Diario de Pernambuco

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Material Information

Title:
Diario de Pernambuco
Physical Description:
Newspaper
Language:
Portuguese
Publication Date:

Subjects

Genre:
newspaper   ( marcgt )
newspaper   ( sobekcm )
Spatial Coverage:
Brazil -- Pernambuco -- Recife
Brazil -- Pernambuco -- Recife

Notes

Abstract:
The Diario de Pernambuco is acknowledged as the oldest newspaper in circulation in Latin America (see : Larousse cultural ; p. 263). The issues from 1825-1923 offer insights into early Brazilian commerce, social affairs, politics, family life, slavery, and such. Published in the port of Recife, the Diario contains numerous announcements of maritime movements, crop production, legal affairs, and cultural matters. The 19th century includes reporting on the rise of Brazilian nationalism as the Empire gave way to the earliest expressions of the Brazilian republic. The 1910s and 1920s are years of economic and artistic change, with surging exports of sugar and coffee pushing revenues and allowing for rapid expansions of infrastructure, popular expression, and national politics.
Funding:
Funding for the digitization of Diario de Pernambuco provided by LAMP (formerly known as the Latin American Microform Project), which is coordinated by the Center for Research Libraries (CRL), Global Resources Network.
Dates or Sequential Designation:
Began with Number 1, November 7, 1825.
Numbering Peculiarities:
Numbering irregularities exist and early issues are continuously paginated.

Record Information

Source Institution:
University of Florida
Holding Location:
UF Latin American Collections
Rights Management:
Applicable rights reserved.
Resource Identifier:
aleph - 002044160
notis - AKN2060
oclc - 45907853
System ID:
AA00011611:18965


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Full Text
ilfHG Lili UDMBO 245

i

IMSlA A tkl'IAL l LH..IHM 0\lt. \A WK PAtil PORTE
Por tres mezes aaiantados .
Por seis ditos idem. '.....
Por um anuo dem.....-,
dada numero avuiso, do mesmo dia.
65000
12,5000
240000
0100
DIARIO DE
flOlilGO 24 DI PUMO flB 11186 "~
PARA DEXTHO E PORA DA PROVINCIA
Por seis meses adianUdos......... ..... 130500
Por nove ditos idem................ 200000
Por um armo dem................ 270OUP
Cada Humero avuiso, de das anteriores........... 01OQ
RNAMBUGO
J)r0pri*i>ai>e te Jttatwel /tgurira He -tarta i Jillps
___ ?
Os Sra. Amede Prlnce C
de Paria, sao 09 nossos agentes
exclusivos de anamuioi e pu-
blictcdes da Franca e logia-
tei
Os Sra. Wasbiirne II rrmanss,
de \ett-Vork. Bread Way n.
200, sSo os oossos agentes ex*
elusivos de annuucios nos Es-
tados-Unidos.
TELEGRAMAS
s:s:::: :::,::::::: so ::l
RIO DE JANEIRO, 23 de Outubro, i
3 horas e 50 minutos da tarde. (Recebido
s 5 horas e 30 minutos, pelo cabo subma-
rino).
KinlBrrarnoi boje no pasjneit na-
cional on depalsdoi gerae* Dn. Ma-
nee-I Por 1 >lla Torren Portugal
para Pcrnambui o.
Megnein amanba no paquete In-
stes o depntado geral ir. Ju vneto
de t'uiar e o Dr. Virgilio Colno,
rom igual destino.
RIO DE JANEIRO, 23 de Outubro, s 6
horas e 13 minutos da tarde. (Recebido
s 7 horas e 15 minutos da noite, pelo cabo
submarino).
Fallecis boje, aqu, o deiembar-
gador ro principio que um degro de urna certa largura
de pis deve ser menas elevado que um degro cuja
largura seja menor.
Est em uso dar a um degro 0m,30 de piso e
0m,13 de altara; entretanto pira as cacada* mais
vulgares d-se ao degro 0m,25 a 0m,27 de piso e
Oro, 16 de altura.
O segundo principio, quanto s dimensoes,
qu a altara deve invarinvelmente ser a mesma
para todos os degrios de urna escuda.
o S quando se nao posta tazer outra cousa,
que se deve dar sos degros altura superior a
0m,19.
As escadas de caracol fazem experimentar urna
fadiga especial dependente nao s do esf..reo mus-
cular, mas tambem do movimento helicoidal a que
obligam quem as sobe, manifestando-so perturba-
coes cerebraes o vertigens.
Quando ha um pequeo espaco para a collocaco
de urna escada de servico ordinario, o que obriga
a fasel-a de degros muito altos, se for construida
pelo modo ordinario, pode recorrer se a um systema
de construccao simples e pelo qual a escada se torna
suave de subir. Divide-se a sua largura em tres
partes (duas iguaes, as dos extremas, -deinndo a
de mei mais larga); marcam-se depois os degros
na parte media ao modo ordinario ; e em seguida
collocam se as partes lateraes outros degros ao
roeio dos intervallos dos da escada' central D'este
modo a sabida, que se execaU pondo am dos ps
nos degros de ama das escadas lateraes e o outro
nos da do mio, iaz-se com pouca fad'ga.
(Contina)
JARTE OFFIClfl!.
INSTRDCCiO POPULAR
HIGIENE DAHBTAgiO
(Extrahido)
DA BIBLIOTHBCA DO POVO E DAS ESCOLAS
Generalidades, sobre eenatrnecnea
{Coutinuarao)
CAPITULO V
PAREDES
As manilhas que se empregarem no interior das
paredes par. formarem chamices de ventilaco, ou
para conduzirem as aguas das chuvas, podero
ser de barro bem cosido, vidradas interna e exter-
namente, e com as juntas feitas com cimento ; mas
as manilhas destina las aos exgottos das babitsces
s devem ser de grez ou de ferro fundido enverni
sado, tendo as juntas feitas com cimento se os canos
forem verticaes, ou comchumbo fundido, se as jun-
tas iorem em encanamentos quasi horzontaes e de
ferro.
PAVIMENTOS
O melhor pavimento para urna casa sob o ponto
de vista byg pouco porosa e ao abrigo das fermentacoes.
Amigamente empregavam-se em Portugul, as
cons'rucc ;& mnitas uiadeirasdo Brasil que satis-
faziam p.-rfeitameute s condices apontadas ;
hoje. porun, a nao ser em edificacoes de luxo, os
sobrados sao feitas de pinho casquinha ou pitch-
jrine. Estes ltimos parecem nos os melhores por
absorvejem pouca humidade.
Temo-nos r ferido aos pavimentos que te apoiam
sobre o vigau'-nto ; emqjanto aos que assentam
directamente sobre o slo, parecem-nes bons os de
asphalto ou i>) formados com argamassas bydrau-
lcas.' Ero algumas trras do Alemtejo o pavimen-
to das casis ao res do chao, que sao quasi todas,
formado de urna maasa denominada formigao que
parece pref rivel ao Udrilho ordinario. Um dos
defeitos deste ultimo occ .sionar urna grande
quantidade de p pelo Unto, mas o ladrilho per-
feitamenta liso e sem-vitrificado forneceria um pa-
vimento em muito soffriveis condices.
Na Allemanha usam pintar a oleo os sobradas
de madeira; urna medida til, porque a pintura
dimmae consideravelmente a porosidadeda madeira.
O pavimento em melhu-es condices nao deve
ser cobertonem por esteiras nem por tapetes ; mas
quando o fr, devem aquellas ou estes ser levanta-
dos trequentes veaes para a casa se lavar, e bati-
dos n ssa occassio.
TECTOS
Os tectos devem ser da maior simp'icidade, evi-
tando-se que apresentem muitos accidentes de or
namentaco, os qaaes nao aervem seno para obstar
a urna ventilaco completa, retendo os miasmas cas
differentes cavidades que a presentam.
Os gessos dio, verdade, am bello aspecto aos
tectos; mas por meio da pintara podem fiugir-se
relevos, concillando assim o luxo com a bygiene.
ESCADAS
E' na construccao das escadas que ltimamente
se manifesta entre pos um certo adiantameuto na
arte de construir, a qual no resto (diga-se a verda
de) est bem atrazada, principalmente sob o ponto
de vista sanitario.
As escadas teem urna parte importante na salu-
bridade da casa ; devem ser ampias, bem Huma-
nadas, de fcil ventilacao, e disj ostas por mod >
que proporcionem urna aseensao p A amplido da escada permitte-lbe ter i o seu
cixo um espag vasio, por <>nde desea a luz que
vier da clars-boia, e por onde suba a crreme de
arqnente para sabir pelos ventiladores d'essa cla-
ra-boia. Satisfeita a primeira coadicio, fcil aa-
tisfazer as duas seguintes ; resta-nos a questas da
fadiga.
Para que a escada seja p jucd fatigant deve ter
urna inclioacao moderada, ser cuitada por pata-
mares e ter degros largos e pouco elevados.
Quando os degros sao altos, c movimento de
subir dificulta o m- enanismo respiratorio e produz
urna certa taita de ar, mesmo nos individuos de
saude normal.
Foussagrives considera como commodas as esca-
das eujos degros tiverem mens de0in,l6 dealtu.
ra. Uroa escada nestas condices, quando o seu
primeiro lance tiver 18 degros, apresentar o pri-
meiro patamar a roen s de 3 metros do slo.
Dauiel Eam.- no seu livro L'architecturc et la
contlniction pratiques diz o seguinte :
lia alguna principios geraea que se applicam
indistinctamente a todas asjescadan, qaaesquer que
pjstn os materiaes de que f rem feitas. O priroci-
Soveruo da provincia
EXPEDIENTE DO DIA 12 Di OUTOBBO DE 1886
Actos :
O vice-presidente da provincia, em execucao
da lei o. 2395 de 10 de Setembro de 1873, resolve
nomear Antonio lavares de Oliveira e Mello para
o posto de Alfe/es da 5* comp tnhia do 47 bata-
Iho de intantaria do servico activo da guarda
nacional da comarca de Itamb, vago por nao ter
solicitado patente dentro do praso legal, Chris-
piano Jos de Albuquerque.Communicou-se ao
respectivo comm andan te superior.
O vicepresidente .a provincia, em execu-
cao da lei n. 2395, de 10 de Setembro de 1873,
resolve nomear Antonio de Arruda Cmara para
o posto de tenente da 3a companhia do 42" bata-
Iho de infantaria do servico activo da guarda
nacional da comarca de Qoyanna, em substitu-
cao de Floriauo Mureira da C'Sta, que nao sulici-
tou a espectiva patente no prazo legal. Com-
municou-se ao respectivo commandante superior.
O vicepresidente da provincia, em execu-
cao da lei n. 2395, de 10 de Setembro del8i3,
resolve nomear Francisco de Araujo Lima para o
posto de capito da 4> companhia da 12* seceo
da reserva da guarda uaonal da comarca ae
Itamb, Visto nao ter solicitad' a respectiva pa-
tente uo prazo legal Joo Al ves Camello Pessoa
de Lyra.Communicou-se ao respectivo comman-
dante superior.
O vice presidente da provincia, attendendo
ao que requeren o 3* escripturario da Tbesoura-
na de Fasenda, Jos Monteiro Pessoa, e tendo
em vista a inforuncio de 4 de Setambra ultimo,
u. 642, da mesma Thesouraria, resolve conceder
tres meses de licenca, coro vencimentos, na forma
da lei, afim de tractar de sua saude no centro da
provincia.
O vice-presidente da provincia, attendendo
ao que requeren Lisbella de Albuuuerque Mello,
proressora da cadeira de ensino primario da fre-
guezia da Boa-Vista, resolve prorogar por mais
30 das, com ordenado, a licenca ltimamente con-
cedida peticionaria para tractar de sua saude
onde Ihe convier.
O vice-presideute da provincia, attendendo
ao que requeren Marianna da Silva Jesns, pro-
fessura da cadeira de eusino primario de Catuama,
e tendo em vista a i'itormacao n. 323, dt 28 de
Setembro fiado, do iuspector geral da nstrneco
Public rosolve conceder-lhe 30 dia de licenca,
com ordenado, para tractar de sua saude.
Officios :
Ao inspector da Thesouraria de Fazenda.
Remetto a V. S., para os fins c invenientes, as in-
clusas notas do gaz consumido no mez de Setem-
bro lindo, com a illuminacao dos quarteis do 2 e
14' batalhes de intautaria, da companhia de ca-
valiaria e na enfermara militar, e b m assim a
informaco prestada, por copia, do engeuheiro
encarregado das obras militares, de hontem data-
da, sob n. 64, relativa ao mesmo coasumo.
Ao mesm >.Becommendo a V. S. que man-
de entregar ao thesoureiro da lie jart icio das
Obras Publicas Provinciaes, Pedro Jorge da Silva
Ramos, por couta do crdito concedid i pela or-
dem do Thesouru Naeonal de 21 de Julho ultimo,
n. 152, a quantia de 5.000*000, afim de occorrer
ao pagamento de detpezas com as obras do ed fi-
cto do palacio desta presideoc a. Communicou-
se ao engeuheiro chefe da Kepamcio das Obras
Publicas.
Ao mesmo.Declaro a V. 8., para os fins
convenientes, que o Ministerio da Agricultura,
Commercio e Obras Publicas, segn o i aviso de
30 de Setembro ultimo, sob n. 18, iudefeno o re-
querimeuto com que Oiogo So-tres Carneiro de
Albuquerque, presidente da junta classicadora
de escravos, do municipio de Po d'Alho, recorre
da multa impusta por esta presidencia, por ter
deixado de reunir a mesma junta no dia 14 de
Juuho, como determinui.
Ao mesmo. Kemetto a V S., para os fias
conveui- utes, copia do aviso sob n. i9, de 5 do
cor rente, no qual o Exin Sr. ministro da agricul-
tura, commercio e obras pub icas, dando solucao
ao que expoz essa insp-ctori na otficio de 18 de
Junbo ultime, s.b n 419, decidi que pelj juiz de
air. to da comarca de Jaboat deve ser rectifica-
do administrativamente o equivoco que se deu
quanto a terem sido declarados li vi-es alguns es-
cravos que aiuJa nao attingiram i Jado de 60
annos. mediante a exuibico das matriculas que o
certifiquem da verdade.
Ao director interino do presidio de Fernan-
do de Noronha. Faca Vise, entregar Compa-
nhia Pernambucana de navegayo costeira. o cas-
co da barca italiana Luigi-a V, naufragada uese
presidio, e bem assim os perteuces que tenbam si
do salvos ultimam, nie, viato pert.-licorero hoje ,
mesma companhia, c ntorroe os documento que
xhibio.Comrouuicoa se ao respectivo comroau-
dante d Companhia Pernambucana.
.o juiz de di eito interino presidente da jun-
ta revisora de alirtaro-uto da coroar a de Bem-
Jarduu.Oeclaro a Vmc, em resposta ao seu ot-
ficio de 6 do c m ut que, determinando o regu-
lamento n. 5881, de 27 de r\w- reiro de 1875, nos
arla. 27 e 't, a poca da reuma da* juntas revi
soras, para o fien indicad > no art. 29, uio se faz
preciso que esta presideuuia marque uovo da pa-
ra a mesma reuuio, cjnforme solicita no citado
offici.i.
Uutroaim, ainda que algumas juntos de paro-
chia ni. tenh.m concluido seus trbalom, nao
lato mot-vo para que as juntos revisoras deixem
de fuQCcionnr na poca legal; devendo as mesroas
juntas, proporca > qu-fuieiu recebendo os alista-
memos das parocbas que se retardaran!, proceder
a sua apurado, aviso do Ministerio da Guerra,
de 11 de outubro de 1875, dirigido presidencia
da provincia da Babia.
Ao juiz de diieito da com-rea de Jauoatao.
tieraelto a Vmc-, para os fies convenientes, co-
pia do aviso, sol n. 19, de 6 do corrate, no qusl
o Exro. Sr. ministro da agricultura, commercio e
obras publicas, daodo cuutidcimeuto do assumpto
obre o que iufrroou csse juiui ni otficio de 1 de
Julho ultimo*, decidi que deve ser/^or Vmc. recti-
ficado administrativamente o equwico que se deu
quanto o haverem sido declarados livres alguns
escravos que ainda nao tinhaoi attingido idade
de 60 annos, mediante a exbibicao das matriculas,
que o certifiquen! da verd
Portara : /
A' Cmara Municipal do Recife.Recom-
mendo Cmara Muaictpal do Recite que foroeca
a esta presidencia a noln solicitada no officio junto
por copia, a que se refere o do inspector do Tbe-
souro Provincial de l/ do correte, n. 178, sobre
gado abatido no matadouro da Cabanga em Aff-
gados, Uraca. Arraial, Varzea e S. Lmirenco, du-
rante o tempo indicado no alludido officio.
O Sr. agente da Companhia Brasiloira faca
ti ansportar corte, por conta do Ministerio da
Marinba, no vapor Baha, esperado do norte, um
escaler de doze remos com 8m,540 de comprimento,
1982 de bocea e 0,762 Je pontal, conforme solicita
o inspector do Arsenal de Mariana, em officio n.
523, de hontem datado.Communicou-se ao res-
pectivo inspector do Arsenal de Marioha.
EXPEDIENTE DO 8ECBETABIO
Officios :
Por esla secretaria se commuoica ao Sr.
Diogo Soares Carneiro de Albuquerque, presidente
da junta classificadora de escravos do muuicipio
de Pao d'Alho, que, segundo o aviso do Ministerio
da Agricultura, Commercio e Obras Publicas, sob
n. 18, de 30 de Setembro ultimo, foi indeierido o
requerissento em que recorren da multa imposta
pela presidencia desta provincia por ter deixado
de reuni ra mesma junta no dia 14 de Junho deste
anno.
Ao inspector da Thesouraria de Fazenda.
O Exm. Sr. vice-presidente da provincia manda re-
metter a V. S. a inclusa ordem do Ministerio da
Guerra de 4 do corrente.
Ao commandante do corpo de polica.De
ordem de S. Exc. o Sr. vice-presidente da provin-
cia, commuuico a V. S. que, no seo officio de 11
do correte, n. 880, relativo a abono de ajuda de
custo ao alferes Joaguim Servulo Vieira da Paz,
que foi removido do destacment de Pao d'Alho
para o de Nazareth, foi proferido o despacho se-
guinte: Remettido ao Sr. iuspector do Th-souro
Provincial para mandar effectuar o pagamento so-
licitado.
Ao agente da Companhia Brasileira.S.
Exc o sr. vice-presidente da provincia ficou in-
teirado pelo officio de hontem, de que o vapor /'.-
pinto-Santo, entrado s 6 horas da manha, dos
portos do sul, seguir para os do norte hoje, s 4
horas da (arde. .
EXPEDIENTE DO DIA 13 DE OUTU8B0
Actos :
O vice-presidente da provincia, attendendo
ao que requeren o Dr. Jos Julio Fernandes Bar-
ros, ajudaute do inspector da sade do porto e
tendo em vista a informaco prestada pelo ins-
pector da Thesouraria de Fazenda, em officio n.
706, de 6 do corrente, resolve abrir sob sua res-
ponsabilidade nos termos do decreto n, 2,884, do
1 de Fevereiro de 1862, um crdito da importan-
cia de 186*664, sendo 17*777 pertencente ao
exercicio de 1885-1886 e J68J887 ao de 1886-1887
a verba Eveutuaes > do Ministerio do Imperio,
afim de occorrer oo pagamento da gratificado a
que tem dimito o mesmo ajudante por ha ver snbs
titmdo ao inspector interino de bygiene desta pro-
vincia, Dr. Pedro de Athayde Lobo Moscoso, que
se acha na corte a servico publico, durante o pe-
riodo decorrido do 23 de Junho a 16 de Setembro
fiado.Remetten se copia ao inspector da The-
souraria de Fazenda.
O vice-pres'dente da provincia, attendendo
ao que solicitou por officio de 21 de Sstembro an-
do, o coronel Joaqnim Barbosa de Souza Ferraz,
commandante su jerior da guarda nacional das co
marcas de Tacarate Floresta, resolve conceda r-
lhe licenca por um anuo para tratar de sus sade.
O vice-presidente da provincia, attendendo
ao que requeren Jos Paulino da Silva Filh3, pro-
fessor da cadeira de ensine primario de jpotinga,
e tendo em vista a informacan do inspector geral
da instraccao publica, sob n. 309, de 16 de Se-
tembro fiado e o parecer da junta medica provin-
cial, resolve prorogar por tres meces com ordena-
da licenca ltimamente concedida ao peticiona-
rio para tratar de sua sade onde lhe convier.
O vice presidente da provincia, attendendo
ao que requereu Leobina de Barros Lias e Silva,
profeisora da cadeira de ensino primario de Cruz
das Almas e tendo em vista a informacao do ins
pector geral da instrucc&o publica, sob n. 327, de
4 do corrente, resolve conceder a peticionaria dous
mezes de licenca com ordenado para tratar de sua
sade onde lhe convier.
O vicepresidente da provincia, attendendo
ao que requeren o bacharel Urbano Mamede de
Almeida, fiel do thesoureiro do Con.ulai > Provin-
cial, e tendo em vista o attestado medico exhib
do e as informacpeg constantes do officio n. 193
de hontem datado do inspector do Th- sjuro, re-
solve conceder ao peticionario tres mezeg de li-
cenca com ordenado na forma da lei, para tratar
de sua sade onde lhe convier.
O vice-presidente da provincia, de confore
midade com a participaco do eogenbeiro chef-
da Reparticao das Obras Publicas, em officio n.
175, de 4 do corrente, resal ve iropor a companhia
Santa Tberesa as multas de que tratam a clau
ula 17 do contracto de 4 de Julho de 1870 e art.
18 do regulameu to de 12 de Agosto de 183, por
terem sido encontrados no decurso do mez de Se-
tembro ultimo na illuminacao publica da cidade
de liuda 63 lamptdes apagados e 108 de luz
amortecidaRemettea-se copia ao inspector do
Tbesoaro Provincial, a cmara municipal de Olin-
da e a Reparticao das ;bras Publicas.
Officios :
4o presidente da provincia do Rio Grande
lo Norte.Declaro a V^ Exc- para os fins conve-
uientes, que vista do sen officio n. 201, de 1 do
corrente, autonse o director do Arsenal de Guer-
ra a mandar satisfacer os pedidos de fardamento
para os officiaes de que trata o officio d'easa pre -
sidencia ie 13 de Agosto ultimo, sob n. 184.
Ao des' mbargador Joaquim da Costa Bar-
radas, sresideute da orovincia do Para Pelo ot-
ficio de 6 do corrente tico inteirado de haver V.
Exc. n'aqui lia data prestado juramento e assumi
do o exercicio do cargj de presidente dessa pro-
vincia. Aprsente a V. Exc. os meus protestos de
estima e cousiderac. 10.
Ao inspector do Arsenal de Marinha.De-
claro a V. Exc, em resposta ao sen officio n. 513,
de 8 do crrente, que uesta data me dirijo ao Dr.
chefe de polica e a cmara municipal desta capi-
tal no sentido de que trata o citado officio.
Ao commandante das armas.De conformi-
dad com o aviso do Min do correte, antoriso V. Exc. a nomear na torma
das iuslrucecs publicadas na ordem do dia n.
1,800. de 25 de Janeiro do 1884, urna commisso
para, vista di termo de exaine a que procedeu
em diversos artigos existentes na fortaleza dos
Remedios e forte de Santo Antonio a commisso
ltimamente uoroeada para esse firo pelo ex-direc-
tor do presidio de Fernando de Noronha, dar em
cousuro i os objectos que forem jufgados ittservi-
veis, tecolhendo-se ao Arseual de Guerra os que
aiuda estiverem < m condices de ser apioveita-
dos, se as oiHciua-. do referido piesidio nao p >
derein ser concertados ou a despesa dos meamos
concertos corresponder ao custo de uovos.
Outiosim. conforme determina o citado aviso,
declaro a V. Exc. para os fins eeuvenieut-s, que
a artiluaria em mo estado, mencionada n reluci
anuexa ao termo de exaine aichivado na secreta-
ria do presidio deve ser eneanteirada e conser
vada naquellas fortifi^aco s at ulterior delibura-
cio do governo imperial.
A* provedor da Santa Casa de Mis incordia
do Recife. -A' vista do que V. Exc solicita em
officio n. 87, do l" do corrente tcez, aatoriso de
acord com o art. 70 do compromisse dessa San-
ta Casa a abertura de um crdito a verba an-
nos fiados do exercico vigente na importancia
total de 81:090*249 pela forma indicada no pre-
dito officio.
Ao Dr. chefe de polica.A' vista do exposto
no officio do inspector do Arsenal de Marinha, de
8 do corrente, sob n. 513, recommendo a V. S. a
expedirs de terminantes ordens no sentido de
eessar o abuso de concertarem Carrocas no caes do
Ramos-
Ao Dr. Thomaz Garcez Paranhos Montenegro
Por conveniencia do servico publico rogo aV. S-
que se sirva de dispensar dos trabalhos da actual
sesao de jury o official de gabinete desta presi-
dencia oacharel Jos Novaes de Souza Carvalho.
Ao mesmo -Rogo a V. S. que se sirva dis-
pensar dos trabalho da actual sessao do jury o pro-
fessor e secretario da Escola Normal, bacharel
Ayres de Albuquerque Gama, pela grande falta
que faz ao servico, visto approximar-se a epocha
dos exames des alumnos da referida escola.
Ao inspector da Thesouraria de Fazenda.
Communico a V. S. para os fins convenientes, que
a 11 do corrente mez, segundo consta do incluso
officio por copia, o bacharel Francisco da Cunha
Castello Branco assumio o exercico do cargo de
juiz de direito da comarca de Bom Jardm.
Ao mesmoCommunico a V. S. para os fins
conventos e em solueco do seu officio n 709, de
6 do corrente, que no requerimento do empregado
do presidio de Fernando de Noronha, Joaquina Pin-
to de Almeida Jnior profer hoje o seguinte des-
pacho : i indeferido, vista do disposto no art.
13 do regulamento annexo ao decreto n. 9356.
Comraumcou-se ao director do presidio de Fernan-
do de Noronha.
Ao mesmo.Declaro a v'. S. para os fins con-
venientes, que vista do officio junto por copia,
do presidente do Rio Grande do Norte,de 1 do cor-
rente, sob n. 201 autorisei o director do Arsenal
de Guerra a mandar satisfazer os inclusos pedidos
tambem por copia, de artigos de fardamento, que,
para seu uso, fazem o capito honorario do exerci-
to, Manoel Lourenco da Silva, commandante da
fortaleza dos-Santos Res Magos o alferes tambem
honorario, Galdino Jos da Silva, residente naquel-
la provincia.
O fardamento do capito importa em 98*504 e
do alferes em 95*066 segundo os orcameatos or-
ganisados no. Ai seal de Guerra.
y Ao mesmo.O Ministerio da Guerra, em
aviso de 28 de Setembro de fiudo, d cla.anio ter
indeferido o requerimento em que Antonio Gon-
calves de Azeve l pedio ser indemnisado, de ac-
cordo com a tabella fizada pela lei de 28 de Se tem
bro do anno prximo passado, do valor de seu es-
cravo Flix que com o nome de Manoel Flix de
Almeida, se acha com pmca no exercito, por isso
que bavendo sido a reclamaco iniciada e julgada
em epocha anterior, nao pode a lei citada, ter effei
to retroativo, recommenda que, vista dos inclusos
papis relativos ao assumpto, seja procedido ao
arbitramento judicial do valor d'aquelle escravo,
como foi determinado por aviso de 17 de Julho de
1884.
O que communico a V. S. para seu conhecimen-
to e uevides effeitos.
Ao mesmo.Communico a V. S., paraos fins
convenientes, que o Ministerio da Mariana, em
aviso de 25 de Setembro findo, d- clara ter na
mesma data confirmado o telegramma que passou
ao inspector do Arsenal de Maiinba, autorisando
os concertos necessarios na base que abateu, oode
assentava a caldeira do apparelho niotor da ofi-
cina de machinas do referido arsonal, nao devendo
a despezaexcedei de quinbentos mil ris. A con-
cesso do crdito, que ser attendido na verba
obrasdo exercico de 188687, ficar para de
poi* de conbecidoa os gastos que realmente houve-
rem sido feitos.
Ao director do Arsenal de Guerra.De con-
formidade com o aviso do Ministerio da Guerra,
de 28 de Setembro findo, mande Vmc. desligar da
companhia de aprendices artfices d esse arsenal
e entregar a seus pas on tutores, os menores Joo
Alves Nunes e Joo Calariastro da Silva Gomes,
vista do resultado das inspecces a que foram snb-
mettidos a 4 do mesmo mez.
Ao mesmo.A' vista do exposto no officio da
presidencia do Rio Grande do Norte, de 1 do cor-
rente, sob n. 201 e de accordo com os orcamentos
que acompanharam o officio d'essa directora, de
20 de Setembro findo, sob n. 585, antoriso Vmc a
mandar satisfazer os inclusos pedidos de artigos
de fardamento, que, para seu uso fazem o capito
honorario do exercito, Manoel Lourenco da Silva,
commandante da Fortaleza dos Santos liis Ma-
gos e alferes tambem honorario do exercito Gal-
dino Jos da Silva, residente naquella provin-
cia.
Ao mesmo.Constanda de participaco da
intendencia da guerra, de 4 do corrente terem
sido embarcados no vapor Etpirito-Sato, che-
gado do su,l trece caixoes contendo medicamen-
tos e mais artigos pharmaceuticoa destinados s
pharmacias militares desta provincia e do pre-
sidio je Fernando de Noronha, assim o declaro a
Vmc para os fins conveaientes.
Ao 1 promotor publico da comarca do Re-
cife.Transmiti a Vmc. o incluso officio do ins-
pector interiuo da Thesouraria de Fasenda de boje
datado acompanbado de nove documentos, por
copia, afim de ser formada a culpa contra o the-
soureiro daquella reparticao, hachan I Eduardo de
Barros Falco de Laceria e a quem mais de di-
reito fr, pelo extravio da quantia de 793:145*387
dos cofres a cargo do mesmo thesoureiro.
Ao engeuheiro chefe da reparticao das Obras
PublicasApprovo o orcamento na importan, i a
de 824*0 0, aprese atada por Vmc. com officio de 8
de Setembro fiado, sob n. 168, para os reparos do
quartel do corpo de polica, e autoriso-o a mandar
ex. cutai-os por adroiniotrac>, para o que nesta
data expego ordem au Tbe.-ou o Provincial afim
de ser entregue ao thesoureiro deas reparticao a
devida quantia, descontados os 10 % do beneficio.
Remetteu-se copia ao inspector do Thesouro
Provincial e cororouncou se ao commandante do
corpo de polica.
Ao mesmo.Approvo a arremata?!' feit
p ir Gamillo Lins do Amaral Arago, de q ie trata
o officio de Vmc. de 30 de Setembro fiado, sob n.
173, para exeeuco ds reparos de 750 uir'ros cor-
reates do empedraineut > da estrada da Victoria,
na cidade de Jaboato, com o aba.e de 31 % 80
ore o orcameato de 3:877*500, e antoriso o tbe-
s..uro Proviucial a lavrar o coutrat > definitivo.
Remetteu se copia ao inspector do Tbeaouro Pro-
vincial.
Ao engeuheiro fiscal da estrada de ferro do
Kacife ao S. Fraucisco.Declaro a Vmc, em res-
posta ao officio de 9 do convute, sob u. 96. que
ordenei que o servico de policiam mto da eslaco
central des.-a vu-ferrea, seja feito d'hor em dian-
ronba.Providencie Vmc, para que veuba a esta
capital o empregado Joaquim Pinto de A'meida
Jnior, afim de depr no pmcesso de responsabili-
da te, instaurado contra o brigadeiro Francisco
Joaquim Pereira LobJ, segundo requisifou o Dr.
juiz de dire:to do 1 districto criminal.Commu-
nicou-se ao Dr. juiz de direito.
Ao Dr. juic de direito da comarca de Bom-
Jardim. Coavm que VuiC. iaforme circumstsn-
ciada e minuciosamente a respeto dos inclusos
papis relativos a varias oceurrencas que teem
dado ltimamente nessa comarca.
Ao Dr. juiz de direito interino da comarca
de Iguarassu'.Sciente do assumpto do officio de
38 de Setembro findo, declaro lhe que a Vmc. ca-
be nomear pessoa id nea para exercer temporaria-
mente o cargo de promotor publico, nao podeudo
esta presidencia aceitar as raz5-s que Vmc. apre-
aent'ju para escusar-se ao cumprimento de sen de-
ver.
A' commisso sgenciadora do productos para
a exposico Sul Americana em Berlim Dando
cumprimento ao aviso do Exm. Sr. ministro da
agricultura, commercio e obras publicas, de 30 de
Setembro ultimo, sob n. 238, agradeco em nome
do governo imperial, a Vv. Ss., na qualidade de
meinbros da commisso encarregada por esta pre
sidenc a de agenciar nesta provincia os productos
que bao de figurar na exposico Sul Americana,
em Berlim, o valioso servico que assim hio res-
tado ao estado.
Portaras:
A' vista do expasto no officio do inspector do
Arsenal de Marinha, de 8 do corrente sob n. 513,
recommendo Cmara Municipal do Recife a ex
pedico de te: minantes ordens no sentido de ees-
sar o abuso de concertarem se carrocas no caes
do Ramos.
I ate irado do assumpto do officio n. 47, de 6
do corrente mez, recommendo Cmara Municipal
do Recife qie sempre que houver de realisar qual-
quer pagamento ao Banco do Brasil o faca cons-
tar a esta presidencia.
Declaro Cmara Municipal do Recife em
resposta ao seu officio n. 48, de 6 d> corrente mez,
que poder ter lugar a substituico das apolices
d'< flanea dos contractantes Ol reir Castro & C.
contanto que o seja immediatamente, por outras
geraes ou pravinciaes e nao mameipaes vista da
clausula 6' do referido contracto.
Declaro Cmara Municipal de Mun-cea
que mediante as coudicoes constantes de seu offi-
cio de 1 do corrente, antoriso o arrendamento de
urna casa para o paco dessa municipalidade por
10* mensaes.
Ao vice-presidente da Cmara Municipal de
Gamelleira.Nao pode ser approvada a delibera-
cio constante do officio de 3 do corrente, porquan-
to a Vmc falta competencia para nomear agentes
cobradores de impostes.
Cumpre por isso que Vmc, quanto antes, faca
reunir a Cmara a quem cabe resolver sobre o
melhor meio de proceder-ae arrecaiaca de im-
postos.
Acabo de providenciar para que cesse a inter-
venco illegal das autoridades policiaes na cobran-
za dos im. os tos, a ser exacto o que consta do seu
predito officio.
EXPEDIENTE DO SECRETaBIO
Officios :
Ao Sr. director da 3. directora da secreta
ra de estado dos negocios do imperio.De ordem
do Exm. Sr. vice-presideute da provincia, devolvo
a V. S. o requerimento de Diogo Augusto Fer
nandes com as informaedes juntas em original
prestadas a respeto, a 7 e 11 do corrente mez,
pelo Dr. chefe de polica e pelo presidente da Jun-
ta Commercial do Recite.
Assim respondo ao seu officio 3,966 de 13 de
Se embro findo.
Ao Dr. Francisco D mingues da Silva J-
nior. De ordem de Exm. Sr. vice presidente da
provincia, communico a V. S., psra os fius conve-
nientes, que acha-se nesta secretaria urna porta-
ra do governo imperial nomeando-j para um dos
lugares de membro de inspector de bygiene desta
provincia.
Ao director interino do presidio de Fernan-
do de Noronha.S. Exc o Sr. vice-presidente da
provincia manda communicar a V. S-, ter autori-
sado o brigadeiro commandante das armas no
mear urna commisso para dar em consumo os ob-
yectos julgados inserviveis pela commisso de exa-
ine nomeada pelo ex-director desee presidio, de
que trata a relaco que acompanhou o officio de
22 de Marco ultimo, sob n. 83.
Ao commandante do corpo de polica. O
Exm. Sr. vice-presidente da provincia manda com-
municar a V. S., que nesta data profiri o seguin -
te despacho no seu officio n. 846 de 4 do corren'e,
relativo ao abono de vencimento, a contar de 1
deste mez a 30 de Novembro vindonro e de ajuda
de cu.-ta a que tem direito o ulreres desse corpo
Porfirio Pope Giro, que destacen para Bonito.
Remettido ao Sr. inspector do The ouro Provin-
cial para attender.
Ao Sr. agente da Companhia Brasileira.
S. Exc oSr. vice-presidente da provincia ficou in-
teirado pelo officio de h Je de que o vapor Baha,
entrado s 6 horas da manha, dos portos do nor-
te, seguir para os do sul amanba s 4 horas da
tarde.
Ao Dr. juiz de direito de Flores.8. Exc. o
Sr. vice-presidente da provincia manda declarar
a V. a. que nao pode ser satisteita a requisico
constante do seu officio do 1 de Setembro fiada,
pele motivos ei pus toa pelo Dr. chefe de polica no
officio aqui junto por copia n. 953 de 30 do refe-
rido mea.
Ao commandante da guarda nacional das
c marcas i< Tacarat e Flores. De ordem do
Exm. Sr. vice presidente da provincia c immuuico
a V. S. que, ,or portara de hoj foi-lhe concedi-
da a liceuca por am anuo p ra tratar ue sua sade,
conforme solicitou por officio de 21 de Setembro,
devendo V. S. mandar procurar uesta secretaria
a dita portara.
-*
DESPACHOS DA PRESIDENCIA DO DIA 22 DE
OUTUBBO DE 1886.
Antonio Siinoes de Alm-i la. Informe
de novo o >r. inspector do Theaouro Pro-
vincial, tendo em vista o otfi -u juuto.
Anaizo assiga >d >s <1h m-g. flautea de
madeira nesta oiiade. Iulefrilo.
Coinmissao administradora do reuolhi-
inento de Nossa S ati ira da Conc-ico la
oidado de Olmda. Infirme o Sr. iuspe-
ctor do Th-nuro Provin ial.
Candida Mari da (onceic&o. Remet-
tido ao Sr. inspector interino da Thesou
da guarda cvica na occasiao daslraria de Fazenda para os fins convenientes.
te por pracas
negadas e partidas dos trena.
Aa mesmo.O Exm. Sr. ministro da agri-
cultura, commercio e obras publicas approvou, por
aviso de 1 do corrate, sob a. 15, a prop-ieta feita
pela superintendencia dessa estrada de ferro, de
que trata o officio de Vmc de 16 de Agosto ulti-
mo, sob a. 74, para ser empregada ao servico pu-
blico mediante a taxa de 500 ris por cada pesa-
gem, e sero mais responsabilidade para a respec-
tiva companhia, ale.in das que lhe tenham sido im-
posta pelos regulamentos em vigor, as cobrancas
existentes ua estaco de Cinco Pontos, de pesar
wagoes carregados.
Ao inspector de hy^iene publica.Sirva-se
Vmc. de informar, conforme exige o Ministerio do
Imperio, quaes ss despezas necessarias, afim de
que so pessa efectuar com regulaiidade o servico
do expediente dessa inspectora.
Ao director do presidiq de Fernando de No-
TVneate Francisco Evaristo de Souza.
A p*tiyao de que trata o supplicante
vai ser encaminhada ao governo com offi-
cio da Thesouraria de Fasenda de 21 do
corrente, n. 229.
Fielden Brothers. Tendo autor sado o
pagamento da importancia relativa ao con-
sumo de gaz na Enfermara Militar acabo
de solicitar do governo a concessao de ere-
dito para o pagamento do restante.
Frandsca Alves dos Santos. Sim, me-
diante recibo.
Joo Puta Viraes. Como requer.
Joaquim Mariano Borges. Remettido
o Sr. Dr. jais do direito da comarca de
Timbaba para prestar ao pedido, a
sideracSo que merecer.
Jos Rufino e sua mulber. Infoinsk
com urgencia a junta clasBificadora da a-
cravos do municipio de Pao d'Alho.
Manoel Jos da Costa. D se.
Manoel Pi Pe eir. Informe o Sr. jais:
de direito interino dn comarca do Boaa.
CapitSo Manoel Tnomaz de Villa Nava-
P. sse portara.
Thereza Maria de Jess e Dr. VrgiEa
de Gu8tnao Coelho. Sim, pagos o* i-
reitos fiscaes e procedidas as diligencian
do estylo.
Secretaria da Presidencia de Pernambucc, as
23 de Outubro de 1886.
O ajudaote do porteiro,
Antonio Silveira Carvalho.
4 ominando das Arma*
quartel general do commando das ai.
mas de pernambdco, em '2 de outbnb
de 1886
Ordem do dia n. 127
Faco publico guarnico, para os devidos fina,
que approvei o engajamento que bontem contrabic
para servir por mais -6 annos no 2* batalb&o la
infantera, o soldado Joaquim Thomaa da Silva, e
qual en inapeecio de sade a que foi Bubcsettidt
a 21 do corrente, foi julgado apto para contiaaac
a servir no exercito ; o que me communicou o St-
coronel-commandante do citado batalho ees ofEtie
n. 570 de hontem datado.
(Assignado ) O brigadeiro Agostinh
Marques de S, commandante das armas.
(Conforme)O tenente Joaquim Jorge
de Mello Filho^ ajudante de ordens inte-
rino e encarresvno do detalhe.

Reparticao da Polica
Secsao 2aN 1035.Secretoria da Po-
lica de Pernambuco, 23 de Outubro de
1886. Illm. e Exm. Sr.Partecipo a V.
Exc. que foram hontem reaolhidos na. Caaa
de D tenco os seguintes individuos:
A' minha ordem, Joo Severo dos Saa-
te-s, Joaquim Jos da Silva, Galdino Pe-
reira de Souza, Vicente Jos da Silva, a-
rianno Francisco Cabrahyba e Francisco
J.ib Guimares, conhecido por Chic A*-
dr, vindos do termos de Garahuns coma
sentenciados.
A'ordem do subdelegado do Recife, Jos
Alfredo da Costa, por uso de arma *>
fesa.
A' ordem do do 1.a districto de S. Jos,
Manoel Luiz de Macedo, por disturbio.
A' ordem do do l.-0 districto da BSa-
Vista, Amaro Jos de Oliveira e Antonia
Luiz do Nascimento, por embriague e din-
turbios. -
A' ordem do do Peres, Antonia Mrea,
escrava do Visconde da Silva Loyo, da>
posicao do Dr, delegado do 1. districto. da
capital.
Ante-hontem, s 11 horas do dia, ea>
urna casa sita a Estrada Nova de Caxaag,
onde teve offiina de fogos artificiaos Joia
Hyppolito Ferreira Castro, deu se urna ex-
pl .rao na o rcasio em que trabalhava a
mesmo Joo Hyppolito e dous filhos, um dea
quaes foi ferido em um dos bracos.
O subdelegado do districto fez aa de-
gencias da lei.
Hontem, s 9 horas da manha, tenr-
tou suicidar-se, dando um golpe de caivete
na garganta, o cidado Antonio Jos da-
Souza, pai do coronel Augusto Octavian
de Soasa, em cuja casa se achava, na.
do Rio, no povoado da Torre.
O ferimento comquanto nao seja profan-
do, foi considerado grave pelo medico aa-
sistente, o Dr. Cosme de S Pereira.
A' cerca de tres annos foi Antonio Jote"
de Souza, accommettido de ama congestSa
cerebral e ltimamente por estar soffreasia
em suas faculdades mentaes, apoderara-se-
da idea de suicidar-se.
Deus guarde a V. Exc.Illm. e Ext.
Sr. Dr. Ignacio Joaquim de Souza Leaa
mito digno vicepresidente da provincia.
-O chefe de polica, Antonio Domingoc
Pinto.
Thesouraria de Fazenda
AUTO DE PERGC5TAS FEITAS AO DR. EDUAR-
DO DE BARROS FALCAO DE LACEBD&f
THESOUREIBO DA THESOURARIA DE FA-
ZENDA.
A vmte e cinco dias do mez de Setembo &-
anuo do naacinv-nte de Nosso Senhor Jess Chris*
tu de mil oitoceut-is e oitenta e seis, na fortaleza
do Brum, onde foi vindo o Dr. Antonio Domingos
Pinto, chefe de policis da provincia, commigo, Ab-
disio de Vasconceilos, ammanuense de sua oeese-
taria servindo de escrivo, compareceu o Dr.
Eduardo de Barros Falca- de Lacerda. thrsooreira
da Thesouraria de Fazenda, a quem o mesmo Drv
chefe de policia interrogou novamentc da inaneir.v
seguinte :
Ferguntado que negocio falln o inspector n
dia 9 quando entrn na sua reparticao t ^^
Responden que conversou sobre seu eneomnaoot
que o havia privado de sabir nos dias feriados
uais conversou sobre ter ido reparriyo amde
adoentado para faaer pagamento a Olyrnpi- f**?-
Perguutado como explica o convite d. fiel v lalba
no dia 6 para sabL-. quando a este competa aa-
siotir o Carimbo n'aquello da?
Besp.mdeu que nao sabe -. o dia era oo uio de.
Fialbo, porque a alternativa no servico d rimbo era combiuaco entre OS fiis e ikk pa-
receudo qu no da til auienor o fie' C'arnwro da
Cunha nao teodo ccmjfc.r-ci lo na repaeUc ? taz o-
Fialbo o servico em seu logar e assim Carn alm disso nao se recorda bem 8 o ch*n>; o* po-
rm, que teudo lhe elle enainado uui me nc..meto>
par b-itoes hem .rrhoydaes, cujo uiedi.-aueuto ae
venda ua drogara d Fran :i*co Muoei,. na ra.
do Mrquez de Oiinda, sahiram juutv dirigiraxn-
se para sua casa faze bug, Nova, etc. Chegaud ru N .va lembrou .
se elle respoudente que nao tniha comprado o me-
dicameato, eato Fialho offieceu-s1 e insisti,
para voltar e fz r a compra, ao 4a e^ooo-
deate uo annuio por eatarem um poac i aff^atados-
e nao poder demorar-ae por estar se agg-* >udo o.
seu sottrimeuto.
Ferguntado se no dii. 6 havia seaulas a ca-
rimbar ?
Bcspoudeu que havia como ha to los is das *
para adiantar esse seivic > foi prorogada a hora ac
expediente.
^



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1

I


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Diario de PernambncoDomingo 24 de Outubro de i 886
I
-

P-argaatado se sabe que o sea filho Dr. Arthur
it Barras >.ntregava sos fiis e no contador Car-
, as chavea do cofre que elle respondente man-
i guando esta va doente?
Bespondeu que sen filho entrega va as chaves al-
s vezes, uo passando de urna ou duas, ao
lor Cardoso e depois entregava-aa aos fiis,
do era prenso abrir o cofre para tirar dinheiro
4 fieara fiscala ando es fiis e tomando notas para
alte respondente quandi comparecesie fazer os
auteaoteatos e conferir com o esarfvo da caita.
Perguntado se indagm que as chavas eram en-
regms aos fiis ou se o Dr. Arthur*ficava de posse
Ja cofre, (aria paaaaientose recoiha dinheiro?
Kespondeu qu> seu fi'bo Arthur levava as cha-
Tea e fise alisa va o trabalho dos fiis que em ana
meseta n sabe ae elle faaia pagamentos ou re
rrisis diabeiros, em sua preaenca exacto que o
acia especialmente as occasioes de afQuencia de
sjerrce, recolhimento de qaantias avultadae e que
.jra Breis] ser contado o dinheiro com presteza
ara os seus portadores b. poderem retirar e al-
gsaias veces os proprios fiis pediam esse auxilio
i poderem se retirar mais cedo.
Perguntado se o inspector sabia que ello encar-
xarav*. sen filho o Dr. Arthur desse serv ;>?
tfltfoodeu que est oerto que o inspector sabia
aanrae vivendo com elle respjndente na melhor
n'riri'i" nao poda ignorar isso.
Perguntado qual a natureza das dividas que se-
gaaris ordem da inspectora s podiam ser pagas
da rtave da til em diante ?
Kecpoadeu que nao sabe porque nunca vio a
jactara determinando qual as dividas que devam
aar pagas do oitavo dia em diaute, porm, que
gpcajuaeate sabido que at o dia 8 paga-se ao pes-
aaai aks diversas repartieres e d'ahi em diante
ana rederas do estado.
Pergantado quem Ihe diza na Thesouraria que
tarase pagamento a empresa do prolongamentn
ai nota audas, estr.gadaa e atj reolhi-
Jaa?
Reaasadea que o proprio inspector e o contador
kVa diciaei que desse sahida d'esse dinheiro que
e recosa da Altandega emmassado e em nots
aiaaiaa a eaipresa do prolongamonto para com-
pletar pagamento e at em corta oc -asio para nao
acaro esfre desfalcado completon-se o pagamento
zam alguna macos de sedulas ja recolhiias do va-
lar i dea e cinco mil res.
Pergaatado em que tempo so comp'.etou o pa-
gameaco a empreza do prolongamiento da estrada
te ferro com sedulas j repolludas, como declarou
Va pateo?
JCeapoodeu que nao se recorda.
Perguatado se os recebedores d'esse dinheiro
esihido devolveram logo para ser trocado?
Keapondeu que nao tendo elles ptgam -nro a fa-
er a Thesouraria, naturalmente f irain trocando
ase paoeoa como geralmeote se taz.
Perguntado su ba ord.'in do Thesouro prohibn-
4a x sabida de notas que estejam em recolhimeu-
*>?
Responden qne ha ordem prohibindo expressa-
: a sahida de dinheiro que esteja em recjlhi-
Perguntado como se proceda cm raasgresso
i eaaa ordem ?
atespondeu que fasia se isto por insufficencia
Je diobeiro uo cofre para completar os pagamen-
tos?
Perguntado s o inspector sabia qae se faza
-psjraaieatoa com dinheiros j recolhidos ?
atespoadeu que sendo o dinheiro existente nos
cafres iasuSciente para ptgamentos avuitados e
Sueavio-se estes integralmente, de presumir que
iaspeetor soubesse que ae laneava mi) de di-
mkeirj recolhido, porque o inspector deve couhe-
oer o bal anco e saber as quantias em cofre.
Perguntado como explica a resposta em seu nl-
iat interrogatorio quando disse que Loup no
t 4 do correte tiuha estado na Tnesonraria e
Ve pedir para pagar-lbe duzentos e tantos & n-
taa, Ido de seis cautos e tanto que tmba a rece-
bar j que elle respondente d sae que p "loria rec-
aer quando quizes.e comtanto que levae.se algam
iaaeiro lido, e entretanto L >up diz em seu in-
terrogatorio que depois de 30 de Agosto The-
-sstriria nem Ihe fallou em tal assu.npco?
teapoadeu que nao affirma se fot com Lappi
aanns com quem fallou porque tem a memoria
iraca,e uii pode precisar hem certas factos, porm
-sota leaabrado que falln a esse respeito com urj
pregado de Loup, que foi trocar seis cents
asa res de notas estragadas que havia reeebrdo
aa Tesouraria, e que esee empreg ido entrn com
elle respondente na casa forte para ver qual o di-
betro que tinha miado pora entrar no pagamento
4 iate ae o Loup quizesae receber logo.
Pergantado se esse dinheiro que mostrouera o
-a esta va as ca'xas e no cofre que existe na ca-
da. Corte?
Reepoadeu que o dnheiio que m istrou estava
Vaaneaixa onde secostuioa recolber o dinheiro
sae vea da Alfaodega, cumprindo notar que na
eaxn que se ri'fere deita-se o dinh--:ro uiiudo,
rae eca occasio cerca de vinte e tantos contos.
Perguntado se determnou a L uip ou a seu
rearado o dia em que deveria "vir receber di-
bevo?
V-spoadea qne tendo Ihe dito Loup ou sea em-
MBgedo que nao quera aquella dinheiro miudo
parq.ua banco se reeusava a recebar, elle tea-
poadt-uta Ibe dissa que tosse recebar do dia des
diante, que era quando poda faser pagamen-
to 4 sua vontade. Dase mas que no mestno dia
ostro ou seis, nao se recorda bem, o inspector
foi a sua eala e Ihe disse que ge preparasse para
augur a Loup duzentos e tantos contos, e at de-
Mritu-ae em sua sala vendo as notas que esta-
-uaaa para carimbar, entrou na casa forc, man-
aaado elle respondente que um dos seus fiis o
aeoei pachas se, tiendo que fez isso por um aceno
o fi.'.l, nao porque desconfiasse do inspector, po-
as para ir com elle nma pessoa que podesse
W qualquer explicacio que elle prccisasse.
P<>rguntado se sabia que Lonp ia Thesoura-
sia, receber o dinheiro no dia nove pelo que foi
4a adoentado so a reparticao?
tisndea qu<: nao tinba certeza se etle ia. po
reot avista do que Ihe disse o inspector, e taodo-o
aperado no aia anterior era de presumir que fos-
as o'aquelle.
Perguntado como e em que ter nos manifestou o
iar* da Thesouraria desejo que elle pagasse
nV^ponden qu--, como ji disse, o inspector foi .
aaa sata dizer-lh quft pagasse a L >up e por isso
-eausprebendeu que elle tinha deaejo que esse pa-
caateato se fizesse, tanto mais nao sendo dia
proprio para esse pagamento e nem estando anda
ata cea poder os papjis relativos ao mesan paga-
p^rguutado se de vinte e nm d l Agosto em qne
oi pago a Loup quatro cantos e dous cootos
tesis de Setembro hivia dinheiro nos cafres
afieieate para completar o pagamento de mais
duzentos contos ao mesmo u .up alm d? outros
ugziaeutos previstos e do ncceisario para paga-
ea Perguntado porque havendo dinheiro nao tinha
pago a Loup ?
atespondeu que apesar de haver dinheiro Ihe
aesaseiharam mnitos empregados e seus proprios
Seis que fosse fazendo os pagamentos avuitados,
cosa o dinheiro reoelbido da Alfandega que pela
rversidade de valores as notas e estampas tjr-
aavt se enf idoal.e e quasi imp .ssivcl sepralas
laasifical-as e emmassal-as para carimbo, traba-
lho qne nao tintn fim pelos recolbmentos danos
por ispo am dando sahida a esse dinheiro nos
pagaaseoios ficanio o.dinhero novo para snpprir a
Pagadoria e outras repartifo^s a que se tivesse
ae faxer pagamentos.
Perguntado se no dia 6 conversn com o inspe-
ar, eai que lugur e sobre qae assumpto ?
ksspcndea que a nao ser na Thesouraria nao se
jeeorda de ter conversado, nem estado com o in-
spector u'oatra parte e na Thesouraria se conver-
sa* foi sobre materia do eenrfco.
Psrgnntado se coohecia seos fiis e por quem
abes foram-lles indicados?
Rjspond-n qu c nli eia de vista o Fialho qu
ra ijsiem ia fazer pagamento na secretaria de po-
lieia, ao tempoque elle r spondente era secretan
"aquella repartyio e qne quando foi nomeado
ubessureiro, seu filho Arthur lb'o indicou como
> hoaiam prati:, ja acostumado quelle servico,
4; robidade cmnecida, que Fialhc para accai-
ar apreso f A precis > que algnmas pessoas
B rataressasem o ara isso, atre as quaes recorda
ae d* aiajor Periaz e do escrivo Olavo.
Quito ao outro fiel Marianno Xavier Cerneiro
aa Cuaba, acceiton o em vista do desejo que ma-
aifaitou o Dr. Antonio do Siqaeira Carnero da
Cuaba perante iieu filho Arthur, e como nSo po-
stase deixar de servir ao Dr. Carueirs da Cunha
asm de lado sen filho,Alberto e seu afilbado Ta-
rar* a quem pretenda arromar nesses lugares.
Date tais, que tendo, o fiel Marianno Xavier
Car seiro da Cuma pedido a sua exonernco por
alo Ihe convir o emprego e tendo o Dr. Jos M i-
Xtauako Carneiro la Cunha manifestado desejo que
lie oaieado para o logar Francisco de Siqaeira
Carnero da Cunha, irmao d'elle e do demissiona-
rio, nao teve du\ida em acceitar de preferencia a
outro qualquer, porque nao poda deixar de sats-
fazer o desejo de seu especial amigo o Dr. Jos
Marianno, desejo qae foi manifestado a outrem e
que chegou ao seu conhecimento, e que era tanto
mais attendivel por estar o pretendente desarru-
mado por ter liquidado com prejuizo um estabele-
c ment commercial qae tinha de sociedade com
eu irmao Jos Mara.
Perguntado se ato ex-fiel Marianno Carnero da
Cuaba estava aa bias condcoes de fortuna e se
tinha boas recursos quando dexou o eeu emprsgfl
e fsi dediear-se a agrioultnra ?
Respondsu que se estivesee elle em boas cond-
coes nao se sujeitaria a um emprego tai pequeo,
o qual deixou porque acostumado a vida livre de
agricultor nao se domara a vida de empregado
publico e qae voltou exseto, novameate 4 agricul-
tura, porm em condicSes maito diversas das
que j tinh atido, e como rendeiro de um pequeo
sitio as proximidades de um engeuho central de-
nominado Timb, se bem se recorda e por isso
presume que elle nao dispoo de recursos largos.
Perguntado se seu filho Dr. Arthur dispoa de
fortuna propria e emquanto calculava a huranca
que teve de sua toli adoptiva Feliciana Mara
Olympia ?
Keapondeu que os bens que seu filho Dr. Ar-
thur berdou foram poucos, porm que berdou boa
fortuna em dinheiro, nao podendo precisar quanto,
e que essa fortuna tem elle augmentado em tmn--
accoes a que se dedica, alm de que tem sido en
carregado de negocios forenses, administrativos,
comm reaos e moitos de seus psrentes e amigos
tanto que sendo exonerado do lujar de secre
tario da polica n:i> Ihe fez isto difl'erenca
mais tendo sido nomeado para esse emprego
com o fim de esperar ou como urna transicao
para o cargo de presidente de provincia, que Ibe
pretenda destinar o seu amigo Dr. Jos Maiian-
no, lugar qne Ihe seria dado na priineira epoortu
nidade, se nao boavssse mudado a sitnacao politi-
e por isso nao exercia carga publico por defioen-
cia de recurso1 e tanto assim que depois de
sua exoneracii tem cootinnndo a vier da mesma
forma que vivia, tendo at feito despezas avulta
das com pessas de sua fimilia que teem sahido
da provi icia por motivo de molestia.
Disse mais, que nao pode pre-isar a fortuna de
seu filho porque nao partiudo ella dVlle respon
dente, nao se julga com direito de indagar e me-
nos de ficalisnl a.
Perguntado se no dia 7 do correte mandn al
guem ao escrptorio de Olympto Loup avisal o
que no dia 9 podia ir receber o d'uheiro visto nao
ter ido no da 6 ?
Respond u que nao se recorda de ter mandado
dar aviso nenhum ao Loup para recber dinheiro
e como foi o inspector que Ihe detosmmou esse
pagamento presumivel que alguem At Uhesou-
raria avisasae Luppi para ir receber o dinheiro e
qne s se recorda de t'r mandado anteriormente
avisar o gerente oa Companha Pcrnambueana
para mandar o commandaute do vapor que tiuha
de seguir para e norte receber .r0:0J0J00O que
por ordem do governo geral tinbam de ter remet-
tido8 coma supprimento Thesouraria no Rio
Grande do Norte e que envetivamente essa quau
ta foi entregue no dia i ou 3 do mez correte
E nada nada mais dase e nein Ihe fui pergun-
tado, pelo que mandou o Dr, chete de polica en-
cerrar c presente sato em qu se assigua com o
respondente depois Je lido e o achar conforme, o
Dr. 1- promotor publico, a9 testemunhsa e com-
migo Abdisio de Vaaconcelloa aervindo de escri-
vo que de tudo dou f.Antonio Domingos Pin-
to.Eduardo de Barros Falcao de Lacerda.Jus
tino Rodrigues da Slveira. Flavio J >s d-s
Santos e Silva.Joao Joaquim de Fre tas Hen-
riques.
Nada mas se continua em dito auto aqui fiel-
mente copiado ao qual me recorto e dou f.
Recfe, 5 de Outubro de 1886. Ea Ab lisio de
Vasconcellos amanuense servinJode escrivo, sub-
screvo e assgno.Abdisio de Vasconcellos.
Thesonro Prv-iaioal
DESPACHOS DO DIA 20 DE ODTL'BBO
DE 18S6
Hennes de Souza Per-ira e Luiz Manoel
Viegas Satisfaga a exigenuia.
Francisco Jos dos Pasaos Ltuiraaraes.
Informe o Sr. Dr. adminiutrador do Con-
salado.
Officio do Dr. procurador dos feitos e
vigario Zepherino Ferreira Velloso, la-
forme o Sr. contador.
Pedro Antonio dos Santos. Tunte-se
cop Jos da Costa K.abello, Joaqun* Gomes
Ferreira de S Santos, Ordem Terceira de
S.Francisco, irmandade e S. P-dro Apos-
tlo, Jos Ignacio de Avila, Dr. Jno de
Oliveira, Francisco Pedr Barbosa,. Jzabel
Senhorinha Viegas e offick) do Dr. procu-
rador dos feitos. Haja vista o Sr. Dr. pro-
curador fiscal.
Francisco Gonjalves Torres. Entre-
gue-se pela porta.
Dr. Liiz tiodrigues Villaja, Virginio Ho-
racio de Freitas, Fraaiisio GoDjalvos Tor
res e Manoel Dias da Silva. Certifiqe-
se.
REVISTA DIARIA
Acoaitecloaeiiu de Ante-hontem,
cerca de > horas da tarde, deu-se, na ra Io de
Marco, urna aggressao inslita e qnaai inverosmil
contra o illustre Sr. Dr. Olympio Marques da Sil-
va, procurador fiscal interino da Thesouraria de
Fazenda, e, ao que se diz, motivada pela attitade
enrgica e circunspecta por elle tomada na inves-
tigaco do crime praticado na mesma thesouraria,
em comeco do mes flndo de Setembro.
Easa occurreqcia, to deploravel quc condem-
nada pela opinio sensata, que se compras em ap-
plaudir os esforcos do Dr. Olympio Marques para
tornar evidente a natureza do crime ref-rido e as-
signa ar os seus autores ; es-a oceurrenca, dizn
mos, vai boje narrada no seguinte documento ofi-
cial, cuja veracidads palpitante, e ao qual junta
mos o ap'iio das nossas informacSes particula-
res.
Foi no intuito de apurar a verdade dos factos, e
para nao parecer precipitados, que deiamos de
relatar bontem aqielle acontecimento, ao qual, ha
ras depois, auccedeu o mas de que trata o alludi
do documeuto, e que nao teve siqner um v alum-
bre da importancia que eapiritoa tretegos Ihe qui
zeram dar.
Leiam os que nos prestara sua benvola atten-
cao o dito documento, e se convencerlo de qae a
aggressao nao encontra qualificativo no vocabula-
rio portuguez, j porque fui de quatro houKna, na-
turalmente ar amados, cintra um s e desarmado-
do, ji porque foi r alisada com emboscada, pois
que o Dr. Olympio Marques sahia tranqaillamente
do sen escrptorio para tomar oliarf, e os seus ag
gressores o esperavam na roa, e o aceommetteram
inopinada e traicoerainente.
Eis o documento:
Secretaria da polica de Pcrnambuco, em 23
de Outubro de 1886.1' seceo.N. 1,039.Illm.
e Exm. Sr.Hontem, 5 horas di tarto, na occa
siao em qae sabia de sea escrptorio roa 1 de
Marco, o Dr. Olympio Marques da Silva, droga-
do e procurador fical interino da fazenda geral,
foi aggredido pelos hachareis Jos Marianno Car
neiro d Cunha e Jos Mara de Albuquerque
Mello, acompaohados de dous capangaa, descarre
gaudo-lhe um deates urna bengalada, qne ligera-
mente attngo-lhe a nuca, sem fazer ferimento.
Esse incidente foi rpido e a aggressao nao
foi aliante devido intervenco do Dr. Francis
co do Refo Barros e do solicitador Joaquina Jos
de Abren, que na occasio converaava com o ag-
gredido, e toi tambem attngdo por urna bengala-
da. Attribue-se esse tacto a ter o Dr. Olympio
Marques dado parecer sobre o crin.e da Thesoc-
raria de Fazenda e de discussoea na imprensa ao
bre o mesmo crime.
Ao oscurecer juntou-se nm grupo numeroso
em frente typographia da Provincia, e nao con
vindo semelhante ajuntamento, determinei ao Dr.
delegado do 1 districto da capital que o fixesse
dispersar, e nao sendo essa autoridade atteudida,
fui eu pessoalmente, e tambem nao sendo logo at-
tendido, mandei disperaal-o por urna foronda guar-
da cvica, o que foi logo feito.
> Por prevenco requisitei ao general caminan-
dante das armas nma torca de e vallara e outra
de infantaria, que vieram ra do Imperador,
porm nao foi necessaria a aaa aterveaco, por-
que o a juntamente estava desfeito e nada mais
hiuve, como tive occasio de participar a V. Exc.
Deus guarde a V. Exe Illm e Exm. Sr. Dr.
Ignacio Joaquim de Sousa Leo, presidente da
provincia.9 chefe de polica, Antonia Domingos
Pinto.
Como so v, e a pura verade, a disperso do
ajuntamento havido na ra do Imperador foi cousa
de somenos importancia, e por modo nenhum tra-
tou-se de aggredir ou assaltar a typjgraphia da
Provincia. Entretanto um dos taes espirtoj tr-
fegos, que cima nos refer mos,/telegraphou pata
a corte em tertws que provavetynente all produ-
ziram celenma /
Sabeawa do faeto porque o mesmo Lxm. Sr.
ministra da justica telegraphou hontem ao honra-
do admMistrsdor da provincia nos seguintes ter-
mos :
Informe V. Exc. sotre telegrarama d'ahi :
Conflioto Jos Marianno : delegado frente torca
tentou asaaltar typographia Provincia, sendo re-
pellida.
Tudo n'esse. telegramma falso, falsissimo :
nao houve conflicto porm sim aggressao por par-
te do Sr. Dr. Jos Marianno e mais tres individuos
contra o Dr. Olympio Marques ; nao houve assal*
to typsgraphia ; apenas foi disperso um grupo
que estava reunido em frente ao escrptorio da
Provincia, e isto se passou sem repulso, que nao
se deu, nem se podia dar desde que nao houve as
salto.
Sao lameutaveis, sem duvida, taes factos ; mas
soberamente condemnavel 4ue se abuse do tele
grapho para mandar b passar falsidades, no in
tuito manifest de produzir effeito distancia.
Felizmente esse effito, a esta hoia, j estar
destruido pelo conhecimento exacto da verdade,
que, como sempre, sobrenada, e da qnal todo o pu-
blico d'esta cidade poder dar testemunbo.
Tribunal do Jury do Uerlfe Deixou
de haver sesso hontem ueste tribunal, por s ba-
verem comparecido 31 juizes de facto. 0 Dr. pre-
sidente do tribunal multou em 20S os que talta-
ram. ,
Fornm sorteados mais os segu Freguetia do Recife
Basilio Gomes Pereira Ridrigues.
Freguezia de Santo Antonio
Mreos Francisco do Paula Res.
Aleixo Rodrigues de Moura.
Jos Joaquim Alves.
Freguezia de S. Jos
Hermenegildo Coelno da Silva.
Firmo Caetano de Araujo.
Freguezia de Afogados
Eugenio Marques de Anorim.
Antonio Joaqmm Goncalves de Mello.
Francisco Gomos Ferreira de S Leito.
Freguezia da Boa Vista
Alfonso Mana Dda.
Alfredo Gibsoo.
Adolpho de Almera Guedes Alcoforado.
Seziuand* Carlos d'Arce.
Pedro Rodrigues de Souza.
Jos Luiz Goncalves Perera.
Thomaz Rosendo de Oliveira.
Freguezia do Poco
Jos Adolpbo de Oliveira Fiuza.
Eis os que lo rain multados em 203000 :
Antonio Carnciro Pires Caapello.
Bonifacio Antonio Borba.
Caetano Gomes de S.
Dr. DenocritoCavalcante de Albuquerque.
rJrueato Arseluio de Barros Franco.
(i rmano do Reg Inojosa.
Henriqn de Miranda Hennques.
J.ui Antonio de Mello.
J ; i Emiliano de Leoios Duarte.
Mano I Fi gueiras de Menezes.
(taymundo Perera de Siquoira.
Joaquim Maximiano Pestaa.
Dr. Augusto Serafim da Silva.
Clodoald i C .tao Camello Pessoa.
Tenante Francisco Evaristo de Seuza.
Jos Duarte ds Noves Jdbior
Joo Antonio Monteiro. "
Francisco de Assis Fernndes Bancks.
Jonselheiro Joao Jos Pinto Jnior.
Jos Alves Barbosa.
Dr. Manoel Barbosa de Araujo.
Antonio Perera de Far:a
Antonio C*ldaa da Silva
Dr. Caetano Xavier Pereira de Brito.
Graciliano Octavio da Cruz Martins.
.)-.' Simplicio de S Esteves.
Jos Atfouso de Aranjo.
Dr. Tobas Barreto de Menezes.
Arsi-nio Joaquim de Souza andeira.
Felino Caetano Ferreira Coelho,
Joaquim Francisco de Medeiros.
Tenente coronel Man el Martins Fiuza.
Jos de Assis Garca.
Aristi.i< s Honorio Bezerra de Menezes.
Tkenoararla de Fazenda Na rubri-
ca Parte Oficial, oude teem sido publicados todos
os documentos referentes ao desfalque havido na
Thesouraria de Fazenda, vai hoje inaeiido o ul-
timo dos interrogatorios a que respondeu o Dr.
Eduardo de Barros Falcao de Lacerda, thesou-
reiro da indicada repartifo.
Escosado rccomuiendar a leitura d'essas pe-
fas. Elias derramara muir Inz sobre o aconte
cimento, aparatosamente disfarcado com a mas-
cara de roubo, que, felizmente, est patente que
nao se deu.
J marAlguna amigos do Exm. Sr. des-
embargador Henrique Pereira de Lucena, deuu-
tado geral pelo 7o districto, offerecem-lbe boje,
tarde, na cidade de Jaboatao, um profuso jintar,
em manifrstaco de regosijo que expenmentam
pelo aeu regresso provincia.
Bevlsla lllUNlruda Oeste semanario
critico e ilustrado, que publica na corte o Sr. An-
gelo Agostini, recebemos o n. 440.
tonelroO paquete nacional Mandos le
vou daqui as sommas seguintes para
Parahyba 2:0005000
Ro Grande do Norte 2:0005000
Cear 6:000*000
Para 1:000*01
Fallec mentPelo telegrama inserido
na competente seceo, sabemos ter fallecido hon-
tem na corteo desembargador da Relacao de Per-
nambnco, bacharel Jos Flippe de Souza Leo.
II mem maior de 65 anuos de idade, o desem-
bargador Jos Felppe recebeu o gre ds bacha-
rel em scencias jurdicas em 1840; e deste entilo
dedicou-se carreira da magistratura, enjos pos-
tos subi successivamente, at que foi nomeado
membro da R laco de Pernambnco, cuja presi-
dencia oceupou em mais de um bienni i.
ltimamente, e j depois de ter sido agraciado
com o titulo de conselho, aposentou-se com as hon-
ras de membro do Supremo Tribunal de Justica.
Tinha tambem a commmda da ordem da Rosa.
Era bomem concentrado, de vida austera e re-
servada, nao obstante posBuir fortuna que Ihe po-
da proporcionar vi Ja larga e todos os gozos so-
ciaes.
Poltico intransigente, e filiado ao partido libe-
ral, mais de urna vez peccou, e quic gravemeute,
levado peoa excessos da paixao partidaria.
Absolva-o Deus por esses peecados, e repouse
sua alma na eternidade, sendj-lhe leve a trra.
Sera;! pe e 41 aguas Recebemos hontem
folbas de Aracaj ut 14 e de Mace at 20 do
correte.
Sergipe. Fallecern na capital: no dia 12 o
major Erico Protesta to da Fonseca ; no dia 11. o
ex inspector do Thesouro Provincia-1 major Poly-
dtro Pereira Gomes e na avancada idade de cem
annos, no dia 27 de Setembr-; passado a Sra. D. Au-
na Francisca da Conceicao.
Alag'ias.Lemos no Orbe de 20 :
O illustre Sr. capito Loureiro, hontem, ao
entregar o commando da companhia de infantera,
interinamente, ao -Sr Lydio Porto, elogira em or-
dem do dia aos officiaes, cadetes e s pracas qae
bem se condazirem durante o seu commando. f
Louvamos a accao do Sr. capi ao Loureiro,
que assnn soube exaltar o mrito d'aquelles qne
Iho sao subalternos, e bom assim felicitamos a
esses felises que pelos bons comportamentoa e pelo
respeito votado a disciplina militar, tornar&m-se
merecedores de ti > honrosos encomios.
Bem assim, nos dado revelar a asserco de
qae o Sr. tenente Porto possue os dados neces-
s-iros para proseguir, se bem que interinamente,
na honrosa misso de sea antecessor.
Carao polylnecnnlco preparatorio
a cario do cluh linearlo Ayre*
(antaConfjrme foi noticalo comecaram re
gularmente os exames deste curso, no dia 18 do
andante e terminaram-se nidia 22, sendo este o
sea movimento :
Achavam se inscriptos os Srs. Julio Ilancem,
Joo >. M. das Neves, Edmundo Castello Branco,
Joo H. B Lyra, Arthur A. de S. Magalhes, Ma-
noel T. L. dos Santos, Josioo Horneo* Bom de \.
Pereira e Genuino G. Powell. Faltou a chamada
o ultimo.
Levantaram-se da banca expontaoearaeate aous,
am na prova escripia, outro na oral.
Foram approvados :
Julio Hancem, plenamente com menco honro-
sa ; Arthur Attico de S. Magalhes, plenamente ;
Josino Homem Bom de A. Pereira, simplssmente.
Dous reprovados.
Os exames foram coneorridos por muitas pes-
soas, quer do Curso Normal, quer extranhas a
elle, notando-se entre os expectantes os Srs. ro-
fessor Cyrllo Augusto Santiago e Drs. Virginio
Marques Carnero L>oe Jos Horacio da Costa,
todos professores do Curso Normal a cargo da
Sociedade Propagadora da Instrucco Publica,
cujas visitas foram um estimulo para os m icos do
Club Litterario Ayres Gama.
Directora das obras de conserva-
efto dos portosBoietim meteorolgico do
di i 22 de Outubro de 1886 :
.
loras Barmetro a 0 Tensao do vapjr 1
H** a
6 m. 254 76037 18.42 76
9 27-9 76i57 18.76 67
12 29"4 761-12 18.79 62
3 t. 2fc>-"4 75!*"15 17.65 62
6 26o9 759-96 17.65 67
IViiiperuium mximait'.
Dita mnima254.
Evaporac4o em 24 horas : ao sol7"il, som-
braln>6.
Chuvanulla.
Direcca do vento : ESE e SE alternadamente
de meia noite at 1 hora e 45 minutos da manh ;
ESE at 7 horas e 45 minutos da manh; SL at
meia noite.
Velocid.ide m lia do vento 0,m70 por segunda.
Nfbulosidade media: entre 0,5 e 0,6.
O (i'lesrapho e o telephonePor um
mesmo fio eao mesmo tempo se faz o servico tele-
graphico ordinario e telegraphico entre Pars e
Reims, sem ^ue a nitidez da palavra soffra o me-
nor prejuizo e aem que o telegramma recebido
por Morse ou Hugnes se interromna ou se al-
tere.
Trata-sc agora de por a Blgica em communi-
caco tel-'phoniea com Pars. Segundo canta um
j -nial francez, Lille nao tardar em estar unida a
Pars por nm fio telephonico ; a distancia entre
as ilu is cidades de HQ kilmetros.
Por este meio ficam seguras as c^mmuniea^o-.s
teleuh nicas at fronteira belga, eo governo
francez consnltou o belga sobre a posibildade
de esfender estas communicacoes Blgica, cujas
cidades estao na sua maior parte relacionadas te-
lephonicamente.
O ministro dos caminhos de ferro, correos e
telegraphos, Sr. Van den Peerebom, rSkpondeu-
Ihe favoravelment.e, e pode prever-se para um
prximo futuro o estab^lecimento de communica
ciies telepbonicas entre Pars e as priucipaes ci-
dades da Blgica.
Os jornaes d 'ato ultimo paiz aeolhem a idea
com o maior entbusiasmo, dzendo :
A commuuicacao telephonica com Pars deve
produzir urna revoluco completa nos nossos coa-
tumes, e com especialidade no mundo peridico.
9ioxi rnrlu'bii para mlneirosSem
fogo, aem mecha, nem plvora, nem dynamite,
nem substancia qualquer pergora, cia um novo
cartucho que se propoe fazer saltar a rocha.
D8p0e-8e n'um tubo de crystal dividido em
dous compartimentos, n'um d a quaes se colloca
zinco em p impalpavcl, e no nutro acido sulphu-
rico, introduz-se o tubo no orificio da rocha que
se quer fazer estalar, tapande o herm-ticamente
com a.-gila. e sem cousa nenhoma mais, basta que
o mm-iiro quebr com urna varinha de ferro o
tubo d crystal, para que poucos momentos depois
resulte nma exploso violentissima.
Com effeito a mistura de acido snlphurico cim
o zinc prodoz urna rpida formaQao de hydroge-
nio enorme presso de 37:000 atmospheras !
capaz de fazer ealtar em mil estilhacos toda urna
mootanha.
I'ma familia seltnsrem -Foi captura-
da nos bosques do condado de Washington, Ran-
gas (Estadoa-Uuidos), urna familia de individuos
raros, que ha tempo vagueiav por aquelle sitio,
e que era conhecida pelo nome da familia sel-
vagem.
Compoe-se de um homem, urna mulber, urna
rapariga de 15 annos e nma crianca. Os tres pri-
meiros teem o corpo coberto de pello, sendo muito
tino o que cobre o rosto da rapariga, que de
urna cor pardo ciozento.
Nenhum dos quatro filia ; a mu omiti urna
especie de grunhido queixoso, que, ao que parece,
comprehendido perfeitameote pela rapariga.
Tanto o homem como a mulher apresentam indi-
cios de terem sido carecas. Julga-se que carhi-
ram as maos dos indios, e que, depois de terem
soffrido esta barbara operacao, ficassem doidos.
Ha espjranca de tornal-os razo.
AiriUrna revista italiana publicou recente-
mente um estado sobre a colera. O autor, o Sr.
Dora o'Istria, considerando que em seu aspecto
physiologico faz interessantes consideraces, e re-
colhe nriui curiosos detalhet.
O individuo de temperamento sanguneo destroe
nos seus aceessog tudo quanto v diante de gi.;
porm se arrepende logo, e at ge ri de sua tuna.
O bilioso dilata o nariz, fecha os olhos, experi-
menta urna tenso de todos os msculos, pode ape-
nas respirar, e nao acerta a emittir a vez seno
tartamudeando, e custa de penosos esforcos. A
colera d'este nao dissipa-se, seno que produz in-
gaciaveig deseos de vioganca.
Entre oa grandes iracundoa, se cita a Napoleo
I. Em seus arrebatamentos soffria urna eontorso
do hombro direito que o desfigurava de todo. Nao
voltava a sua calma at que senta urna dr agu-
da no jilho do mesmo lado.
Voitaire era muito exposto colera ; porm,
graQas mobilidade do sea systema nervoso, nio
tardar em refaxer se.
Lord Bryon nao conhecia limite nem respeito
em seas furores. Menino anda, ponco faltou para
matar a urna criada. Verdade que tinha borda-
do de sua mii este terrivel temperamento.
Lord Nelgon, em auaa eriges, se converta em
um verdadeiro gelvagem.
Entre oa ingleses, a clera coatuma tomar ca-
racteres de ferocidade.
Nio ba maito, o mechanico chefe de Bogot,
irritado contra um foguista, o atoa a urna prancha
do fogo e deixou-o que se queimaase vivo.
Urna mulher, eo Londres, incommodada com
aeu fi ho, quo ae tiuha emporcalhado na lama, o
enforcou n'uma janella.
Em ambos os ca'os, passado o accesso, se apo-
derou urna i inmensa desesperaco des verdugos.
Tinham obrado debaixo da presso de urna torga
icveocivel, e em rigor nao eram talvez respoosa-
veis de anas aegoea.
O povo mais colrico do mundo o da Al-
bania.
Tem ge dado alli o cago de que urna villa intei
ra ge entregue aoa maiores extremos de furor por
ama causa nimia
Um de s- us antigos principes recebeu embaja-
dores turcos, que uo qnizeram largar oa turban
teg. Tremendo de ira mandou que os cravejasse
na cabrea.
Depoia dog albanezes figuram os servios e ob
romanos.
Wald V, principe de Moldavia, em urna crise
que durou dous das, d' pois de despedazar a bar-
raca aos pe.iaf 'S e iteespojar-se pela poeira, man-
dou empalar vote mil prisioneiros. Conta-se que
tinha paggado at ento per aer um principe rela-
tivamente humaoo.
Phi'nomeno extraordinarioAcaba
de occorrer um phenomeno na verdade extraordi-
nario, em Belleplaine (Estados-Unidos).
Comecava-se a abrir nm poco arteais.no, na loca-
lidade cima referida. Quando oa operarios che
garam a 185 pg de profundidade, surgi de re-
pente um enorme jorro d'agua, que ae elevou
extraordinaria altura cima do nivel do terreno.
O jorro foi gradualmente augmentando em tor-
ca e em volum1*, e uo tardou*ne formassem dnas
grandes ti rreutes, que se precipitaram sobre a
povo ico, destruiodo tudo quanto encontraran] na
aua pagg'igem.
Com o fim de deter a sahida da agua, foram
pir aquello poco, que tantos prejuzos eslava cau-
sando all.
Kovos projectls Tem-se procedido em
Chavignon (Franca), a experieneia muito interes-
santes de una novos projectis destinados demol-
cao das fortificares e a outras operacoes de
guerra. O segredo d'estas experiencias tem sido
rigorosamente guardado ; sabe-ge apenas que o
morteiro de fabricacao recente, carregado
coro um projectil que onde um metro de compri-
mento e 22 centmetros de circumferencia e pega
110 kilogrammag. que a nova plvora experimen-
tada e de urna compogico chimica recentemente
descoberto, e que atira distancia de 3 a 4 kilo-
m- tros.
Os effetos a esta distancia sao formidaveis :
placas de ac de 20 centmetros de espessura sao
atravessadas, os maros os mais solidos demolidos
em poucos instanteg.
Destinados ao tiro mer^ulbante, os projectis
terminam em poota de ac muito extensa e forte,
que os faz penetrar nos obras de fortificacoes
como urna cunha em madeira, projectando em se-
guida tnilhires de estilhacos com urna forca ver-
daderameote espantosa.
O Iiinnel de Messlna Parece que ha
muitas probabilidades de que re real i sari o pro-
jecto do um tuanel por baxo do estreito de Mes-
sina.
O ministro das obras publicas italiano encarre-
gon o engenheiro Carlos Navone do levar avante
aa aua investigado-a sobre as bases dos planos
preparados pelo engenheiro Gabe'li, o qual aa
apresentou ao parlamento italiano em 1879.
Em 1882 leu em Roma urna memoria, na qual
tratou da necessidade d- unir os caminb s de fer
ro da Sicilia e do sul da Italia, por motivos com-
merciaes e militares, e demonstrou a praticabili-
dade do projecto pelo lado identifico.
S -gundo o pr jfeasor de Segui-nza, de Messina,
gelogo de noineada, a tormaco dos strata por
baxo dos estreitos favoravel construeco do
tunnel. O seu custo avalia-se em 14,200:000^000,
e o tempo para a construeco de quatro e meio a
seis e meio annos. O tnel ter de ser feito a
uns 500 pes abaixo d> nivel do mar, alcanzndo-
se esta profundidade por meio de espiraes feitas
nos ser de oito milhas e meia.
As plantas dancantesNao pode ser
mais raro e extraordinario o espectculo a urnas
plantas, que saltara, gyram e dancam.
Estas plantas exiatem e ae encontrara na Ame
rica do Norte.
Apenas tocam o solo em seos raovimeutos corco-
grapuicos e ao em vez de ter um nome a ereo e ca-
denciosa, os sabios Ibes teem dado o tosco e pesa-
do de Cycloma phatyphillum.
A forma da planta por si mesma, mu sin-
gular.
Consffue urna esphera de verdor, urna enorme
bola cheia de formosissima e brilhante folhada,
sua altura d'um m-tro e sessenta contiio^tros, e
um diminuto ta'o serve de canal seva que nutre
o conjuneto.
Emquanto a planta est nova permanece em re-
pouso, esperando o momento propicio para laucar-
se atravez dos valles.
Quando as h istes eato sec;as comeca a dansa.
Os primeiros ventos que circulan, se apoderara
das plantas livres, as arrastam e e.s fazcm dan-
sa* um galop infernal atravez dos campos e pra-
deras.
Desditoso do quo se encontra no meio daquel-
la- plantas dansantes, que saltara como balas els-
ticas de colossaes diincn's.
De quando em quando ss deteem como para to-
mar alent; porm em poneos momentos voltam a
reunir impulsos do ar, seas vertiginosos movi-
inentos, lancando-se dausa d'uma raaneira irte-
sistivel e dc^enfreada.
Quando aqu"llas ospheras vegetaes abandonam
o baile, principiara a gyrar, e a dansa se converte
em avalange.
as pendencias das collinas o espectculo se
agsemelha a des ida furiosa e apresurada d ani-
maos extravagantes, de besfaa apocalypticas.
Com frequencia s'encontram nos campos, as r-
beiras, em os ros ou as vertentcs das montanhas
restos informes de Cycloma phatyphyllum.
Sao os despojos de plantas dansantes que suc
cumbirara dansando.
Eram demasiadamente affeicadas ao baile, e
o baile Ihes causou a marte.
Hurta resnscitadaEl Defensor de Gra-
nada d tonta d'um estranho successo, occorrdo
19 de Agosto, no bairro d'Albaicin daqnella ca
pital.
E' o caso que nma br.a mulher chamada Fras-
quita a Canhera, o aggravando-se-lhe urna en-
fermidade que desde ha tempo padeca, c depois
d'uma grande agona, expiroa chorando-a seus fi-
lhos e parentes, seutiram-se 03 viziuhos da des-
grana e dando parte ao vigario, c illocaiam o ca-
dver envolto em um lencol e com quatro velas
aceesas, em um dos aposentos da casa.
O cadver, rgido e amarello, aduanado pela
triste luz das velas de cera, jazia no centro da ha-
bitaco d'onde estavam velando-a varas amigas
da defunta.
De repente ella estremeceu, o voltando sobre
nm dos lados, disse :
Por Deus, dai-me agua!
Pode-se auppor o effeito que esta declaracao pro-
duzio no velatorio : dcsmaiou uraa das amigas, e
as outras tremendo, sahiiam a todo correr para a
ra, gritando : Milagre, Frasquita a Caera re-
suacirou!
Depois de grande sobresalto, e urna vez explicado
o estranho sucesao, entraram as mais animosas no
quarto da defunta, que insista em pedir agua para
apagar a se.
Conduzram-na novamente sua alcova, d onde
contina um tanto alliviada de sua di .ene a.
Inoculo O escrptorio deste peridico
agora no 1 andar do predio ra das Flores
n. 24.
por estreitamsnto da'urethra, (doente entrado hon-
tem tarde).
JPelo Dr. Joo Paulo:
Duas posthotomas indicadas por phimesis con-
geuitas, pelo processo de Ricord.
Casa de Detenco Movimento'dos pre-
sos do dia 22 de Outubro :
Existiam presos 296, entraram 12, gahiram 9,
exstem 299.
A saber :
Naconaes, 273, mulheres 4, estrangeirog 8, es-
cravos sentenciados 4, procesiado 1, ditos de cor-
receo 9.Total 299.
Arracoados 252, aendo : bons 243, doentes 9
Total 252.
Movimento da enfermara :
Teve baixa :
Francisco Antonio de Moara.
Lotera da provlnclaQuinta fejra, 28
doeorrenre, ao meio da, aa extrahir a 7.' parte
da 1.a lotera em beneficio da Santa Caga da
Misericordia do Recife, pelo novo plano appro-
vado.
No consistorio da igreja de Nossa Senhora da
Conceicao dos Militares ser teita a extraeco
pelo systema da machina Ficht.
liOterlaA 7a parte da 1* lotera da provio
cia, em beneficio da Santa Casa de Misericordia
do Recife, pelo novo plano, cujo premio grande
100:00000i*, ser extrahida hoje 28 do corren-
te, princip ando a extraccao ao meio dia.
Os bilhetes garantidos acham-se venda na
Casa da Fortuna, ra Primeiro de Marco nume-
ro 23.
Tambem acham-se venda na Casa Feliz,
praca da Independencia ns 37 e 39.
iOterla Eztraordiaria do Yptran-
a O 4." e ultimo sorteio das 4. e 5." series
desta importante lotera, cujo maior premio de
150:000*000, ser extrabida no da 30 de Outu-
bro.
Acharase expostos venda os restos dosbi-
teg na Casa da Fortuna ra Primeiro de Marco
n. 23.
Tambera acham-se venda na praoa da Inde-
pendencia ns. 37 e 39.
Lotera da rdrteA 4> parte da 200* lo-
tera da corte, cujo premio grande de 100:000*
ser extrahida no dia .8 de Outubro.
Os bilhetes ach .m-se venda na Casa da For-
kiua rna Hrimeiro de M.arct) n. 23.
Tambem acham-3e venda na prac- da Inde-
pendencia ns. 37 e 39.
Lotera Uo BioA 4> parte da lotera
<\. 365, do novo plano, do premio de 100:000*000,
jera extrahida no da.. de Outnbro.
Us bilhetes acham-se venda na Casa da For-
tuna ra Primeiro de Marco.
Tambem acham se venda na pra?a da Inde-
peadencia ns. 37 e 39.
Matadouro PublicoForam abatidas no
Matadouro da Cabanga 92 rezes para o consumo
do dia 4 de Outubro.
Deudo: 75 rezes pertcnceutsa Oliveira Castro,
JI C, e 17 a diversos.
Mercado Municipal de i. JosO
movimento deste Mercado uo dia 23 do corrente
foi o seguate :
Entraram :
30 bois pesando 4,197 kilos.
809 kilos de peixe a 20 rig 16*180
124 cargas do farioha a 200 rig 24*80u
36 ditas detractas di versas a 300 rs. 10*800
(i tabnleiroa a 200 ris 1*200
21 Sum ,s a 200 ris 4*200
Foram occuoadoa :
21 columnas a 600 ris 14*400
23 compartimentos de farinha a
500 ris. 11*500
23 ditos de comida a 500 ris 11*500
69 ditos de letames a 400 ris 27*600
16 ditos do suno a 700 ris 11*200
12 ditos de tressaraa a 600 ris 7*200
10 talaos a 2* 20*000
2 dito al* 2*000
A Oliveira Castro & C.:
54 talhos a 15 res 54*000
2 talhos a 500 ris 1*000
Deve ter sido arrecadada neste da
a quantia de 217*580
Rendiraento dos das 1 a 22 de Outu-
bro 4:580*9C
Foi arrecadado lquido at hoje 4:798*4*3
Precos do da :
Carne verde 480 ris o kilo.
Carneiro de 720 a cOO ris idem.
Sumos de 560 a 640 ris idem.
Farinha de 240 a 320 ris a cuia.
Milho de 260 a 320 ris idem.
Fejo de 560 a 610 idem.
CHROfflCA JBICIABIA
Tunta Commercial da cidade do
Recife
ACTA DA SESSO EM 21 DE OUTUBRO
DE 1886
P11ES1DKXCIA DO ILLM. SR. COJIMENDADOB AKTOHIO
COMES DE MIRANDA LEAL
Secretario, Dr. Julio GuimarSes
A'g 10 horas da manh, declarou-se aberta a
sesso, estando presentes os Srs. : deputados
Olinto Bastos, commendador Lopes Machado, Bel-
tro Jnior e supplente Hermino de Figueiredo.
Lida, foi approvada a acta da precedente sesso
e fez-se a leitura do seguinte
EXPEDIENTO
Dous volameg da u-gislaco de 1885, remettidos
pela Typographia Nacional-Para o archivo.
Offieios :
De 16 do corrente, da junta dos corretores
dcsta praca, euviaude
o boietim das eotacpes of-
ficiaes da semana de 11 a 16 do correrr%. Seia
Havendo no andar terreo do mesmo predio a arcrjjvado.
Diarios Officiaes de ns. 275 a 284 dem.
Foi rubrica o lvro copiador de Joaquim Fer-
reira de Carvalbo & C.
O r. depatado O oto
lancadag ao poco 15 carracas da pedra : mas a
forca da agua era tal, que a pedra foi laucada ao
ar com urna violencia anal >ga que produz a
plvora nag minas. Vendo que falhava este meio,
procuram encher o poco de areia, mas balda-
damente.
Chcios de terror, os habitantes de Belleplain
p 'diratn auxilio companhia dos caminhos de
ferro de Chicago a Northwestern, tendo sido cha-
mados os operarios de condado ; mas oa esfor-
cos de todos nao conseguiram deter a sahida das
aguas. Dentro de poncas horas as duas torrentes
haviam formado um forte leilo," sendo completa a
innuudaco.
As autoridades de Belleplaine telegrapharam a
Chicago, atira de serem enviados aquella localida-
de varios engenheiro, a ver so ha meio de entu-
pbarmacia e laboratorio homeepathico do Dr. Sa-
bino, pedem-iics os redactores do Binculo para
avisar s pessoas que teem negocio e correspon-
dencia com a suafolha, que a entrada do egerip-
torio toda independente da entrada paraaphar-
macia.
Keuntes soclaes Ha hoje ag geguin-
tes :
Da devoco de Nossa Senhora das Mercz, no
consistorio de S. Jos de Riba-Mar, s 10 horas
do da, para eleico da nova mesa.
Da irmandade de Nossa Senhora do Terco, s
11 horas do di i. para eleico da nova mesa.
Do Instituto Litterario Olindenae, s 10 horas
do dia, em sua gde, em sesso ordinaria, do con-
seibo director.
tieiies.Efiectuar-ge-ho:
Amanh :
Peo agente Modesto Baptista, s 11 horas, no
trapiche Aunes, de pagsas.
Terca-feira :
Pelo agente Martins, s 11 horas, na ra D-
reita n. 49, de moveic, loucas, vidios, etc., etc.
Pelo agente Silveira, a 11 horas, no Varadouro
de Olinda, de urna pequea faverna.
Prfo a<7ene Modesto aptista, s 10 horas na
ra do Marquer de Olinia n. 51, da merceara ahi
sita.
Peo agente Gusmo, s 11 horas, ra do
Mrquez de Olinda n. 19, dj movis.
Quarta-feira :
Pelo agente Pesana, de um predio no Arraial,
ao meio dia, no mesmo predio.
Peio agente Pinto, s 11 horas, na ra do Bom
Besus n. 45, de movis, loucas, vidros, ferragens,
raiudezas, etc., etc.
Missas fnebresSero celebradas :
Amanh :
Ais 7 horas, no Ter^o, por alma de Dionizio
Lucio de O'iveira Lopes ; s 8 horas, na matriz
da Boa-Vista, por alma de D. Adelina Dorotha
Pereira da Cunha.
Terca-feira :
A's 7 horas, no Carmo, pnr sima de D. Mara
lo.qunii da Conceicao; s 71/2 horas, n ma-
triz do Corpo Santo, por alma de Joao Joaquim
Alves.
Quarta-feira i
A's 6 1/2 horas, na matriz de Pau d'Alho, por
alma de Antonio ntunes da Silva ; s 8 horas, na
matriz da Boa-Vista, por alma de D. Joanna Be-
zerra de Andrade.
PaoxagelronChegados do norte no vapor
nacional Jaouhype:
Carlos da Silva Regadas, Antonio Ferreira D-
uiz, Joaquim do Souza Ribero.
Chegados do sul no vapor nacional Man-
dahu :
Chnstiano da Gama Lobo Filho, Luiz Caminha e
*io Marques Vianna.
Operacoe cirurgica*Foram pratica-
das no hospital Pedro II, no dia 23 do corrente, at
seguales:
Pelo Dr. M alaquias:
Profundas inciades no escroto e penis indicadas
por gangrena consecutiva inflitraco arinosa,
Bastos deu sciencia
Illrha. junta de que, por suspeico do Sr. commen-
dador presidente, prolerio hontem o despacho no-
meando fiscal da C unpanhia Locomotora, o Sr.
Jos Joaquim da Costa Maia, pela escusa conce-
dida a Antonio Fernandes Ribeiro.
Foram assignadas as cartas de matricula dos
negociantes ;
Thomaz Ferreira de Carvalho, natural d'esta
provincia, de 45 annos de idade, domiciliado e
estabeleeido n'esta cidade sob a firma Thomaz de
Carvalho & C., da qual o nico responsavel, com
sua casa de commercio de calcado estrangeiro.
Luiz de Paula Lopes, natural d'esta provin-
cia, domiciliado n'esta cidade e n'ella eatabe-
le :ido com armazem de farinha de trigo ao caes
do Apollo n. 67, sob firma de Lipes Irmao & C.
despachos
Petices :
De William Hughes, para que ge regigtre a
procuradlo que Ihe passara a companhia North
Brasilian Sugar Factories, limited, para represen-
tai a u'este imperio.Registre-se.
De Eduardo Corris do Mesquita Cardoso e
Luiz da Cruz Mosquita, para que se archive o
distrato da firma Eduardo Car logo & C, ficando
o ex-socio Luiz da Cruz de posse do activo e do
estabelecimeoto de caldeiraria ra do Baro do
Tnuinpho ns. 61 e 66 e obrigado pelo pagsivo da
extincta sociedade,Archvele, na forma da le.
Nada maia havendo a despachar, o Illm. Sr. com-
mendador presidente encerrou a sesso s 10
e 1/2 da mana i.
INDICACQES DTE1S
Mdicos
O Dr. Arthur Imbassahy, medico oceu-
lista, recentemente chegado, esta cidade,
d consaltas todis os dias, das 8 s 10
horas da raarjLS, sendo gratis aos pobres,
no 1. andar do predio n. 8, largo da
Santa Cruz. **
Dr. Barreto Sampaio mudou sea consul-
torio do 2.a andar da casa n. 45, a ra do
Baro da Viutona, para o 1. andar, da
casa n. 51, mesma ra, como consta de-
seu annuocio inserto na seceso compe-
tente. Residencia a ra Sete de Setem-
bro n. 34.
O Dr. Castro Jssus tem o sea consul-
torio meJico, ra do Bom-Jesus n. 23,
soDrado.
Dr. Lopes PessoaMedico.Residen
cia a ra de D. Pedro I n. 9, onde pode
t
%
A


t
<

'

1


I


Diario de PernambncoDomingo 24 de Outubro de 1886


ser procurado at 9 horas da manha.
Consultorio ra do Bom-Jesua n. 37 1.
andar. D consulas das 11 s 2 da tar-
de.
Dr. Gama Lobo medico operador e par-
teiro, residencia raa do Hospicio n. 20.
Consultorio : ra Larga do Rosario n. 24 A.
Consultas das 11 horas da manha s 2 da
tarde. Especialidade : molestias e opera-
res dos orgaos genito-urinarios do homem
e da mulhcr.
Advocado
O Dr. Henrique Millet tem o scu es-
criptorio de advogacia ra do Imperador
n. 22, 1." andar.
Drogara
Francisco Manoel da Suva & C. depo-
sitarios de todas as especialidades phann>
ceuticas, tintas, drogas, productos chimici
e medicamentos homceopaticos, ra do Mr-
quez de Olinda n 23.
Serrarla a Vapor
Serrarla a vapor e oficina de carapino
de Francisco dos autos Macedo, caes do
Capibaribe n. 28. Noste grande cstabd e
cimento, o primeiro da provincia n'cste ge-
nero, compra-se e vende-sa madeiras de
todas as qualidades, serra-se madeiras de
eonta alheia, 'assim como se preparam obras
de carapira por machina e por precos cem
com ""'"Hcia.
Drogara
Faria Sobrinho & C-, droguistas por at-
acado, ra do Mrquez de Olinda n. 41.
Cliapo* para enbera
Um lindo e variado sortimento de cha-
peos e chapelina para senhora, acaba de
receber Antonio orreia de Vasconcellos,
ra 1. de Margo n. 13.
Era justamente oode queria chegar o supplican-
te pars; estabelecendo um coufroato de seus lu-
cros com os do empregado publico, provar que
tem incoutestavel direito ao que pede-
Se o cidado que moatra p*-rceber annualmente
o ordenado nao loforior a 200*000 pode, no ter-
mos da lei, ser incluido no alistamento eleitoral,
nao ha quem contaste de boa f que o supplieante
esteja no caso de merecer o que ora solicita e es-
pera obter de V. 8.
Cernis, se conforme declara o nosso pacto
fundamental,a lei igual para todos, quer pro-
tejs, quer castigue ; nao ha duvida que, se os fi-
Ibos do tenente Vicente Joaquim de Caldas Bran-
do. que nem ao menos vendein bilbetes, julgam-
se com direito neluao no alistamento eleitoral,
para o queja enderecaram peticoes V. S., o sup-
plieante com melhoria de razio est no caso de
merecer a henra de fazer parte do brioso corpa
eleitoral desta comarca.
Deiza o supplieante de juntar certido de ida-
de, porque V. 8. coohece o bem e sabe que elle j
velho e disponsa se de provar que reside nesta
comarca, ha mais de um anno, porque nao ha quem
teja capaz de por em duvida que o supplieante
abri pela primeira vez os olhos ueste abencoado
torrao, onde sempre viveu e espera morrer.
Assim pede dvferimento.E. R. M.Joao Bap-
lista Muniz.
co, com mais ou menos perversidade, com mais
ou menos artificio at ser realisado se o delin-
cuente nao desistir da intencao antes de princi-
piar ou na marcha da execucao.
Mas entre o designio e acedo, entre o comeco
e a consuicmacao pide o crime ser frustrado por
qualquer das segrales eircumstancias: 1" por
desistencia voluntaria; 2* por engao; 3* por
PIBLH14C0ES A PEDIDO
(flUCNto da tentativa dos crimen con-
tra a Ida e contra a perfecliblll-
tlade da forma nataral do nomem
em pena especial
Iguarass
Joa BapllMta Sfluuiz ao respeitavel
publico
Constando-me qneojuiz de direito interino,
Telesphero Gomes de Araujo, estava resolvido
seguir as pegadas de seu Ilustrado antecessor Dr.
Amorim, em negocios de alistamento eleitoral,
apresentei-lhe, ltimamente, urna peticao, reque-
rendo que bouvesse por bem dar-me a patente de
eleitor.
Fui formado por um amigo, que milito me me-
rece que gmente os liberaes obtiriam de 8. S, in-
dependente mesmo de prova, a incluso no alista-
mento eleitoral: mas nao dei crdito noticia tilo
dessgradavel, por ser um hemem de incalculavel
boa fe.
A minh i peticao, que vai abaixo publicada, es-
tava revestida de todas as solemnidades lgaos e
expunha. clara e lgicamente, os motivos pelos
quaes eu me ulgava con direito ao que pedia.
Nao vem fofS de propo-ito dizer que as influen-
cias liberaes la comarca me havia garantido a mi-
nha inclusa", se por'ventura estiveese rosolvido
acompaulr.il US.
E' conveniente accresacntar ninda que no me
rtfiro aos primeiros vultos polticos e sim aos sub
chefes, que sao muitcs.
Ojuiz Telesphoro, na imposaibilidade de inde-
ferir a minha peticao, pelos meios legaes, lembrou-
se de ordenar que o escrevo competente reconhe-
cesse a lettra e a firma da referida peticlo.
8emelhautc escapatoria nao 6 digna de un juiz
recto e conscencosi, urna vez que o esp irito da
le, exigindo somelhante formal idade, te ve smente
em vista evitar que fosfem incluidos no ulistami-nto
eleitoral individuos, qeu nao soubessem 1er ncm
escrever. >..
Ora, se eu dtei e assignei a minha peticao
visto que sei ler c escrever, e, perianto, a exigen-
cia do juiz foi filha de exaltadas ideas polticas.
Felizmente sempre enxergo alguma ecusa intcl-
kctualmente fallando e nao duvido era provocar o
Sr. Telesphoro para tima discusso jurdica sobre
bens de irmandade
J exerci diversos cargos pblicos, entre os
quaes os de caixeiro de venda e soldado da guar-
da local e, a parte a modestia, estou muito lido e
escorrido.
Demais, vivo no meio dos hemens, faco viagens
para elles, sendo que j cncontrei um que, man-
dando-me ao Recite p, deu-me depois em paga-
mento um mil res por cecta e, promettendo dar-
me depois o resto, (oque cao fazia na cecusiopor
. tilta de troc) deixou me ver Mofas. .
Nao me retiro o Dr. Telesphoro.. Nunca fi-
lei bieudos, nem me apaixcnei por c.>lafates!,(pas-
sariohaa) e quem olh .r para mira t que sju ho-
mem, no genuino senti-lo da pilavra.
Se algum dia, par influencia dos meas amigos,
eu chegar a s-r auapleute de juiz substituto, pie
ficar certo o Dr. Telesphoro que nocas i do orde-
nar a arreavitac-o de qutlquer bjm do patrimo-
nio de N"ssa Senhora doSoc?orro de 11marac,
nao inandarei Bastar cuatis por inteiro. em ava-
liaces de 300JOOO !
Sim, digo muito bem ; Gustas no valer de mais
de 210/000, em tes casos, um absurdo e mais
alguma cousa que nao qualificarei !!!.'.'
Conheco muito os arts. 40 2 e 19G do decreto
n. 5,737 de 2 de Setembro de 1874.
Nao ista de admirar, porque tive um primo
que esteve muito perto de ser nomcado contador
interino dcste juizo."
Sao muito grandes os moas affazeres a nao es-
tou isposto a entreter discussoes pela imprensa
con o Sr. Telesphoro.
Sou muito apeu .ado e, confesso o meu defeito :
e gosto de topetar me com os caira* como eu.
No meio da minha classa qne eu sei folgar :
pulo, salto, dou chifradas e faco mil tropelas.
Com S. S. nao quero latas, pirque homem que,
antes de entrar no combate, manda logo qae rc-
zem 0 subvenite ao adversario.
Termino, declarando-lhe que convencido deque
nao me admittir, em hyx>othese alguma, no alis-
tamento eleitoral desta paroebia, deixo de a presen-
tar nova peticao, feita e assignada por mim.
S. S. alista mortos, faz de vigario geral, jnlgan-
do justifieacoes de idade por sentenca, nao tem
olhos para ver e^tampilhas falsas em papis de ar-
rendamentos de sitios, para prova de renda, anti-
data despachos, como acaba de fazer no dia 16 do
correte mez, dia em que estava no Recite, com
mette, euifin, toda sorte de loucnras para satis-
facer os seus amigos ; entretanto, recusa a minha
entrada no batalho dos eletores desta comarca,
so porque ainda nao estou definido em poltica.
Contine S. 8. a brilhar (sendo opaco), e fique
certo' de que os vindouros bao de erguer-lhe urna
estatua no Trigueiro, pondo lhe sobre a virginal
cabeca urna corda de... lolha-j de bananeira.
Iguaraas, 20 de Outubro de 188l.
<7o5o Raplista Muniz.
pbtiqAo
film. Sr. Dr. juii de direito interino. Jo2o
Baptista Muniz, filho legitimo de Francisco das
Chaga PachEeD Muniz, natural desta provincia,
com 40 aones de idade, solteiro, negociante, mo-
rador nesta parochia de Santos Ccsme e Damiao
de Iguarass, 1" districto de paz, Io quarteirao,
vem com o mais proundo respeito requerer V.
S. se digne mandal-o adinittir no alistamento elei-
toral da referida parochia, cuja revito precde-
se actualmci.tc.
O supplicant p;.ssa i espr as justas razes
que tem para suppr que V. 8., cuja rectido ja-
mis foi posta em duvida pelos levantados espi-
rito, deferir o sen requ?rimento.
Nao deseonhece V. S. que por differentes modos
pide o cidadao fazer js acoocoirer s urnas com
o tea Voto, admittindo a lei eleitoral, entre outras
provas, a da renda proveniente de industria ou
profisso.
;Qe o supplieante exerce de longa data nesta
comarca, urna profisso mnto lucrativa nio ha
quem seriamente possa ccntestal-o.
Se o testemuuho de V. S. pudesse ser invocado
pelo supplieante para a prova do que fica dito,
elle o invocara nesta hora solemne.
Vendedor de bilbetes de lotaris, as desta pro-
vincia, de Alagat e de amitos outros pontos do
imperio, o supplieante tem eatabelecimento na raa
Direita desta villa, ponto central de sus negocia-
coes.
Lucra por semana o se pplcante, qnantia supe-
rior qnatro mil ris, sendo fcil qualquer ari-
tbmetico coabewr que no espaco de um anno (52
emanas), apura o suppl cante a elevada somma
da 208/000.
J nao quer tallar o supplieante das gorgtas
que lhe do pelas sortes quo vende.
O Cod. faz essa distinecao no art 34, em virtu-
de da qual deixo de parte a que tem peua especial,
e oceupar-me-bei da que punida por outro meio
de penalidade como adiante direi.
2 do art. 2 em geial define a tentativa do
crime, quando for manifestada por actos exterio
res e principio de execucao, que nao tiver efiuito
por eircumstancias independentes da vontade do
delincuente.
A definico desta lei por tal modo tao vaga
em sua redaeco que, para proval-o basta saber
distinguir o supeinuo do necessario na ordem das
pilavrus de que se serve o legislador para formu-
lar o crime entre o designio e accao, ora figuran-
do um facto incompleto c ora o dando como real
annexando pena ; pelo que peco com a devida ve-
na aos ptimos criminalistas que me oucam com
attenco e benignida le em cousideracao ao bom
desejo de minha insufficiencia.
Uns nensain que a t ntativa sem pena especial,
sempre o resultaia de um facto material princi-
piado e nao consummudo attingeate a intenso do
delnqueme, outros que, nem sempre urna offensa
phsica criminosa principiada e nao concluida d
lugar a tentativa e na escolba, a fazem arbitra-
riamente como Ibes convm; outros que, s pode
ser formada quando o projecto for de marte ; u ou-
tros que, nao ha nenhuma, mas smente a punir a
offensa phsica que o delinquente estampar na pe-
soa do cffendido considerando urna perfeita Ilusa >
qualquer tentativa de crines contra a vida e con-
tra a pertectibilidada da forma natural do ho-
mt'm.
Srm mais demorar a minha jornada nem abusar
da paciencia do benigno leitor que me faz a h > i
ra de ler, passo affigurar urna dupla tentativa
por meio de auna de fugo, que de todos as armas
do crime a que nao d tempo ao agente a limitar
a intenso nem desistir della, depois de despa-
rada.
Eis o caso :
Pedro fe* urna armadilba para a tiro de cara-
bina matar Paul", quando passasse em certa hora
e lugar, o que muite coinmum entre os quo se
entregam a e.-n; d.is : mas Paulo casualmente bis-
pando a citada, dispoe a carabina em plano con-
trario para matar Pedro instantneamente quando
fosse ao lugar ver a presa ; prm Pedro tambem
casualmente bispanJn a nova citada nao cabio
nella, teudo disparado nos dous casos.
Como se v, ficarain ambos Ilesos e a punicio
seria um disparate jurdico ; mas Pedro deixou
esqueer, mais tarde fez a armadilba em outro lu-
gar e quando Paulo seapproximou a arma dispa-
rou e o terio fazendo-lhe a offensa do art. 201.
Mais tarde, Pedro fez a armadilha a arma dis-
pirou e produzo em Paulo a offensa do art.
202.
Mais tarde Pedro fez outra armadilha a arma
disparou e fez em Pauto a offensa do art. 203.
Mais tarde, Pedro repetio a armadilha a arma
disparou fazendo em Paulo a ouensa do art 201.
Mais tarde, Pedro rep rio a armadilha a arma
fez em Paulo a offensa do art. 205.
Mas tarde, Pedro encontrando Paulo s lhe p
de fszer a offensa do art. 206.
Pedro que a sua intenso era matar a Paulo,
D.'issadcs alguna annes de n.vo montn a armadi-
lha, a arma disparou e o projectil alcancou Paulo
e o tns'ou instantneamente.
Estes factos provam a toda luz que, as elfensas
phisicas contra a vida sao essencialmente diffe-
rentes das que atacam a iotegridade da forma na-
tural da pessoa; por qnanto aqu-llas sao absolu-
tas e r guiadas pelos arts. 192,193,196, 197,199,
271 do Cod. e 19 da novissima reforma judiciaria
e estas sao relativas e reguladas pelos arts. 201,
202, 203, 204, 20>, 206, 219, e 19 snpracitados,
sendo que qualquer dessas offensas sao verdadei-
ros crimes definidos na lei com pena especial para
cada um del les.
Sao, porfln, verdadeiro crmes, porque delles
resultara damnos de uns e proveitos de outros ;
damnos dos cftVndidos e proveito do3 delinquen-
tes ; por isso diz a lei que, qu indo o crime for
commettdo por mais de um delinquente, a satis-,
firao do damuo ser feita a custa de todos, fican-
do porm cada um delles solidariamente obrigado,
e para este fim se havere por especialmente hy-
pothtcados os bens dos delinquentes desde orno
ment do crime
A bypotheca comprebende tambem os bens dos
que gratuitamente tiverem participado do provei-
to do crime e esta garanta comprehende igual-
mente o pagamento da multa.
A obrigaco de satisfazer tudo isso passa acs
berdeiros dos delinquentes e o direito de haver o
daino passa aos herdeiros dosoffendidos, sendo na
duvida decidido em tavor destes contra aqnelles
como tudo precei:ua os arts. 22, 27, 28, 29 e 30.
Disto resulta sem seria objeccao que nao ha cri-
me sem darrno e sem que delle resulte proveito ao
delinquente ; por quanto os que commettem crimes
sem proveito por se achaiem comprthendides em
alguma excepcao da lei como as d art. 10 pagam
o damno e sao escusos da pena corporal, por con-
sequencia evidente que o proveito de todas as
csndi.oes de um crime perfeito a mais essencial.
Ora se crime ou delicio pelo art. 2 toda aeco
ou omissao contraria a lei penal, se esta lei em sua
seqnencia dispositiva abandona este ideal e de-
signa um a um os crimes contra a vida e contra
a integridade da irma natural do individuo em
dous grupos diferentes do maior psra menor, e de
menor para maior.
Si para La ver erime oo delicto essencial, alm
da inteusJo do delinquente e efFeito material, o
concurso do damno e proveito, claro quesem o
concurso semultaneo desti.s quatros condices, ou
faltando qualquer deltas na accao ou omissao, nao
ha crime perfeito punivel, massmente actos mos ;
por quanto actos mos e nao crimes sao todos que,
apezar de parecerem contrarios a lei penal nao ha
nella para elles pena especial e por isso a sane
ci coercetiva pertence ao foro interno e naja
vista ao que diz o art. 110.
Nao obstante a tentativa sem pena especial me
persegue como eu a persigo e hef de reducil-a a
um cifrao pot inconveniente a jastica, ou pelo me-
nos abrir caminho a reduce* a urna perspicacia
mais lucida de maior grandeza, se eu o nao fizer
eomo desejo.
Nao ha tentativa ^ossivel conjunctamente com
offeoea phsica centra nm mesmo offendido opera-
da em tim s jacto por um nesmo delinquente ;
por qaan'to qualquer que seja a offensa phsica
tein por sua natureza urna pena, correspondente
e esta pena exclue a da tentativa que fica reduzi-
da a um facto psychologico ou eusaios mentaes do
projecto com toda manitestaco dos actos exterio-
res e principio de exeeucio.
Se porm se disser que, a tentativa por si
si mesmo um facto delictuoso desde que a intencao
se manifestar por actos exterior e principio de
eiecucao sem offensa physiea, evidente que ne-
nhum damno e proveito resultando no ha. crime e
desta forma desapparece a obrifeaco da satisfaco
do damno com o direito de pedil-o que s nascem
de otiensa physiea e nao de actos iotencionaes
rnente que como j disse sao regulados pilo foro
interno.
O designo o projscto como pela tentativa ca
miuha a vontade do delinquente para execucao do
crime por motivos anteriores ao designio com razio
ou sem tanta que justifique urna justa desaffronta
ou v ndieta arbitrar a.
Os motivos valem tanto, quanto cala um os ccr-
siderar as diversas origens, e desta forma prin-
cipia a idea do crime com mais ou menos ostenta-
Vimos como se faz o duplo movimenlo da expor
taco e mportacao que vem a ser trocas de mer-
cadorias em especie entre as nacoes, recebenda
cada urna no valor das que receba o valor das que
exporta, sem figurar remessa de dinbeiro de nsco
nacao, para recprocos pagamentos, mas q.e
estes pagamentos em dinheiro cada um dos impor-
tadores o recebe sem lhe ser remettido pelo impor-
tador, porque o exportador daqui, por excmplo,
tendo dinbeiro de sua exportacaa no estrangeiro,
manda com este dinbeiro pagar o que de l exporta-
ran) para c, e recebe em lugar daquelle dinbeiro
o producto da exportacao que fiseram psra aqu
aqnelles que sao pagos l com o producto de nossa
exportaco.
Assim d-se urna braca de dinbeiro por dinbeiro,
de pagamento por pagamento.
Remetto algodo pira a Europa e o meu com-
missario o vende e recebe o dinbeiro e aguarda as
minbas ordena: Joao na Europa (e milhares delles),
nos manda tecidos, que sao vendidos aqu e seu
eommisario aguarda as suas ordens.
Ora se ha de esse commissario mandar este pro-
ducto para a Europa e o nosso commissario nos
mandar do l o producto do minha exportaco,
paga l por minha ordem ao que tem dinbeiro
aqu, para me ser paga quantia igual eomo dinheiro
que tem aqu aquelle a q<>em mande! pagar.
E' pois troca de dinheiro e troca de pagamento:
troca do dinheiro que meu e est fora, por dinbei-
ro que alheio e est aqui; ficando no entanto
cada U'!l destes dinheiros no lugar ou praca em
que est.
Este duplo movmento porem operase por meio
de um terceiro agente commercialos bancos ou
catas bancaras,e veremoi Como, se isto tor
necessario para o nosso proposito.
Mas eu profer que a exportaco regularmente
igual a importaco, e que noa casos de excepeJo,
quando a exportacSo excede mportacao, este
excesso satu do paiz como pagamento de diversos
modos, pelo que naoficatn em'debito as nacoes que o
reeebem, salvo quaudo este exeesso o resultado
de um emprestimo contrabido no estrangeiro.
Ento este exeesso coastitue um debito; (mas
esse debito nao ha de ser pago com remessa de
dinheiro, nem recebido em dinheiro seno quado
ha falta deste genero ou sobra de dinheiro na cir-
culaeSo, porque ento elle entra ou sahe como
mercadoria pelas primeiras nortas que se lhe vio
abrindo. Do contrario, se nao ha taita o dinhei-
ro s pode entrar por um capricho do governo que
contrahio o emprestimo, para vel-o sabir inmedia-
tamente.
Para demonstrar que a exportaco sempre
igual a mportacao se deduzirmos aquella parte
que sahe para paganento ou aquella que entra por
emprestimo, necessario conhecer-se as leis que
regem a moeda e todas as ontras especies de meio
circulante, donde resultar anda a demonstiaco
da proposito quea moeda Dio entra ou se importa
pira pagamento, mas sortete como mercadoria.
Todo o meio circalante que nao a moeda
(moeda motalica) s tem o valor de representaco
da moeda; tanto qne todo o papel circuanme resa
uestes mi n'outros termos que ellevale ou por
elle o banco tal ou O estad pagar tantas libras,
tantos francos tanto fl iras, tanfos dolars, tantos
pesos, etc.
Quauto aos nossosis, este estupido padrao
monetario, sem significacao algunm, produzindo
to dolorosos effeitos econmicos, quanto nelles
falta imprevista e propria do instrumento do crime
na occasio ; 4a por accao de terceiro ; 5' pela
distancia; 6 pela morte instantnea do delin-
quente ou da paciente poi causa extranha ao pro-
jecto no exerclcio do crime; 7 por ser eonsum-
mado o projecto no cadver do projectado, o ie-
linqnente separando-lhe a cabeca do corpo, o
suppondo vivo a dormir.
A excepcao da Ia crcumstancia, todas as mais
sao absolutas frustratorias do crime independentes
da vontade do delinquente; aqui a patavra eir-
cumstancias est no plural, logo quando a pala-
vra eircumstancias estiver na singular arredar a
culpa do delinquente e o tornar innocente em urna
omissao voluntara de intencao e accao?
Eis um formidavel vicio de linguagem da pro-
pria lei que autorisa dizer que, s ha tentativa
quando houver mais de urna crcumstancia, e nao
quando houver urna smente, resultando o grave
absurdo de que bastando qualquer deltas para
frus'r ir o crime contra vontade do delinquente,
seja necessario mais de urna para fazel-o culpado.
E' o caao es que s a lei culpada em dizer
mais, porquanto bastava dizer por qualquer cir-
cunstancia independente da vontade do delinquente.
e nao como diz por eircumstancias independentes
da vontade do delinquenie usando de urna genera-
lidade iucanvemento as leis penses que sao presas
as fon tes de justica e equidad* pelo 18 do art.
179 do Pacto Constitucional, e ao que textual-
mente dissercm suas palavras e nao ao espirito e
pensamento das palavras que serven de regra a
outras leis que nao slo claras em seus textos e re-
daceo.
A clareza o melhor thesouro de estabilidade
das leis emquanto duram os seus motivos na or-
dem em que sao feitas, e a obscundade como grave
enfermidade nao s ataca a vida real das leis
como se encarrega do enterro da justa npplcacao;
o caso em que a tentativa se Darafasta com perda
de valor por defrito da lei, quando para levanta! a
bastara que o legislador fizesse nesta especie de
erme o mesmo que fez no art. 274.
Mas pelo contrario, o Cod. ne3ta narte nao s
defectivo na questo das circunutonctas, como
mesmo anda mais as palavras actos exte-
riores e principio de execucao, > fraseado alias
tlegante de boa litteratura, parem improprio de
urna lei criminal, que pela gravidade de seu objecto
nao comporta definicoes incompletas e vagas c ,ma
se nota em todo ideal da tentativa sem pena es-
pecial.
Quem diz principio de execucaj ou se refere ao
designio e ueste caso o acto interior com a pas-
sibldade de caminhar para o exterior, ou se re-
fere accao e neste caso se manifesta exteriormente
a intencao com a possibilidado de ficar em comeco
ou de chegar ao fim, disto a responsabilidade legal
correspondente a offensa physiea que produzir, e
nenhu.na na hypotheee contraria.
Do exposto enfiro quo o principio de execucao
com os actos exteriores, quer se refiram ao desig-
nio, quer ac(o, h em tudo urna celebre confusao
um sem modo dispositivo da lei que por si mesmo
se encarrega da denonstral-o sem estorbo de seria
rfflftrit
Nao termina aqui, contina a confusao no art. 34
quando manda desetntar um ten; > da pena em
cada um dos graos em quo o reo for candemnado
por tentativa de crimes cuja mximo da pena for ;
Io morte, 2" greio ou desterro perpetuo.
Ora se aqui a lei estipula a e restrictamente 4
casos em que tem lugar a tentativa sem pena es-
pecial, como e por que meio podero os rigoristas
levantarem tentativas de crimes cujo mximo das
penas for inferior aos que alli estao ostipulados ?
E' verdade que, a ultima parte da art. 2 diz
qae nao acra punida a tentativa de crime ao qual
nao esteja imposta maior pena que a de dous me-
zea de priao simples, ou desterro para fra da
comarca ; mas esta disposico nao s est em i n-
tnou.ia com a do art. 31,'como mesmo sendo an-
terior lhe subordinada.
(jando muito diro: ha quatro caaos e nao
mais He quatro em que ha tentativa punivel sem
pena especial e basta para provar a the8C da lei
Isto mesmo nao procede; por que alm do vicio
das eircumstancias e da questo de offensas physi-
caa que ficam demonstrado, que vantagens resu'.-
tam de disposicoes antinmicas entre si para disto
se tirar argumentos que valhain tanto quanto
necessario em direito para provar a existencia da
tentativa puuivel qu?, os mesmos criminalistas a
cansidtra com repugnancia?
Basta e de summa vantagem social que tejam
pun os os crmes perfetos em razo da intenso
e do tacto material estampado n> pessoa do ofen-
dido, c remetter os duvidosos para aleada da mo
ral que a que existia indefectiva antes da le
escripia.
Pens, com a dcvida venia aos sabios crimi-
nalistas, que nao ha tentativa punivel de crjmea
contra a vida e contra a perfectibidade da forma
natural do homem, devendo ser reparada essa
grave tacana de modo a remover o arbitrio e a im-
punidade que por mais de urna vez tem acontecido
na jurisprudencia pratica e desta forma conctuo
este tosco e ligeiro escripto, deixando um largo
espaco a quem inelbor trate dessa grave questo.
Borges 2'avtra.
'-"^96-------------------
O Mr. Rosa c Silva
IV
nao se tem pensado, s ae conserva, porque do
que mais serio e importante do que menos
seriamente se trata nestf paiz.
Se o papel de crdito s tem valor de represen-
taco da moeda, eata tem valor proprio, o valor do
trabalho que custou o metal, e o trabalho do fa-
brico.
Ora, como naturalmente, e se fazia de princi-
pio, ag trocas de um producto por outro ae ajut-
tam pelo valor de cada producto, ou de parte del-
le, ato pelo trabalho que cada um custou, quan-
do se comecou a trocar qualquer producto por um
pedazo maior ou menor de ouro e pra'a, e fasia-se
como faz-so ainda o ajuste das trocas de cada ob-
jecto por cada quantidade de ouro ou prata de
custo do mesmo trabalho.
O ouro e a prata antes de sorem empregadoa no
fabrico da moeda, eram produzidos para todo3 os
demais usos a que anda hojo se applicam. Nao
f arain estea metaes os primeiros de qae se fabri-
cou a moeda ; mas vieram todas as nacoes a usar
delles para este fim por aem de todas aa materias
de que se possa fabricar moedas os de maiores va
lores, as maja p quenas quantidades, porque a
materia prestavel a fabricaco da moeda, cuja
produccao maior trabalho cuata ; pois o valor de
todo o producto o trabalho que elle custa, einbo-
ra a sua falta ou abuudancia accidentaeg no mer-
cado lho mponha nm preco diferente do valor,
encarecendo-o na falta ou depreciando-o na abun-
dancia.
A estas qualidades destes metaes accresca o de
sua raaior duracfio e a de serem elles os que sna-
tentam o valor menos variavel, por cu3tar geral-
mente a sua produccao quas o mesmo trabalho.
De outros ra taca de muito manos valor ae fa-
bricano moedas tambem de muito menores, de nfi-
mos valorea, para as nfimas transaccocs ; porque
seria impoasivel fabrical-as de ouro ou prata, por
carecerem ellas de ser to pequeas que escapa-
riam dos dedos. Mas como o valor desses metaes
nao tam a quas invariabdidade do valor do ouro
e da prata, por ato estes dous metaes foram toma-
dos em quantidade do peso determinado, para pa-
drao ou termo de compararlo dos valores de todos
oa demais productos do trabalho, aendo certo peso
de prata o padro monetario de una eatadds e cer-
to peso do ouro o de outros.
Assim os contractos, aa compras o vendas na
Franca se ajustan por tantos francos, (certo
peao determinado de prata) e fraccoea delle ; -e na
libras
Commeadador Jos Pedro das Neres.
Engenheiro Carlos Alberto.
Horacio Marques do Amorim.
Balthazar de Albuqaerque Martina Pe-
reira.
Jos Prente Vianna.
Jos Neves F. de Andrade.
Antonio Muniz Furtado.
Jos Joaquim Gomes Ferreira.
Pedro de .Souzi Ramires.
Fernando Alfonso de Miranda Leal.
Juizas protectoras
A8 Exmas. Sras. :
D. Mara Adelaide de Mello.
D. Arceelina Urcecina de C. GrnimarScs.
D. Accacia Botelho de Andrade.
D. Rita de Caasia de Carvalho Neiva.
O. Isabel Baptista Fernandes.
O. Olympia Rosa Carneiro Monteiro.
D. Joaquina Baptista de Medeiros.
U. Thereza de Andrade Lima.
D. Guilhermina Mondin Pestaa.
D. Mara Carolina da Silva Kelly.
D. Joanna Guamao.
O. Jenuina Fernandes Laal.
D. Mara Eugenia da Costa Carvalho.
M. Mara Emilia da Silva Manta.
D. Olympia Borba Cavalcante.
O. Anua Baptista de Menezes,
D. Florida Xavier de Salles.
O. Serafina Carneiro da Cunha.
D. Josephina Marques Galvo.
D. Josephina Ferreira de Aguiar.
Juizes por devogao
Os Illms. Srs. :
Tenente Joto Paulo Rosas Cesses.
Hermenegildo da Silva hoyo.
Antonio do Rsgo Araujo.
Antonio Teixeira Ramos.
Caetano Ferreira Ramos.
Antonio Pacheco Dias Torres.
Rodolpho Cavalcante .de Albuquerque.
Inglatena por tantas libras esterlinas (ouro) e
fraccoes delta. XT
Entr na porm o caso o contrario ; partimos \ "J0?.6 Jouaim do Nascimento.
de qne devia aer a fraccao e a tomamos como uni-! Ja'i0 Ferreira da Costa Porto.
dade ou padro de nosso systema monetario, o
realmoeda que nao existe ou nunca existi, em-
bora certa quantidade de cobre contenha 10 ou 20
ou 40 rie, como j tvemoa de 5 e de 80 res,
donde vem um dos maiores desastres econmicos e
financeros que aoffremoa, de que alias nnguem
se oceupa e parece que nao d por elle. E estes
desastres resultara de que esse nosso padro mo-
netario o mesmo que se nao tivessemos nenhum
padro monetario ; e a razo :
Todos os nossos contractoa e pagamentoa to
feitoa, na confarmidade do nosso padro monetario,
por tantos ris, tantos contos (milhoes) de ris.
Ora, o ouro posto que tanha o valor legal de
taatos ris, ato da oitava por 4J, nao tem este
valor commercialmeote; e tendo aa notas do go-
verno e do banco do Brasil curso oreado, as quaes
nao resam tantas oitavas ou grammas de ouro,
maa tantos ris, aa obrigacoea de tantos ris, ou
tantos mil ris, ou contos de ris, pagam se com
aa notas do governo ou do banco porque o ouro
que tera valor legal de 43000 por oitava, tem mui-
to maior valor no commercio; e todo o dia vai
custando mais ris de papel mojda, embora sa oa-
cilacca que apenas iuterrompem, mas nao con
tm a descida do valar do papel em ouro.
Sendo o ouru o drahetro cora que ae pagam as
mereadorias estrangeiraa. porque elle que regula
o valor de todas aa cousas, quando aa pagamos
aqui com aa noa^aa sdalas, pagamos a quanti lade
de ris que compre a moeda da ouro, e partanto
mais ris do que a moeda que a lei taxou ao valor
do ouro. Assim todas aa^couaaae todos os trabalbos
Vilo custando cada dia mais ris do que oa ris que
cnstavam no tempo em que a oitava de ouro valia
4000, isto todas aa eousas e trabalboa veera a
eustar, regra geral, a mesma quantidade de ouro
que custava d'antea.
Assim quem contratou ha alguna anno3 pagar
tantoa ris ou milhoea de ris (contos) paga muito
menos valor em ouro do que realmente deve.
D'abi se v, portanto, os enormes prejuizos que
resultara deste nosso padro monetario que assim
Ilude todos os contratoa e trazem continuamente
oa maiorea transtornos no movimento commerci I
de todas as alturas, pelas variacoes continuas de
precos, nao podeudo ningum regular a economa
de sua vida^
Assim o nosso padro de 45000 por oitava de
ouro, nao padro, nao unidade, porque a oita-
va de ouro tem por base urna unidade qae nao
existeo realou que o vintetn de cobre. Vem
assim a ser de cobre o nosso padrao monetario.
Se o papel de 15000, troca-se sempre por 50
vintens de cobre, o preco das coasas pagam-ae
aegundo o valor real do ouro, e portanto por maia
cobie ou por mais notas do banco ou da governo.
Este typo ou padro de nosso syatcma produzin-
do todos estea tranatornoa e prejuizoa, muito maior
embaraco traz para converso do papel moeda
em metal, de cuja necessidade todos esto conven-
cidos; porquanto se a converso se faz pela reti-
rada de grande quantidade de papel, que eleve o
restante ao valor de 4000 par oitava de ouro,
produzir a crise mais desastrosa de todas quantas
se tem dado no paiz, porque os devedorea por to-
dos oa contratos feitos agora e antea, tirio de pa-
gar muitissmo mais do que devem.
Se a retirada de papel vai-aefazendo lenta nent-
a 5:000 contos por anno, como quer o Sr. Belisa-
rio, a deagraca de todos oa devedores nao deix i de
aer a mesma, embora maia moderada; porm tanto
mais maderada, quanto mais extensa; portanto a
mesma desgraca para o paiz ; porque se menor o
mu 1 para oa devedorea actuaes, que pouco pagaro
mais do que devem, ao passo que o papel far su-
bindo de valor com a rectirada parcial delle, essa
desgrana ir alcanzando os devedores futaroa, que
tero sempre de pagar maia do que devem.
O nosso padro monetario, pois, que o cobre,
vira a produzir anda maior mal e calamitoso mal
tratando-se dacoaversodo papel, se nao tomar-se
medida qae o previna.
Adiante nos oceuparemos disto que n-s levou a
esta digreaso, o tratamos do padro da moeda.
Prosigamos, pois, no nosso asaumpto, ato das
leis ou principios econmicos que regulara a moeda,
para demonstrar que o dinheiro nao entra ou sahe
de qualquer paiz para outro (nem de praca) porne-
cessidade de pagamento de divida, como parece ao
Sr. Rosa e Silva, mas como mercadoria, por ne-
cessidade ou sabr do dinheiro no pvz, segundo o
maior ou menor valor das transaeces, o que re-
galado pela maior ou menor produccao em diffe-
rentes epocbaa ou periodos. Aasentados, porm,
os principios deixemos para outro artigo a cooclu-
so desta demonstraco, pois que quasi todos oa
leitorea desanimara, vista dos artigos mais lon-
gos nos jornaes.
R-cife, 27 do Outubro de 1885.
Affonso de A'buqutrqut ?dello.
Elei^ao
Dos devotos que ho de festejar o mila-
groso S. Gonzalo da Amarantho, qae
se venera na capella da Santo Amaro
das Salinas, no anno de 1887
Juiz perpetuo
O IUm. S. Dr. Miguel de Figuera Faria.
Juiza perpetua
A Exma. Sra. D. Olympria Afra de Mon-
donga,
Juiz por eleicSo
O Illm. Sr. Manoel Joaquim da Costa Ra-
mos.
Juiza por eleicSo
A Exma. Sra. D. Maria Henriqueta Tei-
xeira Lopes.
Juizes protectores
Os Illms. Srs. :
Dr. Fausto de Albuquerque Gadelha.
Dr. Manoel Joaquim Machado Jnior.
Dr. Olyrapio dos Santos FalcSo.
Dr. Domingos Jos Marques.
Dr. Jos Anselmo de Figueitedo Santiago.
Dr. Jos Alves de Assumpcao M-nezes.
Dr. Alfredo A. de Medeiros Marques..
Dr. ThemoleSo Peres de Albuquerque Ma-
ranhSo.
Dr. Augusto Serafim da Silva.
Dr. Jos Julio Fernandos Bastos.
Caetano da Silva Prezado.
Jos da Silva Ferreira Tigre.
Augusto C. Boa Viagem.
Joaquim Anselmo do II. Cavacanto de Al-
buquerque.
Othon Jos da Silva.
Fernando Magalhaes da Silva.
Manoel Jos dos Santos.
Manoel Borges Lerl.
.rthur Gouveia da Costa.
Jos Maria da Costa Carvalho.
Jos Mara Ramos.
Juizas por devosao
As Exms. Sras.
D. Auna Antunes Ferreira.
D. Thereza de Jess. Francisca de Medei-
ros.
D. Francisca da Costa Guimaraes.
D. Maria G. Xavier Negreiros.
D. IJmbelina Machado do C. Xavier.
D. Maria Barboza de Oliveira.
D. Alexandrina Gusmao.
D. Augusta Pulcheria Soares Lei te.
D. Annunciada C. Alves da Silva.
D. Rita Rodrigues de Almeida.
D. Lonor Porto Filha.
D. Isaura Pacheco Soares.
D. Elisa dos Santos Coelhr.
D. Zulmira Marques Ferreira.
D. Pastora Tfieodorica dos Santos Filha.
D. Emilia Paulina dos Santos.
D. Isabel de Barros Quintal.
D. Maria Antunes Cavalcanti.
D. Mara Vianna II. de Souza.
D. Alexandrina Rubin de Carvalho.
Mordomos \
Os Illms. Srs.
Candido Fernandes Bastos.
Gustavo Lacio Mergulhao.
Sebastilo de Vasconeellos Galvao.
Bento Vieira de Mello.
Bartholomeu de S e Souza.
Pedro Alves Barboza.
Pedro Antunes Ferreira.
Leopoldino C. Ferreira da Si Iva"
Alfredo Barboza de Oliveira.
Arthur de Azevedo.
Augusto do Amaral.
Joaquim da Silveira Borges.
Manoel Pcreira Bernardino.
Antonio Francisco da Silva Maia.
Jos Joaquim Gomes Ferreira.
Joaquim Candido V. Couceiro.
Amaro Gomes de Oliveira.
Mordomas
As Exms. Sras.
D. Hermina Ferreira da Silva.
D. Eulalia de Oliveira.
"D. Amelia de Araujo Pessoa.
D. Maria d'Assump^o Silva Saraiva.
D. Maria d'AnnunciacaoB. Sodo.
D. Maria Aureliana de O. e Silva.
D. Alipia Mara d'AssumpcSo Ribeiro.
D. Orminda Paulina da Silva.
D. Maria Henriqueta Schuller.
Commissao en;arregada da testa
Os Srs. :
Presidente
Arthur Heraclio de Carvalho Guimantes.
Secretaiie
Agostinho Jacome Bezerra.
Thesoureiro
Jos Candido Fonseca de Medeiros.
Procuradores
Manoel Horacio de Freitas.
Henrique Maria Palmeira.
Diniz Fabriciano Paulino dos Santos.
Adjuntos
Joao Caetano de Moeiros.
Francisco Gomos da Silva Sarai a.
Do inicio deOarvalho.
Procurador geral.
Antonio Cordeiro de Medeiros.
Consistorio da capella de Santo Amaro
da Salinas, 6 do Junho de 1886.
O vigario, Augusto Franklin Moreira da
Silva.
O secretario,
Henrique M. da Silva.
da guarda cvica, cncontrei Jeronyme- Cemr,
que era nesta occasio interrogado pelo ititila
gadoe quando traba de retirar-ee para
pedio-me qi.e escreveise em um papel os I
Alberto de Barrospara nao contundir et>m m ts
Arthur, pois elle ignorante como sempre
esta confusao, e eu pron pamente fiz o m
pedia Jeronymo Cesar, porque nao va nktc
me algum.
Isto mesmo j relatei ao Sr. Or. Ar tsar m se-
cretaria do polica, quando elle queixava-$e t Jcr-
o escrivao Carneiro /orneado a Jeronym finar
a mandado do subdelegado um paptl com sMBae
de Alberto de Barros.
Talvez o Sr. Dr. Arthur, a imitaco de J
mo Cesar, esteja eaquecido do qne ae past
secretarla de polica.
Recife, 22 de Outubro de 1886,
E'pidio figiteirSO*.
Cajurubeba
Cachoeira deltapemirm, provincia de y>rij~
Santo, em 15 de Julho de 1886.
IUm. Sr. Antonio Pereira da Cucha.Ayutm-
me em levar ao conhecimento de Vmc. o tttmHwsIo
satisfactorio obtido em pessoa de uoinka limtTm,
com o emprego do Cajurubeba, de cujo
Vmc. o propagador.
Meu filho Maurio Coellio, de 18 ibbm, i
ou menos, soffria de nma grande ulcera a*
direta, no lugar que o povo geralmente 1
canella e este soffrimeuto datava de
para mais ; foi tratado por muito tempo tus di-
versos medicamentos internos e externe, aac
sempre sem resultado; porque a ulceracobsm
no mesmo estado e isto causava-me serio es
Afinal vendo anuunciado o Cajurubeba eoaa po-
deroso depurativo, tomei a deliberaco da tatpre-
ral-o para o curativo de mea filbu, eona san
vidro e comecei a dar-lhe, e fiquei realateste aar-
prebenddo vendo que meu filho, muito rm aatos
de acabar o vidro estava.com a ulcera coa
mente curada .' Est elle, pois, completas
sao do incommodo que por mais de usa aaa*c>
affli^ia e muito,.me mcommodou, e s pcsfiJr>-
buir o restabelecimento delle ao uso do Cm-
beba.
Elle aiuda continua usando do Cajurabtfe paa
maia consolidar o tratameiito.
Apreaso-me em fazer-lbo esta comaisa^am,
que pode tornar publica, am de queettmis
casos idnticos poasam colher resultados jgaaaa.
Com toda a consideracao sou de Vme. il'niln
respeitador e obrigado.
(Assignado)Mariano Jos Cod&e tim.
1X firma est reconhecida).
Progreftiio da Medicina A
nos d grandes novas annuncianlo-nos
tem feito um grande e importante desete)?
e que as insidiosas amarguras e siffrimcatb* i
sades pelaa raoleatiaa da garganta e dvs
da respirarn, podem aer atalhadoa cosa i
diato uso do Peitoral de Anacahuita; e isla
urna certeza e infallibitidade, at gora dasatakao-
cida na pratica da meiicina. A oaae
tal d'este delicioso e riquiasimo Xarope esa
do balsmico sueco extrabido d'uma arvore ~*
cana, chamada Anacahuita e nico especifico ;
tural at hoje conhecido para as affec^ea
ua^es. As esquinencias, oa b.encintes e a es-
tirar, cedem sua aeco com nma atiMato
verdadeiramente aasombrosa. Faz de>pp*Mar
a rouquidu dentro de poucas horas, a tmwito
a tempo e horaa impede a pesaibilidada c t-
sica.
C.jio oauaxii a contra as faUifiescoes, beerwm-
se bem que os n ornes de Lanman di Kemp'nrwam>
estampados em lettras transparentes m>
do livrinho que serve de envoltorio ca*
rafa,
Acha-se venda era todas as boticas jfjsa dr
perfumaras
Agentes em Pernambuco, Henrj FostwiC-,
ra do Commercio n. 9.
-4806&'
ssa-
Elpidio Figuciredo ao
publico
Na Provincia de hontem o Sr. Dr. Arthur qV^
Burros, (o mcamo que neata cidade tem ins .i_
tado a todos os que nao o applaudem) apjr ,rece
com um longo artigo, procurando afastar ae geu
irmo Alberto imputaco de mand- i fe
rmente, que soffreu o portugus M i .
o Sr. Dr. Arthur o fez por um m^ede^o e
poueo decente, pois P"\**'\m{lMT f9 neCesaa-
rio criminar nm teire*- -"" '*", Mta _. ...
panamento, como f f0'*^ parto n ""
Pioue certo ,at08 Credo-
soudalotieT r. Arthur, qae, amtgc.como
nio% u (te-i assim, do que fugtr delta),
nao chpg'. e8ta aB,-iiade a 'poat0 de me levar a
f.at'O .i actos qu na0 estejam de aecrdo com os
meras sen||mentf A
Estevado p xoposito de nao respander ao Sr.
r.^Arthur, p or a lonsclhos de amigos, pie-
O Tricofero de Barry arraiga o eaitito
que tem tendeucia para cahir, renova-lae aaa-
cimeuto mesmo quando o cabello j ttaba tta/p-
parecdo, conserva lhe a cor a detpeito da 'twa,
de enferraidadea oa pesares, e por spero ja* mi
torna-o xivel e macio como seda; limpa-o ca-
minando a tinha e a Cbspa, fortalece-o eatinaka
do delicadamente as raizes e promovetde a ajia,
evaporacao alrav3 doa poros co ecuro caatSatl,
exerce peculiar influencia vivificadora ackzt !
os vasos c ervos do pericraneo.
A' urna consideravel parte da sociedad eis
prescindivel o frequentar oa thcatros, bailas aa
irl-'s durante o invern ; a transice qne
tavelmente se produz, ao sahir de um sala
gado para o ar fro da ra causa de ii
molestias de garganta, resfriamentoa, riwaiailai,
Sao incoinmodo8 por assim dizer inevitavae f-
rm em compensado fcilmente curaveia ai jc va-
cor re r logo ao Xarope e Pasta de Seiv W.H-
nho Martimo de Lagasse ; preparados tsm j> re-
sultado da datillaco doa praheiros ma.?3ios
do Arcacbon, perto de Bordeanx, qae pcaiaos
um sabor delicioso e urna efficacia sen srraL
As darrhas to frequentes, durante vrrac,
sobretudo as de carcter chrouico, depenr ge-
ralmente do m:i) estado do estomago, cajas
cues esto perturbadas ou tornaro-se impeaalTt
'estes casos, os alimentos ebegam ao iai
nao digeridos e entretm a dianha qne sea
mo o rgimen lcteo consegne tazer par;. A'
vista desta tenacidade, mutos medeos an"ai
da marinha francesa empregaram a Payrnwai
para alimentarem os deentes e iibwmim a
cura da diarrha e o restabelecimento da saade.
Segundo esses exemploa, nao hesitames tu ve-
commendar aqs noasos letorea o uso do Viair> dt?
Chapoteaut, exclusivamente composto de pruna
pura de carne de vacca, diasolvida em en lioAo
generoso e U 'spaoha.
Lde com ateni'o
Importanissimo dociiaaenf
O Sr. Bernardo Jos doa Sanros, realeatc"j
Serrito, municipio de Pelotas, provincia da S&
Grande do Slu, querendo prestar urna homeaagviK
verdade, tornando publico aa virtudea do Vri
toral de Cambar, preciosa deseobft du
Sr. Alvares de S. Soares, de Pelotas, fez pW5*ar
o seguate mportan'issimo documento, em 808 jornaes da referida provioaia C
Levo ao conhecimento do publico k> sb
triumpho alcanzado pelo popular remed* Adh>-
ral de Cambardescoberta e preparajaa aar-
Alvaros de S. Soares, de Pelotas.
Ilavia seis aunoa que urna tosse grave aa*-
atormenta va dia e note, fazendo nltimaaaeasanivi-
tar j abundantes escarros de sangue : os paliaieav
com certeza, achavam-se affectados e ea> Moaa-
fallivelmente de succujibir terriveltr/*iem pa-
monar l
Um amigo sabendo do mea estado, *<
lhou-me o precioso Peitoral de Cambar^ :
te cem o uso de 12 vidros d'este importaa
medicamento, consegu eurar-me radieabata**,.
sentindo-me hoje forte e podendo j entregar-aa*
as lides de uinha fazenda do Serrito-.
Depois d'este caso, tenho aconseiladO sbjb-
ta gente o Peitoral de Cambar e todos tte t-
lhido resultados important.o.
Actualmente faz oo d'ete prepara**, xrme.-
muito aprov;itamen1a, minha filha Nentrirtfc ^p&
tambem se ach'^vt soffrendo do J-eltn-
Pezen^ft o Descanco, no Serrito, 2*d *-
tubro de_ 1881.Bernardo 3os4 dos Sautom. )r-
oonb'<)ceco como verdadeira a firma sapra.
"'^lemunho de verdade, o esorivo de gaa.
d&o S. de Gouveia. .
nicos agentes e deponanos geraes i
naabuco Francisco M. da Suva &. C 1
Mrquez de Olinda n. 23.







tendo mostr
que tratou <
erreumau, g,
r ao publico eomo se deu o facto, da
' Sr. Dr. Arthur, cercando-o de mil
Dr. Fernandes Itaim
Medico
Consultorio ra do Bom Jess n. 30.
Consultas de meio dia i 3 horas.
Residencia ra da Aurora n.i i.
Telephone n. idO
Di. G* Mi

Medito, panciro e op*J****'
Retidenoia rua Bar&o da Victoria .-l*
Conaultorio ra Duque de Caxias a.
D consultas das 11 hora da man**..**
tarde.
Attende para ss chamados a qmlpgf
"r .do ea, no da segrate ao que se deu o .n.%49.
eipanca- ^Jd'0 portugnea Moreira, ao quartel' wiepnone n. a
IIIGIUEL I
I



Diario de PernainbmoDomingo 24 de Outubro de 1X6
i
caridade
^"Xpoderao fiidar-se as prophecias, pode
rao calar m as l'mguas e poder ser abo
lid a sciencia, porm jamis ae acabar
a caridade.
8. Paulo-
Habitantes da Pernambaco e todoa que eate ar-
ar* 1-rem J Eu voa peco, eu vos snpplieo urna es-
ata* para mais de mil meninas desvalidas, abri-
rumm em 10 recolhimeutos de caridade, dois h .s-
tan de doentes c inda dois intrnalos de men--
aaa: sendo um na Saata F e o oatro na cidade do
Caristo, vos deveis saber que a caridade a
or mais tormosa qu.i Deas pUntou no Parano,
ae i ma mimosa filha do c >, e a filua mais ama
La*" teoj Dfus ee mais linda do que nm 10 de
que ella ae apresenta detronte do throa > de
it oroada de rainha e vestid* de gloria, final-
c imo diz 8. Paulo: a cajidade D.-us e
Deas a caridade.
Vos queris melhorar de sorte, queris apro-
tossos trablhos e vosaas tadigas, queris
prosperar vossaa industrias e vosaas artes,
erar o commereio e fiaalmente con pouco
cabaiao lacrar muito ?
Teade caridade ; f*zei bem conforme poderdes e
mo -conforme quizerdes. Quam d es mol a, d es-
aada a Deus, a esmola apaga o peccado, e fas
afear misericordia na presenca de Deus. Vos sa
bata ae Deua promecteu recompensar por nm que
m H, eem, em recompensa, e ainda deixar reeoin-
,,,- para a alma. Que ternveis prejuizos se
a^sr por este mundo em todas as industrias,
e outroa empregos da vida, por si terein des-
ado as leia da caridade Quantas miz doa-
tm vendido a virgindade por causa do
aaaadono e das amarguras da pooresa Quantas
-vieras teu perdido por eate motivo a honestidade !
S antas casadas a honra por caust do trabalh >
sa aeus maridos nao ebegarem para o sustento de
a familia, motivando tambem molestias graves
ae os priva do trabalho, tambem no resto da fa-
kiiia ue exija augmento da despesa.
amos roubes, quantos assassinatos pelo mes
i motivo! ... ,.
Pors vos sabis que a miseria e eouselneira do
Que respondis a isto, oh egostas ? Que
-saoeudeis a is'o, oh potentados da trra ? Que
_-eapoodeis a Uto, oh ricos avarentos ? E fiu.nl-
saate, niseraveis usurarios que calcaes com os
ais as leis ais santas que Deus estabeleceu para
eeidade dos pV08 e gwri voasa se vos a obser-
vasteis e em tudo cumprisseis.
Jalgae vos, que faaendo tao grande roubo aos
felises e desvalidos, faieis a felicidade de vossos
Utse e netos ? Pois francamente vos digo que
ai engaaos; pois elles herdarao por motivo da
nasa vareza ; asylos, demencias para tamarinei-
3*, esifermidades para hospitaes, ferros para mas-
sastras e cegueiras para nao seguir os vossos pas-
as) ; faucto da heranca da vossa avareza, pois
Oes cao deixa a virtude sem premio e o peccad i
m -pnmeo. E quando elle em um volver d
isatss ten destruido reinos e imperios. Como por
aeras vos resistir estando em posicao mais baixa e
aartanto mais fraca?
Acaba de acudir-me ao pe mamen t o o seguinte
wasplo: ""
Fei chamado para pregar as exequias de um
siea, ero Lisboa, o grande padre e grande Santo
Aatonio, e quando elle appareceu no pulpito, dis-
e: deseracado, em que empregaste o tempo e as
xaseesaa que te deu D.us? A vida empregaste
4sa aeres escravo de urna paizo baixa e vil que te
Daoaelhou a insurruar riquezas; a alma perdeu-
to eoraco nem co corpo est ; mas si queris
aasratral-o ide procralo que acharis em eima
f dbesouro que elle deixou; e os parentes asim
jserstn, e horrorisados encontraram o coracao em
jiama do mesmo thesouro. Que pharol luminoso
un as ricos!
VfAzripiai carreira, egostas e avarentos, procu-
ras eamprir oo deveres de Christos, de filhos, de
aaseiiii de pais e de cidados, e veris multipli
-sadtac vossos bens, veris abencoados vossos tra-
aatkoe e fadigas e garantidas as heraness de vos-
os* aerdeiros ou successires, e finalmente, cima
c todos esaes bens a gloria que Deus destina
Miles que cumprem fielmente t> sagrados de
commendo-vos, para que saibais que nSo do-
sa-m mim o.utr > interesse sen Jo oatro bem es-
prw nte e futuro e dos vossos, que a esoiola
s podis destinar para o fim que eu peco a nao
lis, e sim, entregai a outros que me So es-
isior.
Peca a todas as outras pessoas que os donati-
oa ae poderem dar os mande para os seguintes
ssaslBB*
Escrptorio do Diario de Pernambueo, Jornal
a> Bec'fe, casa commercial dos Srs. Brag* Gomes
* C, ra do Marques de Olinda n. 50, no Recife ;
^ Boa-Vista, ao Bvdm. Sr. vigario Augusta; em
, ao Bvdm. cooego Dr. Maia -, e finalmente,
e convento de 8. Francisco, celia n. 2, onde
-ase cho doente, a ponto de nao poder descer as
cadas do meatno cenvento.
Deu Mara Santissima a todos recompensa-
aalsfc
atote, 22 de Outubro de 1886.
Irmao lanado.
COMERCIO
tofsa commercial de Pe mam
bnco
ECIFE, 23 DE OUTUBRO T)E 188e.
As tres horas da tarde
f'otaeie* ofician
CaatVio sobre Santos, 30 d/v. com 7[8 0/0 d
qssaSo
descanto, hontem.
sobre S. Paulo, 60 d/v. com 1 1(2 0/0 de
descont, honteiu.
O presidente,
Pedro Jos Pinto.
Pelo secretario,
Augusto P. de Lemos,
p roe rana na da testado archanjo
h. Hlgael na matriz de S. los
do eclfe no da 94 de Ou
tubro de I 9H%.
Sibbado, 23 do corrate, co meio dis,
fea *erao os ares algurnas gyrandolas de
foguetes fazendo-seouvir a escllente ban
da de inusija do 2." batalhao de infanta-
ria.
Dominga 21, haver urna missa rosada
em tenco d^quelles que coacorreram (om
aeus obulos para realisa.ao d^sta festivi-
dade, soltaado-se ao romper d'alva urna
salva de 21 tiros e algumas gyrandolas de
foguetes aonunciando aos fiis devotos do
arebanjo >". Miguel que cheg^do o da de
sua festa. As 10 horas e raeia da manha
depois qua a referida banda tiver tocad i
diversas pecas de seu variado repertorio
entrar a festa sendo precedida de Tercias
A orquestra est con6ada a regencia dj
prestimoso irmao e hbil professor Lydio
de Oliveira qua far executar a missa do
maestro Santos Pinto oceupando a tribuna
sagrada o nosso irmao o cloquete prega-
dor da cap 1U imperial fr. Augusto da m
maculaia Conceicio Alvos. A' t*rie soltar-
se-ha alguns balos.
As 7 horas da noite oecupar a tribuna
sagrada o eloquente pregador o capitao
padre Leonardo J entrar o Te-Deum deaominado Sanca
Anna. Pelo presente convilo a todos os
nossos irmaos para assistirem esta festivi-
dade.
Consistorio da irmandade das Almas
da matriz de S Jos do Recite, 22 de
Outubrade 1886.
O secretario,
Francisco Vareliano Alves da Fonseca
Companhia do Beberibe
Previne se aos senh-'res concessionarios de pen-
nas d'agua, que principioo-se a fazer a limpeza
das incrustares do interior de urna das liabas de
eucanamento, para ligacSd deste aos novos e
fuoccionamento das novas obras, pelo que em al-
guns das, nao seguidos, durante a guana horas,
haver diminuicSo no fornecimento d'agua, mas
nao firerio desfalque na totalidade d'agua por
que a bomba a vapor trabalh ir a noite nos refe-
rid* s dias, tantas horas supplementares quantas
forero neceasarias preencher a differenca.
Escrptorio da c>mpanhia do Beberibe. em 16
de Outubro de 1886.
Cecliano Mamede,
DirecUr gerente.
N. 1?. Attesto ter empregado cora van-
ajosos resultados em doentes de tubercu-
loso pulmonar, em rainha casa de saude, a
Bmulsao de Scott oleo da figado de baca-
lho com hypophosphitos de cal e soda.
O referido e vejdade e o juro in fide mo-
dici.
Rio do Janeiro, 15 de outubro de 1884
Dr. J. Tavano.
Urna nuvem escara encobre a
luz do sol da nossa existencia
A' incerteza da vida juntase o mysterio
tenebroso da morte Em quanto que, por
um i parte, esse primeiro grito infantil que
nos annuncia que outro ser acabado unir-se
nossa especie, inspira urna alegria profun-
da, por outra part-i trememos de espanto no
ouvir o bater horrivel das azas do anjo ex-
aminador I A voz omnipotente da in-
fluencia suprema que governa o universo
decretou nosso destino, a sentenga fatal foi
pronunciada e todos os horneras esto con-
deranados a morrer 1
Sem duvida alguma, a morte c inevita-
vel. Nao polemos, porm, retarda!-a?
' esta urna que tao quo seria de urna im
portancia incaculavel, ainda se tratasse s
mente de ganbar urna hora de vida, pois,
animados d'esse sentiraonto sublime que se
chama instincto, estaraos sempre resolutos
a dar batalha cora um valor indomavel ao
nosso inimigo mortal em favor Jo glorioso
privilegio Ha existencia Aquello sent
meato a voz espontanea da natureza, e o
nosso dever consisto em obedecer. Va-
mos, pois, a ver; possivel rotardar a
morte ? Indubitavelmen'e o pois que o
mundo est sujeito a certas leis, e quem
as cstuda convence se que n'ellas se cora-
prehende a dita possibilidade.
Os que se acham dota os do valor o
uizo necossarios para se cobrirem com o
escudo que a propria natureza lhes propor-
ciona para este offeito, podero repellir os
ataques incendiosos do iniraigo da vida, at
que as faculdades vitaos vao pouco a pou-
co em decadencia em urna volhice madura
o ditosa, e at que o anno da luz se lhes
aprsente com aspecto risonho e sem ter-
ror, para os condnzir, como n'ama visao
delicioaa, a es?a regiao rosplandeceute que
brilba mais alera das trovas do sepulcbro.
O destruidor toma diversas formas, mas
d a preferencia a de um inimigo moral que
devora actualmente as partes vitaes da so-
ciedade moderna. Martyrisou j e mar
tyrisa ainda quasi todos os habitantes deste
paiz. _
Que iniraigo est'. ? Quer o leitor sa-
ber se tambem victima da crueldade
deste tyranno ? Pergunte a si proprio se
atormantado por algum doa syraptomas
quo vamos enumerar: ddr>-s de cabeca,
das costas e das espaduas; falta de. appe-
tite ; accumulacao de urna lama viscosa,
espeasa o pegajosa em roda das gengivas o
dos dentes, sentindo-se simultneamente
um sabor desagradavel, especialmente pela
luanhi; tristeza e dcscahimento ac upa-
nbados de somnolencia ; urnas vezes a sen-
sacao de urna carga pesada no estomago,
e outras, debilidades na bocea do mesmo
orgao, nao ha vendo satisfacSo alguma em
tomar alimento; aspecto tristonho o cor
amarellenta dos olhos ; estado fri o pega-
joso dan raaos e dos ps ; urna tosse secca
ao principio, acompanhada, porm, depois
de urna expec'orago de ir esverdeada ;
cansado constante sem que o somno pareca
proporcionar descanco algum; euervagao,
irritacao e raaos presentmentos; deliquios
e vertigens ao levantar-so de repente ; pri-
so de ventro; esta lo secco, e veces, ar-
dente, da cutis ; condicao esp^ssa o em-
botada do sangu, escassez e cor muito
tinta da urina, que deposita um sedimenta
depois de permanecer por algum tempo em
repouso; devolucao frequente do alimento,
urnas vezes com gosto acido, e outras ve-
zes algum tanto doce ; palpitacao do cora-
cao ; manchas apparentes n>s olhos; en"-
tavel prostraejio e debilidade do paciente.
Todus est--s syraptomas costuraam aprc
sentar se por seu turno. Acredita-se que,
quasi urna terca parte da nossa populacao
est affectada da dita enfermidade era al-
guma das suas variadas formas Como
regra geral, os mdicos so equivocara a
r-'speito da natureza desta doenga, cujo
verdaleiro nomo dyspepsia ou indige.s
c
Usinas de cobre, iatao o bronze ae d
Oolitzer Ufer n. 9. Berlim S. O.
Espeefalldade:
Construe^o de machi-
is e apparelhos
para fabiicaa-do assucar, destillacoea e r*
finacoes com todos os aperlecoamentoe
modernos.
INSTALLAQAO DE:
Engenhos de assocar completos
Estabelecimonto filial na Havana sob <
mesma firma de C. leck nann
C. e San Ignacio n. 17.
tnieos representantes
Haupt Gebru'der
EI PE JANEIRO
Para inforraacSes dijijamse ai
Pohlman &C
Ba Ao Comono 1.10
Falsifica^o
Os abaizo Rssignados, fabricantes do Oleo
byaienlco e a romallco para lampa
loas, previu- m aos consumidores d'este oleo
que alguns m- rcieiros pouc-i escrupuloso?, lancao-
do mao de garrafas j servidas, cem os rtulos da
fabrica, enchem-n'as de urna moxinifada, mal pre-
parada, de azeite de carrapato, que vio impingin
do ao publico como o v*rdadeir> Oleo bysjle-
nico aromtico, nao se importando com sa-
crificar a saude d'aquelles que costumam usar
lamparina nos quartos de dormida, e sement
ti-ndo em mira o mesquinh i e srdido interesse.
Protestando contra tai talsificacao, vo os abal-
lo a>8iguadns proceder criminalmente contra os
falsificadores, cujos nomes pnblicaro em breve, e
declarara que o verdadeiro Oleo byalenlco
e aromtico acondicclbnado eiu garrafa*
uue, alm do Mtulo onde se v ao ladoMABUA
REGISTRADA,trazem sobre a rolha um eti-
queta em forma circular, Mi a inxcripcioFa-
brica de oleo pcetaen. Pcronmbu-
co, MartlnN c autos, em letras amarellas
de alto relevo, sobre campo preto.
Cautella, pois, com os faisificidores !
tecife, 1 de Outubro de 1886.
Martins & Bastot Succmora.
Dr. Gi pin Laite
HKDliO
Tem o seu escrptorio a ra Duque de Ca
zias n. 74, das 12 as 2 horas da tarde, e desta
wra em diante en sua residencia ra da 8aa
ta Cruz n. 10. Especialidades, molestias de se-
nhoras e criancas, telephune n. 326
Connltorio medico-eirnrgico
O Dr. Esteva Cavalcante de Albuquerque coo
inua a dar consultas medico cirurgicas, na rut.
lo Bom Jess n. 20,1 andar, de meio dia is *
oras da tarde. Parasv demais consulta e vist-
as em sua residencia provisoria, ra da Aurort
o. 53, 1 andar.
Especiaidades Partos, molestias de creacas
tero e seus annezos.

MEDICO
Dr. Ballhazar da Silveira
i
i
I
II
Especialidadesfebres, molestias das
crianzas, dos orgos respiratorio das
senboras.
Prestase a qualquer chamado par*
on da capital.
AVISO
II
Todos eg chamadas devem ser diriga
dos pharmacpa do Dr. Sabino, ra do
Bario da Victoria n. 43, onde se indicar
sua resideucia.
I
tao
infalhvel
&ENDIMENTOS
Mes de Outubro de
ALFANuEGA
PBLICOS
1886
0 la 22
uv 23
785:388*199
52:135*332
837:523/531
asa raoviaciai
Ocla 22
as
95.98380S
5:190*974
- 101:1741782
Tca'
aasasnaDoau D*
iaris d la 22
938:698/313
55:802/718
9:074/236
laii si" pbottscial -D? 1 a 22
Uem 3t^3
Dtivai o 1
tem d 23
22
64:876i954
22:083/726
1:724.716
23:808/442
12:121/331
2:072/320
13:193/551
^LTERACO DA PAUTA
**ara a semana de 25 a 30 de Outubro de
1886
flVsiin om rama, 373 rs. o kilo,
t^ssear uranco, 200 rs. o kilo.
Alfanaga de Pernambueo, 23 de Outubrs de
Os conferentes,
J. da Costa Cirne.
jTasco da Gama Lobo.
DESPACHOS DE IMPORTACO
.'liste nacional Camelia, entrado de Maco no dia
22 d j corrente e consignado a Manoel Joaquim
P-.-ss.ia, manit. stou :
AlgodSo 160 hscchs a Gomes de Mattos Ir-
aaioi, 84 a Ciamer Prey os C, 24 a Cunha Ir-
aiosa! C.
Sal 200 alqueires ao consignatario.
lagre inglez in.ia Braunsewag, entrado de Mon-
tevideo no dia 24 do correte, e co'isigdado a
Joaquim Duarte Simoes & C msnifeatou ;
Farello 4,236 saceos aos consignatarios.
Patacho nacional Grande do Sul no dia 23 do corrente e consig
nado a P-reira Caru iro & C, manifeston :
Xarquc 169:500 kilos ordem.
Vapor nacioaal Jacuhype, entrado de Mossor no
dia 23 do correte consignado a Companhia
Pernambueana, manifestou :
Algodao 2,663 saccas
C'>uros salgado* s-ecos 244.
Cera de caroaba 92 saceos.
Courinhos 7 fardos ordem.
Hiate nacional Deu* te tiuie, eotrado do Araca-
tv no dia 23 do corrente c consignado a Bar-
tnolom-'U L 'Ureaco, manifeston :
Algodo 413 saccas a Maia oc Rezende :
OtTiPACHS DE KXPimTAgAO
Em 22 de Outubro de 1886
Para o exterior
No vapor inglez HUdegard, carregaram :
Para Liverpool, J. Pater C. 277 saccas com
20,292 kilos de algodo ; Maia & Rezende 351
saccas cum 24,024 kilos de aleodo ; M. J. da
Rocha 2,000 saceos cm 150,000 kilos de assucar
mascavado ; P. Casco & Filho l,5u0 saceos com
112,j0 kilos de assucar mascavado.
N barca americana Ella, carregaram :
Para New York, P. Carneiro & C, 3,961 saceos
com 297,1)70 kilos de assucar mascavado.
No lsrar americano Matcotle, carregaram:
Para New-York, P. Carneiro & C. 105 saceos
com 7,875 kilos de assucar mascavado.
Na bar a noruguease Loospring, carrega-
ram :
Para N-wYork, J. 8. Loyo & Filho 2,119 sac-
eos om 158,925 kilos de assucar mascavado.
No patacho por nguez Commereio, carregou :
Para o Porto, F. de Souza Martins 125 couros
salgados com 1,500 kilos.
Para o Interior
No vapor americano AHnnea,carregaram :
Para o Rio de Janeiro, r\ Carneiro c* C 500
saccas com 33,260 kilos de algodao.
No vaper fraucez Ville de Victoria, carre-
garam :
p>ra o Rio de Janeiro, Browns 4 C. 193 saccas
com l%,33* kdos de algodao ; Coliseo & C 3 com 300 abacaxis; M. G. da Rosa 500 saceos
com3t?,,;0 kilu demilho.
Para >>nt08> 8- (nimares & C. 300 saceos com
18 000 kilo ^e assucar branco e 500 ditos com
i.'*' dito mascavado : V da Silveira
^Tactos com ;>7,000 kilos de a _ucH1- masca-
vado ; F. A. de AaWed 15 o com 9,000
kilos de assucar branca 15 *- com ^W
ditos de dito mascavado.
_ No biate nacional S. Loufe> carregararr,
Para Aracaty, P. Alves & C. 1 btuT com J"
kilos de assucar refinado e 25 volumes c""11 l>wa
ditos de dito branco.
Na barcaca Lindo Paquete, carregou :
Para rarahyba, J. Baptista 50 saceos com l*
rinha de mandioca-
Na barcada Flor do Jardim, carregou :
Para a cidade do Passo, J. Guimaraes 20 mcios
de sola e 100 couros curtidos
Na barcaca Pedro Americo, carregou :
Para Parahyba, E. Coelho 1 caixo com 108
chapeos de carnauba.
enfermidade que se cura
.nento por meio do Xarope Curativo da
M3i Seigal. Este medicamento tera obtid
em arabos 08 hemispherios urna reputayau
justificada incont-stavelmentc por suas
grandes virtudes. Vende-se era todas as
bonicas, e pharina-ias e na casa dos pro-
pietarios, A J. Wbit, (Limited), 35, Far-
ringdon Road, Loudres, E. C.Alnglaterra.
Consultorio medico-
cirurgieo
O Dr Castro Jess, contando mais de 12 anu-
de escrupulosa obaervaeo, reabre coaslltorio n?s
ta cidade, rna do Bom Jess (antiga da Crus
n. 23, 1. andar. r
Horas de consultas
De dia : das 11 as 2 da tarde.
De noite : das 7 s 8
as dentis horas da noite ser encontrado m
itio 4 travessa dos Remedios n. 7, primeiro por
to esquerda, alm do porto do Dr C"sm
^^^^m^^^
Na barraca Elisa, carregaram .
Para iaco, Fernandes 4 Irmao 1 volunte com
15 kilos de vassouras.
MOVIMENTO~DO PORTO
Navios entrados no dia 23
Cardiffl dias, barca sueca Osear 2 ,
de 327 toneladas, capitao E. La. kin,
equipagem 10, carga sal; a H. Lund
frin & C.
Ria da Janeiro 22 dias, barca sueca Mor-
den de 464 toneladas, capitao Angust
Kalm, equipagem 11, em lastro; a H.
Lundgrin & (J.
Rio Grande do Sul20 dias, patacho na-
cional S. Benedito, do 156 toneladas,
capitao Joaquim Praga, equipagem 8.
crga xarqu* ; a Pereira Carneiro & C.
Montevideo20 dias, Jugar inglea .nn Braunschweig, de 246 toneladas, capitao
Robert Jonff, equipagem 8, carga farello;
a Joaquim Duarte Sim3es & C
Mossor 2 dias, vapor nacional Jacuhype
de 3-;0 toneladas, commandante Joaquim
Jos Estoves Jnior, equipagem 28, car-
ga varios gneros ; Companhia Per-
nambueana.
Aracaj por escala7 dias, vapor nacional
Mandahu, de 222 tooela las, comman-
dante Domingos II. Mafra, equipagem
18, carga varios gneros Companhia
Pernambueana.
Maco 10 dias, hyate nacional Deus te
Guie, de 70 toneladas, mestre Joao Sa-
bino Antunes, equipagem 6, carga algo-
dao ; a Bartholomeu Lourenco.
Rio d Janeiro 17 dias, barca norueguen-
se Try, do 472, toneladas, capitao T.
Aamonsen, equipagem 10, em lastro;
ordem.
Rio de Janeiro 19 dias, patacho inglez
Plover, de 466 toneladas, capitao J. C.
CrasBley, equipagem .., em lastro ; a
W. W. Robilliard & C.
Navios sahidos no mesmo dia
New-York Barca ingleza Brinkburn
Priory, capitao John Tn. Bennan, carga
assucar.
Aracaty Hyste nacional S. Lourenca,
mestre Vicente Ferreira da Costa, carga
varios gneros.
New-York Patacho americano Atalanta,
capitao H- Aldrick, carga assucar.
VAPORES ESPERADOS
Aviso
O Dr. E. Onclan Bon.net Medico pe.
Faculdade de Medicina de Pars.
Condecorado com a meialha dos hospitaes.
Socio correspondente : das Academias de Med.
cia do Rio de Janeiro e de Barcelona; da So
cied ade de Medicina p-atica de Pars e da Soci.-1
dade Francesa de Hygiene, ez-director do Muse
AnatomoPatologic. d Faculdade de Mediciu
do Rio de Janeiro, tem a honra de prevenir o pu
bli co que durante a sua estada em Pernambu.-
lie a a disposicao dos doentes que desejarem b-
ral -o com a sua confianca.
Chamados e consultas de 1 s 3 horas da tar.i
at novo aviso: na hospedara de D. Aatoni
(Caminho Novo).
Especialidades : molestias das vas respirar
ras curasao, estomago, ligado, etc., molestia
uvas, e syphilittcas.
Licor depurativo vegetal Mi'j
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Medi'o Quintclla
Este notabilissimo deprame que vem preced
do de to grande fama infalliv I na cura de toda-
as doencaa syphiliticas, escrofulosas, rheumatica
e. de pelle, com tumores, ulee.ras, dores rheumar,.
cas, osteocopas e n.-vralgicas, bl.-nnorrhagias agu-
das ces visceraes, d'olbos, ouvid'.s, garganta, intes
-.nos, etc., em todas as molestia!- de pt-lle, simple
ou diathericos, assim como na alopecia ou qu d..
do .-abeiio, e as doencas determinadas per satu
r<;an mercurial. Dao-se gratis folhetos onde s^
nc-ntr*m numerosas experiencias teitas com est
especifico nos hospitaes pblicos e minios attMSta
dos de mdicos r documentos particulares. Fas s,
descont para revena- r.
Deposito em casa de Faria Sobrinh & C.
Ra do Mrquez de Olinda n. 4.
Leonor Porto
Ra do Imperador n 45
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gosto.
Dr. Carlos Bilteucourt
Medico operador
Operaces de p>qut.na e alta cirurgis
i?
(Icu'isla
O Dr. Joaquim da Costa Bibsiro, juiz de
direito da civel desta cidade do Becife da
provincia de Pernambueo, pc> Sua Ma-
gestade o Imperador, a quem Deus
guarde, etc.
Kaco saber aos que o presente edital virem ou
delle noticia tiverem que find js os dias de pregues
e pracas da le e na audiencia deste juizo do dia
13 de Novembro prozimo vindoum se ha de arre-
matar por venda a quem mais der e mai r lance
i ffereccr o bem constante da avaliacao do theor
sepuinte :
Urna casa terrea n. 3 a estrada da Tamarinei-
ra, medindo de largua 10 metros e 80 centime-
tris e de comprimento 15 metros e 20 centmetros
com 4 janellas e l o rta de frente, s.-ndo esta no
centro, 2 salas de frente, 1 saU de jantar, 1 sale-
ta, 4 quartos no interior, corredor no meio, cnsinha
fra, mais 1 quarto alm da eosinha, com 2 j -mel-
las e 2 p irtas do lado do sul e 5 janellas ao norte,
cacimba, um peque- o sitio Com algum-is arvores
fructferas, cuja casa ainda est por acabar, ava-
hada em 4:500i.
E iisrim ser o dito bem arrematado por venda
a quem mais der e maiur Unce ofl>recer para pa-
gamento do principal, juros e cuntas da ezecu-
co civel que a Mancel Duarte de Figueiredo e
sua mulher move por este juizo e cartorio do es-
crivao que o presente subscreve M.noel Fernan-
des da Cosa.
E para qu chegue a noticia a todos, mandei
pasear o presente edital que ser a.fi*do no lu-
gar do costume e publicado pela imprensa.
Dado e passado nesta cidade do Recife, aos V.
de Outubro de 1886.
Eu Feicissiino de Azevedo Mello, escrivao fiz
escrever e subscrevi.
Recife, 19 de Outubro de 1886.
Joaquim da Costa Ribeiro.
2.* Secjao.Secretaria do Governo
de Pernambueo, 23 de Outubro de 1886.
De ordem do Excn. Sr. Dr. vice-presi-
dento da provincia faco publi o, para os
devidos effeito8, que ao provimonto dos
officios de Io tabelliao e escrivao de o faos
e annexos do termo de Palmares concorre-
ram no praso legal os seguintes Srs.:
Jos da Costa Reg Lima.
Urcino Teixeira de Barros.
Antonio Gracindo de Gusmno Lobo.
Miguel Joaquim do Rgo Barros.
DR. MATTOS BARRETO, ex-chefa de clni-
ca do Dr. Moura Brasil e da polycliuica geral do
Rio de Jan.-iro.
Consultorio, ra do Imperador n. 65, 1- andar,
das 12 s 3 horas da tarde.
Residencia, Csmmho Novo n. 159. w
As operaces sao f itas sem dor, pelo meio do | Jns Zeferino Brayner de Souza Kangel.
Cocana.
EDITAES
Edital n. 752
Aggeo Cesar de Andrade.
Tbeophilo Xavier Cavalcante de Albuquer-
que
Cicero Vieira Torres Grangeiro.
Antonio Cordeiro Cavalcante.
E fra do refer lo praso os Srs.:
Alfonso Marinbo Cavalcante.
Minoel Fern..ndes Caluete.
Cavalcante de Alba-
Fi-
Exaiues dos alumno das escolas
publicas primarias
Por ordem do inspector geral ta I.istruccao Pu Jeronymo (JlympiO
blica se fnz saber aos pr.'f-ss-res pblicos de ensi-
no primario com relacao ios ezames dos alumnos
das escolas publicas, o seguinte:
Determinando o art. 151 do regi ocnto das esco-
las qu-. se continu a proceder a eeses exames em ;
vista do pigramina de 22 di Outubro de 1884, at !
que seja expedido o de que trata o art. 24 do cita-
iO regiment, f iram remettidos aos delegados lit |
terarios ezemplaros d'aquelle programma para
cada um dos professores, para opportunamente ser-
vir nos ref- ridos exames.
A commissSo examinadora continuar a com-
por-se do delegado htterario, que a presidir, do !
um examinador por elle nomeado e do professot da |
cadera, cujos alumnos tenham de ser examiua- |
dos.
Observar-seha por forca do mesmo artigo,
novo processo de julgamento.
Para iss.-, o P>%^-Pfi I
querque.
Francisco Pereira do Lago.
Silverio ."Fernandes de Jraujo A rge
lho.
Pelo secretario
Emiliano Ernesto de Mella Tamborim.
DECLA8AC0ES ~
Obras Publicas
De ordem do Illm. Sr. Dr. engenhniro chofe,
0 fa^o publico que no aia 29 do corrente, ao meio
dia, recebe-se na secretaria desta repaitico pro-
. postas em cirtas fechadas e competentemente sel-
n- i f .________ .___________________.^ j..
ponte sobre o rio Pirapama, no engenho Novo do
~ ibo, oreados em 700.
O orcamento e mais condigas do contrato, se
Detentes que por
ho de receber, os nomes dos alumnos que vao ser ""~ "".V mW0*'
submettidcs a exame e constantes da relace que C abokW*u 'W*
*^^^^J>m^^^^^^V^\MSlT7SZ dos senhores pretendentes:
na forma do art 74 do regiment, al o da lo de examinados
Novembro, e a cada um dos ^^bros da con^m.ssao ^^^^'^0 das Obras Publicas de
Pernzmbuco, 20 de Outubro de 1886.
O secretario,
Joo Joaquim de Siqueira Varejdo
61:. S.a. Arel:, do i:.
Loj.\ Cap.*. Conciliagao, ao val/,
da ra de Cabug.
De ordem do Ir. ven.*, convido
O resultado lanca-se no mappa geral (de que
tambem se remetteram exemplares) e depois re
r8,.. duzido a termo e escripto no livro competente, men-
Molesliasdosorgaos genito-urinarijs do homem I ciouando quaesquer oceurrencias que se tenham
da mulh-r. | dado, sendo logo remettidos a esta secretaria, en
Estreitamentos da urethra, curados radicalmente original, todos os mappas que servirn nos eximes
examinadora se dar um desses mappas, rubrica-
do pelo delegado Htterario.
No curso do exam% a medida que cada alumno
acaba de ser argido em urna disciplina, cada
membro da commissdo escreve logo sua nota na
casa respectiva do mappa, da seguinte forma :
Se na prova o alumno nao coinmette erro de
qualidade alguma e mostra ter bastante conheci-
nenco da materia, a nota optima, porm no lugar
competente do mappa escreve se somente o alga-
rismo 4;
Si o alumno nao commette erros graves, __ ou os
erros que commette, nao sendo graves, nao sao
tambem numerosos, a noto boa, e escreve-se 3.
S. sao poucos os erros^ ou lacuna. e todava o, JqJqj q$ fif ft COtUpareCCeHI a
alumno pela resposta dada ao poeto revela ter al- | mwm v
eesTevTsee2i,ne,,u,da,nate^ia'a,10ta80ffriTele'sess.. &t finanzas, amanh, z5
JJiSSS!^^'SSi do corernte hora docostomc
responder, a noto pouco suffrivel e escrevese 1
Se o alumno nao attinge absolutamente ao
ponto ou csmmctte, muitos e giavcs erros, a nota
m e escreve-se 0
Quanto prova escripia, alm de proceder-se do
mesmo modo, escrevendo-se no mappa as notas
numricas, cada membro da commisso escreve
umbem sua nota no alto da prova e por extenso
(e nao numricamente) devendo ah escrever o;
fundamento em que se firma para julgal-a boa, sof- j
frivel, etc, sublinhadas em cada prova os erros e ------
argem declarado o numero delles (tambem por Paco publico, de ordem do Illm Sr <"*",
e \ .ne no aia 25 de corrente, pelas 10 horas da ma-
6 eilbuma nota poder ser emendada nos map- Ubi, paga-.e no Arsenal de ten:**"
nouuuui m i~- r costureiras que tra^alharam durante a primeira
P*No jTlg'amento'd'eve se ter em vista o disposto quinzena do cerrante a
no artigj 81 do regiment das escolas
Recife, 24deOutobro de 1886.
Fre Caneca 3.*.
Secret/.
pela eiectrolyse, sem dor, hydroceles sem iiij.-cvao.
cura radical, clculos vesicaee, doencas da gar
gantae dos pulmes pelo tratamento de athmos-
pheras medicamentosas, sypbilis, mulestiaa vene
reas e da pelle, embalsmenlos.
Consultas das 12 s 3 horas da tarde.
Ba do Marques de Olinda n. 34
Febres intermit ules
Eu abaizo assignsda, certifico que, es-
tando urna minha netinha do 9 annos de
idade, com febres intermitentes durante
4 rtezes, e depois de ter usado bom nu-
mero de remedios receitados pelos nossos
clnicos, s so restabeleceu completamente
com o Remedio Peruviano que me vendeu
o Sr. La-roque, phamaceutico em Bor
dos; por ser verdade passei a presente.
Quj an, 1 de Setembro de 1885.
Viuva Tausin.
Encontra-se as pharmaciaa Americana
o ConceisSo.
Dr Paula Lopes j
De volta de sua visgem Europa, rea- >
I br-. seu consultorio ra do Mrquez de
lOlinda n. 1.
Especialades : Molestias de creanjas e
I nervosas.
Consultas; De 1 hora as 4 da tarde.
Residenci : Ra da Soledade n. 50.
Teleptioneti na. ?."
Thesouraria de Fazenda s Pernambueo, 23 de
Outubro de 1886.O secretario,
Luiz E. Pinheiro da Cmara.
Arsenal de Guerra
De ordem do Illm. Sr. major director, distribue-
se CSturas nos dias 25, 2S e 27 dj corrente mes,
Al llanca
Britannia
La Plata
far
Eqx^teur
Marinho Vtsconde
Sicy
Sculptor
Neva
Cear
de New-Port News hoje
da Europa hoje
da Europa hoje
do norte amanb
do sul amanh
de New-York a 26
da Babia a 26
de Buenos-Ayres a 26
de Liverpool a 28
Ao sul a 29
do mi a 29
Dr. Barrete Sampaio, medico ocu-
liita, ex-chefe de clnica do Dr. de
Wecker, mudou seu consultorio, do 2.*
andar da casa n. 45 ra do Baro da
Victoria, para o 1. andar da casa n.
51 da mesma ra. Consultas de meio
dia s 3 horas da tarde. Residencia
ra Scte de Setambro n- 3 A.
bem como todas as pravas escriptas rubricada
pela commssao,epor copia o termo deezame con. u- --^ df M ^ 250 na fraa do C0B.
stantes do livro.
Onde por acaso faltar esse fifia o termo lavra- 'ume. __ r,, x.
doempipel rubricado pelo delegado Htterario e Seccao de 2*"*A"aLfS **"* *
ser arVhivado na escola, depois de tirar o profes- Pernambueo, 23 de Outub o de 1886.
sor a competente copia pa.a ser remeltida a esta Flix Antonm de ^cantara,
secretaria com os demais papis do exarr-e.
A inspectora tem oor escusado recommendar
que devem os ezames fazer ae com toda re^ulari -
dade e seu julgamento ser feito muito criteriosa-
mente, sendo summamente censuravel e inconve-
niente o procedimento cootrario e cumprindo qne
nao se reprodusa o facto de serem excessivas as
approvacoes com distineco, bem como o de serem
dados a exame alumnos mal preparados, jue as
commissoes examinadoras veem-se omitas vezes
na conting--ncia deapprovar por contemplacao para
com os mestres e as familias, e confia no zelo e in-
teresse que pelo aproveitamento doensino revelan
os ~ra. professores no exercicio de suas funecoes,
esperando que os ezames sejam fetos com toda a
possivel regulardade e seu julgamento exprima a
verdade da habihtaco dos alumnos, como convm
a regularidade do servico e interesse dainstruccao.
Secretoria da Instrucco Publica de Pernambu-
eo, 8 de Outubro de 1886.
O secretario
Pergentino Saraiva de Araujo Galvao-
O Dr. Hermooegns Scrates Tavares de Vascon-
celos, juiz de direito do commereio da comarca
de Oliuda por S. M. o Imperador, a quem Deus
f larde etc.
seo saber aos que o presente edital de vinte
dias virem, que no dia 11 de Novembro prximo
futuro, l hora da tarde, depois da audiencia, o
porteiro interino dos auditorios, trar a publico
prego de venda e arremst'acao o be-n seguinte :
Um sitio no povoado de Beberibe, a margem do
rio, com grande extensa de trras, mattas, baixa
de eapim c alguna arvralos fructferos, tendo um
sobrado por ac oar em vista do seu mo estado,
avaliado em 10:000J.
E vai a prac* a requerimento do tenente-coro-
nel Jos de Oliveira Castro, na execucao que mo
ve contra o major Jos Joaquim Antunes.
Convido os pretendentes a cowparecerem no da
e hora cima indicados, afim de ter lugr a allu-
dida arrematacao.
E para quo ch-'gue ao conbecimentc de todos
mand>' passar o presente que ser affixado no lu-
gar do costume e publicado pila imprensa.
Dado e passado nesta eidade de Ohnda, aos 21
de Outubro de 1886.
Eu bacharel Francisco Lins Caldas, escrivao o
subscrevi.
Hermoneges Scrates Tavares de Vasconeellos.
Companbla de frilhu* urbano do
Recife a Ollntfa e Beberibe
ASSEMBL v GERaL
Na forma dos estatutos e por ord"in do Sr. pre-
sidente da assembla geral, est convocada a sua
reunio para o di. 29 do csrrente em sessao or-
dinaria, afim de ser apreciado o relatoo da di-
reetoria, o parecer da commisso de coatas e o
projecto de reforma dos estatutos para a contec-
c> do qual fra nomeada urna cmmissao na an-
terior sessao. A reunio eff-tetuar se-ha na sede
da companhia, ra da Aur.ra, ao meio dia.
Recife, 21 de Outubro de 1886.
O secr. tarn,
Jos Antonio de Almeida Cunha.
Sociedade Auxiliadora da Agri-
cultura de Pernambueo
Conaelbo AdatlniNtrafivo Pleno
De ordem do Illm. Sr. vice-cerente, Dr. Paulo
de Amorim Salgado, faco publico, que se acha
marcada, pa'a o dia 27 do corrate, urna sessao
extraordinaria do Conselho Administrativo Pleno,
no qual deliberar-so-ha cam os membros presen-
tes, de aecrdo com o art 30 dos estatutos^ da
Sociedade, sendo o principal fim da reuniao, a
p-ocura e apresentacao dos meios, que por ven-
tura possam existir, do evitar a ruma completa,
com que a baixa do proco dos assucares nos gran-
des aereados consumidores e o pnncipio de rea-
lisaco dos planos fiuancencs do actual Minia-
tro dZ Fazenda esto ameacando a lavoura da
CaAn!L8So ter lugar na sede social, a 1 hora da
tarde e sac convidados para n'eila tomaren! parte
t^ios os membros do conselho ejeitos e de;ure.
Recife, 20 de Outubro de 1886.
Henrtque Augusto ilel.
Secretario geral.

1 A^c
i





i


Diario de Pei-nambumDomingo 24 de Ontnbro de 1886
5

/
P!
C. C. E.
Cinb Commerelal Enterpe
SARAO EM DE rJOVEMBttO E "886
Ia aiiiiiversirio da insralUco da banda
musical
Solemni-ando-e o 1* aniversario da installa-
co d banda musical deste clui, com um sarao
dansante na noite de 6 de Novrmbro prximo,
qu>-iram os sen burea s-.cioa dar unas notas de con-
vites ao abano assignado, nesta secretaria, das
3 as 10 boras da noi'e.
Secretaria de 'lub Cummercial Euterpe, 15 de
Outubro do 1886.O 1- secretario,
Francisco Lim.
Devoto de N. 8. da* Mes-cea* erecta
na iicr.-ja de M. Jo de Riba mar
Do ordem da uie^a regadora, convido a t idus os
irmaoa que est vc-rem nu goso de seua direit->i a
cemparccerem em oosso consistorio domingo 21 do
corrente, pelas 10 boras da manb, a6m de con
gregados eui mesa geral, procedermos a eleico da
nova administradlo de 1686 1887.
Secretaria da devoco de N. 8. das Mercez, 22
de Outubro de 1886.O secretario,
Antonio Soares Pinto.
Companhia Braslelra de Xave-
gaco a Vapor
A agencia de tu companbia nesta cidade preci-
sa de contratar o t irnecimento de carne verde e
gado em p para os vapores da mesnja companhia
em ana passagem por este porto.
Kecife, 18 de Outnbro de 1886.
tendn and Braslllan a
Umited
Roa do Commercb n. 32
bacca por todos os vapores sobre as ca
do mesmo anco em Portugal, sendo
*m Lisboa, roa dos Capeliiatas n 75 N-
Porto, ra dos Inglezes.
COMPANHIA Dt MEGUROS
MHTIIEKA
de LOndrea e lerdeen
Poalcn Onancelra (Besembro 188S)
Capital oubaoiipto 3.000.000
Fundos accuraulados 3.134,34d
Bf celia animal i
Da premios contra fogo
De premios sobre vidas
De juros
O
Lyceu h Artos i (felos
A Imperial jciedade dos Artistas M-
chameos e Liberaes ue Pernambuco, que
tom a seu cargo o Lyceu de Artes e Offi-
eios, no intuito do Ilustrar as classes arts-
ticas e manufactureras, mantm como j
c bem conhecido em seu palacete no Cam-
po das Princ.ez-s, aulas de diversas linguas
q suiencias, as qu 'es, un.tcionaa em todos
os dias uteis, das t s 9 horas da noite.
Com o mesmo intuito mantm ella urna
pequea e modesta bibliutheca que, com
patriticos donativos, augineuta se de dia
para dia, e franqueada ao publico em
geral diariamente, as mesmbs horas cima.
Assim, pota, com o mui applaudido in-
tento de t-rnar bm couhecilo o progres-
so das artes e offi -ios entre nos a perfei-
cSo e utilidade de seus productos, fazer
conbecido seus autores, b<;ra como os la-
gares de seus estabeleoimentos, afim de
facilitar a sabida e o consumo driles, pro-
move ella tolos os annos para o-tliade seu
anniversario, segundo dispoe o 6o. do
art. 2." dos seus estatutos, urna exposicao
dos trabalbos d'artes offi ios e manufactu
ras. E' pra a consecucSo de tao aper-
feicoado quo vantajoso tira, que a directo-
ra da ociedade vea pelo presente, soli-
citar de todas aqu-llas pessoas que pos
suem por pergaminho o trabalho, sua effi-
caz con urrencia Exposicao que, em 21
de Novembro deste anno se eff^'ituar em
sua sede, Lyceu de Artes e Officios.
Cumpre tambera a ella fazer conhecedo-
res os Ilustre seobores e senboras, que
a quizerem honrar com seus productos, os
seus direitos e
De veres
1. Deverao at 15 do dito mez envia-
rem as amostras de seus vendaveis pro-
ductos para o dito Lyceu.
2. Era todos os objetos deverao acom-
panbar o nome do autor, ou proprietario
dos mes.i os.
3. Ser imprescindivl em todo e qual-
quer objecto a declaracao do prego, e lu-
:rar d. sua fabrica ou deposito.
4. Que os objectos para a Exposicao
devem ser tal iiual os costuma fazer e
vender.
Direito
Art. 8 do regulamento da ExposicSo
Artistico-Industral:
Soraente aos expositores permittido
abrir as vitrinas para mostrar aos visitan-
tantes os seus productos.
A directora conscia de que mito se es-
forcarao para o faustaso r sultado deste
certamen tao pro /eitoso e tisongeiro a to-
das as classes indus'riaes, antecipa seus
devidos sgradecimentos.
Secretaria da Imperial Sociedade dos
Artistas Mechanicos e Liberaes, em 18 de
Setembro de 1886.
Jos Castor de A. Souza,
1* secretario.
577,330
191,000
132,000
AGENTE,
John H- Boxwell
II* COMMBBDOCIO M. 99 1 SDB
SEGUROS
MARTIMOS contra fogo
Companhia Phenli Per-
nambncana
Kuado Commercio n. 8
COMPANHIA DE SEGUROS
CONTRA FOGO
Nortb Britisb & Mercantile
CAPITAL
t :OOO.OOo de libras sterlinas
AGENTES
Adoinsoii Howie & C.
THEATRO
DE
VARIEDADES
Elipw MCM
COMPANHIA LYBICO-COMICA DE OPERE-
TAS FRANCEZAS
Regento de or -hestra: de Mirecky-En-
saiador: Garcon
Domiifgo i \ de Ootobro
A's s ij horas da noite
2- ESPECTCULO
Intrieur d'artiste
eouedie en 1 acte juue par Mr. et madame Gar-
con.
Romanceschansonnettes tyrolienne, par i
toute la troupe
COMIVt-VlII t PEH\tIlttM
DE
NaTegacSo eostelra por vapor
Tamandar e Rio Formse
O vapor Mandahu
Segu no dia 26 de
Outubro, pelas 5 ho-
ras da manh.
Recebe carga at o
Uto.
Enojuimendas, passagens'-e frte dioheiros at
as 3 horas da tarde do dia 25.
ESCRIPTORIO
ae daConpanhia Peraaoibo
em u. i a
tnued Slales & Brasil Niil N. S.
O bofo wmr Allianca
Espera-se de New-Port
News, at o dia 24 de Ou-
tubro o qual seguir depois
da demora necessaria para a
Baha, Rio de Janeiro, Monte-
video e Buenos-Arres
Para carga, passagena, eocotnmenda e dinheiro
a frete, tracta-se com os
AGENTES
Henry Forster & C.
N. 8 RUADO COMERCIO N.8.
1' andar
Pacific Seam Navigation Companv
STRAITS OP MAQELLAN LINE
Paquete Britannia
HOVAL MAIL STEAM PAGKET
COIPANY
Vapor La Plata
Baha, Hlo
video e
E' esperado da Europa no dia
24 ou 25 do corrente, seguin-
daydepois da demora necessa
rispara
de Janeiro Monte
Buenos- Ayres
Este vapor traz simplesmente
passageiros e Dalas e immedia-
lamente cegar depois do desem-
barque dos mesmos^
Poro-Alegre
Segu com brevidvde para o porto cima a es-
cuna nacional Manetta ; para o resto da chth
que lhe falta, trata-se na ra do Mrquez de
Olinda n. 4.
LEILOES
Leila
esper
pa at o dia 24 de Ou-
tubro, e seguir de-
pois da demora do eos-
turne para a
Baha, Rfo de Janeiro. Monte-
video e Va Ipa raizo
Para carga, passagena, encommendas e din-
heiro a frete traerh *e coro os
AGENTES
wilson Sons A C, llmlltd
N. 14- RA DO COMMERCIO N. 14
O paquete Neva
esperado
do sol no dia 29 de
corrente seguinic
depois da demora
necessaria para
ao
De 25 caizas com passas
' Segunda felra t5 do corrente
A's 11 horas
Modesto Baptista
Leilo
De gneros, armacao e utensilos i ra do Vara-
donro n. 5, em Olinda
Terqajeira 26 do corrente
A's 11 horas
O agente Silveira deridamente antorisado leva-
r a leilo os referidos gneros em um ou mais
lotes.
Garante-se as chaves
Hede-se ac abaizo notados, o favor de vir
otl mandarem ra do Marques de Olinda n. 51.
Pedro Siqueira, Alfandega.
Frederico Vieira.
Manoel, do Banco.
Aloga-te a caa da ra do Pilar n 37, com
6 qonrt' s, 4 salas, cosinha e apparelho fra, re-
construida, calada e pintada de novo ; a tratar
na roa da Imperatriz n. 56.
Precisa se de urna ma para andar com duas
ciiancifl, lavar e engommar para as mesmas ; na
ra a Aurora n. 81, 1 andar.
Precisa se de um rindo par casa de fami-
lia ; a tratar na roa do Brao aa Victoria numero
39, loja. ______________
Aluga se a metade da casa n. 99 ra do
Visconde de Goyanna, aatiga do Cotovcllo, por
8JO0O mensas; queta a pretender dirija-se
mesma, que achara com quem tratar.
Aloga se h ezcelleate cata de vivenda, com
ptimas accommodacoVa para iiumerosa familia,
que foi do fallecido cerretor Oliveira ; a tritar na
Torre, 'i mesma casa, ou no Secife, ra do Com-
mercio n. 4ti, pavimento terreo.
Na eugenhoaa de Uemfica, ra Beal da
Torre n. 23, precisase de dois embregados que
aibam tirar leiie.
Aluga-se a caa terrea n. 82 do pateo do
Terco, ctiad* e pintada de novo ; a tratar em
Fra de Portas, ra do Pilar n. 56, taverna, at
11 horas da manha, ou depois das 4 horas da
tarde.
S
Precisa-se de urna ma
ra Nova, pharmscia n. 31.
para cosinhar ; na
Aluga-se a loja e o sobrado da travessa do
Livramento n. 10 ; na ra do Apol o n. 4, so-
brado
Precisa-se de ;uma ama de meia idade para
cosinhar, comprar etazer o servico de urna easa
de pouca familia : na ra Velba u. 38.
. Precisa-se de urna ama para cosinhar : na
ra do Rangel n. 9.
Alagase a casa terrea n. 99 da
ta : a tratar na ra da Aurora n. 61,
terreo.
ra Direi-
pavimento
Vende se urna loja de miudezas com p neos
fundos, que pode servir para um principiante, e
um sitio na Torre, com casa de fijlo, cacimba
com boa agua e perto do rio Capibaribe ; a tratar
na ra da Imperatris n. 76.
Para
Sootbampton
passagens, fretes, etc., traer'
CONSIGNATARIOS
os
monologue de Francoi Copeepar
di.
madame Val-
LES CADETS HE GASGOGNE
OPERETTE EM 1 ACTE
Paroles de Mey d'Orfeuilmusique
Bernicat
PERSONAGENS
de

KDEIMoiRi
Companhia de Seguros
MARTIMOS E TERRESTRES
Estabelcida em l "55
CAPITAL 1,000:000^
SINISTROS PAGOS
\te 31 de dezembro de 18S4
Martimos..... 1,110:0008000
Terrestres,.- 316:0008000
44Ra do (ommerelo-
He Lisoa
AGENTE
Miguel Jos Alves
N. 7-RUA DO BOM JESS-N.
Segaroa mnrliiMs* e ierrere
Ne.-tes ultimo a nica eoapanhia aeita praca
que concede aos Srs. seguradla isesopcode pagm
ment de premio em cada stimo aaao, o
equivale ao descont de ceresgda 15 por cent em
avor dos segurados.
(OMPANHIA
Imperial
SEGUROS contra FOGO
EST: 1803
Edificios e mercadoriai
Taxcu bailas
Prompto pagamento de prejuizos
CAPITAL
fts. 16,000:000*000
Agentes
BROWNS A C.
N. 5-Swa do CommercioN.
SBGiBSi
CONTRA FOGO
The Liverpool & London k Glob
insirrance mwm
&G.
Le barsn de Croustignac M. M. Oven
L'veill Valere
Cornuchet Garcon
Simplice mesdame Lafleurs
Mariotte madame Val di
Mame Sahuchc madame Staiaville
Mr. de Ra va un" (cadet) madame Lesaye
Mr. de Navaille (cadet) madame Blandin
madame Leo
PRECOS
Camarotes com 5 entradas 10*000
Cadeiraa e galeras 2000
Plateas lattOO
Entrada geral no jardim (tbeatro aberto) l^OO
Para hoje domingo
Os bilhetes venda b na bilbeteria do thea-
tro.
llavera bonds para Magdalena, Femandes Vi-
eira e Afogados.
P4VILH10
Adamson Howie & C.
Compabuia Oras ilelra de Nave-
jcaeioa Vapor
PORTOS DO NORTE
0 vapor Cear
Commandante o 1.' tenente Ouilherme Pa-
checo
E' esperado dos portos do sui
at o dia 29 de Outubro, e
seguir depois da demora in-
dispensavel, para os portos
do norte at Manos.
Para carga, passagena, encoromendaa valeres
racta-se na agencia
PRACA DO CORPO SANTO N. 9
PORTOS DO SUL
0 vapor Para
Commandante o Io tenente Carlos An-
tonio Gomes
E' esperado dos purto
norte at o dia de 24 O
bro e depois da demora
dispensavel, seguir para
os pr-to do sul.
Recebe tamoem carga para Santa Catharina,
Grande d j bul, Pelotas e Porto Algremete mo-
dic .
Para carga, passgens, encommendas valores e
rata-se na agencia
PRACA DO CORPO SANTO N 9.
SITUADO 1TO
CAMPO DAS PRIMFZAS
AO LADO DO TU EATEO
EHPREZA M. & B.
Gymnaslica. Facetica e Mmica com ag-
gregaco zoolgica
SOB A DIRECgxiO DE
HILARIO DE ALMEIDA
HOJ
Domingo 24 de Outubro
DUAS GRANDES FUNCIJB
Um as 4 12 boras da tarde e outra as d 1/2 da
noite.
Grande redacfao de presos
Camarotes 10*000
Cadeiras UfOOQ
Eotrada geral *M.0
AO PAVILHAO
AVISO
llavera bonds para Femandes Vieira, Magda-
na, e Afogados.
Responden que havia porqae ia havendo sempre
recolhimentos diarios embora tambem houvesoem
pagamentos diarios.
martimos
HaitoieuaieAaiiisclie
DamprschiflTahrts-GeselIschan
Vapor Montevideo
E' esperado do sul at
o dia 31 do corrente,
seguindo depois da de-
nora necessaria para
Ushoa e Ha ni burgo
Para carga, pasagens e encommendas e dinhei-
ro a frete tracta-se com os
Consignatarios
Borstelmann & C.
RUADO VIOaRION.S
- i andar
lompanhia ilahiana de navega
cao a Vapor
Macei, Villa Nova, Penedo, Aracaj,
Estancia e Babia
O VAPOR
Marinho Visconde
Commandante J. J. Coelho
E' esperado dos oortop ci-
ma ate o dia 26 de Outubro
e regressar ,iara os mes-
mos, depois da demora do eos-
turne.
Para caiga, passagens, encommendas e dinheiro
a frete tracta-se na agencia
7tina do Vigario7
Dominas Alves Ma hens
Co>PAMIA PKH1.IHlll'C41'IA
DE
Vavegaco Costelra por Vapor
PORTOS DO SUL
Macei, Penedo, Aracaju' e Babia
O vapor Jacuhype
:gue no dia "-"J de
Outubro, s 5 horas
da tarde. Recebe
carga at o dia 28.
Encommendas passagens e dinheiros a frete at
4 3 horas da tai de do dia da sahida.
ESCRIPTORIO
Caes da Companhia Pemamiw/ina
n. 12
(OPA\IIlh ES MR**AVE-
11115* I1AKI TI TI I*
IJNHA MENSAL
0 paquete Equateur
Commandante Lecointre
E' esperado dos portos do
sul no dir. 25 do corrente,
seguindo, depois da demora
do costume, para Berdeauz,
tocando em
Dakar e Lisboa
Lembra-se aos senhores passageiros de tudas
as classes que ha lugares reservados para ests
agencia, que podem tomar em qualquer tempo.
Faz-se abatimento de 15 /0 em favor das fa-
milias composta de 4 pessoas ao menos e que pa
garem 4 passagens inteiras.
Por excepcao os criados de familias que toma-
ren) bilhetes de proa, gosnm tambem (Teste abat-
ment. v
Os vales postaes b se do at e dia 23 pagos
de contado.
Para carga, passagens, encommendas e dinheiro
a frete: tracta-se com o
AGENTE
inguste Lab lie
9- RA DO COMMERCIO-9
De movis, pannos, miudezas
1 cama de ferro com lastro de palbinha, cofre, car-
teiras, espelhus ovaes e quadros com moldura dou-
rdv, consoles e espelhos todo dourado, malas pira
viagem e inultos outros objectos existentes no ar
matem da ra do Mrquez de linia n. 19.
Terca-felra 'i do corrente
A's 11 horas
Por intervcniao do gente
Gusmo
Leilo
De movis, 1 cofre prova de fogo, quadros,
2 violSes, pares de formas para calca-
dos, pecas de trancas e 1:000 pares de
orelbas para tamancos.
Sendo 1 mobilia de junco completa com con-
solos e jardinheira com pedra, 1 espelho oval, 2
quadros dourado3, 2 ditos moldura preta 2 jarros,
1 candieiro de gaz, 2 vasos para pos de arroz, 1
cabide de colunna 1 cama francesa de amarello, 1
tapete para sof, 1 rolo de tapete, 1 cesta de
louea e 1 cortinado para cama.
Urna mesa elstica de 4 tabeas, 10 cadeiras, 1
maquina de costura pcrteita, 2 violos, 4 violas
iequenas, 2 bahs, garrafas para vinho, copos,
auca de jantar, chicaras de porcelana, colberes
de metal para sopa e para cha, 1 lavatorio de ferro,
1 se lim, 1 freio, 1 coiro e 1 forma de ferro.
Um cofre prova de fogo com competente banco
51 pares de forma para c loados, 24 pecas de
franjas, 1000 pares de erelhas para tamancos,
diversos cortes do chinelas, 1 leque, 1 cpela e 1
espartilho.
Terca-felra 90 do corrente
A's 11 horas
na ra Direita casa n. 49
O agente Martina far leilo dos movis, cofre e
mais objectos existentes na referida casa ao correr
do martello.
3 leilo
Terca-feira, 26 do corrente
A's 10 horas
Ra do Marques de Olinda n. 51
O agente Modesto Baptista, por mandado e com
assistencia do Exm. Sr. Dr. juiz do commercio e a
requerimento do Or. curador fiscal da massa fal-
lida de Jos de Azevedo Braga e C, far leilo
a retalho da armaco, cofre, utensilios e mercadu-
ras existentes no estabelecimento de molbados da
ra do Mrquez de Olinda n. 51, pertencente
mesma massa.
Em seguida far tambem leilo de nm rancho
denominado 8r. Sabino, na estrada do Caxaog e
de dividas na importancia de 29:999^615 tudo
pertencente a mesma massa.
Agente Pestaa
Leilo
Da excellente casa terrea com 6 quartos, 3 sa-
las, cosinha e l importante sitio bem arborisado,
bom banho de chovisco, cacimba cem bomba, ba -
nho em um riacho que passa pelo centro do ait ^
onde se acha urna linda ponte com bancos ee i
ramancho para recreio, jardim com bo*s9>
dependeui-ias para criados e arvores frucrif,, .
de diversas qualidades no ameno lugar deaomin
do Arraial ra da Harmona, dividindo -.- r
a casa e sitio do Sr Hermenegildo Bandouin.
Ouurta-relra SV do corrate
No trem de meio dia partir o mesmo agente
para efectuar o dito leilo em o referido predio,
podendo os Srs. compradores seguir no mesme
trem para bem poderem examinar, em o acto do
leilo, ou mesmo antes, cuja casa cha-se alugada
ao Illin. Sr. cbanceller do Consulado de Portugal.
Um rapas brasileiro, com 20 annos de idade,
com alguna pratica de molhados, se offerece para
ser caixeiro dentro ou fra da cidade, dan lo flan-
ea de sua oonducta ; quem do seu prestimo pre-
cisar di-ixc carta no esoriptorio deste diario com
as iniciaes M. O. C, para ser procurado.
Precisa-se de um criado para vender tabo
leiro e fazer mais servicos de casa : na ras da
Matriz da Boa-Vista n. 3.
Precisa-se de um nieaino para caixeiro ; a
tratar na ra da Florentina n 2.
AMA Precisaee de urna para cosinhar e
comprar para duas pessoas ; a tratar na ra da
Roda n. b, 2- andar.
A Vencedora
Rua da Impera trie 82
J. Lemoi Duarte
Neste estabelecimento encontrar o publicc
sempre um co "pl> to sortimento de miudezas e
objectos de moda e pbantasis, e grande exposicao
de brinqaedt para crianca, per preco sem com-
petencia, a saber :
Leques do diversas qualidades.
Socos para crianca.
Cbxpeosinhas e sapatinhos para baptisado.
Enxovaes completos pura baptisado.
Bicos de todas as quali ladea e cores.
Sortimento completo de flus, cores e qualidades.
Puuhns e collarinhos para homens e senboras.
Completo sort.ment r>e l de todas as cores a
2/800 a libra.
Espartilhos.
Grande sortimento de meias brancas c do cores
para i omens, senboras e meninos.
Perfumaras de todas as qualidades.
Velas de cera e bogias de todos os tamanhos.
Lava*
De seda, braco inteiro.
dem, meio braco,
dem, de 2, 3 e 4 botes.
dem de Escossia.
dem preta, de 2, 3 e 4 botes.
Lavan de pellica
A 1 500 o par, e mais urna infinidade de arti-
go* que seria enfadonho enumerar.
O proprietario deste estabelecimento convida
seus fregueses e especislmente s Exmas. fami-
lias para visitaren! o seu estabelecimento, e ava-
liarem o que acim. fica dito.
82Rua da Imperatriz82
C.IS.IDHEM
AOS
!O0:8O8$OW
Bna do Baro da Victoria n. AO
e casas do costante
V!
tua larga do Rotmrlo nV 1S
Aluga-se o 1 e 2- andar ; a tratar na rua da
Aurora n. 1, 2- andar.
Jiuii ur
s 100:0005000
23roa Primeiro de Marfo-23
Os abaixo assignados tendo vendido nos
seas afortunados bilhetes garantidos os ns.
87 com a sortl de 100:0000000, 15,704
com 30:000,5000, 7,920 com 10:000^000,
8,175 e 6,670 com 2:0000, 3,465 1,610,
3,575, e 21,365 com 1:0005000, 1} 635
4,662, 22,450, 910, 22,515, 21,409,
22,186 e 9,364 com 5000000, da 6.
parte da 1.a lotera da Santa Casado Mise-
ricordia, que se acabou de extrabir, con-
vidan) os possuidores a virem receber inte-
gralmente.
Acham-se expostos vendaos afortunados
bilhetes garantidos da 7.a parte da 1.* lo-
tera a beneficio da Santa Casa de Miseri-
cordia do Recife, que se extrahir quinta-
feira 28 do corrente.
Precos
1 vigessimo loOOO
Ban poreao de loo* par cima
1 vigeseimo 0900
Martina Finta & C.
no m
O abaixo assignado acaba de vender
um vigsimo de n. 14,105, com a surte
de 2:0000000. tres ditos de ns. 18,778,
11,432 e 11,275 com a sorte de 1:0000 e
tres ditos de ns. 12,795, 14,173 e 22,069
com a sorte de 5000000 da 6.a parte da
1.a lotera que se extrabio a 21 do corrente.
O mesmo abaixo assignado convida aos
possuidores virem receber na conformi-
dade do costume, sem descont algum.
Acham-se a venda os afortunados bi-
lletes garantidos da 7.a parte da 1.a lote-
ras a beneficio da Santa Casa de Miseri-
cordia do Recife, que se exirahir a 28
do corrente.
Presos
1 ?igessimo 10000
qnantldade ntalor de lOOd
1 vigessimo 0900
Jodo Joaquim da Costa L-e.ite
K
4os 100:000S000
AtteBQao
Afrente Bnrlanaque
Vende-se tres casas terreas era Olinda, sen lo
duas rua do Amparo e urna rua Nova, em
terreno proprio, com muitoa commodo e em per-
feito estado de conservaco ; a tratar e informar-
se com o agente Burlamaqua, rua do Imperador
n. 22, ou em Olinda, casa junto cadeia do Aliu-
be, com Candido Guedes Alcoforado.
Falsif.caces
Para evitar falsificaces com referencia ao co-
nhecido PEITORAL DE CAMBABA, deve exi-
girse este_ preparado com a firma do autor Al-
vares de S. Soares em rotulo circulando a ro-
t> do frasco e a marca da fabrica no envoltorio,
j u'ada pelo nome dos agentes e depositarios
t em Pernaabuco Francisco Manoel da
rua do Mrquez de Olinda n. 23.
ra
Precisa se
Marques de '
de urna ama
' dan. 41.
coar
a tratar na ma do
16-Lua do Gabug-16
O abaixo assignado venden nos seus ven-
turosos bilhetes garantidos os premios se-
gu ates: 1 dezena do 1- premio 71 a 80, n. 1
com 100, n. 29 com 100, n. 41 a 50 com
100000,. 13370 com 2:0000, 22450 com
5000 da f> parte da Ia lotera.
Convida-se aos possuidores a virem rebe-
ber sem descont algum.
Acham-se venda os venturosos bilhe-
tes garantidos da 7a p*rte da 1' lotera da
provincia em beneficio da Santa Casa de
Misericordia do Recife que se extrahir
quinta feira 28 do corrente.
Presos
1 Vigsimo 10000
Sendo qnantldade superior
a lo :ooo
A dezena 90000
Joaquim Pire da Silva'
GRANDE
Lei'o
De 1 piano, I mobilia de Jacaranda, caodieiros
para kerosene, carbnico e azeite, jarros e vasos
para fLres, espelhos, quadros, cumas de ferro para
graud-8 e pequeos, marquezas, mesas a valsas,
machinas de costura, globos, laucas par cortina-
dos, cebertas de raetai, relogios de parede e de
mesa, gsio'ac de ferro, barra com pregue, Cnixas
com garrafas com vinho, latas com milho em con
serva, manteiga, lene condenaado. papel para
forro de salas, papel alinHco, 1 caixa com livros,
i-aixas com champagne e rhum, 1 cofre de ferro,
2 alavaneas e muitos outros objectos existentes no
ARMAZEM DA RUA DO BOM JESS
N. 45
Agente Pinto
Quarta feira, 27 do corrente
PEDIDO
O agente de leiloes, F. I. Pinto, pede aos donos
dos movis e mais objectos < m deposito com procos
ou eainnco (alguna desde 1860) se dignem reti-
al os i.o pruao ue 3 dias, aoW pena de aerem ven-
didos aj correr do martello, no leilo do dia 27 do
correte, no armazem da rua do Bom Jess n. 45.
AVISOS DIVERSOS
Alnga-se a loja e o sobrado da travessa do
Livrameuto n. 10 ; na rua Jo Apollo numero 4,
sobrado.
Precisa se de uina cosiur. ira ; na rua Di-
reita d. 10, 1' andar.
Aluga-se casas a 8000 uo becco dos Coe
Ihos, junto de Ooocallo : a tratar na rua d>
Imperatriz n. 6
Aluga se os andan-a sup-riurea do predio n.
51 rua do Imperador, com excellente* accommo-
dacoes para familia : a tratar com N. I. Lidstonc,
rua do Commercio n. 10.
>y
commercio
anoel Lonrenco da Silva Oliveira e Alipio da
Silva Apoloniu, tendo comprado ao Sr. Antonio
ferreira Prente o estb<-lecimento de molhados
que o mesmo senh >r tinba na rua do Capito An-
tonio de Lima n. 68, declarara que nada teem com
o activo e passivo do mesmo estabelecimento, i.or
lerem fictdo a cargo do mesmo Sr. Prente. E sa
alguem se ju'gar com direito a alguma reclama-
cao, qneira fuzrl-a no pn.su de tres das, a contar
desta data. A nova razio social ser Oliveira &
Alipio. Recife, 24 de Outubro de 1886.
Superior vinho de Pasto
Loureiro & C r.'ceberam pelo Vle de Victoria,
por cncomoi nda e carta propria, o que ha de mais
? up-rior em vinho de Pasto, no nosso mercado.
Em pipas, quinoB e decimos, vendem em gr e h reiabo, e pedem a seus fregueses e amigos o
f v,r de ftpenmentarem. E' muito proprio pra
botis, restauran! e casas de familia. Eucortra-se
venda no estabelecimento de molhados dos mea-
mos Loureiro & C, Passagem n. 7 ; Augusto Pi-
gueiredo & C, Kecife.
Aviso
Urna sen hora habilitada offerece se para dar
licoc* de desenho crayon, pastel, aqnarella,
bem como a tirar retratos, em casas particulares
e em eollegios ; a tratar na livraria francesa, rua
Primeiro de Marco n. 9.
Ama
Precisa-se de urna ama para lavar, engommar
e mus servicos de urna casa de familia ; na rua
larga do Rosario n. 10, 2 andar.
Ama
Precisa-se de urna ama para andar e cuidar de
urna crianca de mezes, que d fiador de sua con-
ducta ; na rua de Riachuello n. 57, porto de
ferro.
Exposif o central rua larga do
Rosario n.08
Damiio Lima & C, chamara a attenco das
Exmas. familias para os precos segmntes :
Carretela de 200 jardas 80 rs.
Pecas de bordados de 200 a 600 rs.
Ditas de um palmo a 2500 e 3*000.
Fita n. 80 para faxa a 2*500.
Leques recatas e D. Joannita a 1*000.
Frascos e extractos de Lubin, grandes, a 2*00C.
Leques D. Lucinda Colho a 6*000.
Toalhas felpudas a 500 600, e l*tO0.
uzia de meias para homem a 3JO00.
Ditas para senboras a 3*000.
Lavas de seda a 2*000.
Meias de fio de seda para menina a 1*000.
Colannhos de linho a 500 rs.
Ditos de algodao a 320 e 400 rs.
Macos de grampos a 20 rs.
Pecas de cordo pf ra vestido a 20 rs.
visivas grandes a 320 rs.
Grampos invisiveis a 60 rs.
Um leque de aetim (novidade) a 6f500.
Ricas bolcinhas de madreperola de 1*500 6*.
L para bordar 2*800.
Urna ca pella e veo do 15*000, por 12*000.
Um espelho de mol Jara por 54500.
Urna pulseira de fita per 1*2(X).
Plias a 400 e 600 rs.
Urna booeca grande de cera por 2*500 e 3*000.
NA EXPOSIQO CENTRAL
58-ltna Larga do Rosario38
Punas purgativas e depurativas
de Campanha
Estas punas, cuja preparacao puramente ve-
getal, teem aidj por mais de 20 annos aproveitadas
,-om os melhores resultados as Aeguintes moles-
tias : affecces da pelle e do figado, syphilis, bou-
bes, escrfulas, chagas inveteradas, erysipelas e
gonorrhas.
Modo le nial-as
Como purgativas: tome-se de 3 a 6 por dia, be-
bendo-se apos cada dse um pouco d'agua adoba-
da, cha ou caldo.
Como reguladoras : tome-se um pilula ao jantar.
Estas pilultis, de invenco dos pharmaceuticos
Almeida Andrade & Filhos, teem veridietum dos
Srs. mdicos para sua melhor garanta, tornande-
se mais recommendaveis, por serem um segotd
purgativo e de pouca dieta, pelo que podem ser
asadas em viagem.
ACHAM-SE A" VENDA
< drouaria de Faria S.ihrinho A C.
^l BA PO MABQDEZ DE OLINDA 41

/


6
B


.

:

4



Diario
Exlracto Composto
a. DAS
Escrfulas c todas as Molestias
provenientes d ellas: e para
Dar Vigor ao Corpo
Purificar o
>*, pfa o< JCn icu 1.^1 i., r* u.
Aluga-se
o 2- andar da casa n. 46 ra do Im aerador, tem
2 salas, 5 quartos, eos i n ha fra com 2 fogoes, 1
de ferro e outro de tjjolo, terraco com quarto para
banbeiro, agua e gas encanados ; a tratar na ra
do Imperador n. 65, escriptorio._______________
Aluga-se
. predio n. 140 ra Imperial, proprio para es-
abelecimento fabril: a tratar na ra do Commer-
:io n. 34, com J. I. de Medeiros Reg.
Alaga se barato
Ba do Bom Jesus n. !', 1 andar.
Ra de Lomas Val; itinus i, 4, com soto.
Largo do Mercado u. 17, I ja com agua.
As casasda ra do Coroni;' Suassuna n. 141
Ra da Baixa V' j L- n. ', sitio com viveiro.
Trati-se na ra do Commercio n. 5, 1* andar
escriptorio de Silva (uim&res & C.
_ua Viscondc de. Goyauna N. 79
Aluga-se
casa n 1 un I/.mbiane.a do Gomes, em Santo
Amaro, tem agua : a tratar na ra da Imperatric
. 32, 1. andar.
AI ugue barato
Alugi-sco importante 1' andar com milito bons
commodo', ra da Rada n. 17 ; a tratar no lar-
go do Mercado n. 12.
Aluga-se
o segundo andar da ra de Lomas Valentinas n.
100, no oito do Ti reo : a. tratar no 1* andar.
Ama
Predas--) do urna ama para cosinhar e com-
prar ; na ra do Cotovello 129.
Ama
c -are de urna ama para casa de pequea
. .; u tratar na ra do Paysand a. 19, Pas-
s .. ii>i Magdalena.
Ama
Precisa-se de urna ama para todo servico de
casa de pequea familia ; a tratar na rta da Ma-
triz da Boa Vista-n. 3.
Ama
Precisa-se le urna perfeita cosinheira ; a tratar
na ra do Cabog n. 14, sala da frmte, de meio
dia s 2 da tarde.
Ama
Precisa-se de orna ama de meia idade ; na ra
da Aurora n. 137.
Ama
Precisa-se de urna ama para casa de pequea
familia ; a tratar na ra do Marques de linda
n. 1, 2- andar.________________________________
Precisa-se de urna ama para cosinbar, que seja
perita e que durma em casa do patrio ; na ra
de Riachuello n. 57, portas de ferro.
Na praca do Conde d'Eu n. 7, 2- andar, preci-
sa-ee de urna ama que coainhe bem, para casa de
familia-
Pastilhas vermitugas
de Ncring
o melbor especifico contra vermes : deposito cen-
tral em casa de Paria Sobrinho & C, ra do Mr-
quez de Olinda n. 41,
triado
Precisa-se de um criado do 14 a 18 annos ; a
tratar na ra do Paysand n. 19, Passagem da
Magdalena.
TlNHO DE RIGA"
de 3X9, 4X9 e 3X12; vndese na serrara a va-
por de Climaco da Silva, caes Vinte Dous de No-
vembro p. 6.
Luz brilhante, sem Fumo
oleo Somtico
Hygienico e Econmico
PARA LAMPARINES
MART1WS* BASTOS
Pernatnbueo
NUMERO TEL6PH0NICO : M* 33
Agua florida. Extrabida de flores bra-
aileiras pelo aeu delicado perfume, suavida-
de e Euas propriedades benficas, excede
a tudo que neste genero tem spparecido de
ruis celebre.
Tnico americano. E' a primeira das
prepararles para a icnserva_o dos ca-
bellos. Extingue as caspas e outras mo-
lestias capillares, taz nascer os cabellos,
impede que embranquecam e tem agrande
vantagem de tornar livrea de habitantes as
ca becas dos que os usam.
Oleo vegetal- Compcsto com vegetal
innocente, preparado para amaciar, for-
tificar e dar brilho aos cabellos.
Agua dentifricia. Excellente remedio
contra a carie dos dentes, fortifica as gen-
gives e faz desapparecer o mo h&lito.
Vende-se as principaes casas desta ci-
dade e na fabrica de leos vegetaes ra
da Aurora n. 161.
TF.LEPHONE N 33________
Tricofero de Barry
Garante-se que faz nas-
cer ecrescer o cabello anda
aos mais calvos, cura a
tinba e a caspa c reiuovo
todas as impuro /as do cas-
co la cabecn. Positiva-
mente impedo- o cabello
de caliir ou de rmbranque-
cer, e infJRlh /'.mente o
torna espesso, macio, lus-
troso e abundante.
Agua Florida de Barry
Preparada segunda a formula
original usnda pelo inventor eci
1829. E' o nico perfumo Doman-
do que tem a approvacao official de
um Covemo. Tem duas vezes
ruis fragrancia qne qualquer outrn
e dura o Sobro do tempo. E' mu:to
mais rica, suave o deliciosa. E'
muito mais fina e delicada. E'
mais parmanente e agdUlavel no
lenco. E' duas vezas mais refres-
cante no bonho e no quarto do
doento. E' especifico contra n
frouxidao o debilidade. Cura as
dores de cabecn, os cansagos o os
desmaios.
Xarope Je Yiia Je Mer No. 2.
astes de s__ o. depozb de uaUr-A.
Cura positiva e radical de todas as formasde
escrfulas, Sypliilis, Feridas Escrofulosas,
AffeccSe, Cutneas e aa do Couro Cabel-
ludo com perda-do Cabello, e de todas oa do-
sncas do Sangne^Figado, e Eins. Garntese
que purifica, enriquece e vitalisa o Sangus
restaura e renova o svstenia inteiro. 0 ,
Sabao Curativo de Reuter
Para o Banho, Toilette, Crian.
Sxs e para a cura das moles-
as da pella de todas as especias
* am todos os periodos.
(iralilica-.se
quera entregar no 2- andar do predio n. 19
ra das Trinche iras, tres chaves de cofre, sendo
duas menores e urna maior, as quaes foram perdi-
das na mesma ra na noite da 25 do corrente.
Curso preparatorios
O bacbarel Francisco Correia L. Sobrinho tem
aborto um curso de arithmetica, algebra e geome-
tra : na ra da Matriz n. 7.
Capunga
Alugam-ae as casas pequeas ns. 28 a 32 ra
a Amisade, por preco commodo ; a tratar na ra
velha de Santa Bita n. 14, sobrado, das 8 horas da
-,-ianh a 1 da tarde.
Altencio
A ExpoMlc.i Ceu Iral convida o sexo feio
para o sen bonito soitimcnto de gravatat, lencos,
:aeias, collai inhos e punhos, assim como tem nm
iplendido e esquesito sortimento de perfumes
a : na ra larga do Rosario n. 38, Damiio
\ima A C.
Deposito em Pernambuco casa de
Francisco Manoel da Silva & C.
Apolices provine.aes de 7 0(0
Compra se apolices provinciaes ; na ra Duque
de Casias n. 46, loja.
Pinho resina
da 3X7 at 3X12.
Pinho t-ranco (da Sueciaj
de 3X7 at 3X12.
Cimento inglez
VENDEM
Fansea armaos t C
Ao commercio
O abaixo assignado. na quadade de procura
dor dos herdeiros do finado Antonio Jos Rodri-
gues de Souza, declara ao respeitavel corpo com-
merciai, que o Sr. Veriato Sevenano Gomes de
Castro deixou de fazer parte da firma Jote Augus-
to dos Santos & C, da qual tazia parte co ao so-
cio commanditario e nico capitalista o mesmo
finado, e dito Sr. Castro como socio de industrs,
ficando todo o activo e p.issivo a c-ugo dos her-
deiros do dito finado, liecife, 11 de Outubro de
1886.
Manoe] Martina Fiuza.
" Modalha de Ouro na Exposicao universal 1878 #"
__jffij_L ?
-# BRDEOS (FRANCA) "
-% Depsitos em tocas as teadii di Comestibles. 9"
C3
Madamoiselle Cotinha
Anda contina na ra do Imperador n. 55, 2-
andar, onde suas amigas e treguezas podem eu-
contral-a para comprar lhe os trabalhos, que como
modista desempeuba, como sejam, toilettes e pen-
teadoa de todo gosto. de accordo com os figurinoi
modernos
MfcT......
Exeellente inorada na
Torre
Aluga-se urna casa com commodos tufficientes
para familia numerosa, com grande sitio e jardm,
multo fresca e alegre, murgem do rio, em cujo
portao termina a linba dos bonds, fundo na mar-
gen) opposta do rio, a estacao da Torre, da com-
pauhia dos trllhos uibanos do Recite Caxaog :
a tratar ns Recife, ra do CQ-m*rcio n. 46, pa-
vimento terreo.
Criado
Precisa-se de um cri-Jo de 12 a 14 annos, que
tenha boa conducta ; a tratar na ra do Bom
Jess (aotiga da Cruz) n. 28.
t'oi'hcJra da ra da imperatriz
n te
TELEPHONE N. 189
O abaixo assignado avisa aos seus amigos, fre-
guezes e ao publico em geral que o Sr. Delfino de
AzeveJo Villarouca desaedio-se da administracao
de sua coebeira, ra Ja Imperatriz n. 29, desde
o dia 9 do corrente, tendo prestado todas ab tontas,
ficando a mesma sendo administrada pelo Sr. An-
tonio Joaquim Moreira, a carga de quem se acha
tambera a cobranca ; espera, pois, merecer a mes-
ma confianca dos seus fregueses.
Recife, 18 de Outubro de 1886.
Joi Pedro Rodrigva da Silva.
t
Sao os melbores que tem vindo a este mercado
que tornsm-se recommeedaveis tanto pela boa
quadade como por virem colorados em caixinhas
de phantasia o com chroaos variados.
Vende-se por precos mdicos
nicos depsitos
Francisco Lauria & C, ra do Bom Jess n. 61
Costa Lima & C, ra do Amorim n. 37.
Atten^o
Peitor
Precisa-se ie um feitor portuguez, para traba-
bar em um sitio, dando -se amteresse ; no caes da
Companhia n. 2, escriptorio
Attengo
Nao pomada, nao phantasia, bom ver para
crer. No pateo do Paraizo n. 13, pavimento ter-
ree, lava-se e engomraa se com todo o esmero c
promptidao ; c quanto aos precos nao ha rival.
Criado copeiro
Precisa-se de um de
14 a 16 annos, na ra
de Riachuelo n. 17.
Eii&oniinadeirp
Precisase de urna aira qlie engomme com per-
feicSo ; na ra do Marqqe ido Herval n. 10.
Cal de Lisboa
muito nova ; vendem Palmera & C, na larga
do Kusaria n. 27. ________________^^
Criado
Prccisa-se de um rapaz ; na travessa do Corpo
Santo n. 27.
dt Quina lerrnolBBG e da Caicas de Laranjas anargs.
TOSflCO RECONSTITUINTE
Remedio soberano
CONTUA A
CKLOROSE, ANEMIA, CARIE QOS OSSOS.
AFFECQ9ES DAS VAS DIGESTIVAS,
OIAaHHEAS CHRON1CAS, RACHITISMO,
ECF.OrULAS, DEEILIDADE,
CO?vvALESCErC..AS DE FEERES TYPHOIDEA1
E C MOLESTIAS GRAVES, ETC.
f. JS. JSasred&H
use*.

'ico :
3. si -.-VA. & c
Coslureiras
Na ra do Imperador n. 55, 2- andar, precisa-
se de costureiras.
Costureira
Pede-se ao Sr. Joaquim Ferreira da Cunha Sou-
to Maior, mestre da meninos, que, negocio de
seu interrsse, appareca ra do Coronel Suabsu
na n. 149, 1- andar.
Nova Hamburgo
Cervejarla Allem
Ao publico
Os proprietnrios dsate catabelccimeuto avitam
ao respeitavcl publico quearrendaram seuTh li-
tro de Variedades e respectivo Jardim empreau
Richard do operetas francezas eob as seguintes
condicoes :
I.
Nos das em que a empreza der seus espectcu-
los, a entrada para o jardim e theatroser s e
exclusivamentepelo portao do caes de Santa Isa-
bel, onde estaro os competentes bilbeteiros e por-
teiros da empreza, ficando portanto essa secco do
estabelecimento completamente desligada da da
tua Florentina.
2.o
Qualquer reclamacao do publie, inherente ao
servido do theatro ou da empreza ser nicamen-
te dirigida p-r Mr. Richard, emprezario ou pessoa
por esac proposta, nico competente para aceitar
e attender.
Attendendo aos pedidos de muitosabitus
dosjogos de bilbar, os propietarios do estabe-
lecimcnto, deduziram10 por centodo preco da
tabella do tempo as noites de espectculo co-
brando se atnente600 res por horadurante o
tempo que esta empreza all trabalhar.
O servico doBuffet, ser feito caprichosamen-
te e de modo a contentar o mais exigeute pala-
dar.
Variado lunch,
Bebidas geladas,
Caf e sorvete.
Recife, 21 de Outubro de 188G.
Ang. Kruss,
succeea .res.
cmmU
Aos 100:000$000
^ra^a da Independen
cia ns. 37 e 39
O abaixo assignado venden da 6a parte
da 1* lotera extrabida boje, 21 do corren-
te, os seguintes prerobs : de 4:000$ em
o n. 1353, outros de 2:000;$000 em os ns.
3856, 12085 e 17315, outros de 1:000,5
em os ns. 16263 e 23701 eoutros de 000
em os ns. 3967 e 11114.
Acham-se venda os fezes bilhetet
garantidos da 7a parte da 1* lotera a
beneficio da Santa Casa de Misericordia
do Recife, que se extrahir a 28 do cor-
rente.
PRECOS
De cada vigessimo 1J000
Em porjao de 100$ para cima 900
AnUmio Augusto dos .Santo" Porto
Casa no Encanamento
Alaga-ee urna casa cjin duas salas, dous quar-
tos, coainba fora e cacimba, nova e nlugucl
commodo : a tratar roa de Pedro A&'jdso n. 4,
antiga da Praia.
ttMMNBMMtlMm
Hotel de Beberibe
JoSoda Silva Villauova, proprietario des-
se aprazivel estabelecimento, situado na
melbor casa da povoacao de Beberibe,
previne aos seus numerosos freguezes que,
o ter competentemente remontado este
anno, e prompto para attender os mais ur
gentes gostos.
A grande concurrencia com a qual foi
honrado a festa passada, animou-o a nao s
crear novas commodidades para os seus
hospedes e inquilinos, como tambem a am-
pliar a serie de jogos e passatempos que
serlo na occasiao em que o calor afugentar
do Recife nacionaes e estrangeiros em bus-
ca do .r do campo, em nenhuma parte
mais ameno que aili, a mais bonita e fran-
ca digressao. Para que se avalie da nio-
dicidade dos precos, toma a liberdade de
offerecer aos seus numerosos freguezes a
presente tabella, que soffrer descont
quando se tratar de familias ou de ajustes
por atacado.
Tabella dos precos do hotel
Dormina em quarto separado, com di-
reito ao banho, refresco e cal pela ma-
cha lo.
Almcjo, contendo dous pratos segundo
a lista, um copo de vinho, caf ou cha,
etc. i 5.
Jantar, tres pratos segundo a lista, so-
bremesa, um copo de vinho de pasto, e
caf 15500.
e' o caso de experimentas para jixgab !
Jogos de jardins.
Jogos do salao.
Divertimentos ao ar livre.
Concertos em tecto enxuto.
InauguracSo do Club das Corridas.
Msica gratis.
Surprezas, mysterios.
Boa palestra e... tuti quanti...
A' Beberibe rapazeada, A' Beberibe,
olhem bem (isto muito em segredo) o Villa-
nova s nao goata do fiado !
Povoacao de Beberibe, 5 de Outubro
de 1886.
Joao da Silva Villanova.
ittendit!
Boquets da ultima iuveneao, para casamentes,
etc., etc., de Jos Samuel Botelho ; a tratar na
ra do Barao da Victoria, loja n. 20, e ra da
Cadeia ao Recife, loja n. 43.
Ama para eozinhar
Na ra de Riachue-
lo n. 17, precisa-se
de urna mulher que
saiba eozinhar.
Ifif
Precisa-se de urna pessoa que cosa com perfei-
c2o ; na ra do Mrquez do Herval n. lo.
"M amigos
Roga-sc aos amigos, pjssuidores destas actes,
que constam de duas vaccas tourinas, a correr
com a ultima lotera deste mez, da provincia das
Alagoa?, qne se acba transferida para a ultima
do mez de Novembro.
Bazar de passaros
Hhii do Bom Jeuf. n. 8
Xeate estabelecmencoeucoutra se sempre gran-
de sortimento de especiaes passaros e gaiolas,
nacionaes e estrangeiras, fruccas de diversas qua-
lidades, baiainbos para ninhos de canarios do
imperio, jarros e cestos de timb, trabalho muito
aperfeicoado, a saborosa pimenta em conserva em
lindos 'ra-quinhos viudos da America, pelo barato
preco de liO rs. cada um, c outros muitos gne-
ros, que se tornam enfadonho mencionar, tudo por
recos mdicos.
i
CREME de VOGEOT
Especialidade de Casis
C JSTIH DEVILLEBICHOT
DUW (CfllfHTOr) JTaaj*.

1* Stedalhaa nu Ex^cslcdes de I
tUa 1855, 1110. 1867 Exioslfao OllTiml)
DIJO 1855 (HtdaUa de Honra), 1863
L0IB1H. MACOI 1858 BOBOE&OX 1859, 1865
BODRB 1851 BE5ANC0N, TROTES 1863
Dtpositsrioi(B/>erna/ntiu:o FraCM.daSILVA &C- ]
f,^5Jardim das plantas
MONDEGO N. 80
Pretendendo-se acabar com as plantas que esto
em vasos n'este jardim, vendem-se os sapotiseirns,
muito grandes, e dando fructo a 2>00, lara#
geiras, muito grandes, para enjertar, a 6000 a
duzia, e sapotiueiros mais pequeos por barato
preco.
0,000 Do**
W eiradsid. *
Dartros, Chavos
Virus, Ulceras
JP-SIX-O
DEPURATIVO CHABLE.
. Jjt todas as Pharmacias da DalTino
Onde seencontra gratis a
latida Chabls.
36
r^e Vvie^e
CHABL
?AR/S
.00,000 Doott
* curados do "
GONORRHE, FLORES brancas,
PERDtS XMlHES,
ESGOTAMENTO, etc. etc.
QEUfl DeISo CHABLE
Em fodaa as boas
'"e
Pharmacias
o adresse
a
yr
VMyM^&j&Me
fises^s.
@esfriamento, gosse, tgatarrho, fysica
XAROPE dJYPPHOSPHITOdb CAL
de GRIMALT & C,a
Approrado pela Junta d'Hygiene do Rio de Janeiro
Fazendo-se uso deste Xarope, calmao-se os accessos de tosse, desap-
parecem os suores nocturnos, goza-se de um somno reparador,
desperta-se o appetite, e o doente, augmentando suas forcas, apresenta o
aspecto de quem gosa boa sade. Os mdicos recommentao que se tome
ao mesmo tempo as Pastilhas peitoraes de sueco de alface e
agua de louro cerejo de GRIMALT e Ga, que constituem os
dois calmantes mais inoflensivos da materia medica.
Tome ni ola
Trilhos para engenhos
WAGONS PARA CANNA
Locomotivas
Machnlsmo completo para en-
genhos de todos os taannos
Systcma aperfeigoado
Especificares e presos no escriptorio dos
agentes
Browns & C.
IV. 5 -Ra do Commercio
N. B Alm do cima B C, tem cathalogos de
mu f implementos uecessarios agricultura, como
imbem machinas para descantear algodao, moi
abos para cat, trigo, arroz e milho; cerca de fer-
ro galvanisado excellente e mdico em preco, pe*
aoa nenhuma pode trepal-a, nem animal que-
bral- a.
IMULSAO
DE
SCOTT
DE OLEO PUBO DE
Figado de bacalho
COM
Qypophosphitos de cal e soda
.Approvada pela tunta de ily-
glene e autorizada pelo
^ Soverno
E' o melhor remedio at boje deoeoberto para a
tnica broncbiles eateroptmlaM. ra
cbiiiw. anemia. Kemiidadc em geral.
deflaxo*. (OMtoe cbronlca e alTecc&es)
do pello e da Rargania.
E' muito superior ao oleo simples de figado de
bacalho, porque, alm de ter cheiro e sabor agra-
da veis, possue todas as virtudes medicinaes e nu-
tritivas do oleo, alm das propriedades tnicas
reconstituintts dos hypophospbitos. A' venda na
irogarias e boticas.
Deposito em'Pernambuco
Lindos albuns
para cromos, e cromos para os meamos, receben a
i.lvrarla PariNlense
N. 7 ARa Primeiro de MsrcoN. 7-A
Regulador da Mari-
nha
Esta mportaato estabelecimento de re-
lojoaria, fuodado em 1869, est funecio-
nando agora ra Larga do Rosario n. 9.
O seu proprietario encarregado da Ra-
gulamenta^o dos relogios: Arsenal de Ma-
ri-ha, Estrada de Ferro de Limoeiro, Com-
panhia Ferro Carril de Pernambuco, As-
80Cac3o Commeicial Beneficente, Estra-
da de Ferro do Recife a Caxang, Estra-
da de Ferro do Recife a Olinda e Beberibe
e Estrada de Ferro de Caruaru' ; cercado
de intelligentes e habis auxiliares, faz con-
certos por mais difficeis que s^jam, nao
s em relogios d$ algibeira, mas de pndu-
la, torre de igreja, caixas de msica, ap-
parelhos elctricos e telegraphicos.
O mesmo acaba de receber variado sor-
timento de relogios americanos que ven-
de de 7d a 20$ de parede e de mesa, des-
pertadores de nikel.
Aos seus collegas vende fornecimeto em
grosso e a retalho : e aceita encommendas
para seu correspondente em Pars.
Acha-se bem montado nesto estabeleci-
mento um observatorio pelo qual regula to-
dos os relogios martimos e terestres.
Recebe asssignaturas para dar a horacer-
ta desta cidade pelo telephone n. 458.
Preco commodo
Em I frente da seu estabelecimento se
acha collocado um relogio, cujos mostrado-
res poder2o ser vistos pelos passageiros da
Ferro Carril, tendo sempre a hora media
desta cidade determinada pelas suas ob-
servacoes astronmicas.
Antonio Jo3 da Costa Aranjo.
Manoel Barbosa Camello e Julio Emilio de
Carvalho mandam celebrar missas na matriz desta
cidade, a 6 1\2 horas da munha do ciia 27 do
corrente, trigsimo dia do fallecimento de seu
amigo, Antonio Antune? da Silva, e conridam os
paronr.es e amigos do finado assistir a esse acte
le religiaa.
Pao d'Alho, 23 de Outubro de 1886.__________
\lfiriJll-_mf' -*" ~^fVt-fn-i".i.l.fi\'ln-'"'-l.'S^S--t
D. Mara Joaqniua da Coneeicau,<
Joaquim Ferreira da Costa, sua mulher D. Md-
ria Candida da Costa e seus filos agradecem
todas as pessoas que se dignaram acompanhar ao
cemiterio publico os restos mor'aes de sua presa-
da prima. D. Mara Joaquina da Conceicoj e
de novo convidam as pessoas de sua amizade para
assistirem as missas que mand&m cele arar na
igreja de N. S. do Carmo, s 7 horas da manha
do dia 26 do corrente, stimo de seu passamento,
que por este acto se confessam summaminle agr -
decidos. ___._____-.---~
__>

Adelina Dorolhea Perclra d_r
Canba
Francisca Tranquelina Botelho da Cunha, eua
mai, filhos e genro sgradecem cordialmente to-
das as pessoas que se diguaram acompanhar ac
cemiterio publico os restos mortaes de sua sempre
pranteada filha, neta, irma e cunhada, Adelina
Dorotbea Pereira da Cunha, e pelo presente con-
vidam todos os pareutes e amigos a assistirem
as missas que pelo seu eterno repouso sero cele-
bradas na matriz da Boa-V sis,, s S horas do di..
25 do corrente, stimo dia de seu fallecimento,
pelo que desde j i se confessam summamentc
grato?. __-_
Alhnc-.o
Os frascos oraes, que contm este Xarope, So de urna bella cor ele roe lerao
a marca de fabrica, o mello e a firma da nossa casa.
Deposito em PARS, 8, Ru Vivienne, e as principaes Pkarmacia e Drogaras.
_fe_30i_&<&_*-:
SB-B&
INJECTION CADET
Cura certa em 3 das sem outro medicamento
PAHIH 9 Boulevard Jamnifn V JPAJUM
Aluga-se em urna casa de familia, nm quarto a
alguma senhora viuva ou solteira, que seja de
conducta moralisada ; trata se na ra do Mar-
ques do Herval n. 182.
Tinta prekTQ
Impretaao iypographlca
Vendem Rodrigues de t'aria & C. latas de cin-
co e vinte'ciucj libras, na ra de Maris e Barros
numero 11.
SNDALO de MIDY
Approrado pela Jnnta d'Hygiene do Rio-de-Janeiro
r
Supprime a Gopahiba, as Cubebas e as Injecgoes.
Cura em 48 horas todo e qualquer corrimento. E' da maior
efficacia as affeccoes da bexiga, torna as urinas claras por mais
torvas que sejo. Deposito era Pars, 8, ru Vivienne.
Ao commcreio
Os abaixo arcignados participara ao respcitavel
corpo de commercio e a quem possa interessar
quj acba-se dissolvida amigavelmente desde 30
de Setembro ultimo, a sociedado que tinhsm no
estsbeleciment) de inseridas ra do Visoonde
de Inhuma n. 6, sob a firma de Fernandes -
Santos, da qual retirou-se o socio Santos, pago e
satisfeito de seu capital e lucros, ficando a cargo
do socio Fernandes todo o activo e passivo.
Recife, 18 do Outubro d 1886.
Antonio Feroandes,
Antonio Joaquim dos Santos.
I Jnauna Be-erra de Andrade
alfredo Correia de Oliveira, Pedro Francisco
Correia de Oliveirs, Joao Baptista Correia de
Oliveira e Samuel Bemvindo Correia de Oliveira,
tristemente impressionados com o fallecimento de
sua presada av, D. Joanna Bezerra de Andrade,
suceedido a 21 do corrente, no engenbo Uruah,
em Goyanna, rogam a todos os seus psrntes e
amigos a caridade de assistirem as mistas que.
por seu descanso eterno, mandam celebrar as"S
horas da manbS do dia 27, stimo de seu passa-
mento, na igreja matriz da Boa-Vista desta cida-
de. Por esse acto de religiao se conf'isam sum-
mamente gratos.
Novo porto do carvo
a do Mitrqnes do Uervail n. *7
Tendo um consumidor completado o nnmero de
60 barricas, receben um vigsimo da 3* parte da
lotera da corte n. 11890, e se lhe couber a sorte
grande podei vir receber os cem nmeros de bi-
Ihetes, de conformidade com o annuncio. Neste
porto vende-te muito bom carvo a 720 rs. a bar-
rica, e aceitam-fe reclamncoea dos freguezes
quando nao foreut bem servidos na quadade do
carvo, e nos fetes dos conductores.
Jo&o Joaquim Ivpn.
Mara Joaquina lven, Joanna J. Altes Ri-
beiro, Emilia J. Alves, Francisca T. Alvee, Ma-
ra de Miranda Alves, Jos J. Miranda Alves,
Candida A. Ribeiro, Amelia A. Ribeiro, Etolvina
A. Ribeiro, agradecem do intimo d'alma s pes-
soas que se dignaram acomppnhav ao cemiterio
publico os restos mortaes de seu sempre lembrado
irmo, cunbado e tio, Jclo Joaquim Alv- s ; e de
novo as convidam a assistir ss missas que por sua
alma mandam celebrar na igreja do Corpo Santo,
terca-feira 26 do corrente, pelas 7 1|2horada
manha, stimo dia de seu fallecimento, pelo que
desde j se confessam summamente gratos.
Dionisio -.arto de Oliveira
Copea
Leopoldo de Oliveira Lopes, seus irmos e eu-
nhados, FranciMO Antonio de Albaquerque Mello
e Sebastio Jos -ornes Penna, convidam seus
parentes e amigos para assistirem as missas que
mandam celebrar na igreja de N. S. do Terco;
pelas 7 hoias da manh do dia 25 do corrente,
por alma de seu rmo c cunbado, Dionisio Lucio
de Oliveira Lopes, stimo dia de seu fallecimento,
pelo que se confessam agradecidos.
ran
i

f


t


1
"A
yy

Diario de PernambncoDomingo 24 de Outnbro de 1886
Cahirgem de Jaguaribe
Abri se ra do Bom Jess n. 23,
nm arraazem onde se vende constantemen-
te a superior cal virgem de Jaguaribe,
acondicionada em barricas proprias para o
fabrico do assucar.
Esta cal, em nada inferior que nos
vem do estrargeiro, vendida pelo preco
fixo de 6)5000 a barrica por contracto que
fez o Sr. Vicente Nascimento cotn o Sr.
Jos Costa Pereira proprietario do engenho
Jaguaribe, cujas pedreiras lhe d o nomo
. E' encarrujado da venda nicamente
nesta cidade o Sr. Sebastiao Bezerra,
com escriptorio ra do Boro Jess n. 23.
Aviso
A Sra. D. M ria Arcbanja Ovalcante de Albu-
querque, mi da Eira. Sr.1 Baronesa de Vera
Cruz, senhora di) engenho Monjope, queira tera
bondnde de mandir pipar a Jos Feliciano de
Nazar<-th a qaantia de 3.000* e tantos de xarque
que lbe remetteu pura alimentHcao de sua fabri-
ca ne engenho TamatHpe de Flore?, .alem disso
quande seu filho Joao Cavalcante ioi para Europa
e que ficon a dever-lh>' urna letra de 2:0O0OU>!
tanto, proveniente ainda de zarque, elle foi a sua
casa fazer-lhe ver ieto, assim como se devia con-
tinuar a mandar xarque para supprir a eua fabri-
ca, e suas palavras foram estas, que ainda hoje
nao as nep, o ronhor pode continuar a mandar
porque a sua divid.i est segura, poiquanto se
meu filho raorrer na Europa eu lhe pagarei, e se
eu morrer primeiro ahi est meu filho para lhe
pagar, palavras estas que confessou a outraa pes-
soas, que mais tiuha dito ; i-lem disto a fir. Baro-
nesa viuva e risa e ni tem filhos, nao necessita
portanto que a Sr. D. Mara por meios menos
proprios aecnmulc fortuna para lhe deixar de he-
me i. Esta divida ulein de tudo urna divida
rrcviniente de xarque para ahmeutuco de tu
pbrica e nilo devt- ser igual as oulras que V. Eie.
faixeu de pagar.
OfiDCTOS ERCLOGIGOS
ae ULYSSE ROY, em Po:t:ers (Frene**
BmllePROUST, Stwr- & Ge/u*
V Prtame enanUooaos Vnoos oa otara;
daafeSoe.................oilMfrMoo.l 2C
. K anclo utcsor.ciadeGoBno"- 100 fnuoo SCO
i Prfumospr3tDdoosIJoorj 100 tnuooe 300 tr,
k:EaaencladeIUiamondeTa"ia,os;Omoo 600s)
Depositarios em Viiinmbiiro;

*36
dio ao nojto
a bella alvura vapo-
rosa que ez a reputacao
das Bellezas da Antiguidade.
L. PANAFIEU Cto
jPfirn, roa Rochtxhoumrt, 70.
Depositarios n Pernambuco : Frac^M. di S2.VA A <*\J
IS32, Bordame: Medalha do Brome:
h\oi%: Uta a h de Prata; Roche-
lort: Mentfo ie Urdalh 4 prtU,
grndemoje'o.' l*83,AmBterriam:
Medii/i de Prati acurada. 1BSS,
Exprtelo de Trabalho: Admm lo
FiRIRHi IHELM
Alimentanao Rica
ic pnsciplcs izo s s jksspnaUiot.
A raRIHK A MIOT e o melhor auxiliar
da atna de leitc na lUmenftdki Experimentada com o 'ndior xito as Crochs,
HospiULf-i e Asylos, -.jberaiia para as r.riancas.
pes>oa* i'losas pAcas o as que soffrem de
Oasv.-itls. Castt aislas. Molestias d<- Intes-
tinos, Frisa o de Ventre rebeldes, e todas
as aflbeofes q'je nao permlttcm ao estomago
supporUr a aUmenia<'Vi nccessaria para pro-
dcelo ta (brea e da gande.
ETIBIB lKiaCt REMSTHA3A: 1 YIRCEH
Plinrtitai'ia MJ:I.I.\,em Itoritraiur.(frsngs)
la Ferncmoucj rran'1 R. da Silva A O.
I
VENDAS
Vende se duas paites do engenho Foruo da
Cal, em Olinda. no valer de 6:000, ou permuta-
se por eos* no Recite, ou sitio em leberibe, que
:lque a margem do rio ; muito frtil para canas e
tudo quanto Uvouras, boa baixa para cspim,
sitio de coquei ros, grande pedreira para o fabrico
de cal, bom barro para tijolo e telha, matas para
enha, grande proporces para criar, para o que
tem bom parto, que onde sustentase todo o
gado e vaccas de leite desta cidade ; a tratar no
mesmo sitio defronte da igreja de N. S. do Gua-
dalupe.
Vende se a casa de molhados sita a roa Di-
reita dos Afogados n. 16 : a tratar na tnesma.
Uleiicio
Vende-se urna armacao envidracada, propria
para fazendas ou molbados, em petfeito estado ; a
tratar na ra da Imperatriz n. 52.
Serrara a vapor
Caes do CapSbaribe n. t
S'esta serrara encontraro os srnbores fregue-
ses, um grande sortimento de pinh > de resina de
Tinco a dez metros de compnmenco e de 0,08 a
),24 de esquadros Garants-se preco mais cmo-
do do que em outra qualquer parte.
Francisco dar Santos Maeedo.
Novas lasmhas
A 390 e 400 res o corado
CAcabam de ebegar para a loja da ra da Iin-
peratric n 32, nm grande e bonito sortimento de
lasinhas de cores para Vestidos, sendo fazenda de
milita phantasia, com cores claras e escaras, e li-
quidam se a 320 e 400 reis o covado, por ha ver
grande porcilo na loja de Pereira da Silva.
PdIio de Riga
Acaba de ebegar pelo bngue Atalanta um com-
pieti Bortimento de pinbo de Kiga da melhor qoa-
lidade e de diversas dimeneoes, como seiam:
4 X 12
4X9 f
3 X 12
3 X 11
3X9
2 X 12
e taboaa da mesma madeira de 1 e 1 1/2 polle-
g&daa. ^^
Veadem MATHUES AUSTIN & C, roa do
nCommercio .18, 1 andar, ou no caes do Apollo
a, 51, por precos commodos.
Atten^o
Vndese urna armacao envidracada e urna dita
igleza, tres fiteiros, urna vitrina e urna porcao
de formas para napatos, ludo em perfeito estado e
baratos : a t/atar a ra da Imperatris a. 52.
A RevoluQo
A' ra Duque de Laxias, resolveu vender
os seguintes artigos com 25 /0 de me-
nos do que em outra qualquer parte.
Cachemira bordada de seda a ij500 o co-
vads.
Merinos de cores a 900 rs., 1/000 e 1/200 o co-
vado
Merinos pretos a 1/200, 1/400,1/600, 1/800 e
2/000 o covado.
Velludilbos lisos e lavrados a 1/000 e 1/200 o
covado.
Palha de seda a 800 rs. o covado.
Las com listrinhas a 600 rs. o covado.
Giosdcnapoles pretos a 19800,2/000 e 2/500 o
covado.
Setins damass a 320 rs. o covado.
Zephiros com desenhos modernos a 240 rs. o
covado.
Linhos escosseres a 240 rs. o covado.
Gaze com bolinhas de velludo a 800 rs. o co-
vado.
Zepbiros lisos a 100 ris o covado.
Ditos listrados a 200 ris o covado.
Chitas finas a 240, 280, 300 e 320 ris o co-
vado.
Cretones finos a 360, 400 e 440 ris o co-
vado.
Baptistas finas a 200 ris o covado.
Nansuc finas com 3 padroes lindos a 300 ris o
covado.
Las com mselas de seda a 700 reis o covado.
Setinetas com desenhos lindos a 320, 360, 400 e
440 ris o covado.
Ditas lavradas a 500 reis o covado.
Das lisas a 400 e 500 ris o covado.
Fnstoes de cores a 320 rs. o cevado.
.- Enxovaes para baptisado de 9/000 a 18/000
um.
Colchas bordadas a 4/, 5/, 7/, e 8/000 urna.
Ditas brancas a 1/800 urna.
Cobertas de ganga a 2/8U0 urna.
Lencoes brancos a 1/800 um.
Lencos de 1/200 a 2/0(10 a duzia.
Toalhas felpudas a 4/000 e 6/000 a duzia.
Bramante de 3 larguras a 900 ris a vara.
Dito de 4 ditas a 19200 a dita.
Dito de linho a 2/000 a dita.
Cobertores de la a4/.:00 e 7/000 um.
Fechs de la a 2/000, 3/000, 3/500, 4/000,
e*4/500, 5$000 e 6/500 um.
Chales finos de 54000 a 9/000 um.
f-,'Setins maeo a 800 e 1/200 o covado.
Cortinados bordados a 7/000, 9/000 e 16/000 o
par.
Espartilhos de <~>uraca a 4/000, 5/500, 6/000
e 7/500 um.
Guardannpos da linho a 44000 a duzia.
Madapoloes gemma de ovo e pelie de ovo a
65500 a pe?a.
Camisas de meia a 800, 1/000, 1/500 e 2/000
urna.
Seroulas de bramante a 1/ e l/400.nma.
Flanella branca a 400 ris o covado.
Casemira diagonal a 1/800 e 2/500 o covado.
Cortes do casemira a 3/000, 5/000 6/000 e
7000 nm.
Camisas de linho a 30/000 a duzia.
Brim pardo a 320, 360, 440 e 500 ris s co-
vado.
Linn com salpicos a 500 rs. o covado.
Fnstoes brancos a 360, 440 500 e 640 ris o
covado.
Panno da costa a 1/400 e 1/600 o covado.
Dito admascado a 1/800 o covado.
Esguiao amarello e pardo a 500 rs. o covado.
Cortinados de crochet a 24/000 o par.
Henrique da Silva Moreira.
Camisas nacionaes
A loo.sAoooe S/500
32= Loja roa da Imperatris 32
Vende-se neste no7o estabelecimento um gran-
de sortimento de camisas brancas, tanto de aber-
turas e p jnhot da linho como de algodSo, peloe
baratos pre\oa de 2/500, 3/ e 4/, sendo fazends
muito melhor do que as que vecm do estrangeiro e
muitu mais bem feitas, por serem cortada por
um bom artista, especialmente camiseiro, tamben)
se manda faaer por encommendas, a vontade des
fregueses : na nova loja da ra da Imperatris n.
3, de Ferreira da Silva.
Ao32
Nova loja de fazer 'as

Ra da Impe
DE
FERREIRA DA SI*,VA
Neste novo estabelecimento encontrar o rea-
pjitavel publico um variado sortimento do fazen-
das de todas as qualidades, que se vendem poi
precos baratissimos, assim como um bom sorti
ment de roupas para homens, e tambem se mao
da tazer por encommendas, p r ter um bom mee-
tre alfaiate e completo sortimento de pannos fnot.
casemiras e brins, etc
WHISKY
BOYAL BLEND marca V1ADO
Este exccllente Whisky Escesse preferivr
ao cognac ou aguarden. de canna, para fortifica
o corpo.
Vende-se a retalho nos tu Ihores annacens
nolhados.
Pede ROYAL BLEND marca VIADO cujo ne-
me e emblema sito registrados para todo o Braai
BBOWNS & C, agentes
Mal
a-
a*
7/001
o/oa
12/001
12/001
5/501
6/501
8/001
3/001
1/601
l/00t
Maduro
Viiilio paro da uva
O que pode haver de melhor para mesa,
barris e a retalho : Pocss Mendes C,
estreita do Rossot 9.
em
roa
e nonas
Encontraro sempre na Graciosa, roa do Cres-
po n. 7, urna variada collecco de objectos pro-
prios para casamento, como aejam :
Capellas com veos, de 5/ a 25/000.
Grinaldas de flores de larangeira a 5/ e 6/.
aligas de seda branca a lf e 2/000.
Luvas de pellica branca para scnbora a 2/500
o par.
Ditas de dita para homem a 3/ o par.
Meias abertas de fio de Escossia para senhora a
/000 o par.
Ditas de seda branca para senhora a 8/000.
Ditas de fio de Escossia, brancas, para homem
al/500.
Leques brancos de setim, de 6/, 10/ e 15/000.
Gravatas brancas de cambraia a 800 rs.
Ditas ditas com laco a 1/000.
Ditas de setim branco a 1/500.
__________Bnarte t C._________
Pechinchas!
sao as egainteN que deflnitlva-
mente nao enlrarao no prximo ha
lanco
Admirem!
Bonito sortimento de mariposas e fnstoes, cores
firmes, a 240 e 320 rs. o covado !
Nansoks de cores mimosas a 180, 200 e 320 rs. o
dito!
Linhos escoceses, novidades em padroes, a 200 e
240 rs. o dito !
Setinetas, as mais finas que tem vindo, a 320 e
360 rs. o dito !
Cretones francezes a 260, 280 e 320 rs. o dito !
Sargelim diagonal, todas as cores, a 240 rs. o
dito !
Popelinas de cores, a 160 e 240 rs., listras de se-
da, barato !
Lrinhas modernas, a 440 e 500 rs. o dito !
Cachemiras, lindos gostos, a 600 e 700 rs. o dito !
Renda indiana (imitaco), linda fazenda, a 700 rs.
o dito!
rlnnia, delicados desenhos. um metro de largura,
a 800 rs. o dito!
Merinos e cachemiras, pretas e de cores, a 900 rs.,
1/ e 1/200 o dito !
Setim maceo, todas as cores, a 800 e 1/ o dito!
Veludilho do todas as cores, lisos e bardados, a 1/
e 1/200 o dito !
Casemiras inglesas, de cores, a 1/200 e 1/400 o
dito !
Cheriots, preto e azul, a 2/500, 3/ e 3/500 o
dito I
Casunira diagonal, a 1/800 o dito !
Panno ingles superior, preto e azul, a 2/200 e
4/ o dito 1
Pecas de esguio para casaquinhos, a 4/500 e
dem de superior algodo, a 4/, 20 ids !
dem de madapoloes americanos, a 4/500. 5/ e
6/, 24 ids!
Para as Exmas. noivas, lindas grinaldas e veos,
por 12/ e 15/ I
Ricos cortinados, todo bordado, completo, por
Lindas gnarnicoes de crochets, cadeiras e sof, a
8/!
Sup-rior bramante de algodao, quatro larguras, a
900, 1/ e 1/200 o metro!
Atoalbado bordado a 1/400 e 1/800 o dito !
Pannos de differentes cores para mesa a 600,1/200
e 1/600 o covadoI
Cobertas de cretones, lindos padroes, a 3/800 e
Lencoes de bramante (cama de casal) a 2/ nm !
CMxas franeezas, de cores, a 2/, e 6/ superiores !
Lencas de cores, lindos desenhor, a 2/ a dusia !
Seroulas bordads, de bramante, a 16/ a dita I
Meias inglesas, brancas e de cores, a 3/200 e 6/
a dita.
Cambraia bordada, branca, a 6/ e 7/, as melhorca
que tem vindo 1
Sortimento completo de sedinhas de cores, grosde-
naples, filos bordados, crep, mantilhas, capas
de l, fichas.
ChamadosTemos pessoal habilitado.
Venda em RrossoDescontos da praca.
4-Hua Duque de Callas-5
Ilua da Imperr.trlc
Loja de Pereira da Silva
Neste estabelecimento vende-se as roupas abai
tu mencionadas, que sao ba- i ^iinas.
Palitots pretos de {.'"reo. aiagonaea e
acolchoados, senoo tazenaas muno en-
corpadas, e forrados
Ditos de casemira preta, de cotdo muito,
bem feitos e forrados
Ditos de dita, fasenda muito melhor
Ditos de flanella azul sende ingleza ver-
dadera, e forrados
Calcas de gorgoro preto, acolehoado,
sendo fazenda muitr encorpada
Ditos de casemia de sores, sendo muito
bem feitas
Ditas de flanella ingleza verdadeira, e
muito bem feitas
Ditas de brim de Angola, de muleakim e
de brim pardo a 2/, 2/500 e
Ceroulas de greguellas para homens,
sendo muito bem feitas a 1/200 e
Collctinho de greguella muito bem feitos
_ Assim como um bom sortimento de lencos *
linho e de algodo, meias croas e collarinbos, etc
to na loja oa ra da Imperatris n. 3
en, etlnetas e lailnbasj a SO
r*t o covado
Na loja da roa da Imperatris n. 32, vende-a
um grande sortimento de uatoes brancos a 50*
rs. o covado, lzinhas lavradas de furta-cores
fbsenda bonita para vestidos a 500 rs. o covade
e setinetas lisas muito largas, tendo de todas ai
cores, a 500 rs. > covado, pechincha : na loj
do Pereira da Silva.
AlsrodoEinbo franco para lence
a OOO mu, e 1*2 oo
Na loja da roa da Imperatris n. 32, vende-s
superiores algodozinhos francezes com 8, 9 e V.
palmos de largura, proprios para lencoes de un
s panno pelo barato preco de 900 rs. e 1/000 >
metro, e dito trancado pa a toalhas a 1/280, as
sim como superior bramante de quatro largnrai
para lencoes, a 1/500 o metro, barato na lojt
da Pereira da Silva.
Ronpa para meninos
A 4*. 4AS.OO e *
Na nova loja da ra da Imperatris n. 32, s
vende um variado sortimento de vestuarios pro
prios para meninos, sendo de palitosinho e calo
nha curta, feitos de brim pardo, a 4/000, ditoi
de moleequim a 4/50C e ditos de gorgoro preto
emitando casemira, a 6/, sao muito baratos ; n
oja do Pereira da Silva.
' Florida
Raa Duque de Casias n. IOS
Chama-ce a attenco das Exmas. familias para
os procos seguintes :
Luvas de seda preta a 1/000 o par.
CiBtos a 1/500.
Pannos e collarinhos de cores para homem a
1/000.
dem para senhora a 1/500.
Grampos invisiveis a 60 rs. o masso.
Luvas de seda cor granada a 2/, 2/500 e 3/
o par.
Suspensorios p ra menino a 500 rs.
dem amer.canos para homem a 3/.
Meias de Escossia para crianca a 240 rs. o par.
Leques de papel com correte al/.
Fitas de velludo n. 9 a 600 rs, n. 5 a 400 rs. o
metro.
Lencos de esguio a 1/500 a dusia.
Albuns de 1/500, 2/, 3/, at 8/.
Ramcs de flores finas a 1/500.
Luvas de Escossia para menina, lisas e borda-
das, a 800 el/ o par.
Porta-retrato a 500 rs., 1/, 1/500 e 2/.
Pentes de nikel a 600 rs., 700 e 8u0 rs. um.
Rosetas de brilhantes chimicos a 200 rs. o par.
Gnarnicoes de dem idem a 500 rs.
Anquinhas de l/fr-O, 2/, 2/500 e 3/ urna.
Plisss de 2 a 3 ordens a 400, 500 e 600 rs.
Bicos de cores com 12 jardas e 2 1/2 dedos de
largura a 3/ a peca.
dem com 4 dedos a 4/500 a peca.
Espartilbo Boa Figura a 4/500.
dem La Figurine a 5/000.
Bicos de alencon com 4 e 5 dedos de largura a
2/500 a peca.
dem estreitinhos com 10 metros a 800 e 1/000
a peca.
Pentes para coco com inscripcao.
Para toilet
Sabo de areia a 320 rs. um.
dem phemeado a 500 rs. um.
dem alcatro a 500 rs.
dem de amendoa a 300 rs.
dem de alfaee a 1/000.
Agua celeste a 2/000.
Agua divina a 1/500.
Agua Florida a 1/000.
Mao .eos de seda a 100 rs.
Meias brancas para senhora a 3/ a duzia.
BARBOSA & SASTOS
i. i ,. ......
Cocheira a venda
Vende-se nma cocheira com bons carros depas-
seio, bem localisada e afreguezada, por preco mui-
to mdico em razo de seu dono nao poder admi-
nistrar por ter de faser urna viagem : os preten-
deres acharo com quem tratar ra do Duque
da Caxiaa n. 47.
vasia
Vnho proprio para senhoras
Em barris e a retalho : Pocas Mendes & C,
ra estreita do Rosario n. 9.
c/p
Viuvos eviuvas
Podero ir Graciosa, ra do Crespo n. 7,
que acharo sempre artigos proprios para lato,
raes como :
Leques pretos de papel, setineta e setim.
Vol'as, brincos, pciseiras e broches pretos.
Meias pretas, fitas, bicos de linho, l e seda
pretos.
Gnarnicoes para canysa de homem.
Cadeias de fita, retroz e metal, pretas.
Meias pretas para enancas.
bnarte ft C.
rvovldade* do ISxooMlr&e Central. &
raa lana do asonarlo n. SS
Meias de fio da Escossia, para senhora 1/800
Ditas cruas e brancas, para senhora, Ti. 800
Kxtracto Port'viene 2/OO
dem Th.-odoro 2/000
B .quet Carlos Gomes 2/000
dem Guarany 2/000
Linhas para machina, rs. 80
Meiat, fio de seda 600
Bordados por to io o preco.
Expoalrao Central
Ra larga do Rosario numero 38
Carnero Ma & G.
Veode-se
Luz elctrica
Vende-te um appaielho de illuminaco elctri-
ca, cont ido um dviiisao Siemens, machina a
vpr, urna lmoda de arco, com intensidade de
2,000 velas, e duas de 1,000 velas cada urna, com
os competentes lampeo-s. fios elctricos, soladores
e de mai6 aecesBorius, tudo experimentado e em
boas cmdicoes de ceaiervacao : a tratar no es-
criptorio da compauhia do Bi-beribe, ra do Im
jeraoorn. 71.
um deposito sito ra Augusta n. 180, bem afre-
guezado, proprio para um principiante ; a tratar
no mesmo, e se dir o motivo da venda.
Veode-se
um bom estabelecimento de molbados, com arma-
cao todi envidracada ; a tratar na roa Bella nu-
mero 87.
Vende-se
urnas terns vontade dos compradores, junto a
estacao de Campo Grande, com diversos arvore-
dos de frui-to, terreno d barro para edificaco,
com boa agua para beber e preco baratisaimo ; a
tratar no mesmo sitio, ou ra larga do Rosario n.
2. Avisa-se que o terreno proprio.
Tecidos de linho
A 500 rs. o corado
Na loja da roa da Imperatris n. 32, vende-se
um bonito sortimento de fazendas de linho para
vestidos, tendo largara de chita franceza, com
muito bonitas cores e palminhas bordadas, pe-
chincha a 500 reis o covado, na loja e Pereira da
Silva.
Papoula & G.
N. 18-Bna 00 Qttr-i 18
Tem
Luvas de pellica, pelle de cao, camurca, seda fio
d'Escossia e casemira.
Agua florida e Tricofero de Barry.
Sabonete diversos e curativo de Reuter.
Cambraias lisas, bordadas e abertas.
Camisas e ceroulas de flanella e meia de l.
Camisas sem collarinhos e sera punhos s/c
c/c e c/p.
Collarinhos, punhos, meias, plastrons, mantas,
gravatas de laco.
Lencos, espartilhos, penteadores em cambraia,
vestidos da cambraia bordados, boleas tapetes, fi-
xs de seda e de l, casacas elsticos, casacas de
casemira greoadine de seda e todas de seda.
Alpacas de seda a 600 rs o covado.
Telepbone 500.
VAPOR
e moenda
Vende-sc nm bom vapor e moenda com pouco
uso ; a ver no engenho Timb-ass, muito perto
da estacao do mesmo nome ; a tratar na ra do
operador n. 48, 1 andar.
Fazendas brancas
SO' AO NUMERO
* o ra da Imperatriz = 4
Loja dos baraeiros
Alheiro & C, roa da Imperatriz n. 40, ven-
dem um bonito sortimento de todas estos fazendas
abaixo mencionadas, sem competencia de precos,
A SABER:
AlgodaoPaca;, de lgodoznho com 20
jardas, pelo- barato preco de 3/800,
4f, 4/500, 4/.mC, b$, 5/500 e 6|50t
MadapoloPecas de madapolo com 24
jardas a 4/500, 5/, 6/ ate 12/000
Camisas de meia com listras, pelo barato
preco de 800
Ditas branets e croas, de 1/ at 1/800
Creguella francesa, fasenda muito encor-
pada, propria para lencoes, toalhas e
ceroulas, vara 400 rs. e 500
Ceroulas da mesma, muito bem feitas,
a 1/200 e 1/500
Colletiuhos r?a mesma 800
Bramante francs de algodo, muito en-
corpada, com 10 palmos de largura,
antro 1/2
Dito de linho ingles, de 4 larguras, me-
tro a 2/500 e 280L
Atoalhado adamascado para toalhas de
mesa, com 9 palmos de largura, metro lf 800
Cretones e chitas, claras e escuras, pa-
droes delicados, de 240 rs. at 400
Baptista, o que ha de mais delicado no
mercado, rs. 200
Todas estas fazendas baratissimas, na conhecida
loja de Alheiro & C, esquina do becco
dos Ferreiros
Algodo entestado pa-
rlenles
A OOo ra. e 1 OOO o metro
Vende-se na loja dos barateiros da Boa-Vista
irodao para lencoes de nm s panno, com 9 pal-
s de larpruraa 900 rs., e dito cjm 10 palmos a
00 o metro, assim coma dito trancado para
malhas de mesa, com 9 palmos de largura a 1/200
o otro, lsto na leja de Alheiro & C, esquina
do ecco dos Ferreiros.
MERINOS PRETOS
A 1/200, 1/400, 1/600, 1/800 e 2/ o covado
A heiro & C, roa da Imperatriz n. 40, ven
dem muito bons merinos pretos pelo preco acim
dito. E' pechincha : na loja da esquina do bec-
co di s Ferreiros.
Espartilhos
Na loja da roa da Imperatris n. 40 vcude-se
muito bons espartilhos para senhoras, pelo preco
de 5/000, assim como um sortimento de roupas
de casimiras, brins, etc., isto na loja da esquina
ds becco dos Ferreiros.
CASEMIRAS INGLEZAS
A 2/800 e 3/ o covado
Alheiro & C, roa da Imperatriz n. 40, ven-
dem um elegante sortimento de casemiras ingle-
sas, de duas larguras, com os padroes mais deli-
cados para costume, e vendem pelo barato preco
de 2/800 e 3f o covado ; assim como se encarre-
gam de mandar faser costumes de casemira a
'SOS, sendo de paletot sacco, e 35/ de traque,
grande pechincha : na loja dos barateiros da Boa
Vista.
BRIM PARDO LONA
A 320 rs. o covado
Os barateiros da Boa-Vista vendem nma grande
porcao de brim pardo lona, por estar com princi-
pio de toque de mofo, pelo barato preco de 32C
rs. o covado, grande pechincha ; na loja da es-
quina do becco dos Ferreiros.
Bordados a lOO m. m peca
A roa ta Imperatriz n. 40, vende-se pecas de
bordado, dous metros cada peca, pelo barato pre-
co de 100 rs., ou em carto com 50 pecas, sorti-
das, por 5|, aproveitem a pechincha ; na loja da
esquina do becco dos Ferreiros.
Tendcn toce oa ofTreta do peito 1
Usai o melhor remedio, que o PEITORAL
DE CAMBARA', e veris como vosso soffrimento
desapparece Vende-se na drogara dos nicos
agentes e depositarios geraes na provincia, Fran-
cisco Manoel da Silva & C, ra do Marqnez de
Olinda n. 23.
Cabriolet e victoria
Vende-se um cabriolet e urna victoria em per-
pito estado de conservaco e por preco mdico :
oa cocbeira n. 16 raa do Duque de Caxias.
FABRICA DE CIGARROS
DE
MEUROIT & C.
MEURON & C. partecipam aos fumantes e apreciadores dos seus cigarros,
que os podem encontrar as casas seguintes:
Reelfe
Meuron & C, raa dfi Madre de Deus n. 7.
Charles Pluyn & C, praya do Commercio.
JoSo Martins da Silva, praca do Chaco n. 21.
Jos Pinto .da Costa Sobrinho, ra do Barilo do Triumpho n. 35.
Masito Antonio
Jos Joaquim Alves, ra do Barita da Victoria n. 69.
JoJo Afbnso Torres, ra do Imperador n. 65.
Nunes Pedroza A C, ra da Penha n. 32.
BOa Vista
Joaquim Antonio de Vasconcellos, ra da Aurora n. 81.
Arthur Maraes, ra da Aurora n. 85.
Manoel Lins Ribeiro, ra do Rosario n. 51.
Recife, 20 de Outubro de 1886.

COROAS
MORTIJARIAS
3P.AJB..A. ^'XlSrjk.OOS
A loja ie cera lia raa Doqee He Gaiias a. 119 receben i
sor iiiii de c irtnaw, desde o
ao lellr e lis rico, taolo em sosfo coi
CoHocam-se os dsticos GRATIS a ritade te compradores.
Quanto a precos desafiam toda com-
petencia.

MENORES E LOUCOS
em dimito crmiiWL
Segunda edico consideravelmente augmentada e seguida de um apndice
sobre o fundamento do
DIREITO DE PIMII
Acha-se completa a mpressSo desta importante obra para a qual se recebem
desde j assignaturas na LIVRARIA FRANCEZA, Ra do Barao ua Victoria n. 9.
Broch :;S000encad. S. 00
propnetarios
muito conhecido estabelecimento denominado
MUSEU DE JOIAS
sito a ra do Cabug n. 4, communicam ao respeta--el PUBLICO que receberam ua
grande sortimento de joias das mais modernas e dos mais apurados gostos, como tam-
bem relogios de todas as qualidades. Avisara tambem que contiuuam a reeober por
todos os vapores vinde da Europa, objectos novos e vendem por muito menos que er
outra qualquer parte.
MIGUEL WOLFP & C.
N. 4RA DO CABUG----N. 4
Compra-se ouro e prata velha.
V
pIVERem
mrosmrxni w
Nwi PERFUMARA Extm-ina
OOpYiOfSISDol/.PAO]
til......,oCttTl9PSISttJi?Htpissiuu...MCORTlOPSISMJiFlf
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Segredo da Juveatude
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a expectorabas e rirorisa as funocOes dos orgaCs respiratorias.
Tu-niMsuS*mtua4eJ Eri( iva H>-Laaare, en Pars
SEM CHEntO NM GOSTO DOS LEOS ORDINARIOS
OLEO
H TERRA-NOVA
mm
I de FIGADOS Frascos
|"BACALHAIH
iiiicuciUaJo certa contra a Molestias de Psto, a Tsica.
Bronquitis, PrisSas de Ventra, Toases chxonloas. Aleoo6ea escrofulosas.
ADVER 1 ENCA. Kxiga-M no rotlo o aello-Axu, do Satmdo francei-.H
HOOG. Pharmacauco, 2. roa Gastislioaa, PARIZ, e principes i'lwrraacijc t
Grageas de Ferro Rabuteau
Laumdo do Instituto d Frtnga. Premio de Thsrspeutica
O emprego em medicina de Ferro Rabuteau bascado na Sciencia.
As Verdadeiras Grageas de Ferro Rabuteau sao recommendadas nos casos de
Chlorose, Anemia, Plidas Cores, Corrimentos, Debilidad, Ssgotamento, Convalescencia,
Fraqueza das crianzas, Depauperamento e Alterafo do salgue em consecuencia de
fatigas vigillias e excessos de toda a natureza. Tomar 4 a 6 grageas dor da.
Nem CatuHpagao nem Diarrhea, Assimilofao completa.
Elixir de Ferro Rabuteau recommendado as pessoas qae nao podem engulir
engulir as grageas. Vm calix de licor aos repactos.
Xarope de Ferro Rabuteau especialmente para as criancas.
liM Um* nplictcio dotslhda acomoanhi cada /rasco.
Exigir o Verdadeiro Farro Rabuteau de CLSC 4V O*, e PARS,
etioaalra em caso do$ Droguistas e Ph*n**o$*Uic*.
que

-

I



8
Diario de Pernambieo---Domingo 24 de Outubro de 1886
ASSEIBLEA GERAL
-
v.
DISCURSO PRONUNCIADO NA SE3-
SaO DE 29 DE SETEMBRO DE 1886
(CmclusSo)
O Sr. Ministro da Fazenda (continuando)
Voa 1er anda algura as palavras, se o se
nado rae perraitte, porque acho-as maito
sensatas. Foram escripias por um hornera
que merece reput.15*10 roaior do que a que
tem : refiro-me a Horac'o Hay, que residi
no Brazil e esereveu un livro sobre as re-
la^Set coromerci&es da Franca com este
Imperio. Horacio Say filho de Jlo
Baptista Say e pai de estadista Lon Sur,
actual sonador da Franja, Este boraem,
observador e ilustrado, esereveu o segua-
te, para o que pego attenco do senado.
< Se a depreciacSo monetaria foi um de-
ploravel, embarazo prosperidade do paiz,
nao seria para receiar que urna variajo
em sentido inverso tronzesse igualmente
urna perturbagSo 0S0 menos deploravel em
todas as transagSes publicas ou particula-
res ?
Nao sei so devem alta de cambio, escrevia um dos mais ju
dicioso8 negociantes do Brazil: a queda do
valor monetario fez-me muito mal; rest*
saber se a alta me far bera I t E tinha
razSo. porque nao lu ros reaes e duraveis
uo commer.io simio quando cada um nao
paga e nao recebe senao o que deve e o
que lbe realmente devido; toda circums-
tancia que tenda a producir lucros para
uns pela ruina de ou'.ros, nao p le trazer
senSo desastrosos resultados por fim a to-
dos. Ha entao deslocamento de valores
sem prodcelo de riquezas, e d'ahi resul-
tam os mesmos roaos effeitos que os que
sao produzidos pelo jogo e a agiotagjm so-
bre a industria eo commercio.
c Cada operajSo de venda e compra no
commercio nao tem urna duracito maior
que a expirajao do termo concedido ao
comprador para pagar o prego do objecto
comprado. Se depois da abertura dos por-
tos do Brazil durante quinze ou deseas- is
annos, os devedores tivessera podido pagar
suas dividas successivas dando urna moeda
valend.) menos no dia do pagamento do
que valia no momento em que concluio a
transacgZo, e d'ahi resultara urna succes-
sao de perdas reali&tdas por diversos ven
dedores, e essas circumstancias, sem duvi-
da deploraveis, teriam tido por effeito o
embarazo do desenvolvimento industrial do
paiz. Mas se a esta longa successSo de
soffriir.entos as circumstancias tinanceiras
zessem succeder um longo periodo duran-
te o qual a moeda, tomando um valor as-
cendente, viesse por fim attingir a antiga
taxa que teve outr'ora, d'ahi resultara quo
depois de c da operag&o, todos os vende-
dores teriam rtcebido de seus devedores,
no ajuste de con tas, um valor maior do
quo aquello que teria realmente contratado.
Havera perdas successivas para todos os
compradores e seria urna longa serie de
soffrimentos para o commerci. e um eraba-
raco nao menos prosperidade do paiz.
O que importa ao commercio, nao ser de
mais repetir, que os negocios se facam
pontualmente e que cada um receba ou pa-
gue o que deve ou Ihe devido, nada mais,
nada menos. A moeda corrente do Bra-
zil, urna vez depreciada, todo o mal dessa
depreciacSo est realizado, o nico bera a
fazer snstar toda a depreciacSo nova e
garantir-se contra tudo o que possa occa-
aionar augmento de valor, pois que oie-
deixar de ser desas-
n
quantia perdem em razao da moeda de-
prcala, quando se trata de levantar o
seu valor, perdem aquees que tiveram de
pagar.
Se mantivermos por amitos annos a de-
prenacjto do papel moeda como est, as
cmaras nio terSo remedio senao alterar o
padrSo legal de 1846, estabelecendo outro.
E' esta a difficuldade que presento aos
nobres senadores e sobra a qual nada res-
ponden: Como adiar a medida por mais
tempo se a demora ter de produzir este
resultado ?!
O Sr. Fernandas da Cunha : Nio ser
esta a providencia a tomar porque o pa-
drSo nao pode ser perpetuo?
O Sr. Ministro da Fazenda: Eu disse,
na cmara dos deputados, ter li lo um tra-
balho importante tendente a demenstrar a
necessidade de se fixar outro pe rao mone
tario, porque de 1846 at hoj, o valor da
moeda tem estado muito abaixo flo padrao
legal. Mas isto equivale a urna baocarota
parcial, e eu nSo tenh animo de propr
as cmaras legislativas urna tal medida,
salvo se continuar esta dopreciagSo. Se-
gundo o plano do nobre sena ior pela Ba-
ha, infelizmente este facto bavia de reali-
8r-su, o que nao seria agradavel ao Bra-
zil.
Fica demonstrado que todos os escrpto-
res nSo tem outro criterio p .ra avaliar a
superabundancia do papel senSo a sua de
precia cao; nenhum meio para fazer aesap-
p*recer senSo restringir as eraissSes. Foi
este o pensamento constante dos estadistas
que dirigirn) as fnnngas do Brazd, como
acabei de raostr r. Todos viran os males,
todos apontaram o remedio, s urna
cousa faltoua constancia e a perseve-
ranja na execucSo; pois, bem, senhores,
perseveremos e Lavemos de conseguir
(Muito bem).
O Sr. Affonso Celso : M;.s para per-
severar, carece de saldo.
O Sr. Dantas: Pejo a palavra.
CAVARA DOS DEPUTADOS
SESSAO EM 11 DE OUTUBRO DE
1886
multado nao
troso.
poder
... Segundo esta base, a antiga p$a
portugueza de 65400 representara 100000
de moeda brasileira.
Esta medida teve por fim impedir que
a moeda corrente se eleve cima deate va-
lor ; mas para evitar que ella possa cahr
seria necessario que o governo tratasse de
resgatar, por meio de urna oitava de ouro
2,5500 de bilhetes, e isto todas as vezes que
um movimento para a baixa do cambio
viesse indicar que o numero de bilhetes se-
ria muito consideravel para as necessida-
des das transaeces. Com effeito, a moe-
da, como qualquer outra mercadoria, aug
menta ou perde de valor, conforme 6 offe-
recida em proporgoes differentes.
:* Senhores, a objaecao que apresentei con-
tra quem quer protrahir esta necessidade
de dar valor ao papel-moeda est exposta
?'estas palavras, porque se eom a baixa
do cambio perdem os credores, se todos
aquellos que t.n de receber urna cert
F0LHET1M
DE
EMMA ROSA
POR
2AVXB3 SE MIEP.N
::snn*:: ss ::::::
(Continuago do n. 244)
XXI
Emma responden :
Eu tinba recebido na vspera urna
arta mysteriosa. No dia seguinte, dizia
essa carta, iriam buscar-me para levar-me
para junto de minha mS, evadida da sua
priaSo, com a qual eu sahira da Franya.
Tudo 8so monstruoso. A razao
perde se no meio de semelhante ddalo.
Oade est essa carta, minha senhora ?
Eu a confie ao Sr. Osear Rigault.
A senhora nao suspeitou de nenhum
lago. L-.ndo-a nao sentio nenhuma des-
confanca ?
S senti prazer. Diziam-me que eu
ia rever minha mai. Poda eu duvidar de
tsB nha felicidade ?
Angela tomou a filba nos bracos e aper-
ou-a contra o peito.
Eu, senbor, disse ella dirigindo se ao
ao resultado das pesquisas que comecoi
hootn) quando sahi da priso.
PBFSIDENCIA DO SR. GOMES DE CASTRO,
l. VICE-PRKSIDESTE
Ao meio-dia corneja a chamada que ter
mina ao meio-dia e dez minutos. brese
a sessao.
O Sr. 2. secretario (servindo de 1.) d
conta do expediente.
E' lido e approvado, sem discussSo um
parecer da commissSo de cmaras munici-
paes, opinando q e seja ouvida a praca do
commercio sobre o projecto de posturas da
cmara municipal da corte, relativamente
ao fechamento das portas das casas de
commercio a retalbo, aos domingos e das
santos.
Vai a imprimir, para entrar na ordem
dos trabalhos, um parecer da commis&So de
orcamento que sej-.m adoptadas as emendas
do senado ao orcamecto da receita geral
do Imperio, para o exercicio de 1887 8
O Sr. Presidente nomea para a depu-
tayo que tem de ir saber o dia e hora em
que se encerra a actual se>so da assera-
la legislativa, os Srs.: Rodrigo Silva,
Pasaos Miranda, Cantao, Leito da Cunha,
J0S0 Heorique, Cocbrane, Carneiro da Cu-
nha^ Elias de Albuquerque, Oliveira Ri-
b-iro, Pedro Muniz, Araujo Pinbo, Accio
ly Franco, Junqueira Aares, Fernandos de
Oliveira, Castrioto, Lacena Werneck, Ai-
ro eida Nogueira, Geialdo de R zcude, Pau-
lino Chaves, Stsve Navarro, Henrique Sal-
1-8, Carlos Peixoto, Cesario Alvim. e Xa-
vier da Silva.
O Sr. Alfonso Celso lunlor
tem em roao o parecer da commiaso do
Club de Engenharia sobre o quebramento
da hitla da estrada de ferro D. Pedro II,
que manda mesa, indicando que seja
publicado no Diario Oficial, bem como
que seja ouvida a commisso de commer-
cio industria e artes.
Aproveita a occasio para apresentar um
requermento.
Vem m< sa, lido, apoiado, entra em
disjusso e adudo, por pedir a palavra o
Sr. Cnristiano Luz, o seguinta requer-
mento :
c Requeiro que por intermedio do mi-
nisterio da justiya se solicite do governo
copia das coraraunicacoes prestadas pela
policia de Pera .mbuco, acerca da barba
ras sevicias praticadas em escravos na fre-
guezia de Afogados, na referida provin-
cia.
a Sala das sessoVs, 11 de' Outubre de
1846. Affonso Celso Jnior, a.
O Sr. BeltrSo l un artigo do Sr.
Br, zilio Machado, ex presi lenta da pro-
vincia do Paran, publicado no Jornal do
Commercio do dia 9, contestando o que
disse o Sr. Eufrasio Correa, em sesso an-
t-rior relativamente compra de trras
que attribuia quille ex-presidente.
Raclama maia urna vez o governo pro-
videncias sobre os factos criminosos que
se tem dado na comarca do Bom Jardim,
em Pernaubuco. suppundo que o governo
tem Bido indiff-r-nte s suas palavras
pe 1 moderayo com que as tem pronun-
ciado.
O Mr. Eufrasio Correa (para
urna explioayo peisoal) agradece a 01 ca-
siSo que o Sr. Beitro lhe proporcionou
para explicar o facto a quo alludio. Quer
como representante do Paran i, quer" como
bomem, nao poda descer a responder
correspondencia que o nobre depntado
leu. S depois que soube que o Sr. Tau-
nay, como presi tente da provincia, tinba
expedido o titulo dessas trras, que velo
amara, nao affirmar, mas pedir infor
mago '3 ao governo.
Podio tambera informaco :s para o Para
n, e lgo que lhe vierem s mitos, se con
tirmarera o "que lhe foi dito, as apresenta
r ; se nSo coormarem, dir o nome do
seu informante.
ORDEM DO DIA
Continua a discusso nica do parecer
n. 111 da coraraisso special, encarrega-
de de examinar a denuncia contra o ex-
ministro da agricultura, conselbeiro Car-
neiro da Rocha.
O Sr. .Henear Ararfpe responde
ao dis-urso do Sr. Coelho Rodrigues e de-
tende o parecer da coraraissSo, que julgou
improcedente a denuncia, examinando os
documentos relativos conceaso da estra-
da de f-rro da Victoria Natividade, em
que se baanou a commissSo.
O Sr. adoso Cmara impug
nou o parecer, que disse s poda ser ap-
provado por grande condescendencia da
cmara, sndo a nica desculpa do ex-mi-
nistro a grande pressSo que, sem duvida,
soffria da advo.-acia administrativa.
A discusso li.-ou adiada pela hora.
Etttra em oiscusso o projecto n. 87 A
Falle, estou ouvindo.
Fui primeramente casa de Catha-
rina, minha criada velha e el. Appellei
para a sua memoria...
E soube alguma cousa ?
Soube... alguma cousa que para mim
ao menos de importancia capital.
\ Que entilo ?
Isto...
- E Angela explicou de modo rpido e
claro como bavia quebrado um vidro da
vidrag de sua asa um transente desas-
trado, que brintava com a bengala, como
um vidraceiro eslava all justamente a pro-
posito para substituir essa vidro e como
atbarioa sendo obngada a descer para a
loj- da hermanara, tinha deixado o vidra-
ceiro s em cima durante alguns minutos.
- Eases homens sito evidentemente os
mesmos que attrahiram sua filha arma-
diiha em quo quasi morreu, disse o Sr.
de Qevrey, depois de ouvir com attengao.
..oiueyu a acreditar, aenhora, que commet-
ti um erro deploravel a seu respeito, e a
au. innocencia parece-me boje tSo eviden-
te, quanto evideute me pareca hontem a
t>ua mlpabilidade. Mas p..r* que as auto
ri ladea actitem a mudanza completa das
minhas ideas e baja urna desprouuaea,
preciso mostrar que essa mudanfa apoia
da nao em prasumpyocs moraes, mas em
boas provas. Por que nao foi Osear Ri-
gault avisarme do que tinha feit>? do qui-
se tinha paseado em la Pie... Emfim on-
de est elle ?
Infelizmente, replicou Sophia, desde
esta manhando procura do meu irmo.
Desde hontem nSo apparece aqui, e isso
inquieta-me muito, poique o bom rapaz
tinha-ie declarado o cSo de guarda da me-
nina Emma Rosa e eu garanto que elle
incapaz de desamparar o seu posto. Fui
ao deposito da prefeitura, imaginando que
Sidease ter-se mettido em algura barulho.
lie nao estava l. Entao fui Morgue.
A' Morgue 1 exclamaran, asustadas
as testemunhai dessa seen.
deste auno, vindo do senado, revogauda o
art. dO do cdigo criminal (pena de acoi-
tes).
Vem mesa e lida a seguinte emenda:
Paragraphe nico. Fiuara abolidos na
armada os castigos corporaes, sendo su-
bstituidos pelas outras penas disciplinares,
comminadas. as leis e regulamentos da
mesma armada.
a Sala das sessoes, 8 de Outubro de
1836. Affonso Penna.
O Sr. Portella (pela ordem) enfeu-
de que a emenda nao pode ser aceita por
con ter materia estranha ao projecto em dis
cusso, vindo do senado. Seria mais con
veniente tratar della quando a cmara
discutir as forjas de mar, que ser a oc-
casio propria.
O Sr. Presidente declaia que, em vista
do art. 145 do regiment nao pode aceitar
a emenda, para sujeital a a apoiamento.
O Sr. Coelho Rodrigues diz
que a apresentaco do projecto no senado,
foi devido a um facto que todos lamentam.
Se se tratasse de estabnlecer a pena de
agoites nao votara por ella, mas vota con-
tra sua abolico. Teria mais coragem
para votar a abohcao, do que tem para vo-
tar por este projecto, contra cuja
gem protesta, por julgal o inopportuno
O Sr. Joo Peoldo entende que
a egcravido pJo se manter sem aceites,
aasim como se mantera o exercito. Admi-
ra-se de ver um bomem Ilustrado como o
Sr. Coelho Rodrigues advogar semelhante
causa. O orador antes votara pela pena
de morte do que por acoites. Nao ha o -
casiao mais npportana do que esta, quando
os escravos tra esperanca de serera cida-
daos dentro em pouco tempo.
A1 mi ra-se de ver que anda ha defenso-
res do bacal bao, pena essa condemnada pela
religio e pelo Jireito natural.
O Sr. Lacerda Werneek como
representante da provincia do Rio oe Ja-
neiro onde a idea abolicionista tem cami-
nhado mais do que em muitas outras tra-
hira o seu deve se nSo protestasse contra
a passagem deste projecto.
Quando se apresentou este projecto no
senado, o orador pensou que o Sr presi-
dente do conseibo dira l o que disse na
cmara ; que entenda que estava dita a
ultima palavra sobre o elemento servil.
O projecto do Sr. Ignacio Martins foi
adoptado no senado polo Sr. ministro da
Que recaa entao ? perguntou o Sr
de. Gevrey.
Receio que meu irmao tambem tenba
sido victimas desses miscraveis.
Que motivo teriam elles para ata-
cal-o ?
O mesme quo os impellia a querer
suppnmir Emma Rosa. Lembrem-se de
que Os ar vio em casa do cutileiro da
Marselha o bomem que, com certeza o
assassino. Poda encontral o, reconbecel-o
e denuncial-o. Emtm era perigoso laso
era mais do que necessario. Talvez elles
emmuuecessem para senipre a voz aecusa-
dora. E' isso que receio
O Sr. de Qevrey, que se tinha sentado,
levantou-se presa do urna ex tcito fe-
bril :
Mas quem, murmurou elle, quem
combinou tedas esses crimes ? Quem leva-
ra tao longo o genio do mal ?
Nese moraeto bateram de leve porta
do aposento.
- Talvez seja meu irmao, disse So-
phia.
Foi abrir.
Esp^rava-a a decepcSo.
Em vez de Osear ella vio no patamar
mo mojo de recados, de chapa e com o
seu bonet de velludo na mo.
, Que quer, meu amigo ? perguntou a
moya.
O Sr- Osear Rigiult aqai, minha
senhora ?
aqui, vem da parte della ?
Da parte delle, sira, justamente, mi-
nha bella senhora.
Mande entrar esse hornera, minha se-
nhora, disse o juiz de instruccao.
Entre, dase Sophia Rigault.
O 10050 de recados entrando inqueria de
si raesmo :
Irlo me dar os duzentos francos que
me prometieran), por causa do individuo
das p lies T
Vendo varias pessoaa reunidas na pega
ntica ; e quem a elle a* oppoz foram os
Srs. Silveira Martins o Silvera da Motta,
este abolicionista.
L o que diss9 essa Sr. sonador, no
que ha to sensatas conside^Ses quo pa-
radora antes ditas por um chefo conserva-
dor qne tenha responsabillade do que por
um agitador. Racorda que quando se tra-
tou do abol5o da chibara no exercito.
Osorio dissera f-tgam-n'o, mas nao deixare
mais o mea revolver.
Lerabra qua na marinha existe o castigo
corporal o nao sabe como so ha de manter
a disciplina nos estabul^ciraentos ruraes
desde que nao haja meio de se punir certos
actos de insuborjiuago.
O ministerio que fez questSo de anno e
meio para a liberdade dos escravos e da
n-unio da edite provincia do Rio de
Janeiro, que na cmara encontrou maioria
decidida para apoial-o, vem fazer questo
de um projecto que traz a aoarchia nos es
tabelecimentos ruraes ; nessa questo se-
para-8e delle e o deseja que o autor ou
autores do projecto, tenham vida por mais
10 annos para apreciarem as suas desas-
trosas consequencias.
O Sr. Henear Ararlpe esperava
que o proji-cto passasse sem discusso,
pois sao da maior justiga e humanidade as
suas disposiyes O projecto nao innova
cousa alguma em reh^o ao rgimen das
fazendas cujos proprietarios te n no cdigo
os meios para reprimir por castigos mode-
rados as demasas dos escravos e so elles
vo al o dessas detrranco ;s do cdigo,
cntiio for5a reconhecel-os criminosos. Na
oppos5ao ao projecto se ve o que nasce da
resistencia a tu lo que se refere a abolico,
appellando-se para os males que ella pode
augurar, mas recorda que tambam sa
combateu a extraego do trafico e a liber-
t(;lo do ventre, e no entanto o paiz nada
soffreu. NSo ha razo para os receios e
temores dos que eombatem o projecto e
pensa que deve ser bem aceita toda a pro-
videncia que tenda a a:abar a escravido.
Entende que o projecto deve ser poro-
vado, pois est elle aos principios da jus-
tica e humauidade, e honra aas sentimen-
tos nacionaes.
O Sr. Alfonso Celo *unior
desiste da palavra para se votar o ur je
to, visto nSo haver outro orador inscripto.
Nioguem mais pedindo a palavra en-
cerrada a discusso.
Procedendo a votarao, verifl ou se pela
cham.-.da, nao haver numero, fica pois
adiada a rotaca.-).
O Sr. Io se retario l o decreto pelo
qual S. M. o Iperador houve por bem pro-
rogar novamente a actual sesso da assem-
bla geral at o dia 16 do correnta.
Estando esgotada a 2a p.rta da ordem
do dia, volta-se primeira.
Continua a discusso nica do parecer
n. 141 da commissSo especial eucaregada
de examinar a denuncia contra o ex-rai-
nistro da agricultura, conselheiro Carneiro
da Rocha.
O Sr. Coelho Rodrigues volta
a isousoo, porque ha casos qua podem
mais que as leis e apezar do muito que lhe
merecem os membros da commiso espe-
cial, nSo pode deixar de discordar do pa-
parecer.
Faz diversas considengues para de-
monstrar que a commissSo nSo estudou a
base principal para emttir parecer, qual
a da data do contrato da qual nasceria a
caducidad da concessSo; estuda o que
houve no prazo para estudos que de 15
passou a 32 mezes, apezar dos protestos
do engenheiro fiscal e de declaracoes dos
concessionarios: pondera que estes s ti
nham direito ao pagamento da quantia
ou ao de estudos, e que no entanto obt-
veram ambos os proveitos, faz varias ob-
servaco.-s sobre a marcha de toda a ques-
to e reconhecendo as boas inte^Ses do
ministro diz que nao houve excesso na
denuncia, mas que infelizmente essas in-
tenyoes foram illaqueadas pela advocada
administrativa fazendo com que elle por
omissSo mandasse pagar pelos cofres p-
blicos avultada somma e o que mais,
prendesse o paiz aos concessionarios aos
quaes deu preferencia no caso de nova
construyo da estrada.
Con-le mandando mesa um reque-
rmento que o Sr. presidente declarou nao
mandar 1er por ostar dada a hi ra.
A discusso fica adiada pela hora
Vai a imprimir a redaeco final da des
peza geral do impero para o exsruicio de
1886 1887.
O Sr.
para 12.
Presidente "& a ordem do da
SESSAO EM 12 DE OUTUBRO DE
1886
PRESIDENCIA DO SR. GOMES DE CASTRO
1. VICE-PRESIDENTE
Ao meio-dia coraesa mamada, que
termina ao meio-dia e dez minutos.
Abre-so a sesso.
E lida e approvada a acta da sesso an-
terior.
O Sr. I. secretario d conta do expe-
piente.
O Sr. Affonso Celso Jnior
d z que durante a discusso dos celebres
a Iditivos do senado que determinaram a
fuso, houve muito na eamara quem dis-
sosse que vota va contara os additivos, j
E' approvado o art Io e em seguida o
art. 2o cuja dis:u98o encerrada por falta
de oradores. -
O projecto remettido commissSo de
redaejao.
O Sr. Lodrigo da Silva (pela ordem) re-
quer e a cmara concede dispensa de inter-
sticio p.ra que o projecto seja dado para
ordem do dia de amanh.
Entram em discussSo as emendas do se-
nado ao osamenta da receita geral do im-
perio para o exercicio de 1886 -1887.
O Sr. Cockrane (2o secretario) requere
a cmara approva qua as emendas sejatn
discutidas englobadamente.
em que entrava, sentio algura embalo e
enrolou o bonet entre os dedos.
O Sr. de Gevrey tomn a palavra.
Voc disse que vinba da parte de
Osear Rigault, ne assim ? perguntou
elle.
Sira, senhor.
Da que recado lhe incumbi ella ?
De nebum, de nenhum.
De nenhum. EntSo, que significa a
sua presenua aqui ?
O entr-gidor 0050U a orelha.
Vou expli ar isso, respondeu elle. O
Sr. Rigault prometteu-me urna gratifica5o
se eu o puzesse na pist i de um auj-ito que
elle procurava. Ora, hontem noite, tive
a felicidade de pilhar o sujeito em questSo
e de podar roostral-o ao Sr. que, ficando
muite sa'isfeito, encommendon-me que viea
se hoje sua casa ra Gungaud pro-
cur r a gratiticugo. Ella de duzentos
francos. Foi o que me trouxe c. Mas,
como o Sr. Rigault nao est, voltarei ero
outra occasio.
Todas as testetnunha8 dessa acea ti-
nhaui ouvido com urna attengo fcil de
coraprehender.
Concluida essa breve narragao, o juiz
da iustrucc > tomou :
Quem essa bomem que Osear Ri-
gault a encarregou de seguir e indio,.r-
Ine ?...
Um gajo que, segundo parece, foi
causa da ter elle inuitos desgostos com a
jmg,
Como o conheceu T
II. poucos das elle encarregou-me
de levar um embrulho.
Onde ? perguntou o magistrado com
vvaciuade.
A' priso de S. Lzaro.
O ouvintes nao respiravam. '
Angala, off-gante, estava de mSos pos-
tas.
A quem era dirigido esse embrulho,
continuou o Sr. de Gevrey.
A' Sra. Angela Bernier.
porque haviam sido impropriamente encar-
tados na lei do ornamento, que nao offe-
recia ensejo para a derog5So de urna lei
especial ltimamente votada para resolver
o problema servil, j porque a sua approva
cao significara uma affronta ao governo,
cumpiindo, portanto, a maioria rej^ital os
nSo porque repellisse sua doutrina mas co
mo desaggravo do gabinete, que afinal exi
gio a queato de confiaba a respectiva re-
pulsa. Houve mesmo quem suggerisse,
com visos de conddenca ministerial, que a
materia delles nao encontrara bices em
sua pasaagam desde que constituisse pro-
jecto novo iniciado na camura.
A' vista disso, julga o orador correspon
der aos ntimos desejos de grande numero
de seus collegas, tomando essa iniciativa,
isto formulando em projecto os referidos
additivos. Faltara, certo, tSo poucos
dias de sesso, que o projecto nSo poder
correr os tramites regimentaes ; mas, s
forem sinceras as manfesta53es a que o
orador alludio, pode ficar adiantadissima a
sua elaborado, servindo de ponto de par-
tida para a reforma que necessariamente
na prxima sessao tam de effectuar-se no
assumpto.
Em todo caso ficlr nos annaes como
um protjsto mais e mais uma pro va de que
o abolicionismo nSo se airefece, antes se
revigra, com as victorias que presume ha-
ver ganho sobre elle o escravismo e de que
s depor as armas, em tregoas, quanao a
sombra do derradeiro escravo apagar-so da
lembranya publica.
Nao permitte o regiment ao orador ex-
planar nesta occasio sau pensamento ; fal-
o-ha com largueza em se lhe deparando
opportuniiade.
Limita-se, por ora, a enviar mesa o
seu projecto, afim de que, quanto antes,
submetta-se s formulas regira rataes.
E' lido e fica sobre a mesa para ter 2'
leitura o seguinte projecto :
A assembla geral resolve:
a Ar. 1 A deduegao annual do valor
primitivo do escravo, nos termos do Io
do art. 3o da lei n. 3,270 de 28 de Setem-
de 1885 contar-se-ha da data da mesma
lei.
Art. 2o Na prohibico do 19 art. 3"
da lei n. 3,270 de 28 be Sotembro de i88f>,
comprebende-se o municipio neutro com di
visao almnistrativa separada.
i Art. 3o Revogam-se as disposo855e3
cm contrario.
Sala das sessoes, 12 de outubro de
de 1886. Affraso Celso Jnior.
O Sr. Costa Agolar entende que
em vez dessa prurido de reformar leis, de
vamos reformar os costamos. Recorda
que os aerstatos sao invenco de brasil ei-
ros. Faz o elogio da Bibliotheca Nacional
que p le rivalisar com as melhores, e jal
ga prestar um ser vico ao paiz chamando a
attenco do Sr. ministro do imperio para
alguns melboramentos de que carece esse
estabelecimento.
Trata do beriber que fiagella o Para,
notando qua as provincias do norte tm si-
do tratadas pelos governos enm a maior n
differensa.
O Sr. Loureneo de Albnqoer-
qne fezalguroas considera*,-" -s combatendo
b s zonas privilegiadas das estradas de ferro,
sustentando que a de D Pedro IInSo poda
temer a coocurrencia das que lbe invadis-
ser a zona, por que tinha o recurso de
baix dar s estradas de ferro do Eetado, maiores
vantagens do qua s particulares.
ORDEM DO DIA
Procede se votacSo do projecto n. 87
A, cuja discusso ficou encerrada na ses-
so anterior, que revoga e art. 60 do c-
digo criminal.
Ninguem pedindo a palavra encerrada
a discusso.
Procedendo se votagao, sao approvadas
as emendas e o projecto remettido com-
mi"so de redaccSo.
Continua a discussSo nica do parecer
n 141 do parecer da commissSo especial
encarregada de examinar a denuncia con-
tra o ex-min8tro da agricultura, conselhei-
ro Antonio Carneiro d Rocha.
Vem mesa, lido, apoiado e entra em
2.a discusso o seguinte requermento :
i Requeiro que seja adiada a discusso
por cinco dias, emquanto se requisita do
governo:
1. A data e o theor do contrato que
devo ter sido feito com Wring Brothers
em virtude da clausula 50a das que bai-
xaram cora o decreto n. 8,574 de 10 de
Juuhode 1882.
11 2 o As informa5oes que ser virara de
base ao calculo da secretaria da agricultu-
ra, ao qual se refrem o aviso de 10 de
Fevereiro e ao offi :o de 20 do mesmo
raez do anno passado, sobre o prazo con-
cedido aos mesmos Waring Brothers, para
a apresentac^o do estudos a que se refere
a clausula daquelle contrato (vde docu-
mentos n. 9 e 10 do parecer).
3. Inforraa53es do engenbeiro Chry-
santo S sobre os termos da ordem a que
se referi o seu citado officio de 20 de
Fevereiro.
4. Copia do requermento que foi fei-
to por Waring Brothers, para que nao fos-
se contado no prazo da clausula o tempo
dos reconhecimentos a que se refere o avi-
so de 31 de Janeiro de 1883.
< Sala das sessoes, 11 de Outubro de
1886.- A Codlio Rodrigues. 1
O Sr. Portella nSo pretenda tomar
parte nesta disussSo ; parecer da commis-
sSo ioi bastaste desenvolvido e o digno re-
lator o esclareceu perfeitamente, a cma-
ra, pois, est orientada. Entretanto, tendo
onvi-lo os nobres diputados Srs. Coelho
Rodrigues e Mattoso Cmara, o orador
entendeu que era do seu dever vir br-
buna defender a commissSo de arguices
injustas, dizendo-se que o parecer foi de-
vido extrema condescendencia com que
a cmara trata materias desta ordem,
quando foi elle devido profunda convic-
5S0 da commissSo que o formulou, no cum-
prmento do seu dever.
Passa a analysar os documentos relati-
vos concesso da estrada de ferro da
Victoria Natividade, sustentando o pare-
cer da commissSo.
Couclue declarando que nSo se oppSe ao
requermento do Sr. Co lho Rodrigues Se
a cmara entende que precisa de novos
documentos, mande-os vir, isto indife-
rente eommissSo em cujo parecer se
acham os fundamentos necessarios para o
pronunciamento da cmara.
O Sr. Costa Perelra nSo acceita a
ret-ponsabilidada do ex.ministro da agri-
cultura, est impedido desde que censurou
o acto administrativo que tanto prejudicou
a provincia que representa.
Nota que alguns fundamentos do pare-
cer nao estao de accordo com os que o anno
passado orgraaram a revogaco da auto-
risaciio para o pagamento a Waring Bro-
thers.
Trata de demonstrar que a estrada de
tarro da Natividade Victoria nao estava
incluida na autorisacSo, por que nao tinha
adquirido direito garanta de juros e s
com as que a tivessem podia o governo en-
trar em accordo para poupar despezas ao
Estado.
A discussSo fica adiada pela hora.
O Sr. presidente d a ordem do dia
para 13.
- Entao encontrou esse hornera hontem
noita ?
Encontrei-o e segui-o e como por aca-
so o Sr. R gault se achasse em nosso ca
minho eu disie-lhe : Ahi est o sujeiti
nbo I >
Em que lugar Jen se isso ?
Na ra Bonaparte, em frente ao por-
tSo da passagem das B-llas Artes.
Justauento o ponto onde Osear es-
tabeleceu o seu observatorio, disse Sophia.
O moco de recados continuou :
EniSo, seguimos juntos o individuo
at a praca do Carrousel... Alli o Sr. Ri
gault nao precisando mais de mim, retirei-
me, de'x tndo-o s na pista do tratanto.
- Meu Deus Meu Deus balbuciou
Sophia assustada. Esse miseravel talvez
attrahisse meu irmo a alguma emboscada
para assnssinal-o.
Esperemos o contrario, disse o Sr. de
Gavrey. At agora nao ha motivo par*
receiar urna yataatrophe. Onde encontrou
esse hornera r continuou elle dirigindo-se
ao entr-*gador.
No canto da ra Vaugirard e ra da
R:nnes.
E o patife levou-me longe como dia
bo I oisse de repente a voz de Os^ar Ri-
gault.
O ex-mascate, estando todos preoecupa-
dos, tinba entra lo sem ser visto. Trazia o
braco ao peito. .
Rigault I exclamou o Sr/de Gevrey.
Sim, Sr. juiz, R gault em pessoa ver*
dadeira e natural, O^car Rigault, por alcu-
nh Rigolo, actualmente estrepiado, magoa-
do e quasi atogado, que chega ao tempo
de ver que o segredo que elle quera guar-
dar j muito sabido. Estamos todos aqui
e a menina acheu a sua mama. O qne
multo me alegra, pejo-lbes que acreditan;
mas o patife que quiz matar as.duas esca
pou-me...
Entretanto, voc o ssguio ? pergun-
tou o juiz de in-ttruccSo.
At Joinvilla le Pont e mesmo mais
lnge. L o tratante disparou-me tres ti-
ros de revolver e eu cahi no Mamo, do
qual felizmente consegu sahir, porque na-
do como uma ra. desde a mais tenra infan-
cia, um dora da natureza.
EntSo est ferido 'i
NSo nada de perigo, creio eu. Uma
bala esfolou-me o braco.
E esse homem ?
Desappareceu, naturalmente emquan-
to eu mergulhava para evitar outra des-
carga de revolver. E' mesmo o embus-
tero qne encontrei em casa do cutileiro de
Marselha.
E' o assassino de Jayrae Bernier. ,
Esse patife ainda nos escapou I disse
Angela cora desanimo.
Ah! creia que nSo foi por culpa mi-
nha.
Mas, porque nSo nos communicou os
sem projectos ? perguntou o Sr. de Ge-
vrey. Os agentes da policia teriam rece-
bido ordem de velar por voc e ajudal-o
se fosse necessario.
Eu bam sei, respondeu Osear, mas
eu quera trabalbar s. Metteu se-mo na
eab--c,a que eu nao devia compartir cora
ninguem a honra da apanhar o patife E
depois, Sr. juiz, os seus agentes a3> me
inspirara muita conflanca! NSo sao l mai-
to espertas. Eu os vi trabalhar no que me
dizia respeito e tanta asneira fizeram que
perd toda a ion ti aoja nellas 1 Os meus
pl .nos eslavam bem combinados, deviam
dar bom resultado. Mas ainda nao est
dito tudo. O meu scelerado pensa que eu
estou no fundo do Mamo, servindo de pas-
to aos peixinhos. Por consequencia nao
desconfa. Nao estar prevenido e mais
dia menos dia hei de pilhal-o, isso eu lhes
garanto.
Angela tomou a mSo valida de Osear.
Deixe-me agradecerlhe, mea amigo,
iisse ellla apartando essa mSo, ter xpoato
a sua vida por mim e por miaba filha.
(Continuar se-ha.)
Tjp. do Diario ra uque de Cana* a. 42.
I
(
\


.
t


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