Diario de Pernambuco

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Material Information

Title:
Diario de Pernambuco
Physical Description:
Newspaper
Language:
Portuguese
Publication Date:

Subjects

Genre:
newspaper   ( marcgt )
newspaper   ( sobekcm )
Spatial Coverage:
Brazil -- Pernambuco -- Recife
Brazil -- Pernambuco -- Recife

Notes

Abstract:
The Diario de Pernambuco is acknowledged as the oldest newspaper in circulation in Latin America (see : Larousse cultural ; p. 263). The issues from 1825-1923 offer insights into early Brazilian commerce, social affairs, politics, family life, slavery, and such. Published in the port of Recife, the Diario contains numerous announcements of maritime movements, crop production, legal affairs, and cultural matters. The 19th century includes reporting on the rise of Brazilian nationalism as the Empire gave way to the earliest expressions of the Brazilian republic. The 1910s and 1920s are years of economic and artistic change, with surging exports of sugar and coffee pushing revenues and allowing for rapid expansions of infrastructure, popular expression, and national politics.
Funding:
Funding for the digitization of Diario de Pernambuco provided by LAMP (formerly known as the Latin American Microform Project), which is coordinated by the Center for Research Libraries (CRL), Global Resources Network.
Dates or Sequential Designation:
Began with Number 1, November 7, 1825.
Numbering Peculiarities:
Numbering irregularities exist and early issues are continuously paginated.

Record Information

Source Institution:
University of Florida
Holding Location:
UF Latin American Collections
Rights Management:
Applicable rights reserved.
Resource Identifier:
aleph - 002044160
notis - AKN2060
oclc - 45907853
System ID:
AA00011611:18954


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Full Text
a fin o lii ron no 234



PAH.% A CAI'lliL K IM.VH*'. J^l-r. VkU NK P.t.A PORTE
Por tres mezas atiantados .
Por seis ditos idoin. .
Por ura anno dem......
'/ada numero avuiso, do niesmo da.
6&0O0
12*000
24*000
100
TBECA--FEIB 12 HB OTM) i 1886
PARA DENTRO E I OH A M PRO%'IHCIA
' '
Por seis mezea adianutdos.
Por nove ditos dem.
Por um anno dem.......
Cada numero avuiso, de dias anteriores.
13*500
20*000
27*00?
UO
DIARIO DE
NAMBUGO
ProprietaHe re JHaiwel fxgacitfa He /aria & St)os
O Srs. A mec e Prince A C.',
d Pars, Milu os nossos agentes
exclusivos de annutii-ios e pii-
blictcdes da Franca e Ingla-
terra.
Os Srs# Vushurnc 21-rmaaos.
de \ew-Vork. Bread Wy n.
OO. sSo es nosses agentes ex*
elusivo*] de annu.telas nos lis-
tados-Unidas.
TELEGRAMHAS
as?:;: :s:::::r. so subi
C) RIO DE JANEIRO, 11 deOutubro,
s3 horas e 50 minutos da tarde. (Recebi-
do s 4 horas e 40 minutos da tarde) polo
cabo submarino).
3* aetaa eesee da .limembla -e-
ral Les;llaiiva rol proi-ogada al o
da do rorrele.
Fallecen o eb.efe da 3.a aeceo da
directora (eral dos crrele*. loa
FranriMo (hr;..... Scalo para Pernamburo esa o pa-
tnele Ingles ELBE,o ronorlhriru Al-
varo Rarbalbe t'cha Cavalcaate.
(Especial para o Diario)
MADRID, 10 de Outubro.
Acaba de fo<-mar-e nos aovo ml-
ataterio ob a preaidesteto do Sr. Sa-
ca*ta. minioirii aesa pasta.
Os oatroe atlaistros eo oa Sera So-
rra .
Sorel, taialstro dos negocios ea-
Irangelroa i
I rior:
Pnycerver. mlnlatro da* unanraa*
AITenao Martines, mlnlatro da gre-
ca e da i nanea >
Caslello, ministro da guerra :
.ras. ininiaa.ro da marinba i
nalagnera. mlnlatro das coloalaa ;
\aiarru Rodrigo, mlnlatro docom
relo e do agrlcnltura.
BERLIM, 10 de Outubro, Urde.
F.apSIba ae o boato de que S. M. o
Imperador da Allemanba. actaw
de boio seriamente Indlspoato.
VIENNA, 11 de Outubro.
iraham de romper-ee aa negocla-
coea daplomalicaa entre a Baaala e
a Balearia relativamente & dat* daa
elelrAea para a grande aasembla
blgara, qudete eleger o principe.
A* Iniciativa da Bnaaia que ae de-
re o rompimeaio daa relaren.
VIENNA, 11 de Outubro.
Parece prematura a noticia rea ti-
va a um romp meato daa negocla-
coea dipomaltcaa entre a Baaala e
a nulgaria.
AaaeanrA ae que o conaelbo da
Buaala. c.-u Molla, protoeoo perlur-
baedea durante aa eleteoea que rea-
lisaram hontem.
general Kanlbarea actaa ae em
Boutacbouav.
Agenia HaVra% li&i M Pernambucr,
II de Outubro e 18X6.
) O Dr. Joaquim de Almeida Farias
Sobrinho foi no.ueado presidente da p rovin
ca do Paran e nao do Para, como ultioih-
mente fui publicado.
A RedaccaO.
JNSIRDCCAO P0PLAR_
HfilHNSDUlBITOlfl
^ :',:
PA SlHL.lOTtiK.OA DO POYO E DA ESCOLAS
<:. ITULM IH
As orlgena ile Intecco e a humilla
de. O I asertas paraaltna. Oa
draaSasortaasas
rifi'iraaSjnflj
E' grI a ciia'Kiiciade po* dr despejo desfir |
das a rec--b"-r c nnulativxaienta n aguas d>- I m s na materia exi-remeo tinas liquidas e aoli-
?, sendo rtlat vain ut muil. rana aa casas pr-
vidas d* itr>uns un boca con Hcoe*. A uio ser
na* ed.ncaooe* nova ni" s ueontra eet dispo -
siclo, fio coaveniente : em multa desta quan-
do sao destinadas a alugarem-ae, tal disposicao
nao existe.
0 ar doscanoa de Lisboa foi esta fado pelos pro-
fessorea do Ins'itato Geral de Agricultura, os Srs.
Jos Ignacio Perreira Lapae Jaya>e Batalha Res,
qtte acharam n'uma gota dagua assucarada atra-
vessa da poreste ar, e examiuada ao microscopio,
urna grande-toru/a a quul parece ser precisamente
bacillus malaria d-scoberto por Miguel noa lquidos
do exRtto ieClicbye encontrado por Klbs eTom-
maai Craieli no ar da Campia Romana (determi-
nando a feoro remitiente e typbica all coohecida
pelo nome de ./.alaria). Na parte interior hivia
maia dona trocos pequeos d'este mesmo microbio.
Tr-s grandes ilhotas de bacteiias se destaea-
vam no campo da figura, muito semelhantes s des
criptas e figuradas por Leonel Beale. Por toda a
figura via-se urna grande sementeira de propga-
los de bacillus e de bateras isuladamente ou em
pequ nos agrupa entos.
Tal a prmera >magem do ar dos nossos canos,
convindo notar, que o cano d'onde se extrabin
e ar experimentado, por se acha* no alto da Crut
do Tiboado, partndo do edificio do Instituto, deve
ser um dos canos menos infectos de Lisboa, nio
s pela sua posicao, mas pelo pequeo despejo que
recebe.
0 lquido qne Beata experiencia recebeu o cor
pusculos ds 40 litros de ar, media 110 centmetros
cbicos ; a gota tirada para o microscopio seria
0,0001 de centimetre cubico ; havendo nesta gota
uns 200 germens orgnicos, baveria no liquido to-
tal 200X 10:000 ou 2.000:000 que dividos por 40
titros de ar dariam a cada litro 50:000 germens
O ar que respiramos tcm, por assim diter, dis-
aolvida e suspensa urna qnantidade diversa d'agu
que o torna inais ou menos hmido e que influ>|
sobre a nossa saude. A bnmidade da atmospbera
varacom as estacoes, com as horas do div e coma
temperatura ; e nos, a maior parte das vez s sem
necessidade de bygrometro, julgamoa dessa hurai
dade ou seceura segando os (.ffeitos que sentimos
nos pulmoes, na polle e em tod* o organismo.
O ar hmido, sobretudo se qaente, um ar no-
civo, porque ofivrace aos pulmoes para volme igual
urna menor quantidade de oxvgenij, e tea urna
accao debilitante sobre o systema nervoso.
Qoando o ar hmido e trio ao mesmo tempo,
produz fcilmente nevralgiaa e rheumatismos.
A accao intima a bnmidade nao est entretanto
perfeitameate cstudada.
A causa da grande iosalubridade de que urna
habitacao hmida pode buscar-se na aegao lenta da
humidade sobre os miasmas animaea e sobre os pro-
ductos de exereco que expulsamos pelos pulmoes
e pela pelle. Se estes encontrum um ar muito sec-
co, nu 8 rem ulterior putretaccao; ea>qaanto,
achando-se em contacto com molculas aquosas pu
treiazem-se e formam veneuos infecciosos muito
subtis.
Os materia es com que se constroem as casas eon-
tecm muita agua, porque ae nao fazem argamnasas
nem estuques sem ella ; e alem d'isso as telbas
ordinarias, que sao omito porosas, insopam-se d
agua na occasiSo das chavas e tornam hmidos os
andares superiores, porque communicam eaaa hu-
midade a todo o madeiramento.
Urna casa acabada de construir como urna
grande esponja completamente imbebida em agua,
que lentamente se-evapora sob a accao doar em
movimento e do calor Bolar.
Em alguna pases as lea prohibem que as casas
acabadas de oaatruir sejam habitadas inmedia-
tamente ; mas o prnprietario tem ratoes para que-
rer depressa habitada a sua casa hmida, c o in-
qoilino est tambera muitas vezes impaciente por
por achar urna habitaciohmida ou secca !
Os bemens sSoaou semi-sSos oceupam-se em ge-
ral mais dos seus negocios do que da saude ; e
qussi todos te robustos e de poderem impunemente expor-se aqul-
(o que j -prejudicoa outros.
As casas que muitas vezes parecem seccaa, tor-
nara-se hmidas apenas sSo habitadas, porque o
calor do nosso corpo e dos nossos fugues fas eva-
porar a agua contida no interior daa paredes.
As casas recentemente acabadas de iaaer, alem
dos inconvenientes qne spresentam devidos bu
midade, ainda sao nocivas pelo chMro das tintas,
que muitas vtzes cansa ineommodoa gravea.
(Contina)
for considerada m, nao sei admittido
prora oral.
3." No corpo da prora escripia cada
membro da comoiissSo lanf&r, firmando
com a^ssignatura, o seu pare :er da pro va
oral do examinado, conforme a considerar:
ptima, boa, S'ffrivel ou m.
4.a NSo se considerar habilitado o estu
dante que nao obtiver a maioria de rotos
favoraveis.
Sendo o estudante julgado habilitado,
proceder-se-ha a segunda votayao para de-
terminar o grao da approracao, que ser
simples, no caso de baver maioria de votos
favoraveis; e plena, no de unanimilada de
votos tambem t'avoraveis.
Consid'srar-se-ha approvado com distinc-
gao o estud nte que, alm da unanimidade
de votos favoraveis, reunir a totalidade de
notas ptimas em ambas as provas.
6.* Nos ezames que se fizerem em
virtude da inscripyto que se abrir no cor-
rente anuo se observar o programma de 8
de Janeiro ultimo.
| 7." A ins iripcao ser requerida do V
a 31 de Outubro perante a inspectora ge-
ral da instruccSo primaria e secundaria,
pela qual continuar a correr nZo s todo
o seivigo attinente a essa formalidade, mas
tambem os que se ref-rem chamada dos I
'ARTE 0FFIC1JM.
M mi*te rio do Imperio
DECRETO K. 9,647 DE 2 DE OUTUBB0 DE
1886
Dotermina que ae executem com diversas
alteracdts as d>sp -a $des em vigor relati-
vas aos exames geraes de preparatorios.
Hei por bero que as dispusieras em vi-
hor relativas aos ezames geraes de prepara-
torios que se fazem na curte e em difieren
tes piovineiae, inclusive aqu- lias onde h.,
Facilidad s, se executem com es seguin es
altera^oe.s :
Are. l.o Os exames geraes de prepara
torios no municipio d corte serlo feitos
no editi gio de Pedro II, omecando no primeiro
da til do mez de Noveuibro, e terminan-
do quando se etgotar a lista dos candida
tu inse ripios.
1." As comroisto'es julgadores, as quaes
fuu"< ionaro diariam<-nte, e n numero de
nia-i, se compor&o dos professor-s qu-
I ceiunarem no imperial cullegio a mat-ria
sobre que Tersr o i-xaioe. na qualidad<
de x mina lores, sob a presidencia nos rei
lores, como delegados do inspector geral
ii. instruccao primaria e secundaria.
Nos :aios de falta ou ropedim'-nto serao
substituidos os reitores pelos vii e-reitor a.
e os ppfessorrs cathedraticos p-los re-p o
tivos substitutos ou pelos professores ou
substilut s que o inspector geral designar.
2 O iuspector ^erkl, sempre) quepu-
g o. No lito proeesso se observar o
qu' acha detenn nado em relacJ aoa
exanie fiuaes do imperial oollegio de P -
4. As provas escripias das liognasvi
vas eousistiro em urna cotnposic.lo livr.-
sobro nssumpto qve a sorte designar den
tre os pontos organisadoi diariamente pela
comtuiasao ; e a de latim na tradcelo
pn s. ripta para pro va oral dos alumnos do
referido rolltgio.
J 5. No julgamento dos ezames se ob-
n-rv. rilo as seguintes ragras :
1.* Os membrot da commiaaSo julgado-
ra dhrio juizo obre a prota eacripta, de-
. 1 r.mdo cada um delles ae a considera
ptima, boa, st ffrivel ou m, 9 rubricarSo
o parecer.
2.* O examinando, cujs prora oscripta
inscriptos, publicaco do resultado dos
ezames, s certidoes e guarda das pro-
vas escrptas.
Pela secretaria ds externato, no mesmo
dia em que se proceder aos exames,
sere feitas inspeutoria geral as commu-
nicacSs que forem necessarias e a remes-
sa dos termos dos ditos exames e das pro-
vas escripias.
Art. 2. Se, por motivo de molestia, de-
vidamente comprovado com attestado me-
dico, deixar o estudante do prestar exame
no dia em que for chamado, ser admittido
a fazel-o depois de esgotada a lista
dos inscriptos. No caso de faltar segunda
vez p'Td-r o direito ao exame.
Art. 3.- O exame deportnguez precede-
r a qualquer outro, e na admissSo aos de
seiencL.s se observar, quanto ordem das
materias, o plano dos estudos do imperial
collegio de Pedro II, na con forra dada do
que se determinar sobre proposta do in-
spector geral da instruccSo primara e se-
cundaria, ouvido o conselho director.
Art. 4. Os esames a que se procede
as differentcs provincias comecarao igual-
mente no primeiro dia til do mez de No-
ve mbro, e nelles se adoptaran, em tudo
quanto Ibes for applicavel, as demais dia-
po8c3ed relativas aos exames que se fa-
zem na corte.
1. As nomeacScs tanto dos presiden-
tea das comm8sScs julgadoras, como dos
examinadores, serSo feitas pelos presiden
tes das provincias, de accordo com os de-
legados especiaos do inspector geral da in-
struccSo primaria e secundaria.
| 2. as provincias onde bouver lyceus
pr vin :iae, inclusive a da Bahia, os pre-
sid ntes nao autorisarao exames de disci-
plinas que nSo sejam leccionadas nesses
estabelecimentos e providenciaran de modo
que nelles se effectuem os exames, prefe-
rindo o respectivo pessoal docente para a
constituicao das commissSes julgadoras.
." as provincias de S. Paulo e de
P rnambuco os exames podero comecar
depois de lindos os do curso superior, no
caso de nao ser possivel que se realizara
no mez de Novembro.
Art. 5. Revogam-se as disposicoes em
contrario.
O Baro de Mamor do meu- conseibo,
senador do imperio, ministro e secretario
de estr.do ios negocios do imperio, assim
o tenha entendido e faca execntar.
Palacio do Rio de Janeiro, em 2 de Ou
tubro de {886,65- da independencia e do
imperio.
Com a rubrica de S M. o Iraparador.
Barao de Mam-ir. f
Est nomenilo secretario do conseibo de
KnUdo o Sr. Visconde de Paranagu, teu
do-se escusado de aceitar esse encargo o
Sr. conselbeiro Paulino Jos S. de Souza,
por motivo de sade.
Foi no neado o |ba<-harel Alvaro Rod.o-
valho Marcondes dos R-is para o cargo de
presidente da provincia do Matto Grosso,
s h lo concedida a ezoneracSo que podio o
presidenta d'aquelU provincia, Dr. Joa-
qiiim Galdino Pimental.
Foi nomeado o bacharel Joaquim Fran-
ise i i >rros B rr-tto para o cargo de so
retario ia provincia de S-na (Jatharin i,
-en lo conceda t ao b.charel Alvaro Rodo
vaho Maruondes dos R-is a exoneraci do
d ae retario da pioviucia do Rio de Ja-
neiro.
Ao bachi-rel Carlos Henriquo de Aguiar
Melchert foi conco'ii U a jubiacao, que pe-
no, do lugar de professor de inglez d..
curso pri'paratirio anuexo Faculda le rt>
i 'ireito de Paulo.
Foi perdoado a Qumtino Ignacio de Ous
nao a pena de 45 dias de priso e mult-
correspondente metade do tempo, a qu.
eslava condeiunado pelo juiz omnrea de Maoi, na provincia daa Ala-
goas, por srina d> injurias.
Foram agraciados com o grao de caval
ln'ros da or .em de S. Beu'o de Avia o Jci
rurgiao-mor d |bngada r. Antonio Pare r
a Silva Ominarle, o 1.* cirurgiao Dr
Francisco Liuo Suar< s da Andrade, am-
bos do corpo ae saie do exercito; o ca
pitao do corpo de estado-maior de 2.* clas-
se Joaquim Alves da Casta Mattos, o cap
to do 1. corpo de cavallaria, a-tualment-
reformado, A maro Francisco de Moura o
l.o tenente da armada Antonio Gonoalve
Rosas.
Foram louvados: o 2. patrio Ddofeaas
Domingos de Abreu, o machiniata Antonio
Joaquim Lizardo, o foguista Joaquim Vi-
cente da Motta e os remadores que com-
puObara a guarnicao do rebocador luyuti,
pertencente ao Arsenal de Guerra da cOrte,
pelo acto humanitario que praticaram no
dia 1. do corrente, salvando a vida a cinco
tripolantes de urna embarcaco de pesia
3ue sossobrara fra da b ades da fortalesa de S. Jlo.
Ministerio da drstica
Foram comeados juizes municipaes e de
orphaos :
Do termo de Vianna, na provincia do
MaranhSo, o bacharel Manoel Lopes dn
Ounba.
Do de passos, na de Minas Geraes, o
bacharel Alfredo Vloreira de Barros Oli-
veira Lima, ficando sem effeito a anterior
nomeacSo para o termo de Abaet, na
meama provincia.
Foram exonerados, a pedido, dos luga-
res de juizes municipaes e de orphSos:
Do termo de S. JoSo Baptista de Qua-
rahy, na provincia do Rio Grande do Sul,
o bacharel Joaquim Francisco de Barras
Barre to.
Do de Passos, na provincia de Minas-
Genos, o bacharel Joaquim Galdino Go-
mes da Silva?
Foi removido, a pedido, o juiz munici-
pal do orphaos, bacharel Antonio Pedro
da Silva Marques, do t-srmo do Soccorro,
em Sergip-, para o de Caruar, em Per-
nambuco.
Foi feita mere? da serventa vitalicia do
officio de tabelliao de notas e escrivSo de
orphaos do termo de Soure, da provincia
da Para, a Domingos Goncalves de Fi-
gueiredo.
Foram reconduzidos: no lugar de pre-
sidente da RelacSo de Govaz o desembar-
gador Jos Antonio da Rocha; no de pre-
sidenta da Relacao da Cuyab o dosembar-
gador Antonio Goncalves Gomide.
Foi sanecionada a lei que estabelece a
aposeotadoria dos magistrados que tiverem
completado 78 anuos de idade.
Passou-se diploma habilitando o bacha-
rel Francisco de Souza Dias para o cargo
de jais de direito.
Ministerio ds 'uzeada
Por titulo de 5 do corrente toi nomeado, Lns
Fi-anoisco Gmlherme para o lugar de continuo da
Casa da Moeda.
Cireular n. 22.Ministerio dos Negocios da
FaSaatMRio de Janeiro, esa 28 de Setembro de
1886.
Francisco Bel isa rio Soares de Souza, presidente
do Tribucal do Tbeaonro Nacional, ordena aoa
Srs. inspectores da Tbesourarias de Cazenda que
cumpram fi-lmente a ordem n. 226 de 7 de i resem-
br de 1850; passando para a caixa geral, depois
de escriptuxar uo competente livro, os val res em
notas e moedas nacionaes, recalhidos aos cofres de
deposito! e caucoes. F. Beluario Soares de
Sotaa.
Ministerio da 1; i en I tur a
Foram promovidos a 1 officUI o 2o olficial des-
ta secretaria dn estado, Augusto Alberto Fernn-
des, e a 2 oficial o amanueose Autonio Jos Cae-
tano Jnior.
Por portara de 29 de Setembro, foi exonerado
Lydio Jos Mululo, do logar de contador da ad-
miniatracis do correio da provincia do Espirito
Santo e nomeado para a referido Ingsroprati-
cadte da respectiva administraco Candido Mi-
randa de Freitas Jnior.
Por portaras de 30 de Setembro ultimo, foi con -
cedida a exoneracao pedida por Gustavo Miguel
Meyer de Birria, 4o cargo de agrimensor da com-
misso incumbida de medir e discriminar trras
devolutas na margem direita do no das Antaa,
neeta provincia, e nomeado para substituil-o o
agrimensor Mu e1 Jos Alves, com a graaifcacao
mensa) de 150000 e a bracagem que ihe com-
petir.
Por portara de 4 do corrente foi nomeado Car-
los Joaquim de Lima e Cirn para o lugai de fe-
legraphiata de 3a ciasse da reparticiU geral dos
telegraphos.
Por portara de igual data, toi creada, sob
proposta do director feral dos corre.os, urna agen-
cia Jo correio na estaca> denunciada Villa Ma-
rianna, na estrada de ferro d S. Kaulo e Santo
Amaro, na provincia de S. Paulo.
Ministerio da tierra
Foi nomeado o marechal de camp Ai mi'o Pe-
dro de Alencastro para insp-ccionar o laboratorie
pyrotechnico do Campinho e a fortal za de S Jo io
O Han.-ado aprsenlo i-se honiera repurt c>
do quartel-general e eomecari boje a inspeccao do
referido laboratorio.
Por decreto de 25 do passado toram transfe-
ridos :
Arma de infantariaPara o bataihioO ca-
pitaa do 10*, Wenceslao Freir de Carvalho, para
a 7* cumpanhia.
Para c 2o bataihio0 capitao do 5, Feliciano
Xavier Freir Jnior, para a 8a comp- Para o 3" baulboO cap.t d> 1*. Autoni
.Vloreira Cesar, para a 4* compaiihia.
Para o 7 bataihioO capitio do 3, Guilber-
mj Hondot Avila, para a 3" c >mp aihi .
Para o 10" bataihio -O capitio oo 19", Virgini
Nap.leio Ramos para a coiopanbia.
Foi exonerado do logar de guarda d deposita
le artigo* bellicos da provincia do tt-.. Grande du
Norte, u 1* aarg.nto da guarda nacional Jos Flo-
reucio Peroira do Lago que o exercia na falta .le
pttrsoa idnea, e nomeado para o referid lugar o
2 cadete reformado do exeruito Amonio Florian -
Paulino de Morae'.
Foram maudadua desligar da c unpanbia d.
aprt ndize* artfices do Arsenal de Guerra da pro
viacia de Pernambueo, os menores Joan Alves e
Joio Calaaiastro da Silva Gomes, que serio en-
tregues aoa sena paia ou tutores, vista do resol
lado da inspeccao de saude.
Foram transferidos do 16* bataihio de infanta-
ra para o 12* da meama arma, o major Feliciano
CaooD.j Monteiro de Mello e deate para aquello
bataihio o major Joaquim Monteiro de Medciros e
ira a 2* chuso o aderes do 1 bataihio de in-
fantaria, Luis ParaguaasA de Albuquerque, que
Dea axgregado i meama arma.
Obtiveratn troca de corpo* entre ai os capities
Joio Pere-ra Parob e Manael Feliciano Pereira
Jo* 'autos, este do 3- e aquella do 17- bataihio
de inLutaria
Foi reformado o capitio aggregadn i arma de
infantaria Antonio Jos da Silva Viveiros.
O coronel Joio Theodoro Pereira de Mallo en-
egoo ao coronel Antonio Jo* da Costa o com
mando da 8 batalho de infantaria.
Poraav cUsSifieado* aos corpas abaixo mencio
nados os offieiaes subalternos promovidos por de-
creto de 18do corrente:
Arma de artilbaria bataihio, 2 tenente Al-
varo M irques Martina ; i bataihio, Benjamn Li-
berato Barroso.
Arma de cavallaria3 regiment, tenente Mar-
colino Americo de Oliveira Netto.
Arma de infantaria15 bataihio, tenente An-
tonio Paes de Barros ; 18 batalhia, tenente Pe-
dro Manoel Gomes Carneiro; 19" bataihio, tenen-
te Joaquim*de Fara; 20 bataihio, tenente Fran-
cisco de Paula Moreira.
Foi transferido do 3 para o 2 regiment de
cat allana o tenente Boa ventura Maggcssi de Cas-
tro Pereira, conforme pedio.
O 1 sargento do 1 de artilbaria Luiz Torquato
de S mza toi transferido para o 2* regiment da
meama arma.
Foi adiado o embarque do capitao do 2 de in-
fantaria Verissimo Mximo Gomes dos Santo?,
que contina addido ao 7.
Apresentou-ae ao quartel-general, vindo de Mi-
nas, o tenente do 1 regiment de cavallaria An-
tonio Facundo da Castro Menezes, para reuuir-se
ao seu corpo.
Passou a empregado no quartel genercl, como
amanuense, o 2 cadete d > 1" regiment de caval-
laria, Virgilio Ltndelino de Noronha-
Por decreto de 25 do passado, teve demis^ao dn
servico do exercito o tenente da arma de infanta-
ra Fausto Martina Itibeiro, e foram nomnados at-
ieres : os alumnos-sold-idos Rapbael de Menezes,
da escola militar da corte, e Jos Raphael Alves
de Azamouja, da escola miiitar ds Rio Grande do
Sal.
Foi transferido do -l" regiment de cavallaria
para o esquadrio da mesma arma da provincia de
Goyaz o alteres Podro Nolasco Alves Ferreira.
Foi exonerado do caminando da 2* cumpanhia
do Asyio dos Invlidos da Patria o capitio hono-
rario do exercito Antonio Bezerra Cabral, e no-
meado para substituil-o o capitao tambem hono-
raaio Augusto Antonio Vianna.
Mandoii se contar no tempo de servico do ta- JfcOaatTtaJ Ifr b7uihio deinfatar
nente do 7 bataihio de infantaria Gabina Bezos- Mandou se que ficasse sem efteito
secretario da escola de tiro de Campa lrande,
m,
o periodo deco rido de 25 de Agesto de 1866 a 20
de Abril de 1870.
Mandou-se trancar a matricula com que fre-
qaenta as aulas do curso preparatorio, anuexo
escola militar da corte, o soldado do corpo de
alumnos, Jos Das de Campos Tostes.
Foram nomeados para servir na ala direita
do bataihio ae engenheiros o alteres do 5 regi-
ment de cavallaria Fredolin Jos da Costa, que
desligado da escola militar da corte, e para a ala
esquerda do referido bataihio o 2 teneute do 1*
regiment de artilbaria a cavallo Anto.iio Carlos
Brando.
Foi adiado o embarque para o norte, do tenente
do 16, aidido ao 10 de infantaria, Antonio Cae-
tano da Silva Jnior.
Trocaram de corpoa : o caronel graduado An-
tonio Germano de Andrade Pinto do 4a regimen-
t de cavallaria, com o tenente-corouel Pedro An-
tonio Oia8, do 1 rgimen'o da mesma arma.
Por ordem do brigadeho Severiano Martina da
Fonsca,commaadintedesta escola, foram presos e
recolhidos ao eatado-maior o capitio de infantaria
Gabriel Pereira de ;oura Botatogo e o 2* tenente
le artilhana Felinto Alcino Braga Cvalo nte,
que vio responder a conselho de disciplina.
O fundamento desta deberacao foi, segundo
nos cansa, teretn estas ofSciaea infringido a disci
plina desta escola.
Foi approvada a proposta feita pelo coronel Be
nedicto Maranno Campas, inspector do 2 bata
Ihio de artilbaria a p, do capitio do 21 bataihio
de infantaria Joaquim Jos Ferreira da Silva para
servir de secretario da mesma inspeccao, convin-
do entretanto que o dito capitao seja substituido
naquello cargo por um official do corpo que est
sendo inspeccin .do, como determina o a /iso de
27 de Agosto de 1886.
Foi aceita a desutencia que fez o 2a cirurgiio
do corpo de sade do exercito, Dr. Ascendino An
gelo Jos R-is, do resto da I cenca que obteve, e
communicon ae i presidencia da provincia de S.
Paulo, declarando se que o dito cirurtrio deve ir
para a colonia militar de Itapura lego qu-; conclua
o tempo de destacamento do cirurgiao que alli se
acha actualmente.
Ao conaelho supremo militar deelarou o Miuiste-
rio da Guerra que, de cnformidade com a impe-
rial reaolucio de 15 de Set-mbro de 1860, fica sem
ff.'ito o lecreto de 17 de Junho ultimo, na parte
lelativa promocio de ex-2* sargento Mauoel
Ferreira da Rocha a< pisto de aiferes.
O capitio d 1" bataihio de artilbaria Raphael
Archa, j* Gilva Sobrinho e o tenente do estado
mai r de 2* classe Jos Alves Ferreira, foram Mo-
neados, o primeiro .ar secretario eo -egundo
para ajudant' C'ordeus da inspeccao que est a
cargo do marechal Antonio Pe tro de Alencastro;
d-vendo o alfe es d- 1* r-(rim nto de Cavallaria,
Alvaro Guimari-s dos Ra Motta, substituir o
referido eapiio emquaato est licenciada
Foram adiados os embarques do 1 tenente do
2 bataihio de artilharia Antonio Jos de Squei
ra e 'i" t. nent" do 4 la mesma arma Tnoiniz Ca-
valcaate de Albnqierque, que por isa continaa-
rio a ididos ho 2* reifimenti de artilhatia.
Foi "O.nead o a.reres a.umnoClaiimundo Adal-
berto Nap 'inuceno da Silva, que ae acha na pro-
vincia o i Babia, para aervir in um dos cerpo-
estacio-tados ua ine--mi provincia.
F i .li.-p n.-ad d cago de bjudante d'ordens da
presideiiea aa Cear o tenente honorario do exer-
aiau Riyinundo d Ciruio F.-rreir* Chaves.
Foroin transferido*: do cargo de ajudaute fe
..roens da pr-s> leucia da pr i/incia do Maraobie,
para i^ual cargo na fo Cear, o major graduado
i. f Tina Jo do exercito Anacleto Fraucisco dos
Iteis; para a guaroivio da proviucia do Cara, o
2 cirurgiao do corpo de sade do exercito Dr.
Joaquim Antonio da l'ruz, e para a de Mano
iJroaso, o cirurgio do mesmo corpo Dr. J*y-
in 4ivares Guimaries; para a cumpanhia de ca-
vilara da provincia do Permmbuco o alterco iu
o r-gnneuto da mesma arma Jos de Andrade
Ne.vea M -Tenes ; do 2 r.-gimento de artilharia a
c-ivilo para o oatalbo de cngeubeiras, o soi.i -
I.. Vctor Man-ie de astro; e do 3 bataihio ue
infantaria pa** um dos cirpos estaciouado ni
4.>rte, soldado do 3 batalha de infantaria Pe-
dro Vlauoel aa Silva.
Maud u-sa contar no tempo d servico do cap
rio reformado do exercito Antonio Garca de Mi
randa periodo de aete meses, em oue esteva or
nversas vetes com licenca para tratament de
sua saude.
Vland iu se suhuietter a conselho de mquirvio
tenenlv Francisco Jos Velho e o alfeiea Jos
afana da Purificacio Sil'a Moreira, de. uvi-an-
gacio o alf. res Cyrnln Bernardin Fernandas, to
loa do 17 bataihio de i tfantaria, pelos fictos
oustaiitvs da iuf^rmacao da repartirn -io quar-
tul general, ieveodo o coinmando daque le b-tta
Ihio d -cl-rar p .sitivaujcute em que c->Uaiato a Ir
r -guln-idade de procedimeuto d ilf.-r a Aii
Dias Rioeiro, afim de ser tambem submeUido a
c nselbo.
Apres-ntaraio-se no quartel-general oa ceue-.
tes I do 5 Oat aZo de infantaria, A-nerie de il-
buquerque Porticarrairo, que veio de Matto Groa
so, e fica a-ldido io 10 da mesma arma ; e o d >
estado maior de 2* classe, Martiuiano Jos Alves
Ferreira, -orneado para auxiliar a commissa u
mar chai Alencastro.
Apresentaram-de ao quartel-general o ouroue.
do corpo de eogenheros Carlos Frederco Lima e
o 2* cirurgio do corpo de saude, Dr. KpipSunio
Jos Pedrosa, qne vieram da provincia d. A.na-.
onas por estarem .m beriberi.
Apressntaram se aos reapectivot batalhoea, o*'
capities do 10- Verissimo Mximo Gomes da Sil-
va e do 7- Guilherme RonJot Avila. s
A' presidencia de Minas Geraes deelarou o mi-
nisterio da guerra quo es cirurgides militares
existentes na provincia devem ser desligado* da
companbia de cavallaria a qne se acham addidos,
cabendo ao maia antigo ser o chafe do servico me-
dico, e aecumutar as funecoea de delegado do ci
rurgiao mor do exercito s de encarregado da en-
fermara militar, ficando a sea caigo a escala de
servico, como ae procede as demais provincias.
Foi submettido a conselho de inv-stigacio o te-
nente do 4' bataihio de infantaria Francisco Si-
beiro Coelho.
Foi mandado incluir no asylo de invlidos da
patria o 1- sargento reformado Joio Alves da Sil-
va Correia.
Mandou-se desligar do 1- regiment de caval-
laria, pira reuuir-se ao 2-, a que pertence, o al-
fares Gu.lherme Elizeu Xavier Leal.
Foi trancada a matricula com qae frciaentava
a escola militar o soldado Jos Das de Campos,
que apresntando-se ao quartelege leral. foi desig-
nado pata o 1 regiment de cavallaria.
Foi transferido para a guarnicao do sul o sol-
dado do 10-.Antonio Francisco Miguel de Seixas
para servir na ala esquerda do bataihio de enge-
nheiros.
Apresontou-se repartcSo do quartel general
o tenente-corouel commanaante do 9 bataihio de
infantaria Tude Soares Neiva, vindo da Bahia a
chamado do ministro da guerra.
Foram nomeados os alteres Juveoal Antonio de
Souza, Augusto Jos Goncalves da Silva e Alen-
castro Carneiro da Fontour para os cargos de
secretario, quartel-mestre e ajudaute do 4- regi-
ment de c .vallara.
Po." ucapacidade pbysica, vio ser escusados
do servico o 1 cad"te Candido da Rocha Carva-
lho e o soldado Menoel Serapiao de Maria, ambos
do 1- bataihio de infantaria ; 2- sarg-'nto 2- ca-
dete Maranno G-ibino da Silea Jnior do 3 ba-
taihio do artilharia a p, c o furriel Joio Migu .1
taria.
que ncasse sem etteito o desliga-
memo do 2' tenente do 4- bataihio de artilbaria
Antonio Froes de Castro Menezes, por estar doen-
te djsde 12 do mez finio.
Nomeou-se urna commissao composto do major
de estado-maior de 2a claaae Francisco Srvalo
de Oliveira Porto, capitio Miguel Calmoo du Pin
Lisboa e teneute M irtiniauo Jos Ai vea Ferreira,
para examinar e julgar do catado de diversos uten-
silios existentes na guarda do Paco.
Foi nomeado o 1 cuurgiib ds corpo de saude
do corpo do exercito o Dr. J.yine Alvares Gui-
maries, para servir no Arsenal de Guerra da pro-
vincia de Matto-Grosso.
Permittio-se que o tenente do 13 batalho de
infantaria addido ao 1 da mesma arma Henriqae
Alfonso de Ara ojo Macedo pira prestar exame
das materias da Ia cadeira do 1- anno do curso
superior da Escala Miiitar da aVte, devendo o di-
to exame ser vago como propoz o respectivo com-
mando.
Apresentou-se repartidlo do quartel-general,
o alteres do 10' bataihio de infantaria, Leopoldo
Jos Ortiz da Silva, que desisti da licenca com
que se achava.
Mandou-se add- ao Ia bataihio de artilharia o
2- tenente do 3- da mesma arm i Vctor Hugo de
Paula.
Determiuou-se que o 1- regiment de cavalla-
ria, maude apreseatar ao director do hospital mi-
litar do Caatello, urna praca de bom comportamen-
to a qu9 aaiba ler e escrever, para servir de aju-
dan'e ds entermeiro.
Por decreto de 2 do corrente concedeu-se re-
forma, de c uformidade com a resolucao de 13 de
Agosto de, 1810 e 3 do plano que baixou com
o decreto de 11 de Dezembro de 1815, ao soldado
do 1' regiment de cavallaria ligeira Francisco
Justino da Silva, visto ter ficado inutilaado para
o -servico do exercito.
Ministerio da Harinha
Foram nomeados: Capitai interino do
porto da provia :a do Piauhv o capitSo te-
nente Jos Antonio de Oliveira Freitas, a
secretario nterin > da capitana do porto
da provincia do Paran Joaquim da Costa
L-ges.
Madou se organis'ir o ornamento da des-
peza a fazer-sa com os i*.one>-rtos de que ca-
rece o encouracado Riachuelo.
O corpo de i uporiaes mariuheiros fez
exereioio de esgrima na ilha de Villegaig-
non, sob s ordena do instructor 1 tenente
Perdigan.
De larou-sa an contador qne a Jos
Fraa isco de Oliveira, compete vista do
aviso de "9 de Setembro do 1883, a gra-
tn" 'aao de guardias do corpo de offiaiaes
mariuheiros, desda 16 de dezembro de
1885.
Ordenou se qu- fassaa langa.los nos as-
seaaiuentos uo capitao tu o e Thcotonio
Coelho d 8>qu-;ira Csrvalho os 1 mvores
que loa foram f.-it.s qum lo opitodo por-
t> da pro vio ia d Espiri'u-S nito pelo cn-
tio min stro aa mariniia ''onselheiro Lima
Duart*.
Apr-senttram s-* ao q.i-rt-1 general o
api'i) d uar a gsern Eduardo Wanden-
k >ik h gaio di norte, u ,s 10 tnentes
Jo- Per-ira Guimaries e Vriliur fu dos
liis Lisbd', viudo i. uto o do norte.
R o kiu'-u'I 'U ae eis .;o iiiiiaul.iiitea dos
avos da arnsada qu-* regulen] as >us 'acias
ie bir-lo p-11 irt. b ios lega rra da ar-
pr-v.;iiui .. pr i-So de
da 1850, pa qu. I foi re-
do '2 da outubro i!o anos
da
nbar %r
Le
Ly urg-j
uada, couforiui
2 de outu-ir
;oin'lleudad., .i
uterior
T > Or .e-n
lo itiuhy
Miscoao Fillu.
f'oi or .....q ).i ri-l
r uad i, pro d- m> l:m le iiv-^iiga-
c> aobr'" < ta tos rg-ii "- ; k hefa do
qu dr.i ti. ci d
pi Vi -. r e
M lio ...,. i ir.
cha-io.
no encouraca-
.uiias M.rtias
general da
L io o -otra u ca-
g,i -rr.. Oustodk J -s de
:ia i ontiourafdo Ra-
V
pon
.un
F
R-
u '
T-
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o ;u._
I i >,i go, ,.- eapitSa do
11- ia 'ti< Pi mly o i piulo do
i b Aii n o > on
i .. L> i i, Fsn .ara .. tu o
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gu r
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R: { ;. po.
> mburear : da
. Stherohjft< it.'-o-imente Ivlu.ir-
rrw i n ; i-ju ad'i; do p4aPSS
Aareitdiz .ttiruiamV o fi 1 F-trtuaata ds
Sma.M uitj c o guar io Primei-
ro;^ > r Purua, o ti I JuS-J Cr-'QWs d




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aro Io Lesi.
,p Madera, o f- ;uista Pe-
I sJfllB 1
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Dinrio de PernambneoTcrfa-feira I~ ii> Ontnbro de 1880


Teve orle &* pas**r 4 |at'*o -
jptral Marinhero para o 4Pr n&* Mari'
mkeiro o guario Antonio de Oliveira.
Foram promov ios na C mtadoria de
lUrinha segn lo a ordem da classifi racao
-ao concursa bu diae tffectuado, a 4o es-
cripturarios os praticaotes: Jos M >reira
A Costa Lima Jnior, R >j nundo Nonato
Pocgueiro do Aioaral e Carlos de Oliveira
Pate.
O cruzador Traja vai render o *por
-4o guerra Purtu que se aoha junto ao cus
to da fortHletMi.de iianta Cruz, em serv
de quarentena.
Sanio do dique a aanhoneira Maraj <
trara a galeota imperial.
Teve oriem de embarcar no vapor de
Sierra Amazonas o 2o lente Alvaro de
edeiros Cbaves.
Teve oriem o conmandante geral inte-
aioo das torpedeiras, o Io tenente Maoedo
Coimbra de entregar o commando ao cora-
snaadante etf--ctivn o capitao de fragata
Ouilobnl, que r-grassou di Rio da Prata
reasBumir hoja o ex-rcieio do seu cargo.
Foi re -.onheci.lo o diraito que tem o 1
emente Antonio Qonoalves Rosas ao hab:
4a de S. B-nto de Avia.
Autorisou-se ao presidente da provincia
e Santa Catharina a providenciar para
ue sejam tratados na Santa Casa de Mi
-aerieordia os aprendaos Marinheiros da
escola da mesma provincia, e bem assim
es respectivo* offiiaes, sa as a:tuaea con-
-dioS^s bygienicas da enfermara da es ola
fllo p-r;nittirera que sejam nella conve
aientemente tratados os docnt-'8, devendo,
porai, 8 t enviados para a corte os acom
nettidos de beri bsri.
Expedin-se orJem para que a canhonei
ra Marojo faga urna experiencia de mar
aba, durante seis Loras consecutivas, para
exaioe da sua machina.
Teve ordeni de desembarcar do cruza-
dor Parnahyba o guardiSo Jos de Jess
Itabaiaoa.
De uonformidade com a requisicao do
chefe do corpo de ta senda recommendou o
ajiidante-geoeral da armada aus comman-
antes dos navios e cor-pos de marinba a
Sl observancia do art. 46 do regulamento
do faeenda.
Foi nomeado commandante da fortaleza
o Buraco em Pernambu ro o major refor
niado do exercito Manoel Joaquim B-llo.
Foram nomeados para compor o con-
-eelho de invcstig-cJo, pedido p-lo capitilo
de mar e gu-rra Custodio Jos de Mello,
que tem de dar parecer sobre os factos ar
gilos pelo Bario do Lidario contra o re-
ferido capitSo de mar e guerra, e referentes
ao encouracado Riachuelo, os seriantes Srs.
.befo de divisao Fortunato Fostei Vidal o
espitaos de mar e guerra Jos Manocl de
Arauio Cavalcante de Albuquerque Lins e
oonst-lbeiro Oarlos Baltbazar da Silveira.
Foi contratado por du* anuos, na quali
da.de de mestre das officinas de machinas
do arsenal de marinh* da provincia do
Para, Julio Henrique de Oliveira.
Coverno da Provlnela
iKSPACHOS DA PBKSlDrJtCIA DO DIA DB 9
OCTUBRO DE 1886.
Engenheiro Antonio Pereira Simoea.Entrc-
gue-se, na i bavendo inconveniente, mediante re-
aeibo.
Antonio Vieira DantasRemettido ao Sr. com-
min* nte supa-rior da gualda nacional da eamtr
-ea ie Boin Conselho, para mandar passar a guia
ie que trata o art. 45 do dec. n. 1,130 de 12 de
arco de 1853.
Cantillo Candido da Silva. Informe o Sr ins-
pector do Thesouro Provincial.
Francisco Augusto Pereira da Costa.dem.
Padre Juio Barbosa de Souza. se median-
te recibo.
Jos Z -ferino Brayner de Souza Riugel.In-
arra- o Sr. Dr. juiz municipal ede orpbaosdo ter-
o de Palmares.
Joaquin Basilio lyrrho. Ao Sr. director do
Arsenal de Querr para attender quereudo.
Capitao Jos Faustiao Mariano FalcioPasse
porta ia desigmul > o l' batalho de i afanara
40 srrvico activo da guarda nacional da comarca
4a Bom-Conselho, para o suplicante aer a elle ag-
gregado.
Lucia Maria Baotiata.Prore o qae allega.
Leonardo Jos Guncalves. -Sim, pagandt a co-
steiiori.
Marianna da Silta Jess,Sim.
Capitao Pedro Alejandrina Maia e Silva.R-
lettido ao Sr. commaudante superior da guarda
acin 11 da comarca do B >m Consvlbo, para man-
4xr parear a guia d>- que trata, o art. 45 do dec.
a. 1,130 de 12 de Marco de 1853.
Tnereza Maria de Jeaus.Informe o Sr. ins-
jiector da Tbesouraria de Paseada.
Secretaria da Presidencia de Pernambuco, em
41 de Outubro de 1886.
O ajudaote do porteiro,
Antonio f. Silveira Carvalho.
Commando da Armas
jcartel general do commando das ar-
mas de pernambuco, em 11 de otdbro
de 1886
Ordem do dia n. 123
Paco publico aguarnicio paraos fins convenientes
qae spprovei o eDgHJamento que a 9 do crreme
oontrahio para servir por maia 2 anuos no 14 ba-
talho de infantera, o msico de 1* claise Jos Nu
ses de Araujo, que foi julgado apito em inspeccio
de saude a que fui suumettido para continuar no
aervico do exercito; o que me foi commanicado
pelo Sr. coronel commandante do citado batalho
esa officio n. 704 datado de 9 deste mez.
{ Assignado ) O brigadeiro Agosnh
Marques de S, commandante das arm*s-
(Conforme) -O tenente Joaquim Jorge
ie Mello Filho, ajudaote de ordena int;.
inoeencarregado do detalhe.
Repartidlo da Polica
SecsSo 2-N. 995. Secreteria da Po-
lica de Pernambu o, 11 de Outubro de
1886.- Illm. e Exm. Sr. Partecipo a V.
Exc. que foram hontem re rollados na Casa
de D tenco os s'-guintes individuos :
A' miiiha ordem, Jos Jeronyrao dos Santo,
Feliz de Agoiar e Osario Cluulino dos Santos,
vindos, u primeiro de Serinhaem e os dous ultimis
ic Palmares.
A' ordem do subdelegado do Becife, Ossien
Cari, a requerimentc di cnsul da Noruega, e
Fanstina Maria da Soledade, por uffensas moral
publica.
A' ordem do subdelegado de Santo Ant nio.
Bita Maria da Conceicao e Laurindo B rnardo
Ferreira, (>or offensas moral publica; e Ignacio
Mathias Vntouio de Souza, por disturbiis.
A' ordem do do 2- districto de S Jos. Jos
Francisco Aives dos Praz- res, Jeronymo Jos de
Sant' nna e Martinho Joe de Maria, por distur-
bios.
A' ordem do do 1 distrieto da Boa-Vista, Pe-
Kx Victoriano de Paiva, Vlaria Joaquina da Coo-
ceiejo e Manoel Fiancisco do Espirito-Sauto, co-
nhccido por Liqano, por disturbios.
Pelo delega')* do termo da Gloria de Qoi',
o reuiettido ao juiso competente o luquent.i pj
icial a qie procedeu contra Manoe! Joaquim da
Silva, couh. cido por Manoel Heurique, por baver
urtado um caval o p' rtenc^nte a Antouio Pelipp
e H'llanda, proprn tario do engenho Bo Espt-
ranca.
Km data de 7 do corrente asssumio o exei-
eicio da sabdelegacia do 1- districio da 1 delega-
ea de Serinbem, o respectivo 2- sappUnte Ma-
aoel Panpilo de Araujo Lima.
Neata data retnettj ao Dr. juiz de diretto do
2- di-tricto criminal, o inqu rito a que preced
com ra'erencia a subtraccao de carca de c itoo"n-
ti ooutos h i vida ua Th'iaouraria de Pasenda, de
cuja recapitulado envi oipia a V. Exc.
D-U8 gu.rde a V. Exc III n. e Exm.
Sr. Dr. Igaacio Joiquim de Souza Ie2o
Duito digno vicepresidente da provincias
-O chefe de poliuia, Antonio Domingo*
Pinto.
loquerll Nobre at aablrstrrito de cer
c tie *00:000#. bavIdsnuTttesuu
ron tie #''"
Avisado pal inspector da Tbesouraria de Fa-
senda no dia fi.de Satembro, palas 10 horas e va-
te minutos da manha de que se aehiva violado o
uofr- da m'Sina repartija o, mmediata-nente para
abi ma dingi >> proced aos exames e diligencias
constante do preseute inquerito. d'onie ae eviden
eia :
Que as varan las e janellas da sala do th'sou
reir nio exista vestigio algum de violencia (vis-
toria a fl 2).
Que na porta principal que d entrada para a
tneaina sala tambem So hav* vestigio alirum de
arr unbamento ("istoria a fl. 4), que existindoduas
i irlas, urna d-< madeira e nutra de ferro, ua casa
orte, n'-obuma d'ellas s iffreu violencia algnma,
tndo sido encoatra la na prim ira urna chave igual
a verdadeira e com a qual ae abra perfeitameoce
a mbsma porta e ns segunda urna especie de cha-
ve de lati ja saldada e que nio se prestava abril a
(visr >ria a fls 5 e 6).
Que a chave encontrada o com a qual se abre
a pi imeira porta (de madeira) nio poda ser feita
ji'm a preseuca da ver lad-ira, porqui nio era
possivel smeuto pelo feino di espeih) da f-coa-
dura conh ccr-sj a guarnicio interna da meamt e
que com a chave de lati que eatava na porta de
ferro nao se pod>a absilutam nte abril a, sen lo
mdisp Misavel ter a propria cbave para facer outra
com que se abrase a mesma o >rta, o qU'i nii se
poda conseguir com gazua, nem utro i'ist'umen-
l toscarn -nt-' fabrcalo (vistura a fl<. 35 36 e
deelaracoes de fl 203, 2 >9, 210, 212, 2l4 e 219).
Que foram affruuxados os parafusos dos eap -
Ihos das fechaduraa do cofre e lantro de u.-n i d'el-
las encontr >u se urna gazua de lati e no soslho
j uito ao mono cofr-< um t-rques, um alicar -,
las gaznas nlm de outros ustrumentos e 3 cha
v-a, 2 das quaes abnam perfeitam mte o cofre
dentro do qual estavam tambem duas gasuas e
dous parataxis (vistora as fls 7 e 8).
Qi-5 as referidas chaves nio s9 duplicatas das
ver la I-iras, pois na sio iguaes a estas no com-
primento e nio pidiam ser feitas por molde tirado
na teehadura, ni sen lo pissive fiz>-l ind-i molo
a justarom se e funccionarem, com > funecionaram,
sem a presenc das pr-prias cbtves do cifro qu-
devia.n ter servido d modelo, nio constando que
at h-ije tivessu sido encontradas chaves de um
cofre de Milners qu; servissem para outro do mes -
ino tabricante.
Que nio existiam n) cofre vestigios de violen-
cias quo lodicassn ter-se procurado abnl-o sem a
chave por quanto ap as toram affrouxa los os pa-
rafiiros dos espelhis das fecbaduras e existiam al-
gans ura.iho rs em roda dos meara>s espn hoa, e fi
oalmento que os instrument encontrad >s junto
ao cofre na-iserviam para abnl-o (vistorias d-i fls.
38 a 40 e declaraco >s de fls 87, 205, 219 a 221) e
especialmente a de fl 101 feita pelo agente im
portador dos cofres de Milners nesta provincia
i'onde se v que pira o fabricante pieparar as
chaves de algum c fre preciso que pJssja co-
nhecida e de int"ira confiauca remeta outra cba-
ve visto elle nao guardar o inid-do e n> ficarcom
os moldes das fecha 1 uras dos cofres que fabrica.
Qie naa portas que dio entrada para a C ata-
dona e para a Sila ds carteiro e para o eorr-dor
nio havia vestigio de violencia e que as respecti-
vas fechad aras bem como a da porta da sala do
tbesoureiro ni > poiiatn ter si lo abortas com os
instrumentos eacontrados na casa forte (vistorias
as fls 32 e 33).
Dos autos de perguntas de fls. 9, 11. 26, 29, 79.
89, 134 e 313, verifica-se qoa na tarde do da 6
foram fechadas com as formalidades do coatume
todaa as portas e jan-lias do edificio e qae no da
9 foram ellas encontradas fechadas como haviam
sido no dia 6, sendo para notar que drixou o ser-
vente Silva de f-char a jauella que existe no biom-
bo teito na salado thesonrJro, a pedido deste pir
que o fiel Carneiro da Cunha fechou a porta do
mesmo biombo e nio encontrn aqoelle a respec-
tiva chave; a referida (aaella foi encontrada no
dia 9 ti > somente fechada com o ferrolbo e sem a
tranca de ferro com que aquelle servente costuma-
va fechal-a.
Dos mearnos autos de pereuntas vistora de fls.
245. 50 a 261, 270, 274 e 277 verifica-ae anda :
Que nao penetrou no edificio pessoa algnma nos
diaa 7 e 8 quer pelo lad) o Araenal, quer pela
da Facal lade ae Direito, quer pelo da igr- ja do
Espirito-Santo, onde existe urna parede alta qae
divide c irapletamente a cob ra da igreja da do
edificio em que funeciooa a Thesouraria.
Que nio ficou no dia 6 pessoa algma oceulta
no edificio da Tbesouraria, ni> s porque segun-
do declara os empregados a fli. 9, 1, 7^, 89, 133
e 313, percorreram elles todo o edificio, acompa-
uhados por pracaa da guarda como se costuras fa-
zer todos os das, com pirque nio existe all lu-
gar apropriado onde quera quer que fosse, se po
desse esconder, convindo aceresceotar que no
biombo, tambem nio ficou pessoa algnma oceulta
porque logo que o fiel Carneiro da cunha o fech m
e retirou-se techaran) elies todo o edificio e no da
9 estava techada a porta do mesmo biombo, para
0 qual nio se encontrou cbave falsa, e aberta nes
se da pelo servente Silva peraute o fiel Fialho,
nio encontrarlo estes pessoa alguma abi escandi-
da, e apoaaa duas pequeas pecas de corda cora
gaochis de ferro em cima da m -sa do Th-sourei-
ro, as quaes nio tinbam /.restado servico algum,
pois as janellas estavam todas fechadas e a liaza
ou vermz com que foram pintados o* ganchos es
tavam intactos,
Dos autos de perguntas de fls. 22 a 30 e 41 a 72
feitos aos officaes e aos soldados que fizeram par-
te da guarda que ah estove nos dias6, 7 e 8 v-se
ne durante as 3 noites e 2 das em que o edificio
esteve fechado, nio s ni< enttou passoa alguma,
nem pela porta, nem pelas janellas do mesmo, co-
mo que nio houve o menor movimento quer no
edificio quer na caaa foi te, qae fica sobre a guar
da, o que anda confirmado pelos guardas cvicos
que fizeram o servico de ronda naquelles das ao>
1 gares prximos fls. 287 a 303.
Dos referidos exaines e autos de perguntas re-
sulta pois, que o desapparecimento de cerca de o-
tocentos contos de ris do cofre da Tnesonraria
nao foi o resoltado de um ronbo e nio oie ser at-
tribuido a pessoa estranha m-.sma reparticio e
que alli tivease penetrado noa lias 7 e8; por
quantj nio ae p le admittir a existencia do ronbo
nao existindo, como existimo, vestigios de violen
ca em parte alguma do edificio.
A circunstancia de nio poderem as chaves fal-
sas ser fabricadaa sem a preseuca das verda
deiras, e anda a de nio prestarem-te os instru-
mentos eacontrados na casa-forte para abrirem as
portas da mesma casa e bem assim as do cofre
convence, de que procurou se simular o ronbo que
reaim-nte nio existi.
Accresce que se ti vase havido roubs nio se ta-
rta deixado abi todos os instrumentos do enme, o
que pideria coneorrer para o descobnmente do
urimimso, se este fossa possoa eatrauba a repar-
tido.
Anda mais nio se comprehanJe que alguem pre-
parando-separa o crim- de que se trata, mandan
do fibricar chaves para a porta de madeira da
casa furt- e para ambas as pn-tas do cofre, se es
quecesse de mand-im tambem preparar chaves
para a porta ie ferro, que foi encontrada aberta e
sem instrumento com que poicase sel-o e para a
porta da biombo estava tec-.ada a 9 quando se
abri a s ia do tbesoureiro.
Dos autos de perguntas feitas ao theeoureiro
sens fiis, servente Silva e Candido e ao porteiro
reiro ret rou-se, segundo declara o fiel Csrneiro a* notas miudas v-lhas e dilaceradas e aue esiio
Cuoha, a fls. 116 ;
Que, segando dis o fiel Fialho a fls. 8S, era elle
qnera devia tcar asristindo ao servico do carim-
bo no dia 6, e nio o fiel Carneiro da Cunha. mais
que retirou-sc core o tbesoureiro a chamado des
te, deixando o fiel Carneiro da Caoba, aentro do
reservaio, e os dois serventes naquelle aer nc-i
qae se fazia na sala c ntigua ao mesmo reservado
accrescentando que an es de retirar-se nio vi > o
fiel Carneiro da Conha, fechar a porta de ferro da
casa forte e somoute a de madeira ;
Qu- o fiel Carneiro da Cunha confirma a fls. 115
t> 137, que f f ^11- quera fechou as p irlas da casa-
forte e qj^p quando retirou-se o tbesoureiro depois
de 2J)tfry|ajSde e'le eootiuu iu na reparticio
ficandu jar algjm tempo nu reservado leudo um
romanc 4e J'ahb VerneDa trra a loaa o ser-
vente JJiLva na sala do carimbo, cujo servico ac
b iu-se nesse dia logo depois da sabida do thesu-
reiro, e isto porque eram 3 hiras, e pjrtauto, tem
po de terminar o exp-dienre, e posto que honves-
se ordem da inspectora para o servir-o ir at as 4
horas, ella somente foi cuuiprida n is prineiros
diaa, me quand i retiron-se fechou nio s a janel-
la do reservad i como a porta do mes no, deixando
a chave deste sobre a mesa.
Que segundo declara o servente Silva, a fls. 79,
313 e 422, o servico do carimbo nesse dia, terrai
noa s 3 horas da tarde logo que n tbesoureiro re
tirouse em c-unpauhia do fi -I Fialho e que apenas
sahiram estes da reparticio entrou o fiel Carneiro
da Cunha para o reservado do thes .urero, onde
esteve trancado por espac > de meia hora mais ou
menos fcando elle na sala contigua ao reservado
sentado em urna cadeira, a espera qu o d to fiel
sahisss afim de fechar, como costamava fazer. a
janella e porta do reservado; que sshindo fi
ello perguutou-lhe se hava fechado a jauella d
reservado c m a tranca ao que respon leu-lhe o
fiel affirmativimeate e f-chanto n'essa occasiio a
porta do reservado e timando a chave da mesma,
sahio em seguida, e quando elle procarava a ch v
da porta que nio estava nem na f cebadura nem
na mesa onde costumava ficar, para fazer o ser
vico de ass-io d > reservado no primeiro dia til
entrou o porteiro Al-xmlrino e lie d'sse que f -
chasse as janellas e a p irla afim de aabirem, por
ja ser um f ou^o tarde, ao que elle responden que
estava procuran!) a chave da p >rta i > reservad ,
por ni i saber on le o fiel.a tinha deixado, e ins-
tando de novo o porteiro para que fechisae as ja
nellas e a porta elle assim o fez, e ret ron-se da
rep irtieio, entregando as duas chaves da porta em
esa do thesoureiro.
Q ie, segundo refere o porteiro Al -xandrino a
fls. 33 17'i, tendoelie visto sabir o fiel Carneiro
da Cunha tora a o irta da sala dt h-souroiro, in-
dagar do m nivo porque o servente S'lva nio tra
tava de fechar log a m -ama p irta e i hi chegando
eaC'-n'rou o serven'e Silva junio a urna m-'sa c qnem piocurava alguma cus, e diz-ndo-lbe que
tratxsse de f-char as janellas e porta da sala res
pondeu Iba Silva, que est .va procurando a chave
do reservado que uio sabia on le >> fi -I tmha dei
xado, e porque elle dissesse a Silva que na > se im
portasse umn a chave, e tratasse de fechar a por-
ta, assim esre o fez imneliatam-ntu sahind ara
bo*, sendo o edficio depois percorrido por elle,
pelos serventes o quatro soldados c uno era cos-
turo e.
Eis un resumo o que se paasou no dia 6 de So
tembro at a hora em que foi t -diado o edificio.
Diz o porteiro M u I o i qu-! no da 9 pela ma-
nha ao cb-gar a rep irtiya >, vericou parante o
cab>, da guarda que o acompauhara, que nio
as portaa Com as jauellas do edifi rio estavam per-
foitamcnte fe-bulas como tinham sido no dia 0 e as
chaves fu ceiran lo as fechaduras, ist i quanto
as pirtas > jni Has qae iha competiam ab.ir.
(Auto de perguotts a fl 9).
0 s Tveu'e Silva, a quein cumpria abrir a sa a
do th-js iureir declara qus iu referido dia 9 foi
roonber as chavs em casa do thesourdiro e che-
gando a reparticio encontrou j abertas a portas
pelo porteiro M-n 1 urca, menos a da seeci" do
tbesoureiro, que foi por elle aberta sem que tivesse
encontrado qualquer Vestigio de violencia nu sig-
nal de que ella tivesse sido aberta, e que entrando
em seguida o fiel Carneiro da Cuoha, elle pergun-
guntou-lhe pela chave do reservado, ao que esta
respondeu que a tinha deixado em cima da mesa,
onde eutio foi encontrada, si bem qae affirma o
mesmo servente que ai dia 6 ella nio ficou ah.
Acerescenta elle que abrindo e reservado e di-
rigiulj.se pra a janella notou logo que ellaape-
naa eatava fechada com o ferrolho e ama tranca
de farro, o que sorprehend-u-o porque o fiel Car-
neiro da Cunha Ih; bavia dito no dia 6 que a ti-
nha fechado com a tranca, e qae nessa occasiio
entrando Fialho logo depois o thes mreiro. este
deu a Fialho as chavea da saaa forte para onde
dirigio-se o mesmo Fialho que quando procura-
va abrir a primeira porta, oonheuea que estava
ella aberta por t-r cedido a preaaio que fez ao
d.iitar Iho a mi o que den lagar a qae elle po-
dessR logo ver qae a porta de ferro que fica em
frente tambem se achava aberta, e dando Fialho
parte ao theaoureiro do occorrido, este mand >n
logo chamar o inspector (auto de perguntaa a fls.
11, 79 e 343.)
As d-rclaraces do servente Silva sio mais ou
menos confirmadas por Fialho, que, no auto de
perguntas a fls 17 aecresceuta que nio havia na
porta de madeira vestigio de violencia e que
na fechador* da de ferro havia ama chave de
lati.
Ref-.-re o fiel Carneiro da Canha que, quando
chegoa a repartija.) no dia 9 ainda se achava fe-
chado o compartimento reservado ao theaoureiro
e perguniado.ro servente Silva a razio pirque
nio o tinha aborto e arranjado, respondeu-lhe
este que nio tinha a chave, que Ihe foi entio
mostrada por elle, retirando-se em seguida para a
sala do porteiro de onde somente volt ou para a
seccio do tbesoureiro depois qae foi chamado por
este, e ahi entio j4 encontrou o insp-ctor e m->is
empregados, pois j era condecid > o extravio do
dinh-uro (auto de perguntas a fls. 19, 138 e 155.)
Diz o inspector qae no dia 9 achava-ss no seu
gab nete quando ahi entrou o theaoureiro, e deca*
roc-lhe qae tinha soffndo um ataque de erysipela
e por ease motivo tinha ido em usa carro para
a reparticio e reiirou-se para a sua seccio
de onde poneos momentos depois mandou cha
mar por um servente, e dirigindo se elle para
a sala do tbesoureiro encontrou na porta da
sala e foi entio informado de que tinham sido en
contrarias abertas as portas da casa forte ; que
encaminhando-sc para ahi vio que a porta de ma*
deira eslava aberta e encostada e querendo entrar
foi advirtido pelo theaoureiro que nio o Asease
sem a presenca do ebefe da polica a quera convi-
nba participar o oceorrido, o que elle imaudiata-
m-nte fez
Das deelaracoes que acabo de tranacrever se
evideucia qae sem motivo plaasive! foi retirado
no dia 6 do servico do oarimoo o fiel Fialho para
ser substituido pelo fiel Carneiro da Cuuba, qae,
em vez de mandar executar aquel le aer vico foi
ler no reservado um romance e isto por esp ico de
meia hora, condusindo quando se retirou i chave
do reservado, piis que seg ndo affirma Silva ella
nio fie u sobre a mesa o que de certo modo
coufirmado pelo porteiro Meudouca qne declara
ter encontrado Silva junto a mesma mesa como
quem procurava alguma cousa.
M-nd mea a fls. A, 13. 17, 19, 79. 82, 85, 89, Ii5,
129, 133, 137, 154, 155, 170, 343 422, v se :
Que no da 6, o thesuururo autes de retirar-se
da repartici-, o que teve lugar s 2 e 1/2 horas
da tarde, mandou, aegundo elle declara, fechar
pelo fiel Carneiro da Caoba, as duas portas da ca-
sa-lorie, recb ndo de-te As respectivas chaves e
nahio acompanhado pelo fiel Fialho, a quera con-
vidou para irem juntos a drogara de Francisco
Manoel da Silva, comprar um medicamento de que
Ibe havia filiado, quaoio cbegram ra Nova,
l-mbrou seeiled- que nio bavia comprado aquelle
medicamento ; nio vonsenliudo que Fialho v-Itas-
se para ir compra! o porque j se achavam rauto
afastados da referida drogara, dirigi-se cada um
para sua casa, ficando na sala do tbesoureiro o
fiel Carneiro da Cunha, cornos dous serventes Sil-
va e C.ndid.i, para continuar- m no servico de ca-
rimbo de notas, servico que havia sido prnrogado,
ultiuiam nte at s 4 hora* pr ordem do inspec-
tor, e que terminaran) no da 6 logo que o tbeson-
Accresce ainda que no dia 9 a referida chave
somente foi encontrada depois que o fiel Carneiro
da Cunha entrou na seccio do thesoureiro e mos-
trou a referido servente, que at entio ni > a ti-
uha visto apezar de a ter procurado, o que faz
crer quo o mesmo fiel a levon para que no dia >
nio viase o servente o que all se havia preparado
para simular o roubo.
Nem por outra forma se pede explicar o facto
de ter sido encontrada aberta a porta de ferro
s m chave ou instrumento com que so poicase
obter esse resultad >.
Conv.n norar qae c fiel Carneiro da Cunha, foi
quem fechou, por ordem do thesoureiro as portas
da casa forte e o fiel Fi.ilho dec'ara que apenas
vio fechar-ee a porta de madeira para a qual foi
encontrada urna chave que funecionava como ver-
dadeiro.
Alm das circunstancias referidas outras exis-
tera pulas quaes s chega a c nelesio de que o
desappar cimento do dinbeiro que existia nos c -
tres da Th-souraria, o resuldado de desfalques
ancoe saivo.
Assim que tirado Olympb F. Loup, repre-
sentante do euspreiteiro do prol ngameuto da es-
trada de ferro do Recite ao S. Francisco e da es-
trada de Caruar, de receber da Tbesouraria
a quantia de s-is centos e tantos contos, impor-
tancia de c rtificadob pr elle apreaeutados desde
Juibo epara cujo pagamento j o thesoureiro ha-
via recebido a competente ordem, segundo declara
u inspector a fls. 16i, uio obstante em duaa ou
trea b rs po ler-se concluir o processo para o pa-
gamento e constar que achava se elle ccrfciuido,
apenas no da 21 de Agosto foi paga tio sement
a qnanlia de 402:0004000, sendo, uecessano pata
completal-a dar-st dusentos e tantos contos, em
seod i recolhidas e que por essa m itiv uio po
diam ae' novamente emittidas em virtule de or-
dem da Tb'sonro, eom i reemhece o mes no ius
pe^tor que diz ignorar e at roprova o proced
m-nto jue teve o thesoureiro faz -n lo pagamento
com aquellas notas deixando de sor paga a quan-
tia de duzeitos e tantis contos p ir ni> hiver
nessa ocoaso mais dinb-iro, salvo na'quellas no-
tas m udaa e dilaceradas.
Compre notar qu o thesoureiro diz que assim
proceda por ordem da proprio inspector, apezar
de saber que era prohibida a sabida do dioheiro
que^ estava .sendo recolhido.
Efectuado parte do pagamento como foi, em
notas que nio deviam ser emittldas e deixan io de
pagar-s quantia superior a duzentos contos, com
rasSo diz o representante d'quelle emprezario,
que & noticia do roubo na importancia de cerca
de oitQCentos contos e sorpreneuieu, priucipal-
menie tejido ficado na Thsoursria quantia su-
perior a quatrocentos contos.
Int- rrogado o thesoureiro sobre a falta do pa-
gamento dos duzentos e tantos contos, disse elle
que nio fez porqu- Lrap nio quiz receb-r al-
gum dinheiro mindo e iato no dia 5 de Setcmbm
por oc-asiio de p-rgintar L nip quando poda re-
ceb aquella quantia, cin-araatancia e-aa aue o
raesmo Lmp contesta a fls. 388, quand i de.lara
qae no m-ncionado dia 4 ni. f i a Tbesouraria
oude esteve pela ultima vez, antes do aconteci-
m-'oto de que se trata n> dia 30 do Agosto.
O facto de nio ter sido paga s referida quan-
tia e dar-se duzentos e tantos contos era notas
miudas e que estavam sendo recolhidas, faz er
que j n'aquella epocha nio exista nos cofres a
somraa que devia ahi estar superior a mil contos,
segundo o balanco dado no dia 9 ; pnrquanto ao
existase a dita somraa seria fcil effetuar o pa-
iram-nto, tanto mais quanto declara u thesourtlro
a fls. 144 v., o inspector o tinha procralo era
sua sala e m mifestado dosej i da que esse paga-
mento se fizesse.
Ainda ae prava que os cofres da Thesourana
nio tinha os saldos qn- deviam ter com a declara
ci do inspector de que pedio ao Thesomo um
supprimento de dinheiro na irap >rtancia de qui-
nh-ritos cintos para trocos e despezss, o que ni
exacto, p Tquanto no offi rio de fls 123 data I
disse elle que aquella quantia devia ser appli-aK
ao pagamento das despezas que se tinha de fater
com o prolungime >to e estrada de Caruar.
Acha-se tamb-m privado no i-res-nte in iuerti
qU" o tri soureiro louge de adoptar as necessaria
precauco s para seguranr-a dos dinheirus conGa
dos sua gusrda facilitava o mais possivel qual
quer extravio, j enrregando as chaves da cas
f re e d> cofre a sea filho o bae.harel Arthur de
Barros, ijue substitua durante os seuo impedi-
mentos, por vezes prolongados ; j mandando que
o servente Silva utregasse as ch.ve da p irta >
do cade.do que f-cha a sua sala na loja de Joio
Bastos At C, onde erara guardaJaa at dia se
guite em que o musan sarvente ia reoebe'-as,
sendo asaun toda, as chaves da seccio do ths>ou
r-ir-, inclusivo as cofre entregues a pessoa qu
nio as podiam guardar, poii que os nicos cbmpe
teutes p ira conserval-as em s -u p ider era o mesmo
th-8 mn-iro, ou o fiel Fialho, p t elle indicado para
substituil o nos sens impelime tos cuno declara i
inspect'-r que diz nio ter tido at o da 9 de Se
tembro c mh-cira-nt > de tio graves irregulari-
'1 ides, o que tambara uio exacto a vista dos
actos de p-rguntas de fl. e especialmente do d
fls. 131 152 v. era qui Fialho diz que o inspector
sabia que o thesoureiro nos seos impedment s era
substituido por teu filho Arihur e 'auto qu algu
mas vezes indo a sala do thes mreiro, sem estar
este presente, vio o Dr. Arthur fazendo as saas
vezee e que consenta ua irreguiarviade pratieada
pelo mesmo Dr. Arthur de Barros, de ter em e
p> ler as chaves da casa forte e abril-a e receber
dinheirus, fazer pagamentos, conferir a caixa e
ex-rcer emfira todas as funecoes de thesoureiro,
menos a d assiguar docuineutos, nica fu necio
que el>e Fialho exercia nos impedimentos! de the-
saureiro como neu substituto; e ainda do de fls.
402, onde o contador refere que o mesmo ispector
tanto tinha completo conhecimento do pr .pedi-
mento irregu ar do thesoureiro e d seu filho Dr
Arthur que p>r mais de urna vez Ihe disse em cou
versa que era abusivo e Ilegal o mesmo proced
m'ut) do ih soureiro, faz ndo-se substituir por seu
filho Dr. Arthur
C facto da aubstituicio do th 'soureiro por seu
fihi confessado pir quasi todos os empregados
da thesouraria e at por pessoas a ella estranbas
que declaram ter mais de urna vec encontrado
eile exercendo todas as funeces do cargo, o que
confirmado pelo thesoureiro que a fls. 141 v. de-
clara que est certo de que o inspector sabia que
seu filho Arthur o suootituia, porque vivendo Cim
e na melbor convivencia nio poda ignorar isto.
Desse- tacto Ilegal e boje p >r todos r-provado,
resultaran) abusos como o que relata o Bario de
Liinoeiro, no auto de perguntas a fls. 413, isto ,
leva' Dr. Arthur cinco contos o quinhentos mil
ris em iotas miudas completamente novas e em-
macadas e lacradas, como vieran) da caixa de amor
tisaco para elle trocar por sedulas grandes, o que
fez entregando depois do jantar ao mesmo Dr.
Arthur aquella mesma quautia em notas de duzn
tus mil ris, d'oude v se que da Thesouraria sa-
bia diuheiro para ser trocado, aem que all fleasse
o troco.
Consta tambem do anto de perguntas a fls. 419
que por diversas vezes um empregado da casa de
Joo Beatos & ','. foi portador de bilbetea do osen -
cionado Joio Bastos e do Dr. Arthur de Barros di-
rigidos ao thasoureiro, pedindo dioheiro, e que se
Ihe recommeadava todo o cuidado para nio aerem
perdidas os mes.nos bilhetes que somente deviam
ser entregues ao thesoureiro, o qual ora responda
pessoalmeote, ora por esciipto fechado em um en
veloppr ; diz ainda o mesmo empregudo de Joio
Bastos que quasi ssmpre o mesmo thesoureiro man-
dava trazer dinheiro ao seu patrio, ora por in-
t rmedio de nm individno moco, irmio de um tal
Figucired), ora por intermedio de um individuo de
nome Guarni, que amigo e vive sempre com o
d to Joio Bastos e o Dr. Arihur de Barros, e que
o dinheiro era entregue algumas vezes no iuterior
da loja, e outras no escriptorio no pavimento su-
perior, nio podeodo elle precisar a importancia as-
sim remedida, affirma entreunto que nos tres ul-
tim s mezes os pedidos de dinheiros se amiudaram,
sempre sendo satisfeitoa.
Estas declaraco s sio em parta confirmadas pelo
servente Silva, a fls. 422,quando dis qne exacto
que o dito empregaio de Joo Bastos ia sempre
i'hesonraria e fallava com o Dr. Eduardo, iguo-
rando elle se recebia deste qualquer quantia.
Convm lembrar que nesse mesmo a"to de per-
guntas o referido servente declara tambem que
um mez, ponco mais ou menos, antea do facto, o
thesoureiro Ihe ordenou que nio deixas e mais as
chaves da sua sala em casa de Joio Bastos, onde
elle as guardava por ordem do mesmo thesoureiro,
e que as levasse para a sua casa, o qae elle cum-
pria.
Combinando-se as respostas do inspector da
Thesunrarianos autos de fls. 149, 182 e 393, com
as do thesoureiro nos de fls. 13, 106 e 140 n .tura-
se contradieces que n&o poden) ser explicadas ra-
soavel mente.
Diz o inspector que nunca entrou na casa forte
o qu nio seria para eotranhar que o fizessie, pois
era seu dever fiscalisar toda a repsrticio), entre-
tanto nio s o Dr. Arthur de Barros no auto de
perguntaa a fls. 305 declara que o tbesoureiro por
diversas vez s mostreu o cofre e o estado em que
se achava o dinheiro ao inspector e a uufraa pea
soas, como o mesmo tbesoureiro affirma que ainda
no da 4 ou 6 de Setcmb'o, este fora a sua sala
onde demorou-sepur algum tempo vendo cari i.rmr
notas e depois entrou pra a casa forte mandando
elle por aceno que um dos fiis o acom pan ha ase,
nio porque desconfiasse do inspector mis para que
fosse com el u pessoa que podesse dar qualquer
xplicacio de qne necessitasse.
U inepex-t >r tamb-ra contesta que tivess ped-
do oureuommeudado ao thesoureiro que fizense o
pagumeutj devido a Loup e b-m assim que viv-s-
s na me hor convivencia, com o mesmo thesou-
reiro ; ao passo que este athrraa nis s que que -
le manifestara o des-jo de q ie tuss" f--ito o m-sm i
pagam-nio,e at Ihe d-terra ara que o fizesse,
emo que viva com elle ns inelh .r convivencia, mo
tivo p,.r que ass-gura que elle nio poda ignorar
que o Dr. Arihur o substitua nos' seus impedi-
mentos
E' ainda notavel a seguate deel iraco feita
pelo theaoureiro quando interrogado s..bre a fortu
n de si-u filho Dt Arthnr de Barros e a herancoa
de sua mil adoptiva Feliciana Maria O-ympia :
Que us b na qu-i sea filho r. Arihur herdou
foram poucos, purera que herdou boa f .rtuna em
dinheiro nio pdenlo pr-eisar, quanto, e que essa
fortuna tem elle augmentado em transacco -a a que
se dedica alera de que tera sido enearregado de ue
gocus f ireuses, administrativos e com nerciaes de
uioiio* de seus prenles e araig >s tanto que sendo
exonerado do lugar de secretario da polica nio Ibe
fez isto deff renca tanto maia teudo silo nomeado
para esse emprego com o fim de esperar ou como
una transicio para o cargo de presidente de pro
viucia que Ih'. pretenda destinar o seu amigo Dr.
Jos Marianao e que ihe seria dado na priraeira
opportunidade s- uio bonvesse mudado a eiluacao
pilitica e por isso nio exercia cargo publico por
deficiencia de recursos e tanto assim que depois
da sua ex mar icio tem continuado a viver da mes-
ma forma que viva, tendo at f ito despezas avul-
tadas com pessoas ie sua familia que tem sahdo
da provincia por motivo de molesiia ; nio piden
do precisar a f rtuna do seu filho porque nio par
liado ella dalle respond-nte ni > se julga C9U> di-
re ito de indagar e mesmo fiscalisal-a- *
Di con junco das circunstancias cima referi-
das resalta que nio se p le admittir a bypotbese
de que o desapparocment de cerca de oitocentos
contos dis cofres da Thesounria f sse o resulta-
do da um roubo, tsdos os empregados que foram
iuterrog-a los a respeito affirmam que nio penetiou
no eiificio da Thes'.uraria pessoa alguma a ella
estranha, que nio exte vestigio algum de roubo e
qne era impossivel efectuado este conduzir se tio
avultada quantidade ie dinheiro sem que a guar-
da viase cousa alguma.
O proprio inspector considera o edificio i'a The-
souraria bastante seguro segundo consta de suas
respostas a fl. 168 v. e nio pidendo explicar o
facto consid-rou-u imm -diatameute c -m) um des-
falque pelo qual o th soureiro o nico respon
sav-l para com a t.zonda fl 389 v. e quer este e
quer os seus fiis nio affirmam que tenha entrado
pessoa alguma na Thesouraria e conslderam um
mystero o que se deu all.
Eotretanto pens que o presante inquerlto of-
tornee bas- bastante para c mbecer-se que nio
b uve roufl) sim desfalque pelo qual sio princ -
plmente responsaveis o tbesoureiro Dr. Eiuardo
de Barros Faleio d- Lacrda e fiis Francisco de
Siqueira Carneiro da Cunha e Victorino Trajano
daCista Fia'ho.
Na forma da le indico como tcstemunhas Chris-
tovio Santiago de Oliveira, Luiz E nygdio Pi-
nh-iro da Cmara, Gr-deio Foijaz de Li-er.la Ju
nior, Francisco Cmur Emer-nciano, Hel'od ro
Cyreno de Oliveira Corag' m, Jovino da Silva
Santiag}, escrunturarma da Thesouraria de Fa-
zenda e port-iro da mes na rep irtgao A'exandri-
no Alves de Mendou^a e o servente Jos de Oli-
veira e Si l ve.
O amanuense servindo de escrivio remetta ao
Dr juiz de direito do 2" distrieto criminal o pr--
s.rat-inquerito c obj-ctos constantes da relacio
de fls. 431 v.
Becife, 9 di Outubr d 1886.
Antonio Domingos Pinto.
EXTERIOR
Corrcspondeac-a do Diario de
Pernambuco
PORTUGAL Lisboa. 28 deSetembro
de 1886
Ch-gou a Lisboa el rei D. Luiz I no dia 23.
Depois de ti i eloqueutes deinon tracoes e. home-
oag ns toSM as qu recebiu em "odas as cortes
strangeiras que S. M. visitn, nio Ibo deverio ter
sido menos ratos os testcmunhis do regosij >
alacridade com que o p>vo portu^u-z o acaba d
saodsr no seu feliz regresa*' pal ra.
Ni cruzad -r Affonso de Albuquerque que el rei
partir de Plym..uth. a 22 do correte, s-guindo <
a corveta Eitephania. Estes navios partiram s
10 horas da mauhi.
S M. chegm aqui no dia 26.
Fra da barra tinham ido esperar o soberano a
familia real no transpjrte frica, os ministros e
grao.de numero de funecionarios di estado, mem-
bros de diveisac corporacOes civis e n iitares, o
3orpo diplomtico e muirs outras p-ssoas d- dis-
tinecio no couracado fosco da Gama, no trans-
porte India e outros navios de guerra que o go-
verno poz sua disposica >, 'endo co sideravel a
quantidade da vapores de recreo, rebocadores,
biatea de vela, guegas e outras embarcacoea me-
nores que se tinham dirigido pra a bahia do Cas-
eaes assim que toram ouvidos os tiros da signal,
de qne a corveta Affonto de Albuquerque estava
vist'. Era espleudido o aspecto "aquella bahia e
foi enthubfasti a primeira parte da recep(;io. em
que s havia espintan-idade e ontentamento sin-
cer. A recepijio propriameute offiral, essa effe-
ctuou se em Lisboa.
Logo que 8. M. chegou foz do T jo, as torres
e fortalezas de mar e trra e os navios de guerra,
erabandeirados de gala, deram urna salva real por
tio fausto acontecimento.
Todos os corpos militares ia guarnicio de Lis-
boa estavam pistados desde o largo do Municipio
(Pelournho) at ao caes do Sodr e Atterro for -
mando o corpo de marinheiros militares a guarda
de honra no arsenal de marinha.
Junto^ do mesmo arsenal achava-se postada a
cavallaiia para servir de guarda de honra s p-s-
soas reaes
Logo que S. M. desembarcou, o que teve lugar
no arsenal de marinha, repetio-se a salva real,
annnnciada por girndolas de foguetes, tocando
todas as msica dos corpos militar, s em parada.
Ao desembarcaren) ns arsenal da marinha, S.
M. entrn na sala all preparada e receben nessa
occasiio os cumprimentos e homenagens da cma-
ra municipal de Lisboa, tent pronunciada pe'o
seu presidente a respectiva aliocucio era nome de
todo o municipio, a que S. M. se dignou responder
em termos afectuosos.
A cmara recebeu el-rei debaixo do pallio.
Concluidas as ceremonias da recepcao pela ca
mar municipal, SS. MU. e A A recolberam-se ao
poco da Ajuda, sendo acompaubados pelos officaes
mores e pela guarda de honra.
Era muito consideravel o numero de carruagens
qne desfilaram para Ajada com as pessoas que
all foram apresentar ai. M. as suas homenagens
e felicitaceg.
Esquecia-me dizer-lhes que fora considerado de
grande gala o dia da chegada de el-rei. Como o
da 26 cahio no domingo esta gala nio represen-
ten um feriado a mais para os empregados pblicos.
Escusado ser dizer-lhes tambem que foi apro-
veitada em toda a sua plenitude a permissao de-
cretada no programla oficial para que os sinos
ropicassera, se deitassem foguetes, se fizessem il-
lurainaces etc. etc. De tndo isto houve em abun-
dancia.
A polica das carruagens e outras vehculos que
tinham de percorrer as ras do transito do cortejo
real foi bem feita, mantendo se boa ordem e evi-
tando-se confusSes e conflictos.
Em Piymoutb, onde S. M. o rei de Portugal
havia chegado no da 22, foi muito acclamado pela
popular;!) inglez i que se achava no caminho da
estucio para o caes do embarque.
as ras de Litb a tambem se deram vivas
passagem de ei-rei. O nesso povo, porm, muito
sobrio de acclamacoes ruidosas. Descobre-se cora
respeito, observa a.mmeHdo, coivemente e corre-
cto, mas nio prodigo de acclamacoes entusis-
ticas.
Depois da recepcao e felicitaedes no paco da
Aju ia, onde foi eourme a concurrencia de pessoas
da corte, alt .8 funecionari a, magistrados, ofiicia-
lidade do exercito e da armada, representantes das
potencias estrangeiras, etc. SS. MM. e AA. par-
tiram para Cascaes.
Com maito acert e em harmona com o que
na minha de 23 Ihes escrevi, d>zia ha poucos das
urna foi ha de Lisboa, acerca da viagem do Sr. D.
Luiz I:
A viagem do nosso monarcha s cortes euro-
peas, a sua curta estada mire povos diversos, nio
foi s urna larga 63rie de demoustraces festivas;
f i ot-casii i para se patentear a estira que gosa-
ir,)s l tora, -e foi motivo para que se assigualas-
se a consi Jeracae aquelle que feralmente reco-
nhecido como o priu-ipe modelo de imp rant- 8
eonstitu.rionaes Por toda a parte, por iss > mesmo,
o Sr. D. Luiz teve um acolhi.n-nto exeepcioual-
mente symp^thico, que fnsou bem o respeito pela
sua pessoa e a estima pelas suas quaiidades, e por
toda a pait. tamb-m se accentuou conju-ictamen-
te, que ainda nio d-smerecera na consideracio
dos povos esta pequ-na naconalidadeJe tia lar
gas tradieces heroicas e ta activa cooperadora
na cvilisxcio social.
Debaixo d'- sses pontos de vista, tem da ser
c msid' rada a vug- u do mouarcha a qualquer
urna recepcio correspondente estima que consa-
gra ao seu rei e ao agradecimento que deve ao
seu r^pr-seotante, que, com urai activa dedicacio,
aoub aoertar os lacia de antigs alliaueas
E+quecia me mencionar Ihes qae tenda che-
gado ao porto de Lisboa urna /ragata allem, tam-
bem esta se dirigi fos do Tejo para fazer parte
da esquad.ilha qne foi receber S. M. el-rei.
E' possivel terem-nos escapado alguns promeno-
res interessant-s desta espen iida recepcio, para o
Inzimento da qual um dos mais bellos das do ou-
tomn i contribuio po lerosameute.
II je o anniversario natalicio do S A o prin-
cipe real e sua esposa a pruceza D. Amelia
Nio ha recepcio i.ffijia ; todava deve tr sido
consideravel o numero de pessoas qae ss terio di-
rigido cidadeil de Uascaes para c mprimenta-
em SS. AA. onde foram convidadas para jantar
Varias pessoas da orte.
No dia 21 deste mez oelaa 11 hars da ma-
nhi eel-braram se as exequias aonuaes por alma
de D Pedro IV, duque de Braga> ca, sendo feitos
os officios fnebres na s patriare.hU.
As8stiram, nl-m de S. A. o principe regente e
do Sr. infante D. Augusto, os titulares e mais
pessoas que formam a Corte e os offi na-s- ores e
mais funecionarios aos quaes, por es ylo ou dever
le seus cargos, curapre desempirabar fuucuoea du-
rante aquelle acto religioso.
Fm ni se a 22 do corrente, em Cascaes, onde
se encontrava, dep >ig de ter rsteds em intra,
conselbeiro Verissimo Mximo de Almeida. empre-
gado superior da mordomia mor da casa real.
Tniha mais de 80 annos idade. Era um c.iva-
'heiro muito llustrado, muito probo ede ara-nissi-
mo trato.
Acnmpanbara-o sempre sua extremosa flha a
Sra. I). S phia de Almeida, senhora das mais
forma-as da co te e intav-l ii s p*r sua fins-
sim* educa^ie, como pelo quj sempre foi dedicada
a seu v.-ih > pai.
O conselheiro Verissimo Maxirr-o de Almeida go-
zava de muitas sympathias. Viera do Brasil com
o imperador D. Pei-o IV de quem era amigo in-
timo.
Por notavel coincidencia desceu sepultara no
dia anaiveraario do fallecimento do heroico duqte
d- lira rauca.
Era eoraraenda lor da Conceicao e de Christo de
Po tugal e do Brazil, de S. Joio de Jerusalem, da
Cor.* de Ferro da Austria c de outras ordens cs-
tr^ng"iras.
Perto de um secuto viveu entre a prim -ira so-
ciedad.- p.rtugueza, onde todos Ihe chamavam o
coneiheiro Almeidio.
O Sr. D. Pedro IV qne Ihe deu o cogn me de
Almeidao, para o distinguir de um outro Almeida,
tam'ouin companheiro de S. M. I. quando veio da
Brasil. O segundo Almeida, foi o Visconde re
Aira-ida, j fallecido, o qu- servio por militas an-
nos d- camarista da Sra. Duquesa de Braganca,
uno -ratriz do Brazil.
O fallecido conselheiro Verissimo de Almeida
Hateen no Rio de Janeiro. O rendoso lugai de es-
crivio dos filhamentos, que exercia nt mrdim'a
mor da casa real o que. a- rvi i urantc mais de 5V
annos foi-lhe aado em recompensa dos seus ser-
vicos e da sua dedicarlo causa liberal.
Este lugar pela ultima refirma da casa real, foi
ann'-xado ao de porteiro da real cmara, que
actualmente exercido pelo Sr. Jos Correia de Oli-
veira Campos.
O fallecido fii um dos rapazes mais bellos e ele-
g.iotes do s> u tempo.
Jaz no cemiterio occidental.
O corp i do capitao de fragata Antnnio Joa-
quim de Mattos, cujo bito nceorreii i ei lade do
Porto, chegou a 25 do corrente esl .oio do cami-
nho de ferro de S. Apolonia sendo couduzido pe-
los seus camaradas e amig is ao cemiterio Oriental.
A Soci.-dade de Geographia da Lisboa, de que
foi ua ds socios mu prestantes, estava represen-
tada em grande numero no funeral do illustre ofi-
cial de marinha.
Est muito doente em Cintra o Sr. conse-
lbeiro Carlos Bento da Silua, ministro de estado
honorario.
No Diario do Govtrno ds 22 veio publicada
a consulta sobre 09 projecios apresentados no con-
curso de 1 de Fevereiro deste auno para oa melho-
ramentes do p-.rto de Lisbia.
Esta consulta assignada palos engenheiros Joio
Chrisosthomo de Abr-u e Souza (r lator), Placida
e Abreu, Gomes da Palma, Souia Braudio, H.
de Macedo, B aventura Jos Vieira, JA. Xeves
Cabral e Louren^o de Carvalho.
Depois de murtas consideracoes sobre o asBum-
pto os distinctos engenheiros jnlgam que se deve
ittend-T principalmente as seguintes ndicacoes :
Io Tomar qnanto possivel por base o plano de
1883, nao excedendo, eomtudo. o custo total das
obras a quantia de 10.800.000i, fixado na lei.
2* C .nstruir cerca de 6,(X)9 metros de caes
acostaveis, sendo sufciente que a profondidade
das aguas junto d'elies nio v alm de 8n,50abai-
xs do zcro bydrograpbico.
3. Que parte daquelles 6,000metros de caes acos-
taveis saja construya entre a praga do Coinmercie
e a estacio do caminho de ferro do norte e late, e
a outra parte entre o Arsenal de Marinha e a rocha
do Conde de Obidos, ron s tru in do as dokas derepara-
cio no local indicado na planta junta a esta con-
sulta.
4. Que se estude e fixe, vista das sondag ns
e maia trabalhos tecbaios existentes, quanto po-
der recolher a aresta exterior dos caes avancado
em toda a linha, dejdc caminho de ferro do nor-
e leste at ao eaneiro de Aleantara, sera prejuizo
do rgimen do Tejo, e sem deix ir de conquistar os
terrenos necessarius para as obras do melhora-
m-ntos do porto.
5. Que na parte comprehendida entie a praca
do Commercio e a estadio do caminho de farro do
norte e leste parece poder seguir se, sem inconve-
niente, o tracado do Sr Hersent ou o do projecta
B do grupo nacional, que muito se approximam
um do outro.
6. Que na seccio entre o Arsenal da Marinha
e a rocha do Conde de Obidos se procure evitar a
construccio de caes avaocados em terreno pones
firme, e exigindo era grande extensa despezas
exaggeradas, como de 1:500*000 e 2:000*00, on
mais, por metro corrente, parecendo preferivel
construir o caes interior naquella seccio, no ali-
nhamento iniieado na planta do projecto B do
grupo nacional, addici nando-lhe alguns molhos
ou espigoes, que completen) a extencao dos caes
nece8sanos, na forma indicada na planta junta, ou
de outra maneira que melbor pareca e qua attinja
o fim que se tem em vista.
7." Que no espaco indicado, a j tizante da rocha
do Conde de Obidos, se construa, alm das dokas
de repar-cao, o plano inclinado propostu pelo Sr.
Hersent e o caes avancado na extensio indicada
na dita planta e que o restante terreno at ao ea-
neiro de Alcntara, se reserve para a continuacio
das obras do porto, quando as necessiiades do
commercio o exigrem.
8 Que sio aceitave:s as indicarnos do projecto
do Sr. Hersent e do projecto B. do grupo nacional
quanto conveniencia de alterar algumis das di-
mensoe3 das dokas de reparacio, vendo fixar-so
essas dimens-s no plano definitivo.
9 Que na ordem da execucao dos trabalhos a
construccio do caminho de ferro entre Santa Apo-
lonia e Alcntara parece dever preceder s mais
obras, at mesmo por facilitar a construccio das
restantes.
10. Que para este fim forcos? adoptar os tra-
bados do caminho de ferro propostos pelo Sr. Her-
sent on pelo Sr. Reeves, em frente do Arsenal, e
Terreiro do Puco, quando nio como definitivos
ao men s como provisorios.
11. Que ao mesmo tempa que comecem as obras
do porto de Lisboa entre Santa Apolonia e a pra-
ca da commercio, com a respectiva d..ka da Ri-
heira Velha, se comece tambem a Cuns'ruccao das
d.kas de raparacao, prosegu udo na cmstruccio
destas obras com a maior rapidez, porque propor-
cionarlo, mais de prompto que quaejqer outras,
importantes vanlagens ao commercio.
12 o Que parece conveniente reservar para con-
triiio especial, em tempe opportuno, tudo que res-
peit s installavoes ou equiparo -nw dos caes com
r laeio ao trafego e exploraoio delles.
Pelo que resp-ita aos premios estabelecidos ao
programm* de 24 de Agosto de 1885, visto que
nenhura dos proj-ctos so pide adoptar exclusiva-
mente, e que os apresentados pelos Srs? Hersent,
-
'
t
:-*
delles justifica o jdbiloque no c^usa tanto a rwi-| f^,*eve8 e grupo nac mal, todos offerec-m nica-
ina demonstrada a nosso primeiro magi-trai
como a sympathia que s vota ao paz que nos
prende no orgulhoso e dominador atfeuto patrio-
trioco.
A noticia do regresso d" el-rei, porqae repre-
senta para nos t8a dupla vi bracio de sentimen-
lo, anima-nos n'um enthusiasn.0 sincero e ex-
pansivo, que vemos parulh ido p ir muitas corp i
racoes, uue se aprestara a receber o rao. archa com
grandes deinonstracoea jubilosas. Sio justas.
El-rei na sua visita, fes ao paiz um servico
importantisaiiDo. O pais conheceo e saber de-
moustrar-lhe o reconheciraeuto que Ihe deve, com
Ves muito aprov.-itaveis para a elabir^co da
plano definitivo, sem que se possa graduar a sua
importancia relativa, -ntende ajuara que ser de
justica repartir igualmente a t.talidade dos mea-
mos premios pelos projectos anres-utados pelos
Srs H rsen, hseves e grnp> nacional.
O acontec.nento finauceiro principal da sema-
na foi a subscripto para o eraprestimo de 10800
cont"-. ltimamente negociado pelo goveruo com a
c .sa Epbrus de Pars
Nio obstante essa operaci) ter sido contratada
firme pelo ministro da faseuda, e por is.o aer
resultado da sabscripoio mais digno da atienes*
+ \
Ofl*B_!
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IHMMMWBBBiHVMHHBiMIVBMfliHMHBMBMMa
MHH
HBHHM
I
Diario



dos contratadores do que do Thesouro, i este nio
poda ser iudiff-rente u seu resultado. A aituaco
dos grandes mercados fioaoceiios nio era a mais
propricia b grao .es oprateos de crdito, seudo
certo que ulguias teem sido sdiadas por esae mo-
tivo ; mas tudo faaia suppr que o ezito seria fa-
yorave!, com i suecedeu.
Os telegrammas de Paria asseguram que, posto
faltem aaquella praca todos es resultados fina as
nos diversos pontos, se prev que a repartido se-
r na rasio de 16 0..'i>. Qu-r dizer que o em-
preatimo teria aim sido subsc ipto seis vezes.
E' um xito completo e altamente honroso para
o crdito do piiz.
E' manifest que c papel que representa a nos-
ea divida publica ganhou forca de papel inteina-
cional, alcanzando novoe mercados, e seudo proeu
rado para emprego de capital, figura as cartei-
ras dos (fraudes e pequeos capitalistas, conu of-
fereceodo seguranca bastante para poder euncor-
rer e elevar a medida do juro para o capital que
at agora busca va quasi exclusivamente, o papel
considerado de primeira ordem.
Esta situaci aicine*da pelos ttulos de divi
da publica p rtuguexa, observa um dos jora es
mais lidos de Lisboa, na sua ultima revista fiuan-
ceira e onmmercial, em xtremo agradave, e au
at convm mantel-a, mas n ser diffieil tornal a
cada vez mais lavoravel. Basta para isso seguir
as normas de urna sensata e patritica administra
cao e conter as despegas ordinarias e todas que
assm devem ser consideradas, dentro dos limitas
da receita ordinaria, empn h nder as de?p hs ex-
traordinarias que fatalmente so impem pela ne-
cessidade de melhorar as oolicoes do paiz, su-
bordinndoos aos recursos da naci e ao progres-
sivo desenvulvimento da sua receita.
Isto seguido, dar como resultado o eugraode-
cimsnto do nosso crdito no exterior e a subida
da cotacao da ucsa divida.
prosegue a citada revista :
Fclizineute, como j tivemos occasio de no -
tar, a marcha g.vernativa do actual Sr. ministro
da fazenda est sub jrdinada a estas regras salu-
tareg, cea mais conforme aos grandes interesses
do Tbesouro.
Oevemos dizer que a subscripcio em Portu
gal elevando se a cerca de 27,OuO obrigacoes. foi
muito aleen do que eaperavamoe.
Cbeg.iu bontem Lisboa o Sr. Henrique de
Maoedo, mi listro da raarinha e h je vai com os
seas collegas a Cascaes comprimentar suas ina-
gestades n altezas.
O il.ustre ministro vem inteiramente restabele-
cido.
O Sr. conselheiro Antonio Augusto de Aguia
realisou no dia 22, no theatro Boa Uoiio, em Vi-
zea, a sua conferencia sobre os vinhos nacionaes.
Aseistio grande num-.ru de pessoas que applaudi-
ram com euthusiasrao o sabio conferente. Dur >n
tres horas a preleeco e durante ella o Sr. Aguiar
moatrou os seas protun Jos conhecimeatos sobre o
asaumrto, terminanao por aconselhar a -s viticul
tores o estabelecimeuto de sociedades regionaes,
que se oceupem da successiva transformncao dos
vinhos de lot.co em viohos de consumo, reduzin-
do a prejudicialissima variedade dos typos de
urna m sina regio a um typo nica, conforme as
exigencias modernas de to os os mereados.
No fiui do s'U diieurso o Sr. Aguiar levantou
um viva cidade de Vizeu.
Termiuada a conferencia, a enorme multidio
que esperava parta do theatro acompauhou o
Sr. Aguiar -casa.
No da 21 realzou-se a segunda conferencia,
que teve por fim estabelecer as bases da socieda-
de regional.
O Sr. conselheiro Aguiar foi proclamado ptesi-
dente honorario da sociedade.
Para a presidencia rffectiva foi eleto um dos
mais inri'tentes cavalheiros de Vizeu, cujo nome
nio me occorre n'este momento.
Foi ofFe.recido um esplendido baile em honra do
Sr. onselheiro Aguiar.
Foram asr-igniios os decretos restabelecen-
do a permuta de valer do correo (al 503 fortes)
entre as provincias de Augola, Cabo Verde. Gui
n, S. Tome, Principe e Mozambique e a metro-
poie e libas adjacenti'g.
A execucao g-ral d'este aecreto depender de
circumstancias, qne se tornara indispensaveis para
estabelecer regularmente este servico. Por em-
quanto a autarisaco apenas se tornaeflVctiva na
provincia de Cabo Verde (crrelos de S. Thiago e
de 8. Vicente). Esta providencia de grande al-
cance para as relaedes commcrciaea e itre Cabo
Verde e a metropole. Assim fica attendida urna
das mais antigs e instantes reclamacoes d'aquel-
les povos.
O nosso distincto esculptor Soares dos Reis
concluio a raodelaci da estatua de Afi'insu lien
riques, destinada ao monumento que vai eiigr-se
em Guimarea.
Ser fuiiJid'i de preferencia em oBcinas^portu-
guesas. O pedestal, trabalhado em Lisboa, vai
cornecar a montar se, estando j em Guimares
todos M materiaes.
Comecam brevemente as Besses para a re
forma do cdigo commerctal. Estas sessoes effec-
taar-se-ho no minist-no da justica e serlo pre-
sididas pelo respectivo ministro, o Sr. conselheiro
Veiga Beiro.
J foram passadas guias aos officiaes do
exercito que vo servir para a guarda fiscal, bem
como foram tambe*n nomeados os que tecm de s r
vir no c minando geral da mesma guarda.
Foi aggregado ao Lyceu Central de Lisboa
Sr. Sinioeo Das, eecriptor e poeta muito conhe-
cido, qut era pr f-ssor do Liceu Visea.
Foi tll'eutivi.m-iite assignado na ultima
quinta-feira (23) o u-creto nc-meando o Sr Anto
nio Eones bibiui becario mor da bibliotbeca pu
blica de Lisboa, lugar que exercra durante mui
tos annos o fallecido conselheiro Jos da Silva
Mendes L-al.
O ministro do reino, Sr. Jos Luciano de
Castro, attendtu ao requerimento qne haviam feto
os estndantes da escola medica ciruigica de Lis-
boa, para haver novos exames em Outubro, tanto
de qne se fes segunda edicto em 1861 e terceira
em 1870.
Aggravaram-sn os padecimentos do Sr. mar-
ques de Pombal.
Chegon a Li-boa o Sr. Viscondo de S. Janua-
rio, ministro da Uerra, c^m sua esposa.
- Em Pars, o Sr. Henriqne de Macedo, mi
nistro da mariaha, foi visitado pelo Sr. de Frey
cioet, qne teve com o Sr. Maoedo urna larga con-
ferencia.
Sabio no Diario do Ooverno ha das o regu-
lamento dos concursos par* o pr ivimento dos lu-
gares de psofesaores dos lyceus, e bem aosim o de
creto que o approva.
INTERIOR
liarlo
Outu-
Corresponilencia lo
de Peruambaco
RIO DE JANtttO Corte, 5 de
brode 1886
Sdhiiabio:2' discusso da receita e doe additi^
tos no Senado.Suppresso da tan dos
5 '/ addiciouaes proposta pelos Srs. Af-
fonso Celso e Dantas ApplieacSo da
me Velho e outros.Motivos da suppres-
so dados pelo 9g. Aff.oso Celso.Im-
pugnarlo ao reeolhimento de papel-
moeda por diversos orad-ires.Marcha
que teve o debite, em geral. Approva
ci do crdito para pagamento dos em-
preiteiros das estradas de S. Francisco e
Carnar Questo de ordem na vota-
cao das emendas 4 receita no Senado.
Os boatos de dessidencia e a emenda do
Senado ao cr dito para obras do ma-
tadouro. Oque occorreu aesse respeit..
A 3* disenssao da receita e additivos, que tinha
comefado no Senado no da 27 do passado, terrai-
nou no dia 2 d'este, sachado, ficando a vota cao
adiada, por falta de numero, para hontun, segunda
feira.
O debate foi nteressante. O Sr. Alfonso Celso
foi quem o iniciou com um longo discurso, apres n-
taado p ir fim urna emenda, assignada tambera pelo
Sr. Danta-, suppretuva da taxa de 5 70, da le
de 28 d) Setcmbro de 1885. Comecanio por jus- I
'ificar a opposico da censura que se Ihe tem teito
de protelar as discussSes no Senado, passou ex
plicar os pontos em que divergi dos collegas da
commisso,desempenbando-se do cempromisso que
tomoa de dar a r zo dessa divergencia na discus-
sao Urna das divergencias versou sobre aquella
taxa, que, ante o estado ajustador das nossas fi-
nancas, de que tratou largamente, elle entenda
que nao deva ser mantida, visto como, sendo a
dita taxa um factor mnimo pois que um terca do
seu producto desviado para a colonisaco, accresce
que ira complicar e perturbar a reviso da tarifa
das alfandegea qne o Sr. Bel sari o pretende fazer
e da qual espera obter um accrescimo de renda de
crea de 4,000:000iK)0, com oque e mais a re
viso da tabella do sello e o imposto sobre o sal,
espera o honrado ministro faser tace ao dficit
Assm a taxa viria prolongara situacomelindrosa
das fiuancas, se nao tornal-a peior, s-in del la co-
Ihsr s grandes resaltados, quando a idea da
eraaocipacao cada dia toma m's desenvolvimento,
para a qual aquella auxilio seria mnimo, entre-
tanto que com u melhoramento das finanzas poder
a estado prestar mais valiosos auxilios aquella
ideia ; port nto prefera alterar o rgimen da Ui
obstculo que i he oppuzera> relator da cuinins
sao, o Sr. Paulino, difficulttr a rastauncao das
financas.
O Sr. Alfonso C"lso dea a essa parte do seu
discurso extenso desenvolvimento, combatendo as
razes dadas no parecer p.ra qne fosse mautida a
qaestionada taxa. Passanao a outros pontos re-
cordou, quanto ao imp-isto sobre o sal, que quando
elle o propoz em 1879, o Sr. Cotegipe, re'ator da
commisso do orcam-ut no Senado, oppos-se a e le
e o fes reg- itar. Tratando do reagate annaal de
5,00:000000 de papel moeda, combatea o larga-
mente, sustentando que, nem as actnaes circum-
ataucias ao favoraveis essa medida, nem d'ella
se coih.r os resaltados esperados pelo Sr. Belisa-
rio. A' esse repeito record m tarabem que quando
to mesmo anno de 1879 tratou se da emisao de
papel-mo da fcita pelo Sr. Silveira Martins, com
a clausula de serem recebidos todos es annos 6 %
da quantia emttida, a citada commisso, de que
faziam parte tres dos actuis ministres, os Srs.
Cotegipe, Mamor e Ribeiro da Las, oppos-se 4
medidaque nao fui aceita allegando-se que nao
h i va ras> que justificasse a conaignaco de urna
verha especial para reagate de parte d'esse papel,
quaulo se reconbecia que bavia um deffit o
quil seria augmentado com a quota destinada para
esse fim que deveudo ser preauebida com operacau
de credit', ou com a adgravaco de impoatos. trazia
novos sacrificios. De outras queaioea de mte-
resse fecundarlo tratou anda o honrado senador
mineiro.
O Sr. Belsario reservando-se para em oatra oc-
casio dar desenvolvida resposta ao Sr. Alfonso
Jelso, visto ach.r-se incommodaJo, disse quinto a
taxa de 5 addicionaes, que maatinha o mesmo
pensara nto que j havia por vezes manifestado ;
iste : que sendo, como sabido, a le que estabe-
leceu aquella taxa o resaltado de um a<-c rdo em
que cada qual cedeu de sua opimo, nao ihe as
aeutava bem, a elle qne foi vencido neste ponto,
insistir agora na ideia nao aceita ; nio desconhe-
cia as diffieuldaJes financeiras a que alladio o no
bre senador e qne elle convicta o francamente as
enuuciou na outra cmara, nao cessando de pregar
economas, para coja realisaco eocontreu-se re-
sistencias nao tacis de vencer ; o mo estado das
financas nao de boje e j no mauifeeto liberal de
1879, qne lea, se apontva curso ag ra esse mo es-
tado attnbuido s mesmas caus-.s que preseate-
mente se apontam.
Diacorreodd sobre alguna pintos de menor im
. portancia e declarando nao acceder a idea aven-
para os que acarara reprevados, como para os qae j tda ^0 Sr ^ff0O#o Cej^ de nio Uaver limita
SVIr-
nao os fizeram em Juuh <.
Os novos exames serj por jnry d Aferente d'a-
quel e que funeci moa no fim do al timo anno lecti-
vo, em que o numero das reprovacoes fra extra
ordinario, e que levou os estudantes a reclamar,
apoados por parte da imprensa.
EsrJo pendentes nejocaco s entre o gover-
no portugus o o guvern > allemo para a deliini-
taco de fronteira s no Sal da provincia de An-
gola.
Parece que as negeciacoes serio todas tenden-
tes a assegarar, quanto possvel, os di-eitoa de
Portugal nos territorios d'Ainca Occidental, dan-
do plenas garantas ao exercicio da nussa cti-
vidade poltica e commercial na importante pro-
vincia de Augola, qu^- est destinada a asr o cen-
tro da nossa domiuuvao colrica!.
O ponto principal a discutir na qucsto de
lmites suscitada p-la Allrmanha, ubserva a
Commercio de Portugal, refere-se aobretndo, 4 de
limiuco das fr nteiras do imputante distncto
de M iJie''e8 aff otando especialmente a regio
Cubang i Cunene, a qual cio sabido, do raa
ximo alcance ira ios, porque n'ella esta de fac-
to, a chave do cummereio aul-africnno. Os alle-
mcs teem avaneadu muito por aquede laio, SBBM
o que certo, que us icinos direitos Cunstitui-
dos, n'aquella regio, dire^i historeos |Mtulla-
mente defiuidas, perteitamente assiguaUd s mais
legtimos do que ua que p5Je iuvocar qualquer
O'jcupavo rec ute, por mus f jrt.s que st-jain as
razes diplora iticaa luvocidas.
A Allemauha, prosegu* o m- sino jornal, di seja-
ria talv. z que a de|isitac;ii da troutuira da mu-si
provincia ue Angola pelo lado do distrtu de Mos-
sAm-dca foas- o curso ii.fenur de Cun-ne,oque da-
ra em resultado para ni >i pona de um conside-
ra ve 1 tr-to de terreno tntre 17,5 e 18 24 de lat
tude sul. Mallograda esta t^ntativ., p derla a
Allemauha querer talves qne fosse tomado nutao
limite n'este p uto o -urao superior do Cunene, o
qual deix ia anda a favor delta oceupuco do
vasto territorio de Cuauhama.
Assim, ced<-rim s HBSl das mais vastas, mais
ferteis. mais salubros e mais colnisaveis r gioen
de toda a Afica, E' n'ella que ha vestigios Vi-
dentes da nossa paseagem teatemunhos irrecu-
saveis do n osa > tr .iialn >. Esse dive ser ara grau-
de e gl ricso titulo (enrnneaiH.
Df rma positivamente u mencionada folha que,
por parte do g -verno p';rtutuez as u- gociai,o a
teern sido dirigidas e sustentadas com U'u gr.uij.
acto com oma grande ilnisiraeiop'l i >r. couse-
Ihi iro Barros .ornes, ministro d s m.g>cOS ea-
trangeigus, fju- t m coll'gulo eomma unsiJeruve
de documentos, os qu-.es provain e justificara, al
certo p,i,' de rVftstgsJ, -euo eui i.ccu-
paco eff etiva. pelo men s na priondade do tabeleeuoentu de re ai,o -a eumoMjrciaes h polticas,
e na eiploraco de eaiiiuh >s c imioerciaes c^m a
regiau Ciiuene-Cubango, camnaos j consiguiadM
na nossa carta de Angola eiab .rada pelo lita
marquez S da Bandaira e publicadada tm 1863,
ci as entradas para as caixas econmicas, porque
seria isso desnatarar a instituico, eoaverteiido-se
esaas caixaa em banco de deposito, prometteu res-
ponder depois e detidamente a parle do discarso
do Sr. Celso sobre a converso do papel moeda.
Preencbeu o resto da hora o Sr Ignacio Mar
tns, que apoioa a em uda do Sr. Celso sobre os 5
0/0 addiciouaes, mpuguoa o additivo que prohibe
a venda na corte de bihetes de loteras provin-
ciaes, cuj i plano lr diverso do das votadas por
le geral, e por fim c 'tnbiteu o imposto sobre o
sal, apresentando urna emenda suppreasiva.
Alea da emenda dos Srs do Sr Ignacio Martins, outras torara apre-enji
das, assim como as aessoes seguales.
U.ua d'aqu lias, assignada peio Sr Diogo Ve
Iho e mais 4 senadores, constitua umadinivo,
mandando que no caso de continuar a taia dos
5 U/0 addi nonaes, fosse a sua importancia repar-
tida na proporcao da populacio de cada provin
ca, e si dentro do exercicio fiuanceiro nio tivesse
applicavo aos fius da citada le a qaota correspon-
dente a cada provincia, seria a m sma quota ou o
baldo qae delia boavesse eatregu* a administra-
ei > provincial, que a empregaria como julgassi-
convenieDti; ao s rvico da imuiigrac
Estd additivo mo'ivoa no da s.ginnte urna
questio d* ordem I vantada pelo Sr Correia e
sustentada pelo Sr. Martinb) Camp s, que alera
de linar que o regiment limita o numero de as
signaturas em cada emenda, aehou que tara hssi
gn aturas, qu desde l'go significavam a approva
vo do additivo, parecan) ama implica, e toma-
v-ain intil toda a diecussio.
O ~r. Baependy reapondeu que, de faet>. mar
cando o regiment o mximo de assignaiuras ne
O'ssan s p .ra o apoiam-nto, elle considerara as
curras assigfiaturas a>m das ciuco primeiras,
como 8-' nao exists m.
Depois da breve ducusso em que tomaram par-
te os Srs Correa, Saraiva e minictr da agncul
tura, sobre um crdito de tres nail setrceut s e
tantos coiit'S p.ra pagamento do qae se dt-ve aos
mpreiteiros ou pWil'UIJaSJWtli da estrada de ferro
de S. Francisco e do de Carnar, toi o mesmo ere
dito approvado em 2a oiecusao, e pass .u ao or-
Caineu'o da receita, c.'b'iidu a palavra ao 8r. Soa-
r s Brandal, que p neo se demor.u ua tiibnni,
dando conta de teiegruinraas, como os outros re
presentantes de sua provincia, recebera da A*eo-
c vo (Jommereial Ben-, tcente do leeife e aariV
das ou rae, a Agrela e a da Agiiealtura de
P-rnainbuco, reclamando a suppresso dos imuos
tes de rxp artacao sobre o assucar, pelas razoea
que exp s. Concluio disendo que nao apres> nra-
vam um, euaeuda a es>e reapeito, por nao saber
qual o pensar do Sr. inimstrj da fazenda a qm m
pe lia inf rin cao e uianif atavio de sua opoto
O Sr. Beiisa iu, resi oudeu, como rra de espe-
rar, qne o qae a industria nssucareira ftre c-
tu lmente un Brasil, d se em todo o morj o,
vido ao eieesao rte produeeu ; por isso pa
natural que o gaverno procurara auxiliar essa in-
dustria, prop ndo a suppresso ou dimiuu'yio do
imposto de exportando, mas urna redueco insigni-
ficante nao trara vaniagem sensivei ao productor ;
seria preciso que o governo estivesse habilitado
para redueco consideravel, ou suppresso, e infe-
lismente quaudo tratou de crear novos im^ostos,
que t' m sido combatidos, e gravar outros, nio
p .ssivel na m sin occasio propr a suppresso
de impistos, j existentes.
Tomn a palavra o Sr. Otton, que s tratou da
questo servil, justificando a seguinte emenda au-
ditiva :
< O producto das taxas, qae formam o fundo de
emanciparn ser encorporado receita geral, fi
cando abolida a indemnisaco pecuniaria pelas
manumsses, em nome do estado.
* O processo legal, seguido at agora, par
cUssficar e omancipar, continuar a s.-r pratica
do aonu lmente para designar em cada municipio
um numero de escravos equivalente a 5 0/0 dos
existentes na matricula.
Os designados serio declarados livres no dia
28 da Setembro de cada auno.
Em seguida faliou o Sr Dantas que oceupou o
resto da sessio, analysando o plano fiuanceiro do
Sr. Belsario e expondo o sea, qae em varios pon-
toa est de aceordo com aquolle. No tocante ao
resgate dos 5,000 contos aunualmente, tambera nao
acredita que -eja o papel moeda a causa principal
da depreciaco do cambio, e, sobre este punto, d>r-
corieu longamente, mostrando que s os pases
que tem suas finanzas bem regalarisadas que
podem ter meiocirenlaote metalici; a propria In
glaterra para o conaeguir levou 24 anuos, lntan-
do com grandes iiiffi uldades. E a esse respeito
ap iiu-se o Sr. Dantas em opiuiocs do Viscoude
de Itaborahy, em.ttidas no seu relatorio de 180-
Ti-atando da questio da emancipaco justficou a
sua assigoatura em ama emenda do Sr. Jos Bo-
nifacio, alterand i a tabella do valor dos escravos-
constante da le de 1885, emenda qae o Sr. Mir,
rnho i ampos ceosderou nao ser materia cabivel
no orcamento da receita.
Na sesso seeuiute orou tongamente o Sr. Jos
Bonifacio combateado quasi todas as medidas pro-
postas pelo Sr Belsario; eo fez com tal larguesa
e calor que, declarando-se cansado e lastimand
nio poder, por esse motivo, entrar na indagacio
dos e npres'imos, sentou-se promettendo fatel-o em
outra occasio.
O Sr. Belsario, dexand i de ac^mpanhar o pre
cedente orador as variadas consiJenc -s que foz
" I sobre o estalo econmico do paiz, tratou princi-
palmente da parte relativa ao recolbimento do
papel moeda, respondend > ao memo tempo aos
Si8. Dantas e Att'j. so Cels). Affir anlo qae a
sup-rabundaocia d-sse papel a causa di depre
ci icio de nossa moeda e das oscill .cues do cambio
que se nio observara em outros pases em que o pa-
pel-maeda convertive, fez largas consideraces,
ap liando se na opino do propri i Leroy Beaubiu,
citado pelo Sr. Dantas, que acha que um paiz em
estado prospero nao d curso toreado ao papel-
moela ; apreciando as erais;'" js feilas pelo minis-
terio Z icharias, por cansa da /uerra, e pelos ga-
binetes Itaborahy a Sioirab. disse que um em
prestimo na ultima deseas emsso's poda ter sido
de melbor ffcito, citando o exemplo de Portugal,
onde upezarde serem onerosos os seus emjrestimos
nao se deprecia, a sua moeda, poi que ha as emis
sos biucanas, emfim, acabar como papel-moeda
supprimir urna verba de mais de ooze mil en -
tos annualm-nte e augmentar a renda das alfan-
de;as, notando que com as duas trausaecces o go-
verno tem Conseguido melhorar o cambio, ao paaso
que uestes ltimos lempos tem augmentado a
renda das alfandegas.
Aps variadas Conaideraco s sobre outros pontos,
tratou o nobre ministro do imposto do sal, adopta-
do em todos os paizcs e em maior escala do que n
proposta agora no nosso, onde o governo nio tem,
cun) u'aqueles, O mouop lio sobre O producto;
alm de que o imposto nio para o sal nacio-
nal, para o sal estrangeiro. Conclua dec aran-
do que estava prompto a dar todas as mformacoes
que Ihe tossern pedidas sobre os empiestimos
O Sr. Jos Boaifacio, tomando novamente a pa-
lavra, dase que senta nao poder desde logo entrar
no debite sobre os emprestimos, para que lora
convidad? p-lo Sr. ministro,- par faltar-Ihe as in-
furmacoes e documentos pedidos, que precisa 1er
para discutir, mas que S. txc. considera como si
gredo da aduiioistracio. O Sr. Belisar-o observun
em aparte que eslava prompto a mostrar todos os
documentos, quo os tinha comsigo, mas nio auto-
risava a publical-oa, por que, na maior parte, sio
anda reservados ; entretanto, respondera a toJ-s
as perguntas que lbe fisessem sobre emprestimos
O orador, con ti n mudo, disse que quena ler os
docamentjs e discatl-os com a maior franqueza,
mas desde que o Sr. ministre continaava a dizer
que sio aegredo actos pblicos de que o parlamen-
to tem de t.-m ir conheciment, discutira os em
pres.nos enm as informacoes que tinha. Mas,
t.lve par falta de tempo, reservou-se para ou
tra occasio, e passu a contentar o que dissera o
Sr. Belsario em relaco ao dficit e meios de equi-
librar es orcamentos.
No da seguinte, 1. do corrente, em qne foi ter-
minada a discassio do ait 1., orou o Sr. Silveira
Martins, qne julgaado haver censara as palavras
do Sr. miuistro da fazenda quando referio-se
emssio de papel-moeda frita pelo gabinete de 5
de Janeiro, procurou justificar essa medida, recia
mada pelas circunstancias da occasio; e, criti-
cando as providencias lembradas por S. Exc-, com-
battea o imposto sobre o, sal, achando ah oppor-
tunidade para tratar da poltica na sua provincia,
terminando por discorrer sobre as loteras, de que
adversario, mas que urna vez admittidas deve o
governo mor.alisal-aa al que sejam abolidas, cotos-
cando-se palas do Ypiranga; em vez de tirarse
ao povo dioh'iro, observa o oradur, para levantar
monumentos, no meio do matto, ao fundador do
imperio, qne j tem urna estatua de bronse no
largo ao R >cio, para Solemnisar a independencia
d'uatc povo, qued'eila se esqaece, porque est afei-
to a ver os gav< rnos pers guidos por urna p..rte da
p 'pulacao atruz de esipregos pblicos, e a vel-o
demittiodo emuregados honrados, pelo odio polti-
co, eutende que o qae se devo faser ensinar este
povo a trabaihar e a ter patriotismo, e nao a le-
vantar monumentos de pedia que aningucm aprs-
veicam.
O Sr Uelisario ponderando que nio teve em vista
censurar o gabinete de 5 de Janeiro, e nem isto
se poda deduzr de suas palavras, reapondeu s
bservacO-s do Sr. 8ilveira Martina, sustentando
que ernm de todo improcedentes, mxime na parte
finaneeira.
Nao bavendo debate sobre o art. 2. paasou-se
ao 3o em que o Sr. Jos Bonifacio achon opportu
nidade para tratar dos emprestimos, da conta
corrate do thi>onro Cora o Banco do Brasil, dn
importancia di bilhet-s do tbesouro por antec-
P'Co da receita, dos saques e saldo existente do
rap 'Stimo externo, importancia recebiJa do in-
terno etu etc
Nio cabe aqu referir indo quanto le parte
parte foi lo. O Sr. Belsario foi prompto en,
respou ler de mo lo suecinto e breve no questiuna-
rio do r Jo= Bouifaui). H uve replica e tre- |
pies, e d'ah por diant o debate perdeu de ioie-
ivsse, tornando so como qoe urna sabbatina. em
que valias erara os arueutes e um s o def'n-
di-ntc : perguntas e r apostas, at que, ficou ter
minada a discasso de todcs 08 arlTg is, e adiada
a votMcio, c< mo j disse.
Curnpre iiqui obser.ar que pr*f no Senado,
as disjus-o s que nssisyem os ministros depu-
rad '8 e quando a projecto ou resjluv'iro t< m mais de
um art'go, ni votarse cada um aelles a medida
que o delate val sendo encerrado. Ficain tod^s
pira o fim, e vota se seguidamente cada um p r
sua vez.
do a emenda em discusso, pela razio de nio de-
ver ella ser sdmittida, vista da disposicio regi-
mental que expr. ssameute prohibe, na discusso
das les annuaa, a apreaentaco de emendas qne
creara servicos novas, extingaem ou por qualauer
modo reformara repsrticojs etc., etc., ou revogam
les de natureza diversa, ou mandam vigorar as j
revogadas.
O Sr. Jos Bonifaoo, que tinha apresnntado va-
rias emendas e algamas as mesmas condicoes e
que tinha por si o precedente da sceitacio das
suas emendas qae vio ser motivo da iuso, por
equivoeaco do Sr. Sinimb, qae eatio oceupava
a cadeira da presidencia ; o Sr. Jos Bouitacio
reclainou com muita energa, concluindo pelo pe-
dido de retirada de todas as suas oatras emendas,
o que o Senado nio concedeu, mas rejeitou as na
votacio.
I'or era ainda nio vi bem quaes as emendas ap
provadas e quaes as rejeitadas, nem mesm > o que
foi alterado no que a camera votou.
Nio me resta tempo para fallar de outras quos-
toes de qu^ se oceupou o Senado, e menos do qn
tem socorrido na cmara dos deputados, onde j
foi approvada em 2* discusso, com varias emen-
das a proposta do Sr. Prado sobre a le de trras
publicas.
Beferir-me-hei apenas approvacio da emenda
do Senado do crdito para obras do matadouro,
que servio de pretexto a commentarios na irr.-
prensa e a boatos Je desgosto entri inuitos depu-
tados, especialmente os de Pemamuuc> e o minis-
terio. A cousa, em ultima aualyse nio passou de
balella, porgue o que ba de exaeto em to ia a his-
toria nio d para ama lissidencia incubada e
prestes a irromper, como se pretendeu fazer crer.
O facto este.
O Sr ministro do imperio pedio nm crdito de
125:0004 para occorrer ao pagamento das obras
urgentes de que carece o matadouro, ficando a
cmara muni ipal obrigada a indemosar o the-
souro com os readimeutos do mesm matadouro,
mediante prestaco -s annuaes de 50:000i, co -res-
pondientes, mais ou menos 10 */o dos mesmos
rendimentos.
Remettido o pedido a commisso de orcamento
o ahi distribuido a > Sr. Lo^ na, como relator, es
te p inderou que para o caso mais coiviria auto-
risar a cmara municipal a cootrabr um empres-
tisao sob condiccoda estabelecdas, e com applca-
jio as obras do seu matadouro.
O Sr. Mam ir, tend em attenco a urgencia
das obras, insisti pelo crdito, como meio mais
prompto de lvalas a effeito, visto como o em-
prestimo era um recurs) moroso e causara tar-
danza qae governo quera evitar, attenta a ur-
gencia do servico.
C'deuo Sr. Lucen, assim como os outros mew-
bros da cemmssso, c im exc-peo do Sr. L wrenco
de Albuquerque, sendo, porem, modificada a reda-
celo do art 2.*, isti, que << os cofre i geraes
forem iademoisados pela cmara municipal, me-
diante ties prestaces annuaes e iguaes. a
No senado a e mmisso de orcamento de qae
fazem partes amigas do governo, inspirando se nos
bous peincipios, reduziu a questo aos seguintes
termos:
Artigo nico. O governo poder autarisar a
Illm." cmara municipal da corte para contrabir,
com as clausulas que o mesmo governo julgar
convenientes, o emprestimo de 125:0uU afiji de
uccorrer ao pagamento das obras urgentes do
edificio de matadouro publico de Santa Cruz, des-
tinando para o pagamento do principal e juros at
a quantia de 50: ;iX)4 annuaes, que ser contem-
plada nos respectivos orcamentos das despezas
municipaes ; revogadas as disposicoes em contra-
rio.
Foi isto o que, depois de breve discusso, o Se-
nado adnptou, e nem o Sr. rain isto de imperio
poderla fazer prevalec r a sua i lea, desde qae a
commisso nio nceitou. E era precisamente, isto
tamb-m o que o Sr. Lucena tinha querido e que se
deve ter feto na cmara dos deputacos. Mas ama
vez que elle havia accedido s obserxacoes do Sr.
Mamor e formulado o seu parecer de aceordo com
este, como poder desiser-se do publico, e radigr
aovo parecer em sentido oppotto, acceitando a
emenda do Senado ?
O Sr. Lucena, portanto, absteve-se de tomar
part<' na nova deliberadlo da commisso; e como
acontecesse que na occasio em que devia votar-se
a emenda do Senado, nao hovesse numero, e entre
s ausentes se achasse a maioria dos deputados
p rnambuc.n s, eoncluiram os prophetisadores de
acontecimentos que bavia urna dessidencia que
tinha por centro aquellos deputados.
A verdide, porem, que nao houve calculo,
nem proposito. Era tarde quando devia votar-sc
e muita commum nao haver casa de certa h ra
em diaote, quando nio ha materia importan e,
cuja votacio seja urgen'e. Entretanto, na im
prensa, e especialmente nos Topios do Sr. Srrra,
no Paiz, foi o tacto commeutado e detaipado ao
8-abor dos que ane ira porum rompimenlo, aun nio
teria razio de ser, entre urna prrte da maior.a e o
ministerio.
No dia eguinte foi a emenda votada, verdade
que com o voto contrario de tres deputados dessa
pruvincia.
Qae o gabinete nio tem desmerecido da confian-
ca da grande maioria que tem na cmara e que
boje, como no primeiro dia de sessio, pode contar
com ella, ha de proval-o a vi taco das emendas
do Sr. Jos Bonifacio e o orcamento da agricultura,
de que amauhi se ha de tratar.
Si o Galicia, pelo qual envi esta, vai sabir
amaohi, como est annanciado, levar noticia do
que huuver' occorrdu 4 esse respeito.
Con isto ganhis tempo, visto que, nao po
denlo os ministros deputados o que acontece
tambora na cmara com os mnistr >s s> Dadores
aosistir a votac >, tenam ce r. tirar se da sala
v llar, com as formalidades do estylo, tantas ve-
zo quimias 1 isa' m os artigos votar-se. Na ca
mnu nao ha i-ssa perda de tempo, porque lindo
ahi os ministros que nao sao deputados cutrada
franca, eutram e rabein qu-iu o qm-rem u pic-
eiso, si m pparato, uera formalidades.
A vo:avaa, hoja, foi labori isa, s- ndo precedida
por urna questo de ordem um pouco calor si,
devida a ujia d-ciso do Sr. Baepoudy, que pro-
voeon vivas reclamayoes por parte de alguns s--
uadorrp, especialmente do Sr. Jcs B nifacio,
qu insista cm app. lii>r pira o Senado, Contra a
uesmi deeisiio, no qu foi demorado e atnigavet
u>'ute einbari.cado, e at mesmo a lino ctado p lo
.Sr. Ma:turbo Campos, que acbuu lumto correcto e
d aicor.lu loui o r. giiirenlo o proic.lmenlo do
S Barp'udy, notamlo qu te nutra fo8e a iut. '.
li jeiicia dada ao regiment c os recursos contra
as d''Cifcoes do p i sid ute dovtssem aproveitar aos
eastis ucturrenlea piooufiiido ilcito ua occasio,
triste seria a surte das misteriaa quo ficariam a
m r e das maioria partidarias.
Nasceii a questo de t-ru Sr. Chratiauo Ottn
ai re |U ndo a retirada de urna emenda que havia
mandad > i snesa, e o Sr. Baependy respond u,
que nada hasta a retirar p r nao ter elle considera-
Camar? dos Deputados
SESSO DE 5 DE OUTUBRO DE 188
PBESIXrBKCIA DO SB. GOMES DE tASTEO, i' VICB PRESI-
DENTE
Segunda parte da ordpn do dia
Despeza do ministerio da agricultura
Entrara em discusso, qae nica, as seguintes
emendas do Senado ao project> n. 32 da Cmara
dos deputados, fizando a despeza do ministerio da
agricultura para o exercicio de 18861887.
Aa d. 1.Supprima-se da em -nd* da cmara
dos deputados a quantia de 8:000A para um auxiliar
t.chuico, e em vez de 227:918. diga-se 219:"48J.
Ao n 2.Como na proposta.
Ao n 25. Acerescente-s" emenda daCamara dos
Deputados : sendo 50:0004 para cunetraeces dos
edificios destinados aos machinismos de fabrico de
assucar na CoLnia Orphanulogica Isabel, provin-
cia de Peroambuco.
Ao n. ''5.Accreacente se emenda da cmara
d. s deputados.
E' ou'r aira autorisado o governo :
* A renovar pelo praso de 5 annos, o contracto
com a AssociaCao Sergpeose para o servico de re-
oocagem Das barras da provincia de Sergipe com
a sub venta., actaal de 24:0O0 uuouaea.
A despender com a aiVr6aco dos rii 8 Ara-
guva, V. rmelhoe Tocantins a quantia de......
125.UU0JO00.
A renovar a subvoncia de 15:0004 para a na-
veg.-eo interna por Vap..r na provincia de Matto
Grosso entri- as eidades de Corumb, 8. Luiz de
Caceres ua Villa de Miranda.
A re ovar o contracto para a navegarn a va-
por do rio Parnihytia com a respectiva compan-
hia por mais 5 anuos, pod'-nilociitractar urna va-
ge m por mez do porto de Tha resina villa de
S.uta rhilonicua, meaiaiite sabvenco proporcio-
nal, c litante que uo exceda as bases do contrac-
to prestes a fiudar.
i Euivet de 2,572:8 03 diga-w-2,684:8004.
n Ao n. 28.Aren seente-oc 8U0 para queb.aa
hu thesiitireiroB de Rio Grande do Sul e Para, seu-
do 400* a cada um.
Em vez de 2,744:030 400 digt-se :.......
2.714:8^0:400.
A., n. 34 -Em vez de G,348:ll405, diga-se :
6,598:811*405.
Ao ii. 3. Supprima-se a ultima parte da emen-
da da cmara dos deputados, onde diz; passando a
estrada Uuio e Industria, etc.
Accresieute-oe :
N. 37. Para subvencionar a colomsacio con-
foro e o dspobto no. art. 2o % 30. 3* parte da lei n.
3270 de Setembro de 1885 ...$.
suppr'iiiNtn ^e es ai'd tivua 1, II, UI, IV, V, VI,
VII, VIII, X XI. XII, XIII, XIV, XV, XVI,
XVII, XV'UI e X X d i enmara aos deputados.
Ao additivo IXSupprimhm-se as palavras
a txecutur ou
Ao mesmo additivo IX n. 2As taxas pro-
p stas para lagameuode juros e amort sac> do
unpitbl aempi'gir se na ab rtura da barra da
provincia do Rio Grande do Sul ajara, de coul'or-
iiiiiiaiie com os estu los e pedid s das pracas do Rio
Orando, Porto Alegre e Polutas, substituidas pe-
las siguinter;
Por erabare8cao erapregada no commercio in-
ternacional que sabir Navio de vella, 1I80 p r ton- liada de peso
e 1,44 % infere o valor otficial das mercadoriae;
Vap>r, 2|52(J por tonelada de peso e2,16e/a
sobre o valor ofBcial das mercaderas.
Por embarcavaoerapregada no commercio in
ter-provincial:
Navio de vella, 1 120 por tonelada de peso e
0,96 /<, sobre o valorofficial das merendonas;
Vapor, 14680 por tonelada de peso e 1,44 "/. so-
bre o valor uffieial de mercaduras ;
Ao mesmo addiiivo IX, n. 2. ultima parte on-
de se dizpor navio de vela estrangeiro 800 rs.,
por navio de vela nacional 400 rs. diga-se sim
plesraentepor navio de vela 80 > rs.
Accrescente-se os seguintes additivos :
Io i dedueco animal do Vilor primitivo do
escravo, nos termos do l" do art. 3o da lei n
3270 de 28 de Setembro de 1885, contar-se-ha da
data da m ama lei.
2o Na prohibieo do 19 do art. 3" da lei n.
3270 de 28 S tembro da 1885 comprehende se o
municipio neutro, com divisio administrativa se-
parada.
Paco do Sanado om 28 de 8etembro de 1886.
Conde de Baependy, presidente.Joaquim Plo-
riano de Godny, secretario servindo de 1Ig-
nacio Antonio de Assis Martins, 3 secretario, ser
vindo de 2o.
(O Sr. presidente do conselho entra no sali e
toma assento).
O Sr. Pereira da Silva (peU ordem) reqner que
a discasso das emendas seja englobada.
Consultada a cmara, approvado o requeri-
mento.
O Sr. Bunio de Cotegipe (presidente
do conselho: Senhures, talvez eu devesse abster
me de pr-nuuciar-ine n'esta questo, em vista do
parecer da illuotre commisso a qae foram sajeitas
as emendas approvadas ua cmara vitalicia; mas,
para mim, Sr. presidente, e para aquelles que lem
acempanhado a marcha desie negocio, nio ficaria
assim satisf ita a tspectativa publica e nem a mi -
nba consciencia.
Os Ilustres deputados sabsm qae, por occasio
de votar se no cuado a resposta ao discurso da
Cora, foi infling a ao governo urna grave censu-
ra. Havia o governo declarado que a le de 28 de
Setembro do anno passado fura per elle executada
lealmente.
Neohuma razio existia para que aquelles que ti-
nham contribuido para a passag-rn dessa lei, po-
dendo oppor-se a ella, deiassom de dar-Ihc a in-
terpretaco que Ih caba, pelo menos segundo a
intellig-ncia dos ejecutores.
Eu nao pude (nem, ao menos, estava presente)
repellir, em nome do gabinete, o modo por que
essa c-nsura era feita.
Posteriormente, querendo os partidarios da cbo-
licio e da interpretaco da le conforme as suas
vistas, e nio conforme o que tinha sido decidido
pelo corpo legislativo, accentaar maia e mais esta
censura, d'ah nasceram as emendas que aio agora
objecto da discusso.
Nem se diga que isto suppoaicio minha ou in-
terpretaco que eu de a essas emendas, porqne in-
terpellado o seu autor no senado sobre si as emen
das tinbam ou nio por fim aceentuar a censure que
havia sofFrdo o governo na resposta ao discurso
da Carca, elle declarou, com lealdade e sinceridade
de seu carcter,que sim.
V, portanto, a cmara que, approvadas estas
emendas nu Senado, en nio pidia sajeitar-me o
peso da censura, sera procurar lavar-mc della pe-
los meios cempetentes, isto pelos meios cousti-
tucionaes.
0 sena i um corpo poltico, faz poltica, mas
nao pode, nem directa nem indirectamente, fazer
eom qjie os ministros se retirem por forca de snas
votaces.
1 Ap liados).
0 Sr. Costa PereiraEsta a doatrioa coneti
tuconal.
O Sr. Bario de CotegipeEm opposico e no
governo, tenho sustentado esta doutrina, e sustento
nao e porque emendo quo ella est de aceordo
com as nossas instituicoes, como tambera porque
s asaini poder subsistir um coipo vitalicio
(npoiados), limitado pelo numero e nao podendo
ser alterado sinio pela morto.
(Apiiapos).
Se acaso o senado conslitar-se em urna maioria
systematica, ai do systema representativo!
(Apoiados).
O Sr. Costa PereiraSeria entilo a olygsr-
chia.
O Sr. B. de Mendonca SobrinhoTornar-se-ha
um poder pergoso.
lia cutres apartes).
Sr. PresidenteAttenco !
O Sr. Bario de CotegipePortanto, Sr. preai-
donte, os gabinetes emoora reconhecam, pella il-
lustraco dos membrus di sead", pela sua expe-
riencia dos negocios pblicos, que as suas opioioes
podem ter muita influencia no espirito publico, po-
dem prejudicar o gov rno, todava nao Ibes pode
recouheccr o dircite de fazer e destazer ministe-
rios.
(Apoiados).
Se eu quizesse evitar esta discusso, tel o ia
conseguid, porquaotn os mesmos que no senade
votaram por estas emendas propuveram que ellas
fossem destacadas do orcamento, e, portanto, ti-
nham de formar um proj-icto em separado. Mas,
seubores, em que p>sicio ficaria o gabinete? A
censura eslava feita e, depois de praticado o dai-
no, rctiruvam-se as emendas, sim que o gabinete
se pudesse reteinperar com a torca moral necessa-
ria, que indispensavel para dirigir os negocios
pblicos.
Portanto, all aununciei que appellaria para esta
Cmara, na qual est represeotada mais prxima
a opinjo do paiz e qual cabe a principal afluen-
cia a. sta nossa forma de governo.
O Sr. Candido do Olivera Quaodo a deixam
ter.
O Sr. Baro de CotegipeSi a Camar id
Deputades entender que o governo ujmt
toa a lei como devera ; si a Cmara dos Srs. De-
putados entender qae o governo nic merece a
sua co flanea, esta ccca.iode ppsnunciar.
(Muito bem 1)
O Sr. Joo PeoidoNio tenha susto isso.
O r. Baro de CotegipeO governo nio tem
outro recurso sinio recorrer a este meio. Desde
que nio be falta a confianca do poder moderador,
nao pode retirarse perante os proDUnciameotos
do Senado (muito bem!); mas retirar-me-hia
por Ci rto, diante do pronuuciamento da Cmara
dos Srs. Deputados. Esta a praxe Mas nio
tenho medo.
O Sr. Joo Peuido^em duvida nenhuma.
O Sr Candido de OliveiraNao ba esse pe-
rigo.
O Sr. Carlos PeixotoA questo nio de pe-
rigo nem de mede.
' Sr. Baro de Cotegipe Para mim, quando
baja ou nao p^rigo, -me indifierente (apoiados
Muito bem !) ; pelo contrario, si cnsultasse os
meus propnoa iutoresses, eu dina que fazia
votos para qae o pionanciamento fosse con-
trario
Has nao eston neste luga' sinio levado pelo
d> sejo de prestar alguna servicos ao men pa'z
(apoiados), e si os nio puder prestar, cortamente
que ii e ntirarei sem o menor decar e sem o me-
nor pesar.
E:te men appello 4 Cmara dos Srs. Deputados
tem tan o mais razio do ser quanto alguna votos
conservadores Hccre6ceram aos voto* daquelles
que v taram p r easas emendas. Erabora hou-
v. ra declarado que o fu zara sem ser pir bvs-
11 id.de au ge veril, mas poique era urna medida
nova e nio interpretativa. ..
O Hr. Ab ncr AranpeApoiado.
O Sr. Baro de Cotegipe... jomtudo, o effeito
esta va produsido.
M dida nova no orcamento al erando urna le
tio importante, que anda nio est executada em
t idas as suas part- 8 ; Dova or meio de emendas
que bao de ser discutidas na Cmara dos Srs.
- pulad'S tmente em urna diaeu- sao Quond
mas lian f ).-, a seriedad.- e o cuidado com que
se devia toear na lei que tanto no* custna, exi-
galo que na fosse p ir meio ie urna emenda ou
de una votaco assim ex abrupto que fosse nter-
prelada.
O "^r. Alencar AraripcJ eslava respondida a
materia quaudo B discutio a lei.
O Sr. dariio ie Cotegipe Eo reeonlreco que para
cortos partidarios cu amiga da abalicao aa leis
ni i san peas Si n le Ins fosse confiada, a in-
terpretaoo seria de modo qae a abo icio se faria
Da poca que quizessem- (Apoiadus).
Asaim, sim : mas ait nio estamos neste caso :
devoraos executar a lei conformo ella foi vo-
tada.
O Sr Cari s Peixoto e outros srobores -Apoia-
do.
O Sr. Bario de CotegipeSi a materia'es-
tava discutida, nio questo para aqu : pro-
poaham-n'a, discu'uvni.t, e votario cooj euten-
derrm.
No cabo preseute, a qu. stas oatra muito di-
versa, propriamente urna questo de confianca
ao gsibinete, 6sim nu nao. (Apoiados). De oa-
tra forma nio a compreheodo.
Quando houver quem .mponba a revngaeao da
alguos artigo* da lei, a sua modificacio oo inter-
pretaco. oa amigos destas ideas, que sei qae o
tenho enfe os conservadores, puderio votar cesao
ihea parecer.
Com isso nio me offenderei, assim como tambes
nao me ofiendo coas os votos qae presentemeatc
drrem contra o Ministerio.
Mas, nos termos em que a questio esti pesAa
eu a considero urna questo de gabinete, e
tal a tomo e aprsenlo S Cmara dos Srs. Desata-
dos. (Apoiad ia. Muito bem I Muito bem) l
AiTaiw CelSM Jnior diz qnt
diante da que-tao de gabinete, qual acaba de ser
estabelecida pelo Sr. presdeute do conselho, cosa-
prebende a Cmara que nao p de nem deve o ora-
dor espraiar-se em loDga cousideracio, tanto mais
quanto acha correcta as theorias cons ttucionaes
expendidas por S. Exe. De resto, eo de ante-
mo conhecidas as peripecias da espectaculosa
scena pal lamen tar que a caprichosa teod ncia es-
cravUta do governo vai obrigar a sua dctil mata-
ra a representar neste estafado final de ama sea-
so legislativa, que, ao envs do-poeta, nao tobera
morrer da mama manara porque vi ver nio
aoube.
A Cmara dos Deoutados, com urna resignaba
que muir vez importou o sacrificio da al taneru-.
que Ihe deve ser constante upanago, submettea-
se passivamente ao jugo que ao' Senado appreave
imor-lbe, entoando as mais re turaban tea pait
uodias. se confessa leconfessa das mais ostensiva*
retrac tsco'-s. (Apoiados).
As emendas ofierecidas pela Cmara vitalicia
aos orcamentos j votados e tragadas pela maio-
ria, constituirn), por assim dizer, golpes suicida
que ella vi broa contra a propria coherencia, vo
luntanas amputado s que operou no organismo da
sua autonoma e do seu prestigio, apregoameatoc)
da sua impotencia e da sua intilidade, demoos-
tr ico- s em summa de urna condescendencia ia-
compativel com o mandato de aeco e de resisten-
cia que Ihe foi confiado, de reconnecimento de ne-
gligencia culposa no desempenho de snas obriga-
coes primordiaes. A' vontade do 2* ramo do poder
legislativo abdica o 1', ao qual acombe, pelas dia
posicoes coustituciouaes, a plena orientaco dos
negocios pblicos; abdica o Io o sen alvedoy
sdeptando o qi-e proclamara inaceitavel, renm-
ciaudo o que declarara impresciudiv. I, deizando-
si guiar pela nio, pesa ao orador dizel -o, con a
subalternidade de um tutellado, com a docilidkde
de um discpulo tmido!... sjh
O apregoado programma do gabinete sefixeu
taes dilataces que lbe disfiguraram completa-
mente aja de ti bypocriU catadora; as atitori-
saces para reformar varios servicos e repaiticoe*
reclamadas como medida de salvaco publica e
com as quaes a situaco pretenda formar os de-
gros para ascender gloria, foram inexoravel-
mente eliminadas, de surte qae a tal asceuco s
se poder efFectuar com auxilio de azas que ine-
lizmeute ainda nem siquer despea tarara ; as em-
phari.as medidas, pregadas pelos pretensos Mes-
sias annnneiadores da boa-nova regeneracao fo-
ram rtl'iju,idas, odulteradas, sino desde logo
trucidadas sem d nem pie lado. O Senado che-
gou a immscuir-se na economa interna da C-
mara, estatuiudo que os res pee ti vis tmpregadoe
percebess m os ordenados que a sua sabedoria
servo-se determinar.
A Cmara a tudo annu o, calada e paciente, to-
do tolerou, eugolindo e devorando, Saturno torea-
do, embora com repugnancia, os mais dilectos de
seas filhos !...
^ Ms, agora trata-se dos interesses ou antes dos
direitos conculcados e descunheci ios doe miseros
captivos; trata-se de reatabelecer o mecbanismo-
funecional da lei que urna colieo escravista fea
prevalecer e presentemente intenta restringir,
alongando alm de 13 annos ; prazo mximo inti-
mado escravido, o mnimo reinado da institn
cao maldita ; trata-se de dar cumpriniento as pro-
messas constantemente formuladas durante a de-
clara io daquella lei pelos seus mais estresnost
c.ollaburadi r s, boje orgus do governo, de que a
aeco coujuncta ce todos os factores da emancipa-
cao pistos em j-.go limitara a 8 a 9 annos o piala-
do regimeS escravo; trata-se de fixar a data desea
le, transformada em data arbitraria pelo gi.vciao,
que assim proloDgou sobterfugiOBamente por ota i
mino e meio o cegraode systima ; trata se de res-
tituir ao municipio Dsutro a sua autonoma, sempra
recoobecida pelas leis e rtgalameotos em vigorr
entre os quaes o de 1871, qae dea vida parte >
capital do Imperio para es efieitos do fondo da
emancipaco; trata se ae desajonjal-o da provin-
cia do Bio de Janeiro, de fechar-lbe as portas aa
trafico da mercadoria humana ; trata-se em usa
palavra, de dar remedio serie de Mentados pra-
licados contra a erecaco de urna lei, execucaa
que o Senado solemnemente acoimou de infiel a
desleal.
Pos bem! Agora a Cmara sente-se tarda-
mente ferida em seu* estimulas, prepara-se para
reagir, para abalar com a furca brutal do Sin no-
mero avultado as consagrares do direito e da jas-
tica conquistadas pelo Senado, recorreodo ao sa-
premo recurso da fuso, afira de que as intraecaea
lgaos e os abusos retrgrados do governo prima
Decam firmados dentro da rbita da legislarn co-
mo tropheos do escravismo Nestas condicoes, de-
pois da posico tomada pelo Sr. piesidente do coa-
selho, intil, ociosa, ext.mporauea sena a diseut-
sio das emendas do Senado e do parecer da eoss-
rnisso de orcamento que as rejeita, verdadeiro
cartel de desafio laicado aquella casa do parla-
meato.
A Asseabla Gjral vai reunir-se, e, na pleaita-
de de uis prcrogatvas magestaticas, vai elucidar
c decidir a questo. Mas a fosio das duna easaa
i" n-rt;.aentn provoca sem pre, pela excepcional
do dos motives que a determinan), viva ca-
l e desusado interessu, pois expediente
oUpUi or, tamo que raras vezes tem sido usado dn-
raote o nosso j nao corto tirocinio constitucional.
Assim, pois, inquirir naturalmente o hisioriador
futuro ou o observador nio inteirsdo da mar-
cha das nos as coasas publicas, mas cuja atten-
co lr solicitada pelo anormal apparato da gran-
de sceua parlamentar: qual o motivo porque no
anno da graca de 1886, no ultimo qaarti-1 do sec-
lo XIX, vai reunir se, fundida, a Assembia Ge-
ral oo paiz que se presume o mais civilisado do
continente sul-ameiieano cu que, pelo menos, se
proclama o governad-i com mais criterio e sabedo-
ria ? Qual a razio de s-mclhante solemnidad ?
O orador faz justica aos seotimentos de todos os
seas honrados collegas.
Acredita, por isso, que SS. Excs. experimenta-
rio certo coostrangunento aper'.ar-lhea aa con-
aciencias quando responder, m : No anuo .'a (Tra-
ca de 1886, no derradeiro quartel do socolo XIX,
a Asserabia 3eral do Imperio do Brazil uu vai
reunir-se para, dos term s da 6ua Consttinco,
tomar juramento so in perador, ao principe impe-
lial ru o regente, oem para nomear tutor ao im-
perador menor; nem para resolver as davidas que
se buseita.-ein sobre a success > da coi da, nem pa-
ra na morte do imperador ou vacancia do throno>
instituir ex .me da administraco que acab rere-
I o mar os abusos nella iutroduzidos ; m m pava es-
coiber nova riynastia ; nem para velar n guarda
da Conatiru'c i; nom para conceder i u negar a
entrada de foi (as estrang^iras de tirrae mar den-
tro do Imperio, cu dos portoa delle ; nem i.ara es-
tabelecer meios convenientes para pagam uto da
divida publica ; m m, om resumo, para txercer nc-
nbuma das suas attribuivO'a S' be ranas. A Ass-m-
bla Geral do Imperio do Brasil v*i n unirse, oc
auno da fe,raca de 1886, cora a m zima pompa, pa-
ra disputar famlicamente algumaa inigalhas da
liberdade de que se jirga de posse urna miseranda
r ca, qual o Brasil tuda deve, pois ganbarn-aa
em infinitas batalbae ; a Assembla Geral du Im-
perio do Brasil vai reunir-se para (relevem ao>
orador a vehemencia da plirase, qu- traduz p< rfei-
tau.eute a situaci) castrar, ans olhoS attonitos da
scula civilisado, ns textos liberaos ras suas lea
emancipadora-, afino de pider ccnfiar-lliee, seas
susto, eom a dedicadoseunuohos, o harem de eon-
seirsii Su iinm.raes, capitaneadas pela escravi-
do !____ (Vivos apartes iuterrou.pem o oradoi).
O Sr. IV Bidente rn-lama uttiuyo.
O Sr. AtT nao C. leo Jnior exclama que compre
jstiya ua historia e consciencia nacional fa-
zer os commentarios c tirar as couoluoo.-s. (Apar-
t.8.)
Est pr?v3o quu v.i eueceder. O govrrno,
al i ha duviila, cantarA victoria ; mas trisiissima
victoria ; porque a verdade que su d'ah provier
alguma animaei i para o goveruo ser como a da
visita da salido para o doestte iiremissivvlaieute
eondemnalo, pois o governo sun medo intei-c
puruli ntu, abracau se ao corpo gangregado da in-
stituico amal-licoada, e, Cuitando ns seus lahioa
aos aMIa, tem lbe leatado lusutHr um alent ia-
pnssivel : a maioria que o acompachar val lor-
nr-s mnralmente incompativel com qual,ut-rao-
vo^overno que vior.
(Os Sre. Goncalves Ferrete, Kosa e Silva, Fc-
lippe Figueua, Juvcncio de Aguiar, Alcofoiada>
I

V


Diam de Peruambueo---Terfa-teira 12 de Outubro de lMt6


Jnior e diversos outros Sra. deputados protettam
enrgicamente.)
O Sr. Affonso Celso Jamor perguaU te qaerem
abafar a sua voi.
Muites f ozes Nao podemos deixar de pro-
testar. .
O Sr. Affonso Celso Jnior ropete que a maioria
que acompanbou o governo n'esta questaoi tornar -
se-ha moralmente iucompativel coin o ministerio
que succeder, o qual, neceaeariameote, pela sim-
ples cxpansio dos phenomeoos soc-iaes, ser obli-
gado a eaminhar para frente ne terreno abolicio-
nista. (Novos protestos) Essa ucompatibilidade
desgracadaraente nao encontrar al sanee positivo
e pratieo, e os protestos que acolh-m as palavras
do orador o eeto demonstrando, mas ser ataig-
nalado co n mais om trago caracterstico de triste
pbitse de depresso que estamos atraveaaando.
O orador concine exclamando que a maioria,
eom o sen procediraent >, ir simpl 'Bnente buscar
asa eitos urna chave, adrede forjada c m os f-rros
dos eacravos, para condignamente fechar a porta
d'este to prolongado, quanto estril periodo le-
gislativo !...
O Wr. (.ou retiro de llbuqurrsjue
Sr. presid nte, se nao fra a aituacio particular
em que me acho, nao tomara parte n'st<- debate.
Libera', tendo assignado o parecer da comins-
2o, comprehende V. Eic. que bou obngdo a ex-
plicar o meu voto.
Mi'iis senhores, nao estou acostumsdo a pautar
o meu pelo procedimento alheio ; prefiro sem-
pre seguir os dictames de id i d na ratao, b -m
ou mal inspirada ; portanto, me indiff rente
que o governs houvesse feto da rejeicio d'estaa
emendas urna queatij de gabinete ; para miin,
ellas valem, depois.daa declaracoee do honrado
presidente do cooslbo, o que valiam antes ; o
nobre primeiro ministro nao lhe altern a es
aencia.
R-jeito-as, Sr. presidente, porque enteudo qu-
envolvem urna censura mais que injusta, iniqua ;
rejxito-as, porqu'* estou convencido de que o nobre
miuistio da agricultura se bouveeom perfeita boa
f e inteira lealdade n<> regulamento expedido para
ezecncSo da le de 28 de Setembro do aono pas
sado (apoiados da maioria) ; rejeitoas, fnalmen
te, Sr. presidente, porque essa lei tem sido execu-
tada como eu iiropno, que a prupugnei e votei,
poderia executal-a. (Muito b m da maioria )
Senhores, f a indescalpavel fraquosa da minba
parte, na idade em qne estou e eom a experiencia
que tenho da vida publica, fazer violencia aos
sentimentos da ninha propria consriencia a oen-
te para nao inc.rrer na censura de alguna adan -
tados (*imto betn do maioria), on para metecer-
lbes oe applaua >:i,applauaoa que nunca procucei
e nao estimo. (Apoiados. Muito bem '.)
O 8r. Affonoo Celso JniorDa mesma fim*
oe mais adiantadoa nao procuram os applauaoa dos
qne penaam eom j V. Exc.
O Sr. Lonrenco de Albuquerqne Nao insiou>,
menos aconaelho ; mas, ae apresentaaaem um pro
jecto sobre a trateria da primeira emenda, iato ,
nqne ae contaeae da data d* lei a depreciacio
uor do eacravo, eu julgal-o-bia digno dedia-
cassio. (Apoiados)
O Sr. Roaa e SilvaD approvacao.
O Sr. L->urenco de Albunuerque.Confio mais
qne a mor parte dos abolicionistas, nos aentimen
toa humanitarios do povo brasileiro e na virtade
irresistivel da idea emancipadora.
O Sr. Alencar AraripeL>go, para que resis-
tir-lbe por meio de leis ?
O Sr. Lourenc > de A ibuquerqueNI i tenho re-
oeo, Sr. presidente, de que a escravidio se arras
te durante 13 annos (apoiados da maioria )...
O Sr. Joio PenidoSao 14 annos e meio.
O Sr. Lourenc de Albuquerqne. ao con
trarlo, oatou plenamente convencido de qne antes
d'eate prazo nao haver mais um eacravo no Bra-
sil (Muitos apoitid- a da maioria.)
O Sr. Alencar AraripeEationofiessem leis ;
ficasaem espera da humauidade.
O Sr. Lonrenco de AlbuquerqneNao din-i o
mesmo a reapeito da outra emenda, iato daquel-
ta qae manda, para os tffeitos da lei, separar da
provincia do Rio de Janeiro o municipio neutro,
afiao de formar nma cirenmscripcao diatincta.
Si. presidente, oe abolicionistaa nao alo nica
mente borneo a de pouca f; falta-lhea tambem a
coragem,
O Sr. Affonso Caito JniorNao apoiado ; os
caervocrataa que tem coragem demais.
O Sr. Loureneo de AlbuquerqneSi ellea receiam,
por um lado, qne a escravido se probnguo at ao
ultimo ana do presente seculo, noquefasem grave
injuatica a case movimento gener ao que se tem
manifestado no pais (apoiados da maioria); por
outro lado, Sr. presidente, protestan contra nina
providencia da l-i que deviam applaaJir. (Apoia-
dos e nio apoiados.)
Pase, senhoree, conattuindo o municipio neutro e
a provincia do Rio de Janeiro nma t oireumacrip
50, nio tem o abolicionistas dante de ai um
campo mais vast para exereer a sua actividad- ?
O Sr. Affonso Celso Jnior' contraproducen
te esto argumento.
O Sr. L arenco de AlbnquerqueEstio esm re-
cides ? nio teem confianoa na sua propaganda ?
Sim on nao ?
No primeiro caso, en tenho razio quando digo
qne Ibes falta coragem ; no segundo, Sr. presi-
dente. ..
O Sr. Affonso Celso JniorAcha que aos esera-
vocratss sobra coragem ?
O Sr Lonrenco de Alba (uerque... o que querem
fnzer do municipio neutro, nao direi na quilombo,
um asylo sagrado, um centro de agitacio e de tur-
bulencia. Ora, eom meu voto iste nunca se fari.
(Muito bem! )
Nanea, Sr. presidente, concorrerei paraq ne seja
perturbada a pas publica, para que aej. ag.. ..vada
a Q0M8 sitnaci', j tio d.fficil lapoiadoa) om as
mnnifestacoes ruidosas deesa propaganda. Apoia
des. Muito bem l)
Sr. presidente, nio occasiio de disentir, mas de
votar. (Apoiados.) Von, poia, concluir.
Liberal de ecas oouviccoea, a despeito das
repetidas excommui.bea contra mim fulminadas
por tspintos nimiamente pretenciosos (apoiados) e
COMMERCIO
Bolsa romsmerelal de Pernam
buce
RECIPE, 11 DE OUTUBRO VE 188*.
As tres horas da tarde
1 o'acct uJiciacs
Algodao em pluma do Rio Grande do Norte, 6|525
por 15 kilos posto a bordo, frete de 1/2
e 5 U|U por libra, sabbado.
Cambio sobra Londres, 9o d|V. 22 d. por lt, do
banco, sabbado e boje
V presidente,
Pedro Jos Pinto.
U aecretai o,
Candido C. G. Alcoforade,
aKNlHII6NTi) PBLICOS
Mea de Outubro de 1886
ALFANi.EGA
tomxdos da mu s ridicula vaidade. (apoiados) o meu
voto neata materia nio exprime, nio pode exprimir
adbesij poltica ao gabinete, de que aou franco
adveesario e muitos actos do qaal tenho combatido,
creio que eom alguno vigor (apoiados) ; significa'
porm, Sr. presiuente, duaa conaas que os Narci-
sos polticos (rao) nio comprehendem (apoiadoa^) o,
p -r conaequeocia, nio podem apreciarcoberencw
e imparcialidad!!. (Apoiados. Muito bom muito
bem!)
O Sr. Affonso Celso JniorCoherencia e impar
cialidade tenho tanta quanta V. Exc.
O -r. Rodrigo Silva (pela ordem) requer o en-
cerrar, nto da discussaj.
Conanlcada a Cmara, approvado o requer-
m'jnto.
O Sr. Joio Penido (pela ordem) requer voticao
nominal para a emenda do Senado qun dis :
Accrescentein-e os aeguintea additiv<-a :
Io A dedueco annu->i do valor primitivo do
eacravo, noa termos di- $ Io do art. 3o d le n.
370 de 28 de Setembro de 1885, contar-ae-ba d
data da meama le.
2 Ni probibicio do 19 do art 3 da lei n.
327o de 28 de Setembro de 18S5, coinpreheude-ae
o municipio neutro, como diviaio administrativa
separada.
Consultada a Cmara, approvado o requcri-
men'o.
Procede-se a votacio nomin I do 1 ddiiivo.
R'spondem nio os Sra. Pasaoa Miranda, Cutio,
Crui, Co8ta Aguiar, Leitioda Cunha, Maj OowJI,
Silva Maia, Domingues di Silva, ias Carnero
ibeiro da Cuuha, Coelho R drigues, Jayme R isa,
Torrea Portugal, T-rqumio de Sonsa, Joio Ma-
noel, Caraeiro da Cunba, H -nriques, Soran > de
S'Usx, Eliaa <*e Albuquerque, Man xl Portella,
Tbeodoro M>chdo, Peiippe de Figurina, Juveu
ci de Aguiar, Lueena, Alcofora lo Jnior, Roaa e
Silva, G >ncalve* Ferreira, K^rnardo de Mendoiica
Sobrinh Luis M reir, Lourenc > de Albuquer
que, Olive-ra Rib iro, Oiympio Cimpos, Coelho r
Campos, Bario doGuahy, Freir de Carvalbo, Mil-
ton, Pedro Munis, Americo de Souza, Ar> ujo Pi
nbo, Junqueira yrea, Acciol Franco, Pedn IMr*
neiro, Bari > da Villa da Barra, Mattoso ''ara ira
Costa Pereira, Fernandes d .Gliveira, Bulboes C.r-
vaiho, Caetrioto, F Beliaaro, Cselho de Alineida,
Alfredo Chavea. Pereira da Silva, Lacerda W>r-
neik, Cunba L-itao, Cbriatiano da Luz, O ympio
Vallado, Carloa Peixito, Antonio Prado, Almei-
da Nugueira, Rodrigues Aives, Rodrigo Silva, Co-
chrane, Geraldo de R--z-nde. Oeifino Cintra, Xa
vier da Silva, Eufrasio Crrela, Pmto Lima, Pauli-
no Chavea, Seve Navarro, Silva Ta varea e Mil an-
da Ribeiro.
Reapondem sim os Sra. Joio Heorique, Alencar
Araripe, Bario de Ca 1,'aminba. Pedro Bel ti >, Candido de Oii'vira, Af-
fonao Penna, H-nrique Salles, Ceaario Alvim, Joio
Penido, Afl'mso Celaj Jnior, Marcondea Figueira
e Alvea de Araujo.
E' approvado o 1 additivo por 70 votos con-
tra 14.
Procede se votaco nominal do 2- additivo.
Respondem ndo os meamos aenhorea e sim tam-
bem us meamos aenhorea.
Procede ae votacio aymbolica das demaia
emen*aa, que afto apprnvadaa.
O Sr. preaidente diz que, tendo sido njeitadaa
duaa eme da a approvadaa aa outraj, considera-
se o projecto adiado.
O Sr. Rodrigo Silva (p^la ordem) manda ameau,
lido, apoiado e entra em diacuasio o seguinte
Hequerimeno
Requeiro que se consulte a cmara ai jnlga van
tnjoao o projecto de fixacio da deapizi do Minis-
terio da Agricultura, approvado boje, erercicio fi
nanceiro de 18e61867, para proceder-Be de con
formidade eom o art. 61 da conatituicio do im-
perio.
Sala da aeaaea, 4 de Outubro de 18b6 Ro-
irigo Silva.
0 Sr. PreaidenteO precedente da aesaao de
1881 autoriaaaadmiaaio deade j deate requer
ment para a-r ditcu'ido ( ) :
Na seaaio de 26 de Agosto de 1881, anndo
regeiUda pela cam ra em Votacio nomin ti por 72
votos contra 9 a em-n.la d 8-nado ao rcamento
da agricultura relativa aillumiii ci publica (Cooi-
panhiado Gas), off-receu o Sr. Zma um requer
ment que foi approvado, para qne, jula*ado ven-
tajoso o projecto, se procedeaae na eonforuiidade
do art. 61 da cjnatituici >, nomeando > Sr. presi
dente, neasa meama occaaiio, nma deputxca > de 3
membroa para ir ao aenado pedir o enmprmento
d mesmo art. 61. >
1 ,ir c<>naeguiiite vou subm-tter o requerimento
para sujeital-n immediatamente diacuaaio.
O Mr. idnniio Penna sab: que aa auaa
palavras ui clario no annro da maioria, qu
acaba de dar um voto de confianc* ao governo ;
mas jalga de sen dever declarar que vota contra ,o
reqneiimeuto apresentado pelo nobre leader da
mesma maioria.
Neste anno a Cmara tem constantemente se
snjeitado i emendas qu-> d Sead i lhe si> re-
me) tidaa anda a que Ih intrreasam o melindre;
portanto, o orador entende que ni > occaaiio de
usar do recurso do art. 61 da constituicio.
Nada impedo qu se inicie novo orc-tmeoto
para as despezaa d<> Ministerio da Agricultura.
Nio v grande alcance pratico naa medidas a
qne alia caba de dar o voto ; maa reconbece que
ellas tinham om mrito eiam um raio de eapo-
ranca para ama raen infeliz. Por iato sent qne a
qu stio tomaaae o carcter de eonfosea pelitioa.
O Mr. Araojo Pnbu (pela rdem) Peni
a palavra para declarar qne a coimnio nomeada
para apres- ntar a sua maga it ade o imperador o de-
creto da Asseanbla Geral relativo a etnprestimo
da qnanta de 125:0004 para aa obras do Mata-
donro foi admittida presenca de ana magestmde
eumprio a soa missio.
Sua magestade o imperador dignon-se respon-
der ; Examinarei.
O Sr. PreaidenteA respoet de aua mag stade
o imperador recebid < eom muito especial aerado.
Mr. Rudrlio Mllvst Sr. preaidente, to-
da- aa razes apres ntadaa pelo nobre deputado
por Mina? p .ra vo'ar (" prmeiramente, porque o nobre deputado combaten
aa emendas que j foram acceitaa pela Cmara,
questao vencida ; em segnio lugar, porque, tra-
tndose de saber agora si a Cmara julga ou nio
vantaj jbo o projecto de ornamento da deepeza da
agricultura, afim de proceder-ae na forma do art.
61 da conetituicio do imperio, nio occasiio op-
portuna de discutir cada urna das emendas que
foram approvadaa pela Cmara* (Apoiados da
maioria, apartes da opposicao )
Quando diacutimos o orcameoto da justica, tive
oceasiao de declarar que governo e a maioria da
Cmara nio aceitavam mu tas emendas do Senado,
muito principalmente aa emendas augmentando a
desp-za ; mas que, nio emaiatindo ellas medidas
unprescindiveia. de guveino,e nio devendo o paiz
fi.-ar aem orcameutos, nao drizaramos de acetal-
as, ficaudo por ptrte do governo o direilo de exa- .-
minar aa autoris-coea, ecutaudo aa de accordo | 'aorico respectivo j
eom os intereases do paiz.
Ha medidas de gov-rno impresciniiveis ; ha
oufras, porem, que emb.ra conaideradaa uteis, to-
dava, nio podem ter o mesm i carcter. Quanto
aa prmeiraa, o governo nio deve desistir dellaa ;
juautoa aeguudaa, p3d adial-aa de accordo eom
as necessid ids mais nrgeutea. (Vpoiadoa).
Na aituacio em que noa aefaamoa, nio podemon
deixar de empregar todoa os eaforcos e secrineios
para obter os or$ Os additivos a que se referi o nobre depatado
constituein para o governo urna queatio de gabi-
nete como o nobre preaidente dj conaelho dccla-
rou muito solemnemente neata caaa.
O voto da Cmara era, pois, urna manifesttcao
poltica, nio pedeodo o ministerio prescindir della
jem sacrificar a forca e a digmdade do poder.
(Apeados).
Em resumo, o recurso do art. 61 da Constitui-
da i do Imperio, tornou-se neste caso um recurso
inevitavel, nio s p nque sem o empreg< deatc ra-
enrso nio ter o paiz o sen orcameoto, como tam-
bem porque sem elle nio poderia o ministerio ap-
p-llar do voto de c naura do Senado para a as-
anmbla geral dos representantes da naci. (Mui-
to b-in I muito bem)!
O Sr. Carlos Peixoto (pea ordem) requer o en-
cerramento da discussio.
Posto a votos approvado o requerimento.
Procede-se votacio do requerimento do Sr.
Rodrigo Silva, que approvado.
O Sr. Preaidente declara que, ua forma do regi-
ment, se vai officiar ao Senado, p-dindo-lhe mar-
que da e hora para receber a deputacio Ja Ca
mar, que, em nome deata, vai requerer tuaio das
duas casas do parlamento, de couforiridade eom o
art. 61 da Constituicio do Imperio; e nomeia para
ees i deputacio os Sis Rodrigo Silva, Tbeodoro da
Silva e Euphrasi C>rreia.
Vi-n mesa aa seguintes
Declaracdet de voto
Declaro que votei a favor das emendas do Se-
alo, relttivas ao elemento servil, por ter o g i ver-
no enllocado a questao no terreno da oonfianca p >
litica.
-ala das aesaSea, 5 de Outubro de 1886 Mar-
condea Figueira.
Declaro que, ai estiveaae presenta, votara con-
tra as duas emendas do Senado baja reitaJas em
votacio nominal.
Sala das sesoes, 5 de Outubro da 1886.-- Arau-
jo Ges Jnior.
neitessidade da auppress&o dos iropostos de
exportayio sobre o assucar, principal ge-
nero do producyio e exportadlo da mes-
ma provincia.
Easas patriticas e Ilustres assoi-.iaco s
davam a razio deste pedido, razio que
pareco de todo o ponto justa. Ellas inf.r-
raavarn ao governo que aa baixos presos
que encontram nos menados conaummi
dores os asiucaros da provincia de r'er
na nbuco e em geral das outras que lhe fi-
nam prximas, eram de tal ordem que oio
po liam compensar as d -spezts qu-J se te-
riain de fazer eom a oolheita da canna e
e que neetas conli
o -s gravar-sa mais eaaa ia iustria con o
impnstu do exportacio, era anniquiil-.r
conplitanente a producto coiu prejuizo
dos particulares e da renda publica.
A sai n, nio vendo eu no orgaicento em
diacus8o providr-nci alginoa da parte do
goven qud revele ter tomado em eoosi
dera^io a representayio daquellis assouia-
coos, venho pedir a S. t^xc. que mu es >U-
reja sobre o aasumptoj .-declar iodo ae
govetno jalga qu "eSl*pe Hdo alias tio
justo, nio 'leve ser deferido, que as rendas
publicas nio suppsrtam a suppresaij ou
ao monos a di niauiuio desto imp >ato de
exportacio, ou se o governo ac it >r qu -i-
qu ir medida determinando ata redu 510
ou tuppressio, conuorrendo para a appr 1-
VMgio de alguma emenda neste siutid.
Bu terei muita Sajjpiacio em apr urna emenda a este reapeito, o qu nio
t
ble
Ros eaaat-
De la 9
dem d. .l
Rkkda raoviaciai.
Dali)
dem d 11
332:76i<178
2H:lbt3b
35.^28*660
5:5f6*848
Toa!
RacnusoaiaDt 1 1
(oeu> d 11
(JcraULADO P807IMCUL
dem de 11
Dela9
362:516*533
41:525,508
404:042*041
11:238 294
3:!>16J58l
15:lo44878
5.133*551
3:317 465
8:451*016
Sacira nRiymoz
dem de 11
1 a9
3:723*^54
1:899*132
5:622*586
MVr'A'J.M< S DE ri \r*- I MAv
Em 9 de Outubro di* 1886
Para o eiienar
No vapor ingiez Hdrrgard, carregaram :
Para Liverpool, J. H Boxvell 30<) aa .-cas eom
19,711 kilos d- algalio.
- Si vapor ailemio Rosario, cargaram :
Para H, Boratelmann 61 J 901 fardos
eom 181,574 kilos de algodao.
Na bar a norneguenae Loospring, carrega-
ram :
Para New-York, J. 8. Loyo & Filho 400 saceos
c >m .-<0 0 X) kilos de aaaucrar masca vado.
No vapor in Para Mootevi '>, Amorim Ir ios & C 285
barricas eom 33078 kilos de aaaucar branco.
Para Bnencs Ayrca, D. M. da Cueta 10,000 co
coa, tructa. .
*ar O lllleni.i
No vapor nacional Baha, carregon :
Para o Kio Grande 10 Su I, E. B-.rb.sa 150
sacos cm 11,250 kilos de aasu:r branco e 50
ditos eom 3,750 ditos ae dito mascav .do
No vapor nacional P do Ordo Para, carre -
garam :
Para Babix, M. A. Senna & C 15 barricas eom
900 kilos dr assucar branco ; C Burle 20 barricas
eom 2,4 Para Villa Nova, A. M da Silva 40 garrafoea
eom 400 litros de aguarden'.-.
No vapor nacional Espirito Sanio, carre-
gon :
Para o Para, E. Barbosa 20) volumes eom
13,123 kilos de assucar branco.
No biate nacional D Antonia, carrtgaram :
Para Aracaty, E. C B^liro & lrmio 6 aacc >e
eom 450 kilos de assucar branco e5 dit >s eom 30-1
ditos de dito refinado.
Na barcaca A. de Mara, carregou:
Para Porto Calvo, F. A. Lebre 1 harnea eom
60 kilos de assucar refinado.
MOVIMENTO DO PORTO
Navios entrados no dia 10
Mario 8 das, hiate nacional Jodio Valle,
de 108 toneladas, mostr Francisco H.
Canuto, equipagem 5, carga varios g-
neros ; a Manoel Jos da Cunba Porto.
Southamptom por escala15 dias, vapor
ingiez Trent, de 1,707 toneladas, com-
mandante A. E. Bell, equipagem 91,
carga varios gneros; a Adamson Howie
te.
o 7 dias, biate nacional Correio do
*:*" ido
sessao em 28 oe setembro de
1886
l'BESIDKXCIA DO EXM SE. CONDE DE
BAEPEKDY
Receitct gerai do imperio
A hando-se na Bala inmediata o Sr. mi-
nistro da fasenda, foram sorteados para a
deputacio que o devia receber os Sra.
Christiano Ottoni, Corra e viaconde de
Paranagu; e senio o mesmo Sr. intro-
duzco no sali eom as formalidades do
eaiylo tomnu assento na mesa d reita do
Sr. presidente.
Pr js-guio em 2a disettssio o art Io da
propnaU do poder ex-icutivo, e n-mdada
pela cmara dos depatadoa, arcando a
receita geral do imperio para o ex> r.i id
de 1886-1887.
Foi la, aunada e ficou sobre a mesa
para ser opportuuamento posta era discus-
sio a seguinte emeuda:
Ao do n. III do art. 12, -onde
liz uppluda a conclusio das obras do
udifidio da praca do commercio da mesma
e.idaue, diga-se applicada pirr o sana-
lo da cidade.
t S. R. 28 de Setembro de 1886.-L
na Duarte.
Mr. ares BmdS: Sr.
presidente,, venho apen ts dirigir asigumaa
pdavras ao honrado Sr. ministro d ta-
nda a respeiio do aasumpto qu, pren-
dando-s ^ ao orcameoto em discusaaat refe-
re-se a impor antissimos interesaos da pro-
vincia que represento.
Ha p.iucos dias a Assoacio Coonmer
cial Beuficente do R-cife, a Socio dado
Agrcola e a Sociedade Protectora da Agri-
cultura d-i Pernambuco, tres conhecldaa e
i portantiasimas assooiacSes daquella pro-
vinia...
O Sr. Luiz Felippe: Apoiedo.
O Sr. Soares Braadio: -... dirg-am
telegrainmaa a seus representantes neata e
n outra casa do parlamento e a diversos
Sra. mini-tros, representando cerja da
Navio sahido no mesmo dia
Bu-noi--Ayre8 por escala Vapor ingle
Trent, comraandante A. E. Bell, Carga
vario gnros-
Navios entrados no dia 11
Valpaiaizo por escalavapor ingina Gali-
cia, de 2,449 toneladas, commandaote
Ja oes B Parker, equipagem 92, carga
varios gneros.
Mossot 14 dias, hiate nacional Apudy,
mestro Innocencio F. Salles, equipag-m
5, carga varios gneros; a Souzi /o-
gueira.
Rio de Janeiro por escala6 dias, vapor
na ioual Espirito-Santo, de 1,999 tone-
ladas, coinman lante Joio Mara Pesso,
equ;p gem 60, carga varios g-.neroi; ao
Visconde de Itaqui do Norte.
Navios sonidos no mesmo dia
Livnrpeol por escala Vapor ingiez Gali-
cia, coinmandante James B. Paiber,
carga varioB gneros.
Babia por es-alaVapor nacional Prin-
cipe do Qr&o Para, eom mandante Jos
F -mandes Teixeira, carga varios g-
neros.
Rio de JaneiroBarca noruoguease P-
tros, capitio C. C. Savendsen, carga
Eal.
New York Lugar ingiez Lucile, caaitio
W. Williame, carga assucar.
New York Lugar norueguense India, ca
pitao B. Jorgensen carga assucar.
Ch.rlstorwn (Estados Unidos) -Lugar in-
giez Vivid, capitio Tbomaz Jones, em
lastro.
M,
Natal, de 40 toneladas, mestre Joio
Quedes, de Moura, equipagem 5, carga f
vanos gneros ; a Fraga Bocha & C. I otar
VAPORES ESPERADOS
B. KenUny
Bata
Auihor
ESbe
Rosario
Pernambuco
Finanoe
Villc de Victoria
Aliianca
Britannia
Para
La Plata
hoje
amaahi
smsbi
do snl
do norte
de Liverpool
do sal
do sul
de Hamburgo
do sul
do Havre
de New-Port Ncwi a
da Europa g
do norte a 23
da Europa a S
do sul
do ral
a a?
faco desde j, porque estou bun ce.rto de
que en assumpto d*at> gravidad, contra
latormaci) e opintio dogiverno nio ae
vota fcilmente urna emen-la.
Nio pr-ciao deacre ver ao nobm m i n is-
as diffi lim is circunstancias da in'ua
a da fabri-iacio do assucar nm Pjr >a
jico e geralm -nte em t'das rs provincias
d norte, porque S. Ese, bo nein do go-
eroo, co-ihecedor das quest -s eeonomi
cas do paiz. est perfeiitamente inteira lo
O honrado Sr. ministro >>& habilitado a
deotarar se conven ou nio po->sivel at-
t-nier-se reprosentacio daquella^ i np -r-
tautes assica^oea, se as r-nda publicas o
permittem e se ieix.nio-.e de xttend I-as
nio ser preju ticar gri ultura da pro
vincia de Herna nbueo. .
O Se Luiz F'-lippe : Saarifi ad n
teira'huute.
O Sr. Sobres Br.mdio:... e ao *
rao tempo *s rendas pubti as, porque aio
impossivel qm cess a exportacio
aasuear, tendo eggH genero de ter gri-adi
cornos aetua s impostos de exp irt-i^ao.
FeitaS estas SU -cintas consi lera o"-s no
intuito que o nobre ministro e o sen 1 lo
< omprehendein que poiaa ser, o pe lio i
mata urna vez a attencin para tio grave
aasuinpto, eu termino o que tintm a diz r,
aguar tando as infirinaco -s que o g >verao
qu ira pr -star. (Muitos apoiados.)
O Sr. l'nncNco BIisa*io (mi
nistro da fazeirU; -Pe ti a p i|.ivr. p r
lar a infonuacio que o nobre senador d -
aej a.
A industria assueareira soffre sem envi-
da, nio som'-nte no Brasil, mas em todo >
mundo, dovid >. em ntre outras caus s, .
um ex *sao de produccio ; Es--to qu alias
ae d aetualaieate eom quasi todos os g-
neros, quer gri !olas, quer indu-tria.-s
Pareca, pert inte, natural que o giv-rn >
pro urasse anxibar esta industria, pripon
lo a suppresaio, ou pelo menea a moliti-
Otyio dos impostes n-m se pode chamar auxilio, maia propria
uente se diria qu o g iveruo defera ago-
ra n.'co teixal a onerada.
O aenado, porem, sabe qn; urna relue-
oio insi^nifi -ante no imposto nio priduz
effdto apreeiaVel, para que 8eja 8jniv.-|
ao productor, quando se trata de exporta
ci, e nio consu nidor, quando se trata d
impjrtaca, preciso que a reducyAo do
imposto seja consideravel, do contrario
abaorvtda pelos iut-rrae-iiarios [Apoia.os. 1
Este o tacto conhecido,
Seudo assim era preciso que o goveruo
eativesse habilitado para, ou supprimir to-
tal uente, ou reiuzir consideravelm' imposto sebre o assucar. As nossas con-
dico s infelizmente nio permittem o alli
vio leste imposto, por mais que se consi-
dere oecessario auxiliar a lavoura e a in
dustria de un genero naci ial tio impor-
tante como este, guando, porem, as cama-
ras propSem a aggravagio de alguna im
postos e a creacio de outros, qu-t o sido
combitiuos principalmente por duas pro
incias como nosivas, nio podemos no
mesmo momento propor a suppresaio de
impostes j existentes.
Sou contrario aos impostos de exporta-
tio, manifestei-me muitas vezes nesse sen-
tido ; o se eu podesse ser ministro da f 1
zenda em urna poca em que as renda
publicas se approximassem da despeza
que houvesae certa regularidade no orea
ment, seria o primeiro a pedir a suppres
sio dos impostoB de exportacio, se nio de
todoa, ao menos a comeyar pelos gneros
que mais necessitim ; nio proporia reduc-
cio como se fez na Cmara dos Diputa-
dos, ha oerto tempo gra lativamente, ou
aos pouoos sobre todos os gneros ; sup-
primiria totalmente sobre alguns, escolhen-
do aquellos que sofFrem mais at poder
abolir totalmente esses tiibutos vexatorios.
O Sr. Dantas: V. Exa. nio quer to-
mar a reap/msabilide de propr a reauccita,
mas a considera justa* t
O Sr. Ministro daFazenda' -Considero
justa...
O Sr. Soares Brandao: Se assim, eu
proponho.
Sr. Ministro da Fazenda : ... mas
nao praticavel. Concordo oom 9 nec asida-
de, mas presentemente nio podemos satis-
fizel a, porque isso iria desequilibrar anda
mais o orcameuto. As observares do no-
bre sendor respondem s do nobre sena
dor por Minas Geraes, meu distincto ami-
go, que bontem fallou tio completamente
sobre a receita. Se se tratassi de crear o
imposto de exportacio sobre o assucar le-
vantar-se-hiam clamores muito maiores do
que se levantan agora contra a creacio
do imposto sobre o sal, por exemplo.
O imposto do sal apenas inconvenien-
te, como alias todos os impostos, em abao
luto, mas nio relativamente: fldtvsqu3
diacutissimos os impostos debaixo do pon-
to de vista relativo e fratassems do pGr
em confronto os impostos de exportacio
eom os similares no exterior. Estes nio
devem ser grados no proprio paiz para que
nio fiquem artificialmente em posicio des
igual eom relacio aos productos estrangei-
rus na gran te luta do commercio univer
sal.
Ni> pode o governo presentemente acei-
tar mo'liti: ica > de imposto sobra o assu-
car, o qbe inmto ladina. Se, porem, para
0 anno as financas estiverem em melhor
aituacio, e se amda me adiar oceupando
<:8e cargo, pe lirei a suppresaio de alguns
impostos de exportacio, a cjmecar pelos
gneros que mais precisarem, entre oa
quaes est sem duvida o assu :ar. E' o que
tinha a dizer ao nobre sena or..
K?TSTA lllaRlr
TeiccrastaatuMn u < 1 c* .. ,..
una merece to la ciuti.nc,-., moatiou-noa dous : le-
Krammaa reeebilos da edrtH, no sabbado ultimo,
re ligi ios na s guiutea termos :
Para di ve> aos pontea lo imperio, tem-ae ex-
pedido tel gr .minas, co nmunicando-se agitacio,
lepoib das iel'herac-s tomadaa pelo gjverno re-
lativamente ana militar, s.
Estes, pe coutrari", ae mostrara aatsfeitos,
seguud 1 dommuiiica ao governo e commandaote
das arm 8 do Rio Orante du Sul.
" Ap-uas, os alumno da escila militar tem pu-
blicado artigea iuc mvenientea coutra o senador
Silveir-i Martina e o deputado Oandido dcOliveira.
Na aessio de fusio obteve o enverno 93 votos
contra 33.
tuarila nacionalPor portara da preai-
deucia de 11 do correte firain nomealoa para a
l' seccio da reserva da guarda nacional de
llame oa segnintea nffieiaes :
Ia c nnpanh aCapiti Daniel P reir Campos.
2a corapauhia Teneute An'ou.o Correia de
Ar .uj 1 Lnni.
Hecrelarla do miveinn Por portara
da meama data foi iiome.-I pira o Inuar de p r-
teiro des'a r.-particae Pranueliui Augusto de Uol-
landa Chic n
utiiridude policialPor portara da
Presidencia da Pr .vnola, diiada de 9 do cor
rente e snb prop >st.a d > Dr. chef- de p-iiieia de 8,
foi exonerad Sebasiii Aiitouio Pa-a Barreto do
earg> d- buoI'-I g .le di 1 diituct. de S Lm-
n-nc da M .tta e ii-in-ido ,(.r.i substituil-o o ci-
dado J ia Praneac O ire.a dr. A1 -njo.
Casia de iseiencoO Dr. chefe de poli
cia, em data de b iut- aa, ezouer.m Pedro Ceaar
Hess -a CaValCailte de In^ar d- guarda de 2* lasa-'
.i'oqu-ile siab.-leciin-nto, por naver desde 18 de
Agoste fiudo abaud na lo o empr.-g ,, sendo n
ni ad para sub->t.i'uil o o cid tdio Candido Ale
xan Irin i -tergea U ha.
Iiiquerllu Na l'arte Ojjv-.ial publicamos
boj.- o luquerito que o Sr. Ur A.H.onij Domingos
f i uto, ebefe de p >lieia desta provincia, acaba de
enviar a Sr. Dr. |uiz de direit i d > -i" districto cri
minal, Ad-lin Anteuio de Luna Freir, e a que
proced- r sobre a -nuira. ao de cerca de 8 0:000,
hivili na Th'i-oar.rj, de Faz-uda desta cidade.
Triiiuii-il do Jury do He ifo Com
pan c r.ni h iitem ajMMMS 7 juiz-'S de facto.
P-ir un ni.iltades m 20i es qd f iltarim e sor-
le idos oiaegumtes sii:>oieiit-s :
Fregueua do Reci/e
Serafim Boga.
Jos Purreir. da Silva
Fi'eguetia de Santo Antonia
Antonio V-iianci d Silveira.
Hernaidino A vea Neiva.
Mano-1 Autoni Lee.
1 i- Joa {inni da Cesta Maia.
I >s Praucacn M ireira.
li'i Igero Joaquun Paria N-Ves.
l>r. Augus'o Ser.fim da Silva.
Kraneaco Evaristo de Souza.
loae do Regd Pach-00.
Jos Antonio P'-e-ira.
Freguetia de S. Jote
Jos Alfredo de Carvaiho.
\ -n.-j Peizeto d Silveira.
J i. Carlos L ite.
Freguetia de Afogados
Luis Bernardo Castalio Br->uuo da Bocha.
Clodoaldo Catio (Jainel P -saoa.
Antonio Pedro Deinizio.
Freguezia da Boa Vista
Antonio Mara J- astr Delirado.
vfi(oel Lucio de Albuquerqne Mello.
An o-ii i Pedro de Sa Birreto Jnior.
Aoioni i Pereira Simoea.
l'h. oohile de Mattoa.
AntOdio Ma'tina d Ri-.
Ur. .'os Antonio de Almeida Cunba.
Cpamnioudaa Puro B Aeeioli de Vasconeellos.
L)r. Ayres de Albuquerqne Qaina.
Man i I Lyra.
Aut-mio Jos Deateira.
Seraim Antonio Prea.
loae Aironio Monteiro.
\niooie Vicente da -silva.
Joa Calasans Ruffi Duarte.
freguetia da Graca
loio Ricardo Coelbo.
Joaquim de Souza Ribeiro.
Aut tuio Arco-Verde de M -lio.
Joaquim Felippe da Costa
Franciaco B -rnardiuo dos Santos Freitas.
Jos Duarte das Neves Jnior.
Freguezia do Poco
Cbristiano da Gama Libo
Luiz Augusto Bubim Maviirnier.
Confrarli da Eis o resaltado da eleicio da mesa reg dora da
celestial eoafrara da Sautissima Triadade para o
aon>> compremisaal de 18S6 a 1887 :
ProvedorJos ttimoi da Oliveira Jnior.
Vice-prevedorJoio Antonio G>zendo.
SecretarioJoio Jacioth > Quedes de Lacerda.
TheaoareiroManuel Rodrigu-s Texeira-
Procurador geralManoel G mf alvea Agr.
Procuradores Joio Frauci.c j dos Santos e
Th loro da Silva Uaiopello.
C ns iltores provectosFranciaco Jos dos Pas-
aos Quimariea, Jos S i^oeira de Souza, Joa
Joaquim de Freitas Tavaros, Antonio Alvos Bar
bosa Primo, Antonio Barbosa da Fonseca, Jos
Goucalves L'Urenco, Kodoipho Ulympio Quedes
de Lacerda, Demetrio Acc .co de Araujo Bastos.
Consult ires novoaEpainiu mias M. de Souza
Qouve's, Anselmo Ayrea da Asevedo. Joio Mi-
gU'-l B 'rges. Manoel Alves da Silva Maia, Manoel
Ferreira, Joa Tavarea de M-deiros, Auionio
Carlos Berromeu dos Santos, Antonia Jorga do
Espirito Santo, Francisco Jos de Samnaio, Fran-
cisco Cypriano da Silva Bastos.
l
i
Mi-di.laa tiyslenlca*O Dr. Matheus
Vaz, inspector de bygiene, continuando em snas
revistas s cocheiras deata cidade, percorren as
das niHB (mperatriz, Caea dr Capibaribe, Mr-
quez do flerval, Flores, Crnzes. Santo Amaro e
R-da e intimou os respectivos propri. tarios para
procederem os melhoramentos aconaelbadoa pela
bygiene, visto como o estado em que ellas se
achira, u-oito prejudica a aalubridade publica.
Por aua vez o Ur. Auguato S- raphi o, membre
da iuspectoia de nygieuc, viaton alguns botis
do bairro do R-cife, e intimou aos seus propieta-
rios a manterem u acei> indispeneavel, e mais
medulas necessariaa ao saueameutj de estabele-
ciineatos de tal ordem.
Entre Irmii Ante-hontem. plaa duas
he as da tarde, encontrando a crioula Manoella
Mara da Con^eijio o aeu Adonis em dose deva-
ne o co n sua inni Rita Mara da Conceicio, ra
do Barao da Victoria, tomada de ardentes e fus-
tos zeos atiiou-se cobre a sna rival como gato a
bofes, ar que, depois de esiuurrarem-ge recpro-
c..mente, aabio Manoella com um ferimento na ca-
beca.
U.n cuaHa civico poz termo a acea, levando a
eff. ii-ora para a deiencio.
Paria IVriianduO vapor Giqui, qne de-
va ter houtein seguido para a ilna de Fernando
de Noronbx, rb ti je tarde para alli seguir.
Marte por MNpbixiaAnte-hontem pelas
10 horas da manhi, ua occaaiio em que desamar-
ruva para sabir com d.-stiuo ana E-iia loi Unidos,
e com carre^amento de assucar, o lugar norte
americano Lucile, que se achava ancorado em
ti- nte a Associaca Cimmercial, ordenando o ca-
piro'do referido l^ar a um d"8 mariubeiroa C.
P. t- raen que d'-poaitaaae no perao de proa urnas
barricas e saces vaaio8, nao pe..saa le este na t jrc
do acida rarbomco. que em grao le escala remava
no dito p .rae, foi *c nmm.-t i i lo p ir oite acido, e
apez r de tentar subir, t .i arrojado ao fundo do
porio inorrend > nn-n itom-nre
Em aoccurro deste foi o 2a piloto Daniel Aheri
que, cuno o primeiro tev- a mea na serte; aio
acouteceudo o mesmo a um terceiro marinheiro,
que tambem fra em auxilio dea dous i .fi-1 z-s por
o terem a tempo guindado, quando j nem um ar
puro respirava.
Este acha ae salvo.
Compareceram bordo d'aqnelle navio os Srs.
Dr. Jos Julio Fernaudes Barros inspector inte-
rino da Sal le do Poito, Dr. Costa Qomes por
p .rtc do consignatario do navio e, em falta do
aubd-legado da freguezia do Recite, o Sr juiz de
paz Batthazir Jos dos Reis, qne de muito boa
vootade a iato a prestju, sendo acomoauhalo do
Sr. c mmandaute da estacio da guarda cvica da
dita freuuezia.
KxiimcN preparalarloaRemetiendoa
f'ih a da rt um cxetnplt r do decreto, que hoje
judIic-hii .s, alterando dispoaicoea porque ge regem
os exam s preparatorios, duigio > Sr ministro do
nnp- no ao inspeetor geral da mstrnecao publica
da *.-" t o seguinte avi o :
Tr .ii-miMiilo a Vine o incluso ejemplar do
Diirio Official em que ae acha publicad i o decreto
n. 9 657, di 2 do frrente m-z, o qual altern
I'v r-a.i di^p isk;o -a per que ae regem <9 exames
iT-es de pivp ranrios, rec m nenl i-ihe que com
a mxima b'-evidade apr- sent a propoata de qne
trata o art. 3 do memo decreto.
Outroai n t< c inm- ndo a Vmc que, empregando
to 'na oa esforc '8 para qu" tenbam fi I execucio as
lisposic 'a agora a-iop adaa e as que cootinuam
em vi/or relativamente quelle aervico, exerca a
m lis asailua vigilancia n sentido de aerea rigo-
r -san uto observadna ae qu- ae cont -in nos arta.
15, 19 e 20 no ri-guiainento de 7 d- Oeaembro de
i874enoart. 16 do decreto n 7 991 de 5 de
F vertir de 1881. concer ente b a ordem
gravidade d< que p id.-m c mmetter se nos exames.
o Finalmente, declamo a Vmc que, verificada a
mull.delicia do peasoa' deisa inspectora e do
extern.to do imperial c .He. de Pedro II para o
sarvico determinado no 7* do art. 1." do dito
decreto n. 9 617, antoriso o a chamar os profeasa-
res adjuntos que forem precia -a, m de auxilia-
rem o- trabalbos.
irmador Almirante Darroao
Eare vaso da armada aahio ha diaa da ilha de S.
Vicente para Pernambuco.
O 2 tenante Viriato Duarte Hall, por estar
avente de rbeumatismo, ficou em trra afim de
regre-sar para a rorte ni paqoete ingiez Trent.
o Eaindo Diatribuio se bontem o n. 9 deate
com quaesqoer outros, os de exportstj^p
seriam reputados os mais nocivos,
A primeira necessidade de um paiz c
que nio bajam impostos de importajao,
iato sobre os productos que vio lutar
Eleicao municipal Consta-nos que no
sabbado ultimo (9 do corrate) toram presentes ao
jais de direito do 1* districto criminal duas recia-
maquea, nma contra a validado da elecio a que ae
proceden na seccio que funeciunou na Escola Nor-
mal, em p-imeiro escrutinio, apresentada pelo ma-
jor J-io Francisco Antanes, e a outra, nasseccoea
que funecionaram na igrejas do Poco e da Casa
Forte, em segundo escrutinio, apresantada pelo
eleitor Franciai Jos Quedes de Lacerda.
Falledmenio -Conforme consta de cartas
recebidas bontem pe o paquete procedente da Eu-
ropa, tallecen em Villa Real, onde fra procurar
melhoraa aua aaude, o honrado negociante desta
praga, Antonio Qonfalves Beltrao.
O finado era maior de 60 -nnos e dotado de
excedentes qualidalcs era geralmente estimado
pelas pessoas que cultivaram auaa relaces.
H meato e trabalhador pode deixar a sua deso-
lada familia b-na da fortuna.
O va-no que sna morto deixa enti e os prenles
a quem soccorna, impreenchivel.
A' aua in ooaolavel familia apresentamos nos-
sos sinceros pezamM.
OiitroAnte bontem, atarte, fallecen tambem
o autigo negociante d'eata praca Joa Peres da
Crus, ua cidade de Olinda, onde se achava por
motivo de molestia.
Era portugus maior de 70 annos e abastado.
A' aua familia que consta de filhos e filhas,
damos os nosaes pezamea.
Noclelaa do al e da Europa Por
falta de espato dexamos hoje de publicar todas as
noticias que ante-hontem recebemos da Europa e
hontem do sul, pelos pquates Trent Galicia e Es-
pirito Santo. Q
Entretanto, o qne demais importante nos trou
xeram, acha-se publicado sob as rubricas Parte
Official, Interior e Exterior.
Gm traomitoO paquete ingles Trent leva
para os portoa do sul 102 passageiros, inclusive
15 que Mate porto embarcaram.
O Galicia, tamb.m ingles, conduz apaas 58
passageiros, entrando neste numero 2 recebidos
neste porto.
Jiiuirenario, -orgai do Club Literario Dieguea
uuior.
Trniiedlai do KerlfeDis'.ribaio ae bon-
tem a folha 21 deate r. manee do Sr. Dr. M.
Carneiro Vlllela.
Collesrlo de S. Joa-Ante-hontem s7
horas la maobi ae soiemnisjd com devota pompa
na cap-lia do Coliegio S Jos, situad > na Soleda-
de, a reata da Materndade da Immaculada Vir-
g m Mana o anniversario da inatallacio da Con-
gregacio das Filhas de Mara.
Viute e cinco meninas preparadas cono o acto
pedia, se chegarain pela primeira vez a sagrada
luz eueharisuea para se alimentaren] do pi dos
anjea, imuudo-aa mais de 100 pessoas entre as
quaes ae notara u mui diatinctaae Ilustres fami-
lias desta cidade.
Daas elojuents e fervorosas praticu prece-
deram e seguiram este grande e augnst > acto.
Fervoroaoa e devotos cintos se oaviram antre o
suave e melodioso concert do piano com o har-
monio pelo que se tomaram muito commoven-
tes.
De tarde, pelas 5 horaj, pouoo maia on menos,
as collegiaes, vestidas de brauco, de veo azul e ca-
paila e todas em muita ordem entraram Divamen-
te na capella, 12 das quaes receberam a medalha
de Aspirantes i Congr-ga^ i das Filhas de Ma-
ra e 9 toram admittidas como Filhas de Mara.
Terminou-se a solemne festa com a bencio do
SS. Sacramento.
E" com o nri Informaram-noa que
moitas tabernas das fr-gueziae deata cidade, es-
tiveram c >utra a le, aemi-abertaa no domingo
tarde e noite, cammerciando vontane.
E o caso dos tiscaes cumprirem com as soaa
obrig.coes, mormente havendo multa para os in-
fractores do art 83 da le n. 1882.
Folnaaj de Parla -Recebemos as seguin-
tes :
Le Noveau 'ionde, jornal b-b lomadario, echo
ios dona mandos e aul-amencano.
Jornal de Mediana e Pharmacia quinaenario, d.
5, cujo snmmaeio este :
1 BoletimOsear de Araujo.
2. Dphtalmoloria Coutnbuicao para a his-
toria da pagmentaci> da retina no p mto de vista
da influencia exercida sofaaa esta affeccio pelos
casameotoa consangaineosj-Faoo.
3. Academia das SciencW Sessocs de 9,16 e
23 de Ag iato. %
4 Academia de Medicina de ParsSessio da
24 de Agosto de 1886.
" 5. Revista dos Jornaes de Medicina.
6. Pharmacia -Emp-egj do sabio para mixtura,
certa pimadasP. Vieira,
7. Mdicos Ilustres contemporneos : Charcot.
Osear de Araujo
8 Necrologa 0 Dr. Pertence.
9. Publicado '8 recebidas.
10. Noticiario.
BeneficioAnte-hontem no theatro Santo
Antonio a Sociedade Congresao Dramtico Benefi-
cente, levou a scena o dramaO Conde de 8.
Germano on o Diab) em Pante a espirituosa
comediaO Typo Brasileiro em ben ficio de
maestro Colas.
Foi muito concorrido o espectculo, retirndo-
se todoa aatisfeitos com o bjm deaimpenhu qne
os socios de Congresao deram ao drama.
Cea eolloa.Escrevem-noe;
III ns. Srs. redactores do Diario de Pernam-
buco. Sob a epigraphe cima e eom relacl > ao
appello que mui justamente fizeram Vuics. a quem
competiaae, iato ao fiseal, na sua eonoetuada
Revista, temos accreecentar, como aeeundando-o,
o seguinte e pedimos a sua publicacao :
O numero destea animaes augmeota de dia
Dar dia consideravelmente, j attingio em nma
dess manbis a 38, entre os qmea alguna de
mordacas, que embara em pequeo numero nao
deixavam de xvanear a quem oa enxotava nio que-.
rendo-es em frente de auaa casas.
Aoeresce infelizmente, qne baja quem ae di-
virta com taea espectculos e para ellas chame a
attencio das familias que catio s janeilaa. Para
estea chamamos a attencSo tambem da polica.
Queiram, p >i8, VmcB. preatar-noa o grandioso
obsequio de novamente chamar po' aua coneeitua-
da J?ewa a attencio do fiacal deata freguezia,
para que faca com que aejam una realidade aa
poaturaa mnnicipaea que etistem a este reapeito,
maa qua at agora a o taem aido para o inglet ver.
, A continuar como at arora, ver-nos-h^mos
na neceasidade de por noaaa conta propria tratar-
moa destea innocentes e moralisados animaes-
sinhoe.
'


"N



1


Diario de Peraambiu*--Terfa-feira 13 de (tatabro de 1888
v
J



nireciorl da obran de caneria.
co toa porlo*Buletim metcorulogicj di9 de Outu'rode 886 :
Horas i- s s S Barmetro a Tensao a 1
k. v u a 2 t 0 Jo vapor s
-c * p
H~ 17.50 03
m 253 759 12 72
1 20-4 761>J9 17.80 63
12 289 76J-41 18.30 6-'
3 t. 27 4 75932 19.38 73
6 2(>1 7t0ffl.>3 1H.58 74
Temperatura mxima29*50.
Dita ininiuia2600.
Evaporadlo em 24 horas : aosol7"'0, som-
bra5m3.
Chuvn nalla.
Dn eecS > di vento : E de meia noite at 4 horas
e 25 roiuut 8 da tardi-; ESE at 8 horas e 5 ini-
Dut. s ; 1-. at rn-ia noile.
Velocid idr m ha do vento 0,m95 por segund*.
Nebulosidade media entre 0,5 e 0,6.
dem do dia 10:
a
Hora o --o ? o ao Barmetro a 0* T. asilo do vapor a
234 76> 18 9 n
6 m 17.27 83
9 27 7 76.mlO 18.43 66
12 28"-4 76lm|)9 18.45 64
3 t. 28 0 75 mil 18.92 68
6 26-6 <59""9 19 'jo 74
A nioguem negarei justica, seja liberal ou con-
serva ior.
A casa em que 8. S. diz morar sita na tra-
vessa do Parnameirim n. 4, e nao na estrado da
Parnameirim n. 4-
Confin s pois, a afirmar que o Sr. Joo De-
metrio F'mandes Viauna uio mora na estrada do
Parnameirim n. 4.
Becife, 11 d> Outubro de 1886.
Ja&o Ignacio Bibeiro Roma.
Fabrica do Poco
Sub a epigraphe aciiua tem pparecido nVste
Diario um Margal, que, tratando ia alistameuto
eleitural de Jabuato, envolve o meu nom-i em
Leus escriptos, nos quaes, entretanto, esqnece o
espeito que todos devein verdade
Nopieao ser propagandista decidido de fabri-
cas ae pkcsphoros eleitoraes, com > affirma Margal,
porquauto em tempo aUuin prumov directa ou
indirectamente o alistaineuto dn nenhuin d'eilles.
Se nao i i-to exacto, exijo a prova em conrrario.
Tidos sabem que nao sou posouidi.r em J..b m-
que na
i herdade
Temp-ratura m-x-ina29,00.
Dita miaiina 23,00.
Evap rxoio em 21 horas ao sol: 7"',6 : som-
bra: 4m,9
Chavanulla.
Direccao do vento : E da meia noite at 10
horas e 20 minutos da Urde ; E e ENE alterna-
damente at meia noite.
Ve.I 'cidade media do vento: 1,"07 por segundo.
Nebuloaidade media entre 0,3 e 0,4.
Le loen. Etivctuar-ee bao:
Hoje :
Pelo agente Pinto, s 10 1/2 horas, no armazem
ru* do Buin-Jesus n. 43, de movis, louca e vi-
dros.
telo agente Modetto Baptista, a 11 horas,
rua estreiu J j Bosario u. 24, de gneros de es-
tiva.
Pela agente Gusm&o, s 11 horas, na ra do
Mrquez de Oliud,, n. 19, da movis e varios ar-
tigos.
Pelo agente Brito. s 10 e 1/2 horas na ra de
Pedro Alfonso n. 43, de fazendas, miudezas, gene-
ros u movis
AmanhS:
Pelo agente Brito, s 10 1/2 horas, na roa da
Aurora n. 151, da arm-.co c diversos pertenece de
taverna
"celros)Chegados do sul no vapor in-
gles Galicia :
Maurice (Jhatan, Henriqu* Burle, Nehrense Ma-
ne Anne, Cr.izeir Mane, Antonio oelho, Charles
Kecbauson e Juhn K n.
Sabidos para a Europa no mesmo vapor :
W Binckr, Joo Thomaz da Silva e Venancio
de Araujo.
Ch-gado da Europa no vapor ingles Trent:
Th. F ur.
-r- 8a nidos para o sal no mesmo vapor :
Salvador Prat y Parti, Vicente Juan y Palmer,
Gaspar Per pina y Esteva, M J. Rodrigues, .
Pens Fonseca, Jo- Pereira, I. A. Francia e sua
familia, Manuel Benitto, Felisberto dos S-ntos e
Joan Smth.
6aerara>* ctrursrlmNForam pratica-
daa no hospital t'tdro I, no dia 11 de Outubro, as
seguintes :
Pelo Dr. Malaquias:
Talha p. rineal presrectal pelo prooesso de Ne-
laton, indicada par calclo vesical, que peaou 40
giammas.
Pelo Dr. Pontual:
Amputa cao do braco direito no terco inferior
pelo ineiboio circular, reclamada por gangrena
do ante brac-i consecutiva & queiroadura.
Casas le BelrnroMovimento doa pre-
sos do dia 10 de Outubro :
Existiatn presos 322, entraram 2, sabiram 2,
existe 322.
A saber :
Nacion*>;, 290, mulherea 5, eatrangeiroa 11, es-
cravos sentenciados 5, prucesiado 1, ditos de cor
rcelo 40 Total 322.
Arravoados 285, sendo : boas 273, doentes 12
Total 285.
Nao h'iuve alterac" na enfermara.
Lotera rJ proloriasQuinte-feira, 14
do correare, ao meio da, so extrabir a >.* parti-
da Ia lotera em beneficio da Santa Casa de
Misericordia do Becife, pelo novo plano appro
vado.
No consistorio da igreja de Nosaa Senbora Ha
Conceico dos Militares ser teita a extr.iccao
pelo systema da machina Fiche.
Lotera Kztraordlarla alo lplian
K-0 4. e ultimo sorteio das 4. e 5.a series
ta importante lotera, cuj> maior premio de
150:000*WOO, ser estrahida no da 30 de Outu-
bro.
Acham se ezpostos venda os restos doa hi-
tes na Casa da Fortuna ra Primeiro de Marco
n. 23.
Tambera acham-se venda na praca da Inde-
pendencia ns. 37 e 39.
Loteras\ 5* parte da 1* lotera da provin-
cia, em beneficio da Santa Casa de Misericordia
do Beci", pelo novo plano, cujo premio grande
100:000WO<\ s-r extr te, oriici. ando a extrae? o ao meio dia.
Os Dilhetes acbam-se & venda na Casa da For
tuna, ra Primeiro de Marco a. 23.
Lotera to loA 3* parte da lotera
n. 366, do novo plano, do premio de 100:0004000.
cera eztrahida no dia 15 de Outnbro.
Us bilbetea acbam se venda na Casa da For-
tuna roa Primeiro de Marco.
Tambera acham se venda na praca da Inde-
pendencia ns. 37 e 39.
Lotera ala i-orteA 3 parte da 2 0 lo-
tera da corte, cujo premio grande de 100:000a
era eztrahida no alia .. de Outubro.
Os bi I he tes achss-se 4 venda na Casa da For-
tuna ra i'rim-iro do Marco n. 23.
Tambem acham-se 4 venda na praca da Inde-
pendencia ns. 37 e 39.
Hstadouro PastlleoForam abatidas no
Matadouro d Cabanga 88 rezes para o consume
do dia 10 de Outubro.
Sendo: 71 rasos pertencentsa Oliveira Castro,
4C.,e 17 diversos.
to de Den huma herdade portante nao tenho tan
gedores de boit nem compradort de assucar para
alistar, como assovera o articulista.
Na revisti a que se est procedendo em Jaboa-
tao apenas requer a eliininnifo e cinco eleitores
mudados ha mais de um anno, que fcil veri-
ficar.
O meu fim, publicando estas liabas, nao en-
treter yo emicas, nem responder a quem quer que
se cobre com o nome de Mtwgut, pois nao pode
ser gente seria quem, escreveodu para o pub ico,
nSo tem escrpulo de drsrespeitar a verdade.
Tenbo em vista nicamente mostrar as que I-
ram < s artigos de Marcal, que meu nome fui n'el
es envolvid s por malignidade de quem talves
nao possa escapar 4 ceusuras muito mais graves
do que aquellas que faz aos outros.
Becife. 11 Joo A-gusto de A'buquergue Maranho.
Pao 1 "Allio
Venlio protestar, declarando que nlo sou autor
de arligos, missivas, noticias e anouymos d<< ua-
tureza alguma a favor i u coctra nessoas d'esta
loe lidade, d'oude sou natural e residente d ste o
meu naseimento, sonde cont amigos o des-fie-
ctoe. A' ezcepco de a-guns artigos encomisti-
cos que tenho feito publicar no Diario de Per
natnbaco, i peasoas para tnim de muito merec
ment, nada mais tenbo eseripto pro nem contra.
Provoco s ilemnemente a todas as redacfdes jor-
nalisticas d'esta provincia, quaesquer que ellas
sejam, mesmo as carcatas, a declararem sob sua
honra e illustracao a verdpde do que digo, f cando
certo o publico em gcral, que quaud.i tenha de es-
crever sobre qualquer asaumpto o farei desemba-
razadamente e com a responsabilizado de meu hu-
milde nome.
Eugenho Vane.. Grande de Pao d'Albo, 1. de
Outubro de 1886.
Andr de Albuquerque Mello.
pre teve residencia nesta comarca e acba-se pre-
sentemente nesta villa, em companhia de sna m5t,
que mora na ra de S. Fraucseo. T-m um caval
lo, do qual tira os metos de subsist nei i.
3- Manoel Joaquim de Sonsa Lao. B-side na
ra de 8. Bcbastio desta villa. E' vendedor de
bilbeies, em inuto pequea escala. Tem o appelli
do Manun. -
4- Antonio Marianno de Barros. Tambem resi-
de na ra do S. Sobastiao. E' pedreiro e mu
sic .
5* Rutilo Jos de Souza. E' carpina e sempre
mor. U nesta villa. Exerce de longa data o cargo
de thesoureiro da irmaoJade de Nussa Senbora do
Livramento.
6- Jos Aquino de Faria. Beside na Cieira,
pequeo sitio a urna legua de distancia desta vil
la. Qeeima cal em f ru alheto
7' Amonio Luis da Fonseca Gal vilo. Mora em
Nova-Cruz. HAo tem os requesitos da le.
E outros muitos, cujos num- a nao temos certeza
d'eHes, rasio pela qual donamos de deciiual os.
Os individuos cima citados acham se em taes
condicoes que no so antmaram a requerer inclu-
A genuma e legitima Agua Florida de
arry fielmente preparada pela verdadeira
for nula original. Acondicionada em garrafas de
tres tamaitos, a saber, grandes, medianas e pe-
queas, todas contendo precisamente a mebma
idntica quahdade, o exquisito prazer e salutsres
beneficios da agua Florida de Barry.
acbam-se ao al cauce de todo. Nada contui abso-
lutamente seuo cas. ntit d flire, pura e simples,
conservada em espirito crystalino. e por tanto sua
fragrancia nunca se altera nem deteriora.
sao no alisiamento eleitoral desta comarca !
Recorreram ao lugar ondeha remedio para
todos os males,c 'nvencidos de urnapassagem
na reviso le 1887 !
orno vai cabmdo em descrdito a apregooda
reforma do Sr. conselheiro Saraiv 1 !
Iguarass, {1 de Outubro de 1886.
EDITAES
Jos Mara
Acrstico
OFFEBECIDO A ESMA. SEA. D. VICENCU
DE ALBL'QUEBQDE
anteressantes, loucis,
ft orno a ahalia perfumosa
gg n r -spleiidentes manilas ;
2 iyra venbo saudar-te
ftouj enlevo, endeosar-te
nsoute per la d'Ophir !...
*' ti, amiga extremosa
||raaenteira, carinhosa
j uhelo ledo por vi r!...
Tuas amenidades para com o digno vice-
presidente da provincia nao o incominodan
porque nSo o alcanzara, como suppues.
Podes estar convencido de que o distin-
cto cidadi que preside os destinos desta
provincia, de ti nio sa lembra.
Elle tica sutisfeito que nlo o elogies na
Provincia, porque o homem de bem alo
qu-r ver seu nome collouado a par do do
distincto e honrado anciSo que j cumprio
sentenca, como ladrSo.
Tambem au agr lavel ver o spu Do-
me collocado ao lad i de um de distincto e
honrado ihesoureira que bem conheces.
Porque nSo empregas melhor o teu tem-
po em causticar o autor do horroroso crime
commetti lo no enger lio Ibura porque no
acensas o ladreo da fazenda publica?
Nao seja8 tao pretencioso e louco.
O Cabelleira.
P.
Becife, 11 de Outubro de 1886.
PLBLIC4C0ES A PEDIDO
Alistameoto eleitoral
O Sr. J i' Demetrio F. Vianna, tornaado-se
gaiato, pr curou no lornd do Becife de bontem
contentar um attestado que forneci, a n querimen-
to 4o Dr. 2 o promotor publico.
Pondo de parte toda a gaiatice do Sr. Vianna,
declaro que tenho em todos os attestados procedi-
do com muita imparcialidad", dando oa que me
sao pedidos pelo Dr. 2. iromotor, e aeaim proced
quando trat..u-se da residencia do Sr. Joo Deme-
trio Vianna ; e se nao vejamos :
Ao receber o requenmeuto do Sr. Dr. promotor,
dirig-me logo 4 estrada do Paru.meirim e procu-
rsi o Sr. Luiz Manoel Rodrigues Valenca para
que me gui ase na nvestiraco que ia fazer, e
elle com satisfacSo fez me ver qne a sna casa ti
nha na colleta o numero 6, e na casa visinha, que
devia ser numero 4, morave a Sra. D. Francisca
de tal.
Em vista d'ist) e tambem por ter sabido que
o ex-vigia da estrada de ferro de Limoeiro, Joo
Demetrio Vianna, morava na estrada do acude de
Apipucos, attestei da seguate forma :
Attesto sob juramento que oa casa n. i da
estrada do Parnameirim mora D. Francisca de
tal e nSo Joao Demetrio Vianna, ex-vigia da es-
trada de ferro de Limoeiro, que tem residencia no
Acude de Apipucos.>
Tenho dado, at o presente, setenta attestados,
e. felizmente, a uni'Ja pessoa que procurou con-
testar foi o Sr. Visnaa, que talvez eateja inspira-
do por alguno espirito estranhD.
Fique certo o Sr. Vianna, que o meu trabalho
actualmente quebrar cabecas de phosphoros, e
'efe proposito contino.
Villa do Bonito
Os actos do **r. Dr. fuaqnim
Moreir de I.iiu i Julz de di-
reito do Bonito, publicados
tara o i:im. %r. niaistro da
ustlca providenciar eopiibli
co Icr.
Ser este o oitavo e ultimo artigo desta serie
O Sr. Dr. Moreira Lima, veio a capital e no
Jornal do Becife de ante-bontem c mfessou-ae
ro'das arbitrariedades e abkBrdos praticados no
Bonito e por niiin denunciados ao publico.
Todos acuelles que com imparcialidade, con
frootarem o que denuoeiei com o q.ie escreveu o
Sr. Dr. Mor -ira Lima, verao que fui todo verda-
de em minba ezposicao.
la apenas urna differenca : qu3 ha factis to
graves, relatados por mim qne o Sr. Dr. Moreira
Lima, nem ao menos p >ude desculpar-se! E en-
tilo fea como a aguia : vo m bem alto e diese :
collocando me cima das miserias, que repugnan:
ao o.eu carcter, vou ezpor as oceurrencias do
Bonito.
S. S. preferio levantar-ae com as asas de Ycaro,
sen lembrar-se que elle afogou se no Egeu.
E' o recurso de quem delinque. Levantarse
muito para cahir de mais alto.
Estou satisfeito ; o pubhc i e aa autoridades
para quorn escrevo viram que s diss a verdade e
3ue a remocio do >'r. Dr. Joaquim Moreira Lima,
a comarca do Bonito, urna a-cessidade urgente,
indeoinavel e nec.-ssariH, que cumpre ser eita j
ej, para tranquilidad'- daquelia comarca.
Mas deizando o Sr. Dr. Moreira attendam oa
bomena sensatos.
Se na cadeira presidencial de Pernambuco, nao
estivesse sentado um borneas, como o Enn. Sr.
Dr. Ignacio Joaquim de 8-uza Leao.eas* per-
nambucano distincto, cuja adminittracao tem sido
a mais til, a mais proveitosa, a mais sensata
para esta provincia, e para o partido conservador,
o que tena sido dos noasoa amigos dsquella co-
marca ?
Teram sido victiuias dos maiores absurdos!
Nao o foram, porque o Exm. Sr. Dr. Ignacio Joa-
quim de Souza 'Leau era o presidente, e conse-
quentemente u magistrado ebeio de energa e
e*]uidade e que reprimira severamente, como tem
feito, qualquer attentado de que fosaemos vic-
tima.
Portante ao terminar esta serie, cumpro gosto-
smente o de ver sagrado de gratidao, agrade-
cenao ao Exm. Sr. D Ign ci Joaquim de Souza
Leio, digniat imo pr-sidente de Pernambne as
medidas promptaa e energieas que emprg>u, par
que a paz e tranquillidade do B nito toase reata
belecida, senao no todo, ao menos em parte.
Alguma cocsa anda ha a fazer e esperamos
convictos S Exc. fra porque Ihe nao falta a
sciencia da administracao, o interesse pelos ne-
gocios pblicos e a intelligencia para bem go-
vernar.
Becife, 10 de Outubro de 1886.
Claudmo de Helio.
Teiegramma p .ssado aos sena-
dores Luiz Felippe e Soares
Brando a 10 do eorrente.
Senadores Luiz Felippe e Soares Braniao
Esperei de balde.
Poltica impz silencio negocio Tbesou-
raria ; p .r< nt-sco, neg.'io Ibura.
D-cpejao 1
Que bellos patriotas.
Santos.
Casta diva s t, diviatl mulber .'...
Anjo querido, collibry mimoso !...
Nada te iguala no perfil em todo...
Deusa inspirada eberubim fora oso !...
nclito njo que me consola a dr.
Do meu fatal amor, que to cruel.
\h vem sorrindo, vera, porfim, salvar me,
Prestes a perder-mo n'um voraz parcel.
Besolve emfim mndificar-me as dores
Intensas, tortea, que hei por ti soffrido I...
Estende as asas de geatis amoros !...
Tem d do bardo que se er perdido I...
Ostenta as palmas de mvrradas Mires.
Estar prostrad sobre urna poltrona sem sabir
qu- posicio tomar, com a respiraci > sioilant-, aca-
bruaoado por um violvnt accesso de atthma e
irrac-iS um cigarro respirar livremente e sem
piado, expectorar abuodantnvecte e poder gozar
de U3i somno reparad, r que vem cilmar no todo o
ataque, cousa maravilbosa e o effeito dos ci
gsrros indios de Grimault & O, de Cannabis
india.
Iguarass
tos Kims. Sin, lr. Jiiin de direilo
al* S* e & tflsilrlciosi rrlminal do
BasMs.
L nos na Provincia de 6 do c mente mez edi-
taes dos Srs. Drs. juizes de direito do2- e 5- dis-
tricto criminal, convidando grande numtro de in-
dividuos par, no praso legal, fazer prova de
renda.
Convencidos de que Ss Excs. sao homens da lei
e de accordo com ella costumam proceder, damos-
Ibes noticia de que, na grande lista publicada, ba
muitos individuos, residentes nesta comarca, al-
guns dos quae? merecem antes o titulo depyri-
linpos.
Declinaremos os nones de alguna e pedimos
Ss Exea, que, se julgarem conveniente, soliciten:
nformacSes das autoridades desta comarca, inclu-
sive o Bvro. vigario da fregjaezia.
Trata-se do actos que eujBsara os seus autores
a accAo criminal e para o qa* vimos de dlaer cha
mamos tambem a atteoclo do illustrado Dr. Oli-
veira Esc re, digno segundo pr motor publico. .
Segnem os nom>*s dosJonkopiogs :
1- Francisc Xavier Caldas Brnd0. E' filbo
do fiscal desta vnla, Viente Joaqginrde Caldas
Branaa.i, em caja companhia sea pie morn e mo-
ra e vive de pegar paaaarubos.
2- Antonio Boaalino Baudeira de Mello. Sem-
Becifo, 5 de Outubro de 1886.
M. M. J.
D. Manoel Agaplto Pereira
No vapor que hojei aegue para o norte
vai esse distin -to amigo eui demanda da
provincia do Atnazorivs. onde vai exercer
o cargo de juiz municipal do termo de Ma-
nieor.
Int- lligencia vigorosa e bem cultivada ;
c racter firme, ind-pendente e honesto,
genio dcil, uffavel e attencioao sSo os pre-
dicados que ornam o nosao amigo e o
vao renommendar no conceito dos seus
j uriadi jcionados.
Faaemos sinceros /otos, para que seja
de teliz resultado para a patria, para
si e para os amigos, o seu inicio na ma-
gistratura brasileir..; a, congratulando-nos
con) o goveroo que acertadamente o no-
raekju, tambem damos os noaaoi parabens
aos man curien sea pelo juiz que vSo ter.
Que sejam feliaes os ventos que vao levar
o nosso juiz ao porto a qne se destina.
12 de Outubro de 18S6.
Um amigo.
O Dr. Adelino Antonio de Luna Freir,
ofjicial da Imperial ordem da Rosa, am-
mendador da Real ordem militar portu-
gueza de Nosso Senhor Jess Christo, e
juiz de direito privativo de orphcios e au-
sentes nesta cjmarca do Recife, por S.
M. Imperial e Constitucional o Sr. D.
Pedro II, a quem Deus Guarde, etc.
Facn saber aos ijue o presente edital vir m, ou
delle conh- cimento tiverem que no da 12 do cor-
rente mez depus da audiencia deste juiso, na res-
pectiva sala, ir praca para ser arrematada, a
ter? parte do solo em que era edificado o sobrado
de tres andares n. 42, ra do Mrquez de Olmda,
servindo de bsse a quantia de 2.900^000. offere-
cida por Francisco Ignacio de Oliveira. E vai a
praca o requeriinento do Dr. Jos Ventura dos
Santos Beis, pai dos menores D. Anna Emilia
Manados Beis. D. Mariano a Ventura dos Santos
Beis, Manoel Ventura dos Santos Beif, e H nri-
qae dos Santos Beis, consenbores da terca -parte
do dito slo.
E para que chegue ao ennbecimento de todos
mandei passur o pres-nte que ser publicado pela
imprensa e afiizado no lugar do costme.
D-sde o passado nesta cidade do Becife, capital
da Provincia de Pernambuco. aos 7 de Outubro de
1886.
Eu Manoel do Naseimento Pontea, escrivao o
subscrevi.
Adelina Antonio de Luna Freir.
O Dr. Adelino Antonio de Luna Freir, oficial da
Impeiial ordem da Rosa, commendader da real
ordem militar portugueza de Nosso Senhor Jess
C rite, e juiz de direito privativo de orphos e
ausentes nesta comarca e seu termo, por S. M.
I. e Constitucional o Seahor D. Pedro II, a
a quem O- us guarde, etc.
Faco saber aoa que o presente edital virem ou
dellH tiverem conbecimemo, qie no dia 12 do cor-
rnte mez, lepois da audiencia deste juiso na
respectiva sala, iro praca para seren arrema-
tadas as casas seguintes, sob ns. 1, 2, 3, 4 e 5, do
segundo beeco do Aqnino, tendo cada nma 1 porta
e 2 jtnellas de frente, 2 salas e ) quarto, mediado
de largura 7 metros e 20 centmetros, e de funde
3 m-t.os e 3 centmetros, em solo proprio, avaha-
da cada urna em 5005 cujo preco ser "ir de base
ao preco da arrematacae : e vio praca a reque-
rimento da D. Hermelinda Tavares de Aquino,
inventariante dos bens deixa los por sea marido,
Maneei Tavares de Aquino, para pagamento de
custas e mais Hespezas do mesmo inv> otario.
E para que chegue ao conhecimento de todos,
mandei passar o presente, que ser publicado pela
imprensa e afExado no lugar do c >stume.
Dado e paseado nesta cidade do Becife, capital
da provincia de Pernambuco, aos 6 de Outubro
de 1886.
Eu, Manoel do Naseimento Pontes, escrivao, o
sabacrovi.
K-cife, 8 de Oa ubro de 1886. O escrivao,
Manoel do Naseimento Pontes-
Aaelino A de Luna Freir.
Obras publicas
De ordem do Iilm. Sr. engeoheiro chefe,
faco publico que, em virtude da autoosaco do
Exm 8r. vce presidente da provincia, recbese
na secretaria desta repartico, no na 15 do c r-
rente, ao meio dia, propostus em cartas fechadas e
competentemente seilaiai, para a execuco dos
reparos da cadeia de Serinbem, oreados em 480.
O orcament > e mais condicoes do contrato, se
acbam dinposicio dos senbores pretendentes pa-
ra serem examinados.
Secretaria da reparticSo- das obrat publicas de
Pernambuco, em 7 de Ou'ubro de 1886.
O secretario,
JoSo Joaquim de S. Varejao.
B^abilcleajaria do dlatrlclo de
Bol-i ihe
Fura apprehendido e acha se deposit .do nesta
subd. legaca urna besfa ruzia acisentad i ; qusm
for seu dono e justificando-a lbe ser entregue.
O subdelegado,
Alvaro Joaquim de Alem.
MARTIMOS
COHIM\IIIt 1'KEtVtMill < 4\%
DE
^avegaeo Costelra or Vapor
PORTO DO NORTE
Parahyha, Natal, Macau, Aossor, Ara-
caty, Cear, Acarnhu e Camossim
O vapor Pirapatua
BOYAL MAIL STEAM PACIET
COMPANY
0 pacuete Elbe
esperade
do sul no dia l de
cerrente seguiaio
lepois da demora
necessaria para
9. Vicente, Lisboa, vigoe Non
thampton
Para passagena, trete, etc, tract com os
CONSIGNATARIOS
idamson Howic &t.


LtlLtS
Segu no dia 20 de
Outubro, s 5 bortb
da tarde. Recebe
carga at o dia 19.
Encommendas passagens e dnheiros a trete at
3 horas da tai de do dia da sahida.
ESCRIPTORIO
Caes da Companhia Pemambueann
n. 12
de movis, jarros, quhdros, grande quantidade de
miudesas, perfumaras, chapeos do Chile e castor
barrica com fumo picado, eandieiros para gas car-
bnico e muitos outros movis avulsos.
Terca-feira i do eorrente
A's 11 horas
No armazem da ra do Mrquez de Olin-
da n. 19
POR INTERVENgO DO AGENTE
Gusmo
MI,
DampschinTabrts-GeselIschafl
O vapor Pernambuco
Rio de Janeiro e Santos
O vapor Rosario
Espera-so de HAMBURGO,
via LISBOA, at o dial6 do
eorrente, seguindo depois da
demora necessaria para
E' esperado do su' at
o dia 15 do eorrente,
seguindo depois da de -
ora necessaria para
DECLARACOES
Protesto
O abaizo assignado tendo sciencia de
que o teaente-eorooel Fr llollanda lia vallante propala que, as doze
bracas de t-rra qu^ pertenceram anterior-
mente a Bernardino de Senna Souza, hoje
Ihe pert-ncem por urna compra fi".ticia que
fez ao meu sogro Joaquim F-Iippe de Sou
za e sua tnulher L). I lalioa, o abaizo
assignaio vem protestar contra semelhante
pretencio do mesmo tenente-coronel; por-
quanto, a metade desssa doze bragas de
trra ihe pertencem, das quaes est no
dominio e g"Zo, lecebendo os foros e ar-
rendamentos, desde a morte de seu sogro
Joaquim Felippe de Souza.
Maragogy, 8 de Outubro de 1886.
Delfino C. de Albuquerque Buarque.
Anaeahulta peltoral
484
A Academia Medicando Berlim teve perfeita-
mente rasa i em seu juiieioso jalgHmeatn em pro-
nunciar o succi da bnlsamica Anacahuita Mexica-
na como um especifico p -sitivo e iofallivel para
todas as irntacoe8 ou inflmma(oes de garganta
dos vasos bronchios.
Nao ha nenhum chso de rouqudio, tesse, catar-
rho, eycoriaclo da garganta <>u irrtac dos bron-
chios que posan resistir as suas admiraveis quali-
dades anlf-irritantes.
Elle restitue a vnz quaudo perdida ou enflaque-
cida, pelas aeecoes ou seueacoes de asperesa no
palato; fas eesi-ar exp ctoravo sangunea e im-
pede a accuioulaci'j de raucosidaOes nos orgaos da
respirarn que partem d-s pulmoes.
Iuteiramente mu differeute a esses peitoraes
comp>istos principalmente de frui-r^s acres e ad-
stringenteB, etc., finalmente na sua delicada e ela-
borada composicao nao entra o- ndum acido prus-
sico, opio, nem tao pouco ingrediente algum de es-
pecia venenosa.
Como garanta contra as falsificnces, obsrve-
se bem que os nomes de Lanman & Kemp venham
estampados em lettras transparentes no papel
do livrinho que serve de envoltorio cada gar-
rafa.
Acha-se 4 venda em todas ai boticas e lejas de
perfumaras
Agentes em Pernambuco, Henry Foster 4 C,
rua do Commercio n. 9.
' N. 1. E' maravilhosa a rapidez com que
os tsicos, os anmicos, os es mou osos, os de-
bis e os que padecen do peito e da gar-
ganta restabelecem-se d%pois de terem to-
mado a Emulso de Scott.
Crrelo geral
Malas a expedirse hoje
Pelo vapor nacional Espirito Santo, esta
administracao expede malas para os portes do
norte, recebendo imprestos e objtct a a registrar
at 2 horaa da tarde, e cartas ordinarias at 3
horas uu 3 1/2 com porte duplo
Administracao dos correios de Pernambu o, 12
de Outubro de 1886. O administrador,
- v- Affonso do Reg Barres-
Arsenal de Guerra
De ordem do Illm. Sr. major director, distri-
bue-se costuras nos dias 11, 12 e 13 do eorrente
mea s costureiras de ns. 101 a 150, de confoimi-
dade com os auuuncios anteriores.
Seccao de costuras do Arsenal de Guerra de
Pernambuco, 9 de Outnbro de 1886.
Flix Antonio de Alcntara,
Alteres adjunto
Correio geral
O administrador tas publico que esto funecio-
nando as novas agencias do correio de estafo de
Maraval no prolongamento da estrada de ferro do
Recite ao 8. Francisco, com expedicio de malas
diariamente ; e da povoacao de S. Goncalo de
Uaa. na comarca de Rio Formos >, com expedicoea
noa dias 1, 5, 9, 13, 17, 21, 26 e 29.
E bem aaaim, que a correspondencia para esta
ultima agencia deve traaer o endereco de S. Gen-
calo de Una, afiaa de evitar-se que seja expedida
para Una, cidade de Palmares.
Correio de Pernambuco, 11 de Ou'ubru de 1886
Affons-i do Kego Barros
sTTj
Socl da ile Recreativa Joventade
Soire bi-mensal em 17 de Outubro
Communico a todos os senhores convidados e aos
socios que a soire principiar as 7 horas da noite.
Os ingressos fornecem-se em casa do Sr. the-
soureiro e os convites na ao Sr. presidente.
Riga-so simplicidade as toilettes e previne-se
que nao a-i admissiveis aagregados. -
Recife, 11 de de Outubro de 1886.
L, Quedes de Amorim,
Io secretario.
PiYIMlAO
EHFREZ A H. & B.
Grande Compara Eoaestre
DIRIGIDA PELOS HABIS AitTlSTA8
Alm$ida $ Palacios
Lisboa e iianibnrgo
Para carga, pasagens e encommendas e dinhei-
ro a frote tracta-se com os
Consignatarios
Borstelmann & C.
RUADO VIOARIOM.S
i* andar
Contpakbia Bra< llclra de Wae-
gaeioa Vapor
PORTOS DO SUL
0 vapor Baha
Cammandante Silvero Antonio da Sdva
E' esperado dos jrtoe do
norte ate o dia de 13 Outu-
bro e depois da demora in-
dispensavel, seguir para
os ps do sul.
Recebe tamoem carga para Santos, Pelotas
e Grande d i Sul, frete mdica
Para carga, paasgens, encommendas valores e
ratase na agencia
PRAQA DO CORPO SANTO N 9.
United Sutes & Brasil liIS. 8. .
0 paquete Finance
E' esperado dos portes do
sul at o dia 21 de Outubro
depois da demora necessaria
seguir para
Maranhno, Para, Barbados, S.
Thomaz c Xcw-Vork
Para carga, passagens, e encommendas tracta-
se com os
AGENTES
0 M9 raior Allianga
Espera-se de New-Port
News, at o dia 22 de Ou-
tubro o qual seguir depois
da demora necessaria para a
Terca-feira 12 li Obo
\ovidade! semprc Novidade!
Alem do variadiss culo tario a sua f^
ESTREA
a joven
e o artista
M\im THEKEZV
tsta
AUGUSTO MEDEIR0S
Noto palbaco
Novidade!
Stnipre novidade!
Baha, Rio de Panelro, Monte-
video e Buenos Ayres
Para carga, passagena, encommendas e dinheir >
a frete, tracta-se com os
AGENTES
Henry Forster & C
N. 8 RUADO CUMJUJClO N. 8.
1- andar
CO PAMHlb B% UsMAtatB-
RIEW HARITIHEM
UNHA MENSAL
0 paquete Equateur
Commandaise- Lstointre
E' esperado dos portee d.
sul no dia 25 do eorrente,
seguindo, depois da demora
do costume, para Bordeaux,
tocando em ,
Bakar e Lisboa
Lembra-se eos senhores passageiros de tudas
as classes qne ha lugares reservados pora est
agencia, que podem tomar em qualquer tempo.
Fas-se abatimento de 15 % em favor das fa-
milias composta de 4 ptseoas ao menos e que pa-
garem 4 pasragens inteiras.
Por excepcao os criados de familias qne toma-
rem bilhetes de proa, gosam tambem d'este abat-
ment.
Os vales postees s se da at e da 23 pagos
de contado.
Para carga, passagens, encommendas e dinheir -.
a frete: tracta-se com o
AGENTE
\ii 9 RUA DO COMMERUIO-)___
0 nw austraca B- Kemnr
E* esperado dn sul no dia
12 de Outunro, seguindo de-
po.s da demora necessaria
em direitura para Santos,
vulta ido depois para o Rio
de Jan iro
Recebe CHrga e encommendas a frete mdico
tractar com os
AGENTES
JOHNST^N PATER & C.
RUA DO LO .iMERCIO N, 16
Em contiaua^o
Leilo
De i nivel, 2 theodolitos proprios para enge-
nhana, 5 caixas com papel almaco, 10 ditaa eom
champagne e cognac, 1 dita com telogios e jarros
par flores, fizendas e m>Bdrzas.
Terca felra, 9 do eorrente
O leiiu principiar s 10 1/2 horas.
Leilo
De movis, loacas, vid ros, qoadros, relo-
gios de parede, jarros para florea enroi-
tos outros movis.
A SABER
Urna mobilia de Jacaranda, 2 cadeiras de junco
de balanco, 4 cas'icaes e mangas, eandieiros a
gaz para kerosene e carbnico, jarros para flores,
e 1 tapete de sof.
Urna mobilia de junco, 1 piano, 1 rico globo de
cfarystal, 1 lindo qua<*ro com cavalete, 2 relogios
de parede, 1 carteira e 1 prensa de copiar.
Urna mesa da-tica, I guarda louca, 1 appara-
dor, 12 cadeiras de junco, 1 relogio patente, lou-
ca, vidros, talheres, coiberes, copos c oompo-
teiras.
Uut fogao de f-rro novo.
Camas, lavatorios e ours movis.
Terca felra, 19 dn corrate
Agente Pinto
No sobrado da rua do Bora Jess n. 43
Leilo
Terca-felra i dn corre ate
A's 11 horas
A' rua estreita do Rosario n. 24
De 204 libras de manteiga, ein latas pequeas,
35 Utas com cha, 68 garrafas com vinbo do reino
clO caixas cun cerveja, 9 bracos para bsvanc de-
imal.
En eontlnnaeao
De 1 piano, movis diverso*, 1 espelho grande,
I lustre de 8 bracos de vidro, jarros, louca, cau-
ces, perfumaras e outros muitos artigo*.
Ageste loiulo Bapt.sla
Leilo
De facendas, miudesas, molhados, mobilias de
junco, Jacaranda e pao carga, guarda-vestidos,
secretaras, estantee, lavatorios, toilets, cadeiras
e outros omites movis e artigos; no ainuueo
rua de Pedro Affouso n. 43.
Agente Brito
s 10 2 horas
Terca felra Itdo eorrente
Leilo
De urna armscao de amarelli e louro, prnpria
para qualquer estabelecimento, 1 lustre para kero-
sene, carteiras, bal anca, p- sos e msdidas ; lirre de
qualquer imposto Oaraote-se a casa.
Agente Brillo
Miarta felra. 13 do eorrente
A's 10 1/2 horas
Roa da Aurora n. 151.
AVISOS DIVERSOS
Aluga-se casas a 8J0U) no neceo dos Coe-
ibns, junto de S. Goncailo : a tratar na rua da
Imperatris n. 56
'ede-se aos abaixo notados, o favor de vir
ou mandarem rua do Marques de Olinda n. 51.
Pedro Siqueira, Alfandega.
Prederico Vieira.
Manoel, do Banco.
Aluga se os andares superiores do predio n.
51 rua do Impradur, com excellentes accommo-
dacoea para familia : a tratar com N. I. Lidstone,
rua do CoiLmercio n. 10.
Aluga se o 1* e 2- andar da casa n. } i
rua estreita do Rosario ; o terreo de 27 do pa-
teo do Terco ; a tratar na rua do H spicio nu-
mero 33
Cumpra-se algodo era caroco; na prensa a
vapor, no ca-a do Ramos n. 4.
Aluga se un ama i-enta para todo o servi-
90 ; na rua do Livmmento n. 15.
Precisa-se de urna ama que saiba cosinhar:
na rua Nova, pbarmai'ia n. 51
Aluga-se a casada rua do Pilar n. 37, com
6 quart s, 4 salas, cosinha e apperelho tora, re-
construida, calada e pintada de novo ; a tratar
n rua da Imperatris n. 56.
Krecisa-se de oum perita cusinheira, que
c mpre e durma em casa, iirefere se portuguesa ;
a ruada Im. Qu>m piecisar de uji senbora para cosi-
nhar ou para tratar de criancas em casa de pe-
quena familia, dirija-se traveasa de S. Pedro
n 4, 1 andar, que achara com quem tratar.
V nde-ae um boi e carroca : na rua larga
do Rosario n. 9.______^_____________
Pede-se ao Sr. Elisio de Almoida Albuquer-
que o favor de vir Sauto Amaro fabrica de
carvc animal.____________________________
Precisa-se de urna ama para cosinhar e que
nao durma fra na rua do rt> nirel n. 9
Precisa se de urna ama que saiba cosinhar e
engommar para casa de pouca familia ; a tratar
com Joo de Deus, em Olinda, Praia dos Mila-
grea._________________________________________
Vende se urna armaco, propria para taver"
na, ou aluga-se a casa com armaco ; a tratar,na
rua Imperial n. 236. _________
__ Precisa-se de urna cosinheira e de um criado
para casa de familia ; a tratar ua rua do Baras
da Victoria n. 3D, loja. _-J________
18SO0O
Aluga se a casa n. D rua de Riachuello, na
Boa-Vista (antiga do Destino), com 2 salas, 2
quartos, cosinha, quintal, est limpa ; a de n. 6
travessa do Freitas, em S. Jos, por 144000 ; as
chavea achsm-se junto, e trata-se na rua da Guia
numero 62.



Diario tc PeriMimiMii oTer Oriental

Extracto Composto
Escrofalas c todas as Molestias
provenientes deltas e para
DarVigorao Corpo
Purificareo Sangue
AllliTJ
jase
> predio n. 140 na Imperial, proprio
mbelecinento tebril : a tratar na rna 4o
rio n. 34, com J. I. de Medeiros Reg.
ra es-
Aluga-se barato
Roa Viecoode de Goyanna N. 79
Rs* do Rosario n 39.
Ru* de L' mas Valentinas n. 4.
Roa do Bom Ji-sub n. 47, 1.* andar.
Largo do Mercado n. 17, I" ja.
0 armatem da ra do Coronel Snaaiuna n. 141
Roa do Cxlabouco n. 4, 1. andar.
Roa de S. Jos n. 74.
Rna do Coronel Suasauna n. 50, 1 andar.
Casa terrea da travesa de S. Jos n. 23.
Ra da Baisa Verde n. 5, sitio com virei/o.
Trate-se na rna do Commercio n. 5, 1 andar
criptorio de Silva Guimaraes & C.
Luz brilhante, sem Fumo
oleoIratico
Hygienico e Econmico
PARA LAMPARINES
MART1NS* BASTOS
Pernatnbueo
NUMERO TELEPHoNICO : tf 38
Agua florida. Extrabida de flores bra-
sileras pelo seu delicado perfume, suavid
de e suas propriedades benficas, excede
a tudo que oeste genero tero spparecido de
mais celebre.
Tnico americano.- E' a prmeira das
prepararles para a conservacao dos ca-
bellos. Extingue as caspas e outras mo-
lestias espillares, faz nascer os cabellos,
impede que embraoqner>am e tem a grande
vantagem de tornar livres de habitantes as
cabecas dos qae os usam.
Oled vegetal- Composto com vegetal
innocente, preparado para amaciar, for-
tificar e dar brilbo aos cabellos.
Agua deatifricia. Exc]lente remedio
contra a carie dos dentes, fortifica as gen-
givea e faz desapparecer o mo hlito.
Vend-'-se as principaes casas desta c
dade e na fabrica de leos vegetaes ra
da Aurora n. 161.
TELEPHONE N 33
Aluga-se
t casa n 1 roa Lembraoca do Gomes, em Santo
Amaro, tem agua : a tratar na raa da Imperatris
a. 32, 1. andar.
Aluga
-se
barato o primeiro andar e sot cm perfeto esta-
do, na travessa da Lingoeta, hoje ra de Thum
de Souza n. 3. Serve para escriptorio pela boa
ocalidade, entre o correio e asarcisc&o commer-
cial, onde ha grande concurrencia de commercio;
tambem serve para tan lia: a tratar na ra do
Imperador n. 31, armasen) dogas.
Precisase de urna ama para cosinhare engom
mar ; a tratar na rna Velb 75.
Ama
Precisa se de nata ama para andar com duas
enancas, lavar e engommar para as mesmas ; a
tratar na rna da Roda n. 16.
Ama
Precisa-se de urna ama para casa de pequea
familia; a tratar na roa do Paysand a. 19, Pas-
ssgem da Magdalena.______________________
Ama
Precisa- se de nma perfeita oosinbeira ; na ra
do C'abog n. 14, 1 andar, sala da frente.
Anta
Precisa s d<> nma
de peqnrna familia ;
n. 21, Capunga.
ama para eosinhar em ewa
a tratar na rna da Amiaade
Ama
Precisase de nma ama para cosinbar e fazr
mais servicos em casa de p- qjena familia ; na
rna do Araga n 14.
Ama
Precisa se de uti ama de leite, sem filho
tratar na rna da Soledad n. 64.
Ama
Precisa-se de nma ama qne compre e eosmbe
com perfeicio ; a tratar na rna do Bario da Vic-
toria ?. 69, 2 andar.
Ama e criado
Precisa-se de nma cosinbeira e de nm criado ;
a tratar na rna do Bri> da Victoria n. 54, luja
de trastes de Carvalbo & C.
Ama de leite
Precisa-se de urna ama de leite, paga-se bem :
a informar-ce, ra Duque de Caziaa n. 56, pri-
meiro andar, escriptorio.
Pechinchas!
Sao ao etulDieR qne deflnitl va-
nele nao eotraro no prximo ba-
ISBCO
Admirem!
Bonito sortimento de mariposas e fustoes, eores
firmes, a 240 e 320 rs. o eovado !
Nansoks de eores mimosas a 180, 200 e 320 rs. o
ditu!
Linbo- escocezes, novidades em padroes, a 200 e
240 rs. o dito !
Sernetas, as mais finas qne tem vindo, a 320 e
360 rs. o dito !
Cretones fancezes a 260, 280 e 320 rs. o dito !
Sargelim diagonal, tudas as cores, a 240 rs. o
dito '
Popelinas de cores, a 160 e 240 rs., listras de se-
da, barato .'
Liziobas modernas, a 440 e 500 rs. o dito .'
Cachemiras, lindos gostos, a 600 e 700 rs. o dito !
Senda indiana (imitacaol, linda fazeoda, a 700 rs.
o dito !
Irlanda, delicados desenhos, nm metro de largura,
a 800 rs. o dito !
Merinos e cachemira*, pr-tase de corea, a 900 rs ,
1* e 1*200 0 dito !
Setim macan, todas as cores, a 800 eljo dito !
Veludbo de todas rs cores, lisos e bordados, a 1*
e 1*200 o dit !
Cascmir..s ingltzas, de cores, a 1*200 e 1*400 o
dito!
Cberiots, prsto e azul, a 2*500, 3* e 3*500 o
dito!
Casemira .'agonal, a 1 800 o dito .'
Panno inglcz superior, preto c azul, a 2*200 e
4* o dito !
Pecas de cguiilo para cassqunhos, a 3*500 e
4*!
dem de inferior algodio, a 44, 20 ids !
dem de madnpoloes americanos, a 4*500, 55 e
*, 24 ids !
Para as Exrous. noivas, lindas grinaldas e veos,
por 12* e 1.J* !
Ricos cortinado*, todo bordado, cotr.p'eo, por
Jfi .
Lindas guaroicoea de crochets, cadeiras e sof, a
8*1
Bup. or bramante de algodo, qnatro largaran, a
900, 1* e 1*200 o ujetr..!
Atealhado bordaao a 1*400 e 1*800 o dito !
PanM-i df t.rfiriiit.s cures para asesa a600,1*200
e 1600 o eovado!
Coberus de erfones, Indos padres, a 3*800 e
4*.
Leuces de bramante (cama de casal) a 2* nm .'
O Izas finuezas, de cores, a 2*>, e 6* superiores !
Lencts de corta, lindos deseitck, a 2* a duzia !
Seroulas bordadas, de bramante, a 16* a dita !
M'ias mgicaas, brancas e de cores, i .'5*200 e 6*
a dita.
Cainbraia L jrdjid". branca, a 6* e 7*, as melborcs
que tem viudo !
Surtite ato completo de scdinbas de eores, grosde-
naptes, filos bordados, crep, mantitbas, capas
de la, fich*.
(hnmaaotTemos ressoal habilitado.
Vendom n griNKl)s<-ontoa da praea.
3 Hua H|nc de Casias -59
Cano de Cuma & C.
se
'ji.xjing
Alu^nm-se quaitos m"hi hados a 15* mensses'
on fHitio hotel de Caxanga, aesim c< m" t^nnbem
commodos com coinha > d. pendencias para fami-
lia : a tratar na ra Primeiro de Marco n. 25 loja
de joias.
triado
Precisa-se de um criado de 14 a 18 araos ; a
tratar na ra do Pajsand n. 19, Passagem da
Magdalena.
Feitor
Precisa-se 'e nm fpffbr p rtoenez, para traba-
bar em nm itio, dand i se .nteresse ; no caes da
Companhia n. 2, escriptorio
tamarindo ;
numero 34.
Compra-se
na pbarmacia ra larga do Rosario
Alientan
i quem entregar no 2- anoar do predio n. 19
rna las Trinen, iras, tres chaves de cofre, sendo
d.ias menores e nina maiur, as quaes foram perdi-
das na mi'ima roa aa nnite d 2o do corrate
PIM.0 i wcT
le 3X9, 4X9 e 3X'2; venite-ae m arrraria a va-
oor te (Jiimaco da Silva, caes Vinte Doua de No-
7embro p. t.
Pinho resin-
le 3X7 at 3X12.
hnhn branca (n Siicciaj
le 3X7 at 3X12.
Cimento inglez
F^nse
VENDEM
a Irmos
fc C.
A BxnoftirA Central convida o sexo Ms
para o sen tuoito soi:ui'-i.to d>- grvalas, lenjog,
meias, eollaii. hos e pinhis, asann como tem irm
eiplendido e eaqnesiro s. rtirnento de perfumea
raros : na ra larga do Kosario n. 38, Dam io
Lima & O.
Roa do Bru
Alnga-se o 1 2 e 3- ai.dares do sobrado
rna du Brum n. 6i, coa agaa : a f/at.rno mesmo.
padaria.
Attcuditc!
Boqueta da nltum la**M
etc., etc., de Jote HaSMast 1
rna do Bardo da Vict i
Cadeia ao Recife, loja n. 43.
o, para rsasmentot,
o ; a tratar na
Uja a. 20, e rna da
Alujase barato a casa n. 28 a ra da Acnizn-
de ; a tratar na ra Velha d- Santa Rita n. 14,
tobadri, das 8 h .r<-s a innh:l & 1 da tarde.
Predios
Compri-se signos predu s : na rna da Manguea-
ra n. 7
('ttixeiro
Prec'ss-se de uoi >.izeiro de 12 a 16 anao*
na rt6uaca d.) Varadonro, em Olmda.
Peptonas Ppsicas
de CHAPOTEAUT
'harmaceutico de 1* Classe
i
Approwd' pea Junta d'Hygiene do Rio-de-Janeiro. Empregadaa noa
Hoapitaes de Paria e noa de Marlnha
A Peptona o producto de digestao da carne de vacca pela pepsina de Chapoteaut
extrahida do estomago do carneiro e transformada em um alimento soluvel, imme-
diatamente assimilavel, que vae ter a todos os pontos do organismo por meio da
olrculac&o venosa, e alimenta os doentes sem fatigar-lhes o estomago.
0 Vinho de Peptona de Chapoteaut por isso indicado as molestias que
tem por causa as ms digestOes, as affeccoes do ligado, dos intestinos, as
gaatritea, na anemia, na cb.orse; as molestias do peito, na dysenteria
dos paizes quentes, as digettoe* diiftcei$ e laboriosas. Este Vinho alimenta as
creatifas, que nao supportSo a comida, augmenta a secreefio do leite das pessoas
que criBo e torna-o mais rico; fortifica os vtlkos e levanta promptamente as forcas
dos coiwaUtcentes.
A Conserra de Peptona de Chapoteaut, que pode ser empregada interna-
mente e em clysteres, tem o poder de alimentar durante mezes os doentes mais
graves, como os tsicos, que nao possao tolerar alimento algum, os cancerosos, os
que sofirem da bexiga, dos rins e da medulla espinhal.
E'preciso nao confundir as PEPTONAS OE CHAPOTEAUT com outras fabricada*
com carne de caeallo e vegetaes fermentados.
Deposito em Paria, 8, Ru Vivlenne e as principaes Pharmacias.
SNDALO de IHIDY
Approvado pela Junta d'Hygiene do Rio-de-Janeiro
Supprime a Copahiba, as Cubebas e as Injecgoes.
Cura em 48 horas todo e qualquer corrimento. E' da maior
efficacia as affeccoes da bexiga torna as urinas claras por mais
turvas que sejo. Deposito em Paria, 8, ru Vivienne.
8RONCHITES, TOSSES, Catarros Pulmonares,
DEFLUXOS, Molestias do Peito, TSICA, Asmas
COBA RPIDA K CEUTA PELAS
Gottas Livoniennes
TROUETTE -FER,R.E T
COm CRBOSOTB de PAIA, ALCATBAO de NORUBQA e BALSAMO de TOLO
Este preparado, infallivel para curar radicalmente todas as Molestias das Vias
respiratorias, recommendado pelas Notabilidades medicas como o nico efllcaz.
o nico medicamento que a/em de nio fatigar o estomago, o fortifica, reconstitue e desparta
o appetite ; duas gottas pela manh e i tarde bastam para triumphar dos casos mais rebeldes.
DEVE-SE BZIOIR O SELLO DE GARANTA DO GOVEBNO FBANCEZ

Deposito principal: TROUETTE-PERRET, 264, boolf* Voltaire. PARS
Deoojifos em Prrnantbueo : TtLAM M. da SIXiVA O", t as jrindpaM Pnarmacax
Vyv^rWrVVV^vWrVvVVVWv^yWW>
ELIXIR
(Digestivo e*Mt Pepsina, Mantorne e CMorureto alcalinos)
MOLESTIAS do ESTOMAGO e dos INTESTINOS
Dtl annos de successo dmonstrario a superijridaJe deste medlcamenti para excitar o appetite e fazer digerir. CURA :
DYSPEPSIA i VMITOS i DYSENTERIA
CLICAS T ACIDEZ DO ESTOMAGO T DIARRHEA
^t] E'o >n"thor rrciiiiHtHainto para att Vennipan enfraqnevitlus. p^-
VASXZ, Ph", 9. ra Le Paletler. ieposiUri;s ea Pernamhaco : FRAN" M. da SILVA & C'.
C9
0 mu Simpltt. o u/i Rpido e o mala Eficiz dot REVULSIVOS
IND1SPENSAVEL tm FAMTT.TAS e SOS VIAJANTES
USADO NO MUNDO INTBIRO
A Oe MIOLLOT peda aoa 8m^. Medios compradores rae eri>m
c
VERDADEIRO PAPEI HICOLLOT
jue em cada utixa
e tm cada/olba,
Sfu escripia
m Tinta iuearaada
m Firma;
GPPRESSAQ
TOMt
UTAlEHS-MrLn
rloi SiSiifiS EiMt
Mplrtr-ae a fumaos que penulm uu puiiu acanna o symptuuiu nervoso, facilita
a zpeetoraoao'e raroilaa as funecos aoa orga^j respiratorios.
Ta<- csss atasaas m emmm ee S ESiSC e, < na w-Lmart. eB iar%m
___t*t xuonoiem ryrnmtmknti_e-94Sr, H. s(S t'L VA C.____
SM CBmRO NM GOSTO DOS LEOS ORDINARIOS
I de FIGADCS Frascos 1 I I | t^ UN 3 P\ i
iKBACALHAU^lllUiilsUi^S
p.iuoCMtoiiu certa costra a Molestias de Felto. a Tisxca, 5 I?*fc3 3
Bronquitis, Pns5as de Ventre, Toases chroicas, Aleccdcs escroolosas. ^ & ---i *
aHpVR i ENCA. -Exjtra-se no rotulo o avilo-As.u do Estado fiTlgsl 1 feJ
HOGG. Pliarmaceutico, 2. rna Castialioce, PARZ, e pr-incioaes l'iiarinaciac
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f VINHO DEFRESME V>
TNICO-NUTRITIVO
COM PEPTONA
(Carn'i assimilavel)
FERRO E UCTrj-PHOSPfMTO D CAL ATURAES
Sondo o Vinho Defresne'd'nm gosto delicioso, tarn-
beDi o nico reconstituinte natural e completo.
t o mais precioso de todos os tnicos; sob a sua
influencia, desvanecem-se os accidentes febril), renasce
. ip|(etite,fortalecem-se os msculos e voliam as forcas.
Eni|)resa-sccom xito contra a inappetencia.os cres-
ciincntos rpidos, convalescencas, molestias do
estomago (Gastralgia, Gastritis e Dysenteria), e
debilidade, a anemia e consumpcao
DEFRESHE : ferreMio- im Hcspities. ta. Autor da Pancreatin^y
_^ tedas as ghiimagas
Iiuwmcu M. da SILVA & C'.
I11
sfi ll
ir. u
*-A si
SrJ .x'
C(Q .
mM
A'ufta eeol- andar run da R.da n. 17, h.r-
p e cum a uitos cc.mm dos ; a tratar do largo do
Mt-rcodu n. 12.
Apoto provincaesde 7 OjO
Coin|>ra ee npoiiefa prjy;n -ia-8 ; DI ra Duque
de Cazias d. 16, lija.
Os proprietnrios do milito conheeHo estabple"imento de.nomirirln
MUSEU DE JOIAS
oito n roa ds Cabug n. 4, comniunic- m no i (j iael PUBLK^O quo receberam tu
granie aortimenlo <'e joias las n ai boderoaa a apurud<>a guatos, Bomo
b!in it:logioa de todata us t^iiali a todos os vupoi\a vincls Aa h'urup' obj-rt* aniKia e vea leu p>r mttito oienos que ei
outra qualquer parte.
N. 4 RA DO
Compra-e eouro e prata velha.
GAJBtKjiN. 4
Touiein nota
Trilhos para engenhos
W^GONS PARA CANNA
LCOIllliVilS
achfpIsmA completo para en
genho de todos os taannos
Systema aperfeicoado
EpeciJicacZes e precos no escriptorio dos
agentes
Browns & C.
M. & Roa do C ommcreio
N. t Alm do cima B &C, tem caihtlogoade
uu i t implementos necesaarioa agricultura, com
imbm machinas para desean car algodo, moi
ihos para caf, trigo, arroz e milbo; cerca de fer
-o galvariisado excelli nte e mdico em preco, pes
aoa nenbuma pode trepal-a, nem animal que-
iral a.
Aviso
A Sra. D. Mara Arcbanja Cavalcante de A'bu-
qu<*rque, mi da Exm.* Sr.' Baronesa de Vrra
,'ruz, senbora do engenb) Monjopp, queir ter 8
bond.de de mandar p Niisar th a quantia de 3.000 e tantos de zarque
que lhe remetten p*ra alimentxcSo de sua fabri-
ca na rugrnho Tamatape de Flores, nlem disss
quande seu filho Joao Cavalcante foi para Europa
e que ficon a dever-lhe urna letra de J:000(XA)i
tanto, provenienti- ainda de zarque. elle fot a sua
casa fazer-lhe ver isto, assim como se devia con-
tinuar a mandar zarque para supprir a su fabri-
ca, e soas palavras foram estas, que ainda hoje
nao as nega, o senhor pode continuar a mandar
porque a sua divida est segura, porquanto se
ineu filho morrer na Europa en lhe pag>rei, e se
eu morrer primeiro ahi est meu filho para lh>-
paKr, palavras estas que confessou a outras pes-
soas, que mais tiuha dito ; i.lerr. disto a -r.* rtaro-
neca viuva e rica e n tem Albos, nao n'-cessita
portento que a8r l). Mara por meios menos
proprios accumule fortuna para lhe deizar de he-
ranci. Esta divida alem de tudo urna divida
provrniente de zarque para alimeutaco de sna
fabrica e nao dev6 ser igual as outras que V. Ezc.
deizou de pagar.
Novo porto do cano
itn.i do Marqaes do Herval n. 99
Tendo ora consumidor de carvao completado o
nomero de 60 barricns, receben um vigsimo da 1*
part>- da 14 lotera das AUgoas n- 21.947, c se
lhe coube" a sorte grande podi l vir reerber os
cem nmeros de bilnetes, de conformidade com o
annuncio. Neste porto vende-se multo b m car-
vio a 720 rs. a barrica, e aceitam-fe reclamscSes
dos fregueses, quando nao frem bem seevidos na
qualidade do carvao, e nos fretes dos conducto-
rjs.
Criado
No largo do Corpo Santo n. 19,2- andar, se
precisa de um criado que more uo bairro do Be
cife.
Curso preparatorios
O hachare! Francisco Correia L. Sobrinho tem
aborto um cursa de arithme'ica, algebra e geome-
tra : na ra da Matriz n. 7.
t>tv PASTILHAS
1 De ANGELIM & MENTRUZ SO eiJ S2
s m^nKOlr^ZILf.
o* ^/ Sam
ee "T JamJtto*.
3 SB1SBB
r i*Mj^m%^^K^m [ ^
ws ^j^-j31JJhSJ

-y^ es
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mmam. CL V* Ht\ ^~

S5 \\.xk\wt tnl ttim^kW JA wMma *^L^ i
as W \ 1 L CtTj
-* .....II -r:^ O
as [uto2!!v^lje 11
t^ 1 ^*'^asK^ >*sjJ8^WHia^^ O?
-r 0 Remedio mafs efficaz e
a Seguro que se tem deseoberto ato
e>a hoje para expc lir as Lon brigas.
ROOKLAYOL HIERES
Ama
Na vareara
da engfnhca B-mfica, estradr Res) da Torre,
precisa-se de nm ajudante de vacp.'ciro, que saiba
tirar leite e tratar de vaccas ; a tratar na mesma.
Criado oh feitor
Precisa-se de um criado ou feitor ; a tratar na
ra do Cabug n. 12.
Fumo desliado do Ro-Aovo
DE
Frotas Silva &
O meltaor e o mala paro que tem
% Indo a -.i prara
NICOS IMPORTADORES
Costa Lio a & C. Ra do Amorirrjn. 37.
Almeida Machado & C. Roa da Madre de
Dens n. 36.
Jos Antonio dos Santos Roa do Mrquez
de Olinda n. 5 e ra Primeiro de Marco
n. 3.
Precisa-se de nma ama para comprar e cosinhar;
Da roa Vidal de Negreiros n. 134.
Criado
Precisa-se de um criado : no largo da Penha
numero 4.
Vende-se
um terreno com algumas arvorea fructferas, na
estrada de J ao de Barros, fronte i ro ao sitio do
l'r. Ayres Gama, c junto das esracor. da Encru-
zilhada, em chao proprio, tendo de 90 a 100 pal-
mos de frente e 300 aJ!x> de fundo : quem pre-
tender C u.trur, dirija-Si' estaco de TimbO-
As, ou para all envi urna carta com as ini-
ciaes J C. M. C-, indicando a sua residencia para
ser procurado. Para informacoes, os pretendentes
podem dirigir se viuva qne mora no terreno an-
nezo a elle.
Taverna
Vende se una taverna na estrada dos Aflictos
n. 20-A, propria para principiante e com commo-
dos para Lmilia.
Raridade
eopeiro
Precisa-se de um de
14 a 16 annos, na ra
de Riachuelo n. 17.
Ama para eozinbar
Na rna de Riachue-
lo n. 17, precisa-se
de urna inulher que
saiba eozinbar,
$^4^Jardn, das plantas
MONDEGO N. 80
Pretendendose acab ir com as plantas qae est<
m vasos n'este j irdim, yendem-sr os sapnliseiroa.
muito gmndes, e dando fruct* a 240 geiras. muito grandes, para enzertar, a 6^000
iluzia, e sapotieeiros mais pequeos por barato
preco.
Vende-se na rus estreita do Rosario n. 19, qua-
tro colleecoes do Diario de Pernamhaco, relativas
aos annos de 1839, 1840, 1844 e 1847 ; e do Dia-
rio Novo, correspondentes aos adnos de 1841,
1846 e 1848.
Casa no Eneanamento
Aluga se urna casa com 2 salas, 2 quartos, co-
sinha fra o cacimba, nova e aluguel commodo :
a tratar na rus de Pedro Affjoso n. 4, antiga da
Praia.
Tenses loce ou ttoiTrelw do pello t
Os)
Usai o melbor remedio, que o PEl-'l ORAL
DE CAMBARA', e veris como vosso soffrimento
desapparece Vende-se na drogara dos nicos
agent-'s e depositarios geraes na provincia, Fran-
cisco Manoel da Silva C, ma do Marqnez de
Olinda n. 23.__________________ _____________
Elixir carminativo e tnico do
pbarmacenlico Ve as
Remedio que cura dyspepsias, gastralgias e to-
das as perturbacoes ligadis desarraojos de es-
tomago e intestinos. Aconselbado por varios di
nieos dos mais conceituados desta cidade, acha-se
venda ezclusivmente na pbarmacia americana
da A. tu. > tras & C, ra Duque de Cazias nu-
nerr. hl.
Pintura domestica
PHARMACIA DE
Heniles de Souza Pereira i (L
Successores
Recebeu grande sortimento d'esta ezcellente
tinta de todas as cores e em latos de 1 a 5 libras,
que continuam a vender por commodo preco.
Qualquer pessoa (menino ou criado) pinta cerr.
perfeico.
Com esta tinta podem todos com p'uco dispen
dio conservar suas casas simprc limpas.
Roa do imm le OlitUa i
Cal de Lisboa
muito nova ; vendem Palraeira & C r*a largr,
do Rjsarit n 27.
Atten^o
0 cap icho da Moda
Pra^a daladeisearlencia 4 e '8
Recebeu novo sortimento de flores, plu-
mas e outros enfeites para chapeos.
Pede s Exmas. familias que se dignem
de vir apreciar o que iia do mais gosto e a
precos muito reduzidos.
Professora
Urna senhora com algumas babilitRCes pro-
poe-se a ensinar em engt-uho ou em arrabaldes
dessa capital ; a tratar ua -ua estrena do Rosa-
rio n. 43, 3' andar.
Alhncao
Agente Burlamaque
Vende s tres casas terreas em U.inris, sendo
dnaa ra do Arop.ro e nm>i ra Nova, em
rr-no pro jrio, o m muiros c ira od f- ito es'ado de cona'-rvaca >; a tratar e inform r-
be c-m oauen'e Barlamnque i. tan do Imperador
D. 21, ou nu UIiikIi cusa junto a Cadeia do Aiju-
be, M Candi M Gu des Alcoforado.
Epeiras de peperi
Vende-se na na da Guia n. 62, cm pirco e a
rstalbo.
Pre-isa se do ama ama. p ra eosinhar ; na tra-
vesa dos P res a 5 (G. riqniti).
<\:ii!iotmlio
Cundido Lali' < de Azev--d", a este senhor
(p> de s<- o obsequio de \ir ra Direila o. 16
Veuoo Braceo)
Nao podem ser vendidos os hens do finado ma-
j,.r Custodio Floro da Silva Fragoio Bem seren
psrtilhados pelos i<-g timos herd iros do eassl pa-
terno, sendo milla qualqmr vinda.
Campia Grande, 29 di; Setembro d" 1886.
Maiiotl Sabino da Costa.
Luz elcclriea
Vende-se um appaielho de illuminaco electr-
cii, e ntido um rlyr'in' Siemens, machina a
vp^r, urna lsmp^da de arco, c >m inlensidude de
2.0IX) '-elas, c duas de 1,( 00 velas cada urna, com
"8 Competentes ampt s. flus i lectricos, ii-oladores
e de mala accessnri's, tudo es eriin-ntado e cm
bous condic'-a de eons.rvt.cilo : a tratar no es-
criptorio da companhia do B beribe, rna do Im-
M-rsaoru. 71.
Pedc-se ao Sr. ('ai los Ribnru o obsequio de vir
4 ra do .lardim u. 27, ou anuuncic sua n-ridencia
para ser proeriado. wf ________
Boa inorad;.
Alnga-se a casa Urna com sota, naoitaodc
Terco u. 81, lado da s< robra ; para ver, as chaves
eiii> na casa n. fO, c para tratar, na rna do Pilar
r. 56, taverna, at us 11 huas da macha, ou de-
sos das 4 borts da tarde.
Mario Magdalena Jujme alvoo
FrKiici.-ci V valeaute J Tm- halva l-re/-
c Jote Jaymi- Gho, su mnh-r, sirts irmaos c
cimbados, aRi r i.limnfe n t. dos oa
am'gos q>ie se rii.rnaraii) con panh'ir :u cemite-
rio publico os restos mortaes d- mis presadissima
esmpre ch rada espesa, mili e sojrr, Maiia
Magdalena Jaymo Glvao, e ai da Iht s pedem
Cridoso favor de assistiiem as mistas que por
t>ua alms manam eelebrar na m.triz do Corpo
-anto, no dia 12 do corrate, stimo de seu pas-
san- nto, s 8 horas da manhii, pelo que xs scrao
eternamente rrd'cidos. _______
\
1
NCabeileirelrt
Participa aos sens amigos e fregueses que dora
em diante ser encontrado no Salo do Commercio,
de Joo Rodrigues de Almeida, situado ra do
Cabug d. 2-D, onde contina a d.-sempenhar
com toda promptiriSo os roisteres de sua arte.

v


y'


Mario de Pmianihiiw---Tcr^a-feira 12 do Ontubro de ISS6
-







Registrada
Cahirgem de Jaguaribe
Abri se ra do Bom Jess n. 23,
um armazem onde se vende constantemen-
te a superior cal virgem de Jaguaribe,
acondicionada ero barricas propriaa para o
fabrico do assucar.
Esta cal, em nada inferior que nos
vem do estrangeiro, vendida p*lo preco
fixo de 6(5000 a barrica por contracto que
fez o Sr. Vicente Nasc-imento cotn o Sr.
Jos Costa Pereira proprietario do engenho
Jaguaribe, cajas pedreiras Ihe d o nome
E' encarregado da venda nicamente
cesta cidade o Sr SebaBtiao Bezerra,
com escripturio ra do Boro Jess n. 23.
IMULSAO
DE
SCOTT
DE OLEO PURO DE
Figado de bacalho
COM
Hypophosphitos de cal e soda
Approvada pela lunta de Hy
gleae e auorlada pelo
governo
E' o melbor reir dio at h' je deocobcto para a
tnica ttroncbtlew. en ophulaa. ra-
cliilt*. in'iia. enllliiailr em (eral.
defloxim, soae riinmica e affeccAei
do pello e da tartsr.iH.
E' muiro superior ao oleo simples de figado de
bacalho, porque, alm de ter cb-iro e sabor agr-
daveis, possue todas as virtudes medicinaes e nu
tntivas do oleo, alm das propriedades tnicas
reconstituinti s dos hypophospbitos. A' venda na*
drogaras e boticas.
Deposito em Pemambuco
VENDAS
I82,Bordoaux: Kedalta da Bronn;
L!ois; Mtda ha de Prata ; Rocha-
lort : AertfJO / aVd*7Aa de Prtt*.
grande moae'o.. 1883, Amsterdam:
Hdtlha de Pratj Jouraj*. 1885,
Expoaico da 1 rabalbo: Adm o
FliWUN
Alimentario Rica.
i B f nieiiici aro ^ts 9 pissikaUsi.
A rAJtlWHA MIitN o rr.ellior auxiliar
da ama de lcitenaaliiuen'.va'_Mi '^crianciunas.
Experimentada coto o 'i;^.lior exiio as Orcches,
HosplUes e AaykKt, Juenins para as enancas,
pessoas Idossa, fricas e as que .-'itTroni'ue
ftatu-ltls, Clasti jli las, Molestias <1 Intes-
tinos, Priado e Ventre rebeldes, e todas
as AJfQcQfce to n5o permittera ao estomago
siipport.tr a aUnie;. saina para a pro-
duccao .la torca e da sondo.
ETiih a'lsRCA REGISiRlDA : A YJSBEJI
Pliarmacia ttCI.X,erri BurilrauaelFnnft)
SB Vn-imSuc-.. iTau'- it. da Silva *. c*.
yROBDGTOS EHGI.0GIG0J
ae ULYSSE ROY, cm Poit:ers tiss\)
BmllePROUST, Swr- & Genr
Je
\ Parrme snantloo ao tuna oa soara<
a Bando lEssenciaMCogiia" -100fraseos bCOfe
* PArhuDMptntodosoalaoore j 100 frtaeo. 300 ta
a Kssencia ieRhumondeTa'ia. os ItOfrsMC* <-OOv>
Depositarios em ^rt-ftasteo t
*<3ifie t. C*
............
# Medalha de Ooro na Exposicao nniTersaJ ISIS w-
a BOROtO (FMNCA)
-a) Depcslkt em todas tanda de Comtttiblit.
...............

aai
Of|
dio ao tost
a bella alvura vapo-
rosa fue fez a reputado
das te/eza t/a lntigwua.ee.
I_. PANAFIEU Cta
^at-ia, rus ociscJiouart, 70.
tWsitriieaPrMiiioi/co ;Truc"M-toBZ.TA a0a.
Viiilw puro de Collares
Jos Pernandes Lima & C tendo rcabido urna
partida deste espeeial vinho. vendem em barris de
dcimo, assim como engarrafado a 6#500 a do-
ria .____________________
Pillas pnrgaiivas e depurativas
de Campanha
Estas pillas, cuja prepanico puramente ve
getal, tecm sidj por mais de 20annosaprofeitada
com os melhores resultados as seguimos moles-
tias : affeccea da -^elle e do figado, eypnilis, bou
Mes, escrfulas, chagas ioveteradas, erysipeUi e
gouorrhas.
Hoiio de asal-as
Como purgativas: tom<--se de 3 a 6 por dia, be-
kendu-se aps cada dse um pjuco d'agua acoca-
da, cha ou caldo.
Como reguladoras : tome-se um pilula aojantai
Eetaa pilulas, d'f invengao dos pharmaeeuticoi
Alioeida Andrade & Fdhos, teem veridictum do
Srs. medico* para sua mnlbor garanta, toroaodr-
ae mais rec^mmendaveis, por serem um segn
purgti/o e de pouca dieta, pelo que podem ser
asadas em viagem.
A( HAM-SE A' VENDA
> drosarla de Varia W..lrliiho A C.
^1 RA DO MABQUEZ DE ilLISUA 41
SllIHflBari
Aloga-se ou vende-se um gr-ude sitio no Bar-
ro, frrfcaasin de At.igados, com muitos arveredoa,
dandi tre'0 tendo duas casas de taip, lugar
mito fie-cn, sendo o pr ?o da venda muito bara
so, e pelo aloguel de 1 1- andar n. 22, i ra laiga do Rosario.
"Ensino primario e secundario
Vende se duas paites do engenho Forno da
Cal, m Olinda, no val r de 6:000, ou permuta-
se por eosn no Recife, ou sitio em teberibe, que
fique a margem do rio ; muito frtil para canas e
todo qoanto lavouras, boa baixa para capim.
sitio de coquei -os, gmnde pedreira para o fabrico
de cal, bom barro para tijolo e te'ha, matas para
Irnha, grande proporces para criar, para o que
t> m bom parto, que onde sustenta-se todo o
gndo e vaecas de leite desta cidade ; a tratar no
tnesmo sitio defronte da igreja de N. S. do Gua-
dalupe. ____________^__
A RevoluQo
M.4
A' ra Duque de (Jaxias, resolveu vender
os seguintes artigos rom 25 /0 de me-
nos do que em outra qualquer parte.
Cachemira bordada de seda a IJoUO o co-
vadj.
Merinos de cores a 900 rs., 1*000 e 1*200 o co-
vado
Merinos pretos a 1*200, 1*400, 1*600, 1*800 e
2*('00 o covado.
Velludilbos lisos e lavrados a 1*000 e 1*200 o
oovado.
Palha de seda a 800 rs. o covado.
Lis com listrinhas a 600 rs. o covado.
Qiosdcoapoles pretos a 1*800,2*000 e 2*500 o
covado.
St-tms damass a 320 rs. o covado.
Zephiros com desenhos modernoB a 240 rs. o
covado.
Laobos escosseres a 240 rs. o covado.
Gaze com bolinhas de velludo a 800 rs. o co-
vsdo.
Zephiros lisos a 100 ris o covado.
Ditos lisrrsdos a 20J t$ o covado.
Chitas finas a 240, 280, 300 e 320 ris o co-
vado.
Cretones finos a 360, 400 e 440 ris o co-
vado.
Baptistas finas a 200 ris o covado.
Naosuc finas com 3 padroes lindos a 300 ris o
covado.
Las com mselas de seda a 700 reis o covado.
adineras com desenhos lindos a 320, 360, 400 e
440 ris o covado.
Ditas lavrsdas a 500 reis o covado.
Das lisas a 400 e 500 ris o covado.
Kustoes de con s a 320 rs. o covado.
Enxovaes para baptisado de 9*000 a 18*000
um.
Colchas bordadas a 4*, 5, 7*, e 8*010 urna.
Ditas brancas a 1*800 urna.
Cubertas de ganga a 2*8U) urna.
Lencoes crneos a 1*8"U um.
Lencos de 1*200 a 2*0O a duzia.;
Toalhas felpudas a 4*000 e 6*iKX) a duzia.
Bramante de 3 larguras a 900 ris a vara.
Dito de 4 ditas a 1J200 a dita.
Dit de linb a 2*000 a dita.
Cobertores de l a 4*. 00 e 7*000 um.
Fecbs de l a 2*000, 3*000, 3*500, 4*000,
e 4*500, 5*000 e 6*500 um.
'Chales fiuos de 5*000 a 9*000 um.
*Setins maso a 800 e 1*200 o covado.
" Cortinados bordsdos a 7*000, 9*000 e 16*000 o
par.
^sparlhos de ciuraca a 4*000, 5*500, 6*000
e 7*500 um.
Ouardanapos de linho a 4*000 a duzia.
Madapoloe gemina de ovo e pe le de ovo a
65'JU a peca. ___
niIlTl I de meia a 800, 1*000, 1*500 e 2*000
urna.
Seroulas de bramante a 1* e 1*400 urna.
Flanella branca a 400 ris o covada.
Casemira diagonal a 1*800 e 2*500 o covado.
Cortes de casemira a 3*000, 5*000 6*000 e
7000 Din.
Camisas de linho a 30*000 a duzia.
Brim pardo a 320, 360, 440 e 500 ris s co-
vado.
Linn com salpicos a 500 rs. o covsdo.
Fustoes brancos a 360, 440 500 e 640 ris o
covadu.
Panno da costa a 1*400 e 1*600 o covado.
Dito admascado a 1*800 o covado.
Esguiio amarello e pardo a 500 rs. o covado.
Cortinados de crochet a 24*000 o par.
Henrique da Silva Moreira.________
Fazendas brancas
SO' AO NUMERO
ao roa da Iaaperatrlz lo
Laja do barateiro
Alheiro di C-, roa da Imperatris n. 40, ven-
dem um bonito sortimento de todas estts faxendat
abaizo mencionadas, oem competencia de preces,
A SABEK :
AlgodaoP-C de Igodczinho com 20
jardas pelo' barato preco de 3*800,
41, 4*5(0, 4* U 5J, 5*500 e
MadapoloPecas de madapolo com 24
jsrdaa a 4*500, 5*, 6* at
Camisas de meia com uatras, pelo barato
preco de
Ditas branc s e cruaa, de 1* at
Creguella franceza, fasenda muito encor-
pada, propria para lencues, toalhas e
ceroolas, vara 400 rs. e
Cerou as da mesma, muito bem fetas,
s 1*200 e
Colletiuhos r?a mesma
Bramante francs de algodao, muito en-
corpada, com 10 palmos de largura,
m^tro
Dito de linho ingles, de 4 larguras, me-
tro a 2*500 e
Atoaihado adamascado para toalhas de
mesa, com 9 palmos de largura, metro
Cretones e chitas, claras e escuras, pa-
drees delicados, d 340 rs. at
Baptista, o que ba de mais delicado no
mercado, rs.
Todas estas fasendas baratsimas, na cctheci
loja de Alheiro & C, esquina do becco
dos Ferreiros
6|50
12*00<
800
1*800
500
1*600
800
1*2
9|8(K
1|800
400
200
Diurno e forliirno
O (MX'> assiKuado coniina a lecciooar pri-
saeiras I- tras, purtut uez, francs, antbmetica,
retborica e nutros preparatorios,
residencia ra do Mrqaez
em c"a de su
de 01 .ida n. 1, le-
ra zoavel.
08.
fondo andar, me ante remunerCa> i
Pelio Estellita C Li
^Capunga
Qaartos mobiliad. s, indep ndentes ;
oa i ra Nova n. 21.
traUr
Vlgodao entestado pa-
ra ciH'oes
A Oo r. e 1*000 o metro
Vende-se na loja dos barateiros da Boa-Vista
n rodo para lencoes de um s panno, com 9 pal-
1 s de larpuraa 900 rs., e dito cdcb 10 palmos a
00 o metro, aasim come dito trancado par
malhas de mesa, com 9 palmo ae largura a 1*20<>
i. otro, lato na leja de Alheiro t C, esquina
do ecco dos Ferreiros.
MERINOS PKETOS
A 1*200, 1*400, \*&>0, 1*8 A beiro & C, A ra da Imperatris n. 40, ven
dem muito bons merinos pretos pelo preco acm
dito. E' pecbineha : na loja da esquina do bec-
co d< s Ferreiros.
EspaKIlhoa
Na loja da ra da Imperatris n. 40 vcude-se
muito bons espartilhos para senboraa, pelo prec
de 5*1)00, assim como um sortimento de roupae
de casimiras, brius, etc., isto na loja da esquina
do becco dos Ferreiros.
CASEMIRAS INGLEZAS
A 2*800 e 3* o covado
Alheiro 4 C, ra da Imperatris n. 40, ven
dem um elegante sortimento de casemiras ngle-
zaa, de duas larguras, com o padroes mais del
cados para costume, e vendem pelo barato prec.
de 2*800 e 3| o covado ; assim corno se encarre
gun de mandar faaer costumes de casemira a
5*, sendo de paletot acco, e 35* de rraane,
grande pech>ncha l na loja dos barateiros da Boa
Vista.
BRIM PARDO LONA
A 820 rs. e covado
Os barateiros da Boa-Vista vendem urna grandf
porco de brim pardo lona, por estar com pniici
po de toque de mofo, pelo barato
rs o covado, grande pechincha ;
qnina do becco dos Ferreiros.
Bordado* a IOO ra. a peca
A ra da Imperatris. n. 40, vende-se pecas de
borda .o, dous metros cada peca, pelo barato pre
co de 100 rs., ou em cartio eom 50 pecas, s^
das, por 5|, aproveitetn a pechincha ; na Iqj
esquina do beecc dos Ferreiros_________
Oleo de mocat
8n erior e sem falsitleacao : vende Luis Jo**
da Silva Guimares, roa do Commexcio n. 0.
Camisas nacionaes
A aiaoo. aaooo e s*5oe
32=- L ja i ra di Imperatris ss 83
Vende-se ueste novo estahelacimento um gran
de sortim-uto de camisas brancas, tanto de aber
turas e panhoc d linho como de algodSo, pelos
baratas p-ei,os de 2*500, 8* e 4*, sendo tasendi,
muito nvrtlhor do qu>' as que veein do estrangeiro r
taiaiw mais bem feitas, por serem cortadas por
um bom artista, especialmente camiseiro, tamben
se manda fazer p ir encommendas, a v intade do
fregueses : na nova loja da ra da Imperatris n
31, de Ferr ira da Silva.
Ao32
Nova loja k tur 'as
t Ra da luipe = '
DE
FERREIRA DA S^VA
Neste novo estabelecimento encontrar o rr
p jitavel publico cm variado sortimento de tasen
das de todus as qualidades, que se vendem poi
oreos baratissimos, assim como um bom sorti
ment de r< upas para homens, e tambem se man
da tazer por encommeudas, p r ter um bom mes-
tre altaiate e completo sortimento de pannos finoi
casemiras e brins, etc
Hoaps pare uomens
asasna da Imperuirls-JI
Loj'a d Pereira da tiilva
Neste estabelecimento vende-se as roupas aba)
zo mencionadas, que sao bs- ...as.
Palitots pretos de rW aiagonaes e
acolchoados, sen.io tacenaas muio en-
corpadas, e forrados 7*00i
Ditos de casemira preta, de cstdao muito,
bem teitos e torrados 10*001
Ditos de dita, fasenda muito melhor 12*0m
Ditos de flanella azul sendo inglesa ver-
dad i ira, e forrados 12*'*
Calcas de gorgorito preto, acolchoado,
sendo fasenda muitc encorpada 5*50
Ditos de casemia de cores, sendo muito
bem Litas 6*50-
Ditas de flanella inglesa verdadeira, e
muito bem feitas 8*0U
Ditas de brim de Angola, de muleskim e
de brim pardo a 2*, 2*500 e 3*(K'
'ernulaa de greguellas para homens,
sendo muito oem feitas a 1*200 e 1*6U
Colletinhus de greguella muito bem feitos 1*01*
Assim como um bom sortimento de lencos d<
l'nho e de algodao, meiaa cruas e collarinbas, eU
to na loja oa *ua da Imperatris n 8v
de, nelloetaa e litaliilia a SO
ra. o covado
Na loja da ra da Imperatris n. 32, vende-i
um grande sortimento de uatoes braneos a 6&
rs. o covado, lazinbas lavradas de iurta-cores
f> senda bonita para vestidos a 500 rs. o covadi
e setinetas lisas muito largas, tendo de todas ai
cores, a 500 is. i covado. pechincha : na loj
do Pereira da Silva.
.litodaoBl/ilio francs para lence
eoo ra.. i e lioo
Na loja da ra da Imperatris n. 32, vende-s
superiores algodSozinbos francezea com 8, 9 e 1
palmos de largura, proprios para lencoes de ut>
s panno pelo barato preco de 900 rs. e 1*000
metro, e dito trancado pa a toalhas a 1*280, a
sim como superior bramante de qnatro largura
para lencoes, a 1*500 o metro, barato na loj>
dj Pereira da Silva.
Itoupa para meninos
A -ti. liaos e 4
Na nova loja da ra da Imperatris n. 32, s
vende um variado sortimento de vestuarios prc
prios para meninos, sendo de palitosinbo e calo
ii ha curta, feitos de brim pardo, a 4*000, dito,
de moleequim a 4*50C e ditos de gorgorao prett
emitaudo casemira, a 6*, sao muito baratos ; m
oja do Pereira da Silva. ___ ________
A' Florida
Roa Ruque de Casias n 103
Chama se a attencao das Ezmas. familias para
os pr. eos seguintes :
Luvas de seda preta a 1*000 o par.
Cintos a 1*500.
Punhos e collarinhos de cores para homem a
l*00ii.
dem para senhora a 1*500.
Grampos invisiveis a 60 rs. o masso.
Lavas de seda cor granada a 2*, 2*600 e 3*
o par.
Suspensorios p ra menino a 500 rs.
dem amer.canos para homem a 3*.
Metas de Escossia para enanca a 240 rs. o par.
Lequcs de papel com correte al*.
Fitas de velludo n. 9 a 600 rs, n. 5 a 400 rs. o
metro.
Lencos de esguiao a 1*500 a dunia.
Albuns de 1*500, ?*, 3*, at 8*.
Ramts de flores finas a 1*500.
Luvas de Escossia para menina, lisas e borda-
das, a 800 e 1* o par.
Porta-retrato a 500 rs., 1*, 1*500 e 2*.
Pentes de nikel a 600 rs., 700 e 8" O rs. um.
Rosetas de brilbantes chimicos 200 rs. o par.
Guarnicoes de dem idem a 500 rs.
Anquinbas de 1*5M), 2*, 2*500 e 3* urna,
Plisss de 2 a 3 ordena a 400, 500 e 600 rs.
Biccs de cores com 12 jardas e 2 1/2 dedos de
largura a 3* a peca.
dem com 4 dedos a 4*500 a peca.
Espartilbo Boa Figura a 4*500.
Ide. La Figurine a 6*000.
Bicoa de aleos com 4 e 5 dedos de largura a
2*500 a peca.
dem eatreitinbos com 10 metros a 800 e 1*000
a peca. ...
Pentes para coco com inscripcao.
Para toilet
Sabio de areia a 320 rs. um.
dem phenicado a 500 ib. um.
dem alcatrao a 500 rs.
dem de amendoa a 300 rs.
dem de alface a 1*000.
Agua celeste a 2*000.
Agua divina a 1*500.
Agua Florida a 1*000.
Mac eos de seda a 100 rs.
Meias brancas para senhora a 3* a duaia.
BARBOSA & SAMOS ____
Coeheira a yenda
Vende-se urna coeheira com bons carros de pas-
seio, bem localisada e afreguesmda, por preco mui-
to mdico em razio de sen dono oio poder admi-
nistrar por ter de fazer urna viagem : os preten-
deres acharao com quem tratar ra do Duque
da Casias n. 47. ____
WHISKY
HOY AL BLEND marca ViADO
Este eiceMente Whisky Escesscs prefenv
so cognac ou agurdenle de cao na, para fortifica
oorpo.
Vende-se a retalbo nos tu Iberes armasen*
oolbados.
Pede HOY AL BLEND marca VIADOcojou
ne e emblema sio registrados para todo o Brasi
bftOWVN V C, agentes
Novas ls.nhuS
A 8tO e loo res o corado
Acabam de chegnr para a loja da ra da Im-
peratris n 32, um grande e bonito sortimento de
lisiabas de cores pa.a vestidla, sendo fseoda de
mmta phantasia, com cores claras e escuras, e li-
quidan) se a 320 e 400 eis o covado, por haver
grande porcio na Iojh de Pereira da Silva.
Malvasia
Vinho proprio para sen-horas
Em barris e a retalbo : P cas Mendes & C, i
ra estreita do Rosario n. 9.
Teeidos de linho
A &00 rs. o covado
Na loja da ra da Imp. rtns n. 32, vende-se
um bonita sortimento de tazrndas de linb} para
vestidos, tendo largura de chita fnnecza, com
muito bonitas crea e palminhaa bordadas, pe-
ehincba a 500 reis o covado, na loja oe Pereira da
Silva.
Cal triolet e victoria
Vende-se um cabriolet e urna victoria em per-
feito estado de conservado e por pr'Co medico :
na coeheira n. 16 i ra do Duque de Casias.
Papoula k 0.
N. 18--1HO CHr-118
Tem
Luvas de pellica, pelle de cao, camurca, seda fio
d'Escossia e casemira.
Agua florida e rricofe.ro de Barry.
Sabonete diversos e curativo de Renter.
Cambraias lisas, bordadas eabertas.
Camisas e ceroulas de flanella e meia de li.
Camisas sem collarinhos e sem punhos a/c c/p
c/c e c/p.
Collarinhos punhos, meias, plsstrons, mantas,
gravatas de laco.
Lencos, espartilhos, penteadores em cambraia,
vestidos de cambraia bordados, bdcas tapetes, fi-
xs de seda e de li, casacas elsticos, casacas de
casemira greoadine de seda o todas de seda.
Alpacas de seda a 600 rs o covado.
Canea
Vende-se urna canoa em bom estado de conser-
vacio : a tratur ao escriptorio da companhia do
Bebeiibe, ra do Imperador n. 71.
Maduro
Vinho puro da uva
O que pode haver de melhor para mesa, em
barris e a t- taino : Poces Mendes estreita do Rosario n. 9.
VAPOR-
e moenda
Vende-se um bom vapor e moenda com pouco
oso ; a ver no engenho Timb ass, muito per to
da estaco do metmo nome ; a tratar na ra da
mperador n. 48, 1* andar.
Serrara a vapor
Caea do Capibarlbe n. 98
N'esta serrarla encontrarSo os s< nbores trege-
les, um grande sortimento de pinhj de resina de
inco a des metros de compnmenco e de 0,08 a
i,24 de eaquadros Garante-se preco mais como-
io do que em outra qualquer parte.
Francisco djr Santos Macedo.
Allenrio
l'inlio de Riga
Acaba de ebegar pelo brigue Atalanta um com-
pleto sortimento de pinho de Riga da melhor qua-
idade e de diversas dimensoes, como sejam:
4 X 12
4X9
3 X 12
3 X 11
3X9
2 X 12
e tabeas da mesma madeira de 1 e 1*1/2 polle-
Vendcm MATHES ASTIN & C, & roa do
lomnaercio .18, 1 andar, ou no caes do Apollo
51, por precos commodos.
e Doivas
Encontrarlo sempre na Graciosa, i roa do Cres-
po n. 7, urna variada colleccio de objectos pro-
prios para casamento, como sejam :
Capellas com veos, de 5* a 25*000.
Grinaldas de flores de larangeira a 5* e 6*.
uigas de seda bra ca a lf e 2*i 00.
Luvas de pellica branca para senhora a 2*500
o par.
Ditas de dita para bomem a 3* o par.
Meias a bertas de fio de Escossia para senhora a
*000 o par.
Ditas de seda branca para senhora a 8*000.
Ditas de fio de Escossia, brancas, para homem
a 1*500
Leques brancos de setim, de 6*, 10* e 15*000.
Gravatas brancas de cambraia a 800 rs.
Ditas ditas com laco a 1*000.
Ditas de setim branco a 1*500.
Ruarte sfc C._________
"GRANDE
pr- co de 82i
na loja da es
ora-
da
Vende se urna casa de molbados, atre jara o mato e para a praca. no largo do Merca-
do : o pretndeme jde dirigirse ao mesmo largo
do mercada n. 11, que achara com quem tratar.
Vimos eviuvas
Poderio ir Graciosa, 4 ra do Crespo n. 7,
que acharao sempre artigos proprios para luto,
taes como :
Leques pretos de papl, setineta e setim.
Volas, brincos, pciseiras e broches pretos.
M. ias pretas, fitas, bicos de linho, li e eeds
pretos.
Guarnicoes para camisa de homem.
Cadeas de fita, retros e metal, pretas.
Meias pretas para criancas.
arle C.____________
-tdvldade* do Em-iowlco Central, a
ra uirua do Honnrlo n. SS
Meiaa de fio d. Escosaia, p-ra senhora
Ditas cruas brBiicas, para senhora, rs.
Kxtract.. Prt'vine
dem Th--o1oro
B-quet Carlos Gomes
dem GuarHiiy
Linbas par machina, rs.
Meias, fin de seda
Burdados por to o o preco.
Esposlcio Central
Ra larga d.i Koeario numero 88
Aproyfitcm!!
Vende-se o p'edio n. 7 na segunda entrada do
Campo Alegre ; quera detejar, dirij* e i travs
sa dus Artisias n# B, em.^anto Amaro das Sali-
1#K)
MI
2*()0ii
2A
2*"00
2*0mi
80
600
Expsito central rna larga do
Rosario n..'8
Damiio Lima & C, cnamam a attencao das
Exmas. familias para os precos seguintes :
Carreteis de 200 jardas i 80 rs.
Pecas de bordad'>s de 200 a 600 rs.
Di'ae de um palmo a 2*5tX) e 3*000.
Fita n. 80 para faza a 2*500.
Leques reg-atas e D. Joaunita a 1*000.
Frascos e extractos de Lubin, grandes, a 2*000.
L. ques & D. Lucinda C"lho a 6*000.
Toalhas felpudas a 500 600, e l*iO0.
Ouzia de meiaa pura h'mTn a 3J0OO.
Ditas para senhoms a 3*000.
Luvas de Pda a 2*000.
Meias de fio de seda para menina a 1*000.
Ciilnriiih .s de hubo a rit'O rs.
Ditos de algonio a 320 e 400 rs.
Macos de grampos a 2 re. __
PtC1"' ^e corilio p ra vestido a JO rs.
Hviaiv is grandet a 320 rs.
Grampos invisiveis a 60 rs.
Um leque de setim (m.vidade) a 6|500.
Ricas bolcinhMS de nmdreperola de 1*500 i 6*.
La para bordar 2*800.
Urna CMP.lia e vn d. 15*0O, por 12*000.
Um eepelho Be mol lora pir 5*500.
Urna pul' ira de fita par 1*200.
Pliat a 4(10 r 60 Urna boucca grande le cera por 2*500 e 3*000.
NA EXPOSIQAO. CENTRAL
58-Rua Larga de Rvaario38

05
Oa
02
T*s
Z02
Chapeos e chapelioas
36 A40PBAUA DA INDETBHDEIA--36 A 40
8. S. CARVALH0 & C.
Proprictarios deste bem conhecido 'estabelecimento paatecipam
as Ezmas. familias e ao publico em geral, que mensalmente recebem
das principaes casas em Pars e Manchester o que de melbor e de
apurado gosto ba em chap linas e chapeos para senhoras e meninas
e das primeiras fabricas de Hamburgo o que ba de melbor em cha-
peos para homens e criancas, e muitorf outros artigos concernentes
chapelaria.
Flores artificiaes para ornamento de salas.
02
S=JD
V2
t
THES0URAR1A
DA
mm u tmm
Aeha-se yenda a 5a parte da Ia lotera a
benelieio da Santa Casa de Misericordia do
Recife qne se extrahir quinta-feira, 14 de On-
tubro ao incio dia pelo segninte
4,000 bilhetes a 160000
Beneficio, sello e commis-
s2o......
3a4:0OO|5O0O a centena em que sabir
o terceiro premio
69:060^000 2 Approxima5oea do
-------------------- i 2:0000000 para o pri-
314:9400000 meiro premio .
--2 Ditas de 1:0000000
100:00aA000 para o segundo premio
30:00i. o )00 2 Ditos de 6500000 para
10:0000000 o terceiro premio .
4:00: 9000 2,400 premios de 200000
14:0000000 para todos os algaris-
10:0000000 moa finaes do primtiro
8:0000000 premio ....
2.400 Premios de 200000
para todos os algaris-
mos finaes do segundo
premio..... 43:0000000
5:9400000
4:0000006
2:0000000
1:3000000
48:0000000
19:9000000
9:9000000 5,140 Premios
314:940(000
1 Premio de. .
1 Dito de .
1 Dito de ...
1 Dito de .
7 Ditos de 2:0000000 .
10 Ditos de 1:0000000 .
16 Dito de 50001KX) .
99 Ditos de 2000000 para
a centena em que sahir
O primeiro premio
99 Ditos de 1000000 para
a centena em que sa-
hir o segundo premio
99 Ditos de 600000 para I
Caso a terminacho do segundo premio seja igual a do primeiro passar ao nu-
mero immediatamente superior.
Esta lotera divide se em 20 partes e os bilhetes em vigessimos de 800 res
cada um,
Os premios rnaiores de 2000000 em cada parte estSo sujeitos ao imposto pro-
vincial de 15 [0 e 5 % addicional sobre o referido imposto.
EXTRA! .CAO PELA MACHINA FICHET
Thesouraria das loteras, 9 de Outubro do 1886.
Augusto Octaviano de Souza,
________________ Thesourelro.______________
FUNDCAOGERL
ALLAN PATEHSON & C
N. 44--B.ii 1 do Bnim-N. 44
JUNTO A E APA0 DOS B0NDS
Tem para vender, por pret# mdicos, as seguintes ferragens:
Tachas fundidas, batidas e caldeadas.
Crivayoe.s de diversos tamanhos.
Rodas de espora, idem, idem.
Ditas angulares, idem, idem.
Varandas de ferro batido.
Ditas de dito fundido, de lindos modelos
Portasd fornalha.
Bancos de ferro com serra circular.
Gradeamento para iardiru.
Vapores de baca de 3, 4, 5, 6 e 8 cavallos.
Moendas de 10 a 40 pollegadas de panadura
Rodas d'agua, systema Leandro.
Encarregam-se de conuertes, e assentamento de machinismo o execaiam qual-
trabalho com perfeico e presteza. ^____
fc*
5

0
5
JOSEPH KRASE a C .
Acabam de augmentar o sen j bem conhecid
mporlanle estabelecimento rna Io
de niii'i'o n. 6 com mais
nm salad no 1 andar Inxnosamente prepa-
rado e prvido de urna exposi-
{!# *hm de pni k Porli e^^trtflatf
dos mais afamados fabrica-es di
mundo inteiro.
nonvida, pois, as Exmas. familias, seus nume-
rosos amigos e freguezes a visitaren,
o seu estabelecimento, alim de
apreciaren, a grandeza bom gosto com qne
nao obstante a grande N
despeza, o adornaram, em honra
desta provincia.
1 MI 11! 1 f DI OBI
COMVITE
9
-
I



s
llinri de PernambiicoTerva-fera 12 de Outubr de 1 G6
UTTERATba

II


/
quaes estavaro a mi, as irroa, o to, O pa- alaraou, gesticulando, coutra a fragilidade
rinho e os araig>s mais ntimos, foi comido padre, desse infeliz pudre de vinte e
\ violetas
(Do Commercio de Portugal)
Tem este titulo o mimoso cont, qu va-
mos publicar, e que devoraos esta extre
mo'aa amabihdade de urna gentil senbora
brasil-ira, de apriroorada edudnco e de su-
perior engenho. Como os leitores notario
desde logo, nao urna principiante que es
creve. Con hoce se que esta ai urna es-
criptora distincta, de estylo correcto e ele
gante, de imaginaco delicada e de fina
observado. A Ex o a Sra. D Julia Lop-s
j conhecida na imprensa brasdeira, onde
08 aeus esoriptos teem apparecido com ge-
ral e merecido applauso. Sua irm, urna
poetisa inspirada, cultiva tanibem as lnttras
com grande honra para estas o para o seu
nome, alias j bastante illustre por seu
honrado e esclarecido pai, um clnico de
grande reputaco e do provada con peten-
cia, o Sr. Dr. V. J. da Silveira Lopes,
nOBSo enneidaiao e que tem estado longos
annos no Brasil, ondo exerceu brilbante-
mente a medicina.
Contamos que nao ser esta a ultima vez
que s columnas do Commercio de Portu-
gal sero honradas pela tai-rotosa eacripto-
ra brasileira, a queiu beijamos as roaos por
nos proporcionar ensejo de sermos agrada-
veis aoB nossos leitores com o seu bello
cont.
O vigario da freguezia *, no Rio de
Janeiro, acabova de alroncar regularmente
e comeeava a beber com|toda a pausa a siua
chavana de cha, quando entrou seu sobri
nho, o padre Lucio. O tio aponou-lhe
urna cadeira perto da mesa e offereceu lhe
alraoco.
Sobre a toalha admascado, nos bonitos
pratos de porcellana fina, estavara anda
una restos de perdiz em salada, bifes, fiam-
bre, ovos o urna garrafa de vinho.
Come rapaz, dizia o gordo e verme
lho vigario, come, que ests magro e ama-
relio de metter medo E' preciso justiti
cares o que dizem do nosso appettite, ho- nhora
raeii I Olha que fama setn proveito. .
Mas o padre Lucio nao tinha vontade,
apesar de estar amda em jejum e acceitou,
nicamente p ra acompanhar o tio, urna
chavena de cha.
-- E' do preto, affirroava o dono da
casa, vasando do bule do electro-pate, pa' a
a taca branca, orlada de vermelho, o per-
fumoso e quente liquido, do bom... A
proposito, nao te esquecas nunca do per-
guntar s tuas penitentes nervosas a quali-
dade de cha de que usam. Pelo que pre-
ferera sei logo a que classe pertencem,
e pouco mais ou menos quantas culpas
teem.. .
O padro Lucio ostremoceu ouvindo o
tio fallar em penitentes, e o vigario des-
apercebido continuou.
O caso mais grave do que se sup-
poe. O cha verde origina s vezes muitas
cousas ms. .. j o seu uso um pccado
de leso mo gosto, que um padre de bem
tem o dever de em-ndar... eu por mim
confesso, conclua elle senipre ris nho, que
penitenta que me ilisser nao poder suppor-
tar o boro, o delic:oso, black-tea, nao leva
a minba absol.-icao I
Lucio oqvi* je,,, grande attenco o tio,
pS""'ndo os olho8 pelas paredes da sala
de juntar cheia de quadros com mulduras
pretas Via n'um grupo do aves pendu
radas pelos pos; n outro um S. Joo Ba
ptista abrasado eabeca felpuda do cor-
deiro branco; n'outro, quatro coelhos de
orelbas finas o olhos redondos espetadinhos
e mal feitos; n'um outro, um S. Sebastiao
crivado do settas de olhar levantado e do-
loroso ; e ao fqndo, n'uroa oleographia, so-
bre o coroprido, a ceia do Sonhor. Chris-
to no centro coto as raaos paraienaineuie
erguidas, os cabellos castaohos louros espa
Ihados nos hombros em maleixas fartas e
ondeadas, e os labios vermelhos como a
sua tnica, entreabertos n'um sorriso pla-
cido,
Lucio tinha qualquer perturbado n
consciencia, so era evidente, e passeava
destrah'danientrt os seus grande olhos
azues para todos os quadros e cantos da
casa, procurando um roeo de desabafar o
"que senta l deotru.
Tinha tomado ordena havia uro roe*
apenas. Era novo, inexperiente, me 1roo,
urna organkaco de rrulher a d'elle, m-
presaionavel e tmente. No dia e n que
Ooatra a sua priraeira missa, ao levantar
a hostia inmaculada vagarosamente, as 1a-
friutas rolar*m-lhH pelas faces e quand<>
depois se vnltu p*ra os fi in, entre os
F0LHETI1
di;
EMMA K'OSA
POR
tremuras na voz que balbuuiou o solemne
Dominrs vob seu-*a que a mi l do
seu canto, embevecida e a chorar, taro bem
respondeu alto : -Et cum spiritu tito l
Pobre Lu io !
O tio sorvera o ultimo gole de cha e
ia levantarse quando alie, com medo de
que lhe fugisse occasio propricia para urna
loufisoao ine.vitavel, resolveu-se a oizer tu
do n'aqu<-lle instante mesmo. Se o nao ti-
z-ase,8e transigase com o infantil receio
que lhe tolhu a lingua, o tio naturia, e elle
teria de carregar o dia tolo, dozo longas
horas ainda, a consciencia turbada por urna
monstruosa nnvero negra.
Por 880, eotenden lo a mo eaguia e
branca para o vigario n'um gesto de pausa,
disse-lhe :
Tenba paciencia, eu preciso fallar-
la :
O tib olhou interrogativamente para o
sobrinho, recostou se mais na cadtira, des-
-aneou no grande ventre arredondado a
mo esquerda, emquanto que a direita re-
mexia com a colhersinha de prata o assu-
car deposi'alo no fundo da chicara, esten-
dem indolentemente as pernas e esperou.
Lucio passou o tepassou nos labios o
guardanapo, tussio, levantou-se, olbou
roda, foi fechar urna porta que dava para
o interior, puxou depois para mais perto
do tio a cadeira, sentou se, e curvando o
busto anguloso e delgado prineipiou :
Entrei hoje pela primeira vez n>
confias ion ario. .
Ah bem I j todos os deveres do
sacerdocio te silo conhecidos. dou te as
minhas sinoerissiraas felicitares...
Nao rae diga isso, raeu tio, porque...
eu nao cumpri com nn-u dever...
O vigario voltou-se r ipidamente e os seus
olhinhos, por i ff to talvez da digesto ou
do calor, amortecidos preguicosame ite at
ahi, arregalaram-se cheios de espanto.
O sobrinho contiuuou :
Entrei hoje na Lapa s nova horas.
A igr< ja estava cheia de fiis ; eu devia ir
dizer a miaba missa no altar de Nossa Se
como sempre, e ia paroiuentar-me
com todo o socegj quando o padre Kstacio
foi pedir-me que ouvisse de confisso a fi-
Iha de urna viscondessa. Eu nao posso,
dizia elle, porque fui agora mesmo chama-
do para ir assistir agonia de um amigo
meu, mas j lhe fallei e ella conseote em
confessar-se a voc.
Agradec ao Estacio a distineci, e, de-
pois de ter dito a minha missa, encami-
nbei-rae para o confesionario.
Tinha acabado de sentarme quando a
penitente se ajoelhou a meus pes. Era urna
mulher moya, paluda e formosa ; comino
vida, levantou para mim os olhos, dois
olhos negros, brilhautes, onde n.idavam
lagrimas, e, com voz clara e trmula, bal
buciou urna phrase queixosa do seu disti-
no...
O vigario ouva impassivel, de sobran-
celhas franzidas; Lucio curvou-se ainda
mais e preseguiu:
Tinha entra as rendas pretas, a se-
gurar lhe no peito a mantilha, um ramo
de violetas, que me faziam mal, que me
perturba vara, que roo endoideciam. Eu
olhava attentameQte para ella, para os^seus
olhos lacrimosos e do>:es como os da,
daleoa aos ps do Christo 1...
O vigario nao gostou da comparaco,
aban u reprehensivamente a cabeci e o
sobrinho, sem entender o movimento, re-
peta a imagm e disse mais :
Ella com certeza julgava que eu a es-
cutava, mas nao: eu vi-a vi-a s, todo embe-
bido u'aquelles olhos, entontecido pelas
vio'as! Que aroma como pode urna
creanca dalrcada, franzina, usar de flores,
que fazem quasi perder os sentidos a um
hornero V Aquillo deleitava-me ao princi-
pio, dava-me vertigens por fim I
cordei, fui chamado realidade pela
.uxag-
cinco annos, dbil e impressionavel, que,
aterrorsado do seu grande peccado, esou-
tava o humild, contri to, com as mus
cruzadas sobre a batina negra e nova, os
olhos b-ii'xis, a eabeca peo ii ia sob a sarai-
vada dos adj-ctvos uombastiuos e fulmi-
nadores, que, como pedradas, lhe cahiam
em cima.
O tio era unp regador de recursos. A sua
palavra ardent- fusilava no ar. Os Seus
eonceitis rb .mbavam dos de electri dade. as grandes ceremo
nas, as oceasio-s m>is solemnes, esuo-
lhiam n'o, a elle, entre todos ob prga lo-
res. Seus grandes seriuSjs punhm an-
gustiosos ruedos no coraco das devotas.
Elle nao apontava nunca o co como o be
neficio e doce consol dos tristci e desgra-
nados. A palavra perdSo raras vezes lhe
sahia dos labios tmidos, e tinha na voz
redobrado vigor ao pronunciar, all mesmo
em frente imagem do paludo Nazareno,
atirando-a com um estali lo de ltego sobre
a multidlo, a palavra castigo!
As devotas chora varo, e por isso ello des-
oa sempre triumphante do pulpito.
N'essa raanhil, como na ig_eja o vigario
recorreu s alordoadoras phrases de seu
vastssimo e cruel reportorio, Lucio che
gou a tremer d'aquella amea^adora cobra,
e senta dobrarcm-se-Ihe os joelhos.
Quando a tempeatade se aealmou o ti >
recolhea-se para melhor pensar e orar,
dizendo a Lucio que o esperasse e lesse no
breviario, que entregou Urna hora depois
v*ltava o vigario sala e dizia ao sobri-
nho :
Foi grave a tua culpi, deve ser gran-
de, para s'-r purifica lora, a tua penitencia.
Amanh s 8 horas .vao igreja do
castello e confessa te l ; depois diz por
mim a missa das 10 em S. Francisco; eu
re om teu lugar ouvr do confisso a filha
da viscondessa.
Lucio curvou-so submisso c prometeu
cumprir o que lhe dita va o to.
Toda esja noite passou-a elle om claro,
Iluminado pelo fulgor de una olhos nogros,
os olhos da penitente, que lhe nSo sahiaro
da memoria I Maldico I exclamava, re
volvendo-se no leito... imaginando ver,
atravez do bri lio lacrimoso dessas pupillas
s 'intillantes o diabo, tal qual o pintara o
vigario, a rir maligoament", preparando-
lhe urna armadilha traicoeira.
Ancioso de expiar a sua culpa, levantou-
se cedo, rezou, leu muito, e s oitos horas
galgava a largos passos a ladeira do cas
tello, onde ira de novo lavar asua alma
ennodoada e triste ..
O vigario curopriu a sua promessa. Em
qanto o sobrinho se penetenciava la em ci-
ini, ouva elle os peccadinbos da filha da
viscondessa. Curvado para ella, sem dei-
xar do ovil a com a experiencia de velho
confessor, observa lhe a belleza fresca e
meiga, e o ramo de violetas, urnas infeli
zes violetas de panno, sem odor, flores ar-
tificiaes bem acabadas, trabalho caro o ca-
prichoso, com a meama cor. a mesma for-
ma, mas nSo o mesmo encanto das naturaes
e com que ella seguravp, como na veapera
as rendas da mantilha...
Vendo as, dizia comsigo o vigario : O
aroma das violetas foi o brilho destes olhoa
nrgros o a mocdade de Lucio... o, ele-
vando no ar a r?ao astetinada e branca,
fez, sobre a eabeca curvada da bella peni-
tente, a cruz clemente da absolvico.
Julia Lopes.
Lisboa, 11 de agosto de 1886.
os ele.in-ntos, em auroro, para dotar o p iiz
do uteis reformas, desempenhando-se assim
coropro'i'issoB solemnes, expressos em do-
cumentos da mais subida significacao.
Dado, entretanto o balanco das medidas
rcalisadas, pela actual sesso, verificar se-
na a saldo do governo a reforma do regi-
roeoto da cmara, coropressora da inicia-
tiva parlamentar, tres creditjs para servi-
dos inunicipaes do vantag^ns mais que con-
t-staveis e mais naia. E' urna genuini
banca rota de promeasas Acamara pi-
rece eatafada de haver elaborado cuatoaa-
raente 0 orgamento I A falla do thrbno*
coro que foi inaugurada a sesso e qu de
va constituir o respectivo programma an-J
nun ou pomposamente o seguinte:
l. Refarroa julieiaria, p >ra melhor
afiancar a seguranca individual e a recta
a iroiuiatracXo da Justina;
2 Alterares da le eleitoral afim de
evitar alguns faetos criminosos o; corridos
durante a ultima eleico ;
3. Reorganisago do ens:no em 89us
diversos graos ;
3.* Reforma da le orgnica ds cmaras
municipaes tornando roais ampia e indo
pendentes as Buas attiibuird ;s e mais
prompta a sua aeco nos negocios peculia-
res do municipio ;
5 Iotroducco de emigrantes, aos
quaes dever-se-ba proporcenar meios de
empregarem se como pequeos proprieta-
T08 do solo ou como trabalhadores agrico-
i Sala das sessSes, 'A de Setemoro de
1886.Affens Celso Jnior
Requeiro que, por intermedio do Mi-
nisterio do Imperio, se solicite n informa-
rles ao governo, eerca do motivo porque
anda nao ss promovuraro alterayo 's da le
eleitiral, no intuito de evitar a reproduz-
can d faetos criminosos occorridos durante
a ultima eleico, conforme proroetteu a falla
do throno.
Sala das sessSes, 24 de Seterobro de
18S6. -Affmso Celso Junior.
Requ-iro quj, por intrmedio do Mi
nisterio da Justica, so solictero nforroa^S^s
ao g iverno, acerca do motivo porque anda
nao se pr iseguio no tstudo e discusso da
reforma judieiaria, conforme prometteu a
falla do throno.
Sala das sessSes, 24 de Setembro de
vo da miha penitente, que,
admirada do
meu silemio, me perguntou se teria de
cumprir grande penitencia e se estava ab
sol vida..
Cor-i. Senti que todo o sangue me su-
ba ao rosto Se do tudo o que ella dis
sera eu nada, nada entender !,.. Ponsei
um Oiinuto e depois.. .
Absulveste-a ? I perguntou assustado
o vigario.
N2o dei lhe por penitencia nova
confisso, amanb, s nove horas, na
Lapa.
Fizesti bem ; era o nico recurso
E pz se depois o vigario a recordar lgi-
camente a Lu'-io os de veras do confissona-
r-o. Exprobou a franqueza do sobrinho,
f-z-lhe. ver o diab malignamente rsonho
de ..r.nadilh preparada para o enlear, de-
ZJ.7I2S DE U3SISKS
(Coat ii uaco do n. 233)
vv
E com toda a forga dos punhos cerra-
dos, a pobre mulher, cujo desespero na-
terto falia esquecer o ridiculo, eropurrava
es'sa porta, que tardavam a abrir.
A phyiiooomia de Angelo tinba mudado
bruscamente.
As suas feicfes tinham-se acalmado re
gentinamente.
Um desastre, sem d vida, disse elle
em tom calmo.
Ncnhum dos espectadores eahia do thea-
frOt
(ionversavam com aaimaco. procura
vas explicar o facto, seguramente muito
grave, q tinlia acontecido.
De repeate, sobie o paano.
O pateo estafa completamente vazio.
Duas grandes pocas de sangue attrahias
ASSEHBLEA GERAL
iMUHl DJ4 OEPUTADOK
SESSO EM 22 DE SETEMBRO EE
1886
PRFlDENCIA DO 83. GOMES PE CASTBO, 1*
VtCE-PBESIDENTE
(C<>nti'iuaqU))
O r. Affouso Celso Jnior
diz que a cmara pode considerao lida a
sua missao no presente anno, pois nos pou-
cos das que restara j quasi'nada ou nada
peder fazer.
As s-ssoes esto correndo somnolentas
e sem interrsse ; dscute-se alguns projec-
tos para matar tempo, n* expresso vul
gar : s se esi espera que o senado
haja por bem despachar os impacientes le-
gisla tures que, todava, nao de vero acbar-
se muito fatigados em razo do que traba-
lharam. unca governo algum encontrou
se em melhores coudicSes para bl a ef-
feito o seu prograroroe : sitnacilo nova,
maioria absoluta e compacta, disposta aos
mais completos sacrificios da dedioaco ;
opposicio limitada e g >vrn a mental: todos
>
9. Revisilo do decret J de 13 de Margo
de 1879 sobre locacSo d- servidos e de
le de trras de 18 de Setembro de 1850 ;
7. Equil'zrio dos orgamentos;
8. R-ducco das despezas publicas ;
9. Assegurar, por meio de providen-
cias permanentes o efficazes, o melhora-
mento do meio circulante ;
10. R 'forma do exercito e da armada,
consentanoa com os pngressos que ulti
mmente tem tdo a scienca da guerra ;
11. Promu'gacSo para o exercito do c-
digo penal e do propaso adequados civ-
lisaco do seculo e em harmona com os
irincipios que presidiraro decretacSo da
ei de 26 de Seterobro de 1874 :
12. Sanearaeoto da capital do imperio e
de nutros pontos.
Interpellado a respeito da exequbilidade
desta medida, por accasiSo d d scutir se a
'rtsposta talla do throno, declarou o Sr.
presidente do conselh > que ella era apenas
aquillo que o governo julgava, nos casos
d levar a effeto, que a refer 1 falla nao
constitua urna vetrine de amostres, como os
lib-'raes, mas urna reh.r-ao de providencias
fcilmente realizaveis.
Se nem sequer foram apresentados pro-
jectos e nern se dou andamento ao existen-
te, que bou ve algum motivo latente que
o impedio. Deve o parlamento conhecel-o,
afiro de providenciar. Nao levar, por
conseguinte, a mal o gabinete que o orador
manle mesa um requenmento acerca de
cada um dos projectos annunciados. Na-
turalmente seriio obstruidos por pedir pla-
tnicamente a palavra algum membro da
maioria; mas ficaro cons'gnados como
urna prova do como o governo foi sincero
as suas promessas. Sao none os reque-
rxcntos qie vai 1er, numero avultado ; que
sem embargo fiea quero do da? reformas
apregoadas.
Os tequerraentos sao estes (L) :
Vero mesa, sao lidos, apoiados, e en-
tram successivamente em discusso, e sao
adiados por pedir a palavra o Sr. Rodrigo
Silva os seguintes requerimentos :
Requeiro que por intermedio dos Minis-
terio da Agricultura, se solicitem intorma-
goV.s ao governo, acerca do motivo porque
ainda nSo promoveu a reviso do decreto
de 15 do Marco de 1879, sobre locaco de
de servicos, conforme prometteu a falla do
throno.
Sala das sessees, 24 de Setembro de
1888. rtffonso Celso Junior.
Requeiro que, por intermedio do Mi-
nisterios da Guerra e da Marinha. se soli-
citem ioforinacoes ao governo, acerca dos
motivos porque ainda nao promoveu as
reformas consentaneas com os progresis
que ltimamente tem tido a aciencia de
guerra, conforme prometteu a falla do
throno
as vistas para os lugar s unde se tinha vis
to cahir o aetwr e a actriz.
Ouvio se na sala um murmurio de hor
ror.
Entr -u o director muito paludo, chegou
se ao lugar do ponto, cumprimentou o pu
blico e disse, em voz que a emocSo torna
ra trmula :
Mmhas f-enhi.r-s, se nata catastroph que vem enlutar o
nosso thetro. O revolver de que se ser-
vio a Sra. Donil rreb-*iitou-lhe as roaos.
O Sr. D nala fallec.eu logo A Sra. Dor
til -*t graveront ferida.
Estas p-.lavras f-.raro acolhidas por uro
sil-ncio do mon>-, seguido de um eslreroe-
cimi-nto geral.
O di'e tor totmou a coroprimentar e sa-
hio do pal o.
Deseeu o pmno, o todos sahiram do th-a-
tro co'iitn-ntando d satre.
Pobres dabos de cmicos! dia^e
phlosophica'n-ntH Angelo. H* no seu of-
t ;io perigos que ningUMn suspoita! Eis
ahi urna com-da que acaba de roodo bem
trgico. Passou-m" a enxaqueca. Vamos
ceiar, meu- aenbores.
Annibal G-rvesoni ficou pensi-tiv _ E' bem singular 1 mur.i.ur >u elle,
acomp-uhando Par-di.
No th-atro havia esp.Dto geral.
Um iceli-o, que estuva ua saU foi, s*"o
perda de temp", aos awlMwrn ; ch.gi.i,
porm, 8omente para verifi -vr a morte ful-
minante de Darnala.
Um estilhaco do revolver linha-tae p ne-
trado no erebro, atravessanuo > olbo >i
reito. Outro tinha entrado no paito.
Joanna Dortil rtUva learoai* ia. O .n
gue corri.-lhe do nm golpe profundo que
tinha na testa.
Dous dedos da mo diroita tinbam ai lo
amagados pela exploso.
repe
a Sala das sessoes, 24 de Setembro de
188. Alfonso Celso Jnior.
Requeiro por, por intermedio do Mi-
nisterio da Agricultura, se solicitem infor-
roacSes ao governo, acerca das providen-
cias tomadas para a introdueco de iroroi- pelo contrario a experiencia
grantes para proporeionar-lhes meios de coro a minoraco das penas c
empregarero-se como pequeos proprieta
rios do solo ou como trabalhadores agr-
colas, conforra" prometteu a falla do throno.
1886. Affooso Celso Junior. i
a Requeiro que, por intermedio do Mi-
nisterio do Imperio, se solicite inforroac5es
ao governo, acerca do motivo porque ainda
nao foi levada a effeto a reorganisagao do
ensino em seus diversos graos, conformo
prometteu a falla do trono.
Sala das sessSes, 24 de Setembro de
18S6. Affonso Celso Junior.
Requeiro que, por intermedio do Mi-
nisterio da Guerra, s-jaro, solicitadas infor-
nm^Sea ao governo eerca dos motivos por-
que ainda nao foi dotado o exercito do c-
digo penal e do processo adequados ci-
vilisaco do seculo e em harmona com os
principios que presidirara a decretaco da
lei de 26 de Setemoro de 1874, conforme
prometteu a falla do throno.
Sala das tess3es, 24 de Setembro de
1886. -ASonso Celso Junior.
Requeiro qu*, por intermedio do Mi
nisterio do Imperio, se pegam informaeo ao governo acerca do motivo porque anda
nao se promoveu a reforma da lei orgnica
das cmaras municipaes, tornando mais
ampias e independentes as suas attribui-
c3es e mais prompta a sua arelo nos ne-
gocios pe robares do municipio, conforme
prometteu a falla do throno.
a Sala das sea-oes, 24 de Satembro de
1886. Affonso Celoo Jnior.
(t Requeiro que^por|interraedio do Min3-
teria da Fazenda, se sol :item informacoes
ao governo, acerca das providencias effica-
zes e permanentes que toroou para assegu
rar o roelh iramento do meio circulante, de
modo a firmar o nosso pedrao monetario,
conforme prometteu a falla do throno.
Sala das sessoes, 24 de Setembro de
1886.Affonso Celso Junior. i
ORDEM DO DIA
Continua a discusso nica das emendas
do senado ao projecco n. 63, deste anno,
sobre o crime de damno e incendio.
O Sr. inierico de Souza vem
tribuna dar os motivos porque pretende vo-
tar pelas emendas do senado. Os argu-
mentos contra essas emendas apresentados
pelos Ilustres oradores que o precederm
aa discusso nSo o demoveram do proposi-
to em que esta'a.
Antes de entrar no assumpto, dir que
o nobre deputado o Sr. Affonso Penna
foi muito severo na apreciaco que fez do
modo por que correm as discussoes na c-
mara, pois nem sempre possivel estarem
todos os deputados presentes; e, quanto
actual sesso, S. Exc. nao foi justo, por
que todas as materias apreseutadas tem
sido discutidas.
O projecto em discusso nao foi apre
sentado a pedido dos representantes das
companhia8 de seguros, como disse o no
bre deputado, mas porque as necessidades
publicas o exigi.
Peasa que as emendas pouco alterara o
projecto votado pela cmara e passa a fa-
zer a comparaco lendo os artigos daquella
e os deste.
Cr que estando a sesso a encerrarse
nao devem ser rejeitadas as emendas, por
que a medida necessara para garantir a
seguranca publica. *!
O Sr. Candido de Oliveira est
certo de que se dependesse do Sr. presi-
dente, nao teria sido rejeitado o requer
ment do Sr. Affonso Penna qua tratava
de providenciar para que o projecto fosse
estudado.
Anda quando a organisaco da socieda-
de brazileira reclamasse penas especiaes
para estes criroes, parece que o modo por
que o projecto apresentado retrogra-
dar. A exageraco das peos ponto ca-
pital do projeito, mas nao com exagera-
cao de penas, que se consegue a reforro > ;
m ostra que
que se con
segu a diroinuiyo do crime.
O orador passa a rooatrar, comparando
entre si artigos das emendas, qu o mesmo
crime punido oom penas rifferantps e
pergunta qual a razo dessas differencas,
que sao abrracSes jurdicas.
Votada esta lei esto eliminados os arts.
2iG e 267 do cdigo criminal e nao se po-
de fazer referencia a artigo de le revoga-
da, entrotanto o art 5o do projecto diz
que as penas dos criroes nelles indicados,
serlo as do art. 267 Io do cdigo crimi-
nal que esti revogado e cita paragrapho
que nao existe, porque o art. 267 est di-
vidido em duas partes e nao tem paragra-
pho.
Mostra que o projecto pune com peoas
gravsimas quando nao houve intenc
criminosa, por isso acha que deve haver
toda a prudencia na vo'aco desta le, pos-
to que contenba algumas disposicSes salu-
tares.
Este mesmo artigo mostra o pouco cui-
dado qne houve na redaeco por parte da
commissa do senado, e para demonstrar
l a parte que no projecto se refere ao art.
267, artigo oue nao ha projecto e que sem
duvida se entendo com o do cdigo crimi-
nal, que no emtanto nao cogita do que diz
esse artigo do projecto. Ero vez de se fa-
zer referencia aos artigos do projecto que
so discute, conserva se a referencia ao pro-
jecto primitivo da cmara.
Oh essas arro-is de theatro!
tiara de todos os la ios
O coromissario -te polica, prevenido lo
go, MHMfMf sem perda de tempo, um in-
qu-nto roinu ioso.
Pro uraram os pedacos do revolver, e
d pois de adiados, verifi araro a desaggre-
gaco completa das molculas do 90.
r,ra urna arma de carregaclo, e por
eoD -i|ueiieia out 1 p-rigosa, disse o "OT
missatio, d. pois do exaroe. A responsabi
lid. d: ia direcoo par.ee grande.
O orp de Darnala foi conduzido para
cas em urna padohv
Os fe 11 n-ntos de Joanna, que tinha vol
tdo a si, foram logo prosado*.
O da fronte foi atado o os ded>8 foram
luetii tos em um appardho improvisada ;
lepoi, nriti levou-a para a ra de Cafar
ell-S.
Aun lo, o seu aroi'o Gervasoni e o seu
unt dr -eiivam em uro restaurante do
buul-v ri Sini-Michel.
K.i lenlo tnico*, Par H dizia de i>i p ra si :
i Sap.ci i'i o ulti 00 obstculo. Q cami-
uh. a livr
Pouoo epois de iuas horas da maab
A ig la battH porta da casa da sade.
Lu>gi havia muito que o tinha prece-
.I.o.
Qu.ui lo sahio do thoatro de Batignolles,
o op rano armeiro tinha ido ra de Oour-
u-1 a do-ipir o seu disfarce de offieial de
boioii iros o vestir sua roupa de todos os
riut*
M tt. u o uniforme no anuario, om que
j v. a Proli por a roupa de cocht-iro
quo s rviu para a expodioao de la Pie.
L'tigi to.-nou a fe '.h ir o armario e mel-
len a chavo no fundo da gaveta em que o
suoe.essor de Grisk/ tinha por costme
pola.
Mettcu no bolso o revolver trocado no
que tiuna feito duas
caminbo da ra da
1 h'airo por aqu-lle
vi ti uas e toroou o
Saude.
Na manh seguint-, hora do costume,
vnltou para a sua offi ma de Batignolles,
liinpou coro cui tinuaro queiroado alguns cartuchos de pol-
vura seca e, sem er visto pelo patro, tor-
oou a pul o entre as armas pertencentes ao
tbeatro.
Euquanto isso se p&*Sava, L;ao Le-
royer estava em um estado de gitaoo n-
diziv. 1.
Em companhia de Renato Dlwrville, que
nio quera mais separar se d-lle, corra
desde a manh at a noite as ras de Pa
riz, oom a espe.rauj* iusensata, que um in
dioic qualquer viesse, de imprevisto, pol o
aa piata de urna Rosa.
U tlho do tabellio de Dijon tinba vol
tato casa da pobre criada Camarina,
ra das Damas.
O desespero da digna creatura ia eres
c-ndo.
As suas p 'squizaa no bairro nao haviam
dado neuhuiu resultado. Ella coasiderava
hmma Rosa como perdida para sempre,
morta, sem duvida, e chorava.
. XVI
Quando sahio da ra das Damas, LeSo
L-royer foi ao gabinete do juiz de instru -
cao. mas Sr. de Gevrey nao estiva ao.
Palacio da Justiga,
O moco, sempre acompanbado de Rena-
to, apresentou-se em casa do Sr. de Ro-
dyl.
Era o dia depois da oaUstrophe do thea-
tro de Batignolles.
O substituto recebeu os dous estudan-
tea.
Senti mnito nc lhe ter pedido a sua
morada, disse ella estendendo m mo a
Lelo, oujo rtto paludo o impressionon.
Trata em seguida do art. 3o que se re-
tere a satisfaco do damno o procura de-
monstrar que longe de fizar intelligencia
do art. 68 da lei do 3 de Dezerabro que
tem dado lugar a controversia dcixa tudo
no mesmo estado sera saber se se pode pe-
dir inderanisagao do damno ombora tenha
bavido deciso do poder judieiario, ou se
tal se nao pode dar como entendem outros.
Trata da grande desproporcionalidade de
penas que se revela em todos os artigos do
projecto, nao se tendo na gradagc, segui-
da as regras da hermenutica, aem as nor-
mas do cdigo do processo.
Entende que as emendas do senado de-
vera ser reje.tadas, porque isto dar em
resaltado a fusao, na qual est certo de que
da discusso vira o reconheciraento da ne-
:essidade da rejei^ao do projecto e a con-
sequento apresentaco de um novo, qne
melhor consulte as nossas necessidades.
A votaco do projecto ultima hora se-
r um funesto exemplo, que deixar em
p duvidas antigs dando urna triste copia
dos conhecimentos da cmara em materia
de direito criminal.
Continua a 2> discusso do projecto n.
51 deste anno, regulando a venda, afora-
raento e concesso gratuita de trras p-
blicos.
O Sr. Rodrigues Alves elogia a
le de 1850, mas nao pode deixr de re-
conhecer que, apezar das suas sabias dia-
posic3es, os intuitos do legislador nlo fo-
ram satisfeitos, tanto assim que se nao
conseguio a diseriminaco das trras pu-
blicas, e por isso se tornou necessara a
reforma dessa lei.
Em relaco creaco da pequea pro-
priedade a que se referi o Sr. Ferreira
Vianna, pondera que n2o se trata de urna
lei agraria e sm de urna lei, cujo fim 6
promover a immigraco, que se nao conse-
guira se se dissesse que as trras devolu-
tas nao podiam ser vendidas. Pensa quo
se nao deve reeeiar da grande proprieda-
de que no nusso paiz teride a desappare-
cer, e que quando a venda das torras o al-
terasse no projecto se encontra o cor>
rectivo.
Respondendo ao Sr. Candido de Olivei-
ra, que sustentou ter o governo na lei do
1850 os meios de crear a pequea proprie-
dade, diz que esses meios nao satisfazem
a quem quer estabelecer um novo systema.
A lei de 1850 foi creada para desmanchar
o systema das grandes concessoes e no
emtanto ellas continuaran), e sendo o fim
do projecto tirar esse arbitrio, dahi se con-
clue que a lei de 1850 nao sufiSciente.
R-ierindo se ao preco, que o Sr. Can-
dido de Oliveira combate por ser fixo e
considerar elevado, faz diversas conside-
rares para provar que deve haver confor-
raidade, quo nao ha considerares que
erabaracero esa i onformidade, o pro"ura
demonstrar quo nao elevado o prego.
Sust rota com a opinio de diversos escripto-
res e com o exemplo de outros paizes, que
o preo dve ser uniforme. Nao procede
para destruir a uniformidade dos preces a
variedade das terrs, porque as ms tor-
nar-se-h boas, qu in lo as vizinhas esti-
verero cultivadas.
O fim do projecto corrigir a lei de
1850, que dava todo o arbitrio ao governo
na venda das trras, o que tem dado lu-
gar a grandes abusos.
(Contina}
Ento, o senhor tem noticias de dra-
ma liosa ? perguntou o estudante, cujo co-
raco -omeoou a bater com violencia.
Infelizmente, nao, murmurou o Sr
de Rodyl.
Leo fez um gesto de desespero.
O substituto continuou:
Mas, um preseutimento annuncia-me
que 'havemos do des.'obril a.
Morta, talvez, balbuciou o moco.
Nao, viva I
Ah T senhor, Deus o ouja E sua
mi.. sua pobre mili ?
E' a respeito de sua m, que eu de-
sejava fallar-loe.
O senhor a vio ?
O Sr. de Rodyl fea signal affirmativo.
Ella sube que a filha desppareceu ?
Iguorava... Eu Ih'o disse.
- Ento nao a aucusa mais de ser cum-
pl .-e desse desappareci uento ?
Ella convenceu-me da sua innocen-
cia. ..
Leo f-z um g*sto da alegra.
Ento, tornou elle com vivacidade,
.Ha est solta?
Infelizmente, nao. Coroquantou oa
creia innocente, todava, provss que pare-
era ndiscutiveia nao deixam de pesar so-
bro ella. E' preciso demonstrar que ella
n&o culpada.
Como conseguir a pobre mulher de
monstrar sso ? Siria preciso quo Emtn
Rosh fosoe encontrada e podesse nos ser-
vir de guia.
Se' Angela fosse seuhora das suas ae-
r 's, t Iv.>z conseguisso descobnr os auto-
res do crime.
Pois bem, qu* a soltera.
Eu soa o sea fiador, e com o risco
de compromettor-me, oom o risco de per-
der a miaba posico, dirig ao meas be-
fos bierarohico* um pedido do soltura pro-
visoria.
Ah I -ssa urna bila aeco sua t
ex 'laroou Leo, apenando co o ffuso as
raaos do substituto. E' impossivel que esse
pedido uo se ja attendido, nao acha ? ac-
erescentou elle.
Talvez eu faja mal do esperar, por-
que o meu pedido nao s singular, roas
11- gal, respondeu o Sr. do Rodyl. Entre-
tanto alleguei em seu apoia coosideragCes
to valiosas que talvez autorisem um acta
irregular, Ilegal.
Espero urna resposta hoje ou amacha, e
desejaria Ih'a traasmttir logo. E'por isso
que preciso saber onde o senhor mora.
L -o deu a sua morada ra de Ne-
vera, e, depois de ter escripto, o magis-
trado continuou:
Coragem, meu caro, coragem o es
peranca, preciso nao desanimar... Seja
forte! Surum eorda 1 Lute contra a dor,
como eu mesmo luto Havemos de descu-
brir essa a quero o senhor aroae ento tra-
bajaremos para fazer seu pai compartir a
convioco que trinos da inuocencia de An-
gela Bernier. Conseguido esse resultado.,
bateremos em brecha as suas prevencoes
contra ella.
Oh I senhor, a telicidade que o se-
nhor deixa-me entrever, g*gejou Leo,
cujo rosto illuminou-se.
Aocrescentou, porm, logo :
Mas essa telicidade possivel ?
Por que nao T
Sera tamanb;..
Nlo seria maibr do que hoje a de-
graca A vida tem dessea contrastes, lu-
do ha de vir I Espero Digo-lhe que -
pere I
(Coniwtior-se-Ao.)
T-yp. doWarroaDuqaede tasaos fa. C.
I



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