Diario de Pernambuco

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Material Information

Title:
Diario de Pernambuco
Physical Description:
Newspaper
Language:
Portuguese
Publication Date:

Subjects

Genre:
newspaper   ( marcgt )
newspaper   ( sobekcm )
Spatial Coverage:
Brazil -- Pernambuco -- Recife
Brazil -- Pernambuco -- Recife

Notes

Abstract:
The Diario de Pernambuco is acknowledged as the oldest newspaper in circulation in Latin America (see : Larousse cultural ; p. 263). The issues from 1825-1923 offer insights into early Brazilian commerce, social affairs, politics, family life, slavery, and such. Published in the port of Recife, the Diario contains numerous announcements of maritime movements, crop production, legal affairs, and cultural matters. The 19th century includes reporting on the rise of Brazilian nationalism as the Empire gave way to the earliest expressions of the Brazilian republic. The 1910s and 1920s are years of economic and artistic change, with surging exports of sugar and coffee pushing revenues and allowing for rapid expansions of infrastructure, popular expression, and national politics.
Funding:
Funding for the digitization of Diario de Pernambuco provided by LAMP (formerly known as the Latin American Microform Project), which is coordinated by the Center for Research Libraries (CRL), Global Resources Network.
Dates or Sequential Designation:
Began with Number 1, November 7, 1825.
Numbering Peculiarities:
Numbering irregularities exist and early issues are continuously paginated.

Record Information

Source Institution:
University of Florida
Holding Location:
UF Latin American Collections
Rights Management:
Applicable rights reserved.
Resource Identifier:
aleph - 002044160
notis - AKN2060
oclc - 45907853
System ID:
AA00011611:18961


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Full Text
& x^P
11X0 Lili i&Mfifi0 211
IMHi A CAP11.4L E L.1 AHJK CVtt SAO E PAVA PORTE
Por tres mezes adiantadoa .
Por seis ditos dem......
Por um annojdem......
Oada numero vulso, do mesmo dia.
60000
120000
24^000
^100
DE

QQlfiHBl 20 DE OETl 2 16S6
PARA I.\T0 E I OKA DA PROVIMC1A
Por seis meses adiantados................ 13)0500
Por nove ditos idem................. 20^000
Por um anuo dem................. 27006
Cada numero avulso, de das anteriores........... I
tyxoyxitti&bt %t Manoel Sx^nevcin t>t -tarta & -ftlljo*
- Os Sr. Amede Prince (t C.',
de Paria, sito os nossss agentes
exclusivas de annuniioi e pu-
blfc.teSes da Franca e Ingla-
terra.
Os Sra. Wasburne II rmanos.
de ew-Vork. Broad 1%'ay n.
S90, s3o os nossos agentes ex-
clusivos de annn cios nos Es-
tados-Unidos .
TELEGRAIIAS
ir
Mr
estico mncuiis :: habi
RIO DE JANEIRO, 19 de Outubro, 1
hora e 5 minutos da tarde- (Recebido s
2 boraa da tarde, pe'o cabo submarino).
Foi nomeado Jaiz snbstitnto da ca-
pital do (cara, o barbare I Joan Far-
ra i no ra airante.
Fol exonerado do locar de offlclal
da Secretaria do Polica de Pernam-
buc o, Manoel don Sanios Pntente!,
e nomeado para subnlitall o Pedro
ttincaiic de arroda.
sebvijo sa asocia sata:
(Especial para o Diario)
PARS, 19 de Outubro.
Va Cmara dos Depalado* fol diri-
gida no som'iiio, ama interpellaco
a respelto da greve de Vierson que
rebenloa neste* ultimo* dia*.
A dlscassao de Interpellaco ter-
mlDuu pelo voto de nma Ordem do
dia para e Imple ; a Cmara re-
runou votar em ordem do dia acon-
flanca que Ibe baila aido pedida.
Em seguida a este voto o ministro
do Interior dea waa demlssfio, pnnm
cedendo a* instancias qne Ibe eram
fSW
onselur Sarrles eonsenf io em re-
tirar na denalss&o.
O diversos grupo* da malaria re-
publicana entao de accordo na con-
ducta ulterior a seguir.
Agencia liaras, filial em Parnambuco,
19 de Outubro de 1886.
Diz Paulo Mantegazza :
A cbamin a alegra a o sol do invern ;
ao mesmo tempo luz, calor, movimento, ar, sau Je.
Ella falla ao estudioso solitario, acolhe em tor-
no do seu tepido seio os membros da familia e os
amigos da casa.
E' pretexto de coovergacOfspbilofiophieas, es-
cola de affectos, thesouro de calor e de vida.
Junto da chamin respira-so no invern o ar
mais puro da casa; all podemapproximar-se muit a
bomens, ser enviaren! una aos ontros os productos
excrementicios do proprio balito e da propria pclle.
Mesmo urna pequea chamin, que nao qneime
seno poneos hilggmmmas de lenha per hora, cha-
ma a si urna grande quantidade de ar, des on vinte
vezes maior do qne a qne seria restrictritamente
oecestaria para a embusti; constitue ella por-
tanto umlgran 'e ventilador, e os productos que ex-
pulsamos, respirando e transpirando, sao rpida-
mente eliminados por ella. Pe semprc em torno
de nos ar puro que entra pelas portas e pelas ja-
nellas, mesmo quando fechadas, e que recebemes
nos pulmoes ao mesmo tempo que nos aquecemos.
(Contina)

IHSTRDCClO POPULAR
HIGIENE Di HiBITaCiO
(Extrahido)
DA BIBLIOTHECA 0O POVO K DAS ESCOLAS
CAPITULO IV
O fri e o calor dentro de rana Me-
11..,.i.,* 1.1 ni... de aqoeclmento*
Braseiro. enralfelas, e ralla de
agua. Foe* e ebamlns. Calo
rifero* de ar qae me e de vapor.
Proi ;> de iefr'ameBlo.
(Confiwuatco;
Emquaoto temperatura a que deve a casa
aquecer-se. e diremos que nao cumpre uttrapas-
sar 20" c.-ntigrado, mas nao pdeme estabelecer
o grc mais conveniente, porquanto esse grao nao
pade ser i terminado rm absoluto, visto que deve
variai com a constituico, temperamento e idade
des individuo que a casa aquecida tem de abrigar.
Os saos, v.g >r. s e Toa, devem conteotar-se
rom.urna temperatura de 10; aa pessoma debis,
as nervosas e os velhos, precisam de temperatura
raais elevada.
Pensa muita gente erradamente, que 0 quarto
da cama deve ser fro, suppnndo o fugao ou a cha-
min com os cobertores ; um preeonceito bygie-
nico, que pode dar lugar a muitos males.
Os cooertores nao do por si calor ; apenas di-
minuem a perda do que se produz no noseo orga-
nismo. E o ar que se respira u'um qu.rto fri,
entra aasim nos pulmo s ; e, se os encontra fracoa,
pode prodoxir fcilmente qoahquer das doencas a
jaesto sujeitos aquelle orgao3.
Muitas creaocas passam urna vida doentia, nti-
sicando quando entram na puberdade, por terem
pateado grandes periodos da vida, principalmente
as horas do estuo e do orano, em qaartos trios,
(como soccedeem alguns collegios, onde se attende
pooco a esta parte da Hygiene).
Entre: os diFerentes meioa de aquecimeoto trata-
mos j dos mais vulgares 5 resta-oos mencionar a
chamm e es calorferos de ar quente e de vapor.
A cbamin um do meioa mais precioso de
aqnecimento, porque nao s rem a vantagem de
lar cas urna temperatura conveniente, mas tam-
bera de estabelecer n'ella urna constante e perfeita
renovaco de ar.
A chamin tem nm nico contra ; nao econ-
mica, seno as localidade onde o comb stiyel
quasi sera valor. Com efieite, na cbamin utiliza-
se apeno cerca de um dcimo do calor que se pro-
duz ; o resto vai pela conducta, e s serve para
aqnecer o ar dos telhadoe. O calor radianto da
madura nao superior a 25 '.', do que se produz
pela su embusteo, e na cbamin melhor constru
da nao se utilisa deste seno a quarta parte ; por-
tanto, coma leuhi, apenas se utilizara 6 "', do calor
proluxido.
Com O coke ou com o carvio de pedra a perda
monor, e como o poder radiante dete. combusti
vei prximamente de 55 proveitam-so cerca
de 13 "I. do calor qae produz-.-m
Por estas razoe a chaavo p .uco vulgarmente
empregada como nvio de t.quecimento ; na maio-
i* das casa existe apena* a que destinada A
preparacio do alimentos ; em certa provincia de
Portugal (naa casas de rente remeJiada) existe
nma outra, junto qual se rene a familia no in-
vern ; ms pooacoe ha no nouo pas, onde na
maioria das habitacoes era ao men i existe essa,
m que o alimentos e preparan), e estes sao cozi
dos no meio da casa, aahi.ido o fumo pela aber-
turas do te!hado.
2ARTE OFFlCHi,
Ministerio do Imperio
Foi nomealo para o lugar de lente sub-
stituto interino da 2a secg&o do curso de
sciencias physic.is e naturaes da Escola
Polytechnica o Dr Collatino Marques de
Souza Filho.
Foi perdoada a Joaana Ferreira do Nas-
cimento a pena da um mez de prisSo e
multa correspondente metade do tempo,
a que foi condemnada pelo juiz municipal
do termo de Piracuruca, na provincia do
Piauhy, por crime de injurias.
Ministerio da rustica
Por decreto de 8 do corre te foi dispen-
sado o juiz de direito Joaquina Correa de
Oliveira Andrade do cargo de chefe de po-
lica da provincia do Rio-Orande do Sul,
por assim o haver pedido.
Foram nomeados chefes de policia : Da
provincia do Rio-Orande do Sul, o juiz de
direito Joao Pedro de Saboia Bandeira de
Mello ; da do Espirito Santo, o juiz de di-
reito Francisco Rodrigues Sette e da do
Para, o juiz de direito Jos da Cunba Tei-
zeira.
Ministerio da Guerra
Foi nomeado para servir de amanuense
da secretaria da escola militar da corte, o
2* cadete 2o sargento do 10 batalhao de
infantaria Joaquio Pereira da Silva.
Foi incluido no Asylo de Invlidos da
Patria o alteres honorario do ezeacito Fre-
derico Severo de Souza Pereira.
Foi desligado do 1 bataibao de infanta-
ria o capitao Antonio Moreira Cesar, afirn
de reunir-se ao 3 da mesma aran.
Permittio-se que o major reformado do
exercito Luiz Jos de Miranda v ao Es-
taado Oriental do Uruguay, sempre qne
os seuj interess's o ezigirem, precedendo
licenca do commandante da fronteira de
Sant'Anoa do Livramento.
Foi n .meado o capitao reformado do
exercito Amaro Francisco de Moura para
fiscal da cotnpanhia de apren liz :s arthei-
ros da provincia de Minas-Q^raes.
Foi dispensado de ajudaate da fortaleza
da Lge o 2 tenente do 1* batalhao de
artilhara Jos Eulalio da Sil 'a Oliveira, e
nomeado para subitituil-o o 2* tenente do
3 batalhao de artilhara Vctor Hu0 de
Paula.
(.overno da Provincia
KXPEDIESTE DO DIA 6 DE OUTCBBO DE 1886
Acto :
O vice-preidente da provincia, tendo em
vibta o que repreaentou o Dr. chete de policia, em
cftcio n 972, de hontem datado, resol ve declarar
qne o cidado nomeado em 15 de Setembro fiado
para o cargo de 1 supplente do subdelegado do
districto de Ponte dos Carvalhos, do termo do Ca-
bo, ehama-se Antonio Francisco Mendes Catonh,
e nao Antonio Frailesco Mendes Caotah, como
por equivoco propoz o mesmo Dr. chefe de pjlicia,
em officio n. 897, de 14 do dito mez. E ordena
que neste sentido expeca-se novo titulo.
O vice-presidente da provincia, de confor-
midade com a proposta do Dr. chefe de policia,
em officio de hoatem datado, sob n. 973, resolve
nomear para o lugar de 1 tupplante do subdele-
gado do 1" districto do termo de Salgueiro, o ci-
dado Antonio Anelim de Mara, em cubstituicSo
de Amaro Alves Conserva, que nao aceitou a uo-
meaco.
vicepresidente da provincia, de contormi-
dade com a proposta do Dr. chefe de policia, era
officio n 973, de h intetn datado, resolve nomear
p ra o lugar de 3 supplente do subdelegado do 1"
districto do termo de Salgueiro, o cidado Pedro
Joaquim da Silva.
O vicepresidente da provincia, de conformi-
dade com a proposta do Dr. chefe de policia, em
offi io o. 973, de hoatem datad >, resolve nomear
para o lugar de 3' supplente do delegado do termo
de Salgueiro, o cidado Brz Per ira de Souza,
actual 3 supolente do subdelegado do 1 districto
do mesmo termo, visto nao ter aceitado a uomea-
cao para o referido lugar de 3o supplente de dele-
gado o ci'iadio Francisco Ignacio da Silva.
O vice-presidente da provincia, de confor-
midade com a proposta do administrador dos Cr-
relos, em officio de hoje, >ib n. 892, resolve, nos
termos da le n. 2,791, de 20 de Outubro de 1877,
ex aerar >. agentes do Correios da villa de Gra-
vita e povoa^o de S. Joo do Pomb Manoel
Chryspiuiano da Silva e Jos Gome de Andrade,
c nomear Manuel Bezerra de Carvalho e Joo
Bautista dos Sautos para cubstituil os, na ordem
em que se achara.Commuoicou n" ao administra-
dor do Correios.
Officio:
Ao inspector da Theseuraria de Faaenda.
Sirva se V S. de designar um empregado dea
Thesouraria para taser parte do conselho do com-
pras do Arsenal de Marinba, que dever funecio-
nar uos dia 12, 15 e 19 do correte, 10 hora
da manha.Communicoa-se ao respectivo inspec-
tor do Arsenal de Marinos. ,
Ao inspector do Thesonro Provincial. A
vista do offivio de "Jl de Siembro findo, sob n.
154, em que Vine, declara nao poder ser feto o
pagamento da passageos cincedlda nos carros
da estrada de f rro do Kecifs Caxang, por di-
versas autoridad.-, duraste Vsesea de Feverei-
ro Marco do auno pasaad't, na importancia^tle. -
71*300, per se achar esgoUda a verba Even-
tnae, do orcameato d eato, aatoriso-o a in-
oloir o debito a* quadro da divida passivs, fim
de ser opp.riuaain.nle indemnisada, certo de qae
o documentos comprobatorio desse debito loram
remettido Assembli Provincial em 1 de Jucho
do auno passado.
Ao inspector geral da Instrucco Publica.
Autoriso Vmc. a justificar as faltas de exercicio
escolar do professor Manoel Candido Fernandes
Pires, alludidas em seu officio, que respondo, n.
328 de 4 do corrente mez.
Ao engenbeiro chefe da Repartico das Obras
Publicas Nao tendo apparecido licitante a exe-
cuco da obra de reparos da cade-'a de Seriuhem,
conforme declara Vmc em officio de 25 de Setem-
bro findo, sob n. 113, auto/iso a mandar por de
novo em praca os ditos reparos com o augmento
de 23 0/0 sobre o orcamento de 400*000. Com -
municou-se ao inspector do Thesouro Provincial.
Ao cornmandante do corpo de policia.An-
toriso a excluir do corpo de seu eornmando o sol
dado Miguel do Amaral, conforme Vmc. solicitou
em seu officio n. 849 de hontem datado.
A' junta classificadora de escravos do muni-
cipio da Escada. A' vista .io que Vmcs. infor-
mara no officio de 2 do corrente, approvo a clasai
ficaco, que por copia, acompanhou o de 25 de Se-
tembro para applicaco da 7.* quota do tundo de
emancipacao nesse municipio
Findo perante o juizo de orphos o praso a que
se refere o art. 34 do regulamento de 13 de o-
vembro de 1872, o que dever ser contado da data
em que foi ah conhecido o acto da approvaco, o
agente fiscal, merabro desea junta, dever promo-
ver o arbitramento dos valorea dos libertados, ten
do na maior consideraco a ordem circular do
Thesouro Nacional de 16 de Julho de 1883, allu-
dida pelo inspector da Thesouraria de Fateoda,
na circular de 22 de Julho ultimo, sob n. 20, ten-
do em vista os defeitos pbysices, etc., visto que
segundo o 7* do art. 3" da lei n. 3,270 de 28 de
Setmbro de 1S85, continuara em vigor, at o eu
cerramento da nova matricula, as diligencias do
art. 37 e seguate d'aquelle regulamento, e o
preeos mximos da tabella do 3 do art. 1 da
citada lei sao os permettidos para a mencionada
matricula, sem qne de modo algum por elles fir-
me-se direito ndemnisaco por couta do fundo
de emancipacao.Remetteu-se copia ao respecti
vo juiz municipal.
A' junta classificadora de escravos do muni-
cipio do Bonito. Approvo, por estar de accordo
com que esta Presidencia decidi em 25 de Agos-
to, a nova classificaco, qne por copia Vmcs. en-
viaran) com o officio de 19 de Setembro ultimo,
recebido hontem.Remetteu-se copia ao respecti-
ve juiz municipal.
Ao juiz de paz mais votado e presidente da
mesa eleitoral da 1* seccao da freguezia do Poco
da Panella.-Recolba Vmc. em 24 horas ao archi-
vo da Cmara Municipal os livros que servirn)
na 1.' seclo dessa freguezia, para as actas da
eleico municipal ltimamente procedida, e que
esta va sob sua inmediata guarda e responsabili
dade, afim de proceder-se a urna vistoria requeri-
da ao delegado do 2* districto da espita! por
Francisco Jos Guedes de Lacerda.
Sirva-te, eutrosim, informar dos motivos que
teve para nao camprir o qae lhg foi determinado
por esta Presidencia em officio de 23 de Setembro
ultimo.
Ao Sr. Bernardo Gemea de Moraes Coutiaho,
l* supplente em exercicio do juis municipal e de
orphos do termo de Boro Jardim. Inteirado do
que Vmc. expoe oo officio de 30 de Setembro, hon-
tem recebido, teoho a dizer lhe '.
1. Que em 14 do memo mes, respondendo ao
ofico que em data de 3 dirigi o collector geral
desse termo, declarci que, devendo o praso de 30
das de que falla o art. 34 d j regulamento de 13
de Novembro de 1872, ser contado do dia em qne
fosse abi conhecido o acto deesa Presidencia, ap-
provando a classificaco e podendo no termo desso
praso estar resolvida a qaeato relativa ao exer-
cicio legal do supplente do juizo do orph >s, con-
vinha aguardar essa occasio, submetlendo o dito
collectcr, no caso contrario, minha deciso a sua
consulta, referente a remessa dos acc-rdos sobre
os preeos do escravos ao 2* supplente.
2." Que tendo sido exonerado pelas razo 's cons-
tsntes da portara de 20 daqaelle mez, devia o 3
ter dado conla a Vmc, como 1 sappleote, ao as-
sumir o exercicio, do qae havia elle feito com re-
lacao ao servico dn classificaco dos escravos li-
bertados por costa da 7a quota de fundo de eman-
cipacao.
Nao tendo elle assim procedido e nem mandado
affixar editaes convidando os interessados a apre-
entarem suas reclamaces, como se v da certi -
do ..nnexa ao officio, a que respondo, da qnal cons-
ta mais que no eartorio competente nenbum papel
transitara, referente a esse assumpto, julgo conve-
niente declarar a Vmc. que deve mandar affixar
edital ao cita lo.art. 34 com o prazo da lei, o qual
ser contado de quando receber este officio.
Cumpre, portn, attender a que os despachos de
10 de Setembro nao firmara direito dos filhos de
Severina e Miguel incluso na classificaco, mas
sim indicaco que, mediante a nomeaco de cara-
dor ad toe, na forma do art. 36, provena a prefe-
rencia que Ihes caiba, para o fim do art. 34. Do
que occorrer dar-me-ha Vmc. conhecimento oppor-
tunamente.
Portaras:
Constando de officio do Dr. jais de direito da
comarca de Caruar, que a eleico procedida no
da 1* de Julho ultimo na parochia de_ Noasa Se-
nbora da Dores, para vereadores e juises de paz,
ficon nnllicada por nao se terem concluido os
respectivos trabalhos at 7 horas da tar le, confor-
me determina o art. 132 do decreto n. 8,213 de 13
de Agosto de 1881, dando isso lugar i bypothese
prevista no art. 204 do citado decreto, visto com-
pr-84 a referida freguezia de 214 eleitores, e a
de S. Caetano da Raposa de 71, determino C-
mara Municipal de Caruar qne expela as devi -
das uommunicacoes aos juize* de paz e d aa de-
mais providencias do estylo, afim de que se proce-
da no da 15 de Novembro prximo vindouro
nova eleico geral nesse municipio para vereado-
re.t e juizes de paz.Remetteu-se copia ao Dt-
juiz de direito.
Ao presidente da Cmara Municipal de .
Bento.Faltando a \ me. competencia para resol-
ver sobre n melhor meio de proceder-se arreca-
dacao dos impostes nvinicipaes, uao pode ser ap-
provada a ordem que vxpedio ao procurador da
Cmara para cobral-as. Assim, cumpre que Vmc,
quanto antes, rena a cmara, a quem cabe deli-
berar a respeito. Previno a Vmc que os offici'.s
dirigidos a esta presidencia devero ser asigna-
dos pela cmara, conforme o disposto no art. 64
da le de 1 de Outubro de 1828. Assim re pon-
do ao seu officio de 29 de S tembro findo.
Determina Cmara Municipal do Brejo que
d as providencias do ceda no da 15 de Novembro prximo vindouro,
sleicio para juizes de paz do districto do Poco,
visto ter sido annulada pelo Tribunal da Rclaco
do Recife, a que teve lugar no dia lo de Julho ul-
timo, conforme declaroa me o Erro, conselbeiro
presidente daqaelle tribunal em cfficio ns. 2,582
e 2,601 de 17 de Agosto e 16 de Setembro findo.
O Sr. gerente da Cotnpanhia Pernambucaoa
mande transportar gratuitamente para o presidio
de Fernando de Noronha, com pasagem de proa,
quando para isso se apresentar, Genoveva Mara
de Mello, mulher do sentenciado Joaquim Domin-
gaes de Lima.Communicoa-se ao director d-
presidio de Fernando.
EXrBDIBNTK DO SBCBBTABIO
Ao gerente da Conpanbia Pernambucana.
S. Exc. o Sr. vice presidente da provincia ficou
inteirado pelo officio de hontem, do que por affl jen
e*a de carga V. 8. transferio a vlagero do vapor
Mandahu para os portos do sal, de hoje para o dia
8 do correte.
EXPEniBUIE DO DIA 7 DE OUTOBBO DB 1886
Actos:
O vice-presidente da provincia attndendo
ao qae requereu o capitao da 2' companhia de 66
batalhao de infantaria do srico activo da guar-
da nacional das comarcas de Olinda e Iguarass,
Joo Baptista da Silva Guimares, e tendo em vis-
ta a informaco do commandante superior da co -
marca do R;cife, de 22 de S'etembro findo, sob n.
306, resolve designar o 5 batalhao do referido
servico para ficar o supplicante a elle aggregado.
Cotnmunicou-se ao respectivo commandante su-
perior do Recite
O vice-presidente da provincia tendo em vis-
ta as informales constantes dos officios da The
souraria de Fazenda e do Thesouro Provincial,
de 11 de Agosto e 6 de Setembro ltimos, ns.
124 e 584, resolve modificar o art. 15 das instrnc-
c"v, expedidas em 14 de Maio para a cobranca
do imposto do gyro commercial, direitos provin-
ciaes de exportaco e impostns de 100 res por
sueco de assucar, e de 100 ris por couro pro-
cedente de outras provincias; nduz'nd" :i......
2:000*000 a flanea que, na conf .rmidade do re-
ferido anigo, tem de prestar o thesoureiro da Al-
tan lega, para garanta das renda provinciaes &
seu cargo.Remetteu-se copia ao inspector do
Thesouro Provincial e Thesouraria de Fazeoda.
O vice-presidente da provincia, tendo em
vista o officio do engenbeiro chete da repartico
das Obras Publica, de 27 da Setembro findo, sob
n. 172, co i o qual apresenta o orcamento sup
pementar de 8:250*000 para a obra.de reparos
da ponte sobre o rio Pirapama no engenho Jnn-
queira ;
Considerando que a clausula 2* do contracto
da obra primitiva, approvado em 4 de Maio ulti-
mo, eitabclece que seja ella comecada no prazo
de 30 dias, e concluida ne de 4 mezes da data da
approvaco ;
Considerando que o contractaote Gercioo P-
rente de Oliveira Firmo deixou de dar cumpri-
mento aquella clausula, como se evidencia do ex-
posto pelo mesmo engenheiro chefe no final do seu
citado officio : resolve que seja rescindido o res-
pectivo contracto, e imposta ao contractante a
multa estabelecida no art. 56 do regulamento de
24 de Fevereiro de 1874.
Resolve, outro-sim, approvar a planta e o orca-
mento, na importancia de 7:500*000, descontados
os lu (, constantes do final do dito orcamento,
apnsentado pela repartico das Obras Publicas,
para reconstrueco da ponte de qae se trata, e
manda que pelo Thesouro Provincial seja posta a
obra em praca.
OScios :
Ao inspector da Thesouraria de Fazenda.
Declaro a V. S. para os fina convenientes, qae
autorisei o director do Arsenal de Guerra, con-
forme solicttou cm officio n. 616, de hontem data-
d a comprar administrativamente, pelos preeos
do mercado, os artigo mencionados na re aco
junta por copia, visto a urgencia que ha de taes
artigos.
Ao mesmo.Communico a V. S., psra os
fine convenientes, que o promotor publico da co-
marca de Caruar, bacharel Estevo Carneiro Ca-
valcaate de Albuboerque Lacerda, reassumio o
exercicio de sea cargo no dia 1 do corrente
mes.
Ao inspector do Thesouro Provincial.-A'
vista do officio do engenheiro chefe da repartico
das Obras Publicas, de 27 de Setembro findo. sob
n. 173, com o qual apresentou o orcamento sup-
plvmentar de 8:250*000 para a obra de reparos
da pacte sobre o rio Pirapama no eogenho Jun
-uerra.: ~*
Considerando que a clausula 2' do contracto da
obra primitiva, approvado em 4 de Maio ultimo,
estableceu que seja ella comecada no prazo de 30
dia, e concluida no de 4 mezes, da data da ap-
provaco ;
Considerando que o contractante Gercino P-
rente de Oliveira Firmo, deixou de dar cumpli-
mento aquella clausula, como se evidencia do ex-
posto pelo mesmo engenbeiro chefe no final de sea
citado officio : reaolvi, por portara de boje, qae
seja rescindido o respectivo contracto, e imposta
ao contractante a multa estabelecida no art. 56 do
regulamento de 24 de Fevere:ro de 1874.
Resolvi, outro-sim, approvar a planta oo orea
ment, junto por copia, na importancia de 7:500*,
descontados os 10 l constante do final do dito
orcamento, apresentado pela repartilo das Obras
Publicas para reconstrueco da ponte de que se
trata, e autorisar Vmc. a rasa Jar por a obra em
ataja,
Ao director da Arsenal de Guerra.Auto-
riso Vmc, conforme solicita em seu officio n. 616,
de hontem datado, a comprar administrativamen-
te, pelos preeos do mercado, os artigos menciona-
dos na relaco que acompanhou o citado officio,
visto a urgencia que ha de taes artigo, os quaes
deixaram de ser contractados em sessoe de con-
selho de compras desse Arsenal, pelas razoes allu-
didas no dito officio.
Ao mesmoRemetto a Vmc, para os fios
coovenieotes, o incluso termo de exame dos dous
I caixes vindos da corte, contendo 216 pares de
sapatos destinados ao 2a batalhao de infantaria.
Ao engenbeiro chefe da repartico das
Obras Publicas.A' vista do ofucio de Vmc, de
27 de Setombro fiodc, sob n. 172, com o qnal
apresenta o orcamento supplementar de 8:250*
para a obra de reparos da ponte sobre .o rio Pira-
pama, no engenho Junqueira ;
Considerando que a clausula 2* do contracto
da obra primitiva, approvado em 4 de Maio ulti
mo, estabeleceu que seja ella comecada no prazo
de 30 dias, e concluid i oo de 4 mezes ds data da
approvaco ;
Considerando que o contraclanto Gercino P-
rente de Oliveira Firmo deixou de dtr cuinpri-
mento aquella clausula, como se evidencia do ex-
posto por Vmc no final do sea citado officio, re-
solv, por portara de hoje, que seja rescindido
o respectivo contracto, e imposta ao contractaote
a multa estabelecida no artigo 56 do regulamento
de 24 de Fevereiro de 1874 ;
Resolvi, outroeim, approvar a planta, que de-
volvo, e orcamento, na importancu de 7:500*000,
descontados os LO 0/0, constantes do final do dito
orcamento, apresentado por Vmc. para a recons-
trueco da ponte de que se tracta, m nd ir que
pelo Thosouro Provincial seja posta a obra era
praca.
Ao commandante do corpo de policia. Ao
Dr. chefe de polica mande Vmc apresentar, com
urgencia, urna escolta do quatro pracas, afim de
couduzir tres sentenciados da cidade de Palmares
para a Casa de Detenco.Communicou-ae ao Dr.
chefe de policia.
Ao Dr. juis de direito da comarca de Li-
moeiro. H*ja Vmc. de providenciar u- sentido
de serem reai'-ttidas secretaria d.-sta presideu-
cin, as certidoes dos proeessos dos rus Inneu Sa
muel de Carvalho e Jos Elias da Koch.i, qae in-
terpuzeram recurso de graca, das penas que se
acham camprindo na cadeta dessa cidade. e que
ibes foram impostas pelo jury do termo de Lim ei
ro, por se acharem incursos no mximo do art 257
do cdigo criminal-
Cada jertido deve ser acomoanhada de nma
inforinacilo do jaiz da coudemnac >, ou de quem
sub-tituiu no cargo, conforme preceit o aviso do
Ministerio da Justica, n. 287, de 28 de Juuho oe
1885.
Ao juis do orphos da Escada Em addiU-
inento ao meu officio de 11 de nctemoro ultim ,
declaro-lhe que, segunda o couimunica o eo ise-
Ibeiro presidente da ReU(o do districto, em 24,
forarn n'aiiuella data reinettidos ao juiz de direit
a'essa comarc-t copia do acordaos preferidos n-s
aato de q e tracta Vine, em officio de.lC do me-
mo raes.
A' junta clasificadora de escravos, do nao -
nicipio de Gurauhuns. Dandi soluco ao offie o
desta presdeosla de 24 de setembro ultimo, in-
formarais Vmcc., no dia 1 do correte, que, nao
tendo sido approvada a classificaco remettida
em 12 de Julho, e determinando-se, em data de
28, que tivessem lagar novos trabalhos, aguarda-
va essa junta que fosse designado dia para essa
rennio.
Em resposta declaro-lhe qne, sendo a nova ren-
nio consequencia da primeira, por nao ter sido
approvada a classificaco, nao havia necessidade
dadesignaeai esperada, como tem-se feito; o
qne, alias, nao deve ser desconhecido em caaoa
idnticos, sem essa formalidade indiepensavel por
occasio da distribuico da quota, conforme o art.
30 do decreto n. 6341 de 20 de Setembro de 1876
Aguardo, portaoto, que, reuoiodo-se s.m de-
mora, cumpram Vmcs, o que rocommeodei no offi-
cio de 28 de Julho.
Portara:
O Sr. gerente da Companhia Pernambucana
faca transportar opportunamente, com passagem
gratuita de proa, para o presidio de Fernando de
Noronha, a Antonia Mura da Conceico, mulher
do sentenciado Antonio Joaquim dos Santos.
Commuoicou ce ao respectivo director do presidio
de Fernando de Noronha.
KXPEDIESTE DO SECRETABIO
Officios :
Ao inspector de hygiene de Pernambueo.
O Exm. Sr. vice-preaideote da provincia manda
eommunicar a V. S. qae a Cmara Municipal do
Recife, segundo informou, j providencoan so-
bre o assumpto do pedido constante do officio, a
que respondo, de 28 de Setembro finde, sob o. 5.
A' Companhia Pernambucaoa. De ordem
do Exn. Sr. vice-presidente da provincia aecuso
o recebimento do officio de 5 do corrente, oo qual
V. S- commnuica qne o vapor Giqui seguir para
o presidio de Fernando de Noronha no dia 11 ao
meio da.Fizeram-se as devidas communicacoes.
DESPACHOS DA PRESIDENCIA DO DIA 13 DE
OUTUBRO DE 1886.
Antonio Joaquim Ramos de Araujo.
Informe o Sr. juiz de direito da comarca
de Bom Jardim.
Antonio Brito de Queiroz. Deferido
com officio ao Sr. brgadeiro commandan-
te das armas.
Antonio Pereira Santiaguo. Requeira
as autoridade- competentes.
Bacharel Jos Francisco de Ges Caval-
cante. Informe a Cmara Municipal do
Recife, fazendo logo sustar qualquer pro-
cedimento at ulterior deliber&jao desta
presidencia.
Joao Demetrio de Albuquerque Caval-
cante. Informe a Cara ara Municipal do
Recife.
Joao Pedro de Souza. A' vista de que
informou o Dr. juiz de direito da comarca
de Nazareth,'nao ha o que deferir.
Dr. JoSo Maria Seve. Sim, deixando
substituto pago a sua custa.
Manoel Carlos Vital. Sim, com meta-
de di ordenado.
Secretaria da Presidencia de Pernambueo, em
19 de Outubro de 1886.
,.. O ajadaoto do porteiro,
Antonio I. Silveira Carvalho.
Repartico da Polica
Seccio 2N. 1021. Secretaria daPo
licia d Pernambueo, 19 de Outubro de
1836.- Illm. e Exm. Sr.Partecipo a V.
Exc. que foram hontem re olhidos na Casa
de D tencao os seguintes individuos:
A' ordem do Dr. delegado do 1. dis-
tricto da capital, Luiz de Moura Pegado,
por disturbios.
A' ordem do subdelegado do 1. distric-
to da Boa-Vista, Lupicinio Lourengo Car-
neiro Torres, por disturbios e uso de ar-
mas defesas; Adelino Elysiario de Franca,
por embriaguez e disturbios.
' ordem do do 2. districto da Boa
Vista, Jos Casimiro dos Santos, Bene-
dicto Antonio Goncalves, Pedro Julio da
Silva, Emilia Maria da Conceico, e Joan
na Maria da Conceijao, por embriaguez e
disturbios e offensas a moral publica,
disposicao do Dr. delegado do 2. districto.
A' ordem do de Afoga los, Jos Felppe
o Mara Vicencia, por offensas a moral pu-
blica.
No dia 17 do corrente, entre 5 1/2 e
6 toras da tarde, morreram repentinamen-
te os individuos de nomes Joaquim Ferrei-
ra Vianna e Jos Antonio de Deus, sendo
o primeiro na occasio em que tocava nos
sinos da igreja matriz de S. Jos e o se-
gundo quando entrava em urna taverna
sita ra de S. Joao.
Das vistorias a que procedeu o Dr. Jos
Joaquim de Souza, verificou-se que Fer
r Vianna raorreu em consequencia de pa-
decimentos antigos e Jos Antonio por ama
asphysxia fulminante.
H >ntem, s 6 horas e 45 minutos da
tarle, foi esmagado na curva de Sant'An-
oa, pelo trem da viaiferrea de Casanga, um
iddividuo de cor branca, representando a
idade de 30 annos.
O infeliz, cuja ideutidade nao foi reco-
nhncida, estava descaigo e usava roupa de
trabalho.
Foram encontrados junto ao cadver urna
trouxa com farinha, 80 ris em dioheiro,
moa faca de ponta e um embrulho com pi-
iLentas.
Diriga o trem o mathinsta Manoel de
iliranda, que se poz em fuga logo aps o
es nagamento.
O subleleado do P050 da Panella f z
as dt-ligencias da lei e trata de averiguar
se houve eulpabililade da parte do ma
uhinista.
De;us gu.rdo a V. Exc Illm. e Exm.
Sr. Dr. Ignacio Joaquim de Souza Leao
uuito digno vicepresidente d. provincia.
-O ebefe de policia, Antonio Domingos
Pinto.
Auto le pergunia* felta* ao com
mendador amonio Caetano da Mil-
va avliy. inspector da Tbcuoura-
ria de Paseada.
Ao 26 das do mez de S> tembro do auno do
Nascimento de Nomo Seuhor Jesua Cbne'.o le
1886, aa Secretaria de Pelicia, presente o Dr. An-
t..ni 1 Djiningo Pinto juiz de direito e chefe de
p Pea d> pruviucia, commigo Abdiaioda V'ascon-
celioa, amanuense de sua secretaria, si-rvindo de
eserno, c mparcceu o commendador Antonio Cae-
Uno da Silva Kuily, a quem o mesmo Dr. chefe de.
poiivia iuterrogou novaicente da forma seguinte :
Perguntado se sabia que apezar d.i rea portara
prorog. ndo o expediente at 4 horas da tarde para
adiaotar o servico do carimbo das notas dilacera-
das e substituidas essa sua portara na > era obstr
vada?
Respondeu que nunca teve scienc'a disso e neo
tero razo para soppor o contrario, taoto assim qae
o porteiro nunca lhe scieDtificara que os empre
gados do carimbo sabiam juntamente cum os de
mais.
Perguntado se sabia que o thesoureiro mandara
pelo seu filho Dr. Arthur de Barros entregar a
chaves do cofre e da cata forte ao contador Car -
doso e se este as recebia.7
Responden qne nunca sonbe disso e nunca nin
guem ibe fallou em tal, nem o proprio contador ;
assim como que s sonbe qae o Dr- Arthur levava
as chives do cofre quando seu pai oo ia a repar
tico oo dia em qae se descobrio a subtraccSo d;
dioheiro, porque at ento ignerava esse facto.
Pergantado se elle ou qualqu.r cutio empre
gado aconselhou ao thesoureiro que fizesse paga-
mento a eu preza do prolcngamento da estrada de
ferro de S. Fraocisce em notas miadas e dilacera-
das e ate rtcolhidas e se autoritou completar qoan
tas para pagamento com sedulas substituidas
para nao ficar o cofre desfalcado?
Reepondeu que nunca autorisoa semelhante
cousa, nem lhe coostava que empregado algum
tivesse aconselhado seme'hante cousa, tanto mais
havendo ordem do Thesouro. prohibiodo qne isso
ae fizesse.
Ferguntado se sabia que essa ordem era trans-
gredida ?
Respondeu que oo sabia, perqu o pagamento
era feito a parte pelo thesoureiro e nao estando elle
presente oo poda saber o que se passava.
Perguntado se pedio ao thesoureiro e em que
termas para fazer Lup o pagamento de duzentoa
con tos de ris do ultimo certificado de obras?
Respondeu que nao sabia de cousa alguma e
mandou- Ibe apenas por intermedio da cootadoria,
como de praxe o papis com os dtspachos para
pagamento.
Perguntado se sabe o motivo porque esse paga
ment estava demorado?
Respondeu que nao sabe pois havia saldo para
seo.
Perguntado se no dia i ou 6 foi a sala do the-
soureiro. se o avisou que tinha ele de pagar i
Lop 200:000*000, ee entrou na casa-forte e por
quero foi acompaubado?
Respondeu que oo foi a sala do tbesooreiro. nos
dias indicados e meemo rarissimas vezes ia aquel-
la sala e que portaoto Do poda ter eotrado na
cara forte, assim como qae oo avison ao tbesoo-
reiro sobre o pagameoto a Loup. tanto mais estas -
do elle com o despacho de pagameoto em seu po-
der.
Perguntado se estava cem o thesoureiro no dia
6 do correte, oode e ae lhe fallou oo pagameoto
de 1. ,up ?
R< spondeu que oesse dia oo fallou com o the-
soureiro e nem o vio e tendo perguntado por elle
na repartico na occasio de sabir, soube qne o
tbesooreiro j se havia retirado iocommodado e
isto depois de 2 horas e meia da tarde.
Perguntado ae conviveodo com o Dr. Edoaido
de Borros sabia quaes os recursos ou fortuna de
sea filho Arthur?
Responden que nao conviva com o Dr. Eduar-
do ; tinha apenas com elle relacoes do collegnis
mo, e toe elle ouoca lhe cootou minuciosidades de
sua vida ou da de seu filho e por isto ignora os
seus recurso.
Nada mais disse, nem lhe foi perguntado pelo
que mandou o Dr. chefe de policia encerrar o pre-
sente auto em que assigoa com o respoodeote e as
testemunhas abaixo, e comigo Abdisio de Vaseon-
cellos, serviodo de escrivo, que de tudo dou f
Aotonio Dooiogos Pinto.Antonio Caetan da
Silva Kelly.Manotl Goncalves Ribeiro.Ma-
ooel Poliano de Lima.
Eu, Abdisio de Vasconcellos, o escrevi.
lulo de p-rsaT:Iai feilns ao con
mendador Antonio Caetauo da Sil-
va kt'iiy, inspector da Tneson
rarla de Fazenda.
Ao 28 da do mez de Setembro do anno do
oascimeoto de Nos so Senhcr Jess Christo de
1886 na secretaria de policia de Pernambueo, pre
sent o Dr. Antonio Domingos Pinto, ebefe de po-
licia da provincia, comigo Abdisio de Vasconcel-
los, amanuense de sua secretaria, servindo de es-
envao, comparecen o commendador Antonio Cae-
tano da Silva Kelly, a quem o Dr. chefe de poli-
cia, interrogou- novameote i'o mido'seguote :
Perguntado se em Julho ou Agosto do corrente
anno o governo ordenou qae remettesse o saldo
existente na Thesonruria ?
Respondeu que nao se recorda disso, lembra-se
que findo o primeiro praso para a cooverso de
apolices e dando sciencia ao ministro da fazenda
do numero de apol'ces cujos poisuidores pediam
reembolse, o ministro perguutou-lho se preciava
supprintecto de dioheiro, ao que re pooden por
telegramma que Do precisava porque o reembol-
so tioba sido feito com o saldo existente e dejois
disso ar.da fez transaeco indentica vencido o
segundo prazo para os possudores de apolices re-
sidentes tora do imperio e communico da metroa
forma ao ministro.
Perguntado era que tempo foram remettidoa
saldos para o Thesouro ?
Respondeu que oo se recorda, orm que de re
constar da escripturaco.
Perguntado se nos ltimos diis do mez de Ages
to pedio ao contador para faz^r urna representa-
cao requintando um snpprimeito de 500:OCOV)00
para occorrer o pagamento das despelas com o
protongameoto da estrada ae ferro du Caraaru r
Respondeu que exacto ter dit> ao colador,
dep ds de com este couterenciar qne repn ocataase
mosti aufo a necessidade do suppri-nento di di-
ubriro novo para trocos e nlgumas d spezas, nao
precisando quaes erara, porque ao thesoureiro
competia ir dando a ees dinheiro a devida appli-
caco porque o saldi existente nesse mez oo era
grande cus e calcla qne devera andar u'uns
setecentos contos mais ou meos, e deduzdon 400
e tantos contos que se devia pagar a L mp, e di-
nbeir i que se devia dar ao tbes iureiri> do prolon-
gntoeoto, ti.-;,, ia q"antia muitj reduzida para des-
peza ordinaria, cointudo demonatrou o cootador
no balancjte da hora que seguio para o Thesouro
ns pr'm ira vapor do principio dest.; mez.
Dise mais que o saldo a que te refere de di-
oheiro lirapo, exclu tas aa notas dilaceradas e
substituidas.
Perguntado se o contador fez a representarlo
sobre a necessidade do suppii'ueuto loa quiuhen-
tos C'.ntos?
Responden que aim, ua forma das or Ion
do Tneaouro, sio d-munstraudu a necessidade
do suppnmeut", cuj rpresjutaci foi eneamiuba-
da em original.
I'erguotado porque razo tendo o contador feito
a repres. ntae i nos termos de suppnmeuto !. di-
nheiro, elle respldente mandou a forma de re-
qu'sic.a' psuJo nao suj.priu.ento e sim um ere-
uito de quiaheotua coute*, pira occorrer o paga-
mento de despezas enn o pr.'loiig-nu.-uto da estra-
da de fetra d, li cite ao S. Fraucisco e estrada de
teTo de Caruar ?
R-spondeu que nao p.dU Ur i- ito pedid fe
crdito, porque-aso t pode ter lu^arquaudo urna
das verbas do uroameuto eit* esg ...da'- aasnn- e
hi uve officio nessi'S teim >t lulvsc r ida, salvo
se h uva equivoco da secretaria,empreaaodo a pa-
lavracrditoeui Is.-ar d*..-u;.ni luieoto.
Perguntado se no offi io dirigi-lu *> T"ei ur
.d 21 de .Agosto ha. ia e entre os
termo em qat eatava reJig'Jo e a r preseutauao
do coutador, porque raa> nao mmiou cetormar. '


'







r^EJ


Diario de PernambncoQuarta-feira 20 de Outubro de 1886
aos termo* retlrictos da
iat
representa-
1
"

x&espoadeu que en primeiro lugar nio se lem-
a, ae honro essa advergencia entre o officio e a
eatafio, e eco segundo lugar, ae a houve es-
as aeu came, no meio de outro expediente
a atropello que sempre ha as occasiSes da tbi-
da 4* vapor em que tem de ser remettida a corres
perneme*.
Perguntado so aavendo crdito autorisado por
Uaegrainma do isiatitrt ir-"" a 23 de Agosto
paca as dapetas-oo proiongaaento e da Mirada
e Cerra de Cttaaar, qne aecessatade hara de
eiw- erudito cltraV ds Agosta V
Kespondeu qoawaao pwio creditseaim tsppri-
aaeato de dinbeintaovo, eomo j acaa diste, e se
aa> Sficio trataaaaSs crdito fot por ogao, eomo
taoabeai j i explico.
Arganudo coaso explica elle as anas respottas
os Jou ltimos interrogatorios, onde de-
que ignorava aempletameate que o Dr. Ar-
tftwr de Barros abra o cofre, tirava diuheiro, fa-
a pagamento e substitua o thasoureiro na au-
settoia deate, ao passo que o proprio thesoureiro
afectara que est certo que elle inspector sabia
datca, porque vivendo com elle na maior convi-
tsaaeia oV poi.iga>cr uso?
Kespondeu que nao exacto o que dase o the-
asamiro e qoe'eonnVraa o que dase en CU3 intet
rogatorios irateriores-, e qae entre elle e o thesou-
i tari nao havia convivencia, e sim cumprimento
fca-sveres, especialmente no que era ceneernente
a* ecwico publico.
Perguntado se o contador e o fiel do thesoureiro
Baca Ihe proveoirsm que o Di. Arthtrr de Bar-
ras xereia ae fauccoea de theaoareiro oa ausencia
desea pai?
Be.*pondeu que nao.
Pecguatado eomo es plica ter dito o riel Fialhs
ooie elle respoodente fot algumas veres sala do
rJaeeoareiro e nentrou o Dr. ArtQur de Barro*
rateado as vezes de thesoureiro ?
Responda que as poucas vetes que ia sala
oVs thesoureiro era pira tratar de negocio de ser-
e, ftetivamente ahi vio o Dr. Arthor ; po
' afeas que nanea o vio fasendo as fun.-goas de the-
9awre<(o, posto que algumas vezes nao estava sea
pac presento, e se o ttvesse vista mi o fiel Ihe ti-
tease d ido parte que o Dr. Arthor exercia as
ftaaerwes d; thesoureiro, certatnente tena provi
alai ciado.
Ditse mi 3 que a su* demora na sala do the-
' fin i i i era sempre- inulto curta.
Ferguutado como explica ter dito nos seus ul-
rjaaos interrogatorios que nunca aoonselhou nem
- aatari i ao thesoureiro que pagaste s estradas
ate ferro cota as natas j recolhidaa, ao passo que
taotstothesoureiro diz que elle proprio intpe-
etsr fui loa das pesooas que Ihe disseram que o
osease ?
Kespondeu que nunca aconselhia nem autorisou
sssaelhante cousa e que ha equivoco na resposta
ate thesoureiro, ou elle quer tirar de si a respoo-
saatiidade do facto, porque se nao ha va dinheiro
Ca pagamento integral, nao devia o thesoureiro
rt-o, antes devia dar-Ihe sciencia.
a Pergantado -como se explica a soa resposta
rfinafii ao ultimo interrogatorio, de que nunca pedio
a aa aasaifestou ao thesoureiro desejo de qua este
pagaste Lup o saldo de duzentos e tastos
cactos, ao passo qua o mesmo thesoureiro no
sea interrogatorio diz que no dia 4 on 6 do cor-
ante elle iuspector foi tua sala e Ihe dase que
se ptreparasse pata pagar aquella importancia a
Las- e at demorarse vendo carimbar notas ?
Kespondeu que j declaroj que noa dias 4 e 6
ate ario-o thesoureiro tf-nm anteriormente Ihe fal-
lan eat seraelbioie pagamento.
' i ^Perguntido como explica anda a resposta que
tea a> seu penltimo interrogatorio de que nao
fes a Lipo pagamento de dutentos e tantee
1 aaatse, provavelmaote por nao se acharem
i Thesasra'ia de Fateada os certificados
aseo deven) ser remettidos pelo director da es-
troaa de ferro, ao puso que no ten ultimo nter-
cagatorio declara que j estava com o procesa >
liraatrhadn para o pagamento d'aquella quantia ?
Kaspoadea qu? sao factos de memoria, que nio
tole precia ir ; porm, qua algama razio houve
ara a demora do ptgamento, ou os papis nao
tiaaaiaa ch ; id Thesooraria ou estavam na
saotadoria, porm recorda-se que tioham vindo
alta aficio e que logo que fora m ao teu poder or-
aeasa pagamento.
Perguntado te ten do ido a tala do thesoureiro
'da 4 ou 6, all entrou aa casa-forte como diz o
Zanooureiro ?
Kespondeu que j disse que nio foi s sala do
tacttartirn u'aquellet dias, e que nem se recorda
xi algama vea entrou na casa forte.
rVrgnntaio porque raso saben do elle as faltas
- attitaamente frequentea do tb'toureiro nao procu-
zara como Ihe competa tiscalisar on pelo menos
observar o m ido porqne te fazia o aci vico na sec-
js> 4 thesoureiro e quea o substitaia ?
atstpondeo quo multas vezet a sabia dat faltas j
ate thesoureiro no dia 1" do m-a quaado o contador
'Qhc apreaeatavao pinto para abinar as taitas, ou-
tras vetes quando havia dinheiro a reeeber no
Cdrreio, vmd) de colle;toria, que o fiel dizia-lhe
aae o thesojreiro nao estava ah>, e tambem o con
tadar aiiac; Iho fez ommonicaco diaria da falta
atecsispireeioaento do-th-isoureiro.
Pergontalo como explica o dizer que tioha com
tktsiirulro aimpleainente relacdt de colleguit-
mt e este dizer que vivia com elle na stelhor con-
Trveaeia, nio pdenlo p>r uso ignorar que o eu
fi!h o subititjia em suas taitas a repirticao?
Kesp m Jeu q eoaa a thesoureiro como collega de repartilo nao
aatonsava nem o autorsa a considerar como
enaviveote o que presuppoe intimidada que nao
havia.
Pergaatado se em Marco desta auno receben do
Baaco inglez, duzentos coutoj ?
Kespmdeu que nao le lembra bem o m z, po-
joa, recordase que um empregado do B'.nco pro-
cocoa-o e pedio por parte do gerente que a Tb
sararia reeebesse duzentos costos para que no
oTteesouro fosse entregue igual qumtia ao Banco
do Bio de Janeiro, ponderou-lbe elle respondentc
tjae a Thesooraria na i tinha necessidade de di-
stase ro para fazer casa tranaacci-i: elle, porm,
rctorquio que nao tinha outro meio de fazer n'a-
anela occasiSo a remessa alin de que desfalcava
0 BNUtcrario na nraca, a vista disso mandou ell
resaioodeate reeeber o dinheiro que remetten < Taeeouro com msil cem contos de rit por conta
ate saldo da Thesouraria, communicando ao minis-
tro por telegramma a remessa da quantia que foi
alfi rece oi da.
Perguutado se saccou contra o Theeouro e se o
''aasbeiro remettido foram tiezentos ou quatrocen-
tss contos ?
Bespondeu que indo o dinheiro nao havia pr-
nsate de saque e por isso nao sacou contra o Th -
tenro.
ii Dase mais que diaa depois da transoslo que
araha de referir o mesmo Bance pedio mais a re-
amet-* d! duzentos contos, que toi realiaada nos
teta*"S da anterior, nao se lembrando quanto foi
jeateiiido aiTbeaouro por conta do saldo alem da
Sjoaatia do Banco.
^rergunUdb so essas transaccoes sao regoraies,
aa o govern ai approva e te approvou as que
acaba de referir ?
Kespondeu que costume faaer-se essas trans-
ad 't para auxiliar os Bancos, que elle reaoon-
' otearte as fez viras vez -s quando esteve na Tti:-
saarsria da Bihia e que o giverno nao as desap-
arovou, porm que a resDeito das ultimas fetas
'ata provincia e que ficam referid .s, o governo
raeomuien lou que nao eontiniasse a fazel-as visto
ame a Tnes mraria tinha saldo.
Pergunta I i se conhece o fiador do Thesoureiro
Elaardo de Barros e s tem com elle relaodes ?
Xesginleu que crnih ce apenas de vista.
Perbuntado se fu" alguma vez casa do mesmo
ador d i Dr. Eduardo ?
Kespondeu que o anno passaio estando snfiFren-
ote de urna brauebitc capilar toi convidado pelo
' Dr. Carneir > da Cunb i pira fazer um passeio lora
' ote. eidad, ufim *! ver se adqueria a'.guma m --
fajara com a mudanca de ar e effestivamente em
aaa sabbado foi com o Dr. Carneiro da Cu iba na
eatrala de ferro d* Francisco ao engeobo Fer-
aasdas, onde passou o d> aingo e regressou no
Vtmeiro trem de segundaf ira.
Perguntado se o Dr. varueiro daCunhaia sm-
ytesaente a pisseio na a negocio?
B sp) idea |ue a se ih ir.i do Dr. Carneiro da
Casna aehslra -se doento no engenho Fernandas,
rae elle c >stumava frequ^nte'nente ir vel-a.
Pergiinta lo se reeeiaia da falta de teguranca
,{ edificia da Tbesourario ou do luijar da asa-
rte. se jsWio ou tomou .iguma providenck. a ease
raspei'o ?
Bespondea que em 1834 manden forrar de ferro
aotti que da entrtda para tala do tbesooreiro,
Uocan 11 se tamb'in na misma porta mais urna
echadora, |iie r quiaitou pouco teoso mais um
re de ferro para guardar aa nota* qne se fottem
reaotaend e que a m deatas provideooiaa outras
* *te podiam tomar em relafo ao edificio que o
governo tencionava entregar a Faculdade, tanto i Dra. inspector geral da locomocio Keroubino de
que sntoritat a acquisicao de um ediicio por alu-1 Steigel, Carlot Pimeute!, ajudante do inspector da
guel para nlle iunecionar a Thesouraria, todava
nio se realisou por nio ter apparecido quero qui-
aesse iazer contrac'.o. Todava considera o actual
edificio da Thesouraria em boas condices de se-
guranza posto que seja um edificio velho e alguma
cousa arruinado o que referente a madeira.
E nada mais diste e nem Ihe foi perguntado
pelo qua mandou o Dr. chefe de polica encerrar
o presente auto em se ae assigna com o respn-
dante, ai testemnnhat abaixo a commige Ablitio
ote Vasconcetlot, servindo de etenvio, que ote todo
dau f.Antonio Domingos Pinto.Antonio Cas
tao da Silva Kelly.Joo Baptata Cabral.Mfc-
noel Jos de ltveira Lima.
Nada mait te continha em o proprio original so
qoal ate reporto e dou f.
R eife, 5 ote Outubrs de 1886.
Eu Abdsiode Vasconcello amanaoim servin-
do deescrivio snbscrevo -e assigno.Abdisio de
Vasconcellos.
DIARIO DE PERSAIBCCO
noticias do Sal
O -vapor' trances VUle d. Pernambnco,
chegado hontem dos portos do aut, foi por-
tador das segaiates noticias, alen das offi
ciaet insertas aa seagao compatento e oa
tras da cOrte, publicadas sob a epigraphe
Interior.
reo da Praita
O Jornal do Commtrcio da corta publi
ca os seguint's telegramraat:
Buenos-Ayres, 9 de Outubro.
Recomegaram as chavas as regiSet do
centro, e especialmente na provincia de
Cordova, onde ellas estilo causando serio
prejaizog.
Moa te vi 1 o, 9 de Outubro.
Varios brasileiros preparara mas magni-
fica recepelo ao prin ipe D. Angosto.
O general Mximo Lajes de ve partir
em breve para Durazno. Os fundos pbli-
cos baixaram hoje de 1 *[. Esta baixa
sbita devida a aoticias viadas das fron-
teras Corra o boato que os coronis Pam-
piilon e Galoano apreseutaram-se as firon-
teiras do norte uom algumas torgas revo-
lucioearias. Oisem qua o presidente dea
ordem a alguns batalliMns de marchar para
repellir a invasao caso fosse tentada. Po-
rm todos os boatos espalbados devem ser
acolbidos com reserva por serem maito
oontradictoros.
Ha j eincoenta dias qne foram inocu-
lados pelo Dr. Davel, segundo o methodo
Pasteur, os tres meoiaos Pinedo, que ti-
abam sido mordidos por um cao hydro-
pbobo, e nao se manifestou at agora ne
ahura syroptoma de raiva. Pode ser, por-
tanto, coasiderado como definitivo o resul-
tado obtido pelo sabio discpulo do grande
medico francez.
Buenos-Ayres, 10 deOatiibro.
Realisaram-se hoja, grandes fastas em
honra do general Ro ?a, que no dia 12
deve entn-gar a presidencia da repblica
ao Dr. Jurez Celman. O corpo diploma-
tico, o ministerio c todas as notabilidades
politicas e militares tomaram parte no
grande banqueta de desqedida offere^ido
ao presidente por seus numerosos amigos.
Bueaos Ayres, 11 de Outubro.
As grandas manobras do exercito ar
geatiao devem principiar segunda-teira 48
de Outubro futuro;
Consta qua 6 general Koca, querendo
marcar por um acto de clemencia a sua
saluda da presidencia, j assigaou um de-
creto indultando Moryes, que foi condem-
nado por tentativa do asaassiaato contra
o preaidaoti. O indulto temar-se ha effej-
tivo amanh.
U. Pedro do itin firande do Sal
Datas at 4 de Oatubro.
Na capital desaboa a cu nieira de urna
casa da ra Duque de Caxias, quando os
empregadot da compsala Telephoaica ool-
locavam all grossos pregos afim de amar-
rar arantes para sosten ar um poste que
existe em frente ao referido edificio.
Felizmente nSo havia na casa nenhuma
pessoa da familia.
No quartel do 4 regiment, em Sant'
Anna do Livramento, apparaseu envene-
nado no dia 17 do corrate o cadete sar-
gen to Carvalho, que se acbava preso no
ustado-maior. O enfermo depois de t?r
estado s portas da morce acha-se melhor
e ra de perigo.
Em Itapuy cabio urna chuva de pedras
qua proiuzo grandes estragos.
Da UrUguayana fdra remettida para S.
Gabriel a quantia de l29;0JU-> da cdulas
recolhidas.
A alfandega da capital rendeu no mez
fiado 314:1380519.
Falleceram : no Rio-Crande, Theodoro
Rangel Jnior, em D. Pedrito, Salvador
Jos Bueao Pedro de Silva ^Lemos ; em
Itaquy, D. Januaria de Miranda Cruz ;em
S. Borja, o alferes do 3o regiment Flo-
rencio Pompeu de Miranda ; e em Pelo-
tas, o Dr. Serafim Jos Rodrigues de
Araujo.
tt. Paulo
Datas at 19 de Outubro :
Affirma o Diario de Santos que o Sr. Alexandre
Bousquet, cnsul de Franca n'aquella cidade,
abri mqueriio a respeito do facto de haver sido
posto a trro< o biasilero Jos Jasuario a bordo
do paquete Ville de Pernambuco, por ordem do
respectivo commandante. Foram j envidas no
inquerito cinco testemuohas.
Francisco Heleodoro das Santo, fazendeiro
no Belm do Descalvado, foi aasaasinado a foica-
das por um seu escravo, no logar denominado C >r-
rego Grande, prximo aquella fieguezia. O as-
sassino coofetsou o crime e acha-se preso.
O dr legado de policia da Casa Branca fez ca-
pturar om dos assassinos do teoente Jos Rodri-
gues da Rocha por neme Manoel Vicente Bar-
bosa.
Falleceram na capital D. Mana Continbo; no
Banana!, Ponciano Barreto F-rr ira Souto, cap-
tai honorario do exercito, tabelliao do termo e re-
dactor do peridico Bananal, e em Piracicaba,
Antonio Bento de Camargo.
Falleceu no dia 11, na capital, s 3 horas da
inaubi, o Dr. Paulo Antonio do Valle, lente de
retorica da Academia de Direito.
-uecumbio a um ataque cerebral; anda naves-
pera tinha dado aula.
Cultivou, emquanto moco, as lettras e escreveu
diversas pega dramticas.
Publicou algumas poesas e um compendio de
rbetorica.
Tinha 60 annos e era celibatario.
Dotad i de um excellente carcter, gosava de
muita estima. >
Bacharrlou-se em direito em 1848 e defenden
rheses e tomou grao de dontor em 1860.
oras
Datas at 16 de Setembro :
Fallecen em Santa Lutia o coronel Antonio Ma-
chado de Arauj >.
Minan Geraea
Datat at 11 de Outubro :
O Pait, folha da crte, teve as seguintes notas
da viag-m do 8r. detembargador Faria Lemoe,
presidente de Minas, 4 estrada de ferro Leopol-
dina :
No dia 2 chegou o Sr. detembargador etts-
c5o da Serrara, entroncamento do ramal do mes-
m i nome, pertencente cnmpanbia Leopoldina,
sendo receido p-los 8rt. Drt. Laia Sobral Pinto,
inspector do trafago da metma companhia, o sea
respectivo ajudante Manoel ds Barros Medeiroe,
linha, Crockatt de S e bmith de Vssconcellos, en-
genheiros fiscaes da provincia de Minas, junto
companhia Leopoldina, Drs. Manoel Menelio Pin-
to, Frederico Borges, ex-deputado geral, e outrat
pettoai gradas da localidade.
Acompanhavam o presidente da provincia o
oficial de gabinete, Dra chefes de policia, dire-
ctores de obras publicas, instruefo publica e do
corrsio, Dr. Diego de Vascoocellot, ei-deputado
geral e redaetor chefe da Uniao, Bario de Santa
Helena, coronel Vi 11, Drt. Bernardino Silva e
Barbota Lage, e Carlot Pelxoto, deputado geral.
Em trem especial da companhia Leopoldina
seguio o Sr. presidente com a toa comitiva e
acompaaasdos do pessoal tuperior da estrada al
a estasao de Sicas, onde foi servido om delicado
unos.
terminad essArefeioo, coatinnon a excur-
tio at S. Joao N pomuceoo, onde S. Exc. foi hos-
pedado pelo Sr. Dr. Ferreira Alves.
No dia teguinte (3) iaauguron a exposieao re-
gional de S. Jo5o Nepoaiuceno.
No dia 4 seguio em direccao cidade do Rio
Branco, afm de visitar o importantsimo estabe-
lecimento Industrial, cnheci sb a designaco
Engenho Central Rio Branco.
Na excureo desse dia teve S. Exc. occasiio
de examinar, da plataforma dot carros, onde sem
pre viajon, nio t o prolongamento do ramal da
Serrara at ana Iigaco linha principal da
Leopoldina, mas tambem os ramaes do Rio Novo
e Pomba, este ltimamente inaugurado por Suas
Msgestades Imperiaet.
Depois do jantar, qne se realisou em casa do
gerente do engenho, vistosa e elegantemente pre-
parada por ordem da directora, toi de novo ver
funceonar os importantes machiniemns dessa fa-
brica, qne apreteotava entao deslumbrante aspe-
cto com a sua profusa luz elctrica. E' impossi-
vel descrever o efteito que produz no visitante a
illuminaco elctrica deBse estabelecimento, vista
da linha terrea, no acto de desembarcar-te.
Na dia 5 parti S. Exc. do Rio Branco afim
de inaugurar mais um trecho da importante va-
ferrea Leopoldina, na linhi do centro. Nesse da,
1 hora da tarde, inauguron a primeira estaoio,
4 margem do rio Doce.
E' nesse trecho, de 14 kilmetros, que se acha
situada a ponte sobre o ro Carmo, de cinco vaos,
sendo o central de 40 metros de superstructura
raetallica, do svatema Pratt. E' urna obra a'arte
importantistima.
Desta estacio seguio em earro previamente
preparada, collocado em frente da machina, at
ponta dos trilhos que se acbam a 22 kilmetros da
estaco inaugurada e 5 kilmetros o,uem da da
Sade, a mais de 100 leguas da corte, pela lisha
do centro da estrada de ferro Leopoldina.
Da voka dessa inauguracao, de que se lavrou
o respectivo auto com toda a solemnidade, as-
signando todas cidade de Ponte Nova, sendo recvbido pelo-pcs-
soal do companhia na sua estaclo.
S. Exc. peraoiton em casa do Sr. Custodio
Cruz, um dos mais antigos agentes da estrada de
forro Leopoldina.
No dia 5 regressou a S. Qeraldo, onde por ve-
zes fez alluso aos diffieeis trabalbos da serra
daquelle nome, aos quaes presidio pessoal adex-
trado e que honra a engenh ra nacional.
DeS. Geralctodirrgio-seS.'Eic. para Cata-
guates, onVpernoitou, depois de baver frito-urna
visita ao engenho central Aracafy, manifestando
igsat eontentamento aoque teve quando examinou
o do Rio Branco.
A 7 retirou-ae S Etc. de Catagnazes, per-
correndo a linha at ostaco de Antonio Prado,
no ramal de Muriah D'abi segua em direccao
a Tombos de Caraogola, percorrendo 15 kilme-
tros, ltimamente concluidos prximos a Sanio An-
tonio onde foi ha diaa collocada a ponte do mesmo
nome, de 40 metros de va, de superstructura ae-
cali i., do systema Pratt.
Da ponta dos trilhos volton a S. Paulo de
Muriah, ende foi taodado e enthosiasticamente
recebido, visto ser o primeiro presidente da pro-
vincia-qne visitn aqsellas regides.
No dia 8 dirigio-se para o ramal do Sunti-
doaro, tendo desodo na parada do Pantano, na
fazeeda do Sr. bario de S. Geraldo, onde al-
mocon.
No ramal do umidouro o Sr. pretidente teve
occasiio de apreciar os notavoit trabalhis execu-
tados na prov-nea do Rio pela compaabia Leopol-
dina, indo at estacio terminal, que ser abecta
ao trafago por estes dias prximos.
Do ramal do >umidouro ao Porto Novo teve
occasiio do visitar aa vastas oficinas da compa-
nhia Leopoldina, talvez as mais notaveie do paiz,
d"pois das de Pedro II.
Em Porto Novo do Cuaba tomou S. Etc. o
trem especial da estrada de ferro D. Pedro II que
o espera va, afim de eoaduil-o a Sapueaia, onde ia
hospeda1* se em casa do seu digno gearo, Dr. Frc-
dereo Borges.
E' digna de louvor a directora da companhia
Leopoldina, que em todos os tetnpos nio tem p iu-
pado estreos para levar o progresso s mais lon-
ginquas zonas, cooperando muito etficatmente para
o augmento dat rendat provinciaes pelo desenvol-
vimento da lavoura e industria na provincia de
Minas-Qeraes.
No da lo do eorrente, iodo da cidade de S.
Joao para a de S. Jos d'EI-Rei dous meninos, em
companhia de duas senhoras, deu se um lamenta-
vel desastre.
Ao entrarem em urna cava, na subida do morro
da Candonga, tio as pobres enancas atropellada
e atiradas ao chio por um carro de bois que vinha
carregado de madeiraa.
Sobra o mais mo^o passou a roda do earro pelo
pescoco, separando a CHbeca do tronco fieando o
outro horrivelmente maltratado pelo pisar dos bois,
apenas sobreviven ires ou qnatro dias.
Falleceram: em Pitanguy, Flavio Mximo
de Furia Jnior, redactor o proprietario da folha
Pitanguy; na Piedads de Minas Novas, o protes-
sor Celso de Nogueira Godinno ; m Suassuby, o
promotor publico da comarca, Hygino Pinto de
Santa Rita, e na Abbadia dos Dourados, o capr-
tao Jacob Maria da Silva.
Bio de Janeiro
Datas at 12 de Outubro :
Ranniram-se no dia 8 ao meio dia, no paco
do Senado, as duas cmaras em assemb'a geral.
Dirigi o trabalho oSr. Conde de Bacpeudj, pre-
sidente do S'-naio, servindo de secretario o Io e
2 do Senado Srs. Godoy e Ignacio Martins di-
n-i ta, e os 1 a 2 da (Jamara dos Deputadot Srs.
Coellio Rodrigues e Cockrane. esquerda do Sr.
presidinte.
A' chamada feita pelo Sr. 1 secretario da c-
mara respondern) 88 Srs. deputados.
A chamada ieita peo Sr. 1 secretario do Se-
nado respondern) *1 Srs, senadores.
Sob a rubrica Interior publicamos integralmente
a acta desta sesso.
O resultado conhecido da eleicao senatorial
o seguate:
1. Conseiheiro F. Belisario 7001
2. Dr. Andrade Figurita 640d
3. Conseiheiro Pereira da Silva 6316
Dr. Rodrigues Peixoto 2088
Malvino Res 1958
Coaselheiro Andrade Pinto 1538
Dr. Pedro Gor uiho 1214
Dr. A. B. d.i Menezes 891
Quintino Bucayuva 868
Canse h-iro J. Sildanha Marinho -67
Dr, F. Rangel Pestaa 178
No dia !0, no sali da Sociedade Francesa
de Gymnastiea reuniram-se 4 1 hora da t-.rJ-,
150 ofSciacs do exercito e 70 da armada e, de-
pois de acclamareu) presideute ao Sr. Or. Ben-
jamn Constante, major do estado-maior de 1*
classe, resolvern- convidar em sua residencia por
urna commissio ao Sr. Bario de Jaceguay.
Do que se resol veu d conta e nosso o-rresp n-
dente da corte, na sua carta publicada em outro
lugur.
O Sr. Dr. Bandeira de Mello, meritistimo
----- \j .71. tsi. uauuiiii ua .^^n^, u.-iiUg.iiuj
uiz de direito do 5" dttricto crimidal, jalgoa o
processo dos versadores suspensos.
O integro magistrado, telatando minuciosamente
o processo, considerando que ne ihuin dis 25 tes-
ti-muuhss incerro ;adas era de vitu ou de sciencia e
contciencia propria; considerando que muitas del-
tas contradiziain-se n s seas depoimentos dados
na policia e no summario de culpa; considerando
qne sao sem valor jurdicos os elementos proba -
conos colligidot no processo, julgou improcedente
% denuncia dada pelo promotor publico, condem
non a municipalidade as custas, e de conformi-
dad e com o art.70 da le n. 261 de 3 de Dezembro
de 1841 recorren ex-officio des te despacho para o
tribunal da re ac. '
Fui publicada em audiencia a veneranda ten-
ten;.
O 8r. pro vedar, Bario de Cotegipe, por dos-
pacho de 11 nomeou o pharmaceutico ajada te
Joto Soares de Almeida para o lagar de chefe da
pharmacia central do hospital geral; o primere
ofBcial Joaquim Jos de Barro* Pereira do Lago
Jnior para o de ajudante e o 2* oficial Eophrasio
Jos da Cunha para o de 1 offieial.
Falleceu 10 Jos Francisco Chrysostomo
de Mello, antigo ehefe da 3* seccio da directora
geral dos correios.
Morrea na idade avancada de 69 annos, tendo
passado quasi toda a sua vida honrada e laboriosa
na repartirlo, onde deia as maiores saudades e
indelevel memoria.
Entrou para o correio na idade de 20 annos e,
pelo sea carcter impolluto, pelas suas qualidades
moraes, pela sua persistencia, e grande amor ao
trabalho, conquistou palas a palmo a estima de
todos os seus superiores, a geralaente dos seus
subalternos, a quem tratava-com vordadeirot ex-
tremos de pai. onqaistou o ultimo eraprego, nio
s pelo tempo de servic) e BSB r-pateeo ivem-
pregaaa, como tambem pelo as boin.
que tal sempre o braco saliente de snft carreira
publica.
Oa empregados da 3a se<*cao resolveram tomar
luto por oito dias, collocar urna cora de saudades
sobre o caixio, cun o distico : A teu chefea 3*
secado do correio geral, e mandar resar, com Li
bera-me, urna misas, no trigessimo dia de seu pas-
tamento.
Fallecen no dia 9 e sepnltou-se no cemiterio
de Maroby, em Nitherohy, Leopoldino Jos da
Cunha. conferent; da mesa provincial.
Eis as noticias commerciaes da ultima data:
Rio, 11 de Outubro de 1886.
O mercado de cambio abri hoje em alta : a
taia de 22 d. sobre Londres, que no sabbado
ultima hora vigorava para operares contra caixa
matriz, tornou-se geral, adoptando-a todos os ban-
cos oara transaccoes sobre banqoeiros.
As tabellas no Commercial e no do Commer-
cio, e as taxas no London Bank e Englisb Bank,
sio as seguintes:
Lon ires 22 d.
Pars 433 rs. por fr., a 90 d/v.
Hamburgo 537 e 536 rs. por m., a 90 d/v.
Italia 438 a 436 is. por lira, a 3 d/v.
Portugal 246 a 245 >/, a 3 d/v.
Nova-York 2J300 por do!., vista.
O movimento do dia foi menos quo reggnlar so-
bre Londres, a 22 d. bancario, e a221/8, 22 3/16
a 22 1/4 d., papel particular.
Repassou-se papel bancario sobre Londres a
22 1/8 d.
Na Bolsa o movimento toi pequeo.
Babia
Datas at 16 de Outubro.
No paquete inglez Elie, entrado do Rio de Ja-
neiro no da 12, 4s 6 horas da tarde, regresos
da corte com sua Exm t. familia o Exm- Sr. con-
seiheiro Joao Jos de Oliveira Junqueira.
Achando-se S. Exc. sotTr ndo iocommodos de
sade, abstiveram-se seus amigos e admiradores
de dar-lhe as costumadas dera matraco s de apre-
oo por occasiio de suachegada trra natal.
A bordo foram receb-d-o S. Exc o Sr. conse-
iheiro Bandeira de Mello, o Dr. secretario do go-
verno, e varios amigos particulares do Ilustre es-
tadista.
Na dia '5, no termo de Abrantes, Manoel
Ladislao de Souza assassinou com diversas faca-
das o individuo de nome Antonio Grumichama,
sendo preso o assassino e sub nettido a oroeess >.
'IVndo terminado a formtcio da culpa o Sr. Dr.
juiz municipal requisitou do Sr. Dr. chelo de po
licia iilgum-is pravas para escoltaren) o reo ca-
pital, afim de ser guariado por seguranza na ca-
deia da correccio.
No dia 9, s 7 horas da noite, no lugar de-
nominado M ip a lip-, Jos Gouzaga da Costa, nf
ricial de Justina, assassinou com urna punhalada
no coraco a Benedicto Joio Francisco.
O cadver toi conduzido para a eidade de Va
lenca, onde chegou s 11 horas da noite do mes-
mo dia.
Correspondencia lo Miarlo
de Pernaiubuco
RIO DE JANEIRO Coste, 11 de Outu-
. bro de 1886
StraMAMO A reuniio da ass-imbla gera!.O que
dispoe o regiment commum.Nume-
ro de deputados e sena lon-s presentes
e dos que taltaram.Oradores que dis-
cutiram a qaestio. Rsdac^io daS
cmendus ao orcamento da reccita que
aiuda pendem do senado.Futi de
hontem na cmara dos d>'putv.l i.-.
Reelama^oes do Sr. B -Itrio.Qaestio
militar.Mocio votada em urna reu-
niio.
Para aproveitar o Ville dfrPernambnco, que ac
bo de saber que parce amanhi com escala por es-
se porto, apresso me em dar breve noticia do oc-
corrido e da faaio, cujo resultado j ahi conhe-
cido.
Reunida a asseinbla geral no da 9, ao meio
dia, no paco do senado, pro:edeu-se chamada na
forma do regiment commum, o qual assim dispoe
no are. 33 :
Reuuidat as duas cmaras no dia e hora que
se tiyer designado, o 1 secretario far a chama-
da dot amadores e deputados (excepto nos casos
das toavSst imperiaes deabertura e eneerramento),
s achando-se completa a representaban nacional,
nos termos di art. 23 da Constituir (1), o pre-
sidente abrir a sesso, e declarar o sea objecto,
do qual se tratar immediatamente sem adinittir
alguin outro a discassao ,
Por ser a reuniio nn paco do senado, annuncion
o Sr. Baependy que ia-se proceder chamada dos
Srs. deputados, o que foi feto pelo 1 secretario da
cmara, o Sr. Coeiho Rodrigues em voz lenta,
cooipassadamente, entrecortando os noraes com
pausas tongas disse a Gazeta da Tarde. Annun-
ciou de novo o mesmo Sr. Baependy que ia proce
der-se chamada dos Srs. senadores, que foi feita
pelo Sr. Gcdoy.
Achavaiu-se presentes 88 deputados e 41 sena-
dores, tendo deixado de comparecer 33 dos pn
meiros e 17 dos segundos.
Havia da parte do publico curiosidad, pelana-
tureza da questo, em assistir 4 sesso, e a con-
currencia foi muito grande e muito maior do que
na fusio do anno passado.
Antes, muito antes de abrir-se a sesso, diz
um dos joroaes do dia, j muitas senhoras, emsua
maioria pertencentes s familias dos Srs. minis-
tros, oceupavam tanto as tribunas destinadas aos
Srs. drputados, como as de onde assiste s sesso. s
o corpo diplomtico.
As galeras aubavam-se repletas, chegando a
ser at as tribunas da impreosa invadidas por ci-
dadios, summidadet, quer as lettras quer na ma-
gistratura, hmieiis polticos pertencentes s di-
versas faCQoes partidarias.
Todos os Srs senadores e deputados apresen-
taram-se de casaca, assim como tambem diversos
Srs. tacbygraphos e empregados superiores do se-
nado a.
Dos deputados qne faltaran), 10 se acbavam na
corte n'aqaelle dia, e sio elles os Srs.: Bari i de
CdOind. Cantio, Fernandes da CunbaFilho, Mar-
condes Figueira, Junqueira Ayres, Ferreira Vian-
na, B-zamat, Pereira da Silva e Lemos. Excepto
este, todos os outros si) conservadores.
Dos senadores que faltaram esto na corte os
Srs. : Octaviano, Jos Bonifacio, Silveira Martins,
Silvrira da Motta, Sara'iva, Chichorro da Gama,
AviHa, AnCio, Junqueira, Vieira da Silva e Bario
de Maroim, Os qnatro ltimos sao conservador- s,
mas tr.-z, os Srs. Aotio, Junqueira e \l iro.m tal-
taram por molestia.
O Sr. Uehoa Cavalcanti parti nesse dia para
Pernambuco. Desde muito elle tinha resolvido se-
guir no paquete inglez, e visto que o seu voto ni)
pona infla r no resultado da votacio, d'ante-mio
conhecida, seria exigir muito pretender que elle
transferisse a viagem.
Nao correu a sessio sem discussio, como fazia
suppor o debate bavido por occasiio do pedido de
tutao, de que falle na anterior.
O Sr. Cbrisliano Ottoui, julgando-se obrigado
pelo silencio que tem guardado diante da lei de
28 de Setembro d 1885, a Iavrar um protesto an-
te a attitude do mmate -io, o qual procura restrin-
gir as ) mesquinbas concesses fetas, achou que
o Sr. presideute do conseiho desloeou a questo
o desvirtuou o debate ; que o senado estava no seu
direito dizendo eoroa que o ministerio nao com-
pro fielmente a lei, porque o senado, come guarna
da Conrtiiuicio edas leis tem, o direito de censu-
ra, que so acba limite no decora e respeito mutuo
que se deve aos depositarios dos poderes pu
bucos .
Passou em seguida a tratar tongamente da ma-
tara das emendas mostrando que a tabella de
(1) Nio se podar celebrar sesso em cada urna
das cmaras, sem que esteja reunida matado e mais
um dot ssat respectivos msmbrot (Art. 23 da
Conttitaico).
precot da lei exagerada, e que a ligaco do mu
nicipio neutro provincia embaraca a lio 'rtacao da
cidade, tentada pela cmara municipal, concluin-
do dizendo que o ministerio tnnmphou : est for-
te e vivera ; pois viva, mas carregando com a Cruz
de sua responsabilidade perante o publico e pe-
raate a historia: o peior de tuio hypocrisia .
O Sr. Alves de Araujo, recordando que foi o
primeiro que na Cmara protestou centra o regu
lamento de que surgi quettio, diste que, nao
pretenda entrar no debate, mas era obrigado a
justificar um aparte que deu ao precedente orador
dizendo qne a cmara estava mantecada ; passou
a tratar da direccao dada a questo e do terreno
em que o Sr. presidenie do conselho a collocou.
Seguio-se o Sr. Gomes do Castro, orador bri-
Ihante que fallou em noma de seus amigos da C-
mara que para isto o solicitaran), e deu as razoes
por que nao podiam prestar seu assentrtaento s
emendas, mostrando que a Cmara foi coherente
como que disse na resposta falla do throno, e
nao ia ao Senado dar urna interpretacao lei, mas
mauter o que j tinha afirmado, pois que as emen-
das em questo cootiuham materia nova ; trata-
se de urna reforma que nio poltica, social, e
a cmara nao cncava com a votacio do Senado,
accelerando a marcha da emancipafio, como se
esta nio caminhasse ; ella caminha e caminbari
sempre, ganhando torcas 4 medida que se appro-
Xima do seu fim, sendo portaoto infundados os re-
cejos dos abolicionistas quanto 4 demora da ex-
tiuccio da escravidio nao suodo approvadas s
emendas; por estas a outras diverts razoes que
o orador expoz, parecen 4 Cmara, que melhor era
esperar que a lei, particularmente no tocante ao
praso, produzisse seas effeitos e depois se o ame
ro dos osera vos fosse aquelle que se p -esume, entao
poderiam tomar se medidas co nple neutar'-a ;qilan-
to a diter-se que a Cmara quie dar vida ao mi-
nisterio, desde que nao era possivel que ella, en
asa maioria. approvasse as emendas, a vida do
minitterio tena urna conseqqencia e nio o princi-
pio do teu vote ; a questo de co fian; t bavia de
nascer, quando posta claramente como fez o nobre
presidente do conselho, quer deixasse de o ser :
ella era fatal: > o voto da Cmara foi um voto
poltico, obiervou o honrad) deputad) do Para-
n; acamara representa a opiaiio vencedora o
nao poda dorar de pronunciar-se no assumpto.
Continuando, piad-rou por fim que os conser-
vadores, menos o orador que ni > tomou parte na
lei, podem dizer que tem a mesma autora que o
ministerio que a apreseatou, e do ministerio ae -
tual faz parte um dos seus ma res, que oceupa a pasta da agricultura, e sem o
seu auxilio frprojscto noteria sido votado
O Sr. i .'i lio Jnior, observando que desde que,
como se depreheniiadis palavras do precedente
orador, a assembia geral trxns trmava-se em tri-
buual poltico tuigeiteru, em qne os aecusados
exereiam presado partidaria sobre os seos juiz s.
o mais ajuiza Jopara os abolicionistas era calarem
se, espira, por que toio o debate ser ocioso,
irrisorio e intil; faca-se un grande silencio, que
ama voz n itavel qualificou a iicao dos res.
O ir. Alinear Aran pe, expiudo o sen modo de
encarar a questo, explicou o vo'.o que deu ua ea>
mar e ia aar'a faVor das emendas, sentiudo na-
quetta occasiio discordar dos seus amigos e do go-
verno, de quron amia pouco fomel->gate, masque
o faria por um dever de patriotismo e em obe-
diencia v -de sua censcienca, qae Ihe diz que
apressar a libertaco dos escravoi cancorrer
para que o Brasil s dadoiros cidada/s.
ProaeoS-n io-se votacio, foram as emendas re
j -iradas por 92 vetos contra 33, com o que tertai-
nou a sessio.
lloi'tcm foi domingo, e hoje nio houve l*stio
no Senado, por falta de numero, oe.o que s hoje.
se bouver easa, ter approvada a redaocio das
emendas ao orcamAoto da leceita, que tem de
voltar a cmara, ultima e noeessaria materia pela
qual esta espera para dar por terminados os seus
trabalhos.
Na eessio de hoje otcopoa-se a Cmara com o
parecer da commissio especial que julga improce
dente a denuncia contra o Sr. Carneiro da Rocha,
orando a favor o Sr. Araripe e contra o Sr. C> eiho
KodrzgU'.-t aaaMtaait ; c com o projecto remettido
pelo Senado, abwiiodo a pena de ac>ites, contra o
qual se pronunciaran! os Srs. Werneck e Ctlho
Rodrigues, e a favor es Srs. Joao Penido e Alen-
car Araripe, fieando a discussio ene rrada e nio
se votando por falta de numero. Nao me chega u
tempo para dar noticia do4ebate.
No principio da sessu o Sr. Alfonso Celso J-
nior apresnteu um requermento que ficu adia-
do, por ter pedido a palavra o Sr. Christiano Luz,
pedindo iniormao'.'S acerca de barbaras sevicias
praticadas em rteravos na treguezia de Afogados,
U'essa pr .vintia Sao os factos de Ibura, de
que as tolhas do Recite deram noticia, que toi
transcripta na aprensa d'aqui.
Em seguida o Sr. Beltrio se ocespou com nego-
cios da comarca de Bom JarJim, nedindo provi-
dencias contra o delegado de polica, que, capi-
taneando capangas e policiaes, desCroe papis elri-
toraes, d sacata o juiz de direito, o tudo isto em
nome de um grapa do partido conservador.
A ques'.io militar tende a aplacai-se. Hontem
houve urna grande reuniio convocada com ante-
cedencia, e que foi presidida pelo Bario de Jace-
guaypara o que foi bascado em casana qual
foi voCada por acclama^io a seguinte mocio :
Os officiaes do exercito e armada reunidos
hoje, domingo 10 de Ontubro de 1SS6, no sali
da Sociedade Frauceza de Gymnastiea, decla-
rara :
". 1. Sua adheso completa ao h)odo digno por
que os seus camaradas do Rio Grande do Sul re-
clamaran) o restabelecimento ae seus direitos.
2. Qae o exercito e armada sentem por hon-
ra da patria que esto conflicto se dsse, mas que
ficaua satisfeitos pea solucao dada pelo governo,
reconh -cendo este que os avisos expedidos ataca
vam as mais nobres prerogativas d'estas classes e
iam dd encontr nossa lei fundamental.
3.o Qae esperam do venerando conselho su-
premo mil>tar o reconbecimento de seus direitos
eouatitucionaes, que nio se oppem, antes se bar-
monisam com a digodade d'estas classes e com a
disciplina de que teem sempre dado as mais Ion -
nautas provas.
4 Que agradecen) imprcnsa em geral a
attitude que tomou n'esta qaestio, bem como ao
sonador Avila e a todos aquelles quelhes fizeram
justiea.
Rio de Janeiro, 10 de Oatubro de 1886.
Benjamn Vonstant BoUlho de MagalhSes, major
do corpo de estadomaior de t casse.
Wenado
SE3SAO DE 9 DE OUTUBRO DE 1886
PRESIDENCIA DO SB, CONDE DE
BAEPENDY
Ao meio dia, no paco do S -nado, tendo tomado
assento na meea oa Srs. presidente, 2." e 3.* se-
cretarios di Senado, 1. e 2. secretarios d C-
mara dos Srs. Deputados, fez-se a chamada e ve-
rificou-se acharem-se presentes 88 Srs. deputados
e 41 Srs. senadores, a saber :
Deputados, os Srs. : Alfonso Penna, Alfonso
Celso Jnior, Alfrrdo Chaves, A varo Cainiuha,
Americo Gomes, Carneiro da Cuuba, Seve Na-
varro, Cunha Leitio, Colho Ridrigues, Gonc!-
ves Ferreira, Ueurques, Pasaos Miranda, Antouio
Prado, Anstides Miltou, Gomes de Castro, Aure-
liano Muurao, Bario do Diamantino, Bario de
Guahy, Bario da Leopoldina, Bario da Villa da
Barra, B-rnardo de M nlon? i Sobrinho, Candi lo
de OliUir.i, CarlosCastnoto, Carlos Peixoto, hns-
tiano linz, Delfino Cintra, Elias de Albaquernue,
Felippu de Figu^irS, Rosa e Silva, Francisco rte
lieKfio, Oas Cirneiro, Rodrigues Alves, Silva Ta-
vaies. Piulo Lima, Geraldo Rez-n le, Cruz, Luce-
na, Henrique Salles, Cockrane, Xavier da Silca,
Goes Juiii ir, Jayme Rosa, Balboas Carvalho,
Araujo Piuho, Joo H-nrique, Ferreira de Agniar,
Joao Manoel, Matta Machado, Miranda Ribeiro,
Joio Penido, Feraandes de Oliveira, Mattoso C-
mara, Alcoforado Jnior, Cesario Alvino, Freir
de Carvalho, Coat Pereira, Costa Aguiar, Almei-
da Nogueira, Ooho e Campos, Luicao da Cunha,
Jos Pompeo, Soriano de Souza, Lmrenco de Ai-
buquerque, Accioli Franco, Domingues da Silva,
Moreira da Mea ionoa, Alves de Araujo, Torres
Pirtugnl, Duarte de Azevedo, Eufrasio Correa,
Ribeiro da Cunha, Soares-, Manoel Por'-lla, La-
cerda Werneck, Olympio Valladao, Olympio de
Campos, Pauliuo Chaves, Oliveira Hiburo, Pedro
Carneiro, Belcrio, Pedro Muniz, Rodrigo 8ilva,
Mac-DoweH, Sebastiio Mascareubas, Tarquinio
de Soun, Theodoro Machado, Thomas Colho e
Aieucar Araripe.
Senadores, os Srs. : Alfonso Celso, Escragnolle,
Taonay, Cruz Machado, Nunes Goncalvet, Gomes
do Amaral, Bario de Cotegip-), Bario de Maman-
;uape, Bario de Main ir, Christiano Ottoni, Con
de de Bai-pendv, Oi.igo Velho, Jagaaribe, Fausto
do Aguiar, Franco de S, Soares Brandio, Bar-
ros Barreto, Ignacio Martins, Paes de Meodonca,
Teixeira Jnior, Joio Alfredo, Viriato de Medei-
ros, Meira de Vaseoncel o(, Caasansio de Sinim-
b, Carrio, Ribeiro da Luz, Godoy, Feraandes da
Cunha, de Lamare, Cunha e Figueiredo, Lima
Duarte, Castro Carreira, Luiz Carlos, Luiz Fe-
lippe, Corris, Siquera Mendes, Dantas, Marti-
nho Campos, Paulino de Souza, L :o Velloso,
Visconde de Parauaga e Visconde de Muritba.
Deixaram de comparecer 33 Srs. deputados e 17
Srs. senadores.
O Sr. presidenteAcham-se presentes 88 Srs.
deputados e 41 Srs. senadores, e por coifsequeacia
numero preciso para a representacio nacional,
nos termos dosarts. 23 da constituico do imperio
e 33 do regulamento commum ; declaro coartitai-
da a Assembia Geral de aceordo c ico c- art. 14 da
mesma constituico e abert a sessio.
O objecto da presente sessio deliberar-se so-
bre os dons artigos additivos do Senado propos-
ta fizando as despezas do Ministerio da Agricul-
tura, Commercio e Obras Publicas, a que a Cma-
ra dos Diputados nio pois dar o seu assenti-
mento.
Vio ler-se os artigos.
O Sr. 3o secretario do Senado, servindo de 2,
leu o seguinte :
Accrescentem-se os segaintes additivos :
1. A deducc-ao annuai do valor primitivo do
scravo, nos termos do 1* do art. 3o da lei n.
3,270 de 28 de Setembro de 1885, coatar-se-ha da
data da mesma lei.
2. Na prohibicio do 19 do art. 3' da lei n.
3,270 de 28 de Setembro de 1885 comprehende-se
o municipio neutro, como divisio administrativa
separada.
OSr. Presidente:Consulto a Assembia Ge-
ral se o? additivos devem ser discutidos engloba-
da ou separadamente.
A Asa -mbla Geral resol ve i que a discussio
fosse englobadamente.
O Mr. CttrlMtlano Ottoni diz que as res-
p iRsa-uli iad"S qae assumio por cinco anuos recla-
maudo medidas, e o silencio qu : guarlou at hoje
diaate da lei, tado o obrga a Iavrar um protesto,
agora que enxerga na attitude do ministerio a ten-
dencia pai a restringir 39 j mesquinhas conces-
ses fetas causa da libertacio dos escravos.
Entende que o Sr. presi late do conselho deslo-
eou a quesiio, e desvirtu >u o debate, ou antes
embarafou o estudo da materia, levantando extern- ,
poraneamente ques'oes de c mu inca, primeiro no *..
Senado, depois na Cmara prematuramente, pois (
s d-vi levautal-a d<-pois da discussio.
Sustenta que o Sena lo estava no seu direito,
dizendo corda que o Ministerio nao cumpria fiel-
mente a le, e approvando as emendas em questo,
que novam -nte ihe inflingen) censuras.
Ci que o direito de censura do Senado, como
guayda da Constituidlo e das 1 is, s tem por li-
Liaites o regiment e o decoro e respeito mutu) que
so deve aos depositarios dos poderes pblicos.
AccVescenta que tem havido exemplo de gabine-
tes derrabados pelo Ssnado, e aponta o eempb
do .Miuisterio Siuimb, estranhando que o general
dsqu^ila campanba parlamentar queira restringir
as fauuldades do Senado.
Entrando no exaue da primeira das emendas,
diz quo o vafor dos t-acravos s tem origem na lei;
que a medida desse valor o tempo provavel de
servidos que o escravo pdc prestar, e que desse
tempo se deduz necessariamente de idade decor>
rida.
Assim que os servicos auferidos pe'o senhor no
intervallo eut'e as datas da lei e da matricula, sio
quantia recibida por conta do valor. Pelo que a
depreciaco comeca naturalmente e deve contar-te
da data da le.
Recorda que sendo a lei resultado le tran-ac-
cao ou ajuste entre a mcribunda situaco librale
a uasecute situaco conservadora, o representante
Jj 1 declarou solemnemente que e facto se refe-
ria data da lei, nia da matricula. E o Ministe- .
rio que oppde a toda a aspirarlo de progresso a
sua, lealdade ao pacto, para retroceder e prejudicar
os escravos nao se importa com a transaefo.
Recorda as discdssOes de 1885 para mostrar
que est mais que averiguado ser a nica conces-
sao seria da le, se tal so pode chamar, a liberta-
cao por extineco do valor em 13 anuos, o que tor-
na mus claoorosa a regateaco de anuo e meio
para o fim do prazo.
Estranha-o lauto mais quanto os conservadores
para promulgar a lei fizeram com os liberaes con-
tracto leonino. Obtiveram om augmento de 16'
no valor dos escravos, pois qu-i a media da tabella
Saraiva era 572* e a da lei 665.
Transformaran) a tabella de depreciaco por
modo tal, que a media dos valores da iei s no fim
ae iiuai.ro annos ss far igual ao valor primitivo
aa tabella Saraiva, e t no fim de dez annos igua-
lar os presos pelos quaes a Can ra Municipal da
corte est libertando escravos por aceordo com os
senhores, sendo o preco medio 220.
Deixaram as grandes reduccoes pira o fim do
prazo, quando a escravidio provavclmente nio
existir, e nos prim iros seis ou sete annos cuida-
ram de enriquecer os senhores e prrjudicar a
emancipavo pela exageraco dos precos.
Tudo vantagens reaes, pecuniarias, sonantes.
E deram em troca apenas a reduce:!o de prazo no-
minal par. a liberUco por extineco do. valores.
La nenta por tudo isto a inexorahilidade da situa-
co conservadora.
Paaaundu a trotar do municipio neutro demons-
tra loogainente que nao pode drixar de formar cir-
cumscriptao administrativa distincta, como dispoz
o acto addicional, afirma qae o fim do- Ministe-
rio uniudo-o provincia embarazar a libertacj
da cidade, testada psla Cmara Municipal, tenta-
men que sendo feliz mais a ilustrara io que o
decreto que Ihe den o titulo de lUuetrissima.
Mostra as vantagens que podiam seguir-se das
ibertacoes parciaes e successivas ae alguns mu-
nicipios o commemora as palavras de animacio di-
rigidas por S. M. Imperial municipalidade da
corte em suas testas humanitarias.
Parece-lhe que quaado o imperador dase aos
vereadoresProsigan, naturalmente o nobre presi-
dente do consi-lho sorrio e dase entre denttsve-
remos. Q'iando o chefe de Eitado proferto as pa-
lavras.oVoo etmorecaTi, S. Exc. acudi em aparte
eu Ihes cortar as azase cortou-as.
Nao censura a altivez com que o n>bie presiden-
te do conselho governa; mas lamenta que sendo as
palavras im(erues balsamo de conso a.o e de es-
peranza lancado Sobre os coracoes de aigumas cen-
tenas de infelizes, animacoes rio respeitaveis nio
merecam a referenda do poderoso ministro.
Pede porm ao ministerio que arndo visivel a
sua tendencia para sopbismar a lei e forcar a maior
duracopossivel da escravidio, ao menos seja fran-
co e nao vista tnica de emancipador.
Conclie assim : O ministerio tnumphou, est
forte, vivera peis viva. Mas viva carregando a
cruz de sua responsabilidade perante o paiz e pe-
rante a historia, O peior de tudo a hypocrisia.
O Sr. .41 vea de AraujoSr. presidente,
peco perdi a V. Exc. e aos llustres representan-
tes do Imperio em assembia geral da minhi ousa-
dia em tomar a palavra.
Nio prett-ndia, Sr. presidente, ao entrar nese
augusto recinto, envol ver-me na discussio; era ape-
nas meu intonto ratificar o protesto que j 4 havia
teito a respeito do assumpto de que nos oceupamos
na Cmara dos Srs. Diputados.
Mas, um aparte, dado quando orava o nobre se-
nador pela provincia do Espirito Santo, impugna-
do por alguns dos nossos collegas, ooriga-me a pro-
ferir algumas palavras.
Nio veubo Sr. presidente, entrar na questo da
interpretado da lei e do regulamento; nao venbo
pr.vocar protestos nem adhesoea de nenhuma das
escolas que tiliam esta interprotaco lei oaao re-
gulamento, quanto aos pontos de que s trata.
Para mm a lei a quem se deve obediencia ;
ella quera a impoe e nao o regulamento.
Entreunto, uve de protestar, na Cmara dos
Deputados,formulando urna interpelado a respeito
dest.es dous p intos. N'esta occasio, eu disse qae
entenda qae quem impunha obediencia era a le,
uio o r'gulamanto, que a lei nio poda ser o reg-
lamento.
Mais tarde, levantase esta questo no Senado
brasileiro. Amigos e adversarios do governo vo-
lam uo sentido em que votei, adhenndo s ideas
que eu havia sustentado sobre esto dous pontos
naquelia casa do parlamento.
As origens, as pessoas que mais podiam orientar
sobre o assumpto em dis nsso f>ram ou vidas.
Uus manifestaran)-se coma nobre franqueza, outros
oom grande lealdade e todo o patriotismo. Vota-
ran) amig >8 e adversarios, do governo contraoe a
favor dos dous poneos em discussio.
Seguio o orcameuto da agneultura para a Cma-
ra dos Deputados ; foi annunctada alli sua diteus-
sio : varios oradores se inscreveram ; mas a torca
poderosa do ^lustre Sr. presidenta do conselho pede
o adiamento !
Pede o adiamanto, Sr. presidente, porque esta-
beleceu a qaestio ds eonfisnea. Nos, os liberaes,
nos tiribait03 inorispto, sustentado o dbate a ntais-
ria votou e o gabinete ntinaon a viver.
Mas isto era um modo de ioterptetar a lei ? Esta
voto de confianca politica approvou oa desappr
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Diario de PeruambQC4>Quai-ia-fdra 20 de Onfohro de 1N86




?ou o priacipio que se quera firmar, e que so con-
tinha nos additivos ao orgameoto da agricultura ?
A questao foi diada e este adiamento produno
o que hoje observamos. Amim na interpretacio
da le (carao* manietado*, como diiie ha pouco ein
aparte ao nobre senador pelo Espirito Ssnto, pjr
2ue nao e tratou de mostrar qual o'espirito de suas
iepoaicoes, de discutirme aa suis origena na pro -
pria lei, tratou se de votar, o que ? A vida do ga-
binete.
E porque o nobre presidente do coaselho levas
ton to alto esta questio de confianza, que no da
seguinte devia dar em resultad} a fuso das c-
maras ?
S. Exc. referosnos que no Senado se havia ta
xado de deslealdade d governo o cumprimento de
suas attribuicoes de orgaoisar o regulamento em
relacio lei de 28 de Setembro de 1885.
Mas, Sr. presidente, toda a conducta da cma-
ra em relacao a-eBta deslealdade, a conducta dos
deputados que all tinham aasento nunca toi ao
ponto do obrigar a S. Exc. a levantar entre nos
scmelhante questio. Nos pensamosse oro er-
ro, comja-se ; mas nunca atacamos a lealdade do
governo.
Nestas condigoes pareca que S. Exc, se qui-
zesse apresentar-se ao pas com a interpretaglo
antbentiea do poder legislativo, devia deixar-nos
plena liberdade : se S. Exc. quera continuar no
governo, entao tez bem em estabelecer a questao
de confianga, arredando a questao da interpreta-
glo. Nao parece a V. Exc, Sr. presidente, e
illustre aasembla que o nobre presidente do con-
selho nao coutava nem podia contar com todos os
seus amigos da cmara dos deputados ?
Nao parece, Sr. presidente, que este proprios
amigos tal aconselhassem a S. Exc, que bes pu-
zesse as algemas naquelle momento para mincha
estarem livres afim de interpretarem a lei como
entendessem ?
Todos amanhi se desculparlo, dizendo : nao se
propoz a iuterpretacao antbentiea, nao se iodagou
se eramos contraro ao pensaments do gabinete
actual, e nao harer contradiccao de nossa parte,
porque nao nss mau i testamos em rlagao inter-
pretacio, mas em relacao questao de coufiau-
ca.
Assin; pois, pergunto a V. Exc : depois de en-
cerrado o parlamento, depois de recolhermo-nes
ao seio do povo, s nossas provincias, poderemos
dizer que interpretamos lei ?
Nao, perqu nem votamos sobre as emendas do
Senado, votamos, como jii disse, sobre a vida do
gabinete.
Eu queria limitar-me a utn simples pro'esto no
aparte que (lei ao illustre senador pela provincia
do Espirito-Santo : en queria dizer e disse : nos
aqui estamos maoietadoa, nao temos a liberdade
de votar.
Um Sr. Deputado V. Exc. s pode fallar em
seu nome e no da minora.
(Ha outre 5 apartes.)
O Sr. Alves de AraujoNao se pode acreditar,
Sr. presidente, que o gabinete pedase vida ape
as por tres das e deixe plena liberdade a to los
para se pronunciaren boje. Aqu nao pode baver
questao de confianga, mas nos viemos. amarrados
da cmara.
Vozes da Maioria.Nos, nao.
O Sr. Alves de AraujoRepito aos nobres de-
putadosviemos amarrados, porque, se eu tivesse
sobre o regulamento a mesma opiniao que tem o
nobre presidente do conselho, se eu tivesse votado
na Cmara des Deputados nao, continuara a vo-
tar nao em Assembla Geral, porque tratava-se da
vida do ministerio.
Nao se pode deslocar, Sr. presidente, as ques-
toes, temos de acceital as conforme o governo as
estabelece. Isto do systema parlamentar. Nao
est na dignidade da Assembla Geral receber
aqu urna intimaco, como pode receber a Cma-
ra dos Depotados.
Mas me parece que nem os principios de delica-
deza pirhimentar, nem a delicadeza do nobre pre-
sidente do conseibo e nem as regras constitucin
naes podem autorizar a S. Ezc. a renovar esta
questao de coofianga peranie a Assembla Ge-
ral.
Nestis condicoes, qnal a nossa posicao ? A
maioria tem de acompanhir o governo, porque
se nao o acompanbar elle retira-se. O governo,
d interpretsco sua ac regulamento, esta a
verdade. Elle foi Cmara dos Deputados e
disse que oo seus melindres forarn feridos na ac
cusagio de deslealdade, com caja aecusacao elle
nao poda carregar, e por isso pedia que os votos
dos seus amigos os salvassem. E assim votou a
Cmara dos Deparados.
Pergunto eu, esse voto dado hontem, esse voto
reconhecido por todos pJe ser traduzido por ou
tra forma hoje em Assembla Geral ? Entao, Sr.
presidente, o governo vive, contina a viver, por-
que ba tres das te ve um voto de confianca ? E
continuar a viver se esse voto faltar-lne hoje ?
Logo, a Cmara dos Deputados, amarrad*, atada
hontem ao voto de confianca, nao pode ser des-
prendida hoje em Assembla Geral; logo, temos
que votar e nada mais, e- viemos aqu, parece que
em grande revista, ratificar a victima do governo
e o nosso protesto !
O Sr. Carlos reizoto Est provando o con-
traro.
O sr. Uotnos de CaUre nao levado
pelo sentimento de vaidade que toma a palavra,
quando todo aconeelhava ao mais rigoroso silencio;
mas,solicitado pelos seas amigos da Cmara dos
Deputados tapoiados), vai expr Assembla Ge-
ral os motivos que elle e seus amigos tm para
negar o sen assentimento ao voto do Senado.
A Cmara dos Deputados semprc tem tido no
maia elevado conceito o voto do Senado que sera-
pre recebe cuno o resultado de urna experiencia
mais solida e Ilustrada (apoiados); e, se lhe fos-
e preciso recordar exemplos desse respeito e ve-
neragio ao voto do Senado a presente aesso pres-
tes a encerrar se forneceria muitos e eloquectes,
alguns dos quaes podeiiam at ser cualificados de
excessiva condescendencia. (Apoiados).
D, pois, o seu testemunbo pessoal de profondo
pezar com que os seus amigos da Cmara recusa-
ran) o sen voto s emendas approvadas pelo Se -
nado. Mas nao era possivei procedimento di-
verso.
O nobre presidente do conselho manteve no Se-
nado, como manteve na outra casa do parlamento,
a posicao nica que a sua dignidade pessoal, que
a sua dignidade de chefe de gabinete, e, mai^ que
tudo, que a sua dignidade de chefe de um gran-
de partido (apoiados) rbe impunbv Nem havia
ninguem que fazendo injusticia ao sen carcter,
podesse esperar quo elle toraasse outra, posi-
cao.
O Sr. Affonso CelsoV com vista ao nobre
senador pelo Paran.
O Sr. .rimes de Castro diz que v com vista
a quem for; n!o tem preciso de fazer nov. con-
fiseo do seu respeito a cada um dos membro* do
Senado pede, porm, liberdade, principalmente
quando nesta recinto augusto, se annunciou que
a Cmara dos Diputados em sua maioria veio
manietsda e presa confirmar urna declaroslo ape
n is para satisfazer a vaidade do nobre presidente
do conseth.
Sabem o Senado e a Cmara a historia dos ad-
ditivos.
A maioria d > Senado fez retirar da resposta ao
discurso da cora aquella periodo em que s affir-
mava mesma cora que o governo actual tinba
cumprido com mxima lealdade a lei de 28 de Se-
tembro de 1885. At ah a questao se limitava
pessa do presidente do conselho e ao Senado
brazileiro. A Cmara era espectadora silenciosa,
embora triste, dessa grande injustlcs, pois qne
ella tinha affirmado cora, no discurso com qne
responden no seu, que o ministerio de 30 de Agos-
to tinha interpretado a le com a mxima lealdade.
A solidariedade na mnioria da Cmara com o go
vemo nao precisava ser affirmada mais essa vez,
porque a simples preseoca do ministerio tnostrava
essa solif'ariedade. Entretanto c nebre, Ilustrado
e venerando senador p la provincia do Espirito
Santo, e o seu Ilustrado cu-roligionario da pro-
vincia do Piiran dizem : quesiao de in'erpre-
tago, nlo questao de lealdade ; um caso a
que o niinstno actual, como qualquer outro, pode
estar sjeito.
flRende o orador a devida homenagem a illustra-
gao do honrado deputado apreseutante do argu-
mento ; mas uio se trata de urna interpretacio de
Id ; e se o orador precisaste aprfsentar argu-
mentos para sustentado do sen enunciado,
mesma diseuseo da let de 1885 os foruecera de
br*- ,
A Atamr.la Geral sabe que duas principaez
exe-udao f.irain apreoentadas-n Cunara dos Di-
putado qii.nU re discuti o pr-jecto durante o
ministerio passado.
Urna d. lias foi apresentada por um Ilustre de
putado p.-ia B.hi, que felizmeuto tem um aa-
sento na-Camaj* dos Deputados por aquella pro
vincia.
Essa emenda maniava que se fizesae a?deduc-
co aonual de valor do escravo da data do eocerra-
mento da matricula, se a memoria do orador lhe
nao infiel. Essa emenda foi regeitads, e d'ahi
tiraram os propugnadores dos additivos motivo
para dizer que a iuterpretacao dada pelo governo
ao regulamento nao tinha sido a fiel exprsalo da
le, revelada, como foi, pela rejeicao dessa emenda.
Mas outro illustre deputado pela Baha, queja
nao tem assento na cmara, como represeutauta
por aquvlla nobre p. o vincia, apres.-utou urna emen-
da mandando que o ssuoicipo neutro constituase,
para os fius da lei de 1885, urna circumacripeao
distincta, separada do Rio de Janeiro.
Como entao os que invecam esse procedente da
emenda do Sr. Arauj) Ges como meto para con-
demnar o regulamento do govereo nao obedecem ao
pensamento da cantara, revelando na rrjeie&o da
emenda a respeito do municipio neutro?
Nao haja illuaio : as emendas apresentadas ao
orcamento do ministro da agricultura continham
materia nova -
Ora, quando o espirito abolicionista se agita tao
vivamente, a assembla geral deve, reunindo os
elementos de ordem, antepor-se a um pensamento
por demaia violento.
O Sr. Alencar Araripe Peco a palavra.
O Sr. Gomes de Castro prosegue dizendo que o
senado at agoia tem sido fiel ao pensamento da
sua iustituicao'na materia que hoje pre.ide a atten-
9o da assembla geral; elle tem se limitado ao
papel de corporaco conservadora, fcalis jdora das
lea que a cmara dos .deputados inieae lhe enva
elle corrige sempre para melbor.
Mas, nao tendo tomado iniciativa nessa reforma,
que mais do que poltica, que social, p da a
cmara, sempre dcil s indicacoesda sabedora do
senado, rejeitar aquellos additivos?
Os que desejam na questao urna marcha mais
accelerada lamentam a rudeza com que pelo regu-
lamento o tratada essa raca infeliz e digna de
todas as attenoes; lamentam o acrescimo de mais
anno e meio de eaptiveiro.
Ora, haver alguem de boa f que acredite que
a disposicao do legulamento ter a rara virtude
de fazer com que a escravido, essa instituico
maldita, que infelizmente est presa aos eos turnes
do paiz, e cujos restos inanimados anda represen-
tan! interesis importantes e graves ; haver al-
guem que de boa f acredi'.e que essa disposicao
do reglame te fnr com que caia o ultimo grao
da ampulheta, qne deve marcar o derradeiro instan-
te da escravido?
E' urna questao levantada sombra de urna ban-
deira nobre, que conquista o eothusiasmo d>s
A assembla geral vai declarar solemnemente,
dentro em pouco, que o governo interpreten fiel
e lealmente a le de 28 de Setembro de 1885 !
(Apoiados.)
Deante de tal declaraeo, faoamos senbores, o
grande silencio que urna vos notavel qualificou a
lico dos res ; facamos silencio, afim de que fi-
que em tangente relevo que semelhante declara-
cao vai resvalar .fria, udifferente e sein echo no
coracaj e na coosciencia do paiz... (Muitos apoia-
dos ; muito bem ; muito bem.)
O Sr. Alencar Araripe :Sr. presiden-
te, nao venho discutir a magna questao que aa
acba pendente da decalo desta augusta astem
bla, nem pretenda dizer palavra algumt nesta
occasio, porm, desde que o nobre presidente la
cmara dos Srs. deputados em nome dos seus ami-
gos daquella cmara explicou o seu procedimento,
no voto dado s emendas, que foram do senado
sobre o tempo da depreciadlo do escravo, eu
A festa.dos rs-.professorea diz a supracifada I mentalmente o que veaifioava-be na Hespanha na
folbs, esteve na altura do magno assumpto e foi | mesma occasio :
expleudida, olo s pelo concurso
de rauitas pes-
s-ias gradas, inclusive senboras, como pM assis-
teacia do Ezm. Sr. Dr. Geminiano Brasil, dig-
nissimo presidente desta provincia.
A sesslo roi presidida pelo Sr. Dr. Digues
Jnior, director geral da Instraccao Publica e pre-
sidente honorario do Instituto, o qual depois de
ter lido o discurso inaugural, deu a palavra ao
presidente effectivo do Instituto e depois ao ora-
dor da socedade, que foz o histrico da festa em
um bem elaborado discurso.
como membro do partido conservador, afastando
me nesta occasio do actual gabinete, cujos ser-
vidos rocnheco, tenho obrigacio restricta de ex-
plicar a mnba posicao. (Apoiados )
Eu fui um dsquelles que na cmara dos depu-
tados sustentou que o ministerio tinha cumprido
fielmente a lei d 2b de Setembro de 1885, e quam
estuda o regulamento dado para a execuclo dessa
lei alo pode ter outra opinilo dosde que o e
mine com sincerdade e boa fe.
Slnto profunda conviccao da necessidade de
apressar a libertaco dos escravos ; por conae-
quencia cu nlo poderla ter outra norma de pro-
cedimento com relacao a esta questao, As miohas
ideas sao conhecidas e pronunciadas no sentido
de acabar com a escravidl* no Brazil.
Nunca fui abolicionista, mas sou emancipador
e_ emancipador que deseja ver a escrsvipl ex
tincta no menor prazo possivei. Eoteudo que o
prazo de 13 annos um prazo longo ; entendo
que a dedcelo do valor do escravo nlo foi feta
de maneira conveniente para adiantar a liberta-
(o geral.
Nestss condicoes, embora me convencesse que
o governo tinha interpretado bam a lei no seu
regulamento, eu julguei que, desde que appare-
ceu urna providencia nova, como considero a que
se apresesentou no senado e foi approvada, eu
nlo poda, sem faltar as ideas manifestadas por
mim em tantas occasies deixar de prestar a mi-
nha adbealo a estas emendas.
Eu consubstanciarei as minbas deas ueste pon-
grandes coracoes, para encobrir um plano poltico. to dizendo que, desde que o governo do meu par-
O Sr. Jeronymo PonidoNlo apoiado. O par-1 tido enfeuden que devia fazer questio por mais
tido conservador quem tem especulado com a! Uln anno dos servicos dos escravos, eu nao podia
idea da emancipaci.
O Sr. Gomes de Castro diz que a questio vai
ganbundo forcas medida que se approxima do seu
fim (apoiados); ella impedida .fatalmente. Nlo
ha partido nenhum, nlo ha estadista, por mais ele-
vados que sejam os sens de tes, que possa fazer
parar aquilo que nasceu psra cawinhar.
(Muitos apoiados).
fiquem os nobres defensores" dessa causa tran-
quillos ; anda quando a soluclo da questao esti-
vesse nicamente entregue a quem tem o direito
de a resolver, que a nacao, anda assim essa dis-
posicao do regulamento, ou qualquer outra que a
sabederia do parlamento possa decretar, nlo ter
o poder de fazer com que a escravido s se ez-
tinga quando se extinguir o valor do escravo.
(Apiados).
Tem abusado, por mais tempo do que devera da
attencao da casa (muitos nlo apoiados): mas pede
aos membros da assembla geraljque nao vejams
um lado da questao. Preso a essa causa acba-se
tambem um grande interesse nacional. Ha grande
quantidades da familia, grande numero de Brasi -
leiros qu pedem algum socego, alguma tregua
(apoiados); preciso tranquilizar umponcoopovo
(apoiados); que vive entregue a um labor inces-
sante e penoso, e a quem, emfim, se deve essa ou
qual prosperidade qua anda tem o Brazil. (Muitos
apoiados).
Acredita o orador que, se nlo tivesse regulada
o movfmento dessa mazima questio, asolu(lo
tal vi z tivesse sido mais grave; talvez se tivesse
dado maior somma de males; talvez qne as lagri-
mas e o luto de mnita familias tivessem acompa-
nbado a liberdade que todos desejam dar a essa
raca infeliz.
Ha na questao como que o movimento continuo:
fez-sj urna lei o annopassado; nao pie anda ser
ejecutada, ninguen sabe qual. o numero desses
infezes, e todava, por meio de medidas temadas
em leis de orcamento, que repellemsemclhautemodo
depr oceder, vai-se com umadiscusso restricta
sorprehrnder voto3 e a e ar leis que]ainda na se
acharn exprimentadas e cuja sabedora a pratica
anda uoeondemnou .'
Pareceu, pois, cmara dos deputados que
melhsr era eeixar a qnestlo para pocas mais cal-
mas, esperar que a lei proiuzisse o que della se
des ja, e depois, se o numero de escravos fosse
aquelle que se presume, e o orador i st convenci-
do qae ser muito menor, poeriam entao tomar-se
medidas complementares.
Mas diz seque a cmara dos deputados apenas
quiz dar vida ao ministerio, r-jeitando as emendas
do senado.
Nlo sabe o orador como poderia a cmara dos
deputados proceder de outro nodo. Desde que
Ibe era impossivel. na sua maioria, pprovar as
emendas do senspo, a vid* do ministerio seria
urna consequencic e nao o princidie de seu voto.
O Sr. Ifrn&cia MartinaFnto para que a ques-
tio de conbanca?
(Ha outros apartes).
0 Sr. Gomes de Castro responde que a questio
de confianca havia de nascer, quer fosse proposta
lucidamente, como foi, pelo nobre presidente do
conselho, quer deixasse de o ser; ella era fatal. E
a historia do nosso parlamento prova aue tem ba-
vido questio 's de confianca sobre assumptos muito
somenos, sem a importancia,e-a gravidade do que
o que est oceupaodo a attenco da asseoibla
geral.
O voto da cmara dos depotados foi um voto po-
ltico, disse o illustre representante pelo Paran.
A cmara dos deputados nunca d outros (apoia-
dos); ella representa a opinio vencedora, e nlo
podia deixat- de pronunciar se no assumpto.
Nao sabe quem o autor da lei que deu motivo
aos additivos do Senado ; nao considera autor de
urna medida e ministro que a prope, se essa me-
dida sabe completamente alterada do parlamento,
sz essa medida s recebe vida e execuclo dos es
forcos dos adversarios do gabinete.
Os conservad rea, menos, o orador, que nlo to-
mou parte na lei, podem dizer que tm a mesma
autora que tinha o ministro que a apresentou; e
o actual nobre ministro da agricultura foi parte
importante, principal e indispeosavel, sem a qnal
o ministerio de 1886 nlo teria conseguido a vota-
ci do prefecto. (Apoiados; muito bem)!
Nota anda o desencootro em que se achara d f-
ferentes membros do grande partido abolicio-
nista.
Todosouvir.m as queizas eloquentes do illustre
repres otante pela provincia do Espirito Santo,
mas t%mbem nao se terio esquecido as palavras
que anda hontem proferia no Senado o illustre re-
presentante da provincia da Babia que inoontea-
tavelmente o chefe do partido abolicionista. O
nobre senador aeha que o seu partido nao tem in-
teresse na questao que completamente alheio
ella. Por conseguidle nao ha ratlo para se le-
vantaren! queizas, aecnsando-se o ministerio de
pedir mais auno e meio de vida para a escravi-
do.
Depois de outras consideracos conclue, pedin-
do desculpa de ter abusado por tanto tempo da
attengo da assembla geral.
Voz?sMuito bem! Muito bem!
O Sr. tironno Ceino JantnrE' verda-
deira affoiteza tomar a palavra depois do eximio
orador que acaba de galvanisar a attencao da as-
sembla. Levanto-mc para fazer urna succinta
d: cl*ra*Cto que julgo um dever
Desde que, como se depreheode das propriaspa-
lavras do illustre orador precedente, a assembla
geral translormou-se u'um tribunal poltico sui
ge.merM, onde os acensados, tendo exercido irretor-
quivel presso partidaria os serls juisee, que slo
ao mesmo tempo os seus sustentadores, jactam-se
de antemo da sentenc absolutoria; desde que
esta apparutosa scena da phaotasmagoricsl a que
entre na se acba reduzido o rgimen parlamentar
mira o nico tscopo d irt&uflltr um atento artifi-
cial no inhisterio exhausto qat sinda hoje deu
uma prova de injustificavel fraqueza, re:snhecen
do o seu erro e capitulando sem as honras de
guerra permute ajusta rebelio do brioa militar, s,
i|ii'i elle mesrau provocara; desde que no ani-
mo dos membros da Aasembla Geral as veleida-
des caprichosas e epbemeras do espiito partida-
rio, que nao as considerares de ordem pub'iut e
de socego para as familias a' qae se Iludi, vio
actuar oe preferencia aos direitos conculcados dfe
cerca de utn mllhSs d brazilefros eseravisados e
aos foros autunimoa da capital do imperioo
mais avisado para os abolioiouistas calarem-se
espera, porque todo o debate ser ocioso, irriso
no e intil. (Muitos apoiados).
acompanhar esse governo (Apoiados.) Entendo
que diante da denegaclo de providencias no sen-
tido de apressar o prazo de extincelo da escra-
vido nenhum ministerio pode subsistir merecen-
do o meu voto, voto fraco, mas sincero em suas
manitestacoes.
Portan to com o maior pezar, com a verdadeira
dr, cu aparto-mc de um gabinete de quem at fui
delegado e merec intera e plena confianza ; mas
tratan lo-se de uma questio q e considero mazi-
ma para o Brazil, o qual nlo ser livre e nem ter
firmadas as suas instituicoes es quanto nao exis-
tir um s escravo, entend que era do meu dever,
do meu patriotismo arredar-me dos meus amigos
polticos nesta occasio.
Se na cmara dos deputados dei o meu voto
approvador destas emendas por que as considero
como benficas para os escravos, e favorecedoras
da libertaco total, eu anda mantenbo esse modo
de pensar e venho aqui repetir o voto que dei na
cmara temporaria.
Entendo que com o p'ocedimento, que tenho,
discordando gesta occasio, dos meus amigos o do
gabinete actual, cumpro um dever de patriotis-
mo, obedeco vos da minha coosciencia que me
dizapressai a libertaco dos escravos, e con
correris assim para que o Brasil seja uma pa-
tria digna de verdadeiros cidadlos.
(Muito bem Muito bem !)
O Sr. Presidente :Nao ha mais quem tenha a
palavra ; consulto a assembla geral se julga
discutida a materia.
A assembla geral resolve affirmativamente.
Postos votos furam successivamente rejeita os
es artigus additivos por 92 votos contra 33.
Achando-se esgotada a materia da convocacio
da assembla geral, o Sr. 3* secretario do senado
procede leitura da aeta respectiva que aporo-
vada.
Levantase a sesss s 2 horas da tarde.
Seguiram-se com a palavra os oradores das
diversas sociedades que se fiseraa representar, as
proiessoras D. Bem viuda e D. Julia de Car-
valho e alguns alumnos de escolas publicas.
O Sr. professor Pindabyba, orador do Insti-
tuto, ao terminar o seu discurso, por intermedio
do Eira, presidente da provincia conceden carta
da liberdade, sem onus, a tua escrava Monica.
Por este tacto a fasta tornou-se mais impo-
nente, estando presentes as duas bandas de mu-
sicapolica e artistas, qne tocaram lindas pecas
de seu repertorio. *
Em regresso de sua viagem Europa, onde
se achava ha niezes, chegou esta capital no dia
11 do crrente o Sr. John Wolff, superintendente
da estrada de ferro central desta provincia.
Ao desembarcar foi receido festivamente pelos
seus collegas e mais empregados da ferro-via, se-
guindo em trem expresso para a estaco central
da mesma, que aeha va-so embandeirada, em mam -
festacio de regosijo pela sua boa viuda.
D'ahi seguio no mesmo t'em, acompanhado por
algnns passageiros do paquete em que veio, at a
Cachoeira, onde foi servido a todos os convivas
um profuso copo d'agua.
Acaba de ser effectuada na villa da Impea-
triz, importante diligencia pelo respectivo subde-
legado de polica, tenente Salustiano T. de Mon-
donga Sarmeuto, prendendo ao criminoso de duas
mortes Joio Lopes ds Parias, conhecido por Joao
da rsula, que fica recolbido cadea publica
d'alli.
Acbava-se o facineroso reo de polica no sitio
Varsca Grande, quando o subdelegado foi avi-
sado; eseguindo para all, conseguio captura!-o-
A ifTuxao de asmucar da caaos-O
8r. Dr. H. A. Milet escreveu nos a seguinte carta :
Sociedade Auxiliadora da Agricultura dePer-
nambuco, em 18 de Outubro de 1886.
Srs. redactores, Nao recebi carta alguma do
Illin. Dr. F. M. Draenert, muito digno professor
de cbvmica e tecbnologia na Imperial Esools Agr-
cola da Babia, e to ventajosamente conhecido no
mundo scientifico, pelos seus estudos acerca da
molestia de. canna e publicacoes agronmicas (de
que infelizmente s couheco uma parte, por terem
algumas d'elli-s sahido a lume em peridicos da
Allemanha); e por nlo terrecebido semelhante car-
ta, causa me certo assombro terem sido Vv. Ss.
obsequiados com uma copia ca mesma,
Pode ser que algum dia me chegue s mos,
e en to responderei directamente ao i Ilustrado lente
da Escola Agrcola da Rabia. Como, entretanto,
fei a carta publicada e envolve de alguma forma
minha obscura personalidade as indignadas ex-
pri bracoes dirigidas ao representante da Compa-
nbia Fives Lille, peco licenca para, embora sem
procuradlo especial, apresentar a minha defeza e
a da meu co-aecusado o Sr. Bouchet.
1, que a possibilidadoderedozir a redinbas a
canna necessaria ao consumo de um eagenho appa-
relhado para aproveitar de 150 a 200 toneladas de
canna por dia nao era mais contesta-vel e nao exi-
ga nem muita torga nem muita despean ;
2*, que com uma batera de 16 diffusores po-
dia eztrahr-se da canna, com perda diminuta, todo
o assucar que ella contera;
3, que o caldo da difiusao era de certo menos
denso que os das moendas, mas era mais puro;
nlo apiesentava maior porcode glycose e pres-
tava-se peifeitamente ao trabalno do fabrico do
assucar, embora com muito maior despeza do com-
bustivel.
Teria visto portanto que julguei resolvido o
problema da praticabilidade da diffuslo applicada
a canna de assucar; mas isto nlo implica a crenca
de que ta! processo se ache desde j na phase de
applicago verdadeiramente industrial, isenta da
probabilidsde de transtornos e prejuizos pecu-
niarios ; e a este respeito expressava-mo no Diario
de 17 de Novembro pela trma seguinte :
Parece, portanto, achar-se boje resolvido o
problema da possivei applicago industrial canna
de assucar do processo da diffuso e com ella o
do elevar de 9 ou 10 a 12 e 13 /<> a totaldade
aproveitada.
> Entretanto, nao me parece que os senhores
de engenhos, em circumstaucias de introduzirem
ap arelhos ap-rfeigoados, devam desde j, em vez
de moenda installar o corta canuas e os diffus-
les. O folheto relativo aos trabalhos da fabrica
de Almera expoe resultados mui vantajosos no
ponto de vista da quautidade de assucar extra-
hido ; mas nem de leve toca na questao, alias a
mais importante, a das despezas comparadas s
receitas.
Da mesma falta resentem-se as noticias rela-
tivas aos ensaios da India,Me Java e de Bracuhy ;
pelo que nlo ha ainda dados experimentses que
permittam apreciar os resultados fioanceiros da
diffuso applicada a canna de assucar.
A despeito das affirmages dos concessionarios
de privilegios para corta-canuas, pde-se conser-
var alguma duvida acerca da consta acia do ser-
vico que cumpre exigir dos mesmos cortadores e
da facilidade que haver em substituil-os e amo-
lal-os. E' de primeira intuigo, que por melhores
que sejam as tacas empregadas, ellas nlo bio de
reduzir milbares de toneladas de canoa a roJinhas
de 3 mm. de groasura sem que seja preciso subs-
tituil-as e afial-as repetidas vesos. Parece tam-
bem, que o caldo da canoa, misturado com avul-
tada porgo d'agua, correr mais risco de inversao
da Saccharose, e em todo caso ser precisa muito
maior quantidade de combuetivel para operar a
conceutraclo. Alm d'isto, claro i que cortar a
canna em rodinhas de 2 ou 3 mm, lvalas para
os diusores, fazer passar o caldo de um para
outro didusor at completar a serie de taes appa-
relhos, em nninero de 14 ou 16, trabalno mais
complicado e demorado que o da moenda e dado
que nlo exija maior despeza de installaco (o que
provavel) requer maior pessoal e pessoal mais
habilitado. Emfim, para este, como para todos os
procesaos novos, os introductores tero que lutar
nos primeiros anuos com o desconhecido o por
conseguinte correro risco de prejuizos.
Vapor do MuO paquete norte-.imeri-
no Finance sabio hontem tarde da liaiiia ffO
os portos do norte.
Deve aqui ebegar amanha.
Aelo do poder legiNiativo,Por acto..
de 9 do correute toi sanecionado e decreto da asv
sembla geral que abr ao ministerio da agri-
cultura o crdito de 3,765:097*465 afim de acs-
applicado ao pagamento de costas devida ao.
empreiteiro do prolongamento da estrada de seria,
do Reoife a S. Francisco e rarxal dsquella cidad*
para (Jacuar.
Na forma do mesmo decreto foi antorioad c
governo para effectuar as operacoea de eressv
necessarias ao sobre lito pagamrnto.
Canna de naaucar por intermedie eb
legagao imperial em Londres recebi u o ministe-
rio da agricultura duas caixas contendo muda V
canna de assucar, offerecidas ao governo imiawiai
pelo director das florestas e jardins da colomia c
Mauricia.
Autorisando a referida legagao a agradecer a'
offertante a valiosa remessa, fez-lbe saber e mi-.
nisterio da agricultura, que, das mudas recebias^.
uenhuma pertence variedade conhecida pela de
nsminaglo de Elephante, cuja acclimago no iss*-
perio muito desejada.
Imprensa da corteDa agencia deasv-
aignaturas para jornaes estrangeiros dos Srsu
Lombaerts & C, recebemos os ns. 13 c- 14 da fZ-
da Moderna e 17 e 18 da Mi de Familia, inte
ressantes semanarios na referida casa impresacs-
Agradecemos.
Birectoria dass obras de ronseri*
cao don portoBoletim meteorolgico db
dia 18 de Outuhro de 1886 :
Br>



;


Horas s Sa Barmetro a Tena lo o a m a
" i- 0 do V4por t
H s
6 m. 255 759"27 18.27 31
9 28-4 760-05 19;08 a
12 29-5 7&.-05 19.28 a
3 t. 28-6 758"4s 18.77 st
6 269 768-22 18.42 te

1
Por isso nlo pode particular algum, sem fal-
O nosso ctime, horroroso segundo o Dr. Drae- tar regras da prudencia, atirar-se d'aqiiella
nert, consiste em me ter elle commuocado, e eu fornl* desconhecido; mas cono o teotamen, si
ter acreditado, que o Sr. Bario de Barcellos, mal | for bein iccedido, como provavel depois de al-
satUfeito com o resultado do trabalho da diffuslo, Sum tempo, deve trazer immenso beneficio a com-
encetado no engeuho Barcellos com machinismoi' niunalo social, a esta toca correr o risco das ex-
periencias
Tribunal do Jury do szeolfeEm srs
alo deste tribunal de hontem foi julgado o reo
Francisco Teixeira de Parias, pronunciado no art.
257 combinado com os artigos 6 gg 10 e 2, e 35 do
cdigo criminal pelo tacto de haver, em Janeiro do
correute anuo, rocebido em sua casa um cavallo
furia lo por Jos Rufinc de Barros, ao Dr. Perde
neiras, sabendo ter sido o mesmo cavallo obtido
por meios criminosos.
Promoveu a defeza do aecusado, que foi absol-
vido, o Dr. Luiz Drummond.
siiario Jala ut>tiliituAssumio hon-
tem, as funeces do cargo de 4 juiz substituto
desta capital, em virtude de acto da presidencia
de 9 do corrente, que o nomeou Io supplente, o Dr.
Daro Cavalcante do Reg e Albuquerque.
AriiMtan ola veioRealisou se, ante hon-
tem o concert em beneficio das duas admiraveis
artistas, Virginia e MathMde Sinay.
Como era de esperar, atiento o ineontestavel ta-
lento del las, ao theatro concarreu grande numero de
familias e cavalheiras qne sabem apreciar o que
ba de melbor em musiea.
A execuclo dos trechos escolhidoa foi a mais
brilhante e correcta, nao s pelas beneficiadas,
como pelo phenomenal violinista Johannes Wolff,
que sabe dominar a attencao dos que o ouvem,
trasendo a todos presos aos sorprehendentes accor-
des de sua mgica rabeca.
Muitos e lindos ramalhetes foram offerecidos as
duas gentis artistas que eram chamadas ao proce-
do para ser ruidosamente applaudidas pelos
espectadores.
Um lindo lbum, encadenado em velludo azul,
foi offertado a eximia violinista Virginia Sinay,
qde juntamente com sua digna irm Matbilde .Sinay
receberaro uma estrepitosa salva de palmas.
Hoje faz, tambem seu beneficio o celebre violi
nista Sr. Wolff e de snppor que grande seja a
concurrencia ao theatro.
\lazoas-Pelo Pirapama, chegado hont-m
dos portos do Sul, recebemos folhas de Macui at
17 do correte:
As 11 horas da noate do dia 14 do correte
regressou a esta capital o Ezm. Sr. presidente da
provincia Dr. GetsvisHaoo Brazil, de volta de sua
excurso a diversos pontos da provincia, situados
a margem do rio S. Francisca.
Apezar da inconveniencia ds hora diz e Ala-
gos, toi S. Exc. recebi lo por grande numero de
autoridades, amigos e apreciadores de anas eleva.
das qualidades.
O Exm. Dr, Geminiano, em todas as localidades
que percorreu, foi alvo das maiores provas de
alto aprego e consideracao, salientando se a bri
Ihante reoepcab que em seu regresa lhe fi feita
na cidade de Penedo, promovida pela Exm. Sr. 1
vicc presidente, capito Maooel Gomes Kibeiro, em
coja casa hospedou-se S- Exc e sua comitiva.
a Estamos informados de que S. Exc. visitn
as repartigoes'e escol.s publicas de Pao de Aasu-
oar, Traip, Penedo e outrae loenlidaties, proco-
rCpdo com o criterio que tanto o distingue inte-
rarUse de todas as necessidades,
De accor lo com o Exm. Sr. presidente de Ser
gipe, qae tambm all seuehava em visita aos pon
tos da provincia, estudou S. Exc. as causas d con-
trabando que se realisa naq'iellas pangeos, com
serio prejuiso dos iutoresses geraes e provinci m -
8. Exc. e o seu digfao collega esto de posa-
de grande copia de informagoes colhidas de viso,
e portanto melbor habilitados a propor ao governo
as medidis que convem adoptar, afim de salva-
guardar os intereaaes fiscaes de ambas a provin-
cias.
Nao a na ida como ha volta os Exms. Drs.
Geminiano Brazil e Manoel Goes, ree-b -rain as
mais estrondosas provas de adlies Vi e pympathi*,
que partiram das pepulagoes d itms e outra mar-
gem dorio, sendo brilhantemente obsequiados pela
muito distincta fanrilta Tavares, que de Pao de
Asquear em diante nao cesseu de proiigalisak-
S. ic. a repactiva comitiva as maiores finesas
eattengOrfS.
Sao sempre proveitosss taes visitan, por quin-
to, por quando del'.as decorrem beneficios s lo-
_paladea do interior, impriinindo-ae ainda marcha
regular aos pblicos negocios i
O Institsjto dos prsfe-ssoresprimarios.celebrou
no da 15, no sallo de honra docoliegio lino Jess
cjir uma sesso solemne, a data de 15 de Outubro
de 187, em que fo ^promulgada a lei qu massduu
abrir estolas publicas primarisa em todararcida-
des. villas e lugares populosos deste imperio;
allemes, resolver parar com ella e mandara re-
installar a moenda [remonler le moulin).
Para o que me toca mais directamente, j
apresentei, na minha resposta s arguicoes do Exm,
conselheiro Tbomaz Coelbo, uma deieza que nao
preciso reproduzir e passo logo a do meu co-aecu-
sado.
O proprio Sr. Bario de Barcellos, em seu com-1 c^^^'a;
municado de 2 de Setembre, publicado no S. Joao
da Barra de 8 do mesmo mez, confessa que o re-
sultado nao foi inteiramente satisfactorio e que
susp -ndeu o trabalho da diffuso, com intenco de
proseguir n'elle de Outubro em diante. Ora, isto
mesmo disse o Sr. Bouchet, esquecendo-se apenas
O nosso governo tem concedido garanta de
juros a 8m numero de engenhos centraes, faga ex-
perimentar em algum d'elles, que disponba de
abundante combustivel, a repressdo com embebicao,
em outro, que se ache as mesmas condicoes, a dif-
fuso do bagac.0; em outro emfim a diffasdo directa
Embora tenha de incorrer novamente as cen-
suras do Ilustrado Dr. Draenert, persisto oa opi-
nio manifestada as linhas cima, em, Novembro
de 1885. As experiencias de Java e da Luiziana,
de que tive noticia posteriormente, e os ensaios l-
timos do engenho Barcellos, nlo adiantaram cousa
Temperatura mxima3U"ij.
Dita mnima255.
Evaporaglo em 24 horas : ao sol7m7, sem-
br1">3.
Chuvaaulla.
Direcgao do vento : ESE de acia noife al
bora e 20 minutos da manh ; SE at 8 horas e
10 minutos da manh ; ESE, at 10 horas e 15 zan-
nutos da tarde ; SE at meia noite.
Velocidade miia do vento 0,-79 por segazsao-
Nebulosidade media : entre 0,3 e 0,4.
Hospital PortugusU movimento gas
enfermaras deste hospital nos das 3 a ,10 *do cor-
ren t foi o seguinte :
Existiam em tratamento ...... 20
Entraram.................. 6>

Sahiram curados.......
Fallecen..............
Ficam em tratamento..
2fr
2
1
23-
26
O movimento dos das 11 a 17 fei o i
guinte
Existiaaj em-tx^taaoota.
Entraram..............
2.-
2
25-
5


Sahiram curados..........
Ficata em. tratauento........ 20
25-
de fallar na intencio, que provavelmente nao lhe 'g"0 P"> 0S.0 esclarecem o nico ponto duvi-
fora communicada, de reassumirem se os trabalhos ", da despeza a fazer para tirar ao bagaco
da diffuso de Outubro em diante. E' certo que 0B 4>4 ou 4'5 % de assucar que elle nlo quer ce-
accrsscentou ter o Exm. Bario mandado reinstal- der s oel>das, e pir isso nlo resolvem a questio
pois era muito natural que o Sr. Bario de Barcel-i Anda repito com a mais profunda conviccao.
los, em preoeoea de uma demora de um mez, desti- ProuM0 < diffuso applicada a canoa ainda ni
nada a effectuar em taes machinismos as modifi- chegou a ve-dadera phase de applicago indus
cagues que a pratica indicava, nlo conservasse o tr,a.' a 1ue att,ng10 com relacao a betteraba, e o
engenho parado durante 4 semanas e recorresse a cosimento no vacuo em relacao a canna, e apre -
moenda para adiantar o aproveitamento da safra. 8euta risco de mais para que qualquer particular
Neste sentido foi que tu. interprtelo facto, e ou companhia possa adoptal-a desde j sem faltar
p?so dizer que tambem o 8r. Bouchet, pois longe as regraz da prudencia, embora se allegue, que
de condemnar n limine os machinismos da Aun- ; eata funccionando industrialmente na India e na
Hespaubs, pois as Usinas de Asks, as de' Almera
e de Torre d'el Mar esto collocadas em circum
derburg, s Ibes achou defeitos mui remediareis,
expressando-se a respeito do modo seguinte, na
^niesma carta cujo principio inclu no meu commu-
nicado de 26 de Setembro :
a o corta cannas (talhadeira) funecionon per-
feitamente; os diffusores esgotavam-se com rapidez
infelizmente as torneiras, em numero de 5 para
cada diffusor, eram todas iguaes (para economa de
material) e grupadas nos mesaos pontos, o que
da va lugar a confuses de onde resulta vam mano-
bras erradas, que oecaaionavam paradas de 2 e at
de 3 horas.
t Os defeitos dos apparelbos provinham do nao
conhecerem os constructores as coadges especiaes
da mampulages da canna e nlo terem adoptado as
modificaces que as experiencias de Java haviam
mostrado serem indispensaves....
.... Com algumas modificaces pouco impor-
tantes eu, teria tomado a respoosabildale de ele-
var o trabalho do 20 a 60 toneladas. >
Accrescs que esta noticia da reinslaUacio da
moenda, que tamanha celenma tem occaaionado, s
foi dado pelo Sr. Bouchet como resultando de uma
sarta que acabava de recebar, e caso seja inexa-
cta, o que ainda nao sei, o crime do representante
da Companhia Fives Lille consistira em ter acre-
ditado e procurado espalhar uma noticia desfavo-
ravel aos crditos da Companhia Sunderburg.
E' preciso confessar quo nada ha ah que jus-
tifique a indiguaco do digno lente da Escola
Agrcola da Babia, nem o emprego das expressoes
exptorac&o indecente, fatuidades revoltantes, inte-
rests menos confetsavtU, eto.
O Sr. Bonchet, na qualrdade de representan-
te de urna Companhia, que tem fornecido material
de engenhos centraos em todas za regies inter-
tropicaes, montado dous dos tres (Aska-Works-
Almeria e Torre del M'ir) que consta trabalharem
regularmente com a diffuso, e contratado outro
em Queensland na Australia, de uma companhia
que, alein da concurrencia inglesa e francesa ve
se hoje ameagada pele da fabrica de Magdeburgo,
tem interesse mui cottfcssavel em sustentar a supe-
rioridade dos machinismos que vende sobre es de
seus concurrentes e propagar as noticias, embora
duvidosaa, que podem ser desfavoraves a estes ; e
si assim nao fizesse, devia ser immediatamenta
substituido por outro agente menos escrupuloso.
N'um relator i o, que li algures, de um antigo mi-
nistro das ti restas da Saxonia, que auabava de
percorrer a Hungra o Banato de Temeswar e os
Confins militares da fronteira turca, reparei que
S. Exc. reprochava, aos allemes naturalsados
hngaros, o esquecerem-se inteiramente da nacio-
nalidade primitiva, e tomarem ostrages e costumes
dos magyares chegando at a magyarisar se pro-
prios nomes. Por certo, o Dr. Draenert nao me-
rece anloga censura pois ainda conserva to
entraebada dedicaco ao solo natal, que reputa
erime imperdoavel qualquer ataque aos machinis-
mos allemes, ao passo quo aoha mui natural des-
fazer nos francezes, como v"-se da carta que Vv.
publicaran] no Diario de sexta-feira.
Em tudo o que se l na carta do digno Lente
de Escola AgMcola da Balria, n'csta indignacu
provocada par uma assorgio, talvez inexacta, mas
em todijeaso innocente, nao posso ver seoo um
resto desW^irVntonmo acerbo e intransigente, no
qual Gervinus e outros rscriptores da primeira
motad do seeulo educaram a rernco a qual per-
tenc: o Dr. Draenert e tem resistido a inri lencia
de'um ambiente mais altruiato c s brandas ara-
gons da baha de todos os Santos.
Pascando agora a censura que atira-me o Dr.
Draenert, de nao crer que se ache resolvido o pro-
blema da praticabilidade do processo da diffuso
applicada a exlracco do caldo da canna de assu-
car, tenbo a dizer, que o digno lente de cbymica
labora n"ura equivoco, em que nao tena cahido, si
tivesse hdu os trabalhos qu publiquti, acerca da
difruso e outros inelhoram6iitos, nos Diarios de
17 de Novembro e 10 de Dezeinbro de 1885 e o de
7 de vlargo de 1886, no qual dei conta dos ensaios
da diffuso no engenho Dyattiwangie, pois eu
disse neste ultimo :
Em summa a Cmanoslo constatou experi-
stancias especiaes, trabalbam para consumo local,
gozam de uma protocglo enormo e at hoje nlo
conhecido, em relaglo a qualquer uma d'eilas, o
custo da produego de 1 kilogrammo de assucar,
elemento indispenstvel para apreciarse o futuro
fioanceiro de uma empreza, quo ter de apresen-
tar seus productos no campo da concurrencia
universal.
Por isso tudo, e embora des-ja, que o resultado
finanesiro da actual safra do engenho Barcellos
mostr terem sido infundada i as miohas previsoes,
o que nao cuso esperar, ainda persisto em crer,
que o Exm. Bario de Barcellos e os accionistas da
companhia agrcola de Campos foram por demais
animosos em aceitar a proposta do representante
fla Sunderburg Fabrick de Magdebur; e quo
nao teria sido menor a sua imprudencia, si a pro-
posta bouvess sido assignada pelo Sr Bouchet, e
os maqumismos diffusores vieasem das oficinas da
Fives Lille ou de algum constructor de outra
qualquer nacionalidades.
Desculpem-me Srs. redactores si eu foi um pouco
prolixo, e creiam que son com estima de Vs. Ss.
venerador e amigo obrigadoHenrique Augusto
Milet. .
Congresiiso Dramtico Denelleenie.
Esta illustre Associago d na noute de 24 do
corrente a sua 19. recita no theatro Santo Anto-
nio com o drama Luiz ou a Crux do Juramento e a
espirituosa conedia Sinos de Corneville.
Ser mais ..na noute agradavel para os seds
convidados.
Lvcen de Artes e OfueisM Haver hoja
congregago dos professores d' este estabelecimeate-
as horas do coatume.
Helposneoe OllndenseEsta socedade
prepara um espectculo para o da 23 do corrente,
em beneficio da viuva e filhos de Antonio Martins
Torres Camoes com o drama Diciola e a comedia
Corneville em casa.
O fim meritorio a que se destina o espectculo
digno da mais justsv aceitacsVo e approvacao pu*
bloa.
Falleclr- istoEm consequencia de um la-
borioso parto t'illeceu a 16 do corrate no seu
engenho Gaioei-ira da comarca da Victoria a
Ezm. Sr. D. Maria Pereira ao Queirez Pedroso,
esposa do Sr. teurnte Jos Francisco Pedroso de
Carvalbo.
Cont.iva ella 84 annos de idade e ora dotada de
exce'lentes qualidad'.-s.
DssssM privados de seus maternaee carinbos 8
filhos de tenra idade.
Eamatsmenln -Ante-hinfem foi esmaga-
do, na curva de Sant'Anna. un individuo de cor
branca, representando a idade de 30 annos, pelo
trem da ferro-via de Caxang.
O infeliz, qne nlo pode ser reconhecido, trajava
roupa de operario e estava descalco.
Ao p do cadver encontrou se uma tronza com
familia. 80 ris em dinheiro, urna faca de pouta e
um embrulho com pimentas.
O maehinista, que diriga o trem, di nome Ha-
noel de Miranda, poz se em fuga, logo depois do
esmagamento.
A autoridade local inquire do facto e procede
nos termos da lei.
alu-to pedidoEscrevem-nos:
Alguns moradores da ra do B.ro de S. Bor-
j*, roga u a Vs. que na Revista Diaria do seu
conceituado hiario, cbam- a attengo do Sr. sub-
delegado do 1 districto da Bo*- Vista, afim de pro
videuciar sobreomo comportamento de diversos
mogos que moram >-'uma casa da mesma ra, lado
dos nmeros pite, j para com os visinhos, j
para com os transentes a.
Vasaliiuiiio Chamamos a atteoco das
autoridades competentes para a grande malta de
vadio e vagabundos q le reuoem-sa e passain
das inteiroo s rasCaes 22 do Nivembro (oi-
tlo da serrara ah existente). Riachuello e Sete
4 Setembr os quaes no joguinbo do dado tazem
Uuia algaaarra insupuortavel e que quasi sempre
acaba u.>trumpho po.
Entrn de semana o Sr. merdezno MsssseJ ofc
8ouza Azevedo Pires.
MI A*ms.Effectuar-se-ho:
Hoje :
Peio agente Modesto Baptista, s 11 homm
ra do Bartholomeo n. 33, de movis diverso*.
Pelo agente Gusmo, s 11 horas, na rea Xo-
treta do Rosario n. 27, de movis, leueaa t-
dros.
Pelo agente Silveira, s 19 1/2 horas, i ruases I
Marcilio Das, da fabrica de cigarros sssssassssslsl
Camponeza.
Amanhi :
Pelo agente Pinto, e 11 horas, na ra a Uojt
n. 31, de bous e variados movis ; s 2 norato da "
tarde, de2 vaccas, 1 beaerra tourina, caitseb
manso.
Pelo agente Gusmo, s 11 hora, rom de
Mrquez de Olinda n. 19, de move: e fnarifs
Sezta-feira :
Peo agente 'tnto, s 11 horas, oa roa doBszas
Jess n. 43, de fazendas a variadas.
Pelo agente Silveira, s 10 1/2 bem 3, na va* Ib '
Alegra n. 40, de movis, lougas, vidroee ca-
iro/.
Miaaasi fnebre.Serlo celebradaer.
Hoje :
A's 8 1/2 horas, na ordem 3 de 8. Fraaesseot,
pela alma de Atice Me leiros Fiuza.
A's 8 horas, na ordem terceira de S. FraassRst
pela alma de D. Aliee de Medeiros Piusa.
Quinta-feira :
A's 9 h iras, na capella do engenho Gi^o mu
Iscada, pela alma do coronel Frnneicco MaSs
Wanderley; s 8 horas, na ord em 3* de S. Fsos-
cisco pels de D. Maria Pastora Parias oV Coaaa
Sexta-feira :
A's 8 horas, na ordem terceira de S. Fraaesasap
pela alma de D. Maria Pastora Parias da CasASk ;
s 7 1/2 na matriz de Santo Antonio; s S
na capella do engenho Giqu, e de Nossa
ra da Penha de Goyanna p-la alosa do
Francisco Maooel Wand2rley : s S bsoasv ssa
matriz de Santo-Antonio, pela de D. Bsiaai
de Senna Leinos; s 7 horas, na igreja do
pela de Ernesto Soares de Azevedo.
PssielrosChegados dos porto a asrl
no vapor nacional Jaqytariht 1
Arri Pedro, sua subora e 3 filhos e Joo ai-
gusto Ribeiro da Silva.
Chegades da mesma' proeedenia ac rapp
francez Vitte de Pernambuco:
Manoel Pedro dos Santos.
Caca de BrlencoMovintento dea ya
ooi do dia 17 de Clutubro :
Existiam presos 287, entraram 1% sacaa $
existem 289.
A saber :
Nacionaes, 261, mulheres 6, estrangeiree %*-
era vos sentenciados 4, procesiado 1, ditoo deauzr-
/ecclo 9.Total 289.
Arraooados 251, sendo : boas 243 dueata S
Total 251.
Moimento da enfermara : _
Tiveramalta :
Antonio, escravo de Nicanor Baadctra.
Manoel Nunes de Souza.
Tveram baixa:
Avelino Jos Jeronymo.
Manoel Antonio Machado.
Romana, escrava de Jlo Francisco G- d Ar-
roda.
Lotera da provinciaQuinta-fieissv.SB
do corrente, ao meio dia, so extrahir a B.'jar*f
pa 1.* lotera em beneficio da Santa Caaa da
Misericordia do Recite, pelo novo piase mfgtn>-
vado.
No consistorio da igreja de Nessa Seahoora da
Conceigo dos Militares sera teita a catsaa^fie
pelo systema da machina Fichr.
LoteraA >' parto da 1* lotera da pisjyoiui
cia, em beneficio da Santa Casa de Miarnost^m
do Recite, pelo novo plano, cujo premio gra*s)r4c
100:000/001;ser extrahida am.nb X datsswssa
te, princif ando a extraegao ao meio dia
Os bilhetes acham-se venda na Caz* da, Sfc>-
tuna, ra Primero de Margo n: 23.
Lotera a ReA- 4 parte da Mssa
n. 366, do novo plano, do premio de lOO&OOfSSt^
jar extrahida no da .. de Outnbru.
Os btlheses aehain se venda na Casa dafW-
tuaa ra Primero de Margo.
Tambem acham-se venda as piafa da Immt-
pendencia ns 31 e 39.
Iiocerla Kxtraordiarla fa Vaarsaav-
! 4." e ultimo serteio das 4, c & ssosae
desta importante lotera, cujo uHKir p#etai ? de
150:000*000, ser extrahida no dia 30 i* Vturm-
bro.
AehasB se expostos venda os restnsiaa>^
re na Casa da Fortuna ra Pnwewo da> Maveti
n. 23.
Tambem acham-se venda na ptn* de fsnft
pendencia ns. 37 e 39.
Lotera dn cdrieA 3 pirtc d*li2C0*iif-
teria da eoite, cujo |ieuiu, grande da
ser extrahida no da 22 Os bilbetfB aeham-s-i i venda a Sasi fia
tuna rua l'rimeiro de M.irgo u
Tambem aoham-so vreoda v psoifloV,
pendencia os. 3! e 39.




-


f


Diario de Pernambueo---Quarta-fcira 20 de Outubro de 136
i

Maiadouro PublicoForam abatidas no
Matadouro da Cabanga 71 rezea para o consumo
do dia 20 de Outobro.
Sendo: 56 rezc- jiertenceutaa Ohveira Castra,
t C., e 15 a divei-aua.
Mercado Municipal de Soa-0
movimento deste Mercado uo dia 19 do corrate
oi o segainte:
Entrara;.! :
29 bois pesando 4,561 kilos.
361 kilos de peixe a 20 ris 7*220
181 cargas de farinha a 200 ris 364200
30 ditas de fructaa diversas a 300 rs. 94000
5 taboleiros a 200 ris 1*000
11 Suino*a200ri 2*2 JO
Foram occupado* :
24 12 columnas a 600 ris 14*700
22 compartimentos de farinba a
500 ris. 11*000
23 ditos de comida a 500 ris 11*500
71 ditos de legumes a 400 ris 28*40'>
16 ditos de saino a 700 ris 11*2 rf>
12 ditos de tressuras a 600 ris 7*200
10 talaos a 2* 20*000
A Oliveira Castro & C.:
54 talhos a 1* ris 54*000
2 tainos n 500 ris 1*000
Deve ter sido arrecadada neste da
a quantia de
Sendiraento dos dias 1 a 18 de Outu-
bro
214*620
3:745*800
3:960*420
,
Po arrecadado liquido at boje
Precos do dia :
Carne verde a 320 e 480 ris o kilo.
Carneiro de 720 a 800 ris dem.
Snnoi a 560 e 640 ris idem.
Farinba de 240 a 320 ris a cuia.
Milho de 300 a 360 ris idem.
Feijo de 560 a 640 idem.
Cemiterio publico.Obituario do dia 16
ie Outubro :
Ernesto Soares de Asevedo, Pcrnambuco, 40
annoa, casado, Santo Antonio ; lesSo cardiaca.
Antonio Jos do Reg Souza, Portugal, 49 an-
noa, sofrer -.i. Bia-Vista ; broncbte.
Mara Magdalena da Couceicio, P rnambuco, 30
annos, casada, Boa-Vista ; tubrculos pulmona-
res.
Jos Francisco Goncalves Our-n, Pernambnco,
70 annos, casado, (iraca ; cachexia palustra.
Paulina, Pernambueo, 2 1/2 annos, S. Joi ; tu-
brculos pulmonares.
F 17
Bernardina de Senna Lemos, Pernambnco, 65
annos, viuva, Poco ; cachxia senil.
Manoel, Pernambico, 10 meses,Graca; eonvul-
aoes.
Bernardo Peixoto da Costa, frica, 70 annos,
olteiro, S. Jos ; ascite.
Mara i'rancisca da Paz, Pernambnco, 40 annos,
viuva, Boa-Vista ; diarrha.
Tranquilino Pereira da Silva, Cear, 26 anuos,
solteiro. Bou-Vista; tubrculos pulmonares.
Jos Antonio de Deas, Pernambueo, 18 annos,
olteiro, S. Jos ; apopleja fulminante.
Joaqaim Ferreira Vianna, Cear, 25 annos, sol-
teiro, S. Jos; padecimentos inveterados.
Joann., Pernambnco, 50 annos, solteira, Var-
-ea; lesivo cardiaca.
Arthur, Peraambuco, 2 horas, S. -os; es-
pasmo.
CHROMCA JBDICABT"
Tribunal da Relaco
SESSAO ORDINARIA EM 19 DE OUTUBRO
DE 1886
PRESIDENCIA DO EXM. SR. COSS15LHEIKO
QI5TISO DE MIRANDA
Secretario interino Dr. Alberto Coelho
A's horas do costme, presentes os Sre. desem-
bargadores em nume -o legal, foi aborta a seaslo,
depois de lida e approvada a acta da antecedente.
Distribuidos e passados os fettos deram-se os
eguiutes
JLQAMESTOS
Habeas corpas
Paciente .
Ignacio Alves da CinluMandn se ouvir o
Or.juia de direito do 2 districti criminal.
^etj Recursos eleitorae*
Da Alag* GrandeSecorrenttf Milino Pauli-
o Correia de Birros, recorrido o juizo. Relator
o Sr. desembargador Monteiro de Andrade.
Deu-se provimento em parte, com relacio a elei-
;ao de vercalores, e no todo com relami a elei-
;ao de juiaes de pas, unnimemente.
De Cmara gibeR-cor tente o juico, recorrido
Pedro Cuas a u da Silva. Relator o Sr. desem-
ba.gador Pires Goocalvea. Dau-se provimento,
unnimemente, parase annullar a valiacio.
De IguarassRecorreote Amaro de Souza
Costa, recorrido o juizo Relator o Sr. deaem
bargador Alves Ribeiro. Deu-se provimento,
unnimemente, para se anoullar o proceaso.
Recurso crime
De Campia GraadeRecorrente o juiso, re-
corrida Antonia Mara Minervina. Relator o Sr.
deaembargador Alves Ribeiro. Adjuntos os Srs.
desembargadores Mo iteiro de Andrade e Buar-
que Lima.Negou-s provimento, unnimemente.
Aggravos de peticao
Do ReciteAggravante Francisco de Paula
Pinto, aggravados Pereira Ferreira & C Rela-
tar o Sr. desembargad'* Toscano Barreto. Ad
untos os Srs. d-sembargadorea Oliveira Macis I
Pires Goncalves.Negou se provimento, un-
nimemente.
Do Recife Aggravantea Gnstavo Leziazeno
Fnrtado de Mondonga e outros, aggravado o juizo.
Relator o Sr. deaembargador Oliveira Maciel.
Adjuntos os Srs. desembargadores Toacaoo Bar-
reto e Alves Ribeiro. Negou se provimento,
contra o voto do Sr. deaembargador Alves Ri -
beiro.
Do BeciCeAggravantea Francisco Antonio de
o juizo, appellado
o iuizo, appellado
Flix Antonio,
COMERCIO
Bolsa cominerclal
buco
de Periaam
RECIFE, 19 DE OUTUBRO OE 18&*
As tres horas da Urde
CotaeSet oficete*
AccSes da companhia de ed i fieicio, do valor de
100* a 95* cada urna.
Na hora da boba
Vendei am-se :
10 accoes da companhia de eJificacao.
O presidente,
Pedro Jos Pinto.
Pelo secretario,
Angosto P. de Lemos,
SENDIMENTOS PBLICOS
Mes de O-itubro de 1886
gazna aaaai-
De la 18
(dea d.'9
ALFANDEGA
633:812*794
46:995*184
&aau>a raovuiciai.
De la 18
Idem de 19
73.194*007
5:352*770
680:807*978
78:5461777
Tela!
RacnaaDonuD 1 a 18
Uiem uo 19
759:354*756
34:7654660
6:457*913
CoanitiLaDO Paornicut.
dem du 19
De 1 a 18
41:222*913
18:827*700
63,820
Kaoira d*uysu "'e 1 a 18
dem i 19
18:891*520
11:265*990
371*085
11:637*075
DESPACHOS DE IMPORTAgO
Vapor nacional Ja uaribe entrado da Baha e
Oliveira e outros, aggravado* Henry Forster &
C. Relator o Sr. deaembargador Pires Ferreira.
Adjuutos os Srs. desembargadores Monteiro de
Andrade e Boarque Lima.Negou-se provimento,
unnimemente.
Aggravos de instrumento
De PalmaresAggravante Joaquim Justino de
Almeida, aggravado Dr. Antonio dos Santos Si-
queira Cavalcanti. Relator o Sr. deaembarga-
dor Pires Goncaves. Adjuntos os Srs. conselhei
ro Araujo Jorge e dse i.bargador Pires Ferreua.
Deu-se provimento, uuanimemente.
De TraipAggravante major Miguel Nunos
da Silva, aggravado major Leandro Ribeiro Gon-
calves. Relator o Sr. consrlheiro Araujo Jorge.
Adjuntos os Srs. desembargadores Monteiro de
Andrade e l'ires Goncalves.Negou-ie provimen
to, unnimemente.
Prorogaco de inventario
Inventariarte Antonio Pedro Goncalves.Con-
eeleu-se o prazo pedido.
Procederam-se aa diligencias para ojulgamen-
to do juii de direito Antonio Euclides da Silveira.
PA8SAGEN8
O Sr. conselheiro Araujo Jorge, como procura
dor da corda e promotor da justica, deu parecer
nos seguintes feitos :
Appellacoes enmes
De Alaga do Monteiro Appellante o juico,
appellado Manoel Cerino Ferreira da Metta.
De SerinbiemAppellante o juizo, appellado
Pedro Celestino.
Da Parahyba Appellante
Manoel Paulina da Silva.
De CorrentesAppellante
Francisco Bras Romeiro.
Da EseadaAppellante Pedro
appellada a justica.
De PalmaresAppellante Izidoro Marques da
Silva, appellada a justica.
De CorrentesAppellante Miguel Rufino Te i
xera, appellada a justica.
De Cimbres Appellant Antonio Miguel da
Silva, appellada a ju.tica.
O Sr. deaembargador Oliveira Maciel apresen-
tou a mesa para providenciar a
Appellaco crime
Da Victoria Appellante o juizo, appellado*
Jos Francisco Pelrosa de Carvalbo, Antonio
Cabral de Oliveira e a justica, reo condemnade
Amaro da Costa Soares.
Do Sr. deaembargador Pires Ferreira ao Sr.
deaembargador Monteiro de Andr*de :
Appellacoes crimes
De AnadiaAppellantes o juizo e Joaqutm Jo
s de Sant'Anna, appellada a justica.
De Bom Jardim Appellante Jos Joaquim
Correia, appellada a justica.
De Bananeira*Appellante o juizo appellado
Joao Antonio do Naacimento.
Appellaco civel
Do RecifeAppellante Vctor Moreira Lo je,
appellado Manoel Albino de Amorim.
Da Sr. deaembargador Monteiro de Andrade ao
Sr. deaembargador Pires Goncalves :
AppellacdVs crimes
Do Plane Appellante o juizo, appellado Joio
Cassiano da Silva.
De Palmares Appellante o juizo, appellado
Jos Barbosa de Lima.
Do Sr. deaembargador Toscano Barreto ao Sr.
deaembargador Oliveira Maciel :
Appellacoes civeis
Do ReciteAppelianres Sulzer & Coeklin, ap-
pellado Miguel Jos Alves.
Do Recf--Appallantn-Heurique Ferreira Pon-
tes, appellado Man. el Elias de Moura.
DILIGENCIAS
Com vista ao Sr. conselheiro promotor da jas-
tica :
Appellacoes crimes
Do BuiqneAppeilante Antonio Jos Ferreira,
appellada a justica.
Do LimoeiroAppellante o juizo, appellado
Antonio Goncalves Freirc.
Ordenon-se diligencias no seguinte feito
Appellaco crime
De GaranhausAppellante o juizo, appellado
Jos Paulino da Silva e ootro.
DISTRIBCICUES
Recurso eleitoral
Ao Sr. conselheiro Freitas Henriques :
De S. BcntoR-correute Francisco de Olivei-
ra Valenca, recorrido o juiso.
Recursos crimes
Ao Sr. deaembargador Buarque Lima :
De Palmares Recrrante o juizo, recorr']
Vital Jos de Lima.
Ao Sr. deaernbtigador Toscano Barreto :
De PalmaresFecorrente o juizo, recorrido Jo-
s Raymundo de Sonsa.
Ao Sr. desembargador Oliveira Maciel :
De CimbresRecurrente o juizo, recorridos
Marcos de Souza Ferras e Antonio de Souza Per-
ras.
Ao Sr. desembargador Pires Ferreira :
De GrvalaReorrente o juizo, recorrido An-
tonio Paz da Suva Lindozo.
Aggravos de peticao
De IguarassAggravante Vicente Antonio
Novelino, agpravado Vicente Ferreira do Naaci-
mento.
Ao Sr. desembargador Pires Goncalves :
De IguaraasAggravante Vicente Ferreira
de Albi queruue Naacimento, aggravado Vicente
Antonio Novelino.
Aggravo de instrumento
Ao Sr. desembargador Buarque Lima :
Da VictoriaAggravantea Andrade Lopes &
, aggravado a viuva e herdeiroe de Manoel Go-
mes Silverio.
Appellacoes crimes
Ao Sr. desembargador Oliveira Maciel :
De Pao d'AlboAppellante Fraucisco Antonio
Gomes, appellada a justica.
Ao Sr. desembargador Pire* Ferreira :
De Garanbuns Appellante o juizo, appellado
Juliao Ferreir i do* Santo*.
Encerron- ae a sessio as 2 horas da tarde.
PUBLICICOES A PEDIDO
c.i
escalas, no da 19 do correte e consignado
Compalibia Pernambacana, manitestou :
Afsacar 166 saceos.
Algod&o 400 saceos.
Coaros seeco* salgados 995.
Calcado 4 volumes.
Colla 4 saceos.
Chapis 2 caixoes.
Fio de algodo 150 saceos.
L2 barriguda 33 fardos.
Maseas alimenticia* 210 caxa*.
Panno de algodio 105 fardos.
Piaasava 100 molhos ordem.
DESPACHOS DE EXPORTADO
Em 18 de Outobro de 188S
>
Para o exterior
Na barca ingleta Brinkburn, carregou :
Para Hallitax, M. J. da Rucha 1,00J saceos com
75,000 kilos de assucar mascavado.
iin bar a noruegueuse Loospriiig, car rega-
rais :
Para N. w-York, J. 8. Layo & Filho 630 saceos
com 47,250 kilos de assucar mascavado.
No lugar inglez Matcoltt, carregaram :
Para New-York, Julio & Irmio 2,000 'saceoj
com 150,000 kilos de assucar mascavado.
No patacho americano Atalanta, carrega-
ram :
Para New-York, F. Cascao t Filbo 1,530 sac-
eos com 112,500 kilos de assucar mascavado.
No vapor franeez Ville de Pernambueo, car-
regou :
Para o Havre, A. Labille 66 caceas com 5,165
kilos de algodo.
Na vapor allemao Rosario, carregaram :
Para Hamburgo, Borstelmano c C 263 fardos
com 51,940 kilos de algodio ; P. Stuhlmann 537
coaros salgados com 6,444 kilos.
No patacho por.uguez Commercio, carrega
ram :
Para Lisboa, C. de Faiia Tavares 10 prancboes
amare! lo ; Martina CapitSo & C. 6 barris con
248 litros de agurdente.
Para o Interior
No lugar nacional 7"o;re, carregou :
Para o Rio Graade do Sui, J. M. Di-a 1,500
volumes com 122,364 kilos de assucar brsnco t
200 ditos com 18,932 ditos do dito mase ivado.
No lugar nacional Marinho 7*, earrega-
ran: :
Para o Rio Grande do Su!, E. Barb sa 250
saceos com 18,750 kilos de assucar branco e 50
ditos com 3,750 ditos de dito maseavado ; T. d>'
A. Souza 250 saceos com 18,750 kilos de assucar
branco.
No vapor austraco B. Kemny, carre
Para 8antos, C. Burle 450 saceos ebm '.
kilos de assucar branco e 150 ditos c-ir.
ditos de dito mascavado.
O Sr. fos Marianao
AbAIXO 0 IllPEBAOOa
Viva o Impbado I!
XI
Desde que comecei a propagar a candidatura
do homem tutaro a corda deata grande e gloriosa
naca/, mais que tudo pela plena conquista do po-
sitivismo, por cuja livre idea elle ganhou a dedi-
cacio ao menos dos principaes dos sena, desde que
elle, na explundarosa assembla popular, expouta-
neamente congregada no Rio de Janeiro para um
protesto de indignae&o, por sua expulsa, com
efieito Ilegal e injusta, da cmara dos depntados;
desde qup ah, elle, o dito nosso futuro, de u-
liguacao tomado mais que todos, votou com urna
palavra fulminante a queda, a desgraca, a expul-
sSo da familia bragautiua orleans, prumettendo,
substituil-a por um rei que mi viesie da Europa,
mas que fosse de luuca de casa, isto da trra,
que fra da bragantina-orleans, s podia ser
grossa ; estando esta fulminada por aquella
palavra que brutava de seu cerebro, como os
de Jpiter, de modo que os poetas o pintam, e no
calor da maior indignitcao ; e por aquella bocea
horrivelmente aberta em circulo, como a crtera
de oiedoubo vulcJo, vomitou extensas e fumegantes
lavaa ; desde ento, digo eu, tenho-me visto em-
barazado, nSo acertando como devo proclamar o
homem, se Imp rador ou rei.
Porque razio, porm, este embaraco ?
Vou disel -c.
Por um lado vemos todos que, quando o nosso
futuro falla no soberano do Brasil, ou alinda ao
Eresente, ou ao futuro que lhe ha de succeder do
aque, s lhe chamarei.
Por outro lado, porm, sabemos tambam que
Imperadordesigna poder mais vasto, mais ex-
tensos dominios, como os da Ruasia, da Allema-
nha, do proprio Brasil; que todos tem imitado o
antigo vastiasimo imperio dos romanos.
Acbei finalmente um meio, e o achei por acaso,
como ao todos os maiores acbados, ou pelo menos
por associacao do ideas; um meio sub me de
aahir do emb-.raco, e pens que nao s o futuro,
como todos os povos o applauiiro com o mior cu-
thnsiasmoa feus, venturosa dea : Foi de pr-
clainal-oImperador e rei.
Foi a idea de dever ser eu o Bismarck do nosso
futuro, cbanceller do Brasileo-imperio que me
lembrou Guilherme, Imperador e roi; ri da Prus-
sia, Imperador da Allemanba.
Assim ficar o nosso futuro rei de Pernambueo,
sua chara trra, onde ha muito tempo ji domina
tanto, e Imperador do Brasil, cujos positivos povos
tanto bem lhe querem.
Assim ser o Bral de todos os brasileiros, e
Pernambueo s para os que nasceram nclle.
Entilo, passando a la p-lo sol, naodirao mais
os bahiauos que a Babia dos babiaaos e e Brasil
dos brasileiros ; isto c ser para nos que ento
diremos : Pernambueo dos pernambucanos, o
Brasil dos brasileiros.
Adeue, bahiano o teu bairrismo vai finar-se
com a prxima aurora do nosso reinismo, do nosso
reino du Pernambueo, enera vado neste imperio oVi
Brasil, de que vai ser o rei, o nosso Jos, louca de
casa ou grossa ou D. Jos o grosss ; edelleeu
sere o cbanceller ou Birmarck, quer os zoilos se
uiordarn h je. nao podendo morder-me, quer me
adorem eut4o !
Arra! pifios.' voces se riram de mim, me pa-
tearam na porta do Santa Isabel, quero dizer, do
theatro Isabel, poi tolicj no reinado do positi-
vismo, pronunciar-se linda onome san'o ou santa;
vot* me patearan no prtico do Isabel, para
adular o nosso futuro rei. que l os levou com este
proposito, depois de tratar commigo c >usa diversa
para o que fra minha casa pedr-me para safar-se
muito bein com urnas applicaces que combinamos
de urna alhada em que se meter commigo sobre
econ>m* poltica em precedente meeting, no que
o nosso futuro alias ponco forte.
Elle ri'c-iou todava de minha lealdade, quando
eu era alus seu sincero amigo, pois anda nao es
tava convertido ao sublime i ositivismo, anda era
idiota, acreditando pamente em Deus e ua vi:-
Sindade da Santrssima >le de Deus, do Christo,
'eus filbo do seu eterno pai ; ainda nao era posi-
tivista, porm amante e teniente a Deu*, pois no
reiuado de Deus, onde s podia dar-re o puro
amor, este nao pudendo existir sem o temor nesse
tempo em qu*, eu era ta> idiota, que da mais
pura eonviecolo e com a mais reverente piedade
acotnpaunava abrumas pro.-isajs do toleirao de-
,'li.isto, o tal martyr^do Golgota, que sacrificou-se
com a simple* pretencao de salvar a bumauidade
do cajitiveiro da trra e da desgruca eterna da tal
vida futura.
N'essa descanfianca de mim o nosso futuro leve
medo de uo se safar bem da tal alhada econmi-
ca em que se rnettra, e l levou a sua gente,
esies pifi6 que sua dispoaieio me patearam,
porque fui dizer cousaa em bem da patria, esta
palavra que, sjb o positivismo, abstracta, s os
idiotas aiuda a pronuncian) seriamente.
Agora esto furiosos, p irqae rae vsm quanto
cammbo t-nho feito para chegar mtior grande-
za d'este imperio e d'este reino com esta propa-
ganda em favor da real e imperial candidatura de
nosso futuro.
A uviiir raiva d'ellef nao e de inveja, como
de lembrur-se que com certeza hei de ebegar
a chanceller e mtis que alter tgodo nosso fu-
turo, como o de Guilherme, e que elles nio terilo
remedio senao irurvar a servir, e entregar o pes-
ci(,-o ao nieu jugo.
Distaream < ste real motivo d'esta raiva, fiugin
do suppir que en estou zimbando do grande ho-
mem que com urna palavra fu I mi non a preaeute
dyuastia, e que d'isto o seu odio contra mim ;
mas como anda no positivismo sao idiotas estes
uirbantes Nao se lembram que, su|ipondo que
eu ridiculariso o nosso homem, sao elles que o re
baixam ? Nao se lerrbram que uo grande homem,
que 6 necessariamente um homem serio, nao se
d nunca ao ridiculo, e portento nunca pode ser
ridicularisado ; e todo aqnelle qae o tentsse, o
que sahiria cooerto do ridiculo ?
Mordam-se, pois, birbantes, que a raiva nio os
deixa mais rir de mim, como quando, sendo idiota,
christio oatholico, embora nao jesuta, pretend
ser deputado de Iluminados positivistas. Foram
voces meamos que com estas e outras me conver
teram ao sublime positivismo e agora bao de rae
ver mais que deputado, hio de me ver chanceller
d'este imperio e d'este reino quando o homem fu-
turo puzer na torneada cabera, que j aguentou
sem tremer a outra de pao, a dupla eora do pre-
cioso metal, o metal nosso deus do positivismo,
rutilante pelo brilho das mais finas pedras.
Nio a primeira vez que os pifios lazarooi se
eofurecem contra mim.
Quando levantaram aqnelle furioso abolicionis
mo, para que os escravos fossein et, um s dia
todos libertados e sem o menor pagamento de seus
senhores, quando fizeram todos os senhores de
escravo. d'esta provincia preza do maior terror,
eu levantei-me qual Jpiter tante, fulminemos,
fil- os morder a trra as vascas da morte, esraa-
guei-os j cadveres.
Arra, agora estou livre do deus, ostentando sera
mais rebuco algum o meu orgulbo. Viera o gran;
de Tobas, qus endeosou este alto seotimento, e
ridicularisoa a modestia, com todas as legras da
moral que prendere os tolos como o circulo de car-
vo prende o pe !
O qae me levara a levantar assim contra os
birbantes era a pena qae me caasavam os senho-
res de escravos, todos protestando que nao
se opp'iiih un liberdade d elles em curto prazo e
por grandes parcellas e com pequea indemniza-
c2o. Mas quando esses monUros viram-se livres
dos birbantes, todos fulminados, levantaram-se
insolentes, e mo quizeram mais a libertacio, nem
em prazo alguin nem com indemnzalo, a maior
qae fosse, e levantaram-ss contra mim, qu-i os
salve de urna insnrreicSo eminente.
Enrolo conheci eu que aquelles verdu/os s ce-
diam ao terror, e vim resurgir do p aquelles ca-
dveres que nio sabiram mais com aquella pri-
meira furia, nnica que poderia anda abater os
indmitos senhores.
Mas os pifios, que aceitaram a minha mi, nan-
ea me perdoaram, e os emperdenidos coraces dos
senhores de escravos, que tantos abramos me dei sm,
deade entilo me odiaram.
A resposta, a maoitestacio de todos estes odios
foi a mais estroodosa pateada no tbeatro de Sant,
quero dizer, na theatro Isabel, quando se festejava
com a pompa mais solemne a libertacio do Cear,
eeu fui metter-me a dizer tambera a minha Ida.
Vasaram aquella odio naquella espaneio de riso,
e fiquei-lbe* indifierentc seniodesprezivel. Agora
voltam todos os odios com mais furia, e tanto
maior quanto sio elles oriunda* da inveja e do te-
mor, porque j estio rae vendo chanceller do im-
perador re Jos louca grossa.
Mordam-se, pois, pifios, que eu vou sempre meu
cammbo certeiro proclamando :
Viva o imperador rei Jos I!
Viva o glorioso fundador da gloriosa dyndstia
da louca de casa!
E viva e reviva, que assim possa dizer aos cojos
como Padre Campos diase da deputacio a outros
parodiando o poeta :
Zoilos, estremecei, rugi, tremei!
i.hancellara s minha!
Recite, 16 de Outubro d 1886.
Affonso de Albuquerque Mello
S. P. Nio dispensemos, como uo da vez pas-
sada, o novo corio, qne por onde se ostenta toda
a grandeza do novo propheta imperador rei:
As digestes d'ffieeis acompanham miudo a
pallidez co rosto, a decolora ^io dos labios, as pal-
pitaces, a saff ocacio, manifestaces derivadas da
mesma causa: o omppbrecimento do sangue ex-
hausto do ferro seu principio essencial.
De todos os ferruginosos o mais racional, o que
representa cora maior exactidio a composicia do
glbulo sanguneo o Ferro de Leras preparado
em estado soluvel e assimilavel, preferivel s pi -
lulas, grageas e pos constantemente irritantes e
de ataorpcio davidosa oa dimcil.
112
A irvore da Saade -Com a mesma cer-
teza com que o veneno do upas da Batavia mata,
o balsmico sueco d'uma arvore do Mxico, chama-
da Anacahoita cura. O muito afamado Peitoral
de Anacahuita, composto e elaboradamente pre-
parado tior este maravilboso especifico vegetal.
Nenhuma toase, catarrho, oa enfermidade dos
bronebijs podem resist: a aua suave e benfica in-
fluencia. Fortalece de tal modo os ergios da res-
pirado qae em poucas horas desopparece a inflara-
maca", que impedia sua acci~> salutar. O all vio
infallivel e inmediato. A irritacio e nflamma-
clo dos pulmes, que j principiavam a apreseutar
urna certa tendencia a ulceracio se abate e modi-
fica para desde logo ; e sua operacio maravilhosa
os cura e Ibes restitue o seu vigor o elasticidade
primitiva.
Na sua delicada e elaborada composicio nio
entra Acido Prussico, Antimonio, nem uenhurn dos
agentes deletreos que de ordiuario se encontrara
nesses xaiopes e peitoraes fettos de fructas e que
quasi sempre produzem tio fataes e fouestas cou-
seqoencias.
Como gahanti* contra a falsificaQoes, obsrve-
se bem que os nomes de Lanman s Kemp venbam
estampados em lettras transparentes no papel
do livrinho que serve de envoltorio cada gar-
rafa.
Acha-se venda em todas aa boticas e tojas de
perfumaras
Agentes em Pernambueo, Henry Foster & C,
ra do Commercio n. 9.
Os mos humores que afeiara o semblante, as hu-
mlhantes erupcoe?, as comiebes e irrtaces, cu-
taneaa, a eczem, a psoriasis, os humores infantis
ou de nascencas, e toda a claase da molestias cu-
tneas inclaindo as escamosas, escabiosas, pustu-
losas, todas as infecees hereditaria do sangue,
pelle ou do couro cabelludo com perda do cabello,
jositivamente curair--se rpida e radicalmente com
a X ropc de Vidik de Beuter n. o
gr^ude purificador do sangue, que liropa nteira-
rnente o systema de impurezas e elementos vene-
nosos e assim remove a causa do mal.
Carillatl<'
Bate Bate Ba'e, at que abram a porta.
Palavras do Nosso Bom Deus.
Sinto bastante acanhamento, todas as vcz"s
que me dirijo a v ; e isto por nio V03 poder
probar o justo motivo de raiohas suppliras.
Ah Si eu poadsse accommodar em um cesto
ou bandeja as mil e tantas orpiisnhas abrigadas
oos 18 reeolbiineutos de caridade, eu vos apresen-
tria ellas de porta em porta, para vos examtmir-
des a maneira coui que luctam com as amarguras
da pobreza e da mn-eria. Rje-io at, que v >s
fana urna tal impressao e compuncto que me ai-
riscava a "ollar de Urde para o convento onde
me agazalhi. com urna carr.ca carrejada de es
molas, soffrBado talvez muito o boi que a arras-
at a portara io mesmo convento.
mucosa das vias respiratorias, curando ou
alliviando ruuitas molestias destas mesmas
vias, o que prova cabalmente a sua creBcen-
t<> proenra e aceitacSo, que anda nao te ve
producto algum offi -inal nesta provincia.
O referido verdade, o que afirmo em
f do meu grao.
Pelotas, 28 de Fevereiro de 1884. Dr-
Octaclio A Cmara.
nicos agentes e depsitos geraes em
Pernambueo
FRANCISCO MANOLL DA SILUA & C.
Ra Mrquez de Ollnda n. 23
Mmliinfa de collegio
O professor particular Julio Soares de Azevc
do, participa ao respeitavel publico em geral, que
muilou o sea Collegio Emuiaco da roa da matriz
da Boa Vista, para a roa Velha n. 36.
Contina a receber alumnos, internos, externos
e meu-pensionistas, pelo que espera merecer a
mesma proteecio do distincto povo pernarabucan?,
e em geral de todos os filhos do imperio da Santa
Cruz.
Ra Velha n. 36
Julio aoare* de /kzevedo
DECL1RAGES
i: lirada
O orador foi interpellado, no meetinq anterior, i tesse at a portara
por um ami-o, porque nao se declarava pela re- Ah Que gloria para ra.oi, o fel.c.dade para
publica I vos se o sempre chorado padre-raestre Ibiapina
. E' porque mais amante da repblica do que I instituidor d\.quelles recudimentos podes.e appa-
esse amigo | e porque, como dsse ao seu iliastre *cer no meio de vos a pedir o que eu vos peco,
companheiru Jos do Patrocinio, -deve.s querer a Ahi esUo a* prov.s desde as serra* di Baha at
repblica e nao republicanos; ooiador, liberal I as portea do Maraubao para a,ttestarem os eaerl-
corao concorre mais para a propagaco das I 5cios, amarguras, suores, trabalhos, tribulacoes e
contrariedades que padece para poder desvial-as
do cammbo da perdicio, e prepralas com tolas
as prendas que Heve saber urna mai de familia
na scciedade, para assim poder-rn ser uteis a si,
familia, patria e ao co ; assim tamb-m outros
mu tos beuefiVios plantados por elle era sua paa-
sagem, como por exemplo : raatrizes, capellas, ce-
miterios, estradaa e acude?, e ai interoatjs de
meninos de que nunca vos falle, e que agora me
escupa d* penna. Permitti, irmiise irmaes,
que eu aqu .exclame abysinado, e diga : Oh
anjo de humildade Oh anjo de pureza Oh anjo
de alegra Oh anjo de bondade e de earidals
oceulto em urna bat na velha epreta Or le,
todos vos que lerdes, ou ouvir les ter estes lettraa,
, qne eu rae reputara o, mais telis dos filh .s de
o que honrem, por estar ntrela- Ad8o si anda lhe podesse oe.jar oa ps ao menos
renta familia do. Orleans. (Ap- uraa vez neste desterro onde vivemos amargando
peccados e por causa delles derramand prantos.
Contiouae, s- quizerles, a mandar voasos dona-
tivos nos seguintrs pontos : escriptorios do Dia-
rio de Pernambueo e Jornal do Recife, e na casa
commrrcial dos Srs. Brar Oomes C-, ra
do Mrquez de Olinda n 50 e na Boa-Vista ao
Revd. Sr. Vigario Augusto e em Olinda ao Revd.
Sr. Conego Dr. Maia.
Deu e Mara Sintissima a todos recompen-
sario.
Recife, 16 de Outubro de 1886 .
lrmao Ignacio.
idaa democrticas, afim de habilitar o povo a as
sumir a direc^io de si mesmo, do que os idelogos
que s pregara a repnblica, como i lea abstracta,
quando se devem lembrar de que i predio antes
de tudo destruir as inttilutcoe anachronicas e moraes que serven de ponto de apoio ao despotis-
mo constitucional, de que a farca do Ypirauga in-
wstio a bastarda da casa de Braganca.
O orador nio tem as illusoes do seu Ilustre
amigo Joaquim Nabuco, que anida acredita poder
a m narchia no Brasil ser o ideal de um bom go-
verno.
Para que a raonarchia no Brasil podesse ser
ii.< diador plstico que seestabeleca entre aa lutes
leseiiccntradas dos partidos, era preciso que mu
dassoiDOS a familia de Braganca, que hoje ainda
maia perigosa d
cada coma a vareuu familia dos Orleans. (Ap
plausos repetidos).
<> Ora, quando tiutrmos de fazer casa subslitui-
cao que cada dia mais se nos impde, devemoa estar
preparados para nos servir com a louca de casa e
uio precisa importar do eatrangeiro rei para nos
governar. (Muito oem).
Milita o oradoi no partido liberar, porque o
mais apto para leoar a nacao ao governo que i o
ideal de todos os povos livres. E com essas ideas
peuaa o orador nio poder ser secutado de trahir a
causa da democracia, nem mesmo se algum dia
chegasse a ser ministro,<*ousa que alias nunca
ambieionou, pois nunca seria miuistro do rei, mas
da naci. (Muito bem). *
No vapor alleraio Pernambueo, carregaram :
Para Santos, Baltar Irruios & C. 60 saceos com'
3,000 kilos de assucar branco e 250 ditos com
15,000 ditos ae dito mascavado.
Para o Rio de Janeiro, M. F. da'Cunha 100
saceos c-.m 6,000 kilos de assucar mascavado ; C.
Burle 310 saceos com 18,600 kilos de assucar
mascavado ; R. Vaiente '00 saceos com 15,000
kilos de sement de car rapa to.
No vapor nacouul SI. de Caxias, carregou :
Paia Babia, M. Moraes 18 saccas com 9,093
kilos de algodio.
No vapor nacional Pirapama, carregaram :
Para Camossira, E C. Beltro de lrmao 4 bar
rica* c m 302 kilos de assucar branca.
Para n-urahu, Oliveira & C. 1 barrica c-m 110
kilos de at-sucar branco).
N hiate nacional Geriquity, carregaram :
Para o Natal, E. C. Beltro ot lrmao 5 barr-
a f .m V'i 1 Irtlf\a lia ooiiad* mnonotin /c
c .ra 251 kilos de assucar mascavado.
Ka barcaca Aurora 2*, carregaram
Para Macao, Oliveira & C. 3 barricas com 280
kilo* de assucar tefinado ; L O. da Silva & Pinto
100 saceos cora farinha de mandioca.
MOVIMENTO DO PORTO
Navios entrados no dia 19
Santos por escala18 dias, vapor franeez
Ville de Pernambueo, de 1,495 tonela-
das, commandante A. Chancro!, equipa-
g^m 36, carga varios gneros; a Au
gusto F. de Oliveira & C.
Bal.is por escala 10 dias, v. por nacional
Jaguaribe, de 43 toneladas, comman-
dante Antonio Mara Ferreira Baptista,
equipngoin 28, carga varios gneros;
Cotnpauhia Pernambacana.
X'ivio sahido no mesmo dia
MossorHiate Da-ional Aurora, mestre
Manoel D. da Silva, carga varios ge
Dcrot:
VAPORES ESPERADOS
jard de Buenos-Ayres hoje
tina ie* do sol smsnbi
doria do Havre smanhi
de New-Port Ncwa a 22
.!.'.<- do aul a 22
HrtU da Europa a 23
: do norte a 23
/. P da Europa a 24
do sul a 25
Orr. do sul a 27
Sr h. de Liverpool a 28
A"--. do sul 29
rortwntt de New-York a 2
O Dr. julz de di relio da coranr
ca d*> Bonito
Anda quando otTeodido, como fui no
Diar-o de Pernambueo de 17 do corrente
pelo Sr. vigario da freguezia do Bonito,
uSo discutirei com elle sobre negocios de
minha comarca.
A propria dignidad me o veda
Entre.anto, desde que se oaea atacar
minha repatagao, irei pedir sos tribunaes
a reparar2o que me devida, levando per-
ante elles quem me offnndeu.
Assim exige mea carcter e posiclo.
D jvo contar qae o meu offensor assama
a responsabilidade legal do seu acto, mes-
mo porque seria altamente censuravel que,
sob a de outrera, aquello orgao de publici-
dade admittisse tamaoha offensa contra um
magistrado, cujos precedentes o pSem a
coberto de aleivosias.
Qualquer que seja a minha indignadlo,
o que me caropre fazer por ors.
Recife, 19 de outubro de 1886.
Joaquim Moreira Lima.
As tres celebridades
O genio esteja aqu, all,
ou acola, sempre o genio,
admirado e applaudido.
Iodo ante hontem assistir o concert
dado em beneficio das notaveis violinistas,
Virginia Sinay e a eximia pianista Mathil-
de, com o valioso concurso de distincto vio-
lonista Joannea rfblff, recon8eui qae, as
dua9 distinctas irmas Sinay sSo real-
mente artistas de gonio. Fiquei ehetrisado,
Virginia e Matbiide, pode-se assim dizer,
sem medo de errar, sio duas artistas sem
rival,; ':om quo a/zilidade, gosto e senti-
mnnto extrahem notas sublimes, em summa,
So tres celebridades nunca vistas. Hoje
de Cerro do Recite ao S.
Franclaco
AVISO
Dindo-se o caso de, a titulo ie amostras para a
p.-i-.c.a do Commercio, serem tiradas grandes quan-
tidades de algunas mercad Tas, transportadas
por esta estrada, aperar das leclamacoes fetas
directamente contra esta pratica a alguna interes-
sados, a principiar desta data s se consentir ti-
rar amostras das mesmas mercaduras depois de
realisada a sua encrega aos respectivos destina-
tarios ou seus delegados, isto depois de recolh-
dos os coohecimencos, e isto em virtude do que
dispoe o art. 88 do regulamento em vigor nesta
estrada.
Cabo, 18 de Outubro de 1886.
WeUs Hood,
Superintendente.
Arsenal de Guerra
De ordrm do Illm. Sr. major director, distribue-
se costuras nos dias 18, 19 e 20 dj corrente mes
s costureiras de ns. 151 200, de conformidaie
com os annuncios anteriores.
Seccao de costuras do Arsenal de Guerra de
Pernambueo, 16 de Outubro de 1886.
Feliz Antonio de Alcntara,
Alteres adjunto
Veneravel irmandade de Nossa
Senhora do Tcr^o
De ordem da mesa regedera, convido aos nos-
eos carssimos iruiios para comparecerem em nos-
so consistorio, hoje, s 7 horas da noite, para re-
unidos em mesa coujuncta, como determina o art.
41 3- de nosso compromisao, tratar se de inte-
peasfl desta corporacio.
Secretaria da veneravrl irmandade de Nossa
Senhora do Terco. 20 de Outubro de 1886.
0 secretario,
Al landre dos Santos Selva.
Ha
irei aprecial-as.
Racife, 19 de Outubro
de 1886.
Olympio.
O* Srs. Armet de Lisie & O, succesaorea de
Polletier, o inventor do Sulphato de Quinina, pres-
taram verdadeiro ser vico sciencia medica intro-
dusindo na tberapeutica as sua Capsulas de Sul-
phato de Quinina de Pelletier.
Estas Capsulas, redondas e transparentes, qne
se dissolvem rpidamente no estomago e suppri-
mem o terrivel amargo da quinina, contem 10 cen
tigrammaB 'le sulphato cryetasado iem mistura
alguraa, nio se tornam dars como as pilulas e
Cunfeitos, de maneira qae a sua acr;ao e os seus
effetos, como ficoa provado no* bospitaes de Pa-
rs, nio se fasemjesperar'contra as febres intermi-
tentes, paludosas e perniciosas, a gotta, o rheuma-
tisrao, e molestias do figado e do bar.
Cada Capsnla leva impresso em tinta preta o
nomePelletier.
N 8. Na tsica pulmonar a potencis
da Emulsao Scott como remedio mara-
vilhosa. Restaura o sangue ao seu esta-
do normal. Sana as irjflararaac5es de gar-
ganta e dos pulmSes. Calma a tosse e a
rouquidao. D cor s faces o aumenta a
carne e as forcas.
Qii.itro Illnstres mdicos brasi-
leiros residentes na Impor
tanta eldade de Pelotas
Dr. Miguel Rodrigues Barceos, vice
presidente da provin ia, medico da Santa
Casa de Mtseri -ordia, condecorado pelos
governos da Allemanba, de Portugal e da
Italia.
Dr. Vicente Cypriano da Maia, medico
da Cmara Municipal, commissario vacci-
nador da mesma, eapitao cirurgiao-rar do
commando superior da guarda nacional do
municipio, delegado da sade publica, etc,
Dr. Serafim Jos Rodrigues de Araujo,
ex-raedico da Cmara Municipal, ex-dele
gado da sau'de qublioa, cavalleiro da im-
perial ordem da Rosa, etc.
Dr. Octaclio Aristides Cmara, medico
horaeopatha, cirurgiito honorario da arma-
da nacionol, etc.
Attesto que o xarope Peitora de
Cambar, preparado pelo Sr. Jos Alvares
de Souza Soares, estabelecido nesta cida
de, goza de propriedades emolientes e fa-
cilita a despectoracSo, e o considero como
am excellente meio para alliviar e curar a
tosse quando convenientemonte pres-
en pto.
O referido verdade e o affirmo sob f
de meu grao.
Pelotas, 27 de Fevereiro de 1884. Dr.
Miguel Ro Irigues Barcellos.
Attesto que o Peiloral de Cambar
do Sr. Jos Alvares de Souza Soares, pre-
parado de uraa arvore aromtica denomi-
nada -CAMBARA' que vegeta na Serra
dos Tapes, desta provincia, um excel
lente balsmico e expectorante, e como tal
o tenho expregado sempre com bom resul-
tado nos affecf&'es pulmonares.
O o referido verdade e o juro sob a f
de meu grao.
Pelotas, 28 de Fevereiro de 1884.
Dr. Vicente Cyprirno da Maia.
Attesto que o Peitoral de Cambar,
preparado pelo Sr. Jos Alvares de Souza
Soare, um excellente medicamento em-
pregado com muito bona resultados as
molestias broncho pulmonares.
E por ser verdade passei o presente que
nssigno em f de meu grao.
Pelotas, 38 do Fevereiro de 1884.
Dr. Serafim Jos Rodrigues de Araujo.
Attesto que o Peitoral de Cambar,
preparado pelo Sr. Jos Alvares de Souza
Soares, tem uraa accSo especial sobre a l
Via-sacra aa igreja Santa Cruz
A commiasao norneada pela mesa geral da mes-
ma confraria para tratarem da realaacio da con-
atrueeao de catacumbas no cemiterio publico de
Santo Amaro, tfndo conseguido da Illma. Cmara
Municipal a comprado terreno no mesmo cemiterio,
convida aos seobores artista* que queiram contra-
tar a factura da 10 pares de catacumbas para adul-
tos e os pares pequeos que forera possivel sobre
as in'-sma grandes de couform'dade com a planta
do Iliin. Sr. Dr. engenbeiro e regulamento do mes-
rao cemiterio, apretentarem as auas preposta* eor-
camentoe at o dia 24 do corrente, na ra da San-
ta Cruz n. 3.
Recife 18 de Outubro de 1886.___________^^
A cmara municipal da eidade de Olinda
e seu termo, em virtude da lei, faz constar a
quem convier e interersar possa, que em virtude
do dispos tonos arts. 75 e 76 da lei provincial n.
1515 de 4 de Agosto de 1880 (disposicio peraa-
nente) que uinguera poder abrir ou continuar a
ter aberta caa de negocio ou de outro qualquer
raiater, s ja qual fic a aua denominacao, sem pri-
meiro obter da mesma cmara o respectivo alvari
delceoc, o qual nao ser concedido sem qae o
impetruute prive ha ver pago os competentes im-
posto* nacime* e municipaes, para eujo^fim ae
acha designado o i.ra-o de 60 dias, a contar da
presante data, fiado esse praso, o* dono* ou admi-
nistradere* das referidas casa* que nio tiverem
os alvaraes, serio multado* em metade do valor
dos meamos.
Paco da cmara municipal ie Olinda, 1 de Ou-
tubro de 1886.
Bario de Tacaruna,
Presidente.
Jos Pigueira Curado,
Secretario.
Thcsouro Provincial
De orde dora Illm Sr. Dr.inspecterdesta reparti-
cio faco publico que no dia 19 do corrente paga-se
a classe de professore* de 1.' entrancia, e no dia
20 a classe de proiessora* de 3.* entrancia, tudo
com relacao ao maz de Agosto prximo passado.
Pagadoria do Thcsouro Provincial de Perncm-
buco, em 19 de Outubro de 1886.
O escrivio da despeza,
Svino Antonio Rodrigues.
Prolongameoto da estrada de
ferro de Pernamhaco e estra-
da de ferro do Reeife a C"a-
ruar.
De ordem do Illm. Sr. director, faco publico
que, at o meio da de 20 de corrente, no escripto-
rio central, ra Antonio Carneiro n. 137, re-
cebem--ae prop isfas, em carta fechada, para o for-
necimento do* objectos seguintes, necessarioe ao
almozarifado desta reparticio:
Carvio CardifF, tonellada.
Dito para forja, idem.
Dito Cock, idem.
Dormente* de sicupira. sapucaia, oiticica e pao
d'arco com 2,0x0,25x0,20 furados e entalhadog, um
Dito* de amarello vinhatco, aroeira, angelin
amargoso, balsamo de cabrahyba, barana, batin-
ga, bom nome, cedro, coracio de negro, cumar,
mirindiba, oiticica, pao ferro, pao d'oleo, pao d'ar-
co, piti, pao santo, sapucaia de pilan, sapu-
Chyrana, eucupira mirim, tatajuba, e m ucuba, com
2",0i0,16x0l12.
Oleo para carro, litro.
Dito de mamona, idem.
Dito para cylindro, idem.
Dito de mocot, idem.
Dito para candieiro, idem.
Dito para machina, idem.
Dito de linhaca, idem.
Pinho branco (5,50x0,22x0,08), prancLio.
Dito dito (I<\n>0i0,24x0,24), vgame.
Dito dito (8,Kx0,24x0,24), dem.
Dito dito (o-SOxO.igxO.ig), idem.
Os objectos serio de 1* qualidade e entregaos,
convenientemente acondicionados, no almoxarifado
na estacio de Cinco Pontas ou as ofcinas da es-
trada de ferro de Caruar, conforme as exigencias
do servico. Os dormentes, porm, deverio *er en-
tregues na eidade de Jaboatio. Os Srs. propo-
nentea deverio acompanbar as suas propostas das
respectivas amostras, condiccio essencial para se-
rem acceitas, N'este escriptorio serio prestados
o* esclarecimentos necessarios.
As propostas sio aberta* e lidas no lugar, dia
e hora cima indicado, na prsenos do* Srs. pro-
ponente*, que deverio seilal-a* e aasignal-a*, in-
dicando n'ellas suas residencias. O fornecimento
podera ser ajustado com no s proponente ; ou
parcialmente conforme as vautagens que ofle-
Secretaria do prolongamento da estrada de ferro
de Pernambueo o estrada de ferro do Recife a Ca-
ruaru, em 13 de Outubro de 18>i6.
O secretario,
Vanoel luvencio de Saboya.
.Y



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l V
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I IBBft 1


Diario de Pernambncotyuarta-feira 20 de Outubro de 1886
DI Mi ISABEL
Quarta-feira 20 de Outubro de 1886
A'S 8 HORAS DA NOITE
C-BAREE EULIIHO CCKEBIO!
Honrado com apr&eiwado Exm. Sr. Br.
Pr$sidont$ da Provincia
Fui beneficio do celebra violinista
JOHANNES WOLEE
SO CONCURSO DAS COMPATRIOTAS
IRMAS SLNET
COM O VALIOSO
t
PROCiR.lHM.4
i. PARTE
I. __ Romance e Rondo (violino) Vfieniatnki.
Johannes Wolff
2. Grand air du PrOanx clercs
avec acc. de violn chant por
Virginia Sinay..... HroM.
3. Polonaise (piano-sol") Chopin.
Mathilde Sinay
4.0 a) Revene ) Vieuxtemps
b) Airs surl'Opera>violino
tillaran y. ..)... C. Gomrs.
Virginia Sinay
.S. a) Inquitude) .) Pjeiffn:
piano-solo
b) Polka ala reine) Itaf.
Mathilde Sinay
6. a) Elgie (impresso depois
d'expirar sua amada) Ern*t.
b) le uienetrier .... W'ieniawski.
c) Berceuse...... Faur.
Johannes Wolff
2. PARTE
7.
8.'
Fantaisie sur la Muelle (vio-
lino) .......
Virginia Sinay
Pasquinade (piano solo). .
Mathilde Sinay
9. a) Andante du 4"cconc. j
b) Danse llongroise, /Viol
c) Os Passarinhos )
Johannes Wolff
10. a) Un chagrn ....
b) Si tu m'aimais chant por
Virginia Sinay. .
11. Airs de ballet d'Hamlet para
4mos....... Thomas.
Mathilde Sinay e Johannes Wolff
12. Airs russes (violino). Virniawdi
Johannes Wolff
Alar.
Gotlschulk.
Xieuxtemps.
frahmx.
J. Violfi.
-.'FMaiurille.
DMM,
rompan Ja Bra ja^ a Vapor
PORTOS DOSUL
O vapor Para
Commandante o 1 tenent* Carlos An-
tonio Gomes
E' esperado dos partos do
norte ateo da de 24 Outu-
bro e depois da demora in-
dispcnsavel, seguir para
os pe-toa do sol.
Recebe tambem carga para santos, Pelotas
e Grande d > Sul, frete modicn.
Para carga, passgens, cncommendas valores e
ratasena agencia
PRAGA DO CORPO SANTO N 9.
PORTOS DO NORTE
O vapor Manos
Commandante 1- tenente Ouilherme Wad-
dington
E' esperado dos portos do sui
at o dia 21 de Outubro, e
seguir depois da demora in-
dispensavel, para os portos
do norte at Manos.
Para carga, passagens, encommendas valore
racta-se na agencia
PRACA DO CORPO SANTO N. 9
Companhia Ranfaa de navega
cao a Vapor
Macei, Villa Nova, Jrenedo, Aracaj,
Estancia e Babia
0 rapor Maraaez lo Gaitas
Commandante Nova
Segu impretcrivel-
mente para os pnrtos
cima no dia 20 do cor
rente, as 4 horas da
tarde. Recebe carga
nicamente at o 1/2
da do dia 20.
Para carga, passagens, encommendas e dinbeiro
frete t racta-se na agencia
7lina do Vigario7
Domingos Alves Ma Iieus
de duas vacis e urna bezerra tnrrinas, una car-
roca e um boi manso.
Quinta felra, SI de Outubro
A's 2 horas da tarde
Em frente casa da ra da Unio n. 31, por
occasio do leilo de movis, louca, vidros, cris-
tes, espelh s e jarros para flores.
Leilo
LEILOES
Quinta-feira 21 deve ter lugar o leilo de
bons movis, finos crystaes, electro-plate e mais
objectos existenics na casa da ra da Unio n. 31,
conforme o annuncio em tntro logar desta eo-
lumna.
Leilo
Os bilhetes acham-se desde j venda no escriptorio do theatro, no estabelecimento
de joias dos Srs. Joseph Krausc C* e na casa do Sr. Vctor Prealle ra do Imperador. aB
1 Haver bonds para todas as linhas e trm at Apipucos e Olinda.
0 piano do concert em pie vai tocar a planista Mathilde Sinay, da casa do Sr. Vctor
Prealle e chegado a esta capital em fins do mez de Setembro ultimo.
Subdelegada de polica da fre-
guezla de Santo Antonio
De ordem do Illm. Sr. capitio subdelegado,
faco sciente a quem interessar possa, que se acha
depositado, e ser entregue pessoa que provar
Ibe pertencer, um annel de ouro com brilhantes,
que fra achdo, e apprehendido em poder de um
menor. Recife, 16 de Outuurode 1886.
O escrivo,
Jote de Arinmth* Costa Pontes.
Arsenal de Marinha
De ordem do Exin. Sr. chefe de diviso Jos
Manoel Picaneo d;. Costa, inspector deste arse-
nal e capito do porto desta provincia, convido
aos seuhorea abaizo mencionados, para no praso
de dous dias, contados aa presente data, compa-
recerem na secretaria desta I ns pee cao, afim de
assignarem o contrato do conseibo de compras da
sesso de 12 do correte mez.
Maia Silva & B.
Jos dos Santos Olivcir.
Joo R drigues de Maura.
Joaquim Alves da Silva Santos.
Jos Rufino Climaco da Silva.
Beltro & Costa.
Antonio Duarte de Figueiredi.
Francisco Manoel da Silva s C.
Secretaria da inspeccao do Arsenal de Marinha
de rernambuco, 19 de O'itubo de 1886.
O secretario,
_________________Antonio da Silva Atevo.
Armiialaio em Olintla
"' Quinta-feira 21 ('o correte, depois da audieo- '
ciadoDr. juiz de direito de orphos, iro nova-
mente praca os seguintf s bens. pertencentes ao
espolio de Miguel Archanjo de Barros -
Um sitio na estrada da Madcira, avallado por
800100 .
CUsia casa na estrada de Mara Simplicia, ava-
llada por ^"-^^OO.
OlinaV: v Outubro de 1886._____________
Manta Casa da Misericordia do
Recife
Por esta secret ra sao chamados os prenles
ou protectores das menores constantes da relaco
infra, para que as va recolher ao collegio das
orpbs.
Relaco das orphs a que se refere o edita!
Supra
1 Mara, filha de Joanna Baptiatade Jess.
2 Emilia, filha ce Feliciana Viera da Rocha
Falc&o.
3 Carolina, filha de Antonia Diniz Bandeira
de Mello.
Josepna, filha de Hermina Correia de Barros
Waldetrudes.
dem de Magialena de Araujo Cavalcante.
Virginia, idem de Maria Francisca da Purifica-
cao.
Josepbina, idem da mesma.
Francisca, idem de Claudios Maria do Nasci -
ment.
Secretaria da Santa Casa de Misericordia do
Recife, 13 de Setembro da 1885.
O escrivo,
_____________'_Pedro Rodrigues de Soma.
Companhia do Beberibe
Previne se aos senhires concessionarios de peo-
nas d'agua, que principiou-se a fazer a limpexa
das incrustacoes do interior de urna das linbaa de
eacaoamento, para ligaci deste aos novos e
fuoccionamento das novas obras, pelo que em al-
guna dias. nao seguidos, durante a g urnas horas,
haver diminuico no fornecimento d'agua, mas
nao si firero desfalque na totaldade d'agua por
que a bomba a vapor trabalhtr a noite nos refe-
ridos dias, tantas horas sopplementares quantas
ibrem oecessarias preeoeber a differenca.
Escriptorio da c<>inpanha do Beberibe. em 16
de Outubro de 1886.
Ceciliano Mamede,
^ Director gerente.
C C. E.
club Commerelal Euerpe
SARAO EM 6 DE NOVEMBRO DE 1886
1 aniversario da installacao da banda
musical
Solemnisando-te o 1* anniversario da ostalla-
cao da banda musical deste clus, com um sarao
dansante na noite de 6 de Novembro prozimo,
qu. iram os seohores socios dar anas notas de con-
vites ao abaizo assignado, nesta secretaria, das
S s 10 horas da noite.
Secretaria do Club Cemcoercial Euterpe, 15 de
Outubro de 1886.O 1 secretario,
Francisco Lima.
Santa casa
COMPANHIA PKU\.MHIXMM
DE
NavegacSo Costelra oor Tapor
PORTOS DO NORTE
Parahyba, Natal, Macu, Mossor, Ara-
caty, Cear, Acarahu e Camossim
O vaoor Pi
vapor jrirapama
Segu no dia 20 de
Outubro, s 5 horas
da tarde. Recebe
carga at o dia 19.
Encommendas passagens e dioheiros a frete at
3 horas da tai de do dia da sabida.
ESCRD7TORIO
Caes da Companhia Ptmambus/iin
n. 12
De movis, lougas e vidros
Quarta-feira 20 do corrente
A's 11 horas
da caiza marca S & C n. 3, descarregado do va
por francez Ville de Macei com avaria d'agua do
mar, cootendo 14 pecas de panno de liobo pira
lences, guardaoapos, toalhas, o bramante.
Sexta felra, *S do corrente
A's 11 horas
Ra do Bom Jess n. 43.
O agente Pinto levar a leilo por autorisacao
do t. cnsul de Franca, em presen? do seu
cbanceller, e por conta e risco de quem pertencer
a caixa com as fazendas cima mencionadas com
avaria d'agua do mar.
Em continuado
Leilo
de trar.c s do la e seda, meias para senhora gra-
vatas, spatos de tranea e de tapete para horneos
e senhoras, (tudo avariado.)
I nied SUtes Brasil Hail S. S. C-
0 paquete Finance
P4VILHA0
SITUADO XTO
CAMPO DAS PRIMiFZlS
AO LADO DO THEATRO
EMPRE2A M. & B.
E' esperado dos portos do
sul at o dia 21 de Outubro
depois da demora necessaria
seguir para
MaranhSo, Para, Barbados, 8.
Thomaz e \cw-Vork
Para carga, passagens, e encommendas tracta-
secom os
No 1 andar n. 27 do sobrado da ma estreita do
Rosario
Constando de :
Urna mobilia de junco, composta de 1 sof, 12
cadeiras de guarnicao, 2 dit: s de bataneo, 2 ditas
de bracos, 2 consolos com pedra, 2 quadros, 1
candieiro de gaz, 1 espelho grande, 1 quadro com
vista do Rio de Janeiro, 1 cama franceza, 1 guar-
da vestidos, 1/2 commoda, 1 marquezo, 1 cama
para crianca, 1 lavatorio, 1 guarnicao de porcela-
da, 1 berco, 1 bidet com pedra, 1 mesa elstica com
4 taboas, 1 guarda louca, 1 aparador grande, 6 ca-
deira sde junco, l marqueza, l banca para machina,
1 quartinbeira, 2 consolos de amarello, loucas, vi-
dros e outros movis de uzo domestico.
Em seguida :
Ser vendido 1 cofre e grande quantidade de
movis existentes no estabelecimento sito a mesma
ra n. 22.
O agente Ousmo, autorisado pelos Srs, Gomes
& C, fnr lei'o dos movis existentes em casa de
sua residencia e no armazem cima mencionado,
e serio vendidos sem reserva de preco.
Leilo
mnii
AOS
t00:8O0$O80
Ra do Baro da Victoria n. 4
e casas do costnme
Wm MNTI30S
O abaixo assignado acaba de vender
ura vigsimo de n. 10,564, eom a sorte
de 30:000^000, dous vigsimos de ns.
20,579 e 10,503 com a sorte de 2:000^000,
sete ditos de ns. 3,269, 16,245, 21.774.
5,083, 23,631. 10,563 e 10,565 com a
sorte de 1:000-5000 e tres ditos de ns
17,885 4,499 e 14,209 com a sorte de
5000000 da 5.a parte da 1. lotera qne sj
extrahio a 14 do corrente.
O mesmo abaixo assignado convida aos
possoidores vir receber na conformi-
dide do costume, sem descont algum.
Acham-se a venda os afortunados bi-
hetes garantidos da 5.a parte da 1.a lote-
ras a beneficio da Santa Casa de Miseri-
cordia do Recife, que se excrahir a 21
do corrente.
Presos
1 vige8simo l^OOO
Kta quantidade malor de t 1 vigessimo 0900
Jo&o Joaquim da Costa Leie
Leilo
Gymnaslica, Facelica e Mmica com ag-
gregaro zoolgica
SOB A DIRECCAO DE
HILARIO DE ALMEIDA
Quinta-feira 21 de Onlobro
ESTEA
COBRA
qual ser apresentada ao publico pela sympathi
i artista
D. Carolina de Almeida
Da |rende
Aproveitem! Aproveitoro 1 os
ltimos espectculos 1 1
AO PAVILHAO
PROCOS
Camarotes com 5 entradas 10J000
Cadeiras 2*000
Geraes 1*000
Cadeiras para creane. s 1 OOO
Geral dem, idem ffiO
AVISO
O espectculo entrar s 8 1\2 libras da
noite.
Haver bonds para Femandes Vieira, Magda-
lena, e A fugados.
martimos
Ha seatetaria da santa easa de misericordia do
Battfe MMadaa-M pw aapaQa de um tres an-
noi M MtM abaixo belandaa i
B3a da Moada a 46, por 20J mensMes.
dem idem n. 49, 20* idem.
Dita da Lingueta n. 14 1- andar, 16*660 idem.
dem idem 2 dito. 15* idem.
Roa do Burgos n. 18* idem.
Dita da Madre de Deus n. 10-A, armasen
15*, idem.
dem idem n. 12, 40* idem.
Ra da Guia n. l, 16*660 idem.
Dita da Seozalla-velha n. 132, 2- andar, 15*
idem.
Dita da Deteoco n. 3 (dentro do quadro) 10* >
-idem.
dem idem, 8J000 dem.
Dita do Visconde de Itaparica, n... 2- andar
ti sotao, 35* idem.
Dita do Mrquez de Olinda n. 53, 2- andar
40* idem.
Caes da Alf. ndega o. i"__________________
Companhia Braslelra de Nave
aco a Vapor
A agencia de ta companhia nesta cidade preci-
sa de contratar o fornecimento de carne verde e
gado em p para os vaporea da mesma companhia
em sua passagem por este porto.
Recife, 18 de Outubro de 1886.
Paciic Sieam Navigation Compam
STRAITS OF MAGELLAN LDE
Paquete Britannia
E' esperado da Euro-
pa at o dia 24 de Ou-
tubro, e seguir de-
pois da demora do eos-
'turne para a
Baha, Rio de Panelro, Monte
video e Valparaizo
Para carga, passagens, encommendas e din-
beiro a fret tracta ie cora os
AGENTES
IVllson Sons t C, l.lniUed
S. 14 RIJA DO COMMERCIO N. 14
(O PA.XHII. K* HENNAlie
RES haritihes
LINHA MENSAL
O paquete Equateur
Commandante Lecointre
E' esperado dos portos do
sul no dia 25 do corrente,
seguindo, depois da demora
do costume, para Berdeauz,
tocando em
Dakar e Lisboa
Lembra-se tos senhores passageiroa de tudas
as classes que ha lugares reservados para esta
agencia, que podem tomar em qualqoe* tempo.
Faz-se abatimento de 15 % em favor das fa-
milias composta de 4 pessoas ao menos e que pa-
jarera 4 pastagens inteiras.
Por excepeo os criados de familias que toma-
rem bilhetes de proa, gosam tambem d'este abati-
miento.
Os vales postaes s se dio at dia 23 pagos
ie contado.
Para carga, passagens, encommendas e dinheiro
frete: tracta-se com o
AGENTE
Lab lie
RA "DO COMMERCIO-9
AGENTES
0 im rapor iiiiiid
Espera-se de New-Port-
News, at o dia 22 de Ou-
tubro o qual seguir depois
da demora necessaria para a
Baha, Rio de Janeiro, Monte
video e Buenos Ayres
Para carga, passagens, encommendas e dinbeiro
a frete, tracta-se com os
AGENTES
Henrv Forster k C.
N. 8 RUADO COMMKClO N. 8.
1' andar
CHARGEI1RS REUNS
Companhia Franceza de Xa vega -
cao a Vapor
Lnha quinzenal entre o Havre, Lis-
ooa, Pernambuco, Baha, Ro de Janeiro
Sontos
Steamer Ville as Victoria
' esperado da Europa
ni dia 20 de Outubre, se-
guindo depois da indispen-
savel demora para a Ba-
ha. Kio de Janeiro
e Mantos.
Roga-se aos Srs. importadores de carga p >lo
vapores desta linha.queiram apresentar dentro de 6
dias a contar do da descarga das alvarengu. |ua:-
quer reclaraacao concernente a volumes, que po-
ventura tenham seguido para os portos do sul.afim
de se poderem dar a tempo as previdencias neces-
sarias.
Expirado o referido praso a companhia nio se
responsabilisa por extravio*.
Recebe carga, encommendas e passageir para
os quaes tero exceUentes accomodacoes.
Augusto F. de Oiveira H,
AGENTE
42 -RA DO COMMERPIO-4^
ttOYAL MAIL STEAM PACKET"
COMPANY
Vapor La Plata
Quarta-feira 20 do corrente
AS 11 HORAS
Na ra do Bartholomeu n. 33, esquina da
ra do Mrquez do Herval
De 1 mobilia de Jacaranda massico em muito bom
estado, 1 piano quasi novo, 1 cadeira para o meimo,
1 toi'etde Jacaranda, 1 mesa elstica de 6 taboas,
2 aparadores com tampo de pedra, cama franceza,
1 dita para menino, 12 cadeiras avulsas, sendo 6
de junco, 2 marquezoes, 2 commodas, 1 guarda ves-
tidos, 1 mesa redonda, 1 dita para cosioba, 2 ca-
deiras de bataneo de junco, 2 ditas de ditas de en-
cost de panno, 2 serpentinas modernas, 6 pares
de jarros, 1 tapete grande, 6 pequeos, copos, c-
lices, louca e outros objectos de casa de familia.
Na mesma occasio se vender 1 vacca da trra.
Leilo
De movis, lougas, vidros e quadros
Sexta feir, as do corrente
A's 10 1/2 horas
Ka casa terrea sita a ra da Alegria n. 40
Constando do seguinte :
Urna mobilia de amarello a Luiz XV, pintada
de preto, coosolos e jardineira com pedra, 1 dita
de amarello, coosolos com tampo de madeira, 1
piano do fabricante Bord, 1 estrado e cadeira para
o mesmo, 2 pares de finos jarros, lanteroas, 2 jar-
ros para centro Je mesa, 2 cadeiras de balanco de
junco, novas, 2 espreguicadciras com tapete, 2
tete mabile, 1 espelho, 1 cama, 1 marquezo, mesa
para jantar, 1 toucador, 2 lavatorios, 6 cadeiras
de guarnicao, 1 mesa para jantar, dita para al-
moco, copos, garrafasHqoadros, eserrradeiras, trem
de cosinha e mais movis patentes no acto do
leilo.
O agente Silveira, devidamente autorisado, le-
var a leilo o referidos movis pertencentes
urna familia que mudou de residencia.
Segundo leilo
Da aroiacao, otencilios e mercadorias do esta-
belecimento de molhados da ra do Marques de
Olioda n. 51, e de um rancho na estrada do Ca-
zang, conhecido pelo rancho do Sabino e de divi-
das na importancia de 29:999^615.
Sexta-f el ra 's do corrente
A's 11 horas
Na ra do Mrquez de Olinda n. 51
O agente Modesto Baotista por mandado e
com assiatencia do Ezm. Sr. Dr. juiz do commer- .,
ci e a requerimento do Dr. curador fiscal di ??n, ?P* Nogueira. D Thcreza da Costa
massa fallida de Jos de Azevedo Braga k C,, -,iogueira> lrma >r (ausentes;, convi-
far leilo do que cima se declara, garantiudc-se dam -aos 8eus Pautes e amigos para assistirem
1 as missas que mandam rosar por alma de sua
moito presada e nunca esquecida esposa, sogra e
mi. D Maria Pastora Farias da Costa, na ordem
terceira de S. Francesco, pelas 8 horas da manh.1
do dia 22 do corrente,' stimo dia do seu passamen-
to, agradecendo desde j todos squelles que
concorrerem a este acto de caridade.
mi nsjwnaMmsmtt isw___ **f**ifr!ii>
Menino fgido
Desde o dia 15 do corrente fugio do poder de
seu pai, o menor Vicente Cardinal, italiano, com
15 annos de idade, com um metro e cincoenta cen-
timetros de altura, rosto comprdo, calca e camisa
branca, descalco, levando um ehapo preto de
massa. And-iva vendendo bilhetes. Quem o achar
ou der noticias delle, poder derigir-se a ra da
Conceicao n. 6 (armazem de Jos Alabama) que
ser gratificado.
Recife. 18 de Outubro de 1886.
O pai do menor,
____________________Miguel Cardinal.
O. Hara
Pastora Farlaa da
Coala
Coronel Candido Jos da Costa (ausente), An-
_ e in
i dam aos seus parentes
ao comprador as chaves da casa.
AVISOS DIVERSOS
Aluga-se casas a 8AO0 no becco dos Coe
lhos, junto de 8. Goncallo : a tratar na ra da
Imperatriz n. 56.
Qnarla fe Ira 2 o do corrente
As 101\2 horas
O agente Slveita por mandado e com assisten-
cia do Ezm. Sr. Dr. juiz de direito especial do com-
mercio, levar a leilo reqoerimento de^Hermann
Peterson <& C armaco e as mercadorias existen-
tes no estabelecimento de cigarros sito rus de
Marcilio Dias, denominada Camponeza, arrestada a
Jorge do Reg Baptista.
Em um ou mais lotes.
Agente Modesto Baptista
E' esperado da Europa no dia
24 ou 25 do corrente, seguin-
do depois da demora necessa
ra para
Rahla, Rio de Janeiro Monte
video e Bueno* Arres
Este vapor Iraz simplesmente
passageirose malas e immedia-
tamentc segura depeis do desem-
barque dos mesmos.
0 paquete Neva
esperado
do sul no dia 29 de
corrente seguin lo
Idepois da demora
necessaria para
Lisboa e Southamplon
Para passagens, fretes, etc., tract- -; "- os
CONSIGNATARIOS
Adamson Ho wie & C.
0 vapr austraco B- Kemony
E' esperado do sul no dia
12 de Outubro, segniado de-
pois da demora necessaria
em direitura para Santos,
voltaudn depois para o Rio
de Jan- iro.
Recabe carga e encommendas a frete mdico
tractar com os
AGENTES
JOHNSTON PATER & C
RA DO COMMERCIO S. 16
Leilo
De booB movis, tinos crystaes, objectos
de electro-plate, espclhoa, passarca e
plantas.
A saber:
ENTRADA
Um porta-chapos de sol, 2 cadeiras-espregui-
cadeiras, 2 ditas de palha, 5 quadros, 4 ettagers,
4 jarros para flores e 1 pendente a gaz.
SALA DE VISITA
Um piano forte e novo de Stuttgart, 1 linda mo-
bilia de Jacaranda, com dunckerques, (massica) 1
cadeira para piano, 1 estante para msicas, 1 se-
rafina americana com ezcellentes vozes, 1 eapelho
oval grande, 2 ditos dourados pira consolos, 1
candieiro de crystal com 2 bmcos, 8 espitis, 8
jarros, 4 casticaes com mangas lavradas, 2 jarros
de alabastro, 1 tapete de sof, 6 ditos de porta, 1
esteira branca forro de sala e 4 escarradeiras
grandes.
PRIMEIRO QUARTO
Urna cama francesa de Jacaranda, 1 commoda
de Jacaranda com tampo de pedra, 1 espelho oval,
1 toillet, 2 jarros fiaos, 4 cadeiras de fantasa, 6
cadeiras de juuco, 1 machiua de co-tura e 2 ca-
bides.
SEGUNDO QUARTO
Usa quadro grande, 1 cama de ferro, 1 mesa de
cama, 1 lavatorio com pedra e espelho, 1 guarda-
roupa, 2 cabides torneados, 1 mesa e tentos para
jogo, 1 panno para mesa e esteira de quadros f-rro
dos quartos.
SALA DE JANTAR
Urna mesa elstica com 6 taboas, 1 panno para
mesa, ] guarda louc. envidraeadr>, 2 aparadores
com armarios e lampos de pedra, 2 ditos tornea-
dos, 1 guaida-coraida com rame, 1 quartinheira e
quartinhas, 1 sof de amarello, 2 cadeiras de ba-
lanco, 18 ditas de guarnicao, 1 lavatorio na pa-
rede, 1 reUgio de parede, 2 ettagers, 2 jarros, 1
machina para limpar facas, 1 quadro grande, 4
menores, loucas, vidros, copos, clices, garrafas,
compoteiras, bandejas, 1 candieiro a gaz com 3
bicos.
ELECTRO-PLATE
Um apparelbo para cha com 5 pecas, 1 salva, 1
urna, 1 galheteiro, 2 porta-istias, 1 porta-gelo, 1
f ede-se aos abaizo notados, o favor de vir
ou mandarem ra do Marques de Olinda n. 51.
Pedro Siqueira, Alfandega.
Frederico Vieira.
Manoel, do Banco.
Alaga-se os andares superiores do predio n.
51 ra do Imperador, com ezcellentes accommo- ,
dscoes para familia : a tratar com N. I. Lidstone, I
ra do Commercio n. 10.
Aluga-se a casa da ra do Pilar n 3?, com
6 quartcs, 4 salas, cosinha e apparelho fra, re-
construida, calada e pintada de novo ; a tratar
na ra da Imperatriz n. 56.
Aluga se urna casa na Estancia, com bas-
tantes ci mmodos e grande sitio
do Mrquez de 01 wq*. n 40.
Prcc'ua-se de urna ama para ajudar a utra
na cosinha: na roa de S. Joo n. 13.
Precisa-se de um criado pra copeiro e cui-
dar de um jardim pequeo ; a tratar na ra do
Bom Jess n. 52.
Coronel Francisco Manoel
Wanderley
Florismundo Marques Lias e sua mulher con-
vidam aos sens parentes e amigos para assistirem
a missa, que per sima do seu presado sogro e pai
o coronel Francisco Manoel Wanderley, mandam
celebrar na capella do engenho Griqui, na Esca-
da, s !l horas da mauh do dia 22 do corrente, e
por este acto de religio e ciridade se confessam
a tratar na ra eternamente eratos.
Francisco Xavier da Silva Gruimarts, tendo
perdido urna cautella do Monte de Soccorro, sob
n. doze mil e tantos, de um relogio da ouro, vem
prevenir ao Sr. gerente que s entregue o cbjecto
ou saldo que por ventura posea ter ficado, tendo
ido a leilo, ao seu legitimo dono. Recife, 16 de
Outubro de 1886.
Frsncisco Xavier da Silva Goimares.
= Compra-se 2 ou 3 casas pequeas, que sejam
as freguesias de Santo Antonio ou S. Jos at o
2. districto, ou mesmo na freguezia da Boa-Vis-
ta : a tratar na ra do Padre Moniz n. 1, outr'ora
ra de Santa Rita nova, taverna.
B_ Precisa-se de urna senhora que tenha habi-
liti'ces psra ensinar meninas a 1er, trabalho de
agulba etc., a contratar com Manoel Amaocio
Barbosa, no Recife, trapiche Moutinho, e para Se-
riohem no engeoho Anjo.
. Precisa-se de urna ama para andar com duas
disneas, lavar e engommar para as mesmas ; na
ra a Aurora n. 81, 1 andar.
Precisa se de um criado p .r-- casa de fami-
lia ; a tratar na rna do Baro aa Victoria numero
59, loja.
Allce Hedeiroa Plana
Manoel Martina Fiuza Jnior e Antonio Igna-
cio do Reg Medeiros, mandam dfzer missas na
ordem terceira de S. Francisco, s 8 horas da ma-
nca do dia 20 do corrente, por alma de sua esposa
c filha, A ice Medeiros Fiuza, 2* anniversario de
seu iallecimcnto.
Precisa-se
pharmacia n. 51.
de n m criado ; fgna ra Nova
Aluga se a metade da casa n. 99 ra do
Visconde de Ooyanna, antiga do Cotovcllo, por
84000 mensaes; quena a pretender dirija-se
mesma, que achara com quem tratar.
Aluga se a ezcellente casa de vi venda, com
ptimas acoommodacoes para numerosa familia,
que foi do fallecido corretor Oiveira ; a tntar na
Torre, ua mesma casa, ou no Recife, ra do Com-
mercio n. 46, pavimento terreo.
D. Bernardina de Sena Lemos
Emilio Pere.ra de Abreu, D. "Amelia Rosa de
Lemos Abreu, lr. Vicente Simos Pereira Lemos
(ausente) e Dr. Manoel Jos Pereir de Mello,
maoirestam sua eterna gratido todas as pessoas
qoo se dignaran acompanhir os restos mortaes d
sua muito presada sogra, mi e irm, D. Bernar-
dina de Sena Lemos, sua ultima me rada, e de
novo rogam todos os parentes e amigos a c;
dsde de assistirem a missa que mandam celebrar
na matriz de Santo Antonio, s 8 horas do dia 22..
stimo do sen passamento. __________ ,
Precisase de um menino para criado ;
ta-se ua ra da Florentina n. 2.
tra
porta-licor, 4 cobertas para pratos, 4 porta-gar-
rafas, 4 porta-biseouts, fructeiras, 1 porta-carto,
1 tympano, colheres e garios.
Um viveiro, diversos passaros, flores, plantas,
ciotos, 1 veado, 1 escada de abrir, mesas, cadeiras
avulsas, formas para bolos, flandres, trem de co-
zinha e mais accessorios de casa de familia.
QUINTA-FEIRA 21 DO CORRENTE
Na caaa da ra da UniSo n. 31
O agente Pinto, legalraente autorisado, levar a
leilo os movis, louca, vidros, electro-plate e mais
objectos, Hcima mencionados, existentes na rasa
da ra da Uoio n. 31.
Os referidos movis e mais objectos tornam-se
recommendados pelo seu ptimo estado de conser-
vacao, solidez e gusto.
0 leilo principiar s 10 1/2 horas em ponto,
por serem muitos e differentes os lotes.
A entrega eflectuar se-ha em acto continuo e
em 24 horas.
Desencamiobou-se urna cautella do Monte
do Soccorro n. 12129; quem a tiver achado quei-
ra fazer o favor de levar ra da Alegria nu-
mero 4-
Baa larga do Sonarlo n. is
Aluga-se o 1 e 2- andar ; a tratar na ra da
Aurora n. 1, 2- andar.
Costureiras
Precisa-se de boas costureiras para camisas ;
na ra do Raagel n. 53.
Marca
Registrada
Ernesto Soares de Azevedo
Max imilla Augusta de Moraes Ase vedo, Mari a
Emilia Soares de Azevedo, Alberto Soares do A-
zevedo Sobrioho, irmaos e cuabados, sinceramente
agradecen] do intimo d'alma aos parentes e ami-
gos que lhes prestaran) a subida fineza de acera
pan harem at su i ultima morada os restos mor-
taes de seu presado esposo, pai, irmo e cunhado,
Ernesto Soares de Azevedo, e isto sem que pre-
cedesse convites, pelo que mais immorredoura se
torna a sua gratidio : rogando-lhes agora o cari
doso obsequio de assistirem a missa que pelo re-
pouso de sua alma 'ser celebrada sezta-feira 22
do carrente, s 7 horas da manb, na igreja de
N. S. do Carmo, stimo dia de seu infeliz passa-
mento ; e reiterando os agradecimentos por mais
esse aauto de religio e verdadeira amisade, se !ht
lonfessam summamente gratos.
Leilo
Em continua^o
De ricos consolos dourados com indos espelhos,
moldura doorada, espelbos ovaes e quadrados, qua-
dros com paisageos, movis de diversas qualida-
des, miudezas, jarros, fazendas ge orna balacea
nova para armarem de assucar.
Quinta Jeir 21 do eorrent*
A's 11 huras
Xo armazem da ra do Mrquez
de Olinda n. 19
POR INTERVENCAO DO AGENTE
Gusmo
Cahirgeni de Jaguaribe
Abri se ra do Bom Jess n. 23,
um armazem onde se vende constantemen-
te .a superior cal virgem de Jaguaribe,
acondicionada em harneas proprias para o
fabrico do assucar.
Esta cal, em nada inferior que nos
vem do estrangero, vendida pelo preco
fizo de GfJOOO a barrica por contracto que
fea o Sr. Vicente Nasqimento com o Sr.
Jos Costa Pereira propnetaro do engenho
Jaguaribe, cujas pedreiras lhe d o nome.
E' encarregado da venda nicamente
nesta cidade o Sr. Sebastiao Becerra,
1 com escriptorio ra do Bom Jess n. 23.
A viava, filher. tnros, oras e eoeados, anda
dominados pela desagradavel impresso que lhes
causn a morte do seu bom marido, pai. ogro e
padrasto, o coronel Francisco Manoel Wanderley
Lins, fallecido a 16 do corrente, agradecem cor-
dialmente todas as pessoas que se dignaram
acompanhar os seus restos mortses ao centeno
publico da villa de Gamellcira, e pedem de novo
o obsequio de assistirem a missa do stimo dia,
que mandam celem-ar por seu eterno repouso, na
igreja matriz de N. S. da Penha da mesma villa,
s t horas da msnb do dia 22 do corrente, e con-
fesaam-se gratos.
Os parentes do Tallecido Francisco Maooe
Wanderley Lius convidara aos pireates e amigos
para assistirem a urna missa que por alma da-
quelle mandam rezar na sexta-feira 22 do corren-
te, s 7 li2 horas da mnnb, na matriz da Santo
Antonio desta cidade e na de Gamelleira.


I
4


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s I
6
Diaw e PermwUm^^-Qjjarto-Eeipai 20 de Outubro de 1886
Tnico
Oriental.
0
BEMEDJ0
DEAYER
COKTRft SEZOES
(iYWS aoie rmt)
cmwmisTi tco* arta
as
Febreslntermitfentesj
nittentesc Biliosas;
as
ritamos Calafrio*
c rooAs as
lesas Paludosas.
v
r RtMlD-0 DtCtLtm
Alagase
ir
predio n. 140 ra Imperial, proprio para
a tratar na na do Coma
belecimeoto fabril
o n. 34, com J. I. de Medeiros Reg.
es-
mer-
Luz brilhante,sem Fumo
OLEO AROMTICO
Hygienico e Econmico
PARA LAMPARLAS
A higa se barato
Ra do Bom Jess n. 47,1.* andar.
Ru* de Lomas Valentinas n, 4, com soto.
Largo do Mercado n. 17, loja com agua.
Aa caaasda ra do Coronel uasauna n. 141
Casa terrea da travesea de S. Jos n. 23.
Boa da Bain Verde n. 5, ajtio com viveiro.
escnptorio de Silva Gui maraes fe C.
Ra Visconde de Goyanna N. 79
Alnga-se
4 casa n. 1 ra Lembranca do Gomes, em Santo
amaro, tem agua : a tratar na na da Imperatris
.32, 1. andar.
Ahiga-se
a loja do sobrado no largo de S. Pedro n. 4 ; a
tratar no 1' andar.
Alaga-
, t-se
O 2* andar na ra da Palma n. 71, cosa agua
eg*s-
O 1 andar do sobrado roa da Moeda n. 19.
A grande casa terrea com jaidim ao lado, i ra
de Amparo, em Olinda-
O sobrado sito na povoacSo de Preguicas.
o armazem propro para compras
negocio.
O sobrado roa dos Pires n. 20, com agua e
A tratar com Temporal Filboa, na ra do
Jess n. 57, 1 andar.
com
de assucar ou
ID
Alu
'a-se
urna boa planta de capia na estrada de Joao de
Barros n. 18, ou vende-si o corte da mesma plan-
ta ; a tratar com Hilar no Lopes, na ra da Pe-
nba n. 9, loja ou travessa de S. Pedro n. 4, se-
gundo andar.
MAF.TI1TS* BASTOS
JPernambuco
NUMERO TELEFNICO : 3S
Agua florida. Extrabida de flores bra-
sileiras pelo sea delicado perfume, suavida-
de e suas propriedades benficas, excede
a tudo que neste genero tem apparecido de
mais celebre.
Tnico americano.- E' a primeira das
preparacSes para a onaerracSo dos ca-
bellos. Extingue as caspas e outras mo-
lestias espillares, faz nascer os cabellos,
impede que embranquecam e tem a grande
vantagem de tomar livres de habitante aa
cabegas dos que os usam.
Oleo vegetal* Composto com vegetal
innocente, preparado para amaciar, for-
tificar e dar brilbo aos cabellos.
Agua dentifrcia. Excelente remedio
contra a carie dos denles, fortifica as gen-
gives s faz desapparecer o mao balito.
Vende-se naa principaes casas desta ci-
dade e na fabrica de leos vegetaes ra
da Aurora n. 161.
._______TELEPHQNE N 33__________
^
Tricofero de Barry
Garantes que faz nas-
ear eereacer o caballoainda
aoa mais calvo*, cura a
tinha e a caspa s remore
todas a* fcapuwzas do cas-
co da cabeca. Positiva-
mente impede o cabello
de cahiroude eiubrimque-
cer, o infalli vela, ente o
torna eapeaso, macio, lus-
troso abundante.
^/Muto"
Aluga
-se
0 2* andar ra de Lomas Valentinas n. 100, no
oltao do yeico; a frajyr no 1 apdaj._________
Alugucl barato
Aluga-se o importante 1 andar com mnito bons
ctmmodos, ra da Rada n. 17 ; a tratar no lar
go do Mercado n. 12.
Agua Florida d Barry
Prr>ai.sr. eeanpda n formula
onsinel r.nada pelo inventor tu
1S29. T' o cnico perfume no mun-
do que tem a approva95o oficial de
um Ooverno. Tem du.is vezes
mais fragrancia que qualqner outra
edurr. edebrodotempo. E'muito
ii:ais rica, suave e deliciosa. E'
mnito mais fina e delicada. E'
mais permanente e agradavel no
lenco. E' duas vezas mais refres-
cante do banbo e no quarto do
doente. E" especifico contra a
zrouxiil.'io e debilidade. Cura as
dores de cabeca, os cansacos e os
desmaios:
Inp Se Vito Je Renter Ho. i
Ama
Na ra da Madre de Deus n. 3, hotel, prec
se de urna maj idosa para pouco trabalho.
Ama
Precisa-se de urna urna
prar ; na rts 8o Oototeffo
para cosinbar e ce
lev.
4D
Precisa-se de urna ama para casa de pequea
familia; a tratar na r ja do Paysand a. 19, Pss-
sagem da Magdalena. *" *' *"*'"
IDIUSAli-O. MPOB DRSAIi-A.
Cura positiva e radical de todas as formas de
Mcrofuias, Byphis, Feridas Escrofulosas,
Affeccoes, Cutneas e as do Couro Cabel-
lado com perdwdo Cabello, e de todas aa do-
eneas do Sangnfe^Pigadp, e Hia. Garante-ea
que purifica, enriq'seee e vitaliea o Sangne
e restaura e renova c -ystema inteiro. w .
Sabio G-HtiTO de Reoter
Ama
Precisa-se de urna .tn
da Auroran. 137.
<----------r
de meia idade
na rna
Ama
Para o Banhc, Toilette, Crian.
cas e para a cora das moles-
tias da pelle de todas as especies
em todos os periodos.
Precisa-se de urna ama para todo ser vico de
casa de pequea familia ; a tratar na rea da Ma-
triz da B ja-Vista n. 3.
Na praca do Conde d'Eu n. 7, 2- andar, preci-
sa-se de urna ama que cosinbe bem, para casa de
familia.
AMAS
Precisarse de urna ama paca cosinbar e outra
para tratar de enancas e mais servieos de case;
na ra da Aurora n. 61, 2- andar.
triado
Precisa-se de um criado do 14 a 18 anuos ; a
tratar aa ra do Paysand n. 19, Paaaagetn da
Magdalena.
FBWlFDFRM"
-
de 3X9, 4X9 e 3X12; vende-se na serrara a va-
por de Climaco da Silva, caes Vinte Dous de So-
vembro p. 6.
' Deposito em fernambuco casa de
Francisco Manoel da Silva & C.
ipolices provinc.aesde 7 0(0
Compra-se a plices provinciaes ; na ra Duque
de Casias n. 46, loja.
Pinho resina
de 3X7 at 8X12.
Pinho forneo (da Siecia)
de 3X7"at 3X12.
Cimento inglez
VENDEM
Fonsc-a Irmo

ALCATRAO DE GUYOT
GODKON DE GUYOT
O Aleatr le Gnyot seire para preparar urna aga de alcatrao, muito efflcaz e agradavel aos
mais delicados estmagos. Purifica.o sangue, augmenta o apetite, levanta as fprcas e effica? em todas as
doeneas dos pulmos, catarrhos da bexigoa e affeccoes das mucosas.
O Alearsto de myt foi experimentado com vantagem real, nos principaes hospitaes de Franca,
da Blgica e Espanfaa.
Durante os calores e em terapo epidmico urna bebida hygienica preserfadera. L'm t vidro basta
para preparar doze litros d'uma bebida salutarissima.
O Alcatre le Gnyot II TIIIATItO vendido em vidros trazendo
no rotulo e com tre cores a assignatura :
Venda a varejo aa mor parte das Pharmaclaa. Vabrlcaeaa esa
IsmI.IHHII; l,re Jacob, Parla.
>
i '
i
i
GOnAS REGENERADORAS
do Doutor SAMUEL THOMPSON
Aa Coraa mais inetperadu sao deridas a te PRECIOSO MEDI-
CAMENTO, reparador por exccllencia de loda a perdaa eiperimtntadas
PRAZERES.
JKte*H^^^?|
pelo organismo consecuentes a EXCESSOS de
.*y**n j?"TJ?.c!r.0? "'i*0' semaes dos doos sexos : curio nfallitelroente lodas ai affecoSes
denominadas ESGOTAMBNTO, Ues como Impotencia, Espermatorrha, Pardas seminaes, te.
O Frassoo ; B Francos (em Franca.)
rodo A-tsoo qu nto tmier i Wtrca de Fabrloi rtfatrtd* i utitmtun
doro ser rigorosamente recusado.
Unieo ftbrlcut
Unt
** t Priarmaola SIUE, roa, Rochacbouart, SS. ^s Producto.
Depositarios em Pernamfiuco : FRAN M. da SILVA & C*.

>^^^^^ ^ Molestias Nervosas
Capsulas do Doutor Clin
LmintOo da Faculdid de Medicina de Pars. Premio Monfytn
As Capsulas do Doutor CLIN ao Bromureto de Caznphora empregao-se
as Molestias, as de Cerebro e contra as afteccOes seguintes:
Asthma, lasomnia, PalpiUgoes do Coraco, Epilepsia, Hallucinago,
Tonteiras. Hemicrania, Aifeccoes das vias urinarias et para calmar toda
especie de excftac&o.
ti Urna explicado detalhada acompanh cada Fraico.
Exigir as Verdadeiras Capsulas ao Bromureto de Camphora de CLIN & G'S
de PaJUS, que se encontrad em cata dos Droguistas et Pharmaceuticos.
muer ucwtct irttMia ai e res
CPORTATION
MARCA DE FABRICA _
-' VINHO
3r Gabanes
KINA-CABANES
O Vlnbo do 9r Gabanes, suLmctndo
approvacao da Academia d Medicina de
Pars, fol reconliecido como um tonteo
enrgico (por encerrar os principios consti-
tutivos do Sangue e da Carne), que d ao
sangue Torca, vigor e energa.
Os Sni* D TronsMan, Ourard e ?*.
pean, professotes da aculdadede Medicina
de Paris, o rceltam lodos os dias com o
mtdhor xito s mulheres en/raqueadas por
excessos de toda especie, trabalho, prazeres,
memtruacao, eiaae critic* e amamentaco
prolongada. ET extremamente efllcaz contra
o Fastio, Ms digestoes, ligtpepsiat. Gastritis,
_ Tonturase vertigens.
*,*?****?? maravttaoos nos ctso&de Anemia, Chlorose, Pauperismo do sangue, Esteri-
Uaade das mulheres, Flores brancas, Perdas seminaes. Impotencia prematura, Smmagreeimento
geral. Tsica pulmonar, Pebre tercas, Intermitientes, Palustres, Endmicas e
BpddXLcsVS<
O vtnho do IV cabanes, pela energa de sua accao cordial, desenvolve as foscas, activa a
Ctrcuiatao do sangue e e inulto recommendavel para'as convalescenca.
Fai cossar os vmitos to requentos dnranle a gravidez, augment a secreco do lelle nos
nulnzes e da extraordinario vigor as criancinhas de mama; gracas a influencia dos seus prin-
cipios tnicos, sotierano nos casos de Diabetes, A/Tecnio da me Aulla, HyUeria, Bvileptm,
Rachitismo e em geral, em todos os casos cm que e preciso recorrer um tonteo poderoso oui
d vigor e restaure as forras dos doentes.
Como ageiitlvo substitue com grande vantagem os lquidos perniciosos como absintho
vermaisjh. te 1-,'tiui jjrosftrvairvo :>rociaa* pelos vlajanles e marinheiros, como anU-CDide^
mico e antidoto d robre arr~-M-' "-----'------' -----------
MOTA. Para erltar a$ contrifaccOca, sS te den
atentar aa garrafas qui tirerem incrustadas no rdro
a patarras : Vlnbo do W Gabanes, Paris, e
oore o rtulos, tiras de papel que entolrem
gargalo e a marca de fabrica,
a auignatura do D' Ca-
banas e o te//o de garanta
do gorerno trancez. V- V
c________________9.m.f.

Hotel de Beber be
Jo2o da Silva Villauova, proprietaro ti-
se aprazivel estabelecimento, situado na
melhor casa da povoacSo de Beberibe,
previne aos seas numerosos freguezes que,
o ter competentemente remontado este
anno, e prompto para attender os mais ur-
gentes gostos.
A grande concurrencia com a qual foi
honrado a festa passada, animou-o a n8o s
crear novas commodidades para os seus
hospedes e inquilinos, como tambem a am-
pliar a serie de jogos e passalempos que
serSo na occas&o em que o calor afugentar
do Recife nacionaes e eslrangeiros em bus
ca do ar do campo, em nenhuma parte
mais ameno que all, a mais bonita e tran-
ca djgressao. Para que se ./alie da mo-
dicidade dos precos, toma a liberdade de
offerecer aos seus numerosos freguezes a
presente tabella, que soffrer descont
quando se tratar de familias ou de ajustes
por atacado.
Tabella dos presos do hotel
Dormira em quarto separado, nom d-
reito ao banbo, refresco e cal pela ma-
cha l.
Almogo, contendo dous pratos segundo
a lista, um copo de vinho, caf ou cha,
etc. 1>.
Jantar, tres pratos segundo a lista, so*
bremesa, um copo de vinho de pasto, e
caf 1,9500.
E' O CASO DE KXl'ERUlENTAR PASA JULGAR ]
Jogos de jardins.
Jogos do salSo.
Divertimentos ao ar livre.
Concertos em tecto enxuto.
InauguracSo do .Club das Corridas.
Msica gratis.
Surprezas, mysterios.
Boa palestra e... tuti quanti...
A' Beberibe rapateada, A' Beberibe,
olhem bem (ato muito em tegredo) o Villa-
nova s n3o gost do fiado !
PovoacSo de Beberibe, 5 de Outubro
de 1886.
Jo3o da Silva Villanova.
Precisa se do
larga do Rosario
um pratico.;
tratar na rna
___
Tintar i kia
PARA TINGIR A
Barba eos cabellos
a tinge a barba e os cabellas instan-
tneamente, dapdo-lhes urna bonita cor preta e
natural, inofensiva, o seu uso simples o muito
rpido Vnnde-se na botica trancez e drogara
de Roubuayrol Preres, successores de A. taors.
ra do Bom Jess (aDtiga da Cruz) n. 22.
Cal de Lisboa
vendem Paimeira & C, na larga
f 1
muito nova ;
do Rosario n
27.
Aviso
Telephon 103
O abaixo assignado scientifica aos seus amigos,
freguezes, commercio e a quem mais interessar
possa, qne o Sr. Antonio Joaquim Moreira deizou
de ser empregado da coebeira da ra de Santo
Amaro n. 1, por sua livre e espontanea vonUtde
desde o dia 16 do correte mez. O mesmo abaixo
assignado avisa qua desde o dia cima referido
os nicos, na sua ausencia, encarregados de re-
ceber suas contas, sao os sena antigos emprega-
dos, Domingos Goucalves da Silva e Jcse da
Hora. Recie, 16 de Outubro de 1886.
J. C Freitas.
Costnreiras
Na ra do Imperador n. 55,
se de costureiras.
2- andar, precisa*
Casa em Caxang
Aluga-se urna casa com bastantes commodos.
muito fresca ; a tratar na ra do Imperador n.
41,1 andar.
CURA CERTA
de todas as Affeccoes pulmonares
o da feore amarella, Veanttoe outras Molestias troplotsaa.
Depsiu jeral: TROETTE-PERRET, 264, bonlefard Voltaire. PARS
Depsitos em Pernambueo:nuur" M. da SUVA o,i sas pinclpan raraicru.
Vinho o Xarope Dusait
AO LACT0-PH0SPHAT0 DE CAL
Approvados pela Junta d Hygiene do Rio-de-Janeiro.
O Lacto-Phosphatp de cal, que entra na composicSo do VINHO e do XAROPE
'le DUSART, o medicamento mais poderoso que se conhece hoje para restan ra-
as forreas de certos doentes.
Consolida e endireita os ossos das creancas Raciiitieas, torna activos e vigorosos
os Adolescentes molles e Irmphaticos e os que se aclio fatigados em consequencia
de rpido oruscimento. Facilita a cicatrisai;?io das cavernas do pulmo nos Tsicos.
Sendo administrado s mulheres durante a gruvidez ellas alravcssao todo o periodo
da gestagao sein a menor fadiga, sem nauseas, sem vmitos, e dao a luz a. creangas
fortes e vigorosas.
O Laeto-Phosphato de cal administrado s amas e s miies que crio os ilhos,
torna o leite mais rjeo, mais nutritivo, e presen-a as creancas da diairlia e de outras
molestias, que se deolariio durante o erescimento. A denticao opra-se sem fatigar a
creanea, sem que apparorSo convulsOes.
O VINHO e O XAROPE de Lacto-Plwaphato de cal de DUSART desperto o
appetite levantS as forras dos convalescenles e deveni sor eoipregudos erto todos
os casos em que o corpo humano se achar fatigado ou exhaurido de forgas.
Deposito em Pariz, 8, ra Vivienne
A tt endit!!!
Boquets da ultima invencio, para casamentos,
etc., etc., de Jos Samuel Botelho ; a tratar na
ra do Barao da Victoria, loja n. 20, e ra da
Cadeia ao Recife, leja n. 43.
Ama para cozinbar
Na ra de Riachue-
lo n. 17, precisa-se
de urna raulher que
saiba cotnhr.
Todos aquelles que soflrem
Ido peito, devem experimentar
las Capsulas do Dr. Fournier.
Depositarlos em Pernambuco
FRANCISCO M. da SILVA *
C.



Criado
Precisa-se de nm cri .Jo de 12 a 14 annos, que
tenba bou conducta; a tratar na ra do Bum
Jeftus (aDtiga da Cruz) n. 8.
da rna da Imperatriz
Coche! ra
TEW2
189
* C
Taverna
Boa acqnSsfcSo
Joaquim Goncalves CascSo, acbando se.doente
e precisando r-tirar se pwra Europa, vende scu
estibeleeimmto roa de Thom de Souza o. 4,
ou admitte um socio que entre com algnm capital :
a tratar na mesma.
Curso preparatorios
O bafettirel Francisco Gorrei L. Sobrinho tem
aborto nm curso de' aritbmetica, algebra e geome-
tra ; na ra da Matriz n. 7.
Feitor
Prtcisa-e ie um feitor portuguez, para traba-
harem uto sitio, dando-se interesae ; no caes da
Companhia n. 2, escriptorio*
Allencao
A F.ifxrsirfto C^SjfrWCoBvida o vezo fci*
para o sea boaiw soitimento de gravatas, lencos,
meias, colUriubs e punnes, aasim cont tem nm
explendido e esqneaito aortimento de perfumes
raros : ina rna larga do otario n. 38, Damiao
Lima & C
Ao ('(uiHiiemo
O abaixo HSsignlrda. na qundade de procara
dor dos herdeiros do finado Antonio Jes Rodri-
gues de Souza, declara ao respeitavel corpo eom-
rrereial, que o Sr. Veriato S-venano Gimes de
Castro deixou de fnzer parte da firma Jos Angos-
to dos Santo-i & C, da 'qI fazia parte cono so-
cio commHDditario e nico capitalista o mesmo
finado,'e dito Sr. Castro como socio de industria
ficando todo o activo e passivo a ctrgo dos her-
deiros do dito finado. Becife, 11 de Outubro de
1886.
Manoet Martim Fina.
AVISt TIL
Maaoel Bernardina 'Ramos, agente de lo-
ca <,-oes, cobraDjas, compras, vendas e in-
dicacoea uteis, mudon sua'residencia e es-
criptorio <\o sua empresa Agencia &o-
gressiva 'rt'nisrobuc'ana 'para a ruadas
Flores r>. 1 t, (porta largaj.
Casa no Encaiiamciito
Alut-a e uu1 *** r,,m *. 2 qnartos, co
sioha fra o cacimba, C aova e alufrue; cominodo
a tratar na rus dr Pedro Affouso n. 4, sntiga da
Praia.
Madamoiscllc Cotinha
Anda centina aa ra do Imperador n. 05, 2
andar, onde suas amigas e tregopzas podem eu-
cantral-a jara comprar rhe os trabalbos, qoe como
modista de-mpenb, corno eejam, toilettes e pen-
teadoa de todo goeto. de arcordo cem os figurinos
O abaixo assjgnado avisa aos seas amigos, fre-
guezes e ao rJWieo em geral que o'ir. Delfino de
Azevedo Villarouen despedio-se da administrado
de ao coeheirn, ru* Ja Imperatriz n. 29, desde
o dia 9 do eorfeate, fendo prestado todse Hb contas,
ficando a mesma sendo administrada pelo Sr. An-
tonio Joaquim Moreira, a carga de quem se achs
tambem a coiy-anc ; espera, pois, merecer a mes-
ma c-itifianca dra 'seus freguezes.
Beeife, 18 de Outubro de 1886.
los Pedro Rodrigues da Silva.
CbapsSvn par enhura
Um lindo variado sortimento de cha-
peos e chspelioa para senhora, aeaba de
receber Antonio Correia de Vasconcellos,
ra 1. de Marco n. 13.
Pilulas purgaiivas e depurativas
de Caoipanha
Estas pilulas, cuja preparaco pursmeiite ve
com os melbores resultados as seguintes moles-
tias : affeccoes da pelle e do figado, sypoilia, bou
boes, escrfulas, chagaa inveteradas, erisipelas e
^onorrbas.
Modo de natal-a*
Como purgativas: tome-se de 3 a 6 por dia, '< e-
oendo-se aps cada dse um pouco d'agua acloca-
da, cb ou caldo.
Como reguladoras : tome-se nmpilul ao jantar.
Estas pilulas, de invencio dt>3 phamaceutios
Almeida Andrade ic Filbos, twniivtndidum doi
Srs. mdicos para sua nnlhcr garanta, tornande-
jp msis recoUatnav4s,' por: se'rem um sofrute
ourgativo e dt pouca dieta, pelo que poden, ser
asadas im viagein.
ACHA.M-SE A' VENDA
>* (trocarla d<> l-'arla Mobrlubo C.
*l SA DO MAKQL'EZ DEOLINUA 41
Fiambres seinosso
De 1, 2, 3, 4 e 5 libras, proprios para Inncbea,
receberam nova remessa Jos Fernandes Lima 4
C ra Nova j_7_-____
Caixciro
Precisa-se de um calxero com pratiea de dio- t
Ibados ; na ra d? Fernandes Vieira n *4 '
oS8itecsii)i*yitri)5
ToD*ein nota
Trilhos paraengenhos
WAGONS PARA CANNA
Locomotivas
achEoismo completo para en-
gentaos fie Ufdo o lmannos
Sysep$ aperfeiepado
EtpecificacZes e presos no escriptorio dos
lirowns & C.
IV. i-Ra do Commercio
N. B Alm do cima B & C, tem catbalogos de
ooo'i timplementosnecessarios agricultura, como
.aoibcm machinas para descarocar algodao, mei
abos para cal, trigo, arroz e amibo; cerca de fer-
ro galvanisado excelente e mdico em preco, pes
toa neuhuma pode trepal-a, nem animal que-
bral-a.
**^^>%r^r^Vr^rV^W^rXr>rW^r^V KANANGAdoJAPO
RIGAD & Ca, Perfumistas
fARlS,'8, Ra Vi-viezme, 8, PARS
-----
(Extracto de Kananga
Novo e delicioso
perfume para o len-
co producto da
preciosa flor conhe-
cida sob o nome de
Piros japnica.
O sen delicado
aroma, de persis-
tencia sem egdal,
refresca o ar qne
se respira, espar-
indo ao mesmo
lempo ao redor da
pessa que o usa,
as suaves emanacoes que revelara distnecio |
e elegancia. <
Acha-se venda em todas as Perfumarims i
1i***smm*m0**s+*>t1iielme*m)0e1iMm)M

'
CIGARROS INDIOS
de GRIMALT e C*
Pharmaceuticos em Paria.
Admittido na nova
pharmacopa ofltial de Franca.
Approvado pula Justa central de
IlYGiniE do Brail.
Hasta aspirar a fumaca dos Clssnsrross
indloa para fazerdesapparecerem comple-
tamente os mais violentos ataques de
Asthmm, a Tate nervosa, Houquido,
Extinccio dt\ vos, Nevralgia facial,
Insomnio, e tambem combater a Tsica
taryngea.
Cada estojo lera a marca de fabrica, a
firma o sollo da GHIMAUI.T O*.
PARS, 8, Rna Vivienne, 8
E MAS PRINCIPAES piuriMACIAS.


Athuxao
Aluga-se en orna-casa da familit, um quatfo a
alguma scnbora viva ou solteira, que seja de
conducta moralizada ; trata-se na ra do Mar-
qnez do Herval n. '18*. A

Aviso
J^^Jardioi das plantas
MONDEGO N. 80
Pretendendo-se acabar com as plantas qae estilo
em vasos ueste jar Jim, vendem-se os sapotiseros,
mnito grandes, e dando fructe a 2*0U0, liu>
geiras, mnito grandes, para enxertar, a 6^000
duzia, e sapotioeiros mais pequeos por barato
Aloco-
-----------------------J '.i -J.H;


L7ET
Os abaixo atsignados, tendo dissolvido amiga-
velmente, aor acto celebrado em 14 do correte,
a foeiedade commercial em nome collectvo', que
tioham nesta pruca sob a firma social de Eduardo
Cardoso & C.,,na etabelecimento de caldeirana,
sito ra do BarJo'do T/iumpho, outr'cra do
Btum, na. 64 e 66, asaim o tazem publico quem
interessar possa, com especialidadp ao corpo do
commercio, declarando qne todo o activo e passi-
vo do mesmo estabelecimenta est boje a o-r^odo
ex-socio Luiz da Cruz M esqu ti, a quem tica per-
tencendo o mesmo estabelecimento, em rujo nome
individual gyrar de hoje em diante. Recife, 16
de Ontubro de 1886.
Eduardo Correia de Mosquita Cardcso.
Luiz da Crus Mezquita.
Exeellente morada na
Torre
Aluga-se urna casa com commodoa sufricientes.
para familia nuinerosa, com grande sitio e jardim,
muito fresca-e alegre, A marcm dri rm, em cojo
portao termina a linha dos bouds, fundo na mar
! gem opposia do rio, a estac&o da Torre, du com-
paubia dos trilhos urbanos do KoctV Caxaogi :
a tratar na Recite, ra do Corrmercio u. 46, pa-
vimeotu trrreo.
Pcitoral de cambar
Agentes e depositarios eraes ntc provincia
FRANCISC*. DA SILVA *C.
cea Rimazem de drogas nm do Mrquez de
Olindan. 23. Precos: Frasco 9*1500, 1/2 duzia
13/000 e dnzia 24*000.
Caixeiros
; Precisa-se de dous cainiros, sendo um de 18
20 annos de idade, portugus o naeional, e outro
de 12 i 14 annoa de idade, preferindo-se nacio-
nal ; a tratar com o Sirr.de* ru drj Visconde de
Goysnna n. 1, taverna.
SCOTT
DE OLEO PURO DE
Figado de baealho
COM
llypopliosphitos de cal e soda
4pprovada pcia Ouata de Ily
giene e autorlsada pelo
i goveruo
E' o melhor rancio at i hoje deecoberto para s
(laica broncliileM -rropliulass. ra-
rhiiiM. anemia. <:ebllldad era geral.
ilefluxon. lotisie i'hriihlrn e nlTrccea
do pello e da tarzania.
E' muito superior ao oleo simples de figado de
Decalho, porque, alm de ter cheiro e sabor agra-
daveis, possue rodas as virtudes medicinacs e nu-
tritivas do oleo, alm das propriedades tnicas
reconstituintes dos hypophosphitos. A' venda naa
drogaras e boticas.
Deposito em^Pernambuco
Bazar _de passaros
Usa do om leaui* n. jn
Neste eatabelecimencoencontra se sempre gran-
de sortimento de especiaes passaros e gaiolas,
nacionaes e estraogeiras, fructas de diversas qua-
lidades, balainbos para oinhos de canarios do
imperio, jarros e cestos de timb, trbalho muito
aperfeicoado, a saborosa pimenta em conserva em
lindos fra>quinhos vindos da America, pelo barato
proco de 120 rs. cada um, e outros muitos gene-
ro, que se tornam enfadonho mencionar, tudo por
precos modicop.
C0RACA0
Asma, Catarro
COM O UDMIIOO DOS
^Granulos Antmouiaes
Dr PAPIUAUD
lelitartf larinT! a AcHimli Hdlcloi U rtr.
larsTsM aria Jinla a BrfitK do firaifl.
fcrs-ra erigir sobre cada Frasco os nomea de
-B. lOTTSyitUl & r. PAV'T.T.Arrn
dposito ratiLT
PUrmacla SION, 25. ra mmIIId. paux
Pernambuco : niM JJ; iJim t p.
Capiini?
Aluga da Amisade, por preo cninrnodj. u1 tratar na roa
velha de Santa Rita n. 14. sobrade, das 8 horas da
manhit a 1 da tarde.
Taveraa
Vende-se ama taverna na estnuda dos Affliotos
n. 20-A. propria para principiante, erm comiaQ-
dos para tamilia e por preco muitt, (avoravel.
i r -% NL*.O~
Kreeisa-se de urna ama pai fcosinhar, que teja
perita e que durma em casa do patr.-i; n rata
de Riachuello n. 57, porta de ferro.
Caldo 'irire o marlilits
Na flsina Pinto, em Ribeirlo. precisa-se cot-
tratar dous macbiiiistas e um caldeirriro que tra-
balheuJ era cobre e ferro : quem esriver em cond'-
coes dJ servir venha A libeiriio nela estrada de
trro dj> Recifo^iio S. Franc,sc, que acharA com,
quem |rat
1________________. J ft----------- "'
2
Vina
Pre
orar
t
sa-se de urna ama para cosinbar e cosn-
ia ra do Cotovello- n. 3*.
t



Diario de PeroambncoQnartafcira 20 de (tatabro de 1886
Gratifica-se
sqaem entregar no 2- andar do predio a. 19
roa las Trincharas, tres chaves de cofre, sendo
dnas menores e urna maior, as quaes toram perdi-
da* na mesma na na noite da 95 do corrente
Criado copeiro
Precisa-se de um de
14 a 16 annos, na ra
de Riachuelo n. 17.
A Revolugo
IU.-4
A' ru Duque de Casias, resolveu
Elixir carminativo e Ionice do
phannaceulico Ye as
Remedio qne cora dyipepsiaa, gastralgias e to-
das as perturbacoes ligadas desairan jos de es-
tomago e intestinos. Aconselhado por varios cli
nicos dos mais conceitnados desta cidade, acha-se
veada exclusiv* mente na pharmacia americana
de A. ai. eras & C, ra Duque de Casias no-
mem 57.
Novo porto do carvo
Boa do Marques do Herval n. *
Tendo um consumidor completado o numero de
60 barricas, receben um vigsimo da 3 parte da
lotera da corte n 11890, e se Ihe conber a sorte
Sande poder vir receber os ccm nmeros de bi-
tes, de conformidade com o annuncio. Neste
porto vende-se muito bom carvo a 720 rs. a bar-
rica, e aceitam-re reclamacoes dos fregueses,
qnando nao forem bem eeevidos na qualidade do
carvo, e nos fretes dot conductores.
Caixeiro
Precisa se de um caixeiro com pratica de mo-
bados : a tratar na ru* Imperial n. 158.
os seguiutes artigos com 25 j0
VENDAS
i Vende se duas paites do engenho Forno da
Cal, em Olinda, no val, r de 6:0004, ou permuta-
se por eoea no Recite, ou sitio em teberibe, qne
fique a margena do rio ; inuito frtil para canas e
tndo quanto lavouras, boa baiza para eapim,
3tio de coqueiros, grande pedreira para o fabrico
de cal, bom barro para tijolo e te Iba, matas para
enha, grande proporcoes para criar, para o que
tem bom parto, que onde 'sustenta-se todo o
gado e vaccas de leite desta ciaade ; a tratar no
mesmo sitio defronte da igreja de N. S. do Gua-
dalupe.______________________
Vende se a casa de molhados sita raa Di-
reita dos At\ gados n. 16 : a tratar na nesma.
Vende-se ~uira letra'de 4:700#XOOfqe"tem
toda segoranca e hypotheca em um eneenho muito
bom, perto desta cidade, pelo abatimente mais la-
Voravel, cojo pagamento quem comprar a dita
letra nao tardar cm receber, pois que os bens
teem de ir a praca ; a tratar na Camiuho Novo
. 128, das 6 da manha at as !' ou entao no caso
e nao achar a peasoa em casa depois dessa hora
j eixar o nome e morada para ser procurado.
ptimo negocio
Vende-se a casa terrea sita ra Imperial n
294, nova, em chao proprio, taado commodos para
ama regular familia, por barato preco ; quem pre-
tende!-a dirua-se a ra do Apo'lo n. 43, primeiro
andar, onde achara com qnem tratar.
Fizendas brancas
SO' AO NUMERO
4 roa da Iniperarlz = 4o
Luja dos barataros
Alheiro & C a ra da Imperatriz n. 40, ven-
Jera um bonito sortimento de todas est*s fasendas
abaixo mencionadas, eem competencia de precos,
A SABE* :
AlgodaoPsc- de lgodaosinho com 20
jardas, p^lo" barato preco de 3800,
4|, 45 MadapoloPecas de madapolo com 24
jardas a 44500, 54, 64 at 124000
Camisas de meia com listras, pelo barato
preco de 800
Ditas branc Creguolla francesa, fasenda maito encor-
nada, propria para lencoes, toalhae e
ceroulas, vara 400 rs. e 500
Cereu as da mesma, muito bem feitas,
al#00e 1450U
Colletinhos r'a mesma 800
Bramante francs de algodao, muito en-
cornada, com 10 palmos de largura,
m-tro 142
Oito de linho ingles, de 4 larguras, me-
tro a 24500e 280l
Atoaihado adamascado para toalbaa de
mesa, com 9 palmos de largura, metro lf 801)
Cretones e chitas, claras e escuras, pa-
droes delicados, d 240 r. at 40U
Baptiata, o que ha de mais delicado no
mercado, re. 200
Todas estas fasendas baratissimaa, na cohecida
loja de Alheiro & C, esquina do neceo
dos Ferreiros
Algodao entestado pa-
ra envocs
vender
de me-
aos do que em outra qualquer parte.
Cachemira bordada de seda a 14900 o co-
vado.
Merinas de corea a 900 rs., 14000 e 14200 o co-
rado
Merinos pretos a 14200, 14400, 14600, 14800 e
24000 o covado.
Velludilhos lisos e lavrados a 14000 e 14200 o
covado.
Palha de seda a 800 rs. o covado.
Las com listriahas a 600 rs. o covado.
Oosdcnapoles pretos a 14800,24000 e 24500 o
covado.
Setins damasse a 320 rs. o covado.
Zepbiros com descubes modernos a 240 rs. o
covado.
Linhoa escosseres a 240 rs. o corado.
Gase com bolinhaS de velludo a 800 rs. o co-
vado.
Zephires lisos a 100 ris o covado.
Ditos listrados a 200 ris o covado.
Chitas finas a 240, 280, 300 e 320 ris o co-
vado.
Cretones finos a 360, 400 e 440 ris o co-
vado.
Baptistas finas a 200 ris o covado.
Nansuc finas com 3 padroes lindos a 300 ris o
covado.
Las com mselas de seda a 700 res o covado.
Seti netas com desenhos lindos a 320,360, 400 e
440 ris o covado.
Ditas lavradas a 500 res o covado.
Das lisas a 400 e 500 ris o covado.
Fus toes de cores a 320 rs. o cavado.
."Enxovaes para baptUado de 94000 a 184000
um.
Colchas bordadas a 44, 54, 74, e 84000 urna.
Ditas brancas a 14800 urna.
Cobertas de ganga a 24800 urna.
Lencoes broncos a 18MU um.
Lencos de 14200 a 24000 a doria.
Toalhas felpudas a 4*000 e 64000 a duzia.
Bramante de 3 larguras a 900 ris a vara.
Dito de 4 ditas a lgzOO a dita.
Dito de linho a 24000 a dita.
Cobertores de la a44c00 e 74000 um.
Fecbs de la a 24000, 34000, 34500, 44000,
e'44500, 54000 e 64500 um.
<^Chales finos de 54000 a 94000 um.
SSetins macao a 800 e 14200 o covado.
Cortinados bordados a 74000, 94000 e 164000 o
par.
Espartilhos de curaca a 44000, 54500, 64000
e 74500 um.
Guardanapos de linho a 4*000 a duzia.
Madapoloes gemina de ovo e pelle de ovo a
64500 a peca.
Camisas de meia a 800, 14000, 14500 e 24000
ama.
Sern las de bramante a 14 e 14400 ama.
Flanella branca a 400 ris o covado.
Casemira diagonal a 14800 e 24500 o covado.
Cortes de casemira a 34000, 54000 64000 e
7.5000 em.
Camisas de linho a 304000 a duzia.
Brim pardo a 320, 360, 440 e 500 ris s co-
vado.
Linn com salpicos a 500 rs. o covado.
Fnstoes brancas a 360, 440 500 e 640 ris o
covado.
Panno da costa a 14400 e 14600 o covado.
Dito admascado a 14800 o covado.
Esguio amarello e pardo a 600 rs. o covado.
Cortinados de crochet a 244000 o par.
tienriqut da Silva Mortira.
Camisas nacionaes
A **&. aaooo e S454M
32=^ Loja a ra da Imperatriz = 32
Vende-se neste novo estabelecisaento um gran-
de sortimento de camisas brancas, tanto de aber
turas e pjnbos da linho como' de algodao, pelos
barates p*ev>s Je 24600, 34 e 44, sendo fasenda
muito melbor do que as que veem do estrangeiro e
?itu mais bem feitas, por serem cariadas por
um bom artista, especialmente camiseiro, tamben.
se manda faser por encommendas, a vontade des
fregueses : na nova loja da ra da Imperatriz n.
3.-, de Ferreira da Silva.
Ao32
Nova loja de fazer Jas
&S Roa da I rape = 31
DE
FERREIRA DA Si^VA
Neste novo estabelecimento encontrar o res-
pjitavei publico um variado sortimento de fasen-
das de todas as qualidades, que se vendem por
precos baratissimos, assim como um bom sorti
ment de roupas para homens, e tambem se man
da faser por encommendas, p r ter um bom mos-
tr altaiate e completo sortimento de pannos fiaos,
caaetniras e orina, etc
P
*
74001
10400
124001
124001
5450
6460>
84001
3400t
14601
l*OU
Maduro
Vinho puro da uva
O que pede brer de melhor para mesa,
barra e a retalho I Pocas Meades S C .
estreita do R esor 9.
na Ion
n. 32,
roa
e nonas
Encontrarlo sempre na Graciosa, ra do Cree
po n. 7, ama variada colleecao de objectos pro-
prios para casamento, como sejam :
Capeliascom rse, de 64 a 254000.
Gnnaldas de flores de larangeira a 54 e 64-
uigas de soda bra ea a lf e 24,;00.
Lu vas de pellica branca para senhora a 24500
o par.
Ditas de dita para horneas a 34 o par.
Meias a bertas de fio de Escossia para senhora a
4000 o par.
Ditas de seda branca para senhora a 8*000.
Ditas de fio de Escosbis, brancas, para homem
a 14500.
Loques bra neos de setim, de 64, 104 e 154000.
Gravatas brancas de cambraia a 800 rs.
Ditas ditas com laco a 14000.
Ditas de setim branco a 14500.
miarte A C.
Pechinchas!
ii. l asr
Vende-se na loja dos barateiros da Boa-Vista
rodao para lencoes de um so" panno, com 9 pal-
'8 de iarporaa 900 rs-, e dito tota 10 palmos a
00 o metro, assim coma dito trancado para
malhas de mesa, com 9 palmos ae largura a 14200
n etro. Isto na leja de Alheiro t C, esquina
do ecco dos Ferreiros.
MERINOS PRETOS
A 14200,14400, 14600, 1*800 e 24 o covado
A beiro 4 C, ra da Imperatriz n. 40, rea
dea muito boas merinos pretos pelo preco acinu
dita. E' pechincha : na loja da esquina do boc-
eo d s Ferreiros.
Espartilhos
Na loja da ra da Imperatriz n. 40 vcude-se
muito bons espartilhos para senboras, pelo prect
de 54''00. assim como um sortimento de roupas
do casimiras, brins, etc., isto na loja da esquina
de neceo dos Ferreiros.
CASEMIRAS DGLEZAS
A 24800 e 3* o covado
Alheiro & C, ra da Imperatriz n. 40, ven
dem un elegante sortimento de casemira ingle-
sas, de duas Urguras, com o- padroes mais deli-
cados para costume, e vendem pelo barato preor
de 24800 e 3| o covado ; assim como se encarre-
de mandar fazer costnmes de casemira a
), sendo de paletot sacco, e 854 de fraque,
grande pechincha .* na loja dos baraU'iros da Boa
Vista.
BRIM PARDO LONA
A 820 rs. e covado
Os barateiros da Boa- Vista vendem ama graade
porcao de brim pardo lona, por estar com princi-
pio de toque de mofo, pelo barato preco de 32(
rs. o covado, grande pechincha ; na loja da es
quina do becco dos Ferreiros.
Bordado* IOO r*. pee
A ra da lmpatatriz n, 40, vende-se pecas de
brdalo, dous metros cada peca, pelo barato pre
eo de. 100 rs., ou em cartao com 50 pecas, sorti-
das, por 5f, aproveitem a pechincha ; na loja da
esquina do becae doe Prreiroa.
lendf toce en MoSTrea do pello 1
i*)
Usai o melbor remedio, que o PEITORAL
DE CAM HA RA', e veris como voseo soffrimento
desapparece Vende-se na drogara dos unicoi
agent-s e depositarios geraes qa provincia, Fran-
cisco Mauotil da silva se C, iua do Marques de
Olinda u. 23.______________________________
Oleo de moclo
Su; erior e sem falsifiea^o : rende Luis Jos
da 8ilva Guimares, roa doConunercio n. 5.
Cabriolet e victoria
Vende-se um cabriolet e urna victoria em per-
alto estado de conservaclo e por preco modieo :
Ta ocheira n. 16 i ra do Duque de Cszfas.
Sao a "M-gulnio* que deflnltlva-
menie nao enlrarao no prximo ba
lan^o
Admirem!
Booito sortimento de mariposas e fuBtoes, cores
firioea, a 240 a 230 rs. o covado !
SaDsofcs de cores mimosas a 180, 200 e 320 rs. o
dito!
Linbo- escoceses, novidades em padroes, a 200 e
240 rs. o dito !
Setinetas, as mais finas que tem viudo, a 320 e
360 rs. o dito !
Cretones franceses a 260, 280 e 320 rs. o dito
Sargelim diagonal, todas as cores, a 240 rs. o
dito'
Popelinas de cores, a 160 e 240 rs., listras de se-
da, barato '.
Lazinhas modernas, a 440 e 500 rs. o dito !
Cachemiras, lindos gostos, a 60O e 700 rs. o dito !
tienda indiana (imitacao), linda fasenda, a 700 rs.
o dito !
ran da. delicados desenhos, um metro de largura,
a 800 rs. o dito 1
Marin e cachemiras, pretasede cores, a 900 rs.,
14 e 14200 o dito!
Setim maco, todas as cores, a 800 e 14 o dito!
Veludho de todas ae cores, lisos e bordados, a 14
14200 o di.!
Casemiras inglesas, de cores, a 14200 e 14400 o
dito !
Cberiots, preto e asul, a 24500, 34 e 34500 o
dito I
Cas> mira diagonal, a 14800 o dito !
Panno ingles superior, preto e azul, a 24200 e
44 o dito 1
Pecas de esgniao para casaquiobos. a 34500 e
4*! .
dem de superior algedao, a 44, 20 ids !
dem de madpoloes americanos, a 44500, 54 e
64, 24ids! 4
Para as Ezmas. noivas, lindas grinaldas e reos,
por 124 e 154 !
Bicos cortinados, todo bordado, complete, por
94-'
Lindas goarnices de crochets, cadeiraa e sof, a
841
Sup' rior bramante de algodao, quatro larguras, a
900,14 e USOOo metro I
Atoalbado bordado a 14400 e 14800 o dito !
Pannos de diffen-ntes cores para mesa a 600,14200
e 146OO o covado!
Cobertas de cretones, lindos padroes, a 34800 e
44.
Lencoes de bramante (cama de casal) a 24 um I
Colzas francesas, de cores, a 24, e 64 superiores I
Lencos de cores, lindos deserrho, a 24 a dusia !
Semulas bordadns, de bramante, a 164 a dita !
Sirias inglesas, brancas e de cores, a 34200 e 64
a dita.
Cambraia bordada, branca, a 64 e 74, as melhorce
que tem rindo 1
Sortimento completo de sedinhas de cores, grosde-
naples, filos bordados, crep, mantilbas, capas
de 13, fiebs.
ChamadoTemos ressoal habilitado.
Vendan em irintuDcscootos da praca.
&9-RD9 Duque de Casias *
Carneiro da Giba & G.
Boa da Imperairll
Loja de Pereira da Suva
Neste estabelecimento vende-se as roupas aba
io mencionadas, que sao ba- i^iu.aa.
Palitots pretos de p^ri .. aiagonaes e
aoolchoados, senuo razenaas muiio en-
corpadas, e forrados
Ditos de casemira preta, de cotdao muito,
bem teitos e forrados
Ditos de dita, fasenda muito melbor
Ditos de flanella asul sendo inglesa ver-
dadera, e forrados
Calcas de gorgoreo preto, acolchoado,
sendo fasenda muitr encornada
Ditos de casemira de cores, sendo muita
bem f ai tas
Ditas de flanella inglesa rerdadeira, e
muito bem feitas
Ditas de brim do Angola, de muleskim e
de brisa pardo a 24, 24500 e
Ceroulas de gregaellas para horneas,
sendo muito bem feitas a 14200 e
Colletinhos de greguella muito bem feitos
Assim como um bom sortimento de leos di
linho e de algodao, meias cruas e collarinhos, etc
to na loja oa ma da Imperatriz n. 3U
dea. aetlneaa e iiiali.na a SO
ra> o covado
Na loja da raa da Imperatriz n. 32, vende-i
um grande sortimento de fust&es brancos a 50)
rs. o covado, lazinnaa lavradas de furta-corea
ft.renda bonita para vestidos a 500 rs. o covade
e setinetas lisas muito largas, tendo de todas a
cores, a 500 rs. covado. pechincha : na loj>
do Pereira da Silva.
Algodaoainlio rranrez para lenrei
MWn., lo e l#SOO
Na loja da ra da Imperatriz n. 32, vende-
superiores algodaozichos franceses com 8, 9 e 1
palmos de largura, proprios para lencoes de un
s panno pelo barato preco de 900 rs. e 14000 <
metro, e dito trancado pa a toalhas a 14280, at
sim como superior bramante de quatro largura
para, lencoes, a 14500 o metro, barato
da Pereira da Silva.
Roopa para meninos
A 44. Ioh e ai
Na nova loja da ra da Imperatriz
vende um variado sortimento Se vestuarios pro
pros para meninos, sendo de palitosinho e calo
oha curta, feitos de brim pardo, a 44000, dito*
de moleequim a 4460C e ditos de gorgorito preti
emitando casemira, a 64, sSo muito baratos ; n
oja do Pereira da Silva.
"A'FloTidT
Rna Duque de Caxias n IOS
Chama se a atten^o das Exmas. familias para
os procos seguintes ;
Luvas de seda preta a 14000 o par.
Ciatos a 14500.
Punbos e collarinhos de cores para homem a
14000.
dem para senhora a 14500.
Grampes invisiveis a 60 rs. o masso.
Luvas de seda cor granada a 24, 24500 e 34
o par.
Saepensorios pre menino a 500 rs.
dem amer.canos para homem a 34-
Meias de Escossia para crianca a 240 rs. 0 par.
Leques de papel com corrente a 14*
Pitasde velludo n. 9 a 600rs, n. 5 a 400 rs. o
metro. I
Lencos de eseniao a 14500 a dusia.
Albuos de 14500, 24, 34, at 84-
Bamcs de flores finas a 14500.
Luvas de Escossia para menina, lisas e borda-
das, a 800 e 14 o par.
Porta-retrato a 500 r*., 14, 14500 e 24.
Pentes de nikel a 600 rs., 700 e 800 rs. um.
Rosetas de brilhantes chimicos a 200 rs. o par.
Guarnicoes de dem dem a 500 rs.
Anqninfaas de 145M), 24, 24500 e 34 urna.
Plisss de 2 a 3 ordena a 400, 500 e 600 rs.
Bicos de cores com 12 jardas e 2 1/2 dedos de
largura a 34 a peca.
dem com 4 dedos a 44500 a peca.
Espartilbo Boa Figura a 44500.
Idea. La Figurine a 54000.
Bicos de alencon com 4 e 5 dedos de largura a
24500 a peca.
dem estreitiohos com 10 metros a 800 e 14000
a peca.
Puntes para coco com inacripcio.
Para toilet
Sabio de areia a 320 rs. um.
dem phenicado a 500 's. um.
dem alcatr&o a 500 rs.
dem de amendoa a 300 rs.
dem de alface a 14000.
Agua celeste a 24000.
Agua divina a 14500.
Agua Florida a 1#U00.
Mac eos de seda a 100 rs.
Meias brancas pira senhora a 34 a dusia.
BARBOSA & BASTOS_____
Cocheira a venda
Vende-se urna cocheira com bons carros de pas-
seio, bem localisada e afreguesada, por preco mui-
to medico em razan de seu dono nao poder admi-
nistrar por ter de fazer urna viagem : os preten-
deates acharo com quem tratar ra do Duque
de Cazias n. 47.
WHISKY
BOYAL BLEND marca V1ADO
Este excellente Whisky Eacosses preferir
so cognac ou agurdenle de carina, para fortifica'
o corpo.
Vende-se a retalho nos ka lhores rmaseos
nolhados.
Pede BOYAL BLEND marca VIADO cujo no-
me e emblema sao registrados para todo o Brasi
_______BBOWN8 ce C, agentes_________
Novas lsinhas
A 8 SO c 400 res o covado
Acabam de ebegar para a loja da ra da Im-
peratriz n. 32, um grande e bonito sortimento de
lasinhas de cores para vestidos, sendo fasenda de
ranita phantasia, com cores claras e escuras, e li-
quidam-se a 320 e 400 res o covado, por ha ver
grande porcao na loja de Pereira da Silva.
Malvasia
Vinho proprio para senhoras
Em barris e a retalho : Pocas Mendes & C,
roa estreita do Rosario n. 9.
THES0URAR1A
DAS
Teeidos de linho
A 500 rs. o corado
Na loja da ra da Impratris n. 32, vende-se
um bonita sortimento de fazendas de linho para
vestidos, tendo largura de chita francesa, com
muito bonitas cores e palminhas bordadas, pe-
chincha a 500 reis o covado, aa loja oe Pereira da
Sva._____________________________________
Papoula & G.
N. 18KM O Odltf-118
Tem
Luvas de pellica, pelle de cao, camurca, seda fio
d'Escossia e casemira.
Agua florida e Tricofero de Barrv.
Sabonete diversos e curativo de Reuter.
Cambraias lisas, bordadas e abertas.
Camisas e ceroulas de flanella e meia de 12.
Camisas sem collarinhos e sem punbos s/c e/p
c/c e c/p.
Collarinhos. punhos, meias, plastrons, mantas,
gravatas de laco.
Lencos, espartilhos, penteadores em cambraia,
vestidos de cambraia bordados, boleas tapetes, fi-
xs de seda e de IS, casacas elsticos, casacas de
casemira greoadine de seda e todas de seda.
Alpacas de seda a 600 rs o covado.
Telepbone 500.
VAPOR
e moenda
Vende-se um bom vapor e moenda com pouco
uso ; a ver no engenho Timb-ass, muito perto
da estacao do mesmo nome ; a tratar na rna de
mperador n. 48, 1 andar.
Aeha-se Yenda a 6a parte da Ia lotera a
benetieio da Santa Casa de Misericordia do
Recite que se extrahir quinta-fcira, 21 de On-
tubro ao meio dia pelo segninte
\ 16)$000 34:O0O|J0OO a centena era que sabii
24,000 bilbetes a
Beneficio, sello e commis-
b2o. ,
69:060^000
314:940,J000
- --,2
100:00rir000,
30-00.3)00: 2
10:000,5000'
4:O0'J50O0
14:000^000,
. 10:0000000!
8:0000000;
19:9000000
que sabir
o terceiro premio 5:9400000
2 Approxim a c o e s do
2:0000000 para o pri-
meiro premio 4:0000000
Ditas de 1:0000000
para o segando premio 2!OOO0OCO
Ditos de 6500000 para
o terceiro premio 1:3000000
2,400 premios de 200000
para todos os algans-
mos finaes do primeiro
premio .... 48:0000000
1 Premio de.
1 Dito de .
1 Dito de .
1 Dito do .
7 Ditos de 2:0000000
10 Ditos de 1:0000000
16 Dito de 5000000
99 Ditos de 2000000 para
centena em que sabir
o primeiro premio
99 Ditos de 1000000 para
a centena em que sa-
bir o segundo premio
99 Ditos de 600000 para
Caso a terminacSo do segundo premio seja igual a do primeiro passari ao nu-
mero immediatamente superior.
Esta lotera divide se em 20 partes e os bilbetes em vigessimos de $00 ris
cada um, i
Os premios maiores de 2000000 ero cada parte esto sujeitos ao imposto pro-
2,400 Premios de 200000
para todos os algaris-
mos finaes do segundo
premio....."
9:9000000; 5,140 Premios
48:0000000
314:9402000

A Vencedora
Ra da Imperatriz 82
J. M. l.i-mo* lluarle
Neste estabelecimento encontrar O publico
sempre um co npleto sortimento de miudezas e
objectos de moda e phantasia. e grande exposico
de brinqnedea para crianca, per preco sem com-
petencia, a saber :
Leques do diversas qualidades.
Socos para crianca.
Cbaposiobas e sapatinhos para baptisado.
Enzovaes completos para baptisado.
Bicos de todas as qualidades e cores.
Sortimento completo de fitas, crese qualidades.
Punhos e collarinhos para homens e senhoras.
Completo sortimento r*e 13 de todas as cores a
2f 800 a libra.
Espartilhos.
Grande sortimento de meias brancas e de cores
para i ornens, senhoras e meninos.
Perfumaras de todas as qualidades.
Objectos de plaqu : broches, pulseiras, brincos,
voltas, alfinetes e mais artigas.
Velas de cera e bogias de todos os tamanbos.
Lavas
De seda, braco inteiro.
dem, meio braco.
dem, de 2, 3 e 4 botes.
I4em de Escossia.
dem preta, de 2, 3 e 4 botoes.
Luan de peines
A 1 500 o par, e mais urna infioidade de arti-
gos que seria enfadonbo enumerar.
O proprietano dcste estabelecimento convida
seus fregueses e especialmente s Ezmas. fami-
lias para risitarem o seu estabelecimento, e ara-
harem o que acim fioa dito.
82Ra da Imperatriz82
GRANDE
?incial de 15[0 e 5r0 addicioual sobre o referido imposto.
EXTRAcgAO PELA MACHNA FICHET
Tbesouraria das loteras, 15 de Outubro do 1886.
Augusto Octaviano de Souza,
TheNoureiro.


BANHOS DE MAR
Superiores eostumes de excellente lazenda para
Para senhoras.
Para homens .
Para crianzas.
..... 101000
..... 8$000
..... 5|000
Promptamente prepara-se qualquer eos-
turne para o que temos os nielhoi es teeidos.
No mesmo ostabelecimento se continuar
a encontrar constantemente verdadeiras pe-
chinchas.
Bug Primeiro Ae Marco 120
JIWODOLOIVRE
Tetephone n. ,58
.

Viuvos eviuvas
Podero ir Graciosa, ra do Crespo n. 7,
que acbaro sempre artigos proprios para lato,
taes como :
Leques pretos de papl, setineta e setim.
Vol'aa, brincos, pulseiras e broches pretos.
Meias pretaa, fitas, bicos de linho, la e seda
pretos.
Guarnicoes para camisa de homem.
Cadeias de fitt>, retros e metal, pretas.
Meias pretas para enancas.
batirte A C.
\ovir)adp* do ExooHtcfio Central
ru larva do Roxarlo n. S8
Meias de fio d Escossia, para senhora 14800
Ditas cruas e brancas, para senhora, rs. 800
Extracto Port'viene 2*000
dem Theodoro 24010
Boquet'Garlos Gomes 2J000
dem Guara,iy 9f00<>
Liinhas para machina, rs. 80
Meias, fio de seda 600
Bordados por to lo o pr^co.
Expoftlcao Central
Rna larga da Rosario numero B8i
Luz elctrica
Vende-se um appaielbo de illumioaco elctri-
ca, contido um dyunmo Siemens, machina a
vapor, urna lamp.da de arco, com intensidade de
2,0(X) velas, e duas de 1,000 velas cada ama, com
os competentes laoiptes, nos elctricos, soladores
e de mai accessortos, todo experimentado e em,
boas condicoes de conservaco : a tratar ao s-
criptorio da eompauoia do Beberibe, i ru do Im-
perauor n. 71.
Expsito central roa larga do
Rosario n. S8
DamiSo Lima & C, chamam a attencSo das
Exmas. familias para os precos seguintes :
Carreteis de 200 jardas 4 80 rs.
Pecas de bordados do 200 a 600 rs.
Ditas de um palmo a 2*1500 e 8JO00.
Pita n. 80 para faxa a 2*500.
Leques regatas e D. Joannita a 1*000.
Frascos e extractos de Lnbin, grandes, a 2*000.
Leques D. Lucinda Cotho a 6*000.
Toalhas felpudas a 500 600, e 1*00.
Dusia de meias para homem a 3(000.
Ditas para senhoras a 3*000.
Luvas de seda a 2*000.
Meias de fio de seda para menina a 1*000.
Colarinhos de linho a 500 rs.
Ditos de algodao a 320 e 400 rs.
Macos de grampos a 20 rs.
Pecas de cordo p ra vestido a JO rs.
nrisiri'is grandes a 320 rs.
Grampos invisiveis a 60 rs.
Um leque de setim (novidade) a 6f500.
Ricas bolcinhaa de in a d repero I a de 1*500 6*.
La para bordar 2*800.
Urna capel la e veo de 15*000, por 12*000.
Um espelbo de mol fura p ir 5*500.
Urna pulsnira de fita per 1*200.
Plise a 400 e 600 rs.
Urna noneca grande de cera por 2*500 e 3*000.
NA EXPOSIQO CENTRAL
38Ba Larga do Rosario38
Os proprietarioB do muito conhecido estabelecimento denominado
MUSEU DE JOIAS
sito a ra do Cabug n. 4, communicam ao respeita^el PUBLICO qne receberam uj
grande sortimento de joias das mais modernas e dos mais apurados gostos, como tam-
bem relogios de todas as qualidades. Arisam tambem que continuara a receber por
todos os vapores vinde da Europa, objectos noros e vendem por muito menos que e
outra qualquer parte.
MIGUEL W0LPP & C.

i
N. 4RA DO
Compra-se ouro e prata velha.
CABUG----N. 4

mt
DOMESTIC
SSo reconheciaas ser as maif
legantes, aa mais duravels t
em ttdos os sentidos.
AS MBLHORES
Para precos, e
Ilustrarles de todos
jam se
Domese Sewing Machine C.
NfcW-YOR, U. S. A.
circulares como
estylos, dir-
os
Serrara a vapor
Cae do Cap bar be a. 18
Vesta serrara eneontrarSo os si nhores frefrue-
es, um praade sortimento de pirhj de resina de
inco a des metros de comprimenco e de 0,08 a
,24 de esquadros Garante-se preco mais como-
io do qne em outra qualquer parte.
Francisco dor Santos Macedo.
Pin lio de Riga
Acaba de ebegar pelo bngue Atalanta um com-
pleto sortimento de pinho de Ki^a da melbor qua-
lidade e de diversas dimensSes, tomo seiam:
4 X 12
4X .6
:x 12
3X11
3X9
2 X 1?
e tabeas da mesma madira d. 1 1*1/B polla-
Hadas. <
Vendem MATHUEI AUTIN & C+ 4 raa do
uCommcrek)'. 18, 1 andar, ou no caes do Apollo
n. 51, por precos commodos.
COROAS
MORTUARIAS
A le fie cent fia na Dow fie Canas 1.119 mM m
esplend soit ment fie coreas irisars, ese o m ta ie sia-
ao uiiT e lis neo, tai 11 gesto coi si plili.
Collocam-se os ticos BBATIS a mbii dos reta
Quant a presos desafiam toda com-
petencia.



/


Diario de PeriiambucoQuarta-feir 20 de Outubro de 18S6

i i

i




ASSEMBLEA GERAL
CMARA DOS DISPUTADOS
SESSAO EM 8 DE OUTUBRO DE
1886
PRESIDENCIA DO SR. GOMES DE CASTRO
1. VICEPRESIDENTE
(Continamelo)
ORDEM DO DA
IRGEStlA
O sr. Araojo Coes Jnior ti
ta longamente do contrato cora os emprei-
teiros do prolonganento da estrada do fer-
ro da Bahi, tratando de mostrar qus os
emprekeiros por f; l:a de recursos tm sem
pre feino obras, cuja importancia muito
inferior ao crdito votado nos ornamentos,
que tem solicitado e obtido prorogajScs
successiv-s de prazo em consequencia de
empeuhos e da tolerancia do governo, sen
do que neste andar o orador nio sabe
quando essa estrada do ferro se approxi-
mar do rio S. Francisco. Contra esses
faveres dos gouvernos aos grandes emprei-
teiros aao deixar/i de clamar.
Nessa empreitada ligaram-se liberaes e
conservadores de modo que obtem favores
rie todos os governos. O orador chama a
attenjio do nobre ministro para a demora
que tem havido na conclusao destas obras.
Passando a analysar a novajo desse
contrito feit pelo Sr. Carneiro da Rocha,
cem os empreiteiros, censura o ministro, o
eogenhero chele e os enopreiteiros; e trata
de um aviso, para pagamento de um quan-
tia a esses empreiteiros, que desappareceu,
nao se sabeodo ondo esta, posto que a elle
se referem diversos documentos, que se
acham em poder do orador.
Denuncia
Entra em discussao nica, o parecer da
coramissao especial sobre a denuncia do
Sr. deputado Coelho Rodrigues contra o
ex-roinistro da agricultura conselheiro An-
tonio Carneiro da li v ha.
Sr. Coelho Rodrigues vai fa-
zer algumas considerajrJes sobre o para-
cer, nao para aecusar o denunciado, mas
para justificar o denunciante.
Attribuiram a denuncia a odio ao gabi-
note 6 de Junho, a paixio partidaria a ini-
raizade contra o denunciado e a orlem do
governo. Nao tem odio a finados e pat-
rio partidaria; se teve, nao a tero, desde
que foi desprezado por urna cmara cuja
maioria era conservadora; inimizade ao
denunciado, nio a tem, porque nunca Ihe
servio elle de embarajo, e quanto a ordem
do governo e especialmente do Sr. presi-
dente do conselho, to ridicula a argai-
cao que nio merece tesposta.
Attribuindu-se a tantas causas a denun-
cia, esqueceram a nica que a determinou
o cumplimento do dever.
Recorda que combateu sempre as leis
iudividuaes e as auterisajoes ; para decre-
tado de leis e conhece utilidade publica
e ainda nao descobrio o nomo dessa se
chora, e para autorisajoes tem urna raziio
theorica e outra prati : a Ia basee-se na
diviso do poderes, porque se sao do exe-
cutivo, elle pode salas, se sao do legisla-
tivo, nao pode delegal-as sobre casos espe-
ciaes expressos ni constituicio. A prati-
ca que destas autorisajoes nascem sem-
pre abusos e dellas tm nascido todas as
indemnisajo's por trabalhos nao exeouta-
dos. E isto proveio principalmente da
creacio do ministerio da agricultura, que
devia ser supprimido, porque seria o meio
de equilibrar o ornamento.
Accresce que a autorisajo, sen i o de
confianja pessoal, devia acabar com aquel
le a quem fosse dada. Diz que sua de-
libera jao denunciar todo o ministerio que
manda pagar obras nao ieitas.
Faz o histrico da concessio da estrada
de ferro da Victoria a Natividade, trata de
demonstrar que, emquanto o governo procu-
ra diminuir concessionarios, procuravam
augmentar o prejo da construejo : nota
que nio ae eocoatra a data do contrato,
depois, do qual devia correr o prazo para
os estudos: este prazo, que devia ser de
15, foi de 30 roezes; l os oficios do en-
genheiro fiscal e do representante da com-
panbia, para demonstrar esta demora, e
considerando que em direito s se rescinde
o que existe, uo havendo garantas, como
o demonstra um officio do proprio repre-
sentante da companhia nao podia haver
recisio.
Faz o histrico da autorisacio da lei de
3 de Noverobro de 1384 ; refere o que
houve sobre o aocordo, e ponderando que
o fim dessa lei era nao pagar garantia pa-
gando se estudos e vice-versa reuniram se
dous proveitos n'um sacco, mandou-se pa-
gar ambos, e ainda mais garantio-se-Ihes
a preferencia, no caso de construcjio da
estrada.
No contrato emitts-se a clausula da ap-
provajio do parlamento ; paga-sa 300 e
* i p r estudos e 40 rail libras
,*o de urna esperarla e acha-
|ue duro chamar o autor de taes es-
banjamentcs de dissipador dos dinheiros
pblicos.
A discussao fica adiada pela hora.
O Sr. Presidente d a or lera do dia
para o pri ueiro dia da sesso, depois da
renniio da assembla geral.
FOLHETIH
>. DE
EMMA &0SA
POR
2A7IB8 DE MURI
::uu:l:i: se bi&olo
( Continuado do n. 5 4 0)
xvni
Morta I repetio Leao cora impetuosi-
dade. Oh minha senhora, por quem
nio diga aso Os rooos presentimentos nao
me enganam A saa tilha est viva. Na
veepera do dia em que ella quasi raorreu
em Saint Julien du Sault, eu tinba sonha-
do com essa catastrophe. No dia em que
eu soube que urna aucusacSo pesava sobre
a senhora, e que estava presa, a convic-
jio pirito a despeito daa apparencias contra-
rias; en nio duvidei, nao dnvido, eu seria
o sea fiador e respondera pela senhora co-
mo por miro mesmo. Pois bem 1 depois
de desesperar, depois de ter exclamado co-
mo a senhora : irona Rosa morta !
baje nao o creio mais Sinto que ella est
vira I Esta noite eu o sonhei. Ella pen
ava na senhora e em mira. Cbamava-nos
aos dous. Estava paluda e soffria, mas es-
tava viva !... biga o meu exemplo, eu Ihe
peco. Nio perca a esperanza. Havemoi
de achala.
' SENADO
DISCURSO PRONUNCIADO NA SES-
SAO DE 29 DE SETEMBRO DE 1886
O ir. F. Belisarlo (ministro da fa-
zenda) : S pretenda discutir com os
dous honrados senadores, que mais longa-
mente faliaram nesta discussao, o ponto a
que quasi exclusivamente se liroitaram;
sto o additivo que consagra medida para
o melhoramento do meio circulante.
Devo, porra, dizer alguraas palavras ao
nobre senador por Mnas-Qeraes, que acaba
de fallar, nao em relajao ao as=urapto que
constitue a economa peculiar do senado,
em que se referi ao Ministerio da Fazen-
da, isto : necessidade de a presentaren)-
se por occasiio de discutir o or9amento al
gumas medidas que nao deveriam fazer
propriamente parte d'ell*, e que por isso
tornam mu longa a respectiva discussao.
Se o governo nao tivease aproveitado esta
opportunidade para obter esta ou aquella
medida que julga indispensavel, certo
que nao poderia conseguil-a nesta sesso.
Mas f*co coro o nobre senador votos para
que entremos no systema regular de nao
admittir que no orjamento da receita e da
despeza possa ser enxertado assumpto es-
tranho a ella. Se para o anno ti ver ainda
de apresentar me perante as cmaras legis-
lativas no exercicia do cargo que ora oc-
cupo tomarei o empenho de promover,
quanto puder, o mel hora ment desta situa-
jo. Urna vez que oceupe-me deste as-
sumpto, antes de passar ao ponto prin
cipal...
O Sr. Silveira da Motta: Esta cauda
j veio da Cmara dos Deputados.
O Sr. Ministro da Fazenda : Raco-
nheco, mas materia toda pertinente ao
ornamento. Antes de oceupar-me do ponto
principal do meu discurso, direi algumas
palavras em relacao ao outro nobre sena-
dor por Mnas-Qeraes, que fallou na ulti-
ma sesso sobre o additivo referente s lo-
teras, tomando tambera em censideracSo
o apresentado pelo nobre senador pelo Rio
d Senhores, a medida que o governo acei-
tou nio radical; elle bem o deseja, mas
nao se propoe. a extinguir totalmente as lo-
teras por duas razoes:
Em prmeiro lugar, ha instituicoes pas
que vivera do auxilio que lhes presta este
jogo. Nao possivel suppriroil o de urna
vez e deixal-as sem o recurso com que con-
tara e lhes indispensavel. Lembrarei,
entre outras, a Casa de Misericordia desta
cidade e o Morjte-Pio dos Servidores do
Estado, que recebe mais de 500:000$ das
loteras. Se este recurso cessasse sbita-
mente traria grave perturbajao a esta ios-
tituijao necessaria.
Mas preciso que estes estabelecimentos
contera a termioajio deste jogo e vio se
preparando para a auppressio total. Por-
tanto, a restriejao do jogo um prepara-
tivo para a sua ceseao. Por outro lado, a
populacao est habituada a este jogo; e,
se fosse supprimido de urna vez lancar-so-
hia, as rifas particulares ou as loteras
estrangeiras, o que diffioil reprimir. O
additivo tem por fim moderar o jogo; as
loteras continuarlo a ser vendidas nos es-
criptorios dos respectivos thesoureiros, mas
o pu&l.co nao ser importunado e estimu-
lado a comprar buhe tes como boje.
O Sr. Silveira da Motta : A lei ha de
ser Iludida.
O Sr. Ministro da Fazenda : Se nio
for sufficiente, as cmaras proporao no an-
no seguinte medidas mais efficazes.
Mas a emenda do nobra senador pelo
Rio de Janeiro diz que esta medida devora
ser executada quando estiverera extrahidas
as loteras concedidas por lei. Ora, as
loteras concedidas por lei precisara de 10
annos, pelo menos, para seren extrahidas;
quer isto dizer que o paramento votara
urna medida para ser executada d'aqui a
10 annos ; era melhor propr a suppressao
pura e simples. (Apoiados.)
O Sr. Silveira da Motta:Eu voto pela
suppressSo.
O Sr. Ministro da Fazenda : Direi ao
nubre senador por Minas-Geraes, que se
oceupou deste assumpto, que o additivo
nao estabelece nenhum monopolio em favor
das loteras do Estado; declara simples
pente que nio poderao correr na capital
do Imperio loteras coro planos differeutes
das que aqu correm. Os abusos pela dif-
ferenca de planos sao muito conhecidos.
O Sr. F. Octaviano : E' verdade.
O Sr. Ministro da Fazenda : A pro-
vincia da Baha teve necessidade de pro
bibir a extraccio das suas loterias fra
d'ella, pelos abusos que se tinham dado.
Na provincia do Para fez-se um contrato,
em que se dea a um individuo privilegio
exclusivo por 5 annos para extrahir lote-
rias por planos diferentes, mediante ape-
nas urna contribuicao annual de 20:0005
para a provincia. O sonado sabe o que
occorreu no Cear, ficando o thesoureiro
na impossibilidade de pagar os premios e
a provincia na eventualidade de fazel-u.
O Sr. Castro Carreira: E' v. rdade.
O Sr. Ministro da Fazenda:Ainda
agora acabo de receber do presidente da
provincia de Pernambuco um officio a elle
transroittido pelo cnsul geral do Brasil na
uissa, perguntando se o governo do Bra-
sil garantia as loterias brasileiras cujos bi-
lhetes esto sendo vendidos na Europa.
Recebi tambem de urna agencia de lote-
rias, estabelecida em Vienta a'Austria, a
pergunta: se effectivamente o governo ga-
rante taes bilhetes.
O Sr. jMartinho Campos: Esses aio
freguezes velhos nossos.
O Sr. Ministro da Fazenda: Pe^o li
cenca ao senado para lro officio do cn-
sul geral da Sufssa.
O Sr. Martinho Campos : E sao elles
que me fazem nio votar pela suppressao
das loteras d'aqui.
O Sr. Ministro la Fazenda : (Le) :
< Consulat Suisse Pernambuco, 27 de
Agosto de 1886. Illm. Exm. Sr. Dr.
Ignacio Joaquina de Souza Leao, M. D.
vico-presidente desta provincia. Illm.
Exm. Sr.Tendo sido interpellado por
varias pessoas conceituadas da Europa, e
at de Constantinopla, sobre o valor real
do prospecto, plano junto, coneerneDte
grande lotera em favor da Colonia Orpha-
nologicaSanta Isabel, pareesndo-me
de toda a necessidade, em abono mesmo
do bom conceito de quo gosa o Brasil, fe-
lizmente, desvanecer qualquer duvida que
possa apparecer sobre o ponto que diz ser
esta lotera garantida pela lei, e conseguin-
teraente pelo estado, peco venia para di
rigir-me a V. Exc. para ter a confirma-
c3o desta parte do prospecto, pedindo mil
desculpas a V. Exc. Be com isto venho
i ro por tunal o. Aproveto a occasiao para
apresentar e V. Exc. os protestos de mi
nha alta estima e consideracio, com que
tenho a honra de ser de V. Exc. atien-
to venerador e criado, O. Falkeisen, con
sui. >
Est aqui o prospectU3 da lotera, que
effectivamente diz: Esta lotera ga-
rantida pela lei que a decretou, o por con-
sequenciapelo Estado.
O Sr. Affonso Celso:Quem assignou
o prospectus?
O Sr. Ministro da Fazenda :Isto est
confiado aos emprazaroa desta lotera, e
a urna agencia, que se intitula La Roue i
la Fortune, estabelecida em Vienna.
O Sr. ASonso Celso : Sim, mas o go-
verno tem accSo sobre os administradores ;
isto nao permittido.
O Sr. Ministro da Fazenda : Esse abu-
so existe em toda a parte, e at nesta mes-
roa eapital ; abusam os thesoureiros, se-
gundo se diz, que deixam de vender bi-
lhetes ao pubiieo pelo preco estabelecido
no plano para o fazerem com agio aos cam-
bistas, de modo que o publico no pode com-
prar nos escriptorios onde o Estado os
manda vender e obgrgado a pagar um
agio que a lei desconhece.
Senhores, eu nao pesso comprehender
que todos nos, uniformemente, nesta e na
outra cmara, fallemos contra as loteras e
nio nos preparemos para extinguil-as.
Ah como eu desejarja acredtalo,
balbuciou_Angela.., Descobril-a Mas onde ?
Haremos de revistar Pariz.
Ha de levar muito tempo. Eu dis-
ponho de tio pouco tempo e soffro tanto.
E eu, minha senhora ? a senhora nao
sabe quaoto soffro...
Se.
Sabe que amo a menina Erama Ro-
sa ? perguntou Leio.
Sei.
Mas, como ?
O Sr. de Rodyl contou rae tudo.
- E a senhora permitte que eu espe-
re ?
Esperar repetio a hervanara com
amargor. Antes de esperar preciso ter
certeza de que Eroroa Rosa est viva.
Essa certeza eu lh'a dou.
Ella, infelizmente I apenas funda-
da em sonhos I Se minha tilha nSo est
morta, onde est ella ?
Ah I exclamou Leao impetuosamen-
te, deve existir, existe sem duvida um
meio de a descobrir Por mais embaraza-
do que esteja um novello, com paciencia
chega-ae a descobrir a ponta do fio! Ha
oito das que encoutro o meu pensamento
oeste negocia tenebroso. Ha pooco a se-
nhora diza que os seus perseguidores silo
impalpaveis. A senhora nio pode adivi-
nhar que interesse os instiga. Procure
mos juntos. A senhora nao conhece ne-
nhum inunigo aeu ? Nio existe nioguem de
quem possa desconfiar ?
Nio I respondeu Angela. De quem
poderia eu desconfiar?
Nio respondeu Angela. De quem
poderia eu desconfiar ? quem poderia
odiarme, a mim, que viva em isolamento
completo, iom urna nica affeiclo no cora-
cSo, o meu amor por minha filha t Esses
ioimigos desconhecido8 sao os ssassinos
de meu pai, de Jayrae Bornier. Elles des-
carregam sobre mim o peso do seu crime,
fim de induzir a jnstca em erro.
Bem Mas para fazer o que tero fei-
to, para dar veroaimiihaoca aceusacio,
deviam conbecel-a bem, estar o facto de
todos os seus hbitos.
Recoahecer um abuso, protestar contra
elle, empregar palavrss as mais enrgicas
para condemnal o, e nada faz^r, nao me
parece razoavel. Oonhecendo, portanto,
esta situaci'j, ou nio poda deixar de pe-
dir UiU correctivo. O que propuz o que
me occorreu; so as cmaras lembrarem se
de outro meio mais completo e efficaz, o
governo aceital-o ha, mas nSo podemos dis-
pensar qualquer cousa para que se prepa-
re a extin-c3o total desta industria condem-
navel.
O Sr. Silveira da Motta : Sio paliati-
vos, proponha cousa serias.
O Sr. Ministro da Fazenda : A argu-
meniacio daquelles quedizem-ou tudo
ou nada nao procedente ; consiste em
recusar aquillo que se pode fazer por uro
tudo que nao possivel na actualidade.
Chegar esae momento, e terei muito pra-
zer em que elle venha breve.
E' o que eu tinha a dizer sobre este as
suropto e nao quero alongar-me intilmen-
te. Ti ve por fim sroente mostrar ao no-
bre senador por Minas que nao estabelece
o additivo nenhum em favor das loterias
geraes. Qualquer provincia poder conti-
nuar a ter o plano que Ihe aprouver, mas
urna vez vendidos os bilhetes no Rio de Ja-
neiro, o plano dever ter igual ao das lo-
terias daqui.
Notarei ainda, antes de tirminar, outra
razao que me leva a assim proceder : ha-
nas provincias loterias organisadas, cujos
bilhetes vm todos a ser vcadidos aqu
de sorte que da provincia ondo faz a ex-
tracsSo nao ha nteiesse algum nessas lo-
t-jas, e portanto que fiscalisacio pode ex-
ercer'? Nenhum.
hto d lugar a abusos de toda sorte. E'
pis necessario que a populajao nio seja
levada a illudir-se D'ura jogo que esta sob
a garanta dos poderes pblicos.
Senhores, de parte este ponto, pasjo a
tratar do que, vai fazer o principal objec
to do meu discurso. Pezo aos dous honra-
dos e Ilustrados senadores que me descul-
pem, se nao attendo a todas as valiosas
consideracoes que fizaram relativamente a
outros assuraptos; j respond raaior par
te dellas ; quero limitar me, como j disse,
ao ponto principal de seus discursos, des-
de que o nobre senador pela Baha decla-
ren negar rae o seu concurso para o raelho-
ramento do meio circulante do nrodo por
qu"! proposto peln governo, e o nobre se-
nodor por Minas, que presta esse concurso
accrescentou entretanto que nao considera
o meio effhaz.
Os dous nobres senadores fiezeram a se-
guinte declaracao: que o papel-moeda nao
superabundante e a sua depriciac&o nao
provem desse facto. O nobre senador por
Minas Geraes, declarou que a depreciacio
do papel moeda provinha da sua inconver-
tibilidade, e o nobre senador pela Baha,
que resulta va da permanencia do dficits
ornamentarias e do estado ruinoso de finan-
zas.
O
Esses miseraveis combinam o plano
de um crime, como um escriptor combina
o plano de um drama. Sabera preparar
todo com habiiidade diablica. A scena
do vidro quebrado e o vidraceiro, scena
preparada expr.-ssamente para esconder na
minha casa o canhenho de Cecilia Bernier,
prova disso.
E' verdade, disse Leio. Ah! se ti-
vessemos os signsies desses dous hornees I
Oh 1 sim, mas nSo os temos...
Evidentemente, foram elles que leva-
rara Emma Rosa da casa de Catharina.
Evidentemente foram elles que mandaram
a S. Lzaro essa correspondencia que de
va fazer crer que a senhora era conniven
te no desaparec ment de sua filha. Ah /
el.es sio de forga.
Est vendo? disse Angela com des-
animo. Que podemos nos tentar sem um
indicio que nos guie ? E' abi que esbarra-
mos I E' o impossivel era que naufragaraos.
Sera preciso um milagro para que eu po
desse sahir do circulo em que a ftalidade
encerra-me.
Talvez se faca.
Depois que os juizes me tiverera con
demnado I replicou a hervanara com amar
gor indizivel, quando a raiuha cabega ti
ver cahido no cadafalso, porque nao se
perda aos parricidas I Ser tarde.
A pobre roi, que no comeco da con-
versa tinha-se deixado cahir em urna ca-
deira, levantou-se bruscamente.
Ulhe, continuou ella, eu penso en-
oontrar a seu lado, senio um remedio ao
meu ml pelo menos urna idea. Eu con
tava com a sua juventude e o senhor
obrigado a reconhecer, como eu, que
nao existe nenhuma sabida e que to-
das as portas estao fechsdas para a espe-
raba. Poia bem ? sem a esperanza ? o
que a esperanza, peior do qua a mor*
te. A morte, pelo menos, a liberdaie;
Sabe que tenho voatade de ir a essa janel-
la, abril-a, e de arrebentar o crneo ti-
rando rae ra ?
Dizendo isso Angala caminhou para a
janella que indicara com um gesto.
Celso : E' a mesma
Dantas :-E constantes remes-
Sr. Alfonso
cousa.
O Sr.
sas.
O Sr. Ministro da Fazenda: Senhores,
para mim, um principio axiomtico da sci-
encia econmica que a depreciar; do pa
pel-moeda provm de sua superabundan
cia.
O Sr. Dantas : NSo, senhor.
OSr. Ministr dafazenda:NSo ha outra
razao. O nobre senador por Minas disse
que a depreciacio do papel moeda pro
vm de sua incoavertibilidade, mas o que
significa a inconvertbilidade serio o reco
nhecimento da superabundancia? Nao po-
de haver inconvertbilidade sem supera-
bundancia ; aquella um effeito desta, co-
mo a depreciacio.
O Sr. Alfonso Celso : Basta i
forcado.
O Sr. Ministro da Fazenda : -Vou-me
explicar melhor ; mas antes pego licenca
para 1er, pois que esse o ponto principal
de divergencia, as suas proprias palavras
do discurso ultimo:
< Mas, perguntar-me-ha o nobre minis-
tro ; a que attribuis entio a depruciacSo
do papel moeda, se o nSo consideris su
perabundante.
i Repetir lbe-hei que sua inconverti
bilidade, a impossibilidade em que nos
acharaos, e todos conhecem, de desem-
penhar a promessa constante das cdulas
do tbesouro de pagar em ouro, e ao serem
apresentadas, a quantia que representa n,
pela qual sao recbalas e servem como
instrumento d-i permuta.
Sr. presidente, n3o pois, nSo pode
ser a depreciacao, alias infelizmente in-
contestavel, da nossa moeda fiduciaria a
causa principal da baix do cambio, que
tantas prejuizos nos causa, porque se fra
nao se dariam os factos qu^ deixo assig-
nalados. *
Sr. presidente, a inconvertbilidade a
consequencia individual da superabundan-
ca ; sem superabundancia a inconvertbi-
lidade nao existira. Esta vem apenas tor-
nar aquella possivel.
Nao querendo citar exemplos estranho3,
desde que as temos em nosso paiz, vou
lembrar alguos aos nobres senadores.
Em 1864, o governo entendeu que o
Banco do Brasil devia exceder o limite
marcado pela sua lei orgnica para a emis-
sao de suas not >s ; mas, como estas notas
seriara apresentadas ao troco e o Banco
nao podia trocal-as por ouro, o governo
dejretou o curso forjado. Logo, ahi temss
o ouro forcado como consequencia da su-
perambundancia, ou por outra, asta deter-
minando a inconvertbilidade.
Em 1866, o gabinete em que comeQOU
a sua carreira administrativa o nobre se
nador a quera respondo teve de eraittir
5u,000:OOJj5; de pap 1-moeda.
E o que fez ? Estabeleceu o curso for-
jado. Nao podia deixar de o fazr porque
de outra forma nao baviat- possibilidade de
eroittir papel-raosda alera do limite natu-
ral.
Ahi est outro exemplo da in-onvertibi-
lidade como consequencia, uro consectario,
urna necessidade da superabundancia...
O Sr. Alfonso (Jlso : -E qual a som-
ma de papel moeda que exista ento ?
O Sr. Ministro da Fazenda : Nao era
superabundante...
O Sr. Alfonso Celso d outro aparte.
O Sr. Ministro da Fazenda:Perdo3-
me ; cu ha pouco dizia que em 1861 o go-
verno, no intuito de debellar urna crise fi-
nanceira, decretou a inconvertbilidade a
favor da eroissiio b iticarn e, quando o
banco se prepara va para entrar no rgi-
men legal, o governo, de que fazia parte
o nobre senador, teve necessidade de erait-
tir por conta do thesouro 50,000:0005 e
decretou o curso forcado, porqu-*, se os tor-
nasse convertiveis, os bilhetes voltariam
logo ao thesouro.
Por consequencia, digo eu, a deprecia-
cia, que resulta da inconvertbilidade pro-
vm da superabundancia, pois esta que
a determina.
O mesmo facto se podo verificar na his-
toria de certos paizes, na Inglaterra, por
exemplo, onde o papel moeda ficou depre-
ciado no fim do seculo passado e cornejo
deste, porque o governo precisou tomar
emprestado ao banco somraa maior do que
elle podia fornecer ; emittio o banco de
Ingl trra papel-moeda e o governo esta-
beleceu o curso forjado ; se nV o decre-
tasse as notas do banco viriam ao troco e
impossivel teria sido exceder o limite na tu
ral. Isto impossivel teria sido tornal-as
superabundantes. Logo, o curso forjado
teve por fim permittir a superabundancia.
Mas muito antes de determinado o prazo
delle cessou a depraciajSo ; o banco abri
o troco e nao foi preciso que se decretasse
a abojo do curso forjado para que o
banco entrasse no rgimen legal. Desap
parecendo o excesso ou a superabundan-
cia do papel-moeda, ainda existindo a wlei
do curso forjado, este cessara como conse
quencia natural da retirada gradual do pa-
pel moeda.
Em Franja, depois da guerra com a
Allemanha, sendo o governo francez obri-
gado a despender consderaveis soramas,
as toraou emprestadas nos di/ersos centros
de captaes, e principalmente no banco da
Franja. Foi preciso tambera que o gover-
no decretasse o curso forjado, mas muito
antes de estar determinado o respectivo
prazo j o banco poda trocar suas notas.
O Sr. Dantas : Toraou Ihe o ouro.
O Sr Cruz Machado: -O lastro me-
tallico.
Entreabri as cortinas e poz a mSo no
fecho da janella.
O seu rosto revelava urna resolujio tio
feroz, nos seus oliios lia-se tal desvario,
que Leio, receiando que ella executasau o
seu projecto sioistro, ia correr para retel a.
Mas nesse momento, Angela, dando um
grito, recuou dous ou tres passos.
Todo o seu corpo trema e pareca nao
poder mais suster-se as pernas vacillan-
tes.
Eafio que ha ? perguntaram ao mes-
mo tempo Leio Leroyer e Renato Dhar.
ville. Que tem ?
Por nica reaposta, Angela repetio tres
vezes em voz cada vez mais alta o vi-
brante :
- Mieha filha !... Minha filha I... Mi-
nha filha !...
Os mojos :roearam um olhar assustado.
A mesma dea occorreu aos dous ao
sseiroo tempo.
- Meu Deus, a loucura! murmurou
Lelo.
-Nao! nSo nio I respondes Angela.
Nao a loucura Digo lhes que vi urna
menina all, atrs daquella vidraja, em
frente, o que essa menina c Emma Rosa...
Dgo-lhes que minha filna. ..
A h-rv;.nari* voltou janella, que abri.
- U ua hallucinanajo, disse Renato
Dharville em voz muito baixa.
Eotretanto, Angela ouvio, porque repli-
cou :
Nao, nao urna hallucimajio I vi
bem... estou certa de que nio me enga-
nei Minha filha est viva, grajas a Deui.
Est all na casa em frente, do outro lado
da ra. Estou em meu juizo e nio estou
sonhando. Vai ter a prova.
E a pobre mai chamou com todas as
suas forjas ;
Emma Rosa I... Emma Rosa !____
minha filha ouve-me responde !...
No momento em que soava a voz ma-
terna, wiu que esse appallo atravessava o
eapacao. as cortinas da janella em fronte
ergueram-se, e a cabeja loura da menina
appareceu atrs da vidraja.
A duvida nio era mais possivel...
O Sr. Ministro da Fazenda: Fallo, se-
nhores. perante um parlamentar tao dis-
tincto, e respondo a um espirito tio vigo-
roso e cultivado, que realmente vexo-me
em dizer-lhe que o nobre senador nio en-
cootra em escriptor algum apoio para a
sua opioao.
O que determina a depreciajao do pa-
pel-moeda a sua superabundancia; e o
meio de evitar a depreciajao a retirada
do papel excessivo. Isto o que dizem
todos oa escriptores.
O Sr. Affonsa Celso: Mas nio foi esta
a minha these ; eu concordei na supera-
bundancia do papel, o quo pode determi-
nar de certo a depreciajSo / mas sustentei
que nao era esta a cau3a nica. ,
O Sr. Ministro da Fazenda: Li as
proprias palavras do nobre senador: tam-
bem nao digo que seja causa nica, mas a
de terminante ; nsto est a nossa divergen-
ca e no modo de corrigir a depreciajao. A
inconvertbilidade decretada pelos gover-
nos pois, o meio de manter em circula-
jao a superabundancia do papel,
Ora, esta superabundancia diminue ou
desapparece urna vez retirada da circula-
jio a quantidade necessaria.
So aceitarmos urna disposijao como a
que proponho, tenho firme certeza de que
ello produzir a volta do valor legal da
moa la; poderemos no fira de poneos an-
nos fazer chegar o papel sua equajo
com a moeda metallica.
Mas, antes disto o curso forjado urna
necessidade do governo para manter a su-
perabundancia ou o excesso...
O Sr. Affonso Celso : V. Exc. ha de
recolher por um lado e reemittir por ou-
tro.
O Sr. Dantas :E augmentaros dficits
do orjaraento, aggravanlo, portanto, as
urgencias do Estado.
(Ha outros apartes )
0 Sr. Ministro da Fazenda:Sr. pre-
sidente, se tenho a infelcidade de me
achar em desacedrdo com o nobre senador
quanto a este ponto theorico. se possivel
assim expriror-me, pois que elle nao s
theorico mais pratico, isto a theoria es-
ti de pleno aecrdo com a pratica, tenho
a fortuna de estar de aecrdo com o que
S. Exc. pretemeu quando ministro.
S. Exc. declarou que nioguem neste
paiz tinha feito maiores osforjos do que
elle para elevar o valor do papel-moeda,
ou para impedir a sua depreciaciodo
que posso dar sempre testemunho, e j o
disse na cmara dos deputados.
Mas S. Exe. nio se limitou a urna serie
de opera jijes cora este fim, propoz exacta-
mente o que o mioistro actual propSe, isto
, a retirada annual de certa somraa de
papel-moeda, smente inferior na raetade
do que proponho, 2,400 contos em lugar
de 4 mil.
O Sr. Affonso Celso : Mas depois de
ter equilibrado o orjamento.
O Sr. Ministro da Fazenda : V. Exc.
equilibiou o orjaraento da receita e des-
peza ordinaria; o orjamento ordinario pa-
reca equilibrado, como est tambem equi-
librado o actual.
O Sr. Affonso Celso : Nao, senhor; o
orjamento que eu trouxe da cmara dos
deputados tinha saldo.
O Sr. Ministro da Fazenda: Dava-se
entio excesso de despezas como actual-
mente, computadas todas as autorisajo'es
do orjamento ordinario e extraordinario;
de sorte que tenho a fortuna de fazer o
mesmo que o nobre senador pretendeu.
Mas, Sr. presidente eu desejaria mos-
trar que o que proponho nao como se
afiguruu ao nobre senador pela Baha, um
erro que nio dar resultados...
O Sr. Dantas : D resultados peioran-
do as cousas.
O Sr. Ministro da Fazenda.. .um plano
que niuguem tivesse cogitado, o que tam-
bem foi dito na cmara dos deputados.
Senhores, nio proponho senSo o que foi
apresentado por todos os estadistas mais
i mp ir tan tes do Brazil, depeis da indepen-
dencia. O que nos tero faltado a cons-
tancia na execujo do plano adoptado.
O Sr. Dantas:Todos tm desojado,
exacto, mas recuando diante da impossibi-
lidade, que nunca foi maior do que agora.
O Sr. Silveira Martns : Os ministerios
raudam-se de 4 cm 4 mezes, de 6 em 6
raez-'s ; como se pode fazer um plano V
O Sr. Ministro da Fazenda : Antes de
entrar nesta analyse, pejo licenja para
disentir dous argumentos do nobre senador,
os quaes ia deixando de considerar.
Angela nio estava hallucinada.
Urna exclamajio de alegra delirante es-
capou dos labios dos dous amigos; depois
LeSo exclamou:
E' ella I... ella mesma a senho-
ra tinha razo, e Daus lh'a restitue. Ve-
nha, venha, senhora. Vamos tomal-a aquel-
los que a raptaram, aos assassinos de seu
pai, aos seus perseguidores.
Est viva est viva repetio An-
gela. Minha filha est viva I vou revel-a.
Vou beijal-a!... Como Deus bom !
E torrentes de lagrimas inundavam-lhe
o rosto; mas ento como eram doces essas
lagrimas.
Leio e Renato levaram n'a.
Logo que chegararo sua, o ar fro
restituio-lhe um pou:o de calma.
E' all, disse ella levantando os olhos
e indicando com a mao a janella em que
Emma Rosa tinha se mostrado duas vezes.
Sim, responden Renato ; mas a maior
parte destas casas tem a entrada pela ra
Gunegaud. E', pois, ra Gungaud
qua devoraos ir.
Venbam I venham depressa !
E dessa vez foi Angela quem levou os
dous mojos.
Chegaram ra Gungaud.
All apresentou-se urna difficuldode mu
to sera.
Como achar a casa cujas janellas davam
para a ra de Nevers, justamente em tren-
te ao aposento dos dous amigos ?
Depois de percorrer a distancia de uns
vinte e cinco a triota passos, Renato pa-
rou.
Vou entrar aqui, disse elle. Ou eu
estou muito engaado, ou devamos estar na
altura da casa.
Vai, disse Leo.
Renato entrou no corredor escuro e es-
treito que Ihe ficava em frente.
A portaira, que elle encontrou no pri-
meiro degro da escada, impedio-lhe a pas-
sagam, perguntando em tom muito arro-
gante.
Onde vai ?
Quera fallar com o porteiro, respon-
deu elle.
(Cotinna)
Eu sou esposa delle. Pode dizer o
gue quer. Que deseja ?
Umainformajo.
A que reapeito ?
A respailo de gente que mora em
sua casa.
O seu nome ?
Nio sei.
Est cajoando commigo, perguntan-
do por gente cujo nomo nio sabe '?
Mas, pelo raenjs. sei que urna meni-
na deve ter sido trazido paro a casa delles
ha poucos das.
Aqu nao temos dsso.
E' no terceiro andar, tornou Renato,
as janellas dio para a ra de Nevers.
No terceiro andar, para o lado da
ra de Nevers, mora um casal de velaos
sem filhos. L aio ha nenhuma menina,
nem mesmo urna criadinha.
Ento enganei-me de casa.
Com eerteza.
E Renato deu meia volta.
Quando sabio do corredor, perto da qual
Angela e L?ao o espera varo, esbarrou cora
urna moja que caminhava muito apressada-
raente de cabeja baiva.
Essa moja voltou-se furiosa e ia expro-
brr o desaso do estudante, quando um gri-
to de sorpresa, e em vez da palavra: Im-
bcil l que ia pronoaciar, foi o nomo de
Renato que sahio-lhe dos labios.
Sophia disse o mojo ao mesmo tem-
po.
A irra de Oacar Rigault parou.
D'onde diabo vem voc ? perguntou
ella.
Da casa que est vendo all, e onde
nao encontroi o que procurava.
E o que procurava voc, uestes cin-
co das que nao me fez a honra de dar sig-
nal de vida ?
Tive impedimentos serios, minha que-
ra Sophia. Meu amigo Lio chegou, all
est. Eu lh'o apresento ; e asseguro-lha
que preoccupajSes muito graves privaram-
me, mao grado meu, do prazer de vl-e
mais a miudo. (Contntiar se ha.)
Typ. do Diario ra uquu de Caxiaa a. 42.
v
i

Qisn


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