Diario de Pernambuco

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Material Information

Title:
Diario de Pernambuco
Physical Description:
Newspaper
Language:
Portuguese
Publication Date:

Subjects

Genre:
newspaper   ( marcgt )
newspaper   ( sobekcm )
Spatial Coverage:
Brazil -- Pernambuco -- Recife
Brazil -- Pernambuco -- Recife

Notes

Abstract:
The Diario de Pernambuco is acknowledged as the oldest newspaper in circulation in Latin America (see : Larousse cultural ; p. 263). The issues from 1825-1923 offer insights into early Brazilian commerce, social affairs, politics, family life, slavery, and such. Published in the port of Recife, the Diario contains numerous announcements of maritime movements, crop production, legal affairs, and cultural matters. The 19th century includes reporting on the rise of Brazilian nationalism as the Empire gave way to the earliest expressions of the Brazilian republic. The 1910s and 1920s are years of economic and artistic change, with surging exports of sugar and coffee pushing revenues and allowing for rapid expansions of infrastructure, popular expression, and national politics.
Funding:
Funding for the digitization of Diario de Pernambuco provided by LAMP (formerly known as the Latin American Microform Project), which is coordinated by the Center for Research Libraries (CRL), Global Resources Network.
Dates or Sequential Designation:
Began with Number 1, November 7, 1825.
Numbering Peculiarities:
Numbering irregularities exist and early issues are continuously paginated.

Record Information

Source Institution:
University of Florida
Holding Location:
UF Latin American Collections
Rights Management:
Applicable rights reserved.
Resource Identifier:
aleph - 002044160
notis - AKN2060
oclc - 45907853
System ID:
AA00011611:18966


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Full Text
ifl^W^Ml
AUO Lili 1MBB
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IV.
S
:
" v
PAZIA A CAPITAL M LtVAHK OrU -V%0 n PACA POHTE
Por tres mezes adiantados ... -........ 6<50U
Por seis ditos idem...... ......... 12(5000
Por um anuo dem................. 240000
3ada numero avulso, do mesmo da. ......... (5100
DIARIO DE

;
S^/^^c?^ -
PARA 1II;A1K0 i PORA DA PROflSCIA
Por seis meses atlianudos......... ..... 13(5500
Por nove ditos idem................. 200000
Por um anuo dem................. 270006
Cada numero avulso, de das anteriores........... 0100
NAMBUGO
Prflptteirafc* tt Jttatwel f\#nckfa be -fetria 4 -fUljo*
Oa Srs. Amede Prince ftC
de Pars, sito os nossos agentes
exclusivos de annunnioi e pu-
blic 3*oes da Franca e Ingla-
terra.
Os Srs. Wasburne Hermanes,
de Xew-Vork. Bread Way a.
Z90, sSo os nossos agentes ex-
clasivos de annunclos nos Es-
tados- Unidos.
TELEGRAMMAS
sss7i:: ?A3iis:iaS so subi
RIO DE JANEIRO, 24 de Outubro, a
11 horas da manhS. (Recebi io as 12 horas
e 40 minutos, pelo cabo submarino).
Forana nsneadoi >
Director do presidio de Fernando
de Noronha. o capllo honorario do
exerclo Joaqalm Agrlplno Fnrtado
de Mendonca:
Solicitador don relio* da fazenna
ceral. em Pernambuco. Luiz h>i-
Ibo.
O Tribunal do Jury abaolven, hun
lem. por ananlmldade, D. Francisca
de Castro, sjue Osaren no crlnie de
HolafoKo.
:::.::;: ... :::;:: satas
(Especial para o Diario)
BA-PESTH, 23 de Outubro.
De hontem para boje deraaa-se 30
caso* novoa e 14 rallerimenton de
alera morbo*.
LONDRES, 23 de Outubro.
Os Jornaes Ingleses naanirestam
bo|e grandes apprebenaaes pelo ru-
tare, relativamente a questo do
rfente.
SOFA, 24 de Outubro.
A solemne assembla nacional
baleara reunir ae-ba em rirnoivn i
31 de Outubro corrente.
O conseibo de regencia da Bulga-
ria e o presidente do eonaelbo de
aainlMtros partlram para Tirnowa.
Agencia Havas, nial em Pernambuco,
25 de Outubro de 1886.
JHSTRDCgAO POPULAR
HYGIENB DA HABITAQIO
(Extrunido) +
Di BiiL.IOTHBCA DO POVO E DAS ESCOLAS
tieueralidades sobre construceaes
(Continuacu)
CAPITULO V
TELHAD0S
C .nai.i' i amos sob esta deni.minaco os difieren-
tes especies d- coberturas doi edificio?.
Um telhado, para ser bom, deve preservar da
accao da9 intemperies os habitantes da casa, per-
mittii do- hes respirar umar paro. No nosso pais
os telhadus rao Da grande maioria formados de te-
Ihas de burro.
Os telhados de zinc) sao, verdade bastante
leves ; mas pela accao dos rana solares adquirem
tal grao de temperatura qurtornam nsupportaveis
a3 casis que cobren). Em Lisboa tivemos occasio
(je observar urna temperatura de 48* centgrados,
sombra, n'uma casa com cobertura de zinco.
Kgta clevaco de tempetura, prejudicialissima vos
habitantes, tambem nociva armacoes de madei-
ra e por isso o zinco deve s empregsr-se sobre
armacoes de fVrro e para cobrir armazens desti-
nados a mercaduras que ae nao estraguem com o
calor,nanea, porm, para casas de habitaco.
As cobertura de lousa absorvem tambem urna
grande auantidade de calor.
Aa deleltro aspbaltado, ainda teem pela sua cor
o mesmo ineonvenite das antecedentes.
As de telba ordinaria silo melhores que as ante-
riores, mas teem o defeito de ser muito pezadas e
de communicarem ao madeiramento a butnidade
que as atravessa.
A melhor cobertura para o noeso clinta a for-
mada por telba de modelo marselbez.
Eata tena d um telhado muito livre ; pelo seu
procesao de fabrico mu pouco porosa ; e asseota
sobre o madairameuto por urna superficie peqoenis
sima e ainda assim, coberta pela telba superior,
de modo que as ripas se conservan) coostau temen
te seccas, mesmo na occasio das maiores churas
A estas vantagens junta ainda a de permittir a
constante reaovaeo do ar das habitacoes que co-
bre e a de ser muito ocomiea pek> que se poupa na
armaco e na mc d'obra.
Um telhado destes sem guarda p e com forro
aberto de espaco a espaco, poe a agua turtada em
muito boas candieles de salubridade.
Os telhados devem ter baaunte inclinaco para
que sa aguas das ebuvas ae txgottem com faci i-
dade. _
CAPITULO VI
Altara daa habliacdes. Salubrida-
de dos diversos andares. Dlsponl-
cao dos aposentos, i.atrina*. Ex
gotto*
A altura das habitacoes deve estar em harmam
con a largura das ruaa, e sobreveste ponto de Hy-
giene ha buje entre nos dispoaicoes regulamenfa-
rea que sao cumprdas as conatruccoes novas.
As raaa podem aer consideradas como canaea,
aonde coofluem os producto) da respiraedo das casa
que sahem pelas portas e pelas janellas ; sendo es.
treitaa e profundas, fiearo escuras, hmidas e mal
arcadas, principalmente se forera tortuosas c nao
estivem na direccao dos ventos dominantes.
E' em geral nos bairroa que apresentam eata
disposicao, que se encontram affeccea chronicaa
em maior numero.
O decreto de 31 de Dezembro de 1864, incluido
em parte no cdigo de postara da cmara muni-
cipal de Lisboa, determina o seguinte :
Art. 35* Nos project08 que se fizeram para
execuco do plano ordenado pelo artigo anteceden-
te, alem das indispensaveis condicoes de luz, ven-
tilaco e abastecimento d'agaas, se attender ao
seguinte :
Io Ao melhor systema de deposito, desinfeceo
exgotto, despejo, ou remoco de lquidos e solidos ;
2* A' drainagem do solo, quando for paludoso ou
carregado de substancias orgnicas ;
3 Ao systema de exgotto geral, encanamentos
d'agaas, e tubagem da illuminaco dacidade
4" A' largura das uovas ras, que nao deve ser
inferior a 10 metros, nem a sua declividade supe-
rior a 7 %
5* Aos encanamentos interiores, que conduzam
aos canos de exgotto as aguas doa telhados ;
6 Aochaofrado dos ngulos o esquinas ;
7 A'Altura das edificaces determinada pea lar-
gura das ras, observndose as seguintes regraa :
Ia Quando a largura das mas for menor de 7
metros, a altura dos edificios nao ser superior a
8 metros ;
2* Quando a largura for de 7 a 10 metros, exclu-
sivamente, a altura nao ser superior a 12 metros;
3a Quando a 'argura for de 10 a 18 metros, a al-
tara nao ser superior a 16 metros ;
4a Quando a largura for maior de 18 metros, a
altura nao exceder a 19 metros ;
5* Quando os edificios tiverem fachadas sobre
duas ras, que se crnzem, com differentes larguras,
a altura ser determinada pela maior largura ;
61 Quando os edificios tiverem fachadas sobre
duas ras, abertas prximamente na mesma direc-
cao, mas com grande differenca de nivel, a altura
ser determinada por decisoes especiaes do governo;
7* Quando os edificios forera construidos fra do
alinhamento das ras publicas, em pateos ou jar-
dina interiores, a sua altara nao exceder de 15 me-
tros, exceptse o governo autorisar maior elevaco.
(Contina)
?ARTE UFFICiA.
Actos do poder legislativo
LE N. 3310. DE 1 5 DE OTCBEO DE
1886
Dom Pedro Segundo, por Graca de Deus e un-
nime Acclamaco dos Povos, Imperador Coostitn-
ciooal e Defensor Perpetuo do Brasil: Fazemos
saber a todas os Nossos subditos qao a Assembla
Geral Decretou e Nos queremos a Le seguinte :
Art. l.o Sao revogadoa os art. 60 do cdigo cri-
minal e a lei n. 4 de 10 de Junho de 1835, na par-
te em que impem a pena de acoutes.
Ao reo e.cravo sera > importas as mesoaaa pe-
nas decrgtadas pelo cdigo criminal e mais legis-
lacSo em vigor para outroa quaesquer delinquen-
tea, segando a especie dos delictos commattidos,
menos quando forera essas penas degredo, de des-
terro ou de multa, as quaes sero substituidas pe-
la de priso ; sendo nos caaos das duas primeiras
por priso simples pelo mesmo tempo para ellas
rilado, e no de multa, si nao for ella satisfeita
pelos respectivos senhores, por priso simples ou
com trabalho, conforme se acha estabelecido nos
arts. 431, 432, 433 e434 do regulamento n. 12)
de 31 de Janeiro de 1842.
Art. 2. F:cam revogadaa as dispoaicoes em coa-
t ario.
Mandamos, portante, a todas as autoridades a
quera o conhecimento e execucao da referida lei
pertencer, que a compram e tacam cutnprir e
tao inteiramente como n'ella se contm.
O secretario de Estado dos Negocios da Justica
a faca imprimir, publicar e correr.
Dada no Palacio do Rio de Janeiro aos 15 de
Outubro de 886, 65 da Independencia e do Im-
perio.
Imperador, com a rubrica e guarda
Joaquim Deifico Ribeiro da Luz.
Carta de le pela jqual Vossa Magestade Im-
perial Manda executar o Decreto da Assembla
Geral Legislativa, que Houve por bem Sanee i o
nar, revegaado o art. 60 do Cdigo Criminal e a
lei n. 4 de 10 de Junho 1835 na parte em que im
poem a pena de acontes.
Para Vossa Magestade Imperal Ver.
Benedicto Antonio Bueno a fez.
Chancetlaria-Mor do Imperio.Joaquim Delfi -
no Ribeiro da Luz.
Transitou em 16 de Outubro de 1886. -Jos Ju-
lio de Albiiquerque Barros.Registrada.
Ministerio do Imperio
Tendo resolvid > que o conselheiro Antonio da
Silva Prado, Ministro e Secretario de Estado do
Neegocio da Agricultura, Commercio e Obras Pu
blicas, Me acoinpanhe na viagem que vou faser
s provincias de 8. r'aulo e de Minas Genes; H-i,
por bem que dos negocios da mesma repartido
nesta corte, durante a Minha ausencia, fique en-
carregado o cnsul hereiro Alfredo Rodrigues Fer-
nandos Chaves, Ministro e Secretario de Estado
dos Negocios da Guerra.
Palacio do Rio de Janeiro em 15 de outubro de
1886, 650 da Independencia e do i>nperio.
Con a rubrica de Sua Magestade o Imperados
Bardo de Mamar.
Tendo de partir para as provincias deS. Paulo
e Minas Geraes, e sendo necessario providenciar
sobre a mam-ira por que, durante a Minha ausen-
cia, devem regular ae e dirigir-se os negocios do
atado: Hei por bem determinar que se obser
vera as instrueces qu>- baixaram com o decreto
de 29 de Setembro de 1845, com a seguinte alte-
racao:
Na falta ou imped ment de qualquer dos mi-
nistros e secretarios de Estado neata capital, se-
ro as rep .rti^oes a seu cargo distribuidas pelos
que fican-m (ues'.iverem desimpedidos, pela or-
dem seguinte:
Msnfsterio dos Negocio do Imperio
Joaquim Del tino Kibn.ro da Las, Samuel Wa'-
lace Mac-Dawell, Francisco Belisario Soares de
Sousa, Alfr-d i Rodrigues Pernandes Chaves e
Baro de Cotegige.
Ministerio dos Negocios da Justica
Baro de Mam r, Krancisco Belisario Soares
de Souza, Samuel Wailace Mac-Duwell, Alfred
Rodrigues rVrnandes Cbav-s e Baro de Cote-
gipe-
Ministerio dos Negocios Estrangeiros
Frncisco B-sano Soares de S u'a, Joaquim
Deifiuo Rib in. rta Luz, Samuel Wallace Use-
Uswll, Alfredo Rodriga '8 F- mandes Chaves r
Baro di- Mam r.
Ministerio dos Negocios da Fzc.;da
Baro de G.iegipe, Icaqaim Delfino Ribeiro da
Luz, Baro d Mamor. Alfredo odrigue F-t-
nand- s Chaves e Sau.uel Wa.lace Mac-Dowel
Miuist< rio dos Negocios da Guerra
Baro de Cctegipe, Samuel Wailace Mac-
Dowell, Frm ico Belisario nuares de S"uz, J>a
quim Delfino Ribeiro da Luz e Bario de Mam >r.
Ministerio dos N>-gJci s da Mariuha
Aliredo Rodrigues Feruaudes Cbaves, Francia
cj Belisario Soares de Souza, Baro de Cotcgipe,
Baro de Mamor e Joaquim O Ifiuo Riboiro da
Loa.
Ministerio dos Negocios da Agricultura, Com-
mercio e Obras Publicas
Joaquina Delfino Ribeiro da Luz, Baro de Ma-
mor, Baro de Cotegipe, Samuel Wallace Mac-
Dowell e Fraciac Belisario Soares de Souza.
Palacio do Rio de Janeiro em 15 de Outubro de
1886, 65.* da independencia d i imperio.
Com a rubrica de Sa Magestade o Impebador.
Bario de Mamor.
Por despacho de 17 do correte :
Foram concedidas as exonerares que pediram :
o bacharel Jos Moreira Alves da Silva do cargo
de presidente da provincia do Rio Grande do
Norte; o Dr. Antonio Hercalano de Souza Ban
deira, do de presidente da Parahyba ; o bacharel
Geminiano Brazil de Oliveira Goes, do de presi-
dente das Alagas.
Foram nomeados : o bacharel Antonio Francisco
Pereira de Carvalho presidente do Rio Grande do
Norte ; o bacharel Geminiano Brazll de Oliveira
Ges, presidente d i Parahyba; o bacharel Jos
Moreira Alves da Silva, presidente das Alagns.
Foram transferidos o 3. e 4. vice-presidentes
da provincia do Maranho, Jos Mariano da Costa
e Arcediago, Dr. Manoel Tavarea da Silva para o
2. e 3.* logar da resp ctiva lista ; sendo exone-
rados : o 2.", bacharel Eneas d^* Araujo Torreio, a
pedido; o 5, bacharel Reinaldo Francisco de
Moura, e o 6, Trujano Augusto Valente.
Foram n-meadoj : 4." vice-presidente, da mesma
Srovincia, Emiliano Jos Rodrigues; 5., Antonio
lartiniaano Lopemberg e 6.*, Antonio Francisco
Pinheiro.
Foi transferido o 3. vice-presidente da provin-
cia do Amazonas Jos Augusto da Silva para o 6.
logar da respectiva lista, sendo exonerados o 4.
Antonio Rodrigues Peieira Labre e o 5.. Joo
Wiken de Matt<* Meirelles.
Foram nomeados 3. vice-presidente, da mesma
provincia, Raymundo Amancio de Miranda; 4.,
Thomaz Luis Sympson e 5., Joaquim Ferreira
Gomes.
Foi exonerado, a seu pedido, o inspector de
saude do porto da provincia de Maranbo Dr.
Manoel Jos Ribeiro da Cunha e nomeado para
esae cargo o Dr. Joaquim Fernandea da Costa
Lima.
Por decreto de 17 do corrente mez foi concedida
a exeneraco que pediu o bachxrel Lauro Castello
Brancoe Silva do cargo de secretario da provincia
de S. Pedro do Rio Orando da Sal.
Ministerio da Iustica
Por decretos de 16 do crtente :
Foi removido, a pedido, o desembargador Joo
Francisco da Silva Braga, da relaco de Cuyab
para a de S. Luiz.
Foram nomeados desembargadores : da relaco
de Cuyab, o juiz de direito Joaquim Tavares da
Costa Miranda ; da de Fortaleza, o juiz de direito
Adelino Antonio de Lona Freir ; e da da corte, o
juis de direito Jos Alves de Aaevedo Magalhes.
Foi designada a vara de orphos da capital da
provincia de Pernambuco, de 3.a entrancia, para
nella ter exercicio o juiz de direito Joaquim Cor
reia de Oliveira Andrade
Foram removidos os juizes de direito :
Alfredo da Cunha Martina, a pedido, da comar-
ca de Camet, de 2.a entrancia, na provincia do
Para, para a de S. Bento doa Periaes, de igual en-
trancia, na do Maranbo, e Manoel Barata de Oli-
veira Mello, da comarca de Souza, de Ia entran-
cia, na provincia da Parahyba, para a de Macao,
de 2a entrancia, na do Rio Grande do Norte.
Juizes municipats e de orphos
Foram declarados sem effeito 08 decretos de 18
e 25 de Setembro ultimo, que nomearam os hacha-
reis Luiz Candido da Rocha e Candido Goocalvea
do Albuquerque, para os termos de D. Pedrito e
Palmeira, ambos na provincia do Rio Grande do
Sal.
Foram nomeados :
Para o termo de Larangeiras, na provincia de
Sergipe, c bacharel Heraclito Diuiz Goncalvea;
Para o de Villa-Nova, na mesma provincia, o
bacharel Manoel de Lemoa de Souza Machado;
Para o de Palmeira, na do Rio Grande do Sal,
o bacharel Francisco Paulino de Almeida e Albu-
querque ;
Para e de D. Pedrito, na mesma provincia, o
bacharel Plinio Fraoklin Reidner do Amaral;
Para o de S. Joo Baptista de Camaquam, na
mesma provincia, o bacharel Rufino Coelho do Re-
g Barros ;
Para o de S. Joo Baptista de Quarahim, na
mesma provincia, o bacharel Antonio Teixeira de
Aguiar.
Foi feita a merc da aerventia vitalicia daa of-
ficios de 3 tabellio de notas e escrivo do civel e
crime da capital da provincia do Kio Grande do
Sul, ao major honorario do exercito Joo Baptista
Pereira Sonto.
Por decretos de 15 do corrente :
Foi declarado sem effeito o decreto de 5 de Ju-
uho ultimo, que nimeou o bacharel Urbano Santos
da Cos'.a Araujo para o lugar de juiz municipal e
de orphos dos termos reunidos de Coroat e S.
Luiz Gonzaga, na provincia do Maranho, visto
nao ter aceitado a nomeaco.
Foram nomeados :
Juiz substituto da comarca da capital da pro-
vincia do Cear, o bacharel Joo Firmino deHol-
landa Cavalcante ;
Official da s cretaria de polica di' provincia de
Pernambuco, Pedro Goncalvea de Anuda;
Escripturario, servindo de secretario da polica
da provincia do Amazonas, Francisco Nery da
Fondea.
Foi exonerado Manoel doa Santos Pimentel, do
lagar de uffiaal da secretaria da polica da pro-
vincia d-- Pernambuco.
Foram retormaloa, a pedido :
No posto de coronal, o tenente-coronel chefe de
sudo-maior do aotigo cominando superior da
guard* nacional Jos municipios de Manga e Paa-
8ag<-ni Kran-a. na pr vincia do Maranbo, Joo
Gandido Vieira Torres.
No de major, o capito do antigo 8o batalho de
infamara da gaanla nacional do municipio de S.
Joo do Piaony, na provincia do Piauby, Jos
Ferreira de Carvalho.
P.>r portara le 15 do correte, foi declara-
do sera rff'i-i'o 9 decreto de 13 de Fevereiro do cor-
rente anuo que noineou a J s Francisco Pantana,
para o lugar de escripturario serviudo de secr-ta
rio da polica da provincia io tmai raaa, visto nao
ter entrado em exercn-i > oo praso l'gil.
Por decreto de 16 do corren 'e, t>, a seu pe-
dido, aposentado o desembargad r da Relaco d-
Goyaz, Manuel Carrilh > da Costa, c- ra o ordenado
jUr ihe competir na forra-, da le.
Foi recoDduzdo u lugar de jais substituto
la coma-oa di capital da proviucia da Babia o ba
clurel Jo Macedo d.i A uiar.
F rnra uuin ad"8 juiz s municipaes e de or-
pbos :
Do termo do Cratn, na proviucia do Cr-r, o ba
cbarel i rancisco Murtal da Silveira Garcia.
Do do S. Joo do Priocip-, na mesma provin
is, o bacharel Jos Femande Vieira Bastos.
Do d- Ub4, ua de Miu-s-Gi-raes, o bacharel
Gastao da Cunha.
H i ni s e rio d i Fazcuda
Por mulos de lo uo i rente turno, uomead-iH :
2 eaeiipturatio da i lad ga le M c l o offi-
cial de descarga da incsnia Alfaodeg* Jos Vi-

Jos de Barros.
Foi coucedida a Ju i oa A>roxellas Jayn>< Gal
vu a demissu, que utuio, -ie 0 escripturario da
referida Alfaudeg->
P r decreto de 16 d crrente fui concedida ao
bacharel Cypriano iu> Vellos Viauna a damis-
so qu>! pdio do lu^.i. ue procurador fiscal d
'Tbeaouraria de Faamda ia p ovracia do Mara-
nbo ; sendo por outro de igual data nomeado para
o referido emprego o bacharel Fabio Nunes Leal.
Foi expedida a seguinte circular :
Circular n. 23.Ministerio dos Negocios da Pa-
zenda. Rio de Janeiro, em 12 de Outubro de
1886.
Francisco Belisario Soares de Souza, presiden-
te do Tribunal do Thesouro Nacional, de confor
midade com o aviso n. 136 do Ministerio da Agri-
cultura, Commercio e Obraa Publicas de 1 do cor-
rente mez, declara aos Srs. inspectores das The-
aourarias de Fazenda, para a devida execucao,
qne nao necessario que os engenheiros apresen-
tem seos ttulos ou cartas de habilitaco scientifi-
ca ,'i estscoes de fazenda para reeeberem seua
vennimentos, bastando que a secretaria de estado
d'aAlie Ministerio nao expeca decretos nem por-
taras de nomeaco antes que os nomeados tcnbam
registrado os mesmoa ttulos, ou lhes marque pra-
so para este fim; ficando, portanto, revogada a
circular n. f>98 de 7 de Dezembro de 1880.Fran-
oisoo Belisario Soares de Souza.
Ministerio da Agricultura
Por portara de 16 do corrente foi exonerado, a
seu pedido, o engenheiro Antonio Sampaio Pires
Ferreira, do lugar de inspector das linhas e appa-
relbos da estiada de ferro D Pedro II.
Por outra de igual data, foi removido o telegra-
phiata de 1' claase da estrada de ferro D. Pedro
II, Joaquim Antonio Raposo para o lugar de in-
spector das linhas telegraphicas da mesma estrada
Foi nomeado o engendeiro Antonio Sampaio Pi -
rea Ferreira, para o logar de chefe do trafego da
estrada de ferro do Recife a Caruar.
Foi promovido a chefe de seceo do prolonga-
meato da .estrada de ferro de Pernambuco, o aju-
daate de Ia classe do mesmo prolongamento, en-
gente iro Juo Machado Portella.
Foi exonerado o engenheirs Lycurgo Jos de
Mello do lagar de engenheiro residente do pro-
longamento da eatrada de ferro da Baha.
Foi removido o engenheiro Alfredo Dias, do lu-
gar de chefe de seceo do prolongamento da es-
trada de ferro de Pernambuco para o de engenhei-
ro residente da da Baha.
Foi expedido o seguinte aviso :
Ministerio dos negocios da agricultura, commer-
cio e obraa p iblicaa.Gabinete.Rio de Janeiro,
Tendo em attenco as condi oes especiaes da
zona servida por esta estrada, a posico precaria
em que se acham o commercio e a lavoura, e, so
bretudo, o baixo preco Jos gneros de exporta cao,
resolveu o governo alterar provisoriamente as ta-
rifas da via-ferrea sob sua direccao, na esperanca
de conseguir, pela redueco dos gastos de trans
porte, desenvolver mais eficazmente as fontes de
riqueza e as commodidades da populaco.
Pelo relatorio apresentado pelo engenhein Silva
Continho, depois dos estudos que fez as estradas
de ferro do norte do imperio, ficou demonstrado
que mui pouco teem ellas concorrido para o desen -
volvimento geral das industrias, em conaequencia
principalmente dos altoSTre'es que mantm e que
sao qu&ai iguaes, seno superiores aos que antes
pagava a lavoura pelos meios ordinarios de trans
porte.
Anda agora o almocreve concorre com a estra-
da de ferro, desviando dola parte daj mercaduras
qsc podiam augmentar o seu trafego.
M intrndo trotes iguaes aos que obtem a lavoura
por outroa meios de transporte, nao pode a via-
ferea estimular a prodneco, nem crear elcm*n
tos de renda futura, deixando aasim de preencher
o fim principal para que foi eatabelecida.
E' possivel que nos primeiros tempos decresca a
receita da estrada, em virtnde do abaixamento das
tartss ; mas o progresso das transaccoes e o des-
envolvimento das industrias que d'ah devem na-
turalmente resultar, compensaro qualquer des-
falque, produzin io para o estado lucros indirectos,
superiores aos que proviriam directamente da al-
tad ida receita.
Para attenuar o provavcl decrescimento tempo-
rario da receita. recommendo a Vmc. que procure
reduzir ao strictamente indispensavel aa despezas
de custeio dessa estrada, propondo sem demora
approvaco do governo as medidas que julgar
o>ai8 adequadas e executando desde logo aa que
nao depi-nderem de approvaco.
Por emquantodeve vigorar nesaa estrada a se-
guinte tabella de fretes:
1 Sal, cereaes e machinas destina las 1 voura
e industria, 80 ris por tonelada-kilmetro.
Quando a expedico completar a lotacb de um
wagn, pagar 60 ris, e, qundo completar a de
quatro ou mais wagons, 45 ris.
2 Carocos de algodo, chifres, ossos e unhas,
50 ris por tonelada kilmetro.
Quando a expedico completar a lotaco de um
Wagn, pagar 45 ris, e, quando completar a de
qaatro ou mais wagons, a de 40 ris.
3 Aaaucar bruto e tecidoa de fabricaco nacio-
nal, 100 ris p ir tonelada kilmetro.
Quando a expedico compietar a lotaco de dous
wagons pagara 90 ris e quando completar a de
quatro ou mais wagons 80 ris.
4a Cat, 180 ris por tonelada-kilmetro
Quando completar a lotaco de quatro oa mais
wagons, pagar 160 ris.
5 Coaros e algodo imprensado, 180 ris por
tonelada-kilmetro.
6 Algodo em piusas, 200 ris por tonelada-ki
lometre.
7 Fazendaa de algodo. linho, l, seda, etc., de
fabrceo estrangeira, 250 ris por tonelada-kilo-
metro.
b Ferragens diversas, 180 ris por tonelada-
kilametro.
9* Gado vaceum, 35 ris por cabeca e por kilo-
metro.
Quando a expedico for de 10 a 40cabecaa far-
se ha o abatimento de 5 / "/, e a de 70 / quan
do exceder de 40 cabeca* Seilo concedidas tao-
taa passagens gratuit..a d 2* classe, quantas fj
rem as dezeuaa de animaes a tranpurttr.
10. Passageiros de Ia classe40 ris por kil-
metro.
11 Passageiros de 2a classe20 ris por kilo
metro.
Com exc-epeo das tana acuna esp -ciScndaa,
applicar Vmc. ntssa eatrada, par o transporte
de quaesquer outroa gneros, as tantas em vigor na
estrada de ferro do Sobral, nasim domo as icspec
tiuas instrueces regulameniares, ilevendo ser
eliminadas as taxas accessorias que uo eariverem
mencionadas uas mesmas instrueces, l que jumo
um exempiar impresso.
Si a experiencia demonstrar a uecessidnde de
outrns rediiuve.s, "u emprego de inei.,8 que poa
san igunlra n'e a mcurr r p ira < fim que a te ni
vista, eso- l qU V.11C, m ai I > orovaa de zelo e ni
tere- pelo servico .mblic ., n-> se l-in re em tra
le a- a- c nhecim n'o do < -v- -r o para que se
ptovi'i'-ocie a ro-pesto
Dci guanle a Vine.A da Silva PradoSr.
direc'or la entrada do ferr i .|- li turl'A.
Exp"diram-ae via.n d io direciiiea i -.3 t-stralas >l ferro 0 S >ral di Re-
fe a Oarm-
nmisterio da t.uerra
Por i i 15 do coriciue :
F i Ira- si r lo para a segnn :a ci do 11 i
cu i nt' midade com a oiif e'i ta i sia-rial
rea oca >t I de Abril de 1871, tomada aobr
eo-m- CmselbJ Supremo MiUMr. Io
rur.-i.. i i, Ci r^o desade Dr. 0>isialia. Calot
l Mciaa U i. fie udo : r- gvtdo n.....pj a que
pe'i !, ter ...lu julja io iueapn a. aem-
C- i o-., xer-H" -n impecco de. aaoe aiii
t subuu" .
Fui iK.n-ado].' < i- nr*f.A do referid c 11.
i d or em m .Hei.- O slao c. AraCT'- r Mello
Foi n ineado aj.Mante lecrieua da pi-
dencia da provincia do Maranho o tenente de
estado-maior de 1.a classe Araripe Meirelles.
Foi nomeado o tenente-coronel de estado-
maior de 1.a classe Joo Nepomuceoo de Medeiroa
Mallet para inspeccionar o Arsenal de Guerra da
provincia de Pernambuco.
Foi nomeado para praticar no laboratorio
pyrotechnico do Campinho o major graduado do
corpo de estado maior de 1.a classe, ad ido re-
partido do ajudante-general, Eduardo Jos Bar-
bosa.
Teve ordem 'de continuar addido ao 3." re-
giment de artilharia a cavallo, o 1." tenente do
3 batalho da dita arma, Manoel Jos Faria Al-
buquerque,
Foi sabmettido a conselho de inveatigaco,
o 1.a tenente do 2 batalho de artilharia, Anto-
nio Firmino de Almeida.
Mandou se transferir do 5. batalho para o
1. de infantara, ao qual ficar aggregado at
ha ver vaga de seu posto, o tenente America de
Albuquerque Portocarrero.
Foi mandado addir ao 10 de infantara o
major do 20, Honorato Candido Ferreira Caldas,
chegado do Rio Grande do Sul, para reunir-se ao
seu batalho.
Permittio-se que o alumno da escola militar
da corte, Melchisedech Jeovah de Albuquerque
Lima, se assigne d'ora em diante Mclchsedech de
Albuquerque Lima.
Foi mandado contar como tempo de servico
ao 1. sargento do 11.* batalho de iofantana
Bernardino Alves Dutra, o periodo decorrido de
sua primeira preca em 17 de Maio de 1877 a 21
de Maio de 1885.
Mandou-se dar baixa do servico por incapa-
cidade pbysica, aos soldados : do 7. de infanta
Ha, Manoel Eustaquio de Soteza, e do 10, Pedro
Domingues i orra.
Determinou-se que o engajamento do solda-
do do 10 de infantara, Pedro Fernaades da Sil-
va, fosse contado do I. de Agosto de 1880, vista
do disposto no art. 8. do decreto n. 7,670 de 21
de Fevereiro do dito anno.
Teve baixa do servico, por incapacidade
phyaica, o soldado da companhia de operarios mi-
litares do Arsenal de Guerra da Babia, Joo Ger-
vasio Soares.
Ministerio da Mariuha
Em 15 do correte, foi promovido al." tenente
do corpo da armada, por antiguidade, o 2.' tenen-
te Joaquim Ribeiro da Costa.
Tiveram ordem de desembarcar : do encon-
racado Sete de Setembro, o 1." tosente Joo Perei-
ra Leite, e do Riachuelo o machioista de 2.a clas-
se Pompeo Prente da Casta.
Tiveram ordem de passar do cruzador Gmo-
nabara para o Imperial Marinheiro o 2." tenente
Alfredo de Azevedo Alves ; d'este para o tapor
Purs os segundos tenectes A da Cunba Gomes e
A-nerico Brazilio Siivado e o guarda-marinha
Francisco Cosme Damio Mattos ; do encouraca-
do Riachuelo, o machinista de 3.a classe Marcos
da Silva Prannos ; do encouracado Somocs, o 2.*
tenente Jos Liduino Carvalh. Castedo Branco ;
da corveta Nilherohy para o vapor Madeira o 2."
tenente Agostiuho Jos da Silva ; e para o encou-
racado Ra-huelo o m*chin>8ta de 3 classe Paulo
Paquet ; do catador Pamakyba para a corve'a
Nheroky os guardas marinna Alvaro Ribeiro
Graca e Delphiu > I orena ; do encouracado Ra
chuelo para o Solimies o l.9 tenente Manoel Ja
quim Nobrega de Vaaconcellos ; do vapor furus
para a canhooeira Guarany o 1." tenente Affouso
Cavalcante do Livramentu.
Foi nomeado escrevente da canboneira Ca-
mocim Armindo da Costa Gomes.
Teve ordem de embarcar no cruzador Impe-
rial Marinheiro, o guardio Jos de Jess Iti-
baayana.
---------------sepaei---------------
ftepartlco da Polica
Secsao 2*N 1041. -Secretaria da Po-
lica de Pernambuco, 25 de Outubro de
1886.- Ilion, e Exm. Sr.Partecipo a V.
Ezc. que foram hontem recolhidos na Casa
de D^tencSo os seguintes individuos :
No dia 23 :
A' ordem do subdelegado do 1. districto
da Boa Vista, Caetano Romanillo, Catha-
rina Miguel e Joviaiaao da Silva, os dous
primeiros por embriaguez e disturbios e o
ultimo por disturbios e uso de armas de-
fezas.
No dia 24 :
A' minba ordem, Flix de Jess Maria,
Francisco Jos de Araujo c'osta, Fruncs
co Heuriaue dos Santos e JoSo Ramusso
Nepomuceno, viudos do presidio de Fer
nando como criminosos.
A' ordem do subdelegado de Santo An-
tonio, Elias, escravo de Antonio Quedes
Correia, e Emygdio Joaquim da Silva,
por disturbios, ti -undo o primeiro u iuhu
disposiclo e o segundo do Dr. delegado
do i. districto da capital.
A' ordem do do 1. districto de S. Jos,
Severiauo Jos da Silva, por disturbijs ;
Manoel Leopoldino Oapituliao da Silva,
por disturbios, minha dispusigab; Jose-
pha Mara da (Jonceico e Maria da H<>ra
Tavarea, por embriaguez e disturbio.
Ante-hontem, s 8 horas da noite, ero
urna venda sita estrada dos Aflictos, os
in 'ividuos de nomes Kloriano Fernandeg
de Albuquerque Mello, Belmiru Jos da
Silva e M urna altercac&o, que deu em resultado Fio
nano forir a Belaiir. levemente.
Contra o delinqueote, que evadio-se,
pr icetJ'-u se nos termos da lei.
- II .nt --o, s 6 i\' horas a tarde e
no be co dos Patos, os individuos de nu
mes Manoel de Alves e Jos Eupnmsino
1 s Chavas, depois de haverem altercado
p.88rain a viaa de faito, lusultando o
prime ro, que estava armado de urna faca,
nrif o s guqdo no p ito esquerdo.
O tfcti n lo fui transp irtado para o hos
pit^l '-"dro II, oude esi sen io tratado
cuiivenieotemeate ; e contra o offensor, que
v.. uo-se, procedeu se nos ulteriores ter-
nes na lei.
Deus guarde a V. ExcUlm. e Exm.
Sr. Dr. Ignacio Joaquim de Souza Lelo
unir digno vice-presidente da provincia.
-i> note de polica, Antonio Domingo
Pinto.
fgOfficio do Dr. chefe de policia, Antonio Soare
de Almeida, Luis Manoel Viegas, commisso ad-
ministrativa ao Recolhimente de Oliada e JoZq
Fernandea Marques.Informe o Sr. contador.
Eduvirges Amalia de Albuquerque, efficios do
Dr. procurador dos feitos e Joaquim da Rocha.
Informe o Sr. administrador do Consulado.
Fernandea & lrmo.Venham de accordo com
a disposicao do art 112 do Regulamento de 4 de
Julbo de 1829.
Padre Francisco Joaquim da Silva. Certifi-
qoe-se.
Balbina Maria da Conceico e Barboza dos San-
tos Informe o Sr. contador.
Thesouro ProTluclal
"KSPACHOS DO OA 25 DE OOTDBEO DE
1886
P ir- t m lie Roberto e outroa, commisso ad-
ativa d.. R-cuihimento da Gloria, padre
F an) de Queirua Coutinho e Veriaaima dos
''-.a s Haja vmu o Sr. Dr. procurador fiscal.
r' cisco Goncalvea TorreaAo 8r. Dr. pro
i.r .t na -al para attenler, nao havendo incon-
veniente.
DIARIO DE PERHA13BCP
RECIFE, 26 DE OUTUBRO DE 1886
\oli tas do Xorte do Imperio
Pelos paquetea americano AHianca o braaileiro
Para receb.mos do norte as seguintes noticias:
amazona*
Datas at 14 de Outubro :
Foi adiada a reunio extraordinaria da Assem-
bla Provincial para o da 31 de Dezembro pr-
ximo.
Foi nomeado, interinamente, delegado espe-
cial do inspector geral da instrneco publica na
corte, o Dr. Frederico Peregrino Carneiro Mon-
teiro.
A' Thesouraria de Fazenda foi recolhida a
quantia de 1:2004000, d< atinada a formar peculio
das orphas do Asylo Orphanologico, e producto da
Expoaico Provincial, promovida pelo Club 5 de
Setembro.
A companhia de Navegaco a Vapor de Ma-
naes est confeccionando novoi estatutos.
Pereceu afogado o individuo Francisco de
Freitas, que sahira para pescar.
A directora do collegio Amazonense, D. Lu-
na de S Correia, devolveu commisso respecti-
va um diploma de 1* classe que Ihe fra conferido
na Exposico Provincial.
O officio que cobrio o diploma devolvido, diz o
Amazonas, nao d s mais delicados.
Na capital, o Sr. Franck G. Aldcn, gerente
da The Manos Trading C mpany, foi victima,
estando em a varanda de sua casa fumar, a ''
horas da noite, de um tiro de rewolver, cuja bala
apmas quebrou lhe o cachimbo.
A' ultima data a policia nao tmha conseguido
descobrir q ancor do attentado.
Estava sendo feita com grande pompa a tes-
ta de N s -a Seubora d js Remedios.
O Dr. Ernesto Chavea, presidente da provin-
cia, mandou rezar urna missa por alma da Exma.
Sra. D. Anna Michaella de Castro da Gama e
Costa, extremosa mi do major Frederico Costa.
Lemos no Diario do Ordo Para de 16 do
correte:
Os jornaes que recebemos de Manos confir-
mara a triste nova do naufragio do rebocador ii-
xy. Ja companhia do Amazonas.
O desastre teve Ingar no dia 11 do paseado,
s 7 horas da manh, em viagem de regresso do
rio Juru. O Ituxy bateu em cheio em um im-
menso pao que abno-lbe um largo rombo no po-
ro de pia, enchendo esto lego d'agua.
" O rombo abrangeu quatro Cavernas e foi pr-
ximo sobrequilba, junto ao mastro do traquete
e por isso, apezar dos grandes esforcos emprega-
dos por toda a equipxgem do Ituxy, no intuito de
evitar o naufragio, foi le balde, porque do poro
de proa as aguas invadiam successivamente os
compartimentos da machina, impossibilitando-a de
fuuceonar.
O seu commandante, Sr. Rodrigo Carlos da
Cmara, s teve tempo de mansbral-o no sentido
de encalhal-o.
Esta providencia valeu para salvar parte do
carregamento, os passageiros e tripulaco.
Julga-ae o Ituxy completamente perdido.
Par&
Datas at 17 de Outubro:
No dia 6 aseumira a almin atracao da provin-
cia o desembargador Jcaquim da Costa Barra-
das.
P. r acto de 8 foi nomeado chefe de policia
interino o juiz de direito de Camet, Dr. Alfredo
da Cunha Martina.
- Rcalisou-se 15, no Ia districto, a eleico de
um deputado provincial. Era mais votado o Sr.
Joo Olympio Ran.'el, conservadoi, que se presu-
ma eleito.
- A' 7, pela manb, foi encontrada enforcada
em um dos quartoB da casa n. 97 ra da Trinda-
d Marcelina Maria da Gloria, que, 3egund in-
formacoes colbidas pela polica, se achava soffren-
do de alienaco mental.
- Noticias de Muan dizem que :
O terrivel beriberi est grassando naquella
villa, j tendo feito victimas.
Cbegou all o Dr. Cypriano Santos, medico,
que espontneamente fra soccorrer a populaco
daquelle municipio, assolada pelas febres de mi
carcter.
Fra adiada a abertura da sesso do jury para
o dia 27 de Dezembn prximo.
i Noticiou o Afuanense :
No dia 3 do correute, Francisca de Nazareth,
tendo sabido da casa de Manoel Henriques Cor-
deiro, no rio Piramujir, em dree^o casa de
Anacieto Jos de Freitas, aportou em viagem
casa de Alberto Candido Soares, pedindo a este
que a acompanhase casa daquelle. Alberto es-
tando doente na a acompanhou, seguind > Fran-
cisca sainha em procura da casa de Francisco de
tlattos, onde aiudt na i cbegou.
Sopp'-se ter tallecido afogada, mas policia
cumpre averiguar.
Maranbo
Oatas at 20 de Outubro :
O presidente da provincia foi visitar o engenho
central, onde teve urna bonita recepeo.
Lem s no Pa :
Um distincto official da nossa marinha actual-
mente viajindo no Almirante Barro, fazendo urna
minuciosa desenpeo da escola de marinha de
Aunapois, nos Estados Uuidos, e considerada como
urna ds primeiras do mundo, diz o seguinte:
< Os cadetes tinbam terminado as snas aulas e
exercicios e povoavam os jardins a procura de di-
v rs.'e; nesaa occasio as meninas das familias
moradoras no estabalecimento e as visitas vinham
tamoem passelar. Era a hori do ftirtation, do na-
moro americano, o meaos jerigoso dusfqueae eo-
nhace.
< Sentado em um banco afastado estava um par;
a moca loura e bo ita, ocelpava se em um traba-
lbo de costura, so paaso que o seu companbeiro,
um rapago aspirante lia-lhe algumss paginas de
um romance; na maior quietitude, elles g'zavaa
daquella solido e mnguem ousaria perturbal-os.
Outroa pares perdiam se por entre as arvores co-
mendo e brincando; os mais soregados contenta-
vam-se em se olhar mutuamente.
Quando sentimos nao ser mais aspirantes 0
como confessamos nao ser possivel obter o mesmo
no Brazil, gracas aos nossos costumes A liber-
dade damulher nes Estados-Unidos cousa extra-
ordinaria : ninguem parece verperigo na flirtatiom
e diz-se at que os casos condemnaveis sao mais
raros do que em outroa paizea.- Nao direi o mesmo,
mas certo que a mulher, com este systema de vi-
da, aeootuma-se desde crianca a defen ler"a* 8 *
selar sosinha a su a honra, e parece-me at que
tanta pratica adquirem que torna-se necessario
tratar um pouco da proteceo dos bomeua.
Na verdade, a lei mu to favoravel A mulher
se por acaso um homein escrever urna cana a urna
moca promettendo-lhe casamento, fica psofacto
ligado a ella e, embora mais tarde mude de pensar



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Diario de PernambneTerpa-fcira 26 de Outubro de 1886
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t recuse-se a lvala *o altar^ o tribunal para
qual appellar a mnlher o compelliri a isto.
ltimamente uoi negeci inte rico de Pbiladel-
phia estova neet* caso; elle pretextava perante o
i ais tcr consultado ]>or um mtdium o espirito de
sea pai, que o aeonsa'hon a desmanchar a projec-
tada uuiao.
A sua desculpa nao I ha valsa e tribunal con-
ceden a moca, como indemnisacio, 20,000 dolan
(40:0005000) pagos pelo seu exquivo uoivo.
Pinato y
Datos at 6 da Outubro :
As noticias caresta) da interaase.
Datas at 22 de Outubro :
Funccionava regolarmeate a Assembla Legis-
lativa Provincial.
Regressara no da 10 de sua viagam ao Quixad
o presidente da poovincia.
En sesaao de 16 fui unnimemente absolvido
Elo tribunal do jury o Sr. Guilberme Cesar da
icha, prenunciado no art. 156 e 147 do cdigo
criminal, em consequeucia do desastre das loteras
do Sr. Calmon.
Dep US da accusajoo do Sr. Francisco Valente,
promotor interino em falta do effectivo o Sr. Vir-
gilio Ungido, qoe se dea por impedido aocasa-
cao se limiton leitura du libello e a dos artigo*
do cdigo cima citados.
Depoia da deteza do advogado Sr. J. Brigido,
que alm de ontras allegacoes produzio as de que o
governo geraJ, em bem da moralidade, devia man-
dar arrancar das arcas do thesouro provincial a
qnantia necessaria para pagamento dos premios de-
Tidos, qne seria um grao de areia tirado do mar;
porque sen constituate e co-ros nSo eram mais
que simples mandatarios do thesouro, (tutor do ne-
odo.
Nao houve replica do promotor publico.
Foi saccinto o resano das debates do presidente
do tribunal Sr. Dr. Joaqun) Barbosa Lima.
Antes das 3 horas vdtava o conseibo, sendo o
to absolvido por unammidade de votos.
No sabbado 9, i ncute, c rea de 10 horas, os
quarteis e grojas desto capital deram signal de
incendio, e este tinha lugar na estacad central da
estrada de ferro de Baturit.
A9 medidas de prompto tonada pelasautorila-
des auxiliadas por muitos cidadaus, fizeram abafar
o incendio, que api as consumi a carga contida
m um vagn, dos que trouxera a locomotiva che-
gada naquelle da.
Bio-Cirande do Norte
Datos at 23 de Outubro.
As noticias sao destituidas e interssse.
Lemos no Corroa do Natal de 12 :
No termo de Santa Cruz, comarca do Trahi-
tj, no di* 9 de Setembro ultimo, em o Iuar
Serra do Doutor, Francisco Antonio de Brito,
valgo Catonho e seu irmao Agostinho Jos Alves
dos Santos, travaram lucta da q .al resultou sa-
bir o primoiro com tiro a tre3 punhaladas, de que
falleceu, e o segundo com um tiro que Ibe produ-
zio grave fermento.
A aatoridade local temeu conbecimento de
tao desagradavel occarrencia e procedeu na for-
ma da lei mediante as vistorias e inquerito poli-
cial, a quem deu o conveniente destino, tazendo
effectiva a prisao de Agostinho dos Santos, que
fez transportar para a eadeia da villa de Nova-
Cruz-
Parabyba
Datas at 24 de Outubro.
Foram demittidos dos cargos de promotores
pblicos das comarcas do Catle do Rocha e
Alsg i de Monteiro o cidado Autonio Gomes
de Si Barretto e bacbarel Celso Florentino H.n-
riqaes de Soasa ; sendo nomeado para substi-
tuidos os hachareis Manoel de Arruda Cmara c
Manoel Rodrigusa de Carvalho Paiva.
L >mos no Jornal da Parahyba de 23 :
Os amigos do Exm. Sr. Dr. Souza Bandeira,
sem diati necio de cor poltica, logoque tiveram
noticia de sua exoueracSo, deliberaram dar-lhe e
sua illustse esposa urna solemne demonstraco do
mais elevado aureco e profunda gratido pelo ca-
vilhoirismo e delicadeza, com que sempre os tra-
tara o e aos nossos comprovincianos.
Reanindo-se hontem em casa do commenda-
dor Silvino Cunha para semelhante fim delibera-
ram offerecer-lbe um baile no sali da assembla
provincial, ou no palacio do governo, se o perinit-
tir, como acreditamos, seu illustre successor.
Para a comosissio foram escoihidos os Srs :
Commendadores Silvinio Etpidio Carneiro da Cu-
na* e Thomaz de Aquiuo Mindello, Drs. joo Ca-
valcante de Albuquerque, Samuel Tertuliano
Henriqaes, Ernesto Augusto da Silva Freir, Mi-
guel Peixoto de Vasconcelos, Manoel Buarque da
Macelo, Antonio da Cruz Cordeiro Jnior, e ca-
pitlo Antonio Carlos de Almeida e Albuquerque.
Pela nossa parte acompaubamos sinceramen-
te aos amigos do Exm. Sr. Dr. Souza Bandeira
aessa louvavel manifestaco de apreco e gra-
tadlo.
Lemos no Diario da Parahyba de 20 :
So Pianc mna escolia, que foi prender a
Isidoro de tal, criminoso all, morador no lugar
Sw*.a Crus na occasio de torear a porta para
varejar a casa, recebeu diversos tiros, que matou
ao sargento de polica que commaodava a escolta,
e ferio a dous soldados ; dzem que o delegado
do termo acempanhou a diligencia.
Noticias do FaeiOco, Rio daPra-
ta c nl do imperio
O paquete francez Equateur, entrado hontem do.
sql, troaxe as segaintes noticias e as que constam
das robrieas Parte Official e Interior :
Parifico
Datas telegraphieas ai 11 de Outubro :
Os ministros do Per renunciaran] os sargos, fi
cando assios constituido o novo gabinete : minis-
tre da- governo, Francisco Rodrigues ; dos nego-
cio* eitrangeiros, Francisco Garca Caldern ; da
fasenda, Manoel CaoJanio; da justiea, .Mariauuo
Bal car ce ; da guerra, Manoel Velardes.fl
Hoave em Lima urna grande reuniao publica,
presidida por Cesar Caaevaro, na qual resolveu-se
pedir ao governo o cumprimeuto da lei do anuo de
1875, que prohibe a residencia dos jesuta* na re-
pblica. A peticao foi entregue ao presidente-C-
eeres por Canevaro e Ingunza.
Annunciava-se outra reuniao, presidida por Eva-
risto Gomes Snchez e com assisteneia de senho-
raa, para solicitar a nao expalsao.
A Cmara ia disentir o projecto, j apresentado,
soncernente expulsao dos jesutas, snppressao
da to ios os conventos e a prohibicao s ordens re-
ligiosas de pessuirem bens de raz.
O Senado Bpprovon o projecto de lei que decla-
ra aullas todas as promocoes no exercito e na ar-
mada realizadas desde 1879 at 1885.
A' mana Cmara foi aprasentado umprejecto de
lei que manda incluir no quadro do exercito, como
gsnerae* de divisao, Narciso Campero e Heliodoro
Camacbo, sustentadores e defensores da allianca
dorante a guerra com o Chile.
No Chile, o novo presidente, Balmaceda, dero-
r decretos da sdministraoao do seu antecessor,
Santa Mara, por considralos inconstitocio-
Kio da Prata
Datas de Buenos-Ayres at 12 e de Montevideo
at 14 de Outubro :
Os diario* porteabas confirman) nteiramente as
noticias telegraphieas, relativas posse do novo
presidente da Repblica Argentina, Dr. Miguel
Jurez Celman, e a organisacao do seu primeiro
aaisterio.
Estava sendo acensado judicialmente de frau-
de e malversacoes o administradsr da Alfandega
de Baenoa-Ayres.
Estavam presos incommunicaveis tres france-
sas acensados como falsificadores de notas do
As ultimas noticia* do Paraguay davam como
certa a eleicio do general Escobar para presiden-
te, e do Dr. Miranda, para vice-presidente d'a-
sjsjnlli repblica.
Uto .runde da Sal
Data* at 14 de Outubro:
Di o Diario que em Jaguarao, no dia 3 do cor-
rate, no quartel do 3.* batalhao, foi brbaramente
epatado, com varas de marmeleiro, o cabo Jos
Oaiiaeriae, por ordem do cadete Israel Affonso de
Liosa, 1.* sargento
Por ordem do commandaote do batalhao proce-
den a exame no paciente o Dr. Soasa Lima.
Sa aoite de 10 arderam violentamente o* qnar~
Isa 4o saeteado ns. 36 e 37, onde tmham acougue
Sr- Custodio Idis.rte e toverna o Sr. Joaquim Si-
-5o Maia.
O fogo comecou a lavrar no ultimo destes esta-
eteeiaientos, e tevu origem, ao que se suppoe, em
as aedaeot de madeira, perto dos quaes ficra
a togareiro com brasas mal apagadas.
O Sr. Joaquim Simoes nao habitova na toverna
ssaa esa ama (tasa sita na* proximidades da
I asaba do Fragata.
Na enfermara da eadeia fallecen o reo Victo-
do* Pasaos, condemnado pena de morte
i jury de Algrete em 7 de Agosto de 1876, e
confirmado pela relscao do districto, por accordo
de 12 de Abril de 1878.
O Jornal do Commereio da capital, refere o se-
gu nte :
Na noite de sabbado (9), quando voltava da
retreta para o respectivo quartel a msica do 13'
batalhao, o crioulo Manoel Vicente vibrou to tre-
menda cacetada sobre a cabeca do alumno militar
Emilio Andrade Vasconcellos, que o prostrou por
trra.
Emilio reerame-se, foi para casa e encontrando
sua familia aoctosgar, narrou-lheo occorrido. Mo-
mentos depois manifestou-se um derramamento in-
terno, vm eunasquencia da forte compressio qua
soffrera o crneo do inditoso joven. A's 4 horas-
da madrugada- de domingo, Vasconcellos morria
no alvorecer da existencia, contando 19 annos de
idade, e tendo diante de si o scintillante porvir
qne a carreira das arma lne polia proporcionar,
O finado era filbo do Sr. tenento-coronel An-
drade Vasconcellos, lente de descriptiva na escola
militar deata capital. Havia rixa antiga entre o
crioulo que nos consta ser de mos precedentes, a
outro filbo mais moco do tenente-eorouel Vascon-
cellos.
No sabbado, quando a musicu se retirava da
retreta, travaram luto entre si aquello moco e Ma-
noel Vicente, intervindo\Emilio na legitima dete-
za de sen irmao quando reeebeu a fatal bor loada.
Os funeraes de Emilio ttveram lugar hontem. As-
sistiram a elles os alumfios e corpo docente aa
escola militar.
Accrescenta a mesma tolha :
< Muitos alumnos militares anxiliaram a polica
em suaa diligencias, no sabbado e domingo, at
qne bontcm, tarde, deram com o antro em que o
candido se escondH, na estrada de Matto-Grosso.
Enorme multidao acompanhou o assassno at
eadeia. *
Noticia anda o Jornal do Commereio este outro
cnuie perpetrado tambera em Porto-Alegre, na
casa da ra de Santa Catbarina, onde reside o Sr.
Enarmann.
< Alta noite, estando a familia accommolada
um individuo que ae introduzira anticipadamente
no interior da osa, apossou-se da quantia- de...
1:0004 que encontrn.
lima crianca, que despertou, gritn por sua mai
e o Sr. Ennemann, que tambem despertou, toi sor
prendido por um valente gol je de. machaduha,
que na cabeca Ihe vibrou o assassino, o qual ora
seguida fuirio.
O ferimento foi mortal, porm, mesmo atsim, o
Sr. Ennemann disparou dous tiros de revolver,
que nao attingiram o criminoso.
Presume-se que tivesse sido autor do crime o
preto Jeao, que ha das foi despedido d > servico
de Ennemano, e que, segundo constava, j havia
sido prest.
Partir de Bagpara S. Martinbo urna psquena
forca do 12" batalhao de intantaria sob o esm
mando do Sr. alferes Penaforte Araujo, para
acompanhar o cadete Clementno Molino e o sol-
dado Joao Vianna da Silva, qne all devem res-
ponder ao jury por crime de morte. W
santa Catbarina
Datas at 15 de Outubro :
As noticias sao destituidas de interesse.
Paran
Datas at 13 de Outubro :
Pelo novo regiment a primeira sessii prepa-
ratoria da assembla provincial ser a 26 do cor-
rete, o
Foi recebido da cidade de Castro um b legr-im-
ma noticiando que o hotel Commereio f:a deco-
rado por um incendio.
Fallecer em Morretes a respeitavel matrona
D. Auna Joaquina Pereira Lima. Pertencia a fi-
nada a u._a das mais importantes e antigs fami-
lias daquella cidade.
Mina* Datas at 18 de Outubro :
Reuuio-se no dia 15 em Juz de Fra o jury da
exposicao, sendo n meados : presidente, o Biro
de Smti Helena; vice-presidente, o Dr. Chnsto-
vo de Andrade, e secretarios JoaoLuiz Alves e
capito Madoel Francisco de Assis, e commisoes
de tres membros cada urna, para as seeces :
agrcola, (.-at), cereaes, l'arinhas, doces, etc.;
industrial, cateados, mobilias e arreios, vinhos e
bebidas alcoolicas, productos pharnaceutijs, ce-
rmica e imngens, fumos, artefactos de ferro, ac,
madeiras e cortumes, bellas artes, plantas, mappas
e jornaes, machinas e min ralogia.
Reconhecida a necessidade de addiar o encer-
rameuto da exposifao, afim de terem as com-
mssoes tempo para trabalhar, fot uesse sentido
feto pedido ao preaidente da cmara muni-
cipal, que resol ven adiar para o da 24 definitiva-
mente.
Em Santa Rita do Passa Quatro, cahio no
da 10 do corrente. s 3 horas da tarde, um forte
tufio acompanhado de pedras de tomanho nunca
visto.
Foi preso na cidade de Ubi, o criminoso
Antonio Mendes Ferreira, conbecido por Anto-
ninho tropeiro, reqaisico do delegado deste
termo.
Refere o Monitor Sal Mineiro que no da 16
dsabou prximo cidade de Caldas, urna rija
tempestada, acompanhada de pedras, em quauti-
dade tal e tio grandes, qne eram vistas na Pedra
Branca, que fie a urna legua d'all.
. Paulo
Datas at 19 de Outubro :
Reunio-se 16, a congregarlo da faeuldade de
direito e rerolveu nornear urna commisso pira
reeeber SS. MM. o Imperador e a lraperatriz, a
3ual ficiu assim constituida: Drs. Dutra Ro-
rignes, Vleira de Carvlho, Benevides, Antonio
Ca los, Rabino d.i Oliveint, conseiheiro Leonciu
de Carvalho e arcypreste Gonealves de An-
drade.
Refere o Rio Clrente :
Somos informados, por cartas vindas da Santa
Rita do Pasia-Quatro, que os cafezaes daqueHe
municipio s .ffreram grave prejuizoeom urna gran-
de chava de pedras, que cahio e que deixou al-
guna cafezaes em varas.
A colheita daquelle municipio, assim como
acontece em qnasi toda a provincia, devia ser
muito pequea no anno vindouro. Este desastre,
pois, quasi inutilisou.a
screvem ao Corro Pauliitano do bairro do
Velloso, municipio de S. Sebastiao
Fomos sorprendidos a 27 do paseado, das 5
para s 6 boros da tarde, por copiesa chova de
pedras do tamaoho de ovos de pomba, a qual, fe-
lizmente, cahio apenas durante cinco minutos e
assim causou estragos consi ieraveis as lavouras
do bairro, porm as djs S. Se*baslio e Villa Bella,
nada soffreram.
Os mais velbos moradores do localidade attes-
tom qoe nanea cahiram all pedras daquelle to-
manho.
Deu-ee ante-hontem, s 5 hora* da tarde, em
Sorocaba, lamentavel desastre, assim referido pela
folha local.
Rufino Alves oceupa-se em faser pocos e ten-
do concluido naquelle da um de 117 palmos de
profundidade, sabia, icado por urna corda ; esta
quebrtndo-se, o precipitara ao fundo do dito poco
oecasionando-lhe fractura complicada e intra-sr-
ticular de ambos os ps, tornando-lhe necessaria
a sua aiputaco, o que nao foi ainda praticado,
por ser gravissno o estado do enfermo e ter aa-
vido fortssima a contusio da columna vertebral.
Foi approvado em defeza de theses o doutoran-
do Joao Antonio de Oliveira Cesar.
No bairro de Vassoroca, em Sorocaba, suicidou-
se Jobo Manoel de Araajo.
Rio de Janeiro
Data at 20 do Outubro :
S. M. o Imperador segaio 18 para S.
Paulo.
A' respeito da viagera escrereu o Jornal
do Commereio o seguate :
Dia 19:
O trem especial parti da estacio cen-
tral da estrada de ferro D. Pedro II s 5
horas e 45 ds mataba de hontem:
Acompanharam os augustos viajantes at
algumas das estagoes da mesma estrada
os Srs. presidente do conseibo, Barao de
Mamor, ministros das repblicas Argen-
tina e da Bolivia, presidente da provincia
do Re de Janeiro, director e chefea de
servigo da estrada.
Da Oachoeira escreveu-nos o nosso
correspondente: < 12 horas e 25 minu
tos.Temos feito at aqoi bella viagera.
< Aoompanharam Suaa Magestades Im-
periaes alm do Sr. ministro da agricultu-
iustiga e da guerra, BarSo de Nogueira da
Gama, Barao de Teff e varias outras pes-
soas.
t Depois de breve parada em Belm,
s 8 horas da raauhS chegamos Barra,
onde foi offorecido pela administrado da
estrada de ferro um sumptuosa almoco.
Ao lado de S. M. o Imperador foi convida-
do para tomar assento o Sr. ministro da
agricultura; ao lado de S. M. a Impera-
triz o Sr. ministro argentino ; em frente os
Srs. presidente do uonselho e ministro do
imperio. Segjam-se indistinctamente to-
las aa-ontras-pessoas que tinbam vindo da
curte no trem imperial.
Em Rezende encontramos extraordi-
nario concurso de povo que viera saudar
os augustos viajantes, e que os acolheu
com grande enthusiasmo. Ahi so aehava
a cmara municipal, o juiz de direito e va
rias outras autoridades. O juiz de direito,
Dr. Abel Graja dirigi algumas palavras
de sau lacio a Suas Magestades.
f Ahi despediram-se dos augustos via-
jantes os Srs. presidente do conselho o mi-
nistro do imperio,
Quando o trem passou pela fazenda
do Sr. major Nevaes, no Cruzeiro, subi-
ram ao ar muitos faguetes, tocaram duas
bandas de msicas, e elevaram se ruido-
sas acclamacSes da gente em grande quan-
tidade all reunida.
a A estacjlo da Cachoeira onde acaba-
mos de entrar est lindamente enfitada,
e cheia de povo. Aqui se acbam J^upresi-
dente de S. Paulo, os deputados geraes
conseiheiro Duarta de Azevedo e Cochra-
ne Visconde do Moroira Lima, Dr. Vi-
cente de Azevedo, autorizadas a L rena,
directora do eugenho central do Lerena,
a cmara municipal da Bocaina e nanitas
outras pessoas gradas. O trem imperial
foi recebido ao som de msicas tocadas por
duas bandas ao estrondar dos fjguetes e
com vivas a Suas Magestades.
t O presidente do Rio de Janeiro des-
pedio-se aqui dos augustos viajantes.
Seguimos para Lorena.
Dia 20:
t S. Paulo, 19 de Outubro. -Partimos
de Lorena s 6 horas da manha e chega-
mos a Taubat s 8. Suas Magestades
visitaram a matriz, a fabrica de leos, a
caia, e convento do Santa Clara, a ca-
pella do Pilar e as minas de achislo em
Trememb.
Em todas as estacoes em que passa-
inos achava-se reunido muito povo, que
saudou os augustos viajantes com grande
enthusiasmo.
a Suas Magestades almocaram na casa
ra, a dama D. Mara Candida de Pignei-
do e os Srs. Visconde de Paranagu, Ba-
rao de Ivinheima, Barao de Saboia. Na
estacio de S. Christovao couaprimentaram
a Suaa Magestades os Srs.] ministro da
do Sr. Barao de Trememb.
< De Taubat partimos para a capital,
onde chegamos s 5 horas da tarde.
a Havia na estaco grande agglomera
cao de povo, deputacSes de todas as cor-
poraQBS. As ras e pracas eatavam vis-
tosamente enfeitadas, eiguendo-se em va-
rios lugares arcos e coreto3 profusamente
Iluminados. Suas Magestades hospeda-
ram se no palacio da presensia e preten-
dem demorarse nesta cidatio at o dia
22.
De Lorena escreveu-nos hontem o mes-
mo correspon lente :
Aqui chegamos i hora e 5 minutos;
na cstagao, adornada cora arcos e bandei-
ras, ora extraordinario o concurso do ppvo,
sendo Suas Magestades recebidos com o
maior enthusiasmo. Compareccraui re-
cepcSo a cmara municipal e as autorida-
des do lugar.
a Suas Magestades desembarcaram e
dirigiram-se para a elegante igreja de S.
Beuedicto, construida pelo Sr. Visconde
Moreira Lima. O que esse tempo j
sabem os leitores do Jrmal pela des?rip-
cio feita quando so inaugurou.
a Da igreja foram Suas Magestades ao
Engenho Central, sendo alli {.ecebiios pelos
directores os Srs. commendadores Arlindo
B aga e Franoisco Vicente de Azevedo, ao
som do hymno nacional e de vivas enthu-
siastas do povo que o fra esperar. Sua
Magestade fez minuciosa visita, acorapa-
nhando todo o procesSo desde a entrada da
carina para as moendas at a sahida do
assucar.
para a casa do Sr. Visconde Moreira Lima
pelo telephone ltimamente alli collocado e
que iunccionou muito bem. Tomando de-
pois um elegante bond, construido na edr-
t- expressamente para conduzir os augus-
tos visitantes, foram Suas Magestades at
a margom do rio pela estrada de ferro que
serve para trazar a canna do engenho. O
bend e outros wagons qne conduziram
grande numero de pessoas foram levados
por urna pequea machina a vapor.
< Cbagando ao rio embarcaram Suas Ma-
gestades no vapor Ipacar ( antigo nomo
tiesta cidade), e fizeram pelo rio um p is-
seio de raeia hora, vahando para o enge-
nho, onda antes de se retiraren) dignaram
se Suas Magestades assignar um livro de
visitantes, ricamente encadernado, e ex-
pressamente creado para com memorar a
visita imperial ao engenho, cujo desenvol-
vimiento tem sido sempre crescente, e qua
assim continuar pelo grande angmeato
que vai tendo a cultura da canna nestas pa-
ragens.
Do engenho foram Suas Magestades
casa da cmara, em eujo pavimento terreo
est a eadeia ; o Imperador interrogou os
presos que nella esto, visou em seguida o
paco municipal, examinando o archivo e a
bibliotheca, que agora comeca e j conta
mais trezentos volumes. Na cmara fo-
ram Suas Magestades recebidos pelo pre-
sidente, Dr. Theophilo Braga e demais ve-
readores.
D'all foram Suas Magostados ao ce-
miterio que, como j tive occasio de dizer,
tem no centro urna elegante cape.Ua onde
est sepultada a Sra. Viscondessa de Cas-
tro Lima, e no qual se ostentan! vistosos
mausoleos.
a A's 5 horas recolheram-se Suas Ma-
gestades residencia do Sr. Visconde Mo-
reira Lima, e s 6 horas servio-se, em me
so rica e humosamente adornada, um sum-
ptuoso jantar, occupando Suas Magestades
o centro, tendo o Imperador esquerda a
Sra Viscondessa Moreira Lima, e a Impe-
ra triz o Sr. Visconde, o em frente os Srs.
ministro da agricultura e Barao da Parna-
hyba, presidente da provincia. Alem de
diversas senhoras, assistiram ao j untar os
semanarios de Suas Magostados, os Sra.
minstros argentino e da Bolivia, juizes de
direito e municipal, presidente da munici-
palidade Dr. Theophilo Braga, Baraa de
Castro Lima, Drs. Clemente f alcZo, Pe-
dro Vicente e JoSo Marcellino Gonzaga, di-
rector e chefea do servico da estrada de
farro D. Pedro II, commendador Arlindo
Braga, representantes da imprensa da pro-
vincia e da corte, e outros senhores. O Sr.
Visconde Moreira Lima ao terminar o jan-
tar levantou um brinde a Suaa Magesta-
des.
Depois do jantar, no rico salo da re-
sidencia do Sr. Visconde reoebeu Sua Ma-
gestade urna coramissao da cmara muni-
cipal, cujo presidente pedio ao augusto vi-
sitante que se dignasse entregar duas car-
tas de liberdades, promovida pela mesma
municipalidade para oommemorar a visita
do Soberano do Brasil cidade do Lorena.
Entregando-as disse Sua Magestade : Na-
da me poda ser mais agradavel para com-
meraorar esta visita do que dar liberdade
aos captivos. n
Em seguida aprsenlo a coramissao o
Lioro de Ouro da municipalidade, que Sua
Magostado dignou-se assignar, concorren-
da para elle com a quantia da 500^000.
< Finda esta ceremonia foram Suas Ma-
gestades igreja de S. Benecdicto e as-
sistiram a um Te-Deum em ac5o de gra-
cas.
O templo estava litoralmente ebeio e
das iramediac3es era grande a quantidade
de povo. Sabindo da igreja pasearan] Suas
Magestades pelas ras e prajas que esta-
vam Iluminadas.
a Receberam depois Suas Magstade3 os
comprimentos do diversas pessoas do lugar
e de urna commissao da cmara municipal
da Bocaina, composta dos Sis. Barao de
Castro Lima, Dr. Theophilo Biaga e ma-
jor Oliveira Borges.
A's 10 horas recolherara se Suas Ma-
gestades aos seus aposentos.
Alm dos 500(5000 para o Livro de
Ouro, o Sr. Visconde de Paranagu an-
tregou, por ordem da Sua Magestade, ao
vigario, a quantia de 200)5000 para ser
diatribuida pelos pobres do lugar.
Os Srs. ministro da agricultura e Ba-
ro da Parnabyba, que assignaram o Livro
de Ouro, concorrerain cada um com ....
10050000.
i Se de dia era bello o aspecto da cida-
de, com as suas ras enfeitadas e emban-
deradas, com os seus diversos coretos no3
quaes tocavatn continuamente banda de
msica, emquanto outras percorriam a ci-
dade, noisa esso aspecto era deslu obran-
te, pela variadade e multplicidade do lam-
peacs e lanternas que a illuminavam.
Foi extraordinario o concurso de povo
pelas ruae em fronte a residen ia do Sr.
Visconde Moreira Lima; tao compacta
era a multidao que a passagera tornou se
quasi impossivel.
i E' proverbiar o cavalheirismo e a gen
tileza da familia Moreira Lima. O Sr.
Visconde, hospedou tambem os semanarios
de Sua Magestade e a commitiva, o direc-
tor da estrada de ferro D.Padro II.
O Sr. Burilo de Castro Lima, recebeu
em sua casa os Srs. ministros Argentino,
e da Bolivia e sua familia, os Drs. Clemen-
te Falcao e Gonzaga, os representantes da
imprensa e outras pessoas. Os Srs. minis-
tro da agricultura, presidente da provincia,
deputados Duarte de Azevedo eCocbrane,
ch<-fes do servico da estrada de ferro D.
Pedro II, e outras pessoas foram hospe-
dadas pelo Sr. commendador Francisco
Visconde de .vzevedo.
A hospedagem offerecida por estes
tres cavalheiros, nao foi mais do que a
continuacao daquella attrahente amabili-
dade e cordial franqueza que tanto enno-
breoe o carcter paulista.
Lorena vai ter um importante melho-
ramento, que a chuva impedio que agora
se inaugurasee ; urna linha de bonds.
a Trata-se aqui tambem da editieagao da
nova matriz, tendo sido a obra contratada
cem o engenheiro Ramos de Azevedo, que
tao boas provas deu de si na construego
da de Campias.
t Os Srs. ministros argentino e da Boli-
via regressao hoje para a corte.
i Partimos s 6 horas para Taubat. A
demora alli ser de quatro horas, seguin-
do para S. Paulo, onde Suas Magestades
sa demoraram at o dia 22 partindo uesse
dia s 6 horas da manha 'para aCampinas,
e dalli para Caldas. >
L;raos na citada foi ha de 19 :
Coasta-nos que, por imperial e imme-
diata resolugKo de ante-hontem, tomada
sobre parecer da secgao dos negocios do
imperio do conselho de estado, foi negado
provimento ao recurso, interposto pelacom-
panhia Natal, ou Nova-Cruz Roilway da
decisao pela qual lhe foi indeferi lo o pedi-
do de garanta addicional sobre a quantia
da 582:160^146, que allego u ha ver des-
pendido, alm do capital garantido, na
construcgSo da via-ferrea do Natal a Nova
Cruz, na nrovincia do Rio-Grande do
Norte.
Foi relator da consulta o Sr. conseihei-
ro Affonso Celso.
Klirito-Nanto
Datas at !4 de Outubro :
No dia 5 installou-se a assembla pro-
vincial.
De Itapemirim escreverao Provincia
do Espirito-Santo. :
a Continuam escravos fgidos, capita-
neados pelo celebre Dongo, a aisaltar e
roubar as fazendas do munioipio.
< ltimamente foram fazenda do co-
ronel Meirelles, donde oarregaram porcos,
carne iros, etc.
A mesma folha diz o seguinte:
Por telegramma do Cachoeiro de Ita-
pemirim sabe se que, na noite de 30 de
Setembro fiodo, foi disparado um tiro con-
tra s casa de residencia do Dr. Vasco Ca-
bra!, promotor publico daquella comarca. >
Falleceu o professor do termo de Ub,
Franoisco Gomes Vasco.
Babia
Datas at 23 de Outubro :
As noticias desta provincia sao destitui-
das de interesse.
Noticias da Europa
O paquete La Plata, entrado hontem da Euro-
pa, troaxe datas que akancam 13 do corrente de
Lisboa, adiantando seis das s trazidas pelo VilU
de Vieioria.
Alm das de Portugal, constantes da carta do
nosso correspondente de Lisboa, inserida na rnbri
ca Exterior, sis as demais noticias trazidas pelo
referido paquete:
Franca
Em Franca o presidente do conselho concluio as
suas visitas, e ao mesmo tempo os seus discursos.
As visitas eram esperadas com satisfacao pelos
qne as provocaran), e os discursos o eram com an-
ciedade, porque esses se dirigan) toda a Franca
e Europa. Nao era natural que o illastre presiden-
te do conselho agradasse a todos, por grande sym-
pathia que inspire a sua patarra, e por maior qne
seja o talento com qne elle sabe manejal-a. Mas
ja urna grande conquista o conseguir impressio-
nar a todos por tal mido, que ninguem possa ab-
solutamente dizer que em nada fieou satisfeito.
O illustre ministro propugnou pela uniao do par-
tido republicano, porque nao chegra o momento
em que elle podesse desarmar se em frente dos rao-
nan-histas. O desojo de todo o ponto louvavel,
o de ve contessar-se que apezar de tudo, nos mo-
mentos crticos tem dado at buje o exemplo da
unio. Mas o indispensavel saber em que ter-
mos e por que modo ha de fazer-se essa uniao.
Se se pretende que todos pensem do mesmo modo
e tenham o mesmo parecer com respeito a todas
as questoes, a uniao impossivel. Nao nao
pode ser esse o pensamento do Sr. Freycinet, que
um espirito despreoccup&do e um estadista que
sabe e pode envolver-so as mais largas theo-
rias, ao mesmo tempo um espirito com > nao po-
da deizar de ser pela sua educao scientifica. O
que importa principalmente introduZr no parti-
do republicano o habito de encarar, de tratar e de
procurar a soluco das questoes, com esse mesmo
espirito despreoecupado e pratico de que o Sr.
Freyeinot um exemplo.
Se em vez do debate se usa a objurgatoria, se
em vez da analyse surea e conscienciosa dos tic-
tos, se prefere compol-os ao sabor da phanta^ia, a
soiucao das questoes torna-se iL-il, menos pelo
que ellas slo em si, do que pelo modo porque sao
traduzdas.
Eis como um joven diplomata portuguez agora
em Pariz, se exprime acerca do illustre orador :
< A sua palavra urna msica suave, que se
ouve quan lo principia, mas que, a pouco e pouco
se vai tornando mais lmpida, mais clara, insi-
nuando-se documente no nosso ouvido, como a sua
argumeotacao se insina surrateiramente no nos-
so espirito, e aplacando mansamente a tempestad,
que estava prestes a desencadear-ae e a fuzer sos-
sobrar a barcaca guvernativa.
Agora e a dreita que applaude, logo depois o
centro que d palmas, e d'ahi a instantes j 6 a
esquerda qufm cobre de bravos a VjZ do orador
e ao cabo de urna hora de msica, o Sr. de Frey-
ciii'-t volra para o seu logar no meiii dos cumpri-
mentos de tod-s, e estfinitta la cimedia.
E' um charmeur, temo aqui Ihe chamam...
K mais adiante :
O discurso de Touloso um discurso Freycinet,
de equ'libmtas, de maromba, de babilidade, de fi-
nura, deponderacao.
Nao o que disserain os opportunistas, era o
que apregoaram os radicaos, nemoque inculcaran)
os conservadores mas nem um pouco de tudo isso.
Diro voces, que un psstelio, umi banali-
dade.
Engao E' a palavra da situacao, t^m tudo o
que devia Mr para satisfazer a todos, uSo encerra
ue.n urna phrase que passa suscitar cosfl'tos.
E depoU l-se com agrado, como se ouvio com
praz'-r, po/que Freycinet um mostr consummado
na arte, mais difScil do que a primeira vista pare-
c) de -metre des era vates blanche3 dans les lieux
communs, como disse Emilio Z la.
E um luear com mura engravatalo parpee urna
observacao proiunda?
O caso que o Sr. de Freycinet conseguio o sru
fim, e depois do discurso, do famoso discur", to
discutido u tao annunciado, elle p continuar a
ser urna especie de Salamandra poltica, que atra-
vessa, sem sequeixar, o fogo das paixoes, e um
hornera feliz, que t"m a rara fortuna de fazer car-
reira sem ser injuriado.
E' que dos dous procesaos, que lia n'este mundo
pora abrir caminho, e dos encontroes. e o do faz
favor, deixa me pas.ar ? elle optou pelo segundo,
c sabe pedir com tilo bonitas maneiras que o dei-
xam ir para diante, que at os proprios, que elle
ineominod'i, se nao atrevem a diir-lhe urna respos-
ta torta.
Ahi teem o que o Sr. de Freycinet.
Inglaterra
Em Inglateria prev-se a prxima reuniao do
parlamento.
As disposicoes para com a Irlanda por V2Z03 se
apresentam menos benevdas, e at se annunciam
molidas coercitivas para o prximo invern.
No entanto Parnell trabalha para '-onservar no
movimiento irlandez o carcter pacifico, e a opiniao
cada vez parece secundar mais esse raovimento.
Para euibarocar, o governo nSo cessa de deca-
rar-se cada vez raais ligado aos liberaos unionis-
tas.
O Memorialdeplomatique diz que o lord Salisbury
prepara' urna circular s potencias sobre a ques-
tio do Eypto, a qual ser enviada tilo depres-
sa esteja publicado o relatoro de sir H. D.
Wolff.
O gabinete londrino reconhece a soberana do
Sultio, como sempre ten feito, e procura socegar a
Europa sobre as intcncoes ulteriores da Gra-Bre-
tanba, relativamente ao valle do Nilio.
A Europa ficaria muito mais catisfoita sobre as
intencSes dos ingleses diz um jornal francez se em
vez de enviar urna circular s potencias, o gover-
no mandasse fazer a promettida evacuaco.
Continua cerrado o mysterio sobre a viagem do
lord Kando!pb Cburchill que passou dons dias em
Berlim debaixo do mais rigoroso incgnito, segn
do urna versSo com o nome de SatafFjrd, segundo
outros cmo de Spencen.
Teve militas entrevistas com o embaixador bri-
tnico de Berlim, e deixou esta cidade, segundo
us, para ir a Varzim, onde se acha o primeipe
de Bismarch, e segundo outros dirigio-se a Dresde
e a Vienna.
Lord Cburchili tinha, dizem, por fim urna troca
de visitas com as pessoas que dirigem a poltica
alterna, e de procurar, se nao seria possivrl, n'um
dia prximo, ligar a poltica de Inglaterra a dos
tres imperios, ou a um accordo establecido sobre
novas bases.
A poltica ingleza caracterstica nos seus
procedimentos ardilosos. Sobre muitissimos tactos
mais este. Ha pouco tempo o gabinete inglez fe-
propostas a sublime porta para obter autoracao
para estabelecer um deposito de carvo n'uma
ilha visinba dos Dordaneltos. O sultao porm, re-
cusou peremptoriamente, com urna expressao nao
disimulada ae viva irritacao.
Os rabes alliados dos inglezes tomaram de
aasalto a praca de Tamai no Soldao depois de
encarnizada resistencia dos partidarios Orman-
Digna, dos quaes ficaram mortos duzentos, sen-
do consideravel o numero dos feridos e prisionei-
ros. Entre os mortos conta-se um sobrinho de Os
ma Digna. Os assaltantes tiveram 20 homens
feridos.
Os inglezes celebraran a noticiada victoria dos
alliados com urna salva de 21 tiros.
Rnla
A imprensa rnssa continua a pedir providen-
cias enrgicas para fazer cem que a Bulgaria en-
tre na ordem; mas o Leviet, jornal do conde Ho-
marof, que anda geralmente bem informado acer-
ca das vistas do partido militar, declara-se ad-
verso a oceupaco da Bulgaria pelas tropas ma-
sas. Os jornalistas, diz aquella tolha, que pedem
aquella- oceupaco, tornam-se inconscientemente
instrumentos dos inimigos da Russia.
Apezar disto cr-se em S. Petersburgo na pos-
sibilidade da intervenco militar na Bulgaria se o
general Kaulbars nao fosse bem auccedido na sua
commissao, ainda que a ocenpaco podesse preju-
dicar as relaooes da Russia com as outras poten-
cas e com os povos slauos.
Tudo faz crer na possibilidade da oceupaco da
Balearia, em vista dos conflictos que alli rebenta-
ram e que tem bastante gravidade.
Diz um despacho de S. Petersburgo para o
Standar', qne a Russia vai enviar s potencias
urna nota que ha de causar grande sensaso.
A impressao geral que estamos em vesperas
de medidas decisivas.
Segando um telegramma de S. Petersburgo
para a Independencia Belga, a familia imperial,
chegou no dia 30 de Setembro a Peterhoff. Fa-
zendo-se vigorosas pesquisas em toda a linha for-
rea que o trem especial tinha de percorrer, deseo-
bro-se a pooca distancia da estacao de Luga, a
140 kilmetros de S. Petersburgo, urna mina sub-
terrnea. Notou-se um individuo de apparencia
smpeita. Foi seguido, mas escapou-se. Foram
presos trez operarios que trabalhavam as proxi-
midades.
Parece pois que na Russia se vai entrar em no-
va quadra de tentativas de regicido, attribnidas
aos nihilistas.
recia
O lemps refere urna entrevista que um dos seus
redactores tem com o rei da Grecia, e na qual es-
te recoi.heceu que a situacao da europa est mui-
to embrulbada; mas assegurou que a Grecia nao
se entremetter nos acontecimentos, contentndo-
se, como a Franca, de observal-os attentamente.
O rei Jorge reconhece qne o actual equilibrio eu-
ropea, tal como o estabeieceu receutemente um
formidavel successo, nao pode ser definitivo ; lem-
brando os exemplos de Carlos V, de Luiz XIV e
de Napoieio, entende que nenhuma potencia po-
de conservar por muito tempo na eurspa ama
supremaca absoluta.
O rei queixa-se da falta de cumprimento de
certas clausulas do tratado de Berlim, faz gran-
des elogios a Gamebetta, e loava tanbem o 8r.
de Freycinet, cujas eminentes qualidades reco-
nhece.
Oriente
A questo da Bulgaria nao se desata, a
por vezes parece complicarse.
A insistencia da Russia no canga, mas
est longe de avancar, pelo menos, em
terreno que se vea. Parece at que o czar
depois do ensaio contra o principe Alexan-
dre, obrigando-o a sabir do paiz, ficou de
algu.n modo enamorado do proeesso.
Junto da regencia a Russia n2o conse-
gue insinuar-se como desejava, e por S30
talvez intenta proceder contra ella, como
fez com respeito ao principe Alexandre.
Se o principe Alexandre accedesse a to-
dos os desejos da Russia nao passaria pela
aventura qua o obrigou a deixar o seu
paiz, abdicando a cora.
A regencia est exposta aos tramas que
perderam o principa Alexandre E talvez
a Russia protira vencer por esse modo
desde que nao pode alcanzar a victoria
pelas armas.
Nada in atra ainda que a Allamanha
se opponha aos desejos da Russia. O prin-
cipe de Bismarck a quem se attribue to
grande poder, tem timbrado era conservar-
se na sombra. Em vez de lanzar os oibos
para o Oriente, desinteressa-se do que por
alli se j) s i.
Nao succedo assim a Austria, o as de-
claracaes do ministerio Tisza no parlamen-
to Hngaro, mostrara bem que a Humgria
nao esquece as suas tradiySes. O Sr. Tisza
declara que a Austria Humgria sustentara
o tratado de Berra, e com esta deelarago
so nao era agradavel Russia, ou Alle-
manha, estava certo de que encontrara em
favor d'ella a Inglaterra.
Deseja o ministro hngaro que se man*
tenha a l'berdaie dos estados dos Balhans,
reconhece a a Turqua o direito de inter-
vengao, o d'este mo lo evidente que nao
pode admittir os recursos violentos que se
dizia estar a Russia disposta a empregar.
Escusado dizer que n'este pensamento
fcilmente se encontrar como que pensa o
governo ioglez. Embora por isso se nao
accentue em termos explcitos o accordo da
Inglaterra e da Austria, a boa intelligencia
das duas nagSes n'esta questo, com o as-
pecto quo ora ella apresenta, em dema-
sa evidente.
lindar de sbito o aspeeto da qaestloj;
em vez ue urna, muitas serSo chamadas a
terreno, por modo que se iinponha a soiu-
cao d'ellas ?
E' poS9"el, reas essa possibilidade pa-
rece-nos arredada por agora. Se a Rus-
sia, perdidos todos os hbitos de pruden-
cia, sa lanyasse nos bracos da fortuna, po-
derla a questo mudar de aspecto. as
se o papel dos conquistadores se luz as
horas da fortuna, pou-'O invejavel nos
momentos de infortunio.
A Russia considera se to grande e po-
derosa, que at talvez, ella mesma se as-
suste do seu pioprio podero.
Parece pois mais provavel por agora que
todas as suas attenjoes se concentrem na
Bulgaria, preparando e dispondo as cousas
para que logro o raelhor resultado com a
escolba do novo rei.
As noticias de origera blgara dizem que
o general Kanlbarksfera acolhido muito
framente na sua digresso pelas diversas
cidades da Bulgaria. Em muitas localida-
des, chegada do general, organisaram-se
comicios anti russos que votaram mensa-
gens de confianca no governo. Em Plew-
na foi recebido por urna deputago dos no-
taveis, aos quaes manifestou os desejos do
imperador acerca da nova orginisagao po-
ltica da Bulgaria.
A deputaco respondeu-Ihe que reflecti-
ria Em Listona o general convidou alguna
ofti ,-iaes da guarnigo a que fossem confe-
renciar com elle, mas os offieiaes envia-
rarn-lhe um mensageiro que verbalraente
Ihe transmittio que, sem ordem expressa
do governo nao podariam conferenciar
com o enviado russo.
O coronel Nikolaeff, ministro da guerra
blgara, convidou os offieiaes de Sofa
para um cha e exhortou-os, em vista das
diffieuldades actuaes, a absterem-se com-
pletamente de poltica, t Couservem-sa
soldados, disse-lhes o ministro, e nada
mais. Dizem que somos demasiadamente
jovens para mantermos a disciplina nos
nossos regimentos. Pro vai lhes o contraro,
cm o vosso procedimento. Nao pedemos
fazer melhor servio causa da indepen-
dencia nacional. ,
O agente russo rompeu efectivamente
relacSes com o governo blgaro. O gene-
ral Kemlhars sabio de Rustchuk para Var-
na no dia 10. O governador civil da Rus-
chuk e os officiaes da guarnicao nao qui-
zeram ir visitar o general russo. O coro-
nel Filof foi o nico que o visitou.
Uns 150 camponezes blgaros foram
nesse mesmo dia ao consulado da Russia
pedir conselho a respeito das eleicSes. O
cnsul appareceu janella para lhes res-
ponder.
A multidao recebeu-o a -gritos de:
Viva a Russia I O cnsul recordou qual
a misso do general Kaulbars, e disse que
a Russia j declarou que a eleioo do prin-
cipe de Battenberg seria nulla. Os campo-
nezes entao dirigiram-se dalli assembla
eleitoral para que suspendessa a eleicSo,
visto ser dosapprovada pela Russia. Os*
eleitores republicanos, paulada, ferindo
uns seis, que foram levados para o consu-
lado da Russia.
Ha desaccordo entre o Sr. Karaveloff e
os seus collegas da regencia, os quaes es-
peram que as potencias hiio de obstar a
invaso russa na Bulgaria, entretanto que
o Sr. Karaveloff sustenta que o rompimen-
to com a Russia dar em resultado essa
invaso. Os camponezes blgaros e os
montenegrnos estavam reunidos no consu-
lado russo, e projectavam fazer urna sor-
tida tumultuosa. Parece que os montene-
grnos dispararan) tiros de revolver contra
as paredes dos consulados ingles e alle-
mo, tendo realmente corrido pergo o cn-
sul allemo.
Noticias, porem, de Sofa, que alcanoam
a 11 de outubro, dizem que naquella ci-
dade ficaram eleitos para a grande assem-
bla todos os candidatos da lista ministe-
rial.
A cidade estava tranquilla. As informa-
les vindas das provincias dSo grande
maioria ao governo.
Na Romelia nao foi eleito nenhum can-
didato da oppo8co. Ha aoticia de intri-
gas russas em Varna e Widdin. O gene-
ral Kaulbars chegou no dia 10 a Chucula,
'

V


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* **?

Diario de PernambacoTrrfa-fcira 26 de (tatabro de 1886
,
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I

onde am cmica de 10,000 pessoas mani-
festaram-se a .ivor do governo da regencia.
Em Dubnilza os noivades, antigos chefes
dos salteadores, assassinaram o sub perfei-
to os dous oaudidatos tnioisteriaes. O res
to da provincia est em&occgo. Ero Soiia
hontem s 5 horas da tarde os camponezes
russaphilos sahiram do consulado russo,
em pequeos grupos, e foram levados para
os quarteis sob a proteegilo das tropas,
sendo noite pontos em liberdade.
EwtndoM-UnldoN
O ibun.,1 criminal de Chicago j pro-
nunciou a sentenca do processo relati
vo aos motins da primavera passada Leis
anarchistas, convencidas do crime de mor-
te, foram conde uadas a ser enforcadas.
EXTERIOR
de
Correspondencia do Diario
"ernaufouco
PORTUGAL Lisboa, 13 de Outubro
de 1886
Em coneequencia do sen estado interessante S.
A. R. a princesa D. Amelia tem soffrido alguna iu
commodos de sau fe e at se diz que ir cun seu
marido, o principe real D. Carlos passar o invern
a liba da Madeira por ser alli o clima muito mais
benigno. Afumas pessoas das que mais frequen-
tam o paco afiirmara que a joven princeza pid,.ec
do peito. Os jornae3, porua, attribuera gravidez
nicamente o seu estado valetudinario.
No diniiugo 10 realiaou-ae em Cascaes a regata
da Asaociacao Naval. Assistio muita gente de
Lisboa, d'aquella villa e de multas localidades rir-
cumvisiuhas. Ficaram vencedores o Orion do Sr.
Domingas de Abreu, a Pero/a do Bario de Sacavo-
ne ; a Gavina e a Anuida. O jautar da Associa-
cao Naval foi dado no hotel Globo. Tocou a or-
cheatra da Real Academia de Amadores de Msica.
Urna diversao que esteve muito alegre tambem,
para, a familia real teua convidados e muitas se
nhoras da corte foi urna corrida as lebres e as ra-
posas, promovida por alguns socio do Sport-club,
Hojvi; men-nda sur la herb e urna scena de mi-
taces fcita por uui .-jeito muito hbil em arreme-
dar grande uum ro di; aves do'.esticas, diversos
animaes, etc. etc. Todos mam a bandeiras des-
pregadas a eaaMQat por d-rei e pe'a raiuha, e
quem l nao esteve, M menos fez idea pela repor
tage, que mette o nariz em tudo e fornece aoB pe-
ridicos baratos quolidiaao pasto para a curiosida
de burgueza.
Teem continuado as conferencias pedaggicas
uas diversas circumscrptoes. Estes pequeos cou-
gressos de profeescrea e prefessoras vio-se toman-
do cada vez mais iuleressantes. Os programmas
das diseusbOes ficam assentados de auno para auno,
para que os coof.-reutes possam, com vagar ir se
preparando nos diversos assumptos de sua compe-
tencia de que elles censlam.
A i'ommissi j inspectora d 18 escolas ncrms.es de
que presidente o .Sr. Augusto Jos da Cucha,
lenceda Escola Po'Vlechinica c antigo professor
dos principes j se reuniu c-tu mez, n'um gabinete
da Casa da Aloeda deque c director. Vai ser f u-
blicado o relatorio que diz rospeito ao anuo lecti-
vo que fiidou. E' relator o voal da cominiseio
Luiz Felipjie Leite.
A aessio plena do conseibo superior de instruc-
cao publica es' funecionando desde o principio
deate mez n'uma salla dj ministerio do reiu", sub
a presidencia do Sr. conselheiro J.-.yine Moniz.
Tem-se oceupado dos importantes asaumptos, nao
6 em assembla geral, mas nos trabalbos do com-
raissioes. Parece que varios programmas para a
* xecuco da le de J2 de Agosto deste anno, que
reformou a instruceio secundaria, j esta i elabo-
radas.
As aulas dos lyceus abrem-se a 15 d correte,
em sessao solemne. Presidir a este icto no de
Lisboa, na auscuc.a do reitor o conselheiro Silva
Amado, que ae acha em Biarritz onde foi repre-
sentar Portugal no co.'.gressn de hydrologia e cli-
matologa, o jrofessor mais autigo do lyceu, Felip-
ps Leite.
A cmara municipal de Lisboa pensa actual
mente em tratar dura grande emprestimo, destioa-
do_ converslo de parte da sua divida existente, e
at se diz que os trabalbos preparatorios j estio
muito adi.iut.id.s-.
N'ura lelatorioda commissio ejecutiva, publica-
da em Abril ultimo, acham-se descriptas as bases
y. raes d'uma operacio nesse sentido ; e se a c-
mara conseguir realiaar o plano esbozado n'aquel-
leimport interelatoiio, ter teito, aasegurao Jornal
do Commercio, urna economa consideravel e pres
tado um alto servico aos municipes.
Na manha de 11 ueste mez chegaram a Lis-
boa tres regimeutos de cacadores de Albueracom
promettidos no ultimo pronunciamento e que lo-
graram fugir atravez de grandes difficuldadcs.
Levaram dezeseis a ebegar de Madrid fronteira
portugueza, sempre a pe. Vinham vestidos cono
trabalbadores.
Estao interinamente n'um quarto do governo
civil de Lisboa.
Produzm aqui maguifica impreaso a clemencia
de que usou a rainha regente de Hespanha, D.
Cbristina para com os seus condemnades pena
ultima.
Algumas corporaco?s civis portuguezas teem ex-
pedido telegrammas congratularme pra a Hes-
panha.
Pelo prazo de 10 anuos de arrendamento das
propriedades de Agua-Iz, na ilha de S. Thom
(frica occidental) foi tfferecida ao Banco Nacio-
nal Ultramarino a quantia de 45 con tos de ris
fortes, a razio de o contos de renda annual nos
primeiros 5 annos, e^le 6 contos de renda annual
do mediante juro razoavel, as despezas de installa-
cio e cuateio das referidas proprindades
Foram louvados os c.malandantes e guar
nicoes das corvetas Affonso de Albuquerque e Es
tephania pila maneira como ee houveram na re-
cente viagem de el rei.
Falleceu no Funchal (ilha da Madeira) o
Sr. Nicolao Jos de Attrouguia, empreado das
obras publicas, e que estivera uiuitos annos no
Brr.;il em trabalhes de camiubo de ferr).
Subiram em Inglaterra os nossos fundos.
O economista que um jornal regenerador, e, por-
tante, inauspeito no ministeriaiismo diz a este res-
peito c seguinte:
. Anui hesitou-ae um pouco ; mas por fim veio
o eonvncimento de que a alta ha de ser maior
em periodo muito breve, e para isso concorreu da
certo a publicacio da conta do thesouro, em Ju-
lbo ultim-, que mostra que as receitas ordinarias,
alm de serem superiores 323 contos aa de Julho
de 1885, foram tambem superiores a todos os pa-
gamentos ordinarios e extraordinarios, realisados
pelo thesouro n'esse mez, nem menos de 251 cod-
tos ; o que acontece s vezes no mez de Janeiro,
o de maior cbrate* nos tributos, mas que nao
vulgar, antes muito raro, em Julho, um das me-
zet das vaccas magras. As inscripcdci que do
da 4 at antc-hoiitera se haviam man"ido a 51,3 >,
e que hontem subiram a 51,65, foram hoje vendi-
das a 52,16, c ultima hora, os possuidores exi-
giam 52,60 e com pouca vontade de que houvesse
quem lhes aceitasse os lotes.
- Em Londres a subida tambem foi importan-
te : os ooasos fundos Dassaram de 51 9/16, ea 2,
a 53 1/16. .
o Diario to Govtrno de 9 d'eate mes veio
publicado um decreto deieiminindoqne a cobiau-
ga da coutribuiraj industrial seja ferta em quatro
j-.restacOes noJ coaaelhos das capitaes dos distric
tos administrativos o continente io reino e ilhas
adjaeentej, o nos conaelhos que se constituirem
nos teriaoa do art. 281 n. 1 e art. 107 do cdigo
administrativo.
Esta providencia foi bem recebida pelos coutri-
buintes, como j obsvia silo a de se cobrar a
cotitribuicio rumptuaria e de renda de casas em
duas preiitacoes, indo os cobradores aos domicilios
realisar a cobranca. lato evita accumularem-ae
dividas fazenda, relaxes, emolumentos, multas,
emm urna chicana do inferno de que podem re-
sultar execucoes e os subsequeutes vexaoies. M-
Ihor ser anda (mando o governo se convencer
de que o melhor -methodo ser cobrar os impasto*
directos em duodcimos, porque o funecionalismo,
alto e baixo, nao coalha vintem nem pode eatbe
sonrar.
As rasgas s parteiras teem sido o assumpto
obrigado de centenares de artigos e noticias nos
jornaes. Agor>. que j todas as implicadas, co-
madrea e parturientes, foram remettidas para o
poder judicial, na reportera nao teem o que dizer
em quanto se mo poem em scena os dramas da
Boa Hora.
No Porto comscon urna rasga semelhante e v
e d'ella que par l tambem a miseria, a devassi-
do e o pudor serdio recorriam ao felicidio deste
mundo para oceultarem as suas faltas, as conse-
quencias da sedueco e verem-sc livres, mediante
algumas meins-cordas (as pobrissimas) ou median-
te algumas libras (as remediadas; do fructo dos
sena amores ou desvos.
Murtas conaideraoSes philosophcas s estao por
ah fazeado para indagar as causis u'eata aberra-
cao que parece ter sido advihada pelo celebre
Maitbus Entretanto o motivo que maior nunie
ro de casos nefandos desta ordem tem determina-
do, ao que pa.-ece, a necessidade factificia de se
ostentar mais do que se ou do que se tem. E
luxo relativo ; a caresta de todos os gneros,
de primeira necessidade, a com-car pelas rendas
das casas. Avultam em segundo lugar as situa-
cts desesperadoras das filhas-familias, ou das
vi uvas que se deixaram cahir nos lacos armada
sua honra e que para continuarem diaute das
pessoas de sua convivencia a figurar de honestas,
reoorrem i'quella ab.rainacao.
Depois a fome, a carencia de tudo que mais
essenoial vida, a circunstancia de se terem j
quatro ou cinco filhes menores a pedir pao e de
vir mais um e depois mais outro e oatro eompar-
tilhar essa to cubicada como escassa subsisten-
ca. Pala salvar o pi dos primeiros, abalanc-i-
vam-se a atrophiar com drogas abortivas ou com
os oficiosos esty'etes (agulhas) das parteiras a
prole suuerveniente.
Tristissmo tudo isso !
As folbas burlescas, viudo sempre com aquelle
habitual idiotismo da Eiague dos cloums que de
tudo mofa, vai explorando o caso dos abortos de
que faz muita galb.fa. O certo porm, que mais
tarde, quando se eacrever a historia da nossa po-
ca, esae traco caracterstico ficar pesando sobre
ella como um estygma de decadencia... lem ao
menos ter as compecsacoes da requintada civli-
sa.;io em que se contraualaucam as monstruosi-
dades sociaes dos grandes emporios do vicio, do
luxo das artes, dos milhoda e das hediondas mise-
rias ignoradas.
No dia 16 do corrente, annversario do nas-
cimento dn S. M. a raiaha, nio ha a reeepcao so-
lemne do cstylo, ficando considerado de grande
gala, para todos os t ff.-itos esse da.
Estgerindo interinamente a pasta djs ne-
gocios ecclesiasticos e da juatie i o Sr. presidente
do conselho e ministro do reino, por motivo de ter
o Sr. conselheiro Vega Buiro, ministro d* juati-
ca de dar as suas pruvas no concurso que tora
aberto para urna cadeira vaga no Instituto Indus-
trial de Lisboa, antes de ser chamado ao poder o
actual ministerio. O Sr. Beirjo inecrevera-se co-
J.OSO oppositor, e como o ser ministro nao modo
de vida, nem o officio assegura permanencia, in-
INTERIOR
Diario
.^.._ 0 ----
qualquer outro candidato que se apresentasse.
J deu urna de suas provas, sendo seus arguen-
tes os professores do mesmo Instituto, os Srs. Be-
nevides e Candido de Moraes. Ouvi que o 8 Bei-
rao revelara profundos couhecimentos na materia
se exprimir por um modo bn.hante.
E' to respeitavel este proceuimento raro de
um ministro da coii estar a fszer exame como
aspirante ao magisterio, para oque abri um pa
r.nthesis de alguns das uas suas funecous minis-
teriaes, que propria (.pposicio, tio prompta
sempre como todas as opposicoes, a chasquear de
tudo, nada tem que dizer cerca deste facto que,
realmente, correctissimo.
A cadeira de que se trata nao ha mais opposi-
tores.
Embora as opposcoes tenham por vida denegrr
e amesquiuhar os homens pblicos desde qns se
elevam s summidades do poder, o certo que,
se nao eram ricos antes, nio o ficam sendo depois
de sahirem dos couselhos da corda.
Pinheiro Chagas, por exemplo, nem mesmo du-
rante o lempo em que foi ministro deixou de ea-
crever por todos os paquetes, a que se obrigara,
as suas correspondencias para um jornal do le
de Janeiro.
Aos seus amigos dza elle, muitas veces, que
se por meinbro do governo entao abandonasse
a sua clientella e deixasse a euferrujar a sua
penna de homein de le'tras e jornslista, um pouco
mais tarde, quando volvesse tranqullidade de
eua anterior existencia, j nio encontrara os
meios de receita com que at a le havia contado
como chefe de familia.
Foi exonerado a seu pedido do lugar de go
vernader o civil interino do dstrcto de Braga o
Sr. conselheiro Antonio Alberto da Rocha Pars e
noireado definitivamente para aquelle carga o
Sr. Visconde de Pindella.
O digno par do reino Agoetuho de Oradlas
de Vascoucellos Esmera Ido Bokm de Moura,
grande proprietario da ilha da Madeirra e que
tem servido por vezes, varios cargos diplomticos
na qualidade de adddo e secretario, foi nomeado
oosso ministro cm Madrid, mas s pordous ou tres
das, pois ao cabo delles lbe foi dada a exonera-
cao, mesmo sem ter l ido tomar posse, sendo no-
meado para aquella embaixada o Sr. Conde de
Casal Ribeiro.
O Sr. Agostinhe de Ornellas pelo facto de ter
sido ministro plenipotenciario ficou teodo a cate-
gora official de que precisava para ser despacha-
do director da direc-cao poltica do ministerio dos
negocios estrangeiros, na vaga que ficra por ter
pedido a sua exoneracio o Sr. Dr. Vicente Mon-
teiro, como opportunamente Ibes refer, allegan-
do entao aquellecavalbeiro que tal anarchia e in-
disciplina encontrara, que nio se acha disposto a
arcar peito a peito com casos attrictos bureaucra-
ticos.
Veremos agora se o Sr. Ornellas tem pulso
para corrigir e por no sao o que apavorou o ani-
mo do seu antecessor.
O Sr. Vicente Monteiro, antes de ter sido no-
meado director geral d'aquelle ministerio, fura
despachado ministro na Haya, lugar que nio che-
gou a servir e de que denrro de urna semana ou
anda menos foi exonerado, visto que j tinba a
categora indispenaavel para ser despachado di
rector geral.
Esta* formalidades e etiquetas diplomtico-
bureaucraticas teem as vezes o seu tanto eu quan-
to de omico, sobre tudo pela seriedade impertur
bavel com que a folha official as vem relatar de-
pois com a publicacio automticamente secea dos
respectivos diplomas.
Este anno, urna grande parte do figo do Al
garve exportada para diversas pracas do Bra-
zl, onde obtem melhor preco do que nos mercados
ingleses e hoilaadezes.
A ultima colheita foi boa ; o preco do figo est
mais baixo que nos annos anteriores.
No dia 8 recebeu o guVimador portu^uez
um telegramma do cnsul de Portugal em Cdiz,
dando-lhc noticia do apparecimento do cholera em
Malaga.
O Sr. preB iente do conselho e ministro do re-
no, immediatamen.e mandou reunir a junta con-
sultiva de saude publica.
A companhia de cania de ferro de Lisboa
(-americanos) ped > ao governo autorisacio para
ensaiar uas suas linhas o systema de traccao pela
electricidade.
As experiencias vio comee, ir na lnha de Lis-
boa a Belm-
Os j ifuaes da semana passada referem que
j eitae concluidas as svaliacoes dos objectos de
oun>) prata e pedias preciosas, bem como dos se-
moventes que existiain no palacio das Neceesida-
des por morte d'el-rei D. Fernando.
E accrescentam :
Os primeiros, na sua totalidad-', foram avalla-
dos em 14:423415, sendo :
Dos objectos quo el-rei possuia quando passou
a segundas nupcias, em 10 de Junho de 1869, e
que se compoem de 111 verbas, 11:3'3015.
Dos objectos adquiridos depois po seu casamen-
to com a Sra. Condessa d'Ella, e que se compoem
de 55 verbas, 3:110*400.
Esta avaliaco estava a cargo dosourives, Srs.
Joo Pedro de Oliveira Soares, Caetauo Mara
Bello e Francisco Jos Tsvares.
Os semoventes, isto animaes, trena, ar-
reios e ferragen*., foram avaliados ao total, eu
2.-017J.SOO, sendo :
Vuimae de especie cavallar. 310*^000
Trena ......1:0725000
Arreio's.' '........ P80J
Ferragens......... -Jn>M)
9:017550J
-------------
Esta avaliacilo foi foi feta pelos Srs. Pedro
Vasques, Francisco Loureoco da Silva Almeida e
Joio Pedro Cjrria.
Os tramitas do inventaro proseguem. O prin-
cipe viuvo da fallecida infanta de Portugal D-
Mara Anua, j foi reconheeido pelo tribunal
portugaez como pessoa competente para jaridica-
mente representar seus filbos na berauca que Ibes
compete do Sr. D. Fernando.
Correspondencia do "
de Pernambuco ,,
RIO DE JANEIRO -Coete, 20 de Outu-
bro de 1886
Scmhabio :A partida do Imperador para S. Pau-
lo.A pratca seguida as exeursoes
impenaes s provincias.Providencias
para os casos de impedimento ou falta
dos ministros. Porque o Sr. Prado
acompanha o Imperador. Parecer do
conselho supremo militar sobre a ques-
tio militar. O Paiz 3 os seus tele-
grammas.
A partida do I np rador, acompanhado pelo Sr.
Antonio Prado, para S. Paule, e o modo por que
foi regularisada a substituico de uns por outros
ministros, n > caso de falta ou impedimento de al-
guin, serviram de motivo a urnas quantas aprecia-
coas facetas dos "Tpicos do Paiz, que podero, por
grande, esforco de imiginacao ou boa vontade do
leitor, psrecer espirituosas, mas que sao de todo o
ponto descabidas.
A primeira vez que o Imperador auseotou-se da
corte, em excurso demorada a provincias, foi em
1815, ao Rio Grande do Sul, apos a terminaci)
da guerra civil, chamada dos /arrapos SS.
MM., com a sua comitiva, partiram d'aqui no (fia
Io de Outubro, a bordo da fragata Constituiao,
escoltada por dous outros vasos de guerra.
Acompanbava o Imperador o ministro do Impe-
rio, conselheiso do Estado Jos Carlos Pereira de
Almeid* Torres, depois Visconde de Mazah, que
nao era o presidente do conselho, porque naquella
poca anda nio existia essa entdade, creada dous
annos depois, mas era o orgauisador di gabinete
e inaugurador da situncao uascida em 2 de Feve-
reiro de 1844.
Antes da partida e por decreto de 29 de Setem-
bro, que alias nao figura na nossa colleccio de leis,
foram previstos e prevenidos os casos de falta ou
impedimento de algum dos ministros e dadas as
devidas instruccoee, que hoje, naturalmente, nao
scriain cabidas, e untes aenam desnecessarias,
com os uicios de transporte, facilidade do commu-
uieai; 11 e linhas lelegraphicas que entio nao ha-
va.
A ausencia do Imperador foi de cerca d sete
mezes. S. 11., tendo visitado tambem Santa Ca-
thariu* eS. Paulo, ondo nio sahio da capital, s
chegou, corte de volta, nos ltimos das de Abril
do 1846.
Em 1859, quando o Imperador visituu varias
provincias do norte, anda por decreto de 17 de
Setembro do mesmo anno, que tambem nio figura
na collecgao das leis, providenciou-se como em
ifc45, sendo S. M. acompanhado pelo ministro do
Imperio, que entao e^a o conselheiro Almeida Pe-
reia.
Em 1865, por occasio da guerra, indo o Impe-
rador novamente ao Rio Grande do Sul, foi acom-
pao, .do pelo ministro da guerra, conselheiro Fer-
raz, depois Bario de Uruguayana. Consta da
colleccio de leis daquelle anuo o decreto de Julho,
que faz referencias aos dous cima mencionados,
cstabeleceudo o modupratieo das substituicoeg dos
ministros entre si e regulando a expedicao das or-
dena o execucoes de certas servicos na ausencia
do chefe do Estado.
O decreto agora expedido segu o mesmo syste-
ma, mandando observar as instrucces de 1845,
meuos quanto distribuicao do passoal do minis-
terio pelas pastas,porque boje sao outros os minis-
tros e ha alm disto mais urna pasta, a de agri-
cultura.
Nem mesmo ha que estranbar que seja esse e
nao aquelle o ministro que acompauli : o Impera-
dor. Nio ha motivo particular, nem razio
pessoal. Pretende S. M., em quanto a linperat; i
se conservar em Uto das aguas termaes de Cal -
das, que fica nos limites de Minas e S. Paulo, fa-
zer un i xcursao por todos os pontos percorrdos
pela rede de estradas de ferro, que*, como nenhu-
caa outra, possue a segunda dessas provincias,
passando cm seguida a percorrer tambem as es-
tradas da provincia, e muito natural que se faca
aeom-anhar pelo ministro da agricultura e obras
publicas, como em 1865 se fez acompauhar ao Rio
Grande pelo da guerra.
Alm disto, ha outra razio, fundada em um pre-
cedentel quo pode ser invocada. Durante o ga-
binete baraiva, em um dos passeos teitos pelo Im-
perador a Minas, nao para ver somente as estra-
das que entao j cortavam o solo dessa provincia,
no que foi acompanhado pelo respectivo ministro,
que devia voltar, e falleceu em Barbacena, mas
para conhecer es seus lugares mais importantes e
visitar as admi^aveis curiosidades naturaes que
ah txistem., o Imperador fez-se acompauhar pelo
Sr. Lima Duarte, que melhor do que nenhum ou-
tro podra esclarece!-o nobre os homens e as cousas
da provincia de que filho e onde reside.
E essa viagem, seja dito em parenthesis, vei
muito a proposito para o Sr. Lima Ouarte, que,
deixaudo temporariamente a pasta da marinh -., li-
vrou-se dos apuros em que se achava de dar exe-
cucao resolucio tomada em S. Christovio, na
phrase do Sr. Saraiva, que ficasse sem efieito o
contrato por elle mandado lavrar com a Companhia
de Forges e Chantier. Foi o ministro interino, o fi-
nado Dr. Pedro Luiz, quem isto fez, dous ou tres
diaa depois, por ordem do Sr. Saraiva.
Nao vejo, pois, motivo para reparo e criti-
ca, e para dizer-se que ficando na pasta um
ministro interino, o Sr. Alfredo Chaves, o Sr.
Prado nio vai como ministro d'agricultura, vai
escoteiro, sem pasta, acompanhando o imperador
como paulista bsndeirante, ou como simples conse-
lheiro e deixando aqui todos os papis. Mas a
inania de fazer espirito ..
No mesmo artigo, noticia-se que, estando o Sr.
Alfredo Cbaves, tesolvido a ir tambem s aguas
passara interinidade ao Sr. Mac-Dowell. Parece
que ha alguma cousa de exacto n'essa noticia, e
que o Sr. Alfredo Chaves tem fallado em ir a Ca-
xambu, 'ou Alambary, mas nio que tal intento te-
nba relacio com a questio militar, que j ia ca-
hindo da moda, e agora com a noticia dada hon-
tem pelos jornaes acerca do modo porque a consi-
dera o conseibo supremo militar, perder o sen
mais valioso ponto de apoio.
Oe facto o Jornal do Commeacio e a Gazna de
Noticias deram a conclusao da consulta d'aquella
?orporacio formando as tres seguintes coaclu-
ses :
1*, a liberdade de que os militares, como to-
dos os cidadios, gosam pela constituido, de com-
muoicar pela imprensa as suas opinioes, iudepen-
dentemente de censura previa ;
2', a aujeicao em que se acham de responder
poraute a jurisdiccao militar pelos abusos que n
exercicio deste direito commetterem, alm da res
ponsabilidades no lora commum ;
t 3-'. finalmente, que contrario disciplina
toda e qualquer discuasio pela imprensa entre mi-
litares sobre objecto de servico, por prejudicar
boa ordem e reputaeio que deve gosar o exer-
cito.
O Paix, na noticia que deu disse que o conselho
supremo militar havia respondido simplesmentc
que a questio estava resol vida pela coostituicio
do imperio. Mas, como se v, da doutrina estabe-
lecida nos quest'onados avisos, foi somente ex-
cluida, como devera ser, a ultima parte do aviso
do Sr. Candido de Oliveira, que prohibi aos mili-
tares recorrer imprensa para justificarem-
se de alguma aecusacio justa sem liceo? do
ministerio da gu-rra ; aviso este que o Sr. Alfredo
Chaves declarou no Senado e na Cmara nio ac-
ceitar no si.ntido absoluto em que ae achava con-
cebido.
Nio obstante o mesmo PaU de hoje ainda publica
telegrammas de Porto-Alegre, auuunciando que
o sentimento dos militares que a soluclo do
supremo conselho militar pode ser considerada sa-
tisfactoria, se fr cassada a reprehensio do te-
nente coronel Madureira, e que iam haver no-
vas reunioes, com o fim de adberirem ao protesto
feto pelos militares da corte contra e discurso do
Sr. Silveira Martius.
Neste ponto devo observar que o que aqui appa-
receu as columnas do Pois, assignado por graude
numero de i eiaes, nenbum de patente superior,
nio foi verdaderamente um protesto ; foi escripto
em termos desmedidos e inconvenientes contra es
Sra. Candido de Oliveira principalmente e o Sr.
Silveira Martins.
Os telegrammas do Pois sio geralmente consi-
derados muito suspeitos, e desde que nao sio con-
firmados por telegrammas de outros jornaes, nio
se lhes d muito crdito.
Um desees telegrammas, por exemplo, exprdidos
da Babia, logo no principio, diando que a guar-
nico d'aqueUa provincia e o marecbal Kermes da
Fonsc commandante dss armas, baviam resol-
vido, em urna reumio milita', adherir ao procedi-
mento dos militares do Rio Grande, foi desmentido
pelo meemo marecbal Hermes, o qual declaran,
pela imprenaa, que nio havia adherido a cousa al
guma e queojogo que estavam fasendo como
nome'do general Deodoro, sen inaio, alo paisava
de especulacio poltica, e, em comrauuicao ao go
verno diese que o que houve na Babia foi feto oc-
cultamente, nio por toda a officialidade, mas por
urna parte d'ella, e que s depois de tal reunio,
que passou desapercebida, foi que teve conheei-
mento d'ella.
Do Rio Grende mesmo tem vindo rectificacoes
de alguns chefes militares,- dizendo que smente
adberiram para que se reclamasse acerca dos avisos,
mas nio contra qualquer acto do governo no sen-
tido de manter a ordem e disciplina.
Por hoje basta.
PARAHYBA, 24 de Outubro de 1886.
Por telegramma da corte sabemos que foi conce-
dida ao Eira. Sr. Dr. Bandeira a exoneracio que
podio do cargo de prndente desta provincia,
sendo nomeado para substitu!-o o Exm. Sr. Dr.
Geminiano Brasil de Oliveira Goes, actual presi-
dente da provincia das Alagoa --.
Estanomeacio foi muito bem acceta na provin-
cia, onde gosa de ptimo couceito o Exm. Sr. Dr.
Genuino, pelos seus precedentes na magistratura c
na admiaistracio.
E' de esperar que venha colher novos louros na
Parabyba, que precisa de presidentes enrgicos e
emprehendedores, que saibam restaurar as suas
financas e reanimar o espirito abatido.
Abstemos-nos por emquanto de apreciar em seu
conjuncto a administracao do Exm. Sr. Dr. Baii
deira. Aguardamo-nos para fazel-o, logo que S.
Exc. deixe a provincia.
Espera-se que o Eim. Sr. Dr. Geminiano chegne
a esta capital no dia 9 do prximo mez de Novera-
bro, si o_ Exm. Sr. Dr. Moreira Aires conseguir
chtgar Macei at 6, como se suppoe. Este por
sua vez espera a ebegada do eeu successor.
App*receu ha poucos dias o primeiro nume-
ro do Despertador (21 epocha), orgio do partido li-
beral.
Traz em sua primeira columna os nomes dos
membroa do novo directorio. Sio os Sis. padre
Galvior/ Dr. Gama e Mello, Dr. Manoel Carlos, Dr.
Francisco Jos Rabello, Dr. Eugenio, Dr. Vieir.t
do Mello, r. Novaes, major Moura e major Jos
Vicente.
Gomo se v o directora ja perdeu dous mem-
broa. Eram onze principio e agora sio nove.
Desses nove consta que alguns tem-se retrabido
e fazem a puridade declaracoes c-mpromettedo-
ras da solidariedade do directorio.
Nio entraremos em maiores minuciosidades por
emquanto, para nio se dizer que fazomos intrigas
e mesmo porque aguardamos a partid? do Sr. Dr.
Bandeira, para eom algma franqueza emittirmos
juizo sobre a posicio que tem guardado para com
S. Exe. alguus dos Ilustres membros do sobredito
directorio.
E' foryoso confessar que e novo orgio redigido
om termos cortezes, e foi urna estra feliz.
Rem se v que anJou alli dedo de gigante, e
istu confirme, o que dissemos na missiva anterior,
o voz publica.
Consta que o Despertador quasi exclusiva-
mente redigido pelo Dr. Francisco Jos Rabello,
que actualmente o liberal mais activo da eapi
tal, e o que ee acha frente dos negocios. Tudo
o movimento recente por elle determinado. O
Despertador orgio seu.
Os outros membros do directorio preatam o no-
me pro formula, c nenhum delles concorreu para
a redaccio.
Affirmam muitos que o Dr. Eugenio continuar
com Pullicador ; que os Drs. Gama e Novaes fa-
rio sabir novamente o Liberal Parahybano.
Quem sabe ee fiudar n'9to ? Em summ, o ver-
dadero dizer que cada qual chefe de si mes
too.
Ao menos o Dr. Rabello agora chefe de dous
orgaos o Diaria da Varahyba e o Despertador, o
qua lhc d muita forca.
Por nossa parte &legramo-nos de ver o partido
liberal cm um periodo de actividade, e como ad-
miradores do talento e do carcter do Sr. Dr. Ra-
bello, fazemos votos para que S. S. possa dar
conta da misaio.
Foram publicados editacs, cora o pra-o de
60 dias, chamando concurrentes para os contra-
ctos das fabricas de leos e de fiacio e bem como
o abastecimiento d'agua e estabelecimento de car-
ra urbanos.
Declara-se ser o motivo de preferencia o resga-
te do maior numero de conhecimentos da divida
pass'va, em beneficio d> provincia. Sao contra-
ctos vautajosos, e dos quaes cooviria qu se dsse
noticia circunstanciada no seu Diarlo pelas clau-
sulas constantes dos editaes publicados no Jornal
da Parahyba.
As condicoes para os contrastantes d'agua e dos
carris sio :
O praso para a duracio do privilegio ser de
50 annos para o abasteeimento d'agua e e 25
pira a lnba de transways.
II
Oi contactantes prestarlo fianca idnea para
a execncio de seus contractos, conforme se con-
ven?.ionar.
III
Ser motivos para preferencia o maior numero
de conhecimentos da divida paaaiva que o contra-
ctanto se propozer resgtar, em beneficio da pro-
vincia, antesda assignatura do contracto.
iv tm
As obras em ambas as concessoes, serio como
cadas dentro de um anno a contar da data de
contracto, e estario terminadas dente do praso
que se justar em ambos os casos, sob pena de ca
ducidade, salvo forca maior, em que os ditcs pra-
so poderio ser prorogados pelo presidente da
provincia, sob as condicoes que se estipularem.
A concessio nao poder ser transferida a ou-
trem individuo ou companhia tem previo censen-
timento da presidencia.
As condicoes para as fabricas sio :
O privilegio durar o numero de annos que se
convencional- a contar dia d do inauguracio dos
trablilhos da fabrica.
II
As obras de montagem da fabrica serio come-
cadas dentro de um anno a costar da data do con-
tracto e estario terminadas dentro do praso que se
ajustar, em ambos os casos sob pena de caduci-
dade, salvo forca maior, em que os ditos prases
poderio ser prorogados pelo presidente da provin-
cia, sob as condicoes que se estipularcm.
O contractante resgatar, em beneficio da pro-
vincia, o numero de conbecimentos da divida
nassiva que se couvencionar.
IV
0 privilegio nio poder ser transferido a nutrein,
individuo ou companhia, s'-m previo assentimento
da presidencia.
V
Resolvida a preforencia, nio ser signado o
contracto, sem qae o contractante recolha ao the-
souro os conhecimentos regatado/, e deve haver
pago os impostos provinciaeB.
Serio principaes motivos para preferencia o
menor numero dos anuos para duracio do privi-
legio, e o maior numero de conhecimentos que se
resgatarem.
Segundo noticias bontcm receb'das foi no dia 19
victima de urna tentativa de assasinato o senhor
do engenho Geraldo, em Laga Nova, Henrique
Jos de Mendonca, sendo pieso o individuo que o
aggredio- .
Este tacto prndese aos celebres acontecimen-
meutos de que tanta bulba fes no senado o Sr.
senador Meira de Vasconcellos, o qual, com os seus
correligionarios, nio perdoam Mendonca o crime
dos haverem abandouado as ultimas eleicoes da
1884.
Vivom os inimigos de Mendonc* a fazer em
sua propriedade toda surte de tropellias, ameacau-
do a sua vida, e estragando as suas plantacoes.
Agora chegaram at o bamicidio, pois consta que
Mendonca est em p 'rigo de vida. ,
Depois de haverem com seus artigos e discursos
aculado os iuimigos daquelle enfelia proprietario,
o Sr. senador Meira e seus amigos da provincia,
devem appladir a tua obra.
Corre aqu com rizos de vordade que ser no-
meado deaerab.'.i'gador o juiz da direito da capital
Dr. Joio Cavalcanti de Albuquerque, sendo sub-
stituido pelo Dr. Antonio da Triadade Antunes
Meira Henrique, actual jnia de direito da comrrea
do Conde, para onde ir o chefe de polica do
Amazonas, Dr. Perengrino Carneiro Mcnteiro.
Foi definitivamente prvido na cadeira de
latim, creada na cidade de Campia Grande, o
profeeaor addiado ao Lyco Trajano Pires de Hol-
landa Cavalcanti.
Tribunal do Jury do Reelfc Foi
hontem julgado neste tribunal oreo Jos Porfirio
de Lyra, pronunciado no art. 205 do cdigo cri-
minal, o qual foi condemnado as penas do grao
mnimo do referido artigo, a 14 mezes de prrsio
e multa correspondente metade do tempo.
Promoveu a defeza o acadmico Jos Silveira
do Pilar Filho.
Corveta Almirante BarrosoConfor
me se anouuciara, u oa forca de impenaes mari-
nheiros e do batalhio naval, sob o commando do
Io official de bordo do cruzador Almirante Barro-
so, e precedida de sua banda de msica marcial,
fui ante-hontem ouvir missa ao meio dia na matriz
S. S. da Boa-Vista.
Ao deseo- barcarem do Arsenal de M rinha, o
Sr. capitio de fragata Luiz Felippe Saldanha da
Gama, diguo commandante do referido cruzador,
proferio um discurso, fez entrega a S. A. o prin-
cipe !). Augusto da riquissima bandeira nacional
que na vespera tarde, fra offerecida por muitas
senhoras pernambucanas
No trajcc'.o da forca para a matriz e no seu re
gresso, foram-Ihe atiradas das janellas muitas
dores, estando as ras por onde passou chelas de
povo.
Todo o estado-maior do Almirante Barroso as-
si.-tio tambera mis-a.
Causou agradavel impresso a todos quautos
virara a forca, a eua ordem, garbo e luzimento.
A companhia de menores do Arsenal de Guerra,
precedida tambem de sua banda de msica, e que
tambem fra assistio missa, acompanhou at o
Arsenal de Marinba, os briosos marinheiros do
Almirante Barrosor
Eis o discurso pronunciado pelo Sr. capitio de
fragata Saldanha da Gama :
Sra. officiaes, iaferiores, imperiaes marinhei-
ros e soldades navi.es do .l/mrane Barroso :
Apres'nto-vos esta bandeira, este emblema
da patiia, tio primorosamente trabalhado pelas
senhoras pernambucanas, e que pela gentileza
das incsinas senhoras foi offertada ao navio que
tripoilamos.
Sei, e devo aqui reconhecelo, nio conquista-
mos tao assignalado favor em pugnas sangrentas
em defeza do paiz ; mas, sei, que o alcanzamos
nio s devido ao i.ome legendario que nos serve
de egide, como tambem pelos esforcos que vimos
de envidar no sentido de bem acreditar a nossa
patria no estrangeiro. Foi o nosso proceder exein-
plar as estranbas plagas, que acabamos de per-
correr que nos tornou a todos mciecedores de tio
extraordinaria prova de sympathica deferencia.
Srs officiaes, inferiores, imperiaes marinhei-
ros e soldados navaes do Almirante.
Este emblema da pa^ia significa igualmente
para nos lira penbor de profunda gratidio. Eu
vol-o entrego, certo de que o honrareis pela vossa
conducta em todos os actos corn-ntes da existen-
cia, assim de que como o sabereis defender at o
derradeiro alent se tadto o exigirem; asemergen-
ciasem que porventura aindt vier a encontrar-se
0 nosso Brasil.
Viajante liiNtre De regress} para t
Europa onde tem actualmente sua Exma. tamilia
passou hontem no paquete r'rancez Equatenr o Sr.
conselheiro Diogo Velho Cavalcante de Albuquer-
que, senador do Imperio-
Hamal da Vanea-Inauguron-se hontem
este ramal da Companhia dos Trilbos Urbanos do
Recife Caxaug, pouco depois das 8 horas da
Na povoayio da Varzea tarde tocou a banda
manila.
de msica do 14" batalhio de infantaria.
Tembeui tarde e n'um trem especial foi at
all -. A. o Sr. principe D. Augusto.
Muita gcuto percerreu o ramal durante o dia.
l'Vrim-iiit> leve Aute-bontem por voita
das 7 horas da noite e no becco dos Patos, da tro
guezia de Santo Antonio, foi ferido na regiio cla-
vicular esquerda, com urna tacada, Jos Euphrosi-
no Soares das Chagas por um individuo que di-
zera chamar-se Manoel de Abil, e que se evadi.
O ferimento foi considerado leve.
A autoridv.de respectiva tomou conhecimento do
facro.
VisitaO Exm. Sr. chefe de divisa? Jos Ma-
no.-l Picaneo da Costa, digno inspector do Arse-
nal de Mariuhx e capitio do porte, foi hontem, i
1 hora da tsrde, visitar o cruzador Almirante
Darroso, sendo uelli rebebido com a maior affabi-
lidade, e fritas as continencias do estylo.
S. Exc. fiou satisicitissimo.pela ordem e inex-
cedivel asseio que alli encontrou.
Tragedia** do Beclfe Distribuio-se
hontem a forma 23 deste romance do Sr. Dr. A.
M. Carneiro Villola.
Rolo e ferimento A' 23 do corrente,
cerca de 8 horas da noite, n'uma venda da estra-
da dio ArHictos, oj individuos d nomes Floriano
Fernandes de Albuquerque Mello, Belmiro Jos
da Silva e Mano -i de tal, travaram um rulo entre
si, ferindo o primeiro ao segundo levemente.
O delinquente evadi-se.
Hyjieiu* publicaTendo o Dr. inspector
de hygiene encontrado em pessimas condicoes hy-
gienicas o estabulo sito ra de Sete de Setem-
bro n. 7, no qual diariamente eram mertos porcos
e carneiros, de modo a ser impossivel o seu se-
neamento, ordenou a remocio de tal foco de in-
feccao; o que realisnu-se ante-hontem.
A boa direccio que vai tomando o servico de
hygiene publica nesta cidade, promette livrar nos
do viveiro de microbios contra o qual at entio
tinham sido infructferas as reclamacoes d'aquel-
les que moravam sob sua esphera de accio.
Theatro de %'ariedadesj Estreou no
sabbado ueste theatro a companhia lyrico-cmico
de operetas francesas, em-preza Richard.
Foram bem acceitos pelo publico os artistas en-
tre os quaes ba diversos que teem merecimento.
Em tranMltoO paquete Equateur levou hon-
tem para a Europa 176 pasas geiros, sendo 5 to-
mados em Pernambuco.
O La Plata levou para o snl, hontem 382
passageiros.
O Allianca levou ta nbea Lontem para o sul
41 passageiros, sendo 3 tomados em Pernambuco
Uinneiro O paquete Equateur trouxe do
sul para :
London Bank 350:0005000
Englisk Bank 100:0005000
O paquete Part trouxe do norte para :
Diversos 3:6115595
Fernando de KaronhaEscrevem-noa
em 20 de Outubro :
No dia 15, s 6 horas da manha, ancorou no
porto desta i'.ha, o vapor Gequi, trazendo a seu
bordo o Dr. Motta e sua familia, tenente Borba e
sua familia, alferes Viegas e sua familia e 34 sen-
tenciados escoltados.
< O presidio est calmo, e reina actualmente
aqui um completo socego.
No dia 8 do corrento principiaran! os nove -
uas de Nossa Senhora dos Remedios, cuja festivi-
dade religiosa terminou no dia 19, com urna pom-
posa procissio que percorreu as principaes mas
deste presidio, sendo acompanhada pelas princi-
paes autoridades do lugar, officialidade, guarda
de honra, e grande numero de sentenciados.
Durante o seu trajecto observou-se todo o res-
peito devido solemnidade do acto.
As novenas foram sempre muito concorridas
peles empregados e suas Exmas. familias, o que
prova evidentemente a perfeita harmona e cor-
dialidade, digna de louvor, que existe entre
todos.
Pelo director actual, foram mandada* fazer
duas magnificas estradas, ficando aasim perfeita-
inente ligados todos os os rotados nacionaes, que
pdem ser percorrdos hoje com todas as commo-
didades.
As estradas teem 20 palmos de largura e sao
defendidas margem por vallados.
Tambem ja se deu principio a um trabalho
imjKirtHnte e de necessidade, que o augmento
da aldeia as condicoes de poder supportar maior
numero de presos,- que porventura seja destinado
a este presidio.
No pouco tempo de tua directo, tem o Sr.
Boma provado que dispoe do apti.dao e tino admi-
nistrativo ; e tanto usaim que at esta data u&o
ae deu ainda, sob sua responsabilidade, facto ne-
nhum subversivo ou contraro disciplina.
Regress* hoje a casa capital o vapor Gequi.
levando a seu bordo o Dr. Requiio e sua familia,
tenente Mauricio e sua familia, alferes Qu'.ntino e
o pharmaceutico capitio Trevas que vai com 30
dias de lieencn.
ImprenaaRecebemos :
Revista do Observatorio Astronoma, da corte,
numero de Outubro corrente.
Griphus, a 143, folha Ilustrada da corte.
Illmtracao, n, 17, do 3" anno, de Varis.
Nava TbaiiaRealisoa esta sociedade no
domingo o seu espectculo do corr ante mea com o
drama Apena de Taliio e a poe si a Voluntarios
da Morte reatada pela actriz D, Rosa Mauhon
ca.
Foi mais umaflfesta agradave J qe a Nova Tha-
lia teve de proporcionar aos seus convidados, qu?
de l sahiram satisfeitos pvlo bom deeempenbo das
pecas representadas e ordem do espectulo.
DiscnrsoaEm um folheto acabam de ser
impresaus nesta cidade os dous discursos do Exm.
Sr. Dr. F. de A. Rosa e Silva, deputado por esta
provine.a, pronunciados na Cmara dos eputa-
dos, em 23 de Agosto e 10 de Setembro ultimo ; o
primeiro aobre represen taces da Associacio Cum-
mercial Beneficente e o segundo sobre o ornamen-
to da receita.
Agradecemos a offerta que nos fizeram denm
exemplar.
Imprenaa EnropeaRecebemos da Eu-
ropa :
Revue du Monde Latn, "lumero de Outubro
corrente, com este eummario :
I La Savoie Neutralisable, par le M. le Barn
Adolphe d'Avrl, ancicu ministre pluipipoten-
tiaire.
II Les Mdecins D'Autrcfois, d'sprs leurs
clients, par M. R. de Maulde
III Manrfestations Latines, par M. Costanzo
Stolla.
IV Le Service des Eaux a Pariz et Daos la
Banlieue, par M. d'Argel.
V L'yara, cont fantastique de Para, par M.
Carneiro Vi Hela (traductiou et notes de M. S.
A. N).
VI E'tudes Sur-La Gree Contemprame,
Othon I, par M. Jules Blancard, professeur ala
Facult des Lettres de Marseille.
Vil Poies, 1. Aprs une Lecture de Souve-
nance, 2. Aprs une Lecture de la Viole d'Amcnr
par Mae. la Baronne d'Ottenfels.
VIII Les Afiaires : 1 Le Monde Commercial,
par M. A. D.tte, 2 Le Monde Financier, par
M. X.
IX Politique et Diplomatie, Bnlletin Mensuel,
par M. le Comte de Barral.
X Livres et Revues.
Revue Sud Amerieaine, n. 102, de 1 do cor-
rente, com o seguinte summ:.rio:
Finances et Crdit Argentino, parL Guilaine
Le eorcmerce general et la navigation italo-oru-
gusyens, par P. Antunini j DiezLa Banque do
la province de Buenos-AiresLea progrs da
ChileLa ville de CaracasYcyage l'Equatcur
e", au Prou, par Vidal SenzeCourrier d'Am-
riqueRevue conemique Revue fiuancire
Arts. aciences et faits divereB.bliographieAn-
nouces.
Le Brsil, na. 131 e 132, de 20 de Setembro
e 5 do corrent com estes summarics :
Amicus Certus.Argollo Ferrao. Tlgram-
mea.Le miniatre et l'opposition.M.B. Echos
de partout. -Lettre de Rio de Jsneir (Correspon-
dauee particnlire). Liserb.Ccnfrence Sud-
Amricaine.La flotte de France.Le bulletin
statistique mortuaire & Rio de Janeiro.Nouve!-
les des provinces : Brsil : Sam Paulo ; Minas-
Geraes ; Espirito Sauto ; Rio-Grande do Sul;
G yaz ; Para : Babia. Pacifique et la Plata : Mon-
tevideo ; Prou ; Chili. Le sapin du Paran : Coo-
frences faites par M. J. Desosarais.Revue de
la presae.La Fayete.Revue eommerciaie.
D. Noel.Revue finantireJ. Gaf.Specacles
et conceits.Mouvement mar i time.Maisons re-
commandes.Annonces.Laquestion WaringM.
B.Tlgrammes. Echos de partont.Les ter-
res publiques au Brsil.Alfred Marc.Sarah-
Bernbardt Sam-Paulo.Jayme d'Argollo fils.
L"ttre de Rio de Janeiro (Correspondaoce par-
ticulire). Liserb. Ncnvelles des provinces :
Brsil: Rio de Janeiro ; Sam-Paulo ; Rio-Grande
du Sud ; Minas-Geraes ; Pernambuco ; Babia ;
Paran.Pacifique et la Plata: Prou; Bolivie;
Uruguay ; Republiquc argentine.Les Etrangers
au Brsil.La nouvclle Socit belge du Gaz de
Rio de Janeiro.Revue de la presae.La Fayet-
te.Bibliograpbie. Kevue ccmmerciale. D
Noel.Revue finaneire.Mouvement maritime
Maisons recommandes.Annonces.
Directora cins obra* de roiwerva
cao don portOMBoletim meteorolgico do
di i 23 de Outubro de 1886 :
floras a Barmetro a Tensao do vapor 'O
- o en 0 a
'" a
r-~ n
6 m. 253 75932 17.50 72
9 289 7599i 19.0a 64
12 286 759"20 19.40 67
3 t. 279 75743 18.92 68
6 260 757-67 20.01 77
Temperatura mxima295.
Dita'minima 238.
Evaporacio em 24 horas : aosol6n,l, som-
bra4ml.
Chuva1,).
Direee.i) do vento : SE de n.eia noite at 0horas
a 40 minutos ; ESE at 5 horas da manha ; cal-
mara at 8 horas ; ESE at 10 horas e 30 minu-
tos da manha ; SE at 1 hora da tarde; SSE e
SL alternadamente at 6 horas e 20 minutos da
tarde ; SE at 9 heras e 50 minutos ; ESE at
meia noite.
Velocidad* miia do vento 0,^62 por segunde.
Nebnlosidade media : entre 0,5 e 0,6.
dem do dia 24:
a i m
flora'' Barmetro a TtBSBO do vapor a 03
c - 0 a
-3 * a
H~ H
6 m. 253 75783 17.50 72
9 28 9 758">89 18.13 63
12 285 758-"45 19.08 67
3 t. 28-1 757">9 18.76 67
6 26"7 757">70 18.57 71
Temperatura mxima29,8.
Dita miaima25,9.
Evaporacio em 2\ horas ao sol: 7,1; i som-
bra : 4m,6.
Chuvanulla.
Direccio do vento : ESE da mtia noite at 7
horas e 40 minu*os da manha ; Eat 5 hora c 30
minutos da tarde ; E e ESE alternadamente at 2
horas e 25 minutes da tarde ; E at meia aoite.
Velocidadc media do vento: 1,-0 por segundo.
Nebulosidade media entre 0,4 e 0.5.
MaNsariro electrteto* Eis urna nova
maravilha da electricidade.
Um industrial russo inventou a maneira de sal-
dar toda a especie de objectos por meio do massa-
i ico elctrico.
as experiencias ltimamente realiatdts n'uma
fabrica belga sddaram-se varice objectos com o
massarico, de cuja extremi lade sabe instantnea-
mente urna chamma de erande potencia.
O operador percorre o estilete de luz pelos bor-
dos dos objectos fracturados que se quer unir, sem
que o fogo se communique ao resto do metal.
A soldadura perfeita e permanente. A luznba
transformada em chamma, pode ntilisar ae perfei-
tameute debaixo d'agua, da mesma maneira que
ao sr hvre, e servir para a reparacao dos barcos,
assim como para outros inisteres de extraordinaria
importancia para a industria.
O massarico elctrico deve figurar com justica,
cerno urna das mais notaveta deseobertas do pre-
sente anno.
vestuario* e o earaeter. Se Arit-
thoteles vivesae ainda de certo esereveria un ca-
pitulo sobre cj trajos. Spencer fel-o com grande
erudicio.
O traji revela os nossos gostee e o fondo intimo
do no."io carcter.
Os melanclicos usam. das cores escuras e os op-
timistas das claras.
Segundo um jornal ingle, lord Salisbury um
dos homena que, na Gra-Bretanha, chama mais a
attenco pelo descuido do seu traje.
Vestido sempre de preto, offerece o aspecto de
um ministro diasidente. As suaa calcas fluctuam
em melanclicas pregas em torno de suas pernas,
emquarto as conapridas abas da aobrecasaca acoi-
tam as barrigas das pernas.
O Sr. Bradlaugh o nico quo no parlamento o
iguala pelo lgubre do seu traja
Sobretudo, no quo lord Salisbury etnpregaa
sua elegancia no calcado. Usa botas a Welhng-
ton, segundo a moda de 1830.
O velho Gladstone, spesar doa sena 79 annos,
veste com singular esmero e at traa florea aa la-
pella do casaco.
Brisa entre um Juia e aa Jff'
Usa.__A pequea cidade de Weatdaater, per-
u, de New-York, fui ltimamente theatro da urna
scena homrica de pugilato entre duas pessoas
das mais importantes da localidade, ojuia Jarvis
e o Sr. Lae, proprietario e redactor do Indepen -
dente. ____
Parece que o 8r. Laue, no taa. jaraal, enamara
mormon ao Sr. Jarvia, aesa raapeiiar a am qnaU-
dade de magisUado a juia eomeeou a pasar o
f
i
'-


h
N



Diario de PernamhucoTer?a--f'eira 26 de Ontnbro de lSf-6
se/ teeapo i procura do joro-lista para ter ama
explicaoao com elle. Afinal o Sr. Jarvis encontrou
0 Sr. Lace junto da estacan do es mi abo de ferro
e propos lh' inmediatamente ama bolle.
Amboi ao de vigorosa torca pbysica e o 8r.
Lae aeolheu a prosita do jui eoia um valente
bofetio, es'eudendo o ea adversario no chao.
O magistrado ergue-se como pode, e por tua
vez deitou trra o j oroaliata com um socco, ea-
iodo tambem em coos-queueia do impulso que
dea ao corpo. Os dotis adveraariosergueram-se ao
aiesmo tempo e rugiram em direccea oppostas.
O jais declaran que a magistratura foi odiosa-
mente ultrajada na sua pessoa e vai abrir proces-
o castra o jornalists, pedindo ama aomma fabu-
losa por perdas e dainos. Por sen lado, o Sr. La-
e escreveu um longo artigo sobre o pugilato. *
E os habitantes de Weatchester teem-se firtado
de rir...
Btbllothrca Provincial -'Oontinnacao
das obras offerecidas a esta Repartilo pelo Sr.
Dr. J. J. Alves de Albuquerque :
Organisation da travail d'aprs la thorie de
Fourier, etc., etc., par P. Plorest. Paria, 1845,
1 vol.
Traite des maladies des enfants, jusqa'a la
puben, par J. Caparon, etc. Bruxellas, 184L,
1 vol.
Apreos sur les procedes industriis et Porga-
aisation eocitaire, suivis dan essai sur l'educa-
tion mrale, par Juat Huiron. Paris, 1846,
1 voL
De la democ-atie industrie!!'-, etc., etc., par
Charles Laboulaye. Paris, 1849, 1 vol. (Du-
plicata).
Manuel de l'amateur des oiaeaux de voliere,
etc., par II. Bechstein. Bruxellas, 1836, 2
vol.
Dr. Oodsmilh's, Roiian history abridged by
bimself, for the ase o schools. London, 1 vol.
Histoire ancienne propement dte, par M. Em.
Lefranc, etc. ^Paris, i vol.
Essai sur l'histoire 4n droit franjis, etc.,
etc., par M. P. Laferrire. Paris, 1859, 2
vola.
Essai sur l'histoire de l'action publique et
ao ministre pablic, par J. A. Despon. Paria,
1830, 2 vela.
Eludes Rur lesreformateurs ou rocialistes mo-
deran, Saint-Simn, Charles Fourier, Sobert
Owen, par M. Lonis Reyband. faris, 1*4?, 2
Compendio do proioptuario da Theologia Moral,
que compoz Pr. Fradcieco Larraga, etc., etc. Por- de Olinda, de urna p-quena taverna.
Oeulos da Velha ou lente maravilhoaa, romance
critico, te. Lisboa, 1844, 1 vol.
Promenades dau Borne, par de Stendhal (Hen-
ry Beyle). Paris, 1858, 2 vol.
O Rui do Mundo, historia do dinheiro e sua in-
fluencia, por Emilio Souvestre. Iradazido por
F. P. da Silva Vieira. Lisboa, 1858. 2 vol.
Histoire de la Rpubque d'Angleterre et de
Cromwell, par M. Guisot. Bruxellas, 1854, 2
vol.
Historia sagrada do velbo e novo Testamento,
composta na lingua francesa, por N. de Royan-
mont, tradutida em portugus por Luis Paulino
di Silva e Asevedo. Recite, 1852, 1 vol.
Tratad) de economa poltica, pelo Dr. Pedro
Antean da Matta Albuquerque. Recife, 1859, 1
vol.
Essai sur l'loquenca de la chaire, par le Cardi-
nal Maury. Paris, 1845, 1 vol.
Mditations et tudes morales, par M. Guisot.
Paris, 1852, 1 vol.
De l'orgaoisation da travail, etc. etc., par M.
Dejordi. Broxelles, 1841, 1 vol.
Critique de la philoaophie de Thomas Reid, par
M. Ado'phe Oarnier. Pns, 1840, 1 vol.
Des fonctions d'ufficer de plice judiciaire, par
M. de Molienes. Paris, 1834, 1 vol.
Commentaire tur l'oavrage do Filangieri, par
M. B. Constant. Pars, 18-i, 1 vol.
Systme pnitentiaire aax E'tal-Uais et son
application en Fi-ance, etc., par M. VI. Gustave
de Bcaumont et Alexis de Tocqueville. Paris,
1845, 1 vol.
De l'alieootion et de la prescription des bians
d'tat, etc. etc., par Anatole der Glajeaux. Paris,
1859, 1 vol.
Abcedario jurdico, etc., etc., por Carlos Anto-
nio Cord-tiro. Rio de Janeiro, 1858,1 vol.
Os enjeitados da fortuna expostos na roda do
temp obra moral e muito divertida, por Jos
Daniel Rodrigues Costa. Lisboa, 1817, 1 vol.
Questions constitutionelles, par M. de Barante.
Paris, 1849, 1 vol.
Justice et libert le code des nations, par Mi-
chel -olimene. Paria, 1844, 1 vol
Confrences sur le ebristianisme dans son ap-
plication aux questions sociales, par Eduiond de
Presst-uc. Paria, 1845, 1 vol.
Le i Ac.Effectuar-ae-hao:
Hoje :
Pelo oyente Martin, a 11 horas, na roa Di-
reita n. 49, de moveir.'loucaa, vidios, etc., etc.
Pelo agente Silveira, a 11 horas, no Varadouro
to, 1813 1814, 5 vola.
Obras escolbidas do Marques de Caraccioli,
etc., etc. Lisboa, 1817, 13 vols.
Institutiones Theologicaa. anctoro F. L. B.
Liebermann. Moguutiaa, 1836. 5 vols.
Traite de medicine lgale, etc., etc., par F. E.
Foder. Paria, 1813, 6 vola.
Coora de littrature francaise, par Villemain.
Paria, 1850, 2 vola.
Diacoura du general Foy. Paria, 1826, 2
vola.
O defensor da religiao em palestras religiosas
Lisboa, 1837, 2 vola.
Traite elementare d'anatomie compare, etc.,
etc., par G. Caras Tradait de l'allemand,
par J. L. Joardan. Bmxelles, 1838, 2 vols.
R^pertoire mdico-chirurgieo et obstretical, on
ehoix de monographiea, tbeaes, memoires, etc., etc.
Broxelles, 1836-1837, 4 vols.
Brevo ensaio sobre a critici litteraria ou me
taphiaica das bellas letras. 1 vol.
Pequeo resumo do cathecismo de perseve-
ranca, pelo padre J. Goume. Porto, 1853, 1
voL
Recueil complet des actes du gouvernement
proviaoire (Pevrier, Marc, Avril, Mai 1848), par
mile Carruy. Paria, 1848,1 vel.
Sermona cboisis de Bossuet, etc., etc., par Car-
dinal Maury. Paris. 1845. 1 vol.
Lettrea aar l'exposition aniversell de Landres,
prcdies d'un prembulo, par M. Blanqui, etc.
Paria, 1851, 1 vol.
Troja moia au povoir, par M. de Lamartine.
Paria,. 1848, 1 vol.
Vivre en travaiant Pr ojecta, voica et
moyena de reformes aocittes, par Francois Vidal.
Paria, 1848, 1 vol.
Aphoriamoa de medicina e cirargia practicas
por Antonio da Coeta Paiva. Porto, 1837, 1
vol.
Lecona de philoaophie aociale, par .M. A. Char-
ca. Paris, 1838, l vol.
Le Juif Erraot, par Eagine Sie. Bruxelles,
1846, 3 vols.
Traite analytique de la digestin, etc etc., por
N. BloudoU Paria, 1843, 1 vol.
Justice et libert code des nations, par Michel
Solimooe. Pars, 1844, 1 vol.
Trabalbos mdicos offerecidos a S. M. o Sr. D.
redro I. Por Jos Mara Bomtempo. Rio de Ja-
neiro, 1825, 1 vol.
D,-i consquences des condamnatioas pnales
etc. eta., par G. A. Humbert. Paris, 1855, 1 vol.
Traite des phenomenes lectro-phyai .1 igique
dea animanx, par C Mattenci. Paria, 1884,
vol.
L'arte d'elever los vera a aoir, par le Comte.
Dndolo. Paria, 1845, 1 vol.
Dea monta de pit et des banquea de prts
sor nantiaaiment en France, en Augleterre, en
Belgique, en Italie, en Allemagne, etc. etc, par
t. BUise. Paris, 1843, 1 vol.
Traite general de t.roit admniniatrative, par Du-
tonrt Paria, 1843, 4 vol.
Traite de medicine pratique de Jean-Pierre-
Frank, tradnit du latin par J. M. C. Gondareau.
Pana, 1842. 2 vol.
Luis de Wincheatre, ou o patriota Belga, tra-
duzido do francs por Antonio Marianno I\burcio
do Fraga. Lisboa, 1812, 2 vol.
L'a Cont mporaina Portogaia, bapagno'e et
Brsiliens, par A. A. Teixeira de Vasconc-llos.
Pars, 1859, 1 vol.
Le memorial Fraicaia. Histoire de 1'anos, par
m-Vander-Bureh et Ch. Bainne. Paria, 1839, 1
vol.
M anges de druit publie et de haut politique,
par Charles-Louis de Haller. Paris, 1839, 2 yol
Histoire et aociale dea principantes danubien
aes, par M. E.iaa R-gaault. Pana, 18)9, 1 vol.
Conacience et acieuce da devoir introdaction a
une explication nonvelle da Code Napolen, par
J. Oudot. Paria, 1835, 2 vol.
Pelo agente Modesto Baptisla, a 10 horas na
ra do Marques de Olinda n. 51, da mere -aria ahi
sita.
Pelo agente Guarni, ia 11 horas, ra do
Marques de Olinda n. 19, d; moveia.
Amanh:
Pelo agente Pestaa, de um predio no Arraial,
ao meio dia, no meamo predio.
Pelo agente Pinto, a 11 horaa, na ra do Bom
Besus n. 45, de movis, loucas, vidros, ferragens,
miudesas, etc, etc
Mlxxaa fnebre.Sirio celebradas :
Hoje :
A's 7 horas, no Carino, por alma de D. Maria
Joaqun* da Cooceicio ; s 7 1/2 horas, na ma
tris do Corpo Santo, por alma de Joao Joaquim
Alvea.
Amanhi :
A'a 6 l/ boraa, na matriz de Pau d'Alho, por
alma de Antonio Antunes da Silva ; a 8 boraa, na
matris da Boa-Vista, por alma de D. Joanna Be-
zerra de Andrade.
Quinta-feira :
A'a 8 horaa, na matris de Santo Antonio, por
alma do ronaeiheiro Joa Felippe de Sousa Lao ;
s 6 horas, no Carme, por alma de D. Luisa Ma-
ra de Jess Xavier.
PasMaatelraajChgados dos portos do nor-
te no vapor nacional Para :
Antonio Francisco de Sonsa, Joa Bento de
Sousa, Pedro de Mello, J. da Luz, Dr. Manoel
Jausen Ferreira, Joao Henrique Gayoso, Antonio
M inoel Sampaio, Manoel J. da Costa, Jos Anto-
nio Ferreira Nobre. Ismael Cesar Ribeiro, Jote
Conrado Nunes, Ciaudino da Silva, Abdon Orillo,
Jovino Caasiano Maia, Alexandre Fara Godinho,
Faustino Jos da Fonseca, Joao dos Santos Fa-
rofa, Bernardino il. Carneiro, S*mnel Vas, Fran-
cisco Paiva, Bras Cetarino, Adolpho Spam, Lu-
duvigea Kreher.
Chegad ja do sal no vapor francs E'juateur :
Adolpho da Silva Maia e aua aenhora, &rneato
Torrea. Joao Barboun^8, H. M. H Hall, Spaleni-
zani Guisappe Luise, Maaoel Noael Cardine.
Sabidos pata Europa no mesmo vapor :
Ren >nx Joan, Antonio Pereira Aseve o, Anto-
nio Joaquim Martina, do tirado, Ceaarino B. An
tomo, Giosfi's Paul, Luis C. Duran.
_ Che^ados da Europa no vapor inglez Brita-
nia :
Adolph Krauae, Joao Lucio da Silva Ferreira,
Ignacio Perea Rey, Jos Ignacio Davol, Malina
dos Paasos, Ignacio Perea, Emilio Martnez, Faua
to Nunea, Manoel dos Sautoa, Antonio Reveiro,
Manoel Gonctlves, Henrique Cosdo, Jos Marti-
n-z, Antonio P Girodes, Marcelino G. Nogueira,
Manoel Goa;alves, Manoel S. Loureiro, Manoel
G. Silva.
Cbegados da New-Yurk no vapor america-
no Allianea :
J- Swefs enm filho, Paul Grosfills, Antonio R.
de Azevede. W'iiliam Collinx, Robert Estevenscn.
Sabidos para o sul no mesmo vapor :
Joaquim Monteiro, Antonio Antunes.
Chegidos da Europa no vapor ingles La
Plata :
\V tlter e um filho, Cari Aansing, G. Gorvin. R.
Catbau, Mari* S. Vianna, Antonio Duarte Car
neiro Vianna, Manoel Rodrigues Correia, Fran-
cisco Jote Fernandea, Antonio Gomes Salgueiro,
Manoel Antonio Dias Salgueiro.
Proclamas* de calamento-Na matris
de Santo Antonio foram lidoa no dia 24 do cor -
rente, os aeguintea :
Joa Luis Feneira com Herminia Maria da
Cooceicao.
Ernesto Cysneiro Bandeira de Mello com Ame
lia J< aephina da Costa.
J >ao G mes Putear com Prexila Amelia Mon-
teiro da Cruz.
Palo Dr. Malaqulas:
Urethrutomia interna pelo proceaso de Maisno-
neave, indicada por eatreitamento da porco bul-
bosa da urethra, complicado de fstulas per-
neaea.
Casa de Detenco Movimento dos pre-
sos do dia 24 de Dutubro :
Existiam presos 288, entraram 16, sahiram 5,
-xiatem 299.
A saber :
Nacionaea, 274, malherea 3, estrangeiroa 7, es-
cravoe sentenciados 4, prucesiado 1, ditos de cor
reccao 8 Toul 299.
Arracoadoa 259, sendo : bous 250, doentea 9
Tota! 259.
Nao hoave alteracio na enfermara.
Lotera da provinciaQuinta feira, 28
do corrate, ao meio da, ao extrahir a 7.a parte
da 1.a lotera em beneficio da Santa Caaa da
Misericordia do Recite, pelo novo plano appro
vado.
No consistorio da igreja de Nossa Senbora d
Conceico dos Militares ser teita a extractar
pelo systema da machina Ficht.
LoteraA 7 parte da 1* lotera da provn-
ola, em beneficio da Santa Caaa de Misericordia
do Recife, pelo novo plano, cajo premio grande c
100:000/000, aera extrabida hoje 28 do correo
te, princir ando a extraer; 'io ao meio dia.
Oa bilhetea garantidos acham-se venda na
Casa da Fortuna, ra Primeiro de Marco nume-
ro 23.
Tambem acham-se yenda na Caaa Feliz,
praca da Independencia na 37 e 39.
Lotera Extraordlarla do Vplran
Ka O 4." e ultimo aorteio daa 4. e 5.* senes
desta importante lotera, cuja maior premio d<
160:000*000, aera extrabida no da 30 de Outu
bro.'
Acharo se expostoa venda oa restos dos ti
cea na Casa da Fortuna roa Primeiro de Marc>
n. 23.
Tambem acham-se venda na praca da Inde-
pendencia na. 37 e 39.
Lotera da rorteA 4" parte da 2' 0* lo-
tera da corte, cojo premio grande de 100:0004
ser extrabida no dia 8 de Outubro.
Oa bilhetea ach .m-se venda na Casa da For
tuua na Primeiro de Marco n. 23.
Tambem acbam-ae venda na prac da Inde
pendencia na. 37 e 39. _
Lotera do RioA 4* parte da lotera
>. 366, do novo plano, do premio de 1O0.-O00JOOU.
era extrabida no da.. de Outnbro.
Oa bilhetea acham-se venda na Caaa da Foi
r.una ra Primeiro de Marco.
Tambem acham-se venda na praca da Inde-
pendencia na. 37 e 39.
Matadoa.ro PabllooForam abatidas nc
Matadouro da Cabanga 78 reses para o consumo
do dia 25 de Outnbro.
Sendo : 62 reses pertencentsa Oliveira Caatr.,
4 C, e 16 a diversos.
Mercado Municipal de ti. Joa0
movimento deste Mercado uos diaa 24 e 25 do cor
rente foi o aegninte:
Entraram ;
68 bus pesando 9,894 kilos.
529 kilos de peixe a 20 rea 10*580
57 cargas de farinha a 200 ria ll40u
30 ditas de fruetas diversas a 300 ra. 10*800
10 Uboleiroa a 200 ria 2*n00
30 Sumoaa200ris 6*0 O
Foram oceupadoa :
49 columnaa a 600 ria 29*40* >
46 compartimentos de farinha a
500 ria. 23*000
42 ditos de comida a 500 ria 2l *000
1321/2 ditoa de legumea a 400 ris 53*' 0
32 ditos de auino a 700 ria 22*4 U
22 ditos de tresearas a 600 ria 13*200
20 talaos a 2* 40*01 Ni
4 dito a 1* 4*000
A Oliveira Castro & C.:
108 talhos a 1J ria 108*000
4 talhoa a 500 ria 2*01X>
Oeve ter sido arrecadada oestes diaa
a qnantia de
Kendimento dos diaa 1 a 23 de Outu-
bro
.'oao Francisco. Pernan.buco, 8 annoa, Bo-
Viata ; meningo-eneephaht.
Roaalina Augusta da Silva, Pernambaco, 16 an-
uos, solteira, Santo Antonio; hemurrhagia Cere-
bral.
Manoel Antonio de Araujo, Portugal, 28 annoa,
salteiro, Santo Antonio; mal de bright.
PUBLICOES A I'EUIDO
Desfalque da Thesourarla
O FIADOS DO THESOURE1KO
Est errxda a conta publicada no Jornal do Re'
eife de 24 pelo Sr. Juio Xavier de Siqueira Bruto
relativamenie aa partea qu poaenia no eng>-nh<>
Fernandas, ant.-s de dal-o tnica do theaoureiro,
como vamos moatrnr em vista de um oocum- nto
auth-ntic-o, existente rm poder do honrado Or. pro-
curador fiscal, que nos tacultou urna copia d'elle.
Dis o fidor :
Recebi por heranca etc. 20:564*148
Comprado ao condominio Francisco
Alves, em Agostu de 1881 2:810*552
Condominio de LiurenQo Bezerra, e
que me ficou pertencendo pelo des-
membramento das trras do enge-
nho Casello (nao diz a data da
aequisica) 11:342*300
Valor das acquisicoes feiUa em
1885 10:283*000
45-000*000
Se provarmos, porm, que a acquisico do con-
dominio d>- L ureoco Bezerra foi fetn 4 dios an-
tes da flanea, cm 2 de Maio de 1885, v-se que a
cunta exxcla esta :
Condominio do fiador, por heranca
e como successor de Francisco Al-
iii 23:371*700
Condominio de Vasconcellos, com-
|ir..dc em 28 de Abril de 1885,
8 dias antes da flanea, por 6:500* 6:169*700
ondominio do Baro do Buique,
comprado 30 de Abril, 6 diaa
mies da flanea 4:114*472
Condominio de Loare ico Bezerra,
adquirido a 2 de Maio, 4 das
antes da flanea, reerbendo o con
douiiu o em pagamento terrenos
do engeuho Fernandas 11:342*300
356*780
4:798*480
5:155*260
COMERCIO
Bolsa cotnmerclal de Pernal
buco
RECIFE, 25 DE OUTUBRO T)E 18Stt.
As trea horas da tarde
Cotace* ot/iciaes
Nao hoave.
O presidente,
Pedro Jos Pinto.
Palo secretario,
A. M. de Amoritn Jnior.
SUSHiMBNruS Pl'BLhJh
Mes ae Outubro de 1886
ALFASJEGA
BaSSA N8&X.
De la 23 837:794*863
idea da 25 26:512.248
Operaro
hospital Pedro
guinte ;
clrarglcaFoi praticada no
II, no dia 25 do crente, a se -
Kmssa raoviaciat
De la 23
dem da 25
101::41*201
5:466*838
Tota'
acmDOBiA Da 1 a 23
lo-in de 25
oasotAoo PaovwciAi -1 a 23
dem de 25
864:337*1.11
106:608 >0S9
970:945*150
64:876 954
11:576*989
76:453*943
23:946*737
2:087*934
.si-ira niinidE"o 1 a 23
dem da 25
26:034*671
13:054*359
676*461
13:730*820
DESPACHOS DEIMPORTAgO
Vapor nacional Pira, entrado dos portea do
aoite no da 25 do crrante e consignado ao Via-
conde de lUqai do Norte, msaifeatoa :
Barra vaaioa 166 a Manoel Marques de Olivei-
ra, 150 a Amurim Irmaos & C, 35 a Francisco R.
Pmt" Gruimnri. s A C.
Ferrageus 9 volumes a H. Stolsenback r. C.
Tapioca 37 encapados a Luis G. da Silva Pin-
to, 10 ordeui.
Vapor americano AUianoe, entrado de New
York e escalas no dia 24 do corrate e consigna-
do a H. Forsrer & C, manifestou ;
Amostras 1 vol amo orden.
Biabas 3 caixaa a Antonio dos Santos Oli-
veira.
Banha ICO barra a|Paiva Valente k C, 100 a
Fernandez d Costa Si C 100 ordem, 50 a Fra-
gi Rocha 6c C, 50 a Joao F. de Almeida, 25 a
Guimares R .cha A C, 25 a Araujo Castro & C.
Drogaa 5 voluntes a ttoaqaayrot Frrea, 12 a F.
Mauoel da Sin &C.
Fariuha de trigo 200 barricas a Julio & Irmn.
Ferravena 4 volumea a Otto Behrea, successor,
2 a Albino Silva & C., 5 a Antonio dos Santos
Oliveira, 4 ordem.
K roa ne 150 caixaa ordem.
Macninaa para descarofar algodao 12 caixaa a
Albino Silva & C.
Mercadaria< diversas 2 volttmes a Medeiros &
C, 3 4 ordem, 7 a II. Stolsenback C, 1 a Amo-
riti? I'ina >s.
M ,'s -"a 21' caixaa ordem.
M^ hi.i-s 15 caix.8 a H. Stolsenback & C.
T'Cidi b diversos 13 caixaa a ordem.
uueiuho 20 barr* ordem 45 a Fraga Rocha
6 C, 14 a Gunnariet Rocha & C 40 a Joao F.
de Almeida, 15 a Araujo Caatro & C.
Brigue inglez Lillessandt, entrado de Liverpool
no dia 24 do crrente e consignado companhia
do gas, manifestou :
Carvo de pe.dra 293 toneladas cousigna-
nataria.
Iliate nacional Iris, entrado de Maco no dia 24
do correte, e consignado a C. A. de Araujo, ma-
nifestou :
Algodo 42 aacces a Rodrigues Lima & C, 38
a Jos de Macedo, 70 a Gomes de Mattoa Irmaos,
53 a Luis A. Siqu.ira.
Couroa aalgauoa eeccoa 40 a Joo Paea de O i-
veira, 13 a Joa de Macedo.
Sal 7,680 l.troa a Jdio aea de Oliveira.
Hiate nacional D. Jnlia, entrado de Mossor no
dia 25 do correte, e cousignado a Bartholomeu
Lourenco, manifestou:
F.'i arrecadado liquido at hoje
Precos do dia :
Carne verde da 360 a 560 ris o kilo.
Carneiro de 720 a 800 ria dem.
S iinj- de 560 a 640 ria idem.
farinha de 240 a 320 ria a cuia.
Milho de 240 a 32) ria idem.
Feijo de 560 a 640 idem.
Ceaaiterlo publico.Obituario do dia 22
le Outubro :
Elvira, PeYnambuco, 14 mezea, Graca ; den-
tico
Laiza Mara de Jess Xavier, Pernambuco, 66
annoa, viuva, Santo Antonio ; scyrrbose do li-
gado.
Manoel, Pernambuco, 2 dias, Boa-Vista ; fra-
queza congenita.
urea, Pernambaco, 3 aaaos, Boa Viata ; as-
cite.
Manoel Francisco Ribeiro, Pernambuco, 35 an-
uos, solteiro, Boa-Vista; tubrculos pulmonares
Maria Francisca de Paula, Pernambuco, 26 an-
nos, solteira, Boa-Vista; tubiculos pulmonares.
Clara Maria da Conceieo, Pernambuco, 45 an-
uos, viuva, Boa-Viou ; diarrha.
Ambrosio Teixeira de Lima, Pernamb ac, 52
annoa, aolteiro, Boa-Vista ; lesSo cardiaca.
Pe.tro Escoval, Paraguay, 41 annos, casado,
Boa-Vista ; homoptiae.
Cecilio Ferreira de Lima, Recite ; aaaaasinado.
23
Antonio Marcelino de Souza, Pernambuco, 52
annos, viuvo, Bja-Vista ; bronceo-pneumoaia.
Joaquina Mara da Conceieo, PernamDuco, 33
annos, casada, Boa Vista ; eclampsia.
Elias, Pernambuco, 4 anaos, S. Joa ; febre ty
phoide.
Ccilio, Pernambuco, 3 annos, S. Jos ; ne-
phiite.
Joanna Maria da Conceicao, Pernambuco, 25
annoa, solteira, Boa-Vista ; tubrculos pulmo-
nares.
Argemiro Francisco doa Santos, Pernambuco,
25 Mnooa, solteiro, Boa Vista ; tuberculoa palmo-
nares.
45:000*000
O Sr. Xavier, portanto, at Abril de 1885, .- ti
nha adquirido urna pe qu. na parte do engenho Fer-
nandas, do valor do 2:810*552, nao obstante os
grandes rendimentos daa suas safras, e s resolveu-
ae a comprar ai nutras partea, nu vlor de......
'1:625*837, poneos dias antes da fiaa, e quando
couirssa que a sua Snfra de 84 a 8o s produsio
13:000*000 fieando lie a dever insia de 8 contos
ao aeu co; r- sp uidente, e ^lindo anda nao ttnha
plantado vma carina para fra de 1885 a 1886.
na qual diz que/ 35.000*000 !
Int rinou-nos o Dr. procurador fiscal que, pro-
curando in lagar dos visinhoa do Sr. Xavier, co-
nhecedores dos sena teres chivares, che^ou con
vii-co de que nao poda o Sr. Xavier obter o lu-
cro, que inculca, na safra de 1885 a i88ti. Iadica-
remns, por ora, o nome do Dr. JoSo Augusto, que
deve ser iususpeito ao Sr. Xavier.
Anda necessita de outra errata a conta publi-
cada pelo Sr. Xavier.
Da esenptura de compra ao condomino Lou
renco Becerra \ se que a sua parte, de........
11:342*3 O, foi paga com valor equivalente ero
terrenos reparados do engeuho Fernandas
E como a venda foi sobre o valor de 45:0 m*,
ddo no engenho. ficou este valendo menos......
11:342*300, ou 33:657*700, d< pois que o br. Xa-
vier i-oiim-uio tomar o s^u umeo Droprietano.
O engenho Fernandas, pois, comprado razan
45:000*000 e reduzdo ao valor de 33;6i>7*200,
foi, pouc s das depois, avahado por l<-t>:00 I!
Dis o Sr Xaver que plantn 4,000 ps deca-
pan, que avaha em 20:0<,0*00 Se, uesta ava-
liacao, segua a m-ema regia da avalar-o do en-
genho, nao cr- mos nena.
Em todo o caso, breve veremos quanto valer o
cacao do Sr. Xavier.
Justus.
Certido
Crrtfi"0 ainda que de neu livro de notas n
8, fl 25 h 27, c instii que o capi'o Lourenco Be-
zerra de Siqneim Cav..lcante e aua mclher, em 2
de i'ato d- 1885, traiipassaram a dita parte com
(irada a Henriqu A. de siqueira Cavalcante com
a qne p .osuiatn de peua pas, que ambaa prefnzem
11:342*300 ao cummendador J queira ISril to, pela esenptura de di viudo que se se
gue :
Seeue-sc a eocnptura lavrada pelo tabellio
Porfirio, do termo de Inojuca, pelu qual foi traos-
feriua an commendador a parte do cousenhor ca-
pito L .ur. nvo Uezerra, fieando este com ns ter-
renos do ngenbo Casteho, de valor equivalente.
Mais cuidado com as suis contas, or. cummen-
dador.
4 Alferea dito, Antonio Cordeiro Cavalcante.
5 CapitSo da guarda nacional Jos da Costa
Reg Lima.
6 Paisano Joa Zeferino Brayner de Souza
Rangel.
7 Dito Aggeo Cesar de Andr de.
8 Dito Tbeuphilo Xavier avalcante de Albu-
querque.
9 Dito Cicero Vieira Torres Grangeiro (empre-
ado no prolongamento).
E fra do praso :
10 Alteres honorario do exercito Francisco f e-
reira ao Lago.
11 Capitn da guarda nacional Jeronymo Olym-
pio Cavalcante de Albuquerque.
12 I aisano Affonso Mariuh Cavalcante (pro-
pretar o do hotel C. tropolia de Palmnrea.
13 Dito Manoel ternandea Calute (tabellio
interino da mestna cidade).
14 Dito Silverio Fernandes de Arauje Jorge
Filho.
AO ILLUSTRE DR.
iOSE
v
UIJO
EBSANDES
"AKROS
Pelo aeu anniveraario natalicio, 24
de Outubro.
COMPBIHEiriAM E TELICITX
G. La.idim e Jorge do Nascimento.
^Js^s>
ltenlo
O vigario Floriano de Queir.z Coutinho previne
uo reapeitavel publico, que o autor do an iimcio
qu comefou a acr publicado no Diario -de er-
nambucj, de 21 do correte mez, cbamando o Sr.
Joaquim Ferreira da Cunba Souto Maior, neeo
co de seu interease, ra do Coronel Suassuoa
n. 149, primeiro andar.
Para evitar duvua
r.-m siinplesm nte po
nhor, euja eaid^ncia desconh-ac, para leccionar
meninos em um engeuho de pessoa de aua nmi-
sade.
IguVaS, 22.de Outubro de 1880.
O vigatio Haranj de Q-teiroz Coutinho.
P
a L. A. S'queira, 140 a
Algodao 360 aaccaa
Borstelmann 4 C
Sal 170 jlqueirea ao consignatario.
Barca portugueza Pereira Borges, entrada do Rio
de Janeiro no dia 24 do crreme, e consignada a
Silva Guimrnea, manifestou:
liar i cas abatid.a 500 volumea a Amorim Ir-
Jics & C, 500 ordem, 125 a viuva Mariues ce
Filho.
Cognac 10 ca xas a Soares do A mar al Ir-
maos.
Fogoes de ferro 2 volantes aos consignata-
rios.
Mercaduras diversas 3 volumes ordem.
Vinho 14 pipas e 597 barra ordem, 2 e 25
dit'B a Soarea do Amar.l Irmaos, 2 e 10 ditos a
Augusto Figueiiedo & i'., 15 a Ros & Queiroz,
15 i. Praga Rocha & C, 90 a Pereira de Carvalho
ai C, 1 caixa ordem*
Vinagre 15 barra ordem, 20 ditoa a Fraga
Rocha 6c G, 12 a Soares do Atnaral Irmaos.
WCiPACHOS I)E KXPUKTAgA
Em 23 de Outubro de 18S5
Para o exterior
No vapor^ngles Hildegard, carregaram :
Par Liverpool, Costa 4 Aledeiros 500 saceos
e m 37,500 kilos de assucar maacavado.
ra bar a noruegucaae Loospring, carrega-
ram :
Para N. w-York, J. S. Loyo & Filho 1,013 sac-
eos c >m 82,673 kilos de assucar mascavado.
No vapor americano Allianea, carregaram :
Para Montevideo, i. C de Albuquerque 200
barricas com 23,661 kilos de assucar branco ; 8.
G. Brito 370 barricas com 36,300 kilos de assucar
branco ; Ainorinj Irmoa & C. 460 barricas com
53.525 kilos de assucar branco; J. S. Loyo & Fi-
lho 200 barricas com 21,698 kilos de assucar
branco.
Para Buenos -Ayres, H. Borle 4 C. 50 saccaa
com 3,539 1-2 kilos de algodo.
No patacho por.uguez Commercio, carrega-
ram :
Para o Porto, M Lima & C. 134 coaros salga-
dos com 1,60S kilos.
N > V8por francs Equateur, carregara r :
Para Paris, A- Reg si O. 2,727 grasas de ouro
velbo e 3,089 ditas de prata velba ; E. Goetscbel
1 caixo com 2,000 passaros seceos.
tara Bordeanx, A. V. de Barros l barrica com
60 kilos de caf.
Os abaix.i assignadoa vetn do a t da impreiis>
saudar ao heroico p iv i varzsta, pela gloria que
tiveram da inaugnraco do trafege da liuba d
ferro do Recite a V.irzea, e tambem saudauos ao
Ilustre e rlignu gerente desta respeitavel compa-
nhia. Nos s desejamos prosperidade e augmen-
tos aos habitantes desta iucomparavel fregue-
zia.
Recife, 25 de Outubro de 1886
Josino Pereira da Silva Brito.
Miguel Muniz Souza Borges.
LlMta don cldailaoM que. aso praso
lesea!, riniriirrcram ao provlmenlo
doa ofut-loa de 1* tabeiliao. eajcrl-
lo le orpioM e annexoa do ter-
mo de Palmare* deaia provincia.
1 Capitn honorario do exercito Antonio Gra-
cincJo de Guemo Lobo.
2 Teneute dito, Miguel Joaquim do Reg Bar-
ros (-scrivo do termo de Panellas).
3 Teiente dito, Urcino Teixeira de Barros.
Carldade
Podero findar-ae aa prnpbecias, pode-
rao calar ae aa linguaa e poder -r abo-
lida a ciencia, porm jamis se acabar
a caridade.
S. Paulo.
_ Habitantes de Pernambuco e todos que este ar-
tigo 1-rem Eu vos peco, eu vos snpplico ama es-
mola para maia de mil meninas desvalidas,, abri-
gadas em 10 recolbiuientos de caridade, dois hos-
pitaes de doentes e anda dos internatos de meni-
nos ; sendo am na Santa F e o oatro na cidade do
Otate
Christo, vos deveig 8aber que a caridade a
flor mais formoaa que Deus plantou no Paraizo,
que urna mimosa filba do cu, ea filba mais ama-
da que tem Deus e mais linda do que um sol de
ourn, que ella ae apreseota detrunte do tbrono de
Deus coroada de rainha e vestida de gloria, final-
mente, como diz S. Paulo: a caidade D. us e
Deus a caridade.
Vos queris melhorar de sorte, queris* apro-
veitar vossos trab.lhos e vocsas tadigns, queris
ver prosperar vossas industrias e vossas artes,
prosperar o cnmmercio e finalmente com pouco
rabalho lucrar muito ?
Tende caridade ; fazei bem conforme poderdes e
nao conforme quizerde. Qum d esmola, d es-
mola a Deus, a esmola apaga o peccado, e faz
aebar misericordia na presenta de Deus. Vos sa-
bis que Deus prometteu recompensar por um que
se d, cem, em recompensa, e ainda deizar recom-
pensa para a alma. Que terriveis prejuizos se
soffrem p *r este mundo em todas as iudu-trias,
artes e outros empregos da vida, por si terem des-
presado as leis da caridade! Quantaa miz don-
zellus t.n vendido a virgindade por causa do
abandono e das amarguras da pobreza Q i-nt:is
viuvaa tin peraido por este motivo a bonestidade !
E quantaa casadas a honra por caus do trabalho
doa seus maridos nao chegarem para o sustento de
sua familia, motivando tamb- m molestias rraves
que os priva do trabalho, tambem no resto da fa-
milia que exija augmento da despeza.
Quantos roubes, quantos assassinatos pelo mes-
mo motivo!
Pois vos sabis que a miseria conselheira do
crime. Que respondis a isto, oh egostas Que
respondis a is*o, oh potentados da t-rraV Que
respondis a i: to, oh ricos avarentos ? E fual-
mente, miseraveis usurarios que calcaes com os
s aa lea mais sautas que Deus estabelec-u para
felieidade dos povos e gl ra vossa ae vos a obser-
vasteis e em tudo cumprisseis.
Julgae vos, que fasendo to grande r ubo aos
infelizes e desvalidos, faz is a felieidade de vossos
filbos e netos ? Pois francamente vos digo que
si declara que dito annuncioi V08 eoganaes; pois elles h. rdaro por m-tivo da
or fim convidar o meamos.- va88,i *S" y'^. demencias para tamannei-
ra, if.-rini laoes para bospitaes, ferros para mas-
morras e cgueiras cara nao seguir os vosso. pas-
8os; faucto da heranca da vossa avareza, pois
Deus nao deixa a virtude sem premio e o p. ccad
s m pumeao. E quando elle em um volver de
vistas tem destruido reinos e imperios. Como por
dereia vos resistir estn lo em posico mais baixa e
portauto mais fracn ?
Acaba de a:udir-uie ao pensamento o seguintc
xemplo: i
Fii chamado para pregar as exequias de am
rico, em Lisboa, o grande padre e grande Santo
Auton'o, e quando elle appareceu no pulpito, da-
se : desgracado, em que empregaste o tempo e as
riquezas que te deu D us? A vida empregaste
em seri-s escravo de urna paixo baixa e vil que te
acooseibou a insurruar riquezas; a alma perdo-
sle o coracao nem oo crpo est; mas si queris
-ncontral o ide procural o que acharis em cima
lo theaouro que elle deixou; e oa parenteg assim
fizeram, e horrorisados encontraram o c.raco em
cima do m"smo thesouro. Que pharol luminoso
para os ricos !
Arripiai carreira, egostas e avarentos. proen-
rai cumprir ot> deveres de Christa is, de filbos, de
esposos, de pais e de cidados, e veris multipli-
cados vossos bens, ven-is abencoad is voseos tra-
ba i bus e fadigas garantidas as heraucia de vos-
sos h-rJein a ou succesairea, e finalmente, cima
de todos esses bens a gloria que Deus destina
quelles que cumprem fielmeute t> sagrados do
vana.
Recommendo- vos, para que aaibais que nao do-
mina em mim outr interease aeno oatro bem es-
tar prea- nto e futuro e d que podis destinar para o fim que eu peco a nao-
mandis, e sim, eutregai a outros que me sao es-
tranhos.
Pec> a todas as outras pessoas que os donati-
vos que poderem dar os mande nara os seguintes
pontos:
Ecriptorio do Diario de Pernambuco, Jornal
do Reeife, casa commercial dos Srs. Braga Gomes
4 C, ra do Marques de Olinda n. 5(1, no Recife;
na Boa-Vista, ao Rvdm. Sr. vigario Augusta; em
Olinda, ao Rvdm. conego Dr. Maia ; e finalmente,
ueste convento de S. Francisco, celia n. 2, onde
me acbo doente, a ponto de nao poder descer as
escudas do mesmo ce uve nto.
Deus e Maria Santissima a todos recompensa-
ra .-
Recite, 22 de Outubro de 1886.
rmelo Ignacio.

f
DESI'EDIDA
Joaquim M. de Seixas Horges, retirando-a** pa-
ra o sul, desp. de-se de t id .8 aa p.-ssoas de so .
amisade e offert-ee os i eus aervic is.
A prag.! universal
441
Em todas as regios e entre as pessoas de todas
i.i'.l.i les puiui ni ,r.-s Portanto, o grande s aJmi
ravel remello coutra ellas e que proiliu a sua
competa aniquilacio o Peitoral de nacahuilau
qual aa deve perseguir, e em seu devido tempo as
perseguir indcfectivelineute at n s mais remoto
confias do mundo.
J soldido nos acampamentos, o mineiro as uii-
uas d<- ouro, o colono as fronte ras o lavrador, o
viajante por mar e por trra, e especialmnte to-
das as pessoas huj otas pa ec rem de tosse, con
atipaco e, r. sfri-iiii-nt. s e catarrboa, broochites,
asthma e outias aff-cc s nao menos afflictivas da
garganta e dos ergios da respiraeo, que to fa-
eilme te se des-iivolvem e propagam nos lugares
hmidos, inclemencia da atm-tspbera ; acbaro
com a mais grata sitisfaco, no Peitoral de Ana.
cahuita, am r-me lio irresistivel e absoluto, para o
completo subjugameo'o e to perigossa enfermi-
Ha es. Coinpre-se cm tempo, pas bom estar-se
pr- venido.
Como gabn ha contra as f>lsificac'8, observe
se bem que os nomes de Lanman < Kemp venham
atainpados em lettras traa-p .ren es uo p in I
do livriuh i que aervd de envoltorio cada gar
rafa,
Acha-ae venda em todas aa boticaa e lojas d.
perfumaras
Agentes em Pornambuco, Henry Foster C ,
ra do Commercio n. 9.
O Xarope de Vida de Beuter. X. t.
Este grande remed > poderos> alterativo e po-
deroso tnico; como alterativo muda o carcter de
todas as seer.-coes mrbidas, neutralisa o veneno
da escrfula, da aypbilis. do cancro, etc. Domina
a abrasadora uflainmoco das febres e congestoes,
mitiga e extingue o ardor das erupcoes cutneas.
Estimula oa orgos glandulares s cretorios, o liga-
do, oa ria, a pello a tuaccionarem naturalmente,
habilitando assim o systema a expellr os varios
productos damnosos introduzdos na circula(o em
resultado da d'.enca.

N'i vap r allemo Montevideo, carregon;
Para Liverpool, V. Neeaen 80 fardos trapos
velhos.
ara o lati^rior
No vapor americano Aanca,carreg*ram :
Para Urugusyanna, P. Carneiro & C. 250 volu-
mea c un '23,810 kiloa de assucar branco.
Para o Ro de Janeiro, H. Burle & C. 300 sac
cas com 21,91 i kiios de algodo ; Browns & C. 8
saccas com 589 kilos de algodo ; V. G. Fernan-
dea 13,000 tocos, fructa.
No vapor nacional Pard, carregaram :
Para o Re de Janeiro, Dr. C. Bittencourt 5 cai
xaa medicamentos.
Para Victoria, P. Carneiro 4 C. 200 saccoe
com 15,000 kilos de assucar mascavado.
No hiate nacional Apody, carregaram :
Para Mossor, E. C. Beltro 4 Irmo 5 saceos
com 375 kilos de assucar branco e 7 barricas com
3(4 ditos de dito mascavado ; S. Nogueira 4 C. 8
barricas com 496 kilos de assucar branco.
Na barcaca Maria Olgmpia, carregaram :
Para Macui, Fernandes & Irmo 1 barril com
96 litros de agurdente.
Na barcaca Flor do Jardim, carregon :
Para a cidade do Paaso, F. A. Lebre 1 barril
com 96 litroa de agurdente.
Na barca? i Bem-fica, carregon:
Para Maragogy, Oliveira Palco 3 barricas com
180 kilos de assucar refinado.
Oculista
:
Dr. Ferreira da Silva, consultas
das 9 ao meio dia. Residencia e
consultorio, n. 20 ra Larga do
Rosario.
N. 1. E' maravilhosa a rapidez com que
os tsicos, os anmicos, osescrofu osos, os de-
bis e os que padecem do peito e da gar-
ganta restabelecem-se depois de terem to-
mado a Emulsao de Bcott.
MOVIMENTO DO. PORTO
Navios entrados no dia 24
Liverpool por escala18 das, vupor n
glez Britania, de 2,479 toneladas, com
tuandante G. Massey, equipagetn 92,
carga varios gneros; a Wilson Sons
& C.
New-York por escala23 dias, vapor ame-
ricano Allianea, de 2,205 toneladas,
com mandante J. R. Beers, equipagem
71, carga varios gneros; a Henry
Forster 4 C.
Rio de Janeiro21 dias, barct americana
Sardh Dos, de 616 toneladas, capitSo
B. S. Merryman, equipagem 10, em
lastro ; ordem.
Liverpool54 dias, brigue inglez Lilli-
s.mi, de 214 toneladas, capitSo O. A.
Musen, equipagem 9, carga carvSo de
pedra ; Companhia do Gaz.
Rio de Jantiro19 dias barca portugueza
Pereira Borges, de 320 toneladas, capi-
tao Aotonio -\lfredo Borges, equipagem
12, carga varios gneros ; a Silva Gni-
mares & C
Fernando de Noronha 53 horas, vapor
nacional Giqui, de 280 toneladas, com
mandante Souza Lobo, equipagem 20,
em lastro ; Companhia Pernambu-
cana.
Maco10 dias, hiate nacional Iris, d<>
57 toneladas, mestre Francisco F. de
Araujo, equipagem 5, carga varios g-
neros ; a Carlos A. de Araujo.
Navio sakido no mesmo dia
Valparaizo por es :ala Vapor inglez Bri-
tania, commandante G. Massey, carga
varios gneros.
Navios entrados no dia 2o
Buenos Ayres por escala13 dias, vapor
francez Equateur, de 2,497 toneladas,
commandante Lecointre, equipagem 127,
carga varios gneros; a Augusto La-
^ bille C.
Soutamplon por escala16 dias, vapor
inglez La Plata, de 2,079 toneladas,
commandante A. H. Dyke, equipagem
105, carga varios gneros ; a Adamson
Howie & C.
Buenos-Ayres 20 dias, patacho america-
no J. M. Drmott, de 536 toneladas, ca-
pitSo E. W Dawis, equipagem 10, em
lastro; i. ordem.
Buenos-Ayres21 dias, barca americana
Shetlande,dfi 611 toneladas, capitSo D.
H. HaBkel, equipagem 10, em lastro ;
ordem.
Londres 63 dias, lugar sueco Henry, de
291 toneladas, capitSo A. W Enutsson,
equipagem 10, carga varios gneros; a
Adamson Ilovie & C.
Manos por escala11 dias, vapor nacio-
nal Para, de 1,999 toneladas, comman-
Leile con) aenf ao
ini|)ori.iiiiissiino documento
O Sr. Bernardo Jos dos San'os, residente no
Serrito, municipio de Pelotas, provincia de Rio
Ornnde do Slu, querendo prestar urna homenagem'
4 verdade, tornando publico as virtudes do Pei-
torul fe Cambar, preciosa descoberta do
Sr. Alvares de S. Soares, de Pelotas, fez publicar
o seguintc importantissimo documento, em diver-
sos jornaes da referida provincia :
Levo ao conhecimento do publico mais um
friumpho alcanzado pelo popular remedioPeito-
ral de Cambnr d-BCobcrta e preparaco do Sr
Alvaros de S. Soares, de Pelotas.
Havia seis aunoa que urna tosse grave me
atormenta va dia e noite, fazendo ltimamente dei-
tar j abundantes escarros de sangue: os pulmoes,
com certeza acbavam-se affectados e eu teria in-
fallivelmente de succujibir terrivelfysica pul-
monar I
< Um amigo sabendo do mcu estado, aconse
dante Carlos Antonio Gom s, equipagem
60, carga varios gneros ; ao Visconde
de Itaqui do Norte.
Rio de Jan iro24 dias, barca ingleza
Jane Kelqour, de 252 toneladas, capitao
George Taylor, equipagem 9, em lastro ;
a Niemeyer, Chan.
Mossor15 dias, hiate nacional D. Julia,
de 30 toneladas, mestre Lourenco F. da
Costa, equipagem 5, carga sal; a Bar-
tholomeu Lourenco.
Navios saludos no mesmo dia
Bordeauz por escala Vapor francez
Equateur, command.-.nte Lecointre, car-
ga varios gneros.
Beenos-Ayres por escala Vapor inglez
La Plata, commandante Dyke, carga
varios geneos.
Santos por escalaVapor americano Al-
lianga, co*nmandante E. C. Beerr, car-
ga varios gneros.
Parahyba Barca iugleza Janee Kilgour,
capitao George Taylor, em lastro.
GuamBarca norueguense Palandev, ca-
pitSo A. B. Omkoes, em lastro.
Guam-Brigue norueguense Taritta, capi-
tSo K. Knutron, em lastro.
Montevideo Barca sueca Osear II, capi-
tSo F. Lokin, curga sal.
GuamBarca norueguense 'lry, capitSo.
T. Aamonsen, em lastro.
New-YorkBarca noruegusnse Lowspriny,
capitSo H. Halvereer, carga assucar.
MossorHyate nacional Apody, mestre
Ionocencio F. de Souza, carga varios
gneros.

VAPORES ESPERADOS
Porueiwe
Marinho Visconde
Sicily
Sculptor
Neva
Cear
de New-York hoje
da Baha hoje
de Buenos-Ayres hoje
de Liverpool a 2r'
do sul a 29
do sul a 29
i
mH
t


Diario de PernamburuTcrva-fcira 26 de Outubro de 1880
i.

II. -
lhou-me o precioso Veitoral de < ambara, e gmen-
te cm o aso d 12 videos d'este importantissimo
medicamento, consegu curar-me radicalmente,
sentndo-me boje f rte e podendo j entregarme
Ai lides de inha fazenda do Serrito.
Oepois d'este caso, tenho aoonselhado a mul-
ta gente o Pciloral de Cambar e todos tm co-
Jhido resultados importantes.
* AcCialm nte faz uso d'este preparado, com
mnitoaprovutaurntu, minha filha Neutndes, que
tambera se achava suffrendo do eito.
< Fezenda do Descanco, no Serrito, 24 de Ou
tabro de 1884.Bernardo Jos dos Santos. Re-
cooheieco eumo verdadera a firma supra. Ein
testemonho de verdade, o escnva de pz. Sol-
do S de Qouveia.
nicos agentes e depositarios geraes em Per
nambuco francisco M da Silva & C Ra do
Mrquez de Olinda n. 23.
Companhia do Beberibe
Previne se aos aenheres concessionarios de peu-
nss d'agua, que principiou-se a facer a limpeaa
das incrustacoes do interior de urna das bubas de
eacanamento, para ligacao deste aog novos e
funccionamento das novas obras, pelo que em al-
guna dias, nao seeuidos, durante a guias horas,
haver diminoico no fornecimento d'agua, mas
nao s firero desfalque na totalidade d'agua por
que a bomba a vapor trabalhir a noite nos ree-
rides dias, tantas horas supplementares quantas
forera necessarias preencher a differenc.
Ecriptorio da companhia do Beberibe. em 16
de Outubro de 1886.
Ceciliano Mamcde,
Director gerente.
Consultorio medico-
Obras Publicas
De ordem do Ilim. Sr. Dr. engenhe.iro th fe,
fa^o publico que no lia 29 du crrente, ao meio
dia, recebe se na secretaria deata repaiticao pro
postas em cirtas fechadas e cumpeteuieirente sel-
ladas, para a execuco dos rep-ros ui gentes da
ponte sobre o rio Pirapama, no eogenb o Novo do
Cabo, oryados em 7004
O orcamento e maia condico s do c ntrato, se
acbam a disposico dos senhores pretendentes,
para serem examinados.
Secretaria da repart cao das Obras Publicas de
Pernambuco, 20 de Outubro de 1886.
O secretario,
Joo Joaquim de Siqueira Varej&o
r
(OTIIMMIIV Dt EGIRO*
NOltTIIERX
de KiOndrcN e tberdeeu
PoKlra Hnanrelra (lleiembro 1S85)
Faco publico, de ordem do IIIid. Sr. inspector,
que do da 25 da corrente, pt-laa 10 horas da ma-
nb. paga-se no Arsenal de Guerra a folba das
ci atureiras que tra albaram durante- a primeira
quincena do cerrente mez.
Thesouraria de Fasenda d j Pernambuco, 23 de
Outubro de 1886.O secretario,
Luiz C. Pinheiro da Cmara.
Capital oubaciipto 3.000.000
Fundos ai-cumulados 3.134,34*
Bereia aoiual :
Da premios coa tra fogo 577,330
De premios sobre vidas 191,000
De jaros 132,000
O AGENTE,
John II- Boxwe
HVk COMMEROOCIv N. t 1 ND4R
cirurgico
O Dr Castro Jess, contando mais de 12 auno?
de escrupulosa observaco, reabre consultorio nea-
ta cidade, ra do Boin Jess (aotiga da Croa
a. 23, l.o andar.
Horas de consultas
De dia : das 11 ;s 2 da tarde.
De noite : das 7 as 8
as dentis horas da noite ser encontrado nc
itio 4 travessa dos Remedios n. 7, pfimeiro por
o esquerda, alm do portao de Dr. Cosme.
Arsenal de Guerra
De ordem do Illm. Sr. major director, distri soa-
se costuras nos dias 25, 26 a 27 d > corrente mes,
s costureiras de na. 201 250, na forma do cos-
tme.
Secco de costuras do Arsenal de Guerra de
Pernambuco, 23 de Outubro de 1886.
Flix Antonio de Alcntara,
Alteres adjunto
C. C. E.
EDITAES
c liil> Comnereil Enterpe
SARAO EM 6 DE HOVEMBKO DE "886
1 anniversario da installaco da banda
musical
Solemoisando-te o 1* anuiversario da installa-
co da banda musical deste clu, com um sarao
dansante na noite de 6 de Novembro prximo,
qnriram os senhores socios dar suaa notas de con-
vites ao abaixo assignado, nesta secretaria, das
8 s 10 horas da noite.
Secretaria do "Uub Cemraercial Euterpe, 15 de
Outubro de 1886.O 1 secretario,
Francisco Lima.
COMPANHIA DE SEGUROS
CONTRA FOGO
Nortb Brilish k Mercantile
CAPITAL
erooo.ooo de libras te r II na
A 6 EN TES
Adonison Howie & C.
THEATBO
DE
VARIEDADES
COHPOUlt PEIt\Ms?lJCAWA
DE
.%Tegaco coste Ira por vapor
Tamandar e Rio Formse
O vapor Mandahu
Segu no dia 26 de
Outubro, pelas 5 ho-
ras da manh.
Recebe carga at o
_ _a?5.
Encjmmendas, paasagengee frte dinheiros at
s 3 horas da Urde do dia 25.
ESCRIPTORIO
raes da Companhia PeraaaAs
cana a. 1*
ROYALIAIL STEAM PGKfT
COMPANY
O paquete Neva
esperado
do sol no dia 29 de
cerrente seguin lo
depois da demora
necessaria para
| de bracos, 12 ditas de guarnico e 2 ditas de ba-
I laen, candieiros a gaz, jarros para flures e5 lan-
as para cortinadas.
Uma cama francesa, 2 toilets, 1 lavatorio, 1
goarda-roupa, 1 guarda vestido, 1 com moda, 6
cadeiras e I machina de costara.
Uma mesa elatica, 1 guarda-loo;, i aparador
con pedra, 12 cade i ras de junco, 1 mesa, 1 relo-
gio de Darede, 1 machina para limpar facas, 1 es
pelho oval e muitos ootros movis de casa de fa-
milia.
Quinta feir *<8 do corrente
Na casa da roa das Nymphas n. 6, esquina da ra
da Conquista, Soiedade
Antonio Hamos de Azevedo Jnior, tendo mo-
dado sua^ residencia Dar o Maranho, faz leilo
por intervenco do agente Pinto, dos movis e
mais objectos da casa em que residi roa das
Nymphas n. 6.
Principiara o leilo s 10 1/2 horas.
Precisa-se
Edital n. 12
t? De ordem do III n. Sr. inspector faco publico que
no dia 11 de Novembro prximo vindouro, perante
a junta deste Thesouro, ir a pracs, contarme e
officio do Exm. Sr. presidente, de 7 de Setembro
ultimo, a obra dos reparos da ponte sobre o rio
PiraDama, no engenho Junqueira, na importancia
de 7:500, sob as clausulas abaixo transcriptas e
de accordo com o orcamen to sobre a mesma obra
apresentado pela repartidlo das Obras Publicas e
existente nesta secretaria disposicao dos Srs.
concurrentes.
Clausulas especiaes para a arrematando da obra
da ponto sobre o rio Pirapama no engenho Jun
jueira :
A obra ser executada de conformidade com o
orcamento approvado pelo presidente da provincia
na importancia de 7:500000.
II
Ser a mesma obra coa ec/ida no praso de 30
dias e concluida no de seis mezes, contados da
data da approvaco do contrato.
III
O contratante ter, nos termos do art. 50 de
Beg. de 24 de Fevereiro de 1874, copia aothentica
do respectivo orcamento.
IV
O pagamento ser realisado em tres prestaces
iguaes proporc^d do servido executado.
V
O praso de responsable ide ser de seis mez -e,
contados do da em que for lavrado o termo do re-
oebimento provisoria. Durante este praso o con-
tratante fica obrigado a conservar a referida obra,
sendo responsavel por quaesquer ruinas que appa-
recerem por falta de boa execaco.
VI
Em todo o mais que noestiver especificado as
condifdes cima, segnir-se-ba o que prescreve o
regulnmento citado.
.Secretaria do Thesouro Provincial de Pernam-
buco, 23 de Outubro do 1886.
O secretario,
Alfonso de Albuquerque Mello.
Edital i). 15
De ordem do Illm. Sr. inspector faco publico
qoe bo dia 11 de Novembro prximo vindouio,
perante a junta deste Thesouro, ir a praca, con-
forme o otficio do presidente, de 22 de Setembro
xindo, a execaco dos reparos de mais 3:000 metros
correntes de empedramente da estrada da Escada
(ramal da da Victoria) sob as segointes clausulas :
A reconstruccao do enpedramento da estrada da
Escada (ramificacao da da Victoria) e os reparos
geraes da mesma sero feitos de conformidade
com as iostrueyoes da Kepartico das Obras Pu -
blicas, mediante o preco de 4500 por metro cor-
corrente at o li.nite de 13:5004000.
II
O empedramento e os reparos geraes de qne se
trata srao execotados nos lugares em que a juizo
da Repartcao das Obras Publicas for mais necea-
aario ao melhoramento da estrada.
III
O pagamento_ desse servico ser effectoado no
-exercicio de 1S87 a 1888, ou posteriormente quan-
io permittirem os recursos dos coires provinciaes.
IV
O praso para a concluso das obras ser de uui
anno e o de respoasabilidade ser de seis mezes
contado este ultimo da data da entrega provisoria
da referida obra.
V
Em tado uns que :j f r cogitado as presen-
tes clausulas se observar o que dispoe o Keg. de
24 de Fever- iro de 1874.
Secretaria do Thesooro Provincial, 23 de Outu-
bro de 1886.
O secretario,
Affonso de Albuquerque Mello.
O preuoradur dos feitos da fazenda provincial
tendo recebido do Thesouro Provincial a relaco
abaixo trnscr pta dos contiibuintes do imposto
de_3 o/0 sobro o valor olficial de mercadorias que
deixaram de pagaromesmo imposto, no tempo com-
petente declara aos meemos contribuintes que Ihes
tica marcado o praso de 30 dias, a contar da po
blicaco do presente (dita), para recolherem a
importancia de seos dbitos ao Consulado Provin-
cial, certos de qne, findo o referido praso, se pro-
ceder a cobraoca executivamente.
liecite, 21 de Outubro de 1886.
Miguel Jos de Almeida Pernambuco.
Relaca dos devedoros do imposto de 3 ",', sobro o
valor otficial das mercadorias que deixaram de
pagar no respectivo tempo.
Ferreira Rudrigoes & C. 445*737
Rodrigues Lima 4c C. 5:358*525
Secco do Contencioso do Thesouro Provincial
25 de Outubro de 1886.
Manad do tiasamento S. Bailo,
1." oficial.
S. M. 0. M.
de
Socledade mnilcal Qaatorse
Mar^o
De ordem do Sr. presidente, communico i todos
os senhores so :ios, qae esta sociedade mudou sua
sede da travessa do gas para a travessa do Carmo
n. 18, 1 andar (ontr'ora b-wico do Sarapatel) e
convido aos m-smoa associalos reunirem-se boje
s 6 hars da tarda em assembla geral ordinaria,
tratar-se de interesses sociaes. Recife, 26 de
Outubro de 1886.
Joao Alves de Carvalbo,
1 secretario.
Correio geral
Malas a expedirse hoje
Pelo vapor nacional Part, es'a administradlo
expede malas para os portos do sul, inclusive o da
Victoria, receben io impresos e objtct-s a regis-
trar at 1 hora da tarde, e cartas ordinarias at
3 horas ou 3 I 2 com porte doplo
Administradlo dos correios de Pernambu -o, 26
de Outubro de 1886. O administra tor.
Affonso do Reg Barres.
Thesouraria de Fazenda
De ordem do Illm. Sr. inspector e de conformi-
dade com o que foi determinado pela presidencia
em offl.-io deudo corrente, recebem-se no da 28
do corrente, perante a sessa > da junta desta re-
partico, propostas em carta fecha, para o ferne-
cimento de 150 barras de madeira com os compe-
tentes pe de ferro para dormitorio das pracas
destacadas no presidio de Fernando de Noronha
e dos respectivos presos militares all existentes.
Os pretendentes devem a presentar suas propos-
tas at as 11 horas da manh do dia cima indi-
cado.
Thesouraria de Fazenda de Pernambuco, 86 de
Oatubro de 1886.O secretario.
Luiz E. Pinheira da Cmara
COMPANHIA LYRICO-COMICA DE OPERE-
TAS FRANCEZAS
Regento de orchestra: de Mirecky
Ensaiador: Garln
Terfa-iira 26 de Outubro
s i|i lioras da noite
3- ESPECTCULO
PROGRAMME
1' partie
Ouverture par l'orchestre
Osear et Eulalie
Do burlesqae par Mlle. Leo et Mr. Iloven
Ouverture par l'or heatre
MIGROMNE C'EST LE PRINTEMPSro-
mance par Mr. Asas.
JE GOBE LA FORTE CHANTEUSE, channon
comique par Mlle. Lesage.
C'eat excellent(paysaanerie) dito, par Mr.
Garcon.
La petite nounoo dit par Mlle. Stainville.
Le joli role, chaoson. par Mlle. Valdy.
Coco Bel Oeil
Oprette en 1 acte joue par madame Stainville,
M. M. Hoven, Garcen.
* partle
Ouverture par l'orchestre
LES BALAUDARS chanson comique, par Mlle.
Lesage.
LANDERIKETTE, chanson, par Mr. Asas.
ANATOLE C'EST UNE LOLLE, choason co-
mique, par Mil*-. Leo.
CASCARINETrE, (avec ca) dito, par Mlle.
Valdy.
LA LECON DE N ATATION, chanson comi-
que, par Mr. Garcon.
J'ARRIVE D'ORLEAM' dito, par Mlle. Stain-
ville.
Para
Soolhampton
passagens, fretes, etc., tract
CONSIGNATARIOS
" os
A damson Ho wic & C.
Porlo-Alegre
Segu com brevidade para o porto cima a es-
cuna nacional Mantua ; para o resto da carga
Joe lhe falta, trata-se na roa do Mrquez de
linda n. 4.
AVISOS DIVERSOS
Aluga-ae a loja e o sobrado da travessa do
Livramento
sobrado.
n. 10:
na roa do Apollo numero 4,
Precisa-se de uma
reita o. 10, 1 andar.
costureira ; na roa Di-
Aluga-se casas a 8<0G0 no becco dos Coe-
ihos, junto de 4. Goncallo : a tratar na roa da
Imperatris n. 56.
alagar nma casa terreu com bons commodos, que
tenha sota corrida oo qae seja assoalhada, ou
mesmo casa com sota, qae se a em Santo Anto-
nio ou 8. Jos, com agua encanada, ebomqontal:
qaem tiver e qaizer alagar, faca favor de deixar
carta nesta typographia sob as iniciaes N. O. de-
clarando onde a casa, o alague!, e com qaem se
deve tratar e a qoe horas.
Aviso martimo
ra Mani
C om toda a brevidade segu para e porto cima
% barca portugoez Elitzer. receoendo carga a
frete modic ; a tratar com H> rm: Lnndgren &
;., consignatarios, on com W. W. Robilliard.
\V
commercio
Aiuga se os andares superiores do predio n.
51 roa do Imperador, com excelleotes accommo-
dscoea para familia : a tratar com N. L Lidstone,
roa do Commercio n. 10.
Pede-se aos abaixo notados, o favor de vir
ou mandarem ra do Marqoez de Olinda n. 51.
Pedro Siqneira, Alfandega.
Frederico Vieira.
Manoel, do Banco.
LEILOES
Quarta feira 27, deve ter lugar o leilo de um
variado sortimento de alcaides existentes no ar-
mazem da ra do Bom Jess n. 45.
Quinta feira 28, o dos movis da casa em
que residi o Sr. Antonio Ramos de Azevedo J-
nior, ra das Nymphas n. 6.
Leilo
De gneros, armacao e ucensilos ra do Vara-
dooro n. 5, em Olinda
Terga/eira 26 do corrento
's 11 horas
O agente Si veira devidamente antorisado leva-
r a leilo os referidos gneros em um ou mais
lotes.
Garante-se as chaves
La ton sirle zinc
pocbade par toute la troupe
PREgOS
Camarotes com 5 entradas
Cadeiras e galeras
Plateas
Entrada geral no jardim (theatro aberto)
10*000
2*000
I600
liOJO
Os bilhetes desde j4 venda em casa de Coar-
les Ploym S C, na ra do Commercio n. 24, Re-
cife e a partir de 3 horas da tarde na bilhetaria
do llieatro.
Haver trera para Appucos, s 1* classe.
Bonds para Magdalena, Fernandes Vieira, e
Afogados.
Companhia de Seguros
MARTIMOS E TERRESTRES
Estabelclda em t *55
CAPITAL 1,000:000*
SINISTROS PAGOS
At 31 de dezeinbro de t4
Martimos..... 1,110:000^000
Terrestres,.- 316:000^000
4*-Rna do Commerelo
Gjotti i SfigoTos SiS,
Usina
AGENTE
Miguel Jos Alves
N. 7-RUA DO BOM JESS-N.
* cauro marliliBoa e irrreslre
Neates ultimo a onica companhia aesta praca
qne concede aos Srs. tegnradi iaetnpeiodt paga
ment de premio em cada stimo auno, o ca
equivale ao dr-^eonto de csrr=d5 16 par oento em
avor dos separado*.
(OMPANHIA
Imperial
DE
SEGUROS contra FOGO
E8T: 1803
Edificios e mercadorias
Taxas baixas
Prompto pagamento de prejuim*
CAPITAL
Ra. 16,000:000*000
Agentes
BROWNS & C.
N. S*Ra do CommercioN.
DECLARARES
Companhia de trilliuM urbino do
Kecif-- a Ollnia e Beberibe
ASSEMBL GERaL
Na form (ios estatutos e por ord m do Sr. pre-
aidente da assembla geral, <*st convocada a sua
reuniSo para o di 29 do corrente em sessao or-
dinaria, afitn de ser apreciado o relaturio da di-
reetoria, o parecer da cuinmissao de contas e o
projecto d reforma dos estatutos para a contec-
ca> do qual fra nomeada u;na cmmiseo na an
terior s> osao. A reuni:'io efTectuar-se-ha na sede
da compauh, 4 roa di Aurora, ao meio dia.
Becife, 21 de Outubro de 1886.
O secretaria,
Jos Antonio de Almeida Cunha.
SEG0RG*
CONTRA FOG)
he Liverpool & London k Glob
l\SL'RR.\\CE C01IPAM
MARiTHOS
Hailirg-utteilaifiriMscfiB
DanipfschinTahrls-licselIschafl
Vpor Montevideo
' esperado do sul at
o dia 31 do corrente,
sagoindodepois da de-
nora necessaria para
Lisboa e liara hurgo
Para carga, pasagens e encommendaa e dinhoi-
ro a frete tracta-se com os
Consignatarios
Borstelmann & C.
RUADOVIOARJON. s
/ andar
De movis, pannos, miudezas
1 cama de ferro com lastro de palhinba, cofre, car -
, teiras, espelhos ovaes e quadros c m moldura doo-
I rado, consolos e espelhos todo doorado, malas pira
viagem e moitos ootros objectos existentes no ar
maiem da ra do Marqoez de Olinda n. 19.
Terca feira do corrente
A'a 11 horas
Por Intervenco do agente
______Gusmo______
Leilo
De movis, 1 cofre prova de fogo, quadros,
2 violSes, pares de formas para caca-
dos, pegas de trancas e 1:000 pares de
orelbas para tamancos.
Sendo 1 mobilia de janeo completa com con-
solos e jardinheira com pedra, 1 espelho oval, 2
quadros dourados, 2 ditos moldura preta, 2 jarros,
1 candieiro de gar, 2 vasos para pos de arroz, 1
cabide de coluona 1 cama francesa ae amarello, 1
tapete para sof, 1 rolo de tapete, 1 cesta de
louca e 1 cortinado para cama.
Usn* mesa clstica de 4 taboas, 10 cadeiras, 1
maquina de costora perfeita, 2 violes, 1 violas
ieqoenas, 2 babs, garrafas para vinho, copus,
ooca de jantar, chicaras de porcelana, colheres
de metal para sopa e para cha, 1 lavatorio de ferro,
1 selim, 1 freio, 1 coiro e 1 forma de ferro.
Um cofre prova de fogo com competente banco
51 pares de forma para c lcados, 24 pecas de
franjas, 1000 pares de orelbas para tamancos,
diversos cortes do chinelas, 1 leqnr, 1 cpela e 1
esparfilho.
Terea-felra do rorrete
A's fl horas
na ra Direita casa n. 49
O agente Martins far leilo dos movis, cofre e
t '! 9SS!>M existentes na referida casa ao correr
do martello.
Aluga-se a casa da roa do Pilar n 37, com
6 qoartos, 4 salas, cosioha e apparelho fra, re-
construida, calada e pintada de novo ; a tratar
na ra da Imperatriz n. 56.
Precisa se de orna ama para andar com doas
ci tancas, lavar e engommar para as mesmas ; na
ra a Aurora n. 81, 1- andar.
_ Precisa se de om criado par casa de fami-
lia ; a tratar na rna do Brao aa Victoria numero
39, loja.
Aloga se a metade da casa n. 99 roa do
Visconde de Goyanna, antiga do Cotovcllo, por
8U00 mensaes; quena a pretender dirja-se
mesma, qoe achara com qoem tratar.
Na engenhoca de Bemfica, a ra Real da
Torre n. 23, precisase de dois empregados qoe
saibam tirar '
anoel Lonrenco da Silva Oliveira e Alipio da
Silva Apolonio, tendo comprado ao Sr. Antonio
Ferreira Prente o estabelecim>:nto de moldados
que o mesmo seohor tnha na ra do Capito An-
tonio de Lima n. 68, declaram que nada teem com
o activo e passivo do mesmo estab-lecimento, por
terem ficidu a cargo do mesmo Sr. Prente. E sa
alguem se julgar com direito a alguma reclama-
cao, qneira fazel-a no prtso de tres das, a contar
desta data. A nova razio social ser Oliveira &
Alipio. Becife, 24 de Outubro de 1886.
irecis
eiie.
Aluga-se a casa terrea n. 82 do pateo do
Terco, catada e pintada de novo ; a tratar em
Fra de Portas, roa do Pilar n. 56, taverna, at
11 horas da manh, ou depois das 4 horas da
tarde.
Precisa-se de uma ama
ra Nova, pharmacia n. 31.
para cosinhar ; na
Aluga-se a loja e o sobrado da travessa do
Livramento n. 10; na roa doApol.o n. 4, so-
brado
Aluga-se a casa terrea n. 99 da
ta : a tratar na ra da Aurora n. 61,
terreo.
roa Direi -
pavimento
Regulador da Mari-
AMA Precisa-ee de orna para cosinhar e
comprar para doas pessoas ; a tratar na ra da
Roda n. 5, 2- andar.
Vende se uma loja de miudezas com p ocos
fundos, que pode servir para um principiante, e
um sitio na Torre, com casa de tijolo, cacimba
com boa agua e perto do rio Capibaribe : a tratar
na ra da Imperatris n. 76.
Precisa-se de om criado para vender tabo-
leiro e fazer mais servicos de casa : na ra da
Matriz da Boa-Vista n. 3.
Precisa-se de um menino para caizeiro ; a
tratar na ra da Florentina n 2.
Precisa-se de duas amas, sendo uma para
casinhar e ootra para engommar : na roa da Ma-
triz da Boa-Vista n. 9.
Boa larca do Rosario n. IS
Aluga-se o 1 e 2- andar ; a tratar na ra da
Aurora n. 1, 2- andar.
Ama
SEGUROS
\IARITIMOS CONTRA FOGO
Companhia Phenlx Per-
ambacana
.Ruarlo Commercio n. 8
.London and liras!lian Ba
United
Ra do Commercio n. 32
racca por todos os vapores sobre as ca
do mesmo anco em Portugal, sendo
em Lisboa, ra dos Capellistas n 75 N-
Porto, ra dos Inglezes.
Cotnpi.1 :i Hra.'lleira de SJaTe
2eoa Vapor
PORTOS DO NORTE
0 vapor Cear
Commandante o 1.' tenente Ouilherme Pa-
checo
E' esperado dos portos do sui
at o dia 29 da Oatubro, e
seguir depois da demora in-
dispensavel, para os portos
do norte at.Manos.
Para carga, passagens, enooromenda valores
racta-se na agencia
PRAQA DO CORPO SANTO N. 9
Companhia Haitiana de navega
cao a Vapor
Macei, Villa Nova, Irenedo, Aracaj,
Estancia e Babia
O VAPOR
Marinho Visconde
Commandante J. J. Coelko
' esperado dos oortop ci-
ma at o dia 26 de Outubro
e regressar para os mea-
mos, depois da demora do eos-
turne.
Para raiga, passagens, encommendas e dinheiro
a frete t racta-se na agencia
7lua do Vigario 7
Dominas Alves Na heus
(UPV\nil PKBffAMBCCJuVA
DE
*avegaco Costelra por Vapor
PORTOS DO SUL
Macei, Penedo, Aracaju' e Baha
0 vapor Jacuhype
Segu no dia 29 de
Outubro, s 5 horas
da tarde. Recebe
carga at o dia 28
Encommendas passagens e dinheiros a frete at
4 3 horas da tai de do dia da sahida.
ESCRIPTORIO
Cae da Companhia Petmambucana
n. 12
Precisa-se de duas amas, uma para comprar e
cosinhar e outra para engommar : a tratar na
ra da Palma n. 29
Ama
Precisa-se de uma ama-para casa de familia
que seja perita cssinheira ; a tratar na ra Duque
de Caxlas n. 59, 2- andar.
Ama
3 leilo
Terca-feira, 26 do corrente
A's 10 horas
Boa do Marqoez de Olinda n. 51
O agente Modesto Baptista, por mandado e com
sssistencia do Exm. Sr. Dr. juiz do commercio e a
reqoerimento do Dr. carador fiscal da massa fal-
lida de Jos de Azevedo Braga ot C, far leilo
a retalho da armacao, cofre, utensilios e mercado-
rias existentes no estabolecimento de molhados da
roa do Harqoes de Olinda n. 51, pertencente
mesma massa.
Em seguida far tambera leilo de um rancho
denominado Sr. 'abino, na estrada do Caxang e
de dividas na importancia de 29:999^615 tudo
pertencente a mesma massa.
Agente Pestaa
Leilo
Da excellente casa terrea com 6 quartos, 3 sa-
las, cosinha e l importante sitio bem arborisado,
bom banbo de cbovisco, cacimba cun bomba, ba-
nho em um riacho qua passa pelo rentro do sitio,
onde se acha nma linla ponte com bancos e car-
ramancbo para recreio, jardim com boas flores
dependem-ias para criados e arvores fructifroas
de diversas qualidadts no ameno logar denomina-
do Arraal roa da Harmona, aividiodo com
a casa e sitio do Sr Hermenegildo Baudooin.
Otinrta feira Sf do conrete
No trem de meio dia partir o mesmo agente
para effectuar o dito leilo em o n ferido predio,
podendo os Srs. compradores seguir no mesmr
trem para bem poderem examinar, em o acto do
leilo, ou mesmo antes, cuja casa acba-ae luga a
ao Illm. Sr. chanceller do Consulado de Portugal.
Precisa-ee de uma ama paia engommar e 65-
tarar perfeitamente ; a tratar na roa de Kiachucl-
lo n. 57, porto de ferro.
Alug-a-se
urna casa na roa de S. Jorge n. 26 (Becife), com
5 qusrlos, com cosinha, 2 salas, quintal com por-
to, ete. ; a tratar, na roa de santa Therea nu-
mero 38.
Aluga-se
Este importante estabelecimento de re
lojoaria, fundado em 1869, eat funecio-
nando agora ra Larga do Rosario n. 9.
O seu propretario encarregado da Re-
gulamentaco dos relogios: Arsenal de Ma-
rinha, Estrada de Ferro de Limoeiro, Com-
panhia Ferro Carril de Pernambuco, Aa-
sociacao Cominercial Benefcente, Estra-
da de Ferro do Recife a Caxang, Estra-
da de Ferro do Recife a Olinda e Beberibe
e Estrada de Ferro de Caruaru' ; cercado
de intelligentes e habis auxiliares, fazcon-
certos por mais difficeis que snjam, nSo
s em relogios do algibeira, mas do pndu-
la, torre de igreja, caixas de munca, ap-
parelhes electrieos e telegraphicos.
O mesmo acaba de receber variado sor-
timento de relogios americanos que ven-
de de 7)5 a 20$ de parede e de mesa, des-
pertadores de nikel.
Aos seus collegas vende fornecimeto em
grosso e a retalho : e aceita encommendas
para seu correspondente em Pars.
Acha-se bem montado neste estabeleci-
mento um observatorio pelo qual regula to-
dos os relogios martimos o. terestres.
Recebe asssignaturas para dar a hora cer-
ta desta cidade pela telephone n. 458.
Prego commodo
Em frente de seu estabelecimento se
acha collocado um relogio, cujos mostrado-
res poderlo ser vistos pelos passageiros da
Ferro Carril, tendo sempre a hora media
desta cidade determinada pelas suas ob-
servaefes astronmicas.
Antonio Jos da Costa\Araujo.
Pintura domestica
PHARMACIA DE
Heniles de Soiiza Pereird k C,
Suceessores
Recebeu grande sortimento d'esta excellente
tinta de todas as cores e em latas de 1 a 5 libras,
que continuam a vender por commodo preco.
Qoalquer pessoa (menino ou criado) pinta com
perfeco.
Com esta tinta podem todos com peuco dispen-
dio conservar suas casas sempre limpas.
Raa do Herpez le Oliafla i
Lei'o
De 1 piano, I mobilia de Jacaranda, candieiros
para kerosene, carbnico e azeitn, jarros e vasos
para flores, espe'bos, quadros, camas de ferro para
grandes e pequeos, inarquezas, mesas avulsas,
machinas de costara, globos, la cas par cortina-
dos, cobertas de metai, relogios de parede e de
mesa, gaio'ae de ferro, barra com pregos, caixas
com garrafas com vinho, latas com milho em con-
serva, manteiga, lene condensado, papel para
forro de salas, papel alinaco, 1 caixa com livros,
caixas com champagne e rhum, 1 cofre de ferro,
2 alavaneas e muitos outros objectos existentes ne
ARMAZEM DA RA DO BOM JESS
N. 45
Agente Pinto
Quarta feira, 27 do corrente
PEDIDO
O agente de le loes, P. I. Pinto, pede aos donos
dos movis e mais objectos em deposito com preces
on estimaco (alguna desde 1860) se dignem reti-
tal os i.o praso ae 3 dias, sob pena de serem ven-
didos ao correr do martello, no leilo do dia 27 do
corrente, no armazem da ra do Bom Jess n. 45
Leilo de movis
A' saber :
Uma mobilia com 1 sof, 2 consolos, 2 cadeiras
orna casa pequea, no becco do Fondo n. 5 (Boa-
Vista) ; a craiar na roa de Santa Thereza nnme- -
ro 38.
Sil o.aluga-se
("om casa paia familia, tendo moitos arvoredos
i.mdo fructo, i- I. (.o junto excellente baoh sal-
gada, na tra veos i do Moroco! >mb n. 4 (Afoga
oes), perto dos fcnnds e do eaminbo de ferro ;
junto do Illm. b/ i liefe Lima: a tratar na roa de
Santa Ther-t. m "8.
Silio,aluga-se
Excellente morada
Com casa para familia, alguna arvoredos, todo
murado e fica perto d"s bonds e estrada de ferro,
roa de S. Miguel n. 99, em Aff-gados, defronte
da saboaria vapor ; a tratar na roa de Santa
Thereza n. 38.
Bom negocio
Vende se uma pequea casa de pedra e cal
construida ha pomo tempo, sita na Torre roa
do Kio, te ii 2 salas, 1 qnarto e cosinha fra ;
edificada em teneno pripr.o, e in 123 palmos da
fondo e 50 'le l.-i-nte : qoem pretender dirija se
roa do Imperad, r u. 65, escrip'orio.
Aviso
A Sra. D. M ria rebanja Cavalcante de Abo-
oerqoc, mi da Ex-n. Sr. Baroneza de Vera
ruz, senhora du entrenb > M mjop-, qm-ira te a
bondi.de de mand-ir pie*r a J^s Feliciano de
Nacar.-th a quaniia de 3.0004 e tantos de xarque
que lhe rcmetteu p.ra antneutco de sua fabri-
ca na engenho Tamatape de Flores, alem dios
quande seu filho Joo Cavalcante foi para Europ
e qoe ficou a dever-lhe orna letra de rOOOfOUO)
tanto, proveniente ainda de xarque, elle foi a sua
casa fazer-lhe ver isto, assim como Be devia con-
tinuar a mandar xarque para sopprir a soa fabri-
ca, e suas palavras foram estas, qoe ainda hjje
nao as nega, o eenhor pode continuar a mandar
porque a soa divida est segura, poiqoanto se
meu filho morrer na Europa eo lhe pagarei, e se
eu morrer primeiro ahi est meu filho para lhe
pagar, palavras eetas que confessou a outras pes-
soas, que mais tioha dito; alem disto a -r.* baro-
nesa viuva e rica e nao tem filhos, nao n- cessita
portanto que a Sr.a D. Mara por meios menos
proprios accumole fortuna 'para Ibe deixar de he-
ranci. Esta divida alem de todo orna divida
proveniente de xarque para aliraentaco de soa
fabrica e-ao deve ser igoal as entras qua V. Exc.
doixou de pagar.
MI
Luisa Maris de Jeaus Xavier
Antonio Francisco dos Santos, sui mulher An-
na Bosa Sarcia dos Santos e si-us filhos, Dr Ma-
no 1 de Sooza Garcia, sua mulbcr e filhos (au-
sentes), agradecen) do intimo d'alma atlas as
pessoas que se dignaran) acoropanhar ao cemiterio
publico os restos mortaes de -ua sempre lembrada
cunhada, irm t tia, O. Luiza Mara de Jess
Xavier, e de novamente convidara as mesmas pes-
soas assistrem as inissas, que por alma da mes-
ma sero celebrada* no dia 28 do correrte, s 6
horas da manh, no convento de N. S. do Carmo,
stimo dia de sen infeliz passamento, pelo qoe ne
confeasam airrsdpc'd"s.
Conselbelro Soasa Leo
O Visconde de Campo Alegre, D. Anna Marce-
lina Pessoa de Mel'o, Dr. Migoel Felippe deSouxa
Leao, capitSo Manoel Felippe de Soasa Leo, Dr.
F lippe de Sooza Leo, senador Loiz Felippe de
Sooza Leo, Baroneza de Mtenos, Visconde de
Tabatioga, coranel Joaquim Maximino Pereira
Vianna, Dr. Felippe de Souza Lea i Sobrinho, Tr.
Antonio de ^nuza Leo, Luiz Felippe de Souza
Leo Filhi>, Dr Sigismundo Antonio Gonc-ilves e
anas familias, snmmameme condoidos pela marte
de siu pr> s- do i m.., cuobado, tio e amigo, con-
selheiro Jos F lippe de Souza Leo, rogara a seus
parentes e amigos, e mi s do finado o obsequio de
assistirrm as raisaas que por ra ama mandam
resr.r na matriz de Saut > Antonio, es 8 horas do
da 28 do corrente, qmat-. feira prxima, stimo
dia de seu falleeimento
D. loanna Heierra de tndratie
Alfredo C.neia de Oliveira e sua mulher, pun-
gidos da mais acerba dr pelo passamento de sna
presada av D. Joanna B z--rr* de Andrade, con-
vidam aos seus par-nt* e amigispara atsistirem
s missas que mandara resar na capella do enge-
nho Concei^o, s 8 horas da manh de 28 do cor-
reate, 7o dia do seo f-lle.imrnto, pelo qoe desde
j se confessam a (radecidus






1


6
Diario de Pernanbuco---Trfa-feira 26 de Outubro de 1886
Luz brtlhante, sem Fumo
s?-
C
dEayeR
CONTRA SEZOES
UTrra'SAOct ccbe)
cuMiAROMmt ccom cmca
as
ebrcs ijierntientes,
Remitientes eBuiosos;
as
.Malitttos Calafrios,
C TODAS AS
estias Paludosas.
r
Aluga-sc
o 2" andar da casa n. 46 ra do Imaerador, tem
2 salas, 5 quartos, cosinba fra com 2 fogoes, 1
de ferro e ontro de tijolo, terraco com quarto para
banbeiro, agua e paz encanados ; a tratar na na
do Imperador n. 65, eacriptorio._________________
Muga-se
i predio n. 140 ra Imperial, proprio para es-
ibelecimento fabril : i tratar na roa do Commer-
io n. 34, com J. I. de Mtdriro Reg.
Alagase barato
Ra do Bom Jess n. 47, 1 andar.
Ra de Lomas V;il ritmn >. 4, com sotao.
Largo do Mercado u. J7, I ja com agua.
As casasda ra di. Caros**1 Suassuna n. 141
Ba da Baixa V Frata-se na na do Cowmercio n. 5, 10 andar
eacriptorio de Silva (uimareg & C.
ftua V8Condu de Goyauna N. 79
~~ Alu^a-sc
casa n 1 roa IVimbianca do Gomes, em Santo
imaro, tem agu' : a tratar na rita da Imperatriz
i. 32, 1. andar.
Aluguel barato
Alugi-S'o importante 1' andar com moito bous
commodo ra da Rada n. 17 ; a tratar no lar-
go do Mercado n. 12.
Aluga-se
o segundo andar da ra de Lomas Valentinas n.
100, no oito do lYrco : a tratar no 1- andar.
Ama
Pr :i i-se de urna ama para cosiuhar e com-
prar ; na ra do Cotovello 129.
Ana
-iccii -st de urna ma para casa de pequea
n'lta : H tratar na ra do Paysand a. 19, Pas-
tB0a da Magdalena.
Ama
Precisa-se de urna ama para todo servico de
casa de pequea familia -, a tratar na ra da Ma-
triz da Boa-Vista n. 3.
Ama
Precisa-se le urna perfeita eosinheira ; a tratar
na roa do Cabugn. 14, aala da frente, de meio
dia as 2 da tarde.
Ama
Precisa-se de urna ama para lavar, engommar
e mais servicos de urna casa de tamilia ; na ra
larga do Rosario n. 10, 2 andar. ____________
Attedit!!!
Boqueta da ultima invencio, para calamentos,
etc., etc., de Jos Samuel Botelbo ; a tratar na
ra do Bario da Victoria, loja n. 20, e ra da
Cadeia qo Reeife, laja u. 43.________________
..%!# A .
Precisa-se de urna ama para cosinbar, que seja
perita e que durma em casa do patrao ; na ra
de Riachuello n. 57, porto de ferro. _______
Na praca do Conde d'Eu n. 7, 2- andar, preci-
sa-pe de urna ama que cosinhe bem, para casa de
familia.
triado
Precisa-se de um criado de 14 a 18 annos ; a
tratar na ra do Puysand u. 19, Passagem da
Magdalena. ______________________
PIMO DE RIG4
de 3X9, 4X9 e 3X'2 ; vende-se na serrara a va-
por de Climaco da Silva, caes Vinte Dous de No-
veoro n. 6.
Graliica-se
a quem entregar no 2- andar do predio n. 19
ra das Trinche, iras, tres chaves de cofre, sendo
duas menores e urna maior, as quaes foram perdi-
das na mesma ra na noite de 25 do correte.
Curso preparatorios
O bacbarel Francisco Correia L. Sobrinho tem
aberto um curso de aritbme'ica, algebra e geome-
tra ; na roa da Matriz n. 7.
Alleneao
A ExpoNiCHO Central convida o sexo feio
para osen bonito soitmenlo de gravaras, lencos,
meias, collarinhos e punhos, aasim como tem um
esplendido e esqueaito sortimento de perfames
raros : na roa larga do Rosario n. 38, Damio
Lima & O.____________________
J_4jrsjardiin das plantas
MONDEGO N. 80
Pretendendo-se acabar com as plantas que estilo
em vasos n'este jariim, vendem-se os sapotiaeiros,
mnito grandes, e cando fructo a 20000, lat*
geiras, muito grandes, para enxertar, a 60000 >
duzia, e aapotiseires mais pequeos por barato
preco.
OLEO AROMTICO
Hygienico e Econmico
PARA LAMPARLAS
MARTUTS* BASTOS
Pernatnbuco
NUMERO TELPHoNICO : N" 35
Agua florida.- Extrabida de flores bra-
sileiras pelo sea delicado perfume, suavida-
de e Euas propriedades benficas, excede
a tudo oue ueele genero tem appBrecido de
oais celebre.
Tnico americano. E' a primeira das
preparacoes para a icnservacSo dos ca-
bellos. Extingue as caspas e ontras mo-
lestias espillares, faz nascer os cabellos,
impede que embranquecam e tem agrande
vantagem'de tornar livres de habitantes as
cabecas dos qae os usam.
Oleo vegetal- Compcsto com vegetal
innocente, preparado para amaciar, for-
tificar e dar brilho aos cabellos.
Agua dentifricia. Excellente remedio
contra a carie dos dentes, fortifica as gen-
gives e faz desapparecer o mo b&lito.
Vcnd'-so as principaes casas desta ci-
dade e na fabrica de leos vegetaes ra
da Aurora n. 161.
TELEPTONE N 33 _
Tricofero de Barry
(Jaran tese que faz nas-
cer e crescer o cabello ai n da
aos mais calvos, cura a
tinha e a caspa e reraove
todas as impurezas do cas-
co da cabe<;a. Positiva-
mente impede o cabello
de cabir on Je embranque-
cer, e intallivelmente o
torna espesso, macio, lus-
troso e abundante.
Agua Florida de Barry
Preparada segunda a formula
original usada pelo inventor en
E' o nico perfume no mun-
do que tem a approvaco official de
nm GoTemo. Tem duas vezes
maisfrncranciaqncqualqner outra
ednraodobrodotempo. E'muito
mais rica, suave muito mais fina o delicada. E'
milis permanente o ngradavel no
ienco. E' duas vezas mais refres-
canto no banbo e no quarto do
doente. E' especifico contra n
frouxidao o dcbilida.'.e. Cura as
dores de cabera, os cansagos e os
dnsmaios.
Xarope h Vifla ie Benter No. 2.
1XTES DE T7SAI/-0. DEF0C8 DESAL-*,
Cura positiva e radical de todas as formasdo
acrofulas, Syphilis, Paridas Escrofulosas,
Affeccoes, Cutnea e as do Conro Cabel-
ludo com perdaido Cabello, e de todas aa do-
encas do Sangue^Figado, e Bins. Garante-so
que purifica, enriquece e vitalisa o Sangue
restaura 0 renova o systema inteiro. 9
Sabo CuratiYo de Reuter
Para o Banhc. Toilette, Criara
Sas e para a -cura das moles-
as da pelle de todas as especies
* em todo? os periodos.
Deposito em Pernambuco casa de
Francisco Manoel da Silva & C.
Atten^o
Tinta prela
aprewatio ypoarrsipillea
Vendem Rodrigaea de furia C. latas de cin-
co e tinte cisco libras, na ra de Maris e Barros
numero 11.
Nao pomada, n3o e phantasia, bom'ver para
crer. No pateo do Paraizo u. 13, pavimento ter-
ree, lava-se e engomma-se com talo o esmero e
promptidao ; c qnanto aos precos nSo ha rival.
Pinito resina
da 3X7 at 3X12.
Pinho branco (da Suecia)
de 3X7 at 3X12.
Cimento inglez
VENDEM
Fense Ao co memo
O abano asgoado. na qualidade de procura
dor dos hsrdeiros do finado Antonio Jos Rodri-
gues de Honaa, declara ao respeitavel corpo com-
irercial, que o Sr. Veriato 8evenano Gomes de
Castro deixou de nter parto da firma Jos Augus
to dos Bantos & C, da qual fazia parte co oo so-
cio commanditario e nico capitalista o mesmo
finado, e dito Sr. 'Castro como socio de.indostris,
ficando todo o activo e paasivo a cirgo dos her-
deiros do dito finado. Reeife, 11 de Outubro de
1886.
Manoe] Martin; Finia.


<^

O-^
Excellente morada na
Torre
Aluga-se urna casa com commodos sufficientes
para familia numerosa, com grande sitio e jardiin,
muito fresca e alegre, margem do rio, em cujo
porto termina a linha dos bonds, fundo na mar-
gen opposta do rio, a estacao da Torre, da com
pauhia dos trilhos urbanos do Kecife Caxang :
a tratar ns Secife, ra do Coamercio n. 46, pa-
vimento terreo,
Criado

/
Precisa se de nm cri .-Jo de 12 a 14 annos, que
tenha boa conducta; a tratar na ra do Bom
Jess (antiga da Cruz) n. 28.
Cochelra da ra da Imperatriz
u. 89
TELEPHONE N. 189
O abaixo assignado avisa aos eeus amigos, fre-
guezes e ao publico em geral que o Sr. Delfino de
AzeveJo Villarouca de6pedio-se da administracao
do sua cocheira, ra Ja Imperatriz n. 29, desde
o dia 9 do correntc, tendo prestado todas ab contas,
ficando a mesma sendo administrada pelo Sr. An-
tonio Joaquim Moreira, a carga de quem se acha
tambem a cobranca ; espera, pois, merecer a mes-
ma confianca dos seus fregnezes.
Reeife, 18 de Outubro de 1886.
]o Pedro Rodrigue/, da Silva.
Criado copeiro
Precisa-se de um de
14 a 16 annos, na ra
de Riachuelo n. 17.
Eiig-ominaCHv
Precisa-se de urna anra que rngomme com per-
feicao ; na ra do Marqqez do Herval n. 10.
Cal de Lisboa
muito nova ; vendem Palmeira & C i. ra larga
do Rosario n. 27.
Criado
Precisa-sc de um rapaz ; na travessa do Corpo
Santo n. 27.
Coslureiras
Na ra do Imperador n. 55, 2 andar, precisa-
se de costureiras.
Costureira
Prcisa-se de urna pesooa que cosa com perfei-
c5o ; na ra do Mrquez do Herval n. 10.
Roga-sc aos amigos, psssuidores destas arces,
que constam de duas vascas tourinas, a correr
com a ultima loeria deste mez, da provincia das
Alagoa?, que se acha transferida para a ultima
do mez de Novembro.
Bazar de passaros
Baa do Bom lesas n. 8
Neste estabelecimentoenconfraee sempre gran-
de sortimento de especiaes parsaros e gaiolas,
nacionaes e estrangeiras, fructas de diversas qna-
lidades, balainhos para ninhos de canarios do
imperio, jarros e cestos de timb, tr^balho muito
aperfeicoado, a saborosa pimenta em conserva em
lindos fra-quinhos viudos da America, pelo barato
preco de 10 rs. cada um, c outros muitos gne-
ros, que se tornam enfadonbo mencionar, tudo por
v> ecos m.idicos.
Atteno
Pede-se ao Sr. Joaquim Ferreira da Cimba 8ou-
to Maior, mestre de meninos, que, negocio de
seu interesse, appareca ra do Coronel Suaasu
na n. 149, 1 andar.
Casa no Encanamento
Aluga-ie nmacasa com duas salas, dous quar-
tos, cosinha fora e cacimba, nova e aluguel
commodo : a tratar roa de Pedro Affonso n. 4,
antiga da Praia.
A PEPTONA
Snbafcrair.'o^INHGdsPEPJ.'ON- 4
preparado por 2>eiresaa de Far, mu
medicamento qae mano ceotrsne f ara fiel-.
itar as fu necees lo sstomago, e regalarias a
digeaUo, amor n ew -i* .'anrracer i ssiriei*
(l doeqta; 1
Sein-umer a exper*_r_s fc'ifa palca
mais afamados m >dicoa 4e Par* a fio tro
Mitei demcBStra r1 a ffl.ts.eiadoVlzf KO
SE l*EPTONA DEFRESITS; na im-
PMStbilidade m que estaros de rprodwir
>todaa as svas cartas. limiUmo-Mos a aprs-
9 saKtar aaui a carta dirigida ,o Sr Defreac?
X per t.bvn conheutfos pelo mundo nedissl.
Bis o O 4ei?iet lo S6r Deftwne:
Senl, a ie lfa ( lendo e gasto de Iba muifeetar aa-
tistaeao qae tive com ^h Piiftoaa, pajea
etn resultados cae com ella alcanee ana
a boj 'gnvee era crue a teofc > en pregad.
Senore quando Uve de trata um este
a_fj caaad, doente ou com \-s digec-
tCes a aot preparacc sIIviob o
doeste, .'gafeortnSc-lhe as funecoes diget--
a'aeriicM < menino racaiticos devem if
tanda a Peptona. Por ie. iqe7
; considero eos e um vsrdadeiro derer o re -
commendai-9. es a-ei doenea n'wrx gi aeiil .
numero de cai;
?snopratea(foccnomedic-9 r-!e es annos v'e 1931 d tgflU, ptriodo em
ote a rec" tsmledramente ouniuontios en menos im- \
n,-iosa do que boje; enUsa t constit-iicocs
%na raais vigorosas, aaguinsas, enn-gica
>dar 4'um robusto apoeta. nivoririte
r orna rnait flbundanrl; de surcos sao
crieoc ~ orovoeava a prorapta tranrms-'
fio 3i _*n.en'os mais refractarios.
a a Boje, porra. que os estmagos dabli-',
t Jos earecem de encrgia, h oonTeniesta
ircfar r_e de todas ar substancias ?,<('
aktam a digestao, como, r ezesa^ile, dt
saa Pa_cretina.
O preceito de higiene mais Imnortsate,
lorm mais e>roWe este : fifclsr
tiu.ro para reparar muv. E" este s se'
(rrco da saade", e durtnte muite tempr o*-j
menri estert'w. tiveram eetr assnmpto ir
prinapa. objecto; aim d'iaso- a nmha si>
ru'^io de medico na Repai tifio de fienon-
cer.c-.a d'eata cidade, em qu os tscrofuloaos',
a lymphaucoa tbundam tora de medie! me,
permitte_j fuer muit_i felices ij>picac*s *
de aeusezcel'cntcsrtroductoa.
Acha-9*. o deposito de tao vaKcao medi-'
camento mt% I'harmac' as e Drogariis J'esaa 2
cidade. E'yec*to oufdar era recoiaiecel-o
e nso teeitar j imitacoes. ^sigin ------*-"t"itit rrrrirl*** /
rillITIHIITITIf ITlTTTtTTi
MORSONsPJPSiNp
Remedio nlalilvel e auradavel
fAB cosaarna *
INDIGESTAO
Sob a forma de
rsascos, pos
saioajioa
VND-SEnoltUHDO INTEIRO.
PREPARADOS DE
Pepmina mor son
Muito rtcommendtdu
pe/o principan Medico*.
ORION & SON
Soataanptoa lev, lasHU-Saure
LONDON
*.....Mlin.....n n,444t
DtaasIUrionsParna/nDuoo :PraBC~Bt(j SILVA *c
Hotel de Beberibe
Jo2oda Silva Villauova, propiitario des-
se aprazivel estabelecimento, situado na
melhor casa da povoajSo de Beberibe,
previno aos seus numerosos freguezes que,
ter competentemente remontado este
anno, e prompto para attender os mais or
gentes gostos.
A grande concurrencia com a qual foi
honrado a festa passada, animou-o a nao so
crear novas commodidados para os seus
hospedes e inquilinos, como tambera a am-
pliar a serie de jogos e passatempos que
serao na oceasiao em que o calor afugentar
do Kecife nacionaes e estrangeiros en bus
ca do ar do campo, em nenhuma parte
mais ameno que alli, a raais bonita e fran-
ca digregso. Para que se avalie da mo-
dicidade dos presos, toma a liberdade de
ofFerecer aos seus numerosos freguezes a
presente tabella, que soffrer descont
quando se tratar de familias cu de ajustes
por atacado.
Tabella dos pre50s do hotel
Dormina em quarto separado, com di-
reito ao banho, refresco e cal pela ma-
cha 10.
Almcgo, contendo dous prato3 segundo
a lista, um copo de vinho, caf ou cb,
etc. 40.
Jantar, tres pratos segundo a lista, so-
bremesa, um copo de vinho de pasto, e
caf 10500.
e' o caso de experimentar para juegab I
Jogos de jardins.
Jogos de salSo.
Divertimentos ao ar livre.
Concertos em tecto enxuto.
Inaugurado do Club das Corridas.
Msica gratis.
Surprezas, inysterios.
Boa palestra e... tuti quanti...
A' Beberibe rapazeada, A' Beberibe,
olhem bem (isto muito em segredo) o Villa-
nova 8 nO g03ta DO FIADO !
PovoacSo de Beberibe, 5 de Outubro
de 1886.
Jouo da Silva Villanova.
Aviso
Urna senbora babilitada offerece se para dar
licen de desenbo ernyon, pastel, A aqnarella,
bem como a tirar retratos, em casas particulares
e em collegios ; a tratar na livraria ranceza, ra
Primeiro de Marco n. 9.
4ina para cozinhar
Na ra de Riachue-
lo n. 17, precisa-se
de urna mulher que
saiba cozinhar.
I
_iUU IIU1111
Toineni nota
Trilhos para engciihos
WAGONS PARA CANNA
Locomolvas
fia<-h'ulsiu completo para en
genhes de todos os taiuanhos
Systema aporfeicoado
EspecificacJks e presos no escriptoro
dos
agentes
Browns & C.
IV. .-Rua do Commercio
N. B Alm do cima B & C, tem cat balogos de
mu i bimplemeutos necessarioB agricultura, como
uitmbem machinas para descaro^ar algodo, moi
nhod para caf, trigo, arroz e milho; cerca de fer-
ro galvanisado ezceliente e mdico em preco, Des-
loa ncnbuma pode trcpal-a, nem anima] que-
brnl-a.
Apoliees provine acs de 7 0(0
Compra se apolices proTinciaes ; n ra Duque
deCaxias n. 46, loja.
Madamoiselle Cotinlia
Anda enntina na ra do Imperador n. 05, 2-
andar, onde snus amigas e treguezas podem eu-
central-a .ara comprar Ibe os trabalhos, qne como
modista desempenha, como sejam, toilettes e pen-
teados de todo gosto. di- accordo com os figurinos
modernos
""' Feitar ~
Preciaa-se -ie nm feitor portugus, para traba-
bar em nm sitio, dando-se .interesse ; ss caos d
Companbia n. 2, escriptorio
Lindos a I buns
para cromos, e cromos para os osamos, reeebcu a
Mirarla Parisiense
. 7 ARa Primeiro (" MarcoN. 7-A
muLSo
DE
SCOTT
DE OLEO PURO DE
Figado de bacalho
. COM
Uypopliospiiilos de cal e soda
._pprovada pela sVunta de iiy-
gtene e aatorisada pelo
goTerno
E' o nielbor remedio at hoje deacoberto para a
ilxlrn broncnllew. rrro|ibiila. r_-
rliltis. anemia, rehilidado em geral.
deflnioa, toase ebronica e aflTeccdes
do pello e da iirunisln.
E' muito superior ao oleo simples de Sgado de
oacalho, porque, alm de ter ebeiro e sabor agra-
da veis, possue todas uf virtudes medicioaes e nu-
'.ritivas do cleo, alm das propriedades tnicas
reconstituintes dos hypophosphitos. A' venda nat
irogarias e boticas.
Deposito em'Pernambuco
Novo porto do carvao
Ba do Marques rio nerval n. 99
Tendu um consumidor completado o numero de
60 burricHs, receben um vigsimo da 3* parte da
lotera da cSrte n- 11890, e se Ihe couber a sorte
grande podeivir receber os ccm nmeros de bi-
Ihetes, de oouformidade com o annuncio. Neste
porto vende-se muito bom carvao a 720 rs. a bar-
rica, e aceitam-re reclamxcoes dos freguezes,
quando nao forem bem seevidos na qualidade do
carvao, e nos fretes doa conductores.
es
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/^7^^'%^^^^__^C^W^^/^'
^jRheumatiemoXancros,Boba6,fcrq_gens
etodaeas mob'HtiaB quet'nho.eua origem
na impureza o Mangue devida a syphdis.
uso PAua auNlarofi
' i n
-Vtria'.>et irpatatf /ci/jfiopiffXiiado xctO
?
X

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J,fleon/\TORIOt|ENTRai OE'fRO0UCTOSfl|t0ICIHAE|
1./ Ra do Viscande do Rio Braaao iSp
'.-------RIOUE 'JAXEIRO------J
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172 rs
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OPPRESSiO
U7__2i_1823
ilRLUMO
Felos UOiiim SH
plra-se a famaca que penetra no pello acairaa o symptoma nervoso, iaclUta
a expectora^a) e faorlsa as fuaeces dos orgaos respiratorios.
j_(. eaat SS_S_S_ esa caaa Se J. E8PIC. f na r-Laanre, en Paria
|^PQ_0____
Approvados pela Junta Central de Hygiene da Corte.
4 Aperientes, estomachicos, purgativos, depurativos, contra a
Falta de appetite, Prisao de ventre. Emaqueca, Vertigena,
9 Conceat&ea, etc. Dose ordinaria : i. i J graos.
' Exigir |_!tai,i'l( as lW:lMUIir:l>afiWHl as;ignatura A. Solivete em tinta tsearaada.
Em PARIZ. Pharmacia IEKOT.
DEPSITOS EM TODAS AS P1UNC1PAKS PHARMACIAS
SEM CHETRO NEM GOSTO DOS LEOS ORDINARIOS
OLEO
DI TERRA-NOVA
j de FIGADCS Frsacos
hBACALHAU*
b_lcacldaue cena contra a Molestias de Peito, a Tsica.
Bronquitis, Prxsds de Ventre, Toases ebronicas, Ai.copoes cscrotulosca.
DI'UBiU'ClJ. Sxiga-ao no rotulo o sallo-Azul do Eatado trixez-i '
aoGG- Pharmaceutico, Z. roa Castialione, PABIZ. e princinaea I'hraciaC
Em casa de todos os Perfumistas e Gabelleireiros
da Franga a do Extrangeiro
13 A T5TC! Ca T
s ie (Siit nvz especial
PRBPARADO COM BISMUTHO
OH, _r"A."_T, Perfumista
PABIS, 9, K_.a de la. I=a.i_c, 9, I=__IU:S /
Marca
Registrado
Cahirgem de Jaguaribe
Abrise ra do Bom Jess n. 23,
am armazem onde se vende constantemen-
te a superior cal virgem de Jaguaribe,
acondicionada em barricas proprias para o
fabrico do assuear.
Esta cal, em nada inferior que nos
vem do estrangeiro, vendida pelo pre50
fixo de 6f$000 a barrica por contracto que
fez o Sr. Vicente Nascimento com o Sr.
Jos Costa Pereira proprieta rio do engenho
Jaguaribe, cujas pedreiras lhe d o nome
E' encarregado da venda nicamente,
nesta cidade o Sr. SebastiSo Bezerr',
com escriptorio ra do Bom Jess n. 23.
Para conzinhar
Precisa-se de urna ama
Mrquez de OI;nda n. 41.
a tratar na raa do
Superior vinho de Pasto
Loureiro & C. receberam pelo Ville de Victoria,
por encommenda e couta propria, o que ha de mais
superior em vinho de Pasto, no nosso mercado.
Em pipas, quintos e decimos, vendem em groase
e a retalho, e perlem a seus freguezes e amigos o
favor de espenmentarem. E' muito proprio par
hoteis, resUurant e casas de familia. Encontrase
venda no es'abelecimento de molhados dos mes-
mes Loureiro & C, Passagem n. 7 ; Augusto Pi-
gueiredo & C. Reeife. _____________^.^____^_
k>S' PASTII.HAS
fi __ Grande SSL./ de i
^cw__,s*5
OS
o ^% \rtL, S^
s _l__s__________r .
^mm H z**wEm __Ll_t__! es
ce ti ce
ce S-'*'_n Jw 'rfl? W flr 1h__H
a
5
3
>4
ff=
e_=
CONTRA
Defluxjs. Orippe, Bronohltaa,
_Ttao5es do Paito, o XAROPE caPABTA partaral
de NAFd DELANaRENIER*odenmaeffloi.ci orta
yerifleada por Membmda AavlcmiadaUaotoioa da Franca.
Sem Opio, MoriMwx nem CcMkh d-e aem recelo as
criaacas affectadns de Toase "a Co PABIH, ra Vivienne, 8, PARIH
B KM TODAS AS PHAAMACIAS
DO MUNDO.
O Remedio mais efpcez e
ieguro que se tem deecooerto ale
hoje para txpellir as Ion trigos.
R0Q..UAY0L FRERES
l>. Mariu lu_4Min_ da Conceico
Joaquim Ferreira da Costa, sua mulher D. Ma-
ra C&ndida da Costa e teus fiihos agradecem
todas as pessoas que se dignaram acompanhar ao
cemiterio publico os restos mortaes de sua presa-
da prima. D. Mura Joaquina da Conceico; e
de novo convidara as pessoas de sua amizade para
assistirem as missas que mandMn celebrar na
igreja de N. S. do Carmo, s 7 horas da manb
do dia "-o do i-orreiite, stimo de seu passamento.
que por este acto seconfessam summamcnle agra-
decidos.
...-._.. -.--. ." "" "- ".:.- :..'..
Att^nco
Aluga-se rm urna casa de familia, um quarto a
alguma senbora viuva ou so'teira, que sejn de
conducta mrralisada ; trata se na ra do Mr-
quez do Herval n. 182.
I Joanna Beierra de inilradc
\lfredo Correia de Oliveira, Pedro Francisco
Correia de Oliveira, Joao Baptista Correia ds
Oliveira e Samuel Bemvindo Correia de Oliveira,
tristemente impresionados com o ftllecimento de
sua presada av, D. Joanna Bezerra de Andrade,
succedido a 21 do corrente, no engenho Uraah,
cm Goyanna, rogam a todos os seus ps rentes e
amigos a caridade de assistirem as missas qne,
por seu descanso eterno, rosndam celebrar as 8
horas da roanbil do dia 27, stimo de seu pasea-
mtnto, na igreja matriz da Boa Vista desta cida-
de. Por esse acto de rtligiao se confctsum eum-
mamente gratos.
" i-ii_.ii i ii .
Manoel Barbosa Camrllo e Julio Emilio de
Carvalho mandam celebrar missas na matriz desta
cidade, s t 1)2 horas da manh do dia 27 do
correnta, trigtsimo dia do fallccimento de seu
amigo, Antonio Atunee da Silva, c oonvidam os
parentes a amigos do finado a assiatir a esse acto
le religiia.
Pao d'Alho, 23 de Outubro de 188C,
_______
lao Joaquim Alves>
Maria Joaquina Alven, Joanna J. itJcas- Ri-
beiro, Emilia J Al ves, Francisca T. Alvos, Ma-
ria de .Miranda Alfres, Jos J. Miranda Alves,
Candida A. Kibeiro, Amelia A. Bibeiro, Etelvina
A. Ribeiro, agradecem do intimo d'alma s pes-
soas que se dignaram acompanhar ao ccaterio
publico os restos mortaes de seu sempre lembrado
irmo, cunbado c tio, Joo Joaqnim Alvs ; e de-
novo as convidam a assistir as missas que por sus,
alma mandam celebrar na igreja do Corpo Santo,
terca-feira 26 do correte, pelas 7 12horai da
imnba, stimo da de seu fallccimento, pelo que
desde jA se confessam snmmamante gratos.
ff__-----_---M--M---__a__sjss-s-s; .

1
f.


Diaria de PernambncoTerca--f eir 26 de Outubro de 1 t
VENDAS
Atten^o
__ Vende se duas paites do engenho Forno da
Cal, em Olinda, no val.r de 6:000, ou permuta-
se por eos* no Eecife, oa iitio em leberibe, que
fique a margena do rio ; muito frtil para canas e
tado qunnto lavouras, bou baixa para capim,
eitio de coqueiroB, grande pedrcira para o fabrico
de cal, boa barro para tijolo e telha, matas para
enha, grande ?n porcoes para criar, para o que
tem bou parto, que ond sustentase todo o
gado e vaccaa de leite desta cidade ; a tratar no
mesmo sitio dofronte da igreja de N. S. do Gua-
dalupe.
Vende se a casa de molhados sita ra Di-
ceita dos Afogados n. 16 : a tratar na meama.
Cocheira a venda
Vende-se urna cocheira corr. buus carros de pas-
teio, bem localisada e afregucaada, por preco mui-
to mdico em ruzo de seu dono nao poder admi-
nistrar pur ter de faaer urna viagem : os preten-
dentes utharao com quem tratar ra do Duque
da Caxia* n. 47.
4 Vencedora
Ra da Impera tris Si
I. M. Lema* Uarte
Neste estabelecimento encontrar o publico
sempre tira co ->p!to sortin^ento do miudesas e
objectos de moda e phantasia, e grande exposioio
de brinquedos para criauca, per prer,o sem com-
petencia, a saber :
Leques do diversas quididades.
Socos para enanca.
Chuposinhos e sapatiohos para baptisado.
Enxovaea completos para baptisado.
Bicos e todaj as qualidades e cores.
Sortimenro completo de fitas, cores eqnalidades. Grampos ivisivcis a
Arente Burlamaquc
Veude-se tres casas terreas em Olinda, sen lo
duaa ra do Amparo e urna ti ra Nova, em
terreno proprio, com maitos commodos e em per-
fetJ estado de cooservaco ; a tratar e informar-
se com o agente Burlamaqus, ra do Imperador
n. 22, ou em Olinda, casa junto cadeia do Jju -
be, com Candido Guedea Alcoforado.
GRANDE
Expsito central ama larga do
Rosario n. 58
Damiao Lima 4 C, chamara a attenco das
Rimas, familias para os precos segumtes :
Carretela de 200 jardas 80 rs.
Pecas de bordados de 200 a 600 rs.
Ditas de um palmo a 2*500 e 3*000.
Pita n. 60 para faxa a 2*500.
Lcqces recatas e D. Joannita a 1 000.
Frascos e extractos de Lubin, grandes, a 2*000.
L-ques D. Lucinda Coelho a 6*000.
Toalhas felpadas a 500 600, e 1(>00.
Dusia de meias para bomrm a 3(000.
Ditas para senhoras a 3*000.
Lavas de seda a 2*000.
Meias de fio de seda para menina a 1*000.
Colarihhos de linbo a 500 rs.
Ditos de algodao a 320 e 400 rs.
Macos de grampos a 20 rs.
Pecas de cordo pf ra vestido a 20 rs.
hvsv is grandes a 320 rs.
60 rs.
Punhos e collarinhos para homrns e senhoras. Um leque de setim (novidad) a 6J500.
Completo serta>erro He la de todas as cores a Ricas bolombas de madreperola de 1*500 6*.
2/.800 a libra.
Espartilhos.
Grande sortinvmto de meias
para l omens,, stnhorus e meninos.
g^Obje cr.na de p aqu : broches, pulseiras, brin :os
voltas, alfinetes e roa6 artigos.
Pertumarias <3e todas as qualidades.
Velas de cera e boceas de t .dos os ta'ritnhos.
Iiuvno
De sida, braco inteiro.
dem, m-io braco.
dem, de 2, 3 e 4 botoes.
Idem de Eocoasia.
dem preta, de 2, 3 e 4 botoes.
Luisa le pellica
A l500o par, e mais urna infimdade de arti-
gos que seria t-nfac nii> enumerar.
O proprietano dcste estabelecimento convida
seas freguezes e especialmente s Exmas. fami-
lias para visitaren! o seu estableeimento, e ava-
haren) o que aeim fica dito.
82 Ra da Imperatriz82
La para bordar 2*800.
Urna capella e veo de 15*000, por 12*000.
brancas c de coros f Um espelho de moldura por 5*500.
Urna pulscira de fita par 1*200.
Pliss a 400 e 600 rs.
Urna boneca grande Je cera por 2*500 e 3*000.
NA EXPOSIQO CENTRAL
\ovas tstnhas
A 3SO e 400 res o covado
' Acabam de chegar para a luja da ra da Im-
peratriz n 32, um grande a bonito sortimento de
lasinhas de cores pa:a vestidos, sendo fazenda de
muita phantasia, com cores claras e escaras, e li-
quidam so a 320 e 400 reis o covado, por ha ver
grande porco na luja de Perora da Silva.
.lientan
Vende-se trma armacao envidracada, propna
para fazendas ou molhados, em petfeito estado; a
tratar na ra da Impera'riz n. 52.
58-Kna Larga do Rosario58
Serrara a vapor
Caes do Cap'barlbe n. 98
VeB'a serrara encontrarlo os senhores fregu-
es, um grande sortimento de pinha de resina de
neo a dez metros de comprimen e de 0,08 a
1,24 de esquadros Garante-se preco mais corri-
lo do que em outra qualquer parte.
Francisco dar Santos Macedo.
Pinlio de Riga
Acaba de ebegar pelo brigue Atalanto um com-
pleto sortimento de pinlio de Riga da melhor qua-
lidade e de diversas dimensoes, como sejam :
4 X 12
4X9 #
3 X 12
3 X 11
3X9
2X12
e taboas da mosma madeira de 1 e 1 1/2 polle-
jsxbsa
Vcndcm MATHUE^ AUSTIN & C, ra do
Cbmmcrcio n. 18, 1 andar, ou no caes do Apollo
n. 51, por precos commodos.
(Molestias da garganta
PASTILHAS DE PALANCI
de Chlorato de Potasas e Alcatrao
Para as enfermidades da bocea, injlammacao da garganta, aphtat, ulceracao da
gengivas, seccra la linguaedo paladar, rouquidao, inchaco das amygdalas, etc.,
nic ha remedio nais eflicaz e rupido do que o chlorato de potassa.-Si se lhe junta
o alcatrfio cujas propriedades balsmicas e purificantes saouniversalnientereconhe-
cidas, accelera-se a cura destas pequeas enfermidades e evita-se sua repeticao,
dando ao mesmo tempo maior forca aos oreaos.
As Pastilhas de Palangi se dissolvem lentamente na bocea e obrao como gar-
garjo; pas6ao, depois para o estomago e dalli para o sangue que se purifica sob a
benfica influencia do alcatrao.
Estas pastilhas sao muito usadas pelos Cantores. Advogados.Prgadores e todas
as pessoas que sao ohrigadas fallar em publico.
Deposito em Pars, 8, Rna Vvenne, e em todas as Pharmaclas.
//'A
THES0URAR1A
DAS
\mm % um
Aeha-se venda a 7a parte da Ia lotera a
beneficio da Santa Casa de Misericordia do
Recife que se extrabir quinta-feira, 28 de Ou-
tubro ao mcio dia pelo seguinte
24,000 bilhetes a 16K)00
Beneficio, sello e commis-
alo......
3a4:O0O000
69:060,5000' 2
314:940000
_ --12
lOOrOfJfVSOOO
30:00C; )0
10:000/1000
4:00ii$000
14:000^000
10:000,5000
8:000^000
1 Premie de.
1 Dito de ...
1 Dito de ...
1 Dito do ... .
7 Ditos de 2:000,5000 .
10 Ditos de 1:0000000 .
16 Dito de 500^000 .
99 Ditos de 2000000 para
centena em que sabir
o primeiro premio
99 Ditos de 1000000 para premio. ". 48:OOO0OO a centena em que sa-
bir o segando premio 9:9000000 5,140 Premios 314:910:000
99 Ditos de 600000 para
Case a terminacao do segundo premio seja igual a do primeiro passar ao nu
mero immediatamente superior.
Esta lotera divide se em
cada um,
19:9000000
a centena em que sahir
o tereeiro premio 5:9400000
Approxim a c 3 e b de
2:0000000 para o pri-
meiro premio 4:0000000
Ditas de 1:0000000
para o segundo premio 2:OOO0OCO
2 Ditos de 6500000 para
o tereeiro premio 1:3000000
2,400 premios de 200000
para todos os algaris-
mos finaes do primeiro
premio .... 48:0000000
2,400 Premios de 200000
para todos os algaris-
mos finaes do segundo
premio.....
i A Revoluco
. M- 48
A' ra Duque de Caxias, resolveu vender
os seguiotes artigos com 25 /0 de me-
nos do que em outra qualquer parte.
Cachemira bordada de seda a 15500 (/ co-
vadD.
Merinos de cores a 900 rs., 1/000 e 1/200 o co-
rado
Merinos pretos a 1/200, 1/400, 1/600, 1/800 e
2/000 o covado.
Velludilhos lisos e lavrados a 1/000e 1/200 o
covado.
Palha de seda a 800 rs. o covado.
Las com listrinhas a 600 rs. o covado.
i osdcnapoles pretos a 1/800, 2/000 e 2/500 o
covado.
Setins damass a 320 rs. o covado.
Zephiros com desenhos modernos a 240 rs. o
covado.
Linhos escosseres a 240 rs. o covado.
Gaze com bolinhas de velludo a 800 ra. o co-
vado.
Zephiros lisos a 100 ris o covado.
Ditos listrados a 200 ris o covado.
Chitas finas a 240, 280, 300 e 320 ris o c
vado.
Cretones finos a 360, 400 e 440 ris o co-
vado.
Baptistas finas a 200 ris o covado.
Nansue finas com 3 padroes lindos a 300 ris o
covado.
Las com mselas de seda a 700 reis o covado.
Setinetas com desenhos lindos a 320, 360, 400 e
440 ris o covado.
Ditas lavradas a 500 reis o covado.
Dias lisas a 400 e 500 ris o covado.
Fustoes de cores a 320 rs. o cavado.
Enxovaes para baptisado de 9/000 a 18/000
um.
Colchas bordadas a 4/, 5/, 7/, e 8/000 urna.
Ditas brancas a 1/800 urna.
Cobertas de ganga a 2/800 urna.
Lencoes brancos 1/80U um.
Lencos de 1/200 a 2/000 a duzia.
Toalhas ielpudas a 4/000 e 6/000 a duzia.
Bramante de 3 larguras a 900 ris a vara.
Dito de 4 ditas a 10200 a dita.
Dito de linho a 2/000 a dita-
Cobertores de la a4/00 e 7/000 um.
Fechs de la a 2/000, 3/000, 3/500, 4/000,
e4/500, 5/000 e 6/500 um.
^Chales finos de 5/000 a 9/000 um.
Setins ma-jo a 800 e 1/200 o covado.
Cortinados bordados a 7/000, 9/000 e 16/000 o
par.
Espartilhos de ouraca a 4/000, 5/500, 6/000
e 7/500 um.
Guardanapss de linho a 4/000 a duzia.
Madapoloes gemina de ovo e pello de ovo a
61500 a peca.
Camisas de meia a 800, 1/000, 1/500 e 2/000
urna.
Seroulas de bramante a 1/ e 1/400 urna.
Flanella branca a 400 ris o covado.
Casemira diagonal a 1/800 e 2/500 o covado.
Cortes de casemira a 3/000, 5/000 6/000 e
7/000 nm.
Camisas de linho a 30/000 a duzia.
Brim pardo a 320, 360, 440 e 500 ris s co-
vado.
Linn com salpicos a 500 rs. o covado.
Fustoes brancos a 360, 440 500 e 640 ris o
covadu.
Panno da costa a 1/400 e 1/600 o covado.
Dito admascado a 1/800 o covado.
sguio amarello e pardo a 500 rs. o covado.
Cortinados de crochet a 24/000 o par.
Henrique da Silva iioreira.
WHISKY
BOYAL BLEND marca V1ADO
Este excediente Whisky Escesses preferive
ao cognac ou aguarden^ de cauna, para fortifica
o corpo.
Vende-se a retalho nos tu Ihores armasen*
*3ol hados.
Pede ROY AL BLEND marca VIADO cujo ne-
me e emblema sao registrados para todo o Braaii
_________BROWNB & C, agentes__________
Malvasia
Ynlio proprio para senhoras
Em barra e a retalho : Pucas Mendes & C,
ra estreita do Rosario n. 9.
Tecidos de linljo
A 500 rs. o covado
Na loj i da ra da Imperatriz n. 32, vende-se
um bonita sortimento de tazendas de linho para
vestidos, tendo largura de chita fr meeza, com
muito bonitas cores e palminhas bordadas, pe-
chincha a 500 reis o covado, na loja oe Pereira da
Silva.
Papoula k C.
N. 18BM 10 M-118
Tem
Luvas de pellica, pelle de cao, camurca, seda fio
d'Escossia e casemira.
Agua florida e Tricofero de Barry.
Sabonete diversos e curativo de Beuter.
Cambraias lisas, bordadas eabertas.
Camisas e ceroulas de flanella e meia de 12.
Camisas sem collarinhos e sem punhos s/c c/p
c/c e c/p.
Collarinhos. punhos, meias, plastrons, mantas,
grvalas de laco.
Lencos, espartilhos, penteadores em cambraia,
vestidos de cambraia bordados, baleas tapetes, fi-
xs de seda e de l, casacas elsticos, casacas de
casemira greoadine de seda e todas de seda.
Alpacas de seda a 600 rs o covado.
Telephone 500.
VAPOR
e moenda
Vende-se um bom vapor e moenda com pouco
uso ; a ver no-engenho Timb-ass. muito perto
da estacao do mesmo uome ; a tratar na ra ds
mperador n. 48,1* andar.
Cabriolet e victoria
Vende-se um cabriolet e urna victoria em per-
eito estado de conservacao e por preco mdico :
oa cocheira n. 16 ra do Duque de Caxias.
A' Florida
Roa Duque de Caxias n 103
Chama-fe a utteneao das Exmas. familias para
os precos seguintes :
Luvas de seda preta a 1/000 o par.
Ciatos a 1/500.
Luvas de pellica por 2/500.
2 caixas de papel e envelopes 800 rs.
Orampos invisiveis a 60 rs. o masso.
Luvas de seda cor granada a 2/, 2/500 e 3/
o par.
Suspensorios para menino a 500 ra.
dem amer.canos para homem a 3/.
Meras de Escossia para enanca a 240 rs. o par.
Loques de papel com correte al/.
ritas de velludo n. 9 a 600 rs, n. 5 a 400 rs. o
metro.
Lencos de e3euio a 1/500 a dusia.
Albuns de 1/500, 2/, 3/, at 8/.
Ramcs de flores finas a 1/500.
Luvas de Escossia para menina, lisas e borda-
das, a 800 e 1/ o par.
Porta-retrato a 500 n., 1/, 1/500 e 2/.
Pentes de nikel a 600 rs., 700 e 800 rs. um.
Rosetas de brilhantes chimicos a 200 rs. o par.
Guarnices de idem dem a 500 rs.
Anquinhas de 1/t 0, 2/, 2/500 e 3/ urna.
Plisss de 2 a 3 ordens a 400, 500 e 600 rs.
Bicos de cores com 12 jardas e 2 1/2 dedos de
largura a 3/ a peca.
dem com 4 dedos a 4/500 a peca.
Espartilho Boa Figura a 4/500.
dem La Figurine a 5/000.
Bicos de alencoa com 4 e 5 dedos de largura a
2/500 a peca.
dem estreitinhos com 10 metros a 800 e 1/000
a peca.
Pentes para coco com inscripcio.
Para toilet
Sabo de areia a 320 rs. um.
dem pbemeado a 500 is. um.
dem alcatrao a 500 rs.
dem de amendoa a 300 rs.
dem dealfaee a 1/000.
Agua celeste a 2/000.
Agua divina a 1/500.
Agua Florida a 1/000.
Macicos de seda a 100 rs.
Meias brancas para senhora a 3/ a dusia
BARBOSA & SANTOS
Atten^ao
Vende-se urna armacao envidracada e urna dita
ngleza, tres fiteiros, urna vitrina e urna porcao
de formas para sapatos, todo em perfeito estado e
baratos : a tratar a ra da Imperatriz n. 52.
Vende-se
20 partes e os bilhetes em vigessimos de 800 ris
Os premios maiores de 2000000 em cada parte estSo sujeitos ao imposto pro-
X
Tincial de 15'\a e 5r. addicional sobre o referido imposto.
EXTRACTO PELA MACHINA FICHET
Tbehouraria das loteras, 21 de Outnbro do 1886.
Augusto Octaviarlo de Souza,
Thesoureiro.
cm bom estabelecimento de molhados, com arma-
cao toda envidracada ; a tratar na ra Bella nu-
mero 3T.
Vimos eviuvas
Podero ir 4 Graciosa, ra do Crespo n. 7,
que acharo sempre artigos proprios para lato,
taes como :
Leques pretos de papel, setineta e setim.
Voltas, brincos, pulseiras e broches pretos.
Meias pretas, fitas, bicos de linho, 11 e seda
pretos.
Guarnices para camisa de hornera.
Cadeias de fita, retros e metal, pretas.
Meias pretas para criancas.
uarte <* C.
Maduro
Yinlio pnro da uva
O que pode haver de melbor para mesa, em
barris e a retalho : Poces Mendes & C ra
estreita do Rosaot 9.
Vende-se
urnas trras vontade dos compradores, junto a
estacao de Campo Grande, com diversos arvore-
dos de fructo, terreno da barro para edificacao,
com boa agua para beber e preco baratissimo ; a
tratar no mesmo sitio, ou ra larga do Rosario n.
2. Avisa-se que o terreno proprio.
e nonas
Vovldaden do Riooslrao Central. A
roa larga do Rosarlo n. 88
Meias de fio da Escossia, para senhora 1/800
Ditas cruas e brancas, para senhora, rs. 800
Extracto Port'viene 2/000
dem Theodoro 2/000
Boquet. Carlos Gomes 2/000
dem Guarany 2/000
Lid has para machina, rs. 80
Meias, fio de seda 600
Bordados por tsdo o preco.
ExlKtalcao Central
Ra larga do Rosario numero 88
Luz elctrica
Vendc-se um appaielho de illuminscao elctri-
ca, conteodo um dynamo Siemens, machina a
vapor, ama lampada de arco, com intensidade de
2,000 velas, e duas de 1,000 velas cada urna, com
os competentes lampeoes, fios elctricos, soladores
e de mais accessorios, tudo experimentado e em
boas condicoes de cooservaco : a tratar no es-
eriptorio da compaubia do Beberibe, i rus do Im-
pera aor n. 71.
Encontrarlo sempre na Graciosa, ra do Cres-
po n. 7, urna variada collecco de objectos pro-
prios para casamento, como sejam :
Capellas com veos, de 5/ a 25/000.
Gnnsldas de flores de larangeira a 5/ e 6/.
uigas de seda branca a lf e 2/C00.
Luvas de peluca branca paca senhora a 2/500
o par.
Ditas de dita para homem a 3/ o par.
Meias bertas de fio de Escossia para senhora a
/000 o par.
Ditas de seda branca para senhora a 8/000.
Ditas de fio de Escossia, brancas, para homem
al/500.
Leques brancos de setim, de 6/, 10/ e 15/000.
Gravatas brancas de cambraia a 800 rs.
Ditas ditas com laco a 1/000.
Ditas de setim branco a 1/500.
_________Balarte t C.__________
Pechinchas!
Sao a seeulnte me definitiva-
mente nao entrar&o no prximo 8a-
laneo
Admire ni!
Bonito sortimento de mariposas e fustoes, cores
firmes, a 240 e 320 rs. o covado !
Nansoks de cores mimosas a 180, 200 e 320 rs. o
dito!
Linbos escoceses, novidades em padroes, a 200 e
240 rs. o dito .'
Setinetas, as mais finas que tem vindo, a 320 e
360 rs. o dito !
Cretones franceses a 260, 280 e 320 rs. o dito !
Sargelim diagonal, todas as cores, a .J40 rs. o
dito '
Popelinas de cores, a 160 e 340 rs., listras de se-
da, barato!
Lizinhas modernas, a 440 e 500 rs. o dito!
Cachemiras, lindos goBtos, a 600 e 700 rs. o dito !
Renda indiana (imitacao), linda fazenda, a 700 rs.
o dito!
rlanda, delicados desenhos, um metro de largura,
a 800 rs. o dito!
Merinos e cachemiras, pretas e de cores, a 900 rs.,
1/ e 1/200 o dito.'
Setim macao, todas as cores, a 800 e 1/ o dito 1
Veludilho do todas as cores, lisos e bardados, a 1/
e 1/200 o dito !
Casenuras inglesas, de cores, a 1/200 e 1/400 o
dito!
Cberiots, preto e azul, a 2/500, 3/ e 3/500 o
dito)
Casemira diagonal, a 1/800 o dito !
Panno ingles superior, preto e asul, a 2/200 e
4/ o dito !
Pecas de esguilo para casaqninhos, a 4/500 e
**'
dem de superior algodio, a 4/, 20 ds!
dem de madapoloes americanos, a 4/500, 5/ e
6/, 24 ida !
Para as Exmas. noivas, lindss grinaldas e veos,
por 12/ e 15/ !
Ricos cortinados, todo bordado, completo, por
9/!
Lindas guarnices de crochets, cadeiras e sof,
8/1
Superior bramante de algodio, quatro larguras, a
900, 1/ e 1/200 o metro !
Atoalhado bordado a 1/400 e 1/800 o dito !
Pannos de differentes cores para mesa a 600,1/200
e1/600 o covado!
Cobertas de cretones, lindos padroes, a 3/800 e
4/.
Lencoes de bramante (cama de casal) a 2/ um !
Colxas francesas, de cores, a 2/, e 6/ superiores 1
Lencos de cores, lindos desenhos, a 2/ a duna !
Seroulas bordadas, de bramante, a 16/ a dita !
Meias inglesas, brancas e de cores, a 3/200 e 6/
a dita.
Cambraia bordada, branca, a 6/ e 7/, as melhores
que tem vindo!
Sortimento completo de sedinhas de cores, groide-
naples, filos bordados, crep, mantilhas, capas
de la, fichas.
Chamados-Temos pessoal habilitado.
Venda* era (rostoDescontos da praca.
5SRa Duque de Caxias*
Mo U GDia & C.
LEEl
FABRICA DE CIGARROS
DE
MEURON & C.
MEURON & C. partecipam aos fumantes o apreciadores dos seus cigarros,
que es podem encontrar as casas seguintes :
Recife
Meuron & C, ra da Madre de Dcus n. 7.
Charles Pluyn & C, praya do Commercio.
JoSo Martina da Silva, praga do Chaco n. 21.
Jos Pinto da Costa Sobrinbo, ra do Barito do Triumpho n. 35.
Santo Antonio
Jos Joaquim Alves, ra do Barao da Victoria n. 69.
Joao Affonso Torres, ra do Imperador n. 65.
Nunes Pedroza & C, ra da Penha n. 32.
Roa Vista
Joaquim Antonio de Vasconcellos, ra da Aurora n. 81.
Arthur Macea, ra da Aurora n. 85.
Mauoel Lins Ribeiro, ra do Rosario n. 51.
Recife, 20 de Outubro de 1886.
INJECQ0 DE GRIMAULT E C
Preparada com as folhas do ICaoo
Approvada pela Jauta d'gygieao do Rio-de-Janeiro,
Esta injeccao preparada com as folhas do Matico do Per para a cura
da blennorrhagia, adquiri em pouco tempo urna reputacSo universal por
ser a nica innocente, con tendo apenas vestigios de ses adstringentes, que
se encontrao em outras em grande quantidade. Em poucos dias ella acaba
com os corrimentos mais dolorosos e mais rebeldes.
i-
Deposito em Pars, 8, Ru Vivienne, 8
Cada frasco lava a marca de fabrica, a firma e o sello da noema cama.
MORTUARIAS
A loja fie cera fia roa Dup de Gaxlas n. 119 recaen u
aslenlo sortimento e coroas roortoa, desde o pe lia de sim-
ples at ao hf e lis rico, tanto em goi coi ei unalidae.
Collocam-se os dsticos GRATIS a ratade flus compradores.
Quanto a precos desaam toda com-
petencia.
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iwa**fts>ftsM%asV***^^M*a*sv**a*ft****w
ELIXIR &VINH0
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TROUETTE-PERRET
de PAPIS A (Pepsina vegetal)
sao os mais poderosos digestivos conhecidos at agota, para combater as
AFFECQES DO ESTOMAGO: GASTRITES, GASTRALGIAS
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venda as prncipaes Pharmacias Drogaras.
Venda m grosso em Pars :TBODETTE-PERRET, bouleoard Voltaire, 264
Dere-se exigir Sello de Vorerao Francs sobre os Frascos para evitar as ralaiflcaooea.
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dos Intestinos.
Fortalecem a saude das constituepes delicadas, e sao d'um valor incrivel para todas as enfermidades
peculiares ao sexo feminino em todas as edades. Para os meninos assun como tambem pan as
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MliMnHi
s
Diario de PcrnambucoTerfa-feira 26 de Outubro de 1886
4
ASSEMBLEA GERAL



MGWIDO
SESSO IMPERIAL DO ENCERRA-
MENTO DA 1.a SESSO DA 20
ELGISDATURA DA ASSEMBLEA
GERAL.
EM 16 DE OUTUBRO DE 1886
PRESIDENCIA DO SR. CONDE DE BAEPENDY
Ao meio-dia, achando-se reunidos no
paco do aenado os Srs. deputa los e sena-
dores, orara comeadas as seguiotes depu
tacSes :
Para receber S. M. o Imperador, depu-
tados, os Srs. Rodrigo Silva, Candido de
Oliveira, Juao Henriques, Tarquinio de
Souza, Olyrapio Campos, Juvencio de
Aguur, JoSo Manoel, Mattoso Cmara,
Pasaos Miranda, Miranda Ribeiro Sobri
nho, Christiano Luz, Soares, Accioli Fran-
co, Paulino Cbaves, Cunba LeitSo, Gual-
do Rezende, Araujo Pinbo, BarSo de Gua-
hy, Almeida Nogueira e Silva Tavares;
senadores, os Srs. Correia, Fausto de Agui-
ar, Luiz Carlos, Escragnolle Taunay, F.
Octaviano e S.lveira Martina.
Para receber S. M. a Imperatriz, de-
putados, os Srs. Araripe, Portella, Alves
de Araujo e Freir de Carvalho; senado-
res, os Srs. Visconde de Paranagu e Li-
ma Duarte.
Para receber SS. AA. a Princeza Im-
perial e seu augusto esposo, deputados,
Barao de Canind, LeitSo da Cunba, Por-
tugal e Alvaro Caminba ; senadores, Hen-
rique d'Avila e Christiano Ottoni.
A' 1 hora da tarde, annunciando-se a
chegada de SS. MM. e A A. Imperiaes,
sahirara as deputaccfes a recebel-os por-
ta do edificio, e, entrando S. M. o Impe-
rador no salSo, ahi foi recebido pelos Srs.
presidente e secretarios, os quaes, reuni-
dos aos membros da respectiva deputacilo,
acompanharain o mesmo augusto senbor
at o throno.
Logo que S. M. o Imperador tomou as-
iento e mande u assentarm-se os Srs. de
putados 9 senadores, leu a seguinte.
FaLLA
a Augustos e dignissiuios Srs. represen-
tantes da nacr.o:
Ao encerrar a presente sessao legisla-
tiva a praztme comraunicar-vos queem to
das as provincias do Imperio conservou-se
inalterada a tranquilidade publica.
Continuamos a manter com as poten-
cias estrangeiras relacoes de boa intelli-
amizade.
Agradeco-vos os recursos com que do-
rastes o governo para o melhoramento do
nosso estado financeiro.
Se nSo pudestes, apezar do vosso zelo
e assiduidade, attender a todos os assumptos
indicados pelo governo, confio que serao
alies resolvidos na prozima sessSo, com a
sabedoria qu preside aos vossos traba-
Ihos.
Augustos e dignissimos Srs. represen-
tantes da nacao, regressando s vossas
provincias, esiou certo de;que continuareis
a empregar vossos esforcos para que se
fortifique cada vez mais no animo dos nos-
sos concidadaos o respeito conatituicSo e
sleis
Est oncerrada a 1.a sessSo da 20*
legislatura. D. Pedro II, Imperador cons-
titucional e defensor perpetuo do Brasil.
Terminado este acto, retiraram se SS.
MM. Imperiaes o SS. A A. a Princeza Im-
perial e seu augusto esposo, com o mesmo
ceremonial com que foram reoebidos, e
inmediatamente o Sr. presidente levantou
a
A questao foi outraprincipiou, como
eu disse na cmara dos Srs. depucados,
por urna censura ao governo por ter inter-
pretado mal a lei.
O Sr. Silveira da Motta : Nesse pento.
O Sr. Barao de Cotegipe : A questao
se accentuou anda mais com as emendas
do nubre senador, em que pretendan de-
monstrar qua o governo havia faltado
lealdade deizando de interpretar, confor-
me a opiniSo de S. Ezc, a lei de 28 de
St-tembro de 1885.
Oeclarei que nao podia aceitar jeine-
Ibante votacSo, que era urna censura acre
ao governo, censura que me faria retirar
ministerio se acaso o senado pudesse fazer
e desfazer situaeoVs.
Eis aqui qual foi o ponto em que me
firmei na cmara dos Srs. deputados e
entao a questao nSo outra senSo de con-
fianza, saber se o governo obrou ou nao
lealmente. A cmara declarou que o go-
verno bavia procedido lealmente, confir-
mando assim o que j bavia dito na res-
posta falla do throno.
Por conseguate eu l nSo fui gmente
propor a questao de ezistencia ou nSo do
ministerio, fui propor urna questao que de-
cidida fortificava o ministerio, e por certo
esta nao podia ser outra senSo a questao
de confianca.
Diz o nobre senador: por esta forma
os amigos que votariam commigo foram
obrigados por poltica a votar contra.
Em prioieiro 'ugar vio o nobre senador
que alguna amigos do ministerio separa-
ram-se delle no modo de apreciar a inter-
pretacSo que o governo deu ; outros fa
riam o mesmo se a questao viesse a lurae
como os nobres senadores queriam.
Separada ella do orcamento, eu faria
disto questao, porquanto j teoho declara-
do por mais de urna vea que nSo concorda-
re! na reforma desta lei.
Portanto, iniciem a reforma dando urna
interpretcao contraria, e usarei da mes-
mu iranqueza com que agora me pronun-
cio ; os amigos que acompanharam o go
verno uesta questao entenderam que elle
havia ezecutado a lei como devia.
lato nao os priva de votar no futuro
medidas complementares ou suppriraindo
quaesquer disposicSas da mesma lei. E'
qu.-8tao que ha de ser resolvida no futuro
e na qual reservo a minha liberdade.
Dadas estas ezplicacoes, Sr. presidente,
creio que a deliberacSo que tiver de to-
mar a assembla geral, em vez de preju-
dicar ao governo, ha de fortifical-os e
isto o que esp-ro, porquanto, governos
fracos, vivendo da tolerancia, do certo o
que nao posso admittir.
O Sr. Alfonso Celso :Isto que ha-
bilidade de torcer a questao.
DISCURSOS PRONUNCIADOS NA SES
SAO DE 7 DE OUTUBRO DE 1886
(FSAO)
O Sr. Barao de Cotegipe (pre
aidente do conseibo) : O honrado senador
bastante perspicaz para encarar a ques-
tao por outro ponto Je vista e debilitar
a forca que adquiri o governo por urna
votacao da.cmara dos Srs. deputados,
que ser augmentada por urna votacao em
assembla geral.
A questao, senhores, nao cirou-se ao
ponto prin ipal indicado pelo honrado se
nador, isto se devia recahir a votacSo
sobre a uiminuico do prazo em que tem
de ficar eztincta a escravidSo, e se a cor-
te devia, para os effeitos da lei, ser sepa-
rada da provincia do Rio de Janeiro.
FOLHETIH
DE
EMMA SOSA
POR
2AVISB SE 2MTEF.H
conim;Q ss bislo
i i:ontinuaco do n. 244)
XXI
- Ab I miaba cara senhon, replicou
vivamente o ez-noascate, nSo tem que me
agradecer, porque trabalhando para a se-
nhora, trabalhava tambem por minha cori-
ta 1 Gosto de pagar as minhas dividas O
tratante f-z c m que eu fosse ragaiolado
em seu lugar e quasi me fez guillotinar.
Quero pagar-lhe cora juros. Dia vira ; mas
eu bera sei qua ia ficar por l. A agua es-
tava tao fra que eu fiquei duro e a prin-
cipio nao pude nadar. Alrn disso o meu
lerimeoto doia como o diabo. Mas em-
fim e8cpui e guiado e pingando consegu
correr at J uvill-, onde deram-me um
quarto em urna hospedara. Eu bata os
^ueixos de fri. Metti-me na cama, de-
oaizo de tres cobertores, man ei fabricar
urna tij<-la ue viuho ferven lo com bastante
assucar, que beb como urna esponja. Foi
isto que me poz direito t Esta manhS um
medico da tena foi pensar meu braco I Elle
disse que nao era nada.
Tinha-se enzugad a minha r upa.
Vesta-a, p.rt para Pariz e aqui estou
prompto para tornar a apaahar o meu pa-
tfie !
O Sr. lia ro de Cotegipe (presi
dente do cop.selho)j: Movimento de atten
cao :Sr. presidente, paece-me que gran
ae parte do discurso do nobre senador que
acaba de fallar tinha cabimento na reu-
niSo da assembla geral.
O Sr. Fernandes da Cunha : -Apoiado.
Esta questao est deslocada e continua
deslocada at agora.
O Sr. Barita de Cotegipe :Mas o final
do raes.no discurso descobre a razSo por
que o honrado membro assim se adiantou.
Diz elle : Estando de ante-mSo conhe-
cida qual ha de ser a decisSo da assem-
bla geral, nao querendo eu ver o meu
voto abafado por urna maioria que vera
votar urna questao de confianca poltica...
O Sr. Saraiva: Que nSo discuta.
O Sr. Barao de Cotegipe... abstenho-
me de comparecer.
Eu j receio proferir qualquer palavra
que possa descontentar nobre senador,
porque S. Ezc. que se considera preveni-
do, mostrase anda mais prevenido.
O nobre senador prega urna doutrina
que a meu ver inconstitucional; S. Ezc.
nao tem o direito de o fazer : o seu dever
comparecer, dar as razoes, ou essas que
deu ou outras, para convencer a assem
bla geral, e quando cao a convenga ao
menos fiquem nos nossos Annaes os seus
argumentos e protestos. Mas, se acontecer
que o principio do nobre senador pegue
considerem-se as consequencias para as
nossas instituico's. O nobre senador con
cede cmara a fusSo, mas retira-se
isto pratica com um ramo do poder le-
gislativo tSo respeitavel quanto possa sor
Mad nao de nada disso que se trata.
Como vai a menina Emma Rosa ?
Cega I est cega respondeu Ange-
la chorando.
Coitadinha. Eu bem re:eiava que a
cousa ia acabar assim Que desgraca
Santo Deua, que desgraca!
E com a manga, Osear enzugon os olhos
mol hados.
O juiz de instrueco tomou:
- A menina Emma Rosa disse-me que
lbe tinha entregado urna carta que lhe ea-
creverara para attrahil a armadilha em
que teria perecido se nSo fosse vocc.
A carta, sm, Sr. juiz. A menina
confou-me a carta, realmente.
Onde est ella ?
Nessa cora rao ia, respondeu Osear, in-
dicando u u movel. Sophia, abre a gaveta
de cima e toma esse pedaco de papel den-
tro de um enveloppe que est era cima das
minhas quairo camisas.
Sophia obedeceu lugo e entregou a carta
ao Sr. de Gevrey, q> e a abri e leu, em-
quanto Osear vendo o mogo de recados,
que tinha se conservado um pouco afasta-
do, ezclamou, mei* f liando, meio cantan-
do :
Olha, ahi est Matheus I Como vais,
minha velha ? Olha, ahi est Matheus.
Como vais, meu velho ?
Menos m>l, Sr. Rigault, responden o
hornera assim interpellado.
E, continuou Osear, voc veio, como
d va, meu caro, buscar a gratificacio pro-
mettida.
- Vinha para isso, verdade, mas ago-
r. recuso.
Qual I porque ?
Porque o seohor apanhou aquillo que
eu podia muito bem ter apanhado em seu
logar e acho que sou eu quem lhe deve
voltar alguma cousa.
Voc, meu velho, um bom rapaz,
mas o promettido devido. Devo-lbe du-
zentos francos que minha mana vai ter o
prazer de lhe dar. Se recusar ficaremos
zangados.
Sopaia abra a sua bolsa.
Osear continuou :
E lembre-se, que se tornar a avistar
o senado urna desuortezia, e faz-lha in-
juria. ..
O Sr. Correia: N3o ae pode reunir a
assembla geral porque ha necessidado de
metade mais um de seus membros.
O Sr. Saraiva :Tem maioria.
O Sr. Bario de Cotegipe : Nao maio-
ria das cmaras. A opiniSo do nobre se-
nador parece indicar que assim procede-
rain todos os seus amigos
O Sr. Correia :NSo possivel.
O Sr. BarSo de Cotegipe :Eu conta-
va que fosse o Ilustre senador por S. Pau-
lo quem tiz-sse esta declaracSo ; no cun-
ta va que fosse o nobre senador.
E' verrtade como pode dizer S. Ezc
que a minha perspicacia para deslocar a
questlo ainda desta vez se manfesta. Re-
fli'-t-, porra, o nobre senador e ver que,
se alguem desloeou a questSo, foi S. Evc.
Nao se trata senao de saber se deve ou
nao ser concedida a fusilo ; nSo se trata de
combater ou justificar as emendas, e o no-
bro senador principiou ab ovo, deseavol
vendo a origem, a marcha e os resultados
da votacao nesta questao: o cantabo de
que falla Horacio.
Ora, por maior que snja o respeito, a
eonsideracHo que presto ao nobre senador,
S. Ezc. me ha de permitir que eu tam-
bem possa pensar por mim, sem ter naces
sidade de recorrer s luzes de S. Ezc.
para interpretar as lea. Todas as consi-
deracoes ou observaco-'s do nobre senador
sao ezactas. S. Ezc reclamou, raani-
festou a sua atencSo, fallou, escreveu, etc.
Sim, sonhor... mas o que nao admitto a
paridade entre a lei de eleicoes e a lei do
elemento servil.
A lei de eleiuoes punha a distribuico
dos districtos em raaos do governo e era de
alguma forma collocar nellas a sorte das
eleicSes. Se o governo nao fosse leal, co-
mo reconheco que o nobre senador foi, po-
da cortar, augmentar distribuir os collegios
dos districtos segundo lhe parecesse, e as-
sim servir a urna parcialidade e dahi pro-
vir urna eleicao na apparencia livre. Para
que a eleico' fosse livre tambem eu con
corr votando a lei, e se o nobre senador
reconhece este servico, por lealdade nao
devia oceultar que o actual presidenta do
conselhojfoi, comoj disse aqui, umCyrineu
de S. Ezc.
O Sr. Fernandes da Cunha : Sem o
auzilio dos conservadores, a lei nSo passa-
ria.
O Sr. BarSo de Cotegipe :As nossas
opiniUes estavam accordes, tinhamos os
meamos intuitos ; nao seria, pois, leal se o
nobre senador abusasse da co-participac3o
que obteve de grande parte do partido con-
servador.
O mesmo succede com a lei de que se
trata ? E' verdade que nao acompanhei a
discussao da mesma lei em todos os seus
pormenores, nao soube nem intervim na
transaccSo em que uns e outros cederam
na cmara dos deputados para chegar-se a
um accordo, que em todo o caso era con
veniente para os fins que o nobre senador
e aquelles que acompanhavam tinham em
vista.
O Sr. Silveira da Motta : Desnatura-
ran! a lei.
O Sr. Barao de Cotegipe: Mas, snho
res, mister nao lancar a culpa sobre a-
qualles que contribuirn] para essa lei e
sem os quaes ella co teria paseado.
O Sr. Silveira da Motta : Era melbor
pue nSo tivesse passado.
O Sr. BarSo de Cotegipe : Entao pro
ponha a revogago.
O Sr. Silveira da Motta: Corao passou
era melbor que nao tivesse passado.
O Sr. BarSo de cotegipe: Se ezacto
que nao passaria sem nossa accordo, tam
bem certo que o nobre senador no seu
projecto havia proposto um systema que
levava a escravidSo alera do aeculo ac-
tual.- .
O Sr. Saraiva : Nao, senhor ; inex-
acto.
O Sr. BarSo de Cotegipe : Ella acaba-
ra em 1902 ou 190>. Perdoe-nre V. Ez.
nSo se irrite ; parece que tenho o condSo
de fazer o nobre senador irritar-se. (Riso).
O Sr. Presidente : -AttencSo !
O Sr. Saraiva:V. Ezc. est dizendo
urna inezactidSo, preciso que eu recla-
me.
O Sr. BarSo de Cotegipe :NSo ha tal
inezactidSo, est em seu projecto.
O Sr. Saraiva: -NSo est tal.
O Sr. BarSo de Cotegipe :Compareca
V. Ezc fusSo, nSo fique em casa, e
aqui discutiremos.
O Sr. Saraiva : NSo venho, nSo.
O Sr. BarSo de Cotegipe : -Pois bem ;
levava-se a escravidSo alm -*o secuto ; ora,
reduzndo-se por accordo do partido que
represento esse espaco de te rapo, devendo
ella acabar no mximo em 13 annos, isto
, antes ou cora o fim do seculo, natu-
ral suppor que esta transaccSo fra feita
pelo nbre senador...
O Sr Saraiva : -E a diminuicSo do im-
posto no primero anno?
O Sr. BarSo de Cotegipe : O nobre se-
nador aceitou a transacjSo e deizou seu
trabalho em meio ; retirou se nSo sei por
que .
O Sr. Saraiva : Quera que me cierno-
rasse para me botarem abaizo ?
O Sr. BarSo de Cotegipe : Queria que
deizasse mais esto marco de sua gloria,
que nSo deizasse a sua obra em meio, e
nao procurasse agora, com as interpr.-ta-
c3es que lhe d, lancar a censura sobre
aquolles que ezecutaram a lei.
(Continua).
o tal sujeito, preciso, mais do que nunca,
seguil-o I
NSo ha perigo que eu falte, Sr. Ri-
gault. NSo o largarei mais e se houver
tiros de revolver, tanto peior. Tratarei de
nSo os esperar. Logo que reconhecer o
tratante, eu o farei prender. O que vale
a pena apanhar, vale a pena conservar.
Tem razSo, meu amigo, disse o Sr.
de Gevrey Se o acaso o fiz;r avistar
esse grande grande criminoso, chamo poli-
ciaes para o agarrar'-ra pela gola.
O mogo de recados pro me t te u, cumpri
meutou a todos, apertou a raao de Osear
e retiron-se possuidor de ra.ia dez luizca
do que quando entrera.
O senhor que vai fazor ? perguntou
Angela ao juiz de instruccSo, nao a sivel que esse homem es;ape justica, se
o senhor tem a prova de que elle est em
Pariz e nao procuia occulUr se.
NSo ha de escapar, minha senhora,
pode ficar certa disso. Vou dar ordem pa-
ra que se duplique de vigilancia.
De que tem 'em servido a vigilancia
policial at agora ? murmurou a hervana-
ria com amargor. Lembre-se disto: se
dentro em treze dias o verdadeiro culpado
nSo for preso, terei de voltar prisSo n de
separar-me da minha filha c-ga, que nSo
pode prescindir de mim. Lembre-se disso,
senhor, que ha de ser horrivel I
Sei, minha senhora, mas te-nos treze
das ainda : e, repito, tenha eaperanca |
Agora precisamos tratar de Erama
Rosa, disse o Sr. de Ro lyl a Angela. Ella
ir compartir o aposento que a senhora oc-
cupa na minha casa.
Irei para onde quizerem, comtanto
que v com minha mSi, accrescentou a me-
nina.
NSo ha de deizal a mais, minha que-
rida. Ha de ficar com ella ; e todos quan-
to estima e a estimara podero ir visit E eu serei um delle, minha senho-
ra, disse Osear Rigault. Somos conheci
dos de fresco, mas agora snto que nSo po-
derei esquecer-me da senhora e pela se
nhora eu era capaz de atirar-me no togo
ou nagua, assim como all pela mana.
que
ezpe-
0AMARA DOS DEPUTADOS
4ESSA0 EM 13 DE OUTUBRO DE
1886
PRESIDENCIA DO SS. GOMES DE CASTRO
1. VICE-PRESIDENTE
Ao meio-dia comeca a mamada,
termina ao meio-dia e dez minutos.
Abre-se a sessSo.
E' lida e approvadaa acta da sessSo an-
terior.
O Sr. 1." secretario d conta do
pente.
Teve a 2a leitura o projeito do Sr. Af-
fonso Celso Jnior, alteraodo o regulamen-
to da lei de 28 de Saterabro de 18>.
O Sr. Affraso Celso Juuor pede a pala-
vra para presentar um requerimento.
Vem mesa, hdo, apoiado, entra em
discussSo e e adiado por pedir a palavra o
Sr. Thomaz Coeiho o seguinte requer
ment :
Requeiro que, por intermedio do mi-
nisterio da justica, se solicite do go/erno
o seguinte :
informac) ;s acerca do pro;esso da
liberdade intentado em Campos pelo afri-
cano Ivo, importado depois da lei de 7 de
Novembro de 1831, o qual, nSo obstante
baver lhe dado curador e depositario o juiz
municipal Jo termo, foi preso illegalmente
pelo supplente do delegado de polica do
referida bcalidade.
Copia dos telegrammas trocados a res-
peito do assu rapto entre o chefe de polica
da provincia e os mencionados juiz muni-
cipal e supplente do delegado.
< Sala das sasses, 13 da Outubro de
1886. -Alonso Celso Jnior. >
E' lida e appravada sem discussSo a
redaccSo final do projecto de lei que fiza
a despeza geral do imperio para o ezerci-
cio de 1886-1887.
Entra em discussSo a redac ,ao final do
projecto sobre o crime de damno e incen-
dio, preceden lo a discussSo do requeri-
mento de adiamento do Sr. Candido de
Oliveira.
O Sr. Coeiho Rodrigues (Io secretario),
n3o pode deizar de tomar em considera-
9S0 algumas observabas do Sr. Candido
de Oliveira sobre a redaccSo em discussSo
E' verdade que foram feitas algumas alte-
rares no autographo, mas essas foram de
pura redaccSo e em nada alteram o que
foi votado.
Da tas estas ezplicacSes a cmara resol-
ver.
Nioguem mais pedindo a palavra en
cerra ia a discussSo do requerimento, que
posto a votos rejeitado.
Continua a d'scussSo da redaccSo do
projecto.
Ninguem mais pedindo a palavra en
cerrada a discussSo.
Procedendn-se a votacSo, approvada a
redaccSo.
O Sr. Presidente diz que se vai otficiar
ao Sr. ministro do imperio pediado dia e
hora para urna deputacSo da cmara apre-
sentar a S. M. o Imperador os autogra-
phos dos projectos de leis fizando a despe-
za e oreando a receita do imperio no exer
cicio de 1886-1887 ; e nomea para essa
deput.cSo os Srs. Barao de Guaby, Elias
de Albuquerque, Mattoso Cmara, Louren-
90 de Albuquerque, Christiano Luz, Torres
fortugal e L itao da Cunha.
O Sr. Coeiho Rodrigues (Io secretario),
tendo de passar fra da corte a maior par-
te se nSo todas as ferias parlamentares,
pede dispensa do cargo de Io secretario.
Consultada a cmara, nega por unanimi-
dade de votos a dispensa psdida.
O Sr. JoS) Penido v que na escola de
mediiina ha mais seis preparatorios e deso-
ja saber se a l*i tm eflvito retroactivo, se
os estudantas matriculados tem de prestar
esses ezarae8. Faz ver a anorraalidade na
ordem o brigada dos preparatorios, quando
um estudante pode estar preparado em um
e nSo em outro, que tem de fazer antes
daquelle.
Comprimenta o nobre ministro da guer-
ra e ao mesmo tempo d-lhe pezames.
Comprimenta-o por estar terminada a ques-
tSo militar e d lhe pezames porque S.
Ezc. capitulou e redeu se com armas e
bagagem. Nao pode estygmatisar os mi-
litares, que usarara do direito sagrado da
deieza, que nipguem lhes pode contestar.
O Sr. Canto faz algumas consideragoes
sobro o decreto de 2 do corrente relativo
a exames preparatorio, combatendo algu-
mas las suas disposicSes 5 e pergunta se
a quarentena imposta aos navios infeccio-
nados de cholera-mprbus estende-se s
provincias do norte, f
0R6M DO DIA
Entra em 3a discussSo o projecto n. 87
A, deste anno, revogando o art. 60 do c-
digo criminal (pena de agites).
O Sr. Lourenco de Albuquerque indaga
qual a forca que converteu em apoio todas
as opposi^oas a este projecto. Como ex-
plicar o tacto ? A pena de acoites foi es
tabelecida sob a regencia. A lei foi im-
posta pela necessidade.
Est certo de que se este projecto tives-
se sido apresentado pelo ministerio Jautas
ou pelo ministerio Saraiva, o partido da
ordem o teria estigmatisadu.
Agora surge o projecto no senado e
aceito pelo Sr. ministro da justica, nSo sa-
bendo o orador se da maioria, ,se- do go-
Obrigada, meu amigo, disse Emma
Rosa. A sua mSo.
O ex-raas -ate tomou na sua manopla
urna das mSosinbas da menina, levou-a de-
licadamente aos labios e na ponta dos de-
dos deizou cahir urna lagrima.
XXII
O Sr. substituto, disse LeSo Leroyer,
permiti que emitta a minha opinio ?
Falle, meu amigo, replicou Fernan-
do de Ro'iyl.
O moco tomou :
Parece-me impossi^el que essa ce-
gueira que ao.'orara-utcu a menina Emma
Rosa, de modo tac fulminante, S'-ja inou-
ravel. Em Pariz ha muito* homens de ta-
lento, cujo mrito indiscutivel, especia-
listas cuja hebilidade apregoada. O se
nhor nSo pensa, como eu que a primeira
cousa a fazer seria consultar um desees
principes da scien :ia? Alguns d'entre ellas,
pelo menos, conseguem, segundo se diz,
com as suas operacSes, resultados milagro-
sos.
Eu tambem peesei nisso, disse viva-
menta o substituto. Hoje mesmo vou pro-
curar um medico oculista capaz de curar
esta querida menina. E' preciso que quan-
do a eollocarem em presenta do assassino
de Jayrae Bernier, do miseravel que uuas
vicies quiz assassinal-a' ella possa reconhe-
cel o e dizer nos :E' elle !
O Sr. de Gerey ioterveio.
- Assi'guro liies que a menina Emma
Rosa ha de sarar, disse elle.
Como 1 perguntou o substituto.
Iremos procurar o mais hbil de to-
dos, aquell* que s-.m opr^cSo, quando os
seus collegas raais sabios declaravaui a cu-
rli irapoBsivel, resti uio a vista minha.
mSi.
Quem esse homem ? perguntou
Fernando de Rodyl.
O Dr. Augelo Proli.
Esse nomo nSo rae desconhecioo,
murmurou L'-o,
E' oonhecido em todo Pariz, conti-
nuou o Sr. de Gevrey. Angelo Proli
nao somente urna das glorias da scieacia
jecto, do qual o abolicionismo ha de tirar o
maior partido possivel.
O projecto do governo que o nico
responsavel pelas sais consequencia3
Nioguem mais pedindo a palavra en-
cerrarla a discussSo.
Posto a votos o projecto approvado.
Contina a discussSo nica do parecer
n 141 da coramissSo especial encarrega-
da de examinar a denuncia contra o ez-
rainistro da agricultura, conselheiro Carnei-
ro da Rocha.
Ninguem pedindo a palavra encerrada
a discussao.
Posto a votos, verificase pela chamada
nSo baver numero para votar.
O Sr. Alfonso Celso Jnior
(pela ordem) diz que pedio a palavra para
accentuar que a maioria ausenton-se quan-
do se tinha de votar o parecer que julgava
improcedente a denuncia contra o ez-mi-
nistro Carneiro da R raba e sendo este o
ultimo dia de sessSo, vSo se passar sete
mezes sem urna deliberacSo que durante
esse tempo ficar sem reparacSo.
Contina a discussSo nica do projecto
n. 50, deste anno autorisando a jubilacSo
do professor de latim do seminario da Ba-
bia, monsenhor Manoel dos Santos Pereira.
O Mr. Beltro faz suas as palavras
do Sr. Affonso Celso Jnior e nota o aco-
damento com que se retirou em massa a
maioria, desde que se- annunciou a vota-
cSo do parecer sobre a denuncia.
Analysa depois o parecer da commissSo
concedendo aposentadoria ao monsenhor
Santos Pereira, e diz que embora reconhe-
9a que elle est enfermo comtudo pelos
proprios documentos que apresentou se ve-
rifica que nSo tem elle os 25 annos exigi-
dos para a aposentadoria, completndose
este prazo em Dezembro e nao havendo
portanto inconveniente em demorar a vota-
cSo do parecer para a sessilo do anno se-
guinte.
Ninguem mais pedindo a palavra en-
cerrada a discussSo, ficando adiada a vo-
tacao.
Entram successivamente em discussSo,
que encerrada, es seguintes projectos,
verno, e admirando-se de que o governo
nada tenha dito a respeito na cmara dos
depu'alos, quando o paiz tem necessidaie
de ouvir a palavra do governo. ,
Pergunta se o governo acha conveniente
o proejeto e se tem forc bastante para ga-
rantir a vida e a propriedade dos fazen-
deros. Quer saber o pensamento do go-
verno sobre o projecto e se este corre por
sua conta, porque depois nSo quer ouvir
desculpas.
NSo querendo embarazar a passagem do
projecto, mas s esclarecer-so, pede a al-
gura dos ministros presentes que informe
se o projecto do governo ou nSo.
Se este passar a presen tara um projecto
abolindo o castigo corporal na armada, por
que nSo v razSo para homens livres este
jara sujeitos a urna pena que nSo pode ser
applicada a escravos.
O Sr. Antonio Prado (ministro
da agricultura) nao tomara a palavra para
dar a opiniSo do governo sobre este pro-
jecto, se nSo fosse a interpellacSo do nobre
deputado o Sr. Lourenco de Albuquerque.
O projecto nSo do governo. O Sr. mi-
nistro da justica apresentou a idea e a per-
gunta do nobre deputado ociosa visto o
apoio que o governo tem lhe dado.
O projecto nSo tem o alcance que se lhe
quer dar e s tem por fim abolir a appli-
cacao judicial da pena de acoites ; em na-
da altera o rgimen dos estabelecimentos
agrcolas. O rgimen da escravidSo est
modificado no Brazil e este projecto acora-
panha essa modificacSo. Se o governo
presta o seu apoio ao projecto porque
est convencido de que nSo tem o alcance
que se lhe empresta. A sua necessidade
tem sido demonstrada.
O Sr. Loarenco de Albaquer-
que diz que perguntou se o governo ti-
nha forca sufficiente para restabelecer a
ordem, se o projecto produzisse consequen-
cias imprevistas. A esse respeito o nobre
ministro nada disse.
Agora sube que o projecto do governo
que o julga necessario, com quanto no se-
nado. O orador votara com mais prazer
o projecto do Sr. Dantas, limitando a es-
cravidSo a cinco anuos, do que esta pro-
moterna, mas um gentleman na eztensSo
da palavra. NSo se pode ser nem mais
cavalh. iro, nem mais distincto. Sou-lhe
profundamente reconhecido e honro-me de
ser seu amigo.
O senhor nos levar casa delle o
mais breve possivel, nSo assim tornou o
substituto.
AraanbS mesmo, se quizerem.
Est dito, amanhS.
Pois bem, vSo buscar-me'em minha
casa e iremos casa de saule que ella di-
rige, porque est a testa de um estabeleci-
mento de grande importancia, fundado pelo
celebre oculista polaco Grisky, que o es-
colheu para seu su-cessor. A fama desta
casa s tem crescio depois que elle a di-
rige,
A que hora devemos ir ?
histejam era minha casa, ra de
Rennes, s duas horas. Agora tratam da
menina Emma Rosa. Em volta para o
palacio tenho de mandar chamar o chefe
de aeguranca para conversar com elle.
O Sr. de G ;vrt-y voltou-se para o mas-
cate e disse-lbe :
Osear Rig4ult, decididamente, voc
um bom rapaz. D me a sua raSo.
Com muito prazer, Sr. juiz | ezcla-
mou o irraSo d 1 Sophia, ap-rundo a mSo
do magistrado. Entre nos, que ninguem
nos uve, nSo foi uio mudar o senbor ue
opiaiSo a ni'-u reapeiv> Pois b"m I soe.e
gue, ainda ha dr mudar outra vez, porqu-
garanto-lhe que Bibi ainda nao disse a ul-
tima palavra sobre este negocio I Bibi sou
eu I
EutSo, at logo.
- Estamos entendidos, Sr. juiz, at
logo.
Permitta, minha senhora, que lhe fe-
licito tambem, accrescentou o Sr. de Ge-
vrey, dirigindo se a S'iphia. A senhora deu
provade rauita -oragern e dedicacSo. Eu
nao o esque eri.
A irraS de Oocar Rigault fez ao magis-
trado uraa mesura um tonto irnica.
Eil-o agora a fazer-se de bom I p-n
sou ella, mordendoos labios para nSo rir.
Qu presumido, meus amigos I que presu-
mido.
cuja votacao adiada por falta de numero
DiscussSo nica do projecto n. 36 desta
anne *bre a lei provincial do Para, que
extingui a comarca de Marojo e creou a
de Mauan.
2.a discussSo do projecto n. 49 deste
anno sobre o uso da armas prohibidas.
DiscussSo nica do projecto n. 69 deste
anno sobre a lei de orcamento provincial
do Maranho.
Discussao nica do parecer da commis-
sSo de policia, reformando a secretaria com
a seguinte emenda :
- Depois da palavra director accrescen-
te-se: um sub-director com o ordenado de
3:000*000 e a gratficacSo de 1:2006000
e em vez de tres primeiros officiaes, dga-
se dous.Carlos Castrioto.Miranda Ri-
beiro.Carlos Peixoto.Henrique Salles,
Cesario Alvim.Mascarenhas.
(Conltmi'a).
VARIEDADES
Prora real
A' J*"*
Ha muito que soifrer, muito te amando,
senhora minha I a lucta me convida :
eu n'ella empenbarei minh'alma e vida,
si a luz de teu olbar me for guiando.
Em quanto o coracSo me for pulsando
nSo te bao de roubar-me, nSo, querida l
faz-se mifter luctar que desabrida
vae do destino a forca me arrastando..
Salva me tu I si um livre coracSo
senteB bater no peto immaculado,
marcando d'este amor a vibracSo ;
serei mais que feliz, teroi chegado
ao sublime de minha aspiracao,
sendo por ti querido o sendo amado.
J. DUARTE FlLHO.
O juiz de iostru3c3o retirou-se.
Vou deizal-a e acompanhar minha
mSi, disse Erama Rosa a Sophia. Nunca
me esquecerei do que a senhora fez por
mim; mas tambem nSo esqueca que pre-
metteu ir visitar-me.
Ab minha queridinha, nSo esquece-
rei !
Ha de ir todos os dias ?
Sim, todos os dias.
E ha de levar seu irmSo ?
Eu me levarei a mim mesmo, minha
senhora, replicou o ez-mascate, e nao ha
perigo de eu faltar! mais fcil ir de ca-
beca para baizo e ps para o ar do que dei-
xar de ir !
Angela tornou a agradecer e abragou
com toda a efiusSo de urna alma raconhe-
cida os dous salvadores da sua filha, de-
pois sahio da casa da ra Gungaud, sus-
tendo Emma Rosa pelo braco.
O substituto, LeSo Leroyer e Renato
Dharville as acompanharam.
Ant-s de sabir o ultimo, disse ao ouvido
de Sophia estas palavras :
At logo, nSo assim ?
A ir.i.S de Osear responden por um
ap-rto de raSo o olbar cheio de pr ra es-
sas.
Venham commigo, meus amigos, dis-
se o Sr. de Rodyl aos mocos, terei neces-
sidade da sua presenca.
Renato e LeSo inclinaram-se e sem for-
mular neahuma pergunta, tornara ra um
carro que sigui aquelle em que estavam
Fernan/io, Angela e Emma Rosa.
Os dous carros foram para a ra Bona-
parte.
Quando chegaram ao seu destino, o sub-
st tuto :.jutiu A mSi e a filha a apearem-
8e e lvi.u->-s nSo para o aposento alugado
por Aag U| mas para o seu proprio apo-
sento e intro 'uzio-as no seu gabinete de
trabalho, depois de fazer aignal aos dous .
mocos par. qua as acompanhassem.
Queirara sentar ae, disse-lhes elle.
Ang lu iuatallou Emma Rosa em um ca-
n--p e sentou-se a seu lado.
f
V.
1
*
l
>'
(Continuarse ha.)
Typ. do Diario roa Duque de Guias

t
KM.........


Full Text
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