Diario de Pernambuco

MISSING IMAGE

Material Information

Title:
Diario de Pernambuco
Physical Description:
Newspaper
Language:
Portuguese
Publication Date:

Subjects

Genre:
newspaper   ( marcgt )
newspaper   ( sobekcm )
Spatial Coverage:
Brazil -- Pernambuco -- Recife
Brazil -- Pernambuco -- Recife

Notes

Abstract:
The Diario de Pernambuco is acknowledged as the oldest newspaper in circulation in Latin America (see : Larousse cultural ; p. 263). The issues from 1825-1923 offer insights into early Brazilian commerce, social affairs, politics, family life, slavery, and such. Published in the port of Recife, the Diario contains numerous announcements of maritime movements, crop production, legal affairs, and cultural matters. The 19th century includes reporting on the rise of Brazilian nationalism as the Empire gave way to the earliest expressions of the Brazilian republic. The 1910s and 1920s are years of economic and artistic change, with surging exports of sugar and coffee pushing revenues and allowing for rapid expansions of infrastructure, popular expression, and national politics.
Funding:
Funding for the digitization of Diario de Pernambuco provided by LAMP (formerly known as the Latin American Microform Project), which is coordinated by the Center for Research Libraries (CRL), Global Resources Network.
Dates or Sequential Designation:
Began with Number 1, November 7, 1825.
Numbering Peculiarities:
Numbering irregularities exist and early issues are continuously paginated.

Record Information

Source Institution:
University of Florida
Holding Location:
UF Latin American Collections
Rights Management:
Applicable rights reserved.
Resource Identifier:
aleph - 002044160
notis - AKN2060
oclc - 45907853
System ID:
AA00011611:18960


This item is only available as the following downloads:


Full Text

AIIO l'III JIUM-fiJtO

PARA A CAPITAL. E LIBARE* Q.\DE NAO f*E PACA PORTE
Por tres mezeB adiantadoi ... ....
Por seis ditos idem...... .....
Por um anuo dem. ...
Cada numero avulso, do mesmo dia.......K
60000
12000
24^000
0100
DIARIO DE
TRBCA--FEA 19 I 0DTH0 DE 1886
PARA UESTRO E FORA DA PROVINCIA
Por seis meses adiantados.....
Por nove ditos idem.......
Por um auno dem.......
Cada numero avulso, de das anteriores.
130500
200000
270006
0100
NAMBUGO
Proptitfrate te Jtaiwel .tgurira te -tana ft Mtyos
Os Srs. Amede Prince A C,
*le Par*, silo os nossos agentes
exclusivos de auaunios e pu-
blic efics da Frasea e Ingla-
terra.
Os Srs. Wasbiirne Hermanas,
de ew-Vork. Broad Way n.
2 SO, s&o os nossos agentes ex-
clusivos de annu cios nos Es-
tados-Cnidos.
INSTRCCIO POPULAR
TELEGRAMMAS
:ss7:;: mmm so diabio
RIO DE JANEIRO, 18 de Outubro, a
1 horas e 10 minutos da tarde. (Recebi lo
s 2 horas e 50 minutos da tarde, pelo cabo
submarino).
Nuan mncetiadcn imporlaen parll-
ram boje para S. Paulo.
Coi removido o denembargador
Joao FranclMco da Silva Brasa do
Tribunal da Relaco de Mallo i.ru
%o paro o do Maranbo.
Foi noaeado para o cargo de pre-
sidente da provincia da Parabyba.
o Dr. (.(-miniano Brasil de diluir
Osea.
Foi dealgnada a tara de orpbao*
do Becire para nrlla ter exerelclo o
jale de direito Joaquina Crrela de
Ollveira Andrade.
Foram removidos:
O Jais de direilo AHredo da Cunba
Martina, da comarca de Camela do
Para, para a de S. Benlo do* Periiei
do Maranbo. a ni lia de t. entr-
ela s
O Juia de direilo Manoel Barata de
Ollveira Mello, da comarca de Son-
za da Parabyba. de .* entrela,
para a de Macan do Blo Cirande do
\orie, de *.a
Foi nomeadoajadantedocomman-
dante da* suarda* da Alfandega de
Macelo Virgilio Car val lio. aendo exo-
nerado o actual.
Foi tamben* nomeado oflSclal de
descarga da mesma Alfandega. tj-
priano de Barros.
RIO DE JANEIRO, 18 de Outubro, s 6
horas e 15 minutos da tarde- (Recebido s
7 horaa e 15 minutos, pelo cabo subma-
rino) .
Foram nomeado* desembargado-
res :
Do Tribunal da Belaco de Mallo
roHo, o Juiz de direilo Joaqun
Tarare* da Costa Miranda t
Do Tribunal da Belaco do Cear.
o Juiz de direito Adellno Antonio de
l,nna Freir.
HYGIEHE DA HABITADO
(Extrahido)
DA BIBLIOTHECA DO POVO K D8 ESCOLAS
CAPITULO IV
O fri e o calor dentro de casa. Me-
tbodos brutaes de auueclmenio*
Biaieiroii esclfelas, e ealxas de
agua. Fogoes e cbamlns. Calo
rlferos de ar qne ole e de vapor.
Processos de resfriamento.
OTR50 2a Afim zm:
(Especial pi.ra o Diario)
JiUDA PEiTH. ltde Outubro, tarde.
lie boniem para boje bouve aqui
.'lis casos de cliolera-morbns. sendo
SO faiaes.
VIENNA, 16 de Outubro.
O general Kaulbars. agente diplo-
mtico russo. est esperando em
Boustcbouk as orden* de S. M. Czar,
relativamente ao modo de proceder
que dte terna Bulgaria.
LONDRES, 17 de Outubro.
,s costas da Inglaterra e dos Es-
lados-L'nidos da America do Norte
acaban* de oftTrer grandes devaola-
edes em consequenela de urna tem-
pestade. que sobre ellas se tiesen-
cdeioa.
PARS, 17 de Outubro.
Na ai i. man lia esto se executando
grandes preparativas militares.
BUDA-PESlH, 17 de Outubro.
Deram-se aqnl. de bontem para
boje. i casos de cbolera-merbus,
19 dos quaes foram fataes.
SOFA, 18 de Outubro, noite.
A SOBRANIE' (aasembla blgara)
dever reunirse no dia SO do cor-
rente mea.
PARS, 18 de Outubro.
Ksi o senslvelmente abaladas as
relaeftes diplomticas entre a Roa
sla e a Bulgaria.
Agencia Hars, filial em Peroarohuco,
18 de Outubro de 1886.
iContinuaca'o)
Sao tambem rr.etb.0d03 barbaros de aquecimento
todos aquelles que consistem em ter as casas le-
chadas os brazidos.
Entre nos ha os denominado brazeiros (que con-
sisten) n'uma especie de bacas de rame, onde se
deitam brazas para espalhar calor pela casa e em
roda das quaes se senta a familia), e as escalfetas
(brazei. os portateis destinados a urna s pessoa,
que em geral se serve delles pondo-lhes os ps em
cima.
Tanto os brazeiros como as esca'fetas sao muito
inconvenientes, mesmo no caso mais favoravel de
se empregarem nellas earvoes que j estejam bem
incandescentes, porquo, se nao espalbam no ar o
oxydo de carbonio, que poderia matar em pouco
tempo, impregnam-n'o de anbydrido carbnico,
quo rambem nos envenena, produzindo-nos pezo
de cabeca, nauseas e at mesmo vertigens.
Sao vulgares estes primeiros sympt jmas do en-
venenamento as pessoas que para engommarem
roupa usam ferros de combustivel interior em quar-
tos de pequea capacidad?, sem cbamin e sem ja-
nellas abertas, o que desgracadamente muitas ve-
zes succede.
Em vista do que temos dito os brazeiros e as es-
calfetas devem ser banidos, podendo as ultimas ser
facilmeute substituidas por caixas de Uta, dentro
das quaes se deita agua a ferver, cujo calor se
conserva -envolveudo a caiza em substancias ms
conductoras, taes como tecidos de 13, pelles, corti-
9a, etc.
Deve evitar se comtudo o abuso no aquecimento
dos ps por este meio,- abuso, a que se attribuem
diversas doencas.
Os fogoes sao bons meios para aquecimento das
casas, quando bem constridos e com nma boa ti-
ragem ; mas muitas pessoas usam delles inconve-
nientemente, fechando-lhes o registo dessa tira-
gero, para aproveitar mais calor,cronvertendo-os
assim em faites de oxydo de carbonio e de anby-
drido carbnico, como se fossem brazeiros.
E' por isso, que se attribue aos fogoes o incon-
veniente de produzirem dores de cabeca, defeito
que provem simplesmente do mo uso que delles
se taz.
Paulo Mantegazza cita a este respeito prescrip-
coes das cmaras municipaes de Milo e de Pars,
estabelecendo que os revistos dos tubos de tiragem
dos fogoes s possam fechar at dous tercos da
secgo dos mesmos tubos.
Algnmas vezes nm demasiado aquecimento pode
tambem produzr dores de cabera, sem que para
ellas contribua nem o anhydrido carbnico nem o
ozy lo de carbonio E' por isso conveniente Bao
abusar dofogo, man tendo a temperatura ambien-
te abaixo de 2 centgrados.
O aquecimento da casa por meio do fogao aiada
pode ter o inconveniente de exaggerar a seceura
do ar, a qual prodnz tambem incommodos de ca-
beca ; mas obvia-se a isto collocando sobre o fogao
uos vaso com agua, que pela sua evaporacao man-
t nha a atmosphera n'um grao bygrometrico con-
veniente.
Emquan'o aos combustiveis a empregar nos fo-
goes, pode dizer-se, que todos os usados vulgar-
mente sao igualmente bons debaixo do ponto de
vista bygienico, com tanto que a combuslo seja
perfeita e haja urna boa sahida para os productos
dVlla.
Em relaco aos materiaes de que os fogoes sao
fabricados, temos, que os de ferro sao os peiores,
aquecem com demasiada rapidez, elevando muitq
depressa a temperatura do ar dos quartos e arrefe-
cem depois eom igual celendadc. Os de ferro tun
dido teeo a mais o inconveniente de poderem pro-
dusir o oxydo de carbonio, quando muito aqueci-
dos.
Carrt demonstrou a presanca daquelle gaz no ar
de urna sala do collegio de Chambery, da capaci-
dade de 264 metros cbicos e fortemente aque< ida
pelo espado de 15 horaa com um fogio de ferro tuu
dido.
Estes fogoes de ferro ainda podem ter o incon-
veniente de occasionar queimaduras.
Sao prefer veis por tanto os fogoes de barro, quer
inteiricos quer fetos de tijollos.
(Contina)
ARTE FFICiAL
Ministerio lo Imperio
Foram nomeados : presieente da provin
cia do Rio Grano e do Sul o Sr. senador
Manoel Franeisco Corris, e da do Para
n o Sr. Dr. Joaquim de Aluoeida Faria
Subriob, actual vi -e-presidente.
Ao rerneiro do escaler da fortaleza de
Santa Cruz, Antonio Joaquim da Silva,
que com risce da propria vida salvou a
do sentenciado Antonio Jos da Silva, ar-
rebatado pelo mar quando se achava em
servico de limpeza da dita fortaleza, foi
concedida a medalha humanitaria de quo
trata o decreto n. 1,57;, de 14 de Margo
de 1885.
Con -edeu-se lie enea ao padre Jos Al-
ba no, vigario encomio curiad o da freguezia
de Arronches, na provincia do Ccar, para
a itar a nomeacae, com que foi agracia-
do por Sua Santidade, de seu camareiro
secreto suppr*nurnerario.
O Sr. ministro do imperio resolvea :
I. Que oeja considerado infeccionado o
porto de Cagliari, a contar do dia 19 de
Setembro ultimo :
2. Que sejam considerados suspeitos os
demais portos da ilha da Sardenha ;
3. Que as embarcac3;s procedentes do
porto inteccienado s sejam rebebidos nos
portos do imperio depois que- tiverem fito
quarentena de rigor no lazareto da Ilha
Grande;
4. Que sejam submettidos mesma
quarentena no referido lazareto as embar
cacSes que, embora procedentes de- portos
simplesmente suspeitos, chegarem com ca-
sos de cholera ou os tiverem tido durant-
a viagem, ou trouxerem cargas suscepti
veis de transmitir contagio.
Ministerio da Instiea
Por decreto de 2 do correte, foi conce
dila a Francelino Augusto de Hollanda
Chacn a demissSo que pedio, do lugar de
solicitador dos feitos da fazenda da provin-
cia de Pernambuco.
Em 6 do corrente passou se diploma ha-
bilitando o bacharel Miguel Arcanjo Perei-
ra do Reg ao cargo do juiz de direito, e
em 4 ao bacharel Joao Tarares de Mello
Cavalcante para o cargo 3o juiz de direito.
Foram nomeados chefea de policia da
provinaia do Rio Grande do Sul o juiz de
direito Joao Pedro de Saboia Bandeira de
Mello, da do Espirito Santo o juiz de ai
roito Francisco Rodrigues Sette, e da do
Para o juiz de direito Jos da Cunha Tei
ieira.
Ministerio da Cinerra
Foi nomeado ajudante de ordens do
presidente da provincia de Santa Cathari-
na o 1 teneote do corpo de estado-maior
de Ia classe, Dr. Jos Processo da As-
BumpcSo.
Mandou-se oollocar o alfares do 13 ba-
talbao de infantera Joaquim Pereira de
Oliveira, no Almanack Militar cima do
alteres do 17 da referida arma, Agrcola
Guanabara. visto ter provado ser ma;s an-
tigjo de praca do que este official e haver
sido promovido na mesma data.
Mandou-se desligar do 2o regiment de
artilhara, passando a addido para o Io
batalho da mesma arma, o 2 tenente do
3o batalho Thomaz Cavalcante de Albu-
qu'-rque.
Mndou-se transferir para a guarnigo
do Rio-Grande do Sul o soldado Caetano
HenriqUe Pereira, do 10 de infantaria.
Permittio-se que o Io cirurgiao dojeorpo
de saude do exercito Dr. Aristides Ameri-
ee de Magalbes se inscreva em um dos
concursos para o lugar de adjunto da Fa-
culdade de Medicina da Bahia.
Foi transferido para o Io regiment de
artilhara o Io tenente do 4 bstalho da
mesma arma Antonio de Medeiros Germa-
no, e para este batalho o capito gra ua
do daquelle legimento Antonio Fernandes
Barbosa.
Foi contratado o padre Luiz Gonzaga
de Oliveira, para servir como capello da
guarnico da provincia do Para.
Foi nomeado para praticar no Imperial
Observatorio Astronmico o 1 tenente do
1 batalho de artilhara, Jos Eulalio da
Silva Ribeiro.
Apr< seniaram-.se no quartel general: os
alferes do Io regiment de cavallaria Alva-
ro Gui maraes dos Res Motta, por ter sido
nomeado secretario interino do marechal
Alencastro, e o do 5 batalho de infanta-
ra Manoel Joaquim Ayres do Nascimento,
vindo do sul para recolher se a seu corpo.
Ministerio da Marinha
Dcterminou-se ao inspector do arsenal
de marinha do Para, que faga seguir com
urgencia para o seu destino o hiate ltima-
mente construido para o servico da capi
tania do porto do Maranbo.
Foi nomeado para embarcar no vapor
de guerra Purs, o fiel Firmino Fernan-
des de Lima Lindey.
Concedern! se as licengas seguintes:
de msis seis mezes concedida a 31 de
Margo deste anno ao capito-tenente lio -
rique Fausto Belham, sem vencimentos;
e ao chefo de esquadra reformado Antonio
Claudio Sido, para residir na provincia
de Matto Grosso sendo o seu sold pago
nessa provincia.
Contra o delinquente. que evadio-se e proce-. mesmo thesourero apresentado ou indicado para
deu-se nos termos do inquerito policial. I o substituir percebendo este a vantagem desta
Commuuicou-me igualmente o commandante I substituidlo. Dsse mais que ignorava que o Dr.
da frca volunte estacionada em Affogados de lo- Arthur de Barros aease expediente e fzesse pa
gazeira, que tendo scieucia de que um grupa de I gamento. o que era illegal; e se porventura elle
criminosos havia atacado a residencia do prof-s-1 respndante soubesse o teria prohibido, e que era
sor publico do lugar Quizaba, pertencente ao ter-1 de dever do fiel oppsr se qne um estranho tomas-
mo de Floresta, fizera seguir para all urna forca se co Ja do cofre e exercesae o lugar de thesou-
de doze pracas ao mando do cadete Marc&l de Si- I reiro. .
queira Campos, a qual conseguio nSo s debandar Perguntado como que elle sendo inspector e I a pQ
o grupo de criminosos e restabelecer a ordem, I como tal chefe de urna repart'cao ignorava um
como taiqbem prender no lugar Cacimba Limpa, I facto publico condecido por todos os empregados
da comarca de Cimbres, o celebre criminoso de o pelas partes, pois est provado pelo depoiineoto
deste que elle Dr. Arthur recebia na ausencia do
thesourero dinbeiro e pagava a todos ?
Respondeu que esse facto nao chegou ao seu
Eu, Joao Jos dos Santo", escrivo ad hoc es-
crevi.Francisco Izidorc Rodrigues da Costa.
Antonio Caetano da Silva Kelli.Manoel Poliano
de Lima.Manoel Gonclves Ribeiro.Joao Joa-
quim de Freitas Henriques.
Est conforme ao proprio original ao qual me
reporto e dou f. Recife, 25 de Setembro de 186.
E eu, Jos de Arimatbea Costa Pontea, escri-
vo subserevi e assignoJos de Arimathea Cos-
nome Silvestre Jos Monteiro, pronunciado por di-
versas crimes na mesma comarca,
Deus guarde a V. Exc.Illm. e Exm.
Sr. Dr. Ignacio Joaquim de Souza Leo
muito digno vicepresidente da provincia.
-O chofe de policia, Antonio Domingos
Pinto.
DE
Ci ve rao da Provincia
DESPACHOS DA PRESIDENCIA DO DIA 16
OUTUBRO DE 1886.
Columbo Latino Vit-ira de Souza.Informe o
Sr. inspector da Tbeaouraria d? Fazenda.
Tenente Francisco Evaristo de Souza.dem.
Capito Jeronymo O-ympio Cavalcante de Al-
buquerque.Informe u Sr. juiz municipal do ter-
mo de Pal ares.
Jos Pompilio da Silva.Deferido com officio ao
Sr. brit'udeiro commandante das armas.
Virginio l'aes Bszerra. Remettido ao Sr. Dr.
juiz Je direito das execucoes criminaos do Recife
para pn-star ao pedido a consideraco que merecer,
visto ter filo o pelision rio enviado para o presi-
dio, em virtude de requisicao do mesmo juiz con-
stante de seu officio de 6 de Maio de 1885.
Secretaria da Presidencia de Pernambuco, em
18 de Outubro de 1886.
O ajudante do porteiro,
Antonio Silvra Carvalho.
Repartico da Policia
Secco 2-N 1015. -Secretaria da Po-
licia de Pernambu -o, 18 de Outubro de
1886. Illm. e Exm. Sr.Partecipo a V.
Exc. que furam re :olhi tenco os seguintes individuos :
Nu da 16 :
A' miiiha ordem, Luiza Mana das Neves, por
estar s< ffrendo de alicuaco mental.
A' ordem do suodel. gado do Recife, Leopoldi
u 1 Flix da Silva, p r disturbios.
A' ordem do ve a ntu Antonio, Jos dos -antis
Lima, por disturbios.
No dia 17 :
A' urdetn do sub lelegaiio do 1 districto da
Boa-Vista. Antonio J..t de Lima, Viente F-r-
r- ira de Paula, Leocadio Benedicto M nitciro e
Auna Mara da CouCiicao ; os tres primeiros por
embriaga z e disturbios, e a ultima por distur-
bios.
ominunicuu-aus o cldada Pedro Barbosa
de Afiujo ter n'esut data, na qualidado de 1.*
oUpj'lenle. aasumi 10 o ri-rciciu da subelcgacia
do 2." distni-to da 61 ac.
Tamo m em data de 15 du correte assumio
o exercicio ua deiegacii d ubaem o respectivo Io suppli te, capito Lojren
(j.i Beaecra de Snin. 1 Cavli-anti.
Pelo delegado de S. Lounufi da H tta, lO'
re 1 ttido ao Dr. jniz de direito d 5* 'lis 1 ictu 1 r.
B nal o inquerito policial a que pr c< deu sobre
o- (eriment de qu- loi victima itSSSWo de nouie
Uoilh. une, p>:rienceu e ao teuente-curouel Pedro
Uaorio de Cerquei.-a.
Ci miuuiucou me o delrgado do termo do
Trinmpho, que no da 2 d corrente, o individu
de nome Hciinque Jaiyutbo assassinia, a golpes
de machado, a N colo Oom s da Silva ; de quem
era cuubado.
tuu de ix-i Kiinia felta* a Antonio
Caetano da Silva Keiy. Inspector
da Thesonrarla de Fazenda.
Aos vinte e cinco das do mez de Setembro do
anno do Nascimento de Nosso Senhor Jess Chris
to de mil oito centos e oitenta e seis, na secretaria
de polica presente o Dr. delegado di 1 districto
Francisco Izidoro Rodrigues da Costa, commigo
escrivo ai hoc nomeado e juramentado na forma
da le, foram pelo mesmo Dr. delegado feitas as
perguntai se- uintes a Antonio Caetano da Silva
Kely.
Perguntado no dia 6 do corrente a que hora sa-
nio da repartico, se fallara antes ou depois do
exapediente com o thesourero Dr. Eduardo de
Barros, se este o procurara em sua sala no refe-
rido da quer pa.a conversar quer mesmo para
tratar de negocio da Thesouraria ?
Respo >deu que no dia 6 elle respondente sabio
da repartico as 3 horas e o thesourero as 2 1/2
horas pouco mais ou menos, e que aoube da sahi-
da do mesmo por Ihe dizerem na resparticao ao
perguntar por elle, tendo como resporfa que elle
havia sahido antes as referidas horas: e bem
assim que no referido dia 6 o thesourero nao Ihe
procurara quer para tratar de negocio da reparti-
co, qner para conversar particular, sendo que no|o
vira no referido dia.
Perguntao se no da 6 o Dr. Arthur de Barros
nao esteve na repartico da Thesouraria conver-
sando com elle respondente por muito tempo, e se
nao voltra mais tarde acompanha^o do Bario de
Limoeiro, afim de Ihe pedir brevidade em um pa-
pel relativo a terreno de marinha ?
Reepcndeu que Ihe parece ter no dia 6, o que
nao pode afirmar bem, sido apresentadas urnas
petico -a do Baro de Limjeiro sobre terreno de
marinha, mas que garante e affirma nao ter nease
dia o Baro de Limoeiro o procurado, bem como
nunca o vio na sala em que elle dava expediente.
Perguntado se o Dr. Arthur de Barros nao es-
teve nesee a Iludido dia por diversas vezes na re-
partico conversando, e se nao teve occasio de o
procurar por mais de urna vez ; se o mesmo nao
tahira junto com elle respondente e dingira-se
ra do Baro d* Victoria e jantara com o mesmo
em um hotel e se demorara conversando at 6
da tardu ?
Respondeu que nao se recorda ter o Dr. Arthur
de Barros o procurado mais de urna vez nesse dia
e que elle respondente sabira s da Thesouraria,
lbe parecendo que na roa do Cabug ou em cami-
nbo encontrando-se com o mesmo Dr. Arthur se-
guiram juntos at ra do Baio da Victoria e
sendo convidado por este entraram em o hotel, fi-
zeram um pequeo hinche, retirando-se elle res-
pondente so;iaho para a sua casa as 3 a meia
horas da tarde, pouco mais ou menos, onde janta-
ra e nao na companhia do Dr. Arthur.
Perguntado que relacoes de amisade exista en-
tre elle e o Dr. Arthur e se frequentando a casa
do pai d'este nao mantinha relaco com toda a fa-
milia?
Respondeu que apenas mantem relaco de ami-
sade com o Dr. Arthur, de cortezia, sendo que elle
respondente frequenta casa do Dr. Eduardo de
Barros, porm nao com assiduidade.
Perguntado se o Dr. Arthur de Barros frequen-
tava a Thesouraria constantemente, e se todas as
vezes qu l hia o procurava do preferencia para
conversar ?
Respondeu que o Dr. Arthur de Barros frequen-
tava a Thesouraria onde ia frequentes vezei fal-
lar com o thesourero, mas que inexacto lbe o
procurar de prefeoencia para conversar, pois raras
vzes l ia sala onde elle inspector trabalha 1
estas poucas vezes apenas liuiitava-se em compri
mental-o, e nao o procurava para tratar de nego-
cios ou pedir instruccoes sobre o lugar do thesou-
rero, porquanto s poderia forneaer instrucc5es a
quem exerce o lugar e nao a estrauhos.
Perguntado se tendo dado ordem como declarara
em seu depoimento para prorogar-se o expediente
da secco do thesourero at as 4 horas da tarde,
-fin d 1 carimbar-se as notas, se ten? certeza desta
ordem sua ser cumprida e caso afirmativo em que
se funda?
Respondeu que baixou nma portara prorogan-
do o expediente da secc-> do thesourero afim de
serem carimbadas as sedulas e nunca chegra ao
seu t'oahecimento que essa ordem nao fosse cum-
prida exactamente, sendo de presumir que os en-
c rregados desse servico a cumpnssem, nao s
porqve os empregados reclamaram particularmen-
te, e elle respondente nao attendera, como por
qne as sedlas inutilisadas (que eram muitas)
eram carimbadas para serem euviadas Caixa de
Amortisaciio, e anda mesmo norqne o porteiro en -
carrpgado ae fechar as portas all permaneca at
as 4 coras da tarde.
Perguntado se elle ni'i dra ordem verbal ou
por escript ara tazer pagam -nto as estradas de
ferro ou particulares com sedlas que iara sendo
rec Ihidas a Thesouraria cujo praso est a expi-
rar e se elle oito acoas"lh ira ao thesourero que
fosse dando as notas dilaceradas e velbas ?
Respondeu que nunca dera semelhante ordem ao
tbesuureiro quer p-r eseripto, quer verbalmente,
e que o thesourero nao poda dar em pgataent. notas que esto sendo recolhidas ou dilaceradas
porque ha urna ordem express do Tbesouro Na-
cional que o prohibe. Dsse mais que elle res-
pmdenta nao acons- lhara ao thesourero que d->-
e as notas dilaceradas em pagamento as estra
das de ferro. Dsse utais que as notas que
csios-ndo reolhidas sao de do-is mil res cujo
praso finja se em 31 de Dez'-mbro e que o > po-
da de modo algum e thesourero crnittir n<>\ 1
mente as nots desses valares e que tinham sid
l recolhidas e B Ihe eonstasse elle resp-n lente
teria prohibido e uesm odvirtido, n 1 crendo
mesmo que o thesourero isso fuesse, principal-
mente se se tratar de notas dilac-rada ; cun
pnndo accrescentar que durante o temp 1 que
inspector nio dera s-melhaute ordem, tambem ao
ntecec-s r do aetu-l thesourero Di. E luaido de
Barros evn a quem quer que s-ji.
Arguufado se t m certeza se na ausencia do
thesouiciio eram as chaves da casa-forte do cofre
eutregne p lo Dr. Arthur de Barr a ao riel Fi -
iboe se este era quem abra o cofre e deiie tira
va dinb ro e pagava, se permaneca o Dr Art ui
n secco do tbeaoureiro durauto to lo t exp'dket- entrando na casa forte substiiuiudo
a;sm o tbcfoureiro?
It ap ndeu Me nao tem ce'teza se u fiel Fia
;ho abria o eufre, receb-ude as chavea dt Arthur
nr Barr .s, porque sen lo a sua sJa muito distan
te da cala do thesourero nio poda saoer o qne
se, paaaava. por isso nto poda affi-tucar se o
fiel Trujano Fialho substitua interinamente
devend 1 como de lei o thesourero ser subs-
tituido pelo elTiaujaio Fialho que fra p-1>
que
conhecimento de forma alguma, e que elle respon-
dente conservando se em sua sala que distante
da secco do thesourero, com) j dsse, dando
expediente diario, que avultado, nao poda saber
o qus se eslava passando na sala do thesourero,
e mesmo porque o fiel nao Ihe avisara isto e nem
outra pessoa ; e que raras vezes ia ao reservado
do thesourero e sempre que o fazia era para dar
preasa ao servico do carimbo das notas e n'eeta
oc:asiao nao vira o Dr. Arthur dando expe-
diente.
Perguntado como, em vista da resposta cima,
explica, a reuposta quo deu sem eu interrogatorio
em 14 do corrente, quando diz que foi disso infor-
mado pelo fiel Fialno ?
Respondeu que soube d'esse proceder do Dr.
Arthur de Barros co dia 9, qnando se verficou o
roubo, em cuja occasio o fiel T.-ajano Fialho dis-
aera publicamente que o Dr. Arthur de Barros
levara as chaves do cofre da casa-forte ; abria o
mesmo cofre com assisteacia de um dos fiis, ti-
rava o dinbeiro necessario para os pagamentos,
isto no impedimento do thesourero.
Perguntado se elle nao tinha certesa de haver
algum outro empregado da Thesouraria notado ou
informado a elle respondente asse proceder do
thesourero e de seu filho Dr. Arthur de Barros ?
Respondeu que nenhum, nem mesmo o contadsr,
que achava-se mais em contacto com o thesou-
rero.
Perguntado como explica o facto de ter s!do
pago ao empreiteiro da estrada de ferro do Recife
so S. Francisco a quantia de dnzentos e tantos
contos de rea de notas recolhidas e dilaceradas ;
e se nao havia nos cofres n'essa oc?aso outro di -
nhero para fazer-se esse pagamento, e se nao Ihe
fra reclamada alguma providencia sobre isto ?
Respondeu que elle respondente nao teve scieu-
cia do modo pelo qual o thesourero fez i-emelhan-
te pagamente. Que o referido empreiteiro, tendo
de receber avultada quantia para o pagamento da
qual nao havia ainda crdito, entendeu se com
elle respondente sobre o molo por que poderia ser
realizado o mesmo pagamento de quatrocentos e
tantos contos de res e outro de maior quantia, e
Ihe foi dito ento que isto nao Ihe dsse abalo,
porque quando fiSH occatio providenciara de
modo a ser a Thesouraria supprida da quantia
que fosae precisa por algum dos estabelecimentoe
bancarios (Testa cidade. Que a transacedo era f-
cil, porque escripturava-se como receta esse sup-
plemento, dava-se em despeza a quantia para o
pagamento a elle empreiteiro, cate em acto segui-
do entregava o dinheiro Thesouraria, sendo de
novo escriptorado como supplemento d > Thesouro
pagava com essa mesma quantia ao Banco, e sa-
cava-se contra Thesouro. Deste modo, portan to,
concluida a transaeco nao havia necesssdade de
dar o thesourero em pagamento notas recolhidas.
Perguntado se recebirs alguma autorisaco do
ministerio da fazenda autorisando a elle respon-
dente mandar pagar ao empreiteiro das estradas
de ferro e prolonga rento e em que data ?
Respondeu que verdade ter viudo autorisa-
co em tantos de Agosto.
Perguntado a data da ultima remessa de di-
nheiro novo do Thesouro para a Thesouraria des-
ta provincia o a quantia ?
Respondeu que estando prximo o przo do re-
colhimento das sedulas que o governo ordenara a
substituirlo, elle respondente oficiara ao ministro
da fazenda pc.dindo remessa de dinheiro novo para
acudir a essa substituico, e de facto o governo
remettera cem contos de res, nao podendo elle
respondente precisar a data.
Perguntado qual a razo porque nao foi pago
ao empreiteiro do prolongamento no mez de Agos-
to ultimo toda a quantia de seiscentos e seis con-
tos de res e apenas a de quatrocentos e tantos
contos ?
Respondeu que provavelmente por nao se ach-
rela anda na Thesouraria os certificados psssa-
dos pelo chefe do prolongamento.
Perguntado quando vem os certificados do en-
genheiro chefe do prolongamento para onde vo,
e que tempo gastara para ser processados ?
Responden que vo primeiranieute para a con-
tadoria para ser processados e classifieada a
despeza, cm seguida vo ao contador para por e
vist-, aubem a inspectora para dar despacho e
voltam a contadoria pira ser lancados no livro
de crdito e finahn-nte remettidos ao thescureiro
para o allegado pagamento, servico este que pode
levar horaa ou dias conforme a afflueocia de ser-
Thesonro Provincial
DESPACHOS DO DIA 18 DE OUTUBRO DE
1886
Ismenia Ayres da Silva. Deferido, voltand:
esta commissao liquidadora para dar baixa n
debito exigido, visto provar-se a falta de calca
ment na parte da ra da Moeda correspondente
a situaco da casa de que se trata.
Dr. Pedro Bezerra d'Araujo Pereira Beltro e-
Albino da Silva Leal. Satisfaca a exigencia.
Ponto do Gymnasio.Ao Sr. pagader para os
devidos fins.
Dr. Francisco de Paula Corris de Araujo.
Fielden Brothers, Jos Ignacio d Avila, Verissima
Bezerra dos Passos, Hermes de Souza Pereira,
Domingos das Neves Toixeira Bastos, officio do
Dr. procurador dos feitos, Ordem Terceira de S.
Francisco, Joaquim Gomes Ferreira de a Leitn.
Francisco Pereira Barbosa, Dr. Joao de Oiiveirae
Jos da Costa Rabello. Informe o Sr conta-
dor. .
Padre Manoel Zacaras de Souza Lyra. Regis-
tre-se e facam-se as notas.
Cootas da collectoria do Limoeiro, Jos Henri-
que Machado, Jacintho de Almeida, Joo Nepo-
muceno Coelho da Silva, Emilio Bedel, Jesnina
Candida Savedra Jordo e outro, Azeyedo Ro-
drigues & C, Joaquim Manoel de Oliveira e Sil-
va, Joaquim Moreira Res e Jos de S. Haja
vista o Sr. Dr. procurador fiscal.
DIARIO DE PERSAasuCO
1886
vico.
I'erguntado qual o s*ldo que deveria existir em
30 de Agosto ?
Respondeu que ignorava porque nao s : d ba-
taneo mensal.
Perguntado se nao poda explicar o facto ou
antes dar o seu juizo sobre o facto criminoso
acontecido na Thesouraria de Fazenda no dia 9 ?
Respondeu que elle nao pode explicar o occor-
rido sobro esse fac:o mis que o cousiderou "in-
mediatamente como um destalque, pelo qual o th--
sour-iro o nico respoosavcl a fazendt at que
o contrario se prove conforme officiou ao pres
dent da provincia em data de 10.
P.-rguutado se elle inspector nao ordenara ao
th-'soureiro ou ao pagador que nao ll'-.-ctuasse o
pagamento dos empregados e operarios do Arse-
nal de Vfarinha antes do da 8 e porque ?
Respondeu que np ordenara nenj ao thesou
reiro nem ao pagador sendo apenas certo a or-
dem que dera a qual amiga, que do oitavo da
til .m disute se effectuassi os pagamentos das
despezas de materiaes
Perguntado se alguma vez nao se dirigir ao
thesourero manifestando desojo de quo est" pa-
gasse ao empreiteiro do prolongamento a quautia
de duzentos e vinte e seis coutos que restava re
eeoer dos seiscentos e tantos contos de ris do
ra 'z du Agosto ?
Respondeu que nunca manif >stou esse desejj
nem pedia cousa alguma.
P- rguutado cunw exolica sua resposta, na qual
d.'dara que na falta de thesoureir > ao fiel coinpe
>e Uvar a3 ch-.ves, ahur o cofre e fazer os paga
in-utos, ao paseo que no primeiro iuterr. g .tono
da que. o thesourero poda entregar a chavo a
qu ilquer pessoa de sua coutianca ?
Respoude.u que dsse a prime ira vez que foi in-
terrogado, que o portador da chive podi ser pes-
soa de confian,. do thesourero, e que a tubati
rmco do tbes.iu'eiru devi ser comente -pelo seu
fiei.
Perguutado o nome e morada do all"m> hbil
qu naide nesta cidade a que se referi no sen
oficio dirigid) ao Dr. chefe de polica, e que Ihe
dUserain ser o naico qne poderla explicar o mudo
porque se poderia abrir o cofre da thesouraria ?
Responu. u que sabe apenas ser um aliemo ser
ralbero cujo Dome e morada ignora, e que mora
no biirro do Racife, segundo lbe disseram e qu'
em oficio ao Dr. chefe de polica teve por fiui in-
dicar esse perito com > um doe melbores para fa-
ser-te o exaim. E por mais nao responder nem
lbe ser perguutado depois d Ihe ser lido e aehar
conforme assignou com o Dr. delegado, testemu-
nh*s e Dr. promotor publico.
RECIFE, 19 DE OUTUBRO DE
noticias do Sul
Eis as principaes noticias do sul trazidas pele
vapor allemo Rosario, chegado ante hontem.
Alen dellas publicamos outias seb as rubricas
Parte Official e Interior :
Rio da Praia .
Telegrammas at 8 de Outubro :
Sabia-se que de Buenos-Ayres partir para o
territorio das Missoes nicamente o 3 commii-
sario, D. Valentim Virasoro, com o fifi de exami-
nar onde convir estabelecer depsitos para ser-
vico da commissao bem como quaes os caminhos
por onde deve esta dirlgir-se.
0 Jornal do Commercio do Rio de Janeiro pu-
blicou estes telegrammas :
Buenos-Ayres, de Outubro.Chegam mas
notcis do interior e principalmente da regio dos
Pampas. As chavas destes ultimos dias cansaram
grandes prejuizos agricultura. A mortandade
do ga io espantosa : muitos estancieiros esto
ameacados de perder toda a creaco.
6 de Outubro (4 noite).O encouracado Al-
mirante Brown vai partir para a Europa como
fim de reuovar todo o seu armamento. A polica
acaba de descobrir vasta associacao, tendo por
fim a fabrcacao e a emissao de notas em grandes
quantid'des. Os principaes criminosos foram pre-
sos ; con'inuam as diligencias.
c Buenos-Ayres, 7 de Outubro.Carece de fun-
damento tudo quaoto se publicou at agora sobre
a formacao do gabinete do novo presidente. A
nnlca cousa que parece certa que os Srs. Drs.
Wenceslao Pacheco e Eduardo W.de, actual-
mente ministros, o primeiro da fizendi, o segundo
da justica, do culto e da instruecao publica, con-
servar/) as respectivas pastas, e que a poltica
geral do paiz na soffrer modificacoes essvnciaes
na administraco do novo presidente.
Buenos-Ayres, 8 de Outubro.Do como pro-
vavel um accordo entre os diversos partidos para
a nomeaco do governador da provincia de Bue-
nos-Ayres. Est se tratando d_- achar um can-
didato de couciliaco que possa ser votado pela
m-iioris dos eleitores sem dtstincco de cores.
A Tri'iuna Nacional, diario que considerado
como orgo autorisado do governo, desmente o
boato que se espalhou de que o morcado fra des-
favo-avel ao novo emprestimo. o
Montevideo, 7 de Outubro.Chegou heje na
cidade de Paysand o monsenhor Mana Yeregni,
bispo do Uruguay, pastoral da sua diocesx.
Um jornal da opposico diz que o enviado ex-
traordinario e ministro plenipotenciario do Brasil,
o Sr. J. da Ponte Ribeiro, apresentou urna recia-
macao do seu governo a respeito do seu paga-
manto da divida densa repblica para o Imperio.
H* es. craiic is de salvar a canboneira General
Rivero, que encalhou nao longe do porto do Sa-
cra nento.
S. Pedro do Rio Ciaande do Sal
Datas at 30 de Setembro :
Na cidade do" Rio Grande, na nste de 26, foi
atacado na praca da Geribanda, por quat.ro indi-
viduos desconhecidos, o Sr. With, ajudante do
caixa da companhia da estrada de ferro.
Os audaciosos atacantes sorprenderam a victima,
precisamente no mesmo lugar em que, em urna
das passadas noites, t'oi atacado e roubado o Sr.
Manoel M. Cardoso de Mattos.
Os atacantes, dous dos quaes o Sr. Witn dis
serem soldados, deram neste s-uhor um tremendo
murro que o fez cahir por trra sem sentidos, po-
dendo assim roubarem-lbe dous relogios que levava
comsigo Ter-lhe hinm tambem renbado nma re-
cular quantia em dinbeiro se nao so dsse a M-
soalidade de approzimir se do lugar um grupo de
p-ssoas que vinha dos lados da Beneficen-ia.
Falleceram : em Bag D An ure'.ina Ross, em
Ja'guaro, D. Agrlpina Alencastro Alfonso e Pedro
Caldas.
Das f ilha< extractamos as seguintes noticias e
documeutos :
QBESTO HAOORBISA
(D'il Federaf&o)
Afine^m-nos que o Sr. general Deodoro, digno
c -irini .o .ante das armas na provincia, cffieiou ao
governo ezpond > os motivos por que astem se d*
transmittir a ordeui do dia em que, por detennina-
ya.> do m nistro da gu-. rra, foi reprehendido o te-
nente torean! VL.dureira,
Assecii am uos tambem qne nesse mesmo offi :io
o general Deodor se exprimo em term -s muito
honrosos com r.laeo aquelle (eu illustre compa-
ubeiro de armas.
S guulo o que nos referi o nnsso informante.
civaih.-iro diguo de toda a fe, o illustre general
est resolvido a pedir exonerucao do commando
das armas se o governo insistir em pretender fazer
de S. Exc. um instrumento de persegucao classe
militar.
Convencidos da veracidaae desta communica-
cao, cumprimos o dever de louvar o general De!-
dom e HB applaudir a digna attitude que assume
no inci lente, em que nao est envolvida somante
a digndade militar do tente coronel Madureira,
mas tamben a do exsrcito nacional, de qne om<
..otro sao diguos membros.
PBOTSTO no TBSBNTE-COBONKL M.VDEKIBA
Fui repreoendido por S. Exc. o Sr. ministro da
guerra, em aviso dirigido ao ajudante-geoerel'do
. iercito, por ter-me defendido, sem licenca previa,
oela unprensa, de aecusacoes que de novo me
f.rana at'radas do Senado pelo Sr. Franco de S,
ex-ministro da guerra da sitoaco liberal.
Exercendo nesta provincia urna cemmissio de

.
i .





Diario de PernamhucoTerfa-feira 19 de Outubro de 1886
a eaafianca do governo, ao ler o citado aviso
pelo telegrapbo, como me campria. dispensa
roe ordem de 8. Exc. pura leeolherme ao
Agaard* anda a decisio le S. Exc. Devo, en-
lata, protestar desde jem nome dos brios e
idade da classe militar, a que teribo a honra
pertaacer, contra as ideas do actual 8r. minia-
da guerra e as singulares theorias que teata
aaptaatar no exercito.
m








SJSe
que lei, em qae artigo da regala meato dis-
tar fundos-se o Sr. conselhoiro Alfredo Chi-
tara reprehender, e do modo o mata severo,
eial superior, atacado ao que-tem da maia
-a sua reputaolo de fuuocionariopela
ia que apreaaatou em termos, contra a desar-
la aecusacao de un senador do im erio?
as avisos que 8. Exc pnbliou em reluci ao
ola contra o bravo e distinetissimo Sr. coronal
Oasdu Mattoa?
8. Eic. nao citou, nam p >dena fasel-o, urna to
dbaBosic'') de lei que prohiba a defesa aos milita-
ras ajaando atacados em sua dignidade.
Otahecedor da legislacio que rege o exercito,
salaste podia sujeitarcomo nio me sujeitoi
ianansigoes menos dignas dos brios, nio s da cas-
aa aaMtar, como de qualquer outra em que o oida-
aaVa ae prese de ser h >nr*do.
f*de 8. Exc. reprehender-me quantas veces qui-
ec, per to honroso motivo, que estarei sempre
lasri a jusf ificar-ro", perante um coaselho da
araem, da I ga idade do meu proceder.
Mo dia em que fr votada uelo poder com peten-
% atrai iei que prohiba aos militares de se dte -
saa eoatra os membros do parlamento-que, pa-
tesa agora o privilegio exclusivo da impuni
i das insultosnesse dia deixarei de pertencer
a fileiras do exercito.
O tenente- coronel,
Antonio de Senna Madureira.
SEio Pardo, 23 de Setembro de 1886.
raOTESTO DO VISCOSDE D> PEIX)TA3
Tvj ja occ siio de dirigir-me illustrada re-
da ederaedo, agradeceodo Ihe cordeal
u palavras de apreco e de conforto de que
rvio em relacio ao dis'.incto tenente-corouel
adareira, .que deve ser reprehendido em ordem
la dia do commando das armas desta provincia,
aaaajado det-nninou o 8r. ministro da guerra.
Os faetoa que se reproduzem de desconaidera-
tfa e menoscabo a dUtinctos utficii.es eque nao pa-
aaaaV, porque parece haver proposito de abater os
fcua do exercito, levam-rae a pedir aos m-ua ca-
aaaradas toda a resignagao para o mal que soffre-
mm jue seguramente nao pode perdurar.
Oa eerto tempo a est a parte parece ha ver o fir-
ae proposito de abater nesla illuttre corporac&o o
aate Ua mais deve selar: a honra.
Hoatem era o teoente-coronel Cunha Mattoa re
aafltid* ao estado-maior de um regimeato por ter
jiaawUido offensas sna honra militar em pleno
as. la tarntrt e, o que mais triste e doloro o,
mc aajuelle que Ibe impunba castigo por nao ter
aneando em silencio o ferrete da gnominia, o
aataras a quem cumpre selar os froii e a digmda
de d* classe que administra.
H->je tenente-coronel Scona Madureim, van-
taj'smente eouheci lo no exercito pela su bravu-
ra, Hlustracio e de dicacao ao servigo, e a quem o
aa i no encarrega de urna cora oisso de al'a coa-
teta;*, que por si revela o grao de apreco em
anta sao tidoa os seus conhecim entoa profiasionaea.
taadado repreh nder s verano nte, porque ousou
par a limpo urna questio que podia (anear duvida
tabre os seus seutiraeot >s de sabordinacio e res-
a*Kt qe tributa a um Ilustre general.
Qaem seraroanbi?
Que poderi nao sel-o, quando se quer impr
aja exercito, hoje, em plena paz, que nao posaua os
aadiovutos que o devem animar, quando Taz o ta-
aiCeto da vida pela patria nos das crueatoa de
aaaa eampanha ?
Qa-sa poder nao sel-o, quando se nos esti-
Basrioe de bro urna trans^resso de disciplina?
Hio so expondo o vida nos campas de batalha
ana ae mostra valor; elle se ostenta anda mus
admira vel, quando se a .ffre com resignaeio os ae-
a de ministros inconsiderados, que pirceem tei
a. aeito reduzir insensibili iade completa aqu-l-
Ics je amanb terao por d ver bater-se cooi he-
ssano em defeza Ha patria.
Kstao j eaqu>cid>s os 1 >uros desee exercito, que
rcate cinco annos de guerra contra o Parago iy.
ai otoa victorias.
Quem sabe se em futuro oais ou menos prxi-
ma* aao terao de p dir-lbe Igual abnegaclo nos
SBtcraaoioa e igual vilor diante do inimigo?
aVpereaos ewn resignacao, porque nao cri ie\
a/ae direccao dada a >s neglos pblicos do nos-
m, sjaia cntine por muito tempo no meamo sent-
ala aa que vai.
Visconde de Pelotas.
saiya Catatarla
Batas at 2 de OuuOro :
P^r acto de 21 do pasaado foi adiada para 30
-^laQatubr a reuma> da aaaembla provincial que
atavia realiaar-se no dia 1 o corrente.
Paran
Datas ar 2 de O uuor >:
Pdu leaoronunci-d) pelo juiz de direito da Lipi
m Or. Gssto Worm-'S que rt-ap judia pelo suppos
aa) criase de fnt.iiva de assassinato contra sen
jiM i Ferninio Wo'in-'s.
s. Paulo
Datas at 8 de Ou ubro :
A "ira. O. Ctndida de Campos Barros fez
Santa Casa da Mi Tieordia da capital o donativo
da aantia de fiOOJ.
Xa Jabu', foi encontrado morto Salvador DelG
sm de Onve ra, com ferimentos de arma de fogo.
lajaf* 83 quem S"ja o assassioo.
PerO da esticio da Fort -.leza, naslinha frrea
ala C'aro, foi a 3 do corrate barnaramente asa.s-
aaasda Jos; B.rbuii por Migjel de tal, ambos
tjraWtha'or.'a da linha.
A S do passado. em urna fazenda do Sr. Ma-
rs, aluieipi<. d- Santa Rita do PassiQatro.
aavrea que>mado um escravo que achtndo se jun-
ta ama pipa de agurdente, por descuido dei-
aaja eabir u.n phi^pban acceso dentro da p pi,
ama fea expUaio e o infeliz, envolto pelas cbam-
aaaa, p-receu em agona atroz.
So bairro do Pinguy, municipio de Guaratin-
tmJt. Simuel Julio .Vlatheua Cario gravemente
catatan anchado o escrav Lourenco, quetii
tataaportado para o hospital, de Santa Casa d
aerieorlia. O ffensor toi preso em fligrante.
Falli-c -ram em 8. Carlos do Pinhal o fazendei-
r*Jo*quim Fabiano da Cunha; em Capivury
Aactoaio l>*i.e de Cimpoa Pacheco: na capital D.
Francisca M >nte ; em ampiaas o majar Riginal-
ia de Moraea Salles e em 8. Vicente Joo Joa-
a^aim Bo-ges.
Em Bananal fallecer tambem o capito hou >-
txriad) ex-reito Ponciauo Barret > Ferreira Sojio
nae exercia o carg de tabelliai desse termo e era
reiattor do Bananal, orgt da imprensa da loca
Jdadc. Tmli ft'U- c un distiue^a-) acompanht
ala Paraguay, merecendo fer gaiardoado com os
halti'Oi Je CLinato e da Rosa e varias meJalhas,
astis ai quaes a do manto militar.
Hlnaa-eraea
Datas t 8 de Outubro :
O nal do Commercio da corte pnbliou oa
seroi'it" telegrammts :
. R'<> Doce, ti de Ou'ubro, s 7 horas da mv
tlti. -O -t. <]cs-,mbrgadir Faria Len-esi-
dfpte da ainviuea, pern litou bontem mRo-
raago, r-gre asando de S. Julo Npoauctnije
ataja, 4 1 ha-a da tard inaugurar a eataci > 1 i
fa Doce, qu i fica a 3i kilometras de Porto-
Slavo.
Ctmeste trecho t->m a Cimpanhia da Eatra-
4a de Fjrro fj'apoldina 707 kilmetros em trate-
ara; e por eat!s das sera) tmbem inauguradas
aettic'-i de Stude Tombos doCaraugola e
Su*; lo iro.
O Sr. presidente da provincia. vai p:rorr:r
lila a linha da Leopoldina.
Porto N i/o 8 de Oitubro.O 8r. desembar-
taador Faria L-mo, pr-sidente desta prorinea,
Xanh ije la aua excurso pela estrada de fer-
opoldina, chegandi a esta estscio s 5 1|2
taras da tarde, depois de haver percorrido 1,110
Irilsaftroa. |
m 8. Exc foi muito bem recebido em todas aa
Jtaeo's e as ciJd-s de Poate-Nova, Kio-Bran-
aa, Ub, Cataaruazes, Leopoldina e S. Paulo de
anaa. Visitn aa iffi-'iuas da companhia e fi-
encanta Jo com a zona atravessada por essa
-rra-ferres, e cem o grande desenvolv ment que se
atata em toda parte.
Completad- se hoje 12 annos que Sna Mag *-
le a I aperador inaoguron as primeiras eatacoea
a, atrada de ferro Leopoldina.
__ Palleceu na cidade de Juguary, prorineia
aV Miaas-Gteraea, e col lector daa realas geraes e
iprariaeiaea Jo< Jiaquim da Silva, natural da
raviaeia de Sergipe.
Do Uberaba escreveram em 19 .de Setambro
tBjKaeitada.folaa o seguinte:
No da 16, na igreja de Santa Rita, perante o
reverendo padre superior dos dominicanos, reali-
sou-se a conversan ao ebristianismo do protestante
Victor Strangs, natural de Obtr, municipio de
Oels, reino da PrussU, agricultor, de 25 annos de
idade. Depois de ter assignado a abjuracao es-
cripta com testemunhas foi em seguida baptisa-
do, sendo padrinhos Francisco Astolpho Oinis
Junqueira e O. Rufina Mara de Jess.
Fallecen bontem Francisco de Almeida e Oli-
veira, com 61 aaaoa de idade, natural de 8. re-
dro do 8ul esa Portugal, tio do ex-ministro do
estado Almadia e Oliwira. Cbegado ao Brasil
aa 183S, vis-a envolvido na revolucio de 18M,
residin lo ento em 8. Joo d'EI Rei e por tal nw
tivo soflreu prisfio. Resida nesta cidad desdi-.
1845, naturalizndose cidado brasileiro em 188S.
Oecupava-se de lavoara e era eleitor. Ao sen
enterra solemae concorreram multas pesaoas dis-
tinctas. *
Blo de Janeiro
Datas at 9 de Outubro:
No da 6, no Senado, foi lido o officio da Cmara
dos Deputados, pedindo dia e hora para o recebi-
mento da commissao que tem de requerer a fu-
sao. Foi marcado o da 7 s 2 hora da tarde.
O 8r. Diogo Velho offereceu om projecto, para
gurantia da propriedade litteraria e artstica, de
cunformidade com o que ae fes no congresso da
Blgica Disse o orador que temos le garantindo
a propriedade do homem sobre o homem, mas que
nada temos feito para garantir a propriedade das
concepto -a da intelligencia humana. Espera que
as convencS 'S que o governo celebrar, tenha o
cuidado de garantir o dheito dos autores estran-
geiros. Pedio a attencp do Senado para o anne-
xo junto ao projecto e que este fosse remettido
commissao de legialacSn, depois de impresso no
Jornal do Commercio. O requerimento foi appro-
vado aem debate.
O 8r. Taunay commumcou que a commissao en-
carregada de aocesentar ao imperador os autogra-
phos dos crditos concedidos a diversos ministe-
rios, cumprc a sua missao respondendo Sua Mo-
gestade que la examinar os autograpbos entre-
gues
O Sr. Ottoni leu um telegramma reeebido da ci-
dade da Victoria, e depois de algumas observa-
c5-s sobre factos que aili se deram, requeren m-
formacao da data em que p-la ultima vez exerceu
a presidencia do Espirito-Santo o ex viee presi^
dente Dr. Leopoldo Cunba. O requerimento foi
sem debate approvado.
O Sr. Silveira Martins justificou um requeri-
mento pedindo copia da correspondencia entre o
governo e presidencia do Rio Grande do Sul a
proposito de manifestaces feitas por officiacs do
exercito naquella provincia.
Responden an Sr. Silveira Martins o Sr. presi-
dente do eonselbo.
A discusaao ficou adiada pela hora e com a pa-
lavra o Sr. Avila.
Entrando em disenssao as emendas offerecidas
ao regiment do Sen ido, apreseotaram novas
emendas os Sr. Silveira da Mutta e C. Ottoni. O
Sr. Meira de Vasuoncellos prop >z que fisaem es-
tas emendas mesa para nt-'rpr parecer e o Sr.
Cruz M ichado fez algumas ohservacoee sobre esta
proDosta.
A discusaao ficou encerrada.
No dia 7, depois de sorteada a deputa;lo que ti
nha de receber a da Cmara dos Deputados, que
is, s 2 horas da tarde, pedir a reunio das ca
man*, e de justificar o Sr. Taunay um requeri-
mento de mtorraacao acerca da arreeadacao da
aaaaaj de rendas de 8. Francisco, em Santa Catha-
rina, nos ltimos cinco exercicios, contin'uou a dis
cussfio do requerimento do Sr. Meir de Vascon-
cellos sobre occ irrencias dadas em Pitimb e
Alaga Nova, na provincia da Parahyba. Orou o
Sr. ministro da jutica, ficando anda adixda a
disenssao.
Foi approvado o requerimento do Sr. Meira de
Vasconcellos para que as emendas ofierecidas ao
regiment sejam remettidas mesa para dar pa-
recer.
Entrou em 3 disenssao a proposta do poder
executivo, emendada pela Cmara dos Deputados,
oreando a receita geral do imperio para o ex cicio de 18861887. Orou o Sr Jos Bonifa-
cio, ficando adiada a disenssao hora marcada
para se receber a depntacao da Cmara dos De-
pntadoa.
Recbida esta com as devdas formalidades, o
Sr. Ridrigo Silva leu a mensagem pedindo a reu-
niao das duas cmaras na forma do art. 61 da
Cmstitucao do Imperio. O Sr. presidente deca
iou que c Senado ia temar em considera cao a
mensagem da Cmara e lhe communicaria o que se
deliberaase.
Ritirando-ae a commissao, o 'r. G"rreia propoa
que se marcasse dia e hora para a reunan da As-
s-mbla Gira', requerida i*la Cmara dos Depu-
tados.
Apoiada e posta om discusaao esta proposta, ora-
ram os Srs. Alfonso Celso, Jos Bonifacio, BarSo
de Cotegip-", Saraiva, Dantas e Correia; sendo,
a fina I, appmvada a .proposta e marcado o dia de
sabbado (9) ao meio dia, para a reuniao das ca
maras, no paco do Senado.
N> dia 8 o Sr. Affooso Celso pedio a rectificaco
d-> um aparte que dera na sessao de 29 do passado
quando fallava o Sr. ministro da fatenda e que
apparecu alterado.
O Sr. Dantas juatificou um requerimento pedin-
do informacoes sobre a avaliacao do3 servicos de
urna ingenua, na cidade de Piracicab e soOre a
sentenca do juiz de direito de Cuiabi declarando
livres 112 african is.
Resp>ndeu o Sr. ministro da justica e o Sr- J>s
Bonifacio fez sobre o assumpto varias observa9es,
sendo approvado o requerimento do 8r. Dantas.
Continuou a 3 discusaao do orcaraento da re-
ceita gtral do imperio, orando o Sr. Jos Bonifacio
que mandn mesa um -m-n la ao art. 12 relativo
ao imposto do sal. Encerrada a discusso, sei.do
approvtda a proposta com algumas emendas que
cmstam da acta.
A r-querimento do Sr. Octaviano foi suspensa
a scsso at que a commissao respectiva apresen-
tasse a redacclo das materias approvadas.
lei > hora depois, sendo apreseutada e sujeita
discussai a redaccao, foi appmvada.
L'U-se um officio da cmara dos deputados
concordando com a designaco do da 9 para a
reunio das duas cmaras.
O resaltado conhecido da eleic&o para sena-
dores era eate:
Cins. F B sario de Souza 6.531
Dr. D. de Andrade Fgu-ira 5.S42
Conseiheiro Jna< M. P. da Silva b 8t
Dr. Manoel Rodrigas Peixoto 1 -932
C immendador M- da Siiva R s 1.872
Oona. Eluardde Aadrade Pinto 1.484
Dr. Pedro Grainho Paes Leme 1.121
Dr Adolph Unasrra de Menezes 883
Q lutino Bocay iva 3-2
C >ns. J. Saldanha Marinho 267
Dr. Francisco R.ngfl Pestaa 178
E outroa men s votados.
__A commissao nomeada pelo governo aval i u
o material ds >brHalente da antiga compauhia
do saz em 986:769*209.
Kn 1885 a avaliaca. fora de 720:175*880, mas
nao comprehendia grande quantidade de objectos
encommendalos em viagem.
Ti iba chegado n> paquete Finance. o cnsul
geral dos Eataios-Uuidos da No te, n- Brazil, Sr.
G. A. '. Armstrong.
Chegou tamnem da America do Norte no mesmo
paquete Finance, o almirante Daniel L. Brain. ,
que assum > log i dep >is o enroman Jo da divisa i de
navios de guerra de sua nacao, arvnrando o seu
pavilhi a bordo da corveta Lancatter, onde foi
lamblicimai honras devidas.
Silvarinj nessa occasiio os crasadores Guana-
bara e Ruhy e a referida corveta Laneatter.
So di i 6, as 3 1/2 horas da madrugada, mani-
featou-se incenlio no predio n. 91 da ra de Sant. s
R drigaes, esquina da de 8. Roberto, pertencente
% Antonio de Fizueiredi Cmto, que aili era esta
b-leciii com neg luios de seceos e molbados.
O figo foi de/i i > a imprudencia do caxeiro da
taverna, Angelo Farinha de Castro, que, levan-
tan io-se podco depois de 3 horas da madrugada,
riscou um phosphoro, e depois de aceender um
vela atirou-o a cha i, juoto a urna lata de kerosene,
que f z etploso, com nunicando o fogo a outras
que se aebavao porto.
Vendo a desgraca, o caxeiro Angelo foi o pri-
meiro que dea signal de indendio; os visinhos e
miradores do lugar, aasustados, vieram para a ra.
Durante carea e meia hora o susto f>i grande ;
aa cbammas resciam.e o fogo augmentava. api-
tou-se durante muito tempo.
O oorp > de bomb -iros, que receben tarde o aviso,
por estar interrompida no bai.-ro a commuuicacio
telephonica. co.npareoea com a posaivel wevidade.
Ai chegar a ra de Santos Rodrigues, qne est
em pessimo estado aa carrosas atolaram-ae aa la
nw, nio asado posaivel couunuar a viagem. Foi
g-anle a contu'ii- O fogo j tinha devorado a
caverna e communicara-ae com a casa ue pasto
qae era a oontinoacao do mesmo predio. O bom-
beiros, com a actividade que lhet condecida,
carregaram as costas as mangas d'agua at o
lugar do incendio, funecionando entao as machi-
nas do lugar onde estavaa at dadas.
A taverna ardeu toda : nada se conseguindo
salvar.
Tambera ardeu a casa de pasto, pertencente
ao mesmo Couto e sendo salvos os movis.
Com certeza o fogo nao tena tomado taes pro-
poredes ae o corpo de bombeiros podesse trabalhar
livremente. Obstado deploravel da ruacujo cal-
camento tem Mo tantas vezea reclamado foi a
causa de tio lodientavel tacto.
Ao lardo da ta\ erna, na na de Santos Rodri-
gues existe um chalet, onde reside Panlino Gon-
calves de Oliveira Freitas com sna famila. Ete
predio apenas soffreo algumas a varias nos futidos
Os sem ihorauojes, coadjuvados pelos visinhos,
tirara para H ra todos os movis, E' proprie-
dade do Dr. Antonio Farreira Pinto.
O predio incendiado estava seguro na Previdente
por 3:'/00, e o negocio, na mesma companhia,
pela quantia de 2:500* 00.
O negocio da casa de pasto nao estava seguro.
O trabalho de extincco termnou s 5 horas da
tarde.
O cKMlro da taverna, que foi detido por ordem
da autoridade local, foi mais tarde solt
Fallecen no dia 6, no Roleio, o guarda- mor
da alfandega do Rio Grande do Sul, Jos Carlos
Daniel Barbosa.
Servia ha 18 annos naquella repartilo, onde
conquistara o 'Ugar om concurso e ha 4 mese vie-
ra para esta forte com lieenca, afirn de tratar de
sua saude. Succombio a um* lesio cardiaca.
Falieceu no dia 7, a lo horaa da maob, na
casa de sua residencia, travessa do Mosqoeira
n. 5, o honrado constructor de predios, Antonio
Alves Moreira do Couto, mestreda Santa Casa da
Misericordia.
Ligou seu nome a alguna dos nossos bons edifi-
cios, taes c >mo o conservatorio de msica, casa da
moeda, monte-pi dos servidores do estado, acade-
mia das bellas artes e caixa econmica.
Era coadecorado com o grao de eavalheiro da
Rosa, por servicos relevantes prestados ao Lyc-u
Litteraria Portugus, na reconstrnecao do grande
ed Falieceu em Angra do; Res, onde se acbava
em tratamento o capito honorario do exercito
Ponciano Brrelo Ferreira Souto, 1* taoellio, ea-
crivo do eivel e ofhcial do registro de bypothecas
do tarmo e comarca do Bananal, i 8. Paulo.
O finado fez toda a eampanha do Paraguay,
onde conquistara.os postos desde alferes at cap
tan por actos de bravura, sendo condecorado com
os habitoi da Rosa e Christo, medalha de mrito
com tres passadorese as respectivas de eampanha
n 5 e de Uruguayana.
Filiado ao partido liberal daquolla provincia,
sustentou renhida luta no j irnalismo, como pro-
prietario e redactor chefe do Bananal, tornando-
ae alvo das maiores perseguiedes dos seus adver-
sarios que, nos prmeiros diss do poder, nao res
P'it.arain sequer a sua j adiantadirsimaenfermi-
dado.
Era natural do Rio Grande do Norte, onde antes
de 1878, aps a voltada guerra, oceupra vario
cargos de eleicS) popular, ji representando a pro-
vincia, j o municipio.
Era casado com u na filha do Dr. Antonio Alves
do B folio e iliixou um filho menor, tenlo-sc fiua-
do aos 42 annos.
Ni dia 8. s 11 horas da inanha, falieceu u
commendador Joaqun Cesar de Andrade Duque-
Estrada.
Eis as noticias commerciaes da ultima data:
Rio, 8 de Outubro de 1886.
O mercado de cambio esteve hoje qaasi para-
lysado e sem alterac i o na taxa bancaria sobre
L mdres, que anda 21 15/16 i., com poneos to-
madores.
As tabellas no Commercial e no do Commer-
cio, e as taxas no Loadon Bank e English Bank,
silo as segulites :
Lonfres 21 15/16 d.
Pars 434 rs. por fr., a 90 d/v.
Hamburaro 538 rs. por m a 90 d/v.
Italia 439 e 437 s. por lira, a 3 d/v.
Portugal 246 %, a 3 d/v.
Nova York 2*310 2*300 por dol., vista.
O movim-nto do dia foi pequeo sobre Lon-
dres, a 2115/K5 d. bancario, e a 22, 22 1/16, e 22
1/8 d, papel particular.
Repas ou-se papel bancario contra banqueiroa
e caixa oatriz a 22 d.
Na Bolsa o movimeuto toi mais jua regular.
INTERIOR
Henado
SESSAO DE 7 DE OUTUBRO DE 1386
A berta a sessao e lido o expediente, o Sr. presi-
dente proceden ao sort io da commissao encarre-
gada de receber a deput >cao que pjr parte da c-
mara dos deputados vem ufferecer ao Senado o re-
q lenment > de fusao das duas cmaras.
A commissao ficou c >mpos'a dos 3rg. Visconde
de Muritiba, Jos B-nto, Diogo Velho, Silveira da
Motn, Baro de Maroim e CarrSo
SEGUNDA PARTE DA OXDEM DO DIA
DEPUTA^AO DA CAVABA DOS D.-PCTADOS
Annnuciada a ebegada da deputaco, proseguio
a sesso.
O 8r. Presidente convidou a deputaco do Se-
nodo para receber a da cmara dos, deputados ;
a sendo esta mtrodnzida no s .1 .o com as formali-
dades do estylo tomou assento na mesa, direita
do Sr. presidente.
O 8r. Rodrigo Silva (relator da depufaca) leu
a siguite mensagem :
Augustos e dignis8mos senhores representan-
tes da iiag.ii. A cmara dos deputados nao ten-
do approvado os additivos do Senado ao projecto
de ore ment dedespeza do ministerio da agncul-
tu-a, com.uercio e obras publicas relativos a de-
duccao annual do valor primitivo do escravo e
piohibieao de qu-1 trata o 19 da lei n. 3270 de 28
de Setembro de 1885, e julgando o projecto vanta-
joso, nos envia em doputaco, afim de requerermo*
em seu nome a reumo das duas cmaras, na for-
ma do art 61 da Conslituico do Imperio.
Paco dn Senado, em 7 de Ontnbro de 1886.
Rodrigo Silva.M. Eufrasio Correia.Theodoro
M. F. Pereira da Silva.
O Sr. PresidenteO Senado vai tomar na de-
vida consideraco a mensagem da cmara dos Srs.
deputados e corresponder devidamente communi-
cando-lhe o que for deliberado.
Retirou-se a deputaco ne~ as mesmas foraali-
dad-s com que fra recebida.
O Sr. presidenteOs precedentes da casa s>
consuttal-a sobre o dia e h ra em que deve ter lu-
gar a r>unio da assembia geral.
O Mr. CorreiaComo b .se para a delibera-
gao, vou enviar mesa urna proposta no sentido
m que entendo qae o 8euaco deve resolver. E'
esta ( ) :
I'r.'p mho que se marque diae hora para a reu-
niao da asoemola geral, como requer a cmara
dos deputados. >
Foi apoiada e posta em disenssao.
O ttr. %ITiao Celao. felicitando o gover-
no pe o rec oiciliagio que acaba de realisar-se.
visto como o nobre senador pelo Paran, reassumio
a sua pesilo de leader ministerial, declara que
nao se oppoz pr >p sta de 8. Exc
Quer apenas assignalar o alcance que lhe pa-
ree -n ter o modo como o nobre senador redi-
gio-o.
O Sr. Silveira Martina e outros. Apoado.
O Sr. Alfonso CelsoPor occasiao da ultima fo-
san, requerida pela cmara dos Srs. deputados, foi
o mesmo nobre senador quem se encarregou de
propnr, que o Senado ella annuisse, 3 tel-o nos
seguintes termos :
Pmponho qu i o Senado conceda a reuniao daa
duas cmaras, requerida pela dos Srs. deputados
para se deliberar sobre a emenda do Senado qne
aquella Cmara recuson no orcamento da despeza
do ministerio da agricultura, co nmercio e obras
publicas.Manoel Francisco Correia.
O nobre senador, porm, agora formula o sea
pensamento diversamente, isto A
Proponho que se marque dia e h'.ra para a
reuniao da assembia geral, como requer a enmara
dos deputados. >
Comprehendem todos a difFerenca qae vai entre
as dnaa redaccoes.
Com a de hiie o nobre senador resol ve a ques-
to tio debatida da obrigatoriedade ou nao da fu
sao, e resol ve-a no sentido qae sempre predominou
o partido liberal...
O Sr. F. OctavianoApoado.
O Sr. Afronso Celso... uto que nessa obri-
gatoriedade est o correctivo legal eoatra o Se-
nado.
O Sr. F. OctavianoApoiadt.
O 8r. Ignacio MartinaE' a interpretaa&o do
art. 61 da Conatituicio.
O Sr. Alfonso Celso interpretando assim u pa-
lavros do nobre senador pelo Paran, d au voto
propoata.
O Sr. Baro de Cotegiqe (presidente do eonse-
lbo)En tambem aceito e principio.
O Sr. Afionso Celso quiz firmar o precedente,
cujas conseqnencias seri tiradas no futuro.
O Sr. Jone Bonifaciorir. presidente, eu
pertenco ao numero daquelles, que acreditam qae
a fusao obrigatoria nio principio liberal.
O Sr. Ucha CavalcanteApoiado.
O 8r. Jos BonifacioNa posigito especisl em
que o nobre presidente do conselho coll icou-se e e
miniaterio, na cmara dos deputados, tudo mudou
repentinamente, a scens, o drama e os actores -
J se nio trata de interpretar a lei de 1 i85, mas
de sastentrr o governo at mesis contra a lei.
E' em uome do principio de confianca poltica,
que se Vai alongar por mais anno e meio a escra-
vidioneste paiz e eneravar O municipio neutro ca
provincia do Rio de Janeiro.
Como senador do imperio nio posso ir at l.
Alterar as frmalas do processo constitucional,
transformando a natareza da causa, nio rea >lver
um conflicto, pelo contrario, modificar o objecto
da contenda, como se a victoria no te reno legal
fosse um impossivel; e mais do que seo deca
rar-se vencedor, sendo vencido por si mesmo e por
sens amigos.
A cansa da emancipacio foi substituida pela
causa do ministerio. Nio se trata mais de inter-
pretar a lei de 1885; o emp-mbo outride-
monstrar que elle v>ve com superabundancia de
votos, mesmo costa de urna gran le c upa.
Sust.-nto que a fusio obrigatoria nio um prin-
cipio liberal, porque sem o equilibrio de todos os
poderes, nao ha lioerdade posaivel, e a fusao tanto
pode ser negada pela comara como pelo Senado.
Os conflictos posaiveis, decididos a soberana, que
tem por agente natural o eleitora io.
Suatentoqueafusio nio obrigatoria, erque : io
idnticas nn pensamento constitucional a faculda
de do re querer e a faculdade de negar. A obri
ga oriedade da fusio envolve neceas ariamente a
obrigatoriedade do requerimento, para que elU
se verifique, e o t-xt constitucional expresa i.
quando d a qualquei das cmaras o direito de
eqaerer ou nio requerer.
Ou a solucao sempro necessaria, e n'este
caso tanto o re.,aerimento como a fusio sio obri-
gatorios, ou nio necessario o requerimento e nao
pode sel-o a fusio.
Todos os argumentos em sentido contrario es-
barram em um obstculo invencivil. Vos desco-
bris a fusio obrigatoria par i as emendas, mas
nio podis encontrar fusio alguma para m pro
jectos rejeitados.
Nio de hoje que se discute esta que-tao : enr
1827 hou"e umptrecer importante, que pelos seus
fundamentos a envolva. Pouco imparta apreciar
o alcance das maionas e minoras m unentaneas e
altrnalas, que pod m por sua vez suffocar a Ca
mar ou o Senado ; a questii outra, e prende-se
ao grande principio da delegtcao nacional. Os
partidarios da fu.-ii obrgitoria colloeam o dele
gado cima do delegante ; na meama thenria Se-
nado e Caara sio iguaec ni caso de cmfl ato ; o
juiz superior o corpo eleitoral. Portanco tod > o
litigio no m imento prende-se justica e cmv;
niencia do nediao.
Applaudi sinceramente o Sr. presidente do con
se:h>, quando recusou nobre e altivamente a se-
paracio das em -ndas, que a mura parlamentar
da cmara fes cahir ; nio posso apflaulil-o,
quando em face de urna causa gen-rosa, humana
e quaei sem pr>tecc/ao, o ministerio vem pesar as
conchas da mesma balanca a existencia do gabi-
nete e os destiaos de urna raca infeliz.
O voto de seus amig ia ni i mais o voto livre
e couscieocioao de um tribunal insuspeito, que
julga ero nome da le ; o voto mais ou menos co-
acto da confianca poltica para salvar o governo.
Levantando a qaestio de confianca, o presiden-
te dn cooselho disse a seua amigos :ou a miuha
retirada ou o prolongamento do captiveiro un im-
perio. Votai pelo gabinete, era a sua palavra m-
gica, anda que esse voto contrare o peusainento
do legislador e o texto da lei. 8 Exc. nio era
n'esse instante um ministro quo appellava para o
juiz o imparcial da Assembia Geral interpondo
um recurso em nome da justica ; era um gjverno
que se diriga ao coraco dos amigos e appellava
para a coDSCiencia de um partido.
A causa da emancipacio um pouco mais vas-
ta, e a mesma piedade pareca, de certo modo,
afastar o gabinete d'esse caminho de horisontes
estreitos.
Nio contesto ao governo o direito de fazer ques-
tes de gabinete ; parece -me, porm, que o seu
dever, na occasiao, era outro.
Os 70 votos da Cmara, oem ao menos podem
significar a victoria do guverno, no terreno da le :
a questio fi a indecisa : o pinto coutn vertido o
inesm i. Apenas o nobre presidente do conseibo,
j cunheeido o voto dos juizes e a certeza da de-
cidi publica antes de tempo a sentenca equivo
ca do parlamento.
S. Exc. p le dizer que o governo vencen pela
forca do numero : mas nio pode dizer que oa 70
votos de s.-us amigos deelararam o verdadeiro
sentido da lei.
A questo nao essencialmente poltica. Em-
bora houvesse suppressio do periudo da falla do
thron, o ponto controvertido era a intelligencia da
lei.
O ministerio escolheu o terreno que lhe pareceu
mais conveniente para triumpbar, e pos o escravo
fraco ao lado dos ministros Cortea. A letra da lei,
o seu espirito, a historia e aa decl iracoea parla
mentares... tudo isto desappareceu ante a ques-
tio de gabinete. Votai em mim a todo transe,
nio adinitto desculpas, nio comprebendo convic-
ces em contiario ; eis a linguagem do gover e.
Ao menos a respoata de alguna de seus amigos
pode ser esta ; votarei cheio de pezares, carreja-
do de tristezas ; obedeco ao principio decmfian-
ca, subst tuo a mioha consciencia pela vossa, vo
tarcm >s juntos, um porque penaa de um modo, ou-
tro porque pensa de um' mo lo diverso.
Mas em urna questio como esta' pdde o elevado
espiito e o nobrr coracio do Sr. presidente do
conselho achar refugio na confianza poltica para
'arrancar do seio dos cscravos at mesmo a espe-
ranza com que el les smhavam ?
Nao, nio podia ser esta a attitude do governo.
esse apoio nio o fortifica, um signal de fra-
queza. 8. Exc. nio preciaiva d'elle se confiasse
mais na intelligencia que deu lei. Fazendo-a
desapparecer do recinto da Ca niara dos Deputa-
dos, derrotado pela sua propria victoria, e na
annaes do parlamento brasileiro a questio figura-
r tristemente como um ponto escuro ao ado de te-
das as tuso s que tet-m tido lugar n'este recinto.
Nio ba grandeza no triumpbo ; a gabinete ven
ceu os escravos, mas veuceu tambero a Cmara, e
ha de suffocar o Senado.
Nio se trata de urna questio poltica, e no ero-
tanto tudo mud u ; ministerio, a causa, o re-
curso interpos'.o e o mesmo tribuual ; o ministe-
rio, porque elle j nao quer reputar a justica do
seu regulara -uto ; a causa, porque a sentenca tem
de referir-se exclusivamente vida do governo ;
o recurso, porque a Assembia Geral j nio tem
que sustentar causa alguma ; a causa de pedir
outra ; e o mesmo tribunal, pirque senadores e
deputados teem de votar sobre cousa diversa.
Ora o nobre presidente do conselho declarou
por mais de urna vez que o Senado nio taz pol-
tica ; e, pois, o goveruo nio deve faze.-a n este
recinto, para aupprimir alguna das de liberdade a
miseras creaturas humanas.
Voto contra a fusio, e nem ao menos descubro
motivos para o meu comparecimento, desde que*
nio teoho de julgar ministros o a sentenca j foi
publicada. (Muito bem muito bem.)
o Mw. Baro de Colear!ae (presidente do
conselho), respondendo, disse ser o nobre senador
por 8. Paulo bastante pers| ica. para transfor-
mar, absolutamente, os t< rmos da questio, e que
rer debilitar a forca que o governo te ve com a vo-
tacio da ('amara, a qual ser augmentada por
urna votacao em assembia geral.
Faaendo o hiatorico da questio, cuja Origem,
disse o orador, toi a acre censura pelo Senado diri-
gida ao governo sobre a execncio da lei de 28 de
Setembro de 1885, o Sr. presidente do conselho
declarou nio ser a questio senio de confianca po
litios, o, conaegaiateniente, a votacao da Cmara
dos Deputados nio podia ser mais regular. Nio
se pode, porm, seguir a dontrina de quo o Se-
nado deve abs'er-se de votar na fusio.
O Mr. Sara Iva comeca dizendo que o nobre
presidente do conselho mostra a maior ssgacidade
emittiodo a sua opiniio sobre a questio, que se
debate; no entanto pareee-lhe que 8. Exc eam-
mettea asa erro.
O Sr. Bario de Cotegipe (presidente do conse-
lho) :Ah est V. Exc. para por as coasas no
seu caminho.
O Sr. Saraiva vai com effeito diser alguma
cousa para pdr as cousas no sea verdadeiro p, e
ha de examinar a marcha da questio que provoooa
o presante debate.
Autor do projecto de lei que passoa aa Cmara
e no Senado sem emendas, julga qae tinha algum
direito a que se procedesse com elle orador, como
em iguaes circumstancias proceden com o partido
qne o ajuaou na reforma eleitoral.
Naquella occasiao incumbi a orgaaisacio do
regulamento a pessoas de ambos os credos polti-
cos ; incumbi da maior difficuldade a organisacao
dos dis'rictos pessoas da uoi e outro lado poltico ;
de manera que poder-se-hia ter afirmado de an
temiio que o regulara'oto exprimira a verdade da
lei e a opiniio da opposicio que concorrra para
que ella fosse votada.
Como procedu, porm, o ministerio actual em
relacio ao regulamento da lei de 28 de Setembr o
de 1885 ?
O Sr. Bario de Cotegipe (presidente do conse-
lho) :Nio ha paridade nenhama.
O Sr. Saraiva dis qae o nobre presidente do
conselho comeca a irritar-se, e porque lhe d em
balda certa. (Risadas).
O Sr. Bario de Cotegipe (presidente do conse-
lho) :Nio, senhor.
0 Sr. Saraiva tem sempre a infslicdade de irri-
tar o nobre preeiden'e do conselho, naturalmente
porque lhe d no ponto em que 8. Exc. se de
mais.
Aator do projecto qu se converteu na lei de 28
de Setembro, esperara qae as materias duvidosas
devia ser tratado com alguma attencio, e se lhe
pedisse a sua opiniio a respeito de um ponto que
ao orador pareca incontroverso, mas que estava
sen io controvertido ; mas nio lhe disseram urna
palsvra,
Nio se queixa disso ; tem sempre todas as at-
tenc '8 para com o nobre presidente do conselho,
e emoora S. Exc. as nio tenha para com o orad >r,
nunca se quixou, nem se queixa, porque se > nio
faz de seus co-religionanos, menos o faria dos ad-
versarios.
O orad ir veneeu, porm, o seu orgulho, que di-
zem que grande, mas que nio reputa excessivo,
edirgio-se, como j declarou ao 8-nadi, a diver
sos amigos da sitaacio, e pe li i Ihes que lhe de
ularussein como entuudia o minist to o sentido da
le, porque ouvia dizer que se ia cootar a deducen.)
da data da matricula, data lacerta em vez de se
contar da da le, que era certa; e disse mais qu -
estava no peosnn-nto de todos, como devia estar
nido governo, abreviar o prazo da escravidio, em
vez de o augmentar para se ni > suscitaren] todos
os das e a todas as horas novas lutas. (Ap na -
dos).
N.lo se limitou a isso, procurou, contra os seus
hbitos, o nobre presidente do c maelho, e ciii-n i
a aua attencio para esse pon' i; maa S. Exc. quasi
que nio discuti, e foi-se embira.
Por conseguate estava o orador no direito de
fazer o qae tez ni Seuaio, provocar a discusaao
que pr.ivocou, sem o peusameoto de embaracar na
menor cousa o ministerio actual, que v uheio de
difficuldades.
Os factos poster ores, o cenado os conh*ce. O
n>bre senador pela provincia do Ro de Janeiro,
-spirito moleradissimo, e que d*c'arouque nio es-
tava no seu pensamento dizer que o governo bavia
procedid com deflealdade, maudou unaem-nda
separaudo, para a votacio, o trecho da resposta
falla do thr >no, que tratava do aasampto. laso
significava que e ni > quera votar a decJaracio.
.1 que o regulamento era a exprs .o da lei.
O Sr. Francisco Octaviano.:Apilado.
O S Saraiva asegura que o pensamento da
oppisicao nio era declarar que o no ir presidente
.lo cons lh> proceder com leslealdade; mas ni
votar por urna declaracio que nao era exacta, isto
, dizer que a lei tinha sido executada flmeate,
juan io a opposicio entenda que ella o nio tinha
sido om o devra ser, sem com isso jittribuir des-
leal Ja ie ao governo, p irque, pjr mais que o nabre
presidente do conselho queira considerar o orador
sau aaversario; incaptz de fazer-lh urna injua-
tica, e seria injustica diz -r que S. Exc. tirava anuo
e meio de liberdade aos escravos, sem que tivesse
alguma convicvaii para o fazer. Mas 8. Exc. nao
tinha Hssistido i cout ccio da lei na outra Cma-
ra, uio eatava informado de tudo como o orador,
por consegu nte precisa va de esel re ira o os e
mesmo de inforinaco;3 para refolver com o maior
cri'er >.
Despr-zou, porm, o nobre presidente do conse-
lho todos ess -8 esciareeimeutos. E o que aconte-
ceu? O que se est ven lo. Por sua parte limi
tou-s o orador a votar a nao declarajao, de que o
regulamento era a expresaao da lei.
Seguio- e a a jr-seutacao das emendas por par-
te do Ilustre senador pea provincia de S'. Paulo.
O n bre senador dase que o fazis como represen-
tante d naci, por benefieio de urna classe infeliz,
a para nio augmentar a ffliccao ao ufflicto.
Qual devia ser o proccdiroento de nobre presi-
dente do couselhi ? Era tomar o conselho que
anda h i pouco lhe deu o nobre senador por B.
Paulo, era dizer : Senh>res, eu in'erpretei a lei
desta man-ira, porque nio onbecia o seu verda-
deiro sentido.
E se o nobre presidente do conselho entendease
que era justo contar-se o prazo da data da lei, de-
via dizer : E' justo que o prazo se cont da data
da le; urna m te rpre tacio, mas p Je passar para
materia nova.
Era isso o que devia ter feito o nobre presiden-
te d i conselho; e entio n> tera havido a ques-
tio de qne se occu'pa hoje o Senado, p >rque 8.
Exc. pi na admittir como dontrina nova aquillo
iua ilizia nio poder ser aceito como interpretar;i
de le.
A queslii continuoa, e o orador votoa correcta-
mente ; entendeu que era interpretacio de lei o
que propunha o n bre senador por S. Paulo. En-
tendeu, porm, que a 3 emenda do sobre sead .r
quera mais i o .ue a le tinha querido, e votou
contra essa emenda. Mas os aui gos do nobre
presidente do onselh i acudiram para salval-o, e
disseram :Nio urna interpretacio de lei, ma-
teria no"a, vamos separ il-a.
Cmordou com isso, porque o seu pensamento
nunca foi irrogar censura ao nobre presidente do
consi-lho pelo que elle fez no seu regulamenO, que
considernu sempre um erro, mas erro devido i fal-
ta de informaeoes que podia ter se tivesse ouvido
em temp o orador. Concordou coro o honrado
sead ir pola pro'incia do Paran, amigo lale
sincero d > governo (apoiados), que nio quera de
certo inflingir-lbe urna censura, e a quem acompa-
nhou na v.itagio das emendas e do requerimento
de separacao.
V-se, pois, que o nobre presidente do conselho
deix u-se levar por demasala susceptibilidaie ;
S. Exc. p da ter feito as deolaraces que o orador
acaba de indicar, e nio tera havido a questio.
Entretanto vio com sorpreza o nobre presidente
do coaseho votar contra a separaeio. Foi um as
tomo de orgulho e de dignilade; nesse ponto nio
quer tirar o inerecimento lo acto do nobre presi-
dente do couselho; mas nio procedu nesse caso
como grande estadista.
O Sr. Bario de Citegipe (presidente do conse-
selho (: Nio me considero grande estadista.
O Sr..Sraiva diz que que S Exc. se deve con-
siderar tal, porque um dos horneas mus eminen-
tes do partido consorvador e do paiz.
8. Exc. poda ter acabado a qu-stio,concordan-
do em que o Senado separasse as emendas. Mas
o mini teric don importancia immeosa a esse tacto,
o qne teve em resultado o pedido de fusio.
A que est, portanto, reduzida a questio ? Sim-
plesmente a urna questio de confianca poltica
(Apoiados.) Mas se questio de confianca politi -
ca, para que vir ao Senado?
O nobre presidente do conselho pod a ir c-
mara e dizer que nio aceitava os additivos por-
que lhe pareca que continham urna censura ao go-
verne : n.as, se a cmara pntendesse o contrario,
podia approvar as emendas e votar urna mocio de
confianca. Desse modo se evitara todo o nppa
rato da fusao para sustentacio do ministerio. Se
a questio de confianca poltica, para que a re-
umo da assimbla geral ? Os sead Tes liberaes,
como os senadores conservadores que votaram con-
tra, continuadlo a votar do mesmo modo, por nio
entenderem assim a questio, e os deputados que
votaram pelos additivos nio recnsario tambero
os seus votos : em que, pois, se altera a ques-
tio?
Muito bem disse o nobre senador por S. Pau'o :
dos podemos deixar de tomar parte na fusio. O
orador, pelo menos, pretende nio comparecer.
O 8r. Bario de Cotegipe (presidente do conse-
lho)V. Exe. abstem ae?
O Sr. Sara porque nio aabe como ha de votar.^
A votacao j eat declarada por, 70 votos de con-
fianca. O nobre presidente do conselho quer mos-
trar o podero que tem na Cmara dos Deputa
doa nuUifieandoo Senado. Entende, portanto, que
nio deve comparecer para aer eamagado por vo-
tos polticos, votos que assim nio manifestem o
juiso do parlamento. (Muito bem )
O Sr. Bario de Cofeattpe (presidente
do conselho) protesta contra a dontrina do Sr. Sa-
raiva, que lhe parece inconstitucional.
Os senadores devem comparecer i reuniao da
assembia geral, e ah entio iranifestarem suas
opinioea. 0 facto de conaeder o Senado a fmo e 1
depois nio comparecer, pode at ser considerada
como urna injuria Cmara dos Deputados.
O Sr Fernandea da Cansa vai oceu-
par a attencio do Senado apenas por alguna mo-
mentos para consignar o sen voto, e a intelli- -
gencia qae d ao artigo constitucional relativo -
fasio.
Pensa concordemente com o nobre senador por
Minas, e discorda de outros Ilustres preopinantes,
qae emittram a opiniio de que a fusio pa<*a dici-
dir conflictos dos poderes constitucioaaes facul-
tativa.
_ Para o orador dontrina constitucional, prin-
cipio supremo, dogma de governo representativo,
que a fusio obrigatoria e a solacio do conflicto
constitucional de direito etricto;. urna cmara ni
pode recusar, nio o pedido da outra, mas a sua
requisicio.
O termorequerer -empregado no art. 61 da
Constituicao nao significa pedir, implorar, signi-
ficarequi8itar cem direito, exigir ama solacio
que a Constituirlo estabeleceu para decidir os
conflictos que se possam dar, quer seja a cam&ra.
quer o Senado que recose emenda".
Entende que nio ha o arbitrio de ou conceder
ou recusar a fusio. Reunidos os dous" ramos do
poder legislativo, um dos quaes nio superior ao
outro, decide se em commum, promiscuamente
em voto solemne a qaestio que motivou o con-
flicto.
Sendo esta a qaestio nica, que o Senado tem a
resolver, tudo o mais que. se tem debatido, est
deslocado; as cmaras reunidas no paco do Se-
nado, que se deve tratar especialmente da as-
sumpto qae faz o objecto da fusio,
Por agora nio ha qae indagar quem vence ou
quem vencido. Na fusio nio ae vai dar voto
poltico; esse voto foi dado na cmara; o que se
vai fazer decidir o conflicto entre os dous ramos
do poder legislatiuo,
O Sealo s tem agora a resolver, se deve ou
nio conceder a fusio. Por sua parte sustenta, que
ella de direito e de dever, pois o auico meio
posaivel de resolver o c inflicto c institucional, evi-
taudo a preponderancia de um poder sobre o ou-
tro, oa dando aso a conflictos papulares eu at
mesmo revolucio.
Nio admitte o orador protestos de abatencao em
assump'OB taes; todos devem dar o sen voto, e
combater at ultima, porque nobre ficar ven-
cido em semelhante causa.
Sustentando esta opiniio, .que tem desde estu-
dante. coherente enmsigno mesmo. Em qaes-
i -s c ustituc maes nio tem partido; prefere pro-
clamar o que a conatituicio prescreve, porque ella
o typo de todos os Jir itos polticos, e o orador
nao reconhece nenhum cima d'ella. (Muito bem.)
O Sr. lianiaHUepois dod bate,mais longo
do que en e-p-rav i, licito perguntar como deve
ser considerad a a presente sessao ? Se o seja-
me licita a resposta.
Segando o meu modo de ver, a presente sessio
d -v ser considerada como vespera dos uneraes
da le de 28 de S-te nbro de 1885.
Nio fui Jos que sustentaran) essa lei, pertenci
ao Homero O abolicionist'8 que acnrrbateram no
Senado ; mas, como quer que seja, lei, e hoje o
que reuu:ram, tiraaos di partid) liberal e do par-
tido conservador, grande e profunda divergencia
sobre o modo de entendel-a em sua execucio.
D -ploro que entre aquelles qae se reaairam para,
atravs de tod 8 as difficuldades, trazerem o pro-
j-cto da ca nara at o Senado, onde, apesar das
mais fortes rec'amaces dos que o combateram, a
nada se attendeu, a tuda se foi surdo, nao se per*
mittiiido a mnima r forma, a maie insignificante
modificaca ; o conaetruimento de um fino que nos,
ns ab ilicioaistas, combatemos, as divergencias se
dm li ].
M is, dadas essas divergencias, forca que por
nossa parte alguma palavra ae diga favor do
lado para onde pende a razio e a justica.
Em que pontos, Sr presidente, surgi a diver-
gencia '? Exactamente nos doas pontos mais im-
portantes da lei em questo, aquello que te refere
ao praso dentro do qual a escravidio devo termi-
nar ni Brasil, e aquelle em que se entendeu que o
municipio neutro (esta simples phrase exprime
tudo) deve ficar encravado na provincia do Rio
de Janeiro, e nao separado deila, como at hoje
tinha sido no interesse nio s de negocios admi-
ni trativos e polticos, como tambem paseana a
sol-o no interesse da causa da nb)lcio.
Nest-s pontos da duvida que inesperadamente
surge, entre os dous elementos colligados, eu me
prouunci > franca nente do lado daqoelles qae en-
tendem que o ministerio no regnlamento que ex-
pe Jio nio foi executor exacto e fiel do pensamento
da lei d- 28 de Setembro de 1885.
Manifestando me deste modo, eu abolicionista,
devo declarur ao sanado que nao vejo em cansa
actualmente a questio da abocio.
O Sr. Affooso CelsoApoiado, urna questio de
vida do gabinete.
O Sr. DontasSe ella estivesse em causa, o
miniaterio nao teria tido na Cmara dos Sr. De-
putados o procedime .to que conh -cemos.
R ceioso de que a onda da idea abolicionista
avoluma-se de da a dia, e que l mesmo no seio
de teus amigos ella faz conquistas notaveis e r-
pidas, o ministerio soube desviar sagazmente o
golpe qae porventura lbe estava preparado, ti-
rando a questio do terreno nico em que devia
ser enllocada para collocal-a no terreno da con-
fianca poltica. (Apoiados.)
Senhores, o governo transformou a prxima
sessio da assembia geral de tribunal de justica,
de equidsde. que devia ser, para considerar a
questio sob o ponto de vista do direito e da
justoga, em tribunal exclusivamente poltico.
(Apoiados.)
Desde entao a questio propriamente dita per-
deu de importancia ou antea, desappareceu do
terreno do debate, para smente avultar a qaes-
tio poltica, a questio de confianca ministerial.
(Apoiados.'
- Nestas condicoes, eu que na maioria dos casos
estoa disposto a conceder a fusio, que entendo s
dever ser recusada em rarssimas excepcd's, de-
claro ao senado que votarei contra ella, porque a
tnb mal que vai eu r-sc nio uro tribunal da
direito, nio um tribunal legislativo ou de inter-
pretacio de lei, mas exclusivamente poltico ; na
posso, nio devo concorrer com o meu voto para
que aemelhante precedente ae estabe'ega.
Poderemis nos, dep os da questio poltica le-
vantada pelo honrado presidente do conseibo, ini-
ciar ua fusio um debate soore a legalidade ou l-
legalidade com qne ae bcuve O governo na expe
digan do regulamento para execugo da lei de 28
de Setembro de 1885 ?
Para que firo ?
Q ie sauegao ha ver d'esse debate por mais es-
clarecido, per mais completo, qu elle seja ?
A tu lo qnanto se disaer para convencer os le-
gis adores reunidos que o regulamento nio sbe-
deceu ao pensamento da lei, quer quando roarcov
o praso de 14 1(2 annos, devendo ser de treze,
quer quando coosiderou o municipio' neutro in-
cluido na provincia do Ro de Janeiro, se respon-
der i que outra a questio a resoivtr, isto que
o voto nio comprehende nem tem outro al-
cance alera do da confianga poltica ou mioiste-
rial.
Perianto, pederemos esperar que os deputados,
chama 1 s para urna quesiii poltica, tendo dado o
seu voto de confianca ao governo, na cmara, vi- '
rio deadizel o perante o sena lo ?
Podem )8 esperar que retirem esse voto de con-
fianga, para consideraren) a qaestio sob o.nonio
de vista jurdico ?
Certo que nio.
L >uvei, com o meu honrado amigo senador por
S. Paulo, ao Sr. presidente do conselho e demos-
Ihe um aperto de mo, por ter S. Exc. enllocado a
questio nos termos em que collocoj a perante
senado, votando contra a separaga > daa emendas^
porque, se o nio fizesse, o ministerio sahna en
fraquecido do encontr que se den com os que en-
tend -rain e coutinuam a entender que o regula-
mento nao a ex.jreaso fi-l do pensamento da
lei de 188, noa dous pontos que sio objectos da
duvida. (Apoiados.)
Deploro que o uobre presidente do conselho nia
confiando bastantemente nos sentimeutos escra-
vagistaa da maioria da Cmara..
O Sr. Bario de Cotegipe ("presidente do conso-
lho): -Nio apoiado, nio pode diser isto da c-
mara.
O Sr. Dantas.- ... V. Exc nio ma compre-
hundeu ; nio ha oftensa, e eu, na tribuna, procura
ser um homem educado.
Digo qae o nobre presidente do conselho peroe-
beu, atreves daa ouvens do horizonte poltico, qaa
a maioria qne o sustenta, diaote de urna questio
posta como foi a daa emendas, tal vez nio o acom-
panhaaae na intelligencia qne o ministerio em-
presta lei de 1885.
8. Exe, porm, deslocou a questio, tirou-a da
terreno donde nio devia ter sabido, e com a aua
babilidade, com a proficienca de que tem dada
tantas provas como estadista,c llocoa-ae em terrena
onde a victoria seria intailivel : o da coofisaai
i

*'i
?)



Diario de PernafcocTcra--feira 19 de tatabro de 1886
fNs, os abolielouistaa, ficHso natlsfeito : a
questao da aboiipao, nao ata em uu> a fuaao
que se vai dar, Sea iaUcta par* todo qae cana-
penham o movimento desta des, que a nnica
digna de constituir de preferencia a qualqoer ou
tro, o objecto de nossos eaforcos, de nosaas aspira-
c5es.
A quescio da abolicio ahi fica, para que na pr-
xima sessio pessa obter dos poderes do Estado a
solacio qae deve ter, a que digna da nussa ci-
vilisacao e do neaso patriotismo (Apoiadoe.)
Sr. presidente, recusando a fuso com o mea
voto, n#o dix*rei todava da comparecer a sessao,
se a maioria do senado entender, qae deve cenee-
del-a. (Muito bem.)
Tenho concluido.
a)r. Corre-Fia bem demorando-me
em pedir a palavra.
Deeta demora resulten ficar o senado eonhe
cendo qne os senadores hberaes nao esto de ac-
crdo sobre ser on nao obrigatona a fuso de que
trata o art 61 da constituico.
Desta demora reiultou ficar o sanado sabendo
que os senadoaes liberaes nio esto de accordo em
ser a fu sao principio liberal, n nao.
Apreseutano a proposta qae se discute, nao
tire, netn poda ter, a intencao de resolver de
modo definitivo a doutrina constitucional.
' certo, como uotou o nobre senador por Mi-
nas Geraes, o Sr. Affjnso Celso, que destoou desta
proposta, a que offereci ao Senado, para fim ide-
tico, em 28 de Agost de 1884.
O qae significa esta divergencia ? A declara-
ba de qae se a quetao da fuao obrigatoria em
si inesma difficil, ess difficuldade diminne qa&ndo
se trata de piomover a fuso para a passagem das
leis annuas.
O qae se seguira se prevaleeesaem os votos dos
nobres senadores os Srs. Jos Bonifacio e Dantas ?
O Sr. DantasO governo appellaria para o
piTx.
O Sr. CorreiaSe chegarmos ao ultimo da
. deste mea, quando termina a resolucao prorogativa
do orcamento, sem estar, m votados regularmente
novoa meios de governo, o qae se dar ?
Basta esta iuterrogaco para demonstrar quo
errado o voto dos nobres senadores (apoiados),
collocando o governo na necessidade de sabir do
teireno legal por acto do Senado.
Praticando assim, esta corporaco commetteria
o mais indesculpavel erro. E o que tras comsigo
recurso constitucional do art. 61 ? Tras a re-
gularidad?, traz a ordem, tras a legaldade nade-
cretaco das despesas publicas, t na arrecaiacao
dos impostos. Diante le tal consideraco nao ha
que hesitar. Podemos ter por segura a fuso.
Mas, concedida, o que occorreria se os nobres
senadores deixassem de comparecer s sessoes ?
Ea nao esperava ouvir fallar em nao compare-
cimento.
Tal procedimento importara em conceder, em
acto publico, o recurso constitucional; e annallal-o
na pratica tumulturiatente. (Apoia Jos).
Eutendo que se os nobres senadores, sem os
quaes mo possivel haver reuno da Assembla
Geral, deixassem de comparecer praticariam ta-
manho, como se uegassem a fjso.
' 0 Sr. Baro de Cotegipe (presidente do conse-
lao)Erro mnito maior.
O Sr. CorreiaO nobre senador por S. Paulo
declarou categricamente que nao comparecera
Assembla Geral. Imagme-se qae a maioria d>
Senado tinha igual procedimento, o recurso con-
stitucional se despedazara ..
O Sr DantasPosso declarar a V. Exc. que
isto nao est em noseo animj.
O Sr. CorreiaNem era poasvel, faco justica
aos sentimentos patriticas dos meus honrados col-
legas.
O Sr. Saraiva Eu comparece, mas nao digo
cousa algama.
O Sr. CorreiaEu j tinha por certo o compa-
recimento do nobre seoador, salvo impedimento
de saude.
E' o caso de dizer como o Sr. Visconde de Abae-
t, de saudosa memoria, que ha occasioes em que
s por certido de bito justifica o nao cumpri-
mento do dever.
O Sr. DantasA poiado.
O Sr. CorreiaFoi trazido a dcnsso o proce-
dimento que tiveram os membros do partido con-
servador que approvarum os additivos do nobre
senador por S Paulo.
Nos n|o duvi lavamos de que o nobre senador
offerecera os seus additivos com o pensamento de
censurar ao governo.
Mas o que tinhamos de inquirir era se na letra
desses additives eslava clara a censura ou se ti-
les podiam ser votados como materia nova Quem
quer qae os lea ha d reconhecer que realmente
elles envclvem materia nova, emendas lei.
Logo que appareceram es additivos e tive de
enunciar-me sobre clles, declarei qneeramemen-
das a lei -, e, quando depois o nobre senador pela
Bahia quiz dar-lhes o carcter de interpretacao,
eu contestei e commigoos honrados senaaores con-
servadores que pensam do mesmo modo (apoia-
dos).
O Sr. EscragDolleTaunayConsta dos annaes.
O Sr. CorreiaO governo, porm, ligando ofac-
to dos additivos suppressao, de tpico da res-
posta falla do throno em que se assegurava que
a lei de 28 de Setembro do anno passado havia
sido fiel e lenlmente executada julgou ofiVndida a
sua dignidade, e levantou Leo a questao que de
pois se traduzio, e nao devia haver niato sorprea
para os nobres senadores, na questao de cunfian-
ca que chega a seu termo.
Em que posico nos nchavamos, os conservado-
res que apoiamos a doutrina dos additivos do no-
bre senador por S. Paulo ? Haviamos concorrido
para que aaifficuldade surgase ? Haviamos con-
tribuido para que os additivoa se encorpt-rassem
proposta do governo ?
Nio ooncorremos para a situaeo em que fica-
mss. Tivemus de prouunciar-nos, e o nosso voto
nao podia ser para regeitar doutrina com a qual
cstavam e estamos de accordo. Buscamos entre-
tanto arredar a questao do terreno em que tinha
sido posta ; quizemos que os additivos, fossem
destacados da proposta do orcamento para serem
mais tarde apreciados como idea nova, afin de
julgar-se se ella ou nao digiw de figurar na le-
gslacaodo imperio, como nos parece que. (Apoia-
dos).
Recorremos ao meio nico que se nos otterecia
para remover o embaraco : e foi proposta e sepa-
ra {So, na qual felizmente conco/dou o nobre sena
dor o Sr. Saraiva.
Nada conseguimos ; a chegou o momnuto final
em que tinhamos de dizer se, com os nossos votos,
seria officialmente prorogada por anno e meio a
escravido ao imperio. Com os principios que te-
mos sempre sustentado, cam as opinioes fi mes
que nunca deixamos de manifestar, nao podamos
hesitar em responder, que, com. os nossos votos,
nao haveria tal prorogaca>. (Apoiados).
Nosso veto, como o Senado acaba de ver, nio
foi dictado poe nenhum pensameuto ue hoatilida-
de; procuramos todos os meios que oHsgimeoto
faculta para arredar a deciso final, conUecendo o
que ia succeder. Recusados estes, votamos como
nos cumpria, em urna casa do parlamento em que
nao se pode levantar questao de confianca. Ou-
tro alcance nao lin os nossos votos.
Agora, a questao restricta; simplesmente
se se deve ou nao votar a fuso ; e nao ha seno
dous senadores que a recusam.
Attendendu aos embaracos e funestas conse-
quencias a que tenho alludido, se nio reunir-se a
assembla geral, estamos diapostos a votar para
que a reumo se realise.
Apressemos, poia, ni.tss deiiberaco, repetindo
a cortezia com que procedemos em 1884.
Pode parecer ao Senado questao nova essa que
surgi na Cmara dos Deputados ? Nao; ella foi
annunciada desde o da em que os additivos fo-
ram postoa sobre a mesa do Senado ; e toda a pro-
bablid; de er, como eu aqu disse, que, levada a
questao Cmara, a deciso d maioria de seus
membros seria no sentido de sustentar o gabi-
nete.
Nio ha portante sorpresa; e como tirar de urna
votacao prevista, motivo para dizer, ou que se re-
cuse a tusa i ou que nao ae compareca a Assem-
Mea Geral?
O Sr. Bario de Cotegipe (preiidente do conae-
lho)Hao ae comparecer ; modo de fallar.
O Sr. CorreiaComo se v, nem u, oem os ou -
tros membros do partido conservador, que senti-
mos nesta qufBto apartarmo-nes do governo, pro-
curamos escapatoria alguna*.
O Sr. Eacragnolle Taunay Apoiado ; arreda-
ms-noa sempre do terreno poltico.
O Sr. CorreiaEmpregamos os meios rgimen
taes para chegar ao fim a que nos propuubamoa ;
do que occorrea, culpa nio nos pode ser laucada
em rosto.
Muirs outas consideracoes poderia adduzr, se
nio f ase urgente a deliberacio do Senado. Jul-
r, porm, suficiente o que tenho dito para just-
ear nao s a proposta qu* apresentei como sim
pies senador, mas ainda os meus dignos compa-
oheiros, membros do partida conservador, que nao
podemos deixar de votar pela materia nova, justa
e raaoavel, contida nos additivos do nobre sena-
dor pr S Paulo.
O Sr. JaguaribeApoiado.
O Sr. Presidente Tem s pakvra o Sr. Silvei-
ra da Mofta.
VozesVotos votos i
O Sr. Baria de Cotegipe (presidente do conae-
Iho)E' preciso decidir este aasumpto h je ; e se
fr preciso mais tempo requererei prorogacio da
hora.
O Sr. Silvers da Motta Faltam 5 minatos
para acabar a hora.
O Sr. Croa Machado Rcqueira-se a proroga-
cio.
VosesVotos !
O Sr. PresidenteAnda nio est fiada a hora,
tem a palavra o Sr. Silveira da Motta.
O Sr. Bario de Cotegipe (presidente do eonse-
Iho) O nobre senador nio cede da palavra para
votar-se?
O Sr. Meira de VaaconcellosHa outros orado-
res inscriptos ; ha tambem o Sr. Francisco Octa-
vian o.
O Sr. F. OctavianoEn cedo para votarse.
O Sr. Silveira da MottaPara votar-se eu tam-
bem cedo.
O Sr. Presidente Se nio ha mais quem queira
a palavra veu por a votos.
Posta n votos foi approvada a proposta.
O Sr. Presidente e nio houver impugnacio
designo para reuoio da Assembla Geral, sab>
bado ao meio da.
(Apoiados geraes).
Neste sentido vai-se faser a devida communica-
cao Cmara dos Deputados.
KhviSTA DIARIA
O procesa* do tkeaoarelro daThe
Nourstria de FacetadaTendo sido envia-
do ao Dr. 1 promotor publico o inquerito proce-
dido pelo Dr. chefe de polica para servir de base
ao processo, encontrn n'elle o orgao da justica o
seg'nte despacho, proferido pelo Dr. juis de di-
reito do 2 discricto criminal:
Despacho :
Juro suspeicao. Dse vista ao Dr. promotor
publico para dar sua denuncia perante o mea
substituto. Recife, 12 de Outabro de 1886.Lu-
na Freir.
Em vista d'esse despacho, leve o 1" promotor
duvida de oflerecer a denuncia, e sujeitou a dovi-
da a decisio do Dr. juiz de direito do 2 districto
criminal.
Com a devida venia.
Tendo V..Exc. jurado suspeicio n'estes autos
e ordenado em seguida para ser apresentada a
denuncia perante o seu substituto, tenho duvida
em cumpnr o espeitavel despacho de V. Exc,
porquanto, com aquelle juramento firmn V. Exc.
a sua incompetencia para ordenar o andamento
dos autos e a competencia do seu successor para
esse fim.
Entretanto, salvo a miaba responsabilidade,
V. Exc. resolver como entender.
. Recife, 14 de Outubro de 1886./. J. de Fret-
tas Henriques
At o presente s Dr. 1" promotor nao tornou a
receber o inquerito para dar a denuncia, solvida
aquella duvida.
Entretanto tendo o mesmo orgao da Justina pu-
blica recebido pelo intermedio da presidencia da
provincia os papis da Thesouraria para tambem
servirem de base a denuncia, dirigi um requer- |
ment ao Dr. juis de direito do 2 districto crimi-
nal redgdo nos seguintes termos :
Illm. e Exm. Sr. Dr. juiz de direito do 2 dis-
dricto criminal.O 1 promotor pablics da comar-
ca, tendo recebido ante-bontem o offieio junto de
8 Exc. o Sr. vice-presidente da provincia, co-
brindo o oSkio do inspector da Tbesouraria de
Fazeoda, datado de 13 do corrente mez, acompa-
nhado de nove documentos, por copia, afim le ser
formada culpa contra o thesoureiro d'aqoella re-
partido, bacbarel Eduardo de Barros Falco de
Laeerda, e a quem de direito fr, pelo extravio
da quanta de 793:1454387 dos cofres cargo do
mesmo thesoureiro, requer a V. Exc. que os re-
feridos pap-is sejam juntos ao inquerito procedido
pelo Dr. chefe de polica sobre o referido extra-
vio, cujo inquerito tornou para o poder de V. Exc,
se por ventura V. Exc. julgar-se para isso anda
competente, apezar de haver jurado suspeicio em
referencia ao mencionado processo.
O supplicante apressa-se em submetter a
presente petivio deipsebo peante V. Exc, afim
de nao carregar com a culpa na demora da apre-
sentaco da denuncia deapeito >ta crime em
questao, e essa apresentacao est dependente da
decisio de V. Exc sobre a duvida off^recida pelo
supplcante n'aquelles antos de inouerito, que
tambem tem de servir de base ao processo pelo
mencionado crime, cerno V. Exc. ordenou.
N'estes termos. Pede a V. Exc. deferimentn
E R. MeRecife, 16 de Outubro de 1886.-0 1-
promotor publico, loao loaquim de JFreitas Bemi-
ques. >
Despacho :
* J jurei suspeicao uesta ausa. Recife, 16 de
Outubro de 1886.Luna reire.
Governo do biipadoA Aurora de 17
do corrente pablieou os seguales provi neatos de
1 a 14 do corrente :
Frovsio de vgario, por mais de um anno, para
a freguezia de Villa-Bella, neata provincia, a fa-
vor do Revd. arcipreste cenego Joaquim Antonio
de Siquer' Torres
dem, para a freguezia Santo Antonio, do Pian-
c, na Parahyb, a favor do Revd. Manoel Ma-
riano de Albuquerque.
dem, para a freguezia de S. Sebastiio do Tri-
umpho do Picuby, na Parahyba, a favor do Revd
Joel Esdras uins Fialho.
dem, para a freguezia de Bom Jardim, n'esta
provincia, a favor do Revd. Jos Francisco da
Silva Borges.
dem, de coadjuctor, para a freguezia do Aca-
ry, uo Rio Grande do Norte, a fa/or do Rjvd. |
Luiz Martmho de Fre tas.
dem, de uso de ordens de cpnfessor, a favor do
Revd. Jos Vieira Marques, residente em Maceio.
dem, de confessor, a favor do Revd. Vicente de
Para Gurjio, residente na freguezia da Eseada,
n'esta provincia.
Tribunal do Jury do Recite Foi
boutein jugado Jos Rufino le Barros, processa-
do pelo facto de haver, em 6 de Janeiro ultimo,
furtado um cavallo pertencenfe ao Dr. Pedernei
ra e pn.nunc.iado no artigo 257 do cod'go crimi-
nal.
Foi condemnado a 4 annos e 8 mezes de prsio,
na multa de 'O por cento do valor furtado, grao
mximo do dito artigo.
Patrocinou a causa oadvogado do* presos po-
bres, Dr. Luiz Emygdo Rodrigues Viaona.
FallecimientoNo da 16 do corrente fal-
leccu nc engenho Bastioes, do municipio de Ga-
melleira, o coronel Francisco Manoel Wanderley
Lins.
Era um dos cdados mais bem quistos e mais
considerados daquella localidade, pelo sea elevado
e no ore caraeter, suas extensas relacoes, seus ser-
vicos, que lhe grangearam geral estima.
Exerceu all, alm dos cargos electivos, tendo
sido por muito tempo presidente da cmara muni-
cipal o de commaudante superior da guarda nacio-
nal e era um dos mais antigos delegados Ilitera-
rios da provincia.
Ao partido conservador, de que na sua localida-
de des le muito era ebefo, prestou sempre es mais
constantes e dedicados servicos e seas correlgi -
oarios mnto apreciavam nelle a cordara e prudeu-
cia, que Unto elevavam o seu prestigio e lhe
angariavam a sympatbia e adhesio de quaoto
com .He serviam ao partido.
Coracio bem fazejo, espirito culto, animo recto,
sua palavra, seus conselhos,'su nterveacio, sem-
pre se pronunciavam entre seus municipes por
modo a cada ves mais capitar-lhe a bemquerenca
c o respeitj dos que o acerca van.
Su. familia o prexava e estremeca como um de
aeus mais dignos membros e se orgulhava de pos-
suil o. .
Os desvalidos que se aco!hiam sua sombrae
nio eram poneossempre achuram guarida e sua
mi benfica nunca se fechou aos neceastados.
Com razio seus dignos prenles, seus amigos,
seus comarcoe choram boje o trespasso de lio
prestante e respeitav'elcdadao.
Seu enterramento fex-se no da 17 do corrente
com numerosa concurrencia e geral sentimento.
Eracunhado do senador Alvaro Barbalho e so-
gro do major Fiorismundo Marques Lins.
A todo ti de sua familia os no^ s pesanjea.
Jokannei *%'ollT Este notabilismo violinis-
ta, auxiliado pelas jovens Matbilde e Virgi ia Si
nay, dar amanbi em eu beneficio e no TheatrC
de Santa Isabel um variado concert, cujo pro-
gramla inserimos na seceo respectiva.
O beneficiado, repetimol-o,omeihur violinista que
se tem exhibido nesta cidade, digno pelo sea U
lento e proSciencia, da coadjuvacio do nosso pu-
beo, a quem tanto tesa deliciado.
Tanta o beneficiado como a* ir mies Siauty s-
guiro no primeiro paquete para a Babia, onde
sao anciosameote esperados.
Asitsslaalo-No da 2 do corrente, no ter-
mo do Triumpbo, fei asaassinado o individuo de
Dome Henrique Jacintbo, por Nicolao Gomes da
Silva golpes de machado.
O delnqueme evadise e contra elle precde-
se nos termos da le.
Captura No lagar denominado Cacimba
Limpa, da comarca de Cimbras, foi capturado o
celebre criminoso de nomfl Silvestre Jos Montei-
ro pronunciado em diversos Crimea na meama co-
marca, por orna torca da destacamento velanta
estacionado actualmente em Affogados de loga-
zeira.
Orden* Terceru. do Carato do Be-
elfeProcedeu-se no dia 16 do corrente|a eleicio
dos fonecionarios para o anno de 1886 a 1887, re-
cahiado nos irmaoa seguintes-
Prior.Bento Manoel de Castro Amaral.
Sub-pnor.Manoel de Fon tes Gomes.
Procarador geral.Gracilian j Octavio da Cruz
Martina.
Secretario.Antonio Al ves Lebre Sobrinho.
Thesoureiro.Joaquim Bernardo Falcio.
Vigario Adolpho Coelho Pinheiro.
Mesure dos Novicos.Marianno Marques Fer-
r ira.
Visitador.Manoel Jos Patricio e Bento de Son-
sa M'ra.
Definidores
Henrique Rodrigues de Sousa.
Manoel Moreira Campos Jnior.
AuKusto Goncalves Fernandes.
Manoel Jos de Sant'Anua Araujo.
Joio Pinheiro Catle.
Baldomiro Eudoxio de Britto Macedo.
Minoel Jos dos Santos.
Olypio Francisco de Mello.
Joao Maximiaco Pereira a Costa.
Adolpho Carneiro Cavalcante.
Manoel Joaquim Alves Ribeiro.
Nicolao Jos Ferreira.
Priora.D. Mara Carolina da Costa e Silva.
Sub-prioraD- Rita France'ina Rodrigues Mou-
ra.
Mestra das novicas.D Mara das Neves de
Miranda Oliveira.
slaraarldadeEacrevem-nos:
Hoiitem, 17 do corrente, por volta de meio
da, atiraram no meio da estrada quando o sol ea
tava em pleno ardor, urna crianes da cr branca,
que acaoark de nascer.
A urna preta, cajo nonje e moradia ignoramos,
jo eatabelecimeBso, roa da Imperador n. 66, se
ac* venda.
Agradecemos-lhe a offerta que nos fez de um
exampiar.
Club Iliterario BInesnoayneFunc
eionou domingo 13) essa aoeiedate aob a presi-
dencia do Sr. Manoel Nivardo. Lid a a acta da
sessSo aotecedento foi approvada com urna peque-
a akeracio depois de sobre elle fallarem os Srs.
Ayres Flbo, Pedro Campos e Samuel Parias.
Entrando em discuasio a thesePara Helo entre
Mario e Syllafallou sobre ella o Sr. Francisco
Lamenha, e sobre apropriedade litteraria -fal-
laram os Srs. Samuel Farias e Jos Rodrigues
Jnior.
Designado para a pri ,.eiri sessio o jury histo-
oo de Nunes Machado foi sorteado para promotor
Francisco Laminha e para advogado Pedro Cam-
!
Em seguida foram proclamados socios effect-
vos os Srs, Alfredo, Jerooymo Pag, Regino
Amaral, Gomes Prente Flbo e Joio Frota.
A primeira sessio terlugar no dia 21 do cor-
rate.
Passiment Vicua de cschexia senil
falleeeu no dia 16, e na idade de 65 annos, D.
Bernardina de Sena Lima, viuva, sogra do com-
raerciante desta praca, o Sr. Emilio Pereira de
Abreu o m do nosso amigo o Sr Dr. Vicente
Siinoea Pereira de Lemoa.
Enviamos nossas condolencias aes parentes da
finada.
OatroA's 4 horas da madrugadade hontem
fallecen na freguezia de S. Fre Pedro Goncal.
ves, o artista Jos Severino Tavares de Arroda,
na idade de 26 annos.
Era mnito estimado por todos quantos o conhe
ciatn.
O sen cadver foi, tarde, dado sepultura no
eemiterio publico de Santo Amaro.
Socledade Recreativa Oito de De-
zembroEsta sociedade reunlndo-se no domin-
go 17 de Outubro pelas 2 horas da tarde proceden
a eleicio dos novos fanecicnarios :
Presidente.Joio Hermino de M. Albuquer-
que.
Vice presidente.Otidio Marques da Silva.
Thesoureiro.Adolpho Mamede Solano da Cos-
ta.
Secretario.Pedro Domingos Moyss da Cn-
nha.
O Sr. Presidente marcou o da 24 para se eleger
os outros funenionarios.
Proteattaa lettrau O escrivio Silveira
Carvalho mudou o seu car torio para a ra do Im-
perador n. 22, sala do tundo.
A voi do Cbrlstao Desta publicici: men
sobie a sua immediata applicaco aos examinan-
dos qne esto para prestar as suas provas nos exa
mss qae vio comufar em Novembro, e em cujas
previsdes qaanto ordem qne deverio dar a seas
estados, no entroa por certo a medida a qae ai-
ludimos. Parece-nos qae, quando mais nio fosse
por equidade, pedera reservar-se a execncio do
citado artigo aos examinandos queem tempo bou
veasem sido prevenidos .
Zona 11mitrophe cotn oParasruay
A' presidencia de Matto-Grosso commuoicou o mi-
nisterio da agricultura terem sido indeferidos os
reqnerimentos de Jeronymo Francisco Leite, Vi-
cente Martina dos Santos, Joo Antonia Ferreira
e Antero Ferreira Le te, pedindo trras devolutas
na zona limitrophn com a lepublica do Paraguay.
O indefenmento de taes pedidos coineide, diz
a supracitada folhs, com a noticia, que, ha dias
publicamos, da existencia de valiosos seringaes na
referida zona, parecendo-nos, portanto, qae mai
avisadamente proceden a sdministracio, absten-
do-se de autorisar concesaoes que poderiam im
portar monopolio de importante ramo de industria
a favor dos concessionarios sem nenhuma compen-
sacio para o Estado *.
i rector ia das obra* de conserva
cao dos porto)Boletim meteorolgico do
di i 16 de Outubro de 1886 :
8-3 i
Horas 1 9 -o Barmetro a 0 Tensio do vapor 1 I 9 n
6 m. 259 760-61 ' 19.04 76
9 287 76183 20.39 71
12 29-4 761-10 20.77 67
8 t. 29-1 759'"76 20.08 67
6 26't 7i-ll 18. i 70
Temperatura mxima3O0U.
Dita mnima2590.
Evaporacio em 24 horas : ao sol6'6, som-
bra4^0.
Chavannlla.
Direccio do vento : ESE de meia noite at 2
horas e 30 minutos da manhi ; E at 4 oras e 30
minutos da manhi ; E e ESE alternadamente at
7 horas da manhi; ESE at meia noite.
Velocidado m Ha do vento 0,"83 por segundo.
Nebulosidade media: entre 0,5 e 0,6.
dem do dia 17:
foi a quem deven a referida crianca nao ter mor- sal da cdsde do Porto (Portugal) temos recibido
Horas
rido.
> O facto deu-se no becco do Espinheiro, 2
districto da Gracs,. e a polica local nio den a m-
nima providencia, nio obstante a gravidade do
facto.
Pede-se a attencio do Sr. Dr. chefe de poli-
ca.
Club cinerario Ayres fiama-Effee-
tuar-se ha ne:te Club no domingo prximo, 25 do
crente, is 11- horas do da, orna co ferencia que
a segunda, feita pelo Sr. Dr. Carlos I orto Car-
reiro, socio benemrito do mesmo.
A directoiia convidou .todos os socios quaesquer
que sejam as uas cathegorias para se apresen-
tarem no sali da Escola Normal a respectiva
hora, afim de apreciaren! dita cenferencia.
O estabelecimento estar merc do publico
naquelle dia.
Comit enterarlo Acadmico
Acham se encerrados os trabalhos d'essa socie-
dade que tunecionou este anno em 20 tessoes or
diaras e realison cinco conferencias scientificas
bem dignas de applausos.
A directora que t> m de reger os destinos do
Comit no periodo comprehendido entre Marco e
Junho do anno prximo. fie. PresidentePaulino de Souza Mello.
VicepresidenteJulio Pires.
1 secretarioJos de Mello.
2 secretarioLuiz Bacellar.
Adjunto Faci Filho.
OradorThiago da Fonseca.
V'ce-oradorPaulo de Mello.
ThesoureiroJoaquim Raphael da Silva.
BibliotbecarioAlfredo Jut.
Cummissio de syndicanciaThiago da Fonseca,
(relator), Joaquim Raphael e Bacellar.
Commissao de legislacio e reformasJulio P-
rea (relator).
Commissao de pontosLuiz Bacellar (relator).
Commissao revisora de thesesJoaquim Raphael
(relator).
Commissao de contasThiago da Fonseca (re-
lator).
Os demais membros das commissoes serio elei-
tos no dia 15 de Marco.
Tin- Western dr Brazillan Tele-
arrapb Compans;, LimitedO Cabo Sub
marino entre Marauhio e o Para acha-se resta-
belecido.
A taza por palavra de Pernambuco ao Para
fica reduzida a 700 tis.
Instituto enterarlo OlindenseEm
sessio dt, assembla geral de 17 do corrente to
conferido ac socio effectivo tenente Manoel Jos
de Sant'Anna Araujo o diploma de socio protector,
pelos relevantes servicos prestados pelo mesmo a
esta sociedade.
Xocaes sobre a cultura do cacaoel-
roO Sr. Antonio Marcelino Alves da Costa es-
creveu-uos a seguate carta :
Recife, 18 de Outubro de 1886.Illm. Sr. re-
dactor do Diario de Yernambuco:
Agrad'-co a benevolencia que V. dispensou-
me publicando no Diario de honten ssNocoes
sobre a cultura do cacoeiro.
Cumpre manifestar a V. que a publicacio
ontm vanos erros typographcos, mas nio alte-
ram o sentido para o leitor perspicaz ; entretanto,
notavel a inversio da assignatara Antonio da
Costa.
Evideucia-se do Diario de Pernambuco de 18
de Setembro de 1880, que acompanhou a mnha
de 14 deste mes, entregue a V, que o artigo tem
a seguate asaignatura Alves da Costae esta
est de accordo com todos os manuscrptos extra-
hidos. 0
Pejo disculpa de importunar a V. e abstra-
hil-o de seu penoso encargo de redaccio.
o Aproveito o ensejo para reiterar o meu since-
ro agradecimenu) e subida considerscio. De V.
Attento obligado. Antonio Marcelino Alves da
Costa. -
O FlebeuDistribuiram-se no sabbado as
fothas 4 e 5 (4 faaeiculo) deste] drama em um
prologo e 5 aeus do Sr. Ribeiro da Silva.
Reclame o donoNa subdelegada da fre
guezia de S. Antonio, se acha depositado um anel
com brilhates que foi achado e spprehendido em
poder de um menor.
Ser entreirne a quem provar pertencer-lhe,
segundo a aeclaraeao que publicamos na seccio
(.empetente.
A dliTaso no engenho central de
Barcenos-Relativamente publicacio que,
sob o titulo cima, inserimos nesta seccio sexta-
feira, escreveu-nos a peesoa que nol-a forneceu o
seguinte: .
Agradeco muito a publicacio da carta dirigi
da por meu amigo, Dr. Draenert, ao engenheiro
Milet. Deu se porm um engao, que pide moti-
var algum reparo do Sr. Milet. A carta, que
entreguei hontem a V, nio copia e sim o
proprio original, escripto e aesgnado pelo mesmo
Dr. Draenert, que julgou dever dirigirse ao Sr.
Milet pela imprensa e d'esta sorte no piincipio da
carta est escripto :carta a6era.
Fui eu quem remetteu quelle ilustre profes-
sor da escola agrcola da Bahia o Diarto de 17 de
Setembro, que publicou a carta do Sr. Milet, a
que allude o mesmo Dr. E por isso quiz elle que
eu me eucarregasac de mandar publicar a respoata
que V., a men pedidj, fez imprimir no Diario de
hoie. Prco portanto a V. que mande faser a re-
ctificacio c imo entender mais conveniente.
Oa nicos erroa typographcos da publicacio
foram: Fava em logar de Jatia; Oay em logar
de Geay ; cortador de canoas do systema allemio
d vasads, em vez de da vusao.
AccidenteNa noite de sabbo ultimo e no
lugar Caxaug, o casaaco de nome Joaquim
Emygdio da Silva descia n'nm trem de lastro
carrejado de area que ia para a Varzea, quando
querendo se fazer de acobat'j, succedeu-lhe ao
pular do vehculo em moYm>'nto, cahir e ser pe-
gado no p esquerdo pelo mesmo vehculo que o
smagju completamente.
Fot transpOrUdo d'thi para o hospital Pedro
II onde lhe foi amputado o p por siguas facul-
tativos.
Qnero e nao possoE' este o ttulo de
urna linda Wnlaa para piano, r.flVrecida ao 5o anno
da Faculdade de Dir.ito do Eecife pelo estudan-
te do mesmo anno, Sr. Domingo Jos Marcos,
propriedade do edictor Sr. Vctor Prealle, em cu-
diversos nmeros entre os quaes o de Fevereiro
deste anno, qae tras a biographia e o retracto do
Exm. Sr. Dr. Luiz Antonio dos Santos, arcebispo
da Babia.
A Voz do Christao est sob a direecio do direc-
tor da seccio de consultas e legislacio bacbarel
Manoel de Albuquerque, professor de sciencias
ecclesiasticas no seminario de Braga, desembar-
gador da relacao ecclesiastica, promotor do juizo
apostlico, e examinador prosynodal do arcebis-
pado.
Agradecemos remessa que nos fizeram dos re-
feridos nmeros.
Senador do imperioLemos na Aurora
de 17 do corrate o seguinte :
< Foi escolhido senador do imperio, pe i pro-
vincia de Minas-Geraes, o conselhciro Candido
de Oliveira. Occupava o 3" lugar oa lista que era
composta de tres liberaes. Mas como fazia muito
barulho na Cmara dos deputados, e asoinava os
ou vidos do governo, pareceu prudente mandal-o
para o Senado, ende as conveniencias sao outras.
A llnsrua latina Um jornal americano,
Ypsilanti Sentinel, faz a seguinte e cariosa obaer-
vacio :
iz-se commumente que o latim urna Ini-
cua morta; entretanto opinamos que actualmen-
te escreve se mais em latim em um anuo do que
em um auno qualqaer do reiuo de Augusto, a ida-
de de ouro da litteratura latina. As leis roma-
nas eram concisas, e os autores d'aquella poca
nio eram acostumados a escrever volumes iguaes
aos nossos livros de boje. Sement os actos do
concilio de Baltimore formam um livro em quarto,
de 400 paginas. Se se considera a quantidade
de correpoadencia para Roma, de mil e duzentos
bspos do mundo, achar-ae-ha bem fundada a as
sercio que a priacipie parece ouaada.
Estado servilDeclarou-se presidencia
de S. Paulo que, tendo o aviso de 20 de Agosto
ainnllado o acto judicial pelo qual foi altorrada
no municipio de Tiet, por conta do fundo de
emancipacio, urna sexagenaria, livre em razio da
idade, deve o ei-aenbor restituir ao Estado a
quantia que recebeu por indennaacio do valor da
referida liberta.
Trigo da primaveraPelo ministerio da
agricultura foi incumbida a legacac imperial em
Pariz de adquirir 20j kilogrammas de aumentes
do trigo denominado da primavera.
Valores reeolbldos aos cofres de
depsitos e cauedesEm portara ciicular
datada de 28 do mez passado, > ministerio da fa-
zenda ordenou aos inspectores das thesourarias de
fase .da que cumpram fielmente a ordem u. 26 de
7 de Dezembro de 1850; passando para a caixa
geral, depois de escrptnrar no competente livro,
os valores, em notas e moedas nacionaes, reco;hi-
dos aos cofres de depsitos e caacoes.
Passagens por conta do ministerio
da JjusllcaAos presidentes de provincias foi
expedido, pelo ministerio da justica, o seguinte
aviso circular, com data de 5 do corrente mez :
Convindo cessar a concesaio indebita de pas-
sagens por conta do ministerio a meu cargo, re-
commendo a V. Exc. a fiel observancia dos avisos-
circulares de 17 de Junho e 15 de Setembro de
1884.
Outrosim, declaro que, dentro dos limites des-
sa provincia, e por conta deste ministerio s deve-
rio ellas ser concedidas quando houver absoluta
necessidade para algum dos fins declarados no art.
2 das instruccoes de 13 de Fevereiro de 1878,
conforme preceitua o art. 3 ; devendo as autori-
dades pohciaes ou judiciariaa, que as requesita-
rem, dar immediato conhecimento do mot.vo jus-
tificativo a V. Exc, que o transmittir a esta se-
cretaria de estado .
Actos do poder legislativoNo Dia-
rio Oficial foi publicada a lei n. 3,302 de 2 do
corrente me/, que fixa ss torcas de mar para o an-
no financeiro de 1887 1888 nos seguintes termos :
Art. Io A torca naval actica para t> anno finan-
ceiro de 1887 1838 constar :
1* Dos officaes da armada e das classes an-
nexas que for preciso embarcar nos navios de
guerra e nos transportes, conforme suas lotaces e
dos estados maiores das eaquadras e divisoes na-
vaes.
2o Em circumstancas ordinarias, de 3,300
pracas de pret do corpo de imperiaes inarinheiros,
comprchendidas as companhias de foguistas ; de
104 placas da companhia de imperiaes inarinhei-
ros de Matto Grosso e de 600 pracas do batalho
naval, das quaes poderio ser embarcadas 2,800 ;
e, em circumstancas extraordinarias, de 6,009 pra-
cas des tes corpos e de marinhagem.
As escolas de aprendizes marinheiros terio
1,500 pracas.
Art. 2o As pracas de pret voluntaras, quando
forem escusas por eonclusao de tempo, terio direi-
to a um praso de trras de 108,900 metros qua-
drados, naa colonias dq Eatado.
Art. 3o Para preencher a torca decretada pro
ceder-se-ha na forma da le n. 2,556, de 26 de Se-
tembro de 1874, ficando o governo autoriaads a
conceder o premio de 400* aos voluntarios, de
500* aos engajados e de 6o0* aos reengajados;
e em circumstancas extraordinarias, a contratar
nacionaes e estrangeiroa.
Art 4o Ficam revogadas as dispesices em con-
trario.
Foram tambem sanecionados os decretos^
assembla geral conceoendo ao ministerio do im-
perio p crdito de 300:000* para melhoraineuto do
estado sanitario e antorieacio para que a cmara
municipal contraa o emprestimo de 126:000* para
as obras do matadouro ; e a resolucio da meama
assembla cooeedendo varios favores a Foglian 4
Araujo para levarem a effeito o alargainento e
prolongamenti da ra do Senhor dos Paseos da
corte.
Exames de preparatoriosPelo arti-
go 3 do dec. n. 9,647 de 2 do corrente mez e an-
no estabeleceu-se que o exame de portuguez pre-
ceder a qualqnar outro, e que na admieso aos de
seieneias se observara, quant i ordem das ma-i
ferias, o plano de eatudoa do imperial coliegio do
Pedro II, na conformidade do que se determinar
sobre proposta do inspector geral da inatrucflo
primaria e secundaria, ouvido o eonselho di-
rector.
Longe estamos dis o Jornal do Commercto da
corte, de impugnar esta dispoaicao restricta, enjaa
vantagena alias talves se affigurem maiores do
qae realmente sao; mas temos ouvido reclamacoes
6
9
12
3
6
t.
K i
i- a
2 c'o
S2
oto
Jt M
H"
257
27 6
28--1
28 0
26-8
Barmetro
0
760*14
76i m;5
760">62
758*81
75ra91
Ttnsio
do vapor
19.19
20.86
21.04
20.70
18.57
m
o
'i
9
8
78
75
74
73
71
Temperatura mxima29,*3.
Dita mnima25,7..
Evaporacio em 24 horas ao sol: 4ra,8 : som-
bra : 3-1.
Cbuva5,"15.
Direccio do vento : E da meia noite at 30 mi-
nutos da manhi ; ESE at 7 horas e 10 minutos
da manhi ; ES at meia noite.
Velocidade media do veuto: 0,-61 por segundo.
Nebulosidade media entre 0,4 e 0,5.
Proclamas de casamentoNa matriz
do Corpo Santo leram-se no dia 17 do corrente os
seguintes proclamas.
Bacharel Antonio Pedro das Neves com Annan-
ciada Goncalves Mua.
Miguel da Silva Leitab com Maria Georgina
Coelno.
Idelfonso de Paula Dias Fernandes com Maria
Ferreira Muniz.
Joa Goncalves de Medeiros com Julia Maria
Gomes da silva.
Candido Hyppolito Ribeiro com Antonia Pereira
de Lyra.
Rayuundo Alexandre Vinhaes com Maris Nio-
misia de Almeida Nogaeira.
Bonifacio Eleuterio de Almeidacom Julia Leber
de Meii'-zes Doria
Foram lidos na matriz de Santo Antonio os
seguintes:
Kufino Jos da Silva com Rosa Maria da Con-
ceicio.
Joaquim Miguel da Silva Leitao com Maria
Georgina Coelho.
L,eii<-M.Effectuar-se-hio:
Hoje : .
Pelo agente Gusmo, s 11 horas, na ra do
Mrquez de Olioda n 19, de movis diversos
Pelo agente Pinto, s 11 horas, na ra da Impe-
ratriz n. 6, de movis, e 1 hora, de vacuas, car-
reen e boi.
Pelo agente Brito, s 10. e 1/2 horas na ra de
Pedro Alfonso u. 43, de movis, fazendas e miu-
dezas.
Pelo agente Alfredo Guimares, s 11 horas,
ra do Bom Jess n. 49, de mudezaa, fazendas,
etc., etc.
Amanbi:
PeZo agente Modesto Baptista, s 11 horas,
ra do Bartbolomeo n. 33, de movis diversos.
Missas fnebres.Serio celebradas :
Hoje :
A's 8 1/2 horas, na igreja da Santa Cras e s
7 na Capella do Uemterij, pela alma da D. Flora
Grata da Silva Albuquerque ; s 8 horas, na ir-
dem Terceira do Carmo, pela alma do capiti
Joaquim Leocadio Viegas ; s 8 horas, na igreja
da Penha, pela alma de D. Alexandrina Amelia
Cavalcante.
Amanbi:
A's 8 1/2 horas, na ordem 3 de S. Francisco,
pela alma de Alice Medeiros Fiaza.
Quinta-feira :
A's 9 horas, na capella do engenho Giqui na
'.cada, pela alma do coronel Fmncieco MaSoe 1
Wanderley; s 8 horas, na ordem 3* de S. Fran-
cisco pela de D. Maria Pastora Farias da Coata.
Casa de DetencoMovimento dos pre-
sos do da 17 de Outabro :
Existiam presos 289, entraram 4, sabiram 6,
existem 287.
A saber :
Nacionaes, 260, mulheres 4, estrangeiros 9, es-
cravos sentenciados 4, preces fado 1, ditos de cor
reccio 9.Total 287.
Arracoados 253, sendo : bons 244, doentes 9
Total 253.
Moimento da enfermara :
Teve alta :
Jos Luis de Souza Lima.
Lotera da corle Eis a lista dos nme-
ros mais premiados ua2.a parte da 25.a lotera
200a em beneficio das obras do hospicio de Pedro
II, extrahida 8 do corrente :
premios de 100:000*000 a 1:000*000
,j,Pelo Dr. Malaquias:
Extracco de bala de revolver da edas ss-
qU'-rda.
Pelo Dr. Estevio:
Excisao pelo tbermo cauterio de vegetacoe sy-
philiticas da valva.
P-lo Dr. Fernandes Barros :
Exeiao pelo tbermo cauterio de vegetaoaos toe.
pbiliticaa do penis.
Lotera da provincia Quinta-feira,9K
do corrente, ao meio dia, se extrahir a 6.* ft
pa 1.* lotera em beneficio da Santa Casa
Misericordia do Recife, pelo novo plano .
vado.
No consistorio da igreja de Nossa Sen hora, 4
Conoeicio dos Militares ser feita a rtrareio
pele systema da machina Ficht
Lotera A 6a parte da Ia lotera da usa lia
cia, em beneficio da Santa Casa de Miserisoraks.
do Recife, pelo novo plano, cujo premio granar
100:000*000, ser extrahida no dia 21 'do- coi
te, princir ando a extracco ao meio dia.
Os bilbetes acham-se venda na Casa da .
tana, ra Primeiro de Marco n. 23.
Lotera do BloA 4a parte da lotera,
n. 366, do novo plano, do premio de 100:000*00^
ser extrahida no da.. de Ontnbro.
Os bilbetes acham-se venda na Casa dsFor-
tuna ra Primeiro de Marco.
Tambem acham-se venda, na praca da Isfl
pendencia na. 37 e 39.
Lotera Extraordlarla do Tplrsus-
ga O 4." e ultime eorteio das 4. e 5.* erie
desta importante lotera, cujo maior premio 4 do
150:000*000, aera, extrahida no dia 30 de Outa-
bro.
Acham-se expostos venda os restos dos-li-
tes na Casa da Fort una roa Primeiro do Jasaos
n. 23.
Tambem achatarse venda na praca da Isas
pendencia ns. 37 e 39.
Lotera da rdrteA 3a parte da 200 lo-
tera da corte, cojo premio grande de 100:000*:
ser extrahida no dia 22 de Outabro.
Os bilbetes acham-se venda na Casa da For-
tuna ra Primeiro de Marco n. 23.
Tambem acham-se venda na praca da Isso
pendencia ns. 37 e 39.
Matadouro PublicoForam abatidasa
Matadpuro da Cabanga 78 rezes para o bjssjbmbj
do dia 19 de Outubro.
Sendo: 63 rezes pertencentsa Oliveira Castro,
i C, e 15 a diversos.
Mercado Municipal de *. Jos O
movimento deste Mercado nos dias 17 e 18 do i
rentefoi o seguinte:
Entraram ;
631/2 bois pesando 8,856 kilos.
948 kilos de peixe a 20 res
15 cargas de farinha a 200 rea
43 ditas defructas diversas a 300 rs.
11 taboleiros a 200 res
39 Sumos a 200 res
Foram ocenpados :
491/2 columnas a 600 res
46 compartimentos do farinha a
500 ris.
41 ditos de comida a 500 ris
139 1/2 ditos de legnmes a 400 ris
32 ditos de suino a 700 ris
24 ditos de tresaaras a 600 ris
20 faltos a 2*
4 dito a 1*
A Oliveira Castro & C.:
108 talhos a 11 ris
4 talhos a 500 ris
Deve ter sido arrecadada nestes dias
a quantia de
Bendimento dos dias 1 a 16 de Outu-
bro

18*900
10*200
12*91
2*20
7*800
29*100
23*000
20*500
55*800
22*400
14*400
40*000
4*00
108*000
2*000
Foi arrecadado lquido at hoje
Precos do da :
Carne verde a 400 e 480 ris o kilo.
Carneiro de 720 a 800 ris idem.
S i m i. a 560 e 640 ris idem.
farinha de 240 a 320 ris a cuia.
Mlho de 260 a 320 ris idem.
Feijio de 560 a 640 idem.
371*80
3:373*940
3:745*80

PLBLiaCOES A PEDIDO
4439
4381
7040
5389
12743
3238
8890
6386
7849
8165
11741
4438
4440
4380
4382 x
279
418
2262
189
9098
8988
2754
4122
409
1045
12.16
1642
180*
2203
2427
2454
2861
2876
APPROXIHAQUBS
psEinos de 500*
6555 9100 12910
7648 11131 13092
6345 12197 13140
pasmos DE 200*000
491(5 8485 10422
5036 8911
5131 10082
5335 10333
7546 10366
pasmos
3273
100:000*000
20:000*000
5:000*000
2:000*000
2:000*000
1:000*000
1:000*000
1:000*000
1:000*000
1:000*000
1:000*000
1:000*000
1:000*000
600*f,00
600*000
13389
13781
11228
11453
11542
12328
de 100*000
6186 7894 10189
12694
12796
13953
13992
3544
3965
498
5051
5397
5421
6799
5960
6129
6350
6899
6994
7169
7226
7310
8087
8205
8385
8841
8936
9664
7335 9782
7430 9848
77U2 9962
10412
10796
11348
11481
12266
12727
12880
13322
13877
Operarles elrurglcasForam pratica-
daa no hospital Pedro II, no dia 18 do corrente, as
seguintes:
Helo Dr. Pontual :
Amputacao da perna esquerda pelo methodo cir-
cular reclamada por esmagamento do p.
Fabrica da Boa Yiageni___
Outro nao o nosso intuito serao *-
xiliarmos Margal, urna vez que nao aca*
diu presuroso ao apello do Dr. Joao Ma-
ranhao, como disse em o seu ultimo artt-
go, por se achar m uito atarefado, procu-
rando deseobrir os pho&phoros do 7 dis-
tricto que na presente revisao requereraat
a sua inclusao no alistamento do 1.* e 2.*
districtos da capital, para em Setembro
vindouro fcilmente serem incluidos aa
diversas parochias do mesmo 7. districto.
O tim que temos em vista escrevenda
estas linhas prestarmos um seivieo ao
sympathico Margal e igualmente, por nos-
sa vez, evitarmos o escndalo de serem
qualificados na Boa Viagem e Boa Vista,
individuos que nunca residiram e outro
que nem ao menos conhecem essa firegae-
zias !
Convidamos Margal para 1er o edita!
mandado publicar pelo honrado Dr. jais
de direito do 3. districto criminal, asaba
como pedimos encarecidamente aos Srs.
juizes encarregados da qualificacSo do 1.*
e 2." districtos da capital que nao aceitosa
as provas de renda jnlgadas por aquelle
Ilustrado e inteligente magistrado, qae,
sem duvida, acaba de ser Iludido pelas aa-
toridades policiaes urna vez que fornece-
ram attestados falsos de residencia para
os seguintes phosphoros :
i.
Antonio Francisco Cavalcante de Laeer-
da, autoridade policial de Muribeca e mo-
rador ha muitoi annos no sitio denomina-
do Caramba, do engenho Recreio, herdade
do Sr. capito Manoel Carneiro LeSo, de-
legado em exercicio de Muribeca.
2.
Pedro Cavalcante de Laeerda, snpplea-
ta de subdelegado de Muribeca, tambes
residente ha muitos annos no mesmo sitie*
e bordado do delegado Manoel Carneiro.
3.
Manoel Jacob dos Anjos, morador ae
enbenho Ilha, pert6nccnte comarca da-
Cabo.
4.
Manoel Rodrigues de Lima, frreas
muito conhecido no povoado Ponte dos
Carvalhos, onde reside ba mais de 15 as-
nos.
5.
Miguel Domingos dos Aojos, morador
no engenho Ilha, fornecedor de lenba para
os engenhos contraes j a sua casa fica a
margem da est ada real e muito prximo
daestagao da Ilha.
Vejamos agora outros phosphoros, cuja
provas da renda nao foram aioda julgadas,
mas que obtiveram em suas petieSes, do
Dr. Silva Reg, no dia 1. de Outrbr e
publicado na Provincia de 2 do corrente,
o seguinte despacho : Reconheddo afirma
do recibo dse vista ao Dr. promotor pu-
blico.
!
Antonio Jos Viaona, tao tira, inorados
muito antigo no povoado Ponte dos Carva-
lhos, 2. districto de paz da comarca do
Cabo.
2o
Adolpho Manoel de Oliweirs, actoalmesr-
te residente no engenho Sanio EsterSa.
mas resolvido a transferir o seu domicilia
para o engenho Ilha.



".
i-;
)
KGlVil
I


A
Diario de Pernambuco---Tcr^a-fcira 19 de Outubro de 1886
^ Jo&o da Silva Guimaries, analphabeto,
morador no engenho liba, genro do velho
Manoel de Jess.
Antonio Al ves de Jess e JoSo Alves
de Jess, filhos do velho Manoel de Jess
e ambcs moradores na casa deste no enge-
nto liba.
6*
JoSo Manael de Souza, mor-dor ha
muitos annos na Ponte dos Carvalhos.
7.
Tito Lopes de Noronha, residente na
Ponte dos Carvalhos. Obteve em sua pe-
tcelo no dia 8 do crrante, o seguinte des-
pacho:Defiro o requerimento.
8o
Jos Gomes de Lima, conhecidopor Den-
d, nascido e creado na Ponte dos Carvalhos.
Obteve no dia 4 do corrente o seguate
despacho do Dr. Montenegro, despacho
que foi publicado na Provincia de lT):Re
conheca a firma do recibo.
Luiz Francisco Romeiro Cavalcante, re-
sidente em urna caea prxima estacSo da
lina. O Dr. Montenegro, no dia 15 do
corrente, deu o seguinte despacho : Inde-
jiro o requerimento defis. 2, porqu como
v se do documento defls. o supplicante nao
reside na casa n. 39 ra deS. Miguel,
na qunl mora Belarmino Sebastiao do as-
cimenento
Assim, alem dos cincos phosphoros, que,
com attestados e documentos falsos, torne -
cidos pelas zelosas autoridades pociaes da
presente situacSo, conseguirm Iludir a
boa f do Ilustrado Dr. Montenegro, mas
que, estamos certos e empregaremos todos
os meios e recursos legaes, taes phospho-
ros n2o serlo incluidos na presente revisto,
temos mais oito, cujas peticSes e documen-
tos, comoficou demonstrado, estSo sendo do
mesin modo falsificados.
S o infeliz Romeiro, que a Provincia
chamou Ramyro, foi posto fra !
Pedimos providencias aos Srs. juizes de
direito da capital para que nSo vingue ta-
manho escndalo I
Ao sympathico bem intencionado Mar-
gal que nos auxilie com o seu poderoso
contigeote para expellirmos esses portado-
res de ttulos falsos, que, em um futuro
prximo pretendem assolar e distruir o 7o
districto, qual navem de gafanhotos dam-
ninhos !
Concluiremos o presente artigo fazendo
um pedido a Margal: temos certeza que
os individuos seguintes, todcs moradores
no engenho lina e povoado Ponte dos Car-
valhos, tambem requereratn a sua inclusao
no alistameuto peraate os juizes de direito
da capital, mas, atarefado como temos an-
dado, anda nao encontramos os seus no
mes nos editaos publicados ; solicitamos e
esperamos que Margal nos ha de instruir
se porventura, antes de nos encontrar os
referidos nomes.
Eil os: Luiz Francisco de Paula, Fran-
cisco Jos de Lira;, Manoel Gabriel, Pe-
dro Jacob dos Anjos, Jos Jacob dos An-
jos, Luiz Antonio de Paula, Aotoaio Au
gusto da Cmara- e Bento Manoel Alves
da Silva.
Sabemos tambem que outros muitos phos-
phoros de Nazareth do Cabo e ^o engenho
Massangana pretendem se alistar na cida-
de ; logo que tivermos recebido as informa-
ooes que estilo sendo cuidadosamente co
lidas, voltaremos imprensa e denuncia-
remos o escndalo que se cogita realisar I
17 de Outubro de 1886.
Un el'itor do 7o districto.
.-------- soaoy
O procurador Osea! Interino da
faz en da ge ral
a' provincia
A' ultima vez que respond, no Diario de 26 de
Setembro, s censuras que, a proposito de minha
nomeacio, fea o orgau do partido liberal, declare
GOHHERCIO
ttolsa coininerclal de
buco
Pernam
RECIFE, 18 DE OUTUBBO VE 188b.
As trea horas da tarde
<'olac&c* ulciaei
Uces da companhia de edificicao, do valor de
100* a 95* cada ama.
Na hora da Dola
Vendeam-se :
30 aeces da companhia de eificacao.
O presidente,
Pedro Jos' Pinto.
O secretario,
Candido C. G. Alcoforado.
HENDIMENTOS PBLICOS
Mes de Outubro de 1886
ALFAXDEGA
gusa anaas.
De la 16
dem di .'.8
599:8674923
33:931*871
njsosasDt 1 a 16
laem de 18
OmCLADO PB0V1SCUL De 1 a 16
Idam de 18
Ricura dbatsaoe?o 1 a 16
dem d 18 ,
633:8021794
29:594*127
5:171*533
que as obrigacoes de mea cargo itnpunham me re-
servas qae ea nao devia transpr; mas que em
breve dara assampts para a Provincia preciar o
mea procedintento, como procarador fiscal, e para
entreter a scieneia jurdica de todos os seus re-
dactores, que a estavatn estragando na incorrecta
apreeiacao de um crime que nao commetti, as
que, afinal de cantas, a propria Provincia reco-
nhecia qae estevi. prescripto (gr cas a Deus I)
Desde aquella data tenho silenciosamente sof-
frido dos energmenos os maiores insultos; at
miniia mulher e meas innocentes filhos foram ar
rastades pela ra da amargura.
E a Provincia applaadindo.
Puulicado o meo parecer, aguardei, sabmisso,
como cumpre a um funecionario publico, o joizo da
Provincia, para defender-me como podesse; mai a
redaec. da Provincia emmudeveu, entregando,
porm, as suas columnas mercenarias ao 8eu Pres-
tante e honrado correligionario, Dr. Eduardo de
Barros, que contina a uonsiderar-se victima da
minha perversi iade, e a outros cidados nao me-
nos conspicuos, qae o acompanham.
NSo me queixo por isso ; nem mesma pela tn n-
seripeo de una artiguinhos publicados no Jornal
do Commercio do Rio, pelo nao raen> s honrado
c maelheiro, ou cousa qae o valha, Adolpho de
Barros, qae j deu a esta nobre provincia a honra
de admiuistral-a.
Se, pois, continuo no proposito de nao responder
a energmenos ; e a Provincia ainda nao se dig-
nou de afirmar ss suspeitas qae levantoa entre a
minha nomeacao. outro assumpto traz-me hoje
im prensa.
Li na Provincia de 16 do corrente urna publica-
co assignada pelo Dr. Arthar de Barros, filho do
j mencionado thesourelro, na qual depois de ar-
redar de si a autora do espancameuto de um ne
gociante portugaez, attribuida a um sea irmo,
escreveu o seguinte:
Sei qae os meas inimigos por todos os meios
procurain precipitar-rae, mas acreditem que, se
por ventara tiver necessidade de constituir-me
mandante ou autor de certos actos, em desaggravo
da honra de mea pai e familia, ter i a precisa co-
ragem para aceitar a responsabilidade do qae fi-
ser, pois nao tenho molber nem filhos qae poesam
actuar em mea espirito para demover-me da prati-
ca de actos que me parecerem necessarios.
Si por ventora tiver occasio de chegar es-
se p >Dto, o servico ser perfeito e completo, roas
nr> attingiri aquelles que sao dignos do meu
deaprezo, p rm sim aos que se teem tornado dig-
nos de um severo castigo.
O gnatario des tas liabas, textualmente trans-
cripta, nao um energmeno qualquer, a quem um
bomem de va voltar os costas. E' um moco qae
agora o sabemos por intormacoes fidedignas de
seu pai) alm de possur urna bonita e solida for-
tuna, est destinado a oecupar as mais elevadas
pusicoes oeste paiz; e s espora que a Provincia
torne a por o carro em seas eizos, para obter urna
presidencia (naturalmente a de Pernambuco), as-
pirac&o milito licita e consoante com es seus tre-
ritos pessoaes e tradiccoes de familia, e j reali-
sada na pes.-oa de seu primo, o sobredito Adol-
pho da Barros.
O caso, pois, moda de figura.
E' um distincto correligionario e at collabora-
dor da Provincia, que, qaaodo a ella se refere, fal-
la como juem est em su casa, cemo se depro-
heo.de de um outro trecho do artigo, a qae al lude,
o qual se exprime em linguagem de quem se con-
sidera j, e antes da promettida presidencia, um
severo executor de alta ustica.
Rrleve-me, pois, o orgao do partido liberal que
Ihe faca um pedido: diga-me se a ameaca do
seu distinto correligionario entende-se eommigo.
Nao me tome a Provincia por indiscreto, pu im-
pertinente : quero tratar do mea testamento, pois
possuo mulber e filhos, que o sen opulento correli
gionarioe esecuor de alta Justina tem a fortuna
de nao possur.
Nao se nega um to pequeo servido a um mo-
ribundo.
J que foi a Provincia quem levantoa a suspi-
ta contra inim, e tem ostensivamente animado a
campan ha da calumnia, do insulto e at da amea-
ca contra a vida de um bomem qae limita-se a
cumprir o seu deverde funecionario publico-,
preciso qae, por ama vez, nos entendamos, e que o
orgao do partido liberal ezplique-se e declare for-
malmente at onde vai a sua responsabilidade em
negocios de tanto mpenho para am grande gru-
po dos seas mais distinctos correligionarios.
Recife, 18 de Outubro de 1886.
Olympio Marques.
Alislamenlo eleitoral
Consta-nos que alguos juizes tem -man-
dado entregar s partes os procesaos ori-
ginaes de prova de renda, antes de passa-
dos os dez dias para o recurso de que tra
ta o Rcg. n. 8,213 de 13 de Agosto de
1881 ait. 14 3.
O acto de alguns juizes que assim tm
procedido, Ilegal e s pode ter por fim
impedir os recursos facultados pela lei.
Se nao vejamos : Paule requer que o
34:765i660
17:415*391
1:412/309
18:827*700
8:240*371
3:025*619
11:265*990
-LTERACO DA PAUTA
Para a semana de 18 a 23 de Outubao de
1886
Algodo em rama, 406 rs. o kilo.
Alfanaega de Pernambuco, 16 de Outubr de
1886.
Os conferentes,
Salvador A. de A. Freitas.
T. A. Ramos Zany.
DESPACHOS DE IMPORTACO
Vapor allemSo Rosario, entrado do Rio
de Janeiro no dia 17 do corrente e consig-
nado a Borstelmann & C, manifestou :
Xarque 783 fardos a 8aunders Brothers
4C.
Vapor austraco B. Kemini, entrado de
Trieste, pelo Rio de Janeiro, no dia 18
do corrente e consignado a J. Pater t& C,
manifestou:
Farinha de trigo 900 barricas a Macha-
do Lopes & C, 400 a Heory Forster
& C, 450 a Lopes Irmo & C, 386 or-
dem, 462 a H Nuesch & C, 260 Do-
mingos Alves Matheus.
Papel 10 caixas a Oliveira Bastos & C,
3 a Maia & Silva, 13 a domes de Mattos
Irroaos.
Vapor Hilen Xo Pernambuco, entrado de Ham-
bargo e Lisboa no dia 17 do corrente e consigna-
do a Borstelmann C-, manifestou :
Azul ultramar 1 caixa a A. M. Veras.
Agua mineral 1 caixa ao mesma, 12 a Salzer
Kaufiman & C-
Alcatrao 25 barris e 15 meios ditos ordem.
Amostras 71 votamos a diversos.
Bter 10 caixas ordem.
Bataneas 6 caixas a W. 11*11 iday & C.
- Bacalho 29 caixas e 20 meias aos coasigna-
tarios.
Caudieiros 5 caixas a F. Lauria & C,
Cerveja 10 barra e 80 caixas ordem, 1 a Otto
Bohres Successor.
Cartas para jogos 1' caixa ao mesmo.
Cachimbos 2 caixas ordem.
Carnizas 1 caixa a Castao Ramos Se C.
Cha 1 caixa a t'ohlinan & C.
Chapo 5 caixoes ordem, 2 a Raphael Di.is
& C, 1 a Joo Christiani & C, 1 a Maia & Ir
mo.
Couros 2 caixas a J. i'. Puntes, 1 a William
Hall id ny & C, 2 a H. Peterson & C.
Canfora 2 caixas a H. Burle tt C-
Drogas 3 volumes a C. Lidam, 8 a F. Manoel
da Silva 4c C, 12 a A. M. Veras.
Encerado 1 caixa ordem.
Espelbo 1 cana A. P. de Souza Soares.
Farinha de centei 2 barricas a G. Spider.
Flores artificiaes 1 caixa a Adolpho & Ferro.
Fio 1 caixa a Albino Silva e C-, 1 a William
Halliday & C.
Fraseo* vastos 500 caixas a Joaquim D. Simoes
tt C 15 a Martins Viegas & C.
Formas 1 caixa ordem.
Ferragens 4 volumes ordem, 7 a Medieros &
Soar-?, 2 a William Halliday & C, 1 a Samuel
P. JohnstonAs C, la J. P. Pontea, a aues
Fonseca & C.,6 a Oliveira Basto & C, 10 a Su -
ser Kaaffman & C, 4 a Maia & Silva, 8 a Fer
reir Guimares & C, 5 a Netto Campos & C, 7
a Otto B 'hres Successor, 1 a GuimarSes & Per-
rea n, 9 a F. Lauria & C.
G.mma laca i' saceos a H. Burle 4 C.
Geuebra e cognac 12 caixas a Guimares &
Perman.
Loaca 12 gigos a Joaquim F. de Carvalho
juiz de direito do 2o districto criminal jul-
gue por sentenca a renda proveniente de
aluguel para que possa aer alistado eleitor
em urna freguezia pertencente ao 5o dis
tricto criminal, no segundo dia depois do
julgamento entregue a Paulo o processo
original, no terceiro vai ao cartorio Pedro,
eleitor da parochia, e quer interpor o re-
curso da decisSo que julgou provada n
renda de Paulo: em que processo ha de
ser interposto o recurso ?
Nao havendo processo no cartorio cla-
ro que fica prejudicado o recurso de Pe-
dro.
A relaco do Rio de Janeiro psr unani-
raidade de votos, julgou que o recurso em
questSo deve subir nos autos orignaos :
mais tarde publicaremos esse accordSo.
Estaremos attentos para n3o aeixar pas-
sar um phosphoro, queremos somonte que
os juizes nao fechem a porta aos recur-
sos.
Barreiros
Venho pela imprensa protestar contra o acto ar-
bitrario e violento do juiz de direito bacharel Ma -
noel Caldas Barreteo, ordenando ao vigario Cbris-
tovao do Reg Barros, que entregue ao Fubriqueiro,
por elle incompetentemente nomedo, a importancia
do donativo de um cont cento e oitenta mil ris,
que em 1 de Fevereiro de 1883 fis ao mesmo viga-
rio para os rej aros da Igreja Matriz a seu cargo e
nesta erigir am altar Excelsa Virgem das Dores ;
e protesto porque esta entrega desvirta e nullifica
completamente a inteneao com que o fiz, que nao
fazer-se deste donativo a mais leve ostontacilo, e
ser s o mencionado vigario, em cuja boa incencao
e probidade muito aprecio e confo, o competente
para a sua applicaco, como se acha determinado
bem claramente no officio que e accompanhou o
mesmo d-nativo. S tem o mencionado vigario
que dar cuntas deste donativo Deus e mim, mas
ninguem. Em lempo opportuno farei valer os
meu i direitos em juizo.
Barreiros, 8 de Outubro de 1886.
Barao de Santo Andri.
Cmara Municipal
A lei deve ser igual para todos.
Perganta-se, portento, em que artigo de lei se
fundou o proprietario da ndnacao e casa de
venda de caf moido na ra Directa n. 30, para
ter o seu estabelecimento aberto ao domingo.
J nao ha fiscal ? !... ou o dito protegido
por algumas das altis potencias da actuali-
dade ? !...
Ser em vista de documentos manhosos, adrede
preparados para encobrir a qualidade real do es-
cubelccimeuto, que este feliz negociante gosa de
privilegio exclusivo ? !...
Estes factos e estes excepces feitas em favor
de favoritos, dao o pessimo resaltado de se nao
saber para quem se fazein as leis.
Esta casa urna fabrica de caf e refiuaciio,
para cujo fim tem ah macbinlsmo a vapor, nao
pode, portante, ser sentada daquillo a qae todos
os outros vendedores de caf estilo sujeitos
A lei igual para todos.
A' Cmara Municipal pedimos providencias
afin de que termina este abuso.
Ciu todos fecham, ou direito livre de cada um
faz-.T o que melhor entender.
Um que /echa.
O onlomoo
II.AMAKTIXt:;
Salve! bosque croado de paludas folhas
Esparsas sobre a relva, e d'um resto de verdura .'
txtretnos dias, salve teu pezar encanta-me,
E ao meu olhar agrada o luto da natura.
Sim, nos dias d'outomno expirando a natureza
Maii s'arrouba minh'alma o qua 1ro contemplar;
E' d'um amigo o adeus,sornso verdadeiro
D'uus labios que p'ra sempre a morte vai sellar.
Assim, quasi ao deixar da existencia o horisonte,
De meu viver chorando a esp'ranca fenecida,
Ainda atraz me vulto, vido meditando
Do mundo os bens e a mim a ventura mentida.
A vida abandonando eu meato vos pranteio,
Oh! trra, valles, sol, fonnosa natureza !
No espacio ha tanto aroma brilha a taz tas pura!
E ao moribundo encanta o sol e tem belleza !
Agora esgoter ea quizera at s fezes
O calix onde o nctar se confunde e o fel :
No fundo d'essa teca em que sorvesse a vida,
Talvez me inda restasse una gota de mel !
Mercado ias diversas 19 volumes ordem, i a
F. H. Chirles, UA.D. Lima tt C, 22 a Ssures
do Ainaral Irmaus, 2 a Antonio Jote Maia & G.,
2 a Nunes Fonseca < C, 2 a Augusto Reg & C,
1 a Oliveira Basto & C, 1 a J. Teixeira, 1 a
Maia & Silva, 2 a Netto Campos & C, 2 a H.
Stolzemback tt C., 1 a Guimares & Perman, 4 a
H. Peterson & C., la Gomes de Mattos Irmos,
4 a Guimares Cardoso & C, 1 ao consigna-
tario.
Machinas de costara 15 volumes a A. D. Car-
neiro Vianna, 1 a Medeiros & Soares, 5 a Gomes
de Mattos & Irmos, 8 a G. A. Soares Le te.
Movis 1 caixa a Silva Fernandes & C.
Meias 1 caixa a Otto Boberes successor.
Oleo 1 caixa a Martina Viegas tt C.
Pnosphoros 10 caix5ea a Souza Bastos Amonio
& C, 10 a F. Lauria fe C, 5 a Fernandes tt lr-
mi".
Piano 1 caixilo a A. Rdgo tt C.
Papel 33 fardos e 6 caixas o dem, 4 a A. Pe-
reirada Cuaba, 1 a F. .Man >el da Silva fe C, 8 a
Nones Fonseca cV C, 1 a Oliveira Bastos v C, 6
a Netto Campos & C, dito paraembrulho 600 far-
dos a H. Nuesch & C.
Pregos 41 barricas a Samuel P. Johuston & C.
Papelao 5 fardos ordem.
Para fina 5 caixas a F. Jos dos f/assos Gui-
mares.
ianguesugas 3 cestos a II. Nuesch & C.
Tecidos diversos 55 volumes ordem, 1 a Fer-
reir & Irmo, 2 a F. de Azevedo & C, 1 a Ma-
chado & Pereira, 2 a Guimares Irmo & C, 3 a
Bernet & C, 2 a Sulzer Kauffman & C, i a Al-
ves de Britto tt C, i a A. Vieira & C, i Rodri-
go de Carvalho tt C, 1 a Rodrigues Lima & C,
5 a Agostinho Santos & C, 2 a Guerra & Fer-
nandes, 6 a L ureiro Maia tt C, 1 a Guimares
6 Perman, I a Goncalves Irmo & C, 8 a Olinto
Jardim fe C, 4 a H. Burle & C
Tintas 20 barricas a F. M. da Silva & C.
Tinta 1 caixa a Pedro Antones & Cv
Vinho 1 caixa ordein, 3 barris a Vctor N*e-
sen.
Vidros 587 caixas ordem, 1 Deodato Torres
& C, 2 a A. M. Veras, 1 a Otto Bohures succes
sor, 1 a H. Stolzemback & C.
Carga de Lisboa
Azeite de oliveira 15 caixas a D. Ferreira da
Silva fe C.
Amendous 5 volumes a Silva Guimares & C.
Cevada 5 barricas a Domingos Ferreira da Sil-
va & C.
Ceblas 100 caixas a Ferreira Rodrigues & C,
50 a Domingos Ferreira da Silva & C.
Fructas 30 meias caixas aos mesii is.
Fasendas 3 caixas a D. J. Alves Guimares.
Farello 150 saceos a Paiva Valente d C.
Figos 3 caixoes a Domingos Ferreira da Silva
&C.
Legumes 20 caixas aos mesmos, 15 a Silva Gui-
mares fe C.
Uvas 15 caixas a Ferreira Rodrigues & C.
Pode ser qae o futuro me aguardaste ainda,
Rseos dias dos quaes a esp'ranca hei j perdido!
No mundo, quem sabe, um'alma por quem suspiro
A minh'alma entendesse e houvesse respondido.
A flor tomba esparzindo sen perfume ao zephiro ;
A' vida, ao sol, entilo diz sen adeus saudoso ;
Declina Campa; e minh'alma se despedindo
S'exhala como um som triste e melodioso.
Recife, 20 de Maio de 1886.
Sebastiao de Vasconcellos Gal vio
S. Jos do Egypto
Srs. redactoresNio bom deixar se passar
desapercebido factos criminosos.
Em dias do corrente mez regressando a forca
de linba de Flores para esta villa teve noticia de
que em caminho o individuo aqui morador Luiz
Pereira de Franca emboscava o distincto cadete
Marcal Campos para assassioal-o.
De Atogados mandou o mesmo cadete, ao lugar
indicad, tres pracas averiguar a emboscada e de
tacto nella foi encontrado o p. rverso que tez fogo
contra os soldados ferindo no rosto e acto conti-
nuo evade se iucolume.
Correu boatos, que, julgo assegurer, que o cri-
minoso ameaca asaassin-ir ns nossos amigos Marcal
Campos, major Espiridio Campos, Joaquim Leite
e Bevd. vigario Manoel Gomes.
Por ora s o qae cont, agnardando as conse-
quencia.
Do seu contante leftor,
ZGrosso.
8. Josii do Egypto, 12 de Outubro de 1886.
k c^scoeiioooocc'^co>coc>Kjc<3c :->xooocc PARABENS
i 18 de Outubro de 86
S A EXILt. SEA. D. EDOWIOSS MABIA DA CUSHA X
pelo seu anniversario natalicio,
comprimenta
I FA- I
.>xoecawc<>:coe'..c<5<> -a-x&s9
PARABENS
18 de Outubro de 86
8 A SCA SINCEBA AMIGA TQEBIZA DE JESS X
PACHECO
8 i
pelo seu anniversano natalicio,
comprimen ta
I l c- i
i
Os grandes calores determinara difficuldtdes m>
digesto e perda do appetite. O estomago dilte-
se, a cabeca se congestiona, a actividade diminue,
o somno desapparece,. Iuutil recorrer s bebi-
das alcoolicas com o fim de despertar e estimular
a vitelidade das funecoes geraes; a excitecao tic -
ticia que ellas produzem extingue se iego e d
lugar ao apparecimento de um estado de fraquez-<
mais assustador. E' preciso nutrir o organismo,
fazendo uso diariamente do Vinho de Chapoteaut
saturado de carne liquida e j digerida (a peptona).
Este vinho, de um sabor delicioso, sustenta as
forjas, gracas sua immensa acca > nutritiva, e
deve ser preterido ao caf, ao rhuur, agurdente
o outros alcoo'icos, que apenas produzem urna ex
citac'io passageira.
Un ni o motivo por que tjoiTrelai 1
436
Vos outros que padecis de tisica, asthma, ca-
tarrho, bronquites, e tosss chronica, respondei
esta pergunta. Na admiravd e maravilh isa com
posicao da Anacahuita Peitoral, se vos offerece um
remedio quasi iurallivel, rpido e inteiramente in-
ofFensivo. A sua preparicao composte doj sue-
cos balsmicos e nutritivos d'uma arvure mexicana
chamada Anacahuita, admiravel antidoto este gr
tintamente eflorecido pela natureza, para a cura
i- todas as entermidades pulmonares. O mundo
nao cncerra em si, cousa que com ella de leve se
possa comparar.
Os proprio mdicos tstificafo, que, quando as
suas melnores e mais poderosas meJictaxas, chega
ram a provar a sua inutilidad e iuefficacia, na
dminuico e eurativo da Tosse, ou para alliviar a
rouquido e inflammaco tracheal ; este excedente
remedio, to agradavel c-imo efficaz, com frequ-n-
cia restabelece os pulmoes os bronchios e a larynx
ao seu primitivo estado natural.
Como garanta coutra as falsificaces, obsrve-
se bem que os nomes de Lanman & Kemp venhan.
estampados em lettras transparentes no papel
do livrinho que serve de envoltorio cada gar
rafa.
OK'-SPAOHOS \)K KXP( Eta 16 de Outubro de 1886
Para o exterior
Na barca iugleza Brinkburn, carregou :
Psr* Hallitax, M. J. da Rocha 1,600 saceos com
120,000 kilos de assucar mascavado.
No lugar inglez Mascotte, carregaram :
Para N. w York, Julio & Irmo 1,000 saceos
com 75,000 kilos de assucar mascavado.
Na bar a norueguease Loospring, carrega-
ram :
Para Nrw-York, J. 8. Loyo & Filho 450 saceos
com 33,750 kilos de assucar mascavado.
Na vapor allemo Rosario, carregaram :
Para Hambnrgo, II Nuesch & O. 344 couros
salgados com 4,128 kilos ; A. B. Corris 10 caixas
com 30 litros de vinho jurubeba.
Para Bromen, V. Neesea 300 couras salgadas
com 3,600 kilos.
No vapor francs Ville de Pernambuco, car-
regaram :
Para o Havre, A. Labille 53 couros salgados
com 636 kilos ; H Nuesch & C. 100 couros ver-
de, com 21,000 kilos.
No patacho portugus Commercio, carrega-
ram :
Para Lisboa, B Oliveira tt C. 84 couros espi-
chados com 588 kilos ; J. Gomes Pereira 27 bar-
ris com 4,320 litros de mel.
Para o iniortor
- No logar nacional Marinho 7, carrega-
ran> :
. Para o Rio Grande do Sal, Amorim Irmos tt
C. 590 barricas com 44,250 kilos d-- assucar bran-
co e 210 ditas com 15,750 ditos de dito mas -avado;
viuva le Manoel F. Marques & Filho 400 ditas
com 33,053 ditos de dito branco.
No vapor austraco B. Kemny, carrega-
ram :
Para Santos, P. Alve-J tt C. 25 barricas com
1,500 kilos de assucar branca ; P. Carneiro & C.
490 saceos com 29,400 kilos de assucar branco e
300 ditos com 18,000 ditos de dito mascavado;
S. Guimares & C. 10 barricas com abacaxis
No vapor allemo Pernambuco, carregaram :
Para Santos, F. A. du Azevedo 500 saceos com
30,000 kilos de assucar branco ; Amorim Irmos
& C. 550 saceos com 33,000 kilos de assucar mas
cavado e 450 ditos com 27.000 ditos ae dito bran-
co ; Maia & Rezende 400 saceos com 24,000 kilos
de assucar mascavado 400 ditos com 24,000
ditos de dito branco e 2,000 cocos, fructe.
No hkte nacional Aurora 2a, carregon :
Para Mossor, M. Am rim 4 barricas com 360
kilos de assucar mascavado.
Na barcaca Rainha dos Anjos, carregaram :
Para o Natal, M. J. Pessoa 100 saceos com fa-
rinha de mandioca ; Baptista 10 sa.cos com 750
kilos de assucar branco.
MOVIMENTO DO PORTO
Vauto entrado no dia 17
Santos por escala 12 dias, vapor allemo
Rosario, de 1,377 toneladas comman-
dante H. Schuteraw, equipagem 39,
carga varios gneros ; a Borstelman
AC.
Navio sahido no mesmo dia
Nova Orlean8 Vapor inglez Autor, com-
mandante David James, em lastro.
Navios entrados no dia 18
Buenos Avres20 dias, barca noruegunn-
se Orant, de 424 toneladas, capitao H.
Christ ansen, em lastro ; a H. Lundgrin
AC.
Navios sahidos no mesmo dia
Rio Grande do NorteBarca portugueza
Lopes Duarte, capitao Jos Pereira Lo-
Acha-se venda em todas as boticas e lojas de
perfumaras
Agentes em Pernambuco, Heory Foster tt C ,
ra do Commercio n. 9.
Na agua Florida de Barry o puro hlito
das mais ex]uisitaa Aires acha se preservado* de
tal arte q e, guardada ama garrafa am scalo,
exbalar ao abrir o mesmissimo perfume to puro,
to fresco tilo delicioso como no proprio momento
em que as flores foram colhidas. Esta agua de toi-
lette de Barry. nica no seu genero, nao deve ser
confundida com os outros artigos venda sob o
nome de Agu i Florida ; inteiramente diferente
de todos em fragrancia, e o nico que tem as ver -
dadeiras propriedades de Agua Florida.
Mud.n$a de collegio
O profassor particular Julio Soares de Azeve-
do, participa ao respeitevel publico em geral, que
mudou o seu Collegio Em lacio da ra da matriz
da Boa-Vista, para a ra Velba n. 36.
Contina a receber alumnos, internos, externos
e nieiu-pensionistas, pelo que espera merecer a
mesma proteccao do distincto povo pernambucano,
e em geral de todos os filhos do imperio da Santa
Cruz.
Ra V. lha n. 36
fallo Soases de Azevedo
N. 7. A Emuls2o de Soott o melho'- re-
medio at hoje descoberto para a cura da
tisica, bronchites, escrfulas, anemia, ra-
chitis e debilidade em geral ; tambem e
um curativo infallivel para os defluzos
tosse chronica e affecjSdS da garganta.
ED1TAES
Copia.2." Peeco.Secretaria da Presidencia
de Pernambuco e.n 15 de Outubro de 1886.Edi-
tal.De ordem do Exm. Sr. vice presideate da
provincia em observancia ao disposto no art. 157
do decrete n. 9,420 de 28 de Abril de 1885, faco
publico o editel abaixo transcripto pondo em con-
curso com o praso de 60 dias o officio de 2." ta-
bellio do publico judicial e notes e mais annexos
do termo de Bom Cooselbo. Sarvndo de secreta-
rio, Emiliano Ernesto de Mello Tamborim.Edital! potos naciones
Arsenal de Guerra
De ordem do Illas. Sr. major director, distribue-
se costaras nos dias 18, 19 e 20 do corrente mez
s costureiras de ns. 151 200, de conformidaie
com os annuncios anteriores.
Seccio de costuras do Arsenal de Guerra de
Pernambuco, 16 de Outubro de 1886.
Flix Antonio de Alcntara,
Alteres adjunto
Companhia Brasfleira de Xa ve
gaeo a Vapor
A agencia de ta companhia nesta cidade preci-
sa de contratar o tornecimento de carne verde e
gado em pe para os v parea da mesma companhia-
em sua passagem por este porto.
Recife, 18 de Outubro de 1886.
Yia-sacra fla igreja Santa Cruz
A commisso nomeada pela mesa geral da mes-
ma confiara para trataren) da realisaco da cou-
strueco de catacumbas no cemiterio publico de
Santo Amaro, tendo conseguido da Illma. Cmara
Municipal a comprado terreno no mesmo cemiterio,
onvida aos senhores artistas que queiram contra-
tar a factura da 10 pares de catacumbas para adul-
tos e os pares pequeos que forero possivel sobre
as mesma grandes de conform'dade com a planta
do Illm. Sr. Dr. eogenbeiro e regulamento do mes-
mo cemiterio, apresentarem ss suas propostas eor-
camentos at o dia 24 do corrente, na ra da San-
ta Cruz n. 3.
Recife 18 de Outubro de 1886.
A cmara municipal da cidade ne Olinda
e seu termo, em virtude da lei, faz constar a
quem convier e interetsar possa, que em virtude
do disposto nos arts. 75 e 76 da lei provincial n.
1515 de 4 de Agosto de 1880 (disposicat) perma-
nente) que ninguem poder abrir ou continuar a
ter aberte casa de negocio ou de outro qualquer
mister, s -ja qual f>r a sua denominacao, sein pri-
meiro obter da mesma cmara o respectivo alvar
delicenct, o qual nao ser concedido s;m que o
impetrante prive haver pago os competentes im-
e muuicipa-s, para cujo fim se
O Dr. Miguel dos Anjos Barros, ufficial da Im-
oerial Ordem da Rosa e juiz municipal e de orph:1 s
do termo e comarca d Bom Coneelho, por S. M o
Imperador etc. Faz'sabi/r aos que o presente edi-
tal virem e a quem iiiteressar p'.ssa, que achando
se vago o cartorio de 2 teb llio do pub'ico, ju ii-
cial e notes e escrivo do crime, civel e execucoea
civeis por i'all cimento do respectivo serventuario
Luiz Elias da Silva e Albuquerque, nos termos do
ait. 150 3 o do decreto n. 9,420, de 28 de Abril
do anno passado, fica aberto concurso para piovi
ment aos ditos cfficioB, por espaco de 60 dias, qae
correr- d'-sta daca, devendo dentro desse p aso
os preteudentes aos mencionados officio-, apresen
taf seus requerimentos datedes e assignados peles
mct-m '3 ou seus legtimos procurador-s e instruidos
nos term is do art. 210 d.> citedo decreto de 28 de
Abril com auto ao crime de sufficie icia, certifica
lo do exame de linL'ua portugueza e ariihmetica,
I >lha corrida, certido de 11 !-. Lttestado medico
de dpiicidnde physica. eertido lo caso de s r
maior de 30 anuos, de ter sai6feito a nbrigico da
le n. 2,556 de 2G de Setembro de 1374, procura-
ndo especial so requererem por procurador, e mis
documentos que fsrem convenientes para prova de
capacidade profissional, tudo devidamente sellado.
A falte de exhibico de qalqoer dos documentos
cima mencionados, e motivo para excluir do con-
curso o pretenderte e prejudicar a sua n menea".
Outrosim faz mais saber que o decreto de 30 de
Janeiro de 1834 que creou os referidos otficios assim
preceit.ua : R'gencia permanente em nome do lm
perador o Sr. D. Pedro II. Ha por bem determi
nar, em awpliacan dj decroto do l." de Marco do
anuo passado que em cada urna das villas refe-
ridas bnjum dous teb-lli"s do publico, judicial e
n tas, servindo o 1." de escrivo de orphaos e dos
residuos e capelina e o 2. de escrivo das execu-
ucoes civeis e.rrimes.
E para que chegue ao coohecimen'.o de todos
mandei passar o presente editel qne ser afiliado
no lugar do coatumr, extrahindo se copia para ser
remrttida ao Exu. Sr. presidente da provincia
para os fins necessarios, com declaradlo do dia da
aflizacao e publicacao, o que ser certificado pelo
porteiro dos auditorios.
Dado e passado nesta villa de Bom Conselho
ao 1 da do mez de Outubro de 1886. En, Aman
co lago da Cunha, escrivo interino o escrevi.
Mieuel dos Anjos Barros.
E mais seno continua em d to edital que fiel
mente epiei do proprio original ao qual me re-
parto e dou f. Bom Conselho 1* de )utubro de
1886. Eu, Amancio lago da Cunba, escrivo inte-
rino o escrevi.
Ce tfico que h je s 10 horas da manh affixei
o edital na porta da casa das anliencias, abriado
concurrencia para provimento ao offieio de se-
gundo tabeilio do publico judicial e notas e mais
annex Bom Conselho, 1 de Outubro de 1S 86.O ofiScial
de justica de semana servindo de porteiro interino,
Luiz Antonio dos Santos.
E mais seno continha em dita certido que
fielmente copiei -o original que fica archivado
em mu cirr.iri). Bom Conseibo, 1 de Outubro
de 1886.0 escrivo interino, Ananias lago da
unha.
O Dr Adelino Antonio de Luna Freir,
official da Ordem da Rosa, commenda-
dor da Real Ordem Militar Portugueza
de Nos8o Senhor Jess Christo e juiz de
direito privativo de orphitos e ausentes da
comarca do Rjcife e seu termo em Per-
nambuco, por S. M. o Imperador o Sr.
D. Pedro II, etc.
Faco saber aos qae o presente edital virem, ou
d'elie n< ticia tiverem, que no dia 19 do corrente
mes, depois da audiencia deste juizo, na respecti-
va sa>a, rao praca para serem arrematados com
o abatimeoto da lei, as casas seguintes sob os ns.
1, 2, 3, 4 e 5 do segundo becco do Aquino, tendo
cada ama urna porta de 2 janellas de frente, 2 sa-
las e 1 quarto, medindo de largura 7 metros e 20
centmetros, e de fundos 3 metros e 39 centme-
tros, em solo proprio, avalada cada urna em 500',
que com o abatimento fica sendo por 400, que
servir de base a arremateco. E vao praca a
.requerimento de D. Hermelinda Tavares de Aqui-
no, i n venta rante dos bens deixados por seu mari-
do Manoel Tavares de Aquino, para pagamento
de custes e mais despezas do mesmo inventario.
E para que chegae ao conhecimento de todos
mandei passar o presente edital que ser publicado
pele imprensa, e afiliado no lugar do costume.
Dado e passado nesta cidade do Recife de Per-
nambuco, aos 15 dias do mez de Outubro d 1886.
Eu, Manoel do Nascimento Pontes, escrivo, o
sabscrevi.
Adelino Antonio de Luna Freir.
acha designado o pra-o de 60 dias, a contar da
pres< nte data, fiado esse praso, os donos ou admi-
nistradores das referidas casas que nao tiverem
os alvaraes, sero multados em metade do valor
dos mesmos.
Pac; > da cmara municipal le Olinda, 1 de Ou-
tubro de 1886
Baro de Tacaruna,
Rresdente.
Joe Secretario.
Alteraciics para mais encontradas no lancamento
da decima urbana aa freguezia da Boa-Viste,
no ex rcicio de 1886 a 1887, pelo lancador Isi-
doro T. de Mattos Ferreira.
Umo
N\ 2 Urna casa terrea arrendada por 333000
N. 6. Ilem dem dem 393O0O
N. 52. dem idem dem 432*10)
Sete de Setembro
N. 11 A. Urna casa terrea arrendada
por 192000
Travessa de Sete de Setembro
N. 11. Urna casa terrea arrendada por 120000
N. 13. dem idem idem 12O00O
N. 15. dem idem idem 120*00
Hospicio
N. 8. Urna casa terrea arrendada por 500000
N. 32. Um cobrado arrendado por 700*000
N. 48. Urna casa terrea ai rendada por 288*000
N. 52. dem idem dem <0 i*000
N. 54. Tlem idem idem 700*000
N. 56. dem idem idem 700*000
N. 58. dem idem idem 700*000
N. 60. dem idem idem 7 l*00O
N. 62. dem idem idem 800*000
N. 13. dem dem dem 333*000
N. 4i. dem idem idem 1:100*000
N. 35. Um sobrado arrendado por 700*000
N 51 A. dem idem idem 700*000
N. 55. dem idem dem 1:600*000
N. 63. dem idem idem 960*000
Rosario
N. 6. Urna casa terrea arrendada por
N. 8. dem idem dem
N. 10. dem idem idem
N. 12. dem idem dem
N. 20. dem idem idem
N. 26. Ilem ideai idem
N. 38. I iem dem idem
N. 40. dem idem idem
N. 5. dem idem idem
213*000
27300O
240*000
213*000
4204000
273*000
144*000
2i3<000
213*000
213*000
223*000
189*000
333*000
N. 7. dem idem idem
N 11. dem idem idem
N. 35. dem idem idem
N. 47. dem idem idem
Gervasio Pires
N. 34. Urna casa terrea arrendada por 315*r00
N. 46. dem idem idem 300*000
N. 45. dem idem idem 273*000
dem idem idem 300*000
'em idem idem 240*000
N. 71. dem idem idem 240*000
dem dem'idem 213*000
dem idem idem 240/000
dem idem :dem 600*000
Travessa de Gervasio Pires
N. 29. Urna casa terrea arrendada por 360*000
1.a seccao do Consalado Provincial, 18 d Outu-
bro de 1886.
O chefe.
J. X. C. de Barros Campello.
N. 51. Ide
N. 69. fe
N. 71.
N. 75.
N- 79.
N. 95.
Thesouro Provincial
De orde dora Illm Sr. Dr. inspecterdesta reparti-
rlo faco publico que no dia 19 do corrente paga-se
a classe de professores de 1.a entrancia, e no dia
20 a classe de protesaoras de 3.a entrancia, tudo
com relacao ao mez de Agosto proxi no passado.
Pagadura do Th-souro Provincial de Perncm-
buco, em 19 de Outubro de 1886.
O escrivo da despeza,
Sil vino Antonio Rodrigues.
pes,
em lastro.
Santos por escala Vapor allemo Pernam-
buco, com mandante L. Sharfs, carga
varios gneros.
Santos Vapor austraco B. Kemenin cora-
mandante C. Ritiach, carga varios g-
neros.
CharlestownBarca ingleza Enchantress,
capitao James Stokey, em lastro.
VAPORES ESPERADOS
Ville de Pernambuco do sul
Hildcgard de Buenos -Ayres hoje
Manos do sul a 21
Finanoe do sul a 21
Ville de Victoria do Havre a 21
Allianca de New-Port New i a 22
Britannia da Europa a 23
Para do norte a 23
La Plata da Europa a 24
Equateur do sul a 25
Cear do sul a 27
Sculptor de Liverpool a 28
Neva do sul a 29
Portuense de New-York ai
DECLARAC0ES
Uyres
Por ordem do Sr. presidente deste club, faco
sciente aos socios abaixo declarados que foram eli-
n i nados a bem dos cofres sociaes :
Ignacio Alexandrino Caneca.
Francisco Machado Dias.
Jos do R. Cavalcante Silv.i
Antonio Florentino du Oliveira.
Zacbarias Correia do E. S.
Nicanor Fernandes Farias.
Thomaz Antonio de B. Campello.
Francisco Pedro G. Becerra.
Dinn Paulino dos Santos.
O 2o secretario,
lodo Chrysostomo de Mello Cabral.
Entrada de ferro do Becife o
Francisco
AVISO
Dindo-se o caso de, a titulo de amostras para a
prar,a do Commercio, serem tiradas grandes quan-
tidades de algumas mercadorias, transportadas
por esta estrada, apesar das reclamacoes feitas
directamente contra esta pratica a alguna nteres-
sadoa, a principiar deste data s se consentir ti-
rar amostras das mesmas mercadorias depois de
realisada a sua entrega aos respectivos destina-
tarios ou seus delegados, isto depois de recolhi-
dos os conhecimentos, e isto em virtude do que
dispe o art. 88 do regulamento em vigor nesta
estrado.
Cabo, 18 de Outubro de 1886. *
Wells Hood,
Superintendente,
Prolongamento da estrada de
ferro de Pernambueo e estra-
da de ferro do Recife a Ca-
rnar.
De ordem do Illm. Sr. director, faco publico
qae, at o meio da de 20 de corrate, no escripto-
rio central, ra Antonio Carneiro n. 137, re-
cebem-se prop^stas, em carta fechada, para o for-
necimeuto dos objectos seguintes, necessarios ao
almoxarifado desta repartico:
Carvo CardifF, tonellada.
Dito para forja, idem.
Dito Cock, idem.
Dormentes de sicupira, sapucaia, oiticica e pao
d'arco com 2,0x0,25x0,20 turados e entalhados, um
Ditos de amarello vinhatico, aroeira, angelin
amargoso, balsamo de cabrahyba, barana, batin-
ga, bom nome, cedro, coracao de negro, cumar,
mirindiba, oiticica, pao ferro, pao d'oleo, pao d'ar-
co, pitia, pao santo, sapucaia de pile, sapn-
cayrana, sucupira mirim, tatajuba, euiucuba, com
2">,0x0,16x0,12.
Oleo para carro, litro.
Dito de mamona, idem.
Dito para cyhndro, idem.
Dito de mocot, idem.
Dito para candieiro, idem.
Dito para macbioa, idem.
Dito de linbaca, idem.
Pinho branco (5)B50xO,32xO,08)l prancho
giDito dito (1",">OiO,24xO,24), vigame.
Dito dito (S,-010,24x0,24), idem.
Dito dito (o,m50x0,19x0,19), idem.
Os objectos sero de Ia qualidade e entregae*;
convenientemente acondicionados, no almoxarifado
ni estaco de Cinco Pontea ou as oficinas da es-
trada de ferro de Caraar, conforme as exigencias
servico. Os dormentes, porm, devero ser en-
tregues na cidade de Jaboatao. Os Srs. propo-
nentes devero acompanhar as snas propostas das
respectivas amostras, condiccao essencial para se-
rem acceitas, N'este escriptorio sero prestados
os esclarecimentos necessarios.
As propostas sero abertas e lidas no lugar, dia
e hora cima indicados, na presenca dos Srs. pro-
ponentes, qae devero sellal-as e assignal-as, in-
dicando n ellas suas residencias. O tornecimento
poder ser ajustado com um s proponente; ou
parcialmente conforme as vantagens que offe-
recer. .
Secretaria do prolongamcnto da estrada de ferro
de Pernambuco e estrada de ferro do Recife a Ca-
ruari em 13 de Outubro de 1886.
O secretario,
Manoel Juvencio de Sabaya.
~ /


Diario de Pernambuco1Yra--feira 19 de Outubro de 1886

i
A
I

ct: ;
m
Quarta-feira 20 de Outubro de 1886
A'S 8 HORAS DA NOITE
iUUl ESIIUO CDNCEBTQt!!
Honrado com a presenta do Exm. Sr. Br.
Presidente da Provincia
Em benefleio do celebre violinista
JOHANNES WOLFF ..
COM O VALIOSO CONCURSO DAS COMPATRIOTAS
IRMAS SINEY
MARTIMOS
JPnOUlt.tMM.I
1. PARTE
jo Romance e Rondo (violino)
Johannes Wolff
2. Grund an du Prcanx eleres
avecacc. de violn chant por
Virginia Sinay.....
3.o Poionaise (piano-solo) .
Mathilde Sinay
4. a) Revene )
b) Airs surl'Opera > violino
Guarany. .)
Virginia Sinay
o. a) liiquitude) .)
/piano-solo
b) Polka a la reine) .
Mathilde Sinay
6. a) Elgie (irapressao depois
d'expirar sua amada) .
b) le menetrier .
c) Berceuse.....
Johannes WollT
ordena.
Wieniawski.
llrold.
Chopin.
Vieuxtemps
C. mm
PJHffer,
Ra0.
Km.it.
Wi'wiiwh',
Fnnr.
2. PARTE
(vio-
7. Fantaisie sur la Muette
lino).......
Virginia Sinay
8." Pasqumade (piano solo). .
Mathilde Sinay
9. a) Andante du4meconc.)
b) Danse llongroise, >viol.
c) Os Passarinhos .)
Johannes Wolff
10. a) L'n chagrn i
b) Si tu m'aimais chant por
Virginia Sinay. .
11. Airs de ballet d'Hamlet para
i i naos.......
Mathilde Sinay e Johannes
12. Airs russes (violiuo). .
Johannes WollT
PREgOS
Camarotes de 1.*
> 2.1
3.
* 4.
Paraizo
12#000
12000
80000
60000
Galeras ...
Cadeiras de
1.* classe.
2.a .
Plateas
Alar.
f.tittschttlk.
Xieiixtemps
Brahins
J. Wolff
'EslaiiiviUt.
Denza.
Thnmnn.
Wolff
WmjRM
2000
3$000
20000
10000
0500
Os bilhetes acham-se desde j venda no escriptorio do theatro. no estabelecimento
de joias dos Srs. Joseph Krause & C." e na casa do Sr. Vctor Prealle ra do Imperador.
llavera bonds para todas as linhas e trm at Apiparos e i Minan.
O piano do concert em que vai tocar a pianista Mathilde Sinay. da casa do Sr. Vctor
Prealle e chegado a esta capital em fins do mez de Setembro ultimo.______________________
Santa Casa
da Misericordia do
Recife
Por esta secret ra sao chamados os parantes
ou protectores das menores constantes da relaco
infra, para que as v.Vo recolher ao collegio
orphs.
Relacao das orphs a que se refere o edital
Supra
1 Mara, filha de Joanna Baptista de Jenus.
2 Emilia, filha de Feliciana Vieira da Rocha
Falco.
3 Carolina', filha de Antonia Dinis Baodeira
de Mello.
Josepba, filha de Hermina Correia de Barros
Waldetrudes.
dem de Magdalena de Araujo Cavalcante.
Virginia, idem de Mara Francisca da Purifica-
do.
Josephina, idem da mesma.
Francisca, idem de Claudina Mara do Nasci-
mento.
Secretaria da Santa Casa de Misericordia do
Recife, 13 de Setembro de 1885.
O escrvo,
Pedro Rodrigues de Sonsa
Faculdade de Direito
De ordero do Exm. Sr conselheiro di-
rector interino se faz publico o telegram-:
roa abaixo transcripto do Exm. Sr. minis-
tro do Impero.
Em virtude do mesmo telegramma ter> '
lugar na poca que deve cou_ejar em No- j
vembro prximo os exames de linguas e !
aciencias.
Outrosim, para fazer se exame de qual-
quer das materias preparatorias preciso
provar ter j feito o de portuguez ; para fa-1
zer-se o de geometra ou algebra, ter j
feito aritbmetica; para o de geograpbia e
cosmograpbia ter feito o de geometra;
para o de pbilosophia ter feito os de histe-
ria, mathematica e linguas; para o de rhe-
torica ter feito os de linguas; e finalmente
quanto aos que devem preceder ao de his-
toria consultado nesta data o mesmo Exm.
Sr. ministro do imperio.
A insenpeao para os exames comecar
amanb pela de linguas, e continuar as-
sim alternativamente com a de soiencias
at que ser em te > po annunciado.
Telegramma
Ao director da Faculdade de Direito do I
Recife:
A ordem a seguinte : Sem apprava-:
gao em exame de portuguez nao se far
outro qualquer. Quera nao houver sido
habilitado em arithmetica nao ser ad-
rnittido ao exame de algebra e ao de geo-
metra, deste fi;a dependente o de geo-
grapbia e cosmographia e nao pode prestar
exame de philosophia quem nao possuir
approvaeo dos de historia e de mathema-
ticas e al m disto nao ti ver os de linguas,
sendo qin tambem desta ultima condico
depende o de rhetorica. A exigencia de
taes approvacSes para a admissao aos exa-
mes que dependendo d'ellas nao se refere
inscripc&o cumprindo somente tornal-a
effectiva quindo se trata da mesma almis-
sao. A dispoaicSo do art, 4. compre-
hende as provincias onde ha facnldades e
portante os exames devero fazer-se em
urna so poca, coroecando em Novembro,
ou no caso de ser isto de todo impossivel
depois de findos os do curso superior na
forma do 37. do citado artigo.Ministro
do Imperio.
Secretaria da Faculdade de Direito do
Secif, 15 de Outuoro de 1886.
O secretario,
Jos Honorio Bezerra de Menezes.
Santa casa
Ha toeietaria da santa casa de misericordia do
R-cife arrradMB-M por espaco deumi tres an-
dqi as sus* abaixo dsslaradas ;
Saa a ISasda a 46, por 20* menaaes.
dem idem n. 49, 20i! idem.
Dita da Lingueta n. 14 1- andar, 16*660 idem.
dem idem 2- dito. 154 idem.
Ra do Burgos n. '. ISJ idem.
Dita da Madre de Deus n. 10-A, armaicm
15*, idem.
dem idem n. 12, 40* dem.
Ra da Gula n. 25, 16*660 idem.
Dita da Senzalla-velha n. 132, 2- andar, 15*
idem.
Dita da Detencao n. 3 (dentro do qaadro) 10*
idem.
dem idem, 8J000 dem.
Dita do Visconde de Itapariea, n... J- andar
e soto, 35* idem.
Dita do Marques de Olinda n. 53, 2- andar
40* idem.
Caes da Alf. ndega n. 1'
Companhia do Bebe-ribo
Previne se aos senheres concessionarios de pen-
das i nas d'agua, qne principiou-se a fazer a limpea
das incruetaeoes dj interior de urna das linhas de
eacauamento, para ligaco deste aos novos e
fonccionamento das novas obras, pelo que em al-
guna das, nao seeuidos, durante a'gumas horas,
haver diminaico no fornecimento d'agua, mas
nao si firerao desfalque na totalidade d'agua por-
que a bomba a vapor trabalhir a noite dos refe-
rides dias, tantas horas supplementares quaotas
forem necessarias preencher a differenca.
Escriptorio da companhia do Beberibe. em 16
de Outubro de 1886.
Ceciliano Mamede,
Director gerente.
Subdelegada de polica da f re
gnezia de Santo Antonio
De ordem do Illra. Sr. capito subdelegado,
faco sciente a quem interessar posas, que ae acba
depositado, e ser entregue pessoa que provar
I he pertencer, um annel de ouro com ruantes,
que fra achado, e apprehendido em poder de um
menor. Recite, 16 de Outuoro de 1886.
O escrivo,
Jse de Arimatha Costa Pontea.
P4VILH0
EMPREZA M. & D.
e
SOB A DIRECgAO DE
HILARIO DE ALMEIDA
HO.IE! HOJE!
Terra-feira 19 de Outubro
BENEFICIO DOS ARTISTAS
ALFREBOROSSI
E
ANTOMO FREITAS
CL0WND4 COMPANHIA
lllinia semana de Irabalho nesta
provincia
PROCOS
Camarotes com 5 entradas 10*000
Cadeiras 2*000
Geraes 1*000
Cadeiras para crean^ns 1*000
Gernl dem, idem *5C0
AOPAVILHAO
AVISO
O espectculo entrar as 8 \\2 horas da
noite.
Ha ver bonds para Fetnandea Vieira, Magda-
lena, e Afugados.
THEATRO
DE
VARIEDADES
Companhia lyrico-coraca de operetas
francezas de variedades e ao modo dos
concertos
dos Campos Elyseos, em Pars
m eaa de CU re Pluyirn O C.
na do Commercio si. i. Beeife
Est aberta a assignatura para,vDte espe-
ctculos
PREgOS
Camarotes com 5 entradas 1M^
Cadeiras e galera 2*000
Os senhores assignantes tero direito a um des-
cont de 10 /o
A compnnhia aniia-se a bordo do vapor
fraocez Vle de Victoria, esperado no da
20 do corrente.
Pacific Steam Bavgalion Lompany
STRAITS OF MAGELLAN LINE
Paquete Britannia
E' esperado da Euro-
pa ate o da 24 de Ou-
tubro, o seguir de-
pois da demora do cos-
'tume para a
Baha, Rio de Janeiro, Monte-
video e Valparaso
Para carga, passagens, encommendas e din-
heiro a frete tracta-ieconi os
AGENTES
\llson Sons k C .. Limited
S. 14- RA DO COMMERCIO N. 14
Companhia Braslleira de Mave-
gaeSo a Vapor
PORTOS DO SL
0 vapor Para
Commandante o 1 tenente Carlos An-
tonio Oomes
E' esperado dos partos do
norte ateo dia de 24 Outu-
bro e depois da demora in-
dispensavel, seguir para
os p"-tos dq sul.
Recebe tambem carga para Santos, Pelotas
e Grande d > Sul, frete modic-.
Para carga, passgens, encommendas valores e
ratase na agencia
PRAGA DO CORPO SANTO N 9.
PORTOS DO NORTE
0 vapor Manos
Commandante 1- tenente Guilherme Wad-
dington
E' esperado dos portos do sui
at o dia 21 de Outubro, e
seguir depois da demora in -
dispensavel, para os portos
do norte at Manos.
Para carga, passagens, encommendas valeres
racta-se na agencia
PRAQA DO CORPO SANTO N. 9
Companhia Bahlana de navega-
cao a Vapor ,
Maeei, Villa Nova, Penedo, Aracaj,
Estancia e Baha
0 wjor Martnez le Gaitas
Commandante Nova
Segu impreterivil-
mente para os pnrtos
cima no dia 20 do cor
rente, as 4 horas da
tarde. Recebe carga
nicamente at o 1/2
dia do dia 20.
Para caiga, passagens, encommendas e dinheiro
a frete t racta-se na agencia
7liua do Vigario 7
Domingos Alves Ma heos
LELOES
Terca-feira 19, deve ter lugar o lelo de
movis, louca, vidros, quadros e espelhos annun-
ciado para o sobrado da ra da Imperatriz
n. 6.
Em continuscao e 1 hora da tarde, o de vac
cas tonrinaa, 1 carro de 2 rodas e 1 boi manso.
Qainta feira 21 deve ter lugar o lelo de
bons movis, faos crystaes, electro-plate e mais
nbjectos existenies na casada ra da Uniao n. 31,
conforme o annuncio em entro lugar desta co-
lumna.
<|uar(a lelra 9o do eorrente
A's 101\2 horas
O agente Silveia por mandado e com assisteo-
cia do Exm. Sr. Dr. juiz de direito especial do com-
mercio, levar a lelo requer ai en tu de Herma nn
Peterson C, armaco e as mercaduras existen-
tes no estabelecimento de cigarros sito ra de
Marcilio Dias, denominada Camponeza, arrestada a
Jorge do Reg Baptista.
Em um ou mais lotes.
Leilo
Novo porto do carvao
ttua do Marqnez do Henal n. 2
Tendo um consumidor completado o numero de
60 barricas, receben um vigsimo da 3 parte da
lotera da corte n. 11890, e se Ihe couber a sorte
grande poder vir receber os cem nmeros de bi-
lhetes, de conformidade com o annuncio. Neste
porto vende-se -multo bom carvao a 720 ra. a bar-
rica, e aceitam-re reclamaces dos fregueses,
quando nao furent bem seevidos na qualidade do
carvo, e nos fretes dos conductores.
Alugn-se
o 2 andar roa de Lomas Valentinas
oito do Terco ; a tratar no 1 andar.
n. 100, no
coHrtxiiit i>i:u\iHi(t>
DE
avegacSo Co.sfeira oor Vapor
PORTOS DO NORTE
Parahyba, Natal, Macu, Mossor, Ara-
caty, Cear, Acarahu e Camossim
O vapor Pirapama
--^-45^ Segu no dia 20 de
Outubro, as 5 horas
da tarde. Recebe
carga at o dia 19.
Encommendas passagens e dinheiros a frete at
3 horas da tai de do dia da sahida.
ESCRIPTORIO
Caes da Companhia Pemambnr/ma
n. 12
ijniied Surtes & Brasil MailS. 8. C
0 paquete Finance
E' esperado dos portos do
sul at o dia 21 de Outubro
depois da demora necessaria
seguir para
Leilo
De movis, louca, vidros, espelhos, jarros e
quadros
A saber :
Urna mobilia de Jacaranda, com 1 sof, 1 jardi-
neira, 2 consolos, 2 cadeiras de bracos e 12 ditas
de goarnico, 2 espelhos de crystal, 4 jarros para
fljres, 4 casticaes com mangas e pingentes, 1 ta-
pete para sof, 2 cadeiras de balanco, 2 camas
francesas, 1 mesinha de mosaico, 1 marqueco, 1
lavatorio, 4 quadros compridos, 2 cadeiras espre-
guicadeiras, pannos de chroehet, 1 mesa elstica,
1 apparador grande, 1 dito menor, 1 guarda Ion-
es, 6 cadeiras, 1 relogio, 1 sof, 1 galheteiro, lou-
ca para cha c jant-r, vidros, 2 jarros para agua,
colheres, talheres, 4 vasos para biscooto. 1 mobi
lia de junco preto e outros movis de casa de fa-
milia.
Terca-feira 19 do corrente
A's 11 horas
Pinto
ra da Imperatriz
Aluguel barato
Aluga-se o importante 1 andar com muito bons
commodos, ra da Rdda n. 17 ; a tratar no lar-
go do Mercado n. 12.
Ama
Na ra da Madre de Deus n. 3, hotel, precisa-
se de urna ama j idosa para pouco trabalho.
Caixeiro
Precisa-se de um caixeiro com jrati:a de roo-
Ibados ; na ra de Fernandes Vieira n. 24.
Caixeiros
No 2* andar do
Agente
sobrado da
o. 6
Leilo
De 2 grandes e lindos consolos dourados com ri-
cos espelhos de moldura dourados, (novidade),
importantes espelhos grandes e pequeos, (ovaes)
moldnra dourada de diversos modelos, mobi-
lias, camas francezas de Jacaranda e amarello,
guarda vestidos, commodas de Jacaranda e ama-
relio, marquezoes, diversos movis avulsos, miu
dezas, perfumaras e fazendaa.
Terca-feira 19
A's 11 horas
Por intervenco do agente
Gusmo
de Olin-
No
armazem da ra do Mrquez
dan. 19
Leilao
de
HaranhSo, Para, Barbados, 8.
Thomaz e\c lork
Para carga, passagens, e encommendas tracta-
e com os *
AGENTES
0 bofo papar Alliaaca
Espera-se de New-Port-
News, at o dia 22 de Ou-
tubro o'qual seguir depois
da demora necessaria para a
Baha, Ro de Janeiro. Monte-
video e Buenos Aj res
Para carga, passagens, encommendas e dinheiro
a frete, tracta- se com os
AGENTES
Henry Forsler & C.
N. 8 RUADO COMlflJtlKClO N.-8.
/ andar
CiMMiEl'RS REUNS
Companhia Franceza de \avega
ci a Vapor
Linha quinzenal entre o Havre, Lia-
ooa, Pernambuco, Babia, Rio de Janeiro
Santos
Steam Villa fie Victoria
' esperado da Europa
a> dia 20 de Outubro, se-
guindo depois da indispen-
save) demora para a a-
ma, nio de Janeiro
e Haattoa.
Koga-se aos Srs. importaderes de carga plos
vapores desta Iinha,queiram apresentar dentro de 6
dias a contar do da descarga das alvareng: ,;;&;-
quer reclamacao concernente a volumes, quo po-
ventura tenham seguido para os portos do sul.afir
de se poderem dar a tempo as previdencias neces-
sarias.
Expirado o referido prase a companhia nio se
responsabilisa por extravos.
Recebe carga, encommendas e passageirs* para
os quaes tem excellentes accomodacoes.
AugustoF.deOiveiraH.
42-RA DO COMMERCIO-42
CO Pt.VHIIi > MENN.41E-
R1ES HAHITUIE8
IJNHA MENSAL
0 paquete E quateur
Commandante Leeointre
E' esperado dos portos do
sul no da 25 do corrente,
seguindo, depois da demora
do costume, para Berdeaux,
tocando em
Dakar e Lisboa
Lembra-se aos senbores passageiros de todas
as classes que ha lugares reservados para eata
agencia, que podem tomar em qualqner tempo.
Faz-se abatimento de 15 /0 em favor das fa-
milias composta de 4 prasoas ao menos e que pa-
garem 4 passagens inteiros.
Por excepcAo os criados de familias que toma-
ren) bilhetes de proa, gosam tambem d'eate abat-
ment.
Os vales postaes e se dio at da 23 pagos
de contado.
' Para carga, passagens, encommendas e dinheiro
a frete: tracta-se com o
AGENTE
Augnste Lab He
9- RA DO COMMERCIO-9
De duas vaccas tourinas, 1 bezerra, 1 carrosa
redes e 1 boi manso para carroca
Terca feira 19
A' 1 hura
Agente
Na ra da Imperatriz em frente ao sobrada n.
6, onde haver leilao de movis, louca, vidros e
crys 'Mee.
Pinto
De miudezas, fazendas, balancas, pesos,
loucas, vi ros e rouitos outros objectos.
Terca-feira, 19 de Outubro
A's 11 horas
POR INTERVENGA .> DO AGENTE
Alfreda Guimares
No armazem da ra do Bom Jess n. 49
Agente Brito
Leilo
De fazendas, miudezas, perfumaras, mobilias,
guarda-vestidos, guardas-loucas, mesas, cadeiras
de junco, pao carga e amarello, estantes, commo-
das, espelhos, jarroi, quadros, cofres, carteiras,
camas francezas, marquezoes, sofs, jardineiras,
toilettes, secretarias e muitos outros movis e ar-
tigos.
No armazem ra de Pedro Affonso n. 43
Terca feira. 1 do corrente
A's 10 1/2 horas
Leilo
do
De movis, loucas e vidros
Quarta-feira 20 do corrente
A's 11 horas
No 1' andar n. 27 do sobrado da ra estreita
Rosario
Constando de :
Urna mobilia de junco, composta de 1 sof, 12
cadeiras de guarnica, 2 dit s de balando* 2 ditas
de bracos, 2 consolos com pedra, 2 quadros, 1
candieiro de gaz, 1 espelho grande, 1 quadro com
vista do Rio de Janeiro, 1 cama franceza, 1 guar-
da vestido?, 1/2 commoda, 1 uiarqu. za>, 1 cama
para enanca, 1 lavatorio, 1 guarnicao de porcela-
da, 1 berco, 1 bidet com pedra, 1 mesa elstica com
4 taboas, 1 guarda louca, 1 aparador grande, 6 ca-
deira sde junco, 1 marqueza, 1 banca para machina,
1 quartinheira, 2 cngolos de amarello, loucas, vi-
dros e outros movis de uzo domestico.
Em seguida :
Ser vtndido 1 cofre e grande quantidade de
movis existentes no estabelecimento sito a mesma
ra n. 22.
O agente Gusmo, autorisado pelos Srs, Gomes
& C, far lei'ao dos movis existentes em casa de
sua residencia e no armazem cima men:ionadc,
e sero vendidos sem reserva de preco.
Leilo
Quarta-feira 20 do corrente
AS 11 HORAS
Na ra do Bartholomeu n. 33, esquina da
ra do Mrquez do Herval
De 1 mobilia de Jacaranda massico em muito bom
estado, 1 piano quasi novo, 1 cadeira para o meemo,
1 toietde Jacaranda, 1 mesa elstica de 6 taboas,
2 aparadores com tampo de pedra, cama franceza,
1 dita para menino, 12 cadeiras avulsas, sendo ti
de junco, 2 marquezoes, 2 commodas, 1 guarda ves-
tidos, 1 mesa redonda, 1 dita para cosinha, 2 ca-
deiras de balanco de junco, 2 ditas de ditas de en-
cost de panno, 2 serpentinas modernas, 6 pares
de jarros, 1 tapete grande, 6 pequeos, copos, c-
lices, louca e outros objectos de casa de familia.
Na mesma occasiao se vender 1 vacca da trra.
Agente Modesto Baptista
2o leilo
quinta feira. do corrente
A's 11 horas
Na ra estreita do Rosario n. 24
O age i te Modesto Baptista, por mandado e com
assistencia do Exm. Sr. Dr. juiz de orphSos e a
requermento de Hermes da S. Fernandes inven-
tariare dos beos deixados por falleci:nento a J
Dias Fernandes, far leilo da casa n. 189 da ra
do Coronel Suassuna, com muitos bons commodos,
tendo encanamento d'agua e gas.
De bons movis, finos crystaes, objectos
de electro-plate, espelhos, passares e
plantas.
A saber:
ENTRADA
Um pDrta-chspos de sol, 2 cadeiras-espregui-
cadeiras, 2 ditas de palha, 5 quadros, 4 ettagers,
4 jarros para flores e 1 penden ce a gaz.
SALA DE VISITA
Um piano forte e nevo de Stuttgart, 1 linda mo-
bilia de Jacaranda, com dunekerques, (massica) 1
cadeira para piano, 1 estante pura msicas, 1 se-
rafina americana com excellentes voses, 1 ebpelho
oval grande, 2 diios dourados pira consolos, 1
candieiro de crystal com 2 bracos, 8 capiteis, 8
jarros, 4 casticaes com mangas lavradas, 2 jarros
de alabastro, 1 tapete de 6of, 6 ditos de porta, 1
cstera branca forro de sala e 4 escarradeiras
grandes.
PRIMEIRO QUARTO
Urna cama franceza de Jacaranda, 1 commoda
de Jacaranda com tampo de pedra, 1 espelho oval,
1 toillet, 2 jarros tinos, 4 cadeiras de fantasa, 6
cadeiras de juuco, 1 machina de costura e 2 ca-
bidos.
SEGUNDO QUARTO
Um quadro grande, 1 cama de ferro, 1 mesa de
cama, 1 lavatorio com pedra e espelho, 1 guarda-
roupa, 2 cabides torneados, 1 mesa e tentos para
jogo, panno para mesa e esteira de quadros forro
dos qaartos.
SALA DE JANTAR
Urna mesa elstica com 6 taboas, i panno para
mesa, 1 goarda-louca envidracado, 2 aparadores
com armarios e tampos de pedra, 2 ditos tornea-
dos, 1 guarda-comida com rame, 1 quartinheira e
quartinbas, 1 sof de amarello, 2 cadeiras de ba-
taneo, 18 ditas de guarnicao, 1 lavatorio na pa-
rede, 1 reUgio de parede, 2 ettagers, 2 jarros, 1
macbina para limpar facas, 1 quadro grande, 4
menores, lou ;as, vidros, copos, clices, garrafas,
compoteiras, bandejas, 1 candieiro a gaz com 3
bicos.
ELECTRO-PLATE
Um apparelbo para cb com 5 pecas, 1 salva, 1 '
urna, 1 galheteiro, 2 porta-fatias, 1 porta-gelo, 1
porta-licor, 4 cobertas para prat09, 4 porta-gar-
rafas, 4 porta-biscouts, fructeiras, 1 porta-carto,
1 tympano, colheres e garfos.
Um viveiro, diversos passaros, flores, plantas,
crotos, 1 veado, 1 escada de abrir, mesas, cadeiras
avulsas, formas para bolos, flandres, trenr de co-
zinha e mais accessoros de casa de familia.
QUINTA-FEIRA 21 DO CORRENTE Desde o dia 15 do cerronte fugio do poder de
Na casa da ra da Uniao' n. 31 !|n Pa> menor Vicente Cardinal, italiano, com
O agente Pinto, leg.Imente autorisado, levar a g 8nn0S .de ""*" com nm me^ e T?S l'*'
,-,. 6 i j i i \ timetroa de a tura, rosto compndo, calca e cami=
leilao os movis, louca, vidros, electro-plate e mais b de8Calco7 levando um chape preto de
objectos, cima mencionados, existentes na eaaa _. j TLj. j. wn... n u.
da ra da Unio n. 31. ma8ja- And?va YendendoJb,1.hete8-. Q*enoachar
Os referidos movis e mais objectos tornsm-se eT. not,c,aa ,delle- P0*1"4 gfrftS da
recommendados pelo seu ptimo estado de conser- STSmSJL*""" ) 9
vacio, solidez e gosto.
Precisa-se de dous caixeiros, sendo um de 18
20 annos de idade, portuguez ou nacional, e outro
de 12 14 annoa de idade, preferindo-se nacio-
nal ; a tratar com o Simoes roa do Visconde de
Goyanna n. 1, ta venia.
Cochelra da rna da Imperatriz
n. 99
TELEPHONE N. 189 *
O abaixa assignado avisa aos seus amigos, re-
guezes e ao publico em geral que o Sr. Delfino de
Azevedo Vllarouca despedio-se da administra;".}
de sua cocheira, ra ja Imperatriz n. 29, desde
o dia 9 do corrente, tendo prestado todas as contas,
fcando a mesma sendo administrada pelo Sr. An-
tonio Joaquim Moreira, a carga de quem se acba
tambem a cobranca; espera, pois, merecer a mes-
ma confianza dos seus freguezes.
Recife, 18 de Outubro de 1886.
Jos Pedro Rodriguei da Silva.
Caixeiro
Precisa se de um caixeiro com pratica de n>;~
lhados : a tratar na ra Imperial n. 158.
Cbapoa para nenbura
Um lindo e variado sortimento de cha-
pees e chapelina para senhora, asaba de
receber Antonio Correia de Vasconcellos,
ra 1. de Margo n. 13.
Menino rugido
leilo principiar s 10 1/2 horas em ponto,
por serem muitos e differentes os lotes.
A entrega effectuar-se-ha em acto continuo e
em 24 horas.
Segundo leilo
Da armacao, utencilios e mercanorias do esta-
belecimento de molhados da ra do Marques de
Olinda n. 51, e de um rancho na estrada do Ca-
xang, conhecido pelo rancho do Sabino e de divi-
das na importancia de 29:999^615.
Sexta-felra 9 do corrente
A's 11 horas
Na ra do Mrquez de Oiinda n. 51
O agente Modesto Baptista por mandado e
com assistencia do Exm. Sr. Dr. juiz do commer-
cio e a requermento do' Dr. curador fiscal da
massa fallida de Jos de Azevedo Braga k C,
far lelu do aue cima se declara, garantindo-se
ao comprador as chaves da casa.
ser gratificado.
Recife. 18 de Outubro de 1886.
O pai do menor,
Miguel Cardinal.
AVISOS DIVERSOS
Aluga-se casas a 84000 no becco dos Coe-
Ihos, junto de 8. Goncallo : a tratar na ra da
Imperatriz n. 56.___________________________
Pede-se aos abaixo notados, o favor de vir *
ou mandarem ra do Mrquez de Olinda n. 51.
Pedro Siqueira, Alfandega.
Frederico Vieira.
Manoel, do Banco.
Aluga-se os andares superiores do predio n.
51 ra do Imperador, com excellentes accommo-
dacoes para familia : a tratar com N. I. Lidstone,
ra do Commercio o. 10.
Aluga-se a casa da ra do Pilar n 37, com
6 quartos, 4 salas, cosinha e apparelho fra, re-
construida, caiada e pintada de novo ; a tratar
na roa da Imperatriz n. 56.
Aluga se urna casa na Estancia, com bas-
tantes commodos e grande sitio ; a tratar na ra
do Mrquez de Olinda n. 40.
Precisa se de um cosinheiro ou cosinheira
que sfjam peritos e asseiados em seu trabalho,
admite-se um no estabelecimento de banhes nos
arrecifes, paga-se bom ordenado, dando fiador de
ana conducta.
Precisase de urna ama para ajudar a utra
na cosinha : na ra de S. Joo n. 13.
Precisa-se de um criado para copeiro e cui-
dar de um jardim pequeo ; a tratar na ra do
Bom Jess n. 52. __________
Francisco Xavier da Silva Guimarts, tendo
perdido urna cautella do Monte de Soccorro, sob
n. doze mil e tantos, de um relogio d9 ouro, vem
prevenir ao Sr. gerente que s entregue o objecto
ou saldo que por ventura posva ter ficado, tendo
ido a leilo, ao seu legtimo dono. Recife, 16 de
Outubro de 1886.
Francisco Xavier da Silva Guimares.
=- Compra se 2 ou 3 casas pequeas, que sejam
nas freguesias de Santo Antonio ou S Jos at o
2.a districto, ou mesmo na freguetia da Boa-Vis-
ta : a tratar na roa do Padre Muniz n. 1, outr'ora
ra de Santa Rita nova, taverna.
GmFELIZ
i.os 100:000J000
t^raca da independen-
cia ns. 37 e 39
O abaixo assignado venden da 5a parte
da 1* lotera extrahida boje, 14 do corren-
te, os seguintes premios : de 100:000:) era
o n. 18777, outro de 2:000,5000 em o n.
4305 e outro de 5000 em o n. 17177 e
20461.
Acham-se venda os felizes bilhetes
garantidos da 6a parte da Ia lotera a
I beneficio da Santa Casa de Misericordia
do Recife, que se extrahir a 21 do cor-
I rente.
Precoa
De cada vigessimo 15000
Em porcSo de 1000 para cima 900
Antonio Augusto dos Santo* Porto
Vende-se urna letra de 4:700*000, que tem
toda seguranca e hypothee.t em um eugenho muito
bou, perto desta cidade, pelo abatimente mais !*-
voravel, cujo pagamento quem comprar a dita
letra nao tardar em receber, pois que os bens
teem de ir a praca ; a tratar no Caminho Novo
n. 128, das 6 da manb at s 9 ou ento no caso
de nao achsr a pessoa em casa depois d ssa hora
deixar o nome e morada para ser procurado.
?3 Precisa-ae de orna senhora que tenba habi-
lteles para ensnar meninas a ler, trabalho de.
agulha etc., a contratar com Manoel Amancio
Barbosa, no Resife, trapiche Moutinho, e para Se-
rinhaem no engenho Aojo.
Precisa-se de urna ma para andar com duas
anejas, lavar e engommar para as mesmas ; na
ra ja Aurora n. 81, 1- andar. _____
Precisa-se de um criado par casa da fami-
lia ; a tratar na rna do Baro da Victoria numero
39, loja.___________________________________
ptimo negocio
Vende-se a casa terrea sita ra Imperial n
294, nova, em chao proprio, tendo commodos para
urna regular familia, por barato preco ; quem pre-
tendcl-a dinia-se ra do Apo'lo n. 43, primeiro
andar, oade achara com quem tratar.
Capunga
Alugam-se as casas pequeas na. 28 a 32 ra
da Amisade, por prco commodo : a tratar na ra
velha de Santa Rita n. 14, sobrado, das 8 horas da
icanhrt a 1 da tarde.
n. Mara Paolora Paria* da
Costa
Coronel Candido Joa da Costa (ausente), An-
tonio Baptista Nogueira. D Thcreza da Costa
Nogueira, suas irmies e irmos (ausentes), convi-
dam aos seus pareles e amigos para assistirem
as missas que mandam resar por alma de sua
muito presada e nunca esquecida esposa, sogra e
mi. D Mara Pastora Fsrias da Costa, na ordem
terceira de S. Francisco, pelas 8 horas da manhi
do dia 22 do correte, stimo dia do seu passamen-
to, agradecendo desde j todos aquelles qje
concorrerem a este acto de caridade.
Coronel Francinco Manoel
Wanderley
Florismundo Marques Lina e sua mulher con-
vidara aos seus parentes e amigos para assistirem
a missa, que per alma do seu nr-sado sogro epai
o coronel Francisco Manoel Wanderley, mandam
celebrar na caoella do engenho Giqui, na Esca-
da, s 9 horas da maah do dia 2 do correte, e
por este acto de religio e c*ridade se confessam
erernamente gratos. _______.
Alice Medeiroa Finia
Manoel Martins Fiuza Jnior e Antonio Igna-
cio do Reg Medeiros. mandam dizer miasas na
ordem terceira de S. Francisco, s 8 horas da ma-
nhi do dia 20 do correute, por alma de sua esposa
c filha, Aice Medeiros Fiuza, 2 aniversario de
seu tallecimento._____^^^^^^^^^^^^^^^
do Francisco fionnalvea'
Orem
Theodora Maria Goncalves Orem, Jos Duro
Gonsalves Orem, Joc Francisco Gonsalves Orem,
Manoel Gonsalves Orem, Amelia Gonsalves Orem
e Jolia Ri'a Gonsalves Orem, m'nlher e filhos do
filado Jos Prancisco Gonsalves Orem, manifes-
tara se agradecidos aos amigos e parentes do mes-
mo finado que se dignaram acompanbar o'seus
restos niortaes ao cemiterio publico, e convidara
aoa meamos para assistir o aiss% do stimo dia
que deve ter lugar s 8 horas do da 21 do cor-
rente, na igreja matriz da Bea-Viata.___________


mr

6
Diario de PeruaiiibucuTerga-feira 19 de Outobro de 1886
Extracto Composto
Escrfulas e todas as Molestias
provenientes deltas:epara
Dar Vigor ao Corpo
Purificar "o Sangue.
rmW. nh Pe JCAtUtCU '.c. M... U j>
Alujase
. predio n. 140 ra Imperial, proprio para es-
abelecimento fabril : a tratar na rna do Commer-
o n. 34, com J. I. de Medeiros Reg.
Alnga-se barato
Ra do Bom Jess n. 47, 1." andar.
Ru* de Lomas Valentinas n 4, com sotlo.
Largo do Mercado n. 17, loja com agua.
As casasda ra do Coronel Suassuna n. 141
Casa terrea da travessa de S. Jos n. 23. _
Roa da Baiza Verde n. 5, sitio com viveiro.
IVata-se na rna" do Commercio n. 5, 1 andar
escriptorio de Silva GuimarSes Se, C.
Boa Visconde de Goyanna N. 79___________
Aluga-se
t casa n 1 a ra Lembranca do Gomes, em Santo
Amaro, tem agua : a tratar na m da Imperatriz
.82, 1. andar.
Alug*!
aloja do sobrado no
tratar no 1- andar.
ase
largo de S. Pedro n. 4
Aluga-se
O 2* andar na ra da Palma n. 71, com agua
egaz.
O 1- andar do sobrado roa da Moeda n. 19.
A grande casa terrea com jaidim ao lado, rna
do Amparo, em Olinda.
O sobrado sito na povoaco de Preguicas. com
o armasem proprio para compras de assucar ou
negocio.
0 sobrado ra dos Pires n. 20, com agua e gas.
A tratar com Temporal Filhos, na rna do
Jess n. 57, 1 andar.
Alug
a-se
urna boa planta de capim na estrada de Joao de
Barros n. 18, ou vende-se o corte da mesma plan-
ta ; a tratar com Hilarino Lopes, na rna da Pe-
nba n. 9, loja ou travessa de S. Pedro n. 4, se-
gundo andar.
Ama
Precisa-se de urna ama
prar ; na ra do Cotovello
para cosinhar e com-
129.
Ama
Precisa-se de urna ama para casa de pequea
familia; a tratar na ra do Paysand a. 19, Pas-
sagem da Magdalena._____________________^^^
Precisa-se de urna
da Aurora n. 137.
Ama
ma de meia idade
Ama
Precisa-se de urna ama para todo ser vico de
casa de pequea familia ; a tratar na roa da Ma-
triz da Boa- Vista n. 3.
Ama
Precisa-se de urna ama para comprar e cosi-
nhar ; na rna Vidal de Negreiros n. 134.
/% 1*1 % .
Na praca do Conde d'Eu n. 7, 2- andar, preci-
sa-se de urna ama que cosinhe bem, para casa de
familia.
Precisa-se de urna ama para cosinhar ; na tra-
vessa dos Pires n. 5 (Geriquiti).
AMAT
PrecispS^e de urna ama para cosinhar e outra
para tratar de enancas e mais servidos de casa ;
na rna da-Aurora n. 81. 2- andar.
Luz brilhante, sem Fumo
OLEO AROMTICO
Hygienico e Econmico
PARA LAMPARINES
i
MABTXNS* BASTOS
Perita albuco
NUMERO TELPHoNICO : N* 33
Agua florida. Extrahida de flores bra-
sileras pelo sea delicado perfume, suavida-
de e suas propriedades benficas, excede
a tudo que neste genero tem apparecido de
mais celebre.
Tnico americano. E' a primeira das
preparares para a tonservs2o dos ca-
bellos. Extingue as caspas e outras mo-
lestias espillares, fax nascer os cabellos,
impede que embran quejara e tem a grande
vantagem de tornar livres de habitantes as
cabecas dos que es usam.
Oleo vegetal* Composto com vegetal
innocente, preparado para amaciar, for-
tificar e dar brilho aos cabellos.
Agua dentifricia. Escllente remedio
contra a carie dos den tes, fortifica as gen-
gives e faz desapparecer o mo balito.
Vende-se as principaes casas desta ci-
dade e na fabrica do leos vegetaes ra
da Aurora n. 161.
TELEPHONE -N 33_________
Tricofero de Barry
Garntese que, faz nas-
cer ecrescer o cabello ainda
aos mais calvos, cura a
tinha e a Caspa e remove
todas as impurezas Jo cas-
co a cabe9a- Positiva-
mente impede o cabello
de cahir ou de embran.juo-
cer, e infallivelnaente o
torna espesso, macio, lus-
troso e abundante.
-//ILJtV
Agua Florida de Barry
Preparada segunda a formula
original ~|8ada pelo inventor em
1829. o nico perfume no mun-
do que tem a approva^ao official de
um (ovfcrno. Tem duas vezes
ruis fragrancia que qualquer outra
eduraoaobrodotempo. E'nmito
mais rica, suave e deliciosa. '
amito maie fina e delicada. '
mais permanente e agradavel no
leneo. duas vezas mais refres-
canto no banco o no quarto do
doente.Q E' especifico contra
frouxiilfio e debilidad e. dir as
dores do ccbe-;a, os cansados e os
desmaios.
Xarope le Viia k Renter No. 2.
ACADEMIA
MEDICINA
PARS
I
O qainium Labarraque um Vinho eminentemente tnico et febrfugo destinado substituir
i preparaces de quina.
O quinium Labarraque contem todos os principios activos dos vinhos mais generosos.
O quinium Labarraque prescripto com vantagem aos convalescentes de doencas graves, as parturientes e
todas pessas fracas ou debilitadas por urna febre lenta.
Tomado com as verdadeiras pilulas de Vallet, sao rpidos efleitos que produz nos casos de chloross, i
mia, edres paludas.
Em razao da efficecia do Quinium Labarraque, i preferivel j*** r/& t
tomal o em copo de licor, no fim da refeico e as pilulas de Vallet antes. ^5r%/ze ySpcttcgfl'ia'l */'/f
Vende-se na mor parte das pharmacias sobe a assignatura :
Fabricarlo e atacado : Casa L. FRERE
19, ru Jacob, Paria).
^
AGUA de MELISSA1
dos Carmelitas
JBO
nico Suooessor dos Carmelitas!
Ra de l'Ahbaye, 14, FA.'RIS
I Coitri l Apoplexia, o Cholera, o Enjoo do mar, 09 Flatos, is Clicas, Indi.
gastaba, Febra amarilla, ate. Ler o prospecto no qual tai envoliido cada ridro.
Dcve-sc exigir o lctrelro branoo e prato, em todos os vldros,
ja qual f3r o tamanho, como tamoem a (asignatura:
sitos em todas as Pharmacias das America*.
VERDADEIRAS PILULAS do D" 6LAUD
toase* preparados tarruginoaoa poda prtMDtar-sa confinaos, das MstOses
\ d Bttantea ar-oiadoa em documantoa to authaaticos cono OS sw Intas ;
So esnpretradaa oam o melhor ezltn, ha mais de 40 annua. UU mator parte dos sMffiooa,
isa nsrar Anemia, Cnlorase (tort i ftltiiu), e fcil lUr a forma edo dos raparigas.
4 u aue a insercao destas Pilu las nc uavo Crtex fravuz ocw dispense de todo iasjlo.
M Usniareciof a Con nica clUouo, do V sotr.a .
aWmmam anos qna sarao a aaaano'BmdU ene, renBo ma ntmtmsdtMImii*
< raarlacaaa tacontritave* -obre aa eatroa rarmrixeaoa, a as aacatoaro como
I a a saaaaar aaiMohlavallo*. r>> dou Ski
f.Waia t'dtml di il!rlitm Hrk.
axua-ac qne o aso nom caleta gravado sobre cada Fllnla costo iaargem
OIIPRE DESCONFIAR DA TWTACE8
^filB, ru rtjtus. I.-'Per .ambuco: FRi* da V t", e su ti Aalftai
SAUDE PARA TODOS.
PILULAS HOLLOWAY
As PHulas purlflcao o Sangue, oorrlgem todas as desordems de Estomago b
dos Intestinos.
Fortalecem a saude das constituepes delicadas, e sao d'um valor incrivel para todas as enfermidades
peculiares ao sexo feminino em todas as edades. Para os meninos asim como tambera para as
pessoas de idade avancada a sua efiieacia e incontestaveL
\ Etsas medianas sio preparadas saicnte no Estabdecimento do Professor HollowaV,
78, NEW 0XF0SS STREET (antas 533, Oxford Street), L0NDEES,
E vendem.se em todas as pharmacias do universo.
11& Os compradores sao convidados respetosamente a examinar os rtulos de cada caca e Pote se nao teem a
direcQao, 533, Oxford Street, sio flsificacoes.
INJECTION CADET
Cora certa em 3 das sem mitro medicamento
J>AJUH 9, JBoulevard Dsain. 7 FAJUM
airrzs de viir-o. dxfois de sal-C.
Cura positiva e rodi cal de todas as formas de
escrfulas, Syphis, Feridas Escrofulosas,
AffecoSes, Cutneas e as do Couro Cabel-
ludo com perdado Cabello, e de todas as do-
encas do bangueJPigado, e Bins. Garante-se
que purifica, enra,nece e vitalisa o Sangue
e restaura e renova o systema inteiro. 0
Sabao Curaivo de Reuter
Taae** esa alaeaaa esa eaaa a 4. EMPIC. 11S, i ua H>-Laaare, era Parla
^______tm**tartai tm r^rnmm*mcm JBMaf l .afasATI.FA* C^S _
Para o Banho Toilette, Crian.
cas e para a cura das moles-
tias da pelle de todas as especies
a em todos os periodos.
Deposito em Pernambuco casa de
Francisco Manoel da Silva & C.
Apoliees provine aos de 7 0|0
Compra se apohees provinciaes ; na rna Duque
de Caxias n. 46, loja.
grageas de Ferro Babuteau
Laureado do Instituto de Franca. Premio de Therapeutica
O emprego em medicina de Perro Rabuteau baseado na Sciencia.
As Verdadeiras Grageas de Ferro Rabuteau sao recommendadas nos casos de
Chlorose, Anemia, Plidas Cores, Corrimentos,Debilidade, Esijotamento, Convalescencia,
Fraqueza das criangas, Depauperamento e Alterafao do sangue em consequencia de
fatigas vigillias e excessos de toda a natureza. Tomar 4 6 grageas dor dia.
iVewt Constipafo nem Diarrhea, Assimilapo completa.
Elixir de Perro Rabuteau recommendado as pessoas que nao podem engur
engulir as grageas. Um calix de licor aos repastos.
Xarope de Ferro Rabuteau especialmente para as enancas.
ii-'i Urna explicado detalhadt acompanha cada frasco. ,
Exigir o Verdadeiro Perro Rabuteau de CLIN & Cia, de PARS.
_ ______ encontr em cosa dos Droguistas e Pharmaceuticos.
que se
Em casa de todos os Perfumistas e Cabelleireiros
da Franca e do Extrangeiro
triado
Preciaa-se de cm criado de 14 a 18 annos ; a
tratar na ra do Paysand n. 19, Passagem da
Magdalena.
PIMODE ~m
de 3X9, 4X9 e 3X12 ; vende-se na serrara a va-
por de Ciimaco da Silva, caes Vinte Dons de No-
ve mbro P. 6. ____________________________
Taverna
Boa arqnisl^o
Joaqun) Goocalves Cascao, ncbsndo se doente
e precisando retirar se pura Europa, vende seu
est^bel-cim ntu roa de Thom de Souza n. 4,
ou admtte um socio que entra com algum capital I
a tratar na rnesma.
Curso preparatorios
O bacharel Francisco Correia L. Sobrinho tem
aberto um curso de aritbme'ica, algebra e geome-
tra ; na rna da Matriz n. 7.
Pinito resina
3X7 at 3X12.
Pinilo branco (da Suecia)
de 3X7 at 3X12.
Cimento inglez
VENDEM
sera Irmns
Ao commercio

F^.ieis, e,
PREPARADO COM B1SMUTHO
OH. PAY, Perfumista
R-ia.a de lau T=>a.x., 9, PAEIS
t C
Feitor
Precisa-se le um feitor portugus, para traba-
fiar em um sitio, dando -se interesse ; no ceas da
Companbia n. 2, eseriptoro'
Arrenda-se
o sitio Ipiiaoga,'noe Affogados. toa> urna peqnena
casa de tijo'o juato ao rio Capibaribe, e bom ter-
reno, uij o para plantaca como para solta de
gado.
A tratar na ra do Commercio n. 46, 1" andar.
Fiambres semosso
De 1, 2, 3, 4 e 5 libras, propios para lunches,
receberam nova r. messa Jos Fernandes lUma A
C, ra Nora n. 3.
O abano assignado. Aa quadad de procura
dor dos herdeiros do finado Antonio Jus Rodri-
gues de Souza, declara ao respeitavel corpo com-
mercial, que o Sr. Veriato Srveriauo G.mes de
Castro deizou de fazer parte da firma Jos Auges
to dos Santos & G, da qual fazia parte co cio commanditario e nico capitalista o mesmo
finado, e dito Sr. Castro como socio de nduitri,
ficando todo o activo e passivo a cu-go dos her-
deiros do dito finado. Becife, lldeutubro de
1886.
Manee] Martin Finza.
AVISO TIL
Manoel Bernardio.3 Ramos, agente de lo-
ca^oo8, cobran9as, compras, vendas e in-
dicado-a uteis, mudoc sua residencia o ss-
criptorio de sua emprezaAgencia Pro-
gressiva Pemambacana para a ruadas
Flores d. \H, (ptrta larga;.
Ca
Aloga se urna casa com 2 salas, 2 quartos, co
sinba fra e cacimba, c-va o aluguel^ commodo
a tratar na ru de Pedro Affouso n. 4, antiga da
Praia.
Vende-se
a loja de charutos e cigarros, ra da Imperatriz
n. >8 ; a tratar na rnesma li ja.
Aviso
Cal de Lisboa
muito nova ; vendem Palmeira & G, ni larga
do R.'eario n. 27.
Casa em Caxang
Aluga-se urna cusa coin bastantes ommodos,
muito f.-esca ; a tratar na ra do Imperador n.
Os abaixo atsignadoe, tendo dissolvido amiga-
velmente, oor ac celebrado em 14 do corrente,' 41, 1 andar.
a sociedade commercial em nomo collectivo, que wx i| i j
tmham nesta praca sob a firm. social de Eduardo LXCCl I CniC 11101^(121 \s%
Cardcso 4 O., no estabelecimento de caldeiraria, I
sito ra do Barao do Triumpho, outr'ora do I '1^ih I*I''
Brum, ns. 61 e 66, assim o tatem publico quem I \j'
interessar possa, com rspecialldade ao corpo do I Aluga-so urna casa com commodos sufficientes
commercio, declarando que todo o activo e passi- paM fami|ia numerosa, com pr*ide sitio e jardm,
vo do mermo estabelecimento ett boje a cnro do
ex-socio Laiz da Cruz Mosquita, a quem fica per-
tencendoo mesmo estabelecimento, em-cujo nome
individual gyrar de boje em diante. Reoife, 16
de Outubro de 1886.
Eduardo Correia de M sqoita Card so.
Luiz da Cruz Mesquita.
Madamoisellc Cotinha
Ainda centina na ra do Imperador n. 55, 2-
andar, onde suas amigas e treguezas podem eu-
coctral-a ara comprar Ihe os trabalbns. que como
modista desempenha, como aejam, toilettes e pen-
teadoa dn tudo gosto. de accordo com os figurinos
modernos
Allont'iio
A ExposilcAo Central convida o sexo Me
para o seu bonito soitimento d>' gravatas, li-ncos,
meias, collar i n bus e punhos, assnn como tem um
expendido e esquesito sortimento de perfumes
raros : na ra larga do Rosario o. 38, Daanao
Lima & C. >
Coslareirs
Na rna d<> Imperador n. 55,
se de costureiras.
2- andar, precisa-
Altanan
Aluga-se em urna casa de familia, um quarto a
alguma senhora viuva ou solteira, que sej de
conducta momlisada ; trata te un ra do Mar-
ques do Herval n. 182.
muito fresca e alegre, A margem do rio, em cujo
portSo termina a linba dos bonds, fundo na mar-
gena oppos'a do rio, a estacao da Torre, da com-
paubia dos trilhos urbanos do Recite Csxang :
a tratar n^ Rccife, ra do Commercio n. 46, pa-
vimento terrro.
Hotel de Beberibe
Joao da Silva Villano va, proprif tao des-
se aprazivel estabelecimento, situado na
melhor casa da povoacSo de Beberibe,
previne aos seus numerosos freguezes que,
o ter competentemente remontado este
anno, e prompto para aftender os mais ur
gentes gostos.
A grande concurrencia com a qual foi
honrado a festa passada, animou-o a nao s
crear novas commodidades para os seus
hospedes e inquilinos, como tambera a am-
pliar a serie de jogos e passatempos que
serlo na occasiao em que o calor afugentar
do Recife nacionaes e estrangeiros em bus
ca do ar do campo, em nenbuma parte
mais ameno que alli, a mais bonita e tran-
ca digresso. Para que se avahe da mo-
dicidade dos precos, toma a liberdade de
offerecer aos seus numerosos freguezes a
presente tabella, que. soffrer descont
quando se tratar de familias ou de ajustes
por atacado.
Tabella dos precos do hotel
Dormina em quarto separado, com di-
reito ao banho, refresco e cal pela ma-
cha U.
Alracgo, contendo dous pratos segundo
a lista, um copo de vinho, caf ou cha,
etc. 16.
Jantar, tres pratos segundo a lista, so*
bremesa, um copo de vinho de pasto, e
caf 1,5500.
E' O CASO DE EXPERIMENTAS PARA JCLGAR I
Jogos de jardins.
Jogos de salao.
Divertimentos ao ar livre.
Concertos em tecto enxuto.
InauguracSo do Club das Corridas.
Msica gratis.
Surprezas, mysterios.
Boa palestra e... tutf quanti...
A' Beberibe rapazeada, A' Beberibe,
olhem bem (isto muito em segredo] o Villa-
nova S nao gOSta DO FIADO !
Povoacao de Beberibe, 5 de Outubro
Jo3o da Silva Villanova.
PsffiHi
Precisa se de um pratioo;
larga do Rosario n. 34.
a tratar na rna
Tintar i Uan
PARA TINGIR A
Barba eos cabellos
tintura tinge a barba e os cabelLs instan-
tneamente, dando-lhes urna bonita cor preta e
natural, inofensiva, o seu uso simples e muito
rpido. Vnnde-se na botica francesa e drogara
de Rjubuayrol Freres, successores de A. taors,
ra do Bom Jess (antiga da Cruz) a. 22.
de 1886.
Attendit!
Boquets da ultima invencilo, para casamentos,
etc., etc., de Jos Samuel Botelho ; a tratar na
ra do Barao da Victoria, loja n. 20, e ra da
Cadeia ao Recife, loja n. 43.
\niii para cozinhar
Na ra de Riachue-
lo n. 17, precisa-se
de urna mulher que
saiba cozinhar.
AD3 sonhoros Ab eneenho b ontros
Tomein nota
Trilhos para engenhos
WAGONS PARA CANNA
Locomotivas
n.H-hrplsni completo.para en-
genho de todos os tamanhos
Sjstema aperfeiyoado
Es-pecificacZes e precos no escriptorio dos
agentes
Browns & C.
IV. -Rna do Commercio
N. B Alm do cima B & C, tem cathalogos de
mu'i timplementosnecessarins agricultura, come
ambem machinas para descarocar algodao, moi
ohos para cat, trigo, arroz e milho; cerca de fer-
ro galvanisado excelente e mdico em prego, pea
oa nenhuma pode txepal-a, ncm animal que-
bral-a.
^at***ii
MORSONs PEPSINA
bJHM
PABA COMBATTrHt A m
INDIGESTAO
Sob a forma de
raseos, pos
U GX.OBUX.03.
VENDE-SE no MUHDO INTEIRO.
PREPARADOS DE
Pepaina Moraon
Multo recommendadas
pelos principaes Mdicos.
MORSON & SON
Soutbamptoa Rov, Russell-Squan
LONDON
ftHlntaPtrnambijco
mmmmm
Frac~M.il SILVA A C".
IHBl
PILULAS do Df CHNiKtt
de I0DURET0 de FERRO s de QUIHU I
TRDrrA AW N O S <1 bou xito ton demoart aa
asSJaaai aasataSaaj d'eusPilula8,qaiicrraa
toi* m mrnniot prtcrt para a -*aeitr-va* ii tim/nt.
Psiat mas proprtadades Imieat mvimlhm,,
O XODTJS.ETO rzWMlfc QOEtriA
4 o (nMicament^ j&aa vitiro ooatr M
Nrat di listovtgo Chiorot* Mttmtlu
Parda de Mpoetlte
C*r*acoEmp>brr--imnto *> Sangue
AtTeccei esc-ofulotas, et.
BtrurU Strll: 9. ru ui SruiUt-Siuit-ettzuI. PilO
% MaaMrBJSO: FRAN- H. < UVA. C
^5-*v. j?. yowjo. "* ?* M>
IIIlBWWWal>WBIIIIam CREME de VOGEOT
Especialidade de Cassis
r JUSTIH DEVILLEBICHOT
D1J0N (CdWOr) BT&noA,
>
19 Medathaa as tfoslcees de :
tkVl 1S5S, 1IU, 1867 (Expsslcao OnlTersal)
DOS 1855 (Medalna de Honra). 1163
LOIDRES. Iieo 1151 BORDEiOI 1851, 1865 .
BODHS 1859 BESMCOR, TROTES 1863
DeposiUriosemPernamiuco :FrMC~M.daSn.VAAO
Pilulas purgativas e depurativas
de Campanha
EBtas pilulas, cuja preparaco purameute ve-
^etal, tcem sido por mais de 20 annos aproreitadas
.'ou os melbores resultados as segeintes moles-
tias : affeccoes da pelle e do figado, sypbilis, bou-
bes, escrfulas, chagas inveteradas, erysipulas c
^onorrhas.
Modo de usai a*
Como purgativas: tome-se de 3 a 6 por dia, be-
oendo-se aps cada dse um pauco d?agua adoca-
da, cha ou caldo.
Como reguladoras : tome-se um pilula ao jantar.
Estas pilulas, de invencao dos pharmaceuticos
Almeida Andrade 4t Filhos, teem veridictum dos
Srs. mdicos para sua un-llior garanta, tornande-
je mais recommendaveis, por serein um scguM
purgativo e de pouca dieta, pelo que poderii ser
asadas em viapem.
ACHAM-SE A' VENDA
> drogara de Varia Sobrlntae A C.
41 BA DO MRQUEZ DE OLINDA 41
Peitoral de cambar
Agentes e depositarios geraes nsta provincia
FRANCISCO M. DA SILVA & C.
com armazem de drogas ra do Mrquez de
Olinda n. 23. Procos: Frasco >500, /2 duzia
13*000 e rlnzia 4aX). ^^_^
^m\wammmmt\mm\miim\\\\\\\\\\\\\\Wamk\Wmm
*'
f^^Jardim das plantas
MONDEQO N. 80
Pretendendo-se acabar com as plantas qae estao
em vasos n'este jariim, vendem-se os sapotiseiros,
muito grandes, e dando fructe a 2*000, latas
geiras, muito grandes, para enxertar, a 6*000 a
duzia, e sapotiseiros mais pequeos por barato
preco.
D. Joaquina Calateante de At-
buqueique Mello
Flix Cavalcante de Albuquerque Mello, Ma-
noel Heraclito de Albuquerque, Dr. Democrito
Cavalcante de Albuquerque, Jos Thal s de Mello
e Lycurgo de Albuquerque, maodam celebrar urna
miss na igreja da Santa Cruz, s S horas da
manb do dia 19 do corrente, 1 aumversario do
fallecimento de sua presada esposa, mai, sogra e
av, D. Joaquina Cavalcante de Albuquerque Mel-
lo, e para esse acto de religiao e caridad convi-
dara aos seus parentes e amigos, ajs quaes cor-
dialmenf" eTnd evm.
MULSAO
Aviso
Teleplion IOS
O abaixo nssignalo scieutifica aos seus amigos,
freguezes, commercio e a qu-m m!s interessar drogaras e boticas.
Deposito em^Pernambuco
cominercio e a qu-'m mms
possa, qne o Sr. Antonio Joaquim Moreira deixou
de ser empreado da cocheira da ra de Sant"
Amaro n. 1. por sua livre e espontanea vonlade,
desde o dia 1G do corrente raoz. O mesmo abaix
ass\gnndo avisa que desde o dia cima re rido
os uuicos, na ra auienca, encarreeados de re
ceber suas contas, sao os seus antigos emprega-
dos. Demingos Goocalves da Silva e Jis da
Hora. Kecife, 16 de Outubro de 1886.
J. C Freitaa.
DE
SCOTT
DE OLEO PURO DE
Figado de bacalho
COM
Hypophosphitos de cal e soda
i'ppiovatla pela funta de ilj-
giene e atiiorisada pelo
governo
E' o melbcr remedio at hoje descoberto para s
ilalra bronebiteN escrophulas. i-a-
rbltiM. anemia. ebilitfadc emsreral.
deflnxoM. toaae cbrotalca e afTeccde*
do pello e da garEanta.
E' muito superior ao oleo simples de figado de
bacalho, porque, alm de ter cheiro e sabor agra-
daveis, possue todas as virtudes medicinaes e nu -
txitivas do oleo, alm das propriedades tnicas
reconstituintes dos hypophosphitos. A' venda na
D. Alexandrina Amelia Caval-
cante
Joao Galdino Cavalcantn de Albuquerque, Ma-
noel Getulio da Rocha e IX Rosa Palbina Caval-
cante, ainda dominados pela dolorosa impressao
que Ibes produzio o prematuro passamento de sua
idolatrada irma, D. Alejandrina Amelia Caval -
cante, tallecida a 13 do corrente, agradecem sin-
ceramente s pessoas que se dignaram de acom-
panhal-a ao cemiterio publico, e pedem-lhes o
obsequio candoso de assistirem a uiissa de stimo
dia, que mandam celebrar por seu eterno repouso
na igreja da Penha, s 8 horas da manh de 19
do andante, anrecip .ndo-lhes por isto o seu mais
intimo recnnhpenvntn
Criado
Precsase de um criado de 12 a 14 annos, que
tenha boa conducta ; a tratar na ra do Bom
Jess (antiga da Cruz) n. 28.
Bazar de passaros
Baa do Bom Jess n. g
Neste estabelecimento encontra se sempre gran-
de sortimento de especiaes passaros e gaiolas,
nacionaes e estrangeiras, fructas de diversas qua-
lidades, balainbos para ninhos de canarios do
imperio, jarros e cestos de timb, trabalho muito
aperfecoado, a saborosa pimenta em conserva em
lindos fra^quinhos viudos da America, pelo barato
pr'co de 120 rs. cada um, c outros muitos gene-
ros, que se tornam enfadonho'mencionar, tudo por
preyos m 'dior.
D. Flora rata da Mllia e Alba
querqae
SebsatSo Antonio de Albuquerque Mello, Fran
Celina Maurina da Silva e lbuquerque, Antonio
Joaquim ae Albuquerque Mello Netto, Maria J.
de Albuquerque Mello, pai, mi, iimio etla agra-
decem cjrdialmente s pessoas que se-dignaram
de acompanhar ao cemite.io publico a sua nunca
asss chorada filha, irma e sobrinba ; e de novo
as convidam para assintir as missas que pelo re-
pouai de sua alma mandas celebrar uo cemiterio
publico, s 7 horas da manh, e na igreja d* San-
ta Cruz, s8 1|2 horas, stimo dia da seu infaus-
to fallecimento, 19 do corrente, e desde j se
confessam eternamente gratos.
*sMBBsa4H
'- TijMJ
( pio liiaiiiim Leocadio
Vil-Bill
Os irinaos d j finado Joaquim Leocadio Viegae
mandam resar missas por almn do mesmo finado,
na ordem terceira do Crmo, no dia 19 do corren-
te, s 8 horas da manha, trigsimo dia de seu
faleeil ment
J
< I



t


Diario de PernambucoTerca--feira 19 de Outubro.de 1886

Gratillca-.se
quera entregar no 2- anda.-
roa fas Trinchtir
do predio n. 19
roa las irincmiras, tres chaves de cofre, sendo
dnas menores e ama maior, as qnaes loram perdi-
das na mesma na na noite de 25 do correte.
"" Precisa-se de n m criado ; na roa Nova
pharmacia n. 51.
Aluga se a metade da casa n. 99 i roa do
Visconde de Goyanna, antiga do Cotovcllo, por
8*000 mensaes; quena a pretender dirija-se
mesma, que achara com quem tratar. _
Aluga se a excellente cata de vivenda, cam
ptimas accommodacdes para numerosa familia,
ue foi do fallecido corretor Oliveira ; a tratar na
'orre, ua mesma casa, ou no Recife, ra do Com-
mercio n. 46, pavimento terreo.
Rua larga do Bosarloa. 18
Alagase o 1 e 2- andar ; a tratar na ra da
Aurora n. J, 2* andar. v
I3H33
dmlnlitrtfio-.PKIZ, $, Boulttard Hontmutn.
GRANDE-ORILLE AfleecSoslYmjrhaUcas.doea-
eu das Tias d igestiras,obstruc?rts do gado e do baco
OMlnecoei visceraes, concrefes calculosas da bila.
HOPn'AL. AtfeecofsdatmsdiiiftiTaairirom mo-
dos di> estomago, digeato difficil, inappelancia,
gastralgias dyipepsia.
GULES TINS Affecf osdos ros, da beiiga areia,
concre(des das ourina-, gota, d ia betas, albuminuria.
HAUTERIVE.Auerctsdosr:D*.d|l eoocre;e da.- saraaa, gola, diabetes, albuminuria.
XI.IA-SE 0 ROMS fla FORTE na CAPSULA
Eln l'trmmDUCO, as Aguas das Fontes de Vico,
irima Horneadas, achio-se en casas de
A1USKXN Y fe labille. 9, ra io Conmsra*-
, aOLEB fe RC-:-CHLIN. 3S. na 4a Crua.
XAROPE
D! HYPOPHOSPHITO DE CAL

Erapregadus com tanto etilo para corar a>
pL-hisica o ns molestias tuberculosas, j
vendem^e nicamente era frascos Qn*Ma'r--
ox comonomedo doutot OstUBCBU obrej
e vidn.
3ob a Infl'icrccia dos llrpopl'.oepliitns v:
iosse diminuo, o appetite .iii^menta. as for-t
^as t.ini.'.o'i vir, 03 urjores nocturno-i oessao,]
e o do< n*e goza de um bem estar desusado
Cs ij3spkosphi.'os que let,fr> 1 marcut
de fabrica da pharmar.ta s W ASN,
i, ru Cattvihone Parix, (fla o ttni-
Cv* rernnheri'ln* e retwmi*eiUtMJOi i>elo
D' CHTJRCHILL auto?- de siits propriedades curativas.
Preco : 4 francos por frasco em rri;i;a
Vtdem-u principan P'ni siria.
EXP0SIQA0 S? NIV 1978
Hdaille d'Or ^SCroixCherilier
LE PLUS H AOJES RCOHPEUSES
Nova. Creajac
I PRIMAVERA |
E.COUDRAY
Invontof da
PERFUMARLA ESPECIAL de LACTEMA
Tio aprtciado do alio mundo.
Saboste .......'.' PRIMAVERA
Oleo............ PRIMAVERA
Agua de Toucador PRIMAVERA
Essencia........ PRI W A VERA
Po de Arrox...... PRIMAVERA
FABRICA E DEPOSITO :
pars 13. Rae d'Enghien, 13 pars J
Ufca-s* i troJa en tadas as principa** Perfumaras
ATKINSON
PERFUMARA INGLEZa'
afamada ha mais de um seclo; excede todas
U ontrasp-lo a-n prtame deucain e .'xquisito.
Thez Mkuai.has d". Outw
PARIZ 187*(. C\LCITTT\ 1W4
pela extra lina excellua'qaa..,dad.
Perfume mojemos de V.ki
FAGR-CA CYMBJD.U .1
de raro e peculiar perf.it..'' oquie-. tendo sido "
re,pstralos deseas Inventte-;'>u Aceote^d *f-.
AGUA DE COLONI \ DC ATKINOM
tem rival pele sea perfume r> stia'onceni *a<;o.
Exced'1 todas os proJu< loa mid llares wiuidos
*ob o mmo nome
AGUA FLORIDA DE ATKINSON
delxadv- perime para o leo^o -lisUil*'o do
urna e^colba exquisita.
(atoilfJ-'fliiSiieltt.MOI Ke-ei ite'fibnCalttS
J. A E ATK NSON
24. O! i Bond Street. Londres.
Marca -le Fabrica Urna "Rota branca "*
obrt ama Lyra de Ouro."
1 f5-

Criado copeire
Precisa-se de um re
14 a 16 annos, na rua
de Riachuelo n. 17.
VENDAS
Vende se duas paites do engenho Fonio da
Cal, em Olinda. no val r de 6.0004, ou permuta-
Be por eosa no Recife, ou sitio em teberibe, que
fique a margem do rio ; multo frtil para canas e
tudo qimnro lav.iuras, boa bniza para capim.
litio de eoquei".s, grnde pedreira para o fabrico
de cal, bota barro para tij-ilo e te'ha, matas para
enha, grnd prnporcoes para criar, para o que
tem bom parto, que ondo suat-nta-se todo o
gado e vaccas de leite deata ciaade ; a tratar no
sesmo sitio defronte da igreja de N. 8. do Gua-
dalupe.
e carroca : na rua larga

V nde-se um boi
io Rosario n. 9.
Vende se a casa de mulhados sita rua Di-
reita dos Af gados n. 16 : a tratar na nesma.
fr- Ven^e-se ama bihhco .envidracada, rua
de Santa Th. reza a- 25, tem commodoc para fa-
milia ; a tratar na mesma.
Oleo de mocot
Surerior e sem falsificacao : vende Luis Jos
da Silva Guimares, rua do Commercio n. 5.
OaUriolet e victoria
Vende-ae um cabriolet e urna victoria em per-
eitc estado de eooservacSo e por preco modice :
la cocheira n. 16 4 tu do Duque de Carias.
A Revolu^o
A' rua Duque de Casias, resolveu vender
os seguiotes artigos com 25 /0 de me-
nos do que em outra qualquer parte.
Cachemira bordada de seda a 1*500 t> co-
vado.
Merinos de corea a 900 rs., 1*000 e 1*200 o co-
vado
Merinos pretos a 1,1200, 1*400, 1*600, 1*800 e
2*000 o covado.
Velludilhos lisos e lavrados a 1*000 e 1*200 o
covado.
Palha de seda a 800 rs. o covado.
Las cora listrinhas a 600 rs. o covado.
Giosdcnapoles pretos a 1*800, 2*000 e 1*500 o
covado.
Setins damass a 330 rs. o covado.
Zephiros com desenhos moderno* a 240 rs. o
covado.
Linhos escosseres a 240 rs. o covado.
Gase com bolinhas de velludo a 800 rs. o co-
vado.
Zephires lisos a 100 ris o covado.
Ditos Imtrados a 200 ris o covado.
Chitas finas a 240, 280, 300 e 320 ris o co-
vado.
Cretones finos a 360, 400 e 440 ris o co-
vado.
Baptistas finas a 200 ris o covado.
Nansuc finas com 3 padrSes lindos a 300 ris o
covado.
Las com mselas de seda a 700 reis o covado.
Setinetas com desenhos lindos a 320, 360, 400 e
440 ris o covado.
Ditas lavradas a 500 reis o covado.
Das lisas a 400 e 500 ris o covado.
Pustoes de cores a 320 rs. e cevado.
,-- Enxovaes para baptisado de 9*000 a 18*000
una.
Colchas bordadas a 4*, 5*, 7*, e 8*000 urna.
Ditas brancas a 1*800 urna.
Cobertas de ganga a 2*8oO urna.
Lencoes braneos a 1*8iiu um.
Lencos de 1*200 a 2*0(>0 a duzia.
Toalhas felpudas a 4*000 e 6*1100 a duiia.
Bramautc de 3 larguras a 900 ris a vara.
Dito de 4 ditas a 1*200 a dita.
Dito de linb" a 2*000 a dita.
Cobertores de la a4*:00 e 7*000 um.
Fecbs de la a 2*000, 3*000, 3*500, 4*000,
e'4*500, 5*000 e 6*500 um.
': Chale finos de 5*000 a 9*000 um.
flmtJaa maco a 800 e 1*00 o covado.
Cortinaaos borda, dos a 7*000, 9*000 e 16*000 o
par.
Esparthos de curaca a 4*000, 5*500, 6*000
e 7*500 nm.
Guardanapos de linho a 4*000 a duzia.
Madapoloea gemina de ovo e pelle de ovo a
63500 a peca.
Camisas de meia a 800, 1*000, 1*500 e 2*000
urna.
Seroulas de bramante a 1* e 1*400 ama.
Flanella branca a 400 ris o covado.
Casemira diagonal a 1*800 e 2*500 o covado.
Cortes de casemira a 3*000, 5*000 6*000 e
7*000 nm.
Camisas de linho a 30S000 a duzia.
Brim pardo a 320, 360, 440 e. 500 ris s co-
vado.
Linn com salpicos a 500 rs. O covado.
Fustoes brancas a 369, 440 500 e 640 ris o
covadu.
Panno da costa a 1*400 e 1*600 o covado.
Dito ad mascado a 1*800 o covado.
Esguiao amarello e pardo n 500 rs. o covado.
Cortinados de crochet a 24*1 XX) o par.
Henrique da Silva Moreira.
Camisas nacionaes
a ca&oo. saooo e a*tsoo
32a*= Loja rua da lmperatriz = 32
Vende-se neste novo estabelecimento um gran-
de sortivuto de camisas brancas, tanto de aber
turas e pjnboc da linho como de algodo, pelos
baratas p-eyos de 2*500, 3* e 4*, sendo fauenda
milito melbor do que as que veem do estrangeiro t
ratu mais bem feitaa, por seren cortada, por
nm bom artista, especialmente camiseiro, tamben
se manda faier por encommendas, a vontade des
fregueses : na nova loja da rua da lmperatriz n
8 i, de Ferreira da Silva.
Ao32
Nova loja de fazer'as
S Rua da
s;
Impe
DE
FERREIRA DA Sx^VA
Neste novo estabelecimento encontrar o res-
puitavel publico um variado sortimento de fazen-
das de todas as qualidades, que se vendem poi
precos baratissimos, assim como um bom sorti
ment de roupas para homens, e tambern se man
da fazer por encommendas, p r ter um bom mos-
tr altaiate e completo sortimento de pannos fino
casemiras e brins, etc
para
aa-
-aa
7*0O
10*0CH
12*00i
12*00!
5*60
6*50
8*0O
3*00
1*60
l*OU
Maduro
Viiilio puro da uva
O que pode hver de melhor para mesa, em
barris e a r- falbo : Pocss Mendes estreita do R B90f 9- ___________
Noivos e noivas
EncontrarSo sempre na Graciosa, rna do Cres
po n. 7, urna variada collecco de objectos pro-
prios para casamento, como aejam :
Capellas com veos, de 5* a 25*000.
Grinkldxs de flores de larangeira a 5* e 6*.
uigas de seda bra ca a 1J e 2*< 00.
Luvas da pellica branca para senhora a 2*500
o par.
Ditas de dita para homem a 3* o par.
Meias abertas de fio de Escossia para senhora a
*(MX) o par.
Ditas de seda branca para senhora a 84000.
Ditas de fio de Escossia, brancas, para homem
a 1*500.
Leques braneos d setim, de 6*, 10* e 15*000.
Gravatas brancas de eambmia a 800 rs.
Ditas ditas com laco a 1*000.
Ditas de setim branco a 1*500.
________Daarle Jt C._________
Pechinchas!
o asi rguinlea que deflnldva-
menle nao eniraro no prximo ba-
taneo
Ad
mirem

Bonito sort'mento de mariposas e fustoes, cores
firmes, a 240 e 320 rs. o covado !
Nansoks de cores mimosas a 180, 200 e 320 rs. o
ditol
Linho- e8cocezes, novidades em padroes, a 200 e
240 rs. o dito !
Setinetas, as mais finas que tem viudo, a 320 e
360 rs. o dito !
Cretooes Yancezes a 260, 280 e 320 rs. o dito !
Sargelim diagonal, todas as cores, a 240 rs. o
dito
Popelinas de cores, a 160 e 240 rs., listras de se-
da, barato!
Lzinhas modernas, a 440 e 500 rs. o dito !
Cachemiras, lindos gostos, a 600 e 700 rs. o dito !
tienda indiana (imitaco), linda fazenda, a 700 rs.
o dito!
ranla, delicados desenhos, um metro de largura,
a 800 rs. o dito !
Merinos e cachemiras, pratas e de cores, a 900 rs ,
1* e 1*200 o dito!
Setim macan, todas as cores, a 800 e 1* o dito I
Veludilho deltcdas as cores, lisos e bardados, a 1*
e 1*200 o dito !
Casemiras inglesas, de cores, a 1*200 e 1*400 o
dito !
Cheriots, preto e azul, a 2*500, 3* e 3*500 o
dito I
Cas. mira diagonal, a 1*800 o dito !
Panuo inglez superior, preto e azul, a 2*200 e
4* o dito 1
Pecas de esguiao para casaquinhos, a 3*500 e
**'
dem de cuperior algodo, a 4*, 20 ids I
dem de mad*po,loes americanos, a 4*500, 5* e
6*, 24 ids !
Para as Exinas. noivas, lindas grinaldas e veos,
por 12* e 15* !
Ricos cortinados, todo bardado, complete, por
9*!
Lindas gnarnicoes de crochets, cadeiras e sof, a
8*1
Sup rior bramante de algodo, quatro larguras, a
90), 1* e 1*200 o metro !
Atoalbado bordado a 1*400 e 1*800 o dito !
Pannos de ciifferentes cores para mesa a 600,1*200
e 1*600 o covado 1
Cobertas de cretones, lindos padroes, a 3*800 e
4*.
Leoces de bramante (cama de casal) a 3* um I
Cxlxas franeexas, de cores, a 2*, e 6* superiores !
Lencos de cores, lindos desenhos, a 2* a dosia I
Seroulas bordadas, de bramante, a 16* a dita I
Meias inglesas, brancas e de cores, a 3*200 e 6*
a dita.
Cambraia bordada, branca, a 6* e 7*, as melhores
que tem vindo I
Sortimento completo de sediohas de cores, grosde-
naples, filos bordados, crep, mantilbas, capas
de la, fich*.
ChamadoTemos pessoal habilitado.
Vendas em srrooDescont* da praca.
5-Hm Duque de CaxJaa 5
Cariro U Ce C.
Boa da Imperairla
Loja de f erara da Hva
Neste estabelecimento vende-se aa roupas aba
xo mencionadas, que sao ha' .i.as.
Palitots pretos de e-v o.iagona.ee e
acolchoadoa, senao tazenOas muio en-
corpadaa, e forrados
Ditos de casemira preta, de cetdao muito,
bem roitos e forrados
Ditos de dita, fazenda muito melhor
Ditos de flanella asul sendo inglesa ver-
dadeira, e forrados
Calcas de gorgorito preto, acolchoado,
sendo fazenda muitc encornada
Ditos de oasemia de corea, sendo muito
bem fritas
Ditas de flanella inglesa verdadeira, e
muito bem feitas
Ditas de brim de Angola, de muleskim e
de bnm pardo a 2*, 2*500 e
Oeroulas de greguellas para homens,
sendo muito bem feitas a 1*200 e
Colletinhoa de greguella muito bem fe i tos
Assim como um bom sortimento de lenco* d>
linho e de algodo, meias cruas e collarinhes, eU
to na loja aa *ua da lmperatriz n. 3i
Oes. netlnetaa e lualnha" a s>0
> o covado
Na loja da roa da lmperatriz n. 32, vende-a
um grande sortimento de istoes braneos a 50
rs. o covado, lzinhas lavradas de furta-core
fazenda bonita para vestidos a 500 rs. o covadt
e setinetas lisas muito largas, tendo de todas ai
cores, a 500 rs. i covado. pechincha : na loj
do Pereira da Silva.
AlsrodaoBlntjo francs para lencoe
a OOOra.. i* e 1*100
Na loja da rua da lmperatriz n. 32, vende-s
superiores algodozinbos francezes com 8, 9 e 1'
palmos de largura, proprios para lencoes de un
s panno pelo barato preco de 900 rs. e 1*(XX>
metro, e dito trancado pa a toalhas a 1*280, at
sim como superior bramante de quatro largura
para leuooes, a 1*500 o metro, barato na loj
do Pereira da Silva.
Ronpa para meninos
a a. i*so e a
Na nova loja da rua da lmperatriz n. 32, -
vende um variado sortimento de vestuarios prc
prios para meninos, sendo de palitosinbo e calo
nha curta, feitos de brim pardu, a 4*000, dito,
de moieequim a 4*500 e ditos de gorgoro pret
emitando casemira, a 6*, sao muito baratos ; n.
oja do Pereira da Silva.
A' Ronda
Rua Duque de CaxJaa u. IOS
Chama to a attenco das Exmas. familias para
os pr. eos seguiutes :
Luvas de seda preta a 1*000 o par.
Cintos a 1*500.
Punhos e collarinhos de cores para homem a
l*tO>.
dem para senhora a 1*54X).
Grampos invisiveis a 60 rs. o masso.
Luvas de seda cor granada a 2*f 2*500 e 3*
o par.
Suspensorios p ra menino a 500 rs.
dem amer.canos para homem a 3*.
Meias de Escossia para enanca a 240 rs. o par.
Leques de papel cora correte al*.
Fitas de velludo n. 9 a 600 rs, n. 5 a 400 rs. o
metro.
Lencos de eseniao a 1*500 a duvia.
Albuns de 1*500, 2*, 3*. at 8*.
Ramts de flores finas a 14500.
Luva- de Escossia para menina, lisas e borda-
das, a 800 e 1* o par.
P. r a-retran. a 500 rv, 1*, 1*500 e 2*.
Pentes de mkrl a 600 rs., 700 e 8"'0 rs. um.
Rosetas de bnlhante.- cbimicos a 200 rs. o par.
Guaruicpes de idem dem a 500 ra
Anquiohas de l*5<-0, 2*, 2*500 e 3* urna.
Pliass de 2 a 3 ordena a 400, 500 e 600 rs.
Bie, s de cores com 12 jardas e 2 1/2 dedos de
largura a 3* a peca
dem com 4 dedos a 41500 a peca.
Espartilbo Boa Figura a 4*500.
Lie., La Figunne a 5*000.
Bicos de alencoa com 4 e 5 dedos de largura a
2*500 a peca.
dem estreitinhos com 10 metros a 800 e 1*000
a peca.
Pentes para coco com inscripcao.
Para toilet
Sabo de areia a 320 rs. um.
dem pbenicado a 500 is. um.
dem alcatro a 500 rs.
dem de amendoa h 300 rs.
dem dealface a 1*000.
Agua celeste a 2*000.
Agua divina a 1*500.
Agua Florida a 1*000.
Mac eos de seda a 100 rs.
Meias brancas para senhora a 3* a duzia.
BARBOSA & SAST08 ___
Cocheira a yenda
Vende-se urna cocheira com bons carros de pas-
ct io, bem localisada e atregezada, por preco mui-
to mdico em razo de sen dono nao poder admi-
nistrar por ter de fazer urna viagem : os preten-
dentes acbaro com quem tratar rua do Duque
da Caxias n. 47.
Viuvos eviuvas
Podero ir Graciosa, rua do Crespo n. 7,
que acbaro sempre artigos proprios para luto,
taes como :
Leques pretos de papl, setineta e setim.
Vol'as, brincos, pciseiras e broches pretos.
Mi i as pretas, fitas, bicos de linho, l e seda
pretos.
Guarnices para camisa de homem.
Cadeias de fita, retroz e metal, pretas.
Meias pretas para criancas.
Uarle & C.
WHISKY
BOYAL BLEND marca VIADO
Este excellente Whisky Escesse preferivt
o cognac ou aguarden^ de canna, para fortifica
> corpo.
Vende-se a retalbo nos tu Iberos armasen*
molhado*.
Pede ROY AL BLEND marca VIADO cojo no
ce e emblema sao registrados para todo o Braail
________BBOWNS & C, agente*__________
Novas ls.nhas
A StO e 400 rea o covado
Acabara de chegar para a loja da rna.da lm-
peratriz n 32, um grande e bonito sortimento de
lsinhas de cores pa:a vestidos, sendo fazenda de
mnita phantasia, com cores claras e escuras, e li-
quidam-se a 820 e 400 reis o covado, por haver
grande porco na loja de Pereira da Silva.
Malvasia
Yinho proprio para senhoras
Em barris e a retalho : Pocas Mendes & O,
rna estreita do Rosario n. 9.
Teeidos de linho
A aoo ra. o covado
Na loja da rua da lmperatriz n. 33, vende-se
um bonito sortimento de fazenda de linho para
vestidos, tendo largura de chita franceza, com
muito bonitas cores e pslminhas bordadas, pe-
chincha a 500 reis o covado, na loja oe Pereira da
Silva.
Papoula & G.
N. 18Boa 10 CaH--N 18
Tem
Luvas de pellica, pelle de cao, eamurca, seda fio
d'Escossia e casemira.
Agua florida e Tricofero de Barry.
Sbemete diversos e curativo de Reuter.
Cambra las lisas, bordadas e abertas.
Camisas e ceroulas de flanella e meia de l.
Camisas sem collarinhos e sem punhos s/c e/p
c/c e c/p.
Collarinhos punhos, meias, plastrons, mantas,
gravatas de laco.
Lencos, esparthos, perneadores em cambraia,
vestidos da cambraia bordados, boleas tapetes, fi-
xs de seda e de l, casacas elsticos, casacas de
casemira greoadine de seda e todas de seda.
Alpacas de seda a 600 rs o covado.
Telephone 500.
VAPOR
e moenda
Vende-se um bom vapor e moenda com pouco
uso ; a ver no engenbo Timb ass. muito perto
da estaco do meamo nome ; a tratar na rua da
operador n. 48, 1 andar.
THES0URAR1A
DAS
wmm u tmm
Acha-sc yenda a 6a parte da Ia lotera a
beneficio da Santa Casa de Misericordia do
Recife que se extrahir quinta-feira, 21 de 0o-
tnbro ao meio dia pelo segainte
a centena em que sabir
24,000 bilhetes a 160000
Beneficio, sello e commis-
sao. .....
1 Premio de. .
1 Dito da ...
1 Dito de .
' 1 Dito do ... .
7 Ditos de 2:000$000 .
10 Ditos de 1:000,5000 .
16 Dito de 5000000 .
99 Ditos de 2000000 para
a centena em que sabir
o primeiro premio
99 Ditos de 1000000 para
a centena em que sa-
bir o segundo premio
384:0000000
69:0600000
314:9400000
_ __ 2
ioo.-omsooo
30:00c,j )00 :
10:0000000
4:00; WOO
14:0000000,
10:0000000:
o terceiro premio
Approxim a 9 8 e s do
2:0000000 para o pri-
meiro premio
Ditas de 1:0000000
para o segundo premio
2 Ditos de 6500000 para
o terceiro premio .
2,400 premios de 200000
para todos ob algarts-
mos finaes do primeiro
8:0000000 premio ....
2.400 Premios de 200000
para todos os algaris-
19:9000000 mos finaes do segundo
premio.....
9:9000000'5,140 Premios .
5:9400000
4:0000000
2:0000000
1:3000000
48:0000000
t
48:0000000
314:940J00

1 Vencedora
Rua da lmperatriz 82
i. H. Lento* Uarte
Neste estabelecimento encontrar o publico
sempre um co npd-to sortimento de miudesas e
objectos de moda e phantasia, e grande exposico
de brinquedos para enanca, per preco sem com-
peteucia, a saber :
Leques do diversas qualidades.
Socos para crianca.
Chaposinhas e sapatinhos para baptisado.
Enxovaes completos para baptisado.
lucos de todas as quali ladea e cores.
Sortimento completo da fitas, crese qualidades.
Punhos e collarinhos para homens e senhoras.
Completo sort.mento r>e 1 de todas as cores a
2/800 a libra.
Esparthos.
Grande ortimento de meias brancas e de cores
para i omens, senhoras e meninos.
Perfumaras de todas as qualidades.
Objectos de plaqu : broches, pulseiras, brincos,
voltas, alindes e mais artigas.
Velas de cera e boiras de todos os tamanhos.
Lnva*
De seda, braco inteiro.
dem, meio braco.
dem, de 2, 3 e 4 botes.
dem de Escossia.
dem preto, de 2, 3 e 4 botes.
fina de pellica
A 1*500 o par, e mais urna infinidade de arti-
gos que seria enfad nhi enumerar.
O proprietario dcste estabelecimento convida
seus freguezes e especialmente s Exmas. fami-
lias para visitarem o seu estabelecimento, e ava-
haren) o que acim fica dito.
82Rua de lmperatriz82
GRANDE
UM
99. Ditos de 600000 para
Caso a terminacho do segundo premio seja igual a do primeiro passari ao nu-
mero immediatamente superior.
Esta lotera divide se em 20 partes e os bilhetes em vigessimos de 800 ris
cada- um,
Os premios raaiores de 2000000 em cada parte estao sujeitos ao imposto pro-
vincial de 15 [0 e 5 i0 addicional sobre o referido imposto.
EXTRACCAO_PELA MACHINA FICHET
The.souraria das loteras, 15 de Outubro do 1886.
Augusto Octaviarlo de Souza,
Thesoiirelro.
BANHOS DE MAR
Superiores costutnes de excellente fazenda para
Para senhoras. ...... 101000
Para homens...... S 5000
Para criancas...... 5$000
Promptamente prepara-se qualquer eos-
turne para o que temos os nHlio* es teeidos.
o mesmo estabelecimento se continuar
a encontrar constantemente verdadeiras pe-
chinchas.
Boa Primeiro He Marco o. 20
.HATO DO LOl'VRE
Tetephone n. 158


Vovldade do Exooslcio Central. A
rna laraa do Roarlo n. 88
Meias de fio da Escossia, para senhora 1*8<>0
Ditas cruas e brancas, para senhora, rs. 800
Extracto Port'viene 2*000
dem Theodoro 2*0O
Boquet Carlos Gomes 2* dem Guarany 2*OX)
Linbas para machina, rs. 80
Meias, fio de seda 600
Bordados por to lo o preoo.
Expoalcao Central
Rua larga do Rosario numero 38
Luz elctrica
Vende:ae nm appaielho de illuminaco elctri-
ca, cont ido nm dynsmo Siemens, machina a
vapor, urna lampada de arco, eom intensidade de
2,000 velas, e dua* de 1,000 vela* cada ama, eom
o* competente* lampeoV*, fio* elctricos, soladores
e de mais accessorios, tudo experimentado e em
boa* condicSes de conservaco : a tratar no e*-
criptorio da compauhia do Beberibe, na do Im-
perador n. 71.
Exposico central roa larga do
Rosario n..'8
Damio Lima & O, chamara a attenco da*
Exmas. familias para os precos seguintes :
Carreteis de 200 jardas 80 rs.
Pecas di bordados de 200 a 600 rs.
Ditas do um palmo a 2*500 e 3*000.
Fita n. 80 para faxa a 2*500.
Leques regatas c D. Joannita a 1*000.
Frascos e extractos de Luhin, grandes, a2*000.
Leques D. Lucinda Cnlho a 6*IXX).
Toalhas felpudas a 500 600, e 1 *<*>.
Duzia de meias para h mem a 3(000.
Ditas para senhoras a 3*000.
Luvas de seda a 2*0O).
Meias de fio de seda para menina a 1*000.
Colarinbos de linho a fx O rs.
Ditos de algoiio a 320 e 400 rs.
Macos de grampos a 20 rs.
Pecas de cordo p>' ra vestido a 20 rs.
avisivi is grandes a 320 rs.
Grampos invisiveis a 60 rs.
Um leque de setim (novidade) a 6J500.
Ricas bolcinhas de madreperola de 1*500 6*.
L para bordar 2*800.
Urna capi.Ha e veo de 15*010, por 12*000.
Um espelbo de mol lura por 5*500.
Urna pulseira de fita por 1*200.
Hlist a 400 e 601) rs.
Urna boneca grande le cera por 2*500 e 3*000.
NA EXPOSI.QAO CENTRAL
38-l.ua Larga do Rosario-38
Serrara a yapor
Caes do CapSbaribe u. 9S
S'esta serrara enenntraro os * ses, um grande sortimento de pirh> de resina de
inco a des metros de compnmenco e de 0,08 a
',24 de esquadros Garante se preco mais como-
io do que em outra qualquer parte.
Francisco djr Santos Macedo.
Pinlio de Riga
Acaba de ebegar pelo brigue Atalanta um com-
pleto sortimento de pinho de Riga da melhor qaa-
iidade e de diversas diraensdes, como sejam:
4 X 12
4X9
X 12
3X11
8 X 9
2 X 12
e tabeas da mesma madeira de 1 e 111/2 polle-
gadas.
Vendem MATHUE- AUSTIN C, rua do
.Commercio 18, i andar, ou no cae. do Apollo
a. 51, por Breos commodo*.
Os proprietarios do muito conhecido estabelecimento denominado
MUSEU DE MAS
sito a rua do Cabug n. 4, commuoicam ao respeta<-el PUBLICO que receberam um
grande sortimento de joias ias mais modernas e dos mais apurados gostos, como tam-
bern relogios de todas as qualidades. Avisam tambero que continuara a recober por
todos os vapores vindg da Europa, objectos novos e vendem por muito menos rae es
outra qualquer parte.
MIGUEL WOLFP & C.
4 RUA
N. 4 RUA DO
Coropra-se ouro e prata velha.
CABUGN. 4
DOMESTIC
Sao reconheciaas ser as maia
elegantes, as mais dura veis
em todos os sentidos.
AS MBLHORES
Para presos, e
illustracoes de todos
jam se
Domestic Sewng Machine. t
NEW-YOR, U. S. A.
circulares como
os estylos, din-
COROAS
MORTUARIAS
A loja de cera e na Ddqob ni Ganas i. 119 reci n
ssiletflo sor ment Oe ceroas nortearas, esfle o pe lia He sla-
ples al ao mlfeor o Bis rico, M i gosto coio m oaallOafio.
Gollocam-SB os ticos GRATIS a rataie dos coeprailores,
Quanto a precos desaam toda com-
petencia. J

i


Diario de PcroambucoTcrfa-feira 19 de Outubro de 1886
-
ASSEIBLEA GERAL
CAMAtlA DOS DEPUTADOi
SESSO EM 5 DE OUTUBRO DE
1886
PRESIDENCIA DO SR. GOMES DE CASTRO
1. VICEPRESIDENTE
(fi"ntinuac3o)
Ninguem pedindo a palavra encerra-
da a discussio.
Posto a votos o requerimento appro-
vado
Entra era discussSo nica o projecto n.
36, deste anno, sobre a lt-i provincial do
Para jue extingue a comarca de Maraj e
creou a de Mauan.
O r. Candido de olivefra diz
que estranhou ver este projecto cora urna
s discussio, porque devia elle ter as tres
do regiment. Pondera que essa delibera-
do da mesa baseou-se no art. 453 do re
gimento, que se em um outro da constitui-
So, mas esse artigo do regiment nio tero
razSo de ser porque o acto addicional re-
vogou esse artigo.
Faz diversas considraseles para de
monstrar que as assemblas provinciaes sao
corporajoas legislativas, e que as leis por
ellas votadas nao podem ser emendadas
pela poder legislativo geral. as eircum
stancias actuaes, porem, disto nao se trata
e tende ao projecto da commissio de con-
stituicio e poderes que deve ter as tres dis-
cussSes e por isso nio pode descobrir os
motivos por que Ibe foi marcada urna s.
Tem para esse pedido os antecedentes e a
ioco hiatorica que nao autorisam tal de-
beracao.
^Nio se oppoe ao projecto porque urna
reparacSo, embora serodia contra o acto
de um delegado da actual situacSo, que
cerceou urna das attribuicSes da assembla
provincial, mas ato nao impede que estra-
nhe a deliberajao do Sr. presidente quanto
a urna s discussio.
O Sr. Presidente diz que na sessao ae-
guinte dar as razSes do seu procedimenta
A discussao ca adiada pela hora.
O Sr. Presidente d a ordem do dia
para 6. .
SESSAO EM 6 -DE OUTUBRO DE
1886
PRFSIDENCIA DO SR. GOMES DE CASTRO, 1.
VICE-PRESIDENTE
Ao meio-dia comeca a chamada que ter-
mina ao meio-dia e dez minutos. Abre-se
a sessao.
E' lida e approvada a acta da sessao
anterior.
O Sr. 2." secretario (servindo de 1.)
d conta do expediente.
Vai a imprimir para entrar na ordem dos
trabalhos o parecer da coramissao de justi-
a criminal opinando que entre em discus-
sao e seja approvado o proejeto, vindo do
senado, abolindo a pena de acoites imposta
aos escravos pelo art. 60 do cdigo crimi-
nal e lei de 10 de Junbo de 1835.
Vio a imprimir as redacyoes dos pro-
vectos, conci-dendo um anno de licenca
com ordenado:
A Jos Olegario de Abren, lanyador da
recebedoria da Babia.
A Antonio Correia Sera, secretario da
repart cao fiscal junto coaipanhia Rio de
Janeiro City Improveraents.
A Ignacio Accioly de Vasconcellos, juiz
de direito da comarca de Caraaquam.
A Ernesto de Azeredo Coutinho Duque-
Estrada, ajudante do corrector da Caixa da
Amortisacao.
O Sr. Bario de Canind nao conseguio
ebter a palavra hontem para explicar o sea
voto sobre os additivos do senado, ao orjk-
mento da agricultura, relativos ao elemen-
to servil, tal-o agora: sempre acompanhou
o gabinete o pretende acompanhal-o porque
nao v motivos para hostilisal o, mas quan-
doi se tratar do elemento servil ha de votar
com a sua consciencia.
Sabe que era mais comraodo deixar de
comparecer para nao votar, mas prefere as
posieoes francas e definidas.
O Sr. Alfonso Penna pede a palavra
apresentar um requeriraento.
Vem mesa, lido, apoiado e apro-
vado sem discussSo o seguinte requri-
mento:
t Requeiro se requisito do governo, pelo
Ministerio de Estrangeiros, as infrmaseles
que existirera (salvo as de carcter reser-
vado) a re9peit3 da pretendida rectificaejio
de fronteiras entre as Repblica Argentina
s do Paraguay, pelo lado do Chaco.
c Sala 'las sesso^a, 6 de outubro da
1886. -Affonso Penna.
O Sr. Affonso Celso Jnior reclama con-
tra erros notaveis que sahiram no sea dis-
curso publicado no Diario Oficial; e apro-
veita a occasiao para apresentar um reque-
riraento :
Vem mesa, lido, apoiado, entra em
discussao e adiado por pedir a palavra o
Sr. Rodrigo Silva, o seguinte requerimento:
i Requeiro que, por intermedio dos Mi-
nisterios da Justica e Agri.ultura, se soli-
citen) do governo as segrales informacSes :
Que providencias tem sido tomadas no
intuito do salvaguardar os interesses dos
ingenuos no caso de remissSo dos respee-
ctivos serv; js, mediante indemnisacao pe
cuniaria ?
Que medidas tem sido adoptadas para
evitar, na hypothese, avaliacoas exagera-
das?
i Podem taes avaliacctes ser superiores
ao mximum da tabella de valores de escra-
vos tinada na lei de 28 de Setembro de
1885?
Sala das sessSes, 6 de outubro de
1886. AffoDSo Celso Jnior.
O Sr. Affonso Celso Jnior requer e a
cmara concede urna hora de urgencia na
de araanhi para tratar de estradas de ferro
da Baha.
O Sr. Jos Pompeo trata de negooios
polticos do Cear, respondido a .um dis-
curso do Sr. Alvaro Caminha pronunciado
em sessio anterior.
O Sr. Affonso Celso Jnior diz que a
propaganda abolicionista vai ganhaudo ter-
reno no paiz, pois nio ha manifestacao pu-
blica em que ella nao se faca ouvir. Apro-
veita os poucos minutos que tem para 1er
urna declarajao publicada era urna folha de
Ouro-Preto, capital da provincia de Minas,
que conta mais de 300,000 estravos, de-
claracao firmada por grande numero de
advogados distinctos, entre os quaes ha li-
beraos e conservadores que dizem que nao
patrocinaro causas contra os escravos.
Leu o documento para que fique consig-
nado nos annaes da enmara.
ORDEM DO DIA
REVELACAO DE PRKSCRIPCAO
Contina a 3.a discussao do projecto n.
57 deste anno, relevando de prescripsao a
D. Josepha Leopoldina de Mello Gondin
para receber a tersa de sua irrai e o que
tver direito pela morte de seu irmao o Ba-
rio de Araujo Goniin.
Ninguem pedindo a palavra- encerrada
a discussao. ,
Posto a votos approvado o projecto
com as emendas e remettido commisBio
de redaccio.
JUBILACAO DE MONSENHOR MANOEL
SANTOS PEREIRA
DOS
FOLHETM
D
EMM ftOSA
POR
iavies de mim
GOSTinAJAO SE SI&OLO
( Con ti auag o do n. 239)
xvra
Depois de um silencio tSo cheio de amar-
gor, Emma tornou:
Compaixio de mira Sira.... Mas
que faria elle de urna infeliz rega ? E nd
era compaixio que eu espera va delle. Oh I
se eu podesse morr^r, como seria melhor do
que viver assim I Infelizmente, chamo a
morte e t-lla nao vera. Pois bera, eu irei
procural-a. O Sena corre pertj jaqui.
Quando me troux-ram para esta casa eu o
atravessei. Eu aihda v**jo bas'ante para
l ir. L cbfgarei e elle ha de tragar o
aeu eorpo Acabarei com a vida. E' urna
falta, bera o si, qu-isi ura > rrae, mas Deus
que a bondade soberana, Deus que julga
as intenyoes e nao os actos, aaber que nao
posso mais viver e ha de perdoar-me. Mor-
rer aos dezesece annos, quando tenho no
coracio duas adrasele.... Oh 1 rainba
mail... Oh I Leio! .
E novas lagrimas, correndo com abun-
Entra em discussao nica o projecto n-
50 sobre jubilaeio ao monsenhor Manoel
dos Santos Pereira, como professor de la-
tim de Seminario da Bahia.
O Sr. JoSo Penido v a ordem
dem do dia cheia de negocios particulares.
Todos os pretendentes saliera servidos e
isso porque a cmara faz fogo com plvora
ingleza. Bem sabe que perde o seu tempo,
mas ha de continuar a clamar contra estas
concesses por que o parlamento nio casa
de misericordia.
A nevrose cardiaca nao molestia que
impesa a ninguem de trabalhar o este pro-
jecto nao passa de um favor que se quer
fazer. A jubilaeio d-se a quem est com-
pletamente impossibilitado de trabalhar.
Conheceu um doente de nervrose que fi-
cava melhor, sempre qae ouvia cantar, ou-
tro quando lio Tcito, e ontros classicos,
que tiou quasi sabendo de cor. (Hilan-
dade).
A cmara vai approvar o projecto mas o
orador sempre ha de votar contra favores
desta ordem.
O Sr. Lacerda Werneck enten-
de que o nobre deputado >r. Joio Penido
nao tem absolutamente razio.
A peticSo veio acompanhada de todos os
documentos e entre este ha attestados de
mdicos distinctos da Bahia, que declara-
ra m que monsenhor Santos Pereira est
doente. A commissio alera disso toi infor-
mada pela deputacio da Bahia que o pe
ticionaro est enf-rmo.
Disse o nobre deputado Sr. Penido que
teve doentes que melhoravam ouvindo can-
tar e lendo os el issicos ; o orador tambera
conheceu ura medico de Minas que cura-
va nevroses cardiacas mandando os doen-
tes plantar batatas. (Hilaridade.)
O nobre deputado opp3* se systematica-
mente a todas as concessoas desta natu-
reza.
O Sr. 'andido de Olivefra pen-
sa que o governo deve estar muito contra-
riado, porque a ordem do dia mostra que
o governo nio foi consultado a respeito, se
ti vase sido o nobre mioistto da fazenda
nio teria consentido neste projecto que
vem augmentar as despezae, quando S.
Pxc. lanca impostos.
O orador notou o constrangiraento do
nobre leader quando so abri a sessao para
decretar novas despezas, burlando assim o
programma de economas, se que ainda
existe.
Tendo a cmara adiado outros projoctoa
mais importantes, nao se deve agora occu-
par com conegos Santos Pereira e que-
jandos.
Nio coroprehende que se v perpetuan-
do o systama de concessSes individuaes.
Se o governo entende que nio basta a lei
que regula as aposentadoras reforrae-se a
lei, para acabar com privilegios partcula
res. Estabalesio-se regras.
O autor da reforma reg mental deve es-
tar convencido de que o escrutinio secreto
s serve para abrigar fraquezas, era vez
de ser urna garanta para o thesouro. As
bolas brancas e pretas, tem percorrido as
bancada e a maioria, tem sido sempre
das brancas, nunca foi a favor do thesouro.
O projecto, que passar posteridade
com o no me de sovelio, est na ordem do
dia, mas este te'e preferencia na d's ussio.
Quizera ouvir a opiniio do nobre ministro
da fazenia, para saber se S. Exc. que
conhece a posicao do thesouro, aclia que
este projecto deve ser votado.
Os raesraos consideran los da commissio
conderanio o projecto de jubilasio, porque
diz, que o peticionario ainda nio tem 30
annos de exercicio, faltando-lhe tambera o
segundo requisito da lei que a incapaci-
dade physica, resultante de molestia.
A molestia allegada simplesmente urna
nevrose, que pode ser curada por muitos
meios, entre os quaes estio aquelles que o
nobre deputado Sr. Penido descreveu tio
pittorescamente; nio innabilita ninguem
de trabalhar : e urna vantagera para um
professor, tornando mais exigente com os
discpulos.
Nio estando presente o nobre ministro
da fazenda o Sr. presidente nio levar a
mal que o orador aprsente um requer-
ment.
Tem mesa, lido, apoiado e entra em
discussao o seguinte requeriraento :
< Requeiro o al amento da discussao do
projecto por quatro das, requisitando-se
do governo, por intermedio do ministerio
da fazenda informaeoes sobre a importan-
cia a que attioge a despeza com aposenta-
dos, jubilados e reformados dos diversos
ministerios.
Sala das sessBes, 6 de Outubro de 1886
- Candido de Oliveira.
Ninguem pedindo a palavra encerrada
a discussao do requeriraento.
Indo-se proceder a votac2o verificou se
pela chamada nio haver numero para vo-
tar, fi-a, p> rtanto, prejudicado.
Continua a discussao do projecto.
O Sr. Olymplo de Campos:
Nota que de tantos projectos conceden-
do iguaes favores, apena9 tivesse a opposi-
c3o do Sr. Candido de Oliveira os dous
que se referen] a sacerdotes, sentindo que
688 nobre deputado nio esteja do lado
delles. Sustenta que o Monsenhor Santos
Pereira, nio pode continuar no magisterio,
e isso o demonstra o attestado que apresen-
tou, que nio pode ser acoimado de gracio
so e amito menos de falso. Pondera que
para a aposentadora, nio sio preciosos
trinta, sim, porm 25 annos de magiste-
rio, e, conclue declarando que j apresen-
tou um projecto, regulando a aposentado-
ria dos protassores dos seminarios, mas,
que nio justo, nio tendo ainda a cmara
tomado nenhuma resolucao a- respeito, que
por isso soffram os que tem pretenco-s
justas.
O Sr. Affonso Celso Jnior
subs rev as o pinies dos Srs. Penido e
Candido de Olheira e anda nada se alie-
gou na discus8o que o levas e a votar a
favor do projecto. Ueferindo se votacao
por raeio de bolas, nota que, alm dos in-
convenientes que origina, offensiva
dignidade da cmara : esse systema deve
ser reformado. E'-lhe indifferente que o
peticionario seja sacerdote ou nio; para
Pensa que para cortar essas discuasSes
no parlamento deve tomar-se urna medida
geral. Trata dos vlgarios collados e decla-
ra que tem de mandar duas emendas, urna
no sentido geral em rclasio aos vigarios,
porque convm crear vantagens de modo
que os.sacerdotes concorram aos concursos
para o preeucbimento das vigararias, e
outra especial, ao projecto, que salvar a
responsabilidade da oa uara, que, tendo
si o sacerdote um cidadio como outro
qualquer. Vota contra o projecto, nio s
porque nio justifica a aposentadoria a data
da nomeasio de que trata ura dos consi-
derandos, data que, quando inuito, pode
servir para a biographia do monsenhor,
como porque a nevrose cardiaca, segundo
a opiniio competente do 3r. Penido, nio
impDssibilita do magisterio, x-resce que a
ceasio desse exercicio pode prejudicar o
peticionario, que, assim como ple aer
desembargador da relasio metropolitana e
provisor do bispado, tambera pode ser pro-
fessor.
Tem certeza que o projecto passa e por
isso vai apresentar como emenda ura pro-
jecto concedendo aposentadoria ao Sr. Ba-
rio de Saboia, que est muito mais no
caso de tl-a que o peticionario. L os con-
siderandos do parecer apresentadoem 1834
para provar a justisa da aposentadoria e
conclue declarando que necessaria a re-
forma do systema de votasio por meio de
bolas.
O Sr. presidente declara que nio pode
aceitar a emenda, l o art 127 do regi
ment que exige deliberasio da cmara
para entrar na ordem dos trabalhos pro-
jecto que tendo do a alguma commissio,
esta nio de parecer no prazo de trinta dias.
O Sr. Affonso Celso Sunior diz que
estando o projecto ha mais de tres mezes
na coramissao, sem ter dado parecer, por
isso apresratou a emenda, mas sujeita-se
deliberacio da presidencia.
O Sr. Presidente diz que a aceitasio da
emenda seria a anulagao do que dispSe o
art. 127 do regiment.
O Sr. Araujo Plnho estranha a c>
lenma que a opposisio tem levantado por
causa deste projecto, analysa os argumen-
tos do Sr. Candido de Oliveira e trata de
demonstrar que, alm de ter o peticiona-1 a forsa de conservar na casa
rio o tempo allegado para a aposentadoria,
o attestado quo l, assignado por faculta-
tivos insuspeitos e corapetentissimos, prova
que elle est inhabilitado para o magiste-
rio. Pondera que ha lei qu> dispoe sobre
a jubilasio de diversos funecionarios, no
entanto a que refjrmou os seminarios nada
diz sobre a dos professores e por isso
que o parlamento tem de pronunciarse a
respeito, porque nio ha urna lei geral. Ad-
mira a opposisio do Sr. Penido, quo j
tem assignado pareceres concedendo iguaes
favores. Conclue justificando a aposentado-
ria do Sr. monsenhor Santos Pereira, as-
segurando que para ella con-orrem todos
os requisitos exigidos, devendo por isso
dancia, augmentavam ainda o mal da po-
bre Emma Rosa.
Pbssou urna noite terrivel, noite que Ibe
pareceu nnnea mais acabar, e foi s depois
das cinco horas da manhi que, completa-
mente abatida, adormeceu.
Sopbia, muito admirada, e mesmo um
pouco inquieta por nio ter viuo o irmao
na vespera noite, mandou logo s oito
horas Marietta ra de Gungaud, afim
de saber se Osear tinha entrado.
A antiga amasia do Sr. de Gevrey tam-
bera tinha urna chave do aposento.
Marietta toraou essa chave, abri a por-
ta exterior e foi direito ao quarto do ex
mscate.
Osear nao estava l e a sua cama feita
provava que elle nio se tinha deitado.
A criada de Sopbia pensando que Em-
ma Rosa talvez soubesse alguma causa, en-
trn no seu quarto para interrogal-a, mas
vendo que a menina dorraia, retirou-se p
ante p, para nio a:ordal-a, e voltou para
dar cynta sua ama do resultado negativo
da sua visiti rui Gungaud.
Sophia semio redobrar a sua inquieta
So e Vfstio-se a toda a pressa.
as eir -urastancias ein que estavam ella
acreditav i firmemente que Osear era inca-
paz de se deixar arrastar urna noite iotei-
ra de taverna em taverna por alguns dos
seus caraaradas antigos.
Ella conbecia o posto de obaervasio es-
tablecido pelo ir nio no canto da ra Bo-
naparto e pas84gem das Bellas Artes.
Alli, talvez, ella obtivesse alguma infor-
inacio.
Para l foi sera perder um momento.
A barraca estava aberta e a velha l se
chava, vendendo os jornaes da raanhS.
Sophia sentio a sua inquietagio tjansfor-
mar-se em angustia quando verificou a au-
sencia de Osear.
Approximou-se da barraca e perguntou
em voz um pouco trmula :
Minha boa mulher, nio vio boje 9'
moco que me alugou por alguns dias a sua
lojinha ?
Nio, senhora, responden a velha, e
isso admirou-me muito. Cheguei s sete
horas como sempre, para receber os cera
sidos que o meu locatario dava me regu-
larmente. Nio estava aqui. Indagueialli
do mercador de vinhos em frente ; esse
tambem nio o vio. Hontem noite par-
ti sem lhe deixar a chave, como de cos-
turae, tanto que boje fui obrigada a man-
dar abrir a barrica por um serralheiro,
por sigoal que me custou cinco sidos.
Pensei, entio, que talvez elle estivesse
doente e que nio viria e tomei o seu lug >r
para nio perder a venda... Acho que fiz
bem...
Fez muito bem. Sabe at que hora
elle ficou aqui hontem ?
O vendedor de vinho disse-me que o
tinha visto ainda depois de oito horas da
noite.
Isso singular I disse Sophia.
Entio elle nio voltou para casa?
Nio.
Ah I bom Deus, aconte ;eria algnma
cousa a elle T
E' isso justamente o que eu receio.
E' aeu marido, minha cara senhora ?
E' meu irmio.
Urna desgrasa chega tio depressa !
Porque nio vai pedir informa s^es poli
cia e ver a Morgue ?
Essa ultima palavra produzio um cala-
fri em Sophia.
Sim... Sim... murmurou ella, hei
de ir.
E deixou a velha.
A Prefeitura... A Morgue, repetio
ella. Osear talvez se mettesse em algura
rolo e fosje preso. Vou ao deposito recla-
mal-o.
Ella foi Prefeitura, dirigio-se a um em-
pregado muito polido e explicou-lhe o tira
da sua visita.
O empregado, iesejando ser agradavel
a urna moca bonita,deu-se pressa em obter |
ser approvado o projecto.
O Sr. Penido felicita-se e cmara
por ter encetado a discussao, pois propor-
cienou assim occasiao de aer ouvido o Sr.
Araujo Pinho, que tio brilhantemente fal-
ln. Sustenta qu9 o attestado gracioso,
e todos 8abera com que acilidade em cer-
tas coniieoes elles se paasam. Nevrose
cardiacacom accessos a molestia do pe
ticionario mas essa impede do exercicio do
magisterio, essa nevrose, permita sc-llie a
expresso, sao urna especie de hemorrhoi-
des no coraeao (hilaridade) e aos que sof-
frem dessa nevrose acontece o mesmo que
aos que soffrem destas, tem accessos, fi-
cam tristes, suseeptiveis, raivosos, mas
logo que passara os accessos ficam soc.-ga-
dos. Se o funccionario pode ser dezembar-
gador e proviaor pode tambem ser profes-
sor, para quem pode o mais pode o menos.
Cabio das nuvens com a emenda apresen-
tada nio cora muita coherencia pelo Sr.
Afonso Celso, aposentando o Sr. Saboia,
um homem valido, cuja ausencia do ma-
gisterio traria grande prejuizo. Entre os
dous antes aooaente-se o padre .do que o
medico, e viria a emenda a ser peior do
que o soneto.
Nio faz opposicio systematica, tam ce-
dido algumas vezes, mas quando o peticio-
nario est realmente impossibilitado de ser-
vir.
O Sr. Affonso Penna depois de
elogiar a franqueza do Sr. Penido, faz di-
versas considerasies sobre a empregoma-
nia que parece ser o nico campo para
desenvolver se a actividade nacional, tor-
nando-se este paiz nio essencialmente
agrcola, m .s essencialmente burocrtico.
Mostra que urna das maiores difficuldades
dos governos est na suppressio de em-
pregos, lutando os ministros com os seus
proprios sentimentos e at com os seus
mais ntimos amigos. Est certo que o mo
tivo da sessao foi o projecto que se discu-
te. Entende que apassar o projecto deve
ser com a con iiyio de resignar o peticio-
nario os outros erapregos que exerce.
votadD no oi's-i'neuta da r;;eita urna emen-
da condemnando as accuraulaso's, nio ha
de votar um projecto que destre essa de-
liberasio.
Vem mesa, lida, apoiada o entra
em discussio, conjunctamerite com o pro-
jecto a seguinte emenda:
Ficando o aposentado impossibilitado
do exercicio de qualquer outro eroprego
remunerado.
a Sala das sessoes, 6 do Outubro de
1886. Affonso Penna.
Vem mesa, lido e vai commissio
de fazenda o seguinte substitutivo :
< Art. 1 Fica o governo autorisado a
jubilar com dou3 tersos dos venciraentos
que percebem os parochos collados e os
lentes dos seminarios episcopal que tiva-
rem 30 annos completos de exercicio
o | 1. A jubilasio fij.r sera effeito
no caso de aceitar o funecionario aposen-
tado novo emprego.
i Art. 2." R^vogim-se as disposisoes
em contraro.
Sala das sessBss, 6 de Outubro de
1886. Affonso P^nna.
O Sr. Candido de Oliveira no-
ta o acoda neato do encerraraento da dis-
cus8o das ementas do orsamento da agri-
cultura e a deraora na deste projecto, o
que prova querer a maioria fizer peniten-
cia do erro de hontem. O projecto tem ar
grande nu-
mero de deputados, o que nio se conseguio
em diseussoes muito importantes. Tem in-
forraayoes quo o peticionario um homem
robusto, mas dado o caso que esteja inha-
bilitado para o magisterio, o est para os
outros erapregos. O projecto incoheren-
te porquj nio o aposenta em todos.
Sustenta que o monsenhor Santos Pe-
reira nao tem o tempo para a aposentado-
ria e que a molestia t que talla o attes-
tado nio o inhabilita. Conclue declarando
que tem combatido sempre todos os pro-
jectos quo coucedem favores particulares
om prejuizo do thesouro.
A discussio fica adiada pela bora.
Vai a imprimir o parecer da commissio
E' lida e entra em discusid a redaccio
final do projecto n. 63 A substitutivo do
senado) sobre crime de damno e incen-
dio.
O Sr. Candido de Oliveira diz que a pre-
cipi acao com que a maioria en erra a dis-
cussio deste projecto veio mais urna vez
mostrar que a pressa iniraigi da perfei-
Sio. Se nio tivesse havido tanta precipi-
t ca ), o oradoi nio teria que revelar os
absurdos do projecto nem presenciar utn
facto novo, qual oda commissio de redac-
cio alterar e emendar o que estava vota-
do. Sabe-se que os projectis do senado
votados pela camra sera emendas nio vio
commissio de redactad, sio enviados
sanesio sem dependencia dessa commis-
sio, o que diz a nota 45 no art 158 do
regiment, quei. Da accordo com essa dis-
posicao ha precedentes mencionados na
mesoia nota, que tambera l, pelos quaes
vc-se que tratando se de projectos do se-
nado, adoptados pela cmara eera emendas,
quando ha algura erro de redaccio pede-se
ao senado licensa para altrala.
E' isso que se tera feito, a commissio,
pois, nio tem justificasio ; este projecto nio
foi emendado pela cmara e tem de ir
sanesio independente da commissio de re
iacsio, esta porm fez profundas modifi-
caeoes, at acurescentando um artigo, o
14 que nao estava no projecto e que, por-
tanto foi discutido.
Nio s isso. A commissio t)mou t,
liberdade de alterar referencias leis as-
sim no art. 5" deste projecto fazse refe-
rencia ao art. 4o, quando o projecto do
!
infrmaseles sobre as entradas ,da noite e
veio depois aifirmar a Sophia, qae nin-
guem chamtdo Rigault tinha sido levado
ao Deposito.
Essa resposta assistou, era vez de tran-
quillisar a irmi de Osear.
tita agradecen ao empregado e sahio da
Prefeitura.
Vamos, murmurou ella, irei Mor-
gi"-
Tomou o caminho desse edificio sinistro.
XDS
Durante parte 'da noite Angela Bernier
tinha reflectido, profundamente, sobre o
mysterio que a cerca va, as machi aas>es
tenebrosas de que era victima, bem como
a tilha.
Em vio torturava a iraaginasio, procu-
rando ura ponto da partida para as pesqui
zas cujas difficuldades quasi insuperaveis
ella coraprehendera na vespera.
Nio via esie ponto de partida.
A polica tinha empregado todos os seus
agentes que, depois tie terem se desviado
era pistas falsas, nio trouxeram senio in-
dicacoes mentirosas.
Que poda ella fazer, nio dispondo era
da organisacio. poderosa, nem doa recursos
ae soda a sorte da polica ?
Para guiar se no raeio das trevas ella s
tinha a energa da sua vontade, a violen
cia do seu amor materno.
Era muito, sem duvida, mas nao era
bastante.
O proprio substituto tinha confessado .
sua impotencia e \ngela nio podia por era
duvida o desejo ardente que tinha o Sr. de
Rodyl de descobrir a sua filha.
Leio Leroyer o Renato Dharvlle entio
fariam mais do que a m e o magistrado ?
Por certo, se soubesse em que riirecgio
caminhar, teria podido chamar em aeu au-
xilio a mocidade, a sua coragem dos mo-
Soa, e, sobre tudo, o amor de Leio.
Maa, perdida como estava, n> meio das
trovas, que podia ella pedir-lb.es? e que
poderiam ellas tazer ?
especial, nomeada para interpor parecer
sobre a denuncia dada pelo Sr. deputado
Coelho Rodrigues contra o Sr. conselheiro
Carneiro da Rocha, ex-rainistro da agri-
cultura, cuja conclusio a seguinte :
Do tudo quanto fica expendido a com-
missio entende que do acto denunciado,
argido pela denuncia, nio se pode con-
cluir que elle concorresae para despezs.8
nio autorisadas por lei, sem que celebras-
se contrato manifestamente lesivo aos co-
fres pblicos; portanto, de parecer que
a mesraa denuncia nio deve proseguir.
a Paso da cmara, 6 de Outubro de
1886. TristJo de A'ensar Araripe. Ma-
noel do N. Machado Portalla Jos Cesa-
ro de Faria Alrira. Lourenso de Albu-
querque. Euphrasio Correia.
O Sr. Presidente d a ordem do dia
para 7.
SESSO EM 8 DE OUTUBRO DE
1886
PRESIDENCIA DO SR. GOMES DE CASTRO
1. VICE-PRFSIDENTE
Ao meio-dia comeca a chamada, que
termina ao meio-dia e dez minutos.
Abre-se a sessao.
Sio lidas e approvadas as actas dos dias
6 e 7 do corrente.
O Sr. 1. secretario d conta do expe-
diente.
E' remettida a 3a discussio de inqueri-
to a acta de Santo Angelo, do 2o escruti-
nio do 3* districto eleitoral do Rio Grande
lo Sal.
Sio approvadas as redacs3es dos pro-
jectos relevando de prescripsio em que
incorreram :
D. Sosepba Leopoldina de Mello Gon-
din.
D. Francisca Joaquina do Moraes Quei-
roz.
D. Mara Deolinda de Azambuja.
O Sr. Presidente convida aos Sr8. de-
putados a compareceris amanhi, oo m io
dia, no paso do senado reuniio da As-
sembla geral.
senado refere-se ao art. 267. QuaDto s
penas estabeleiidas nesse artigo d-se o
mesmo facto. A coramissao adoptou um
processo todo patriarchal, nio sendo com-
petente para fazer essas alterases, para as
quaes o processo era outro.
Nio foi s para censurar a commissio,
que o orador tomou a palavra, mas para
mostrar os absurdos que o projecto encer-
ra, porque a commissio esqueceu-se de
faltas que lhe competa sanar.
Ha absurdos e anomalas na applicagao
de penas, nos artigos 6o e 7 o mesmo cri-
me punido com penas diversas.
Este projecto nio poltico, urna lei
que trata dos cidadios; e nio importa que
seja adiado, pois contm faltas gravissimaSj
erros e absurdos evidentes, quo convem
corrigir.
Estes assumptos devem ser estudados
asuradamente, por isso vai mandar um re-
queriraento para que o projecto tenha ou-
tra discussao afim de sarem emendadas as
partes que s-jara absurdas.
Vem mesa, lido, e conjunctamente
com o projecto, entra em discussio, qua
fica adiada pela hora, o seguinte requeri-
mento :
Requeiro que se abra urna nova dis-
cussio do proje.-.to n. 63 A, em que se
notam incongruencias e absurdos.
Sala das sessoes, 8 de outubro de
1886.-Candido de Oliveira.
O Sr. Rodrigo Silva (pela ordem): A
deputasio mmeada para requerer perante
o senado a reuniio das duas cmaras, na
forma do art. 61 da ConstitusSo do Im-
perio, desempenhou-se hontem deste hon-
roso devor.
Comparecendo s 2 horas da tarde, no
Paso do Senado, foi alli resabida com to-
das as formalidades; e tomando assenta
ao lado do nobre presidente, coube ao ora-
dor a honra de 1er a seguinte mensagera
da camra :
Augustos e dignissimos senhores re-
presentantes da nacieA cmara dos de-
putados nio tendo aprovado os additivos
do senado ao projecto de orsamento da
despeza do ministerio da agricultura, com-
mercio o obras publicas relativos dedc-
elo annual do valor primitivo do escravo 9
probibicao de que trata e 19 da lei n.
3270 de 26 de Setembro de 1885, e jal-
eando o projecto vantajoso, no3 enva em
deputasio, afim de requerermos em seu
nome a reuniio das duas cmaras, na for-
ma do art. 61 da Constituicio do Impe-
rio.
Paso do Senado, em 7 de Outubro de
1886. -Rodrigo Silva. M. Eufrasio Cor-
reia. Tbeodoro M. F. Pereira da Silva.
O nobre presidente respondeu, que o se*
nado tomara na devida considerayao a
mensagem da cmara doa Srs; deputa-
dos, communicando-lhe o que fasse deli-
berado .
Entretanto, a despeo dessas reflex5es
desesperadoras, ura nstincto mais forte do
qae todos os raciocinios dizia-lhe : E' pre-
ciso vl-08.
E de raanba, depois de descer ao apo
sent de Fernando, afim de pedir-lhe que
fosse ter cora o chefe de seguransa, para
saber delle ae os seus agentes tinham des-
coberto alguma cousa, ella pedio que lhe
ds8em por escripto a morada de Leio Le-
royer e para l dirigio-se.
Os dous amigos iara sabir juntos, quan-
do ouviram tocar a campainha da porta do
seu ap .3 rato.
Leio foi abrir.
Angela B rnier estava no Iimiar.
O inoy) sentio urna especie de estupe-
facsio e quasi de susto, vendo os estragos
ciusados pela dor no rosto da pobre mii,
mas nio deixou tr nsparecer essa dupla
impn-ssio, e tomando as suas as mios da
sua visita, fl-a entrar.
Ah minha senhora, exclamou elle
derramando lagrimas, como deve ter sof-
frido.
Sira, meu amigo, tenho soffrdo, dis-
83 Angela responden lo pressio das suas
iiaos por urna pressio nao menos aflwotuo-
ta, e nao est acabado, ainda tenho muito
que soffrer*
A menina Emma Rosa T balbuciou
Leio hesitando.
Infelizmente nio sei na la!... re-
pli -ou a hervana ia perdida no rneio d s trovas que me cercara.
- Ma ao menos est livre I procura-
remos juntos.
Procurar onde T Deram-rae quinze
ias para descobrir minha filha 9 Jar aos
meus aciusadore8 a prova da minha inno-
cencia. Ainda nio olhi nenhum indicio,
ou plo meaos, n -nhura indicio que possa
guiar me. tu soube que um carro parou
porta da casa era que Catharina mora e
que urna menina entrou nesse*cirro. Eis
tuio quanto a -i... Lso nio significa nada.
Fallaram-nos tambem nesse carro e
\
(Cotinna)
ha cinco dias que procuramos era vio, re-
plicou Leio.
Angela perguntou :
Mas, emfim, que pretendem fazer os
senhores ?
Tentar o impossivel.
Infelizmente, para tentar o impossi-
vel preciso um ponto de partida e flta-
nos esse ponto de partida. Sei que os mi-
seraveis prepararam a minha perda e a de
minha fiina, cora ura fim que ignoro e que
nio posso adivinhar. ... Esses ioimigos
ray8teriosos sio irapalpaveis e como deixa-
rio da sel o se o interesas que os instiga
continua a ser ura segredo para mira.
Interrogou Catharina ?
Sim, e por ella soube o modo por
que o canheuho de Cecilia Bernier pode
Ur si io introduzido e escondido no meu
quarto.
Angela era poucas palavras contou a his-
toria >io vidro quebrado por ura transente
que brincava com a bengala e do vidra-
ceiro que estava l justamente a proposito
para concertar esse vidro.
Cora certeza esses dous horneras enten-
diam-se... Erara os inimigos empenhados
na minha perda, ou pelo menos, os seus
instrumentos. Mas Catarina, nio doscon
fiando, julganlo que era simplemente um
desastre, nio prestou at'encio ao homem da
bengala,, era ao vi Iraceiro. Ella nao po-
de dar os sigtiaes nem de um nem ae ou-
tro e sem duvida nao os r^conheceria se
os encontrarse hoj i. Entretanto abi que
est a palavra do enigma terrivel! Como
descobrir essa palavra ? Eis o mpossve
de que o senhor fallos ha pouco.. Tumos
pela frente uraa muralha. Como galgala ?
tviiquanto andamos ao acaso na es uridao,
niuba filha di-s--ppareciu. Minha fiha tal-
vez esteja morrendo, talvez esteja morta I
E a pobre A'igela, de cajo peito sahiam
solucos, escondeu o rosto as duas mios.
(Continuar se-ha.)
Typ. do Diario roa Duque de Caxiat n. 42.

'
*
V
t





Full Text
xml version 1.0 encoding UTF-8
REPORT xmlns http:www.fcla.edudlsmddaitss xmlns:xsi http:www.w3.org2001XMLSchema-instance xsi:schemaLocation http:www.fcla.edudlsmddaitssdaitssReport.xsd
INGEST IEID EVLJCI385_D3R3Z6 INGEST_TIME 2014-05-19T17:34:25Z PACKAGE AA00011611_18960
AGREEMENT_INFO ACCOUNT UF PROJECT UFDC
FILES