Diario de Pernambuco

MISSING IMAGE

Material Information

Title:
Diario de Pernambuco
Physical Description:
Newspaper
Language:
Portuguese
Publication Date:

Subjects

Genre:
newspaper   ( marcgt )
newspaper   ( sobekcm )
Spatial Coverage:
Brazil -- Pernambuco -- Recife
Brazil -- Pernambuco -- Recife

Notes

Abstract:
The Diario de Pernambuco is acknowledged as the oldest newspaper in circulation in Latin America (see : Larousse cultural ; p. 263). The issues from 1825-1923 offer insights into early Brazilian commerce, social affairs, politics, family life, slavery, and such. Published in the port of Recife, the Diario contains numerous announcements of maritime movements, crop production, legal affairs, and cultural matters. The 19th century includes reporting on the rise of Brazilian nationalism as the Empire gave way to the earliest expressions of the Brazilian republic. The 1910s and 1920s are years of economic and artistic change, with surging exports of sugar and coffee pushing revenues and allowing for rapid expansions of infrastructure, popular expression, and national politics.
Funding:
Funding for the digitization of Diario de Pernambuco provided by LAMP (formerly known as the Latin American Microform Project), which is coordinated by the Center for Research Libraries (CRL), Global Resources Network.
Dates or Sequential Designation:
Began with Number 1, November 7, 1825.
Numbering Peculiarities:
Numbering irregularities exist and early issues are continuously paginated.

Record Information

Source Institution:
University of Florida
Holding Location:
UF Latin American Collections
Rights Management:
Applicable rights reserved.
Resource Identifier:
aleph - 002044160
notis - AKN2060
oclc - 45907853
System ID:
AA00011611:18958


This item is only available as the following downloads:


Full Text
AfilC LU iOIEfiO
PARA A CAPITAL E LltVFKS OXDE NAO SE PACA PORTE
Por tres mezea adiantados ... ........ 6,5000
Por seis ditos idem...... ......... 120000
Por um anno dem................ 24f$0O0
Cada numero avulso, do mesmo da............ #100
DIARIO DE
mm 161 oso se m
PARA DENTRO E FORA DA PROVINCIA
Por seis meses adiantados.........,.*....
Por nove ditos idem........... .
Por um anno dem................
Cada numero avulso, de dias anteriores..........
Jtoprieirate tft JJtaiwel fxgatvcfa he Jara 4 ftyos
13^500
200000
270006
0100
V
l>
I
i
Oa Srs. Amedee Prinee A C,
de Pars, silo os nossos agentes
exclusivos de nomnelos e pu-
blieacSes da Franca e Ingla-
terra.
Os Srs. Hiislmrae erntanos.
de New-York. Broad Way n.
"OO. sito os nossos agentes ex-
clusivos de annuncios nos Es-
tados-laidos.
TELEGRAMAS
ssa:53 mim& so iabi:
RIO DE JANEIRO, 15 de Outabro.
(Recebiio pelo cabo submarino).
O encerranenio da Auembla *e-
ral Legialatit a elTectuar neb ama
"lia a I li Segniram para o norte no paquete
nacional oh depatado sreraes: Ber-
nardo Antonio de Mendonca Sobri-
nbo. Henriqne Pereira de Lacena,
Angustio Olympio orne* de Castro.
Lulz Antonio Domiuguea da Silva.
noel Jos Blbelro da Cunta. Jay-
me de Albnqnerqne Rosa. Jo&o h,. da
Costa Agolar; oh senadores i Jixin
tbo Paes de Hendonra. Antonio Joa-
jos- de Siquelra Mendes. e o Dr. Pe-
dro de Atbabyde Lobo Moscoso.
><> paquete norte-americano FI-
NANCE, neguiro amnnli os deputa-
dos geraes : Fcllppe de Figueirda
Parla. Antonio Goncali Ferrelra e
Jos Bernardo Galvo Alcoforado
Jnior.
recommendam-se pelo seupreco baizo, quando bou-
ver de se facer a ana applicacoem grande escala.
Desinfectantes oxydantesOs desinfectantes
que pertencem a esta classe differem essencialmen-
te dos fixadorcs e anti spticos, quanto sna na-
tureca e modus operandi ; ellea lteram completa-
mente o carcter do processo da putrefaccao tor-
nando-o anlogo ao da decomposico da substancia
em contacto com o sr atmospnerico ; a decomposi-
co porm, muito mais enrgica por causa da
grande quantidade de ozygenio que estes reagentes
fornecem, oxygenio que transforma rpidamente o
ph'sphoro e o cnxofre em cidos e immediataraen-
te mineraliza, se se me permitte a expresso, os
elementos da materia orgnica em putrefaccao. A
accao dos oxydantes, qnando completa, definitiva,
e por esta razio 03 desinfectantes d'esta classe
teem decidida superioridade sobre os saes mineraes
e os compostos phenicos.
E' verdade que elles eo mais caros que os
fixadores ou 03 anti-septicos, mas preciso notar,
que os desinfectantes, oa mais baratos, empregados
em grande escala c de um modo permanente, como
para desinfecta > dos dejectos de urna cidade de
alguma importancia, se tornam <*xcessivamente
caros ; nos casos porm, em que o scu emprego
mais limitado, ou cm que a questo econmica tem
menor importancia, os oxydantes devem ser sempre
preferidos.
a Os desinfectantes oxydantes sao corpo3 poro-
sos como o carvao, argilas e outros ; silo gazes
como o chloro, o acido nitroso c o acido sulphuro-
so; oa sao saes soluveis como os manganatos, per-
manganatos e os bypo-cbloritos.
O carvao empregsdo em p, s ou misturado
com a cal ou outros compostos mineraes, afim de
desinfectar as fossas fizas oa movis ; elle opera
absorvendo os gazes : portanto evidente, que em
contacto com a agua e com outraa substancias a
sua aeco menos eSectiva, que quando empre-
gado em filtros pelo processo Stenhouse.
"
fflW 2 A HA7A3
(Especial para o Diario)
r-
BERLIM, 14 de Outabro.
Est restabelecido s. a. o impera-
dor da Allemanba.
LONDRES, 14 de Outabro.
Os jornaes da manb contlnnam a
oceupar-se com o accordo. que as-
segara-se. acaba de realizarse en-
tre a Franca, a Bussia e a Tarqnla,
a proposito do Egypto.
O DAILY NEWS, destara que a In-
glaterra permanecer no Kicypto.
pezar das asnearas indirectas de
que victima. neaffp ltimos lem-
pos.
MADRID, 15 de Outubro.
Acaba de
de sitio.
ser levantado o estado
Agen.ia lia vas, filial
15 da Outubro Je 1886.
em Pernambuco.
1NSTRDCC0 POPULAR
HTBlfiNE DA HABTALO
Di
BIBLIOTHECA
p
(Extrahido)
DO POVO B
DAS ESCOLAS
Dos desinfectantes gazosos o chloro decompe
a agua e fornece o oxygeaio no estado nascente,
muito apto n'estas condicoes para oxydar as sub
stancias orgnicas. O acido nitroso fornece do
seu oxygenio materia orgnica, e transfor na-se
cm bi-oxydo de acote, e este absorvendo o oxyge-
nio do ar o transporta de novo sobre a molcula
orgauiea, e, repetindo esta successo de absorpeoes
e de oxydaces, torna-se por assim dicer um veh-
culo que transporta constante e continuamente o
oxygenio do ar sobre a molcula orgnica em pu-
trefaccao,
O acido sulphuroso decompe o acido slphy-
drico e precipita o enxofre. Os oxydantes gazo-
sos teem o inconveniente de atacar 03 orgos res-
piratorios ; mas ao lado deste defeito teem a gran-
de vantagem de ir, gracas eua volatibilidade,
oxydar os erHuvios nocivos no espaco ; muitos or-
ganismos micro-chimicos, causa dediversas moles-
tias nao escapam sua aeco.
Ooa desinfectantes salinos soluveis merecem
particular menco os manganatos e per-manganatos
alcalinos : a sua accao oxydante desde muito
tempo conhecida dos chimicos e utilizada as ana-
lyses.
(Contina)
V-
.ARTE 0FFIC1AM.
CAPITULO III
As origens de infeceo e a bumida-
de. Os Insectos parsitas. Os
desinfectantes
(Contintacoi
Os partidarios das duas theorias da fermenta-
cao e putrefai cao interpretaos, cada um segundo
o seu modo de ver, accao destes desinfectantes. Os
qne admittem a origem zocphytica ou vital, pre-
tendem que os anti-septicos juntos aos residuos
acotados orgnicos os convertem em um mtio im-
proprio para .ervir de ninbo aos fermentos orga-
nisados, e. previnem deste modo a sua decomposi-
co. Os defensores da theoria chimica attribuem a
influencia dos antispticos sua reaccao sobre os
corpos orgnicos, os fermentos, no estado do seu
movimento molecular de decomposico, mal nao
explicara a natureza desta reaco. -
8rja qual for a explicaco destes phenomenos
chimicos, o facto que os productos empyreuma
ticos, oue se cbteem na destillaco de materias or
g&nlcas em diversus industrias, como no fabrico
do gas de illuminacao, no dos cieos gordos extrabi-
'.3 do alcatrao, na preparaco de cores de anilina,
etc., pos8uera poderosa accao preservativa coo:ra
v. putrefaccao, e desle muito teoipo sao introduci-
dos no commercio como valiosos d< cintectantes.
Estes lquidos em urna mis'ura de phenato de
cal secco com o sulpbito de magnesia sao fabrica-
dos em Manchester por Mr. Doogal & C, e vendi-
dos em grande escala.
Uns 100 centmetros cafeicos destes lquidos
impuros, oceupando a capacidad de um copo de
vinbo, laucados n'um balde cheo de agua, ein que
se tem dinido ama porco de cal, introducidos as
latrinas infectas, extngueos ou iiminnem conside
ravelmente o mo cheiro ; a mistara pulverulenta
de phenato de cal e salphito de magnolia, espilba-
da nos sitios mal cheirosos, diminue consideravel
mente o mi cheiro.
Os lquidos empyreumaticos de que se trata
sio empregados para tornar Inodoros os lquidos
residaaiios das fabricas, assim como os dejectos
das cidades, com alguma vantagem, como o sao os
desinfectantes fixadcres cm casos particulares ;
mas preciso confessar que a sua accao nao nena
completa, nem permanente. Estes desinfectantes
Ciovcrno da Provlnela
EiPEDIESTE DO DA 4 DB OUTDBBO DE 1886
Actos :
O vice-presidente da provincia, attendendo
ao que requereu Sebaatiao Tavares de OHveira
Brandao, professor da cadeira de ensino primario
de Quipap, e tendo em vista a informacao n. 319
de 24 de Setembro findo, do inspector geral da
lostruccao Publica, resolve conceder ao peticiona-
rio um mez de liecnca com ordenado para tratar
de sua sade onde Ihe couver.
O vice-presidente da provincia, attendendo
ao qne requereu Seba:tXo Antonio de Albuquer-
qac Mello, professor da cadeira de ensino prima-
rio de Santa Thereca, e tendo em vista a informa-
cao n. 315 de 20 de Setembro findo, do inspector
geral da InstruccSo Publica, e o parecer da junta
medica provincial, resolve prorogar por 60 dias,
com ordenado, a licenca ltimamente concedida
ao peticionario para tratar de sua sade, onde lhe
convier.
O vice-presidente da provincia, tendo em
vista a proposta do inspector do Thesouro eonti-
da em officio n. 174 de 30 de Setembro findo, re-
Iso'.ve nomear o cidado Manoel Correa de Albu-
querque, para exercer o cargo de esenvo da col-
lecoria provincial do municipio de Taquaretinga.
Con municou-se ao inspector do Thesouro Pro-
vincial.
O vice-presidente da provincia, resolve no-
mear o engenheiro Misael Domingues da Silva,
para exercer as funecoes de fiscal das estradas de
ferro de Kibeirao a Pesqueira e de Palmares a
Colonia Soccorro, devendo entrar logo em exerci-
cio relativamente a primeira, cujos trabalhos se
acham em andamento. Communicou-se ao res-
pectivo engenheiro e ao gerente da estrada de
ferro.
Oficios :
Ao Dr. Eneas de Araujo Torreo, presiden-
te da provincia do Para. Pelo officio a que res-
pondo da 21 de Setembro findo, fico inteirado de
ha ver V. Exc n'aqueila data prestad juramento
e assumido o exercicio do cargo de presidente dei-
sa provincia.
Aprsenlo a V. Exc. os meus protestos de esti-
ma e consideracio.
Ao inspector da Tbeeouraria de Fazenda.
Ao alteres addido cimpanhia de infantaria da
provincia do Piauhy, Segisnando Rodrigues da
Silva, mande V. S. facer carga da importancia
resultante do transporte at a capital do Mara-
nho, de um caixote, mediado 65 decmetros cbi-
cos, contendo artigos de fardamentos e armamen-
to que, para seu uso foram fornecidos pelo Arse-
nal de Guerra.
Ao mesmo.Communice a V. S., para os fina
convenientes, qne o presidente do Tribunal da Re-
laco participou ter concedido ao respectivo se-
cretario bacbarel Virgilio de Gusmo Coelho, a 29
do mes findo, 30 dias de licenca, com o ordenado
integral para tratar de ma sade.
Ao mesmo. Communico a V. S., para os
fina convenientes, que o segando juiz substituto
da comarca desta capital bacbarel Francisco Odi-
lon Tavares Lima, participou ter reassamido hon-
tem o exercicio de sen cargo.
Ao mesmo. Declaro a V. S., ess solucao a
sea officio de 28 de Setembro ultimo, sob n. 680,
e para que faca constar ao collector geral do mu
nicipio de Cimbres, que em vist. do 2 do art.
30 da le n. 3,270 de 28 de Setembro de,1885, so-
mente mediante documentos relativos antiga
matricula de Francelina e Mathias, poder elle
proceder regularmente a nova inscripcao desses
individes, o qne dever fazer com todo escr-
pulo.
Ao eDgenbeiro encarregado das Obras Pu-
blicas Oeraes. Approvo o contracto celebrado
para o fornecimento de mateiiaes necessarios ao
servico dessa repartidlo e das obras de conserva-
co dos pjrtos do semestre corrente at Dezembro,
e annexo por copia ao officio de Vmc. de 28 de
Setembro ultimo, sob n. 141.
Devoivo as dezeoove propostas que acompanha-
O citado officio Reme tteu-se copia ao inspe-
ctor da Tbesourana de Facenda.
A'junta classificadora de escravos do muni-
cipio da Aguas Bellas.Approvo por estar de ac-
cordo com o que esta presidencia decidi em 16
de Setembro ultimo, a nova classificaco, que por
copia de Vmcs. enviaram com o officio de 25 do
mesmo mee.
Recommendo que o agente fiscal, membro dessa
junta, findo peraute o juico de orph.Ios o praso do
artigo 34 do regalamento de 13 de Novembro de
1872, o qual dever ser Contado da data em que
for ahi reconhecido o acto desta presidencia, pro-
mova o arbitramento dos escravos que tverem de
ser libertados na forma do artigo 37 e seguintes
do dito regulamento, tendo nao menos considera -
cao a ordem circular do Thesouro Nacional de 16
de Julho de 1883, de que be deu conbecimento o
inspector da Thesouraria de Facenda na circular
de 22 de Julho ultimo sob n. 20, porquanto, os
valores mximos da tabella do 3 do art. Io da
le n. 3270, de 28 de Decembro do anno passado,
permittidos para nova matricula, nao firman d-
reito indemnisacao sem essas procedencias, que
segundo o 7 do art. 3 da dita le, continuar
at o encerramento do matricula, tanto mais quan
to cumpre ter muito em attencao o estado phyaieo
e outros defeitOB dos libertandos. Remeteu-se
copia ao respectivo juiz municipal.
Portaras :
Em additamento portara de 28 de Setem-
bro findo, mandando dar passagem corte no va-
por Cear ao tenente coronel Roberto Ferrera e
pessoas de sua familia, recommendo ao Sr. agente
faca transportar corte o filho do referido oficial,
de nome Osear com dous annos de idade.
Oatrosim, o menor Osvalds de que trata a dita
portara tem cinco e nao dous annos, como foi de-
clarado.
O Sr. agente da Companhia Brazileira faca
transportar corle, por conta do Ministerio da
Marinha, no vapor Cear. chegado do norte, os
voluntarios para o servico da armada, Francisco
Lopes Maciel Ribeiro, Jos Francisco de Almeida
e Manoel Joaquim do Nascimeato, enviados pelo
Dr. chefe de polica, os quaes para all seguem
disposieao do Quartel Oeneral da Marinha, con-
forme solicita o inspector do Arsenal de Marinha
em officio n. 503, de hoje datado.
O Sr. agente da Companhia Brasleira fsca
transportar a provincia do Maranho, por conta
do Ministerio da Guerra, no vapor espirado do
sal, um caixote medindo sessenta e cinco decme-
tros cbicos e pesando 11 kilos e 500 grammas,
contendo artigos de fardamento e armamento, des-
tinados ao alteres addido companhia de infanta-
ria da provincia do Piauhy, Segisnando Rodrigues
da Silva.Communicou-se ao director do Arsenal
de Guerra.
O Sr. gerente da Companhia Pernambuca-
na de Navegacao faca transportar para o presidio
de FernandoMe Noronha por conta de Jos Joa-
quim Alves_& C, os gneros constantes da inclusa
rdaco.
O Sr. superintendente da estrada de ferro do
Recite a Limoeiro, faca transportar at esta cida-
de por conta da provincia, o soldado do corpo de
polica Pedro Raymundo dos Sontos, que para all
segu a servico.
EXPEDIENTE DO SECBETABIO
Ao inspector do Arsenal de Marinha.8.
Exc. o Sr. vi ce-presiden te da provincia manda
communicar a V. Exc. ter expedido ordem para o
transporte corte, no vapor Cear chegado do
norte, dos tres voluntarios de que trata o seu of-
ficio n. 503, de boje datado.
A' agencia da Companhia Brasileira.De ordem
do Exm. Sr. vice-presidente da provincia, ac-
cuso o recebimento do officio em que V. Exc. par-
ticipa que o vapor Cear chegado dos pbrtos do
norte, hoje as 6 horas da manh, seguir para o
sul aman ha as 4 horas da tarde.
Ao inspector da Tbesourana de Fazenda
O Exm. Sr. vice-presidente da provincia manda
remetter a V. S. 15 ordens de Thesouro Nacional
de na. 1% a 207 e 209 a 211.
Ao Rvd. Frei Pedro da Purificacao Paes e
Paiva Para os fina convenientes communico a
V. Patcrndade Rvma., que se acha nesta secre-
taria a portara do governo imperial concedendo-
lhe licenca para impetrar do Nunciatino Apost-
lico breve da secularisaco perpetua.
DESPACHOS DA PRESIDENCIA DO DA DB 14
OUTUBRO DE 1886.
Aggeo Cesar de Andrade. Informe o
Sr. juiz municipal do termo de Palmares.
Antonio Paulino de Souza. Indeierido.
Antonio Jos Maia & C Cumpram
os supplicantes o despacho de 18 de Se-
tembro.
Cassimiro Jos Goncalves. Deferido
com officio ao Sr. brigadeiro commandan-
te das armas.
CommissSo administrativa do recolhi-
mento de Nossa Senhora da Gloria do Re-
cite. Informe o Sr. inspector do Thesou-
ro Provincial.
Enedina Floresta dos Santos Cordeiro.
Remetti lo ao Rvd. Sr. director da Co-
lonia Ophanalogica Izabel, para attender
peticionaria, vista de sua informado.
Padre Floriano Qaeiroz Coutinho. In
forme o Sr. inspector do Thesouro Pro-
vincial.
Padre Guherme Duque Bezerra.
Sim, mediante recibo.
Joaquim da Silva Ramos. Sim, satis
teitos os direitos fscaes.'
Manoel da Silva Mendonca Vianna. -
-itu, satifeitos os direitos fscaes e proce
didos as diligencias do estylo.
Minervina Francisca Caidozo. Re
mettido ao Sr. inspector do Thesouro Pro-
vincial para attender ao pedido, nos ter-
mos da saa informagao de 29 do mes fin-
do, n. 170.
Thom Joaquim do Reg Barros. De-
ferido com o officio desta data ao Thesou
ro Provincial.
Secretara da Presidencia de Pernambuco, em
15 de Outubro de 1886.
O ajudante do porteiro,
Antonio Silveira Carvalho.
Repartlcio da P olleta
Secc2o 2N lOl 9.Secretaria da Po
licia de Pernambuco, 15 de Outubro de
1886.-Illm. e Exm. Sr.Partecipo a V.
Exc. que foram hontem recolbidos na Casa
de D tengan os seguintes individuos :
A' minha ordem, Mara Alexandrina da
Conceigao, alienada, at que se offereca
opportunidade de ser transferida para o
asylo da Tamarineira ; Theodorio Jos de
Sant'Anna e Francisco Themoteo de An-
drade, lemettido pelo Dr. juiz municipal
do termo da Esuada, como sentenciado,
disposicjto do Dr. juiz das exeouefos.
A ordem do subdelegado do Recife, Vi-
cente Jorge, Nuuo Mara e Antonio Ban
deira, requisicao do cnsul pnrtuguez.
A' ordem do do 1. districto deS. Jos,
Maria Luiza do Espirito-Santo e Franco-
lino Gomes da Silva, por disturbios.
A' ordem do do 1." districto da Boa-
Vista, Jos Jeronvmo Cesar, por crime de
ferimento leve; e Americo Rocha, por
embriaguez e disturbios :
A' ordem do da Magdalena, Valeriano
Alves da Silva, alionado, minha dispo-
sicSo, afim de ter destino pare o asylo da
Tamarineira.
A' ordem do de Apipnos, Francisco
Andr Dias, por uso de armas defesas.
Hontem, por volta de 8 horas da noi-
te, foi o subdito portuguez Manoel Morei-
ra Riboiro espancado e forido levemente,
era seu proprio estabelecimento commer-
cial, ra da Imperatriz n. 2, pelo indi-
viduo de nome Jos Jeronymo Cesar/ que
sendo perseguido pelo clamor publico, foi
praso na roa do Mrquez do Herval.
O delinquente confessou o crime no auto
de flagrancia, aecrescentando que o com-
mettera mandado do acadmico Alberto
de Barros Falco do Laceida, mediante a
paga de sessenta mil res, que seria ele-
vada a setenta mil re3, caso o espanca-
mento fosae bem feito.
O offendilo foi vistoriado de ordem do
subdelegado do 1. districto da Boa-Vista,
que a respeito do crime abri inquerito
Hontem, s 10 horas da manh e
oa ra Imperial, isto na parte que fca
entre esta ra e a via frrea de S. Fran-
cisco, inuendiaram-se totalmente quatro
casas de palha, que serviam de habitagao
a diversas pessoas.
Deu causa ao incendio urna brasa de
cachimbo que cahira em pequea porgaq
de plvora que se achava em ama das
casas, a qual parece ter provindo de uns
barris que ha dias cahiram n'agua na oc-
casi.o de serem condnzidos para o paiol
di. Imberibeira.
Nao foi offendida pessoa alguma.
Pelo subdelegado do 1. districto de
S. Jos, foi remettido ao juizo competen-
te o inquerito policial a que procedeu con-
tra Joaquim Jos de Souza Correia preso
em flagrante por haver ferido levemente
a Manoel Leonardo de Lima.
Tambem pelo subdelegado do districto
de Maricota, foi remettido ao Sr. juiz de
direito da comarca de Iguiass, o inque-
rito a que procedeu contra Joo Pedro,
Jos Bernardo e Josino de tai, autores do
arrombammto praticado, com o fim de
roubar, na casa de rancho do subdito ita-
liano Raphael Claus.
-* Em data de 10 do corrente, assumio
o exercicio da subdelegada do districto
de Maricota o respectivo 3." supplente
Theotoniu ^mancio de Souza.
Deus guarde a V. Exc.Illm. e Exm.
Sr. Dr. Ignacio Joaquim de Souza Lelo
muito digno vice-presidente da provincia.
O chefe de polica, Antonio DomingoB
Pinto.
Auto de perguntas felfas a Alejan-
drino Alves de Menaonea. portei-
ro da Thesouraria de Faienda
Aos 29 da do mee de Setembro do auno do
Nascimento de Nosso Seohor Jess Christo, de
mil oitocentos e oitenta e seis, na Secretaria de
Polica, presente o Dr. Antonio Domingos Pinto,
chefe de polica da provincia, commigo Abdisio de
Vasconcellos, amanuense de saa Secrataria, aer-
vindo do escrivo, compareceu Alexandrino Alves
de Mend mea, a qnem o mesmo Dr. chsfe de poli-
ca iutcrrogju novamente do modo seguute :
Perguntad i se no dia 6 do corrente vio sahir o
fiel Caroeiro da Cunha, e se guando foi sala do
thesoureiro o servente Silva lhe disse que estav
a espera, sahuse o mesmo fiel ?
Responden que vio sahir o fiel Carneiro da Cu-
nha e por isso foi porta da sala do thesoureiro
saber porque motivo o servente Silva nao tratava
de fechar a porta, e perguntanJo-lhe porqu nao
fechava, elle lhe dase eslava procurando a chave
do gabinete que nao sabia onde o fiel a tinha
posta,
Perguntado em que lagar estava o servente Sil-
va quando elle respondente chegou porta da
sala?
Respondeu estava junto mesa como que pro-
curando alguma censa.
Perguntad* se quando disse a Silva qne tra-
tasse de fechar a sla elle o fec logo oa anda de-
morn-se ?
Respondeu que Silva inmediatamente fechou a
janella e em seguida a porta da sala.
Pergamado se costume arrumar-se oa limpar-
se as salas logo que acaba o expediente, ou no
dia seguate, pela manh, quando comeca ?
Respondeu que em alguinas seccoes fas-se esse
servico ao findar-se o expediente, porm qu: na
seceo do thtsoureiro sempre se tas esse servico
pela manh, visto como nao ha tempo de fazel-o
ao lindar o erpediente, porque as chaves da sala
devem ir para a casa do thesoureiro
Perguntad* sa no dia 9, antes de comecar s ex-
pediente, o S. 1 '.arnuiro da Cunha eateve na sua
Sola e o que faca ahi ?
Responden que exacto ter estado o fiel Carnei-
ro da Cunha em sus sala no dia 9, antes de come-
car o expediente e estove conversando e vendo
ama lista, de bilhstes de lotera.
Perguntado o fiel Carneiro da Cunha, tinha
de c .afume antes de com-car o expediente ir a
sna sala conrersar ?
Respondeu que tinha. assim como qnasi todos
os emprjgad-s vo a sua sala antes de cumecar o
expediente conversar e esperar que o serventes
preparem as salas.
Perguntado se anda estava em sua sala o fiel
Carneiro da Cunha quando se eapalhou a noticia
de terem se incontrado abertas as portas da casa-
forte ?
Responde! que nao se lembra bem se elle ainda
estava em saa st.la oa se tinha passado para a
Contadura.
Perguntado se o fiel Carneiro da Cunha mos-
trou-se pertirbado quando se divulgou a noticia
de terem sido encontradas abertas as portas da
casa forte ?
Responden que na occasio nao se lembra se
o fiel estava na sua sala e por isso nao pode dicer
o modo porqie elle receben a noticia, porm vio
posteriormente o fiel Csrneiro da Cunha no mes-
mo esta Jo em que estavam mais ou menos todos
os empregadts da ropartico, isto admirados
e sorprehendidos com o facto.
Perguntad se no dia 6 houve muito movimento
de gente na ropartico e maita gente foi a sala do
thesoureiro ?
Respondeu que nos primeiros dias do mez
nunca ha muito movimento na repartico e per
isso de presnmir que nao houvesae nesse dia,
assim como nao pede saber se foi muta gente a
sala do thesoureiro, porque da saa sala nao se
ve aquella, e nem mesmo se v as pessoas que
entraui para o lado da inspectora porque sua
ala nao fica fronteira a cicada.
I
Perguntado que juico forma a respe,to do fac-
to dado na Thesouraria e se no dia 9 quando
abri a repartico nao se encontrou algum ves-
tigio por insignificante que que denolasse ter an-
dado all alguma pessoa estranha nos dias que a
repartico estava techada ?
Respoideu que nao pode formar juico neuhum
a respeito do facto, porm que allirma como j
tem affirmado que na repartico nao foi encon-
trado vestigio algum de ter andado all pessoa
estranha nos das em que a repartico es-
tove fechada e at os capachos que costumavam
fi .-ar atraz da porta, do corredor, estavam no
mesmo lugai onde foram deixados, assim como
os caixoes que tambem ficam atraz da porta do
corredor, estavam nos seui lugares, pelo que lhe
parece por all nao ter andado ninguem.
Perguntado se havia possibiUdade de ficar al-
zuem dentro do edificio na occasio de fechar-se ?
Respondeu que julga imposaivel porque ha
muitos empiegados qne techara diversos compar-
timentos, que estes sao revistados nao s pelos
proprios empregados como por pracas da guarda,
alm da que nao ha por all esconderlos e os ar-
marios esto replectos de livros e papis e a pon-
to de ninguem poder se esconder dentro del les.
Disse mais que alm das portas da casa forte ne-
nhuma outra toi encontrada aberta, aecrescentan-
do que sabe que as portas da casa forte estavam
abertas por ouvir dizer, porque l nao foi verifi-
car. Quanto s outraa portas sabe que nenhuma
foi encontrada aberta, porque elle respondente
abre algumas e v abrir outras e estavam todas
sem alteraco.
Perguntado se j se deu o cas de alguem ter
tentado fi :ar dentro da thesouraria na occasio
de su fechar o edificio ?
Respondeu que desde o tempo que aili empre-
gado nunca se deu semelhante caso, e que tem
ouvido o continuo Simplicio, qne all empregado
ha 40 annos, referir que nuaca houve tentativa a
esse respeito e que urna tentativa de roubo que
j all houve ha muitos annos os ladroes preten-
dern! entrar pelo telhado.
Perguntado se vio quando o thesoureiro se reti-
rou no dia 6 da repartico ?
Respondeu que nao vio, mas ouvio dizer que se
tinha retirado mais cedo.
E nada mais disse e nem lhe foi perguntado pe-
lo que mandn o Dr. chefe de polica encerrar o
presente auto em que se assigna com o respon-
dente, Dr. primero promotor publico da capital,
as testemunhas abaixo e commigoAbdiaio de Vas-
concellos, amanuense servindo de escrivo que
de tudo dou t.Antonio Domingos Pinto. ib-
xandrino Alves de Mendonca. Manoel Jos de
Oliveira Lima.Demetrio CoelhoJoao Joaquim
de Frei tas Henrques.Abdisio de Vasconcellos.
Nada mais se continha em dito auto aqu fiel-
mente copiado a qual me reporto e dou f. Re-
cite, 1 de Outubro de 1886. Eu, Abdisio de Vas-
concellos, amanuense servindo de escrivo subs-
creva e assignoAbdisio de Vasconcellos.
Thesouro Provincial
'DESPACHOS DO DIA 15 DE OUTUBRO DE
1886
Camillo Luiz do Amaral Aragao. Ao
Sr. contador para conhecimento e ao con
tencioso para lavrar termo de contrato de-
finitivo.
Manoel Joaquim da Rocha e collector
de Taquaretinga. -Haja vista o Sr. Dr.
procarador fiscal.
Joao Feraandes Marques.Informe o
Sr. collector de Palmares.
Joanna Baptista da Conceicao.Ao
contencioso para cumprir o despacho da
junta.
Herculano das Neves Gomes, Manoel
Joao de Amorim e Antonio Francisco de
Miranda. Certifique -se.
Consulado Provincial
DESPACHOS DO DIA 13 DE OUTUBRO DE
i 886
Antonio Elisyo Antunes Ferreira. Cer-
tifique-se.
Joaquim Gomes Ferreira de S LeitSo,
Ferreira de Souza & C. e Martios Viegas
4 C. e outros. Informe al." secgSo.
15 -
Joao GongaUes Torres e outros. Cer-
tifique-se.
Almeida Duarte & C. e Manoel Fernn-
dea Velloso. A' I.* IM0*g para os de-
vidos lias.
Herdeiros de Alexandre Joaquim Saty-
ro, JoSo M..rtins Viegas, Juliana Maria do
Espirito-Santo o Jos Paulo Botelho. In-
forme a 1.a se .-gao.
Jos de Azevedo Braga & C lnde
ferido em vista das informagSes.
Mirandolioa Maria do Espirito-Santo.
Informe a 1.a scelo.
Pedro Jorge da Silva Ramos e Joao
Antunes Guimaraes. Certifiqese.
Instrucco Publica de Pernan
buco
DESPACHOS DO DIA 14 DE OUTUBRO DE
1886
Amelia Maria da Conceigao Ramos.
Prove o allegado.
Julia Maria Caldas Rocha. Cumpra-se,
regstrese e marco o prazo de 20 dias
para dentro delle entrar no gozo da licen-
ga.
Leobina da Barros Lins e Silva. Cum-
pra-se, regstrese e marco o prazo de 15
dias para entrar no gozo da licenga.
15
Jos Muniz Teizeira Guimaraes. Enca-
ra inhe-se.
Secretaria da instrucgSo publica de Per-
nambuco, 15 de Outubro de 1886.
0 porteiro,
J. Augusto de Mello.
INTERIOR
..
Diario
55
9 de
Outu-
C'orrespoadencia do
de Pernambuco
RIO DE JANEIRO Corte,
brooe 1886
StasABi :Os prncipaes as8nm,tos trat-dos as
cunaras.Como o gaverno coasiderou na
dos depurados os additives do Sr. Jos Bo-
nifacio.O parecer da commsso, sendo
relator o Sr. Lonrenco de Albuquerque.
Este e os Narcisos polticos. Os
tres deputados cearenses qua votaram
pelas emendas do Senado. Considera-
do s qne o caso suggere.Declaraco do
Sr. Canind.Discussono Senado so-
bre o pedido de tuso. A imeata* mili-
tar.Sua origem.Censura ao proev-
dimento do general Deodoro pelos Sr.
Candido de liveira e Silveira Martina.
Solucao dada pelo governo.
Os dous assumptos tratados ltimamente as c-
maras, que mais tm despertado a atteneao publi-
ca teem sido o que diz respeito a fuso e ques-
to militar segundo a termenologia do Paiz, o
qual quem tem dado ao caso maior importancia
do que este merece, elevando-o altura de ques-
to poltica, a que se prende a existencia do mi-
nisterio.
Comec&rei pelo primero.
Pelos jornaes de da 6, levados pelo Galicia, j
deve o leitor saber do que occorreu na Cmara doe
Deputados na sesao de 5, em que foram discuti-
das e votadas as emendas do Senado no ornamento
do ministerio da Agricultura. A commsso de or-
namento d'aquella, sendo relator o Sr. Lourenco
de Albuquerque, foi de parecer que se acetassem
todas as emendas com exeepeo dos dous additivos
do Sr. Jos Bonifacio, porque esses dous artigos,
dizia o parecer, sao podiam ser adoptados pela
Cmara dos Deputados, quer como iuterpetraco da
lei de 28 de Setembro de 1885, quer como modifi-
caco da mesma lei : no 1 caso a iutrpetracc
dada pelo Senado era contraria lettra e ao es-
pirito da lei, e portanto materia nova ; no 2", a
le de seamente nao offerecia itnsejo para a dero-
gaco de disposieao de urna lei especial, ultima-
mente votada para resolver o importante problema
do elemento servil. >
Foi o Sr. Cotegipe quem primero tomou a pala-
vra para expr o modo pelo qual o governo conav-
derava a questo ; e como o seu discurso j deve
ter sido publicado, ocioso dar um resumo -d!elle.
bem como dos dos dous que cm seguida foram pro-
feridos, um pelo Sr. Affonso Celso e outro pelo Sr.
Lourenco de Albuquerqxe. Mencionarei, apena;
como incidente, o final do discurso deste, que, amo-
finado com a maneira porque o Sr. Nabuco o tere
tratado, assim terminou :
Liberal de sinceras convieces, a despeito das
repetidas excommunhoes contra mim fulminadas
por espiritos nimiamente pretenciosos (apoiados) e
tomados da mais ridicula vaidade (apoiados), o
meu vote nesta materia nao exprime adbeso
poltica do gabinete, de que sou tranco adversario
e muitos actos do qual tenho combatido, creio que
com algum vigor (apoiados); significa, porm, Sr.
presidente, duas cousas que os Narcisos polticos
(risadas) nao comprehendem, e, por eonsequencia;
nao podem apreciarcoherencia e mparcialidade-
(Apoiados. Muito bem.)
O Sr. Affonso Celso JniorCoherencia e im-
parcialidade tenho tanta quanta V. Exc.
O Sr. Celso Jnior, que moco elegante e be-
nito, achou, como se v, que o barrete tambem lhe
servia. Mas este s foi talhado para o Sr. Nabu-
co, que o aceitn com apparencia de vangloria, pas-
sando recibo nos seguintes termos:
Narcisos polticos com effeito ama persoaa-
lidade to pouco offen3va quanto original. Esa
poltica, assim como em tudo o mais, o mytho grego
de Narciso doa mais bellos que possam inspirar
a direeeio de urna vida. Poder sempre ver a sus
imagem no espelho unido de urna idea, na cohe-
rencia crystalna de um sentmento desinteressado,
urna preoecupaco de que ninguem pode ter que
envergonhar-se. Antes isso do que ser o nico
nao ver a propra sombra, tal qual ella se pro-
jecta.
E contestando que jamis lancou excommunhoy
como fez o ministerio Sinimb e de que o Sr. Loa-
renco de Albuquerque foi executor, accrescentou o
Sr. Nabuco :
Nao vamos, nem fomoa alm do papel pol-
tico do Sr. Lonrenco de Albuquerque ; dissemo
somente que esse papel o do compadre que oe
prestidigitadores teem sempre o cuidado de-collocar
na platea, que s vezes bnga com elle, mas qne o
ajuda a faceros seus passes.
Deixo de narte outras palavras e alluses do Sr.
Nabuco, emyque o Sr. Lourenco de Albuquerque
via offensas aos seus melindres, e por isso appare-
"eunodia seguate provocando aquelle para qne
tasse franco e formulaase sem figuras de rhetoriea
as suts aecuaacoes. Na Paiz de hoje o Sr. Nabu-
co volta carga, dando urnas explicacfes Ion-
gas.
Deixemos, porm, esse incidente, que me affas'a'
ra da exposieao que estou fazendo.
Votados separadamente cada um dos additivos.
na forma do regiment, teve o governo 10 voto*
contra 14, entrando n'aquelles um liberal, o de
Sr. Lourengo de Albuquerque, c nestes cinco con-
servadores, os dos Srs.Dom'ogucs da Silva, Araripev
Bario de Canind, Caminha e Marcondes Piguei-
ra ; de modo quedos vinte deputados da oppjsieo
liberal once deixaram de comparecer, por j se t-
rem recolhido aos penates. 0 governo poda e de
va ter tido mais alguna votos, nao obstante j ba-
verem-se retirado psra as suas provincias treae-
dep'tados conservadores, a saber : um do Amazo-
nas, um do Maranho, quatro de Pernambuco, un.
de Alagoas, um de S. Paulo e quatro de Mina?.
Ora deaeontando-ae esses ausentes e os cinco
que voUu-am a favor das emendas, v -se que par
o completo do numero do3 deputadoS|Conservado
res faltara ainda uns nove oa dec, nao contande
as trec vagas existentes.
O Sr. Araujo Ges Jnior que ni occasio da
rotaco nao estava presente, quando chegou fez"
dedaraco do sto a favor do governo. 0 Sr. An^-
arade t iguera continua soffreuio de berberi _e
tanto qae parte a 14 deste para os Estados-Un-
dos, d'oade pretende regressar no mesmo vapor,
attenta a recommenlacao dos mdicos que decla-
rsun que quanto maia demorada for a viagem. at-
inar, melhor ser para elle. Nao consta que ne-1
ubutn outro dos presentes na cirte suffra de no-
lest'a que o prive de ir cmara ; mas tambera
nao consta que tivesse havido abateneao proposr-
tal, por deagoato ou motivo pesaoal para com osr
miautros.
Sabe-se por exemplo, que trec dos que faltaranr,
os Srs Baro de Diamantina, Bezamat e Fern8n-
des da Cunha Filho, sao amigos sem restriceao do
governo. O Sr. Ferreira Vianna, que estava a*
casa e retirou-se, nao o fec porque nao desejssae*
externar o spu voto na questo. Pelo contrarr",
foi pela raso inversa. Elle tinha Be inscripto pa-
ra fallar, e nao ser preciso dizei em que sentido-
0 faria a quem se recordar do discurso qne oVe
urouunciou na sesso passada por occasio de tra-
tar-s- de qu-sto idntica, de que resulfou a fu-
so qu ento houve e em que o voto da camaru
foi confirmado.
Encerrada porm, a discusso a requerimento-
do Sr. Rudri^o Silva, para corresponder ao de.se-
jo manifestado pelo Sr. Cotegipe de que a cmara
nao demoraase o seu prouuciamento, o Sr. Fer-
reira Vianna amuou-fe por ter perdido urna ve
mais de profligar as absorpsies e exhorta a cmara- .
a que revn lique o posto qu lhe cabe no me.-ha.-
uisino das nossas instituir/oes, e uo quic votar.,
declarando aos amigos que em quesees daquella-
ordem nao clava votos silenciosos.
Por tanto, ainda mesma que a falta dos quatre
ou cinco restantes,d.s que nao respondern cha-
mada, possa ser attribuida a um tal ou qual- love-
do de diesidenca em que andaram p r ahi a res-
uionear e em que j se falla, ser cousa de to
poaoo peso e consistencia, que bem possivel que,
vista da votaco havda, por si mesmo se dea-
S. a ,
O que, porm, anda nao puae eompreben-
der o voto dos trec conservadores ce rduses,
collocada como toi a questo pelo Sr. presidente do
conselho no terreno, puramente, da confianca po-
ltica.
r Se a cmara dos Srs. deputados entender que
o governo nao interpretrou a lei como devera, di
se o Sr. Cotegipe ; se a cmara dos Srs deputa-.







"


' I



Diario de Pernambuco-Sabbado 16 t Outubro de 1886
atender qae ogorgno nao merece* su coir
sa eU a oeeasio de te pronunciar .
Jmt uto diser que quem votar p las orneadas
va o miuisterio e retirava-lha a sua coa
Asada asis: referindo se interpretaoao ou al
rapio deque porventura careca a le, coneluio o
Ir. Coteijipe seu discurso com estas paiavras :
Na caso prosete, a questo outra maito di-
hu, propriameate uma questo de coofianca
a gabinete, sim oa nao. (Apoiados). De outra
a nao a comprobando.
i Quando houver quem. prapoaha a revogaaio
m alcana artigo? da- le, a sui modificac* ou in-
sipiiiUi.in. os aowrs* dsatn ideas, qat sei que
a teak > entre os caaaervadures, podero votar co-
sasas parecer.
< Coca isa) nao me offenderei, assim como tam-
baa alo me offendo com os votos que presente-
aseste derem co itra o ministerio.
Mas, uoa termos em que a questo est posta,
oa a considero uma qaestao de gabinete, e coma
tal a tomo e a apreseuto a cmara dos Srs. depu
taaba.
Mi sei, portanto, como aquelles tres filhos da
tama da luz, que pelo seu voto, fizeram coufisso
te las de 1885 e que por isso, bem merecida foi a
Basara que Ihe infligi o ganado, podem anda
asustar apoio a este mesmo governo.
O Sr. B irio de Caui id, tentou explicar o seu
vtC*, disenio que s-mora scoinpanhou o gabine-
te* pretende aompau tal-o, porque nao v mot-
V* atara hostliaal-o, mas quinlo se tratar do ele-
aaeat i servil ha do votar com a sua consciencia .
Oraeis abi I Foi a conseieacia do honrado de-
satado eearense quo o levou a retirar a aia con-
fciarii poutica aogiverno, pir causa da questo
asi sil, mas por oatro lado, que nao da c nsci n
CM, asas da vista,-o nobre deputado nao v moti-
va atara deizar de acompanbar o governo !
Soja o que ior, o neo isto de minha conta, o
SjtM teab i c para mun que o Sr. Portugal, que
tasaseis filho da trra da luz, compreheadeu me-
ter a questo do que os seas outros companheiros
* oio deu por isto, motivo a ser amaldcoalo pela
sae-terra.
Xj senado a questo de pedido da fuso deu mo-
tiva a am debate pouco longo, ra.a importante,que
taroon intil a discasso na assembla geral, ti-
raaoio-lhe o interesse que ella poderla ter.
O Diario de Pernambuco transcrever o que oc-
esrreo, e por isso denare tambem de extractar
asjai os discursos proferidos. Noticiare! someote
par aleo o caminho da discusso.
Ten lo o Sr Correia, aps a retirada da commis-
atoo da Cmara, prop03to, com) base para a dis-
sassi, que se marcarse dia e hora para a reunio
aav Assembla Geral, como requera a Cmara dos
Ddputados, o Sr. Affonso Celso, declaran lo que
uin pela fuso, telicitou o Sr. Correia por vi-o
restituido s funecoes toa a differenca da redaeco da actual moco da
da sesso passada, reiigida tambem p'lo inesmo
senador, d'onde coneluio que os conservadores j
arlssrt m a obrigat eguio se o Sr. Jos Bonifacio, que cnojecou de
elaraado que pertence ao numero dos que conside-
ran que a fuso obrigatoria n lo principio libe-
ral ; c depois de demonstrar esta tbese, passoa a
fiitr o histrico da questo e a fundamentar a
sa* emenda, conclu) dizenio que a questo esla-
va asu lada desde que foi estabeiecida perante a
C ii ira no terreno da confianza, e que assim
oatava contra a fuso, e nem ao menos desco-
bri* motivos pira o seu e impar -cim--ato, desde
rae ao tiuha de julgar ministros e a sentenca j
as .tea* pablie ida pe > voto d i Cmara.
O Sr. Cotegipe, f sendo tambem o histrico da
ave i 13. i e recordando os f icte-s occorridos no Se-
m!>. sob 9 pesp de cuja censura anda se achava
a (ftverno, mosirou que o seu procedimento nao
aevi* ser outro.
O Sr. Saraiva, achando que o Sr. presidente do
coasdho mistrou a maior sagacidade em expor os
teetos, entandeu dever tambem fazer a sua expo-
siei para oor as coasas no seu verd-ideiro p, e
fes a critica do pr >cediint-uto do governo, quer no
ao o porque execut >u a lei, quer n) carcter que
lea questo perante a Cmara ; conclaindo por
declarar, que, como bem disse o Sr. Jos Boaifi-
ata, elles poliam deixar de comparecer fuso, c
alotanos elle orador pretesdia n> comparecer:
a votacoj esta va declarada pelos 70 votos co-
alteeidos, e como o nobru presidente do consclh
aorta mostrar seu piderio pira uullificar o Se
!). eat ;adia que nao de vi a comparecer para ser
asi i gado por votos polticos.
VotCou o Sr. Cotegipa tribuna e rebatendo as
eensuras do precedente orador em todos o* p mtoi,
varguatou, qaanto absteuco de comparecer
fus-i i, si o Sr Saraiva tinha bem avaliadj o al-
eaace de um tal pr .c -dimeii" >. muito mais grave
ao (na recusar a fuso ; s *na a revoluco; nem o
seaaior, neo o deputado tem o direito de abst-r
ge de comparecer reonio da assembla geral,
a: seria annullar o voto das Cmaras, uma vez
dee-ttada' a fuso, tanto mais qu para que a as
i -ni t geral fanecione preciso que naja metade
e utais iin dos-senadores e metade e mais um dos
deputa los. *
Jicste terreno o Sr. Cstegipe apertou o Sr. Sa
raira, o qaal, em aparte, daclarou que cimpar-;-
eerta, otas na i votara, por nao saber como ha de
Votar, teado a quest* tomado feca) pilitiea. ,
O Sr. Pernandes da Ooolia em peiu-ui a calo-
roso discurso mostrou que a qu 'stao nica a resol-
ver ni taomento era diseraim ou naoo pedido
da fsi'.j ; que tu io mais eslava destocado e fra
da qaestj; que para elle orador dogma do go-
vera i reprcsentativi qu a fuso obrigatoria,
Com i passou a demonstrar, -mcluindoqua nao ad-
ktttia pro' ver -le cada um dar o seu voto e comba ter at a
gluma, porque nobre fiuar veacido em semelhan-
te causa.
O Sr. Dantas, cenvirando -tambem o procedi-
seatw do governo pelo mido porque se tem havido
em Coda a questo, coneluio declarando que vo-
tara contra a fuso, mas que comparecera.
Falloa por ultim) o Sr. Correia que, achando
vio aaver motivo para o repare do Sr. Affonso
Celso, quauto diftereui,-. i entre a redaeco da
aoco presente e a do anuo passado, mostrou quao
ertgoso seria admittir-se como recurso a absten-
eio, e fazendo diversas consideracoas a respeito,
eaoeluio expoado anda urna vez qual o s--u m >do
le eaearar a questo das emendas do Sr. Jos B>-
asfaeio, que conrm materia nova pela qual, sem-
Vre que ella apparecer, ha de dar-lbe o seu voto.
A fuso foi marcada para boje, hora em que
I eacreve estas liabas. O que della ha de sabir est
revisto.
' Paseemos questj militar, para a qaal Testa-
ste muito pouco tempo, visto approximar-se a hora
esa que devem fechar-se as malas p ira o Ele, que
parte esta tarde.
KeMioir-ov'-hei o mais possivel, deixau lo escla-
reeiaieatos mais ampios para utra occasio.
O lator connece a quebto Cunba Mattos, a que
aetttal ministro da guerra applicou o seguinte
aviso do Sr. Candida de Oliveira, origem de toda a
eeleuma .que ae tem levantado :
Pica approvada a declarac'o feita em oidem
do dia guarnico, em virtade de determiaaco
Ve-Jal deste ministerio, prohibindo a qaalquer otfi-
eia! do exereito alimentr discnsies pela imprcu-
aa, atada met-mo q'ie teja para jtmtificar se de al-
7 *< aecusacao menos justa, seas previa lie-oca do
nem> mnisterio; o que cimmuaico a V. Cxc.
para os devidos effeitos.Ao Sr. conselhero aja-
danta general. >
Coas efieito, nada mais absurdo e iniqno do que
tornar a defeza do militar, nos actos da vida eivil
e em negocios que smente afiectam a sua indi vi
daslidade orno cidadc, dependente do bom ou
a j querer do ministro da guerra.
Eristiam avisos anteriorese o primeiro delles
i do eonse.heiro Sebastii do Reg Barrospro-
^ibiulo discussoes pela imprensa entre militares e
aobre negocios de servico militar.
' Ten i i o coronel Cunba Mattos discutido nego-
cioj militares com o 8r. C ihi de Resen le, de-
patad ij publicando ao mesm> tempo parte da io.
araiacd -s saas e de sea relatorio, em que tratava
de puestees, qu anda nao tinham tido aplufo, e
aaai pedir liceaca.
J O Sr. Alfredo Chaves" mandn o reprehender in-
vaeaodo avise do Sr. Candido de Oliveira.
Discutido 0 tacto no Senado, o mesmo Sr. Alfre-
do Chavea, responden io ao Sr. Pelotas, dsae que
aa aeeeitava em absoluto a doutrina do final do
aviso, pois entenda que em sua vida particular o
sjjlitiir nao davia ser obrigado a pedir licenca
a* governo para defender se na imprensa. No
correr do dbate veio a pello uma rearetenso
aaalala dar em orden do da so teneote-coronel
HJoj-,;ira pilo Sr. Pranco de S. Esse oficial,
ave ve cha ao Rio Qrraoda d? Sul, entendev que
dena le 14 respmd-r nao s ao que foi dte ao
Svaalo pelo (Ilustre senador pelo Maraobao, como
eaaarar o procedimento deste, mandando o repre-
OSr. Alfredo mandoa noramente ao ajudante-
generat quo fosse reprehendido em ordem do dia o
tente-coronel Madureira. Este, ao ter conhec-
mento da deliberaco do ministro e antO' mesmo
quo loe chegasse a reprehenso, protestou contra
ella pela imprensa, declarando que nao hara lei
que autorisasse o Sr ministro da guerra a repre-
hender de modo to severo a um oficial superior,
por defender-se da desarrasoada aecusaco de um
senador; que por tanto, poda o Sr. ministro da
guerra repreheadel-o quantas vezes quizesse, que
elle estara prompto a respoudet perante um con-
seibo de guerra. Eda facto, nao ha como e vital-o
agora.
Btt o coateco da questo, de que a Federagio de
Porto Alegre, org&o republicano, apossou-se e tam
explerado, nao tanto, diga-ae s verdade como aeni
o Pm, em artigos de um redactor chefe, conside-
rando primeiro e mais convicto dos republicanos
militantes.
A officialidade das guarnicoes da provincia do
Rio-Graadc, com o Sr. Pelotas frente, enteode-
ram dever adherir ao protesto do tenante-coronel
Madureira e faser ama manif-staco. Os offiaiaes
da guarnico da capital, tendo de reunir-se para,
deliberarem a tal respeito, p-diram licenea ao ge-
neral Deodoro,commndante das armas e presiden-
te da provincia, o qual nao s deu a licenea com
foi reunio conjunotamoate com o Sr. Pelotas
e informou ao governo, que tudo se tinha passado
com a maior calma o boa ordem. Mas desde
principio o Pa comecou a publicar repetidos
telo-Tammas, noticiandoe exagerando os aeonte-
cimeutos, le ajuotava a esses telegrammas artigos
de fundo em que figurava as cousas de tal modo,
estando o exereito de um lado e o ministerio de ou-
tro, que nao havia outra soluoo para o segundo
seno demittir-se, ou snbmetter-se.
O Sr. Caodido de Oliveira, na cmara, e o Sr.
S'lveira Martins, no senado, interpellaram a tal
respeito o governo. Este respondeu com as infor-
inayoes que tiuha do marechtl Deodoro, affirmaa
do que saberia manter a disciplina do exercito.
O Sr. Candido de Oliveira as casaras dirigidas
quelle general envelveu tambem o Sr. Pelotas.
O Sr. Siiveira Martins ni tratou do segundo,
mas ascusou violentamente o primeiro.
O Jornal do Commercio deu hontem um artigo
de fundo muito sensato sobre a questo, e h >j
faz as considerares seguntes, precedendo & pu-
blicaco dos avisos que vo abaixo, soluco es'.a
qjea Gneta de Noticias tamban applaude :
Solacio razoavelO governo i nperial resol-
veu ejofiar mais alta corporafo militar do
nosso paz a honrosa incumbencia de, cstudando
os avisos relativos ao direito, que ssista aos mi-
itares de mar e trra para discatirem pela im-
prensa, apresentar projecto de instraeces em
que se firme d >utrna sobre semelhaute assumpto.
Esta deliberacao parece-ais ser mais coasea-
taaea com as boas regras de adminiatraf' i em
um paz de livra discussi. D;sie qua a epi
nio, pelos seus meios mais legtimos do manifes-
tarloj parlamento e a imprensamostrou-se
duvi 03a qu auto 4 extenso que se poda dar
qu-lles avsis, o dever d- um governo cnterioso
era justamente recorrer a frates do nformaya i
seguras e insuspeita9, procurar entre os mais
c mpetentes e experientes a elacidaco do pinto
ltiogo.
App'aadmos tanto mais cordialment--' o digno
Sr. ministro da guerra, pela saa resolnco, cons-
tante dipirfari.i que abaixo publicamos, quanto
bontem j i nos pronunciamos pir uma solacio
neste sentido.
Nio o recordamos por pueril vaidade ; ni que
hontem dissemos, tomos apenas eco .dos sentimentos
calmos e desnteressadjs, que s 'almejam o bem
publico.
Polgamos sempre quo consegaimos traduzir
fielmente esta opinio mlia, que a da grande
maioria da naco.
Promptos sempre para a defesa de qualquer
lira.tii que virmos ameajado, ou smplesment"
contestados, promptos igualmeate para aeoaselhar
e sustentar o respeito devido autoridade legiti-
ma, temos verdadeira satisfaga), quando vemos
na altaadninistrieai publica, reunidas a ener-
ga, que nasee, da honesta convieco, e o criterio
dictado prla diffijl misso do governo.
A portara a que nos referimis do teor se-
guate :
n Ministerio dos negocios da guerraRio de
Janeiro. 8 de Outubro de 1886. -Suscitando re-
clamacoas o modo porque entendida a douirina
dos avisas de 4 le Outubro de 189, 26 de Dezem-
5ro de 1848 o 4 de Julho de 1885.juatos por copia,
qua estabeieceram ivgras, segundo as quaes pj-
ileiu os militares da m ir e trra recorrer im-
prensa e cmviado que to importante assumpto
seja regalameatado clara e positivamente, manda
S. M. o Imperador por esta secretaria d estado,
que o conS'-lh; suprem) militar, revendo as dis
posicoas djs refa idjs avisos, aprsente, com ur-
gencia, um pr-j-cto de instruccoes que rejam esta
materia.Al/redo Rodrigis Fernanda Chaves. *
Como eonsequencia desta portara, foi expedido
o seguate* aviso :
Miaisterio dos negocios da guerra. Rio de
Janoiro, 8 de Outubro de 1886.Illm. e. Exm. Sr.
Transmiti a V. Ex., par.i sea conhecimsnto e
devidos eft itos, copia da portara que nesta data
dirijo ao conseibo supremo militar determinando
qu-, depois dos oecessar s exam;' sobre as dispo-
siaSes que esiabeleceram regras, seguodo as
onasa pilen a militares de mar e trra recor-
rtr 4 imprensa, aprsente, com urgencia, um pro-
jecto de instruccoes que, da modo claro e positivo,
rpjam esta materia ; ficando, portanto, suspensa,
at que o gjverno i nperial resolva sobra seme-
Ihaat-i assumpto, a execaci) d ;s avisos, a que se
retere aqu-lla portara, meaos na parte em que
probibem discussoas entra militares sobre oobjec-
to do servico.
-us guarde a V. Exc Alfredo Rodrigues
Fernandes Chaves,Sr. Conselhero Ajudante-Oa-
neral.
Ni ha fundamento na notiaia dada pela Gazeta
da Tarde, de que o Sr. Alfredo Chaves pedir de-
nisso e que o Imperador dissera que sendo elle
solidario com os collegas, devia sahir com todo o
ministerio.
KbviSTA DIARIA
Tribunal do Jury do BertfePre-
sentes 36 juizos de facto foi hontem installada a
5a seas) ordinaria deste tribunal no correnta anno
da qual presidente o Dr. juiz de direito do 3
districto criminal Thoinaz Garcez Paranhos Moa
teaegro, sendo a cadeira da aecusaco oceupada
pelo 1 promotor publico da comarca, Dr. Joo
Joaquina de Freitas H'nriqnes, e escrivio o capi-
to Piorencio Rolrigues de Miranda Franca
Apresentados ao juiz 11 processos, foijulgadoo
ro Casemiro da Costa Mello, que foi condemnado
a 1 mez de prisa i e multa correspondente a meta-
de do t 'inpo.
Aehtva-se elle pronunciado no arf. 201 do cdi-
go dr.minal e foi patrocinado pelo Dr. Luiz Gmig-
dio Rodrigues Vianaa.
Procedeu-se aiaia ao sorteio dos jurados se-
guintes.
Freguezia de Santo Antonio
Francisco Antonio de Albuquerque Mello.
Minoel Felippe Pimentel.
Freguezia de S. J*a
Francisco Flix de Mello.
Freguezia da Boa Vista
De Maxirni uio L ipes Machado.
Aristides Hoiurio Bezerra de Menezcs.
Freguezia da Graca
Joo Ricardo da Silva.
Jos Duarte Calixto.
Jos Nicolao P<-reira.
Freguezia de Afogados
Pedro Goncalves Torres.
Francisco U. de Carvalho Paes Barrete.
Jos da Assis Gareia.
Freguezia do Poco
Joo Silveira Carneiro da Cunba.
Tribunal da sselacoEm sessao de
hontem, qae foi presidida p-, lo Exm. Sr. conselhei-
ro Joo Antonio de Aran jo Freitas Henriqnes, ne-
gou este tribunal soltura ao bacharel Eduardo de
Barros F-lco de Lacerd i, thesoureiro da Thesou-
ra/ia de Fasenda, que impetrava habeos Corpus
por unanimidade de votos. Pela admisso da flan-
ea votaram apenas os Srs. desembargadores Tos-
cano de Brito e Buarque Lima. Deixou de votar o
Sr. Cunseiheiro Queiroz Barros por se ter declara-
do suspeito.
Noslclaa do SalO paquete inglez Ebe,
chegado hontem, apenas nos trouxe do Rio de Ja
neiro a carta do nosso correspondente, datada de
9 do corrate, que inserimos sob a rubrica In-
terior.
Da Babia t vemos folhas al caneando a 12 e de
Macei a 14 do correte.
Baha.No da 11, 4 1 hora da tarde, perante
a Cmara Municipal, com a solemnidade do esty-
0 forte de S. Marcello dea as salvas do estyto.
A guarda de honra foi prestada pelo 9. bta-
lho de infantaria, tocando as msicas do 16* e
da polica.
Tomara posse o entrara no exercicio do car-
go de inspector do Arsenal de Manaba o Bario de
S. Marcos.
Alagos.Gonstaya ao Diario da Alagos que
o Exm. Sr. Dr. Geminiano Ges partir hontem s
5 horas da manh de Penedo para a capital.
Rsumra-se no domingo, 10 do correte, a
Assoeiaoso Typographica Alagoana em assembla
geral de seos ssssciados, com o fim de proceder 4
eleico do conseibo director, que tem de fnneciooar
no anno de 1886 a 1887, a qual ficou composto dos
leguintes Srs. :
Vice presideata, Bemardioo L. de S. Amorim
Lima (reeleito).
l.o secretario, Pedro Nolaaco Maciel.
2." dito, Antonio Ferreira de Castro (reeleito).
Thesoureiro, Antonio Jos da Costa Sobrinho
(reeieito).
Procarador, Braz Prospero da Silva Caroat
(reeleito).
Vogaes Umbelino de Mello, Antonio Al ves,
Olympio da Fonseca, Antonio C. de Amaral, Pe-
dro Lisboa e Victor Cardoso.
Commiasio de oontasSeverano Mauricio, 8a-
tyro de Souza e Belmiro Dainasceno.
Constava que, tratando se do cargo de presi-
dente honorario, vago pelo fallecimento do Dr.
Das Cabral, res ilveu por unanimidade a corpora-
eao que contmuaase acephala a cadeira om que se
sentou to benemrito c. dada o.
L*mos no Orbe 'e 8 ;
Em Anadia teotaram contra a vida do Sr.
capito Ezequiel da Silva Pinto, collector e agen-
te das rendas n'aquella villa.
o Cidado pacifico e de conducta exemplar, ca-
valheiro tratavel e poltico moderado, ao pode-
mos ittriuuir esse negro attentado a faltas que
tenha comm 'ttido o Sr. capito Ezoquiel.
Ha algum tempo a esta parte o Sr. capito
Ezequiel tem sido victima de desacatos e teotati
vas de morte e coincidem esses factos com o c-
meeo da syndicanca determinada pelo governo
sobre cobranca de dizimo de gado, em que se dizia
h >iive leso para a fasenda provincial ; c, com ef-
fato, das pesqu'zas teitas eacoatraram-se provas
sob jas du ha ver sido o fisco defraudado em cerc i
de oito contos de res, tendo-se examinado uma
terca parte da cobranca.
t O Sr. Leopoldiao Burlcira de Mello, um dos
nomeados pelo goverao para a commsse de in
querito, soffreu um tiro de que esteve gravemente
doante ; desde ento nio mais se tratou da de
frau lacio de dizim is.
Chamamos a attenco do giverno para ess"
ficto digno da mais rigorosa providencia, nao s
para resguardar do trabuco di assassino, o da-
llo que trabalha pelas cousas publicas, como ain
da para nao dar arrhas aos futuros dalapidadores
das rendas provinciaes.
No Diario da Manlid de 14 escreveram, em
11, de Atalaja, o se?uioto :
Hontem aminheceu a povoacao de Santa Ephi-
geoia ilebaixo de cerco ao mando dodel-gado Fran
cisc i Gmlherme Bir.tencourt. que, 4 pedido do sub-
delegado Mauoe1 Ges, outr'ora Manoel Vieira de
Almeida, para all foi.
' Soin pr iceder a mnima forraalidade legal, va-
rejou s 2 horas da madrugada a casa do fiscal
daquella povoacao, que era desaffecto do subdele-
gado, e sob pretextode ter ha 12 nanos commettido
um eriov, ac^rc i do qu il nao ha pr'oc-'sso aem acto
algom judiciano, couduzio-o preso
O preso rq .ercu ao delegado nota da sua cul-
pa, e C9fe despachou a sua petieio, declarando,
que tinha t-ffectuado a priso, p IC estar informa-
do que Ira mu i tos auoos tiuha elle disparado um
tiro em outro !
A victima de violencia to inaudita vai reque-
rer habeas Corpus ao Dr juiz de direito da comar-
ca, que sem duvida ha de convencer i to energu-
ma la autoridade policial, que quaudo fosse real a
imputaco par elle feita, 4 priso sa oppunha a
disposico clara, terminante e expressa doart. 13
% 4" da lei n. 2033 de 20 de Se te moro di 1871,
qae assim concebido :
Nio ter4 lugar a priso preventiva do culpado
ss hoaver dec Trido u n anuo depois da data do
crime.
'Cbamainos para esse acto de violencia, puni-
vel pelo Cod. Crim., a atteuco do Dr. promotor
puolico da comarca, o de esperar que saiba cun-
prir os seus deveres. ^
A's 2 horas da tarde foi espancado of dem
do in-'s:n i delegado, um cidado morador em trras
do capito Manoel Joaquiin da Fonseca, sem que
praticasse crim: algum, somente p iifporvcrsidaae.
i 0 offeudido ia requerer corpo do d-licto.*.
Benedclo da* irmis slnuv-Segundo
o vanado e interessaate programma, inserto na
respectiva seceo, realisar-so-ha na segunda feira
prxima um concert no theatro Santa Isnh -1, em
beneficio d.isjovens e disti ictissiinas ariistas bra-
siieira8 Matbilde e Virginia Simty, que to apre-
ciadas t-cm sido pelo publico desta capital.
O celebre violinista, Sr. Johannes Wolff, auxi-
lial-as-ha no concert, i-xecutando diversas pecas.
P. lo qae nos consta, as beneficiadas vo ter
uma esplendida festa.
Nocledade Recreativa duvenlnde
Amaub noite e no seu palacete ao largo de
S. Pedro, reamar se-ha um sarao bi-in.astral des-
ta sociadade.
0< direc ores da fasta bao tudo enviado para
que seja agradavel.
Faculdade de Direito do Recite
Encerraranse hmtein os trabalhos lectivos desta
Faculdade de Direito.
Usa de grande tala O dia de hontem
foi de grande gala por ter o de Santa Thereza e o
do 11 auniversario de S. A. L o Principe do Gro-
Par4.
A fortaleza do Brum aalvou a 1 hora da tarde
Muuaeripcao Contina aberta uma sub-
seripeo para a viuva do Dr. Graciliano de Faula
Baptista, ex-lente da Faculdade de Direico desta
cidade.
Pedimos de novo aos amigos do finado, que os
nao teve poucos, que se diguem de concorrer para
to meritorio acto.
Xa faculdade de Direito ha uma lista, outra o
Livraria Praacesa e outra na relojosria do Sr. A.
Laberty, 4 ra doCabug.
O que at agora se tem arreaadado pode-se di-
zer qae urna migalba para a viuv. do finado e
os netos em numero de cinco, do graude e Ilustra-
do conselhero Francisco de Paula Baptista.
Ferlmenloo leveaAnte hontem, na ra
veaha de Santa Rita, e pelas 8 horat da noite, ao
Babirjda casa n. 50 onde mora, foi trwcoeiramentc
ierido no braco esquerdo, Manoel Mguel dos An-
' jos, por Antonio de tal, conhecido por Fogareiro,
que evadio-se.
Tambem as 9 horas da manh do mesmo dia,
e no lugar do Mercado, Ildefonso Gomes de Si-
qneira foi ferido na regio gstrica pur Joo Pau-
lo, que, como o precedente pz-se em fuga.
Ambos sao pombeiros.
IVaoadaHontem, s 2 horas di madrugada,
na ra da As mnpco, foi encontrado, pela res-
pectiva patrulha, o pardo de uune Juttino Cypria-
no Ferreira com uma faeada na c6xa esquerda,
ni sabendo como fra ferido, pois ae achava em
De todos estes tactos tomou conhenimento e es-
t proce leudo de contormidade con a lei o subde-
legado do 1 dstrcto de S. Jos.
Espancamenlo-Antehontem, cerca de 8
horas da uoute, foi, inopinadameate 'sp meado e
ferido levemente, em su proprio esUbelecimento
commereial, laa da Impera tris n. 2 o subdito
portuguez Mano 1 Mara Ribairo, pelo individuo
ds nome Jos Jeronymo Cezar, que sando perse-
guido pelo clamor publico, foi preso na ra do
Mrquez de Serval.
O deliquente cbtessou.noauto defligiancia, o cri-
me delarando qua ocommettera a mancado do ac
demico Alberte de Birros Falco de La cerda, ma-
diante a paga de 60s, que seria augmentada se o
servico fosse bem feito.
A autoridade competente procedeu ao corpo de
delito na pessoa do offendida e prosegue nos ter-
mos ulteriores do inquerito.
UiabelroO paquete nacional Balda levou
daqui as sommss seguintes para:
Macei 8:0034000
Baha 1:500JOCO
Rio de Janeiro 10:000*000
O paquete ingles <6oe trouxe do sul para o
English Bank of Rio de Janeiro 22:OC0O00.
Daqui levou o mesmo paquete i 100 para a
Franca.
A moda IIIUNtradaueste excellente jor-
nal de modas recebemos hontem 0 n. 186, de l
do eorreote Alm de um figsriao colorido e
ama estampa de moldes e bordados, tras moitas
estampas fio texto.
Sela de Oainkrn Distrtrbuio-se o a. 18 do
4.* aao deste quiaseaaria, orgio da Associa(o
lo, prestou juramento e tomou posse do cargo de
presidente da provincia o Sr. Coaselbeiro Joo 14os Funocioaarios,Provinciaes de Pernambuco.
Capirtraa Baodeira de Merlo. I Recabemos e agradecemos.
Apoaeotadoriaa L-se no Jornal do Com-
mereis, da corte:
Estando sanecionada a le de aposentadoria
dos magistrados, esperase, dentro de poucos das,
grande movimento na magistratura.
Segundo as informacoas que temos, sero apo-
sentados, pela idade e a reqaerimento os segnintes
ministros do Suprema Tribunal de Justica: os
Srs. Manoel de Jess Valdetaro, Joo Lipes da
Silva Couto, Dr. Francisco Baltbasar da Silveira,
Jos Mattoso de Andrade Cmara, Caetano Vicen-
te de Almeida, Innocencio Mardues de Araujo
Goes, Joo Jos de Almeida Cauto, Manoel Felip-
pe Monteiro e os desembargadores Quintiliano
Jos da Silva, da relaco de uro Preto, e Anto-
nio Augusto Pereira da Cunha, da de Porto-Ale
gre.
A realisar-se sto, toca a nomaaco da minis-
tros do Supremo Tribunal aos seguintes dse n-
bargadores : Srs. Francisco Soares Bernardes
Gouveia, Joo Antonio de Araujo Freitas Heori-
ques, Tristo de Alencar \raripe, Joo Jos de
Andrade Pinto, Silverio Fernandes de Araujo Jor-
ge, Viriato Baodeira Duarte, Olegario Herculano
de Aquino e Castro e Luiz Gonzaga de Brito
Guerra.
E pira o preenchimento dostas dez vagas de
desembargador e mais tres porpreencher subir a
lista dos juizes de direito mais antigos. composta
dos seguintes nomes : Joaquim Jos Henriqnes,
Baro de Santa Candida, Jos Alves de Azevedo
Magalhes, Augusto Cesar de Medeiros, Jos An
t mo Rodrigues, Joaquim Jos de Oliveira Andra
de, Jos Ignacio Gomes Guimar's, Hermogea-s
Scrates Tavares de Vasconcellos, Manoel Vieira
Tosta, Joaquim Tavares da Costa Miranda, Casi-
miro de Senua Madoreira, Jarlos Esperidio de
Mello Mattos, Joo Cvale ante de Albuquerque,
Fredenco Dabney de Avellar Brotero, Luiz Anto-
nio Fernandes Pinbeiro, Adelina Antoaio le Lnaa
Freir, Manoel Alves de Lima Girdilho, Tbo naz
Garcz Paranhos Montenegro, Joo Braulio Mn-
nhos de Vilhena, conselhero Lu'Z Antoaio Perei-
ra Franco, Fraucelisio Ai ilpho Pereira Guima-
res, c nisoiheiro 15-nti Luiz de O iveira Lisb ia,
Guilherme Cordeiro Coelho Cintra, Luiz de Albu-
querque Martins Pereira, tipamiuonias d-- Souza
Gouveia, Jos Secundiano Lopes Je Gomensoro e
Francisco Manoel P. Cavalcante.
Reunien tieiaei Ha h je as seguin-
tes
Do Club Ayres Gama, s 4 horas da tarde, na
sua respectiva sede.
Do Cap. Conciliacio do Lavradio, s 7 horas da
tarde.
Amauh :
Do Instituto Litteraro Oindense, s 11 horas
da manh, em assembla geral extraordinaria.
A queiio militarTelegramas expedi-
dosde Porto-Alegre aos jornaes ia corte, .! -n, <\m-
o teneute-coronel Madureira insiste pela sua dcmis-
so e pede para ser recolhido ao seu corpo.
No protesto que publicou disse, que ia pedir que
a qu-atofisse submettida aos tiibunaes milit ir--s
tun lado a seu pedido em le. Rpelle a dout.rina
do aviso do ministro da guerra, e diz que, si
ella fosse sustentada pelo parlam nto, prefera
pedir h sua dcmissso, deixaudo de pertencer ao
exereito.
O general Viscond de Pelotas, em duas cartas
que publicou pela Federando, protestou tambem
contra o aviso do ministro da guerra, e defen I n
enrgicamente ao teuente-coron I Madureira Diz
o general que a pe3;ima direeco d'este u gc-eio
est irritan lo profaudam'ii'e ao exereito.
O general Deodoro clriei u ao governo expli-
cndoos motivos pelo qual nao transuiit:iu a ordem
do da man lada publicar com referencia ao tcnentc-
Coronel Madurei.a.
E^se ofH o foi honroso para este oflicial.
Consta iue, sa fr expedida ord<-in de prisa i
contra o tenente- coronel Madureira, o general
Deodoro deixari o commaudo das armas e a presi-
dencia da provincia.
O corpo docente da Escola Militar, es ffieiaee
e alumnos da mesma adberiram ao protesto formu-
lado pelo general Viscoade de Pe tas e pelo coro-
nel Madureira.
No da 30 do mes findo effectuou-sc em Porto-
Alegre uma grande reunio militar, 4 qual estive-
rauo presentes officiaes superiores e subalternos,
tanto doeurcito cmoda mariuha deliberando-se
o seguinte:
adherir ao protesto formulado em defeza dos
dos direitos e do bro da classe militar ;
fazer-se urna ree 'peo faustosa ao te leale-coro-
nel Vladureira quando regresse capital;
offereeer-se lbe um algum de honra com a assi-
gaatura de todos os seus cam radas officiaes;
delegar-ee Ihe podtres impos para repre.entar
a classe ;
e finalmente exprimir, em nomo do exereito, um
agradecimento imprensa que tomou a defesa dos
militares.
Em data de 4 ,do correte o correspondente
de O Pciz em Porto-Alegre enviou-lhe o seguinte
d-spicbo :
O V'iseondede Pelotas e o general Deodoro da
Fonseca presideuto da provincia, assigaarain a
acta da reuuo militar celebrada para o fim de
fazer-se uma maufcstaco em honra do tenente
coronel Madureira.
o C ssaram as divergencias polticas que exis-
tan entre os dous Ilustres geueraes, e o congra-
cainento eff ctuou-se com solemaidade aoje, por
occasio do officio fnebre mandado celebrar pela
memoria do general Osorio.
As guarnicoes de S. Gabriel, de Algrete e
Urugu.yana adhenram 4 causa dos seus cama-
radas e manifestaco ao tenente-coronel Madu-
reira.
A Escola Militar da corte adhere ao procedi-
mento do tenente coronel Madurei.-u bem como os
offiicaes do 3." batalho de artilheriaa p desta-
cado no Amazonas.
Pela ordenancado corpo de alumnos da escola
militar da corte foram presos, por ordem do Sr.
ministro, da guerra, no estado-maior da mesma
escola, para averiguacoes, o capito Gabriel de
de Souza Pereira Botafogo e tenente Filinto Alcino
Braga Cavalcanti.
Estes dois officiaes foram os que presidam a
reunio dos alumnos, a qual se eff.-ctuou na maior
cali. a.
Alm dos telegrammas que asaim transcrevemos
encontramos no O Pait, do da 6 mais os seguintes:
Porto Alegre, 5 de outubroEnvo, textual-
mente as paiavras que o Visconde de Pelotas drigiu
ao general Deodoro. Sao as seguiutes;
Abraco o meu amo de armas pelo proceder
honroso e admiravel que tem tido na questo
Madureira, que envolve o pundonor e a honra do
exereito. Esse proceder vos eleva muito alto no
aprec/) de todos vossos camaradas. ~s
" A noticia das prises ordenadas pelo ministro
da guerra teem causado aqu profunda sensaco.
E' enrgica a attitude dos militares, a comecar
pelos cheles. Todas as guarnicoes da provincia
,-st i solidarias. A Federagao defende a honra
nacional, da qae symbolo o exereito. Assim o
eutendetn tamb.-m os militares.
o Porto Alegre, 5.O Sr. Baro de Batovy,
marechal de campo e inspector dos carpos de ar-
tilheria, infantaria e avallara d'esta provincia,
adberio 4 delibraco tomada pelos seus eompa-
nheiros de armas, de se fazer uma manifestaba i
em honra do oenente-coronel Senna Madureira.
Na sesso de 5 da Cmara dos Deputados o
Sr. Caodido de Oliveira, leu os telegrammas pu-
blicadas no Paiz e mais o telegramma dado pele
Jornal do Ce mmercio, .nounciando os niovimentos,
laudatorios do procedimento do tenente-coronel
Madureira, que censurou o seu superior.
Entende o orador que o exereito sor dever pro-
fissional deve manter-se na obediencia passiva
que lbe impoz a constituico, e assim pergunta ao
Sr. ministro da guerra se nao acha occasio de
restsbelecer o principio da antoridade, de que os
conservadores se dizem defensores.
Tendo o Sr. Candido de Oliveira dado o carcter
de interpTIscio 4 sua peigunta e o Sr. ministro
da guerr declarado estar prompto a responder, o
Sr. presidente den-lhe a paavra.
O Sr. ministro da guerra diz que informar do
que sabe o governo sobre os factos allud'dos.
Na capital do Rio Grande do Sal, com licenea
do presidente da provincia, qne ao mesmo tempo
commandante das armas, reunirnse diversos olfi
ciaes com o fim de representarem contra a inter-
pretaco dada ao aviso de 20 de Dezembro de
1884, expedido pelo Sr. Candido de Oliveira, que
prohibe aos militares discutirem pela imprensa
assumptoa lo servico do exereito.
O general Deodoro asseveron ao governo que a
reunio se passou com s maior calma e que n'ella
nada se resolveu qae ofiendesse a autoridade do
governo. Procurou-se facilitar ao ministro um
meio de attender 4s reclamacoes d'aquclles offi-
ciaes.
Nio receben a representaco, mas acredita que
nao tem ella fundamento, porque se baseia em ama
errnea interpretacio dos tantos.
A que dea ao aviso do nobre deputado alias
mais livre do que a do aviso de 1859, que prohibe
aos militares publicaren! artigos pela imprensa,
mesmo em defeza propria.
Eutretanto o oradar admitte essa publicaco
com liceaca do ministro.
No Senado, alias, 4 enunciara esses concetos,
respondendo ao Sr. Visconde de Tellas.
Sendo essa a verdade, dos factos e tendo asse-
verado o presidente da provincia e commandante
das armas que havia autorisado aquella reunio,
nao poda o orador fiar-se em telegramas parti-
culares, sem o cunho da imparcialidade e antes
exagerado por uma especulaco qualquer. Nao
pode proceder por motivo desses telegrammas.
Se fosse levado por telegrammas, teria de atten-
d-r a um que Ihe mostraram antes da sesso, ex-
pedido de Porto Alegre, a inaociando que all se
noticiou ter sido demittido o general Pesia e re-
prehendido o visconde de Pelotas, quaudo o go-
verno anda nada delioerou.
O governo tem o maior cuidado em estudar estes
factos para pronunciar se com seguranca e ener-
ga.
Est no sen lugar e conservar-se-ha n'elle em-
qaanto puder manter o prestigio do seu cargo.
Tamoem na Baha, no dia 10 e sob a presi-
dencia di Sr. cirurgio-mr de brigada Dr. Sou-
za Senas, reuniram se, no salo principal do
Gremio Lalterario, os officiaes da guarnico desta
cidade, aim de fixarem a attitude a assumir em
rel.co questo militar.
Depois de larga discusso, deliberaram expedir
os seguint-'S tekgramnas:
Aos Exms. g-neraes Deodoro da Fonseca,
Visconde de Pelitas, Resm e Batov :
Reunio offi daes guarnico Baha. Adheso
completa em qmlquer terreno. Manifestaco co-
rouel Madureira.
A Escola Mditar da corte e gu>rnico :
Reunio officiaes.Adheso completa em to-
dos os terrenos, prosigam.
Cultura do cacao.Recebemos a seguin-
te crta:
R eir-, 14 d- Outubro de 1887.Sr. redactor
do Diario de Pernambnco Leudo hontem no Dia-
rio de Pernambico uma carta acerca da plantadlo
do cacao, r go a V. o obsequio dereproduzr a pu-
blicaco de um meu traoa ho inserido nesse Dia-
rio, em 18 de ietembro de 1880, 9ob a epigraphe
Nogoes sobre a cultura do cacaoeiro.
o A iinp.rt.inc a do assumpto e o interesse que
r iili) como propagador da cuitara daqu-llapla.ta,
sao razoes para desculpar a exigencia deste meu
pedido; solicito, portanto, o 7alioso ..uxilio de v".
em prol da agricultura.
Sou com distincta consideracao de V. attento
obrig.idoAntonio Marcelino Alves da Costa.
Uppoituuamcutc satisfaremos o pedido do Sr.
Alves Cosa
liibei ion mexaxenarioM. -Lemos no Jor-
nul do Cumm'.rcio, da crt de 5 do correte :
A le d.- 'Hile Seti uibro do anno pr-ximorias-
sado uiaudou abrir nova matricula dos escravos e
arrolauv-uto especial daquees a queui ben. iicinu
com a liberdadn p-.rterem attiniiido idade d" 60
aun s, ustabeicci'iiduqueos escraviM na i nscript a
dentro do prazo d;i nova matricula sero conside-
rados libertos, bem c.mo que os libertos sexage-
narios u:io arroiados sero iseutos d-i prestacu de
servicios. A orguniaaco dos dous mencionados
registros regala s pelo decreto u. 9,517 de 14 de
Novembro, o qu I prceeitoon, como era de rasS ,
que nao losoe admitdo matricula o escravo de
60 aaaos em diente, computada a idade pela de
claracao da autiga matricula com adiicodi tem-
po decorrido al aquella data de 14 de Novem-
bro.
danha; s 8 boras, na matriz da Boa-Vista e na
capella do engenho Morenos as 9 pela alma do Ba-
ro de Morenos.
Terca-feira :
A's 8 1/2 horas, na igreja da Santa Cras e s
7 na Capella do Cemiterio, pela alma de D. Flora
Grata da Silva Albuquerque ; s 8 horas, na Or-
dem Terceira do Carmo, pela alma do capitn
Joaquim Leocadio Viegas.
Paagelroa Chegados do sul no vapor
inglez Elbe :
Nicolao Bruno, senador Alvaro Barbalho Ucha
Caaalcante, Bernardno Monteiro Carneiro, Jos
Duarte Pmto e Silva, Jos Joaquim de Oliveira,
Horacio Dorca, Dr. Salvador Felicio dos Santos e
Miss Boxwell.
fahidaspara Europa no mesmo vapor :
Mr. R. Col ard, Dr. Domingos Jos B rnardiao
de Oliveira, Jos FUvino de Castro, Alfredo Joa-
quim de Mattos, Francisco Das Marques, Antonio
Lopes Braga e M. C. Carneiro.
Sahdos para o sul no vapor nacional Ba~
hia :
. anlo Pinhador, Jos E. da Costa, Jos Fer-
nandas da C ista, Antonio de Souza Botalho, An-
tonio Morat, Etelvina, Clotilde e Jadith, Constan-
tino Santo, D. Dometiha da Silva Terra, Dr. Ray-
muudo Theodoriao de Castro e Silva, Adolpho
Pohlmann, E. de Barros Barreta, tenente Candido
Venancio dos Sanios, Dr Goncalo de Faro e Je-
remas de Azevedo M-dlo Jnior.
Operacdea clrurgicanForam pratica-
das no hospital Pedro II, no da 15 do corrente, as
seguintes :
Pelo Dr. Malaquias:
Am outac o do penis pelo processo de Guyon re-
clamada por epitelioma do penis.
Posth itomia pelo processo de Ricord, indicada
por phimosis congenita em crianca.
Pelo Dr. Pontual :
Posthotomia pelo thermo cauterio indicada por
phimosis nifl iiiimatrias.
Eiciso pelo thermo cauterio de vegetacoes sy-
philiticas do recto.
Caaa de DetencoMovimento do pre-
I sos do dia 14 de Outubro
Existiam
existem 281.
A saber : ^
Nacionaec, 253, mutheres 6, estrangeTos 11, es-
cravos sentenciados 4, preces sado 1, ditos de cor-
rec?ao 1(>.Total 284.
Arracoados 248, sendo: bons 240, doentes 8
Total 250.
Nao houve alterac na enfermara.
l"ie iu da proInctaQuinta-feira, 21
do crreme, ao meio da, su extrahir a 6.* parte
pa 1.a lotera em beneficio da Santa Casa de
Misericordia do Recite, pelo novo plano appro-
vado.
No consistorio da igreja de Nossa Senhora da
Conceico dos Militares s>r teita a extracfo
pelo systema da machina Fich.
I.oleria da cortePor telegramma recebi-
do p-la Casa d Fonuua, sabe-se terain sido estes
os nmeros premiados da'3* parte da loteria 365"
rxtrahida no da 15 de Ocitu' ro :
2.735 10(1:0003000
5.340 20:i OOj3(K>0
13.548 5:0000000
tiotcriaA 6a pirte da 1 lotera da provin-
cia, em beueficio da Santa Casa de .Misericordia
io Reei plo novo plano, cujo premio grande
100:00050'1,Bereatrahidanodia21 do corren-
te, nriucir ando a extraejio ao meio dia.
Os bilhet.'s acham-se venda na Casa da For-
14 de Outubro : ..
presos ^83, e;raram\l2, sahiram 11,
Esta disposico surgere duvida grave, que .
importa resolver para que se evite o facto de m m a ru'1 f"6" ^ ^^o n. 23.
tricalarem-se libertos como sa escravos f:ssem. L-ia ao RioA 4 parte
da loteria
p'-rmaiiecendo assim no rgimen da escraviJao,
por iii.ior u menor pen ido, individuos qu^ra lei
leclarou livres e o regulamento inandou que por
taes fossem considerado i desde logo, dando uest-'
caso inteueo do legislador iuterpretaco conscu-
lanea aos iuteresses da liberdade.
A nova matricula foi aberta a 30 de Marco e
ser inipror.gavelmeute encerrad i em igual dia
de 1887. Claro portanto, que numerosos escra-
vos, leudo attngido e excedido da id idc de 60
aun s, e conseguate mente ha vendo pasar do acoa-
dico de libertos, tero de ser am ldos como es-
cravos na forma da precitada disposico regula
n 'M'ih. do novo plano, do premio de 100:000000,
?era exti ahida no da. de Outnbro.
Us biibetes acbam-se venda na Casa da For-
runa ra Primeiro de Marco.
Tambem aeham se venda na praca da Inde-
pendencia i.-.. 37 e 39.
olera Exlraonaria do l'plran-
sa O 4." e ultimo sortc:o das 4." e 5. series
desta importante lotera, cajo maior premio de
15U:000000, ser extrabida no da 30 de Outu-
bro.
Achara se expostos venda os restos dos bi-
'es na Caga da Fortuna 4 ra Primeiro de Marco
mentar, por nao terem chegado a 60 anuos senao i '
em data posterior a 14 da N,vembro. O antigo Tambem acham-se a venda na praca da Inde-
escravo, p .r cxemplo, que e ,m Janeiro ou Fevc- | pendencia ns. 3< e _39
viro houver completado aqu-lla idade, ter de ser loteria da r-orte-A 3a parte da 2i 0. fo-
sdmittido matricula, apezar da sua condifo de ; teria da corte, enjo premio grande ae 100:000*
liberto, por na, haver at.ingido a mesma idade at *'* "t|1fhf,da n. dla 22. de Outubro
14 de Novembro, mas sim posteriormente. 0s bilhetes acham-se venda na Casa da Foi-
1 tuna 4 ra Primeiro de Marco 23.
Tambem acbam-se venda na prac da Inde-
pendencia ns. 37 e 39.
Maiadouro PublicoForam abatidas no
Este inconveniente poder ser affastudo, es-
tatuiado-se que, para o cffeito da admisso ma-
tricula, ser computada a idade pelo que houver
sido declarada na matricula antiga com adoco do I
temp decorrdo at a data em que houver de ser MjiUaoaro^da^Uoanga o rezes para (
fela a nova mscripeo. Por este modo o antigo
escravo que for dado 4 matricula, nao dever ser
aduiittido a essa iuscripco se pelo computo da
idade se verificar ser maior de 60 anuos, e, neste
caso, ser arrolado como liberto, se assim aprou-
ver ao antigo senhor.
A diligencia e a precauco com que o Minis-
terio da Agricultura tem procurado acautelar o
direito dos libertos sexagenarios, iuduzem-'nos a
presumir que a nossa indicaco nao tardar a ser
adoptada, sanando-se a referida disposico regla-
lo ntar qua naturalmente nao foi examinada por
este asprcto. Nao se dir por certo que o defeito
8er4 corngdo pela reviso da matricula quando
se houver de proceder, tres mez-'s depois do seu
encerramento, eliminaco dos escravos que tive-
rem chegado 4 idade de 60 anuos. Tal reviso
ter nicamente o effeito de impedir que libertos
continaem no captivi ro, mas, at ento, nume- I
rosos libertos se conservuro inscriptos como es-
cravos, tendo sido matriculados quando pela sua
idade deviam ser havidos como de condieao li-
vre.
Horelli e Verdl.Acna-se actualmente em
Roma o eminente pintor Domingos Morelli, o qual
est trabalhando n'um quadro, que destinado ao
maestro Verai, quadro mysterioso que ninguem
vio nem ver ahtes do celebre maestro.
O assumpto do quadro o do Othelo.
Morelli jurou o.cultar o sen trabalho a todo o
mundo, e o proprio Verdi m ra deaejoso de ter noticias da obra, que encarre-
gou, ha das, a Boito de ir ao affter do pintor a
ver se descobria o segredo.
E' escusado dizerse que nao coaseguio nada.
O quadro um segredo, que nao ser conhecido
emquanto o autor da Aida nao puzer em scena o
Othelo no Scala de Milo.
Blrectoria dan obra* de conserva-
cao aos portoaBoletim meteorolgico do
d'ii 14 de Outubro de 1886 :
do da 16 de Outubro.
Sendo: 61 rezes pertencentsa Oliveira Castro*,
\ C, e 14 a diversos.
Mercado Municipal de S. Jo.ic-0
movimento deste Mercado no dia 15 do corrente
foi o seguinte:
Entraram ;
19 1/2 bois pesando 2,738 kilos.
2214 kilos de Vene a 20 res 44280
51 cargas de farinha a 200 res 10#200
23 ditas de fructas diversas a 300 rs. 6900
6 taboleiros kMDO res 10200
11 Suin.sa20*.ria 20201
-In. -'
Foram oceupados "
25 columnas ar600 ris
24 compartpanoLos do farinha a
5O0 r.s. ^^
22 ditos da comida a 500 ris
66 ditos de leguines a 400 ris
16 ditos da suino a 700 ris
12 ditos de tressuras a 600 ris
10 talhos a 20
A Oliveira Castro & C.:
54 talhos a 1 j ris
2 talhos a 500 ris
Deve ter sido arrecadada neste dia
a quantia de
Rendimcnto dos das 1 a 14 de Outu-
bro
150000
120000
110000
260400
110200
70200
200000
540000
10000
2220580
2:9140120
3:1360700
9 o
Horas 11^ ? 5 2 Barmetro a 0 Tenso do vapor -a 1 i s
H "
6 m. 226 759>63 17.15 85
9 282 7G)4:i 20.39 75
12 297 760-18 20.61 66
3 t. 28-'-9 75ni62 20.73 71
6 271 759>> 8 19.85 75
Temperatura mxima3025.
Dita mnima226.
Evuporaco em 24 horas : ao sol5IU6, som-
bra3i6.
Chuvanalla.
Direeco do vento : de meia noite at 9 horas da
manhcalma ; E at 11 horas e 10 minutos da
manh ; E iE at 9 horas da tarde ; SE at 9 e
40 ; E.SB at meia noite.
Velocidade mlia do vento 0,6 por segunde.
Ncbulosidade media: entre 0,4 e 0,5.
I Hie:
Pelo ajjknte Wlodesto Baptista, s 11 horas, 4
ra Estreita do Rosario n. 24, de um predio.
Pelo agente Brito, s 10 1/2 horas, na ra de
Pedro Affonso n. 43, de azendas, miudezas e
movis.
Segunda-teira :
PeZo agente Modesto Baptista, s 11 horas,
na ra do Mrquez do Harval a. 51, de am ran-
cho no Caxang.
Terca-feira :
Pelo agente Gusmo, s 11 horas, na ra do
Mrquez de Olinda n 19, de movis diversos
Peto agente Pinto, s 11 horas, na roa da Impe-
ratrix n. 6, de movis, e 4 1 hora, de vaccas, Bar-
roca e boi.
Mismas fnebres.Sero celebradas :
Hoja:
A's 7 horas, na igreja do Espirito Santo, pela
alma de D. Mara Ludovini da Conoeico Netto;
r Seguqda-fe'ra "
Foi arrecadado liquido at hoje
Preces do dia :
Carne verde a 400 e 480 ris o kilo.
Carneiro.de 720 a 800 ris dem.
Sainos a 560 e 640 ris dem.
farinha de 240 a 320 ris a cuia.
Milho de 240 a 320 ris dem.
Feijo de 560 a 640 dem.
Cemiterio publico.Obituario do dia 14
de Outubro :
Paschoal, Pernambuco, 4 mezes, S. ^os ; con-
vusdes.
Antonio Pedro Ferreira, Portugal, 39 anuos,
viuvo, Recife ; tubrculos pulmonares.
Mana, Pernambuco, 4 m--zes, Recifa ; athrepsia.
Hermenegildo O oacalves da Silva, Pernambuco,
56 aunas, casado, Boa-Vista; carcinoma.
Francisca Mara da Conceico, Pernambuco, 58
anuos, viuva, Boa-Vista; aneurisma.
Manoel, Pernamboco, S. Jos; asphyxia.
Joo Francisco Soares Alexo, Pernambuco. 33
annos, solteiro, S. Jos ; aneurisma.
Manoel, Pernambuco, 7 anuas, S. Jos ; febre
typhca.
A's 8 horas, na igreja de S. Fraacisco, pela f ?'?^*d* T x
alma de FrancifOQ laaio da NaUyida^lS:' Jo4 Pedr0 e Jo8
CHRONICA JUDICIARIA
Tribunal da Relaco
SESSO ORDINARIA EM )5 DE OUTUBRO
DE 1886
PRESIDENCIA DO EXM. SR. COTSSELBEBtO
FREITAS HESRIQUES.
Seerearo interino Dr. Alberto Coelho
A's horas do costume, presentes es Srs. desem*
bargadores em nnme o legal, foi aberta a sesso,
depois de lida e approvada a acta da antecedente.
Distribuidos epassados os fetos deram-se sa
seguiutes
JDLGAMENTOS
Habeas corpas
Paciente.
Dr. Eduardo de Barros Falcio de Lacerd.-
Negou-se a soltura unnimemente, votando os
Srs. desembargadores Toscano Barreta e Bparque
Lima pela admisso da Sanca, deixaudo d: votar
o 8r. conselhero Qaeiroi Barros por se ter de-
clarado suspeito.
PASSAGEN8
O Sr. conselhero Araujo Jorge, como procura-
dor da corda e promotor da justica, dea parecer
nos seguintes feito* :
Appellaces enmes
De VertentesAppellante o iuizo, appellada
Amaro Jos de Sant'Auaa.
Da Escada Apg'llante o juixe, appelladea
\
I .



'I
l
'

.
Francelino.


Diario de PeriiMnbiiciv-- Sabbado 16 de Outubro de 1886

.<
,

11

Do RecifeAppellante o juiao, appellado Ig-
riacioLuizdeioura.
De Itamb1Appellante Antonio Vieira da Bo-
cha, appellada a justica.
Do ttWfaAppalu te Jdo Campello Bandei-
ra, appellada a justica.
De Assembla Appellante Pedro Pequeo,
appellada a justica.
De PalmaresAppellante Numeriano Francisco
de OliveJra, appellada a justica.
Do Sr. conselhciro Qaeirox Barros ao Sr. dea-
embargador Buarque Lima :
Appellaco crime
Do RecifeAppellante Manoel Albino de Bar-
ros, appellada a justica.
Do Sr. desembargador Toacano Barreto ao Sr.
desembargador Oliveira Maciel :
Appellaco crime
De IgoaraasAppellante Dr. Francisco Xa-
vier Paea Barreto. appellada a justic*.
Do Sr. desembargador Oliveira Maciel ao Sr.
desembargador Pires Ferreira :
Appellaces crimes
De Bom Jardim Appellante Jos Joaqun
Correia, appellada a justica.
De BananeirasAppellante o juizo, appellado
Joo Antonio do Naseimento.
Appellaco civel
Do RecifeAppellante Antonio de Paiva F.r
reir, appellados Marcelino Maria da Bocha Bi-
beiro i outros.
O Sr. desembargador Oliveira Maciel apresen-
tou a mesa para providenciar a
Appellaco civel
Do RecifeAppellante Miguel Jos Barbosa
Guinares, appellada D. Maria da Silva Campos
Guimares.
Do Sr. desembargador Pires Ferreira ao Sr.
desembargador Monteiro de Audrade :
Appellaco crite
De PalmaresAppellante o juizo, appellado
Jos Barbosa de Lima.
Appellac~ commercial
Do RecifeAppellant i Joo Ilolms, appellados
Casemiro Fernandes & C.
Do Sr. desembargador Al ves Ribeiro ao Sr.
conselbeiro Queiroz Barros :
Appellaco ciime
De Beserros Appellante o juizo, appellado
Jos Joaquim de Sant'Aona.
Appellaco civel
Do ReeifeAppellante Joaquim Monteiro Guc
des Gondim, appellado Virginio Horacio de Frei-
tas.
Appellaco csmmercial
Do RecifeAppellante Bernardino Jos da
Silva Maia, appellada a massa fallida de Motta
Silveira 4 C.
DILIGENCIAS
Com vista ao Sr. conselbeiro promotor da jos-
tica :
Appellaces crimes
Da ParahybaAppellante o juizo, appellado
Antonio Severo de Souza.
De Pedras de FogoAppellante o juizo, ap-
pellado Francisco Jos de Vasconcellos.
Com vista s partes :
Appellaco commercial
De GaranhunsAppellante Francisco Das da
Rocha, appellados Gomes Maia & C.
Appellaco civel
De OlindaAppellante D. Olympia Fonseca,
appellada D. Clara Joaquina.
DISTRIBUYES
Appellaco civel
Ao Sr. conselbeiro Freitas Henriques :
Do RecifeAppellante Marcelina Henriqueta
da Conceico, appellado Manoel, conhecido par
Jos Moreno da Silva.
Encerrou- se a sesso as 2 horas e 15 minutos
da tarde.
Outro grande inooveoiente que havia, era o se-
mear-se logo sos lagares onde deviam ficar as
plantas, systema este que trasia grandes prejui
sos, nao aproveittndo qussi nada, porque havend
necessidade cada cacoeiro de unta distancia de
20 palmos de um ao outro, seria necesaario limpar
urna grande eztensio de terreno; alm disto as
sementes assim eapalhadas nao teriam o cuidado
necesaario, e perdendo-se grande parte d'ellai,
comidas pelos bichos antes de nasceren .
As arvores em quanto pequeas sao, mui ten-
rinhas e nao resisten) ao pruneiro vero desam-
paradas, nem prestam-se a mudas em canteiro
como outras.
Varias experiencias j feitas tem demonstrado
o meio de nao perder nenhuma, assim como outras
plantas fructferas.
Fazendo-se a sementeira em vazilbas de flan-
des que tenbam 1 1/2 palmo de altura e 1 de lar-
gura.
A primeira consa faser-se em urna plantaco,
apromptar a quantidade de vasos que preciso
e collocal-os parto da agua e debaizo de arvores
onde d pouco sol, podendo entretanto, faser lata-
das de palo* em tempo de vero, encher-se depois
os vasos de boa torra, e intrra-se as gementes
feescas com a polpa branca que contm meia pol-
legada em cada vaso, que deve nascer em oi'o
das; se a plantaco for feita no vero, deve
aguar-se txlos os das peta manh. Dentro de
um mez ter um palmo, devendo conservar-se no
vao at que ten ha 4 palmos, fazendo-se ento a
muda no meiado do invern, que deve ser para ter-
renos frescos prefi'rindo-se os oiteiros e as encoa-
tas das montanhas os lados dos riachos, ros e
levadas, podendo-se entretanto, plantar nos inter-
vallos, eanna, algodo, mandioca, feijo, milho e
outros legumes que vo dando para dcspszas, em-
quanto socacoeiros nao dio fructos.
Se quiserem smente plantar o cacao podem fa-
zel-o limpando o terreno foice, fazends espelhos
de 20 palmos bem alionados, e as covas devem
ser do tamaoho dos vasos que contm a planta, as
quaes collocam-se junto de cada cova, tirando o
tuudo que deve estar solt, e pega-se com tal geito,
que nao desmanche a trra; depois de estar na
cova, botase trra por fra do vaso, que j nao
deve ter fundo, abre-se um pouco e tirase, ficandu
a trra sem ser desmanchada, e a planta p gada
si ui soffrer abalo nenhum, e todos os vasos que j
serviram tornam a servir outras plantan -s.
Algunas pessoas tecm tirado vantagens plan-
tando os cacoeiros em cestos de sape de 1 1/2
palmo de altura e 1 de largura, criando-os at 4
palmos, e quando procedem a muda, enterran) os
cestos na cova onde deizam a podrecer ; n'este
systema ha um inconveniente, e o de nao poder-
se regar bem, ecquanto as plantas sao pequ-nas,
porque a agua sabe pelos lados sem penetrar at
o fundo, nao era motivo smente s sementes que
venbam de longe j fermentadas e velbas nao I
nascerem, era tamben) o mo systema de as se-
mear no chito, havendo com isto muito maia dis-
pendio e pouco aproveitamento.
O cacoeiro floresce aos 3 annos e neceasita,
quando pequeo, ser limpo dos matos agrestes no
i." anno, porem cobre se todo de flores e de fruc-
tas por todo o tronco, ordinariamente s-us fructos
levam quatro meses a madurecer, podendo-ae ob-
ter por anno diversas colheitas.
Couhece-ae que eato madures quando se tornam
amarellos ; com urna pequea faca tiram se e que-
bram-se para eztrahir-se as sementes que cada
um contm, sempra de 30 a 40.
Sendo para semear se, deve se btalas logo na
trra, e, para fazer chocolate ou ezportaco, pro-
cede se a ferroentaco de graos pra Ihe tirar a
acridade, e esta consiste em colloeal-os em montes
Supponha-se que a superioridade da nossa ex
porte^o sobra a importaco eonstitua um saldo
a nosso favor que segundo o Sr. Rosa, quer diaer
um debito. Se a consequencia deate facto serii a
vinda da moeda metlica, porque os exportadores
nao deizam na Europa a importancia das meren-
donas, como que diz S. Exc depois que, obddo
este desidertum, isto os saldos reaes a nosso favor.
S. Exc. opina pela substituieao do meto circulante
por meio de um banco nico de emitido ?
Se obtido o desidertum, isto saldos a nosso
favor, a consequencia ser a viuda do ouro,'ajsue
vi m mais um banca de emisso para fazer a flsns-
tituicu do meio circuanla?
Na hypothese, ou os nosros saldos sao acciden-
taes, ou permanentes, de todo o anno. fo pri-
meiro caso o metal viria em um auno e sahiria no
outro. Nao deste desidertum, portento, que
falla o Sr. Rosa. Elle s pode ser de saldos coos-
tantes. Logo, o metal vindo em pagamento dos
saldos, nao sahiria, e pelo contrario todo o auno aug-
mentara com a contnuaco dos pagamentos dos
saldos de todo o anno.
Assim teriamos nos ouro alm de toda a sacie -
dade e sempre em augmento. Cbegaria prospera
poca em que o nosso papel-moeda seria orna
quantidade de dinheiro relativamente insignifican-
te. Para que, pois, mais a substituieao deste pa-
pel, nao por metal, que j veio com seus proprios
ps, e contina a vir, mas por notas desse banco
de emisso V
Seria, portante, nao a substituieao de papel por
moeda metlica, mas papel nosso por papel do fe-
liz banco, que ira auferir lucros immeusos cus-
a de maiores sacrificios deate pobre paiz.
Feita esta nota, examinemos um grave erro da
theoria do Ilustre deputado. S. Exc. s acha ca-
bivel com vantagem a converso do papel em ouro
ou como diz, a substituido do papel-moeda pela
moeda metallica, quanda a nossa produeco for
prospera, que nos livre dos dficits, e d superio-
ridade de nossa importaco sobre a ezportaco,
que quando teremoa aquelle saldo que nos sero
pagos em metal.
Devenios, porm, observar que nem sempre que
se "d a superioridade da importaco sobre a ex-
portadlo a vantagem do que mais importa, posto
que este seja a regra geral, sujeita a muitas exce-
ptes.
Estudando como se d o complexo phenomeno
da ezportaco e da importaco, acharemos a ver-
dale desta proposico. Este trabalho que j fiz e
publiquei minuciosamente ha dous annos em um
livro (o Cathecismo Social e Poltico Brasileiro)
que S. Exc. bonrou tomando urna assignatura, se
tivesse tambem honrado com a sua leitara, o dis-
pensara agora e nem emittiria as ideas errneas
de que nos oceupamos e maia nos oceuparemos.
Nao est a maior riqueza, a maior prosperidade
do i paiz em exportar mais do que importe, nem
Deste asanuipto tratou o Jornal do Sed/ee
a parte de poliea no tempo em que esa chufe o in-
tegerrimo magistrado Sr. Dr. Martina Pereira.
lia outras multes bravuras desse individuo que
seria enfadonho mencionar ; mas para elle... o
meu despreso.
O ex-magarefe o mesmo qu; nesee tempo auto-
ridade policial (por muita condescendencia dos li-
beris deste comarca) deixou de cumprir os seus
deveres, cousentindt que ficasse impune pela sua
inepcia e frouxidao to grave attentado, ao passo
que torturava com instrumentos aviltantea e prohi-
bidos por lei, outros individuos, como por ixem-
plo, o de norne Antonia Carneiro ltimamente ab-
solvido pelo jury da Victoria por crime de morte,
crime cuja execuco sempre toi por elle negada,
nao obstante o emprego atroz do tronco no pescc co,
e outras torturas e barbaridades empregadas pelo
ex-magarefe afim de lhe arrancar a confiaso do
crime.
Fisse ex-magarefe o mesmo que a pretexto de
desobediencia, mandou cercar a casa em que mo-
ra va, ueste povoado, 0 cidado Francisco do Mon-
te, e pela manh mandou-o amarrar e espancar,
recolhendo-o a priso ; degradando injustamente
um artista laborioso que por este motivo venden
tudo o que possuia, e retirou-se de vez esm su
familia deate localidade.
Esse ex- magare/e o mesmo que manda va cor-
tar capitn para seus animaes pelos soldados de
policia sua disposico, facto este que pelos mea-
mos soldados foi levado ao conhecimento do ento
coajtnandante do corpo de policia o Illm. Sr. Mi-
guel Reinan!.
E muitos... muitissimos outros factos vrrgo-
nhosos e degradantes que poderei patentear, mas
nao o faco agora porque nao quero queimar toda a
plvora. Aguardo o typo, e desafio-o a qus con-
teste com provas, se cap iz, o pouco que venho
de dizer.
Bem sei que repugnante fazer-se a autopsia
de cadveres j em compl te estado de decompoei-
co ; mas empregarei sempre para esse fim os ne-
cessarios desinfeetcntes, e o publico ficar conbe-
cendo a molestia de individuos que pretendem pas-
ear por b'ms aos olbos da soeiedade.
A justifietco das calumnias contra mim atira-
das pelo cujo, j foi clara e precisamente paten
teada as columnas do Diario de 6 do crrente
mez ; poderia prescindir de outras, mas yk que o
cujo voltea a carga dizendo que contestarla os
meus documentos depois de publicados, e mostra-
ra a graciosidad.; delles, desafio-o novamente a
que o tac, e prove mais que os Illms. Sr". major
Joo Correia de Qusiroz Monteiro ; capites Cbris-
tovo Dionisio de Queiroz Barros, delegado de po-
licia ; Antonio de Lima Ribeiro ; Jos Fernandes
do Salles Jorge ; teoentes, Clementino Marques
da Fonseca; Biaz Cavalcante de Albuquerque
Lin8; Pi-dro Cavalcante de Albnquerdue Lin
SouDe V. 8. amigo e criado obngado, Joa-
quim TeixHira de Oliveira.
Engenho Minhoeas, 13 de Ontubro de 1886.
Illm. Sr. profrasor Antonio de AUoluia Patricio.
Pedra Branca.Tenho presente a sua carta da-
teda de boje, e em resposta oonacisociosameato
lhe declaro, qne reoannheco em V. S. ptima qua-
lidade, nao s como particular, mas tambem como
funecionano publico, reanitlde em si muita mora-
lidade, conducta exemplar, e fiel no cumpri-
mento de seus deveres.
Pelo juizo externado, comprehende V. 8. que
sempre fiz e contino a fazer de V, S. e mais jus-
to e merecido conceito, podendo fazer d'esta o uso
que lhe convier.
Sou de V. 8. atiento, venerador e criado, Jos
Bernardino da Fonseca.
Craoituba, 11 de Outubro de 1886.
llllm. Sr. professor Antonio de Allelnia Patri-
cio.Pedra Branca.Em face de sua missiva da-
tada de 11 do correte, respondo a V. 8. o se-
guinte :
E' verdade que tenbo dous filhos matriculados
em sua escola, um de 11 e outro de 8 annos de
idade, ba seis mezes ; e estou inteiramente satis-
feito.com o grande adiantamento por elles mani-
festado, devido ao seu aelo e intelligencis como
preceptor da oiancia.
& tambem verdade, que ambos aasistem com
V. 8.. grataitemnte, e sao tratados com o maior
desvello possivel, o que folgo de reconhecer.
O juizo que formo de V. S. muito e muito li-
songeiro, pois reconheco em V. S. um preceptor
carinhoso, fiel cumpridor de seus deveres, e im-
mensamente iut ressado no adiantamento e pro-
gresso de seus alumnos.
Pode V, S. fazer uso da presente como lhe con-
vier.
De V. S. amigo, criado e obrigado, Jos Rodri-
gues de Senna.
Pedra Branca, 11 de Outubro de 1886.
foraeoeu a]gum iaimigo mea gratartw, jm,
para me molestar, langa mao t ia caboa-
nia. 4H&
Porem, digamos antes a verdade, osa
1882 a maioria liberal no P050 da Pand-
U nao era, como hop, a qual augmento
depois das revisSes de 1883 a 1885, o qo
se pro va com o resultado d a elei^Zo qtte
all se procedeu em 1 882.
. N'aquella poca o eleitorado compooba-
de 220 eleitores e boje ha 748; em 1882
comparecer na a eleicSo apenas 176 eia-
tores e o resultado foi osegtnte:
Para
conselhelro Freitas
Coronel Jo3o B. Lobo
JesuiaoF. da Silva
Dr. Paulo J. de Oliv
Jlo I. B. Boma (C)
Affonso M. Temporal (L)
Luiz A. B. Mavign ni
Major Miguel J. do E I n- > {i
Bodolpho P. G. de Lacerda (C)
Para minba defesa basta.
Beoife, 15 de Outubro de 1886.
Joao Ignacio Ribeiro Mt

(L)
58
em' importar mais do que exporta, tomada qual- Joaquim Teizeira de Oliveira, subdelegado deste
_ u -*----*- __--------1 1 1 W .- rw. .. BHiBaan i^U-nll,*.. nnaa I 111 f t"l t f\ tt llirlUflll AD IiloA Ua.-F^kA fin L^AnrAl^i.
quer destas proposices como regra absoluta, por-
quanto se a verdade d-se na segunda com restri-
cs6es ou ezcepcoes, tambem d-se muitas vezes
na primeira.
Toda a maior riqueza e prosperidade de qualqoer
paiz est na sua maior produc. ao,no seu maior con-
sumo quando quella em tal gio que, maniendo
largamente aa deapezaa publicas sem embaracos do
estado, sem dficits, deiza ot productores com que
viver com abastaoca e com que fazer reat-rvaa
para augmento sempre crescente do capital
pois este o instrumento da producc&o, sem o
augmento do qual a riqueza se atrasa e o paiz de
finha.
O fim da produrcao a abastanca da vida do
productor ; mas como as necessidades do homein e
da civilisacao va sempre em augmento e com
ou caizes enrlugar aecco, resguardando ou co- estaB as necessidades do goveino do estado, e ain-
brindj com esleirs durante seis das, tendo se o da maior com o augmento da populacio, se a accu-
a i i 1 "- ___1_ ? J __&_^b a i mntiiAii i-, iln nn n i tu I nuln o i> nmon t n aiimnro tt-ia .
niBLICACOES A PEDIDO
Fabrica do Poco
Desculpe-nca o publico, so pressurosos
nSo acudimos ao appdlo do Sr. Jo3o Ma-
ranhao. Muito trabalbo e pouco tempo,
eis o motivo.
A re.-ponsabilidade dos escndalos tiga-
rados no alistamento eleitoral de JaboatSo,
ou cabe principalmente ao Ilustre Dr., ra-
z2o porque as nossas reelamajoes previas
tanto o incommodaram, tanto o assusta-
ram, ou S S. innocente e, conhecendo a
ruindade da cousa, quiz lavar a sua tes-
tada.
Assim ou assado, o certa quo S. S.
nao contestou-nos. Ficou, portento, assen-
tado: que ha urna groza de phosphoros,
destinada pelos fabric&ntea Marianno & C,
ao commercio de Jaboatao; que alli os
nicos impoi tadores desta materia sao os Srs.
Dra. Miguel Felippe do Souza Leao e Lou
ren^o de S, no o Dr. MaranhSo no di-
zer oeste, urna vez^. que possuidores de
herdades sao apenaar dous primeiros.
Disse S. S. que sito subscrevemos os
nossos escriptos par fa^ta de que 1... de
coragem. p
Nao penBei em emelhante cousa, que
nlo passa de urna parvoice. N3o se pre-
cipite, aguarde que publicaremos aquillo
que estamos a esmiugur.
S. S. pode faze,r-nos mais um favor, di-
ganos : sabe quantos Jonkopingi foram
para o Becife tomar cabera e com destino
sua comarca na prozima revisSo de 1887 ?
Deve saber com certeza, c se nao disser-
nos por maligni lade.
Pois saiba; j temos urna pequea rela-
cSo de dez, que temos a augmentar, para
ser objecto de nosao primeiro artigo.
Se o Sr. Dr. Maranbao tiver coragem,
conteste nos. Isto de querer levar a cou-
sa pora um Uzea tu, direi cu no tem
grasa.
Mas no pareca, que escomemos terre-
no para discutir. Servimos a contento do
illustre aUstador de phosphoros. O nosso
receio desviar a intengao, que temos
impedir que se corrompa sem protesto o
alistameoto, que est se procedendo em
Jaboatao. Desde j provocamos o Sr.
Dr. Maranho, estimulando os seus brios,
a que declare se sube, quem escreve es-
tas linbas e ponha em relevo os factos
que, no entender de S. S., podem depri-
mir do carcter de
Margal.
Becife, 14 de Outubro de 1886.
Plantaco de cacao para expor-
taco
E' geralmcnte conhecido no commercio com o
nome de cacao, ora o fructo inteiro do cacoeiro
ora o que mais Usual aa amendoas que o fructo
contm e que sio transformada pela industria
humana nesta especie de alimento nutritivo quilo
agradavel ao paladar a que os botnicos ehg'am
por tieffl*i9 a rxcellencia delle, e deuominam com o
pomposo nome de alimento dos deuses e que cha-
mamos chocolate.
D'entre varias especies de cacoeiros conbeci-
dos posaui'oos sementes que nos vierain no Para-.
As arvores tin d.' altera de ib a 20 palmos di-
vidindo-se em galhoa coberts de Llha pontiagu-
das de palmo e meio. comtanlo por brotes cor de
rosas sao tao foroaoaa3 eatas rvorea, ji pela vane*
dade de cores de que sao formadas, ] quinto a
sua tructifica^io, i-obrindo-sc todo o tronco e as
vezee at junto ao raiz de fructos verdes e ama-
rellos que urna graudt- plantaco deltas prestam-se
a aformosear um grande jardim, collocadas em
linhaa aos lados das estradas e passeios.
ftto difiicil nem despendas i a cultura do ea-
coro entre ua desde que j esto studados
todo*' os segredos que demonstram a sua fa:ili
dade.
At agora ainda nSo conbeciamoa a pouca dura-
cao que tinham es germana de ajas sement, pelo
3ae dfiyem/'S Dlantel-as logo que aejam iadas
as arvo'n qe as exD.mUiBi, ^solj
que passaudo mis de 8 di^s, ji| i^o. of^f, q,
passo.qup, sendo posas. lpgo.na, t..;wa Ife^s.na^a
muito rpido.
cuidado todos es dias, pela mauha, de mezer at
que elles adquiram urna cor arrozeada ; feito isto
expoe-se ao sol os eapalhando em tab>leiros como
os de asaucar que possam ser conduzidos por duas
prssoas, ou em grandes r.anno^ feitos de lona,
para guardar durante a noice, nSo deixando apa-
nbar bumidade ; conhece se que est bom para a
ezportaco apenando o grao com a mo e vendo
se estalla a casca ; quebrando, deve ser bem rozo
claro i,ue o melbor para a venda.
Outros usain entirrar as sementes at que a
pi Ipa esteja completamente destruida pela fe-
mentaco, havendo o cuidado de nao dar tempo
germioaco. Este methjdo tem a vantagem de
roubar ao cacao grande parte da sua acrimonia.
' sabido que na provincia do Para ha quaren-
ta annos foi d'-scoberto as suas florestas o cacoei-
ro, cujas vantagens do suas planteces nao pre-
ciso maia provar-se ; basta dizer-se que, valendo
n'aquelle tempo s tres mil ris a arroba, hoje
vende-ae por seis a oito mil ris ; est calculado
que urna arvore em boa trra produz 200 cocos
por anno, drpois de seceos 03 graos pesam 50
gramolas que prefazem 10 kilos por cada arvore
e que dura 80 annos fructificando, sendo vendido
a quinhentos ris o kilo temos cinco mil ris : cada
pesaoa pode tratar quinhentas, at mesmo mil,
tora os legumes que se podem cultivar entre os ca-
coeiros ; est, pois, dt-monstrado o grande inte-
resse d'esta importante cultura. Tendo j na pro-
vincia diversas plantacoes em diferentes pontos,
muitas dVstas ja produziiido, e onde 03 novos
plantadores pdem com facilidade supprir-ae de
semeates frescas, fazendo sementeira como ci-
ma recomtnendamos- No Para faz-se muitos man-
jares delicados do cacao ; j boje temos chocolate
feito pelas nossas familias com pouca despeza,
porque possuimos todo a niatera prima de que ee
inuiaco do capital pelo augmento sempre cres-
cente da produeco nao tor tambem em augmento,
o paiz se atrasa e detinba porque falta o augmento
d 1 ii.strument para produziro augmento da riqueza
necessaria o augmento das exigencias da civili-
sacao, do governo e do augmento da populaco.
Por outra, para que um paiz nao defiube ou nao
se atrase mas prospere, necesaario que produza
todo o anno tanto mais, quanto seja necea sarjo para
satiafazer as navas exigencias ou necessidades do
gevorno, da civilisaco, do augmento da popula-
co, e do augmento do capital, sem o que nao pode
baver o augmento da produeco Je que elle o
instrumento.
Or, a maior ou menor xportefo ou importa-
co nao determina sempre esta maior ou menor
riqueza, a maior ou menor prosperidade do paiz,
a abastanca de seus habitantes.
No estado regular da vida econmica das naces,
de urna iiaco, quando ella nao nova o tem os
elementos precisos para o desenvolvan nlo de su
riqueza, a sua exporfafc necessariaincnte igual
a sua importaco, por mais que augmente animal-
mente a sua produeco, e embora augmente ou
nao na mesma proporco a sua ezportaco <- a sua
produeco.
E de facto, urna ncelo pode augmentar urna ou
mais vrzes a sua produeco sem augmentar a sua
exportaco, porque pode applicar o t-xcesso da pro-
dueco a do anno anterior na propria especie 00
convertida em outra no proprio paiz, aem trocar
por mercaderas cstrangeiras e portento sem ex-
portar cese excesao no todo ou em parte.
. Um povo que vai sempre em prosperidade, todo
anno consom mais da sua produeco nos goaos da
vida, todo acno augmenta as suas reservas ou
accumula maiores capites.
Pode dar-se que elle tire esse augmento de con
faz," sendo mais agtadavel ao paladar do que o | sumo e de reserva da produeco do proprio paiz,
que vem do eatrangeiro, pois estes sao muitj mais I sem carecer de trocar esse augmento de produeco
novos do que os importados, que sendo moido ha por gneros estrangeiros ; como se nos Drasileiros,
muito tempo perdem o bom g >sto, e mofados, em- trocassemos, os de Pernambuco, o nosso assucar
bora lhe boten: muitas misturas e que o fazeo) pela borracha e cacao do P.r para mantenaos in
tornar-se qoente, nao acontece ao nosso que, sen
do mais novo, pode ser mais puro e nao precisa
mais que assucar e baunilha para dar aroma agra-
davel.
Riflictem bem os os agricultores naa vantagens
que pod m obter de urna cultura que nao demanda
de muito trabalho e nem de muitos bracos, e para a
qual temos zonas to proprias e para preencher a
grande necessidade de augmentar o numero de
diversas culturas para a ezportaco, como j ha
muito fez a provincia da Baha.
Recife, 14 de Outubro de 1886.
Um agricultor pratico.
O Sr. Rosa e silva
n
Desculpe-se-me o equivoco com que fiz do Sr.
Rosa e Silva o representante do 5 districto desta
provincia, o sendo elle pelo 10
Ainda peco que nao se pasae urna errata typo
grapbica que nao se pode, como s outras, suppnr,
quando disse no primeiro artigo que se dava no
Sr. Rosa a lonfuso de ideas, a falta de aua pre-
ciado, tendo sido', em lugar deate termo, uipreasa a
palavri previsao.
Nosso primeiro trabalho para nos oceupar do
que disse o illustre deputado, da converso do pa-
pel-moeda em moeda metlica, consisti em moa
trar qne na difirenca da exportaco sobre a im-
portaco entre urna Oaco e is outras, nao ha sal-
do nunca, o qual o illuatre depotado pretende que
eonstitua nm debito que tem de ser e ser pii_'o
em metal ,que portento, se elle fosse a noaa >
noaao favor, teria vindo 0 ouro para o nosso paiz.
E corroborei a demonstrac de minha denegati
va, fazendo sentir come ao mesmo tacto, ao mesmo
phenomeno econmico, difirenos de noaaa expor-
taco sobre a noaaa importaco, o Sr. Belisnrio
chama saldo a nosso fa^or e o Sr. Rosa chama
saldo contra ua.
Conclu notando que o phenomeno a que se pre-
tende chamar saldo, que nao existe aeno em idea
no seu todo; porque elle nao contm a condicio-
naldebito ;que se fotae s o outro elemento
que entra na tal idea, nao lhe caberia a denomi-
naco de saldo, mas simplesmente a que tem d
exceso da exportac) aubre a importaco de um
paiz e que, portento, a pioposico de 8. Exc.em-
quanto no jugo de contas com os paizes estrangei-
ros o saldo for contra nosnao tem sentido al
gu o. Para ordem do trabalho de aoje dvo lera-
orar tambem que not'i que o ouro s entr. (como
sah ) em um ptiz, nao p r necessidade de paga-
mento, mas (orno 1r.er.c1 doria, segundo a procura e
a oflvrU da moeda metlica (do ouro), e que vi-
mos que S. Exc, ccmcluindo esse assumpte, faz
depender a converso do nosso papel moeda em
metal, da supenor iade, quando a tivermos, de ma-
sa ezaoslace sobre a imoortacao para que tenha-
mos saldos reaes a nosso favor.
Seguudo a theoria do distincto deputado, este
futuro e almejado excesso de nossa exportaco so-
bre nossa importaco constitue um saldo que, ain
da segundo S. Fxc., quer dizer urna divida. Ora,
ainda, segundo o Sr. Rosa, o saldo de paiz a paiz
teudo,de ser pago, a coasequencia seria a entrada
do oaro pelo pagamento.
Sn pjiavco lugar uotetaos a eontradjcco, ou
ao meaoa,innoheqqiadwia alsnaptapaaiclo com
l concuna a* S. Exc.
dustrias aovas que oceupasaem eatas materias pri-
mas, por tecidos finos de fabricas que se abriaaem
ou que melhorassem no Rio de Janeiro, e assim as
cutras provincias consumindo em commodos da
vida ou convertendo em capital urna certa parte
da produeco das nutras, com que trocassem o tal
excesso da sua.
D'aqui j v o Sr. Rosa que urna naco pode
inmensamente augmentar sua produeco, seu con-
sumo e seus capitessua riquezatem augmen-
tar ao menos na mesma proporco sua ezportaco,
e portante sua importaco, mxime em um paiz
com) o Brasil, cujas provincias sao de produeco
to variada, e que muitissimo mais poderia ainda
o ser pela industria.
D'ahi j pode comecar a ver o distincto depu-
tado pernambueans que a maior ou menor expor-
taco ou importaco nao bitola regular de aua
prosperidade, de sua maior riqueza.
To pouco pode aer dessa prosperidade regra
infallivel o excesso da exportaco sobre a impor-
taco ou vice-versa, mesmo nao se dando como
nunca d-se um debito que eonstitua esse excesso
em saldo, como o pretende o Sr. Rosa e Silva.
V.mos p tra, primeiro a primeira idea, isto ,
que no estado regularmente proapero de paiz au>
tigo, nao havendo facto extraordinario que altere
seu movimento sempre progressivo, a exportaco
sempre igual a importaco, embora o maior aug-
mento de sua riqueza, ou melbor, a regra geral,
que a exportaco igual a importaco, podendo
ser o augmento da riqueza da naco muito gran-
de ou pouco e at nenhum.
Se quando ha ditferenct da importaco para a
exportaco, i regra nesta excepcao que a van-
tagem da naco que mais importa, alguinas
vezes podem sei precarias as condicoes do que
mais importe sobre o que exporte, podo ser sua
situaco peior, pode ir em atraco, ficar maia
pobre.
Deixemos poroi, para outro artigo a demous-
tr.ico destas tres propisicoes, que j vai este
grande, para vermos como o figurado saldo do Sr.
liosa e Silva, mesmo quando outra cousa expri-
inisae o termo saldo, outra cousa dlffcrente do que
elle pretende, porque isto nao se d, nao pode aer
o tal saldo o ponto de mira para algum fim ou
.mpreheudimeuto, como o da converso do papel
em metal.
Recife, 14 de Outubro de 1886.
Affonso de Albu.juerque Mko.
4o publico e ao niiu. Sr. Dr. In*pe-
rlur (eral Uav limlrui < o Publlen
Fez novamente tarificante exiibicao de suas asni-
dadea e calumnias ao jqrualA Provinciade 8
do orreote, o ex-majrarc/eThom Jos Marques,
desta vez, taode uar comparsa o celebre Burnnr-
diuo do Senua Teixeira Cavalcante, aasa conhe-
cido nesta comarca peta sua inleLUgexcia e capa-
cidad! usxcediveii... para tudo.
Realmente nao podia o ex-magarefe achar me-
lbor forma para o sea p !
Ambas ataies florentes urcades ambo.
Esse armeizo juiz de paz mais vUado (! .') na
clstica expresa** do ex-magarefe o mesmo qus
a frente da um grupo da hornen armados durrubou
a>golpes de machado urna casa que nao lhe per-
ieuci,,e era qpa se abriga va. urna familia honesta
deste povoado, amarrando a todo e expendo-as a
'mscio do tempo.
districto ; e cidados Jos Berna'dino da Fonseca
Jo= Rodrigues de Senna ; todos agricultores abas-
tados, prove, diga, que nao sao pessoas cima de
toda a ezcepfo, e cederam-me graciosamente as
cartas que abano traoscievo.
Entretanto dir-lhe-hei sempreoutro officio \...
Estaos no fim do anuo, e eu tenho muito em
que me oceupar, nao posso estar supportando a
individuos pobres de espirito.
Pedra-Branca, 15 do Outubro de 1886.
O profeaf or publico,
Autonio de Alleluia Patricio.
Eis as cartas :
Illm. Sr. capito delegado de policia do comar-
ca da Victoria. Antonio de ilcluia Patricio,
professor publico da cadeira de instrueco prima-
ria de Pedra Branca, precisa que V. S. se digne
attestar tudo o que V. S. souber ou lhe constar
relativamente a moralidade, conducta e zelo no
cumprimento de deveres manifestado pelo sup-
plicante ; quer na qualidade de particular, quer
na de fuuccionario publico.
P. a V. S. defenmento.E. R. Me.
Pedra Branca, 8 de Outubro de 1886.
Antoaio de Alleluia Patricio.
(Estava sellada.)
Atiesto que nao me consta cousa alguma que
disabone ao supplicante, quer como particular, e
nem como empregado publico.
Engenho Cachoeira, da comarca da Victoria, 8
de Outnbro de 1386.
O delegado de policia em exercicio, Christovo
Dionisio de Queiroz Barros.
Illm. Sr major Joo Correia de Queiroz Mon-
teiro.Engenho Cotegy.Para defender-me ca-
balmente das aleivosias e calwm.iias contra mim
aaaacadaa'uo joroalA Provinciapelo Sr. Tbo-
m Jos Marques e corroboradas pelo Sr. tenente
Bernard'no de Senna Teixeira Ca /aleante, preci-
so que V. S. conacienciosamcnte se digne attes-
tar junto a esta, tudo o que V. S. souber relati-
vamente a minha conducta, moralida le e zelo no
cumprimento de meus deveres, e que juizo forma
a meu respeite, quer como particular, quer como
funecionario publico.
Sou de V. S. criado obrigadissimo Antonio de
Alleluia Patricio.
Pedra Branca, 9 de Outubro de 1886.
Illm. Sr. Antoaio de Alleluia Patricio.Satisfa-
zendo o seu pedido constante da carta supra de-
claro nada me constar contra sua conducta e quer
moral, qner civil, assim no exercicio do magiste-
rio cooao particular ; formando o mais me recido
conceito a respeito de V. S.
Pic V. S. fazer da presente resposta o uso que
lhe convier.
Com diatincta estimaDe V. S. amigo, respei-
tador e obrigado Joo Correia de Queiroz Mon-
teiro.
Eugenho Cotegy, 9 de Outubio de I986.
Illm. Sr. Antonio de Alleluia Patricio.Res-
pon leudo a carta supra de V. 8., tenho a dizer que
consciencio8amente formo bom conceito da con-
ducta, moralidade e zelo de V. S". quer como fune-
cionario publico e quer como particular, nada me
consta que o desabone.
Pode V. S. usar desta minha resposta como lhe
convier.
SuDe V. S. amigo, venerador e criado, An-
tonio de Lima Ribeiro.
Piles, 11 de Outubro de 1886.
Illm. Sr. Antonio de Alleluia Patricio.Recebi
sua missiva annexa, e em resposta d'ella, tenho
dizer-lhe, que ha alguns annos, que teabe a satis
iacjto de coubecer lhe, tenho conhecido eai si, um
carcter Ihano e um bom preceptor da roocidade,
como prova com os exames feitos, pelos alumnos
por si leccionados; como particular tambem tenbo
tido as u.elhores informaces pessivois.
Sem mais, souDe Vine, criado e obrigado,
Jos Fernandas Salles Jnior.
Engenho Bom-Fin, 9 de Outubro de 1886.
Illm. Sr. professor Antonio de Alleluia Patricio.'
Pedra Branca.Satisfaco o contedo da carta
supra declarsndo lhe que ha tres annos o conbeco
n'essa povoaco e sempre lhe reconheci muita mo-
rali lade ptima conducta e graude zelo no cum-
primento de seus deveres formando sempre de
V. S. o mais 'isongeiro merecido e conceito.
Pode V. 8. fazer da presente o uso que melbor
lhe approuver.
SouDe V. S., attcn'o, venerador e criado, Ce
meutiuo Marques da Fonseca.
Pedra Branca, 9 de Outubro de 1886.Illm Sr.
Antonio de Alleluia Patricio.Respondeado a sua
missiva de 6 do corrento tenho a informar, que o
conhecendo ha mais de dona annos tenho encon-
trado em sua pessoa um carcter sincero e affavel
e um empregado ze.oso no cumprimento de seus
deveres.
Pode V. S. fazer d'esta respoeta, o uso que lhe
conv*".
SouDe V. S. criado e. obrigadissimo.Braz
Cavalcante de Albuquerque Lias.
Illm. Sr. Antonio de Alleluia Patricio. Res-
poudeudo sua missiva de 9 do correte, tenho a
informar, que, couhecendo-o ha mais de dous an-
nos, tenho encontrado em sua pesaoa um carcter
sincero e affavel, e um empregado zeloso no ciyn-
primento de seas deveres.
Pode V. b. fazer d'esta resiwsta o uso que lhe
coavier.
BouDe V. S. criado okrigadissimo, Pedro Ca-
valcanti de Albuquerque Lias.
Pedrs Branca, 9 de Outubro de 1886.
Illm. Sr. professor Antonio de Alleluia Pat- fcfl
Km resposta sua carta de hoja datada, t ^ a
declarar, lhe que nada me consta em desar ^^ ^
sua conducta, moralidad* e salo no cun- .u^,,
de stua de veres, forman lo sempre de V ^0 g
elevado e justo conceito, quar com
quer coate funecionario publico.
Pode V. 8. faser da presente o u
O conselhelro Freitas Henri-
ques
Belm, 6 de Outubro de 1886.
No vapor Para entrado hontem, veio o Sr. des-
embargador Joaquim da Costa Barradas, a quem
o Sr. conselhelro Joo Antoaio d'Arsujo Freitas
Henriques, passar hoje a administracao da pro-
vincia.
Como o Sr. Freitas Henriques, o Sr. Cesta Bar-
radas, um homem feito, de quem licito espe-
rar-se urna administracao proveitosa aes interea-
6es e ao desenvolvimento desta grande provincia,
que tem apenas necessidade do grosso bom senso
para que prosiga desembarazadamente na procura
de seus levantados destinos.
Sim, basta-lhe, nicamente para esse resultado,
o grosso bom senso, o qual alias tem andado erra-
dio dos nossos partidos, iue gastam na politica-
gem o tempo e os recursos reclamados pelo en-
graudecimento da provincia, que exige por isso
um governo discretamente enrgico que os faca
mudar de objectivo...
A administracao do Sr. Freitas Henriques toi
toda ella de embaracos crueis. Encontrou no The-
sonro apenas a quantia de 18:233^866, com a
obrigaco de pagar contas liquidadas na impor
tancia de 107:965*132, alm de 124:000*000 to-
mados por emprestimo caixa de deposites !
Foi o primeiro objecto de seus cuidados, e del-
le naereu o rouipimento do partido em maioria na
aseembla, qual devolveu nm projecto, subven-
cionando a navegaco de Irituia.
O rompimento do partido conservador com S.
Exc. creou lhe serios e graves emb. reos. A as-
3 embla, depois de votar de tropel, em segnnda
discuaso a lei do ercamento, approvando-a em
um da Com oitenta e duas emendas, at hje nao
publicadas (!) fez 1 m torno de S. Exc. a conspi-
race do silencio e deixon correr os seas dias sem
ama nica vez reunir-se !
A situaco de S. Exc. ficou excepeionalmente
precaria, e outrem, que nao posauisse as qualida-
des de S. Exc. teria desanimado ou pelo menos
procurara em elemento estranbo o concurso de
que tinha necesaidade para o regular andamento
da admioistiaco, que nao contou desde ento
com a collaboraco de seus auxiliares naturaes...
Sem embargo, con a sua actividade, a sua ener
gia pouco commum e a sua experiencia, S. Exc.
t bastou aot mltiplos encargos que tinha sobre
si.
Considerando as financas da provincia o o ajee-
to do maior alcance para o seu desenvolvimento,
a elle se dedieou com empenbo, e sem augmentar
sua divida fundada ou recorrer emisso de no-
vas apolices, consegnio mediante rigorosa econo-
ma e a mais exacta fiscalisaco da arrecadaco
dos dinheiros pblicos, pagar os atrasos em que
andavamos com terceiros e amortizar o empresti-
mo da caixa de depsitos.
A muitos se augurar isso pouca cousa, porque
em regra sp nao prescruta o fundo dos aconteci-
mnntos, antes ae contente a vulgaridad com
olhal-os pela rama.
Mas, se bem cttender-se que nao ba bom gover
no sem beas financas, reconhecer-se-to os bons
servicos do honrado e criterio30 administrador,
que, aem desoganisar um nico servico, logrn
libertar o thesouro dos embararos com que lutava
E sobre nao contar com a lealdade do Thesouro
e aer por iaso obrigado a dar att-mco ao menor
de seus movimentos, coincidi a administroco de
S. Exc. com o periodo menos rendoso da nossa ar-
recadacc, o que avulta os recultadoa que conse-
g, io. A aatra da borracha estava finda, a do ca-
cao e a da castanha toram extremamente reduzi-
das, e, sen embargo, pode com seus estreos pa
gar o Thesouro as cootas atrazadas, amortisar a
divida da caixa de depsitos, pagar o fuccionalis-
mo, os jnros da divida fundada e as contas liqui-
dadas at 30 de Agosto, e moatr ir um saldo de...
66:928*249, que passa a novaadmiuistraco.
llavera quem diga que foi estril esta admiois-
trscao?
Os que o disserem, nao aquilatan) com seguran-
za a situaco de que ashio o Thesouro.
Melhores eo as eondicoes em que se a ha o Sr.
Costa Barradas. Nao sao facis ainda assim, por-
que tem muito a temer do projecto do orcamento
em discnsso n'Assembla, e das oitenta e duas
emendas, ainda nao publicadas, que lhe formam
a extensa cauda...
A administracao do Sr. Freitas Henriques
urna das mais benficas, que temos tido. EU nao
se recommenda nicamente pelo que fez em favor
das nossas financas, senas pela igualdade da aaa
justica e pela debandada em que poz a advocada
administrativa, um dos grandes vicios que des-
troem as forcas vivas do paiz.
Os servicos desta ordem nao avultam aos olhos
da vulgaridade; sio porm reaes e dos que mais
precisa o paiz. Esta provincia morre mingua
de moralidade e de juatici-
Os actos portento que tendeo a saciar a 'de
que a devora sao dignos de ser recordados joq, a
euso do um reconheeimeuto sincero e d,_|j^(-ou-
ro.
Se o Pr. conselheiro Freitas Henria fez
um tavor a seus adversarios, nao 'ltou com a
justica, meso-o com a equidade a:Qda aos seus
desafee os.
Este facto earactersa o honr dcj0 cldado que
nao esqueceu na cadeira do go*- erno a8 suaa tra-
diccoss de juiz.
i0*" jrio de Belm.)
Ao KdMiet
Ao Exm. Sr. desenibargadcr
los anoel de Freitas
Os abaixo assignad os vm mui respeso-
samente pedir a V. Ex.:. qe, tjuaodo
mandar publicar os nomes dos eleitore
que alistar, digne-se tambem declarar o
quarteiro, ra e casas do residencia dos
novos eleitores, bem como a renda que
provaram ter para serem alistado, aos
termos do art. 50 do Reg, de 13 de Agos-
to de 1881, para que possam, independen-
temente de irem ao cartorio, fiscalisar fo
iTocesso do alistamento, como lbea per-
mitte a lei.
Ha freguezias distantes desta cidade,
como esta de S. Lourence e a da Varzea,
cujos eleitores, nao indo ao cartorio do ea-
crivSo do alistamento, ficam privados de
fiscalisar este servico por falta dos res-
pectivos esclarecimentos e quando proca-
ram obtelo-s, indo de tao longe so cartorio,
nem sempre sio sati-eitos pelos escrivaes,
os quaes ora nao sao encontrados, ora,
por muito oceupados se negam a prestar
aos interessados as notas precisas para
averiguaren) a verdade das allegacoes pro-
ducidas pelos alistados. .- 1
Em u,n edital de V. Exc. publicado na
Provincia de 2 do corrate mez voto ins-
criptos os nomes de algnns cidados, j
definitivamente alistados, mas sem *cs es-
clarecimenps de que a-ima fallaran).
Nao poder V. Exc. mandar repetir
aquelle edital com as decIaracSes recla-
madas, embora sem interromper o prazo
para os recursos, que continuar^ contar-
se do dia 2 ?
Nao ha inconveniente nisto, e pelo con-
trario de interesse publico.
Os abaixo assignados, certos como estSo
de que V. Exc, integro como satisfar
a um tao justo pedido, desde j se cenfes-
sam muito gratos.
Alguns eleitores de S. Lowrtneo-



a

#


ao
Decl ro que nunca escrevi, nem escreverenns
Provincia sobre os factos de Bonito.
Lastimo de coraco, qne um moco que se paese
e oretenda os foros de cavalbeiro, usasse de 1
to indecente, para conseguir tortee..-.
una dessss mentiras cynieas, sem espiritoeja
utilidade alguma. Mas, est em seu elezaeaa:
mentir e mentir sempre.
Aproveito a eccasi j para dar urna satisfaga
qne devo ao publico.
Fromett analysar o procedimento do Sr. Re
Francisco Antoaio Regoeira Coste, delegad KsV
terario do Bonito, simplesmente com e fim do pro-
vocar sua demisao, mas como a fez j a enrgica
e digna administracao da provtncia, Ixtada auai
teo a fazer, mesmo porque a religio da aac-x*^
aconselha o resoeito aos mortos.
At boje, respetosamente ; depois. -. eontnask
Recife, 16 de Ofttubro de 1886.
Clandiuo de Melle.
PRGRAMMA
DA
Fe.si a de Xossa Se uno ra da* cr
cs, erecta na Igreja de -
s de Riba-Mar, no da 13 to
crrente. wi_ _J
SABBADO 1&
Ao meio dia, subir ao ar urna salva de 21
acompanhada com diversas gyrandota do
tes aununciando aos fiis devotos a vespezzs dia em que se ba de celebrar com todo brilsotnhs-
m> a festa da Virgen de Nossa SenhoraldaoBscr-
cs, tocando n'esta oecasio as duas bandas nanr-
eiaes do 2o e 14* batalboea de infantaria.
4 HORAS DA TARDB
Depois que se reunirem os paranympnn o
ranymphas que tem de aasistir a bencao
ma Virgem, asaim como a de nm amo,
aegnida feito este acto com todo brilhant
cando n'eata oecasio as referidas bandas i
ciaes. _____
7 HORAS DA NOITE.
Entrar i novena sendo annuaciada para
m com diversas gyrandQiao de fogosteo
depois do mesmo acto sendo que
(
-

ai
ser
. particular
Estava no tiro? prop0sito de n3o nutrir
polmicas com 0 $,.. J0o Demetrio F.
Vianna, que t'0 grosseiraraente tem pro-
curada arrast ar a qne8tln para o terreno
da (iffamac 0 porm, como devo ao pu-
blico urna explicagao em vista da admira
0o 1ue jatisou ao mesmo Sr. Viaana ter
sidoeu ^,,5^ ein 1882 4o juiz de paz do
P0S0_'\la Psnatts, apparejo declarando que
86 fl' eleito juiz de paz auxiliado pelos i-
ber.aes como quer S. S., concludene
p re os outros meus companheiros da cha-
na conservadora, tambem fossem, visto ter-
mos obtidovota5ao mais ou menos iguaes.
Ora, os outros affirmam que os liberaes nao
os auxllafkm, pois ell.-s tinham os seus
candidato, claro que a minha volido
tsmbem nao foi devida aos liberaos, que
se o Sr. Vianna, ignorando o que se pas-
sa naquella freguezia, julga-me capaz de
andar em paz e harmona com todos, 6
nicamente levado T>or informa^oes que lhe
casio um .'indo ogo de artificio, acerar.
com diversos oaloes de gosto e eapricho.
DIA 17 ""?
A's \ horas da manh, ser eelcorao*-aoao.
missf. em tenco dos irmos e de toa os^siwijssi
qu concorreram para este acto de dtv*<*fr ""
?.tvidade, finda a qual subir au ar unta sotos
21 tiros e diversas gjraudolaa de fogosw Ji
annuuc rao aos habitantes d'esta hercio tz-te
qne chegado o dia em que se festeja f*0*
rompa a Rainha do Co o nossa protectora WSr
gem San'-issima das Merc*, redemptMoW
tivos, tocando ainda as referidas bandas!
11 HORAS DA MANH
Entrara a festa com a misaa Santa C
maestro italiano Marianno Russo de
ama das mais importantes d'este muestro, so *
direceo do hbil professor o Sr. Jos T*s*1B
Medeiroa, os solos serao executados pelo J mmm
profesaorea desta capital ; oceupar tnl
erada o b.-m conhecido ^ eloqueate
Illm. e Revm. Sr. commendador p.de
Moreirada Gama, muito digno vigar d.
sia de Santo Antonio. Finda mas, tota>at>s
refundas bandas marciaea que eeca*i^4>^a>-
Ihorea trezos de seu repertorio ^fJ'^Zi
birum lindo balo acompbado coo .BOWBB
gyrandolasde foguetes.
87 4 HOiAS DA TARDE ^ m
Ser arriado o estandarte da Virpan StsJsam
das Mercs, e 'ahi lkJ^**~:
Sra. futura juis, D. Mm Fina->-a
com todas -/o-alidades^o^^.
Entrar o grande Te Deum denomiuais ^ ssspi
rito-Santo, do maeatro Colas, o aoloooon *
fiadoa aos primeiroa profe jsores; a tnsoM oagpsa-
da ser oceupada pelo'loquete pi^a^sr.ja-
pella imper.alo Rvd. Sr. Fr. Augusto feT
lada Conceisd Alves, e finalisar-B-h.
lindo fogo de artificio, feito a caprino pete .
cto profissional Joo Hyppolito da Sitvov
O pateo acha-se ricamente adornado o I
ras assim cerno com diversos arco a gas;
das' marciaea acham-se em seus I*B^**J"
tos, onde exeeatero aa me Ihores peca de ssvt
p9rtOr"DEG0RAMENT0 DO TEMPW'
Acha-se a cargo da distmeto artjst %**
nheoido Bartholomeu Valeriano da .UslsV ^
pelos aeus estorcos mostrar maiosa* vcsco-i
talento em deaenhoe.
LIBdl


Diario de PernambucoSabbado 16 de Outubro de 1SS6
A. mea* regedora pede aos habitantes deste pa-
teo de S. Jos, para que illnminem as fachadas de
M portad para melhor brilhantiamo.
Recite, 15 de Outubro de 1886.
O secretario.
Antonio Soares Pinto.
Se fosse precisa urna nova pro va da reconheci-
m. eficacia do Sulphato de Quinina de PJletier,
jo das Tret Firmas, que vendem os 8rs Armet de
Lisie em capsulas esphericas e em frascos de 100,
200,500 e 1,000 capsulas, que o boticario pode
fonecer em pequeas quantidades, segundo a re
eita do medico, bastar ler o seguinte trecho da
carta que escreveu o Sr. J. J. Wallaston, mem-
do Real Collegio dos cirurgies de Londres, pe
diodo um frasco de 100 capsulas : Tenho o pra-
r de annuuciar-vos que as voseas capsulas ob-
siveram um resultado completo : estou livre da
tfebre e dos suores nocturnos, e da inchaco ede-
matosa dos membros inferiores; tudo desappare-
oea coin o uso das Capsulas Pelletier. Como
porm se approxima o outono, poca em que rei-
aam as febres, desejo possuir o meio de sabir vic-
torioso, se novamente a molestia acommetter-
aje. Nao podem haver palavras mais expl-
citas.
" N 5 A Emulsao de Scott muito re-
commendada pelos mdicos como o melhor
remedio para a tsica pulmonar e molestias
do peito e da garganta-
Restaura o organismo das pessoas pre
diapostas tsica e fortifica contra os ata-
ques da doenca.
Ao publico
Os abaixo assignados, tendo registrado e depo-
sitado as suas marcas industriaes e rtulos das
anas preparacoes na junta commerciai do Rio de
Janeiro de confi rmidade com as prescripcoes das
leis do imperio do Brasil, declaram e participan
aos interessados, que como nicos proprietarioe,
tem direito exclusivo de usar as marcas indus-
triaes e rtulos relacionados com manufactura
abricaco e venda das stguintes preparares;
Agua de Florida de M urray e Laman.
Tnico Oriental.
Peitoral de Anacahuita.
Pastilhas Vermfugas de Kemp.
Oleo de figado de bacalhu de Lanman & Kemp
Emulsao de oleo de figado de bacalho com by
pophosphitea, de Lanmara & Kemp.
Salsaparnlha de Bristol.
Extracto duplo de aveleira mgica de Bristol, e
ungento de aveleira mgica de Bristol,
e que, portanto, perseguirlo a todos os falsificado-
ras ou imitadores das ditas marcas industriaes e
rtulos, procurando que sejam castigados com toda
a severidade da lei.
Tambem acautelamos e publico contra todos
aquelles que intentam substituir as nossas prepa
races cima mencionadas com artigos falsificados
que levam rtulos ou marcas industriaes que imi-
tan as nossas.
Lanman Kemp.
Pensin Bourgoise
808000 par niols
Tai et leoiit tres confortable
11 iia de tloaquliu Nabuco9
Capunga
Febres intermitentes
u abaixo assignada, certifico que, es-
tando urna minha netinha de 9 annos de
idade, com febres intermitentes durante
4 mezes, e depois de ter usado bom nu-
mero de remedios aceitados pelos nossos
clinioas, s so restabeleceu completamente
com o Remedio Peruviano que me venden
c Sr. La-roque, phamaceutico em Br-
deos ; por verdade passei a presente.
Gujan, 1 de Setembro de 1885.
Viuva Taus'm.
Nota : Encontra-se as pliarmacias
Americana e ConceicSo.
EDITAES
gundo tabelliao do publico judicial e notas e mais
annexos. O referido verdade don t. Villa de
Bom Conselho, 1" de Outubro de 1886.O official
de justica de semana servindo de porteiro interino,
Luis Antonio dos Santos.
mais senlo continha em dita certidao que
fielmente copiei do original que fica archivado
em m'u cartorio. Bom Conselho, 1 de Outubro
de 1886.O escrivao interino, Ananias lago da
Cunha.
A Junta Commerciai da cidade do Becife con-
vida o Srs. commerciantes nacionaes, matricula-
dos e residentes neste districto, a comparecerem
no dia 5 de Novembro prozimo vindouro, as 9 ho-
ras da manha, na sala da Associacao Commerciai
Beneficente, para a eleicao de dous deputados
commerciantes e de dous supplentes, que tm de
funccionar no seguinte quadriennio de 1887 a 1890,
na forma do titulo nico do cdigo commerciai,
arts. 4, 5, 6,14, 15 e 16, e regulamento n. 696 de
5 de Setembro de 1850, como prescreve o art. 5a
do decreto n. 6,384 de 30 de Novembro de 1876,
visto fiudar este auno o praso da eleicao, em vir-
tude da qual officiaram como deputados Joaquim
Olintho Bastos e Antonio de Mouru Rolim, e como
supplentes Hermino Egydio de Figneiredo e o
commendador Antonio V alentim da Silva Bar-
roca.
E para constar mandn a sobredita junta fa-
zer o presente edita!, que, assignado pelo seu pie
sidente, ser publicado no Diario de Pernambuco,
Jornal do Becife e Provincia, e afiliado "na praca
do commercio, com a lista de que trata o art. 5
do precitado decreto n. 696.
Junta Commerciai da cidade do Recite, 14 de
Outubro de 1886.
O presidente,
A. G. Miranda Leal.
LISTA
Antoui (ornes Miranda Leal.
Antonio Gteraldo do Reg Barroca.
Antonio Valentim da Silva Barroca.
Antonio Jos de Souza.
Antonio Rodrigues de Souza
Antonio Ignacio do Reg Medeiros.
Antonio Gomes de Mattos.
Antonio Luiz de Oliveira Azevedo.
Antonio Seraphim da Silva.
Antonio Machado Pereira Vianna Jnior.
Antonio Pereira da Cunha.
Antonio da Cunha Ferreira Baltar.
Antonio de Moura Rolim.
Caso Importante ()
LE-SE EM UM JORNAL DE PELOTAS
A joven Marciana, de 15 annos de ida-
de, moradora ra de S. Miguel n. 11,
neata cidade de Pelotas (Rio-Grande do
Su!), ba muito mezes achava-se soffrendo
do peito.
O sen organismo depauperado apresenta-
?atodos os symptomas de urna grave affec-
toase, dores no peito e as costas, extrema
debilidade, todos estes caractersticos da
errivel doenca apreseutava a pobre mo-
cuba.
A sua saude, tto profundamente altera-
da, comecou a inspirar serios cuidados
sua ta D. Joanna Ferreira Cardoso, que
em rSo apresentou a sua doente a alguns
Ilustres mdicos, sem nenbum conseguir
atalhar o curso da en ferro idade.
Esta senbora, seriamente preoccupada
com os progressos da doenca, tere a feliz
idea de recorrer experiencia do uso do
Peitoral de Cambar, importante deseo-
berta do Sr. Alvares de S. Soares, desta
cidade, e em tao boa bora o fez, que al-
guns das depois a doente apreaentava sen-
siveia melboras, o o medicamento fazendo
triumphar a natureza da enfermidade, de-
pois de alguns mezes de tratamento, res-
titua a saude perfeita joven Marciana.
O autor do Peitoral de Cambar, com-
pletamente estranbo a esta prodigiosa cura
obtjda pelo seu maravilhoso medicamento,
recebeu um dia, com sorpreza, a visita de
D. Joanna F. Cardoso, que muito satis-
toita. e em companhia de sua sobrinbam,
traza lhe um attestado que corre impresso
na maior parte dos jornaes da provincia e
em todos os opsculos que acompinha
cada frasco do Peitoral de Cambar.
O leitor deve procurar apreciar esse im-
portante documento, por meio do qual po-
der devidamente julgar a transcendencia
da victoria obtda na cura de urna affeecao,
que ainda em nossos dias faz os desespe
roa da sciencia medica. (Vede o folbeto
que acompanba cada fraseo.)
nicos agentes e depositarios geraes em
Pernambuco -Francisco M. da Silva & Ca:
Ba Mrquez de Olinda n. 23.
O Dr. Adelino Antonio de Luna Freir,
official da Orden da Rosa, commenda-
dor da Real Ordem Militar Portuguez
de Nosso Senhor Jess Cbristo e juiz de
direito privativo de orphaos e ausentes da
comarca do Recite e seu termo em Per-
nambuco, por S. M. o Imperador o Sr.
D. Podro U, etc.
Faco saber aos que o presente edital virem, ou
d'elle noticia tiverem, que no dia 19 do corrente
mes, depois da audiencia deste juizo, na respecti-
va said. iro praca para serem arrematados com
o abatimento da lei, as casas seguintes sob os ns.
1, 2, 3, 4 e 5 do segundo beeco do Aquino, tendo' Antonio Vicente de Magalhaes.
cada urna urna porta de 2 janellas de frente, 2 sa- \ Antonio da Silva Ferreira Jum
las e 1 quarto, medindo de largura 7 metros e 20
centmetros, e de fundos 3 metras e 39 centme-
tros, em solo proprio, avaliada cada urna em 500J,
que com o abatimento fica aendo por 400/, queJ
servir de base a arrematacSo. E vio praca a
requerimeuto de D. Hermelinda Tavares de Aqui-
no, inventa rante dos bens dcixados por seu mari-
do Manoel Tavares de Aquino, para pagamento
de cusas e mais despezas do mesmo inventario.
E para que chegue ao conbecimento de todos
mandei pasear o presente edital que ser publicado
pele imprensa, e afiliado no lugar do costume.
Dido e paseado nesta cidade do Recife de Per-
nambuco, aos 15 dias do mez de Outubro da 1886.
Eu, Manoel do Nascimento Pontes, escrivao, o
subscrevi.
Adelino Antonio de Luna Freir.
COMMERCIO
Isa commerciai de Pernam-
buco
RECIFE, 15 DE OUTUBRO VE 188.
As tres horas da tarde
CotacSes officiac*
Cambio sobre Londres, 90 d(v. 22 3(16 d. por lf,
b ntein.
O presidente,
Pedro Jos Pinto.
O secretario,
Candido C. G. Alcoforado.
Copia.2. Scelo.Secretaria da Presidencia
de Pernambuco em 15 de Outubro de 1JJ86.Edi -
tal.De ordem do Exm. Sr. vico prsideate da
provincia e em observancia ao disposto no art. 157
do decret i n. 9,420 de 28 de Abril de 1885, faco
publico o edital abaixo transcripto pondo em con-
curso com o praso de 60 dias o officio de 2." ta-
belliao do publico judicial e notas e mais annexos
do termo de Bom Conselho. Servindo de secreta-
rio, Emiliano Ernesto de Mello Tamborim.Edital
0 Dr. Miguel dos Anjos Barros, official da Im-
perial Ordem da Rosa e juiz municipal e de orphaos
do termo e comarca de Bom Conselho, por S. M o
Imperador etc. Faz saber aos que o presente edi-
tal virem e a quem intereasar posan, que achando-
se vago o cartorio de 2." tabelliao do publico, judi-
cial e notas e escrivao do crime, |civel e execocoes
civeis, por fallecimento do respectivo serventuario
Luis Elias da Silva e Albuquerque, nos termos da
art. 150 3. do decreto n. 9,420, de 28 de Abril
do anno paseado, fica aberto concurso para piovi
ment aos ditos officioe, por espaco de 60 dias, que
correr!) d'esta data, devendo dentro desse p aso
os pretenden tes aos mencionados oficios, apresen -
tar seus requerimentos datades e assignados peles
meemos ou seus legtimos procurador! s e instruidos
nos termos do art. 210 do citado decreto de 28 de
Abril com auto ao exame de suficiencia, certifica-
do do exame de linirua portuguesa e ariimetica,
folha corrida, certidao de idade, attestado medico
de capacidade pbysica, certidao no caso de ser
maior de 30 annos, de ter satisfeito a obrig*clo da
le n. 2,556 de 26 de Setembro de 1874, procura-
efio especial se requarerem por procurador, e mais
documentos que fsrem convenientes para prova de
capacidade profissional, tudo devidamente sellado.
A falta de exhibido de qalquer dos documentos
cima mencionados, e motivo para excluir do con-
curso o pretendente e prejudicar a sua nomeaclo.
Outrosim fas mais saber que o decreto de 30 de
Janeiro de 1834 que creou os referidos oficios assim
prccriia : Regencia permanente em nome do Im-
perador o Sr. D. Pedro II. Ha por bem determi -
nar, em ampliaclo do decreto do 1.* de Marco do
anno paseado que em cada orna das villas refe-
ridas hajam dous tabelliles do publico, judicial e
notas, servindo o 1.* de escrivao de orphaos e dos
residuos e capellas e o 2. de escrivao das execu -
eucoes civeis e ermes.
E para que chegue ao conbecimento de todos
mandei pasear o presente edital que ser affixado
no lugar do costme, extrahindo-se copia para ser
remettida ao Exu. Sr. presidente da provincia
para os fins necessarios, com declaracao do dia da
affixacao e publicaeo, o que ser certificado pelo
porteiro dos auditorios.
Dado e passado nesta villa de Bom Conselho
ao I dia do mes de Outubro de 1886. Eu, Aman-
ar, lago da Cunha, escrivao interino o eserevi.
Miguel dos Anjos Barros.
E mais seno continha em dito edital que fiel-
mente copiei do proprio original ao qual me re-
porto e don f. Bom Conselho 1 de Outubro de
1886. Eu, Amancio lago da Conba, escrivao inte-
rino o eserevi.
Certifico que boje s 10 horas da manhl affixei
o edital na porta da casa das anuencias, abrindo
concurrencia para provimento ao oficio de se-

3ENDJMENT0S PBLICOS
Mes de Outubro de 1886
ALFANDEGA
Bassa mas,
De 1 a 14 496:280*242
d. 7.5 41:0*7*452
{boma novraciu.
De la 14
L-iem de 15
TCal
sCacasanomiADt
luem da 15
OoastJLADO PiovraciAi
dem de 15
54.054*697
5:342*920
537:317^694
59:397*617
596:715*311
21:181*819
4:550*125
De 1 a 14
25:731*944
13:622*063
2:226/i842
Sacm dsatbaobnc 1 a 14
dem de 15
15:848/905
7:676*094
845*839
7:921*933
DESPACHO DE IMPORTAgAO
Vsper nacional Jacuhipe, entrado de Camossim
e escala no dia 14 do corrente e consignado
Companhia Pernambucana, manifestou:
Algodao 2,171 saccas ordem, 48 a Machado
& Pereira, 38 a Rodrigues Lima & C.
Chapeos de palha de carnauba 5 fardos ordem.
Couros seceos salgados 344 a Victor Neesen.
Courinhos 22 fardos ao mesmo.
Esteiras de palha 54 rolos ordem.
Gomma de mandioca 16 saceos ordem.
Sola 1,081 meios ordem.
DESPACHOS DK EXPORTACO
Em 14 de Outubro de 1888'
Para o extenor
Na vapor allemao Rotario, carregaram :
Para Hamburgo, Borstelmann & C. 324 fardos
com 6iH7t kilos de algodlo.
No vapor francs VilU de Pernambuco, car-
regou :
Para o Havre, A. Labille 282 couros salgados
com 3,384 kilos.
Na barca ingleza Brinkburn, carregou :
Psra Hallitax, M. J. da Rocha 1,000 saceos com
75,000 kilos de assucar mascavado.
= No brigue portugus Adelina, carregaram :
Para Lisboa, -o. Guimarles & C. 31 costados de
amarello.
No vapor ingles Ee, carregaram :
Para Lisboa, 8. G, Brito 779 couros salgados
com 9.638 kilos ; V. rseesen 14 coures salgados
com 168 kilos.
Para Southampton, P. Vianna & C. 8 barricas
com abacaxis.
Para o Interior
No vapor austraco B. Kemny, carrega-
ram :
Para Santos, S. Gnimarles & O 460 saceos com
27,600 kilos de assuca mascavado e 200 ditos com
12,000 ditos de dito branca
No hiate nacional Corroo de Natal, carre-
garam :
Para o Natal, M. A. Senna A C. 60 barricas
com 360 kilos de asnear refinado.
No vapor nacional Baha, carregaram :
Para o Rio de Janeiro, J. C. Dias 1,000 cocos,
fructa ; M. do Naseimento 2,000 cocos, fruets. 1
unior.
Antonio Guilhermino dos Santos.
Antonio de Oliveira Maia.
Antmio Muniz Machado.
Adolpho Francisco Lavra.
Aureano Augusto de Oliveira.
Augusto Octaviano de Souza.
Alcxandre de Souza Nogneira.
Alfredo Gibson.
Barao de Petrolina.
Bara > da Soledade.
Bario de Santa Cruz.
Bario de Aguas Bellas.
Bario de Nasareth.
Cantan Cyriaeo da Costa Moreira.
Corbenisno de Aquino Fonscea.
Claudio Jos de Sant'.Anna.
Carlos Pinto de Lemos.
Carlos Jos de Medeiros.
Carlos de Paula Lopes.
Candido Jos da Silva Guimaraes.
Candido Goncalves Ferreira.
Carlos de Moraes Gomes Ferreira.
Domingos Alves Matbeus.
Demetrio Acacio de Araujo Bastos.
Deodato Luiz Francisco Mouteire.
Ernesto Arce 11 no de Barros Franco.
Eduardo Candido de Oliveira.
Eugenio Goncalves Cselo.
Euzebi i da Cunha Beltrlo.
Euas Americo de Medeiros.
Eugenio Regadas.
Francisco Vieira PerdigSo.
Francisco Ferreira Baltar.
Francisco Antonio Gomes de Matlot.
Francisco Tbeophilo da Rocha Beserra.
Francisco Apolonio Beserra da silva.
Francisco Gomes de Araujo.
Francisco Botelho do Andrade.
Francisco Ignacio de Oliveira.
Francisco Ferreira Baltar Jnior.
Francisco Jo da Silva Guimarles.
Francisco Gurgel do Amara!.
Francisco de Paula Gomes.
I Francisco Correia de Mesqmta Cardoso.
Flix Pereira e Souza.
Genuino Jos da Rosa.
Oratuliino dos Santos Vital.
Graciliano Octavio da Crus Martina.
Gabriel Ildefonso das Noves Cardoso.
Henrique Bernardos de Oliveira.
Henrique Xavier de Araujo Saraiva de Mello
Hermiuo Egidio de Figueiredo.
Ivo Antonio de Andrade Luna.
Ignacio Becerra Ptsioa.
Jos Antonio Pinto.
Jos Marcelino da Rosa.
Jos Francisco S Leitio.
Jos Gomes Leal.
Jos Adolpho de Oliveira Lima.
Jos da Costa Pereira.
Jos Fiuza de Oliveira.
Jos Braz da Conceiclo Silva.
Jos de Oliveira Castro..
Jos Pereira da Cunha Jnior.
Jos Moreira da Silva.
Jos Augusto de Araujo.
Jos de S Leitio Jnior.
Jos Francisco do Reg Mello.
Jos Antonio Moreira Dias.
Jos Ferreira da Silva.
Jos Feliciano Nazareth.
Jos Rodrigues da Silva Barroca.
Jos Alves Barbosa Jnior.
Jos da Silva Loyo Jnior.
Jos Ferreira Baltar.
Jos Candido de Moraes.
Jos d'Assumpclo Oliveira.
Jos Luiz de Mello.
Jos Rufino Climaco da Silva.
Jos Luiz Goncalves Penna Jnior.
Jos de Brito Bastos Filho.
Jos Ferreira Marques.
Jos Francisco Pinheiro Ramos.
Jlo Ignacio de Medeiros Reg.
Jlo Chrysostomo Goncalves Rosa.
Jlo Joaquim Alves.

Para a Bahia, J. A. da Costa Medeiros 45 bar-
ricas com 5,220 kilos de assucar branco; A. Oli-
veira at C. 1 caixa com 60 kilos de doce.
r* barcaca Cecilia, carregou :
Para Maeo, J. V. Campello 50 saceos com fa-
rinha de mandioca.
Na barcaca Phenix, carregaram :
Para Parabyba, H. de S. Pereira & C. Succes-
sores 2 caixas com tintura de cabe?a de negro.
MOVTMENTO DO PORTO
Navio entrado no dia lo
Buenos-Ayres por acala14 dias, vapor
inglez Elbe, de el,77a toneladas, com
mandante W. Giliies equipagem 106,
carga varios gneros ; a Adamson Howie
& 5.
Navios sahidos no mesmo dia
Southampton por es ala Vapor inglez
Elbe, commandante W. Giliies, carga
varios gneros,
MacoHiate nacional Joao Valle, mestre
Francisco Honorio Canuto, em lastro.
VAPORES ESPERADOS
Rosario
Marque* de Camas
Pernambuco
Tille de Pernambuco do aul
Hildegard
Momeas
Finance
Viede Victoria
Allianca
Britannia
Para
La Plata
Equateur
Cear
Sculptor
Stm
Poriuetue
do sul boje
da Bahia boje
de Hamburgo aman ha
do sul a 18
de Buenos-Ayres a 19
do sal a 21
do sul a 21
do Havre a 21
de New-Port-News a 22
da Europa a 23
do norte a 23
da Europa a 24
do sul a 25
do sul a 27
de Liverpool a 28
do tul a 29
de New-York a 29
Jlo Baptista Gomes Penna.
Jlo Pinto de Lemos.
Jlo Manoel da Veiga e Seixas.
Jlo Baptista Castanha.
Jlo Jos da Silva,
Jlo Jos de Carvalho Moraes.
''Jlo Walfredo de Medeiros.
Jlo Rodrigues de Moura.
Joao Baptista de Moraes.
Jlo de Aquino Fonseca.
Jlo Ferreira Loureiro.
Joao Pereira Reg.
Jlo Joaquim de Mello.
Jlo Chrysostomo Gal vio.
Joaquim Olinto Bastos.
Joaquim de Souza Silva Cunha.
Joaquim Alvaro Garca.
Joaquim Bernardo dos Res.
Joaquim Lopes Machado.
Joaquim Francisco das Cbagas e Silva.
Joaquim Mauricio Goncalves Roa..
Joaquim Felippe da Costa.
Joaquim Nicolao Ferreira.
Joaquim Jos Goncalves Beltrao Junkr.
Julio Cesar Paes Barreto.
Joviniano Manta.
Jovino Cesar PaesBarreto.
Jovino Bandeira.
Bacharel Laurino de Moraes Pinheiro.
Leocadio Jo= de Figueiredo.
Lenidas Tito Loureiro.
Luiz Antonio Siqu"ira.
Luiz Jos da Silva Guimaraes.
Luiz Alfredo de Moraes.
Luiz Leopoldo dis Guimarles Peixoto-
Luiz Antonio Pereira.
Leopoldo Marques d'Assumpclo.
Manoel Ignaeio Pessoa de Mello.
Manoel dos Santcs Villaca.
Manoel Antonio da Silva Moreira.
Manoel da Silva Maia.
Manoel Jos da Silva Guimarles.
Manoel Paula de Albuquerque.
Manoel M reir de Souza.
Manoel Pereira da Cunha.
Manoel Bernardes de Oliveira.
Bacharel Manoel Gomes de Mattos.
Manoel Jos Monteiro.
Mano-1 Joaquim da Costa Carvalho.
Marcelino Jos Maria de Almeida.
Marcelino Goncalvec Rosa,
Mathias Tavares de Almeida.
Miguel Jos de Abreu.
Narciso Jos Monteiro.
Olympio Goncalves Rosa.
Olympio Frederico Loup.
Pedro Joaquim Vianna de Lima.
Pedro Osorio de Cerqneira.
Pedro Jorge da Silva Ramos.
Pedro Alejandrino Maia e Silva.
Paulo Pereira Simes.
Primenio Duarte Ribeiro.
Satyro Serafim da Silve.
Thomaz Teixeira Bastos.
Secretaria da Junta Commerciai do Recife, 14
de Outubro de 1886.
O secretario,
Julio Augusto da Cunha Guimaraes.
Edital 7751
" Koroiao e collegioa partlcalaren
De ordem do Sr. Dr. inspector geral, declara-
se aos professores e directores de quaesquer aulas
e estabelecimentos particulares de instrucefu pri-
maria, secundaria ru especial, de um e entro
sexo, que at o dia 30 de Novembro prximo vin-
douro, devcrlo remetter esta reparticao os map-
pas de que trata o art. 187 2 do Reg. de 6 de
Fevereiro de 1885, sob as penas comminadaa no
art. 192 do citado regulamento.
Secretaria da Instruccl? Publica de Pernambu-
co, 6 de Outubro de 1886.
O secretario
Pergentino S de Araujo Gal vio.
O Doutor Joaqqjm da Costa Ribeiio,
juiz de direito do civel desta cidade de
Re. i le e seu termo, capital da provincio
de Pernambuco por Sua Magestade Im-
perial e Constitucional o Senbor D. Pe-
dro n, a quem Deus guarde, etc., etc.
Faco saber os que o presente edital vi
rem ou delle noticia tiverem que fiados os
vinte dias de preg5eB e as pracas da lei,
e na audiencia deste juizo de dia 16 de
Outubro prozimo vindouro, irSo a praca
por venda a quem mais der e maior lance
offerecer os bens abaixo mencionados que
foram penhorados para pagamento do prin-
cipal, juros e custas da execuclo civel que
por este juizo e cartorio do escrivao que o
presente subscreve move D. Umbejina
Leoncia Borges Diniz contra os berdeiros,
de Joao de Brito Correia, cujos bens cons-
tara da avaliacSo do theor e maneira se-
guinte :
Urna casa terrea ra das Trincheiras
a. 31, ireguezia de Santo Antonio, com
duas portas de frente, duas salas, dous
quartos, cosinha fura, quintal murado e ca
cimba, mediado de frente 3 metros e 55
centmetros e de fundos 14 metros e 50
centmetros, avaliada por l:800f$000.
Urna casa terrea, meia-agua, no segundo
becco da Camboa do Carmo, Bcb o n. S,
tendo porta e janella, vnx sala, nm qaarto
corredor, medindo de frente 4 metros e
10 centmetros e de fundos 4 metros e, 35
centmetros, avaliada por 200,)000.
Urna casa terrea ra de S. Miguel,
freguezia de Afogados, sob o n. 13, com
porta e janella de frente, duas salas, dona
quartos, cosinha fra e um quartinho con-
tiguo a cosinha, quintal em aberto, cacimba
propria, medindo de frente 4 metros e 40
centmetros e de fundo 12 metros e 65
centmetros, avaliada por 250,->O0O.
E assim serao os bens cima menciona-
dos arrematados por venda a quem mais
der e maior lance offereeer no dia e hora
j indicado.
E para que chegue a noticia a todos
mandei passar o presente edital que ser
affixado no lugar do costume e publicado
pela imprensa.
Dado e passado nesta cidade do Rrcife,
aos i dias do mez de Setembro de 1886.
Eu Felicissimo de Azevedo Mello, escri-
vao fiz escrever e subscrevi.
Recife, 6 de Setembro de 1886.
Joaquim da Costa Ribeiro.
O. R. F.
Da ordem do nosso presidente, convido aos nos-
sos consocios p^ra comparecerem domingo 17, as
11 horas da manha, em nossa sede, sita ra de
Marcilio Das n. 91, em assembla geral, para
approvaclo de nossos estatutos.
Secretaria do Gremio Recreativo Familiar, 15
de Outubro de 1886.O Io secretario,
Alexandre dos Santos Selva.
Contraria de H. Cbrlaplm e Cbriapi-
nlano no convento do Carmo do
Recife
De ordem do irmao provedor, convido os mem-
bros do conselho fiscal para se reunirem no dia
17, pelas 10 horas do dia, em n^sso consistorio,
para a escolba los novas funccionarios que teem
de servir no anno de 1886-87.
Jos Maria da Conceiclo,
Secretario interino.
Prolongamento da estrada de
ferro de Pernambuco e estra-
da de ferro do Recife a Ca-
ruar.
De ordem do Illm. Sr. director, faco publico
que, at o meio da de 20 de corrente, no escripto-
rio central, ra Antonio Carneiro n. 137, re-
cebem-se propostas, em carta fechada, para o for-
necimento dos objectos seguintes, necessarios ao
almoxarifado desta reparticao :
Carvlo Cardiff, touellada.
Dito para forja, idem.
Dito Cock, idem.
Dormentes de sicupira, sapucaia, oiticica e pao
d'arco com 2,0x0,25x0,20 furados c entalbados, um
Oleo para carro, litro.
Dito de mamona, idem.
Dito para cyhndro, idem.
Dito de mocot, idem.
Dito para candieiro, idem.
Dito para machina, idem.
Dito de linhaca, idem.
Pinho branco (5,"50x0,22x0,081, pranchao.
Dito dito (in,u>OxO,24xO,24), vigame.
Dito dito (8,-0x0,24x0,24), idem.
Dito dito (o,50x0,19x0,19), dem.
Os objectos sero de 1* qualiJade e entiegu<*s,
convenientemente acondicionados, no almoxarifado
na estaeao de Cinco Poutas ou as otliciuas da es-
trada de ferro de Caruar, conforme as exigencias
do servico. Os dormentes, porm, deverao ser en-
tregues na cidade de Jaboatao. Os ers. propo-
nentes deverao acompanhar as suas propostas das
respectivas amostras, condiccao essencial para se-
rem acceitaa, N'este escriptorio serlo prestad s
os esclarecimentos necessarios.
As propostas SRro bertas e lidas no lugar, dia
e hora cima indicados, na presenca dos Srs. pro-
ponentes, que deverao sellal-as c sssignal-as, in-
dicando n'ellas suas residencias. O tornecimento
poder ser ajustado com um s propnente; ou
parcialmente conforme, as vautagens que offe-
recer.
Secretaria do prolongamento da estrada de ferro
de Pernambuco e estrada de ferro do Recife a Ca-
ruar, em 13 de Outubro de 18%.
O secretario,
Manoel luvcncio de Sabaya.
Santa Casa da Misericordia do
Heeife
Por esta secret ria sao chamados os prenles
ou protectores das menores constantes da relacSo
iufra, para que as vas recolher ao collegio das
orphls.
Relaclo das orphls a que se refere o edital
Supra
1 Maria, filha de Joanna Baptista de Jess.
2 Emilia, filha de Feliciana Vieira da Rocha
Falclo.
3 Carolina, filha de Antonia Dinis Bandeira
de Mello.
Josepha, filha de Hermina Correia de Barros
Waldetrudes.
dem de Magdalena de Araujo Cavalcante.
Virginia, idem de Maria Francisca da Purifica-
cao.
Josephina, idem da mesma.
Francisca, idem de Claudina Maria do Nasei-
mento.
Secretaria da Santa Casa de Misericordia do
Recife, 13 de Setembro de 1885.
O escrivio,
Pedro Rodrigues de Soasa.
Faculdadc de Direito
De ordem do Exm. Sr conselheiro di-
rector interino se faz publico o telegram-
ma abaixo transcripto do Exm. Sr. minis-
tro do Imperio.
Em virtude do mesmo telegramma terao
lugar na poca que deva coruecer em No-
vembro prximo os exames de linguas e
sciencias.
Outrosim, para fazer-se exame de qual-
quer das materias preparatorias precisa
provar ter j feito o de portuguez ; para fa-
zer-se o de geometra ou algebra, ter j
feito arithmetica; para o do geographia e
cosmograpbia ter feito o de geometra;
para o de philosophia ter feito os de hist3-
ria, mathematca e Dguas; psra o de rhe-
torica ter feito os de linguas; e finalmente
quanto aos que devem preceder ao de his-
toria consultado nesta data o mesmo Exm.
Sr. ministro do imperio.
A inscnp5ao para os exames eomecar
amanh pela de liognas, e continuar as-
sim alternativamente com a de sciencias
at que ser em tempo annunciado.
Telegramma
Ao director da Faculdade de Direito do
Recife:
A ordem a seguinte: Sem apprava-
5&0 em exame de portuguez nao se far
outro qualquer. Quem1 nlo bouver sido
habilitado em arithmetica nao ser ad-
mittido ao exame de algebra e ao de geo-
metra, deste fica dependente o de geo-
graphia e cosmographia e nao pode prestar
exame de philosophia quem nao possuir
approvacSo dos de historia e de mathema-
ticas e alm disto nlo tiver os de linguas,
sendo qua tambem desta ultima condico
depende o de rhetorica. A exigencia de
taes approvacoes para a admisso aos exa-
mes que dependendo d'ellas nao se refere
nscripcao cumprindo somente tornal-a
effectiva quando se trata da mesma aimis-
slo. A disposicao do art. 4. compre-
bende as provincias onde ba facnldades e
portanto os exames deverao fazer-se em
urna s poca, comecando em Novembro,
ou no caso de ser isto de todo impossivel
depois de fiados os do curso superior na
forma do 37. do citado artigoMinistro
do Imperio.
Secretaria da Faculdade do Direito do
Recife, 15 de Outubro de 1836.
O secretario,
Jos Honorio Bezerra de Jdenezes.
Empreza Telephonica
Bourgard
Rel-ico dos assignantes entra-
jos no mez de ttetembro
Santa casa
Na seetetaria da santa easa de misericordia do
Beetfe arread-* por espaeo de um 4 tres an-
noi. a* oaaas baizo dtelaradas ;
Baa 4a Mosda 45, por 204 menaaes.
dem idem n. 49, 204 idem.
Dita da Lingueta n. 14 1- andar, 16/660 idem.
dem idem 2- dito. 15/ idem.
Ra do Burgos n. '8/idem.
Dita da Madre de Deus n. 10 A, armaxem
15/, idem.
dem idem n. 12, 40/ idem. ,
Ra da Guia n. 25, 16/660 idem.
Dita da Senzalla-velha n. 132, 2- andar, 15/
idem.
Dita da Detenclo n. 3 (dentro do qaadro) 10/
idem.
dem idem, 8f060 dem.
Dita do Viseonde de I tapa rica, n... 2- andar
e sotlo, 35/ idem.
Dita do Marques de Olinda n. 53, 2- andar
40/ idem. >
Caes da Alf. ndega o. 1
343. Alexandre Ferreira da Cruz, (padaria), Ra
da Imperatris.
C
462. Carlos Alberto de Meneres, Mondgo.
463. Chirles Pluym e Eugenio Cbalime, Ra do
Commercio.
469. Candido A. Sodr da Motta, Ra Mariz e
Barros.
470. Club Internacional de Regatas, Ra do Sol.
D
403. Dr. Jos Marianno Carneiro da Cunha, Ra
do Imperador.
467. Dr. Jlo Paulo (escritorio), Ra Nova.
4
464. Joaquim Alves da Fonseca, (residencia),
Magdalena.
468. Joao Victor Alves Matbeus, Largo de Corno
Santo.
47i. Jos Azevedo Maia Silva & C, (pharmacia)
Sua Larga do Rosario.

296. Manoel Jos Agr, (cocheira), Ra do Impe-
rador.
455. Manoel de Barros Cavalcanti e Tavares
Martina, Ra Nova.

399. Siqueira Borges o Contador Almeida, Ra
do Imperador.
<
427. Quartel do 14 batalhle de infantaria, Roa
do Hospicio.
Estacao do Caldereiro.
30. Major Mergulhao, Monteiro.
Recife, 30 de Setembro de 1886.
O gerente,
Antonio do Carmo Almeida.
DECLARACOES
S. R. J.
Soci dade Recreativa Joventode
Soire bi-mensal em 17 de Outubro
Communico a todos os senhores convidados e aos
socios que a soire principiar as 7 horas da noite.
Os ingresaos fornecem-se em easa do Sr. the-
soureiro e os convites na do Sr. presidente.
Rogase simplicidade as toilettes e previne-se
qne nao sao admissiveis aggregados.
Recife, lPde de Outubro de 1886.
L. Quedes de Amorim,
Io secretario.
IIIEVil DE S UT1 ISABEL
Segunda-feira 18 de Outubro de 1886
A'S 8 HORAS DA NOITE
GRANDE FESTA ARTSTICA EM DESPEDIDA
Honrado cost a pmsnca 4o Exm, Sr. Br.
Prosioato 4a Pro viuda
Em beneficio das compatriotas
KMAS SNAY
COM 0 VALIOSO CONCURSO DO CELEBRE VIOLONISTA
JOHAMES WOLFF




!

-


PROiaiiHH.t
1.* PARTE
Wiewcfpmps.
C. C. E.
Club Commereial Euterpe
SARAO EM 6 DE NOVEMBRO DE 1886
Io anniversario da installaclo da banda
musical
Solemnisando-ie o 1' anniversario da installa-
clo da banda musical deste club, com um sarao
dansaote na noite de 6 de Novembro prximo,
quiiram os senhores socios dar suas notas de con-
vites ao abaixo assignado, nesta secretaria, das
8 As 10 horas da noite.
Secretaria de Club Csmmercial Euterpe, 15 de
Outubro de 1886.O 1 secretario,
Francisco Lima.
MenMnohn.
l. Fantaisie Caprice (violino)
Virginia Sinay
2." a) Romance. j. .
> piano solo
b) Fileuse .) .
Mathilde Sinay
3.* a) Romance 1. .
b) Adagio du $". } violino
c) Havaneira J. .Draper-J. W.
Johannes Wolff
4. a) Cantilene o Maro Gounod.
b) Les filies de Cadix, chan-
t par Virginia Sinay. Delibes.
5. a) Srnade espgnole j. Ketten.
9 > piano-solo
b) Mazurka. j.
Mathilde Sinay
6." Fantaisie Ballet (violino)
Virginia Sinay
2. PARTE

I
X:>
Andante con variasioni de la
sonate ddie i Krtutzer Beethoven.
Mathilde Sinay e Johannes Wolff
a) Ave Maria av. acc. de.
Godard
Beriot.
violn
b) Habaneira de Carmen,
chant par Virginia Si-
nay. ......
9 Balladee Polonaise (violino,
Johannes Wolff
10. Scherro (piano-solo). .
Mathilde Sinay
11. Fantaisie sur la Traviata
(violino......
Virginia Sinay
PREgOS
Camarotes de 1.a ordem.
> 2. ..
3. ..
, 4. > ..
Paraizo
12000
120000
80OOO
63000
Galerias
Cadeiras
de
1.a classe.
2.a .
Plateas
500
Goiim-l.
Bizet.
Vieuxtemps.
Chopin.
Alard.
24000
3,5000
20000
10000
Os bilhetes acham-se desde j venda no escriptorio do theatro, e no estabeleciment*
de joias dos Srs. Joseph Krause 4 C e na casa do Sr. Victor Prealle ra do Imperador.
Huyera bonds para todas as linhas e trm at Apipucos c Olinda.
0 piano do concert em que vai tocar a pianista Mathilde Sinay, da casa do Sr. Victor
Prealle e ebegado a esta capital emfins do mez de Setembro ultimo.
t


a
Diario de PernambncoSabbado 16 de Outubr* de 1886

7

i

,
Imposto sobre indus-
trias e proflssocs
O administrador da Kefcebedoria faz publico
qne at o dia 31 do correte mei ser cobrado
Kr esta reparticio, livre de malta o imposto so-
> industrias e profisses, relativo ao 1* semes-
tre do correnta ejercicio de 1886 1887, depois de
que ser cobrado com a multa de 6 ,.
Recebedoria de Pernambuco, 14 de Outuoro de
1886.
Alexandre de Souza Pereira do Carmo.
VENERAVEL IRMANDADE
BU
\(i Senhora do Trro. 16 de On-
lubro de is*
De ordem do nosso irmo procurador geral, fa-
ztndo as veles le iuiz. convido aos nossos caris-
simes irroaos par, con parecerem no nosso consis-
torio, pelia 10 horas da mano do dia 17 do an-
dante, para reunidos em assembla geral, como
manda o nosso compromisso, eleger os nossos func-
cionarios pasa o anno compromiaal de 1886-87.
?'Secretaria da veneravel irmandade deN. S, do
Terco, 16 de Outubro de 1886.
O secretario,
Alexandre dos Santos Selva.
THE ATEO
DE
VARIEDADES
Compauli ia de Seguros
MARTIMOS e terrestres
Estabelclda em i S55
CAPITAL 1,000:000$
SINISTROS PAGOS
At 31 de dezembro de 1884
Martimos..... 1,110:0008000
Terrestres,. 3.6:000$000
44-Roa do Commerelo
Companhia iyrico-coraica de operetas
francezas de variedades e ao modo dos
concertos
dos Campos Elyseos, ero Pars
em raa de Charlea Piuym A C.
ra do Commerelo n. SI. Beelfe
Est aberta a assignatura para vinte espe
ctaculos
PREgOS
Camarotes com 5 entradas 10S000
Cadeiras e galera 24000
Os senhores assiguantes tero direito a um des-
cont de 10 */o
A companhia ac.lia-se a bordo do vapor
francez Ville de Victoria, esperado no dia
20 do corrente.
ooa
MARTIMOS
le Lisboa
AGENTE
Miguel Jos Alves
MI. 7-RA DO BOM JESS-N.
Seararoa maridan* e rrenttrM
Nesiea ultimo a nica companhia anta prac*
que concede aos Srs. scguradis isesnpcio de ft
ment de premio em cada stimo aan-o, O
equivale ao descont de cercagds 16 por oento em
vordoi seguiadoe.
tgWftVIlll PKH14HIHC!
DE
Navegaco Costeira por Vapor
Mossor
(Em directur)
VIAGEM EXTRAORDINARIA
O vapor Jacuhype
Segu no dia 16 de
Outuoro, as 2 boras
da tarde.
(JOMPANHIA
II
'KJ:
Imperial
DE
SEGUROS contra FOtiO
EST: 1803
Edificio e mercadoria
Taxat baixas
Prtmpto pagamento de prejuito v
CAPITAL
fia. 16,000:000*000
Agenta
BROWNS & C.
N. 5Ra o CommercioN. 5
SEGURO*
CONTRA F0GO
The Liverpool lendon & Glob
INSURANCE COMPANY
H.
Para carga, passagens e dinheiro a frote, tra-
ta-ae no
ESCRIPTORIO
Ao Cae da Companhia Psmambucana
__________________n. 12_______________
Pacific Seam Navigation Company
STRATTS OF MAGELLAN LINE
Paquete Britannia
' esperado da Euro-
pa at o dia 24 de Ou-
tubro, e seguir de-!
pois da demora do eos- ',
turne para a
Baha, Rio de Janeiro, Monte-
video e Valparalzo
Para carga, passagens, encommendas o din-
heiro a frete tracta-aecom os
AGENTES
WHson Sons dk C, Limited
H. 14- RA DO COMMERCIO N. ,4 "co-os
CHARGEIRS REUNS
Companhia Franeeza de Navega
cao a Vapor
Liaba quinzenal entre o Havre, Lis-
Pernambuco, Babia, Rio de Janeiro
Santos
Steamer Tffli de Pernambnco
Espera-ae dos oortos do
sul at o dia 18 de Outubro
seguindo depois da indis-
penaavel demora para o Ba-
wre.
Conduzem medico a bordo, sao de marcha rpida
e offerecem excellentes commodos e ptimo passa-
dio.
As passagens poderao ser tomadas de anteniao.
Recebe carga encommendas e passageiros para
os quacs tena excellentes accommodacoes. -
Os vapores desta companhia entram no porto,
ancorando em frente ao c^es da praca do Commer
ci o sendo muito incommodo o embar juc dos pas-
sageiros no fundeadouro doa paquetea transatln-
ticos, no Lomara o e demais devendo todos apartar
ao Havre, que o porto mais visinho de Paris,
fra de duvida que ha grande vantagem para quem
quizar ir Europa em aproveitar-se dos ditos va-
pores tanto mais quanto, alm de serem os precos
das passagens mais mdicos, as despezas do embar-
que aqu e as de transporte do Havre a Paria, sao
muito menores do que as que demandara as viagens
nos paquetes das outras hnhas.
Steamer Ville de Victoria
' esperado da Europa
n) dia 20 de Outubro, se -
guindo depois da indispon-
savel demora para a B-
tala. Blo de Janeiro
e santo*.
Roga-se.aos Srs. importadores de carga polos
vapores desta linha,queiram apresentar dentro de 6
dias a contar do da descarga das alvareng<> i .wl-
quer reclamadlo contrnente a volumes, qu ventura tenham seguido para os portos do suLanm
de se poderein dar a tempo as previdencias neces-
sarias.
Expirado o referido praso a companhia nio se
responsabilisa por extravos.
Recebe carga, encommendas e passageirw. par
os qnaes tem excellentes accomodacoes,
1 apparador grande, 1 dito menor, 1 guarda lon-
(8, 6 cadeiras, 1 relogio, 1 sof, 1 galheteiro, lou-
ca para cha e juntar, vidros, 2 jarros para agua,
colheres, talheres, 4 vasos para biscouto, 1 mobi-
lia de junco preto e ontros movis de casa de fa-
milia.
Terca-feira 19 do corrente
A's 11 horas
Pinto
ra da Imperatris
No 2-
Agente
andar do
sobrado da
n.6
Leilo *
De 2 grandes e lindos consolos dourados com ri-
cos espelhos de moldura dourados, (novidade),
importantes espelhos grandes e pequeos, (ovaes)
moldura .dourada de diversos modelos, mobi-
lias, camas francesas de jacirundi e amarello,
guarda vestidos, commodas de Jacaranda e ama-
relio, marquezoes, diversos movis avulsos, miu
desas, perfumaras e azendas.
Terca-feira 19 ,
A's II horas
Per iniervenco do agente
Gttsmo
No armazem da ra do Mrquez de Olin-
dan. 19
Vende-se urna armaco envidracada, ra
de Santa Thereza u. 25, tem commodos para fa-
milia ; a tratar na mesma.
Ama
Precisa-se de urna ama
prar ; na ra do Cotovell
Aluga-se
para cosinhar e com-
129.
Leilo
De duas vaccas tourinas, 1 bezerra, 1 carroca de
rodas e 1 boi manso para carroca
Terca-feira 19
A*1 hora
Agente Pinto
Na ra da Imperatris m frente ao sobrado n.
6, onde haver leilo de movis, louca, vidros e
crys Mes.
urna boa planta de capim na estrada de Joo de
Barros n. 18, ou vende-se o corte da mesma plan-
ta ; a tratar com Hilarino Lopes, na ra da Pe-
nba n. 9, loja ou travessa de S. Pedro n. 4, se-
gundo andar.
Bazar de passaros
Baa do nona Jess n. as
Neste estabelecimento encontra-se sempre gran-
de sortimento de especiaos passaros e gaiolas,
nacionaes e estrangeiras, fructas de diversas qua-
lidades, balainhos para oinhos de canarios do
imperio, jarros e cestos da timb, trabalho muito
aperfeicoado, a saborosa pimenta em conserva em
lindos frasquinhos vindos da America, pelo barato
preco de 120 rs. cada um, e outros muitos gene-
ros, que se tornam enfadonho mencionar, tudo por
precos mdicos.
" a
Precisa-se de um pratico; a tratar na ra
larga do Rosario n. 34.
Baa larga do Rosario n. 18
Aluga-se o 1 e 2- andar ; a tratar na ra da
Aurora n. 1, 2- andar.
Leilo
Hamlnirg-SaBQamBrlRaniscB
DanipfschilMrts-(.esellschalt
O vapor Pernambuco
Augusto F. de Oliveira i t
AGENTES
42-RIJA DOCOMMERr:iO-42
tmied States & Brasil MI 8.8. C-
O paquete Finance
E' esperado dos portos do
sul at o dia 21 de Outubro
depois da demora necessaria
seguir para
MaranhSo, Para, Barbados, 8.
Thouiaz c Xcw-York
Para carga, passagens, e encommendas tracta-
AQENTES
C01PAM
CONTRA FO.O
M'[\\ British & Mercantile
CAPITAL
t:000.00o de libras scrllnat
AGEN ES
idomson Howe & C.
SEGUROS
MARTIMOS contra fogo
Companhia Phenli Pcr-
naniluicana
Ruado Commercio n. 8
COMPANHIA ofi Beraoi
NORTHERN
de Londres e Aberdeea
Poalco flaancelra (De*en?.bjr?f.,!1?5)
Capital oubsciipto 3.00.00
Fundos accumulados 3.l34,34
neeella annaal t
Ds premios contra fogo 57 7,odU
De premios sobre vidas 191,000
De juros 132,000
O AGENTE,
John. II- BoxtneU
U 4 C OHMKROOCIO N. 16 1 AXD4n
Esperase de HAMBURGO,
via LISBOA, at o dialS do
corrente, seguindo depois da
demora necessaria para
Rio de Janeiro e Santos
Para carga, paaagens e encommendas e dinhei-
ro a frete tracta-se com os
Consignatarios
BorstelmanD & C.
RA DO VIGARIO N. S
1* andar
austraco B- Kemsy
E' esperado do sul no dia
12 de Outubro, segaiado de-
pois da demora necessaria
em direitura para Santos,
voltaudn depois para o Rio
de Janeiro.
Recebe carga e encommendas a frete mdico
tractar com os
AOENTE8
JOHNSTON PATER & C.
RA DO COMMERCIO H. 16
COnPANHlE PBjl MEtiHACE
RES .11 Alt I TIMEN
LDHA MENSAL
0 paquete Equateur
CommandanU Lteointre
0 m fapor Allianga
Espera-se de New-Port-
News. at o dia 22 de Ou-
tubro o qual seguir depois
da demora necessaria para a
Baha, Ro de Janeiro. Monte-
video e lineos Ayrcs
Para carga, passagens, encommendas e dinheiro
a frete, tracta-se com os
AGENTES
Henry Forster k C.
N. 8 RUADO COMMERCIO N.-8.
/ andar
Mossor e Maco
O hiate Aurora 2' sahe com brevidade para os
portos cima, e para o resto do carregamento se
trata com o mestre a bordo, no caes do Lojo.
LE1L0ES
De movis, loucas e vidros
Quartafeira 20 do corrente
A's 11 horas
No 1" andar n. 27 do sobrado da ra estreita do
Rosario
Constando de :
Urna mobilia de junce, composta de 1 sof, 12
cadeiras de guarnieao, 2dit s de balanco, 2 ditas
de bracos, 2 consolos com pedra, 2 quadros, 1
candieiro de gaz, 1 espelho grande, 1 quadro com
vista do Rio de Janeiro, 1 cama francesa, 1 guar-
da vestidos, 1/2 commoda, 1 marquezao, 1 cama
para crianca, 1 lavatorio, 1 guarnieao de porcela-
na, 1 berco, 1 bidet com pedra, 1 mesa elstica com
4 taboss, l guarda louca, 1 aparador grande, 6 ca-
deira sde junco, 1 marqueta, l baes para machina,
1 quartinheira, 2 consolos de amarello, lonjas, vi-
dros e ontros movis de uzo demestico.
Em seguida :
Ser vendido 1 cofre e grande quantidade de
movis existentes no estabelecimento sito a mesma
ra n. 22.
O agente Gusmo, autorisado pelos Srs, Gomes
& C, far lei'o dos movis existentes em casa de
sua residencia e no armazem cima mencionado,
e sero vendidos sem reserva de preco.
YINHO
NA EXPOSICAO UNIVERSAL DE 1878
CATILLON
UNA e QUINA
0 mai p*!eroio Inico reconstituate prescripto K3
| DoscazosdeDoresd'estomago.Langor, Anemia II
Diabetis, ConaumpgSo. Febres, a
Con valcscenpa, Rezultados dos partos, etc. "
11..5 mesmo ,inno ">"> ,"">- VI"H0 PERRUGINOSO DE
I CtTILLOM regenerador por eicellencia 4o sangue pobre I
I* daicprado. Este vinho faz tolerar o ferro por todos
i estomago e nao oecatiooa prisao de tentre,
*'Jln ru;J'J"'-nmmutfui Em rmisumi
* a Silva e C, niw prnci mm SfeaBasaa
NICO VINO QUINADO QUE OBTEVE ESTA
AVISOS DIVERSOS
Vndese urna mobilia completa de Jacaran-
da quasi nova, Luis XV", e outros movis de
casa ; na ra Augusta n. 228.
Aluga-se casas a 8*000 no becco dos Coe-
Ihos, junto de o. Goncallo : a tratar na roa da
Imperatris n. 56.________________________ .
Pede-se aos abaizo notados, o favor de vir
ou mandarem ra do Mrquez de Olinda n. 51.
Pedro Siqueira, Alfandega.
Frederico Veira.
Manoel, do Banco._______________________
Aluga-se os andares superiores do predio n.
51 ra do Imperador, com excellentes accommo-
dacoes para familia : a tratar com N. I. Lidstone,
roa do Commercio n. 10.____________________
Alag-se "Ti e 2- andar da casa n. 34 i
ra estreita do Rosario ; o terreo de 27 do pa-
teo do Terco ; a tratar na ra do H spicio nu-
mero 33._______________
Aluga-se a casa da ra do Pilar n. 37, com
6 quartos, 4 salas, cosinha e apparelho fra, re-
construida, catada e pintada de novo ; a tratar
na ra da Imperatriz n. 56.
v-
Terca-feira 19, deve ter lugar o leilo de
movis, louca, vidros, quadros e espelhos annun-
ciado para o sobrado da ra da Imperatriz
n.6.
Em continuacio e 1 hora da tarde, o de vac-
cas tourinas, 1 carro de 2 rodas e 1 boi manso.
Leilo
PYIMlAO
EMPREZA M. & B.
Granas Con* Epstre
DIRIGIDA PELOS HABIS ARTISTAS
Al_tida Palacios
Sabbado 16 de Outubro
DA
OOMPANHIA
Imponente hincho!
i B7E1UE CACBQ&SO
E' esperado dos portos do
sul no dia 25 do corrente,
seguindo, depois da demora
do costume, para Berdeauz,
tocando em
Dakar e Lisboa
Lembra-se aos senhores passageiros de todas
as classes que ha lugares reservados para esta
agencia, que podem tomar em qualqner tempo.
Faz-ae abatimento de 15 /o em favor das fa-
milias composta de 4 pessoas ao menos e que pa-
garem 4 passagens inteiras.
Por ezcepcSo os criados de familias que toma-
ren! bilhetea de proa, gosam tambem Ueste abati-
mento.
Os vales postaes s se da at dia 23 pagos
de contado.
Para carga, passagens, encommendas o dinheiro
afrete: tracta-se com o
AGENTE
j-flgnste Lab lie
9 RA DO COMMERCIO-9
COMPAIVHIA PEBSA81CAM
DE
NaTegaeSo Coste!ra oor Vapor
PORTOS DO NORTE
Parahyba, Natal, Macu, Mossor, Ara-
caty, Cear, Acarahu e Camossim
O vapor Pirapama
Segu no dia 20 de
Oatubro, s 5 horas
da tarde. Recebe
carga at o dia 19.
Encommendas passagens e dinheiros a frete at
3 horas da tai de do dia da sabida.
ESCRIPTORIO
Cae da Companhia Pemambucana
n. 12
Sabbado le de Outubro
A' 11 hora
Na ra estreita do Rosario n. 24
O agente Modesto Baptista, por mandado e com
assisteucia do Exm. Sr. Dr. juiz de orphaos e a
requerimento do herdeiro Dias Fernandos, inven-
tariaste dos beos deizados por Joaquim Dias Fer-
nandes, far leilo da casa terrea u. 189 da ra
do-Coronel Suassuna, com mu tos bons commodos,
agua e gaz encanado, quintal, cosinha fsra, tendo
de frente 6 metros e 50 centmetros e de fando 19
metros.
Preeisa-se de urna coainheira e de um criado
para casa de familia ; a tratar na ra do Bario
da Victoria n. 39, loja.______________________
Precisa-se de urna ama para cosinhar ; a
tratar na ra do Bario da Victoria n. 41.
Aluga-se urna casa na Estancia, com bas-
tantes commodos e grande sitio ; a tratar na ra
do Mrquez de Olinda n. 40.__________
Preeisa-se de am cosinheiro ou cosiubeira
que sejam peritos e asseiados em sen trabalho,
admite-se um no estabelecimento de bachos nos
arrecifes, paga-se bom ordenado, dando fiador de
sna conducta.
Leilo
De muitas fazendas, miudezas, perfumarlas,
mobilas de Jacaranda, junco e pao carga, e outros
muitos movis, jarros, quadros, espelhos, 1 lustre
para gaz carbnico, copos, carteiras, 1 baldo de
volta, registro para gaz e muitos outros artigos.
No armazem ra de Pedro Affonso
n. 43.
Agente Brito
Sabbado 15 do corrente
A's 10 1[2 horas _________
Leilo
Camarotes com
Cadeiras
Geraes
5 entradas
10*000
2*000
1*000
AVISO
horas do cos-
O espectculo entrar s
turne.
Haver bonds para Fenandes Vieira, Magda-
lena, e Afogados.
Companhia Bra* Ileira de Xave
cacao a Vapor
PORTOS DO NORTE
0 vapor Manos
Commandante P tenente Quherme Wad-
dington
E' esperado dos portos do sui
ateo dia21 de Outubro, e
seguir depoisdademora in-
dispensavel, para os portos
do norte at Manos.
Para carga, passageas, encouweadas valeres
racta-se na agencia .
PRAQA DO CORPO SANTO N. 9
cgunda felra 1* do corrente
A'8 11 hora
Na ra Mrquez de Olinda n. 51
O agente Modesto Baptista, por mandado e com
assistencia do Ezm. Sr. Dr. juis do commercio e
a requerimento do Dr. curador fiscal da massa
fallid de Jos de Azevedo Braga & C, far lei-
lo da armaco, utencilios, balancas, pipas, can-
teiros e mais gneros ezistentes no estabelecimen-
to da ra Mar-juez de Olinda n. 5L_________
Precisa-se de
pharmacia n. 51.
um criado ;. na ra riova*
LeiluO
De um importante rancho na estrada do Cazan-
g junto a barreira do mesmo nome, conhecido
pelo rancho do Sabino, um dos melhores no lng ir
e acha-se bera c nservado e tem espseo para
accommodacao de 100 cavallos, por mandado e
com asistencia do Exm. Sr. Dr. juiz do commercio
e a requerimento do Dr. curador fiscal da massa
fallida de Jos de Azevedo Braga. Na occasio
se vender tambem um cofre prova de fogo.
Segunda fl ra t Sdocorrente
A' 11 horas
na ra do Mrquez de Olinda n. 51
Agente Mosto B*ta
Leilo
De movis, louca, vidros, espelhos, jarros e
quadros
A saber :
Urna mobilia de Jacaranda, com 1 sof, 1 Jardt-
neirs, 2 consolos, 2 cadeiras de bracos e 12 ditas
de guarnieao, 2 espelhos de crystal, 4 jarros para
fiVes, 4 casticaes com mangas e pingentes, 1 ta-
pete para sof, 2 cadeiras de balanco, 2 camas
francezas, 1 mesinha de mosaico, 1 marquezao, 1
lavatorio, 4 quadros compridos, 2 cadeiras espre-
guicadeiras, pannos de chrochet, 1 mesa elstica,
Offerece-se um rapa* para feitor ou copeiro,
com bastante pratica para os dourf (misteres ;
quem precisar dirija-se ra nova de Santa Rita
numero 9. J __________
Antonio de Souza Botelho, retirndose para
a corte, declara pelo presente ficarem de nonhum
effeito as procuracoes por elle firmadas nessa ci-
dade ou fra della, inclusive as passadas na corte
pelo tabellio Castro. Recite, 15 de Outubro de
1886. _________________________________
Hotel de Bcbeuibe
Jo3o da Silva Villauova, proprietario des-
ee aprazivel estabelecimento, situado na
melhor casa da povoacSo de Be'oeribe,
previne aos seas numerosos freguezes que,
0 ter competentemente remontado este
anno, e prompto para attender os mais ur-
gentes gostos.
A grande concurrencia com a qual foi
honrado a festa passada, animou-o a nSo s
crear novas commodidades para oa seus
hospedes e inquilinos, como tambem a am-
pliar a serie de jogos e passatempos que
serao na occasio em que o calor afugentar
do Recife nacionaes e estrangeiros em bas-
ca do ar do campo, em nenhuma parte
mais ameno que alli, a mais bonita e tran-
ca digressSo. Para que se avahe da mo-
dicidade dos precos, toma a liberdade de
offerecer aos seus numerosos freguezes a
presente tabella, que soffrer descont
quartdo se tratar de familias ou de ajustes
por atacado.
Tabella dos precos do hotel
Dormira em quarto separado, com di-
reito ao banho, refresco e cal pela ma-
cha H.
Almojo, contendo dous pratos segundo
a lista, um cepo de vinho, caf ou cha,
etc. 44.
Jantar, tres pratos segundo a lista, so-
bremesa, um oopo de vinho de pasto, e
caf 10500.
e' o caso de experimentar para julgar I
Jogos de jardins.
Jogos de salSo.
Divertimentos ao ar livre.
Concertos em tecto ensato.
Inaagaracao do Club das Corridas.
Msica gratis.
Surprezas, mysterios.
Boa palestra e... Mi quanti...
A' Bebertbe rapazeada, A' Beberibe,
olhem bem (isto muito em segredo) o Villa-
nova s nao gosta do fiado !
PovoacSo de Beberibe, 5 de Outubro
de 1886.
1 JoSo da Silva Vianova.
Regulador da Mari-
nha
Este importante estabelecimento de re-
lojoaria, fundado em 1869, est funecio-
nando agora ra Larga do Rosario n. 9.
O sea proprietario encarregado da Re-
gulamentacao dos relogios: Arsenal de Ma-
rinha, Estrada de Ferro de Limoeiro, Com-
panhia Ferro Carril de Pernambuco, As-
80ciacSo Commercial Benefcente, Estra-
da de Ferro do Recife a Casanga, Estra-
da de Ferro do Recife a Olinda e Beberibe
e Estrada do Ferro de Caruaru' ; cercado
de intelligentes e habis auxiliares, faz con-
certos por mais difficeis que sejam, nao
s em relogios de algibeira, mas de pndu-
la, torre de igreja, caixaa de msica, ap-
parelhes elctricos e telegraphicos.
O mesmo acaba de receber variado sor-
timento do relogios americanos que ven-
de de 74 a 204 de parede e de mesa, des-
pertadores de nikel.
Aos seas collegas vende fornecimeto em
grosso e a retalho : e aceita encommendas
para seu correspondente em Pars.
Acha-se bem montado neste estabeleci-
mento am observatorio pelo qaal regula to-
dos os relogios martimos e terestres.
Recebe asssignaturas para dar a hora cer-
ta desta cidade pelo telepbone n. 458.
Preco commodo
Em frente de seu estabelecimento ae
acha collocado um relogio, cajos mostrado-
res poderao ser vistos pelos passageiros da
Ferro Carril, tendo sempre a hora media
desta cidade determinada pelas suas ob-
servares astronmicas.
Antonio Jos da Costa Araujo.
Arrenda-se
o sitio Ipiranga, nos Affogados. com urna pequea
casa de tijolo junto ao rio Capibaribe, e bom ter-
reno, nao s para plantaco como para solta de
gado.
Veode-sc
a loja de charutos e cigarros, ra da Imperatris
n. 58 ; a tratar na mesma loja.
*
rao de Morenos
A Baroneza de Morenos, seus filhos, ora e gen-
re, mandam celebrar mismas por alma do seu fal-
lecido esposo, pai e sogro, na segunda-feira 18 do
corrente, anniversario do seu fallecimento, sendo
na matriz da Boa-Vista s 8 horas da manh, e
na capella do engenho Morenos s 9 horas da
manhS.
......mwtmmammr-
S55
?x;
Caplto Joaquim Leocadio
Viesa
Os irmos dj finado Joaquim Leocadio Viegas
mandam resar missas por ,-lnn do mesmo finado,
na ordem terceira do Carmo, no dia 19 do corren-
te, s 8 horas d* manh, trigsimo dia de seu
fallecimento.
Aos 100-.000S000
25roa Primetro de Marfo-23
Os abaixo assignados tendo vendido nos
seus afortunados bilbetes garantidos os as.
1,130 com a sorte de 10:0004000, 6,276
com 4:0004, 4,625 com 2:0004, 4,603
com 2:0004, 13,455 com 2:0004, 11,391
com 1:0004, 1,002 com 1:0004, 15,111
com 1:0004, 3,793 com 5004, 4,766
com 5004, 4,134 com 5004, 10,736 com
5004, 5,449 com 5004, 11,266 com 5004,
da 5.a parte da 1.a lotera da Santa Casa,
que se acabou de extrahir, convidam os
possuidores a virem receber integralmente.
Acham-se expostos vendaos afortunados
bilhetes garantidos da 6.a parte da 1.a lo-
tera a beneficio da Santa Casa de Miseri-
cordia do Recife, que se extrahir quinta-
feira 21 do corrente.
PRECOS
ti:
"1 vigessimo 1400Q
por ^ So de 1004 par* el ni a
1 vigessimo 4900
Martin Finza & C.
gasa Dtamt
AOS
100:808$088
Ba do Baro da victoria n. 4o
e casas do costume
BILHETES MANTISOS
O abaixo assignado acaba de vender
um vigsimo de n. 10,564, com a sorte
de 30:0004000, dous vigsimos de ns.
20,579 e 10,505 com a sorte de 2:0004000,
sete ditos de ns. 3,269, 16,245, 21,774,
5,083, 23,631, 10,563 e 10,565 com a
sorte de 1:0004000 e tres ditos de es
17,885 4,499 e 14,209 com a sorte de
5004000 da 5.a parte da 1.a lotera que se*[
extrahio a 14 do corrente.
O mesmo abaixo assignado convida aos
possuidores vir receber na conformi-
dade do costme, sem descont algum.
Acham-se a venda os afortunados bi-
hetes garantidos da 5.a parte da 1.* lote-
ras a beneficio da Santa Casa de Miseri-
cordia do Recife, que se exirahir a 21
do corrente.
Prejos
1 vigessimo 14000
Km quantidade maior de 1004
1 vigessimo 900
Joo Joaquim da Costa L-eite
CASA FELIZ
Aos 100.0001000
BILHGTEI GAH4MIOO
t*raja da independen -
cia ns. 37 e 39
O abaixo assignado venden da 5a parte
da 1* lotera extrabida boje, 14 do corren-
te, os seguintes premios : de 1:0004 em o
n. 18888, outro de 2:0004000 em o d.
4035 e outro de 5004 em o n. 17177 e
20461.
Acham-se venda os felizes bilhetes
garantidos da 6a parte da Ia lotera a
beneficio da Santa Casa de Misericordia
do Recife, que se extrahir a 21 do mez
vindouro.
Preco*
De cada vigessimo
Em porcSo de 1004 para cima 900
Antonio Augusto dos Santo* Porto
1*000
Fiambres semosso
f. De 1, 2, 3, 4 e 5 libras, proprios para lunches,
receberam nova remessa Jos Fernandes Lima *
C, ra Nova n. 3.
Tintn Mm
PARA TINGIB A
Barba eos cabellos
tintura tinge a barba e os cabelLs instan-
tneamente, dando-lhes nma bonita cor preta e
natural, inofensiva, o seu uso simples e muito
rpido. Vnnde-se na botica francesa e drogara
de Ronquayrol Freres, successores de A. Caors,
ra do Bom Jess (antiga da Crui) n. 22.
D. Flora traa da Silva e Aiba-
qurrqur
Sebastio Antonio de Albuquerqae Mello, Fran-
celina Maurins da Silva e Albuqaerque, Antonio
Joaquim de Albuquerque Mello Netto, Mara J.
de Albuquerque Mello, pai, mi, irmo etla, agra-
decen! cordialmente s pessoas qut se dignaram
de acompanhar ao cemite.io publico a sua nunca
asss chorada tilha, irma e sobrinha ; e de novo
as convidam para assistir as missas qne pelo re-
ponte de sna alma mandam celebrar no cemiterio
publico, s 7 horas da manb, e na igreja di San-
ta Crui, s8 1(2 boras, stimo dia da seu infaus-
to fallecimento, 19 do corrente, e desde j se
confessam eternamente gratos. _________
Este remedio precioso tem gozado da BOMttp
lao publica durante cincoenta e sete annos. com-
ecando-se a sua manufactura c venda em 1827.
Sua popularidade e venda nunca foro to exten-
sas como ao presente; e isto, por si mesmo,
oflerece a melhor prova da sua eficacia marav-
hosa.
Nao hesitamos a dizer que nSo tem dewado
em caso alguin de extirpar os vermes, quer em
creancas quer em adultas, que se acharao aSio-
tos dostes kiimigos da vida humana. .
Nao deixamos de receber constantemente
attesiaoftes de mdicos em favor da sua eficacia
admiravel. A causa do successo obtido por este
remedio, tem appare-.ido varias falsificacoes, d 1
sorte que deve o comprador ter muito cuidado,
examinando o nome inteiro, que devia ser
yemifteo fla B. A. FAHNEST0C1L
Acabarao-se as Cas
tammnnca aos Cabella Bmrtm
t Cor natnrmt
Er coa n ras Apiuocaes nimm lartvmb
35 ANNOS DE XITO
E. SALLES tils; J. MONEGHETTI, (neoeaor
Pertwista-aial. 13, ru Tubijo. Pila
fuiim-m em todtt u ftiKiftu Ptrtumtrltt t Orofrlu
[-,. u-i f P-"amftuoo :T^m"M-1 SOLVA C"
.



t
**-


6
Diaria de PernamburuSabbado 16 de Outubro de 1886



CUIDADO COM
AS FAISIFICACOES!
PARA
O LENCO O TOUCADOR
E O BANHO.
Purgante as Familias.
pk DeJERlCIAIa.lKtii).
Aluga-se
. predio o, 140 ra Imperial, proprio para ca-
beleeimento fabril : a tratar na roa do Commer-
>10 n. 34, com J. I. de Medeiros Reg.
Aluga-se barato
Ba do Bom Jess n. 47, 1.a andar.
Ba de Lomas Valentina* n, 4, com soto.
Largo do Mercado n. 17, leja com agua.
As caeasda ra do Coronel Suassuna n. 141
Casa terrea da travesea de 8. Jos n. 23.
Boa da Baixa Verde n. 5, sitio cem viveiro.
Ba do Bosario (Boa Vista) n. 39.
Fratk-se na ra do Commercio n. 5, 1 andar
eseriptorio de Silva Guimares & C.
Ba Visconde de Goyanna N. 79 r
Aluga-se
easa n 1 ra Lembranca do Gomes, em Santo
imaro, tem agua : a tratar na na da Imperatris
a. 32, 1. andar.
Aluga-se
aloja do sobrado no largo de S. Pedro n. 4 ; a
tratar no 1- andar.
Aluga-se
O 2' andar na ra da Palma n. 71, com agua
egaa.
O 1' andar do sobrado ra da Moeda n. 19.
A grande casa terrea com jaidim ao lado, ra
do Amparo, em Olinda.
O sobrado sito na povoacao de Preguicas, com
o armazem proprio para compras de assucar ou
negocio.
O sobrado ra dos Pires n. 20, com agua e gas.
A tratar com Temporal Filhos. na ra do Bom
Jess n. 57, 1 andar.
Ama
Precisa-se de urna ama de meia idade ; na ra
da Aurora d. 137.
Ama
Precisa-se de urna ama para casa de pequea
familia ; tratar na ra do Paysand n. 19, Pas-
sagem da Magdalena.
Ama
Precisa-se de urna ama para cnsinhar e engom-
mar, para casa de pequea familia : a tratar no
eseriptorio deste diario.
}
AMAS
yPrecisa-se de urna ama para cosinbar e outra
para tratar de enancas e mais servicos de casa ;
aa ra da Aurora n. 81, 2- andar.
-% M
Pre:isa-ae de urna ama \r- ra cosinhar
vessa dos Pires n. 5 (Geriquiti).
na tra-
triado
Precisa-se de um criado de 14 a 18 annos ; a
tratar na ra do PayBand n. 19, Passagem da
Magdalena.
' PINHFDE RIGF
de 3X9, 4X9 e 3X12 ; vende-se na serrara a va-
por de Climaco da Silva, caes Vinte Dous de So-
vembro n. 6.
Taverna
Boa acquislco
Joaquim Goncalves Casciio, achando se doente
e precisando retirar se pura Europa, vende seu
estibeli'cimfnto ra de Thom de Souza n. 4,
ou admitte um socio que entra com algum capital:
a tratar na roeama._________ _______________
tanhotinho
Candido Ladislao de Azevedf, a este senhor
(pede-se) o obsequio de vir jua Direita n. 16
Veado Branco. _________ I______________
Curso preparatorios
r* O bacbarel Franciseo Correia L. Sobrinho tem
aborto um curso de arithmetica, algebra e geome-
tra ; na ra da Matriz n. 7.
Pastilhas vermfugas
de Ncriug
o melhor especifico contra v< rmes : deposito cen-
tral em casa de Furia Sobrinho & C-, rna do Mar
quex de ulinda n. 41, _______
Criado copeiro
Precisa-se de um de
14 a 16 annos, na ra
de Riachuelo n. 17.
" Feltor ~
Precisa-se "le um feitor portuguez, para traba-
har et'um sitio, dando-se .nteresse ; no caes d
Uompanhia n. 2, eseriptorio'
Peitora l de Cambar
(*)
PBECOS
as agencias : frasco 500, 1(2 duzia 13* e
duzia 24*000.
Ns ob agenciss : frasco 2*800, 1[2 duzia
15*000 e duzia '/Si000.
Agentes e depositarios geraes ''em toda a pro-
vincia- Francisco M. da Silva & C, i ra do
Mrquez de OJinda n. 23.
Luz brilhante, sem Fumo
OLEO AROMTICO
Hygienico e Econmico
PARA LWARINAS
MAETINS* BASTOS
Perwtmbuco
NUMERO TELPHoNICO : tf 38
Agua florida.- Extrabida de flores bra-
sileras pelo sea delicado perfume, suavida-
de e suas propriedades benficas, excede
a tudo que neste genero tem epparecido de
mais celebre.
Tnico americano.E' a primeira das
prepararles para a conserraclo dos ca-
bellos. Extingue as caspas e outras mo-
lestias cepillares, faz nascer os cabellos,
impede que embranquecam e tem agrande
vantagem de tornar livres de habitantes as
cabecas dos que os usam.
Oleo vegetal- Composto com vegetal
innocente, preparado para amaciar, for-
tificar e dar brilbo aos cabellos.
Agua dentifrcia. 'Excllente remedio
contra a carie dos tientes, fortifica as gen-
gives e faz desapparecer o mo balito.
Vende-se as principaes casas desta ci-
dade e na fabrica de leos vegetaes ra
da Aurora n. 161.
TFLEPHONE N 33 _________
Tricofero de Barry
Garntese que faz nas-
cer ecrescer o cabello anda
aos mais calvos, cura a
tinha e a caspa e remove
todos as impurezas do cas-
co da cabeca. Positiva-
mente impede o cabello
do cahir ou de embranque-
cer, e infallivclmente o
torna espesso, macio, lus-
troso e abundante.

Agua Florida de Barry
Preparada segunda a formula
original usada pelo inventor em
1829. E' o nico perfume no mun-
do qne tem a approvm-fio ofBcial de
um Governo. Tem duas vezes
mais fragranciaqne qualquor outra
ednraodobrodo tempo. E'muito
mais rica, suave e deliciosa. E'
muito mais fina e delicada. E'
mais permanente e agradavel no
lenco. E' duas vezas mais refres-
cante no lian lio e no quaito do
doente. 9 E' especifico contra a
frouxidiio e debilidade. OCura as
dores de cabeca, os cansaros e os
desmaios.
Xarope fle Viia fle Renter No. 2.
SUTESDEr&al/-a. DBPOIS DECSAL -O,
Cura positiva e radical de todas as formas da
escrfulas, Syphilis, Feridas Escrofulosas,
Affeccoes, Cutneas e as do Couro Cabel-
ludo com perda-do Cabello, e de todas as do-
encas do Sangue JPxgado, e Eins. Garntese
que purifica, enruinece e vitalisa o Sangue
e restaura e renowb systema inteiro. w
Sabao CnratiYo de Reuter
Para o Banho, Toilette, Crian.
Sas e para a cura das moles-
as da peile de todas as especies
em todos os periodos.
Deposito em Pernambuoo casa de
Francisco Manoel da Silva & C
Apolices provifletiies de 7 0(0
Compra se apolices provinciaes ; na ra Duque
de Caxias n. 46, leja.
Pinho resina
de 3X7 at 3X12.
Pinho forneo (da Sueeia)
deX7 at 3X12.
Cimento inglez
VENDEM
Fsnse a Irios dt C.
Predios
Compn-se alguna predios : na ra da Manguei-
ra n. 7.
Ao commercio'
O abano asignado, na quaiHade de procura
dor dos berdeiros do finado Antonio Jos Rodri-
gues de Souza, declara ao respeitsvel corpo cim-
n-ercial, que o Sr. Veriato vverisno Gomes de
Castro deixou de fazer parte da firma Jos Augus
to dos Santoi & C, da qoal fazia parte coao so-
cio commanditario e ,unico capitalista o mesmo
finado, e dito Sr. astro como socio de industrie,
ficando todo o activo e passivo a crgo dos ber-
deiros do dito finado. Becife, 11 de Outubro de
1886.
Manoe; Martin Fiuza.
AVISO LTlL ^
Mancel Bernardja^ Ramos, agente !e lc-
cajSes, cobran9as, compras, vendHS e in-
dicaf,oes uteis, mudoQ 8ua residencia e es-
eriptorio d sua mprezaAgencia Pro-
gressiva Fernambucanii para a rna das
Flores n. 18, (p rta.larga;._____________
Gasa no Kncananient
Aluga te um tasa com i alas, 2 quartog, co
sinhc fra u cacimba, c nova e aluguel commodo
a tratar na rus de Pedro Affcnso n. 4, antiga dt>
Praia.
Epeiras de peperi
Yende-sc na ra da Gu a n. 62, em porcao e a
retalno.
^^^^^^<^^^<^^^^F^^^^'^^^^^^^>^9'i'i
<
>
<
i'
!
'r
V
GOnAS REGENERADORAS
do Boutor SAMUEL THOMPSON
AS Cora maU^neiperadas sao deudas a ste PRECIOSO MEDI-
CAMENTO, reparador por eicellencia de todat as perda eiperirneDUdal
pelo orjanimo conseqnentes a EXCESS08 de PRAZERES.
M Oetta* dio vifor aot orgaos sexnaet dos dous seiot : curio nfallivelmetite todat as afleccSes
adu ESeOTAMEHTO, Ues como Impotencia, Eepermatorrh.a, Pardas semlnaet, te.
rra : B ^aooi (em. Franca) sO .,,,. ,.,,.,,..,.
rodo froo va nlo frourar- i arca de Fabrica reglitrada a a uit**tun*-fei. '""
dar* ser rigorosamente recusado. \^Z^*^ ''"'*
Pharmacia OELIN, m Rochachouart, 3S. "S^^ fnduoto.
Depositarios em Pernambnco : FRAN00 M. da SILVA A O*.
deoomia
^
HAROPEteSEIVAtcPINHEIRO MARTIMO
de LAGASSE, PharmacentJco de Bordeanx
Approvado pela Junta de Hygiene do Rio-de-Janeiro
Os mdicos francezes mandao para Arcachon, perto de Bordeaux, os
doentes fracos do peito, afim de que respirem o ar embalsamado dos seus
pinheiros e bebao a selva que se extrae do pinheiro martimo. Estes
admiraveis principios balsmicos sao.os que o Siir Lagasse concentrou no
seu Zarope e na Pasta de Seiva do Pinheiro Martimo, excellentes
peitoraes receitados constantemente contra a Tosse, os Resfriamentos,
os Catarrhos, a Bronohite, a Rouquidao, e Extincgo da vos.
Cada frasco ttm a marea da fabrica, a (Irma a o se//o azul da nosti caaa.
Deposito em PARS, 8, Rae Vivarme, e as principaes Pharmaciai.
^
CAPSULAS
IYIATHEY- CAYLUS
Preparadas pelo DOUTOR CLIN Premio Montyon
-------?. --------
As Capsulas Mathey-Caylus com Envolucro delgado de Gluten nao fatig5o nunca
O estomago e sao recommendadas pelos Professores das Faculdades de Medecina e
os Mdicos dos Hospitaes de Paris, Londres e New-York, para a cura rpida dos :
Corrimentos antigos ou recentes, a Gonorrhea, a Blennorrhagia, a Cystite
da Qollo, o Catarrho e as Molestia da Bexigas c dos orgaos genito urinarios.
IUI Urna xplicago detalhada acompanha cada Frasco.
Exigir os Verdaderas Capsulas Mathey-Caylus de CLIN & Cle, de PARS,
que se aehao em casa dos Droguistas e Pharmaceuticoi.
SAUDE PARA TODOS.
UNGENTO HOLLOWAY
O Ungento de Holloway um remedio infallivel para os males de pemas e do peito tambero pura
os feridas antigs chagas e ulceras. E famoso para a gota c o rheumatismo e para todas as enfermi-
dades de peito n5a se reconhece egual
Para os males de garganta, bronchites resfriamentos e tosses.
Tumores as glndulas e todas as molestias da pelle nao teem semelhante e para os membros
contrahidos e juncturas recias, obra como por encanto.
Cssas medicinas s&o preparadas smente no Estabelecimento do Professor Holloway,
78, NEW 0XF0ED STEEET (antea S33, Oxford Street., LONDRES,
E vendemse em todas as pharmaci: s do universo.
XsT" Os compradores sao convidados respeltuMmcntc a exaninar u rtulos de cada r*xa e Pote, se nao teem a
direccao, 533, Oxford Street, s 3 Msicacoes.
Calorse,AnerhlaCatharro pulmonar,Bronchte chronica,
Catharro da Bexiga, Phtislca, Tosse conoulsa, Dyspepsla, Palidez,
Per das seminaes, Catharros antigos e complicados, etc.
Boulevard Benain, 7, em PARII, e naa principaea Pnarmacias.
^llllllllllMnnllil.iiiiiinlliillMI'lllililiillllllllllillllllllliliriliillilllllliilllilllTIliillll.limiillllllllliq
\ ANEMIA
AS VERDADKIRAS CHLOROSE
PILULAS DE VALLET
NAO SAO PRATEADAS
O nome VALLET impresso em preto sobrC oada pilula.
A maior parle dos medieos concordo con a Academia de medecina em que,
ellas merecera a preferencia que se Ihes d sobre os outro* ferruginoso.
Existcm numerosas imitaces das
PILl'LAt DK Vl.l.lT
Exigir em cada exlremidadc do fras-
co um sillo impresso em quatro cores.
DEVE-CsT
rae a HHHsonu ^f jCtf*^*t 19, rae Jacob, Paris.
Venda na maior parte das pnarmacias
iiiiitiiiiiimmiiimiMiii......iinniiniinmiiiiiminiiiiniii.!m.;.mniiii...........iijniiiimiiiiiii^
I
i> >*."'J^>X3-;
LlNiRIENTO QENEAU
Para os Cavallos
1 Emprccr^do oom j maior oxito as oavalharicas reaes de SS. MM. o r-ipom.ar ao Brasil, o F.ei da '
Eolgloa, o Sel dos Pano^-Baix3s o o Re da Saxonia.
35 (?MGS de (Ero
20 -M. K. I -V A. Xj
appre$*h do lE DA QUEDAJ>0 PELLO
yt S este precioso Top.co o nico que
v sul>stiuieocaaatleoccur>iradjcamculo
n ca poucos das as manquearas, hovas
e antigs, as Torcedoras, Contusoes.
Tumores c Xncbacoa? das persas.
Esparavo, Sobrc-Ceaaas, Fraqncza c Un-
Koreitamento das ''mas dos potros, etc., sera.
_ occi-io'ur nenlitriin f-ry., n:ui queda do pitt
imcsmo uurantc o tratamjiiU .
Deposito eai Paris : Pliarmjcia GS^lVE^JtXT
staaea
bs rispie*

<' : linarios que tem
oplldo U19 dlvor-*, AtTec^Ses do
reato, C'nt.jr:iios Bronctaivis, V
JHoleilSs-- la ave/atto, Cpatal- A
xaia. irreucla. jf
A cura fltl :i:i>i?cs,ttmSf
ar e nei fortar ir ello. {.
F.ac St-Kcnor. 'l'o.z en I ';s as narnucin. .
AVISO
Dcixou de ser caixei-
ro de nossa casa o Sr.
Frederico A. Miehaelis,
desde 2 do eoirente.
Wilson Sons $ C. Ld.
Registrada
Cal drgem de Jaguaribe
Abri se ra do Bom Jess n. 23,
um armazem onde se vende constantemen-
te a superior cal virgem de Jaguaribe,
acondicionada em barricas proprias para o
fabrico do assucar.
Esta cal, em nada inferior que nos
vem do estrangeiro, vendida pelo prego
fizo de 6(5000 a barrica por contracto que
fez o Sr. Vicente Nascimento com o Sr.
Jos Costa Pereira proprietsrio do engenho
Jaguaribe, cujas pedreiras lhe d o nome.
E' encarregado da venda nicamente
nesta cidad o Sr. Sebastilo Bezerra,
com eseriptorio ra do Bom Jess n. 23.
PASTILHAS
De ANGELIM & MENTRUZ
CXI
cr5*
tra
^-i
p
p
O Remedio mais efflcaz e
Seguro que se tem deecoberto ate
hoje para txpe'lir as Ion trigas.
ROQRIAYOL HIERES
AHencao
Aviso
A Sra. D. Maria Arcbanja Cavalcante de A'bu-
querque, mi da Exm.i Sr.' Baroncza de Vera
Cruz, senhora do engenho Moujope, queira tera
bondbde de mandir ptgar a Jos Feliciano de
Nazar< th a quantia de 3.000 e tantos de xarque
que lhe remetteu para alimentar;ao de sua fabri-
ca o* engenho Tamatape de Florea, alera disse
quande seu flho Joao Cavalcante foi para' Europa
e que ficon a dever-lhe urna letra de :000(XA)j
tanto, proveniente ainda de xarque, elle foi a sua
casa fazer-lhe ver isto, assim como se devia con-
tinuar a mandar xarque para supprir a sua fabri-
ca, e suaa palavras foram estas, que ainda hoje
nao as nega, o senhor pode continuar a mandar
porque a sua divida est segura, poiquanto ae
meu filho morrer na Europa eu lhe pagarei, e se
eu morrer primeiro ahi est meu filho para lhe
pagar, palavras estas que confessou a outras pes-
soas, que mais trnba dito ; alem disto a Br.* taro-
neza viuva e rica e ni tem filhos, nlo necessita
portanto que a Sr. D. Maria por meios menos
proprios accumule fortuna para lhe deixar de he-
ranc i. Esta divida alem de tudo urna divida
proveniente de xarque para alimeotacao de sua
fabrica en2o deve ser igual as cutras que V. Exc.
deixou de pagar.
Cal de Lisboa
muito nova ; vendera Palmeira & C, r"a larga
do Rosario n. 27.
Criado
Precisase de um criado de 12 a 14 anuos, que
tenha boa conducta; a tratar na ra do Bom
Jess (antiga da Cruz) n. 28.
ttenditc!
Boqueta da ultima invenco, para casamentos,
etc., etc., de Jos Samuel Botelho ; a tratar na
ra do Barao da Victoria, toja n. 20, e ra da
Cadeia ao Recife, leja n. 43.
Ama para cozinhar
Na ra de Riachue-
lo n. 17, precisa-se
de urna mulher que
saiba cozinhar.
A ExpoMieo Central convida o sexo fisi-
para o seu bonio soi timento de g'ravatas, leafciar.
meias, collariuhos e punhos, aasim como tea bk
explendido e esquesito sortimento de perfume
raros : na ra larga do Rosario n. 38, Damie
Lima & C.
Escriptiira^o mer-
cantil
Urna pessoa com algum conhecimento desti sa;.-
teria, se offi-rece para praticar em qualqner es-
eriptorio ou casa cominrrcial ; a tratar na rGSa,
Direita n. 81, ou Padre Fioriano n. 41.
Costureiras
Na na do Imperador n. 55, 2- andar, precisar-
se de costureiras.______
Madamoiselle Cotinha
Ainda cotina na ra do Imperador n. 55, &'
andar, onde suas amigas e treguezas poden *
contral-a jara comprar lhe os trabalbos, qne cees
modista desempeuha, orno sejam, toilettes e pese-
teados de todo gosto, d-; accordo com os figurioe.-
modernos
Mara l.uuiina da Conceicao
NasM
Francisco Moreira Netto (prese ite), Anioa/
Glonc Ivs Netto e Jos Goncalves Netto (auajea-
tee) tendo recebido a infausta noticia de ter fal-
lecido em Portugal sua presada e sempre piso-
teada mai, Maria Luduviua da Conceicao Nette.
rogam a seus parenUs e amigos o religiosa obse-
quio de assistirem a misa da trigsimo dia,_ %ot
por alma da finada mandam celebrar na igreja te
Espirito Santo, s 7 horap da manha do dia lCdo
corrente, pelo que desde j se conessam eteraa-
mente reonhecidos.
ErneMto do tarmo Ferrelr
Antonio do Carmo Ferreira agradece a todos es
seus parentcs e amigos que acompanharam ao <*
miterio publico o seu presado filho, e convidas t>i
mismos para assistiiem algumas missas que msmr-
da celebrar no dia 19 do corrente, s 7 horas At.
manha, na igreja de N. 3. do Teroo, pelo qne so
enfessa erato a torios.
I
8
Tonicm nota
Trilhos para engenhos
WAGONS PARA CANNA
Locotuolivas
nachtDismo eompleto para en
genhos de tdos os tamanhos
Systema aperfeijoado
EspecificacZes e preefis no eseriptorio dos
agentes
Browns & C.
\. 5-Rna do Commercio
N. B Alm da cima B ce C, tem cathalogos de
mu l e implementos necessarios agricultura, como
ombem machinas para descarocar algodo, moi
ahos para cal, trigo, arroz e milho; cerca de fer-
ro galvanisado excellente e mdico em preco, pes-
oa nenhuma pode tropa!-a, nem animal que-
oral-a.
Aplonio l.iiiKalii'* Bellrao
Joaquim Jos GoncalvVs BeltrSo, Joaquim JosT-
Goncalvcs Beltrao Jnior e suas irms, Joao Ao-
tonio da Costa Moreirs e sua esposa, mandam ee-
lebrar missas na igreja do Corpo Santo, s 8 horas
do dia 16 do corrente. por alma de seu presad'!
irmao e fio. Antonio Gon?nlves Beltriio, falleeidr.
em Portugal; para atsistir a esse acto, convida
seup parentes 6 nmigos, e desde j se confesara
gratos.
m
Francisco de Paula Borgeo
L'tba
Joo Joaquim Borges Ucha, seus irmaos e tot-
brinhos, gratos s pessoas que pe dignaram acosL-
panhar os restos mortaes de seu veuerando pta e
avo, Franciseo de Paula Borges Ucbda, ao ceaai-
terio publico, de novo as jonvidam e aos dessetb.
parentes e amigos a assistirem as missas, jst-
pelo eterno repouso do m^emo finado, rnaadaar
resar na capella da Encruzilhada de Belem, s i
horus da manha do dia 18 do corrente, e por cBjr>
acto de caridade se confessam eternamente gra-
tos
f^l^Jardiiii das plantas
MONDEGO N. 80
Pretendendo-se acabar com as plantas que estc
em vasos n'este jardim, vendem-se os sapotisciros,
muito grandes, e dando fructo a 2$0O0, l&iia
geiras, muito grandes, para enxcrtar, a 6/000 a
duzia, o Bapotiaeiros mais pequeos por barato
prejo.
Attenc.o
ai,lllAlS DORES OeD^^
*&& Ehzir, P e Pasta dentifrioios ^^S r
oos
RR. PP. BENEDICTINOS
da Abbadia de SOULAC {Gironilel
D0M MAGUELONNE. Prior
2 li[EIDALIIA.S EJE OTJEO
Rmiellas USD Londres 18SI
As iiuih i'let'iittas revomtrn-Mis.
INVENTADO 1 ef% afA Pelo Prior
so >5o I 3 / W PierreBOURSAUD
a O uso qiiolidiano do Elixir
Sentii'rlclo dos U. PP. Be-
nedictinos, cfiin iiosc flo algu-
mas gottas rom agna, prevem
e cura a carie dos lentes, rm-i
liraiiqucccos.fortaleccndoe tor-l
nando as gengivas perci la-
mente saiiias.
Prestamos um verdadeiro
scrvico,assignalandoaopnossos
letors este antigo o utlUssiOM
prcoaiado, o melltor eitra-
tiiii e o iinlco preservativo contra as
AffeecSe* dentarias. >
Casada fondada em 1807
Agente att aff^ III Bal RCE HDGDEBIE, 3
Geral:asaUUira BORDEAUX
Acha-se em todaias boaa Perfumeras, Pharmaciat
e Drogaras.
Agente Bnrlamaque
Vende-se tres casas terreas em Olinda, sendo
duss ra do Ampxro e urna ra Nova, em
terreno proprio, com muitos como-iodos e em per-
feito cs'ado de conservaco ; a trvtar e inform r-
se com o agente Burlmaque ra do Imperador
n. 22, ou em Olinda, casa junto a cadeia do Alju-
be, com Candido Gucdes Alcoforado.
WP

SMULSAO
DE
SCOTT
DE OLEO PURO DE
Figado d bacalho
COM
Hypopbosphilos de cal e soda
ipproYada pela Junta de Hy-
giene e autorizada pelo
governo
E' o melber rem> dio at hoje descoberto para a
ilMlra broncblteai. eacropbnla*. ra
cbliiH. anemia. <.'ei>llliado em nerai.
deflaxoai. toaae rhronira e aaTeccAea
do peito e da garganta.
E' muito superior ao-oleo simples de figado de
" da veis, possue todas as virtudes medicinaes e nu-
ntivas do oleo, alm das propriedades tnicas
reconstituintes dos hypophosphitos. A' venda naa
regaras e boticas.
Deposito enJPernambuco
arte'
Antonio GoncalteM Beltro
Antonio dos Santos Lopes e Manoil Goncalves
Estrella, convidam seus amigos e aos de sen-pro-
sado socio Antonio Goncalves Beltro, fallecieap
em Portugal, para assistirem as missas que, pek<
eterno descanso do mesm. mandam rorar ae>
igreja do Corpo Sauto, pelas 8 horas da umiibe <4b
dia 16 do corrente, e confessando-sc agradeettaatai
por esse obsequio.
mi I
*"*;

Antonio onfaive Beltro
D. Constancia Perpetua Machado Beltro, Fia-
cisco Jos da Silva Lapa e sua mulher D. Coap-
tancia Beltr2o Lupa (ausentes), Joaquina Dias &>
Silvja de Azevedo Lemos e Jos Antonio da Salva
Lapa, convidam aos seus parentes a amigos para.
assistirem as missas que, por :ilira de seu semjri
i-horado esposo, sogro, pai e amigo, Antonio Gcc~
calves Beltro, fallecido em Portugal, manda
celebrar na igreja io Corpo Santo, s 8 horas da
munh de eabbado 16 do corrente, stimo dia
infausta DOticia de seu fallecimento, pelo que ao-
contnssam summamente agradecidos.
I'randro Aninnio nllvidaatc-
Saldanba
Francisco da Narivida 10 Saldanha Jnior, fe-
8M,nai,Fr8 'CSCa Sa,da"ha- Glodia de Meudonr
Saldanhi, filhos, e todos os seus parentes sgratte-
cem com profondo reconhecimento a todas as pea-
soas qne se dignaram y.companhar at o cemiterja
publico os restos mortaes de seu digno pai, iraSo,
cunhado e to, Francisco Antoaio da Nstiviad-
^aldanha ; e de nove os eonvidxm para assistiiem
as missas que por sua alma mandam resar aa
convento de S. Francisco, segunda feira 18 ate
corrente, pelas 8 horas da manha, stimo di ate
sen passamento, pelo que desde j se e:ntea
gratos. ___________^^_






i


Diario de PernamhucoSabbado 16 de Outubro de 1886
lioho puro de Collares
Jos Pernandea Lima & C, tendo reoebido nm
rtida deste especial vinho. vendem em barris de
atocino, assim como engarrafado a 6/500 a du-
Ra do Bario da Victoria n. 3________
Bso primario e secundario
Diurno e nocturno
O bailo aasignado contina a leccionar pri-
lirin Ittras, portuguez, francs, aritbmetica,
_i.rtmirn e nutros preparatorios, em casa de sua
cssdencia a ra do Mrquez de Olinda n. 1, le-
rando andar, mediante remuneraba razoavel.
Pedro Estellita C Lins.
Gralilica-se
quera entregar no 2- andar do predio n. 19
a as Trincharas, tres chaves de cofre, sendo
dama menores e urna maior, as qnaes foram perdi-
4mm mesma ra na noite de 25 do corrente.
Novo porto do cano
atsaa do Mrquez do Herval n. 99
Tendo um cunsumidor de carvo completado o
Matero de 60 barricas, receben um vigsimo da 1*
Ext'- da 14.a loteria das Alagoas n 21.947, e se
e eoobe" a sorte grande peder vir rccebier os
<3e* uineros de bilhetes, de conformidade com o
aaauncio. Neste porto vende-se multo bom car-
-? a 720 rs. a barrica, e aceitam-re reclamacoes
doa freguezes, quando nao foreni bem seevidos na
4|alidade do carvo, e nos frutes dos conducto-
res.
EiPosiriD
Xdiille dOr
4*
OJHMIMttlt
UNIV" 1878
'CroiideChevalier
t UM HAUTtS RECOMPENSES
OLEO de
E.COUDRAY
MMUHR PREPARADO PARAaFOBMOSURA DO CABELLO
Recommendamos e>tc producto,
considerado pelas celebridades medicas,
pelos seos principios de quins,
orno nuis poderoso regeneraba- que s conhece.
Artigos Recommendados
PERFUMARA DE LACTEINA
fUaj. a jia'a pabu C-!ct..l-, I ..*.
i GOTAS CONCENTRADAS pan u lenco.
! AGDA DIVINA d.t. asna c saude!
ESTES ARTIGOS ACHAM-SE NA ^ASRICA
pars 13, rae d'Enghien, 13 pars|
Depsitos en todas as Perfumaras. Pbarmarias
e Cabellereiros da America.
KANAN6A..JAP0
RIGAD & C'a, Perfumistas
PARS, 8, Ra Vivienne, 8, PARS
Extracto de (Kananga

Novo e delicioso
perfume para olen-
.-o, producto da
preciosa flor conhe-
affij cidu sob o nome de
M #MtfiH l'iru= japnica.
a O seu delicado
aroma, de persis-
tencia sem egual,
refresca o ar que
se respira, espar-
tando ao mesmo
Jtemno ao redor da
Bpessoa que o usa,
egancia.
- i nda em todas as Perfumara ,

fTKINSON
^FUMARIA INGLEZA
aiarotda ha mais e um seclo; exrede todas
M oatrmM^lo wa perfime d<-li'
TRF7 KDALHA8 DE OtJHO
PAKIZ 18T8. CALCUTTV l-'l
pe-i -xira-tini PXr*ti -neja Je *m SPRIHG FLOWERS
JOCKEY CLOB JASWJ
HEUOTROPIO M1G10UA
Agu afamada d.-
LAVANDA INGLEZA DE fTKINSON
ou'ros mullos 30a
qualidad- e odor Sala
PASTA SIICRTAL PAU SUTES BE ATAISSSI
sem rival para i
C pr'
tKMtn-tt ea Casa ee odas os V Tibrtcajtai
J. E ATKl jH
24, Cid Bond Street, Londres.
Marca de Fabrica Das" BoaBBHalca**J
obre orna Lyra oc Oaro."
-A-limexvta.r;flio racional
dSS MES. C ,illCS, AMAS Y CONVALESCENTBS
Por uso d- PHOSPil TIXA Ptilierva.
PA3IZ, 6, Avcnue Victoria, 6, PABIZ.
fcjuTtos ea ffr"mbuc : FiiAN" M. da SILVA A- C1*.
VENDAS

A RevluQo
A' roa Duque de Caxias, resolveu vender
os seguintes artigos com 25 % de me-
nos do que em outra qualquer parte.
Cachemira bordada de seda a 10500 t- co-
vado.
Merinos de cores a 900 rs., 1*000 e 12O0 o co-
vado
Merinos pretos a 1/200, 1/400, 1/600, 1/800 e
2/000 o covado.
Velludilhos lisos e lavrados a 1/000 e 1/200 o
covad*.
PaLba de seda a 800 rs. o covado.
Lis com listrinhas a 600 rs. o covado.
Giosdcnapoles pretos a 1/800, 2/000 e 2/500 o
covado.
Setins damass a 320 rs. o covado.
Zephiros com desenhos modernos a 240 rs. o
covado.
Lmhos escosseres a 240 rs. o covado.
Gase com bolinhaa de velludo a 800 rs. o co-
vado.
Zepbiros lisos a 100 ris o covado.
Ditos listrados a 200 rii o covado.
Chitas finas a 240, 280, 300 e 320 ris o c.
vado.
Cretones finos a 360, 400 e 440 ris o co-
vado.
Baptistas finas a 200 ris o covado.
Nansuc finas com 3 padroes lindos a 300 ris o
covado.
Las com mselas de seda a 700 res o covado.
Setinetas com desenhos'lindos a 320, 360, 400 e
440 ris o covado.
Ditas lavradas a 500 res o covado.
Das lisas a 400 e 500 ris o covado.
Fustes de cores a 320 rs. o cevado.
- Enxovaes para baptisado de 9/000 a 18/000
um.
Colchas bordadas a 4/, 5/, 7/, e 8/000 urna.
Ditas brancas a 1/800 urna.
C 'bertas de ganga a 2/8uO urna.
Lencoes brancos a l/8mj um.
Lencos de 1200 a 20l>0 a duzia.
Toulhas telpudas a 4*000 e 6/000 a duzia.
Bramante de 3 larguras a 900 ris a vara.
DitD de 4 ditas a 1J200 a dita.
Dit > de iinho a 2/000 a dita.
Cobertores de la a 4*; 00 e 7/000 um.
Fechs de la a 2/000, 3/000, 3/500, 4/000,
e'4/iOO, 5/000 e 6/500 um.
"Chales finos de 5*000 a 9/000 um.
Setins maco a 800 e 1/200 o covado.
Cortinaaos bordados a 7/000, 9/000 e 16j.000 o
par.
Espartilhos de cnuraca a 4/000, 5/500, 6/000
e 7*500 um.
Guardanapos de linho a 4*000 a duzia.
Madapoloes gemina de ovo e pelle de ovo a
>5 KJ a pe^a.
Camisas de ineia a 800, 1/000, 13500 e 2/000
urna.
Seroulas de bramante a 15 e 1*400 urna.
Flanella branc a 400 ris o covado.
Casemira diagonal a l/8<>0 e 2*500 o covado.
Cortes de casemira a 3/000, 5/U)0 t/000 e
75000 nm.
Camisas de linho a 30/000 a duzia.
Brim pardo a 320, 360, 440 e 500 ris s co-
vado.
Linn com salpicos a 500 rs. o covado.
Fustoes brancas a 360, 440 500 e 640 ris o
covado.
Panno da costa a 1/400 e 1/GOO o covado.
Dito admascado a 1/800 c covado.
sguio amarello e pardo a 500 rs. o covado.
Cortinados decrochet^a 24/000 o par.
Henrique da Silva Moreira.
Camisas naeionaes
A *#&00. 8*000e S/SOO
32=*= Loja ra da lmperatriz -= 32
Vende-se neste novo estahelecimento um gran-
de sortim^nto de camisas brancas, tanto de aber
turas e pjnbas da linho como de algodo, pelos
baratas p'e\os de 2/500, 3/ e 4/, sendo tasendu
muito melhor do qu as que veem do estrangeiro e
muitu mais bem feitas, por serem cortada por
um bom artista, especialmente camiseiro, tamben
se manda faser por encommendas, a v mtade des
fregueses : na nova loja da ra da Imperatris n
3 i, de Ferr ira da Silva.
Ao32
Nova loja de fazr 'as
M Ra da impe 3*
DE
FERREIRA DA hx^VA
Neste novo estahelecimento encontrar o ree-
poitavel publico um variado sortiinento de fasen-
das de todas as qualidades, que se vendem poi
precos baratissimos, assim como um bom sorti
ment de roupas para homens, e tambero se man
da taser por encommendas, p r ter um bom mee-
tre alhuate e completo sortimento de pannos fiuot,
casemiras e brins, etc
WHISKY
ROYAL BLEND marca V1ADO
Este excedente Whiskv Escessss 'preferive
o cognac ou aguarden^ de canna, para fortifica'
> corpo.
Vende-se a retalho nos ha Iheres armasens
olhados.
Pede BOYAL BLEND marca VJADO cujo nt
me e emblema sao registrados para todo o Brasil
________BBOWN8 & C, agentes__________
Novas laS.nhas
A 8SO e 400 res o covado
Acabam de chegar para a loja da ra da Im-
peratris n 32, um grande e bonito sortimento de
lsinhas de cores para vestidos, sendo fazenda de
muita phantasia, com cores claras e escuras, e li-
quidam-se a 320 e 400 reis o covado, por ha ver
grande porcao na loja de Pereira da Silva.
Itua
7/00
10/001
12/001
12*CX>
5/50.
6/50>
8/00
3/0(X
1*W
1*(AA
Maduro
Vinho paro da uva
O que pode hver de melhor para mesa, em
barris e a r- talho : Pocas Mendes & C, ra
estreita do R ssor 9. ____ _
e noivas
iconirarao sempn na Graciosa, ra uu un a
po n. i, urna variada colleccao d onjectos pro-
Encontraro sempn na Graciosa, ra do Cri s
Vpnde se duas paites do engenho Forno da
Cal, em Olinda, no val r de 6:000/, ou permuta-
se por eosa no Becife, ou sitio em ieberibe, que
fique a tnargeo do rio ; muito frtil para canas e
tado quan'o lavonras, boa baixa para capim
aitio de coquei t s, grande pedreira para o fabrico
de cal, bom barro para tij >lo e te'ha, mi.tas para
enha, grande proporc6>s para criar, para o que
tetn bom parto, que onde sust^nta-se todo o
gado e vaecas de leite desta cidade ; a tratar no
asesino sitio defronte da igreja de N. S. do Gua-
dalupe. _________________ _
Vende se urna arm.icao. prnpria para taver-
Sta, oa aluga-se a casa com armaco ; a tratar na
roa Imperial n. 236.
V nde-se um boi e carroca : na ra larga
io Bcsario n. 9.
~~- Vende se a casa de m>lhados sita a ra Di-
reita dos Af gados n. 16: & tratar na acama.
Olfeo de mocot
Su; erior e sem falsifieacao : vende Luix Jos
da Silva Gupaaraed, ra de Comintrcio u. 5.
Tavcrna
Vende-se a taverna da ra de S. Joo n. 17 : a
Sr atar na mesma.
"VAPOR"
e Dioenda
Veside-se um bom vapor e moenda com pouco
SO; a ver no engenho Timbo ass. muito perto
da staco do me rao nome ; a tratar na ra da
aperador u. 48, 1* andar.
0 cap icho da Moda
Prava da independencia 'let
Recebeu novo sortimento de flores, pa
nm e oatros enfeites para chapeos.
Pede s Ezmas. familias que se dignem
4e vir apreciar o que ba de mais gosto e a
precos muito reduzidos.
prios para casamento, como sejam :
Capellas com veos, de 5/ a 25*000.
Grinaldas de flores de larangeira a 5/ e 6/.
jigas de seda bra ca a 1J e 2/1 00.
Luvas de pellica branca para senhora a 2/500
j par.
Ditas de dita para homem a 3/ o par.
Meias abertas de fio de Escossia para senhora a
/000 o par.
Ditas de seda branca para senhora a 8*000.
Ditas de fio de Escossia, brancas, para homem
a 1/500.
Leques brancos de setim, de 6/, 10/ e 15/000.
Gravatas brancas de cambraia a 800 rs.
Ditas ditas com laco a 1*000-
Ditas de setim branco a 1/500.
_______Pilarte A C.________
Pechinchas!
fi&o > egulnte que deflnldva-
mente nao enlrarao no proalano ba-
taneo
Admiretn!
Bonito sortimento de mariposas e fustoes, cores
firmes, a 240 e 320 rs. o covado !
Nansoks de cores mimosas a 180, 200 e 320 rs. o
dito!
Linho escoceses, novidades em padroes, a 200 e
240 rs. o dito !
Setinetas, as mais finas que tein viudo, a 320 e
360 rs. o dito !
Cretones franceses a 260, 280 e 320 rs. o dito !
Sargelim diagonal, todas as cores, a 240 rs. o
dito '
Popelinas de cores, a 160 e 240 rs., listras de se-
da, barato!
Lazinhas modernas, a 440 e 500 rs. o dito !
Cachemiras, lindos gostos, a 600 e 700 rs. o dito !
tanda indiana (imitaco), linda fazenda, a 700 rs.
o dito!
ran da, delicados desenhos, um metro de largura,
a 800 rs. o dito !
Merinb e cachemiras, pretasede cores, a 900 rs.,
1/ e l/200o dito!
Setim macan, todas as cores, a 800 e 1/ o dito !
Velodilho de todas ss cores, lisos e bordados, a 1/
el/200 o dit !
Casemiras inglesas, de cores, a 1/200 e 1/400 o
dito !
Cheriots, preto e azul, a 2/500, 3/ e 3/500 o
dito I
Jas mira diagonal, a 1/800 o dito !
Panno inglez superior, preto e azul, a 2/200 e
4/ o dito!
Pecas de esguiao para casaquinhos, a 3/500 e
4*!
dem de superior algodo, a 4/, 20 ida !
dem de madpoloes americanos, a 4/500, 5/ e
6/, 24 ids!
Para as Exmas. noivas, lindas grinaldas e veos,
por -12/ e 15/ !
Ricos cortinados, todo bordado, completo, por
9/!
Lindas gnarnicoes de crochets, cadeiras e sof, a
8/1
Superior bramante de algodSo, quatro larguras, a
900, 1/ e 1*200 o metro !
Atoalbado bordado a 1/400 e 1/800 o dito I
Pannos de diffrrentes cores para mesa a 600,1/200
e 1/600 o covado!
Cobertas de cretones, lindos padroes, a 3/800 e
4/.
Lencoes de bramante (cama de casal) a 2/ um !
Colxas francesas, decores, a 2/, e / superiores !
Lenccs de cores, lindos desenlio, a 2/ a duzia !
Seroulas bordadas, de bramante, a 16/ a dita !
Mrias inglesas, brancas e de cores, a 3/200 e 6/
a dita.
Cambraia bordada, branca, a 6/ e 7/, as melhorcs
que tem vindo 1
Sortimento completo de sedinhas de cores, grosde-
naples, filos bordados, crep, mantilhas, capas
de la, fiebs.
Chaado*-Temos pessoal habilitado.
Vendas em iroaaoDescontos da praea.
i Ra Duque de Cailaa-5
Uro da Cnia & C.
na loj
n. 32,
da Imperatris-a*
Loja de Pereira da Silva
Neste estahelecimento vende-se as mapas aba
xo mencionadas, que sao ba* 'iirsq
Palitots pretos de fr~rs-M oiagonaes
acolehoados, senuo tuzenaas muuo en-
corpadas, e forrado
Ditos de casemira preta, de cotdao asMto,
bem teitos e forrados
Ditos de dita, fasenda muito melhor
Ditos de flanella asul sendo inglesa ver-
dadera, e forrados
Calcas de gorgorao preto, acolchoado,
sendo fasenda muitr encornada
Ditos de casemira de cores, sendo muito
bem faitas
Ditas de flanella inglesa verdadeira, e
muito bem feitas
Ditas de brim de Angola, de muleskim e
de brim pardo a 2/, 2*500 e
Ceroulas de greguellas para homens,
sendo muito bem feitas a 1/200 e
Colli'tinhon de greguella muito bem feitos
As9im como um bom sortimento de lencos <
linho e de algodo, meias cruas e collarinhas, et.
to na loja aa *ua da Imperatris n. 3"*
oew, xAftineaa e laalnnaa a &<'
r, o covado
Na loja da ra da Imperatris n. 32, vende-t
um grande sortimento de istoes brancos a (*
rs. o covado, lazinhas lavradas de furta-coret
f-zonda bonita para vestidos a 500 rs. o covadi
e setinetas lisas muito largas, tendo de todas a-
cores, a 500 i-s. > covado. pechincha : na loj
do Pereira da Silva.
aigodoalnbo francs para lenco-*
a oo r.. le e i*oo
Na loja da ra da Imperatris n. 32, vende-s
superiores algodaosinhos franceses com 8, 9 e l1
palmos de largura, proprios para lencoes de un
b panno pelo barato preco de 900 rs. e 1/000
metro, e dito trancado pa a toalhas a 1*28", a*
sim'como superior bramante de quatro largura
para lencoes, a 1/500 o metro, barato
da Pereira da Silva.
Roupa para meninos
A IS. l*ro e *
Na nova loja da ra da Imperatris
veude um variado sortimento de vestuarios pr<
prios para meninos, sendo de palitosinho e cale*
nha curta, feitos de brim pardo, a 4/000, dito,
de moleequim a 4*50C e ditos de gorgorao pr-;t-
emitando casemira, a 6/, sao muito baratos ; n.
oja do Pereira da Silva.
A' Florida^
Ra Duque de Caxlas n. f 03
Chama te a attencao das Exmas. familias para
os procos seguintes :
Luvas de seda preta a 1/000 o par.
Cintos a 1/500.
Punhos e collarinhos de cores para hornera a
t ***-*-*
dem para senhora a 1/500.
Grampos inv.isiveis a 60 rs. o masso.
Luvas de seda cor granada a 2/, 2/500 e 3/
o par.
Suspensorios p ra menino a 500 rs.
dem amer.canos para homem a 3/.
Meias de Escossia para crianca a 240 rs. o par.
Leques de papel com corrente al/.
Fitas de velludo n. 9 a 600 rs n. 5 a 400 rs. o
metro.
Lencos de esaniio a 1/500 a dusia.
Albuns de 1/500, 2/, 3/, at 8/.
Ramcs de flores finas a 1/500.
Luvas de Escossia para menina, lisas e borda-
das, a 800 e 1/ o par.
Porta-retrati, a 500 r., 1/, 1/500 e 2/.
Pentes de nikel a 600 rs., 700 e 800 rs. um.
Rosetas de brilbantes chimicos a 200 rs. 0 par.
Guarnices de dem idem a 500 re.
Anquinhas de 1/5^0, 2/, 2/500 e 3/ urna.
Plisss de 2 a 3 ordena a 400, 500 e 600 rs.
Bices de cores com 12 jardas e 2 1/2 dedos de
largura a 3/ a peca.
dem com 4 dedos a 4*500 a pega.
Espartilbo Boa Figura a 4/500.'
Idei La Figurine a 5/000.
Bicos de alencon com 4 e 5 dedos de largura a
2/500 a peca.
dem estreitinhos com 10 metros a 800 e 1/000
a peca.
Pentes para coco com inscripcio.
Para toilet
Sabo de areia a 320 rs. um.
dem phenicado a 500 rs. um.
dem aleatro a 500 rs.
dem de amendoa a 300 rs.
dem dealface a 1/000.
Agua celeste a 2/000.
Agua divina a 1/500.
Agua Florida a 1/000.
Mac eos de seda a 100 rs.
Meias brancas para senhora a 3/ a duzia.
BARBOSA & SAMOS
Cocheira a yenda
Vende-se urna cocheira com bons carros de pas-
seio, bem localisada e afreguezada, por preco mui-
to mdico em razao de seu dono nao poder admi-
nistrar por ter de faser urna viagem : os preten-
deres acharan com quem tratar ra do Duque
da Casias n. 47.
Yiuvos eviuvas
Podero ir Graciosa, ra do Crespo n. 7,
que acbaro sempre artigos proprios para lato,
taes como :
Leques pretos de papel, setineta e setim.
Vol'as, brincos, pulseiras e broches pretos.
Meias pretas, fitas, bicos de linho, la e seda
pretos.
Guarnices para camisa de homem.
Cadeias de fita, retroz e metal, pretas.
Meias pretas para enancas.
Uarle dk C.
ItJovIdadea do ExoonIcuo Central
rssa larsa do Roarlo n. 88
Meias de fio da Escossia, para senhora 1/800
Ditas cruas e brancas, para senhora, rs. 800
Extracto Port'viene 2/000
dem Theodoro 2/000
Boquet Carlos Gomes 2/000
dem Guarany 2/000
Lid has para machina, rs. 80
Meias, fio de seda 600
Bordados por todo o preco.
Expoalco Central
Ra larga do Rosario numero 38
Luz elctrica
Vende-se um appaielho de illuminaco elctri-
ca, cont ido um dyn*imo Siemens, machina a
vapor, urna lampada de arco, com intensidade de
2,000 velas, e duas de 1,000 velas cada orna, com
os competentes lampedes, fios elctricos, isoladores
e de mais accessorios, tude experimentado e em
boas eondicoes* de conservacSo : a tratar no es-
criptorio da compaubia do Beberibe, i roa do Im-
perador n. 71.
Mal
vasia
Vinho propria para senhoras
Em barris e a retalho : Pocas Mendes & C,
ra estreita do Rosario n. 9.
Teeidos de linho
A oo rs. o covado
Na loja da ra da Imperatris n. 32, vende-se
um bonita sortimento de tazendas de linho para
vestidos, tendo largura de chita francesa, com
muito bonitas cores e palminhas bordadas, pe-
chincha a 500 reis o covado, na loja ae Pereira da
Silva.
Cabriolet e victoria
Vende-se um cabriolet e urna victoria em per-
feito estado de conservacAo e por preco mdico :
na coeheira n. 16 ra do Duque de Caxias.
'-. Papoulal C.
N. 18-mi fio CalingaN18
Tem
Luvas de pellica, pelle de cao, '.'amurca, seda fio
d'Escossia e casemira.
Agua florida e Trieofero de Barry.
Sfemete diversos e ?urativo de Reuter.
Cainbraias lisas, bordadas e abertas.
Can i san e ceroulas de flanella e meia de l.
Camisas sem collarinhos e sem punhos s/c e/p
c/c cfpr.
Collarinhos. panhos, meias, plastrons, mantas,
gravatas de lavo.
Lenc,oe, espartilhos, penteadoros em cambraia,
vestidos de cambraia bordados, boleas tapetes, fi-
xus de seda e de 13, casacas elsticos, casacas de
casemira grenadine de seda e todas de seda.
Alpacas de seda a 600 rs o covado.
Telephone 500.

!>*.

5X5
aa

02

Chapeos e chapelinas
36 A40PBA(JA DA INDEFENDEIA--36 A 40
B. S. CABVALH0 & C.
Proprietarios deste bem conhecido estabelccimento paatecipam
as Ezmas. familias e ao publico em geral, que mensalmente recebem
das principaes casas em Pars e Manchester o que de melhor e de
apurado gosto ha em chapelinas e chapeos para senhoras e meninas
e das primeiras fabricas de Hamburgo o que ha de melhor em cha-
peos para homens e enancas, e muito outros artigos coocernentes
cli apelan a.
Flores artificiaes para ornamento de salas.
'*
0(2
Q2
fe
se
Raridade
Vende-se na roa estreita do Rosario n. 19, qua-
ro colieccoes do Diario de Pernambuco, relativas
aos anuos de 1839, 1840, 1844 e 1847 ; e do Dia-
rio Novo, correspondentes aos adnos de 1841,
1846 e 1848.
4 Vencedora
Ra da Imperatris 82
J. M. Lento* liuarlr
Neste estabeleeimento encontrar o publico
sempre um co npl. to sortimento de miudezas e
objectos de moda e phantasia, e grande exposicao
de brinquedog para crianca, per preco sem com-
petencia, a saber :
Leques de diversas qualidades.
Socos pai a crianca.
Chaposinhos e sapatinhoi para baptisado.
Enxovaes completos para baptisado.
Bicos de todas as quali ladea e cores.
Sortimento completo de fitas, creseqnalidades.
Punhos e collarinhos para homens e senhoras.
Completo sort>mento de la de todas as cores a
9JHV1 ,. lihra
Espartilhos.
Grande sortimento de meias brancas de corsa
para lomeas, senhoras e meninos.
Perfumarle)" e tortas as qualidades
Objectos de plaqu : oroebes, pulseiras, brin.'os,
voltas, alfinetes e mais artigos.
Velas de cera e bogias de todos os tamanhos.
Lua*
De seda, braco inteiro.
dem, meio braco.
dem, de 2, 3 e 4 botes.
dem de Escossia.
dem preta, de 2, 3 e 4 botoes.
Lava* de pellica
A 1/500 o par, e mais urna infinidade de arti-
gos que seria enfadonbo enumenr.
O proprietario deste estahelecimento convida
seus fregueses e especialmente 4s Exmas. fami-
lias para visitarem o seu eotabelecimento, e ava-
haren) o que acim fica dito.
82Ra dalmperatriz82
GRANDE
LI0UIMC10
Expsito central rna larga do
Rosario n. 8
DamiSo Lima k C, ehamam a attenco das
Exmas. familias para os presos seguintes :
Carreteis de 200 jardas 80 rs.
Pecas de bordados de 200 a 600 rs.
Ditas de um palmo a 2*500 e 3/000.
Fita n. 80 para faxa a 2/500.
Leqces regatas e D. Joannita a 1/000.
Frascos e extractos de Lubin, grandes, a 2/000.
Leques D. Lucinda Colho a 6/000.
Toalhas felpudas a 500 600, e 1/000.
Duzia de meias para homem a 3JO00.
Ditas para senhoras a 3/000.
Luvas de seda a 2/000.
Meias de fio de seda para menina a 1/000.
Colannhos de linho a 500 rs.
Ditos de algodo a 320 e 400 rs.
Macos de grampos a 20 rs.
Pecas de cordo pira'vestido a 20 rs.
Hviiv. is grandes a 320 rs.
Grampos nviaiveis a 60 rs.
Um leque de setim (novidade) a 6|500.
Ricas bolcinhas de madreperola de 1/500 6/.
L para bordar 2/800.
Urna capella e veo de 15*000, por 12/000.
Um espelho de mol Jura por 5/500.
Urna pulseira de fita per 1/21A1
Plise a 400 e 600 rs.
Urna boneca grande de cera por 2/500 e 3/000.
NA EXPOSICAO CENTRAL
d8-i.ua Larga do Rosario38
Serrara a vapor
Caes do Caplbaribe n. S8
N'esta serrara encontraro os sinhores fregue-
tes, um grande sortimento de pir.hj de resina de
'.inco a des metros de comprimenco e de 0,08 a
1,24 de esqnadros Garante-se preco mais como-
10 do que em outra qualquer parte.
Francisco d r Santos Macedo.
Piolio de Riga
Acaba de chegar pelo brigue Atalanta um com-
pleto sortimento de pinho de Riga da melhor qua-
lidade e de diversas dimensoes, como sejam:
4 X 12
4X9
SX 12
3 X 11
5 X 9
2X 12
e tabeas da mesma madeira de 1 e 1^1/2 polle-
gadas. ___
Vendem MATHUES AUSTIN & C, rna do
Commercio .18, 1 andar, ou no caes do Apollo
n. 61, por precos commodos.

DOMESTIC
Sao reconheciaas ser as mata
elegantes, as mais durareis
em todos os sentidos.
Para precos, e circulares como
illustracoes de todos os estylos, diri-
jato se
Doniestic Sewing Machine &C.
NEW-YOR, U. S. A.
-
Os proprietarios do muito conhecido estahelecimento denominado
MUSEU DE JOIAS
sito a ra do Cabug n. 4, communicam ao respeitarel PUBLILO que receberam um
grande sortimento de oas das mais modernas e dos mais apurados gostos, como tam-.
bem relogios de todas as qualidades. Avisam tambem que continuam a receber por
todos os vapor .'8 vinds da Europa, obje.cto3 novos e vendem por muito menos que ex*
outra qualquer parte.
MIGUEL WOLPP & C
rr. 1 nux no ^ARTIGA-------N. 4
Compra-se ouro o prata velha.
FNDICAO GERAL

ALIAN PATERS0N1C
N. 44Rd i do Brum--N. 44
JUNTO A E? TACAO DOS BONDS
Tem para vender, por pm mdicos, as seguintes ferragens:
Tachas fundidas, batidas e caldeadas.
Crivac3es de-diversos tamanhos.
Rodas de esffora, idem, idem. x
Ditas angulares, idem, idem.
Varandas de ferro batido.
Ditas de dito fundido, de lindos modelos
Portasd fornalha.
Bancos de ferro com serra circular.
Gradeamento para jardi.n.
Vapores de 'orea de 3, 4, 5, 6 e 8 cavaos.
Moendas de 10 a 40 pollegadas de panadura
Rodas d'agua, systema Leandro.
Encarregam-se de concertas, e assentamento de machinismo e execncam qaal-
trabalbo com perfeicao e presteza.
/


*.


BANHOS DE MAR
Supieriores coslumes de excellenle fazenda para
B^r^xxas xas xvx^Da
Para senhoras...... 10#000
Para homens...... 8^000
Para crianzas. ... 5$000
Promptamente prepara-se qualquer eos*
turne para o qu temos os melhoi es teeidos.
No mesmo ostabelecimento se eontinuar
a encontrar constantcmete verdadeiras pe-
chinchas.
Rna Primeiru Ae Marco i. 20
JUNTO DO LOURE
Tetephone n. 158

t
ufO



8
Diario de Pcru&tiibucoSabbado 16 de Outukro de 1886
ASSEMBLEA GERAL

b
CMARA DO DEPUTADOS
SESSAO EM 1 DE OUTBRO DE
1886
PBFSIDENCU DO SR. GOMES DE CASTRO, 1*
VICE-PRESIDENTE
(Qontinuaqao)
O Sr. Presidente vai noinear a deputa-
cao que tem
o projecto
do levar saneco imperial
all questao partidaria. No Bananal o par-
tido liberal insignificante, tendo e parti-
do conservador grande maioria.
ORDEM DO DA
intrata em discussao as emendas do se-
nado ao projecto fizando a despeza do mi-
nisterio do imperio para o exercicio de
1886-1887.
O Sr. Coelho Rodrigues (1 se-
cretario) entende que a cmara nao pode
votar em silen io a emenda Jo senado
verba n. 17. O orador nao estava pre-
sente quando se aprcsentou na cmara a
"O Sr. Candido de Oiiveira pede licenca
para offecer algumas duvidas delibera-
9S0 do Sr. presidente.
A constituicao e o regiment da cmara
mandain que quando esta ti ver de rernet-
ter ao Imperador um decreto da Assembla
Geral, se noruear urna deputa$ao para esse
fim; mas quando se trata de urna le de
iniciativa parlamentar esta remetdda em
officio ao Ministerio do Imperio. E' ver-
dade que o ministro apresentou urna pro-
posta de crdito, mas esta proposta foi sup
primita no senado e substituida por outra;
o crdito foi reieitado; pensa pois, o ora-
dor que a deputac3> deve ser nomeada,
mas para ir dizer ao Imperador que louva
o interesse que o governo toma pelos ne-
gocios pblicos, mas que o projecto deve
ser remettido em cfioio ao Ministerio do
Imperio para o levar sanegao imperial.
O Sr. Presidente acha que o nobre de-
putado, o Sr- Candido de Oiiveira, nao
tem razao. Fosse o projecto emendado no
senado como fosse, a sua iniciativa nao foi
do corpo legislativo.
Nomeia, pois, para a deputajao os Srs. :
Aiaujo Pinho, Paulino Chaves, Pedro Mu-
niz, Leitao da Cunha, Cbristiano Luz,
Costa Aguiar e Candido de Oiiveira
O Sr. Rosa e Silva pede a palavra para
mandar mesa urna represeotacao das
Associacao Commercial Senefioente, As
sociacao Agrcola e Soedade Auxiliadora
da Agricultura de Pernambuco, pedindo a
auspensao de direitos de exportado sobre
o assucar.
OSr. Affonso Celso Jnior
lembra a conveniencia de ser apresentado
o parecer sobre a eleica do 3 districto da
provincia do Rio Grande do Sul, cujas
actas j chegarajp cmara. Nao seria
facto novo reconhecer a cmara deputado
que se acha ausente.
Ha dias mandou, mesa urna indicagao
sobro o assassinato de escravos na Paraby-
ba, que ficou na secretaria. A comniissao
nao quiz tomar conhecimento della. Pede
que 8eja dada para ordem do dia, posto
que o senado tivesse tomado a dianteira,
abolindo a pena de acoites.
Pede tambem, commissao especial que
de parecer sobre a denuncia apresentada
contra o Sr. Carneiro da Rocha, visto ter
recebido os documentos que pedio ao mi-
nisterio da agricultura, e nao;haver, por-
tanto, razio para oemoral-o.
Aproveita ao occasiao para enviar
mesa um requerimento.
Vem mesa, lido, apoiado, entra em
discussao e adiado por pedir a palavra o
Sr. Christiano Luz, o seguinte requeri-
mento :
Requeiro que pelo ministerio da fa-
zenda se solicitem do governo as seguintes
informacoes :
j*r Quaes os motivos, que determinaran
a exonera $ao do collector de Salinas (pro-
vincia de Minas Geraes) Cassiano Alves
'C
Foi regular a flanea prestada pelo c-
dadao nomeado para substitnil-o ?
t Sala das sessSes, 1 do Outubro de
1886.Affonso Celso Jnior.
O Sr. Bulhoes Carvalho pede e a cma-
ra concede urgencia de urna hora para,
no primeiro dia em que nao houver orea
ment na ordem do dia, tratar de des-
apropriacSes feitas illegalmente.
O Sr. Manosl Portella responde ao Sr.
Affonso Celso Jnior, que, comquanto a
commissao especial nomeada para dar pa-
recer sobre a denuncia contra o Sr. Car-
rjBiro da Rocha j tivesse recebido os do-
cumenta que requere do ministerio da
agricultura, inda nao interpoz parecer,
porque nao tendo comparecido s sess5es
da cmara o Sr. Alencar Araripe, mem-
bro da commissao, esta nao tem podido
reunir-se para deliberar
O Sr. Rodrigues Alves d as iftforma-
eo"es pedidas da tribuna pelo Sr. Joao Pe-
nido a respeito da pnsao, no Bacanal, do
capito Zoroastro de Macedo. Nao houve
emenda igualando os vencimentos dos em
pregados da sua secretaria aos do da se
cretaria do senado; nao a assignou, mas
toma a responsabiliiade della. Es3a emen-
da tem dado lugar a commentarios des-
agradaveis, mas sem razao.
A medida foi iniciada pele Sr. Andra
de Figueira e pelo orador ; e os emprega-
dos da secretaria da cmara sao os func-
ionarios pblicos cuios vencimentos tm
sido augmentados mais vezes, cono mostra
lendo as datas em que foram elevados.
O senado nao quiz aproveitar-se da au-
torisaclo que tinha para elevar os ordena-
dos dos empregados da sua secretaria, mas
agora entendeu que devia forjar a mao da
cmara e assim fez. Nao commenta o fac-
to, deixa a cada um a responsabilizado de
seus actos.
O orador nao pode votar favor da
emenda do senado, mas a cmara pode, ti-
cando-lhe o direito de alterar como enten
der os vencimentos dos era pregados da su*
secretaria. Pode approvar a emenda, sem
por 880 reprovar o parecer da sua com-
missao.
O Mr. Candido de oiiveira nao
vem defender a emenda do senado, que a
seu ver exhorbitou, pelo menos, das boas
praticas parlamentares.
As duas casas do parlamento sempre
tm tido inteira liberdade e autonoma
quanto sua economia interna.
Usando desse direito, a mesa da cmara
tomeu a iniciativa no programma de eco-
nomas e na esphera da sua acclo quiz
realisal o, mas naquillo que era mais dolo-
rsso. A cmara votou urna emenda no
sentido de serem igualados os ordenados
dos empregados da sua secretaria aos dos
da secretaria do senado, sendo maior o tra-
balho da secretaria da cmara.
Essa redaccao vai ao senado que eleva
os ordenados dos seus empregados a03 dos
da cmara.
Eatende que o senado nao tinha esse di-
reito e se tivesse nao devia exercel-o, por
que cada urna das casas tem a sua auto-
mia.
O nobre deputado Sr. Coelho nao pode
pedir cmara que restabeleca o seu pen-
samento. S. Exc. ou ha de pedir cama
ra que rejeite a emenda do senado, atim
de provocar a fusilo ou ha de pedir que
approve e nesse caso tica sendo lei que nao
pode ser re rogada pelo acto da cmara.
Diz a lei do orcamenlo de 3 de Setem-
bro de 4884, que nao se pode fazer des-
peza senao segundo as tabellas annexas aos
ornamentos e nessas tabellas vm designa-
dos os ordenados dos empregados, e os
vencimentos do empregado direito que
nao se Ibe pode tirar.
Pega o nobre deputado a fusao e o ora-
dor lbe dar o seu voto, mas approvada a
emenda do senado, o parecer da mesa da
cmara nao pe revogar a lei. Mas, per-
gunta, se a cmara que votou toKollo
aug>Uvurauu u9 vencimentos dos emprega-
dos da casa de correejao, que nao cogitou
de diminuir o numero e os vencimentos de
outros funecionarios, pode rejeitar a emen-
da do senado para provocar a fusao.
Veio tribuna 3omente para protestar
contra o que parece ao orador urna heresia
do nobre deputado.
O Sr. Affonso Celso Jnior acha proce-
dentes algumas das observacoes do Sr. Io
secretario, porque nao justo fazer arre-
bentar a corda pelo mais fraco. Sem du-
vida o funcionalismo deve ser reduzido,
mas nao por urna medida parcial que reca-
hiria somente sobre os empregados da se-
cretara da cmara.
Nao justo que a cmara que votou aug-
mento de ordenados para outros funeciona-
rios diminua os vencimentos dos seus em
pregados.
O Sr. Coelho Rodrigues nao
ficou convencido pelas razoea apresentadas
pelos nobres deputados. NSo se deve es-
tranhar que se comece o corte nos venci-
mentos por aquelles funecionarios que mais
tido. Se lhc mostraren] ou-
tros as mesmas condieftea ficar conven-
cido.
Estando persuadido de que a cmara
pode votar a emenda, sem por isso ser obri-
gada a rejeitar o parecer da mesa, nao p
de aconselhar que rejeite a emenda do se-
nado para provocar a fusao; mas neces-
aario que o senado se contenha dentro da
lei.
O Sr. Hatta Hachado ouvo notar
os augmentos successivos quo tm tido os
vencimentos dos empregados da secretaria
da cmara.
Esses augmentos explicam-se Como es
augmentos que tm tido empregados das
outras secretarias, por ter se tornado a
vida mais cara no Rio de Janeir0.
Ao orador pareceu cruel essa reduceao
parcial de vencimentos. Se houvesga urna
medida goral teria o seu voto, n,a8 nj0 0
F0LHET1H

S $&
DE
EMMA ROSA
POR
ZAVISfl DE M7EF.N
cosnmgAG :: ?,:::::
(Continua cao do n. 237)
xvn
Como eu tambem, agora Nao po-
dem elle* ser para a senhora auxiliares
preciosos ?
Angela abanou a cabeca e dase :
Que podem elles fazer mais do que
en ?
O amor servir de guia a Lelo Le-
royer. '
Esse amor s pode ser urna fonte de
desgostos para elle e para Erama O Sr.
Leroyer pai nao ha de consentir na uniao
do seu filho com miaha filba.
Esquece que tambem minha 1 res-
ponden Fernando. Nao se preoecupe com
o futuro, Angela. Eu prometti a Leao Le-
royer que nossa filha seria sua mulher, se
Deus dignar-se de nol-a conservar.
Prometteu isso ? gagaejou a herva-
naria, trmula de emocao.
Sim, e cumprirei a minha palavra, e
toda a minha fortuna pertencer a Emma
Basa.
Est remindo as suas culpas, Fer-
augmentos tem
pode dar a urna desta ordem, qm^lo a
cmara tem votado augmento de ordena
dos para outros funecionarios.
Pensa que o senado nao attentou contra
o direito da cmara.
O Sr. Lourenco de Albuquerque que
foi um dos que votou p ;lo parecer reduzn-
do 03 vencimentos dos empregados da c-
mara, porque estava persuadido de que o
pensamento do governo e do Sr. presiden-
te da cmara dos deputados ritavam de
accordo quanto s economas, mas os fac-
tos vieram probar que nao havia essa har-
mona
Em rigor o senado, votando a emenda
usou do seu direito ,e a cmara tambem
usara do seu direito nao se conformando
com o acto do senado; mas o nobre de-
putado Sr. Coelho Rodrigues est engaa-
do : a cmara nao poder alterar a lei vo
tada pelas duas cmaras e sanecionada
pelo imperador, portanto, se o nobre do-
putado nao se conforma com a emenda do
senado deve aconselhar aos seus amigos
que a rejeitem afim de provocar a fusao.
Se o governo quera reduzr os ordena-
dos dos funecionarios pblicos, devia ter
aceitado o imposto proposto pelo Sr. Cesa-
rio Alvina, de 8 [ sobre todos os ordena-
dos. Soria urna iniquidade jue b os em-
pregados da secretaria da cmara contri-
buissem para o pretendido programma de
economia.
Se o governo declarar que esta econo-
mia necessaria, o orador est prompto
pura dar o seu voto ; mas seria urna in-
coherencia votar a cmara a emenda do
senado e depois approvar .o parecer da
mesa. E neceasario que a mesa da cma-
ra d o exemplo do obediencia lei.
O Sr. Rodrigo Silva (pela ordem) re-
quer e a cmara approva o encerramento
da discussao. /
Procedendo se votaco sao
das as emendas ns. 15 e 17.
O Sr. Affonso Peana faz diver-
versa3 considerares sobre o procedimiento
to do senado em relajao aos orcamentos
que da cmara lbe sao remettidos e nao
pode comprehender a razao por que no
n. 22 qua se discute, relativo ao culto pu-
blico o senado rejeitou a emenda da c-
mara, mandando applicar as sobras desta
verba S de Goyaz.
Nioguem mais pedindo a palavra en-
cerrada a discussao.
O Sr. Rodrigo Silva (pela ordem) pro-
poe e a cmara approva que seja engloba-
da a discussao das demais emendas.
O Sr. Affonso Penna diz que o
aaniJr, ii-fj-iocitoii a despeza o para justi-
car aponta os j 7 irin, reterentes
escola polytechnica, ao externato de Pe-
dro II e limpeza da cidade do Rio de
Janeiro. Quando o senado encara melhor
os negocios pblicos, nao lbe resgata elo-
gios, mas quando procede de modo di-
verso nao pode deixar de protestar. O so-
nado restabelece despezas que a cmara
supprimio e contraria desse modo o pro-
gramma do governo. Se o governo quizes-
se poda deixar de fazer algumas das des-
pezas votadas, mas no tem essa esperan-
9a e muito especialmente em relacSo ao
ministerio do imperio, porque o actual
ministro nao tem duvida em derogar dis-
posicoes de lei. e tanto assim que sendo
expresso nao fazsr transporte de sobras de
urnas para outras verbas, o Sr. ministro
as autorisou como demonstra com um avi-
so que l.
O sr. Affonso Celso lunlor
diz que a cmara continua a tragar a gus-
to ou contra gosto tudo quanto quer o se-
nado. Sao dez as emendas, apenas em
urna assignou-se vencido o Sr. Lourango
de Albuquerque; todas as outras foram
aceitas. Est certo que sarao apprjvadas
todas, e que s o nao serao as que se re-
feren! ao do regulamento sobre o elemento
servil e que o senado approvou. Pondera
que na verba obras a cmara votou ....
60D:000, o senado reduzio a 30O:OO0|5, e
desses mesmos destacu 100:000)5 para a
conclusSo do edificio da faculdade de me-
dicina e 50:300$ para o do instituto dos
meninos cgos, de sorte que para todos os
outros s tem o ministro 150:000$, o que
quer dizer que para o anno terrrao3 novos
pedidos do crdito, continuando -oaini o
rgimen dos dficits.
Ninguom m>is pedindo a palavra en-
cerrada a discussao.
Procedendo-se votacao sao approvadas
todas as emendas do senado.
Entram em discussao nica as emendas
do senado ao projecto fizando a despeza
do ministerio da fazenda para o exercicio
de 1886-1887.
O Sr. Rodrigo Silva (pala ordem) roquer
e a cmara approva que a discussao das
emendas seja englobada.
O Sr. Affonso Penna diz que ha
o pendor para reduzr as quantias que de-
vemser applicadas a prolonga ment do es-
tradas de fjrro : entende que ha nisso
grande inconveniente, pois para que as es-
tradas possara dar resultados e so diminua
a despeza que com ellas se faz, devia se
votar quantias quo ehegassem para sua
conclusSo. E' por isso qu i vota pela
emenda do sanado consignando 1,000:000$
para o prolongamonto da de D. Pedro II.
Nioguem mais psdindo a palavra, en
cerrada a discussao.
Proeeiendo-se votacao saa approvadas
todas as emendas.
Entra era discussao nica o projecto n.
approva-
nando. Araanha estarei com Leo Leroyer.
Talvez o senhor tenha razao, talvez o amor
do noivo seja um guia mais seguro do que
o amor de mai.
A pobre mulher estendeu as duas raaos
ao substituto e abaixou a cabeca choran-
do.
Pouco depois da scena que narramos,
isto pelas oito horas e meia da noite, P-
roli, tendo que dar algumas voltas em Pa-
riz e querendo ir depois ra de Courcel-
les informar-se do estado de Joanna Dor-
til, sabio da casa de saude o subi o bou-
levard Monteparnasso at ra de Ren-
nes.
'._F*za fro.
Trajando o seusobretudo forrado e guar-
necido de pelles cora a parte inferior do
rosto envolvida em um ampio cache-nez,
Ang lo carainhava apressadamente.
Chrgava ao ponto de intersecsao da ra
Vaugirard e da ra de Rennes, quando
passou por um mojo de recados, que sabia
do corredor de urna casa.
Naturalmente, continuou o seu caminho
sem prestar a menor attencao a esse mogo
de recados, que, vendo-o, parou e disse-lhe
in petto:
- Por certo, nao me engao. Nao ha
duvida que elle. E' o meu hornera do
embrulho para S. Lzaro. Ah I creio que
vou ganhor os duzentos francos prometi-
dos por esse ,bom Sr. Rigault.
Oa no8sos leitores jreconheceram o mo-
co de recados da ra do Chateau d'Eau,
com o qual e irmo de Sophia havia feito
um pacto.
O bom rapaz que tioha do levar urna
arta ra Vaugirard.
O recado estava dado.
Tendo tempe disponivel, s tinha que se.
guir js passos do personagem, cujo domi-
cilio quera conhecer, e acompanhal-o at
entrar em casa.
Por conseqaencia, dea caja.
Proli, repetimos, andava depressa.
O mojo de recados regulou o passo pelo
delle, tendo o cuidado de no deixar a ca-'
68, deste anno, regulando o tempo para a
jubilacao do lenta da escola de marinha,
bacharel L.uiz Pedraira do Couto^ Ferraz.
O Sr. Lacerda Wernecb diz que
a commissao deu parecer, fundando-se em
um outro que sobre esta pretencao houve
em 1881 e pelo qual se ^nandava contar
ao peticionario o tempo que servio no exer-
cito, a commissao de que faz parte apre-
senta urna emenda para accresoentar-se de-
pois da palavra exercito em carapanha.
E'" lida, apoiada e posia conjunctamentej
era discussao a seguinte emenda :
a Depois da palavra exercito accres-
cente se em carapanha.Lacerda Wer-
neek. c
Ninguem pedindo a palavra encerrada
a discussao e addiada a votacao para a
sessio seguinte.
Continua a 3a discussao do projecto n.
51 deste aauo, regulando a venda, atora-
memo e concessao gratuita de trras de vo-
lutas.
O $f. Canto considera um o projecto
importante servido que vem satisfazer urna
necessidade ha muito reclamada, qual a do
aproveitamento das trras devolutas e le-
gitimacao das posses.
. Deseja que o nobre ministro informe se
pretendo mandar medir e demarcar antes
de comecar a venda ou depois desse an-
nuncio.
Pensa que deve ser antes, porque o con-
trario nenhum resultado colher, como se
deu com a lei de 1850.
Refere que no Para muite pouco se me-
dio e poucos compradores appareceram
pelas difficuldades que traziam as medi-
ces.
oeseja saber qual a base que tomou o
nobre ministro para maresr o mnimo do
preco das trras vendidas vista e a pra-
zo. Parece Ihe que devia haver differenja,
tanto mais se S. Exc. quizer fazer da ven-
da nao urna fonte directa de renda, mas
indirecta como protectora ao desenvolvi-
mento da immigraclo.
Nao sabe por que nao se rapos ao que
compra vista, se nao todas, algumas das
condicSss impostas aos compradores a pra-
zo. Sa o fim utilisar easas trras e o
comprador vista pode deixal-as em aban-
dono, o melhor vndelas a prazo.
Tratando do pagamento, entende que as
prestacSes nao devem ser iguaes, porque
00 principio lutarao os compradores com
maiores difiiculdades, por tanto as presta-
ces devem ser menores.
Deseja saber se o estabelecimento de
criacao correspondente ao mnimo do valor
das trras, devo ter seu principio da collo-
cacao no terreno fiado o prazo.
Faz diversas considerajoes sobre a in-
coherencia que se dava no projecto entre
o aforamento e a venda a prazo, incohe-
rencia que ficou sanada as emendas apre-
sentadas.
Pensa que desde que no fim de um anno
tem o posseiro satisfeito todas as condicSes,
no ha necessidada da exigencia de dous
annos para garantia de sua estabilidad.
Sobre a disposiyo do projecto que isen-
ta de penhora ou execucSo por dividas
cjntrahidas antes da concessao ou no pra-
zo de 5 annos do mesmo projecto, pensa
que a lei deve ser bera explcita para evi-
tar duvidas futuras.
Termina, pedindo ao Sr. ministro da
agricultura, quo pro.nova quanto autes urna
lei sobro industria extractiva para que se
nao reproduzam os inconvenientes e abu-
sos que se tem da. o na sua provincia com
a borracha e bera assira que na questao
da iramigracSo attenda tambera para o
norte do imperio e, portanto, para sua
provincia, onde j alguraa cousa nesse
sentido se tem feito tendo produzido
bons resultados alguns ensaio da coloci-
sacito em pocas anteriores.
O Sr. Cesarlo Alrim pouco tem-
po tomar a attengao da casa. Fora ini-
quidade que nao commetter o prender por
muito tempo a attencilo dos verdadeiros
bravos que nesta sessao j arrastada per-
manecem em seu posto at o encerramento
regimental.
Nao vem discutir o projecto que as emen-
das da Ilustre commissao melhoraram evi-
dentemente ; da tarefa de aprecial o era
detalUes se incunbiram cora proficiencia os
oradores, quer da opposijSo, quer da maio-
ria, que se eropenharam no debate.
Vem fazer ao honrado Sr. ministro da
agricultura algumas observajoes despro-
tenosas sobre assumptosque teera relagao
cora a materia.
Corneja por dizer que, ou melhorado
como foi o projecio, ou antes de receber
elle os retoques que a discussao, impz,
poda elle passar sem perigo, pois o reputa
ca tomar urna dianteira de mais de vinte
passos.
Angelo parou diante de urna loja.
O moco de recados pa<*ou a seu lado.
y O doutor recomecou a andar e o mojo
fez outro tanto.
Na altura da igreja de Saint-Germain des
Prs, Proli sabio da ra de Rennes para
entrar na ra Bonaparte.
Se o outro estivesse de sentinclla no
nosso caminho .... disse de si para si o
entregador.
Ignorava que Osear Rigault tinha alu-
gado justamente ra de Bonaparte a bar
raca que conheceraos.
Proli ia pelo passeio do lado esquerdo,
descendo para o caes.
O entregador, por prudencia, ia pelo la-
do direito.
Depois de paesar o palacio de Bellas-
Artes, Angelo parou em frente loja, bri
lhantemente Iluminada, de um vendedor
de quadros e examinou urna tela exposta
no lencol de luz que cahia do reflector.
Nesse momento o entregador nao estava
a mais de dez passos delle, e nao queren-
do passal-o parou perto da grade da pas-
pagem das Bellas Artes.
Osear Rigault acabava de fechar a bar-
raca de jornaes e estava de muito mo hu-
mor, pensando que tinha pensado mais um
da sem que visse o bomera que esperava.
Estava aborrecido e desanimado tanto
quanto era possivel, e indaga va de si mes-
mo se nao devia renunciar sua empreza.
Nesse momento avistou o entregador,
que tiuha parado delle.
Sahio-lhe dos labios urna exclamacao sur-
da, approximou-se do recem-ehegado e dis-
se-lhe, batendo-lhe no hombro.*
Como I voc, meu camarada ?
O entregador voltou se.
Sr. Rigault! disse elle a meia voz.
Nao ha cinco minutos que stive pensando
em voc Ah que felieidade encontral-o.
Imagine que estou seguindo...
A ell ? perguotou vivamente Osear.
Sim.
innocente por inopportuno, ou antes por
platnico, como reputa todas as leis que
nao visara a casos oceurrentes.
Tem-se entre nos o mo veso das refor-
mis repetidas, por se attribuirem s leis
defeitos ou faltas que, entretanto, provra
muitas vezes, ou da sua insincera execu-
50, ou da falta de objecto que desafiasse a
sua confeccao.
V-se, por exemplo, votada em execucao
urna lei como a de locacao de servicos que
desatiou muitos gastos de erudigao, muito
desperdicio de oratoria, entretanto que se a
observa como pagina morta da legislacao
patria, parque, falta de locatarios, torna-
se simples aspiracSo vaga a do locador.
Dotase a legislacao com outra, qual a
da conscripcao militar, que nao d resul-
tados e era os pode dar tilo cedo em um
paiz como o nosso, em que sobre a trra
taita o hornera, e onde o que ha do mais
urgente urna lei da conscripgao do tra-
balbo para o fim de debellar-se o nosso
principal ini raigo, que o deserto impro-
ductivo, e de cujo cultivo decorreriam fol-
gados meios para o voluntariado militar.
O presente projecto vai ter o mesmo des-
tino. A lei de 1850, que sabia em Euas
disposicoes, foi votada sob os auspicios de
grandes esperanzas emigratorias ; entre-
tanto a sua execucao foi, por assira dizer,
suspensa em menos de 5 annos, porque deu
em resultado um dispendio de cerca de
5.000:000$ pelo provento de pouco mais
de 1.000:000$ em trras vendidas.
Kecea que o presente projecto, com o
prestigio da novidade, urna vez convertido
em lei, s se torne exequivel na sua part
onerosa, qual a que autorisa novas coinmis-
soes de engenheiros, para as respectivas
medicoes.
Trras devolutas nao as tem o Estado
que desalim o immigrante estrangeiro.
Aa ra el hores sao hoje situadas, para o
sul que ha de ser povoado era primeiro lu
gar, na bacia do Rio Doce, para onde avan-
ce a estrada de ferro Leopoldina e no valle
do Mucury, demandado pelo norte de Mi-
nas.
O hornera do paleto de pelles ? o ho-
raem do embrulho para S. Lzaro ?
Justamente...
Onde' est elle ?
Olhe, lli do outro lado da ra, em
frente luja de quadros... Ah eil-o que
contina o seu caminho.
Rigault trema de emocao.
Est certo que nao se engaa ? per-
guotou.
Perfeitamente certo.
Pois bem nio o percamos de vis-
ta.... conversaremos, caminhando atrs
delle.
Proli apressava o passo j rpido.
Tinha levantado o cache-nez, e os suas
fcicoes movis exprimiam viva inquieta-
cao.
E' que havia um ou dous minutos o mi-
sera vel senta que o seguiam.
No primeiro momento da sua sorpreza
agradavel, o irmo de Sophia tinha levan-
tado um pouco a voz, pronunciando as pa-
la vrrs :O hornera do paleto de pelles...
o hornera do embrulho para S. Lazare...
O italiano, ouvindo vagamente, voltou
rpidamente a cabeca.
O rosto de Osear Rigault e o do com-
raissaro, alumiados pelos bicos de gaz de
urna casa de vinhos, destacavam-se clara-
mente na meia escuridao da ra.
Proli tinha reconhecido os dous.
xvni
Sangue de Christo diarera de si pa-
ra si o italiano. Esses homens estao me
seguindo, e um delles o hornera da nava-
Iha corsa.
Foi ent3o que dobrou o passo.
f^Chegando ao caes, procurou com os olhos
um carro na estaeao.
A estacSo estava vazia.
Lancou um olhar atraz de si e verificou
que os dous homens aioda o seguiam.
O moco de recados disse a Osear :.
Devenios fazel-o prender ?
E voc se tiver engaado, meu ami-
go ? replicou o ex-mascaie.
Mais do que as trras devolutas do Es-
tado devem preoecupar a attensao do hon-
rado ministro e de quantos homens de es-
tado tenhara mao a sua direccao, as tr-
ras abandonadas que a lavoura extensiva
foi deixando aps si estragada pelo braco
fcil, em outro tempo, do africano escravo.
Quando teve a honra de iniciar a discus-
sao dos negocios relativos pasta confiada
s aptido-.ia do nobre ministro, chamou a
attencao de S. Exc, por exemplo, para
urna associacao que se levantava ch ia de
esperancas e de futuro mercantil, destinada
a sanear, demarcar e aproveitar todos esses
vastos e fecundissimos terrenos que con-
tornara a bahia do Rio de Janeiro.
Como sabe a cmara e o honrado minis-
tro, essas bellissimas zonas foram, outr'ora,
vantajosamente cultivadas. De urna uber-
dado que chamar eterna, por isso quo se
renova todos os annos pelo huraos das serra-
nas que a ommoliuram, ahi contou a nos-
sa industria agrcola main de 40 estabele-
cimentos fundados, muitos d'elles por je-
sutas, homens do grao.de sabedoria e
tacto.
Cortam taes trrenos muitos ros e ca-
naei navega veis, heje obstruidos pelo aban-
dono dos quo os deixarara, seduzidos pelo
cultivo do caf as desbravadas matas de
serra cima.
Eis um problema digno da preoecupasao
do hnralo ministro na futura sessSo le-
gislativa, o aproveitamento desses e outros
terrenos marginaes de estradas de ferro e
ros navegaveis, desamparados porque a fe-
cundidade abandonou loes as primeiras ca-
rnadas.
Centenas de milares de im migrantes
ahi se estabelejerao com facilidade e van-
tagem, porque taes terrenos comraunicam-
se com os grandes centros de populacho
por estradas de ferro e outros meios de
fcil e barato transporte, o que para o im-
migrante tudo.
O aparte que acaba de ouvir lembra-
lhe muito opportunaraente que esses vas-
tos terrenos a que 'Iludi estao a ser cor-
tados por urna estrada de ferro denomina-
daNorte. Essa estrada, realmente, tem
um bello objectivo, qual o de contornar a
bahia em direccao a Mag, de onde subir
em demanda da bella e fecundsima regulo
em que se acha Theresopohs.
Sent que a hora esteja adiantada e que
se nao ache presante o seu digno compro-
vinciano deputado pelo 3o districte, a cujo
Incido e bem preparado espirito suggerria
algumas consideracaes a respeito do que
ouvio-lhe cm urna das sessoes passadas.
O honrado deputado mostrou-se appre-
heosivo pela sorte da estrada de ferro D.
Pedro II, caso outras que Ihe sao tributa-
rias possara proclamar a sua independen-
cia e autonoma.
Tem o desptazer de divergir do seu il-
lustre corapanheiro de opposicao.
Nao sendo govarno e nem seu colabo-
rador, abstem-se de aconselhar cou3a algu-
raa sobre aspiraciea desta ou daqueila es-
trada tributaria da do estado. Dir, entre-
tanto que, sendo o Estado industrial, por
excepgao, o seu industrialismo tem, e de-
ve ter carcter diverso do que anima ao
particular
No deste ha ura trajo de natural e justi-
ficado egosmo. O cidadao ou a companbia
fundam as mais das vezes a sua proaperi-
dade ua victoria qe alcangam sobre os
seus congeneres.
E' a luta pela vida.
O Estado, nao. Sacrifica se muitas ve-
zes para acordar a iniciativa e o alent dos
que desta ou d aquella forma sao sempre os
seus tributarios.
Em materia de estradas de ferro con-
strue o Estado para mostrar praticamente,
tambera, ao capital particular solado ou
associado, que o emprego convidativo.
O Estado deve considerar urna fortuna
para s quando em taes servicos elle se v,
anal, batido pelos particulares.
Tomando, por exemplo, a estrada de
ferro D. Pedro II, dir que o Estado po-
da proclamar a sua ventura se visse inu-
tilisados os 100,000:000$ despendidos nes-
se servico poi 300,000:000$000 particu-
lares que elle desafiasse para um emprego
concurrente.
Nenhum Estado pobre quando o seu
povo rico, fora motivo de jubilo para es-
te paiz que por todas as depressoes da
serra do mar descesse urna liona frrea em
boas eondicoes de prosperidade em busca
deste grande emporio commercial.
O Estado nunca perde porque, ou as
alfandegas, ou no imposto sobre a renda,
pode elle sempre buscar todos os recursos
de que carece. Ahora est quasi linda.
Nao quer esgotal-a abusando da pacien-
cia dos que tao benvolamente o ouvem.
Convindando o honrando ministro a dar
na futura sessao legislativa o peso que me-
recerem as sua ligeiras considerares, pro-
mette-lhe nesse terreno o desautorisado
apoio que Ihe seja dado prestartar para a
fortuna da eausa commum.
Fica a discussao encerada.
Estou certo do contrario ; alen dis
so, a gente bem pode arriscar alguma cou
sa. Se houver erro, poderemoa pedir des-
culpa ao sujeito.
Eraquanto procurarmos um policial,
elle nos escorregar por entre os dedos.
Prendo o voc mesmo.
Isso nao... nao gosto de escnda-
los, profiro correr atraz delle toda a noite,
se for preciso, o que importante saber
onde elle mora, e entao amanha n2o terei
raceio de engaos. Agora pode deixar-me
porque no preciso mais de voc, e va
manha minha casa buscar a recompensa
promettida.
Estaraos entendidos, respondeu o mo-
co de recados.
E deixou Osear no caes do Louvre, do
outro lado do Sena, porque aspalavrasque
reproduziraos tinhara sido trocadas quando
atravessavara a ponte dos Padres Santos.
Angelo tinha entrado na iraca do Car-
rousel.
Voltou-se de novo e lanjou ura olhar
atrs de si.
Agora o hornera est s, murraurou
elle, estremeeendo de alegra. Tanto me-
lhor I Eu a farei andar e acharei raeio de
o levar para algura lugar deserto, de onde
nao volt ir mais.
Eraquanto formulava esta reflexao pouco
tranquillisadora para Osear, o italiano apal-
pava com a mao direita a coronha do re-
volver que tinha no bolso e nunca largava.
O tratante reconheceu-me, isso n2o
duvidoso, continuou elle. Mas a que pro-
posito me seguem elles? O que ter acon-
tecido que eu ignore ? Por que estove com
elle ha pouco esse moco de recados ? Eis
ahi ura perigo que nZo deixa de inquietar-
me. E' preciso acabar cora isto. Este ho-
rnera nao deixa de inquietar-me. E' pre-
ciso acabar cora isto. Este homem o
ultimo que me pode inspirar receio... Eu
nao o procuri Tanto peior para elle.
Entretanto melhor seria escapar-lhe.
Angelo Proli atravessou a praca, ou-
vindo sempre resoar atrs de si, na calca-
da, os passos de Rigault.
O co estava par.do, carregado de nev.
Um Jigeiro nevoeiro escurecia a atmos-
O3 bicos de gas pareciam arder no raeio
de um disco de vapores avermelhados.
O ex-mscate, nao poden do adivinhar
que o personagem a quem dava caca sabia
que era seguido, estava cheio de coofianca
e nao toraava o menor cuidado em disfar-
car a sua perseguicSo.
Chegando ra de Rivoli em frente
ra Richelieu, o italiano lembrou se de en-
trar no theatro francez, afim de escapar a
quem o segua ; mas isso poda ser perigo-
so, porque os agentes da autoridade estao
sempre agglomerados as proximidades dos
theatros. "^^
Por consequencia rejeitou a idea, e vol-
tando esquerda seguio pela ra de Ri-
voli at a prnc.s-'da Bastilha.
Urna inspiracao atravessou-lhe o espi-
rito.
Olhou para o mostrador do relogio da es-
trada de ferro.
Oa ponteiros marcavam dez horas.
Em menos de cinco minutos ia partir Um
trem.
Angelo entrou na estajao.
Rigault seguio-o, dizendo :
< Que cacada I Onde diabo vai me le-
var este freguez T
Entrou na sala onde estao os postigos,
no momento em quo Proli pedia em voz
aha ao empregado um bilhete de priraeira
classe para Joinville le Pont.
Apanhei-o pensou o ex-mascate. Nin-
guem vai fazer visitas em Joinville a esta
bora
Se elle vai para l, porque mora alli.
Poi sua vez pedio um bilhete para o
mesmo destino e entrou na sala de espera.
(Continuar so-ha.)
Typ. do Diario ruaDuqae de Caxiw {n. 42.

v
/

I

i
*
O.
\ atan i


Full Text
xml version 1.0 encoding UTF-8
REPORT xmlns http:www.fcla.edudlsmddaitss xmlns:xsi http:www.w3.org2001XMLSchema-instance xsi:schemaLocation http:www.fcla.edudlsmddaitssdaitssReport.xsd
INGEST IEID E4N7WHAE4_7RE9EL INGEST_TIME 2014-05-19T18:52:51Z PACKAGE AA00011611_18958
AGREEMENT_INFO ACCOUNT UF PROJECT UFDC
FILES