Diario de Pernambuco

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Material Information

Title:
Diario de Pernambuco
Physical Description:
Newspaper
Language:
Portuguese
Publication Date:

Subjects

Genre:
newspaper   ( marcgt )
newspaper   ( sobekcm )
Spatial Coverage:
Brazil -- Pernambuco -- Recife
Brazil -- Pernambuco -- Recife

Notes

Abstract:
The Diario de Pernambuco is acknowledged as the oldest newspaper in circulation in Latin America (see : Larousse cultural ; p. 263). The issues from 1825-1923 offer insights into early Brazilian commerce, social affairs, politics, family life, slavery, and such. Published in the port of Recife, the Diario contains numerous announcements of maritime movements, crop production, legal affairs, and cultural matters. The 19th century includes reporting on the rise of Brazilian nationalism as the Empire gave way to the earliest expressions of the Brazilian republic. The 1910s and 1920s are years of economic and artistic change, with surging exports of sugar and coffee pushing revenues and allowing for rapid expansions of infrastructure, popular expression, and national politics.
Funding:
Funding for the digitization of Diario de Pernambuco provided by LAMP (formerly known as the Latin American Microform Project), which is coordinated by the Center for Research Libraries (CRL), Global Resources Network.
Dates or Sequential Designation:
Began with Number 1, November 7, 1825.
Numbering Peculiarities:
Numbering irregularities exist and early issues are continuously paginated.

Record Information

Source Institution:
University of Florida
Holding Location:
UF Latin American Collections
Rights Management:
Applicable rights reserved.
Resource Identifier:
aleph - 002044160
notis - AKN2060
oclc - 45907853
System ID:
AA00011611:18963


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Full Text
x^
AIMO LU fiOMEfiO 243
m
PAHA A iAFir.lL LltAB^ U.\UL NAO HE PACiA PORTE
Por tres mezes aiantadoB .
Por seis ditos idem......
Por um auno idem......
Onda numero avulso, do mesmo da.
6000
12(9000
240000
0100
SSfA-FlBA 06 OUTO DE 1886
PARA DEJMTRO E PORA VA' PRO Vi* CA
Por seis mezes adianuidos.....
Por nove ditos idem.......
Por um auno dem.......
Cada numero avulso, de dias anteriores.
130500 *
200000
270Uoe
0100
DIARIO DE
NAMBCO
Proptietabe te laiwel Jtgitrira He Jara i UI)**
TELEGRAMMAS
SSB7IE8 BA A&3SCIA HAVAS
(Especial para o Diario)
BDA-PESTH, 20 de Outubro.
>int Dlliflino S4 horas o rholcra-
morku fes 19 victimas, e foram re-
siMratlo*. 49 canon novo*.
LONDRES, 20 de Outabro.
O* Jornae Infiernen ronllDatm a
diaeatir a poltica exterior e calca
lata cu ni a bypotneae .de ama pro
tima aerra europea.
ROMA, 20 de Outubro.
S. S. o Papa parece ti impon lo & reu-
nir ana concillo para o una de consa-
grar o poder temporal.
VIENNA, 20 de Oatubro.
O general Kaulbars acba-se actual-
mente em Sola.
BERLIM, 21 de Outubro.
Corre o boato de que o principe
herdelro do imperio da Allemanba
lleve prximamente fazer urna visi-
ta a SU. MM. o re e a rainba da Ita-
lia em Monea, cldade da i.ombar-
dia.
C) PARS, 18 de Outubro.
Bslo senslvelmente memorada
as retarde* diplomticas entre a
Bussla e a Bulgaria.
PARS, 19 de Outubro.
Na Cmara des Deputadow fui di-
rigida ao governo urna Interpella-
fiio a respeito da grve de Vierzon
ue rebentou oestes unimos das.
A discusso da Interpellarao ler-
mlnou pelo vote de unta ordena do
da para e simples, tendo a Cmara
recasado volar nota ordem do di a
de con llanca, que lbe bavla sido pe-
dida.
Em seguida a este voto o ministro
do interior Mr. arrien, dea raa de.
minia, porm cedendo As Instan-
cias que lbe eram fellas, consentlo
em retlral a.
Os diversos grupos da maioria re -
publlcana estao de accordo na con-
ducta ulterior a seguir.
Agencia Ilavas, filial em Pernambuco,
21 de Outubro de 1886.
(*) Repruduziuios estes telegrammas, que
foram publicados com erros sensiveis.
A Redaccao.
IHSTRDGGAO POPULAR
HiliEDAHABfAIJAO
{h-j tronido)
DA B1BLI0TUECA 1>I POVO K DAS ESCOLAS
(Con'inuacao)
Ca HUL V
cnerulidiiuro olire construceftes
AUCEKCKS
Par evitar u bum Ja k das habiteepes teem
grande importancia ub m iteriaesde construeco.
Os alie ices, ein Contacto c m t. rreuo exterior,
estao p r ase facto xpo-t ia acc o prolongada
da hmala le ; devein i> risso esculher se paraelles
materia- pouco porotos, cuno sao o calcreo rijo,
o granito, > basalio ; convcnitnte tamoem juuUr
& :irg in-.sia u:iu porco de cimento de Portland.
principalmente Da parte que est inais prozima do
terreno, ou fazer easa argamasas com pozzolaua.
AEGAMASSA
As gpgnintes formulas (referidas ao metro cu-
bico) do argatnassas adequadaa ao fim que se de-
snja :
, (lmmiD,358 de cimento de Par ti and
*' (Oinmm,434 d'agua
(0mmm,773 de cimento de Portland
2. (O.i.min.Ti.) de areia
(0mmm,280 d'agua
ro. Sao preter veia em gerai os cos, p >rque alem
da sua leveza e cosedura mais homognea teem
(como refere Luciano Putcaux nos seas estudng
sobre as construccoes civs na Exposico de 1867)
a vantagem de manter no invern o calor interior
das habitacoes e de se deixarem atravessar meaos
no esto pelo calor externo, em virtude do cr que
as snas cavidades encerrara. As paredes feitas
com elles tornam-se um excedente meiode dessic-
camento, quando forem duplas e as suas duas par-
tes soladas.
CAL
A cal deve ser bem cosida sem vitrificacao, sen
fragmentos incruadus ou recosido, sentado cinzas,
materias terrosas, fragmentos calcreos, etc. Deve
ser guardada em armazens bem seceos, principal-
mente a hy Iraulica.
POZZULAJ4A
A pozzolana deve .presentar-se soba forma de
p muito fuo, iimpa, homognea, e co n a necesaa-
ria cnergia. Urna mistura de partes guaes de
pnzzolana, cal gorda em pasta e areia, deve fazer
presa em 15 horas depois da immerso.
CIMENTOS
Os cimentes devem ser perroi temen te puro3 e
enrgicos, e sero guarddos em barricas herm-
ticamente fichadas e abrigadas em armazens sec-
eos. Salvo os casos excepcionaes em que aeja ne-
cessario urna construeco immediatamente estan-
que, devem preferir-se os cimentes muito densos
|l:350'kilog. por metro cubico, pelo menos) e de
presa lenta, coohecidos sob o nome de cimentes de
Portland, de preferencia aes de presa rap ia, como
o de Vassy.
(Contina)
3.'
4.-
(0miDi,46t de cimente de Portland
(<>minin,932 de areia
(0inmm,2U0 d'agua
(Ornmir-,300 de cal em p
(Ominin.UOU de areia
(Ominio,l47 de cimento de Portland
(0mmiD,3U d'agua
(0omrii,400 *e cal mi p
(irnico,' 00 de areia
(Oinmin,074 d- cimento de Portland
(0nmio,38O d'agua
(0.nmci,630 de cal hydranlica
g.s (Oinmiu.lOH de areia
(UmuiL-i.3U d'agua
(OmmsJ.3>,7 de ca' em p
- (Oiomto,774 de pi.zzoiaua
' (Omtmo.387 de ar-ia
(0mmm,275 d'agua
___JARTE 0FF1C1H.
Ministerio do Imperio
Por despacho de 15, foram nomeadas
damas de palacio, com exercicio junto
tira, prin-eza Imperial, as Sras. D. Mara
Amanda Paranou Doria e D. Mara Jos
d>; Avellar Tosta.
Por despacho da mesma data, foi agra-
ciado com o titulo de Barao de Monte Ma-
rio, o cidadao Marcelino de Brito Pereira
de Andrade, por servigos prestados ios-
truccao publica.
Foi nomeado por despacho da mesma
data o bacharel Joaquim de Almeida Fa
ra Sobrinho, presidente da provincia do
Paran.
Esto nomeados : presidentes da provin-
cia das AUgoes, o bacharel Jos Moreira
Alves da Silva, e da do Rio-Grande do
Norte, o bacharel Antonio Francisco Pe-
reira de Carvalho.
Por despacho da mesma data, foi no-
meado o cachar' 1 Francisco Paulino Soa-
res de Souza, secretario da presidencia do
Rio de Janeiro.
Foi nomeado o Dr. Jos Eduardo Frei-
r de Carvalho Filho, lente da cadeira de
materia medica e therapeutica da faculda-
de de medicina da Baha.
ministerio da lustlea
Foram reconduzidos: o bacharel Joa-
quim de Lima Miranda Couto, no lugar
e juiz municipal e de orpbaos do termo
de Cabo Verde da provincia de Minas, e
o bacharel Antonio Clementino A:cioli
Lins, no termo de Soure, na provincia do
Para.
Foi nomeado juiz municipal e de or-
phaos do termo da Encada, provincia de
Pernambuco, o bacharel Henr-que de Bar-
ros Lins.
Fez-s merc da serventa vitalicia dos
offi -ios :
De cscrvao da provedoria de capellas e
residuos do termo da capital do Maranhao,
a Pedro Job Pinto, nomeado pelo respec-
tivo presidente para servir provisoriamente
na forma da Ui.
De tabelliSo do publico, judicial e nota
e e8ciivao de orphaos do termo da capital
da provincia de Sargipe. a Manoel Peretti
Guimares, nomeado pelo respectivo presi
dente para servir provisoriamente na for-
ma da lei.
No despacho de 15 fei sanecionado o
decreto que prohibe a pena de acoites.
Foram reformados:
No mesmo posto o Barao do Carmo, co-
ronel cemmandante superior da guarda na
cional da comarca de ^acuhy, na provincia
de Minas Geraes. e no posto de ;oronel o
tenente-iorouel commandante do 25o bata
Ibas de infamara da guarda nacional da
provincia do M-ranbao, Joaquim Fruncs
co de Carvalho.
Por decreto de 18 de Setembro ultimo
foi reconduzido o b>char^l Joaquim de Li
uta Miranda Couto no lugar de juiz muni-
cipal e de orphaos do termo de CaOo Ver-
de, na provincia de Mi o as Geraes.
Foi nomea 'o desembargador da relaclo
da corte o juiz de din-ito de Oantagallo,
Jo Alves de Azevedo Magalhaes.
Aos presidentes de provincias expedio o
ministerio da fazenda a s-guinte circular,
com data de 14 do correate inez :
Con v ix) que V. Ex:, informe com ur-
gencia, se leo sido feitas as qualificacSes
oa guarda nacional dessa provincia,^ nos
periodos determinados no art. Io < da
lei n. 2,395 de 10 Ale Setembro de 173
e art. 48 do decreto p. 5,573 de. 21
de Marvo de 1874, conforme i foi recom-
mendado a ess^ presidencia em avisos cir-
culares de 29 de Marco e 8 de Setembro
de 1883 e 30 de Junho de 1881.
No caso negativo expeja V. Exm. as
nais terminantes ordens paja qve se pro-
cedaaessas qualitcacSe esigniido o da
reduzio ao mximo de 40 aonos a idade
dos cidalaos que devem ser alistados no
servico activo.
ministerio da tierra
Por portara de 13 do correte foram no-
meados encarregados das obras militares,
na provincia do Piauhy, o capitSo do cor-
po de engenheiro Agrcola Ewerton Pinto,
e na de Santa Catharina, o capitao do mes
mo corpo Urbano Coelho de Gouva.
Permittio-se ao 1. sargento do 1. regi-
ment de artilharia a cavallo Joao Barbosa
da Silva, para, de ora em diante, assignar-
se Joao de Oliveira Barbosa.
Mandou se que fossem transcriptas nos
assentamentos do tenente-coronel do corpo
de engenheiros Diogo Alves Ferraz as ex
pressSes, constantes das certidoes, empre-
gadas pelo tenente general Visconde de
Porto-Alegre relativas ao procedimento do
i.ffi ial no combate de 24 de Setembro de
1867, e na batalha de 3 de Novembro do
dito anno, quando capitao do 2. regiment
de cavallaria.
Foi designado para o 7. batalhSo o 2."
cadete Manoel Francisco de Moura Pegado,
que se acha addido ao 1. ba tal bao da
mesma arma.
Pela junta militar de sade foi julgado
prompto para o servico o capello-tenente
do corpo eccle8a6tico do exercito Manoel
Antonio Ferreira Acadmico, e arbitrado
em 5 a 6 mezes o perodo necessario para
trata ment de sade do 1. crurgiSo do
corpo de sade do exercito Dr. Casimiro
Francisco Borges.
B.
(Ocnmm,479 de ci em p
(0rainiu,479 de pozz 'lau*
(Omnin.47.1* rte rea
>0 mu 11.290 d'agua
TtlOLOS
Ostijolot deveu: < t ae b ui barree perfeitamen-
a reuniao d^s cons-mo* & ijualifica-
ci e providenciando para que os de revis-
ta, nos termos dos arts. 44 e 45 do decre-
to a. 722 de 25 de Outubro de 1850, ul-
timeni com a maior brevidade o ahstamen-
to, observadas nlo s as regras establo,
cidas no titulo 1 uo citado decreto n. 722,
e ttulos 1 e 2* dodocreto n. 1,130 de 12
e.-. otos* musical qu,de Marco de 1853, como umbern a uis^oe
-cadeter-' ,,icao do art. 46 do decreto n. >,ol, qu-
stodcaca,qunado percjdus com urna peca (
ministerio da Mariaha
Chegou de S. Vicente, no paquete 7ren,
o 2. ente Viriato Duarte Hall, que all
desembarcara do Almirante Barrozo, por
achar-se enfermo.
Tiveram ordem de embarcar : no encou-
racado Sete de Setembro, o 2." tenente Vi-
riato Duarte Hall, no cruzador Primeiro de
Marco, o fiel Joao Jacintbo Madeira.
Tiveram ordem de desembaacar: do
encourcado Sete de Setembro o capitao de
fragata Joaquim Nabuco Pereira da Cu-
nha; do cruzador Oaanabara, o 1. tenen-
te Emilio Carvalhaes Gomes, e da canbo-
neira Camossim, o escrevente Luiz Pinto
Pereira.
Passaram, do cruzador Primeiro de
Marco para a canhoneira Braconnot, o 2
tenente Luiz Carlos de Carvalho, e da po
tacho Aprendiz Marinheiro, para o Purs,
o guama-marinha Alfredo Pinto de Vas-
.-on' ellos ; do cruzador Ouanabara para o
Riachuelo, o 1. tenente Miguel Antonio
Fiuza Jnior, e deste para aquelle, o 2.
tenente Firmino Herculano Ancora da Luz.
Foram alistados na escola n. 8 de apren
dizes marinheiros os menores Antonio Deo
lindo da Silva e Jacintho da Costa.
Foi autorsado o contador a abrir con-
curso para o preenchimento das vagas de
praticantes da contadura da Marnba.
Est marcado o dia 3 de Novembro pr-
ximo para o referido concurso.
Per decreto de 15 foi promovido, por
antiguidade, a 1.a tenente da armada o 2."
Joaquim Ribeiro da Costa.
f.overno da Provincia
DESPACHOS DA PRESIDENCIA DO DIA 20 DE
ODTBEO DE 1886.
Abaixo asaignados de negociantes de
madeira nestacidade. Informe o rr. ins-
pector do Arsenal de Marinha.
Adolpbo Fernandes de S Antunes. -
Informe o Sr. inspector interino da The-
sourara de Fazenda.
Cleodon Augusto de Albuquerque Cha-
ves. Nao tem lugar, em vista das infor-
maQSes.
GaDinete Portuguez de Leitura. Si
mediante as condic3os do costme.
Official de F.z-n.la do Cruzador Almi-
rante Barroso Jo Paulo Nabuco Cisne.
Ao Sr. directir do Arsenal de Guerra
para foroecer.
Jus Antonio Baha da Cunha. NSo
tem lugar, em vista das informacSes.
Pe ir i Antonio dos Santos. Remettido
ao Sr inspector do Thesouro Provincial
para attender ao peticionario, urna vez
exhibidos os documentos de que trata a
sua ioformaeSo de 30 de Setembro ultimo,
n. 175
Secretaria da Presidencia de Pernambuco, em
21 de Outubro de 1886.
O ajudaste do porteiro,
Antonio i. Silveira Carvalho.
c omcuando das Armas
.CARTEL GENERAL DO COMMANDO DAS AR-
MAS DE PERNAMBUCO, EM Z DE OUTUBRO
DE 1886-
Ordem do dia n. 126
Faco pubheo para cunhecimento da guarnici i
que apresi-iiton-se hontem a este Quartel Oe.neral,
viudo da provincia da Baha aguarda deciso do
govrrno a res pt-i te da nova nspeccaV de sndn a
que i era de ser submettido, confoime Ib'- fei con-
cedido p >r portara do Ministerio da Guerra de
lo publicada na oidem d > dia sW reparticio de
judant general 2035 de 4, todo da Sei. moro ui-
tim -, o sr. tenente aggr'-gndo a arma de minu-
tara, J' So Bernardo do liego, que, nos termo* d
aviso do iiesmo Ministerio de 28 de Setembro de
1878, pubiieaie na ordem do dia da mesma reuar-
t cao n. 1423 de 12 de Novembro scgumte, deve
ticar addida ao 14" bata.hio da m>-sma arma.
(Assignado ) O brigadeiro Agottinh
Marques de S, commandante das ai mas.
(Conforme) -O tenente Joaquim Jorge
de Mello Filho, ajudante de ordens inte-
rino e encarregado do detalhe.
ilepartl^o da Folela
Seccio 2aN 102*.-Seereuiria da Po
licia de Pernambuco, 21 de Outubro de
1836.- Illm. e Exm. Sr. Partecipo a V.
Exc. que foram hontem re -.oltiidos na Casa
de DetencSo os seguintes individuos:
A' muha ordem, Antonio Pereira da Silva e
Aprigio Veira da Costa, viudos das Alagas, co-
mo criminosos nesta provincia.
A' ordem do Dr. oelegado do 1 districto da ca
pital, Ricardo Oeminiano de Brtte, or crime de
feriroento, e Jos Francisco de Sant'Anna, por
disturbios.
A' ordem do subdelegado de Santo Antonio,
Manoel Hylario de Sant'Anna, alienado, at que
seja transferido para o asyio da Tamarine ra ;
Jos Francolino dos Santos, Jos Rodrigue* da
Silva, Maria da ConceicSo, Bernardina da Concei-
caoe Pedro dos Santos Villaca, p |r disturbios.
A' ordem do do 1* districte de S. Jos, Manoel
Francisco de Paula, Lourenco Jos dos Santos,
Olindino Jos da Silva e Antonia Maria dos San-
tos, por disturbios.
A' ordem d* do 1 dis'rieto da Boa-Vista, Vir-
ginio Simp'icM Mariano e Manoel Qaudencio, qne
diz ser escravo de Anna de Oliveira, por distur-
bios e uso de armas defecas.
Pelo D.-i-4elegado do 1 districto da capital,
foi remettido ao Dr. juis de direito do 2 distric-
to criminal, o inquerito policial a que proceden
sobre os terimentos havidos por occasiSo do as-
salto typogrsphia do Rebate.
O subdelegado do districto de Maricota ap-
prehendeu e rsjmettcu a esta repartico 6 facas de
ponto e 2 pistolas.
CommuDcou-me o delegado do termo de Pes
queiras, que na dia 15 do crrente toi capturado
o criminoso Hypolito Jos da Silva, pronunciado
na provincia Parahyba como incurso as pe-
nas do art. 192 combinado com o 34 dJ cdigo cri-
minal.
Deus guarde a V. Exc.Illm. e Exm.
Sr. Dr. Ignacio Joaquim de Souza Leao
muito digno vice-presidente da provincia.
-O chefe de polica, Antonio Domingos
Pinto.
luto de porgu-rt". fritas ao Br.
Eduardo de Barros caleo de La
cenia, iBeoourelro da rneioura
ra de Faaenda.
Aus 17 dias do anno do nascimento de Nosso
S< nhor Jess Christo, de 1886, na fortaleza do
Brum, onde fui viudo o Dr. Antonio Domingos
Pinto, chefe de folicia da provincia, commigo Ab-
disio de Vascooaellos, amanuense de sua secreta-
ria, servind da escrivao, presente o Dr. Eduardo
de Barros Fjelo de Lacerda, foi pelo mesmo Dr.
chefe de polica, novamente interrogado pela ma-
neira aeguinta :
Perguutadj M no dia 9 do corrente mez, quan-
do entrou na 803 sala na Tbesouraria de Fazenda
j estavam abrtas todas as janellas ?
Reapoodeu dB) estavam abertas as janellas, e
que ja esUvaui na sala o escrivao da receita, os
duas serventes ene trabalbam no carimbo, o fiel
Falbo e Antonio Afforno Ferreira, empr'gadoda
Secretara de Polica, que ia trocar um diuheiro,
nao estando anda na mesma sala o fiel Carneiro
da Cnnha.
Perguntado se o gabinete reservado do sen ex-
pediente tamben esteva aberto ?
Respondeu qut esta va, sendo a janella d'essc
gabinete urna das que estavam abertas.
P rguntado se osando entrou em sua sala o spu
servente Silva nlo lbe deu parte de alguma causa
ou nao lbe mostrea algum objecto oy tivesae en-
Contrado ?
Responden qd nao lbe diese cousa alguma e
nem lbe irostrou nada.
Perguntado se quando entrou no ten gabinete
d* trabalbo nao vio sobre a mesa em que traba-
lham elle respondente e seus fiis alguma corda
eurolada ?
Responden que nao vio e ningnem chamara sua
attenco para dous pequeos volumes de corda
einbrulbada que estavam sobre a meta de seu ga
bnete: sendo que depois que deu a chave da
porta de madeira que commuu tea com a saletinha
anterior 4 casa-forte, e que vio-se que dita porta
estava aberta, assiic como a grade da casa tone,
f ji que o fiel Fialbo chamou sua attenco para di-
tas cordas, u ento fui que vio aquellas cordas
embrulhadas, com um gancho de ferro em cada
orna, cujos gauchos estavam perteitos com a tiuta
intacta, mostrando qne nao tinham s< rvido.
Diese mais que a porta de madeira da cala an-
terior casa forte, por algum tempo nao se fecha-
va na oc :asia > de su* sahida da repartico mais
cedo do que do costume por motiv> de iucummodo
de sh le, e u'esiss occasioes, os fiis quando ter-
minavam o servico do carimbo guardavam as no-
tas carimbadas no armario que ha n'aquella sa-
leta, fechavam entio a p-irta, cuja chave era leva-
da pelo servente Silva.
Perguntado se alguma vez nao se deu o caso de
ficar a porta aberta ou mesmo fechada, porm fi-
caudo a chave ?
Respondeu que nao se record que tvesse se
dado esse caso.
Perguntado qnem ficou no dia 6 do corrente no
trabalbo do carimbo, depois da hora ordinaria do
expediente ?
Respondeu que o trabalho do carimbo foi proro-
gado por mais urna hura em virtude de pirtaria
do Sr. inspector, por achar se esse trabalbo em
Htrazo, e aue ento oa fiis combinar .m entre si
alternarem esse servico, e ento no dia cima re-
f. rido ficou o fiel Cardeiro da Cunha par lh- tocar
o trabxlbo d'esse dia, e os dous serventes, como
de suas obrigacoea.
Perguntado em que hora o servente lbe.foi. en-
tregar as chave! da sala ?
Respondeu que de qnatro para cinco horas,
como era de coscume f-izer, porque quando shia
da repartico ia abastecer-se no M rcado'Publico
e de eamiuho p.ra sua casa entrecava as chavea,
da porta.
Perguntado ss no dia 6 fizeram-se pagamen-
tos ?
fesjol
de
vros
na para qu
do oiuvo dia uul em diante.
Perguntado sb recorda-se de algum pagamento
HVoltado qne heuvesse fete no me de Agest?
Respuiideu qe record a se de^rfeito um'pag^-J
m- uto d-i quatrscentos e tantos coutes a Oljuipio
Loup, como repteseutante da empresa constructora
da estrada de tfrro dearuai e d prolongamento
e este pagamento foi teito conforme a otdein da
luspectuii.
Perguntado em que especie fez esse pagamento
e se as ilutas eram novas T
Kespondeu qie o pagamento foi feito rm papel,
mi este nao en novo e cerca de ctm contos ou
ui-.* eram notai iniudas e estragadas, porque na
Thetoumria Ikt diziam que fose dandu egso di
nlieiro par estr das d- ferr que at paga-
va-se com algem dinheiro j reoolhido-
Ois<' mais que uo oa 4 ui me. falha a me-
moria Olympia Loup lhe uerguutuu quado podu
ir receber duztutus eun os, elle r gpondenie lhe
Uiase que pudis ir reciber quando quitte, porm,
4ue lbe t.zia silente que b-vu Ue r.-ceber algum
iuheiro uiiudo| Salvo se quizesse esperar at o ui-
uvo da til.
is-e mais que aind* nao tinha recebido ordem
do inspecior psra esse pgau;eute e isso mesuio
t. s setute ao Loup
P^
dinhro uo*. javia no c fre '"de quauto tul a nl-
tima reinessa vinda ia corte ?
Respoiideu que nao p >de precisar quante havi-
no cotie em s- dulas novas porque hav>a dado a<*e
ilinbeir.i em troco e para a pagadona e qttaUto
ult uia remesas da corte deve eousur dos
impedimentos e se elle regressava para casa a
entregar-lbe as chaves logo aps o expediente ?
Respondeu que verdade que mandava seu fi-
lho com as chaves nos dias em que nao poda ir
repartico e que elle vinha logo trazel-as aps o
expediente.
Perguntado se as chaves do cofre nnnea esti-
veram extraviadas do seu poder anda que por
pouco tempo.
R^pondeu que nao; que cssas chaves eram guar-
dadas em sna casa dentro de urna carteira que exis-
te no seu quarto de dormir, e cujas chaves ^empre
conservava em seu poder apesar de ser de se
gredo, e que nao tem a mais ligeira susp- ita de
que alguem se tvesse apoderado d'essa chave e
que no seu quarto de dormir s entra elle respon-
dente e seo filho Dr. Art tur que dorme no mesmo
quarto.
Perguntado se no dia 6 do corrente heuve rece-
bimento de dinheiro, se pode precisar quanto mais
ou menos ?
Responden que com certeza bouve recolhinxroto
de dinheiro, o quanto poder-se ha ver dos livros
e que tendo se demorado n'esse dia na repartico
ate perto de 3 horas, os diubeiros recebidos foram
todos r colbidos casa-forte.
Perguntado se no dia 6 quando sabio da repar-
tico foi em direitura para casa ?
Respondeu qua sanio da repartico ja ameaca-
do de erysipela e em companhia do seu fiel Filho
qne foram juntes at o fim da ponte da Boa-Vista
e ahi se separar -m, indo elle respondente pela ra
d Aurora e Fialho em direceo oppos.a.
Perguntado se os sens fiis j eram antigos?
Responden que seu fiel Fialho do tempo em
que elle respondente entrou em exercicio e que
nessa occasio era o outro fiel, Marianno Xavier
1 arneiro da Cunha que nao querendo sujmtar-te
ao rgimen de empregado da repartico publica e
especialmente ao ponto, e achando pouco o urde-
na Jo pedio a sua exoneraco e ento foi substitui-
do por seu irmo Francisco de Siqueira Carneiro
da Cunha que, aerando se desempregado destjou
occupir o emprego; que estava em exercicio ha
p.ucos nvzes.
Diese mais que sempre consider m o fiel Fialho
como bomem probidoso e o mesmi juno forma do
vutro alm do que elles nao o poderiam prjudicar
seriamente porque o dinheiro que recebam era
laucado em sua escripturaco particular e que a eon
tagem d dinheiro se fazia sempre sob su*b vistas
e que elles nao entra vare sos na casa forte.
Perguntado se os seus fiis viviam exclusiva-
mente dos seus vencimentos ou se tinham algum
recurso preprio?
Respondeu que o fiel Fialho snppoe que tem al-
guma cousinha e quanto ao outro suppoe que nao
tem nada e viva de seas vencimentos.
Perguntado quera costumava fechar as portas e
janellas tanto da casa forte como do seu gabinete
de trabalbo e quera as fechou no dia 6 ?
Respondeu que a janella da casa forte e do ga-
binete qu* a precede sao fechadas pelos fiis eque
no fila 6 tora fechadas pelo fiel Carneiro da Cu-
nta sob a inspeceo delle respondente e qnantoas
deniis janellas nao sabe quem as feehoa no dia 6
porque retirou se deixanuo os serventes e o fiel
Carneiro da Cunha.
Perguntado o que occorreu entre elle respon-
dente e inspector da Thesuuraria e Olympio Loup.
Respondeu que nao se records de tr passaoo
cousa alguma, apenas como j referi, Loop lhe ti-
nta perguutaa> quando podia roceb--r dnzentes
contos e que o inspector tinha manifestado desejo
de que elle fizesse esse pagamento e que no da 9
toi a repartico anda iucommudado para f-zei o,
porm, nao se recorda se durante o tempo que es-
teve com o inspector nesse dia ao entrar na re-
partico, elle fallon-lhe s< bre esse assumpto.
Perguntado quem sea fiador presentemente e se
toi sempre e mesmo V
Respondeu que o seu fiador o commendadnr
Siqueira ie Britto, qne foi sempre este e que quan
do se fallou na possibilidade de ser reforjada
a fi nca o Barao du Limociro se lbe offereceu para
reforcal-a oa prestar a flanea que fusse necessa-
rias.
Perguntado se o seu fiador homem abastado,
se propretano de casas nesta cidade ?
Respondeu que snppoe que abastado e qne nao
sabe se propretano aqui na canital.
Nao tinha com elle fiador estreitas relaces e que
a pendo do Di. Jos Marianno que attnbue ter
elle se prestado a ser seu fiador.
Per,untado se alm dos seus vencimentos de
empregado dispoe de outros recursos?
Responden que mora com seu pai, que ainda
hoje quem paga a casa e que lhe d tudo quanto
gauha para susteutaco de sua frmilia e com seu
filho Arthur de Barros que teve 6oa herenca de sua
me adoptiva, tendo sido a escritura oe do.cao
julgada por tenteuc* pelo conselheirc presidente
da Kelacio quanae era juiz do civ.-l deste cidade,
ii orando tam*ieu) em sua companhiaem u-i-a casa
fronteira i sua, sen genro Dr. Henrique Affjnso
. para viver oecentemente sem precisar macular-se
com a pratica de Crimea e actos deshonrosos, seu-
do para notar que a mobilia da sala de visitas da
casa do respondente ainda a mesma que seu ai
o mprou quando gobernador das armas defeta pro-
vincia, perugpo-udo os demais trastes a seo pai e
a sed fi bo Arthur.
E nada mais dissn e nem lhe foi perguntado
pi lo que mandou j Dr. h^fe de polica encerrar o
presente auto em que ee assigu* com o respon-
dente 0>^"i8 o> lido e acbar confirme, o Dr. 1
promotor paOic < da capUi*^ as teotemunhas abai-
xo e commigo Ahdisjp de VascincelLs, servind
de escrivao que de tudm'dou f. .
Dec ara eui'teufpo que* as jrrettas e portas da
casa forte eram sempre fechadas sbeua inspec-
vo, e qae faz esea jdet-Iaracd pra,;.que se na
supponlm qbe .- ca'procedan dessa forma no diafi
nala uiis dissetBem 1 toi pergautado pe >
qne toi encerrad este anta,' depois de lido e acfcar
Thesoureiro das Obras Publicas. Informe
o Sr. contador.
Francisca Monteiro Loffler e officioa da
Dr. procurador des fei tos Informe o Sr.
Dr. administrad >r do Consulado.
Francisco Goncalves Torrea.Archve-
se pelo centn' ioso.
Francia :o Goncalves Torres. Deferido,
tomando se por termo a fianc^ offe re cida-
de accordo com o parecer fiscal.
Pereira Carneiro & C. Requeiram a
Sr. inspr-ctor da Alfandega.
Leobna de Birros Lias o Silva e Rufi-
na Demetria de Souza. Facam-se as no-
tas da portara de li enea.
Pret do corpo de polica. Examine-se.
Justino Epaminondas da Assumpca
Neves. Cartifique-se.
Ji o B iptista de Oliveira. Informe a
commissSo liquidadora
Joao Alfredo Thom. -Informe o con-
tencioso.
P.,ulno de Oliveira Maia. Ao Consu-
lado para r-uraprir o despacho dajuota.
Minervina Francisca Cardoso.Eacrip-
ture-se a divida.
Pret do corpo de polica. Pague-ae.
Jos Pereira de Alcntara Brandao.
Prove oue usou era tempo dos recurso
facultados as instruceSS de 27 de Julho
de 1883.
Antonia Leopoldina de Oliveira e conta
do oollector de Palmares. Haja vista O
Sr. Dr. procurador fiscal.
ii
vroo
Perguntado se mandava seu fiho o Dr. Arthur
condunr as chaves para a Toesouiaria nos seus
leescrrvp gued^tuiKrdoof^-iAntonio Doming s
Puitp.Bduardo d,Barros ^Icao de Lacerda.
'usfiao'Roirigues da *lva.- F.oriano Jos dos
tiautus-! Sfra-Ju Jpaqtim de Frejfit's Henri-
tiara conferirle ao proprlo original ao qual me
reporte?e d<>u*f. a
Ifcvife,; 55^/'Setembro ti 1886 -Eu, Jos de
Aiydatnft (Jolta Puutgs, esc-rvc subacrevi e as
s.guu. -Jos ue Aryin/jfaea Cysta Coutes.
Thsonro Frovlacial
DESPAC11US DO DIA 11 DE OUTUBRO DE
1886 A
Cuntas do commando do corpj *de poli-
ria e os coll-clores de Limoeiro, Palma
res Taquareunga e Giranouns. Appro-
vadaS. *
M..noi-l Joaquim da R ha. 1)3 se pro-
vuneoto p ira que teulia lug r a baixa nos
leamos ue repoDsabilidude relativas a ge-
uero de que se trata, de procedencia d.
provincia da P.rabyba, viatt das infor-
.n^Ses.
Cndida Hnnogenes de M'-Hu Mas-a-
renh.s. D ferido, nos termos da iufor
maca do F..UB6 -a InuAoB C. KeStltU- Se.
J c tlit'd Oliera Ni-.s da Siiv
Gueiie.. Gustavo-,Merinoud e coutas do
MIMO DE PgyUgBBgg
REOIFE. 22 DE OUTUBLtO DE 1886
noticias da Europa
Eis o complemente das notieias que nos tronxe
ante hontem o vapir francs Ville de Victo ria:
Heapanba
Eacrevem-nos sobre este reino o noss o corres-
pondente de Lisboa o seguinte :
A filha do brigadeiro Villacampa na Improba
e r. speiuvjl taref\, que a si propria se impoc, de
salvar a vida do pai, soliciten pelo telegrapbo a
intervenco do Summo Pontfice a favor daquelle
infeliz.
Leo XIII respondeu consternada senbora,
dizendo-1 he que envidara tolos oa seas esforco
para alcancar a clemencia da rainba regente a
favor dos condemnados pelos conselhos de guerra
de Madrid.
Em vista deste intrcesso valiosissim, oe
presumir, dizem alguns jornaes, de que, por agora,
nao se derramar o sangue Je nenhum drs insur-
rectos de 19 de Setembro. A Hespanbj anda
tem em aberto urna divida de recoobecimente para
o n Lo XIII, desde que vi > por elle resolvida
to satistacton e noamsamente a questo dar
Carolinas, e aproveitar, por ventura, este enseje
pra Ih'a p-gar, p .upando a vida dos miseros que
todesastradameute se comprometieran no ultime
to o une i. monto
Se alguem dep .is aecusar o governo de que
foi brando, observa um jorn.l, elle lhe responder
qneessa brandura se inspirou na clemencia regia
e nos hona < fficiuS do chefe da igreja.
E termina :
O que quaai certo que Villacampa nao se-
r fuzlado e que, por conseguinte, escapar i
morte todos os seus companhiros de reyolta, em-
bora os conselhos de guerra bouvesaem j pronun-
ciado aqu-lta terrivel sentenca.
O Defensor de Granada i>ublic-u um abaixo
assiena-:o em que tiguram 11,000 pessnas pedindo
indulto para os reos condcinuados moite pelo
tribunaes militares.
O c dio do alcaide daquella villa, dirigi um telegram-
mapo >r. Sagasta, supplicando-lhe que se nao der-
rame singue nor qnestoes piliticas.
O Ajuntamento de Madrid tambem se dirigi ao
goveruo pe nudo-lhe clemencia para os infelizes
que firain condemnados amorte em virtude dof
acootecimeutos da noite de 19 de Sf temb o.
Muit-s i utras solicitacoes firmadas por numero
superior de Granada teem sido dirigidas ao g-
verno em favor de VilUca upa e dos outros reos
esndemnados.
Poi posto em liberdade o tenente-coronel
Qu ftmes, preso no dia 2 > de Setembro.
Os jornaes de Paris desmentem a formacatf
de guernlbas hespanhoias en territorio francs.
N dia 2estavam lunecionando em audien-
cia, em Madrid, tres conselhos d guerra : o pri-
meiro, para julgar o brigad- iro Villacampa ; o se-
gundo, o t-lente Srrauo ; o terceirn, para julgar
o ufficial reformado e os dous paisanos acensados
da mort- d. general Velsrde.
Um telegramma de Madrid da mesma data aa-
nanciava-uos que os conselh s ne guerra haviam
condemnado murte o brigadeiro Villacampa. O
tenenteSerrauo e cinco dos offi:iaes inferiores qne
lomaram parte ni sublevacso,
Conta o Liberal de Alicante qne o alea de di
cadeia daquvlla oida.le, D Raphael Briam, deseo-
ono um pl .uu de evaso entre os presos de maior
importancia
Ao que parece, o projecto era cortar a mao ao
alcaide, no momento em que estiveese apoiada na
porta que d cmuiunicaco par a alcaidana, ar-
rjando-se euio os presos sobre a porta para al-
.-anear-m a ra e tutrirnn.
tiab-m! > plano, o Sr. Briati pedio auxilio a po-
lica, e platicado um miaucioso reconbeciment,
foram appr- h-udidas a,s presos muitas armas.
Foram guardado vista nao s estes presos,
como tauob in .otros -le gravidade.
A imprenaa frane-ZH. e em especial, o Temps,
afirma qu o pronunciantento republicano dever
provocar alguuiao u.oad.av s no gabinete bes-
pauhol. j-
O inquerito tem revelado a existencia de dis-
pusivea ui jUietadoras exercito
\ H. panha, diz o Temps, tem muit s geae-
TaeS fi "la s; a carr ir* .1 posto _l-t e a
reduevo a m io sold frecuente. Os fSciaes ia-
teriuret, nao bsraute a- uwasrusas 'antagena de
que g zao. nao se reoin- m faeilin-nte a espera
|ur uiuitos anuos os g.ion de alfercS. Por isso
xiat uaua sarda a co saliente, mas que o part lo r publicaii"^busca
aproVtiter eque inspia vivas appr-hen^oe na
.ite. N.ia circunstancias serian eesaaii qu
n r. (jeui- ujuueaw recorrer, ahin de a-segurar m
Uefusa da in-tituno >. a in'.niatr 8 mais aut.tflta-
rns que actuar. E-s m .vimento t.. n i ufe a
,Xllar ouarlid c n- r-^lor. parece j in li ado
p.iaS pasto il< na na e .lo r. ino a 8 ir*. Moret
e generBjl U%a'' -. oers .n g M naiseoiioervailora
d. que us .">. V Qt ns.l'S e m rchal J vellar,
que din iu aquelit mn-jiteriu ua adtnraos raco
Saga te.
t.!- em que tfe" ra1 .-avia aera lui.rtitu:-
do p lu mr dial Caii.p'W
_ i -pito x,m -o de Z rriii.. m~
UonalZeitung te B- Um, (h.rKUiit^ o g.v.rao
lie.-p-.iii Jis'i mu miciiuiaca ea dioaa,
l_.ip r" "ra a.. .'* .me..- trances qoe 1W-
u^jir Z r na Mu c o mu a or lie t'ranoa-
^m.ih iiMoif -t. ..0 N. o,.iin-. *, p. no-
dieuii K-n.o,M cap.t que ub tjvOUOt-
t
\ IBWH

r
*.
V


Diario de PenuunbneoSexta-feira 22 de Outubro de 1886
)
\
lasteeiros do quartal de 3. Gil ter comsieto a pa-
taate de brgadeiro asaignada por Zorrilla pr$si-
iads da repblica, bastara para apoiar essa re-
c1amc^~
O Jornal de Saint Peterabourg da mesma
jiaii~ accreaeenta que o Sr. Freycine: nao
pode tomar oertaa providencias contra Zorrilla, por
Mr esta amigo da familia Lockroy, ministro do
aassaaercio em Franca.
En todo o caso, o Imparcial de Madrid, diz
ame. corre, nos circuios ininisteriaes, que o gover-
ma esta resollido a obter do g >verno franeez que
aade intimar o Sr. Zarrilla. A Corresponden-
cia amplia esta noticia, disando que o governo
fraacez parante a attimde do embaixador hespa-
k.J ge res>lvera a taxer amigaveis indicaco es ao
celebre revolucionario, p-ira que abandone o ter-
ritorio francs no mais breve es paco de tempo.
___Com -cu a 29 de Setembro ultimo o julga-
pn(- do tristemente celebro padre Galeote, que
un"'1""' aleivosamente n bispo de Madrid.
Para ni) alongtr deraaaia lamente esta, retnet-
as-lhes en separado os extractos das sessoes.
E* natural que o telegraph) Ihes tenht trans-
BUido o desenlace judicial d> julgamento, quan-
esta abi chegar p lo piquete.
Hio de recordar se ain la 03 leitorea de lhes ter
rasen* o qui o duque de Seu I ha se tinba evadido
dsprisi) da estado para onde fra mandado, em
CHMequencia das express'S e procedimento irre-
aaujirtn rae empregara pira urna rainha regenta
m Heipaaba, acb indo se de guarda ao paco, e
em preseoca dos militaras seua subirdinadoa.
Ag<>ra o j >roal La Rpubliquc de Tarbea,
o Altos-Pyreuoa, publica um raauifesto revo-
lseiouario do duque da Sevilha, aasegurando ser
astthsutieo O ilujue diz neate seu manifest que,
anaer* saja repubieino, servio a m onarehia de
D. Alfonso XII, mas que, depois dt morte deste
Mermo, jalga terninido todo o dever para coa
a familia, e quer ajudar a proclamar a repblica,
aieo rgimen capas da garantir a se *uranea e a
ategridaie da II apanha.
Esta nova peripecia do aventuroso duque das
tais inesperadas c tem dado margem a criticas
aera pouco lisoagairas acerca do estado mental do
aobrinbo da rainba Isabel.
___La poca, em um artigo que tem por epi-
jranheO que mus irapirtapede ao governo
Me prescinda de reforman e assegure a ordem e
a monarchia.
___pareee que o ex-primeiro ministro o Sr. Ca-
seras del Castillo do opiniio que as cortes se
jeaaam quanto antes e que saiam do poder os mi-
nistros da guerra e do reino, visto que foram =ur-
prsfeeaiidos pela sublevar; io de 19 d Setembro.
O governo desoja que o Sr. Martos regresse a
Madrid para ser consultado acerca da situacio
actual.
_ Em quanto aos juruaes do Midrid se prohi
lie kvltca, os de Barcelona referem a appancio em
Xspiaaball (povoacao da raa) de urna partida re-
publicana, eomman la la por um certo Estars,
gst se bateu om a tropa, pondo-lhe alguma gan-
te fra de combate ; e os da Oorumba dio noticia
da prisio de varios sargentos do batalbio da ca-
eadirea da K -us, te.tdo havid denuncia de que se
iasaooriinariam. Iosiste-se em que o movimento
revolucionario estava designado para 22 da Se
te-a oro, e nao para 19, e que se coatavacom gran-
des elementos no exercito.
___N'om dos ltimos das do miz passado, as
reas de Leninistas e Volverle (em .Madrid) foram
apuxkados pela polica dois pacotes de proclama-
ees revolucionaricaa.
Na prac* de S. Domingos foram presos varios
im-----por gritarein Viva a repblica
Nos circuios democrticos nao foi bem vistoso
Vantar dado pela emMixada hespanhola em Panz
e presidido pelos Srs. Martos e Albarada em hon-
ra do Sr Cnovas.
Diz ama folba da Catalunba que, em resol -
da crise fabril que existe n'aqua provio-
estio actualmente sem trabalho 12.00.) ope-
toa das fabricas da algodio. 603 das de sedas,
S03 carp.oteiroa, 1,100 estampadores, 490 curtido-
rea, l,2o" sapateiros, 200 typ> raphos, 40 pint-
les, 30 latoeiros e mil bares de teceles de diffe-
raatss especies de tecidos.
As fabricas que tiveram de suspender de todo
ss seas trabalkas, sao : Reas, Salleat, Gracia, Mo-
las ie Rey, Mauresa, Sant Ao ir da Palomar,
VUiaauevay (Aun, Balsareny, Roda. Btdalona e
Cctea da Sarria. Em Matar duas. Total 21.
As fabricas que diminuiram o trabalho, j re-
dociaio os salarios, j trabalhando s tres ou qua-
ttt das por semana ou tendo paradas algumas
aiaeaiaaa e otEcinas, sao quatro em Barcellona,
asas em Cortes de Sarna, ama cm Saros, duas em
Saat Aadr de Palomar, duas em Mauresa, tres
esa Matar, dose em Sallent, urna em Seltellaa,
naja em Balsareny, urna em Castelnel, urna em
Cara-lia de Lhibregtt, urna em Villanueva y
Qeltra, urna em Oomprodou e urna em Rojadel. A >
todo triota e trez.
___ Vi> augmentando as probalidades de que o
brigadeiro Villacampa ser indultado, e por con-
esaiote os demais reos condemnados a pena ul-
tia.
Urna commisi) de jornalistas hespinhoas, no-
mtada pela Sociedade de escriptores e artistas, en
tregou rainba r<-g-ute. em audiencia espacial,
anai repreaentacio padindo indulto dos condem
^tf*"' i morte, por motivos dos tristes aconteci-
aaeatos de 19 de S -.tembro.
A minora republicana da cmara pedio ao go-
leruo eiem:ncia pira os infalizes condemnados
atarte pelos conselhos do guerra, declaran io que
deaeja a. realisacio do seu ideal ao amparo da lei
a ao seio da paz.
Referem cartas de Madrid que o governo
keapanh,! tem mandado por reter mu tos tele-
graiamas se refenrem ao julgamento dos conse
lh.- de guerra da Madrid ; as suas autoridades
sbem ubstam, por todos os meios, a que os j ir
1 de:m qualquer informacio a respeito dos pro-
os militares.
Os a mesma informacio postal (de Castalio de
Vida na frunteira portu^uez;, com data de 3) que
a brigadeiro Villacampa, os officiaes Gonz lez e
Serrano e 4 sargentos todos condemnados mor
tea, seriam fuzilados na madrugada de 4 ou 5 do
corrate.
Franca
Ca despacho do resideute geral da Franca em
Madagascar confirma que sio aensvelmante me-
aas tensas as suas relaces com o governo dos
ha vas.
Outro despacho de Tamatave para o Standard
de Londres, menciona o boato do se ter harm 1
auado, m Tananariva a disidencia que bavia
care o residente franeez e o governo hova.
__ A 30 de Setembro, o Sr. de Freycinet rece-
beu a visita do bispo de Montpellier, o qoal Ihe
di que elle e o seu clero estao compenetrados de
tivo sentimento dos seus deveres para com a
Igrea o a Franca e acurescenta : Collocados
lera dos partidos polticos, dar-nos hiamos por
Mito felizes se podesse-mos levar todos os nossos
eaocidadios a conservar as creaos, que fizeram a
graadesa da Franca ni passaio e Ibe asegura-
ras* a grandeza no futuro.
O Sr. de Freyci let agradecen ao bispo estas
expresares e manifestoa o voto de que taes senti-
aaeatos fo traaeez.
N'essa noite, o St. de Freycin"t discursando em
Montpellier n'um banquete que Ibe foi offerecido,
deelaroa que a R^piibliea jamas davo datar se
ao esminbo d> progresa); mas que boje o governo
traaeez se deve preoecupar principalmente eom o
progresso econmico.
A proposito, fallando do canal do Rhodano, dase
ave espera a sua prompta realisicio, gracas ao
SKerescimo do rendimeoto dos impostas, que i
asi 1, 1 e ha de accentuar-se rapi lamente.
A terminar, o Sr. da Freycinet fez novo appello
dsniao de todos os republicanos.
R'aponanlo no da seguinte Sr. de Fr-y-
ciast aos atiesados das camtras de commercio d
Oetut e dontpllier Ae rea da letacio dos vinbis,
dtsss que o governo tratar d'essa questo, o pn
Eaito da execucio do tratado de cammercio com a
aspaoba ; mas qae est prompto a tomar as m
datas restric'iva, qae sejim proniiss para asse-
gararem a sua leal e sincera a lajjkacio.
Ni da 3 de Outubro, o Sr. de FrnyJnetrsce-
fcea os d.ileg>.dos da eamara dos negociantes de
viibu e licores espirituosos de Bordaus, as quaes
lhe peliram que o titulo geral dos vanos se|s re-
dasido a 12 graos, afim de proteger os viub >s
iraaeeses contra os vinnos de Portural. O Sr
freycinet reapoadau Ibes qu esta questio deli-
cada, mas qua o governo bavia de estudal-a.
__ ltimamente, o duque de Aumile fes doacio
da magnifico pa'acio de Ohantilly e suas dep'u-
dtiasiir ao Instituto de Franca, para n'elle esta-
hateear um musen. O r alimento da uhantilly
avallado em 500 000 fraaees (m 20,000 .ibras
aharKaat)
Se Gaisw. da om a >a rias-os das de O itu-
hra, vmn a carta iju- o duque de Aumalle dirigi
ajas Mus amigos E. Rocber, Oeaormaadie e Rouss j,
r
disendo-lhes que encarregoa o seu taballiio de
lhes entregar urna copia authentica de alguna
paragrapbos do sea testamento olographo feito em
3 de Junbo de 1884, e que se referem ao castello e
dependencias de Chantiliy.
Munidos com esse documento, pede-lhes qae
concorram por todos os modos para que seja effec-
tuada a disposicio do sea testamento, que se re-
fere heranca que o duque .lega do seu castello e
dependencias ao Instituto de Franca.
O testador e doador exige que o Instituto con-
serve tudo conforme se eueontra no acto de race-
oer e castello.
O rendimeoto ou o producto de alenacio de
qualquer terreno qae o Instituto julgae convenien-
te realisar, exige que seja empregado na acqaisi-
cio de novos livros antigos ou modernos para com-
pletar as colleccoes da bibliotheca, na compra de
objectog d'arte, na creacio de penses vitalicias
em favor dos horneas de lettrss, oa de artistas po-
bres, e na tundacio de premios destinados a ani-
mar aquelles que se dedicam carreira das scien -
cas, das let tras ou das artes, etc.
O Temps avalia a propriedade doada ao Insti-
tuto em 35 milhoes de francos (6,300 contos de
res fortes) e afirma que o conductor de l'aris ap
provou a doacio.
Oa jornaei republicanos elogiam o procedimento
do duque d'Aumale.
__ E' muito uotavel o discurso qua o Sr. de
Freycinet pronunciou no banquete que Ihe foi offe-
recido em Tolouse.
E' longa a transcripcao e por isso a omittimos
nesta rpida resenba.
Insisti muito o celebre estadista na necessidade
que teem os republicanos de unir-se, porque as di-
visoes do partido republicano significam um gran-
de perigo para a Franca.
Pensai, senhores, disse o orador, que um terco
dos frsncezes ainda nio perfilha as bMtisHieoH
republicanas, e pensae no que ser a f >rca da re-
publica qnando ella conseguir a uniio de todos os
estreos no sentido de urna accio commam e
nica
Osjornaes inglezes, Uemies e italianos con-
sgnam o alcance pacifico do discurso proferido
pelo Sr. de Freycinet em Toulouae.
Blgica
Na manifestacio socialista qu sa realisou em
Lig, cm que tomaram parte cinco mil manifes-
tantes o burg >-mestre nio permittio que figuras-
sem bandeiras no cortejo. Em compensacio, ap-
parecera-n numerosos e variados disticos, cobTtos
de crep, onde se lia, entre outraa as seguintca n-
scrijicoes :
Amnista para todos.
Vtva o sufragio universal IPorque eahiran
misos paes em 1830 fLuto por nostos paes de
1830.A forne o mais terrivel dos Rogelios.Di-
reitos, mas nao chumbo !
O Sr. Tbomard, organ'sador da manifestacie,
disiorrendo acerca da prohibicio das bandeiras,
disse que 03 operarios nio podem a:ceitar as co-
res nac maes, emquanto Ibas nao forem gar ntidos
os sens direitos.
Enrolamos boje as nossas bandeiras; mas
quando entendemos que as devenios desenrolar, as
colisas mudario de figura.
o Hija pedimos a todos que se mantenham den-
tre da lagalidade, que nio quer dizar que nio re-
corramos um dia aos meios extremos, sa
cntendennos necc3sario.
Inglaterra
O pa-Iamento inglez acaba de suspender as suas
sessoes, sem que na legislatura que findou houve3-
se discutido outros assumptos de importancia alm
dos que se referem questio da Irlanda suscitada
pela ;.ropoata do Sr. Parnel!.
Depois de rejeitada esta mocio, as sessoes ter-
minaran], e nem ao menos se declaroa no parla-
mento qual seria a attitude da Inglaterra na
questio da Bulgaria.
Se, porm, o gabinete britnico foi pouco ex-
plcito as cmaras terca d'este assumpto, em
compensacio a imprensa de Londres assaz
clara, sobretodo no que se refere necessidade
que sent a Gri-Bretanha de celebrar alliancas
no continente, prevendo es successos que podem oc-
correr no futuro.
Diz o Standard, folha conservadora, que nio
pode affirmar-se que a Franca seja a inimiga^ im-
placavel da Inglaterra, mas que ninguem duvidar
tambem, de que, se a Gri-Bretanha se visse com-
p'oraettida n'uma guerra eom qualquer potencia, a
Franca tratara logo de aproveitar este ensejo para
fazel-a abandonar o Egypto.
E' evidente, accreaeenta aquella folha, que to-
das as potencias tratam de alijar de si a carga de
emprehander campanhas perigosas ; mas a Ingla-
terra nio participar deste egosmo, nem se Ilu-
dir ao apreciar urna situacio qae s pode apro-
veitar Russia. Se a Italia ou qualquer outra po-
tencia tem interesse em por urna barreira entre a
Russia e Constaotinopla trabalh para o conseguir,
mas sem traUr de obter pnmeiro compensacoes
vantajosas.
Outro jornal, o Daily Telegraph, expressa-se em
termos idnticos, referinio-se ao governo aus-
traco, e dis:
Nio t'.nos intencio de emprehender nma
guerra pelas Indias as provincias dos Balkans,
porque toda a bulgana nao vale a vida de um ci-
dadio.
Seja qual (oro resultado do embroglio blga-
ro, nio eremos que os nossos ioteresses no Medi
terraneo ou as Indias possam ser lasados e que as
actuaes tendencias da Russia possam precipitar-
so no dia em que sejam ameacadoa esses interes-
ses. Quando esse dia chegar, estaremos dispostos
para a luta. 86 o sultio nio quer defender o seu
imperio na Europa, e se as potencias nio crem
dever oppr-se a que a Russia se apodere de
Constantinopta, a Inglaterra nio ha de soffrer na-
do por este facto. O nesso solamento constitue a
nossa forca; e sio prova dissn os esforcos todos
os das envidados pelos nossos rivaespara nosobri-
garem a sabir desta poaicao inexpugnavel.
Todos os outros jornaes ingleses guardam a mes
ma attitude aue o Standard e o Daily Telegraph,
consolhando ao seu governo que se mantenhi re-
servado e qne se aproveite das circumstancias
para fazer alliancas no continente.
Os deputados conservadores foram oficiosa-
mente aviaadou da provavel convocacio da cma-
ra para Novembro, porque Sir Miehael Hieka-Bea
ebeu tende que ha necessidade de medidas excep-
cional para a Irlanda.
Lord Charehill, n'um discurso que *o dia 2 de
Outubro prot*rio, fes notar a impoitancia do dis-
curso do Sr. Tisxa no parlamento hngaro, perqu
prova que a Austria jgu'-r uefender a liberdade e
a independencia* dos Estados d >s Balkans. De-
claroa que esta poltica, do gpverno austro-hnga-
ro tem as syssoathias, at m-smo o apolo la Gri-
Bretanba, que espera saim tancar na batanea um
peso decisivo sem o emprego.da forca:
0 governo ingle\ est mandando corssideraveis
retorcos para a^ndia para a B"irmhnia.r
Noticias de C mstaotioopla asaeguram qua o
Duque Etlirnh'irgd nio conaeguio*o fim qae tinhas
em v*6Ti, indo aquella cidade! O acolhimeoto
que Ihe f z o snltio f^i muito fra as entrevis-
ta* que tiveram nio se eataaalon nenbuma quss-
tio poltica. As Honras prestadas ao principe in-^j
glez foram s as'que 1a etiqueta estriCUmante
exige e nada mais. a ."
tllemanha
Os socialistas de Leipzig, armados de bandeiras.
v.'nne lisa, aompanbaram.' na manbi de 28 da
Setembro, i estacio do caminbo de (erro, Sr.
Sebuimnnriexpiils > por orrfam do governo. #
1 polica atacou- e* cortejo e tentour apoderar-se
das ban iairasavetmelhas; mas f j>, repellida peles
manifestantes, que fatlram muitos dos sgentaa. 4,
polica vo-se obrigada a ia bascar auxilio, afim de
conseguir dispersar. *s desorJeiros, dos firam.presas, inclaindo o proprio Scbumann.
A din-ccio la polica de Leipzig publicou um
alital c invidand* t >dos OS bafoitaates que tives
s-rh preatneado os motins provocados pelos socia-
listas, p>r pecasifi dapartilade Sehumao, a irem
fasef as rApeetivas declarares polica. O edi-
la| promette urna reoompeusa de lOO marcos a
qnem d -acob-ir ou ajuiar a descobrir o socialista
portaban letra do estinlarte vermelho. A poli-
ciufcbta umi cas% de pasto, 00 le varios mem-
broa do pirrtido socialista faziain os seus concili-
bulos.
E-erevem de Himburgo que urna asaemb'a de
socialistas, muito importante, se realisou ba pon-
eos das perto de Ieofeld, por detras da fljresta de
Wan looeck obre o polyg >oo, cujos muros prote
^em os socialistas cintra toda e qualquer indis-
cripta) da denuncia. Bistaram seotinellaa a va-
rias distancias e em diversas posices, para pre
veuirein a assembla da ohegada da polica, caso
ella all fosse. Afim de nio despertaren! suspei-
tas, os siCiaBstas haviam-se' dirigido para all em
pequaoos grupos e po varios camicihos.
A pliea de Dresde peohibio a diffusio de
um foibeto socialista publicado em Zarich, sob o
titulo la Arma parata fero
Acaba de ser descobarta urna nova ilha na
Nova Gui, as latituies las estio collocadas
seb a proteccio da Allemanha. A descoberta foi
feita pelo Sr. Allison, capitio do vapor ingles Fei-
lung, que indo de Sydrey para Shaague, vio, en
tre as ilhas do Echiguier e a Durour, urna ilha
pequea, de duas ou tres milhas, coberta de vege-
ta?io.
Um artigo de um jorn.1 officoso, a Groeea de
Leipzig, acerca da aituacio da Austria na qu -sto
blgara, produzio grande sensaco. Diz aquelle
jornal que o ponto ditfi-il saber-so se cuegar a
estabelecer-se accordo com a Austria e a Ingla-
terra acerca do modo de impedir os progressos da
influencia russa nos Balkans.
No actual estado de cousas, a Allemanha nio
far causa commam com a Astria contra a Rus-
sia.
Oa homena de estado da Allemanha nio se can
oam de repetir que a Bulgaria nada Ihe interessa,
ainla que a Russia oceupe este paiz e se estaba-
leca em Constantinopla.
Estos assumptos interessam Auatriae In-
glaterra, e por isso a situacio favoravel a urna
aproximacio entre estas duas potencias.
As noticias da Gazeta de Leipzig teem urna certa
autoridade porque, em parte, sio confirmadas
pela Gazeta da Allemanha Norte, orgio do Sr. de
Bismark, o qual declarava ba das que a situacio
poltica mudara no dia em que se s-mb sse que a
Inglaterra eucontrra um ailiado diaposto a op-
pr-se oceupacio da Bulgaria pela Russia. .
Anuira Hangrla
O Sr. Tisza, presidente do c. naelho, responden-
do no nltimo de Setembro a urna intarpellacio no
reichstag hngaro, disse que nio ha nenhuinas
combinacoes entre as uotencias para a divisio dos
seus interesses na pennsula dos Balkaus.
A Hungra quer manter a independencia indi-
vidual dos Estados B abanicos e ba de obstar ao
protectorado de qualquer potencia.
A allianca da Austria Hungra e da Allema-
nha contina a assentar as mesmas bases que
servem para mantera paz. Nii autorisaiamoa
nenhuma oceupacio nem protectorado algum ;
mas evitaremos toda e qu Iquer declaracii : de-
pois mantereinus o nosso fim com a sene lade n--
cesaaria para salvaguardarais a nossa autori-
dad". "
Em consequencia io discurso do Sr. Tisza bal-
xaram logo na Bolsa de Ljndres.os^fuudos russoa
e egypcios.
Os j irnaes inglezes oceupando-se do discurso
do Sr. Tisza no pirlamento hngaro, consideram-
n'o como um desafio Russia e urna intimacio
formal a que se detenha.
BauMla
Pelo Pagblat de Vi-nna saoe-se que recomeca-
ram na Russia os atenta 1 oa contra a peaao 1 do
czar.
Ha poucas s-manas descobrio se casuaim-nte,
n'uma estacio do caminho de farrov'iina mina es-
crupulosamente preparada, e que d va explosir
por occasiio da passagera de trem imparial.
Iuformacoaa recebidas de M-is.'OW, nos pri-
m'iros dias de Outubro, dize n haver grande in-
quietacio as espb ras comm-rciaes, eoi cme-
qnencia da incerteza da situacio, incerteza essa
que psior do que o estado de guer'a.
Pareca que o principe imperial da Russia iria
visitar o sultio do Turqua por todo o mez de
Outuoro.
Noticias de Constantinopla para o Times refe-
assim o rem que a Porta reuebe dos seus agentas estran-
geiros informic s tranquilisadoras.
A attitude dos gibioetesda Lmdrese de Vien-
na a respeito da Russia, estiva causando nque-
tacio, e a Turqua via-se indeeisa cerea da p di-
tica que devia seguir, hesitan lo entre a Russia 8
u Inglaterra.
Entretanto, contintiava sf augmentar os seua
armamentos em Ersaroam para onde enviar con-
sideraveis retorcos.
Og'varuo ru3SO decidi qae todos os na-
vios da sua esquadra do Bdtici oirmaneear.i 1 ar
raados durante o invern, pan pidjrem faz r se
ao mar, se o desglo o perra! rtir.
rlenle
Amissiodo geneoal Kaulbars cm Sofi* significa
ter o governo russo assumido sem distarea aigum
a tabella da Bulgaria.
Tudo pois confirma esta apreciacio.
Antes de entrar cm Sofia o general K iulbars,
convers indo com algumas pessoas, que o foram
esperar, disse que a Rusaia desejava a uniao dos
partidos afim da que nenbum fosse opprimido, e
que o governo blgaro procedma acertadamente
f,ondo em libsrdade os presos polticos e levantan-
do o estado de sitio.
Accrcscentoa que nio julgava opportuno que se
reunase immediatamente a grande assembla
para a eleicio do prin ipe, estanco ainda o paiz
agitado moralmente. ;
Diante dos partidarios do Sr. Zinkof o general
Kaulbars aecusou o governo de ter oceultado os
teleerammas recebido do czar.
Atfirmavam, porm, os amigos do governo qne
esta aecusacio nio tinha fundamento porque o go-
verno recebera um nico telegramma de S. Peters-
bargo, e tendo o ministro dos estrangeiros pedido
licenca ao con3ul da Russia para o publicar na fo-
lba oficial o consnl a recusara.
O general Kaulbars, logo em seguida sua che-
gada a Sofia, teve urna conferencia com o governo
blgaro, ao qual pedio, ou piramelhor dizer, exi-
giu que fossam postos em liberdade os presjs poli
ticos que se '.levantasse o estado de sitio e fosse
adiada a eleico do soberano.
O correspondente do Daily News em Sofia diz
que tenha conversado com um dos ministros acer-
ca da resposta que deu o governo blgaro > exi-
gencias do general Kaulbars para serem postos
em liberdade os prisioneiros.
Dissera ibe o ministro que o governo nio pode-
ria condescender com essa exigencia ; m seria
favoravel a que todos os conspiradores fossem an-
nistiados, continuando o processo at entio.
Quanto ao estado de sitio, seria levantado antes
das eleicoes da grande assembla.
Alem do adiamento das elei^ea, o general Kiul-
bars exigira tamoem a nomeaco de oficiaos rus-
sos para os commandos do exercito blgaro.
O governo respondera negativamente.
Quinto ao primeiro ponto, mostrara que a situa-
cio ifficl do paiz exiga a eleicio do soberano o
mais bravo possivel, para evitar o prolongamento
do estado actual.
Quanto;|nomeaco dos officiaes russos, o governo
allegara que o seu carcter provisorio nio Ihe
permettia resolver tal assumpto.
Os ministros blgaros informaran efectivamen-
te a 2 de Outubro o general Kaulbars de que re-
nunciam absolutamente reeleitio do principe
Alexandre, e propozeram-lho urna transaccio a
resoeito dos officiaes presos.
Quanto ao adiamento das eleicies, declararam
que Kapossivel, porque se oopoe lei eleitoral.
Cor fim pediram-lhe que trausnittisse estas re-
solucoes ao czar.
O general Kaubars respondeu-lies qoe as deci-
ses do czar sio irrevogaveis; actedeu, porm, a
eemmunicar ao "Sr. de Giers as resolucoes do go-
verno blgaro.
No dia seguinte, o conseibo de ministres, segun-
do receptes communicaces de Sola, depois de lon-
ga* disenasio, assentou, por fim, 10 texto da sua
resjosta ultima nota russa.
lista resposta, referindo-ne entrevista que os
mi astros tinham tido na vespera com o general
Kaulbars, da que o governo bulg*o est perfeita-
menaVdispost a seguir os conselhos da Russia;
mAs que so o pode fazer no qus as leis do paiz lb'o
permittm.
Cuastou no Aforning Post de Londres que o go-
verno blgaro pedio a intervencio das potencias
para qae a Russia disista das suas exigencias que
sio inaceitaveis.
A attitnde da Austria parece coiflrmal-o.
:t-t(l<> I nidixa
O congresso norteamericano vetou ama ssmma
de oito contos de ris (fortes) deslinada s despe-
sas da recepcio na America, da missio oficial que
hade representar a Franca as testas da inaugu-
racio da estatua da liberdade em New-York.
Os convites elevam-se a 16, e osdelegados em-
barcaran) a 14 de Outubro n'um vap ir especial
ue poria sua desposicio a Corapauhia Geral
'ransatlantica.
Preoaravam-sa grandes fastas pra reeeber em
Ni w York o Sr. Bertholdi e sua esooaa, bem como
os macabros que coaspoea delenacao fraeesa.
A inauguracao ser a 28 de Ouubro.
EXTERIOR
lus; tinento > cura i..-coie em
Madrid m
Comecsu no dia 29 do mez de Setembro fiado,
em Madrid, o julgamonto do cura Galeote, assssai-
no do bispo d'aqaella diocese.
A's 10 turas da man ha do referido dia, os arre-
dores do palacio da Justina estavam cheios de
gente. Ao meio da ebegou a carruagem celular
ouds Tinha o ru, vestido de ecolesiastico. Fu-
mava um cigarro, apresentou-se risonho.
A' nma hora constituio-te o tribunal, oceupando
o lugar la presidencia o Sr. Romero. O cura Ga-
leote entrn na sala do julgamento escoltado por
soldados da guarda civil. A sua apparencia deno-
tara grande resolucio de animo; saudou os ma-
gistrados muito eortezmente e tomou assento no
banco dos reos. Em seguida tirou differentes pa-
pis do bolso, dispol os sobre os joelhos e espalhou
pela sala, nm olhar curioso e firme.
Aberta a seasio, o lator expoz as antecedentes
do processo e leu as pecas principaes do mesmo.
Durante a a leitura, Galeote pedio para ir assen-
rar-se junto do relator, rectificando em voz alta a
narrativa don factos, serapre que a julgava menos
verdadeira, e protestando contra algumas passa-
gens do processo.
Interrogatorio ao reo
Caetano Galeote disse ter 18 annos de idade e
a profissfto de presbytero.
Respondendo as perguntas do delegado, decla-
rou que viva em Mairid, em Abril de 1886, como
hospede, em casa de D. Transito Dordas, que co-
nhecia de Malaga. Que tinham combinado viver
juntos para se auxiliaren), concorrendo elle com o
dnheiro das missas, e ella com o producto do seu
trabalho.
Interrogado sobre os antecedentes do crime. Ga-
leote mostra desejos de 1er a sua historia, onde se
encontram os mais insignificantes pormenores. O
presi lenta eutende nio dever deferir ao pedido,
resolucio em que o defensor convm, apesar dos
protestos do aecusado.
No fim de larga discuasio, iodiap'nsavel para
convencer o reo de que nao bavia intencio de Ihe
tolber os meios de detaza, resolveu se este a de-
sistir da pretancio, e passou a contar a sua his-
toria, que a seguinte:
Quando veio para Madrid, disse a missa das
dez em 8. Gines, por oito realea, durante algum
tempo : depois passou para a Encarnacio, ond -
parcaba a esmola de 10 reales, e em seguida para
os Irlandezes, onde tinba 12 reales.
Poucos dias depois de estar em S. Gines, um
saeerdo'e chamado D. Le meio pedio Ih-i para di-
zer missa por ell-, pirqu-, tenio da ir a Medina-
celli, nio poda celebra! a. Deste pedido nasceu
urna iudiapoaicao entre D. Le meio e Galeote, de
que resultou ir este ultimo qu.-ixar-se ao padre
V 7.c .ino, com quem estava na melbor harmo-
na.
Desde entao, notou que ni > era tratado como ti
nha dire'to de eaperar, at que ebegou um dia om
que Ihe tirar.m a inis'ai.
Itef.re 03 porm-nores da sua sahida, e s objee-
ciiea d > delegad) do mwiisrerio publico aceres do
que Iha acmaelbaria a humildale evanglica n'es
aa conjctu.a, protesta com vehemencia, dizendo
que nao iMidia comentir qua o deapedis^ein com a
1111 criada de servir.
c'oi entao ter c 'in o bispo ; expoz-lhe o pricedi-
meuto o padre Vizeaiu >, para eomsigo; queix >u-
xou se de que nao Ihe porinittia dizer missa hora
eatab lecid i, e u'umi palav-a. fez a reaenha de
todoa oa rturntimuntfla que tinba contra elle,
Prometteu, o biapo, attendel o ; e sabendo que ia
reanir-se a mesa da irmandade do Saatissim >, loi
assiatir .-es-a ouvindo, ios membros que a
com lunhaj palavras p>uco agradaveis a nenbu-
ma explicacio sobra os m tivos por que fora des
pei 1.
D^screva a controveraia que ent^o austontou :
o seu pr ipoato firme de nio d'ixar da dizer mis-
sa, e o da moza, em nao cjns'iitir qu-- 6 le a dis-
sessfl, Oba rvand i-lha o d legado cae, no estado
le excitacao, i-m que entio estava, Ihe era d
oela Igreja, o c-ieorar 1111-aa. responden que n'ea
se3 momentos s pensava na sua dign nade e no
sea amor proorio i.ff iidiio.
E.itron entao em scaua o padre Gibino, qua
Ihe aeonselhou paciencia e Ihe deu urna cata para
um aobriobo do biapo. Foi ter c no elle, mas nao
teve o acolhimento que esperava. Mand >u um
111 morial ao prelado, e etnuregiu todos 03 meios
para ser att-ndido, mas nio o cscutaram.
Possum um revolver, que comprara havia nove
annos, em Porto Rico; foi ra do Alcal cem-
prar urnas cargas.
lgaloPara que preparava o revolver ?
Galeote Para diaparar um tiro, dois, tres, ou
quautos p desae, contra o padre Vizcano, ou em
quem primeiro me appaiec^-sse, pois calculava
que nao poderia conter-me, no estado em qae me
via.
Ap "sar disto, persisti no proposito de buscar
um in i<> digno de provr sua subsistencia. Me
diante rc.'ninm-nda;io do sobnnho do bispo, diri-
gio-se ao cura do Cbamoeri, o qual Ihe indigitou
urna capall-nia vaga, qu- Ibe nio conveio accei-
tar por ser a missa s aos domingjs. Tambem
procurou o cura de S. Marcos, mas nao foi mais
feliz.
T irnou a escrever ao bispo.
DI gadoPrecisava da esmola das missas para
comer ?
GaleteNio estava ainda na miseria, mas sou
inuio oriculhos:, s quera a minha missa da eito
reales, a que me havam tirado indevidamente.
Nem mais, nem menos.
O secretario do bispo di*sa me que visse se ha-
via, em alguma parochia, urna aachristia vaga, ao
que cu respond que nio servia a ninguem.
Recorr de novo ao padre Gabino, o qual me
tioeceu om >crm' 1 que eu nio poda desempe-
uhar, p >r falta da ouvido.
Tomei a escrever ao secretario do hispo, em
carta registrada ; mas nio obtive resposta.
O cura Chambori prom--tteu-me urna missa de 4
pesetas, para oui-car em Julh).
Fui pessoalmente fallar eom Vizcano, a quem
disse que me despachasse se nio, cemmigo se ba-
veria.
Levado ao cumulo do desespero, publiquei um
annuocio nos jo naes, offere.'endo-me para guar-
da-portio.
Del gadoQue fins o levaram a fazer esse an-
nnncio ?
GaleoteChamar a attencio do prelado.
DelegadoComo ?
Galeote Fazendo com que dsse reparafio
minha honra.
DelegadoEntio, nio Ibe chegavam, para vi-
ver, as 4 pesetas da missa ? que despesas tinba
em CaSa ?
GaleoteNio vamos a entrar n'esses pormeno-
res : anda que nio tinba excessos, nem mesmo
fnmava, necessitava mais de que esse dinhtiro
para os gastos da casa.
' ontra as minbas conviccoes resolv, entao, pu-
blicar tudo o que me saccedia.
DelegadoContra as suas conviccoes ?
GaleoteSim, senbor. Sentia-me ferido 8e
o injunasaem, ao senhor, pegara n'uma pistolla...
lo delegado faz signaes negativos). Ab! pois en-
tio, tem V. S. a virtude do martyrio, que eu nio
possuo.
Continnei a escrever ao bispo, dizendo-lbe que
eu vingaria a minha honra, e lecorrera a qual-
quer meio, fosse qual fosse, sem reflectir.
DelegadoMesmo ao de matar ?
GaleoteMesmo a esse; ainda que eu nio faeo
mal a niuguem, sem que a isso me obriguem.
DelegadaDe maneira que, reconhece que ma-
tar um acto reprovado ?
GaleoteIsso conforme. Para vingar a hon-
ra de um homam, tudo licito.
Entio, coutnuou Galtote, j eu usava a barba
crescida...
DelegadoPorque ?
Galeote Porque nio queria raspal-a ; quera
dar escandab, para chamar a attencio do bispo.
Passeiava oa Porta do Sol; contava a toda a
gente o que me saccedia ; dava escndale, quan-
to possivel. Armei-me com um revolver ; fui ver
sa encentra va o bispo quando passasse na estacio
do Norte, para Ihe atirar. .
Delegado Mas nio sabia que era um crime, e
que bem po lia matar o cocbeiro, que nenbuma
culpa tioha ?
GaleoteExaltado como eu entio estava, nem
coches, em eocheiros, nem missas, nem bispoa,
nem cousa alguma no mundo, poderia tazer-me
reflectir.
Referi que Dona Transito, em certa occasiio
o aconselhara a raspar a barba, disendo; Anda,
fase a barba ; o'ha nio te veja o bispo. *
Delegado Entio tratava por tu, Dona Tran-
sito?
GaleoteSr. delegado... Sr. delegado... nio
entremos n'essas minMoaidades ; parece que o
melhor pormos esaa questio de parte.
Fui procurar o bispo, poucos dias depois, ni-
camente para que elle visse ; e redigi um artigo
bastante escandaloso e ameacador, que es redac-
tores da F e do Siglo Futuro nio quizeram pu-
blicar.
No domingo levantei-me muito cedo ; as nove e
inea achava-me prximo igreja; vi apear o
biapo, ataatei meda columna do prtico a que me
encostala, e apoutando disparei um, dous, tres ti-
ros. Nada mais posso diser ,do que se passou,
porque me agarrarais, metteddo-me logo n'um
trem para escapar aoa que pretendiam matar-me.
Ao chegar a este ponto Galeote exclamoa:
Nio sou assasiino t fui obrigado a matar,
contra as minhas conviccoes, como faria cem ve-
zea se as circumstancias se repetissem. Porque
matei t Nao sei. Matei, porque nio podia dei-
xar de matar.
DelegadoE julga a sua honra desagravada ?
Galeote Julgo. Quena V. que eu ficasse hu-
milaado, e que andasae a pedir esmela ? leso
nio!
DelegadoPorque attentou contra o bispo e nio
contra Vizcano ?
GaleotePorque Vizcano j nio era o respon-
savel. O responsavei era o bispo, que tudo pode-
ria remediar.
DelegadoJ sentio remoraos depois de haver
pratic ido o crime ?
GaleoteNio sinto remorso algum.
DelegadoEst certo de ter escrpto essa carta
ao cabido ?
GaleoteSim, senhor ; escrevi-a, mas nio co-
mo reparacio devida igreja. Quando fui preso,
daseram que eu era macn : cscrevi entio essa
caita, para satsfacio de meu pai e para que nio
acreditasse que eu me separara da igreja catho-
lica. Escrevi-a, para reparar, quanto posaivel, a
grave falta que commettera como sacerdote. La-
mento essa falta, ddt-ine d'ella ; sou o primeiro a
deplorar esse escndalo, mis nao pude deixar de
o pratcar Eatava ancioso porque chegasse aquel-
le da. Urna e outra vez passaram pela minha
imgi naci ideas ms; lembr- me, porm, de que
nio sena digno o deixar de desaffrontar me.
Em seguida, passou o defensor a iuterrogal-o.
Galeote disse que escrevera ao cabido por couse-
Iho do capellio da prisio.
Note, disse o def:nsor, que o senhor f >i at
tendido, mais ou menos, posto que nio o fosse co-
mo desejava, quando, por ordem do bispo, comc-
cou a gaiitur duas p setas, depois tres..
Galeote -Sim, fui attendido, como se attende a
um cao Cousiderei-me ferid 1 na minha digni-
dade pelo facto da me terem despedido. Eis tudo
Delegado '. emquanto esteva a espar do Pis-
po, ni) sentio impulsos para desistir do sau in-
tento ?
Ga coteNao, senhor.
Terminados os interrogatorios que duraram tres
horas, foi levantada a rea-io.
A' sahida do tribunal, agglomerava-se grande
quant lade de po/o. Foi diffic, guarda civil,
conseguir que o reo nntraaae para a carruagem
cellular.
A secunda sessio do julgamento de Galeote em
30 d-Setembro, foi muito mus cincorrida que a
primeiro, mere do interesse que esta cauaa pro-
vocou entre o publico de Madrid.
Muito antes da hora marcada para a audien-
cia, j a sala do tnbuual estava lateralmente
cheia do espectadores, entre 03 qua;s se viasi
muiros padres.
O padre Gal-ote entrn a ama hora da tarde,
com a capa tracada e ares resolutos e firraaa, pis-
to qu mais paludo que na veap ra. Dep.isde
lan.-ar um rpido s ibre os espeeta lores, assentou-
ss no biucj do reos, coll >du lo junto de si, o
chap >, um ro o de papis, os oculoa e um lapis.
Ab rtn a audiencia, o preaieen'e daalurou q-i ia
pr ce ler-se ao exam dis peritos, seadj china-
dsadep>r03 mdicos forenses Siez Domingo e
Bscribaao
Interrogatorio do delegado
O delegado')a seobores assistiram autopsia
d > esdave do bispo ?
0 mdicos Si_, senhor.
11 I legadoNesse caso, digam-ma qu.al foi o
numero de f -rim-ntos que elle apresentava.
O medico Escribano de-icreveu em seguida, co.n
toda a minucia, resultado da autopsia, decla-
rando que dous dos Ceriraantoa eram inortaes e
qae oa lires deviam ter sidi disparados queima
roupa, de um plano superior acuelle onde se acha-
va o bispo.
O medico Saez confirmou o depoimenta do seu
collega Escribano. /
Dep us de ara rpido dialogo entre o def-nsor e
os peritos, foram ouvidos. a pedido do primeiro, os
mdicos Corral, Crcelles, Pozo e Blanco, teatemu-
nhas no processo. Alguns delles sao do parecer que
as teridas ni > eram mort es, e que ofendo podia ser
salvo, se se tivesseax empregado outros ineios de
tratarnento.
O Dr. Crcel les Sabater, chamado tambem a
depor, tez um depoimento muito curioso, que
destroe por completo as opinioes dos mdicos fo-
rensec.
Disse elle que passava casualmente pela ra de
Toledo quando, depois de ter ouvido as detona-
coes, se abeiroudelle um padre,|que Ihe pedio fosse
soceorrer o bispo de Madrid, a qu'-m haviam fe-
rido. O medico foi.
Ao entrar no quarto onde estava o prelado, vio
all os seus collegas Morono Pozo, Crens Corral
e Bueno, t estranhou que o primeiro delles se
limitasse apenas a collocar sobre as feridas um
parche de fios com ponto?, sem ao menos as
lavar.
Propoz que se desse ao ferido nm copo de
Jere-, para combater o colapso, mas o Dr. Creas
asistente do enfermo, prohibi que dorante nove
horas fosse ministrado alimento algum ao hisp.
Tambem concordou em que se torna va necessa-
rio u b exame detido, ao que se oppozeram os ou-
tros collegas.
Contou que, depiis da consulta, se pensarsm aa
feridas com urna toalha, sem as lavar nem em
pregar, ao menos, o ccrativo antisptico. Diz
que o Dr Creus tambem nio conseutio que se mi-
nistrasse ao ferido vinho com gelo, ordenando,
em troca, que se Ihe desse um pouco de hogua
de vacca assada, que o enfermo em seguida vo-
mitou.
Asseverou que o bispo falleceraem eonsequencia
do colapso, ao qual se nio attend u devidamente;
emquanto aa feridas declara que nio eram absolu-
tamente mortaes e que uenhum medico mediana-
mente illustrado poe afirmar o contrario.
Danifestou que, com respeito s feridas do li-
gado, aconteca o mesmo qua com as da columna
vertebral.
Syn'hetisou as suas opinioes, declarando : pri-
meiro, que combaten o colapso; seguido, que
ninguem, a nio ser um ex professo, pideria pro-
eeder com mais abandono e menos pericia.
Estas declaracoes produziram grande sensacao
no audit rio.
Delegado-O Dr. acaba de segurar que o
bispo morreu em resultado do colapso, O colapso
consequencia das lesoes ?
MedicoAfirmo que sim ; mas...
DelegadoDe maneira que o colapso foi nma
consequencia das feridas ?
MedicoSim, senher; mas a morte nio, porque
se se abandona nm ferido que tem urna abun-
dante hemorrhagia, cruzando os bracos diante
d-lle e sem empregar os oeios de que a medicina
dispoe
Delegado O Dr. suppoe que se tivessem
empregado o seu tratarnento, o bispo teria sido
salvo.
MedicoSem duvida alguma.
DelegadoLogo, acreditaque pesa tima enorme
responsabilidade mo al sobre os mdicos que aa-
sistiram ao Sr. bispo.
MedicoNio disse tanto...
DelegadoA minha pergunta nma conse-
quencia das suas affirmacoes.
O Dr. Crcelles Sabiter abaga-se entio em
consideracSes sobre o assumpto.
O delegado termina o seu interrogatorio, con-
clnindo que da depoimento do Sr. Crcelles, re-
sulta que se o bispo toase tratado de outra fonn .
teria escapado.
O defensor pergunta ao Sr. Crcelles se o facto
de se iiio terem examinado bem as feridas foi re-
sultado de se temer que estas se aggravassem e
qne se produzisae urna hemorrhagia.
O Sr. Crcelles reapondeu afirmativamente.
Respondendo a outras perguntas, afirma que o
alimento que se administrou ao ferido, no dia se-
guinte ao daaggressio, por conselho do Dr. Creus
e qae foi expelli lo em seguida, poude perf uta-
mente produzir transtornos taes no organismo
qae accelerassem a m irte do enfermo.
Insiste em que houue nm verdadeiro aband
por parte dos mdicos encarregidoa do Ilustre
prelado, e falla de um frasco de az-ce san'o, com
qu* o Dr. Creuf untou ib feridas, frasco que o de-
clar-nte guardn, e de um* garrafa de Ag-ta de
Lourdes, que alguem administrou ao eufermo. -O
auditorio ri se.
DelegadoA testemuoha acreditaque o pedac
da lingua de vacea que deram ao euferm poudc
aggravar o seu estado a ponto de Ihe produzir a
morte ?
MedicoTenho disso absoluta certeza-
Comparece em seguida outra testemunha, o
Dr. Blauco, qua airinam qua aa feridas eam
mortaes.
Dorante todas estas declaracoes, (alete con-
servou-se perfeitamente tranquillo.
Em seguida compareceu a depor o Dr. Mo-
reno, que contou a maneira com foi chamado a
assistir ao ferido e acabou p>r defeader o sys-
tyme de tratarnento que empregou, auxiliando o
Dr. Creus.
Referio-se irnicamente opiniao quaoDr.
Sabater maniestou de que se procedesse imme-
diatamente i extraccio das balas ; disse que este
senbor era de opiniio que esta extraccio se veri-
ficasse sem demora ainda que o projectil estivesse
ajolado no coracio, e contou o que se passou du-
rante os ltimos momentos do bispo.
3* audiencia
Nesta audiencia, nao manos interessante qua as
outras, foram ouvidas as testemunhas presenciaes
do crime, Todas ellas disseram, pouco mais OU
menos, o que os jornaes de Madrid escreveram em
tempo,
^ D. Heoriqae Almaraz, secretario do bispo assas-
sinado, relatou tud quanto occorrera naescadada
cathedral. Em seguida, perguntado sobre o coa-
ceito que Ihe mereca o reo, respondeu que nio Ihe
consta va que elle tivesse mo compirtamento ou
desse provas de alienacao mental antes de commet-
tido o crime. Depois, ou /ira dizer a varias pes-
soas que Galeote e3tava doido.
A cerca das obrigaco s ecclesiasticas do reo, de-
clarou o seguinte : O prelado, em vista da in-
sistencia de Galete, e vendo que elle na devia
permanecer na cap-Ha de la Salud, en^arregou-me
de Ihe deac brir outra collocacio, par o compensar
da que nvera. Em nome do Sr. bispo recommen-
dei-o a > cura de Chamber, ao da S. Marcos e ao
padre Gabino, recoinraendao,oe3 qu 1 foram effica-
zes. pirque o reo este ve a'nda algum tempo em S.
Marco*. Coutiuuando, disae que a altima carta
qua Galeote dirigi ao prelado era ameaesdora.
( O delegado pede que se lea esta carta e urna
outra). Galeote levau'a-se, tomania aras aggres-
sivos. O presidente impoe-lbe silencio. D. flen-
nque A maraz continua a depor. O romostra-se
extremamente agitado.
S -gue se o depoimento do conego capitular, D.
Bernard > Casmueva.
Ma' elle chamado, Galeote psrgunta se pode
fallar. O preside ote responde negativamente.
O reo declara que nunca vio na sua vida o co-
neg Cssannera.
O depoimentide3ta testemunha muito coneiso,
bem cuno o de outro3 ecclesiaaticoa chamados a
depr.
O ptdre D. Gabino Snchez, um velho veneran-
do de qiasi oitenta annos, que lora confessor do
bapi, narra t.das as conversas que teve com Ga-
leote, afirmando que nuucaoouvio ameacar o pre-
lado e 'que os peJilos que reeebeu d'elle eram sem-
pre feitia em bons tcrmjs.
Este depoimento bstanla extenso, importan-
tsimo, p irqne o p idre Gab'ni servio por diffe-
reiit.-3 vezas de m: li 11 aro entre G ileote e o bispo.
A testemunha que se segu o Sr. B.icos, paro-
chi de Chamber, que diz que por ped lo do bispo
tentou collocar (Jalete n'aquellaigreja.ao que este
se oppoz,*fundaodo se na sua surdez. Nota que o
ru d t.ido d'um gtnio irascivel.
D. Manoel Garniel, pamcho de S. Marcos, diz
qn p r amarecommendaciodo secretario do bispo
ifterecea ama collocacio a Galeote, com 12 reales
diarios, emquanto, ua> dispizasae da couaamelhar.
N'este ponto, Galeote diz Ibe : -Se precisa de
algum 1 ciisa, amia que sou pobre, soccorrel-ohei
coui ;iuder.
O Sr. Galeotecontinua a testemunharespon-
dea -1 >a Oteas If rrecimentos : nem que depois me
uotncasa-ra bispo de S. Marcos. Ao onvir isto,
Galeote n-se move-se nervosaa ente no banco, fas
uina careta de admiracio, e toca castanholas com
li s.
A testamuaha continuou dizen lo que Galeote Ihe
tinha semora parecido u-rvoao e excitado e que
quando Ibe fe: offerecimeatos de diubeiro, nao
Ih'o acceitou e agradeceu.
Segue-se D. Jayme Cutalan, deio de Porto
Rico.
Galeote diz em voz baixa, para un3 advogados
que estio prximos :
Esse senhor quatro vezes doutor.
O depoimento de6ta testemunha pouco impor-
tante.
Segu se o padre D. Nicols Vizcano, reitor da
cauella do Christo de la Salud.
O padre Vizcano um homem de boa presenca,
e tem urna physionomia 1 xpreasiva.
Ao val-o, Galeote poe-se de p e dando urna
forto p-limada no peito, exclama : Aqui cstou
en. >
Vizcano conta todas as scenas desagradaveis
que teve com Galeote e termina dizen lo que elle
era um homem de genio irascivel, com quem se
uio podia tratar.
O presidente chama em seguida D. Transito
Durdal.
A este nome faz-se um prolongado rumor na
sala.
D. Transito urna mulher alta, morena, de
olhos neg'os e expressivos, rosto engracado e ca-
bellos negros. Veste luto rigoroso e traz manti-
Iha de renda.
Diz que solteira e natural de Marbella, Mala-
ga ; que tem 33 anuos e que se oceupa nos traba-
Ihos prop-ios do seu sexo.
Conta a maneirt como viva com Galeote e al-
guna pormenores das diligencias empregadas por
este para se collocar.
Diz que se intere83ava bistante pelo reo, por-
que conbecia muito sua familia e era amiga inti-
ma d'uma su 1 iruii.
Eis algunas das perguntas e respostas entre
ella e o delegado '.
DelegadoA senhora notou, nos dias anteriores
ao crime, alguma pr oceupacio ao Sr. Galeote, ou
alguma cousa de ..normal e extraordinario na sua
maneira de viver ?
TestemunhaSim, senhor; achava-se n'am es-
tado de constante excitacio : nao coma, nio dor-
ma, dava fortes pancadas no peito, chorava, tai-
lava s... emin, durante tres ou quatro dias es-
tove cimpletameme transtornado.
DelegadoA senbora vio-o sabir de casa na
manhi de domingo de Ramos ?
TestemunhaEu ? Eu estava na coznha e ou-
v fechar violentamente a porta; e apezar de cor-
rer cacada, quando I cheguei j elle tinha des-
odo.
DelegadoComo teve noticia da morte do
Bispo ?
TetemunhsEstava esperando o Sr. Galeote
para almecar, quando me appareceu um guarda
de ordem publica, que me disse que e le me estava
esperando na prisio, p w termorto o biapo.
Delega loE a senhora ficou sorprehendida com
essa noticia?
TestemunhaPois nio havia de ficar ? Se me
dissessem que elle tiuha partido a alma ao padre
Vizcano nao me teria admirado... mas matar
bispo... quem o havia di suppor?
Em seguida a testemunha tez mais algumas de-
c'araeoes de menos importancia.
O presidente mandeu retiral-a e encerrou a
sessio.
Antes de se levantar, Galeote' pede a palavra,
que o presidente Ihe nega, e diz :
Nao deixam que eu falle Isto nio me agra-
da Protesto, protesto! E' tudo urna comedia !
Quero tallar Nio poas eonf irmir ma eom isto !
Minutos depois, Galeote sabia do tribunal, fu-
mando um cigarro, em direccao carruagem cel-
lalar, que o levou para o Carcere Modelo.
y 4' sess&o
M i.to concorridae animada, como as sessoes an-
teriores. Na vasta sal do tribuna ha militas se-
nhoras, algamas d'ellas perteneentes sociedade
elefante de Madrid. O resto dos esoectadores
formado por muiheras do povo, sacerdites de di-
versas gerarchias, operarios egntede m nota.
Constituid 1 o tribunal, appareee Galeote fazen-
do m-nuras para a direita e para a esquerda. Em
seguida toma assento no banco, muito placida-
mente, muito tranquilliamente, sem denunciar re-
celos nem tibieza de animo.
Aberta a sessio, chamado a depr o conago
D. Aliji Izquierdo, prente do bispo assassinado.
Declara que c inheee Galeote desdo qua elle Ihe
p.-dio urna vez para o reeomraendar ao prelado, a
quem de ficto o recommen lou, coud .ido da sua
p >8cio. Diz mais que estava na S quando se
per pe t ron o assassinio, mas qua o nio vio praticar;
ju roo at que a detonacao era de algum morteiro.
Perfuma lo sobre se eoasiderava Galeote coma
um lonco, r>-sp Ihe fallou, attnbuindo isso, porm. aos embaraces
da sua vida.
Emquanto o conego Izquierdo falla, Galeote
nostra se muito inquieto e fas signaes de que nio
ouve. Dep .ia levanta se, approxima se da teste-
munha, inclina ae para ella cem a mo no ouvido
e .-acuta-a attentaraente, dizendo s vezes qae
ni i, com o gesto.
Em seguida chamado o Sr. Malagarriga, re-
dactor em chefe do Pro resto. Conta que foi pro-
curado por Galeote pare, que Ibe poblicasse um
annuncio de graca no jornal. No da seguinte ao
da publicacio, proenroa-o de n.vo laleote, n'am
estado da excitaca-muito grande, padindo-lhe para
rectificar o annuncio e nio precisan io os termas
em que a retifieiga- h.vit de ser feita.
Fieou I .go eunviMieidi de que Galeote nio esta-
r bom de eabeca, prohibi a sua entrada na re-
.
MoilWH) i
\ astm


S y
Diario de PernambncoScxta-feira 23 de Outubro de 1886
dacclo, e na vespera de domingo de Hamos rece-
ben nm bilbete de visita delle, acompanhando as
cartas que o Progresso depois publicoa.
Segue-se o Sr. O. Antonio de Pnda, magistrado
do supremo tribunal e presidente da congreglo
do Christo de la Salud, onde o accusado foi ca-
pello. ...
Conta que teve noticia de varias altercacoes
sntre Galeote eo padre Vizcano, e que em resul-
tado disso a congrogaco resolveu despedil o, o
que M communicou por escripto ao referido padre
e verbalminte ao accusado.
Apresenta-se em seguida a depr o reitor dos
irlandczas, D. Lorenzo unez. O seu depoimento
pouCO importante.
O sachristo Federico Sorrenti chamado, e nao
se achando piesente, t I he imposta pelo presidente
a mu Ita de 25 pesetas.
A instancia do delegado, procede se a leitura
das declataces fritas pelo bispo, declaracoes em
que o prelado manifcstcu nao querer ser parte no
processo.
Ao comecar-se esta leitura, Galeote deixa o
banco e approxima-se do elator, para poder ou
tir melhor.
O sen estado revela desasoseg e excitacao.
Ao ouvir, n'uma das auaa cartas, a menco que
se fez de seu pai, pr. rompe em violentos solucos
e diz, possuido de grande commocao :
Sr. presidente Sr. presidente justica !...
justica!... deixem-me fallar... meu pai!...
meu pai.'... meu pobre pai !...
A leitura interrompe-se por um pouco, e o pre-
sidente procura socegar o accusado, fazcndo-Ihe
sigaaes para que se tranquillise.
Galeote li opa as lagrimas, olha em redor de si,
e depois escuta com attencao a leitura, cominea-
tando-a com signaes e demouatracoes.
Concluida a leitura das cartas, procede-se a lei-
tura de outros documentos, entre os quaes figura
o que tem por titulo :Diligencia do reconbeci-
mento prticado no da seguate ao do crime.
Este documento relata largamente o reconhcci-
mento praticado nos quartos occupados por Ga-
leote.
Terminada esta leitura procede-se ao interroga
torio das testemunhas de defeza, trente das
quaes figura D. Luiz de Rute, marido de madame
Rattazzi, que nao comparece por se acbar doeute.
Sao ou vidas varias testemunhas de deieza, que
declarara ter notado sempre em Galeote evidentes
symptumas de falta de juizo, bavendo urna que diz
que o accusado tem um irmao e urna irma loncos.
Em seguida chamada e entra na sala D. Anna
Mara Galeote, irma do accusado.
E' urna senhora de 45 annos de idade, viuva,
veste de rigoroso luto. Vem paluda e muito cm-
alo vida.
Ao ver sua irma, Galeote manifesta-se muito
contrariado e bate iortemente como p ao chao.
D. Auna olba tnstemente para seu irmo e este
voita a cara para outro lado.
O delegado pede ao presidente que chame para
junto de si a testemunha, afim de que o accusado
nao orea o seu depoimento. O presidente satis-
fas este pedido.
Ao passar junto de Galeote, a irma abraca-o,
chorando copiosamente.
Galeote dtspede-a, dizendo: anda, vai-teem'
bora Deixa me, dexa-ine !
A irma do reo senta se junto do defensor, e falla
a respeito do carcter violento de seu irmao e dos
sena boas seutimentos para com a familia, com a
qttal reparti as economas que trouxe de Porto
Rico, uns 40:0JO reales.
Confirma as declaracoes de Dona Transito.
Estava nestas declararles quando cahio des-
maiada sobre a cadeira.
Galeote teanta se furbsoc exclama dirigindo-
se ao presidente :
' Agora, sim; a ora que eu inatava quatorze
tjispos .'
O presidente manda retirar a irma do accusado
para urna su i prxima.
Compaiece depois Andrs Galeote, guarda civil,
irmao do aucusaio. Veste o seu uniforme c tem
ns braco o distinetivo de cemportamento cxemplar.
Declara qu" um seu itmo morreu doudo, e que
outros dous, irmao e irma, estao meio loceos.
Affirma que Gleo e revelou sempre um carcter
exaltado, sobre tudo desde que padecen de uns
derramamentoy de sangue. Nao diz a orgem nem
a natureza destas hemorrbagias.
Sao citadas mais 14 testemunhas, e a ultima
dellas, o m jor de cavallara D. Jos Gircia, diz
que conhece. o reo desde pequeo, e confirma que
elle dotado d'um genio irascivel, chegando as
vezes a parecer loueo.
A 5? scsuo devia ter sa realisado no dia 4 de
Outubro, 6 a mais importante porque se iniciaran
nella as pi Bates a demonstrar a loucura
do aecusudo.
palavra sobre o elemento servil; mas o ministe-
rio, que fes questao das emendas do Senado, en-
contrando na Cmara urna maoria compacta e
disciplinada, que, abafando talvez seus queixumes,
mostrou-se prompta a opoial-o, 11 fazer questao,
quando a Cmara estava caneada por to prolon-
gada sessao de um projecto que levava a anarchia
aos estabelecimeoios ruraea. Separando-se do
ministerio nesta questao o orador deseja que o
autor ou os autores do projecto tenham vida por
bastante tempo para ver os seus desastrosos re-
sultados.
No correr de seu discurso, o Sr. Werneck lea o
que acerca do projecto disseram no Senado os Srs.
Silveira Martina e Silveira da Motta, notando que
foram os nicos que se pronunciaran) contra elle,
sendo que o segando abolicionista.
A discussao ficou encerrada, mas nao houve nu-
mero para votar-se. Deu isto motivo a dizer-se
que a retirada dos deputados tinha sido proposi-
tad, e que ha va deshar) onia entre o governo e a
maiori-i, a qual nao quera votar pelo projecto. E
o Paix, folha neutra e sempre bem informada, no-
ticieu na manh seguinte que na vespera havia
se realisado na casa do Sr. senador Joo Alfredo,
urna reunalo de deputados e senadores pertencen-
tes ao partido conservador, afim de combinaren)
sobre a votacao do projecto, > e accrescentou :
Sobre este assumpto parece que ha grande
divergencia no seio do partido e, ao que parece,
procura-se fazer deasa votacao ama questao de
confianca.
J hontem os dissidentes impediram que hou-
vesse sessao e consta-nos que na reuniao de hon-
tem ficou resolvido que hoje se celebrasse sesso,
votando-se em primeiro lugar o projecto sobre os
acoites e depois a receita geral do imperio.
Se portanto os dissidentes conseguirem impe-
dir que a Cmara se rena hoje, ficar.i o governo
sem orcameuto, e neste casa ou ter de assomir a
dictadora ou ter de retirar se.
A verdade que nem houve reuniao em casa do
Sr. Joo Alfredo, ou de qualquer outro chefe con-
servador, nem houve dissidentes que impedissem de
ha ver sesso. Houve apenas falta de numero, como
rica dito, para votar-se; o que muito commnm de
certa hora por diante, em que os deputados corae-
cam a retirar-se; e alm disto nao se suppunha
que a discussao ficasse encerrada no primeiro dia,
seganda-feira. No dia 12, terca-feira, foi votado o
pr jecto quasi pela unanimdade da Cmara, sen-
do que os poucos que lhe eram oppostos retira
pelo lado pratieo e pelos effeitos que pode produ-
sir, coma o considerou o Sr. Silveira Martina.
Ao concluir o seu discurso, o honrado senador
pela Baha, dando a razae porque nao eostuma
uzar da palavra, seno raramente, sahiu-se cum a
seguinte tirada, que mostra que as opinioes emit-
tidas nao ha muito, nesta mrema sessao, pelo Sr.
Ucha Cavalcanti, e que como que produziram
primeira vista um eerto espanto, vo fazendo
proselytismo, ou pelo menos tiveram o mrito de
animar a euuncial-as outros que, pensando do
mesmo modo, nao tinham-se anda resolvido a
confessal-o da tribuna parlamentar, como foi o
honrado senador pernambucauo, a quem coubera a
gloria de iniciador da propaganda, que ha de vir
cera o tempo, medida que os espiritas forera sendo
invadidos pela descrenca na efficacia do parla-
mento, como acontece ao Sr. Leio Velloso, e
tanbem com o Sr. Nunea Goncalves.
To feliz nao foi o finado Visconde de Albuquer-
que, que quando enunciava urnas quantas propo-
sicoes nesse sentido, era acoimado de maluco.
Eatou convencido disse Sr. L. Velloso, de que
o aystema representativo a forma que mais convm
aos povos modernos, em face do desenvolvimento
da democracia, que profundamente tem modificado
as esndicoes dos povos.
Mas devo confessar ao senado que o meu
espirito comeca a ser invadido por grande des-
crenca na efScacia do parlamentarismo em faser a
felicidade das nacocs.
U Sr. Soares BrandoNao tem razo ; per-
mitta-me que lhe diga.
O Sr. Uchta CavalcantiTem toda a razo.
Sr. Leo VellosoO parlamentarismo como
muito bem considera um escriptor, filho do sys-
tema representativo,'.mas filho que parece destina-
do a matar o pai estrangulando-o.
O parlamentarismo vai-se afiguraado a meu
espirito um rgimen smente apto a embaracar a
solucao de todos os problemas que interessam a
felicidade dos povos.
O Sr. Nunes GoncalvesEstou de perfeito
accordo com V. Ext.
O Sr. Leo Velloso Neste scepticismo que
me vai penetrando o espirito, procuro abster-me de
tudo que possa alental-o, evitando por miuha
parte a responsabilidade de cencorrer para enlor-
pecimento da aeco do governo.
Nao quero concorrer para o descrdito do sys-
tema, que o que vigora em nosso paiz com applau-
so dos estadistas, que o reputara a perfeico dos
ram-se do salo. Em seguida, a requerimiento do.' regimens da liberdade, a ultima palavra em orga
Sr. Rodrigo Silva, foi votada a dispensa de inters-l nisaco poltica, embora eu nao o veja escripto
tieio para que o projecto fosse dado para a ordem em nossa constitucao.
do dia seguinte, em que, apea algumai observaces O Sr. Nunes GoncalvesApoiado.
do Sr. Lourenco de Albuquerque e explicacoes do
Sr. ministro da agricultura, foi o mesmo projecto
adoptado em 3a discussao, sendo pouco depois
apresentada e approvada a sua redaeco.
E' verdade tambem, e o retiro para nada omit -
tir, que o Rio de Janeiro folha ministerial, disse
no seu numero de hontem o seguinte :
Durante os dous ltimos das da sesso esteve
na cmara dos deputados o Sr. presidente do con-
selho, assistindo passagem da lei, sobre a aboli-
cao de acoites.
A ista aceres centarci que S. Exc. nao penc-
treu na recinto, e nao se apresenteu at no carc-
ter de governo. Provavelmente, por nao Ur ha-
vido sesso no senado, elle foi cmara para ma-
tar o tempo, e all copservou se as ante-safas a
palcstrar e passear por fora do recinto. Nb se-
gundo dia l esteve tambem o Sr. ministro da jus-
tica, que levou o tempo a conversar e a ouvir os
amigos que de todos os lados o abordavam, natu -
ramente para pedirem a solu;o que cada um dc-
sejava levar sobre pretecncoes de seus eleitores.
.Nao de crer que o Ilustre Baro, presidente
do conselho, alii tivesse ido, para com a sua pre-
senta, accender a coragem as phalanges amigas,
como pode fazer suppor ese a noticia da citada fo-
lha.
INTERIOR
Correspondencia do Diario
Je Pernambuco
RIO DE JANEIRO Cobte, 15 de Outu-
bro de 1886
Slmmabio : Um engao. Terminaco de facto
dos trabalhos parlamentares.Votacao
das materias urgentes na Cmara dos
Deputados. O project3 remettido do
Senado abolindo a pena de aceites.
Impugnar) que soffieu, c sua voa-
co.Observaces do Sr. Silveira Mar-
tins, no Senado, sobre o mesmo proje-
cto. Interesas que por elle tomou o
governo.Discussao tuvida a tal res-
peito no Sena lo.Como o Sr. presiden
te doconselhj considera a questao.O
Sr. Le2a Velloso e o parlamentarismo.
Eu estava engaad) quando disse na anterior
que a redaeco das emendas da receita anda se
acbavam pendentes de votacao no Senado. No dia
$ foi ella votada ; de modo que tendo tido lugar a
fuso no dia '.), nao houve mais materia urgente
que obrigasse aquella Cmara a reunir-ce noj das
seguintes. E assim que os trabalhos do Senado
foram de facto encerrados com a reuniao da as-
scmbla geral, e de ento para c nao tem bavido
sesso, apesar de anda restareo 11 das para o
termo da ultima prorogaco, que fiada amanh.
Nao aconti ceu o mesmo na Cmara dos Depu-
tados, que tinha de tomar conhecimento das emen-
das ao orcameuto da despeza do Ministerio da Fa-
zenda e receita, c de outros trabalhos, de que
desembaracou-se as seseoes de 11, 12 e 13, com
excepeo da votacao do parecer da commisso es-
pecial sobre a denuncia contra c Sr. Carueiro da
Rocha, pois apenas votadas as redaccoes d'aqael-
las materias, apresentadas na mesma sesso em
que forata eatis approvadas, rctiraram-se os de-
putados e nio houve mais numero.
Hontem nao houve sesso e creio que o mesmo
ter acontecido hoje
Nao dea, porm, a Cmara por terminados os
seus trabalhos sem adoptar o projecto remettido
do Senado, revogando o art. GO Jo cdigo criminal
(pena de acoite.) ; e bastaram aquellas tres ses-
sC:s para que elle paasasse pelas dua3 discusses
[2 e 3a) a que tinha de ser sujeitc. Deve-se es3a
presteza ao emp3uho manifestado pelo governo de
que nao f J3sem encerradas as Cmaras sem ser
Votada aquell-i medida.
Nao obstante, porm, ee empenho e a natural
disposico de espirito dos deputados, nos ultjmos
dias de ama longa sesso, com um prorogaco de
cerca de mez e meio, quando todos t ptnsam em
retirar-se, e n&o obstante anda a tympathia que
a materia despertava, nao deixou de baver impug-
naco, posto que ligciia, como observei na ante-
rior, referindo-me a, primeiro dia da discus-
sao.
Foi o Sr. Coelho Rodrigues quem em primeiro
lugar manfestou-se contra o projecto, declarando
que se se tratasse de establecer a pena de acoi-
tes, votara entra ella, mas votava coi.tra a sua
abolico per julgal-a inopportuna, e teria mais co
rigen) pela abolico, do que pelo projecto, contra
coja passagem prctettava.
Encarregou-sc o Sr. Penido de responder,
achando que a esuravido pode manter-se sem
acoites como o exereito, e que elle antes votara
pela pena de raorte do que pela de acuites, o pa-
recia-ihe que a occasio a mais opportuua para
vo-ar-se a medida, admirando-sede que aindahuja
defensores do bacalho, pena essa condeinaada
pela religiao e pelo direito natural.
O Sr. Wernfck, como representante da provin-
cia do Rio de Janeiro, oude, lisie elle, a idea abo-
licionista tem caminbado ra lia do que em muitas
outros, trabiria o seu dever se nao protestasse con
tra a passagem do projecto. E, de tacto nao limi-
tou-sc a protestar ; combaten o fraucamente, nao
dissimulando o sea desagrado pelo procedimento do
governo, que conaemnou, pois esperava que o Sr.
presidente do conselho, quando o projecto foi apre-
sentado no Senado, dissesse la o que ticha dito na
Cmara, isto entenda que estava dita a ultima
As observaces do Sr. Lourenco de Albuquer-
que tiveram por fim inquerir do motivo, ou da tor-
ca que converteu em apoio as opposico^s ao pro-
jecto que supprime a pena de acoites, lei esta im-
posta pela necessidade sob a regencia, quando do-
miaavam as das liberaes, sondo certo que se tal
projecto fjgse apres- ntad.j pelo ministerio Dantas,
ou pelo ministerio Saraiva, o partido da ordem o
teria estigmatisado; quera, portanto, saber se o
governo achava conveniente o projecto e se tinha
forg.i para garantir a vida e a propriedade dos fa-
zendeiros.
O Sr. Prado respodcu pouco mais ou menos
nos termos em que j tinba-se pronunciado o Sr.
Cotegipe no Senado como adante se ver, dizendo
que o projecto nao tem o alcance que se he tem
querido dar, s tem por fim abolir a applcaco ju-
dicial da pena de acoites ; que o rgimen da es-
cravido est modificado no Brazil e o projecto
acompanha est* modlficaco.
Nao se satsfaz^ndo o Sr. Lanrenco de Albu-
qucrqae com a resposta, porque o honrad) minis-
tro nao declaroa se tinha tarca bastante, disse
que a jora ficava sabendo que o projecto era do
governo e filho d'algo, cao obstante haver contra
elle votado no senado o Sr. ministro do imperio ;
elle Lourmco votaria com mais prazer pelo pio-
jecto do Sr. Dantas, limitando a escravido a 5
annes.
Effectivamente o Sr. Baro de Mamor votou
esntra a emenda substitutiva do projecto primiti-
vo do Sr. Ignacio Martins, apresentada pelo Sr.
ministro da justica e que foi approvada, conside-
rando a materia questao aberla, como chatnam os
ioglezes aos negocios em que, na cmara dos com-
muus, os ministros 7otam livremente, nao se jal-
gando obrigados a votar no mesmo sentido.
E aqu cabe observar que quando se discuti o
projecto no Sealo, os Srs. Silveira da Motta c Sil-
veira Martini nao combateram a medida em ai,
como dea aeutrnder o Sr. Werneck ; acharain-na
perigosa, tomada isoladamente e sem ser acompa-
nbada da abolico, achando que, adoptando a, es-
tava o governo obrigado a propor a emancipaco
immediata.
De accordo com a emenda apresentada pelo
Sr. ministro da justica, disse o Sr. Silveira Mar-
tina, que nao seria mais realista do que o rei, vo-
tando cantra ella, desde que o governo se compe
netre da gravdade da questao. A pena de acoi-
tes nao tem por fundamento as razoes que sa lhe
tem querido Jar ; em regra, urna penalidade de
excepeo, porque tambem excepcional o rgimen
da escravido, e por ser a nica pena possivel
para os casos ordinarios, visto que na pessoa do
escravo se acham intcressados, de nm lado o se
nhor, que proprietario, e do outro lado os prin-
cipios da justica, que querem que a pena produza
o melboramento moral do paciente... : a priso
para o escravo a liberdade e para o senhor a
perda das servicos e onus da sustentaca, do ma-
neira que a sociedade se acha interessada em que
a correceo dos escravos se faca por ineios diversos
d :s que se empregara por bomens livres, dahi a
cominutaco da priso em acoites, pena que pade
nao ser cruel mas que sempre infamante; mas
desde que a emenda do nobre ministro da justica
sujeita o escravo a rgimen penal commum, aca-
bou se a excpcoodiosa contra a qual o orador mi-
lita, deBejanda vel-a quanto antes desapparecer de
nosso pas; mas uingu-'m se illuda, a mella emen-
da vai tornar a escravido insupportavel para os
senbores, visto que teade a estabeleeer a igual-
dade entre o senhar e o escravo, e sob este pon-
to de vista que o orador a encara, e por isso
aceita o projecto com a dita emenda do governo
como meio de abolir a escravido.
Como se \, o honrado senador nao votou contra
o projecto, apenas assignalon as effeitos que elle
teria de produzir, favoraveis idea abolicionista
que o mesmo senador esposa. No mesmo sentido,
mas com menos desenvolvimento j se havia pro-
nunciado o Sr. Silveira da Motta.
As cooaideracoea do Silveira Martins chima-
ran) tribuna o Sr. presidente do conselho, que
em breves palavras procuron mostrar como o go
verso considera va a materia, da qual nao decu-
ria o resultado nnuunciado por aquello senador ;
tratava-se apenas de commutar a pena de acoi-
tes cm outra qualquer que nao seja essa que o no-
bre senador considerava infamante, e que, na rea-
lidade, applicada a bomens que amanb podera
ser livres em virtude da lei, tornava-se um poaco
bvbara: este o fim apenas, e aabi nao ee deve-
ri inferir que o escravo nao esteja sujeito aos cas-
tigos moderados, qae pode recebe- de seu senhor,
assim como do pai os recebe t filho, e de seus
mestres o discpulo : o que se quera era acabar
somente com a pena de acoites, em tudo o mais
conservava a lei antiga.
Tudo isto exacto, mas o que tambem verda-
de jque a nova lei, as mcs de um juiz aboli-
cionista ou mesmo partidario e envolvido na poltica
do localidade, pode ser convertida cm arma muito
pe igosa contra os senbores de rscravos.
Antes do Sr. Silveira Martins havia fallado o
Sr. Leo Velloso, como relator da commisso da
justica, em favor do projecto e acetou a emeuda
doSr. Ribeiio da Luz. Mas nao considerou a
qoesta seoo pelo lado jurdico e histrico, e nao
O Sr. Leo .VellosoRepito : vou descrendo
do systema parlamentar, que se diz nao poder
existir sem a existencia e influencia dos partidos
mas nao quero _transanttir aos outros minha des-
crenca.
E'o que tinha a dizer. (Muito bem, muito
bem). >
la me esqueceodo dizer, que na sesso de 12
apresentou o Sr. Alfonso Celso Jnior um projecto
no sentido das emendas do Sr. Jos Bonifacio,
mandando contar o descont do valor do escravo da
data da lei, e considerando o municipio neutro
circumscripco separada da provincia para matri-
cula. E' uraa arma de guerra jogada contra o
eovernc. que pode trazer-lhe algum embaraco na
futura sesso.
____KhviSTA DIARIA
Tribunal do Jury do ReciteFunc-
cionou hontem com a presenca de numero legal de
juiados no julgamento do reo Martoho Antonio
da Silva, pronunciado no art. 205 do codito
criminal, o qnal toi patrocinada pelo acadmico
Jos Machado de Oliveira, sendo aosolvido.
Noticia* do milO paquete norte-ameri-
cano finance trouxe-nos folhas do Rio de Janeiro
de 16 do corrente.
Eis as noticias de que foi portador, alm das
officiacs, insertas na stefo competente e da carta
do dosso correspondente, que publicamos sob a
rubrica Interior :
S. Paulo.Datas at 15 do corrente.
Suicidou-se na villa de S. Vicente o negocian-
te da praca de Santos, Manoel Santiago Ribeiro.
Falleceram : em Campo Largo de Sorocaba Jo-
s Joaquim de Camargo, e cm Areias, D. Candida
Margarda de Oliveira.
Rio de Janeiro. Telegrammas chegados a
Buenos-Ayres no dia 15 dizem que o mprestimo
emittido pelo governo argentino foi coberto oito
vezes na praca de Berlim. A emisao foi em ti-
tule a ao portador, do valor de 80 1/2 pesos, ven-
cendo o jaro de 5 /0, que ser pago por meio de
sorteio em 93 anuos.
O Sr. Dr. Silva Tavares recebeu na corte no
da 15, do general Aatrogildo, commandante da
fronteira da Jaguaro, o seguinte telegramma
Adbiro representaco, revogava, avisos. Susten-
to ordens, d'sciplina e autoridade.
Sob e titulo Roubo importante, publicou o
Jornal do C mmercio de 14 a seguinte noticia :
Ha, desde algum tampo, nesta cidade, um
grupo de gatunos, que vivem custa do prximo,
ora aerviedo-se do velho expediente denominado
O cont do vigario, ora propondo a troca de di
nhero falso por moeda corrente, para o que at
dirigcm cartas a agricultores e negociantes das
provincias.
ltimamente, ama das victimas destas eape-
eui.ees foi o Sr. Francisco J. Mattos, vindo de
Santa Catbarina, a quem um delles, morador em
Nctberohy e chamado Joo Baptista Casanova,
propoz a venda de 30:000j em notas falsas por
4:0U0i em nofas vrrdadeiras, recebendo os 4:0OU#
e dando cm troca um embrulho de papis Velhos.
Vendo-se roubado, dirigio-se o hora m da San
ta Catharina ao ^r. desembargador ebefe de poli-
ca da corte a quera narrou o tacto, sendo requi-
sitada inmediatamente do Sr. chefe de polica da
provincia a priso do gatuno.
Hootem a polica de Nictboroby cercou a casa
da ra do Visconde do Rio Branco, antiga da
Praa n. 75, onde reside Casanova, que tambem
diz chamar-se Viramand.
Na primeira basca t foram encontradas 13
libras esterlinas e 73 em dinehiro. Dndose,
porm, nova busca, com auxilio de urna senhora,
qae a autoi idade mandou buscar e que rcvistou a
roupa com que estava vestida urna mulber que
Viva em companhia do gatuno, foram encontrados
oceultos no cs do vestido 7:545j.
Casanova, que veio remettido preso para esta
corte, declarou qae establecido com loja de
trastes na ra da Carioca n. 34.
o Dizem-nos qae um dos seus companheiros de
gatunices chamado Constante, que a polica desta
cidade e da de Nictheroby procura vam prender
embarcou para o Rio da f/rata ha cerca de um
mez.
O preso foi recolhido ao xadrez da polica.
Refere o Correio de Uantagallo:
No da 5 co corrente, as 10 horas da msnha,
na fazenda de'Jos Flix da Silva, no lagar de-
nominado Serra Vermelha da t.-egut-zia de
Santa Rita do Rio Negro, deste termo, aehando-
se diversas ingenuos da mesma fazenda brincan-
do no terreiro, um delles de nome Sebaatio, de 12
annos de idade, pouco mais ou menos, na occa-
sio em que lsncava mo de urna espingarda que
se achava encastada parede de urna casa que
serve de armaz^m, cahio o teixo da- arma c pro-
curando collocal-o no seu lugar, disparou o tiro
cuja carga einpregou-se na cabeca da urna inge-
nua de nome Bruna, de 7 anuos de idade, que
corra no terreiro, matando-a instaitaoeamente.
A autoridade pjlicial uo mesmo dia, s- 5 ho-
ras da tarda, compireceu ao lugar do delicto e
proeedeu ao auto de corpo d delicto e inquerito
policial respectivo.
Na fazenda da Uuio, em Miraeema, mu i-
cipio de Santo Antonio de Padua, foi morca na
semana passada, urna oaca pintada, que tinha 2
metros da cabeca extremidade da cauda.
Escreveu o Sr. Dr. Lidislo Netto, director
do Musau Nacional:
Ha neste mustu vigas tradicoes de um pe-
quena metcorolitho cahido ba mais de 40 annos,
na ra da Ajada desta capital e do qual se con-
servava, ao ha muiros aunes, um fragmento en-
tre as iiossas cullecc,o-s. Sobre este meteoroli'.ho
temo i em vo procurado obter informagoes exac-
tas, soccorrendo nos dos jornaes antig s da corte.
Ou porque nos nao fosse possivel atinar enm o dia
em que so houve noticia d phenomeno, ou por
qualquer outra circunstancia, neuhum dado lo-
gramos colher a respeito delle. E', entretanto,
mais qae possivel baver anda neata cidade al-
guem que se record do notorio facto, de qu
ram noticia os peridicos fluminenses daquella
poca ; o como se empenhe o director da seceo
de geologa do muso nacional em reunir 5 m ir
numero possivel distas rochas, e ii.aihum apcei-
n.e-i eobamos que se houve*se achado no Rio
de Janeiro, muito de esperar que aoapjjello aqu
apresentado nesta breve communicaco appareca
qualquer esclarecimen'o, se nao tambem algum
fragmento do meteorolitho de que se trata. >
O Fluminense de 15 noticia que falleceram:
em Santa Rita, municipio de CsnUgallo, o lavra-
dor Joo Jos da Cuuha ; em Padua, D. Francis-
ca da Silva Campello. esposado tenente Sebastio
da Silva Campello ; e na capital da provincia, D.
Amelia Carlota Areias Villela, esposa do tenente-
coronel Francisco Videla de Castro Tavares.
Fallecen na corte no dia 15 o Sr. Henrique
Brown, administrador das oficinas dos Srs. Laem-
mert & C.
Eis as noticias commerciaes da ultima data:
Rio, 15 de Outubro de 1886.
O mercado de cambio esteve hoje frauxo e
em baixa : os bancos encetaram suus operacoes
sobra Loudras a taxa de 22 d., mas logo depois
recusaran) saccar a este preco. Nestas coridicoes
Conservou-se o mercado at as 2 1/2 horas da tar-
de, quando foi adoptada a taxa da 21 7/8 d* sobre
Londres e as equivalentes sobre as outras'pracas.
As tabellas uo Commercial e no do Commer-
cio, e as taxas no Laudon Bank e English Bank,
sao as seguintes:
Londres 21 7/8 d.
Paris 433 rs. por fr., a 90 d/v.
Hamburgo 540 e 539 rs. por m., a 90 d/v.
Italia 440 a 438 i s. por lira, a 3 d/v.
Portugal 248 a 247 /, a 3 d/v.
Nova-York 2/320 e 2310 por dol., vista.
OjBanco Commercial realizou at s 2 1/2 ho-
ras algumas pequeas traiijsaccoes ao bal'cao a
'a d.
O movimento do dia foi pequeo sobre Londres,
a 22 e 21 7/8 d. bancario, 21 15/16 d., dito, cai-
xa matriz, e a 5!2 e 22 1/16 d., papel particular,
e sobre Franca a 433 ra., bancario.
Na Bolsa o movimeuto toi regular.
PaNMuraenlu r'alleeeu ante-hontem, s 11
horas di noite, em sua casa na estrada do Rosari-
nho, o negociante desta praca, Joo Joaquim Al-
ves.
Foi victima de soffrimentos das vas respirato-
rias, ltimamente aggravados por urna pneumo-
na qne o atacara em fins de Julho, levando a con-
selho medi 30 a fazer urna viagem ao Cear, sua
provincia natal, de onde chegou no ultimo paque-
te nacional para vir morrer no seio de sua fa-
milia.
Era maior de 60 annos e solteiro.
Militava as flleiras do partido liberal tendo
por vezes exercide cargos de eleico popular e de
confianca poltica.
Era director thesonreiro da Companhia dosTri-
lhos Urbaoos do Recife a Oiinda e Beberibe da
qual fdra aeci onista fundador.
O e.iterro cffectuou-se hontem tarde, sendo o
corpo dado sepultura no cemiterio de Santo
Amaro.
Em signal de pesar, mandou hontem o Sr, Dr.
Antonio Pereira Simona, gerente da supracitada
Companhia, car a meio pau a bandeira de luto
da mesma Companhia na sua estaco central, ra
da Aurora.
O fallecido em um b/.mem dotado da excellentes
qualidades, muito conceituado e estimado nesta
praca.
Cadver no rioHontem, cerca de 9 ho-
ras da manli, appareceu um cadver botando no
rio Canibaribe, na altura do caes do Apollo.
Sendo avisado o subdelegado respectivo, para
all se dirigi, e encarregou a um catraieiro, que
na occasio conduzia uin pequeo bote, de trans-
portar para o caes o referido cadver, que venfi-
cou-se ser de ama mulher, representando a idade
de mais de 40 aunos, cabocla, trujando sa:a prc-
te e casaco branco. %
Do caes foi -conduzido igreja da Madre de
Deus, oude foi vistoriado pelo Dr. Jos Joaquim
de Souza, que declarou ser a causa da morte urna
aspbixia por submerso, tendo a infeliz succambi-
do, pouco mais ou menos, 12 horas antes.
A identidade de pessoa nao foi reconhecida.
OinbeiroTrouxeram do sul para esta praga
os vapores:
laguaribe 494000
Mandos 7:000,8000
Finance 20:000.3000
O paquete norte americano Finance levou
d'aqui 260:000000 para o Para.
Uei-ulaitu geraes No paquete norte-
americano Finance chegaram hontem do Ro de
Janeiro os Srs. Drs. Feppe de Figueira Faria,
Pedro da Cunha Beltro, Jos Bernardo Galvo
Alcoforado Jnior e Antonio Goncalves Ferreira,
deputados geraes pelo 3o, 5", 9* e 12" districtos
desta proviacia.
No mesmo paquete veio o Sr. Dr. Francisco
Dias Carueiro, deputado geral pela provincia do
Maranbo e que para all segu.
Keviwta do Insillalo Arcbeoloslco
Acaba 4e <9r publicada a 2* revista leste anuo
do Instituto Arcrieologico e Geograph'co Pernam-
bucano, eputendo importantissimos documentos
que pela primeira vez sao dados publicidade.
Eis a lista dos documentos que ge encontram
nesta interessante revista :
1. Actas da aasembla legislativa convocada
pelo conde Mauricio de Nassau e suprema conse-
lho hollandez, a qual funcciouou em Agosto e Sc-
tembro de 1640 no palacio das Duas Torres da
cidade Mauricia, composta de 55 moradores par-
tuguez- s das capitanas de Pernambnco, Itamara-
c e Parahyba. Ahi se leem as propostas do go-
verno hnlUndez acceitas cam modificacoes pela
aasembla, e as propostas apresentadas pelos de-
putados em nome das cmaras de escobinos e mo-
radores dos respectivos districtos.
2.* Una extensa raonagrapbia dividida em tres
partes acerca da Parahyba, e escripta em 1639
por Elias Herehman que foi govemador da mesma
capitana.
A 1* parte cantem a descrpeo topographica
da Parahyba com a enuineraco do3 seus enge-
nhos e al leas de indios ; a 2a parte versa sobre
a lavoura e productos da cap tania, e a 3 urna
curiosa memoria sobre os costumes dos Tapuyas.
3. O regiment do governo das colonias, da
Companhia das Iudws OccidenUes que foi promul-
gado a 13 de Outubro de 1629 e que vigorou no
Brazil at 1636.
4." Uro roteiro da viagem por trra desde o Re-
cite at o rio S. Francisco.
.o Diversas cartaa, urnas em portugus e outras
cm latim, escripias por Gaspar Dias Ferreira ao
conde Mauricio, e dous interessantes pareceres
escriptos pelo mesmo individuo, demonstrando a
inutilidade, seno impossibidado da reconquista
depois do levantamento dos moradores em 1645.
Todos esaes documentos provenientes do archivo
de Haya e do archivo particular do rei da Hollan-
do, foram tradazidos do hollandez pelo Sr. Dr. Jos
Hygino Duurte Pereira.
6." O segando dialogo das Grandezas do Brazil
escripto noi nrimeiros vinte annos do seculo XVll
que ee attribue ao pernambucano Bento Teixeira.
A revista forma urna brochara de" mais de 200
pagiuss, e basta para dar ama ideado rico pecu-
lio de documentos inditos que actualmente poesuc
o archivo do Instituto Archeologico e Geographi-
co detta provincia.
Agradecemos a cfferta de que nos fizerata d
um exemplar.
Ti-imis para a VaneaEscseveram-noe
o aeguinte:
Sr. redactores do Diario.Apparccendo hoje
urna nova tabella da estrada de fero de Caxang
e Varzea, vemos por ella que para esta linha, (de
noite) s lia um trem s 7 horas e 45 minutos nos
Quatro Cintos, e outro s 10 horas e 5 minutos,
havendo, portanto, em linha to concorrida, um in-
tervallo d"um trem a outro, de 2 horas e 18 minu-
tos.
Como sabem, agora tempo de testa e muitas
familias moram na Torre, Zumb, Caxang e at
Varzea; o se por qualquer transtorno perde-
rem o tren que toca nos Quatro Cantos s 7 horas
e 47 minutos da noite, teem de esperar 2 horas e
18 minutes para seguir ao sea dest no t
O mesmo snecede com quem fecha o estabele-
s 8 hars.
Portanto, V. S. que sempre trabalha em bene-
ficio deata trra, digne-se pedir ao Sr. gerente
que bote mais' um trem s 8 horas e tanto da n >i-
te para a Varzea, e muito obsequiar os pawagti-
ros desta linha.
O PatuacoDistribuio-sc hontem o n. 1 des-
te peridico Ilustrado e humorsti :o.
Pao d'.iinoEm 18 do corrente esereveram-
dos desta cidade o seguinte:
o No dia 27 de Setembro prximo findo falleceu
aesti cidade Antonio Autunei da Silva, na idade
de 71 annos, victima de padcimentos que ha
muito soffiia, tendo diaa antes de seu passamecto,
recebido os soccorrot espirituaes. O finado era
portuguez e viera para esta cidade, onde estabe-
leceu-se ha muito longos annos, sendo o commcr-
ciante mais antigo della. Sua morte foi muito
seutida, pois era elle estimado de todos que o eo-
nheeiam, por ser um esposo exemplar e desvelado
pai de familia. Deixou maitos filhos, e, entre el-
les, o Dr. Joo Antones de Araujo Pinheiro, juiz
municipal da Villa da Franca, em S. Paulo.
O enterro teve lugar no d;a 28, sahindo o f-
retro da igreja Matriz do Divino Espirito Santo,
onde estava depositado, depois das exequias, s 9
horas da maoh, para o cemiterio publico, onde foi
sepultado, sendo acompanhado por grande numero
de amigos e pela Sociedade Philarmonica Pao
d'Alhense, que tocou o funeral.
No dia 30 foram encerrados os piedosos exer-
cicios do mez doloroso, na igreja Matriz, e no dia
Io do corrente, na mesma ipreja, teve comeco a de-
voco do glorio io mez do Rosario, que se celebra
tambem as igrejas de Nossa Senhora do Livra-
mento e Nossa Senhora do Rosario desta cidade.
Acha-se designado o dia 25 do corrente mez
para ter lugar a 3* sesso do jury deste termo.
No dia 14, no paco da Cmara Municipal, em
audiencia que dava o juiz de direito Dr. Antonio
Jos de Amorim, foi julgado o o Adelino Candi-
do da Cunha, incurso as penas do art. 201, com-
binado com o art. 203 do cdigo criminal. Occu-
pou a cadeira da aecusaco o Dr. Joaquim Pedro
Cavalcante de Albuquerque, promotor publico, e a
da defeza o advogado Ignacio Leopoldo, constan-
do-nos que o reo fura absolvido.
Estamos em pleno vero: o calor nestes lti-
mos dias tem sido demasiado, elevando se a 30
graos centgrados, conforme notamos no Thermo-
metro.
A ordem publica contina inalteravel; a poli-
ca caminha muito regularmente, gracas sua boa
admio8traco e ao pessoal que a exerce, toman-
do-sao Dr. delegado deste termo, tenente Monte-
negro, digo de elogios peles relevantes serviles
prestados em prol da honra ultrajada e damorali-
dado publica.
Ba do Dr. FigueiroaA cmara mu-
nicipal da cidade de Obidos, da provincia do Pa-
ra, em sesso de 7 de Agosto deste auno, resolveu
por unanimdade de votos e sob proposta do ve-
reador Francisco Gaudino Rodrigues Bentes, em
attencao aos relevantes servicos prestados pelo
fallecido Dr. Flix de Figueiroa Faria, dar ra
da Praia da referida cidade, o nome de ra do Dr.
Figueiroa.
A' viuva do Dr. Flix, Exma. Sra. D. Thereza
Bulco de Figueiroa acaba de ser communicada
aquella honrosa deliberaco.
FerlmentoMLemos na Gazela de Goyan.ia
de 16 do corrente :
No dia 9 do corrente, por volta das 6 horas
da msnh, no lugarEstrada de Cima, o Sr. Fre-
derco Mondes tendo sido aggredido pelo Sr. An-
tonio de Hollanda e recebendo algumas chibata-
dss, fez-lhe dous fenmentos com um punhal e eva-
di se immediatamente.
O subdelegado em exercicio, o Sr. Joo Gue-
des de Albuquerque, tendo conhecimento do facto,
dirigi-se com algumas pracas ao theatro do cri-
me onde syndicou do occorrido, e depois foi em
diligencia ao engenho Cat, onde diziam achar se
o criminoso, mas nao o encontrn.
Nao conhecemos bem o movel do crime, mas
o que se diz geralmente, que o Sr. Frederico
Mendes fura o aggredido.
Lastimamos que o Sr. Frederico Mendes, mo-
go to conhecido e estimado n'eata cidade, prati-
casse somelhanteacto. *
C'Inl l.illerliiie don de Henear
Fnnccionou hontem esta ce rporaeao sob a presi-
dencia do Sr. Hemeterio da Cruz.
Nao houve acta.
Veio mesa nm requerimento pedindo que se
encerrassem os trabalhos do Club at o mez de
Fevereiro, o qual foi approvado.
Directora dan obra* de conserva-
cao do* torloMBoletim meteorolgico do
dia 20 de Outubro de 1886 :
Horas S'-S 3 o a -a gsl Barmetro a 0 Tenso do vapor 03 o i n
6 m. 254 7598 18.42 76
9 289 761-05 18.28 65
12 287 76069 19.25 66
3 t. 28-7 759*40 18.93 66
6 27i 75-S1 18.89 71
Temperatura mxima295.
Dita mnima253.
Evaporaco em 24 horas : ao sol6m8, som
braiml.
Chuvanulla.
Direcco do vento : SE de meia noite at 10
da tarde ; ESE at 10 horas e 55 minutes e SE
at meia Doite.
Vclocidade mjia do vento O,?? por segundo.
Nebulosidade media: entre 0,4 e 0,5.
LellAen.- Eflectuar-se-hio:
Hoje :
Pe'o agente Unto, s 11 horas, na ra do Bom
Jess n. 43, de fazendas avariadas.
Pelo agente Silveira, s 10 1/2 horas, na ra da
Alegra n. 40, de movis, loucas, vidros e qua-
droa.
Pelo agente Pestaa, s 11 horas, na ra do
Vigario n. 12, de movis, piano e fnmo.
Amanh :
Velo agente Brtlo, s 11 horas, ra cstreita do
Rosario n. 24, de 2 pianos e movis diversos.
Missaa fnebre. -Serio celebradas :
Amanh :
A's 8 horas, na ordem terceira de S. Francisco
pela alma de D. Mara Pastora Parias da Costa e
s 7 1/2 na matriz de Santo Antonio ; s 9 horas
na capilla do engenho Giqui, e de Nossa Senho-
ra da Pcnba de Goyanna pela alma do corone 1
Francisco Manoel Wand2rley; s 8 horas, na
matriz de Santo-Antonio, pela de D. Bernardina
de Senna Lemos : s 7 horas, na igreja do Carmo,
pela de Ernesto Soares de Azevedo ; s 8 horas,
na espolia do engenho Ribeiro, pela alma do co-
ronel Francisco Manoel Wanderley Lins,
Sabbado:
A's 7 horas, na matriz da Boa-Vista, pela alma
de D. Isabel Joaquina Tavares.
PaMuagelroMChegados dos portos do sul
no vapor americano Finance:
Dr. Felipe de Figuena Faria, Dr. Jos B. Gal-
vo, Alcoforado Jnior e 1 criado, F. S. Bird, Dr.
Pedro de S. Beltro, Dr. G. Ferreira, Manoel Me-
deiros, George Gungmann e Fracisco A. Nasci-
mento.
Lotera da provincia do Rio de Ja-
neiro Eis os numeres mais premiados na 3a
parte da 365* lotera, da 1* em beneficio das obras
da nova matriz de Petropolis, extrahida em 15 de
Outubro : \
pbejuosde 100:000*000 a 1:000*000
2735
5510
13448
4964
11204
959
.1910
6306
8293
12340
13739
2734
273o
5539
5544
13317
13349
4963 .
4965
11203
11205*
100:0003000
20:000^000
5:0003000
2:0003000
2:0003000
. 1:0003000
' 1:000*000
,1:0003000
iooorjrjoo
1:0003000
1:000*005*
Movimento da enfermara :
Teve baixa :
Benedicto, escravo de Nicanor Bandeira.
Proclama* de casamento__Na
da Boa Vista foram lidos no da 17 rin rmnrtr,
os seguintes:
Ladislao Jos de Freitas con Amelia Fabricana
Porfiria.
Januaro Miguel dos Santos com Delsaira
da Conceico Cardoso.
Joo Machado Nepomuceno com Julias
de Sant'Anna. ^
Joaquim Silvestre Teixeira com Rasa Praeife.
des Santos Aguiar.
Raymundo Alexandre Vinhaes com Mara N*s-
misia de Almeida Nigneira
Dionisio Gomes de Oliveira com Albertisa Ha-
ra da Conceico.
Lotera da provl neta Quinta ferra, 2
do corrente, ao meio dia, eo extrabir a 7.* parte
da l. lotera em beneficio da Santa Casa a
Misericordia do Recife, pelo novo plan* amas-
vado.
No consistorio da igrej a de Nossa Senbora ka
Conceico dos Militares ser feita a extraes**
pelo systema da machina Ficht.
Lotera da corte Por telegramas retes
do pela Casa Feliz, sa be-so terem side estes
os nmeros premiados da 3a parte da lotera 20D
extrahida no dia 21 de Outu'ro :
4.540 100:000*000
li.326 20:1.00*000
LoteraA 7a parte da 1* lotera da prevar
cia, em beneficio da Santa Casa de Mim liiiuni
do Recite, pelo novo plano, cujo premio grasas
100:0vX)*u-K\ ser extrahida hoje 28 do cnta-
te, princip a ido a extraccao ao meio da.
Os bilbetes garantidos acham-se venda aa
Casa da Fortuna, ra P rimeiro de Mares nanc-
ro 23.
Tambem acham -se renda na Casa IVs
praca da Independencia ns 37 e 39.
Lotera Kxtraordiaria do Tnlraaa-
ca O 4. e ultimo sorteio das 4. e 5.* atrita
desta importante lotera, cujo maior premio de
150:000*000, ser extrahida no dia 30 de Cata-
bro, aaa
Acham-se expostos venda ob restos do to-
tes na Casa da Fortuna ra Primeiro de ksm
n. 23.
Tambem acham-se venda na praca da Inde-
pendencia ns. 37 e 39.
Lotera da corteA 4* parte da 2C6 la-
tera da corte, cujo premio grande de 100:000*
ser extrahida no dia .8 de Outubro.
Os bilhetes acham-se venda na Case da For-
tuna ra Primeiro de Maryo n. 23.
Tambem acham-se venda na praca da Inde-
pendencia ns. 37 e 39.
Lotera do BioA 4 parte ds lotera
n. 365, do novo plano, do premio de 100:000*009,
ser extrahida no da.. de Outnbro.
Os bilhetes acham-se venda na Casa daSte-
tuna ra Primeiro de Marco.
Tambem acham-se venda na praca ds Isa
pendencia ns. 37 e 39.
Matadouro PublicoForam abatida*aa
Matadouro da Cabanga 59 rezes para o rtissaas
do dia 22 de Outubro. uafil
Sendo: 48 rezes pertencentsa Oliveira Castro,
& C, e lia diversos.
Mercado Municipal de M. JaseO
movimento deste Mercado uo dia 21 do concata
foi o seguinte :
Entraran) :
34 bois pesando 4,930 kilos.
539 kilos de peixe a 20 ris
115 cargas de tari nha a 200 ris
42 ditas de fruct as diversas a 300 21.
5 taboleiros a 200 ris
11 Sumos a 200 ris
Foram occupados :
24 columnas a 600 ris
23 compartimentos de farinha a
500 ris.
22 ditos de com ida a 500 ris
68 ditos de legu mea a 400 ris
16 ditos de suino a 700 ris
12 ditos de tressur as a 6G0 ris
10 taibos a 2*
2 dito a 1*
A Oliveira Castro & C:
54 talb >s a 1-3 ris
2 talhos a 500 ris
Deve ter sido arrecadada neste di
a quantia de 209*08s>
Rendimento dos dias 1 a 20 de Outa- Kd
bro 4:11
Foi arrecadado liquido at hoje
Precos do dia t
Carne verde a 240 e 4 80 ris o ao.
Carneiro ds 720 a 800 ris idezc.
S unos h 560e 640 ris dem.
Farinha de 240 a 320 ris a cuia.
Milho de 260 a 320 ris idem.
Feijao de 560 a 640 idem.
10*380
23*00
12*60
1*00
2320
<
14*40
13*500
11*000
27*200
11*20
7*5cOO
20*00
2*00
54*000
1*80
4:374*S0
riBLMMOES A PEDIDO
"'3
APBOXUIACUES
Crime da Thesoararla de **-
zenda '*
Antes de proseguirmos na npreeiacSo lenme
da Thoouraria de Fazenda, devenios mattCBC3M>
ao publico urna lijeira rrepocta relativa so jSW
disse hontem na Provincia, o Sr. Artbur de Bar-
ros.
E' geralmente sabido qne as ealoBaas nedse-
toriaes da Provincia appareca diariamente diver-
sos artigos, insultando, injuriando e calsmnausa
ao mui digno Dr. chtfe de polica, ao boaradse
distincto pernambucauo, que actualmente dirige
esta provincia, ao procurador interino ds Fastsda
Dr. Olympio Marques, ao lustrado e activo Dk.
delegado do 1 districto, nicamente, porqsc asna
autoridades trataran) de investigar rigorosaocaa
a responsabilidade daquelles a quem, cm sosa as
hora, o governo imperial cdnferira a poste, sa ssc-
Ihor fizera entrega, como depositario, das chaves
das arcas do Thesoaro, e a fiscalisacio ds es
dea mais importantes e rica repsrtico da Fa-
zenda.
Nao se limitaran) a isso s os tees egrrrvJsaVs ,
dores, procuraram um ciryneu, um boas atrofiar..
e infelizmente, encontraran) um estrangeiro, pes-
co resp^itador das leis do paiz, que lhe ders aos-
pitaldade, esfe sem motivo legitimo, secreste
porque a polica proco rou pos quizar, quem crac
sea sucio em um estabelecimento commtrcM, sa-
creveu tres rerrnas, contra as autoridades eet>-
stituidas ; sem que ao menos se lcmbrasse ac ex-
plicar a origem do capital, desde que negsva a
existencia da sociedade.
Nestas condicoes, a bem da moralidad* aatS-
ca, em noo-.e des interesaos da propria apresa r
tomamos sobre o hombro a homosa misas d*ea-
por. ao publico, aos magistrados e as psis, sor
realmente era a Thesouraria de Fazeada de Per
nambuco, e a provar evidencia que o rete es
coberto no dia 9 de Setembro nunea poderla ter
596
1510
2125
13
85
" 1489
2097
2129
51
343
484
842
2151
2171
2240
2433
2945
3325
PREMIOS D 500*000
3065 8785 11499
4116 .8944 11519
10090 12198/
PBKMtOS de 200*000
2676 5455 *H2
3402 5566 902T
4154 5563 9499
5404 6147 9649
5428 7535 11295
PIIKUIOS DE OOOOO
3192 6339 8410
4058 6490 8422
1:000*000
1:*000000
6005000
600000
410*000
ooooo
:;
300*000
.. 300*000
300*000
12650
1353*
4510
4774
5028
5079
5592
5632
5690
5714
6502
7088
7105
7161
7185
7217
774
8068
8530
8532
8822
9155
9235
9478
10376
10642
11459-
12123"
1253
12629
13035
10694
1209T
12194
12331
12408
12517
12726
13175
13707
13736
Casa de IiotencaoMovimento dos pre-
sos do dia 20 de Outubro :
Existiam presos 298, entraran) 16, saniram 14,
existein 309.
A saber :
Nacionacs, 273, mrtheres 5, cstrsngeiros 8, es-
cravos sentenciados 4f procesiado 1, ditos de cor-
reccao 9.-Total 300.
Arracodos 254, ssrMO: boas 243, doentes 10
Total 253.
sido um roubo, mas sim um trama par* ea
justificar os desfalques successvoe, na imsos
ca de oitoecntoa contos de ris, resultado de i
plano concebido por diversos individuos,
garam azada occasio de enriquecer
trabalho, embora para isso pratieessem aa
indigno, compromettedor, contando, tai-rea, esa* a
indulgencia da pena do cdigo crimina), com a ja-
liticagm desta Ierra, e mesmo com a besevoseacia'
da polica e autoridades.
Da mesma forma que o soldado vafeste. aa~
triota, tomamos ama arma propria do aosasa sea
educado e ntelligente, e armado della, dtasisi
competente munieo de alguns fraseos de
I pheuico e agua florida, e de nos conservsr al
dos muitas passos afim de evitarmoe os i
tffcontagio de certos leprosos e aleijoessreiaa, de-
mos combate no terreno do justo, honesta s Mgsf
aquelles [aos anonymos), que pensara se s *-
lumnas de um jornalo lugar mais spropriad ysra
extravasar a Mis, c o que ama moral estragada
pode admittir. .
Prestamos um bencfi:ro a esta nielu F-
cia; filemos oa isostituidoros da nprcass gsg-
rem espavoridos dante de sua propria smfcr,e
attonitos confessarem o papel ridieate, lagtona;
inqualificavfcl que estavam representanda.
.Anda bem: foi mais urna conquista qnn ebti-
vemos para Pernambucco^onde uJtimamealSpd-
vido ao estado mrbido de certos tTpss stwata>
mnitosjulgam-je com direito de erescer, s*anarr
galgar posreo na 3oeedsde cora sssi de-
cena gente de m caladura, isto ees mora* e
sem bom sen$o. _
At aqui nos dirigimos ilusivamente s saaaT-
les queseserviram do cnonymo !''**"?*'**
polica e ao Dr. Ignacio Joaqaim ; gprs dsMsaa
a breve reeposta ao Dr. Arihur de Barra.
Juvenal nao a polica, como S. S. atbisar s *r
sim um moco de bem s toda f rova qae *a aa-
ragem cvica de cftnba ter es vicios e ca nmutx
j

-'1


?
.
~s

'.
f VSHBL \


Diario de PeriiainhiiroScAta-lcira 22 de Outnbro de 15S6




e certos iodvid.ioe da sociedade, sem distioco*
clase oa poeicin, 6 un pernatnbucano honrado
tem vergonha dos factos ltimamente acoute-
do# em sna tcrra natal, e que deseja ver esses
factos bem liqaidadus para salvar a honra e o*
bro do P vo da haroica trra de C rque Das, Nuoes Machado, Pedro lvo, Urbano
e outros tantos patrioUi, que sa boj podessera
come Lzaro, aurgirpm da lousa sepuchral, indig-
nado* exprobariam reprovando o procedime.dto
deise demcratas, qu< com ama moni po-versa,
ama linguageui baix* e mos exemplos e urna n-
qmalifeavrl politicagem, tem procurado fazer com
que Pernambucj perca a gloria e reuome p ir elles
eseui avoengjs conqniatados palmo a palmo no
terreno da lata e do direito.
O Dr. Arthur de Ba- roa nao tendo a calma ne-
cessara, tal vez mesmo capacidado, par discutir
seriamente com > digno do titulo scieatifiw ; ni >
qaerendo tambem continuar a revelar in-pcia
evelou no artigo que analysamos; fugio ver-
Eosamente da questo, seryndo-se do recurso
caso mui couhecido, asado por quaai t dos
reos confessoa ; que ni > responde a anonymos, que
ao coberto eserevt sem responsabilidade.
Que importa ao Dr. Arthur serem os artigos es-
criptos por um inonymo, ou mesmo por alguma
aatoridade pillcial. se ess-s artigo coatm urna
hnguagem poliia de oavalhei.-o de boa sociedade,
de nomem civilisado?
Que importa ser este ou ; quelle individuo o au
tor des artigos ou quero usa do pseudnima Juve-
aal, desde que um coacurso de elementos e cir-
cunstancias, concorrerain para a pjlicia syndcar
de certos factos de ua vida publica e do capital
e- progresan de um seu amigo intimo, socio e tam-
bem companheiro as extravagancias ?
Onde est a d.ffamaco, a perversidade mano
bradas com os instrumentos do anonymo?
O publico testemunho da discussb que trava-
mos na imprensa ; nos artigos j publicados asa-
mos de urna linguagem sensata, polida, despida
ie insultos oa calumnias.
Javenal nao tem o proposito de architectar/aZ-
iidades, verter as palavraa do Dr. Arthur, com
relaco ao simulacro do roubo da Thesouraria.
A verdade, sempre a verdade, o seu norte : e
desde j qucm assigna esta artigo garante ao pu-
blico, emquanto algum sicario mediante estipen-
dio, nao tirar a vida, discutir ess* questo da
Thesouraria no terreno. leg*l e hade trazar muita
luz, muita prova.
Nao ama questo de pilitica: todos, liberaos,
conservadores, eatrangeiros e naciouaes, d- vero
desejar o descobrimento de verdade, e bao de ap-
plaadir a attitade que nos e a polica tomamos.
Amanha. vaharemos, e tomaremos eui con-i fc-
raco os autos de pergantas ao iaspectc r Kelly
Dar os quaes chamarais a atteacaj do leitor.
" Becife, 19 de Outubro de 1886.
Juvenil.
O Hr. Rosa c Silva
ni
Sniores, qualquer que seja a quantidade do
papel moeda em circuUco, havemos de ter o
cambio deafavoravel, emquanto no jogo de con-
tal com os pairea estrangeiros os saldos iorem
contra nos.
Pr ferio o Ilustre deputado : a sua these prin-
cipal na questo de resgate do papel moeda, se-
gando S. Exc. converso do papel em ouro e em
oa expresso sabstitaico do papel moeda pala
moeda metlica.
J vimos como o Sr. Risa e Silva fax consistir
esse saldo avoravel no drbno a noaso favor que
resaltara do excesso de nossa ^exportacao sobre a
importadlo, o qual debito tena de ser pago em
ouro.
J vimos comosaldo favoravel r>u contra, fal-
lando-se de um paiz ou ntcao a respeito das ou -
tras, ama expresso ssm sentido, porque na > h a
debito do excesso da exportacao, para formar com
ou'ra a idea comporta de saldoe que aem se
pode tomar o saldo pela simples idea deexcesso
de exportacao sobre a importaco, p >is que esta
idea te* por denominaco esta menina eipress)
e nao saldo.
Profiri que o ouro a moeda metlica nao entra
por necessidade do pagamento, mas como merca-
se os fosse a comprar oa importasso de pais es-
trangeiro.
Produi porn mais aqaelles que j pela quali-
dade do tolo e do clima, e demais instrumentos
de que dispde e pela aptido de S'-ua habitantes,
ciin mais faeilidade e menos dispendio de traba-
ho e instrumento os alcanca, e que oatros pases
nao os pjJein prodazir, porque por suag condiceg
natnraes e artsticas Ibes cu a taro mais.
Assim cada paiz troca com muitos dos outros
o que pro juio de mais do seu consamo por todos
os dem lia obj-fctos que nao pode produsir, ou que
so p j Jeria produsir com o dispendio de muito tr-
bame e capital.
Cjmo depois da invencaodt moeda quisi to-
das as trocas nio se fasem da especie p> la espe-
cie, como primitivamente, mas sim effectaam-ae,
trocando se a especie pela moeda, para depois
trocar-se a moeda por outra especie, dando-se
ease duplo movimento de individu i a individuo ;
aasim nao acontece de naco naco, pois a na-
ca > nao manda vender outra naco producto
para receber pagam-n'o em diubeiro e traxel-o
para casa, come se d oa traosaeco de compra e
venda entre individuo e individuo.
Ai>aim, a troca-Moa productos de urna naca)
oa de seus diversos habitantes por outros de que
uo pas se necessita, p>r nao os poder com vanta-
gem produsir, essas trocas de pas paiz nao se
fazein por intermedio do dinheiro, mas em es-
pecie, isto nao exporta um paiz sea producto
para traser para casa o dinheiro por que o ven-
den comprar com elle o que de lora vem, e man-
dal-o levar em pagamento.
Em lagar d'isto manda o seu producto na mes
ma especie e recebe em pagamento outros pro-
ductos em especie de outras uacoea, sem que
n'este movimento de troca de naco naco, fi-
gure insolutamente o dinheiro.
Se o dinheiro, porm, nao figura no movimento
das trocas de naco para n ic >, isto se o estrao-
g-'iro ui) traz para aqui, por exeraplo, dinheiro
com que comprar aa mercaduras que exporta-
mos, ou nao remetta-se do eatrangeiro o dinheiro
que pagui as mercadoriaa qu* exportados, sen-
do o movimento real de naco uaeo de troca
de mercaduras por mercad trias, certo todava
que as merca lorias que mmdimos pira o estran-
geiro nSo Bao trocadas por mercadoriaa, mas por
dinheiro, ou vendidas do mesmo modo que aa mer-
caloras que do estrangeiro recebemos, por di-
nheiro sao trocadas aqu ou vendidas. Vas nem
o dinheiro apurado da venia de nossas mercado-
rias uj estrangeiro nos remettido, nem o dinhei-
ro que pagam la pela compra das mercadorias rs-
tr mgeir-ia e remettido aoa que olas mandaram
vender, como todos o sabem, mas que aqui esta -
beleco para dado das dem instracs.
E este dinheiro, producto das mercadorias es-
trangeiras compradas aqui por nos e o que pro-
ducto das nossas vendidas no estrangeiro, nao vai
nem vem, anda mesmo que a n-issa exportacao
seja muito maior de que a nossa importaco, an-
da que seja o duplo, o triplo ou maU, ou fosse
a nossii importaco o duplo ou triplo ou rets que
a expurtaco. E ato pjrro, o orne todos nao
aabem, como o contrario aup, oe e amrma o illus
tre deputado Sr. Rosa e Silva. Deixemos, porm,
este segundo ponto para depois ; tratemos primei-
ramente do primeiro.
Se nos vendemos mercadorias no estrangeiro e
das mesmts paragens em que vendemos as nossas
bos ch gara outras mercaderas que aqui compra-
moc, nao ha necessidade de recbennos l o dinhei-
ro e conduzl-o para aqui, e aqui pagai ao estra-i-
geiro o preco das suas para elles o conduzirem
para l, fazendo assim iojtilmente o dinheiro duaa
viagens por cada dupla operaco de entrada sa-
hida de mercad ira ; e como es-ias operayes sao
continuas, embira em maior ou menar quantidade,
em differeotes periodos do aa >o, teriamos que o
dinh-iro esMria coutnaamenteem viagcm de cada
naca", de cada pracapara outras mui las, entra, id
e sabiado sempre na quantidade ou valor das mer-
cadorias sabidas e entradas. Ass?m o decuplo du
dinheiro existente no mundo nao* seria bastante
para instrumento destas traosaeces.
A cons-quenca necessarii que o draheiri que
as pagMa no estrang'iro pelas nossa mercado-
ras, em lagar de nos remetterem, nos oaaudamua
que paguem aos que noa remetteram su > merca
dorias ; com o diuheiro porque estas venderam
doria, segundo a procura do ouro no paiz, e de- aqui aque'les que foratn pagis l ptr n .saa ordem
monstrei que se assim nao fosse, nao precisara- | n >s paguem aqui aquella importancia que recebe
moa de faser a substitaico do papel em ouro por "
meia de nm banco nem por qualquer outru meio
guando os saldos forem favoraveis, porque o facto
condicional importara na grande superioridade da
quanti !ade do metal em circuladlo do papel
moeda.
Para nossa questo e as demais que se envol
vem no discurso de Ilustre deputado sobre este
assumpto, carecemos de ver demonstrado positi-
vamente que o ouro. (como a prata) e entra,
rain l.
Assim as mercadorias que exportamos e sao
vendidas no estrangeiro p>r nossa cuita, e aa
mercadorias que do estrang'iro fjram-nos impor-
tadas e aqui venlidas por cunta dell>-, sao-noa pa-
gas, aquellas aqu com producto das mercaduras
importadas, e estas sao pagas l m-amo cum o di
uh-.ro d* venda de nossa e^ooriaca i
Assim de naci a naco nao ha venda das mer-
cadorias que exporta e pagamento em dinheiro
Protesto, que dentro ao Sr. Delfioo
Cavbante Buarque, para assignar.
Os que conhecem o Sr. elphino Caval-
cante Buarque d3o reputara be n a saa in-
t-lligencia : elle sabe 1er e escrever, mas
oSo pode cutis-rvar aa memoria a lembran
ca dos seus actos pausados, e aproveitam
se desse faote natural, pelo qual alias elle
nao responsavel, para I he dar ra para as-
situar protestos, como aquello. Lembra-
rara o oome por int -iro do sogro : mas nao
lhe quizeram dar por iateiro o nomo da
sogra, que nao sabeado 1er era escrever,
elle assi^nou a seu rogo, assim I lalina
Mara de Souza na escriptura da venda
das 12 bracas de trra na frtnte do sitio
CMabouco, em 1883 I No anno seguiote
18S4, por falleuimento de seu sogro proce-
deu-se ao inventario do casal, e ello eo.no
administrador dos bens de sua mulher,
assignou, sem protesto, todos os termos do
inventario, que foi depois no mesmo anno
julado por sen tenga.
Se aos interesaos justos do Sr. D 1 ti-
no que se trata, dever-se-hia ter dalo, ha
mais tempo, esse annuocio para elle assi
gnar, e nSo agora, que est nos dias do
s t julgada a quest.i, que me propoz Oli-
ve ira Sena, isto par< produzir effeito !
Se de f-cSes ou tingiraentos, que se
trata, deveria aproveitar se o ensejo para
faz-r o Sr. Oelao dizer, que foi ecSo
a es:riptura de venda fe 42 bracas nos
fuios do sitio Calabouco, que Joaqui n
Felippe de S>uza, olln s, fez em 1867
Ljurenco Luiz das Noves, em oujo inven
tario augmentaram o acervo, dando-se o
pagaraeneo de maiores quantias ao capitSo
Jos Candido das Neves, a Bsmjamin das
Nevos e aos herdeiros ae Luiz l'edro das
Neves 1 Se ainia de fieyQetT que se
'ratn, dever sa-hia ter feito com que o Sr.
Delfino declarasse ou protestasse sobre a
certido falsa, que seu primo, es-rivSo Pe
dro Santiago Bu rque, pr3Stou-nos para os
autos de dita ques So !
Nao praciso dizer mais para se ojuizar
do quanto vale o Sr. Oliveira Senna no
annuneio lo Sr. Dclfiao : est tazendocom
que "lie represente o mes rao pape), qn*
fez Reg, irroSo de D. IIalia Mria de
Souza repr "sentir, acaban lo os seus dias,
no perdo de sua irraS, que lhe miaistrou
os ltimos cudalos, e lhe fez as ultimas
despezas da sepultura I
Tenlu dito quinto basta sobre tal pro-
testo do Sr. Dlfino ''avaleant-i Buarque.
Maragngy, 17 de Outubro de 1886.
Franc seo da Rocha H llanda Cavalcante.
permanecem em um pas, em ama praga, qaan -1 que venha pelo que exportou, nem que se mande
do ha necessidade procura da mjeda metlica, e | do que se impirtou ; o que ha troca de m-rca-
uunca porque haja necessidade de taser-ae paga- dorias por mercadorias, como na primitiva se dava
meuto. ^ em todas as transacfdes entre particulares. D
Para vermos a verdade desta propisicio basta individuo a individuo, de commerciante export"-
pensar no mundo porque se d o phenomeno eco- der aqui, a commerciante exportador l, ha troca
-imieo das transaccoes comnercaes ao movimento de meruadoria por dinheiro, ou co.npi-a e venda l
e aqui, e pagamento aqu do que vendemos l, e
l do que o estrangeiro vendeu aqui; aqai com o
dinheiro porque o estrangeiro vendeu suas merca-
dorias, e l com o dinheiro porque vendemos as
nossas; os que d'aqui exportan) pagam no eatran-
geiro com o producto da exportacao, aos que nos
importaran), e estes pagam aqui com o producto
da importa ao, o que nos exportamos ou o que re-
aomco das transaccoes comnercaes ao movimento
de permuta entre urna naco e entras E' isto bem
iifficil de faa-.'1-o com alguma clarjza em artigo
Ja jornal, vamos tcntal-o no eutanto quanto de
rninba parte fr possivel.
'ahi resoltar a demonstraco de ama das
proposicoes que jatabeleci no passado artigo, isto
, que qualquer naco, a nio dar-se certas cir-
eamstaucius especiaos que mencionare! ; ou a
iacao produza pouco, ou passe a prodaa.r mais e cebeiam l do producto d nossa export-c...
nuito mais do que d'antes, a sua importaco I Mi'D diuheiro nunca vala para pagai
sempre igual a "sua expirtace, e que pj tanto H
iio ha debito e assim o imaginario saldo.
Assim cono os individuos nio podem produzir
-Codos os objectos necessarios a manuten^lo de sua
subsistencia, e cada nm d-se a distinctn oceupa-
co produzindo regra geral, um e genero, tro-
cando quasi todo o seu prodneto e muilas veces
todos, pelos differentes e varia ios de qte neces-
sita, sendo o instrumento desta troca o dinheiro,
a moedaem quantia oa porcia igeal ao valor
ou trabalho que custou o objecto, p rque se troca
aa se compra, assim tambem cada naco, cada
paiz, nao produz todas as cousas necessarias ao
iso da vida de seus habitantes, mas smente
aqaelles que lhe castariam menos trabal'io di que
COMERCIO
flolsia coinmerclal de Pernain-
buco
BECIFE. 21 DE OUrUBBO OE 18so.
As tres boraa da tarde
t'orawe :iifieiaei
Cambie sobre Para, 15 d/v. com 3j8 0/0 de des*
conto-
O presidente,
Pedro Jos finto.
Pelo secretario,
Augusto P. de Lemos,
aKNWMKNlnS PL'BLK.oS
M-s oeOitttbro de 1886
ALKAN .LA
aaaa oaati-
Ma SO
idert av 21
712:574J221
27:74ot059
rntoa PBOviaciaL
De 1 a 20
dem de 21
84.6931601
4:867*762
Tc'^
bcjujuxhua -o 1 a iO
la i du 21
740:322*780
89:551 353
829:871*133
45:876i557
3:472*245
49:3'48,:802
CoaaoLaoo i-Bovinuiac 1 a 23
Idam da 21
Sacan dbatoob o 1 a 20
dem de 21
20:414*029
1:146.541
21:560*570
11:759*585
197/145
11:956*730
DESPACHOS DR IMPORTACAO
v'apor francez Vi'le de Victoria, entrado do Ha-
vre e L!J>>a, no di a 20 o eorrente e consig-
nado a Augusto P. de Oliveira & C, mamfes
toa :
Viaja para pagam'nt)
mercadorias, nem mesmo para pagamento do
excessi da exportacao sobre a importaco, qoando
isto d ae, porque em tal caso esse excesso v n
para pagamento (para generalisar neste termo
p.gatiieiiiodiversos phenomenos econmicos) por
que tora deste caso, a importaco e xp irtayo
sempre igual, s entrando a moeda ou sabmdo,
como mercadona, por seu excesso cu falta no mer-
cado, como tudo veremos.
Becife, 20 de Outubro de 1885.
Affonso de A'iuquerque Helio.
Contra-protesto
LG-S8 no Diario de Pernambuco de 12
do corrate un aanuario com o titulo de
A Provincia tem-se aproveitalo de um
gracejo dos jornaes o .rioatos, para atirar
sobre o Dr. chefe de polica chufas sobre
o deseavoliointo de criiaes pela Digromaa-
cia.
Essa g.irotngern j servio at ao Sr.
Aiolpho de Barros para exhibir-se no
Jornal do (y)rn'nerci> em defeza de se us
dignos pareates
O ex presidente do cali de canna fez
se o das ioaucioes da Provincia julgao
do os outros por seus pareates qu* naitn
se xproveituram das bruxarias da Y y do
do Ouro.
Aia.la boje veio a Provincia coca a mes-
ma gramola a proposito da aom^ago do
Sr. Pedro Goncalves de Arruda ol se
lembrando que p^lo seu eseriptorio que
ao iam agora os que em outras pocas vam entrada na secretaria de poli a a
leiticeir .s e nigromantes, e com cuas con
viviara, sen lo depois herdeiros 'de boa
fortuna de urna dellas, fortuna adquirida
oas adiviohacS s da urupema e do eop i.
Tenlia aProvincia no meaos bora senso
j que lbe f-lta o inaB.
A alma da Yy do Ou.ro.
Conipaiiliin do Beberibe.
Previne se aos senheres concessionarios de p- li-
nas d'agua, que priocipiou-se a fazer a limpesa
das incruatacoes do interior de urna das dubas de
eucanamento, para ligaco deste aos novos I
funccionamento das novas obras, pelo que em al-
guns dias. nao seguidos, durante a'gumas horas,
liaveni diminnico no fornecimento d'agua, mas
nao s firero detfalque na totalidade d'agua por
que a bomba a vapor trabalhir a noite uos r.fe-
-id. s dias, tantas bo~as sapplementares quaotaa
forem necessarias preeneber a diff n-ui.'a.
Eseriptorio da c impaohia do Beberibe. em 16
de Outubro de 1886.
Ceciliano Hamede,
Drecter gerente.
Cmara Municipal
A lei deve ser igual para todos.
Pergunta se, portanto, em que artigo de le se
tuudou o proprietario da refiuaco de caf moidu
na ra Dreita n. 30, para ter o seu estabeleci
ment abert ao domingo.
ou o dito protegido
potencias da actuali-
J nolia fiscal ? I..
por algumas das altas
dade? ...
Ser em vista de documentos maobosos, adred-
preparados para encubrir a qualidade real do ese
Ubelecimenco, que este feliz negociante gosa de
privilegia exclusivo ? 1...
Estes factos e estas excepcoes feitas em favor
de favoritos, do o peasimo resultado de se nao
saber para quem se tizna as leis.
Esta casa urna fabrica de caf para cojo fim
tem ahi machimismo a vapor, nao pode, portanto,
ser sentada daquillo a que todos os outros ven
dedoies de caf esto su jeitos.
A le igual para todos.
A' Cmara Municipal pedimos providecias afim
de que termine este abuso
Ou todos fecham, ou direito livre de ca a nm
fazer o que m.-lhor entender.
Um que fecha.
440
obncrvarOen para o Judlcloaoa
De todos os orgaos per ten cen tea aocorpo humano,
os pulmota sao os mais delicados e d'uma natureza
summament frgil. O m or accesso de toase os
irrita e iuflamma; a quando para logo nao se ata-
lhe o mal, produz no fim ama completa ulceraco
na sua substancia que as consom inteiramente
e apt de si acarreta a morte.
Estas terriveis consequencias pod. m-se fcil-
mente evitar em todos os casos, uzanSb-s em tem-
po do Peitoraide Anacahuita, xarpe delicioso pre-
parado ao sueco balsmico d'uma arvore do Mxi-
co chamada Anacahuita o qual allivia e fz desa-
parecer dentro em puncas horas, a tosse a mais
violenta e inveterada. Acha-se perteitameiite livre
e isempto de acido pruasico, cuntido geralmente
em todos os maia peitoraes ou xaropes fritos defru-
ctas acres ; nem tilo pouco contem partcula algu-
ma de antimonio de que aqaelles igualmente se
acbam empregnadoa.
O seu aso est se tornando universal, e 03 m-
dicos os mais eminentes lhe conced.-m a a plena
approvaco como remedio seguroe eficaz contra ns
toas'S, catarrhos, bronchites, asthma, esquinencias
e dores de garganta.
Como gaiu.mia contra ss falsificaco-s, observe
se b'in que o nomes de Lanman & Kemp venham
estampados em let'raa transpire es no papel
do hvrnho que serve de envoltorio cada gar-
rafa,
Acha-se venda em todas as boticas e lojas de
perfumaras
Airentes em Pernambuco, Henry Foster & C,
ra do (Jommercio n. 9.
Nenhuma das aguas fl iraes at boje fabricadas
se iguala Agua Florida de Barry ; tic
superior a qualqu o cheiru natural da fina rosa ao de agua de colonia
ordinaria. A formula por que fita a mais au-
riga que existe, e uiiginada em urna epocha em qu<-
o obj-cto principal era manufacturar o melbor pro-
ducto possivel, ao cmtrari 1 do que suecede hoje
que o itrande objecto dos fabricantes a barates*
da produeco.
As peisoas que viajam, commettem grave Im-
prudencia em partir couando no vig-r de ua
sande ; 08 grandes calores, as mudanzas rpidas
de temperatura, a alimentac..1, os i eommudoa in-
herentes a viagem, nccaaionam geralmente don-a
de estomago, n.-vralgias violen as, e febres mais
ou menos peruicksaa, que fati^ain o hercem e o
toruam triste, sem tallar de outras molestias, que
p dem tomar um caraeter grave. Nada, porm,
lev. m recejar s que, p-.r urna prevenco bem
entendida, levam c n.-.ig. um frascu deCapsu-
las de Sulphato de Quinina de Pelletier, que se
eng.'lcm fcilmente e contin dez ceuiigramiuas de
(Uinina pura crintalisada, que ion 1 ta o esloma
g todo o organismo, iufuudiudo Ihes o vig-ir
necesa- rio para resistir s in-.l.-stias cima men-
cionadas.
Muitas vez s nosafH cimos vcudo nossas filhas
paludas, triste, quando eram aut.-s rosadas e
aleares e cresciam o m nicriv.l rapidez. Esta mu-
ini.e-i tem jur Causa a falla de nutrirn dosmus-
culo", que. t ndo-se desenvolv lo tapidameute,
11 1 sutlicieiif'ui-nte nutrid .a e por iaso acbaia-a.'
iiic.ipazca de susteutar o pe^o du c -rpo. Neste
.aso os mdicos c ns -Iha.a o uso do vinho ou do
Xirope de lacto phosphato d cal ae Dusart, un
e reicedio capaz de 'm,.edir que o corpo tome in
fl xes diagraciosas. Es'as duaa preparwvoes que
i verdad<-iros alimeutis, dos osaos e dos mscu-
los, desp-rtam o ppe.tite, levantam aa torca e
Cvrrijjeui certos defeitos pbyaicos, antagonistas da
belleua.
1 arga do Havre
Agua mintral 9 canas a F. M. da Silva se C
Ammoniaco 1 caixa a A. Foaqneaox.
Armas 1 caixa a Albino Silva & C.
Amostras 6 volunAs a diversos.
Alvaiade 20 barricas a Para Sobrnho & C.
Batatas 100 caixas a Augusto Labille, 50 a
Rosa & Q leiroz 25 e 60 gigos ordem. 75 e 150
a H. Nueach & C, 50 gigos a J. B. de Carvalho.
Cera 2 caixas a O. Fernandes & C
Cognac 1 barril ordem.
Chapeos 1 ciia a F. R. da Silva 1 a Bastos,
1 a Salazar & C, 3 a Rodrigues Lima & C, 4 a
Antonio Jus Maia < C, 2 a Samaros & C, 2 a
Suli-r K luffjiau & C, la Carvalho Irmo & C,
1 a B da ilva Carvalh', 1 a Adolpbo Ferrao.
Calcados 3 eaixes a Ferrera Barbosa & C, 1
Tbouiaz d- Carvalho He. C, 1 a Cesar L^pes,
1 a Albino Cruz 0,1 Manoel de Barros Ca
valcante, 1 a F. R. da Silva, 1 a Rod, gaes Lima
ct C.
Cuuro 2 caixas a II. Nasch & C, 2 a Manoel
Joaquim Ribeiro & C.
Crystaea 2 barricas a J. Pinto L ma, ditas e
calcad.>s 3 caix.s a Albino Cruz & C.
Dr gaa 2 v.ilumes a Faria Sobrnho de C, 5 a
G. Lapcrte & C.
Esprlho 1 caixa a Caetano Ramos.
Fitas e calcados 2 caixas a aues Fonseca
4C.
Ferragent 1 caixa a P. de Oliveira Maia.
Instrumentos de msica 3 caixas a Emilio Ro-
berto.
Joias 1 caixa a J. Krause & C,
Livros 3 c.iaa a G. Laport & C.
Manteiga 20 barra e 25 neios a Rosa & Qaei-
roz, 50 e 50 a Paiva Val-uto fe C, 55 e 60 a
Fernandes da Costa & C, 30 c 40 a Soasa Bas-
tos, Amorim & C, 10 e 10 a J. B. de Carvalho,
60 e 175 a Pereira Carneiro 6c C, 15 e 20 a Jos
de Macedo, 15 e -0 a Domingos Ferr ira da Silva
& C, 3'* e 40 a Joaquim Ferreira de Carvalho
& C, 20 e 40 a. Fernandes & Irmo, 20 e 25 a
Domingos Crui & C 15 e 2J a Augusto Fignei-
redo & C. 10 o i'O a H. Nusch & C, 50 e 72 a
Augusto Labilie, 170 e 300 ordem, 15 caixas a
Pereira Carneiro e C, 12 a Souza Bastos, Amorim
4 C, 9 a Paiva Val-nte & C, 8 a Joaquim Felip-
pe & Agi.iar, 10b ordem. 21 a Joo F. de Al-
meida, 13 a Domingos Ferreira da Silva & C, 14
a Jos Joaquim Alves & C, 10 a J. B. de Carva-
lho, 24 a Augusto Labiile.
Mercadorias diversas 3 volumea ordem, 1 a
J. P. Pon-es, 2 a An.usto Labiile, 5 a F. Laura
& C. 2 a F. tMnclli & Irmo, 1 a Salazar & C,
2 a Nuoei Fonseca tu C, 3 a lleudes Jnior & C,
1
1 a irru Bernard, 5 a II Nusch A C, 6 a P-
rente Viauna & C, 2 a JoSj W. de Medeiros, 5 a
Companbia d EdificagSes, 2 a F. de Atevedu
(Si C, 2 a Eugenio & Vieirs, 3 a Eugenio G. Cas-
co, 7 a Guimares Irmo & C, 1 a N. Fonseca
< C, 3 a A. Vieira & C, 2 a Paponla Irmaos, 4 a
R. de Drusina i C, 1 a A. Fouquaux, 3 a Albino
Silva 4 C, 2 a Netto Campos & C, 1 a Ferreira
& Irmo, 2 a Manoel V. N< ves, 7 a Augusto La
01II-, 1 a Petrocelli & Irmo, i a Prente, Vianna
de C 5 a Guimares Cardoso di C.
Malas e roupa 5 caixas ordem.
Marroquim 4 caixas a Antonio Duarte Carneiro
Vianna.
Mudas 6 caixas a A. Santos.
Massas 1 caixa & Rosa dr Queiroz.
Msica 1 ci-.ixa a A. Jos ae Azevedo.
Papel 10 fardos a Costa Lima de Cl
Perfumaras 3 caixas a Nunes Fonseca & C, 4
ordem.
Piano 2 eaixes a H Vogelly.
Quadn s 1 caixa ao Remd. padre Caetano de
Meaaina.
Q-i- jos 12 caixas a Rosa & Queiroz. 15 a Paiva
Vaiente C, 25 a Otto Bobres Successor. 30 a
Domingos Cruz & C, 10 a Fernandes da Costa
& (', 10a S. Bastos, Amorim & C, 15 a Saundres
Brothers & C, 13 a P. Jos Alves i O 20 a Jos
Joaquim Alves & C, 7 ordem, 11 a Carvalho
& C, 5 a Guimares R cha dr. C, 11 a Doiiugos
F. da .Silva t C, 22 a Browns & C, 16 a F. Gue-
des de Araujo.
Rnnpa branca 2 caixas a Albino Amorim & C.
Rolbaa 1 sacco ordem, 1 a A. Focquaux.
Tjeidos diversos 12 volumea 4 ordam. 2 a II.
Burle A C, 3 a Olinto Jardira & C, 3 a Francisco
G. do Amara!, 4 a Machado & Pereira. 1 a Ber-
net S C, 4 a Antonio Duarte C. de Vasconcellos.
8 a D. P. Wild & C, 1 a Figueiredo & C, 1 a
Rodrigo de Carvalho & C, 1 a Narciso Mia & C,
1 a Andrade Lopes Se. C, 25 a Luis Antonio Se-
queira, 1 a Rodrigues Lima 4 C, 1 a Agostinho
Santos (Si C, 3 a Monhard Huber & C.
Vel s 4 caixas a Rosa & Queiroz.
Vidrua 5 volnmes a Bartholomeu 4C, 1 a Amo-
rim Irmaoa & C 2 a Ribeiro 4 Almeida, 3 a Ma-
noel Joaquim Pereira, 10 a Roaquayrol Freres.
Carga de Lisboa
Aseite de oliveira 90 caixas a Domingos Cruz
& C, 30 a D. A. Matheus, 30 a F. R. Pinto Gui-
mores de C, 50 a Souza Basto Amorim de C.
Batatas 30 caixas a Ferreira Rodrigues de C.
Csrvo animal 10 barricas a Joaquim da Silva
Salgoeiral.
Cal 50 barricas a Pinto Alves A C, 50 a Cc-
nbs Lmos & C, 10 a Moreira 4 Braga. 50 s L-.
MEDICO
Duas rpidas curas (2)
Dlm. Sr. Jos Alvares de Souza Soa-
res Pelotas, 12 de Noverobro de 18S4.
Tero esta por fim scientifical-o de mais
duas esplendidas curas devidas ao sea pre-
cioso peitoral de Cambar
Por occasio de effectuar-se o ultimo
bazar em baneficio da Bibliotheca Publica
Pelotease, fui atacado de urna forte bron-
chite que me levou ao leito.
Vendo-rae prostrado e desejando o toeu
restabelecimento o mais prompto possivel,
rleliberei usar o Peitoral de Cambar, -e o
fiz com tanta felicidade qu, no terceiro
dia da molestia, pude reassumir as minhas
funccBes de bibliothecario naquello estabe-
lecimento.
Na mesma poca foi a ruin lia filhiaha
Juliecta atacada do urna tosse impertinen-
te, com carcter astbmatico. e applieando-
Ihe eu o mesmo effi :az medicamento, vi a
restabelecida ein poucos dias. Su^screvo-
me, etc.
Francisco de Paula Pires
nicos agentes e depositarios geraes em
Pernambuco.
Francisco M. da Silva & C.
Ra Mrquez de Olinda n. 23.
N. 10 Recommenda-se a Emulsao de
Scott aos doentes do peito, da garganta e
dos pulrarjes ; aos anmicos, debis e es
crofulosos, e a todos os que precisem de
um boro reconstitu ote.
A Emuiso no tem igual para reparar
as forjas dos debis e enfraquecidos.
EDITAES
O Dr Adelino Antonio de Luna Freir.
offi .al da OHera da Rosa, commenda-
dor da Real Ordem Militar Portugujza
de No8so Senhor Jestis Christo e juiz de
direito privativo de orphilos e ausentes da
comar-a do Rw-ife e seu termo em Per-
nambuco, por S. M. o Imperador o Sr.
D. Pedro II, etc.
Faco saber que tendo-se arrreadado por este
jnizo a requerimento do cnsul de Portugal, um
M(rilO eetabelecimenfo de gneros de cativa, n
rna d Acdente n. 2, fresru-zia do Kecite, perten-
c nte ao subdito portuguez Seraphim Marques de
Oliveira, que se auseutou para lugar ineerto :
pelo presente chamado o mesmo ausent, ou seus
9uc eesorea. a e babilitarem perante o juizo
siieeesaao pr .visoria.
E para constar mande! passar o prcsen'n edital
que ser publicado p-Ia imprensa, e affixado no
Ingar do costume.
Dado c passad i neata cidade do Recifj de Per
nau.buc -, aos 9 de Outubro do 1886.
Eu, Francisco de Sqn-ra Cavalcante, escrivao,
subscrevi.
Adelino Antonio de Luna Freir.
~ Edital n. 751
Encolan e colleaioN parlicalareH
De oniem do Sr Dr. inspector geral, declara-
se aos professores e directores de quaesquer aulas
estabelecimentos particulares de injtruci,-a > pri-
maria, secundaria eu especial, de uui e >utio
sexo, quo at o dia 30 de Novembro prximo vin-
di.ur.. deverao remetter esta repartic>o os map
pas de que trata o art. 187 2o do Reg. de 6 de
Fevereiro de 1885, sob as penas comminadas no
art. 192 do citado n-gulamento.
Secretara da Iusti-dccio Publia de Pernambu
co, 6 de Outubro de 1886.
O secretario
Pergentino S de .raujo Galrao.
Requerente Domingos des Neves Teixeira Bas-
tos.A renda do requerente est no caso de ser
julgada provada.
Requerente Adolpbo Martina Moreira. Nada
te nho a oppor.
R-querente Manoel da Silva Pontea. Na casa
n. 4 da estrada dos Aflictos mora Paulo Felippe
de Salles Abren, e uo o requerente, qne tem a
aua reaideucia em urna casa sita ruaua Baixa-
Verde, como prova o attestado junto.
DECLARACOES
Sociedade Auxiliadora da Agrj-
cnltara de Pe nambuco
Coniieltao AdminiNlralivo Pleno
De od.in do Illin. Sr. vice-gereute, Or. Paulo
de Amorim Salgado, faco publico, que se acha
marcada, pa-a o dia 27 do correte, urna sesso
extraordinaria do Conselho Administrativo Pleno,
no qual delberar-so-ha cam os m^mbros presen-
tes, de aecrdo com o art 30 dos estatutos da
Sociedade, sendo o principal fim da reanio, a
procura e apresentacao dos meio?, que por ven-
tura pi.ssam existir, de evitar a ruina completa,
com que a baixa do preco dos issncares nos gran-
des mercados consum lores e o princoio de rea-
lisacao dos planos lioaiicei.es do actual Minis-
tro da Fazenda esto ameacando a lavoora da
canna
A sessao ter lugar na sede social, a 1 hora da
tarde e sac convidados para n'eila tnmarem parte
t)doa os membros do cmaelh) e'etos e de jure.
Recife, 20 de Outubro d 1886.
Henrique Augusto Mllet.
Secri Uno geral.
Estrada de ferro do Recife a
Gaxang
Aviso ao publico
Adundo se construido o novo ramal at a V'ar-
zea, as partidas dos trena para todas as linhai
desta companbia do da 24 de Outubro em diante,
serlo reguladas pela n -va tabella que acha-se col-
K ca la em todas as estacoes e p ie ser procurada
pelos ttssignaiites no eseriptorio da companbia.
Os precos para o novo ramal at a Varzea sao
os seguiutes :
M m ra
b 5. 3-
-. "1 -t
s es a
- ?? ?H^? =
-^ 5 . g;.5i
* $9 a m Z. m
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a PJ
1 . i % -6. O. 2.. S" XS
1 1 o - ro co 8SS 5 %
O Dr. Paula Lopes, de volta de sua vi.--
nem Europa, reabr-, seu consultorio i
ra do Mrquez de Oliuda n. 1, onde d I |
n. 1, onde
consultas de 1 hora as 4 da tarde.
Eapecialades : molestias de crencas
aflecces nervosas.
ReaiideaelaRa da Soleda-
de ii. ">.
<
Mudanza de collegio
O professor particular Julio Soares de Azeve-
do, participa ao respeitavel publico em geral, que
mudou o seu Collegio Emuiaeao da rna da matriz
da Boa-Vista, para a ra Veiha n. 36.
i ontina a receber alumnos, internos, externos
e nieiu-pensii.nistas, pelo que espera merecer a
mesma protee^-ao do diatincto povo pernambucan),
e em geral de todos os filhos do imperio da Santa
Cruz.
Ra Vi lha n. 36
alto Soaiea de Azevedo
pea & Aranjo, 25 a J. C. Vasconcellos. 50 a
Guiraarawi & Vaiente, 70 a ordem. 25 a B. F.
Guimares, 50 a Souza Basto, Amorim & C.
Ceblas 50 caixas a Silva Guimarae & C, 15
a C. Alves B.rb.aa, 30a Guimaies & Vaiente,
20 a Ferreira Rodrigues & C.
Conservas 9 caixas a Carlos A. Barbosa.
Cevada 10 barricas a Costa Lima & C
t igos 5 eaixes a Carvalho & C, 20 a Silva
Guimares fe C.
Passas 9 canas aos meemos, 4 a Guimares
Vaiente, 12 a Rosa & Queiroz, 10 a Ferreira Ro-
drigues fe I \
Vinho 11 pipas e 27 harria a Antonio Manada
Silva, 3 e 15 ditos a J. C. Lonreiro, 6e60a
Soasa Basto, Amorim & C, 6 e 40 a Baltar Ir-
maos t C, 10 barris a Lopes fe Araujo, 3.) a Go-
mes de Matto;, 12 caixas a Cunha Lmos & C.
Vapor americano Finalice entrado dos portos do
sul, no dia 21 do correte e consignado a Henry
Forster t C, manisfeatou :
Colla 4 saceos oraem.
Ct 160 saceos ordem, 398 a Domingos Cruz
& C, 436 a Souza Basto, Amorim fe C, lOll a
Gomes de .Wattos Irmaos, 100 a J. J. Alves tt C ,
101 a Joaquim Duarte Simo-a & C, 96 a Paiva
Vaiente & C, 05 a Augnsto Figueiredo & C, 65
a Araujo Castro fe C, 60 a Alberto Rodriraes
Branco, 45 a J. Rogerio. 28 a Antonio Jos Soa-
res fe C., 26 a Moreira & Braga.
Fumo 241 volumea ordem, 22 a Sodr da Mot-
ta & Filho, 10 a Paiva Vaiente & O.
Fio de algido 30 saceos a Joo Francisco
Leite.
Mercadorias 2 volumes ordem.
Medicamentos 5 volumes a Faria Sobrnho & C.
Panno de algodo 120 fardos o Ciamer Frey A
C, 10 a Albino Amorim A C, 16 ordem.
DESPACHOS DEEXPORTAQAO
Em 20 de Outubro de 1886
Para o extenor
No vapor inglez Bildegard, carregaram :
Para Liverpool, V. Casco fe Filho 1,5 0 sac-
eos com 112,500 kilos de assucar masca vado.
Ni barca ingleza Brinkburn, carregou :
Psra Hallitax, M. J. da Rocha 500 saceos com
37,500 kilos de assucar mascavado.
No patacho americano Atalanta, carrega-
ram :
Para New York, F. Casco & Filho 251 saceos
com 18,825 kilos de assucar mascavado.
No vapor americano Finance, carregaram :
PKOMOTOK PUBLICO DR. OLIVEIRA ES-
COREL
Pareceres sobre alistamento deitoril
Requ- rente Francisco de Salles M mteiro. O
requerente nao mora na casa n. 17 da | iraca do
Conde d'Eu. N'.-ssa casa tem Antonio Pinto da
Motta estabel-cimento commen-ial, sendo quo o
sotan oceupado por Antonio Mara Marques, co-
mo prova o attestado junto.
Requerente Fran asco Caraero de Albuquerqce.
Na casa n. 2 da ra de Santa Cruz mora Jos
Francisca Bittencourt, e nao o requerente, como
pn.v'a o atteaUdo junto.
Requerente IVlinino da Silva Neves Na casa
n. 117 da ra da Au ore. mora a sua propretaria
D. Francisca Mara de Jess, e nao o requerente,
como prova o attestada junto.
Requerente Manoel Paulino Cavalcante de Al-
buqu-rque.O r-querente allegou morar na casa
n. Il7 da ra do Viscinde de Goyanna e ter mo-
rado anteriormente na mesma ra, casa n. 55.
Pelos recib is apresentados relativos ao alugael
d'aquel'a cata, v se que o requeiente mudou se
para esta em Janeiro ou Fevereiro do correte
anuo. E' preciso que o requerente {.rovo, ter a
casa n. 83 i valor locativo exigido por lei, "apr-
sente o recibo do pr-iprietano, correspondente ao
a.uguel da mesma casa.
Requerente Adolpbo Jacintho Pereira.A rpn-
da do supplieante est no caso de ser julgada pro-
vada.
R-qucrente Antonio Manoel dos Santos. A
renda do requerente est no caso de ser julgada
provada.
Requerente Manoel Joo Baptista. O reque
rente nao mora na casa n. 3 da ra da Santa
Cruz. NVssa casa tem Joo Francisco de Figuei-
redo estabelecimento commercial, como prova o
attestado junto.
Para N w-York, S. Guimares 4 C. 27 barricas
com 2.103 kilos de borracha.
No vapi-r francez Ville de Pernambuco, car-
regarau :
Pura o Havre, F. Casco A Filho 1 caixo
plantas medicinaes.
= No brigue portuguez Adelina, carregou :
Para Lisboa, M. de S. Travaasos 346 caceas com
25,814 kilos de algodo.
No patacho oor.uguez Commercio, carregou :
Para Lisboa, C. G. Brito 680 couros salgados
com 8,160 kilos.
Para o Interior
Eseriptorio da companbia, 0 de Outubro de
1886.
H. W. St-onehewer Bird,
Gerente.
Arsenal de Marinba
De ordem do Exm. Sr. ebefe de diviso Jos
Manoel Picaneo da Costa, iuspector deste arse-
nal e capito do porto desta provincia, convido
aos senhores abaixo mencionados, para no presi-
de dous dias, contados da presente data, compa-
recerem na secretaria desta Inspecco, afim de
assignarem o contrato do conselho de compras da
sesso de 12 do correte mez.
Maia Silva A B.
Jos dos Santos Oliveira.
Joo R drigues de Meura. '
Joaquim Alves da "-ilva Santos.
Jos Rufino Climaco da Silva.
Bel:rao A Costa.
Antonio Duarte de Figueiredo.
Francisco Manoel da Silva & C.
Secretaria da inspecco do Arsenal de Marinha
de Pernambuco, 19 de Outubo de 1886.
O secretario,
Antonio da Silva Azevedo.
C G. E.
Club Commerelal Euferpe
SARAO EM 6 DE NOVEMBRO OE <886
1 anniversario da instsllacao da banda
musical
Solemnisando-ce o 1* anniversario da installa-
co da banda musical deste cm, com um sarao
dnnsante na noite de 6 de Novembro prximo,
queiram os senhores socios dar suas notas de con-
vites ao abaixo assignado, nesta secretaria, das
8 s 10 horas da noite.
Secretara do lub Cemtoercial Eaterpe, 15 de
Outubro de 1886.O 1 secretario,
Francisco Lima.
Para Maranho, J. M. Dias 8 caixoes com 237
1(2 kilos de rap.
No vapor nacional Pi'rapoma, carregaram :
Para o Ceara, Companbia P. mambacana 70
poj de jangada.
Para Camos8m, V. T. Coimbra 6 barricas com
723 kilos de assucar branca.
Na barcaca Gracinda, carregaram :
Para Mamanguape, Costa Lima A C. 6 daziai
de vassouras de carnauba.
No vapor francs Ville de Victoria, carre-
garam :
Para Santos, Amorim Irmaos & C. 675 saceos
com 40,500 kilos de assucar branco e 825 ditos
com 49.5'Kl ditos de dito mascavado ; P. Carneiro
& C 500 saecos com 30,000 kilos de assucar
branco.
Para o Rio de Janeiro, J. C. de Albuqaerqae
Filho 500 saceos com 3,1.000 kilos de asancar
branco ; H. Borle A C. 1,000 saccas com 70,956
kilos de algidao.
No vapor americano Finance. carregaram
Para o Para, E. Barbosa 450 barricas com
24,522 kilos de assucar branco ; P. C- d-i Alcn-
tara 500 barricas com 34,492 kilos de assucar
branco ; Amorim Irmaos 6r C. 20) barricas com
13, >99 kilos de assucar branco.
Para Maranho, J. M. Dias 2 eaixes com 190
kilos de rap.
= No lugar nacional Marinho 7o, carrega-
rarr :
Para o Ro Grande do Sul, J. da Silva Loyo A
Filho 64 volumes com 4,729 kilos de assucar
branco.
= No vspor nacional Mandos, carregaram :
Para Manos, Antonio M. da Silva 5 pipas com
2,350 litros de agurdente e 15 barricas com 1,125
kilos de assucar branco ; P. Pinto fc C 45 barris
com 4,320 litros de agurdente ; Amorim Irmaos
A C. 40 barris com 3,840 litros de agurdente ;
H. Olvera 0 barris com 1,920 litros de aguar
dente.
Para o Psr, P. Carneiro & C. 10 pipas com
4,800 litros de agurdente ; F. A. de Azevedo 400
barricas com 26,123 kilos de assucar branco ; J.
L. da Silva Oliveira 10 barricas com 615 kilos de
assucar refinado ; J. M. Dias 5 pipas e 25 barris
com 4,800 litros de agurdente ; Amorim Irmaos
* C. 26 pipas e 40 arris com 16,800 litros de
aguldente; V. da Silveira 200 barricas com
23 170 kilos de assucar branco ; T. de A. Sonsa
375 barricas com 2d,670 kilos de assucar branco.
MOVIMENTO DO PORTO
Navios entrados no dia 21
Rio de Janeiro por escala5 dias vapor
americano Finance, de 1,919 toneladas,
commandaate E. C. B- ker, equipagem
57, carga varios gneros; a Henry Fors-
ter & C.
Buenos-Ayres10 dias, vapor inglez HU-
degard, de 863 toneladas, cora mandante
E. David, equipagem 26, em lastro ; a
Lindstone & C.
Cardiff39 dias, barca nornegnense Orion,
de 329 toneladas, capitao O. Johannes-
sen, equipagem 10, carga earvSoJde po-
dra; ordem.
Navios saludos no mesmo dia
Manos por escala Vapor nacional Ma-
ndos, commandante Guilherme Wad-
dington, carga varios gneros.
New-York por escala Vapor americano
Finance, commandante E. C Baker,
carga varios gneros.
Rio Grande do Sul Lugar nacional Tigre,
capitao Ordener Jos Carneiro, carga
aBsucar. --------
VAPORES ESPERADOS
Hildegard
Britannia
Para
La Plata
Allianca
Equateur
Marinho Visconde
Cear
Sculptor
Neva
Portuente Jk
de Buenos-Ayres hoje
da Europa amanha
do norte amanha
da Europa a 24
de New-Port News a 24
do sul a 25
da Babia a 26
do sul a 27
de Liverpool a 28
do sul a 29
de New-York a 29
T
iIBLJ
.


(Bb^^bb^hbbb^bi
*
Diario de Peruamhuwi---Sexta-teira 2. de Outubro de 1880
r
>
t
Compaollua Brasflelra de .\"ave
gacao a Vapor
A agencia de ta cuinpaubi uesta cidade preci-
sa da contrattir o t mecimento de carne verde e
gado em p pura os v*pirea da mesaia companhia
ein sna passagem p Recife, 18 de Outubro de 1886. ______________
Obras Publicas
De ordem do Illtn. Sr. Dr. engenheiro ch'fe,
fago publico qie no ni 29 do crrente, ao meio
di, recebe se u secretaria desta repaitico pro-
postas em ctrtiia fechadas e competentemente sel-
ladas, para aexecuco do* repiros ni gentes Ha
ponte sobre o rio Pirapama, no engenho Novo do
Cabo, oreados ern 70
O ornamento e mais cundico--s do contrato, se
acham a disposico dos seuhores pretendentes,
para serem examinados.
Secretaria da reparticao das Obras Publicas de
Pernambuco, 20 de Outubro de 1886.
O secretario,
Joo Joaqun de Siqueira Varejfo
Devoo de >. S. Imn Hercei. erecta
na Isreja de S. alon de kihii mar
De ordem da inea regedora, convido a t lus os
irmos que est.verem no goso de seus direit-is a
comparecerem em nosso consistorio domingo 24 do
correuti', pelas 10 horas da manb, a6m de con-
gregados ein roes* geral. procedermos a el-ico da
nova administraco de 1886 1887.
S'crrtaria, da devocao de N. 8. das Merces, 22
de Outubro de 1886 secretario,
Antonio Soares Pinto.
Thesouro Provincial
De ordem do Illin. Sr. inspector desta repart-
;3o, fa.'o publico que no dia 22 Jo corrente mez
paga-se a classe de Ia entrela de professoras,
relativamente ao m 'z de Agosto prximo passado.
Pagadoria do Thesouro Provincial de Pernam-
buco, em 21 de Outubro de 1886.
O escrivo da despea,
Silvino A. Rodrigues.
THEATRO
DE
VARIEDADES
0 paquete Neva
AYISOS DIVERSOS
Sabbado 23 do corrate
A'.<* i l| horas da nolte
Es i rea da companhia
Lyri^o-comi do operetas francezas
Regento do or.-bestra: de Mirecky-En-
ssiador: G a reo a
l ii coq en jiipims
n 1 acteMusiquede Mr. deC
par Mr. Oarcon el Madame Str
NTERMEDES
esperado
do sol no dia 29 de
cerrente seguin le
lepois da demora
uecessaria para
Lisboa e Soothampton
Para passagens, fretes, etc., tracto u' os
CONSIGNATARIOS
Adamson Howie &C.
Comitk hla Ura> Ilelra de Xaie
gscoa Vapor
PORTOS DO SUL
Aluga-se casas a 8*000 no becco dos Cop-
iaos, junto de S. Qoncailo : a tratar na ra ds
Imperatris n. 56.
Hede-Se aos abaixo notados, o favor de vir
ou mandaren ra do Marques de Olinda n. 51.
Pedro Siqueira, Alfandega.
Ffederico Vieira.
Mauoel, do Banco.
~ Aluga so os andares superiores do predio n.
51 a ra do Imperador, com expelientes accommo
daedes para familia : a tratar com N. I. Lidstone,
ra do Commercio n. 10.
Precisa-se de um rapaz
Santo n. 27.
Criado
na travessa do Corpo
Alu^a-se
o 2* andar da casa n. 46 ra do Im >erador, tem
2 salas, 5 qnar'os, cosmba fra com 2 iogoes, 1
de Ierro e ou'ro de tijolo, terraco com quarto para
banheiro, agua e gas encanados ; a tratar na ra
do Imperado' n. 65. ei-criptorio.
aynete en 1 acteMusiqu* de Mr. de Chnssaigne
joue par Mr. Oarcon el Madame Straiwille
BomanceChausnnnettetyrulienne Monologne
par toute la compagnie
Uie ton sor le zinc
po'-hado par toute la troupe
LEL CADRTS DE GALGOS!
Companhia
OPERETTE EM 1 ACTE
Paroles de Mey d'rfeulmusque
Bernicat
PERSONAGENS
de
0 vapor Para
Commandante o Io tetunte Carlos
tonio Qomet
An-
Le barsn de Croustignac
L'veill
Cornuchet
Simplice
Mariotte
Mame Sabuche
M r. de Ravame (cadet)
(cadet)
Trilboi urbano* do seclfe a Olinda
e Behrnbe
Assembla geral
Ka forma dos estatutos e por ordem do Sr. pre
sidente da assembla geral, es' convocada sua
rcunio cara o dia 29 do corrente, em sesso or-
dinaria, afim de ser apreciado o relatorio da di-
rectoria, o parecer da commiaro de contas e o
projecto de reforma dos ef Ututos, para a coofec
cio do qual fra nnmeada orna commisso na an-
terior sesso. A reunio effeetuar-se-ha na sede
da companhia, na da Aurora, so meio dia.
Becile, 21 de Abril de 1886.
O secretario,
Jote Antonio de Almeida Cunha.
Companhia de EtliOcacOes
O escriptorio desta
companhia acha-se in-
stallado na piaija da
Concordia n. 9,conser-
vando-se aberto das 7
horas da man ha s 5 da
tarde, em todos os dias
uteis.
Incumbe- se de cons-
trueges e reconstruc-
Qes.
Recebe-se informa-
c,es acerca de terre-
nos na cidade e subur-
bios, e a respeito dos
quaes queiram os res-
pectivos donos fazer
negocio.
rio mes mo escripto-
rio se encontraro as
amostras dos produc-
tos da olaria mechani-
ca do Taquary, pro-
priedade da mesma
companhia.
P4VILHA0
situado ara
CAMPO DAS PRHfJZiS
AO LADO DO THEATRO
EMPREZA H. & B.
He Goiplr.1 Epstro
Gymnaslica. Facdica e Mmica com ag-
gregaco zoolgica
SOB A DIRECCO DE
HILARIO DE ALMEIDA
Sabbado 23 de Outubro
HICESTOSA FI\C *
Em beneficio dos artistas
MATHEUS BIAS
e a menina
Rosina de Almeida
Grande redacto de precos
Camarotes
' 'adeiras
Entrada geral
10*000
2*000
AO PAVILHAO
AVISO
O espectculo entrar s 8 \2 horas da
noite.
Haver bonds para Fenandes Vieira, Magda-
lena, e Afogados.
par M. M. Oren
par Valere
par Garcon
par madame Luenro
i ar madame Valdi
par madame Stainville
par madame Lesa ye
par madame Blanda
pnr madame Leo
PRESOS
Camarotes com 5 entradas 10*000
Caderas e galera 2000
Plateas U ">'()
Eutrada geral no jardim (theatro aberto) 1 OJO
Os bilhetes desde j4 venda em casa de Coar-
tes Piuyui C, na roa do Cummrrcio n. 24, Re-
cite e no escriptorio do theatro no dia dj espect-
culo. 4
SMSIM^MWS^W^^ii
MARTIMOS
48
COWI'IMIH PEU\AHBLC >4
DE
iaTega^o ooslelra por vapor
Tamandar e Rio Formse
0 vapor Mandahu
Segne no dia 2t> de
Outubro, pelas 5 ho-
ras da manha.
Recebe carga at o
ia?5.
Encjmmendas, passagensce frte dinheiros at
3 horas da taHe do dia 25.
ESCRIPTORIO
rae* da Companhia Peroaaibn
cana n. 1*
CqHPttnit PKRIINtlC I iA
DE
.Vavegaco Costelra por Vapor
PORTOS DO SUL
Macei, Penedo, Aracaju' e Baha
0 vapor Jacuhype
Segu no dia 29 de
Outubro, a 5 horas
da tarde. Recebe
rga at o dia 28
Encommeadas passagens e dinheiros a frete at
4 3 horas da tai de do dia da sahida.
ESCRIPTORIO
Cae da Companhia Pemambucava
n. 12
Pacific Seaoi \a vigalion Companj
STRAITS OF MAQELLAN LINE
Paquete Britannia
E' esperado da Euro-
pa at o dia 24 de Ou-
tubro, e seguir de-
pois da demora do cos-
ume para a
Baha, Ro de Janeiro. Monte-
video e Valparaso
Para carga, passagens, encommendaa e din-
heiro a frete traer -e com os
AGENTES
\\ llson Sons k. C, Limited
N. 14- RA DO COMMERCIO N. 14
C PAMH1E. K% HENNAUE-
RIE HARITIMES
UNHA MENSAL
0 paquete Equateur
Commandante Leeointre
E' esperado dos portos do
sol no dic 25 do corrente,
seguindo, depois da demora
do costume, para Bordeaux,
tocando em
Dakar e Lisboa
Lembra-se sos senbores passageiroa de tudas
as classes que ha logares reservados para esta
agencia, que podem tomar ein qualqner tempo.
Faz-se abatimento de 15 % em favor das fa-
milias composta de 4 prssoas ao menos e que pa-
garem 4 passagens intriras.
Por excepcao os criados de familias que torna-
ren) bilhetes de proa, gosum tambem d'este abati-
mento.
Os vales postaes s se da at dia 23 pagos
de contado.
Para carga, passagens, encommendaa e dinheir
afrete: tracta-ecom o
AGENTE
llagaste Lab lie
9 RA DO COMMEUCIO-9
BOYAL M4IL STEAH PACET
COHPANY
Vapor La Plata
E' esperado da Europa no dia
24 ou 25 do corrente, seguin-
ds depois da demora necessa
ra para
Rahia, Rio de Janeiro Monte
video e Rueos %j re
Este vapor traz simplesmente
passageiros e mala& e immedia
lamente segura depois do desem-
barque dos mesmos.
E' esperado dos p ,rtos do
norte at o dia de 24 Outu
bro e depois da demora in-
dispensavel, seguir para
os ftos do sul.
Recebe tambem carga para Santa Catharina,
Grande dj Sul, Pelotas e Porto Alegre,frete mo-
die .
Para carga, passgens, cncommendas valores t
r ata-se na agencia
PRAQA DO CORPO SANTO N 9.
Liiued States & Brasil Miil 8. S.C
0 if9 jor AlliaKB
Espera-se de New-Port
News, at o dia 24 de Ou-
tubro o qnal seguir depois
da demora necessaria para a
Rahia, Rio de Janeiro. Monte-
video e Rueos Ajrres
Para carga, passagens, encoinmendas e dinheiro
a frete, tracta-so com os
AGENTES
Henry Forster 4 C. .-#-
N. 8 RUADO COMiLfcrtGiO N.-8.
! andar
- Aluga-se a casa da ra do Pilar n 37, com
t> quart-s, 4 salas, cosiuha e apparelho tra, re-
construida, caiada e pintada de novo ; a tratar
nanjadalmperatriz n. 56.
Aluga se urna casa na Estancia, com bas
tantas c< mmodos e grande titio ; a tratar na ra
do Mrquez de Olinda n. 40.
Precisa-se de um criado p*ra copeiro e cui-
dar do uoi jardim pequeo ; a tratar na ra do
Bom Jpsus n. 52.
Precisa-se de urna ma para andar com duas
enancas, lavar e engommar para as mesmas : na
ra la Aurora n. 81, 1 andar.
Precisa-se de um criado par casa de fami
lia ; a tratar na rna do Barao da Victoria numero
39, loja.
t
Companhia lian lana de navega
cao a Vapor
Macei, Villa Nova, Penedo, Aracaj,
Estancia e Babia
O VAPOR
Marinho Visconde
Commandante J. J. Coelho
E' esperado dos oortos aci -
ma at o dia 26 de Ontubro
e regressar para os mea-
mos, depois da demora do cos-
tume.
Para carga, passagens, encommendaa e dinheiro
a frete 'racta-se na agencia
7liva do Vigario 7
Dominas Alves Ha heos
Aluga se a metade da casa n. 99 ra do
omSSi de ^yanD8> atga do Cotovcllo, por
8G00 mensaes; quena a pretender dirija-so
mesma, que achara com queui tratar.
Aluga-se a ezcellente cata de vi venda, cem
ptimas accommodacoes para numerosa familia,
que f0i do fallecido corretor Oliveira ; a tritar na
Torre, aa mesma casa, ou no Kecife, ra do Com-
mercio n. 46, pavimento terreo.
Precisase de um menino para criado ; tra
ta-se ua ra da Florentina n. 2.
D. Hara Pawlora Parla da
Coala
Coronel Candido Jos da Costa (ausente), An-
tonio Bxptista Noguera. D Tbcreza da Costa
Nogueira, suas irmes e irmos (ausentes), convi-
dara aos seus parentes e amigos para assistirem
as missas que manditm reear por alma de sua
mujto presada e nunca nsquecida espasa, sogra e
mi. D Mara Pastura Ferias da Costa, na ordem
terceira de S. Francisco, pelas 8 boras da manha
do dia 22 do corrente, stimo dia do seu passamen-
to, agradecendo desde j todos aquelles qne
concorrerem a este acto de caridade.
Piolio de lusa
Acaba de ebegar pelo bngue Atalanta um com-
pleto sortimento de pinho de Riga da melbor qna
lidade e de diversas dimensoes, como sejam:
4 X 12
4X9
3 X 12
3 X 11
3X9
2X12
e tabeas da mesma madeira de 1 e 1 1/2 polla-
gadas.
Vendem MATHUE* AUSTIN & C, roa de
a Commercio .18, l andar, ou no caes do Apol'.:
n. 51, por precos commodos.
Attcn^o
Na engenhoca de Bpmfica, ra Real da
Torre n. 23, precisa-se de dois empregados que
saibam tirar le'
leue.
Aluga-se a casa terrea n. 82 do pateo do
Terco, ciada e pintada de novo ; a tratar em
Fra de Portas, ra do Pilar n. 56, taverna, at
11 horas da manha, ou depois das 4 horas da
tarde.
Precisa-se de urna ama para cbsinhar ; na
ruaNova, plwmscia n. 31.
Na roa da Aurora n. 51. precisa-se de urna
ama para engommar c fazer mais servico domes
tico.
. Aluga-se a loja e o sobrado da travessa do
Livrameoto n. 10 ; na roa do Apollo n. 4, so-
brado-
Krnesio Soares de azevedo
Maximilla Augusta de Morara Azevedo, Mara
Emilia Soares de Azevedo, Alberto Soares do A-
zevedo Sobrinho, irmos e cuabados, sinceramente
agradecen) do intimo d'alma aos parentes e ami-
gos que Ibes presturam a subida fineza de acom-
panharem at 4 su i ultima morada os restos raor-
taes de seu presado esposo, pai, irmo e cunhado,
Ernesto Soares de Azevedo, e isto sem qne pre-
cedesse convites, pelo que mais immorredoura se
torna a sua gratidSo : rogando lhes agora o cari
doso obsequio de assistirem a missa que pelo re-
pouso de sna alma ser celebrada sezta-feira 22
do cerrente, s 7 boras da mann, na igreja de
N. 8. doCarmo, stimo dia de seu infeliz passa-
mento ; e reiterando os agradecimentos por mais
case acto de religio e verdadeira amisade, se lhes
confessam summamente gratos.
IILUES
Sezta-feir8, 23, ter logar o leilo de duas
caixas grandes, avariadas, sendo urna com fa-
zendas de lioho e outracom miudezas
Segundo leilo
Aluga-se urna casa nova no largo da Casa
Forte, jacto a estaco, com grandes commodos,
prestando se pan urna ou duas familias, tendj
entre quartoa e salas 26. e mais duas cosinhas
com duas saletas para engoinmado, tendo gaz en-
canado, com boa agua de beber, tendo duas bam-
bas, banheiros, com agua encanada, tanques e ap-
parelhos e gallinheiros, tendo o predio terreno
aos lados, cercado estes por muro, e no fundo por
quartos, com dous portes na trente, preco razoa-
vel: a tratar com o Ouimares na Casa Forte,
junto a luja de fasendas.
Precisa-se de una ama de meia idade para
cosinhar, comprar e tazer o servico de urna easa
de pouca familia : na ra Velba n. 3.
Precisa-se de urna ama
ra do Rangel n. 9.
para cosinhar : na
Aluga-se a casa terrea n. 99 da
ta : a tratar na ra da Aurora n. 61,
terreo.
ra Direi-
pavimento
Roa larga do Honorio u. is
Aluga-se o 1 e 2- andar ; a tratar na ra da
Aurora n. 1, 2- andar.
Eii'omina dcir?'
Da armaca, otencilios e mo>cadorias do
belecimento de mulhaJos da ra do Mrquez de
Olinda n. 51, e de um rancho na estrada do Ca-
xang, conhecido pelo rnch do Sabino e de divi-
das na importancia de 29:9994615.
Sexta-felra do eorre nte
A's 11 horas
Na ra do Marqu>z de Olinda n. 51
O agente Modesto Ba lista por mandado e
com assintencia do Exm. Sr. Dr. juiz do commer-
cio e a reqnerimento do Dr. curador fiscal da
maesa fallida de Jos de Azevedo Braga 4 C,
far leilo do aue cima se declara, garantiudo-se
ao comprador as chaves da casa.
Precisa-se de urna ama que engomme com per
csta--| fljico ; na ra do Marqqez do Herval n. 10.
A viuva, filhos, genros, oras e eneados, ainda
dominados pela desagradavel impresso que lhes
causou a morte do seu bom marido, pai. sogro e
padrasto, o coronel Francisco Manoel Wanderley
Lins, fallecido a 16 do corrente, agradecem cor-
dialminte todas as pessoas que se dignaram
acompanhar os seus restos mortaes ao cemiteno
publico da villa de GamelUra, e pedem de novo
o obsequio de assistirem a miasa do stimo dia,
que maodam celebrar por seu eterno repouso, na
igreja matriz de N. 8. ia Penha da mesma villa,
a 9 horas da manha do dia 22 do corrente, e con-
fepa*n-pe prwtns.
Vende-se urna armaco envidracada e urna dit?.
; ingleza, tres fiteiros, urna vitrina e orna porcac
! de formas para saputos, indo em perfeito estado e
baratos : a tratar a roa da Imperatriz n. 52.
Nava Hamburgo
c e r v e j a r I a A11 c m I
Ao pubico
Os proprietarios deste estabelecimento avisao:
ao respeitavel publico que arrendaran seuThea-
tro de Variedades e respectivo Jardim Mpreia
Richard de operetas francezas lob as seguintea
condices :
L i
Nos das em que a empreza de{. seus espectcu-
los, a entrada para o jardim e theatroser s e
exclusivamentepelo porto do caes de Santa Isa-
bel, onde estaro os competentes bilheteiros epor-
teiros da empreza, ficando portanto esaa s< C,;1o d:
estabelecimento completamente desligada da da
tua Florentina.
2.
Qualquer reclamacao do publica, inherente ac
servico do theatro ou ia empreza ser nicamen-
te dirigida p-r Mr. Richard, emprezario ou peaso-.-
por esse proposta, nico competente para aceitar
e attender.
Atteodendo aos pedidos de mu i toeabitus
dos jogos de bilhar, .os proprietarios do estabe-
lecimento, deduziram40 por centodo precn d.
tabella do tempo as ooitea de espectculo co-
brando se smente600 ris por horadurante c
tempo que esta empreza all trabalhar.
O servico doBuffet, ser feito caprichosamen-
te e de modo a contentar o mais exigente pala-
dar.
Variado lunch,
Bebidas geladas,
Caf e orvete.
Recife, 21 de Outubro de 1886.
Ang. Kruss,
successores.
Aos I00:000S000
omito nova ;
do Rosario n.
Cal de Lisboa
vendem Palmeira & C, rna larga
27.
Leilo
da caixa marca 8 & C n. 3, descarregado do va-
por francez Ville de Macei com avaria d'agua do
mar, contendo 14 pecas de panno de Hubo para
lenc.'S, guardanapos, toalhas, e bramante.
exta-felra, -tdo corrate
A's 11 h'.ras
Ra do Bom Jesua n 43.
O agente Pinto levar a leilo por autorisacao
do Sr. cnsul de Franca, em presenca do seu
cbanceller, e por cunta e risco de quem pertencer
a cana cem as fazendas cima mencionadas com
avaria d'agua do mar.
Em conlinuaflo
Leilo
de trancas de 12 e seda, meias para senhora gra-
vatas, sapatoc de tranca e de tapete para homens
e senboras, (tudo avariado.)
Agente Pestaa
Leilo
De liquidacae de diversos movis, ezcellente pia-
no, candieiros a gaz, um cofre francs, grande
quan'idade de louca, pares de jarros, diversas latas
com fumo em corda avariad s, barricas com fumo
picado, e outros muitos objectos que estaro vis-
ta dos Srs. compradores.
Sextafeira 22 de Outubro
A's 11 horas
No armazem da ra do Vigario n. 12
O agente Pestaa, far leilo do* objectos cima
mencionados por couta e risco de quem pertencer,
para fechamento de contas.
Do movis, loucas, vHros e quadros
Sextafeira. 9 do corrate
A's 10 1/2 huras
Na casa terrea sita a ra d.i Alegra n. 40
Constando o o seguirte :
Urna mobilia de amarello a Luis XV, pintada
de preto, conaolos e jardineira com pedra, l dita
de amarello, consolos c 111 tamp.i de mudeira, 1
piano do fibricante Bord, 1 estrado e cadeira para
o mesmo, 2 pares dt finos jarroa, Unternas, 2 jar-
ros para centro Je mesa, 2 cadriras de baUnyo de
junco, novas, 2 espreguicadeirns com tapete, 2
tete mabile, 1 espelhn, 1 cama, 1 mxrquezo, mesa
para juntar, 1 toucudor, 2 lavatorijs, 6 caderas
de guarmeo, 1 mesa parn jantar, dita para al
moco, copos, garrafas, quadriis, eacrrradeirat^trem
de cozinha e mais movis patentes no acto do
leilo.
O agente Silveira, devidamente autonsado, le-
var a leilo o referidos movis pertencentes
urna familia que mudou de residencia.
Leilo
De 2 pianos, 1 uobilia de Jacaranda, toillet,
apparadores, e outros muitos movis,,c-
lices, perfumaras e miudez-s.
Sabbado *: do corrente
A's 11 horas
Na ra Estreita do Rosario n. 24
Agente Modesto Baptista
Ama
Precisa-se de urna ama
da Aurora n. 137.
de meia idade ; na roa
Ama
Precisa-se de urna ama para casa de pequea
familia ; a tratar na ra do Mrquez de Olinda
n. 1, 2- andar.
Ama
Precisa-se le nma perfeita cosinheira ; a tratar
na roa do Cabug n. 14, sala da frente, de meio
dia s 2 da tarde.
Ao commereio
Os abaixo aseignados participara ao respeitavel
corpo de commercio e a quem posaa interessar
que acha-se dissolvida amigavelmeote desde 30
de Setembro ultimo, a sociedade que tinham no
esixbelecimento de fazendas roa do Visconde
de Inh -urna n. 6, sob a firma de Fernandes &
Santos, da qual retirou-se o socio Santos, pago e
satisfeito de seu capital e lucros, ficando a cargo
do socio Fernandes todo o activo e paesivo.
Recife, 18 ds Outubro de 1886.
Antonio Feruandes,
Antonio Joaquim dos Santos.
A Sr. %otau**s Ferreira
Lendo a Provincia de hoja deparei com nm ar-
tigo do Sr. Antunes, com 'elaco a m caco e de outros, e sobre o escndalo da minha
oualificaco, tenbo a dizer ao Sr. Antunes que,
em quanto a m iradia da professora ba 15 annos
sua mentira, e que escndale o senhor ter
comprado um porco (bicho) a 3 annos e at o pre-
sente nao ter pago e poseuir na roa do Lima urna
muiher prostituta sendo o seuhor um pai de nu-
merosa fnmilil.
Se proseguir voltarei.
Recife, 21 de Outcb-o de 1886.
Horacio de Freitas.
Casa no Encanatnento
Aluga-ie orna casa cim duas ealHS, dous quar-
tos, cosinha f.ira e cacimba, nova e .lugnel
commodo : a tratar roa de Pedro Affooso n. 4,
antiga da Praia.
Sociedade *& de Ontubro
Esta socieJade convida a todos os seus associa-
dos, pa.-entes e amigos do nosso finado socio, Je-
nuIuo Oclai lao da Silva oacalves,
comparecerem na sexta-f-ira 22 do corrente,
para assistir a missa do trigessimo dia de seu
passameuto, que mandamos rezar na igreja do Li-
vrameoto pelas 7 horas da manha.
Recife, 20 de Outubro de 1886.
O secretario,
.____________ Mxrtiniano Cruz. *
..os 100:000*000
23raa Primeiro de Margo23
Os abaixo aasignados tendo vendido nos
seus afortunadiis bilhetes garant los os ns.
87 cora a sorte de 1 JO:OOU0OOO, H>,704
com 30:0005000, 7,920 rom 10:0000000,
8,175 e 6,670 com 2:U00(, 3,465 1,610,
3,585, e 21,365 com 1:0006000, 1 ,635
4,6 t, 22,450, 910. 22,515, 21,409,
22,186 e 9,364 com 5000009, da 6.
parte da 1 lotera da Santa Casada Mise
ricordia, que se acabou de extrahir, con-
vidara os possuidores a virem receber inte
gralmente.
Ai.-h-nn-se expostos vendaos afortunados
bilhetes garantidos da 7." parte da 1.' lo-
tera a b'-n'fi>-io da Santa Casa de Miseri-
cordia do Recife, que se extrahir quinta-
feira 28 do corrente.
Precos
1 vig'ssimo 1000
Bai porco de loo A p olma
1 vigessiuio 0900
Martin* Finta & C.
Isabel Joaquina Tavarea
Leopoldiua Carolina (uinteiro, Francisca Emi-
lia Martina, Isabel Emilia Ferreir, Cludiuo Jos
Flix, Miguel Bernardo Quintairo e Jos Izidoro
Martina, filhos e genros aa finada Isabel Joaquina
Tavares, agradecem de coracao todos aquelles
que se dignaram acompanhar at o cemiteno pu-
blico os restos mortaes de sna presada mi e so-
gra, e pelo presente convidam todos os parentes e
amigos 5 assistirem as missas que por alma da
mesma filiada mandam celebrar na matriz da Boa
Vista, s 7 horas da manb do dia 23 do corrente,
stimo do passameuto.
Coronel Francisco Manoel Han
derley Iriaa
O Baro de Sennbaem manda no dia 22 do cor-
rente, s 8 horas da maab, resar urna missa na
capella le sen eagt-nho Ribeiro, stimo dia do
parsamento de sen presado cunhado, o coronel
Francisco Manoel Wanderley Lins ; e para esse
acto dereliio, pede e ugradece o compareci-
meuto dos parentes e migus.
Dionlaio Lorio de Oliveira
Lope*
Leopoldo de Oliveira L-ipi-s, seus irmos e eu-
nhadoa, Francisco Antonio de Albuquerque Mello
e Sebastio Jos Qomijs Penia, convidam sena
parentes e amigos para Mssistirem vs missas que
mandam celebrar na igreja de N S. do Terco,
pelas 7 boras da manb do din 2-> lo corrente, ;
por alma de seu irmio c cunhado, Dionisio Lucio
de Oliveira Lopes, stimo dia d>* seu failecimento,
pelfi qne se eonfessiim erHdecid>.
Sao os melbores que tem vin que tornam-se recm-meedaveis tmo pela boa
q'ialidade como por virem colorados em caixinhas
. de phantesia e com cbruoios variados.
Vende-se por presos mdicos
Unicds ilep sitos
Francisco Lauria 4 C, roa Costa Lima & C ra do Amurim n. 37.
16-Eua do Cabug-16
O abaixo assignado vendea nos seus ven-
turosos bilhetes garantidos os premios se-
gu a tes: 1 deze&s do n. 71 a 80, n. 1
com 10#, n- 29 com 100, n. 41 a 50 com
100000, 13370 com 2:0000, 22450 com
5000 da 6 parte da 4a lotera.
Convida-se aos possuidores a virem rece-
ber sem descont algum.
A chara-se venda os venturosos bilhe-
tes garantidos da 7* parte da 1* lotera da
provincia em beneficio da Santa Casa de
Misericordia do Recife que se extrahir
quinta feira 28 do corrente. *
Presos
1 Vigsimo 10000
Sendo quantJdade superior
a 140:000
A dezena 90000
Joaquim Pires da Silva'
gIsooMro
AOS
Ra do Baro da Victoria u. 4o
e easa do costume
mures tmsm
O abaixo assignado acaba de vender
um vigsimo de n. 14,105, eom a sorte
de 2:0000000. tres ditos de ns. 18,778,
11,432 e 11,275 com a sorte de 1:0000 e
tres ditos de ns. 12,795, 14.173 e 22,069
com a sorte de 5UO0OOO da 6.a parte da
1.a lotera que se extrabio a 21 do corrente.
O mesmo abaixo assignado ooavida aos
possuidores virem receber na conformi-
dade do costume, sem descont algum.
Acham-se a venda os afortunados bi-
hetes garantidos da 7.a parte da 1.a lote-
ras a beneficio da Santa Casa de Miseri-
cordia do Recife, que se exirahir a 28
do corrente.
Presos
1 vig8Bmo 10000
Km qnantldade niaior de too*
1 vigessirao 0900
Joo Joaquim da Costa Leite
Fados e nao palavras
Ao* qne se desejam tratar sem comprometter a
saude com preparados mineralgicos.
Nesta typograpbia e na ra Direita n. 66, 1.*
andar vende-se tinturas homeopathicas para ino-
fensiva cura das seguintes molestias : asthmatico,
ainda mesmo bronohitico; erysipela, enxaqecas;
internitentes (sem o emprego do fatal quinino) ;
toase convulsa, falta de menstruacao ; cmaras de
sangue : estericos ou metnte ; dores de dentes ou
nevralgits, metrorragia; vermifugos, denticoe
convulaes das criancas ; ludo manipulado de her-
vas do paiz.
rtt-.-iui como tratam se escrofulosos em qualquer
gr: o e gommatosoB.
MENORES ELOUCOS
EM UIREITO CRI.HI.UL
ronsideravelmente augmentada e seguida de um apendeie
OIREITO DE Pl'MR
Segnnda edicjlo
sobre o fundamento do
Acha-se completa a mpr*89ao desta importante obra
desde j assign-turas na LIVrURIA FRANCEZ \, Ra do
para a qual Be racebem
Baro ua Victoria n. 9.
Inrli 5$U00canil. StM
VSkWk
\

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i


6
Diario de Pernambuco---Sexte-feira 22 de Outubro de 1886
/
f
'

V
V-

A fOOAS OS
Porgante as Familias.
f jiirin pilo 0;J.CA1ERCI*Jm.lLMai>ulli


I




V



Aluga-se
predio n. 140 ra Imperial, proprio para es-
abeleeimento fabril : a tratar na ra do Commer-
'io u. 34, com J. I. de Medeiros Reg.
Aluga-se barato
Ra do Bom Jess n. 47, 1.* andar.
Raa de Lomas Valentinas n, 4, com sotao.
Largo do Mercado n. 17, leja com agua.
As casasda ra do Coronel Suassuna n. 141
Casa terrea da travessa de S. Jos n. 23.
Roa da Baixa Verde n. 5, sitio com viTeiro.
Tratk-se na roa do Commercio n. 5, 1 andar
escriptorio de Silva Guimarues & C.
Ba Visconde de Goyanna N. 79
Aluga-sc
t casa n 1 ra Lembranca do Gomes, em Santo
Amaro, tem agua : a tratar na raa da Imperatria
a. 32, 1. andar.
Alug-a-se
aloja do sobrado no largo de S. Pe 1ro n. 4 ; a
tratar no andar.
Mugue, barato
Aluga-se o importante 1 andar com muito bons
commodos, ra da Rada n. 17 ; a tratar no lar-
go'do Mercado n. 12.
Ama
Preciaa-se de urna ama
prar ; na ra do Cotovello
para cosinbar e coua-
129.
Ama
Precisa-se de urna ama para casa de pequea
familia ; a tratar na ra do Paysan a. 19, Pas-
sagem da Magdalena.
Ama
Precisa-se de urna ama para todo servico de
casa de pequea familia ; a tratar na ri>a da Ma-
triz da Boa- Vista n. 3.
Ama
Precisa-se de urna ama para cosinhar e com-
prar ; na ra do Cotovello n. 139.
Precisase de urna ama para cosinbar, que seja
perita e que durma em casa do patrio ; na raa
de Riacbuello n. 57, porta.) de ferro.
WM
Na praca do Conde d'Eu n. 7, 2- andar, preci-
sa-se de urna ama que cosinhe bem, para casa de
lam lia.
Pastilhas yermi tugas
de. Ecring
o melhor especifico contra vermes : deposito cen-
tral em casa de Paria Sobrinho & ('.., ra do Mr-
quez de Olinda n. 41,
triado
Precisa-se de ttm criado do 14 a 18 anuos ; a
tratar na ra do Paysand n. 19, Passagem da
Magdalena.
"piwi)Fiir
de 3X9, 4X9 e 3X12 ; vende-se na serrana a va-
por de Climaco da Silva, caes Vinte Dous de No-
vembro n. 6.
Gralifica-se
a quera entregar no 2- andar do predio n. 19
ra das Trinchtiras, tres chaves de cofre, sendo
duas menores e urna maior, as quaes oram perdi-
das na mesma ra na noite de 25 do corrente.
Curso preparatorios
O bacbarel francisco Correia L. Sobrinho tem
aborto nm curso de aritbmetica, algebra e geome-
tra ; na rea da Matriz n. 7.
Luz brilhante, sem Fumo
OLEO ARlATICO
Hy
gienico e Econmico
PARA LAMPARINES
M&RTIKS* BASTOS
Pemantbuco
NUMERO TELPHON|CO : W 38
Agua florida.- Extrahida de flores bra-
sileras pelo sea delicado perfume, suavida-
de e suas propriedades benficas, excedo
a tudo que neste genero tem spparecido de
mais celebre.
Tnico americano.E' a primeira das
prepararles para a conservarlo dos ca-
bellos. Extingue as caspas e outras mo-
lestias espillares, faz nascer os cabellos,
impede que embranquecam e tem agrande
vantagem de tornar livrea de habitante as
caberas dos que os usam.
Oleo vegetal* Composto com vegetal
innocente, preparado para amaciar, for-
tificar e dar brilho aos cabellos.
Agua dentifricia. Exeellente remedio
contra a carie dos dentes, fortifica as gen-
gives e faz desapparecer o mo hlito.
Vende-se as principaeB casas desta ci-
dade e na fabrica de leos vegetaes ra
da Aurora n. 161.
TF.LEPHONE N 33___________
Tricofero de Barry
Garante-sa que faz nas-
cer e crescer o cabello ai n da
aos mais calvos, cura a
tinba e a caspa e remove
todas as impurezas do cas-
co da cabeca. Positiva-
mente impede o cabello j
de cahir ou de embranques-
oer, o infallivelmente o
torna espesso, macio, lus-
troso e abundante.
S.J
Agua Florida de Barry
Preparada segunda a formula
original usada pelo inventor em
BSk E'o unic perfume no mnn-
("o que tem a approvatjao offlcial do
nm Go7emo. Tem duas vezes
mais fragranciaquequalquer outrn
ednraodobro do tempo. E'muito
mais rica, suave e deliciosa. E'
muito mais fina e daUsada. E'
mais permanente e agradavel na
lenco. E' duas vezas mais refres-
cante no banho e no quarto do
dot'ntf.#E' especinoo contra u
frouxido e debilidade. #00 as
dores de cabeca, os cansacos e os
desmaios.
Xarope ie Vida Je Reuter No. 2.
AXTTS DI USAIi-O. DZP0ZS DE SAL-O,
Cura positiva e radical de todas as formas de
escrfulas, Syphilis, Feridas Escrofulosas,
Affecces, Cutneas e as do Couro Cabel-
ludo com perda-do Cabello, e de todas as do-
encas do Sanguo^Kgado, e Bins. Garntese
que purifica, enriquece e vitalisa o Sangue
restaura e renova o systema inteiro. 0
Sabao Garativo de Reuter
Para o Banho Toilette, Crian.
cas e para a cura das moles-
tias da pelle da todas as especies
* em todos os perodos.
Deposito em Pernambuco casa de
Francisco Manoel da Silva & C.
VERDADEIROT TI TJ AV LIQUIDO
PURGATIVO ilJj ni) 1PILULAS
ARCIERNf
FHARRfl&QE @TTIN
CENDIE M La BOT
PlKtAlll LE
TIUTOI rllATIYl DO cora
RuedeS
Os Purgativos Le Roy justifleam
sua reputaco secular e sua superto-
ridade por milhares de curas; hoje alo
adoptados por toda a parte, de preferencia
a qualquer outro para cura rpida e pouco
honerosa dar.
MOLESTIAS CHRONICAS
mal conhecidas, mal curadas, e consideradas sem
razfio como incuravefc. Nao existe medicaco mais
efflcaz contra os humores, pituitas ou biles alterada
provocam ou entreteem estas longas affecces; nao
reconstituinte mais enrgico contra as reincidencias.
Afim de evitar as Contrafaeoes :
Se dev* recusar como tnefficau ouperigoio qualquer Purgativo
1 Roy liquido ou em pilulat que nao iah da l 51
rrharmacia Cottin, genro do OrurgiOo Zjc Roy I Roe de Seine
re nao tratendo a auign+tura ao lado tobre o rotulo. | PARI8
Exeellente morada na
Torre
Criado
Aluga-se urna casa com commodos suficientes ,
para familia numerosa, com grade sitio e jardim, Cochciru
muito fresca e alegre, margem do rio, em cojo
portao termina a linha dos bonds, fundo na mar-
gem opposta do rio, a estacao da Torre, da com-
pauhia dos trilhos urbanos do Recite Caang :
a tratar n Recife, ra do Commercio n. 46, pa-
vimento terreo.
Precisa-se de nm cri-Jo de 12 a 14 annos, que.
tenha boa conducta; a tratar na ra do Bom
Jess (antiga da Cruz) n. 28.
Fiambres semosso
De 1, 2, 3, 4 e 5 libras, proprios para
receberam nova remessa
C, ra Nova n. 3.
Fumo desliado do Ro-Novo
LSt
da ra da Imperatrlz
n. SO
TELEPHONE N. 189
O abaixo assignado avisa aos seus amigos, fre-
gueses e ao publico em geral que o Sr. Oelfino de
Azevedo Villarouca despedie-se da admioistracao
de sua coeheira, ra Ja Imperatriz n. 29, desde
o dia 9 do corrente, tendo prestado todas na contas,
ficando a mesma sendo administrada pelo Sr. An-
tonio Joaquim Moreira, a carga de quem se acha
unebes, J tambera a cobranca; espera, poie, merecer a mes-
Jos Fernandes Lima & ma confianca dos seus fregueses.
Recife, 18 de Outubro do 1886.
_____ loi Pedro Rodrigue* da Silva.
DE
Frotas Silva &
O melhor e o niafn paro que tem
indo a eeta prara
NICOS IMPORTADORES
Costa Lin-a & O Ra do Amorira n. 37.
Almeida Machado & C. Ra da Madre de
Deus n. 36.
Jos Antonio dos Santos Ra do Mrquez
de Olinda n. 5 e ra Primeiro de Marco
n. 3.
Armario
Compra-se urna
boa e envidracada
para molbados, sendo muito
: i ra ds Uniao n. 54.
Feitor
Precisa-se bar em um sitio, dando -se Companbia n. 2, escriptorio*
Novo porto do carvao
Boa do Harqnez do Ilervnl n. 29
Tendo um consumidor completado o nnmero de
60 barricas, receben um vigsimo da 3' parte da
lotera da corte n- 11890, e se he couber a sorte
grande podervir receber os cem nmeros de bi-
Ihetes, de cunformidade com o annuncio. Neste
porto vende-se muito bom carvao a 720 rs. a bar-
rica, e aceitam-te reclamatoes dos fregueses,
quando nao forent bem servidos na qualidade do
carvao, e nos fretes dos conductores.
Costureiras
Precisa-se de boas costureiras
na ra do Rangel n. 53.
para camisas
#>*>>**<
SABONETEdeALCATRAO
PARA A TOILETTE, 08 BANHOS E CUIDADOS A ViR AS CRIANCAS
Este SABOXETE, r*rda MOLESTIAS DA PELLE
SAPO CARBONISDETERGENS
Lava* vossas enancas com o SAfO CAIIBOSIS ItETEIlOEXS afim de protcgel-os contra
o SRAMPO, a. VARILA e a FEBRE ESCARLATINA
Estas SABOA'ETES sao recommendados pelo Corpo medico inteiro porque prevlnem as
MOLESTIAS EPIDMICAS e CONTAOIOSAS e te adapto a qualquer clima.
MARCA DE FABRICA NOS ENVOLVEROS B NOS PES
3Dei>osrlto ^eral: "W. V. WRIGHT AL C, Souti-vwarlc, LONDRES
Em Fema.m.b\j.co : Fran" M. d.a SILVA 8c Cu.
i.
XAROPEd REINVILLIER
0O^ Laureado pela Academia de Medicina q
'^^'r'jest Caa/he/ro da Legio de Honra rr^flfr^
"^ATOdsCAL O-E^-^^^
O Pbosphato de cal a substancia mineral mais abundante do organismo e toda vez que sua
jantldade normal lilmlnue resulta urna affeccSo orgnica erave.
resulta urna arfeccao orgnica grave.
quantldad
Mais de cinco mil curas, a mor parte justificada*pelos Professores c Mdicos das Faculdades
foro obtidas ultlmamentc e fizerao com que o Xarope. ao V Itrnrillier fosse classlllcado
como o especifico mais seguro coira a Tsica pulmonar, Broacblt* cnronlca, Anemia,
Rachltlsmo, Debilidade do Organismo. U Xarojie do D' Rein.rillier administrado
diariamente ascrlancas faculta a dentiao c o cresclmento:nasmaes o amas de lelte torna o
leltc melhor; impede a carie e queda dos dentes tao frecuentes depois da prenliez.
Deposito : Pharmacia VIREBIQUE, 8, Place de la Magdoleine, PAJUZ.
Em Pernambuco: FRAX" JT. da SILVA C, e as pr ncipaes Pharmicias o Drogaras.
Taverna
Boa arqusl^o
J'.aquim Goncalves Cascao, achando se doente
e precisando retirar se para Europa, vende sen
Aviso
A Sra. D. M&ria Arcbanja Cavalcante de Albu-
querque, mi da Exm. Sr. Baronesa de Vrr.i
Cruz, senbora do engeuho Monjope, queira tera
estibelecimrnto rna de Thom de Souza n. 4,1 bondde de mandir ptgar a Jos Feliciano de
oa admitte um socio que entrj com algura capital : j """zar th a quantia de 3.000/ e tantos de xarque
a tratar na mesma.
Caixeiros
Apol ices |rovinc.aes de U^
Compra-se apolices provineiaeB ; na ra Duque
de Caxias n. 46, loj.
Capui
inga
Alngaoj- je as casas pequeas ns. 28 a 32 ra
da Amisadi;, por preco (.-ommodo a tratar na rus
velba de S: nta Rita n. 14, sobrado, das 8 horas da
manhS a 1 da tarde.
Allenciio
A Exponiro Central convida o sexo feio
para o sen bonito soitimento de gravatas, lencos,
meia.. ooirinhos e punbos, assim como tem nm
exrleudido e esquesito sortimento de perfumes
r*ros : na ra larga do Rosario u. 38, fjamiao
Lima & C.
f<
;.,
aldereir.o etuachinistas
Na Uii:. Pinte, rm Kiheirao. precisa-se con-
tratar dous raacbinibtas e um caldeireiro qoe tra-
dbem em cobre e ferro : quem estiver em condi-
i?a de servir venha Ribeirao pela estrada de
D do Recife ao S. Francisco, que achara com
:n tratar.
Criado copeiro
Precisa-se de um de
14 a 16 anuos, na ra
de Riachuelo n. 17.
Pind resina
de 3X7 ate 3X12.
Pinho branco (da Suecia)
de 3X7 at 3X12.
Cimento inglez
VENDEM
Fritera frotaos tt c
Ao coufflercio
O abano asaignaoa aa qualidade de procura
dor dos herdeirss do nado Antonio Jos Rodri-
gues de Souza, destara ao respeitavel carpo com-
mercial, que o Sr. Veriato Severiano Gcmes de
Castro deixou de fazr psrte da firma Jo Augus-
to dos Santos & C. da anal fazia parte co no bo-
cio conuEMDriitario e .mico capitalista o mesmo
finado, e dito Sr. Castro como socio de industrie,
ficando todo o activa e passivo a cirgo tos her-
deiros do dito ficade. fiecife, lldeOutabro de
1886.
Manoe] Martin; Fiusa.
Precisa-se de doua caixeiros, sendo um de 18
20 annos de idade, portuguez ou nacional, e outro
de 12 14 annos de idade, preferindo-se nacio-
nal ; a tratar om o Simoes i ra do Vizconde de
Goyanna n. 1. taverna.
Pintura domestica
PHARMACIA DE
Hermes de Souza Pereira & (i.,
Successores
Recebeu grande sortimento d'csta exeellente j
tinta de todas as cores e em latas de 1 a 5 libras,
que continuam a vender por commodo preco.
Qualquer pessoa (menino ou criado) pinta cem
perfeicao.
Com esta tinta pedem todos com penco dispen-
dio conservar suas casas simpre limpas.
que Ihe remetteu p ira alitoentacao de sua fabri-
ca n digenbo Tamatape de Flore, .slem disso
quanda scu filho Joo Cavalcante foi para Eurors
e que ficon a dever-lhe urna letra de 2:000400os
tanto, proveniente ainda de xarque, elle foi a sua
casa fazer-lhe ver isto, assim como se devia con-
tinuar a mandar xarque para supprir a sua fhbri-
ca. e suas palavras foram estas, que ainda hoje
nao as uega, o senbor pode continuar a mandar
porque a sua divida est sgura, poiquanro se
i meu filho morrer na Europa eu Ihe pagairei, e se
1 eu roorrer primeiro ahi tst meu filho para Ihe
pagar, palavras estas qu confessou a outras peg-
j soae, que mais tinba dito ; olere disto a ?>.* Baru"-
nessi viuva e rica e nfti tem filhos, nio necessita
: po. rauto que a Sr* D. Mara por meios inenoa
proprios accuaiule fortuna para Ihe deixar de he-
aq^i. Esta divida vlem de tudo urna divida
rroveniente de xarque para alimentaco de (.ua
obricaenodeve aer igual as outras qua V. Exc.
faixou de pa ;ar.
Hotel de Beberibe
Joaoda Silva Villanova, proprittario des
se aprazivel estabelecimento, situado na
melhor casa da povoacSo de Beberibe,
previne aos seus numerosos freguezes que,
o ter competentemente remontado este
auno, e prompto para attender os mais ur
gentes gostos.
A grande concurrencia com a qual foi
honrado a festa passada, animou-o a n3o s
crear novas commodidades para os seus
hospedes e inquilinos, como tambem a am-
pliar a serie de jogos o paBSalempos que
serSo na occasiao em que o calor afugentar
do Recife nacionaes e estrangeiros em bus
ca do ar do campo, em nenhuma parte
mais ameno que all, a mais bonita e tran-
ca digressSo. Para que se avahe da mo-
dicidade dos precos, toma a liberdade de
offerecer aos seus numerosos freguezes a
presente tabella, que soffrer descont
quando se tratar de familias ou de ajustes
por atacado.
Tabella dos precos do hotel
Dormina em quarto separado, com d-
reito ao banho, refresco e cal pela ma-
cha !>.
Almcgo, contendo dous pratos segundo
a lista, um copo de vinbo, caf ou cb,
etc. 1.
Jantar, tres pratoa segundo a lista, so-
bremesa, um copo de vinho de pasto, e
caf 10500.
e' o caso de experimentar paba jcloab !
Jogos de jardins.
Jogos do salSo.
Divertimentos ao ar livre.
Concertos em tecto enxuto.
Inaugurarlo do Club das Corridas.
Msica gratis.
Surprezas, mysterios.
Boa palestra e... tuti quanti...
A' Beberibe rapazeada, A' Beberibe,
olhem bem (isto muito em segredo) o Villa-
nova s nao gosts do piado !
PovoacSo de Beberibe, 5 de Outubro
de 1886.
Joao da Silva Villanova.
A tt endite!!!
Boquets da ultima invenco, para casamentos,
etc., etc., de Jos Samuel Botelho ; a tratar na
ra do Barao da Victoria, luja n. 20, e ra da
Cadeia ao Recife, leja n. 43.
\nia para cozinhar
Na ra de Riachue-
lo n, 17, precisa-se
de urna inulher que
saiba cozinhar.
\
Tomeui nota
Trilhos paraengenhos
WAGONS PARA CANNA
Locomotivas
Hachcnlsmo completo para en
genhos de todos os tamaitos
SyStema aperfeicoado
EspecificacZes e preqqs no escriptorio do
agentes
Browns & C.
M. a -Ra do Commercio
N. B Alm do cima B & C, tem cathalogos de
an'l s implementos necessarios agricultura, como
ambem machinas para descarocar algodao, moi
ahos para cat, trigo, arroz e milho; cerca de fer-
ro galvanisado exeellente e mdico em preco, pes
ou nenhuma pode trepal-a, nem animal que-
bral-a.
le
i
Criado
Precisa-se de
c. 29 A.
nm : tratax oa ra da Uuio
Costureira
Precisa-se de urna pessoa que cosa com perfei-
cao ; na ra do Mrquez do Herval n. 10.
Atten^o
Nao pomada, nao phnntasia, bom ver para
crer. No pateo do Paraizo n. 13, pavimento ter-
| rec, lava-se e engomma-se com todo o esmero e
' promptidao ; c quinto ans precos nao ha rival.
AVISO TIL
Manoel Beroardios Ramos, agente de lo-
cajoes, cobran;a, compras, vendas e in-
dicasoes uteis, mudou sua residencia o es-
criptorio de sua empreza- Agencia Pro-
gressiva Pernainuucana-para a ruadas
Flores d. 18, (i>orta larga).
Ma'danioiselle Cotinha
Ainda centins ,ia r do Imperador n. 55, 2-
andar, onde suas Bnigai e freguezas podem en-
contral-a jara cotnorarlhe os trabalbos, qne como
modista deannpen!... como sejam, toQettei e pen-
teados de todo gosU, it afcordo com os figorinoi
modernos /
-3@15I515I5151515151515I51515U
VINHO E GRAGEAS mm VIVIEN
EXTRACTO NATURAL DE FIGADO DE BACALHO
Premiado om medalhas de Ouro e Prmtm
PELA ACADEMIA NACIONAL
Ordenados nos hospitaea da Franca. America, Inglaterra, Roaala, ata
Administrar sob forma mu fcil e agradavel todos os elementos curativas da olea
evitando assim o cheiro e saber nauseosos d'este; alem d'isso esta preciosa preparaea
tem urna superio.rida'le incontestavel so)re o oleo porque pode ser usada duranta
grandes calores em quanto o uso daquehe e impossivel, tal o eminents servico prestada
pelo Doutor VIVIKN; a experiencia tem confirmado o bom xito Exigir a firma do inventor H. VIVIEN em duas cores ao redar do crgalo de cada
jarrara oom o Sello de uaiao dos Fabricantes o, botdevari Strasbourt, em PARS.
^r*Jardim das plantas
MONDEGO N. 80
Pretendendo-se acabar com as plantas qae esto
em vasos n'este jardim, vendem-se os sapotiseiros,
muito grandes, e dando fructo a 2*000, lais*
geiras, muito grandes, para enxertar, a 6000 a
duzia, e sapotiseiros mais pequeos por barato
preco.
SIBLSO
DE
SCOTT
DE OLEO PURO DE
Figado de bacalho
COM
Hypopliospliilos de ca! e soda
Approvada pela Junta de Hy
giene e autorlsada pelo
governo
E' o melhor remedio at hoje descoberto para a
fnica bronenites esicropIalaM, ra
ebiliN. anemia, (' ebilidade em geral.
deOnxon. losse ebrontca e alTeccAea
do pello e da garganta
E' muito superior ao oleo simples de figado de
bacalho, porque, alm de ter cheiro e sabor agra-
daveis, possue todas as virtudes medicinaes e nu-
tritivas do oleo, alm das propriedades tnicas
recon8tituintes dos lrypophospbitos. A' venda na
irogarias e boticas.
Deposito em^Pernambuco
PERFUMARA OOKUHDO EieGANT^
DELETTREZ
54, 56, Ra Richer, 54, 56
CREAQO PARIZ NOVA
BIVI -*- EIVAL
SUAVIDADE
concentrai;ao
CREME OSMHEOIAI
sabonbtb, bxtraoto\
agua do toucadob
pos de arroz
cosmtico brilhattina
oleo, pommada, vinagre
A Perlumaria OSMHEDIA assegura aos
Clientes fibis
arintade etirn: t Cor sem igual
E
cseiaftmoT-i^o.FBAN'-M.d SILVA C.
Vi com o presidente
A companhia da estrada d ferro que est se-
guindo com o ramal da Varzea est inutilisaudo
urna estrada publica com um aterro que nao era
preciso. Assim Seamos impossibilitado sem po-
derosos transitar para o cotredor de S. Joao e
para o rio.
Providencias.
De Figado de Bacalhau Pancretico
DE DEFRESNB
TODOS OS QUE PADECE! MOLESTIAS DO PERO
Devera lar o meguinte
Este oleo tem o aspecto de um creme branco
que se pode diluir no leite, cha, chocolate ou
caf. Possue todas as virtudes e propriedades
de to precioso remedio, e tambem toma-se sem
repugnancia alguma pelos doentes mais deli-
cados ; gra?as eflicaz addifao da Panero*
atina, chega no estomago, digerido de tudo,
e nunca provoca nauseas nem diarrhea.
Depois de um semnumero de experiencias
praticadas nos bospitaes da Corte, este medica-
mento obteve a approvacao dos mdicos da Fa-
culdade de Paris. Hoje em dia, todos os mdi-
cos receitam o Oleo de Figado Pancre-
tico de Defresne, como nico remedio
para curar radicalmento:
I.YJIVIIATI S.UO, RACniTISSIE
TSICA I'ri.JlOXAR
e mais affecc'es que impedem os effeitos da
nutricio e assimilaco.
EM XODAS AS PHARM ACIAS
AA*A**AAAAAI>A*AA >*
Ao Commercio
Joaquim Carvalho & C, declaram ter comprado
ao Sr. Francisco Das Marques, o sen estabeleci-
mento de molhados, sito ra de Felippe Cama-
rao n. 37, livre e destnibaraado de qualqaer
ouus.
Quem se julear credor do referido estabeleci-
mento, queira apresentar seus ttulos na prazo de
tres dias a contar da data do presente annun-
cio.
Recife, 20 do Outubro do 1SS6._________________
no mus,
P CLERY
Vends-ss em t2da a parte
0 Capricho a Moda
Loja de eh?pos para senhoras
c crianzas
Mudousc para a ra do Barao da Victoria
(antiga ra Nova n. 28 )
DAY&MARTIN
for.iecsors d Sua Majaatada Raltha dt //atorra,
do Cnrolto i 3 Harlnha briUnnlca.
GRAIXA BRILHANTE LIQUIDA
GRAIXA-pastaUNCTUOSA
OLEO para ARSEIOS
E tudo a qM necessarlo pin i tunai aoja*. *
sob todas as nimias.
DEPOSITO GERAL EM LriORES:
7, Iligh Ilolborn, 97
m hn*bu : raUC- a. D HLTAa V.
Caixeiro
rrecisa-se de um caixeiro com pratica de ta-
verna, que de fiador de sua conducta : a tratar
na rui estreita do Rosario n. 4-A.
DOENGASdo ESTOMAGO
Gastralgias, A
Hile, Vmitos,
ELIXIRGREZ
TNICO-DIGESTIVO
com {tuina, Coca e Pepsina
Adoptado em todos os Hospitaes
MEOALHAO AS EXP0S;Q5E5
PARS, r La Bruyre,?4, e em todas as Pbarmaiias.
Atteogo
Pede-se ac Sr. Joaquim Perreira da Cunha Son-
to Maior, mestre de meninos, que, negocio de
seu nteresse, apparesa ra do Coronel Suassu-
na n. 149, 1- and-.r.
aMMiMiCIIEB
NICA II TNICA
OE FILLIOL
ROSADA ftrs dir ios cabello* -
briDc
OE Fls>l>IOI>
WSTANTANEA pan a barba.
fia un viJro, sem prtparaei* o t brancos
m lvin. ) eaia COr primitiva
Dctosiger..l eoi Ptrii: pxuiOL, 47, raa livienoa, FA3V
i*rnaai.;c ; TRAti M da silva e O.
Bazar [de passaros
liua do Bom Jrnus n. tu
Neste estabelecimento encontrase sempre gran-
de sortimento de especiaes passaros e gaiolas,
nacionaes e estrangeiras, fructas de diversas qua-
lidades, balainbos para oinhos de canarios do
imperio, jarros e cestos de timb, trhbalbo muito
aperfeicoado, a saberosa pimenta em conserva em
lindos frasquinlios viodcs da America, pelo barato
pre$o de 120 ra. cada um, c outros muitos gne-
ros, que e tornam enfadonho mencionar, tudo por
pregos mdicos. i
Taverna
Vende-se nraa taverna na estrada dos AfHictoa
n '..-A. propria pa.-: riacipisnte, erm commo-
dos para tamili ,9 nitiito favoravel.
VINHO gilbertSEGUIN
A_j?3?ro-vaiio pela Academia de Medicina ci Franca
MAIS OE SE8SENTA ANNOS DE EXPERIENCIA
Vinho de urna efficacia incontestavel como Antiperiodico para cortar as Feotes,
e como Fortificante as Convateneenean, Debilidade do San que.
Falta de Menstruaeo, Inappetencia, Digestoes dijficis,
Enfermldudes nervosas, Debilidade,
Pharmacia G. SEGUIN, 378, ra Saint-Honor, PARS
Dcposilarios em Pernambuco : FRAN" M. da SILVA e C'.
AlhDcao
Marca
Registrado
Aluga-se em urna casa de familia, um quarto a
alguma senbora viuva ou soiteira, que seja de
conducta moralisada ; trata-ee na ra do Mr-
quez do Herval n. 182.
cafes
la Araamfauw:
r.B4tii'j*P*
Este BKSDZCAltcZiZirTO de um gusto agradavel. adoptad com grande xito lia
mais de 20 annos pelos melhoies Medios de Parix, cura os De/iuxos, trine, Tone,
+*** t Qtromnta, CcUrro mimtntr. britejom nm. das Vas urina*** la Baxiao.
Para evitar falsificaces c^m referencia ao co-
nbecido PEITORAL DE CAMBABA, deve ex-:-
gir-se este preparado com a firma do autrr Al-
vares de S, Soares em rotulo circulando a ro-
lba do frasco e a n arca da fabrica no envoltorio,
circulada pilo nome dos agentes e depositarios
Traes em Pernambuco Francisco Manoel da
Silva & C. ra do Mrquez de Olinda n. 23.
Costureiras
Na rna do Imperador n. 55, 2-.*andar, precisa-
se de costureiras.
Cal urgen, de Jaguaribe
Abrise ra do Bom Jess n. 23,
um arranzem onde se vende constantemen-
te a superior cal virgem do Jaguaribe,
acondicionada em barricas proprias para o
fabrico do assucar.
Esta cal, era nada inferior que nos
vem do estrangeiro, vendida pelo preco
nxo de G^OOO a barrica por contracto que
fez o Sr. Vicente Nascimento. com o Sr.
Jos Costa Pereira proprietario do engenbo
Jaguaribe, cujas pedreiras Ihe d o nome-
E' enearngado da venda nicamente
nesta cidade o Sr. SebastiSo Bezerra,
com escriptorio ra da Bom Jess d. 23.
SUSPENSORIO MILIfftET
i. tea gaftns Mafxs das coxm.I
Para evitar as- fatsiflcacee,
exigivaflrtva do inventor, ejanipadam
em eaaa suspettsorio.
FUNDAS DE TODOS OS SYSTEMASI
REGISTRADO
MEIAS PARA VAR1ZES
mUERET.LEGOHIPEC, Mcwacr,Parii. 49, r. J.-J. llBIMsi |
\

'*r
1


Diario de PcrnambocoSexta-feira 22 de Outubro de 1886

i *
/

I
XftOPEdeBUCHU
do DP,RADEL
CCNT* TOOAI AS

MOLESTIAS d VAS DRB ARIAS
WRUuoni
Catarro chronico da osxiga,
lrritavo to canal ta uretra,
Molestias ta prstata,
Incontinencia ta UriK*
Arela na urina, etc.
SWANN, Pharmaceutico-Chimlco,
5. i?A3I3, ba incuo. lt, PABLS J
Alimentagio racional
das MES, CRIANCAS, AMAS A CONVALESCENTES
Por uso dx PHOSPH.i TMXA til I eren.
PAJUZ, 6, Avenue Victoria, 6, PARIZ.
teposlUrios en Pernar.buco : FAAH" M. da SILVA & OK
VENDAS
Vpnde se duas pai tes do engenho Forno da
Cal, em Olinda, no val. r de 6:000, ou permuta-
se por co3M no Recife, ou sitio em tebenbp, que
fique a margem do rio ; muito frtil para canas e
tudo quanto lavouras, boa b;iixa para capim,
itio de coqoei-os, grande pedreira para o fabrico
de cal, bom barro pera fijlo e telba, matas para
enha, grande preporcoes para criar, para o que
tem bom parto, que onde sustenta-ge todo o
gado e vaecas de leite desta ciclado ; a tratar no
mesuio sitio deirome da igreja de N. S. do Gua-
dalupe.
Vende se a casa de rmlhadoa sita ra Di-
reita dos Afcgados n. 16 : a tratar na mesma.
ptimo negocio
Vndese a casa terrea sita ra Imperial n
294, nova, em chao proprio, tendo ermmodos para
ama regular familia, por barato preco ; quem pre-
tende! a dirna-se ra do Apo'lo n. 43, prim-.iro
andar, onde achara coro qurm tratar.
A Revoluto
A' rua Duque de Caxias, reaolveu vender
os aeguintes artigos com 25 o/0 de me-
nos do que em outra qualquer parte.
Cachemira bordada da seda a 14500 o co-
vado.
Merinos de cores a 900 ra., 1*000 e 14200 o co-
vado
Merinos pretog a 14200, 14400, 14600, 14800 e
24000 o covado.
Velludilhos lisos e lavrados a 14000 e 14200 o
covado.
Palha de seda a 800 rs. o covado.
Las cora listrinhas a 600 rs. o covado.
Gioadenapolea pretos a 14800, 24000 e 24500 o
covado.
Setins darcass a 320 rs. o covado.
Zephiros com desenhos modernos a 240 rs. o
covado.
Linhos escossp'es a 240 rs. o corado.
Gaze com bolinhas de velludo a 800 rs. o co-
vado.
Zephires lisos a 100 ris o covado.
Ditos listrados a 200 ris o covado.
Chitas finas a 240, 280, 300 e 320 ris o co-
vado.
Cretones finos a 360, 400 e 440 ris o co-
vado.
Baptistas finas a 200 ris o covado.
Nansuc finas com 3 padrdes lindos a 300 ris o
covado.
Las com mselas de seda a 700 rea o covado.
Setinetas c m desenhos lindos a 320, 360, 400 e
440 ris o covado.
Ditas lavradas a 500 reis o covado.
Das lisas a 400 e 500 ris o covado.
Fustoes de cores a 320 rs. o cevudo.
Enxovaes para baptisado de 94000 a 184000
um.
Colchas bordadas a 44, 54, 74, e 84000 ama.
Ditas brancas a 14800 urna.
Cobertas de ganga a 248o0 urna.
Lencoes broncos a HKmu um.
Lencos de 14200 a 240**0 a duzia.
Toalhas felpudas a 4000 e 641*00 a duzia.
Bramante de 3 larguras a 900 ris a vara.
Dito de 4 ditas a lJtOO a dita.
Dit) de linho a 24000 a dita.
Cobertores de la a 4r00 e 74000 um.
Fechs de l a 24000, 34000, 34500, 44000,
e 44500, 54000 e 64500 um.
rjChales finos de 5*000 a 94000 uro.
Setins maco a 800 e 1420(1 o covado.
Cortinados boro dos a 74000, 94000 e 164000 o
Camisas nacionaes
A #SOO. 3oooe IJ500
32=*: Loja k rua da lmperatriz -= 32
Vende-se neste novo eatabelecimento um gran-
de sortimento de camisas brancas, tanto de aber-
turas e pjnhoc da linho como de algodao, pelos
baratos p-e^os de 24500, 34 e 44, sendo fazenda
muito melhor do que as que veem do estrangeiro e
muito mais bem feitas, por serem cortada por
um bom artista, especialmente camiseiro, tambem
se manda fazer por encommendas, a vantade dos
fregueses : na nova loja da rua da lmperatriz n.
3i, de Ferreira da Silva.
Id 32
Nova loja de fazer Jas
** Rua da Impe = 3*
DE
FERREIRA DA Si^VA
Neste novo eatabelecimento encontrar o rea-
p.-itavcl publico un variado sortimento de fazen-
das de todas as qualidades, que se vender por
precos baratissimos, assim como um bom sorti
ment de roupas para houiens, e tambem se man
da facer por encommendas, p r ter um bom mes-
tre alfaiate e completo sortimento de pannos finos,
casemiras e brins, etc
-
par.
64000
Atten^o
Vende-se urna taverna no povoado de S. Bene-
dicto, em Beberibe, entrada d'Aguasinha, estrada
commercial, com bastantes commodos para fami-
lia ; quem pretender dirija-se a mesma ou rua
da Unio n. 54, taverna, que achara com quem
tratar, e o motivo se dir.
Vende-se urna armacao envidracada, propna
para fazendas ou mulhados, em perfeito estado; a
tratar na rua da Impera'riz n. 52.
SO' AO NUMEIO
lo roa da lmperatriz == 4
Loja do baraleiros
Alheiro & C rua da lmperatriz n. 40, ven-
dem um bonito sortimento de todas est-is fazendas
abaixo mencionadas, cem competencia de precos,
A SABE* :
AlgodaoP3C"' de Igodoznho com 20
jardas, pelo" barato preco de 34800,
4J, 40oO, 44 A,, tfS, 54500 e 6f50
MadapolaoPecas de madapolio com 24
jardas a 44500, 54, 64 at 124000
Camisas de meia com listras, pelo barato
preco de 800
Ditas brancis e croas, de 14 at 14800
Creguella francesa, fazenda muito encor-
nada, propria para lencoes, toalhas e
ceroulas, vara 400 rs. e 500
Cerou as da mesma, muito bem feitas,
a 14200 e 14500
Colletiuhos r'a mesma 800
Bramante francs de algodao, muito en-
corpado. com 10 palmos de largura,
ra-Urj 1*2
Dito de linho inglez, de 4 larguras, me-
tro a 24500 e 2.J80C
Atoalhado adamascado para toalhas de
mesa, com 9 palmos de largura, metro lf 800
Cretones e chitas, claras e escuras, pa-
dres delicados, d 240 rs. at 40u
Baptiata, o que ha de mais delicado no
mercado, rs. 200
Todas estas fazendas baratissimas, na cochecida
loja de Alheiro & C, esquim. do becco
dos Ferreiros
Algodao entestado pa-
ra en$oes
A aoo r. e i Soo o metro
Vende-se na loja dos barateiros da Boa-Vista
godao para lencoes de um s panno, com 9 pal-
ia de larguraa 900 rs., e dito eim 10 palmos a
(XI o metro, assim coma dito trancado para
malhas de mesa, com 9 palmos de largura a 14200
d otro. Isto na luja de Alheiro St C, esquina
do ecco dos Ferreiros.
MERINOS PRETOS
A 1*200,14400,14600, 14800 e 24 o covado
A h'-iro & C, roa da lmperatriz n. 40, ven
dem muito bons merinos pretos pelo preco acimt
dito. E' pechincha : na loja da esquina do bec-
co di a Ferreiros.
Espartflhos
Na loja da rua da lmperatriz n. 40 vende-se
muito bons espartilhos para senhora*, pelo preco
de 54*'00, assim como um sortimento de roupas
de casimiras, brins, etc., isto na loja da esquina
da becco dos Ferreiros.
CASEMIRAS INGLEZAS
A 24800 e 34 o covado
Alheiro & C, rua da lmperatriz n. 40, ven
dem um elegante sortimento de casemiras ingle-
sas, de duas larguras, com o- padrdes mais deli-
cados para costume, e vendem pelo barato precc
de 24800 e 3f o covado ; assim como se encarre-
eam de mandar faser coetumes de casemira a
Espartilhos de onraca a 44000, 54500,
e 74500 um.
Guardanapos de linho a 4*000 a duzia.
Madapoloes gemma de ovo e pelle de ovo a
6500 a peca.
Camisas de meia a 800, 14000, 14500 e 24000
urna.
Seroulas de bramante a 14 e 14400 nma.
Flanella branca a 400 ris o covado.
Casemira diagonal a 148* 0 e 24500 o covado.
Cortes de casemira a 34000, 54000 64000 e
7*000 nm.
Camisas de linho a 304000 a duzia.
Brim pardo a 320, 360, 440 e 500 ris s co-
vado.
Linn com salpicos a 500 rs. o covado.
Fustoes broncos a 369, 440 500 e 640 ris o
covado.
Panno da costa a 14400 e 14600 o covado.
Dito admascado a 14800 o covado.
Esguio amarello e pardo a 500 re. o covado.
Cortinados de crochet a 244"O0 o par.
Henrique da Silva idoreira.
"Maduro
Vinho puro da uva
O que pode hnver de melhor para mesa, em
barris e a I" ralbo : Pocas tiendes & C ,
estreita do R sior 9.
rua
\oivos e noivas
Encontrarlo sempre na Graciosa, roa do Cres-
po n. 7, nma variada colleccio de objectos pro-
prios para casamento, como sejam :
Capellas com veos, de 54 a 254000.
Gnntldas de flores de larangeira a 54 e 64-
uigas de seda bra ca a 1{ e 24' 00.
Luvas de pellica branca para senhora a 24500
o par.
Ditas de dita para bomem a 34 o par.
Meias ab. rtas de fio de Escossia para senhora a
4000 o par.
Ditas de seda branca para senhora a 8*000.
Ditas de fio de Escossia, brancas, para bomem
14500.
Leiiues broncos de setim, de 64, 104 e 154000.
Gravatas brancas de cambraia a 800 rs.
Ditas ditas com laco a 14000.
Ditas de setim bronco a 14500.
Daarle C.
)*t, sendo de paletot sacco, e 354 de fraque,
grande pechincha ; na loja dos barateiros
Vist
r
Boa
ruta.
BRIM PARDO LONA
A 820 rs. o covado
Os barateiros da Boa-Vista vendem urna grande
porcao de brim pardo lona, por estar com princi-
pio de toque de mofo, pelo barato preco de 32(
rs. o covado, grande pechincha ; na loja da es-
quina do becco dos Ferreiros.
Bordado*) a IOO *. a peca
A rua da lmperatriz n. 40, vende-se pecas de
bordado, dons metros cada peca, pelo barato pre-
eo de 100 rs., ou em cartao eom 50 pecas, aorti-
das, por 5|, aproveitem a pechincha ; na loja da
esquina do becco dos Ferreiros.
Ten de* toce ou aoUrela do pello 1
(4)
Usai o melhor remedio, que o PEITORAL
DE CAMBABA', e veris como vosso soffrimente
lesapparece. Vende-se na dregaria dos nicos
agentes e depositarios geraes na provincia, Fran-
cisco Manoel da Silva & C, rua do Mrquez de
Olinda n. 23. ^^^^^^
Serrara a vapor
Caes do C'apbaribe a. 98
N'esta serrara encontrar os_ s es, um grande sortimento de pirho de resina de
cinco a dez metros de comprimen e de 0,08 a
-,24 de esquiaros Garante-se preco mais como-
do do que em outra qualquer parte.
Francisco dor Santcs Macedo.
Cabriolet e victoria
Vende-ee um cabriolet e urna victoria em per-
ito estado de conservaco e por preco mdico :
aa cocheira n. 16 raa do Duque de Caxias.
Pechinchas!
Salo aa rgulnie* qoe deflmltlva-
menle nao enlraro no prximo ba-
taneo
Admirein!
Bonito sortimento de mariposas e fustoes, cores
firmes, a 240 e 320 rs. o covado !
Nansoks de cores mimosas a 180, 200 e 320 rs. o
dito!
Linhos escoceses, novidades em padrdes, a 200 e
240 rs. o dito !
Setinetas, as mais finas que tem vindo, a 320 e
360 rs. o dito !
Cretones franceses a 260, 280 e 320 rs. o dito f
Sargelim diagonal, todas as cores, a 240 rs. o
dito '
Popelinas de cores, a 160 e 240 rs., listras de se-
da, barato !
Lrinhas modernas, a 440 e 500 rs. o dito !
Cachemiras, lindos gostoe, a 600 e 700 rs. o dito !
Renda indiana (imitacu), linda fazenda, a 700 ra.
0 dito !
ran da, delicados desenhos, um metro de largura,
a 800 rs. o dito !
Merinos e cachemiras, pretasede corea, a 900 ra.,
14 e 14200 o dito !
Setirn macan, t idas aa corea, a 800 e 14 o dito 1
Veludho de todas aa corea, lisos e bardados, a 14
e 14200 o dito !
Casemiras inglesas, de cores, a 14200 e 14400 o
dito !
Cheriots, preto e aznl, a 24500, 34 e 34500 o
dito I
Casemira diagonal, a 14800 o dito !
Panno inglez superior, preto e azul, a 24200 e
44 o dito!
Pecas de esguio para caaaquinhoa, a 44500 e
44!
dem de snperior algodao, a 44, 20 ids !
dem de madnpoloes americanos, a 44500, 54 e
64, 24 ida!
Para as Exmas. noivas, lindas grinaldas e veos,
por 124 e 154 >
Ricos cortinados, todo bardado, completo, por
94!
Lindas gnarnicoes de crochets, cadeiras e sof, a
84!
Suprior bramante de algodao, quatro larguras, a
900, 14 e 14200o metro!
Atoalhado bordado a 14400 e 14800 o dito !
Pannos de differentes cores para mesa a 600,14200
e 14600 o covado !
Cobertas de cretones, lindos padrdes, a 34800 e
44.
Lencoes de bramante (cama de casal) a 24 um !
Ci'lxaa francesas, de cores, a 24, e 64 superiores !
Lencos de cores, lindos desenhot, a 24 a duxia !
.Seroulas bordadas, de bramante, a 164 a dita !
Meias ingieras, brancas e de cores, a 34200 e 64
a dita.
Cambraia bordada, branca, a 64 e 74, as melhorca
que tem vindo !
Sortimento completo de sediohas de cores, grosde-
naples, filos bordados, crep, mantilhas, capas
de IS, fichas.
ChamadosTemos pessoal habilitado.
Venda em RroMoDscontos da praca.
f> lina Duque de Caxias59
Carneiro de Cito & G.
Raa da Imperairls-SS
Loja de Pereira da Silva
Neste eatabelecimento vende-se aa ronpaa aba
io mencionadas, que sao ba* > ..as.
Palitots pretos de e"r< _. aiagonaea e
acolchoados, senuo tazenaas muio en-
corpadas, e forrados 74001
Ditos de casemira preta, de cerdo muito,
bem feitos e forrados 104001
Ditos de dita, fazenda muito melhor 1240O(
Ditos de flanella azul sendo ingleza ver-
dadeira, e forrados 124001
Calcas de gorgoro preio, acolchoado,
sendo fazenda muito encornada 54501
Ditos de casemia de cores, sendo muito
bem f.-itas 6450)
Ditas de flanella ingleza verdadeira, e
muito bem feitas 84001
Ditas de brim de Angola, de muleskim e
de brim pardo a 24, 24500 e 3400*
Ceroulas de grcguellas para homens,
sendo muito bem feitas a 14200 e 14601
Colletmhoa de greguella muito bem feitos 1400
Assim como um bom sortimento de lencos d
l'nho e de algodao, meias ornas e collarinbes, etc
to na loja aa rua da lmperatriz n. 3u
Cea, aetlnetaa e laainhaa a SO
ra o covado
Na loja da rua da lmperatriz n. 32, vende-s
um grande sortimento de fistoes brancos a 60-
rs. o covado, lazinhas lavradas de furta-cores
fazenda bonita para vestidos a 500 rs. o covado
e setinetas lisas muito largas, tendo de todas a>
cores, a 500 rs. > covado. pechincha : na loj>
do Pereira da Silva.
tlEodozlnho francs para lencae*
POO ra.. lie lleoo
Na loja da rua da lmperatriz n. 32, vende-
superiores algodozinbos francezes com 8, 9 e 1<
palmos de largura, proprioa para lencoes de un
so panno pelo barato preco de 900 rs. e 14000 >
metro, e dito trancado pa a toalhas a 14280, as
sim como superior bramante de quatro largura:
para lencoes, a 14500 o metro, barato na lojt
dj Pereira da Silva.
Bonpa para meninos
A 4. iSo> e a
Na nova loja da rua da lmperatriz n. 32,
vende um variado sortimento de vestuarios pro
prius para meninos, sendo de palitosinho e calo
nha curta, feitos de brim pardu, a 44000, dita
de molesquim a 4450C e ditos de gorgoro preto
emitaodo casemira, a 64, sao muito baratos ; ni
oja do Pereira da Silva.
A' Honda"
Raa Duque de Caifas n IOS
Chama- te a attenco das Exmaa. familiaa para
a pr> vos seguiutes
Luvi
hornera a
vas de seda prcta a 14000 o par.
CiBtos a 14500.
Punhoa e collarinhoa de cores para
14000.
dem para senhora a 14500.
Grampos invisiveis a 60 rs. o masso.'
Luvas de seda cor granada a 24, 24500 e 34
o par.
Suspensorios p ra menino a 500 rs.
dem amer.canos par& bomem a 34-
Meias de Escossia para crianca a 240 rs. o par.
Leqnes de papel com correte a 14- '
Fitas de velludo n. 9 a 600 rs, o. 5 a 400 rs. o
metro.
Lencos de esguio a 14500 a duzia.
Albuna de 14500, 24, 34, at 84-
Ramcs de flores finas a 14500.
Luvas de Escossia para menina, lisas e borda-
das, a 800 e 14 o par.
Porta-retrato a 500 rs., 14, 14500 e 24.
Pentes de nikel a 600 rs., 700 e 8)0 rs. um.
Rosetas de bnlhantes chimicos a 200 ra. o par.
Guarnieres de dem idem a 500 ra.
Anquinhas de 14'X-0, 24, 24500 e 34 urna.
Pitases de 2 a 3 ordens a 400, 500 e 600 rs.
Bicoa de cores com 12 jardas e 2 1/2 dedos de
largura a 34 a peca.
dem com 4 dedos a 44500 a peca.
Espartilbo Boa Figura a 44500.
Ideo. La Figurine a 54000.
Bicoa de alencoa com 4 e 5 dedos de largura a
24500 a peca.
dem eatreitinbos com 10 metros a 800 e 14000
a peca.
Pentes para coco com ioscripeo.
Para toilet
Sabio de areia a 320 rs. um.
dem pbenicado a 500 rs. um.
dem aloatrao a 500 rs.
dem de amendoa a 300 rs.
dem dealface a 14000.
Agua celeste a 2400O.
Agua divina a 14500.
Agua Florida a 14000.
Maceos de seda a 100 ra.
Meias brancas para senhora a 34 a duzia.
BARBOSA & SATQ8
Coeheira a yenda
Vende-se urna cocheira com bons carros de pas-
seio, bem localisada e afregnesada, por preco mui-
to mdico em razio de sen dono nao poder admi-
nistrar por ter de fazer nma viagem : oa preten-
deres achar&o com quem tratar raa do Duque
de Caxiaa n. 47._______________________'
Viuvos eviuvas
Podero ir i Graciosa, rua do Crespo n. 7,
que acharo sempre artigos proprioa para lato,
taes como :
Leques pretos de papel, aetineta e setim.
Vol'aa, brincos, pulso-iras broches pretos.
Meias pretas, fitas, bicoa de linho, l e aeda
pretos.
Gaarnicoea para camisa de homem.
Cadeias de fita, retroa e metal, pretas.
Meias pretas para enancas.
toarle C.
Xovidadea do BxooalcSo Central, di
raa lama do Boaarlo n. SS
Meias de fio dw Escossia, para senhora 14800
Ditas cruas e brancas, para senhora, rs, 800
Extracto Port'viene 24000
dem Theodoro 240IK)
Boquet Carlos Gomes 24<>O0
dem Guaran y 24000
Linbaa para machina, ra. 80
Meias, fio de seda 600
Bordados por to io O preco.
Expoalcao Central
Rua larga do Rosario numero 38
Luz elctrica
Vende-se um appaielho de illuminaco elctri-
ca, cont ido um dynnmo Siemens, machina a
vapor, urna lampada de arco, com intensidade de
2,000 velas, e duas de 1,000 velas cada urna, com
os competentes lampeos, fios elctricos, soladores
e de mais accessorios, tudo experimentado e em
boas eondicoes de conservaco : a tratar no es-
criptorio da compauhia do Beberibe, i rua do Im-
perador n. 71.
WHISKY
BOYAL BLEND marca V1ADO
Este excellente Wbiaky EsceBaea preferive
ao cognac ou agurdente de canna, para fortifica
o corpo.
Vende-se a retalho noa tu Inores armazena
nolhadoa.
Pede BOYAL BLEND marca VIADO cojo ne-
me e emblema sao registrados para todo o Braz;
BBOWNS 6t C, agentes
Novas lsmlias
A 3tOe 400 res o covado
Acabara de chegar para a loja da rua da lm-
peratriz n. 32, um grande e bonito sortimento de
laainhaa de cores para vestidos, sendo fazenda de
muita phantasia, com corea claras e escuras, e li-
quidara-ae a 320 e 400 reia o covado, por ha ver
grande porco na loja de Pereira da Silva.
Malvasia
Vinho proprio para senhoras
Em barria e a retalho : Pocas Mendes & C,
roa eatreita do Rosario n. 9.
Tecidos de linho
A ftOO rs. o covado
Na loja da rua da lmperatriz n. 32, vende-se
um bonita sortimento de fazendas de linhs para
vestidos, tendo largura de chita frinceza, com
muito bonitas cores c palminhas bordadas, pe-
chincha a 500 reis o covado, na loja Oe Pereira da
Silva.
Panoula & G.
1.18Boa 110 mt-4 18
Tem
Luvas de pellica, pelle de cao, camurca, aeda fio
d'Escossia e casemira.
Agua florida e Tricofero de Barry.
jabonete diversos e curativo de Benter.
Cambraias lisas, bordadas eabertas.
Camisas e ceroulas de flanella e meia de l.
Camisas sem collarinhoa e aem punhoa s/c c/p
c/c e c/p.
Collarinhoa. punhoa, meias, plaetrona, mantas,
gravatas de laco.
Lencos, espartilhos, penteadorea em cambraia,'
vestidos de cambraia bordados, boleas tapetes, fi-
xs de seda e de l, casacas elsticos, casacas de
casemira greoadine de seda e todas de aeda.
Alpacas de seda a 600 rs o covado.
Telephone 500.
VAPOR"
e nioenda
Vende-se um bom vapor e moenda com pouco
nao ; a ver no engenho Timb-nss, muito perto
da estaco do metmo nome ; a tratar na rua do
mperador n. 48, 1 andar.
FABRICA DE CIGARROS
DE
MEI7HON & C.
MEURON & C. partecipam aos fumantes e apreciadores dos aeus cigarros,
que os podem encontrar as casas aeguintes:
Reclfe
Meuron & C, rua da Madre de Deus n. 7.
Charles Pluyn & C, praya do Commercio.
Joao Martina da Silva, pracsa do Chaco n. 21.
Jos Pinto da Costa Sobrinho, rua do BarSo do Triumpho n. 35.
Santo Antonio
Joa Joaquim Al ves, rua do Barao da Victoria n. 69.
Jo&o Affonso Torrea, rua do Imperador n. 65.
Nunes Pedroza & C, rua da Penha n. 32.
Boa Vista
Joaquim Antonio de Vasconcellos, rua da Aurora n. 81.
Arthur Mao--s, rua da Aurora n. 85.
Manoel Lins Ribeiro, rua do Rosario n. 51.
Recife, 20 de Outubro de 1886.

COROAS
MORTUARIAS
A
oja de cera aa rna Doaae fie Caxias n. 119 recbDeH on
iort mente de en libias, lesfle o me lia Se sin-
ao ilr e lis rico, tanto em gosto como em oflulillift.
Collocam-se os ticos GRATIS a ndnii 1h compradores.
Quanto a precos desafiam toda com-
petencia.
C mor ose, Anemia Catfiarro pulmonar,Bronchtte chronlca,
Catharro ta Bexiga, Phtisica, Tosse convulsa, Dyspepsia, Palidez,
Per tas seminaes, Catharros antlgos e complicados, etc.
Boulevard Denain, 7, em PARIZ, e n= "-inclpaes Pharmacia.
6EBAL
, .
Ba 8.a parte da 1.a lotera em beneficio da Santa Casa da
Misericordia do Reoife
EXTRA HIDA EM 21 DE OUTUBRO DE 1886
87
15704
7920
1353
3856
6670
8175
12085
13379
14105
17315
1610
3465
3575
11275
11432
12285
16263
18778
PREMIOS
^00:000^000
30:000S
10:000a
4:1
2:1
2:000$
2:000$
2:000$
2:000$
2:000$
2:000$
1:000$
1:000$
1:000$
1:000$
1:000$
1:000$
1:000$
1:000$
21365
23701
910
3967
4159
4662
9364
10291
10395
11114
11635
12795
14173
21409
22069
22186
22450
22515
1:000$
1:000$
5
500$
500$
500$
500|
500$
500$
500$
500$
500$
500$
500|
500$
500$
500$
500$

:
86-,
-2:
15103-1:
15105-L
Os nmeros de i 100 (excepto o da sorte grande) esto premiados com
Os nmeros de 15:701 15:800 (excepto o premio de 30:000$) esto premiados com 100$.
Os nmeros de 7:901 8:000 (excepto o premio de 10:000$) esto premiados com 60$
Todos os nmeros terminados em e 4 esto premiados com 20$. (Vejase o plano no.
verso dos tldeles)
N. B. A extracto da 7.a parle da 1/ lotera, em beneficio da Santa Casa, ser
na quinta-feira 28 do corrente,
0 thesourciroAugusto Oclaviano de Scruza.
t




Diario de PcrnambiicoSexta-1 eir 22 de Outubro de 1S86
ASSEHBLEA GERAL
/
SENADO
DISCURSO PRONUNCIADO NA SE3-
SaO DE 29 DE SETEMBRO DE 1886
(Conti'mac3o)
O Sr. Ministro da Fazenda (continuando)
tEntendem algunas pessoas, com quem
:nho praticado a respeito desla importante
materia, qua a creacao de um banco de
misso seria indispensavel como auxiliar
do governo nas operacoVs que tera de rea-
rar para conseguir o resgate do papel.
c Nao sou avesso s rastituico'ca gban-
:aes, reeonheco os grandes servicos que
jodem prestar ao Brasil : faco mesrao vo-
tos para que se creera era t< das as provin-
cias bancos de depsitos e descontos, que
eunam as economas e capitana dorraeo
tes e os emprestem sob condic3es vantajo-
sas a quem possa empregal-os utilmente ;
joncorrero assim para fecundar a indus-
tria e enriquecer o paiz ; mas nao concebo
por ora que v.tiliiade poderia ter os baucos
de emisso, era como posaivel combinar
a existencia delles com a diraiauicao da
nassa do papel circulante, como indis-
pensavel para fixar-lhe o velor. De que
servir tirarraos da circulacao, a custo de
pesados sacrificios, 5 ou 6 mil coritos de
oapel, se o vaccuo que elle deixar for im-
modiatanjente substituido por igual quanti-
dade de eotas do baoco, que tambora re-
oresentem papel-moeia ? As pessoas que
julgam til, ou mesmo necessaiia a crea-
gio de ura baoco de emisso, como auxi-
liar do governo, entendem qua a este esta-
belecimento deve ser incumbido o rogate
do papel, nos prazos e cem as condicS a
oue forera convenciooadas ; mais ainda
para mira tora do duvida que, se essas
randicoes nao ft.rem nimiamente onerosas
para o theaouro, o banco nao poder orga-
nisar-se e provocar o concurso de accionis-
tas, sera ter meios de emittir notas era
raaior quantidade do que os emprestiraos,
que fizer ao governo para resgatar papel-
moeda ; ou por outras palavraa, sera au-
gmentar, em lugar de diminuir, a massa
do papel circulante. O resultado, pois,
da medida seria opposta ao que se preten-
de obter.
rneios que deixo oxpostos, resgatar parte
do papel fiduciario qu ora serve de agen-
te da circulacao, e fr tal a quantidade
restante que nao possa exceder s necessi-
dades das transacefi ;*, ainda em pocas da
crises coiomerciaes, ser ento opportuno,
til, indispensavel mesmo, a creacao de
um ou mais estab-leciraentos bancaes, or-
ganisados de modo que dra garanta aos
interesaos dos seus accionistas e do publi
CO. Ento puder tambero sor efficaz a
coadjuvaco dos bancos nas opera,oes do
resgate do papel que existir ainda em cir-
culacao.
Nao senao a confirraacao do que estou
azendo, e do que teobo dito era meu rela-
torio e na cmara dos deputados.
O Sr. Dantas : -N-sses principios esta-
raos de perfeito aciCrdo.
O Sr. Ministro da Fazenda :Se esta-
mos de ucordo, nao sei como votam con-
tra e discutem pura impugnar o que pro-
ponho. Era 1851, o mesmo illustra mi-
nistro da fazenda dissa em sau relatorio
as seguintes palavraa :
o Solicitando a providencia da lei n. 582
de 31 de Maio de 1850 declarei que en-
tenda nao de ver execulal a senao aeoro-
panhan lo-a do resgate, bem que lento e
gradual, do papel circulante. Para esse
resgate co tava com o augmento progres
sivo da renda publi -a e com as sobras,
porque julgava ento, como ainda julgo,
que nao devemos, ero necessitamos, i*
zer para o indicado fira operatoVs de cr-
dito, que augraentem em demasa os onus
do thesouro.
O Sr. Dantas: Este o ponto espita'
da questo.
O Sr. Ministro da Fazenda: -V. Exc
qaeira desculpar-rae ; o Visconde de Ita-
borahy, nas duas vezes que se achou no
governo como ministro da frzenda, ero
1848 a 1853 e era 1868 e 1869, teve a
r'ortuna de, lugo aps o 2o anno do sua
administrar), fazer apparecer sobras de
orcamento, e atteodendo -i ellas declarou
que essas sobras seriara applicadas ao pa-
pel-moeda. Elle cootava com este meio,
mas, como euno cont, como ojulgofallaz,
como sei que s* alguraa sobra vier desapare
oer muito provavelmente com despezas no-
vamentd creadas, dasejo raanter obrigacao :
onstante na lei. Eis a differenca: elle!
contava e tinha, ea nao cont, mas quero.
O Sr. Dantas:EV. Exc. quer, mas
o paiz nao pode supportar mais esse sacri-
ficio.
O Sr. Silveira da Motta: Faca V.
Exo. o que fez o Sr. Visoonde de Itabora-
hy; nao aceite um ornamento como aceitou
na cmara.
O Sr. Ministro da Fazenda:-No rela-
torio do 1853 o Visoonde da Icaboraby o -
cupou-se principalmeote ia necessidade da
creco de um baoco de circulacao.
Sanhores, quando f-llei na cmara dos
deputados pareca ter presentes as suas
palavras, indiquei essas ideas, e no artigo
do relatorio sobre o meio circulante inser
as mesraas que sao as aceitas pelos escri-
pt-res sem a menor divergencia.
Peco permisBao ao senado para 1er o
que disse no relatorio de 1853 o Vis onde
de Itaboraby.
Solicitando na sessSo de 1851 autori
faco para substituir algumas ou todas as
classes de valores de papel moeda por no-
tas de gyro limiudo,, decUrei. todava,
que dever esta medida ser acompanhada
do rsgate, inda que lento e gradual, do
roterdo papel. Nao descnhecia ou as dif-
n -uliades e p-irigos que encontrara na
exucuco da tal rae ida a nao ser auxilia-
da por um banco que se encarregasse de
substituir por essas notas o ppul do go-
verno : esas estava convencido, como an-
da estou, que seria irrealizavel a seu tera
po a organisaco de semelhanta estabele-
ci ment.
As cirrarastancias, pnrm, tera mu-
dado de ento para c. A riqueza publi-
ca, e com ella a somma das transaec-s,
t o CM8cido, o espirito industrial come;a a
desenvolverse e por fira a inauffi iencia do
papel-moeda altrala pela preaenca de
10 a 20 rail contos metlicos com que se
acha augmentada a massa do meio circu
lante.
Parece, pois, chegado o prazo de
crear-se o banco de emisso que nao s
auxilia o governo no resgate da seu pap-1-
moeda, mas ainda o progressivo augmento
do crdito e da riqu-za nacional. >
Exprimi-rae nos mesmos termos, pois
disse: que restabeleci 10 o padro moneta-
rio, fortalecida a circulacao com urna quan-
tidade importante de metal, seria occasio
de crear-se un. banco ae circu a cao. No
0 seu r redueco do meio circulante pode convidar
a reiroportaco da moeda quando t m sido
exportada para saltar a balanca do com
mercio exterior.
Vou 1er ainda sobre o mesmo assumpto
a opinio do autor da lei de 22 de Agosto
de 1860, que marco de importancia neste
assumpto. D zia o Sr. Ferr.z depois B*-
ro de Uruguayana, em seu relatorio de
1860:
Quando a nossa situaco, segundo to
dus os avisos dictados pela experiencia re
quera a lontracco de ore lito, e o Banco
do Brazil se v ttva manutenco de taes
principios, os demais estabeleciraentos ban-
FOLHETIM

)f<5^
DE
EMMA KOSA
POR
mm de mmm
(Continuaco do n. 241)
XX
recuou, perguntando a
si
AsBustada,.
raesraa :
Quem ser ? Quem vem obrigar-me
a adiar a execjco do meu pnjacto ?
A resposta a essa pergonta nao se fez
esperar.
A porta abrio-se.
Angela appareceu no lmir, tendo atrs
de si Sopbia e os dous mogos, e excla-
moc:
Minha filba, minba querida, sou eu,
tua m !
Ao mesmo teropo, Leo balbu -iou :
Louvado seja D^us, minba senhora,
a fin al a encontramos.
Emraa Rosa deu nra grito.
Se nao via as caras, recouhecia as vo
zea.
Mama, mam, gagusjou, estendendo
oa brabos.
Angela entrou no qu->rto.
Vio a menina de bracos estendidos; mas
em vez de ir ao seo encontr* e de per
meu relatorio referi-rae, pois, a principio,
qua sao os de todos os es. riptores que tra
oceupado com esses assumpton, e dos nos-
sos antecessores, roestres n'estas questo-'S.
De 1853 era liante os ministros da fa-
zenda oceuparara-se principalmente com a
situaco do banco do Brazil e com o esta-
do da circulacao fiduciaria creada pelos es-
tibelecimentos b>%ncarios que forara auto
risados depois pelo governo, era concurren-
cia com aquelle Banco. Vou 1er rpida-
mente alguna trechos mais importantes so-
bre este assumpto.
Dizia o Sr. Salles Torres Hornera, depois
Visoonde de Inhomerira, em seu relatorio
de 1859 :
t O Banco do Brazil logo que se abri
rara novas fontes abundantes de emisso
perdeu o poder de sust-ntar o valor do
meio circulante contrallado a circulacao de
seus proprios billetes. Nao existia mais
o privilegio de emisso e tu lo quanto o
Banco fizase no sentido de algar o valor
da moeda pela redueco da quanti iade das
notas s-ria aonullado era sentido inverso
pelos bancos ind<-p ndentes.
f O resultado tara sido que, om vez de
progredirraos na tarefa da m. lhorar o meio
circulante, ha ve nos retroceuido a ponto ie
a :harmo-no8 presentemente em situaco
peior que a anter or a de 1853. A cir.u-
lucilo do papel fiduciario era ento de 5
mil contos, mais cerca de 30 mil metaes
preciosos, fortificaro o crdito deate papel;
actualmente o papelmoela comptalo
em 90 mil cootos e os metaes desappare-
ceram.
Retiramos, por meio do emprestirao do
Banco, 6.000:000$ e ao mesrao tempo
50.000:000(5 de outro pap 1 tambem irrea
lizavel, vera oceupar o t-spaco qua aquelle
de'xra na circulacao e isto em beneficio de
associato s particulares.
t O instrumento circulatorio nao p le
augmentar na razo arithmetica do accres-
cirao, dos productos que faz circular, p-r
que as av)luc5-s da moeda sao muito mais
numerosas e rpidas que as do producto
< Preenchi ia a circulacao com essas
not*s irrealisavcis eroigrarara os rae'aes e
tal a contra o corago, recuou, soltando
um gemido surlo.
Tmha visto urna catarata branca sobre
as pupillas de Emraa Rosa.
Ah I disse ella desvairada, cega I
cega Minba filha est cega I
E n sua sorpreza, na sua dr, tea ca-
bido, se Renatp Dharville e Sophia Ri
gault nao a tivesaem amparado, quasi les-
raaiada.
Erama Rosa de nov balbuciou :
Mam.. mam...
E, suff icada por urna eraogo demxsia
damente forte, cabio sera sentidos nos bra-
cos ae L\o.
- Depressa depressa disse este a
Renato. Vai casa do Sr. de Rjdyl e do
Sr. de Gevrey. Trazeos.
O Sr. de Gevrey 1 repetio Sophia.
Parfeitamente I
- Elle, aqui T
Que Ihe import* iiso ? ^replieou Re-
nato. Nao o hornera, o magistrado
que vem.
Sabio, depois de t poltrona do quarto Angela quasi completa-
mente desmatada.
Da ra Hiingaud raa Bonaparte *
oistancii curta ; entretauto o moco, p n
8 mdo que devia veltar ao Pala no la Jas
tija para l encontrar o Sr. de Gevrey, dr-
pois de ir casa do Sr. do Rodyl, juig..u
conveniente tomar ura -arro.
Entrou no primeiro carro de praca qu-:
vio passar e deu a inorada do substituto.
Era cinco minutos etiegou ra Bona-
parte.
Renato subi rpidamente os degros d
escada, to-ou a campainha porta do Sr
de Rj'yl.
O i-riado qua abri a porta repenieu
que o Sr. substituto estava no Pala, io di
Justina.
Si-..o perder um segundo, Renato toruou
a entrar no carro e mandou que o levas ie
ao lug r indicado.
Al'a. no Palacio, onde achar o Sr. de
Rodyl T
arios ampliavam a circulacao de seus b-
lhetes.
o A provineialiaacao das notas com a
creacao das caixas matrizas tornou mais
critica a posico dos bancos, que j era
ra era razio dos desaoertos de suas ad ni
matraco1 -s.
Sendo evidente que o papel-moeda,
embora rodeadj de tudo quanto pode ins-
pirar confitnca, s pode guardar ura valor
igual ao da moeda metlica, quando era li-
mitada quantid de compativel cora o ser
vico de pagamento de impostos, de despa
zas publicas e outras e que, mal se lauca
pelo excesso de sua quantidade fora d'-ste
circulo, se deprecia ; tambem fcil de
reconher que, d u a emisso ao Banco so-
bre tal base multiplica apenas a qnantdad<-
do papel iaconversivel, que levada esta
alera dos limites aaturaes e oceupando ex-
clusivamente, al n de d- preciaco OS mes-
mos clranos de papel moeda.
a D'aqui a ilga do preco da moeda me-
tlica era relago ao pap I; o cambio como
coroario necessario d-sfavoravel; a eroi
graco da moeda de ouro para paizes es
tr>ngeiros, e a par destes males o en -ari
cimento de todos os objectos, a sabida de
capitaes e a estagnaco do sua importaco,
o que em paizes novos perda de grande
alcance. >>
S-nhores, para provar minha these, de
que todos os estadistas do Brazil pensaran)
serapre uniformemente, vou lr ainda as
palavras de um hornera illustra lo, que se
na scena poltica nao representou o papel
que as suas facultades intellectuaes p. r
mittiam, foi notavel na -adeira do ensino ;
r> firo-rae ao Sr. Caroeiro de Campos, de-
pois Viconde de Caravellas. Em seu re-
latorio se le :
somma qua circulava antes da crise deveria
ser considerado como superabundancia qu
per8atindo por tempo, naturalmente havia
de influir sobro os precos das mercadorias,
e depreciara o meio circulante e, se isto se
nao den, {A devi lo, entre outras causas,
dininuio dos raeios auxiliares de circula-
gao, produzida pelo desapparecimento dos
oilhetes e cheques das casas brncarias, que
eram poderosos auxiliares da circulacao, e
da desconfianza que fez com que muitos
guardassem em caixa avultadas somraas
at verem que eraprego mais seguro lhes
con vera dar aellas.
e E', portanto, de ndscHnavel necessi-
dade qua o Banco do Brasil se colLque
quanto antes era condicSes taes qua a cir-
culacao de sen papel se constitua de
ura modo solido e dependa nicamente
da confianca qua merecer, voltando con-
versibilid .de de suas notas; do contrario,
e sobretudo se se augmentar a quantidade
de papel, deixar elle de ser idntico era
v lor ao metal que representa, condicao
in lispensavel para acoiopanhar as oscilla-
yoes qua todo o raeio circulante soffre em
sua quantidade, conforme a maior ou me-
nor porco de productos que ha em circu-
lacao.
a Antes de tudo conven atalhar a de-
pre daco do meio circulante; o que sa al-
caoca reduzindoa faculdade de emittir, que
tera o banco, a urna somma determinada
qu**, pela experiencia, fr recoohecida suf
riciente para a circulacao d.-s valores, e ap-
plic-mdo a lei de 22 de Agosto de 1860 no
tocante gradual reduco daquella som-
ma.
Para tornar permanente a converaibi-
lidade necessario impedir que o emissor
abuse da faculdade de emittir notas avista J
e ist > se nao consegue emquanto essa fa-
cul ade es ivr confiada a quera precisa de
notas para effectuar operado -s de descon-
Restabelecida a conversibilidade e nao
devendo ser augmentada a cir ulago se-
nao a troeo de equivalente somma de onus
recolhido ao fundo disponivel, deve-se ter
a"esperanca de que nao se dar a deprecia-
cao do meio circulante.
Assim adquirida a eonviccao de que o
raeio circulante, papel e metal, ser sem-
pre idntico em valor a quantidade a urna
circulacao toda metlica, os capitaes r-Hui-
ro s difforentes pravas do Lnp-rio.
Os pr ncipios a quo tenho alludido sao
nessas ptlavras perfeitamonte estabeleci-
dos.
O Sr. Alfonso Celso:Ningujm con
testa is80.
O Sr. Ministro da Fazenda:Senhores,
eu nodesejo tomar desmasiadamente tem-
po ao senado.
O Sr Affonso Celso:V. Exc. est
procurando convencer os convencidos.
O Sr. Ministro da Fazenda; -Nao conr-
prehendo como quero convencer a conven-
cidos, quando o nobre senador est con
vencido de que o papel-moeda nao su-
perabundaste que se est depreciando de-
pende isto smente do curso forcado;
quando o nobr ; senador pela Babia decla-
ra que a nica ousa da depreciaclo do
nossa papal moeda o nosso estado fi-
nanceiro, isto os dficits.
O Sr. Dantas; A principal.
O Sr. Ministro da FazenJa:-Maa- en
d cUro ao nobre senador que ha paizes
cujos orcamemo8 apresentam dficits e emit-
tem p.p-1 moeda; nem elle se acha depre-
ciado.
Eu poderia apreseotar ao nobre senador
o exemplo de Portugal que ha muito tem
dficits conscantes no seu orcaroento, como
entre nos. Entretanto o papel moeda con
serva-se all em seu valor legal, porque s
tem sido emittido najusta propor.o. Por
tugal tem, como disse, dficits, tem contra-
tado eraprestiraos ruinosos ; mas emitte Bo-
rnete o papel na justa proporyo das suas
oe .essidades.
Sa o Brasil nao emittisse papel moeda
lm di>8 necessidades da circulacao, em-
bora estajara desiquilibrados os seus orca-
raentos, a moeda nao soffreria deprecia-
do.
Em parte verdade o que diz o nobre
senador pala Babia: smenie quando um
paiz tera dficits recorre ao papel raeeda; oe-
nhum paiz prospero o faria; mas nao
consequencia infalivel de dficits o recurso
a somelhante meio.
Ha paizes, como, por exemplo, Portu-
gal e a Italia, este to familiar ao nobre
se nadar, nos quaes apezar de dficits nao
se recorreu ao pape! moeda.
O orcamento da Italia apresentava em
1866 o desequilibrio segunte : a renda nao
ebegavo a 600.000:000 de libras e a des-
desp-za exceda do dobro.
Entretanto a depreciaco do papel foi a
mesma, independentementa da somma de
dficit. Essa depreciaco chegou ao maxi-
te 20 e|0 durante muito pouco tempo, man
tendo sa quasi serapre entre 10el5[0.
Se fosse exacta a argumentarlo do no-
bro senador, cora dficit to grande a depre-
ciaco 8> ria maior ou diminuira quando o
dficit fotse meaor ; isto soffreria varia
c5es conforme os dficits, maior ou menor.
O nobre senador pela Bahia citou as pa
iavras do relatorio do Sr. Visconde de Ita-
boraby em 1870, para provar que s depois
do melhoramento das fiaancas e do resta-
belecimento do equilibrio orcameotario se
pJs tratar do rsgate do papel moeda.
Pee licenya ao senado para 1er as pala-
vras que o nobre senador citou:
s A concluso da guerra o nossa espe
rangosa situaco financeira tendem agora
a fazer subir o cambio, e so novas pertur-
bares econmicas nao vierem empecer o
moviroento ascendente da prosperHade na*
cional, nao estar muito looge o da em
que elle se ponha em equilibrio com o va-
lor legal da moeda de pagamentos
a Mas o nobre senador esqueceu-so de
que o Visconde de Itaborahy, *ntes de di-
zer isto, que urna verdade incoutestavel,
tinha escripto no comeco deste mesrao arti-
to. C
onvera, pois,
reformar a lei do ban-
co do sentido de separ-r as repartieres de
emisso e de descont, tornando aquella
i i'l-pendente desta.
O mais simples era ir directamonte. ao
Sr. de Gevrey, que mandara avisar o ami
g-
O mogo foi, pois, ao gabinete do juiz de
instrueco.
Fernando de Rodyl, annuindo ao pedido
le Ang la, tinha ido visitar o cnefe da se-
guranza, ua de saber por ella se nas suas
part-s os ag-ntes diziam algumn cousa a
regpeito do assassinato de Jayme Bernier e
o desapparecimento de Erama Rjsa.
Sobra estes dous pontos as partes nao
diziam absolutamente nada.
E 11 vista uesse resultado negativo, o
chefe da s-guranca nao oceultava a sua ir-
ritaco.
Nunca se tinha achado era face de ura
negacio ou antes de dous negocios, evi-
dentemente connexos, to mysteriosos, to
perfeitamente ioextricaveis.
Urna muralba insuperavel nos eraba-
raga o caminho, Sr. substituto, disse elie
a Fernando de R>dyl, e receio muito qu-
nunca cheguemos verdade.
O magistraao, de cab'ca baixa, sabio
da Prcfeitura de polica, sahio do Palacio e
foi a gabiuete do juiz de instrueco.
Adi estava, havia alguns minutos, com
o &eu amigo, quaudo o ej.pregido do ga-
binete entrou o poz ura carte da visita em
ti-..cite ao Sr. do Govrey.
liste, depois de o lar, diise ao substi-
tuto :
E' o eartao do Sr. Renato Dbarville.
Qum qu rer este moco?
Sab-i, ro eb-ndo-e, raspondeu Fer-
nando de Ro yl, porra convm recebel-o.
Talvuz n > traga noticias importantes.
Nao provavel.
Mas possivel. Peco-lhe que o re-
ceba.
O Sr d Gevr. y deu ordem que intro-
.luzi-s-ra o ruueiu-cbt'gado.
Quando entrou no g o Bubsti'uto e ex -Um .u :
- Ah 1 senhor, esiicuo muito telo en-
ooatrado aqu. V nho da sua casa.
Ento, que ha? peiguntsu Fernando.
go, sobre o meio circulante o seguinte.
Assim como as urgencias da guerra
nos collocaram na dura necessi iade de re-
correr ao papel moeda, e de elevar os
..'8:000:940)1 que existiam em circulago
em Abril de 1866 a 150,397:628,5000 dos
22,389:5055, forara emittidos por conta do
crdito aberto pelo decieto de 5 de Agosto
de 1868, assim tambem o restabelecimento
da paz nos irapod o rigoroso dever de res-
gatal-o pausadamente. Ninguem desconbe-
ce os mos effeitos das extensas e rpidas
alteracoes do padro de valores.
As lois n. 1,349 d 12 de Setembro
de 1866 e n. 1,508 de 28 de Setembro de
1867 determinaram que logo que cessasae
o estado de guerra, a asserabla geral as
signasae quantia na lei do orcamento de
cada exercicio para o resgate do papel
moeda. Cumpr ndo manter essa prudente
resoluco, parece que se pode applicar ao
resgate os saldos dos exercicios que os ti-
verem.
O Sr. Dantas : Mas nao propoz nada.
O Sr. Ministro da Fazenda: -O nobre
sanador est em equivoco ; o Visconde da
Itaboraby propoz no rcaniento a retirada
do papel-rooeda pelas sobras das despezas
qua elle suppunha apreciariara. A propos-
ta que apresentou nesse anno s cmaras,
pedio pora a desp"za 82,000:000/5 e orcou
a receita em | 94,000:0000. Elle contava,
portanto, cora saldo e nas duas leis vota-
das durante a sua adraimstraco elle con-
sagren o mesrao principio t a retiada do
papel-moeda.
No relatorio do nobre Visconde do Rio
Branco de 1872 lesa o s-guinte :
culares ou peio pnico durante o periodo
da guerra, e nossas avultadas remessas de
fundos para o exterior, concorreram sem
duvida para as d-preasoVs extremas que
se notam no curso do cambio ; no se po-
de, porem, deseonhecer que essa tendencia
permanente para a baika foi principalmen-
te devida superabundancia do meio cir-
culante, por effeito nao s das emiss5es do
papel moeda, seno tambera, posto que su-
birn) em 1868 e 72,705:600, quando an-
tes da guerra nao passavam de........
8,000:000^000.
< Esta consoante decliuaco (do cambio),
apezar de circunstancias favoraveis s
nossas pracas no moviraento do commercio
exterior, e o facto de ter desapparecido
completamente da circulacSo interna a
moeda metallica, sao sy rapto mas infalli-
veis de que a quantidade do papel incon-
vertivel nao est em justa proporco cem
as necessidades dos escaimbos. e sim
excessiva.
Creio conveniente attender quanto an-
tes a este estado do meio circulante.
a Nao ha duvida que cora o andar do
tempo parte do papel-moeda so perde ou
inutilisa, crease e estende-se a populaco,
novos mercados se abrem ao trabalbo e
consummo interior, avultam cada vez mais
as transaccoes mercntis, em urna pala-
vra,, a quantidade do numerario, que boje
superabunda, em futuro mais ou menos
prximo ser a necessara, ou mesmo in-
sufficiente. Mas, entretanto, offereceraos
todos os incodvenientes de um meio cir
raante fiiuciaro depreciado, j na per-
turbaco geral de todos os precos, j na
permanencia de um cambio baixo e insta-
vel, que afugenta capitaes estrangeiros e
prejudija o paiz em todas as operacSes do
comraercio exterior.
Sr. prosideote, depois destas leituras,
ainda correndo o ris o de fatigar o senado,
sou obrigado a dizer que todos os ministros
da fazenda que serviram durante a ultima
situaco liberal, excepeo do nobro sena
dor pela Bahia, cujo relatorio nao pode
ter e cunho completo de sua aut jr.iad,
porque o nobre senador deixou o ministe
rio no dia 6 de Maio, quando ainda devia
estar trob libando, nesse relatorio. e quera
o apresentou foi o Sr. conselbeiro Saraiva,
que declarou nao Ihe perteocer tambera :
p.dento-se, pois, dizer que um relatorio
feito nas repartieres do ministerio da fa
zenda, porque nao tera nem a autoridade
do nobre senador que deixava o poder,
nem a do nobie sonador que entrava;
excepeo deste ralatorio, dizia eu, ne-
nhura ha que nao consagre a idea da reti-
rada gradual do papel-moeda.
Depsis do relatorio do ministro da fa
zenda, no gabinete que inaugurou a situaco
liberal, o Sr. Silveira Martins, que consa
grou, no decreto da emisso que fez, <
pricinpio da retirada gradual do papel-moe-
da, disse em 1879 o nobre senador por
Minas Gcraes, que lbe succedeu :
Por aviso de 25 de Abril prximo
passado, ordenei qne se procedesse nos
pnmeiros dias de Julho futuro ao recolbi-
raento de 2,400:0000 da ultima emisso
oumprindo-se por essa forma o que foi de-
terminado no referido decreto de Abril de
1878.
Erama Rosa... a menina Emma Ro-
sa. ..
Ento? perguntou vivamente o Sr.
de Riuyl. Que tera a dizer-me de Emma
Rosa... de minha filha ?
Ella existe... Nos a descubrimos.
Descobrrara I exclamaram ao mesmo
tempo Fernando e R'cardo.
Depois, esta accr-s ;eot u :
On ie estava ella ? .
Em casa de ura homem que o sc-
nhor conhece muito... em casa de Osear
Rigault.
U juiz de instrueco e o substituto solta
rara urna ex-Uraace de espanto.
Esse Rigault, em cuja innocencia eu
acre litava e que mandei soltar, ento,
realmente, o curaplice que procuramos, tor-
uou o Sr. de Gevrey.
Nao, nao, senhor 1 Renato apreasou
se em responder. Sa a menina Emraa Ro
sa est viva, parece que Osear Rigault
e irra que ella o deve.
Ricardo d Gevrey ia de sorprezi em
sorpreza
Como disse elle, Sophia Rigault fi-
gura era tudo laso ?
Sira, sanhor, e o seu papel de ca-
ridade e dedicaco.
Mas, emfiui, nesta momento, onde es-
t a menina Emma Rjsh?
Na ra Gunegaud, no aposento do
seu salvador.
E Angela Eernier, fu m ?
- Est com ella.
Pobre mulber, o seu prazer deve ser
grande !
E a sua dor tambem, senhor.
Que quer dizer ?
A menina Emma Rosa es' cega.
Cega repetio Fernando de Rodyl
a88UStado. E' poasvel ?
E' urna desgraca terrivcl I Cega aos
dezasete annos. Melhor seria ter morrido-
O substituto torca as mos, emquanto
grandes lagrimas desciam-lhe pelas faces.
T^nlia calma ? tenha, Fernando, dis-
s i Ihe o Sr. de Gevrey.
< Assim, ter se-ha prximamente de re-
duzir a somma do papel moeda em circu-
lacao, a qual j todava bastante consi-
deravel para chamar a attenco dos pode-
res do Estado.
E' indispensavel cogitar nos meios
nao s de araortizal-a promptamente, se-
no de aubatituil-a pela moeda de ouro.
E8ta substituirlo operar se-ba, pare-
ce me, como resultado inmediato da amor-
tzaos o, desde que ella se faca com regu-
lardade, e em maior escala, porque, como
judiciosamente pondera ura Ilustre publi-
cista, um dos infalliveis e damnosos effei-
tos do papel-moeda expedir dos paizes
em que elle existe a moeda metallica, qne
o evita pela mesma razo por que os bons
fazem approximacao dos mos.
V se, pois, que o nobre senador por
Minas-Geraea no seu relatorio faz as mes-
mas observaco -s, formulando exactamente
o mesmo principio deque adiminuico de-
via ser gradual, tanto que pedio as cama-
ras a retirada de 2,400:' 000 annuaes da
circulacao e laroentou ainda ba pouco qne
o senado ento Ihe racusasse este raeio.
Passo a 1er o que disse o 3' ministro da
fazenda da situaco liberal, o Sr. conse-
Iheiro Saraiva, no seu relatorio de 1880 :
< Nao posso deixar de fallar-vos acerca
desse assumpto (cambio), que Unto inte-
ressa ao commercio e grande roaioria da
populaco, mortificada pelas difficuldades
da constante baixa do cambio.
Entretanto, notavel que isso acnte-
la, quando o imperio est em plena paz
com todas as naco s ; guando a safra do
caf promette ser extraordinaria e consta
ezistirem grandes depsitos desse genero
nas estaco -s da serra; quando o Banco do
Brasil augmenta o seu crdito na Europa,
e elevando consideravelraente o algarismo
dos saques, para os quaes est habilitado ;
quando o thesouro nao faz presso sobre
a praca; quando, finalmente, o mesmo
theaouro entrega aos respectivos possuido-
res os ttulos do emprestimo nacional de
1879, adiando-se elies, por conseguate, a
coberto da necessidade de tomar saques,
pois tem sua disposicao, coupons que
aubstituera os saques pela focilidade do
pagamento trmensal, em ouro, nas prin-
cipaes pracas da Europa.
Todos estes factos, e cada um por si,
eram suficientes para terminar a alca do
cambio, se as oscillaces delle fossera re-
guladas entre nos por circumstancias nor-
maos e pelos principios mais vulgares da
sciencia ecoaomica.
n E' preciso, pois, procurar e estudar a
causa de semelnnnte pbenomeno ; e tem
sido ess* um dos meus maiores erapenhos
desde que assumi a direccao dos negocios
da fazenda.
Posso eu tl-a, em vista de se me
lbante desgraca, to inmerecida ?
Quecn sabe se o mal irremediavelj?
Nao desespere.
Depois, dirgindo se a R-raato, o juiz de
instrueco perguntou :
- Como descobrirara a pista de Emam
Rosa ?
O estudante eontou o que se tinha pas-
sado.
- Eis um acaso providencial I excla-
mou Fernando.
A sua presenta ra Gunegaud,
meus sonhores, indispensavel, continuou
Renate. A menina Emraa Rosa foi attrahi-
da aroadilha, da qual s escapen por
ura milagro. scar Rigault, por seu lado,
deve sabr muita cousa. Emfira, a situa-
co da Sra. Bernier e da sua filha merece
toda a sua attenco. Os senhores podara
tazer idea do que devem ter sentido essas
iluta pobres mulberes, encontrndose ines-
peradamente. Urna emoco demasiada-
trente violenta fulminou-as. No momento
era que parti para vir procural-os, a Sra.
Ang>la Bernier p recia aniqulala, trans-
formada em estatua, e a menina Emma
Rosa, sem sentidos, reclaraava os cuidad do meu amigo Leo e da irra de Osear
Rigault.
Sopbia Rigault, disse o Sr. de G< -
vrey era tora de desprezo.
- Repito, senhor, replicou o estudante
em tora secco, que a Sra. S rabia Rigault
tera se mostrado boa e dediu.da I Urna ir-
mil de caridade nao teria faito mais 1 Ella
80 merece elogios e gratido I
O Sr. de Gevrey abaixou a cabeca.
A Sophia Rigault de qua fallava li -nato
em nada se pareca cora a sua, entretanto
era a mesma. Mas, quem poder julgar
as mulhere-i ?
O coraco das mais miseraveis d entre
ellas contera s vezes thesouros mysterio-
sos, quo talvez fiquem s-srapre o cultos,
roas que urna circumstancia iisprevista po-
de trai-r luz bruscamente.
Precisamos ir sem perda de tempo
(Cotinna)
VARIEDADES
A'
Assim como o sabio ante a sciencia
Contemplando altivo e com imponencia
O seu valor
Sa acaso nao descobre um seu segredo,
extactico, mudo fica qual rochedo
aterrador.
Assim como o artista hbil, de nome.
qua os dias, no cinzel, todos consom
e envelhece,
se em trente algnm mytho de belleza
nao o imita, larga a goiva, a meza
e enlouquece.
Assim come o louco e temo amante
que se atira, perdido, delirante
beijando um p.
nao sendo ouvHo, ao desprezo atirado
no mundo se julga um desgranado
e perde a f.
Assim tu ficars quando escutares
o dobrar do sino qua atirando aos ares
ura tora funerio
a RECUSA, lembrar-te, e a rompaixo
pedite o meu corpo, em direjeo
ao cemiterio !
E. C. Eme.
ra Gunegaud, roeu amigo, disse Fernan-
do de Rodyl ao juiz de instrueco. Sem
duvida, do que varaos saber, ba de re-
sultar a pro/a da innocencia de Angela
Bernier.
Estou prorapto, raspan deu Ricardo
de Gevrey. Tem um carro, Sr. Dbar-
ville ?
Sim, senhor.
Ento, varaos.
Os dous magistrados e o estudante sahi -
rara do Palacio da Justica e entraran no
carro, que estava perto do portao.
O :ochuiro recebeu ordera para leval-os
ra Gunegaud.
O esta Jo de abatimento quasi completo
de Angela Bernier e o desmaio de Emma
Rosa, duraram mnito tempo.
A final os cuidados prodigalisados s duas
pobres roulheres por Sophia Rigault e por
Leao triumpharam.
Primeiraraente Angela entrou na posse
plena da sua intelligencia, que a violencia
do choque tinha paralysado por um mo-
mento.
Lambrou-80 de tudo, appellou
sua energa moral e perguntou :
Oude est minba filha ?
Sophia lh'a mostrou.
Emma Rosa, estendida na cama, recu-
perara os sentidos.
A hervanaria correu a ella, tomou a nos
brajos, ergueu-a cobrio Ihe de beijos a
fronte, os olhos eos cabellos, balbucHndo :
Minha querida, minha filba bem ama-
da, se nao me v*, ouve-me. Escuta. ,
falla... soutuami... tua mi, que te
adora.
Os labios da menina moverara-se.
18 suas cnSos procur,ratn a cabeca de
AngeU, quejpuxou para si, e a sua bteca
retribuio os b {Continuar se-ha.)
Typ. do Diario ra Duqua de Caziaa a. 42.
para a
.
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Full Text
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