Diario de Pernambuco

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Material Information

Title:
Diario de Pernambuco
Physical Description:
Newspaper
Language:
Portuguese
Publication Date:

Subjects

Genre:
newspaper   ( marcgt )
newspaper   ( sobekcm )
Spatial Coverage:
Brazil -- Pernambuco -- Recife
Brazil -- Pernambuco -- Recife

Notes

Abstract:
The Diario de Pernambuco is acknowledged as the oldest newspaper in circulation in Latin America (see : Larousse cultural ; p. 263). The issues from 1825-1923 offer insights into early Brazilian commerce, social affairs, politics, family life, slavery, and such. Published in the port of Recife, the Diario contains numerous announcements of maritime movements, crop production, legal affairs, and cultural matters. The 19th century includes reporting on the rise of Brazilian nationalism as the Empire gave way to the earliest expressions of the Brazilian republic. The 1910s and 1920s are years of economic and artistic change, with surging exports of sugar and coffee pushing revenues and allowing for rapid expansions of infrastructure, popular expression, and national politics.
Funding:
Funding for the digitization of Diario de Pernambuco provided by LAMP (formerly known as the Latin American Microform Project), which is coordinated by the Center for Research Libraries (CRL), Global Resources Network.
Dates or Sequential Designation:
Began with Number 1, November 7, 1825.
Numbering Peculiarities:
Numbering irregularities exist and early issues are continuously paginated.

Record Information

Source Institution:
University of Florida
Holding Location:
UF Latin American Collections
Rights Management:
Applicable rights reserved.
Resource Identifier:
aleph - 002044160
notis - AKN2060
oclc - 45907853
System ID:
AA00011611:18957


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Full Text
SIi lili iiflT! S
I


\
PARA A CAMTAL E LICARBS O^iDE MAO SE PACA PORTE
Pbr tres mezes adironos ... ........ 6/1000
Por seis ditos dem. .*.... ......... 12^000
Por um auno dem................. 240000
Cada numero avuiso, do. mesmo da............ 100
DIARIO DE
SMiHM 15 m mm ce W
PARA DE.MRO E FORA DA PROVISCIA
Por eeB mezes adiantado.....
Por nove ditos idem.......
Por um anno dem. ......
Cada numero avuiso, de dias anteriores.
13*500
20*000
27,J00e
5100
.j'pzofxit'toLbt ty;4^atwel Hga&fa- he /aria -fUljns
Os Sr*. Amede Prince A C,
de Parla, su os nossos agentes
exclusivo de aununcios e |tu-
MiccJSes da Frases e Ingla-
terra.
Os Sr*. Watiliiirne Rermanos.
de ew-York. Broad H'ay n.
900, sSo os nossos agentes ex-
clusivos de anmi co* nos Es-
tados-Unidos.
INSTRDCCiO POPULAR
HIGIENE DA MTAyO
(Extrahid)
DA BIBLIOTHECA DO POVO E DAS ESCOLAS
CAPITULO UI
As origen* de InfeocSo e a humilla
de. O insecto* parsitas. Os
desinfectantes
(Continuas 5.0)
Mesmo anda com ptimos pavimentos e em ras
bcm calcadas, o ar das nossas habitacoes contm
aempre ama quantidade consideravel de p que se
nos deposita sob: e o corpa e sobre os movis : para
tiral-odestes, convm empregar pannosou esponjas
hmidas em vez de levantal-o pelo emprego dos
espennejadores ; para tiral-o da roupa, convim sa-
cudil-a n'uma corrente de ar, por modo que os cor-
psculos que se soltam do futo sejam arrastados
para longe da pessoa que faz a limpeza.
Urna das coisas que nos incommodam em casa
sao os animaes parsitas, os ratos, as baratas, os
persevejoe, ae pulgas, as moscas, os mosquitos, etc.
A limpeza o maior inimigo da mor partes Jes-
tes parsitas.
Contra os ratos aconselham-se as pastas phos-
phoradas ; mas nao sao muitos convenientes, nao
s porque podem dar origem a eventuaes envpne-
namentos das pessoas da casa, como tambem por
qne os animaes envenenados, morrendo as suas
tocas, tomam-se urna origem de infecco. E' pre-
ferivel por isso empregar contra elles os gatos on
ratoeiras.
Contra os pararitas das camas pode empregar-
se o acido pbenico on o p vegetal insecticida, o
qual tnn tambem moa accao bastante enrgica
sobre as baratas, contra as quaes se emprega, in-
suflando o para dentro dos buracos ende ellas se
abrigam.
Contra as moscas ha boje urnas garrafas proprias
para apanhal-as, e que dio muito bom resultado,
empregando dentro delta aguas com vinagre;
deve evitar-se o emprego dos papis denominados
matta-moscas, porque podem, como as massas phos-
phoradas, occasionar intoxicacSes.
Contra os mosquitos b: poucos recursos ; alguns
indicam afugental-os com hortel, ontros eom fo-
Ihas de eucalypto, mas nao est pereitamente ve-
rificada a grande eficacia de taes meios. Como
elles sao attrahidos peta luz, conveniente nao 1-
luminar de noite os quartotcom asjanellasabertas.
Pode evitar-se a entrada delles nos quartos por
meio das redea as janellas e uo necessario que
estas tenham malhas muito cerradas, porque os
mosquitos ternera os fio das redes. Tambem se
podem empregar os mosquiteiros de malhas 'argas j
os cortinados de tecidos tapados sao moito incon-
venientes, porque embaracam a livre circulaeo do
ar,e, como taes, devem ser banidos dos leitos de
quem prexa a hygiene.
Temos tratado das cansas de infecco; tratare-
mos agora des desinfectantes.
A eate respeito deixemos fa'lar o Sr. Dr. Agos-
tinho Vicente Leurenco.
A linguagem do illustre chimico, avaliada ante
as exigencias do purismo, est longe de poder c.n
giderar-se como irreprehensivel modelo de verna-
cnlidade (o que se explica pela aturada residencia
que o Sr. Dr. Lourenco teve em tempos na capital
da Franca); mas recommenda-se, em todo o caso,
pela s doutrina queencerra e pela seriedade scien-
tifica das ideas que expende.
Eis como se rxpressa o Dr. professor da Escola
Polytcchuica de Lisooa :
Oa.desiiifectante8 e os desodorantes podem re-
duzr-ee a'tres claases : os desinfectantes fixado-
tes, os anfi-septieos e os oxydantes.
Os fixaiores operara entrando em combinaco
com alguns dos productos volateis da putrefacto e,
filando- os, fazem com que uo infectem o ar.
Os ani-septi'co* distiiiguem.se dos precedentes
no sen modo de actuar ; em vez de fixarem os pro-
ductos da putrefaecAo, actuam sobre as substaneias
e obstam eua decomposco.
< Os oxydantes participam do moda operandi
das duas claases precedentes e atacara mais on
menos completamente n"sas substancias putres-
civeis, mas ainda os productos da putrefacc>>, dan-
: do decomposico um carcter menos nocivo
sande.
Desinfectantes fixadon'sPertencemaestacias-
ae os ses metallicoe, coma os de zinco, ferro, cobre,
chambo, alumina, etc., combinados com o chloro,
acido sulphuroso e acido ntrico.
Este reageotes fixam es productos volateis
mal eheirosos da putrefaeco, como acido sulphy
drico, sulphydrato de ammonia e sena homlogos ;
mas as reaccoes variam, segundo natureza do sal
empregado.
O chloreto de zinco, por exemplo, decompoe o
sulphydrato de ammonia, mas nao tem aeco com-
pleta sobre o acido suiphydrico livre ; o sulphure
to de ferro fixa m e ontro, precipitando o enxafre ;
anlogas rea :coes se obt**m com os outros saes aci
ma mencionados, mas sa consta que todos estes
jarte ornciii
c-overno da Provincia
EXPEOIEMTE DO DIA 30 DE SETEHBBO DE 1886
Actos :
O vice-presidente da provincia, tendo em
vista o uxposto no officio do inspector interino da
Thesouraria de Fazenda, de 29 do corrente, n. 683,
resalvo abrir, sob sua responsabilidade, nos ter-
mos do decreto n. 2,884 do 1" de Fevereiro de
1862, um crdito da importancia de 5:075485
verba Corpos Arregimentados >, do Ministerio
da Gueira, exercicio de 188687, afim de occor-
rer ao pagamento das despezas comprehendidas na
referida verba.Remetteu-se copia ao inspector
da Thesouraria de Fazenda.
O vice-presidente da provincia resolve, de
accordo com a informacao d j inspector do Thesou-
ro Provincial, de 21 do corrente, n. 153, conceder
a Feliz Correia de Araujo a exoneracj que bou
citou do cargo de ederivo da collectoria das ren-
das provinciaes do municipio de Taquaretinga.
Communicou-se ao inspector do Thesouro Pro-
vincial. >
O vicepresidente da provincia, tendo em
vista o officio n. 184, de hoje datado, do Io secre-
tario interino da Assembla Legislativa Provin-
cial, resolve, usando da attribuco conferida pelo
art. 24 2o d* lei de 12 de Agosto de 1834, adiar
para o 1 de Dezembro prximo futuro a sesso
extraordinaria da mesina Assembla, de que trata
a portara de 5 de Agosto ultimo.Remetteu-se
copia ao 1" secretario da Assembla Provincial,
Dr. Jos Eustaquio Ferrera Jacobina.
O vice-presidente da provincia, de' confor-
midade com a proposta do Dr. chefe de polica, em
officio de 27 do corrate moz, sgssliro exonerar
Emygdio de Assis Campos Cosdem, do cargo de 2*
supplente do subdelegado da Boa-Viagem.Com-
municou-se ao Dr. chefe de polica.
Officioe :
Ao commandante das armas.Remetto a V.
Exc, para os devidos fios, a inclusa guia de expe-
dico de medicamentos, drogas e mais artigos
pharmaceuticos destinados s pbarmacias milita-
res desta provincia e do presidio de Fornando de
Noronha, na importancia de 793084.
Depo8 de conferido o contedo dos treze volu-
ntes em que esto acondicionados todos os artigos
servir-se-ba V. Exc. de enviar-me a respectiva
quitacao para ter o conveniente destino.
Ao mesmo. Sirva-se V. Exc. de nomear
urna commisso para assistir no Arsenal de Guer-
ra abertura e exame de dous caixoes remettidos
pela Intendencia da Guerra, contendo 216 pares
de sapatcs destinados ao 2" batalhao de infan-
taria.
Ao presidente da provincia do Cear.Rogo
a V. Exc. que se digne de providenciar no sentido
de ser enviada Secretaria desta Presidencia a
certido do processo do reo Joaquim Jos Valen-
tim, que interpoz recurso de graca da pena de ga-
les perpetuas que Ihe foi interposta pelo jury do
Crato, nessa provincia, em 18 de Janeiro de 1968.
A' certido deve acompanhar urna informacao do
juiz da condemnaco, ou daquelle que o succtdeu
no cargo, conforme preceita o aviso circular do
Ministerio dos Negocios da Justica, n. 287, de 28
de Juoho de 1865.
Ao presidente da provincia do Rio Grande
do Norte.Declaro a V. Exc., em resposta ao seu
officio n. 189, de 14 do corrente, que mandei pelo
Arsenal de Guerra fornecer as pecas de farda-
ment para os dous otficiaes de que trata o citado
officio.
Ao commandante superior da guarda nacio-
nal da comarca do Cabo.Em resposta consulta
ds V. 8., de 9 do corrente, tenho a declarar-lhe,
para os devidos fins, que deve mandar proceder
quanto antes qualificacao e classificaco dos
guardas nacionaes residentes nessa comaica, atti-
nente a este anno, sendo depois aparada pelo con
selho de revista nao s a referida qua'ificacao,
como tambem a de 1884.
.lo inspector da Thesouiaria de Fazenda.-
Nesta data submetto deciso do Exm. Sr. minis-
tro da agricultura, coramercio e obras publicas o
assumpto a que se refere a informacao dessa ins-
pectora em ufBcio de 10 de Agosto ultimo, sob n.
583.^
^AXmesmo. Sirva-se V. S. de informar
quantos tezaosAtepesse medidas do systema me*
trico decimal existem na Alfandega, remettidos
pelo Ministerio da Agricultura, Commercio e Obras
Publicas, em aviso de 10 de Junho de 1872, de
23 de Outubro de 1880. 28 de Julho de 1881 e 19
de Abril de 1884, destinados s Cmaras desta
provincia.
Ao inspector do Thesouro Provincial.Pro
videncie Vmc. para que nos termos da sua infor-
macao de 25 do corrente, n. 164, fiquem abertas
fra das horas do expediente dessa reparticao as
portas de entrada das duas faces do respectivo
edificio, para melhor vigilancia da guarda. Nesta
data autariso o engenheiro chefe da Reparticao
das Obras Publicas a mandar effectuar a colloca-
co das portas e os demais reparos que forem pre-
cisos no mesmo edificio, afioa de ficarem sob cha-
ves as difterentea seccoes, a quo alinde a citada
informacao. devendo correr a despeza pela verba
do 30 art. 1* da lei do orcamento prorogado.
Commuoicou se ao commandante das armas e ao
engenheiro chefe da Reparticao das Obras Pu-
blicas.
Ao mesmo.Recommendo a Vmc. qne man-
de entregar ao thesonreiro da Santa Casa de Mi-
sericordia do Recite, coinmendador Joaquim Felip-
pe da Costa, a quantia de 10:000*000, por conta
da consignaco votada no 3o art. Io da lei n.
1,860 do orcamento doexercio de 18851886, para
a construeco de urna parte de um raie do Hospi-
cio de Alienados.--Communicou-se ao provedor da
Santa Casa de Misericordia do Recife.
Ao mesmo Inteirado do que expoz o enge-
nheiro chefe da reparticao das Obras Publicas no
officio de 22 deste mez, ab n. 169, junto por c
pa, informando sobre a preteoco de Manoel Xa-
vier Carneiro de Albuquerque, autoriso Vmc. a
chamar concurrentes execuco dos reparos de
mais 3,000 metros correntes de empedramento da
estrada da Estada (ramificaco da da Victoria),
em continuaco do trecho qne j foi executado,
mediante a condico por el e proposta para ser jo.
deninfrctantes tenbm ac;o protectora contra os _
de origem orgnica, porventhra muito demnisado da importancia no xereicio de 1887
- 1888, on posteriormente, guando permittirem as
rendas dos cofres provinciaes e sob as clausulas
constantes do dito officio.Communicou-se ao e*|
al?
miasmas
mais nocivos, aUm de que nao impedem a ulterior
produeco do acido suiphydrico e sulphydrato de
ammonia, nem a regenracao destes mesmos pro-
ductos pela accao dos cidos ou dos lcalis sobre os
presci pitados.
Osprofessores Hoffmann e Frankland, qaefize
nm en 1859 experiencias muito methodicas e de-
talhadas em grando escala, a pedido do Metropoli-
tan Board of Works, de Londres, afim de consta-
taren} a eficacia dos desinfectantes d<-sta classe,
chegaram concluso qnij os desinfectantes fixa-
dores nao podiam servir senio para desodorizar
temporarisme te as materias fecaes, e que a sua
applicaco dava resultados incompletos, e, sendo
feita em grande escala, despezas avultadissimas
O emprego da cal foi considerado por estes sa-
bios protessores como sendo muito mais caro e
menos efficaz que o do choreto de ferro.
< Desinfectante antei spticosIsia comprebeo
dldoa n'esta classe, pela maior parte, osprodactoe
empyreamatiooformados na dcstilacao d& madei-
ra, do alcutro e anlogos. A sna accao foi con-
atatada desde tempos mui remoto ; a conservacA
da carne e do peixe pelo fumo das nossas eosinhas
nlo tem outra expiicaco, e o costnme popalar de
nueimar barricas de alcatro, no tempo das epide-
mias nao tem outra significacio; mas a sua natu-
reza e o sen modas operandi sao ioteirameote des-
conhecidos.
(Contina)
genbeiro chefo da reparticao das Obras Publica
Ao mesmo. conformidade cosa o certifi-
cado, que devolvo, passarlo pela reparticao das
Obras Publicas e com a informacao de Vmc. em
officio de 27 deste mez, sob n. 167, auteriso-o a
mandar p^gar a Joio Oroncio Franco a quantia
de 1:6941000, importancia das obras de recos
struccio da bomoa da, Varzea de Cateude, proce-
dendo-se na forma do estylo quanto prestacao
da responsabilidade.Communicou-se ao enge-
nheiro chefe da reparticao das Obras Publicas.
__Ao rnesmo.De conformidade com a infor-
macao prestada por Vmc. em 27 do corrente, sob
n. 168, aatorio-o s mandar pagar a Francisco Go-
mes Villa Nova, empreiteiro dos reparos da ca-
deia de Florea, a quantia de 452*430, importan-
cia dss meamos reparos, segando os documentos
que devolvo, j deduzida a responsabilidade do ea
tylo.Communicou-se ao Dr. juis de direlto e a
oparticio das Obras Publicas.
Ao director do Arsenal de Guerra.Mande
Vmc., conforme lembra esa, seu officio u. 588 de 22
flo corrente, dirigido ao inspector da Thesouraria
de Faaenda, retirar do Fort do Buraco e reeolher
ao paiol da plvora, a Imberibeira, o cofre con-
I tendo alguna cartachos com plvora estragada e
espoletas meta lucas, e a esse Arsenal a badanes
decimal com alguns pesos para o fim indicado no
citado officio.Communicou-se ao Commandante
das armas e ao inspector da Thesouraria de Fa-
zenda.
Ao mesmo. Mande Vmc, de accordo com a
ana informacao n. 595 de 28 do corrente, satisfa-
zer os inclusos pedidos de artigos de tardamente
que, para seu uso fazem o alferes do 15 bata-
lhao de infantaria, addido companhia da mesma
arma da provincia do Rio-Grande do Norte, Jos
Candido Bezrrra da Trindade, e o alferes da allu-
dida companhia, Goncalo Barca.Communicou-se
ao inspector da Thesouraria de Fazenda.
Ao inspector geral da Instrucco Publica.
Indeferindo hoje o requerimento do professor con-
tratad Manoel Soares de Albergara, sobre o qual
versa a informacao dessa inspectora n. 321 de 24
do corrente mez, determino a Vmc. que rescinda o
contrato celebrado com o mesmo professor para reger
a cadeira de ensino primario de Olho d Agua da
Onca, vista da expressa disposico do art. 125
2 da regulamento de 7 de Abril de 1879, deven-
do a referida eadeira passar a admifti"- alumnos
de ambos os sexos, nos termos do art. 37 do rega-
lamento de 6 de Fevereiro de 1885.
Ao engenheiro chefe da reparticao das Obras
Publicas. Ein additamento ao officio do Exm. Sr.
vice-presidente da provincia, de 17 do corrente,
remetto a Vmc, approvado naquella data, o pro-
jecto de reparos do sangradouro do acude de S.
Bento.
Ao engenheiro fiscal da Companhia Ferro
Carril.Informe Vmc. se pela gerencia dessa com-
panhia j foi recolhda ao Thesouro Provincial a
quantia de 667JO0i), com que devia concorrer a
mesma companhia para os reparos da ponte da roa
da Aurora, como decidi esta presidencia em 23
de Junho do anno passado, vista do orcamento
feito pala rep irtico das Obras Publicas. "
A' junta clas3ficadora de escravos do muni-
cipio de Iguarassfi.Por estar de accordo com o
que esta presidencia decidi cm 13 deste m :z, ap-
provo a nova classificaco, que, por copia, Vmcs.
enviaram com o officio de 20, para appcacao da
7* quota do fundo de emancipaco.
Esgotado perante o juiz competente, nos termos
do art. 34 do regulamento de 13 de Novembro de
1872, o praso das reclamaces, o qual |dever ser
contado da data em que for ahi conhecido o acto
da approvacao, cumpre ao agente fiscal, membro
dessa junta, proceder na forma do art. 37 e se-
guintes do dito regulamento, de conformidade com
o 7 do art. 3o da lei n. 3,270 de 28 de Setem-
bro do anno passado, visto que continuara essas
providencias at o encerramento da nova matri-
cula e os precos mximos da tabella do 3 do art.
1* da citada lei nao podem firmar direito indem
nisaco desde que nao pode deixar de ser arbrita-
riinente observada a ordem circular do Thesouro
Nacional de 16 de Julho de 1863, alluiida pelo
iospector da Thesouraria de Fazenda na circular
de 22 de Julho ultimo, sob n. 20, dirigido ao dito
agente, e as juntas clasificadoras nao tem com-
petencia para accordar com os senhores dos escra-
vos sobre os precos das alforias.Remetteu-se co-
pia ao respectivo juiz municipal.
Matatis mutandu a junta classificadora de
escravos do municipio da Gamellcira, por estar a
classificaco por copia annexa ao seu officio de 29
deste mez, de accordo com o que decidi a presi
dencia em 6.Remetttu-se copia ao respectivo juiz
municipal.
Mutatis mutandi a junta de Flores, idem of-
ficio da junta, de 15 e officio da presidencia de
23 da Agoejo.Rmetteu-se copia ao respectivo
juis municipal.
Mutatit mutandi a junta de Salgoeiro, idem
quanto classificaco de Leopoldina, annexa ao
officio sem data, vista do que ella expoe em res-
posta ao officio da Presidencia de_7_ de Agosto.
Remettea-se copia ao respectivo jaiz municipal.
Portarlas :
Cumpre que a Cmara Municipal do Recife
me transmita urna copia do orcamento das obras
de qne tratvem seu officio n. 39 de 25 de Agosto
findo hoje recebido.
Determino Cmara Municipal de Bom-
Conselbo que expeca as devidas commnicacoes,
aos juizes de paz e d as demais providencias de
estylo afim de que se proceda no da 25 de No-
vembro prximo vindouro eleicio para veres-
dores e juizes de paz desse municipio, visto ter sido
anuullada pelo Tribunal da Relaco do Recife a
que teve lugar no da 1 de Julho ultimo segundo
declarou-me o Exm. conselheiro presidente do mes-
mo Tribunal em officio n. 2,592 de 9 do corrente
mez.
O Sr. agente da Companhia Brasileira faca
transportar corte, por conta do Ministerio da
Guerra, no vapor esperado do uorte, o Io cadete
Jcaqaim de Siqaeira Arroda Falco, que verifico u
pra$a nesta provincia cora destino ao 2 regimen-
t de artilharia a cavallo. Commanicou-sa ao
commandante das armas.
O Sr. gerente da Companhia Pernambucana
faca transportar provincia do Rio Grande do
Norte, por conta do Ministerio da Guerr, na pri-
meira opportunidade, quatro volumes com diversos
artigos destinados companhia de infantaria
d'aquella provincia, remettidos pelu Intendencia
da Guerra no vapor Far.Communicou-se ao
commandante das armas.
O Sr, gerente da Companhia Pernambnca de
Navegaco faca transportar para o presidio de
Fernando de Noronho. por conta de Antonio Fer-
reira Nobrega, os gneros constantes da inclusa
relaco.
EXPEDIENTE DO SECBETABIO
Oficios :
Ao 1* secretario da Assembla De ordem
de 8. Exc o Sr. vice-presidente da provincia
transmiti a V. 8. afim de que se digne de sab-
mettsr a consideraco dessa Assembla, a repre-
sentaco feita pelo juiz de direito da comarca de
Cimbres no intuito de prevenir alteracoes relati-
vamente a attribuico dos respectivos serventaa-
rios de justica. Communicou-se ao respectivo
juiz de direito.
Ao Dr. chfe de polica. O Exm. Sr. vice-
presidente da provincia nrinda communiesrr a V.
8., em resposta ao seu officio n. 865 de 8 do cor-
rente, que nesta data, autorisou o Thesouro Pro-
vincial a entregar ao administrador da Casa de
Detenco a importancia de 1000U0 para abono
de diarias a presos que vo responder ao jury na
interior da provincia, depois de recolhido o saldo
de 3X680 verificado em suas oontas.
Ao Dr juiz de direito da comarca de Tim-
bauba. O Exm. Sr. vice-presidente nesta data
submetteu deliberacao do Exm. Sr. ministro da
agricultura, commercio e obras publica?, o assum-
pto a qu se refere o officio de V. S., de 20 de Ju-
lho ultimo, e as iniormacoes prestadas a respeito
pelo inspector da Tnesoururia de Fazenda e pelo
juiz de orphos dessa comarca.
Ao Dr. jaiz m nicipal da comarca de Gra
nito. O Exbb. Sr. vice-presidente da provincia
nesta data submette a deciso do Exm. Sr. mi-
nistre da agricultura, commercio e obras publicas,
o assumpto constante do officio de V 8. de 9 de
Agosto ultimo.
Ao inspector do Thesouro Provincial. De
ordem do Exm Sr. vice-presidente da provincia
passo s mos de V. 8 para os deviJo- fins a in-
clusa relaco dos objectos embarcados em L ndres
no navio Henry, para o servico da companhia Re-
cre Drainage, cuja relaco acompauhou o officio
de respectivo fie :al, de 27.Communicou-se ao
fiscal da Companhia Drainage.
EXPEDIENTE DO DA 1 DE OCTBEO DE 1886
Actos :
O vica-presidents da provincia, tendo em
vista o exposto no officio do brigaseiro comman-
dante das armas, de 25 de Sstembro, sob n. 477,
resolve de conformidade com o orcamento ann> xo
ao officio do engenhera enearregado das obras mi-
litares de hoje datado, sob n. 61, abrir, sob sna
responsabilidade, nm crdito na importancia de
1:554*875, s verba -obras do Ministerio da
Guerra, exercicio de 1886 a 1887, afim de occorrer
s despezas com os concertos urgentes de que pre-
cisa o quartel da companhia de cavallaria.Re-
metteu-se copia so inspector da Thesouraria de
Fazenda, e communicou-se ao engenheiro das
obras militares.
O vice-presidente da provincia, de conformi-
dade com a proposta do Dr. chefe de polica, em
officio n. 955, de hontem datado, resolve nomear o
alferes do corpo de polica, Porfirio Pope Gira a,
para o cargo de delegado do termo de Bonito, em
substituico do alferes Joo Bento da Silva Va-
lenca, que passon a commandar o destacamento
de I tamb.
O vice-presidente da provincia resolve exo-
nerar do cargo de delegado do districto litterario
de S. Jos da Boa Esperanca o commendador Jas
Perera de Araujo e nomear para substituil-o o
capital Jeronymo Barreiros de Moraes Rangel.
Communicoa-se ao inspector geral da instruccilo
publica.
Officios :
Ao provedor da Santa Casa de Misericordia.
Declaro a V. Exc. que mediante as conaicoea
constantes do termo anaexo por copia ao seu officio
n. 85 de 29 de Setembro findo, poder ser contra-
tado Joo Francisco Goncalves Ourem, afim de
exercer o cargo de enfermeiro do hospicio de alie-
nados.
Portarla :
O Sr. agente da Companhia Brasileira faca
transportar corte, por conta do Ministerio da
Marraba, no vapor esperado do norte, o oficial de
fazenda Antonio Nogoeira da Silva que para all
segu disposigodo ooartel-general de Mvrinba.
Cominrtie-Jiv v ao commandante da escola de
aprendiaiJSai unciros."
EXPEDIENTE DO SECBETABIO
Officios:
Ao commandante das armas.S. Exc. o Sr.
vice-presidente da provincia manda declarar a V.
Exc para seu conhecimento e em resposta ao ofi-
cia n. 477, da 25 de Setembro fiado, ter autorisado
o engenheiro enearregado das obras militares a
dar principio aos concertos urgentes de que pre-
cisa o quartel da companhia de cavallaria.
Ao Dr. chefe de polica.De ordem do Exm.
Sr. vice-prenidente da provincia transmiti a V.
S., para sen conhecimento, copii do officio n.
12, do 18 dt Setembro findo, em que o director do
presidio de Fernando de Noronha declara o moti-
vo porque nao vjeram para esta capital, conforme
V. S. requiaitou em officio de 6 do referido mez, n.
878, os criminosos Mauoel Carneiro de Souza e
Joo Jos Barbosa.
Ao Io secretario da Assembla Proviocial.
De ordem de S. Exc. o Sr. vice-presideote da
provincia communico a V. S. que no officio de 30
de Setembro ultimo n. 183, a que veio annexo o
ponto dos empregados da secretara dessa Assem
bla concernente ao citado mez, foi hoje proferido
despacho seguate : Remettdo ao Sr. inspe-
ctor do Thesouro Provincial para os devidos fins.
Ao Dr. juiz municipal e de orphos do termo
de Nazaretb. De orlem de S. Exc. o Sr. vice-pre-
siJente da provincia recommendo a V. S. que, com
a possivel brevidade, transmita a esta reparticao
o decretos ou publicas-formas destes, pelos quasG
foram prvidos Franklin Al ves de Souza Paiva/e
Orlando Miqnelino de Almeida, as serventas vi-
talicias de Io e 2o tabellies e annexos desse termo.
- Ao BKi-ntwiio fiscal da via-ferrea de Li-
moeiro.S. Exc o Sr. vice-presidente da provin-
cia manda acensar os officios de V. S. de 29 e 30
do expirante, aoompanhados dos relatnos e ex-
tractos competentes do movimento dessa estrada
de ferro durante o mez de Agosto ultimo, a nm dos
quaes den nesta data o conveniente destino.
EXPEniEHTE DO DA 2 DE OCTOBEO DE 1836
Actos :
O vice-presidente da provincia, em vista dos
officios do inspector do Thesouro, datados de 3,
14 e23 de Setembro ultimo, ns. 119, 135 e 191
dos quaes se verifica haver a junta do mesmo
Thesouro julgado ouilas as fiancas prestadas pelo
thesonreiro das loteras a bem do fundo de eman-
cipaco provincial e da educacio de ingenuos da
Colonia Isabel, de accordo com o parecer do Dr.
procurador fiscal, annexo ao segundo dos citados
officios que recanhece a necessidade d providen-
cias que garantara os interesses publico e parti-
cular, relativamente s loteras creadas polo art.
2- ds lei n. 1842 de 25 de Mais do aauo prximo
passado ;
Considerando que, em virtude da citada lei, as
loteras para educaco de ingenuos na Colonia
sabe!, esto a eaigo daquelle tbesoureiro, que
para exercer esse emprego e extrahir as grandes
loteras de tres sorteios deve prestar duas fiancas
no valor de 40:0005 cada ama ;
Considerando que, nao obstante terem sido jul-
gados nullas as fiancas prestadas, acba-se annun-
ciada a extraeco de urna lotera de quatro mil
contos de ris, de conformidade com o plano ap
provado em 26 de Agosto de 1885, resolve mandar
como manda, qne desde j fique suspensa a venda
de bilhetea da lotena- de quatro mil contos e re-
colhda ao TheeouM a importancia dos que j ti-
verem sido vendidos e os bilhetes ainda nao ven-
didos, para o que o inspec or do Th-isouro mar-
car um praso de 15 dias, devendo ser prestadas
quanto antes as fiancas, al'udidas pelos arta 4* e
16 dos regulamentos de 13 de Agosto de 1884 e
12 de Agosto de 1885 o dependendo de ulterior
deliberacao a adopeo das medidas indicadas1, no
citado parecer do Dr. procurador fiscal.Remet-
teu-se copia ao iospector do Thesouro Provincial
e ao Dr. chefe de polica.
O vice-presidente da provincia, attendendo
ao que requeren o capitao da 3 companhia do 26-
batalhao de infantaria do servico activo oa guarda
nacional da comarca de Panellas, Napoleo Mar-
ques Galvo, e tendo era vista a informacao do
commandante superior da comarca de Garanhuns,
de 9 do corrente, resolve designar o 57- batalhao
do referais servico, para o sapplicaute ser a elle
aggregado.Communicou-se ao respectivo com-
mandante superior.
O vice-presidente da provincia, resolve ex-
onerar, a pedido do Rvd. Frei Francisco deS.
Felippe, o cargo de delegado do districto litte-
rario da Colonia Isabel, e nomear para substi-
tail-o o Rvd, Frei Fidelis Mara de Fognaao
Commuoicou-9e ao inspector geral do Instrucco
Publica.
O vice-presideote da provincia, tendo em
vista o offioio do brigadero commandante das ar-
mas, de 20 de Setembro ultimo, n. 464 ea iuior-
maco da Thesouraria de Fazenda do I* do cor-
rente, n 687, resolve abrir sob sua responsabili-
dade, nos termos do decreto n. 2881 do L- de Fe-
reiro de 48B2, um crdito na importancia de
36l>400 a verbaCommissoes militaresdo Mi-
nisterio di Guerra, exercicio de 1886-188", afim
occorrsr ao pagamento dos vencimentos do pes-
aoal que percebe pela referida verba. Remet-
ten-sa copia ao inspector interino da Thesouraria
de Fazenda.
__O vice-presidente da proviacia, attendendo
ao que requeren Bellarmina Francisca Lobo Bar-
ros, proessora da cadeira de ensino primario de
Pao Branco, e tendo em viita a informacao n. S07
de 14 de Setembro findo, do inspector geral da
Instrucco Publica, o o parecer da junta medica
provincial, resolve prorogar por tres mezes, com
ordenado, a licenca ltimamente concedida pe-
ticionaria para tratar de sua saude onde Ihe con-
'-. O vics-presidente da provincia, tendo em
vista o officio do administrador dos correios, n.
876, de 30 de Setembro ultimo, resolve que seja
rectificado o nome do agente do correio da villa
de Serinhem, quo em vea de ser Mara das Mer-
cs Rocha, como consta da proposta do mesmo ad-
ministrador, de 18 d'aquelle mez, sob n. 846, a
que se refere a portara desta presidencia de igual
data, Mara das Virgens Rocha.Communicou-
se ao adminitrador dos Correios.
Officios:
Ao Dr. juiz de direito de orphos e ausen-
tes desta comarcando Recife.Convm que V. S.
informe, tendo em vista a respectiva guia, a que
nacionalidade pertencia o fallecido sentenciado
Prionavante Polerma, a quem allude no seu offi-
cio n. 413 de 20 de Setembro findo.
Portaras :
Declaro Cmara Municipal de Caruar
que, vista das informales ns. 164 e 163 de 14
e 24 de Setembro fiado, do eogenheiro chefe da
Reparticao das Obras Publicas e do inspector do
Thesouro Provincial, nao pode ser attendida a re-
qaisico constante de sea officio de 2 do referido
mez, relativo limpa do acude dessa cidade, por
ser esse servico de natureza municipal.
O Sr gerente da Companhia Pernambuca-
na mande transportar opportunamente desta ca-
pital da Parabyba, cam passagem gratuiti, r,
o Dr. Joo Lina Cavalcante de Albuquerque.
O Sr. gereote da Companhia Pernambucana
faca transportar para o pr-'Sidio de Fernando de
Noronha, por conta de Res & Santos, os gneros
constantes da inclusa relaco.
EXPEDIENTE DO SECBETABIO
Oficios:
Ao Dr. chefe de polica.De ordem do Exm.
Sr. vice- presidente da provincia communico a V.
S. que nao pode ser satisfeita a requisico cons-
tante do seu officio n. 924 de 21 de Setembro fin-
do, pelo motivo indicado pelo commandante do
corpo de polica no incluso officio por copia da 30 da referido mez. "* '^^sS.
Ao' director do presidio de Fernand* de No-
ronha.De ordem do Exm. Sr. vice-presidente da
provincia communico a V. S., para sea conheci-
mento 3 fins convenientes, que est uesta repart -
cao a portara do Ministerio dos Negocios da Jus-
t:ca, de 25 de Agosto ultimo, pela qual foi nomea-
do Manoel Francisco dos Santos para o cargo de
fiel de Almoxarife dease estabelecimento.
A' Companhia Pernambucana. S. Exc o
Sr. vics-prc idete, da provincia manda aecusar o
recebimento do officio de 30.de 8 -tembro ultimo,
em qne V. S. declara qne os vapores Ipojuca e
'4andah, dessa companhia, seguiro para os par-
tos do norte, at o Cear, s 5 horas da tarde do
da 5, e o ultimo a 6 do coi rente, s mesmas ho-
ras, para es do sul, at Aracaj.
EM ADDITAMENTO AOS DESPACHOS DA PRE-
SIDENCIA DO DA 7 DE OTJTUBBO DE 1886
Vigario Trajano de Figueiredo Lima.Informe
cam urgencia o Sr. juiz municipal e de orphos do
termo de Bezerroa, enviando a certido de idade
dos menores livres, filhos de Camilla e de Joo.
DESPACHOS DA PRESIDENCIA DO DA DE 13
OTDBRO DE 1886.
Antonio Carlos de A'.meida.Informe o : r. ins-
pector da Thesouraria de Fazenda.
Banco do Brasil.Recommendei hoje a Cmara
Municipal do Recife qus serapre gue bouver de
realisar qualquer pagamento ao supplicante o faca
constar a esta presidencia.
Hortencia Rodrigues do Nascmento.Indefe-
rido.
Izidoro Marinho Cezar.Em vista das iotarma-
coes e de accordo com o regulamento, indeferdo.
Dr. Jos Julio Fernandos BarrosDeferido
cem oficio de hoje Thesouraria de Fazenda.
Joo Domingos de Lima.Requeira ao juiz de
direito das execuces criminaes da comarca destu
capital.
Joaquim Pinto de Almeida Jnior.Indeferido
a vista da disposico do art. 13 do regu'amento
annexo ao decreto n. 9356.
Jos Goncalves da Silva.Ao Sr. commandan
te do corpo de polica para conceder baixa do ser-
vico depois qne o supplicante houver iudemnisado
a fazenda provincial 3o que estiver a dever-lhe.
Jos Panla Botelbo.Remettido ao Sr. inspector
interino da Thesouraria de Fazenda para attender
em termo.
Luiza Amelia de Drummand.Sim, sem venci-
mentos.
Manoel Muniz Faleo.Informe o Sr. juiz de di-
reito da comarca de Bom-Jardim.
Raymundo Pereira de Brito,Remettido ao Sr.
inspector interino da Thezouraria de Fazenda para
attender em termos.
Sebastio Antonio Peixot Gadelha.Ao Sr.
jais de direito da esmarca de Iguarass para
prestar ao pedido a considera cao que merecer.
Bacbarel Urbano Mamede de Almeida.Sim.
Veneravel Ordem Terceira de Nosea Senhora d
Carmo, desta cidade.Por deficiencia de torca,
segundo declara obrigadeiro commandante das
armas em officio n. 507, de boje datado, nao pode
a supplicante ser attendida.
Secretaria da Presidencia de Pernambuco, em
13 de Outubro de 1886.
O ajudante do porteiro,
Antonio Silveira Carvalho.
Reparticao da Polica
SecjSo 2*N 105.Secretaria da Po-
lica de Pernambuco, 14 de Outubro de
1836.- Ilion, e Exm. Sr. Partecipo a V.
Exc. que foram hontem resoltados na Casa
de D tenco os seguintes individuos:
A' ordem do Dr. delegado do 1 districto da ca-
pital, Olympio Silvano Joaquim de Sant'Anua,
por disturbios.
A' ordem do subdelegado [do Recife, Thom,
que diz ser escravo de Trinen Coe'ho da Silva,
por disturbios, e Urraca Mana de Barcellos, alie-
nada, minba disposico, afim de ter destino para
o asylo de Tamrineira.
A' ordem do do 2 districto de S. Jos, Joaquim
de Mello, por disturbios.
A' ordem do do Io districto da Boa-Vista, Jos
Galdino da Silva, por disturbios e uso de armas
Pelo subdelegado da Varzea me foram re-
mettidos tres facas de ponta o um panhal que to-
mn de diversos desordeiros.
defezas.
Communicou-me o delegado da termo de Li-
moeiro, que no dia 8 do corrente, tendo avise de
que no lugar denominado Cedro estava o indivi-
duo de nome Manoel Paulo de Moura derrubando
casas pertencentes a Jus Monte i ro da Silva, in
continente expedir ordem ao subdelegada respe-
ctivo para que se transportasse ao all adido lugar,
acompanhado da forca precisa e de um oficial d
justica e obetasse a realisa^o de tal attenlado
contra a propriedade alheia.
Antea, porm, de ebegar a forca ao lugar indi-
cado, apresentou-se o capitao Manoel Barbosa de
Foutes, acompanhado de dous individuos, ao rete
rido delegado, a quem declarou ter sido aggredido
por Manoel Paulo, que pretendeu feril-o, dispa-
rando por duas vezes urna <>rma de fogo que trn-
zia, cojos prujectis empregarara-se apenas em urna
das mangas do palitot.
As casas derrobadas por Manoel Paulo, aftingi-
ram ao numero de cinco e sobre tal facto prscc-
deu- se nos ul ter ion s termos da lei.
No dia 10 do corrente, o trem da via-ferrea
de 8. Francisco que subia para Una, ao passar
pelo engenho Cuysmbuca, em Palmares, esmagou a
um homem de cor parda, coja identidade nao foi
recouhecida.
Do inquerito a que se procedeu, ficou verificado
nao ter havido culpabilidade da parte do machima-
ta qne diriga o trem.
Deus guarde* a V. Exc.Illm. e Exm.1
Sr. Dr. Ignacio Joaquim de Souza Leao
muito digno vice-presidente da provincia.
-O chefe de polica, Antonio Domingo*
Pinto.
Au'o de perguntas feitas a Jos de Oliveira e
Silva, servente da Thesouraria do Fazenda :
Anno do Nascimento de Nosso Senbor Jess
Christo de 1886, aos 20 dias do mez de Setembro,
n'esta cidade do Recife, na secretaria de polica,
onde se achava o Dr. delegado do 1 districto,
Franciseo Izidoro Rodrigues da Costa, comigo es-
e-iva) nomeado ad-hoc, na falta do effectivo, foi
pelo mesmo Dr. delegado interrogado Jos de Oli-
veira e Silva, pela seguinte maneira :
Perguntado a que tempo empregado na The-
souraria de Fazenda, e se eempre oceupou o lugar
de servente na seceo da Thesouraria de Fazen-
da ?
Responden que empregado a 18 anuos na The-
souraria, servindo sempre na seceo do theson-
reiro, merecendo a confiauca dos seus chefes.
Perguntado desde quando foi prorogado o ser-
vico do carimbo na Thesouraria e quem fazia esse
servico, bem como quem o fez no dia 6 do corren-
te e at que horas ?
Respondeu que o servico do carimbo foi proro-
gado, por ordem do inspector, ha nm mez pouco
mais ou menos, empregando-se nesse servico elle
respndante, o servente Candido Jos dos ETiza-
res e os dous fiis Fialho e Carneiro da Cunha, fi-
cando cada dia um dos fiis, que serviam por es-
,cla, sendo qne no da 6 o servico foi ferto por
elle respondeote, pelo servente Candido e o fiel
Carneiro da Cunha, acabando o servico s 3 horas
da t rde mais ou menos, e isto por ordem do fiel
Carneiro da Cunha, que disse a elle respondente,
qne acabasse logo com aquillo.
Perguntado quem guardou o dinbeiro que foi
carimbado naquelle dia ?
Respondeu que o dinheiro carimbado foi guar-
dado pelo fiel Fialho antes de retirar-se da The-
souraria, em companhia do thesonreiro.
Perguntado o que ficou fazendo elle responden-
te como o fiel Carneiro da Cunha na Thesouraria
depais da retirada do thesoureiro e de Fialho ?
Respondeu que apenas retrou-se o thesoureiro
cm companhia do fiel Fialho, entrou o fiel Carnei-
ro da Cunha para o reservado do thesoureiro, on-
de este ve trancado por dentro por espaco de meia
h >ra mais ou menos, ficando elle respondente na
sala de fora e coutigua ao reservado, asseatado
em urna cadeira a espera que o fiel Carneiro da
Cunha sahisse, afim de que elle respondente po-
desse, como de costume, fechar asjanellas e por-
ta do reservado.
Perguntado se na occasio em que sahio do re-
servado o fiel Caroeiro da Cuuha elle responden-
te feehon a janella e porta ?
Respondeu que, sshindo o fiel Carneiro da Cu-
nha do reservado, e na occasio em que rjrocura-
va fechar a porta do mesmo reservado, elle res-
pondente psrguntou-lhe se havia fechado a ja-
nella e deitado atranca : ao que responden o fiel
afirmativamente, fechando a porta do reservado,
tirando a chave do mesmo e sahindo.
Perguntado quem tem par costume fechar a ja-
nella e porta do reservado e quem na dia 6 do cor-
rente ficou com a chave da referida porta ?
Responden que elle respondente era quem fazia
sempre esse servico, que nunca foi feito por ne-
nhum dos fiis, ficando a chave sempre na mesma
porta; mas que no dia 6 a chave nao ficou na
porta, camo de costume, nao podendo elle respon-
dente afirmar bem se o fiel deixou a chave em
algum lugar da sala, sendo porm certo que, ten-
do sabido e fiel Carneiro da Cunha principion elle
respondente a procurar o lugar onde o mesmo
fiel havia deixado a chave, inclusive a mesa onde
ella costumava fiear, e quo nao foi encontrada
por elle respondente, quando nesta occasio en-
trou o porteiro Alexandrino Alves de Mendonca e
disse-lhe qu" fechasse as duas janellas e a poita
da sala, afim de aabire n por j ser um pouco
tarde, ao que replicou o respondente, dizendo ao
porteiroque nao havia ainda sabido porque es-
tava procurando a chave da parta do reservado,
e que na.) saba on ie o fiel Carneiro da Cunha a
ha ra deitado; que a essa respista disse-Ihe o
porteiro, que fechasse as duas janellas e a porta
e sahisse. porquanto elle respondente com isso na-
da tinha que ver com a chave e se o fiel a tinha
levado, ao que respondeu ainda o respondente
que se procura va a chave era pela razio de ser
elle respondente o enearregado de abrir o reser-
vado antes da hora do expedante para limpal-o,
e dito ato fechou elle respndante as duas janel-
las e a porta, tanto com a chave como com o ca-
deado, levando as chaves para a casa do thesou-
reiro, onde chegou s 4 1/2 horas da tarde.
Perguntado se tem certeza de que a chave da
porta do r< servada foi levada pelo fiel Carneiro
da Cunha ou se este a deixou em cima da mesa
que fica quasi junta a parta ?
Respondeu que nao tem eerteza sa o fiel levou
a chave mas que afirma nao ter ella ficado no dia
G em cima da mesa, onde foi encontrada no dia 9
pea manh por Ihe ter sido mostrada pelo mesmo
ti-1 na occasio em que elle respondente, chegando
na reparticao e querendo limpar o reservado per-
guntou ao fiel Carneiro da Cunha a razo pela
qual elle havia levado a chave no dia 6, ao que
responden Ihe o mesmo fiel que nao a tinha le-
vado, e sim deixad* em cima da mesa e mostran-
do-a a tile respondente, o que causn a elle res-
pondente urna certa extranheza, nao s porque
Duaca tinha acontecido desapparecer a chave do
reservado, como porque no dia 6 elle respondente
procarcu a e nao a vio em cima da mesa.
Perguntado se duraute tempo que o fiel Car-
oeiro da Cunha eteve traucado no reservado ahi
entrou algutna outra pessoa ou empregado e se
elle respondente durante eese tempo ouvio algum
rumor no mesmo reservado e que indicasse a aber-
tura de porta ?
Rtspondeu negativamente.
Perguntado qual a prmeira pessoa que entrou
na sala e no reservado no dia 9 pela manh logo
que se abri a reparticao, bem como abri o reser-
vado e wr.ti.o.i que havia sido tirada a tranca da
jaoella do mesmo reservado ?
Respondeu que no dia 9 elle respondente che-
gou na reparticao s 9 horas da manh e abri
tanto a parta do corredor como as duas janellas
que se achavam perf-itamente fechadas com as
suas respectivos trancas, entrande em seguida na
sala o fiel Carneiro da Cunha; que tendo elle res-
pndante aberro as duas janellas da sala e per-
gontado ao fiel Carneiro da Cunha pela chave da
porta do reservado que ento foi encontrada em
tima da mi *a, como cima ficou dito, elle respn-
deme abri-a porta do reservado e diri janella do mesmo reservado para abril-a, uotou
que esta se acbava apenas com o ferroUto fechada,
t sera a tranca de ferro, o que de algum modo sor-
prod.ieu a elle respandente, por Ihe haver o fiel
Carneiro da Cunha declarado no da 6 ter fechado
a janella cora a tranca de ferro, que entrando
nessa cocars o fiel do nome Fialho no reservado
e notando ellj respndeme que sobre a mesa do
thesoureiro baviam duas pequeas pecas de corda
enroladas perguntou a Fialho a que qurria dizer
asnillo ao que nspondeu-lhe Fialho que nao sa-
bk ; qne na mesma occasio entrou o tbesoareiro
c tes entrea das chaves da casa-forte a Fialho, e
diiirio-se este para a prmeira porta da casa-forte
e na occasio em que bota a chave para abrir a
porta, esta ceicu inmediatamente e voltando-se
Fialho para o thesoureiro disse Ihe que tanto a
prmeira cama a s-guuda porta d casa forte es-
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Diario de PernambneoSexta feira 15 de Ontubro de 1886
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tarara abartas, o que dea lugar a que o thesou-
reiro mandaeee chamar logo o inspector e depoia
o Dr. chefe do polieia, verificando-ae com a ehe-
gaia d'8te que o cofre que ae acha na caa-forte
fot violado e delle tirado o dinheiro existente.
Perguntado ee elle respondente tem certeza de
haver fechado bem as duas janellaa e a porta
principal da sala 1
Raspondeu que tem essa certeza e que por-
teiro vio quando ello raspan lente as fechou.
Perguntado se aabe quem no dia ti do corrente
fechou as portas da oasa-torte, e que* tinLa por
eostume fechal-aa ?
Responden que nio sabe quem naquelle da fe-
chou as portas da casa-forte, e que estas eram
empre fechadas pelo thesoareiro ou pelo fiel de
da aome Fia, I ha.
Perguntado quem fasia as veaes do thesoureiro,
osando este nio ia a repartilo, e quem tira va do
cofre o diahairo precia > para os pagamentos ?
Responden que nos impedimentos do thesou-
reiro que ltimamente eram mas frequentes, era
O sea tilho Dr. Arthur de Barros quem levava
para a Thasouraria as chaves da casa-forte e do
cofre e tirava o dinheiro necesaario para o expe-
diente, nic sabendo elle respondente se sempre
qae o Dr. Arthur entrava na casa-forte era acom
(taahado dos fiis, mesmo porque elle respondente
se aobava sempre na sala junta ao reservado e
lo poda ver o q le se passava neste.
Perguntado a que tempo e por ordem de quem
ro feita este reservado ?
Respoodeu que f j feito a dons meses nuil ou
anos e ato a pedido do thesoureiro que disse em
rwenci delle respondente e de outras peasoas
tais, ao inapect >r qua quera ficar independente
e fra das vistas daa partea.
Perguntado ae tanto o thesoureiro como o san
filho Dr. Arthur de Barros, quan io fasia as ve-
sea desta costamavam fechar-se no reaervada e
Q ahi ontravam muitas pessoas, bam como se
ella respndeme recorda se de alguma ?
K'spondeu que muitas veres tauto o thesoureiro
como o Dr. Arthur de Barros, quaudo o substi-
tata fechavam-se por urna h>ra ou mais no reser-
vado, sendo, porm, certo que ah s entravam
poaeas pcsaoas e e3tas maia ou menos quafica-
daa, entre as quaes o Dr. Jos M u-ianna C*r-
aairo da Cuaba, o Birlo do Li noaira e o Dr.
Pedro Alfonso de Mi lo, sendo que este ultimo
ode rcjpiulente recoria-3? de t;l-o visto apenas
por duas ou tres ve-es e que pouca demora tiuba
bo reservado.
Pergun'a lo ae no dia 6 o Dr. Arthur de Bur-
ros e3teve no reservado com aeu pai ou ?
Raspandeu que nao se recorda tel-o visto neste
Perguntado se te ve certeza de ter ficado no dia
6 alguem occulto na seee > do thesoureiro, e se
es ti cuveocido de nao ter entrad > nem sahido
pessaa alguma durante os dias 7 e 8 do crrente *
Bespondeu que poda affirmar que nao ficou
pesaos, alguma cceulta tanto no reservado como na
tala, jorque all nao ha logar onde se possa es-
conder urna pessoa aem ser vista, assim como est
eooveaeido de qua durante os daus dias que a re-
particao esteve fachada nao eatrou nem aahia
pessoa alguma, visto tereui apparecido fcnkad is e
em siguaes ou vestigios de violencia as portas
principaes e todas as janellas e nio ter encontrad j
ostro qualquer lagar no edificio por onde pjiesse
jotrar ou sahir qualquerjpessoa.
Perguntado se sabe ou desconfia quem seiam os
atores da facto criminoso a qual o juiao que forma
a tal respeito ?
Raspmleu qua nao sabe quem foi o auctor ou
atares do tasto que se den e que elle respondente
ar mais que procure s p>d i attribuir a urna com-
bia-tcltque eseapaasuaintelligenciae quasomente
o theioreir e os fieia padetn explicar o qua se deu
as Thssouraria.
Perguntado se pode atfirmar com tola a cer-
tesa de qua no dia 6 do corrente o servico de ca-
rimbo tercuiaou antes da a iliida do thesoureiro
do fiel Pialho?
Bespondeu qua pide affirmar icom toda certeza
ine o servico de carimbo teriniliou com a sahida
thesoureiro e dofi'l Fialha [-i: foi t quem
yjirdou as nedulaa cariinbilas em um quarto pe-
queo que fica junto a casa-forte, senlo elle respn-
dante quem em companhu do fiel Pialho levou os
eos de cdulas carimbadaa nessedia para o refe-
rida lugar onde foram guardadas.
* Perguntado se os empreados da Thesouraria,
coi como as partes que all vilo costumam fumar
mi na seccao do thesoureiro, bem como a que
crac feito o aervico da limpeza da referida
Mi?
Bespondeu que alguna empregados, bam orno
aigxaas das passias qua vai a ue^ieio alli, fa-
in daixanla muitas vezas paitas da cigarros e
da charutos pelo chai, o qii elle respondente
SBBtpre ve, quando vai tiz.'r a limoeza da aala do
thesoureiro, servico esta qua faito pala urinhi e
ates do expediente.
Perguntado se os dou3 vidros da janella do re-
servado achavam ae quebraiis a muto tempo, ou
o fjram durante os dous dias em que esteva a
rhesocraria fechada ?
Besp>ndeu qne os referidos vidros acha vam-se
quebrados ha muitos mazas.
Perguntado se oi tinha a faser alguma deca -
ricii mais que possa esclarecer o facto que se
des no da 6 do corrente ?
Baspondeu que tuio qaanto sabia j4 declarou
sab o jjnm;nt> prest i.
E porque nada mvs disse, nem Iha foi pererun-
teda, mandn o Dr. Delegad > encerrar este auto
cas qua asaigna com o respondente do que
talo u f.
Bu, Joao Jos do3 Santos, escrivio ad-hoc os-
ereviprancisco Isidoro Rodrigues Costa.Joa
de Oliveira e Silva
Est confirme ao proprio original ao qual me
reparto e don fe.
Cidde do Kecife, 22 de Satembro de 183G.
E eu Jos de Arimatba Coata Pontea, esc r-
t a, subscrevi.Commigo taballio interino, Joao
Preciliano da Costa.
Thesoaro Pro vi acial
DESPACHOS DO DIA 14 DE OTCBKO DE
1886
Pedro Carvalho & C. Deferido, dando-se
bcixa no termo de responsabilidades visto provar-
e o pagamento dos direitos fiscaea na provincia,
ds procedencia da mercadoria de que ae tratu.
Prancelino de Jeaua Cardozo.Deferido, de
acord as informaces.
Joaqnim Jos de Azevedo, Jacintha Candida
de Alencar e Joanna Moreira ds Costa.Bes-
titua-se.
B. de Drusina & CNega-ae provimento o
pista das informaces.
Aater) Monteiro Laite.Haja viats O Sr. Dr.
procarador fiscal.
Manoel Firmo de Oveira.IndeferiJo, i vista
das informaces do Sr. Dr. contador.
Contas do collector de Timbaba e do porteiro
desta reparticaoApprovadas.
Antero Monteiro Leite.Deferido, tomando-se
por tormo a fianca offerecida.
Isidoro Bastos de Oliveira e Alfredo Baptista
de Si.Deferido, ficaado irresponsavel pelo de-
hito anterior o novo lnquilino qua estabelecer-
se aa casa n. 26 ao Caes 22 de Novembro e as
essas na. 29 e 31 ra do Livramento, cuja dea
cccupacao se prova.
Miguel Francisco dos Santos. Iadefarido,
Tata das informacoea.
Braa & C.Deferido, ficando rreaponaaveis
os aupplicantes pelo debito anterior do estabeleci-
ateato n. 58 ra da Imperatriz, visto provarem
alo auoceder no mesmo estabeleciment.
Paulino de Oliveira Maia.Deferido, nio sen-
do q suppl icante responsavel pelo dabito de Cam-
sa G, de que ae trata, no exercicio de 1885-
38*>, qua ae haver de quem for da direito.
Francisco Candido de Medeiros. Iaforme o
Contencioso.
Luiz Manael Bodrigoes V.lenQa. -Ao Conten-
cioso pas tteuder, nio havendo inconve-
sneate.
Jos Monteiro Pessos.Escripture-se a di-
vida
Dr. Urbano Mamede de Almaida.Cumpra-sa
S portara de liceoca. 4
Maria Laopo dina de Maura Rezende e Trilhoa
Urbaaoa do Kecife a Caxang___Eacripture-se a
divida.
Antonio Joaquim Meadas Pocas, Silva Dias &
C. e of&aio di Dr. procurador doa feitoa.Iafor-
aie o Sr. coatador.
MariaEuphrjaiua de Preitaa. Eatregua-ae, fi-
ssaia copia pjr certidio.
InttrueeSo Publica de Peraam-
buco
IMSPACH03 DO DIA Vi DE OUTBBO DE
1886
Capitio Jos Honorato Charea.Cam-
fOr-se e registre-so.
Mariann da Silva de Jess.Cutnpra-
se, registre-so e ruarlo o prazo de 15 dias
para dentro d'elles entrar no gozo da li-
ceoga.
Manoel Candido Fernandes Pires.De-
ferido por despacho de 11 do correnta e
officio ao Thesoaro na mesma data.
Jos Paulino da Silva Filho.Cumpra-
se e registre-se.
Amalia Prudencia Alves Lima.Justi-
fico as faltas de exercicio dadas pela sup-
plicanta a 29 e 30 do mez prximo prete-
r'to* o r
Secretaria da instruccio publica de Per
nambuco, 13 de Outubro de 1886.
O porteiro,
J. Augusto de Mello.
KtviSTA DIARIA
Tribunal do Jury do BeclfeTendo
eomparecido apenas 30 uizas da facto o Sr juis
de direito inultou em 20 os jurados qua deixaram
de comparecer.
Foram anda sortead >s os seguintes cidadios :
Freguezia do Recife
Jos Antonio Ferrara de Carvalho.
Augusto Franciaco dos Rea.
Antonio Bap'iata da Ar.injo.
Fr&juezia de Santo Antonia
Arccnio de Souza Bandeira.
Antonio Fernando da Bago.
Felino Dnstsm Ferreira Coelho.
Augusto Jo3 Mauricio Wanderl<"y. t-
Fregiiezia da Boa Vista .
Dr. Jos Nicolau To'entino da Carvalho.
Jooquim Francisco de Medeiros.
J >8 Isidoro Borgas Leal.
Joaqnim Bernardo Falco.
Tenante coronel Manoel Martina Fiuxi.
Juvmo Barral da Fonseca.
Francisco Dourado da Silva Costa.
Caetiino Cynaco da Costa Moreira.
Freguezia da Grata
Luiz Epiphanio de Souza.
Freguezia de Afogados
Franciico Autonio de Oliveira.
Freguezia do Poco
Joviao Bandairs.
IrtiHfan celebresC>rreu animadissimo
o segando concert realisado ante-hon'em, no
theatro Santa Is'bel. pelos celebres violinistas
Jobannes Woiffe Virginia Smiy e pianista Ma-
th'lde Sin-iy.
Todo o programma fo> fiel e esplend lamenta
executado, sendo os dj;a>s artistas applaudidis
com enthnsiasmo. mimiseados com linloi rama-
Ihetes de fl ires artifieiaes, algi'ns nquissimo?, fl 1-
rea, pomhoa e chamados 4 scena repetida! vezas.
O Sr. Wolff, inontestiveim^ute melhor violi-
nista que as tem exhibid neita cidade, grato s
ovices qie recebau, em umi das vezes em que
foi chamado i scena executou a primorosa lutbane-
ra d-' Drap-r.
A jovea MathiHe Sinay, que disp5a de urna voz
de soprano de asrradave timbra,; cantou muito
correcta e elegantemente o bello Bomance de El-
vira, de Th mssi. 1
Sua irm, a joven Virginia Sinay, primou an-
da pela galh irdia com que se d'senpentnu das
lindas p ?cas Dar piano, cuja dilficuidade co-
nbacida p >r tolos quantos se applicam ao estudo
do iuitrjmento predilecto de L^szt.
Durante o concert foram atibados dos camaro-
tes diversos avalso de cores c>m poesas, dedica-
das aos eximios artistas, e distribuidos pelos es-
tudantes da Amazonia, em lio-nenage n s duas
interessintjs jovens piraenses, exemplares de
urna flha ntidamente irapressa" iatitulada Ama-
zonia Artstica, contendo escript s e poesas.
tilbertacoO Sr. Dr. Ane3o Augusto de
Carvalho Serrano, cuja residencia nesta capital
aonunciamos, cancel'U sem anas algum, carta de
liberdade i sua eacravisada Eugenia de .14 anuos
da idade,
Actos desta natureza Dor s e sem commenta-
tanos, expresjam c >m pravas irrecusaveis a no-
braza da sentimentas daquallus que os praticam.
Qae encontr imitadores.
* dliruno no eoxenho central de
BorcelloaObsequiaram nos com a copia da
seguinte carta, que, estamos certos, ser hda com
o maior intereaae :
Ao Illm. Sr. Dr. H. A. MiletImperial Es-
ala Agrioola da Baha, 6 de Outubro de 1896.
Illm. Sr.Devo ao obsequio de um amigo a re-
mesa* da sua carta';i Ilustrada redacoao do Dia
rio de Per nambuco (n. 213) de 17 de Setea'bro
a. c., que ae oceupa da diffnsao, e particularm-ntc
da experiencia feits no engenho central de Bar-
celios. Alm d'isto o Sr. Bmchet tave presas em
pagar a tranacripyao da mesma no Jornal do Com-
mercio de 24 de Setembro e no Diario de Noticias
da Baha, de 2 de Outubro de 1886, etc.
Folgo muito saber, que V. S. t encherga no
futufo emprego da diffaslo o principal factor da
salvaeao da industria do aaaucar da canna. >
Neste ponto estamos de accordo.
< Tanto mais admiro 1 ter V. S. avisado os que
quizesaem applical-o entre nos deade j, qae aa-
melbante processo anda n5o havia chegado pha-
ae verdadeiramente industrial e por conseguinte
eif.uaham-se a avultados prejuizos pecuniarios,
quaato os ensaioa de fava custa doa maia im-
portantes fazendeiros em 1884 e 85, as experien-
cias noa engenhoa centraes de Almera e Torre
del Mar na Espanha, aquellas nos Estados Unidos
dirigidos pelo illaatre Dr. Wiley, chimico do Mi-
materio da Agricultura e ltimamente aa faifas no
engenho central de Barcelloa provaram exube-
rantemente, que aa machinaa apropriadaa diffu-
sao da canna, particularmente aquellas constru -
daa pelas fabricas allems, fazem quasi duplicar o
rendimento em assucar das ditas fabricas.
Parece-me que V. S. elabora em erro, jal-
gando que o problema da praticabilidade do pro-
cesso de difiuaao na extraccao do caldo da canna
de assucar anda nao fosee resolvido. Pelo me-
nos, V. S. est em contradiecito manifesta com
aquellea, que mais ae teem empenhado na resolu-
cao d'este magno problema da indostria aaccharina
doa paizea intertropcaes.
* Infelizmente nao contieno o seu trabalho so-
bre os eosaios de fava, mas possuo um extracto
ingles do respectivo relatorio hollandez, no qual
nao descubro insuccesao algum, mas antes al-
gumaa coea importantasirnaa a serem aprovei-
tadas.
Certo entretanto, que com maehinismos
francezct, at hoje experimentados particular-
mente a talbadeira, sys'.ema Gay, c oa lucroa que
pode proporcionar actualmente anda sSoduvido-
aoa >. Todava o proprio Pellet, chimico francez
do engenho central da Almera, j reconheceu a
excellencia doa reaultados obtidos com a diffusio
n'eata fabrica, embora ter tido que lutar com a ta-
lbadeira franceza, que segundo a opinio do Dr.
Wiley, que a vio trabalhar, impropria a ser
empregada no fabrico (Vida Bulletin n. 8. De-
partcment of Agriculture. Divisin of Chemia-
try.Methods and Machioery for tee aoplication
of diffuiion to the extracti >n of sugar from eugar
cae etc. By Harvey W. Wiley. Cbemiat.
Waahintrton: Governement Proting Ofice. 1886.
pag. 50). A mesma opiniao emittiram os pro-
pnetanoa de fiva. O Dr. Wiley, no aeu lumino-
84 relatorio offieial, demostrou com toda a eviden-
cia, que a sppIicac2o pratica da diffusa ex-
traccao do caldo da canoa de assucar urna rea
lidade, depiis de tel-a eatadado praticamente, por
ordem do governa dos Estados-Unidos, em Ot-
tawa-Kinsaa, na Franca, A'lemanha e H-sanha.
(Vida Uevista de Engenhana n. 144. 1886.)
Tambem urna verdade incontestavel, qua aa
fabricas alie uia maia ae empeuhara-n aa resoluco
d'este problema e o reaolveram aeguado a opinio
satorisadisaima do Dr. Wiley.
Ea a experiencia do engenho central de Bar-
cellos I
E' extensa da mais a publicar;* > d'eata expe-
riencia feit* pelo Sr. Bario de Burcelloi no pe
riodioo S. Jod > da Barra de 8 de Setembro de
1836, e por ist. V. i\ me desculpar, que extraa
somante os trechos maia importantes da mesma.
A talbaieira ou cortador de canoas do aya-
tema allemo da vaaada doze toneladas por hora
(au eento e quarenta e qaatro toneladas de camas
em doto horas, e nao vinte toneladas, como dis o
Sr. Bouchet, agente da companhia le Five-Lilles.)
O problema, pas, de eipedicao de grande quan-
tidada de canoas neceasaria para o servico diario
nao s jffre a menor contestacio e o resaltado de
dose das o compreva.
Aa analyaaa feitaa pelo Dr. Carlos Heiae pro-
varam a purea do caldo de diffuso comparada
coa o proveniente daa maendaa e neohuma in-
versas apresentou-se durante o lapso de tempo.
Al pardal en aaaucar eram de 0.85 por cento ;
levou-se, comtodo, o esgotamento (daa talhadaa
noa diffuaores) 0.43 % de assucar, que ficoa no
bsgaco. Com trabalho maia regular a extraccao
paasoa maia da 8 (oito) e a menor de 9 %
(nove) em assucar de primeira qualidade, que a
nica por hora turbinada. *
* Segundo urna nota, que passuimos do proprio
puoho do Sr. Lumay, antigo director do engenho
central de Barcelloa, obtiveram com a expreasao
do caldo pela moenda smente 4.8 /0 (quatro e
oito decimos) de assucar de primeira qualidade;
logo, o rendimento quasi duplicou em virtudo do
emprego da diffusSo no mesmo engenho central.
O Sr. Bario de Barcelloa diz tambem, que aa
experienciaa com oa apparelhaa de diffuso conti-
nuarlo na safra vindoura do L de Outubro (1886)
em diante. Tambem nao noa consta, qua o meamo
Sr. teuha decidido inatallar novamente a moen-
da >< e viata do contentamento, que transpira da
sua publicacao, parece ser ama invencao inspira-
da por intereaaea pouco confasaaveia tudo aqullo,
que o Sr. Bonchet Ihe escreveu.
Tanto para V. S., quanto para mim a todos
oa Braaileiroa, que conhecem Sr. Sarao-de Bar-
cellos, um doa industriaea maia datinctoa e maia
Ilustrados d'eate paiz, nao paira a-mnima duvi-
da, que a sua exposicao sobre a experiencia com
a diffusao no engenho central de Barcellos a
mais verdica e rxactissima paaaivel. Logo, S. S.
foi victima de em* myatificacio pouco decente
O que mais admiro, a coragem de um es-
trangeiro de publicar falaidadus to revoltaates
na imprensa do paiz.
Tanto V. S, quanto o seu humilde criada,
quaousaenderecarlhe estaa linhas, na temoa em
mira a prosperidad da industf ia assucareira no
Brasil, e, portanto, d venios associar-uos contra
quem quer que seja, que qu ira exp orar indecen-
temente este paiz, queja tanto tem sido explorado
por certos estrangeiro8 pouco escrupulosos.
Todo o espavo, toda a proleccao aos nacionaes
e estrangeiros decididoa a fazer florescer o paiz
pelo trabalho honesto !
Creio firmemente, que V. S. deaculpar qual-
quar nsperez na diccio, que me possa ter escapa-
do em virtude da indignaco, que me causn, a
leitura da carta do Sr. Bouchet, tanto mais que
coinprometteu um homem de tan'o merecimanto,
de quem aBsigno-m1! serVenerador, respeitador
e criado obrigado, Dr. F. M. Draenert, professor
de chimica e technologia.
Cinco casai derrabadasO Sr. dele-
gado de Limoeiro ac.ba de comnuncar que no
da 8 do corrate e no lugar Cedro, Manoel faulo
de Moura derrubau cinco casas de Jos Monteiro
da Silva.
Stbendo do facto, carr?u ao lugar aquella auto-
ridad-i com for$a e um olli-uil de Justina, porm ja
o derrubamento estava 'fc-ito. ApresentJU-se-lhe
entino capital Manoel B irbosa da Fontes, acam-
panhado da daus individuos e declarou-lhe ter
sido aggred do por Mauoal Paulo qua pretendes
feril-o, deparando por duas vezci urna arma de
fogo, cuj"8 projectis empre^ ira a-so-lhe apenas
em um* das laaasjas do paiitot.
EimasanienloN> dia 3 io carrate o
trem da via-ferrea da S. Praueisco que a para
U ia, ao passar pelo eng'nho Cuyambuca esina-^
gau um homem de cor parda, cuja iiectidade nao
foi reconhjcida.
Nao h -uv! culpabilidade da parta da machinia-
ti qua diriga o trem.
Cues solios Foram at hontaru infructfe-
ras as reclam ijoea qu! MSM teito na3ta Revista
contra o grande uam ro de caes qua vaguaiam
ra Vise>nle da Goyann*, 03 quies cada vez
maia, informam-nos, augmeatam a numero de sce-
na mino: es qua praticam.
Na entauto, ja o diasemos e da novo o repeti-
moB, existem postaras muoicipaes que, cumpridas
por quem de direita as deve fazer clTactivas, aa
de tolo na evitaasem o mal, ao menos o uvnora-
riam. i
Sendo oste o tempo em que mais geralmante se
manifesta nos caes o terrivel mal da hydrophobia,
urge que os respectivos fiseaea va 1 tratando de
diminuir-lhas o numero, e o da freguezia da Boa-
Vista para quem fallamos, na ra a qu 1 nos refa-
imos, encontrar servico para alguns dias.
Tenlamen Litlerarlo. Pernanibu-
noAcaca de fundar-se com o noma cima um*
aova aockdade lltteraria, ficando a directora
provisoria composta do modo seguinte :
Presidente.Francisco G imes Prente Flho.
Io Vice-preaidente.Manoel Bernardina Vieira.
Io Secretario.Henrique Marquea da Silva.
2o Secretario.Antonio Venancio Jnior
1 Supplente.Alfredo Vaz de Oliveira Lima.
Orador.Eurico Witruvio A. Vaaconcellos.
Vlce-oradbr.Alfredo Drummond.
Thesoureiro.Landelino Luna Freir.
Bibliothecario.Francisco do Reg Barros Pes-
soa.
Commiaaoca
Syndicancia : Relator, M noel Vieira, Miguel
Falco e Luna Freir.
Contas: Relator, Oliveira Lima, Manoel Bibeiro
Barroa Jnior.
oasorPara ease porto aegue hoje em via-
gem extraordinaria o vapor Jacuhype, da Compa-
nhia Pernambucana.
Thesoaro ProvincialSesta eparticao
pagam -ae boje os vencimentos do mez de Agosto
ultimo aos profeaaorea de 2' entrancia.
DinheiroO vapor nacional Jacuhype trou-
xe doa portoa do norte para:
Esta praca 18:8363777
Pesia ae H. Benedicto em Olinda
Foi tranaforida para o dia 14 de Navembro pr-
ximo a fasta de S. Benedicto, annunciada para o
dia 21 do carreute.
Re 1111 i oes soclaea Ha h je as aeguin-
tes:
De Comit Litterario Acadmico, s 11 horas,
para eleger a nova directora.
Da Associaeo dos Funccionarios Provinciaes
de t"ernambuco, em aaaembla geral ordinaria, no
lugar e hora do coatume.
Icev iota IllustradaDcste semanario, o
melhor que naste Imperio aa publica, recebemos o
n. 430.
E' publicado na corte palo Sr. Angelo Agoa-
tini.
O PatascoDistribuio-se o n. 6 deato pe-
ridico Ilustrado e humorstico.
Oa Crimea do BeclfeDistribuio-se hon-
tem, o 6* fascculo deate romance do Sr. Dr. Joo
B. Pinheiro Corte Real.
Transferencia de festa A festa de
Noasa Senbora do Rosario de Tracunhem, vn-
nnnciada para este mez, por difficuldadea no re-
cebimento daa esmolaa, fica transferida para o dia
14 do Novembro, impreterivelmente.
l.arnnliunoDesta cidade eacrevem-nos o
nosso correspondente a seguinte carta em 8 do
corrente :
Acha-ae entre nos em visita pastoral, o Exm.
Sr. D. Jos Pereira da Silva Barros, nosao ile-
trado diocesano.
Auspiciosa e feliz, aob muitos pontos de vista,
a vinda de S. Exc. a esta cidade, porque ella
traz-oos paz ao coraco e allivio para as almas na
palavra fecundinsima dos Evaugelhoa, de que
S. Exc. o preclaro apostlo.
Seja bem vindo o ungido do Senhor.
No da 27 do mes findo, s b horas da tarde,
acompanhado por 500 cavalleiros, faz S. Exc. aua
entrada neata cidade.
As ras achavam se completrnoste arboriaa-
iaa, arcadas da folha^ens, bandairaa de corea, ga
Ihardetea adornavam as entradas por onde S. Exc.
havia de passar.
En frente da caaa do nosso amado vigario,
ergaia-se um liado corto, oade achava-sa a banda
da msica .aranhuease que saudou S. Exc. com o
hymoo nacional ao estrugir das foguetes e das
bombas de salvas reaes.
c Era nuai irosissima a concurrencia ; da todos
os ngulos ds comarca corra o povo em prafuso
ptra recabar a bencio apostlica do sea muito
amado prelado.
< Foi um quadro magestoso e imponente.
A' noite illuminou-ae toda a oidaie com lan-
ternas de corea, bam orno a fachada da mitria,
cujo effaito foi grandiao.
< No dia subsequente fez S. Exc. a sua entrada
offi-'ial na matriz, sendo candulido o paliio pelas
autoridades superiores da comtrea e membroa da
municipalidad a.
Ao trauspor o uossa amado biapo oa umbraes
ds casa do Senhor. cantou a oronestra, dirigida
pelo distmet) prafeasor Jo) Polycarpo Soarea
ttosaa, o Eace Saoerdos liagnus, aegaiadaaa o Te-
Deum que fai entaado por todo claro presente, sen-
do acompanhado pela excellenta orchestia da maes-
tro Rosas.
A un, poia, se a rscepco do preclaro dioce -
sano nao foi esplendida, como era para desejar,
oerto qae foi grandiosa e unisona no sentimaato de
jubilo e ternas espansoes no coraa&o de todos os
aabitaotes desta impirtante freguozis.
* Depoia das ceremonias religiosas e da benoSo
episcopal, foi S. Exc. installado em caa do Kvdm. 1
vigario Pedro Pacifico, onde se achavam prepara-
dos oa apoaentoa da S. Exc. e urna commiaao de
Ilustres cavalheiros procuravam porfa obse-
quiar c venerando prelado.
Elle por sua vea nada poupa para fazer intei-
ramente compruhen ier as amabilidades de sea cc-
raco bondoso, que em doce, cordial e reapeitosa
erpanso acolhe a todos como se fra um pae ex-
tremoso que estivesae entre filhoa queridos.
E' aaaim que S. Exc. moatra-ae geralmente,
alegre, aem signlho, jovial aem desvanecimento,
grave aem impostura e modesto sem oatenta-
yia>
E' aaaim que S. Exc. ao trato amavel de um
cavalheiro distinctiasima, rene as bellssimae
qualidadea, aa eminentes virtudes de um biapo
catholico.
No correr do dia propaga S. Exc. o sacramen-
to do ebria na, aendo s \npre aeaistido n'eate acto
pelos configos da Capilla Imperial, vigario de Pes-
queira Francisco Peixoto Duarte e Antonio Damin-
guea de Vasconcellos Arago
A' noite ento eccupa S. Exc. a tribuna aa -
grada e ahi, como mensageire do cea, espanca as
trevas da ignoiancia e do erro como fiat lux da
verdade.
E' justamente na tribuna aagrada onde S. Exc.
moatra o aeu grande perfil, a figura imponente do
orador sagrada, attrahiodo os olhares da multido
quan io em respeitoso silencia S. Exc. mestra as
verdades sacrosantas do martyr d 1 Calvario, ab in-
do aos cegos da ignorancia aa parinaa sublimes
do Evangelho.
Espirito summameuta esclarecido, S. Exc.
um orador competo: Vuz harmoniosa, palavra
fcil, dieca correcta e !ogica errada, o.a grande,
a enorme multido que corre pressurosa todas as
noites ao templo para ouvir urna causa nova para
ella, prova-o exhuberantementa. '.
No domingo 3 do corrente calebrou o bispo
meio-pontificala missa de Nossa Scnhara do
Rosario, tendo sido o Preste o canego vigario de
Pasqueira Francisco Peixdto Duarta, assfctida
pelos vigirios Pedro Pacifi :o de B irras Basarra e
fcinego Vasconcellos Arago, sendo orador da
Evangelho o Bvdm. padre Ljz Ignacio de
Moura.
A orchaatra foi regida palo maestro Ro-
sas.
No dia 1." visitou 3. Exc. a: obras em coas-
truccao da estaco denta cidade.
Ahi achava-se grande numero de pessoas, e
ao chegar S. Exc. fu recebido por urna commis-
so, largando se muitas gyrandolas e una salva
de b :111b 13 raaes de 21 tiros.
O Sr. D. Joa foi aaudado pela Dr. Miguel
Guimir'S, eugeubeiro fiscal d'aqualjas obras,
agradeceodo-lhc S. Exc. em brevas, mas elegau
tes pa.avras a felieitaco que Ihe havia sido diri-
gida.
Sitisf'itiisima regrassou o Sr. D. Joa pelo
bom acolrmnesto qu > all recebera.
Anda no di 3, rsitaado 6. Exc. ra Bella,
foi alvo das maia significativas provasde alto apre-
90 e merecida cmsidera^o de que altamente gasa.
A ra a-hivi-se prim irosamente adornada
com tolhas, flores, reos do folbagenj, bandeiraa e
trabar lotes da variadas cores.
Hauva muitas girndolas e largaratn aereoa-
tatas, aaudandoa passa^em de S. Exc; sendo an-
tlo por acclamacao geral dado a esta ra o nome
de D. Joa. ,
Consta-nos que a no3sa muaicipalidade sanc-
conar csti acto expoutaneo do povo.
o Nossa occaslio, em viata do grandioso espect-
culo que se observa va de, seguraraeut 2,0)0 pea-
soas de todas as classes e condivo-s, tendo a sua
frente o egregio prelaio rodeado da todo o clero
exiatenta n'eata cidade, e quando ease imponente
prestito paravn no topo de urna pequea eminencia
que ha n'esaa ra, o Sr. coaega Francise Pe:x)t>
Duarte, como que aspirado, j pela hira, qua era
ai eakir da tarde, j pelo brilhantisma do cortejo,
recordanio-ae daa passagens bibiicas, em que o
Divino Mestre, acompanhado das scus discpulos e
de grandes turbas de israelitas pregiva o Evan-
gelho, pedio a palavra, e n'um rpido improvisa,
lembrau a todos que o ouviam attentos, essas pa-
pinas edificantes dos ensinamentos de Christo, que
muito eensibilisou t* auditorio qua irrompau em ca-
lorosos vivas S. Etc., ao clero presenta, s'auto
ridades e religiao catholica.
Continuando o cortejo, j ao desembocar desta
cidade toda a multido, o Ilustrado promotor pu-
blico da comarca, o Sr. Dr. Lydio Marianno, fez
um lindo discurso, que foi igualmente applaudido,
respondendo a ambos os discursos, S. Exc, com
aquella ncelo de aua eloquencia arrebatadora, de
todos conbecida.
i Foi ama tarde que nunca ser esquecida do
povo catholico desta cidade, pelas profund :s e,no-
Qoes, que ficaram gravadas no espirito publico.
S. Ecc. d'eutre as mnitas visitas que fez nes-
t* cidade, procuroa retribuir a que Ihe havia leito
o Sr. conego Duarte, e dirigindo-ae casa de seu
sobrinho o ph irmac -utico Goncalo Braz dos San-
tos, foi ahi dignamente recebido, servindo-sa um
profuso copo d'agua, que Ihe ioi offerecido, achan -
do se presente nao s S. Exc. e os sacerdotes que
o acompanhavam, como algumas familiaa das rela-
cea d'aquelle pharmaceutico e da S. Exma. senho-
ra, que primou em fazer aa honras do esplendido
toast offerecido S. Exc, que mostrou-aa profun-
damente recanhecido pelas attencoes dessa distin-
cta familia.
Tambem pelo Sr. Dr. Lydio Marianno e ana
Exma. senbora foi offerecido a S. Ex;., por occa
eio do baptisameoto de aua filhinha, um grande
jantar, onde trocaram-3e muitos brindes e profer-
rana-ae linios discursos.
Hontein, data memoravel, pois completou um
lustro que o Ilustre prelado, em to boa hora, to-
mou possa desta vasta diocese, onde por entre as
vozes celeate8 dos anjos da boa nova, S. Exc. com
a vasta illustraco qae todos Ihe reconheeem, bran-
do e amoravel como um cntico de paz, tem pres-
tados os maiores e mais assignalados servidos a
igreja do Senhor, nao podia nem devia passar des-
apercibida, como nao, uccedeu.
- O Sr. Dr. Joaquim Cordeiro Coelho Cintra,
digno juiz de direito da comarca, para solemnlsar
es8e anniver8ario offereceu a S. Exc. um lauto al-
mo;o, comparecendo muito distinctaa aenhorae e
Ilustres cavalleiros.
Tomando a palavra o digno magistrado profe-
rio entn urna bonita allocnco, coogratulando-se
com S. Exc. o Sr. D. Jos, por este auspicioso fac-
to, declarando n'eata occasio, que aua senhoraem
honra de S. Exc. acabava de libertar a nica '3-
crava que possaia. de nome Igaez, anda na flor
dos annos.
A esta allocucao respondeu o Sr. D. Jos mui-
to commovido agradecendo em breves, mas elo-
quentes paiavras a honra que Ibes acabava de fa-
zer o Sr. Dr. Cintra e aua Exma. senhora.
A' tarde do meamo dia, ainda em honra do
preclaro diocesano, o nosao illaatre vigario Pedro
Pacifico offereceu ao san amado chefe um profuso
e lauto jantar, onde a par da maia bella simplici-
dade oatentavam-se galas de nm verdadeiro fes-
tino.
Usando da palavra, o Sr. vigario Pedro Paci-
fico declarou que o christiaoismo, eaaa luz formo-
siaiama que penetrando na alma do infeliz foi es-
peranca, indiligencia da ignorante, e foi inatru-
ceo, conscieucia do oppresaor, e foi remorao :
para todos bemaventuranca, banindo de seu seio a
e8cravido, eaaa nodoa vergenhoaa que ainda man-
cha o nosso penda auri-verda; declarava livre a
sua uaica escrava Vicencia, de 24 annos de idade,
e bdin assim diapensava oa servico. doa menores
dlhas da mesma escrava, sem condicuo alguma,
mandando depor as mos de S. Exc. o Sr. D. Jas
a carta de redempeo dos seus er-escravoa.
< Bastante sensibiliaado o nosso venerando pre-
lado agradecen tamanhas provas da apreca que
Ihe eram dir.'gidaa, iazendo votos para que em
breva se podesse diser que o clero da aua diocese
nao posauia maia eacravoa.
_ Nasta occasio o Sr. Bellarmino Dourado di-
rigi a S. Exc. urna aaudaco em verso, haveodo
ainda afiactuosos briadea e discursos eloquentea.
Na faram s estas aa provas de alta conai-
deraco tributadas aqu ao Sr. D. Jos; muitas
outras recebeu S. Exc, que noa seria longo enu-
merar e nao cabem noa limites eatreitos da urna
simples noticia.
Nao podemos, entretanto, deixar de fazer es-
pecial meuco de um magnifico presente offertado
pelo Sr. conego Francisco Peixoto Duarta a S.
Exc, cooaiatiado em um peso para cima de papis,
em alto relevo, repraaaataado o Sagrado Coraco
de Jeaua, a cruz, cacada e Une* e mais objestoa
de inartynos; e bem aaaim ama esptula e reg*,
objectoa estea primorosamente trabaihados ns ma-
ne ira do tronco de oliveira, do jardn daa ol ve i -
raa, onde orou Jeaua antea de ser aappliclado.
At baje tem-se chriamado 8,126 peesoaa.
Grande o numero de casamento e baptiaados.
Coasta-nos qae S. Esa. partir no dia 11 para
a prxima villa do Bam Cnsela, de oade regres-
s ara 4 capital ao da 26 do corrente, passando
anda por esta cidade.
At breve. *
Trras devolatasFicou em 4 ds corren-
te adoptado, em 3.a dacussa, pela Cmara dos
Sra. Dapatados o projecto de lei sobre trras de-
volutas, que, com as emendas approvadas ficou as-
sim constituid) :
Da venda, aforamento e concesso gratuita das
trras devolutas
Art. 1." As trras devolutas serio vendidas,
aforadas ou concedidas gratuitamente, mediante
as seguintes condices :
l. Precadendo medicao e demarcacao, man-
dadas fazer pelo governa, sern vendidas em has-
ta publica, ou fra dola quando nao houver lici-
tante, mediante pagamento vista oa a praso e
em lotes de 25 hectrea.
2. O preco miaimo aera de 65000 por hacta-
re, pago vista, e de 8*000 sendo o pagamento a
praso.
3 A venda a praso efzectuar-se-ha as se-
guintes condices :
1. Pagamento no praso de 3 annos;
2. Obrigaco de cultura tffectiva na 5." parta,
pelos menos, da rea adquirida, senda as trras de
mattaa, e de maut-r naa trras da campas criaco
que represente capital equivalente, palomeaos, o
valor mnimo legal das trras;
3. Morada habitual as trras adquiridas.
4.0 Pagando viata, o comprador recaber
deade logo titulo de propriedade Se o pagamen-
to for a praao, receber titubo de posse, que ser
substituido pelo de propriedade, provanda o a-a
suidor ter cumprido as obrigaees do paragrapho
antecedente.
5." A falta da cumpriman'o das obrigacoes do
3. sueitara o comprador & perda da posae das
terraa adquiridas, com aa bemfeitorias que tive-
rem, aem direito a indemniaacao, sendo ellas de-
claradas devolutas.
6." Se o comprador a praso effectuar o paga-
manto antes do praso de 3 annos, o prefo das tr-
ras ser de 6J3 por hectare, provando o comprador
haver cumprido as condices do 3>.
7." A ninguem permittido comprar mais de
4 lotes de trras de 25 hectrea ou 100 hectares.
0 governo poder, entretanto, ceder gratuitamen-
te s eo.np mliias da estradas de ferro que se pro-
puzer m i construeco de novas linhas e s asso-
ciacoe3 de immigraco e olonisaco, porco da
tercas que nao exceda de 2 kilmetros de cada la-
do s linhas terreas, e 2)0;)) hectares aquellas
associaces, urna vez que ae obriguera a respeitar
as dispoaices desta lei, quanto venda e afora-
mento das mesmas.
8." Neuhum particular palera comprar miis
de quatro lotes de 25 hectares ou 100 h.ctares.
a. As torras devolutas de campis ou de cria-
cao podero ser aforadas na falta de comprador,
mediante as seguint s con licas :,
1. Pagamento'annual do foro-'mnimo de 30J
ris por hectare.
2. ObrigaeSo de mantar, as terraa atoradas,
criaca ffectiva qua represente capital equiva-
lente, palo menos, ao valar legal mnima daa mes-
mas trras ;
.3. Extneeao do foro, tornando-se o foreiro pro-
prietario, naprasi de 10 annos, oa pagando, em
qualquer tempo, o preco de 6S par hectare.
S 10. Niuruam poi-r tomar por aforamento
mais da 20J hectares de torras de campoa, cu de
criacao.
11. O roverua" palera conceder gratuitamen-
te ti '.u! as ie posse de terraa de volutas, Btoadaa
nos limites de imperio com pases estrangeiros,
em ton 1 11 50 kilmetros, obaervalas a3 aegain-
1 tes c -ii lic s : ~
! a) Ser o peticionario eidadao brasileiro, oa pro-
raetter a su 1 naturalisaco ;
b) Provar idade miior de 21 anuas ;
c) Obrigar 3e a oc^uaar a trra directamaaLc
I por si, ou por seus hsrdeiros, na casa de mert',
' por espado de 5 annos ; a ter morada h ibitual e a
cultivar effaetyrameote, palo menos, 10 hectrea
dai trras de mittas coacudida4, e a manter, na
de campos, criaco que represente capital equiva-
', lente, p to menos, ao valor mnima le^al das ter-
i ras concedidas.
1. A rea da terreno concedida na poder ex-
1 ceder, para cada posseiro, de 20U h retares, sendo
as trras da mattas, e da 80), senda ds campos ;
2. A medicio ser feita pelo governo custa
do conccssionario;
I 3. Vencido o praso de 5 annos da concesso do
I titulo de posse e cumpridas as condices a b c, o
' concesionaria ter direita de receber o ttulo de
propriedade;
4. Se 2 annos depois de feita a coueessa, o
! concessionario provar que tem cumprido as obri-
gaees estipuladas, e pagar ao Estado a quantia
de 3000 por hectare daa tarras concedidas, ter
o direito de receber o titulo de propriedade;
5. Aa trras concedidas nestas condices, assim
como as bemfeitorias aellas existentes, nao sera >
sujeitas a execucaea, nem embargos provenientes
de divdaa contrahidaa pelo conceasionario ou du-
rante os 5 annos de posse ;
6. A falta da cumprimanto, dentro do praao de
2 annos, das obrigaces sobre as lettras a b c, en-
jertar o conce8aioaario perda da concesso, vol-
tando as trras ao dominio e posse do estado, sem
direito a indemniaacao pelas bemfeitorias nellas
existentes.
12. Os ttulos de propriedade, posse e afora-
mento, sera passados pelo chefe da repartiera de
terraa, na corte, e por aeus deleg idos as provin-
cias.
8 13. Sao trras devolatas :
1. As qae nao se acharem applicadas s nao pu-
blico nacional, provincial ou munieipal;
2. As qae nao se acharem no dominio particu-
lar por qualquer titulo legal:
3. As que nao forem ha vi das por sesmarias ou
outras conceases do governo geral ou provincial,
revalidadas ou cuja revahdacao for requerida e
effactuada de conformidade com a presente lei;
4. Aa que nao aa acharem oceupadaa p-r pos
srs, legitimadas ou cuja legitimacala fer requerida
e effactuada de conformidade com a presente lei.
14. Os que se apossarem de trras devolutas,
oa nellas derrubarem mattas ou Ibas puzerem fo-
go, sero obrigados a despejo, c >m parda de bem-
feitorias, e soffrero a pena de 2 a 6 mezes de pri-
so e multa de 100000, alm da satisfaca do
damna causado.
Es-a pena, porm, nao ter lugar nos actos pos-
sessorios entre heros confinantes.
Da revalidando das concessoes e da legitimaco das
posses
Art. 2. S podero ser revalidadas as conces-
soes que se acharem cultivadas "ou com principios
da cultura e morada habitual do concessionario,
ainda que nao haja sido cumpriia qualquer das
outras condices com que f-ram concedidas, e ca-
jaa revalidaces forem requeridas ao praso de um
auna, a contar da execuco da presente lei.
l.o S podero ar legitimadas aa posses man-
sas c. pacificas adquiridas por oceupaco primaria
ou havidaa do prisseiro oceupaute, que se acha-
rem cultivadas ou com principios de cultura e mo-
rada habitual, e cujas legitimaces forem requeri-
das no praso cima mencionado, guardadas as se-
guintes rogras :
1.* Cada trra em posse coaaprehender, alm
do terreno cultivado ou do necessario pastagem
doa animaea que possuir o poaaeiro, outro tanto
maia de terreno devoluto que houver contiguo,
comtanto que este accrescimo nao d a trra rea
maior de 100 hectrea na posse de terrenos do
mattas e de 200 nos da campas oa de criaco ;
comprehendendo-se n'esaa zona 50 hectares de
mattas, sempra que for passivel.
2.a As posses em circunstancias de serem le-
gitimadas, que se acharem em aeamariaa ou ou-
tras concesaas incursaa em commisso e no caso
de serem revalidadas, s daro direito indemni-
aacao pelas bemfeitorias.
Exceptua-30 d'eata regra o caso de verificar-se
a favor da posse de qualquer daa seguintes hy-
potheses : 1 haver sida declarada boa, antas de
promulgada a presente lei, par tentones passada
em julgado entre os sesmeiros ou caoeaaaionarios
e os paaseiros; 3 ter aida estabalecida antea da
medico da sas i.aria ou cancesso, nao perturbada
por cinco annos, e achar se/iom cultura e morada
habitual; 3a ter sido estabaleaida dapois da dita
medico, nao perturbada por 10 annos, e com cul-
tura e morada habitual.
3.* Dada s excepeo do numero antecedente oa
po3aeiro8 gazaro lo favor que lhea aaaegura o n.
1, eompatiudo ao conceaaionario ficar com o ter-
reno que aobrar da diviao feita entre os ditos
posseiroa, ou considerar se tambem posseiro para
entrar em rateio igual com elles.
4.a Os campoa de aso cammum dos moradores
de ama oa mais fregaezias, municipios oa comar-
cas, sarao conservados em toda a ex teas o daa
auas divisas, e cantinuara a prestar-se so mes-
mo oso, emquantc por le nao se dispuzer o con-
trario.
2." Na se haver por principio de cuitara,
para revalidaoo de sesmarias oa outras concea-
Bea, nem para legitimaco de qualquer posae, oa
simples rocadoa, derrubadas oa queima de mattoa
e campos, levantamento de ranchos e outros actos
de semelnante natureza, nao acompaa idos da
cultura effectiva e morada habitual exigidas no
anigo masecedente.
3.a Aa terraa adquiridas por posae, aeamaria
e outras conceases, cujos passeiroa ou concessio-
narios nao requererem legitimaco e revalidaoo
no prazo de um auna, a contar da exacu^o da
preseate le, sero consideradas trras devolatas
perteucentes ao Estado.
4. Terminado o praza fizado no artigo ante-
cedente) os paaseiros e concessionario i qie tive-
rem requerido a legitimaco e revalidaco das
posses, sesmarias e entras concessoes, tero o pra-
zo improrogavel de quatro annos para levar a ef-
feito a legitimaco ou revalidaco.
5. Os posseiros ou concessionarioa podero,
para os efieitos d'esta lei, maadar medir e de-
marcar as trras adquiridas por posse, sesmaria e
outras concessoes, por profissionaes de sua con-
fianca, precedando autoraaco do goverao e com
a cl8usala de anterior approvaco dos trabalhoi
effectuados.
6.0 Os posse'ros e concessioaarios qua dei-
xarem de proceder 4 legitimaco e revalidaco
das suas posses e concessoes no prazo marcado,
sero reputadas cahidoa em eammiaso.
Da mediado das trras publicas
_^Art. 3X O governo mandar araeeder m:di-
c Vjdaa terraa devoluta3, rcspeitando-ae no acto
da medico oa limites das coacesses e posses que
nao estiverem incursas em commisso e se scha-
rm no caso de ser revalidadas e legitimadas na
forma da presente lei.
Qualquer opposico que haja da parte dos pas-
suida.es, nao impedir a medico, caben lo vista
aos opponentea. ea a requerarem, para deduzir em-
bargos, em termo breve, ultimada a medico.
As quer toes judiciarias entre 03 mesmos pos-
auidores nao im edua to pouco as diligencias
tendentes execuQo da presente lei.
I. Para extremar o dominio publica do par-
ticular, segundo as regras establecidas p :1a pre-
sente lei, o governo nomear engeahairos ou a^ri-
m-nsorea, 01 quaes procedero adminatrativa-
minte, fazendo decidir por arbitros as questes
e uvidas de faeta; e dan io da suas propnas da-
ciao.'s recur30 para o presidenco da provincia, do
qual ha vera, tambem recurso para o governo.
2. Antes de exyr venda as trras devolu-
tas, o governo miniar medil-as, dividil-as ila-
marcal-aa e deacrevel-as.
1. Effectuar-3e ha a medico, sempre que as
circumstancias iocaes o p-rmittirem, par linhas
que correm de norte ao sul, conforma o verdadeiro
meridiano, e por outras qua as cortem em ngulos
rectos, de maneira que farmem territorios da 10
kilmetros em quadro :
2." O territorio ser dividido em 100 leegoes de
kilmetro quadrado, ou 100 hectares, e cada sec-
c > em quatro lotes da 25 hectares ;
3." Sero medii.8 de preferencia as tarras con-
tiguas s zaHaa j puvoadas, e as qie se acharem
maia proxim ,s dos portas ou vas de communica-
co;
4." O governo reservar das tei ra3 devalutas
as que jolgar nesesaariivs f uada^o de povoa-
ces,colaaias agrcolas e assanto de estabeleci-
metoa pablicos, >;ssim cama as de produeco ex-
tractiva, at que, com relaco a estas, aa regulem
p.r lcie3>ecial a venda ou aforamento.
Do registro das Ierras
Art. 4. O governo far organisar o registro
das terraa devoiutas e poasuidas, para o que pe-
der criar urna reparticao geral das trras, su-
. i 1 aa ministro e secretaria de estado das
>s da agricultura, commsrcio e obras pa-
blicas, a qual ser tama en encirregida de diri-
gir a raidi^o, divisao e dascripea das trras de- '
volutas e bm conservasa, de fisca3ar a venda e
distribuica d'allas.
1." 0 pro iucta da vanda das terra3 publicas
ser rseolbido ao Tiiescuro nacional, e do mesmo
producto neuiumi quantia ser appircad* seno
em virtude de leis esp ciaes.
2. O gov'.-rno solicitar annualmente do po-
dar legislativa a quintia neceasaria m:dico e
divisa das trras devolu'as qie tivarem de ser
executada em cala exercicio financ-ejro.
Dos re filamentos e das multas
Art. 5." Pica autoriaada o governo para expe-
dir os rcguUmant03 nsce33-ario3 ;. esaeu^ da
presente lei, padenda impor a pena de multa at
500*000.
Art. 6.0 Fcam revogadas a lei n. 601 de 18 de
Satembro da 1850 e todas &3 disposics em con-
trario.
Viilor HagoA questao dos ltimos enti-
mentos de Vctor Hugo, como sabido, fai muito
agitada.
Os orgoa do atbaismo eatorcaram-se em fazer
erar que o grande poeta nao reclamara os soccor-
ros da religio, como algumas pessoas affirmam.
lato deu lugar a attestados des medicas, qae
uo foram to concludentes como era pira de-
sejar.
Apesar de tudo isto, haver sempre urna duvida
sobre as disposices supremas ds Vctor Hago na
hora d morte.
E' officisl que a carta de S. Em.a o Cardeal Ar-
c hispo de Pariz nao Ihe foi communicada. Se o
fossa, talvez o grande homem ti vase morrido con-
fortada eom os Sacramentos da igreja. Elle nao
era atheu; admittia a vida alm tmulo, Daos e a
eternidadc. *
Para prova disto, basta que o leitor aprecie o
seguinte discurso qua ella faz no parlamento fran-
cez Bobre o ensino religioso :
1 Senhores.Nunca por culpa minha, alguem
se poder engaar aobre o qne digo e pens.
Lange de querer proscrever o ensino reli-
gioso, creio. aotai-o bem, que elle, a mea ver,
hoje mais necesaario que nunca.
Quanto mais o homem se engrandece, mais
deve crer; quanto maia ae, approxima de Deas,
mais deve ver a Djua.
" E' dever de todos n?, quem quer qua sejamos,
legisladoras ou bispo3, sacerdotes ou escriptores,
publicar, pensar, diffundir, sob todas as formas,
usar da toda a energa, de todo o poder social para
combater e destruir a miseria, e, ao mesma tempo,
para fazer que todas as cabecas se levantem para
o co e todas as almas esperem ama vida ulterior,
em qua a justica ha :e ser aatiafeita.
* Digamol-o bem alto :ninguem soffre injusta,
nem intilmente.
< A morte ama r< stituieo.
A lei do mundo material o equilibrio ; a lei
do mundo moral a equidade e a justica.
< Ha urna deagraca cm u osa .3 temp >3 e quasi
direi que a nica deagraca ; a tendencia de
reduzr tuda a esta vida. Dando-ae ao homem por
fien o melhor destino vida terrena e material, se
aggravam todas aa miserias com a negaco do qae
superior; oppresso dos desgracado3 aggrega-
se o peso insupportavel do nada; e nisto est a
orig -m das profundas convulses sociaes.
Eu soa, certamente, daquelles que querem, e
nenhum dos que ma ouvem poder duvidar da mi-
nha veracidade ; eu soa d'aqaelles qae querem,
nao digo com sinceridade, pois dbil esta pala-
vra, eu quero com ardor inexplicavel e por todos
os matas possiveis melhorar neata vida a sorte ma-
terial dos qae soli'rem. E a melhora mais impor-
tante consiste em dar-lhes a esperanca.
Oh como a nossa miseria diminue, quanda
nos consola urna esperanca sem finoDeus I
s Deas se mostra no fim de tudo.
c Nao o neguemos e ensinemol o a todos : nao
h 1 vera dig idade alguma em vi ver, toda a vida,
nada Valeria se no3 devessemos aniquilar para sem-
pre, se nos esperasse urna morte eterna.
< O que allivia as nosaas tristezas, o qne santi-
fica o trabalho, o qae torna o homem forte, sabio,
paciente, benvolo, justo, a um tempo humilde e
grande, digno da inteligencia, digno da liberdade,
conservar em si profunda o arraigada a perpetoa
viso do mundo melhor, que brilha atravz dessa
vida :O Co !
t Quanto a mim, j que me coube fallar neste
momento, j que to graves paiavras tiveram de
escapar-se da urna bocea to pouco autoriaada. per-
inittam-me dizer aqualtamente o proclamo dessa
tribunaea creio, creio profundamente, em nm
mundo melhora eternidade do coe no imperio
de um ser superior a todos os seres Deus!
Isto para mim muito mais verdadeiro que a
misera chimera que nos devoramos e que chama-
mos vida.
Isto est coastaatemente ante meas olhos.
" Nisto creio com todo o poder, com toda a forca
de minha coavieco, depois de muita prova.
< lito o supremo consalo de minha alma.
Eu quero, portanto, sincera, firme e ardento-
meute o eusino religioso.
Digo-o francamente e nao por hypocrisa.
Quero que c homem tenba por objecto o co
e nao a trra; por Gm nico Deas e nao a ma-
teria. ,
O *e a malher qner...-Tem estada
em Paria a notavel americana Frank Laslie, qne,
em Now-York, dirige 11 publicaces. B' viavs,
e seu esposo quando fallecen, em 1830, estava
fallido e deixou por heranca um milho e meio de
dividas e oito procesaos. Quando toda a gesto

^




i




..*,



Diario de PernambneoScxta-leira ib de Outubro de 18WJ
T

julgsva que og jornaes desappareceriam com o
sen fuodador, a esposa, para cumprir a promesas
feita ao marido de o rehabilitar, reuni oa ere-
dores e eonseguio ficar com a direceo daa publi-
cacoes, assignaudo obrigaces da importancia de
todaa as dividsa, as quaea foram todas pagas, e
agora dedica-se a fazer prosperar os jornaes, cuja
tiragem augmenta todos os dias, o melhorar a aor-
te de 500 pesseaa, escriptores, artistas e empre-
ados, que sao sustentados pelo seu estabele-
cimento.
Aa publicacos sao as seguintes : Frank Les-
tie'a Illnstrated paper, Budgel, Chimney Cr-
ner, Popular Modthly", Gazette (i-m allemo),
Sunday Magazinr, Pact and Fiction, Plea-
sant Hours, Cbildrea's, Bazar, Illustraeion.
em htspanhol.
Estes jornaes, uns alo hebdomadarios, outros
quinzenaes e mentaes, e todos impressos em New-
York, mas appare ;em simultneamente, sendo en-
viados por trena especiaos para todos os grandes
centros do Norte americano.
O rendimento que esta inteligente senhora tira
por anno, termo medio, de cem mil dollars.
Ella escrere muitas vezes e le com o maior cui-
dado todo o original que recebe para es seus jor-
naes e revistas, Trabalha durante dez meses,
desde as 8 horas da manha at as 11 da noite.
Os dons mezes em que desenca, passa-os no
mar e em Paris. Esta cscriptora ainda bastante
noTS, de estatura mediana, trigneira, muito gra-
ciosa e de urna physionomia que a torna ainda
mais expressiva, pois possue dous soberbos olhos
pretos.
Directora da* obran de conserva-
co doa porto*Boletim meteorolgico do
di* 13 de Outubro de 1886 :
do Recife, pelo novo plano, cujo premio grande
100:000*000, aera eztrahida do da 21 do corren
te, princir ando a extraeclo ao meto dia.
Os bilhetes acham-se a venda na Caaa da For-
tuna, ra Primeiro de Marco n. 28.
Lotera do MoA 3a parte da lotera
n. 366, do novo plano, do premio de 100:000*000,
ser eztrahida boje 15 de Outnbro.
Os bilhetea acham-se venda na Casa da For-
tana ra Primeiro de Marco.
Tambem acham-se venda na praca da Inde-
pendencia ns. 37 e 39.
Ce mi ter lo publico.Obituario do dia 13
de Outnbro :
Maria, 1 hora, Boa-Vista; asphyxia.
Antonio Ignacio Lopes, 50 annos, solteiro, Boa-
Vista ; cachexia syphilitica.
Luis Ferreira Lopes, 29 annos, solteiro, Santo
Antonio; estupor.
Francisco Antonio da Natividade Saldanha, 53
annos, solteiro, Boa-Vista; occlusao intestinal.
Jos Gomes da Silva, 20 annos, solteiro, S.
Jos ; tuberculose.
Alejandrina Amelia Cavalcante, 25 annos, sol-
teira, Boa-Vista; tubrculos pulmonares.
Flora Grata da Silva Albuquerque, 16 annos,
solteira, Graca ; brenchite.
Ernesto do Carm > Ferreira, 22 annos, casado,
S. Jos; hepatite.
Maria, 56 anaos, solteira, Santo Antonio ; mo-
lestia desconhecida.
Horas 9 !*. S i Barmetro a Tensao do vapor 1
C < o so 0 s
O J2 3
b<~ a
6 m 25'5 75957 19.67 80
9 280 760-82 18.76 67
12 29o0 75984 19.09 64
3 t. i 28-1 ".2731 75848 18.76 67
6 7586l)| 19.22; 71
INDICARES UTEIS
Temperatura mxima29.
Dita mnima257.
Evuporacao em 24 horas : ao sol6">8, som-
bra4">7.
Chuvan alia.
Direceo do vento : E de meia noite at 10 horas
e 40 minutos da manha ; ENE at meia no te.
Vclocidade m lia do vento 0,"93 por segunda.
Nebulosidade media : entre 0,1 e,2.
Sociedad Pbilollttera Funccionou
hontem eeta sociedade, sob a presidencia do Sr.
Joaquina de Castro.
Foi lida e approvada com algumas modifica-
coes a acta da seseo antecedente.
Passando-se ordem do da, foi condemnado o
reo Luiz Phippe, re dos francezes,, absclvido
o peraonsgem f'rei Caneca.
Sobre o primeiro, fallaram es Srs. Manoel Dias,
Meira e Goncalves Ferreira.
Sobre o segundo, fallaram. os Srs. Saturnino,
Meira c Castro.
Sobre a theseQual o maior no do mundo
i, fallaram os Srs. Manoel Solano, Aleizo, Goncal
ves Ferreira e Ignacio Pontnal.
Dejxiis de fratar-se de diversos assnmptos fo-
ram sorteados para jury histrico de quinta-feira
vindoura os seguintes persenagens : Padre Mi-
guelinho e Itibeiro Roma.
Foi tambem sorteada a theseO homem pre-
histrico.
Leiiea.Effecluar-se-hao:
Hoje :
Velo agente Modesto Baptista, s 11 horas,
rna estreita do Rosario n. 24, de fazendas e rou
pas futas.
Pelo agente Martina, s 11 horas, na ra de
S. Francisco n. 31, de movis, espelbos e louca.
Amanh :
Peto agente Modesto Baptista, a 11 horas,
ra Estreita do Rosario n. 24, de um predio.
Mlnaa fnebres.Sero celebradas :
Hoje :
A's 8 horas, na igroja do Corpo Santo, pela al-
ma de Antonio Goncalves Beltro.
Amanh :
A's 7 horas, na groja do Espirito Santo, pela
alma de D. Maria Ludovint da Conceicao Netto.
Seganda-fe'ra :
A's 8 horas, na igrt-ja de S. Francisco, pela
alma de Francisco Antonio da Natividade Sal-
danha.
PakMapeiroHO vapor Jacuhype trouze do
norte os seguintes ;
Dr. Jos Gamillo L. Albuquerque, Art.hur de
Macedo, Juttiuiano Bello, Dr. Manoel Porfirio O.
Santca, Lniz Francelino de Agnibr, Caetano Xa-
vier da Silva, Antonio Pimpollo, Jos da Cruz.
Pedro Celestino dos Santos e Maria de Azevedo
Olivct'ra.
Casa de DetenroMovimento dos pre-
sos do dia 13 du Outubro :
Ezistiam presos 286, entraram 5, sahiram 8,
existem 283.
A saber :
Nacionaes, 252,mulheres 6, eatrangeiros 10, es-
cravos sentenciados 4, precesado 1, ditos de cor-
reccao 10.ToUl 283.
Arracoados 250, sendo : bons 240, doentes 10
Total 250.
Movimento da enfermara :
Tiveram alta :
Mathias Al ves de Aguiar,
Romana, escrava de Joo Francisco.
Lotera da rrteA 3 parte da 2G0 lo-
tera da corte, cujo premio grande de 100:000
ser eztrahida no dia .. de Outnbro.
Os bilhetes acham-se venda na Casa da For-
tuna ra Primeiro de Marco n. 23.
Tambem acham-se venda na praca da Inde-
pendencia ns. 37 e 39.
Maladou.ro PublicoForam abatidas no
Matadcuro di Cabanga 54 rezes para o consumo
do dia 15 de Outubro.
Sendo: 45 rezes pettencentsa Oliveira Castro,
. 4 C.| e 9 a diversos.
Das 45 rezes pertencentes aos Srs. Oliveira Cas-
tro 4 C 1 foi para a caldeira.
Mercado Municipal de S. fosO
movimento deste Mercado no dia 14 do correntc
fci o seguate:
Entraram :
361/2 bois pesando 5,142 kilos.
7S5 kilos de peize a 20 res 13*700
66 cargas de farinha a 200 ria 13*200
65 ditas de fructas diversas a 300 rs. 19*500
5 taboleiros a 200 ris 1*000
11 Sumos a 200 ria 2*200
Foram occuoados :
25 columnas a 600 ris 15*000
24 compartimentos de farinha a
500 ris. 12*000
23 dito* de comida a 500 ris 11*500
73 ditos de legumes a 400 ris 29*200
16 ditos de suinoa 700 res 11*2(0
12 ditos de treoenras a 600 ris 7*200
10 taihos a 2* 20*000
3 dito a 1* 3*000
A Oliveira Castro & C.:
54 taihos si* ria 54*000
2 taihos a 500 res 1*000
Deve ter sido arrecadada neste dia
a quantiade 213*700
Rendimento dos dias 1 a 13 de Outu-
bro 2:700*420
Mdicos
O Dr. Arthur Imbassahy, medico occu-
lista, recenteroente chogado, esta cidade,
d consultas tod>s os dias, das 8 s 10
horas da manbl, sendo gratU aos pobres,
no 1. andar do predio n. 8, largo da
Santa Cruz.
Dr. Brrelo Sampaio mudou seu consul-
torio do 2." andar da casa n. 45, a ra do
Barao da Vietona, para o 1. andar, da
casa n. 51, mesma ra, como consta do
seu annuncio inserto na seccSo compe-
tente. Residencia a ra Seta de Setem-
bro n. 34.
O Dr. Castro Jess tem o seu consul-
torio medico, ra do Bom-Jesus n. 23,
sobrado.
Dr. Lopes Pessoa Medico.Residen
ca a ra de D. Pedro I n. 9, onde pode
ser procurado at s 9 horas da manha.
Consultorio ra do Bom-Jesus n. 37 1.
andar. D consultas das 11 s 2 da tar-
de.
Dr. Oama Lobo medico operador e par-
teiro, residencia ra do Hospicio n. 20.
Consultorio : ra Larga do Rosario n. 24 A.
Consultas das 10 horas da manha s 2 da
tarde. Especialidade : molestias e opera-
res dos orgo8 genito-urinarios do homem
e da uiulher.
Advocado
O Dr. Henrique Millet tem o seu es
uriptorio de advogacia ra do Imperador
n. 22, 1/ andar.
Consultorio allopatico -dosimetrlco
Dr. Miguel Themudo d consultas das
12 s 3 da tarde em seu consultorio ra
do BarSo da Victoria n. 7, 1. andar.
Chamados por escripto a qualquer hora.
Especialidades partos, febres, syphilis,
molestias do pulmao e do coracSo.
Drogara
Francisco Manoel da iva & C-. doce
tanos de todas as especialidades pharmn
ceutras, tintas, drogas, productos chimicn
e medicamentos homoeopaticos, ra do Mr-
quez de Olinda n 23.
Serrarla a Vapor
Serrara a vapor e officina de carapino
de Francisco dos antos Macedo, caes do
Capibaribe n. 28. Noste grande cstabd e
cimento, o primeiro da provincia n'este ge-
nero, compra-se e vende-se madeiras de
todas as qualidades, serra-se madeiras de
conta alheia, assim como se preparam obras
do carapira por machina e por preco3 cem
con,nn*pn,,)a.
Drogara
Faria Sobrinho & C-, droguistas por at-
acado, ra do Mrquez de Olinda n. 41.
E's cumulo de faisidades,
Cobra em moitas de bambus,
A tua alma tao negra
Como o lodo dos paues !
Que importa que sejas bella
Que biilhes conro urna estrella
Sobre um cu alcantilado,
Quando atravez da belleza,
Occultas a malvadeza,
E um carcter desbriado ?
Porem... j tudo acabou-se,
Sou livre assim como vento,
Tua visao tentadora
Nao passa em meu peusatnento 1
Respiro hoje outros ares,
Navego por cutros mares
De ondinas bonanzosas ;
De ti s quero fugir
Para jamis eu ouvir
Palavras tSo mentirosas I
Recife, 14 de Outubro de 1886.
Alpini'ano Cavalcante Marques.
>'< 1* annlversarloda mor te do meu
presado irmao Jos Caetano L.u-
mac-in de Mello.
Come a onda na praia, o sonho estala,
Emirram se os laureis as sepulturas !
A. de Azevedo.
Oh fragmento de minh'alaia Oh I meo temo
e querido irmo Desde qne partiste em longa re-
voada s plagas do incog locivel e te deixaste le
var pelo sorvedoro da campa, que de tristezas, que
de saudades e dores pungentes teem-s i tortu-
rado !
A tua ausencia cahe-me sobre o coraco como
um peso enorme.Esmaga-me como a um peque-
uino verme .' Ah .' porque nos abandonaste ?
Dantea era em ti que eu via a minha felicidade
e essa rdente esperanca, que me adejava em tor
no, como domada borboleta luz crepuscular ;
era s tuas caricias que o meu coracao se abra,
como as pebres florinbas silvestres ao vir da pri-
mavera e se incleriava na doce perfume da conso>
lacio.
Quando esta vamos juntos e a nossa boa mili nos
contemplava com o seu olhar affectuoso e brando
que de feliz nao me julgava entao !
lada ConceicSo Alves, e finalisar-se-ha com om
li.do fogo de artificio, frito a capricho pelo dittin-
cto profissional Joo Hyppolito da Suva.
O pateo acba-se ricamente adornado de bandei-
ras, assim como com diversos arcos a gaz; as ban-
das marciaes acham-se em sena respectivos corC
t^s, onde ezecutaro aa melhores pecas de seus re-
pertorios.
DECORAMENTO DO TEMPLO
Acha-se s cargo do distincto artista e bem co-
nhecido Bartholomeu Valeriano da Silva, que
pelos aeus eatorcos mostrar mais urna vez o sen
talento em deseubos.
A mesa regidora pede aos habitantes deste pa-
teo de S. Jos, para que illuminem as fachadas de
suas portas para melhor brilhanti8mo.
Recfe, 15 de Outubro de 1886.
O secretario,
Antonio Soares Pinto.
Aa peasoas qne padecem de neuralgias e de en-
xaquecas ignoram cm geral que quasi sempre es-
sas dolorosas afieccoes provm da m digestao e
prisao de ventre, molestia muito usual nos paizes
mientes. Combatendo a causa cessam os eff itos.
Basta recorrer Iructa Julien, confeito vegetal
que, com sna influencia laxativa e refrigerante,
purga suavemente e faz desapparecer o incom-
modo dando ao doente um grande bem estar.
-.^
Pensin Bourgoise
HOMO par mois
Me it Idiifll tres colrlai
9 Rna de Joaqulm Nabnco ?
Capunga
Dr. Fernandes Barros
Medico
Consultorio rna do Bom Jesns n. 30.
ConsultaB de meio dia &t 3 horas.
Residencia roa da Aurora n. 127.
Telephone n. 450
Foi arrecadado liquido at hoje 2:914*120
Presos do dia :
Carne verde a 200 e 480 ris o kilo.
Carneiro de 720 s 800 ria idem.
_.-Samoaa 560e 640 ris idem.
Farinha de 240 a 320 ris a cuia.
Milho de 240 a 320 ria idem.
Feijo de 560 640 idem.
IiOterla da provincia Qunta-feira,',21
do corren te, ao meio dia, se extrahir a 6.* parte
pa 1.* lotera em beneficio da Santa Casa de
Misericordia do Recife, pelo novo plano appro-
vado.
No consistorio da igreja de Nossa Senhora da
Conceicto dos Militares ser teita a extraceio
pelo sy tema da machina Fich.
Lotera Kxtraordlaria do Vpiran
aja -0 4. e ultimo sorteio daa 4." e 5. asrica
den importante lotera, cujo maior premio de
150:000/000, ser eztrahida no dia 30 de Outu-
bro.
Acham-se expoatos venda os restos dos hi-
tes na Casa da Fort ana roa Primeiro de Mareo
n. 23.
Tambem acham-se venda na praca da Inde-
pendencia ns. 37 e 39.
IiOterlaA 6 parte da 1 lotera da provin-
cia, em beneficio da Santa Csss de Misericordl
PIBLICOES A PEDIDO
Telegrammas aos senadores Luic
Pellppe e Soares Brando
No Diario de houtem e anteriorea tm appare-
cido aob a epigraphe snpra uns artiguinhos cha-
mando a att ncao daquelles Ilustres senadores pa-
ra o roubo da Thesouraria e morte de urna escra-
va de Nicanor Bandeira, do engeuho Ibra, avan-
;ando-se que nao se oceupam elles do primeiro ta-
cto por espirito partidario, e do segundo por pa-
rentesco.
Entretanto a primeira voz que se levantou no
parlamento pedindo informacoes sobre o roubo da
Thesouraria e a punicio doa seus aurores (que po-
drm ser tanto liberaea como conservadores, tanto
que esto suspensoso fhesonreiro liberal, e o ns
pector da thesouraria, conservador) foi a do con
selhero Luiz Felippe, e sobre o segundo facto a
ponderar que Nicanor Bandeira simples afiim
do meemo conse heiro, sendo primo legitimo do
desembargador Lucena.
Se as autoridades esto cumprndo os seus de-
veres en relace a taes tactos, nada ba a recla-
mar de'las por parte da oppoaivo, e se eato pro-
tegendo aos criminosos na > certamente, por con-
aideraco qnelles senadores, que nada querem
dellas seno as garantas que t.o o dever de pres-
tar seguranza publica e particular dos cidados.
Nicanor, que simples atfim do conselbeiro Luiz
Feppe, primo legitimo do desembargador Lu-
cena; e ae liberal nao o mostrou com o seu vo-
to na ultima elcico em que foi candidato este
seu prente, accreseendo que irmo do cemmen-
dador Jovino Bandeira, que trabalhou com estor-
co no pleito eleitoral em favor do mesmo desem-
bargador que, tendo ganho a eleico por mu pou-
coa votos, a teria perdido se nao Ihe tvesse aquel-
la commendador dado em diversos collegios do
districto mais votos de que a raaiora que lhe sal-
vou a candidatura.
Se iste nao satisfizer ao passador de telegram-
mas, eontinnarem( s a discussao em outro jornal,
porque nesto provavelmente aos recsanlo espa-
do para eccuparmos a attencao publica com uns
factos que se deram na Vanea, Goyanna e outios
pontos.
Desprezo
a' a. b. V.
Passei dias Iludidos
Com teus afag 8 d'amor,
Julguei-te astro brilhante,
Julguei-ta mimosa flor!
Suppuz que erasventura,
Te ideei muito pura,
Sonhei-te um cherubim !
Porem hoje o meu engao
Foi terrivel, deshumano,
Como nunca vi assim !
En que (a amei com delirio
Com amor firme, leal,
Jamis pensei que no peito
Me cravassos um punbal !
Tuas tallas mentirosas,
Eran crueis, venenosas,
Iam matar-me su b til. ..
Se nao despert ligeiro
Ficava prisioneiro
N'ettes teas lacos, tao vil 1
Depois, mais tarde, estavas homem, eraa o che-
te da familia, em substituidlo ao nosso estremoso
pai, ainda que novo, muito novo e muito crianca !
Nao obstante amavas a propriedade, a honra e o
trabalho honesto! Em tua fronte de moco se oc
cultava o modo de pensar dos v.-lhos amadoreci-
dos as lides quotiaianas Eras todo amor para
nos e para o lar.
A tua vida pautada pela dos bons f xemplos era
in vejada e todos te admira vam A o ver-te assim
esvoacava me pela mente os devaneios de moco
n'uma rante phantasia de utopistas e senta me
orgolhosa, duplamente orgulhosa, j por seres san-
gue do meu sangue, j por seres feliz.
Mas... Oh fatalidade ernel Um dia o cariz
do co da nossa felicidade. tornou-sc sombro e
urna desgraca enorme veio implacavel ferir-nos :
tu, pobre irmo, victima de urna molestia tra-
coeira tiveste s ceder enfraqoecido na luta pela
vida e o sopro glido da morte arrancou-te os ul-
.iinos testos de existencia, como desencadeada lu-
tada os ltimos perfumes de um lyrio! J nao nos
pertencias mais !
Emfin um grupo de amigos levou-te para o es-
treito de um tmulo e tua ausencia veio envolver-
nos em seu sudario de trevas !
Hoje 1 anniversario do teu psssamento saio
da silenciosa objeuridade em que tenho me con
servado para vir dzer-te com todas as veras de
minh'alma mais um saudoso e eterno adeus.
Adeus, irmo Dorme tranquillo que um da
nos encontraremos ante o juizo de Deus.
Como a onda na praia, o sonho estala,
E mirram-se os laureis as sepulturas !
Recife, 14 de Outubro de 1886.
Brazelina A. Lumachi de Mello.
Primeira peina
Anacahuite peltoral
43e
A Academia Medica de Berlim teve perlera-
mente razo em seu judicioso julgamento em pro-
nunciar o sueco da balsmica Anacahuita Mexica-
na como um especifico positivo e infallivel para
todas as irritacoea ou infliininacoes de garganta e
dos vasos bronchios.
Nao ha nenhuai cnso de rouquido, tesse, catar-
rho, ezcoracuo da garganta ou irritaco dos bron-
chios que possa resistir as suas admiraveis quali-
dades anti-irritantes.
_ Elle restitue a voz quando perdida ou enflaque-
cida, pelas afieccoes ou senaacoes de asperesa no
palato; faz cessar a expectoraco sangunea e im-
pede a accumulaco de mucosidades nos orgos da
respiraco que partem dos pulmoes.
Inteiramente mu differente a csses peitoraes
compostos principalmente de fructas acres e ad-
stringentes, etc., finalmente na sua delicada e ela-
borada composicao nao entra nenhum acido prus-
sico, opio, n-m to pouco ingrediente algum de es-
pecie venenosa.
Cono garanta contra aa falaificaces, obsrve-
se bem que os nomes de Lanman & Kemp venbam
estampados em lettras transparentes no papel
do livrinho que serve de envoltorio cada gar-
rafa.
Acha-se venda em todas as boticas e lojas de
perfumaras
Agentes em Pernambuco, Henry Foster & C,
ra do Commercio n. 9.
Ffflz!(3j
A' Sta- K'-sa Maria da Conceicao, cos-
ture ira, n oradora em Pelotas, (Rio-Grande
do Sul), ra Gonfalves Chaves, em
1877 achava-se, fazia dous annos, perse-
guida por Diva tosse atormentadora, aconi-
paofaidn de cores no peito e lias costas
respirajSo n-bers^ada, debilidade em ex-
tremo e finalmente cem todos os sympto-
mas de tysica pulmonar.
Durante todo esse trmpo uscu de tudo
que a medicina acocselha em taes casos,
porm nenhum proveito colhia e a enfer-
midade segua tempre o seu curso fu-
nesto.
Um dia lembreu se tcm;r o Teitoral de
Cambar, e foi tao feliz que em pouco terr-
po restabeleceu-eegozando hoje a mais
vigorosa saude (Vede o folhetoque acorn-
p.'-nlia cada frasco.)
nicos ?gentf8 e depositarios geraesem
Pernambuco Franciseo M. da Silva 4 C*
Eua Mrquez de Olinda n. 23.
OLIVE1BA
Ocifisla
Em muitissimos casos bem autbenticados tem o
Trlcofero deBarry restaurado o cabello
ainda muitos annos depois de perdido.
Se publicassemos todas as carta e certificados
comprobatorios disto, recebidos de ambos os he-
mspherios e abraogendo mais de tres quartos de
seculo, encheram varios volumes impressos em
typo miudo.
O Trlcofero de Barry 6 nao e o maia
antigo e o mais barato como tambem o mais til
de todps os preparados para a restaaraco, con-
servarlo, embellecimento do cabello, que se teem
offerecido ao publico.
E' recommendado pelos nossos melhores chm-
eos, e tem sido extensamente usado com o maior
rxito em todas as partes do mundo.
PROGRAMMA
DA
Festa de \ossa Senhora das Mer-
cs, erecta na igreja de M. sfo
e de Riba Mar, no dia 19 do
corrale
SABBADO 16
Ao meio da, subir ao ar urna salva de 21 tiros
acompanhada com diversas gyrandolas de fogue-
tes annunciando sus fiis devotos a vespera do
dia em que se ha de celebrar com todo brilhantis-
mo a festa da Virgem de Nossa Senhora das Mer-
cas, tocando n'esta ocessio ss duas bandas mar-
ciaes do 2 e 14 batalhoea de nfantaria.
4 HORAS DA TARDE
Depois que se reunirem oa paranympboa e pa-
ranymph.s que tem de assistir a benco da mes-
ma Virg(:m, assim como a de nm sino, ser em
seguida feto este acto com todo brilhantiamo, to-
cando n'esta eccasio as referidas bandas mar-
ciaes.
7 HORAS DA NOITE
Entrar novena sendo annunciada para este
fim com diversas gyrandolas de foguetea antes e
depois do mesmo acto sendo queimado n'esta oc-
casio um lindo fogo de artificio, acompanhado
com diversos baloes de gosto e capricho.
DIA 17
A's 4 hora8 da manha, ser celebrada urna
mssa em tenco dos irmos e de todos oa devotoa
que coocorreram para eate acto de devoco e fea-
f.vidade, finda a qual snbir ao ar nma salva de
21 tiros e diversas gyrandolas de roguetea que
annunci:.rao aos habitantes d'est heroica cidade
que chegado o dia em que se festeja com toda a
pompa a Rainha do Co e nossa protectora a Vir-
gem Santisaima dsa Merca, redemptora doa cap-
tivos, tocando ainda as referidas bandas marciaes.
11 HORAS DA MANHA
Entrara a festa cem a missa Santa Cruz do
maestro italiano Marianno Russo de Meaaina,
ama das mais importantes d'este maestro, sob a
direceo do hbil professor o Sr. Jos Tavares de
Medeiros, os soloa serao executados peloa melborea
prof essores desta capital ; ocenpar a tribuna aa -
grada o bm conhecido e eloqunte pregador o
Ulm. e Revm. Sr. commendador padre Manoel
Moreira da Oama, muito digno vigario da fregue-
zia de Santo Antonio. Finda a miasa tocaro as
refdridaa bandas marciaes que executaro a me-
lhores trexos de eeu repertorio ; n'esta occnaioau-
bir um lindo balo acompanhado com diversas
gyrandolas de foguetes.
4 HOSAS DA TARDE
Ser arriado o estandarte da Virgem Senhora
das Merec, e d'ahi conduzido caaa da Exma.
Sra. futura juica, D. Mara Firmina de Senas,
com todas as formalidades do estylo.
7 HORAS DA NOITE
Entrar o grande Te Deum denominadoEspi-
rito-Santo, do maestro Colas, os soloa esto con-
fiados aos pr i menos profeisores; a tribuna sagra-
da aera ocenpada pelo eloquente pregador da ca-
paila imperial o Rvd, Sr. Fr. Augusto da Iinmacu
DR. MATTOS BARRETO, ex chefe de clni-
ca do Dr. Moura Brasil e da polyclinca geral do
Rio de Janeiro.
Consultorio, ra do Imperador n. 65, 1-andar,
daa 12 s 3 horas da tard.
Residencia, Caminho Novo n. 159.
As operacoes sao fritas sem dor, pelo meio do
Cocana.
Leonor Porto
Rna do Imperador n. 45
Primeiro andar
Contina a execatitr os mais difficeis
figurinos recebidos de Londres, Paris,
Lisboa e Rio de Janeiro.
Prima em perfeico de costura, em bre-
vidade, modicidade em precos e fino
gosto.
^8
Conultorio medico-eirargico
O Dr. Estevn Cavalcante de Albuquerque con
inna a dar consulta medico-cirurgiess, na rna
do Bom Jess n. 20,1 andar, de meio dia s 4
horas da tarde. Paras? demais eonsulta e visi-
tas em sna residencia provisoria, ra da Aurora
u. 53, 1 andar.
Especiaidades Partos, molestias de creacas,
de. otero e seus annezos.
Dr. Gerpira Leits
MEDICO
Tem o seu escriptorio a ra Duque de Ca-
las n. 74, das 12 s 2 horas da tarde, e desta
hora em diante em sua residencia ra da San-
ta Cruz a. 10. Especialidades, molestias de se-
nhoras e criancas, telephone n. 326.
Febres inltrmikites
Eu abaixo tBSignsda, certifico que, es-
Cando urna minha netinha de 9 acnes de
idade, com febres intermitentes durante
4 mezes, e depois de ter usado bem nu-
mero de remedios aceitados pelos nossos
cliniess, e so restabeleceu completamente
com o Remedio Peruviano que mevvendcu
c Sr. La-rcque, phamaceutico em Bcr-
deos ; por verdade passei a presente.
Gujan, 1 de Setembro de 1885.
Viuva Tausin.
Nota : Encontra-se as pliarmacias
Americana e Conceicao.
Cajurubba
Este efficaz e incffensivo preparado, que
nao contm mercurio nem arsnico e ape-
nas urna dose tao diminuta de iodoreto de
potassio, que bem se pode qualificar de
homceopathica (menos de meio grao em urna
colher de sepa do vehculo), deve somente
sua maravillosa virtude depurativa aos ve
getaes que entram em sua composicao.
Outros preparados que nao centm ab
solutsmente um tomo de mercurio) ou seuf
compcsto3, tm tal dse de iodoreto de po-
tassio, que esta, dissolvida em agua pura,
curara os doentes qne tm sido curados
pelos taes apregeados depurativos vege
taes.
A eficacia do cajurubeba prova-se:
4o Pelos innmeros attestados de medi
eos e de doentes por elles curados de ma-
les reputados incuraveis.
2o Pela procura que tem ; de modo a'fs-
zer desapparecer os preparados congene-
res, que antes d'elle dominavam a thera-
peutica das molestias syphiliticas do rheu
matismo e das affecc;oes herpeticas.
3o Pela lealdade com que seus autores
tm fallado ao publico, fazendo-lhe conhe-
cer a compos>ic2o do seu preparado, o qu<
nenhum outro se animou ainda a fazer.
N. 4. Todosos ,ue:tm tomado a Emulsib
de Scott, reconhecem a sua superioridade
sobre os outros remedios empregados at
hoje para a cura da tsica pulmonar, escr-
fulas, rachitis, anemia e debilidade em ge-
ral. As suas virtudes sanativas e reoonsti-
tuintcs sao maravilhosas.
LicOr depurativo vegetal od^o
DO
Medico Quintella
Este notabilissimo depurante que vem precedi-
do de to grande fama infallivel na cura de todas
as doencas syphiliticas, escrofulosas, rheumatica-
e de pelle, come tumores, ulceras, dores rhenmati
cas, osteocopaa e nevralgicas, blennorrhagias agu-
das e chronicas, cancros syphiliticos, inflamma-
cSes visceraes, d'olhos, ouvdos, garganta, intes
tinos, etc., em todas as molestias de pelle, simples
ou diathericos, assim como na alopecia ou qa.da
do cabello, e naa doencas determinadas per satu-
racn mercurial. Dao-se gratis folhetos onde se
encentran) numerosas experiencias feitas eom este
especifico nos hospitaes pblicos e muitos attesta-
dos de mdicos e documentos particulares. Fas-se
descont para revender.
Deposito em casa de Faria Sobrinho & C.
Ra do Mrquez de Olinda n. 41.
Dr. Carlos Blleiicoiirl
Medica operador
Operacoes de pequea e alta cirurgis.
Molestias doa orgos genito-urinarios do homem
e da mnlher.
Estteitamentos da urethra, curadas radicalmente
pela electrolyse, sem dor, bydroceles sem injeccao,
cura radical, clculos vesicaes, doencas da gar-
ganta e dos pulmoes pelo tratamento de athmos-
pheras medicamentosas, syphilis, molestias ven-
reas e da pelle, embalsmenlos.
Consultas das 12 s 3 horas da tarde.
Rna do Marques de Olinda n. 34
Oculista
Consultorio medico-
cirurgico
O Dr Castro Jess, contando mais de 12 annos
de escrupulosa observaco, reabre consultorio nea-
ta cidade, ra do Bom Jess (antiga da Cruz
n. 23, I. andar.
Horas de cnsul (as
De dia : das 11 s 2 da tarde.
De noite : daa 7 s 8
as demais horas da noite ser encontrado no
sitio travesaa doa Remedios n. 7, primeiro por-
to esquerda, alm do porto do Dr. Cosme.
Aviso
O Dr. E. Owglan Bonnet Medico pela
Facaldade de Medicina de Paris.
Condecorado com a medalha dos hospitaes.
Socio correspondente : das Academias de Medi-
cina do Rio de Janeiro e de Barcelona ; da So-
ciedade de Medicina p-atica de Paria e da Socie-
dade Francesa de Hygiene, es-director do Museu
Anatomo Patolgico da Fuculdade de Medicina
do Rio de Janeiro, tem a honra de prevenir o pu-
blico que durante a sua estada em Pernambuco
fica a disposico dos doentes que desejarem hn-
ralo com a sua c infianca.
Chamados e consultas de 1 s 3 horas da tarde
at novo aviso: na hospedara de D. Antonio
(Caminho Novo).
Especialidades : molestias das vas respirato
ras coraeao, estomago, ligado, etc., molestias
uvas, e syphilittcas.
Recife, 6 de Agoao de 1836
Dr. Barreto Sampaio, medico ocu-
litta, ex-chefe de clnica do Dr. de
Wecker, mudou seu consultorio, do 2.*
andar da casa n. 45 roa do Barao da
Victoria, para o 1. andar da casa n.
51 da mesma ra. Consultas de meio
dia s 3 horas da tarde. Residencia
ra Sete de Setembro n. 3 A.
Dr. Cuello Me
Medico, parteiro e operador
Residencia ra Barao da Victoria n. 15, 1- andar
Consultorio ra Duque de Caxias n. 59.
D consultas das 11 horas da manb s 2 -
tarde.
Atiende para os chamados a qualquer hon>
telephone n. 449.
Dr. Ballhazar da Silveitai
f
}
Especialidadesfebres, molestias das
criancas, dos orgos respiratorio das
senhora 8.
Prestase a qualquer chamado par*
or* da capital.
AVISO
Todos es chamados devem ser dngis
dos pharmacia do Dr. Sabino, ra do
Barao da Victoria n. 43, onde sa indicar
sua residencia.
Falsifica^o
Os abaixo assignados, fabricantes do Oleo
hysieni-o e a romatlco para lampa-
rian, previnem aos consumidores d'eate oleo
que alguns mercieiros pouco escrupulosos, laucan-
do mao de garrafas ji servidas, cem os rtulos ds
fabrica, enchem-n'as de urna moxinifada, mal pre-
parada, de azeite de carrapato, que vo impingin-
do ao publico como o verdadeiro Oleo laygie-
nlco aromtico, nao se importando com sa-
crificar a saude d'aquelles que coatumam usar
lamparina nos quartos de dormida, e smente
tendo em mira o mesquinha e srdido interesse.
Protestando contra tal tahificacao, vo os abai-
xo assignados proceder criminalmente contra os
falsificadores, cujos nomes publicarab em breve, e
declaram que o verdadeiro Oleo higinica
e aromtico acondiccionado em garrafas
aue, alm do rotulo onde se v ao ladoMARCA
REGISTRADA,trazem sobre a rolha um* eti-
queta em forma circular, com a inscripcaoFa-
brica da oleo vcela**. Pornnmbu-
co. Martina A Bastos, em letras amarellas
de. alto relevo, sobre campo prete.
Cautella, pois, cem os falsificadores !
Recife, 1 de Outubro de 1886.
Martmi & Bastos Siuxesmres,
PROMOTOR PUBLICO
COKEL
Pareceres sobre alistamento eleilotnl
Requerente Francisco Adolpho dos Santos Cal-
lado.Na casa n. 5 da rna da Harmona mora o
seu proprietario Antonio Francisco Moreira de San
paio e nao o requerente, como prova o atteatado
jenro.
Requerente Manoel Francisco Pestaa.Na ca-
sa n. 4 da estrada de Brejo, fre^uezia do Poco,
nao iLora^'o r mezes Jcao Rayanndo de Carvalhc.
R Ka cssa n. 6 da estrada do Brejo, fregueziado
Peco, morou at Julh do corrente anno o profee-
sor publico Jacintho Helicdoro Alves Cavalcante,
como prova o at'estado junto.
Requerente Jote Paulo de SouzaNa casa n.
27 C da cstiada do Arraial mera Gamillo Augusto
Perreira da Silva e nao o requerente cerno prova
o atttttc do junto. Kessa metma casa requeren alis-
tamento peraoie o Dr. jniz de diieito do 4- dis-
tricto criminal Msncel Borges Leal.
Requerente Jovino Antonio de Senza. O reque-
rente eSo mera na casa n. 2 da travesa da roa da
Ptnte do Mcnteiro. Esta casa se achu fechada, ha
mais de cm sudo, temo preva o attestsdo junte.
Requerente Joo Francisco [Quelnz.Na casa
n. 16 da estrada da A ua-Fra tem estabule cimen-
to ce mmercal Antonio Arco-Verde de Mello. Nee-
sa casa nao mora o requerente, cerno preva o at-
testado jnnto.
Beque rente Alexsndrico Rodrigues Lims. Xa
casa n. 17 da esttada do Brejo mera o seu rroprie-
tario Leonardo Rvm, e nao o requerente, circe
prova o attestsdo jnnto.
Requerante Jcs Joaquim de Sant'Anna.>-Na
casa n. 28 da ra da Casa-Ferie mora a sna pro-
prntaria Thcmazia Pacheco de Sotas e nao o rc-
quereDte, como prova o attestado junto. I
Requerente Florentino Fernandes Teixeira.O
tequerente mora na casa n. 14, da estrada do Ar-
raial, ba apenas seis mizes, eemo prova o attesta-
do junto.
Requerente Manoel Rodrigues Teixeira.Na
casa n. 24 da estrada do Brejo mora osen proprie-
tario Alcxandre Alberto e nao o requerente, como
prova o attestado junto.
Requerente Manoel Miguel de Sant'Anna.Nt
casa n. 9 da rna da Casa-Forte mora Jco Proco-
pio da Colonia e cao o requerente.
Requerente Silveatre Dantas de Albuquerque
Lima.Na casa n. 34 da ra da Casa-Forte mora
Rosa Maria da Conceicao e nao o requerente, co-
mo prova o attestado junto
Requerente Silvino Cardcso da Silva.Na tra-
vessa da ra da Casa-Forte casa n. 17 mora An-
tonio des Santos e nao o icqucrente, como prova c
attestsdo junto.
Requerente Jco Jos do Rosario.Na casa n. 3
da ra da Caaa-Forte mertm duas iimaes de Jos
do Carmo P,.z e nao o requerente como prova o
attestado junto.
Requerente Pedro Alexandrino Menees Pereira.
Na casa n. 3 da estrada do Brejo mera Ignacio
Joaquim da Costa e nao o requerente, como prova
o attestado junto.
Requerente Jcao Bertboldo Pacs do Monte.
Na casa n. 60 e 62 da estrada do Arraial mora
Luiz Candido Ferreira, e nao o requerente, como
prova o attestado junto.
Requerente Joaquim Rodrigues da Silva.Na
casa n. 10 da estrada do Arraial mera Joo Bap-
tista de Castro e Silva e nao o requerente, cerno
prova o attestado junto. Requereu tambem alista-
mento, allegando morar na mesma casa Lour neo
Antonio dos Santos.
Requerente Louri neo Antonio dos Santos.Na
casa n. 10 da estrada do Arraial mera Joo Bap-
tista de Castro c Silva e nao o requerente, cerno
pr>.va o attestado junto. Requereu tambem alista-
' ment, allegando morar na mesma casa Joaquim
Rodrigues da Silva.
R^qoere.-te Elysiu Dmaso de Sonza.Na caa
n. 2 da estrada do Arraial, mera a viuva de Fran-
cisco de Paula Rodrigues e nao o requerente, eo-
mo prova o attestado junto. O recibo de fl. 5
false. Francisco de Paula Rodrigues fallecen em
28 de Outubro de 1882. Requeiro que o eserivSc
extraa copia de todo o processo e me seja esta re-
mettida.
Requerente Joao Jos de Mello Barretto.Na
casa n. 4 da travessa da Ponte de Uchea mera a
sua proprietaria Mariana de 1 aria Botelho e nao
o requerente, como prova o attestado jnnto.
Requerente Joo Goncalves Ferreira.Na casa
n. 5 da ra do Rio, fregu zia do Peco, mora Leo-
nardo de tal e nao o requerente, como prova o at-
testado junto.
Requerente Felippe Murio Correia.Na casa
n. 3 da ra do Rio, fregU'-zia de Poco, mora Ame-
rico Jos Francisco e nao o requerente cerno pro-
va o attestado junto.
Requerente Pedro Gomes de Moora.Na casa
n. 7 aa ra do Qu iabo mora o seu proprietario
Eduardo Patury, e cao o requerente, como prova
o attestado junto.
R- querente Frosculo de Magalhes.O reque-
rente nao mora na casa n. 10 da travessa da Pon-
te d'Ucha. Essa casa se acha fechada, ha me-
zes. como prova o attestado junto. p ..
Requerente Jcs Thomnz de Miranda.Na casa
n. 32 da ra do Encanamento mora Ricardo Fran-
cisco da Silva, e nao o requerente, como provsm
os attestados juntos.
Requerente Joo Francisco de Farias.Na casa
n. 13 de Chacn nao mora o requerente. Ncsaa
casa residi D. Isabel Egydia de Figueiido qne
dahi mudou-se, ha tres mezes, sendo que a caaa
conserva-se ainda fechada, como prova o attesta-
do junto.
Requerente ChristovSo Sotero Paes.Na casa
n. 2 do Chacn mora a sua prop-ietaria D.
Clara Sopbia Fenton, e nao o requerente, como
prova o attestadi junto.
Requerente Joo Machado Nepomuceno.Na
casa n. 31 da ra do Rio, fregnezia do Poco, meta
o seu proprietario Lniz Correia Loureiro, e cao o
requerente, como prova o attestado justo.
Requerente Vicente Jos Gomi s.Na casa n. 5
da estrada do Brejo mora, ha muitos annoa, o seD
propr, tario Joo Alves dos Reis, e au o reque-
rente, como prova o attestado jnnto.
Requerente Umbellno Januario de Mello.O
requerente nao mora na caaa n. 15 na estrada do
Brejo. Nessa casa moram urnas senhoras, paren-
tas de Alexandre Alberto, como prova o attestado
junto. m
Requereute Antonio da Costa Caetano Gomes.
Na casa n. 8 da estrada do Brejo mora o es-
trsngeiro Charles, mostr das ofBcinas da *ia fr-
rea do Caxang, e nao o requerente, como prova
o attestado junto.
Requerente Ernesto Candido i'e Almeida Frei-
r.O requerente nao mora na casa n. 17 da rna
lo Encanamento, freguezia do Poco. Easa casa
tem estado fechada, por se acbar em rumas, como
prova o attestado junto.
Requerente Jos Luiz.O requerente So mora
na casa n. 2 da ra ou becco do Qoiabo, fregnezia
do Pojo, a qual se acha fechada, ha alguns me-
zes, como provam os attestados juntos.
Requerente Manoel Maria Caetano Gomes.Na
casa n. 11 da ra da Ponte do Monteiro, fregnezia
do Poco, mora Augusto Cesario de Mello, e nao o
requerente, como pro 'a o atteatado junto.
Requerente Antonio Rodrigues de Miranda.-
Na casa n. 6 da travessa do Marques, begonia
do Poco, mora Antonio da Silva Mello, e nao o
requerente, como prova o attestado junto.
Requereute Candido Fernandes Bastos. Na
casa n. 11 da rna do Encanamento mar Maa
Francisca do Nascimento, e nao o refueieate,
orno prova o attestsdo junio.
Requeren"^ Manoel Xavier da Silva.Na casa
o. 22 da estrada do Arraial mora Joo Ricardo
Coelho Jnior, e nao o requerente, como prova o
attestads junto.
Requerente Miguel Nunes do Nascnento.Na
casa n. 4 da travessa do tfarques mora,o sen pro-
prietario Jos Joaqnim de Lima, e nooreqae-
rente. cerno prova o attestado junto.
RequerenteCarlos Augusto de Scuza Lelo.
Na casa n. 2 da estrada da Agua-Fra, mora a
sua proprietaria Auna Hermina da Fonaeea Bna-
co e nao o requerente. ^ _.
Requerente Joaquim Francisco Xavier de Frti-
mmiwD


.

.


Diario de PcroambacoSextafeira 15 de (tatabro de 1S6









tas.Na casa n. 2 da travesea do Moura mora
Ln de tal, empregado na estrada de ferro do Li
moeiro, e nao o requerente como prova o attestado
tasto*
Requerente Joo Candido dos Santos. O re-
qnerente nao mora na casa n. 25 da roa do Enca-
namento, freguezia do Poco. Essa casa esta fe-
chada e eto ruinas, como prova o attestado jun-
junto.
Reqnereate Miguel Xavier da Rjcha.Na casa
n. 26 da estrada do Brcjo mora Mara Joba de
tal, e nao o requerente, como prova o attestado
junto.
Requerente Jos Venancio de Albuquerque.
Na casa n. 34 da estrada do Arraial mora o pro-
fessor publico Jacintho Heliodoro Alves Caval-
caate, e nao o requerente, como prova o attestado
^Requerente Antonio Jos Henrique Lima.Na
oasa n. 28 da estrada do Arraial mora Joo Pam-
pbilino Cavalcante, e nao o requerente, como prova
o documento junto. ..... _
Requerente Antonio Lipidio Alves da Sara.
Na casa n. 19 da estrada de Sant'Anna mora a
sua propietaria Maria Josepha da Conceico, e
nao o requerente, como provam os attestados jun-
Requerente Francisco Borges de Souza.Na
casa n. 29 da estrada do Arraial mora Joao Car-
neiro eicrivao do delegado do 2" districto, e nao
o requerente.
Requereu tambem alistamento, allegando morar
na mesma casa, Antonio Rodrigues Tavares.
Requerente Theodoro Rotilo Xavier Ramos. -
Na casa n. 27 B, da estrada do Arraial mora Xa-
vier Ramos, foi do requerente que nessa casa nao
mora, como provam os attestados juntos.
Requerente Jos Beato Ferreira Baltar.O re-
auerente nao mora, na casa n. 8 A, da estrada de
ant'Anna. Dessa casa mudou-se, ha 15 das,
Manoel Vieira ds Silva, como provam os attesta-
dos juntos.
Requerente Sotero Tereira de Souza.Na casa
n. 8 da estrada de Sant'Anna mora, ha 3 annos,
Andr Ramphc, e nao o requerente, como provam
os attestados juntos.
Requerente Primo Vicente Borges.Na casa
n. 1 da travessa do largo da Casa Forte mora o
seu proprietario Jos do Carmo Paz, e nao o re
querento, como provam os attestados juntos.
Requerente Francisco Augusto do Reg Fal-
cao.-Na casa n. 10 da estrada d'Agua Fria mora
Joo Francisco de Mello, e nao o requerente, como
prova o attestado junto.
Requerente Manoel Bezerra de Mello Barretto.
Na casa n. 2 do becco da Cruz das Almas mora o
seu proprietario Mathias Gomes Fernandos, e nao
o requerente, como prova o attestado junto.
Requerente Jos de Barros Albuqeerque.
o n i H.i na do Encanamento mora be
bral, e nao o requerente, como prova o documento
junto.
Requerente Manoel dos Santos Fraga.No
becco do Quiabo n. 4, freguezia do Poco, mora o
seu proprietario Antonio Camello da Costa, e no
o requerente,
Requerente Alexandre Jos de Faria.O re-
querente nao mora na caaa n. 1 do becco do Quia
bo, freguezia do Poco, como prova o documento
junto.
Requereu tambem alistamento, allegando mo-
rar na mesma case, Luiz de Franca Albaquerque
Lins Fialho.
Requerente Antonio Flix de Sant'Anna.Na
casa n. 14 da estrada de Parnamerim mora o seu
proprietario Francisco Goncalves Netto, e nao o
requerente, como provam os attestados juntos.
Requerente Luis de Aguiar Guararema.Na
casa n. 6 do Largo do Monteiro mora Beniamim
Gomes Ribeiro, empregado da via-ferrea do Ca-
sanga, e nao o requerente, como provam os docu-
mentos juntos.
Requerente Joo de Araujo Saldanba.Na casa
n. 8 do beccj do Quiabo, freguezia do Poco, mora
Antonio de Oliveira Baduen, e nao o requerente.
A residencia do requerente em Santo Amaro das
Salinas, como provam os documentos juntos.
Requerente Manoel Numerio Justo dos Santos.
Na casa n. 8 da ra da Casa Forte, mora a
familia de Manoel Joaquim Carneiro Monteiro, e
nSo o requerente, como provam os attestados
juntos.
Requerente Manoel Vieente Ferreira de Vas-
concellos.O attestado junto prova que na casa
n. 67 da casa da roa da Casa Forte, mora urna
meretriz, e nao o requerente.
casa 4 da roa do Encanamento mora Severino
Reges, e nao o requerente, comj prova o attestado
junto. .
Requerente Jos Gomes dos santos.Na casa
n. 7 da ra da Ponte do Monteiro morou, at Fe
vereiro do correte anno, D. Maria de Castro Al
meida, se achando a referida casa fechada desde
aquella data, como provam os documentos juntos.
Requerente Lourenco Bezerra Alves da 8ilva.
Na casa n. 1 da travessa do Marques, freguezia
do Poco, mora o seu proprietario Joao Ramos da
Penha, e nao e requerente como prova o attestado
junto.
Requerente Jos Felippe Alves da Silva.Na
casa n. 2 da travessa do Marques, freguezia do
Poco, mora Luiza Francisca da Silva, e nao o re-
querente, como prova o attestado junto.
Requerente Joao Guilherme Barbosa,Na casa
n. 11 da do Rio, freguezia do Poco, est funccio-
nando urna escola publica. Nessa casa uo mora o
requerente.
Requerente Manoel da Conccico do Santos.
Na casa n. 15 da travessa da Casa Forte mora
Josquim Monteiro, e nao o requerente, como prova
attestado junto.
Requerente Cosme Caetano de Moura.O re-
querente nao mora na casa n. 4 da travessa do
Caldereiro. Essa casa est alugada a Marianno
Marques Ferreira, cerno prova o attestado junto.
Requerente Antonio Jos da Costa,Na casa
n. 17 da estrada do Arraial mora Odn Macedo, e
:i5o o requerente, como ora va o attestado junto.
Requerente Manoel Januario de Souza.-Na
casa n. 31 da estrada do Arraial mora o portuguez
Augusto de Castro Monteiro, e nio o requerente,
como prova o attestado junto.
Requerente Manoel Caetano de Amorim.O re
querente nao- mora mi casa n. 28 M, da travessa
do Encanoaiento. Nessa casa mora o seu proprie-
tario Sabino Gomes de Amorim, como provam os
attestados juntos.
Requerente Fernando Noberto de Albuquerqun.
Os attestados junto* provam que o reauerente
nao mora na casa n. 4 ds travessa do Marques,
freguesia do Poco.
Requerente Antonio Joaquim Pereira.Na casa
a. 3 do becco do Quiabo mora D. Francisca Au-
llada, a nao o requerente, como prova o docu-
mento junto. .
Requerente Joaquim Candido da Silveira Car-
valho.Na casa n. 5 da ra da Ponte do Monteiro
morou, at Fevereiro do corrate anno, Francisco
Gurgel do Amaral que o seu proprietario, de-
vendo notar-se que esta casa tem se conservado
fechada desde aquella data, tendo sido apenas par
o seu proprietario com a sua familia passar ahi os
domingos, como provam os attestados juntos.
Requerente Arthur Napoleo da Silva.Na
estrada de Sant'Anna de Dentro, casa n. 10, mora
Delphino Rodrigues de Andrade, e nao o reque-
rente, como provam os attestados juntos. _
Requerente Florentino Ferreira da Silva.O
requerente allegou e provou morar ha mis deum
anno na casa n 10 do Ambol, freguesia da Ver-
sea, e viver de economa propria, juntando alm
disso o recibo do proprietario. A renda do re-
querente est no caso de ser julgada provada.
Requerente Antonio doa Santos Mazomoo O
equerente allegou e provou morar, ha mais de
um anno, na casa n. 3 da ra da liba, freguezia
da Varsea, e viver de economa propria, juntando,
alm disso o recibo do proprietario. Nada tenho
a oppr.
Requerente Joao Maciel da Rocha.O reque-
rente allegou e provou morar, ha mais de um
anno, na casa n. 111 da Estrada Nova, freguesia
da Vanea, e viver de economa propria, juntan-
do tambem o recbo do proprietario. A sua renda
pode ser julgada provada.
Requerente Francisco das Cbagas de Souza.
Na casa n. 35 da ra do Costa, freguezia do Poco,
mora o seu proprietario Antonio de Sousa Ca-
COMERCIO
Bolsa commercial de Pernam
buco
RECIPE, 14 DE OUTUBRO \>E 188.
Aa trea horas da tarde
Cotace* ufficiact
Acedes da compajhia dos trilhos urbanos do Re-
cife Olinda e Beberibe do valor de
200* 20/ cada urna.
Na hora da bolsa
Vendeiaro-se :
** acedes da compauhia dos trilhos urbanos de
Olinda.
O presidente,
Pedro Jos Pinto.
O secretario,
Candido C. G. Alcoforade.
aENDIMENTOS PBLICOS
Mes de Outubro de 1886
ALFANOEGA
A Junta Commercial da cidade do Recife con-
vida oj Srs. commtrc antes nacionaes, matricula-
dos e residentes neste districto, a comparecerem
no dia 5 de Novembro prximo vindouro, s 9 ho-
ras da manh, na sala da Associaco Commercial
Beneficente, para a eleico de dous diputados
commerciantes e de dous supplentes, que tm de
funecionar no seguinte quadriennio de 1887 a 1890,
na forma do titulo nico do cdigo commercial,
arta. 4, 5, 6,14, 15 e 16, e regulamento n. 696 de
5 de Setembro de 1850, como prescreve o art. 5
do decreto n. 6,384 de 30 de Novembro de 1876,
visto findar este ai no o praso da eleico, em vir-
tude da qual officiaram como deputadoa Joaquim
Olintho Bastos e Antonio de Mourt* Rolim, e como
supplentes Hermino Egydio de Figueiredo e o
commendador Antonio Valentim da Silva Bar-
roca.
E para constar mandn a sobredita junta fa-
zer o presente edital, que, assignsdo pelo seu pie
sidente, ser publicado no Diario de Pernambuco,
Jornal do Becife e Provincia, e anisado na praca
do commercio, com a lista de que trata o art. 5
do precitado decreto n. 696.
Junta Commercial da cidade do Recite, 14 d
Outubre de 1886. i
O presidente,
A. G. Miranda Leal.
LISTA
Antonio Gomes Miranda Leal.
Antonio Geraldo do Reg Barroca.
Antonio Valentim da Silva Barroca.
Antonio Jos de Souza.
Antonio Rodrigues de Sousa.
Antonio Ignacio do Reg Medeifos.
Antonio Gomes de Mattos.
Antonio Luiz de Oliveira Azevedo.
Antonio Seraphim da Silva.-
Antonio Machado Pereira Vianna Jnior.
Antonio Pereira da Cunha.
Antonio da Cunha Ferreira Baltar.
Antonio de Moura Rolim.
Antonio Vicente de Magalhes.
Antonio da Silva Ferreira Jnior.
Antonio Guilhermno dos Santos-
Antonio de Oliveira Maia.
Ant.nio Muniz Machado.
Adolpho Francisco Larra.
Aureliano Augusto de Oliveira.
Augusto Octaviano de Souza.
Alezandre de Souza Nogueira.
Altredo Gibson.
Baro de Petrolina,
Baria da Soledade.
Baro de Santa Cruz.
Baro de Aguas Bellas.
Baro de Nasareth.
Castao Cyriaeo da Costa Moreira.
Corbeniano de Aquino Fonseea.
Claudio Jos de Sant'Anna.
Carlos Pinto de Lemos.
Carlos Jos de Medeiros.
Carlos de Paula Lopes.
Candido Jos da Silva Guimares.
Candido Goncalves Ferreira.
Carlos de Moraes Gomes Ferreira.
Domingos Alves Matheus.
Demetrio Acacio de Araujo Bastos.
Deodato Luiz Francisco Monteiro.
Ernesto Arcehno de Barros Franco.
Eduardo Candido de Oliveira.
Eugenio Goncalves Casco.
Euzebi > da Cunha Beltro.
Eneas Americo de Medeiros.
Eugenio Regadas.
Francisco Vieira Perdigo.
Francisca Ferreira Baltar.
Francisco Antonio Gomes de Mallos.
Francisco Theophilo da Rocha Bezerra.
Francisco Apolonio Becerra da silva.
Francisco Gomes de Araujo.
Francisco Botelho do Andrade.
Francisco Ignacio de Oliveira.
Francisco Ferreira Baltar Jnior.
Francisco Jos da Silva Guimares.
Francisco Gnrgel do Amaral.
Francisco de Paula Gomes.
Francisco Correia de Mesquita Cardoso.
Felis Pereira e Sousa.
Genuino Jos da Rosa.
(Jratuliino dos Santos Vital.
Graciliano Octavio da Crns Martina.
Gabriel Ildefonso das Neves Cardoso.
Henrique Bernardes de Oliveira.
Henrique Xavier de Araujo Saraiva de Mello.
Hermino Egidio de Figueiredo.
Ivo Antonio de Andrade Luna.
Ignacio Bezerra Pessoa.
Jos Antonio Pinto.
Jos Marcelino da Rosa.
Jos Francisco S Leito.
Jos Gomes Leal.
Jos Adolpbo de Oliveira Lima.
Jos da Costa Pereira.
Jos Fiusa de Oliveira.
Jos Braz da Conceico Silva.
Jos de Oliveira Castro.
Jos Pereira da Cunha Jnior.
Jos Moreira da Silva.
Jos Angosto de Araujo.
Jos de S Leito Jnior.
Jos Francisca do Reg Mello.
Jos Antonio Moreira Das.
Jos Ferreira da Silva.
Jos Feliciano Nasareth.
Jos Rodrigues da Silva Barroca,
Jos Alves Barbosa Jnior.
Jos da Silva Loyo Jnior.
Jos Ferreira Baltar.
Jos Candid de Moraes.
Jos d'Assumpco Oliveira.
Jos Luiz de Mello.
Jos Rufino Climaco da Silva.
Jos Luiz Goncalves Penna Jnior.
Jos de Brito Bastos Filho.
Jos Ferreira Marques.
Jos Francisco Pinheiro Ramos.
Joao Ignacio de Medeiros Reg.
Joo Chrysostomo Goncalves Rosa.
Joo Joaquim Alves.
Joo Baptista Gomes Penna.
Joo Pinto de Lemos.
Joo Manoel da Veiga e Seixai.
Joo Baptista Castanha.
Joo Jos da Silva,
Joo Jos de Carvalho Moraes.
Joo Walfredo de Medeiros.
Joo Rodrigues de Moura.
Joo Baptista de Moraes.
Joo de Aquino Fonseea.
Joo Ferreira Loureire.
Joo Pereira Reg.
Joo Joaquim de Mello.
Joo Chrysostomo Galvo.
Joaquim Olinto Bastos.
Joaquim de Souza Silva Cunha.
Joaquim Alvaro Garca.
Joaquim Bernardo dos Reis.
Joaquim Lopes Machado.
Joaquim Francisco das Cbagas e Silva.
Joaquim Mauricio Goncalves Rosb.
Joaquim Felippe da Coste.
Joaquim Nicolao Ferreira.
Joaquim Jos Goncalves Beltro Jnior.
Julio Cesar Paes Barrete.
Joviniano Manta.
Jovino Cesar Paes Barrete
Jovino Bandeira.
Bacbarel Laurino de Moraes Pinheiro.
Leocadio Jos de Figueiredo.
Lenidas Tito Loureiro.
Luiz Antonio Siquira.
Luiz Jos da Silva Guimares.
Luiz Alfredo de Moraes.
Luis Leopoldo dos Guimares Peisoto.
Luiz Antonio Pereira.
Leopoldo Marques d'Assumpco.
Manuel Ignacio Peasoa de Mello.
Manoel dos Santos Vi Haca.
Manoel Antonio da Silva Moreira.
Manoel da Silva Maia.
Manoel Jos da Silva Guimares.
Manoel Paula de Albuquerque.
Manoel Moreira de Souza.
Manoel Pereira da Cunha.
Manoel Bernardes de Oliveira.
Bacharel Manoel Gomes de Mattos.
Manoel Jos Monteiro.
Manoel Joaquim da Costa Carvalho.
Marc'lmo Jos Maria de Almeida.
Marcelino Goncalves Rosa,
Mathias Tavares de Almeida.
Miguel Jos de Abren.
Narciso Jos Monteiro.
Olympio Goncalves Rosa.
Olympio Frederico Loup.
Pedro Joaquim Vianna de Lima.
Pedro Osorio de Cerqueira.
Pedro Jorge da Silva Ramos.
Pedro Alexandrino Maia e Silva.
Paulo Pereira Simes.
Pnmenio Duarte Ribeiro.
Satyro Serafim da Silvt.
Thomaz Teixeira Bastes.
Secretaria da Jnnta Commercial do Recife,
de Outubro de 1886.
O secretario,
Julio Augusto da Cunha Guimares.
cimba, medindo de frente 3 metros e 55
centmetros e de fundos 14 metros e 50
centmetros, avallada por 1:800)5000.
Urna casa terrea, meia-agua, no segando
becco da Camboa do Carmo, seb o n. 8,
tendo porta e janella, urna sala, nm qtarto
corredor, medindo de frente 4 metros e
10 centmetros e de fundos 4 metros e 35
centmetros, avahada por 200)5000.
Urna casa terrea ra de S. Miguel,
freguezia de Afogados, sob o n. 13, com
porta e janella de frente, duas salas, dous
quartos, cosinha fura e um quartinho con-
tiguo a cosinha, quintal em aberto, cacimba
propria, medindo de frente 4 metros e 40
centmetros e de fundo 12 metros e 65
centmetros, avallada por 250(5000.
E assim serao os bens cima menciona-
dos arrematados por venda a quem mais
der e maior lance offereeer no da e hora
j indicado.
para que chegue a noticia a todos
mandei passar o presente edital que ser
affixado no lugar do costume e publicado
pela imprensa.
Dado e passado nesta cidade do R< cife,
aost das do rnez de Setembro de 1886.
Eu Felicissimo de Azevedo Mello, escri-
vo fiz escrever e subscrev.
Recife, 6 de Setembro de 1886.
Joaquim da. Costa Ribeiro.
DECLARACOES
11
Edital n. 751
Escolas e rolickon particulares
De ordem do Sr. Dr. inspector geral, declara-
se aos professorea e directores de quaesquer aulas
e estabelecimentos particulares de instrucejo pri-
maria, secundaria <-u especial, de um e cutro
sexo, quo at o dia 30 de Novembro prximo vin-
douro, devero remetter esta repartico os map-
pas de que trata o art 187 2* do Reg. de 6 de
Fevemro de 1885, sob as penas comminadas no
art. 192 do citado regulamento.
Secretaria da Instrucco Publica de Pernambu-
co, 6 de Outubro de 1886.
O secretario
Pergentino S. de Araujo Galvo.
Joaquim da Costa Ribeiio,
desta cidade ds
em deayiuqe-'o 1 a 13
dem de 14
t
7:3871714
3251532
7:713/246
MMSk MUS,
De la 13
dem d<'4
Umjtoa raovaciAL
De la 13
dem de 14
443:944*279
52:335*963
49:729*833
4:324*864
Tcal
cbbidobiaDe 1 a 13
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Job-bulado Pao vraciM. De 1 a 13
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496:2804242
a*:054|697
550:334/939
19:5824689
1:599/130
21:181/819
13:283/146
301.765
13:585/511
DESPACHOS DE IMPROTACO
Vapor ingles Ador entrado de Liverpool e Lis-
boa, no dia 13 do correte e consignado a Saun-
dres Brothers & C, manifeston :
Carga de Liverpool
Amostras 3 volumes a diversos.
Agua inglesa 1 caixa a Bartholomeu & C.
Arcos de ferro 81 feixes a Jos dos Santos Oli-
veira, 129 a Ferreira Guimares & C.
Alpiste 10 saceos a Souza Basto Amorim & C.
Arroz 100 saceos a Fernandos da Costa & C.
Batatas 40 1,2 calzas a Torres & Inno.
Barras de ferro 407 e 52 feixes a Cardoso & Ir-
mo, 128 e 368 a W. Hallday & C. 50 e 5 a Fer-
reira Guimares & C., 241 a Maia a Albino Silva & C, 13 a The Pernambuco Stean
Ship.
Biscoutos 8 caixoes a Jos de Macdo, 6 a Ra-
mos & C, 13 a Paiva Valente & C, 10 a Joo
Fernandes de Almeida, 5 aos consignatarios, 5 a
Cavalho&C.
Cha 3 grades a Souza Basto Amorim & C, 13
ordem, 10 e 3 caixas a Baltar Irmes de C.
Chapeos de sol 1 caixa a Manoel da Cunha
Lobo.
Cevada 10 barricas ordem.
Conservas 12 caixas a Rosa & Qaeiroz, 5 or
dem.
Cartas para jogos 8 caixas a Gomes de Mattos
Irmos.
Calcado 1 caixo a F. R. da Silva, 1 a Nunes
Fonseea & C.
Cidra 50 caixas a Fernandes & Irmo.
f&Cabof 36 volumes a C. C. da Costa Moreira &
C, 48 a Companhia Pernambueana.
Cerveja 30 barricas ordem, 40 caixas a Car-
valho & C.
Chumbo de munico 50 barris a A, D. Carneiro
Vinnna.
Camos de ferro 20 feixes a F. A. Guima-
res.
Cognac 1 barril ordem.
Chapeos 1 caixo s A. dos Santos Oliveira, 2 a
Raphael Das i C, 2 e Adolpho & Ferro, 2 a
Carvalho Irmo & C., 1 a A. Dias, 1 a Alfonso
Oliveira & C, 2 i ordem.
O Doutor
juiz de direito do civel
lie i te e seu termo, capital da provincio
de Pernambuco por Sua Magestade Im-
perial e Constitucional o Senhor D. Pe-
dro II, a quem Deus guarde, etc., etc.
Faco saber aos que o presente edital vi
rem ou delle noticia tiverem que fiados os
vinte dias de pregues e as pracas da lei,
e na audiencia deste juizo de dia 16 de
Outubro prximo vndoaro, irao a praca
por venda a quem mais der e roaior lance
offereeer os bens abazo mencionados que
foram penborados para pagamento do prin-
cipal, juros e custas da execucSo civel que
por este juizo e car torio do escrivSo que o
presente subscreve move D. Umbelina
Leoncia Borges Diniz contra os berdeiros
de JoZo de Brito Correia, cujos bens cons-
tara da avaliacSo do theor e maneira se-
gu nte :
Urna casa terrea ra das Trincheras
n. 31, freguezia de Santo Antonio, com
duas portas de frente, duas salas, dous
quartos, cosinha fra, quintal murado e ca-
Prolongamento da estruda de
ferro de Pernaiuhaco e estra-
da de ferro do Recife a Ca-
ma r.
De ordem do Illm. Sr. director, faco publico
que, at o meio da de 20 de correte, no escripto-
rio central, ra Antonio Carneiro n. 137, re-
cebem-ae propostas, em carta fechada, para o for-
necimento dos objectos aeguintes, necessarios ao
almoxarifado desta repartico :
Carvo CardifF, tonellada.
Dito para forja, dem.
Dito Cock, idem.
Dormentea de sicupiru, sapucaia, oiticiea e pao
d'arco com 2,0x0,25x0,20 furados e entalbados, um
Oleo pa.-a carro, litro.
Dito de mamona, idem.
Dito para cylindro, idem.
Dito de mocot, idem.
Dito para candieiro, idem.
Dito para machina, idem.
Dito de linhaca, idem.
Pinho branco (5,-50x0,22x0,08), prancLo.
Dito dito (1",iOiO,24xO,24), vigaine.
Dito dito (8,"0x0,24x0,24), idem.
Dito dito (5,1050x0,19x0,19), idem.
Os objectos sero de Ia qualiuade e entregues,
convenientemente acondicionados, no almoxarifado
na estarlo ce Cinco Pon tas ou as oficinas da es-
trada de ferro de Caruar, conforme as exigencias
do servico. Os dormentes, porm, devero ser en-
tregues na cidade de Jaboato. Os in. prop-
uentes devero acompanbar as suas propostas das
respectivas amostras, condiccao essencial para se-
rena acceitas, N'este escriptorio sero prestadt s
os esclarecimentos necessarios.
As propostas sero abertas e lidas no lugar, dia
e hora cima indicados, na presenca dos Srs. pro-
ponentes, que devero sel tal-as e assigoal-as, in-
dicando n'ellas suas residencias. O tornecimento
poder ser ajustado com um s propunente ; ou
parcialmente conforme as vantagens que offe-
reeer.
Secretaria do prolongamcnto da estrada de ferro
de Pernambuco e estrada de ferro do Recife a Ca-
ruar, em 13 de Outubro de 1886.
O secretario,
Manoel Juvencio de iaboya.
s. i i
Soci daile Recreativa .liivcnlude
Soire bi-mensal em 17 de Oatubro
Communico a todos os senhores convidados e aos
socios que a soire principiar as 7 horas da noite.
Os ingresaos fornecem-se em casa do Sr. the-
soureiro e os convites na do Sr. presidente.
Rogase simplicidade as toilettes e previne-te
que nao sao admissiveia aggregados.
Recife, 11 de de Outubro de 1886.
L. Guedes de Amorim,
1* secretario.
V r '
Segunda-feira 18 de Outubro de 1886
A'S 8 HORAS DA NOITE
GRANDE FESTA ARTSTICA
onrado com apmwwado Exn*. Sr* Br.
^^Pmidwtte da Provincia
Em beneficio das compatriotas
MS SNAY
COM 0 VALIOSO CONCURSO DO CELEBRE VIOLONISTA
JOHANNES WOLFF
PROCR.1HHA
1. PARTE
1. Fantaiic Caprice (violino) Wieuxtemps.
Virginia Sinay
2. a) Romance.).....
> piano solo
b) Fileuse .).....Mendelnohn.
Mathilde Sinay
a) Romance J. Scendsen.
b) Adagio du 3"*. >violino
c) Havaneira J. Dropes-J. W.
Johannes Wolff
a) Cautilinc '.i Maro Gounod.
b) Les (Ules de Cadix, chan-
t par Virginia Sinay. Delibes.
5. a) Srnade espgnole j. Kettm.
piano-solo
3."
i.
b) Mazurka. .
Mathilde Sinay
6.' Fanlaiaie Ballet (violino)
Virginia Sinay
Godard
Berint.
2.' PARTE
.
Andante con variasioni de la
sonate ddie Krtutzer Beethoven.
Mathilde Sinay e Johannes Wolff
av. acc. de.
de
par Virginia
Carmen,
Si-
a) Ave Maria
violn",
b) Mabaneira
chant
nay.
9. Ballade e Polonaise (violino,
Johannes Wolff
10. Scherro (piano-solo). .
Mathilde Sinay
11. Fantaisie sur la Traviata
(violino
Virginia Sinay
PRECOS
Camarotes da
1.'
2.
3.
4.
ordem...
12>000
12000
8^000
6$000
Galeras ...
Cadeiras de
Plateas
1.a
2.a
classe.
Paraizo
5500
Gounod.
Bizet.
Vieuxtemps,
Chupn.
Alar.
2000
35000
25000
15000
Os
bilheles acham-se desde j venda no escriptorio do theatro, e no estabelecimento
de joias dos Srs. Joseph Krause & C." e na casa do Sr. Vctor Prealle ra do Imperador.
Haver bonds para todas as linhas e trm at Apipucos e Olinaa.
O piano fio concert em que vai tocar a pianista MatkiUU Sinay, da casa do Sr. Vctor
Prealle e chegado a esta capital euilins do mez de Setembro ultimo. -/
Santa Casa da Misericordia do
lleelfe
Por esta secret ria sao chamados os parentes
ou protectores das menores constantes da relaco
infra, para que as v recolber ao collegio das
orpbs.
Relaco das orpbs a que se refere o edital
Supra
1 Mara, filha de Joanna Baptiata de Jess.
2 Emilia, filha de Feliciana Vieira da Rocha
Falco.
3 Carolina, filha de Antonia Diniz Bandeira
de Mello.
Josepha, filha de Hermina Correia de Barros
VValdetrudes.
dem de Magdalena de Arsujo Cavalcante.
SVirginia, idem de Maria Francisca da Purifica-
L
Josepbina, idem da mesma.
Francisca, idem de CUudina Maria do Nasci-
mento.
Secretaria da Santa Casa de Misericordia do
Recife, 13 de Setembro de 1885.
O escrivo,
Pedro Rodrigues de Souza.
Impost
o sobre indus-
trias e profissoes
O administrador da Recebedoria f publico
que at o dia 31 do corrente mes ser cobrado
por esta repartico, livre de mnlta o imposto so-
bre industrias e profissoes, relativo ao 1* semes-
tre do corrente ezercicio de 1886 1887, depois d
que ser cobrado com a multa de 6 /t-
Recebedoria de Pernambuco, 14 de Outuoro de
1886.
Alezandre dn Souza Pereira do Carmo.
Cobre 39 volumes a Manoel dos Santos Villaca,
74 M. Izabella.
t.'h p.s para fogo 70 a Samuel P. Johuston
< C.
Chocolate 1 caixa ordem.
Encerado 4 fardos ordem.
Enzadas 20 barricas a Miranda & Souza, 38 a
Oliveira Basto 4 C, 3 a M. R. da Silva, 10 a W
Hallday ce C, 10 % Gomes de Mattos Irmo, 1
a Compxnhia de Beberibee
Estopa para calafetar 2 fardos mesma.
Estopa 4 fardos o Olinto Jardim & C, 47 Julio
& Irmo, 20 a Bernet & C, 61 ordem, 30 a An-
tonio de Oliveira Maia 4 C, 22 a Ferreira Casco
& Filho.
Fio 1 fardo a Vctor Xueesen, 5 a Oliveira
Basto & C, 1 a Ferteira Guimares & Q., 1
ordem.
Folhas de ferro 23 a Albino Silva & C, 72 a
The Pernambuco Stean Ship, 12 a Herdeiros Bow-
mam.
Ferragens b volumes a Oliveira Basto & C, 9
a Res & Santos, 3 a Antonio Rodrigues de Souza
& C., 1 a Manoel dos Santos Villaca, 4 a Paren-
te Vianna & C, 2 a Miranda & Souza, 2 a T. J.
A. Guimares, ala Antonio dos Santos Olivei -
ra, 14 a Antonio D. Carneho Vianna, 1 a Compa-
nhia de Beberib*, 4 a Gomes de Mattos Irmos,
33 a Samuel P. Jobnston & C, 37 a W. Hall-
day & C, 10 ordem, 7 a H. Nuesch C, 8 a
Ferreira Guimares & C., 7 aos Herdeiros Bow-
mam.
Folhas de Flandre 100 cunbetes a Ferreira
Guimares & C, 10 a Gorres de Mattos Irmos.
Farinha de milbo 84 caixas a Vougban & C.
Graxa 5 caixas a A. D. Carneiro Vianna.
Genebra 30 caixas a Raza & Quiroz.
Looca 10 barricas a Augusto Figueiredo & C,
29 gigss a Fernandes & Irmao, 25 a Souza Bastos
Amoiim & C, 25 a Guimares Perman.
Lena 4 fardos a Prente Vianna & C, 5 a or-
dem, 3 a Ferreira Guimares & C.
Linba 1 caixa a Guimeres Cardoso & C, la
ordem, 2 a Manoel Joaquim Ribeiro & C, 34 a
Oliveira Bastos dt C-, 30 a Nunes Fonseea & C, 1
a Gomes de Mattos Irmo, 21 a F. Lauria & C,
27 a A. O. Carneiro Vianna, 1 a M. Izabella.
Machinismos e outros artigos 4 caixas a Tbe
Brazilian Street Railway Company.
Mercadorias diversas 1 volume a H. Nuesch &
C, 1 a Mendes & C, 2 a Lauria & C, 4 a Nunes
Obras publicas
De ordem do Illm. Sr. eogeaheiro ebef,
faco publico que, em virtude da autooisaco do
Ezm. Sr. vice presidente da provincia, recebe-se
na secretaria desta repartico, no dia 15 do c r-
rente, ao meio dia, propostus em certas fechadas e
competentemente sdalas, para a execuco dos
reparos da cadeia de Serinhaem, oreados em 4805
O orcamento e mais condicoes do contrato, se
acham dlsposico dos senhores pretendentes pa-
ra Berem examinados.
Secretaria da repartico das obras publicas de
Pernambuco, em 7 de Outubro de 1886. -
O secretario,
Joo Joaquim de S. Varejo
Fonseea & C, 4 a Antonio D. Carneiro Vianna, 26
a ordem, 2 a Oliveira Bastos & C. .
Maehina' de descarocar algodo 1 caixa a J.
Fuerstemberg.
Machinas 3 caixa a W Hallday & C.
Materiaes para estrada de ferro 64 volumes e pe-
cas a Great Western of Brasil, ditos para ponte de
ferro 1377 volumes e prcas ao Dr. Pedemeiras.
Objectos para gas 28 volumes e pecas a Em-
presa.
Oleo de linhaca 5 barris a ordem.
Prosuntos e tou-inho 5 caixas a ordem.
Passas 20 caixas a Silva Guimares & C.
Ps de ferro 10 feixes a Res & Santos, 25 a
Antonio Rodrigues de s C, 12 a Miranda & Souza
15 a Samuel Johnston & C.
Papel 1 fardo a Jos Joaquim Alves <& C, 1 a
Fabrica de Fiaco e Tecidos, 60 a T. Just, 12 a
ordem.
Salitre 20 barricas a ordem.
Tintas 5 barricas a Ferreira Guuimares & C.
Tazas de ferro os herdeiros do Bowmam, 30 a
Alian Paterson & C.
Tecidos diversos 233 volumes a ordem, 7 a Ber-
nardino Maia & C, 28 a H. Burle & C, 7 a Al-
bino Amorim & C.,12 a Goncalves Irmo & C, 63
a Machado & Pereira, 2 a Rodriguos Lima & C.
4 a F. Lauria & C, 2 a Souza Nogueira & C, 4 a
Bernet i C., 4 a D. P, Wild & C, 2 a Manoel da
Couha Lobo, 126 a Luiz A, Siqueira, 14 a Agos-
tinbo Santos & C, 2 a A. Vieira & C, 7 a Andra-
de Lopes 4 C, 2 a Loureiro Maia & C., 2 a For-
nandes Silva 4 C, 2 a L. P de Andrade, 3 a Guer-
ra e Fernandes, 3 a Figueiredo 4 C, 2 a Alves de
Britto 4 OU 1 a L. Teixeira, 4 a C. Hamos, 34 a
Narciso Maia s C. 10 a Pereira Carneiro & C.
Tinta 5 barricas a A. D. Carneiro Vianna.
Tapetes 1 fardo a Alves de Britto & C.
Vidro 1 ciixa a Vctor Neesen.
Carga de Lisboa
Azeite de Oliveira 10 barris e 15 caixas a Son-
sa Bastos Amorim ( C.
Batatas 40 meias caixas a Siqueira Ferraz & C.
Bagas 2 barris a J. A. do Valle.
Ceblas 200 caixas a Siqueira Ferraz 4 C,, 25
a Paiva Valente 4 C, 20 a Roza ct Queiroz, 15 a
Araujo Csstro 4 C
Calcado 1 caixo a Pilro & Irmo, 1 a Ferreira
Barbosa 4 C.
Figos 4 caixas a F. R Pinto Guimares & Q.
Joias 1 caixa a J. Krause 4 C.
Santa casa
Na secretaria da santa essa de misericordia do
Bsof arread-se par eapaoo de um i tres an-
30i aisass sbatio saelarartas ;
Bu da Mosda s 45. p-,r 20* osensaes.
dem idem n. 49, 204 idem.
Dita da Lingueta n. 14 1- andar, 16/660 idem.
dem idem 2- dito. 15/ idem.
Ra do Burgos n. S idem.
Dita da Madre de Deus n. 10-A, armazem
154, idem.
dem dem n. 12, 40/ idem.
Ra da Guia n. 25, 16/660 idem.
Dita da Senzalla-velha n. 132, 2- andar, 15/
idem.
Dita da Detenco n. 3 (dentre do qaadro) 10/
idem.
dem idem, 8JC00 dem.
.Dita do Visconde de I tapa rica, n... 2- andar
e soto, 35/ idem.
Dita do Mrquez de Olinda n. 53, 2- andar
40/ idem.
Caes da Alf> ndega n. -
Obras Publicas
De ordem do Illm. Sr. engenheiro chefe, faco
publico que no dia 15 do cor-ente, ao meio dia,
recebe-se na secretaria desta repartico, em car-
tas fechadas e competentemente selladas, propos-
tas para a execuco dos reparos da cadeia de
Caruar, oreados em 2:188/117.
O orcamento e mais condicoes do contrato se
acham a disposico dos senhores pretendentes.
Secretaria da repartico das obras publicas de
Pernambuco, 1 de Outubro de 1886.
^ O secretario,
Joo Joaquim de Siqueira Varejao.
Thcsouro Provincial
De ordem do Illm. Sr. inspector desta reparti-
co, faco publico que no dia 15 do corrente mez
paga-se a classe de 2> entrancia de professores,
relativamente ao mez de Agosto prximo passado.
Pagadoria do Thesouro Provincial de Pernam-
buco, em 14 de Outubro de 1886.
O escrivo da despeta,
: Silvino A. Rodrigues.fj|
G. R, F.
De ordem do nosso presidente, convido aos nos-
sos consocios para comparecerem domingo 17, s
11 horas da manh, em nossa sede, sita ra de
Marcilio Das n. 91, em assembla geral, para
approvaco de nossos estatutos.
Secretaria do Gremio Recreativo Familiar, 15
de Outubro de 1886.O Io secretario,
Alexandre dos Santos Selva.
Empreza Telepbonica
Bourgard
Kelico dos asslgnantes entra-
Jos no mez de Setembro
A.
343. Alexandre Ferreira da Cruz, (padaria), Ra
da Imperatriz.
C
462. Carlos Alberto de Menezes, Mondgo.
463. Charles Pluym e Eugenio Chalime, Ra do
Commercio. f
469. Candido A. Sodr da Motta, Roa Mariz e
Barros.
470. Club Internacional de Regatas, Ra do Sol.
D
403. Dr. Jos Mari anno Carneiro da Cunha, Ra
do Imperador.
467. Dr. Joo Paulo (escriptorio), Ra Nova.
sV
464. Joaquim Alves da Fonseea, (residencia),
.Magdalena.
468. Joo Vctor Alves Matheus, Largo de Corpa
Santo.
471. Jos Azevedo Maia Silva 4 C., (pharmacia)
Ba Larga do Rosario.

296. Manoel Jos Agr, (coche ir a), Ra do Impe-
rador.
455. Manoel de Barros Cavalcanti e Tavares
Martins, Ra Nova.
399. Siqueira Borges o Contador Almeida,
do Imperador.
Raa
427. Quartel do 14 batalhe de infantaria, Ra
do Hospicio.
Estacdo do Caldereiro.
30. Maior Mergulho, Monteiro.
^Papel 8 caixas a Samuel P. Johnston & C.
Passas 24 fardos e 3 caixas a Baltar Oliveira
4 C, 3 e 19 a Silva Guimares 4 C, 8 caixas a
Cari os Al ves Barbosa.
Uvas 10 meias caixas a Guimares Rocha 4 C,
10 a M. J. Caries Cardoso.
Vinho 12 pipas 20,5, a F. R, Pinto Guimares
4 C, 10, 40/5 e 20/10 a Souza Bastos Amorim 4
C, 35 barris a F. Forreira Alberto 4 C, 35 a Ra-
mos 4 Smtos, 2 a Joaquim da Silva Carneiro, 2 a
A. J. F. Monteiro, 2 A. Soares Rapozo, 25 a An-
tonio de Oliveira Maia & C, 5 caixas aa Baro
de Serinhaem, 20 a Joaquim da Silva Carneiro.
DESPACHOS DKXPORTAgAO
Em 13 de Outubro de 1886
Par o exterior
No lugar noruegnense Potmos, carregaram
Para New York, Amorim Irmos & C. 3,600
saceos com 270,000 kilos de assucar mascavado.
na barca norueguense Lootprina, carrega-
ram :
Para New-York, J. S. Loyo 4 Filho 1,200 saceos
com 90,000 kilos de assucar mascavado.
o vapor ingles Elbe, carregou :
Para Lisboa, S. G. Brito 651 couros salgados
com 7,812 kilos.
lajo
life,
Recife, 30 de Setembro de 1886.
O gerente,
Antonio do Carmo Almeida.
Para o Interior
No vapor austraco B Kemny, carrega-
ram :
Para Santos, J. J. Moreira 200 saceos com
12,000 kilos de assucar mascavado e 150 ditos
com 9,000 ditos de dito branco.
Para o Rio de Janeiro, Maia 4 Rezende 100
saceos com 6,000 kilos de assucar mascavado e
200 ditos com 12,000 ditos de dito branco.
No vapor nacional tahta, carregaram :
Para o Rio Grande do Sul, Burle 4 C. 100
saceos com 7,500 kilos de assucar mascavado e 300
ditos com 22,500 ditos de dito branco ; Eduardo
Barbosa 100 saceos com 7,500 kilos de assucar
mascavado e 200 ditos com 15,000 ditos de dito
branco.
Para o Rio de Janeiro, Burle & C. 270 saceos
com 16,200 kilos de assucar mascavado ; D. M. da
Costa 5,000 cocos, Iructa ; Baltar Irmos 4 C.
400 saceos com 24,000 kilos de milbo ; F. M. da
Silva 4 C. 120 caixas com 1,200 kilos de oleo de
ricino e 50 caixas medicamentos.
MOVIMENTO DO PORTO
Navios entrados no dia 14
Camossim por escala12 dias, vapor na-
cional Jacuhype, de 380 toneladas, com-
mandante Joaquim Jos Estoves Jnior,
equipagem 30, carga varios gneros ;
Companhia Pernambueana.
Cear2 dias, vapor inglez Morsermann,
de 827 toneladas, commandante W Lacy,
equipagem 68, carga apparelhos tele-
grapgicos.
Navios sahidos no mamo dia
Rio de Janeiro por escalaVapor naciona
Baha, commandante Silverio Antonio
da Silva, carga varios gneros.
GaamBrigue norueguense Soskammeren}
capitao N. Steansen, em lastro.
GuamBarca sueca Frammas, oapitao N.
E. Nilsen, em lastro.
ParahybaBarca ingleza Pitn Casthe, ca
pitSo W. Chi.lt, em lastro.
VAPORES ESPERADOS
B. Kemny
Elbe
Rosario
Mrquez de Caxias
Pernambuco
Mando
Finance
ViUe de Victoria
Allianca
Britannia
Para
La Plata
Equateur
Cear
Neva
do sul boje
do sul boje
do sul boje
da Babia hoja
de Hamburgo a 17
do eul a 17
do sul a 21
do Havre a 21
de New-Port-News a 22
da Europa a 23
do norte a 23
da Europa a 24
do sul a 25
do sul a 27
do sul a29

\



Diario de PcrnambucoScxta-feira 15 de (tatabro de 1886

\
i
IMMM1D0B
Companhia de Seguros
MARTIMOS E TERRESTRES
Estabelelda em 1455
CAPITAL 1,000:0001
SDISTROS PAGOS
At 31 de dezembro de 1884
Martimos..... 1,110:0008000
Terrestres,.. 316:0008000
41Ra do C ommerelo
DE
tfaregaco coste Ira por Vapor
Mossor
(Em directora)
VIAQEM EXTRAORDINARIA
O vapor Jacuhype
Segu no dia 16 de
Outubro, a 2 horas
da tarde.
de Lista
AGENTE
Miguel Jus Alves
N. 7RA DO BOM JESS-N.
Segaros mriia*o e terreolreo
Nestea ultimo a nica companhia anta praca
que concede aos Srs. acgcradn isesnpco de paga
ment de premio em cada Mtimo nato, a aja
equivale ao descont de eerea|da 15 par eonto em
Tordos segurados.
(OMPANHIA
[mperial
DE
NK4.IKOM contra FOCO
EST: 1803
Edificio e mercadoriat
Taxat laucas
Promplo pagamento de prejuizoa
CAPITAL
fia. 16,000:000*000
Agentes
BROWNS & C.
N. 5Ra do CommercioN. 5
JECUHC
CONTRA F0GO
The Liverpool A London i Glob
INSURANCE COMPAM
&G.
Para carga, passageus e dinheiro a retc, tra-
ta-se no
ESCRIPTORIO
Ao Caes da Companhia Pamambucana
n. 12
Pacifle Seam Navigation Companj
STRAITS OF MAGELLAN LINE
Paquete Britannia
' esperado da Euro-
pa at o dia 24 de Ou-
tubro, e seguir de-
pois da demora do coa-
'turne para a
Baha, Rio de fanelro, Monte-
video e Valparaso
Para carga, passagens, encommendaa e din-
heiro a frete tracta-ae eom os
AGENTES
Wilson Sons t i .. Limited
N. 14 RA DO OOMMERCIO N. 14
DampfschiflTahrts-ieselIsehan
O vapor Pernambuco
CH.4BGECRS REUNS
companhia Franeeza de Navega
co a Vapor
Linha quinzenal entre o Havre, Lis-
ooa, Pernambuco, Bahia, Rio de Janeiro
Santos
Steamer Yilla de Pernaibaco
Espera-se dos oortos do
sul at o dia 18 de Outubro
seguindo depois da indis-
pensavel demora para o Ha-
vre.
Conduzem medico a bordo, sao de marcha rpida
e offerecera excellentes commodoa e ptimo pasaa-
dio.
As paaiagena poderSo ser tomada de antema.
Recebe carga encommendaa e pavsageiroa para
os quaes tem excellentes aoconiinodacops.
Os vapores desta companhia entram no porto,
aneorando em frente ao caes da praca do Commer-
cio e sendo muito incommodo o embar jue do9 paa-
aageiroa no fundeadouro dos paquetea transatln-
ticos, no Lamarao e demais devendo todoa apartar
ae Havre, que o porto mais visinho de Pars,
fra de duvida que ha grande vantagem para quem
quizer ir Europa em aproveitar-se dos ditos va-
pores tanto mais quanto, alm de serem os precos
das passagens mais mdicos, as despezas do embar-
que aqu e as de transporte do Havre a Paris, sao
muito menores do que as que demandam as viagens
nos paquetes das outras hnhas.
Q Offerece-ae um rapas para feitor ou copeiro,
eom bastante pratica para os doun mistares ;
quem precisar dirija-ae ra nova de Santa Rita
numero 9.
< Preciaa-ae de urna aenhora que tenha habi-
litacoes para ensinar moninaa a 1er, a trabalho de
aeulha, etc ; a contratar eom Manoel Amando
Barbosa, no Recie (trapiche Meutinho). E' para
Serinhem, no engenho Aojo.
Antonio de Sonza Botelho, retirando se para
a corte, declara pelo presente ficarem de nonhum
effeito aa procuracoea por elle firmadas nessa ci-
dade ou fra della, inclusive as passadas na corte
pelo abelliao Castro. Recife, 15 de Outubro do
1886. '
Taverna
Boa aequlsleo
Joaquim Gencalvea Cascao, achando-se doente
e precisando retirar se para Europa, vende seu
esttbeleoimento rna de Tbom de Souza n. 4,
on admitte um socio que entre eom algum capital:
a tratar na mesma.
tamarindo ;
numero 34.
Compra-se
na pbarmacia ra larga do Rosario
Espera-se de HAMBURGO,
va LISBOA, at o dial6 do
corrente, seguindo depois da
demora neceaaaria para
COMPANHA DE SEGUROS
CONTRA FOCO
\orlli BrilisH Hercantile
C#ITAjL
t OOO.OOo de libras sterlinaa
A &TSL1 ES
Adomson Howie & C.
London and Brasllian Ba
Limited
Ra do Commercio n. 32
Sacca por todos os vapores sobre as ca
a a do mesmo anco em Portugal, sendo
em Lisboa, ra dos Capellistas n 75 N-
Porto, ra dos Inglezea.
SEGUROS-
MARITOIOS CONTRA FOGO
Companhia Phenlx Per-
nambncana
Ruado Commercio n. 8
Rio de Janeiro e Santos
O vapor Rosario
E' esperado do aul at
o dia 15 do corrente,
seguindo depois da de-
mora neces8aria para
Lisboa e Hambnrgo
Para carga, paaagens e encommendaa e dinhei-
ro a frete tracta-se eom os
Consignatarios
Borstelmann & C.
RA DO VIGARIO N. S
1* andar
E' esperado da Europa
m dia 20 de Outubre, se-
guindo depois da indispen-
aavel demora para a Ba-
lita. Hlo de Janeiro
e Hantoa.
fioga-se aos Sra. importadores de carga pelo
vapores desta linhn.queiram apresentar dentro de 6
diaa a contar do da descarga das alvareng:. mal-
quer reclamaco concernente a volumea, que no-
ventura tenham seguido para os porros do sul,afim
de se poderem dar a tempo as providencias necea-
saras.
Expirado o referido prase a companhia nao ae
reaponaabiliaa por eitravioa.
Recebe carga, encommendaa e paaaageirs* par
oa quaes tem excellentes accomodacea.
Angosto F. de Oiiveira&C
AGENTES
42-RA DO COMMEROIO-4*
Alinelo
Mossor e Maco
O hiate Aurora 2' aahe eom brevidade para os
portoa cima, e para o reato do carregamento ae
trata eom o mestre a bordo, no caes do Loyo.
A EipoNiriio Central convida o sexo feio
para o seu bonito soitimento de grava tas, lencos,
meias, collarinhoa e punhos, assim como tem um
explendido e esquesito aortimento de perfumea
raroa : na ra larga do Rosario n. 38, Damio
Lima & C.
Escriptura^ao mer-
cantil
Urna pesaoa eom algum conhecimento desta ma-
teria, ae offerece para praticar em qualquer es-
criptorio ou casa cemmercial ; a tratar na ra
Direita o. 81, ou Padre Ploriano n. 41.
Costnreiras
Na na do Imperador n. 55, 2*
se de costureiras.
andar, precisa-
LEILOES
i'o
navega-
4 OflPAMIlA fi SEGUROS
NORTHERN
d- Londres e Aberdeen
Ponirx nnanrelra (ne/embro 1S8S)
Capital oubsciipto 3.000,000
Fundos aecumulados 3.134,348
Beeelta animal i
D premios contra fogo
De premios sobre vidas
De juros
HI'A COI
577,330
191,000
132,000
O AGENTE,
John. II Boxuell
F.ROOCIO IV. 26 1 ]\0*B
THEATRO
DE
VARIEDADES
Companhia Iyrico-comica de operetas
trance zas de variedades e ao modo dos
coacertos
dos Campos Elyseos, em Pars
em casa de Charlea Fluyan A C
rna do Commercio n. SI. Becife
Est aberta a assignatara para viote espe-
ctculos
PREQOS
Camarotes eom 5 entradas 104000
Cadeiraa e galera 2*000
Os senhores assignantes erao direito a um des-
cont de 10 /
A companhia acha-se a bordo do vapor
'rancez Vie de Victoria, esperado no dia
20 do corrente.
MARTIMOS
llited SUtes & Brasil Mail S. 8. C
O paquete Finalice
E' esperado dos portoa do
aul at o dia 21 de Outubro
depois da demora neceaaaria
seguir para
S.
HaranhSo, Para, Barbados,
Thomaz e Xew-York
Para carga, passagens, e encommendaa tracta-
se coai os
AGENTES
0 M9 m Alllanca
Espera-se de Nevr-Port-
Ne ws, at o dia 22 de Ou-
tubro o qual seguir depois
da demora necessaria para a
Baha, Rio de Janeiro. Monte-
video e Buenos Ayres
Para carga, passagens, encommendaa e dinheiro
a frete, tracta-ae eom os
AGENTES
Forster & C.
N. 8 RUADO COMMRClO N.-8.
1- andar
Henry
panilla Bahlana de
cao a Vapor
Macei, Villa Nova, Penedo, Aracaj,
Estancia e Bahia
0 rapor Iwm fle Caxlas
Commandante Nova
E' esperado dos oortop ci-
ma at o dia 15 de Outubro
e regreaaar para oa mea-
moa, depoia da demora do coa-
turne.
Para carga, passagens, encommendas e dinheiro
a frete tracta-ae na agencia
7Ra do Vigario7
Domingos Alves Ma hens
0 vapr austraco B.Mly
E' esperado do sul no dia
12 de Outubro, aegaiado de-
pois da demora necessaria
em direitura para Santos,
voltaado depoia para o Rio
de Jan iro.
Recabe carga e encommendaa a frete mdico
tractar eom oa
AGENTES
JOHNSTON PATER & C.
RA DO COMMERCIO M. Ib
COmPAMHIE DES MENSAttE-
RIES HARITIbIES
UNHA MENSAL
0 paquete Equateur
CommandanU Lteointre
E' esperado dos portoa do
sul no dia 25 do corrente. I
seguindo, depois da demora?
do costme, para Bordeaux,
totando em
Dakar e Usboa
Lembra-ae aoa senhores paasageiros de todas
aa clasaes que ha lugares reservados para esta
agencia, que podem tomar em qualquer tempo.
Fax-ae abatimento de 15 % em favor daa fa-
milias composta de 4 pessoas ao menos e que pa-
garem 4 passagens inteiras.
Por excepeo oa criados de familias que toma-
ren) bilbetea de proa, goaam tambem d'eate abati-
mento.
Oa vales poataea s ae dia at dia 23 pagoa
de contado.
Para carga, passagena, encommendaa e dinheiro
afrete: tracta-ae eom o
AGENTE
Angoste Lab lie
9-RA DO COMMERCTO-9
COMPANHIA FERXAHCCAIVA
DE
NaTegaeio Costelra or Vapor
PORTOS DO NORTE
Parahyba, Natal, Macan, Mossor, Ara-
caty, Cear, Acarahu e Camossim
O vapor Pirapama
Segu no dia 20 de
Outubro, a 5 horas
da tarde. Recebe
carga at o dia 19.
Encommendas passagens e dinbeiroa afrete at
3 horas da tai de do dia da sahida.
ESCRIPTORIO
Caes da Companhia Pemamhueana
n. 12
KOVAL MAIL STEAM PACIET
COIPANY
0 paquete Elbe
eaperade
do sul no dia 15 de
carrate aeguinlo
depoia da demora
neceaaaria para
s. Vicente, Lisboa, Vlgo e Son
thampton
Para paaaagena, frete*, etc., tracto ocm oa
^CONSIGNATARIOS
Adamson Howic &t.
de movis, espelbos o louca
Constando de 1 mobilia de amarello eom cadei-
raa de balance, 2 grandes espelbos para consolos,
1 par de laternas, 3 parea de jarros, 3 candieiros
a g torio e guarnico para o mesmo, 1 cama franeeza.
1 cabide, 1 cama pequea. 1 espelho, 1 marquezo
cem colxio, 1 marqueta, 2 aparadores, eadeiraa
para sala de jantar, 1 mesa para jantar, louca e
vidros, 1 taboa para engommado e muitoa outroa
| movis que aero vendidos ao correr do martello.
Sexta feira 15 do corrente
A's 11 horas
Na ra de S. Francisco, casa n. 31
O agente Martina autoriaado pela Sra. D. Ha-
ra de Souza far Ieilao doa movis e mais objec-
tof> cima, os quaes ae acham bem conservados.
Madamoiselle Cotinlia
Ainda contina na ra do Imperador n. 55, 2-
andar, onde anas amigas e treguezas podem eu-
contral-a para comprar Ihe oa trabalboa, que como
modista desempeuha, como aejam, toilettes e pen-
teados de todo goato, de accordo eom os figurinos
modernos-
oni
Scm dicta esem modifi-
ca?ocs de costnmes
Laboratorio central, ra do Viconde Jdo
Rio-Branco n. 14
Esquina da ra do Regente-.Rio de
Janeiro
Especficos preparados pelo phar
macentico Eugenio Marques
de Hoilanda
Approvadoa pelas juntas de hygiene da Corte,
Republicaa do Prata e academia de industria de
Pana.
Elixir de imbirbina
Restabelece os dyspepticos, facilita aa digea-
t5es e promove aa ejeccoes difficiea.
Vinho de ananaz ferruginoso e quinado
Para oa chlero-anemicos, debella a hvpoemia
intertropical, rtconstitue os hydropicos e beribe-
ricos.
Xarope de flor de arueira e mutamba
Muito recommndado na bronchite, na hemop-
gse e as tosses agudas ou chronicaa.
leo de testudus ferruginoso e cascas de
laranjas amargas
E' o primeiro reparador da fraqueza do orga
oiamo, na fysica.
Pilulas ante-peridicas, preparadas eom a
pererina, quina e jaborandy
Cura radicalmente as febrea intermitientes, re-
mitientes e perniciosas,
Vinho de jurubeba simples e tambem fer-
ruginoso, preparados em vinho de caj
Efficazes naa inflammaeoes do figado e baco
agudas oa chronicaa.
Vinho tnico de capilaria e quina
Applicado naa convaleacencaa daa parturientes
urtico antefebril.
Depesito : Francisco Manoel da Silva & C.
Francisco Manoel da Silva & G.
RA MRQUEZ DE OLINDA-23
Luvas
De seda, braco inteiro.
dem, meio braco.
dem, de 2, 3 e 4 botoes.
dem de Escossia.
dem preta, de 2, 3 e 4 botoes.
4 Vencedora
Ra da Imperatriz 82
J. H. licmon Daarte
Neste estabelecimento encontrara o publico
aempre um completo aortimento de miudesaa e
objectos de moda e phantaaia, e grande expoaicao
de brinquedos para crianca, per preco sem oom-
petencia, a saber :
Lequea de diversas qualidades.
Socos para crianca.
Chaposinhos e sapatinhos para baptsado.
Enxovaes completos para baptsado.
Bicoa de todas as qualidades e cores.
Sortimento completo de fitas, crese qualidades-
Punhos e collarinhoa para homens e senhoras.
Completo aortimento 'e l de todas as cores a>
2^800 a libra.
Espartilhos.
Grande aortimento de meias brancas e de cores
para homens, senhoras e meninos.
Perfumaras de todas as qualidades.
Objectos de plaqu : broches, pulseiras, brincos,
voltaa, alfinetes e mais artigas.
Velas de cera e bogias de todos oa tamanhos.
Fiambres semosso
De 1, 2, 3, 4 e 5 libras, proprios para lunches,
receberam nova remessa Jos Fernandes Lima &
C-, ra Nova n. 3.
AVISO TIL
Manoel Bernardina Ramos, agente da Io-
caces, cobran^as^ compras, vendas e in-
dicares uteis, mudoii sua residencia e ss-
criptorio de sua embrezaAgencia Pro-
gressiva Pernambucanapara a ra das
Flores n. 18, (porta larga).
fi ira mi capital
t
Precisa-ae de um socio eom bastante pratica
de molhadoa e algum capital, para um estabeleci-
mento em boas condicoea, bastante afreguexado e
em urna daa principaea ras de commercio desta
cidade : quem pretender dirija-ae por carta fe-
chada praca da Independencia n. 40, eom aa
iniciaes C. R eom aa neceaaariaa informacoea.
Criado
Leilo
De 85 pecas de chita, 15 de sitineta e 50
vistuaros para baptisadoa e grande quan-
tidade de plisss.
Sexta-feira. I& do corrente
A's 11 horas
A' ra estreita do Rosario n. 24
Ag
Leilo
corrente
eganda feira 18 do
A's 11 horas
Na ra Mrquez de Olinda n. 51
O agente Modesto Baptiata, por mandado e eom
assistencia do Exm. Sr. Dr. jais do commercio e
a requer ment do Dr. curador fiscal da mas s a
fallida de Joa de Axevedo Braga & C, far lei-
lo da armaco, utencilios, balancaa, pipas, can-
teiroa e maia generoa existentes no estabelecimen-
to da ra Mar-juez de Olinda n. 51.
Sabbado de Outubro
A's 11 horas
Na ra estreita do Rosario n. 24
O agente Modesto Baptiata, por mandado e eom
asaistencia do Ex os. Sr. Dr. juz de orphaos e a
requerimento do herdeiro Diaa Fernandes, inven-
tbante doa beoa deixadoa por Joaquim Diaa Fer-
nandes, far leilo da casa terrea u. 189 da ra
do Coronel Suaaauna, eom muitoa bona commodoa,
agua e gaz encanado, quintal, coainba fera, tendo
de frente 6 metros e 50 centmetros e de fondo 19
metros.
Leilo
AVISOS DIVERSOS
Aluga-ae casas a 84000 no becco dos Coe
Ihos, junto de 8. Goncallo : a tratar na ra da
Imperatris n. 56^____________________________
Pede-se aoa abaixo notados, o favor de vir
ou mandarem ra do Marquex de Olinda n. 51.
Pedro Siqueira, Alfandega.
Frederico Vieira.
Manoel, do Banco.
Aluga-ae os andares superiores do predio n.
51 ra do Imperador, eom excellentes accommo-
dacoes para familia : a tratar eom N. I. Lidatone,
ra do Commercio n. 10.
Aluga-BB o 1- e 2- andar da casa n. 34
ra estreita do Rosario ; o terreo de a. 27 do pa-
teo do Terco ;
mero 33.
a tratar na ra do H apicio nu-
Alaga te urna ama perita para todo o aervi-
co ; na rna do Livramento n. 15.
Aluga-ae a casa da ra do Pilar n. 37, eom
6 quartos, 4 salas, cosiuha e appsrelho fra, re-
construida, caiada e pintada de novo ; a tratar
na ra da Imperatris n. 56.
Preciaa-se de urna perita cocinheira, que
compre e durm em casa, prefere-se portuguea ;
na rus da Imperatris n, 73.
Quem precisar de urna aenhora para coai-
ohar ou para tratar de criancas em caa de pe-
quea familia, dirija-ae traveaaa de S. Pedro
n. 4, 1 andar, que achara eom quem tratar.
Precisa se de urna ama que aaiba coainhar e
engommar para casa de pouca familia ; a tratar
eom Joo de Deus, em Olinda, Praia doa Mila-
grea.______________________________________
Preeiaa-ae de urna coainheira e de um criado
para casa de familia ; a tratar na ra do Baro
da Victoria n. 39, loja.
Precisa-se de urna ama para coainhar ; a
tratar na ra do Baro da Victoria n. 41.
Aluga-ae urna casa na Estancia, eom bas-
tantes commodos e grnnde aitio ; a tratar na ra
do Marques de Olinda n. 40.
Preciaa-se de um cosinheiro ou coainheira
que aejam peritos e asaeiados em aeu trabalho,
admite-se um no estabelecimento de banhos nos
arrecifes, paga-se bom ordenado, dando fiador de
sna conducta.
Preciaa-ae de um criado ; na roa Novat
pbarmacia n. 51.
Precisa se de um criado de 12 a 14 annoa, que
tenha boa conducta; a tratar na ra do Bom
Jeaua (antiga da Cruz) n. 28.
Pastillias vcri.iiii.gaN
de Nering
o melhor especifico contra vermes : depoaito cen-
tral em casa de Faria Sobrinho & C, ra do Mar
ques de olinda n. 41,
Pcitora 1 de Cambar-
<)
PREQOS
Naa agencias : frasco 25500, li2 duzia 13/ e
duzia 24/000.
Naa aubagenciaa : frasco 2/800, li2 duzia
15/000 e duzia 28/000.
Agentes e depositarios geraea em toda a pro-
vincia Francisco M. da Silva & C, ra do
Mrquez de Olinda n. 23.
Hotel de Bebeuibe
JoSo da Silva Villanova, proprietarie des-
ee aprazivel estabelecimento, situado na
melhor casa da povoacSo de Beberbe,
previne aos seus numerosos freguezes que,
o ter competentemente remontado este
anno, e prompto para attender os mais ur-
gentes gostos.
A grande concurrencia eom a qual foi
honrado a festa passada, animou-o a n3o s
crear novas commodidades para os seus
hospedes e inquilinos, como tambem a am-
pliar a serie de jogos e passatempos que
serSo na occasiao em que o calor afugentar
do Recife naoionaes e estrangeiros em bus-
ca do ar do campo, em nenhuma parte
mais ameno que all, a mais bonita o fran-
ca digressSu. Para que se avahe da mo-
dicidade dos precos, toma a liberdade de
offerecer aos seus numerosos freguezes a
presente tabella, que soffrer descont
quando se tratar de familias ou de ajustes
por atacado.
Tabella dos precos do hotel
Dormina em quarto separado, eom di-
reito ao banho, refresco e cal pela \ ma-
cha 10.
Almoco, contendo dous pratos segundo
a lista, um copo de vinho, caf ou cha,
etc. 10.
Jantar, tres pratos segundo a lista, so-
bremesa, um copo de vinho de pasto, e
caf 10500.
k' o caso db experimentar para jlgab !
Jogos de jardins.
Jogos de salao.
Divertimentos ao ar livre.
Concertos em tecto enxuto.
InauguracSo do Club das Corridas.
Msica gratis.
Surprezas, ryatenos.
Boa palestra e... tuti quanti...
A' Bebenbe rapazeda, A' Beberibe,
olhem bem (isto muito em segredo) o Villa-
nova s nao gosta DO FIADO !
PovoacSo de Beberibe, 5 de Outubro
de 1886.
Joao da Silva Villanova.
CASA FELIZ
es 100:0001000
BILUETBN 4. llt t\TIOOV
fratja da independen
cia ns. 37 e 39
O abaixo assignado venden da 5a parte
da 1* lotera extrahida hoje, 14 do corren-
te, os seguintes premios : de 1:0000 em o
n. 18888, outro de 2:0000000 em o n.
4035 e outro de 5000 em o n. 17177 e
20461.
Acham-se venda os felizes bilhetes
garantidos da 6a parte da Ia lotera a
beneficio da Santa Casa de Misericordia
do Recife, que se extrahir a 21 do mez
vindouro.
Presos
De cada vigessimo 10000
Em porcSo de 1000 para cima 900
Antonio Augusto dos Santo* Porto
100:000^000
Regulador da Mari-
nlia
Este importante estabelecimento de re-
lojoaria, fundado em 1869, est funecio-
nando agora ra Larga do Rosario n. 9.
O seu propretaro encarregado da Re-
gdamentacSo dos relogios: Arsenal de Ma-
rinba, Estrada de Ferro de Limoeiro, Com-
panhia Ferro Carril de Pernambuco, Aa-
sociacSo Commercial Benefcente, Estra-
da de Ferro do Recife a Caxang, Estra-
da de Ferro do Recife a Olinda e Beberbe
e Estrada de Ferro de Caruaru' ; cercado
de intelligentes e habis auxiliares, faz con-
certos por mais difficeis que sejam, nao
s em relogios de algibeira, mas de pndu-
la, torre de igreja, caixas de msica, ap-
parelhes elctricos e telegraphioos.
O mesmo acaba de receber variado sor-
timento de relogios americanos que ven-
de de 70 a 200 de parede e de mesa, des-
pertadores de nikel.
Aos seus collegas vende fornecimeto em
grosso e a retalho : e aceita encommendas
para seu correspondente em Pars.
Acha-se bem montado neste estabeleci-
mento um observatorio pelo qual regula to-
dos os relogios martimos e terestres.
Recebe assBignaturas para dar a hora cer-
ta desta cidade pelo telephone n. 458.
Prego commodo
Em frente de seu estabelecimento se
acha collocado um relogio, cujos mostrado-
res poderao ser vistos pelos paasageiros da
Ferro Carril, tendo sempre a hora media
desta cidade determinada pelas suas ob-
servares astronmicas. ")
Antonio Jos la Costa Araujo.
Luvas de pellica
A 1 500 o par, e maia urna infinidade de arti-
go! que seria enfadonho enumerar.
O proprietario dcste estabelecimento convida
seus freguezes e especialmente a Ezmas. fami-
lias para viaitarem o aeu estabelecimento, e ava-
haren) o que cima fica dito.
82-Ra da Imperatriz82
16-Eua do Cabug-16
O abaixo assignado vendeu nos seus ven-
turosos bilhetes garantidos os premios so-
guintes: 1 dezena do n. 18751 a 18760, 1
dezena do 2" premeio, 10581 a 10590 o
duas mais de 5000, nos ns. 8482 e 2396
da 5a parte da l1 lotera.
Convida-se aos possuidores a virem rece-
ber sem descont algum.
Acbam-se venda os venturosos bilhe-
tes garantidos da 6a parte da 1* lotera da
provincia em beneficio da Santa Casa de
Misericordia do Recife que se extrahir
quinta feira 12 do corrente.
Presos
1 Vigsimo 10000
Sendo qaantldade superior
a 10 0:OOO
A dezena 90000
Joaquim Pires da Silva-
t
Aos 100:000$000
23roa Primeiro de Mar^o23
Os abaixo assignados tendo vendido nos
seus afortunados bilhetes garantidos os ns.
1,130 eom a sorte de 10:0000000, 6,276
eom 4:0000, 4,625 cem 2:0000, 4,603
eom 2:0000. 13,455 eom 2:0000, 11,391
eom 1:0000, 1,002 eom 1:0000, 15,111
eom 1:0000, 3,793 eom 5000, 4,766
eom 5000, 4,134 eom 5000, 10,736 eom
5000, 5,449 eom 5000, 11,266 eom 5000,
da 5.a parteJda 1.a lotera da Santa Casa,
que se acabou de extrahir, convidam os
possuidores a virem receber integralmente.
Acham-se expostos vendaos afortunados
bilhetes garantidos da 6.a parte da 1.a lo-
tera a beneficio da Santa Casa de Miseri-
cordia do Recife, que se extrahir quinta-
feira 21 do corrente.
PRECOS
1 vigessimo 10000
Bal porfi de looA par- di
1 vigessimo 0900
Martins Finta & C.
Marta I.uduvlna da Conceico
rVetto
Francisco Moreira Netto (preaeite), Antonio
Qoncalves Netto e Joa Goncaives Netto (ausen-
tes), tendo recebido a infausta noticia de ter fal-
lecido em Portugal sua presada e sempre pran-
teada mai, Mara Luduvina da Conceico Netto,
rogam a seus parentea e amigos o religiosa obse-
quio de asaistirem a mirsa de trigsimo dia, que
por alma da finada mandam celebrar na igreja do
Espirito Santo, as 7 horas da manha do dia 16 do
corrente, pelo que desde j se confeasam eterna-
mente re< onhecidos
Emento do Carmo Perrelra
Antonio do Carmo Ferreira agradece a todoa oa
seus parentea e amigos quo acompanharam ao ce-
miterio publico o seu presado filho, e convidam os
mesmos para assistiiem algumas missas que man-
da celebrar no dia 19 do con-ente, as 7 horas da
manh, na igreja de N. 8. do Terco, pelo que ae
confeasa grato a todoa.
Francisco Antonio da >all\idaile
Satrianiia
Francisco da Natividaae Saldanha Jnior, Fe-
lismina Fra icisca Saldanha, Oledia de MeBdonca
Saldanha, filhos, e todos oa ama parentea agrade-
cem eom profundo reconhecimento a todas as pes-
soas que ae digoaram .compnbar at o cemiterio
publico oa reatos mortaea de aeu digno pai, irmo,
cunbado e tio, Francisco Antonio da Natividade
Saldanha ; e de nove oa convidam para aasiatirem
aa missas que por sua alma mandam resar no
convento de S. Francisco, segunda feira 18 do
corrente, pelas 8 horas da manba, stimo dia de
seo passamento, pelo que desde j ae enfessam
grato s.________^_^_^_^^^^_^^____^^^
cm dii (i no
AOS
100:800108
Bna do Baro da Victoria n. 4O
e easas do costme
HUMES GABAMS
O abaixo assignado acaba de vender
um vigsimo de n. 10,564, eom a sorte
de 30:0000000, dous vigsimos de ns.
20,579 e 10,505 eom a sorte de 2:0000000,
aete ditos de ns. 3,269, 16.245, 21,774,
5,083, 23,631. 10,563 e 10,565 eom a
sorte de 1:0000000 e tres ditos de ns
17,885 4,499 e 14,209 eom a sorte de
5000000 da 5.a parte da 1.a lotera que se*
extrahio a 14 do corrente.
O mesmo abaixo assignado convida aos
possuidores vir receber na conformi-
dade do costume, sem descont algum.
Acham-se a venda os afortunados bi-
hetes garantidos da 5.a parte da 1.a lote-
ras a beneficio da Santa Casa de Miseri-
cordia do Recife, que se excrahir a 21
do corrente.
Prejos
1 vigessimo 10000
Km qaantldade maior de too*
1 vigessimo 0900
JoSo Joaquim da Costa L-eite
imri uan
PARA TINGIR A
Barba eos cabellos
tintura tinge a barba e os cabellos instan-
tneamente, dando-lhes urna bonita cor preta e
natural, inofenaiva, o aeu usa simples e muito
rpido. Vnnde-se na botica francesa e drogara
de Rjuquayrol Freres, aucceasores de A. Uaors,
rna do Bom Jess (antiga da Crui) n. 22.
1
>
-
-k

+



6
Diario de Peruambui-oScxta-fcira 15 de Ontnbro de 1886
0* ^ oy M>\
(Ayers Cheny Fecara.)
Pasa ACistA M QMSTVftfdEk,
Tosse. Asthma.Bronchite.
CoQUUUCHE OllTosS CONVULSIVA
Tisica ePulmonar.
Pm Aluga-se
mma casa na ra de 8. Jorge n. 26 (Recife), com
5 quartoa, com cosinha, 2 galas, quintal com por-
tio, etc. ; a tratar na ra de Santa Thereza nu-
mero 38.
Aluga-se
urna casa pequea, nc becco do FundSo n. 5 (Boa-
Vista) ; a tratar na ra de Santa Thereza nume-
ro 38.
Alujase
predio n. 140 ra Imperial, proprio para es-
.ibelecimento fabril : a tratar na ma do Commer.
do n. 34, com J. I. de Medeiros Reg.
Aluga-se barato
Ra do Bom Jess n. 47, 1.a andar.
Ra de Lomas Valentinas n 4, com soto.
Largo do Mercado n. 17, loja com agua.
As easasda ra do Coronel Suassuna n. 141
Gasa terrea da travessa de S. Jos n. 23.
Ra da Baixa Verde n. 5, sitio cem viveiro.
Ra do Rosario (Boa Vista) n. 39.
Trab.-se na na do Commercio n. 5, 1* andar
escriptorio de Silva Guimaraes & C.
Ra Visconde de Goyanna N. 79
Aluga-se v_
1 ra Lembranca do Gomes, em Santo
casa n
Amaro, tem agua
.32, 1. andar.
a tratar na ra da Imperatriz
Aluga-
se
barato o primeiro andar e sotes cm perfeito esta-
do, na travessa da Lingneta, boje ra de Thom
de Souza n. 3. Serve para escriptorio pela boa
ocalidade, entre o correio e associacSo commer-
ca!, onde ha grande concurrencia de commercio:
tambem serve para tan: ilia : a tratar na ra do
Imperador n. 31, armazem do gaz.
Alug
a loja do sobrado no
tratar no 1- andar.
ase
largo de S. Pe 1ro n. 4 ; a
Alnga-se
O 2* andar na ra da Palma n. 71, com agua
e gaz.
O 1' andar do sobrado ra da Moeda n. 19.
A grande casa terrea com jardim ao lado, i ra
do Amparo, em Olinda.
O sobrado sito na povoaco de Pregnicas, com
o armasem proprio para compras de assncar ou
negocio.
0 sobrado ra dos Pires n. 20, com agua e gas.
A tratar com Temporal Filboe, na ra do Bom
Jess n. 57, 1 andar.
Sitio
aluga-se
Com casa para familia, tendo muitos arvoredos
dando fructo, e logo junto excelleute banbo sal-
gado, na travessa do Motocolomb n. 4 (Afola-
dos), perto dos bonds e do caminbo de ferro ;
junto do Illm. Sr. chefe Lima : a tratar na ra
de Santa Thereza n. 38.
Sitio | aluga-se
Gtri-llrnle morada
Cem casa para familia, alguns arvoredos, todo
murado e fica pertj dos bonds e estrada de ferro,
ra de S. Miguel n. 99, em Afogados, defronte
da saboaria a vapor : a tratar na ra de Santa
Thereza n. 38. _______________________________
Ama
Precisa-se de urna ama de meia idade ; na ra
da Aurora n. 137.
Ama
Precisa-se de urna ama para casa de pequea
familia ; a tratar na ra do Paysand n. 19, Pas-
ssgem da Magdalena.
Ama
Precisa-se de urna p>>rfeita bosinheira ; na ra
do Cabug n. 14, 1 andar, sala da frente.
Ama
Precisa-se de urna ama que compre e cosmhe
om perfeico ; a tratar na ma do Bario da Vic-
toria ?. 69, 2 andar.
Ama
Precisa-se de urna ama para lidtr com urna
enanca de um auno ; na ra de Santo Amaro nu-
mero 14.
Ama
Precisa-se de urna ama que cosinhe, para casa
de familia ; na ra de Pedro Affonso n. 34.
AMAS
Precisa-se de urna ama para cosinhar e outra
para tratar de enancas e mus aervicos de casa ;
na ra da Aurora n. 81. 2- andar.
Prezisa-se de urna ama
vessa dos Pires n. 5 (Ge
ra cosinhar
t).
na tra-
triado
Precisa-se de um criado de 14 a 18 anuos ; a
tratar na ra do Paysand n. 19, Pastagem da
Magdalena. ___________
Caponga
Alagjst-se barato a casa n. 28 ra da Amiza-
de ; a tratar na ra Velha de Santa Rita n. 14,
sobrado, das 8 horas da manha a 1 da tarde.
Luz brilhante, sem Fumo
OLEO AROMTICO
Hygienico e Econmico
PARA LAMPARINES
i
Ha&RTINS* BASTOS
Pernambuco
NUMERO TELPHqnICO :
Agua florida. Extrahida
38
de flores bra-
sileiras pelo sea delicado perfume, suavida-
de e suas propriedades benficas, excede
a tudo que neste genero tem epparecido de
mais celebre.
Tnico americano. E' a primeira das
prepararles para a conservarlo dos ca-
bellos. Extingue as caspas e outras mo-
lestias espillares, faz nascer os cabellos,
impede que embran quejara e tem a grande
vantagem de tornar ivres de habitantes as
cabecas dos que os usam.
Oleo vegetal" Compcsto com vegetal
innocente, preparado para ara aciar, for-
tificar e dar bruno aos cabellos.
Agua dentifricia. Exctente remedio
contra a carie dos dentes, fortifica as gen-
gives e faz.desapparecer o mo hlito.
Vende-se as principaes casas desta ci-
dade e na fabrica de leos vegetaes ra
da Aurora n. 161.
_________TF.LEPHONE N 33_________
Tricofero de Barry
Garante-so quofaz nas-
cer ecreseer o cabello anda
aos mais calvos, cura a
tinha e a caspa e remove
todas as impurezas do cas-
co da cabeca. Positiva-
mente impede o cabello
de cahir ou de embranque-
cer, e infallivdmente o
torna espesso, inaeio, lus-
troso e abundante.
V/JUU
Agua Florida de Barry
Proparada segnnda a formula
original usada pelo inventor em
1829. E' o nico perfume no mun-
do que tem a approvnciio official de
um Govemo. Tem duas vezes
mais fragrancia que qualqner outra
ednraoaobrodotempo. E'muito
mais rica, Buave e deliciosa. E'
mnito mais fina e delicada. E'
mais permanente e agradavcl no
len90. E' duas vezas mais refre-
canta no banho e no quarto do
lente. E' especifico contra
frouxidao e debilidade. Cura as
dores de caber/a, os cansacos e os
desmaios.
larope b Vida is Renter No. 2.
AMTES DK USAL-O. DEFOIS DE USAL -f),
Cura positiva e radical de todas as formas de
escrfulas, Syphilis, Feridas Escrofulosas,
Affeccoes, Cutneas e as do Couro Cabel-
ludo com perdado Cabello, e de todas as do-
ncaa do Sangue^Figado, e Eins. Garante-se
que purifica, enriquece e vitalisa o Sangua
restaura e renora o systama inteiro. # .
Sabao CnratiYO ae Reuter
Para o Banho, Toilette, Crian.
Sas o para a cura das moles-
as da pelle de todas as especies
a em todos os periodos.
J
PEROLAS DO D8 CLERTAN
Approvadas pela Academia de Medicina de Paris.
\,
AS PEROLAS DE TEREBENT11V4 acalmam em alguns minutos as enxamiecas as MAIS
VIOLENTAS DORES DE CABEQA e DOENgAS DO FIGADO. Si a dose de trez ou quatro perolas
nao produzir eflecto dentro de alguns instantes intil sera
continuar. Cadra vidro contera trinta perolas. Para ter o pro-
ducto bem preparado e efficaz, convem exigir a assignatura do:
15
AS PEROLAS D'ETHER sao o remedio, por excellencia, das pessas
BBrvOS&S sujeitas as suffbeaces, cambras d'estomago e aos desmaios, as quaes
detem ter sempre mo este precioso medicamento. Exigir a assignatura : j
AS PEROLAS DE QUININA conteem cada urna dez centigrammas (dois graos) de sulfato de quinina puro.
Por isso efficacia dellas cerca nos casos de febres alem do que nao causam repu-
gnancia, nem fastio e engolem-se fcilmente. As perolas de quinina conservam-se
indefinitamente sera estragarem-se. E indispensavel exigir a signatura :
ta vende a varejo na mor parte das Pharmacias.
Fabricaco t atacado, Casa L. FRERE 19, me Jacob, em Pars.
e


V
XAROPE de QUINA e FERRO
de GRIMAULT & C, Phannaojuticos em Paris, 8, Ra Vivienne
Admitido na nova ph&rmacopa offtcal de Franca.
Appiovado pela Junta central de Hygiene do Brazil.
Fazem 25 annos que o Perro, elemento principal do sangue, a Quina Real, tnico
superior do systema nervoso e oPhosphato reconstiluinte dos ossos, foram combi-
nados intimamente pelo Sr Gmmault em um xarope de cor lmpida e sabor agradavcl.
Suas qualidades tnicas e reparadoras dao excellentes resultados na anemia,
calorse, leucorrhea, irregularidades de menstruaco, caimbras de
estomago consecutivas essas enfermidades, lymphatismo e todas as molestias
provenientes de empobrecimento do sangue. Excitando o appetite, estimulando
o organismo e reconstiluindo os ossos e o sangue, o XAROPE de QUINA e
FERRO de GRIMAULT & O, desenvolve com rapidez as creancas debois e as
raparigas paludas e abatidas. Este xarope corta os ligeiros accessos febris, humidade
das mdos e suoret nocturnos; efficaz as diarrheas rebeldes, facilita as convalescencas
difficis e sustenta as pessas idosas.
O VINHO de QUINA e FERRO de GRIMAULT & O, que possue as
mesmas propriedades do XAROPE, preparado com um vinho de Malaga, rico
e generoso e preferivel para as pessas que nao toleram xaropes.
Deposito em Paris, 8, Ra Vivienne, e as principaes Pharmacias e Drogaras.
PIVER em
TTaaico InventoT
no
gAB0SUCC0*AL
0 melhoT dos S&boes de
N!t "CCOMMEND^OO **LS '
Imit:;res
deposites as principaes Ferumariaa, Pkntwacias Cabehereiros da ataWSlM
HOSPHATINA
Falires
AUMUTigiO EACIOHil
Mi
Mdes, Crianzas, Amas,
Conoalescentes.
Este alimento, de un sabor agradavcl, precios
sobretudo :
Para as Mies, durante a gravidez;
Para as Crianzas, na orcasio de desmamal-as;
Para es Velhos o Convalescentes.
A PHOSPHATINA constitue o verdadeiro alimento
(Mancas alimentadas no seio ou na mamadeira. Nenhuma
Fcula, Conserva ou Pos ditos de alimentacao para a infancia,
pode competir-1 he.
E a administradlo fcil do Phosphato de Calcium, que fortifica a
Criancas durante o seu crescimento.
FASZZ, 6, Avenue Victoria, 6, FABXZ
Depositarios em Pernambuco : FRAN M. da SILVA tt C~.
kiiiiy
ADMINISTRADO :
PARIZ, 8, Boulevard Hontmartn,PARIZ
PASTTLHAS DIGESTIVAS fabricadas cm
I Vichy comos'Saes ejUra/iiJosdasPontes.Sao
de gosto agradavcl c a sua arcao certa con-
I tra a Alia e as Diaestoes dtfficeis.
| SAEl DE KICH NH BAHHOS. Um rolo para um baDo, para as pessoas que nao podem Ir a Vlcb.
Para evitar as imitacoes exigir en todos os productos a
MARCA T>A. COIVIX. r>E VICHV
Ea Pernambuco. m Prodncloj <-im rho-M cm cj. de HARISMENDY & LABIM.T!, t. ni do comiwKw;
SULZER A KOECHLIN. :<.,. ra di Cruz.
Deposito em Pernambuco casa de
Francisco Manoel da Silva & C.
.4plices provinciaes de 7 0|0
Compra se apolices provinciaes ; na ra Duque
de Carias n. 46, loja.
Pinho resina
de 3X7 at 3X12.
Pinho branco (da Suecia)
de 3X7 at 3X12.
Cimento inglez
VENDEM
ivnsca IrmSos <& C.
VINHO MARIANI
DE COCA DO PER
O TOfHO KASiAMi que fol experimentado nos hc^pitae Je Pariz,
* prcscrlplo diariamente com xito para corabatrr a Anemia. Chloroie,
SltrestSes mas. Molestias las vias respiratorias e Enfraqaepl-
menta do arg-o vocai.
O Median reeonunendam.no O Pensarte fracat e iteUeatlaM. exhausta* pela molestia.
aos Velhos e Crianpas.
E' o Reparador das Pertarbacoes digestiva
O FORTIFICANTE por EXCELLENCIA
O VINHO MARIANI 81 SMCORTRA EM CASA DE
r. MaaTMfl, Pl~ Parlx, 1, boukurd liionucn; New-York, 1 i, Ust, Em Pernamouco : Franclseo SK. da silva V c .
Pensin Bourgoise
Rna de ro^qnlm Mabneo n. 9
Criado on feitor
Precisa-se de um criado ou feitor ; a tratar na
ma do Cnbog n 12.
Predios
Con>pra-se alguns predica : na rna da Manguei
ra n. 7.
'
Criado
No largo do Corpo Santo n. 19, 2- andar, se
precisa de um criado que more no bairro do Be -
cite.
Capunga
Quartoa morjiiiado?, indep* ndentes
no mesmo, on a ra Nova n 21.
a tratar
Ao commercio
O abaixo asignado, ha qnalHade de procura-
dor dos berdeiros do finado Antonio Jos '.Rodri-
gue de Souza, declara ao respeitavel corpo cem-.
irercial, que o Sr. Veriato Heveriano Gomes de
Castro deixou de f*ter parte da firma Jos Augus-
to dos Santos & C da qnal faaia parte cono so-
cio coauBanditaro e nico capitalista o mesmo
finado, e dito Sr. Castro como socio de industria,
ficando todo o activo e imssvo a ctrgo dos her-
df'ros o dito finado. Becife, lldeOutubro de
188G.
Manoei Martina Fiaaa.
1MLSA0
DE
SCOTT
DE OLEO PURO DE
Figado de bacalho
COM
Hypophospltos de cal e soda
Approvada pela ?unia de lly-
giene e antorisada pelo
goTerno
E' o melhor remedio at hoje dtscoberto para a
cnica broncbiies, Fsrropbalas^ ra-
chliiM. anemia <:ebilifiadc em serai.
leflaios. loNNe enroniea e alTeccoea
do peleo e da sarsania.
E' mnito superior ao oleo simples de figado de
bacalho, porque, alm de ter chairo e sabor agr-
daveis, possue todas as virtudes medicinara e nu-
tritivas do oleo, alm das propriedades tnicas
reconstitnintes dos hvpophosphitos. A' venda na
drogaras e boticas.
Deposito em Pernambuco
Pintura domestica
PHARMACIA DE
Heniles de Souza Pereira & C,
Snccessores\
Recebeu grande sortimento d'esta excellente
tinta de todas as cores e em latas de 1 a 5 libras,
que continuam a vender por commodo preco.
Qualqner pessoa (menino ou criado) pinta com
perreico.
Com esta tinta podem todos com penco dispen-
dio conservar suas casas sempre limpas.
fita do lafliiz le Olinda i.
PASTILHAS
De ANGELIM & MENTRUZ
L
Deixou de ser caixei-
ro de nossa casa o Sr.
Frederico A. Miehaclis,
desde 2 do correrte.
Wihon "Sons Sf C. Ld.
Marca
Registrada
Cal irgem de Jaguaribe
Abri-so ra do Bom Jess n. 23,
um armazem onde se vende constantemen-
te a superior cal virgem de Jaguaribe,
acondicionada em barricas proprias para o
fabrico do assucar.
Esta cal, em nada inferior que nos
vem do estrangeiro, vendida pelo prego
fixo de 6#000 a barrica por contracto que
fez o Sr. Vicente Nascimento com o Sr.
Jos Costa Pereira proprietario do engenho
Jaguaribe, cujas pedreiras lhe d o nomo.
E' encarregado da venda nicamente
nesta cidade o Sr. Sebastio Bezerra,
com escriptorio ra do Bom Jess n. 23.
Aviso
A Sra. D. Maria Archanja Cavalcante de Albu-
querque, mai da Extn. Sr.a Baroneza de Vera
Cruz, senhora do engenho Monjope, queira ter a
bondode de mandar pipar a Jos Feliciano de
Nazar.th a quantia de 3.000 e tantos de xarque
que lhe remetteu para alimentacao de sua fabri-
ca ii'-i engenho Tamatape de Flores, alem disso
quande seu filho Joao Cavalcante foi para Euror*
e que ficou a dever-lhe urna letra de "2:000(XX!
tanto, proveniente anda de xarque, elle foi a sua
casa fazer-ihe ver isto, assim como se devia con-
tinuar a mandar xarque para supprir a sua fabri-
ca, e suas palavras foram estas, que ainda hoje
nao as nega, o senhor pode continuar a mandar
porque a sua divida est segura, poiquanto se
meu filho morrer na Europa eu lhe pagarei, e se
eu morrer primeiro ahi est meu filho para lhe
pagar, palavras estas que confessou a outras pes-
soas, que mais tiuha dito ; clem disto a fc'r.* Baro-
neza viuva e rica e na- teto filhos, nao necessita
portanto que a Sr.* D. Maria por meios menos
proprios accumule fortuna para lhe deixar de he-
ranc i. Esta divida alem de tudo nma divida
proveniente de xarque para alimentacao de tua
fabrica e nao deve ser igual as ontras que V. Exc.
deixou de pagar.
f^gr'Jardini das plantas
MONDEGO N. 80
Pretendendo-se acabar com as plantas qse esto
em Vbsos n'esto jardim, vendem-se os sapotiseiros,
muito grandes, e dando fructo a 2000, lari*
geiras, muito grandes, para enxertar, a 6000 a
duzia, e sapotiseiros mais pequenes por barato
preco.
Tomem nota
Trilhos para engenhos
WAGONS PARA CANNA
Locomotivas
HachiDlsmo completo para en
genhos de todos os tamaitos
Systema aperfeicoado
Especificacoes e precos no escriptorio dos
agentes
Browns & C.
%. 5-Rna do Commercio
N. B Alm da cima B & O, tem cathalogos de
mn"t eimplementosnecessarios agricultura, como
i.rabom machinas para descaroQar algodSo, moi
anos para caf, trigo, arroz e milho; cerca de fer-
ro galvanisado excellente e mdico em preco, pes-
soa nenhuma pode trepal-a, nem animal que-
bral-a.
Cal de Lisboa
muito nova ; vendem Palaeira & C, ra larga
do Bisara n. 27.
O !>' Churchill, autor da descoberta das
propriaads; curativa;, dos Hypophoa-
pb.itos no tratamento dtt tisica pulmonar,
tem a honra de participar aos seus collegas
mdicos, que o* 'aicos H.vpo iliospbitos
reccn'iecido e KcommendadM por elle
sao os que prepara a Sr. Swann. phar-
maseutico. !2, roa Castiitone, Parlz.
Os Xartpes de H.vpc-ihoaphitos de
Soda. Cal o Ferro vcndeiu-so em frascos
quadmdos tendo o nomo 'Jo E- Gb.u-ebill
no vidro, sua assignntura no envoltorio e
na tira de papel pasmado qu6 cobre a rolha.
Cada fiasco vsrdadeiro leva alem disto a
aarca de fabrica da "Harmacla S^wann.
ATKINSON
PERFUMARA INGLEZA
afamada ba mais de um seclo; excede todas
as ou rspelo mu perfume delirado e exquisito.
Ti.i'/ MKDAi.itas ne Oc.ko
PAllI/ 1S78. CALCUTTA 18*4
pela extra-fina exccll Afamadj
1GD1 DE COLONIA DE ATXMSON
iocomparavel pelo seu perfume e sua
corfentraro. Excede todos os productos
smil n i rend '"< < b o n.',^mn n^m*
SABONETE OLD BOWN WIKOSOR OF ATKINSOK
Este j| < ,j.;i. -i ,jo%
us out ros pela modo d<- hni|F..r pelle
e aassetioadoque lhe communicade cicellente
perfume e prolongado uso.
lacoatn-s* p Casi fc tejos os Seo-'iHtrt eFibri<:Mte$
J. & E. ATKINSON
24, Od Boncl Street, Londres.
. Marca de FaSnca Urna "Ro^abraaca'*
sobre ama Lyra de Ouro. '
arope-Zed
(De CODEiHA e TOLU)
O Xarope Zed emprega-sc contra as
Irritafoes do 'Pcito, Tosse dos Tsicos, Tosse
Kmulsa\CoqueluchS),'BTonc!nIes,Constitaidcs,
Catarrhos e Insomnws bersisletitcs.
PARS, ra nrouot, 22, c em Pharmacia.
PO CsLERY Vende-se era toda a parte
Ama
Precisa-se de urna ama para cosinhar e engom-
mar, para casa de pequea familia ; a tratar no
escriptorio dcste diario.
los Percw da Cruz
Frederieo Moutinh?, sua mulher e filhos, Ernes-
to de Oliveira, sua mulher e filhos, Adolpho Mou-
tiubo esua mnlber (ausente), Carlos M. B. S. Leo
e sua mulher (ausente), Jlaria Braga e seus _fi-
lho!", Laura P. da Cruz, Jus P. da Cruz Jnior
(ausente), Alfredo P. da Cruz (ausente), Pedro E.
Roberto, Marganda P da Crnz, agradecen) cor-
dialmente todos os parentes e amig03 que se
dignaram acompanhar ao cemiterio publico os
restos morties do seu nunca asss chorado pai,
sogro, av<3, irmo e cunhado, Jos Peres da Crnz ;
e de novo os convidam para assistir as missas
que por sua alma mandam celebrar na igreja do
Espi.ito Santo, uo dia 16 do corrente, s 7 1|2
horas da manha, stimo dia do seu fallecimento, e
pelo que desde j se cmfessam eternamente agra-
decidos. ________
Antonio Cioncalve* Belfro
Joaquim Jos Goncnlves Beltrao, Joaquim Jos
Goncaivts Beltrao Jnior e suas irmas, Joao An-
tonio da Costa Moreira e sua esposa, mandam ce-
lebrar missas na igreja do Corpo Santo, s 8 horas
do dia 16 du correte, por alma de seu presado
irmo e tio, Antonio Goncalves BeltrSo, fallecido
em Portugal; para assistir a esse acto, convidam
sens parentes fc amigos, e desde j se confessam
I gratos.
Feitor
Precisa-se 3c um feitor portuguez, para traba-
bar em um sitio, dando -se interesse ; no caes da
Companhia n. 2, escriptorio'
Atten^o
Agente Burlamaqne
Vende-se tres catas terreas em Olinda, sendo
duas ra do Amparo e urna ra Nova, em
terreno proprio, com muitos comrcodes e em per-
feito estado de conservado ; a tratar e inform r-
se com o agente Bnrlamaque ra do Imperador
n. 22, on em Olinda, casa junto acadeia do AIju-
be, com Candido Gnedes Alcoforado.
Francisco de Paula Boise
Ucnda
Joo Joaquim Borges Ucha, seus irmaos e sc-
brinhos, gratos s pessoas que pe dignaram acom-
panhar os restos mortaes de seu venerando pai e
av, Francisco de Paula Borges Ucha, ao cemi-
terio publico, de novo as sonvidam e aos demai*
parentes e amigos a atsistirem as missas, que
pelo eterno repouso do me9mo finado, mandam
resar na capella da Encruzilhada de Belem, s 8
horas da manha do dia 18 do corrente, e por cujo
acto de caridade se confessam eternamente gra-
tos
(-anhotinho
0 capucho da Moda
Praca da Independencia ~4 e S
Recebeu novo sortimento de flores, plo-
mas e outros enfeites para chapeos.
I Pede s Exmas. familias que se dignem
senhor de vir apreciar o que ha do mais gosto e a
Candido Ladislao de Azevedo, a este
(pede-Si) o obsequio de vir ra Direila n. 16 preQos muito reduzidos.
Veado Branco.
Casa no Uncanament
Aluga se urna casa com 2 salas, 2 qnartos, co-
sinha fra cacimba, nova e alugoel cotnmo do
a tratar oa ra de Pedro Affonso n. 4, antiga da
Praia.
Curso preparatorios
O bacharcl Franciseo Correia L. Sobrinho tem
aberto um curso de aritbmetica, algebra e geome-
tra ; na ra da Matriz n. 7.
Esteiras de peperi
Vende-se na ra da Guia n. 62, em psrco e a
retalbo.
Criado copeiro
Precisa-se de um de
14 a 16 annos, na ra
de Riachuelo n. 17. ^
Ama para cozinhar
Na ra de Riachue-
lo n. 17, precisa-se
de urna mulher que
saiba cozinhar.
Antonio Gonralveft Beltrao
Antonio dos Santos Lopes e Manoel Goncalves
Estrella, convidam sens amigos e aos de sen pre-
sado socio Antonio Goncalves Beltrao, fallecida
em Portugal, para assistirem as missas que, pelo
etsmo descanso do mesms, mandam resar na
igreja do Corpo Santo, pelas 8 horas da manha do
dia 16 do corrente, e confessando-se agradecidos
por esse obsequio.
- ;
Boa morada
Alnga-se a casa terrea com sotea, no oitilo de
Terco n. 82, lado da sombra ; para ver, as chaves
etao na casa n. 80, epara tratar, na roa do Pilar
n. 56, taverna, at as 11 horas da manha, ou de-
pois das 4 horas da tarde.
Antonia Goncalves Beltrao
D. Constancia Perpeta Machado Beltrao, Fran-
cisco Jos da Silva Lapa e sua mulher D. Cons-
tancia Beltrao Lapa (ausentes), Joaquim Das da
Silva de Axevedo Leaos e Jos Antonio da Silva
Lapi., convidam aos seus parentes a amigos para
asajstircm as missas que, por alora de sen sempre
chorado esposo, sogro, pai e amigo, Antonio Gon-
calves Beltr3o, fallecido em Portugal, mandam
celebrar na igreja lo Corpo Santo, s 8 horas da
manhi de sabbado 16 do corrente, stimo dia da
infausta DOticia de seu fallecimento, pelo que se
confessam summamente agradecidos.
JttJMMIlaaratfW,a,1iririlltai'"irillall T*"*" .--.-.^.^.:^cjjr



-I -
*
7
I


T
diario de PernambucoScita-fcira 15 de Ontobro de 1886
: I

.
?
Vinho puro de Collares
Jos Pernandes Lima & C, tendo recibido nina
partida deste especial vinho. vendeos em barris de
dcimo, assim como engarrafado a bJJXJU a du-
zia.
Ra do BarSo da Victoria n. 3
Ensino primario e secundario
Diurno e nocturno
O abaixo assignado contina a leccionar pri-
saeiras It'tras, portuguez, francez, arithmetica,
rethorica e outros preparatorios, em casa de sua
residencia roa do Mrquez de Olinda n. 1, se-
gundo andar, mediante remuneracaj rasoavel.
Pedro Estellita C Lina.
Gralilica-se
a quera entregar no 2- andar do predio n. 19
ra las Trincharas, tres chaves de cofre, sendo
daas menores e urna maior, as quaes foram perdi-
das na mesroa ra na noite de 25 do corrente
Aovo porto do cano
Boa do Marques do Hrrvnl 53
Tendo ura consumidor de carvo completado o
numero de 60 barricas, receben um vigsimo da 1*
part da 14. lotera das Alagoas n- 21.947, e se
lhe coober a sorte grande poder vir reeeber os
cem nmeros de bilhetes, de conformidade com o
annuncio. Neste porto vende-se multo bom car-
vo a 720 rs. a barrica, e aceitanwe reclamacoes
dos fregueses, quaudo nao forera bem seevidos na
qualidade do carvo, e nos fretes dos conducto-
res.
Attendit!
Boqueta da ultima invenco, para casamentes,
etc., etc., de Jos Samuel Bot< Iho ; a tratar na
ra do Baro da Victoria, loja n. 20, e roa da
Cadeia ao Recife, loja n. 43
CAPSULAS de GRIMAULT & Gu
MATICO
lpprovadis pela Junta cutral Hjgiene
publica do Braiil
Combinacdo da Esscncia de Matiet
com o Balsamo de Copahiba
Remedio nfallivel para cura a
Conorrhea, -em embaracar o
estomago, nem provocar repu-
gnancia, effetto que semprc pro-
duzem todas as capsulas de co-
pahiba liquida.
Deposito em PARS :
Ph GRIMAULT O, 8, na Tifiesne
nm pr/nc/pasi Pharmtcias e Drogirits.
PhH DE RIGA
de 3X9, 4X9 o 3X'2; yene-se na serrara a va-
por de Clima?o da Silva, caes Viute Dous de No-
vernbro p. 6.

VENDAS
Vende eaduas psites do cngeuho Forno da
Cal, em Olinda, no val r de 6:000*, en permuta-
se por eosa no Recife, ou sitio em ieberibe, que
fique a margem do rio ; muito frtil para canas e
tudo quanto lav.iuras, boa baixa para capim,
sitio de eoquei-is, grande pedreira para o fabrico
de cal, bom barro para tijolo e telha, matas para
enha, grande proporgoes para criar, para o que
tem bom parto, que onde tust nta-se toco o |
gado o vaccas de Inte desta cidade ; a tratar no
anesmo sitio defroate da igreja de N. S. do Gua-
dalupe.
A Kevoluco
A' ra Duque de Casias, resolveu vender
os seguintes artigos eom 25 /0 de me-
nos do que em outra qualquer parte.
Cachemira bordada de seda a 1*500 <, co-
vado. -~
Merinos de cores a 900 rs., 1/000 e 1*200 o co-
vado
Merinos pretos a 1/200, 1/400, 1/600, 1/800 e
2/000 o covado.
Velludilhos lisos e lavrados a 1/000 e 1/200 o
covado.
Palha de seda a 800 rs. o covado.
Las com listrinhas a 600 rs. o corado.
Giosdcnapolea pretos a 1/800, 2/000 e 2/500 o
covado.
Setins damass a 320 rs. o covado.
Zephiros com desenhos modernos a 240 rs. o
covado.
Linhoa cscosseres a 240 rs. o covado.
Gaze com bolinhas de velludo a 800 rs. o co-
vado.
Zephiros lisos a 100 ris o covado.
Ditos listrados a 200 ris o covado.
Chitos finas a 240, 280, 300 e 320 ris o co-
vado.
Cretones finos a 360, 400 e 440 ris o co-
vado.
Baptistas finas a 200 ris o covado.
Nansuc finas com 3 padroes lindos a 300 ris o
covado.
Las com mselas de seda a 700 reis o covado.
Setinetas com desenhos lindos a 320, 360, 400 e
440 ris o covado.
Ditas lavradas a 500 reis o covado.
Dias lisas a 400 e 500 ris o covado.
Fustoes de cores a 320 rt. o covado.
Enxovaes para baptisado do 9/000 a 18/090
um.
Colchas bordadas a 4/, 5/, 7/, e 8/000 urna.
Ditas brancas a 1/800 urna.
Cobertas de ganga a 2/SoO urna.
Lencoes brancos a l*8iXJ um.
Lencos de 1/200 a 2/000 a duzia.'.
Toalhas felpudas a 4000 e 6/000 a duzia.
Bramante de 3 larguras a 900 ris a vara.
Dito de 4 ditas a 1J200 a dita.
Dito de linbo a 2/000 a dita.
Cobertores de la a 4/."00 e 7000 um.
Fechs de la a 2/000, 3*000, 3/500, 4/000,
e'4/500, 5/000 e 6/500 um.
".Chales finos de 5/000 9/000 um.
Setins maeo a 800 e 1/200 o covado.
Cortinados bordados a 7/000, 9/000 e 16/000 o
par.
Espartilhos de eouraca f 4/000, 5/500, 6/000
e 7/500 um. J
Guardanapos da linho a 4*000 a duzia.
Madapolot's gemnia de ovo e pelle de ovo a
1J50U a peca.
Camisas de meia a 800, 1/000, 1/500 e 2/000
urna.
Seroulas de bramante a 1/ e 1/400 urna.
Flanella branca a.400 ris o covado.
Casemira diagonal a 1/800 e 2/500 o covado.
Cortes de casemira a 3/000, 5/000 6/000 e
7/000 nm.
Camisas de linbo a 30000 a duzia.
Brim pardo a 320, 360, 440 e 500 ris s co-
vado.
Linn com salpicos a 500 rs. o covado.
Fustoes brancas a 360, 440 500 e 640 ris o
covado.
Panno da costa a 1/400 e 1/600 o covado.
Dito admascado a 1/800 o covado.
sguio amarello e pardo a 500 rs. o covado.
Cortinados de crochet a 24/000 o par.
Henrique da Silva Moreira.
Camisas nacionaes
A tftSOO. SAOOO e S/500
32= Luja & roa da lmperatris 32
Vende-se neste novo estahelecimento um gran-
de sortimonto de camisas brancas, tanto de aber-
turas e p.inhor da linho como de algodSo, pelos
baratos p-e<,os de 2/500, 3/ e 4/, sendo fazenda
muito melhor do qu as que veem do estrangeiro e
atta mais bem feitas, por serem cortada por
um bom artista, especialmente camiseiro, tambero
se manda fazer por encommendas, a v jntade dos
fregueses : na nova loja da ra da lmperatris n.
3.', de Ferr ira da Silva.
Ao32

Nava loja de fazer Jas
- Roa da
3**
Impe t
DE
FERREIRA DA Si^VA
Neste novo estahelecimento encontrar o res-
p iitavel publico cm variado sertiinento de fasen-
das de todas as qualidades, que se vendem por
precos baratissimos, assim como nm bom sorti
mente de roupas para homens, e tambem se man
da fazer por encommendas, p r ter um bom wes-
tre alfaiate e completo sortimento de pannos fino,.
casemiras e brins, etc
WHISKY
BOYAL BLEND marca V1ADO
Este excellente Whisky Escessc preferive
ao cognac ou agurdenle de carina, para fortifica'
> corpo.
Vende-se a retalho nos ki lhores armazens
aaolhados.
Pede ROY AL BLEND marca VIADO enjo ne-
me e emblema sao registrados para todo o Brazi
_____ BBOWN8 & C, agentes
Novas las.nli.ts
7/OOt
10/001
12/001
12/M
5/50t
6/501
8/001
3/0W
1/61*
1/0U"
Vende so urna armaco. propria para taver-
na, nu aluza- 3'1 a casa com armacao ; a tratar na
raa Imperial n. 236.
V-nde-so ura bji e carroca : na roa larga
do Rosario n. 9.
Vndese urna mobilia completa de Jacaran-
da quasi novii, Luiz XV, e outros movis de
casa ; na ra Augusta n. 228.
Vende se a casa de molbados sita ra Di-
reita dos Alegados n. 16 : a tratar na nesma.
Pechinchas!
S&o as eguinfeM que deflnlllva-
menle nao entraro no prximo ba-
lando
Admirem!
Bonito sortimento de mariposas e fustoes, cores
firmes, a 240 e 320 rs. o covado !
Nansoks de cores mimosas a 180, 200 e 320 rs. o
dito!
Linhoa escocezes, novidades em padroes, a 200 e
240 rs. o dito !
Setinetas, as mais finas que tem vindo, a 320 e
360 rs. o dito !
Cretones francezes a 260, 280 e 320 rs. o dito !
Sargelim diagonal, todas as cores, a' 240 rs. o
dito!
Popelinas de cores, a 160 e 240 rs., listras de se-
da, barato !
Lazinhas modernas, a 440 e 500 rs. o dito .'
Cachemiras, lindos gostos, a 600 e 700 r. o_dito !
Renda indiana (imitacao), linda fazenda, a 700 rs.
o dito!
ran Ja, delicados desenhos, um metro de largura,
a 800 rs. o dito !
Merinos e cachemiras, pretos e de cores, a 900 rs.,
1/ e 1/200 o dito !
Setim macan, todas as cores, a 800 e 1/ o dito t
Veludho de todas as cores, lisos e bordados, a 1/
e 1/200 o dit. !
Casemiras inglesas, de cores, a 1/200 e 1/400 o
dito!
Cheriots, preto e azul, a 2/500, 3/ e 3/500 o
dito!
Casemira diagonal, a 1/800 o dito !
Panno inglez superior, preto e azul, a 2/200 e
4/ o dito!
Pecas de esguio para casaquinhos, a 3/500 e
4/!
dem de superior algodSo, a 4/, 20 ids !
dem de madnpoloes americanos, a 4/500, 5/ e
6/, 24 ids!
Para as Ezmas. noivas, lindas grinaldas e veos,
por 12/ e 15/ I
Ricos cortinados, todo bordado, completo, por
9/!
Lindas gnarnices de crochets, cadeiras e sof, a
8/!
Superior bramante de algodao, quatro larguras, a
900, 1/ e 1/200 o metro !
Atoalbado bordado a 1/400 e 1/800 o dito I
Pannos de ifferentes cores para mesa a 600,1/200
e 1/600 o covadoI
Cobertas de cretones, lindos padroes, a 3/800 e
4/.
Lenees de bramante (eama de casal) a 2/ um I
Colzas franeezas, de cores, a 2/, e 6/ superiores !
Lenccs de cores, lindos desenho, a 2/ a duzia !
Seroulas bordadas, de bramante, a 16/ a dita I
Meias inglesas, brancas e de cores, a 3/200 e 6/
a dita.
Cambraia bordada, branca, a 6/ e 7/, as melhorcs
que tem vindo !
Sortimeato completo de sedinhas de cores, grosde-
naples. filos bordados, crep, mantilhas, capas
de l, fichj.
CbamaoonTemos pessoal habilitado.
Venda em croadoDscontos da praca.
i -Ra Duque de C axias -5
da Ca & C.
.tr
Tavcrna
Vende-se a taverna da ra de S. Joao n. 17 : a
atar na mesma.
VAPOR-
e moenda
Vende-se nm bom vapor e moenda cota ponco
o ; a ver ato engenho Timbo aaa, muito perto
4a oHacio do metmo nonte ; a tratar na roa d*
parador a. 48,1* andar.
Oleo de mocot
Surerior e sem falsifica^o : vende Luiz Jos
da Silva Guimares, ra do Commercio n. 5.
Maduro
Vinho paro da uva
O que pode haver de melhor para mesa, em
barris e a r>'talbo : Pocas Mendea & C, ra
estreito do ILssor 9. _________________
Serrara a vapor
Caes do CapSbarlbe n. S8
N'esta serrara encontraran os senhores fregue-
ses, um grande sortimento de picho de resina de
anco a des metros de compnmento e de 0,08 a
1,24 de esquadros Garante-se preco mais como-
io do que em outra qualquer parte.
Francisco dar Santos Macedo.
Piolio de Riga
Acaba de chegar pelo bngue Atalanta nm com-
pleto sortimento de pinho de Riga da melhor qaa-
lidade e de diversas dimensoes, oomo sejam :
4 X 12
4X9
3 X 12
3 X 11
3X9
2 X 12
e tabeas da mesma madeira de 1 e 111/2 polle-
gadas.
Vendem MATHUES AUSTIN & C, roa do
jCommcrcio .18, 1 andar, ou no caes do Apollo
51, por precos commodos.__________________
Noivos e noivas
Encontraro sempre na Graciosa, raa do Cres-
po n. 7, urna variada colleccao de objectos pro-
prios para casamento, como sejam :
Capellas com veos, de 5/ a 25/000.
Grinaldas de flores de larangeira a 5/ e 6/.
uigas de seda bra ca a 1$ e 2/000.
Luvas de pellica branca para senhora a 2/500
o par.
Ditas de dita para hnmem a 3/ o par.
Meias bertas de fio de Escossia para senhora a
/000 o par.
Ditos de seda branca para senhora a 8/000.
Ditas de fio de Escossia, brancas, para homem
a 1/500.
Loques brancos de setim, de 6/, 10/ e 15/000.
Gravatas brancas de cambraia a 800 rs.
Ditas ditos com laco a 1/000.
Ditas de setim branco a 1/500.
_________Daarte dk C^__________
GRANDE
MllltLO
Exposirao central roa larga do
Rosario n. 58
Damiao Lima & C, cnamam a attencSo das
Ezmas. familias para os precos seguintes :
Carreteis de 200 jardas 80 rs.
Pecas de bordados de 200 a 600 ra.
Ditaa de um palmo a 2/500 e 3/000.
Fita n. 80 para faxa a 2/500.
Leqves regatas e D. Joannito a 1/000.
Frascos e extractos de Lubin, grandes, a 2/000.
Leques D. Lucinda Colho a 6/000.
Toalhas felpndaa a 500 60U, e l/'OO.
Duzia de meias para homem a 3|000.
Ditos para sentaras a 3/000.
Luvas de seda a 2/000.
Meias de fio de seda para menina a 1/000.
Colarinhoe de linho a 500 rs.
Ditos de algodao a 320 e 400 rs.
Macos de grampos a 20 rs.
Pecas de cordao pf ra vestido a 20 ra.
visiveis grandes a 320 ra.
Grampos invisiveis a 60 rs.
Um leqae de setim (novidade) a 6f5O0.
Ricas bolcinhas de madreperola de 1/S00 i 6/.
La para bordar i 2/800.
Urna capella e veo de 15/000, por 12/000.
Um espelho de moldura por 5/500.
Urna pulseira do fita por 1/200.
Pliss a 400 e 600 rs.
Urna boneca grande de cera por 2/500 e 3/000.
NA BXPOSIQAO CENTRAL
58Boa Larga do Rosario58
SSRa da lmperatris89
Loja de Pereira da Silva
Neste estahelecimento vende-se aa roupas aba
xo mencionadas, que sao ba* i ^ .i,as.
Palitots pretos de enran aiagonaea e
acolchoados, senao tazendas muuo en-
cordadas, e forrados
Ditos de casemira preta, de cordao muito,
bem teitos e forrados
Ditos de dita, fazenda muito melhor
Ditos de flanella azul sendo inglesa ver-
dadera, e forrados
Calcas de gorgorito preco, acolchoado,
sendo fazenda muitr encorpada
Ditos de casemira de cores, sendo muito
bem faifas
Ditas de flanella ingleza verdadeira, e
muito bem feitas
Ditos de brim de Angola, de muleskim e
de brim pardo a 2/, 2/500 e
Ceroulas de greguellas para homens,
sendo muito bem feitas a 1/200 o
Colletinhon de greguella muito bem feitos
As9im como um bom sortimento de lencos di
i'nho e de algodao, meias cruas c collarinbos, etc.
to na loja oa un da Imperatriz n. 3i
e, etinetaa e laalnhaa a ro
m, ocovado
Na loja da roa da Imperatriz n. 32, vende-*
nm grande sortimento de fustoes brancos a 50*
rs. o covado, lazinhas lavradas de furto-core
fazenda bonita para vestidos a 500 rs. o covade
e setinetas lisas muito largas, tendo de todas a
cores, a 500 rs. > covado, pechincha : na loj.
do Pereira da Silva.
AIsrodoElnno francei para lenre
a o ra., iS e i*aoo
Na loja da ra da Imperatriz n. 32, vende-
superiores algodaozinhos francezes com 8, 9 e V.
palmos de largura, proprios para lencoes de un
so panno pelo barato preco de 900 rs. e 1/000 i
metro, e dito trancado pa a toalhas a 1/280, at
sim como superior bramante de quatro largura,
para lencoes, a 1/500 o metro, barato na loj:
do Pereira da Silva.
Roopa para meninos
A IS. I*50M e 4
Na nova loja da ra da Imperatriz n. 32, a>
vende um variado sortimento de vestuarios pro
prios para meemos, sendo de palitosinho e calo
nba curta, feitos de brim pardo, a 4/000, ditoi
de molesquim a 4/50C e ditos de gorgorito pretc
emitando casemira, a 6/, sao muito baratos ; n>
oja do Pereira da Silva.
A' FloridT
Raa Dnque de (avias n. IOS
Chama-te a attencao das Eimae. familias para
os procos seguintes :
Luvas de seda preta a 1/000 o par.
Cintos a 1/500.
Punhos e collarinbos de cores para homem a
1/000.
dem para senhora a 1/500.
Grampos invisiveis a 60 rs. o masso.
Luvas de seda cor granada a 2/, 2/500 e 3/
o par.
Suspensorios p ra menino a 500 rs.
dem amer.canos para hemem a 3/.
Meias de Escossia para crianca a 240 rs. O par.
Leques de papel com corrente al/.
Fitas de velludo n. 9 a 600 rs n. 5 a 400 rs. o
metro.
Lencos de eseuiao a 1/500 a duaia.
Albuns de 1/500, 2/, 3/, at 8/.
Ramcs de flores finas a 1/500.
Luvas de Escossia para menina, lisas e borda-
das, a 800 e 1/ o par.
Porta-retrato a 500 ra., 1/, 1/500 e 2/.
Pentes de nikel a 600 rs., 700 e 800 rs. um.
Rosetas de brilhantes chimicos a 200 rs. o par.
Guarnices de idem idem a 500 rs.
Anqninhas de 1/5W), 2/, 2/500 e 3/ urna.
Pilases de 2 a 3 ordens a 400, 500 e 600 rs.
Bicos de cores com 12 jardas e 2 1/2 dedos de
largura a 3/ a peca.
dem com 4 dedos a 41500 a peca.
Eapartilbo Boa Figura a 4/500.
Iderc La Figurine a 5/000.
Bicos de alencoa com 4 e 5 dedos de largura a
2/500 a peca.
dem estreitinhos com 10 metros a 800 e 1/000
a peca.
Pentes para coco com nscripco.
Para toilet
Sabao de areia a 320 rs. um.
dem phemeado a 500 rs. um.
dem alcatrao a 500 rs.
dem de amendoa a 300 rs.
dem dealface a 1/000.
Agua celeste a 2/000.
Agua divina a 1/500.
Agua Florida a 1/000.
' Mac .eos de seda a 100 rs.
Meias brancas para senhora a 3/ a duiia.
BARBOSA & SANTOS
Cocheira a yenda
Vende-se urna cocheira com bons carros de pas-
seio, bem localisada e afreguesada, por preco mui-
to mdico em razio de seu dono nd poder admi-
nistrar por ter de fazer urna viagem : os preten
dentes acharito com quem tratar ra do Duque
de Caxias n. 47._____________________^^^^^
Viavos eviuvas
Poderao ir Graciosa, ra do Crespo n. 7,
que acbarao sempre artigos proprios para lato,
toes como :
Leques pretos de papel, setineta e setim.
Vol'as, brincos, pclseiras broches pretos.
Meias pretos, fitas, bicos de linbo, l e seda
pretos.
Guarnices para camisa de homem.
Cadeias de fita, retroz e metal, pretos.
Meias pretos para enancas.
Ruarte A C.
A 8tOe -too reis o covado
Acabam de chegar para a loja da ra da Im-
Eratriz n. 32, um grande e bonito sortimento de
linhas de cores para vestidos, sendo fazenda de
muita phantasia, com cores claras e escuras, e li-
quidam-se a 320 e 400 reis o covado, por haver
grande porcSo na loja de Pereira da Silva.
Malvasa
Vinho proprio para senhoras
Em barris e a retalho : Pocas Mendes & C,
ra estreita do Rosario n. 9.
Teeidos de linho
A 500 rs. o covado
Na loja da roa da Imperatri* n. 3S, vende-se
um bonito sortimento de tazendas de linho para
vastidoB, tendo largura de chito franceza, com
muito bonitos cores e palminhas bordadas, po-
chincha a 500 reis o covado, na loja de Pereira da
Silva._________^^
Cabriolet e victoria
Vende-se um cabriolet e urna victoria em per-
fe; to estado de conservacao e por preco mdico :
na cocheira n. 16 ra do Duque de Caxias.
PapoulaTo;
N. 18Bna lo ftim-l 18
Tem
Luvas de pellica, pelle de cao, camurca, seda fio
d'Escossia e casemira.
Agua florida e Tricofero de Barry.
Sabonete diversos e curativo de Reuter.
Cambraias lisas, bordadas eabertas.
Camisas e ceroulas de flanella emeia de l.
Camisas sem collarinhos e sem punhos s/c c/p
c/c e c/p.
Collarinhos, punhos, meias, plastroos, mantas,
gravatas de laco.
Lencos, espartilhos, penteadores em cambraia,
vestidos de cambraia bordados, boleas tapetes, fi- '
xs de seda e de l, casacas elsticos, casacas de
casemira greoadine de seda e todas de seda.
Alpacas de seda a 600 rs o covado.
Telephone 500. j
Raridade
Vende-se na roa estreita do Rosario n. 19, qua-,
ro colleccoes do Diario de Pernambuco, relativas
aos annos de 1839, 1840, 1844 e 1847 ; e do Dia-,
rio Novo, correspondentes aos adnos de 1841, i
1846 e1848. .
as
V5

5*5
WB
se
Qfl

Chapeos e chapelinas
36 A40PBACA DA INDEPENDE1A-36140
B. S. CARVALH0 & C.
Proprietarios desta bem conhecido ^estahelecimento paatecipam
as Exmas. familias e ao publico em geral, que mensalmente recebem
das principaes casas em Pars e Manchester o que de melhor e de
apurado gosto ha em chap2nas e chapeos para senhoras e meninas
e das prmeiras fabricas de Hamburgo o que ha de melhor em cha- 5
pos para homens e crianjas, e muito outros artigos concernentes
chapelaria.
Flores artificiaes para ornamento de salas.

Q
;
DOMESTIC
Sao reconheciaas ser as Uiaifl
elegantes, as mais dnravels '
em todos os sentidos.
AS MBLHOfiES
Para pregos, e
Ilustrares de todos
am se
circulares como
os estylos, diri-
Doniestic Sewing Machine & G.
NEW-YOR, U. S. A.
GERAL

Ba 5.a parte a V lotera m beneficio A* Sania Cass 4a
Misericordia do Recife
EXTRAHIDA EM 14 DE OUTUBRO DE 1886

8777
Novidade* do Eioooirao Central, a
raa laraa do Ruarlo n. SS
Meias de fio da Escossia, para senhora 1800
Ditas croas e brancas, para senhora, rs.
Extracto Port'viene 24000
dem Theodoro 2*000
Boquet Carlos Gomes 2*000
dem Guaran? 2*000
Linhas para machina, rs. ^0
Meias, fio de seda 600
Bordados por to io o preco.
ExpoHiro Central
Ra larga do Rosario numero 38
Luz elctrica
Vende-se nm appatelho de illuminaco elctri-
ca, conteado um dynimo Siemens, machina a
vapor, urna lampada de arco, com intensidade de
2,000 velas, e duas de 1,000 velas cada ama, com
os competentes lampeSes, fios elctricos, soladores
e de man accessonos, tudo experimentado e em
boas condic&ei de conservacao : a tratar no ee-
criptorio da compauhia do Beberihe, 4 raa do Im-
peraaorn. 71. I
18116-
1
PREMIOS
00:000^000
1:000 i
1:000$
500|
5001
m$
500$
500#
500$
500^
500$
500$
500$
500$
500|
500$
500$
500$
500$
r--l:000$ U29
-l:oofl$ im-


10564 30:000$ 21774
1130 10:000$ 23631
6276 4:000$ 103
2697 2:000$ 2396
4305 2:000$ 3793
4603 2:000$ 4134
4625 2:000$ 4153
10505 2:000$ 4599
13455 2:000$ 4766
20579 2:000$ 5449
1002 1:000$ 8482
3269 1:000$ 10736
4241 1:000$ 11266
5083 1:000$ 14209
11391 1:000$ 17177
15111 1:000$ 17885
15422 1:000$ 20116
16245 1:000$ 20461

Os nmeros de 18:701 i 18:800 (excepto o da sorte grande) eslo premiados com 200$.
\^ Os nmeros de 10:501 10:600 (excepto o premio de 30:000$) esto premiados com 100$.
Os nmeros de 1:101 1:200 (excepto o premio de 10:000$) esto premiados com 60$.
Todos osnnmeros terminados em 7 e 4 estilo premiados com 20$. (Veja-se o plano no
verso dos bilhetes)
N. B. A extracto da 6.a parte da l.ft lotera, em keneido di tata Casa, srt
na quinta-feira 21 do corrente,
0 thesourciroAugusto Ocfaviano de Souza*


o
ltiiU HO C Wllilttifci'jMWtfCAUl -iCiit* it> 6 tlltUO'0 C ItfOO
ASSEMBLEA GERAL
AMAR4 DOS DEPUTADOS
SESSAO EM 30 DE SETEMBBQ DE
1886
PRESIDENCIA DO SE. GOMES DE CASTRO, 1'
VICE-PRB8IDENTE
Requeiro se requisita do governo,
pao Ministerio da Agricultura, Commercio
e Obras Publicas as seguiutes informago is :
* Por que prego foram. primitivamente,
offerecidas ao governo as tartas da serra do
Commer.io, on ie estao situadas as cacluci-
ras Brava e Macuco ?
Por que motivo nao se realisou a com-
pra das ditas trra ?
Qual o prego que os proprietarios ou
seus representantes exigiam ltimamente ?
f Qual o prec dado pelos arbitros do
governo, pelos dos proprietarios e pelo ar-
bitro desempatador ?
Sala das sessoes, 30 de Setembro de
18S6.Alfonso Peona,
Requeiro que se pega ao governo pelo
Ministerio da Agricultura, as seguintes in-
formagSes:
1." O motivo que tem obstado a que
a freguezia do Engenho Novo goze, como
as demais freguezjas da cidade, do melho-
ramento do correio urbano, visto como es-
tava dentro da demarcado e seus proprie-
tarios pagam dtcima urbana ; sendo alias
o ser vico de fcil execug&o, porquanto a
mesma freguezia estrada de ferro D. Pe
dro II como por linbas de carriB das com-
panhias Villa Isabel e Caxamby. Entre
tanto aquelle servigo feito como se fosse
para loDginqua provincia; sendo de 100 rs.
o porte de urna carta simples.
2- Manteado a estrada de ferro D.
Pedro II amiudados trens de pissageiros
pata os suburbios e sendo a estagSo do
Engenho-Novo a i maior^mo vi ment, per
que nao est nella a agencia do correio ?
Sala das sessoes, 30 de Setembro de
1886. -Soares.v *? '?"
Vem mesa, lido, apoiado e entra
em discussao que fica adiada por pedirem
apalavra os Srs. Tarquinio de Souza e
MUton, o seguinte requerimento :
Bequeiro que, por intermedio do minis-
terio da justiga, se soliciten informales
ao governo, a respeito da aposentago do
juiz de direito da comarca de Porto-Segu-
ro., Joaquim Gongalves Ponce de LeSo,
que consta nao a haver solicitado, mas, ao
contrario, protestou em tempo contra um
requer siento a respeito, que se lha attri-
buia.
Sala das sessSes, 30 de Setembro de
1886. Aff-mso Celso Jnior.
O Sr. Paulino Chaves recebeu o relato-
rio do chefe, de polica do Rio Grande do
Sul sobro a raorte do carroceiro Horacio
Rodrigues da Silva, que se disse ter sido
assassinado pela policia de Porto-Alegre e
como o relatorio prova o contrario pede a
sua publicagSo no jornal da casa.
O Sr. presidente diz que na forma do
regiment ser remettido commissSo de
justiga criminal.
O Sr. Affonso Penna pede informagSes
ao governo sobre um pagamento de juros
de quantia avultada exigido pela compa-
nhia da estrada de ferro da Leopoldina.
Essa pretengao foi ndeferida pelo Sr. mi-
nistro, mas a coropanhia insisti com o pre-
sidente da provincia de Minas, Sr. Portel-
la, que tambera recusou pagar juros de
urna quantia cuja appUcacSo nao est pro-
vada.
Le um trecho do relatorio do Sr. Por-
tella relativamente s linhas tebgraphicas
da provincia de Minas que, diz o orador,
estao sendo embaragadas pela repartigSo
central dos telegraphos. /-
Tratando da imniigragSo, diz que^nao
ve meio seguro de obstar que os maduran-
tes toroem passagem para o Rio de Janei-
mmisterio da agricultura, aa seguintes in-
formales :
1. Copia das communicagoes recebi-
das em 1885 e 1886 de nossas legagoes e
consulados da Europa, relativamente
vinda de immigrantes para o Brasil.
* 2. Copia das instrucgSes dadas aos
agentes encarregados de promover a pro-
paganda na Europa a favor da iinmigra-
gSo para o Brasil.
c Sala das sesses, 30 de Setembro de
1886. Affonso Ptnna.
Requeiro que se solicite m do governo,
por interraed o do ministerio da justiga,
as seguintes inforinagScs:
Tem o governo, a partir de 20 de
Agosto do auno passado, designado comar-
cas aos juizes de direitos avulaos na for-
ma da le ?
< Quantas nomeagoes de juizas de direi-
tos para 2.* e 3.a intrancia tem feito o go-
verno no mesmo periodo ?
Sala das aessSes, 30 de Setembro de
1886. Affonso Penna.
ORDEM DO DA
O Sr. \raujo Cides Jnior con-
tinua o seu discurso, interrompido pela
hora na sessao do dia 28, e a produzir
provas de que a inauguroslo, em Agosto
passado, dos engenhos centraes Cotegipe
e Rosario nao passou de urna farga.
L urna carta da Bahia, que corrobora
tudo quanto o orador disse no seu primei-
ro discurso. L tambem officios do enge-
nheiro fiscal, confirmando que no dia da
inauguragSo as machinas nao puderam a-
as vapor. O orador nao comprehende como
o engenheiro fiscal eonseatio que fizesse a
inraguragSo nesse dia.
E' ew lente qui esses dous engenhos
ro e d'aqui sigao para o Rio da Prata
Sr.
ministro'
da
Pede informagSes ao
justiga sobre juizes de d
os quaes ainda nao foram
marcas.
Ao Sr. ministro da guerra pergunta o
que pretende lazer a respeito do facto de
terem alguns offieiaes do exercito ido ao
presidente do Rio Grande do Sul exigir a
demissSo de um empregado publico.
Vem mesa, sao lidos, apoiados e en-
trSo em discussao os seguintes requer
mentos, sendo o primeiro approvado sem
debate e o segundo adiado por pedirem a
palavra os Srs. Christano Luz e Tarquinio
de Souza:
Requeiro se requisito do governo, pelo
FOLHEXIH
DE
EMMA SOSA
POR

ZAVIIB MJCOKIPa.
50T1SA5AD DE sz&olo
( Continuacao do n. 236)
XVII
Catharina nao pode contar pobre mSi
senSo aquillo que j tinha contado a LeSo
Leroyer e a Renato Dbarville ; ora, sa
bemos que isso era bem pouco ou antes
nada.
Angela ouvia com attenglo febril.
Nada se poda colligir da narragSo da
criada fiel.
E depois, nenhuma noticia ? balbu-
ciou a Bella Hervanaria.
Catharina abanen, negativamente, a ca-
bega.
Indagnste por toda a parte ?
Indaguei.
Sem nada saber ?
Sem mais nada saber alera do que
lhe disse, que um cario amarello, que nao
pareca ser carro da praga, parou, pelas
duas horas, em frente casa, que urna me-
nina entrou nelle e que um homem coja
cara nSo se va, espe-ava nesse carro...
NSo ha va da vid a, tinham-lhe prepa-
rado urna armadilha 1 murmurou a filha de
Jsyme Bernier, aportando a fronte ardente
conrea duas nulos. A querida menina ca-
ainda estao em embrySo, o seu mecanis-
mo est se fabricando, segundo o officio
do engenheiro fieal. Estes dous engenhos
nao deviam continuar. O representante da
companhia pede mais um anno de prazo
para concluil-os : bastara esse facto para
o Sr. ministro declarar caduca a conces-
sao.
L urna exposigSo do representante da
companhia Bahia Central Sugar Factories,
que quer provar que muito convenien-
te continuar o governo a pagar a garanta
de jaros, e que diz que com os dous en-
genhos Cotegipe e Rosario tem-se gasto
700:000^000. O orador daria alguma cou-
sa para ver essa escripturagSo, para sa-
ber como foram langados os 480:000$ gas-
tos com a formagSo da companhia, advo-
gacia administrativa e outras despezas.
O Sr. Penido diz que para o senado
mandou a cmara um projecto e de l vol-
tou outro : poi tanto urna proposigao nova
que deve ter duas discussoes ; por isso
requer que seja a que se encerrou consi-
derada 2.* que, depois de votado o pro-
jecto, v commissao e volte depois para
a 3.' discussao.
O Sr. presidente diz que nao ha razSo
na reclamagao : deu ao projecto a marcha
que devia dar : remettido da cmara, foi
substituido no senado, de l voltando as-
sim substituido, e considerado emenda e
como tal tem urna s discussao.
O Sr. Penido requer e a cmara nega
votago nominal.
Procedendo-se votagSo, a emenda
approvada e o projecto vai commissao
de redacgSo para subir sancgSo impe-
rial.
Continua a 2.a diseussSo do projecto n.
54, deste^anno, sobre pagamento de juros
Compagnie Genrale des CJiemin de Fer
Brsiens.
O Sr. Alfonso Celso Jnior
comega felicitando a honrada maioria pela
vota gao unnime que acaba de ter lugar.
(Reclamares. )
Se nao fi i unnime, ser conveniente
que os Srs. deputados que votaram con
tra o de.larera expressamente.
O Sr. presidente convida o orador a en-
trar em mkteria.
ireito avulso8, pararl O Sr. Affunso Celso Jnior annue de
oram indicadas co- bomgrado, dizendo que o estudo que fez
o projecto e os discursos que tem ouvido
a respeito levam-n'o a dar contra elle o
seu "oto, bem como daria todos quantos
de que proventura dispuzesse.
Apresentou ante-hontem um requeri-
mento solicitando documentos indispensa-
ve3 para a sua elucidagao. Por inespera-
do rasgo de longanimidade da maioria,
esse requerimonto foi approvado; mas,
conforme os estylos, nao to cedo que
viro as informagots, se verem. NSo ser
com certeza na presente sessao legislativa
que o orador receber os papis de que
nacessita para formar juizo completo cer-,
ca do pedido em questao. A cmara, de
resto, nao tem o direito de ser por demais
exigente em materia de presteza e pontua-
lidade, pois sao totalmente negativos os
exemplos que d nesse sentido ao paiz.
A prova que estamos na terceira proro-
gagao do periodo legislativo e anda nao
foi cumplida a missao de confeegao orgv
mentaria, que cumpria. Muitos outros fac-
tos demonstrara o asserto do ora lor. Aia-
da ha poucos dia3 queixou-se elle de que
enviara ha quatro mezes a mesa e esta a
urna commissj, para interpor parecer,
urna simpK-s representagao.
Quatro raozes constituom lapso de tem-
po mais do que bastante para se elaborar
urna obra prima.
Muitos dos monumentos litterarios d
qu: se orgulha a mentaliiado humana n2o
tiveram tao demorada gestagao. O orador
espera, portanto, que semelhante parecer
ser um portento, justificando assim o seu
penoso preparo. A verdade, porm, que
qualquer trabalho da cmara, qualquer
informagSo do governo custa tanto, que
indica a necessidade de se inventar um
frceps legislativo e administrativo.
Mas, voltando ao projecto em debate,
observa o o ador que elle em 1.a discus-
sao passou por acclammago da maioria, a
despeito de haverem pronunciado dous
longos e eloquentes discursos os honrados
deputados pelo 2." districto do Paran e
3." de Minas, apezar de tratar-se de as-
sumpto da maioi importancia, que exige
as mais ampias ezplicagoes do governo e
seus amigos, qual o de realizar-se mais
urna avultada despeza nao prevista no
orgamento, quando nao cessa o Sr. minis
tro da fazenda de declarar apertadisaima
a stuagSo do thesouro; tanto, que foi
obrigado a tributar gneros de primeira
necessidade, a onerar anda mais o contri
buinte. Estas contradicgSes constantes en-
tre as affiraiago'es do Sr. ministro da fa-
zenda e o procedmento dos seus collegas,
assegurando o primeiro que urge reduzir
o mais possivel os encargos pblicos, pois
escasseiam os recursos para fazer-lhes
face, propondo desassombradamente as
outras me .idas que acarretao avultado
dispendio, tomando a si onus inuteis e in-
justificaveis, gera no animo publico a des-
confanga contra as mais solemnes decla-
rago*es do governo, de modo que nao ha
entre ella e o povo 63sa identidado de in-
tuitos, essa solidariedade de interesses,
essa communho do ponto de vista patrio-
tico, que forrao a grande forga das na-
goes bem constituidas.
Nioguem entra nos procura auxiliar o
governo. Consideram-n'o em geral um es-
trangero poderoso, encarregado de ser o
hio nella sem desconfiar. Talvez lhe ti-
vessera dito que ia encontrarse commigo,
porque sem duvida jogaram oom o seu
amor filial I Para onde a levaram e com
que fira ? Quando pens nisso perco a ca
bega Eu mesma comegarei um inquerito
no bairro. Agora passemos a ou'ra ordem
de ideas. Sabes por que motivo fui presa
e que aecusagao medonha pesa sobre mim ?
Infelizmente, sei.
Sabes qual a nica base em que
assenta essa aecusagao ?
Sei, o canhenho encontrado em um
dos vases do quarto de dormir.
E' a esse respeito que te pego que
fagas novo appello tua memoria.
Eu disse aos homens da justiga que
nSo achei esse canhenbo, que nunca o vi,
e a verdade.
Sem duvida Mas como negar a evi-
ia ? O canhenho l estava, nao poda
irITizinfap 1 Portanto, como tu e eu igno-
ravamos a presenga desse objecto no meu
quarto, preciso que alguem o tivesse le-
vado para l.
Isso parece positivo, murmurou a
criada. Mas por quem *
S tu poderos r^spoter a essa per
gunta.
Nunca deixei niuguem eatrar para o
seu quarto.
Ests bem certa disso ?
Oh quanto a isso, nao ha duvida.
Eotao ninguem entrn* no quarto em
que o canhenho foi encontrado ?
Nioguem.
E' imposaivel. Reflecte. Procura
bem. Lembra-te.
Catharina, de cabega baixa e sobrecilios
cerrados, pn cura va consciencoaa mente re
cerdar-se.
De repente estremeceu.
Lembra8-e ? perguntou vivamente
Angela, que nao raspirava mais.
Meu Deus I balbuciou a criada, que
tinha empallidecido.
Ah 1 Lembraa-taJ Lembras-te
petio a hervanaria offegante.
protector, o guia, o pai de todos, carrega-
do de pesadas obrigagoes para com todos,
sem que ninguem se julgue adstricto ao
menor dever para com elle. Infelizmente,
a tendencia geral que se revela nos meno-
res actos, para lesar o Estado, cujos in-
teresses s sao zelados por obrigagao e nao
por devogao de quem oceupa os cargos
ofiiciaes, sem que se note a fiscasagao
universal, o esforgo de cada um, que fora
para desejar Com estes elementos, pro-
ducidos pela dubiedade e tergiversagao
dos orgos governamentaes, nao ser di-
fficil qus anda um dia, no meio do ma-
rasmo nacional, se forme a alma de algum
Hampders que tome severas contas aquel-
los que exigem novos sacrificios do contri-
buinte, sem previamente demostrarm a
impossibilidade da reduegao de gstos e do
augmento dos factores existentes da recei-
ta publica. O argumento que Be invoca a
favor do presente projecto que por equi-
dade deve ser feito o pagamento nelle im-
petrado. Equidade importa condescenden-
cia, tolerancia, favor. Pois achamo-nos em
circumstancias de fazer favores a compa-
nhias estrangeiras de quantias nao diminu-
tas, qual a de que se trata ? Nesse caso,
comecemos por casa, alliviando o contri-
buinte. Mesmo em condigao de prosperi-
dades, a norma do Estado deve ser a da
stricta justiga. A nogao de Estado-provi-
dencia, Estado-caridade, Estado-bom-mogo
mais do que errnea, perturbadora da
ordem social. O orador quizera ouvir a
respeito desta pretengao o honrado Sr. mi-
nistro da fazenda ; pois dir-se-hia que la-
vra guerra surda no seio do gabinete, des-
manchando com os ps os colegas de S.
Exc. aquillo que S. Exc. com todo o tra-
balho procura fazer com as maos.
Afim de methodisar a discussao e cora
clareza explicar os motivos por que nao
d seu voto ao projecto das coramiss'es
de orgamento e obras publicas, qus man-
da pagar Compagnie generala de che-
mins de fer brziliens, 350,000 francos,
de juros a 7 01 sobre 5,000,000 de fran-
cos, vai reduzl-o o orador a artigos con-
cisos e numerados, o que facilitar a res-
posta.
O orador vota contra o mencionado pa-
gamento porque :
1. O estados das nossas finangaa nao
comporta despezas que nao sejam positiva-
mente urgentes e iraprescindives, compe-
tindo ao gjverno declarar-se a de que se
trata acha-se em taes condig nao fez, visto como o uaico documento
official presente cmara, o officio do mi-
nist-rio da agricultura de 11 de Agosto,
nada da determinado e expresso assegura
quanto ao direito de reclamante :
2. Quando essa affirmagao fosse feita
por parta do Sr. ministro aa agricultura,
subsistiam de p as'declarago'es do Sr. mi-
nistro da fazenda e presidente do conselho,
o qual chegou a annuncar que dexaria o
ministerio se nao conseguisae melhorar a
nos3a situagSo financeira
3." A reclamagao da companhia foi in-
deerida em 188-3, haseando ella eotao o
seu pe lido em meros principios de equi-
dade ;
4. Nao se conformando com essa des-
pacho appelbu a companhia para o jaizo
arbitral, conforme o seu contrato permttia,
sendo-lhe tambem contraria a decisao des
to juizo ;
5. As commss5es de orgamento e oblas
publicas commetteram um equivoco affir-
mando que o govarno assegurara ser de
decreto aquillo que apenas considerou
como de mera equidade, conforme se 1S
no referido officio de 11 de Agosto;
6.# O proprio actual Sr. ministro da
agricultura indeferio a pretengao da com-
panhia, mostrando que ella se servir de
um sopbisma para obter do governo o que
nao conseguir em reiteradas petigoes ;
7. Quando houvesse obrigagao rigorosa
por parto do Estado de fazer o pagamento
em questao deveria pagar os juros legaes
de 6 [0 e nao de 7 [0 cerno se prop5e ;
8." A companhia levantou na Europa
seus capitaes a 5 [0, nao lhe assistindo o
direito de exigir mais avultada taxa do
Estado qua nao contrahio a respeito o me-
nor compromisso ;
9." Os decretos das concessoes provi-
ram positivamente a hjpothese de serem
de 5 milhSes de. francos de que falla o pa-
recer despendidos as obras da estrada e
nao correr juro algum sobre esta quantia.
10. A companhia j no levantamento
total do seu capital, j as varias proroga-
gSes que obteve para conclusivo das ebras,
eho que proferio a 22 de Fevereiro do
correte anno. A leitura desse despacho
j foi feita, mas o orador al-o-ha ainda
urna vez para que a nobre maioria fque
bem inteirada do que vai votar. (Le.)
A' vista d'isso imprescindivel que o
Sr. ministro da agricultura se pronuncie
sobre a questao, visto como a sua opiniao
invocada no parecer como favoravel ao
ao projecto e este assumio os foros de go-
vernamental, desda qua o honrado leader
da maioria requereu preferencia para sua
inclusao na ordem do dia. Entre outros,
cumpre S. Exc. responder aos seguintes
quesitos de nterpellagSo na solemne,
mas rel van tissiina :
1." Tem pleno diraito a companhia, em
vista dos respectivos decretos de concessao
a contratos ao pagamento que dse ja ?
2. Estamos em condigSes finaaceiras
de pagar avultadas quantias por simples
considerago de equidade ?
3." De que factos deriva para a compa-
nhia direito a essa equidade quando cons-
tantemente tem recebido favores do gover-
no, se.n lhe dar em troca a minima com-
pensago ?
Sem a resposta do Sr. ministro, a maio-
ria votar s cegas. Verdade que j
em Ia diseusso o projecto ficou indefeso.
Mas o orador e o seu collega do opposigao
cumprem o seu dever consignado nos an-
naes os seus protestos e reclaraagSes.
Continua a 3a discussao do projecto n.
51 deste atino, regulando a venda, afora-
mento e concessio gratuita de trras de vo-
lutas.
foi plenamente favorecila pelo governo, de
sorte que j teve compensaglo de qualquer
rigor com que por ventura agora se pro-
ceda ;
11. A construegao da estrada de ferro
do Paran urna das mais caras qua tem
havido no paiz, ficando em mais de......
104:000;$ o custo de cada kilmetro, con-
forme demonstrou com irrecusaveis dados
do Sr. Affonso Penna.
12. Havendo o Estado reduzido a 5 [0
o juro que paga aos seus credores 03 pos-
suidores de apolices, havendo levantado
capitaes a essa mesma taxa, nao razoa-
vel que, tendo de pagar aquillo a que nao
obrigado, pague o com juro mais eleva-
do, oomo se fosse devedor de algum usu-
rario ;
13. NSo foram presentes cmara to-
dos os documentos necessarios para que
ella formasse juizo exaeto sobre a questao,
faltando copia da desao do juizo arbitral,
documento que a cmara julga tao impres-
ciodivel que appravon um requerimento
do orador solicitando o ao governo ;
{4. Satisfeita a companhia nesta preten
gao, crear azas e em pouco tempo julgar-
se-ha com direito a mais avultadas con-
cesses ;
15. Segundo documento importantsimo
hontem lido pelo representante do 3o dis-
tricto de Minas, a companhia reconhecen
do que a reduegao das suas tarifas impor-
ta raelhoramento para a provincia e dimi-
nuieao dos encargos do thesouro, mas nao
o reduz por mero capricho, emquanto nao
fr satisfeita na sua reclamagao. Quem
assim procede para com o governo nao
tem o direito de invocar a sua equidade.
A improcedencia do pedido da compa-
nhia ninguem o demonstra melhor do que
o Sr. ministro da agricultura n'um despa-
Sim.
Alguem entrou no quarto ?
Sim.
Quem ? Mas quem Falle depr'ssa
- Espere, vou-Iha contar tudo.
Depressa Depressa 1
Isto o que me lembro... Paresia
tao pouco importante... en tinha esquecido.
Agora me lembro... O vidro quebrado.
Que vidro ?
O de urna janella do quarto da me-
nina.
Quando ?
Na vespera da sua volta.
Por quem?
Por um homam que tinha atirado a
bengala desasadamente.
Quem era essa homem?
Um transente. Nunca o tinha visto.
Atrs delle vinha um vidraceiro, que elle
chamou para por outro vidro, a sua cus
ta, est claro ; elle pedio muitas descul
pas.
- Ah cntao deixaste subir esse vidra-
ceiro ?
Era preciso.
E elle ficou s no quarto em que se
encoatrou o canhenho ?
- Sim, eu tinha descido, porque nSo
queria deixar a luja s.
Angela passeava a passos largos na man-
sarda.
Ah 1 exclamou ella, agora compre-
bendo tudo Foi elle, sou capaz de jurar,
quem esconden o canhenho de minha irmS
no musgo do vaso. Elle obedeca s or-
dena do seu cumplice, o transente que
quebrou o vidro.
A sen hora acha isto.
Oh isso salta aos olos. D-me os
signaes do homem da bengala.
Os seus signaos, repetio Catharina
assustada, nSo sei... nSo posto.. .
Entretanto, olhaste para elle t
E' verdade que olhei para elle, como
se olna para qualquer pessoa. Pareca se
re* com todos. Pareca sentido por causa do
I seu desaso. Como poda eu rappor que
elle representavn urna comedia ? que pre-
parava um crime '.
Entilo nao ha nada que possa guiar
me ? disse Angela com raiva, s informa-
gocs vagas, incertas 1 Quando pens che-
gar ao fim, nao vejo nada 1 Nunca mais
tornaste a ver esse homem ? accrescentou,
dirigindo-se a Catharina.
Nunca.
Reconheoerias o vidraceiro ?
Nao creio.
E o transente ?
Talvez, mas nao quero airmar.
Onde procurar, onde encontrar esses
dous cmplices ? tornou a hervanaria, cuja
ugitagao febril augraeutava. Tanho certe-
za de que os miseraveis existem. Estoa
vendo as manobras com que prepararam a
tninha perda, 9 as trevas espesaas entre
elles e eu imp dem-me de chegar a elles.
Nada me indica o caminho a seguir.
Talvez fosse bom dirigir-so policia,
arriscou Catharina.
Angela encolheu os hombros.
A policia replicou ella em tom des
denhoso, a policia foi tao perspicaz que
suppoz-me culpada e prendeu-me ; mas es-
ts vendo que ella impotente quando se
trata de achar minha filha. Que mais fa-
na ella do queja fez ? Daria caga em pis-
ta falsa. Avcuraularia erro sobre erro 1
Se eu engaarme, era todo o caso nao hei
de tnetter na cadeia nenham nocente.
Coragem, senhora.... coragem, mi-
nba querida ama... A senhora precisa de
muita, disse Catharina.
Ah I replicou Angela em tom feroz,
nao me ha de faltar. Sei que vou tentar
o impo888vel, mas pouco importa! Por
mais difficil quo seja a tarefa. Deus me
dar forga para leval a ao cabo. O amor
materno j fez milagrea, pode fazer mais
ura. Para realisar a sua obra infame, os
miseraveis devem ter vigiado a casa, ter
estado de alcata. E' imposaivel que nin-
guem os tenha visto. Talvez alguem pos-
sa dar-me os signaes.
A hervanaria caminhou para a porta.
O Sr. Costa Pereira diz que a
importancia do projecto nao s para todo
o imperio, como especialmente para a pro-
vincia que representa, e o desejo de pres-
tar todo o concurso ao Sr. ministro da
agricultura o trazem ao debate.
Manifesta a sua adheso emenda apre
sentada revogando a lei de 1850 porque
desse modo disspam-sa todas as duvidas.
Indagando das causas pelas quaes a lei
de 1850 nao produzio todos os seus saluta-
res effeitos, encontra-as em obstarlos pe-
culiares das circumstancias do paiz e na
exacugao imperfeita que ella teve.
Refere o que tem occorrido sobre a des-
criminagao de trras publicas e particula-
res, e do que se fez para o registro das
trras, pouco se tendo conseguindo, apezar
dos exforgis empregados, nao se podendo
organisBr a estatistica, por que em muitos
lugares perderam-sa os livros e em outros
o servigo nem se iniciou.
Tratando da legitimago das posses diz
que do anno de 18541864 em cinco pro-
vincias, Espirito-Santo, S. Paulo, Paran,
Matto-Grosso e Rio-Grande, s se deram
157 legitimagSes. Attribue esse facto ao
receio dos posseiros que consideravam a le-
gitimagSo um esbulho e temendo tambem as
despezas que tnham de fazer. Concorreu
tambem para este facto a falta de pessoas
idneas para os cargos de juizes commis-
sarios e muito tambera a poltica partida-
ria influindo as nomeagoos. Pondera que
esse servigo s deu resultado quando foi
confiado a engenheros.
Records que muitas trras foram medi-
das, mas nao apparecendo immigrantes,
esse servigo ficou reduzido medigo de
trras requeridas por compra.
Tratando da idea capital do projecto, a
divisao das trras, faz diversas considera-
goes sobre a grande e pequea proprieda-
de, e trata de demonstrar a tendencia que
ha em certos paiz es para a divisibidade
das trras, comtanto que sejam cultivadas.
Pensa que o projecto nao procura crear a
pequea propriedade, mas adaptou se as
circumstancias do paiz, prevendo o movi-
mento econmico que est immnente.
Concordando com a limitagSo da proprie-
dade nao adopta a uniformidade do prego
porque trras longinquas nSo podem valer
o mesmo que outras em melhores condi-
goes.
Faz diversas consideragoes sobre a ven
da de trras em hasta publica, sendo de
opiniao que tudo nesse sentido se deve
facilitar, porque nao nos faltam trras,
mas quem as cultive.
Falla na suppressao da preferencia que
existia na lei antiga em relagao aos confi-
nantes e entendo que ella pode trazer pre-
juizos aos lavradores nacionaes.
Sobre legitimago desejava que o dis-
posto no projecto produzisse todos os ben-
ficos resultados, e embora se conservasse
a limitagSo da rea que fosse legitimada a
posse, se desse maior amplitude que se
quizesse addicionar-lhe.
Pensa que o prazo de um anno para le-
gitimagSo curto e entende que o projecto
deve conter diversas providencias sobre
servidoes publicas e particulares, devendo
formular-se de modo claro e positivo 03 di-
reitos dos posseiros, sesmeiros e compra-
dores, quanto a essas servidoe3,
Refrindo se colonisagSo na provincia
do Espirito-Santo, mostra o seu progresso
e desenvolvimento, pade ao Sr. ministro da
agricultura que apreveite all zonas ferti-
lissimas, faz o elogio da immigragao italiana
que a que mais servigos nos ple pres-
tar e que tSo boas provas tem dado de si
e conclue que nenbum programa ser mais
patritico do que aquelle que tiver por fim
a instruegao popularvias de communi-
cag2o, immigragSo e cobnisagSo.
A discussao fica adiada pela hora.
O Sr. Presidente d a ordem do dia
para 1 de outubro :
SESSO EM 1 DE OUTUBRO DE
1886
PRESIDENCIA DO SR. OOMES DE CASTRO
1." VICEPRESIDENTE
Ao meio-dia comega a chamada, que
termina ao meio-dia e dez minutos.
Abre-se a sessao.
E' lida a acta da sessSo anterior.
O Sr. 1. secretario d conta do expe-
diente.
Vo imprimir os pareceres :
Da constituigao e poderes, opinando para
que entre em discussSo e seja opprovado o
seguinte projecto do senado:
Art. nico. as parochias e districtos
de paz existentes at a promulgagao desta
lei, creados dentro dos limites marcados
para os districtos eleitoraes, tendo 15 ou
mais eleitores, se organisarSo mesas para
recebimento e apuragSo dos votos e mais
trabalhos de eleigoes.
Das commisses reunidas de pensoss e
ordenados e fazenda :
Autorisando o governo a conceder um
anno de licenga com ordenado; ao juiz de
direito da comarca de Camaquan, Ignacio
Accioly de Vasconcellos ; e ao secretario
da repartigSo fiscal junto Companhia Rio
de Janeiro City Improvements Antonio
Corris Soares.
Vao a imprimir as redaegoes :
Do projecto sobre o prolongamento da
ra do Senhor dos Passos.
Da emenda substitutiva do senado, ao
crdito de 125:000$ ao Ministerio do Im-
perio, para obras no matadouro, approvado
pela cmara dos deputados.
(Continua.)
Uude vai. minha querida ama ? per-
guntou-lhe Catharina.
Procurar vestigios, respondeu a po-
bre mai, sahindo da mansarda.
Angela entrou successivamente em casa
de todos os commerciantes, cujas lajas
erara visinhas da sua e indagou.
Mal a conheceram, tamanba era a mu-
danga que tinha soffrido, a despeito do pou-
co tempo decorido.
Em toda a parte encontrn acolhimento
glacial.
Ella tinha sido acensada de um crime
abominavel, sahia da prisSo, isso era, sem
duvida, mais do que necessario para justi-
ficar essa frieza.
Em nenbuma parte puderam dar-lhe a
menor informagao.
NSo tinham visto nada, nSo tinham no-
tado nada.
Tinha anoitecido.
Ddpois de ter intilmente ido de porta
em porta, Angela, desanimada, abaixou a
cabego sob os olhares da gente do bairro.
Abatida, cansada, entrou em um carro
e mandou que a levasse casa do Sr. de
Rodyl, que, impaciente, esperava a sua che-
gada.
O rosto triste, as feicoes decompostas da
Bella Hervanaria fizeram-o comprehender
que ella tinha sido mal succedida n?s suas
primeiras tentativas.
Nao tera nada de bom a contarme,
j vejo, diase elle tomando-lhe a mSo.
Na la I murmurou ella, deixando-se
cahir n'uma cadeira. Nenhum indicio que
me indique o caminho.
Contou ao substituto o resultado absolu-
tamente negativo do seu inquerito.
A senhora emprehendeu urna tarefa su-
perior a forgas humanas exclamou Fer-
nando
- Pois bem 1 se eu naufragar, se nSo
pudor nem descubrir minha filha, nem pro
var a minha innocencia, morrerei.
E' preciso vi ver 1
NSo terei nem a coragem, nem a von-
tade de viver.
VAR1EPADES
i ni sonho
(ao illstrado amigo e collega hil-
deberto aprigio guimaraes)
Tudo no mundo foje, tudo passa
Ninguem feliz se julgue, ou a ventura
Lhe seja liberal, ou saja escassa.
) J. iV. Saldanha.)'
Nesta luta continua da existencia
Tu eras minha espr'anga, meu porvir!
Em ti minh'alma contemplava alegre
Doce ventura que pudesse vir!
Qdndo tardinha eu te via esbelta,
Linda, mais bella qu'as manhils de Abril,
Minh'alma toda se senta alegre
Meu peito tinha pulsages a mil l
E como eu era tao feliz, enanca,
Sonhando sempre com teu ser entSo! ? !
Ai! tudo era feiticeiro e bello...
Mas foi um sonho n'um sonhar em vSo i
Tudo findou-se, como linda um sonho
Aos primos raics do claro do dia I
E's a Horraba que perfuma* o valle
Eu, prolectario, infeliz, sem guia I
Mudanga enorme, transigSo perfeita!
Hontemventuras d'um viver risonho !
Maa.hoje apenas um cruel lamento
De quem o gozo nao passou d'um sonho !



Recifa Outubro -86.
Glandim
Ouga-me, Angela, e creia no que lhe
digo. Nao lhe quero aconselhar que re-
nuncie s suas pesquizas, nem que as con-
fie a outros ; mas, s, nada poder fazer...
Aceite auxiliares...
Quem serSo esss auxiliares ? Recu-
so o auxilio da gente da policia e nao pos-
so aceitar o seu... O senhor j se com-
prometteu bastante por minha causa...
O meu dever unir os mena esfor-
gos aos seus para descebrir a nossa filha,
e demais ha dons homens, dous mocos, que
estilo dispostos a provar a sua dedicagao
absoluta.
Dous homens ? dous mogos ? repetio
a hervanaria, admirada, olhando para o
Sr. de Rodyl.
E a senhora nSo pode duvidar do seu
desejo ardente de descobrir Emma Rosa!
tornou elle. Um delles, especialmente, da-
ra a vida par conseguir esse resultado.
- De quem falla ?
Do mogo a quem Rosa deven a vida
em Saint Jmien-du-Sault.
LeSo Leroyer ? disse Angela, fran-
zindo a testa.
Elle mesmo.
Est em Pariz ?
* Sim, ba algnns dias,,' triste, desespe-
rado, porque ama nossa filha com amor
profundo, sincero. Foi por elle que, quan-
do voltei de nmi corta viagem, soube que
a senhora estava presa e que Emma Rosa
tinha desapparecido. Elle est com o co
ragSo despedagado.
, Eu j conhecia esse amor, murmu-
rou a hervanaria. O Sr. Leroyer, sem du-
da, est apui com o seu amigo Renato
Dharville ?...
Sim, e Renato, aasim como LeSo, es-
t prompto a servir a sna causa.
EntSo, os mogos, em quem Cathari-
na fallou, eram elles I Elles entSo acredi-
tara na minha innocencia?
(Connuar-e-Aa.)
Tvp. do Diario ras Duque de Casias "a. 42.
^mm^mm^mm

r MuniuQ
' "-*"

Full Text
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