
os pocos de aecesao.
18. N s ''lU'is L'i-rn'i nao visitav is devem es-
tabeleeer-se sysematicamente pocos inspeceo ou
de illumiuaclo, nos pontos de junecao dos difieren-
tes traeos reecilineoa desses canos entre si e com
os canos viaaveia.
os canos rectilneos de grande extensio de-
vem ser coustraidos, alem dos que ficam designa-
dos, os pocos de inspeceo e de illuminacao que
forem necessar ot.
19. A ligacao dos canos parciaes com os canos
geraes deve ser sempre feita i>or meio de curvas,
salvo quando o ngulo de incidencia tor inferior
a 45.
20. A paasagem no mesmo cano de urna certa
seccao para outra differente deve ser feita sem re-
saltos por meio de,superficies continuas.
21. Km todas as curvos, quer dos canoa par
oiaes, quer dos canos geraes, convir fercar a in-
efinacio tanto quante seja neesssano para com-
pensar a perda de velocidade devda ao augmento
de attrito.
22. Os canos tributarios devem ter menor sec-
cao do que o cano principal, e as soleiras colloca-
das em nivel supererior ao deste.
' 23. Deve reduzir-se ao mnimo o numero dos
pontos morios da reJo de esgo'to ; e, em todos os
que subsistirem, serio construidos pocos de in-
specclo.
24. O ingresso de solidos volrnosos na rede
de exgotto deve acr impedido por meio de grades
estabebeidas em todas as aberturas que poem a
referida rede em communica^o com a vis publica.
25. Devem empregar se as disposicoes conve-
nientes para captare impedir que entrem nos canos
'os detritos miudos que passarem atraves das gra-
des, arrastados pelas aguas.
< as ssrgetas far se-ha essa captagem por meio
de caixas de deposito, dispostas de modo que a re-
mocio dos detritos possa effectuar se fcil e com-
pletamente.
as ras macadamisada de grande declive po-
dero, alm das caixas de deposito das sargetas,
collocar-se outras independentes destas, nos pontos
em que se julgarem neceasarias.
n 26. A velocidade dos exgottos nao deve em
ponto algum da rede ser inferior a 0m,67 por se-
gundo nos canos de grandes dnensoos ; a 0m76
nos canos de dimensoes medias, com dimetros
comprehendidos entre 0m,60e0m,30 ; e finalmente,
a 0m,91 nos canos pequeos com dimetros de
menos de 0m,30, convindo elevar estes limites sem
pre que as circumstancias o permittirem. _
t? (b) Ditposifes para auegurar a voUafao da
rtde 27. Os canos geraes serao ventilados per
meio de pocos abertos desde a coros dos meamos
canos at ao pavimento da roa. Para este effeito
poderlo ser otilisados os pocos de sccesso, de inspec-
cao e de illaminsc&o, onde os houver.
PARTE OFFICL
Actos do poder legislativo
LE N. 3312 de 15 de outubuo
de 1886.
Doqj Pedro Segundo, por Graga de
Oeus e I Jnanimo Aculamugao dos fovos,
Imperador Constitucional e Defensor Per-
petuo do Brasil, Fazamoa saber a todes os
nossos subditos que a Assembla Geral
Decreton e Nes Queremos a Lai seguinte :
Art. 1. Fica concedido ao Ministerio
dos Negocios da Marinha um crdito de
trinta e nove contos setecentos e noventa
mil e dez reis (39:790#010), sendo dez
contos cento e s^ssenta mil e oitenta e seis
(10:160^086) para despezas da verba
Corpo da Armada e classes annexase
vinte nove costos seis centos e vinte nove
mil novecentos e vinte quatro reis.......
(29:6290924) para as da verbaMuni-
goes navaes do exerebio d 1884-1885.
Art. 2. Para occorrer a essa despeza,
fica o Governo autorizado, na deficiencia
de sobras da reeeita, a fazer as operaguas
de crdito neceasarias.
Art. 3.' Revogam-se as disposioSes em
contrario.
Mandamos, perianto, a todas as autori-
dades a quera o conbecimento e execucSo
da referida Lsi pertencer que a cumpram
e facam cumprir e guardar tao inteiramen-
te como nella se conten.
O Secretario de Estado dos Negocios da
Marinha a faga imprimir, publicar e cor
rer.
Palacio do Rio de Janeiro em 15 de Ou-
tubro de 1886, 65 da Independencia
do Imperio.
Imperados com Rubrica e Quarda.
Samuel Wailace Mac-Do*cell
Carta de Lei pela qu ti Vossa Magesta-
de Imperial Manda executar a Resolugao
da Assembla Geral Legislativa, que Hou-
ve por bem Sanccionar, abrindo ao Minis-
terio dos Negocios da Marinha o crdito
supplementar de trinta e nove coatos seto
centos e noventa mil e dez reis........
(39:7901010) para atteader as despezas
das verbas Corpo da armada e classes
annexas e Municoes navaes do ex-
ercicio de 1884 a 1885. Para Vossa Ma
gestado Imperial Ver. Jos Marta da
Silva Leal, a fez.
CbancelUria- mor do Imperio. Joaquim
Delphino Ribeiro da Luz.
Transitou em 18 de Outubro de 1886.
Jos Julio de Albuquerque Barro. Re-
gistrada.
Publicada na Secretaria de Estado dos
Negocios da Marinha em 20 de Outubro
do 1886. Adolpho Paulo de Oliveira Lis-
boa.
Ministerio da siasUea
Por decreto de 15 do correte foi no-
meado o bacharel Jos Pedreira Franca
para o lugar de jutz rauni -ip.l e de or-
phaos dos termos de Diamantina o Ri o
Rosario, na provincia de Mato Gr isso.
Por decreto d9 16 do correute, foi
nomeado o capito honorario do exeruito
Joaquim Agripino Fartado de Mondonga,
para o lugar de director do presidio de
Fernando da Noronha.
Em 19 do corrento marcaram-se os
seguiates prazos para entraren! em exer-
ciuio:
De seis mezes, ao desembargtdor no-
meado para a Relagilo de Cuy .b Joaquim
Tavares da Costa Miranda ;
De cinco mezes, ao juiz de direito Mv
noei Barata de Oliveira Mello, removido
da comarca de S raza para a de M ic > ;
De quatro mezes :
Ao desembargador Joao Francisco da
Silva Braga, removido da Rea gao de
Cuyab para a de S. Luiz ;
Ao desembargador ooraeado para a R-
lacSo da Fortaleza Adelino .nutonio de
Lana Freir.
Ao juiz de direito Alfredo da Cunha
Martina, i amovido da comarca de Cuneta
para a de S. B.nto dos P> rizos.
De dous meses, ao desc ubsrg^dor no
meado para a RelagSo da corw, Jos Al-
vea de Azevedo Ma^alhaes.
Foi expedido o seguint- aviso :
Ministerio dos Negocios da J astiga. 2*
seccSo. Rio de Janeiro, 15 de Catabro
do 4886.
film, e Kxm. Sr. A ste ministerio
consnltou directamente o vigario da paro-
chia de Pirangusa do termo de 11juba,
nessa provincia:
I,* Si o menor livre, filho legitimo ou
natural de escrava, obrigado, como or-
pbao, a pedir cenga para casar;
2.* Si o. orphao maior de 21 annos oom
tutor ou orphZo menor sem tutor conhecido
ou filho-familias pauprrimos precisara tam-
bera de licenga para casar ;
3.a No caso affirraativo, quem deve pa-
gar os emolumentos e sello de taes lieen-
$as.
Em resposta declaro que :
1.- O menor de 21 annos, seja qual for
a sua condigao, nao estando emancipado
pelos meios est .belecidos na le, nao pode
contratar casamento sera licenga da pessoa
sob cajo poder ou jurisdiegao estiver, se-
gundo as disposigoas em vigor ;
2.* Os maiores de 21 anoos estao habi-
litados para todos os actos da vida civil,
e, portanto, nao sao obrigados a apresen-
tar licenga para casar ;
3.' Finalmente, a licenga e dispensa de
impedimento para casar e le pregao con-
cedidas a pessoas pobres, esto isentas de
sello como se ve do art. l>. n. 18 do de-
creto n. 8946 de 19 de Maio de 1883 ;
nao se dando u mesmo a respeito das cus
tas, porque destas nao as exclue o regi-
ment n. 5737 de 2 de Setembro de 1874,
dapendendo dos juizes e escrivaes a re-
nuncia desses emolumentos, como o decla-
ra o aviso de 7 de Maio de 1878.
O que V. Exc. far constar ae mencio-
nado parocho, assim como que, de accordo
com as disposigSes vigentes, s se pd
corresponder com o governo imperial por
intermedio dessa presidencia.
Deus guar le a V. Exc. Joaquim Delfi-
no Ribeiro da Luz.Sr. presidente da
provincia de Minas Geraes.
Ministerio da Fazeada
Por decreto de 16 do corrente, foi no
meado Luiz Machado Botelho para o lugar
do solicitador dos feitos da fazenda da pro-
vincia de Pernambuco.
Ministerio da Marinha
Em 19 ao corrente foi demittido Anto-
nio Xavier do lugar de patrao mor da ca-
pitana do porto da provincia das Alagoas
e nomeado para substitail-o, o mestre de
Ia classe reformado Antonio da Silva Pi-
nheiro.
Ministerio da Agricultura
Foi expedido o seguinte aviso, aos di-
rectores das estradas de ferro de Sobral,
Paulo Aff raso, Baturit e prolongamonto
da de S. Francisco :
c Attendendo a imperiosa necessidade
de reduzir as despezas da custeio dessa es-
trada, cumpre que Vm., pondo sem demo-
ra em exeougao as tabellas de vencimen
tos que foram approvadas por decreto de
hontem, procure outrosim :
< 1* Diminuir quanto possivel o nume-
ro e salario dos machinistas, foguistas,
chefes e pessoal dos trens, operarios, ser-
ventes, apr raclizes, etc.
c 2. Classificar as diversas estagSes
que em sua maioria nao devera passar de
simples paradas, de accordo com o respec-
tivo movimento de mercadorias e passagei-
ros.
c 3. Reduzir o numero e a velocidade
dos trens ordinarios, que s excepcional-
mente sera,) especiaos de passageiros, de
conformidade com as actuaes necessidades
do commorcio da regiao, servida por ossa
estrada.
c 4. Organisar com a mxima econo-
ma todos os servigos, nSo devendo exce-
der de um hornera, por kilmetro de li-
nha, o numero total dos feitores, apuntado-
res, trabalhadores, vigas, guardas, opera-
rios, etc., empegados no da conservagao,
salvo caso d forga maior.
Deus guarde a Vm.A. da Silva
Prado.
Governo da provlnela
despachos da presidencia do da 28 DE
OCTCBRO DE 1886
Antonio Francisco Borges e Eastaqui-
lino de Pauta Lima. Ao Sr. Dr. juiz de
direito da comarca de Timhsba, para
prestar ao pedido a considerado que me-
recer.
Camiilo Candido da Silva. Nao tem
lugr, a vista das inforraacoes.
Tenente Jos Victoriano de Vasconcel-
os Hereira. Informe o Sr. jniz de di-
reito da comarca de Taquaretnga.
Capitili Joao Justiniano da Rocha.-
Fornt-ga-se.
Jos tilias da Oliveira. Nesta data
mando novamente a praga o iornecimento,
de que s i trota.
Salvador Duna. Sim.
Tel^sphoro L^pes de Siqueira. Sim.
Vig .no Trajano de Figueiredo Lima.
Deferido, p >r constar da informugao que
Joao, p-ri"ucenteao supplicante, tem qua-
tro fiihos livres menores de 8 annos. e
deve u irisso anteceder a Camilo que tem 3.
AOOITAMENTO DO DA 27
Grarei o Kareute de Oliveira Firmo.
[ndeferido.
O in-arao. Indeferido.
rtmnitaiin da Pr'aidencia de Pernambuco, em
29 de Outut>r.> de 1886.
O ajadante do porteiro,
Antonio b. SUveira Carvalho.
Hepartlco da Polica
Secgo 2* -N. 1056. -Secretaria da Po-
nda de feruambuco, 29 de Outubro de
1836. Illiu. e Kxm. Sr. Partecipo a V.
tizc. qu<- t'.rara hontem apenas re -.olhidos
Casa ie D tengao, ordem do subdelga-
lo da fr>-gu<'zia de Santo Antonio, Fran-
cisco Autouio Borges dos Santos, por dis-
turbios, e Amonio Ponoiauo do Sacramen-
to, por se achar soffren io de alienagao
mental, e a minha aisposigSo.
No da 23 deste mez, o em trras do
engenho S. Francisco, sito no districto de
Cantende do termo do Palmares, o indivi-
duo Francisco Nunes da Silva assassinou a
urna mulher com quem vivia amasiado,
sendo preso em flagrante.
O delegado respectivo procede contra o
delnqueme, como determina a le.
Tambem ne da 26 do expirante, das
onze para as doze horas da noite, foi as-
sassinado, recebendo um tiro, no enginho
Campestre do termo da Escada, o Dr.
Francisco Das de Arruda Falcao.
O cricb'yioso evadi-se.
Tendo o delegado conhecimento deste
brbaro crime, para all se dirigi, fez pro-
ceder a corpo de delicto, e prosegue as
deraais diligencias afira de descobrir o seu
autor.
Assumio nesta data o exercicio do cargo
de subdelegado de Santo Antonio o tenen-
te Miguel Nunes de Freitas por ter solici
tado sua exonaragao, por motivos de mo-
lestia o tenente Henrique Cecilio Barreto
de Al raeida.
A's quatro horas da tarde de hon-
tem, estando o imperial marinheiro Pedro
Ferreira Soares, que faz parte da guarn-
gao patacho Pirapama, em casa de urnas
raulheres, ra do Amorim, na freguezia
do Recua, all appareceu o anspegada do
2. batalhSo de infantaria. Candido de tal,
que tentou espancar a urna d'ellas chama-
da Sidonia, e como a isto se opposesse Soa-
res, o referido anspegada aggredio-o dando
com o sabr.
Procurando defender-se o aggredido, re-
tirou-se, e o anspegada, que estava de guar-
da na Alfandega, de onde voltou acompa-
nhado de outros companheiros e dirigiado-
se todos mencionada ra anda encontra-
ran! o imperial marinheiro aquem aggredi-
ram novamente, travando-se entao urna
luta que terminou por se haver refugiado
Soares na pharmacia de Hermes de Souza
Perera, a ra do Mrquez de Olinda, e
devido a intervengao de pessoas que all
se achavam.
Da luta sabio ferido levemente, em di
versas partes do corpo, o imperial mari-
nheiro Soares, que couduzido para o Arse-
nal de Marinha, por ordem do Dr. delega-
do do 1-* districto, foi vistoriado pelo Dr.
TristSo Costa, medico do estabelecimento,
Dr. Prudencio Augusto Serrano Brandao e
2. cirurgiao do Almirante Barroso.
Companecendo ao logar do delicto, o Dr.
delegado do 1.. districto tomou as provi-
dencias neceasarias, sendo por ordem do
Exm. Sr. brigadeiro commandante das ar-
mas rendida a guarda da Alfandega e pre-
so o anspegada Candido.
N'esta data assumio o exercicio de
subdelegado do 1. districto de Afogados
para o qual fora nomeado, o cidadao Sy-
dronio Ignacio de Mello.
Deus guarde a V. Exc.Illm. e Exm.
Sr. Dr. Ignacio Joaquim de Souza Leao
muito digno vice-presidente da provincia.
-O chele de polica, Antonio Domingo
Pinto.
Tuesouraria de Fazeada
DENUNCIA DO DR. 1. PROMOTOR PUBLICO
Illm. e Exm. Sr. Dr. juis de direito 1. districto
criminal.O 1." promotor publico da comarca, au
tonsado pelo 1." da art. 37 e cl." do art. 74 do
cdigo do prucesso criminal, vem parante V. Exc.
denunciar o bacharel Eduardo de Barris Falcao
de Lacerda, thesoureiro da Thesoararia de Fa-
tenda desta provincia, suspens > do exer-icio das
tueco -8 -do sen cargo e administrativamente pr-so
na Casa de Detoncao desta capital, bem como os
fiis do mesmo thesoureiro, Francisco de Siqueira
Can.ciro da Cuuha e Victorino Trajano da Costa
Fialho, na qualidade de principaba responsaveis
pelo desfalque na importancia de 793:145^387 ul
timamente verificado nos cofres daquella repart-
ci, como prova-se com o inqaerito, qne acompa-
nha a presente denuncia, procedido pelo chefe de
polica da provincia e com officio da presidencia,
datado de 13 do corrente mez, tranamittindo o offi-
cio, do inspector daquella Thi-souraria, ignalxente
datado do mencionado dia, acompanhado de nove
documentos, por capia, para se formar colpa aos
referidos responsaveis por esse enorme extravio d>'
dinbeiros pblicos, como nao ha exemplo igual nos
annaes forenses do Dais.
O ministerio publico, por seu orgSo nesta in-
stancia, ofierece a presente denuncia perante V.
Exc, parque, tendo jurado suspeicio em referencia
causa o juiz de direito do 2* district > criminal,
como verifica se de sen despacho & fli- 445 v. do
inquerito, e man lado que a denuncia fosse apre -
s.utada perante o juiz seu substitato, houve a pro
moturia publica de presentar a dnvida consrante
de su ^romocao ft fis. 449 dos proprios autos do
inquerito, o que den lagar a que o jais sapplente
do substiluto proferisse o despacho i fli. 447 das
referidos autos, mandando que a denuncia fosse
presntala perante o juis competente, sendo V.
Exu. na bypothese dos autos a quem o ministerio
publico assim considera.
Com effeito, nos Crimea de responsabilidad dos
empregndns pblicos nao privilegiados, como os
indiciados, quer as comarcas especiaet, quer as
geraex, sao competentes uuicanu-nte paraforsar
ihes colpa e juigal-os definitivamente os juizes de
direito, e ue os seus substitutos, como resulta da
lettra e do espirito do art. 25 dos Io 5o da le
de 3 de ezembro de 1841 e do ari. 2U0 Io do
regulamente de 31 de Janeiro de 1842, disposicos
lega- s estas, que nao fora alteradas pela uLiina
reforma juaiciaria.
Compete r neute aos juizes substitutos as co-
marcas eapoeiaen, como o desta capital, processar
os ci..-.es commuus at a pnouuca exclusiva-
mente, como dimana da lei de 20 de Setembro de
1871, -rt. 8" 1 e o reglamento de 22 de No-
vemoro de 1871, art. 15 S 20, cooper-r no pre-
paro dos prncessos de outros crimes commuus ;
mas, nunca formar cnipa a s empreados nao pri-
vilegiados por crimes de responsabilidade, como
nio compete aos suppleutes dos juizes ubstitntos,
salvo quando uua ou outros estiverem no exerci-
cio pleno das varas de direito, que substituem.
A jurisprudencia no foro de-ta uidade combina
perfeitamente com a dontrina sustentada pela pro-
molona pub ica n'este caso, como aconteceu nos
utos coutra os empregados do Consulado Pro-
vincial, iniciados em 22 de Dczembro de 1880,
perante o juiz substituto do 1* districto criminal,
e posteri rmeute chamado* 4 ordem pelo magis-
trado que entao servia o cargo de juis de direito
do mesmo distrlcic criminal, como v se do seu
despacho fla. 130 dos referidos autos, despacho
implcitamente confirmado pelo egreg-o Tribunal
da EelacT desta capital, em grao de reeurso ne-
cessario, por occasio de confirmar o despacho de
improcedencia d'aquelle processo.
Tendo o 2o promotor publico interposto recurso
voluntario di despacho que chamou 4 ordem
aquelle processo o Venerando Tribunal da flela-
co, por accordao de 9 de Julbo de 1881, deixou
de tomar conhecimento do mencionado recurso por
terem sido apresentadas as razoes do recorrente
fra do praso legal.
Eis os fundamentos da denuncia:
No dia 9 do Setembro prxima passado, pelas 10
horas da manha. pouco mais uu menos, avisado o
Dr. chefe de polica pelo thesoureiro da Tuesou-
raria de Fazenda, de que achava-se violado o co-
fre da mesma repartirn, immediatamente para
all dirigi se e procedea aos exames e dilige-'-
cias constantes do inquerito, que serve de base
presente deauneia.
Em vista de todos os exames e diligencias reali-
sadas pela polica, acha-se plenamente provado,
que ao abrir-se a Thesouraria na manha do Jia
indicado, estavam fechadas, como haviam sido na
tarde de 6, todas as portas e jaoellaa interiores e
exteriores do edificio, inclusive a porta do corre-
dor, que d entrada para a sala do thewireiro,
cujas chaves eram por este guardadas, em sua
casa, dentro de urna car'eir, que est no seu
quarto de dormir, conservando sempre em seu po
der a chave da earteira, apesar de ser de segredo,
e que nao tioha a mais hgeira suspeiU de que al-
guem se ti vase apoderado d'esaa chave, pois, dor
miam n'esse quarto nicamente elle e sen filho
Arthur. como decJarou no auto de perguatas. pro-
cedido no da 17 do mez passado.
Assim tambem foi encontrada intacta a porta
do biombo ou repartimento de madeira, que divide
esta sala en dous compartimentos, no primeiro
dos quaes funecionavam o escrivao do caxa e os
serventes, e no segundo o thesoureiro com seus
fiis.
Nao encontrou-se a chave, porm, da porta do
biombo, a qual era de costume ficar, ou na fecha-
dura ou sobre urna mesa, que Ihe tica em trente ou
em poder do servente Silva, para que este podesse
correr e esaanar o compartimento no thesoureiro,
antes de principiar o expediente do dia seguinte ;
como j nao a tinha encontrado o mesmo servente,
na tarde de 6, quando se fechou a repartico, por
mais aue a proenrasse.
Convm aqu logo referir, que o escripturarioda
mesma repartic&o, Emygdio Pinheiro da Cmara,
no auto de perguutas que se Ihe fez, interroga io
se existia a divisao de madeira que se v na sala
do thesoureiro, ha muito tempo, a razio qne hou-
ve para se fazer aquella divisao, respandeu que o
bioii. bo smente fra feito dous mezes esta par
te e nao sabia o fim para que se o fizera, porque
nao acba-lhe utilidade alguma
Eviduicia-se tambem daspesquizas procedidas,
que, apparecendo afinal a chave da porta do biom-
bo sobre a mesa e aberto o compartimento do the-
soureiro, entrn este, e encontrando aberta, no
e a porta de madeira, que do mesmo comparti-
mento d para urna saleta no fundo d'aqual acha-
se a grade de ferro que d entrada para a casa
forte, como tambem a grade all existente, man-
dou incontinente avisar ao referido inspector, e
ambos ao chefe de polica, cujo comparecimento
aguardaram.
Cbegado este, procedendo a exames e vistorias
em todas as diviso-s do edificio, e autos de per-
guntas ao prmeiro denunciado, seanas, serven-
tes, porteiro e outros empregados, declararam o
thesoureiro e seus fiis que, antes de sahirem da
repart cao. s 2 horas e mea d* tarde de 5, fechou
o thesoureiro o cofre grande da casa-forte, man-
dou fechar e em sua presenca foram techadas por
um dos seus fiis a grade de ferro da casa-forte e
a porta de madeira da saleta e verificando elle
thesourairo que ambas estas portas esc-i vain bem
fechadas, levando comsigo todas as respectivas
chaves, retirara-se em companhia do outro fiel.
A porta de madeira da saleta, anterior a casa
forte, achava-se aberta por meio de urna chave
falsa, encontrada sobre urna mesa ao lado, cuja
chave fabricada poneos dios antes, s poden a tel o
sido a vista da chave verdadeira, sob a guarda do
thesoureiro e por artista perito.
A tjrade de ferro da casa forte estava igualmen-
te aberta encontrando-se dentro da techadura um
instrumento de lati simulando urna chave ; mas,
procedendo-se ao mais rigoroso exame, verificou-
se que este instrumento pela sua imperfeicao ar-
tistici, nao poda funecionar na fechadura, e, por-
tanto, abrir a erade qne s poda ter sido aberta
on com a propria chv existent em pod r do
thesoureiro ou com ou Ta feita vista desta, taes
eram as difficuldades de seu fabrico, sendo anda
para notar, que o orificio desta fechadura cober-
tu por urna chapa de ferro, que se fecha por urna
mola de segredo.
Achava-se fechado o cofre grande, rx atente na
casa- forte, encontrando-se ao lado deste duas cha-
Tea fais is, igua-s as .-erdadeiras, que o thesou-
reiro confessou nunca terem sabido do sea poder e
que nenhuma dellas poda ter sido feita por mode
los tirados sobre as respectivas fechaiuras.
D o exposto resulta que, como a primera, estas
chaves s podiam ter sido fabricadas em vista
das verdadeiras, sendo estas fornecidas pelo the-
soureiro.
Assim tambem alguna outros instrumentos en-
contrados no lugar, como gaznas, limas, parafusos,
ama .vela, daas pas e duas pecas de cordas fi-
nas, nenbuin prestimo tinham e nem foram e nem
podiam ter sido utilizadas.
Em vista de todo este conjuncto de factos e cir-
cumstancias, alm das nao mencionadas na pre-
sente denuncia, porm conatsntes da recapitula-
cao do inquerito, manifest, que esse desappa-
reminento ou estupendo desfalque de cerca de
oito centos contos de ris do cutre da Tbesoura
ra, au foi o resultado de um caso de forja maior
ou de um roubo, como pretende o primeiro denun-
ciado, nem pode ser attribuido a pessoa estra.iha
a mesma repartico e que all tivesse penetrado
nos das 7 e 8 do mez passado, por nao que nao
pude-se admittir a existencia da um crime de ron
bo nao i-xiauodo, com nao encoatraram se "es
cilios de violencia em parte alguma do edificio e
nem ao respectivo cofre. _Jf]
A circnmstancia de nao poderem ser fabricadas
as chaves faltas, como refere aiuda a recapitula-
cao uo inqaerito, sem a presenca das veraadeiras,
e tambem de nao servirem os iuairunvntos en
contrad >s na casa-forte pira abrir m aa portas
da mesma casa e bem aaoim as do c >tre, convence
de qu.- procur iu-ae simular um roubo, qud real
mente nao commv'teu-ae.
Acciesce que, se tivesse havido roubo, cuno
tambem diz a recapitulaco do inquerito, o crimi-
noso nao t;na all deixado todos os instrumentos
do crim o que poderia couc rrer para o desco-
brimeuto do dalinquente, se este fosse pessoa es-
tranba 4 reparticio.
Assim igualmente nao comprehende-sc que al-
guem prepaiando se para o crime de que trata-se,
mandando fabricar as chaves para a porta de ma
deira da saleta que d para a casa forte e para
ambas as portas do cofre, se esquecasse de man-
dar preparar outra chave para a porta do biombo,
que estava techada no dia 9, quando abrio-se a
ala do thesoureiro, como consta do inquerito.
VS-se dos autos de perguntat reitas ao thesourei-
ro. seus fiis, servente Silva e Candido e ao por-
teiro Ss>udonca a fli. 9,11,13, 17,19, 79,82, 87, 89,
115, 133, 137, 154,155, 170, 343 e 422 que, no dia
6 o thesoureiro i utes de retirar se da repartico, o
que teve lagar, as 2 horas e meia da tarde, man-
dou, segundo declaroa, fechar pelo fiel Carnciro
da Cuuha as daas portas da casa forte, e rece-
bendo d'ell- as respectivas chaves, saino acompa-
nhado pelo fiel Victorino Fialho, a qur.m coavidou
para irem juntos drogara de Francisco M-in;'
da Silva, comprar um medicamento de qu lh" ha
va fallado, e quando ch-*gram ra do Bir;
da Victoria lembrou-se de que nao havia compra-
do aquelie medicamento, nao conseutindo que Fia
Iho voltasse para ir compril o, porque j acha-
vam-se muito afastados da mencionada drogara,
e dirigio-se cada um para sua casa, ficando na
sala do thesoureiro o fiel Caineiro da Cunha, com
os dous serventes Silva e Candido para continua-
ren no servici do carimbo de notas, servico que
havia sido prorogado, ultmame nte, at s 4 horas,
por ordem do inspector, e que terminaram no dia
6, logo que o thesoureiro retirau se, segundo de-
clarou o fiel Carneiro da 'unha a fls. 116
Com refere o fiel Fialho a fia. 13. era elle qnem
devia ficar assistindo ao serico ao carimbo no
dio 6, mas retirou se com o thesoureiroa chamado
deste, dentando |o fiel Carneiro da Cunha dentrj
do reservado, e os dous serventes n'aquelle servi-
co, que ge fazia na sala contigua ao mesmo reser-
vado, ac r !8ceqd# que antes de retirar-se nao vio o
fiel Cemeiro da Cunha fechar a porta de ferro da
casa forte, ejsomente a de madeira.
Por sua vez o fiel Carneiro da Cunha confirma
a fls. 115 e 137. que foi elle quem fechou as por-
tas da casa forte, e quando rctirou-so o thjsourei-
ro, depois de duas horas da tarde, elle contiouon
na repartico, ficando por algum tempo no reser-
vado, lendo um romance de Julio Verne da Terra
La, e o servente Silva na sala do caridibo, cu-
jo servico acabou-se n'esse da, logo depois da sa-
bida do hesoureiro, e isto poique eram 3 horas, e
portanto tempo de terminar o expediente, posto
que houvess-i ordem da inspectora pra o servico
ir at s 4 horas, esta somente foi cumprida nos
piimeros das.
Asse^urou tambem que quando retirou-se fe-
chou, nao s a janella do reservado, camo a porta
do mesmo, drizando a chave d'es'.e sobre a mesa.
O servente Silva a fia. 79, 348 e 423 declaroa,
que o servico do carimbo n'aquelle dia terminou
s 3 horas da tarde, logo que o thesoureiro reti-
rou-se ero companhia do fiel Victorino Fialho, que
apenas sahiram estes da repartico entrn o fiel
Carneiro da Cunha para o reservado do thesourei-
ro, onde est ve trancado por espaco de meia hora,
mais ou menos, ficando elle na sala contigua do
reservado, sentado em urna cadeira a espera que
o dito fiel sahisse, afim de fechar, con cosfurna-
va, a janella e a porta do reservado.
Sahindo o fiel elle perguntou-lhe se havia fecha-
do a janella do reservado com a tranca, ao que res-
pondeu-lheo fiel afirmativamente, e feehando nes-
a occa8lo a porta do reservado, tirando a chave
da mesma, sahio em seguida, e quando elle procu-
ra va acbave da porta, que nao estava na fechadu-
ra, nem na mesa em que costumava ficar, para fa-
zer o ser rico de asseio do reservado no primeiro
da til, entrou o porteiro Alexandrino e ihe disse
que feebasse as janellas e portas, afim de sahi-
rem, por ser j um pouco tarde, ao qu elle ra-
p'nden, que estava procurando a chaveda porta
do reservado, por nio saber onde fiel a tinha doi-
xado e instando de novo o porteiro para que fe-
chasse as janellas e a porta, elle aa.im o tez e re-
tiroa-se da repartico, entregando as duas chaves
cm casa dn thesoureiro.
O porteiro Alexandrino a fia. 133 e 170, tendo
visto sabir o fiel Crneiro da Canha, foi porta
da sala do thes mreiro indagar do motivo porque
o servente Silva nao trata va de fechar logo ^ mes
roa porta, e ah ebegando encontrn o servente
Silva joato 4 mesa, como quem procurava alguma
cousa, dizendo-lbe qae tratasse de fechar aa ja-
nellas e a porta da sala, responden-lbe o dito ser-
vente, que estava procurando a chave do reserva-
do, que nao sabia onde o fiel a tinha deixado, e
porque elle dissesse a Silva que nao se importasse
com a chave, tratasse de fechar a porta, assim
este-o fe/., immediar.amente, sahindo ambos e sen-
do o edificio depois percorrido por elle, pelos ser-
ventes e quatro soldados, como era de costume.
O porteiro Alexandrino de Mendonca declarou
que, no dia 9, pela manb, ao chegar reparti-
co, verificou perante o cabo de esqu-rtra p
pracas que o acornpantiava, que nao s as por-
tas como as janellas do edificio estavam perfeifa-
mente fechadas como tinham sido no da 6, e as
chaves funecionando as fechaduras, isto quanto
s portas e janellas que Ihe competa abrir, como
tudo assim v-sa do auto de perguatas flj. 9 do
inquerito.
O servente Silva a quem cumpria abrir a sala
do theaoureiro declarou que no referido dia 9, foi
receber as chaves do thesoureiro e ebegando re-
partico encontrara ja abertas aa portas pelo por-
teiro Alexandrino de Mendonca menos a da sec-
cao do thesoureiro, qae foi por e le aborta sem que
tivesse encontrado qoalquer vestigio de violencia
ou sigoal de que ella tivesse sido aberta e que en-
contrando em seguida o fiel Carneiro da Cunha,
elle perguntou-lhe pela chave do reservado, ao que
este reap >ndeu que a tinha deixado em cima da-
mesa, onde eut foi encontrada, 8" bem que affir-
me o mesmo servente que, no dia 6, ella nao ficara
all.
Accrescentou anda, que, abrindo o reservado e
dirigindo ae p >ra a janella not apenas estava fechada com o ferrolbo e sem a
tranca de ferro, o qua o sorprehendeu, porque O
fiel Carneiro da Canha Ihe havia dito, no dia 6,
que a tinha fechado com a tranca; e que n'aquella
occasio eutraado Fialho e logo depoi* o iheaou-
reiro, este dea a Fialho aa chaves da casa forte,
para onde dirigi se o meemo Fi->lho qae, qa-tado
procarava abrir a porta, coaheceu qae est .va ella
aberta por ler cedido presso que fea aod-
tar-!he a mo, o que deu lugar a qae elle podesse
logo ver que a p irta de ferro, que tica em frente,
tambem achuva-se aberta, e daad. Fialho parte
ao thesoureiro do occorrido, esre inanlou log > cha-
mar o inspector, como v se dos autos de pergua-
tas a fia. 11, 79 o 343 do loqu-nto.
As declarado.-a do servente Silva sao m>is OU
meuos confirmadas por Fialho, que no auto de per-
guutas a fia. 17 accrescentou que nao havia na
porta de madeira vestigio de violencia, que na
fechadura da grade de ferro havia urna chave de
i a rao.
O fi-1 Carnero da Cunha disse que, quando
ehegou repartico no dia 9, anda a -b iv se fe-
chado o c unpirtiuieuto reservado d rhemureiro e
perguntando ao s rvente >ilva a razio porque nao
n tinha aberto e arranjado, respou leu Ibe este,
que nao tiuba a chave, que entao be fi.i mostrada
p>r elle, retiran lo-se em seguida p ra a aaia do
po triro, de oude sroe te voltou para a seceo do
rh soureiro depois que foi chamad por este, e ah
jaeucontrou o inspector e mais empregados, pois
j era conhecido o extravio do dmheirn, co uo veri-
fica-sa de seus autos de perguutas a fia. 19,133 e
155.
O inspector por sua ves declarou que, no dia 9,
achava-se no seu gabinete, quaodo ah entruu o
theaoureiro e declarou-lhe que tinha soff.idu um
ataque de erisipela, e por esse motivo tioha ido a
carro para a repartico, e retiron-se para a sua
seceo, de onde poucoe momentos depoi mandn
chamal o por um servente, e, dirigindo-se elle
para a sala do thesoureiro, encoutrou o oa porta
dalla, e foi entao informado de que tinham sido
encontradas abertas as portas da casa forte, a en-
caminhsndo-se para all vio que a porta de ma-
deira estava aberta e encostada, e, querendo en-
trar, foi advertido pelo thesoureiro que o nio
fizesse sem a presenca do chefe de polica, a quem
convnha participar 0 occorrido, 0 que elle imme-
diatamente fes.
Resulta destas declaracoes que sem motivo pelo
meaos plausivel foi retirad do servico do carimbo
o fiel Fialh, no dia 6, para ser substituido pelo
fiel Carneiro da Cunha, que em vea de mandar
executar aquelle servico foi ler no reservado um
romance, e isto por espaco de meia hora, con-
l
/



A




Mario de PernambacoSabbado 30 de Ontubro de 1886
i


,
ioxindo, quando retirou-se, a chave do reservado,
pois que, soguado aturra Silva, ella nao ficoa so
Ore a mesa, o que de certo modo confirmado pelo
portciro Alexaudrino de Mendonca, que declarou
Mr encontrada Silva juuto tnesms mesa, como
juem procurava Iguraa cousa.
Accresce anda, que a referida chave no da 9,
mente oi encentrada depois que o fiel Carnciro
da Cunha entrou na seecao do tbesoureiro e mos
tro a ao referido lervente, qua at -entilo a nao
linha visto, apezar- de ter pramrado, o quo faa
trer, que o mesmooSal aitavau pan niovar o ser-
vente, no dia 6, o qa aliaiiaviaiae preparado para
inwlar o roubj.
Nem por outra"4ormsv.p6Je-se explicar o facto,
orno tambera disa-se na reeapitulaco do in-
querito, de ter sida-wicsataadii aberta a porta de
ierro sem chave' ou natramento com que se pa
jesse obter esne resaltado.
Cumpre tamben notar, qun o fiel Carn-jiro da
Cunha, foi quera techou, pir ordem do thesoureiro,
as portas di casa forte e o fiel Victorino Fialho
seclarou, que i penas vio fecharse a porta de ma-
deira para a quul ioi encontrada urna chave, que
ianecionava c uno verdai-ira, e aim das cir
cninstaucias referidas existem outras pt-las quaes
ehega-S a coucluso, de que o deapparecimanto
do ainbeiro, que devia exiatir nos cofres da The-
souraria, o resultado de um desfatqoe.
Tanto assim que, tendo Olympio F. L:up, re-
presentante do empreiteiro do prolongameato da
itrada de ferro do Recite a S. Francisco e da
estrada de Caruar, de receber da Thesouraria a
^antia d>' seiscentos e tantos eontos, importan-
cia de certificados por elle apresentados desde Ju
'.h > e para cujo pagamento j o tbesoareiro havia
recebido a competente ordem, segundo declarou o
inspector a ti. li-' do inquerito, e apezar de poder
concluir-se em duai. on tres horas o processo para
pagamento e constar, que achava-se elle con-
cluido, no dia 21 de Agosto, apenas pagou a quan
iia de quatrocentos e dous conloa, sendo necessario
para comp.etai a dar duzentos cont em notas
auudas, velhaa c dilaceradas, que esto sendo re-
Colhida8 e que, por ease uiotivo, nao pidiam ser
snvamente emittidaa em virtude de ordem do
Tbesoaro, como reconheceu o proprio inspector,
disenda iguarar e at reprovar o procedimeoto que
leva o thesoureiro, fazeudo pagamento com aquellas
.-dulas.
Entrctauto, o thesoureiro affirmou que assim
proceder por ordem do inspector, api-zar de saber
ue era prohibida a sahida d<> dinheiro, -]ue estava
lecolbido.
Assim ettectuado paite do sobredito pagamento
pelo modo exposto e deixand o-se de pagar quantia
inferior a duzentos tontos, disso com razo o re
Sresentante d'aquelle emprezario, que, a noticia
o roubo no importancia de cerca de oitocentoa
sontos sorprehendeu, principalmente, tendo ficado
aa Thesouraria quantia superior a quatrocentos
eontos.
Interrogado o theioureiro sobre a falta de pa-
gamento dos duzeutos e tantos eontos, declarou
pie nao o fez porque L >up nao quiz receber algum
dinheiro miudu, no da -l de Setembro, por occasi -
de perguniar o proprio Loup quando poderia re
veber aquella quautia, i-ircuuistancia esta que o
sesmo Loup a rl 381 conti-stou quando dase que,
ao mencionado da 4 nao f-i Thesouraria, onde
esteve pela ultirai vez autes do acoulecimento, no
dia 30 de Agosto.
U faeto de nao ter si o paga a mencionada
quantia, como anda refere n-capiculacao do in-
querito e dar-se duzentos e tantos eontos em notas
mudas, quo cstavam sendo ri-colhidus, taz crer
que i u'uquella poca nao existia nos cofres da
ue j n'aquell
hesourana a somma, que ah devia existir, su-
perior a mil coutos, segundo o i ilauco dado no
dia 9, pirquantn, se existisso a referida somma,
jeria fcil efiVctuar o pagamen'o, autu mais
sjBinto o thesoureiro declarou a fls. 141 v. que o
inspector o tinha procurado era sua sala, manifes-
tando desei ) de que esse pagamento se fizesse.
Aiuda prova-se, como tambem disse-se na re
tapitulaco do iuquerito, que os Cufres da Tbesou
rana nao tinham os saldos, que deviam ter, com a
deelaracao do preprio inspector de que pedir i ao
Tovsouro um suppriraeuco de dinheiro na impor-
tancia de qniiheutos eontos para trocos despu-
las, o que nao exacto, porquauto, no inicio a fli
123, datado de 23 de Agosto, em que 1j ieito
aquelle pedido, disse elle, que aqu-lla iiumtia de-
7ia ser applicada ao pagamento das despezas que
se tinham de tazer com o ptolongamento e estra-
da de Caruar.
Prova-se anda com o iuquerito que o thesou-
reiro longo de adoptar as neeeasarias precaucoes
pura a seguranza dos dinbeiros eoLados sua
guarda, tacilitava o mais possivel qualquer i-x
trivio j entregando as chaves da casa-forte e do
;ofre a seu filho bacbarel Artbur de Barros, que o
substitua durante os seus impedimentos, p.r ve-
zea prolongados, j mandando que o aervtnte Sil-
va entregasse as chaves da porta e do cadeado,
aue fecham a sua sala, na loja de Joao Bastos &
iX, onde erara guardadas at o dia seguinte, em
que o mi-amo servente ia recebel-aB, cniu tam-
bera todas as chaves da seeci do thesoureiro, iu-
elueive as do cofre, e assim ficavam entregues a
pessoas, que as nao podiam guardar, pois, os un
eos competentes paia consrvalas em. seu poder
eram o inr.sino thesoureiro ou o fiel Victorino Fia
Iho, por elle indicada para substituil-o nos seus
isa pedimentos.
E ao passo que isto acontecia sem my;ter\ pa-
rece extraordinario que o inspector dissesse que
at o dia 9 de Setembro nao tinha tido conheci-
aiento de ta grandes abusos, o que nao verda-
de, em vista dos autos de perguntas de fls. 131 e
ia. 152 v., em que Victorino Fialho disse que o
inspector sabia que o thesoureiro era substituido
eui seus impedimentos por Eeu filho Arthur, taafcc
qac algumas rezes indo o inspector k sa'a do the
sooreuo, Sfm este estar all presente, vio o ba-
sbarel Aribur fazenio assuas vezes, e que con-
senta no abuso de ter este em seu poder as cha-
vps da casa lorte e abril-a, receber dinheiros, fa-
zer pagamentos, conferir a cana, e exercer emfim
todas as fuu^coes de thesoureiro, menos a de as -
jignar docamenros, nica fuoccio, que elle Fialho
ezeria nos impe limentos do thesoureiro, como seu
substituto.
Isto ainda prova-se com o auto de perguntas a
1j. 402. em que o contador, Manccl Antonio Car
doso, declarou que o mesmo inspector tanto tinha
completo conheeimtnto do procedimento irregular
do tbesenreiro e de seu filho Artbur, que disse ao
inspector em conversa, pjr mais de urna vez, que
era abusivo c l.egal o mesmo procedimento do
thesoureiro, fazrnJo-s"! substituir por seu filh-,
que nao era seu fiel.
Ease facto da ubstituica) do thesoureiro pelo
Slho tambem confirmado por qunsi todos os em-
bregados da Thesouraria e por muitas pcasoaa a
ella estrunfias, que decltram ter mais de orna vez
encontrado o bacbarel Artbur de Barros al
exereendo todas as funeco s d'aquelle -"argo, o que
at confessado pelo proprio thesoureiro, que a
As. 141 v. declarou que est certo de que o ins-
pector subia, que seu tilho o substitua, porque
rivendo com elle na melhor coa vi venca nao p;-
dia sso ignorar.
Dessc facto illrgnl, como tambem refere a re-
apituUco do inquerito, e hije por todos reprova-
do, resultaram abusos como o quo relata o Bario
do Limoeiro, no auto de perguntas a fls. 413, isto
, levar o bacbarel Arthur de Barros einco eontos
e quinhentos mil res em notas miudas complrta-
taeute novas, emassadas e lacradas, como tinham
vindo da cala de amortisacao para elle trocar
por cdulas grandes, o que fez, entregando, de-
pois de juntar, aquello bacharel a mencionada
auantia em notas de dusentos mil ris, e do que
resulta, que da Thesouraria sahiam dinheiros para
Mrem tricados, sem que all ficasse o troco.
Coosta tambem do auto de perguntas a fls. 419,
'citas a Jojqu'm Ferreira Ramos Filho, caixeiro
da firma social Mend-s & C, estabelecido ra
do Cbug desta capital, que por diversas vezes,
como empregado da casa de Joao Bastos 6c C,
fbi portador de bilhetes do mencionado Joao Bas-
to* e da bacharel Artbur de Barros, dirigidos ao
thesoureiro, pedindo dinheiro e ao mesmo tempo re-
commendando-E-lhe todo cuidado para nao seren
perdidos ditos bilhetes, que somonte deviam ser
entregues ao thesoureiro, a cujos bilhetes este ora
responda pessoaimente, ora por escripto fechado
em enveloppe.
O mesmo empregado tambem disse no seu inter-
rogatorio que quasi sempre o thesoureiro manda-
va levar dinheiro ao seu patrao, ora por interine -
dio de um individuo irmao de um tal Figueiredo,
ora por um individuo de nome Antonio Qusmo,
que amigo e vive sempre com o dito Joo Bas-
tos e o bacharel Arthur de Barros, sendo o di-
nheiro algumas vezes entregue no interior da loja
outras no escriptorio do pavimento superior,
ao podendo elle precisar as quantias assim re-
settidas, entretanto, que nos ltimos tres meses
os pedidos do dinheiros se amindaram e foram
sempra satisfeitis.
Estas declaracea foram em parte confirmadas
jelo servente Silva a fls, 422, quando disse ser
exacto, que o referido empregado de Joao Bastos
ia sempre Thesouraria e fallava era o thesou-
reiro, ignorando elle, se deste recebia qualquer
quantia.
Nesse mesmo auto de perguntas o servente re-
ferido declarou, que um mez pouco mais ou me-
nos, antes da descqberta do estrondose aconteci-
mento, o thesoureiro ordenou-lhe, que nao deizas-
se a chave de sua sala em casa de Joio Bastos,
onde elle as guardava por ordem do mesmo the -
soareiro o'que asievassa para a sua asa, o que>
cumprio.
Anda rssulta da coabinacao das-tespostas>:doi
praprio inspector-da Thesouraria, nos autos riflaJ
119, 102 e 863 cosa as do thoaweir nos de As i
13, 106 e 140, como refere tambera a recapitula-
cao, cntradicede que nao podem sar procedente-
mente explicadas.
O inspector declarou que nunca eatrou na casa-
forte, nao sendo para estranhan, se o fieesse, pois,
era do seu dever fiscalisar toda a repartic&o, en-
tretanto, nao s o bacharel Arthur de Barros, no
auto de perguntas i ti). 30">, declarou que o the-
soureiro por diversas vezes mostrou o cofre e o es-
tado em que achava-se o dinheiro ao inspector e
a outras pessoas, como anda afiiimou que, no dia
4 ou 6 de Setembro, ello fra sua sala, onde de-
morou-8e por algum tempo, vendo carimbar notas,
c depois at entrou na casa-forte, mandando o
tbtsoureiro por aci'-oo, que um dos dous fiis o
acompanhasse, nao porque desconfiasse do inspe
ctor, mas para que fosse com elle pessoa que po-
desse dar qualquer ezpcaco.
C inspector contestou qu i tivesso pedido ou re-
commeudado ao thesoureiro que fizessi o paga-
mento devid > a Loup, e bem assim que vivesse na
melhor convivencia com o mesmo tbesoureiro, ao
passo que este affirmou nao s que aquelle Ibe ma
mfestara o deg.jo de que osse feito o mesmo pa-
gamento, e at Iho determinara que o fizesse, como
que viva com elle na melhor harmona, motivo
porque assegurara que o inspector nao poda igno
rar que seu rilbo Arthur de Barros o substitua
nos seus impedimentos.
E' notavel a deelaracao do thesoureiro, quando
interiorado sobre a fortuna ds seu filho, e a he-
ranca que daixou-lhe sua mil adoptiva, Feliciana
Masa Oiympia, refero que os bens que elle h-rdou
tinham sido pcuoos, porra oossuia uma boa fortu-
na em dinheiro, ndo padendo precisar a quanto at-
tiogia, pois que essa fortuna tera elle augmentado
em transaccoes a quo dedica-se, alora de que tero
s tivos e commerciaes de muitos de seus parentes e
amigos. Teudo sido -xonerado do lugar de secre-
tario da polisia. nao Ihe litera isto differenc-a, nor-
quanto havia sider-nomeado para esse emprego cora
o tira de esperar, e coma uina transceo para o
cai-go de presidente de provincia, que Ihe preten
da destinar o seu amigo r. Jos Marianno, e que
e9te ser-lhe-ha dado n primeira oppjrtunidade,
se nao se houvesse mudado a situaco poltica.
Nao exercia cargo publico por deficK-ucia de re-
curso, tanto assim que depois de sua exoueracao
tera continuado a viver da mesma fira i que antes
viva, tendo at feito despezas avulladas com pas-
soas do sua familia, que tem saludo da provincia,
por motivo de molestia. Nao podia precisa' a for-
tuua de seu filho, pirque, nao partiudo delle, nio
julgava se com direito para isso indagar e fisca-
lisar.
Causa o raaior reparo o modo pelo qual, tres me-
ses antes do simulado roub-i, fra Francisco C*r-
neiro da unha admitxido ao lugar de ti -\ em sub
Btituico de um outro irmao, que at entilo exercia
o r- ferido cargo, e mais ainda que ficasse elle fe-
chado na sala reservada do thesoureiro na tarde
do da 6, depois da retirada deste da repartico,
para ler um romance de Juo Verne Da Terra a
La o que eu lugar ao r. procurador fiscal di-
zer no parecer constante dos pap-is juntos, que po-
de se realmente deduzir-se d'esse procedimeuto se-
Francisco l'arneiro da Cuuha o principal auzi iar
do thesoureiro no grande att-ntada e que all cou-
servou se s naque-He dia paia preparar o ultimo
quadro da scena que devia ser descortinada quan-
do se abriese a reparticao na raauhl do primeiro
dia til.
A affirinativa do th-sjureiro do ter admittido
esse fiel para corresponder ao desojo manifestado
por outro seu irmao, porque tendo Francisco C*r-
neiro da Cuuha liquidado com prejuizo uma aocie-
dade commercial qua te ve com outro irrao, de fac-
i a-hava-se desempregado, foi era parte contes-
tado por este, que attirraou nao ter tido prejuizo
al^'iim na liquiiacaoda referida socicdade.
E na verdada assim parece, cimo tambe;n disse
0 r. procurador fiscal em dito seu parecer, pois,
quo esse irrao e ez-socio fo quem pagou diversas
1 tiras da responsablidade do fiador do thesourei-
ro, de quem passou a ser coramissario ou corres -
poudente e aos quaes refeiio-s- em dito parecer.
Admira ainda que o novo fiel iargasse uma pro
fisso segara, na qual mi > te.ve prejuizos, para oc-
cupar um lugar de 1:6004 de vencuneutos, quando
seu irrao e o antecessor, dispondo de poucos re-
cursos e depois do abandonar a profissao de agri -
cultor, voltava para ella em uma quadra em que
to p> quenas vantageus efierece a agricultura.
Por seu turmo Victoriano Fialho, iudicado pelo
pioprio thesoureiro para o substituir em seus im-
pedimentas de contormidade com as leis e mais
disposicoes dos reguUunenios da f.tzenda coi vi^ror,
consenta que o bacharel Arthur de Barro?, filho
do thesoureiro, conservasse em seu poder as cha-
ves da casa-:orte e a abrase, recebesse diuhuiro,
iizesae pagamentos, conferase a caixi e desempe-
ubasse todas as mais fuuc-cos do thesoureiro, co-
mo cima j dissemis, e consta da seos autos de
p rguntas de fls. 131 e lis 152 e, reduxiudo-se
scientfr ao papel de inro instrumento de cma pes-
soa e-tranlia A Thesouraria, veidadeiro intruso, e
cirilittr et criminoli'cr responsavei por todos os
desfalques que se cssein nos impedimentos repe-
tidos e frequentcs do thesoureiro, li nitando-se ni-
camente n'esses imoeiim ntos assignatura dos
documentos, o que parece incrivei se teuha passa-
do auiiudi>.dameute no seio da primeira reparticio
fiscal da Fnsenda Nacional u'esta capital.
Tu 11 iudica que houve um plano combinado en-
tre os tres denuuciados para esse enormisimo ex-
travio de dinheiros pnblicoa, alm do bacharel Ar-
tbur de Barros Falcando Lacrilae do outras pes-
so is que possam trr nelle tomado parte, o que
ainda um mysterio, como o considera o proprio
inspector, e que tmente o futuro completamente
poder desvendar.
Nao houve o erime de roubo, porque em vista de
todas as victorias, diligencias e antos de pergun-
tas feitas nos empregados da Thesouraria nao
pode-se admittir a hypothese de que o desappare-
cimento de cerca de 800:0005000 fosse o resultado
d'esse erime, nao tendo penetrado no edificio da
Thesouraria pessoa algum ella estranba, duran-
te o periodo que o edificio esteve techado, e que
era irapossivel dar-se o erime de roubo, conduzm-
do se to avultada quantia de dinheiro, sem que a
guarda vase cousa alguma.
O inspjclor tambem considera o edificio da The
souraria bastante seguro, segundo consta do seu
auto de perguutas fls. 168 v., e nao podendo
explicar o facto, considerou-o immediatameote
como um desfalque e quer o thesonreiro, quer os
seus fiis, nojatfiruiara que n'aqu'lle edificio tiv. s
s entrado pessoa aiguma, no correr do periodo in-
dicado.
O 1. oromotor publico, pois, firmado em todos
os indicios referidos qne formam umjcoojuncto de
pr vas cireumstanciaes bastante para couvencer-
qualquer de que o thesoureiro da mesma reparti-
cao, bacharel Eduardo de Barros Falco de Lacer-
da, e os seus fiis Francisco de S. Carneiro da
Cuuha e Victorino Trsjano da Costa Fialho, sao
os principies responsaveis ou co-autores pelo men-
cionado de-falque, os denuncia de coniormidadc
com o art. 6 do decreto n. 657 de 5 de Dozembro de
1849, todos tres na qualidade d empregados pu
bucos, pelo erime de peculato, previsto no art.
170 do cdigo criminal, e nesse sentido requer que
se Ihes forme culpa, procedondo-sc para esse fira
todas as deligeneias iegaes.
0 ministerio publico protesta oeln-'inquiricilo de
outras testemunbas, alem das abaizo mencionadas,
se no correr do proc outros crimes, que acerse,-im do de que trata-se ou
para camprehender outros deliquentes, sujeitos
competencia especial di, que timbera trata-so.
Requer mais que junte-se aos autos, as duas
copias autbenticas d<.s portaras da presidencia da
III11 lilis, uma datada de 16 e outra de 23 "do
mez passado, que acom. aullara a presente denun-
cia, e em virtude das quaes, verifica-se, ter sido
nomeada uma conimisso de syodicancia para pro-
ceder-se na Thesouraria de Fazenda a exames e
averiguacoes relativamente ao grave attentado
descoberto a 9 do mesmo mez, nos cofres d'aquella
Thesouraria do qual foi victima a fazenda nacio-
nal e opportunamente depreque-se a presidencia
copia ds trabalho da mesma commissao, atiin de
juramentar-tea entes autos.
O 1." promotor publico reqaer ainda, que requi-
site-se Thesouraria de Fazenda, pelo intermedio
da presidencia, copias das acta* dos balancoa dados
n'aquella reparlicSo, de que falln o inspector, em
seu ofticio junto; sob n. 645, datado do 10 do mes
passado, sendo o primeiro por occario de fiudar-se
o primeiro semestre do ezercicio de 1885 1886 e
os demais em Marco, Maio e Julbo do corrente
anno.
Requer, finalmente, que sejam extrahidas duas
copias autbenticas dos autos do inquerito, dos
officios c papis da Thesouraria de Fazenda envia-
dos pelo intermedio da presidencia, para serem
denunciados o inspector da mesma Thesouraria,
administrativamente suspenso do seu cargo, e bem
assim o buchaca! Arthur de Barros Falco de La-
cerda filho do 'thesoureiro como de direito for.
Nestesnarsaos pede a V. Exc. detrimento. E R.
Me.
Testemunbas > Christovao Santiago de Oliveira,
Luiz Emygdio Piuheire da Cmara, Gedeao For-
jiz de Laierda Jnior, Francisco Canuto Eme
rsnciaao, Heliodor* Ceino de Oliveira Coragem,
Jovino da iilva Santiago, Aleaaodeino Alves de
Mendonca e Jos de Oliveira e Silva.
R cife, 25 de Outubro de 1886.
O 1." promotor publico Joo Joaquim de Frota
Benriqneg.
------------------- poirttuali feltiaa st lraacis-
eo Antonio de Oliveira e Mil va
Aos 18 dtas do mez de Setembro do anno do
Nascimento de Nosso Senhor Jess Christo de
1886, na Secretaria da Polica, presente o Dr.
Antonio omingos Pinto, chefe de polica da pro-
vincia, comraigo Abdiso de Vaseoncellos, ama-
nuense de sua secretaria, serviodo de escrivo,
compareceu Francisco Antonio de Oliveira e Silva,
escivo da receita da Thesouraria de Fazenda,
a quem o Dr. chefe de polica fez as perguntas
segurares:
Ferguntado seu nome, idade, tiliaco, estado, na-
turalilade e profissao ?
RespoTideu chamar-se Francisco Antonio de Oli-
veira e Silva, casado, natural de Pernambuco, 1
escripturano servindo do escrivo da receita ou
de eaixs.
Perguntado se esteve na repartir-o no dia 6 do
corrente e a que horas se retirou, e se de sua mesa
de trabalho se v o que se passa no gabinete re-
servado do thesoureiro ?
Respondeu que esteve na repartico no dia de-
signado e que trabalha na secc&o d-> thesoureiro ;
Que nesse dia o thesoureiro retirou-se antes da
hora juntamente com o fiel Fialho e que elle res-
pndeme retirou-se s 3 horas em ponto e ficaram
na sala o fiel Carneiro da Cunha e o servente
Silv;
Que de cua mesa de trabalho nao se v o que se
passa no gabinete reservado do thesoureiro em
consequoncia de baver uma divisad de madeira que
foi feta no mez de Julho.
Perguntado se depois que se retirara o- thesou-
reiro no dia 6 o ttel Carneiro da Cunha conservou-
se no gabinete reservado do theaoureiroouna sala?
Respondeu que esteve algumas vezes no gabi-
nete com a porta aberta e depois que elle respon-
den te se retirou nao sabe quanto tempo tempo se
demorou o mesmo fiel na repartico.
Perguutado se pode precisar em que tempo foi
teito pagamento a Olym jo Loup, e de que quan-
tia?
Respondeu que foi extrahido bilhete de paga-
mento a Olympio Loup no dia 21 de Agosto na
importancia de quatrocentos e tanto eontos.
Perguntado se Olymnjo L np tinha mais quan-
tias a receber e se j havia despacho para paga-
mento ?
Respondeu que nao sabe se havia despacho or-
denando pagamento, porra quo em seu poder nao
havia cousa alguma porque os despachos vio a mo
do thesoureiro e quando a parte procura pagamen-
to o thesoureiro entrega a parte o despacho para
ser presente o escrivo para extrahir bilhete de
pagamento e at o dia 6 nao Ihe tiuha sido apre-
lentado despacho para pagamento a Loup
Perguntado quem levava as chaves do cofre
para a repart o nos impedimentos do thesou-
rei.o 'i
Respondeu que era o seu filho Dr. Arthur e
nao os neis e que o mesmo Dr abra o cofre da
casa-forte tirana o dinheiro necessario para paga-
mentos e par/ara mesmo, e no fim do dia conferia
com elle respondente a receita e detpeza.
Pergnutado se o Dr. Arthur quando entrava na
casa-forte era acompanhado de alguna dos fiis?
Respondeu que nao sabe isto porque passava-se
no gabinete do thesoureiro.
Perguntado so os impedimentos do thesoureiro
eram frequentea ?
Respondeu que eram e as vezes de tres e qua-
tro das consecutivos e que durante esses dias o
j Dr. Arthur, filho da tbesoureiro, diriga o servido
auiiliado pelos fiis. >
Perguntado se no dia 9 entrou para a seceo
antes ou depois do thesoureiro e se quando este
entrou j se tiuha dado com as portas abertas do
cofre da casa-forte ?
Rcspond ;u que entrou primeiro do que o thesou-
reiro e que o gabinete reservado j esteva aborto,
assim como j esta va presente o fiel Fialho e que
ouvio o servente Silva perguntar ao fiel Fialho de
quem eram aquellas cordas que estavam sobre a
mesa do thesoureiro, e que depois disso chegou o
thesoureiro entrou para o seu gabinete e sahindo
logo declarou que as portas da casa-forte estavam
abertas e inquerio ao servente Silva se tinha
adiado as janellas fechadas, ao que o terveatc
disse quo as janellas foram encontradas fechadas
e que a do gabinete estava fechada com o ferro-
Iho, porm sem a tranca. Km seguida mandou o
thesoureiro chamar o inspector para tomar conbe-
c manto do facto.
Perguntado se no dia > fizeram-se pagamentos,
muitos e avallados ?
Respondeu que nao se reooria que pagamentos
se fierara, porm lembra-se que nao houve paga-
menta multado, assim como o mesmo aconteceu do
da primeiro at esse dia, salvo as quantias que
lorara cutroga.es ao pagadsr para pagamento do
pessoal.
E como nada mais disse nem Ihe fo perguntado,
ciicerrou se o presente auto que asaigna o Dr.
chele de polica com o respondente depoit de Ihe
Eer lido e. achar conforme, Dr. primeiro promotor
publico, as testemunhas abaizo e comigo Abdiso
de Vasconeeilo, servindo de escrivo que de tudo
dou f.Antonio Domingos Pinte.
Declaro que o servente Silva disse depois do
facto que perguntra ao fiel Fialho de quem eram,
as coritas quo estavm sobre a mesa do thesoureiro
e que o dito Fialbo responder que ignorava de
quem fossem, e faz esta deelaracao para constar
que nao ouvio antos do facto.
E como nada mis declarou deu se este termo por
encerrado.Antonio Domingos Pinto, Francisco
Antonio do Oliveira e Silva, Jsaquim Jorge de
Mello Filho, Joo Joaquim de Freitas Heuriques.
Nada se continua em dito auto aqu fielmente
copiado, ao qual me reporto e dou f. Recife, 1.
de Outubro de 1886. Fu Abdiso de Vaseoncellos,
amanuense servindo do escri'-o, subscrevo e as
signo.Abdiso de Vaseoncellos.
tuio de perennta* feltast a Joaquim
Jote de Oliveira. primeiro eticrip-
urkrio da Thesouraria de Fa-
zenda
Aos 30 dias do mez de Setembro do anno do
nascimento de Norso Senhor Jess Christo, nessa
Secretaria de Poleia, presente o Dr. Antonio Do-
mingos Pinto, chefe de polica da provincia, comi-
go Abdiso de Vaseoncellos, amanuense da Secre-
taria, servindo de escrivSo, compareceu Joaquim
Jos de Oliveira, qu i disse ter 31 anuos de idade,
ser casado, natural de Sergipe, primeiro escriptu
rario da Thesouraria de Fazenda, a quem o mesmo
Dr. chefe de polica iterrogou da maneira se-
guinte :
Perguntado se j exerceu o cargo de escrivo do
eaixa da Thesouraria de Fazenda ?
Respondeu que exerceu este anno do 1. de Ja-
neiro at 17 de Julho, salvo engao.
Perguntado se por esse tempo j estava proro-
gada a hora do expediente para o tratabalbo do
Carimbo das notas ?
Respondeu que nio, porm pouco temp i depois
de ter deixado o logar de escrivo do caixs, foi
prologada a hora, para o servico do carimbo.
Perguntado se essa ordem era cumprida res-
trictamente ?
Respondeu que nao pode bem affirmar se era ou
nao cumprida porque nao estava na repartico du-
rante a prorogaco da hora, porque retirava-se
com os demais empregados na hora ordinaria.
Perguntado se o servico do carimbo estava
adiantado ?
Resqondeu que estava atrasado e por iste o
inspector prorogou a hora para esse servico, pelo
menos o motivo que d a portara.
Perguntado quaato havia por carimbar nos l-
timos dias em quo exerceu o lugar de escrivo do
caiza ?
Respondeu que nao sab*;, porque nao ple pre-
cisar a quantia, porm que sso tacil de saber-sc
pelo balance respectivo.
Perguntado se no tempo qu3 era escrivo do
caiza j exista biombo dividindo a sala do the-
soureiro ?
Respondeu que o biombo foi feito no principio
de Julho, quasi ao tempo em que elle respondente
deizou de ser escrivo do caiza.
Perguntado quem pedio para se fazer o biombo
e para que fim ?
Respondeu que foi o proprio thesoureiro e para
evitar importuuacos das partes, conforme dizie o
mesmo thesoureiro.
Perguntado se quando ezercia o lugar de escri-
vo do caiza o Dr. Arthur de Barros vinba para a
Thesouraria nos impedimentos de seu ai e se con
dusia comsigo as chaves do cofre ?
Respondeu que exacto que as faltas do the-
soureiro Dr. Arthur de Barres-trasia para The-
souraria as chaves da casa forte, abria-a e faaia
com os fiis o servico relativo especialmente, ama-
do havia -grande entrada.de diana ico assisa como
tamhewifwgava as inesmaa coodiees.
Perguntado se isso era regular e conforme o re-
gulamento da Fazenda ?
Respondeu que regular nao era.
Perguntado se o inspector sabia disso se tomcu
alguma providencia a respeito ?
Respondeu que uo pode affirmar se o inspector
sabia ou nao, todava parece que devia saber por-
que durante o tempo que elle respondente foi es-
crivo do caiza o inspector foi urnas tres ou qua-
tro vezes a sala do thesoureiro que e a mesma em
que trabalha o escrivo do caiza e ahi encontou o
r. Arthur de Barros substituindo a seu pai, isto
, fazendo as vezes de seu pai que nao estava pre-
sente.
Perguntado em que seceo trabalha actual-
mente ?
Respondeu que trabalha actualmente na seceo
do contencioso.
Perguntado onde estava no dia nove quando se
espalhou na Thesouraria a noticia de terem sido
encontradas abertas as portas da casa-forte ?
Respondeu que estava na teccio do couten-
cioso.
Perguntado se quando entrou na repartico a
porta da salado tbesoureiro j estava aberta ?
Responden que ainda estava fechada.
Perguntado se quando entrou na repartico ou-
vio algum servente dizt-r ou o porteiro que fra
encontrada aberta alguma porta ou janella do edi
ficio quer interior, quer exterior?
Respondeu negativamente.
E nada mais disse nom Ihe foi perguntado pelo
que mandou o Dr. chefe de polica encerrar o pre-
sente auto em que se assgna c im o respondente,
as testemunhas abaizo, depois de lido e achar con-
f me e commigo Abdiso de Vaseoncellos, servin-
do do escrivo de que tudo dou f.Antonio Do-
mingos Pinto.Joaquim Jos de OliveiraJoio
Kantista Cabral-Manoel Jos de Ui.vcir Lima.
Abdiso de Vaseoncellos.
Nada mais se eontinha em o proprio original ao
qual me reporto o dou t
Recite, 5 de Outabro de 1889.
Eu, Abdiso de Vaseoncellos, amanuense ser-
vindo de escrivo, subscrevo e assgoo. Abdiso
de Vaseoncellos.
Thcsouro l'rovin.cal
DE3PACIIOS DO DIA 29 DE OUTUBRO
DE 1836
SaDtos 4C- Informe o Sr. Dr. adm-
ni.stra.lor do Consulado.
Joao G0Q9alves da Luz, A.r.tono Adria-
no de Souzi, Antonio de Burgos Pon ce de
Laon, officios do Dr. procurador drs fei-
tos, Fernandes & Irmao, Cloioeaes Lopes
de Siqueira, Dr. Esteviio Cavalcante da
Albuquerque, Jos Paulo Botelho e Costa
L;ma & C. Informe o Sr. contador.
Pereira Carneiro t& C. e Manoel Herae-
terio de II illanda Tavarea Entregue-se
pela porta.
Alfredo Falco e ontros. Satisfgalo a
exigencia. '
Candida Herrnogenes de Mello Mascare
nha8. Escripture-je a divida.
Vigario Z-ferino Ferreira Velloso.Sa-
tisfaga a exigencia.
RECIFE, 30 DE OUTUBRO DE 1886
Noticias do Pacifico. Rio da Pra
la c sol do imperio
O paquete ingles JYeua, que passou boutem para
a Europa, trouze do sul as seguintes noticias e as
que coustam das rubricas Parte O/finiale Interior :
PaolOeo
Datas tolegrapliicas at 16 de Outubro :
Segundo commuuicou, no dia 16, no diario por-
tenh > La Nation o seu correspondente em Lima,
a situaco poltica no Per melindrosa e arrisca
da. Um doi diarios da capital peruann disse que
qualquer acto perturbador da harmona entre os
poderes do estado, produziria consequencias de
hiimina gravidade e compromettera seriamente a
tranquilidade do paiz.
O presidente Caceres visitava frequententente os
quartois. O coogresso reaga visivelmente contra
o governo. A Cmara dos eputadas censurou o
gabinete.
Formou-se novo ministerio, que ficou assim com-
posto 1 Jos Aramibar, presidente do conseibo e
ministro da fazenda ; Rameo Rivero, ministro dos
negocios estrangeiros ; Manoel Velarde, do gover-
110 ; Felippe Villarao, da guerra; Justiniano Bor-
gono, da justica.
O ministro chileno em Per communicou ao seu
governo que se publicara al I i um telegramma an-
uunciando graves disturbios em Valparaso. O
fim da noticia era fazer bailar a cotaco dos ttulos
chilenos na Europa. 0 governo desmentio imme
diamente a noticia e mandou proceder a rigorosa
inrostigacio, ahm de des.cobrir-so o autor da fal-
sificaco. A imprensa pedia castigo ezemp lar para
o culpado logo que fosse conhecdo.
atla da PraCa
Datas de Buenos Ayres e Montevideo at 17 de
Outubro : -
Os novos ministros argentinos prestara jura-
meato e entraram em ezercicio dos respectivos car-
gos no da 13. Nessa data foram nomeados : chele
de polica da esptalo coronel Aureliaoo Cuenca e
secretario privado do presidente,da repblica o ci-
dada Pedro A. Pordo Filho.
A cmara dos deputados votou a garanta pedi-
da para a construccao do ferro carril Corrientes
O novo presidente da repblica e o presidente do
banco da provincia de Bu nos-Ayres concordaram
em que a questo bancara devia resolver-se de
maneira coaveniente aos interesses da naco e da
provincia, sem violencia de nenhum genero.
A imprensa commentou favoravelmente esta no-
ticia, attribuindo grande valor cordalidade ma-
nifestada pelo governo nacional ao da provincia.
Na Repblica Argentina estavam p ndentes de
resolucao do juiz federal Ugarrica mais de mil pe-
ticoes de soldados requerendo baiza, por teiem
completado o stu tempo de servico.
Na Repblica Oriental, pela primeira vez depois
do attentado de 10 de Agosto, assistio o general
Santos ao despacho na casa do governo.
Constava em Montevideo que o com'mandante do
5 batalho, Abreu, sera destituido do commando
em cousequeneia de urna forte altercaco que teve
com o ministro da guerra, general Tajes.
Ao chegar de Buenos-Ayres a Montevideo, foi
preso e recolbido ao quartel do 5" de cacadores, o
commandante AmericoFernandez, que foi ajudau-
te de Latorrc
Pouco depois das 7 horas da noite de 15, ao sabir
de sua casa. Emilio Lecot, director de La Tribun
Popular, foi aggrediaopejas cortas por dous deaco-
nheuidos que Ihe deram duas fortes psneadas, na
cabeca e no braco, dezando-o cahido por trra.
Acudi um guarda da via-terrea de leste, que
obrigou os aggressores-a fugir.
Sendo Lecot director de urna folha opposicionista,
alguna orgos da imprensa de Montevideo attri-
buiam a autora do attentado a amigos do governo.
S. Paulo
Datas at 23 de Outubr) :
Sob a epigrapheUoarr/kim>io, refere o D1V1-
rio de Campias de 21 do corrente :
O trem ue cargas da Companha Paulista que
sabio hontem desta cidade para a capital, s 5
horas da maah, descarrlhou ao ebegar a estaco
de Vallinho, occaaionando isso at.-azo a todos os
trens da capital para aqui e vice-versa, por ter de
fazer-ss baldeacao no lugar do descarrilhamento.
Urna machina que fasia a manobra tambem
doscarrilhou hontem s 6 1/2 da tarde, em frente
a estaco, fazeudo com que o trem de passageiros,
que chega s 7 horas ficasse por muito tempo de-
morado certa distancia.
O Correio de Campia diz que tem sido enor-
me a afluencia de caf as lindas Mogyana, 3.
Car'os e Ituana, afim de ser transportado para
Santos.
Na tinha Mogyana, as estacoes do Amparo,
Penha, Gu iss e Resaca esto com os armazens
repletos e fechados por nao poderem receber mais
caf.
Rio de Janeiro
Datas at 24 de Outubro:
Em sesso de 18, o Tribunal do Thesouro;
Deterio o recurso da Sugar Faetones of Brazil
Company, limited, interposto de deciso da The-
souraria de Pernambuco, na parte somentc relati-
va ao engenho e edificios collocados na Escada e
Palmares, que por se acharen) fra da povoaco de
mais de 100 i-asas, esfao isentos do imposto pre-
dial, mas uo quanto ao imposto de industrias e
profisses.
Nao tomou conheeimento dos segaintes recursos
por se acharera as decises recorras* dentro das
respectivas aleadas, a saber;
De Tavarea Cardoso & O, da provincia do Para;
Victor Northraan & C. e Alfredo Lyra, de S. Pau-
lo; o Ernesto Bernet e outro, do Ro Grande do
Sul; relativos a questo de classificacao de merca-
deras ;
E igualmente de Manoel Joaquim Carneiro &
C, contra a deciso da Thesouraria de Pernambu-
co, nao acceitando um documento apreseutado fra
do praso legal, para dar se baiza em um termo de
caucao assignado na Alfandcga em Novembro de
1881.
Em sessao de 20 o mesmo tribunal indeferio os
recursos.
De Antonio Leonardo Gomes, contra a classifi-
cacao dada na Altan ega do M iranho a um fardo
cora pedacos de chita em moriin para pagarern a
taza de 14200 da o* parte do art. 515 da tarifa, e
que o recorrente pretenda despachar como reta-
Ihos;
De Tiburtino de Suiza M rateiro, contra a deci-
so do inspector da Thesouria de Pernambuco, que
nao tomou ctnhecimento de ulna sna reclamaco,
por estar perempta.
Indeferio igualmente, a pretenco de Antonio
Jos de Pinho e outros, como cessionarios de be-
ranya do tullecido almozarife do Arsenal de Mar-
nha do Para, Jus Francisco Granji, de levaotar-se
a Sanca prestada pelo in> sino finado, visto nao se
achar anda concluido o ezame de sua* tontas.
O Exm. Sr. Ministro da Fazenda resolveu :
Conceder aos directores daompanhia Coufianea
da provincia do Maranho, remisso di imposto de
industrias e profisses a contir de I de Julho ulti-
mo, por terem deixado de perceber vencimentos;
Sobre a Viagem Imperial escreveram no Jor-
nal do Vommercio:
S. Paulo, 2'J de Outubro de 1886Hontem,
s 6 horas da manh partim >s de Lorena, tendo
Sua Migestade, autes de tomar o trem visitado
o hospital da Misericordia e o m -rcado. ucompa
uhado dos Srs. ministro da agricultura e presi-
dente da provincia.
As nutoridadei de Lorena. as pessoa 1 mais gra-
das e graude concurso de povo estavam na esta-
co para despedirse dos augustos viajantes, que
foram inulto victoriados.
Acorapanbaram Saas Majestades o Visconde
M reir Lima e sua srnhura, o Baro do Castro
Lima e o juiz de direito de L irena, que de T iu-
bat, ond chegmos s 8 horas, voltaiam no ex-
presso para L irena.
Fo eulhuaiastica a recep de Suas Magcs-
tades em Taubat, cuja estago estava lidamen-
te enfetada, o na qml se achavam a cmara mu
nicipal, o juiz le direito e nutras autoridades, os
Baroes de Treraemb, Monsor e Araujo Ferrz,
e muito povo, que receDeu Suas Magestadcs cora
vivissimas acclamscOes, tocando duas bandas de
msica o hyaino nacional.
Suas Mage^tades, apeuus doserabarcaram, diri
griya-se para uraa fabrica de gaz eolcos raiueraes
que ha perto da estaco.
Esta fabrica, de que sao directores o Dr. Fal-
co Filho i Baikcr, pertence a urna companha
cujo capital de 225:0005 Oestina-sc a explorar
0 SL-liistc mineral que existe cm todo o valle do
1 arabyba : produz o preciso para a excedente il
luininaco a caz da cidade da Taubat, onde j
ha mtiis de 140 cass consumidoras o mais de 160
lamn oes por cinta da muniepalidade.
Tem ap,>arelho8 assentados e que com>>cam a
funecionar, para produzir oleo de lubrificarlo, ke-
rozene, naphta, pgrafin* etc.
Tem tambera uma machina para a prudueco
do acido sulphurico, que j tem sido obtido de ex-
cedente qualidade.
Os apparelhos que esto assentados constara de
20 retortas para extraeco de oleo, alaraba 7, tan
ques de refiuaco cora soda caustica e machina de
refrigevacilo para separar a parafina do oleo. S.
M. o Imperador apreciou muito e examioou com
toda a miuuciosi lade a fabrica de acido sulphu-
rico, a primcirit fundada 11 paiz.
Depois de ter o Imperador percorriJo todas as
seccoes da fabrica e examinado os apparelhos e
udagado dos processos retiruram-se Suas M 1'es-
cades o dirigirn! se para a residencia do Sr. Ba-
r.11 de Trememb. A' entrada, como acontecer
na resiaencia do Sr. Visconde Moreira Lima, em
Lorena, um grupo do interessantes mocas e me-
ninas atirou fljres sobre Suas Magestades. Era 3
mesas, muito bem adornadas e profusamente ser-
vidas, offereceu o Sr. Baro de Tremerab um es-
plendido almoco, dispensando esses senhores, os
Srs. Ba'oes de Monsor e de Araujo Ferraz, e c^n-
selhcira Moreira de Barros e suas familias as mais
delicadas attencoes as pessoas que se seutaram a
mesa. A' esquerda de S. M. o Imperador ficou a
Sra. Baroneza de Trememb e a direita de S- M.
a Iraperatriz o Sr. baro.
Depois do a I enojo airigiram-se Suas'Magesta-
des para o Collegio do Bom-Uonselbo fundado pe-
lo actual Bispo de Olinda e filial ao das Irmes
de S. Jos em It. Esta visita causou a mais agra-
davel impresso aos que all foram a vista da or-
dem e asseio que em tudo se notava pela hygie-
nca accoramodaco das aulas, dormitorios, refei-
tores e outras dependencias, entre as quaes cum-
pre mencionar um espacoso e bam cultivado jar*
dim.
Ao entrarem Suas Majestades na inaior sala do
collegio, encontraran) ah formadas era tres gru-
pos, mais de 120 meninas que, ao som do harico-
iiiuin, entoaram umasaudacao.
Conta o estabelecimento 150 meninas, das quaes
30 oiphs, que all sao educadas gratuitamente.
Embora a minha opinio nao sej.t favoravel aos
intermito?, nao posso ter seni paiavras de lou-
vor para o que vi no collegio do Bom-Conselho.
Do collegio foram Suas Magestades visitar a cadeia
onde o Imperador interrogou os presos, ezami-
nou o livro de entradas e foi at a prisao aubter-
ranea.
Da cadeia foram Suas Magestades a matriz,
cuja fachada de bonito effeito.
A igreja grande e su nao est como fra para
desejar quanto a pinturas, comtudo, uma das
raelhores que temos visco no interior.
fassaram Suas Magestades, debaizo de uma
verdadeira ebuva de fljres, atiradas por mais de
quatrocentos meninos e meninas que formavam
i>las da porta ao -reo Cruzeiro. Era grande o nu-
mero de pessoas que havia na igreja.
Sahindo della dirigiram-se Suas Magestades pa-
ra o hospital Ue Santa Isabel, sustentado pela 1 re-
mandado da Santa Casa de Misericordia, hospital
que foi fundado por Beuto Monteiro da Silva e
restaurado pelo actual bispo de Olinda, que pres-
tou a Taubat, donde filho, assignalados servi-
cos e cujo nome all venerado. Ha em trata-
mento 32 doeutes entre homens e mulheres. Tem
o hospital uma pharmacia bem fornecida e todos
os accessorios regularmente organizados.
a Foram em seguida Suas Magestades ao con-
vento de Santa Clara, antiga e solida construccao
em que vive apenas um religioso. S. M- o Impe-
rador percorreu todo o edificio e manifestou a de-
sejo que fosse elle aproveitado para um asylo or-
pbanolo^ico, pois tem para isso todas as propor-
yoes, alm de uma grande chcara.
* Na igreja, que grande, ha lindas imagens.
Na cidade a ultima visita foi capelia de Nossa
Senhora do Pilar, onde soube Sua Magestado, que
exista e quiz ver um retrato de Frei Antonio de
Santa rsula Rodovalbo, natural de Taubat, no-
tavel tbeologo e philosopho, prgador regio, con-
fessor da rainba D. Mara, ei ito bispo de Ango-
la, dignidade que antes de sagrado recusou. De
facto, era uma sala do fundo estava um retrato,
que -ua Magestade ezaminou, mas vio escripto no
reverso da tela a data de 1871, e que indicava ter
sido copiado de outro. O Sr. couselheiro Moreira
de Barros declarou que ignorava a oxisteocia
d'ease retrato e ficou incumbido por Sua Mages-
tade de indagar da sua origem e como all fra
ter.
Da capelia foram Suas Magestades para a es-
tacan, embarcaran) no trem e seguram para Tre-
uv-u.be, onde existe um elegante templo, por cujo
orag', o Senhor Bom Jess, ha grande devo^o,
sendo muito conc irridas as suas testas.
Ha abi uma fonte com agua, a que attribuem
a virtude de fazer ficar no lugar aquelle, que a
bebe. Poso garantir que a agua excedente.
S. M. o Imperador provoua, assim oomo muitaa
outras psssoas, e nao me consta que nenhuma alti
ficasse.
Nao posso deizar de fallar no esplendido pa-
norama que se descortina collocado o observado
no alto que fica nos fundos da igreja. Deslumhra
e extasa aquella vastissima extenso de planicies
e raout'.nhas e a alma eleva-se rendendo gracas
ao Creador do Universo pelas bellezas que sem
conta espalhou qelo nosso abeucoado Brasil.
Em Trememb, a oico kilmetros da cidade de
Taubat, existe uma mins, que 8. M. o Imperador
foi visitar, mina do schisto betuminoso, que V
aproveilado para extraeco da parafina, leos e
gaz de illurainaco. Vimos amostras de parafina
muito boa, porem nao elareficada, que se vende
no mercado de S. Paulo a 1:2005 a tonelada. Para
conhecer-se da importancia da fabrica de qua j
fall-i, para aproveitar essa substancia all profu-
samente esplbada, basta citar o facto de encon-
trar se "pre a parafina compradores no mercado
da capital e outros visinhos. Anda nao se deter-
minou a espessura da carnada do schisto, porque
a sondagem feta no passou alm d'ella. Explora-
se aetu luiente a parte que fica superior mar-
geni do rio a que tem a espessura de 8 metros,
sendo, porra, a parte mais re em leos a qu se
encontra de 7 metros para baixo. Desde a su-
perficie at o fundo do rio, limite conbecido da
carnada, a espessura de 20 metros. O schisto
apresenta-ae em carnadas perfeitamente horison-
taes, que unidas quando moihads, parecen for-
mar um todo, mas que entretauto, depois de rece-
berem a ai-co do ar e um pouco disseccadas, des-
dobram-se em tolhetas extremamento delgadas,
teudo ordinariamente algumas d' Has menos de
uieio millimutos de espessura. Nem toda a ca-
rnada contera oleo era quantidade sufficieute para
pennittir qualquer vautagem de ezploraco. Os
proprios trabalhadores conhecem estes pontos
esteris rztrahindo smente das mais ricas. N'es-
tas cncontram-se peixes fosseis do genero rypri-
na ; existe, porra, mais de uraa especie, prepon-
derando os maiores as carnada superiores e os
menores as iuferiores.
Inlormaram-nos que i.a altura de Pindamo-
nhongaba e outms pontos do Valle, existem sihis-
' s mais carbonferos que betuminosos e cima d>-
Taubat at cerca de 8 kylome ros dittiogue-se
nos cortes da estrada de ferro, cmalas borison-
taes do arga mais ou menos arenosa que sao
verdadeiro piolragamento do schisto de Taubat,
sem os caractersticos da composico d'estes, mas
onde provavelmente se eneuntraro fosseis lacus-
tres e idnticos, que sirvam para caracterisar a
poca e determinar a idade. O que lamcntavel,
vista da formayao sediraontaria qae acabamos
de notar, que em tempos remotos f i o valle do
Parabyba, ao menos d'esta parte coioprebendida
entre suas cabeceiras e o lugar da Cachoeira, o
leito de ura vasto lago d'agua aoce, grande parte
do qual aciiav.i 8 quasi a secco perto da vegeta-
Ciio prupria dos brtjoa, e cuja decumposico 100-
stitue h je o betume c outros productos do achis-
11 de Taubat.
Fiada a visita mina, vol'ou o trem para a
estaco de Taubat, cidace cuja tundacio data de
163it. Tera ell*. nas extensas e lm-ga e alguns
bous edibcios pubc s e particulares- Ha al
ranvimento e vida, sendo a sua populaco de 9 a
10 mil habitantes. Possue um club litterario que
mantera uma nibliathecii ; nutro musical denomi-
nado Meiidelshoii e outro dencm'dado Concordia,
quo d partidas mensaes. Na ci lade se mipri-
inera dous jornaes, a Gazeta de Taubat e o Gv.a-
rany.
O municipio, que conta 40,000 aiinas e cuj
popnlac&o cscrava uo excede a 3,000, tem uma
importante fabrica de retinara 1 de assucar com
apparelhos privilegiados, utn engenho central do-
miciliado doRegistroe cutres eslabeleeimen-
tos industriaes.
- Para demonstrar a propenco que havia u'es-
ta lo.alidade para a vida ecclesasrica, cita uma
memoria histrica do muuicipio de Taubat publi-
cada em 1877, e numero de 70 pessoas, filbas do
lugar, que foram clrigos e regulares, alguns dos
quaes fixeram dislincta figura, estando entre elles
Fr- Rodovalho- A raesraa memoria cita para
provar o genio activo e empreheudedor dos filhos
de Taubat, o& m mes de Antonio Arzao e seu fi-
lho, de Bar'boomo Bueno, Antonio Das e Car-
loa Pedro da Silveira, audazes exploradores, des-
cobridores de ouro, que prestaran) grandes servi-
co? e aos quaes se di ve a creacj de diversas po-
voaees
E pouco o tempo de que se pode dspor para
colher dados e iufirmacoes: mas ah fica que o
pude obter.
A capelia do Senhor Bom Jess, hoje um ele-
gante templo, gracas a rilgiosidade dos que a
administraram ness-s ltimos tempos foi, cons-
tiulda de taipa por Jas Gomes Granito, que
para isso obteve licenca do bispo do Rio de Ja-
neiro D. Antonio de (Guadalupe, em 24 de Ootu-
bio de 1836.
N1 Apparecida passou-se S. M. o Imperador
para frente da machina e acompaa ido pelo Sr.
Visconde de Paranagu, ahi vcio at Taubat,
vindo na machina u Sr. ministro da agricultura
com o eogenheiro Nabir.
Em todas as estacoi.s da estrada de ferro ha-
via mais ou meaos gente espera da passageui
do trem : as estafos de Guaratinguett, Caca-
pava, S. Js dos Campos, Jacareby e Mogy das
Cruzes, em que parou o trem imperial, era im-
mensa a afluencia, sendo Suas Magestades com-
primentadas pelas municipalidades e autoridades
e recebidos com entbueiasticas acclaraaces e ao
som do hymno nacional.
1 Todas as estacoes estavam enfeitadas e na de
Cacapava, achavam-se 250 meuiuos e meninas
das escolas publicas do lugar.
A' 1 hora e 15 minutos partimos de Taubat,
onde receberam Suas Magestades as mais vivas
demsnstrscoes de affecto e respeito e as pessoas
que as acoinpanharam as maiores pro .-as de deli-
cadeza, principalmente da parte do Sr. Baro de
Trememb, de sua senhora e das outras pessoas de
sua familia.
estafio de S. Paulo, que apezar de espacoaa.
era poquena para conter a massa de povo que
all se agglomerra, tornando a passagera mpos-
sivel.
Achavam-se presentes todas as autoridades
da capital, a cmara municipal, comtnissoet da as-
sembla provincial, da facnldade de direito, da
relaco e de outras corporaces.
a Ao di'seinbareareui Suas Magestadas, foi iu-
descriptivel o enthasiasmo.
Toda a populaco da capital pareca esperar
anciosa a visita dos soberanos. As janellas,
ras e pracas estavam cheias de senhoras e
hemens e eram constantes e ardentes as sauda-
coes. Snaa Magestades foram para o palacio da
presidencia.
Todas as ras da cidade esto mais ou
menos infeitadas, mais destacam-sc pelo bom
gosto e vanedade da oruamentacao as da Im-
peratnz, S. Bento, Direita e do Palacio. Em
alguns pontos toram levantados elegantes co-
rt-to.-,
A' noite, apezar da chuva, o aspecto da cida-
de era deslumbrante. A praca em frente do pa-
lacio e muitos edificios pblicos e particulares
nsent ivain-se brillianemeiite Iluminados. A Casa
Gariauz ergueu no rteio de linhas de galharde-
tes uma pyramyde de lanternas de diversos fei-
tios e bem combinadas cores.
as ras apezar da chuva, que augmentou,
nao diminua a affluencia de povo; diversas so-
ciedades precedidas de bandas de msica as per-
corriam, e em frente ao palacio succediam-se
as manife8taces. S. M. o Imperador percorreu
de bond algumas ras e a sua presenca despertou
as mais ruidosas acclamacoes.
< Nao podia ser nem mais cordial nem mais en-
thusiaatica a recepeo da populaco da capital
aos Augustos visitantes. A chuva fez que a po-
pulaco se recolhesse mais cedo, no erntanto
ainda muita gente andava mi ra s 10 horas da
noite.
Em telegramma expedido noite diz-nos o mes-
mo correspontente:
S. M. o Imperador visitou a taculdade, va-
rias fabricas e estabelecimentos particulares, o
YpiraugT, a Santa Casa, o palacete Veridiana
Prado o a Caiza d'agua.
A' noite Te-Deum. Renovara ae as idumina-
ces; soam msicas por toda a parte e parece re-
dobrar o enthusiasmo da populaco.
Baha
Datas at 27 de Outubro.
Principiara no dia 24 no Lyceu de Artes e
Officios, a ezposcao que todos os annos se effec-
tua neste utiUssimo estabelecimento de educacao-
Grande quantidade de pessoas de todas aa
classes diz o Diario de Noticias, foi admirar os
diversos trabalhos que se acham aUi expostos 6

'
*6
i
t


Diario de PernambocoSabbado 30 de Outubro de 1886
que sao vivo testemunoo do amor que ka eotre
nos pelas obra de arte e pela industria.
Apezar de ser a actual expo3co inferior em
numero s passadas, c:-ntra no em tanto trabalhos
dignos real ente de figurar as expoiicoes da
Europa.
Entre os que l vimos mencionaremos os se-
guintes : um elegante lavatorio de folha de flao-
dre, delicado trabalho do Sr. Francisco Bran-
do ; seccao de desenbo industrial pelos alumnos
do lyceu : idem de rsculptura. especialmente os
realizados pelos alumnos Fbo Ferreira Carracho
e Luiz Alvares da Franca; altar, nichos etc., tra-
balho de niuita paciencia, perfectamente executa-
do pela Exma. Sra. D. Luisa Calmoc ; cma fonte
de marmore artificial, do Sr. Jos Ferraro ; con-
servas nacionaes dos Srs. Gustavo Mullcm e Ko-
drgues & C. ; sabio da fabrica dos Srs. Costa &
C, de Alagoiuhas ; velas de sebo preparadas na
fabrica do Sr. Jos Jo>iquim Ferreira ; varios li-
vros sabidos da cncaderaaco do Lyceu ; um mol-
quetao Chuchu : varios qualrca a oleo feitos pelos
aluni.ios deste estabaleciraiinto ; um boniro qua-
dro a crayon executado pela Exma. Sra. D. Mara
Adelaido Garca Soledade e diversos quadros fei-
to a l, cabello, etc., executados palas respectivas
nluranas.
Eipecial menco merecem no entanto os se-
cuiutes : urna pequenina machina, pelo Sr. A. ti.
Franco Lima ; uina hndissima costureira repre-
sentando um chalet suisso, pelo Sr. Henrique Jos
Lanat ; um engenhoso apparelbo mecnico, pulo
menso senbor ; os charutos da fabrica Dannemann
A C, perfeitamente coilocados em urna grande
i-Urie. ; ricos e formosissimos almofades explen-
didauu'iite bordados pelas Exmas. Sras. D. Isaura
Ribeiro de Magalhaes Mello ; urna Hndissima t-
nica para o Senbor da Cruz, admiravelinente bor-
dada ouro pela Exma. Sra. D. Amelia C. de
Ainorim ; a seccao de pintura inaugurada pelo
distincto professor Couto; dius quadros represen-
tando Hro e Leandro e o Rapto de Helena, ex -
pleudidos trabalhos do Sr. Couto Filhn, professor
adjunto do Lyceu ; um grande quadro represen- i
tando N. S. da Coneeco, immitaco da de Mu-
rillo; A Somnmbula ; e a Bailarina magnifico* e
perfeitos trabalhos do digno e talentoso Sr. Ccu-
to, e finalmente, um esplendido retrato a crayoi
e um grande quadro, tambem a cryon, represen-
tando os girondinos lendo urna senteuca de morte,
verdadeiro chefs 'cevres executados magistral-
mente pela Exma. Sra. D. Mara Julia David.
L-se na mesma f.Iba de 25 :
Hontem tarde, quando atravessava a ponte
da plataforma o individuo de norae Francisco Jo-
s da Silva, foi sorprehendido pelo trem da estra-
da de ferro.
No intuito de evitar a desgraca, filha de sua
imprudencia 011 ignorancia, Jos da Silva pendu-
rou-se a um dos trilbos, e ah foi apanhado pelas
rodas da locomonva, que esmagaram-lhe urna das
raaos ; teve, porm, o expediente de agarrarse a
urna viga, escapando assim de cabir n'agua.
Apezar de finido teve forca para voltar i Ita-
pagipe, onde fji medicado pelo Sr. conselbeiro
Freitas, si guindo depois para o hospital de cari-
dade.
O Sr. 'r. Domingos de Mello aoipu'ou-lhe a
mo esmagada.
Falleceram : no da 22, de ttano, o artista
roarmorista Antonio Loarenco de Maraes Res,
com 76 annos do idade : e de mal de brigbt, a na
idade de 70 annos talleceu no dia 23 noite o
ro>j ir Antonio Jos Teixeira, digno pai d Sr.
Rogaciano Pires Teixeira, que oceupava o cargo
de chtfe das capatazias da alfaudega.
^na-^^g^g^-
antcs, nem depoU da escolha, o imperador trocou
a tal reapcto nenhuma palavra com os seus minis-
tros; e acereseeutarei mesmo que a escolba do Sr.
Candido de Olivera era pre mta e esperada por
quantos olham para as cousas com attencJo e
aprecia os lactos lem prevencao.
Aotes do tudo importa observar que em relacao
so Sr. Ceaario Alviin, au se davam crcumstan-
cias de tal ordem que o tornassera superior aos
seas dous companbeiros e o recommendassem
do preferencia a elles. O facto de aer parlamen-
tar mais aatigo, isto de ter sido deputado na
situaco liberal de 1865, em quanto os outros s o
conseguiram em 1879, e alm disto, de j ter en-
trado em outra lista trplice, ao passo que o esco-
Ibido entrn agora pela primeira v< z, praticamente
considerado, nao tem a importancia que su lbe
pretende dar. Fara a escolha concorreram muito
as cirouraatancias da occasio.
Ha repetidos excmplos, tanto de liberaes como
de conservadores, que concorrendo em listas trpli-
ces por mais de urna vez com cormligi manos me-
nos autigos, tem sido preteridos por estes, Sr.
.Vlartiuho Camp a, que cutrou em 1857 para a c-
mara e da qual s deixou de fazer parte na legis-
latura de 1869. por abstenco do partido libeial, e
teve o seu nome incluido por varias vezes em lista
trplice, foi em urna occasio preterido pelo Sr.
Affonso Celso, depatado da legislatura de 1865,
mas que era ministro em 1879, e em outra pelo
Sr. Lafayete. que antes de fazer parte do gabinete
nunca foi nem deputado provincial, mas na occa-
sio da eleicao era ministro e por esse motivo foi
escolhido: de modo que o Sr. Martinho Campos,
que desde que appareceu na causar* dos depurados
conquistou posicao saliente, s em 1882. ou 25 an-
nws depois, foi que entrou para o senado.
O Sr. Luiz Carlos da Fonseca, deputado desde
1813, fez parte de quatro listas trplices e s entrou
para o senado em 1875. O Visconde de Nictheroy,
que desde 1S50 figurou na cmara vantajosararntc,
entrou em varias listas trplices e s foi escolhido
em 18S3. Oatros exentlos e mais remotos pode-
riara ser citados.
Portanto, por esse lado, pelo lado da antiguidade,
o argumento carece de foica. Por servicos ao es-
tado e causa do seu partido, o Sr. Ccsario Alvim
presentemente nao os tem prestado melbores do
que o Sr. Candido de Oliveira. Se aquello pode
invocar a sua ndmimstraco da provincia do Rio
de Janeiro, emquanto esteve ausente do parlamen-
to e na qual pro:edeu de modo que nao deixou
quenas aos seus adversarios ; esto pode invocar
os seus servicos no mesmo periodo como membro
do parlamento e da alta administrar >, em que re
velou uapacidade. sendo na cmara o leader do
ministerio de que fazia parte, como leader era ain-
da, na sessao rinda, da minora liberal de que faz
parte o Sr. Alvim. E esto nao Ihe tendo disputado
o basto do commando, reconbeceu e sujeitouse
proeminencia do seu concurrente, que assim ficou
em posicao superior e mais vaotajosa por ser o
preferido da lista. S ieto torna a escolha do Sr.
Candido de liveira correcta.
Ora, sendo esta verdade, a escolha do Sr Al-
vim nao poda ser esperada como certa. Accresce
anda, a esta para mim a rnzo capital, que por
mais indiferente que o gabinete, especialmente
o Sr. Cotegipe, se raostrasse, tal escolha seria sem-
pre mal interpretada, e, se nao uo circulo dos nos-
sos polticos que conbecem os tactos, cm qaasi todo
o paz se dina que ella importava urna raanifesta-
co de desagrado do imperador ao seu presidente
do conselho, mormente quando andam por abi a
inventar historias, e a Gazcla da 'larde nao cessa
a observancia do do Sr. Candido de Oliveira. Co-
mo explicar o novo e diverso modo de pensar do
actual commandante das armas do Rio Grande do
Sul ?
O Jornal do Commercio e Oateta de Noti-
cias publicaram ha das o resumo do inquerito a
que ahi procedeu o chafe le polica sobre o cha-
mado roubo da Thesouraria de Fazenda d'essa
provincia. Esse documento, que a Guela qusli
ficou de impirtantissimo, recommen lando a sua
leitura, tem causado intormacao, que parece nao
ter diminuido com a sequen te transerpco, man-
dada fazer pelo Sr. Adoipho de Barros, do que na
Provincia publicaram o thesout-eiro, um dos fiis e
dous outros individuos, protestando contra certos
periodos do inquerito.
Hoje o Jornal publica anda o parecer do prosa
rador fiscal interino.
Hontem deu nos a Gazeta de Noticia estes
dous telegrammas expedidos d'ab :
i Recite, 22. Em coosequencia de offensas
que o Sr. Olympio Marques dirigi boje redac-
ta o Ja Provincia, a proposito do roubo da The-
sourar a, Jese Marianno e Jos Mara de Albu
querque Mello tomaratn um dcaforco pessoal era
pleno dia.
Houve offensas leves.
Pernambuco, 22, s 8 horas.O conflicto com
o Dr. Jos Marianno uttrabio grande mult'.do s
iramedaces do escriptorio da Provincia.
Compareceu a polica e tem havido espaldei-
radas.
Um piquete de cavallaiia, ama forca de in-
fantaria e a guarda cvica, por ordem do ebefe de
polica, eercim o escriptorio da Provincia.
Contina a afluir muito povo.
0 delegado de polica, frente de urna forca,
tjntou assaltar a typographia, mas foi repellido.
_ Receiauo.se graves consequencias d'este con-
flicto.
Esperava-se que hoje vessem mais claras infor-
maces, mas apenas o Jornal do Commercio di o
segu nte na seceodos telegrammas :
Recite, 23 de Outubro. Per cansa de urna
allercaco entre o Dr. Jus Marianno e Olympio
Marques, procurador fiscal interino, houve ajuu-
tainento de povo em frente da typographia da
Provincia.
A polica interveio e dissolveu os grupos.
O Sr. ministro da Justina receben hontem o
seguinte tclegrammi :
A aggresso por parte de Jos Marianno te-
ve lugar distante da typographia e em roa di-
versa. O delegado disp*rsou, horas depois, o adjun-
tamente, presidido por Jos Marianno, em frente
typograhia. E' falso que houvesse tentativa de
assalto.
roto, encontrarao urna relacao detalhada dos do-
nativos em mao da Irm5 Snperira do estabeleci-
mento dos Expostos, onde foi feita a mesma ban-
deira e teve I igar a eeremenia que j foi escripia;
e que todo o exc-sso d'essas joias ou donativos
destinado ao mesmo estabelecimeeto de preferencia
a qualquer manumissio, lembrada por urna Exma.
Sra. cearense, pela c insideraco de aesse humani-
tario e tao bem regido estabelecimento serem em
grande numero os verdadeiros escravos da mise-
ria, ni menos acabrunhadora e lamentavel con-
dicao que a do captiveiro entre nosa completa
orphaodade de pai e mi, sem recurso absoluta-
mente algam alm da caridade christa.
KviSTA DIARIA
doespalhar que S. Magestade tem repetidas vezes
INTERIOR
Correspondencia do Diarlo de
Pernambnco
RIO DE JANEIRO Corte, 24 de Outu-
bro de 1886
Soisi.uo :A ultima escolba senatoiial, por Mi-
n.is. Deduccoes da Gazeta de Noticias.
Observacao attribuida ao Sr. presidente
do conselho. Como dao-se as escolhas
de senador.Motivos que explicam a
escolha do Sr. Candido de Oliveira.As
relayes do imperador com os ministros.
Por jue nao poda o Sr. Cesano Al
viui ser escolhido.A questao militar
no Rio Grande do Sul.Proceder con-
tradictorio do general DeodorvInque-
rito s-^breo acontecimeuto daToesoura-
ra de Peruambuco.Telegrammas dabi
recebidos.
Na sua ultima chronica das segundas-firas,
sob o tituloCausas polticas,ealregA-ae a Gaze-
ta de Noticias a urna laiga serie de consileraves
sobre a ultima escolua aenatorial por Minas, para
da dedueyoes em deduccoes, que Ihe parecem mui-
to naturaes e lgicas, chegar, anual, conelusSo
de que a escolha foi feita a sabor Jo Sr. Cotegipe
e nao do imperador, que acbando-se na alterna
tiva de sacrificar o Sr. Cesario Alvim ou abolicao
immediata da pena de acoites, teve preferir o pri-
meiro sacrificio, o que ninguem Ihe levar mal,
por mais que sympathise com o Sr. Cesario Al-
vim.
E anda como ultima conclasao o remate do ar-
tigo, observa :
Mas uesse caso, preparase o Sr. Barao de Co-
tegipe para pagar maito caro sua victoria.
llavera fundamento, porm, as apreciH^as e
conclutoes iaquelle jornal?
O leitor das prcvucias que, tendo de julgar das
nossas polticas e aconteciuientos que aqu se do,
ti ver de guiar-se pelo juizo emittido pela impren-
ta desta capital, arrisca-se a andar seinpre em ca-
minho errado ; mi que haja da parte dos nossos
jornalistas m fe ou proposito de desviar a opi-
11 iao. Mas que existe entre nos o habito de jul-
gar as cou.as pelo lalo da apparrncia, e inultas
vezes para pouparem-se ao trabilbo de exami-
nar as questoas e procurar-lhea a origem, aceitam
como verdade boatos que sao pura iuvenco, que
nao resistem a urna analyse.
E' um destss o diaer-se que o Sr. Cotegipe, ao
entregar ao imperador a lista trplice, dissera que
a escolha de qualquer dos tres era poltica e pea-
s.alente indifferente ao ministerio. Isto nao
exaeto.
Poder a ser a*M o sentir do honrado presidente
do conselho, e creio que o era; mas, primeramen-
te, as listas sao apresentadas ao imperador, em
d-spacho, pelo ministro do imperio e nao pelo pre-
sidente do conselho, desie que este oceupa pasta
diversa. Depois, sabido que, sera que o im.e-
rador o interrogue, o presidente to conseibo e mi-
nos qualquer outro ministro antecipa qualquer ob-
s rvaoao que possa parecer urna inr.inuacao na oc-
casUo em que o chele do Estado teaha de oxercer
tunejeao exclusivamente sua, maxisne governando
os conservadores, que team como ponto de doutrini
a irreeponsabilidade do ministerio nos actos do
poder moderador, caso em que est a escolha de
senadores.
Alm disto, o Sr. Cotegipe, traquejado nos ne-
gocios, hbil e sagaz como anda mesmo que
guardasse qualquer pensamento intimo, n2o se
adiaotaria a manifestar nenhum concoito antes de
declarada a escolha.
Nio sera, entretanto, de estranhur qu", com-
pondo-se a lista de tres liberaes, o imperador fizea
se agora o que consta que fizera com o gabinete
Saraiva relativamente lista do Para composta
de tres conservadores. O imperador, que muito
delicado e sabe guardar todas as conveniencias
nassuas rulacoes com os seus ministros, procuran-
do nuuca meliudral-us, mesmo quando nao-appro-
va aJguin acto por elles praticaao, ou deixa de as-
aignar ts decretos me Ihe sao a presentados,o
que faz com muitos bous modos e guardando cer
t. attencoes, lsonjeando-lhes o amor propno, etc ;
o imperador nao tendo motivo para mostrar predi-
lecyio por nenhum dos tres da lista, nem qaereodo
que .a escolba pdrase parecer lora, ou mesmo aos
olhos dos ministros, um acto que diminuia-lhes a
torca, que a corda deve dar aos seus ministras cm -
quanto o oaativer os seu couaeluos, poda ter
c rasultado o Sr. Cotegipe sobre qual ds tres de
T-ria ser escolhido ; e ento seria cabida a obser
vmi^o attribuida ao actual presidente do conse-
lho.
Mas nem isso.fflcsino d-m-se ; ea Gazeta concor
da que aqueta noticia, dada por um outro jornal,
inverosmil, por jue so a escolba era indifferente,
ara ioutil a observacao. E dabi cooclue que o
que verosmil, qoe o Sr. Cotegipe nio vera
com bons olhos a escolba do Sr. Cesario Alvim.
porque S. Exa nao tem a alma bastante grande
paia comprebeader que lbe sera honroso perder
cata occasio de vinga.-se de quem Ihe causou cm
ttmpo to profundo teigosto.
At onde podvm chegar as intormscoes qoe eo-
-Jh devo dizer que, quer poltica, qner peaaeal-
meute, o ministerio nilo faria questo da eseMha,
em ao Sr. presidente do conselho tocara o menor
pesar se o Sr. Alvim fosse escolhido. Mas nem
iesffiteado nos ministros, com particularidad" ao
Sr. Cotegipe. Sao cousas urdidas com particula-
ridades e apparencias taes que vo sendo aceitas
peloa nimos desprevinidos, sobre tudo as pro
viocias, onde essas historietas, em que o ministe-
rio qualtcado de cara dura, sao acreditadas.
O imperador, Ilustrado e conhecedor dos nego-
cios como dotado de rectas intencoes e grande
agudeza de espirito, despido de prevencoese anti-
pathias, conhecc melhor do que ninguem quanto a
bem do seu governo importa proceder como maior
escrpulo, afimde evitar tomn ntarios que facam
suppor de sua parte falta de iealdade pira com '
os seus ministros, ou mingua de apoio moral que
deve prestar-Ibes, e que effectivameote presta.
O imperador, port~nto, nao escolheria o Sr. Ce -
sario Alvim, anida mesmo qt'.e exacta fosse a de-
claracao attribuida ao Sr. C-itegipe; o quesepaasa
uo conselho secreto, e a interpretacao dada ao
acto p lo publico seria fundada em outros motivos
que prejudieariam tanto ao ministerio, como ao
imperador, a quem se supporia capaz de fazer
pirracas e deafeitas aos seus ministros, com o
quaes deve viver de bom accordo, e ninguem o
obriga a conserval os.
Basta de questo da escolha senatorial, de Mi-
nas, de que ten lio deraais fallado.
A questo militar, no Kio Grande, continua a
dar motivo para telegrammas de Porto Alegre ao
i a. Aqu j a colisa nao excita maii cunosida-
de. Agora noticiam nos que o proteslo formula-
do contra os discursos dos Srs. Candido de Olivei-
ra e Silveira Martins, eem que se diz que a ques
to Madureira questo de. bro e de puulunor da
classe, foi astignado tambem pelos Srs. Pelotas c
Deodoro da Foasecapresidente em exercicio e
commaudante das armas da provincia !
Qae o Sr. Pelotts se aventure o romper com o
r. Silveira Martins assignando protestos contra
o que este disse acerca da questo, nao admira.
Com igual facilidade elle dir amath o contrario
e por se-ha novamente de accordo com o tribuno
aiu collega. Mas que o marechal Deodoro assim
se t;nha deixado arrastar, cm urna questo em
que seus actos anteriores, como autoridade all
mesmo na capital, ebto em completo antagonis-
mo com o seu actual p.oeedimeuto, o que mui-
to de estrauhar. quaudo mesmo nao o fosse a in-
couveuiencia, ae nao preterico dos preceitos da
disciplina, de urna autoridade militar andar i in-
miscu n Jo-se em demonttracoes e reunies, que
antes devia cohibir do que animar.
De facto, em serie de artigos muito bem es-
criptos, sobre a questo sustentada pelos avisos, e
pub icada no Jornal do Commercio com o pseud-
nimo deCoronel reformado, sao transcriptas
as duas seguintes ordena do dia do general Deo-
doro, a prop.sito de urna discusso travada entro
militares no Jornal do Commercio de Porto Ale-
gre :
> Commando das armas da provincia de S. Pe-
dro do Sul.y uartel- general em Porto Alegre, 3
de Novernbro de 1385.Ordem do dia n. 517.
Diepoeicao d'este commando
Parecendo que, por ignorancia do que se acha
recommendado relalivamenie s publicaces pela
imprensa na ordem do da da repartico do aju
daote-geaeral, 1,937 de 31 de Julbo ultimo, conti-
nuara alguna offieiaes do exercit a lafnngir o
preceito disciplinar, qua Ibes prohibe almvmtar
discusso pela imprensa, tendo silo ainda hoje
publicado um artigo no Jornal do Commercio d'es
ta capital sobre a sociedade Monte-po Militar,
determino que os Srs. cosomandantes de corpo,
reuaudo seus offieiaes, Ibes dam coohecimeuto
d'esta disposico.M a noel Deodoro da Fonseca,
marechal de campo.
O mesmo commando em 29 de Dezembro de 1885
publicou esta outra ordem do dia :
Couselho de investigaco.Constando dos of-
ficios dos Sis. coronel tal, insjor tal, datados de
de 27 e 23 de Outubro uo correntn anao, que o
Sr. lente do 15. bataiho, addido ao 13.* de
infantaria 03 calumniara, lujuriara e desres-
peitara, o que tambem consta da artigo sob a epi -
graphe Mcntepio Militar, assignado por-*-,e
publicado no Jornal do Commercio d'esta capital a
27 do citado mea de Oatutro, etc., etc. ;
Nao concordando com o parecer a'esse conse-
lho, qje julga nao provados os faclos argnides,
como tambem que d'e'les nao resuita culpabilida-
de ao Sr. tenente- o que manifestamente
contrario ao que est escrpio, assignado e publi-
cado no Jornal do Commercio de 27 de Outubro ;
porquanto, se de tal artigo nao coubease a respon-
sabilidade ao Sr. tenente- cumpria Ihe, pelo
dever militar em materia de tanta grsvidade dis-
ciplinar, immediatameute contradictal-o pela im-
prensa (aceitavel o meio de publicidade asaente
pelas cireamstaocia), ou peraute a autoridade
superior, o que nao tez ; nao sendo procedente a
justificativa de ter sido seu irmo o autor do arti-
gs em questo, e accrescendo em desabono do Sr.
tenente____o desrespeito, reprodusido em seu in-
terrogatorio, quaudo fz aJIuso ao facto de pri-
soes polieiaes por furto de galuchas ; determino
que srja recolhido preso ao estado- naior de rjata-
luo por oito das.Maooel Deodoro da Fonseca,
mar. chai de campo. >
Eis ahi, acereecenta o articulista, como as
autoridades .militares executavam o rgimen disci-
plinar estabelecdo ; e o general, que publicou
atas das rdeas do da, um dos que adherirn!
aos protestos, julgando qoe o ministro inuovava e
usurpava os direitos da classe militar ,
Jiote se que na ordem do dia da reparticao do
ajudante general citadas pelo Sr. Deo Joro que
se acha o aviso do Sr. Caasargo, recommendando
Cruzador Almirante Barroso
(Continuacao do n. 247)
III
Entre os diversos e poderosos navios que for-
mara boje a armada brasileirao cruzador Almiran-
te Barrtto, sem duvda alguma, na sua classe, o
navio mais bem acabado; dividido e elegante que
temos visto.
Construido no Arseoal de Marinha do Rio de
Janeiro por plano e direceo do cap to-tenente
Joo Candido Brasil, director das construccoes
navaes do mesmo Arsenal, cahio no mar em 1883
e at o tira de Dezembro de 1881 all conservou-
se completando arranjos internos e montagem de
solida e poderosa machina, tambem all construi-
da por plano e direceo do capito-tenente Manoel
Jos Alves Barbosa, director de machinas daquel-
le estabelecimento.
Mede o navio entre perpendiculares 61 rae'ros ;
tem de pontal ".O ; bocea Um,33 ; calado medio
S^.IO, deslocamento medio 2,010 toneladas ; ar-
mado galera e possue excellentes qualidades
nuticas, experimentadas e ass.z reconbecdas na
viagem que acaba de fazer a'03 Estados-Unidos a
este porto.
Por iutormacoes podemos atriancar, que entre os
navios da nossa armada o Almirante' Barroso e
entre os que navegara a vela, oceupa o primeiro
lugar; foi elle experimentado era todas as con di
coes de tempo, mar e vela e a cada experieacia
mais te firmn o juizo que todos a bordo formara
de suas qualidadcs marioheirus ; completamente
enchuto, de suaves c pequeos balancos, sobre-
tudo calmeiro !
Ao largo, a popa e cora vento aberto, segundo
expreasoes puramente nuticas, obteve o navio
urna marcha media de dez railhas ; a bolina essa
velocidadeattiogio a oito inilha;, marchamis
que su luciente para um navio de tanto desloca-
mento, e que alm de tudo arrasta serapre um pos-
sinte hlice.
C<-n9iderado o Barroso como navio a vapor,
as ultimas como as anteriores expeneucias nao
satisfizeram a marcha calentada esperad*, entre-
tanto em boas condicoes de tempo e mar raarchou
o navio a vapor com ama velocidade media de lo
milhas.
Sua machina tem a forca effictiva de 2,200 ca-
val.os de vapor, de tres cylindros da connexo
invertida e possue seis caldeiras que podem for-
mar 40 libras de vapor para 80 rotacoes uo m-
ximo podando trabalhar com expanso simples ou
compound.
Todo o material, madeira, ferro, broazc e ac,
empregado na conttrucco do casco e da machina
de origem brasileira, trabalhado no Arsenal de
Marinha da corte e por engenheiros e operarios
tambem brasileiros o que honra e eleva, no paiz e
no estrangeiro os crditos dos nossos operarios :
E' cominandada a corveta pelo Exm. Sr. capi-
to de fragata Luiz Felippu de Saldauba da Ga-
ma, que tem por estado maior os seguintes offi-
eiaes : cipito-tenente Alexandrino Faria de
Alencar, primeiros-tcuentes Joo de Miranda Ri-
beiro Sobrinho e Julio Alvos de Brito ; segundos-
teuentes Silvio Pellico Belchior, Estevo Adelino
Martins, Ludgero Bento da Cunha Motta, Fran
cisco Alves de Mattos Pitombo, Joo da Silva Re-
tumba, Vi-tulino de Magalhaes Moreira Sampaio,
Pedro Velloso Rebello Julio, i' rancsco Jos Mar-
ques la ftjcha, Rodolpho Lopes da Cruz, Firmi-
no de Moraes Ancora. Manoel Theodorico Macha-
do Dutra, Anto Correia da Silva e Manoel As-
C'oli Pereira Franco; priineiros-teuentes Lindol-
pho Malvino da Motta e Benjamim Ribeiro; se-
guudo-teuente Carlos A. do Reg Barroca, ins-
tructores dos guardas-marinna; 1 macbiniata
Frauciseo Goncalvea Lopes de Sonsa; segundos
cirurgies Drs. Prudencio de Souza Braudo e
Alexaudre Renaldy; official de fazenda Jos
Nabuco Cirne e trinU guardas-marinha, entre os
quaes sua alteza o principe D. Angosto L30-
poldo.
Sua guarnico comps-se de 235 pracas do ccr-
po de imperiaea marinheiros, sendo dellcs ciacoon-
ta e tres foguistas, trinta fuzileiros navaes, oito
aprendizes marinheiros, 17 orHciaes inferiores, H
machinistas e 12 criados e dispenseiros ; ao todo
sua guarnico compoe-se de 370 pracas.
Arma > ao cruzador oito pecas do systema Arms-
trong de calibre 40 sobre reparos bydraulieoa au-
thomaticos do mesmo systema e montados em bar-
netos ; quatro metralhadoras Nordeufe.t de cali-
bre 25 m/in e tres do mesmo systema de calibre
12 1/2 m/m montadaa em carretas proprias para
desembarque.
Os imperiaes marinheiros e fuzileiros navaes sao
anusdos coa carabinos West Richard de retro-
carga.
Sabio o cruzador Almirante Barroso do Rio de
Janeiro para a commisso em que se acha a 18 de
Fevereiro do corrate anno e at boje esteve nos
seguintes pontos, em alguna dos quae, se bem que
nos demais o fosse tambem, foi o navio recebido
cora grandes provaa de apreco : Pernambuco,
daas vezes ; ha Barbados, Jamaica, Nova Or-
leans, Ilha de Cuba (Havaua e Matanzos), New-,
Yoik, New Port, ilha de S. Miguel, ilha da Ma-
deira, ilha de Tentnfle, S. Vicente e S. Thiago,
vindo d'este porto directamente a Pernambuco.
Est prestes a seguir o Almirante Barroso para
Montevideo e Buan is-Ayres, devendo achar-se no
Rio de Janeiro em fina de Deaembro do corrate
anuo.
Nada deviamos dizer sobre a estada do Almi-
rante Barroso as aguas pernambu nas, a deli-
cadeza e esmeradissima educaoio de toda a sua
ofncialidade, o comportamento expropiar de aua
guarnico, quer a bordo quer em trra, a amabtli-
dade dispensada a todos que a bario ohegavam
cora o fim de examinarem o navio, sao os melbores
atteataojos que podemos dar a essa pleiade de jo
vena, bem fundadas esperancas da patria.
Nunca em nosso porto navio algum braalleiro e
estrangeiro deixou tantas e tantas saudades!
qae ventos bonanzosos e taguuroa os conduiam ao
larsno de sua viagem.
Ao terminar esta brie do artigos, devemos no-
ticiar aei que tomaram parte na unta para o pre-
sente da oaudeiri ao cruzador Almirante Bar-
tu lorela en policiaePor actos da
Presidencit da roviucia, de hontem datados,
foram nomeados :
Subdelegado da parochia de Santo Antonio, o
tenente Miguel Nunes de Freitas, sendo exonerado
pedido o tenente Henrique Ceclio^arretto de
Almetda;
Subdelegado do 1 diatricto da prochia de Afo-
gados, Cydronio Iguacio de Mello.
Ambos os nomeados prestaiam juramento e eu-
traram em exercicio.
Tlieatro dan %'ariedatlea-A Compa-
nhia Frauceza de Opereta Cmica, que actual-
mente est funecionando no theatro das Varieda-
des, da fabrica Nova Hamburgo, d hoje um
bom espectculo, muito variado, e perfeita
mente organisado, conforme se pode ver pelo res-
pectivo programma, publicado n'outra seccao des-
te Diario.
Ha urna tal ou qual prevencao por parte das
familias em irem ouvir a companha ; mas nos
podemos usseverar que nao tem serio fuidam ento
essa prevencao, por quauto a companhia a d
operetas e cantnelas escolhidas. e que por modo
nenhum offendem moral e os bons c stumes.
Alm disso, a compauba muito regular, e tem
mesmo alguna artistas de mrito.
Vale, pois, a peaa ir ouvil-a ; o nos fiamos que
estas simples reflexoes bastaro para atrahir-lhe
as -y.npathias publicas.
racaldade de DircltoA lista dos es-
E' approvada urna proposta dos Srs. Dr. Per-
gentino e Souza Fragoso formulando urnas in-
struccoe8 para o aervco provisorio da Bbliotheca,
cuja guarda (icaria ao zelador at que fosse ella
regularisada e podesse funeconar.
Approva-so igualmente, para ser presente de-
liberaco da asssernbla geral, ama propoeta do
Sr. Dr. Pergentino creando um monte-po volun-
tario rom a clausula de que no regulamento se
acautele o direito dos subscriptores, de forma
que Ibes aproveite na proporco dos capitaes ac-
cumulados, quaudo se haja ds formar o obrigato-
rio de que trata o art. 72 dos Estatutos.
Sao offertados para a Bbliotheca pelo Sr, Jlo
Jos Rodrigues 44 voluntes diversos ; pelo Sr.
Fr geso 14 ditos ditos, e pelo Sr. Alfredo Rodri-
gues dos Aujos 170 ditos ditos, maudando-se a
seu destino.
Club Internacional de Hesatnw.
Consta que este club pretende dar, amanh s 5
horas da tarde em sua sede urna grande psrtida
blhar, disputada entre os amadores das diversas
sociedades existentes nesta cidade, .para o que o
conselho administrativo fez os respectivos convi-
tes pedido do irretor de mez o Sr. Jos de Bar-
ros Taveira, promotor do mencionado di ver* i-
inrnto.
Ululo Archeologlco e lieosra
pttico Pernaxnbucano Quinta feira, 28
do corrente, 1 hora da tarde, reunio-se o Insti-
tuto em sessao ordinaria, sob a presidencia do
Exm. Sr. conielheiro Pinto Jnior, com assiaten
ca dos Srs. deserabargador Lana Freir, Drs. Ci-
cero Peregrino, Baptista Regueira (1 secretario,;
Jos Hygiuo, Joo Freitas, Lopes Machado, Bar-
ros Barreto e Joaquim Loureiro, VIonsenhor Ar-
coverde Cavalcaute, Augusto Costa e msjor Code-
cera (2 aecretario).
Lida foi approvada a acta da sessao antece-
dente.
O Sr. Dr. 1 secretario mencionou :
Um officio do Exm. presidente da provincia da
Parabyba, de 12 do corrente, offertando o fac simi-
le da inscripeo gravada em pedra napovoao de
Pedra Lavrada daquella provincia, e bem assim
dos excmplares do Jornal da Parahyba, onde foi
publicado o relatoiio do engenheiro Francisco Soa-
res da Silva Retumba acerca de sua viagem de
exploradlo ao interior da ptevincis, e declarando
tambem que se entender com o Dr. Irineu Joffi-
ly sobre o modo de aproveitar no interesse scien-
tifico as jazidaj loaseis de Campia Grande.
tudantes que bao de ser chamados hoje no 1* anno
compe-se dos de ns. 31,38. 74. 75, 7G. 77, 78, 80,
82,83, 81, 85, 86, 39 e 90.
A l.ta .op'plerentar compoe-se dos de ns. 91,' J* ~ "H Dr" Joaclu,m Plrea Machado Por"
92, 93, 95, 97, 101, 102, 103, 104, 105, 106, 107 'te"*' accusando a "cepcao e a;radecendo o aeu
108, 109 e 110.
Club Reerelo Campesino do Calilo
relroEste Club, des-jando reformar o tbeatro,
promov; um beneficia, qae deve realisar-se uo
sabbado 13 de Novembro no theatra das Novida-
des, fim de melhorar-se o nico centro de dis-
traeco familiar que existe naquelle arrabalde.
Paquete nacional toarEste vapor
da companhia brasileira sahio ante-hontem da
Babia para os portoa do norte.
AerolllbOMRecebemos da Baha um volu-
nte de poesas do Sr. Pacheco de Miranda Filbo,
ntidamente impresso no Porto, e intitulado Aero-
lithos.
Contm urna bella collecco de magnficos so-
netos de grande inspiraco e alta correceo.
Agiadecemos o mimo.
A EntaroDesta revista de modas recebe
mos da corte o n. 20, de 31 do corrente, 15" anno.
Traz folha de moldea e figurinos collondos.
Tribual do Jury do BeclfeFoi jcl-
gado hontem o reo Cosme Jos Daniio, pronun-
ciado no art. 269 do Cod. Crim sendo patrocina-
do pelo Dr. Luiz Drummoud.
Fot eondemnado a 1 anno de gales e na multa
ta de 5 por cento do valor roubado,
Auni ornarlo Araanlio completa 48 an-
nos de idade S. M. F. o Sr. D. Luiz I, re constitu
conal de Portugal.
Perro-CarrilNa prxima segunda-feira,
Io de Novembro, a Companhia Ferro-Carril ence
ta U'D 3e-vico especial de carros at a e.-tacao cen-
tral da ferro-va do Recife a S. Francisco, no lar-
go ua Cioco Pontas,
Esse servido destina-se aos passageiros da refe-y'
rida ferro va, e ser feito de mo.io qae aprovei-
tein os carros aos meamos pasaageiros tanto ua
ebegada como na partida dos trens.
Para iaso, e por accordo entre a Ferro-Carril e
a Ferro-Via S. Francisco, baver urna tolerancia
de 5 minutos para casos de accidentes e atraaos
de carros em ambas as emprezas.
Na seccao competente vai publicado o horario
dos carros da Ferro-Carril.
Tbeatro Sania Isabel Amanb o Club
Drammatico Familiar d ara cxpectaculo, no tbea-
tro Santa Isabel, em Beneficio do Gabinete Por-
tuguez de Leitura, e em solemnisaco do anoiver-
saro natalicio de S. M. F. o re de Portugal, D.
Luiz I.
Representamse o drama Honra no crime e a
comedia O Dr. Joo da Cruz.
As ms coudicoea financeiras do Gabinete Por-
tugus, iuspiraram esse beneficio, que, para que
aeja t fficaz, de mister seja secundado pela col
na portugueza e pelos nacionaes amantes da ins
trueco, a todas as quaes a excellente instituico
tem prestado valioso servico.
BeuciOeN de contraria- -Amanb, pelas
10 horas do dia, rcunein se os coufradea de Nossa
Scnbora Mi dos Homens, no seu consistorio da
Madre de Deus, para o fim de elegerem os novos
funeci -narios administrativos.
No dia 1" de Novembro, reanem-sc em mesa
geral, pelas 10 horas do dia, os irmss das almau
da parochia de S. Fre Pedro Goncalvea do Reci-
fe, para o fim de elegerem os seus no vos funecio-
narios.
No mesmo da e hon. reunem-ee os irmos
das almas da parochia da Boa-Vista, para idnti-
co fim.
issamiinaloFmm terraa do engenho S.
Francisce, do termo de Palmares e districto de
Catende, Francisco Nones da Silva asaassignou
urna mulber com quem vivia, sendo preso em 11a-
graute.
Foi isso no dia 13 do cadente mez.
Subdelegado de Manto Antonio As
su ruin i exerciodo cargo de subdelegado de Santo
Antonio o Sr. tenente Miguel Nunes de Freitas,
que foi nomeado em substituico do tenente Hen-
rique Cicilo Barreto de Almeida, o qual, por mo-
tivo de molestia pedio e obteve sua exonoraco.
miiirinrao dos FunccIonarloN Pro-
vlnriaeM de PernambncoNo dia 21 do
corrente tunecionou o conseibo deliberativo dessa
Associaco, sob a presidencia do Sr. Dr. Witru-
vio Pinto Bandeira, e com assistencia de 11 cou-
selheiroa, seudo na falta de comparecimento dos
1" e 2'secretarios oceupadas as respectivas ca-
deiras pelos Srs. Joaquim Lucillo de Souza Vare-
jo e Frederco Augusto Neiva Jnior.
Lida e approvada s^acta da seso anterior, vo
ta-se o parecer da commisso de syndicancia so-
bre a admisso do Dr. Jos Austregeailo Rodri-
gues Lima, que em resaltado do escrutinio de-
clarado socio.
Entra em discusso os pareceres da mesma
commisso acerca do pedido do auxilio social pe-
las Exmas. Sras. D. Franceliua de Jeras Car
doso, viuva do socio Antonio Gardcso da Silva
Maduro, e D. Isabel Senboriaba Viegas, irm do
finado socio Joaquim Leodadio Viegas.
Depois de tomaram a palavra os Srs. Joo
Jos Bodrignes, Francisco Carlos da Silva Fra
goso e jobo Luiz Salgado Accioly, este susten-
tando os pareceres cora declaraco de achar-se
Sra. D. Franceliua no goso da gratificacao pro-
vincial estabeiecids no art. 43 da lei n. 1860, e
aquelles impngnaudo o piimeiro parecer referente
a Sra. D. Isa bal, cm razio da ordem Je prece-
dencia estabelecida para coceesso do auxilio, e o
segundo demonstrando que schava-se guardada n-
goroaaracute essa ordem, foram approvados, os
meamos pareceres ptra screm prca ntes delioj
raoao da ass-mbia geral.
Vem mesa o sao mandados commisso de
syndicancia tres propostas do Sr. Felippe Menna
indicando para socios os Srs. Jos M.rcelino da
Silva Braga, Francisco de Paula Souz Leo e
Jos Carlos Vital ; e duas do Sr. Souza Fragoso
propoudo oa Sra. Antonio Candido Ferreira e
Candido Alexandrino Bcrges Ucba.
Offertaudo o Sr. Dr. Almeida Cunha paraja
Bbliotheca da Astociago 18 volumes de obras
em prosa e verso, recbese com agrado e manda
se ao c m ptente deat no.
No di-. J fuuccionou o. mesmo conselho sob a
presidencia do Sr. Dr. Witruvio Pinto Bmdeirae
com assist-icia de 14 coiisclheiros, oecupando aa
cadeiraa de secretarios os funcciooarioa eff. c
ti vos.
Procede-se votaco dos pareceres da cominis-
ao Je ayudieancia sobre a aduiiaso dos Srs.
Francisco de Paula Souza Leo, Judo J? Ri-
beiro de Moraes, Jos Majcelioo da Silva Braga,
Candido Alexaalriuo Borges Ucha, Jos Carlos
Vital e Antonio Gandido Ferreira, que sao de-
datados socios em resultado do escrutinio.
pcao e agradecend
I diploma de socio benemrito do Instituto.
Offertaa :
Delo Club Ayres Gama, um exemplar dos seus
estatutos.
Pela direceo da Companhia loderanaadora, um
fclhetoAcco de Seguro Martimo.
Pelo consocio major Codeceira, urna collecco do
Jornal do Recife do anno de 1859.
Pelo consocio Dr. Joaquim Correia de Araujo,
2 vols Relacao Historico-Geograpbica, por um
presbytero secular do grao priorato do Crato; 1
ditoApparico extraordinaria e inesperada do
velbo venerando ao rossen-o. Dialogo havido en-
tre elles sobre a actual situaco poltica do bra-
sil ; l ditoincentivo patritico, de um hachare!
paraense, sobre melhorameutos na sua provincia,
relativamente ilha de Maraj ; um mappa geo-
graphico da provincia de S. Pedro do Rio-Grande
do Sul; seis nmeros do jornal Paquete do Norte,
publicado neata cidade em 1837 ; deus ditos da
Quotidiana Fidedigna de 1835 ; e mais um vol.
Novas cartas provinciaes ou cartas escripias por
provinciano em 1830.
Pelo Sr J. C. Wasck, um folhetoGuil de
Craoe Oratio de Joanne Maurilio Nasaaual, Prin-
cipe Cognomine Americano.
Pelo Dr. inspector da Iastrncco Publica, um
exemplar do relatorio que apresentou ao Exm.
conselbeiro Costa Pereira, presidente da provincia
em 30 de Janeiro do corrente anno.
Pela Sociedade de Geographia de Lisboa, um
folheto Ilomenagem Luciano Cordeiro.
Pelo Exm. Sr. conde de Baependy, um volme
Noticia dos st nadores do imperio do Brasil desde
1826 ; de occorreucias contenientes as respectivas
eleieoes e dos presidentes e vice-presidentes do
Senado desde 1826.
Pelo consocio Dr. J. Freitas, um volumeJess
e os Evangelbos, por Julio Soury, tradcelo au-
tor e feita sobre o texto da 2* edico, por Clovis
Bevilaqaa, Joao Alfredo de Freitas e Isidoro Mar-
tina Jun'or.
Pelo Sr. Joo Capistrano de AbreuInforma-
caes e fragmentos histricos do padre Jcs de An-
chieta S. J., (1584 e 1586).
Pelas respectivas redaeces, diversos jornaes
desta e de outras provincias.
O Sr. major Codeceira, communica ao Instituto
que o socio D. Juan Buson o autoiiaara a declarar
que segua para e norte do imperio e que all pu-
iiha os seus servicos a disposico do Instituto.
O Sr. Dr. 1 secretario tambem communicoa
que se dirigir oficialmente ao Instituto do Rio de
Janeiro agradecendo as congratularles que aquella
Associaco dirigir a esta pelo feliz resultado da
commisso do Dr. Jos Hygino Hollanda.
O Sr. Dr. Lopes Machado, propoz que se offi-
ciasse ao Exm. presidente da Parahyba, agrade-
cendo a offerta que tez do rae simile da inscripeo
da pedra lavrada d'aquella provincia e do relato-
rio do engenheiro Retumba, conclnindo para que
se nonieasse urna commisso especial que d pa-
recer sobro o merecimeato da mencionada inscri-
peo e relatorio.
Esta proposta foi unnimemente approvada, e
nomeados para comprem a commisso oa Sra.
Drs. Lopes Machado, Cicero Peregrino e Baptis-
ta Regueira.
Em seguida foi lido e remettido commisso de
con tas o seguinte balan;o da receita e despeza do
instituto, no 2 trimestre de Julbo a Setembro ul-
timo :
Receita
Subvenco provincial, revista e joia
de socios 1:824>000
Despezas
Dficit 9003650
Diversas despezas documentadas 1:3833650
Saldo existente em caixa 4353350
Total 1:8243000
O Sr. Dr. Joaquim Lonre'ro, leu, como relator
da commisso medica incumbida de examinar a
ossada encontrada na presumida sepultura de
Joo Fernandes Viera, no convento do Caro*.o de
Olind, o parecer da mesma commisso.
O instituto deliberou que se agradecesae com-
misso medica o seu importante, trabalho, o qual
depois de impresso, (o que se' feito opptrtuua
mente) se remettesse commisso de archeologia
afira de formular o sen relatorio.
O Sr. Dr. Barros Barreto, fez varias considera-
coes refereotea a algumas noticias dadas pelo te
nente coronel Antonio Jos Victoriano Borges da
Fonseca, de diversos enterramentos que consta te-
rem sido feitos n'aquella igrejs, do padroado da
familia S Albuquerque ; pelo que cbamava a at-
tenco da commisso, atino de que seja bem ven-
til, do esse ponto da historia.
Nada mais baveodo a tratar-se toi levantada a
sessao.
Cb de Carplna Obscrvacoes thermo
mtricas de 26 e 27 de Outubro :
Da 26nublado
Horas Di reccao do vento Then n. ent.
6 Nullo 24"
9 Nullo 2T
12 E.N.E. 80
3 E.N.E. 31 282
6 E.
9 / 27
Dia 27nublado
6 Nullo 23*
9 E. 273
12 E. 29
3 ENE. 31i
6 Nullo 28
9 Nullo 26
Directora da obraa de conserva
cao don portnBoletii n meteorolgico do
di* 28 de Outubro de 1886 :
Horas 9 O Cjj _D Va Barmetro a 0 Tenso do vapor i
P- 17.35 a
6 m. ^56 757i33 70
9 28-4 75&"63 18.93 66
12 294 758*33 18.94 63
3 t. 27-8 757ni25 17.50: 63
'i 267 750-82 18.571 71
Temperatura mxima;}0"0.
Dita iniiiiT. iJ
Evaporaco em 24 horas : ao sol8ii5, tom-
bra5>7.
Chuvan lilla.
Direceo do vento : E de noca noite af 3 horac
da manh ; ESE at 4 horas e 25 minutos da ma-
nila ; E at 10 horas e 15 minutos da manh;
ENE at 10 horas e 30 minutos da manb; -NE
at 2 horas e 10 minutos da tarde ; ENE at
meia noite.
Velocidade m iia do vento l,a45 por segonda-
Nebulosidade media: entr6 0,3 e 04,
Dinbetro0 paquete Neva troxe do su
para :
London Bank 700:0003009
O meamo paquete levou para :
Londres 5$c
Panz 100
Lisbsa 103
O paquete Jacuhypt levou para :
Macei 20:0001000
Cae do Ramo Ccmmuuicaram-nor o se-
guinte :
Depois da portara expedida pelo Exm. Sr. ea-
pito do porto cm 9 do mez findo e publicada na
aua conceituada Revista de 10 do mesmo mez, na
qual intimou aos proprietarios das madeiras cnca-
Ibadas em frente ao Caes do Ramos, para qae ,it<
o da 25 (!) do fluenteas retirassem do logar em
que se achavam, certos de que esgotado o prasc
seriara ellas appreheu.itdaa e postas em deposito,
e do indefermento que os respectivos proprieta-
rios das alludidas madeiras obtiveram do Exm.
Sr. presidente da provincia, na pretenco de cou-
verterem o caes, que deve ser quanto antes ater-
rado, era deposito de artigos do seu commercio.
parece incrivel qoe os denos dessa madeira, com c
maior desrespeito ao indefermento da primeira au-
toridade da provincia e as ordena da reparticao
competente, nao a tenham removido, e muito pelo
contrario augmentara a aua quantidade, fazende
deacarregar ltimamente e depois de expirado c
praso marcado na portara mais 3 barcacas do
travs e prancboes !
Parece at que para desafiar as providencias
promettidas pelo Exm. Sr. capitao do porto, elle
as collocaram com todo o desembarazo e no mesme
caes, dando-lhes urna arruinacao melhor e isto a
vista de todos !
Por que nao pe em execucao n Exm. Sr. ca-
pitao b porto, a ultima parte da sua portara? Ji
nao se passou o dia 25?
Sem duvida nenhuma, S. Ex. nao tem conhe-
cimento do tacto que mencionamos, pois com a
energa com que prcmetteu proceder e depoic
daquclle justo indefermento do Exm. Sr. presiden-
te da provincia, estamos certos de que nao se Jei-
xar levar pelos empenhos, que necessaramente
bao ae ter apparecido, e nem emfraquecer a saz
auterdade que pietendeu menosprezar.
E' de esperar que S. Exc. faca cumprir a ulti-
ma parte da portara que publicou sua defeza.
Bbliotheca Provincial Continuacao
das obras offerecidas a esta reparticao pelo Sr.
Dr. J. J. Alves de Albuquerque :
Vosgien. Dictionnaire geographique universei
des cinq parties du monde, par M. F, Lallement.
Pars1845-1 vol.
Synopsis ou dedueco chronologica dos factoe
mais notaveia da historia do Brasil, pelo genera;
J. I. de Abr i e Lima. Pernambuco1845l
vol.
Traite de logique, etc., par J. Dnval-Jeuu?.
Pars1841.1 vol. (Dupl.)
Pinnock'os improveJ edition of Dr. Goldsmitii'c
abrdgment of the hiatory of Home, etc., etc. Pa-
ria18521 vol.
La Vaccine, ses consqusnees funestes, et:.,etc,
par le Dr. G. C. Villette de Terz. Paiis1857.
1 vol.
Lscons de gcographie, par M. E. Cortan,bert.
Pars-1846-1 vol.
Cancioneiro d'EI-Re D. Dniz, pelo Dr. Caeta-
no Lopes de Moura. Par-18471 vol.
La science politique, par V. Courtet. Pars
18381 vol.
Li;oea de philosophia elementar racional e mo-
ral, pelo Dr. Jos Sorano de Souza. Pernambuce
18711 vol.
Compendio de philosophia, pelo Dr. Jos Soria-
no de Souza. Recite1867l vol.
Cboix de chroniques et mmoires sur l'histoire
de France avec notces bographques, par J. A.
C. Buchn. Parir1S361 vol.
La Logigue, par Cl. Buard. Pars1S581
vol.
LesConfessions d'un rvolutionnaire pour sir-
vir a l'histoire de la rvoluton ae Fevrier, par P.
J. Proudhon. Paria-18491 vol.
Traite clin'que et thrapeutique do rhystrie-,
par le Dr. P. Briquet. Pars18591 vol.
Os Martyrea Pernarobucano8 victimas da liber-
dade ensaiada 18531 vol.
Obras polticas e litterarias de Frei Joaquim de
Amor Divino Caneca. Recite18751 vol.
Breve resumo dos privilegios da nobreza : 1*
dos professores pblicos ; 2' dos mestres dos prin
cipes; 3 dos ayos dos mesmos senhores. Por
Francisco Antonio Vartins Bastes. Lisboa1854
1 vol.
Des causs conditionnelles et produetnces des
idees, par L. A. Gruyer. Pars1S441 vol.
Essai sur la Pbiloaophie Orintale, par M. A.
Charma. Pars18421 vol.
Gradus ad Parnassum, Latino Hispanicus. Pa-
risis18351 vol.
Problemas d'rnthmetca e exercicios de clca-
lo, por M. Sangey. Traduzida por J. C L de
Carvalho. Porto18731 vol.
Lecons et modeles de httrature francaise an-
cienne et moderne, par Tissjt. Bruxelies183S
1 vol.
Destine sociale, par Vctor Considerant. Pa-
rs18492 vol. (Dupl.)
Collecco de inditos portuguezes dos scalos
XIV e XV, que foram compostos originalmente,
ou traduzdos Je varias lioguas, por Monges Ca
tercense deste reino. Ordenada e copiada fiel-
mente dos manu6criptos do Mosteiro de Alcobaca
por Frei Fortunato de S. Boaventura. Coimbra
18292 vol.
Les /augiles de Notre Seigneur Jsus-Christ
selon S. Math.:eu, S. Marc, S. Luc, S. Jean, tra-
duction de le Maistre de Sacy. Paria18474
vol.
Traite pratiqne et rasonn d'bydrcthraple.
par Louis Fleury. Pars18561 vol
Esquisses de philosophie morale, par Dcgali
Stwart. Paris18411 vol.
Le Droit priv, adminisratf et publie, etc..
etc, oar M. l'Abb P. H. Corbre. Pars184!
1841-2 vol.
Iusttution du dreit franjis, par Claude Fleu-
ry. Pars18582 vol.
Traite des droits des femmes en matire civile
et commerciule, par R. Cabain. Pars1842-3
vol.
Corpa de drot commercial franjis, etc., etc^
par M. Thieriet. Pars18411 vol.
De l'expropriation ec des dommages causis a la
proprii. Traite pratique l'uaage dea entre-
preiK-uis de travaux publics et de tona les parti-
culers, par Gabriel Dnfour. Paris^lSS1
vol.
Elementa de science morale, comprenant ltbi-
que, l'cononique, la politique, et la thologiena-
turelle, etc., etc., par James Beattie. Pars1848
2 vol.
La rvoluton du 24 Fvrier. par M. Dunoyer.
Paris18491 vol.
Arte potica de Q. Horacio Flacco, traduzida e
llustrada em portuguez, por* Candido Luzitano.
Lisboa18331 vol.
Historia do nasciroento, vida e martyrio de
oeato Joo de Brito, da companhia de Jess, mar-
tyr da Asia. Composta por seu irmo Fernanda
Pereira de Brito. Lisboa1852I vol.
Claases dos crimen, por ordem systematica, cora
as penas correspondentes, segundo a legBlae
actual, por Joaquim Jos Caetauo Pereira e Sou-
za Lisboa 18161 vol.
Nouveau traite des vi ees redhib toires et de la
garautle dans les ventea et cbauges d'auimaux
domestiques, etc.. etc., par Galissct et J. xtignoo.
Pars18421 vol.
l'jurquoi la Rvolution d'Angleterre a-t-elle
ruasi ? Discours sur l'histoire de la Rvohitioa
d'Angleterre, par M. Guizot. Rris1850l
vcl.
De IVmlioration du rgime bypothcaire ea
France, par F. Pougeard. Bordeaux1842l
voL
Rechcrches sur les cuuses de l'iudigence, par
A. Clmrnt. Parit1846-1 vol.
Fourier et Napolen I Egypte et le cent jours.
Mracireo et documenta indita, par M Cbampol-
lion Figeac. Paris-1814-1 vol. (Dupl.)
Expoaition mtaphyaique des peines temporellea,
par Jean-.Marie Auguate Boyer. Pars18434
vol.
Essai d'une nouvelle thoric Bar les id a fo-
damentales ou lea prncipes de l'entendement hu-
mara, par F. Perroo. Paris-ie43-l vol.
Code international de la proprii ndustrielrO,
artistque et littraire, etc., etc, par J. Pataiiie kt
A. Hugnet. Paris18551 vol.
;



/


Diario d* Pcruambuco SaSibado 30 le Quiibro de 1' (>
r-
\
Traite des tron f uissances, marital?, paterue!!1
et tutlaire, par M. Cbardon. Pars1811 e 1842
3 vol.
Ri-gras de escripturaco mercantil, etc., etc., por
Jos Antonio Gomes Jnior. Recite18581
Traite general des assurances, par Isidore Alau-
set Pars-18442 vol.
Administrad-n financiero dei Comrounes, etc.,
etc., par M Braft. Paria185V2 vol.
Eludes sur 1'Aogleterre, par M. Lon Faucher.
Paria-1845-2 vcl.
Compendio ou repeticoes escripias aobre os ele-
mentos de direito administrativo, pelo Dr. Vicen-
te Pereirdo Reg. Recife18771 vol. (Dupl)
Instituicoes do direito publico e ecclesiastico,
pelo Dr. Joaquim Vilella de Castro Tavarea. Re-
Sfe1856-2 vol. (Dupl.)
Theorie du droit constitutionnel trancis, etc.,
etc., par Flix Bernat-Saint-Prix. Paria 18521
voL
Diccionario biograpbico de Pernambucanos ce-
lebres, por Francisco Augusto Pereira da Costa.
Recife18821 vol.
Cdigo do Commercio do Imperio do Brasil. Rio
de Janeiro1850-1 vol.
Preleccoes de direito publico universal sobre o
compendio do Sr. couselheiro Autiao, por ***.
Recite-18711 vol.
Elementos de direiti das g ntes, por Vicente
Ferrer NettoPaiva. Coimbra1850-1 vol.
CeH*en.Effectuar-se-bo:
Hoje :
Pdo agente Martina, as 11 horas, na ra da
Imperatris n 52, da armaco e utensilios da loja
de faxendaa e roupaa feitas, ahi sita.
Terca-feira :
Pelo agente Burlamaqui, s 11 horas, na ra do
Imperador n. 22, do navio Urana.
Quarta-feira :
Pelo agente Burlamaqui, s 11 horas, na traves-
aa do Queimado n 1, da armaco e utensilios do
estabelecimento abi sito.
Miaan fnebre.Serio celebradas :
Hoje :
A's 8 horas, na matriz da Boa Vista, Pr a,ma
do Dr. Aristarcbo Cavalcante de Albuquerque ; as
S oras, na igreja da Madre de Deus, por alma de
D. Amalia Leopoldina das Neves Cardoso.
Quarta-feira i
A's 8 horas, na matriz de Santo Antonio, por
alma do conselbeiro Jos Bonifacio de Andrada e
Silva.. ,
Pasaaielroit.- Cbegados dos portos do sul
no vapor ingles Neva :
Dr. Joao J. Ferreira de Aguiar, Dr. Virgilio
Coelho e sua senhora, Tberesa A. da Silva, Anto-
nio P. da .-ilva e Antonio da Silva Ferreira.
- Sabidos para a Europa no mesmo vapor :
Misa Bosewell, Jos Pacheco Torres, Antonio J.
Sascimento, J. Rodrigues d'Assumpcao e Joao
Elias Raposo.
__Chigadoa do Rio Formoso no vapor nacional
Mandahu:
Dr. Laurio Castello-Branco e sua senbor*, Cus-
todio Rodrigues de Oliveir, Joo de Brito, Fe-
lippe Bezerra Monteaogro, 3 pracas de polica o 2
presos.
Chegado de Macei no vapor inglez borne :
Arthur L G. William.
Lotera da corte Eis a lista dos nme-
ros mais premiados ua 3. parte da 25. lotera
200a em beneficio das obras do hospicio de Pedro
II, extra*ida 21 do eorrente :
premios de 100:0004000 a 1:0001000
100:000*000
20:000*001)
5:000*000
2:000*000
2:000*000
l:000*tUO
1:000*000
1:000*000
1:000*000
l.-OOOJOOO
1:000*000
1:000*000
1:000*000
eoown
eoo*ooo
4549
11326
7940
1857
7517
1937
2708
7531
76(;
9134
10597
4548
4550
11325
11327
AFPKOXI1IACOES
I-BEMIOS DE 500*
1997 6150 9231 10707 12171
5216 6730 9990 10737 1308)
5313 9023 10199 11113
PBCKIOS DE 200*000
762 1603 5494 7790 10382
864 2028 5525 7848 12795
1128 2322 5930 7917 12968
1334 3837 5953 I0tj30 13870
1391 3936 0298 10074
Casa de DeteneoMovimento dos pre-
sos w> dia 28 de Outubro :
Existais presos 304, entraram 2, sahiram 9,
existen 297.
A saber :
Nacionaes, 270, mulheres 5, estrangeiros 8, es-
cravoa sentenciados 4, procesado 1, ditos de cor
recelo 9.Total 294.
Arracoados 270, sendo: bons 260, doeatea 10-
Total 270.
Movimento da enfermara :
Tiveram baixa :
Antonio Joaquim da Silva.
Manoel Valentino da Silva.
Lo le ra da provincia Quinta-feira, 4
do Novembro, ao meio dia, se extrahira a 8.* parte
Ja 1.a lotera em beneficio da Santa Casa da
Misericordia do Recife, pelo novo plano appro-
vado.
No consistorio da igreja de Nossa Senhora rU
Conceicao dos Militares ser teita a extrace-c
pelo systrma da machina Ficbt.
LoteraA 8* parte da Ia lotera da provin-
cia, em beneficio da Santa Casa de Misericordia
do Recife, pelo novo plano, cujo premio grande <-
;00:0u0*00O, ser extrahida no da 4 de Nven-
te, princir ando a extrae? .o ao meio da.
Os bilhetes garantidos acham-se venda na
Casa da Fortuna, a na Primeiro de Marco nuore-
io 23.
Tambem acham-se venda na Casa Feliz,
praca da Independencia ns 37 e 39.
COMMERCIO
Bolsa commercial de Pernam
buco
RECIFE 29 DE OUTUBRO VE 18Stt.
As Ues horas da tarde
Cotacfei otficiau
Lotera Bxtraordlarla do Vplran
a O l'eultimo sorteio da* 4." e 5. taes
d'-sta importante lotera, cujo mainr premio di
150:000*000, ser extrahida no da 20 de Novem-
bro.
Acham-se expostoa venda oa restos dos bi
tes na Casa da Fortuna ra Primeiro de Marc-
u 23.
Tambem acham-se venda na praca da Inde-
pendencia ns, 37 e 39.
liOterla do BloA 4a parte da lotera
n. 366, do nevo plano, do premio d-- 100:000*000
era extrahida no da 5 de Novembro.
Os bilhetes acham-se venda na Casa da For
tuna roa Primeiro de Margo.
Tambem acham-se venda na praca da Inde-
pendencia ns. 37 e 39.
Lotera da rorteA Ia parte da 2"la lo-
cera da corte, cujo premio grande de 100:0004
ser extrahida no dia de Novembro.
Os bilhetes acham-se venda na Casa da For
tuna ra Primeiro de Marco n. 23.
Tambem acham-se venda na prac da lude
pendencia ns. 37 e 39.
atadoaro Pntolleo Foram abatidas n<
Matadouro da Cabanga 76 rezes para o consumo
do dia 30 de Outubro.
Sendo: 61 rezes pertencentsa Olivcira Castro,
A C, e 15 a diversos.
CHR0H1CA JD1CIARI1
Tribunal da Kelaco
SESSO ORDINARIA EM 29 DE OUTUBRO
DE 1886
PRESIDENCIA DO EXM. SR. CON'SELHEIRO
QCTSTINO DE MIRANDA
Seerctario interino Dr. Alberto Coelho
A's horas do costume, presentes os Srs. desem
bargadores em nume -o legal, foi aberta a sessao,
depois de lida e approvada a acta da antecedente.
Distribuidos e passados os fetos deram-se os
seguiutes
JULOAMENTOS
Habeas corpus
Pacientes.
Francisca Cesaris de Mello Filho e Belmiro
Tertuliano Meira. Mandou-se ouvir o juz de
direito da Parahyba, contra os votis dos Srs. de*--'
embargadores Oliveira Maciel e conselbeiro Frei-
tas Henriques.
Recursos eleitoraes
Do RecifeRecurrente o juizo, recorrido Ma-
nuel Ramos Chaves. Relator o Sr. couselheiro
Queiroz Barros.Deu-se provimeuto, unnime
mente.
De Nazaretb Recorrente o juizo, recorrido
Manoel Antonio de Albuquerque Maranbo. Re-
lator o Sr. desembargador Buarque Lima. Deu
se provimento para se annullar a avaliaco, con-
tra os votos dos Srs. desembargadores relator e
conselbeiro sFreitas Henriques e Queiroz Barros.
De CamaragibcRecurrente o juizo, recorrida
Manoel Marinho Falco. Relator o Sr. dsein-
bargador Oliveira Maciel. Deu-se provimento,
unnimemente, para se annullar a avaliaco.
De CimbresRecorrente o juizo, recorrido An
tonio Jos Bezerra. Relator o Sr. desembargad or
Pires Ferreira.Negou-se provimento, unnime-
mente.
De Iguarass Recorrente Jos Benigno do
Amara!, recorrido o juizo. Relator i Sr. desem-
bargador Monteiro de Andrade. Deu-se provi-
mento, unnimemente.
De O.indaRecorrente Antonio Francisco de
Miranda, recorrido o juizo. Relator oo Sr desem-
bargador Pi.es Ferreira.Negou-te provimeuto,
unnimemente.
Recursos crimes
De Cimbres Recorrente o juizc, recorridos
Marcos de Souza Perras e Antonio de Seuza Fer-
raz. Relator o Sr. desembargador Oliveira Ma
ciel. Adjuntos os tirs. desembargadores Moitei-
ro de Andrade e couselheiro Q leiroz Barros -
Negou se provimento, unnimemente.
Do Recife- Recorrente o ju>zj, recorridos Joao
Gomes dos Santos Filho e outro. Relator o Sr.
destmbargador Monteiro de Andrade. Adjuntos
os Srs. desmbargadores Toscauo Barreto e Aives
Kibe-ro.Converteu-se em diligencia.
De CamaragibeRecorrente o juizo, recorrido
Joo Cancio do Reg. Relator o Sr. desem-
bargador Pires Goncalves. Aduntos os Srs. d"s-
embargadores Oliveira Maciel e Pires Ferreira.
Negou se provimento, unnimemente.
PA8SAGENS
Do Sr. conselbeiro Araujo Jorge ao Sr. consc-
conselheiro Queiroz Barros :
Appellaco civel
Da Victoria Appellante Francicco Carichi,
appellado Jos Peixe Boaventura.
O Sr. conaelhero Araujo Jorge, como procura
cor da corda e promotor da justica, deu parecer
nos segnintes feitos :
Appellacoes crimes
Da ParahybaAppellante o juizo, appellado
Candido Pereira.
De Pedras de Fogo Appellante o juizo, ap-
pellado Francisco Jos de Vasconcellos.
De Nazaieth Appellante o juizo, appellado
Francisco da Silva Barbosa.
De Alagoa de Baixo Appellante o iuizo, ap-
pellado Joaquim Jos* de Saut'Anua.
Do Limoeiro Appellante o juizo, appellado
Antonio G. Freir.
De Caruar Appellante Mara de Barros e
Silva, appellada a justica.
Do BuiqueAppellante Antonio Jos Ferreira
appellada a justica.
De Bom JardmAppellante Manoel Alves do
Monte, appellada a justica. __
De BananeirasAppellante Manoel Ferreira
de Lima, appellada a Justina.
Do Sr. desembargador Buarque Lima ao Sr.
desembargador Tojcno Barreto :
Appellacoes crimes
Da ParabybaAppellante o juizo, appellado
Paulino da Silva.
Do RecifeAppellante Joo Campcllo Bande-
ra, appellada a justica.
DoTeixeiaAppellante o juico, appellado
Manoel Antonio de Oliveira.
Do Sr. desembargador Oliveira Maciel ao Sr.
lesembargador Pir-s Ferreira :
Appellacoes crimes
Oe GaranhunsAppellante Miguel Rufino Tei
xeua, appellada a justica.
Da ParahybaAppellante o juizo, appellado
Antonio Severo ae Souza
Do Sr. desembargador Pires Ferreira ao Sr.
desembargador Monteiro de Andnde :
Appellacoes crimes
Da Escada Appellante o juizo, appellados
Joo Pedro e Josepba Francelina.
De Campia GrandeAppellante o juizo, ap-
pellado Joaquim Vieira de Araujo Correia.
Do Sr. desembargador Monteiro de Andrade ao
Sr. desembargador Pires Goncalves :
Appellaco civel
Do RecitarAppeiiante Vctor Moreira Lopes,
appellaao Manoel Albino de Amorirji.
Du Sr. desembargador Pires Goncalves ao Sr
desembargador Alves Ribeiro :
Embargos infrijgentes
De JaboatuEmbargante o Baro de Limoei-
ro, embargado Luiz Cesar Pinte de Farias.
Appellaco civel
D) RecifeAppellante Eduardo Alexandre Bur-
le, appellados Jos AntoDio Pinto e outros.
Do Sr. desembargador Alves Ribeiro ao Sr
conselbeiro Freitas Henriques :
Appellaco crime
Do Ro FormosoAppellante o juizo, appellado
Pedro Celestino.
Ao Sr. conselbeiro Araujo Jorge :
Appellaco commercial
Do RecifeAppellanles Artbur Bastos & C-,
appellada a compauhia de seguros Iodemnisadora.
DnJGENCIAS
Com vista ao Sr. conselheiro promotor da jus-
tica, :
Appellacoes enraes
Do RecifeAppellante Antouio Francisco de
Paiva, appellada a justica.
Du fiascoAppellante o juizo, appellado Va-
ler'o, escravo.
Com vista s partes :
Appellaco civel
Do RecifeAppellante Marcolina Henriqueta
da Conc>-ico, a apellado Manoel, conhecido por
Jorge Moreno da Silva.
distrdjuicOes
Recursos eleitors.es
AoSr. desembargador Alves Ribeiro :
De IguarabsRecorrente Joo Antonio Ca-
valcanti de Albuquerqui', recorrido o juizo.
Ao Sr. conselbeiro Freitas Henriques :
De Iguarase Recorrente Juo Antonio Ca-
valcanti de Albuquerque, recorrido Alexaiiarino
Asterio da Silva Braga.
Ao -r. cons Ibeiro Araujo Jorge :
De Maulo Aff.nsoR-corrente o juizo, recoirido
Joo Capistraou de Mendonca.
Ao Sr. consrlbeiru Queiroz Barros :
Do Catle de RocbaR crrante Sal vino Car-
doso de Araujo, recorrido o juizo.
Recursos crimes
Ao Sr. desembargador Oliveira Maciel :
Do ReciteRecurrente D. Mara Xavier de Ma-
cedo, recurrido Jj-onidas Tito Lmreiro.
Ao Sr. desembargador Pires Ferreira :
De Mamanguape Recorrente o juizo, recorrido
Jos Marcos Ferreira de onza Andrade.
Aggravo de instrumento
Ao Sr. desembargador Pires Ferreira :
_ Da EscadaAggravante Deodato Luis Fran-
cisco Minteiro, aggravado Luiz Lopes Ferreira.
Appellaco crime
Ao Sr. desembargador Oliveira Maciel:
Dj Catle do RocbaAppellante Francisco de
Isabel' appellada a justica.
Appellaco commercial
Ao Sr. conselbeiro Araujo Jorge :
De Bom JardiwAppellante Antonio Bernai-
do de Moura, appellado Joo Al es Camello de
Araujo Pereira.
Appellacoes civeis
Ao Sr. conselbeiro Queiroz Barros :
De S. Joo --Appeliante o cullector das rendas
geraes, appellado Joaquim Martina de Farias
Castro.
Ao Sr. desembargador Buarque Lima :
Do S. JooAppellante o collector das rendns
eraer, appellado Joaquim Martina de Farias Cas
tro.
An Sr. deseinbitigador Toscano Barreto :
De S. JooAppellante o cilleclor das r ndas
geraes, appelladi Joaqun? Martina de Farns
Cutan.
Ao Sr. desembargador Oliveira Maciel :
De CibaceirasAppellanles Mara, Jos, Jus-
tino e outros, appeliado Firuiiuo de Freitas Ca-
valcanti.
Enccrrou- se a sesso as 2 horas da tarde.
l'l'BLICOES A PEDIDO
Nao houve.
O presidente,
Pedro Jos finio.
Pelo secretario,
Augusto P. de Lemoa,
.. 1MENTOS PBLICOS
Mes de Outubro de 1886
ALFANOEGA
tJHUa ukh:-
De 1 a 8 %3:370*:'38
24:8674286
dem d 29
Ruda pmovihcul
De la 28
dem de 29
117.747883
4:708*191
Tc-.al
RacaasDoai*i
wg de 29
CosnuLAoo Pao vincial De 1 a 28
dem de 29
Saeta deaymaoiL>o 1 a 28
dem de 29
988:237*524
122:4561080
1,110:693*60*
86:719566
5:796*206
92:515*772
35:985*307
477/868
36:463*175
14:016*159
299*116
14:345*275
DESPACHOS DE IMPORTAgO
Barca norueguense Union entrada de Cardifi^ no
da 28 do corrent;, e consignada ao Visconde de
Itaqui de Norte. Manifestla :
Carvio de pedra 640 toneladas ao consignaU-
rio.
Lagar inglez Spark, entrado de Liverpool no
dia 28 do crrente, e consignado a Saunders Bro-
thers & C. Manites'ou :
Carvo de pedra 301 toneladas acs consignata-
rios.
Hiate nacional Giriqutty entrado de Maco, no
dia 27 do cor.ente ecousignsdoa Manoel Joaquim
Pessoa. Mauifestou :
Algodo 110 saccas a H, Stolzemback & C.
Couros salgados seceos 290 a Julio i Irmo
227 a Prente Viaona efe C, 51 a H. Stolzcmbai-k
<*C.
Logre inglez Leander ebegado de Terra Kova
no dia 29 do eorr.nte, e consignado a Saunders
Brothers & C. ManifVstou :
Bacalho 3:200 barricas e 95 meias aos consig
natarius.
Brigue italiano Mara C. Entrado da Genova
no dia 27 do crtente, e consignado a H. Burle i
C. Manitestou:
Azelte de Oiveira 25 caitas.
Bordados 1 caixa.
(.'oraes 3 caixaa.
Chumbo de munico 30 barris.
Drogas 91 vlumes.
Enxutre 145 caixas.
Fius de linbu 4 fardos.
Licores 50 caixas e 5 barris.
Marmore 26 voluntes.
ftlassas alimenticias 1,897 caixas.
M-rcadorias diversas 2 caixas.
Obj-ctos de metaes 4 volumes.
Papel 25 tardos.
P. aras marmure 116.
Taboas de marmore 67.
Vermou'h 17 caixas.
Vinho 17 caixas a ordem.
[.PACHOS D8 KXPOHTACAO
Em 27 de Outubro de 1886
Para o exterior
No vapor inglez Secily, carregou :
Para Liverpool, J. H. Boxwell 1,200 saccas com
93,669 kilos ue algudo.
No vapor allemu Montevideo, carregar m i
Para Hambnrgo, Borsteloann & C. 321 fardos
com 64,266 kilos de algodo.
No lugar norueguense Len, carregaram :
Para New York. J. S. Lojo & Filho 600
accos com 40,000 kilos de assucar masca vado.
Na barca americana Ella, carregou :
Para New York, M. J. da Rocha 1,5(0 saceos
com 112.5JO kilos de assucar mascavado.
No vapor inglez Vetw, carregaram :
O Or. Ioaquim Cinedes Correia
(.OUtllt
A QUESTAO DO ENGENHO I.AGES NO TRI-
BUNAL DA RELACO
E' intuitivo que o referido engi-uho nao pode
ser entregue legalmeute aj Sr. Virginio Horacio
de Freitas :
1* Porque o Accordo da Relacodo Recife, ac-
tualmente em vigor, em consequencia da Revista
concedida e Accord-o revisor, apenas julgou de
uenhum effeito a arremataco em virtude da mo-
ratoria obtida.
Assim aquello Accordo deixou subsistentes a
penhora, a nentenca exequenda e os mais actos an-
teriores arrematado.
A mo ser ent ndido deste modo, forca con-
fessar que elle desloa dos preceitoa legaes.Ri
has, Cuns lidacq, arts. 1076 e 1077.
O seu fundamento, a su* causa foi a moratoria
que o Sr. Virgmio alcaocou poucos dias antes da
arremataco de Lages, a as moratorias, que os de-
vedores da Fazenda oblm, soliente suspendem
as arrematacoes.Perdigu, Manual do procura-
dor dos Feitoe, g 136 e leis que elle cita.
Jamis prejudicam ou affectam os termos prece-
dentes da execucao.
2' Porque, conforme esta doutrina legal, asen-
tenca que julgou a penh ira, cood- muando tambem
O Sr Virginio, nao foi revogada absolutamente. -
Ramalbo, Praxe Brasileira, 8 310 e 312, Manual
citado 97, 98, 103 e 104. '
Altea ia-e disposico da ord. liv. 3- tit. 86
4- em que se funda a pretenco do Sr. Vir-
ginio :
E tendo a eentenca porque tal exec"(3o se fez,'
revogada, os bens que -por ella assim revogada J
ram vendidos^ sejam tornados a cajos eram. e ao
comprador teja tornado o preco que por elles deu
e as cristas que fes na arremataco...
E qui-m em boa f sustentar qu3 a dita sen
tenca foi revogada ? !
3* Porque, anda quando ella tvesse sido revo
gada, a entrega pretendida nao tem lugar antes
de ser o arrematante embolsado o preco da ar-
remataco e desperas.
Nesta conformidade at ao presente tem sido
interpretada por todos os jurisconsultos e tnbu-
naea a ord. citada.Pereira e r-ouza, uota 888,
Cdigo Pbilippino de C. Mendes. nota 2a pg.
699 ; Ramalbo, 401 nota 6 ; Si,va, ad ord. liv
3- tit. 65 4- n. 12 ; Leite Velho, Execucoes, art.
231; Souza Pinto. 1996; MisceHan Juridua
de Rodrigo-s, pig 35; Pereira, des. 76.
Sive addictio rescindatur. sive pronuncietur
nulla per senteniam, emptor il.lins rei subhasta
venditae non tenefur ad ejus restilulionem, nisi re
/uso addiciionis pretio.Reinos..-, Observalivo 56
n. 18-
Gama, distmeto magistrado e notavel juriscon-
sulto, .ffirm-i q-ic que assim sempre se julgou :
Et ita judicatur quotidie, et judicatura fuitin
processu Ludovici contra Georgium Mendes, in
mense Decembri 1571 Decis. u. 40, edtc anno-
tada pelo ju'iscuusuit Braz D. F. de Meuna.
E ciivel que semelhante interpretaco, sanc-
ciouada po sicuIjs, seja errnea ?
- E' preciso recouheeer, diz Eschbach, que
qii.-ndo os tribunaes t.n decidido certae quest-s
jurdicas de urna maoeira un forme e p -r uma
serie longa de arestos, esta jurisprudencia pa--;
ao estado de costume jurdico, e torna se o sup-
pleraento da legisNco. Imperator rescripsit...
rerum perpetuo similiter jadicatarum auctoritalem
vim leyis obtinere dtbere.
E justo, porqoe rasoave! admittir coma ver-
dadeiro o que lora multas vezes examinado e
constantemente decidido do mesmo m >do por
grande numero de homens probos e iatrui ios.
No interesse da boa administraco da justica,
pondera Cnvelli, os tribuna s nao devem facifineti
te despre'ar as doutriuas admittidas precedente-
mente.
Sao deploraveis, diz De.molombe, no ponto ne
vista do interesse social, estes revirameot s. esUs
revolucoes.de uma jurisjrudencia sancciouada p r
uma serie imponente d.- monum-n^>s autig-is s
uniformes. Occasiona o uma desordem virdadeira,
uma perigosa perturbar^u, urna retro^ctividad-
peior ain la que a das lea, porqu-, dedtruiudo o
p lasado, nu offerec--m neuhuina garanta, uem a>
futuro, nem ao presente.
Em direitu, cuino en historia, como em pol-
tica, como em turto, observa Troplong, uma pre-
tenco desarrasoada o querer romper com o pas-
sado.
Em jurisprudencia principalmente tem anpli-
caco o que disse Fontcnel'e: Nous ne pouvtns
voie d'un peu loin sans monter sur les paules les
uns des autres.
E porque Lifay-itte e Vraripe se pronunciam
severamente acerca dos julgados dos tribuuaes
brazileiros ?
O primeiro afErmaque anda boje o subsidio da
praxe que temos o que nos d ixou a jurispru-
dencia portuguesa. Acrese nta que n> te-inou
jurispiudencia brazileira, e que esta um acervo
de contradiceo-'S e incoherencias, muitas veze-
a uegaco das doutrinas mais conbecidas, a obra
do instiucto merc de infl-ienuias accidentaes e
passageiras.
N--st concei'o ha mais nu menos verdade.
Minim sunt matando, quae interpreta!ionem cer-
tam semper habuerunt. Fr. 23 Dig. de Leg.
4 Porqu?, tendo o arrematante fuitu beinfeito
rias, necesi-arias e uteis, no engeuho arrematado,
mistar que elle s mente, e Ibe assiste o direito de reteuco, como o
demonstrou convincentemente o advogado do ar
rematante naa suas irrefutaveis allegacoes.
A citada Ord., %% 4* e 5o, manda que o juz pro-
ceda de. modo tal que o comprador, restituindo
o bem arrematado, nao perca causa a/gama do
seu.
tante e da Fazenda Nacional!
goa. Nao creio que consiga tal conaa.
Meu pai, tes to mao negocio, arrematando
aquelle -ngenho, que desoja entrgalo, e para
isso sujeita-se at a eerto prejuizo
Lages, sern as bemfeitorias do arrematante, nao
vale triuta cuneos de ris.
Em boa coDsciencia ninguem dir o contrario.
Meu pai arrematou-o por quast cincoeota cuu-
tos de res, a demais pagou integralmente o im-
posto de transminso
Camaragibe. 0 de Oufub-o de 1886.
Joaquim Guedes Correa Qondim.
.m!.m *Pre Primo e correligionario.Desde Fevereiro do
currante anno, que o Dr. retiruu-se desta cidade.
promettendo-me mandar trazer a procurac>, para
r ceber seus vencimeutos, pagar-me dos alugueis
vencidos, c a veuc- r; e al esta duta, n- respender as carias que Ihe tanho dirigido, e nem
pr-curaco, sabendo o Dr. de suiencia pn-pria as
difficuldades que estou passaudo. dando me espe-
ranca qu-- quando se aehasse em p- sico empre-
gava-u>e, v esperando que os correligionarios me
a>tendm, e d de comer aos fibos e pague casa,
e eduque filhos com primeas as, quando o doutor
ah tranquillo, baptisando filh-is, dando jantares
divertiudo-se, o passo que seu prente aqui, tor-
cendo.se as grandes difik-uldades,isto cruel
de stflrer-se ; espero qu- o doutor despert do le-
thargo que se acba com seu prente e corieligic-
nario.
Casado.
.... ',... 1l;
A' MKMORIA
MINHA PIANTEAOA
BUINKA
SO-
%in;ili I, das .'Veves
Cardoso
/ No stimo dia do sea infausto
fu passamento

/Rdcife, 30 de Outubro do 1886./
l'i N*
J. P. C. X
..,'-
Um sentimento compungido ao
mrito!
Desappareceu para sempre da face da
trra o gran le hoioeiu de letr-s, o couse-
lheiro Jos Bonif o <(e Andrada e Silva !
Fatlidade !... NA. ha quem, por mais
q .e tenha sido inliflf rente ao ouvir iulsar
11 I lo
aquelle immenso tribuno como uma das
illustrajS s pou:o -uiiiuim uo sentisse profun-laraente a retirad-.
iessa sol luiuinos-i, que tanto souba col-
locar-se frenas do iuoinento aboli- ionis-
ta, que jamis re uar, tanto impossi-
vel To eleva lisaimo era o seu talento
como tinha de alta nobreza a sua alma,
que perecea n'utn luti, luta que taires
ain la para o secul-i preeente s-r impus
sivel se extinguir: -A escravi jlo e abll-
elo! Nao pir.t mim a'-sta mo-nento tao
soletnnenente contrista lo diaer o quando
-r* aquella preciosa existencia, tilo til a
efender urna raya inteirameata desgraca-
deixei do acoinpanh ir a minha dolorosa
magua se n duas p inorto quo est hoja na manso dos justos!
Recife, 28 de Outubro de 1886.
Antonio Franciso da Cruz.
m sua igre-
Para Soutbampton, J. J. Alvea 4 barricas com
392 kilos de gomma de mandioca.
Para Lisboa, F. da Costa & C. 339 saccas com
24,407 kilos da algodo ; P. Oarneiro conros salgados com 18,600 kilos.
No patacho por. uguez Commercio, carrega-
m:
Para o Porto, P. Carneiro & U. 285 couros es-
pichados com 1,5195 kilos.
r o inierlnr
No brigue naciouil Prater't, carregaram :
Para o Kio Grande do Sul, F. A. da Azevedo
350 volumes com 29,770 kilos le assucar branco e
50 saceos com 3.750 ditos de dito mascavado ;
Amorim Irmos & C. 600 volumes com 48,243
kilos de assucar branoo e 225 ditos com 21,221
ditos de dito mascavado ; T. de Azevedo Souza
160 barricas com 14,210 kilos de assucar branco e
40 ditas com 4,477 ditos de dito mascavado ; M.
F. da Cunba 125 barrica* com 10,866 kilos de
assucar branco e 25 ditas com 2,784 ditos de dito
mascavado.
No vaaor nacional Cear, carregaram :
Para Manios, P. Alves & C. 25 volumes com
660 kilos de assucar refinado.
Para o Para, P. Alves & C. 50 barricas com
2,000 kilos d assucar refinado ; H. Oliveira 20
barricas com 1,050 kilos de assucar branco e 25
barris com 2.400 litros de agurdente ; Bartholo-
meu tC. Successorrs 11 volumes medcame itcs.
= No -rigue nacional Marinho 8, carrega-
ram :
Para o Rio Grande do Sul, J. da Silva Loyo &
Filbo 100 barricas com 10,627 kilos de assucar
branco.
Na barcaca Correio Parahybano,
ram :
Para a Parabyba, E. C. Beltro & Irmo
barricas com 500 kilos de assucar branca
Na barcada Pedro Americo, carregou :
Pai a Parabyba, A. B. Correia 5 caixaa eaju-
rnbeba.
MOVIMENTO DO PORTO
Navios entrados no dia 29
Rosario de Santa F por escala23 dias,
vapor allemao Montevideo, de 1,477 to-
neladas, commandanta P. H. Dreyer,
equipagem 49, carga varios gneros j a
Borstelman & C.
Buenos-Ayres por escala11 1/2 dias, va-
por inglez Neva, de 1,774 toneladas,
cora mandan te L. R. Dkkinson, equipa-
gem 99' carga varios gneros ; a Adam-
non Howie C.
O dit... 5 eonlro este preceito genrico, in-
susceptivui de listinecues ou limitacoes :=quan-
do o comprador tiver feito be.mfcitorias, ser Ihe-hao
pagas por aquelles a quem os ens se tornan.
E' purtaoto, evideme que a seat^nca do honra-
do a illus'rado Sr. Dr. Juiz dos" Fetos da F..-
r. ii la iiijundica.
C -miudu nao ouso qualifical-a, como um aut-tr
<1 n-.,l i fie. ii uma deciso nestes termos : Este ureslo
digno de memoria, mas como paradoxo
Es'ou convencido que tal sentanca ha de ser re
formada.
A r--speto da R-laco do Recife), urna das m---
Ihoren, far;- minhas estas pa'nvras de Trupl -ng :
On trouue toujuurs en elle l'ardtnt amour de
la justice, uni une soumission sincere loi,
dovant laquelle tontes les volonts doivent s'ab
diquer
lionus judex, diz urna le romana, vari ex-
personis causisque constituet.
De um lado acha-s-- um devedor da Fazenda,
->em ter pago a sua divida, sein ter satisfeito as
eondicoes legaes para timar rffectiva a ra rate-
ra, e com esta cassada ; de outio acha. se o ar-
rematante, pussuider de boa f, com a sua peque-
a fortuna em perigo, j milito comnromettida
n 8r. Vir^ini) im virtude de ezecuco^s, e alguna
d'rlles iosolvaveis e residentes presentemente em
lugares uo sabidas.
Sin creditores, inopes sint ut solvere nequeant,
ipse debitor, qui revocationem sententiae obtinuit;
tllud pretium rei venditae solvret, et eo oblato rem
suam recuperabit.
Reinse, observacao citada n. 19.
Entretanto a despeito dos pracetos jurdicos o
de tudo o Sr. Virginio espera metter-se na posse
do engeuho Lages, com defraudaba > do arrema-
iimmn a n(!<>,c<> do Irmo do
padre Honorato ou de sea proca
radar
Hdarino Jos Joaquim RilnguesLopes,
inventariante, testainentero, her-lero e cu-
rador dos biis do finado Francisco Caval-
ante de Albuquerque Lins, pergunta a
esse innocente ou a santidade do IrmSo
de:8sG padre, se vandau un terreno do sitio,
casa e. erinida, que fez venda ao encader-
aador Nogueira ? Para Cazar eu um snnun-
io da ven-la da capim, neste Diario, e
esta s tnti la le declarar por um aviso, que
eu nao po lia vender o que uSo me per-
tence I 1
Honrada santiltde, ainda nSo tiz, nem
os herdeiros, uff-;rta a meu futuro amigo
P. A.
Hilarint J. J. Rodrigues Lopes.
carrega-
10
Savanah61 dias, barca norueguense
Acolus, de 84 toneladas, capito C.
Christiansen, equipagem 12, carga ma-
deira do pinho e breu ; ordem.
Rio Formoso por Tamandar12 horas,
vapor nacional Mandih, de 222 tone-
ladas, commandante Mafra, equipagem
10, em lastro; Companhia Pernam
bucana.
Terra Nova40 dias, lugar inglez Lean-
der, de 227 toneladas, capitao J. AI.
CoDgdon, equipagem 10, carga baca-
lho ; a Saunders Brothers & C.
Hamburgo 47 dias, lugar norueguense
Salcha,, de 274 toneladas, capitao C.
B: Andreasen, equipagem 8, carga va-
rios gneros ; a Guimaraeg & Perman.
Buenos- Ayres por escala 11 dias, vapor
inglez iicily, de 1'078 toneladas, com-
mandante F. Harbordy equipagem 28,
carga varios gneros ; a Lidstone & C.
Macei 18 horas, vapor inglez Sherpborne,
de 1,180 toneladas, commandanta John
Barks, equipagem 23, carga varios ge
eros ; a Boxwell & C
Navio sahido no mesmo dia
Soutbampton por escala Vapor inglez
Neva, commandante L. R. Dickinson,
carga varios gneros.
VAPORES ESPERADOS
Acrstico
Tudo pas3a
>maveis geotis meninas
C ndas jovens pequeninas,
C3.-incar com gusto e ardor;
Mssa quadra de ventura
rOisonha innocente e pura,
H m a existencia da flor.
""listantes assim risoubos,
Zio duram, sao como os sonhos
>legre8 e prazenteiros,
f',zem-se n'uia momento,
X-i qual veloz pasamento
Hsses tempos tai ta^ueiros!
Xide, pois, emquanto a vida
"jut a inexoravel lida
""compativeis esto;
C^ugrai... que j vem mu perto,
"""nfelizmente de corto,
> quadra da prova$o!...
Ra do Pires, 10-9188fi.
Sculptor de Liverpool hoja
Harret de Uphan de Cardiff boje
Cear do sal amsi
Novembro
Ville de Baha do sal a 3
Delambre de Liverpool a 4
Senegal da Europa a 4
Principe do Grao
Para da Baha a 5
Ville de Maranhdo do Havre a 5
Cotopaxi do sal a 8
Mondego da Europa a 10
Trent do sul a 14
Paranagu de Hambnrgo a 15
Tagus da Europa a 24
Orenoque La Plata do sul do sul a 25 a 29
Inspectora de hygene
Em virtude do que dispoe o art. 66 do
regulamento quo baixou com o decreto n.
9554 de 3 de Fevereiro do corrente anno,
a inspectora geral de hygiene taz publico,
pelo prazo de oito dias que o cidadilo Mi-
guel Luiz Rodrigues da Fonseca dirigiu
Sua Magastade o Imperador a seguate
peticao com documentos que satisfazem as
exigencias do art. 66 do citado regula-
mento :
Senhor diz Miguel Luiz Rodrgaos da
Fonseca que, achando-se estabelecido na
cidade de Pesquen* i com casa de drogas e
tendo o supplieanlo pratica de longos an-
uos de pbartoat-ia, nao 16 na cidade do
Po to, como nesta provincia de Pernam
buco, como pro vara os documentos jun-
tos, e havendo grande necessidade de uma
pharmacia nesta cidade, como prova com
o attestado da Cmara Municipal vem o
supplicante reqaerer a Vossa Magestade
Imperial a graca de conceder-lhe licenca
para abrir e administrar pharmacia na ci-
dade de Pesqucira, em vista do art. 65 do
regulamento que baizou com o de-reto n.
9554 de 3 de Fevereiro de 1886, Nea
teo termos Pede a Vossa Magestade Im-
perial deferimento Pesqueira 3 de Junho
de 1886, Miguel Luiz Rodrigues da Fon-
seca, sobre duas estampilhas de 200 res
cada uma.
E declara que, se nesse prazo nenhum
pharmaceutico formado Ihe communicar
oa a inspectora de hygiene da provincia
de Pernambuco, a resolucao de estabele-
cer pharmacia na citada localidade, conce-
der ao pratico a licenca requerida assig-
nado Dr. Pedro Affonse de Carvalho. Se-
cretario da inspectora geral de hygiene.
Secretaria da inspectora de hygiene
publica de Pernambuco 28 de Outubro de
1886.
O secretario,
Ouilherme Duarte.
Programla da festa da saotis-
sima virgem *Vosa Senhora do
Terco, eelebradi
ja em 31 de Outubro de 1
SABU.AU
Ao meio dia subir ao ar urna sala de 21 tiros
acompanhada de diversas gyrandolas de foguetes,
ejecutando nesta occasio diversas pecas de seu
repertorio a banda marcial do 2 batalho de 1*
linha.
A's 5 horas da tarde so hastear a bandeira da
nossa excelsa padro-ira, annuneiando com algn-
mas gyrandolas de' foguetes aas devotos a Vcspera
do da em que se ha de celebrar com o brilhaotis-
mn possivel a festa da virgem Nossa Senhora do
Terco.
DOMINGO
A's 5 horas da maulla dep.iis de ter-se celebra-
do uma inissa em tenco dos fiis, subir ao ar
uma salva de 21 tiros e div reas gyrandolas de
foguetes lembrar aos fiis que est chegado o dia
da festa da protectora do genero humano a excel-
sa Virgem Senbora do Terco.
A's 11 horas da manh entrar a festa coma
grande inissa da maestro Cont, denominada
Sant'Annassbre a direccao e regencia do hbil
prof ssor o .Sr. Lydio de iiveira.
Para o sermo s< r cantada pela primeira vez a
Ave-Mara dedicada a Sua Magestade Fidelissi-
ma a ara. D. Mara Pia de Haboin, rainha de Por-
tugal, composico do maestro Luige Luzzi, pri-
meira vez o grande Tamtum er Catelam ; oceupand a tribuna sagrada o eloquen-
te pregador da can-lia i-rperi! o II m. Rvm. Sr.
Kre Augusto da ItnmacuUda Conceicao Alves.
A's 7 horas da note, de ois de ter oceupado a
tribuna sagrada o eloquente pregador o IUm
Rvm. Sr. commendidor jadr- Manoel Moreira da
Oama, 8- r executado o Te-Deum de No.-sa Se-
iih ,ra da Vietjria composico do mae.-tro Qo-
ls.
Haver a noite illuminaco a giorno.
Parte da mesa rpgedora us se incumbiram dos
festejos d i Virgem, pede aos Illms. moradores da
ra Vidal de N ^reros que a", dig-iem iluminar
s testadas de suas casis afim de mais abrtlban-
tar este ac'o, de cujo favor anticipamos os nosEOS
agfa.li e.mi-ni- 8.
Secretaria da veneravel irmandade d No3sa
Senhora do Tere >, 30 de O ituoro d 1886.
O secretario,
Alexandre dos Santos Selva.
Urna iini.ivn nquelloa que pade-
cer le ivsica
449
A expeetoracj -e muc03idades, tosse fatigade-
ra e continuada, pulso precipitado e pulmes in-
flammados, sao symptomas desfavoraveis; porm
nem por ssd deveis deaesp-rar, s acaso deposi-
tantes toda vossa c 'nfi-me i no pulmoaico o mais
pideroeo e admiravel entre todos os mais cooheci-
dos, isto c o Peitoral de Anacahuita. Em milhares
de casos semeihautes os enfermos se restabelece-
ram e adquiriro a sua sade.
Usai-o, pois, o mais breve que vos seja possivel
e ainda mesmo embira que a enf.-rmi lado j te-
nha feito terriveis progressos, comtu io isso nao
tenbais medo que j seja demasiado tarde para
usardes deste grande e impagavcl remedio, o res-
taurador da vida e a sa le.
Como oabixtia contra as falsificacoes, obsrve-
se bem que os nomes de Lanman & Kemp ve-
nham estampados em lettras transparentes ni pa-
pel do ltvriuho que serve de envoltorio a cada gar-
rafa.
Acha-se venda em todas as boticas e lojas e
perfumaras
Agentes em Pernambuco, Henry Foster & C,
ra do Commercio n. 9.
A Anua Florida de Barry tem eclipsa-
do a todos os outros artigas com -o norae de flori-
da, nos nnneipaes mercados do mundo ; a sua so-
perioridide to nitavel que nma vez conhcida
invariavelmente Ihe obtem a prefrescia de todos
desalojando as aguas fl tridas infe. iores anterior-
mente em uso. A sua frescura, pureza, delicadeza
e immutabilidade sao propriedades que os outros
perfumes de que temos conhecimento peuco ou na-
ja possuem. Ao comprar, tenha se todo o cuidao
que Beja a legitima e genuina Agua Florida
de Barry.
Foi fel i (Sj
A' Sra. Rosa Mara da Oonceclo, coe-
tureira, moradora ero Pelotas, (Rio-Grande
do Sul), ra (?oncalves Chaves, em
1877 achava-se, fazia dous anuos, perse-
guida por uma tosse atormentadora, acom-
panhada de dores no peito e as costas
respirarlo embaragada, debilidade em ex-
tremo e finalmente com todos os sympto-
mas de fysica pulmonar.
Durante todo esse tt-rapo usou de tudo
que a medicina aconselba em +aes casos,
porm nenhum proveito cilhia e a enfer-
midade segua sempre o seu curso fu-
cesto.
Um dia lembrou-se toro ir o Peitoral de
Cambar, e foi tao feliz qu-i em pouco lem-
po restabeleceu-se -gozando hoj a mais
vigorosa saude (Vede o folheto que acom-
panha cada frasco.)
nicos agentes e depositarios geraes em
PernambucoFrancisco M. da Silva 4C
Ra Mrquez de Olinda n. 23.
Oculista
Dr. Mattos Barreto, ex chefe da elini
ca de olhis do Pr. Moara Brasil e da
policlnica geral do Rio de Janeiro e me-
d .-o aggregado do hospital Pedro II
desta cidade.
Consultorio, ma do Impera ior n. 65, 1*
andar, das 12 s 3 horas da tarde.
Residencia, Caminho Novo n. 159.
' As operaces sao feitas sem dor,
meio da cocana.
Consultas e operaces, gratis aos
bres.
por
po-|
5 A tmulsao de Scott milito re-
commendada pelos mdicos como o melhcr
remedio para a tisi-a pulmonar e moleslias
do peito e da garganta.
Restaura o organismo das pessoas pre*
dispostas tsica e fortifica contra os ata-
ques da doenca.
EDITAES
Edital n. 32
Por ordem do Illm. Sr. inspector interino se fas
publico, que em virtude da ordem expedida pelo
Exm. Sr. Ministro da Fazenda, por telegramma
de 25 e transmittida esta repartico por porta-
ra da Thesouraria de Fazenda de 27, tudo c'o-
correote ; as leis do oroamonto de receita e de-
pezas para o corrente exercicio e 2 semestre de
1887, principiar a vigorar no dia 1* de Novem-
bro prximo vindouro.
3* seceo da Alfandega de Pernambuco, 27 de
Outubro de 1886.-0 chefe,
Cicero B. de Mello.
'

*

i
l nrai


j^^MPMIHMBBMBI

Diario de PernambnroSabbado 30 de Uutiihr. de IKsti
O Dr. Thomaz Urarccz Prannos Monte-
negro comireadalor da imperial Ordem
da Kosa e juiz de direito especial do
commsri.-io d esta cidade do R-cife, ca-
pital da provincia de Pernambuco por
Sua M agestado o Imperador a quem Deas
guarde, etc.
Ka a saber nos que o presente < dital vreo, ou
dVlle noticia tivmiii, que p Buwimn Ihe fui dirigida a pe ti cao do tbeor se-
guinte :
Illm. e Fio. Sr. juiz de direito do commercio.
Disein os h-ni- irm Bowm fundic nesta cidnde, que Carlos Jote de Araujo
e Mauoel Pichico Liio., Ibes sao devedorus d
quNOtia de 300i)0(), resto de urna lettra da trra
do valor de 4U0J, que aeeiUram aos supplicantes,
alin dos juros vem-iuos, e como qui-rem interrom-
per a prescnpci dVssa lettra que se approxima
de seu tirm >, vein requerer a V. 6. se digne mau-
lar t<>mar p.>r ferino o Mi protesto que dever
ser intimado ass suppliVados. Como porm, s
llora nesta cidade o supplicado Mauoel Pacheco
Li.na, e o de nomo Cirios Jos de Araujo achan-
do-se ausento em lugar nao sbido, requerem os
supplicaotes, depois de justificada a ausencia do
ncsai que se pusse editaes para por essd meio
ser elle murado do mismo protesto. Nestes ter-
mos. Pede o supplicante a V. S. d> ferimento. .
R. M. Eecife, 25 ue Outubro de 1886.O adva-
gado, Jos V. da Me ira Vasconcellos.
Sellada na firma da lei com um.i estampilha do
valor de 200 rs., lega I menta inutilisada
E inais se nao nontinha em uta peticao aqui
copiad, na qual via-se o des jacho do tbeor se-
-juiute :
D. Como pedem, designando o escrivao dia.
Kecife, 25 e Outubr-o de 1886.Montenegro.
E uii d se nao continha em dito despacho aqui
copiado. Em virtude deste 'espncho foi feita a
Jistribuic,-ao do tbaor seguinte :
A Ernesto silva.Uliveira.
E miiia se nao continha em dita disfribaico
aqui, d~:iois vid so o termo de proterto do theor
seguinie :
A '8 25 de GutuSro de 1886, em raen cartorio,
pernt mim e as 'estemunh.a abiixo asignadas,
compareceram os supplicantes por seu bastante
procurador, Joo Caetauo de Abreo, e por este foi
dito que reduzia a termo de protesto de que tre-
ta a peticio retro que offerecia como parte da
presente. E de como hssui o diese e assignou.
Do que. z este. Eu Salusti Lamenba Lius de
Souza, escrivao interino.J' io Caetauo de Abreu.
Eneas do Hego Barros Fa cao.Serafim Vctor
de Mirnda.
E mais se nao continha em dito termo de pro-
testo aqu copiado, depois vl -se que tendo os
justificantes producido suas testemunhas, estas
depozeram coiicru- nteinente acercado allegad> ;
o respeetivo escrivao f .tendo sellar e preparar os
autos me os fez conclusos, que nelles profer a
scmeuct do theor teguinte:
Vistos. Julgaudo procedente a justificacao
mando queseja "justificado intimado por editaes
com o pn.zo de 30 das do protesto d<" folbas pa-
i-1 interrupcao da pr-scripcao do titulo de folhas.
Gustas es-causa. R cife, 29 de Outubro de 1886.
Tilomas Gar.-es Paranbos Montenegro.
E' o que se continha em dita seotenca aqui co-
piada, por forca da qual o escrivao fez passar o
presente edital pelo qual chamo, cito e hei por in-
timado a Carlo-i Jos de Arauj ', para que dentro
do prazo du 30 dias ompareca ante este juizo
afim de allegar o que fr a bem de seu direito.
E para constar mandei passar o presente edital
que ser publicado pela imprensa, e afiliado no
logar do costume.
O >do c passado nesta cidade do Recife de Per-
nambuco, aos 29 de Outubro d 1886.
fiubscrevo e assigno.
Eu, Salustio Lamunba Lius de Sooza, escrivao
interino.
Thomaz Garcez Paranhos Montenegro.
O Dr. Joaquina da Costa Ribeiro, diz de
drr-ito do civel desta cidade do Recife e
seu termo capital da provincia de Per-
narolueo por Sua Mngestade Imperial e
Constitucional o Sr. D. Pedro II a quem
Deus guarde, etc., etc.
Paco saber aos que o presente edital virem, que
KM este juizo, lindos que sejam os vinte das de
prego e trej pracas, tem de ser arrematados, a
qufm mais der e maior lance otlerecer, no dia 30
da Outubro vindouro, depois da audiencia respec
'iva, os bens seguintes, que toram penhoradoe a
Jouquim Cavalcante de Albuquerque, em execu-
.io que lhe inove Antonio Luiz dos Santos, cons
'ante da respectiva i.valiaco, existente em poder
j cartorio do escrivao que este escreve, o qual
Jo tbeor seguinte :
Urna casa terrea, de taipa,. na fregnezia de S.
Lourcoco da Matta, no lugar de trras do enge-
nho Santa Rita, junto a estacao do mesmo nome,
com 2 portas de trente, 2 salas, 1 quarto, cozmha
roa, tendo urna puchada ao lado, com 1 porta de
frente, a qual estribara, medindo de frente 5
metros e 30 centmetros, e de fundo 6 metros e 5
centmetros, avallada por 150000.
Um cavallo de cor rudada, tainanho regular,
meio andador baizo, avallado por 80<000.
E para que chegue ao conhecimento de todos
mando ao porteiro do juizo, affixe o presente edi-
tal no lugar do costume, e que passe a respectiva
certic'o.
Dado e pasando n'esta cidade do Recife aos 25
de setembro de 1886,
Eu, Antonio de Burgos Ponce de Len, escri-
vao, escrevi.
Joaqnim da Costa Ribeiro.
trizo de paz da frpguezia da Boa-
Vista
ARREMATACO t
Depois da audiencia d'este iuizo que se effeetna-
r no dia 9 de Novembro nao en- hasta publica
para serem arrematados os s-guintes bens : qua-
tro milheiros de tlhas cosidas avalladas em trinta
e deis mil ris. D is milheiros de fijlos de alve-
nn'-ia batida, avaliados em vinte e cinco mil ris o
milheiru; sendo o total cento setenta e o.to mil
ris.
Vao a praca os alludidns bens por execucao que
move por este juizo, D. Anoa Paulina da Concei-
cao Dourado, contra Manoel dos Santos Barroso.
Freguezia da Boa-Vista, 26 de Outubro de
1886..
O escriva-,
Alfredo rraneiseo de Soma.
Companhia Ferro Carril de Per
nambnco
Do dia 1 de Novembro em diunte haver car-
ros especiaes d'esta companhia para a estacao
central da Estrada de Ferro do Recife a S. Fran-
cisco, em correspondencia cm os trens diarios da
mesma estrada.
Por accordo feito com o respectivo superinten-
dente haver urna tolerancia reciproca de 5 minu-
tos para os casos de accidentes e atrasos dos trens
d'aquella estrala e dos carros d'esta companhia.
Estes carros levarao taboleta com a indicacao :
Estrada de Ferro do Recife a
H. Francisco
Tabella dos carros em correspondencia com os
tr-ns da Estrada de Ferro do Recife a S. Fran-
cisco :
Imposto sobre indus-
trias e profissoes
O administrador da Reci bedoria fs publico,
|ue at o dia 31 do correte mes era cobrado
por esta reparticilo. Ir. re de multa, o imposto so-
bre industrias e profissoes, relativo ao Io semestre
do corren e esercici > de 1886 87, depois do que
ser cobrado com a-multa de 6 0|0.
ReceTedori, 26"de Outubro de 1886.
Alexandre de Souza P. do Carmo.
CHARUlnS I5EIMS
Companhia Pranceza de ^avea-
Coa Vapor
Linha quinzenal entre
ooa, Pernambuco, Babia,
o Havre, Lia
Rio de Janeiro e
COMPANHIA
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Companhia de IrilboM nritino* do
Recir<- a Oitnrta e Bebcrlbe
Av^SEMHLE GERaL
,'tNo se teniio reunido nume o suficiente de ac-
cionistas para areuniilo da assembla geral, con-
vocada para hoe, determinou o Sr. presidente que
f issh feita a segunda convocaco para o di 12 de
Novembro, ao meio dia, no escriptorio da compa-
nhia. E'Beu fim :
Tomar conhecimento do relatorio da directora ;
ouvir a leitura do p-ire.cer da cmnmissao fiscal ;
diseutil-os e sobre ell s se pronunciar, Hssim como
robre o projecto de reforma dos estatutos, apresen-
tado pela commissio respectiva.
Segundo resoluco do Sr. presidente o de accor-
do com a lei, entraro os estatutos em di'cussao
se estiver representado dous tercos do capital
sendo que no caso c> ntrario embora funecione a
assembla geral para os ourros fins ser erta con-
voca fio considerada como segunda convocacio
para este fin, especial.
Escrijtoiio da comjanhia, 29 de Outubro de
1886.
O secretario,
Jos Antonio de Almeida Cunha.
TIIGATRU
ir
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9
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s-
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5
9
a

S g g
o
s
Espectculo em grande gala pelo
aQnipersario de S. M. El rei de Portugal
BENEFICIO DO
Galineg Portop ir Leitura
Generosamente concedido pelo corpo scenico do
Club Dramtico Familiar
S.intoa
steamer Vill de Baha
Espera-se dos oortos do
sul at o dia 3 de Novembro
seguindo depois da indis-
pensavel demora para o Ha-
vre.
Conduzem medico a bordo, sio do marcha rpida
e ofierecem excellentes commodos e ptimo passa-
dio.
As pasagens poderlo ser tomada* do autemo.
Recebe carga encommendas e paesageiros para
os quaes tem excellentes accommoda^oes.
Steamer Villa Se laraiMo
' esperado da Europa
n) dia 5 de Novembro, se -
guindo depois da indispen
save) demora para a Ba-
bia, Rio de Janeiro
e Man toa.
Roga-se aos Srs. importadores de carga p -lo
vapores desta linha,queiram apresentar dentro de 6
dias a contar do da descarga das alvareng. u i'.-
quer reclamacao concernente a volumes, que po-
ventura tenham seguido para os portoa do sul.arim
de se poderem dar a tempo as previdencias neces-
sarias.
Expirado o referido prase a companhia nao se
responsabilisa por extravos.
Recebe carga, encommendas e passageirea par
es quaes tem excellentes accomodacoes.
Anguslo F. de Oiveira 41
ACiEKTEM
42 -RIJA DO COMMERCO -42
PEn^l4iaici\t
DE
i%avegaco Costelra or Vapor
PORTOs DO NORTE
Parahyba, Natal, Macu, Moasor, Ara-
caty, Cear e Acarahu
0 vapor Ipojuca
O agente cima, por mandado e assistencia do
I Exm Sr. Dr. juiz de direito do commercio, vende-
r em leilo di unitivo, o navio cima com carre-
gamento de sal, prompto para navegar,
Os Srs. pretenden!es desde j podem examinar
dito navio
Terca feiru 9 de \ovembro
A's 11 horas
Segu no dia 5 de
Novembro, as 5 horas
da tarde. Kecebe
carga at o dia 4.
Encommendas passagens e dinbeiros a frete at
3 horas da tai de do dia da sahida.
ESCMPTORIO
Caes da Companhia Per*iamb>iM.ia
n. 12
Leilo
Para o Para
Seguir dentro de poneos dias, por ter grande
parte do carregamento prompto para esse porto, a
barra norueguense de Ia classe denominada Ebe-
nezer.
Para o resto da carga engaja-se desde j, com
o sea consignatario, ao largo do Corro Santo
u. 9.
Porto-Alegre
Segu com brevidade para o porto cima a es-
cuna nacional Manetta ; para o resto da cara
que lhe falta, trata-se na run do Mrquez de
Olinda n. 4.
LEILOES
Leilo
Drama traduzido do itiglez
Ayres de Albuquerque Gama.
Comedia
pelo Exm. Sr. Dr.
Carlos Aberto Menezes,
Gerente.
Contraria
C hriopiniano,
do Carmo do
DECLARARES
Oe S. CfarlMplm e I.
erecta no convento
Recife
De ordem do irmao provedor, convido a todos
os josaos irrnSos para comoarecerem no nosso con-
sistorio no domingo 31 do crrante, s 10 horas
do dia, afim de reunidos em m?sa geral, proceder-
se aeleicao para os novos m .arios que teem de
funecicnar no anno de 1886-87.
C msistorio da confraria de "*. Chrispim eS
Chrispiniano, 28 de Outubro de 1886.
Pelo secretario,
Ferreira dos Sanios.
THEATRO
DE
VAKEDABES
0 Dr. Joo da Cruz
ll(iniino. 51 de Oatubro de 1886
Comecar s 8 horas. Bonds para todas as li-
nhas e trem para Olinda e Apipucos.
MARTIMOS
COMPASHIA LYBICO-COMICA DE OPERE-
TAS FRANCEZAS
Regento de orchestra : de Mirecky
Ensaiador: Garjon
Sabbado .10 do correte
A's 9 horas e 3! da nolte
Immenso snecesso
PROGRAMMA
!
IRMANDADE
DAS
timan da matriz do Corpo Santo do
Be el fe
De ordem da mesa regedora, convido aos nossos f
carissimos irmSos a conparecerem na segund -
fera 1- de Novembro, no respeetivo consistorio
da irmandade dar Almas, pelas 10 horas da ma-
uha, afim de r unidos em mesa geral, proceder-se
a eleico dos fnnecionarios da nova mesa regido-
ra qne tem de reger a referida irmandade no anno
compromissal de 1886 1887, na forma dos a.ts.
"') e 42 do nosso compromisso.
Secretaria da irmandade das Almas, erecta na
matriz do Ccrpo Santo do Recife, 26 de Outubro
de 1886.
Jas Alve Cavalcante,
EscrivSe.
Irmandade das Almas
de S. Jos
De ordem da mesa regedora, convido a todos
os nossos irmaos 4 comp'-trecerem em nosso con-
sistorio no da 1- de Novembro prximo vindonro,
M'lasulO horas da mnha, afim de se proceder a
I. cao da nova mesa qne tem de administrar esta
irmandade no anno compromissal de 1886 87.
Consistorio da irmandade das Almas, erecta na
natriz de S Jos do Recife, 2 de Outubro de
1886O escrivao.
Francisco Valeriano Alves da Fonseca.
Irmandade de .%. 8. Mal dus Harneas
erecta na Igreja da Madre
de Deas
De ordem do irmio juiz, convido a todos os
nossos irmaos pura comparecerem em nosso con-
sistoi io no domingo 31 do correte, s 10 horas da
manba, para em aeserobla geral, elvennos os
novos funeciooarios que teem de administrar a
mesma irmandade oo anno de 1886-87, como de-
termina o art. 27 do nosso ouiprcmisso.
Secretaria da irmandade, 29 de Outubro de
1886.O escrivao,
Alfredo Francisco de Sonza.
HO! HISS
orchestra.
l' parte
polka msica de Merecky, pel
SCAR ET El'LVLIE
Do bouffe,
cantado por
Mlle. Leo
Mr. Hoven et
irmandade das Almas da matriz
do **. Sarrameuto da Boa
Vista
De ordem da mesa regedora desta irmandade,
convido a todos os nossos irmaos para compare-
cerem em nessi consistorio na mesma matriz, no
dia 1 de Nov mbro, peUs 10 horas da manha,
afim de reunidos em numero legal como datermina
o art. 14 do compromisso que rege a mesma ir-
mandvde, proceder se %. eleicio da nova mesa
regedora para o auno compromissal de 1886-87,
de contormidade com os arta. 31 49 do mesmo
compromisso.
Consistorio da irir andad* das, Almas, erecta na
matriz do SS. Sacramento da Boa-Vista, 27 de
Outubro de 1386.
O escrivao, _
Manoel D. da Silva,
1- POIVRIBUS, canconeta. Mlle. Blondine.
2- CHANTE 8UZON, cancao Mr. Arsia.
'! GAGA, canconeta cmica, Mlle. Lesage.
4- LA CHANON DES TYPES, tyrolezs,
Mr. Valere.
5- BRAS DESSUS BRAS DESSOUS, caocio,
Mlle. V.ldi.
6- VIN ET F1LLETE, dito, Mr. Hoven.
7- LE TROU DU CHAT, canconeta, Mlle.
Stainville.
'i parte
Oavertura pela orchestra
A pedido geral
lleloise et Abelard
Opereta em l acto, execotada
Garcon
por Mr. e Mad ama
de Olivier
LE TOUR DU MONDE, msica
Metra, pela orchestra
8- ANATOBLE C'EST USE COLLE I can-
cao cmica, Mlle. Leo.
9; ADIEU M1GX )NNE romance. Mr.
Arria.
10- ACllILLE, canconeta. Mr. Lesage.
11- VIRGULE UN FOI NT !! o'EST TOUT
cancao cmica, Mr. Garconl
12- UNE HEURE DE VOITURE, canconeta,
Mlle. Stainville.
3' parte
LES DIAMANTS DE LA COURONNE,
msica d'Auber, pela orchestra
L4 FILLE Dt UIARPEMIEI.
Opereta em 1 seto, dePerricauet Delormel, mu-
sica de Berigue, execotada por M. V. Hoven,
Garcon, Valere, et Mlle. Stainville.
PRESOS
Camarotes com 5 entradas 10*000
Cadeiras e galeras 2*000
Plateas 00
Entrada geral no jardim (theatro bar) HOOO
Os bilhetes desde ji venda em casa de Char-
les Pluym & C, na ra do Commercio n. 24, Re-
cife e a partir de 3 horas da tarde na bilhetaria
do theatro.
O espectculo terminando s 10 horas e 45 mi-
nutos, haver b nds para todas as linhas.
Em enasto*.La Tarentule, La corde Sen-
sible, L nfant du ebemin de fer, Ln gendre
poigue, Le rasoirdu Diab>.
Brevemente.Les Pimpiere de Nanterre.
Grande parada.
CO PAMHlfc EU HEiiAVE-
re iiitmtiis
[JNHA MENSAL
Paquete Senegal
Commandante Moreau
Espera-se da Eu-
ropa no dia 4 de
Novembro seguin-
do depois da de-
mora do costume
para Buenos-Ay-
res, tocando na
Baha, Rio de Janeiro e Monte-
video
Lembra-se sos senhores passageiros de todas
as classes que ha lugares reservados para esta
agencia, que podem tomar em qualqner tempo.
Previne se ao ssenhores recebedores de merca-
dorias que s se attender as reclamaces por fal-
tas nos volumes que forem reconbecidas na occa-
sio da descarga.
Para carga, passagens, encommendas e dinheiro
afrete: tracta-se com o
AGENTE
4ognste Lab lie
9 RA DO COMJVDiliUIO-Q
Companhia Uahlana de navega-'
Cao a Vapor
Macei, Villa Nova, lrenedo, Aracaj,
Estancia a Bahia
O VAPOR
Marinho Visconde
Commandante J. J. Coelho
Segu impreterivel-
mente para os portos
cima no dia 30 do cor
rente, as 4 horas da
tarde. Kecebe carga
'nicamente at o 1/2
dia do dia 30.
Para carga, passagens, encommendas e dinheiro
a frete tracta-se na agencia
7tiua do Vigario 7
Domingos Alves Ha heos
Pacic Sieaoi NagationCompan;
STRAITS OF MAGELLAN LINE
Paquete Ootopaxi
Espera-se dos portos do
sul at o dia 8 de No-
vembro seguindo pa-
ra a Europa depois da
demora do costume.
Eslepaquete e os que dora
em dianle seguirem tocaro em
Plymoulh, o que facilitar clie-
garem os passageiros com
brevidade a Londres.
Para carga, passagens, encommendas e din-
heiro a frete tracta -e com os
AGENTES
w IKon nona A c .. LJmJted
N. 14- RA DO COMMERCIO N |4
Compacta lira ilelra de Xave-
scoa Vapor
PORTOS DO NORTE
0 vapor Cear
Commandante o 1.* tenente Ouilherme Pa-
checo
E' esperado dos portos do sui
at o dia 31 de Outubro, e
seguir depois da demora in-
dispensavel, para os portos
do norte at Manos.
Para carga, passagens, encommenda valeres
racta-se na agencia
PRAQA DO CORPO SANTO N. 9
PORTOS DO SUL
Vapor Espirito-Santo
Commandante JoSo Marta Pessoa
E' esperado dos .. -rtoa do
norte ate o dia de 5 Novem-
k bro e depois da demora in-
' dispensavel, seguir para
.os po-t/>s do sul.
Recebe tambem carga para Santa Catharina,
Grande dj Sul, Pelotas e Porto Alegre,frete mo-
dic .
Para carga, passgens, encommendas valores e
trata-se na agencia
PRACA DO CORPO SANTO N 9.
De urna armacao inglesa, 1 vitrina, 1 machina
para carimbar calcado, 1 fiteiro grande envidra-
ado, cabides para loja de alfaiate, mesas repar- frncteiras de todas as qualidades : na ra do Ouro
timento de escriptorio, um bonito guarda-louva de n So
Da armacao, gneros, 1 cofre inglez pro-
va de fogo e maig utencilios da taverna
sita ra do Peixe Frito, ou travessa
do Queimedo n. 1.
Quinta felra 3 de Novembro
A's 11 horas
0 agente Burlamaqui, por mandado e assisten-
cia do Exm. Sr. Dr. Juiz de Direito da Provedo-
ria de Cu pellas e Residuos a requerimento do tes-
tamenteiro e inventariante do espolio de Manoel
Araujo Guimaies, levar a leilo o que cima
fica dito, em um s lote ou a vontade dos compra-
dores.
AVISOS DIVERSOS "
Aluga-se casas a 8/000 no becco dos Coe-
Ihos, junto de S. Goncallo : a tratar na ra da
Imperatris n. 56.
Aluga se os andares superiores do predio n.
51 ra do Imperador, com excellentes accommo-
dacde8 para familia : a tratar com N. I. Lidstone.
ra do Commercio n. 10.
Aluga se a casa terrea n. 21 a ra de S.
Francisco ; a tratar na ra do Imperador n. 31,
armazem do gaz.
Aluga-se a casa da ra do Pilar n 37, com
6 quart's, 4 salas, cosioha e apparelho fra, re-
construida, caiada e pintada de novo ; a tratar
na ra da Imperatriz n. 56.
Piecisa-se de urna cosinheira ; na ra da
Aurera n. 81, 1- andar.
- Vende-se ps de chrotes, flores, roseiras a
amarello, 1 mesa elstica, 1 jardineira de jacaran
d com pedra, 2 cadeiras de bataneo de Jacaran-
da, aparadores de columna, cadeiras, marquezoes,
lenca, vidros e ontros movis.
Na casa n. 52 da ra da Imperatriz, onde
fai estabelecido o Sr. Paredes Porto
Sabbado 30 do correte
A's 11 horas
O agente Martina far leilo des movis e mais
objectos cima descriptos. para liquidar.
Ao correr do martello.
Leilo
feita.
: PARA LIQUIDAR
De diversas fazendas e roupa
Sabbado 3i) do crvente
A's 11 horas
Na loja da ra da Imperatriz n. 52, onde ha-
ver tambem leilo de mov
PELO AG
Mirtiiis
Agente Burlamaqui
2- leilo definitivo
No armazem roa do Imperador n. 22
Do patacho nacional Urarta, carregado com
1G00 alquires de sal.
Aluga-se um scravo para copeiro e todo o
mais servico de casa de familia, efcriptorio ou ou-
tro qualquer estabelecimento, garantindo-sc sua
conducta ; a tratar na ra de 8. Jorge n. 115, 1-
andar.
Precisa-se de urna cosinheira para casa de
familia : a tratar na ra do Baro da Victoria
n. 39, loja. __________________
Aluga se o 1- andar do so arado n. 43 ra
da Aurora : a tratar i om o Sr. Negreiros, ra
do Imperador n. 24.
Pede se ao Sr. Epiphamo da Bocha Wan"
derley, chefe da estacao de Pao d'Alho, o favor de
responder as cartas que se lhe tem dirigido.
Um seu coliega.
Aluga se nma casa na estrada de Luis de
Reg n 9 B, com 3 quartos, 2 Balas, eosinha fora
a tratar na casa n. 11.
Precisa-se de urna pessoa para vender na
ra : na roa dos Martyrios n. 148, 2' andar.
Aluga-se a loja e o sobrado da travessa de
Livramento n. 10 ; na ra do Apollo n. 4, so-
brado. ____________^____________^_____
Precisa-se de um criado para vender tabo-
leiro e fazer mais servicos de casa : na rus da
Matriz da Boa-Vista n. 3.
Aluga se a metade da casa n. 99 ra do
Visconde de Goyanna, antiga do Cotovcllo, por
3J000 mensaes; quem a pretender dirija-se .
mesma, qne achara com quem tratar.
EXTRACCO
>%
PRIMEIKA SERIE DA 24* LOTERA
10 DE NOVEMBRO
SOB O SEGUINTE
WL a n o
PARA EXTRACCO DE LOTERAS NESTA PROVINCIA
DI
COLONIA ISABEL
COHCEDlDiS PEULEIPAOVIHGUL 1.184?, EfflWO PELO FXM. SR. VICE PHESIDENTE 0 FfiO.IICI
POR ACTO Dt l DE SETEMBRO OE 1880
lo.ooo bi'lieles em vigsimos ISiio..... 800:000$
Despezas............ H8;8oo
iij[M1!
DanipschifTalirts-GeselIschal
Vapor Montevideo
i premio de.
i dito de .
i dito de .
i dito de .
i dito de
9 ditos de .
23 ditos de .
400 itos de
forem
1 dito de
i dito de
99 ditos de
99 ditos de
99 ditos de
iguaes
' esperado do su) at
o dia 31 do correte,
seguindo depnisjda de-
nora necessaria para
Lisboa e Hambnrgo
Para carga, pasagens e encommeudase dinhei-
ro a frete tracta-se com os
Consignatarios
Borstelmann & C.
RUADO VIGAWON. 3
1' andar
2:000$
......1:000$
para todas as contenas, cojos dous algarismos
aos dous ltimos do primeiro premio inclusive
1:000$ para a sorle, cujo numero na extraccao for mais alto
1:000$ para a sorte, cujo numero for mais baix
400$ para toda a centena do Io premio.
200$ idem dem do 2 prrmio .
100$ idem idem do 3o premio .
2 apps. de 4:000$ para o Io premio ....
2 ditas de 3:000$ para o 2* dito .
2 ditas de 2:000$ para o 3o dito ....
2 ditas de 1:100$ para o 4o dito ....
2 ditas de 850$ para o 5o dito ....
4,000 terminales de 24$ para o Io premio inclusive
4,000 terminac5es de 24$ para o 2o premio inclusive
240:000$
40:000$
20:000$
10:000$
5:000$
18:000.
23:000$
40:000$
1:000$
1:000$
39:600$
19:800$
9:900$
8:000$
6.<
4:(
2:200$
1:700$
96:000$
96:000$
681:200$
Esta lotera ser dividida em 20 series de 4,000 dezenas. Quando as terminacSes do U c 2. premios forem
iguaes, a d'este passar ao algarismo immediatamente superior. De9 passa a 0 e de 0a1. Us premios sao
pagos sem descont algum.
0 premio grande de cada sene acha-se garantido por um deposito equivalente e igual quantia no Banco
Rural do Rio de Janeiro.
21 de Outubro de 1886.
O THESOUREIRO,
Francisco Gonca/ves Torrea.
1
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6
Diario de Per BambucoSabbado 30 de Outubro de 1886


:a o 3
oavonoj. o oNn o
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iS3Q0VDIdlS"IVJ SV
woo oavoino
Extracto Composto
SAlSAPARB't";
de Ayer
Escrfulas c todas as Molestias
provenientes d ellas: e para
Dar Vigor ao Corpo
"purificado sangue.
Alusra-se
. predio n. 140 roa Imperial, proprip para es-
abelecimeoto fabril: a tratar na ra do Commer-
Aluga-se barato
Ra do Bom Jesns b. 47, 1 andar.
Roa de Lomas Valentinas i. 4, com soao.
Largo do Merend n. 17, 1 ja com agua.
As casasdu ra do Corone1 Suassuna h. 141
Bu da Baixa Vnd<- n. sitio com vi veiro.
Trata-se na ra do Coinmercio n. 5, 1' andar
esiriptorio de Silva (luimaries & C.
Rna Viscondo do (oyanna N. 79___________^_
Alnga-se
t casa n 1 m> jembinne* do Gome, em Santo
Amaro, tem agua : a tratar na ra* da Imperatrix
a. 32, 1. andar.
Alug
a-se
urna casa terrea com 2 salas, 4 quartos, cosinba
f.a, quintal murado e cacimba, ra do Hospi-
cio n. 70 ; a tratar na mesan n. 81
Alnga-se
o sobrado de uto andar e sot&o ra do Mrquez
do Herval, travesea do Pocinho n. 33 ; a tratar
no largo do Corpo Santo n. 4, 1 andar.
Ama
Precisa-se de urna ama para engommar e cos-
turar perfeitamente ; a tratar na ra de Kiachucl-
lo n. 57, porto de ferro.
Ama
Precisa-se le urna perfeita cosinheira ; a tratar
na ra do Cabug n. 14, sala da frente, de meio
dia s 2 da tarde.
Precisase de urna ama para cosinbar, que seja
perita e que durma em casa do patro ; na ra
de Riachuello n. 57, portJo de ferro.
Anu
Precisa-se de urna ama para lavar e engom
mar; na ru do Padre Floriano n. 41, taverna.
itf
commercio
Jos Soares de Seixas e D. Mara da Conceicao
Seixas avisam ao corpo do coinmercio que nesta
data diesolveram umigavelmente a sociedade que
tinham na sab .ai .i sita ra nova de Santa Rita
ns. 69 e 71, que gyrou sob a razio de Scutaa fc C,
ficando a liquidaeao do activo e passivo de dita
sociedade dissolvida, exclusivamente a cargo c
soba responsabilidade do ex-socio Soares de Sei-
xas, retirando-ee a ex-socia D. Maria satisteita e
paga de seu capital e lucros, e desonarada de todo
e qunlquer onus referente sobredita sociedade
Eecife, 22 de Outubro de 188S.
Cosinheira
Precisa-se de urna ama para cosinbar, comprar
e mais servicos de casa ; na ra do Aragao nu
mero 14.
Aluguel barato
Alaga-se o importaute 1 andar roa da Roda
n. 17, c.m muito bons commodos : a tratar no
largo do Mercado n. 12.
"~ Par ,4p0
Aluga se a loja do sobiado ra de Lomas
Valentinas a. 50 : a tratar na ra Primciro de
Marco n. 7-A, livraria.
Attencao
Previno a quem qner que seja, que tendo com-
prado um alainbioue ao italiano Manoel Avinno.
morador boje no sul desta provincia, fji illuiido,
pelo que tendo aceitado urna letra, peco a todos
que nao facam traosaeco nenbuma com tal docu
ment, cujo debito pretendo liquidar em juizo com
o mencionado italiano quando por elle, for chama-
do. Enjtenho Imb da comarca de Kazaretb, 28
de Outubro de 1886.
Auraiano Cavalcante da R. Wanderley.
Criada
Preeisa-se de urna criada para servico interno
de caaa de familia: tratar na largo do Corpo
Santo n. 15, 1. andar.
ftande e vigor
PARA TODOS QUE FIZEBEM VZO DAS PILU-
CAS ANTI DISPPTICAS E REGULADORAS
DO VEXTBK.
Preparadas por Barlholomeu &. C*.
Estas pilulas, cuja formula nos foi con-
fiada pelo distincto clnico deata cidade, o
Illm. Sr. he. Carneiro da Cuoha, sao ap-
plicadaa com o melhor xito contra a fla-
queza do estomago, prisAo do ventre, en-
'.'rgitaroento do ligado e bago, anemia,
toQtniraa heinorrhoidaes, etc. eta. Ellas
nao causam o mcoor vzame ou dor no
estomago, produzindo sua acjSo operativa
branda e, suavemente.
Nao prostam as forjas, nem abatera o
espirito, antea pelo contrario do alent,
deseavolvem apetite, dio maior rigor e
r-'8tituem aos doentes suas primitivas for-
jas, concorrendo assiin para o completo
restabelecimento da saude.
DE PSITO
EM SUA PA.KMACIA
BA LABOA DO EOSABIO N. 34.
Luz brilhante, sem Fumo
OLEO AROMTICO
Hy
gienico e Econmico
PARA LAMPARINES
MAOTINS* BASTOS
Pemamhueo
NUMERO TELEPHONICO : W 3
Agua florida. Extrabida de flores bra-
siieiras pelo seu delicado perfume, suavida-
de e suas propriedades benficas, excede
a tudo que neate genero tem apparecido de
mais celebre.
Tnico americano.E' a primeira das
prepararles para a tonserva^ao dos ca-
bellos. Extingue as caspas e outras mo-
lestias espillares, faz nascer os cabellos,
impede que embranquecam e tem agrande
vantagem de tornar livrea de habitantes as
cabecas dos que os usam.
Oleo vegetal- Compcsto com vegetal
innocente, preparado para amaciar, for-
tificar e dar brilho aos cabellos.
Agua dentifricia. Excellente remedio
contra a carie dos dentes, fortifica as gen-
gives e faz desapparecer o mo h&lito.
Vende-so as principaes casas desta ci-
dade e na fbrica da leos vegetaes ra
da Aurora n. 161.
TF.LEPHONE N 33___________
Tricofero de Barry
Garntese qne faz nas-
cer ecrescer o cabello anda
aos mais calvos, enra a
tinba o a caspa e remore
todos as impurezas do cas-
co da cubeca. Positiva-
mente impede o cabello
de cahir ou de embranque-
cer, e infallivelmente o
torna espesso, macio, lus-
troso e abundante.
Agua Florida de Barry
Preparada segunda a formula
original usada pelo inventor em
18'2'J. E' o nico perfume no mnn -
do qne tem n approva^ao oficial de
um Govemo. Tem dos vezes
mais frnrr.incAque quolquer outra
eduraodobrodo tempo. E'muito
mais rica, suave u deliciosa. E'
muito mais fino e delicada. E'
mais permanente e agradavel no
lenco. E' dos vezas mais refres-
canto no banbo e no quarto do
lente. E' especifico contra a
frouxidiio e debilidadc. Cura as
9 dores de cabera, os consacot e os
desmaios.
lampe le Vifla -le Mer No. 2.
Ajena db ubaIi-o. dbpob de ttsal-0.
Cura positiva e radical de todos as formas d a
escrfulas, 8ypbilis, Foridas Escrofulosas,
Affeccoes, Cutneas e as do Couro Cabel-
ludo com perdido Cabello, e de todas os do-
encas do Sangne^Figado, e Bins. Garante-te
qne purifica, enriquece e vitolisa o Sangua
e restaura e renova o systema inteiro. +
Satao Curativo de Reuter
Para o Banho, Toilette, Crian. .
cas e para a cura das moles-
tias da pelle de todas as especies
* em todos os periodos.
Deposito em Pernambuco casa de
Francisco Manoel da Silva & C.
Madamoisclle Cotinha
A inda contina na ra do Imperador n. 05, 2-
andar, onde suas amigas e ireguezas podem eu-
central-a para comprar lhe os trabalhos, que como
modista desempenba, c->mo sejam, toilettes e pen-
teados de todo gosto. de accordo com os figurinoi
modernos
Lindos albuns
para cromos, e cromos para os meamos, receben a
I.i i;irli l'arioli'iini'
N. 7 ARa Prirneiro de MareoN. 7-A
Bazar de passaros
Rh;> do B'Oin J<>miin n. XA
Nttte estabeleeimento eucontra te sempre gran-
de sortimento de especiaes passaros e gaflas,
naeionaes e estrangeirai, fnicas de diversas qua-
Iklades, balaiuboa par uiobns de canarios do
imperio, jarro o cestos de timb, trLOaibo muito
aperfeicoado, a axborosa pimcnla em tomerv em
lindos tra-qiiuilioB vindos da America, pelo barato
preco de 1Q is. cada uro, c outros muitos gena-
ros, que se tornam eafadouho mencionar, tudo por
preeos m id icos.
EXPOSITION
Mdaille d'Or
UNIV"* 1878
CroiXdeCheTalr
La us mures rcokphsi
PERFUMARA
da
ESPECIAL
LACTEINA
E. COUDRAY
Prseonisad ptlai Celliridulra Moliras de Parte
PARA TODAS ti KECESSICAtS 00 OCAOO
PRODUCTOS ESPECJAES
S ftnde 1U02 de UCTEIIA para blanquear pelie
SAUI de UtniNA i tatM-er.
, CREE e PO Plllll de UCTEUU para a belleza dos cabillos.
AC0A de UCTEIIA para o toucador.
ILI de IICTEIIA para emocllczar os cabelloa.
nCaCU de UTiniA para lencos.
M e ACIA DETiFRlClOS de UCTEWA.
Cim UCTEIIA chamada selim da pelle.
UiTUiiiA par branquear a pelle.
MTM tnaot a"aM-!E M FAHIt
I PAOS 13, rae Engiiea 13 PARS
P*W"" % tfr as iVriaiuiw. rUrmtnu
CbeWerirr. da AiSrica.
Kxcelleiittt morada na
Torre
Aluga-se urna casa com commodos sufficientes
para familia numerosa, com grande sitio e jardim,
muito fresca e alegre, margetn do rio, em cojo
portao termina a linha dos bonds, fundo na mar
gem opposta do rio, a estucho d Torre, da com-
pauhia dos trilhos urbanos dJ Hecifo Caxaog :
a tratar ne Reeife, ra do Commercio n. 46, pa-
vimento terreo.
t'ochelra da ra da liuperatrlz
n
TELEPHONE N. 189
O abaizo astigaado avita aos teut amigos, fre-
guezet e M publico em geral qne o Sr. Delfino de
Azevedo Villarouca despedis-se da administracao
de sua cocheira, ra Ja Imperatriz n. 29, desde
o dia 9 do corrente, tendo prestado todas as coritas.
ficando a mesma sendo administrada pelo Sr. An-
tonio Joaquim Moreira, a carge de quem se acba
tambem a cobranza ; espera, pois, merecer a mes-
ma confiase* dos seo* freguezea.
Recife, 18 Je Oatubro de 188G.
Jos Pedro Rodrigue* da Silva.
Criado copeiro
Precisa-se de um de
14 a 16 anuos, na ra
de Riachuelo n. 17.
Eiigonimadein*
Precisa-se de'uma ama que engomme com per-
fecto ; na ra do Marqqez do Herval n. 10.
Coslureiras
Ka ra do Imperador n. 55, 2- andar, precisa-
se de costureiras.
Costureira
Precisa-se de urna petsoa que cosa eom perfei-
co ; na ra do Marques do Herval n. l.
Attendit!
Boqueta da ultima invenco, para casamentos,
etc., etc., de Jos Samuel Botelbo ; a tratar na
ra do BarSo da Victoria, loja n. 20, e ra da
Cadeia ao Recife, loja u. 43.
Para conzinhar
Precisa-se de urna ama
Marques de O'nda n. 41.
a tratar na ra do
Hotel de Beberibe
JoSoda Silva Villano va, proprietario des-
ee aprazivel eattbelecimento, situado na
melhor casa da povoacao de Beberibe,
previne aos sena numerosos freguezes que,
o ter competentemente remontado este
anuo, e prompto para attender os mais ur
gentes gostos. '
A grande concurrencia cora a qnal foi
honrado a festa passada, animou-o anuo s
crear novas commodidades para os seus
hospedes e inquilinos, orno tambem a am-
pliar a serie de jogos e passatempos que
serao na occasiao em que o calor sfugentar
do Recife naeionaes e estrangeiros em bus
ca do ar do campo, em nenhuraa parte
mais ameno que alli, a mais bonita e tran-
ca digressSo. Para que Be a vali da mu-
dicidade dos preeos, toma a liberJade de
offerecer aos seus numerosos freguezes a
presente tabella, que soffrer descont
quando se tratar de familias onde ajustes
por atacado.
Tabella dos preeos do hotel
Dormina em qnarto separado, eom di-
rcito ao banho, refresco e cal pela ma-
cha 1)$.
Almcgo, contendo clons pratos segundo
a lista, um copo de vinho, caf ou cha,
etc. U.
Jantar, tres pratos segundo a lista, so*
bremesa, um copo de vinho de pasto, e
caf 1(5*00.
e' o caso de experimentar para jtjloab I
Jogos de jardins.
Jogos do salo.
Divertimentos ao ar livre.
Concertos em tecto enxuto.
Inaugurado do Club das Corridas.
Msica gratis.
Surprezas, roysterios.
Boa palestra e... tuti quanti...
A' Beberibe rapazcada, A' Beberibe,
olhem bem (isto muito em segredo) o Villa-
nova s nao gosta do fiado !
Povoac3o de Beberibe, 5 de Outubro
de 1886.
JoSo da Silva Villanova.
^ooet-o ne *astilhA
--\
As Dores de Estomago
JHgeste difficeis, Constipa^es, Acide
SAO rpidamente curadas com o emprbco do
C A A VO ^ D BELLOC
Quer em PASTILHAS, quer em P.
(A rprovado X>1 Academia d i^edioiia de Pars)
BOU I 43 PASTILHAS POK OA
Se t(/fin oh tvilun a Pks.rtnaeta.
FABRICAQiO
Em PARIZ, em Casa de L. FRF.RE
r
*O0U)0EPASTlU^s
..'*
L
FUNDICAO GE
ALLANPATERSON ttC
N. 44~Ru i do Brum--N. 44
JUNTO A E? f A(3A0 DOS BOJOS
Tem para vender, por pra mdicos, as seguintes ferragens:
Tachas fundidas, batidas e caldeadas.
Crivac^es de diversos tamanhos.
Rodas de espora, idem, dem.
Ditas angulares, idem, idem.
Varandas de ferro batido.
Ditas de dito fundido, de lindos modelos
Portasd fornalha.
Bancos de ferro com serra circular.
Gradea ment para jardim.
Vapores de Torca de 3, 4, 5, 6 e 8 cavallos.
Moendas de 10 a 40 pollcgadas de panadura
Rodas d'agua, systema Leandro.
Encarregam-se de concertos, e assentamento de machinismo e execatam qaa -
trabalbo com perfeicao e presteza.
'
Aviso
reitera! de Canillar (5)
Descoberta e preparayao de Alvares de S.
Soares. de Pelotas
Approvado pela Exina Junta Central de Hygie-
ue Publica, autorisado pelo governo imperial, pre-
miado com as medalhas de ouro da Academia Na-
cional de Paris e Expoaicao Brasileira AllemS de
1881, e rodeado do valiosos ttestados mdicos e
de muito* outros do peseas curadas de : totses
simples, bronchites, sitbma, rouquiduo, tisiea pul-
monar, coqueluche, escurres de sangne, etc.
"~ Preeos as agencias :Frasees 2*500, meia
dusia 13*000 e dusia 24*000.
Preeos as sub-agencias :Frasco 2*800, meia
dusia 15*000 e dusU 28*000.
Q Agentes depositarios geraes nesta provincia
FRANCISCO MANOEL DA SILVA & C,
ruHgMarqvez de Olinda n. 23.
Superior vinho de Pasto
Loureiro & C. rpcebsram pelo Ville de Victoria,
por encommenda e couta propria, o que ha de mais
superior em vinho de Pasto, no nosso mercado.
Em pipas, quintos e decimos, vendem cm grosso
e a retalbo, e pedem a seus fregueses e amigos o
favor de experimentaren!. E muito proprio para
botis, resUurant e casas de familia. Encontrase
venda no estabelecimento de molhadcs dos mea-
mos Loureiro & C, Passagem n. 7 ; Augusto Fi-
gueiredo & C, Recife.
(ffVo< commercio
Pelo presente fazemos publico, que Desta data
vendem s ao Sr. Lino Femandes de Acevedo c
nosso estabclec.ment.il de molhados sito ra do
Visconde de Groysnna n. 191, livre e desembara-
zada de todo e qualquer onus : quem for credor
aprsente suas comas no praso de tres das, a
contar da presente data.
Recife, 27 de Outubro de 186.
Soira Heirelles & C.
Alt'IR'llO
Aluga-se rm urna casa de familia, um quarto a
alguma senbora viuva ou solteira, que seja de
conducta moralisada ; trata se na ra do Mar-
ques do Herval n 182.
Registrad)
Urna senliora habilitada offerece se para dar
lifocs de desenho crsyon, psslel, k aqnarella,
bem como a tirar retratos, em casas particulares
e em collegioi ; a tratar na livraria Iranseza, ra
Prirneiro de Marco n. 9.
~
Tomeni nota
Trilhos para engenkos
WAGONS PARA CANNA
Locomotivas
Machinismo completo para en
genhos de todos os tamanhos
Systema aperfe9oado
Especificacdes e presos no escriptorio dos
agentes
Browns & C.
IV. Una do Commercio
N. B Alm do cima B & C, tem cathalogos de
mu. implementos necessarios agricultura, como
Jim bem machinas para descarocar algodao, moi
nbos para cat, trigo, arroz e milbo; cerca de fer-
ro gal vanisado excellcnte e mdico em preco, pes
toa nenhuma pode trcpal-a, nem animal que-
bral-n._______________________>________________
Oleo para machinas
Em latas contendo cinco galoes, a 0*00O ; ven-
de-se nos depsitos da fabrica Apollo.
Criado
Precisase de om criado de 14 16 anaos ; a
tratar na ra do Commercio n. 44
Ama
Na praca do Conde d'Eu n. 2' andar, pre-
cisa-so de urna cosinheira de boa conducta.
Ao publico
Cal virgen, de Jaguaribe
Abri se ra do Bom Jess n. 23,
um armazem onde se vende constantemen-
te a superior cal virgem de Jaguaribe,
acondicionada em barricas proprias para o
fabrico do assucar.
Esta cal, em nada inferior que nos
vem do estrangeiro, vendida pelo prego
fixo de 6(5000 a barrica por contracto que
fez o Sr. Vicente Nascimento com o Sr.
Jos Costa Pereira proprietario do engenho
Jaguaribe, cujas pedreiras lhe d o nomo
E' encarregado da venda nicamente
nesta cidade o Sr. Sebastiao Bezerra,
com escriptorio ra do Bom Jess n. 23.
Amaral & C, tendo comprado ao Sr. Alberto
Reis Ferreira de Olivcira, o seu hotel denominado
Rocambole sito ao pateo do Terco n. 7, livre
e desembarazado de todo e qualquer onrs: decla-
ram que nada tem com o activo e passivo do mes-
mo hotel. Se alguem se julgar com direito a qual-
quer reclamaco, queiram fazel-o no praso de tres
das, a contar desta data.
Recite, 27 de ntubro de 188G.
ATKINSON
PERFUMARA INGLEZA
llamada h niis di um seclo; excede todu
as otxiTzs pelo mo pe rame delicado e exquisito.
Trkz Mkiiai.hab dw. Ocho
PARIZ lCX. (Al.CLTTA IAS4
pfla Fxtra-liiu e\clleticia desuaqualidade.
Perfume mod-rnm de Atkinton
rAG.i & cYunroH
sao -li' am raro e peculiar perfumes, tendo sido
reg;strad(n %6podrm seroMidos por intermedio
d.s [uvantoroi oa sem Agen tes.
LOCAO DE QDIHIHO DE ATKIISOI
era -il |ii fTfl rrr-m'-lrnr rr- riSBM
Garantida iaofloaaiTa.
A6DA FL0RII1 DE ATKISSOH
perfume cirepcional para o leen istillado
da mais exquisita escolba.
Iitsitfi ea Caa t ttin s Jegociutes e 'atncuUl
J. dt E ATKINSON
24. Od Bond Street, Londres.
k Marca de FabricaUrna" Rosa branca ** A
sobre urna Ljra de Ouro. *
MULSAO
DE
SCOTT
DE OLEO PURO DE
Fisrado de bacalho
COM
Hypophosphilos de cal e soda
4pprovada pela Punta de lly-
gienc e autorisada pelo
t goveroo
E' o melher remedio at boje dcacoberto para s
tnica bronchile*. eiioropbalait. ra- i
rtallia. anemia, U ebilicladc em seral,
aefluxoH. toH chronlea e alTecc^ea
ao pello e da carian la.
E' muito superior ao oleo, simples de figado de
bacalbQ, porque, alm de ter cheiro e sabor agra-
daveis, possue todas as virtudes medicioacs e nu-
tritivas do oleo, alm das propriedades tnicas
reconstituintes dos hypophosphilos. A' venda^iat
drogaras e boticas.
Deposito emJPernambneo
Precisa-se de urna ama
pateo do Ter?o n. 32, loja.
para cosinhar ; ac.
11 Aluga-se a cssa terrea ra de S. Fran-
cisco u. 97 ; a tratar na ra das Carvalhas a. i
Precisa-se saber noticias e informaces a>-
j bre Francisco Prez, francez, nascido no departa-
' ment dos Baixos Pyreneus, com cerca de 35 sb-
nos de idade, o qual veio para esta piovineia k&
lguns snnos, e consta que daqui seguio para :.
Parsbyba Agradece-se quaesquer informaces
dadas no escriptorio de Maia & Resende, roa de-
Commercio n. 38, 1 andar, entrada pela ra de
Torres.
Pontn de aritometlca, segundo a
novo programma do goveroo. Vende-se n&s lirra
riss : Francesa, Econmica, Parisiense, Plaa. ^
nsnse e na encadernaco Commercial.
Vende-se urna armaclo de amarello, proprr>.
para cigarros, por ser pequea, ou ootro qualqof -
negocio, prefo commodo : na ra larga do Rosa-
rio n. 24.
Aluga-se muito barato a casa n. 37 Wna d:
General Sera, mitiga do Jasmim, est anito i
pa e muito fresca a tratar junto.
Am
a
srixunhv Cavalcante de Albu-
aaqaerqae
D. Herundina Maria Ferreira Cavalcante, F-
lix Cavalcante de Albuquerque Mello, Manoel He-
raclito de Albuquerque, Dr. Democritn Cavalcan-
te de Albuquerque, Jos Thales de Mello e Ly-
curgo de Albuquerque, mandam celebrar urna
missa na matris da Boa Vista, s 8 horas da ma-
nbS do dia 30 do corrente, 1 anniversario do fal-
lecimento na cidade de Aracaj, de seu presado
marido, filho, irmao, cunhado e tio, Dr. Aristarcho
Cavalaaote de Aibuquerque ; e para esse acto de
religio e cai-idade convidam aos parentes e ami-
gos pira assistir, confessando-se eternamente
agradecidos. ________________________
Precisa-se de usca ama para cosinhar para dea ?
pessoas ; a tratar na ra larga do Rosario mar-
ro 13.
Ama
Attea^o
Compra se uma escrava engommadeira perita e
ada, ou aluga-se urna ama para o mesmo mister :
a tratar na ra da Imperatriz n. 11, prirneiro
andar.
Olinda
Aluga-se a cata terrea sita ra de S. Bento
n. 53, com 2 salas, 2 quartos, cosinba fra c quin-
tal fechado, est liaipa e tica muito peno dos ba-
nhos salgados.
ip aliar
O 2' andar da na larga do Rosario n. 37, es-
quina defronte da igreja a tratar no pavimento
terreo.
Casa para augir
ST Alaga-te n 2- andar do sobrado i ra Prirneiro
de Marco n. 12 ; trata-se na loja.
Attenijo
o absixo assignsdo tenio justo e contratado a
cunpr do sobrado a, 31 ra Duque de Caxias,
pertencente ao Sr. T da Silva, previne
anticipadamente em geral, que compra livre e
desembaracido de qualquer onus e se bouver
quem tenha direito a oppor-se a dita venda recla-
me uo praso de tres dias Pernambuco, 27 de
Outubio de 1886.
Jos Augusto de Fojos Correia Cessr.
triad
J
Precisa-se de um criado de 15 20 snnos de
idade, para cssa de familia ; a tratar oa ra do
Bario da Victoria n. 52, 1 andar.
Hotel popular
Rna de lio ras numero 'i
O dono desre acredtalo estabelecimento pro-
jie- e psia iornecrr comida, quer rm sua caaa,
quem em casa oe quem pretender, por preco sem
competen .a a outro qualquer, com proinptido e
asseio.
Casa no Encanamento
Aluga-te uma casa c >m duas salas, dous q.>ar-
tns, cosinha fora e cacimba, nova e aluguel
commodo : a tratar roa de Pedro Affjoso n. 4,
antiga da Praia.
Aviso
A Sra. D. M ria Arcbani Cavalcante de A bu-
querque, mi da Extn.a Sr* Barom-za de Vera
Cruz, senbora do eugenhj Moijjp", queira ter a
bond/.de de mandar pgar a Jone Feliciano de
Naziir th a quautia de 3.0001 e tantos de xarque
que lhe remetteu para aliuientscao de sua fabri-
ca n (ngenho TatnaUpe de Flores, nlem disse
quandit seu filho Joao Cavalcante foi para Euror-s
e que ficou a dever-lhe uir.a letra de 2:00040.4)
lauto, proveniente anda de xarque, elle fui a sua
casa fazer-lhe ver is'o, assiin Como se devia con-
tinuar a inanuar xarque para supprir a sun fabri-
ca, e suas paiavras foram estas, que ainda boje
nao aa nega, o senhor pode continuar a mandar
porque n sua divida est segura, poiquMatose
meu filho morrer na Europa eu lhe pagarei, e se
ea morrer prirneiro ahi est meu filho para lhe
pagar, paiavras estas que coufessou a outras pes-
soas, que mais tinha dito ; clem disto a Sr." Haro-
nes* viuva e rica e ni tem filhos, nao ncressita
portanto que a Sr* D. Maria por meios menos
propriot aceumule fortuna para Ibe deixar de he-
ranc i. Esta divida alem de tudo uma divida
proveniente da xarque para alimentueo de sua
fabrica enao deve ser igual as outras que V. Exc.
doixou de pagar.
Precisa-se de urna ama que cosinhe e engo
alguma cousa, para casa de pouca familia ; ar.
ra do Visconde de Albuquerque n.24.
Ama
Precisa-se de uma ama de meia idade ; na raa.
da Aurora n. 137.
Conaeltieiro Joac Bonifacio de
Andrade e Silva
O senador Alvaro Barbalbo Uchoa Cavalcante
manda celebrar s 8 horas da manb de 3 de No-
vembro prximo, bu matriz de Santo Antonio,
uma missa pelo eterno repouso de seu presado
amigo e collega, o coaselheiro Jos Bonifacio de
Andrade c Silva, e para eace acto de religio e
em homenagem ao talento e virtude, convido os
amigos e r din ira dore* do preciar.-) estadista e emi-
nente jtIoth de liosa parlarre-nto.
Ur. I'l'liiici^i'u lliua Falco
A viuva f filhos, pai e irinos, tios e cunhados
do finado Dr. Francisco Das de Arruda Falciio.
intimamente condoidos de sua chorada morte,
cenvidam a todos os seus prenles e amigos, bem
como a todos os dn failsoido, assistireui asioi>-
sas que mandam resar por sua alma no dia 3 de
Noveinbro, stimo de seu failecimeut), s 8 horas
da inanha, uas matrises da Eseada e Boa-Vista
do Recife, e na capelU do engenbo Noruega, des-
de j se considerando gratos por esse acto de ca-
ndade.
Precisa-se de uma ama para cosinhar e
prar : na raa Vidal de Negreiros n. 134. _______
Ama
(r Preeisi-se de uma sma para cosinhar e engom
m Ama de leite
' Offerece-se uma ama de leite, com muita aban-
daucia de leite ; a tratar na ra do Coronel Soas
suoa n. 18.

Caixeiro
Precisase de um menino para caixeiro de ta-
verna ; na ra de Hi.rt.is n. 17.
JQ
Compra-se deas carrocas para condocao de as-
suaar : a tratar na ra Prirneiro de Marco n. 17
l andar.
Parteira
>. Ansiilia Levpiiliiiuu clan .\eea
Cardoao
Frsrrfiseo Correia de Mesquita Cardopo, Aao-
nio Francisco Correia Cardoso, Gabriel Ildefonso
das Neves Caldoso, comraend .dor Jos Pedro dss
Neves eFrancisco Antonio Correia Carioso, agra-
decen! cordialmente ao pareles e amigos que se
dignaruin aesrepanhar ao cemiterio publico oa
restos tnortaes de sua presada esposa, filha, irm
e sobriuha, D. Amalia Leopoldina das Naves Car- I
doso ; e de novamente os convidam para assisti-:
rem as missas do stimo dia. que por sua alma
mandam resar na igreja da Madre de Deus, s 8
horas da inanha do dia 30 do earrante.
A abaixo ussignada d-clara s pessoaa de ks
conhi i-.ment que. uiudou se da ra do Arago r.
24 paiu a iiiesm.-i ra n 32, onde pode ser proca
rala para o acto dr sua protsao a qualquer hora.
Maria Lina de C. e Silva.
A o commercio
Eu, sbaixo assigoado, pelo presente declaro qae
nesta data comprei aos Srs. Souza Meirelles &
C. o seu estabelecimento de molbados sito raa
do Viscond de Goysnna n. 191, livre e desem-
barazado de todo c qualquer onus que poesa ap-
parectr.
Recite, 27 de Outubro de 1S86.
L;no Fornundes de Azevedo;
Lojaearmafo
Vende-se non, propria para qualquer ramo dte
negocio, na rna do Cabu.-, que muito se retca
menda pur ser uma das principaes ras para todos
os nep icios. Garante-se ao comprador as chaves
da mcsina : a tratar na ua Nova n. 15.
Padaria
i
Vends-se dous cylindros amerieaaos, em per
ftito estado e com pouco uso, assira tambem atea
sitios de padana ; a tratar na rna Direita nume-
ro 32.





Diario de PernambucoSabbado 30 de Outubro de 1886
VEDAS
f
__ Vende ae casa de molhadoa sita ra Di-
tta dos Afogados n. 16 : a tratar na meama.
Cocheira a venda
Vende-se ama cotheira com boni carro de pas-
-aeio, beui localisada e afreguecada, por preco omi-
to mdico cm razao de sea dono nSo poder admi-
mistrar por ter de faser urna viagem : os preten-
dentea acbaro eom quem tratar ra do Duque
-la Carias n. 47. ^^^^^
\ Vencedora
fina da lmperatriE 82
.1. M. Lriuim Uarle
Ncsto estabelecimento encoutrar o publicc
npre um compUto sortin-.ento de miudesas c
jbjectos de moda c phantaais, e grande exposiclo
le brioqued&s para crianca, per preco sem eom-
.eteucia, a saber :
Leques do diversas qualidades.
Socos para crianca.
Chaposinhas e sapatinhos para baptisado.
nxovaee completos para baptisado.
Bicosde tdaa as qualidades c cores.
Sortimento completo de fitas, crese qualidades.
Punbos e collarinbos para hornees e aenhoras.
Completo iiortiincnto r*e la de todas as cores a
'Jf.SOO a libra.
Espirtilho.
Grande sortm<>nto de meias brsncaa c de cores
-:wra liomens, senhoras e meninos.
<_Objectos de plaqu : broohes, pulseiras, brin.'os
voltaa, alfinetes e mis artigas.
Pertumaras de todas as qualidades.
Velas de cera e hopas de todos oe tauanbos.
Lucas
De seda, braco inteiro.
dem, meio braco.
Idetr.. de 2, 3 e 4 botos.
dem de Escossia.
dem preta, de 2, 3 e 4 botoes.
l.uiao tle pelliea
A 1 bt) o par, e mais urna infinidad de rti-
cos -jii. seria enfadunno euumerar.
O proprietario dcste estabelecimento convida
deas fri'guozes e especialmente 3 Exmas. faini-
ias para visitarem o seu estabelecimento, e ava-
larem o que acim fica dito.
82Kua dalmperatrii82
GRANDE
UKPIJ
Exposije central roa larga do
Rosario n. 58
Damiao Lima & C, chamam a attenoao das
Exmas. familias para os precos seguintes :
Carretela de 200 jardas 80 rs.
Pecas de bordados do 200 a 600 rs.
Ditas de um palmo a 2J500 e 3*000.
FiU n. 80 para faxa a 2*500.
Leques recatas e D. Joannita a 1*000.
Frascos e extractos de Lnbin, grandes, a 2*000.
Leques D. Lucinda Colho a 6*000.
Toalbas felpudas a 500 600, e 1*U00.
Duzia de meias para bomem a 8JO0O.
Ditas para senhoras a 8*000.
Lavas de seda a 2*000.
Meias de fio de seda para menina a 1*000.
Colarinhos de linho a 500 rs.
Ditos de algodao a 320 e 400 rs.
Macos de grampos a 20 rs.
Pecas de cordo pe ra vestido a SO rs.
nvisivris grandes a 320 rs.
Grampos invisiveis a 60 rs.
Um leque de setim (novidade) a 65500.
Ricas bolcinhas de madreperola de 1*500 6*.
La para bordar 2*800.
Urna capella e veo de 15*000, por 12*000.
Um espelho de mol Jura por 5*500.
Urna pulseira de fita psr 1*200.
Hliss a 400 e 600 rs.
Urna noneca grande de cera por 2*500 e 3*000.
NA EXPOSJQO CENTEAL
58Roa Larga do Rosario38
!\o\as hisifiiiis
39Oe 400 reis o covado
bam de chegar para a loja da ra da Iin-
iz n. 32. um grande e bonito sortimento de
as c cores pa:a vestidos, sendo fazenda de
phantasia, com cores clara e escuras, e li-
se a 320 e 400 reis o covado, por ha ver
porcao na loja de Percira da Silva.
Serrara a vapor
Caes do CapSbarlbe a. 93
N'esta serrara encontrarlo os Knbores fregue-
les, um grande sortimento de piobo de resina de
:inco a dez metros de coroprimeno e de 0,08 a
1,24 de esquadros Garante-se preco mais como-
lo do que em outra qualquer parte.
Francisco dar Santos Macedo.
Vende s
carro de passeio em bom estado ; a tratar na
ia do Imperador n. 11.
Finito de Biga
Acaba de ebegar pelo bngue Atalanta um com-
pleto sortimento de pinho de Riga da melhor qoa-
iidade e de diversas dimeruoes, como sejam :
4 X 12
4X9
3 X 12
3 X 11
3X9
2 X 12
e tabeas da mesma madeira de 1 e 1 1/2 polle-
ijadaa.
Vendem MATHUE3 AUSTIN & C, ra do
(Jommcrcio n. 18, 1 andar, ou no caes do Apollo
n. 51, por precos commodos.
. lAlS DORES DeoAu
|||bP Elixir, Pe Pasta dentifrioios rC#/
RR. PP. BENEDICTINOS

da Abbadia de SOTJLAC (Gironde)
D0M MAGUEL0NNE. Prior
2 MEDALHAS DE OT7RO
Bruillas 1880 Unjrf, 18SI
AjS Milis elevada* IWIWMIJM'IUMW.
INVENTADO|MS|A Pao Prior
no ao I W jf W Psrr.-BOURSAUD
< O uso iiuotidiano 'lo Elixir
Dentllrlclo dos U. *P. Be-
nedictinos, rom dose de alpu-
mas Kiittas eos agua, prevem
v cura a carie dos (lentes, om-i
branqueceos.fortalecondoe ti >r-|
uando as genglvas perfeila-|
mente sadias.
Prestamos um verdadeiro
servil o.assignalando aos nossos
lcitors este antigo e utilissimo
Separado, o melhor cura-
ra t; o huco preoerratlro contra as
Affirec&em dentarla, t
Casada fundada em 1807 ___^^
Agente afi af** | | Bal 3. RCE H06CERIE, 3
Geral: 9KUUll BORDEAUX
cha-u em todasat boa$ terfumtrias, Phasmaciat
e Drotariat.

5
3

Zan
Can
Chapeos e chapelioas
36 A40-PRACiV DA INDEPENDEIA-3B A 40
B. S. CABVALHO & C.
Proprietario deste bem conhecido 'eatabelecimento pajtecipam
SSt
a5
9

as Exmas. familias e ao publico em geral, que mensalmente recebem
das principaes casas em Paria e Manchester o que de melhor e de
^* apurado gos'.o ha em chapelinas e chapeos para senhoras e meninas
^ e das primeiraa fabrioas de Hamburgo o que ha de melhor em cha-
peos para homena e cranga8, e muit.d outros artigoe concernentea
cbapelaria.
CP
ce
si:
rxi

Flrta artificiae8 para ornamento de aalas.
XAROPEoeSEIVAooPINHEIRO MARTIMO
de LAGASSE, PharmacentJoo de Bordet\ui
ApproTado pela Junta de Hygiene do Rio-de-Janeiro
Os mdicos francezes mando para Arcaohon, perto de Bordeaux, os
doentes fracos do peito, afim de que respirem o ar embalsamado dos seus
pinhejros e bebao a seiva que se extrahe do pinheiro martimo. Estes
admiraveis principios balsmicos sao os que o Sr Lagasse concentrou no
seu Xarope e na Pasta de Seiva do Pinheiro Martimo, excellentes
peitoraea receitados constantemente contra a Tosse, os Resriamentos,
os Catarrhos, a Brouchite, a Rouquidao, e Extlnccao da vo*.
Cada frasco Um a marta da fabrica, a Irma a o tallo atul da nossa casa.
Deposito em PARS, 8, Ru Vivfanne, e as principaes Pharmacia.
rrroJM u um
wwww
Vttro, rpida e certa pelo
ARSENIATO OURO DYNAMISADO,
do X3o-n.*oxr AX>rT8QlV
da Chloroae, anemia, todu u sfoltas do Systeana nervoso, nusmo u
mte rebelda, Molealiaa ahronlcaa dos Pulmoes, etc., ata
Ai iMlora Ulaatrac0 medicas Um allantado o poder curatlTO darte medioueaoto deali
o pivnro e o mata tnargkt dos rtconatituintea.
o frasco i e rsANCO |n< nsLa*&*-l s?
T Podo /nuco qm do trortatr a Marea ie Fabrica registrada e atu^naUm^x^^L'1''1'0 r*irh*'tt
dore ser rigoroemmenU reoasado. ~JZ^-^> **
U I ASUS, Miermmeta^aUOJr. rrn. ateoBeeDeuM, S. Z^ *****
Deposito em Pernambuco : FRAN M. da SILVA &
O*.
A Revolugo
A' roa Duque de Caxiaa, resolveu vender
o seguinte artigo com 25 /0 de me-
nos do que em outra qualquer parte.
Cachemira bordada de seda a 15500 u co-
vado.
Merinos de cores a 900 rs., 14000 e 1/200 o co-
vado
Merinos pretos a 1/200, 1*400, 1/600, 1/800 e
2/000 o covado.
Velludilhos lisos e lavrados a 1/000 e 1/200 o
covado.
Palha de seda a 800 rs. o covado.
Las cora listrinhas a 600 rs. o covado.
(losdcnapoies pretos a 1/800, 2/000 e 2/500 o
covado.
Setins damass a 320 rs. o covado.
Zephiros com desenhos modernos a 240 rs. o
covado.
Linbos escosseres a 240 rs. o covado.
Gaze com boiinhaa de velludo a 800 ra. o co-
vado.
Zephiros lisos a 100 ris o covado.
Ditos listrados a 200 ris o covado.
Chitas finas a 240, 280, 300 e 320 ris o co-
vado.
Cretones finos a 360, 400 e 440 ris o co-
vado.
Baptiatas finas h 200 ris o covado.
NanBUC finas com 3 padroe lindos a 300 lis o
covado.
Las com mselas de seda a 700 reis o covado.
Setinetas com desenhos lindos a 320, 360, 400 e
440 ris o covado.
Ditas lavradas a 500 reis o covado.
Das lisas a 400 e 500 ris o covado.
Fustoes de cores a 320 rs. o cavado.
Enxovaes para baptisado de 9/000 a 18/000
um.
Colchas bordadas a 4/, 5/, 7/, e 8/000 urna.
Ditas brancas a 1/800 urna.
Cobertas de ganga a 2/8U0 urna.
Lencoes brancoa a 1/80O um.
Lencos de 1/200 a 2/000 a duzia.'
Toalbas felpudas a 4/000 e 6/000 a duzia.
Bramante de 3 larguras a 900 ris a vara.
Dito de 4 ditas a 1J20O a dita.
Dito de linho a 2/000 a dita.
Cobertores de la a4/c00 e 7/000 um.
Fechs de la a 2/000, 3/000, 3/500, 4/000,
e.4/500, 5/000 e 6/500 um.
QChales finos de 5/000 a 9/000 um.
sjSetiua maoao a 800 e 1/200 o covado.
Cortinados bordados a 7/000, 9/000 e 16/000 o
par.
Espartilhos de ouraca a 4/000, 5/500, 6/030
e 7*500 um.
Guardanapos de linho a 4/000 a duzia.
Madapoloea gemina de ovo e pelie de ovo a
6/500 a peca.
Camisas de meia a 800, 1/000, 1/500 e 2/000
urna.
Seroulas de bramante a 1/ e 1/400 urna.
Flanella branca a 400 ris o covado.
Casemira diagonal a 1/800 e 2/500 o covado.
Cortes de caeemira a 3/000, 5/000 6/000 e
7/000 nm.
Camisas de linho a 30/000 a duzia.
Brim pardo a 320, 360, 440 e 500 ris s co-
vado.
Linn com salpicos a 500 rs. o covado.
Fustoes brancas a 369, 440 500 e 640 ris o
covado.
Panno da casta a 1/400 e 1/600 e covado.
Dito admascado a 1/800 o covado.
Esguiao amarello e pardo o 600 rs. o covado.
Cortinados de crochet a 21/000 c par.
Henrique da Silva Moreira.
VAPOR
WHISKY
ROY AL BLEND marca V1ADO
Este excellente Whisky Esceescs preferivt
ao cognac ou agurdenle de canna, para ortifica
o corpo.
Vende-se a retalho nos tu Ihores armazena
nol hados.
Pede ROY AL BLEND marca VIADO cujo no
me e emblema sao registrados para todo o Braii
_____ BROWNS c C, agente*
Malvasa
Yinlio proprio para senhoras
Em barris e a retalho : P. cas
roa estreita do Rosai o n. 9.
Mendes & C,
e moenda
Vende-se nm bom vapor e moenda com pouco
uso ; a ver no engenho Timb-ass, muito perto
da estacao do mesmo nome ; a tratar na ra de
mperador n. 48, 1 "andar._______ _________
a' ioriar
Ra Duque de Caxlas u IOS
Chama te a attPnco das Exmas. familias para
os precos seguintes :
Lnvas de seda preta a 1/000 o par.
Cintos a 1/500.
Luvas de pellica por 2/500.
2 caixas de papel e envelopes 800 rs.
Grampos invisiveis a 60 rs. o masso.
Luvas de seda cor granada a 2/, 2/500 e 3/
o par.
Suspensorios para menino a 500 ra.
dem amer.cano8 para bomem a 3/.
Meias de Escossia para crianca a 240 rs. o par.
Leques de papel com torrente al/.
Fitas de velludo n. 9 a 600 ra, n. 5 a 400 rs. o
metro.
Lencos de esgniao a 1/500 a duzia.
Albuns de 1/500, 2/, 3/, at 8/.
Ramcs de flores finas a 1/500.
Luvas de Escossia para menina, lisa e borda-
das, a 800 e 1/ o par.
Porta-retrato a 500 ra., 1/, 1/500 e 2/.
Pentes de nikel a 600 rs., 700 e 800 rs. um.
Rosetas de brilbantes chimicos a 200 ra. o par.
Guarnicdes de idem idem a 500 ra.
Aoquinhas de l/5fc0, 2/, 2/500 e 3/ tuna.
Plisss de 2 a 3 ordens a 400, 500 e 600 rs.
Biccs de cores com 12 jardas e 2 1/2 dedos de
largura a 3/ a peca.
dem com 4 dedos a 4/500 a peca.
Espartilbo Boa Figura a 4/500.
dem La Figurine a 5/000.
Bicos de alencoa com 4 e 5 dedos de largura a
2/500 a peca.
dem estreitinhoa com 10 metros a 800 e 1/000
a peca.
Pentes para coco com inscripcSo.
Para toilet
Sabio de areia a 320 rs. um.
dem pbenicado a 500 is. um.
dem alcatrao a 500 rs.
dem de amendoa a 300 n.
dem de alface a 1/000.
Agua celeste a 2/000.
Agua divina a 1/500.
Agua Florida a 1/000.
Macacoa de seda a 100 ra.
Meias brancas para senhora a 3/ a duzia.
BARBOSA & SANTOS
Tecidos de linho
A 500 rs. o corado
Na loja da ra da Imperatriz n. 32, vende-se
um bonito sortimento de tazendas de linho para
vestidos, tendo largura de chita franceza, com
muito bonitas corea e palminhas bordadas, pe-
chincha a 500 res o covado, na loja ae Pereira da
Silva.
Maduro
Yi.iho puro da uva
0 que pode haver de melhor para mesa, em
barra e a retalho : Poces Mendos & C, ra
estreita do Rosaor 9.
Dloivos e noivas
Encontrarlo sempre na Graciosa, ra do Cres-
po n. 7, urna variada collecco de objectos pro-
prios para casamento, como sejam :
Capellas com veos, de 5/ a 25/000.
Grinaldas de flores de larangeira a 5/ e 6/.
aligas de seda bra ca a 1$ e 2/1 00.
Luvas de pellica branca para senhora a 2/500 .
o par.
Ditas de dka para homem a 3/ o par.
Meias aburtas de fio de Escossia para senhora a j
/000 o par. a
Ditas de seda br. Ac para senbora a 8/000.
Ditas de fio de Escossia, brancas, para homem
a 1/500.
Leques brancos de setim, de 6/, 10/ e 15/000.
Gravatas brancas de cambraia a 800 rs.
Ditas ditas com laco a 1/000-
Ditas de setim branco a 1/500.
______________In:irte estC.______________
Vende se
a taverna da ra das Calcadas n. 15, bem afre-
guezadu, propria para principiante ; a tratar na
mesma.
Campo-Alegre, na ncruzilhada
de Beln.
Vende se urna boa casa de pedra e cal, por com- cLcClcle
modo prefj, bom quintal, cacimba, fructeiras, etc.,' ^______
propria para pequea familia : quem desejar diri-
ja-se travesea dos Artistas, em Santo Amaro
das Salinas n. 3-B.
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MEURON & C.
MEURON & C. 'partecipam aos fumantes e apreciadores dos aeu cigarros,
que os podem encontrar as casas seguintes:
Reclfe
Meuron & C-, ra d Madre de Deus n. 7.
Charle Pluyn dC, praya do Gommercio.
JoSo Martin da Silva, praga do Chaco n. 21.
Jos Pinto da Costa Sobrinho, ra do Barao do Triumpho n. 35.
Manto Vuonio
Joa Joaqoim Alvea, ra do Barao da Victoria n. 69.
JoSo Alfonso Torres, ra do Imperador n. 65.
Nunes Pedroza & C, ra da Penha n. 32.
Boa Vista
Joaquina Antonio de Vasconcellos, ra da Aurora n. 81.
Arthur Maces, ra da Aurora n. 85.
Manoel Lins Ribeiro, ra do Rosario n. 51.
Recife, 20 de Outubro de 1886.
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Vendem Rodrigues de Paria & C. latas de cin-
co e tinte cinco libras, na ra de Maris e Barros
numero 11.
Viuvos e viuvas
Poderao ir Graciosa, ra do Crespo n. 7,
que acbaro sempre artigos proprios para lato,
taes como :
Leques pretos de papel, aetineta e setim.
Voltaa, brincos, pulseiras e broches pretos.
Meias pretas, fitas, bicos de linho, 12 e seda
pretos.
Guarnicoes para camisa de homem.
Cadeias de fita, retroz e metal, pretal.
Meiua pretas para criancas.
Uarte 4 C.
Bom negocio
Vende se nma pequea casa de pedra e cal
construida ha pouco teenpo, sita na Torre ra
do Kio, tero 2 salas, 1 quarto e cosinha fra ;
edificada em terreno proprio, com 123 palmos de
fuudo e 50 de trente : quem pretender dirija- ae
ra do Imperadjr n. 65, escriptorio.
Taverna
Vende-ae urna tavern* em urna das principaes
rusa do bairro da Boa-Vista, com poneos fondos
e com um sortimento de gneros novos, com urna
-legante a-maco, casa com commodos indeprn-
dentes para familia, e aluguel commodo ; t se
vende por o dono ter de cuidar de outro negoeio e
nao poder continuar testa : quem pretender
aproveite que una b ja acqusicao : a tratar na
travesea da /Madre de Deua n. 23, armaiem.
Predios a yenda
Vende-se, ou troca-se por a poli es da
divida publica nesta cidade o sobrado n.
82 ra da Ponte Velha, com entrada pela
travesea de Joo Francisco, e na cidade {
de Olinda o sobrado n. 18 ra de S. j
te^tB^uas casas terreas urna a ra do
A-^rpmSt. 14 e a outra roa do Bispoj
(Jouti'nbe, n. 11.
A tratar a ra d'Aurora n. 31.
Pehinchas!!!
ko asi esrulnieM <> deflnitlva.-
menle nao enlrarao no prximo ba-
ladro
Adniirem!
Bonito sortimento de mariposas e fustoee, cores
firmes, a 240 e 320 rs. o covado !
Nansoks de cores mimosas a 180, 200 e 320 rs. o
dito!
Linhos escoceses, novidadea em padroes, a 200 e
240 ra. o dito !
Setinetas, as mais finas que tem vindo, a 320 e
360 rs. o dito .'
Cretones francezes a 260, 280 e 380 rs. o dito !
Sargelim diagonal, todas aa cores, a 240 ra. o
dito !
Popelinas de cores, a 160 e 240 rs., listras de se-
da, barato!
Lazinhaa modernas, a 440 e 500 rs. o dito !
Cachemiras, lindos gostos, a 600 e 700 rs. o dito !
Renda indiana (imitacao), linda fazenda, a 700 rs.
o dito I
rlanda, delicados desenhos, um metro de largura,
a 800 ra. o dito !
Merinos e cachemira;, pr.-tas e de cores, a 900 ra.,
1/ e 1/200 o dito !
Setim maco, todaa aa cores, a 800 e lf o dito!
Veludilho de todas ns cores, lisos e bordados, a 1/
e 1*1200 o dito !
Casemiras inglesas, de cores, a 1/200 e 1/400 o
dito!
Cheriots, preto e asul, a 2/500, 3/ e 3/500 o
dito!
Casemira diagonal, a 1/800 o dito !
Panno inglez superior, preto e azul, a 2/200 e
4/ o dito!
Pecas de esguiao para casaquinhos, a 4/500 e
4/!
dem de superior algodSo, a 4/, 20 ida !
dem de madapoloes americanos, a 4/500, 5/ e
6/, 24 ids !
Para as Exmas. noivas, lindas grinaldaa e veos,
por 12/ e 15/ !
Ricos cortinados, todo bordado, completo, por
9/!
Lindas guarnicoes de crochets, cadeiras e sof, a
8/!
Superior bramante de algodio, quatro larguras, a
900, 1/ e 1/200 o metro !
Atoalhado bordado a 1/400 e 1/800 o dito .'
Pannos de difieren tes cores para mesa a 600,1/200
e1/600 o covado!
Cobertas de cretones, lindos padroes, a 3/800 e
4/.
Lences de bramante (cama de casal) a 2/ nm !
Colzas franeezas, de cores, a 2/, e 6/ superiores !
Lenccs de cores, lindos desenhof, a 2/ a dusia !
Seroulas bordadas, de bramante, a 16/ a dita !
Meias inglesas, brancas e de cores, a 3/200 e 6/
a dita.
Cambraia bordada, branca, a 6/ e 7/, as melhorcs
que tem vindo !
Sortimento completo do sedinhaa de cores, grosde-
naples, filos bordados, crep, mantilhas, capas
de la, fich*.
ChamadasTemos pessoal habilitado.
Vendan em roDsseontos da praca.
59Ra Duque de CaxJas."
Carceiro da Coila & C.
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Superiores costumes de expeliente fazenda para
B.A.3srxa:as de xvxjob.
Para senhoras...... 10$000
Para liomens...... 8^000
Para enanas...... 5$000
Promptamente prepara-se qualquer eos-
turne para o que temos os melhoi es teeidos.
\o iiiesnio ostabelecimento se continuar
a encontrar constantemente verdadeiras pe-
chinchas.
M Prieiro ie Marco i. 20
JUNTO DO LOLVRE
Telcphone n. 188
\

proprietarioa do muito
conhecido estabelecimento denominado
MUSEU DE JOIAS
sito a ra do Cabug n. 4, communicam ao respeitavel PUBLICO que receberam um
frande sortimento de joias das mais modernas e dos mais apurados gostos, como tan>-
em relogios de todas as qualidades. Avisam tambem que continuara a receber por
todos os vapores vinds da Europa, objectos novos e vendem por muito menos que aa
outra qualquer parte.
MIGUEL WOLFP & C.
N. 4RA DO CABUG-
Compra-se ouro e prata velha.
----N. 4
NENHUM
l*eltora adqulriu urna reputacSo mais merlclda
do que a da fasta e do Xarope de Saf de
Dra ngremier.
Sun rosa unireroal, funda-*.*.
10 Sobre sua .uperforldade c poderosa eficacia
verificadas polos Mdicos do todos os hospitaef
de Pariz e menwros ua Academia do medicina de
Franca contra os SeSozoi, Broncnites, Irrir
taco do Fettc c da Carfanta.
2 c Sua oomposloo, cuja base ofructo do Val
da Arabia (Hiblscus esculentus de LlnnJ
que rclaiaoIguma tem cornos outros peitoraes.
3o Sobre as analye* dos Sra barbukl *
Cottemau, chimicos da Faculdade de Pariz,
que demonslrao nao conter era Opio, nem Mor-
phtna, nem! Codeina pelo que podem ser dadosIU
criancas com erlto e seguranca quando ataca
de Tt/aap oii Toaae convulsa.
miric oosUtuJosautheDtlcosguerecom-
1 ALo mendo a Pasta e o Xarope de
Saf a. conflanca dos mdicos e do publico, ttulos)
que nunca forao concedidos* peltoral algum antigo
ou moderno.
DELASUHEXIER, 53, ra Vliitnne, PABIM
tatiuuiriiirUiau44fKti|alelfua
m
c
1\
GOWVIT
JOSEPH KRAUSE ft C.
Acabam de augmentar o seo j bem conhecid
mporlante estabelecimento roa!
de marfon. 6 com mais
om salo no i andar lnxnosamenle prepa-
rad e prvido de orna exposi-
ffefe ilns de prata do Porte eetatra-plate
dos mais afamados fabricantes do
mando inteiro.
nonvida, pois, as Exmas. familias, seus nume-
rosos .amigos e freguezes a visitarem
o seu estabelecimento, afim de
apreciaren, a grandeza bom gosto com que
nao obstante a grande
despeza, o adornaram, em honra
desta provincia.
ACM ASERTO DAS 1 DA NM
\ liEHB
t



Diario de rwiiamhucti--Sabbadu 30 de Outubro de 1S86
SCIKNCIAS
- *'

Hedieina
DOCUMENTOS ASTIG08 SOBRE A RAIVA E
SEU TRATAMENTO.
Ua alguna mezes, nao tinbamos, para
lutar coatra a raiva, seno um meio preven-
tivo muitisaimo aleatorio, a cauteriaaco
inmediata, profunda, cruel, com o ferro
em brava. O Sr. Pastear acaba de juntar
a todas as suas glorias e a todos os seus
titulos gratido ua bumani lade a desco-
berta de um meio de tratamento da moles-
tia durante o aeu periodo latente da incu-
b&co. Restara, para que a therapeutica
dessa enfermidade nao apresontasse mais
lacunas. achar o meio de cural-a depois
da exploso dos aceessos caractersticos no
seu perodo de estado.
Em face dos doentes acommettidos de
raiva confirmada, os mdicos de nosscs
dias, convencidos de sua impotencia, con-
servam-se em penosa inaco, que infeliz
mente parece legitima. O mesmo nao
aconteca em fias do ultimo seculo e come-
co do actual, em que certos methodos de
tratamcuto, boje perfeitamente esquecidos
tinbam adeptos e contavam successos.
Qualquer que pussa st a rcalidade des-
ses successos, pareeeu-nos que alguns do-
cumentos dessa po-a, que devemos ob
sequiosidade de um dos nossos collaborado-
res, o Sr. Villard, offereciam interesss
sob o ponto de vista de urna tberapeutica,
que foi levianamente abandonada, tanto
como o de algumas ideas que reinavam
entao sobre a patbologia geral a ctiolo
gia da raiva.
Neste intuito, resolvemos extrabir des-
ses documentos as observacBes seguintes.
Nelles se encontrar, entre outras, a men
ao de casos curados ou preveni os pelo
tratamento mercurial, actualmente de todo
desprezado, e que, entretant inteira-
mente conforme s acquisicoes recentes
de nossos conhecimentos sobn a natureza
parasitaria das molestias contagiosas e so-
bre as propriedades microbicidas podero-
sas dos saes de mercurio.
Trataremos, primeiramente, da poyphar-
macia.
Em Julho de 1712, um lobo damnado,
levado pelo furor at ao centro da praca
do Mercado, em Angers, mordeu tres pes-
soas. Nao Ibes toi applicado nenhuui tra-
tamento, e j bavara tido ac;essos de rai-
va (1) quando toram submettidas ao trata-
mento seguinte, que parece, curou as tres:
Tomam-se extremidades de rcbentos
novos de airada e de salva, folhas e raizes
de margaritas do campo, um punbado de
cada urna; urna cabeca grande bida do folhelo; raizes de lyrio roxo, de
roseira selvagero e de saponaria, um pu-
nbado do cada urna; sal grosso escuro,
um grande punbado ; pile-so tudojuntoe
ponba se de infusao em um litro de bom
vinho branco : junte-se, se fOr possivel,
cascas de ostras pul 'erisadas, e, depois de
24 boras de infusao, en:ete se o uso, dei-
xando-se sempro as drogas no vinbo. A
dose meio copo todas as machas em je
jum, durante nove dias; e mesmo um co
po cheio de urna vez, se o doente j tiver
tido algum acccsso. >
Ao mesmo tempo, regamse e lavam-so
as chagas, curanto as com o residuo da
infusao supra mencionada.
De ve tambem o doente ficar tres horas
sem comer nem beber, depois que tomar
este remedio, no qual nao se pora arruda,
si tiver de ser applicado a urna mulher
grvida.
Esta observacao foi eztrahida do Diccio-
nario de medecina porttil, publicado por
um medico antigo, em 1763.
O autor diz ter curado com o seu reme-
dio varios bydrophobos ; diz tambem qu
vio os babhos de mar provocaren) a ex
ploslo dos accidentos rbicos, alguna me-
zes e at, em um caso, nove annos depois
da centada,a como se o veaeno, imitan
do o da varila e ua syphilis tivesse por
assim dizer circulado tranquilamente no
sangue, ou se tivesse limitado do lugar da
ferida, at que alguna causa occasional o
fizesse fermentar.
Depois encontra nos urna applicacao da
clectricidade.
O L)r. Roasi (de Turim), data desconhe-
ci'la, tendo de tratar de um homem mor-
dido no dedo pollegar por um cao damna-
do, e que, soffria, Qaroa de um mez, vivas
dores no braco e at as costas, empregou
primeiramente o caustico usual, que acal-
mou as dores por alguns dias. Porm,
estas reappareceram depois acompanhadas
de symptomas mais assuatadores.
O doente estremeca ao esp>cto d'agua,
tinba vontaie de morder, e sua garganta
estava to inflammada que nao poda en
gulir at alimentos solidos.
O Dr. Rss fez ento preparar urna pi-
lba oom 50 pares do discos de prata e
ci zinco, separados por outros 50 discos
de ".artilo molbados em 8 .luco de sal am
moniaco. Pequeas tiras de papel pardo
humedecido, sobre o qual maadava por
os ps us do doente, lbe serviam de con
ductores.
Na occasio em que este abri os den-
tes para morder, introduzio-se-lhe na boc-
ea a extremidade do arco que, pela outra
extremidade, coiumuaicava com e appare-
lho de Volta.
Esta operacSo violenta enfraqueceu de
tal sorto o individuo, que na> polo mais
sustentarse, sendo assim mais tacil galva-
nisal-o.
No fim da operaeo, estava banhado em
suor. Foi entao levado para seu domici-
lio e no dia seguinte estava curado.
As dores tinbam cossado, nao tinba
m >is horror aos liquidos, nem nenhama
difiiculdade de deglutilo.
E' certo, que alguns dias dpoa, m ini
festou-se outro ataque, mas o Dr. Rossi,
com razio, submetteu novamente o doent;
galvanizarlo.
rJis agora a observace de um caso de
hyiropbobia, curada pela sa igria at des-
fallecer ; observacao extrahida da Oazeta
Official de Calcutta, de 8 de Jouno de
1842, lida na sesso ordinaria da Ia classe
do Instituto de Frailea, a 6 do Setembro
de 1813, e acorapanhala do resumo de al
guns outros factos do mes no genero.
Ameir, criado musulmano, de 25 a 30
annos, foi mordiuo na perna direita por
um cao damnado, a 18 de Abril de 1842
As fer tas, poueo profundas, sangravam
muito ; mas curaran)-se logo sem outro re
medio mais que um pedaco de panno ver-
m ibo escarate dobrado em urna folha de
plantara, tpico recommendado como iu-
fallivel contra as mordeduras do caes by-
drophobos. Nao tendo nunca visto bydro-
phobos o ferido eon3ervou-se durante i7 dias
de saudo e tranquillidade perfeita. Mas,
nessa ocecasio, sentiu pelo desfallecimeo-
to, perda e appetite, apprehenso continua
de ser perseguido por caes, gatos e sensa-
cao da dentada ao nivel da cicatriz. Al-
gumas horas depois, a apparicao desses
primeiros symptomas, a vista e o contacto
d'agua tornaram-se-Ihe insupportaveis ; de
po8, no dia seguinte, produzem-se espas-
mas, oppresso, dures epigstricas, contra-'
himentos de msculos do braco ferido e de
face. Os olhos tornam-se salientes, injec
tados ; o olhar tizo e desvairado ; a boca
constantemente aberta, deixa escoar sali
va viscosa. A cabeca em movimento con-
tinuo ; a expresso do rosto selvagsute,
terrivel, sem que, entretanto, o doente fi-
zesse o menor movimento para morder.
Foi ento que o Dr. Schoolbred, medico
do hospital e Calcutta, fez abrir larga-
mente a vea do braco direito, do qual es-
correu um sangue rutillante. Depois que
corrern) de 16 a 20 oncas, a agitacao es
pasraodiea diminuiu ; a respiraco tornou
se mais calma, as dores epigstricas angus-
tiosas desappareceram. Deixou-se, toda-
va, escoar o sangue at quantidade de
duas meias caadas. O doente pode, nes-
sa occasio, biber com prazer urna cha
vena de agua, pediu que o abanassem (o
qua insupporcavel aos bydrophobos) e
dormiu somno tranquillo, que durou urna
hora.
Quando despertou pediu um sorvete, e
engdiu quatro oacas com facilidade. Ameir
nao tardou a tornar a dormir ; mas, desta
vez, com somno agitado, e pouco depois
iut-rrompido. A deglutico tornou-se pe-
nosa, as dores epigstricas reappareceram;
decediu-se s mgral-o novamente no braco
at desfallecer, o que |aconteceu no fim da
oitav-i 005a. Tornando a si da syncope,
F0LHET1H
DE
EMMA ROSA
POR
2nSS DE JKSIEP.S
c:stss::;: be bi&olo
(Continuacao do n. 248)
XXIII
Tornou a entrar no seu gabinete, de on-
de b sahio para acorapanhar at a porta
da ra a hervanaria, os magistrados e os
dous mancebos desconhe idos.
Asaustei- ne sem razo, disse Ceci-
lia de si p ra si, respirando mais livremen
te. Mas, que vjeram elles fazer aqu.
Porque alo sahio a menina com os outros.
Estar ella doente ? Se assim, como an-
nuio Angelo a tratar a til ha dessa oreatu-
ra, mi.iba inimiga mortal ? Ah ha algum
enygma, cuja soluc > me impcssivel des-
cobrir ; entretanto quero tabel-a, hei de
sbela.
Nao tendo mais nada que ver do lado de
fra, Cecilia sahio da janella, correu os
olhoB pelo seu vestido, achou-o em ordem
e desecu.
Estava perto do gabinete do director,
quand 1 vio Luigi sabir della e fechar a
porta.
O Sr. doutor est ? perguntau elle.
Sim, senhora, respondeu o piemon-
tez, cumprmentando.
Obligada.
Luigi afastou-se.
Ceciha, mesmo sem batT, abri resolu-
tamente a porta e entrou no gabinete.
odente bebeu novamento com prazer;
nao sentiu mais dores na bocea do estoma-
go, e nicamente vontade de vomitar e
algumas vertigens. O pulso, que era de
104, baixou a 88.
O Sr. Tymoa, cirurgio do 22 redimen
to de dragona, tendo retarido, na Oazeta
de Madras, os detalhes de um caso de hy-
drophobi tratado com sucesso por meio
da sangra, do morcurio o do opio, o Sr.
Schoolbred resolved se ento submetler seu
lente a esse trttinento mixto e aiminis-
trou-lhe, em cons queneia, quatro graos d >
ealomel nos e um grao de opio, de tres
em tres horas.
D pois de tomar a segunda dse o doen
te dormiu urna hora, b tevo urna evacuaco alvina.
No segundo dia, calma perfeita, salvo
urna cephalalgia asss forte, contra a qual
applicaram-se seis sanguesugis em cada
fonte, que produziram o resultado deseja
do. A's seis harns da tarde, o doente ti-
nba tomado crea de 28 graos de cal une
lanos a 7 de opio : no dia s-guiute, e no
outro dia, dimiouiram-se as dosis, e deram
se-lhe alguns laxantes brandos. Oito dias
dias depois, o doente sahiu do hospital
completamente curado.
O historia lor deste facto nao duvida que
s as sangras curaram o hyirophobo. e
que o mercurio e o opio nao exerceram
nenhuma influencia no curativo.
Por outra parte, o Dr. Mead admitte
tambem que, depois da invaso da moles
tia, pdese esperar alguma cousa da san-
gra copiosissima. Btt-rhaava, para quera a
molestia era eminentemente inflammatora,
querque, desde que aparecen os primeiros
sigoaes annunciandoa invaso, applique-se
urna grande sangra at syncope, e affir
ma que foi bem succedido em alguns casos,
que alias nao menciona. Todava, um de
seus discpulos, em 1750, o Dr. Rutherford,
ensaiara essa pratica em Edimburgo, tiran-
do 66 oncas de sangue de um doente que
j tinba sido sangrado nesse dia. Como o
doente sobrevivessd 48 horas ultima san
gria, ello pensa que poda ser salvo si se
lh'a tivesso dado em tempo opportuoo.
Burtm, medico residente na America,
conforme as lico s do Dr. Bush, empregou
as sangras copiosissima-*, em um caso que
conseguu curar, como publicou em diver-
sos jornaes; mas sua narruco deixa algu-
mas duvidas sobre a realidade da hydro-
phobia, que sem duvida era apenas urna
affeccSo de natureza histrica.
Clement falla de um bydrophobo do
qual se tirou, da baslica direita, e de urna
s vez, at vente fibras de sangue, sem
que elle ficasse notavelmsnte enfraque .ido.
Poupart. medico de Pariz, cita tambem al
guns exemplos de raiva curada pelas san-
gras abundantes, Memorias da Academia
das sciencias
1699.
Finalmente, l-se no Jornal encyclope
dico do I de Setembro de i76l a cura de
una mulher bydrophoba, devida urna feri-
da na fonte, cujo sangue correu at prudu-
zir urna syncope, e encontra se no Diccio-
nario de saude o bello curativo do Dr. Nu-
g-nt, medico em Bath, em 1744, que cu-
rou urna rbica, Elisabeth Bryant, appli-
canio-lhe quatro sangras : a primeira de
quinze oncas e as outras tres de doze cada
urna, com pequeos ntervallos.
Demais, esta pratija remontara a Hip
pocrates, que diz que a sapgria til con-
tra a raiva do cavallo, at que elle oaia de
fraqueza.
Em fios do ultimo seculo, todava, tinha
se grande confianca no mercurio para cu-
rar a raiva; um medico do hospital civil a
militar de Montlimar, em 1820, refere um
exemplo de prevenco da raiva pelo trata-
mento mercurial intus et extra, era um jo
ven pastor, mordido no braco por um lobo
bydrophobo, contra o qual sustentara urna
luta ; e, na mesma poca, Daniel Jobon-
son, no Jornal geral de medicina, es-revia
que si, em tbese geral, a raiva, quando
declarada, incuravel, comtudo Bempre
possivel preservar della as pessoas mordi
das, impregnando o organismo, de mercu-
rio, logo depois da dentada, meio que sem-
pre foi bem succedido.
Sabia se, alera disso perfeitamente, des
de essa poca, que o maior numero de in-
dividuos mordidos por aoiraaes hylrnpho-

de Pariz, para o anao de
Voc, minha querida, exclamou An-
gelo admirado da sua visite.
Sim, eu.
Que tem ? Porque parece to agita-
da ?
Venho peiir-lhe urna explicacao....
A respeito de que ?
Nao me engauei, nao assim ? con
tinuou Ceeilia. Ha pouco vi eatrar em sua
casa, duas mulheres e alguns homens ?
Proli estremeceu.
Nao se enganou, respondeu elle.
A moca continuou :
Cenbeco dous desses homens, um
o Sr. de Gevrey, o juiz de instrueco, o
outro o Sr. de liodyl, o substituto.
E' verdade. Os outros uous, os man-
cebos, sao seus amigos.
Quanto s duas mulheres, julguei re-
conhecer Angela B -rnier, a cumplice do
ssassino de meu pa e sua filba. Eram
ellas ?
Eram.
Que vieram fazer aqui essas visitas
eatranhas ? Vendos entrar em sua casa,
pensei que estavamos Hmeacados.
Tranquillise se, minha querida Ceci-
lia. Nao havia nada de assuatador nessa
visita.
Ento, que motivo os trouxe c...
e, primeiramente, como que Angela Ber-
nier est solta ?
Est solta, porque suppde-se que ella
innocente do crrae de que nos dous a
aecuaavamos.
Innocente, esse monstro ?... im-
possivel I
Eu o creio f-orao voc, mas parece
que ella tem muita proteceo.
Ento nao ha mais justica ?
Ha, mas muitas vezes os seus man-
datarios sao os primeiros a amordacal a.
Quanto ao motivo que trouxe toda essa
gente minha casa, eil-o : A filba de An-
gela Eernier ficou oega, em consequencia
do ferimento que recebsu na cabeca quan-
do o assassino de seu pai a atirou sobre os
trilhos da estrada de ferro.
Cega 1 oxelaraeu Cecilia com urna
alegra feroz. E' a justi$a divina que en-
va esse desgosto mi 1 Tudo quanto
Deus faz bem feto I E a voc que se
dirigen T E a voc que pedem que a
cure T
E'.
Por qu- que o juiz de instrueco se
mette neste negocio ?
- Pelo melhor de todos os motivos. Vo
i-c sabe que a menina vis a cara do assas-
sino no compartimento em que estava con,
alie. Portanto, estando em sua presen$a,
ella poderia reoonhesel-o, se recuperasse a
vista.
Reconhecel-o I replicn Cecilia. Para
que ? Bastara que Angela Bernier dis
sesse o nome do seu cumplice.
Repito, minha querida, que os magis
trados agora parecem nao por em duvida a
innocencia da hervanaria.
Realmente, essa gente feha os olhos
para nao ver I
Mis, tornou Angelo, esto na pista do
assassino, do uomem cuja mo desfachou
o golpe. Talvez dentro em poucas huras,
elle seja preso. Pelo menos assim o esp--
ram. E' preciso que, vendo-o, a filha de
Angela Bernier poasa afirmar que elle
mesmo. Vieram pedirme que a cure.
Cecilia fitou o doutor.
E voc aceitou ? perguntou depois.
Po li. eu reousor ?
Ento vo vai restituir a visto fi-
lha dessa mulher, que me insoltou, que
me aecusou, que ten too. fazer os magiatr 1
dos acreditarem que eu era cumplice d
assassino T Vo : vai cural a e ento eila
pode, grabas a voc, provar a innocencia
da b istarda que me furta boa parto da
fortuna de meu pai. Mas, isso uin. lou
cura, Aogelo! Voc nao a far !
Cecilia fallava com violencia.
A chamma da colera brilbava-lbe nos
olhos.
Tenha calma, minha querida, mur-
murou Proli.
Tenha calma Posso eu ter calma ?
Posso eu uonter-me, quando me lera oro do
que voc vai fazer ? Ento, que sou eu
para voe ?
E' tudo !
E voc quer proval-o, trabalhando
contra rcim ?
Cecilia, voc exagera. .
Nao exagero nada Voc vai desva
necer as minhas esperancas. Essa mulher
se fosse reconhecida culpada nao poderia
herdar de meu pai e se sua filha morresse,
essa parte revertera para mi. Mas isso
bos nao sao uoraraetridos da raiva, e s .-
bia-se tarabe n enx -rg\r neata circurastan-
cia urna difjul lade para apreciar o valor
dos remedios chamados preventivos, e co-
mo que urna apparencia de prova a t .vor
d.aquehVs que nao queriam admittir a ex-
istencia da raiva.
Esse mesmo Daniel Jabonson sustsntava
que o contagio rbico poda dar se p>r ou-
tras vias do qu^ as das mordH 1ura<, o que
a biba dos annoaes hylropbobos, levtda
guella dos anima-s saos, ou a inspiraco
de a'gons vap >res provenientes dos aui
maes by lrophobos, podia proiuzir a rai-
va.
as es^arifiecjSes e a cautirisaco ignsa
j eram conhecidas por Dioacori le, que as
appliuava nos primeiros dias depois da
dentada, e que temia mebos as grandes
oh .gas do que as pequeas, e at as arra-
nha lurs, e quera que se fiaesse sangrar
abaoiantemeDte urnas eoutras. Porque di-
zia elle, quamo mais sangue se fiz-.-r cor-
rer, mais obstculos se apresensentarao
introduego da molestia.
A suppuraco long* c abundante paro-
cia-lhc principalmente, propria para cir-
cumscrever o veneno. Depois de ter re-
cordado estas medidas, um medico de Ly
on, do comee? deste seculo, o Dr. Deagran
, insiste na necessidade de instituir um
tratamento que te iba por fim elliminar o
principio mrbido, nos casos em que o
med o chamado, mais ou menos mais
tarde depois da detenda. Quando esta li ^a
absolutamente curada, tambem o trata
ment mercurial que elle preconisa.
Em apoio de sua maneira de ver, o Dr.
Debgranga8, a 1* de Djzembro de 1818,
i'ommunioou sociedade de meiicina de
Lyon a observadlo de 15 pessoas mordi-
das por um lobo bydrophobo, as cerca-
nas de Cluny ; das 15 feridas, sote que
nao seguiram o tratamento suecumbiram,
emquanto que as outras "oito ficaram cu-
radas. Quanto a esse tratamento, consista
principalmente no uso diario de friccZes
m-rcuriae, de um bolo antipasmodico e na
administraco de um purgativo durante
quatro ou cinco dias; tudo continuado, pelo
menos, um mez,
A observacao apresentada pelo Sr. Des-
granges j era demais antiga : o accidente
tiuba-se dado em 1775, e os doentes ha-
viara sido tratados pelo Dr. Blais, de Clu-
ny ; mas ao mesmo tempo, elle apresenta
outro, relativa a um certo Girardet, mor-
dido no dedo pollegar por um cosinho,
que apenas o arranbara, o que foi accora-
mettido da raiva qurenta dias depois, e
della morrera. As r-l -xoes a que se en-
trega o observador, a proposito deste caso,
sao realmente interessantes, se se attender
a peca em que forano escriptas; denotan
do no autor espirito scientfi.-o notavel. E
por este titulo, merecen) ser mencionadas,
em parte :
Se Girardet foi acommettido de ra
va, diz o observador, porque o virus r-
bico, em massa limitadissima, capaz dos
mosmos effeitos de urna maior, ou porque
ee combine com os solidos. Todos os acci
dente que vemos sobrevir ento resultara
da introduego de nm tomo virolento e
tra um typo particular que trahe sua na-
tureza e especie.. 0 celebre Ponteau
pensara e dissera, no seu Ensaio sobre a
raiva (1763), que a molestia pode, sem
penetrar alera da parte mordida, pela ni-
ca impresse local e sem nenhuma especie
de emigraco nos humores, produzir todos
os symptomas da hydrophobia. Na sua
opinio, nao ha coutagio pelo virus, nem
infecfo geral, mas nicamente urna im-
presso local do virus sobre as extremida-
des nervosas da parte ferida: e todas as
desordens subsequentes nao sao seno o
o effeito da irntacao extrema dessa parte.
Mas 0 facto de Girardet prova que a pi-
cada simplesmente, produzida pelo dente
do cao, comquanto tivesse dado entrada ao
virus, urou se pro rapta raen te e que o pol-
legar ferido o experimentou depois ne-
nhuma sensacao particular. Bem differente
dos outros virua, o da raiva pode ganhar
as paites afastadas que sao a sua sede or-
dinaria e que se diz serera as glndulas
salivares, sem legar mais notavelraente a
regio que lhe deu accesso do que as ou-
tra*, deixando, verdade, algumas vz-s,
na sua passagam, vestigios de sua perver-
sidade, eomo emGrarlet, cujo bro e
ante-braco foram acommettidos de engor-
gitamento e de urna especie de impotencia
muscular, prdromos da molestia mortal
que ia apparooer. A raiva, inoculada em
Girardet, por abertura muito exigua, i:i-
cubou ncl'e sem que elle pensasse nisso e
cao deixou de manifestarse na poca mais
ordinaria, ou poique a partcula diminu-
tsima da baba virulenta tivesse penetra-
do no tecido dividido da parte, ou porque
s o seu contacto basUsso Semelhante a
am fermento ou sement, excitou no ferido
o mesmo genero de alteraco mrbida no
aniraalsinho qu lhe deu a entrada, e nao
se pode desconhecer o principio, nem con-
testal-o. A raiva urna molestia contagio-
sa aguda que s se propaga quando a ma-
teria propria da malestia, o virus, mUtn-
ra-se directamente com o sanguo ou a sa-
livz do pessoas ss.
O Dr. Disgrang^s applica-so tambera
em fazer o diagnostico difteruncial da hy
drophobia espontanea essencial, puramente
imaginativa e nervosa, quo sbita e pro-
duz-se geralmenta no mesmo dia, ou pou-
co tempo depois da aeco da cousa qual
'pode-se attribuil-a, o da bydrophobii r-
bica, que o signal tar iio da raiva decla-
rada, que o seu symptoma ordinario e
que observa-so em crianzas de pouca ida-
de, assim como nos adultos que a nao te
miam. E em apoio desta distiaeco judi-
ciosa, refere o seguinte exemplo.
Era 1809, o Dr. V... foi mirdido no
dedo, querendo examinar a lingua de um
doente que reconhecera estar cora a raiva
e que raorreu as suas mos no dia se-
guinte. Essa raorte fez grande impresso
sobre a imaginaco ardente lo medico, que
pensou na dentada. O terror apoderou-
se delle imaginou que a raiva ia desen-
volver se, tomou de momento a momento
lquidos, julgou experimentar espasmos na
garganta, perdeu o appetite, emmagreceu
e despedio-se de sua familia. Este estado
durou prin :ipalmente durante os quarenta
dias que se seguiram dentada e prolen-
gou-se quasi por quatro raezea depois, ape-
zar das consolacoes amigaveis de seus col
legas, que faziam esforcos para persuadil-o
que a raiva nao se comrauoica de bomem
a homem... O tempo afiual enfraqueceu
os sees receios ; mas, quatro ou cinco an-
nos depois do acontecimento, o Dr. V...
nao poda ler nenhuma obra nem artigo
relativo raiva sera experimentar um mal
estar que o obrigava a fechar o livro e a
suspender a leicura.
Terminemos com urna ultima observa-
cao do mesmo autor, que p5e em duvida
a communicacao da raiva na nossa espe-
cie, de individuo a individuo, e que affir-
ma, por outra parte, que es animaes her-
bvoros, acommettidos de hydrophobia, nao
podem transmittil-a a nenhuma especie.
Demais, a parte experimental nao era,
nessa poca nem ignorada, nem completa-
mente despresada, e urna communicacao
feita a sociedade de medicina de Lyon
pelo Dr. Trimecour, medico do hospit 1 de
Treveux, nos faz conhecer que nove pes-
soas que foram mordidas as proximidades
de Bourg, a 26 de Dezembro de 1826, por
um lobo bydrophobo, e que todas, com
excepeo de urna mulher grvida, tendo
suecumbido da raiva,- alguns caes foram
alimentados durante varios dias com a car-
ne dos cadveres sem nenbum resultado.
Aetualmente se raras vezes mordido
por lobos bydrophobos, e accidentalmente ;
mas o numero crescente de caes e os h-
bitos de liberdade, isto de vagabunda-
gem, em que os deixamos, araeacara subs-
tituir um mal por outro maior. S ha um
ponto em que as cousas se tf-ra mudado:
que em tempos remotos, os campos es-
tacara principalmente expostos, ao passo
que as grandes cidades que actualmen-
te a raiva multiplica suas victimas.
Em suraraa, a raiva era muito conheci-
da, ha oitenta annos, e se o Sr. Pasteur
nao tivesse apparecido, nao veramos o
que se sabe boje sobre a terrivel enfermi-
dade.
J. B.
nao nada- Voc esquece que a herva-
naria aecusou-me de teuta'iva de infantici-
dio e depois disso voc e eu comraette uos
esse crime. A hervanaria solta hoje, vai
sr urna ameaca em nosso camioho. E' pre-
ciso que a sua innocncianoseja provada,
preciso que ella nao fique solta, pre-
ciso que sua filha continu cega Est ou
vindo. Angelo, preciso eu o exijo, se-
no saio desta casa e o deixo para sem-
pro !
Deixar-me, Cecilia exclamou o ita-
liano aterrado cora esaa ameaca, cuja rea
lisaco aniquilara todos os seus projectos.
Nao hesitara.
Ento nao me ama mais?
Amo ; porm deixaria de amal-o, se
em vez de um amante eu visse em voc
um inimigo.
Sen inimigo, eu Isso nunca /
Ento, faca o que lhe peco. Vo
conhece toda a farca do amor quo lhe coi -
sagro, pois bem, hei d" arrancar esse amor
do meu coraco, eu o juro, 8e voc nao me
provar que o seu amor igual ao meu, re-
cusando operar a filba de Angela Ber-
nier.
Ento, necessario que confesse todo
o meu pensameuto perguutou Proli.
A nttitule de CMNM le.uons rava at h
videncia, que a siakooia do s-uodio con-
tra a hervanaria e sua Hlha Ih: faria acei-
tar sem nenhura* obj -';>, un criusa qu
servase esse odio.
Todo o shu p-nsamento? exclamou a
filha d- J yne Bernier. E por qu? nao o
i-enfessar A aso tenho eu lhe oceultado
alguma cousa? Nao estamos nos boj-' lig.-
dns pelo crime que c >rametamos juntos ?
Onde vot caminha, camioho eu Para
onde voc for, ir nha, aceito toda a responsabdi lade, entr-
os nao p l hav-!r um segre lo... de
mos dadas que devemos carainhar na vi
da E u brevH serei sua mulher. C >ji
partirei os seus o ios e os servirei como
melhor pu ler Comparta, pois e sir-a os
raeus l Ora, eu odeio Ang-1. B-ruier e a
filba, odeio-as con todas as minhas forcaa.
Ds java poder aniquilal-as I
Proli tomou as mos de Cecilia, cujo
rosto convulso tiulia nesse momento u na
expressao verdadeiramente medonha!
de
urna
Nao era mais o rosto gracioso
moca, era urna cara de furia.
Quera lhe diz que eu nao odeio
essas duas creaturas, tanto quanto vo-
c ? replicou o italiano em voz lgubre.
E voc vai curar a filba ? murmurou
Cecilia.
Quem lbe diz que eu quero cural-a ?
Se nao quer, porque est ella aqui ?
Porque a sua presenta nesta casa
necessarii aos meus projectos.
Nao comprehendo.
H- sito era explicarme..
Nao admitto a sua hesitaco. Anda
urna vez... quero saber tudo.
Pois bem, repito que o odio que tenho
a AngMa Bernier e filha igual ao seu.
Entretanto, ellas nada lhe fizeram...
Accusaram a voc, Cecilia, e a sua
accusAco reverte para mim, cujo nome vo-
c vai ter 1 Quero vingar-me, a mim e a
voc ao mesmo tempo... quero a todocus-
to vingal a. Ainda quapara isso seja ne
cessario commetter um crime !...
Como t *
Se eu disser, voc ter horror de mim.
H"i de amal o ainda mais.
Ento saiba que Emma Rosa, que
me foi confiada, uc na de recobrar a vis
ta...
Voc ha de recusar oprala ?
Ni, pelo contrario, hei de ope
ral ...
- Ento?
O operador por maior que seja a sua
habilidad-, pode ter um minuto de pertur-
baco de fraqueza. Em um momento da-
do a minha mo, de ordinario to firme,
ha do tremer e e em vez de curar Emma
Rosa...
O italiano iaterrompeu-se.
Voc a cegar para sempre, concluio
Cecilia,
Sim.
__Perdn-me por ter duvidado um ins-
tante de voc. perda-me, meu bem ama-
do I
E a odiosa creatura lancou-se nos bra-
cos do miseravel.
Durante um instante ficaram os dous
abmc.dos, mas Cecilia desevencilhou se
bruscamente.
E elle ? perguntou ella com o rubor
as face 3 e de olhos baixos.
A cinza accumula-se e o logo contina
.4 arte de tirar foso naw rafa* ael-
vasciiN ou primitivas
(Continuaco)
De resto, duas racas differentes, desen-
volviraento muito desigual, das quaes urna
somento prndese ao grupo negroide puro,
omquanto que a outra parece profunda-
mente misturada com elementos polyne-
sios, povoam a Australia, e o que diz se
de urna muitas vezes contr&dito pelo que
ref-ro se da outra.
Era toda a Australia, porem, o cuidado
de conservar os fogos devoluto s mu-
lheres que conservara accesos galhos de
urna conifera, a Sanksia giindis, quo
tem a propriedade de queimar lentamente,
sem apagr-se, a modo de urna torc la.
as viagens ou as mudancas da tribu,
s mulheres compete levar um desses ti-
coos para reaccender os fogos nos novos
acampamentos, e, se os deixam apagar,
a ell.ts ainda que compete o trabalbo de
reproduzir o fogo por gyraco. Certas
tribus parecem to nhabeis ou to mal
acostumadas ainda a esse processo, em
que emprebendem s vezes loDgas viagens
para ir padir fgo a outras tribus amigas,
por isso que nao podem dirigirse a tribus
inimigas. Dar parte do fogo e da agua
tem sido sempre 11 ra signal de allianca e
de hostilidade ; negai- o fogo e a agua
era ainda na idade media a formula da
excomunho.
E' igualmento psr meio da frieco de
dous pedagos de pao que os Negritos das
libas Andamann fazem fogo ; mas, como
os australios, procuram principalmente en-
tretel-o e empregam para isto um processo
engenhoso.
Elles cavam ura grosso tronco de ar
vore, diz Mouat, depois incendiam-o e des-
xam a madeira consumirse pouco a p ju-
co.
a queimar de vagar.
M. de Quatrafages pensa que um acci-
dente fortuito ensin >u a esses povos esse
meio de conserval-o.
Encontra-se entre os Veddahs de Cey-
lo o emprego do mesmo processo mec-
nico para produzir o fogo. Pegara duas
varas, as mais seccas que possivel, diz
M. Hovelacque. A ponta de urna afiada
como um lapis e introduzila em um bu-
raco feito no meio da outra. Esta firme-
mente segura no cao pelos dedos do p,
emquanto que aquella recebe, entre as
palmas das mos, um movimento gyrato-
ro, enrgico e rpido. A fumaca produz-
se. Urna taisca salta e recende o p de
carvo. O Veddah nao tem mais seno
entreter com o sopro o fogo uas ente e
tornecer-lho os alimentos necessarios.
Ora, tratase aqui de um povo apenas
capaz de conceber e de exprimir as pri
meiras nocSes numricas e que, por con-
seguinte, nao pode achar por si um s me
thodo to complicado. Encontrou-se em
certas tribus asiticas um aperfeicoamen-
to desse processo. O movimento gyratorio,
em vez de ser communicado pela palma
das mos, transmittido por urna correia
enrolada em roda da varinha movel que
faz gyrar alternadaonnte nos dous senti-
dos, a medida que urna das mos puchan-
do urna de suas extremidades, a outra
mo mantera a outra ponta sem retel a.
Este processo, que parece originario da
Asia central e talvez da China, propagou-se
por todo o norte, ontre os Oloogousos e
os Kamtsehdalos. Parece, dahi, ter pas-
sado para a America do Norte, at entre
us Esquimos da bahia de Hudson, onde ioi
encontrado por H. Ellis.
Os Aryas vedicos j empregavam o pro-
cesso gyratorio para produzir o fogo. As
duas variabas pyrogeneas eram os dous
arani que compunham o sicastika, e que
deram origem a toda urna serie de con-
cepces mythicas. Ora transformam-se em
dous irmos gemeos, os Aswins, que fo-
ram transportados no Zodiaco e que en-
contrara-se na Grecia sob os denos dos
Dioscuros, Castor e Pollux; ora foram do-
tados de sexos differentes. A varioba gy-
rante, ou pramantha, era o pai do fogo,
do bemfazejo e luminoso Agni, cuja vari-
nha immovel era a mi.
(Contina)
PiMpagageaMamjMaa-
EUe, quem?
- Ah nao me obrigue a pronunciar o
nome desse hemom.
j Darnala?
Sim... urna palavra desse covarde
pode mancharme e a sua mulher deve ser
respeit ida.
Tranquillise-se, minha querida, res-
pondeu Proli cora um sorriso. Darnala
j nao mette medo.
Como ?
Leia isto...
E o italiano, tomando um jornal de ci-
ma da secretaria do seu gabinete, entre
gou-o a Cecilia, Indicando lhe cora o dedo
um artigo que tinha este titulo pretencioso :
Um drama em um drama.
Cecilia tomou o jornal e devorou o ar-
Era a descripeo da representaco de
Serge Panine no theatro de Batignolles,
representaco que tinha custado a vida a
faulc Darnala e dous dedos da mo direi-
ta aJJoanna Dcrtil.
MortoJ.. elle est mortoj excla-
mou tteda com urna alegra feroz, depois
de soltar ura longo suspiro de allivio.
Ura desastre bem feliz, nao foi, mi-
nba querida? murmurou Proli.
A moca fitou o seu interlocutor com fi-
xidez singular.
__ Ura desastre repetio ella.
Voc o diz... Um revolver que ar-
rebentou muito a proposito.
Eu li, sim... mas nao estou conven-
cida. Ka quizera saber se esse jornal es-
tava bem informado.
Pode fi Quanto ao effeito, mas nao quanto
s causas da catastrophe. ssas causas fo-
ram na realidade accidentaes ?
Nao temos nenhuma razio para du-
dar. Demais, que nos importa T A nica
cousa que nos interessa que os labios
desse homem estejam p*ra aempre cerra-
do pela morte.
E eu fiarei eternamente reconheci-
do ao acaso ou vontade que os cerrou,
tornou tiocilia, apoiando as duas palavras
que sublinbamos,
Angelo apertou de novo nos bracos a fi-
lha de Jayme Bernier.
______(Contirtuar.tt-Ju)
TtdT do Diario ma Duque de Gaxias n. 42.
f

i
--*-


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