Diario de Pernambuco

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Material Information

Title:
Diario de Pernambuco
Physical Description:
Newspaper
Language:
Portuguese
Publication Date:

Subjects

Genre:
newspaper   ( marcgt )
newspaper   ( sobekcm )
Spatial Coverage:
Brazil -- Pernambuco -- Recife
Brazil -- Pernambuco -- Recife

Notes

Abstract:
The Diario de Pernambuco is acknowledged as the oldest newspaper in circulation in Latin America (see : Larousse cultural ; p. 263). The issues from 1825-1923 offer insights into early Brazilian commerce, social affairs, politics, family life, slavery, and such. Published in the port of Recife, the Diario contains numerous announcements of maritime movements, crop production, legal affairs, and cultural matters. The 19th century includes reporting on the rise of Brazilian nationalism as the Empire gave way to the earliest expressions of the Brazilian republic. The 1910s and 1920s are years of economic and artistic change, with surging exports of sugar and coffee pushing revenues and allowing for rapid expansions of infrastructure, popular expression, and national politics.
Funding:
Funding for the digitization of Diario de Pernambuco provided by LAMP (formerly known as the Latin American Microform Project), which is coordinated by the Center for Research Libraries (CRL), Global Resources Network.
Dates or Sequential Designation:
Began with Number 1, November 7, 1825.
Numbering Peculiarities:
Numbering irregularities exist and early issues are continuously paginated.

Record Information

Source Institution:
University of Florida
Holding Location:
UF Latin American Collections
Rights Management:
Applicable rights reserved.
Resource Identifier:
aleph - 002044160
notis - AKN2060
oclc - 45907853
System ID:
AA00011611:18955


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Full Text
. JIH Lili- IlIJOTi
*
r
-
P1KA A CAPITAL. E A UAHKS QXOK NAO PAttA PORTE
Por tres mezcs adiatftfdoa ... ...... Por seis ditos, daos. .............. 12/1000
Por utt asno idm. /............ .* 24^000
Jada oumero avulso, do* mesmo dia......... 100
DIARIO DE
QDAjJr-fElfiA 13 I WpnriW
PARA DENTRO E FORA uAPROVISCTA
Por seis meses adianUdos......... ....
Por nove ditos idem..."........,'....
Por uin anno dem.................
Cada numero .avulso, de aa anterior*..........
13J500
204000
2700@
#100
Am
Proprieraie U Jttanoel /f\$*titfa pe /aria & ^te-W****.
OoSrs Aaiede* Prince tk C '.
de Pars, sito os aossos agentes
exclusivos de annuni-ios e ptt-
blic ictem m Franca e Ingla-
terra.
Os Srs. Wasbarne Hermanos,
de \'ew-Vork. Broad Way n.
lOO. s8o os nossos agentes e\-
elusivos de niiiiu
tados- Unidos.
elos nos Es-
TELEGRAMMAS
::.:::: ?abiicuiab so szabzo
RIO DE JANEIRO, 12 de Outubro,
s 3 horas e 45 minutos da tarde. (Recebi-
do s 4 horas e 30 minutos da tarde) pelo
cabo subMarino).
A Cmara do* nepuladoo aaprovon
hoje em dlscnsso o projecto de
bollcao da pena de acollo* aoa
eseravos.
Tambem boje nppro ou a mesma
cansara em di seussao nica a emen
daa do Sead ao oreansenio eral
do Imperio.
Fol escomido senador pela pro-
vincia de Mina*i Cernes, o conselnet-
ro Candido Lula Hara de Oliveira.
S237:;:da ag-sucia bavas
(Especial para o Diario)
(*) VIENNA, 11 de Outubro.
Parece prematura a noticia relati-
va a nm ron pinten tu daa negocia-
coes diplomticas entre a Russla
e a Bulgaria.
AssesrnrA se qae o consol da Bus-
sla. em Sofla. provocou perturba-
coes durante as elelcoes. orne se rea-
lizaran* hontem.
O general Itaulnars acba-se em
Hoolurhonk.
MADRID, 11 de Outubro, Urde.
O padre fialeoto. assasslno do bis-
po de Madrid, fol condemnado a mor-
te.
SOFA, 11 de Outubro.
As elelcoes que acabaa de reali-
sor-se sao favoravels ao conseibo
de regencia da Bulgaria.
O cnsul da Russla em Sofla de-
claron que sao lllegaes as referidas
eleleOes.
O general laulbars nao fol bem
arolbido cm Srboumla.
BUENOS AYRES, 12 de Outubro.
O acto de solemne posse do novo
presidente da Repblica. Dr. D. Mi-
guel Jurez Celman. reallsou e
Rojo.
O ex-presidenie. general dullo
A. Roca, ao entregara administra-
cao, pronunciou um ailscnrao. enu-
merando snmmamente os progres-
sos reallsados pelo pala, durante o
ultimo periodo presidencial, e o Dr.
Jurez Celman respondeu-lbe cem
o aeu programma. o qual consistir
em manter a pai Interno e exlerna e
em animar o gradual desenvolvl-
uento do pas as industrias e Insti-
talcOes qae possue.
To grdaveis declaracoo. foram
recebldas pela t.embica com en-
tusisticos atpiauaos.
Outros multas discursos foram
pronunciados pelas notabilidades
presentes.
Esta capital achate em restas.
Agencia Hav*s, filial em Pernambuco,
12 de Outubro nm ettlo, afagando-lhe as paredes com um ar te-
pido e aecco.
Que (i) quizer apressar a seccagem de urna casa,
pode accender fogareiros em todos os quartos depois
de fechadas portas e janellas, abrind estas depois
do quarto estar bem aquerid, e repetindo maitas
vezes o mesma operacao.
Pi-eferivel a este moio o de eollocar em todos os
quartos, depois de fichados, vasca contendo chlo-
reto de calcio bem secco e em quantidade avuitada
(3 kilogrammas pouco mais ou meos, por quarto
de grandeza media) Dentro em poucas horas o
sal entra em doliquescencia, absorvendo a agua da
at nosphera.
Esta operaeao deve repetir -se at que o chlore
to de calcio, fechado no quarto durante 24 horas,
nao aprsente alteraco sensivel.
O sal emprega Jo nao se concome na operacao ;
pode pelo aquecimento ser privado da agua e ser-
vir para militas vez s.
Alterando o aquecimento com o fogareiro e o
inzugo com o chloreto de calcio, pode tornar-se
habitavel urna casa nova em menos de um mes.
Pode ce, por meios praticos extremamente facis,
julgar da hnmidade de urna casa, observando-se
ha manchas as paredes, se os papis esto desco-
lados ou manchados, e se o calcado cria bolor
dentro dos armarios.
Mas um dos meios mais simples de avaliar a hn-
midade relativa de urna casa, comparada com eutra
que se considera se :ca, consiste em tomar duas
porcues jguaes de cal viva pezadas rigorosamente
e polas, cada urna em sen copo, nma na casa sec-
ca, e ontra na casa cuja humidade se quer conhe-
cer. Se a cal col locada nesta ultima no fim de 24
doras tem augmentado de pezo mais do que a col
locada na primeira, perqu ella mais hmida.
As casas pode ser hmidas mesmo quando ve*4
i has, ezplicaado-se este phenommo pela m quali-
dade dos materiaes Je coustruccao, pela humidade
do terreno sobre qae sao construidas, por infiltra-
coes de aguas correntes ou estagnadas, pelas gran-
des chuvas ou pela m veutilacio.
E muito diffiril tornar seccas as casas velhas e
hmidas : o uso dos f. ges c das chamins pode
em parte remediar aquello grande mal, mas raras
vezes coral-o radicalmente.
Nos paizes onde o terreno muito hmido, coo-
vm i o fazer andares ao rez 'lo chao mas pode at-
tenuar-se o inconveniente da humidade do slo
empregando os tobos de drenagem por onde circu-
la o ar, e por onde se exgota a agua que enchar-
ca o solo.
O emprego deates tubos tem melborado nao s as
coodieoes de salobridade das casas, mas a de po-
vocoes inteiras, fasendo desapparecer as febres in-
termitientes.
Pearson confrontoo os casos de febre e de di-
senteria de um mesmo paiz no districto de Valton,
antes e depois de trabalbos de exgoto, e encontrn
o seguinte :
Caaos de febres e dysenterta
Mezes 1847 anteado exgoto 184: depois do exgoto
25 30 17 9 9 12 0
Agosto......... Setembro....... Outubro..... .. Novembro...... Dezembro....... 2 7 4 8 0
Keval observon, qae em Saint Joye ten Noode
os habitantes de urna povoaeo muito hmida, es-
ta vam s-mpre doentes de ophtnalmias moito reni-
tentes. Inxoto e saneado o solo, desappareeeram
as ophlhalmias.
Em vista destes resultados todos constructores
deviam tratar de inxogar o solo na proximidade
das soas construccSes ; mas a drenagem anda hoje
urna novidade no nosso paiz.
(Contina)
7ARTE OFFICUL
(*) Reproduzimos este telegraroroa por
haver s:do hontem publicado inconecto.
A RedaccaO.
INSTRDCyO POPULAR
HIGIENE DA HABITADLO
(xtrahid)
D, BIBUOTHKCA DO POVO B DAS ESCOLAS
CAPITULA) III
As orlgens de Infecco e a bumlda-
de. Os insectos parsitas. V
desinfectan tos
(ContinuacSo)
Antes de babiUr-se orna casa, deve perianto
deixsr-M qae sobre e"a passe nma prima ver
Repartlco da Polica
Secsao 21N. 996.Secretaria da Po-
lica de Pernambuco, 12 de Outubro de
1886. Illm. e Erm. Sr.Partecipo a V.
Exc. que foram hontem re olhidos na Casa
de D tencao os seguintes individuos :
A' minha ord*-m, Mtrianno Amancio Ferrara.
remettido pelo delegado do termo de Taqoantin-
ga como criminoso de morte no de S. Jos do
Egypto.
A' ordem do subdelegado do Recife, Antonio
Goncalvt s daa Pasaos, por disturbios ; Guilhr-
raino M-Ddes Gui maraes e Ry mundo Jos da Sil-
va, como vagabundos.
A' ordem do do 2o distaicto de S. Jos, gueda
Mana E zebia da Conceicao, Anna Maria Leite,
Thomaz Mathias L-ite e Laiz Uodrigaes Esteves,
por disturbios.
A' ordem do do 1 districto da Boa Vista, Ale-
lan re Pereira dos Santos Antonio Ooncalvee
Torres, Manoel Lopes de Oliveira e Carolina Jo
s>-pbina Leopoldina, ss tres primeiros por embria-
guez e disturbios e a altima por offenaas 4 moral
publica.
No dia 3 do corrate, s 6 horas da tarde e
no logar denominado Palmeirinba, do termo de
Correntes, o individuo de nomo Vicente Perreira
de Mello desfechoo nm tiro de pistola em Manoel
Ferreira de Alboqoerqoe, matan lo-o instantnea-
mente.
Dea caasa ao crime nma altercaban havida en-
tre a victima e Mauricio Casimiro da Silva, a
qual aendo oavida por Vicente Eerreira, entendeu
este h mar a defesa de Mauricio, de qnem cu-
nhado.
Contra o delirquente, qoe nao foi preso e cons-
ta ter tomado a direc(o da provinc'a das Ala -
goas, procedeu se n>>s oltenures termo da le.
P. t se acbar pronunciado no art. 194 do c-
digo criminal, f >i capturad > no da 6 do crrente,
pelo delegado d > termo de Correntes, o individuo
de no-ne Francisco Cacheado.
No da 2 do crreme, s 7 horas da noite, e
nj lognr denominado Sjrtosiubo, do termo de
Barr. iioe, Fehsbino Jos ds Santos assasainou
a Theodosiu de tal, em quem deu Sos pooha-
lada
Foram cmplices nassn crime os individoos de
n-mss Manoel Salgado d Francieco Bello, con be-
cido p ir Chico Bem W vi.
Contra os delinquentes, des oaaes apenas tai
preso o den .me Manoel >algadey proeedtu-se nos
tei-m-.' do inqnerito puliria'.
No mesmo termo de Barreiros e no engenho
Camutingue, o indivJs. de. a une Saturainj Bis-
po feri.i gravemente no (fia 3, a Maria Jja-juina
da Cune i cao, coobeeida por Banaaeira.
O i.e inquente IA pres i em flagrante e contra o
m. so pro den se n- frm da lei.
Ainda no dia 6, em trras do engenho Ca-
choeir Linda, no a Iludido termo de Barreiros, o
individuo de nome Eu.ygdi Rozendo, t*ndocomo
cnmpuct Paulino Job dos Santos c Antonio Ma-
rianno, assassinou a Fel>x Caetano.
Foi preso apenas Antonio Mananno, evadindo-
se os demais delinquentes,
A tal respeito proeedeu-s- na for^ia da lei.
No da 15 do mes de Agosto ultimo, s 6 ho-
ras da ta-de e no ngar denominado Cascavel,
p.rteucente ao termo de Oiavat, os individuos
de nomes Jos Francisco Bar1 o > e Joaquina Fei-
tosa feriram gravemente; a Mn el Pereira dos
Santos
Na mesma occasiio e t nesmo lugar, o m
dividoo de oome Miguel B-z -rra armando-se de
nma faea, tentn assassinar a Pedro Vctor.
Dos delinquentes foi p'oso comente o de nome
Jos Francisco Barbosa, que segando se verificou
criminoso de morte na comarca de Tacarat.
A respeito de taes tactos procedeo-se de accordo
cem a lei.
No dia 27 do mez findo, apresenton-se volon
tariamente e fol recolhido na cadeia de Gravat, o
criminosa de morte de nome Sebastio Jos Be-
serra.
Pelo Dr. delegado do 2o districto da capital
foi remettido ao Dr. juiz de direito do 4o districto
criminal, o ioquc ito policial a que procedeu contra
Antunio Gom- s de Oliveira, eouhecido por Bacca
de Vclho, preso em flagrante no dia 2 do crrente,
por haver ferido levemente a Luzia Mara de Carmo.
Em data de 5 do corrente proceden o delega-
do do termo do Brejo a visita da cadeia respectiva,
na qual foram encontrados 22 reos sentenciados e
2 pronunciados.
Ante-hontem, as 8 1/2 horas da noite, estan-
do a menor de nome Felippa, de 14 annos de idade,
filha da preta Felicidade, escrava de Domingos
Palheires, na cosinha da casa em que reside, a ra
do Capitao Lima, em Santo Amaro das Salinas,
com um candieiro, aconteceu derramar se o kero-
sene que elle continha e incendiaren!-se as vestes
da referida menor, que ficou qoasi comp'etameote
queimada.
O accidente nao foi presenciado por pessoa al-
guma e attribue-se elle a desarranjo mental de qoe
soffria a victima.
Pelo Dr. delegado d i I districto da capital,
tiveram o conveniente destino os inqoeritos poli-
ciaes a qae procedan contra Joao de tal, Nicanor
Bandeira de Mello e outros, o primeiro por haver
feudo.gravaasente a Antoa^n. Marques de Brito e
os demas como autor e cflmprlcej da morte da esj
crava Catbarin, em consequencia de acoites e dos
castigos inflingidos aos escravos Joao e Benedic-
ta, todos de propriedade do referido Nicanor, ren-
deiro do engenho Ibura, situado na fregoezia de
Afogados.
0 subdelegado do 1" districto de Beberibe
remetteo-me cinco facas de ponta e um compasse,
qoe tomoo diversos desordeiros.
Commonicon-me o delegado de Gravat, te-
rem sido remettidos ao joizo competente os inqoe-
ritos policiaes procedidos contra os individoos se-
gointes:
Manoel AI ves da Silva, conhecido por Manoel
Pequeo, que est ausente por hav r assassinado
a Justina Avelino de Souza ;
Joaquim i'ereira de Araujo e Jos Bezerra de
Souza, presos em flagrante, na occasio em que,
armados de espingarda e pistola, tentaram contra
a existencia nm do ootro, disparando as armas ao
mesmo tempo; *
Antonio Paz Lindoso da Silva, que ainda nao
foi preso, por haver espantado e ferido gravemen-
te a Anna Maria do Espirito Santo:
Pedro Soares de Mendonca, por haver tentado
contra a existencia do subdito portogoes Joa Va
lenca da Silva, pelo qoe foi preso em flagrante;
E Maria Joaquina do Espirito Santo, qoe fSra
tambem pres em flagrante, na occtsioem que
ferira gravemente, lacadas, a Josepha Mara da
Conceicao.
Deus guarde a V. ExcIllm. e Exm.
Sr. Dr. Ignacio Joaquim de Souza Leao
muito digno vice-presidente da provincia.
-O ebefe de poficia, Antonio Domigoi
Pinto.
C oninianflo das Armas
QUARTEL GENERAL DO COMKANDO DAS AR-
MAS DE PERNAMBUCO, EM 12 DE OUTUBRO
DE 1886-
Ordem do dia n. 124
Faco publico para conhecimento da guar-
nilo, que apresentou-se hoje a este quar-
tel-general, vindo da edrte, o Sr. alferesdo
14- batalhSo de inantaria Adolpho Fer-
nandas Monteiro, que era considerado in-
cluido e nao apresentado.
(Assignado)0 brigadeiro Agostinh1
Marques de S, commandante das armas-
conforme) O tenente Joaquim Jorge
de Mello Filho, ajudante de ordens inte,
rio e encarregado do detalhe.
Coagulado provincial
DESPACHOS DO DIA 8 DE OUTUBRO DE
1886
Damin Lima & C. Achando se findo
o exercicio, os supplicantes nSo podem ser
atteodidos por esta repartilo.
Ir mandado das almas d* matriz do Cor-
po Santo. Indefiro a presente reclama-
93o com relacao ao predio n. 1 da travs
sa do Aotigo Porto e deliro com relacSo
aa predio n. 6 da ra dos Mascates em
vista do que informa o Sr. lancador.
Carolina Pinto de MagalhSes. Em vis-
ta das informac5e8 nada ha que deferir.
Augusto de Figueiredo A 0. Em vis-
ta da informacao, os supplicantes no po-
dem ser attendidos.
Esnaty & C. Indeferido em vista das
informales.
Francisca Joaquina Guimaraes. Defe-
rido de accordo com as informacSes.
Bacharel Jos Vicente Meira de Vas-
concellos. Deferido em vista das infor-
marles.
Jos Paulo Botelho. -O supplicante nao
pode ser attendido em face do art. 34 das
nstruccSes de 27 de Julbo de 1883.
Joao Gomes de Mello. Indeferido em
vista das informacoes.
se tiatassede qualqoer assompto de expediente.
Nao cabera, pois, a menor responsabilidade rai-
nha regente das execuces que bao de inevitavel-
mente effectuar se em virtode de taes sentengas.
Para o poder moderador tambem o estado de sitio
significa orna especie de suspensao de garantas.
A rainba regente apenas saber dos fuzlamentoa
quando elles torem om facto consommado. A rai-
nba nao poda impedir o estabelecimento do estado
de sitio, por mais qoe desejasse evitar a applica-
cao da pena de morte. Rocusal o na conjonctora
actoal, ra eollocar-se fra do sen papel de_ re-
gente constitucional com ministros responsaveis.
A imprenssreoncervadora tem tirado partido
do pronunciamento do dia 19 para attribuir os
males qoe est soffreodo a Hcspanha tolerancia
poltica do Sr. Sagasta, a quem fazem responsa-
vel dos transtornos qoe de futoro venham a sen-
tir se.
O Diario Espaol, folha extra- canovista, escre-
ve nestes termos:
o Qoand i rebentaram as vergonhosas subleva-
cues de Badajoz, de Seo de Urgel c de Santo Do-
mingo de la Calz ida ? Quando foi chamado ao
governo, depois de 1881, o Sr. Sagasta e arvoroo
orna bandeira de expansi e tolerancia.
Quando se amotinaram, por nstigaeoes re-
beldes e se entregaram aos excessos da indiscipli-
na algnmas das forcas do exercito aquarteladaa
emS.Gil?
Quando o Sr. Sagasta e os seas alliados, os
demcratas, tomarain novamente as redes do go-
verno, e inauguraram urna poltica de tolerancia
para com a propaganda republicana.
Occorriam por ventara estes escndalos e
estes mons quando eatavam no poder os gover-
_ A ____ ___* ... -----*._ .nlJ-Ja lava !_
Manoel Bezerra de. 3-,to..--A 1- se^ jgcgj;' J%S^?-SuT.
*",ra 08 devidos os. y Albera responde :
Jos Car-
1 .a seccHo
Thesonro Provincial
DESPACHOS DO DIA 11 DE OUTUBRO DE
1886
Dr. Urbano Manede de Almoida, Ro-
drigues & Mello e Urbano Jos Carneiro.
- Informe o Sr. Dr. administrador do Con
sulado.
Jos Feliciano Cabral de Vasconcellos.
__Ao Sr. Dr. procurador fiscal para atten-
der, nao havendo inconveniente.
Jovino Delphino Nunes Ferreira, contas
do collector de Limoeiro, Miguel Francis-
co dos Santos e Maria Joaquina dos San-
tos Abren e Silva.
Pret do corpo de polica.Examinase.
B llaruiino Fran' isco Lobo Barros. Fa-
5am-se as notas da portara de licenca.
Bellarminn Noves de Andrade, Manoel
AdriSo de Souza, Dr. Pedro Bezerra Pe-
reira de Araujo Beltrao, Oyrillo Augusto
da Silva 8. Tniag Ji* de S, Isabel Ca
valant- de Albuquerque, Jacintho de Al
meida, Albino a Silva Leal, Moraea &
Marques. Dr. Jos Pereira Rcsadc., herdei
ros de J.ii- Henriqne Machado, Manoel
Joaquim da Ro ha, Joaquim Moreira Reis,
Calisto Jos de Mell.i, r'ranuisco Augusto
Pereira da Costa, Dr. chefe pe polica, Cu-
millo CandMo da Silva, offi io do Dr. pro-
curador dos feitos e Joi Nepoiuuceno Cue-
Iho da Silva. Iuf ,nue o Sr contador.
Pret do corpo de p!i< ia. Pague-se.
U -
Manoel Jos de Oliveira Das. -Escrip-
ture so a divida.
Carolioa J s^pha da Silva Ribeird:- In-
formo o Sr. Dr. administrador do Consu-
lado.
Offijio do Dr. procurador dos feitos, Dr
Urbano Mamede de Al neida e Benjamiih
Narciso da Fonseca Stares e Silva. -lo-
torme o Sr. contador.
Antonio Francisco de Barros.Regstre-
se e facam-se as notas.
Mana Pires Campello.Ao contenioso
para attender.
Candida Hcrrnogenes do Mello Masja-
riDha, Severino de An irade e outros, Brat
& C e Dr. Hippolyto Velloso Pedernera.
Haj.i vista o Sr. Dr. procurador fiscal
Joao Augusto de Souza e alaria Isabel
de Carvalbo Cuaba Certifique-se.
Francisco J .s dos Pasaos Guiarles.
Informe o contencioso.
anoel da Cunha Brandao. Satisfaga a
exigencia da 1* seccSo.
Pedro Antunes & C.Achando-se ter-
minado o exercicio, 08 supplicantes nao
podem ser attendidos por esta repart {Su.
Regino Ferreira de Carvalho.Certifi-
qne-se o que constar.
Venancio dos Santos Rosas.Deferido
de accordo com as informacoes.
Bastos & Ramos.A i1 seceso para os
devidos fina.
- 9
Julio & Irmao, Ferreira IrmSo & C e
outros, Pereira Carneiro & C e Amelia
Elvira da ConceijSo. Informe a 1.a sec-
cSo.
Jos Ramos Sonto. A' 1.a seccSo para
os devidos fias.
- 11 -
Ferreira de Carvalho & C. e Silvestre
Baptista de Ssnta Rosa. Informe al.*
seccao.
Joaquim Ferreira de Carvalho. & C
A' seccSo para os devidos fins.
Tres peticSea de Leonardo Attico Lar-
vas. Certifique-se.
Rodrigo & Mello e Urbano
neiio.- Informe a l." seccao.
Joaquim Jos Martins. A'
para attender.
Junta administrativa da 4Santa Casa de
Misericordia.A' 1.* 860980 para proceder
de accordo com a lei.
Jos Ramos Souto, Jeronymo Ferreira
Pinto, Augusto F. de 01ieira & CA!
1.' seccSo para os devidos fins.
Carneiro & C. Os supplicantes nao po-
dem ser attendidos por terem requerido
fra do prazo legal.
Joaquim Martins Moreira. Informe a
1.a seccSo.
Itistriie?o Pillea de Peraam
buco
DESPACHOS DO DIA 9 DE OUTUBRO DE
1886
Sebastio Antonio de Albuquerque Mel
lo.Cumpra-se e registre-se.
11
Manoel Candido Fernandos Pires.Jus-
tifico em virtude de autorisacSo da presi
dencia de 6 do correte.
12
Francisco Wanderloy Jnior.Informe
o delegado litterario, ouvindo o protessor
Sebastio Antonio do Albuquerque Mello
sobre o atrazo do pagamento dos singuis
de casa.
L'sbella de Albuquerque Mello.Cnm-
pra-se e reg-atre-se.
Secretaria da instruccjlo publica de Per
nambuco, 12 do Outubro de 1886.
0 poru-iro,
J. Augusto de Mello.
Sim
DIARIO D PF-BNAiSHiim
KE01FB. 13 UE uUl'Bitu ut iaato
Xotleias da Europa
Eis as noticias d* que f-i portad .r o paquete
iugicz Trent, que de L-sbi, cujaa noticias hon-
t. m publicamos, nos tr.uxe datas at 28 de Se
terebro, cinco dias m is adiantadas do qoe as tra-
zidas p. lopaqueie tricez Nigtr.
Hespanba
O nosso C'-rreep ude.ito de Lisboa esereveu nos
o seguinte sobre este reino.
Uf peridicos e cartas do visioho reino, destes
ltimos diaa, vem confirmar-nos qae nio foi por
diaute a revolta militar republicana de Madrid.
Sao exag-raoos os rigor/ s do estado de sitio,
pqrta ; e a les esto sub nettidaa s regio-s saa-
peitat. A justificacAo, pirui, oesses rigores fun
da-se no procedimento dos priidanos de Salie-
ron Ruiz Zorriih.
Este ult.io t. m fe to declaracoes catbegoncas
de qoe na\_tivera a menor pane u s ultusos acou
tecinwntos^iem direo nem iudir'ctamente. E
le prei-u 11 ir, toJavia, que se o movimento repu
ocaoo, em vez de ter Bido log. suff.cado, vio-
gasse, os cbef<.B desse parado sb te^iam P'8to
r.nt deile, apoJeiando-se da situaci* E' sem-
pre assin.
O general Pavia, capiao-general le Castella a
Nova, est dcidido a exercer a maior presso so-
bie seja qoem tor para esmagar os conepiradores.
E' canosa a altivez ameacadora com qoe est re
digida a circular que dirig j a t.doa os j .ruaea
para qus se abst^nbam de dar qoaesquer noticias
rulativas aoa nlfimos socessos ou qoe tenham re
lacio com a disciplina militar -ia e.m o andamento
dos proceaaos dos prisioneiros qae su acham sub-
mettidos accio dos couaelhos de geerra. 86 p -
derSo ser dadas nos peridicos as noticias de ori-
gsj .1 oficial.
Segundo a legialacAo hespanhola, qnando si
cha estabelecido o estado de sitio, os capitfcs-
generaes teem aleada para mandar fusilar os reos,
e for f ssa a decisa-i dos eonselbos de guerra,
' dando em seguida parte da occorreacia, como se
Os mesmos escndalos e iguaes ameajas oc-
corriam no tempo dos conservadores.
Ahi esto, para o confirmar, as sublevaces
de Conta, Santa Colonia de Farnes e a primeira
tentativa de Cartagena.
. E recordaremos tambem ao Diarto Espaol,
se acaso est esqaecido, qoe quando occorreram
os acontecimentos de Santo Domingo de la Cal-
zada, era general em chefe do eiercito do norte o
general Qoesada, o qaal, poneos das antes, havia
dado a > governo, presidido pelo Sr. Sagasta, toda
a especie de srgarancas a respeito do estado de
disciplina das torcas do sen commando, indo tran-
quilamente de Victoria a Santa gueda, onde,
no momento de sentar se mesa, fsi sorprehenduio
pela noticia da sublevacio do regimeoto de Nu-
mancia. #
Nao se lembrava j disso o Otario Aspan A r
Pois recorde-se, porque em certas occasioes
serve e moito a memoria.
Eis o resultado de se attriboirem motoamente
os partidos monarchicoa os excessos do ropubli-
canos.
__ Ha poneos dias appareceu ns Globo, qne
orgo do Sr. Emilio Castellar, um artigo manifes-
tando-se em completo desaccordo com o Sr. Raz
Zorrilla, ceosorand-lhe com aspereza os manejos
criminosos e verberando com energa o procedi-
mento dos militares quefaltaram indignamente aos
sagrados deveres que lhos havia imposto o jara
ment da bandeira, qaaado se alistaran, no exer
cito da soa patria.
Este artigo prodoaio desasada sensaco nos eir-
culos politiooa, tanto hcapanhoe, como franceses
e portagoeaes.
__ O a'caide de Noblejas dirigi ao ministro do
reino o seguinte telegramma, em 22, s 8 horas e
20 minutos da noite :
o Tenho a satistaco de participar- lhe que foi
preso, pelas forcas da guarda civil, o brigadeiro
Vllacampo, no moinho denominado Aidehnela.
Por esta alcaidaria se determinon a soa condnco
para Ocana.
Lotera do propneloQuinta-feira, 14
do corrente, ao meio dia, so extrahir a &.* parte
da l. lotena em beneficio da Santa Casa de
Misericordia do Recife, pelo novo plano appro
vado.
No consistorio da igreja de Nessa Senhora ds
Conceicao dos Militares ser teita a extraccao
pelo sjstema da machina Fich.
0 alcaide de lieopotueloa tambem communicou
ao governo a noticia de haver sido peso om te-
nante de Garelano, de appellido Gonsalez.
Urna testemunha oceular dos acontecimentos
occorridee em Morara de Tajarla, desereve do se-
guate modo a luta entre os sublevados e doos
esquadrSes da prioceza:
< Os sedicioso, em i-omero de 50 soldados de
cavallaria e 30 de infantera, abandonaram o po-
voado no momento em que chegavam os hussares
da princesa, sob o commando do tnaj-r Garca Pe-
nha.
Os subdelegados fizeram alto, pooco alm da
povoac) e dispozeram-se para a defesa.
Quem os commandava determinoa que os in-
fautes, que iam na garupa do3 cavados, pozessem
p em trra e se embocassem ao lado da estrada,
para atirarem sobre os hussares quando estes
passassem ao alcance das espingardas; insinan
do-Ibes que, emqoaoto se travasse a Iota entre os
hussares e os infantes, a cavallaria devia flan-
quea!-os a galope, e tornando a entrar na pivoa-
co cahiria sobr- o inimigo pela reetaguarda.
Efectivamente, os saldados de infantera em-
busearam se confo. me as ordens do astuto com-
mandante. A' chegada dos hossares fizeram orna
deacarga qoeima roopa, t-rindo o major, om te-
nante e tres soldados. Entretanto o chefe do* re
voltosos completava o seo plano... fugindo co-
vardemente con a cavallaria, protegid- s pelo com-
nate qoe se travava entre os hussares e infantes,
e que estes sustentevam valorosamente, confiados
na palavra do traid ir, que s tivera em vista des-
embaracar-se por meio deste ardil, dos crcdolos
si.ldados de iafantaria.
O brigadeiro Villacampa e um tenente dos
sublevados vio ser immediatemente submettid s
a um dos cons lhos de guerra, que esto agora
funeci mando p>rmaneutes em Madrid.
Este brigadeiro Villacampa esseve complicado
ha d. as anuoe, no processo que se forma ao gene-
ral Velarde e outr<>s, pi>r suspeitos de cmspiraeao
no sentido Zirillieta. Passados tem pos emigrou e
quando foi promulgado o decreto de indulto con-
cedido pela raiuha Chriatina por occasio de inau-
gurar o novo reinado, alean? m a rehabilitadlo do
aeu p^ato achava-se na nactividade.
ltimamente, Vllacampo mostrava se disp isto
a separar se de toda a convivencia com os revolu-
cionarios ; todava, nio obstante esses bons pro-
psitos, os factos demmstraram que elle um d<>s
d-.us ourros militares de certa gradaaco que ce
aubmetteram a Ruis Z .rrilla, segando informa'o
mparcial. A Iberia, completando as informacoes,
accreaceute om pr-menor interessante para a bis-
grapba de Villacumpo
Teudo-se obrigado ao indolto generoso da ra
uha regente, c brigadeiro Vllacampo fes urna di-
greasio p las provincias aragonesas. Qaanio re
tfressou, foi e apresentar ao ministro da goerra,
o general Juvellar, e disse-lhe qoe lhe coutaram
que a minha recente viagem pelo Aragio te se por
riiu o preparar om morneuto insurreccional. Nao
exacto. Fui all tratar d'uma testamentaria e
tenho energa bastete para diser com teda a
franqueza o que tenciono razer. Nio conspiro.
Estas palavras. espontneamente proferidas pelo
brigadeiro Vllacampo, e o seo recente preced
ment, dio a medida do carcter do chefe da re-
volta de 19 d-ste mes.
Ogneral Pava, capitie general da provin-
cia de Castella Nova, e, neasa qualidade,gu ve ma-
dor de Madrid, moito conhecido em Lisboa, on-
de eateve em 1867, depois ds revolta do general
Ptim, salvo erro.
Pava era entilo tenente-coronel de artilbaria :
um homem alto, moreno, ocnlos de oiro, apronta-
do, voz cavernosa, vestindo orna ingleza azul e
sempre de botas de montar, de polimento. Este-
va hospedado no Hotel Universal, por esse tempo
ainda, na casa da travessa de Estevao Galhardo.
Era um madrogadar. A's 8 horas da manai
via se j abancado no Caf Centralqae existia
as lejas do hotel do Sr. Baptista Rodear. An-
tes de entrar no caf, fornecia s de papel para
cartas. Assim municionado, vinha para nma me-
sa, pedindo nm tinleiro e nma garrafa de cognac.
At hora do cerreio, nio arredava a gairafa.
n m nterrompia a larga correspondencia, que, por
Boa mao, ia lancar ao correio geral.
A's vezes recebia nma visita : era o marqoez
de Niza, qoe o nterrompia para o convidar a jan-
tar, ou a paesar a noite.
Pava era muito poucoo commnnicativu. .....as
vezes se via com os companheiroB. Daqui passou
Inglaterra e por l se demorou, at que a revo-
lucio de Setembro lhe tomoo a abrir as portas da
patria.
O Sr. Salmern cessou as suas reunies de
propaganda ante-monarchica na (jaluza.
J chegaram a Madrid 88 dos insurrectos
aprisionados pelas tropas fiis do poyerno,
O general Lopes Domingues dirigi ao ministra
da guerra um protesto contra a sublevacao mili-
tar de Madrid.
No dia 23 qoe qoe chegoo o brigadeiro
Vllacampo escoltado pela guarda civil. Era es-
perada na estacao por outro piqaetr- Vinha em
carraagem de primeira classe e tratado com to-
das as alinales. Apeoa-se coxeandes; em conse-
qoeneia de te ter ferido ao cahir do cavailo, antes
de ser aprisionado no moinho. O piquete apre-
sentou lhe armas. Q brgadocaJBa.mcttido n'qma
carruagera de praja, acompanhado por nm oficial,
eseoltado por guardas ci"is a cavailo e conduado
s prises militares de S. Francisco.
Os revoltosos davam-lhe o t'tulo de general da
repblica hespanhola.
as folhas de Madrid vem todos os prome-
nores relativos sos ltimos momentos de briga-
deiro Velarde, qoe, ferido motralmente pelos sedi-
ciosos, foi acabar ao hopital Provincial:
Prximo do edificio, ooviam-se as descargas da
tropa e ningoem passava uas ras immediatas,
quando se onvia orna voz aflictiva chamando para
dentro porta do hospital. Era a .infeliz esposa
do valeate brigadeiro. Quizeram aa irmis de
cardade impedir-lbe a entrada da cmara onde
se achava agonisando sea marido. Afin&l quinde
obteve a permisso de o ver o brigadeiro tinha
expirado.
Ainda passou um beijo no rosto do ca laver e
cahio sem sentidos!
O funeral das victimas do dever foi um acto
imponente a qoe milhares de pessoas se associa-
ram commovidas.
A reeepcAo da raiuha regente em Madrid foi
enthusiastica.
Apczar do seu pessmo estado de sade, partir
de Granja para a capital, asaim que soube do qae
se esteva all passando.
Encontr agora n'um jornal a opiniio do
grande tribuno Castellar acerca dos ltimos acon-
tecimentos. Esteva em S. Sebastiio, e ao cons-
tar-lhe o que tinha occorrido em Madrid, excla-
moo indignado:
lato nio Hespanha; isto a Bulgaria, isto
a Turqua do Occidente. Isto vergonhoso para
todos nos e a prova de que o nosjo paiz nao
digno da liberdade. Estando abenas as portes
da liberdade a todas as ideias, altamente een-
soravel recorrer aos meios que emprega o Sr- Zor-
rilla-
Diz a poca que de todos os pontos onde o
carlismo conserva raizas se recebem noticias de
agitacao, de preparativos, de alistamentos para a
camoanha.
Ja se fizeram pris 3 de algumas pessoas sos-
peitas.
Continuam a fazer-se numerosas prsoes ent
teda a Hespanha, tanto de paisanos como de offi-
ciaes militares, deputados e jorualistas republi-
canos, "fficiaes sujeriores, etc.
Em Banedajjz foi preso o Sr. Rubn Landa, qae
por varias vezes esteve emigrado em Lisoa alm
de outros paisanos e officiaes.
E' inuegavel que o pronunciamento de 19 de
S. umbro teve maior importancia do que tem dito.
S a lvucora rematada se poderia attribuir qoe,
n'oma cidade como Mudnd, cheia e rodeada de
tropa, se sublevassem 300 borneas sem contaren
com aoxiiio, sem esperarem que, ao signal de re-
volta na capitel, correspondessem oatras insurrei-
coes em div.-rtos pontos. A prova de que os in-
surgentes de Madrid '.inham auxiliares ea varias
ci lades, que o brigad. iro Vil'acampa, logo come-
c iu a insurreicio em MadriJ, parti pura Alela,
afim de revolucionar a- ftreas all aquarteladaa
que em Colmenar de Orteja anda estevam ha
poucos das 200 insurgentes em armas, e que Bar-
celona 0"uve o que quer que fosse que responden
sublevaco de Madrid, mas que foi logo suffo-
ci do
__ O redactor de om jornal importante de Ma-
drid pedio a urna folha de nocratica de L gar para seus desabafos, j que a probibicao arro-
gantemente intimada A imprenta 'aquella capital
em viitude do estado de sitio.lhe veda escrever aa
sua fniha.
o Em doos oo tres das, nnguem mais se oceo>-
para dos ltimos suc--ess3, qoe carecram absolu-
tamente de importancia, diz elle.
Mar que reata de tanta palavra, de tanto arti-
ficio e de tantas e tao usadas bravatas ?
E' isso o que couvm analyaar miudamente,
prusegue o mencionado joroalisra madrileo.
Em primeiro logar, diz, o miuistero encoa-
tra-se fraco e varillante.
O Sr. Sagasta pucha para um lado; e Sr. Jo-
vellar para o ontro. E' certo qoe o presidente lo
c .nse'h 1 nao appr>vuu nem -s medidas do minis-
tro da garra nem as do genera Pava, o qae
occasionou a dizer-se que rstes dous foucciunnrios
pvdiriam a sua demisso. Mas a paz ha de res
tabelecer-se na igr.ji.ha.
Outro facto, qae orignou urna grande intriga
e a que se refera o fir. S..gasta em cons^-iao de
ministros, foi o ter se espalhado que o conde de
Solios, embaixador da Allemanba em Madrid, ha-
via informado com .nteced-ncia o seu governo so-
bre a revolucio que eslava para r<-bentar, Poia
como nio havia elt havia nnguem que o ignorasse e que nio o dia-
cutisse ?
o pode at ter sido esse o motivo de ser adiada
a revolucio. H mens impacientes, que appelhMa
'


os outros de covardes e de frcoa e qua julgan
qoe levain tudo atraz de si, n'um momento dado,
haos em toda parte.
Pois isso nio dcVo sorprehender ai e-ousaa
verdadeiramente anunnaes e ezcepcionaes, qaft
muitas vezes se passam em Hespa ha.
a A situacio, couti o citado joroalista, ficoa
pois muito frouxa com os recentes acontecimentos
e o miseravel procelimento do general Pava mais
servir ainda de apiessar-lh a morte, como ve-
rio.
Termina afirmando qoe o 8r Zorrilla tivesse
sabido ltimamente de Pars.
Regressoo a Hespauha o infan'e D. Antouio,
filho do Duque de Mootpensier.
O rei e as infantas deviam chegar a Madrid no
dia 25 tarde.
O Resumen ci qoe o ministerio hespanboi sera
modificado antes da rc&b rtura das krUs.
Diz um detpacho de liiarritz que os cariotas jA
comecaram a agitar se.
O novo bispo le Madrid visitn no dia 24 o Sr.
Sagasta intercedendo p- los sublevados, qu esta
presos. ) presidente do conselhj rcsp;nda Iba
f IBHB 1
t


Mil
Diario de PernambneoCluarta-feira 13 de Outubro de 1886

roe o governo deseja que nena todos sejam cou-
demnados morte; mas que a lea fazem-se para
se executarem e serio ejecutadas, se^i pr.juio de
azer elle tudo o que for poseivel a favor dos reos,
.concillando as leis com a rasao de Estado.
Franca
Foram abeslvidos pelo tribunal criminal o
Sena eco audiencia do jury, os socialistas Latar
ae, Guesde e Susioi, que tiuham sido eond.-m-
nados i revelia. em 12 de Agosto, a alguna meses
de prisio por causa dos seus discursos no cocnicio
operario de 30 da Joaho.
E' desmentid* paia Tcmf, a noticia da que o
embaixador de Ebap hn eos Caria tamba padide
ae governo traaos* a aapuaio do Sr. Riai Zo-
rilla.
__No dia 23, Sr. 4 Freyciuet e-apoz a* coa-
aelho de ministro as dincaldadea que o Sr. Le
Myre de Vilers te* cncuatrado em Mada-
gascarl
O residente fraaeez recebeu, pareo das iaatruc-
ces terminantes para reclamar a execucio do
tratado entre a Franca e os aovas.
Aaituaeo do Annam e do Tonkim continua
melborando.
Blgica
Est unecionando na Blgica a commisso de
inquerito ao trabalho nacional.
Os int -rrogaterios dos operario e patrdes, do
agricultores, dos delegad js das corporacSes ope-
raras, vio dando lus n'urn assumpto, que boje
de mxima importancia pilitieae social.
As gravea to frequentes e numerosas em toda
Blgica, os disturbios de Gaud e Cbarlervi, a
imponente raanitestacao do dia 15 de Agosto, de-
termiuaram o governo a fazer o loquorito.
O mais foi dividido em regios e tu cada re-
glio faueciona urna seceo encarregada de pro-
ceder ao quescionario e recolher a maior copia pos-
sivel de mforraacoes.
Todos os cidados podem ir depr perante as
secees e em sesso secreta, seassim o pedirem.
O inquerito vai sendo feto cora o maior cuidado
e minuciosidade.
A cradico das clases laboriosas mi por toda
a parte, porque a crise industrial e economa
geral.
Mas a Blgica, pois em que as industrias teem
obtido grande deeenvolviraento e se divid-m ra
ramos multplices, a crise necessariameute raais
violenta.
Aa causas sao as me-mas prximamente, l
como algures ; mas as conaequencias operara se
em maior escala, porque a populacio que as sup-
porta muito mais numerosa.
Em toda a parte onde o inquerito est em aber-
to ;.IH u'.n os operarios a depor, e muit .s 'las
quenas re.- lhidas merecem ser atteniidas pelos
poderes pblicos.
Em Mouaerw, porm, deu-se o caso de nio se
* apresentar opei.ario alguin a depor!
Parece iato indicar que naquella regio nao ha
descontentes.
Quasi todos os operarios esto empgalos as
manufacturas de Roubeix e Tourcaing e ganhaui
30 a 35 francos por semana
Era Cu-irleroi, pelo coutrario, os operarios apre-
sentaram-ee em grande numero e o inquentoTieu
resultadas valiosos.
E' claro que as reclamico38, n'ua centro indua
trial aportante como este, nao podiam limitar se
s necesidades econmicas do proletariado; vie-
rara cora ellas aa redaraices polticas. Cada
Operario que deptnha terminava por exigir o auf-
ragio universal^ secundando dest'arte amanfes-
taco de 15 de Agosto, un Bruxellas.
Um operario, antes de fax-r o seu d>poimeoto,
perguutou ao presidente da%>mm8so se poderla
fallar sen incorrer na vmga ca dos patroes.
O presidente respondeu-lhj que os patroes fal-
tariam ao seu dever se desp^dssem operarios por
baveiem deposto contra tiles.
Istode.monstra que n-m tolos os individuos cha-
mados a depor se sent .m perfetamente protegi-
dos contra as represalias.
Em compensar i, muitos operarios tiveram a
coragem de dizer a verdade, sem pensar as con-
sequ-ncias.
Os miueiros sao incontestavelmente os mais
dignos de lastima. Gnham pouco e trabalho
arduo e pernicioso A saude. Sao tambem ees
que rr-ais vexames s'ffrem dos patroes e das com
.panhas.
Os mineiros pedm que as horas de trabalho
sejam fixadas por le, afim de que o director da
mina nao possa dizer-lhes como j tem aconte-
cido :
Se Ibes der ordem de ficarem no fundo at
tncia note, bao de Sear.
Actualmente os mineiros trabilhara debaixo da
trra a media de 11 horas por dia, e algnos baque
descera s 9 horas da manhi pira subirem s s
10 e*ll da noite !
Este trabalho pago as minas de Charleroi
por 25 a 35 francos por quinzena, isto 445000 a
4300 -s. fortes.
Os carregadores ganham 2 francos a 2,40 (360
rs. a "3CL fortes) por dia; os ajudantea 1 franco
50 & 2 francos (270 o 360 rs. fortes).
Um delegado no seu depoimento diz :
o Quando o carvio menos resistente, dimi-
uem-nos o salario, sem nos prevenir ; s sabe-
mos dareduccio no momento de receber a feria.
Se, pelo contrario, o carvio mais duro, ni; te-
laos augmento por aso.
Outrj operario cinta que as minas de carvio
de Kartfnet fizeram trabalhar raparigas menores
de 14 annos, 24 horas Beguidas, prometiendo Ibes
salario dobrado, mas a promessa nao foi cum-
prida.
Um mineiro narron, o:n as lagrimas nos o.hos,
que lhe morrera um filho por desastre na mina, e
t endo reclamado indemniaaco companhin, o pro-
cesso dura ha quatro annos sem resultado. Se vai
apreseutar as suas queixas ao escriptorio da com -
panbia, p >=ts na ra.
E' impossivel expor aqui as innmeras queixas
dos mineiros de Charleroi. quasi todas fondadas, e
que neuhum homem de bm p ide ouvir s> m se
revoltar.
Os directores das minas sao interessados nos
lucros da compauhia ; convm-lhes portanro ex-
plorar o mais possivel o trabalho das mineiros.
Consta do oquerits que o director da mina de
carvao d* Sacre -Madame receben em 1885 de or-
denado eporcentagem nos lucros de 70,000 fran-
cos (12:0(04 fortes). ,
E e os mineiros morrem de fome on arruinara o
organismo no fundo des pocos, victima da cubici
dos directores e accionistas.
E' por estas e outras que a questao social se vai
tornando cada vez mais grave.
Os exeessos praticados pelos mineiros de Char-
leroi ha alguna mezes sao explosoes de desespero
que nascem da sua miseravel situacao.
E'de esperar que do inquerito ordenado pelo
governo belga sabia alguma c usa til e di ori-
gem a providencias legislativas que nwlborem as
condicoes das classes laboriosas, coademnadas
pelo egosmo humano aos mais horrorosos eculeos
sociaes.
Inglaterra
Bulgaria pelo mesmo tratado. Affirmacdes seme
litantes foram fetas pelas demsis potencias.
O Standard dis que a Iuglarerra nao se deixar
lograr pelo egosmo de oatras potencia*
Parece que a Inglaterra vendo a Turqua apoia-
da por todas as potencias, resolvida a insistir na
evacu cao do Egypto, procura arranjar com Nu-
bar pacha, actualmente em L mdros, um convenio
que mantenba o protectorado ingles e aoecupica.
A's diversas interpellacoes que teem sido fetas
ltimamente na cmara dos comorans acerca do
Egypto, o sub-secretario de estado dos negocios
eatrangciro respoodeu, eomo de coeturae, que a
Ora Bretaiiha so tenciona evacuar essa parte do
territorio tana d-pois da execuco das reformaa
qae se ealoraa por lhe introduair. lato quer diaer
ye o pt da evacuacao do Egypto iudeSai4a
rgimen uafflez, longo de meJhorar a aitoacao
daquelie paia, fal-a pasorar cada vez mais, ese a
Europa consentir assa ao governo britasmteo o
esperar o bom xito da missao que a si mesmo im-
poz as margeos d i Nilo, para fater retirar os sene
soldados a occnpacSo do Egypto tornar-se-ba
desastrosa e permanente.
Sao asss onhecidos todos o mos resulta Jos
da admiaiatracao inglesa judiciaria, civil, fiaan-
ceira e militar no Esrypto.
A perda do Soldao, a bancarota conjurada a
costo, a condic) dos fellah mais miseravel do
que nunca, as innmera veis raissoaa de estados, o
cheque das r.-f unas tio preconisadas por lord
Dufferin, sao cousas de que tola a gente anda se
lembra.
A convenci concluida com a Turqua e a en-
viatura simultanea de Mukhtar-paeb e de sir
Drummond Wo'fT, pareciam dever servir de palia-
tivos a situacao ameacadora, que resultavs de
todas essas tentativas infructferas. Mas a Ingla-
terra s quera ganhar terapo e nada raais. Tolas
as propoatas de Mukbtar. anda mesmo as mais
razoaveis e legitimas, encontraran) o veto, tanto
do alto comraissario ingles, como de sir Ev. la-
ring.
Em presenca do estado deaastrow do Egypto, a
Europa nao poder tardar a intrvir n''ima queshlo
que lhe pertence e na qual a Inglaterra nao f iz
avancar um nico passo a soluolu, nao obstante
os prasos contnuos que a n.sma tem concedido-
A verdade que as finanuas egypcias nao estn
melhoresdo que o restoe espera-se urna nova crise
no Cairo. Os membros da cmara d >s communs
nao sao os nicos qu p-idem ao governo ingiez
que fix* a data da evacuaoao do t;y >to.
O sulti preo.-cupa se tamloe n om isso e recu-
sa prorogar Inglaterra o mandato ondicional
que lhe confera
tria Haagria
No principi > da ae^un la quinzena de Setembro
reabrram se as sessSes das duas cmaras bunga
ras. Receiava se que o excessivo calor e a dura
opposicao do chanoePer dseasem aliar a reab'r-
tura do parlamento. Os partidos, p irm, estavam
a poatos. Vio-se, logo que principiaram s tra-
balhos parlamentaras, apparecerem duas questoes
politicas apresentadas ao gov.'rm ; urna, cora res-
peito politiea seguida pelo gabinete de Vienna
com ralacao crise Dulgara ; e a outra, acerca da
questo do exercito.
Poda presumir-se que a que-ta i do exercito j4
estava posta de parte, em virtude da carta dirigi-
da de lache pelo imperador Francisco Jos ao mi-
nistro presidente, o Sr. Tizxa, com o fim de dissi-
par o m> effeito que havia produiido a nomeacao
do e-neral Onde de Pesjecevitch para o cargo d>-
governador gerrl militar.
O imperador, nesae importante documento poli-
tico, deu, acerca daquella nomeacSo, explic-ices
que pirecram muito leaes, milito francas, final-
mente o mais satiafatoria que era possivel para a
nacao hngara. Entenderam, perm. os deputa-
dos da opposicao avaocada que nao podiam acei-
tar Cira i satisfactorias taes expliea^ea.
Pretenderen! pois a reabrir os debates sobre os
desagradavais incidentes da primavera, com o pre-
texto de que a carta do imperadoe ao piesidente
do confino de ministros devia ser considerada
como dirigida nacao inteira, e que aos deputa-
dos competa r-spondereui a ella como a um ver-
dadero discurso da coroa.
A maioria, que sustenta fielmente o ministerio
Tizza, foi de parecer que nao devia entrar n'esse
c im.nha e cortn logo desde o comeco um debate
absolutamente superfino acerca de um incidente j
concluido de todo e dequesahir a llibada a hon-
ra da Hungra, gracas firmeza do presidente do
gabinete.
Com respeito aos successos da Bulgaria, foi ou-
tro o seu procedimento.
A opinio publica da Hungra, desde o princi-
pio da crise ministerial, indicou clara, enrgica e
terminantemente, a linha de conducta que lhe pa-
reca ser a nnics que corresponda aos interesaos
c aspiraces do povo hngaro.
A queda do principe Alexandre de Batenberg
causou-lhe pnfunda sensaco e ainda mais o pro-
cedimento da Russia para com o principe Alexan-
dre.
S.o bem claras as cartas e correspondencias de
Pesth para oa peridicos principaes da Europa.
Por ellas se v que o Sri Koloman Tizza seinpre
disp isto a satisfazer os menores desejos dos sus
compatriotas, nao vacllou ees declarar, sem rebuco
ao conde Rain' ky que nunca alcanzara o apoio
da maioria par .mentar para uina poltica de con-
cessao muito importante para a Russ A verdade qus a Hungra nao assistia o di-
reito de ingerir se nos negocios internos da Bul-
garia.
Pode ter lamentado & queda do principe Alexan-
d re, sem ter meio a'gum de se oppor a ella, mas
nSo deixar que a Russia v mais longe sem pro-
testar enrgicamente.
Tem a Hungra um meio certo para obrigar o
ministro commum dos negocios estrangeiros a ter
na devida contaos seus votos e as -uaa aspiracoe :
a rejecao do orcamento do exercito e dos nego-
cios estrangeiros no seio das delegacoes.
Ora parece que tanto a maioria como a opposi-
cao estilo decididas a nao retrocederm diante
desaa extremidade para por um dique poltica
demasiadas ente germnica do conde Kalnoki.
A interpellacao do horvat na cmara dos dipu-
tados hngaros inspirada por essa ordem de sen-
timentos.
Se o Sr. Tizsa podesse dizer o que pensa, facl
seria a sua resposta. Mas evidente que, em
presenca de negociares entab liadas entre as po-
tencias, elle nada poder dis-r sem se r-r de per-
feito accordo com o conde Krln ki.
Ver-se-h" portanto fjrcado a empregar nma
linguagem por extremo reservado, o que nao obsta
a que as suas explicaccs sej im esperadas com
todo o interesse.
Oa sejam explcitas ou nao, serapro servirlo de
indicar o estado real dos espiritos no mundo diplo-
mtico e poltico.
mH
la cmara dos communs foi rejeitado por 297
?otos contra 202 o pr .jecto de lei do Ar. Painell,
acerca dos rendeiros irlandeses. Depois d-'Bta vo-
tacAo, o Sr. Dillon, ieputado rlandez, deelarou
que ir Irlanda pregar aos foreiros e rendeiros a
resistencia s evievoes. -u> Michal Hicks Beach,
secretario da IrUnia, deu a eutender que o par-
lamento ser em breve convocado para votar urna
lei coereiva especial.
Nio era duvidoso para ninguem que o bul seria
rejriudo.
O bil n3o tratava do homerule, e simplesmente
da suspensas das expulsdea dos camoon'zes qu-
devem as reas Se a miseria dos rendeiros
tal como pireee, o bil do Sr. Parn d represntava
urna iia d hu.nanidadee de justica. Ni ques-
ta do home-rule os radieaes podem abrigar se
atraz do prioMpio, da uoidade nacional ; nesta
questo das expulsos, que desculpa achariam
para votar a favor d gracados camponezes ?
Assegura-se que o gabinete de Londres
mantera o tratado le H-rlim em frente da attitode
das potencias o-postas accio inglesa na Bulga-
ria ; mas que decidi conservar se na espectativa
at que as circunstancias sejam favoraveia.
No dia 25 foi adiado o parlamento ingles.
O discorso da rainha declara que sao amigareis
as reUcoes com todas as potencias estrangeiras.
Dis que urna sublevacao de parte do exercito oul
.gar den cansa abdicacao do principe Alexan-
dre e ao estabeleciiiiento de orna regencia, que
administra actualmente os negocios do principado,
onde j se fttscm preparativos para a eleico do
principe suceeasor, segundo estipula o tratado de
Berlim.
E accresceou :
Respoodendo a urna eommunicacao da Subli-
as Porta as potencias signatarias deate tratado,
4a constar que a Inglaterra pela sua parte nio
fara neuhum* iofraccao s condicoes garantidas
A Russia, por emquanto limita-se dar conse
lhos e a nio ter ingerencia apparente no governo
da Bulgaria
Parti para Sofa um general russe, mas com o
carcter de agente diplomtico e nio de protector,
ou do comraissario do govern: russo.
Deve-se porventura sollicitacio da Allema-
nha nio ter a Ruassiaido m-. s longe. A Austria
nao poderia toleral-o, e Bismarck havia de empre-
gar todos us esforc >s para evitar qne o desconten-
tamento da Austria poze-sc em risco' a allao(a
dos tres imperios que a podra fundamental da
ua poltica.
O mais importante agora a eleico do novo
principe. A' 11 de Ojtubro que devem effe-
ctuar se as eleico -a da grande obrani, que tem
de o elegLr.
Dos candidatos que andam por ah d signados,
neohum por emquanto offerece probabilidades
A Russia j ter por ventura faito a sua esco-
Iba, mas guarda a para si, em quanto as juntas
panslavistas, instruidas della nao preparara o ter-
reno na Bulgaria para o candidato do czar ser
acceiro.
A Gaieta de Mobcow diz que preciso que baja
em Soda ura commissario russo com poderes de di-
ctador e nao nicamente de agente diplomtico.
S i Inglaterra poderia querer oppor-se ; mas a
ana atti'.ude elucidara o futuro
O Jornal de S Peteribargo publicou ltimamen-
te um artigo em que censura enrgicamente as
recentes E-anifestaues da Bulgaria.
Essas manifestacdi-s, diz aquelle jornal, de-
mnstralo que os polticos blgaros esto mais dis-
po-tos para a lucta contra a influencia russa do
que para coociliacio. *
O Jornal ae 8. Petersburgo ataos, principal-
mente, com violencia a lei sobre a composicio dos
uibuoaea navaes e a lei eleitoral.
O correspondente russo do Daily News dis qne o
czar se m ostra agora favoravel 4 candidatura do
Srincipe Nicolao do Montenegro para o throno da
ugaria.
Orlesat*
O okase relativo as elcio&M para a grande as
semblea nio foi ainda publicado. A data da il
de Oitubro, primitivamente fizada, se. modificada
provavelmente.
Dous novos incidentes retardam ainda o momen-
to em que a conciliafo dos blgaros e da Russia
poder effectusr-se.
O primeiro, relativo ao banquete do da 18 de
Setembro, onie se fizeram muitos brindes. O Sr.
StamoulotFe muitos outros p Tsouagens pronuncia-
ram algumis palavras, que foram contadas ao cn-
sul da Russia, que deltas se queixsu.
Sesses brindes, aliudio sedessgradavelmente ao
cz.r, dis-se ; mas os blgaros afBrmam que o norae
doeaar nao _i pronunciado e que se nio fea allu-
so alguma paesoa do imperador.
O segundo incidente diz respeito nota russa
cenoerassm & punico das pessoas oomprometti-
das no gakpe de estado]
O esaasMar'0 do regiment Struna nio possuia
a oroVn de S. Jorge.
O bjat de aste as insignias da ordem tinham
ido qaeimada* com o estandarte, urna nvenc lo
malvola.
Os soldados do regiment Strumi, passando em
Radoinir tentaram maltratar os offieiaes que os
mandavam marchar cont a o prinei-e Aluxanire,
para o bom xito das operares de que est in-
cumbida, visto que s<5 a disciplina do exercito
pjder manter a ordem em sorvico que Tae en-
ccn'rar nuraerSas contrariedades.
O governo provincial de Buenos-Ayres decretou
a immediata transferencia para La Plata do banco
hypothcario da provincia.
Fizeram parede todos os empregados do Laza-
reto de Mar'ira -arcia.
t)b o tituloO principio possivel de um cou-
flictoEl Siglo de Montevideo, cm artigo edito
rial, da ediyo da tarde de 28 apreciuu asaim a
noticia que attribuio ao governo arge itiuo o in-
tento de procurar conseguir a rectificaflao dos li-
mites entre a Repblica Argentina e a do Para-
?;uay, conaiderando-Be o rio Araguay-Guis como
ronteira natural em vez do actual limite de fron-
teira pelo lado do Caaeo : Nao novidade que
no Paraguay cauaou profunda aensaeio urna nata
dirigida quelle governo pelo ministro da Uepu
blica Argentina L). Carlos Calvo y Capdevila, que
esta nsauha foi inserida aa gaaetilba de El Si
glo.
Refere-sa a dita nota a urna informacio do
da
capito da armada argentina D. Fredenco W.
mas a guarnico noconsoiitio que o fis#*m. ifernandez sobre a exploraca do rio Araguay
A queatio blgara ptreee, effactivamente haver*muaz, que reslizou em desempenhr. da commiaao
se complicado um tanto, em consequencia da re-
cusa da Russia a acceitar a resposta do governo
blgaro nota que o gabinete moscovita lhe enve-
ra relativa ao adiamento do processo dos autores
da revelta contra o principe Alexandre.
Os ministros blgaros tiverara varias conferen-
cias com o cnsul da Russia, para concordaren! em
nova redaeco da resposta a nota da Russia. Nao
se esperava que este assumpto produsisse romp
ment, mas era natural que auginentasse as cora-
plicaedes.
O gabinete russo v em todos os acos do gover-
no blgaro um indicio da ra vont&de e asdame.
Na Bulgaria prevalece a opiniio de que o go-
verno nio deve manifestar animosidade contra a
Russia, mas cons-rvar-ae na maior independencia
Tem mtior numero de partidarios a opima > de
que a Bulgaria deve daros primeiros pasaos pa-
. a um acord com a Russia. O que augmenta a
desharmonia entre os dois paizes, que a Russia
entende que o actual governo blgaro influen-
ciado p-la Inglaterra; mas esta opnio errada,
orque na Bulgaria ninguem acredita a serio ao
apoio da Inglat> rra.
A poltica da Austria tem prod'izdo muita im-
pressio. Estranhi-se que nao tiveaso assignaio a
oota dirigida pela Russia e pela Allunanli i ao
governo blgaro.
A respsta ao discurso da regencia, votada
pela assembla nacional, um n ivo panegyrico
das virtudes cvicas do principe Alexandre, do seu
patriotismo, oa sua abi-gico. Uir se-hia que
Alexandre de Batt-nb ;ry ainda chefe do povo
blgaro, visto como se aliad ao seu amor da pa-
tria.
Ao passo, porm, que .a assemb'a manifeeta o
seu batenbergiamo(orno diz a Gazeta de !ioi-
cow) na respiata ao discurso di rege ca,-resol
ve tambera mandar uraa m 'usagara ao czar, que
um tributo de resoeito e hnnraagem < um i sup-
plici para'que o seu enfado coulra os b*vJgs>f% se
deavtn>'Qa e continu a diapenaar-lhcs a sin alta
proteccao.
H ontradieco no'avel entre a resposta ao
discurso da regencia e a inensagem ao imperador
Alexandre. A impreasa uasa poe-n'a em eviden
cias. E, realm rato, esaas. coutraiiecoea s deno-
tara a lu quo vai ni animo da bulgtros entre
o desgosto de ver. ra partir o hornera que repre-
sentava a indcpeuleu-.i do paiz, e o recelo do
mal que a iulispisicio do czar I es possa fazer.
ENtawloa-Unidoa
Em Sum-iicwill e Cbirlestou te,.m continuado
os tremores de trra, acoraoanhados de tonaces
subterrneas. Estilo militas casas abaladas, mas
por em quanto s ha noticia de um desastre pes-
soal.
\nih-Ms do Wul
E8 as noticias de que for un portadores os pa-
quetes nacional Espirito Sinlo e ingiez Galicia.
Bepubllea* do Pacifico
T.legraramas at 29 de S tembro.
Noticia um t-legrauo na de Lima, datado de 25,
que o tratado de limites per boliviano, foi ap-
provado em sesso secreta. C nar a va, entretanto,
que um senador o qualificou de infamia para o paiz,
accreacentando que o seu autor mereca a funja.
Dizia-se qu9 por aquelle tratado o Per perde
810 leguas quadradas de terrae a Bolivia ficaau-
torisada para promover a modificaco ao plebisci-
to concemente a po&ae da Ariea e Tacna.
Diz outro que o Vaticano oppor-se ha a proco-
nisaco do bispo proposto D. .tlarianno Cisano-
va, at que o Chile se mostr dispost a restabe-
lecer as relacoas diplomticas interrompidas des-
de a expalso de monaenhor Delfrate.
Annunciava se que o presidente Balmaceda con-
vocar o congresso chileno para sesses extraor-
dinarias.
O tratado celebrado entre o Per e a Bolivia
estatu que o conflicto d limites entre ambos os
paix3 ser resolv lo por meio de arbitramento.
O ex-presideute Dr. Santa Mara foi eleito vice-
presidente do conselho d. estado.
Continuava muito animada em Lima e questo
da expulslo dos jesutas. O ministro Paz s oppu-
uha-st- expilso, em nome do governo ; mas o
deputado Qui npar, que um dos mais exaltados
propagandistas della, havia conseguido cha-
mar a si os votos de 65 representantes da na-
ci, pelo que pareca fra de duvida que seria ap-
provado o seu projecto, tendo por iaso de ser de-
cretada a expulsa o.
BJmaceda, depois de tomar posse do cargo de
presidente da repblica di Chile a 18 do correte
deu um banquete ao corpo diplomtico.
O ex-presidente Santa Mara retiros se para
Quilpu, as immediacoes de Valparaso.
Bio da Prata
Datas at 30 de Setembro.
Noticias de Buenos-Ayres dizem que a com-
misso de orcamento da cmara de diputados
projectava fazer um abatimento de 5 % nos di-
reitos da alfandega sobre vmhos o licores.
Varias folhas booayrenses censuram, por muito
pouco liberal, a nova le de imprensa ltimamen-
te succionada.
Foram nomeados chefes de regimentos os coro-
neis Beoavidea, Ruiz, Moreno, Anas, Montan,
Anaya e Palacio, e os tenentes-coroneis Meana,
Rodrguez, Alvarcz, Reina, Espina, Krataenstein
e Ovina.
Publicou-se um decreto probibindo que oa em-
pregados das provincias intervenbam as eleicoes.
Foi noraeada urna coramisso para investigar
se sao verdaderos os factos denunciados por al-
guna orgios da imprensa e referentes s negocia-
ces do Banco Hypotheeario.
Fallecen em Crdova o bispo Tissera.
Benjamn Pesse, redactor da Fgaro nio ac i-
tou o duello proposto por Manoel Lainez, redactor
do Mario.
Soldados desertados do 10" batalhio de linha
saquearam Oran e fugiram para a Babia.
Cahiram fortes geadas em S. Luiz no dia 18.
Telegrammas de Buenos-Ayres, da ultima hora
dizem que as copiosas chuvas que se despenha-
ram acompaohadas de rijo vento, tiahain teito
trasbordar ros, cahir casas que csUvam sendo
construidas e naufragar alguraaa embarcaces.
O bergantim allemo Efeere Ezer e a barca no
rueguenso Roe p:'rderara as ancoras e a mastrea-
cio, p ilo que foram abandonadas pelas suas tri-
polacet.
A barca italiana Diic Sicilie, commandante Si-
mn Scbiaffirio e carregada com 794 toneladas de
carvo de pedra, foi a pique no lugar denomina-
do El-Q-lobo, perto de Martim Garca, salvando-se
t tnp dacio.
Coustava em Buenos-Ayres que o governo ar-
gentino procura conseguir a rectificaco dos limi-
tes entre a R publica Argentina e a do Paraguay
considerando se o rio Araguay Guaz como fron-
t- ira natural era vez do actual lioatc de tronteira
pelo lado do Chaco.
A imprensa do Paraguay desagradou esta no-
ticia.
< Pretender a recfificacio dos limites actaaes,
diz La Democracia, de Assumpco, importa nada
menos do que o desconhecimento dos tratados exis-
tentes entre um e outro paiz .
Em Buenos-Ayres da va-se como cousa assen-
tada que o congresso conferir ao presidente
que acaba o seu mandato a investidura de ca-
pito-general dos exercito da Repblica Argen-
tina.
Publieou-se um decreto referendado palo mi-
nistro dos cult s destituindo todo o pessoal do
instituto dos sordos mudos e confiando ao Dr.
onsalea Gorayo a direccio provisoria do estabe-
leoimento.
0 coronel Garmendia, chefe da commiss-lo de
limites de Misses, dirigi um officio ao minis-
tro da guerra mostrando a necessidade de attri-
buir-se 4 diti commiaaio carcter puramente mi-
litar, considerando esta requisito indispensavel
de que foi incumbido no intuito de servir os inte-
rcases do commercio internacional entre a Bolivia
e a Rapublica Argentina.
O capitio expluridor sustenta a opinio de
que o rio Araguay-Guaz o braco mais cauda-
ios, do Pilcomayo ; e o ministro argent'no mani-
feata que se eta opinio chegasae a comprovar-se
scientificamente traria talvez no futuro a rectifi-
caco dos limites actuaes entre a Argentina e o
Paraguay.
Cumpre notar que coincide com a publicaco
desta nota um telegramraa de Buenos-Ayres do
da de hontera em que se communica que circu-
lis boatos de quo o governo propoe-se rectificar
os limites, entre a repblica Argentina e o Para
guay, considerando como fronteira natural o riu
Araguiy Guaz em lugar da actual linha de fron-
teira pelo lado do Chaco.
Este telegraram i induz a crer que a nota do
Sr. Calvo y Capdevila a iniciaco de um plano
meditado, em virtude do qual a fruit ira argen-
tina si estenderia quasi um grao mais sobre o ter-
ritorio que buje oceupa o Paraguay.
O art. 2." do tratado celebrado entre as duas
r-publicas de 3 de Fevereiro de 1876 esta be
lece qu pela parte do oeste a Repblica do Pa
raguay se divide da Repblica Argentina pela
metade da asesante do caml principal do rio Pa
riguiy dede sua confluencia com o rio Paraguay,
ti -.indo reeouoHcido d-fini'ivaa-ente como perten
cente liepublica Arg utin i o territorio do Cha
ao at o canal principal do rio Pileom iyo, qu
desemboca no rio Paraguay pir 96*,90 la lititule
sul, segundo o mappa de Moucher, 2."22, segundo
o de Brayer.
V-se pois que em virtude do dito tratado fi-
oou definitivamente determinado o limite entre
as duas repblicas. Se fosee exacta a opinio re-
cnteraente manifestada pelo eapfflc I). Frelerico
\V Fernandez,.resultara que -tinha c mmettnlo
ura erro designando como canal on braco princi-
pal do Pilcomayo ura caudal de agua que nio o
era : mas parece-noa qu- muito discutivel a pre-
tenco de qu l justificado aquelle erro se altere
urna linha de demarcaco que estava definitiva
mate fizada, cota expresao dos graos por onde
devia concr. Segundo fxt Democracia da As-
bump<;iot se tal rectifieacio ae realiaaaae, a ju-
risdieco argentina Hvinfaria paia a capital d
faragu .y at es 2424' de lauto-!.', isto um
grao mais oara o norte de ende chega boje.
Naturalmente nada se pretender emquanto a
opinio do capito Fernandez nao estiver om-
provada sci-utificament- ; mas no caso de o ser
ainda Valeria que o governo argentino p nsasse
com raadureza ec lhe couviria suscitar um i
questo duvi losa quando menos deb ixi do
ponto de vista do direito c que nao parece de
grande importancia para urna naci que possue
um territorio to extenso como a Repblica Ar-
gentain.
Em nosso conceito, manter a paz e a boa har-
mona com a Paraguay para os Argentinos de
muito maior importancia do que apolcrar-se de
urna zona de trra prximamente de um grao de
extenso ao norte do seu territorio.
O presid nte da Repub ica Oriental acceitou a
d -misso pedida pelo Dr. ngel Brian do cargo de
chefe poltico e de polica da capital, e nome o
para este cargo por decreto de 22, o coronel '/.-
non de Tezinos.
Por decretos da mesma data, foram nomeados
chefe da escola presidencial o coronel ngel Ca
salla e director da cadeia o coronel Callorda
O poder executivo submetten Asscmb'.a Le-
gislativa um projecto de l"i creando a segunda
sene de .'onsolidados de 1886no valor de...
3.500 010 pesos; a commisso do Senado pro-
poz que se autorisasse a emiasio at 4.700.000
pesos.
S. Pedro do Rio drande do Sal
Datas at 24 de Setembro :
A junta apuradora expedio diploma ao conse-
Iheiro Francisco Autunes Maciel, eleito pelo 3."
circulo eleitoral da provincia.
A Associacio Commercial do Rio Grande ia
remetter a S. M. o Imperador urna representado
relativa s bras do melhoramento do porto da
provincia. Encadernada em capa de chagrn ver-
de, tem na trenteo offerecimento a S. M. o Im
perador, e no dorso, em lettras d radas Obras
definitivas da barra do Rio Grande d> Sul. *
Fallecern) : na capital D. Margarida Lima,
D. Amelia de Souza Rocha e o capitio Francisco
Antonio de Souza ; em Pelotas D. Flora Crespo e
Joo Correia Leal, e na cidade do Rio Grande, o
negociante director da compaohia de seguros Per-
severancia Eugenio Mara da Costa Paiva e o Dr
Luiz Candido de Asis Araujo.
tioyaz
Datas at 4 de Setembro :
Um grupo de indios que demoram as margena
do Rio Verde, desta provincia, sahindo repentina-
mente das matas, atacaram um sitio pertencente a
Joaquim Villela, e, cercando a casa deste cidadio,
em occasio em que este reuna o gado para dar
sal, mataram nao s a este, como os dona filhos e
dous camaradas, retiraodo-se immediatamente de-
pois para o interior das matas.
Constando ltimamente que os indios que va-
gueara as margena do rio Vermelho, distante 12
leguas da cidade de G >yaz, onde se acha o desta
amento de Itaperapoam, se preparara para atacar
os moradores d'alli, mandn-se reforcar o destaca-
meo-.o.
Fallecen em Santa Luzia o coronel Antonio
Machado de Araujo.
S. Pauto
Datas at 5 de Outubro :
Coustava ao Correio de Campias que a Com-
pauhia Mogyana pretende comecar provisoriamen-
te o trafego no ramal de Caldas e no trecho do
prolong-.ni rato do Rineirio Preto a Batatacs no
da 1 de Outubro.
Dizia se tambem que est nomeado inspector
geral do novo ramal o Dr. Alexandre Brodowski.
Refere a Provincia de S. Paulo :
A questdo dos alvars.Houtera (29), grande
numero de commerciantes desta capital foram pa-
gar procuradoria da cmara os impostos do exer-
cicio vigente, em que esto collectados. O procu-
rador recusou recebel-os, disendo que s o taria
depois de pagos os respectivos aliars de licenca.
A' vista disso os commerciantes recorrerum
ao presidente da muaicipilidade, pedindo-lhe que
ordenasse ao procurador receber apenas o paga-
mento dos nnp istos, visto a questo do pagamen-
to dos alvars estar pendente anda do juizo do
ministro do imperio.
Ura tal requerimento foi indeferido, em vista
da r.jeico que actlreu na sesso de houtera urna
proposta de vereador Franzeu, mandando suspen-
der a cobrauca dos alvars.
Os commerciantes requereram ento ao Dr.
juis do corara rcio expoodo-lbe o facto e pediado
que uraa ves recuaar-se o procurador da muoici-
palidade a receber o pagamento dos impostos, fos
ae nomeado um depositario em cujas mios fosse
futo esse pagamento.
O Dr. juiz do commercio deferio o requeri-
mento e no.ne-iu depositario o Thesouro Provin-
cial.
Os commerciantes vio realisar hoje (30) all
o pagamento dos impostos, ficanlo esse diuheiro
disposico do Sr. procurador da cmara munici-
pal. >
Dis a mesma folba qne nos arredore da vil-
la de Santa Crus do Rio Pardo, os indios tm com-
mettido assassinatos e praticado audaciosos rou-
bos. Ha receto de que a povoaco seja atacada
pelos selvagens.
Informara do Ribeirio Preto, a ama folba do
Campias : que ha mais de 4 meses tea havido
all grande secca, chegando a seccar algnos corre-
goB qne nio ha lembranca de seccarem mesmo nos
anaos de maior calor.
A celheita do caf menor 50 O/O do que ae es-
perava e o caf ffliudo cuja proporco era do 12
0/0 agora de cerca de 40 0/0.
Os cafesaes esto desfolhados e a pouca flor que
chegou a abrir perdeu-se com a secca.
No bairro da Ressaca, municipio de MBoy, foi
encontrado, aabbado ultimo, na estrada, u cadver
de Manoel Mara Cavalheiro, apresentsndo diver-
sos feriraentos.
O subdelegado de polica mandn proceder a
auto de corpo de delicto e prosegue as mais dili-
gencias da lei para descubrir o criminoso.
O Dr. Abilio Vianna montou urna casa ban-
caria em Piracicaba.
O Sr. bispo D. Lino durante a sua visita cida-
de de S. Jos dos Campos chrisranu 4.641 p-asoas.
Est exercendo as funecoes de vigario geral do
bispado o Sr. conego chantre Antonio Jos Gon-
V il ves no impedimouto do Sr. conego Dr. Francisco
de Paula Rodrigues.
O Sr. c.immeudador Fidelis Prates fez o donati-
vo de 5004 i santi da casa da capital.
De S. Manoel receben a Provincia de S. Paulo
de 26 do mez
a segrate commuuicaco em data
findo :
_ t Acaba de ser conduzido para a cadeia desta
villa o cadver de Pedro de Almeida Torres, que
recebeu s-ia faeadas, vibradas por Antonio Ferrei-
ra e Chico Ferreira, una criminosos icoutados por
um lavrador rm sua fazenda. O caso deu-sc em
pleno dia, no terreiro Je Joa Pinto Torres.
Ficou gravemente ferido S-baatio Aureliano
Ja Costa e levemente Antonio Dias da Silva, foram
soccorrer a victima na occasio em que os irmis
Ferreira a atacaram.
D'zem que questo de atunes.
S>be-sepor telegramma que falleceu no dia
5 em Campias o abastado fazradeiro daquelie mu-
nicipio, mjor Regiualdo de Moraes Salles, sogro
do Dr. Thomaz Alves Filho.
Falle:eram na capital, Francisco Rodrigues de
Figueira, parteiro da escola normal : em Piracica-
ba, Honorato Franco do Amar.I em C rapias,
D. vi aria Miquelin de C un irgo Andrade e D.
M tria Branco de Carnario, D. Januaria Branco de
Oliv-ra : po S. los dos Campos, D. Gertrude*
de Faria e Salvador Portes de Araujo ; na Serra,
D. Maria de Camargo e Silva ; em Casa Branca,
Mara Francisca de Salles, com 102 annos ; Jo',
eacravo de Jos Veuaucio Villas B >as, 107 anuos ;
era Santos, D. Theodilinda de Aguiar, e em Santa
Rita do Passa Quatro, urna mulher fra ferida per
um bloco de pudra arremesaado de urna pedreira
era explorago.
linas Gcrac*
Datas at 5 de Outubro :
Em Ouro Pre-o no dia 22 lo passado, ao pene-
trar o menor Seb.stio cm urna caaa di aegoei i
alta pra^a da Independencia, desta cidade, Qahli
sobre elle enormo quanti lude de pedrua, trra e
madeiraa da ciraallia em construeco d > mcsin >
predio. Qu.mlo o corpo ensanguentado do infeliz
menino foi tirado d'entre as pedras, madeira e tr-
ra que o cobriara, jt era cadver. Ficaram feri-
do dous trabaihidor- s da mesma obra.
Bebastifto entrara na venda para comprar um
p", tendo momentos antes se sep .rad i de seu la-
oorl -o p.i, Antonio Zicharias Aleudes, a. q
apea >r 1- ter 12 aiin^a de i la I-, ajudava C .ustiiii-
t. mente no seu rade trabalho de forn"cer lanha
cidade, caraiiihando com elle tolis os das quatro
leguas a v}, viaba devoltado bairro das wran-
g iras, ou e residan).
A oollectoria geral de Ouro Preto ira a inul-
ta 1 162:6 t!5 i Joseph R.bey l'.iriih e eco
panhia da inineracio de Ouro Preto, d-vendo pa-
ar ada nm metade ded s-: i multa, imposta sobre
33J:'> O sonegadas na es^-rip-ura de d;
vras .aei ipturaa que esto n03 eai torios daquella
c lude. Aos multados marcou a eontadoriao praa
de 30 dias pira pagamento.
A 11 do corrente fallecen em Afenas, Ant >ni i
da Silva Nunea, natural la cidade de Ouro Fin >
cuitando uoa3 de 110 annos de ida ie.
Em 11 deOutubn de 1882, Nunca fien vuvo
pois perd u sua inulher nes'a data, contando ella
enta 103 aun os e 70 de cusada.
Quando em 1808 D. Joo VI veis para o Brasil,
Nuncs resida na corte, onde tinha una cflicina d
alfaiate.
Era Ouro Prfto o Dr. Pedro Caetano Sancbes
de Moura e sua senhora libertaraai sem nenbiln
unus todos c3 escravos que possuiam em numero
de 23.
Diz o Monitor Sul Vineiro que a 11 do corrente
falleceu em Alfraas, Antonio da Silva Nuues, na-
tural da cidade de Ouro Fino, contando mais de
110 ann-'s de iade.
Em 11 de Outubro de 1882 morrou-lhe a mulh-r
que tinba 103 annos de idade e 70 de casada.
Quando em 1808 D. Joo VI veio para o Brasil,
Nunes resida na cu-te, onde tinha ofBcina de al-
faiate.
Era Santa Rita do Paraso o vigario padre An-
gelo Petralha, foi victima de urna brutal aggresso
feta j mella do seu quarto de dormir. Altas
horas da noitc disparara um tiro sobre a inffensi-
va vidraca, partindo os vidros.
E' um dos mais barbaros e estupidos costumes
do serto, accresseata o Novo Districto, espingar-
dear as janellas das casas onde residem cidados
pacficos.
Falleceu em Juiz de Fra o industrial Christiano
Schuber, e cm S. Goocalo de Sapucahy o Dr. Dio-
nisio Carlos de Azevedo Res.
Bio de Janeiro
Datas at 6 de Outubro :
No da 27, no Senado, foi approvado o rpque-
nmento do Sr. Jos Bonifacio, pedudoinformac5?s
sobre os ltimos emprestimos.
Na 1 parte da ordem d em 3* discussio e adoptados para subirem sanecao
o crdito para o melhoramento sanitario da cidade
e a licenca ao desembargador Marcos Antonio Ro-
drigues de Souza.
Eutrando em 3.a discusso o orc-imeuts da fa-
zenda, foi este approvado sem debate, sendo re-
jeitada a emenda do Sr. Jos Bonifacio, mandan-
do supprimir o pagamento de 70,000 a Waring
Brothers.
Seguio-se a 2.* discusso do art. 1. do orcamen-
to da receita geral do imperio, achando-se pre-
sente o Sr. ministro da fazenda Foram lijas di-
versas emendas e additivos.
O Sr. Alfonso Celso apresentou as razoei pelas
quaes discordou da maioria de seu collegas que
aasignaram o parecer ; respendou ao ultimo dis
curso do Sr. presidente do conselho e justificou os
motivos pelos quaes propoz a elimiuaco do im-
pasto de 5 por cento addicionaes, destinados ao
fundo de emancip aco pela le de 28 de Setembro
de 1885.
O Sr. ministro da fasenda responde a ao Sr. Af-
fosso Celso e disse que v se na necessidado de
crear impostos para attender ao equilibrio do er-
camento, retirada do papel-moeda e s exigen-
cias da lei de 28 de Setembro de 1885.
O Sr. Ignacio Martina pronunciou se contra o
impoeto de 5 por cento e tratou de demonstrar a
compatencia das asserablas provinciaes para la-
gialarem sobre o plano de suas loteras, e concluio
justificando e m .n lando mesa urna emenda sup
pressivi do imposto sobre o sal.
A discusso ficou adiada.
No dia 28, na mesma cmara, depois de urna
questo de ordem sobre a aceitaco de era n ias
c>m aasiernaturas em num-'ro superior a exigidas
pelo regiment, foi approvuda a licenca ao juiz de
di re-o Manoel do Nascimento Texeira.
Entrando em discusso o crdito para paga-
mento do prolongameuto da estrada de ferro de
Pernambuco, oraram os Srs. Correia, que coraba
t.ui o crdito justificando o parecer do commis-
so ; o Sr. ministro da agricultura, que o sasten-
tuu pela necessidade de pagar obr*a j fetas, e o
Sr. Saraiva, que explic >u a respinsabilid.de que
em tal questo tee a passada situacao. O crdi-
to foi approvado.
A discusso do projecto que revoga o art 60
do cdigo criminal e a lei de 10 de Julho de 1885
ficou adiada depois de ter orado o Sr. ministro da
justica, que declarou nao se oppor idea capital
do pr.-jecto, julgan to porm que tal como est re
digido p le crear embaracos accio da juati^a
Eutrando era discusso o orcamento da receita
o Sr. Soares Brandio pede a opinio do governo
quanto representadlo do commercio de Per-
nambuco, a respeito da auppresso do imposto
sobre assucar, afim de apresentar urna emenda.
O Sr. ministro da fazenda disse que o imposto de-
via ser supprimido, mas que agora ni, porque a
isso se oppunha o nosso estado financeiro.
Oraram mais os Srs. C. Ottoni e Dantas, dis-
correndo o primeiro a ibre oa impostos addicionaes
e o modo por que tem sido executada a le de 28
Setembro de 1871, combateado a indemniaacio pe-
cuniaria ; trata ido o segundo do plano financei-
ro do Sr. ministro do imperio e dos emprestimos
e sustentando quanto ao elemento servil o seu
projecto de (ibertaco dentro de cinc* annos.
Na mesma cmara, no dia 29, o Sr. Taanay
pedio intormacoea sobre o projecto de lei do regis-
tro civil e apresentou urna indi cacao, que retirou
depois de ter o Sr. Leo Velloso declarado que o
projecto esUva.na commisso de legialacio.
Foram adoptados para subirem aanecio os
projectoa, concedendo licenca ao juis de direito de
lbeos e concedendo o crdito para pagamento de
despezas feitaa com o prolongamiento da estrada
de ferro do 1 -cife.
A discussio do projecto que revoga o art. 60
do cdigo criminal, e a le n. 4 de 10 de Julho de
1885, ficou adiada depois de terem ora 'o oa Srs.
Leo Velloso, Cruz Machado, Ignacio Martina,
Silvera Martina e presid nte do conseibo, sendo
todos os orado'es favorav is i abolico da pena
de acoites, t^ag entendendo os Srs. Ignacio 'Mar-
tins e presidente do conelho que nao deve ser re-
vogada a lei de 10 de Julbo.
Entrando em discusso o orcamento da receita
geral do imperio e ten lo sido enviadas a mesa
varias emendas, que vo transcriptas no lugar
competente, houve urna questo de ordem, em
3ue tomaram parte os Srs. Martinho Campos e
os Bonifacio, observando o primeiro quo nao Iba
pareca regular a upresontaco de emendas e ad-
ditivos que nao tinham connex&o intima com a
materia do orcamento e s serviam para demorar
a d'scusso das leis annuas e declarando o Sr.
Joa Bonifacio que em uua opinio aa emendas
mandadas mesa ligavam-ae materia em dis-
cusso, pois se r..-feriara a impostos.
O .Sr. ministro da fazenda disse que nao era in-
tenclo do governo extinguir desde j as loteras,
porque ellas favurecem varias iuatitoicoes pas,
que nao conviria p-ivar repentinamente de tal
auxilio e porque a lei garanta a existencia das
loteras 'por 10 annos. Nao pretende to pouco
fazer monopolio de loteras, mas julga indispensa-
vel que os planos das provinciaes se uuiformisem
de accordo com e das loteras geraes para evitar
numerosos inconvenientes que oa pratica se tem
verificado.
Respondeu em seguida aos Srs. Affonso Celso e
I) intas, tratando especialmente d melhoramento
do meio circulante e sustentando que se a depre-
ciacao do papel-moeda consequencia necessaria
de sua superaoondancia, o meio de corrigir este
grande mal diminuir a quanti dale, mas dimi-
uuila gradualmente. Apoiou-se o orador nao s
na opinio de escriptores estrangeiros e de esta-
distas brazileiros, que citeu, iucluiudo uestes o
Sr. Affonso Celso que, quaodo ministro da f tzen-
da, apresentou aa raesraas ideas que o orador.
O Sr. Dautas comoafeu os priucipios que expa-
zera o Sr. ministro da fazenda quanto causa da
depreciaco do cosso meL circulante e opin iu pela
necesaidade de combater o dficit do orc^amento,
como primeirc pasao para o desejado melhora
ment da mouda.
A discussso ficou adiada pela hora.
No da 30, na mesma cam ira, o Sr. L 'o Vel-
loso apresei.tm dous pareceres do Sr. LtfayeU,
datados de 18S2, sobre o projecto d > registro civil,
d el irou que a commisso de 1 gislac acc-ita o
primeiro, c o faz seu para que entre em dis-
cusso.
Era seguida foi sorteada a commisso que ha de
atar o S. -M. o Imperador, para serera sub-
meltiia a sa.iecao, varias propistas appruvadas
pelo corpo legislativo, conceiendo crditos.
Compoe se a c-unmissio dos Srs : Nunea Gon-
(jalvts, T-ninay, Ottoni, Lima Duarte, Jaguaribe,
Avila e Jo.lo A fre lo.
O Sr. Franco de Sjusificou um requerim'nto
pe lindo .nform icoes sobre noticias que correra de
ter ae recusa! o presidente e comraaodtinte.das
-.rias do iio-Grand, a camprir um aviso do mi-
nbtro da guerra ; haver o railit^r a quem o aviso
se,refere prot-atado e pedido demiatlb da com-
mssio era que se athaya ; u pcrguutanio como
considera o governo estes tactos, c quaes aa provi-
.18 que vai t ,in .r.
RespoiidcndO) declarou o Sr. presidente do con-
sc'ho que o commi.udanti das armas nao ae recu-
aou a curaprir o aviso, porque o Sr. ministro da
guerra, irlo lhe xpedio neuhum aviso ; houve
apenas urna ordem do da, que n i pode deixar de
ser publicada. Acrese'ntou que rio ha protesto
era representaban algo na que confirme a noticia
da demiBso do teneote-eoronel Ma lureira, e que
o governo far maut.r a disciplina, couforme en-
teuder que ella ieva ser mantida. a' vista destas
cxplicayes, Sr. Franco de S pedio e obteve a
retirada do seu requerimento
Coutiuuando a discusso do pr jecto ab.lindo a
pena de acoites, o Sr: Silvera da Molta ponaerou
que a abolico desaa pena podara motivar a des-
organlsacio do trabalho e a perturbaco da or-
dem nos eetubelecimcutos ruraea ; roas disse que
votara pelo mesmo projeeto, que no seu entender
;ipres=ava a emancipa^o.
Foi approvado o projecto com a emenda e dis-
pensado de intersticio, a requerimento do Sr. Ig-
uacio Martina.
Proseguindo a discusso do orcamento da re-
ceita geral do Imperio, dase o Sr. Joa Bonifacio
que oceupava a tribuna antes para explicar as
emendas que off'recra, do que para discutir o
orcamento da receita. Procurou sustentar as
meninas emendas, e disse que o imposto do sal era
desigual e monstruoso ; que devi.-uu aer elimina-
das todas as autorisacoes da pr iposta, que julga
insusteotaveis : combaten a desigualdade, que
nao atiende s provincias, para so considerar a
capital do Imperio quanto as loteras, bem como o
imposto para a concluso das obras da Praca do
Commercio.
O Sr. ministro da fazenda defendeu suas ideas
relativamente ao papel-moeda e o imposto do sal,
conaiderando-o como medidas de proteccao in-
dustria, e eusientou o additivo referente s lote-
ras, mostrando que nao ae trata de prohibir as
loteras provinciaes.
O Sr. Jos Bonifacio respondeu ao Sr. ministro
da fasenda ; ficando a discusso adiada pela
hoia.
No dia 1 do corrente, na mesma cmara, o Sr.
presidente declarou que o projecto sobre o regs -
tro civil fra remettido commisso de legs-
laco.
O Sr. Jos Bonifacio justificou um requerimen-
to que foi approvado, pediodo copia do processo
de responsabilidad" instaurado contra o delegado
de polica de Jaragu, em Goya*, pela priso de
umeleitor ; do processo de babeas-corpus requeri-
do pelo mesmo, e d qualquer ordem do presiden-
te da proviucia maulado que coutinuem como
pracas de polica individuos que tinbam tido
baixa.
O Sr. Ignacio Martina fundara'n u urna emen-
da ao projecto sobre abolico da p< na de acoi-
tes e declarou que a hera francamente apre-
sentada pelo Sr. ministre da justea. O Sr. Crux
Machado tratou de explicar o seu voto tivor do
proj-cto c refut u algumas objeccoes do orador
precedente, sobre as circumstaucias attenuantes
e applicaco da pena de morte, substituida pela
de gales. Declarou votar pelo projecto tal qual
passou ra '2* discusso.
O projecto foi approvado com a emenda do Sr.
ministro da justica e remetti lo commisso de
redaeco, sendo rejeitada a emenda do Sr. Igna-
cio Martina.
Proseguindo a disenasao da receita geral do
imperio, o Sr. Silvera Martina censurou a apre-
seutaco de diversos impostos proounciando-se
principalmente .'contra o das loteras e o do sal.
Respondendo-lhe o Sr. ministro da fazenda defen-
dendo taes impostos.
Encerrada a discusso do art. 1., o Sr. Marti-
nho Camp s fundara utou urna emenda supprimin-
do o art. 35 da pr'.posta e manifestando-se contra
o imposto do sal e os planos financeiroa do Sr.
ministro da fazenda, que tomando em consideracio
algumas palavras do orador declarou que nio era
adepto em absoluto da escola proteccionista, nem
to pouco da de livre permuta, mas simplesmente
ecclesia tico, tendo semprc a liberdade de harmo-
nisar boos principios das auas escolaa.
Seguiro-se na tribuna o Sr. Jos Bonifacio
que fz algumaa observacoes sobre a emisso de
bi.balea do thesouro e o Sr. ministro da fazenda
que deu explicacao sobre este assumpto.
A disctalo ficou adiada.
No dia 2 na mesma cmara foi approvado o art
1." da receita geral do imperio sendo regeitadas
aa emendas dos Srs. Dratas e Aff raso Celso
supprimindo a t&xa addicional de 5 ,/ da le de
28 de Setembro de 1885 e a do Sr Jos Bonifacio
applicando a mesma taxa receita geral e foi
approvada a do Sr. Diogo Velho e outros ao mesmo
artigo dando a outra applicaco a um terco da
mesma taxa addicional.
Foi approvado o art. 2.* com a emenda da
cmara dos deputado.
Eutr indo em discussio o art. 3.* da proposta
Sr. minis.To da fasenda explicon o mod > pelo qual
etfectnou -se o eraprestimo interno na prrca do Rio
de Janeiro, e enumerando aa diversas propoatas
apresentadas, den as rasea do sea procediment,
entreganto ao Sr. Jos Bonifacio varios documea-
tos relativos.
Encerrada a discussio d art. 3 seguio-se a
dos arta. 4. da propoeta, e 5. 6.e 7. daa dispo-
sicoes geraes que foram approvados, entrando em
oiscusso o art. 8.*.
O Sr. Diogo Velho requeren e o eaaado oonsea-
V
I
:
f MUTllOO


Diario de PernambucoQuarta -fcira 13 de (tatabro de 1886





to M retirad da emenda que, com outroe lea-
dores, apresentou sobre transferencia das di
versa* rubricas de una para outros ministerios
O Sr. toc Bonifacio impugna a emenda qu
autoras o governo a reformar as reparticos
publicas julgando altamente perigoao entregar
adminiatraco a sorte loe funccionarios pblicos,
que poderiam vir a soffrer as consequencias daa
paiioea partidarias.
O Sr. Paulino, relator da eommisso, eomqaanto
infensoem geral as autorisaces por entender que
aa attrbuicoes conferidas pela constituicio
aasembla geral devem ser exercidss pelas daa
casas de parlamento e s por excepeo delegadas
ao governo en casos muitos especiaes, nao foi
quem lembron a emenda e, aceordando os mem-
bros opp. oiciooistas da eommisso, nao havia de
ser quem recusase, elle quem eonfit no criterio e
moderaco do governo.
O Sr. Martinho Campos combate a autorsacao,
porque os actos do ministerio, longe da faserem
acreditar na sua moderacio, fasem receiar a perse-
guicuo aos seas amigos. Aponte diversos factos
para justificar o seu enunciado.
O Sr. ministro da fazenda justifica os actos pra-
tiead. s, dando as razoea porque foram deoiittidos
os funccionarios a que se referi o Sr. Martinho
Ca rapos.
O Sr. Silveira Martina addusio algumas consi-
derosles em resposta ao Sr. ministro da fasenda,
seguindo-se a discussao do art 9." com as emendas,
sobre as quaes fallaran) os Srs Jos Bonifacio e
Silveira Martina que apresentou um emenda sub-
stitutiva para que nao sejam vendidos na provincia
do Rio e Municipio Neutro bilhetes de loteras
decretadas por lei geral, sob pena de apprehenso
e multa igual ao valor do bilbete. A discussao
foi encerrada, sendo-o igualmente e seta debate,
as doa arta. 10 e 11 encerrando-se a do art. 12.
O Sr. Jos Bonifacio disse que desejava ouvir
algumas explicacoes do Sr. ministro da fasenda
sobre o artigo, cuja r.daceu nao Ihe putee bem
explcita, batUfezao orador o Sr. ministro da
fasenda, sendo m seguida apresenteda urna emen-
da da eommisso de oroamento, encerrando-se a
discussao e enctaudo-se a do art. 13. sobre o qual
oraran o* Srs. Jos Bonifacio e ministro da tesen -
da, fiooa encerrada, e bem assim a dos arts. 14 e
35, e adiada a votaco por falta de numero.
No dia 4,. na rae ama cmara, o Sr. Heira de
Vascoucelloa fundamentou um requerimento acerca
de aeoutecimentos, de que j se occepra anterior-
mente, dados em Pitimb e Alagaa Nova, na
provincia da Parahyba.
Apoiado o requerimento, ficou adiada a discussao,
por ter pedido a palavra o Sr. Ribeiro da Luz.
Entrando-se na ordem do diavotaco da pro
posta de ornamento ca receita geral do imperio,
o Sr. Christiano Ottoni pedio a retirada da emen-
da que upreseutra, por nao ter maia razo de ser,
desde que nao foi approvada a transferencia dos
5 "/ para renda geral.
Obaervou o Sr. presidente que a emenda esteva,
com tffeito prejudicada em urna de auaa partea;
quauto outra, nao poda submettel-a discussao,
conforme declarou na setso anterior.
O Sr. Jos Bonifacio susciten a questo se urna
emenda depois de : pujada poda deixar de ser vo-
tada pe; simples deliberaco da presidencia.
O Sr. presidente recerdou como se tinham dado
os factos e ponderou que vista delles parecia-lhe
ter procedido correctamente.
Pedindo entao o Sr. Jote Bonifacio que fosse
consultado o Senado, o Sr, presidente declarou-lbe
que apresentasse requerimento escripto, o qual,
com parecer da meia, seria submettido so Senado.
Diocutiram este incid nte os Srs. Martinho Cam-
pos, Ottoni, Ignacio Martina, Croa Machado,
Atf jnso Celso e Dantas, persistindo o Sr. presi-
dente na aun deciao. Requerendo entilo o Sr.
Jos Bonifacio a retifada de todas as emendas que
apresentara, o Sr. presidente consulten o Senado,
que negou a retirada.
Submctti lo votaco o orea mente da receita,
foram rej-itades os arts. 4, 5, 8, 31, 32 e 33 ; des-
tacados os arti. 20 e 29, e approvadoe os outros.
A deputoco compoe-se doa Srs. Nunes Goncal-
ves, Escragnolle Taunay, Christiano Ottoni, Lima
Ouarte, Jaguaribe, Henrique d'Avila e Joo Al-
fredo.
No dia 5, na mesma Cmara, o Sr. Jos Boni-
facio, depeis de recordar os incidentes dados na
sesso de 3 quando se discuta urna questo de or-
dem, justificou urna indicacao para que se accres-
cente ao regiment urna declaraco sobre a nega-
cao de recurso das decisoes da presidencia. A
indicacao foi apoiada e approvada.
O Sr. Bario de Cotegipe pedio que a mesa nter
puzesae parecer sobre urna indicacao que aore-
sentara relativamente i interpreteco do regi-
ment.
Ficou adiada, a requerimento do Sr. Diogo Ve-
lho, por r.fln se achar presente o Sr. ministro da
juetica, a discussao do requeiimento do Sr. Meira
de Vasconcellos apresentado ante hontem.
Foi approvado o parecer das commissoes de in-
strueco e ssde publica sobre a representeco do
Dr Mavimiano Marques de Carvalho.
Iodo-se proceder voUc do parecer da mesa
sobre o regiment do Senado (coja discuti fi-
cara encerrada na sesso anterior), o Sr. Silveira
da Motta indagou quando seriam dadas para a
discussao as emendas do mesmo regiment.
Depois de explicacoes do Sr. presidente, foi o
parecer approvado.
A requerimento do Sr. presidente do conseibo
foi aditda s discussao do parecer relativo pro-
poaicao da Cara ra dos Dei utados de 1879 sobre
registro civil, at qae seja impresso o respectivo
regulamente.
Por titulo de 5 do correte foi nomesdo, Luis
Francisco Guilherme para o lagar de continuo da
casa da moeda.
Realisou se no dia 5 a expiriencia definitiva
da machina da embonera Marojo
As 10 oras, achando-se a bordo os Srs. capi-
ties teentes Brasil, director da* officinas de
conatruec .-a navaes do arsenal de marinna, e Bar-
bosa, director da officina de machinas do mesmo
arsenal, priucipion a experiencia.
A primeira corrida, que foi efectuada na base,
dentro do porto, provou: 1, que a machina, com
urna pressao de 601b, com 1U2 rotecoes, com vaga
favoravel e aragem banda pela proa, desea vol ven
9', 6"; 2o, que, visto este resultado, desenvolvendo
118 ratacoea, dara para vclocdaie 10' em aguas
tranquillas.
Fra da barra o navio portou-se muite bem, cor
tando a vaga cera facilidade, sem embarcar agua,
que apenas salpicou tartaruga, mal chegando ao
reducto. .
Pode s? dizer que a canhoneira Marojo um
bom navio e que nao obstante ter sido construida
para navegar em ri.s, pode perfeitemente fazer
urna travessia, 6em comtudo affronter mares muito
picado*. A experiencia tertmnou s 3 horas.
A guarnicao da div-sj de encouracadoa fez
no da 1* exercicio de infantera na ilha de Viile-
gaignon, sob o commando do instructor 1* tenente
Perdigo; e os navios da diyiso de cruzadores
fizeram exer.icio d-- panno.
O encouracado Riachuelo moveu as torres e os
canhoes por meio de presao hydraulica, e noite,
f z ejercicio de linea.
Em exorne da 2a serie de hahilitacao de me-
dico eatrangeiri", o Dr. Niclo Ii sas Torres, for-
mado pela uuiveraidade de Manchester (Estados
Uuidos), foi approvado aimplesmente as clnicas
medica, cirurgic, obatetric.i e gynecologica.
__ Fora capturada e deportada como captiva
Rosa da Silva.
Para commemorar a data gloriosa da lib r-
tacao do ventre da mulher escri. visada, a Confe-
deracao Abolicionista r--aliaou no lia 28 do pasta-
do, no thcatrj Reereio Dramtico, urna imponente
sesso a que enneorreu elevadiasiuio numero de ci-
dado-.
A Gastla de Noticias assim descreve essa lesta :
Nos camirutis viam-se muitos familias e ca-
valheiros de elevada graduica> social, que foram
prestar bomeuagm ni m ria do grande esto-
dista viaconde do Rio Branco, que cuata de mui-
t>s sacrificios pondo vencer a luta que travou im
favor da liberdadi: da* ingenuos.
Q O theatro acbava-^o mfeitado com arcos e
bandeiras, e em scena, veruadus pelos estandartes
das diversas sociedades ab l'ci niitas, ach ivam-se
os mcnbrce da Coofederat
Pouco depois das 8 horas o Sr. Joao Clapp
abri a sessa i e conviJ >u o 8i. conMlueiro Dantas
a oceupar a presid ocia.
S. Ere. prot'rio alg-iinas palavrag, e convidou
0 Sr. Jo=^ io Patrocinio a ocnpar a tribuna.
O orador foi rec b "' salva de palmas,
qu rep-ti'-S co.istintemcntt', durante eeu elo-
diioino.
at O oridor tes o elogio Ja lei de 28 de etem-
bn de )87l e do seu autor, a analisou o estado
actual da questo abolicionista.
Segairam-se CJin a palavra os Srs. Pereira
da Silva e Dr. Joaquim N^buco, que foram tambem
viv .mente amad*
Achindo se no thfatro os Srs. Bsro de Ja-
ceguay e Mestrc y Amaf-ile, um dos maiores co-
operadores da liberdade dos saeravM da ilha de
Cuba, foram convidados a oceupar os lagares re
servados aos m mbros da Confederaco. Este ca-
valheiro proferto tambem eloquente palavra*, offe-
recendo os seus servicos em favor da causa dos
escravos.
Foram entregues diplomas de benemrito* da
Confederscao, Exma. Sra. D. Luisa Ragada,
senador Dantas e conds de S. Salvador de Matto-
ainlios, que assistio festa. O diploma de bene-
mrito conferido ao Sr. conselheiro Jos Bonifacio
foi entrega* ao Sr. conselheiro Dantas.
* Sfguio se concert e espectculo, em quo to-
maram parte estimados artistas.
Lc-se no Joma! do Commereio de 4 :
Hontera, 8 1/2 horas da noite, manifestou-
se incendio no predio do sobrado da ra da A)
fandega n. 110, onde establecido com fabrica
de buhares Bente Jos da Silva Pinte, residente
na ra da Carioca m. 16. No sobrado, que este-
va actualmente desoecupado, residi a familia da
Pinto, qae parti, ha maia de um mes para a Eu-
ropa, e que deiiou os movis no predio.
< Na casa incendiada nio havia ningaem na
occasi&o de fogo; pelas nformacoes da alguna v-
stenos Pinto estove no eatabelecimeuto at s 2
horas da tarde, fecbou o e sahio.
c O fogo te ve origem no centro do predio, junto
a urna rea. Urna mulher, moradora n'um predio
fronteiro, foi a primeira que vio aa chammas e dea
parte do facto praca Jos Martina da Conceicao,
que rondava a ra da Urugaayaoa e qn ) commu
nioou immeliatamento aocorpo de polica.
O corpo de bombeiroa, que receben aviso er-
rado, demorou-se um pouco, por ter ido Prai-
nha, que lhe fora indicado como lugar do fogo
quando ebegou, j o predio esteva todo em cham-
osas. O incendio pareca tomar proporooes assus-
tadoras.
< O trabalho de extineci, sob a direccao do te-
nente-c 'ronel Neiva ; foi tio bem dirigido, que
dentr) de poucos minutos o foiro estova cortado e
dominado. Mease trabalho, em que mais urna
ves tornou-ae digno de louvor o pessoal do corpo,
ficou feridocom urna telbs, que receben na eabeca,
a praca de bombsiros Franeisco Rosa.
O Sr. Dias da Costa, subdelegado do 2<> dis-
trieto do Sacramento, que compareceu no lugar do
logo em compauhia do seu eacrivao o do alferes
Antunes, commandanto da 2* estoco p ilicia!, sa-
liendo que Pinto, don > da fabrica de hilbares, mo-
rtvana ra da Carioca, mandn chamal-o. Pinto
pjapondeu que sabia do facto, mas que estova
doeute e nio poda comparecer naquella occasio,
e que iris no dia seguinte dar explicacoes na es-
ttico policial.
Por ordem da autoridade voltou o Inspector
Avellar casa de Pinto e interrogando o siube
qie o mesmo tioba o seu negocio seguro na Com
p.inhia Confianca, pela quautia de 5:000 ; e que
o predio que julgava estar seguro na meama coa-
panhia, pertencia a tres senhoras, cujos nomes nao
se lembrava.
O predio arden todo.
O predio contiguo, n. 112, pertencento ve-
neravel ordem torceira do Senhor Bom Jess do
Calvario, onde sao estabelecidos com negocio de
ealcado Ferreira Feotes oc C, tambem soffreu
avarias, devidas a telhaa, pedacos de madeira, qnc
cahiaiu do predio incendiado e a grande quauti
dade de agua empregada para a extiuceo do fego
O negocio de calcado est seguro na companhia
Previdente pela quantia de 60:00J/.
Tambem sotfreu muitas avarias, provenientes
da agua, o predio n. 108, onde establecido com
negocio de hotel denominado llitd da Estrella
(Jonstantu Ramo*. O negocio est seguro n'uma
companhia ingleza, Nease estabelecimento estava
apenas um caixeiro, Jos da Costa Garca, que
declarou que seu patro morava na ra do Alcn-
tara.
< O trabalho de extinecao terminou s 11 horas
da note.
Estiverara tambem presentes o major fiscal do
corpo de polica, o alferes Cunha, secretario do
mesmo corpo, o tenente Vieirs e os alteres Pra-
nnos e Saltes, commaodantes das 1>, 5" e 6 este-
cues policiaea, o uapitao v*ieira, varios inspectores
do 2 districto do Sacramento, o inspector Olivei-
ra, do 1 districto do Sacramento, e um piquete de
infantera, enviado do corpo de polica
O subdelegado do 2 districto do Sacramento
abri inquerito afiui de verificar se o incendio foi
propoaital ou casual.
Na casa de eua residencia, em Nitherohy, falle-
ce u no da 27 o antigo e estimado negociante da
nossa praca, Joiqaim Jos Rodrigues Quimares.
Foi um dos fundadores da Sociedade Portuguesa
de Beneficencia, onde exerceu o cargo de presi-
dente, e director do Banco Commercial do Rio de
Janeiro. Prestou tamb.-m bous sejvicos naa or-
dena terceiras do Carme e da Penitencia ; tendo
sido jubilado como ministro desto e prior daqnella.
Ero condecorado com as commend^s da Concei-
cao e de Cbristo, de Portugal, e com o otficiaiato
da ordem da R sa, do Brasil.
A's 4 1/2 horas da tarde de 29 fallecen na corte
o commeodador Joaquim Jo Goncalves de Mo-
raes, filho do finado Bario de Pir.by. Contava
74 anuos de idade e era um dos mais importantes
fazendeiros da pro< incia Jo Rio de Janeiro.
O cadver foi transportado em trem especial da
estrada de ferro D. Pedro II para a fazenda do
-alto, pertencente ao mesmo finado, onde foi feto
o enterro, de accordo com o pedido por elle leit o
em seo testamento.
Falleceu no dia 1 e ni mesmo dia foi sepul-
tado no cemitorio de S. Francisco Xavier, o co-
nhecido e apreciado professor Hilario Ribeiro, que
publicara recentemente, com geral aceito o, as
seguintes obras, adoptadas em quasi todas as pro-
vincias do imperio : Cartilha nacional (Ensino si-
multaneo de leitura e escripia) ; Scenano infan-
til ("Novo 2" livro de iaifeira) ; Na trra, no mar e
no espaco (Novo 3o livro de leitnra) ; Patria e de
ver, Elementos de educcao cvica e moral (Novo
4 livr j de leitura). Como estrs havia publicado
urna colleccao intitulada Lices no lar, Greogra-
pbia da provincia do Rio Grande do Sul, e Gram-
matica portuguesa.
A debpeito de ser trabalhador incanaave!, dei-
xou numerosa familia na pobreza.
Em demonatraciio de pesar pelo fallecimiento do
diatincto pr ifeaior t.ram naquelle dia suspensas
as aulas do Lyceu de Arles e Officios.
Na cidade de Vaasouras, falleceu o conego
Antonio da Immaculada Conce.cao, que, durante
alguna aonos, foi vigario encommendado da fre-
guesa de S. Jo Baptista de Nitheroby.
As reparlices fiscaes renderam no mes de
Setembro:
Alfandega 3,265:958*497
Recebedoria 407:5ali41
Mesi provincial 211:061*781
Eis as noticias commerciaes da ultima data:
Rio, 5 de Outubro de 1886.
O mercado de cambio abri na* mesmas condi-
coes de hontem, com a taza de 21 15/16 i. sobre
L .iidrea, contra banqueiros, c a 22 d.. caixa nu-
trs, e asaiui se conservou at p meo depois de
meio dia, quando eate ultimo preso deixou de ser
mantido pelo London Bank e English Bauk.
As tabellas no Commercial e no do Commer-
co, e as taxas nos bancos inglezes, foram, de meio
dia em diante, as seguintes :
Louires 21 15/16 d.
Pars 434 rs. por fr., a 90 d/v.
Hamburgo 538 rs. por m., a 90 d/v.
Italia 439 e 437 is. por lira, a 3 d/v.
Portugal 246 %>. a 3 d/v.
Nova-York 2*310 2*303 por dol, vista.
O inoviuieuto do dia foi regular sobre Lon-
dres, a 21 15/li>d. bancario, e 22d. dito, caixa
oatriz, e a 22 1/16, e 22 1/8 d papel particular,
e sobre Franja a 430, 431 o 432 ris o dito.
Ropas.cu-se papel bancario sobre Londres a
22 d.
Na Bolsi o movimento foi menos que regular.
Eapirilu-Maolo
Datas telegiapbicas at 4 de Outubro :
O Paiz, da corte, de 5, publican eate t-.le-
gramma :
Prtncipiaram hontem os trbateos da Aasem-
bla Provincial.
> A cominiasi) d verificaca o de pod< rea, com-
p at i de Cjus rvadores, deu pareceres depurando
03 meinbros e'eitos do partido liberal, a pretexto
de iuu'.mpatibilidai'*.
i)r. Leopoldo Couaa julj^do incompati-
vel p< r ter aido vice-prtsidcute da provincia ha
douo anuos; o Sr. Joaquim Lyrio, por ser d-apa-
chanto d'Aitaudcga ; 0 Si. Trancoa<-, por ter, na
qualidado de vereador, drsp.thtdo ha cerca de
dous aunos autos em que o juizos haviam jurado
us^oicAo; o Sr. Mucioi, por lia ver sido secretario
uara atuuieipal.
Oj Drelexics sao muito'mal austonto(os_ nos
pareceres, e essa depurado geral dos oppjt.
uitaa impresaioua vivamente a opiuiao.
* Consta que a uwioria da Aasembla aasiai
proceie por lUBt'gaeoes do 1 vice-presidente da
provincia, e com o fim at preparar a passagem de
certoa negocios eleitoruea o particulares.
A Assembla ser instalada amanb, eaudo
adiados os pareceres da cammissao para seren vo
tados depois della eonstituioa.
Outro telegramma pa, i a roseta de Notieku,
diz o seguate em data de 29 do passado :
Na madrugada de h >je a polica dea ceroo a
ama casa de jogo oeste cidade, e ah encontrn o
ex deputado Alpheu Moojardim, o jois municipal
da capital, muitos empregados pblicos e tres cam-
pistas.
* A diligencia foi faite pelo chefe de polc a,
Dr. Femante Eugenio, e tein sido muito applaa-
dida pela populaoo.
Foi por causa do jogo qae se deu aqui o ron
bo ficticio no correio, e por isso o proceiimento da
autoridade tem sido amito louvado.
o O facto produsio grande impresso.
Deu se um brbaro aasasainato, entra escra-
vos, que assim narrado pela Provincia, de 25 do
prximo paase.do:
Ante honte n, a 5 horas da tarde, na stes-
elo Curip, da freguezia de Cariacica, d'este tor-
mo, LeooancJo e H-leodoro, esoraros de Manoel
Rodrigue* de Fre toa, que andavam ciumados por
estes amores desordenados que trasem sempre con-
sequencias fuuestas, quando entregues trete se-
nboril, preparavam farinha; Laonancio, vendo an-
te si o rival que trazia-lbe desde ha muito o cor-
ceo torturado pelo lentimenco egostao ciuufv
esqaece o trabalho e, arrancando da cinta o facao
aue comsigo trazia, atira-se sobre II leodoro, d -
lhe um golpe e decepa-lhe o pescoco!
Leooaneo, depois de ver rolar a aeua pea a
caneca da victima qne acabava de sacrificar no al-
tar inglorio da escravido, ante o qual ambos pr.i-
guejavam a trate condcilo que os humlbava
sobre o tronco inerte do paroeiro rodobra a colera
de seu coraco perverso, descarregando amiada-
damente a sua arma homicida!
Leonancio apresentou-se hontem ao Dr. chele
de polica, confeasando seu crime, e acha-se reco-
Ihido eaaeia d'este cidade.
O subdelegada de polica de Cariacica proce-
den a eiame cadavrico, e a polica coatiu as
demais diligencias neceaaaria. *
aisla
Dates ato 9 de Outubro :
Sob o titulo Graves ocatrrencias, diz o dia-
rio de Noticias, de 7, o seguinte :
< A serem exactos os boatos que corretn, a villa
de Sant'Anna dos Brejos e outra localidades do
atener esto sendo theatro de sceuaa la-timaveis,
que attestam irrefragavelmente a falta de segu-
guranea qae se noto n'aquelts paragens.
Em dia do mes prximo passado apresentou-
so na referida villa, o famigerado criminoso de
morto Norberto Nunes da Silva, capitanean o ou-
tros desalmados de nomes Ovidio Vctor Modesto,
Joio Domiense e Sonsa, Claro Domiease e outros,
os quaes d'ahi seguiram para a povoacio de S.
Goncalo, 7 leguas distante daquella villa, onde,
ebegades que foram, pretendern: engruesar as
suas fileiras, obrigando diversas pessoss a acom-
panbal-os.
Nao erfeontrando acolhimento favoravel a to
deaarraaoada preteuciio, tomaram o partido de im-
por-se pelo terror e para logo foram espancando
brutaliiento ana que se negavam a aeguil-os.
Foi tal o terror que se apoderou das familias,
que fugiram da localidade. '
O subdelegado da referda villa, tendo scien-
cia de que o grupo de malfeitores se diriga para
o dis'ricto do Riachao, reuni diversos paisanos e
com elles seguo no euealfi dos criminosos; estes,
apenas se viram sorprehendldos, dispararam di-
veraos tiros, travando-se renhida teta, da qual
morrea immediatomante um individuo chamado
Pedro Jos de Lima, ficando gravemente feridos
Mtnoel Nazario, Alexandre de tal, Clemente Car-
doao, Tiburcio Barbosa, Casimiro Vieira, Antonio
Martina doa Aojos e Torquate de tal.
Aiin destes iudividuos ficaram levensento fe-
ridas diversas pessoas.
Terminada a tete, os crimiuosas evadiram se
para as serraa de S. Gonoalo, pondo fogo em di-
versas casas, que margnavam a estrada que se-
guiam.
No dia 15 do passado a rospectiva autoridade
teve intormacaa de que os delinquentes, em sua
marcha devastadora, haviam incendiado a proprie
dade do Sr. Manoel Joaquim Alves, depois de a
haverem saqueado.
A populacho da villa est vivamente impres-
aionada, recelando a cada momento ser assaltoda ;
diversai familias teem-se retirado para o termo
do Urub.
Ao que nos dizem, o Sr. Dr. chefe de polica
j est ao facto dos tristes acootecim ntoj, que
cima relatamos: de esperar, pois, que S. S.
quanto antes d as providencias quo o caso por
sua gravidade requer. *
No dia 29 do passado, por volta das 6 1/2
horas da tarde, um dos boada da companhia Trans-
portes Urbanos, no largo da Pledade, atropellou
urna mulher cega de nome Constanca Rito, pas-
sando-lhe sobre as pernas. Foi remettida paru o
Hospital de Car idade
Diz a Gazeta da Baha :
* Falleceu em Pars no dia 14 do passado nosso
Ilustrado comprovinciano o conselheiro Francisco
Rodrigues da Silva, cx-director da Faculdade de
Medicina desto provincia, cargo de que foi ha me
zes exonerado a seu pedido.
< O finado oceupou proficientemente na mesma
Faculdade os lugares de lente das cadeiras de chi-
mica mineral e de medicina legal, sendo tambem
prefessor de mathematicas elementares no Lyceu
Provincial.
t Foi deputado provincial e provednr da Santa
Casa de Misericordia.
" Contava 56 anoos de idade, tendo se formado
em medicina pela Faculdade desto provincia no
anno de 1853.
t Ha tres anuos achava-se em tratamento ns
Europa.
Falleceram na capital : a 26 do paseado, o
captao Aurelio Fausto Carvalhal de Menezes
Vasconcellos, e no dia 5, de urna congeato cere-
bral Alexandre Jos de Oliveira; e em 22 do pas-
sado, em Camam, o fazeudeiro septuagenario Ma-
noel Salustio de Asevedo.
No mez findo renderam as reparticoes fis-
caes :
A Recebedoria Geral 41:2 1*316
Alfandega, geral l,116:746*b99
dem, provincial 100:861*703
Alagdaa
Dates at 10 de Outubro :
Do Alagos de 7 extraamos catea noticias ;
S. Exc o Sr. presidente da provincia ebegou
ao Penedo, ao meio dia de 30 de Setembro; o va-
por Sinimb veio recebel o no baixo S. Francia -o
e tomando-o de bordo do vapor em que ia, levou-o
para aquella cidade, onde foi recebido por grande
numero de pessoas, subndo ao ar innmeras gy-
randdss de foguetes, salvas e muitas outras de-
monstracoes de jubilo por parte da populaco, que
se alegrava de ter em seu seo o honrado e syin-
pathco administrador.
A bordo do Sinimb vinha ama banda de mu
sica, sendo S. Exc. juntamente com o presidente
de Sergipe, recebidos pelo nosso importante ami-
go tenente-coronel Jos Joaquim dos S utos Pa-
tary Jnior, em cuja casa se hospedaram ambas
as uutoridades.
Aps um profuso lunch em casa desse nosso
amigo, S. Exc. embarcou de novo, com o seu Ilus-
tre cjmpaiiheiro de viagem e mais comitiva, s 3
horas 4a tarde, em direccao a Propn, seguindo
no dia seguinte para Piranh is.
En ludo o tempo da aua estada em I en do,
estove S. Exc. cercado dos nossos amigos em fran-
ca e i raietosa companhia.
Sao noticias que nos vieram de pesaoa auto
..da.
> A's 3 horas da tarde do 1. do err nte, diri
gindo-se o collector e agente ;lo rendas pr.ivui
ciaes da villa do Anadia, capito Esequiel da Sil
va Pinto, da reparticao para a casa de sua reai-
Jeccia no engenho Jacar, cerca de mea legua
distante da villa, conduzindo sobre o arcao da sel-
la um seu fiiho menor de 5 aunos, recebeu em ca-
minbo um tiro de e nboscad.i, que feliimcute o
no alcancou, ficando, porm, a crianc ferida por
alguna carocos de chumbo.
!' iliuaal do Jury do Hen le Com
parecendo apenas 18 juiz a de tacto, deixou de
s r inatallada a (.esso, sendo multad, a em 90*
..s que faltaram e sorteados maia os seguintes :
Fregueua do Recife
.io.- Alves Barbosa Jnior.
Jos Pedro da Crus Nevea.
Manod da Silva Faria.
Francisco Joaquim Ribeiro do Brit >.
Freguezia de Santo Antonio
Jos L 'opoldiiio Carvalho de Oliveira.
Miguel Francisco de Soasa Reg.
Autonio Jos de Abren Ribeiro.
Tenente Jos Carneiro Maciel da Suva.
Adelina Jos da Costa Carvalho.
Fregttetia de 8. Jos
Manoel Caetauo Vieira da Pas.
Joaquim Francisco Borges Ucboa.
Epiphank) da Rscha Waaderley.
Bernardo Paleto de Soasa.
Francisco Goncalv s de Siqaera Jnior.
Freguezia da Boa-Vista
Dr. Joo Jos Pinto Jnior.
Joaquim Lopes Machado.
Jos Mara de Hollanda Cavalcaatc.
Caetano da Costa Moreira.
Henrique de S Leitao.
Dr. Manoel Barbosa de Araujo.
Dr. Pedro da Cunha Souto-Maior.
Dr. Franeisco Moreira Dias 8obrinho;
Augusto Cesar Pereira de Mendonca.
Alfonso Lueio de Albuquerqae Mello.
freguezia da Graca
Francisco de Asis Fooaeca Banks.
Dr. Eduardo Augusto de Oliveira.
Freguezia de Afagadn
Joaquim Cavalcanti Barreto.
Jos Marcelino Alve* da Fonseca.
Jos Francisco Hachado.
Tito Livio Soarea.
Anjeada UavaaAcha-se n'eato cidade, de
passagem para a provincia do Para, o Sr. Mau-
riue Cbatam, encarregado pela Agencia Havasde
inspeccionar aa auceuraaea do Brasil.
Compr mentamol- o
Plamtaeo do cacao-O Sr. commeoda-
dor Joo Fernandas Lopes obsequiou-nos com a
copia da negunte carta, cuja leitura dever int'r-
ressar bastante aos nossos agricultores :
Illm. Sr. commendador JooFernandes Lopes.
Amigo e Sr.Recebi soa presada carta da-
tada de 3 do corrate, a que respondo.
Como V. S. sabe, nao me tenho descuidado
do cultivo do cacoeiro.
Toado faite o anno passado as transplanto-
ces dos que tinha em viveiros e em vasilhas, e nao
bastando todos elles para oceupar o terreno qae
havia preparado para esto fim, foi-me necessario
p anter tambem as sementes de permeio. Nao
posso saber ao certo qae numero de ps plantei;
mas calculo que em um terreno que levou cerca de
cem mil covas de mandioca, no meio da qual foi
teita a plantaco, com 16 palmos ds distancia, nao
poderia tor levado menos de 20 mil ps.
Com o muito escasso invern que tivemoa o
anno passado, seguido de um vero fortiasimo, jul-
guei quasi perdida a minha tentativa. Apenas,
porm, principiou o invern d'este auno, aquellas
plantes, que resistiram ao rigor da estaco, reno-
varam, cobriram-se de folhas eacham-se em estado
prospero.
< Em Maio deste anno mandei replantar todo o
terreno, conbecendo entao que nao se haviam per-
dido tantos ps quanto suppunha; e por isao a va-
li que escaparan), pouco mais ou menos, una dose
mil pea.
Potso asseverar V. S. que se ti ve ase feito
toda a plantaco em vasilhas para depois de seis ou
oite meses transplaotar, poucos ps teria perdido,
apesar da pessima estoco; pois observe!, na re-
planta, que todos elles plantados por este lystema
se achavamaugmeutados o vigorosos, sendo que al-
gn*,com c Ttoaa,pelo seu descuyulrimonto,
princpiavam fructificar no invern vindouro.
Ea o nico meio de cultivar com vantagem esse
fructo ; no entretanto, plantal-o em canteiros, para
depois mudar, ou a sement no lugar que tem de
permanecer, trabalho impraficuo.
O cacoeiro exige terreno bom, mas nao h-
mido e nem muito secco.
Estou com duas mil vasilhas de zinco promp-
tas para recebarem agora as sementes, afim de,
em Maio prximo vio louro, mudar os ps j bem
deseuvolvdos e acabar de encher o terreno que
para este fim tenho destinado ; o que conseguido,
irei entao augmentando, se me der bem com essa
plantaco.
Depois da segunda replanta, que ser em
Maio prximo vindouro como j disse, que pre-
tendo convidar V. 8. para vir ver e apreciar a
minha nova cultura.
Cont V. S. com o meu fraco auxilio na pro-
paganda do cacao : pois estou convencido de que
produz elle muito bem em noaaos terrenos, assim
tetina o agricultor perseveranca e empregua os
meios adequados para o desenvolvimento deata
nova e importante lavoura. E tanto mais raio
tenho de asseverar isto a V. S., porque, ha uns
cinco para seis annos, tendo por curiosidade plan-
tado uns vinto pee de cacao em um terreno de
meu quintal (que nao me parece dos melhores),
acham-se elles bem frondosos o me fornecendo
boas sementes.
" Estimo a saude de V. S. e assigno-me com a
maior consideraoo de V. S. amigo e criado obri
gadiasimo(Assignado) Manoel Cavalcanti de
Albuqueruue.
Cacboelrinha, 8 de Outubro de 1886. .
AccidenteNo da 10 do corrente, s 8 1/2
horas da noite, na ra do Lisia, em Santo Amaro
daa Salinas, succedeu que, estando a menor de
nome Felippa, filha da escrava Felicidade, com
um candierro na coainha da casa em qae reside,
derramou-se o kerosene do mesmo candieiro sobre
a referida menor, ficando ella quasi completamen-
te queimado.
Attribue-se o accidente a desarranjo mental da
(ffendida.
.aaninaloA's 6 horas da tarde de 3 do
corrente e no lugar Palmeirinha do termo de Cor-
rentes, Vicente Fe reir de Mello assassinou com
um tiro de pistola a Manoel Ferreira de Albu-
querque, que morreu instantneamente.
O criminoso, que se evadi, interviera na oc-
casio de urna altercaclo entre a victima e Mau
ricio Caaimiro da Silva, tomando por aquella for
ma a defeza deste.
A autoridate respectiva procedeo contra elle
nos termos da le.
OutroA's 7 horas da noite de 2 do corren-
te, no Sertosinho do tormo de Barreiros, Felib-
bino Jos dos Santos assassinou com urna punha-
lada a Theodozio do tal, tendo por cmplices Ma-
noel Salgado e Francisco Bello, conhecido por
Chico Bemtevi.
Apenas Manoel Salgado foi preso.
Contra os tres est a respectiva autoridade a
proceder nos termos du inquerito policial.
Anda outro No dia 6 de corrente e no
engenho Cacboeira Linda, do termo de Barreiros,
Emi,'dio Roas o da tendo como cumplices Paulino
Joa dos Santos e Antn o Marianno, assassinou
a Flix Caetano, sendo apenas preso o penal-
timo.
A autoridade respectiva tomou conhecimento do
facto e proeede nos termos ds lei.
Captara Pelo Sr. delegado do termo de
Corremos foi capturado no dia 6 deste mes o in-
dividuo de nome Francisco Caxeado, pronunciado
no art. 191 do Cod. Criin.
Ferlmenfo grave Mara Joaquina da
Conceicao, condecida em Barreiros por Bauanei -
ra, foi no da 3 do corrente e no engenho Catnu-
tingue, ferida gravemente por biaturnino Biapo, o
qual foi preso em flagrante e est sendo aque-
rido.
Ouiro e tentativa de anorteNo dia
15 de Agosto ultimo, s 6 horas da tarde e no lu-
gar Cascavel, do te/un de Gratat, Jos Fran
cisco Barbota e Joaquim Feitosa feriram grave-
mente a Manoel Pereira dos Santos, e Miguel Be
erro, armando sa de urna faca da ponte, tentou
assaaainar a Pedro Vctor.
Fui preso lmente Jos Francisco Barbosa, que
depois verificou a autoridade ser criminoso de
mertu em Tacarat.
Dlnnelro O paquete nacional Espirito-
Santo trouxc dos pircos do sul as sommas seguin-
tea para :
M. Martina Fiuza 5:000*000
Joio R*mos 1:800*000
__O vapor Giqui leveu para Fernando de No-
r.nha 6:872J889
FeMlividade 'religiosa Sexto-feira, 15
docoirent-', celebra a vener.ivel ordem 3* do Car
me, como de cuaterno, a festa do sua padroeira
tlasissi Thfirrm, com tercias, mieaa solemne, re-
I un e Te cum ; pregando ao ev .ngeliio o Rvd.
Fr Augusto da iuiaculuda Conceicao Alves, e w>
Te-Dtum o commendador padre Mauosl Moreira
ra Gam ,
A' noite, na forma do estylo, estar em exposi-
cao o hospital de Santa Thereza.
Ai lala* ntatela E' hoje que ee deapo-
dem do publico des'a capital os notoveis artista?
vi litas e pianistas, Jobannes Woff, Mathilde e
VirginiA Sinay, dando o segundo e ultim i concer-
t no thvatro de Santa Isabel. Quem os nao ou
vio nao ss ve perder cata opportunidade.
Na a c,'Jo respectiva inserimos o programma do
Cenoerto.
llavera bonda jniatodas aa linhas e trena para
O'iuda e Apipuc js, terminado dito concert.
Koihn do iniirilhoft de asna non
le Pedem-nos para chamar a attenco do Sr.
las obras publieas para o roubodas pe-
dras de mannoru que s?. pratica na ponte da Pas-
ssgem da Magdalena, ficando o calcamento intei-
ramente estragado, nao obstante haver alK urna
guarda.
Se a polica nio tomar sentido, breve teremos
a andar aos saltos, dis o nosso informante, pelos
buracos qae faio de appsrecer na mesma ponte.
Vapor Sabia Este vapor tendo sabido
hontem da Parabyba deve amanuecer boje nesto
porto.
TaefcjsrrapfclaO Sr. Verediano de Car-
valho acaba de organisar no Rio de Janeiro um
traetsdo modernissimo de tachygraphis, bascado
no ayatema seguido no parlamento portugus e
as l:coes dos tacbygraphos e profesaores La
Grangc.
E' um trabalho impoi tanto, de qae sao editores
ob Sr. Lsemert & C.
Agradecemos a offerta que nos fizeram de um
exemplar.
Oa Jornallstas e lltteratoa da Ba-
bia Fomos obsequiados pelo Sr. J. Teixeira
Barros com um exemplar do opsculo que, sob o
titulo cima, acaba de publicar na Bahia.
Agradecemos.
atevflsjta do exerclto braallelra
Deste reviste acaba de publicar-se o numero re-
lativo a Marco e Abril ultimo.
E' este o seu summano :
I Conaideracea militares sobre a defeza estrat-
gica da Republioa Argentina. (Extracto
da nova edieco da Geographia Militar, pe
lo coronel J. E. Czet).
ILNotas sobre a artilheria de Coste, pelo capi-
to de artilheria Axthur de Moraes Pereira.
III.Eatatistica da Repblica Argentina.
IV.Primeiras liccoes de esgrima de espada, pelo
alferes S. J. Goncalves.
V.Colonias militares, pelo major Bezerra Ca-
valeante.
VII.Guia do official e do sargento em eampa-
nha.
VILA jegio de leste.
VIII. -A infantera e a nova pequea 'actca pa-
ra esta arma, palo tenente do estado maior
A. S. de O. Meti.
IX Bographia.
X.nformacoes.
Pessima vlalnbancaEacrevem-nos :
Pedimos a V., por favor, que chame a atten-
co de quem competir, em sua conceituada Revis
ta Diaria, para oa moradores de um sobrado d <
ra 24 de Maio, os quaes levam o dia a botar es-
pteos para os quintaea da roa do Caldeireiro,
privando asaim dechegarem as familias aos seus
quintaea, nao s pelo motivo de vivercm constan
tomento bispadoe os referidos quintaes, como tam-
bem encandeiarem a quem vai nelles.
Menemosyne Esta sociedade
sua directora da seguinte ferina :
Presidente Ferreira Gomes.
Vice-presidenteSamuel Fariaa.
1 SecretarioP. Campos
2 DitoLamenba Lins.
AdjuntoG. Filho.
Thesoureiro Carlos Rodrigues.
Commissdes
Syndcancia. RelatorAunes Filho.
MembrosLamenha Lina e Vasco Lins.
RedaccSo
RelatorRodrigues Juuiui.
MembrosAyres Filho e A. Gondim.
BibliothecarioTrfjano^G.
Em seguida os membros*tomaram posse de seus
cargos, marcando o presidente sesso para o da
17, s 9 horas da manh.
tremi Litterarlo Pernambucano
Funccionou esta corporaco sob a presidenta
do Sr. Beroardino Veras Filho.
Nao houve acta. Veio mesa um requerimen-
to do Sr. Castro e Silvs, pedindo nova eleico
para directora e sendo approvada, deu este re
sultado :
PresidenteTheodoro de Freitas Barbosa.
Io Vice-presidenteBernardino Vieira Filho.
2o Vice-ditoFrancisco Gomes Prente.
Io SecretarioPedro do Campos.
2 DitoFabio Rio jnior.
1 Supplente Francisco Paes da
Lima.
2* Dito Cajlos Luis da Veiga Pessca.
OradorEurico Witruvio.
Vice-ditoAlfredo Drummond.
Th.'soureiroCarneiro da Cunha.
Biblicthecario Francisco do Rogo
Pesaoa.
Cammissao de syndicancia
RelatoresWitrcvio, Cario, e Vieira.
Cootas. RelatorAlfredo Lima, Drummond e
Curio.
restabeleca completamente como que tenha toda*
as fe cidades de que merecedor.
Obra primaLe-se na mesma faina :
Vunas hoje no salo do Sr. Sohleier ras,
Direrta de Palacio, um piano de cauda, sem envi-
da a obra maia primorosa que tem vindo Babia
Este bello piano qae bastar para acreditar
a fabric allem de onde sabio, foi encommendado
ao Sr. Sohleier, pela Exma. Sra. D. Rosalina Fer-
reira Dias dos Santos, cujo monogramma, admira--
velmente gravado, se v na estente do piano.
Alem deste obra prima, vimos mais no mesmo
salo dais harmoniuns notaveia pela ImU.^ j,.
trabalho e aonoridade das vosea. *
ProclamuM de casamentoForam Ii-
do* aa matriz de Santo Antonio no dia 10 do cor-
rente segu ntea :
Balbino Goncalves Poreira com Olyn pia Vis-
gulina de Jeaua.
Liberato da Costa Foates com Mara Adeiaide
de Moraes Carvalho.
Joa da Silva Tavares com Mara do Carmo^da.
Conceicao Jess.
Candido Hyppolito Ribeiro, viuvo, com Ante"i>
Pereira do Lyra.
Directora das obras de conserva
cao dos portoaBoletim meteorolgico do
dia 11 de Outubro de 1886 :
Horas o o a Barmetro a 0 Tenso do vapor '1
6 m. 22^-9 76C-93 17.42 85-
9 27-9 7623 19.39 7
12 286 761"44 19.90 68
3 t. 27-8 759>54 18.92 68
6 266 7604 18.73 73
orgamsou

Silveira
Barros
O presidente suapeadeu a sesso, marcando o
dia 14 para o empossamento da nova directora e
mais urna asaembla geral para boje.
Faculdade de DlreltoDo da 15 do
corrento por diauto estar aberta a inscripeo
para os exames vagos, prestados por anno.
rmandade do Santlsslmo Sacra-
mento Proceden-se no domingo 10 do corrente,
no consistorio da Irmandade d* Santissimo Sacra,-
mento de Afogados, eleico para os que tem de
servir no anno compromissal de 1886 a 1887, fican-
do assim constituida :
JuizAdolpho Alves Falco Taquea.
EscrivoJoa Antonio Pinto.
ThescureircEstevo Laurindo Coelho da Silva.
Procurador geralThcmaz Domicgues Tavares.
ProcuradoresThomas Henrique Carneiro de Al-
meida e Ricardo Pantaleo da Cmara Sant'
lago.
Meaarios Joaquim Domingues Pocas, Mancel
Bernardino Alves, Jos Martina R.b-iro, Ar-
chiaa Lindolpho da Silva Mafra, Jos Tbomaz
Cavalcante Peesoa, Miguel Nunea de Freitas e
Joo Chrisoatomo de Albuquerque.
Porcentagena aos empregados das
mesas de rendas geraes e eollecto-
rias Em portera circula'- de 18 do corrente
mez, ordeoou o ministro da fazenda aos inspecto-
res das tbeaourarias de fazenda que orgsnizem e
remettam ao Thesouro tabellas mencionando a por
centsgem que devam perceber os empregados de
cada ama das mesas de rendas geraes e collecto-
rias das respectivas provincias, e o termo medio
das rendas por ellas arrecadadas nos exercicios de
1883 -1884 a 18851886, o qual servir de base
para fixar a dita porcentagero, excluidas sa rendas
de que so deduzom taxas especiaes e as de que
nenhuma eommisso deduzida ; afim de se pro-
ceder reviso das tabellas de porecntagem que
actualmente se abona aos referidos empregados.
"subitituico do irmtramvntal das
naaslcaa do' exereltoEm aviso .de 24 do
corrente mez, ordenou o t ministerio da guerra
repartico da ajudaate general, que Be publicasse
em ordem do dia da mesma repartico, para co-
nh cimento dos commandanto* dos corpos, que a
faculdade conferida pelo art. 44 4 do regala -
ment approvado pelo decreto n. 7685 de 6" de
VIarco de 1886, sadminiatracca das caixas de
musieas do exercito para substituico do respecti-
vo nstrumental nao permitte que tal subatituico
seja feita de urna t ves em todo elle, sem previa
autoriaaco do governo imperial e sem que oa mes-
moa instrumentos tenham attingido o praso de dn-
raco marcado ua tabella annexa ao decreto n.
472 de !2 de Agosto de 1870 e posta em vigor
pelo de 23 de Julho de 1873, devendo os que to-
rem julgadoa imprestaveis ser recolhidos aos arse-
uaes de guerra ou depsitos de artigoe bellicos,
afim de serem vendidos em hasta publica ou apro-
vettsda a sua materia prima.
dssllo Cesar Na seceo Pars, do Fetit
Journal, lemos a seguinte noticia sobre us expe-
riencias que all fes do seu aerstato o Sr. Julio
Osar.
Em Vaugirard fea o Sr. Juo Ceaar Ribeiro
de Souza uina experiencia cor o.-issima do b :lo
dirigivel, c.m xito complet) apesar do vento quo
soprava com violencia. Effoctivainente, sobre tres
asceocts felfas, o bala avai:cm coulra o vento
duas vezea, dirigindo-ae para o N., no entonto que
outros pcqueno3 baloes, lancados ao mesmo tempo,
segnirain a direccio do vento dirigindo-se para
oS.
Eatas experiencias que o Sr. Ribeiro de Soma
pretende rep.-tir, cliunun a attencao daa pessoas
aue Be interessam pela arte da aeronutica.
Afim de poder virar o balo a seu bel prazer,
o inventor prepoe-se muir seu apparelho, que at
agora se dirige contra o vento sem propulsor nem
motor, com eeBa dupla forc8, ficando assim reso'vi
da h liiffi.-il questo da direccao dos ha'i>e3.
Tbobtas de MaaatbesL se no Dia-
rio de Noticias de 7 do Brrente :
o Seguo hojo para Sergipe, sua terr i natal, o
nosao antigo e particular amigo Sr. Thobias de
Magalhaes, not ivel talento msica', que to dis-
tinctos diseipul a de ambos os sex-'S deixou tiesta
cidade, em cada um dos quaes conta o mais sin-
cero umigo e euthus ista admirador do seu robus-
to tomento.
Thooias de Mi-gtlhsVa est doente e vai bus-
car no santo ealor da familia melhoras para au i
saude j acmpanba o sen digno irmao o noaao
uistiueto amigo Sr. Dr. Joa de Magulhoi.
Ao distiucto maestro desejamos ao s que se
Temperatura mxima290.
liellAea. Effectuar-se-ho:
Hoje :
Pelo agente Brito, s 10 1/2 horas, na ra da
Aurora n. 151, da armuco e diversos pertences de
taverna.
Amanh :
Pelo agente Gusmao, s 11 horas, na ra do
Marqnez de Oliuda n. 19, de 1 piano, movis e
miudezas.
Pelo agente Silveira, s 10 1/2 horas, na ra de
Santa Thereza n. 28, de gneros, armaco e maio
utensis da taverna ahi sito. r+m iBrjKffff
Sexta-fera :
Pelo agente Martins, s 11 horas, na ra de
3. Francisco n. 31, de movis, espteos e iones.
lasas fnebres.Serio celebradas :
Amanh :
A's 8 huras, na matriz da Boa-Visto, pela alma.
do conselheiro Francisco Rodrigues da Silva.
Sabbado :
A'a 8 horas, na igreja do Corpo Santo, pela al-
ma de Antonio Goncalves Beltro. (
PassagelrosChegadoa do sul no vapor
nacional Espirito Santo:
Manoel Jos de Barros, 4 migrantes, 1 solda-
do,, Domingos Torres, or. JosC Antonio Biabos
Bastos, J. Olrete, Joo Jos da Cunha Lages, Ade-
lina, Marcos Francisco Rodrigues, Carlota Mari*
do Espirito Santo, Joa de Le lies Peixoto, Manoel
de Almeida, Franciaca Mara da Conceicao, Jesui-
na Mara do Espirito Santo, Justino Nunes da
nilva, Antonio Francisco Cabral, Benedicto Felip-
pe Vianna, Antonio Jos, Virgilio da Costo, Gar-
los Montenegro, Lupiciaio Estoves, Manoel Lsa-
renco Gomes Maia, Adalberto Ferraz, Ral Bra-
ga, alfer s Adolpho Monteiro, sua seabora e 1 fi-
lho, tenente Joo M. Argernor Sydincy Schfler,
sua seuhora e 2 filhos, Tbomaz Antonio Ramos
Zanzv, sua seuhora, sua sogra e urna cuchada. )
Sahidcs para o sul no vapor nacional Princi-
pe do Grao Para :
Antonio Francisco Bezerra de Araujo. Sertoric
Moreno, Theophilo Augusto de Souza, Francisco
Emygdio da Silva, Flix Julio Teixeira Lima, So
lomo loares de Mello, Manoel de Miranda Sam-
paio, sua senhora, 5 filhos c 1 criado.
Sahidos para Fernando de Noronha no vapor
Giqui :
Alferes Jos Viegas da Silva, sua senhora, 2 fi-
lhos e 1 criado, tenente Bonifacio Antonio Borba,
ana senhora, 7 filhos e 1 criado, Dr. Francisco Ja-
cintho Pereira da Motta, 4 fiihcs, 39 sentenciados,
5 detentes beribericos, 15 pracas do 2o, 15 ditas
do 14 e 4 mulheres d'algumas das praeas do 2.*
Casa de DetencoMovimento dos pre-
sos do dia 11 de Outubro :
Existiain presos 329, entrarsm 13, tahiram ?,
exiatem 327.
A saber :
Nacionaea, 295, mulheres 5, estrsngeiros 11, es-
cravos sentenciados 5, preces sado 1, ditos de cor-
receo 10Total 327.
Arracoades 284, sendo : boas 72, doentes 12
Total 284.
Nao houve alteraci na enfermara.
Lotera da corte Eia a liste dos nme-
ros mais premiados na 1.a parte da 25.a lotera
200a em beneficio das obras do boapicio de Pedro
II, extrahida 1 do corrente :
premios de 100:000*000 a 1:000*000 "^3
7251 100:000*00
9960 20:000*000
3285 5:000*000
1577 2:000*000
8984 2:000*000
4638 1:000*C00
5704 1:000*000
8189 1:000*000
8741 1:000*000
11670 1:000*000
12176 1:000*000
APPSOXIHACOES
7250 j 1:000*000
7252 1:000*000
9959 9961 600*o00 600*000
PBEMI03 DE 500* "-
1158 6225 8629 10547 13709
2053 6727 9830 11370 13943
4605 678S 10479 11651
PBEMIOS DE 200*000 ~W5"3
147 2492 4401 7041 12887
1294 2543 5045 9606 13471
1711 3260 5116 10120 13495
1779 3938 5537 10439 13629
1852 6243 6243 12836
paninos de 100*000
81 2090 4312 8200 12719
84 2210 4879 9322 12822
173 2337 5197 98519 12823
244 2548 5599 9963 12939
271 2642 5453 10006 12952
.169 268 S 5728 10490 12955
1364 3.48 7174 10687 13280
471 3844 7840 10854 13552
50J 4187 7865 11067 13739
1816 4456 7971 11222 13885
Lotera Extraordlarla do Ypiran-
ua -O 4." e ultimo sertoio das 4. e 5. srica
d-.'sta importante lotera, cujo maior premio de
150:000*000, aera extrahida no dia 30 de Outa-
bro.
Achara se expostoa venda os reates doa ti-
res na Casa da Fortuna ra Primeiro de Marco
o 23.
Tambem acham-se venda na praca da Inde-
pendencia ns. 37 e 39.
LoteraA 6a parte da 1* lotera da provin-
cia, em beneficio da Santa Casa de Misericordia
do Recite, pelo novo plano, cujo premio grande
100:000*00^,ser extrahida amanh 14 do corra-
te, princir ando a extraecoo ao meio dia.
Os bilhetes acham-se venda na Casa da For-
tuna, ra Primeiro de Marco u. 23.
Lotera do RioA 3a parto da lotera
i. 365, do novo plano, do premio de 100:000*000,
flr extrahida no dia 15 de Outnbro.
We blbetes acham-se venia na Casa da For-
tuna ra Primeiro de Marco.
Tambem acham se venda na praca da Indo
[tendencia ns. 37 e 39.
botera da rorte A 3a P"',f'; da 2' 0 !-
teria da corte, cajo premio grande de 100:000*
ser extrahida no dia .. de Outubro.
Os bilhetes ach.m-ae venda na Casa da For-
tuna rua Primeiro d" Marco n. 23.
Tambem acham-se ve.ada ua prae t da Inde-
pendencia ns. 37 e 3!).
Matadonro PublicoForam abatidas ao
Vlatodouro d* Cabanga 76 r.-zes para o consumo
Jo dia 11 de Outubro.
Sendo: 60 rezes pevteuteutsa Olivara Castro
\ C, e 16 a divr:
No meamo estabelecimento foram temiere
abatidas pua o consumo do da 12 do corrente 80
reses.
Seado : 64 pertcncentes a Olivei a Castro & C,-
e 16 dversos.
a;
:
I


Diario de PernambucoQuarta--lcira 13 de Ontnbro de
13S6








ercado Municipal de *o-0
saovimento deste Mercado noa das 10,11 e 12 do
eorrente fot o seguate:
Eotraram : mmm ,.,
991/2 bou pesando 14,589 kilo*.
1660 kilos de pexe a 20 ris 33J50O
218 cargas de farinha a 200 ris 43*600
80 ditas de fructes veraas a 300 rs. 24*000
15 taboleiros a 200 ris
50 Sainos a 200 ris
Foram occupados :
751/2 columnas a 600 ris
68 compartimentos de farinha a
500 r>s.
65 ditos de comida a 500 ris
2221/2 ditos de legumes a 400 ris
49 ditos de saino a 700 ris
35 ditos de rressuras a 600 ris
30 tainos a 2*
9 dito a 1*
A Oliveira Castro 4 C.:
162 tainos a 1 ris
6 tainos 500 ris
Deve ter sido arrecadada nestes dias
a qoantia de
Rendimento doa dias 1 a 9 de utu-
bro
3*000
10J0U0
45*300
34*000
32*500
89*000
34*3 0
21*000
60*000
9*000
162*000
3*000
603*900
1:888*820
2:492*720
Fsi arrecadado liquido at hoje
Preces do dia :
Carne verde a 320 e 480 ris o kilo.
Carneiro de 720 a 800 ris dem.
Suu). a 560 e 640 ris dem.
Farinha de 240 a 320 ris a cuia.
Milho de 240 a 320 ris dem.
Feijao de 500 a 640 dem.
Cer._ Merlo publico.Obituario do dia 9
de Outubro:
Manoel Joaquina de Sant'Anna, Pernambuco,
55annos, viuvo, Boa-Vista; anasarca.
Antonia Mara Tberesa, Pernambuco, 30 annos,
solteim, Boa-Viste ; tubrculos pulmonares.
Jos Francisco, Pernambuco, 26 annos, solteiro,
Boa-Vista; diarrha.
Senborinha Mara da Conceico. Pernambuco,
34 annos, solteira, Boa Vista; tubrculos pulmo-
nares.
Alexandre, Pernambuco, 70 auoi, viuvo, Boa-
Vista ; congesto cerebral. ^
Hartinho, Pernambuco, 3 meses, Santo Anto-
nio; espasmo.
Alexandrina, Pernambuco, 6 mezes, S. Jos;
convulsoes.
Julia, Pernambuco, 9 das, S. Jos; ignora se a
molestia. t
Anacleto Pereira de Magalhus, Cear, 44 an-
nos, casado, S. Jos; tsica pulmonar.
Alfredo Baer, Suissa, 33 annos, casado, Graca ;
diarrha.
Lauro, Pernambuco, 2 mezes, Boa Vista; co-
queluche.
Maris, Pernambuco, 1 anno, Graca ; febre ty-
phoide.
Mara da Conccico, Pernambuco, 34 annos, sol-
teira, Qrac; tubrculos pulmonares.
Mara, Pernambuco, 4 mezes, Graca ; eclampsia.
Mara, Hespanha, 14 meses, Recite ; entente.
Florencio Francisco das Chagas, Pernambuco,
45 annos, solteiro, Boa Vista ; liso cardiaca.
Anna M*** ^* J**F Pornt.nhllM, 30 amO0,
casada, Boa-Vista ; cachezia sypbilitica
Jlo Cancio de Lima, Ro Grande do Norte, 55
annos, casado, Recife ; febre remitiente.
Joo, 9 mezes, Graca; convulsoes.
CHROHICA JDDICIARIA
Tribunal da Relario
SESSlO ORDINARIA EM 12 DE OUTUBRO
DE 1886
PRESIDENCIA DO EXM. 8R. CONSELHEIB
QDINTINO DE MIBANDA
Secretario interino Dr. Alberto Coelho
*" A's oras do costme, presentes es Srs. desem -
Cargadores etn ame o legal, foi aberta a Besado,
depois de lida e approvada a acta da antecedente
Distribuidos e paseados os fettos deram-se os
segnintes
JU LOAMENTOS
Habeas corpus
Paciente .
Jos Francisco dos Santos. Mandou-se ouvir
o juiz de dirtitj do 2' distrcto.
Recurso crime
De SalgueiroRecorreates Antonio Cario da
SUva Peixoto e outros, recorrido o juito. Rela-
tor o Sr. destn oargador Pires Goncalves. Ad-
juntos os Srs. desembargadores Alves Ribeiro e
Oliveira Maciel.Nao se tomn conhecimento do
segundo recurso interposto pelo tenente- coronel
Antonio Gomes Correia da Cruz e dea-se pro vi-
ment ao primeiro interposto por Antonio Carlos
da Silva Peizoto, para se annullar todo processo,
COMMERCIO
Isa aamerelal de Peruana
buco
RECIFE, 12 DE OUTUBRO VE 18S.
As tres horas da tarde
f-otacSes oficiaes
Cambio sobre Lisboa, 90 d/v. 140 0/0 de premio.
Algodao de Mossor, serte, 6*700 por 15 kilos,
hontem.
Dito de dito mediano, 6J2C0 per 15 kilos, hontem.
Dito de dito 2 sorte, 5*700 por 15 kilos, hontem.
Cambio sobre Para, 90 d/v. com 2 0/0 de descont.
O presidente,
Pedro Jos' Pinto.
O secretario,
Candido C. G. Alcoforado.
unnimemente, mandando se responsabiiisar o de-
legado Antonio Carlos da Silva i'cnoto contra o
voto do Sr. desembargador Oliveira Maciel!.
Appellacoes crimes
De MurtcyAppellante o juiao, appellado Vi-
cente Correia de Araujo. Relator o Sr. desem-
bargador Pires Ferreira.Mandoo-se a novo ja-
ry, unnimemente.
De PanellasAppellante o iuiso, appellado Ze-
ferno do Espirito Sanio. Relator o Sr. desem-
bargador Pires Ferreira.Julgou-se nullo o pro-
cesso de folhas 30 em diante.
De Agna PretaAppellante o promotor publi-
co, appellado Manoel Jos de Lima. Relator o Sr.
desembargador Pires Ferreira.Mandou-se a no-
vo jury, unnimemente.
Da Sennhem Appellante o juize, appellado
Luz Francisco da Silva, conhecido por Luz Cam-
pello. Relator o Sr. desembargador Monteiro de
Andrade.Confirmou-se a sentones, contra os vo-
tos dos Srs desembargadores Pires Goncalves e
Queiros Barros.
De ltambAppellante Vicente Rodrigues de
Lima, appellada a justica. Relator o Sr. desem
bargador Mo iteiro de Andrade. Mandou-se a
novo jury, unnimemente.
De PiassabussAppellante o promotor publi-
co, appellado Joaquim Ferreira Ferro. Relator
o Sr. daeembargador Monteiro de Andrade.Deu -
se provimento a appellacao para se mpr ao r >
a pena do grao medio do art. 205 do cdigo or
minal.
De S. JooAppellante o juiso, appellado Ma-
noel Freir da Silva. Relator o Sr. desembarga-
dor Pires Goncavea.Nao se tomou conhecimento
contra os votos dos Srs. desem uargadores Pi.es
Ferreira e Buarque Lima.
De GaranhunsAppellante o juizo, appellado
Antonio Francisco Pasaos. Relator o Sr. desem-
bargador Alves Ribeiro.Mandou-se a novo ju-
ry, contra os votos dos Srs. desembargadores Oli-
veira Maciel e Pires Ferreira.
Appellacao commercial
De Macei Appellante Antonio da Silva Reg,
appellado Feliz de Moraes Bandeira. Relator o
Sr. desembargador Monteiro de Andrade. Revi-
sores o< Srs. desembargadores ires Goncalves e
Alves Ribeiro.Foram desprezados os embargos,
unnimemente.
PAS8AGEN8
Do Sr. conselheiro Queiros Barros ao Sr. des-
embargador Buarque Lima :
Appellacs crime
Do RecifeAppellante Jos Candido da Sil -
veira, appellada a justica.
Do Sr. desembargador Buarque Lima ao Sr.
desembargador Toscano Barreto :
Appellacao crime
Do Teizeira Appellante o juizo, appellado
Athanaaio Gomes de Oliveira.
Appellacoes com nerciaes
Do RecifeAppellante D. Mara Joaquina das [
Dores, appellaao Francisco Cecilio Fernandes da
Silva Guimar-a.
Do RecifeAppellante Joaquim Jos Rodri-
gues da Costa, appellado Joaquim Das de Al
meida Costa.
Appellacao eivel
De Porto CalvoAppellante Jos Anto *
Oliveira Senna. appoiiarfo Francisco da Rocha
iloiianda avalcanti.
Do Sr. desembargador Toscano Barreto ao Sr.
desembargador Oliveira Maciel :
Appellacoes cives
Do ReeifeAppellante Antonio de Paiva Fer-
reira, appellado8 D. Marcelina da Rocha Ribeiro
e outros.
Do RecifeAppellant- Miguel Jos Barbosa
Guimares, appellada D. Mara da Silva Campos
Guimares.
Do Sr. desembargador Oliveira Maciel ao Sr
desembargador Pires Ferreira :
Appellacoes crimes
De BeserrosAppellante Jos Joaquim dos
Santos, appellada a justica.
De AnadiaAppellante Joaquim Jos de Sao -
t'Auna, appellada a justica.
Do Sr. desembargador Pires Ferreira ao Sr.
deseraba, gador Monteiro de Andrtde :
Appellacoes crimes
Do PancAppellante o juis de direto, ap-
pellado Joo Cassiano da Silva.
Da Gloria do Goit -Appellante Jos Goncal-
ves Pereira, appellada a jastica.
Do Sr. desembargador Monteiro de Andrade ao
Sr. desembargador Pires Goncalves :
Appellacao civel
Do Recife Appellante Eduardo Alezan .'re
Burle, appellados Jos Antonio Pinto e outros.
Do Sr. desembargador Pires Goncalves ao Sr.
desembargador Alves Ribeiro :
Appellacao crime
De Beserros Appellante o juizo, appellado
Jos Joaquim de Sant'Anna.
Do Sr. desembargador Alves Ribeiro ao Sr.
conselheiro Queiros Barros :
Appellacao civel
Do RecifeAppellantes os herderos do com
REVISTA COMMERCIAL.
Da semana de 4 a de outubro
de t *
Cambio sobre o Rio de Janeiro, 3 d/v ao par de
Banco, e particular com 3/8 % de descont.
Cambio sobre a Bahia, 1/2 % de premio do
Banco.
Cambio sobre Santos 7/8 a 30 d/v e 60 d/v de
descont.
Cambio sobre o Rio Grande do Sul e Porto
Alegra, nao consta transaeco.
Cambio sobre Londres, se effeetcou a 22 d/v e
lechou a 21 1/8 por 1* do Banco.
Cambio sobre Pars, legulou a 440 rs. a vista
do Banco.
Cambio sob'-e Hamburgo, regulou a 539 -d/v
545 a vista do Banco.
Cambio sobre Portugal, Lisboa e Porto, 144 /0
90 d/v e 146 /, de premio do Banco, e particular
140 o/0. ^
Cambio sobre Montevideo e Bui nos Ayres, nao
consta traosaeco.
Apolices da divida publica de 6 <>/, nj0 consta
transaeco.
Dito provincial 7 /., na Bolsa vendeu se um
I*te com 2 /0 de descont.
Companhia Seguro lndemnisadora, cotamos as
aeces de 2')0* a 335* por cada ama.
Companhia Pheniz, dem idem.
Companhia Seguro Anphitnte, nao conste ter
effeetuado ven las.
Companhia Pernambucana, cotamos as accoas de
200* a 80* cada umi.
Companhia de Fiaco e Tecidoa, nao consta
vendas.
Companhia do Bebebe, cotamos as accoes de
100* a 150* cada urca.
Companbiv de Santa Thereza, cotamos as accoes
de 100* a 42* cada ama.
Companhia de Olinda e Beberibe. cotamos as
accoes de 200* a 220*00).
Descont de lettras, regulou 8 /0 ao anno.
Gneros nacionaes
AgurdenteAs vendas foram de 70*000 por
pipa.
Alcool As vendas foram de 125* a 130 C 00
por pipa.
Aasucar. Entraran de I a 8 de Outubro
9,923 saceos; vendas, obranco de 3*400a 3*700,
jmenos, de 2*600 a 2*800: o mascavado, de
1*600 e 1*700; obruto de lJIOi a 1*2C0 ; o do
Canal, a 800 rs. os 15 kilos.
Algodao.Entraram de 1 a 8 de Outubro 5 794
saccaa, regulou a 6*750 os 15 kilos, 1 sorte.'
Arroz em casca.Retalho de 2S500 a 2*600 o
sacco de 60 litros.
Caf.Nohouve entrada, o retalho de 5*800
a 9*000 os 15 kilos com 10 / de descont.
''bolas do Rio Grande do Sul. Nao tent che-
gado.
Cera de carnauba Os precos sSo nominaes,
cotamos de 4*000 a 6*000 os 15 kilos.
Couros salgados seceos. Vendas a 540 ris,
verdes, o kilo.
Cerveja nacional Retalbo de 5* a 6*000 por
dozia.
Farinha de mandioca.Deposito de 10 a 11,000
saceos, a da provincia regulou a 2*500 o sacco*
de 80 litros.
Fumo Retalho em latas de 15* a 25*000 os
15 kilos.
Gomma de mandioca. Retalho de 2*700 a
2*900 os 15 kilos.
Grasa do Rio Grande do Snl. Sem chegada,
cotamos nominalmente a 5*000 os 15 kilos.
Gordura do Rio da Prata. dem dem idem.
Genebra nacionalRetalho de 3*609 a 4 000
por duza de garrafas.
Mel. Sem procura, cotamos nominalmente a
45<>00 a pipa.
Milho. As entradas tm sido pequeas, tm
sido 50 a 55 rs. o kilo.
Pelles cortidas.As cotacoes sao de 40* a 80*
por cento.
Piles em cabello.Idm dem de 103* o cento.
Sal do Ass e Mossor. As vendas tem sido
500 ris por 100 litros.
Sebo cusdo.Sem ehegada, cotames nominal-
mente i 6* oa 15 kilos.
TapiocaRetalho de 3*800 a 4*000 por 15 ki-
los.
Velan stearinas do Rio de Janeiro. Retalho
a 300 tis o masao de 6 vellas.
Ditas ditas da provincia. Retalho a 280
ris o aasso, dem.
Vinagre do Rio. Retalho de 70* a 80*000
apipa.
Vinhj do Rio. As vendas tm sido de 100*
a 130*iXI0, conforme a qualidade.
Xarque do Bio Grande do Sal. Deposito de
26 000 arrobas. Retalho de 3*600 a 5*300 os 15
kilos.
eneros estrangelros
Alfazema Retalho a 8*000 os 15 kilos com
10 por cento de descont.
Arroz da India Retalho a 2*300 os 15 klot.
idem idem.
Alpiste,Retalho a 4*300 os 15 kilos idem,
idem.
Aseite de oliveira em barris.A 3*000 o galio,
idem, idem.
Dito em latas.A 15*501 a lata, idem, idem.
Bacalho.Deposito 10,030 barucas, retalho
de 17* a 18*000 a barrica.
Banha de porco.-- Retalho a 420 ris a libra,
com 10 % de descont.
Batatas portuguesasRetalho a 4*000 a eaiza,
idem idem.
Ditas nglezas. Nao ha no mercado.
BrenCbegou nm lote do Suiaso que se vendeu
a 8*100, cotamos de 11*000 a 13*000 a barrica,
o de boa qualidade.
Carrito de pedraO preco tem sido de 15*000 a
20*000 por tonelada.
Canelia Retalho de 1S450 a 1*500 o kilo, com
10 '/o de descont.
Cebollas-Retalho de 12*000a 14*000 a caxa,
com 10 "o de descont.
Cervejas Retalho de 7*000 a 11*000 a duzia
conforme a qualidade.
CimentoAs vendas teem regulado 6*403 o de
ii tmburgo, o retalho conforme o peso e qualidade
cotamos de 7*000 a 8*000 a barrica.
Comanos. Retalno a 18* oa 15 kilos, com
10 Vo'de descont.
PCravo da India.Retalho de 2*300 a 2*400 o
lo, com 10 por ceato de descont.
Farinha de trigo Deposito 11,000 barricas.
A americana se vendeu de 17*500 a 18*500 a
barrica. A de Triestre, de 21*000 a 25*000 a
barrica.
mendador Vicente de Paula Oliveira Villas Boas,
appellado Alfonso de Brito Taborda.
Ao Sr. conselheiro Araujo Jorgo :
Appellacao civel
I) RecifeAppellante Manoel Cardoso Jnior,
appellados Francisco Moreira Fragoso e outros.
DILIGENCIAS
Com vista ao Sr. conselheiro procurador da co-
rda e promotor da justica :
Appellacoes crimes
Da EscadaAppellante Pedro Feliz Antonio,
appellada a justica.
D: NasarethAppellante o juizo, appellada
a justica, reo conemnado Francisco de Lyra
Barbosa.
Da ParahybiAppellante o juizo, appellado
Manoel Paulino da S Iva.
Ordenou-se diligencias no seguinte feito
Appellacao crime
De Correntes Appellante Jos Antonio Be-
zerra, appellada a justica.
DISTRIBUigSES
Recursos eleitoraea
Ao Sr. desembargador Pires Goncalves :
De Camaragibe-Recrtente o juizo, recorrido
Pedro Guarim da Silva.
AoSr. desembargador Alves Ribeiro :
De IguarassRecurrente Amaro de Soasa
Costa, recorrido o juizo.
Aggravo de pe ti ci
Ao Sr. desembargador Prea Ferreira :
Do commercio do RecifeAggravantes Fran-
cisco Antonio de Oliveira e outros, aggravados
Henry Forster & C.
Appellacoes crimes
Ao Sr. desembargador Pires Ferreira :
De CorrentesAppellante o juizo, appellados
Jos Paulino da Silva e Theotonio Fernandes de
Lima.
Ao Sr. desembargador Monteiro de Andrade :
Do Boique Appellante Antonio Ferreira Bar-
bosa, appellada a justica.
Ao Sr. desembargador Pires Goncalves :
De Pao JAlhoAppellante o promotor publi-
co, appellado Benjamim de Sousa Monteiro.
Ao Sr. desembargador Ai ves Ribeiro :
De Cimbres Appellante o juizo, appellado
Joaquim Jos le Sant'Anna.
Ao Sr. conselheiro Queroz Barros :
Do LimoeiroAppellante o juizo, appellado An-
tonio Goncalves Freir.
Ao Sr. desembargador Buarque Lima :
De Bom JardimAppellante Manoel Alves do
Monto, appellada a justica.
Ao Sr. desembargador Toscano Barreto :
De TraipAppellante o juizo, appellado Ma-
noel Pereira da Silva.
Encerroa-se a sess2o a 1 1/2 hora da tarde.
danta Commerelal da cldade de
Reeife
ACTA DA SESSAO EM 7 DE DfcZEMBRO
DE 1886
PKSSIDESCIA DO ILLM. 88. COMMIHDiDOZ ASTOMIO
OOK DI MIRANDA LEAL
Secretario, Dr. Julio Guimaraes
A's 10 horas da mauha, -uu-se aberta a
sessan, oataudu presentes os Srs. : deputadoj
Olioto Bastos, commendador Lopes Machado, Bel -
tro Jnior e aupplente Hermino de Figueiredo.
Lida, foi approvada a acta da precedente sessao
e fez-se a leitura do seguinte
osan
Officos :
De 2 do eorrente, da junta dos corretores
desta praca, euviand* o boletim daa cotacoes of-
ficiaes de 27 de Setembro a 2 do eorrente.Seja
archivado.
De 30 de Setembro da mesma junta, dando
scienca do numero de cotacoes efectuadas pelos
con etores. Para o archivo.
Primeiro vxemplar do relatara apresentado
Assembla Geral Legislativa nal-1 sessSo da 20*
legislatura, acompanhido de 3 volumes dos aune
zos ao meimo relatorie, remettidos pela Secretara
da Agricultura, Commercio e Obras Publicas.
Archivero-se.
Diario Oficiad, de ns. 262 a 264 Sejam ar-
chivados.
Foram distribuidos rubrica os seguntes II-
vrjs :
Diarios de Maia & Rezende e Jos Theotonio
Domingos & C, copiadores de Sousa Bastos Amo-
rim ic C Jis Tueetomo A C-, de Mendos Jnior
4C.c Gomes de Mattos Irinoa.
O Sr. commendador presidente deu sciencia
Mua, junta, e esta ficou inteirada dos despacbo-
que proferid a 30 do mez fiado, depois de encerras
da a sessao, ordenando o registro das nomeacoes
le JoSoda Rocha Senua, Xavier de Simas & Ir
ino* e Joaquim Luz Teizeira & C.
Foram asbignadaa as cartas de matriculas dos
commen-iaiiteg : Jos Theotonio Ddmingues, sub-
dito portu>;uez, natu-al do Miuh>, de 30 ana >s de
dade, djmiciliado e establecido n'etta praca com
casa de commercio de molhados por grosso e a re-
talho.
Bento Alves Machado, portuguez, natural de
Guimares, de 40 annos de idade, domiciliado e
estabelecido n'esta praca com sua casa de com-
mercio de mindesas a retalho.
Jos Ferreira Marques, natural d'esta provin-
cia, de 23 annos de idade, domiciliado e estabele-
eido n'esta praca com armasem de aasucar.
Eugenio Regadas, natural d'esta provincia, de
26 annos de idade, domiciliado e estabelecido n'es-
ta praca com armasem de miudesas e ferragens.
DESPACHOS
Peticoes :
De Almeida Duarte Se C, para que se d baiza
no registro da nomeaco de seu ez-caizeiro Mi-
guel da Silva Braga. -Dse a baixa pedida.
De Thomas deCarvaiho & C, idem quanto ao
ez-caizeiro Pedro Pereira da Silva. Na forma
requerida.
D adminlstracao da Companhia Locomo'ora
Pernambucana, para que sejam archivados o ba-
tane- da mesma compannia, effeetuado a 31 da
Agosto prozimo passado, e a relacao n minal dos
seus accionistas. Arehive-se, de coniormidade
com o disposto no art. 16 da lei n. 3,150 de 4 de
Novembro de 1882.
De Antonio Leonardo Rodrigues, para que se
ordene o registro do impjsto de corretor geral
d'esta praca.Begistre-se.
DesAdelino Alves & C, para que se registre a
numeacao de eeu caizciio Francisco Gomes Perei-
ra de Araujo.Na lrm requerida.
De Carueiro & C, idem quanto s dos seus cai-
zeiros Jerunymo Brum e Manoel Alves Machado.
Como pedera.
De Piuto de Castro & C, idem de seu caizeiro
Manoel Antonio Ferreira da I unha.Seja regs
trada, depois de satisfeito o parecer fiscal.
De Genuino Jos da Rosa, para que se faca
nota em sua matricula de commerciaate que o
supplieante concordatario, e que se o inclua na
lista dos eleitores cummerciaes.Como requer.
De Azevedo < C., para quo se Ibes mande dar
por certidao se a marca registrada por Santos &
C. a que apresentam colUna, cm que data fra
ella registrada e se coasta quaes os membros que
coKpdeui dita firma de Santos 4 CNa forma
r< um rida.
A junta resolve designar o dia 5 de Novembro
prizim vindouro para ter lugar a reuniSo do
corpo eleitoral no edificio da Associaco Commer-
cial Beneficente, afim de proceder-se eleicao de
dous deputados commer:iaes o de dous supplentes,
2ne serviro no quadriennio de 1887 a 1890.Ot-
ciou se nVste sentido directora da mesma Ai-
sociveo, e passondo-se os competnntes editaes,
na forma da lei.
Nada mais havendo a despachar, o Illm. Sr. com-
mendador presidente encerrou a se sao s 11
horas da manh.
PUBLICACOES A PEDIDO
FeijaoJontina o entrado do interior, cotamos
de 8*0J0 a 8*500 o sacco de 60 litros.
Garrafo s vasios R .-taino de 600 ris a 1*500
cada um
Farello do Rio da Prata Chegou um lote de 600
saceos, retalhi por lotea, 3*200 por sacco.
Dito de LisboaSem chegada, retalho de 3*600
o sacco.
Genebra -Retalho 12*000 a 15* 00 a duzia com
10 */0 de descont.
Herva doce-Rotalho 17*000 a 18*000 os 15
kilos com 10 KeroseneRetalho 3*600 a lata.
Louca inglesa ordinariaRetalho de 120*000 a
150*000 o gigo conforme a qualidade com 10 %
de descont.
Massa de tomateRetalho de 520 a 600 ris a
libra com 10 */> de descont.
Manteiga em barraRetalbo de 760 ris a libra
com 10 % de descont.
Dita em latasRetalho de *900 a 1*200 a libra
c m 10 ", de descont.
Massas italianas-Retal' o de 8*500 a 9*000 a
eaiza com 10 % de descont.
Oleo de linhacaRetalho de 1*500 a 1*600 o
gal Jo, com 10 % de descont.
Paasas communsRetalho de 8*500 a eaiza.
com 10 /o de descont.
Passas finas-Retalho de 13*000 a 14*000 a
eaiza com 10 % de descont.
Papel de embrulho Rutalbo de 640 ris 1*450 a
a resma, com 10 % de descont.
Pimenta da IndiaRetalho de 1*9C0 a 1(310 o
kilo, com 10 '/o de descont.
Plvora inglesaRetalho de 20*000 o barril.
QueijosRetalbo de 3*300 nm com 10 % de
descont.
SalChegou um carregamento do Cadi e consta
que segu.
SardmhasRetalho de 260 a 280 ris a lata
del/4.
Toucinho de LisboaRetalho de 12*500 os 16
kilos com 10 % de descont.
Toucinho americanoRetalbo de 10* a 10*500
os 1"> kilos com 10 "/ de descont.
Velas stearinasRetalho 540 a 900 ris o masso
com 10 "o de descont.
Viuagre de LisDoa Cotamos de 130*000 a 150*
apipa.
Viuho de LisboaCotamos de 225*000 a 240*
a pipa.
o *r. los Marlanno
Abaixo o Imperador !
Viva o Ihpbbadob .
X
Sem Deas, sem amor, sem patria, no sublime
imperio do positivismo, a que com to grande glo-
ria tem o Brasil chegado, nao ha moral, nil> ha
sacrificio que virtude impoe-se, nem honra, de-
dicacl", nem amigo, nem partido poltico de ge-
nere sas ideas, estes miseros frnctos do idiotismo
que felizmente ja tao raro neste mais que todos
adiantado pas; s ha a lei positiva, a lei civil,
para guardar, quanto possvel, a cada um o que
seu; s ha compinhias ou sociedades de inte-
resses mutuos, em que os mais talentosos esperto*,
a que outr'ora se chamou velhacos, fazem por pes
car a sua fortuna; s ba protecrSo mutua, taato
maior quanto mais o protegido pode ser provet >-
so. E' pos o amor proprio, o egosmo, que o p)
sitivsmo anda preso aos estupidos passados pre-
conceitos,o diafarc com o pedantesca altruismo;
* o amor proprio, o egosmo o nico, real, ver-
dxdeiro, o pisitivo sentimento d'aima humana,
como da do bruto donde ella provm ; s o amor
proprio, o egosmo, desprendido, livre daqoelles
miserandos sentimen'os com que a triste idea do
supposto Deus, vicitu a grandeza de nossa alma,
desde quando deizando <'e eei orongotango. noa
transformamos em homens ; ( o amor proprio, o
egosmo se ostenta grandioso e livre pela evolu-
cio da grande sciencia que levanten o homem da
maior abjeccio maior grandes*.
Todos oa seres tem um d< atino, todo o fim um
meio, um processo.
O nosso fim o goso das maiores dilicias da
trra, a gloria pela adoraco dos mais fracos, a
glora dos companheiros que mais nos ajudaram a
guindar-noa sobre o pedestal de ouro.
Nosso progressp, nosso meio, toda a lucta
qualquer que seja o meio pelo q'jal possamos, se
n:X i > iccuinbir, vencer ; pirque sera risco n;io ha
grande) empresa !
A gloria est no ezito, noj applausos que a co-
roam pela adoraco que excelsa o orgulho huma-
no ; a morte. mais que isto a desgraca no d sas-
tre, pelos apupos dos mismos que contemplando a
lucta e at ajudando o esperado here, o vio ape
drejar e assoviar na queda, faser de Pedro.
Nao conheco este homem > que ento s o
temor instantneo do martyrio pede arrancar da
quelle coraco dedicado pelo fanatismo.
Ento era fcil a dedioaco e o fanatismo, pela
estpida crenca do tal Deas de poder e bondade
sem fim.
Sendo pois a gloria o xito, o justo camnho o
que melhor conduz a e le, a que vera a honra que
na pjsitiva crenca se fin ou cora Deus, quando se
trata de alta empreza que colloqae um homem em
grandioso palea tal de ouro e l lis encha as mos
para espargil-o a eompanheins que na empreza
o aju lara, o sustentam na lucta pelomvs brilban-
teexitj?
A que vera partido poltico, que sem Deus quer
dizer companhia, amigo quo quer diz ir compi-
uheiro, em qualquer feito de grande ou pequeo
ucro? S-m Deus a que vem luura e digndade,
etc., quando essas teteai de Iludir creancas fi-
nen-se com a gloriosa aurora do nsiso positivis-
mo?
E'itto o que en noto no modo um pon obli-
quo. teguillo me parece, pelo qual o nosso futuro
imp rador e rei est levaado a to seria quan.o
importante questo do nosso companbeiro da com-
panhia liberal, o ex-thesourero da Tocsoucaria
de Fazenda.
Cono cont ser o Bismarck do nosso futuro im-
perador e rei, rei de Peruambuco e imperador do
Brasil, nao obstante o odio que os zoilo.-, raeus
mulos, se .8 dedicados, tem de mira, porque en-
to elles amia mais me bao de adorar do que ao
dito por ato vou logo dizeado, como no p tasad >
artigo, fiquei de fazel-o, que uc vai certa a direc-
coque elle est dando este negocio to serio, do
mais dedicado do seos companheiros, aquelle que
Ihe deu em um brinde ostentos.), o mais estroado-
so dos elogios que elle tem tdo, nao me lemiio
bem se antes ou de os da sua no neac-lo para
aquelle cargo ; sto nao me lembro se aquelle
estrondofo elogio foi pagamento ou se foi como
arrbas de sua no n-aclo para aquelle cargo.
Dciz-'ino nos pois de honra, de partido, de ami
qos ; nada significa, nem hi que n teaha em algu-
maconta nada disto sob oghrioso dominio da po-
sitivismo.
A grande, immensa, sublime conquistado pro-
gresso deste, com > nenhum entro paiz, to glorio -
so Bras'l, a queda da supersticiosa creuga, o ba-
que do malenco Deus, no d u ais lugar a esta
lingaagem hypocrita, a estes termos de passados
engaos.
Nao veles como a sublime conquista est na
possede todos, cono toloi ostentosamente fa-
sem della o oso mais tranco ? Em qualquer rea
mo. em qualquer sociedale, qualquer testa que
nao de igreja vem realcal-a a grandiosa con-
quista do baque de Deus, anda que nj seja s-
sim to desbragadamente cono o ser em bre-
ve, por um resto d* pulor con que o tal Deus vi
cou a massa do cerebro, que engendra a alma.
E' o altruismo a si-uh-i e o passe para aquel les
que anda receiam ost ntar a doatrina do egois-
m i, da grande co .quista do baqje de ,:us ; _a
aenha e o passe doi mednsos esp rtos e dos mais
simplices neo hi" >s que quasi inconcienciosamen
te viin repe'in io sem entender bem a rousi.
Anda ha piiuei, ht una quatro dias vi eu e
tola agente qu- fo>, eqii" era muita, e leu
quem quiz neat-- Diario ; vnno toloi na nossa
festa (dis funcc-oii trios pblicos, sto d ,s pro
vneiaes, qu-' u i quereml os geraes nao sei por-
que) 14 vimos con i o o'-idor da soledad*;, a pri-
meira palavra alias qae l se vibro:!, l vimos
como se ostentou o altruismo dardejante do alto
da tribuna so oro a pltnice replecti de especiado
res quo s nao applaudiram con ver;onha uns
dos o itros e das s-olio-as que l se achavam.
Tod s sab-m como as pobres filbas de Eva aia-
da sao presas do malfico Deus que Ihes impe to
imperiosos deveres Ihes coarctando todas as mais
doces liberdades, o que o pssitivismo anda vai
manteado por um resto de mal entendido egosmo ;
pois qae a plena liberdade da malber nos coudu-
zra aos mais plenos pjsitivos praser.'s.
E' isto. porm, um resto do barbirismo do tal
Deus. Nao haver muito que a liberdade chegu-
tambem para estas anda tristes creaturas da na-
turesa. Ellas, vendo co-noj ea acabado o tal
Deus para seus maridos, seus irmos e seus pas,
comprehenderil > o papel ridculo que esto fazendo
na soeiedade, a qm objecto de indigndade esto
ellas reduzidas pela moral do tal Deus que nao
xiste para os homens, o saberlo assumir tod i a
liberdade em todas as coasas, como em todas as
cousas a temos nos.
E com sua maior felicidade ser ainda maior
a da nossa liberdade, que na plena liberdade da
mnlher, pela ruptura de todos o lacos do Deus,
mais extensamente variados serio todos os prase -
res da vida.
Entao se acabaro at todas essas estultces do
pudor, que s vem da lenda do primeiro crime que
fez Adao e Eva esonderem sua nudez.
.ira ikav-naoe
Idom ota 12
1 a 11
DESPACHO DE IMPORTACAO
Hiate nacional Adelina dos Anjos, entrado de
Maco no dia 9 do correte e consignado a Mi
noel Joaquim Pessoa, coasiguou :
Algodao 464 saceos.
Couros salgados seceos 127.
Sal 7,680 i ti oa ordem.
Hiate naciom.I Apudy, entrado de Mossor no
dia 11 do eorrente e consignado ordem, man-
festou:
A|godo 264 saceas.
Sal 70 alqueires ordem.
Hiate naciom.l Joo Valle, entrado de Maco no
dia 11 do correte e consignado ordem, mani-
festou:
Algodao 361 saccaa.
Sal 70 alqueires ordem.
Dito francsCotamos a 240*000 a pipa.
Dito de figneiraCotamos de 235*000 a 250* a
pipa.
XarqueDeposito de 135,000 arrobas retalhos
de 3*500a 5*600 os 15 kilos.
.tKNUlMENTOS PBLICOS
Mes de Outubro de
ALFANOEOA
HU
1886
icZDA
De 1 a 11
dm dt '2
<.am)A raoviBciii,
De la 11
dem de 12
362:516*533
29:592*536
41.525*508
2:941*623
392:109*069
43:497|131
Teta"
CaCSBBTXIBJA D 1 a 11
'oein de 12
435:606*200
15:154*878
1:583*541
;>aSDLADO PBOVrNCIAL
dem de 12
De la 11
16:738*419
8:519*358
1:442 160
9:961*618
Vapor ingles Trent, entrado dos portos da Eu-
ropa no dia 9 do eorrente e oansignado a Adam-
s 'O II wie & C, manifestou :
Amostras 39 volumes a diversos.
Amoniaco 1 tambor a Rouqaayrol Frres.
Armas 6 caixas a Ferreira Gnimare *. C.
Bise unos 2 caixas a Joo Fernandes Lima &
C, 2 a Porto fe Santiago.
Conservas 35 caixas a F. O-, de Araujo, 3 a
f orto *s Saniiago, 38 a Carvalho & C, 5 a Q.
Gatis.
Chapeos 1 caiio a Joo Cbristinioni & C.
Cerveja 14 caixas a Paulino de Oliveira Maia,
25 a Soares do Amaral Irmos.
Cha 2 grades a F Quedes de Araujo, 1 a O.
Gatis, 1 a W. Hood, 1 caixa a Browos fe C.
Cartas para jogo 2 caixas a Sulser Kaufiman
4C.
Drogas 1 volumes a F. Manoel da Silva & C.
Ferragens 1 volme ordem.
Livros 1 caixa ao English Bsnk.
Mercadorias diversas 1 volume a J. H. Wkel-
dw, 1 a Browns 4C.,1 ord -m, 1 ao English
Bank, 1 a J. Sceit, 2 a R. de Druziua fe C, 1 a
M. Austin & C, la J. Edmond, 1 a F. Lauria
&C.
Objectos para escrptoris 5 caixas a J. W. de
Medeiros, 1 a Sugar Factorie. Ditos para chapeos
de sol 2 caixas a F. X. Ferreira & C.
Papel 7 caixas a Jos de Macedo, 112 a M. F.
de Faria & Filhos, 6 a J. W. de Medeiros.
Pregos 6 barricas ordem
Presuntos 3 caixas a Jos Fernandes Lima fe O,
5 a Carvalho fe C, 5 a Saundere Brothers fe C.
Queijos 24 caixas a J. B. de Carvalho, 7 a
Alheiros Oliveira & C, 10 a Ferreira Rodrigues &
C, 5 a Guimares Rocha & C, 10 a Sulser Kauff-
raan A C, 2 a Carvalho & V., 12 a Rosa k Que-
roz, 10 a Fernandes da Costa & C.
Roupa 1 eaiza a J. Rgby.
Tintas 60 barricas a Rouquayrul Frerrs.
Toucinho 1 eaiza a Carvalho & C.
Tinta 1 barrica a Goncalves Irmo & C.
Tecdos diversos 490 volumes ordem, 2 a R i-
drigues de Carvalho & C, 2 a Agostiuho Santos
4C.,1 Gomes & Silva, 5 a Loureiro Maia & C,
1 a Luis Latk, 32 a Machado & Pereira, 6 a
Goncalves Irmo & C, 6 a Andrade Lopes & C,
8 a Vieira & C, 7 a A L. Guimares, 9 a Nar-
ciso Maia & C, 31 a Luis Antonio Siqueira, 14 a
Joaquim Agost'nho & C, 12 a Guerra & Fernn*
des, 8 a Alves de Bntto & C.
Vdios 1 volume a F. X, Ferreira & C, 1 ao
Revm- J. Midgley.
Vinho 5 caixas a Joo Christiani ft C, 5 a W.
Hood.
Velas 5 fardos ordem.
Vernis 1 volume a T. Just.
5:554*244 Vapor nacional espirito Santo, entrado dos
52*115 I portos do sul nn dia 11 do carrente e consiga ido
----- ao Visconde de Itaqui do Nerte, manifestou :
5:606*359 Aseite 25 caixas a Paiva Valeute & C
Alfafa 20 fardos a Maia fe Rezende.
Amostras 1 volume a Paiva Valente & C.
Chapeos 1 caixa a Alfonso Oliveira 4 3,1
Augusto Fernandes, 1 a Rodrigues Lima & C, 2
a Adolpho & Ferro, 1 a Francisco Ramos da
Silva.
Caf 207 saceos as consignatario, 212 a Souza
Basto, Amorm & C, 105 a Ferreira Rodrigues &
C, 145 a Paiv* Valente & C, 109 a Fernades &
Irmo, 100 a Gomes ft Pereira, 733 a Domingos
Cruz & C 410 a Joaquim Ferreira de Carvalho
fe C, 154 a Costa & Medeiros, 108 a Fernandes
da Costa fe O., 100 a Manoel J. Rahello Jnior,
136 a Ao-gusto Figueiredo & C, 116 a Joaquim
D. tiimes & C, 269 a Manoel dos Santos Araujo,
60 a Alberto Rodrigues Branco, 50 a Domingos
Fsrren. da Silva 4 C, 20 a Moreira & Braga, 54
a Justo Teizeira fe C, 50 a Pereira de Carvalho
&C.
Fasendas 2 caixas a Guerra & Feroandes, 2 a
Machado & Pereira, 5 a Saunders Brothers
&C.
Fumo 5 volnmes a Sodr da Motta & Filho, 45
ordem, 2 a Augusto Figueiredo fe C, la Jos
Antonio dos Santos.
Linha 1 caixa a Alfredo Lopes & C.
Machinas de coaturo 3 caivas a Papoula & Ir-
mo, 2 a G. A. 8oaref Leite.
Mercadorias diversas 13 volumes a Presidencia
1 a Baltar Oliveira & C, 2 a Borstelmann & C.
Miudesas 2 volumes a Jos Pereira dos Santos,
1 a Duarte & C.
Panno de algodao 10 fardos a A. Vieira A C,
14 a Machado & Pereira, 40 a Olinto Jardim &
C, 4 a Monhazd Haber & C, 20 a Andrade Lopes
& 0,10 a Joaquim Agostinbo.
Saceos vasios 1 fardo a Jos Antonio do Couto
Vi .una
Sola 4 volumes a Mendes Jnior fe C.
Tinta 1 caixa a G. Laport & C.
Vinagre 5 barris a Joaquim Ferreira de Carva-
lho & C 5 ordem.
Vinho 25 barris ordem.
Carga da Bahia
Mala 1 ordem.
Pelles 70 amarrados i ordem.
Nao havendo mais crime nem offensa a Deus, em
toda a liberdade, o pudor s seria para ocenitar
todas as formosuraa a esconder os defeitos de quem
os tivesse. Ento todas as bellezas se ostentarn
com o esplendor da pura natureza, ornada apenas
peio brilho das podras preciosas, dos collares e
brazaletes, pulseiras, brincos, lagos de ouro e de
fitas nos jocl los, nos toroozelos, como a propria na-
tureza nos ensina no estado d'ella em que os selva-
gens vivem.
Oh como bella a grandiosa conquista do
baque do Deus !
Que vida, que glorias, que bailesas, qnantos
bellos.'
Como ser rutilante am baile, que delirantes
quadrilhas, que vertiginosas walsas, s sendo en-
coberto s vistas os ps calcados por altos borze-
guins. a mulher toda ornada de pedrariae, fitas,
ouro e europjis, na cintura e bracos, com guizos e
castanholas ou pandeiros, nos trnelos da dansa de
todas as figuras, os homens ostentando as bellezas
de seu vigor...
Ob como ser grandioso, bello, esae glorioss
futuro sem pudor nem Deus, do amor livre dos po-
sitivos amores !...
Disculpe-se-ma esta to comprida digresso que
foi para mostrar que nada adianto na defeza do
companheiro tbesoureiro estas historias de per-
seguir) poltica, do honra, de amigos etc.
Se o tbesoureiro ncbou o coraco e grelou ss
olhjs vendo tanto dinheiro Ihe quuimandoas mos,
nada ha u'iato que estraubar, nada mais natural
sob o re lado glorioso do conquistado positi-
vismo.
At esse resto de idiotas que ainda temem a
1) u -, n'aquelle caso sent tentacoos do denio, sent
vir-lbe agua bjeca.
Por toda a parte o que ouco n> indignadlo
ou cousa assim, contra quem qaer que teuba sido
o ladro, mas estas e semelhantes palavraa :
> Ob assim sim, j vale a pena furtar. *
Aquel les mesraos que suppos qae foi o proprio
tbesoureiro quem einpaltnou o bollo aos pedacos,
nao s o desculpaui como o levara at em bem, di-
zen lo, nestes o- em seoielhantes tenaos :
> Ora, meu amigo, todo o mundo no caso delle,
se podesse, faria o mesmo. *
Com a maior franqueza se manifesta a qualquer
canto o des jo de saber ou descobrr onde est o
dinheiro para dizer a quem estiver com elle : Ou
V. d-me tanto ou eu vou descobrr polica.
D f nda se, pois, o companheiro, porque a to-
dos o futuro rei e imperador deve defeza e protec-
co, mxime, a este que Ihe fez aquelle elogio, 0
maior que teve o nosso futuro ; mas nao seja a de-
feza feta como a cotnpaoh -iro, nem como por gra-
tido, e mu to menos se deve attribuir poltica
as deligencias e prevenco-s do poder publico.
Que interesse teriara os homens da conserva em
seguir urna pista se nao deparassem nella alguma
sabida, s por gosto de perseguico poltica, quan-
do o ez-'b-soureiro nunca perseguio ninguem,
nem ao menos nenhura assinte fez ?
Seria fazel-o martyr, e por fim dar-lhe gloria
pelo necessario trumpho.
Attrbuir tal peraeguico da justica poltica,
um p ii.-achinho comprometter o amigo, p lis elle
fijara mais bem defeudido se nao carecesse desta
panace i para provar a sua innocencia.
A aduiiuistrauo e a Justina nao podiam deixar
de p oce l-r como tem feito contra o tbesoureiro,
de coja guarda se escapa to grande quantia, nao
se sabe bem como; m>s escudado na lei somente
s-'in tamurias, nem excitaco de partidos, [uic
muito bem defender-se o Sr. ex-thesourero.
A le diz que os indicios por mais vehementes
que 8cj im nao do lugar impo.igio de pena
pois oa indicios sera positivas pro va?, embora dei-
zem a supposigao do facto, s pode trazer gloria,
e tanto mai< r se de facto os taes indicios indica-
rain com verdade, isto que elle engolio e bolo ;
porque a maior gloria no positivismo, em que nao
h i mais D us, nem honra, nem am >r, nem patria,
a maior gloria nao es'. em ser abs dvido innocen-
te : isto seria um desaso se deizsr roubar ; a
maior gloria s est em ser absolvido, te-id o em-
palmado aquelle bollo que tenho visto quasi toda
a gente bem sentida por nao se dar comsigo o
caso.
N'nnguein condemna, mesmo na hypothese dos
iudiei s acerta'era, visto que nao ha prova; ao
contrario com tanto maior s>tisfaco absolvem to-
dos, quanto mais presumam que o homem soube
fazer a cousa bem teita.
E na verdade, acabado Deus, acabada portante
a honra, acabada a patria, cousa abstracta, qae
dezar pode haver na opino publica contra um
homem, que, se vendo afogado em sedulas com va-
lor de ouro, se saffasse com ellas nao dexando
r> stilho de sua saluda ?
O dezar e estaiia no desastre, o que nao de
receiar, visto nao haver prova alm daquellas fra-
cs indicies; o dezar pelo contrario, neste,reinado
do positivismo estara em terem outros andado
mais deprts8a.
Nao de boje, do positivismo que se honra o
furtos muito mais quando ella u! que taz rico
o here da tacanha.
Para n Rio Grande do Sul, Amorim Irmos &
C. 10 pipas com 4,800 litros de aguaraente.
o vapor nacional P. do Grao Para, carre-
garam :
Para Bahia, J. C. de Albuquerque Filho 60
saceos com 4,500 kilos dj asaucar branco.
Para Penedo, M. A. Senna & C. 5 barricas com
300 kilos de assucar branco.
No vapor nacional Espirito Santo, carrega-
ram :
Para o Para, Burle & C. 150 barricas com
13,408 kilos de assucar branco; A R. da Costa 10
barricas com 600 kilos de assncar refinado e 30
ditas com 1,407 ditos de dito branco ; J. M. Dias
300 barricas com 19,151 kilos di assucar branco;
C. Burle 109 barricas com 9,699 kilos de assucar
branco ; J. A. da Costa Medeiros 110 barricas
com 5,331 kilos de assucar branco ; V. da Silvei-
ra 200 barricas eom 10,205 kilos le assucar bron-
co ; F. A. de Azevedo 313 barricas com 25,520
kilos de assucar branco ; P. Pinto & C. 10 pipas
com 4,800 litros de agurdente ; M. J. Alves 5
pipas e 25 barris com 4,650 litros de ag*ardente;
V. T. Coimbra 300 barricas com 23,375 kilos de
assucar branco ; S. G. Brito 123 barricas com
9,000 kilos de assucar branco.
Para Manoa, F. A. de Azevedo 20 latas com
300 kilos de assucar refinado e 70 volumes com
4.650 ditos de dito branco ; Amorim Irmos & C.
40 barris com 3,840 litros de agurdente ; H. Oli-
veira 20 barris com 1,920 litros de agurdente ;
P. Alves A C. 25 barris com 2,400 litros de agur-
dente ; P. Pinto & C 45 barris com 4,050 litros
de agurdente.
Hiate nacional Correio do Natal, entrado de
Maco no dia ll do correnta e consignado ordem,
manifestou :
Sal 25,600 litros ordem.
OE'iPACHOS DK EXPORTAgO
Em 9 de Outubro de 1886
Para o exterior
Na barca norueguense Loospring, carrega-
ram :
Para New York, J. 8. Loyo & Filho 1,528 saceos
ora 114,600 kilos de assucar mascavado.
No patacho americano Atalanta, carrega-
ram :
Para New-Yark, F. Casco & Filho 1,500 sac-
eos com 112,500 kilos de assucar mascavado.
Ne lugar americano Maseotte, carregaram :
Para New-York, Julio & Irmo 2,000 saceos
com 150,000 kilos de assucar mascavado.
Na barca inglesa Brinkburn, carregou :
Para Halitax, M. J. da Rocha 2,000 saceos com
150,000 kilos de aasucar mascavado.
Para o laseraor
No lugar nacional Marinho T>, carrega-
ram :
Para o Rio Grande do Snl, T. de Asevedo Sou-
sa 400 barricas com 35,250 kilos de assucar
branco e 75 ditas com 8,350 ditos de dito masca-
vado ; M. F. da Cunha 190 volumes com 12.083
kilos de assucar branco e 75 ditos com 7,455 ditos
de dito mascavado.
No lugar hoUandes Zurdile, carregaram:
MOVIMENTO DO PORTO
Navio entrado no dia 12
Ma-oG dias, hiate nacional Aurora de
Maco, de 52 toneladas, mostr Joaquim
Felippe de Menezes, equipagem 5, carga
varios gneros; a JoSe Paz de Oliveira,
Navios sabidos no mesmo dia
Manos por escalaVapor nacional Espi-
rito-Santo, com mandante Jo&o Mara'
Pessoa, carga varios gneros.
New-YorkLugar inglez Retriver, capito
W. H Edmoads, carga assucar.
AracatyHiate nacional D. Antonia, mes-
tre Victaliano da Rocha Picado, carga
varios gneros.
Fernando de NoroohaVapor nacional Gi-
qui, com mandante Souza Lobo, carga
varios gneros.
VAPORES ESPERADOS
B. Kemny
Bahia
Auctor
Elbe
Rosario
Pernambuco
Manos
Finance
Ville de Victoria
Allianca
Britannia
Para
La Plata
Equateur
Cear
Nena
do sul boje
do norte boje
de Liverpool hoje
do sul amanhi
do sul a 15
de Hamburgo a 17
do sul a 17
do sul a 21
do Havre a 21
de New-Port News a 22
da Europa a 23
do norte a 23
da Europa a 24
do sul a 25
do sul a 27
do sul a 29
s

. -


'MBMHssW


Diario de PernambacoQuarta-feira 13 de Outubro de 1886
i

-
Na antiga Esparta entrava na educa$o dos r-
pales aprenderem elles a furUr, com tanto qoe o
fizesse com sagacidade ; do centrarlo eram gran-
des os castigas ; e nSo cavia positivismo, e ao
contrario at eram muits os Deuses ; mas havia
outra razio, era para hbil ar os rapases a sab*r
furtar e surprehender o inimigo, porque todos en-
to all eram soldados e as guerras continuas ; e
entre nos que, nio harendo Deus, qoe contenba
o homem, como antes do positivismo, o ouro o
Deas nico, adorado por todos, alcancado por
qoalquer meio.
Drfenda pe is o companheiro no terreno legal,
o imperador rei, pois sua a gloria do trhimpho a
que tem chegado o positivismo, com as suas fact-
nhas que acabarara com Deus e ao qua deve to-
dos os demais triumphos patsados e o principal fu-
turo de ser aclamado imperador e rei, embora de
louca de casa, Iouca grossa.
E por isto qne eu nuuca cessarei de o propagar
a aclama! o at a bira.
Viva pois o rei de Pernambuco, imperador do
Brasil, Jos I!
Viva o futuro fundador da dymnastia nova, da
eliz familia sua que ba de ento nelle ser tambem
agrada.
Recife, 11 de Outubro d<- 1886.
Jffbnao de AU/upierque Mello.
Olinda
A queslSo^do Maro
O inimigo da Cmara Municipal de Olio-
da, esperando tslvez algunia medida suc
culenta, est tocando fogo na cangica.
Nao satiseito cora o que esereveu no
Diario de 5, voltou nos de 9 e 10 rectifi-
cando as inveHades que affirroava, e reba-
tendo improcedentemente quanto dissomos
em defeza da cmara no Diario de 8.
Consisti nossa modesta defesa, Io em
demonstrar, que o inimigo da Cmara pro-
curava intrigar os vereadores conservado-
res com o Exm. Sr. Dr. vicepresidente
da provincia ; 2o que a r esposta ultima,
da Cmara, foi cabal, ponderando respei
'osamenta que ella nao dispunba de meios
para custear pleitos juiiciars com o pro-
prietario da casa que se pretendo deraolir ;
3 que a questao fructo do capricho de
certas pessoas de Olinda, empenhadas por
si, ou por canta de terceiro, em desmora-
lisar a Cmara at a sua suspcnso, que
o fira das manobras sabiamente e patriota-
mente combinadas pelos invisiveis.
Acha o inimigo teu qualquer dest-s ponUs '
Se nao foi para intrigar, que tira teve
sua inexacta infor oacao do Diario de 5 ?
Para que tira iraaginou S. S. a interven-
5I0 de terceiros, que de nenbummodo que-
rem metter-se na questao ?
Para que imprustou intencSes quo nin-
gaem teve, nem tem, de faltar com o de-
devido acatamento as ordena superiores?
O inimigo tem-se discoberto mais do que
era para esperar, tanto quanto a sua pes
soa, como quanto as suas intenses.
Quanto a sua pessoa para admirar sua
intervengo em cousas polticas, desde que
S. S. acha que essa cousa, a poltica,
urna miseria; quanto as suas intenc3es,
anda mais admira, porque nao era de es-
perar, que se prestasse ao papel de editor
responsa vel ?
Quem ignora que Mephistopheles anda
por detraz do Dr. Fausto nesse negocio do
muro ?
Entende ?
2 Ponto. ou nao de toda proceden-
cia o motivo de falta de meios no ornamen-
to da Camarp, para promover e alimentar
questoes no foro, e queatdes de grande ta-
lego ?
Pode-se de ba t, contestar se a juatesa
dessa allegacao?
3o Ponto O capricho valha-nos Deus
com o inimigo da ca rara. Ouca-nos S.
S. sem pre venci nem dispeito.
E' crivel que seja o sentimento do bem
nubico o raovel de su procedimento, qoan-
do a pobre cidade de Olidda soffre Unto e
em tudo, sam que alguem j a defender-
se ?
Logo, nao licito attribnir, por isso e
por outras muitas razoes o empenho do ini-
migo e seus associados a capricho e intr-
J. Bastos & C. m pu-
blico
Entre muitas inverdades era que o Sr.
Dr. chefe de polica envolve o nossi nome na
recapitulado do nquerito, relativo ao rou
bo da Thesoararia, destacam-se algumas
contra as quaes desde j protestamos so-
lemnemente.
E' inexacto quo por ordens nossa fosse
alguem entregar bilhete na Thesouraria de
Fazonda pedindo dioheiro ao respectivo
thesourtiro, o qual >ra responda pessoal-
mente, ora por escripto fechado em enve-
loppe, e muito menos que o mesmo funu-
cionario nos remettosse ou entregasse.
Desde oue so iuiciaram as investigacoes
sobre o mysterioso crime, levantou a poli-
ca a idea do sermoa nos associados cora-
raercialmeute ao Sr. Dr. Arthur de Bar-
ros, e d'ahi todas as suspeitas contra nos
comecou a eugendrar, de animo preveni-
do e malicioso.
Nenbum empregado nosso era capaz de
referir polica as falsdadea a que aliudi-
mos ; sendo para notar que o Sr. Dr. che-
fe de polica que nao oceultou os Domes em
todas as referencias de sua recapituladlo,
apenas indicasse por um empregado quem
quer que figura como tendo feito as deca-
nco"s a que desde j pomos embargos, e
havemos de destruir com a forga da ver-
dade.
Por ora basta.
Recife, 12 de Outubro de 1886.
J. Bastos & C.
Srs. redactores do Diario de Pernam-
buco.
Peco Vs. Ss. a inseraao das seguintes
linhas em sua conceituada Revista :
Nao dei ordem, nem aoompanhei ao fis-
cal do 1* districto do S. Jos, como se af-
firma na Gazetilha do Jornal do Recife de
boje, para fazer apprehensao de carnes
verdes, vindas da cidade da Victoria, na
estagao da estrada de ferro de Caruaru',
Voltava hontem daquella cidade, quando
fui informado da apprehensSo.
Nao devii autorisar tal diligencia ; pois
tenho duvidas aohre a sua regularidad^.
E seudo consultado depois do facto, acon-
selhei ao fiscal que attendesse ao dono da
mercadoria desde que nao fosse ella desti
nada a ser revendida. E assira pense
que se resolvesse.
Recommendei apenas ao fiscal que com
municasse Cmara qualquer procedmen
to para esta deliberar sobre casos idnti-
cos.
Serei grato Vs. Ss. por esta publica-
cao quo vira restabelecer a verdade.
Racife, 12 de Outubro de 1886.
Jos Francisco de Ges Cavalcante.
Fechameito das portas
DA CONSTITUICAO DO IMPERIO
< Art. 179. A inviolablidade dos direi-
tos civis e polticos dos cidadaos brasilei-
ros, que tem por base a liberdade, a se-
guranza individual e a propriedade, ga-
rantida pela Constituicao do Imperio, pela
maneira seguiute :
f 1. Nenbum cidadSo pode ser obrigado
cousa
ga?
Sem duvida.
Tanto capricho, que em factos iguaes, de
tapamento de beccos, fontes publicas, ca-
minhos etc., ete., tudo tera-se passado as
claras, sem que estreraecesse o Olympo,
nem o prlo gemesse.
Areiramente, e pela inconsciencia de
alguna collocaram a insignificante questao
no ponto de urna desobediencia ao Exm.
Sr. vice-presidente da provincia, e fcaram
de fra, rindo e batendo palmas, esperando
pelo estouro da bomba, cujo rastilho toca-
raro.
E, agora, como a cmara eeube desviar
da armadilha, mostrando com respeito e
moderacao, que as suas iatmco'es eram cor-
rectas e serias, tentam compromettel-a,
desfigurando seu pensamento, calumnian-
do-a !
Entao, Sr. inimigo da cmara, a sua
victima que faz questao de capricho quan-
to ao muro ? Ora, pelo amor de Deus I
Para que caprichar a Cmara, e com
quem ?
O contrario, porra, d-se com o inimigo
da cmara. Sem interesse em ridieulariser
a cmara patente : desaba-ss, e agrada
aos generaes, que combinaram a eroprei
tada.
Mascarando interesse real, que nao tem,
porque a verdade que o becco e o lixo
nao valem urna pitada de tabaco, o inimi-
go toca a trorabeta dos combates, accende
murr*es de canhSes Krup, passa revista
s tropas e manobra, como se se tratasse]
de derrubar, nao um simples muro, e me
tade de urna casa, mas urna fortaleza col-
lossal, um Sebastopol, um Humaut I I ?
Pois quera cgo para nao ver ahi um
outro fira, por ventura menos confessavel,
impoltico contra os conservadores?
Nao illuda-se o inimigo da cmara.
Fazendo inteira jusiica aos seus talen-
tos, ao geito com que manobra, s lhe pe-
dimos um obsequio, e que nao pretenda
fazer dos mais tolos e smplorios.
Isto nao.
NSo queremos hitar, nao ofenderaos a
ninguem, por mais de leve que seja, mas
perde que lbe digamos : o movel do seu
procedi ment, ora o capricho, ora a
a politicagem.
Pois bem ; consiga ou nao o seu intento,
seja franco, e, por favor, deixe de arras-
tar para a moxinifada o advogado, o qual
tendo consciencia de sua lealdade para
com os seus amigos, ainda mesmo adver-
sarios, podemos declarar alto e bom som,
que nao ae preoecupa com as deliberacoes
da cmara de Olinda.
a fazer ou deixar de fazer alguraa
senao em virtude da lei
t 2. Nenhuma lei ser estabelecida sem
utilidade publica.
13. A lei ser igual para todos, quer
proteja, quer castigue.
24. Vtnhura trabalho de cultura, in-
dustria on coramerjio, pode ser prohibido,
urna vez que nao se opponha aos costu
mes pblicos a seguranza e sa le dos ci-
dadaos. t
Em face de tao claras e terminantes dis-
pc sices rogulamentares da nossa lei fun-
damental, a nova lei do fecbamento das
postas irrisoria a attontatoria dos di
rei tos dos cidadaosporque parcial;
nao traz nenhuma utilidade publica ;
coarets a liberdade do cidadSo e se op
t abusivamente a coraraercio e traba-
honesto, garantidos pela Constituicao
do Imperio.
12 de Outbro de 1886.
Wolff.
Febres intermitentes
Eu abaixo assignada, certifico que, es-
tando urna rcinha netinha de 9 annos de
idade, com febres intermitentes durante
4 mezes, e depois de ter usado bom nu-
mero de remedios aceitados pelos nossos
clnicas, s so restabeleceu completamente
com o Remedio Peruviano que roe vendeu
o Sr. La-roque, phamaceutico em Bor
dos; por verdade passei a presente.
Gujan, 1 de Setembro de 1885.
Viuva Tausin.
Nota : Eocontra-se as pliarmacias
Americana e Cooceicao.
Elcipiio
DAS DEVOTAS QUE HAO DE FESTEJAR A EX-
CELSA SNIIOKA DA COSCEigAO DOS MILI-
TA BES NO ANSO DE 1886.
Juizas perpetuas
D. Maria Amelia de Freitas Dias Lima e
D. Emilia Coelho de Freitas.
Juiza por eleico
A Exm." Sra. D Carolina, esposa do nos
so irmao Jos de Araujo Livramento.
Juizas por devocSo
As Exm."Sras..
Baroneza de Nazareth.
D. Joaquina, esposa do nosso irraao major
Luiz A'.tonio Ferraz
D. Joaquina, irraa do nosso irmao, coro-
nel Francisco Gamello Pessoa de La-
cerda .
D. Thereza, esposa do nosso irraao, te-
nente Emiliano Ernesto de Mello Tara
baria.
D. Helena, filba do nosss irmao, tenente
Jos Cosseiro Maciel da Silva.
D. Adelaide, esposa do nosso irmSo, ma-
jor Jos Joaquim Coelho.
Esposa do Illra. Sr. commendador Albino
Jos da Silva.
Esposa do IUm. Sr. Dr. Francisco Rosa e
Silva.
D. Francisca, esposa do nosso irmao Joa-
quim de GusmSo Coelho.
D. Joaquina, esposa do nosso irraao, Jos
Antonio de Souza.
D. Emilia, filha do nosso irraao, commen-
dador Joao Pinto de Lemos.
D. Amalia, esposa do nosso irmao, con-
selheiro Jao Antonio do Araujo Freitas
Henriques.
D. Margarda, esposa do IUm. Sr. Dr.
Antonio de Lacerda Chermont.
D. Antonia, esposa do III m. Sr. Dr. Ja-
cintho Silvans de Santa Rosa.
D. Amalia, esposa do nosso irmSo, alferes
Domingos Jos Ferreira.
D. Thereza, esposa do IUm. Sr. Dr. Jos
Jacintho Borges inz.
Escrivas por eleico
As Exm."Sras.
D. Mana, esposa do IUm. Sr. Manoej
Jos de Bastos Mello.
D. Si vana, espesa do nosso irmao Manoel
Goncalves Agr.
D. Lupercina, filho do IUm. Sr. Podro
Rodriguea de Souza.
D. Idalina, esposa do IUm. Sr. major Iri-
neu Coelbo da Silva.
D. Maria, esposa do lira. Sr. J0S0 Luiz
dos Santos.
Esposa do nosso irraao, major Manoel An-
tonio IV.beiro.
Esposa do IUm. Sr. Dr. Jos Domingos da
Costa.
Esposa do lllra. Sr. J0S0 Francisco de Car*
valbo Jnior.
D. Anna, esposa do nosso irmao, Manoel
Vieira Noves.
Esposa do IUm. Sr. Jos Augusto de Aze-
vedo Marques.
Esposa do nosso irraao, major Antonio
Villela de Castro Tavares.
D. Mara, esposa do IUm Sr. Graciliano
da Cruz Martins.
Escrivas por devocSo
As Fxm.aS "ras.:
D. Loenor, esposa do IUm. Sr. Antonio
Augusto dos Santos Porto.
D. Thereza, esposa do nossso irmSo, alfa-
res Leobaldo Augusto de Moraes.
D. Joanna, esposa do nosso ir'so, Jos
Joaquim de Azevedo.
Esposa do nosso irmao, capitSo Augusto
Cezar Pereira de Mendonca.
D. Maria, esposa do IUm. Sr. capitao Au-
gusto Cezar da Cunba.
Esposa do IUm. Sr. Dr. Eduardo Augusto
de Oliveira.
Esposa do uosaa irraao, Demetrio de Gus-
roao Coelho.
Ef posa do Exm. Sr. chefe de diviso, Jos
Manoel Picaneo da Costa.
Esposa do nosso irraao, 1 tenenta Leopol-
do Bandeira de Gouveia.
Esposa do IUm. Sr. Antonio Jos Moreira.
Esposa do nosso irmo, major Leopoldo
Borges GalvSo Uch a.
Mordomas
As Exm Sras.:
D. Maria, esposa do nosso irmSo, alferes
Manoel Ladislu dos Santos.
D. Maria, esposa do nosso irmo, capitao
Ernesto Al ves Pacheco.
D. Gertrudes, esposa do nosso irraao, te-
nente Francisco Evaristo de Souza.
D. Francisca, esposa do nosro irraao, capi-
tao Joaquim Manoel de Medeiros.
Esposa do nosso irmo, major Trajano Ali-
lipio de Carvelbo de Mendonca.
R-cife, 8 de dezerabro de 1886.
Vigario, Americo Soares de Novata Meti
Avelino.
Protesto
O abaixo assignado tendo sciencia de
que o tenente-coronel Francisco da Rocha
Hollanda Cavakante propala que, as doze
bracas de trra qm pertencerara anterior-
mente a Bernardino de Senna Souza, boje
lhe pertencem por urna compra ficticia que
fez ao meu sogro Joaquim Felippe de Sou-
za e sua raulher D. Idalina, o abaixo
assignado vem protestar contra semelhante
pretenco do mesmo tenente-coronel; por-
quanto, a metade dessas doze bracas de
trra lhe pertencem, das quaes est no
dominio e gozo, tecebendo os foros e ar-
rendaraentoa, desde a morte de seu sogro
Joaquim Felippe de Souza.
Maragogy, 8 de Outubro de 1886.
Delfino C. de Albuquerque Bunrque.
N. .
remedio
A Emulso de Scott nao urna
novo, pois ha longos annos que
est se usando na Europa, nos Estados
Unidos e mutos outros paizes e tem sem-
pre dado os melhores resultados na tisica,
as molestias d-> peito e da garganta e as
bronchites ebronicas.
Correio geral
O administrador faz publico que estao fuoccio-
nando as novas agencias do correio de estacSo de
Viarayal no prolongamento da estrada.de ferro do
Recife ao S. Francisco, com expcdicSo de malas
diariamente ; e da povoaclo de S. Gonzalo de
Uaa. na comarca de Rio Formos \ com exped;oes
nos dias 1, 5, 9, 13,17, 21, 25 e 29.
E bem assim, que a correspondencia para esta
ultima agencia deve trazer o enderece de S. Gou-
calo de Una, afim de evitarse que seja expedida
para Una, cidade de Palmares.
Correio de Pernambuco, 11 de Ou'ubro de 1886.
____________ Alfonso do Reg Barros.
Secretarlas da veneravcl orden ter-
eelra de >. S. do Carino do Beclfe,
11 de Ou 1 ubro de I88C
De ordem da mesa regedora, convido a todos
es nessos carissimoa irmos para que devidamente
paramentados e conectivamente assistirem no dia
14 do correte as vesperaa, e no subsequente a
festa, nzoura e Te eum de nossa matriarcha
Santa Tberesa de Jess.
O secretario,
Adolpbo Coelho Pinheiro.
DECLARACOES
Na botica e pharmacla da naiu
reza
4*9
Se encontram especficos para a cara de todas
as molestias, se por acaso podessem ser descober-
tos. Porm ao menos um foi descoberto. O Peifo-
ral de Anacahuitn, tirada a extrahido d'ama rvo
ro balsmica; indubitavelmente o antidoto na-
tural contra todos os desarranjos e molestias da
gargant 1 e dos orgoa pulmonares. A efBcacia de
seus simples effeitoa, seriam em si mais qoe sufi-
cientes para dissipar toda a incredulidade, se por
acaso j nao eativessem altamente reconhecidos
pelo testemnnbo unnime de milhares de pessoas.
A historia de suas extraordinarias caras se acha
inscripta e trasladada com as innmeraveis certi-
does e attestaces enviadas de todas as partes do
mundo habitavel; entre esta grande aggloni-Ta-
5ao de testemunbos, se comprehende cartas de emi
nentes medico, clrigos, legisladores, oradores p-
blicos, mecnicos, advogados e letrados ; em ama
palavra de pessoas pertencentea todas aa classes
e profisses da vida.
Todos fallam em sabstancia, qne a toase, as con-
stipacrs, os bronchites, as esquinencias e a as-
tbma, etc., se alliviam e cursm mediante o aso des-
te admiravel e prodigioso remedio, de um modo in -
fallivel, prompto e radical.
Como oasaitia contra aa falsificacoes, obsrve-
se bem que os nomes de Lanman t Kemp venham
estampados em lettras transparentes no papel
do livrinbo que serve do envoltorio cada gar-
rafa.
Acha-se venda em todas as boticas e lojaa de
perfumaras
Agentes em Pernambuco, Henry Foster h C ,
ra do Commercio n. 9.
Seguramente nao urna novidade, para
os mdicos instruidos, que os saes de fer-
ro combinados com a quina formam um
medicamento effisaz para combater o lym-
phatismo, a anemia, a chlorose e outras
enfermidades em que se nota pobreza do
sangue ; mas no meio de um grande nu-
mero de preparacoes que se receitam, ap-
parece a difficuldade de fazel-as somar s
crianc<>s e s sejhoras Eis por que os m-
dicos do a preferencia ao xarope de qui-
na ferruginoso de Grimault & C, que tem
um sabor agraduvel e a bella cSr da gro-
selba. Como garanta, precio exigir o
sello da casa.
Por mais precaucoes que se tome, por
mais que se procure estar bem coberto,
que se use de calcado solido e quente, lu-
vas forradas, ha sempre um momento de
descuido o que suficiente para produzir
um resfriamento como se diz ; logo que se
sentir os primeiros symptomas, em vez de
abandonar se o mal a si mesmo como mu-
tos fazem, expon lo su assim muitas rao
lestias, dove-se recorrer ao xarope e pasta
de Seiva de pinho martimo de Lag-aase,
que contera os principios balsami 109 e re-
sinosas do pinho e calma t os accessos de
tosse mais violentos.
Emqaanto hoaver m ventilacao, chapeos apar-
tados impermeaveis ao ar e outras influencias no-
civas haver milhares de victimas da calvice e
das cana permaturas, sem filiar de varias moles-
tias cutneas e que est exposto o couro cabellu-
do.
Foi com o objecto de mitigar estes males que o
professor Barbv introdnsio o sea inapreciavel
Trlcofero | e entre os mil e um competidores
elle boje o nico sustentado pelo favor e patro-
cinio do publico inteligente e do bom goste.
Dr. Gala LoDo
Medico operador e partelro
Rosidencia ra do Hospicio n. 20
CONSULTORIO
RA LARGA DO ROSARIO N. 24 A
Consaltas das 10 horas da manha s 2 da tarde.
Eapecialidade : molestias e operscoes dos or-
gos genito-arinsrios do homem e da mulher.
Arsenal de Guerra
De ordem do Illm. Sr. major director, distri-
bue-se costuras nos dias 11, 12 e 13 do corrente
mea s costureiras de ns. 101 a 150, de confoimi-
dade com os annuncios anteriores.
Secco de costuras do Arsenal de Guerra de
Pernambuco, 9 de Outubro de 1886.
Flix Antonio de Alcntara,
Alferes adjunto
*"~"^VENEBAVEL IBMANDADE
da
Slorlosja Sennara *J*>nt'Anna da
Ifreja da Santa Crais
De ordem da mesa regedora, convido pela se
ganda ves a todos os nossos caros irmos qoe es-
tiverem 10 goso de seus direitoa a co>nparecerem
em nosso consistorio na quinta-feira 14 do corren-
te, s 6 horas da tarde, afim de reunidos em nu-
mero legal de mesa geral, tratar-se da constrac-
cao de catacumbas no eemiterio publico.
Cenis torio desta irmandade, 11 de Outubio de
1886.0 secretario,
________ Antonio Rapbael Alves da Costa.
SR. 1
Soci dade Recreativa Juvenlude
Soire bi-mensal em 17 de Outubro
Commanico a todos os senbores convidados e aos
socios que a soire principiar as 7 horas da no i te.
Os ingressos fornecem-se em easa do Sr. the-
soureiro e os convites na do Sr. presidente.
Rogase simplicidade as toilettes e previne-se
que nao sao admissiveis aggregados.
Recife, 11 de de Outubro de 1886.
L. Goedes de Amorim,
Io secretario.
lIWriTtTO
De ordem d Exm. Sr. conse'heiro director in-
terino, faco publico, de conformidade com o aviso
de 16 de Julho de 1881, que do dia 15 em disnte
estar aberta a inser jco para os exames vagos
de que trata e g 10 do decreto n. 724? d6 19 de
Abril de 1879, sendo ditos exames prestados por
anno, de accordo com os estatutos vigentes, sobre
as seguintes condicees :
! Apresentacao das certidoas de came das
materias exigidas como preparatorios para a ma-
tricula da Facaldade ou das qoe antecedem dos
exames requeridos na ordem do corso.
2a Prova de identidade d pessoa.
3a Pagamonto da importancia da matricula de
abertura e encerrameato.
Secretaria da Facaldade de Direito do Recifee,
12 de Outubro de 1886.O secretario,
_____ Jos Honorio B. de Menezes.
Obras Publicas
t De ordem do Illm. Sr. engenheiro chefe, fsoo
publico que no dia 15 do corrente, ao meio dia,
recebe-se na secretaria desta repartido, em car-
tas fechadas e competentemente selladas, propos-
tas para a execugo dos reparos da cadeia de
Csruar, oicedos em 2:1884117.
O orcamento e mais condifes do contrato se
acham a disposico dos senbores pretendentes.
Secretara da repartiese das obras publicas de
Pernambuco, 1 de Outubro de 1886.
O secretario,
Joao Joaquim de Slqueira Varej&o.
THEATBO
DE
VARIEDADES
Qtinta feira 14 do corrente, hora do costame,
haver sessao ordinaria.
Secretara do Instituto, 12 de Outubro de 1886.
Baptista Regueira,
1* secretario.
Companbia lyrico-comica de operetas
francezas de variedades e ao modo dos
concertos
dos Campos Elyseos, em Paris
em casa de Charlea Plssym A C
ra do Commercio n. 11. Recife
Est aberta a assignatora para vinte espe-
ctculos
PRECOS
Camarotes cosa 5 entradas 10(000
Cadeiras e galera 24000
Os senbores assignantes terto direito a um des-
cont de 10 /
A companhia acha-se a bordo do vapor
francez Ville de Victoria, esperado no dia
20 do corrente.
BE. DE
1886
' HOJE 13 de Outubro de
A'S 8 HORAS
ULTIMO CONCERT
Honrado com a prosenca do Exm. Sr. Br.
Prosidonto da ProTinoia
Dado pelos celebres violinistas e pianista
JOHANNES WOLFF
Violn solo de SS. MM. o Rei e a Rainha dos Paizes-Baixos
TmtlINIA SINAT EIATHILDE SINAT
ARTISTAS BRAZILEIRAS1. PREMIO DO CONSERVATORIO DE PARE
'PRO.llAMM.t
1. PARTE
i. Sonata n. o para piano e vio-
lino ........Beethoven.
Matbiidc e Virginia Sinay
2. I. Rapsodieliongroise (piano
solo)........ Liszt.
Mathilde Sinay
Romance sans paroles)
Sviolino Wieniatcski.
e Rondo lgant. .)
Johannes Wolff
Nocturno).....
> piano solo
b) Valse j.....
3o Danseespagnole (Molino). .
Virginia Sinay
3.
4." a)
Chapn.
Sarasate.
2. PARTE
6.
(b
(a Romance
" violi 110
Mazurka .).....Wiemawski.
Johannes Wolff
Grande air du Romn d'EI-
vire, chant par Virginia Si-
nay ........
Foleuse (piano-solo) .
Mathilde Sinay
Fantaisie sur Faust (violino),
Virginia Sinay
10. Valse caprice (piano-solo) A. Napolen.
Mathilde Sinay
11. a)Berceuse(apedido)) .
> violino
b) Dansa da liruxa. j .
Johannes Wolff
Thomas.
Lttolf.
Alard.
Faure.
Ries.
PREQOS
Camarotes de
1.* ordem.
2.1 ..
3.a ..
4. ..
Paraizo
12;>00<)
120(X)
80000
60000
Galeras ...
Cadeiras de
1.a claase.
2. .
Plateas
500
20000
30000
20000
10000
Os bilhetes acham-se desde j venda no escriptorio do theatro, e no estabelecimeoto
de joias dos Srs. Joseph Krause 4 C." e na casa do Sr. Victor Prealle ra do Imperador.
Haver bonds para todas as linhas e trm at Apipucos e Olinaa.
O piano do concert em que vai tocar a pianista Mathilde Sinay, da casa do Sr. Victor
Prealle e chegado a esta capital emfins do mez de Setembro ultimo.
martimos
Hamliurg-SQBaamerikaiiisciB
DampschiOTahrts-GeselIschan
O vapor Pernambuco
Lisboa e llamlnirgo
Para carga, pasagens e encommendas e dinhoi-
ro a frete tracta-se com os
Consignatarios
Borstelmann & C.
RUADO VIOylfON. 8
1* andar
Esperase de HAMBURGO,'
via LISBOA, at o dial 6 do
corrente, seguindo depois da
demora necessaria para
Rio de Janeiro e Santos
O vapor Rosario
E' esperado do sul at
o dia 15 do corrente,
segnindo depois da de-
mora necessaria para
Conpa.. a llra.ilelra de Mave
gaeoa Vapor
PORTOS DO SUL
0 vapor Babia
Cammandante Silverio Antonio da Silva
E' esperado dos partos do
norte ateo dia de 13 Outn-
bro e depois da demora in-
dispensavel, seguir para
os p"-tos do su!.
Recebe tambem carga para Santos, Pelotas
e Grande d> Sul, frete mdico.
Para carga, passgens, encommendas valores e
rata-se na agencia
PRAQA DO CORPO SANTO N 9.
COMsAWHIA PEBNAMUCA1VA
DE
MaTegaeSo Costeira oor Vapor
PORTOS DO NORTE
Parahyba, Natal, Macdu, Mossor, Ara-
caty, Cear, Acarahu e Camossim
O vapor Pirapama
Segu no dia 20 de
Outubro, s 5 horas
da tarde. Recebe
carga at o dia 19.
Encommendas passagenc e dinheiros a frete at
3 horas da tai de do dia da sahida.
ESCRIPTORIO
Caes da Companhia Pemambucana
____________ n. 12
tnued SUtes & Brasil liil 8.8.
O paquete Finance
E' esperado dos portos do
sul at o dia 21 de Outubro
depois da demora necessaria
seguir para
Haranho, Para, Barbados, H.
Thoinaz e .\cw-Vork
Para carga, passagens, e encommendas tracta-
se com os
AGENTES
0 ora vapor Allianga
Espera-se de New-Port-
News, at o dia 22 de Ou-
tubro o qual seguir depois
da demora necessaria para a
Babia, Rio de Janeiro, Monte-
video e Buenos -.arres
Para carga, passagens, encommendas e dinbeiro
a frete, tracta-se com os
AGENTES
Henry Forster & C.
N. 8 RUADO COMMERCIO N.-8.
/ andar
CO PA.\Hlfc ?>E** HE8SACE-
ries Huillines
LTNHA MENSAL
0 paquete Equateur
Commandante Lacointre
E' esperado dos portos do
snl no d& 25 do corrente,
seguindo, depois da demora
do costume, para Bordeaux,
tocando em
Dakar e Lisboa
Lembra-se sos senbores passageiros de todas
as classes qne ba lugares reservados para esta
agencia, que podem tomar em qualquer tempo.
Faz-se batimento de 15 em favor das fa-
milias composta de 4 pessoas ao menos e que pa-
garem 4 passagens inteiras.
Por ezcep^ao os criados de familias qae toma-
ren! bilhetes de proa, gosam tambem d'este abati-
mento.
Os vales postaes s se dae at e dia 23 pagos
de contado.
Para carga, passagens, encommendas e dinbeiro
afrete: tracta-se com o
AGENTE
tognig Lab He
9 RA DO COMMiiRCTO-9
0 vapor austraco llmm
E' esperado do sul no dia
12 de Outubro, segtiado de-
pois da demora necessaria
em direitnra para Santos,
voltando depois para o Rio
de Jan' iro.
Recebe carga e encommendas a frete mdico
tractar com os
AGENTES
JOHNSTON PATER & Ca
RA DO COMMERCIO N. 16
Companhia Bahlana de navega
cao a Vapor
Maoei, Villa Nova, Penedo, Aracaj,
Estancia e Baha
0 vapor Marpz flt Caras
Commandante Nova \
-* /tu E' esperado dos rjortoe ci-
ma at o dia 15 de Outubro
e regressar para os mes-
mos, depois da demora do cos-
tume.
Para caiga, passagens, encommendas e dinbeiro
a frete tracta-se na agencia
7Ra do Vigario 7
Domingos Alves Ma heis
CHARGEURS REUNS
C ompanhla Franceza de Xavega-
?o a Vapor
Linha quinzenal entre o Havre, Lis-
ooa, Pernambuco, Baha, Rio de Janeiro
Santos
Steamer Ville fle Victoria
E' esperado da Europa
n) dia 20 de Outubre, se-
guindo depois da indispen-
savel demora para a Sa-
nia. Rio de Janeiro
e Sanio.
Roga-se aos Srs. importa derea de carga peloe
vapores desta linha,queiram apresentar dentro de 6
dias a contar do da descarga das alvareng |ual-
quer reclamacSo concernente a volumes, que po-
yen tura tenham seguido para os portos do sul.afim
de se poderem dar a tempo as providencias neces-
sarias.
Expirado o referido prase a companhia nao se
responsabilisa por extravos.
Kecebe carga, encommendas e passageire par
os quaes tem excellentes accomodaedes.
Augusto F. de Oliveira & C,
AGENTES
42-RA DO COMMERCIO-42
BOYAL MAlLSTEAM PACKET
COMPANY
0 paquete Elbe
esperado
do snl no dia 14 de
cerrente seguindo
lepoi s da demora
necessaria para
S. Vicente, Lisboa, vlgo e Soa
(hamplon
Para passagens, fretes, etc., tract" oom os
|~!ONSIGNATARIC8
Adamsoii Howic &t.



V.
t


iVlHHQnHMBSMMMHNMi
VMH






6
Diario de Pernamtmuotuarta-feira 13 de Outubro de 1886
LEILOES
Leilo
De un armaot* ele amare]b e louro, propria
para qualquer estabeleoimento, 1 lustre para kero-
sene, carteiraa, balanca, pesos e medidas ; livre de
qualquer imposto. Garante-se a casa.
Agente Brillo
4liarla felra, 13 do corrate
A's 10 12 hortu
Ra da Aurora o. 151.
Leilao
De gneros, armaclo e utencilios do esta-
belecimento, sito ra de Santa Tbereza
n. 28.
Quinta feira, 14 do corrate
A's 10 1/2 hortu
O agente SUveira, devidamente autorisado, le-
var a leilo os referidos gneros, armacao e uten-
cilios, em um ou mais lote para pagamente dos
c redores.
Garante se as chaves.
Leilo


Em continuaoo
De 1 piano de Jacaranda, 1 mobilia de mogno
massico, 1 dita de junco, 1 guarda-vestido, 1
gaarda-lonea, camas francesas de Jacaranda e
amarello, mesas, cadeiras, commodas, carteiras,
espelhos, quadros, e om grande sortimentj de fi-
nas, miudezas e perfumaras.
I ii i ota feira. 14 do corrate
A's 11 horas
No armazem da ra do Mrquez de Olinda
n. 9
POR INTERVENgAO DO AGENTE
Gusmo
Luz brilhante, sem Fumo
OLEOAROMATICO
Hygienico e Econmico
PARA LAMPARINES
GOTTAS REGENERADORAS
do novitor SAMUEL THOMPSON
^J^jfae nuii inesperada) sao deudas a este PRECIOSO MEDI-
CAMENTO, reparador por excelencia de toda as perdaa experimentadas
polo organismo consecuentes a EXCEBSOS de PBIZEBES.
, Oettaa dio tigor aos oraaos seiuacs doi dous sexos : curio infallivelaieiite todas as aSkccoei
deaomiaadas E8O0TAMENTO, tata como Impotencia, Eipermatorrha, Pardas emlnae, etc.
P"rokSioo : 6 Francos (em Fran9a) y? .
Tedo fraseo o# lo tronar a arca de Fabrica registrada e a uiigntturi^A&. ""'* '**"**"*
errtt t*r ligoroaamenU raoosado. 72S--'' *""
Pharmacia OEXIJ, rma ocii-chonart. Sal. C*Z/ *MMla
U>, rma Kocnacnoaart, 38. ^S
Depositarios em Pernambuco : FRAN" M. da SILVA C'.
de movis, espelhos o louja
Constando de 1 mobilia de amarello com cadei-
ras de balanco, 2 grandes espelhos para consolos,
1 par de laternas, 3 pares de jarros, 3 candieir js
a gaz, diversos quadros, 2 escarradeiras, 1 lava-
torio e guaraicao para o mesmo, 1 cama franceza.
1 cabide, 1 cama pequea. 1 espelho, 1 marquezo
cem colxo, 1 marqueza, 2 aparadores, eadeiras
para sala de jantar, 1 mesa para jaotar, louca e
vidros, 1 taboa para engommado e muitos outros
movis que sern vendidos ao correr do martello.
Sexta feira 15 do corrente
A' 11 horas
Na ra de S. Francisco, casa n. 31
O agente Martins autorisado pela Sra D. Ma-
ra de Souza far leilao dos movis e mais objec-
toi cima, os quaes se acham bem conservados.
AVISOS DIVERSOS
Aluga-se casas a 8/000 no becco dos Coe
Ihos, junto de S. Goncallo : a tratar na ra da
Imperatris n. 56.
Pede-se aos abaiio notados, o favor de vir
en mandarem ra do Marques de Olinda n. 51.
Pedro Siqueira, Alfandega.
Frederico Vieira.
Manoel, do Banco.
Aluga-se os andares superiores do predio n.
51 roa do Imperador, com ezcellentea aeeommo-
dacoes para familia : a tratar com N. I. Lidstone,
ra do Commercio n. 10.
Alagase o 1- e 2- andar da casa n. 34 i
rna estreita do Rosario ; o terreo de a. 27 do pa-
teo do Terco ; a tratar na ra do H spicio nu-
mero33.____________________________________
Compra-se algodo cm caroco; na prensa a
vapor, no caes do Ramos n. 4.
MARTINS. BASTOS
Perna-mbuco
NUMERO TEUEPHoNICO : UF 3
Agua florida. Extrahida de flores bra
aileiraa pelo aeu delicado perfume, auavda-
de e suas propriedades benficas, excede
a tudo que neste genero tem spparecido de
mais celebre.
Tnico americano.- E' a primeira das
preparacoes para a tonservacao dos ca-
bellos. Extingue as caspas e outras mo-
lestias espillares^ faz nascer os cabellos,
impede que embranquecam e tem a grande
vantagem de tornar livres de habitantes as
cabecas dos que os usam.
Oleo vegetal* Composto com vegetal
innocente, preparado para amaciar, for-
tificar e dar brilho aos cabellos.
Agua dentifricia. Excellente remedio
contra a carie dos den tes, fortifica as gen-
gives e fas desapparecer o mo hlito.
Vende-se as principaes casas desta ci-
dade e na fabrica de leos vegetaes ra
da Aurora n. 161.
TFLEPHONE N 33
*
A LA REINE DES FLE'JRS
Hamalhetes Hovos
L. T. PfVERem PARS
Mascotte
PERFUME PORTE-BONHEUR
Tricofero de Barry
Garntese que faz as
cer e crescer o oabaUo ain da
aos mais calvos, cura a
tinha e a caspa e remove
todas as impurezas do cas-
co da cabala. Positiva-
mente impede o cabello
de cahir ou de embranquo-
cer, e infallivclmente o
torna espesso, macio, lus-
troso e abundante.
F/WA
'/'LiV
Al uga se urna ama perita para todo o ser vi-
co : na rna do Livramento n. 15.
Aluga-se a casa da ra do Pilar n. 37, cem
6 qaartos, 4 salas, cesinha e apporelho fra, re-
constreida, catada e pintada de novo ; a tratar
na ra da Imperatris n. 56.
Preciaa-se de urna perita corinheira, que
compre e durma em casa, prefere se portuguesa ;
na rus da Imperatris n. 73.
Quetn precisar de urna sen hora para coei-
nhar ou para tratar de enancas em cata de pe-
quena familia, dirija-se travesa de S. Pedro
n. 4, 1- andar, que achara com quem tratar.
Pede-se ao 3r. Elisio de Almoida Albuquer-
que o favor de vir Santo Amaro a fabrica de
carvc animal.
Precisa-se de urna ama para cosinhar e que
nao dnrma fra : na ra do hVangel n. 9.
Agua Florida de Barry
Preparada segunda a formula
original usada pelo inventor em
1829. B'o nico perfume no mun-
do qne tem a approvaco official de
um Govemo. Tem dnas vezes
ruis fragrancia qne qualquer ontra
cdur.i odobro do tempo. E'milito
uiais rica, suave e deliciosa. E'
muito mais na e delicada. '
mais permanente e agradavel a
lenco. E' duas vezas mais refres-
cante no banho e no qunrto do
doente. O E" especifico contra n
fronxidao e debilidade. O Jura as
dores de cabeca, os cansacos e os
desuiaios.
Xarope ie Tita fe Reuter No. 2.
Precisa se de urna ama que saiba cosinhar e
engommar para casa de pouca familia ; a tratar
com Joo de Deus, em Olinda, Praia dos Mila-
grea._____________________________________
Preeisa-se de ama cosioheira e de um criado
para casa de familia ; a tratar na ra do Bario
da Victoria n. 39, ioja.
Vende-se a casa de molhados sita ra Di-
reita dos Afogados n. 16 : a tratar na -nesma.
Preciaa-se de urna ama para cosinhar ; a
tratar na ra do Baro da Victoria n. 41.
Aluga se urna casa na Estancia, com bas-
tantes ormmodos e grande sitio ; a tratar na ra
do Marqaez de Olinda n. 40.
/% M mMIT
Precisa-se de urna ama para cosinhar e engom
mar : a tratar na rna Velha n. 75.
% i ,%
Pre:isa-se de urna ama p*ra cosinhar ; na tra-
vesea dos Pires n. 5 (Geriquiti).
t triado
Trecisa-se de um criado de 14 a 18 annos ; a
tratar naiua do Payanada n. 19, Passage-n da
Magdalena.
Feitor
Precisa-se -le om feitor portuguez, para tralia-
har rm um sitio, dando -se interesse ; no caos da
Companhia n. 2, escriptorio'
AHTISI*tUIe-O. DMSOa DZUSAL-A.
C ora positiva a aadical da todas as formas de
scrofulas, Syphilis, Feridas Escrofulosas,
Affeccee, Cutneas e as do Conro Cabel-
ludo com perdado Cabello, e de todas as do-
encas do Sangue^Figado, e Kins. Garante-se
que purifica, enriquece e vitalisa o Sangua
e restaura e reno va o systema inteiro.
Sabao Curatiyo de Reuter
Extracto de Corylopsis do Japo|
PERFUMES EXQUISITOS ;
Bouquet Zamora Anona du Bengale
Cydonia de Chine
Stephania d Australia
Heliotrope blanc Gardenia
Bonqnet de 1'AmiU 'White Rose of Kezanlik Polyilor oriental]
Brise de Nice Bouquet de Reino des Prs, etc.
ESSENCIAS CONCENTRADAS i.") QUAUDADE EXTRA
Depsitos aas principaes Periumarias, Pharmactas e Cabellereiros ua America.
COLLARES ROYER
HsvsmaUet
aat a sa
Dtaaa "CJUraa niajani t eoct." natra ai
OONVUI.BE8
i mu rioura i umji m outfu
Os COLLARES Rf-^aVouerheavio. ka mais
Ide 3B auiasam, aiu os weos aiie prdser'vo
lierimenU ai crease** ' ajudiado ao WtmmM tmmpo deMtedo.
Con ttr ar gnlsMUnoDia aa laaitaeSaa, extj.i-^ i
i^WWir a,ga^^|aSgffl,|gt/5** '
fabrica 4 ,w\r/*m t o 9*ritatt"r
^
n
ORIZA LflCTE CREME ORIZA ORIZA VELOUT-E
aos Consummidores
PERFUMARA ORIZA
PARS 207, Ra Saint-Honor, 207 PARS
OS PRODUCTOS OA PERFUMARA ORIZA L.LCGRMN
devem sen arceaao
Io A cagala escroailMO com qie <
u laarliaaM. \ i saavidad* as ua itrlut.
MAS SC IMITA OS PRODUCTOS OA PERFUMARA ORIZA
sen attlnglr ae Mu graa Se dellcadea e iierfel^o.
C| A avparetxeia exterior iestas imitacSet sendo idntica aos Verta-
IjV aeiro Producto Orixa, os contummiores deverdo se Jt
p. precaver contra este commercio illtcito e censiderar como *f|
ksv coiUraraccao qualquer producto de qualidade inferior A&r
sa vendido por catas pouco honradas. 4 *mi\wmMmn\\umt, O
e favor publico ,
2 A soa (Dalidade inaltcravel
ataimeaaa do CataoTolTnetrado &
pedido franqueado.
16,600 RECOMPENSA NACIONAL 16,600
ELIXIR
A Qninn-Laroche contera todos os
principios da quina, tem um gosto muito
agradavel, e superior aos outros vinbos
e xaropes de quina; contra o descal-
matto das /oreas e da energa, as alfecces
do estomago, as febres inve.eraaas, etc.
FERRUGINOSO
VINOSO
O MBSMO |
BUXIR .
a feliz combina?ao de um sal de ferro
com a quina. E' recommendado contra
a pobreta do tanguc a Moro-anemia, as
ontequencias do parto, etc.
Par.s, 22, ru Dnuot, e as priaelpaes Pharmaclas do Mundo.
1 HIGINICOS para TOMADOR da PELLE e para FiZER a BARBA
(Estes (Sabcnetes A* Mollard Perfumados,
oamaiaflno do Mundo s&o excellontes contra a Affecqoem ,
da pello o aa Picadas
DE MOSQUITOS.
Oppondo-se a aeco dos Miasmas e Microbios do ar e das aguas
sio necessarios contra as molestias contagiosas c epidmicas.
EIA-SE A BR0CHURA EXPLICATIVA l
Exije-se a Marca de Fabrica A' MOIT.ASP
VENDE-SE El TODA A PARTE HAS DROGUERAS, PHARIACUS E PERFUMARAS
Aa JOUBERT, Soc:esor. Pharmaceutico de 1 Glasse
8, Ra des Lombarda em PARIZ.
2 MEDICINAES. crme d. barges <> fricqoes buhos !
Para o Banho, Toilette, Crian-
cas e para a cura das moles-
fias da pelle de todas as especias
em todos os periodos.
Deposito em Prrnarnbnoo ca=a de
Francisco Manoel da Silva & C-
Apolices provinCiaes k 7 0|0
Compra se apolices provinciacs ; ns ra Duque
de Caxias n. 46, loja.
NMIO M RIG4
ie 3X9, 4X9 e 3X8; venJ.- se na serrara a va-
por de Climaco da Silva, caes Vinte Dous de No
vembro p. 6.
Compra-se
tamarindo : na pbarmacia ra larga do Rosario
numero 31.
Alenco
A F.ipolriiu Central convida o sexo f.in
para o sen bonio soitimt-nto dn gravatas, lencos,
meias, collarii hos e. pnnbts, assitn como tem om
explend'.do e esqnesito snrtimrnto de perfumes
raros : na ra larga do Rosario n. 38, OamiSo
Lima & C.
Ba do Bru
A4aga-sa ol 2 e 3 andares do sobrado
ra dj Hrntn n. 6?, com agua : a tratirno mesmo,
padaria.
Pinho resina
da 3X7 at 3X12.
Pinho branco (da Suceia)
de 3X7 at 3X12.
Cimento inglez
VBNDEVI
Fem'! Iraioa C.
/
Cupunga
Gotta, Rheumatismo, Dores
Solqo do Doutor Clin
Laureado da Faculdad* de Medicina de Parit. Premio Montyon.
A Verdadeira Solucao CLIN ao Salicylato de Soda emprega-se para curar:
As Af fe cedes Rheumatismaes aguda e chronicas, o Rheumatismo gottoso,
as Dores articulare e musculares, e todas as vezes que necessario calmar os
sotTrimentos occasionados por estas molestias.
A Verdadeira Solucao CLIN o melhor remedio contra o Rheumatismo,
a Gotta e as Dores.
K23 Umi explicaeio detalhada acompanha cada fratco.
Exigir a Verdadeira Solucao de CLIN & Cie, de PARS, que e encontra em
^ _________________________case dos Droguistas e Pharmaceuticos._______________
Sitio aluga-se
Exccllcnle morada x
Com casa para fatniim, algnns arvoredns, fodo
murado e liea pirtj dos bonds e estrada de ferro,
ra de 8. Miguel n. 99. em Afogadvs, defrout--
da sabearie a vapor : a tratar na ra de Santa
Thereza n. 38.
Silio aluga-se
Com casa para familia, tendo muitos rvoredos
dando fructa, e loeo junto excelleute b-inbo ebI-
|gad>, na travesea do Motocolomb n. 4 (Afoja-
ldos), perto dos bonds e do caminbo de f-rro ;
junto do Illm. Si. enere Lima : a tratar na ra
de Santa l'berrzi n. 38.
luga-sc
Aluza-** barate a case n. 28 A rna da Arniza-
de ; a tratar na ra Visita du rianta Bita n. 14,
sobradn, das 8 birns fa m.u.ha i 1 da tar-ie.
Predios
Criado
Preciso-se de um criado : no largo da Penha
numero 4.
Capnnga
Quart^s moMHitdoa, indep ndentes ; a tratar
mesinii, om rna Nova n. 21.
Alug-a-se
Compr-i-sc alg'ios predios : na rus da Manguci-
r.i n. 7
Criaiio
No largo da C'nrpo Sinto n. 19, 2- andar, se
precisa de um criad > que ore no bu'rr,) do Re
Clfe.
Curso prepara torios
O bucharrl l^tiiioiieo i L. Sobriohotem
aborto tim coras de srtbm^'ic, algebra e peome-
tria ; *h raa o> M .ti iz n. 7.
Crhido ou Mlor
Precisas-: de un erfa4o ou fe i t r ; a tratar na
roa ao Cabug n 12.
om cusa p-'-qurna, nc bree i d. Fundan n. (B ia-
Vista) ; a :ratnr na rus de San'a Thereza uutne-
ro38.
Aluga-se
Ama
Frecisa-se de una a ni p ra ldur com urra
c-rianca d.; um anno ; na ra de Santo >.maro nu-
mero 14.
Ama
P/ecisa-sc de tima tima qu c.isinlie, pura casa
de familia : r.n ra de H' dru Ar)'>ns-> n. 34.
. oredio n. 140 roa Imperial, proprio pava es-
aoeiecitoento fabril : a tratar na roa do Comner-
do n. 34, com J. 1. de Medeiros Reg.
Pede-se ao 8r. Carlos Ribi-iro o obsequio de vir
ra do Jardim n. 27, on annnncie sua reridencia
para ser procurado.
Prcc:sn-ce de urna ama pura cosiiThsr e entra
para tratar de enancas e mal sirvios de caen ;
na ra da Aurora n 81. 2- andar.
lima c^-.sa na ra de S. Jorge n. 26 (R-cife), com
5 quartoj, com osinba, 2 salas, quintal com por-
ta etc. ; a tratar na ra de Santa Thereza nu-
mero 38._________________________________________
Pensin Bourgoise
Una de Jo."quii IVabneo n. 9
Taverna
Vende se a taverna da ra de S. Joao n. 17 : a
Data* na mesma.
Ao eoiHinereio
Cousas c lon>as
O abano BSiganto. na qitn-ade de rr.-enra
j dor do- heid'ir.:s di finado Antonio Ji-s Rodri-
! guv de BdOaa, deelaia ao respeitavcl corio < n -
Inercia!, quir-oSr. Veriato Heveriano G mis de
Pede se aos senhor.s rs lector- s do Bmoculo 6-ro de.xw de faser parta sfcma Jos Aupm
que ronovem as antigs consis e 1 mu, qu t,. !'' ''"s Sa"'\^.^. d" f 1 l* $*<** m
ei mman titano e tnico c ipitaliatn o u:es no
kfinado, e dito Sr lastro com. bmo de iaduttrit,
Qeantlo lodo o activo e piisivo a Birgj dos h-,r-
deros do dito finado. Becifo, 11 de Outubro de
tas risadas proveo u
A troc.
Gscriptura^ao mer-
cantil
Urna pseos com algtim eonhecinn ntn d st i uia-
teria, se off-.-rece para pratieai- em quiiUj".
eriptuno cu casa comin-rcil ; a tratar na ruu
Direita n. 81, ou Padre Floriano n. 41.
188.
Manoel Martin Fintn.
^bnli^Hriio
Bndido Ladislao de Azeved,>, a este senhor
s ) o obsequio de vir ra Direita n. 16
Vesdo lranco.
t
LlJD
laSaaii ._:.-------------------------*
Ama
Precisa-ee de urna ama para comprar e cosinbar;
na roa Vidal de Nereiros n. 134.
Ama
Precisa se de urna ama para andar com dnas
enancas, lavar e engommar para as mesmas ; a
tratar na rna da Roda n. 16.
Ama
Precisa-se de urna ama para casa de pequea
familia ; a tratar na rna do Payaand o. 19, Paa-
sagem da Magdalena.
Ama
Precisa- se de urna perfeita bosinheira ; na ra
do Cabug n. 14, 1 andar, sala da frente.
Ama
Precisa se de urna ama para cosinhar em casa
de pequea familia ; a tratar na ra da Amizade
u. 21, Capnnga.
Ama
Precisa-ee de urna ama para cosinhar a lazer
mais servicos em casa de pequea familia ; na
rna do Aragis n 14.
Ama
Casa no Enea na ment
Aluga se ama casa com 2 salas, 2 qaartos, eo-
sinha fra o cacimba, nova e aluguel commodo :
a tratar na rna de Pedro Alfonso n. 4, antiga da
Praia.
Tendis toce om aoiTrela do pello t
(*)
Usai o melhor remedio, que o PEITOIIAL
DE CAMBARA', e veris como vosso soffrimento
desapparece. Vende-se na drogara dos nicos
agentes e depositarios geraes na provincia, Fran-
cisco Manoel da Silva He, C, ra do Marones de
Olinda n. 23.
Elixir carminativo e tnico do
pharmaceutico Ve as
Remedio que cura dyspepeias, gastralgias e to-
das as perturbacoes ligadas desarranjog de es-
tomago e intestinos. Aconselhsdo por varios di
nicos dos mais conceituados desta cidade, acba-se
i venda exclusiva mente na pbarmacia americana
de A. M. veras & C, ra Duque de Caxias nu-
mero 7.
0 capucho da Moda
Praca da Independencia i e
Receben, novo sortimento de flores, plu-
mas e outros enfeites para cbapos.
Pede s Exmas. familias que se dignem
de vir apreciar o que ba do mais gosto e a
precos muito reduzidos.
Precisa se de u i a ama de leite, sem filho ; a
tratar na rna da Soledade n. 64.
Ama
Precisa-se de ama ama que compre e cosinhe
om perfeicao ; a tratar na ra do Bario da Vic-
toria i). 69, 2 andar.
Ama e criado
Precisa se de urna cosinheira e de um criado ;
a tratar na ra do Baro da Victoria n. 54, loja
de trastes de Carvalho ce C.
Criado eopeiro
Precisa-se de um de
14 a 16 annos, na ra
de Riachuelo n. 17.
Ama para cozinhar
Na ra de Riachue-
lo n. 17, precisa-se
de urna mulher que
saiba cozinhar.
18$000
Aluga-se a casa n. D i ra de Riacbuello, na
Boa-Vista (antiga do Destino), com 2 salas, 2
quartos, coshiha, quintal, est limpa ; a de n. 6
travesea do Freitas, em S. Jos, por 11000 ; as
chaves acbam-se junto, e trata-te na raa da Guia
numero 62.
Attene,o
Agente Burlamaqne
Vende-se tres casas terreas em Olinda, sendo
duas 4 ra do Amparo e urna ra Nova, em
erreno proprio, com muitos comtrodes e em per-
feito estado de eonservicao ; a tratar e inform r-
66 com o agente Barlamaque ra do Imperador
n. 22, ou em Olinda, casa junto a cadeia do Alju-
be, com Candiio Guedea Alcoforado.
Epeiras de peperi
Vende-se na rna da Guia n. 62, em porco e a
retalbo.
Professora
Urna senhora com algumas habilitaeoes pro-
pe-se a ensinar em engenho ou em arrabaldes
deesa ca.ital ; a tratar ua iua estreita do Rosa-
rio n. 43, 3 andar.
CURA CERTA
de todas *s Affeceoes pulmonares
a*.
Todos aquelles que sofrem
do peito, devem experimentar
as Capsulas do Dr. Fournier.
Depositario-; em Pernambuco :
FRANCISCO M. da SILVA A C*.
Deixou de ser caixei-
ro de nossa casa o Sr.
Frederico A. Hichaelis.
desde 2 do correrte.
Wilson Sons fy C. Ld,
Boa morada
Aluga-se a casa terrea com sotea, no oitao de
Terco n. 82, lado da sombra ; psra ver, as chaves
eito na casa n. 80, e para tratar, na ra do Pilar
n. 56, taverna, at as 11 horas da manha, ou de-
poit das 4 hon-s da tarde.
,
QuninadePelletier
ou das trez Armas
O Sulfato de Quinina Pelletier
preferido por todos os mdicos, por
ser nteiramente puro, contra as
Enxaqueoas, as Nevralgias, os
Acoessosde febre, contra as febres
intermittentes e paludosas, a
gota e rheumatismo,e os suores
nooturnos. Cada capsula, da gros-
sura de urna ervilha,contera 10 ceuti-
grammas de sulfato, e nella l-se
PELLETIER. Estas capsulas tem
accao mais prompta e maisf
segura do que as pilulas e'
MofaitOa), e engolem-se mais fcil-
mente do que as hostias.
Deposito em PARS,8, Red Vivienne
e as prinolpaes Pharmacias a Drogaras
Antonio (.onralien Iti-llrao
Antonio dos Santos Lepas e Manoel Goncalvej
Estrella, convidam seus amigos e aos de sea pre-
sado socio Antonio Goncalves Beltro, fallecido
em Portugal, para assistirem as missas que, pelo
eterno descanso do mesma, mandam rosar na
igreja do Corpo Santo, pelas 8 horas da mnha do
dia 16 do corrente, e confessando-se agradecidos
por esae obsequio.______
O Dr Belchior da Gama Lobo, tendo de man-
dar celebrar no dia 14 do corrente, s 8 horas da
manha, na matriz da Boa-Vista, ama missa por
alma de seu cunhado o conselheiro Francisco Ro-
drigues da Silva, fallecido em Pars a 14 do pro
zimo passado, convida a todos os seus parentea c
amigos, bem como aos do fallecido, para assisti-
rem a esse acto de religiSo e caridade, antecipan-
do-lhes desde j seu sincero reconhecimento.
-___ ~~^:--: aaainmi -^ j< -.; M | U aaaaaaaaaaal
S MES DE FAMILIA
Para remediar a fraqueza das enancas, desau-
volver suas forras, seu crescimento' e preser-
val-os das inok-stias cuinmuns idade tenra,
os prinrijwes Mdicos e Membros da Academia
d<- Medicina receito, com grande xito, o verda-
deiio Racahout dos rabes de Delangrenier,
de- Pariz. Este alimento muito agradavel cora-
de substancias vegetaes nutritiva-; e
fortilhviit-, sl- e-|iaiba por toda a economa
e om vista de suas propriedades analpticas,
mcllioru a composiro do leite das senhoras
que criao, e restaun as forras enfraquecidas
do estomago.
Oapca/tostm todisssCidadtsdo Braxlt edoPortngal.
IXWYXWW Itttlilillli
H NOVO
TERMMETRO MEDICO
de Lon BLOGH
(fbivileqluxv)
Systema extru-netisivl
Que Dfio experimenta variarlo algosa
devldaa contr.xcao do vldro.
Antonio Goncalve* He linio
D. Constancia Perpetua Machado Beltro, Fran-
cisco Jos da Silva Lapa e sua mulher D. Cons-
tancia Beltro Lapa (ausentes), Joaqnim Das da
Silva de Azevedo Lejos e Jos Antonio da Silva
Lapa, convidam aos seus prenles a amigos para
assistirem as missas que, por alxa de sen sempre
chorado esposo, sogro, pai e amigo, Antonio Gon-
calves Beltro, fallecido em Portugal, mandam
celebrar na igreja io Corpo Santo, s 8 horas da
manha de tabbado 16 do corrente, sttimo dia da
infausta noticia de seu fallecimento, pelo qne se
cont Bsam Bummamente agradecidos.
Adoptado pela oademla de Medicine d Part
i 22 de aepembro de 1885.
leas o mus Instrumentas tra/fai
minha Assignatura:
Achwo as principn'* Cuu de Inetnuuentoe
de Cimrgia.
Instrumentos
Venda em Grosso: 18, rna Albony, en PARIZ
Deposito cm Pernambuco :
FRAN" M. da SILVA & C*
e naa principaes Phannaciis.
uiui/r. Awviww
H0IHMS.
PO CLERY vende-se em toaa a parte
lo Ctaetano Lunacbi de Mello
Io INMVIStSAIIM
A mesa ngedora da devucao do Nossa Senhora
da Conceico erecta no con vi uto do Santo Anto-
nio desta cidade manda celebrar missas pelas 7
horas da manha do di 14 do cerrente, 1" anni-
versario do fallecimento do sou sempre chorado ir-
man Jos Caetano Lnmaciu do Mello, e para esse
acto de religio convida a todos os irmaos de dc-
veco, pnrentes e amigos do finado : confessando-
se desde j agradecida.
Consisto:io da d>-vi cao de Nossa Senhora da
CoBMieio, 12 de Outubro de 188G.
O eseriv.-io.
Antonio S. de C. Neiva.
t^jiiliiViay?**; -***
aVaatnrca Josc Caelano Lumachl de
Mello
1 .'Hl'UHNVRIO
Heurique rlordaiho do convida os pa-
reuti s e anygos do finado Jobo C'a :no Lumachi
d>' oltllq p-ira aasi-liim lirn:l uissa que manda
rezKr na quinta-fcic.!, 14 d > c rr.uto. no conven-
to de S. Francisco, pelas 7 h-rus da manha, l.c
anniversario do seu passan isde j se con-
fesa i eternamente agradecido.
6HnMnKMnnsi
Brasilina Augusta Lumachi de Mel o e saa
filiu, na quinta ft-ira 14 do cjrrente, uiandam ce-
1 brar missas por alma de gen fallecido filho
irinao. Jos Caetano Lumicbi d Mello, na igreja
de 5, Francisco, pelas 7 horas da manha, e para o
que convidam aos sena amig.is e parentes.

s


^^^MMiMMM


Diario de Pernamburo((uarta-feira 13 de Oatubro de iSSfi
;
Yinlio puro deCollarcs
Jos Pernandes Lima & C, tendo racebido urna
partida deste especial vinho. vendem em barris de
dcimo, assim como engarrafado a 64500 a da-
lia.____________________________
Pillas 'purgativas e depurativas
de Campanha
Esta* pilulas, cuji. preparaco puramente ve
getal, teem sido por mais de 20 annos aproreitadas
com os melborca resultados as seguintes moles-
tias : affeccoes da pelle e do figado, syphilis, bou
boes, escrfulas, chagas inveteradas, erysipelae e
gonorrhaa.
Modo de usal-i
Como purgativas: tome-se de 3 a 6 por dia, be-
endo-se aps oada dse um pouco d?agua adoca-
da, cha ou caldo.
Como reguladoras : torae-se nm pilula nojantar
Estas pilulas, de invencao dos pharmaceuticos
Almeida Andrade & Filhos, teem veridictwn dos
8ra. mdicos para sua melhor garanta, tornandr-
e mais pecommendaveis, por seren um segu.;
purgativo e de pouca dieta, pelo que podeni ser
usadas em viHgem.
ACHAM-SE A' VENDA
"* drosaria de fr'ariu Nobrlnbe C.
4t BA DO MABQEZ DE OLINDA 41
lo i Bao
Aluga-se ou vende-se um grande sitio no Bar-
ro, frrgueiia de Atogados, com muitos arveredos,
dando tracto, tendo duas casas de taina, lugar
muito fresco, sendo o pr'co da venda muito bara-
to, e pelo alugnel de 104 mensaes ; a tratar no
1- andar n. 22, rna laiga do Rosario^_____
Ensino primario e secundario
Diurno nocturno
O aiaix > assignado coniiua a leccionar pri-
oeiras litras, portutuez, francs, aritbmetica,
rethorica e outros preparatorios, em casa de sua
residencia ra do Mrquez de Oltuda n. 1, se-
gundo andar, mediante remuneraeji > raznvel.
fe 1ro Estellita C Lins.
Gralilica-se
aqun entregar no 2- anear do predio n. 19
ra las Triuch. iras, tres chaves de cofre, sendo
duas menores e urna maior, as quaes ioram perdi-
das na mesma ra na noite d- 25 do corrente
\ovo porto do eanao
Ba do Mrquez do Herval n. 3
Tendo um consumidor de carvao completad) o
nnmero d'1 tiO barricas, recbeu um vigsimo di. 1*
part da 14 3 lotera das Alagoas n- 21.947, c se
lhn coube' a sirte grande p.d'i vir recebei os
cem nmeros de biihetes, de cunformidade com o
annuncio. Neste porto vtnde-se muito b m car-
vao a 720 rs. a barrica, e aceitam-fe reclamncoes
dos fregueses, quandonao firem bem servidos na
qualidauc do cirvo, e nos fretes dos conducto-
res.
Attcnditc!
Boqueta da ultima invencao, para casamentos,
etc., etc., de Jote Samuel Botelbo ; a tratar na
rna do Barao da Victoria, hja n. 20, e ra da
Cadeia a Bm fe, ioja n. 4'J
VENDAS
Vende se duas paites do engenbo Forno da
Cal, rm Olinda, no val. r de 6:0004, ou permuta-
se por eosa no Becife, ou sitio rm teberibe, que
fique a margem do rio ; muito frtil para canas e
tudo quauto 6 lav < raras, boa baia para capim,
sitio de cejuei-.s, gmnde pedreira para o fabrico
de cal, bom barro para tijolo e telha, matas para
lenha, grande pr<>porcoes para criar, para o que
tem bom parto, que onde sust'nta-se todo o
gado e vaeCHS de lete desta cidade ; a tratar no
mesmo sitio ti. tronte da igreja de N. S. do Gua-
dalup .
Vende se urna arma cao, propria para taver-
3a. ou .lupa-i'- a casa ct-m armacao ; a tratar na
ra Imperial n. 236.
V-nde-se um boi
do Rcsario n. 9.
e carrosa : na ra larga
Taverna
Vende se uica taverna na estrada dos Aflictos
n. 20-A, prepria para principiante e com comino-
dos para t milia.
' Raridade
Vende-se na ra estreita do Rosario n. 19, qua-
tro colleccoes do Diario dt Pernambuco, relativas
aos anuos de 1839, 1840, 1844 e 1847 ; e do Dia-
rio Novo, correspondentes aos adnos de 1841,
1846 e 1818. _______________________
Pechinchas!
Sao as egiilniei que definitiva-
mente nao entrarao no pruxlmo ha
lan^o
Admirem!
Bonito sortmento de mariposas e fust oes, cores
firmes, a 240 e 320 rs. o covado !
Nansoks de cores mimosas a 180, 200 e 320 rs. o
dito!
Linho escocezrs, novidades em padroes, a 200 e
240 rs. o dito !
Setinetas, as mais finas que tem vindo, a 320 e
360 rs. o dito !
Cretones francezes a 260, 280 e 320 rs. o dito !
Sargelim diagonal, todas as cores, a 40 rs. o
dito '
Popelinas de cores, a 160 e 240 rs., listras de se-
da, barato !
Lizinhas modernas, a 440 e 500 rs. o dito !
Cachemiras, lindos gostos, a 600 e 700 rs. o dito !
Renda indiana (imitacao), linda fazenda, a 700 rs.
o dito !
Irlanda, delicados desenbos. um metro de largura,
a 800 rs. o dito !
Merinos e o u'.. mira?, pretas e de cores, a 900 rs.,
lf e 1/200 o dito !
Setim macan, todas as cores, a 800 e 1J o dito !
Veludilbo de todas as cores, lisos e bordados, a 14
e 14200 o dit.!
CasemiruS inglezas, de cores, a 14200 e 14400 o
dito !
Cheriots, preto e aznl, a 24500, 34 e 34500 o
dito!
Cas. mira diagonal, a 14800 o dito .'
Panno inglez superior, preto e azul, a 24200 e
44 o u.l5!
Pial de esguiao para easaquiohos, a 34500 e
4*!
dem de tuperior algedo, a 44, 20 ids 1
dem de madpoloes americanos, a 44500, 54 e
64, 24 ida!
Para as Ezmas. noivas, lindas grinaldas e veos,
por 1Z4 c 154 !
Ricos torunados, todo bordado, con-.pleto, por
94
Lindas gnarnicoes de crochets, cadeiras e sof, a
84!
Snp rior bramante de algodao, quatro larguras, a
900, 14 e 142UO o metro !
Atoalhaflo bordado a 14400 e 14800 o dito !
Pannos de diferentes corea pra mesa a 600,14200
e 14600 o covado 1
Cobertas de cretones, lindos padroes, a 34800 e
H.
Len(e8 de bramante (oBa de casal) a 24 um !
Colzas franeeiss, decores, a'24, e 64 superiores !
Lances de cores, lindos desenhot, a '24 a dusia I
Seruulas bordadas, de brama*, a 164 a diU !
M-ias inglesas, brancas fl e-cores, a 34200 e 64
a dit*.
Cambraia bordada, branca, a 64 e 74, as melbores
que tem vindo!
Sortimento completo de sedinhas de cores, grosde-
naplcs, filos bordados, crep, mantilhas, capas
dela,fiebs. ^
ChamadosTemos pessoal habilitado.
Venda* em *roaoDescont* dapraca.
-Rna Daqae de Casias 5*
Cunto Hi Gula & G.
A RevohiQo
W..4a
A' ra Duque de axias, resolveu vender
os seguintes artigos com 25 /0 de me-
nos do que em outra qualquer parte.
Cachemira bordada de seda a 14500 o co-
vads.
Merinos de cores a 900 rs., 14000 e 14200 o co-
vado
Merinos pretos a 14200. 14400, 14600, 14800 e
24<100 o covado.
Velludilhos lisos e lavrados a 14000 e 14200 o
covado.
Palha de seda a 800 rs. o covado.
Lis com listrinhas a 600 rs. o covado.
Griosdcnapoles pretos a 14800, 24000 e 24500 o
covado.
Setina damass a 320 rs. o covado.
Zepbiros com desanos modernos a 240 rs. o
covado.
Linhos escossei-es a 240 rs. o covado.
Oaze com bolinhas de velludo a 800 rs. o co-
vado.
Zepbiros lisos a 100 ris o covado.
Ditos listrados a 200 ris o covado.
Chitas finas a 240, 280, 300 e 320 ris o co-
vado.
Cretones finos a 360, 400 e 440 ris o co-
vado.
Baptistas finas a 200 ris o covado.
Nansuc finas com 3 padroes lindos a 300 ris o
covado.
Lis com mselas de seda a 700 res o covado.
Setinetas com desenlies lindos a 320, 360, 400 e
440 ris o covado.
Ditas lavradas a 500 reis o covado.
Dias lisas a 400 e 500 ris o covado.
Kustoes de cores a 320 rs. o cavado.
," Enxovaes para baptisado de 94000 a 184000
um.
Colchas bordadas a 44, 54, 74, e 84000 urna.
Ditas brancas a 14800 urna.
Cobertas de ganga a 2480 urna.
Leneoes braneo a lHiK) nm.
Lencos de 14200 a 240i a duzia.'.
Toalbas felpudas a 44O00 e 64<)00 a duzia.
Bramante de 3 larguras a 900 ris a vara.
Dito de 4 ditas a J'K) a dita.
Dit> de linh a 24000 a dita.
Cobertores de la a 44:00 e 74000 um.
Fecbs de la a 24 e'44500, 54000 e 64500 um.
^Chales finos de 54000 a 94000 um.
Sctins ina-o a 800 e 14<00 o covado. i
"Cortinados borddos a 7400O, 94000 e 164000 o
par.
Espartilhos de ciuraca a 44000, 54500, 64000
e 74500 um.
Guardanapos de linho a 44000 a duzia.
.MadapoNV.'s gemina de ovo e pelle de ovo a
650U a pc{a.
Camisas de meia a 800, 14000, 1*500 e 24000
urna.
Seroulas de bramante a 14 e 14400 urna.
Planella branca a 400 ris o covado.
Casemira diagonal a 148('0 e 24500 o covado.
Cortes da casemira a 34000, 54000 64000 e
74000 nm.
Camisas de linho a 304000 a duzia.
Brim pardo a 320, 360, 440 e 500 ris s co-
vado.
Linn com salpicos a 500 rs. o covado.
Fustods brancas a 360, 440 500 e 640 ris o
covadu.
Panno da dista a 14400 e 14600 o covado.
Dito admascado a 14800 o covado.
Ecguiao amarello e pardo n 500 rs. o covado.
Cortinados de crochet a 2441)00 o par.
Henrique da Silva Moreira.
Fazendas brancas
Camisas nacionaes
A *500. aSOOO e S4500
32=^ Luja a ra da linperatriz = 82
Vende-se neste no7o estahelecimento um gran-
de soniuvuto de camisas brancas, tanto de aber
turas e p.iuhoc d linho como de algodao, pelot
baratos p-e^os de 24500, 34 e 44, sendo tasenda
muito melhor do que as que veem do estrangeiro t
muitu mais bem feitas, por serem cortada por
um bom artista, especialmente camiseiro, tambern
se manda facer por eneommendas, a vmtade dos
fregueses : na nova loja da ra da Imperatris n
3, de Ferreira da Silva.
Ao32
Nova loja de fazer 'as

= S
SO' AO NUMESO
40 rna da Imperatrlz = -lo
Loja dos barataros
Alheiro z C a ra da Imperatriz n. 40, ven-
dem um bonito sortimento de todas estas fazendas
abaizo mencionadas, cem competencia de precos,
A SABE i- .-
AlgodaoPc^ de lgodaczinho com 20
jardas, pelo'' barato preco de 34800,
4J, UvO, 44.. .0, b$, 54500 e 6f50
MadapolaoPecas de madapolao com 24
jardas a 44500, 54, 64 at 124000
Omisas de meia com listras, pelo barato
prec de 800
Ditas branca e crasa, de 14 at 14800
Creguella franceaa, fazenda emito encor-
pada, propria para leneoes, toalhas e
ceroul&s, vara 400 rs. e 500
Cerou as da mesma, muito bem feitas,
a 14200 e 1*000
Colletinbos r a mesma 800
Bramante francs de algodao, muito en-
corpada, com 10 palmos de largura,
Dito de linho ingles, de 4 larguras, me-
tro a 24500 e 2,5801
Atoaihado adamascado para toalhas de
mesa, com 9 palmos de largura, metro 1|800
Cretones e chitas, claras e escuras, pa-
droes delicados, d 240 rs. at 40U
Baptista, o que ha de mais delicado no
mercado, rs. 200
Todas estas fazendas baratissimas, na cohecida
loja de Alheiro & C, esquina do becco
dos Ferreiros
algodao entestado pa-
ra lenfoes
A SOo rs. e I OOO o metro
Vende-se na loja dos barateiros da Boa-Vista
n Todao para leneoes de um s panno, com 9 pal-
1 s de larcuraa 900 rs., e dito too 10 palmos a
00 o metro, assim coma dito trancado para
unalbas de asesa, com 9 palmo* de largura a 14200
u otro. Isto na leja de Alheiro & C, esquina
do ecco dos Ferreiros.
MERINOS PKETOS
A 14200,14400,14600, 14800 e 24 o covado
A heiro & C, k roa da Imperatris n. 40, veo
dem muito bons merinos pretos pelo preco acinu
dito. E' pechincha : na loja da esquina do bec-
co dt s Ferreiros.
Espartilhos
Na loja da ra da Imperatris n. 40 vende-se
muito bons espartilhos para senhoras, pelo precc
de 54(100, assim como um sortimento de roupas
de casimiras, brins, etc., isto na loja da esquinb
de becco dos Ferreiros.
CASEMIRAS INGLEZAS
A 24800 e 34 o covado
Alheiro & C, ra da Imperatris n. 40, ven
dem um elegante sortimento de casemiras ingle-
sas, de duas larguras, com o- padroes mais deli-
cados para costume, e vendem pelo barato prec
de 24800 e 3f o covado ; assim como se encarre-
gain de mandar faser costumes de casemira a
30, sendo de paletot sacco, e 354 de fraoue,
grande pechincha ; na loja dos barateiros da Boa
Vista.
BRIM PARDO LONA
A 320 rs. e covado
Os barateiros da Boa-Vista vendem urna grande
porcao de brim pardo lona, por estar com princi-
pio de toque de mofo, pelo barato pr. co de 32<
rs. o covado, grande pechincha ; na loja da es
quina do becco dos Ferreiros.
Bordados a lOOrs. a pera
A ra da Imperatris n. 40, vende-se pecas de
brdalo, dous metros cada peca, pelo barato pre
co de 100 rs., ou em carto eom 50 pecas, sorti-
das, por 5f, aproveitem a pechincha ; na loja da
esquina do becco dos F*rreiros^_______________
Oleo de moeot
Snrerior e sem falsificaco : vende Luis Jos
da Silva Gnimares, ra do Commercio n. 5.
Vende-se
um terreno com algumas arvores fructferas, na
estrada de Joio de Barros, fronteiro so sitio do
Dr. Ajres Gama, e junto das estacos da Encru-
silhada, em chao propno, tendo de 90 a 100 pal
mos de frente e 300 a 860 de fundo : quem pre
tender c m >rr, dirija-se estacsV) de Timb-
Ass, ou para all envi urna carta com as ini-
ciaea J.C.M.C, indicando a sus residencia para
ser procurada Para iaformacSee, os preteodentes
podem dirigirse i viuva que mora a terreno a-
ono a ello
Ra da Impe
DE
FERREIRA DA hx^VA
Neste novo estahelecimento encontrar o res
pjitavel publico um variado sortimento de fazen-
das de todas as qualidades, que se vendem poi
precos baratissimos, assim como um bom sorti
ment de roupas para hoinens, e tambero e man
da taser por encommendas, p r ter um bom mes-
tre alfaiate e completo sortimento de pannos finot
casemiras e brins, etc
Unen, p loifiis
IBa da lmperairls-11
7400)
104001
124001
124001
5450
6450-
84001
3400t
14601
140U
St-Hua da Imperairls
Loja de Pertira da Silva
Neste estahelecimento vende-se as roupas aba
zo mencionadas, que sao ba- i/.as.
Palitots pretos de t"'r' ^. aiagonaes e
acolchoados, senao tazenaas muio en-
corpadas, e forrados
Ditos de casemira preta, de cordao muito,
bem teitos e forrados
Ditos de dita, fazenda muito melhor
Ditos de nanella azul sendo inglesa ver-
dadeira, e forrados
Calcas de gorgoro pre, acolchoado,
sendo fazenda muito encorpada
Ditos de casern a de cores, sendo muito
bem fsitas
Ditas de flanella inglesa verdadeira, e
muito bem feitas
Ditas de brim de Angola, de muleskim e
de brim pardo a 24, 24500 e
Ceroulas de greguellas para homens,
sendo muito bem feitas a 14*<00 e
ColletinhB de greguella muito tem feitos
Assim como um bom sortimento de lencos d>
l'nho e de algodao, meias cruas c collarinbee, etc
to na loja oa "ua da Imperatriz n. 3i
fies, setinetas e laalnnas m SO
rs. o covado
Na loja da ra da Imperatriz n. 32, vende-t
um grande sortimento de istoes brancos a MV
rs. o covado, lziubas lavradas de furta-coret
fi-zenda bonita para vestidos a 500 rs. o covadi.
e setinetas lisas muito largas, tendo de todas ai
cores, a 500 rs. > covado. pechincha : na loj
do Pereira da Silva.
tigadiioznho francs para lencoe*
a OOO rs.. i loo
Na loja da ra da Imperatriz n. 32, vende-s
superiores algodozinbos franceses com 8, 9 e l1
palmos de largura, proprios para leneoes de un
s panno pelo barato preco de 900 rs. e 14<>00 i
metro, e dito trancado pa a toalhas a 14280, a
sim como superior bramante de quatro largura
para leneoes, a 14500 o metro, barato na loj
da Pereira da Silva.
Roopa para meninos
A I*. 4*SOO e 4
Na nova loja da ra da Imperatriz n. 32, s-
vende um variado sortimento de vestuarios pro
prios para meninos, sendo de palitosinho e calc
iba curta, feitos de brim pardo, a 44000, dito:
de moleequim a 4450C e ditos de gorgoro prtU
emitando casemira, a 64, sao muito baratos ; n>
oja do Pereira da Silva. ________
A' Florida
Ra Duque de Cavias n. loa
Chama Ee a attenco das Ezmas. familias para
os pr. eos seguintes :
Luvas de seda preta a 14000 o par.
Cintos a 14500.
Pnnhos e collarinhos de cores para homem a
14000.
dem para senhora a 14500.
Orampos invisiveis a 60 rs. o masso.
Luvas de seda cor granada a 24, 24500 e 34
o par.
Suspensorios p ra menino a 500 rs.
dem amer.canos para homem a 34-
Meias de Escossia para enanca a 240 rs. O par.
Loques de papel com correte a 14-
Fitas de velludo n. 9 a 600 rs n. 5 a 400 rs. o
metro.
Lencos de eseuiao a 14500 a duzia.
Albuns de 14500, 34, 34, at 84
Bamcs de flores finas a 14500.
Luvas de Escossia para menina, lisas e borda-
das, a 800 e 14 o par.
Porta-retrato a 500 rs., 14, 1*500 e 24-
Pentes de nikei a 600 rs., 700 e 8<>0 rs. um.
Kosetas de brilhantes chimicos a 200 rs. o par.
Guamiyoes de idem dem a 500 rs.
Anquiobas de 145(0, 24, 24500 e 34 urna.
Plisss de 2 a 3 ordene a 400, 500 e 600 rs.
Bices de cores com 12 jardas e 2 1/2 dedos de
largura a 34 a peca.
dem com 4 dedos a 44500 a peca.
Espartilbo Boa Figura a 44500.
Ideo. La Figurine a 54000.
Bicos de alencon com 4 e 5 dedos de largura a
24500 a peca.
dem estreitinhos com 10 metros a 800 e 14000
a peca. t
Pentes para coco com nscripcao.
Para toilet
Sabio de areia a 320 rs. nm.
dem phemeado a 500 is. um.
dem alcatrSo a 500 rs.
dem de amendoa a 300 rs.
dem dealface al4000. .
Agua celeste a 24000.
Agua divina a 14500.
Agua Florida a 14000.
Mac eos de seda a 100 rs.
Meias brancas para senhora a 34 a duzia.
BARBOSA & SAt*TOS
WHISKY
ROYAL BLEND marca V1ADO
Este ezcel lente Whisky Escesscs preferivt
40 cognac ou aguarden.* de canoa, para fortifica
> corpo.
Vende-se a retalho nos tu Iheres armasens
nolhados.
Pede ROY AL BLEND marca VIADO cujo w
me e emblema sao registrados para todo o Brazi
_______BHOWN8 c* C, agentes
Novas ls.nluis
A StOe 400 reis o eovado
Acabam de chegar para a loja da roa da Im-
peratriz n 32, um grande e bonito sortimento de
lsiuhas de cores pa:a vestidos, sendo fazenda de
muita phantasia, com cores claras e escuras, e li-
quidara se a 320 e 400 reis o covado, por ha ver
grande porcao na loja de Pereira da Silva.
Malvasia
Yinlio propriii para senhoras
Em barris e a retalho : P^cas Mendes & C,
ra estreita do Rosaiio n. 9.
02
AS
t*2
oa
(^2
Cocheira a yenda
Vende-se urna cocheira com bons carros de pas-
seio, bem localisada e afreguesadaj por preco mui-
to mdico em razio de seu dono nao pcuer admi-
nistrar por ter de faser urna viagem : os preten-
deres acharo com quem tratar roa do Duque
da Cazias n. 47.
Viuvos eviuvas
Poderao ir Graciosa, ra do Crespo n. 7,
que acharo sempre artigos proprios para luto,
taes como :
Leques pretos de papel, setineta e setim.
Vol'aa, brincos, polseiras e broches pretos.
M- as pretas, fitas, bicos de linho, la e seda
pretos.
(juarnicoes para eamiss de homem.
Cadeias de fita, retroz e metal, pretas.
Meias pretas para criancas.
Uuarte S C
Noldades do Exooslco Central. &
ra laraa do lidiarlo n. fts
14800
81KI
24000
24010
24 24OOO
80
600
Meias de fio d>. Escossia, para senhora
Ditas eruas e brancas, para senhora, rs.
Kztracto Port'viene
Ideni Theodoro
Bquet Carlos Gomes
dem Guarany
Liubas para machina, rs.
Meias, fio de seda
Bordados por to 10 o preco.
Exposlco Central
Ra larga do Rosario numero 38
Luz elctrica
Vende-se um appai elho de illuminacio elctri-
ca, cont ido um dvnnmo Siemens, machina a
vapor, urna lampada de arco, com intensidade de
2,000 velas, e duas de 1,000 velas cada urna, eom
os competentes lampeoes, fios elctricos, soladores
e de mais accessorios. tuda experimentado e eso
boas condiedes de conservacXo : a tratar no es-
critorio da compaubia do Beberibe, 4 roa do Im
jMraaorn. 71.
Teeidos de linho
A 500 rs. o covado
Na loja da ra da Imp'-ratriz n. 92, vende-se
um bonite sortimento de fazendas de linho para
vestidos, tendo largura de chita frinccza, com
muito bonitas cores e palminhas bordadas, pe-
chincha a 500 reis o covado, na loja ae Pereira da
Silva.
Cabriole t e victoria
Vende-se um cabriolet e urna victoria em per-
feito estado de coiisn-vaco e por preco modice :
na cocheira n. 16 ra do Duque de Cazias.
Ppula & C.
N. 18Bu O GabngN18
Tem
Luvas de pellica, pelle de cao, camurca, seda fio
d'Escossia e casemira.
Agua florida e Tricofero de Barry.
Sa bonete diversos e curativo de Reuter.
Cambraias lisas, bordadas eabertas.
Camisas e ceroulas de flanella e meia de 1S.
Camisas sem collarinhos e sem punhos s/c c/p
c/c e c/p.
Collarinhos, punhos, meias, plastrons, mantas,
gravatas de laco.
Lencos, espartilhos, penteadores em cambraia,
vestidos de cambraia bordados, b deas tapetes, fi-
x3 de seda e de 1S, casacas elsticos, casacas de
casemira grenadine de seda i- todas de seda.
Alpacas de seda a 600 rs o covado.
Telephone 500. _______
Aproveitem!!
Vende-se o predio n. 7 na segunda entrada do
Campo-Alegre ; quem desejar, dirija te traver-
sa dos Artistas n- B, cm,~anto Amaro das Sali-
nas. ______
Maduro
Vinho puro da uva
O que pode haver de melhor para mesa, em
barris e a retalho : Pocss Mendes & C, ra
estreita do Rosario n. 9.
VAPOR
e nioenda
Vende-se um bom vapor e moenda com pouco
uso ; a ver no engenho Timbass. muito porto
da estaco do mesmo aome ; a tratar na rna de
mperador n. 48, 1< andar.
Serrara a vapor
Caes do Caplbarlbe n. 98
S'esta serrara encontrarlo os srnhores trege-
les, um grande sortimento de pinh j de resina de
inco a des metros de compnmento e de 0,08 a
1,24 de esquadros Garante-se preco mais co mo-
lo do que em outra qualquer parte.
Francisco dor Santcs Macedo.
00
fsV.
ce
ib
os
&2
Chapeos e chapelioas
36A40PBACA DA DEFENDEIA-36 A 40
B. S. CAKVALH0 & C.
Proprietarios deate bem conhecido restabeIecimento pajtecipam
as Exmas. familias e ao publico em gerai, que mensalmente recebem
das principaes casas em Pars e Manchester o que de melhor e de
apurado gosto ba em chap-linas e chapeos para senhoras e meninas
e das primeiras fabricas de Himburgo o que ha de melhor em cha-
peos para homens e crianjas, o muitos outros artigos concernentes
chapelaria.
Flores artificiaes para ornamento de salas.
550
I
SO
S9
se
G*3
THES0URAR1A
DAS
vmm u twnm
Aeha-se venda a 5a parte da Ia lotera a
beneficio 'da Santa Casa de Misericordia do
Recite que se extrahir quinta-feira, 14 de 0n-
tubro ao meio dia pelo seguinte
4,000 bilh etes a 160000
Beneficio, sello e commis-
sj......
1 Premio de. .
1 Dito de .
1 Dito de .
1 Dito de .
7 Ditos de 2:0000000
10 Ditos de 1:0000000
16 Dito de 5OO0< KX)
34:OO00O0
69:0600000' 2
314:9400000'
_ __ 2
100:0000000.
30:00t)00: 2
10:0000000
4:00i'tX)O0
14:0000000
10:0000000
8:0000000
a centena em que sahir
o terceiro premio .
Approxim a 5 o e s do
2:0000000 para o pri-
meiro premio
Ditas de 1:0000000
para o segundo premio
Ditos de 6500000 para
o terceiro premio .
2,400 premios de 200000
para todos os algaris-
raos tinaes do primeiro
premio
I
c
I
5:9400000
4:0000000
2:00000(0
1:3000000
48:0000000

I 2,400 Premios de 200000
para todos os algaris-
mos finaos do segundo
premio.....
9:9000000,5,140 Premios
48:0000000
314:940000
Pinlio de Riga
Acaba de chegar pelo brigne Atalanta um com-
pleto sortimento de pinho de Riga da melhor qua-
iidade e de diversas dimensoes, como sejam :
4 X 12
4X9
3 X 12
3 X 11
3X9
2 X 12
e tabeas da mesma madeira de 1 e 11,2 polle-
gadas. *
Vendem MATHUES AUSTIN & C, ra do
jUoaimercio .18, 1 andar, ou no caes do Apollo
51, por pre eos commodoe.__________________
\oivos e noivas
Encontrario sempre na Graciosa, rna o Cres-
po n. 7, urna variada collecco de objectos pro-
prios para casamento, como sejam :
Capellas com veos, de 54 a 25*000.
Grinaldas de flores de larangeira a bf e 6f.
uigas de seda bra ca a lf e 2ft (K).
Luvas de pellica branca para senhora a 2500
o par.
Ditas de dita para homem a 34 o par.
Meias abertas de fio de Escossia para senhora a
sOOOo par.
Ditas de seda branca para senhora a 84000.
Ditas de fio de Escossia, brancas, para homem
a 1*500.
Leques brancos de setim, de 64, 104 e 154000.
Gravatas brancas de cambraia a 800 ra.
Ditas ditas com laco a 14000.
Ditas de setim branco a 14500.
________ Duarle A C. ^^^^^^
GRANDE
Expsito central rna larga do
Rosario n. 5 8
Damiao Lima & C, chamara a attenco das
Exmas. familias para os precos seguintes :
Carreteis de 200 jardas 4 80 rs.
Peas de bordados do 200 a 600 rs.
Ditas de um palmo a 24500 e 3> 00.
Fita n. 80 para faxa a --4500.
Leques regatas e D. Jiwunita a 14000.
Frascos e extractos de Lnbin, prnnd-8, a 24000.
L ques a D. Lucinda dilhu a 64'KX).
Toalhas felpudas a 500 600, e 14 Duzia de meias para b m- m a 3j0O0.
Ditas para senhoras a 34000.
Luvas de seda a 24000.
Meias de fio de seda para menina a 14000.
Colannhos de linho a 5(0 rs.
Ditos de algodao a 320 e 400 rs.
Macos de grampos a 20 rs.
Pecas de cordo pf ra vestido a 30 ra.
avisiviis grandes a 320 rs.
Grampos invisiveis a 60 ra.
Um leqne de setim (novidade) a 6f500.
Ricas bolcinhas de madreperola de 14500 64.
L2 para bordar 24800.
Urna cspella e veo de 154000, por 124000.
Um espelho de mol lora por 54500.
Urna palseira de fita por 14200.
Pliss a 400 e 600 rs.
Urna boneca grande de cera por 24500 e 34000.
NA EXPOSigO CENTRAL
38-Bu Larga de Rvario---38
99 Ditos de 2000000 para
acentena em que sahir
o primeiro premio 19:9000000
99 Ditos de 1000000 para
a centena em que sa-
hir o segundo premio
99 Ditos de 600000 para |
Caso a terminacSo do segundo premio se ja igual a do primeiro passar ao nu-
mero immediatamente superior.
Esta lotera divide se em 20 partes e os biihetes em vigessimos de 800 ris
cada um,
Os premios raaiores de 2000000 em cada parte estilo sujeitos ao imposto pro-
vincial de 15r0 e 5r. addicional sobre o referido imposto.
EXTRACCAO PELA MACHINA FIGHET
Thesouraria das loteras, 9 de Outubro do 1886.
Augusto Octaviano de Souza,
____________________________Thegonrelro.____________
FDICAO GERAL
ALLAN PATERSON & C
N. 44-Ru i do Brum-N. 44
JUNTO A E? AfAO DOS B0NDS
Tem para vender, por pret mdicos, as seguintes ferragens:
Tachas fundidas, batidas e caldeadas.
CrvacSes de diversos tamanhos.
Rodas de espora, idem, idem.
Ditas angulares, idem, idem.
Varandas de ferro batido.
Ditas de dito fundido, de lindos modelos
Portasd foraalha.
Bancos de ferro com serra circular.
Gradeamento para jardim.
Vapores de torea de 3, 4, 5, 6 e 8 cavaos.
Moendas de 10 a 40 pollegadas de paadora
Rodas d'agua, systema Leandro.
Encarregam-se de concertos, e assentamento de machinismo 6 execacam qual-
trabalho com perfeicio e presteza.


S
6

^iiwviti^
joseph krase 8: c.
Acabam de augmentar o sei j bem conhecid
mpartante estabelecimento na Io
de marjo n. 6 com mais
nm sali no i andar loxoosamente prepa-
rado e prvido de ima e&posi-
fl# to *m de prata o PorU eelwlrtf late
dos mais afamados fabricarte do
mondo inteiro.
nonvida, pois, as Exmas. familias, seas nume-
rosos amigos e fregaeies a visitare
sen estabelecimento, alm de
apreciaren a grandeza bom gosto com que
nao obstante a grande
despoia, o adornaran, fem honra
desta provincia.
MU-UIHHD W U1 U Hl
fl
e
m


Diario de Pcrnanibuc-tyuarta--feira 13 de Outubro de 1856
ASSEMBLEA GERAL






CMARA DOS DBPIT4DOS
SESSAO EM 24 DE SETEMBRO DE
1886
PRESIDENCIA DO SE. GOMES DE CASTRO
1. VICE-PBFSIDENTE
(ContihuaqSo)
Compara o prego das torras da lei de
1?50 o do regulaoieuto de 1867, para de-
monstrar que nSo raaior o prego a o pro-
ecto.
L a circuler de Jullio de 1874, que
addicciona ao prego das trras as despe-
pezas da medigSo e demareagSo ; e, rete-
rindo-ae ao decreto de 1867, inostra quo o
prego era de 2 a 8 rs., addccionando-lbe
^0 [0, quando a venda era a praso. Com-
paraodo com os pregos das trras cm ou
tros paizes, procura provar que nSo
exagerado que consigna o projecto.
Concorda cm modificarse a parte do
projecto, relativa bypotheca que s pode
fazer com pleno dominio, mas pondera que
o titulo de posse a que se refere o projecto
de natureza especial, e que em lugar de
titulo de pe ase, deve chamar se titulo pro-
visorio de propriedade.
Tratando dos 300 rs. exigidos pelo a fo-
ramento, compara o com o do substitutivo
apresentado pelo Sr Candido de Oliveira,
e diz que o deste mais elevado.
Em relagSo ao pr*zo de um auno para
legitiraagao e revalidagSo e de quatro para
03 procesaos a que ellas podem dar lugar,
diz que sufficente e que s por esse meio
se conseguir o que ha mais de trinta an
nos se nao tem conseguido.
Defende a commissSo de que fez parte
da aecusagao de desidiosa que lhe fez o
Sr. Candido de Oliveira, e admira-sb que
O nobre deputado que foi Isader e tomou
p rte tSoaitva na poltica, nunca se lem-
brasse de reviver o tubstitutivo do Sr.
Buarqae de Macedo, agora apresentado
pelo mesmo nobre deputado, que o acha
tao bom, que o nSo aceita.
L a lei de i850 e o projecto, e mostra
que nao foi fiel o nobre deputado quando
afiirmou que tinham para este sido trasla-
dados artigos daquella.
Analysa o substitutivo que de tal or-
dem que o partido liberal nao o quiz.
RetVriudo-se ao Sr. ministro da agricul-
tura diz au", embora passe a ser conside-
rado susp'eito, porque soldado do partido
de que elle ebefe, cocotudo declara que
Lnguem melhor do que S. Exc. pJe pres-
tar servigos na pasta que lhe foi confiada.
Com a patrica que tem S. Exc. e com o
seu systema de iminigragao*e que ha do
ser pela propaganda, pasee ou nao passe
a lei, tem f que os seus servigos sobre
immigragSo dar-lhe-hSo incremento como
nao teve at agora.
O Sr. Candido de Oliveira diz
que a apassagem do projecto seria mais fa-
tal que a manutengSo da lei : esse projecto
prohibindo a venda de trras alm dos li
mites nelle marcados, nem consulta ae con-
digoes da nossa sociedade nem o melhor
meio para estabelecer a corrate immigra-
toria, a lei de 1850 d completa taculda-
de ao governo para a venda de trras e,
pertanto, o nobre ministro se quera tratar-
seriamente da Immigragao, devia ter pre-
parado lota e no emtanto em vez d'S fa
zl o dispensou commissoes empregudas
nesses servigos, o que importa o adiamen-
to na execugSo do seu systema.5
Entende que o Estalo nSo deve fazer
da venda de trras urna fonte de receita,
e continua a sustentar que os pregos sSo
exagerados, exigindo o governo mais do
que os particulares.
L o artigo da lei de 1850 para demons-
trar que no prego das trras j est inclui-
da a despeza com a raedgSo e demareagSo.
Tratando do regulamento de l857, lem
bra que as trras das colonias sSo excep-
ciones, collocadas em pontos povoados e
cultivados, tendo, portanto, muito menos
valor.
Embora o nobre ministro diga que acei-
ta a reducgSo nos pregos, receia que seja
ella mnima e portanto seria melhor con
MTfM os da Ie de 1*50.
NSo ao oppoe ao aforamento, mas pen-
sa que nSo dar rasultado, no nosso paiz
nSo se quer emphyteuse, todos querem ser
proprietarios para baixo est o inferno,
para cima est o c -
Combate o juro de 300 rs. de aforamen-
to por hectaro; o projecto de Buarque de
Macedo marca 50 rs. e no emtanto nlo o
aceita porque acha elevado, quanto mais
300 rs.
Quando cooiparou a lei de# 1850 com o
projecto nao disse que a copia foi comple-
ta, notou ap-'nas que, tendo trasladado di-
versas disposigues dessa le, esqueceu al-
gumas importantes, salutares e acautela-
doras dos interesaos do Estado.
Pondera que ha no projecto disposigoVs
draconeanas, e entre outras esta que faz
perder o direito s trras pela f^lta do
cumprimeoto de algumas das condgSts es
tabelecidas, condemnando ao mesmo tempo
a ficar sem as prestag'es que tenha pago,
lito fazer o Estado o papel d* usurario.
Insiste em que pequeo o prazo de
ura anno para a legitiraagSo, e para de-
monstrar as difficuldades lembra que ha
30 annos disso se trata e ainda nao se
conspguio.
Tratando da secretaria da agricultura,
diz que ella precisa, nSo de auxiliar te-
chnico, mas de auxiliar jurdico para que
as propostas venham cm melhores condi
gues e nao se diga, por exemplo ; nenhum
particular poder comprar trras, etc.
Insiste em que a cmara vai votar dis-
posigSes que j foram votadas e lembia que
contra isso j se pronuncin um parecer
do couselho de estado.
Diz-se que os liberaes nao querem re-
formas ; nao querem de certo como a que
se discute, que est certo tambem a nao
querem os bons conservadores.
Faz diversas considerag'es sobre o que
tem occorrido entre o senado e a cmara,
o que prova o nosso abatimento parlamen-
tar, e conclue affirraando que o projecto
que se discute muito mais odioso que a
lei de 1850.
A discussilo tica adiada pela hora.
O Sr. presidente d a ordem do dia para
25.
SESSaO EM 27 DE SETEMBRO EE
1886
PRF3IDENCIA DO SR. GOMES DE CABRO, 1'
VICE-PRESIDENTE
Ao meio dia comega a chamada, que
termina ao meio dia e doze minutos. bre-
se a sesso.
Sao lidas e approvadas as actas dos dias
25 e 26.
O Sr. 1. secretario d conta do expe-
diente.
Vem mesa, lido, apoiado e appro
vado sem discussSo, seguate requerimento:
Requelro que, por intermedia do mi-
nisterio da agricultura, se solicitem infor-
raag5es ao governo acerca da espoliagSo
de terrenos e propriedades de que, foram
victimas 32 familias italianas em Santa
Catharina.
Sala das aessoes, 27 de Setembro de
1886. Affonso Celso Jnior.
O Sr. Sctc navarro propSe o a
cmara appro va unnimemente que se lan
co na acta um voto de pozar pelo falleci-
mento do Sr. Francisco Carlos de Araujo
Brusquo que foi deputado Assembla
Geral pela provincia do Rio Grande do
Sul.
O 8r. Aires de Araujo protesta
contra o projecto do Sr. senador Es. rag
nolle Taunay sobre os limites das provin-
cias do Paran e Santa Catharina. Como
representante do distrhto em que est in-
cluida a villa do Rio Negro, sabe melhor
do que ninguem que os habitantes dessa
villa nSo querem pertencer provincia de
Santa Catharina.
Tratando da proposigSo do Sr. senador
Viriato de Medeiros,que critcou a admi
nistragao dos telegraphos e a estrada aber-
ta na provincia do Paran para esse ser-
vigo, diz que foi o orador, quando minis
tro da agricultura, quem obteve o crdito
de 200:0005 para os telegraphos naquella
provincia, quem ordenou ao Sr. Bario de
Cnpanema que seguisse o rumo que seguio,
e quem deu as instrucgSes para a realiza-
gao desse melhoramento, que tem grande
alcance.
Foi o orador quem ordenou ao Sr. Ba-
rSo de Capanema que no sertao de Gua-
rapuava abriese urna picada de largura
tal que nenhum galho de pi h-iro pu la-
se cahir em cima da linha telegraphica, e
que a provincia pudesse aproveital a para
construir urna estrada de rodagem. Para
esse fin ten ella dado e continuar a dar
35:0005 por anno. Sao 18 leguas que atra
vessao urna matta que tem arvores ira raen
sas; toma, pois, toda a. responsabilidade
das instruegSes que deu para esse servigo
e que o Sr. BarSo de Capanema executou
fielmente ; nao tem, portanto, fon lamento
FOLHETIH
DE
EMMA KOSA
POR
ZAVIEB DE MIEPJB
conin53"s.si&oio
( Con tinuaco do n. 234)
XVI
Os dous mogos deixarara o magistrado,
e o Sr. de No yl, mesmo, preparava se pa-
ra sabir, quando receben um recado do
procurador geral, que o chamrn'n.
Foi ao pala io e achou o seu chefe no
gabinete rom Ricardo de Gevrey.
O procurador geral era um homem do
eerca de sess'-nti nnnis, de um puritanis-
mo austero, levandc at a exageragSo a
grav'Hade profissional.
O sen acolbiraer to foi glacial.
Sr. substituto, disse elle, o senhor
nSo ign< ra que u pedido que formulou com
ref< rencia k soltura provisoria da detenta
Ang-'l Bernier, nob a sua fianga pes-
soal, absolutamente contrario lei, qua
So almiite fianga para indiciado cujo or
me pie trazer a < ondemnagSo a urna pe-
na afHiCtiva ou ir femante.
- Do certo, nao posso igoorar isso, Sr.
i roeorador geral, icspondeu Fernaado de
Rodyl ; entretanto, nSo creio qun o meu
pedido, como s acha formulado, tenha na-
da de illegl. Nao urna fianga pecunia-
ria qne offtrgo para Angeia B-rnier, mas
urna garanta moral. Creio, firmemente,
que essa infeliz mulher victima de un
roai hinagao infame e que as apparencias
falsas. Creio que, de um lado, o amor
materno ex itado pelo desapparecimento "a
filha, e por outro o desejo ardent" de en-
tregar justiga as provas da sua innocoo-
cia, torn riam Angola Bernier singular
mente perspicaz, se estivesse solta, e h fa-
riam descobrir o meio de desmascarar os
seu aecusadores, qu sSo os verdadeiros
culpados. Ella assim traria um concurso
immenso inatru-gao que se transvi sem
fia? conductor. NSo pois, para arran-
car Angela Bernier aos seus soffrimentos
phyaicos e moraes que solicitam a sua sol-
tura provisoria, mas para que ella tragt
luz no meio das trevaa.
Estou convencido de que se pode annuir
ao meu p-diJo sem illegalidade, e ffirmo
que ba muito precedentes. Quantas vezes
nao se tem deixade sollos os indi dados de-
baixo de UT.a inspecgo invisivel, ignorada
por eiles inesocos, porque assim esperava-
se que elles se trabissem, inconscientemen-
te, a ai e aos seus cmplices ? O que j se
fez pdese fazer mais urna vez, creio eu,
msmo no interesse da justiga e da verda-
de, e estou certo de que o Sr. de Gevrey
nao me ha de desmentir.
E' essa a sua opioi&o, Sr. iuiz de
instrucglo ? perguntou o arocurador geral.
Ricardo de Gevrey, cuj*lhar encontrn
o olhsr supplice do Sr. de Rodyt, reapon-
deu:
Essa a minha opiniao.
O senhor acha que essa mulher podo
s contra ella? Admtte, emfim, a possibili-
dade de um erro judicisrio ?
Novo olhar de Fernando provocou esta
r'spott*".
S Dos infJver... Ang^a Bet-
as accusagSes do Sr. senador Viriato de
Medeiros.
Passando a tratar da commsa mixta
de limites, diz que leu as folhas do Rio
da Prata alguma cousa a esse respeito,
ms no Brazil nada se tem publicado. De-
sejaria que se publicasse o relatorio do
chufe da commisso braziloira, assim como
se publicou o do chefe da commisso ar-
gentina.
D -seja tambem saber se o presidente do
Rio Grande do Sul embargou uns avisos
do nobre ministro da guerra.
O Sr. Rodrigo Silva podo affirmar ao
nbre deputado que o digo presidenta do
i'io Grande do Sul nao embargou nenhum
aviso do nobre ministro da guerra.
O Sr. Alves de Araujo estava certo de
que o nobre ministro da guerra nZo se
duixaria ludibriar pelo seu subordinado
duas vezes : como presidente da provincia
e como militar.
ORDEM DO DIA
Continua a discussSo nica das emen-
das do senado ao projecto n. 63, deste
anno, sobre o crime do damno.
O Sr. Rodrigo Silva (pela ordem) requer
e a cmara approva o encerramento da
discussSo.
Procedendo-se votagao das emendas
sao approvadas, e o projecto rem-tti io
commissSo do reducgSo, til como foi pu-
blicado no Jornal do Comniercio de 27 de
Agosto, sessao do senado.
Continua a 2." discussSo do projecto n.
49, deste anno, sobre o uso de armas pro-
hibidas.
o Sr. i andido de Oliveira se
nSo fosse o cumprimento de um dever se
limitara a votar symbulicamente este pro-
jecto contra o qual protesta boje, como
protestou hontem, e que nSo devia ser dis-
cutido na ausencia do nobie ministro da
justiga, por ser altamente governamental e
mutilar as attribnigoea de juizo.
Ha de concluir o seu disurso, pedndo
que se convide o nobre ministro para as-
sistir discussSo, lamentando o absenteis-
mo de S. Exc, que sabia que o projecto
estava na ordem do dia.
Passando a examinar o projeito, diz que
urna especie de sahis populi foi invocado
pelos seus autores. Diz-se que os capoei-
ras nvadem a lei, que impotente para
reprimil-os. Isso quasi faz lembrar o ni-
hilismo na Russia, que exige urna penali-
dade especial. S essa razSo invocada pelo
nobre autor do projecto devia fazl-o cahir.
NSo por factos solados em urna cidade,
que se deve legislar para toda a sociedade
brazileira. Este o erro que o nobre au-
tor nSo pode tirar do seu projecto. NSo se
pode estabelecer urna s regra para terri-
torio tSo vasto como o nosso, e em que as
localidades estilo em circunstancias tilo di-
versas.
Nao se pode dizer onde cheg* a arma
prohibida e onde com ga a necessaria para
o trabalho. A faca de ponta, que na cor-
te a arma mortfera e trazida escondi-
da, urna nece8sidade para o tropeiro e
para o carreiro, e a navalba necessaria
ao barbeiro.
As enmaras municipaes que odicavam
quaes as armas offensivas que eram prohi-
bidas, mas o projecto diz quaes sao as ar-
mas prohibidas e as cmaras nSo pdem
dar licenga para o uso de armas que sao
declaradas prohibidas ; portanto o projecto
cerceou as attribuigSes das cmaras muni
cipaes.
O orador est certo de que a commissSo
tomar em consideragSo estas observagSes.
Trata do 2 do art. Io que estabelece
como circumstancias aggravantes a reu
niSo de dous ou mais individuos com ar-
mas offensivas para praticarem turbulencia
ou desordens. Este paragrapho intil ou
nao tem justificagSo. Es tuda este para,
grapbo em relagSo aos artigo que tratara
do uso de armas prohibidas e ajuntamento
Ilcito, e nesse ponto procara demonstrar
que o psojecto substituio palavras do cdi-
go por outras que aSo tm sentido legal.
Quando por urna lei moderna se revoga lei
anterior, aquella deve conservar a termi-
nologa da revogada. O projecto devia re-
ferir-se classificando o que turbulencia e
o que desorden!. Sustenta que o pro-
jecto ha applicagSo de penas para delictos
nSo d- fioidas.
Entende que necessaria a audiencia do
nobre ministro da justiga : o projecto affec-
t-i principios muito delicados da nossa le
gislagSo; tem por fim armar o governo de
raeios poderosos para combater a turbulen-
cia e a desordem, principalmente nesta
corte, e, portanto, nao pociendo a discus-
sSo correr revelia do governo, vai man-
dar um requerimento para que se convide
o Sr. ministro da justiga.
V que a opposiglo perde e seu tempo e
o seu latim, e que o projecto ha de passar;
tem, porm, esperanga que, assim c mo a
lei de 1850, denominada Corta caberas, foi
revogada, esta, que ha de passar para a
historia com o nome de lei do Sovel&o, ha
de no senado ser emenda, conforme o exi-
gem as conveniencias publicas.
Requeiro que seja convidado o Sr.
ministro da justiga para assistir discus
sSo do projecto n. 49.Candido de Oli-
veira. 8
A discussSo do projecto e do requeri-
mento fica a iiada pela hora.
Continua a 2a discussSo do projecto n.
51 deste anno, regulando a venda, afora-
mento e coocessSo gratuita das trras de-
volutas.
O Sr. LeitSo da Cunha (pela oriem)
requer e a cmara approva o encerramen
t da discussilo.
Procedendo-se a votagao do art. Io ap-
provado.
Entra em discussSo o art. 2.
O Sr. Candido de Oliveira diz
que o encerramento da discussSo, depois
ds proferidos apenas dous discursos por
parte da opposigSo, mostra a pressa que
tem o go/erno de que passe a lei e que
v para o livro da porta da cmara e seja
remedida para o senado. Em nome da oppo
siglo, declara que ella nSo tomar mais par
te na discussSo. Seja acabada, v quanto
antes para o senadol ha de ella ser
emendada.
Ninguem mais pedndo a palavra en-
cerrada a discussSo approvado o art. 2.
Entram successivamente em discussSo e
sSo approvados sem debate os arts. 3, 4,
5o e 6.a
O Sr. Affonso Pen a (pela ordem) nSo
pode deixar passar o precedente. O Sr.
presidente julgou prejulicado o substituti-
vo por ter sido approvado o projecto, se
naquelle ha d8posig3?s iguaes as deste,
outras ha que o nao sao. Nada requer
mas protesta para que nSo passe o prece-
dente,
O Sr. Presidente diz que sendo appro-
vado o projecto, entendeu prejudicado o
substitutivo, mas se o Sr. Affonso Penna
requer fal o-ha votar.
O Sr. Affonso Penna nada requer.
Entra em diseussSo o artigo additivo do
Sr. Henrique Salles.
Ninguem pedindo a palavra encerrada
a discussao.
Procedendo-se votagSo rejeitado o
additivo, passaudo o projecto 3a discus-
sSo.
O Sr. Penido (pela ordem) diz que
vista da pressa que tem o governo da pas-
8agem do projecto, pede ao Sr. presidente
que consulte a casa, se dispensa o inters-
ticio para que o projecto entre em 3a dis-
cussSo na sessao segninte.
Consultada a cmara, resolve arfirmati-
vameate.
Esgotado a 2a parte da ordem do dia
volta-se 1.a
Continua a discussSo do projecto sobre
armas prohibidas, procedendo a discussSo
do requerimento do Sr. Candido de Oli-
veira.
Ninguem pedindo a palavra encerrada
a discussSo do reqttferniento-, que, posto a
votos, rejeitado.
nier parece culpada, mas pode aer victi-
ma.
O procurador geral voltou-se para o Sr.
de Rodyl e dirigio-lhe esta pnrgunta :
lia um outro interess", alm do da
justiga, que o dirige neate negocio, nlo
assim, Sr. substituto ?
i ionfesao que sim, responden Fer-
nando, se.m hesitar.
- Qual esse interesse, perguntou o'
chefe em tom severo.
A fitha de Angela Bernier, a menina
que deaapparecen, depois que a mSi foi
presa, minha filba.
- Sua filha !
- Sim, minha filha, vilmente abando-
nada por cnim desde que nasceu. Minha
tiln, que nunca vi e que apd>-rou-se
bruscamente do meu coragS I Hije amo
in todas as forgas do m-u coragSo essa
menina, que nSo conhecia, eu dara todo o
meu sangue para deicobril-a, se novo cri-
me nSo foi coinmeltido; e creio firmemen-
te que o instcto materno de A gela Ber-
nier ba de pl-a na pista de Einma Ros.
Urna mSi que procura sua rilh vale mi
do qu todos os polciaes do mundo (
O procurado'' geral r-.-fl-jetio durante al
guns segundos.
Depois disse em voz lenta :
- Como o Sr. juiz de nstruvcSo, (ue
senhor absoluto neste negocio, nao se op
pe, autoriso a soltura de Angnia Bernier
por quiaze das, baixo da vigilanota oc
eulta de dous agentes.
Depois, aceresjentou, diriginde se Fer-
nando Je Rodyl;
. NSo me agradega, Sr. substituto.
Fazeado o que fago, s tenho um move!, o
interesse da justiga.
O Sr. de Rodyl, cora o coragSo cheto de
alegra, a despeito da dnreza extrema do
seu chefe, iaclinou-se respetosamente, e
sabio com Ricardo de Gevrey.
Esto levou-o ao sea gabinete, onde as-
signou a ordem de soltura do Angela.
O Sr. i oelho de Campos, embo-
ra adopte as ideas capitaes do projecto,
diverge em alguna pontos. Mostra que o
ponto capital do projecto a repressSo
mais energi;a do uso de armas prohibidas,
turbulencia e vagabundagem, nSo se tra-
tando de qualificar delictos, mas dos meios
de punil os. Mostra a in3uffieiencia das
penas do cdigo criminal, que, apezar do
ser um excellenta trabalho, tem soffrido
alteragoes exigidas pela frequencia e mu-
tiplicdade dos criraes e pela exiguidade
das penas. Refere-se lei de 3 de De-
zerabro, que teve a sua sagragSo por am-
bos os partidos durante trinta annos ; ana-
lysa a do 1871, que em sua opiniao nSo
tinha urna acgSo prompta e eificaz. L o
que dUseraua os ebefes de policia e minia
tros da juatiga di 1867 e 1878, pedindo o
augmento de penalid^de.
Todos sentem o mal que existe, mas
qual a causa? Attribuio o Sr. Candido
de Oliveira, desiaia das aut ridades e
falta de execugSo das leis. At certo pon-
to ha razSo, mas no caso actual de ne-
cessidade reformar a lei para sua melnor
execugSo.
Depois de algumas observageies sobre
a conveniencia de seren remuneradas as
autoridades policiaes, ao menos nos cen-
tros populosos, e refdre as reincidencias e
l urna estatistica cas que se deram de
1877 a 1878 que se originaran), nSo da
decida das autoridades, mas da exiguida
00 das peuas ; e quando se quera attribnir
essas reinciden ;as m ndole ou incorri-
gibilidade, entSo para as grandes males
grandes remedios.
Sustenta que os actos de capoeiragem
nSo podera ser punidos como os crimes de
uso de armas prohibidas e outros, devem
sel-o com penas correspondentes sua gra-
vidade.
Quanto classificagSo de turbulencia e
desordem, trata da demonstrar que no c-
digo existe essa classificagSo.
Entende que, se se augmenta a peaa
para quebra dos terrenos de bem-viver,
deve augmentar-se tambem para os termos
de seguranga.
Louva a pana de 1 a 3 annos para as
reincidencias, mas quanto s colonias mi-
litares nSo s^be se as que existem pode-
rSo satisfazer as exigencias do projecto.
Referilo se ao e>tabelecimento de colo-
nias apenas, entende que ellas devem ser
para os vagabundos nacionaes.
Discute a obHcgao apresentada sobre o
cerceamento da competencia das municipa-
lidades para concessSo do uso de armas, e
sustenta que assim corno essa competencia
lbe foi dada pelo poder legislativo, esse
pode tiral-a no todo ou em parte.
Ha algumas armas cujo uso pie ser
permittido pela cmara, outras, porm,
nSo.
Admira a opiniao do Sr. Affonso Penna
que estranhou fazer-se da aggravaute urna
elementar do crime e mais a do Sr. Can-
di io de Oliveira sustentando qut isto con-
tra os principios de direito. Trata de de-
monstrar que ha aggravantes que sSo ele
mentares pela pr pria natureza do crime e
outras por declaragSo expressa da le e para
proval-o a ponta diversos artigos do cdigo
am que ellas existem, conhecendo d'ahi quo
nSo de admirar fazer se da reincidencia
elementos de crime.
Discute a questSo do cerceamento das
attribuigoes do jury, que se diz dar-se-ia
pela creagSo de urna jurisdicgSo especial.
Entende que nSo ha inconstitucionalidade
nessa creagSo e aquelles que a coaibatem
fundam-se no art. 152 da constituigSo, mas
esquecem que esse artigo est subordinado,
ao 151 pelo qual o legislador podo deter-
minar as conligoes e3peciaes do julgaraento
e se assim nSo fura nSo haveria explica-
gSo para algumas que se tem creado.
Entende que no caso de que se trata
indispensavel o juizo especial, porque para
seguranga, e tranquiliiade, necessario
que o processo seja rpido e pensa que o
processo deve ser feito polo juiz municipal,
cabendo o julgaraento ao juiz de direito.
Conclue lembrando que os tres grandes
males que affligem a capital do Imperio
sSo: a febre amarella, a advocada admi-
nistrativa (denominada bixa) e a capoeira-
gem ; contra o primeiro est o prograrama
a idea do saneamento sustentada pelo Sr.
ministro do Imperio ; contra o segundo a
vigilancia e energa do governo e contra o
teneiro, leis Beveras e repressivas que o
que o legislador procura fazer com o pro-
jecto que se discute, com o qual attende s
conveniencias publicas e d urna prova de
patriotismo.
A discussSo tica adi ida pela hora.
O Sr. Presidente d a ordem do dia
28.
--------
Vou mandar esta ordem ao director de
S. Lzaro, disse elle.
D-m'a. Ea mesmo a levarei.
Pois v, e D'US quera, tanto pelo
senhor "o por ella, que Angela Bernier
possti provar a sua innocencia l
Essas palavras do amigo, mo3traram a
F-rnando quanto a sua posigSo estava
Jameagada; mas nesse momento queche
importa va isao ?
Tomou a ordem de soltura e sabio do
gabin-te, depois de ter epertado a mSi de
Ricardo, que mandou inmediatamente cha
mar o ch-fe da seguranga e dcu-lhe ordena
relativas vigilancia oceulta de que Ange-
la B-rnwr devia ser o objecto.
Quando sanio do palacio, o Sr. de R >
dyl nem pensou jio voltar para casa.
Eotnu no carro em que tinha ido e man-
dou que o levasse pnsSo de S. Lzaro.
Dnp*M da t>ua conversa com Fernn lo,
Ang-la ahia, s vezes, em um estado de
violenta agitagao nervosa, s vezes em urna
proBtraMo absoluta.
\s angustias que senta como mai e a
?nnerv<>o da esp-ra e da incerteza pro-
luziaiB-lb.) urna f-bro rd -nte, a cujos ac
c-saos jHieoediam horas de prostr P.riaodo cumpriria a sua promesa* ?
T ra a influencia necessaria para obter
a tu a soltura ?
Pdria ella procurar a saa filha e se-
guir na sombra os miseraveis de qne ella
pcasoajiaente era victima ?
. Os infames que foram causa da sua pr-
h*o deb .ixo de urna aecusagao monstruosa
de p.rrieidio?
C rria o tempo. Os dias succediam-se,
e a inf liz mulher nao ouvia fallar no sub
stituto, qu) era a sua nica esperanga.
Entretanto, parevia-lha que a traiavam
m mais attencSo e que a vigilancia a
qu i stava submettida era exercida de rao-
> m- nos ostensivo e menos brutal.
Ms, t Ivez, fosse urna illusSo.
Eli nSo da va a menor, importancia aos
SESSAO EM 28 DE SETEMBRO DE
1886
PRESIDENCIA DO SR. GOMES DE CASTRO
1." VICEPRESIDENTE
Ao meiodia comega a chamada, que
termina ao meio-dia e quinze minutos.
Abre-se a sessao.
E' lida a acta da sessao anterior.
O Sr. l. secretario d conta do expe-
diente.
SSo remettidos 3.a commissSo de in-
querito, varias actas eleitoraes do 3 dia-
trcto do Rio Grande do Sul,
E' lido e vai a imprimir o parecer da
commissSo do fazenda, opinando pelo n-
defferimento da pretengSo da corapanhia
The Campos Syndicate.
E' lido e vai a imprimir o parecer da
com nissSo de tazenda, autorisando o go-
verno a contar para 08 effeitos da jubila-
go ao lente da escola de marinha Lttz
Pedreira de tempo de
servgo prestado no exercito a contar de
1860 a 1872.
O Sr. Affonso Penna pede a palavra
para apresentar um requerimento.
Vem mesa, lido appoiado, entra em
discussSo e approvado som debate o se-
guate requerimento :
Requeiro qu3 se solieite do governo,
pelo Ministerio da Agricultura, copia das
cartas trocadas entre o ministro brasileiro
em Londres e a directora de The Minas
Jentral Railway of Brasil Limited, sobre
assuoopto da estrada de ferro a cargo desta
companhia.
Sala cas sessfos, 28 de Setembro de
1886.Affonso Penna. i
O Sr. Affonso Celso Jnior: A 31 de
Maio mandou mesa urna rcpresentagSo
de muitos eleitores de S. Francisco contra
tropelas all praticadas e pedindo provi-
dencias. Essa representagSo foi enviada
commissSo de constituigSo e poderes que
at hoje ainda nSo dea parecer. Entretan-
to sSo decorridos quatro mezes, tempo suf-
ficiente para elaborar um parecer primo-
roso.
O orador j tem reclamado e o Sr. pre-
sidente sempre resp3nde: a commissSo
ouvio a reclamagSo do nobre deputado ;
etc. o Reclama hoje de novo.
Aproveita a occasiSo para mandar
mesa tres requerimentos que l.
V-n mesa, sSo lidos, apoiados, e en-
tram em discussSo, os seguintes requeri-
mentos, sendo os dous primeiros approva-
dos e o terceiro adiados por pedir a pala-
vra o Sr. Rodrigo Silva :
Requeiro quo por intermedio dos Minis-
terio da Agricultura, se solicitara informa-
gSes ao governo, acerca das providencias
tomadas para evitar conflictos a que deu
lugar a resolugao adoptada pela nova com-
panhia de gaz, de exigir dos consumidores
previo deposito de urna somma equivalente
ao consumo provavel em determinado pe-
riodo.
Sala das sesgues, 28 de Setembro de
188. Affonso Celso Jnior.
Requeiro por, por intermedio do Mi
nisterio da Agricultura, se solicitam ao go-
verno copia das decisSes proferidas pelo
juizo arbitral que foi sujeito a pretengao
da Compagnie genrale des chenins de fer
brsiliens, relativo ao pagamento de... .
350.000 francos, correspondente ao juro de
7 "I" ao anno sobre cinco milhSes de fran-
cos, o que a referida companhia se diz com
direito.
a Sala das sessees, 23 de Setembro de
1888.Affonso Celso Jnior.
o Requeiro que, por intermedio do mi-
nisterio da justiga, se soliciten ao governo
copia das informagSes prstalas pela po-
licia acerca da morte do hespanhol Andr
Ramos, effectuado hontem n'uma das es-
tagoas policiaes desta corte, conforme de-
nuncia a imprensa diaria.
o Sala das eessSes, 28 de Setembro de
1886. -Affonso Celso Jnior.
O Sr. JoSo Henriques faz algumas ob-
servagoe3 que nSo nos foi possivel onvir.
O Sr. Alves de Araujo diz q> e quando
falln hontem sobre o aviso que o Sr. mi-
nistro da guerra enviou ao Sr. general
Deodoro, presidente do Rio Grande do
Sul, o nobre leader da maioria afiirmou
que esse general nSo tinba embargado tai
aviso, leu porem, hoje o contrario e por
isso vai apresentar um requetimento :
Vem mesa, .' lido, apoiado, entra em
discussSo que adiado por pedir a pala-
vra o Sr. Rodrigo Silva, o seguinte reque-
rimento :
a Requeiro que se solicite do ministerio
da guerra, informagSo sobre o aviso ou
avisos ltimamente expedidos presiden-
cia do Rio Grande do Sul relativos ao te-
nente-coronel Madureira.
i Se verificou-se a recusa do presidente
daquella provincia em dar-lhes cumprimen-
to e 03 motivos com que fundamenten o
seu acto ?
A resposta dada pelo ministerio da
guerra s observagSes feitas pelo presiden-
te do Rio Grande ?
< Copia de todos os documentss a que se
refere este requerimento.*
Sala das sessoes, 28 de Setembro de
1886.Alves de Araujo.

modos mais ou menos pulidos do pesaoalda
prisSo.
Emma Rosa oceupava todo o seu espi-
rito, e emquanto pensava na filha, as la-
grimas a cegavare, solugos dolorosos su-
biam-lhe do coragSo aos labios.
- Miuha filha desapparejeu... Morreu
tal vez... repeta ella incesantemente. Os
miseraveis, que nSo conseguiram matal-a
da primeira vez, agora sem duvida con
cluiram a sua obra.
E a infeliz mSi senta a loucura ferver
Ih* no cerebro.
Quando Fernando de Rodyl chegou a S.
Lazaro, dirigi se ao director, ao qual en-
tregou a ordem de soltura de Angela B:r-
nier
Em vista da oriem assignada pelo juiz
da instruegito, o director s tinha que in-
clinar-se, foi o que fez.
Vou a secretara, Sr. substituto, dis-
se elle a F-rnando, quo replicou :
Emquanto o senhor preenche as for
mal ludes 1-g i'-s, tenha a botidade de man-
dar a Sra. Angela Bernier ao parlatorio.
J vai.
O director tocou a campainha e o sub-
stituto foi conduzido ao parlatorio por um
empregado da prisSo, como o tinha sido
poucos das antes.
Ao mesmo tempo avisou-se a detenta
que uma visita a esperava.
Quem ? perguntou ella.
Um dos substitutos do proeurador da
repblica.
Angela estremeceu.
Esse substituto, cujo nome nSo lhe d-
ziam, devia ser Fernando de Rodyl, pare-
is impossivel duvdar disso.
Que viria elle dizer-lhe.
Trazia-lhe uma boa nova ou uma noti-
cia desesperadora ?
Com o coragSo aperlado pela angustia,
ella rcompanhou o guarda.
No momento em que ella entrou no par
latorio, o Sr. de Rody ostenden-lha as
mSos.

[Continua).
Minha filha I minha filha 1 balbuciou
Angela em voz entrecortada pela emogSo.
Sabe alguma cousa da minha filha ?
- Nada, infelizmente, responden Fer-
nando com tristez*.
Angela ficou lvida, e foi obrgada a
apoir-8e no espaldar de uma cadeira para
nSo cahir.
A o eabo de um segunde tornou com
amargor :
E essa Uberdade provisoria de que o
senhor d-u-me a esperanga ?... NSo de-
vo mais contar com ella, nao assim?
Eu rrago-lhe essa lber tpde.
A filba de Jayrae Bernier soltou uma
exclamogSo de alegra e as suas faces pal-
udas tomaraui ura pouco de cq>.
Livre 1 i-X'damou ella depois, aper-
tando as maos do substituto ; vou ficar li-
vre E eu que nSo ous va contar com o
senhor, tal era o receio que tinha de uma
iecepgSo.
F-z o possivel, poda dizer mesmo o
impossivel, replicou Fernando de Rodyl.
Al .s a d.-speito de todos os meus esforgos
uSo consegu- obter seuSo um tempo limi-
tado d libi rdade.
Que tompo me dSo ?
. S quinze lias.
- Quinso das, repetio Angela desani-
mada. Qmnze dias para desempenhar uma
tarefa tSo p-zada I Para descobrir minha
filha I Para desmascarar os infames que
langaram sobre mim a responsabilidade do
seu crime! E se por falta de tempo eu for
mal succedida, que acontecer ?
Infelizmente, ser preciso voller e
constituirse voluntariamente prisioneira,
sob pena de ser outr vez presa pela po-
licia.
Angela tinha a fronte sulcada por duaB
grandes rugas.
O seu rosto exprima grande desanimo.
Repentinamente essa expressSo desap-
pareceu. [Gtmtmuar se ha.)
Tvp. do Diario roa Duqu de Casias m. 42. ,





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