Diario de Pernambuco

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Material Information

Title:
Diario de Pernambuco
Physical Description:
Newspaper
Language:
Portuguese
Publication Date:

Subjects

Genre:
newspaper   ( marcgt )
newspaper   ( sobekcm )
Spatial Coverage:
Brazil -- Pernambuco -- Recife
Brazil -- Pernambuco -- Recife

Notes

Abstract:
The Diario de Pernambuco is acknowledged as the oldest newspaper in circulation in Latin America (see : Larousse cultural ; p. 263). The issues from 1825-1923 offer insights into early Brazilian commerce, social affairs, politics, family life, slavery, and such. Published in the port of Recife, the Diario contains numerous announcements of maritime movements, crop production, legal affairs, and cultural matters. The 19th century includes reporting on the rise of Brazilian nationalism as the Empire gave way to the earliest expressions of the Brazilian republic. The 1910s and 1920s are years of economic and artistic change, with surging exports of sugar and coffee pushing revenues and allowing for rapid expansions of infrastructure, popular expression, and national politics.
Funding:
Funding for the digitization of Diario de Pernambuco provided by LAMP (formerly known as the Latin American Microform Project), which is coordinated by the Center for Research Libraries (CRL), Global Resources Network.
Dates or Sequential Designation:
Began with Number 1, November 7, 1825.
Numbering Peculiarities:
Numbering irregularities exist and early issues are continuously paginated.

Record Information

Source Institution:
University of Florida
Holding Location:
UF Latin American Collections
Rights Management:
Applicable rights reserved.
Resource Identifier:
aleph - 002044160
notis - AKN2060
oclc - 45907853
System ID:
AA00011611:18948


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Full Text

AMO Lili UlIMEBfl
*
.
t
!
I i

PARA A 1 tP. Ai. l J.ll.lM*1 0*1> K.IO ME PAA PORTE
Por tres mezos iactadog
Por scia ditos dem......
Por um anuo idca......
2feda atunero avulso, do asesino ciia.
6500U
124OOO
245000
(5100
/
m-Mk 5 DE
DE 1!
PARA DENTRO E PORA DA PROVINCIA
Por seis mczes adiantadoa.....
Por nove ditos idem.......
Por um anno dem.......
Cada numero avulso, do dias anteriores.
135500
20*000
270006
0100
DIARIO
NAMBCO
Jitoprieirafce >e Jlaiwel Jigtmra be Jara & -ftlljo*
O Srs. Amedee Prlnce Y. C.
de Paria, sito os nossss agente -
exclusivos de unnum-ioi e pim
blic eScs da Franca e Ingla-
terra.
Os Srs. Waaburne U-rmanss.
de cw-York. Kroad H'av n.
990, s lo os nossos agentes ex-
clusivo* de annuncios nos Es-
tados-Unidos.
TELEGRAMAS
sioti;3 rST:::::, :: subs
RIO DE JANEIRO, 4 de Outubro, s
3 horas e 40 minutos da tarde. (Recebi-
dos4horase 45 minutos, polo cabo sub-
marino).
A actual Ko da Aembla fcc
ral Legislalia fui prorogada al o
da 19 do corrale mri.
O Senado npprovou boje em V. dls-
cusso a receita geral do Imperio.
Foi boje app*rovada na Cmara do*
DepnladoM. em :t. dtscusso. a le de
trra*.
Fol n ornea do Jus municipal e de
orphaos do termo de Vlanna. da pro-
vincia do Karanlio. o bacbarel Ma
noel Lope* da Cunba.
Foi removido o Juiz mu aicipal e de
orpbo* do termo de Socc-orro da
provlucia de Serglpe. para o de Ca-
ruar. da de Pernambuco. o bacba-
rel Antonio Pedro da sil i a Marques.
O clima de Lisboa approxima-se p rtaoto mais
dos climas quintes quo dos temperados, sendo coin-
psravel ao da Franca na sua regulo sul, ao do lit-
toral da Italia, e ao da Grecia.
D'este modo,pelo que resucita ao clima, em Lis-
boa de ve precurar-se urna orientacao quo compen-
se de ci rto modo os ardores do estio e com este
fim a mclbor orientacao evidentemente a norte
leste.
Alm disso temos, pelos dados do Observatorio
meteorolgica, que oa ventos doroinautes em Lisboa
sao os seguint.es :
Invern, N-NNEOSOSO
Primavera, N SOOSO
Estio, NNO
Outomno. N NSO OSO
Lto : dominara os des quadrantes prximos
do norte, ventos sececs e frescos que raras vezes
silo acompanhados d> chava c que tornara venta-
josa aquella exposica, einqu :i.t > os veutos dos
quaudrantrs SO e SO, quentes e hmidos, preju-
dicarn as habitacoes que sito expostas a elles c que
j silo castigadas pelos ardores do sol.
(Contina)
jarte ornenl

:.:.::;: uncu
(Especial para o Diario)
MADRID, 2 de Outubro.
Conaidera *e proiavel a retirada
do mliiisiiii da* (Inancas.
PARS, 2 de Outubro, tarde.
A maior parte do* jornaen france-
ses appruian plenamente o modo
de proceder do Duque de lumale,
esa wlrlude da eluda. que elle aca-
ba de faser a Inatltuto de Franca
ale sna* proprledadea de Chaalllly.
Sao amillona* a* relaeoes diplo-
mtica* entre oa goyernos da Fran-
ca e de Madasaacar.
MADRID, 2 de Outubro, tarde.
o conaelho de guerra acaba de con
demnar & pena de norte o general
Villa Campo, um aldante de campo
do general Serrano c cinco sargen-
to*. como promotores de urna cona-
niraco contra a* inilluic6e* esta-
fceleclda.
SOFA, 2 de Outubro.
O goYerno blgaro recusa-se a
adiar a dala da* eleicoe* para a
grande a**embla, nursnr da Inals-
tencin co enera! K'-inlbnra, minis-
tro da Ru**ia.
Agencia Ha vas, tiiial em Pernambuco,
4 de Outubro e lH*o.
IHSRCCO POPULAR
H!SIEHSD_HlBITnVaO
(Kxtornhido)
DA BIBL.IOTUBCA 1K) POVO B DA8 ESCOLAS
C YPITULO I
Posiro e orlentaco da casa
( Continuaco)
Cooclre-se do expesto que a prudencia aconse-
lha a nao abrir nein portas em jaellas para o
lado d'onde venbam imanmoes palustres; e em
favor d'-ste assercio. Fonssagrives cito o caso
de d. ixarem entrar a f.-bre hab taces com janel -
las exportas aos vento miasmticosemananto
outras, vizinhas, mas com una orientacao diferen-
te, gosavaro de completa immunidade. E apre-
aenta elle as seguintes regras a seguir na orienta-
cSo de urna cusa :
Nos climas trios a rnclhor orientacao aquella
esa que cada uina das faea da casa recebe dian a-
mente a a alo d > >>, oerinittindo ao m-smo tempo
evitar os vento m.ii fro do invern, o norte e o
nordeste ; a expusicTio sueste c noroeste. Nos
rases mcridionae a uricnucao mais conveniente
a sul norte. de modo que so rena ao beneficio
da mxima frescura no verlo o do mximo calrr
no invern. A orientacao leste oeste muito de
sagradavel uestes pnies, porque os rai^s do sol
poente, incidindo pcrpendieularmente as janellis,
produziii gnnde incitnaiodo. Os quartos de dor-
mir expostos ao occidente, aquecidos durante a
tarde, toinau,-seii>8upportaveis durante a noite.
Em LisDi-a, pelas suus c-ndi;ocs climatricas e
pelos veatos dominante*, a inelhorori Dtacao para
as easa^ tal vez a norte leste (ieveudo preferir
Be a leste, quando nao poes* haver ms duas)
As temperaturas mximas e mnimas as quatro
estav.o do anno sao em Lisboa, xegundo dados do
observatorio meteorolgico da EaC.la Polytechnica,
as seguintes :
T- u; eraturas Temperaturas
mximos mnimas
Invern i9.4 l.
Primavera )3,5 2. 7
Estio 37o, H)-;
Outono ob:l >,>
Uto as temp-iaturas m-iias sao de 8 9 uo n-
verno, lfeo.l ni prunavera. i .'i no estio e I9*,3
00 outomno.
Ministerio do Imperio
Por despacho imperial de 23 do oassado, fo
agraciado com o titulo de Barao de Muricy o b i-
charcl Jacinth' Paes Moreira de Mendonca.
Fez-se merc'' do titulo de conselho ao Dr. Ma-
noeWdo Sascimcnto Machado Portclla.
Foi nomeado o Dr. Jos Joaquim Svabra para o
lugar de lente da 2a cad tira de 2 anno da Facul-
dade de Direito do Recite, por lbe competir na
qualidade de substituto mais antigo.
Foi apresentado o padre Dr. Antonio de Macedo
Costa na cadeira do conego da cath viral da dio-
cese do Para, vaga pelo fallecimento do coneg)
Eugenio A n ton i- de Oliveira Pantoia.
Por decreto da 28, foi coinmutada, na pona de
4 anuos de prisao com trabalho e multa de 20 /
do valor fartado, a de 8 annos de gales e multa de
20 */o do valor roubado, a que esta va condemnado
o reo Candido Accioly de Godoy, em conform dade
das deciFoes do jury do termo de Atalaia, na pro-
vincia de Alagoas.
Ministerio da Instlca
Por decreto de 25 do passado, foram nomeados
juises municipacs e de orphas :
Do termo de S. Scbaaiio de Tijuco Preto, na
provincia de S. Paulo, o bacbarel J >a Augusto de
Oliveira ; do da Januaria, na do Minas- Goraes, o
bacbarel Lydio Alegado Bandeira de Mello ; d > de
Serinhem, na de Pernambuco, o bacbarel Manoel
de Mesqnita Wanderley Lias, ficando sem effeito a
anterior nomcacil> para o termo de Palmeira,
no Rio Grande do Sal ; doref rido termo de Pal-
meira, o bacbarel Candido Goncalves de Albu-
querque.
Foi reconducido no lugar do juiz municipal e|dc
orphaos do termo de 8. Sebastio de Villa Bella
da rincezi.ua provincia de S. Paulo, o bacharel
Anastacio Teixcira du S"uza Bittencourt.
Mlnisierlo da Guerra
Foi transferid o brigadeiro Carlos Rezin Filho
do commando da fronteira e guaruieai de S. Ga
briel para o commando da guarnicao de Bugc,
conforme propos o commandante das armas d pro-
vincia do Rio Grande do Sul, marejhal de campo
Manuel Deodoro da Fonseca
alaaaloa se que tossein desligados os capeilaes
do 2* de infantfia' Verissimo Mximo Gomes d
Silva e o do 11 Joo Agostiuho Rosario de Al-
meida, tenentes do 15 Malaquias Jos Netto, do
10 Antonio Caetans da Silva Jnior, e 2o tenen-
tes do >> batalhao de artilharia Tnoosaz Cnval-
cante de Albuquerque e do 4o dito Antonio Froca
de Menezt-s para se reumrem aos seas respectivos
corpos.
Permittio-se que o capital reformado do exercito
pidreTbeodolina Antoni da Silveira Ramos resida
na prvineia da Parabyba.
Teve consentime.nto o 2- cadete do corpo de
alumnos da escola militar da corte, Joo Baptista
de Figueiredo, para asa gnar-se dora em diante
Joo Baptista Seiva de Figueiredi.
Foi submettido conseibo de investigaclo o al-
fares honorario do exercito, Antonia Jos do Valle
Heitor, commandante d i presidio de Santa Mari
de Aragnaya, na provincia dGoyaz-
Ministerio da Mariaha
Foi noraeado secretario do coinmnado da fliti-
Iha do Amazonaa o 1' fnente Emilio Carvslhaes
Gomes.
Foram protovidos : a 2- escriptarario da con-
tar>oria da marinha o 3 Leopoldo Fernandea de
Oliveira Gui maraes e a 3' o 4- Apolinar i o Gomes
de Carvslbo.
Apresentou-se ao ajudante general o 2- tenente
LeJo Amaialak, viudo de Santo Catharina onde
foi entregar a capitani* do porto o rebocador
Lomba
Foi dada ordem o 2- cirurcia) do corpo de
saude da armada D. Beato da Franca Pinto de
Oliveira Garcez, para que regresse provincia do
Maranba >, para reassumir o lugar de medico da
escola de apreudizes marinbeiros.
No dia 2 :
A' muiba ordem, Maria Thereza de Jess, alie-
nada, afim de ter destino para o asylo da Tama-
rineira, e Manoel Antonio Francisco, como vaga
bundo.
A' ordem do Dr. delegado do 2- districto da ca-
pital Antonio Gomes de. Oliveira, contiendo por
Bocea de Velho, por crime deferimentos.
A' Orde n do subdelegado do Recife, Henrique
Bezerra dos Aojos, per embriaguez o disturbios.
No dia 3 :
A' ordem do subdelegado do Recife, Floriano
Jos de Mello, Joo Avelino da Silva e Adelino
S de Lima, como vagabundos.
A' ordem do do 2* distrieto de S. Jos. Sebas-
tiao Pcreira da Silva, Joo Pedro de Alcntara e
Jovino Seto de Mendonca, por disturbios.
So dia l' do correute, s 7 horas da noite,
o trem da va frrea de Caxang que desata d'a-
qutlle povoado, atropellou u Jos Vieira da Silva
que na occasiao ap.nluva nlgumas galliuhaj na
vstrad.i, Meando o mesmo Jos Vieira, gravemen-
te ferido na cabeca.
O offendido foi rccolhido no hospital Pedro II,
onde est sendo tratado convenientemente e sobre
o accidente procede-su na furnia da le.
Hontem, & 4 horas da Urde, ao chear o
referido trem ao povoado de Caxang, alcancou
um individuo que se achava sobre a linha e ma
tou-o instantneamente.
O subdelegado da Vanea tomou confaecimento
do facto e procedeu s diligencias da le, verifi-
cando nao ter bavido culpabiUdade da parle do
macbinista que diriga o trem.
Communicou-me o delegado do termo doCa-
bo, que no dia 30 do mez lindo inorreu afosado no
acude do engenho Bnranhero, o escravo du nome
Pedro, pertencente a Baroneza de Ipojuca.
A morte foi casul, segundo se verificou.
Pelo subdelegado do 1 districto da Boa Vis-
ta foram remettidas a esta reparticSo 9 facas de
ponta, 4 compasaos, 4 navalhas, 2 limas, 2 cauive-
tes, I pistola, 1 estoque e 1 revolver.
Communicou-me o capito Elysio .Alborto
Silveira, ter nesta dato reassumido o excrcicio do
cargo de subdelegado do 1- districto da Boa-
Vist..
Deus guarde a V. EseIi'm. e Ezm.
Sr. Dr. Ignacio Joaquim de Souza Leao,
muito digno vico- presidente da provincia.
O chote de pulida, Antonio Domingo*
Pinto.
DlHlO DE PERMiaKUCO
DE
Gorerno da Provlneia
DESPACHOS DA PRESIDENCIA DO DIA 2
OCTUBBO DE 1886.
Tenente Francisco de Soura Pitta.O supli-
cante nJo pede ser attendido em vista do dispos-
to na Ordem do Thcsonro Sacional de 16 de Fe-
vereiro de 1^63.
Honorio da Costo Monteiro.Informe o Sr.
Inspector Geral da Instruccao Publica.
Joo Pitto Viraos.Remettido Junta Medica
Provincial, a quein o peticionario se apresentor
para ser inspecoionado.
Dr Joo Maria Seve.Informe o Sr. Director
da Colonia Isabel.
Maria Jos Pessoa Ayrej.Informo o Sr.
Inspector Geral da Instruccao Public*.
Manoel Josquun Alves do Csto.Dirija-se a
Thesouraria do Faxeuda, que acha-se habilitada a
eftectuar o pagamento solicitado.
Teuente Miguel Joaqu m do R'igo Barros.
Informe o Dr. JuU municipal e de orphos do
termo de Palmares.
Sapoleo Marques Galvo.Passe portara
designando o 37" batalho de infantera do ser
vico activo du Guarda Nacional da comarca de
Uaranhuns para o supplieante ser a elle aggre-
gxdo.
Rutina Demetria de Souza.Sim, com orde-
nado. .
Reis &. SantosSin, :om as restnccoss do es-
Sebistiao Tavaros de Oliveira Brando.-Con-
cedo.
Hebistiao Antonio Peixoto Gadelha.Informo o
Dr. Junde direito interino da comarca de Igua-
rass.
Vicente deAsjis T.vaies Indeferido.
Secretaria da Presidencia de Pernambuco, em
4 de Outubro de 188G.
O ajudante do porteiro,
Antonio f. Siloeira Carval/io.
Ilc|>articao da Polica
SccjcSj 2.' N. 96 5. Becretsria da Poli-
ca r!e Pernarobaco, 4 ie Outubro de 1886.
Um. e Ex.u. Sr.-Participo a V. Esc.
que foram honteiu recolhidoa na Casa de
Detenco os seguintes iniividuoB :
noticias do Sal
O vapor francez Ville do Rio de Janei-
ro,foi portador das seguintes noticias, alm
das qu' publicamos sob a rubrica Interior
e na parte ofr.-ial :
S. Pedro do Hlo Grande do Sul
Datas at l'J de etembro.
No dia 16 dea Be na Serra dos Ta-
pes um brbaro assassinato, do que u Rio
Grandense d a seguinte noticia :
< Na v -nda de um tal Pedro Italiano
conversavao diversos individuos, entre os
quaes o pardo Manoel Liberato, homem
honesto, trabalhador e chefe do numerosa
familia. Por causa de urna quest&e ftil,
teve Liberato aras troea de palavras com
Miguel, antor de varios criroes, e sujeito
que por all vive oceulto pelas matas, t'u-
gindo vigilancia da polica. O resultado
da questao foi dispaiar o bandido sobre
Liberato tres tiros de revolver, ferindo-o
morti'lruente. Transportado para a casa da
familia ah expirou duas horas depois. O
assassino evadi se. s
Em tiag, cont3 o Diario que n'uraa
das ultimas noites, seriam tres ou quatro
horas da madrugada, andando o entrega-
dor da folba fazendo a distribuido desta,
deparou com um pobre demente, de na-
cionalidade portugueza, oceupado a reu
nir papis, pedacos de madeira e outras
mteriaa combustiveis, com as quaes ali-
mentava urna grande foguiira, que fizera
junto porta do theatro 28 de Setembro.
O empregado do nosso collega persua-
dio-o, com a conveniente moderac^o, a re-
tirar-se, accedendo a isso dcilmente o
desventurado louco.
Fallecerain : em Porto Alegre D.
Marcolino Barreto Oidade, e em Pelotas
Francisco da Nova Monteiro.
S. Paulo
Datas at 26 de Setembro.
Em Capivary foi encontrado morto
no sitio em que resida, com grandes fe-
rimentos em todo o corpo, o lavrador An-
tonio Rosa.
A Sra. D. Joanna D. Barbosa fez o
donativo de 100A ao asylo de orphaos, de
Campias.
Minas Cieraes
Datas at 26 de Setembro.
A apuracao da eleico senatorial de
Mi as concluida na cmara municipal de
Ooro Preto a 24 deu o seguinte resultado :
I. Cesario Alvim 8,222
2.' Carlos Affouso 7,86'i
." Candido de Oliveira 7,634
Soares 6.937
Evaristo Veiga 6,421
Barao da Leapoldina b,Hbi
Bretas 4,275
Calmen 2,493
Faltaram actas de 43 collegios que nao
iufluum no resultado.
a nsta fora remettida ao Sf. uiiaistro
do Imperio pelo coireio, no mesmo u:a 24.
E trabalhadores da companhia que se ach'a-
vam na casa de negocio do Sr. JoSo Pau-
lino da Silva, com um companheiro que
evadise no acto da prisao, um delles ar-
mado de garrucha, ou'ro de revolver, por
denuncia, que teve o subdelegado de que
is! achavam armados ameajando atacar an-
da que fu3ge no quaitel,o sargento comman-
dante de nosso destacamento.cadete Manoel
Baptista Dias Machado, por haver elle po
referido dia querido prender o que evadi-
se, quando este amcajava o preto livro de
soma Antonio Ad3o.
Nao tendo os deus turbulentos attendido
s udmoestaco-'s do subdelegado que en-
tendeu dever eropregar primeiro os motos
brandos, e, dirigindo se ao luga aconse-
Ihou-os a retirar se, conselho que trab-in
lhes foi dado por outras pessoas, resolveu
o snbdelegado empregar a for9a e orde-
nou ao commandante do destacamento que
elle tuasse a prisao.
O Sr. Machado, tratando de effectual a,
saltiu sobre um dos turbulentos, que esta
va armado de garrucha, e o prendeu antes
quo elle pudesse servr-se da arma, em-
quanto a praca de nomo Pedro Pacheco
lancava-se sobre o outro, travaudo-se urna
lacta quo continuou na ra a durante a
qual o mesmo disparva o revolver de que
esteva armado e cujos tiros nSo se eropre-
garam sobra o soldado que o continua pelo
braco, .'que tendo, n> tumnlto. levado
urna bordoada quo, por engao, lbe des-
carregeu um paizano e que o derrubou,
le van toa se logo e continuou na luta.
Fo rido na m2o por um dos tiros o
soldado Jos Pcreira, perdendo se, feliz
mente, os outros.
Etf ctuada a prisao, foram os presos re-
mettidos rjara Baependy, onde, a requeri-
mer.tode seu advogado, se procede ao m
querito'jperanto a delegacia de policia.
Foram capturados:
Pelo delegado do Serr e raquisicSo do
juiz municipal do respectivo termo, o indi-
viduo de nome Luiz de Souza Azevedo,
incurso as penas do art 193 do cdigo
criminal.
No acto da prisSo, tendo havido resis-
tencia da parto do criminoso, o official de
justica, encarregado da diligencia desfu
chou contra o mesmo um tiro de que re-
sultaran leves feriraentos.
Pelo delegado do Arassuahy e recolhilo
cadeia Joaquim Bernardo, all pronun-
ciado por tentativa do morte na pessoa de
Theophilo de tal.
Pelo subdelegado de S. Miguel da Pon-
te-Nova, termo do Sacramento, e recolbi-
do cadeia do Arax Jos Antonio de
Araujo Guerra, pronunciado no art. 193
do cdigo criminal, por homicidio pratica-
do a 13 de Novembro do anno passado no
districto de Santa Juliana.
De Uberaba em 13 escreveram ao Jor
nal do Commercio da corte o seguinte :
a Falleceu a 7 deste, repentinamente,
pelas 3 1(2 horas da trde, em sua faz-an-
da da Floresta, purochia desta cidade, o
tenente Hippolyto Rodrigues da Cunba,
abastad* fazendeiro e chefe de numerosa
familia, sendo Sen cadver sepultado no
cemiti'ro particular da farenda da Formi-
ga a 8. Sexagenario, laborioso, intelligen
te, metbodico, amador da agricultura til
e agradavel, de carcter probo, honesto e
uircumspecto, cavalheiro distincto, carido-
so e exauto ais seas compromissos, era
com razio muito estimado e respeitado
Filiadr Jo partido conservador, era um dos
seus dedicados membros, com a maior
abnegacSo e desinteresse, sem que lhe pu
desse notar a menor cousa que directa ou
indirectamente se qualiii assa de hostilida-
de aos seus adversarios. Era emfm um
homem cheio de virtudes cvicas e rao
raes, e por isso a noticia do s-.-u passamen-
to foi recabida geralmente com grande pe-
zar, d
nio de Janeiro
Datas at 27 de Setembro.
No senado, em 25, justifijaram re-
querroehtos: o Sr. Tauuay, pedindo in-
formacoes sobre a remocao do banco de
arca chamado Taboleiro, e o Sr. Meira de
Vasconcellos, pedindo copia da represen
tacio contra o Monte Po dos Operarios do
Arsenal de Marinha da corte. Em segui-
da foi approvado o requerimento do Sr.
Viriato de Mederos sobre a serio de pre-
cos das unidades dos diversas servicos da
estrada de ferro D. Pedro II.
D-pois de explicacSes do Sr. presiden-
te, em reluci ao requerimento do Sr. Ji.sc
Bonifacio, sobre o banco e de algumas ob
*ervac5e8 do Sr. Meira de Vasconcellos
sobre o do Sr Fernandes da Cunha, reja
tivo taculdade de medicina da Baha,
fun iameutuu o Sr. Jo- Bonifacio um re-
querimento pedindo copias das proposUs
a presentadas aos autecessores do actual
Sr. ministro da fasenda, p ra emprestimos
Na 1.* parte da ordem do dia foi reci-
tado o requerimento de adiamento da dis
cussAo de crdito sobre saneamenio, apre-
Bentado pelo Sr. Cruz Machado e appro-
vado o mesmo crdito depois de combati-
do pelo r. Dantas e sustentado pelo Sr.
ministro do imperio.
Foi approvada a li".enca ao desembar-
gador Marcos Antonio Rodrigues de Smza.
Entrando em 3.a discusso o orea ment
da iazeuda, fcou adiada pela hora, depois
de ter o Sr. Jos Bonifacio justificado urna
emenda supprimindo a da cmara dos di-
putados outborgando o pagamento a Wa-
ring Brohters.
Continuando a 3.* disoussao do or5amen
to da agricultura o r. Silveira Martins
justifica urna emenda sobro melhoramen
tos da barra do Rio-Grande.
Encerrada a discusso e procedendo-se
votocao foi approvado o or9amento, sen-
do regeitada a emenda o Sr. Baro de
Cotegipo supprimindo os addLtivos apre-
sentaios ciu .a discussao pelo Sr. Jos
Bonifacio.
Parti no dia 25 para Montevideo,
bordo do paquete Kquateur, um individuo
que uns conheirem pelo nomo de Jos Pur-
lese e outros EstevSo Purlcse, o qual
conhecido como caften e pela segunda vez
deportado.
O alferes Galvo quo so intitula Ob
2o da frica, promoveii no da 24 grande
desordem na praya Municipal, pelo que foi
recoltiido esUco pobvial do districto.
Falleceu, no dia 26, na (Oto, do
urna pneumona dupla, o com 32 annos de
dado, Augusto Pereira da Fonseca, ern-
pregaao na casa dos Sr3. Wilaon & C e
que era goralnente estimado ; Basilio Jos
da Silva Barreto e Pedro Emilio de S
Ci rreto, o prmeiro auxiliar, e o segundo
conferente na estrada de ferro D. Pedro
II.
Eis as noticias commercias da ultima
data :
Rio, 26 de Setembro de 1886.-0
mercado de cambio estove hoja muito fir-
me e em alta : os bancos encetaram suas
nperace8 com a tax-i de 21 11|16 d. so
bre Londres, sacando o Loudon Bank e o
English Bank b 21 3|4 d. contra caixa
matriz, e pouco depois do meio dia foi este
ultimo preco adoptado contra banqueiros.
As tabellas no Commercial e no do Com-
mercio, e as taxas no London Bank e En-
glish Bank, foram do meio dia em diante
as seguintes :
Londres 21 3[4 d.
Pariz 438 rs. por fr., a 90djv.
11 nnburgo 543 rs. por ra., a 90 djv.
Italia 443 e 44 rs. por lira a 3 d[v.
Portugal 249 e 248 i. a 3 d[v.
Nova-York 2*>330 por dol., vista.
0 movimento do dia foi regular sobre
Londres, a 21 lljlt e 21 3[4 d., ban:a-
rio, e 21 7|8, 21 15(16 e 22 d., papel par-
ticular.
R-passou se pipel bancario sobre Lon-
dres a 21 i2[16 d.
Na Bolsa o movimento foi tambem re-
gular.
Babia
Nao recebemos folhas.
YoliH.is do \orte
As folhas que recebamos dos portos
do norte, pelo paquete nacional Cear nao
an'ijntam s trazidas pelo paquete norte-
americano Finance. do Amazonas, Para
e Maranho.
Eis as das outras provincias :
Ceara
Datas at 1 de Outubro.
Funcoionava a assembla provincial.
No dia 17 approvara por 16 votos con-
tra 15, o contracto da publieoco de deba-
tes com o jornal Constituido, nao obstan-
te a proposta da publicaco gratuita feta
pelo Pedro II, a qual foi lida no expedien-
te, e remetiida mesa pela presidencia da
provincia.
Contra o contracto votaram os Srs Se-
drim, Venancio, Messias, A. Ja orne, Cus
todio Guimai'aes, J. Candido, Sisenando,
J. Paulino, Ildefouso, L'ito, Caiapeba,
Aristides, Manoel Monteiro, Calou e Ale-
xandrino. (15)
A favor do contracto : os Srs. Marti-
nho, Waldimiro, Barroso, Pioheiro, Ho-
norio S^rafiui, Artbur, Lima, Moreira, Uio-
go Gomes, F.-mandes, J. Sarapao, Beli-
sario, Pedro Alves, Paulo Rtbeiro e Mof.a.
O Rvd. padre Graga, presidente da as-
sembla, pedio exonerayo deste cargo, que
lbe foi negado.
O Pedro II, de 26, pubKcoa o seguinte
officio do presidente da mesma assembla :
Presidencti da Assembla Provincial
do Cear, 16 de Setembro do 1836.
111 uo. e Exm. Sr. -Na qualidade de presi-
dente da Assembla Provincial, cumpro o
dever de levar ao conheciment de V.
Exc. para os tina de direito, a seguinte e
gravissima oceurrencia :
< Nao tendo havido sessao desde o dia
6 do correte mez, por falta de numero de
deputados exigido pelo regiment, tnho
eutretante lido nos jornaes, que a mesa
constituida sob a ^ice-presideucia do Exm.
Sr. padre Antonio Fernandos da Silva, a
despeito das disposicSis dos arts. 60 a l
do citado regiment, tem procedido a ac-
tos que s podem ser praticados havendo
sessao.
f Fura desta hypothese, visto que o
! vice-prssidente substituindo-me nos ter-
mos do art. 36 n3o ple t-r outra com-
petencia que nSo seja a de mandar proce-
der a chamada dos Srs. deputados e, nao
obstaute nao baver sesso, a de assignar
a ata consignando esta oceurrencia (uns.
64 a 70). II .vendo numero, entilo ficar
armada dita competencia dos trabalhos da
sessao, desde que o presidente da assem-
bla nao comp reca.
< A nao ser assim dar-se-ha urna accu
mulaco de exerciuios em sessao e fra
della, 4e todo ponto perigosa e iasdmissi-
vel.
< Entretanto, aem atten ler a estes prin-
cipios que decorrem de simples leitura do
regiment, coostou-me que aquello vice-
presidente arrogando se a urna competen-
cia que nao lbe dava a substituidlo limita-
da uo caso dado de cao baver sessao, pre*-
tou a sua assignatura a um contracto para
a publicaco (ios debatas e mais expedien-
te da casa, com o jornal ConsttuiccZo
pela quantia de dez cuntas de ris, durante
o biunnio, e com precipitaco que os direi-
tos provinciaes toram pagos posteriormente
quando, segundo a lei, devera ser consig-
nada no termo o respectivo conh.-cimento.
c E mais ainda : porque para certificar-
me dessa oceurrencia, ordenei ao director
interino da secretaria, que me fo.-si apre-
sentado o livro de contractos, afim de po-
der providenciar como de direito ; acaba
de ser esse funecionario suspenso por tem-
po indeterminado, pelos proprios assignata-
rios do contracto.
f Nao podendo e nem devendo subordi-
nar miaba autoridade de presidente nato
da assembl-i, e seu principal orgilo na casa
e fra della, a u.u procedimento auarchico
e cland atino ; e alm disto cumprindo-me
d -tender os cofres provinciaes do pesado
oous que lhe por tal forma imposto, at
porque ha proponeote ao contracto por mo-
tado do prego lesivamente estipulado ; as-
sim o communico a V. Exc. p digne fazer obstar qualquer pagamento.
em quanto submetto o caso ao conhecimen-
to da assembla, que resolver como achar
de bem. i
as mesmas condic5es est o caso]do
empregado suspenso.
Reitero a V. Exc os protestos de mi-
nha estima e alta consideraco. }
Deus guarde a V. Exc.IUra. e Exm.
Sr. Dr. Joaquim da Costa Barradas, mui-
to digno presidente do Cear. -Padre Jos
Teixeira da Graqa, presidente da assem-
bla. i
Em observancia ao que determinon
o Exm. Sr. ministro da fazenda, em tele-
gramma de 22 de Setembro, foi suspenso
do exercicio de thesoureiro da alfandega, O
major Jos Peregrino Veriato de Medeirog,
at ulterior deliberaco, em vista das irre-
gularidades verifica tas na respectiva an-
ga.
Sob o titulo Thesouraria de Fazenda,
diz o seguinte a Consrtuicao de 30 de Se-
tembro :
No dia 27 do corrente, S. Exc. o Sr.
presidente da provincia apresentou se nes-
ta repartico inexperadamente e proceden
o balango e exame no cofre e escriptura-
5&0 respectiva, verificando por si a exis-
tencia do saldo e regularidade do servigo,
a cargo do digno e honrado thesoureiro,
nosso amigo, o Sr. Joo Antonio do Ama-
ral Filho.
S. Exc. ficou satisfeito com este re-
sultado e disp'-nsou ao digno funecionario
merecidos elogios.
A probridade e intelligencia com que
o nosso amigo desempenha as fuuecoes
milindrosissiraas do cargo de thesoureiro
sao da maior notoriedade ; e o proprio es-
pirito de maledicencia nunca atreveu-se a
levantar a mais ligeira suspeita.
a Segundo nos parece, > infeliz aconte-
c ment do Recife, que deu ao Estado o
prejuizo de 800 contos, aconselham estes
eximios de pracaucSes, como medida de
fiscalisaco geral.
c Felicitamos ao honrado thesoureiro,
nosso amigo Joo do Amarol.
Sob o mesmo titulo diz o Qearense do
l" deste mez:
A junta desta repartico deu hontem,.
nos cofres cargo do respectivo tbesourei-
o balango determinado por lei, verificando
existir em c^ixa 420:5645*531, a saber:
Exercicio de 1816 -S87
Caixa geral
Receita 539:2185810
DeBpeza 235:518^494
Deposito e causees :
Rceita
Despeza
Depsitos pblicos
Receita
Moeda de bronze :
Receita
Monte Pi:
Receila
Despeza
Receita
Despeza
1885-1886
Caixa geral
Cofre de juros era de-
posito :
Receita
Despeza
Dficit do Monte-Pio
303:6005316
2:700*250
505000
2:6095250
2255000
5:9815840
31,4765406
6005602
5:8465904
307:2205104
443:1825942
343:3865717
99:7865225
12:4935000
4:2515000
415:2585320
5:2465302
420:5045631
Chegara capital no dia 2d o Dr.
Olympio Manoel dos Santos Vital, chefe
de policia ltimamente nomeado, e tomn
posse do cargo.
Cora o seu exoreco findou o Dr. Joa-
quim Pauleti Bastos de Oliveira, que dil
rigi a ehefatura desle o cornejo da actna-
situaco.
Do noticia as falbas dos seguintes
fallecimentos :
Na cidado de S br d, a D. Joaquina
Emilia de Albuquerqae, esposa do Sr. Do-
mingos Deo leciano de Albuquarqu-*, e es-
tremecida filha do Sr. coraroendador Joo
Thon^ da Silva j
Na capitil, D. Antonia Josephina de
Castro Vieira, senhora sexaganaria e viu-
va do antigo empregado de fazenda capi-
to Jos Xavier de C;.stro e Silva. Deixa
numerosa des -endenaia e amigos, que pro-
funiaroentn sentero o seu passamento;
Victima de urna leso cardiaca succu.n-
bio repentinamente em Pentacoste, no da
8, Joo Pereira de Souza. Era um homem
dotado do qualidades e virtudes raras, dei-
xou onerosa familia, e sua morte foi geral-
mente sentida por todos que o conheciam
e apreci -vam ;
Na capital, s 8 horas da noite de 2At
de amigos padecimentos, o alferes honora-
rio do exercito, Antonio Joaquim Noguei-
ra, ex-tonente do corpo do policia.
Le-se na Ct,nstituicjlo de 23:
Hontem, por voha de meio dia, no
Bouhivard do Duqua de Caxias, prximo
ra do Imperador, Domingos Lopes da
Silvii, de 61 annos de dade, assassinou
com urna facada a sua am=su Maria Mag-
dalena da Conceisilo, da 42 annos.
v O asassiuo tentou evadir-s*, mas. nao













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io de FcrnambiiftpTersa--feira 5 de Outubro de 1886
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o conteg, gf?a* a- activando da cvico Jos Francia:o da Costa e outro
seu coiDpaaheiro, que effdctuaram a prisito
do dalinquenle.
Este nacsino individuo j curoprio a
pena da 14 annos de prisiio por igual cri-
me.
f O subdelegado de polica do 2* dis-
triito rnandou irsanaportar o cadver para
para o hospital d Santa ('asa de Miseri-
cordia, onda preu-a o eorpo de de-
licio. >
NodsSB, par uolta de 1 hora* da
aoite, no calgaanentB da Arroachos, porto
do asylo a aliaawdoa, Joi Domingos
aproveitanrh a oaeaaiar ein qae sen irrao
Francisco Igaacia de Liosa beba uo pou-
oo de garapa n'trm copo, passou urna na
vaina no pescoco deste. dando-lhe um
grande talho.
Coasta nos que o offendido acha se em
perigj de vida e que o seu offcnsor eva-
dir so incontinenti.
Isfinoca lo >ore
Datas at 2 de Outubro :
- As noticias desta praviacU coastarn
da carca do nosso correspondente, pabli
ada sob a rabrica Interior.
Pirii)ba
Datas at 3 de Outubro:
As noticias desta provincia constan:
da carta de noese correspondente que pu-
blicaremos ainanba.
:\ oficias da Europa
O paquete fraocez Ifiger troxe-nos folhas de
Lisboa alcanzando a 23 de Seteinbru, 8 dias mais
w.Kh.iIuJos do que as de que foi portador o paque-
te tagtz Aconcagua.
Panuca)
As noticia deste reino athara-se publicadas na
carta do nosso eorrespoaJente de Lisboa, inserta
sob a rubrica Exterior.
Brrpanba
O suprscitado correspondente escrevea-nos ose-
guiute sobre este reino :
Apeas* de se luecederera com masares intrrval-
loe nao deixam de se ir manifestando os pronuo-
ciaraentos militares etr Hespanha.
Donis do criminoso tacto revolucinrio de
:] irthagena, que privn da existencia o valente ge-
neral Farjado, tem a imprensa de registrar urna
sedicao militar na propria capital do visinbo reino.
Havia bastantes das que em t.lguns jornaes da
situac i se dizia :
Ogovrrno est prevenido; o governo subo o
que se trama; es conspiradores sd* eoabecidos e
aia conseguirn! os seus propositas; o que que
ria ilizir que se esperava a revolra militar, que
a tnica que em Huranha tem probabilidad* de
vingar.
Alguinai prisoes ieitaa saladamente confirma-
ram as noticias mais ou meaos encapotadas dos
'jornaes.
lirteta vez, porm, a tentativa revolucionaria
manifestou-s* aa propria < api tal ero presen? da
bondosa soberana regente, que to propensa se
tem mesurado 4 clemencia e piedade, comiuut n -
do as penas dos militares ltimamente condemna-
do no*) conselhos de Guerra.
Ha pencos das o El Estandarte disia que se no-
tava um certo movim-nto em Perpinau e Bagnrcs
de Lucooo entre os emigrado i carlista; que fura
preso em Iran, por suspeito de attentar contra a
orden publica o republicano federal D. Antonio
Sacallr; que s* tiaham organiaado partidos ewriie-
r.as na catataba e capitaneada* pelo cabecilba
Valle, etc.
O gorerno pareca nao dar attencao a estes ru-
mores, dizendo, por intermedio dos seus org is aa
imprensa que a ordem era conmista em toda a
Hipaste.
final aquella pas octaviana tao apregoada pe-
los sagaatinos, teve o sea primeiro escalabro na
proptia raadrid pelaa 11 boras da noutedo domin-
l', eom a su ble vacio de algomss centenas de sil-
dados regisamtosde cavallaria de Albuerde de in-
fantera de Gasetana.
Os revoltosos sairam do quartelde S. Gil onde
se achavam dirigmdo-se so quartel, dos Dok,
sob o commando do brigadeiro Villacampa.
Neste Htiioo aquartellamento achrate alejada
gran-e parte da guarnico de Madrid que disncr-
M>n os sublevados, apresionands muito delles.
Os habitantes da capital conservarim se per-
tcruunAo*# soe--gados.
O resto das tropas da guarnico, por emqaanto
permanece na melbor ordem ; mas ninguein pode
prever o que far amanh, impulsionado pelos mi
nejos dos carlistss dos paitidarios de Zorruna,
que Ihe aeenam constantemente com postos de
censan e augmento de sidos. *>
V se qnc os sublevados contavam ser auxiliados
por inais torcas do exercito, que lhes faltara no
momento opportuno.
No movtmeuto abortado apenas tomaram parte
ios 30 saldados, segundo um tclegramma recente
para urna f>lh de Lisboa; mas nao d; presumir
que tosse to limitado o numero dos conjurados.
O qne de ve ter succedido que, hora de sabir
paia a ra, o maior numero reeonsiderasse e se
iteixasse ficar nos quarteis.
Ka todo o caso, o que paree, que este raovi-
roentci toi sudocado com tanta facilidade quauto foi
\ leviana insensatez com que os revoltados o po-
aeratn utnexecuco.
Os restantes dos sublevados que nao foram logo-
a presionados, j se apresentaraai guarda civil e
as sutoridades das povoacjs immediatas a Ma-
drid.
Diz la Opinin de 20 que os sublevado* se dis-
seininarara as '3 horas da madrugada, venda a
nmlilidad; do seu esforco e que se Ibes faltava a
promi'saade que se haviam de sublevar mais for-
jas do exercito.
I) u ordem para a disp; r.-ao n bngadeiro Villa-
campa, que se pezera trente dos revoltosos.
0 general Paiva rnandou dar urna batiia contra
os revoltosos dispersos, apresionando assim mu i tos
delles e pers guindo o resto.
Suppoc-ee qua o brigadeiro Viliacampa cahiotam
bein (''o poder das tropas do'general Faiva.
En o que referemas ultimas informaooes.
Apesar de estar mnito acautellado contra tenta-
tivas revolucionarias, parece que o governo de
Madrid nao canta va com a que rebentou no domin-
Quflsi todos os ministroe estavam fra da capi-
tal.
A' noute encheram-se os theatros e s s 11 bo-
ras que corren no circo Frise que se tinbam re-
voltado a I gumas torcas em Madrid.
A noticia propalou-se repentinamentee osespec
t\dore abandonaram os theatros e foram para as
ras observaren] o jue succedia.
0 general Pava, goveruador militar de Madrid
esta va no theatro Alhambia quando recebeu a no
ticia da insurreicao.
O general sabio immedietamente. ordeoou pelo
tulegrapho que marebassem para Madrid os regi-
meu'os aqaartellauos as immediaces e pos-se a
trente de algumas forcas de cavallaria e de infan-
taria para irao encontr dos sublevadas.
Do modo como se manifeston a insurreicSo, sao
-unda um tanto cunfusas as noticias dos periodiecs
bespanbes.
Poi o cap tilo Scrruo do regiment de infanta-
ra de Garelano qncm no domingo noite foi ao
juartel de S. Gil, onde est aquelle regiment e
revoltn a soldadesca. Acudiram alguna officiaes
ao motim que faziam os soldados e cooseguiram
icduzir mnitos d'estes a obediencia ; mas outros
i.riraui o major e outros dous offieiaes, arromba-
r.iin um tabique que os separa va do regiment de
Albuerae.conseguiramque dous esquadrojs de ca-
vallaria os acompanhassem.
Em seguida os revoltosos, que seriam nns 300
homens, seguiram pela ra de los Reyes de S.
Bernardo, onde feriram alguas paisanos.' conti
nuando a marcha pelas mas del Pez, Psebl, Val-
verde, Infantas, Clavel, laballero de Gracia, Ceda-
Uevue, carreira de 6. Jeronymo e passeios do Pra-
o, jardim Botnico e Atocha at a estacao de
Atocha, dando vivas repblica.
Os revoltosos dividiranvse em dous grupos, um
que se aposson da estacan do caminho de ferro de
Mio-dia, masqoe foi r.peilido pelas forcas do go-
v.tqo, e o oatro qne foi ao qaartel dos Docks para
sublevar as torea all existentes, sendo porm re-
. hassado ti'0.
Na Atocha, o general Pavio sustentou um vivo
: irotcio eom os revoltoso, que tivaram de deban -
dar. Com a tropa rebelde andavam mu tos paisa-
nos armados da carabinas. Gracas a um official
da aiminiitrseas agilitar, eonsegnio evitar-se qoe
o paro se apoderases das eapingardas e da arti-
lharia que estao no deposito de guerra.
CsnnVina-sc que a iusurrei(;Io era dirigida pelo
brigarieiro Villa Campi. Bm quanto o cspitao
Serrano tratava de promover a sublevarn em
Madrid, o br:gadeiro scompanhado pr muitos
piisanos, apossava-se do comboyo e dirigia-se
para Alcal, afim de sublevar os regiment* all
aqu melados ; mas ao ebegar, o brigadeiroencon-
trou-se com tores superiores r teve de retroceder.
Cerno o brigadeiro foi seguido por outro cocaboyo
sin, tropas do governo, .possivel que ti vase sido
aprisionado, se nao coosegiiio fasrir a tempo.
0 coronel Melgan, comnaadaate do rogissen-
*D de Albeaesa, sabio com os esquadioes iese m
persegaseia d*M sedieioso*. Nibosi de as sise
sargentos pranss eoeontraram se #0 duros ; igunl
quantia tiitaam comaigo dous soldad js de Albora,
tainbess priaioaK'iroa
O capt tarrani aates da sahir do qaartel coas
a soldadesca arengna-lhes, arHnsMtndo que toda a
Hespanha se inaurreccionara, e qn a artillian i
aquartelada uo Docks s espera va o primeiro si-
gnal para se pronunciar ein tavordh revolt.
A's 5 horas da madrugada, segunda feira. estava
do:ninad i a insurreicao e sahiam diversa foicas
de Madrid em pcrsegiitcVi dos revoltosos.
Apesar de ter sido breve o ftnmuHciaineitto em
Madrid, fes victimas. Aim Jls officiaes do rc-
eimenro do Garetlano ftidos por se terem opposto
4 sabida dos soldados, ha duae morte.
0 brigadeirodeartilbaria Velaroe.foi ferido raor-
talmeoto ua testa por um de tiro revolver que lbe
destech ou um paisanr O brigadeiro morrea doas
boras depois nos bracos de sua esposa. O cond -
Mirisol, coronel de artlharia. foi fusilado por u n
grupo de paisanos.
O eonde dirigio.se para o qnarte! dos Dochs
afim de tomar o ominando do seu regiment,
os sublevados obrig>c.im-u'o a apeiar-se da car
ruag-is e deram-lhe urna d.-scargs queima-roupa.
82>estas as principaes noticias queso encon-
trara as folhas de Madrid.
O boato que correu em Lisboa de se ter revolta
do a gnarnicao de Badaj >z, at agora, infundado
0 plsno do ioserrect. s era sorprehender as
guarnico-.'s de Vicalvaro e Airla, nos ariedore
de Madrid e promoverem um proniinciainento. Es
(cravam assim ffstar de Madrid as tropas fiis
ao governo e provocar uina insurreicao popular.
Mas este plano t'allioo porque as) gu-miicoesdii Vi-
calvaro a Alcal se recusaran a secundar o mo-
vimeuto.
Uma ordem do capitiio geni-ral, affixada as ras
declara em estado de sitio todo o territorio de Cas-
tellaiNova.
Por causa dos acoatecimentns do dia 10 ja esto
presos 86 militare e 19 paimnoa. Os jomaos da
noite de 20, pubKcaramdigpaehosefGciaes aunu -
ciandos qee os testantes insurrectos, depois de
terem sido batidos em Vicalvaro foruin recbassados
psra Morata pelas tropas do governo.
O Correo diz que restavaia penis em armas1
uus 40 soldados de cavallaria.
A mr-jnia folha conta que o governo, tendo sido
avisado de que a revotta militar de Madrid p le
ter ramifican-oes as provincias inaudou prender
diversos revoluciona! ios.
Todos os j >rnes monarchicos lea c nidcinnado
estes successos.
A Tamba regenta, apesar d que se teni dito di
seu grave estado de sade, devi regressar no dia
21, a Madrid.
No pais visinho efTectiramate nao se desa-
nuviam os horisontes A regencia vai arrastan-
dd ama existencia difficil. A opinio, qoe poda
ampara! a, parece cada vez mais divorciada com
ella. O partido conservador deu prova d sua in-
capacidad.' eom a morte de Affouso XII. Nem
am dia pode sustentar que.le partido deslc que
o rei espir >u. Ter gaaho torcas por haver simu-
lado desintereisar-se do poder ? Nao, de certo.
O Sr. Sagasta acud* aquella angustiosa situa-
co ; mas o en esforco nao pJe ir alin das pro
prias f ire is. A impotencia em qoe se encontrou
o partido conservador, p Je accoinmettel- o ama -
nh.
O opro d mort ferio a moaarchia era H.-soa-
nha. S a democracia poderosa e fecunda n'a
Huelle pais, dizein os org.os repiiblicanos.
nella encontrar a Hespauba meios e condicoes de
prosperar e desenvolver-se. Nem sequer a demo-
cracia, proecgaem elle, carece de apressar a hora
dicsiva.
Confirmou-so a noticia da fuga, das ilhas Ba-
leares, do infausto D. Henrique, duque de Sevilha,
no vapor ViUe de Par, que se diriga a Cstte,
fas en do escsla por Palma.
Disem as autoridades, para se desenlparea, que
elle havia promertido, debaixo de sua palavrt de
honra, nao fagir e que, por iiso, gosava de certa
liberdade.
Tea corrido em Madrid o grave boato de
que, se a rainha rrgente, D. CbrisCiua, insistir em
sahir de Hespanna pelo sen mo estado de sarde
oo por dimeuldades para a governar, os conserva-
dores tratarlo de fazer com qne oceupe a regen-
cia a rainha D. Isabel.
Pallava-se na conv icario de um grande mee-
tino era Saragoca, para o qual seriam convidados
os Srs. Salmerou e P y Margall e commiseoes da
Catalunha, Arago, Madrid, Valencia e Navarra.
A ser certa, como parece, a abertura da bol-
sa de IJ-rli.n nos valoree.u?*pauhes, c.oar-s-'-lia
uma allianea finauceira, igual s que a Hespanha
tem actualmente estabelecida em l'aris e Londres.
Ha poucos dias o Ettandart, orgab do Sr
Cnovas del Castilbo, putlieou um artigo que tem
dado margen a muitos coumeatarios.
Entre outraa cousas, lia-sc ues.se artigo :
Porque se prende D. Ricardo Lpez, aclian-
do-se gravemente eufenno em Medinacei (toria)
somente por ser amigo de Hoiz Zorrilla 2
Porque se tomain tantas preoaugoes ni An-
daluzia, principalmente em Dsspena-perros e na
Catalunba ?
Porque tem conferencias secretss e diariss o
capitao-general de Madrid; Pas/is, e o ministre de
reino o adoptara providencias de taita gravi -
dade?
Qae se passa ? Nnguem sabe.
cooneracao da Franca e nao, se dina que est
falta seja das menos senaives.
A Franca, porm, que nao sabia inda da
reserva que tem conservado na Europa desde 1871,
nao deixa oomtudo de ser um embanco accSo
enrgica e persistente .ua a Allemanha poderla
Necessita-se ver a raioba no palacio da pra-
ca do Oriente...
Nao ha j que temer os calores em Madrid ;
mas sim as humidades da Granja .' -
O Temps, de Paria, afirma qae a rainha regen-
te uo est enferma. Entretanto, aquellas reti-
cencias da folha canovista do a entender que an-
da nisto roysterio a que D. Christma passa cada
vez peior.
0 Correio da Nuile, de 20, publicou nm tele-
gramma particular, dizendo que a regente de Hes-
panha est perigosamente enferma.
No dia 18 do corrente, o parlamento impe-
rial allemio approvou em segunda leitura, por (
grande maioria e sem discusaao o projecto que uro
roga o tratado de commercio com a Hespanha.
Quanto sedico militar qae vai menciona-
da no principio desta seccao, confirma-se qae es-
to interrompidaa ss communicacoes entre Bada-
joz o Madrid, tendo sido aquella cidade declarada
em estado de sitio. Parece qae esta noticia in
teirameuta fondada
A situaco difficil que atravessa a Hespanha
nao pode Iludir ninguein..
Ha tempos a esta parte que mal se oecultavam
certas impaciencias mal justificadas dentro dos
proprios partidos legtimamente constituidos e eg-
gravadas por nutras impaciencias ou pretensos*
ambiciosas de fra e de dentro da Hespanha
Estes acontecimentos causaran bastante sen?a-
co em Lisboa.
Franca
As tentativas para a tormacae da direita repu-
blicana estao longe de produzir resoltado.
O partido republicano encontra-se em situaco
de permttir aos seus adversarios todas as espe-
ranzas, segaro como est de que lhes faltam os
meio de reaiisal-as.
Um assumpto, porm, est impressionando agora
os espi ritos.
E' a intervencao do papa com respeto s sug-
gestat juDtj magistratura para qae a le do
divorcio nao seja enmprida.
O divorcio hoja uma le do pas ; mas o papa
amea^a de excommunho os juizes qae permitti-
rem o divorcio. Nao sabemos se a magistratura
francesa qae se nao arreceia de ontras maitas
roeacas, se corvar diante desta. Mas qoer a
aameaga produza se nao effeito, o empenho de quem
formula esta ameaca nao pode ser sgradavel ao
governo francs. Poda ser impotente a ameaca ;
mas nao ser talvez muito abonatoria de bom
criterio o formula! a, se qne o Vaticano se nao
quer abertamente iadispr com o governo da
Franca.
O actual pontfice que pareca arredar-ge do
caminho seguido pelo sen antecessor, parece mos-
trar agora neste e n'outros asanmptos, mui diver-
sas tendencias, de qae pode resaltar o exacerba-
ren] os paixoes.
Para contrapor na diplomacia activa, taita a
tomar, como fazendo parte da Allianea dos tres
imperadores.
A Franca continua pois a ser o pesadello da
Allemanha.
Inglaterra
Esa relacao a questo do Oriente, esta potencia
na > se aftaata da sua calculada posicao de reserva
activa, eneantrando nos embarazos dos seus ad-
versnntno laao de dissimular o seu isolamento.
A aUianea tes tre imperadores constitue effe-
ctifasaaaBte unen forca puderosissima ; ma* desde
que eenamcaaaa allianea inhabilita a aocs dos tres
hlindo*, ou apenas permitte movimento livres a
um d*cil*s, osa torea eonsidervelmente redu-
aida. Dcraars, sueeede que a Aoatria, por mais
que qneiram, antes am elemento que contribue
para eufraquecer a allianea. Por iiso a Russia
carece de nfereeer Ausia partilha em qualquer
conquista* que se propnha itfectnar. Mas nem
fcil a partilha pela natureza das coshs, nem os
que pretenden fazel-a ficarao nunct satisfeitos,
por qaasiquer molo p.irqe a faeam.
A' Austria por este motivo, se faz parte da
Allianea dous on tres imperadores, ao roesmo
tetnp > um alliado eventual dos que nao entran
u'essa alliancV e a ella sao contrarios.
A Inglateira olhar sempre Dar a Austria,
assim como a Austria olbar para a Inglaterra.
O gabinete de marques de Salysborg encontra-
se em si tu- co omito cubada no interior, e nao
acha sneio fncil de esperar nuil diverso do exte
rior. Procuru-a por c rto. nao se Ihe deparou
anda uica hora fclix. Nao desista do intnito, e
nao Ma quem supponha ter descoberto o que
ella premedita Nao ficil, todava, acertar desdi
. O partido tory comquanto luja seguido ulti-
inamcitnite a mesma poltica exterior, adoptada
pelo par.ido liberal, nV esquecer-completamente
as auas antigs tradi^es e sabe bem como, por
vezes. o uo esqnecel-a, contnbue para levantar
a iipinnlo do paiz em sea favor.
K de so be jo saDe quanto carece d'esse fav-.r da
opmio publica, por isso que est vivendo da
acquescencia eventual de uma parte do pxrtido
liberal por cansa da questo irlandeza. Anda
at a?ora n- nhuina outra como esta prcoecupa
principalineiitc a naco ingle.
No dia 19 ic Setembro regrassou a Londrs o Sr.
Gladstone.
A Eepul/lique Frjncaiie diz que, a Iriglatera
ti-iicioia proclamar o Egipto p ssesii i britnica
logo que tenha reunido ota Alexaudria niuir.it.
forcias militares.
a sesso iioc'turaa de 17 de Setembro apre-
senton o Sr. Campbell na cmara dos commnns
uma proposta expressando o desejo d.> que a In-
glaterra evacu o Egypt> o mais deoreasa possi-
vel. i fp nii ii-lli- !>ir J. Fergussou que im-
posiivel evacuar o Egypto em quanto mi estiver
Completadas as reformas; as ti:uin(,M8 egypcias
tecui melii rado. certo. Quando a miss da
Inglaterra terminar, toda a gente reeoahecer qiie
toi um beneficio para o Egypto e una honra para
a Inglaterra.
A propost* do Sr Ca npbell foi n-jeita la.
Allemanha
Io*pira serios cuidados o estado de sade do
velbo imperador Gmlherioe. Como se sabe, o to-
berauu allemo foi assislir as manobras militares
em Lercherfeld (Alsacia;, mas o calor e a fadi.-a
prostraram-se logo ao segundo din. Segundo se
retere, o imperador foi accoinmettido de um c-
lica huputica e de grande soltura, que extraordi-
nariamente o debilitan. Os mdicos prohibiram-
llie que sahisse, recommendaudo-lhe absoluto re
pomo.
A proposito dis manobras da Alsacia rea-
Usadas sob um calor asplrxiaute, dis um reprter
do Garrfois para aquella folha em 15de Setembro:
> As manobras da hijo foram quasi idnticas
as de segunJa-feira. Manobrou, como cuta), a
ufantaria houve cargas de cavallaria.
* O permetro do campo de balara era mais
restricto e o terreno meius dincil ; mas u&o obs
tante, cabio extenuado no cainpo um grande Ho-
mero de soldados.
I> que ua seguuda-feira oaa p/>deram snp-
l orlar a fadiga, morreramj 7 e os restaates es-
to gravemente enfermos.
A imprensa aliena, con excepeto do Frank
farter Zeitung, guarda silencio acerca desres fac
tos que toda gen'.c j conbece.
* De Strasburgo, o imperador Gailherine parti
no dia 19 a una hora da tarde para, Bade.
Orienta
A eonjoraco contra o principe Alexandre da
Bulgaria comecou por mostrar que a Russia seoo
promover a sahida do principe, nao soubd ou
nao pote dissimular o prazer que s^ntjo ao receber
aquella noticia. Declarou, comiado a Russia que
er alhea ao qae se fizer.i, e por certo isso nao
era motivo para que o eontiuuasse a ser. Aquella
inesperada coujuracao que veio despertar as at-
tencoes do czar e obrigal-o a cuidar de novo no
bem estar da Bulgaria, oue pareca ameacado.
0 principe Alexaodre ao saber qae a eoatra-re-
voluco llnj restitua o ihrono, acudi ao apptllo,
mas porque julgava Russia alheia coujuracao,
dirigio-se, como vimos, em termos de extrema hu-
nildade ao oz ir. Cjrrespondeu-lhe o imperador
con desusada altivez, e agora j se diz tan,bem
que o fizera por haver tornado por irona a forma
subnissa do prim ipe Alexandre.
Mas a explicado foi tarda, c ao que parece, o
principe Alexandre tomn as palavras do erar
orno ellas eram e resolveu se a abdicar. Nada o
deteve, nem ss deinonstiayes populares, nem a
dedieaco do exercito, nem mosmo a arquescencia
das pitcnciRS que, com excepcao da Russia e da
Allemanha, o cumprimeiitaran por intermedio dos
seos representantes ua sua marcha trinnphar para
Sufia.
Porque se manifeston insistente na sua resolu-
co o principa Alexandre ? Voltava apenas para
aconselhar em cea nome qae se submettesse a
Bulgaria aos desej >s manifestados j pela Russia
e aos que poderla nanitestar anda?
E depois, tudo correu com extraordinaria cele-
ridade e por modo que se confu dem os cnticos
de alegra e as .acclamaces enthosiasticas pelo
seu regresso, com as secnas dolor osas e de lagri-
mas pela sua retirada.
Nao se explican, estas mutaces de scena to
rpidas ; porque todas as ex ilicac-'s que ae do
mais confundem e enredan.
A regencia toma o encargo de manter a ordem,
e por ventura de alimentar a intriga. O princi-
pe Alexandre parte para Darmstad e j all se
encontra. Na sua marcha nao recebe send um
acolbimento favor.ivel. Na Romana sadam e
principe que largara um throno cono se fra oc-
cupal-o. Na Hungra as acclamacoes d'aquelle
nobre povo acorapauhain o principe, e na propria
Austria, se Ihe falta n as demoustrafes officiaes,
as que valem muito mais do que essas, as da po-
pulacho d vem ter impressionado o priacipe Ale-
xandre.
Convocando o parlamento, a regencia da conta
dos factos occorridos, e a aesembla nao deixa de
prestar homenagem de respeto ao principe. A
escolha do novo reinante ser! fdita mais tarde na
grande asaembla.
Qual porm, a attitudc das potencias em pre-
senca de tudo isto?
E' bem certo qae a diplomacia ignora muitas
vezes mais do que sabe. A sorpresa qae a mui-
tos impressiona, nao deixa tanbem de a impres-
A Russia, on porque promovesse a crise, ou por-
que pretenda aprovcital-a, raostrou-se satisfeita
com os factos occorridos. ou por havel-os provoca-
do, ou por se lisongear de lli'os haverew attribai-
do, e assim trata de afirmar a sua influencia.
Nao o fez sem ter soadado as disposicoes da
Allemanha oa porque possa contar com a acquies-
cencia d'ella, ou porque ihe convenha simular que
a tem. Por sua parte, o principe de Bismaik, a
qnem attrlbucm o papel de dominador, mal pode
irritar-se de que o facam passar como supremo
arbitro de todas as cousas. O principa de Bis-
mark sem duvida, um espirito superior ; mas a
paixo de dominar, se existe oo individuo, sus-
ceptivel de obscurecer os espiritas mais lucidos.
Seja como fr, a Allemanha que pareca pouco
disposta em favor da Russia, e a Russia que pa-
reca resBentida com a Allemanha, eis qae de s-
bito se mostrara a Russia to confiada que procara
na Allemanha a sua mais fiel couselheira, e a Al-
lemanha to penhorada que corresponde ama-
bilidade da Russia como se fra o seu mais dilec-
to amigo.
E assim, o prncipe de Bismark, que o se-
nhor absoluto, passa de um dia para o oatro a ser
um instrumento as mos da Russia ; e a Russia
que por sua parte dispoe dos mais numerosos exer-
cito, nao move am soldado sem onvir quem por
ventura lbe diz que esteja tranquilla.
A allianea dos tres imperios, disfeita no dizer
de muitos, apparece de sbito recomposta e no
meio de tao feliz aceordo entre os tres imperado-
res, as denais potencias da Europa continnam : a
Italia, a observar ; a Turqua, a observar tamben ;
a Franca na sua reserva a a Inglaterra segrega-
da, hamilhada segundo uns, e segundo outros qua-
si ou de todo Tduzida a situaco de nao ter con-
tada como potencia europea.
Diante do principe Alexandre, on diante da
Bulgaria, ou diante do que parece nada valer e
nada poder, deten se mais dias o czar e o supre-
o dominador da Europa, do que o grande apo
teo antes de chegar btalo de lena.
E dorante esses dias, qae nao sao muitos, per-
gunta se 0 que pensa, o que tara a Austria, que
figura nominalmente na aiauca do* tres impera-
dores, e que guarda a maior reserva na* pri-
neira* horas.
Coaseca, porm. ja dizer-** que a Russia que
se deteve nos primeiro* imputo, graea a aasisa
de das Allemanha, na* leva j p ir diante, como
pretende, os seus propsitos, gracas e geralm^nti
a amisade da Austria^
Soosanigea que assim enleiam o imperador
da Russia, e a albauca dos tres imperadores nao
a priineira voz que se raostrou extraordinaria-
mente poderosa, para que nada se fa^a, e por
ventora demasiado impotente para auxiliar a Rus
sia a que tente alguna cousa.
Eia Vie..na d'Austria j comecou a transpirar
o pensamento de que os planos, que so dizem Ira
vados, mal poden lealisar-se con o asseutimeuto
da Austria.
A Aua:ra talvez de mais entre os tres ; mas
nn fcil suppriinil-8. Por bem enferma se d
a Turqua ha muito* annos, c anda nao ebegou a
hora de lbe rezaron os ltimos responsos.
Nao er to prompta, como suppuuham alguns,
a soluco da questo blgara. O incidente toma-
r por vezes o bigardo principe. Elementos, que
se julgariam de pouea Valia, mostrar ae bao dig
nos de attenco. E, por mais que queiran os que
parecen dis.o de forcas veroaiieiraineut-i 3uff<
caderas, nao podero conseguir desde j a qne de
sejain, e muito firio se uo comprometieren] de
Vez o futuro radi inte com que sonhain.
A rapidez cora que os aconlecimentos se preci-
pitaran nos prineiros dias, corresponder agora
a natural e ncvitavcl nomsidade.
A noine.ii. i do general Kaulburs para agente
dipcmatico da Russia em rioli-i, e a sua rpida
partida para esta cidade, onde outr'cra foi iniuis-
(ro da guerra, parece denunciar que elle vai en-
carrvgado de notificar a regencia as pretencoes
que a ftossia eonsegnio t.izcr approvar nltinainen-
M pelo seus allia.io, e qoe, stjain quai's forem
nao parece que tenuam de n-nliun modo a uma
aiinexnc... da Huleara Kussia.
A Gazette de Moscou: de parecer que a Russia
comeUeria uina grande falla apos.an lo-s! dos pe
H'icnos paizes slavos dos Baik tus, BPin que tocasse
esees paizes cun una frouteira de suficiente ex-
tciibio.
O gabinete moscovits, can o o austraco e o in
glez, teeua sido tavoraveis tormago de peque-
uos catados balknicos; mas h Rutsia tein-su cs-
for^ado seuipre por fa*-:r prevalecer seu ascen-
dente nest> 8 agrupanent crear desta forma un* seri.i de p. sobre a estrada qne dan teuha maia cedo ou mais
tarde, de seguir.
Ora, este faeto e que justamente torna imaossi
ve I a torna -o de una confedera cato balknica,
iiiutilisadns os esf-.re.H que tendom a firnal-i
pulo conflicto de influencias que nao r6peitam a
independencia d ,s pequeas nacionalidades sena
para mais fcilmente as englobar e absorver um
dia.
Por isso, nem a Servia, nem a Romana, nem o
Montenegro pode n. apesar de iudupeudente uuir-
se e seguir d'este modo uina poltica anti-russa,
porque a Austria e a Russia as arrastarian fatal-
mente sem que a Inglaterra podesse libertal-os
dos dous imperios slavos.
lufonnain, de Berbm, ao Standart que o pensa-
men'.o de convocar uina conferencia europea para
regular a questo blgara, nao adquir* anda vi-
sos de probabilidads, aem aco.lii Jo tavoravel-
usente pola Allemanha.
0 correspondente do Daily News ein Constanti-
nopla declara que a eleico do Duque de Oldcm-
burgo ao tbrono da Bulgaria quasi certa, e d
noticia de qae a Russ a < prepara par (as* un
enprestimo de dez nilboes de rublos Bulgaria.
A situaco da Bulgaria descripta fielmen-
te pelo Sr. Stambrulof a um correspondente da
Allegemeine Zrituny de Vienna nos seguintes ter-
mos :
A situaco interior d Bulgaria muito sim-
ple* Reina a ordem em todo o paiz e uo parece
aincacada de perturbadlo. Infelizmente, a sitoa-
cao interior bastante obscura e cheis de perigos.
A Russia nao dis o que quer. Foi ella qae fon; ni
o principe Alexandre a abdicar ; ia sua acuito, e boje nem enva o principe Dolgorouki
Bulgaria, ora proproe candidato ao throno. K'
evidente que comaietteram |uma grande falta ex
pulsando o prineipe Alexandre porque, qnalqoer
qae seja o personagem qos for chamado a remar,
ha de ser sempre, anda racimo que seja cscolbido
pelo Czar, mais blgaro do que russo. Est na na-
tureza das cousas: e, suppondn mesmo que o Sr.
Ivitk f suba ao throno da Bulgaria, este seria
oorigado, antes de pouco tempo a defender os in-
tereses blgaros contra a Russia.
Aiuda uma vez :nos nao sabemos o qua quer
a Russia; impossivel que ella tenha ioteresse
em prolongar cata in lcciso. Qaauto regencia,
pode bom durar tres ou quatro meaes. mais nao;
pois qae nao teria enlao a f 'rea necessaria. De-
pende, evidentemente da Russia e s da Russia,
qae o principe Alexandio volte para Sofa; mas
este regresso nao p-ovavel. A Bulgaria, infeliz-
mente, v-se abandonada por toda< as potencias.
0 Sr.de Bismark csi de aceordo com a Russia, a
Austria uo diz palavra, e a Inglaterra apenas lbe
d um apoio moral.
A idea de uma confederado dos estados bal-
knicos tem coi tente alguna consa de bom;
mas, almittindo mesmo que a guerra servo blga-
ra nao tenha afaatado essa contederaco para um
futuro bem longiquo, a unio da Bulgaria, da Ser-
via e da Roumania representar anda assim uma
for^a bastante diminuta para lutar com as ambi-
c;s da Russia. S se a Turqua tizesse parte des
sa confederacao e qae uma grande potencia euro-
pea Ihe prestasse o seu apoio, qae se poderia
constituir ara conjancto com que a Russia se visse
toreada a contar. Por agora, Do se pdc pensar
n'isto. Um perigo commam spproximar de certo
a Bulgaria, a Servia e Roumania e mesmo a Gre
cia; mas uma questo de tempo. Eosaiar ag ira
a organisaco de uma confederacao balknica uo
teria outro resultado sena o fazer penetrar a Rus-
sia at Sofa, e a Austria at Niseb, e desde eato
mytbo se tornara para sempre a independencia
a autonoma d* Bulgaria.
Em resumo. As complicacoes na pennsula
dos Balkans nao sao seno conflictos de interestes
das grandes potencias no Oriente. Nao sao, por
isso, as potencias da pennsula que Ibes podem
adiar a soluco, nem uma confederacao que pode
remediar o mal.
v Seja como for, diligenciaremos melborar as
relacoes com a Servia e tornal-as quanto possivel
amiga veis. No interior trataremos de manter a
ordem, importando-nos pouco de que a Russia re-
condena oa nao e governo da regencia. E' isto
uma questo interna com que ella nada tem que
ver. Eu.quanto estivermos seguros do apoio do po-
vo e dos seus representantes, sabaremos defender
os interesses da Bulgaria at aos sens ltimos li-
mites. "
No ds 18 de Setembro, a Assembla Nacio-
nal Blgara, depois de ter b'xado o dia 11 de Ou-
tubro para a eleico da grande assembla, que ha
ha el' per o principe, saspendeu as suas sessoes.
Na abertura da sesso de 18, um depurado pro
poz qae a assembla assistisse a um Te Deum, ce-
lebrando o anniversario da revnluco de r'hilipo-
polis, e es3a proposta foi approvada. Encerrada,
pois a sesso, os depntados e os ministres dirigi-
ram-se cathedral, onde se cantou o le-Deum,
oficiando o arcebispo de Macedonia, o qual appii-
cou as oracoes pelo povo qae fez a unio da Bul-
garia e da Rr.melia. Nao occorreu nenhum inci-
dente.
res da revoluco at que os nimos esteiam mais t? -i
tranquillos. J I Era maito estmado na classe da armada, onde
O rep.eseiitante da Allemanha apoiou este pe-
dido.
O governo blgaro devia resprnder oficialmen-
te ai dia 20, dizenio que se nao pode sobreestar uo
nquerito ; mas que a abertura do processo nao se
uffectusria se nao passadas algumas semanas.
Iamos omttiudo que a assembla uacionai bul
gara votara no dia 16 o projecto de menaagem ao
czar expreasaudo a dedieaco pro'uuda do povo
da Bulgaria por San Magestrde Imperial e mani-
festando a esperasen de que dcsapparecra deutro
em pouco a tensad de relacoes da Russia com a
Bulgaria e tamben que o czar tomar sob a sua
proteceoa Bulgaria e favorecer unio blgara,
o a sua independencia.
A assembla votou depois or acclamaco a res-
posta ao discurso da reg-nci.
Esta resposta cbodemna o golpe de estado de 21
de Agosto e^eonvida a todos os blgaros manter a
orden.
No Daily TeUgraph de 19 le se um telegram-
ma de Sopnia dizendo que naqu-ila cipital corre o
boato de que, en consequeucia do uma rcvelaco
teitn ao governo sibre una tentativa eoutra u
vida do priuc pe A'exandre, a polica procedeu a
iuvestigaceg enrgicas.
Entre as pussoab suspeitas fez-se uina devassa.
a qual deu em resultado descobrirem-se dous as-
Sassinos pagos para mataren principe.
KqtawluN-l'iiitlon
Os negros dos Estados-Unidos promovem acti-
vamente una grande subscriuco com o in de
erigirein na Phil delphia estatuas e diversos mo-
numentos em honra de Browns, Philipps, Ganisow.
Summer, L-ncol e outros que to noblemente c ope-
raran) para a abolilo da escravatura.
Seria curioso, diz un peridico americano, que
os negros reasassem o seu intento, quando a ci-
dade de Nova- Yoik nao consegu-juntar a soTina
bastante nara erigir um monumento ine..i iria do
general Graut.
EXTEMOR
Nesse dia, o regiment romelista, que tinha li-
ando em Sophia, parti para Philipopolis, levaodo
encorporados 150 homens do regiment Stromoky,
que tomou parte no golpe de estado contra o prin-
cipe Alexandre.
Nao verdade que estes homens tenham sido
maltratados como se espalhom
A' 19, a tarde, foi qneimada a bandeira dos cade-
tes da escola militar estando estes dentro de um
quadrado formado por um batalbo blgaro.
0 msjor Papoff proferio anteo uma allocaco
condemnando a falta commettida pelos cadetes na
noite de 21 de Agosto.
Qaeimon-se tambera a bandeira do regiment de
Stromak.
Correspondencia do Bi.ino ue
Pernambueo
PORTUGAL Lisboa, 23 de Setembro
de 1886
Regrrsson da ana viagen uoesfrangeiro, no dia
20 d.-ate nez. s 5 horas da manb Sua Alteza o
Sr. infante D. Augusto.
Era esperado ua estaca) do caininlio de ferro
por seu sibriitbo o Sr. intanti D. Alfonso, minis-
tro dos uegucios estrangeiros, a'.-nns oficiaes da
giiarni(;ao de Lisboa, ificiaes de narinha, gover-
nad r civil, director,di caiiiiuhi de ferro Agoaeio
L >pes, chcf-: do inovincntu Menteiro, o aetur Ta-
borda e outras pessoa.
Parece que, por engao da hora, a guarda de
honra destinada s'U alteza 8 ruur rosas pessoa*
que dceejaVHin ap*-esentar-li"i aa suas hotnena-
gcus, ehega -ain stayo central quaudo o Sr. m-
tuife j tnilia sabida,
O Sr. infante regressou con bella appareneia.
A sua estaba no es ranijeiro e n ns> das aguas
thennaes fortn-ibe i'e grande b-neficio paran
sua snude
M utos oficites, algunas pessaas da corteen
ministro da j isiica fo.am dainauL uoiiiprinentar
sua alela.
No domingo "?G c esperado sua mageatade
el-re o Sr. D. Luis
Affiroaa-se qne o soleran'd d-seitbarcar em
Liaboa, anda u,ue muitos pcusain que ser en
CateaSu o desembarque de sua nageaiade.
O mais po va vel que a flitilha de vaprese
yatbs* de recreio que vo fora da b*rra esperar a
cor-cta Afibto de Albiiquenjae onde ven o Sr. D.
Luiz, voliar para o porto de Lisboa fazendo vil-
toso squito quelle navio.
E' no Arsenal de Marmita, en Lisboa, que re-
cebera el-re i 08 cumpriioe itos oficiaes.
L' provavel que sua nagestade a rainha, sua
alteza real o principe recente e toda a familia
real vo no transporte frica ao eucontro da cor-
reta Affoitso de Albaqnerqaeera que Ven el-rei.
O co.ninaiidante --ral da armada icar a ban-
deira do almirante 110 courayado Vasco da Gama,
Este e outros navio ae guerra sahir-i cual
ineiitn barra para acJipanharum a Affonxo de
Alboquerqnerqm.
N> da l'i do eorrente sua magestado tinha
chegado a Bruxellas s 11 e meia da nanb.
Na estacan do Luxcinburgo sua nagestade era
esperado pelo rei Leopoldo, pelo pessoal do eorpo
diplomtico estrangeiro anretlitado naquella corte,
por algn fnuccionarios superiores e dignitarios
ao rervico do rei dos belgaa.
A estau'> estava cb-.-ia de bmdeiras e outras
deuoracoes.
Era grande a multido de pivo.
Varias torcas de infantaria e cavallario presta-
ram ao re de Portugal as honras militares devi-
das.
Ao meio dia effectuou-se a recepea no palacio
real, coaeorrendo o pessoal da legaco jiortuguezi
em Bruxellas e as deinais membr do eorpo di-
plomtico estrangeiro, os ministros, os funeciona-
rius mais graduados militares e civis, as pessoas
da corto o alguns portugueses residentes em Bru-
xellas.
A' noite houve um banquete em bonra de S. M.
para o qual o re Leopoldo mandn faser muitos
convite. D -p iis do jantar houve uma esplendida
soire.
Poucos dias depois S. M. visitn Antuerpia e
algu'is dos importantes estabelecimentos all exis-
tes e que do gloria industria da Blgica.
muito curiosa a seguiote nota' dos pontos
importantes visitados por S. M. El-Rei D. Luiz,
nesta sua viagen s cortea estraugeiras. S. M.
saho de Lisboa a 2 de Agosto e visitou successi-
vamente : 'Plymoutb. Ostende, Londres, Queem-
borougu, Flusbiog, Amsterdam, Emmerich, Ilam-
burgo, Ktel, Copenhague, Stockolmo, Trawe-
mande, Berln, Dresde, Gotha, (Reinbardabrunn;,
Francfort, Signaringen, Bruxellas, Anvers, Os-
tende, d'onde S. M. regressou a Londres.
A viagem de S. M. parece exceder 56 dias de
duraco, O Sr. D. Luiz chegou a Inglaterra a 5
de Agosto, d'onde sabio para o norte da Europa
no da 10. A 13 chegou a Amsterdam ; sanio de
Osteude em direceo a Inglaterra no dia 17 do
eorrente, e que d 34 das para a viagem que
S. M. fez no norte, percorrendo as cortes da Di-
namarca, Hollando, Suecia, Allemanha, o Blgi-
ca, demorando-se ou visitanto quinze pontos im-
portantes.
No da 17 o re dos Belgas acompanhou o
Sr. J. Luiz at Ostende. De Ostende el-Rei D.
Luiz embarcou para Douvres.
A partida de Bruxellas foi com toda a pompa.
A salva de honra toi de 101 tiros.
A partida de Plymont para Portugal estava fi-
xada para o dia 22 ; ua corveta Affonso de Al-
buquerque.
No da 17 chegou el-Rei D. Luis a Londres,
sendo esperad > e recebido na estacad pelo prin
cipe Alberto Vctor, que representava a rainha
Victoria.
Faziam aguara da honra os granadeiros-guar-
das. El-ReiD. Luiz toi hospedarse no palacio
Bu.kingam.
Teem sido longas e minuciosas as correspon-
dencias enviadas aos jornaes do Lisboa dos difi'ii-
reu-.cs pontos da Europa visitados pelo rei de Por-
tugal. O resumo de todas ellas que o Sr. D.
Luiz I tem sido acolhido em todas as cortes que
percorreu com a mxima cordealidade e tem rece-
bido em toda a parte vivas demonstracoes de
sympatbia.
Estas demonstracoes affectaadoa nao se podem
considerar como dizendo respeto nicamente
pessoa do Sr. D. Luis. Reflectem-se
tinha muitos e dedicados amigos, admiradores da
sua inteligencia, ia sua Ilustrado u das suas
brilbantes qualidadss.
Nascra em Oeiras sra 1835 ; sentara praca em
1847, Rendo promovido a guarda-marinha em
1855, a 2 tenente em 1858, a Io 'm 1869, a ca-
pito-tenente supranamerario em 1878, a eifectiv*
*m 1880, a capito de fragata em 1883. Com-
mandou os vapores Zambete e Argas da esqaadri-
Iha do Algarve, escuna Bardo de Lazarim, hiate
PenAa Firme, canhoneira Quama. corveta Rainha
de Portugal, estacad naval de Mocambiqae, cor-
veta Duque da Terceira, estacao naval de Angola
e agora estava comraaudando a Sagre", corveta-
escola do Porto.
O Sr. conselheiro Antonio Augusto d'Agaar,
ministro de Estado honorario toi a Visea paia
fazer uma serie de conferencias irniculas. O aco-
Ihimento qne all Ihe fizeram prova bem o alto
apreco que Ihe tributara alli, como em todos os
pintos do paiz. Foram a'li esperal-o a Nellas
muitos dos mais distinetos cavallieiros da iocali-
darie, entre outros os Srs conde de Prime, viscon-
de do Serrado.Figueredo,' director das obras pu-
blicas e muitos proprietarios e vinicultores. O
general commaudante da divisi c a officialidade
da guarnico de Vizeu foram compnnentar o -
lustre acadmico. Na terca-f;ira, 21, foi a pri-
ineira coiifereiuia, e no dia 22 Ihe ciffere:.do
un baile para o qual se fizeram nuraeroaCd convi-
tes. Esteve esplendido.
Vai ser permttida a _lusso de vales do
correio entre a metropi>! e a provincia de Cabo
Verde. um importante servicao prestado pelo
ministro da >srinlia ao conmeicio d'aquella pro-
vincia *:!iranarina.
Diz se que o actual ministro da guerra, Sr.
Viscoude de S. JV.nuario, tem a idea de levantar
un enprestimo de 2,000 contos de ris (fortes)
pava a cunstrucco de quarteis, applicauoo para
juro e amortisaflu da referida quantia, nao c a
verba consignada 110 orcatnento do seu ministerio
para obras e reparuees n"s differentes quarteis
do paiz. mas tamben a importancia das re.ni.-socs
de 50000, como ultimaineote se orovidenciou.
O Sr. ciinsellieiro Gonealves de Freitas, ha
pouco nomcado director da alfandega do Puncha!,
vai ser eiicarretrudo de inspeccionar as alfande-
gas dos Acores, commtsso que anda nao ha mui-
to tempo fni da a ao Sr. Aimcida Carvalhaer,
ex-dtrnctor d'aquella alfandega. Paj-co que este
funeconario regressar alfandega de Lisboa a
que ptense.
Afirma-se que ser remodcladi a le que
concudeu o exercito as tnedalh.is de bous servi-
cos, viilor^nilitar e c.unn 1 t.ineuto ex-jmplar, afim
de que essa u-mcesso s ja um premio condigno
do mrito e dos servicos de cada un dos .gracia-
dos as rcspectiiiLS ulasees.
I'rosegutin os irabilii.s eleifomes, pois
eonviccio ((eral que d-poi* da ab-rlura do parla-
mento ein Jaueiru pruxiino as cortes sero disol-
v Jas. AL'iiuiiis candidaturas j se vo indigi-
laoio abeitameuti: nos orgos dos diversos par-
tid s.
Disse-lbes na iiiinli* de 15 q e se placeara
e ajustaran] enlac iiiiirinonal da nrineaaa Ali-
ce, ilha mais nova do p-n.uipe Je Galle, com S.
A. > Sr. U. Afi'iiiso, de Portugal.
Ha p.ucosdias t'1-grapharam de Bruxellas pa-
ra Lisboa q le se tracta du rasamento da princeza
lto'iri('i.-t... fillia mais vulha do co-.-dc de Flan-
Irns com o principe D Aff>uso. A qual dos dous
b'iif s nujieiae-i se deve dar crdito?
(ue o |irmc|*- seja ilitcso, con uma ou com
Ultra das duas iitiigiiadiis noiv is o que basta,
pm oue para a (eliuidade dj paiz isso puramente
un u-gocio de familia quo uo accrcsceiitar nem
diminuir a prosperidad? 0aei< nal por modo al-
ixuin. Venliaiu pois mais festas, para Lisboa, ?.l-
giim feriado para os funccionarioa pblicos, e no
mais uinguem pensa seno as fulhas republicanas
qua ja andaos orear os dispendios que esses es-
tejos motivarlo, o quanto dever sabir dos cofres
do Kstaio pata dotar o infante convenientemeute.
Falleceu lia oas, ein Lisboa, de una paea-
inouia dupla o Or. Jos Adolpbo Troni, lente da
faculdadu de -'ireito da uuiversidade de Coinbra
e um dos advogados mais distinctog da cunarca
de Lisboa. Era jurisconsulto muito liabiI e pro-
fundo ci-nhecudcr da scienca que no foro repeti-
das vezes o consultavain, prestando assim home-
nagem o seu saber c longa experiencia das pra-
xes f renses.
TamUam suecurabio a semana passadu, com
7'i almos de idade, a Sra. viscoedessa de Asura-
ra, viuva, D. Mara Henriqueta Manuel de V-
Ibena Saldanha Oliveira e Dacum, filba dis con-
des de Alpcdrinha e aparentada com algunas das
principaes casas da aristocracia do reino.
A Sra. viscondessa de Penal va d' Al va toi
agraciada ltimamente con o titulo de coudessa
de Penalva d'Alva.
A' data das ultimas Dotieas recebidas da
provincia d'Angola, ia partir para Cabinda e
Landana o goveruador geral, conselheiro Guilher-
ino Capcllo, acompanbado do inspector d'ebras
publicas, o cugeuhi iro Machado.
Foi ao Luza, para ter orna cunferencia com di-
versos tonccionarios das obras publicas, o respec-
tivo ministro, Sr. cnuseihniro Euoygdio Navarro.
Parece que foi assiguaao na ultima quinta-
feira o decreta nomeando o notavel escriptor Sr.
Antonio Enne* para o lugar de bibliolhecario-mr,
que vagou pelo fallecimonto de Mendes Leal.
Anda ao sahio no Diario do Governo.
Est muito melbor o Sr. conselheiro Anto-
nio Mara Barbosa, lente da Escola Mcdico-ajrur-
gica de Lisboa e medico da casa real. Fra ac-
commettido de uma congestao cerebral em Cin-
tra.
Logo qnc sentirn os eeus nssistentes qae o
Ilustro enfermo entrara em convallesc'-nca foram
de opinio que tosse pra Cascaes. acabar de res-
ta belecer-se.
No domingo 19 do corrente chegou a primei-
ra locomotiva villa de Cintra. Este aconteci-
mento foi celebrado com grande regosijo popular,
muitas girndolas e um bello copo d'agua offere-
cido pelos empreitoims aos seus amigos.
Para os operarios havia refrescos a rodo. An-
dava toda a gente satisfeitiasima, nao s os d'a-
quella formosa villa e seus arradores, mas as pes-
eas de Lisboa que ten chalets ou outras vivendas
en Cintra, ou para alii costumam ir fazer no ve-
rao a sua velegiatura.
Mas o peior e que em Marco de 1837 este ca-
minho de ferro ser aberto a circuladlo publica.
Esta ebegada da primeira locomotiva a Cintra nao
ainda a inauguradlo official da liuha, que se diz
ser a 28 d'este mez, qae o dia de anuos de S.
A. o principe real e de su* esposa a princeza Ame-
lia. Os trabalhos da linba at Torres Vedras
ainda vo atrasados.
O annuncio da enisso do nltimo empresti- .
mo amortisavel do governo, a effectuar por sub-
scripto publica, simultneamente em Franca, Al-
lemanha, Blgica, Hollanda c Portugal, attrahio,
como era natural, as attencoes do nosso mercado
e dos nossos capitalistas.
As novas obrigaces de 5<>/o de juro, a contar
do 1. de_ Outubro, sao emittda aqu pelo prego
de 19650, com pagamenjos a prazo, ou 19^325
liberadas no acto da repartico*
Da revivtamonetaria de uma das folhas mais
lidas de Lisboa pernittir-me-he transcrever acer-
ca d'csta emissso estas consideracoes :
As segnintes comparacoea com os ttulos simila-
res existeotes tornecem elemeutos sufficentes de
apreciaeao segura.
Como as obrigaces dos emprestmos de 1879 e
de 1881, os novos ttulos pertncem a eathegoria
de valores inlernaciunaes, segundo a expresso bol-
sista ; quer dizer, sao negociaveia em variados
mercados, attingera um publica muito numeroso,
facilitam aa lqmdacoes com o estrangeiro, servem
de base abertura de crditos; porque o paga-
mento do coupon e do reembolso a cambios fixos,
0 agente russo entregou ama nota ao governo alumnos marinheiros estabelecida no Porto, a bor-
pedindo adiamento doprocesso contra os apontado- do da corveta Stares.
favoravel-
mente no paiz inteiro, assim como se em qual-I em praca8 estranhas, quasi os assimelha a psoel
irte S. M. tosse menos considerado, o des- cambial.
Sao pagaveis em Londres, Paris e Amsterdam,
os ttulos de 1879 ;u'estas mesmas pracas e mais
em Bruxellas os ttulos de 1881;n'estas e anda
em Francfort, as novas obrigaces.
0 Alargamento succeasivo de mercados vanta-
gem indiscutivel para a valonsaco de am fondo
publico e para a estabilidade do seu preco; no
presente caso, a abertura do mercado allemo
pode proporcionar uma alta muito rpida ao titulo,
em virtude da nfima taxa media de capitalisaclo
que alli predomina.
A simples probabilidade de ser em breve catado
em Berlim a 4. % externo haspanhol, promovea no
sabbado em Londres uma alta notnvel n'aquelle
fundo. A apresentaco dos ttulos da cidade de
Lisboa as pracas al lemas, pelo poderoso banco
de Darmstadt, eleyon alli em excepcional medida
o crdito do municipio; mas esta valorisacao lo.
calisou-se, e nao se rt-tisetio nos antigos empreati-
mes camararios, porque estes tm por limite o
nosso publico e afferem-se pelo juro do nosso mer-
cado.
quer part
saire teria sido nacional, digam e que disaeram
os orges republicanos, em seus artigos de pro-
paganda quotidiana Essa moama propaganda e
oa termos em que feita, o que attesta e procla
ma o systema de tolerancia extrema qae preva-
lece em Portugal, que talvez, em nenhum outro
pais do mundo, seja to ampia.
Falleceu em Lisboa o general de divisad re-
formado Gilberto Antonio Rolla, excellente pes-
soa que muito figurou na poltica. Foi deputado
quando pertencia ao partido reformista e ltima-
mente fazia parte do directorio republicano.
Tambem suecumbo o Sr. Hygino Gagliard,
sub director ds quinta regional da Granja, no
conceibo de Cintra.
Era muito zeloso no desempenho das suas fonc-
coes e um excellente carcter.
Registram os jornaes destes ltimos dias
tambem a morte de um brioso official da nossa
marinha de guerra, o capitad de fragata Antonio
Joaquim de Mattos, commandante da escola de
}


V-



rjBND


)
Diario de PernanbnciiTorca--feir 5 de Outubro de 1886

/


\
Ao prectf de emiseo do aojo empreatimo cor-
responde um juro real de 5,73 "/ igual ao das
obrigacoes de 1881, inferior ao do consolidados, e
superior ao das obrigacoss de-1879.
Pala iotaco em Pariz deste ultimo, o mais co-
nheddo e trabalhado dos nosaos 5 / amortieaves,
se regulou a einissio do presente einprestimo des-
tinado a offsetuar-se na sua inaior parte no estrao-
Siro. O eteprestmo de 1881, anido proveniente
congenio das obrigacoes do Minbo e Douro e
dos navios de guerra, te ve por condicoes tspe-
ciaes uma larga coilocaco no nosso paiz e t o um
restricto mercado no estrangeiro.
Ora, as obrigacoes de 187'J, cota vara se em Pa-
riz, antes do annuncio da nova emsso, a fr. 465
o que'corresponlea un juro inferior ao do actual.
Oscillarara depois para 460 fr., o que se exp'ica
pela corrate natural de arbitrageos de bolsa que
se devero ter prodozido perante dois ttulos,
quasi idnticos, cotados cora uma differenca de
preces superior a 10 tr. As casas emissoras dese-
jaram talvez partilhar, assim como o publico, es
lucros da operaco, nao absorvendo a margem,
ero influenciando as cotscoes.
O cambio, adoptado pelos bancos emssores fui
o do par para a convergi dos pagamentos do pro-
co de emisso ; porm, estando na aciualidade o
cambio sobre Pariz, cheque, entre 536 a 537 ris
por 3 francos, e preco de emisso aqu parece re-
presentar ama differenca de 58J r:s para o pri-
uieiro cambio o de 410 para o segundo cambio a
favor de subscripcoes fetas em Pariz, nao toman-
do conta de quaesquer despesas da comraiaslj. se-
guro e porte de ttulos.
Este calculo est feito para a obrigaco libera-
da ; porque para a obrigseo em pagamentos,
mais vautajosa para o subscriptor pela diflerenca
de juros entre 4 % de bonus para a liberaco e o
juro do aosso mercado oosprasos a decorrer, aquel
la differenca pode annullar-se por qualquer mo-
diScacao no cambio, no iutervallo dos pagamentos.
Devenios notar que os ttulos emittidos coi Portu-
gal tem a faculdade de ser convertidos era titulas
de assentamento.
Consta-nos que os bancos em Portugal pdenlo
conceder pedidos firmes de subscripeo, o que sem
duvida uma vantagera para o uosso publico.
As condicoes geraes do merctdo de diobeiro
continuam satisfactorias; os capitaes dsponiveis
abundam ; o preco dos ervicos bancarios regula
entre j e 4 1/2 /o i e informara nos que o mon-
te- pi avisen os seus depositantes por saldos su-
periores a 20 contos de que lhe abonara apenas
2 "0 do jurosmedida de prudente administrado
perante a aflluencia extraordinaria de depsitos
que all sao attrahidos pelo crdito d'aquelle ins
tituto de beneficencia.
A emisso do nova emprestmo de 143:558
obrigacoes do capital nominal do 904, ou 505
francos, 20 libras, 408 marcos, 200 florins, amor-
tiaaveis ao par, em 75 anuos, por sorteios semes-
traes.
Juro anona! 4J500, ou 25,25 trancos, 1 libra,
20,40 marcos, 12 ti .ria, pagaveis aos semestres
DO 1- de Abril e no 1' de Outubro de cada anuo,
em Lisboa, Porto, Pariz, Londres, Fraxefort e
Amsterdam as caixas designadas pelo governo
portugus.
Os juros e o reembolso do capital sao iseo.o> j
de imposto, no presente e no futuro, cora excepeo
j imposto de rendimento em Portugal.
A snbscripco puolica abrio-se bontem, 22 das
10 horas da manb s qnatro da tarde.
Ne Diario do Governo de 20 do corrente
vem publicado o novo cdigo penal. Trab ilha-se
activamente na refooma do cdigo commcrcial.
Tara vm aopareceu na folha official o decreto
regulando a forma porque tem de proceder se aos
concursos documeotaes para os provimentos dos
lugares de juizes municipaes. Tambera o Sr. con-
selheiro Veiga Baro, ministro da jostica actual,
providenciou para que os requerimentos em que
; cmaras uiuuicipaes e conselbos, nao usbeca
de comarca, e onde a maior parte da populaco
ticar a mais de 15 kilmetros da sede da comar-
ca, soliciten] a crcacao de julgados monicipaes,
nos termos do decreto de 29 de Julho ultimo, ve-
nham lugo instruidos cora os documentos compe-
rentes e sejam processados por modo rpido e uni-
forme, afm de que sobre elles possa r-cahir sem
demoras excusadas, a resolucao do governo.
A adoiinistracao do actual ministro da juatica
tem sido recebida no pau cora applausi. Basta
mencionar a sua creaco dos julgados mumeipaes
cue tem agradado unnimemente e que os povos
rratam da aproveitar com justificada sstsfa-
(2a.
Parece que o theatro de S. Carlos abrir
com aGiocunda de Poochirelli, em que a pri-
i:i tdona Tneodorini deve eausar enlhusasrao.
Reabri ja o theatro da Trindade. A primeira
sociedade, porm, aiuda est em Cascaes, ou fas
a sua eatacao balnear em uutras praias mais dis-
tantes de Lisboa.
L.
INTERIOR
V
RIO DE JANEIRO Cobte, 26 de Setem-
bro de 1886
* Scmuabio :E' imprescindivel a fusilo.Discurso
di Sr. Cotegipe sobre as emendas addi
tivas do Sr. Jos Bonifaeio.O Sr. Cr-
rela explica o seu voto e o dos seus
lumpanheiroa a favor das emendas.
Approvaco d'estas.Votaco du crdi-
to para obras do matadouro.Approva-
cao do r< querimeoto do Sr. Jos Boui-
facie.Novo requerimento deste sobre
o emprestimo interno. Requerimento
do Sr Saraiva sibre a questo Forges
et Chuntier < A preciacoes do jornal
Rio de Janeiro.Conceitos do Sr. Na-
buco sobre os partidos.
Como nao ti vemos paquete bra?ilern para o
norte, no fim do mez, aproveito o Vilie de Rio de
Janeiro, cuja partida, com escala por esae porto,
V'-jo aniiuuciada para amanha, pata accrescentar
" aiguma cousa ao que dase na anterior com rela-
f2 aos trabamos Senado.
E' beta provavel que quando esta abi chegar
ji o telograpbo techa dado, noticia da tusao das
cmaras, que ag -ra, vista do resultado da vota-
co do orcamento do Ministerio da Agricultura,
em terecira diacuaso, toraou-se imprescindivel.
Como o letor j sabe, o Sr. presidente do om-
selho havia apresentado uma euienda sapprussiva
das duas do Sr. Jos Bonifacio, j approvadas,
que nao justificoa na occasiio. Fel-o, porm, na
soseta seguinte, observando que taes emendas
constituan] matari* sjova e ppr isso dev.am tam-
l>em constituir projecto especial) poia do contra-
rio provoca ra um conflicto que elle orador.dese-
java evitar, e por isso apresentou a sua emenda
- ippressiva : e, rrcardaado, qao o Senado na res
pista falla do tbrono denunciou o ministerio
orno intractor di le i de 28 de Setembro de 1885,
cora o qae mjito o rangoou, porque, comquanto o
Sanado nao d- rribe ministerios, uma corperacao
que pela ana naturez faa poltica, accresccutoo
nue aopposico nao deve, cobo est fazendo, crear,
e nboragos marcha do governo ; que a questo
do elemento s ;rvil esta resolvida, e se o parla-
mento cutende que a le precisa ser reformada,
proponha a sua revogaco ou a sua reforma ; mas
11 lo veuha a opposico com um procediinenU que
su se coaduna com a sabedoria e pru inicia do
Senado, censurar o goyerno eopp-r-lbe embjra-
,-os ; que nao aceitava a censura confida na eruen-
da do ta. Jos Bonifaeia, e deelarava que, te o
Senado tiaease sua a censura, o goveruo, par
manier a saa forca moral, eslava na obrigaco
de IsDCar mo do recurso que lhe cabe u'esta
questo, porque tem o apoio da cora e da Caraa-
n dos Deputados, a qual j deelaroa que o go-
verno cump-rj* fiel a lealuieiite a le de 1885.
Em coqc.'usao, dase o Sr. Cotegipe. quo sen
t a a scisao feita no partido conservador por cau-
sa d'essa quest., que. tirn alguna dos amigos
n lis dedicados ao geverno, notando, entretanto,
que nao era caso de onsciucia que prejudicasse
aias opinioes anteriormente manifestadas ; e, re
cirdando que quando tez opposico nunca ereou
erabaracos ao governo, nem negou medidas g iver-
nimeutaes, pedic ao Sead* que de qualquer fr-
idi totrtaae* uma resolucao, qtr reconsiderando.
o seu votoqur nao, pois o tsoipo urga ; e nao
era ao governo que o senado prest&va servido,
mas ao piia.
m seguida a um dtenra do Sr. Veriafo de
Mcdeiro, que ni se oceupou de obras publicad e
t^legraphos, o Sr. Cortea touioa a palavra psra
espcar a stA posieo aute a qpestao de que tra.
tou o Sr. presidente do conaeliio, quo < v na
emendas qu* aprsente a nina quesio de diguidl-
ie do goversro, p-onto .te *> aje o orador diz
qne nao p-jf ger jua.
Observa, pp4m. que foi relator da comm:sse
de resp' d'gio soffreB a inoriiacao em qp S. Exc. vio cen-
sura da parte do Senado Quando a questo cs-
ava col locada exclusivamente ni terreno da cooi-
muna, o nobre presidentn do consclho e seos col-
legas viram que a seu lado estavain o orador e
seus illustrea correligionarios que, na segunda
discusso, nao poderam deixar de votar pelos ad-
ditivos, cuja suppressio 8. Exc. props. Se a
questo agora estivease no mesmo terreno, vota-
riam com o governo ; iras nao entende que hxja
ligaco entre a separaco do tpico da falla do
throno e taes additivos, e tanto que quando o Sr.
Saraiva disse que tratava-ac de interpretaco,
immediatamente elle contesteu, declarando que
tratava-se de medidas novas e que elle nao dese-
java por forma alguraa revogar qualquer acto do
governo. Sn tal foi o intento do Sr. Jos Bonifa-
cio e do Sr. Saraiva, nao o foi d'elle Correia. E
quera lr esses additivos nao dir que trata-se de
uma le de iaterpetraco ; mas para anda mais
claro tornar o seu intento, mandeu a emenda que
o Sr. Saraiva tambem assignou, separando os ad
di ti vos.
Nestas condicoes o nobre presidente do conse-
ibo devia ter levado em conta as intencoes do ora-
dor e dos seus amigos que com elle votaram ; o
que elle quer p ir isso pedio a separaco, evi-
tar morce da idea, e nao sabe como o nobre pre-
sidente do conselho, entendendo que a suppreiso
ou a separaco importara a mesraa cousa, votou
contra esta ; ha diflerenca entre o caso de na occa-
so da votaco da resposta falla do tbrono c o
presente ; la havia censura e aqu nao; agora po-
dem ser aceitas ideas novas sem ofl'eosa de melin-
dre do gabinete, podu-se dizer como que -e en
tende que nao deve oflicialmente ser prolongada a
escravido no lirazii, votando se disposico nova
para qne o desmonto de valor de escravos oomece
da data da lei.
Aps outras consideracoes, justificando o seu
comportaraento e o dos amigos que o acompaui:a-
n>m, dadas as circurastauci a oceurrenter, em que
nao tiubam outro catniuho a seguir, conclue o Sr.
Correia: (
Ha recurso do nosso voto, quando venha a pre-
valecer no Senado; recurso constitucional. A'
Assembla Cteral eab resolver definitivamente.
" Os merabros do Senado pertencentes ao part
do conservador, que agora sentimos ter de apar-
tar-nos da npiuio do governo, estivemos ao seu
lado antes desta questo.
O Sr. Aflonso i.'elsoE nenhum senador pres-
tou ao governo melhorea servcos do que V. Exc.
nem tantos.
O Sr. CorreiaFizemol o com a raesma isen-
co cora que agora nos pronunciamos ; e, conti-
nuando ao lado do governo, arredado o embaraco
do momento, esperamos poder fazel-o tambem por
impulso de patritico sentimento. (Apoiadcs).
O Sr. Escragnolle Taunay A minha posicao
anda mais penosa, porque o governo nao me de-
ve favor algum, o eu s lhe devo favores e fine-
zas. >
Aliada a discusso pula hora, s no dia segra-
te, bontem, em que, apezar da chuva que temos
tido ltimamente, uouve sesso, teve lugar a vota
cao, tendo fijado debate encerrado depois de um
pequeo discurso do fr. Silveira Martina, justifi-
cando urna emenda que apresentou regulando as
tazas que teein de ser cobradas no porto do Rio
Grande, depois de I evado a exVsito o melhorameato
projecti.do. liavit uma tal ou qual anciedade em
ver-se deci lila a questo, pisto que antecipada-
mente coutava-se cora a rrjeico da emenda do >r.
Cotegipe, des Je que lhe faltassera os votos dos
quatro conservadores amigos do gabinete que j
trabara sido favora'eis aos additivos do Sr. Jos
Bonifacio. De tacto, por 21 votos contra 18 ti a
emenda rejeitada.
Votaram contra ella os Srs: Saraiva, Leo Vel-
loso, Visconde de Paranagu, Luz Felippe, Soa-
res Brau'o, Jo, Bonifacio, Silvera Martins,
Dantas, Henrique d'Avila, Viriato de Medeiros,
Alfonso Celso, Castro Carreiro, Cbristiano Otton>,
de Lamare, Ignaeio Martina, Me;ra de Vasconcel-
los, Vieira da Silva, Correia, Escragnolle Taunay,
Jaguaribe e Texsira Jnior. (2\)
K a fav.T os Srs : Baro du Cotegipe, Baro de
Mamor, Ribeiro da Luz, Barros Barreto, Fausto
de Aguiar, Paes de Meadonca, Paulino de Souzs,
Diogo Velho, Visconde de Muritiba, Jas Bento
da Cimba e Figueiredo, Luz Carlos da Fonseca,
Goley, Baro de Mainanguape, Fernandes da Cu-
oha, Joo Altredo, c-onego Siqueira Aleudes, Nuues
(roncalves e Siuinb. (18)
Dos senadores actualmente na corte, faltaram
os Srs : domes do Amaral, Ucha Ca val can te, lia
rao de Msroioi, Junqueira e Auto, conservado
res; Chichorro da Gama, Octaviaoo, Franco de S,
Carro e S lveira da Motta, liberaes. Esto fra
da corte os Srs: Laffayette, Baro de Souza Quei-
roz, Baro da Estancia, Paula Pessoa, Visconde
de Pelotas e Lima Duarte, todos liberaes. O Sr.
Cruz Machado compareceu sesso, mas retrou-
se antes da votaco.
A' vista, pois, deste esultado e das declara-
V" s do Sr. Cotegipe, nao ha que duvidar dn que
acamara i jeitar os additivos do Sr. Jos Boni-
faeio e ped Havia tambera outra emenda apresentada pela
commisso na 3a discusso, supprimndo 1,000
contos na verba para colonisaco, que ia suscitan-
do uma segunda diflicuidade, pois o Sr. Prado,
que nao foi ouvido, nem consultado, taseudo, alias,
parte da commisso amigos do governo, esta va re
selvido a f.izer questo na cmara pela rejeico da
emenda se o Senado a approvasse. Nao foi pre-
ciso, porm, chegar a esse extremo. Houve ac-
cordo c antes do encerrauentooa discusso a com-
misso retirou essa e uma outra que tambem havia
apresentado.
Antes tmha sido encerrado, depois de orarem
os Srs. D.mtaa e ministro do impero, o debate so-
bre o crdito emendado pela commisso do Sena-
do para oblas do matadouro.
No comee da sesso, eotrando de novo em dis-
cusso o requerimento do Sr. Jos Bonifacio, cuja
votaco traba ficado empatada, o Sr. Cotegipe deu
alguraas explicacoes, declarando quanto a reforma
dos estatutos do Banco do Brasil, qua os papis
foram immediatamente, com de costme, remetti-
dos ao conselho de Estado, oude se acharo ha um
anno, pouco mais ou menos, e que estando, a ques-
tlo assiin pendente nao ha anda parecer de que
se pose;, dar copia ; quanto ao protasto de um ac-
cionista, ha contra-protesto do Banco. Km todo o
(se, obaervou S. Etc., para poderera ser confir-
mados esses facto official mente, entenda que se
devia votar pelo requerimento. Foi approvado.
Ein segui >a o Sr. Jos Bonifacio, agiad-.cendo
aa explicacoes do Sr. presidente do conselho, apre-
sentou e justificou tongamente futro requerimento
pedindo iutormacoes sebreo ultim empreatimo in-
terno, quo anal y son miudamente, fazendo-lhe se-
vera critica. Tendo o orador cxcelido a hora, fi-
cou o r< querimeuto sobre a mesa para ser lido e
apoiado na ana sesso iinmuiiuta, que aura ama-
nh segn Ja fera, mas amaub tambera comecar a
discusso da reeeita, com a preseucii do respectivo
minia ro, naturalmente para ahi ser transportado
o. debate.
Su sesso anterior, o Sr. Saraiva, que j tinha
dado algnuias ciplicaco.a sobre a questo nova-
mente agitada, de que fallei na anterior, sobre
reclamaco feila pela companbia F*rye* et Citan-
tier, touiou a palavra para apresentar o seguinie re-
querimento, que la apenas motivo psra justificar
o sea procedimento na questo :
Krqneiro que, p lo ministerio da marinha se-
jam pedidas ao governo as seguntes informa-
Vies :
1* Em que data foi celebrado o contracto para
a coaelrucco de um eucouraf&do pelo contador
da marinha cora o eoiuraicsariu d<4 Forges e Chan-
tiers.
2* 0pia dos avisos ao contador da marinos an-
toriaando celebraso do contrato, e negando ap-
provaco ilo m'-aino contracto.
8> Copia da iuforinaco que o presilente docou-
selho de ministros deu fin carta acerca da con-
strueco do refrrido eucouracado.
Teve tambem o Sr. Saraiva opportunidadee
talvez feaie esse o s.-u fi n principal, le respon-
der k apreciiic que, o jornal conservador Rio de
Janeiro, iz de uma parte das suas anteriores ex -
ilicacoen, que qualiuon de herenat conititucioiuietr,
por ter o honrad senador pela Baha dito, para
mostrar qne o contracto nSo estefva consummado,
que assento '. esm o seu collega ex-ministro da
uariuha. o Sr. Liosi Duarte, esa nada faser ae
uem que seinelhun' contracto tuas-' discutido em
S. Christi.v.io e alii se toinasse uma deliberaco.
Devo draer ai Senado, accrescentou ento o
Sr. Saraiva, que lo* suuipre ponto assantado es
meo ministerio aada (azor se ora aasompto de con-
tracto, e especnilra nte < ra araurapto de CJatractos
onareeos, sem dis.uaau e delibeaco torakd* em
8. Chrotovo.
Achantiu rae. nestas palavraso.Sr. Saraiva.des,
cobrio a caa eso acta de tede o ponto de res-
pensabilioVie ministerial, dizeadaque a cerda n-
ter veio na diaeussao.de uma proposta de contracto
eaerotu e coneurreu para a saa rgeioao, observoa
o Rio de Janeiro :
Uia^iiwtma do porto dv Srucoxiaelboiso-Ssv
raiva, que aeuiprc primou pela autonoma e sus-
ceptibilidades de saa posico de rainirtro. nao d-
cima da responsablidade que Ib* compete em ac
tos que tem at simples carcter administrativo,
para dizer que nada resolva senoem S. Christo-
vio, discutindo e tomando parte na deliberacs o
o chefe do Estado,
Si o Imperador irresponstvel, m-smi nos
actos que pratica como poder moderador, a que
vem a reveilafo de que,com a sua compsrtici-
paco foi que se anuullou um contracto que ver-
sava sobre assumpto oneroso ?
a as entrelmhas do discurso do honrado se-
nador l se claramente qu; a annullaco d'aquelle
acto administrativo foi imposta ao ministerio de
28 de Marco por Sua Mahestade.
< E' patente o perieo que ha para t bit don-
trina constitucional n'este procedimento do honrado
senador ; expoe elle Corda, e corre o reposteiro
do gabinete, para entregar inconvenientes >pie-
ciacoes um poder que jamis deve sahir ou descer
da sua regio serena, inaccessivel s paixoes poli-
ticas ou luta dos interesses pessoaee.
A' nao ser que o honrado senador esteja ainda
liquidando cootae, ninguem, que coiheca de per tu
seu craeter nobre e altivo, pode attribuir-lhe a
inteoco de fugir responsablidade que lhe cabe,
liontera como h je, por esse acto de exclusiva com
petencia ministerial.
To pouco pode-se admittr que os detalhes
administrativos das diversas reparticoes de Es-
tado tvsssem sido transportados para S. Chriato-
vo, por que os ministros bouvessem presentido
da parte do Imperador falta de cenfianca nos seus
conselheiros e/a rrferencia ci.itraetoa oneroso*.
Quando um ministro ou um gabinete chega eea
situaca extrema, tem na propria digndade o re
curso heroico de que carece para volver paaico
independente de simples cidado ou inerabro do
parlamento.
Quem eonhece o Sr. Saraiva v bora qu* elle
nao embuchara cora esta critica. Com efteito,
aproveitaudo o ensejo, e qualifiuando aquelle jor-
nal e orgo do goveruo, elle explcou se novaineu-
te, e trouxe a blha o Sr. Cotegipe e o modo por
que deu execuco a lei ultima de 28 d'i Setembro.
sem que achaa.-e embaraco por parte do Sua Ma-
gestade, quando a im jrensa e todos lera dito que
o imperador deseja adiantar a eraancipaeo. Esse
discurso do Sr. Saraiva, que se acha no Jornal de
bontem, curioso, mas na parte, relativa a qum-
to Forjes et Chautiecs j deu ura argumento ao
advogado desta.
Ainda boje dexare de fazer o histrico dessa
(uesto, at porque, elle coutioa na irapreusa en-
tre o advogado da companbia e o Sx. Baro de
Ldano. Apenas trauscreverei aqu o segointe
trecho da sesso parlamentar do Sr. Nabuco, re -
fenuao -se a ella, e apreciando os aossos partidos
e o estado do paiz :
a 0 sentimento geral de abetiieento, nao de
curiosidade excitada e impaciente.
a E como ser de outra torma ? De que partido
ou fraeco de partido p le o paiz esperar uma
adiniaistraco reparadora ? De nenhura. O par-
tido liberal acaba de nautragtr do modo que sa-
bemos e com tal felicidade para os conservadores
que esses mesmos negocios qne hoje esto produ-
zindo tanta indignara uela ncapacidado admi -
niatrativa do governo, como, por exemplo. o nego-
cie Wurng Brothers, o da Foroa et Chanert, o
dos terrenos do Mangue, oda Pedro I, o di mata-
douro, e tantos outros, sao legados da situaco
passada. Alera disso o partido liberal est pro-
fundamente dividido, e com as suaa piradas do
chefes fas lembrar a secua dos res sitiados na
BeUe-Uelene. Pela rotaco natural dos paridos
ao podor, nao ha probibilidade alguma de ser elle
chamado seno quando os conservadores eative-
rera por sua ver divididos e tolos estragados, e o
paiz, cuja memoria alias inuito curta, tiver es-
quecido o que foi o ultimo governo liberal. laso
consumir pelo menos cinco anuos. Ju.iois, fo-
rera, desse praso, que pode parecer breve para os
escravos, nas que quasi iusupporuvel para es-
tadistas fra du poder, o que restar do actual
partido liberal, capaz de reorganisar o paiz? a
Depois da exibico de um quadro allegoneo, o
distincto e popular capito Jos Gervasio, actual
presidente da Assembla Provincial, tomando a
palavra, declarou livre a]unca eserava que pos-
s'iia, depositando as mos do Etra. presidente da
da provincia a carta de lberdade, da parda Mar-
coliaa, de 17 anuos de idade. O capito Jos
Gervasio, em phrases breves, porm eloquentes e
enthusiasticas, declarou que e tinba reservado
para faz t a libertacb naqnelle din, nao someote
para solemnisar as duas leis de 28 de Setembro
de 1881 e 1885, como tambem o anniversario da
estrada de ferro da provincia, que per uma coin-
cidencia, tambera era n'aquelle dia, demonstrando
assiin sua grande dedicsco trra que foi berco
d seus filhos, e por cuja prosperidada tanto se
tem esforcado, dedicando-lhe toda a sua activida-
de, terminando por ssudar a grande idea daeman-
eipaco, prosperidade e futuro do Rio Grande do
Nortee ao Exm. presidente da provincia.
O digno e illustre capito Jos Gervasio, ao ter-
minar o aeu discurso foi calorosamente applaudido,
compriraenlado e laudado, e inmediatamente de-
pois o Exm. Dr. presidente da provincia, em phra-
ses repassadaa de emoco e enthusiasmo, receben-
do a carta de lberdade que lhe foi entregue pelo
capito Gervasio, agradeceu a este digno cidado
o acto de patriotismo, que acabava de praticar,
animando a qne seu exemplo fosse imitado, porque
deste modo teremos expurgado esta grande nodoa
social, sem ferir os diretse adquiridos e sem per-
turbacoes d'aquelles qne i sombra da le e da boa
f, adqueriram um direito que nao pode ser con-
testado, e ferininou ergnendo vivas ao palrot-
co gabinete de 20 de Agosto e S. M. o impera-
dor, o maior e mais esforcado emancipad ir do
paiz.
KCViSTA DIARIA
RIO GRANDE DO NORTE -Natal, 2
de Outubro de ls86
Pouco frtil em noticias tem sido estas ultimas
quioteuas, e por isso s agora, vamos cumtrir o
de ver a que nos impesemos de missivista do seu
couceituado Diario.
Com a retirada do brigadeiro Moraes Reg, que
por aigaua teinpo estuve uoata capital, inspeccio-
nando a companbia ue guarnico, tem cessado as
questoes militares, de que demos noticias era nus-
saa cartas, e agora parece que vultainos g<-z ir
de verdadeira paz, neste ramo importan' du ser
vico, gracas a boa direceo do actual comraaudau-
te da companbia o Sr. capito Claudino Cruz, que
par de invjaveis dotes de distincto cavalhuiro
rene ao mes rao terapo, perteito co-.becimeiito do
servico militar, concillando tudo isso, com a indis-
pensavel disciplina.
'pena que S. 8 tenba de brevemente reti-
rar se, para a provincia das Alag aa, por permuta
que foz cora o seu collega daquella proviucm, que
tambem foi transferido para a corapauhia de guar-
nico desta.
O capito Macicl Costa e tenente Perera, ori-
gem das qnestdes do Sr. brigadeiro, aqu se achara
ainda aguardando soluco do conflicto de jur>sdic-
co, que foi levantado, e que est pendente do pa-
recer do cons.lho de estado.
E 4 proposito da retirada do brigadeiro Moraes
Reg, deu-se ura facto de gravidadu tal, que uo
podemos deixar de dar noticia.
Ligo depois da tbida do paquete no da 10 do
pssado, onde tomaram passageu. para o Pai, o
mesmo brigadeiro e seu secretario teuente Ncry,
teve o Dr. juiz de orphos, noticia on antes qnei
xa, de ter sido raptada a menor Sebastiana, que
morava em casa de um Sr Coustantiuo que era
visubo da casa em que tnnraraui o Sr. brig>deiro
e u alludiio secretario, ha vendo, portante, funda
ment para suppor-se, qu nao fossem estranhos
ao facto do rapto, sendo que o embarque daquel-
lea ofllciaes, tivera lugar s 5 horas da ra.iuh.i de
10.
O zeloso Dr. juiz de on liaos, tclcgraphou im-
mediatamente ao Dr. chefe de polica do Cear,
para proceder a apprehenco, caso se verifieasse a eravo Pedro, pertencente
presenca da menor bordo do pa |Uete, e i Uvti- i ca.
v-mente o Dr. chefe de polica, couseguio deseo- L Foi casual a morte segundo se verfieou, pois o
varinfel~ "
'olera em favor da educaco do*
ingessaosi da colonia labelPela presi-
dencia da provincia e em data de 2 do corrente,
foi reinettida ao Sr. Dr. chefe do polica para os
fins convenientes, a portara, sbaixo publicada, re
latva snspenso d* venda de blbetes da lote-
ra de 4,00) contos de ris, esa favor da educaco
de ingenuos da colonia Isabel.
O Sr. Dr. chefe de polica j officiou autori-
dades policiaes.
Eix a portara :
3 seceo.Palacio da preside nr-ia de Per-
nambuen, em 2 deOutubro de 188G.O vine-pre-
sidente da provincia, em vista dos officios do ins-
pector do Thescnro, datados de 3, 14 e 23 de Se
tembro ultira>, sob ns. 119, 135 e 171, dos quaes
se verifica haver a junta do mesmo Thesouro jul
ga o trallas as flaneas prestadas ielo thesourero
das loteras, a bem do fundo de ernanci laco pro-
vincial e da educaco de iugenuoe da colonia lia
bel, de sccordo com o parecer do Dr. procurador
fiscal, annexo ao segundo dos citados officios que
reconhece a necessidade de providencias que ga-
rantam os interesses publico e particular, relati-
vamente s loteras creadas pelo artigo 2 da le
n. 1,812, de tnaio do anno prximo passado :
a Considerando que, em virtude da citada lei,
as loteras para educacs de ingenuos na colonia
Isabel, esto cargo daquelle thesourero, que
para exeresr esse emprego e extrahir as grandes
loteras de tres sorteios, deve prestar dt as flaneas
do valor de 40;000 cada uma ;
Considerando que, nao obstante tercio sido
julgadas nuiUs as naneas prestadas, acha-se an-
nunciada a extraeco denma lotera de 4,000:000
de conformidade com o plano approvado em 26 de
Agosto de 1885:
"Resol ve mandar.como manda,que desde j fique
suspensa a venda de blbetes da lotera de 4 ra)
contos c recolbida ao Thesouro a importancia dos
queja tiverem sido vendidos e osblhetes ainda nao
vendidos, para o que o inspector do Thesouro mar-
car um praso de 15 dias, devendo ser prestadas,
quanto antes, as flaneas alludidas pelos rticos 4
e 16 dos regulameotos de 18 de Agost i de 1881 e
12 d.i Agosto de 1885, e dtpeodendo de ulterior
deliberaco das medidas indicadas no citado ps-
recer do Dr. procurador fiscalIgnacio Joaquim
de Souza Ledo.
Mee)ld*sN asaltaraisO inspector dr.
hy^ene publica, Dr. Matheus Vaa, visitou as co-
ebeiras da ra do Imperador p. encontrando-as
em geral em ms condicoes hygieoicas, intimou
os seus respectivos proprietarios para procederem
os melhorameutos indispensaveis seu sanea-
tnento.
Por sua ves o Dr. Augusto Seraphim, membro
da inspectora, visitando os cortcos p tstabulos
sitos as ras do Atalbo, Geriquiti, Hospicio e
Saudade, ordenou a realisaco de diversas medi-
das hygienicaa, que julgou necessarias salubri-
dad*, daquelies lugares.
arrinaroComecou bontem no pavimen-
to terreo da presidencia, do lado em que fmic-
cin a repartco das Obras Publieas, o servico
de vaccinacn, em cumprimento do disposto no
art. 2t Io do Regulamento sanitsiio vigente.
Deste servico est incumbido o Sr. Dr. Augusto
Seraphim da Silva, membro da Inspectora de II v
gieue. e ser feito duas vezes por semana, s se-
gundas e quintas, ao meio dia.
Aecisf emeEntre a estacan de Pao d'Alho
e Santa Rita fui a caneado ante hontem pelo trem,
que de Lim ieiro desceu s 3 horas e 30 n.inutos
da tarde, um menor pardo, de nome Jo >, mo-
rador u'aquella localidad?, e que se acha recolhi
do no hospital Pedro II, sendo trazido pelo mes-
mo trem.
O referido menor, em ennsequucia dos fti-
mentos e contusoes que receben iia queda, acha-
se gravemente doente.
LlkerlacaoPor occasio da festa de S.
Francisco, hontem celebrada na igr-tja da Penha,
* Exma. Sra. D. M ra Jos Muniz das Naves,
esposa do Sr. capito Ignacio Pedro das Neves,
libertou, sem onus olguin a saa escrava, crioula,
de nome Margarida, de 30 anaos de idade.
E' um acto que loramos.
fosado -O 8r. delegado do tenso do Cabo
cominuuicou que no da 30 do mes tinao morreu
afigado im acude do engenho Bom Successo o es-
a Baronesa de Ipoju-
brir a menor, fazealo-a voltur para aqu no va-
por, que ebegou esta cidade no dia Ti il> pas-
sado. Consta-nos que, doa depoimeutoa de p -s-
soas de Oordo, e da propria m-nor, su verifica que
o autor do aadacioas) rapto toi o teueuhi secreta-
rio do Sr. brigadeiro qne na inesma >i U; ist 1"
realisou seus perversos intentos, como coufessu a
victima O Dr jais de orphos inandou pepea-
der viatoria, do que foram peritos dous ilisLiii-
ctos facultati 'os, que eacontraram aiuda rcenles
vestigios do crime, e prosigue nos dciuais tenaos
da lei.
Lmitamo-nos dar esta noticia, sem coranvn-
tarios, dezando que cada um faca o iuizo que. m
rece o official, que vera incumbido, u'uma provin-
cia de uma commisso importante, e que pratica
taes setos, em menospreao doa seua proprios bros
e, como su ao pisar neata teirs, suppuzcise ver um
paiz conquistado.
No dia. 28 do passado sahirara es dous pr-
meiros navios carregados de assucar da presente
sa.'ra, que como j tivemoa occasio do dizer, i
das me I ho res, mas infelizmente para os agriculto-
res, e paca a provincia, o preco mnimo qu i eafa
tendo o assucar bruto, realmente desauiuiadnr.
A nao ser isao, poderia malhorar inuito o nosa>
estado financeiro, porque a safra de algodo lam
bem exaudiente, e com um boa ariecadaco, con
seguiriam ura estado mais lisougeiro.
Contiuua bem merecer da provincia o illustra
do presidente o Exm. Dr. Moreira Alviv, qoecoui
sen intatigavel espirito e recouhucida intriligni-
cia, acaba de dotar a provincia cora a reforma
doa regulan.entoe do Tbeeourj Provincial n Socie-
taria ou Governo, paraoque havia i-id i autmisa-
do pela Assefcbla Provincial, um ana ultima a:>
aio.
Consta-nos que S. Exc. tem entre man ontrns
trsbaibos importantes sobre reformas. Uraa das
cogitaces mais constamos, e que mua o pieoccu-
pam awtual mente, consta-nos que o estado finan-
ceiro da provincia, que pretende uieihirar, a Hi-
tando desde j um betn entendido syatema de eco-
noma .
Continua tambem na diitcco da polica o
intatigavel Dr. Amynthas B.rrua, qne tein pre-
stado os raelhores servicos causa nublica, sen Jo
sea maior intento a prisu de criuiiuosoa du qne. se
achara infestados os diversos puntos da prov:uciu.
8. "'. lispoe de ipvrjavet activida le, e gracas :i
seus esforcos inuito se tura feito, .; segando nos
inforsasm ha ppucos das se etfettuou a priao do
afiebro Antonio Hy(:in, que desde mnito zomiia-
va das autoridades e era o terror dos lugares por
onde fazia saa passagem.
Af 28 do paseado, teve lugar no tlientro.par
titular Joo Caelano,por urna aociedalu d-
asoaderes, usa-espectculo para fest j ir n giamle
aniversario da emanclpaco doa captivos.
s cabio no referido acude na occasio era que
estova cora outras pessoas fazendo a temada e foi
I vado pela correnteea.
CtesadaDepois de mais de nm anno de
-atada na Europa, onde o detinhsia ineommodns
lu saude, voltou ao seio de sua illustre familia,
ebegando hont-oi a esta cidade, no paquete fran-
u-x Niger, o honrado commcrciante Jos da Silva
Loy Sobrinho.
Felicirandu-o por haver logrado melhoras em
sua saude, apresentamos-lhe, tambem, os uossos
comprimen tos.
EasmaKasssenlnA locomotiva de trem da
via-ferrea do Caaang, que hontem s 3 horas e
IS minutos da tarde sabio do Recife, ao rartir da
uatsco de Ipotinga esmagou ao pai-do trabalha-
lor do engenho Santo Ignaeic, Frmino Mximo
la Anaunciaco, que sobre os trilbos cstava dei-
r.aiie. perto de um matagal, nao sendo visto pe
raacliiasta seno qusndo dita locomotiva estava
milito prximo do infeliz.
A n,orte foi instantnea, pois a victima ficou
com a cabeca e o peto esmagados.
Anuuuciav", segundo disem, costumava em-
briagar-se.
rearadaHontem, s 8 horas da tnanlia,
na ma de Psysand do 1. district i da freguezia
daGraca, travaram luta Manoel Peieira do Nas-
cnnenlo c Jos Amaro, trabalhadorea, j gando
aqnlle sobre o segundo uma pedrada ta!, que
-lo Amero cabio sem sentidos, ticando cera a ca-
li- ca quebrada e gravemeute ferido no rosto.
O criminoso foi preso era fl igrante d-'iicto, e o
ferrdo fui recolhid ao hospital Pedro II.
ti'llalnM nolaiels -Ccn orne j haviau:o*
noticiado, chegaram hontem do sul as notaveis r
tstaa Viginiu e Mathilde Liney, eujos tsdntoa
t.n sido npplaudidiis como disliuctas pianisia e
violingla no grande parte da Europa e tt'tuna-
inenU uo Rio de Janeiro e outras proviucas.
Acouipanba-as o insigne violinista Jobanm-s
Woll, os quae devero prximamente fazer sua
estit no theatro S^nta IsabeL
AoreditauD- que o publico des'a expira! saiba
eorresp'iidender dignamente, coraiid<> os ejforcis
deasoa artista?, em invor dos quaes a impreiisi de
todas oa pases, ende se tera elles f--ito uuvir sao
un iiiiin- s ein tecer-l jes os maiores i ligios.
l*-i\erslonde No sabbado ultimo e no
imri". > do neceo do- Gallo, da fregupzia da lloa-
Viata, achava se assentada a parda Luiza Mura
do Carato, quando por all passou Antonio Gomes
de Uiveina, conbecido pelo appellido deBocea
de velho. o qual, puxsndo de uma fara, sem wo-
tiv.i algii-n, poig nao o houvo n* ocensiao u uem
consta que u houvesse antes, ferio-a ua cintura.
Asa gritos-d victimaacudiram muifaa pasma
do piira) a mais dous muaicos do 14'.' batalho de
iuf n"ria, quo o prenderam o entrega ram- uo ao
respectivo subdelegado, que lavroa o termo de
flagrancia da prsc.
A offendida foi vistoriada pulo Sr. Dr. Cerquei
ra Leite, que decl-uou ser levo o feriraento, e re-
mettida ao hospital Pedro II.
Sociedad Plillomallca Eita corpo-
rsco, fundada entre alumnos do Instituto Pbilo-
matico, fuoccioaou no dia 2 do corrente, em ses-
so ordinaria.
^jFoi lida, e s"m debate approvada, a acta da
sesso antecedente.
Nao bavendo expediente, passou-s: 2a parte
da ordem do da.
Leitura da chrnntca pelo conjocio Martina Ri-
beiro, sendo approvada.
Em seguida realisou-so o jury histrico, sobre o
personagem Felippe II, sn do promotor o Sr. Ral
Car ral ha e advogado ad hoc o Sr. Castello-Bran-
co. O re foi condemnado.
Encerraram-se os trabalhos desta Gremio. Rea-
brir-se-ho agora no prximo ibcz de Fevereiro.
Esa trasmitoO paquete francs Niger, leva
para os portos do sul 465 passageiros, 2 dos quaes
embrcalos neste porto.
BlssteiroO paquete na.ional Cear trouxe
dos portos do norte as suinmaa seguntes para :
Mendos, Lima & C. 3:2314600
Duarte C. 2:5005000
Jos Vicente Godinho l.-OOOOOl
J. Per-ira dos 8autos Farofa 6004000
F. M. da Silva & C. 60050f0
Manoel Martins 500(>00
Jos da Silva Res 50O40:K)
Augusto O. de tiuuza 419472J
Clemente Lima 2734400
Irmandadc doa AOicion Procedendo-
se a cleico para a nova mesj. regidora da irman-
dadc do Suuhor Bom Jess dos AfHctos de S.
Jos de Riba-Mar, tic.u assi.n constituida :
ProvedorManoel Goncalves Agr.
EscrivoMiguel dos Santos Costa Jnior,
reeleto.
Procurador geral Aulonio Marques de Ol /eir.
Thesonri-iioCandido Jos de Goes Telles.
ProcuradoreaAntonio Barbin da Fonseca e
Joo Antonio Francisco Alves.
Defiuidores Jos Simplicio de S Esleves,
Gaspar Jos de Mello, Deomedes Francisco das
Chagan, Carlos Botelho de Arroda, Jlo Pedro dos
Santos Cruz, Mauoel Bezerra dos Santos, Manoel
Gomes de Paiva, J o Domingos da Silva Pinto
de Almeda (iuitnar-s, Antonio (Jarlos Borrotneu
dos Santos c Manoel Agostinho Pontes.
ProvedoraExraa. Sra. D. Urabclina Rosa de
Olveira.
EscrivExma. Sra. D. Carolina Acacia de
Oiiveira Costa.
A Cansara Municipal de Ollnda
Em data de hontem commuucara-nos o seguinte :
a Reunio-se heje extraordiuariameute a Cama
ra de Olirida |>aia responder cora a urgencia que
S. Exc. o Sr. Dr. vice-preeidente da provincia re-
clamou uraa netico que lhe fra dirigida pelo
gereutu da companbia Santa Therez'a, no sentido
de se tornar eflectva a portara pela qual S. Exc.
dera provimeuto ao recurso pelo ra esm i gerente
nterposto ; e visto como a Cmara, apezar de ser
forrada a se con/easar cidpada no eso do muro
da travesaa de S. Ped-o Apostlo, resolver estar
dispusta a naopr em execucao ;a annullaco do
termo de arrendaineuto, e a lutimaco ao proorie-
tario para a demolicio das obras a que se origou
quaudo obteve o licenca.
a A questo, pelo q jc parece, cata sendo tan-
gida pelo advogado do Sr. Leopildino para o lado
poltico, qu-, com se sab., realmente fecundo
entre ui ; s coraparecerara vareadores conser-
vadores que, segundo dizem, de accordo eom
aquelle advogado, que l estava, resolvern)
responder brandamente a 8. Exc. o Sr. Dr. vice-
presidente, allegando agora que s nao cumpriam
a ana unl-m p-irqu- nao r.inbam verba pora uma
questo judicial ('.'.). Justificando a insistencia
com a qual est procedeuds, em pleno detrim i-
to de terceiros, e completamente fra da lei. alle-
gam agoraconforme a letra da resposta lida em
sesscue iaao ura* queslau caprichosa, que
inuitos outros beccos teem sido fechados sem re-
efafcw alguma ; ajevantundo assra ura princi-
pio falso de que abus asti/lca abuso .' E o que
mais, dzdndo o que realmente ni-- .
a S eonheco duas pequeas vielaa, d.nso para
lidos de qnintac. e sem qne tivessem seri'ido
alguma directa ou mdrejta. que foram em Orinda
fechadas ; nao para que o seu solo toase cedido a
ura particular era seu exclasi 'o beneficio ; mas
por querer a Cmara attender s muias recia
iiiaeo-s quuem bem da moraldade publica faziam
diversos particulares, pois erasa aquellas vielaa
verdadeiros lugares inmundos e 4- frequentados
prupoaitalmt.iite por aqualles quo procurara os
fundos doa ijiiiitaei.
a O procdimedto acertada que at aqu tem
tide o Exm. Sr. Dr. vice-presidente da provincia,
aasim a nica garanta eio bem de urna razoa-
vel soluco que nos livre d'aquelle espantalho que
nos est a impelir o transito, morraente agora,
poca de bauooa, e quanlo a cidade mais habi-
tada.
Segn lo me alfirraarc, o plano estabelecido
pelo sagaz advogado, de pjKtica contraria, con-
siste era fazer perder teinp>, afira de que seja
aiuda uma esperattga, a revogaco da portara quo
deu provimeuto ao recurso, ao chegar o novo pre-
sidente, a
Paquete di norteA partida do paque-
te nacional E'pirilo Santo para os portos do nor-
te do imperio, que deviaeff.ctuar-su n> da 3) do
corr- nte (sabbad ) Irz o Jornal do Commercio da
corle do 2t>. loi irausferida, por ordem superior,
para o dia 5 da Outubro.
Tragedia ,, HecifeDistribuio se hon-
tem a tolha ii. 20 deste romance, do Sr. Dr. A. M.
Carneiro Vllela.
Ost crinsea da Bertfe Tambem hontem
foi distribuido o 5" fascculo deste romance (2*
edico), do Sr. tt. Joo B. Pinbeiro CCrte Real.
tlraanak rsaulld u'll rerreiitiio
De Lisboa eaerev, rain-nos podiii io a piibheaeao
daa seguntes linhas :
a U Sr. Dr. J. J. de Misqu.ta Pitttentel, livreiro
editor da cidade do Porto, acaba de manda para
o prlo o Almana-.'k para 1887. qu- annualmeoie
costuoia publicar sob o titulo deAlmanack muito
til e recreativo.
' Esto Almanack collaborado p ir peanas dis-
tincta&e concern muitas ndicaces uteis.
a O preco dos aununcios extremamente mod-
>un pagina 14<;0; meia pagina O'JO ris.
Qualquer obra religiesa, scientilica ou litte-
raria aniiuuciada a truco d'uui exeinplar.
a A tiragem grande, pois j est bastante co-
nhecido no pai e Brazil. a
Kairaii de ferro do Bcrife a lar-
seaPedirain-nus a iusureo do a-^uinte :
a Srs. redactores do Diario de Pcrnambuco
Devendo ser entregue no publico este mez a esta-
co da Varzea, bein provavel que teuhara de
mudar a tabella.
a Pois bera : nao so offerece meliior occasih do
que a presento para 3e fazer qualqusr arranju
afim do termoa u:u punto ae parada eutre o porto
do Lasserre u o Zuratiy.
Nao ha esta^.iu de maior distancia do que as
cima raencioua-las, ao paaso que dos Quatru Can-
tos ao porto do Lis.-uire nao ha mais do que 3 mi-
nutos.
a O Sr. gerente doa bnnds talvea conc-da qual-
quer vantairem era f .vor dos moradores da Turre.
VleeiiriuKm 3(1 do mea findj cscreverara-
uoa deste pvoa>lo ii->ticiando o seguinte :
Acaba de reassnmir a subielciracia o cidado
jury histrico Tiradente*; sendo o Sr. Gitnas P-
rente advogado e o Sr. Alfredo Lma promotor.
Foi designada a sesso vindoura para quart.i-
feira, s 4 1/2 horas da tarde.
carta coattaeretal da baela do V-
mnzonaaPelo Sr. Dr. F. Bianeoni, engenhei-
ro ^eographo e anligo engenbeiro architecto che-
fe das camiuhos du trro ottomanos, tomos obse-
quiados de Pars com o n. o da sexta serie da
collecci de estradas geraes geographica?, cartas
oommereiaes, physicas, polticas, adraiuiatrativas.
roteiras, etbnographicas, mineiras e agrcolas,
com uma noticia descriptiva corapreh-ndendo as
mais recentes iniorma5es sobre a historia, usos
costantes, das respectivas populaces, estatiaiicas
commercaes, productos a importar, industrias a
criar, legslacao, adrainstraco, trabnaes, etc.
_ O livro de que damos noticia oceu^a-se do Bra-
sil e da baca do Amazonas, da qual apresenta
uma excedente carta.
Agradecemos a pieciosa offerta que nos fes o
distincto engeuhe'ro francs.
Iae BreallDe Paria recebemos hontem o
n. 130 d'este cor re.i da America do Sul.
E' este o seu sumraaro :
Brsil.M. B. Telegrsmmes. Echos de psr-
touf. Correspondance particulire.Liz-rr. Cbn>-
uique parisiense. Adren Desprrz. Caaserie me-
dcale.--Dr. Saury. Ccmocim et Carioca. R-
vue de la preaee. L'Expositon sud-um-iicaine.
Au docteur Pertence.Ferreira L-al. Nenvelles
du Brsil. Pacific et La Plata. Necrologa. Ra.
vue financiero. L. Revue comuierciaie.1>.
N-.el. .Moiiverneot raaritime. Maisons Recuminan-
des. Aononces.
Bevue Kud-AsnericalneD'esta pobli-
caco trimensal parisiense, tambera recebemos
hontem o n. 101.
O seu summario o seguinte :
Appr-batiou par le gouvernement argentin d-a
aetes de M. Pedro S. Lamas, contraas-ir general
d'mgration en Europe La Rdac'.ion La
stuatou politique de l'Amerique du Snd et Ira-
Cidictions du journal le Temps, par L Guilaine.
diflerend i'.alo-colorabieu et l'Urugaay. L i
question colomale et Itale et l'Amerique, par X.
L'Expositon universelle de Pars en 1889.__
Rglement general.Voyagea dans les Rpubli-
qoes de l'Equatetir etduPron. Courrierd'A-
mrique.Revue conomque.Revue fiuaneire.
Bibliographe. Aononces.
Hecrelo Dramtico Bcneficente
Esta sociedade realisou sua eleico no doiniDgo '
de Outubro, ficando assim composta a sua nova
directora:
PresidenteManoel P. Silva.
Io secretario -Joo A. Silva.
2C ditoAntonio Benet.
OradorPedro A. Baha.
ThesoureroJoo Braga, recleito.
Director de scemSilvino F. Lorena.
FiscalOsear F. Olveira.
Club Acadmico Dr. Kleal>raFono
conou nnte-bontem este club, sobre a presidene
do Sr. Augusto Carvalho.
Lida, e depois de sobre ella terpm orado r Sr.
Co ta Pinto, Senna, CarraliH e Heitor, fii appro-
vada a acta da sesso anterior.
Failaram p--L ordem os Sis. Costa Pinto, S
Carvallio e Araujo.
Em seguida procedea se a eleico da nova di -
rectora que ba de gerir os destinos do club nos
ra-zei de Abril e Maio do anno vindouro, a qoai
ficou assim comptsta:
PresidenteAugusto Carvalho, reeleto.
1* vice-presidenteAntonio F. Lima Jnior.
2 dtoJ. A. Pedreira Franca.
1" secretarioHeitor de Souza.
2o ditoAntonio Jos de Araujo.
AdjuntoEugenio Lamartine
OradorAntonio Coita Pinto, reeleito.
Vice-orador Graciliano Fieitas, dem.
ThesoureroAugusto Vaz Ferreira.
BbtiothecarioJoo Seias.
Coramisso de oyndicanciaAugusto CarvaliSo,
relator, Grac'liano, Vaz Fer.-eira, Pranca e Araajo.
Sendo emposaada a nova directora usarsta -.a
palavra os Srs. Carvalho, Heitor e Pinto, os rious
primeiroj agradecendo os cargna para que liariata
sido eleitos e o ultimo felicitando o club pela novo.
directora.
Nuda mais havendo a tratar o Sr. presidente
encerrou a sesso, marcando para a prxima jjea-
so a primeira dotniuga de Abril.
Birectoria daa obrn* de eanserta-
rfin don .liriorloictiui ineteorolo^ricj iv
di i 2 de Outubro de 1880 :
'
Horas O S|a| I s i Barmetro a Tenso do vapor 1 3
B u o se 0 S
* 2
15.81 -
6 nx 24^94 761m90 67
9 27--I9 763-" 15 1.27 m
12 28o56 76S-79 17.50 w
3 t. 28--06 !760">34 17..S0 63
6 2050 7<0-<8 17.81 6
Temperatura max ina29*00.
Dita mnima2475.
Evaporaco em 24 horas : aosol 8"'2, som-
bra4-"8.
Chuvamilla.
Direceo do vento : SE de mci'a noi'" a t 6 oras
25 minutos da tarde; SSE at 10 luraa e CO
minutos ; SE at meta noite.
VclociJade m lia do vento 0.m78 por segaada.
Nebalosidade meda entre 0,4.
dem do dia 3:
Horas V E'S o a c -o a. o M Barmetro a 0 Ttaso do vapor - a a a IB
6 m. 22*91 76t27 16.0! 81
9 28 06 76|m!t4 16.72 S9
12 28o81 761 "56 17.31 5ii
3 t. 28-iH> 761 w 17.31 ca
6 2637 760i 13 16 8! OH
Manoel Estatuto do O. Mello, dcixaudu-a a 1 snp-
plento Joaquim A de O. Goes, compadra daquelle.
a Como amante desra terriulia. por certo digna
de inelli r snrte, anhelo o mais vivo deaejn de
vela cariada p ,r urna linlio frrea, o que do ae-
to aeria dp grande prurnito para Wiiaiiasihia cu
j--8 representantes rauto se agradariam se por
aqu viessem proceder um estudcsolo zonato-
pographicoe eiro t.%l?ez que em breve fosee-
mos aqu despertados peo silvo das locomotivas
conductoras do progrosso coma: r.-iai em pasta e,
no sen todo social.
Oa labjrios..a agriei|ltores,.cono os- Ir-arados
coiuineremntes, aqm coutiuuain deaauinadoa cm
face do prest exuesaivaraente ba'Xi doa asauca-
res.
Club l.illeriirio Jim- de Alendar
Fuiccionou niiie-liouton esta c irpor.iciio, sob a
presidencia do Sr. Uavalcaute Pina.
Nao houvo acta.
Foeaai proclamados-o reeinhecitks socios etTee-
tivos os Sra. Ca los Luix da Ve_-a Pessoa, Fraa-
cseo (atoroce P> le.itoi-'illiB, Euiieo \\'.truvio Pinto
Uamteia o Uyasea Carvalho Sons* UraadVa,
tendo estes agraderido. Pele- Sr Alfredo Lima
foram prtHHitloa socio honorarios 01 Srs. Drs. Mi-
guel, de Pigaetraa Faiia, Joio d Oluvina, Jos
Mnria Ue AlbL'quorqHc Meil > e Jos de Vaseon-
C lros.
O Sn Gomes ParsnSa-Filho pn poe foi surto.
do- pura a seguinte tiles* : Q.iaea as P'incipaesi
caos s de tolos a criracs, e p o 8r. Wi'ruvio o'
-Moviur nto d *pr*-
sahiaf 1,
Cana de Detenrao-
aos do dia 3 de Outubro :
Existiaut presos 3til, eutraram 6,
existein 314.
A saber :
Naconaea, 283, muiherca 5, estrangeims W, -
eraros sentenciados 5. preces mdi 1, dito iK,- ras>
receo 10.Total y 11.
Arraeoados 277, sondo : bons 2G7, docnt.-a fi
Total 277.
Movimeuto da enfennaria :
Teve-baixa :
Demetrio Acacio da r- iva Lima.
aolersa da pn.iineiQoinf ti.
do crrante, ao mel da. a- caCnutina a 4.* *vs--
da 1.a lotera em benefician da Saiun La. aV
Miserrcordia do Recito, pela n vado.
No consistorio da igru)a-de Ncsaa atnaa,) r--
Oonceic&o dos Militare* *r\ taita t r nr -
pelo syatema da maclins Fich.
VotarlaA 4< piule dal" lorrri*.d.i- pawsss-,
lia, em ibeneficio da Santa Casa de Mann-nnwib
do Breife, pelo nnvo plano, cuja premn. lyimioay
inO.-OOOBOOO, ser extrahida us>tm 7 d. ^a^
te, urineipiaadaawexiraacia aometodia
O blbetes acham-se venda na Casa t*, ft-
tnrrs, ra Primeiro Je Marco n 23.

'







Temperatura mxina291"25.
Dita mama2,94>
Evaporaco em 24 horas ao so! : 7 !> ; sem-
bra: 4",5.
Chuvannlli.
Direceo do vento; SS da m-ia nof- atfejt
horas e 35 niatos; SSB at 4 e 10; SK ** 1
bora da tarde: ESE at 2 e 35; SE at uaeu
noite.
Veloeidade media do vento: 0,a>67 por srgnsjdi.
Nebulosidade media entre 0,1 e U,2.
liellae*.Ettcctuar-ce-bao:
Hoje :
Velo agente Modn-to Baplista; s 11 hora, i
ra estreita do Rosario n. 24, de movis e -.losa a-
vallos.
Amanb:
Pelo ajenie Martins-, s II hora*., na rs da ,
I.nperatrz n. 52, de varios gneros.
Mlaaaa fnebre.-Sero celebradas-:
Ainauh :
A's 7 e l,/2 horna, na itrreja da C. ngn y>r*>.
por alma de Mano, 1 Mendonca.
Quinta-feir.i :
A's 7 horas, na matriz da Boa-Vista..por k
de Mara da Cunha Cabral; a 8 bora-. u ca-
vento do ('armo, por alma de Bita de Asewd> do
Nascimento.





Diario de PeroambucoTcrfa-feira 5 de Outubro de 13E6
tf

>
v

I
Lotera da corteA 2* parte da 2> 0* lo-
teri* da corte, cajo premio grande de 100:000*,
aera extrahida no dia 8 de Outubro.
Ot bilhetes acham-se venda na Caa da For-
tuna 4 ra Primeiro de Marco n. 23.
Tamban acham-se 4 venda na praca da Inde-
pendencia na. 37 e 39.
latera do loA 3> parte da lotera
a. 866, do nevo plano, do premio de 100:000*000,
ser extrahida no dia .. de Setembro.
Os bilhetes acham-se 4 venda na Casa da Por
tana, 4 roa Primeiro de Mareo.
Tambem acham-se venda na praca da Inde-
pendencia ns. 37 e 39.
Lotera de Macelo de OOiOOOJtOOO
A 10* partes da 13 lotera, cujo premio
grande de 20:000*, pelo novo plano, ser.i ex
trahida impreterivelmeute no dia 5 de Outubro,
4a 11 horas da manh.
Bilhetes 4 venda na Casa Folis da praca da Iu
dependencia ns 37 e 39.
Tambem acham-se 4 venda na Reda da For-
tuna 4 ra Larga do Rosario n. 36.
Precos resumidos.
aladearo Pnbl leoForam abatidas no
Matadouro da Cabanga 76 reces para o consume
do dia 4 de Outubro.
Sendo: 60 reses pertencentsa Oliveira Castro,
Mercado Municipal de loa-O
movimento deste Mercado nos dias 3 e 4do corren
te foi o seguate :
Entraram :
62 bou pesando 9,910 kilos.
1312 kilos de peixe a 20 ris 26*240
58 cargas de farioha a 200 ris 11 #60. i
40 ditas de fruetes diversas a 300 rs. 12*<>00
11 taboleiros a 200 ris
37 Sumos a 800 ris
Foram o ce upados :
46 columnas a 600 ris
45 compartimentos de farinha a
500 ris.
43 ditos de comida a 500 ris
147 ditos de legantes a 400 ris
32 ditos de suiooa 700 ris
22 ditos de treseuras a 600 ris
20 tainos a 2*
6 dito a 1*
A Oliveira Castro & C.:
108 tainos a 1* ris
4 talhos a 500 ris
Deve ter sido arrecadada uestes dias
a quantia de
Reaataento dos dias 1 e 2 de Outu-
bro
242IX)
7*40.'
271600
22*500
214500
58*800
22*40.
13*200
40*000
6*000
108*000
2*0 i
381*440
432*120
313*560
Banco de Crdito Real de Per
iiamwco
Wetcmbro de !
ACTIVO
Accionistas -ir 0:500*000
Emprestimos bypothecarios 700:200*000
Valores bypothecados 1,424:300*000
Deposito de administracao e gerencia 16:000*000
Letras rec-ber
Letras hypothecarias
Valores caucionados
Despezas de inatallaco
Movis e utensilios
Diversas cautas
Caixa
32:000*000
72:900*000
40:000*000
3:500*800
1:783*150
4:422*310
7:663*910
2,703:270*200
PASSIVO
Capital
Einisso de letras hypothecarias
Garantas de hypothecas
Cauco de admiuistracao e gerencia
Ttulos em cauco
Letras hypothecarias sorteadas
Lucros suspensos
Diversas contas
500:000*000
700:200* 0O
1,424:300*000
16.000*000
i0:000*0.)0
200<(i00
8:552*783
19:017*417
2,703:27i '3200
S. E. eO. =====
Pernambuco, 4 de Outubro do 1886.
Os administradores,
Manoel Joo de Amorim.
Antonio Fernandes Ribtiro
Luiz Duprat.
O gerente,
Joao Fernanda Lopes.
Foi arreeadado liquido at hoje
Precos do dia :
Carne verde a 320 e 480 ris o kilo.
Carneiro de 720 a 800 ris dem.
S n .oh a 560e 640 ris dem.
rannha de 280 a 320 ris a cuia.
Milho de 240 a 320 ris idem.
Feijlo de 500 a 640 idem.
Centlterlo publico.Obituario do dia 2
de Outubro: ,
Emilia, Pernambuco, 36 anuos, solteirs, Ssnt>
Antonio; lesio cardiaca. ...
Matheus Fabricio, iguora-se a nacionalidad', 33
anuos, sotteim, Oraca : tubrculos pulmonares.
Aminjiato Coiro, Iulia, 25 annos, solteiro, Boa-
Vista ; tubrculos pulmonares.
F'onnda Mara da Conceicao, Pernambcco, 44
annos,casada, B-Vista; queimadura.
Pulcberia Francisca Pereira, Parahyba, 40 an-
uos, viuva. Boa Vista ; aneurisma.
Dclfina, Pernambuco, 7 meses, Afogados; con-
vulso. m
Ti te Mach -do Freir de Barros, 42 annos, casa-
do, S. Jos ; ulcera de estamago.
Carlota Mara de Jess, Pernambuco, 67 annos,
casada, S. Jos; hemorrhagia cerebral.
Anna Margarida Schefler. Pernambuco, 82 an-
n-*, viuva, 8. Jos; fsbre perniciosa.
Mara da Cunha Cabral, Alagas, 34 annes,
casada, Boa-Vista ; anemia.
PER'riAMBUCO
KasIKh Bank of Ro de *f aneiro
(Limited)
CapiUl do Banco em 50,000
accoes de 20 cada urna 1.000,000
- Capital realisado...... 300,000
Fuudo de reserva...... 190,000
BALANDO DA CAIXA FILIAL EM PER AMBUCO,
EM30 DE 8ETKMBBO DE 1886
Activo
Letras descontadas....... 300:8864080
Emprestimos e contas caucio-
nadas.............. 256:0948.)0
Letras a receber......... 376:7 >8,j;o
Garantas e valores depositados 502.0670670
Mobilia, etc. do banco..... 2.126J5SO
Diversas contas.........1,444-691'J40
Caixa............... 95:080,J470
PIBLiaCOES A PEIO
Haaoel ilerinino de Azevedo e
Uva ao lilm Sr. afose Carlos
de tiedel ros
Srs. Redactores.A gratidao um d.>s mais
nobies e bellos seutimeotrs d'alma ; aquelles que
nao sentem sao indignos de ser humano, sao in-
dignos das attencoes e estim sociaes.
O abaix) asaignado estara infelizmente com-
prchendido no numero d'esses moustros, te com
a presente declaraco na > viesse do alto da im-
prensa fiier publico, e manifestar ao Iliui. Sr
Jo- Carlos ie Medeiros, e a sua Exina Familia
quanto Ihe deixaram penhorado as inaneiraa oo-
sequiosas, delicadas e humanitarias com que esse
illustre cavalheiro, e sua Ezma. Senbora trata-
ram a esposa do abaixo sssiguado, a qual, affec-
tad do terrivel berberi, e j em estado muito
adiantado, procurou n recurso dos bauhos salga-
dos, indo para aboletar-se no proprio estabeleci-
mento do Sr. Medeiros, collocado sobre os arre-
cifes dcsta cida.de, oude permanecen por dous
mezes e alguns dias, c nseguindo depois desse
t mpo voltar quasi restabelccid*.
Compre, poia, ao abaizo assignado, qne Ihe
impe a gratido, declarar e proclamar a bem da
humanidade soffredora qne no estab locimo.uto de
banhos do Sr. Medeiros encontrarlo os pacientes,
nao s facilidad e commodidade par o uso
delies, mas tambem os me.li >n a comi.dos, e tra-
tamento naquelle importante estableecimento, e
sobretudo a urbxnidade, araablidade, delicadeza,
< caridade mesmo na iiessoa do prnprietario do
dito estabeleciment, e de sua Erna. Familia,
quaiidadea estes s proprias de c rucies bein
formados e don carecieres, que te distinguen) por
sua fina educacao, e nobreca d sentiinentos.
Diirnem se, portnnto, o lilm. Sr. Jos Carlos de
Medeiros e sua Ezma. Familia de acceitar este
ttstemunho publico da ana eterna gratula >.
E havendo S. S. por tal guisa conquistado a
amizaJe do abaizo assuratdo, srvese elle deste
uieio pare, off-recer-lhe em qualquur teu po e lu-
gar o seu muito limitado prestidlo.
Becife, 5 da Oufnbio < Manoel Hermino de Atevcdo e Silea.
Villa do Bonito
A paz de Nosbo Senhor Je
de Outubro de
ionio Reine!
la o profeaaor
Contas correntes
simples ....
Deposito a prazo
xo oom aviso
e por letras .
Passivo
1,333:966*550
1,109:682*690
Rs. 3,840:6595450
Letras a pagar
Ttulos em cauco e deposito.
2,443:649240
352059o
502:067,567.1
Diversas contas......... 894:589*950
Rs. 3,840:659*430
S. E. & O.
Pernambuco, 4 de Outubro de 1886.
XiwiirnadoK,fl'',ry GLr manager.
A88ignad08(Ved GoodchM 8CC0UnUnt.
COMMERCIO
iolsa coininerclal
lineo
de **ernam
ECIFE, 4 DE OUTUBRO \)E 18St.
As tres horas 'Vace* olfiniaes
Csunbio sobre Londres, 90 d|V. 22 d. por 1*, d .
bunco, isbbado.
Dito sobre dito, 90 d/v. 22 d. por 1*000, particu-
lar do banco, sabbado.
O presidente,
.Pedro Jos Cinto.
O secretario,
Candido O O. Alcoforado.
O Sr. Dr. IraniUn A
ra Coaia ama letlsn
PaeiBco Malaqulaa.
A serie de eorr-spoudenuias, que deveria pu-
blicar ueste Diario, contra o Sr. Dr. Francisco
Antonio R'gueira Costa, nao pode ser publicada
por gosar aqurlle dsutor, da immnnidade que
Ibe caucede o con trac tod esta fulha, cun a As-
sembla Prcvincial.
Neste caso, far-se ha essa publicacao uo Jornal
do Becife, quando lermiuarem as corretpoiidei.
Cas qau Berilo publicadas sobre o juiz de direito
d-asa comarca.
Claudino de Mello.
Ao lilm. *r Dr. .oes
A c'as?e caizeiral confia a sua causa, sobre
fechamrnto das portas, aos nobres e jnstoa aenti-
nentos de S. S., que deve ter visto .mo foi re-
pedida a contra ordem da cmara por muitos com-
merciantes, que indignados, fecharam os seus es-
tabelecimentoa.
Alguns eaixeiros.
*eeretara da deroeo de IVossa
Menhoro das Merrez. ereela
na Jgreja de S. Jos de Riba
Mar, de Outubro de ISKtf
Tendo esta devecao de mandar faz r no dia 16
do correute, pelas 4 horas da tarde, a bencao de
sua Padra-ira e do um dos seus sinos, com todas
a pompa e brilhantisino, e de accordo cem as or-
dena de S. Ezc Revdma., foram em consulta da
mesa regedora eleitos paranymphos desse acto os
lilm -rs :
Mijor Jos Franeisco Ribeiro.
REVISTA t >a semana de 2 de etembro a
9 de ninbro de 1H.
Cambio sobro o Rio de Janeiro, nao consta trans-
accio.
Prninbo sobre a Baha, n-Jo consta transaccio.
Cambio sobre S. Paulo, nao consta transaecSo.
Cambio sobre o Rio Orande do Sul e Porto
Alegre, nao conste traosuccao.
Cambio sobre Londres, fiseiam-ie a 21 7/8 e a
21 3/4 a vista, 90/d e 21 5/8 a vista do Banco.
Cambio sobre Pars, vista 440 rs. per franco.
Cambio sobre Hamburgo, a vista 515 rs, de
particular.
Cambio sobre Portugal e Lisboa, a vista 146 /
le premio do Barco.
Cambio sobre o Porto, a vista 144 % de pre
.10 do Banco.
Cambio sobre Montevideo, nao consta transac
yo.
Cambio sobre Bu* nos Ayres, nao houve transac-
cao.
Aosliesa da divida publica de 6 / do valor ie
! :l)00* ao par.
Dita provincial 7 la, conatam vendidas em par
tisalsr com 3 e 4"*/. de abate.
Companhia Segura lndemnisadora, neda se fes
jua conste, cotamos a 335*.
Companhia Pheniz, dem idem.
Companhia .Seguro Anphitnte, idem dem.
Companhia Pernambucana, iem dem.
Companhia de Fiacao e Teciioo, idem idem.
Companhia do Beberibe, continuam a se vender
W aeces de 100* ao preco de 150* cada urna.
Companhiv de Santa Thereza, continuam aman-
tar o preco de 424000.
Companhi de (Miada e n^eribs. houvecotacSo
le aecCei de 200* a 220*001.
Descont de lettras, mantem-se de 7 e 8/0 boas
armas"
Gneros naclonaes
Agurdente Ultima vonda a 70*000 a pipa
de 48"' litros.
Alcool Ultima venda a 1301(100 a pipa de
480 litros.
Assucar. Entraram 16,216 saceos.
O branco de 3* a 4*300 os 15 kios.
O dito somenus, de 3*000 a 2*700.
O dito mascavado, de 2*100 e 1*300 os 15 ki-
los.
Dito bruto a 18209 os 15 kilos.
O dito do Canal, a 800 rs. os 15 kilos,
ilgodo Entraram 1547saecas, vendas di-
6*800 os 15 kilos.
Arroz em casca.Retaiho se mantera em 2J500
a 2*600 o sacco com 80 kilo*.
Cat Retalba-se de 5*500 a 91000 os 15 ki-
los firmes.
f'ebolas do Rio Grande do Sul. O mercado con
tina s>-m existen Cera dr carnxba.Cotamos de 4*000 a 6*000
os 15 kilos, mercado supprido.
Cour>>s salgados seceos.Consta que as ultimas
vendas foram de 545 ris o kilo,
Couros seceos refrescados.Nao consta venda.
Cerveja nacional Retalho do 5* a 6*000 por
duzia de inteiraa ou meas.
Farinha de mandioca.R 'albo se mantem no
minalmente de 2*800 a 3*400 o sacco de 80 li-
tm.
Fumo Retalho de 15* a 25*000 os 15 kilos
conforme a qualidide.
(i mma de maudioca. Retalho de 2*700 a
2*900 os 15 kilos.
(xraxa do Ro Grande do SuL Cotamos nomi-
uaiinent*- a 5*000 os 15 kilos.
Gordura do Rio da Prata. Cotamos a 5*000
os 15 kilos.
Genebra nacionalReiaJho de 3*600 a 4*000
por duzia de garrafas.
Mel Preco nominal a 45*000 pea .pouca s&
hida
Milho. Retalho a 50 rs. o kilo conforme o
estado e procedencia.
Pelles cortidasCotamos de ?0* a 80* o cento.
P. lies em caballo.De 112* o cento.
Sal do Asa e Mossor. Vendas a 500 ris os
100 litros.
Si bo cuado.Anda colamos nominalmente a
6* oe 15 kilos.
Dito em palles. Cotamos o da Cabanga a
3500 os 15 kilos.
TapiocaRetalho de 3*800 a 4*000 os 15 kilos
Velas stearinas do Rio de Janeiro. Retalho
a 300 res o masso de 6 vellas.
Ditas ditas da provincia. Retalho a 280
ris o masso, idem.
Vinagre do Rio. Retalho de 70* a 80*000
a pipa ue 480 litros.
Vinho do Rio. Retalho de 120* a 130*000 a
pipa de 480 litros.
Pedro Monteiro de Andrade.
Ven'ura Pereira Penna.
Jos Ferreir Donrado.
Paulo Luis Alves Ribeiro. .
Bento Goras de Pinbo.
Joaquim Pires Leite Cunha.
Manoel Bento Pinheiro.
Jos Cyweiro da Costa Reis.
Victorino Luis de Sousa.
Paranymphas as Exmaa. Sraa:
D. Mara Thomasia de Azevedo Villela Tavares.
D. Herundioa Jacques
D. Mara Leopoldina da Silva Moracs.
D. Mara Pereira de Mello Rocha.
D. Anna Laurnda Varejao Barbosa.
D. Joanna Laura da Motta.
D. D. Anna Cavalcante da Silveira Dias.
D. Rufina Anglica Da GuimarSes.
D. Zulmir Cabral dn Silveira GuimarSes.
D. Amelia G. Carneiro Leao.
D. Josopha Francisca D. Lima Pontos.
D. Flora da Costa Seixas.
D. Mara da Conceicao Costa Seizaa.
L>. Gertrudes Augusta da Silveira.
O secretario,
Antonio loares Pinto.
Viva Jess, Mara e
Jos
Seguua-feira, 4 do correte, tenciono
partir para a cidade da Campia Grande,
levar soccorros aos nossos necessitados do
pobre recolhimento da dita cidade, cumpro-
me dar os devidos agradecimientos aos bem-
t'eitores p -rnambucaDos, que com raaos ca-
nil isas nos deu com que mitigar ou saciar
a foiuc e nudez dos nossos orpbaos o ir
rollos desvalidos, mil gracas damos a Deus
em dispensar as suas libernlidaaes com os
coracSes do povo da Pernambu o. De nos-
sa parte continuamos a votar ao Sagrado
Coracao de Jess, implnranao a remuoe
meSo e accressimo que promette o mesmo
.-enlior Jess, p"g-r cinto por nra, a quein
com maos piedosas soieorrer a orpha, a
viuva, e outras em circumstancias taes.
Siro, Deus Nosso Senhor abencoa as ca-
sas, os filhos, os negocios, as artes, os o
ti -io3 e empregos emtim dos bous pernatn-
bucanos. sobretudo a posse eterna na
mansao eeleste. Ad<-us, generosos per-
narobucanos.
sus s< ja comvosco.
Cidado de Olindn, 1
1886.
Francisca Mara d'Assuropg.lo.
Racbel Mara de Jess.
Theodora Mara de Jess.
Caridade
Bate, bate, bate at que te abrara
a porta.
(Palavras de Nosso Bom Jess).
De nov ves rogo e vos supplico, oh habitantes
de Pernambuco urna esmola para mais de mil
irplulos desvalidas e dous hospitaes com doentes ;
dai de vossas econemits um obulo, que Deus vos
recompensar com cem peloa menos, e alera de tao
generosa recompensa, vos promette misericordia
para vossa alma.
Dizia S. Joao Chrysostomo : quando te vires
em trahalbos, atrasos, doencas e outros males, dii
esmolas e vers que Deus milhora ludo em teu
fav->r. Quem d esmola, empresta a Deus. O
que vuj peco, meus irmios e irtnas, urna chave
que vos abra as portas pura o bem na trra, e
para a eterna felicidade no io.
Anda vos affirmo qne todas essas mil e tantas
pessoas abrigadas oas viole e tantas casas di: cari-
dad<-, esto promptas por Jeius, Mara o Jos a
morrer de fome, sede, nudes e de i.utras enferuii-
dades que tem atfectado e anda podem afivctai a
familia de A lio ua trra, anda abracamos as
Grelhas de S. Lourenyo, os terriveia tormeiitos
que soffreu S. Vicente, a* flechas que traspasa-
ra m S. tiebasti'io, dono da capella Imperial ePa-
droeirn da corte do Rio de Janeiro capital do un
perio da Santa Cruz.
Tendo, Deus por nos, quem cintra nos ?
1 gramics virtudes primeira, tele caritativa, se
gnnda, devotos do Kosario da Saitrada Virgem Pa-
ilrueira do Imperio da Santa Cruz, terceira. devotos
das almas do purgatorio. Vos affirmo, que se abra
cardes este coueeho. seris felizes na trra e bem
aventurado no eo.
Deus e Mara Santissima a todos recompen-
sarao.
Se poderdes e qnizerdes dar-nos urna esmola, po-
dis ilnic-a aos secuintes pontos : Escript >riu do
Diario de Pernambuco, do Jornal do Becife, c a
casa commercial dos Srs. Braga Gomes & C, ra
do Mrquez de Olinda n. 50, na Boa-Vista ao
Revm. vigsrio Augusto e em Olinda ao Revm. Sr.
coiiego Di. Maia.
Votio irmao Ignaeio.
Recife, 12 e Outubro de 1886.
? > Vinpr de vida de stessser. N *.
m ior purificador do Bangue conhecida em med
ana, infallivel antidoto contra todos os tnos
humores e doencas resultantes de impurezas do
ssngue, inoc humares herdados e molestias con-
tagiosas. Absolutamente destie e expelle por
mel dos rins. intestinos e poros, os ^ermens da
doenca, que rluctuam no sangue, n urina e na
transpiracao, e assim cura prompta e radical nen
te, quando todos os outros intitulados remedies de-
purativos s coaseguem prolongar o mal e falhar
no fim.
Xarque do Rio Grande do Sul. Deposito de
10JOUO arrobas. Retalho de 3*500 a 5*300 os 15
kilos.
Seeros estrangeiros
Alfazema R.Ulho a 8*000 os 15 kilos com
10 por cento de descont.
Arroz da India Retalho a 2*300 os 15 kilo=
idem idem.
Alpiste.Retalho a 4*400 os 15 kilos idem,
idem.
Azeite de oliveira em barris. Retalho a 3*
o galto, idem idem
Dito en latas. Retalho a 15*503 a late, dem
idem.
Bacalbao.Deposito 10000 barricas, retalha se
de 17* a 19*000 a barrica.
Banha de porco.-- Retalho a 420 ris a libra,
com 10 */<> de descont.
Batatas portuguesasRetalho a 4*000 a caixa,
idem idem.
Ditas inglesas. Nao ha ao mercado.
Dita francesaRetalha-ae de 4* a 9* com 10
/o de descanto
BrcuCtamos o baixo de 8*500 a 9*000 a
barrica, couforue o peso e qualidade.
Carvo de pedra Cotamos de 15* a 20*000 a
tonelada.
Canella.Retalho de 18400 a 1*500 o kilo, com
10 % de descont.
Cebollas portuguesas. Retalho de 9*000 a
11 000 a caixa, com 10 "o de descont.
Cervejas Retalho de 7*000 a 11*500 por 12
garrafas ou botijas.
CimentoKetaiho de 7*000 a 8*500 a barrica,
conforme o fabricante e peso.
Cominhos. Retelno a 18* os 15 kilos, com
10 /o"de descont.
Cravo da India.Retalho de 2*300 a 2*400 o
kilo, com 10 p"r cesto de descont.
Farinha de trigo Deposito 12,000 barricas.
Retalba-se aos precos seguintes :
A americana, de 18*000 a 19*000 a barrica"
A de Triestre e Hungra, de 23*000 a 25*000'
a barrica.
Feiji Retalho de 8*000 a 91000 o sacco.
(Janato s vamos Rat-lbo de 600 ris a 1*500
cad i um com 10 % de descont.
I loees em caldaNao ha no mercado.
Farello do Rio da Prata Retalho 3*200 o
sueco.
Dito de LisboaRetalho de 3*600 a 3*800 o
8'eco.
GenebraRetalho 15*00 a duzia com 10 % de
descont.
Herva doceRetalho 17*000 a 18*000 os 15
kilos com 10 % de descont.
KeroseneRetalho 3*400 a lata de 5 galloes
(lquido.)
Louca ingleza ordinariaRetalho de 90*000 a
130*900 o gigo.
Asna florida le Murraj df Lnnman
*3
Nao dificultoso distinguir-se a seohora de
delicado e refinado gosto, pela qualidade dos per-
fumes de que geralmente usa. l'anto as senhoras
da moda, como as senhontas da America Central e
do Sul, dio urna indisputevel preferencia a Agua
de Florida de Murrav e Lanman, em lugar de
qualquer um outro perfume para o lenes; e teem-
se aterrado ao mesmo para mais de vinte annos
este parte, a casta do inteiro e completo abandono
do extracto de Lubio, assim como de muitoe ou-
tros perfumes e cssencias europea', mais ou menos
agradaveis, mas em neuhum caso tilo aromticos
e de propriedades (2o sua veis e refrigerantes.
As nossas proprias beldades, to boje as prima-
ras justificar a ajuizada seatenca paseada pelo
publico da America do Sul, em favor deata riquis-
sima esaencia floral, a qual vegata e se propaga
pelo mundo inteiro altiva e sem rival, adquiriado
continuadamente novos triumphos.
Como garanta contra as falaificaces, obsrve-
se bem que os nomes de Lanman db Cemp venham
estampados em lettras transparentes no papel do
livrinbo que serve de envoltorio cada garrafa.
Acha-se venda em todas as boticas e lejas dr
perfumaras
Agentes em Pernambuco, Hcnry Fostcr & C,
ra do Commercio n 9.
Ci se geralmente que o vinho quinado ex-
ccllente reparador da mude deteriorada, e um t-
nico estimulante, que, nns longas conva'escencas,
coramunica ao organismo as torcas necessarias
para resistir U enfermidades, que posfam assal-
tel-o, por causa da quinina qu. contm. Ignora-
se, porm, que, a quantidade de quinina dissolvida
no alcool sendo muito limitada, prefenvel recor
rer ao Sulpbato de Quinina de Pelletier, que se
ene intra em capsulas de dez cen'.igrammas, mar
cadas com o nome dj inventor, delicadas, trans-
parentes, que se di^erem fcilmente, o que tacil
de verificar, mettendo-as dentro d'agna, onde se
abrem dentro de alguns instantes. Tomando-as,
os doentes nilo sentem o gosto amargo, causa fre-
quente da repugnancia que experimentavain para
ingerir tao precioso medicamento.
N. 7. A Einulsaode Scott o melhoe re-
medio at boje descoberto para a cura da
tsica, bronchites, escrfulas, anemia, ra-
chitis e debilidade em geral ; tambem e
um curativo infallivel para os deflusos
t0830 chronica e aFecc3js da garganta.
ijiiriibia
Este efficaz e inoffensivo preparado, qu
nao contm mercurio nem arsnico e ape
as urna dose tao diminuta de iodoreto d
potassio, que bem se pode qualifcar ce
hoinceopatbica (menos de meio grao em ums
colher de sopa do vehiculo), deve somentr
eua maravillosa virtuda depurativa aos ve
getaes que entram em sua composicao.
Outros preparados que nio contm ab
soluUmente um tomo de merzzrio ou seu?
compostos, t ii tal dsc de iodoreto dn po
tassio, que esta, dissolvida em agua pura,
curara os doentes que t n si lo curador
pelos taes apregoados depurativos vegL
tae8%
A efficacia do cajurubeba prova-se:
4o Pelos innmeros attestados de medi
eos e de doentes por elles curados de ma
les reputados inuuraveis.
k Pela procura que tem ; de modo a fa
zer desapparecor os preparados congne-
res, que antea d'elle dominavam a ther
peutica das molestias syphiliticas do rhou-
luntismo e das affec^Ses herpeticas.
3o Pela lealdade com que seus autores
tem fallado ao publico, fazendo-lhe conhe
cer a composicao do SM preparado, o qu-
nenhum outro se animou ainda a fazer.
(|uatro lllastres medico biMsl
leiros residentes na intpor
tanta cidade de Pelotas
Dr. Miguel Rodrigues Barcello, vice
presidente da pruvin ia, medico da Santa
Casa de Miseri rordia, condecorado pelo
governos da Allemanba, de Portugal e da
Italia.
Dr. Vicente Cypriano da Maia, medico
da Cmara Munieip }, coraroissario vacci-
nador da mesmar capito cirurgiao-mr do
commando superior da guarda nacional do
municipio, di-legado da sa le publica, etc
Dr. Serafim Jote Rodrigues de Avnvo,
i-x-tuo'lico da Cmara Municipal, ex-dele
gado da sau'de qublica, cavalleiro da im-
perial ordem da Rusa, etc.
Dr. Octacli Aristides Cmara, medico
homeopatha, cirurgiao honorario da arma-
da nacionol, etc.
Attesto que e xarope Peitora ie
Cambar, preparado pelo Sr Jos Alvares
de Souza Soan-s, cstabelccido nesta cida
de, goza de propriedades emolientes c fa-
cilita a Hespectorac&o, e o considero como
um excellente meio para alliviar e curar a
tosse quando convenientemente pres-
i-ripto. ^
Madeira de pinho Mercado supprido.
Massa de tomateRetalho de 520 a 600 ris a
libra com 10 % de descont.
Manteiga em barrisRetalbo de 770 a 780 ris
cem 10 */9 de descont.
Dita em latesRetalho de 4900 a 1*300 coa
10 de descont.
Massas itaiauas -Retel o de 8*500 a 9*00 a
caix com 10 /o de descont.
Oleo de linbacaRetalho de 1*500 a 1*600 o
galiao. *
Passas comm'jnsNao ha.
Passas finas-Retalho de 13*000 a 14*000 com
10 % de descont.
Papel de embrulh.Retalho de 640 ris a 1*450
a reama, idem idem.
Pimenta da IndiaRetalho de 1*310 a lJ350o
kilo, idem idem.
Plvora uglezaRtelo de 20*000 o barril.
QueijoaRetalho de 3*200 um com 10 /o de
descont.
Sal Nilo tem havido entrada.
SardnhasRetalho de 280 a 300 ris a late de
1/4, com 10 % d descont.
Toucinbo de LisboaRetalho de 12*500 os 16
kilos com 10 % de descont.
Tucinh i americanoRetalho de 10*500 os 15
kilos com 10 % de deseonto.
Velas stearinasRetalho 540 a 900 ris o masso
com 6 velas.
Vinagre de Lisooa Retalho de 130*000 a 160*
a pipa de 480 litros.
Vinho de LisboaRetalbo de 230*000 a 240*
i pipa de 480 litros.
Dito trancesRetaiho de 240*000 a pipa de
4tf) litros,
Dito d figueiraRetalho de 235*000 a 250.* a
pipa de 480 litrca.
XarqaeDeposito de 30,000 arrobas de 3*500 a
5*700 na 15 kilos.
O referido verdade e o affirmo sob f
de meu grao.
Pelotas, 27 de Fevereiro de 1884. Dr.
Miguel Rodrigues Barcellos.
Attesto que o Peiloral de Cambar
do Sr. Js Alvares de Souza Soares, pre-
parado de urna arvore aromtica deuorai-
nada CAMBARA' que vegeta na Serra
dos Tapes, desta provincia, um excel
lente balsmico e expectorante, e como tal
o tenho expregado sempre com bom resul-
tado nos ffeceSes pulmonares.
O o referido verdade o o juro sob a f
de meu grao.
Pelotas, 28 de Pevereiro de 1884.
Dr. Vicente Cyprirno da Maia.
Attesto que o Peitoral de Cambar,
preparado pelo Sr. Jos Alvares de Souza
Soares, um excellente medicamento era-
pregado com muito bons resultados as
molestias broncbo pulmonares.
E por ser verdaie passei o presente que
assigno em f de meu grao.
Pelotas, 38 d Fevereiro de 18S4.
Dr. Serafim Jos Rodrigues de Araujo.
Attesto que o Peiloral de Cambar,
preparado pelo Sr. Jos Alvares de Souza
Soares, tem urna aeco especial sobre a
mucosa das vias respiratorias, orando ou
alliviando niuitas molestias destas mesmas
vias, o que prava cabalmente a aua crescen-
t
Ventura dos Santos Res, consenbores da terca
parte do dito solo.
E para que ebegue ao conhecimento de todos,
mandei passar o presente que ser publicado pela
imprensa, e arrisado no lugar do costume.
Dado e passado nesta cidade do Recife espita 1
da p ovincia de Pernambuco, aos 28 de Setembro
de 1886.
Ku, Manoel do Nascmento Pontes, escrivao, o
subscievi.
Adelina Antonio de Luna Freir.
Servico de vacc nacao
Em cumpriraento do art. 26 Io dj n-gulam 'a-
to sanitario vigente, fiuam designados os dias de
segundas e quintas-feiraa ao meio da, na inspec-
tora de hvgiene, que fnocciona no pavimente
terreo do palacio da presidencia, ao lado em que
se scha a reparticao das obras publicas, para a
vaccinacao de todas ss pessoas entarem.O membro da inspectora de hygiene
Dr. Augusto Serfico da Silva.
BECLARACOES
Club de Regatas Pcr-
namlmcano
Pelo presente convido os genitores socios a virem
receber do Sr. tlmoiir-iro, das 7 i'n 9 li iras da
noite, ate o dia 8, na sede deste club, seus ingres-
aos para o sarao dnneaute de. 9 do correute.
Secretaria do Club de Regatas Pernambucano.
procura e aceitacao, que ainda no teve ; em de Outubro do 1886.O 1 tecretirio,
producto algum offi-inal nesta provincia.
O referido verdade, o que affirmo ero
f do m:u grao.
PtIotas, 28 de Fovereiro de 1834. Dr
Octaclio A Cmara.
nicos agentes e depsitos geraes em
Pernambuco
FRANCISCO MANOLL DA SILUA & C.
Ra Mrquez de Olluda n. 23
s-ar C. Mo teiro.
EDITAES
Correio geral
Malas a expedirse hoje
Pelos vapores nacin*, a Cear e Ipojwia, este
i para o norte at Acarah e aqu- 'e par. os portes
I do sul, es'a a.'mnstraco expede malas hoje, re-
! cebendo impresos eobjectr a registrar at 1
lioni da tarde, e caitas ordinarias at 3 horas ou
312 com porte duplo
Ai'ininistraco deis correios de Perosmbuo, 5
de Outubro de 1886. O administrador,
Allomo do Bego Bamt.
Edilal n. 750
RescisS da contratos
De ordem do ir. Dr. inspector geral da ins-
truccao publica, se declara aos professores contra-
tados Manuel Jos da t'arnii'n, da ca leira de
Varzea Redonda, e Manoel Soares de Albergarlo,
de OHio n'Agua da Onca, que, em virtuda de de-
tcrmtnacao da presiden .-ia da provinea, foram
por portaras de 30 de Seteuibr e de do cor-
rente, re-cindi 1-ts, jeir fn-y* do urf. 1'.'5 J 2 da
Reg. de 7 de Abril de 1879, os eootratos com
elles celebr-.ds, visto temsa abandonado as res
peetivas c-ierts p v mais de seis m-Z"s.
Secretaria da Mssraeeao publica de Pernambu- X. 30, casa terrea
co, 4 de Outubro de 1S6 O incraterio, N. 4S. idem
Peresntin S. de ArKilj) Ualvilo.
\ Relacao das diHereuc-ts para muis, encontradas no
valor locativo dos predios urbanos dt fregnezia
do Recite, que esto sujeit"s ao imposto de de-
cima, relntivoao ^xercicio de_ 1886 a 1887, pelo
lniicador Joaquim Tranquilino deLemosDu-
arte.
Ra do Pharol
N. 26, casa terrea 273* 00
N. 30, idem 120*000
d. 40, idem 144*000
Rna do Areal
N. 26, cas terrea 213*000
Prae'i do Chaco
N. 6, casa terrea 168*000
Ra de S. Jorge
O Dr. Adelioo AatOBi de Luna Freir,
offi:ial da Orem da liosa, commenda-
dor da Real Ordem Militar Portugueza
de Nosso Senlior J-sus Christo e juiz de
direito de orphaos e ausentas da eornarea
do Ricife e seu termo em Pernatubucn,
por S. M. o Imperador o Sr. D. Pedro
II, etc.
Faco saber qoe tendo ido a praca, por v nda,
no di 31 de Agosto pissado, e n;1 aehando lici-
tantes, a caa terrea eom 2 portas e janella de
frent, 2 salas, 4 quartos, e tetras 2 salas, 2 qnar-
tos fra, quintal muraoo, cacimba, pirto no fun-
do, tsndo a can de largura 6 metros e 00 centme-
tros, de fondo 13 metros e 75 centmetros, o quintal
7 metros de largura e 27 metros e 60 centmetros
do extensao, ni ugar Cata Forte, freguezia do
Po?o da Panella, avallada em 1:500*, espolio dn
tina Ja Carolina do Rogo U>rros, a qual falecci'
*em testamento nem lieid- iro ; vai de novo a pra-
ca no dia 5 de Outubro futuro, dep >s da audirn
ca publica oV'Ste jnizo, 4 requerimento do Dr. cu
rador doral dos ausente*, com o abatiinento da 5a
parte, que vea a servir de base para a arrema-
tacoa quantia de i:2i>0*.
E para c-nstar a quem interessar posa?., mandei
passar este edital, qi-e ser publicado pela im-
prtnsa e affixa'io no lugar do c >stume.
Dado e passado nesta c dade do Recife, aos 28
de Setembro de 1886.
Ea Francisco de Siqueira Cavalcante, escrivao o
subscrev.
Adelino Antonio de Luna Freir.
O Dr. Adelina Antonio de Luna Freir,
official da Imperial ordem da Rosa, eom-
mendador da R al ordem militar porta
gueza de Nosso Senhor Jess Christo, e
juiz de direito privativo de orphaos e att-
eentes nesta comarca do Recife, por S.
M. Imperial e Constitucional o Sr. D.
Pedro II, a quem Deus Guarde, ete.
Faeo saber aos que o presente edital virem, oa
deHe tivercm ronheeimento, qu* no dia 5 de Ou-
tubro prximo vindonro, depois da audiencia deste
juizo, na respectiva sala, ir praca para ser arre-
matado por quem inaior preco nffereeer, a terca
parte do sol.) em que era edificado o sobrado de 3
andares, n. 42 ra do Mrquez de Olinda.
E vai prafa a requerimento do Dr. Jos Ven-
tura dos Santos Res, pai dos menores Anna Exi-
lia Mara dos Res, Mariauna Ventura dos Santos
Reis, Manoel Veutura do Santos R-is e Heorique
244*0f0
513*00
297000
189*000
189*000
2*0*000
4 deOutu-
X. 68, idem
N. 5, ideui
N. 7. dem
S. 37, dem
1' eeco do Consulado Provincial,
no de 1886 -O cliefe,
J X. C. de Barro Campello.
Kiiliileleijarla d Ia ilinlrlclo la
Ba Tanta
Esta subd legaca remet en ao Dr. ebefe de
polica as armas seguintes : 9 vascas de ponte, 4
uavalhas, 6 compabsc*., 2 limas, 1 est ;que, 1 pis-
tola e 1 revolver de 6 tiros ; armas estas tomadas
a diversos desordeires no seu distrieto policial.
i
De ordsm dj lilm. Sr. inspector, faco publico,
que pela ordem do Thesouro Nacional n. 1930 de
2 de Setembro nudo, foi concedido o neeessario
crdito p.ra pagamento, aos abaixo assignados,
do que se Ihes deve de exercicios findos.
Hachan 1 Antonio Luis de Mello Vieira,
1884-1885 187*696
Joaqun Teixeira Pexoto, 1884 1885 525*090
lloaro Ferreira da Costa, 1881 1882 1:^00*000
Beuevides de Souza M n.-zes. 1883-1884 113*977
(.'acuno Vieira da Si Pait'es Adelino da C. Doria, 1878 1879 19*d08
J..s Tuegols. 1878-1879 19*308
Manoel Faustino d. Cunha, 1884-1885 1800
Rodrigo de C.rvilli. & C. 1883-1884 6:135*000
Henrique D. l'avaies dos Saatos, 1884-
1885 247*310
Thesouraria de Fazenda da Pernambuco, 2 d
Outubro de 1886.O secretario,
Luis E. Pinheiro da Cmara.
l>e ordem do Illuj. Sr. commaudante, se re-
eeberi na secretaria da escola de aprendizes rna*
rinheiros, no da 12 de Outubro prximo, pelas
11 horas da manhi, proposte fechada para o for-
necimentode fardameoto mesma escola, durante
o semestre de Janeiro a Junho de 1887, esm de-
claracao dos precos por extenso :
Bonet, calca a camisa de panno ; calca, camisa
e capas de brim para bonete ; calca e camisa de
algodio msela ; cobertor de l, lencos de seda,
sacco e maca de lona; eolohab para maca e sapa-
tos. preco por peca.
O contratante obrigar-se-ha com a sua assig-
natura a to las as disp sienes de lei, ou regula-
mento que regem os fornecim?ntoe e contratos do
ministerio da mariuha.
Para mais intormacoes, os interessados devem
diiigir-se escola de aprendizes marinbeiroe.
Recite, 29 de Setembro de 1886.
Jos Eliseu C. de Almeida.
imhjLaoo 1'auviHCiAb
Idem de 4
Dala 2
.E .ir '. HAYN.GK----''e 1
Idem de 5
a4
1:331*821
- 334.-J57
1:666*078
693*144
55.449
SKlNiMENlOS PBLICOS
Mes de Outubro de 1886
ALFANDEGA
hkda okra-
De 1 a 2
4em d* 4
ISS9DA PBOV1BCIAL
Del a2
V .em de 4
Total
71:894*824
21:551*356
10.941*580
2:836*790
jcsbsdobia De 1 a 2
Icieu) dt 4
748*593
OK'iPACHOS OE EXPORTAgO
Em 2 de Outubro de 1886
i*nra o exterior
Ns vapor ingles Editor, carregaram :
Para Liverpool, A. Labill 71 suecas com
6,336 kilos de algodio ; J. H. Boxwell 1,389
saccas com 132,578 kilos de alrdao.
No lucrar norueguense India, -arregaram :
Para New-York, J. S. Lovo & Filho 418 saceos
com 33,600 kilos de assucar msseavado.
No vapor francs Ville de Pevnambueo, car-
regon :
Para o Havre, A. Labille 3,000 couros verdes
com 63,000 kilos.
No vapor francs Niger, carregaram :
Para Bueaos Ayres, D. M. da Costa 8,400 co-
cos, frueta.
Para Montevideo, Amorim Irmaos & C. 200
barricas com 23,600 kilos de asssucar branco ; A.
Sobrega 2 barricas com 217 abacaxia.
Para o Interior
No vapor nacional Cear, carregaram :
Para o Rio de Janeiro, M. F. da Cunha 200
suecos com 12,000 kilos de a.i-uca- mascav.do ;
V. de I aqui do Norte 12 fardos coro 8,000 chapeos
de carnauba ; M. ao Nascimento 80 cocos, frueta.
Na barcac Farofa, carregou :
Para Parahyba, A. R. Branco 12 saceos com
600 kilos de assucar masca-vado.
MOVIMENTO DO PORTO
Navio entrado no dia 3
Rio de Janeiro16 dias, barca nurue-
guense Loospring, de 437 toneladas,
capitlo Ralversan, equipagem 11, em
lastro ; a Poblroann & C.
Navios entrados no dia 4
Manos por escala12 1/2 dias, vapor na-
cional Cear, de 1,999 toneladas, com-
mandante G. Pacheco, equipagem 59,
carga varios gneros; ao Visconde de
Itequy do Norte.
3:312*5471 Santos por escala9 dias, vapor francea I
93:446*180
13:778*370
107:224*550
2:251*290
1:068*257
Ville d Rio de Janeiro, de I ,"08 tone*
ladas, comraandante, Fousnel, equipagem
38, carga varios gneros; a Augusto F.
de Oliveira & C.
Bordeaux por escala13 1/2 dias, vapor
francez Niger, de 2,350 toneladas, com-
mandante B. Alb -rt, equipagem 128,
carga varios gneros; a Augusto La-
bille & C.
Rio de Janeiro6 dias, vapor aliemSo
Holstein, de 1,102 toneladas, com uan-
dante W. Hav.ker, equipagem 25,
carga varios gneros; a Borstelmann
4C.
Rio de Janeiro22 dias, lugar inglez Hor-
net, de 407 toneladas, capitao -I-rael,
equipagem 10, em lastro; a H. Lund-
grin & C.
Rio da Janeiro13 dias, patacho inglez
Hasting, de 339 toneladas, capitao Jo-
seph Coumuns, equipagem 8, em lastro ;
a H. Luodgrin & C.
Navios sahidos no mesmo dia
Buenos-Ayres por escalaVapor francez
Niger, commandante B. Albert, carga
varios gneros.
Havre por escalaVapor francez Ville de
Rio de Janeiro, commandante Fuesnei,
carga varios gneros.
Rio Grande do NortePatacho inglez Fan-
ny, capitao W. C. Sehinnit, em lastro.
Observacao
Nao Lcuve sabidas, no dia 3
VAPORES PERADOS
Principe do Grao
Para
Ville de Baha
Manos
B. Kemny
Trent
Galicia
Bata
E'-be
Pernambuco
Espirito Santo
Britannia
Para
La Plata
Equateur
Cear
Seva
da Baha hoje
do Havre am'nh
do sul a 7
do sul a 8
da Europa a 10
do sul a 11
do norte a 13
do sul a 14
de Hamburgo a 17
do sul a 17
da Europa a 23
do norte a 23
da Europa a 24
do sol a 25
do snl a 27
do sol a 29


t.






o

.<
-
s

Diario de PernambucoTerca-fcira 5 de Outubro de 1886
5
Becrrio nram&tlco Beneflcente
De ord ira do Sr. presidenta, aviso aos tenhores
socio* que nao sao admissives aggregadcs < m oc-
caeio dos enaaioa.secretaria do Recreo Driiina
tico Bencficente, 4 de utubro de 1886.
O 1- secretario,
_____________________________J. A Silva.
Santa casa
Na SetteUria da aaata casa de misericordia do
Bsofe arreadao-s* por esnaoo da ntn 4 tres an-
no ai saaai finita daekradaa :
B a ffisait a 4, por SOJ metMaes.
Idmn idem d. 49, 204 idein. .
Dita da LipgueU n. 14 1- andar, 16*660 dem.
dem dem 2 dito. 154 dem.
Ru* do Burgos n. "w* idem.
Dita da Madre de Deus n. 10 A, armazem
15J, idem.
dem idem n. 12, 40* idem.
Ba da Gi'.ia n. ib, 16*660 idem.
L>ita da Senzalla-velha u. 132, 2- andar, 154
idem.
Dita da Detenco n. 3 (dentro do quadro) 10*
idem. <
dem idem, SgfOO dem.
Dita do Visconde de Itaparica, n... 2* andar
e soto, .'!5 idem.
Dita do Marques de Olinda n. 53, 2- aodar
40* id-m.
Caes da Vlf ndega n. '.'
Cisio e contras la Kgri-
ri
2 Sirio entregues pelos Srs. forneeedores as
porches que Ibe forem pedidas polo almoxarifado
e pelos navios de guerra, no prazo de J da-, con-
tados da data era que os pedidos tirem despacha-
dos pelo Exm. Sr. i spector.
3.a Os gneros ficnr.au sujeitos a npprovapao on
reprovacu do perito quo for designado para exa-
minal-os.
4 Os forneeedores pagarlo as multas de 10 %
do valor dos gneros no caso de dem m as eu-
tremas e oe 20 *f0 no de falta de entrega ou rej'-i-
V'o p r m qualidade indemoisando n>atecaaoa
fnzenda nacional da differencu que se der entre
os precos justados e os porque torem comprados os
gneros nao fornecidos ou rtjeiadoa.
'" O pagamento da importancia dos forneci-
mentos ser feito pela T\ esouraria de Faz* nda,
vis'a dos documentos qne obtiverera os forneeedo-
res, depois de satsimo o sello proporcional.
6.a Conforme o aviso circular do Ministerio da
Harinea n. 172, de i'8 de Janeiro do corren te auno
o fornecedor ficar su jeito a mais sess'-nta das de
supprimento, alm do prazo estipulado no con-
tracto, sem qu-- esta circumstancia Ibe de direito a
proregacio do fcjuste.
7.* Os t'jectos tornecidos t a-ro pagor no
mez srguinte.
Observares
PAVILUlO
EMPREZA H. & B
Secretaria da Imperial Sociedade ios
Artistas Mchameos o Liberaos, ero 18 de
Setembro de 1886.
Jos Castor de A. Souza,
! secretario.
MARTIMOS
DIRIGIDA PELOS HABIS ARTISTAS
ALHEIDA 3 PALACIOS
HOJE! HOJE!
Terfa-feira !> de Outubro
Sieam avi^alion Company
STRAITS OF MAGELLAN UNE
Paquete Galicia
Espera-se dos portos
do sul at o da 11 de
Outubro seguindo pa-
ra a Europa depois da
demora do costuma.
Propostas para o snpprimrnto de medicamentos
enfermara de marinha e aos navios de guerra
tandeados no porto desta capital.
De nrdem do Illin. Sr. chefe de divisao, Jos
Manoel Picaneo da Costa, inspector, faco publico
que no dia 19 do corrente mez, s II horas da
manh.I, eonirata ae em conselho o supprimento de
medicaraentas enfermara de mnriulia e aos na-
vios de guerra fun eados no porto desta capital,
por 6 raeze*, a contar do 1 de Janeiro ao ultimo
de Jiiuho vindouro.
As propwtas deverSo ser apresentadas nesta
secretara em cartas fechadas at s 11 horas do
dia precitado, tend por base o formulario, que
desde j acha-se erpoato a consulta dos pretcn-
dent 's.
O contrato ser celebrado sob as seguntes con
dicea :
1 Todos os medicamentos serio de prmeira
qualidade.
2o Sero entregues pelo fornecedor quaudo pe- de 13 de Junho de 1877.
1." Nenhuma proposta ser recebida sem que o
prop ment" nella declare, por extenso, sem claro
algum, atada, entrclinha ou rasura, o preco de
cada genero.
2.a N.lo ser aceita proposta scrc que o nego-
ciante declare que se sojeita ao pagamento da
multa de 5 /, do valor provavel do fomecimento
duraate o prazo para que este annunciado, se
nao comparecer nesta secretaria para assiguar o
contracto, no prazo de 3 das, contados daquelle
em que for notificado pela imprenss, como deter-
mina o aviso de 28 de Dezembro de 1374.
3.a Conforme o recommendado cm aviso do 11
do Maio de 1880, nao sera adtnittidas as pronos
tas dos negociantes t u firmas sociaes, que nflt
a prenotaren 08 documentos seguntes i
Certido da matricula da Junta Gummercial,
bilhete de pagamento do imposto de industria no
ultimo semestre.
Certido do contracto social extrabido do regis-
tro da Junta Commercial.
4.* N uhuma prop~sta ser recebida depois do
dia e hora designados ueste aimuncio.
5* Os proponentes apresentaro os documentos
exigidos pelo aviso de 11 de Maio cima referido,
tres das antes do prazo marcad para o recebi-
inento das propostas, para a necessaria averi-
guacao.
6 Os forneeedores ficarao sujeitos a mais 30
dias de supprimento, alm do prazo estipulado uc
contracto, sem que esta circumstancia Ibes d di-
reito a prorogaco do ajaste, conforme a clausula
estabelecida pelo avian do Ministerio da Marinha
Aproveite qunn ainda nao fui porque hejo ap-
porecer
Pela altima y$z
a terrivel e feroz
II 1EY\ HA FRICA
que so mando do Sr. Almcida saltar barreiras,
arcos lisos c forrados, arcos de facas, etc, etc.
Camarotes coin
Cadeiras
Qeraes
raucos
5 entradas
105000
2*000
1*000
AVISO
O espectculo entrar s horas do cos-
to, me.
llavera honda para todas as linhas.
Este paquete e os qne dora
em diante seguirem tocaro em
Plymouth, o que facilitar che-
garem os passageiros com mata
brevidade a Londres.
Para carga, passagens, e enconunendas, tracta-
le com os
AGENTES
WUson Sons A C .. Limited
S. 14- RA DO OQMMERCIQ N. i4
KOYAL A4IL ST4H T
C01PANY
0 paquete Trent
Grande leilo
DE MIUDEZAS
Terga-feira, 5 de Outubro
A's 11 horas
NO ARMAZEM DA RA BOM JESS
N. 45
Constando :
De botoes para vestidos, guarnieres para ca-
misas, pulseiras. botoes de charo, anneis, alfine-
tes para gravatas, redes para cabello, resmas de
papel almaco, brincos, pecas de trancas brancas,
cacoletos, (apis para marcineiro, correotes pretas
com cacoletas, botos de louca, ditor de metal, en-
velopes, escovas para sapatos, esto jos pBra barba,
pentes, vcltas, guarnicoes para punhos, papel ami-
saae, fitas de la para debrum, dedaes para alfaia-
tes,_ lapis encarnado com easto e muitos ontros
artigos.
O agente Alfredo Guimares, autorisado por
urna pessoa quo acabou com o seu armazem de
miudezas, far leilo das mercadorias cima men-
cionadas, s quacs serio vendidas ao correr do
martello.
Precisa-se de urna ama
Caldeireiro n. 39, taverna.
trata se na roa 3o
Leilo
De movis, jarros, !ouca, qnadros, vidros, miu-
dezas, perfumaras, chapos e outcoa amitos ar
figos.
Ter?a-ffeira. do corrente
Ao rneio dia
A' ra astreita do Rosario n. 24
Vende se um piano ingles, d l armario, em
.mito b-)tn estado, visto ter sido ha poueo concer-
,ado ; a tratar na ra Velha a. 85.
Aluga se os andares superiores do predio n.
51 ra do Imperador, com excellentes accommo-
dacoes para familia : a tratar com N. I. Lidstone,
ra do Commercio n. 10.
_ Precisa-se de um caixeiro com bastante pr-
tica de fazendas ; a tratar ra Duque de Ca-
nas n. 43.
Precisase de um homem que entenda de
pl otacoes, para tomar conta de um sitio : a tra-
tar na Torre, no titio, junto de cojo porto, fina-
1 M a linha dos bonds.
- Aluga se um grande sitio com excellente
casa de vivenda, na Estancia : a tratar na ra
do Marqu-z de Olinda n. 40.
Vende se urna linda catriia, Peiiz Amcri-
eaua u.,12, nova, eomijleta de tudo, 4 remos, 1
vela americana, nova, tapetes ; a examinar no
caes da Lingocta, e tratar na roa do Rangel n. 2
com o dono.
Vende-se ama mobilia de jacaradd em per-
feito estado e por commodo pre^o ; a tratar na
ra da Imperatriz n. 53 3o a idar.
didos immediatamente.
3o Ficam exp-istos a approvacao ou reprovago
do medico da enfermara.
4* O fornecedor pagar a multa de 10 por cento
do vnlor dos medicamentos que nao entregar, e
de 20 por cento o daqinlles cuja entrega nao i
effecfuar on forem reprovados, se os nao suhsti-1
tnir por outros, que sejum aceitos ; e bem kssim (
aditferenca que possa ha ver entre os precoe ajus- '
tados e aqnelles r>jrque se t ver de obler no mer-
cado.
5 O fornecedor ser pago da importancia rf i
fornecimento qn- fizer. pe'a competente reparcao,.
em vista dos documentos que obtiver.
Obaervaco's
1* Nenhuma proposta ser recebida sem qne o
proponerte nella declare p>r extenso, sem claro
algum, entrelinha ou rasara, o pree e mais cir- i
comstancias que interessem ao foruecmento.
2a Nao ser aceita proposta em que o neg- '
ciante nao declare que se suje'ta ao pagamento da
multa de cinco por cento ao valor provavel do
fornecimento, durante o praso para qne este sn-
nanciado, se oo comparecer nesta secretara para
assignar o contrito que for celebrado no praso de :
tre das, coudos daquelle em que fer chamado ( on I .IV I* I lili
pela mprens. \J\fl lilVl* I tp.
3a Nao sero admittidas as Dropostns dos neg- 0 ord. m do Exm. Ir/. Ven.-, sao convidados
Secretaria da i tispeecfio do Arsenal de Mari -
nha de Pernambuco, 2 de Setembro de 1886.
O secretario,
Antonio da Silva Azevcdo.
Obras Publicas
Oe ordem do Illm Sr. engenheiro chefe, faco
publico que no dia 15 do corrente, ao rneio dia,
recebe se na secretaria desta repartidlo, em car-
tas fechadas e competentemente selladas, propos-
tas para u execuQilo do* reparos da cadeia de
Caruai, oteados em 2:189^1'7.
O oreamento e mais condices do contrato se
achiui a disposifo dos seuhores pretendentes.
Secretaria da repartico das obras publicas de
Pernambuco, 1 de Outubro de 1886.
q secretario,
Joo Joa-juim de Slqueira Vartj&o.
Vob/. Aug.\ Cas.*. Mac.-.
E' esperado daEuropa no dia
10 do corrente, seguinde
depois da demora necessa
ria para
Macei, Baha, Rio de Janeiro, Santos,
Montevideo e Buenos-Ayres
0 paruete Elbe
esperade
do sal no dia 14 de
corrente seguin lo
lepois da demora
antes ou firmas soeiaes que nao apresentarem
ertido de matrcula da juma commercial, bilhe-
te d* pagamento do imposto de iudustria do ultimo
tod.s os ir >/. do___para urna seas/, extraordina-
ria terca-teira. 5 do corrente, s 7 horas da noite,
ao val da ra da l'enha n. 3-A, para tratar-se
semestre, e certido de contrato social, extrahido i de negocio importante e urgente.
da janta commercial
1- Nenhuma propoata ser recebida depois do
diae hora designado neste annuncio.
5* Os proponenten apresentaro os documente
ex gidos, tre* dias antes do marcado para o rece-
bimento das propostas, alim de sur feita a compe-
tente verificaca-i.
6* Oj forneeedores ficarao sujeitos a mais 30
das de supprimento, alm do praso estipulado no
Secretara da Nob/. Aug.\
brodel886. E...C-.
O secret.
Cas.-., V de Outu
gr/. 17.
Para
K..U1
(hampton
nassagene, trefes, etc., tracf
CONSIGNATAJUOS
Adamson llowic &i.
Manta Casa da Misericordia do
Reclfe
Por esta secret ra sao chamados os parentes
contrato, sem que esta circumstancia Ibes de di- | ou protectores das menores constantes da relacio
reito prortgaco do ajuste, conforme a clausula fr, pam que as vi recolher ao collegio das
estabelecida pelo aviso do Ministerio da Marinha, orphaa.
Bclaco das orphs a que se refere o edital
de 13 de Julbo de 1877.
7 Os obj actos fornecidos s sero pagos no mez
seguate.
Secretaria da inspeceo do Arsenal de Marinha
de Pernambuco, 1 de Outnbre de 1886.
O secretario,
Antonio da Silva Axevedo.
Conselho de compras
da Repartico de
Marinha
Objerioa Je expediente e o nervieo
da lavi\K)>Da. enaommarto e ron-
reno da roupn da enfermarla de
marinha
De ordem do Exm. Sr. ehefe de divisao Josa
Manoel Picaneo da Costa, inspector deste Arsenal
e capitao do porto desta provincia, taco publico
que no dia 15 de Outubro, s 11 horas da manh,
contracta-se em conselho, em cartas techadas, por j
tempo de seis mezes, a contar do Io de Janeiro ao '
ultimo de Janho vindouro, o fornecimento cima
declarad'). ,
Oa Sra. pretendentes devem apresentar suas
propostas aeompanhadas das amostras dos arti-
gos, para cujo fornecimento ae propem, e em caso
Contrario nao se tomar conh'jcimento das pro-
poatas.
Objectoa de expediente para o Arsenal e depen-
dencias :
Compaseo, um.
Caeta, urna.
Caivete fino, um. ,
Colcbetes, urna caixa.
Cartas alphabeticaa, urna.
Cathecismo da dojtrina christ, um.
Cathecsmo brasileiro, um.
Collecclo de compendios, ejemplar um.
Compendios de economa da vida humana, um.
Crayons, um.
Cordo, rolo.
Envelopes diversos, conforme as amostras, cento.
Ditos com inser peo para officijs, idem.
Escnvaninba de metal, ama.
Faca para cortar papel, ama.
Gomma arbica liquida, vidro.
Guita percha, um.
Lapis de cores, um.
Ditos pretos, um.
Livroa em brancode25, 50, 100, 150 e 200 folhas
um.
Liapador de panno, nm.
Livroa grande para registro de ofEcios, am.
Cousas, tama ho SS, urna.
Lacrea de cores, pao.
Obreas de massa, caixa.
Ditas de colla, dem.
Papel bramo liso, conforme a amostra, caderno.
Dito brn :> pautad conforme a amostra, idem.
Dito hollanda pautado, idem.
Dito idem liso, idem.
Dito marca pequea, caixa.
Dito com inscripco para officios, resma.
Dito mata-burro, folha.
Dito ministro, caixa.
Dito proprio para aappas, urna folha.
Difp pardo propiib para capa, dem.
Pennas de a$o, como a amostra, caixa.
Pasta, ama.
Pesos de vidro, um.
Regoas, orna.
Haspadeira com cabo de osso, urna.
Syllabario portugus, am.
Traslado callygraphico, um.
Tinta par* esexever, litro.
Tinteiros de vidro, metal oa louca, um.
Tinta carmim para escripia, vidro am.
Tira liuhas, am.
Tesouras, urna.
Vaao com erponja, am.
Condicoes
1.a Todos os artigos serio de primeira qaali -
dde.
Supra
1 Donina, filha de Paulina Mara Ferreira.
2 Maria, filha ie Joanna Baptista de Jess.
3 Araeli>, filha de Anna Amelia Beserra de Al-
buquerque.
4 Olindina, filha da mesma.
5 Rosa, filha da mesma.
6 Emilia, filha M Feliciana Vieira da Bocha
Faleo.
7 Maria, filha de Joaquina Mirandoliua da
Silva.
8 Genoveva, filha de Hermina Correia de Lyra.
9 Carolina, filha de Antonia Dinz Bandira
de Mello.
Secretaria da Santa Casa de Misericordia do
Recife, 13 de Setembro de 1886.
O escrivo,
Pedro Rodrigues de Souza.
Companliia de EdificacOes
O escriptorio desta
companhia acha-se in
sta liado na prac,a da
Concordia n. 9,conser-
vando-se aberto das 7
horas da manh as 5 da
tarde, em todos os dias
uteis.
Incumbe- se de cons-
trucQes e reconstruc-
$es.
Recebe-se informa-
Qes acerca de terre-
nos na cidade e subur-
bios, e a respeito dos
quaes queiram os res-
pectivos donos fazer
negocio.
No mesmo escripto-
rio se encontraro as
amostras dos produc-
tos da olaria mechani-
ca do Taquary, pro-
priedade da mesma
companhia.
EMPREZA D G4Z
Pede-se aos Senho
res consumraidopes que
queiram fazer qualquer
comunicaco ou recla-
mae),seja esta feita no
^VIIa^sEBaVaaTd^aflaaW'-' oecessana para
escriptorio desta emare-. Vicente, ua*, vigo e
za ra do mperador n
29, oade tambem se re-
cebera qualquer conta
que queiram pagar.
Os nicos cobradores
externos sao os Senhores
HermUlo Francisco Ro-
drigues Freir e Manoel
Antonio da Silva Oli-
veira, e quando for pre-
ciso o Sr. Antonio Mar-
ins Car.valho.
Todos os recibos dessa
empreza devero ser pas-
sados em taloes carimba-
dos e firmados pelo abai-
xo assigirdo sem oque
nao tero valor algum.
George Windsor,
Agente jjMj Baptista
Leilo
De 2 cavallos proprios para carro
Ter<;i cir;i. 5 do correte
A'S 11 HORAS
Na Prava do Cotnmeicio
Agente Modesto Baptista
Leilo
de miudezas, movis e perfu-
maras
Te roa-f ira. 5 do corrate
A's 11 horas
No armazem da raa do Mrquez da Olinda n. 19.
Constando: de urna barrica com superior fumo
picado, de meias para s-nhoras e criaacas. pape)
amiaade, env-lopss, caivetes faos, botoes, espar-
thos, trancas, fitas de sarja, gorgor&o, setiin, vel
ludo, preto e de cores, escovaa para roupa e ca-
bello, dores finas, luvas de seda para senbora e
NOU- hmein!toueas, sapatinhos dla, pertuuiarias finas,
IS para bordar, agulhas para machinas, ditas de
ac para crochet, e muitas outras miudezas e mo
: veis que estar-) patentes no acto do leilo.
Por intervengo do agente Ousmao.
Precisa se de urna
ra do Rangel n. 9.
ama para cosinhar ; na
Quem precisar de boas amaa de leite, como
tambem boas coainbeiras, criados e copeiros de
conducta afliancada, dirjase ao Isrgo de S. Pe-
dro n. 1, que se di' quem indica.
- Precia i-se de um coeinbeiro
numero 40.
na ra Velha
Carroceiro
carroceiro matriculado : 11a
Precisa-se de um
fabrica Apollo.
Novo porto do can ao
Baa| do Mrquez do nerval n. 99
Fui entregue a um consumidor de carvao um
vigsimo da 10.a part' da 13.a lotera daa Alagoaa
n- 19994, e se Ihe couber a Borte grande poder
vir receber os cem nmeros de bnetea, de ton-
formdade com o annuncio. Neste porto vende-
se muito bora carvao a 720 rs. a barrica, e acei-
ta-pe reelamneoes dos fregueses, quando nao fo-
rem bem aeividoa na qualidade do carvao, e nos
frutes dos conductores. i
Aluga-se
o 1 andar do predio n. 21 roa do BarSo da
Victoria ; na ra do Vigario n. 31, 1 andar.
2 leilo
Lyceo I Mes e Officios
A Imperia'. S ,-ciedade dos Artistas M-
chameos e Liberaes ae Pernambuco, que
tcm a seu cargo o Lyceo. de Artes e Offi-
cios, no intuito da Ilustrar as classes arts-
ticas e manufacture iras, rnantm como j
bem conbecido em seu palacete nn Cam-
po das Princczas, aulas de diversas lioguas
e sciencias, as quaes, funecionam em todos
os dias uteis, das 6 s 9 horas da noite.
Com o mesmo intuito rnantm ella urna
pequea e modesta bibliotheca que, com
patriticos donativos, t-ugmeuta se de dia
para dia, e franqueada ao publico em
geral diariamente, as mesmas horas cima.
Assim, pois, com o mui applaudido in-
tento de t-mar bem conhecido o progres-
so das artes e ofH -ios entre nos a perfei-
cSo e utilidade de seus productos, fazer
conbecido seas autores, bem como os lu-
gares de seus estabelecimentos, afm de
facilitar a sahida e o consumo d-lles, pro-
move ella tolos es annos para o dia de seu
anni"ersario, segundo dispoe o 6o. do
art. 2." dos seus estatutos, urna exposicSo
dos trabalhos d'artes offi -ios e manufactu
ras. E' para a consecucio de tao aper-
feigoado quao vantjoso dm, que a directo-
ra da sociedade vem pelo presente, soli
citar de todas aquellas pessoas que pos
suero por pergaminho o trabalho, sua clli-
caz con urrtncia ExposiySo aue, em 21
de Novembro deste anno se eff-i^tuar em
sua sede, Lyoeu de Artes e Officios.
Cumpre tambem a ella fazer conhecedo
res os llustre senhores e senhoras, que
a quizerem honrar com seus productos, os
seus direitos e
DeTeres
1. Deverao at 15 do dito mez envia-
ren] as amostras de seus vendaveis pro-
ductos para o dito Lyoeu.
2. Em todos os objectosdeverao acom-
panbar o nome do autor, ou proprietario
dos mes nos.
3. Ser roprescindvI em todo e qual-
quer objecto a declarac3.o do prego, e lu-
gar d'< sua fabrica ou deposito.
4. Que os objeetos para a Exposi$ao
d'-vem ser tal qual os costuma fazer e
vender.
Dreito
Art. 8o do regulamento da ExposicSo
A rustico-Industrial :
Soraente aosj expositores permittido
abrir as vitrinas para mostrar aos visitan-
tan tes os seus productos.
A directora conscia de qup -uuito se es-
forcarSo para o faustaso r 'sultado deste
certamen tao proveitoso e lisongeiro a to-
das as classes industriaes, antecipa seus
devidos sgradecimentos.
CUARGEIJRS REUNS
Companhia Franceza de .Xarega
Linha quinzenal entre o Havre, Lis-
ooa, Pernambuco, Baha, Rio de Janeiro
Santos
steamer Tille de Baha
' esperado da Enropa
ni dia 6 de On'.ubre, se-
guindo depois da indiapen
aavel demora para a Baa-
bia. Rio de Janeiro
e Manto.
Roga-ae aos Srs. importadores de carga p -loa
vaporea des:.a liuba.quciram apreaentar dentro de 6
dias a contar do da descarga das alvareng. i.-
qner. reclamado concernente a volumes, qud po-
vntura tenhara seguido para oa portea do aul,afin>
de ae poderem dar a tempo aa providenciaa necea-
sari as.
Expirado o referido praae a companhia nio ae
reaponaabilisa por extravio*.
Kecebe carga, encommendaa e paaaagair** para
ca quaes tem excellentes accomodacoee.
Angosto F. de OfiveiraiC
A4SEMTEM
42 RA DO COMMERHIO -42
0 nw austraco l Si?
E' esperado do sul no dia
8 de Outubro, aegaiado de-
pois da demora necessaria
para
Rabia, Rio de Janeiro e Santos
Recabe carga e encommendas a frete mdico
tractar com oa
AGENTES
JOHNST^N PATER & C
RA DO COMMERCIO N, 16
Da armacilo, fazendas, calcados, movis e
mais per ten ees da lo ja da ra da Im-
peratriz n. 52.
Massa fallida de Joao Francisco Paredes
Porto
tuurta felra. S do corrente
A's 11 horas
O agente Martina, far leilo pela segunda vez,
por mandado do Exm. Sr. Dr. juiz especial do
commercio e em sua preaenca, a loja e fazendas
pertencente a maasa fallida de Joo Francisco
Paredes Porto, aervindo de base a etterta de
2:530*000.
>o\ iclarleo do F,\>)oin> Central,
raa laraa do Ruaario n. as
Meias de fio da Escossia, para senhora 1*800
Ditaa cruaa e brancas, para senbora, re. 800
Extracto Port'viene 2*000
dem Theodoro 2*000
Boquet Carlos Gomes 2*000
dem Guarany 2*000
Linhaa para machina, rs. 80
Meias, fio de seda 600
Bordados por tolo o pri>co.
Expoalco Central
Ra larga do Rosario numero 38
Leilo
COMPANHIA PBaXNAMBUCANA
DE
ftaTesaco Costelra oor vapor
PORTOS DO NORTE
Parahyba, Natal, Macau, Mossor, Ara-
caty, Cear e Acarahu
0 vapor Ipojuca
Segu no dia 5 de
Outubro, s 5 horas
da tarde. Recebe
carga at o dia 4.
Encommendaa pasaagena e dinberos afrete at
4 3 hora da tai de di dia da sahida.
ESCRIPTORIO
Cae da Companhia Pemamhur/iia
n. 12
companhia puriaiibic *a
DE
Vavcgaco Costelra por Vapor
PORTOS DO SUL
lacei, Penedo eAracaj
0 vapor Mandahu
Segu no dia C at
Outubro, s 5 horas
da tarde.
Recebe carga at o
dia 6.
Encommendas, passag<, a dinheiro a frete at
aa 3 horas da tanie do da da partida.
ESCRIPTORIO
Ao Caes da Companhia Psmambucana
n. 12____________________
Mossor eMaco
O biate Aurora 2a aahe com brevidade jaraos
portos cima, e para o reato de carregamento ae
trata com o mestre a borlo, no caes do Loyo
Lisboa e Porto
Para oa portoa cima recebe carga a frete o pa-
tacho portugus Commercio : a tratar com Perei-
ra Carneiro ft C, ra do Commercio n. 6.
De cognac, champanhe, pa.jel almajo, agua de
Seltz, caixaa com jarroa, uta variado sortimento
de relogios e objectoa de electro-plate e diffe*
rentes movis de escriptorio.
tuarta-felra C do corrente
Agente Pinto
No primeiro andar do sobrado da rna do Mrquez
de Olinda n. 24, oode teve escriptorio
o Sr. Richard Hall.
Agente Pestaa
Leilo
Quartafeira 6 do corrente
A's i I horas
No armazem da raa do Vigario n. 12
De qnatro excellentes casaa terreas reedificadas
a moderna, aa quaes pelas suas boas locali-
dades e melhorea rendimentos, chaiaam attenfao
dos Srs. capitalistas.
O agente Pestaa, vender livre e deserabara-
cadaa de qualqner onua e a quem mais der, aa
casas abaixo declaradas.
A importante casa terrea sita rna de S. Jos
n. 74, com 2 janellas, 1 porta de frente, 2 boas
salsa e corredor forrados, 3 quartoa grandes, co-
tinha fra, qnarto para criado, dito para appare-
lbo e coznha s. ffnvel era terreno proprio, renden-
do annaalmente 4 0*000-
Uma dita traveasa de S. Jos n 23, com 2
. salas, 3 quartos, cozinha fra, qnarto de appare-
; Iho, grande telheir, cacimba, bom qnintnl em ter
1 reno proprio, rendendo annnalmente 36*0(X).
Urna dita travejada e prompta para sobrado,
aita rna do Coronel Suassuna o. 141 (outr'ora
de Hortaa, onde fi o antigo tbeatro) magnifico
ponto para eatabelecimento de molbadoa e mora-
da para tres familias independen remente, tendo
apparelho, oointal e cacimba, rendendo annual-
meme GoOf 000
Urna dita a ra da Palma n. 11, com 2 salas,
2 quartos e coainha, rendendo annualmehte...
3i.0*000.
Aa tres primeiras casas, acbam-se abortas por
se estar concluindo as pintaras, podendo os senho-
res pretendentes examinal-as at o dia do leilo.
Le!lao
De um balco, Dina carteira, um armario envidra-
ndo, mesas osa cavalletes para fasendss e
prensa de copiar. Urna mobilia de jnneo, can-
diel ros a gaz, jarroa para flores, urna mesa els-
tica, um g'iarda-luuca, urna cama franceza, lou-
caa, co'tinadoa, eaprlhoa, garrafas, vidros, nm
guarda-comida, 2 cadeiras de balanco e outros
movis de cxsa d. familia.
toara felra O do correle
Nj sobrado da ra do Mrquez de Olinda n. 24.
AgeiiteBurlamaqui
Preoiaa-se de urna ama para eosinhar e engom
mar ; a tratar na rna Velha n. 75.
Consilho de 'aiva
Preciaa-ae saber noticiaa do Sr. Manoel de Son-
ta Barros, portugus da fregueaia de Rial, por
880 pede-se ao mesnto senhor oa a quem delle der
noticia, o favor de ae dirigir 4 ra do Apollo n.
36; consta que o mearao senhor moros na raa
nova de Santa Rita n. 5.
Allcncao
LElLUf
Quartafeira 6 do corrente
A's 11 horas
De efcsas terreas na cidade Olinda todas em
perfeito estado, as ques acbam-se alueadaa.
Ra do Imperador n. 22
O agente cima autorisado levar a leilo aa
aeguiotea casaa terreas : Doaa rna do Ampa-
ro as. 6 e 26 em solo proprio, ama dita raa
Nova sob n. 6 em solo proprio e mais uro terreoo
ao lado ; todas estas casas Bao com muitos com
modos.
Oa Srs. pretendentes podem examinar e infor-
mar-se com o Sr. Candido Guedes Alc forado, na
rna do A'jube, nnto cadeia oa com o agente
Burlamaqui no Recife.
AVISOS DIVERSOS
A Eipoalrao Central convida o sexo faio
para o sen bonito aoitimento do gravatas, lencos,
meiaa, collarir.hos o punhos, assim como tem um
explenddo e esquesito aortimento de perfumes
raros : na ra larga do Rosario n. 38, Damio
Lima & C.
Faeios e nao palavras
Aos que se desejam tratar sem comprometter a
saude com preparados mineralgicos.
Nesta typographia e na rna Dimita n. 66, 1.
andar vende-se tintaras homeopathicas para ino-
fensiva cura das seguintea molestias : aathmatico,
ainda mesmo bronchitico; eryaipela, enxaqnecaa;
internitentea (aem o emprego do fatal qainino) ;
toase convalsa, falta de menatruaclo ; cmaras de
aangae : esfricos oa inetnte ; dores de dentet oa
nevralgias, metrorragia ; vermifugoa, dentigao e
convulaea das criancaa ; tudo manipulado de her-
vaa do paia.
Assim como tratam se escrofulosos em qualquer
grao e gommatoses.
Mara da Casaba Caoral
Diogenes Vasco Cabral filhos, Antonio Vasco
de A lgonez Cabra!, Jo3o Vasco Cabral, Antonio
Maro lino Alves da Costa, soas senhoras e filhos,
e Joo Vasco Cabral Neto, muito agradecem a
to ias ar pessoas que se dignaran) acompanhar ae
ultimo jazigo os reatos mortaea de Maria da Cn-
nha Cibral ; e de novo rogam-ibes o earidoso ob-
sequio de assistirem a missa do stimo dia, que
ser celebrada por alma da mesma finada, na
qainta-feira 7 do corrente, na matriz da Boa
Vista, s 7 horas ; reiterara os agradeciment3
p >r (wte acto de caridad*.______________^^_^_
Aluga-se casas a 8*000 no becco dos Coe-
Ihos, junto de S. Goncatlo : a tratar na ra da
Imperatris n. 56.
O de aardinhas, champagne, cognac, papel
almaoo, caixas com jarroa e relogios, para fecba-
mento de contaa, no escriptorio em que eateve o
Sr. Ricardo Mal, rna do Marques de Oliuda n.
24, quinta feira, 6 do corrente, s 11 horas. *
Quarta feira, 6, deve ter lugrr o leilo de mo-
veia, louca, vidros, electro-plate, relogioa e mais
objectos de casa de familia, no sobrado da ra do
Marques d Olinda n. 24.
Pede-se aos abaizo notados, o favor de vir
oa mandar, m ra do Mrquez de Olinda n. 51.
Pedro Siqueira, Alfandega.
Frederico Vieira.
Manoel, do Banco.
Na roa do Rangel n. 34,1 andar, se pre-
cisa de ama malber de meia idade que saiba co-
sinhar e fazer o servico de casa de familia.
Precisa-se de um menino para vender na
D. Rila de trevedo do >n*oi
menso
O teoente-coronel Manoel de Azcvedo do Nas-
cimei to manda celebrar no dia 7 do corrente, s 8
horas da manh, no convento do Curan, ama
missa pelo descanso eterno d'alma de sus presa-
disaima filha D. Rita de Azevedo do Naseimento,
stimo anniversario do sea fallecimento, e pira
assistirem a este acto convida aos seas parentes,
companheiros e amigos, e antecipadamente agra-
dece.__________________

raa, dando fiador sua
raa da UoiJo n. 47.
menino para
conducta ; a tratar na
Manoel Meaadanra
1 anniversario
Convidamos a todo aquello qne ainda guarde
na memoria as eminentes qnalidades do nosao fina-
do amigo Manoel Mendonoa, para assistirem a
missa, que pelo eterro descanso de sua alma,
ser celebrada na igreja da Cougregacao, quarta-
feira 6 do corrente, s 7 1|2 horas da manh, 1
anniversario de aeu passamento. Certoa de que
todos que accederem a este uossp pedido, desde j
noe eonfessamo8 agradecidas. Rocife, 5 deOatubro
de 1886.
Joao Pereira de Mendonca.
Jos Goncalves R. de Mrndouc.i.
Joo Gornea da Silva.
Antouio t "ito da Silva.
__________Bento de Agujar._____________

:
/





f


6
Diario de PcruaiubucoTcrya-cira 5 de Outubro de 1886
Tnico
Oriental.
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J>
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O Vigor 4
Cabello
Ayer
(Aycrs Ilair Vigor)
VrUtlOADEECORSUMB,
C
rwMesaitw*
f?a o CABELLO,
TORMANDO-0
MACIQ. REXIVEL E LUSTROSO.
FfcniMO odoOiJCAVtlUQA.lowitMasiIs:
Aluga-se
i predio n. 140 ra Imperial, proprio para ea-
kbelecimento fabril : a tratar na roa do Commer-
no n. 34, com J. I. de Medeiros Kego._________
Aluga-sc barato
Ra Visconde de Goyanna N. 79
Ra de Santo Amaro n. 14, loja.
V &ua do Calabouco N. 4. laja
9 armazem da ra do Coronel Suassuna n. 141
Ba do Calabouco n. 4, 1. andar.
Ra de S. Jos n. 74.
Ra do Coronel Suatsuna n. 50, 1 andar.
Casa terrea da travesea de S. Jos n. 23.
Ra da Baixa Verde n. 5, sitio com viveiro.
Trata-ae na ra do Commercio n. 5, 1 andar
tfcriptorio de Silva Guimaraes de. C-
Aluga-se
4 casa n 1 ftia Lembraoca do Gomes, em Santo
Amaro, tem agua : a tratar na m* da Imperatria
a. 32, 1. andar. ____
Ama
Precisa-se de urna ama para casa de pequen*
familia; a tratar na ra do Paysand o. 19, Pa*"-
sagem da Magdalena. __________
Ama
Na ru da Aurora n. 149 se precisa de urna
ama para cosinhai e lavar para casa de pequea
familia.
Ama
Precisa-se de urna perfeita bosinheira ; na ra
do Cabugi n. 14, 1 andar, sala da frente.
Ama de leite
Precisa-se de urna ama de leite, paga-se bem :
a informar-te, ra Duque de Cazis n. 56, pn-
meiro andar, escriptorio. __________
Pastilhas yermitugas
de Kcring
o melbor especifico contra vermes : deposito cen-
tral em casa de Faria Sobrinho & C-, ra do Mar
quez de Ulinda n. 41,
Caxang
Alugam-se quartos mobilliados a 15 menstes'
io antigo hotel de Cazang, assim como tambern
commodos com cosinba e dependencias para fami-
lia : a tratar na ra Primeiro de Marco n. 25. loja
de jotas.
triado
Precisa-se de um criado de 14 a 18 annos ; a
tratar na ra do Paysand n. 19, Passagem da
Magdalena. ________________
Feitor
Precisa-se de um feitor portuguez, para traba-
har em nm sitio, dando -sp ..nteresse ; no caes da
C'ompanhia n. 2, escriptorio
Criado
Precisa-se de um criado : c.t ra do Imperador
i.. 42, 1' andar.
triados
Na ra da Caobo i do Carao n. 23, precisa-se
ce criados.
AlhllCaO
Jos Antonio Pereira de Moura participa ao
corpo ommercial desta praca, qne comprou ao
Sr. Jos Bento Pinto o sea estabelecirsento de fa-
zendas sito ra do Conde d'Eu, na cidade do
Cabo, livre e desembarazado de qualquer onns ou
responsabilidade. Cabo, 1 de Outubro de 1886.
Cosmlicira
Precisa-se de urna cosinbeira ; na ra de Fer
nandes Vieira n. 3, junto a estacao dos bends.
Cosinheira
Precisa-se de urna ama qne saiba c.sinbar bem :
a tratar na ros do Cabugu n. A. _________
Ao commercio
Declaramos ao corpo commercial e a qaem n-
teressar potsa, que desde o 1 de Junbo prximo
-p jssado desligou-sa de nossa firma o Sr. Joc Joa-
quim de Barros Lobo, que tinb- a gerencia de
nosso estabeleciiEento de molbado?, ra do Mr-
quez do Herval. Recife, Io d utubrn de 1886.
Souza Trsvsssca & C.
Teade loce o* soiTrci do pello !
(4)
Usai o melhor remedio, que o PEITORAL
DE CAMBABA', e ve.-eis como votso suffrimento
desapparece. Vende-se na dregaria dos nicos
agentes e depositarios geraes na provincia, Fran-
cisco Manoel da Silva fc C, a 1114 do Marqnez de
Olinda n. 23.
CREME de VOGEOT
Especialidade de Cassls
C JUSTIN DETILLEBICHQT
DIJO (KM*) Tranca.
19 tMntlm'hme *u *ioticomt da :
MIB U5J. UM. t (trstirfst ttttrun
UM MH (HMalta lMr. UU
tUDUS. UCOI 1HI BSIBEiCI UM. UU
0011 UM BEURCjn. THOTES 1M3
UtntlUumrmPernamburo rraic~M.aiSU.TA O
Luz brilhante, sem Fumo
OLEO AROMTICO
Hygienico e Econmico
PARA LAMPARAS
M AP-TDTS BASTOS
Pernamhuco
NUMERO TELEPHoNICO :
Agua florida. Extrahida de flores bra-
sileras pelo seu delicado perfume, suavida-
de e suas propriedadea benficas, excede
a tudo que oeste genero tcm spparecido de
Dais celebre.
Tnico americano.- a primeira das
{ireparacoes para a itnservacao dos ca-
lilos. Extingue ss caspas e outras mo-
lestias espillares, faz nascer os cabellos,
impede que embranquecam e tero agrande
vantagem de tornar livres de habitantes as
caberas dos que os usam.
Oleo vegetal- Composto cora vegetal
innocente, preparado para amaciar, for-
tificar e dar brilho aos cabellos.
Agua den'ifricia. Excellente remedio
contra a carie di 8 dente, fortifica as gen-
gives e faz desapparecer o mo balito.
Vende-se as prncipaes casas desta ci-
dade e na fabrica de leos vegetaes ra
da Aurora n. 161.
TF.LEPHONE N 33
Tricofero de Barry
Garntese qne faz nas-
cer ecrescer o cabello anda
aos mais calvos, cura a
tinha e a caspa e remeve
todas as impurezas do cas-
co da cabecil. Positiva-
mente impede o cabello
de cahirou de embranque-
cer, e infallivt'lmente o
torna eapesso. macio, lus-
troso e abundante.
V//4UU.V
Agua Florida de Barry
Prepamda segunda a formula
original nsada pelo inventor em
1829. E' o nnico perfnme no mun-
do qne ten a npprovacao olcial de
um Oovemo. Tem dttos rezes
ninis fmcrnncia que qualquer outra
eduraodobrodotainpo. E'multo
mais rica, suavaCe deliciosa. E'
limito mais fina e delicada. E'
mais permanente e agrndavel n
lenco. E' duas vezas mais refre--
cante, no bonbo e no quarto do
iloentc.M E' especifico contra a
frouxid.o o debilidade. #Cnra a?
dores de cabeca, os cansaros e os
desmnios.
Jarope Je Via e Reater Ii. 2.
INJECTION CADET
Cora certa em 3 das sem outro medicamento
grageas de Ferro Rabuteau
Laurtado do Instituto de Fringa. Premio de Thenpeutica
O emprego em medicina de Perro Rabuteau baseado na Sciencia.
As Verdadeiras Grageas de Ferro Rabuteau sao recommendadas nos casos de
Chlorose, Anemia, Plida Cores, Corrimentos, Debilidade, Esyotamento,Convalescencia,
Fraqueza das criangas, Depauperamento e Alterando do sawjue em cttnsequencia de
fatigas vigillias e excessos de toda a natureza. Tomar 4 6 grageas dor dia.
A'er Constipacao nem Diarrhea, Assimilacao completa.
Elixir de Ferro Rabuteau recommendado as pessoas que n3o poden: engulir
engulir as grageas. Um calix de licor aos repastos.
Xarope de Ferro Rabuteau especialmente para as criancas.
1121 Urna explicado detalheda acompanha cada frasco.
Exigir o Verdadeiro Ferro Rabuteau de CLIN Cia, de PARS, que se
____________encontra em casa dos Droguistas e Pliarmaceuticos. ^
9* impostados a# **
Nova PERFUMARA Extn-fina
*&
OOPYiOFSIS coj AfAO
Ul......-. COHYLOPSIS do JAPlS f f de abbu. .. C0RY10PSIS dt JAPlO
amen..... CORTLOPSIS do iLf Al) j niuandu.. si CORYLOPSIS do JAPI
OK.rNUiMioC9BTLOPSISo JAPAO | C........-CORYLOPSIS do JAPZP
UTM.......s. CORYLOPSiS e JAPAO i poiaia......CRYLOPSlSiJAFAO
PERFUMARA
par;
Segredo da Juventnde
AGUA LAFERRIERE
Para o Toucatlor.
POS LAFERRIERE
LAFERRIERE
PARIZ
Segredo da Juventnde
OLEO LAFERRIERE
Pura os Cabello.
ESSENCIAS DIVERSAS
Para o Kuto. "^^J ^^SW Para o Len^o.
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Onde le encentra gratit a
Soticia CbaMi.
36
CHABLE
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GOHORRHA, FLORES brancas,
PER0AS SEfWtES,
ESGOTMEKTO, etc., etc.
PELO
CURATO DE FERRO CHABLE
> Em toda$ a$ boa* .
+/f Pharmacia* .O
'- o adre**
SaTTEA PE USAls-O. D lTOT S DK r 3 A T. <\
Cura positiva e radical de todas as formasde
WW li'filil'i, Syphilis, Fcridas Escrofiilosss,
AffeccSes, Cntuneas e as do Corno Cabel-
lado eom perdido Cabello, e de todos as do-
exiras do Sangne^Figado, e Bins. Garante-se
qne parifica, enriqaere e vitalisa o Sangu
e restaura o renova o sTstema inteiro. t
Sabao Curativo eReuter
SNDALO de MIDY
Approvado pela Junta d'Hyglene do Rio-de-Janeiro
Supprime a Gopahiba, as Gubebas e as Injecgoes.
Cura em 48 horas todo e qualquer corrimento. E' da maior
effieacia as aTec^oes da bexiga, torna as urinas claras por mais
turvas que sejao. Deposito em Par, 8, ru Vivienne.
BBBBSSiBHBBHBBBHSBlBaaBSiraBBBHCSEaVBIBBRBEJKZBa^^
esfriamento, (osse, Catarrho, Risica
XAROPE .JYPOPHOSPHITOm CAL
de GRIMALT & Ca
Approvado pela Junta d'Hygiene do Rio de Janeiro
Fazendo-se uso deste Xarope, calmo-se os accessos de tosse, desap-
parecem os suores nocturnos, goza-se de um somno reparador,
desperta-se o appetite, e o doente, augmentando suas torcas, apresenta o
aspecto de quera gosa basade. Os mdicos recornmenouo que se tome
ao mesmo terapo as Pastilhas peitoraes de sueco de alface e
agua de louro cerejo de GRIMALT e C', que constituem os
dois calmantes mais inol'ensivos da materia medica.
O trsueooa erra**, qua coniem a.ite Xeropa. s3o de urna bella cor da rom* a lavao
a atarea d rahrica. o mallo a frma da, ooaan casa.
Deposito ra PARS, 8, Ru Vivienne, e as principaes Ptomacia e DrogaiiM
SSSR
S>3SS
Para o Banho, Toilette, Crian*
gss e para a cura das moles-
tias da pelle de todas as especies
em todos os periodos.
Deposito em Pernambuco casa de
Francisco Manoel da Silra & C.

PASTILHAS
Di ANGELIM & WENTRUZ
Vi
as
ere
c-5
CM
es
es;
O Remedio mais efficat e
Seguro que se tem deacoberto at<
hoje pora expc lir os Lcn trigas.
ROplAYOL FUERES
Mor i.lia
PABATIN'GIR A
Barba c os cabellos
untura tinsr" a barba e os cab-11 8 instan-
taneamt'nti', iMiido-!hts uma bonita cor pretil e
natura!, inofmfMM, o en uso simples o muito
rpido Viuide-e u* butiea trances* e rlroparia
de R^nqnxyrul Frere, Bccmina <3^ A. t sors,
ron do B"tn Jem (misa da Oui) n. ShJ.
GPPRISSftO r^fcCl.'f' NEVRILGIS
UTAUlMETLia raT>JPHJf*l Mo. OCiMOS ISM
uplrs-ae a Nsisca jue penetra ni> pello auiiiua o ayioptunia uer'osu, fadllta
s axpeetor?.;ao e taTorls* as (Uxjccocs aos oryaos res;iirau>rns.
TmSi orna lllirt eaa ca* m*> 4. WPIC. IM, rus M<-Laars, CCB ran
... Dttaailartoagta fnrumammeaca KHASC~ tC *m m*V VA V._____
SEM CHETRO NEM G0ST0 DOS 0LE0S 0BDINARI0S
OLEO
DE TMS-NOVA
| de FIGADCS Frascos
"BACALHAU"
*.!I1C*cM.ba! curta Cfj:itra a Malastias ds Palto, a Tsica.
Bronquitis, Priadaa da Vcstra. Tossea chronicas, Afecodcs esci-olulosaa.
AI>f'i:lt l t:\CIA. JExio-a-a* ao rotulo o sello-Azul do Estado rratez. '
SOGG. Ptiarniaceutico, 2. ra Custjlioae, PARIZ, e priucipues l'li.u-iiM-jut.

{>2
i ll 1 lf 1 lilil 1 MJmJ 1 Hl a 1 lf 11 l 1 ll

Medalba de Ouro n.i Exposi^iio umvereaJ 1878 W"
-*M onotOs FptAft';*)
Q Oepostos em todas as ttnrh* de Comestibles.
rt
KmT
Kan
&5
Kan
Chapeos c cliapelinas
36A40.....PB(JDIlBIEHDEIa--36H
B. S. CARVALHO & C.
Proprietarios deste bem conhecido eatabpeciajento paatecipsai
3 Exmas. familiaB e ao publico eru geral, que aaeDsaltneiite rsueborn
.% principaes casas em Paria e Manchester o que de melhor e de
apurado gosto ha ero chap:licas e chapeos para aenhoras e meninas
e da priraniras fabricas de Haroburgo o que ha de melhor em cha-
pos para homens e criancas, e muiti.o outros artigog concernentes
cLapelaria.
Flotes artificiaeg ,pnra ornaa>en!o de salas.
Kan
ce
Can
ce
Can
ce

Can
ZS1
<2aD
can
WLftt
Ofrrt
dio ao nor.to
a bella alvura vapo-
rosa que lez a reputacao
das Belleza da Antiguidatie.
L. PANAFIEU C
Paria, ra Rocheohouart, 70.
hpositariosrm Pernambu.o : Frac-M.tiS2.VA aC
Aluga se o 1' andar ra da Roda n. 1?, li.-n
&i e com muiros commodos ; a tratar no largo do
!ercodo n. 12.
Aos 100:000^000
23roa Primeiro de Marfo23
Oa abaixo asignados tendo vendido nos
seus afortunados bilhetes garantidos os ns.
21,527 com a sorte de 10'J:0001, 22,100
com 10:0005, 20,135 com 2:000,$, 15,606
com 2:000^. 23,322 com 2:0005, 2,050
com 2:0005, 8,042 com 1:0005, 14,920
com 1:0005, 23,483 com 1:0005, 7,496
com 1.0005, 15,741 com 5005, 16,747
com 5005, 23,352 com 5005, 23,227 com
5005, 2,561 com 5005, 6,749 cora 5005,
16,597 com 5005, 3,194 com 5005, 9,199
com 5005, 7,233 com 5005, da 3.a parte
da 1.a lotera Santa Casa, que se acabou
de extrahir, convida os possuidores a vi-
rom receber integralmente.
Acharo-se expostos vendaos afortunados,
bilhetes garantidos da 4.a parte da 1.a lo-1
teria a beneficio da Santa Casa de Miseri-
cordia do Recife, que se extrahir quinta-
feira 7 do corrente.
Fumo desliado do Ro-Noy
liSff
DE
Frotas Silva &
O melhor e o mais paro que tem
lindo t ewtn praca
NICOS IMPORTADORES
Costa Lin-a & C. Ra do Amorim n. 37.
Almeida Machado & C- Ra da Madre de
Dcus n. 36.
Jos Antonio dos SantosRa do Mrquez
de Olinda n. 5 e ra Primeiro de Marco
n. 3.
FARINHA lctea
MARCA! REGISTRADA
is nos ds sccess:
21 recompensas, das quaes 8 diplomas.de honra
e 8 medalhas de ouro. S*ffH *'"'#)SfK,1
Certificados numerosos das primearas autorida-
des medicas. --aJ
Alimento completo para criancl-
nbas de pello
Supre a nsufficiein-ia do leite materno, facilita
desainamentar;ao e a dijief-'ao fcil.
Emprega-seC ambem vantajo6amente para adul-
tos como alimento para estmagos debilitados.
NICO DEPOSITO ESPECIAL DA FABBICA
PARA TODO O IMPERIO
31 C-RUA DE S. PEDRO-31 C
Rio de .Janeiro
1 vigessiino 15000
Ga norc* de 1 OOA par cima
t _:_____:___ QHA
1 vigessimo
5900
Martina Fiuza & C.
cmriLtz
ios 100.0001000
i^ra^a da independen
cia ns. 37 e 39
O abaixo assignado vendeu da 3a parte
da 1* lotera extrahida hoje, 30 do corren-
te, os segnintes premios : de 30:0005 em o
n. 8280 e outra de 500 em o n. 6584.
Acbam-se venda os felizes bilhetec
garantidos da 4a parte da Ia lotera a
beneficio da Santa Casa de Misericordia
do Recife, que se extrahir a 7 do mez
vindouro.
Preces
De cada vigessimo 15^00
Em por3o de 1005 para cima 900
Autvnio Augusto dns Santo* Portu
Aos 100:0008000
16-Lua do Cabug-16
O abaixo assignado vendeu nos seus ven-
turosos bilhetes garantidos os premios so-
guinte : 1 dezena com a sorte 30:000000
3564 com a sorte de 1:0005, e 1008 com a
sorte 1:0005000 da 3a parte da ia lotera.
Convida-se aos possuidores a virem rece-
ber sem descont algum.
Acham-se venda os venturosos bilhe-
tes garantidos da 4a parte da 1' lotera da
provincia em beneficio da Santa Casa de
Misericordia de Recife que se extrahir
quinta feira 7 de Outubro.
seieis me!
Sem dieta escm modifi-
cares de costumes
Laboratorio central, ra do Viconde |do
Rio-Branco n. 14
Esquina da ra do Regente .Rio de
Janeiro
Espcciflcos preparados pelo pliar
maceutico Eugenio Marques
de Hollanda
Approvudos pelas juntas de hygiene da Corte,
Repblicas do Prata e acudemia de industria de
Pariz.
Elixir de irabiribina
Bestabelece os dyspepticos, facilita as diges-
toes e promove as ejeccoes difficies.
Vinho de ananaz ferruginoso e quinado
Para os chlero-anpmicos, debella a hjpoemia
intertropical, rteoustitue os hydropicos e benbe-
ricos.
Xarope de flor do arueira e mutamba
Muito recommt ndado na bronchite, na hemop-
tyse e as tosses agudas ou chronicas.
leo de testudus ferruginoso e cascas de
laranjas amargas
E' o primeiro reparador da fraqueza do orga-
nismo, na fysica.
Pilulas ante-peridicas, preparadas com
pererina, quina e jaborandy
Cura radicalmente as fubrea intermitientes, re-
mitientes e perniciosas,
Vinho de jurububa simples e tambem fer-
ruginoso, preparados em vinho de caj
Efiicazes as iufiamma^es do ti gado e baca
agudas ou chronicas.
Vinho tnico de capilaria e quina
Applicado as convalesceocas das parturientes
urtico antefebril.
Deposito : Francisco Manoel da Silva & C.
Francisco Manoel da Silva H.
-RA MRQUEZ DE OLINDA-23
Presos
i Vigsimo 15000
Sendo quantldade superior
a 1I>:000
A dezena 95000
Joaquim Pire da'Silva-
Este remedio precioso tem gozado da acceits
(So publica durante cincoenta e sete annos. com-
egando-se sua manulactura e venda em 1827.
Sua popularidade e venda nunca for'.o lo exten-
sas como ao presente; e isto, por si rnesmo,
offerece a melhor prova da sua efficacia rnaravii-
hosa.
N3o hesitamos a tiizer que no tem dekado
em caso algmn de extirpar os vermes, quer em
creancas quer em aduios, que se achario amic-
tos destes inimigos da vida humana.
Nao dentamos de receber constantemente
attestaces de mdicos em favor da sua eficacia
admiraveL A causa do successo obtido por eso?
remedio, tem apparecido varias falsificacoes, de
sorte que deve o comprador ler muito cuidado,
examinando o noine inteiro, que devia ser
MtaiiUIilffiBML
:'*'ir->)
Commenaadar anlonia Aun*-
Hodrluen de Kouit
Mara JoMuna Fiu- de 8s*a manda reaar
bjissia poealma de seu muito presado esposo, An-
tonio Jos Rodrigues de Souza, na ordem terceira
de N. ti. do (SrBW>, so da 6 do corrente. tri
gesimo dia de seu falle cimento, s 8 horas da
njsnhJ ___________^_
Regulador da Mari-
nha
Este importante estabelecimento de re-
looaria, fundado em 1869, est fuoccio-
nando agora ra Larga do Rosario n. 9.
O seu proprietario encarregado da Re-
gulamentaco dos relogios : Arsenal de Ma-
rinha, Estrada de Ferro de Limoeiro, Com-
panhia Ferro Carril de Pernambuco, Ai-
sociacrio Commercial Beneficente, Estra-
da de Ferro do Recife a Caxang, Falta-
da de Ferro do Recife a Olinda e Beberbe
e Estrada da Ferro de Caruaru' j cercado
de intelligentes e habis auxiliares, fazcon-
certos por mais difficeis que sjam, na
s era relogios do algibeira, mas de pndu-
la, torre de igreja, caixas de msica, ap-
parelhos elctricos e tehgraphicos.
O mesmo acaba de receber variado sor-
timento de relogios americanos que ven -
de do 75 a 205 de parede e de mesa, des-
pertadores de nikel.
Aos seus collegas vende fornecimeto em
grosso e a retalho : e aceita encommenda3
para seu correspondente em Pars.
Acha se bem montado neste estabeleci-
ment um observatorio pelo qual regula to-
dos os relogios maritimos o terestres.
Recebe asssignaturas para dar a horacer-
ta desta cidade pelo telephone n. 458.
Preco commodo
Em frente da seu estabelecimento se
acha collocado um relogio, cujos mostrado-
res poderao ser!.'vistos pelos passageiros da
Ferro Carril, tendo sempre a hora media
desta cidade determinada pelas suas ob-
servacoes astronmicas.
Antonio Jos da Costa SUSPENSORIO MILLERCTA
,slifo, um lffidaras defcilit iu ctxai.I
Para evitar as faUtficacoes,
"i
exigir a firma do inventor, estampada
em coda suspensorio
REGltHADO
FUNDAS DE TOWS'OS SISTEMAS
MEIAB PAR VABlZtS
HU.tlT. LE BOHIMC. teme; Tirit. U. r. J.-J lamtsi
51
it
7





i

i
.'


..'i .i?
>
Diario de PernambocoTerpa-feira 5 de (tatabro de 1886
/
*
PIMO DE RIGA
de 8X9, 4X9 e 3X'2; venJe-se na serrara a va-
por de Climaeo d dilva, caes Vinte Dous de No-
vembro p. 6.
1
JUUU wumi
Tomeui nota
Trilhos para cngenhos
WAQONS PARA CANNA
Locomolhas
Machi nlsmo completo para en
genhos de tndes os tamaitos
Sys'eina apcrffiicoado
Especificares e precos no escriptorio das
agentes
Browns & C.
IV. 5-Rua do Commereio
N. B Alm do cima B tC, tem cathalogosde
BDi ejmplemeutoi iitcee3arii)8 agricultor, como
,mbem machinas para descarcQar algodo, moi
nhot para cal, trigo, arror e milho; cerca de fer-
ro galvanisado excelente e mdico em preco, pe
oa oenhnma pode trpala, ncm animal que-
fcral-a.____________________________________
Pinlio resina
da 8X7 at 3X12.
Tinho branco (da Sueciaj
de 3X7 at 3X12.
Cimento inglez
VENDEM
Fonscra IrmSos dt C.
Hotel do Cabo
Firmiuo Varejao, tendo asstimido no da 26 de
Setembro a gerencia deste estabelecimento, cba
aaa a attenc&odo respeitavel publico e particular-
mente de 8CU9 amigos e fregurzes, qoe desta em
diante encontrario sm.pn- boa mesa, boas bebi-
das, bonx eommodos para familias, banh<, bilba-
ree e ontros nuiitosdiflert-utes jogos, e que a todo
iriso reuae boa ordeui, mnit* limpeza, respeito,
sinceridad.1, e prefos ao alcance de todos._______
stpa para bordar
Tem a loja n. 1 ra do Bario da Victoria.
Caixeiro
Precisa-se de um cuixeiro de 12 a 16 anuos
na refinaca do Varadouro, em Olinda.
Gralifiea-se
quetn entregar no 2- anca.- do predio n. 19 a
roa las Triuch.iras, tres chaves de cofre, acndo
duas menores e urna manir, as quaes foram perdi-
das na mesma ra na noite de 25 do correte
Compra-se
tamarindo ; na pharmacia ra larga do Rosario
numero 34.
Ao Publico
k;:\(IA de anas e criados
ra das Flores n. 19, (porta
larga)-
Marca
Registrada
Gahirgem de Jaguaribe
Abri se roa do Bom Jess o. 23,
um arraazero onde se vende constantemen-
te a superior cal virgem de Jaguaribe,
acondicionada ero barricas proprias para o
fabrico do nssucar.
Esta cal, ero nada inferior que nos
vem do estrangeiro, vendida pelo preco
fixo de 6,5000 a barrica por coutracto que
fez o Sr. Vicente Nascimento coro o Sr.
Jos Costa Pereira proprietario do engenbo
Jaguaribe, cujas pedreiras Ihe d o noroe
E' encarregado da venda nicamente
nesta cidade o Sr. Sebastiao Bezerra,
com escriptorio ra do B<>m Jess n. 23.
Capunga
Ba de Joaqulm >aliiiru 9
Em 1" de Uutubro ha para alut,ar-se nm quarto
grande e indepeudente, contorta ve I mente mobiiia-
do ; a tratar no mermo.
Farinha (lapa
Chegou a nova iarinba 'agua, para o
armazero do Vasconcelos ; ra da Auro-
ra n. 81.
ir2. Borrfeoux: IfadJ/rta d* Brorn;
L!ois: UvJlfi o Prjtt; Boche
lort : tftnfio i li'dalba 4e Prttt,
/*jn!fnoc.'o.~JS83,Ainsterdasi:
ettiha 0 Prti dourtd. 1M5,
Expotlcdo do T rabal ho: Adimu lo
FUDURtU
Alimentarlo Rica
is ;r:3cipict azo ..Us e plsijhatilM.
A FAEIKE& MLIN C o mclbor auxiliar
da ama de loto na allmcii' ufio das cnanclnhas.
Experimentada coiu o .'iidior exiio as Creches,
Hospitacs c Asylo*. f> Riberana para as Crianzas,
pessoa* osas. 1>\-Nls c as >|uc suITrom de
Oaai.-iti. Ca.tiululas, Molestia de Intea-
Unos, Prisa o de Ventre rebeldes, e todas
as AiTccrojs n'ie nao pcrtniUcm ao estomago
suppo.-i ir auincn fio necessaria para a pro-
duc?ao da torca c da sande.
ETiCn A TASCA REC-TSTBASA : 1 TlSfiSM
MMsnptsMta -V/-././.V,c; Hor/lt'ttitx IFranfM)
! Ftmunbuc: : Pran- R. da Silva 4b C*.
Vinho do Dr. Fprestier
de Quina fermglDosc e de Cascas de Laraijas amainas.
TNICO RECONSTITUINTE
Remedio soberano
CON I ItA A
CHLOROSE, ANEMIA, CARIE OOS OSSOS.
AFFECCOES DAS VAS DIGESTIVAS,
DlAHRrIEA GHRONICAS, RACHITISMO,
EScaoruLtr. desilidade,
CONVALESCENfAS DE FEERES TYPHOIDEAS
E DE WOLESTfAS GPAVES, ETC.
Venda a g i ? B. ISonredon
:), FBAS5A.
-- a.
m i-ov..i:i!:aco :
i TSVA. & C
ITT! :.
- 'mi 'iia1
JC*~'M>.kt>jr.'i.G;sb ults
ROlOCTOS ENGLOGICOI
m ULYSSE ROY, ci Potisrs 1fm&
mllePROUST, Sucr- & Genrc
> Ferime tnwUooo
dsHtioo................. OilSOl
ABanolopaEasenciadtCotma'V'slOOfrsaw 5C-O
t r>ltlllil|MH liiliMuT innrn miimfrM 300 *a
% uanoiadeKliamondeTa'ia.o; ISvhmicot 600
Depoallarios em /VrnomfcMco t
01*00 341. d SILTA Cr\
{^^Jardim das plaas
MONDEGO N. 80
Pretendondo-ae acabar com as plantas que estilo
em vasos n'este jardim, vendem-se os sapotiseirns,
muito grandes, e dando fruct a 2/0U0, laraj
geiras, muito grandes, para enxertar, a 6/000 a
dacia, e sapotineiros mais pequeos por barato
preco. ______________________________________
GMULSAO
DE
SCOTT
DE OLEO PURO DE
Fisrado de baealho
COM
flypophospliilos de cal e soda
4pprov:ida pela Pnnta de Dy
gleae e antorlsada pelo
^^^ soverui
E' o melbor remedio at boje deBCoberto para a
Halea broneiiiie. esteropbnlaia rm-
c hlti*, anemia. ebllidade em iceral.
deOaxoa. (on dironlca e ITeece
do pello e a* cumann.
E' muito superior ao oleo simples de figado de
aacalho, porque, alm de ter cheiro e sabor agr-
daveis, possue todas as virtudes medicinaes e nu-
tritivas do oleo, alm das propriedades tnicas
reconstituintes dos hypophospbitos. /"
Irogarias e boticas.
Deposito em Pernambuco
Camisas nacionaes
A t#500, SAOOO e 8 500
32= Loja ra da Imperatris = 32
Vende-se oeste novo estaheiecimento um gran-
de sortim-uto de camisas brancas, tanto de aber-
turas e pjnhos de linho como de algodSo, pelos
baratos precos de 2/500, 3/ e 4<, sendo taienda
muito melbor do que as que veem do estrangeiro e
muito mais bem feitas, por serem eortadak por
um bom artista, especialmente camiseiro, tambem
se manda fazer por encommirndas, a vjntade dot
fregueses : na nova loja da ra da Imperatris n
3l, de Ferr ira da Silva.
Ao32
Nova loja de fazer'as
31
A' venda nat
Fabrica Caxias
Marca Registrada
Para previnir a ignorancia de alguna Sre. fabri-
cantes de cigarros que fraudulentamente esuio
uzando do emblema de nossa fabrica, abaixo pu-
blicamoso tbeor do registrado do referido emblema
frito na mcretissima Junta Commercial d'osta
cidade, protestando proceder criminalmente contra
quemquer que procure 'elle faser uso.
BeglNtro
N. 197. A presente marca por mim rubricada
enntendo a denominaco Cazias, composta de duas
mios apertando"se, de que osam Aievedo & C
firma commercial d'esta pr*c;, composta dos com-
merciantes Marcelino Goncalves de Azevedo e
Antonio Lnis da Silva Hrandao, domiciliados
n esta praca, para distinguir os cigarros de seu
commereio a ra do Forte as. 3, e 7 e deposito a
ra Duque de Caxias n. 68, foi apresetada s
egistro as 11 horas da tnanb do dia 2 do correte
registrada n'esta dacta em enmprimento dos
despachos de 9 e 16 do correte. E para cum-
prir preceito da le fiz asta verba igual do
registro n. 197. Pagou 2*0vi0 de dois pareceres
fiscaes.
Secretaria da Junta Commercial da cidade do
Re c i fe, 16 de Setembro de 1886.
O Secretario Julio Guimaret.
Recife, 20 de Setembro de 1886.
Azevedo d;C".
VENDAS
co-
co-
\oivos e iioiiits
Encontrarlo sempre na Graciosa, 4 ra do Cres-
po n. 7, urna variada colleccao do objectos pro-
prios para casamento, como sejam :
Capellas com veos, de 5 a 25000.
Gnnaldas de flores de larangeira a 5 e 6t.
>jigas de seda bra ca a 1J e 24000.
Lavas de pellica branca para scnbora a 24500
o par.
Ditas de dita para hornera a 34 o par.
Meias abertas de fio de Escossia para senbora a
2*000 o par.
Ditas de seda branca para senbora a 84000.
Ditas de fio de Escossia, brancas, para homem
a 14500.
Leqnea brancos d> setim, de 64, 104 e 154000.
Gravatas brancas de cambraia a 800 rs.
Ditas ditas com laco a 14000.
Ditas de setim branco a 14500.
________ Dnarf e_Jfc C.__________
A Revoluto
M.
A' ra Duque de Caxias, resolveu a vender
os seguintes artigos com 25 % de me-
nos do que em outra qualquer parte.
Setins daraass a S60 rs. o covado.
Gorgormas de listrinbas a 360 rs. o covado.
Las com listrinbas a 640 is. o covado.
Fustoes de cores a 320 rs. o covado.
Merinos de cores a 900 rs., 14000 e 14200 o co-
vado V
Merinos pretos a 14200, 14400, 14600, 14800 e
24OOO o covado.
Velludilhos lisos e lavrados a 14000el4200o
covado.
Palha de seda a 800 rs. o covado.
Cachemira bordada de seda a 14500 t,
vado.
Lis escossezas a 500 rs. o covado.
Cambraia com salpicos a 64 rs. a peca.
Chitas escoras e claras a 240 rs. o covado.
Linhos escosseres a 240 rs. o covado.
Las com bolinhas a 640 e 500 rs. o cavada
Gaze com bolinhas de velludo a 800 rs. o
vado.
Linn com salpicos a 500 rs. o covado.
Giosdcnapies pretos a 14800, 2*000 e 24500 o
covado.
Zephiros listrados a 200 rs. o covado.
Cretones finos 320, 360, 400 e 440 rs. o co-
vado.
Setinetas modernas a 360, 400 e 440 rs. o co-
vado.
Fastao branco a 320, 360, 400, 440, 500, 560,
600 e 800 rs. o covado.
Setinetas lisas a 400 rs. o covado.
Ditas lavradas a 500 rs. o covado.
Flanella de cor a 40J rs. o covado.
Klmella branca a 400 e 14000 o covado.
Chapeos de sol de cores psra senhoras a
um.
Chales de cssemira finos, a 9*000 um.
Fechs de la a 24000, 34000, 44000,
e 64000 um.
Tapetes para janella. piano, sof e cama a 44,
64000, 74000, 84000 e 244000 nm.
Esguiao amarello e pardo o 600 rs. o covado.
Casacos de laia a 1.'4' 00 um.
Lencoes brancos a 14800 um.
Brim prateado a 600 rs. o covado.
Timoes para meninos de 4 a 5 snnos a 54000
nm.
Lencos a 24000 ib. a duzia.
Colchas brancas a 14800 urna.
Setins maco de cores 800, 14200, 14400,14600
e 24OOO o covado.
Setinetas brancas a 500 e 560 rs. o covado.
Cortinados bortUdos a 74000, 94000 e 164000 o
'"c'apellas e vos a *0*0 e 144000 urna.
Colchas bordadas a 54000, 64000, 74000 e 84000
UQ1&*
Espartilhos de ouraca a 4*000, 54000, 6*000
e 7*000 um.
Cortes de la para vestidos a 2040^0 um.
Aigodao com duas larguras a 800 rs. o me-
tro.
Cortes de caaemira para calca a 3*000 um.
Bramante de linho a 14800 o metro.
Dito de algod&o a 1J200 o metro.
Toalhas felpudas a 44000 e 64000 a duzia._
Cocheira a venda
Vende-se urna cocheira com bous carros de pas-
seio, bem localisada e afreguezada, por preco mui-
to mdico em razio de seu dono nio poder admi-
nistrar por ter de fszer urna viagem : os preten-
dernos acharo com quem tratar 4 ra do Duque
de Caxias n. 47.
7500
54000
* Ra da Itnpe
DE
FERREIRA DA Sl^VA
Neste novo estabelecimento encontrar o res-
p jitavel publico um variado sortiment de tazen-
das de todas as qualidades, que se vendem poi
precos baratissimos, assim como um bom sorti
mente de roupas para hoinens, e tambem se man
da tazer por encommendas, p r ter um bom mes-
tre alfaiate e completo sortimento de pannos finos,
casemiras e brins, etc.
S*
-a*
740a
104001
124001
1240W
54501
645
8400!
3*001
14601
1*001
Has da Imperairlx
Loja de Pereira da Silva
Neste estabelecimento vende-se aa rocpas aba
10 mencionadas, que sao ba- uMsusA
Palitots pretos de pt?-. oiagonaes e
colchoados, sendo tazendas muilo en-
corpadas, e forrados
Ditos de caaemira preta, de cerdio muito,
bem feitos e forrados
Ditos de dita, fazonda muito melbor
Ditos de flanella azul sendo inglesa ver-
dadera, e forrados
Calcas de gorgorito preto, colEhoado,
sendo fazenda muitr encornada
Ditos de casemia de cores, sendo muito
bem f.'itas
Ditas de flanella inglesa verdadeira, e
muito bem feitas
Ditas de brim de Angola, de muleskim e
de brisa pardo a 24, 24500 e
Ceronlas de greguellas para homens,
sendo muito bem feitas a 14200 e
Collctinhos de greguella muito bem feitos
As9iin como um bom sortimento de leos >
l'uho e de aigodao, meias cruas e collarinboa, etc
to na loja oa ra da Imperatriz n. 3u
oe, Netlneasi e ni*loiia SO
rn. o ovado
Na loja da ra da Imperatris n. 32, vende-
nm grande sortimento de ."ustes brancos a 6G4
rs. o covado, lisiabas lavradas de turta-core
fazenda bonita para vestidos a 500 rs. o covado
e setinetas lisas muito largas, tendo de todas a>
cores, a 500 : s. 1 covado. pechincha : na loj.
do Pereira da Silva.
Algodoilnbo francs para lencoe
a MMn., la e lftOO
Na loja da ra da Imperatriz n. 32, vende-a-
superiores algodaoiinBos franceses com 8, 9 e 1'
palmos de largura, proprios para lences de un
panno pelo barato preco de 900 rs. e 14000 1
metro, e dito trancado pa a toalhas a 14280, at
sim como superior bramante de quatro largurai
para lencoes, a 1450U o metro, barato na. loj
da Pereira da Silva.
Roopa para meninos
A i-o e e
Na nova loja da ra da Imperatriz ii. 32, s-
vende um variado sortimento de vestuarios pro
pros para meninos, sendo de palitoeinho e calo
nha curta, feitos de brim pardo, a 44000, ditoi
de molecquim a 4450C e ditos de gorgorito prek.
emitando casemira, a 64, sao muito barates ; n
oja do Pereira da Silva.
A' Florida
Ra Duque de Caxias n IOS
Chmate a utu-ncao das Exmas. familias para
os procos seguintes :
Luvss de seda preta a 14500 o par.
Cintos a 14580.
Punbos e collsrinhos de cores para homem a
14000.
dem para senbora a 14500.
Grampos invisiveia s 60 rs. o masso.
Lavas de seda cor granada a 24, 24500 e 3*
o par.
Suspensorios para menino a 500 rs.
dem amer.canos para homem a 3*.
Meias de Escossia para criauca a 240 rs. o par.
Leques de papel com corren te al*.
Fitas de velludo n. 9 a 600 rs, n. 5 a 400 rs. o
metro.
Lencos de eseuiiio a 1*500 a dutria.
Albuns de 1*500, 2*, 3*, at 8*.
Ramea de flores finas a 1*500.
Luvas de Escossia para meaina, lisas e borda-
das, a 800 e 14 o par.
Porta-retrato a 500 rv, 14, 1*500 e 2*.
Pentes de nikel a 600 rs., 700 e 8t>0 rs. um.
Rosetas de or 1 han tes cbimicos a 200 rs. o par.
Guarnieres de idem idem a 500 rs.
Anquinbas de 1*580, 2*, 24500 e 34 urna.
Plisss de 2 a 3 ordens a 400, 500 e 600 rs.
Bicos de cores com 12 jardas e 2 1/2 dedos de
largura a 34 a peca.
dem com 4 dedos a 44500 a peca.
Espartilbo Boa Figura a 44500.
dem La Figurine a 54000.
Bicos de alencoa com 4 e 5 dedos de largara a
245OO a peca.
dem estreitinhos com 10 metros a 800 e 1*000
a peca.
Botoes de phantasia a 200 rs. a duzia.
Para toilet
Sabio de areia a 320 rs. um.
dem phenicado a 500 rs. um.
dem alcatrao a 500 rs.
dem de amendoa a 300 rs.
dem dealface a 1*000.
Agua celeste a 2*000.
Agua divina a 14500.
Agua Florida a 14000.
Mac icos de seda a 100 rs.
Meias brancas para senhora a 34 a duzia.
BARBOSA & SANTOS
Grande liquidaco
NA
Loja das estrellas
WHISKY
ROYAL BLEND marca V1ADO
Este excelente Whisky Escesses preierive
ao cognac ou agurdenle de canna, para fortifica'
9 corpo.
Vende-se a retalho nos tu Inores armazens
ziolhados.
Pede ROYAL BLEND marca VIADO cujo ne-
me e emblema sao registrados para todo o Brazt
BROWNS t C, agentes
Aovas lsinhas
A SSO e 400 res o covado
Acabam de chegar para a loja da ra da Im-
peratriz n 32, um grande e bonito sortimento de
lsinhas de cores pava vestidos, sendo fazenda de
muita phantasia, com cores claras e escuras, e li-
quidamae a 320 e 400 res o covado, por ha ver
grande poreao na loja de Pereira da Silva.
Malvasia
Vinho proprin para senhoras
Em barria e a retalho : Pocas Mendes & C, 4
rua estreita do Rosalio n. 9.
Teeidos de linho
A &OO rs. o covado
Na loja da rua da Imperatriz n. 32, vndese
um bonita sortimento de tazendas de linhs para
vestidos, tendo largura de chita franceza, com
muito bonitas cores e palminhas bordadas, pe-
chincha a 500 res o covado, na loja oe Pereira da
Silva. \
Cabriolet/e victoria
Vende-se um cabriolet e urna victoria em per-
feito estado de conservaco e por preco mdico :
na cocheira n. 16 4 rua do Duque de Caxias.
Burros
Vende- se burros ; a tratar no escriptorio da
compuubia do Beberibe, 4 rua do Imperador nu-
mero 71.
Por Mein dia*
Rate bem conbecido estabelecimento de fazen-
das 4 rua Duque de Caxias n. 58, tendo de mu-
dar se para o n. 56, faz urna completa liquidacao
dos artigos abaixo, com 75 0,0 de ubatimento.
Zephir de urna s cor a 103 rs. o covado.
Granadina de diversas cores a 200 rs.
Popelinas a 120 rs.
Casemira irlanoeza a 160 rs.
Damascos par coberta a 320 rs.
Orleans de urna s cor a 300 re.
Lencos de esguiao, 24O0O a duzia.
Camisas de linbo bordadas, 454 a duzia.
Panno inglez a 1*600 o covado.
Casemira de cor a 14200, 1*600 e 1*800.
Pentendores de cambraia bordada, 3* e 4/.
Babados bordados, 14 e 14200.
ntremelos a 500 rs. e 14-
Guardanapos de linbo, 2ll) a duzia.
Cortes de cambraia bordidcs, 64000.
Brim avariado a 160 rs.
Meias inglesas a 44000.
dem de cores, 3*500.
Setinetas de cores a 240, 300 eJ520 rs.
Fustoes brincos a 320 rs.
Fichus a 500 rs., 14 e 24000.
Cortes de casemira, 3*U00.
AlgodSo de duas larguras a 700 rs. o metro.
Lencos com barra de cor a 320 rs. a duzia.
Chitas morcninliHB a 160 rs. o covado.
Chapeos de sol s 2* e 3*000
Vestuarios Jersey para crianca a 8* e 9*.
Linn com tedas as cores a 320 rs. o covado.
Aberturas de esguio linissimo para camisa a
500 rs.
Bramante a 320, 400, 600 e 800 rs. o metro.
E mu tos outros artigos, asaim como urna gran-
de quantidade de retalhos de sedas, las, chitas,
batistas e brins ; nao ee do amostras, visto ser
urna liquidacao em 5 ou 6 das.
Ppula k G.
i IB-IB llfl u*p-l 18
Tem
Luvas de pellica, pelle de cao, camurca, seda fio
d'Eseossia e casemira.
Agua florida e Tricofero de Barry.
S bonete diversos e curativo de Reuter.
Cambraias lisas, bordadas e abertas.
Camisas e ceroulas de flanella e meia de 1S.
Camisas sem collariohos e seta pnaos s/c c/p
e/c e c/p.
Collarinbos. punbos, meias, plastrons, mantas,
gravatas de laco.
Lencos, espartilhos, penteadores em cambraia,
vestidos de cambraia bordados, boleas tapetes, fi-
xs de seda e de 13, casacas elsticos, essacas de
casemira grenadine de seda e todas de seda.
Alpacas de seda a 6(i0 rs o covado.
Maduro
Vinho puro da uva
O que pode hnver de melhor para mesa, em
barris e a retalho : Pocs Mendes & C, a rua
estreita do Rosario n. 9.
"VAPOR
e moenda
Vende-se um bom vapor e moenda com pouco
uso ; a ver no engenho Timb-ass. muito perto
da estaco do uiesrao uome ; a tratar na rua do
mperador n. 48, 1* andar.
PdIio de Riga
Acaba de chsgar pelo bngue Atalanta um com-
pleto sortimento de pinbo de Riga da melhor qua-
lidade e de diversas dimenses, como sejam:
4 X12
4X9
3 X 12
3 X 11
3X9
2 X 12
e tabeas da mesma madeira de 1 e 11/2 polle-
gada.
Vendem MATHES AUSTIN & C, 4 rua do
uCommcrcio .18, andar, ou no caes do Apollo
51, por precos eommodos.
GRANDE
Exposirao central roa larga do
Rosario n. 38
DsmiSo Lima & C, cbamam a attencao das
Exmas. familias para os precos seguintes :
Carreteis de 200 jardas 4 80 rs.
Pecas de bordados do 200 a 600 rs.
Ditas do um palmo a 2*500 e 3*000.
Fita n. 80 para faxa a 2*500.
Leques regatas e D. Joannita a 1*000.
Frascos e extractos de Lubin, grandes, a 2*000.
Leques 4 D. Lucinda Colho a 64000.
Toalhas felpudas a 500 600, e 1*iOO.
Duzia de meias para bnmem a 3JO0O.
Ditas para senhoras a 34000.
Luvas de seda a 24000.
Meias de fio de seda para menina a 14000.
Colarinhos de linho a 500 rs.
Ditos de aigodao a 320 e 400 rs.
Macos de grampos a 20 rs.
Pacas de cordo para vestido a 20 rs.
visiveis grandes a 320 rs.
Grampos invisiveis a 60 rs.
Um leqne de setim (novidade) a 6J500.
Ricas bolcinbas de madreperola de 14500 4 6*.
La para bordar 4 2*800.
Urna capella e veo de 154000, por 12*000.
Um espelbo de moldara por 5*500.
Urna pulse ira de fita per 1*200.
Pliss a 400 e 600 rs.
Urna boneca grande de cera por 2*500 e 3*000.
NA EXPOSIQO CENTRAL
58Roa Larga do Rosario38
Viuvos eviuvas
Poderao ir Graciosa, 4 rua do Crespo n. 7,
que acharo sempre artigos proprios para luto,
taes como :
Leques pretos de papel, setincta e setim.
Vol'.as, brincos, pr.lseiras e broches pretos.
Mtias pretas, fitas, bicos de linbo, la e seda
pretos.
Guarnicoes para camisi de homem.
Cadeias de fita, retroz e metal, pretas.
Meias pretas para enancas.
visarte k C. _______
Capachos de esparto
Pintados, de diversos tamanhos, vendem por
preco sem competencia Martins Capitao db C. com
armazcm de molbados rua estreita do Rosario
numero 1._______________________
Serrara a vapor
Caes do CapSbaribe n. 98
N'esta serrara encontrarSo os senhores fregue-
ses, um grande sortimento de pinto de resina de
lineo a dez metros de comprimenco e de 0,08 a
1,24 de esquadros Garante-ee preco mais corao-
io do que em outra qualquer parte.
Francisco dor Santos Macedo.
Aos 1.000.000P00
200:0 04000
I00:000$0W
UhE LOTERA
013 RTEIOS
Em av r dos ingenuos da Colonia Orphanolgica Isabel
DA PROVINCIA DE PERNAMBUCO
Eitracco: no dia 15 ie Dentro te 1886.
0 thesoiireiro, Francisco Goncalves Torres
CAJIMBEBA
Vende-se na fabrica Apollo, rua do Hospicio n. 79 e em seus depsitos, rua do
Cobug n. 14 e rua do Mrquez de Olinda n. 52.
THES0URAR1A
DAS
AHia-sc yenda a 4a parte da Ia lotera a
beneficio da Santa Casa de Misericordia do
Recife que se extrahir qninta-feira, 7 de (tata-
bro ao meio dia pelo seguate
4,000 bilbetps a 16 Beneficio, sello e commis-
b2o......
^aiio
3^4:000(5000 a centena em que sabir
o terceiro premio
G9:060,5000 2 Approximac3es do
-------------------I 2:0005000 para o pri-
314:940^000 meiro premio
-----------1 12 Ditas de 1:0004000
100:00^^0001 i para o segundo premio
3O:OOC0OO j 2 Ditos de 650,5000 para
10:000)5000! o terceiro premio .
4:OOD3>000 2,400 premio* de 20,5000
14:0000000 para todos os algans-
10:000^000! mos fnaes do primeir j
8:0000000 premio ....
2,400 Premios de 200000
para todos os algaris-
mos fnaes do segundo
premio.....
19:9000000
1 Premio de.
1 Dito de ... .
1 Dito de .' .
1 Dito de ... .
7 Ditos de 2:0000000 .
10 Ditos de 1:0000000 .
16 Dito de 5UO0UOO .
99 Ditos de 2000000 para
acentena em que sabir
o primeiro premio
99 Ditos de 1000000 para
a centena em que sa-
bir o segundo premio
99 Ditos de 600000 para
ggJgjfcCaso a terminacho do segando premio seja igual a do primeiro passar ao nu-
mero immediatamente superior.
Esta lotera divide se em 20 partes e os bilhetes em vigessimos de 800 ris
cada um,
Os premios raaiores de 2090000 em cada parte esto sujeitoi ao imposto pro-
vincial de 15[0 e 5f0 addicional sobre o referido imposto.
EXTRACpAO PELA MACHDA FICHET
Thesouraria das loteras, 1 de Outubro do 1886.
Augusto Octaviano de Soma,
Thesonrelro.
9:9000000 5,140 Premios
5:9400000
4:0000000
2:0000000
1:3000000
48:0000000
48:0000000
314:940f000

CARNEIRODACUNHAltC.
m~wm
GRANDES NUVIDADES
*
'IU
Explenaido sortimento dos inelhores teeidos em 13 para vestidos, desde 400,
500 rs. at 10000 e 10200 o covado|!
Cacbemiras de urna s cor, duas larguras, a 10000, 10400 e 10800.
Lindos desenhos em faites, a 460 e 500 rs., o covado !
Bonita escolba em setins de cures, desde 800 rs. a 20000 o dito !
Merinos de todas as cures e preto, sortimento sem competencia, desde 900 rs. a
20000; do melbor que se possa desejar.
Esguiao pardo e amarello para vestido a 460, 500 e 600 rs. o covado 1
Riquissimos cortinados, tocios bordados, para cama de casal a 90000, para i-
nella a 60500.
Velludilhos de todas as cores a 10000, 10200 e 10500, o covado I
Gaarnijoes de crochets para cadeiras e sof a 80000.
Meias arrendadas para senhoras a 80000, a duzia !
Camisas inglezas para homem a 360000, a duzia 1
Cheviots pretos superiores a 30500 e 40000, o covado !
Lindos chapos para senhoras a 60000 e 80000 e para criancas a 30500 e 40000.
Luvas de seda, leques, colarinhos, fichs, lencos de seda e muitos artigos que
serao lembrados presenca das Exmas. leitoras.
CAKXEI1UI 1*\ CWillV k C.
59 Rua Duque de Caxias 59

DOMESTIC
Sao reconhecir.as ser as tai*
elegante, as mais durareis t
em todos os sentidos.
AS HBLHOBBS
Para presos, e circulares como
lustrarles do todos os estylos, din-
jain se
Doniestic Sewfng Machine & C.
NEW-YOR, U. S. A.
Os proprietarios do muito conbecido estabelecimento denominado
MUSEU DE JOIAS
sito a rua do Cabug n. 4, communicam ao respeitavel PUBLICO que receberam un
grande sortimento de joias das mais modernas e dos mais apurados gostos, como tam-
bem relogios de todas as qualidades. Avisam tambem que continan, a receber por
todos os vapores vinds da Europa, objectos novos e vendem por muito menos que em
outra qualquer parte,
MIGUEL WOLFP & C.
N. 4RUA DO CABUG-----N. 4
Compra-se ouro e prata velha. ~






uifio fie PcrnanifirHco---Tei^a--lera 5 de Ouiubro de 1836








ASSEHBLEA GERAL
CiniHl OO OEPOTIDOS
SESSO EM 14 DE SETEMBRO DE
1886
PBESIDKNCIA DO 8B. (JOMES DE CASTRO
1. VICE-PRFSIDENTE
(Continuado)
O Sr- Mac D*Well (ministro da
marinha) quer que u Sr. Candido do Oli-
veira diga onda est comprometida a Jig-
nidade da cmara coro a snppresslo que
ez o senado "do art 4.
Se o sonado ti ?esae alterado a lei de
forjas, o governo provocara uslo.
No sanado o orador insisti pelas auto-
risagoes. O governo torte porque apoia-
so na opinilo, roas nlo pote ser arrastado
a ievanUr estorvos a administrscao, pro-
pondo a fusilo para ssftsfazar o nobre de-
putado.
O governo nlo b-ro que receiar da fu
sao, mas nao pensa quo se ja esse um meio
ordinario de governo, fszendo o senado
curvar se cmara. Se o governo esti
vesse convencido da necessirtade da fusao
nlo hesitara. A' maioria da cmara
que compete resolver quando deve haver
a fusao, que nao pode ser determnala ero
todos os casos.
O orador esta convencido de que o Sr.
Candido de Olivaira nlo fez mais do quo
desempenhar o seu papel da oppoaigao,
exagerando e procurando que bou vesse fu-
sSo.
O governo sustentou as suas ideas no
senado, mas nlo pensa que quando o se-
nado julga desoecessariauma medida vo
tada pela cmara, venha d'ahi desaire
outra casa do parlamento, ero a necessi
dade da fusao ero todos os casos.
O *r. tonrenc Je Albnqaer
lie pensa que o nobre ministro 'a uiz' r
que nao se conforroava coro a emendado
* senado. Enganuu se. O acto tero sido
reproduzido mu tas vezes e o orador nada
dizia se nao fosse nina questao de princi-
pios.
Quando urna cmara emenda uro projea
to da ou'ra, a questlo nlo de dignidade,,
nao1 se conforma, r- quer a fussio que a ou-
tra nao ple recusar.
NJo comprehende que o ministro venha
3 cmara pedir sos seus amigos medidas
de confianca, par depois sicrifi:al-as no
senado, dizendo pouco. era sua defeza ; e
lamenta qae o govewio pedisse aos scus
amigos medidas que julgava dispausaves.
O Sr. Affonsa Peana nao com-
prehende que o nobre ministro insistisse na
cmara por NM autorisagoes, quanto po
da prescindir dellas. S. Exc. nlo devia
fazer a sua maioria afirmar boj o para ne-
gar aman ha.
Se o governo no tinha no senado urna
maori i com quo podesse contar, nao devia
ter apresentado a inudida.
O Mr. candido de Olivcira diz
que o nobre ministro alterou o estado da
questao, e que o orador disse toi que o go-
verno nao poda derxar de aconselhar -a
maioria que rej-tasse a emenda, e nilo o
fasendo o governo- raostra nlo estar con-
venc io da ncoossidade das autorisagoes
que pedio cara ara.
Insisto na contradicglo palpavel do go-
verno, que compromette o prestigio da c-
mara.
Ninguero mais prdindo a palavra e nao
baveado orador inscripto encerrada a
discussSo e adiada a votaglo por falta de
numero.
O Sr. Presidente
para 15. *
gids Ilustre minora, outras relativas
arrecadsc&o de imposto* na cidade de Pe-
lotas.
Levaptou o Sr. Joaquim Pedro Soares
ama acusaglo contra o Sr. marechal Deo-
doro da Fonseoa, administrador da provin-
cia do Rio Grande, dizendo que tinha raet-
ttido mi crirairoinoaa as arcas do the-
souro provincia 'ial, noroeando uro empra- i
gado aposentado. Vai mostrar que o acip
do Ilustra general foi legal.
L* urna lei provincial, que diz quo ne-
nhuro empregado aposentado poder exjr-
cer outro eropngo. Essa 1 i refere'so a
empregados proviaciaea e nao empr.'gado_s,
goraes, e o orador cita o caso de um era-
pregada provincial aposentado que extrae
eroprego aa Alfan lega do R;o Grande do
Bol.
Quauto a urna v^aW do terr.s ao Dr.
Trajano Viriato de Medeiros, cl6se-8e que
Diz o orador que o Sr. Ferruira Vianna
est animado dasaes sent acatos, mas nega
o seu voto ao crdito, parqua sustenta a
antinomia do muni tipio; roas aso quea
to da forma. O orador falla alo s como
representante do mauicipio neutro, mas
como brasiloiro.
Ha dez annoa ten apparecido peridica-
mouto n'esta capital tabres do indo carc-
ter cujas cau3as estilo aaaignaladas.
O crdito nicamente os ostudos. Da-
pois que cmara soubor a importancia
das obras, podar resolver como entender
quanto aos inaios para raalz'1-as.
PerguuU como que a opposicao, qu
tem tratado de factos criminosos pr..ticados
ero todos os pontos do Imperio, nao se tero
oc upado coro o tacto gravo quo nooorrea
ultiroament) na Tbesouraria de Pernaro-
buco.
O Sr. BeltrSo diz que apresentou uro
o presidente da provin.ua suppriroio o tele roquerimento sobro a matria, e qu-i a sua
graroma do Sr. ministro da agricultura, Jiscus.ao fiooq adiad, por pedir a pilavra
do
d a orJem do da
SEfiSO EM 15 DE SETEMBRO DE
188G
PKESIDEXCU DO SR. GOMES DE CASTRO
1. VICEPRESIDENTE
Ao meio dia coroeca a jharoada, que
termina ao meio-Hia e dez minutos.
Abre-se a sessJo.
E' lida e approvada a acta da sessao
anterior.
O Sr. 1. secretario d conta do expe-
diente.
Vom mesa a seguinte declaras^ de
voto:
* Declaro que votei contra a ero jnda do
senado suppriron lo o art. 4. (additivo) do
proiecto que txa a forja naval para o exer-
cioio de 1887 -188*.Dr. Cantao, i
O *r. Silva Tavares vera tribu
na fazer algumas observagoes, urnas diri-
at estar lavrada a eseriptura. Tero as
cart; dia 7 H escripturu estiva parfeita o acaba-
da, e o tel"grainroa do Sr. ministro da
agricultura foi expedido no da 8, s 2 ho-
ras da tarde, ch-'gando ao seu destino nesse
dia noite.
Chama a atten^So, do Sr. miuistro da fa-
z nda'para a mesa de reolas de Pelotas
que s tem 1 administrador, l eserivo e 4
guardas, pessoal insignificante para o mo-
vimento que taro essa porto, cujo desen-
volvroent) progressivo o' orador raostra,
leudo uiua tabella. L outra tabellla para
provar que a mesa ile rendas de Pelotas
arre iada mais do 500:000,) anmisamente,
sendo que rouitos pjrtos do imperio tem
alfandega coro renda' inferior mesa
Pelotas.
Tero-se tallado em contrabando all, c
urna balela sem fundamento, porqua all
nao se faz mais contrabando do-qm no Rio
de Janeiro ou outros portos. No Rio Gran-
de do Sul o contrabando fcito pela fron-
teira.
O r. Ai ves de Ai-aujo nao con
tava fallar hoja : quaado pedio a palavra
ha dias tinha assuropto urgente para ais-
cutir ; a maioria, porn, tero entravad
lodoa os pedidos de infrmaseos, por isso
a oposie&o n5o tero podido curaprir com o
seu dever.
Se entrar em liMnaaZo o p^gaiLeut-J de
juros Comp guio Genralo des chomins
liresliens e Ihe couber a palavra, tratar
do assuropto que quer disutir.
O r. Americo de wouza nscre
veu-se ha dias sappondo que o r. Affonso
so C^lso Jnior tratara dos negocios de
Ilhos; ma3, como S. Exc. tero-se abstido
do discutir essa questilo, o orador liroita-so
a 1er as razoes em que o juz de direito
fundamentuu a sua appellacSo da sentenca
do jury que absolveu os homens implicados
neeses tactos.
ORDEM DO DIA
Procede-se votacio da emenda do se-
nado ao projecto de forja naval para o
xercicio do de 18871888.
B' Appravttda a emenda e reraetiilo o
projecto comroissSo de redacgSo.
Contina a 3 a disausso do projesto n.
55 testa anno, abrindo uro crdito de..
300:000 ao Ministerio do Imperio p^ra o
saue .monto da >-.idade do Rio d Jneiro.
O r. Fernandes de Ollvelra
ftiio preteudia tomar parte n'esta diseuaaao,
mas os di -urs'is 'a oppogiclo e espacial-
ujento do Sr. Ferreira Vanos, o de-nove-
ram do seu proposito bam defrndeu o cre-
Hto, cuja necassilaie assigoaloa a com-
misso 4o ornamento, por ter sido suppri-
niia noorcamento do imperio a verba paia
o melboramento do estado sanitario.
Estando capital do imperio em condi-
coas especialissiinas, estando em communi-
cacSo coro*todos os povos civilisados, coo-
correodo coro a sexta parte de toda a reo-
da Jo Estado, nao deroais conceder-se-
llie um benecio desta ordoro. Certos ser-
vicos deviam correr pela rounicipalidade,
mas tambero verdade que a rounicipali-
dade tem descido, e dscido muito.
A renda municipal arrecada pelos cofres
g"raes monta a 3.500:000$, sen lo a....
.500:000-5 s do inposto predial. Nao
merecer a capital, que assiro concorre
para as rendas publicas, um acto de patrio-
tismo da cmara dos deputados como esse
que se pede para o seu saneamento ? O
solo sobre que est construida a cidade do
Rio de Janeiro foi conquistado ao mar e
u.o ple otferecer garantas salubridade
puobcM, eroquanto sciencia nao eropregar
os ineina para conseguir esse ti o.
o leader da maioria.
O Sr. Fr.rnandes de Oliveira con la di
zondo qno o papel do Sr. Ferreira Vianna
um papel syrapatuco, e que a opposiglo
est coro ello s por momentos.
O Si*. Loureneo de Albuquer
que declara que quando fallou etu idea
fixa do Sr. ministro do irapario, quiz ape-
nas referir so ao pensa'mento quo em S.
xe. pradominava relativamente ao sanea-
roento da capital do imperio : refera se a
esse pensamento em torno do qual gyram
todas as ideas de S. Exc, que fez deases
mellioramedtos o seu prograroma do go-
verno. Era incapaz de empregal-a no sen-
tido desagradavel e principalmente ero re-
lacSo ao nobre ministro.
Insiste as opinio.s que manifestou so
bre o crdito ero discussilo e se :>lguroa
duvida tivesse estara dissipada pelo dis-
curso do Sr. Ferreira Vianna.
Sustenta que a verba para melhoramen-
to sanitario existia na proposta que servio
do basi ao orcamento approvado o que
por: .nto no ha neesspidad-* do crdito
que aven substituir, porque para soccor-
ros pblicos tero o ministro os crditos
supperoenUres; para estudos n5o 6 naces-
saria pois o Sr. ministro do imperio decla-
rou no senado em discurso all proferido,
e quo le, quo j estu los feitos o planos
assenUdos, recoidaudo que quando o no-
bre ministri justifiou a noroeayilo do Sr.
Rery, disse apenas quo o aproveitava para
qu- elle no C3tivcsse ganbaodo aero tra-
ballioa uro cont de ris por raez.
Re8poadendo ao Sr. Ferreira Vianna,
qui reparou n3o ter a opposiyil> cambatido
o aredito polo lado da incomp-tmaia que
ella nao so esqueceu do dizar que era as
sumpto todo muuiaipal. E aoppositaao nlo
poda basear-se nessa razio, porque fazel
p deveria ter votado contra diversos im-
pistos da receita que constituero renda
municipal, o que traria complata transfor-
moslo no plano orcamentaro e desorgani-
saco nos Bervico8. A opposi^ilo esta de
parfeito acord com o Sr. Ferreira Vianna,
e o orador tanto est que adoptou o pro
jacto de reforma muniaiptl por S. .Exc.
apresentado.
Encarau o crdito por outro lado, de-
Acha laroentavel a posiclo do nobre mi
nistro do impario que, querendo fazer mo-
Ihoraroentos, toro a Seu lado o nobre minis-
tro da fazenda a apouquental-o com a falta
de flinheiro.
Vota contra o crdito, porque para soc-
corros publiaos ha crditos supplemontares;
para estudos desneeesaario, pirque eatao
fatos, sen lo tal vez conveniente adial o, es-
parando molhores lempos.
Entra emdis-ussab a seguinte iuterpel
lagao do Sr. Alfonso Celso Jnior ao Sr.
preaidonta do conaelho : I
Ia Q al, na opiniao do governo, a v^r-
da leira con licito dos e8craviados xiiten-
tes no lupino, desde qire, p>lort. 3 f
10 da re n 2370 de 28 de Setentn de
1885, foi fxado diaerrto para entraren no
goso de sua liuerdade ?
i 2o Pcrroao-:cera rigoroaruenta escravos
ou tornaram-80 statu liberi 'i
3* Subsistem ero pleno vigor o art.
60 do cdigo criminal (pana do aceites) e
a lei de 10 de Junho de 1835 depois da no
va. situacuo para ellas creada pela referida
lei de 28 de Setembro ?
4a Pensa o governo em promover algu-
aza med la no iu uito de acautallar a sorte
dos ingenuos ?
< 5' Qual o alcance da circunstancia da
naturalidade do escravisado, a qual deve
ser consignada na nova matricula? o
deiro arranco,
aua missito.
a glor.Oia eulninaucia da
Nestas coudicoas, aob o infiuxo da de-
presailo apontada, certo que a minora
liberal nlo tero ompreheniido eia prol da
abola?".> urna cornpinhia vivaz o que alias
tem sido acompanhsia pelos proprioa mais
graduados postlos da libertario inme-
diata o inaondieiona, eujos discursos e es
criptos continua a a traluzi? a meama no
bre vehemenaia dos pr ueiras tarap^ mas
nao 6 raro recordara uro ruidoso b a mb.ir-
Icio 83ro pontaria.
estabelacida e determinada para certo tem-
po o dada carta condicao. (Stutu lber est
qui statiUnm el dentinatam in tempus vel
conditionem lberiatem habet )
Ora, havendo preceituado a citada lei
do 28 de Setembro qu) a entraram em
pleno gozo de sua liberJade os escravos
que coapletarem certa dade, claro parece
que os mais mocos j nao sao escravos,
mas statu liberi, isti homens que adqui
riram a sua lberdade, que j possuem es-
se direito, cuja effectividade, entretanto,
fia dep-sndendo de ama condicSo de
tempo.
ar c-msignada na nova matricula?
O Sv. Affonso Celso .luaior
nlo vero proprivnant a corlar coro uro
clarim da combate os chos silenciosos da
arena parlamentar, onde ferirara tito rcaen-
tes o r-nlad>n pthjas a lberdade o a eaora
vidilo. O seu intuito primordial coasistaem
elucidar certos pontos controversos da ac-
tual legislarlo s-rvil, ero determinar por
assira dizer geodsicamente o terreno da
ultima reforma, constituindo os argumentos
que vei produzir. nilo tanto urna pbal nge
de combatentes, que para isso lhes i'allecoro
todos os clement >s, com urna modesta ti
pediclo de reaouhecimanto Do rosto po-
de considerar se tomada a Bastillia do ra-
e, coroqiianto as sus
pois do discurso do Sr. miuistro da fazen
da e vio que nlo era possivel votar este
crdito, porque fazel o seria contrariar o
prograroma do governo.
Sonto que 8 diffiauldadoa para esse no-
bre ministro venham nlo da maioria mas
dos pr>prios collegas de S. Exc, e nlo
saba como pode elle viver em uro ajunt-a-
mento de elementos to oppostos.
Insiste ero que o crdito de 300:000^000
nao o que o ministro prometteu aprasen-
tar, S. Exc. te ve de ceder mu to mais
do qus o seu coliega o da fazenda.
Declara que nao se oppoa ao saneaoien
to da cidade, mas que preciso attender
s nojsas circumstancios finanaeiras.
Depois de fazer diversas considerado :g
sobre adescriroinaslo de impostes, refsre-
sa municipalidade da corte que sa disse
nlo ter capaai iade para dirigir os seus ser-
vijos.
Se ella est nestas condi;" M a culp \ tem
quero lhe traudo as regalas a reduzio a
urna repartidlo dependente da secretaria
do imperio, e por isso diz que muito baixo
colloaa o alvo de sus aspiracoes aquella
que era taes coodi^Ses quer ser vereador.
Combate o era tito porqu: tome que o
augmenta de despezas traga a necessida-
de de novos impostos
Faz diversas considerajoas sobre o aug-
mento de despazas ; e rufere-se a fuso,
desojando que ellas se pogsara realizar.
derrocadas aroeias, ciraeutadas coro sangue
e coro as lagrimas de geracoes successivas,
nl<> treinule anda amplameute desfraldada
a imula da abdiclo ; comquanto 3e prefe-
rase conteroporsar com a guarnilo de
preconceitos e mesquinhos in'eresses que
a defenda a de.noll-a de uro golpe, para
em seu slo desobstruido e desinfectado
lanyir as sement* da regeneracao; ero
quanto se adroi dstrassa ..o paz, ero vez
ce uro depurativo enrgico e effuaz que o
livraasede vez do virus rorouudo quo o
avilta e deforma, a cataplasma d 1 ingro
dirntes dettriorados da le de 28 de Sstem-
bro da 1885; -a verdade que ass-stiroos
agona da esoravidio, afona quo couvain
aprassar quauto possixel, pais aro quinto
reatar-lhe uro sopro de vida, esse btstar
para infeeciouar todo o arobionte moral e
e onoiniao do paiz, mas que nlo podar
ser longa, porquanto j pode-se antever-so
o glorioso dia do seu firo. ero se jui
gu* que terminar ontao a tarefa aboli-
cionista ; pelo contrario, marta a esaravi-
dl, nova cruzada, porvantura mais afa-
nosa lhe advir, qual a de liquidtr o sau
iroroenao invan'ario de miserias, de extir-
par da alma naeioual as suas raiz a protun
das, pois a escravdao asseroellia-se a u o
ecorroe polypo de infinitas cocre;o33 fibri-
nosas qua envolvero e contaminan) todas as
esusase todas as instituigSes. Breve, ao
periodo da luta e de propaganda, succede-
r o de reconstruegao, assigaalanlo tal vez
o presenta momento a phase interroedia, o
dilueuio do nova expo vio solar, o natural
refl xo, a reat.ylo ine vita vel, cansecutivas
galharda aoiroclo que, com heroico e
desusado esfirco, ero roeio da edemicaapa-
thia do nosso espirito publico, libortou n'u-
ma seria de sublimes conquistas, todo o
Amazonas, tolo o Cear, grande parte do
Rio Grande d Sul, cavando na conscienci
popu'ar uro lveo profuado para o ideal de
completa rederopcao.
Nlo rejubilero coro essa intervallo na
Iportia, coro a apparenta falta !e orientaclo
segura por parta da caropanha aboheionis-
t, cora a desconnexUade dos seus facto-
res, cora a sua mesma momentnea inacti
vidade os coripheus do esclavagisroo. Nao
vai nisao tibieza, mas desfalleciroeno os fe,
que nlo ac coropadecero taea fraqu^zaa coro
o impertrrito denodo de que h&a dado 80
bejas amostras: que o abolicionismo
vai grabando era extanslo o que psrventu-
ra sa lho arrefoceu ero ntensidade : como
que se concentra e recua para, cobrando
realentado impulso, vingar, n'i/.m derra-
.Quanto ao orador, quo se considera abo
licioniata corno os que mais o alo, por con-
vicelo cordial e dasinteressada, pois ero
aequar aspira vanglorias de popularidade ;
que dealaroa se tal no dia em que a gran-
ie causa experimentava um revez, em de-
trimento das suaa preteugoes poica e
das ruis relaco -s indi /iduaes ; -quanto ao
orador, assiste-lhe consciencia perfeita de
quo na actual scsso nlo tero trahido os
sous coropromiisoa, nam se descurado dos
seus deverod, visto como,. todas as vezes
que se lhe te u (deparado ensejo, tm tra-
balhado o possivel na cscassa circums :rip
glo dos seus clementoa, nlo sen lo culpa-
do sa a sua palavra inconsciente e despida
de prostigio nlo dado retumbar triuro-
phalrojnta por todo o paiz. Simples 80I-
dado, humilde a inosperiente trabalhador,
nlo podara, desarro ido e quasi s, nlo
poleria tocar o tarobor de batalha em
roeio do uro poderoso acampamento iniroi
go, sob pena de to narera os rufos nlo
como um appello belliaoso, mas coro a voz
de reclame ero proveito individual, aceres-
cando qua ao orador, zor direito de tempe-
ramento, cada dia mais repugna a parte
osteaciva da vida publica desaa vida pu
blca, desaa vida publica que, no dizer de
profundo observador, renova no meio da
pacifica civilisaclo contempornea todas as
oadico-s da rudo vida primitiva; em que
nao ha treguas, ero deseaaso ; ero que
preciso continuamente co-nbater, espiar,
esprcitar, prescrutar, pesquizar as pegadas
dos outros e disfarcar as proprias ; ero que
ao dorroe coro a3 armsa aa rolo e coro os
olhos semi-ab-.rtos ; em que cada hornero
Esti opiuilo le qi? com a disposiclo
alludila assumiam os esJra'.'os nova posi-
clo, coiuparavel do menor, taisbem de-
pendente da um prazo para entrar 9 gozo
de seus diraitos, foi susteotada no conae-
lho de Estado palo senador Affonso Celso,
por oceaslo de la aer subroettido o pro-
jecto Dantas, de que naquolla parte da le
d*. 28 d. Setembro de 1885 foi mera repro-
dcelo, w, combat la na imprensa e pelas
commissoas do orcaroont e justica civil da
cmara quando interpozeram parecer sobre
o mesmo projecto, foi defendida pelo Bra-
zil, orglo do partido conservador c pelo
referido senador n'uro trabalho que corre
iropresso coro o titulo Rusposta a urna
inpugnaquo, no qual o orador colher os
seus priucipaes argumentos. Em verdade,
essa opinilo eora toio3 03 8eus conaecta-
rios, derivados da capacidade jurdica do
statu lber e enuaroerados por Perdijjo
Afalheiro ra sua obra Escraoidao no Bra-
zil entre os quaes releva assignalar o de
nao ser o atatu-liber pa3sivel da agoutes
nem das penas exclusivas dos escravos,
nam do ser processado como escravo, essa
opiniao inatacavel, quer perante o direito
roroaoo, quer perante o patrio.
Peranto o direito remano, ha quem sus-
tente que statu-liber reputava-se anda es-
cravo at que a condicao se venfiaasse ou
chegasse a termo ; mas, coro quanto fir-
mada por escriptorea de nomeada e escu-
dada por varios textos, essa interpretaclo
que equipara o statu liber ao es.-ravo, nlo
aeeitavel. No proprio Digesto, coropila-
roais ou menos um concurrente, seno um | ao_ colossd ordenada par Justiuiano, le-
airoigo ; era qui a gante traz sero-
pre a aIo i<-. van tada contra todas
e a mo de todos levantada contra a
gene ; em que so a aada momento vili-
pendiado, inaoraprehendido, calumniado,
molestado : oc que so vive, ero suroroa,
como o pella vennalha ou como o tupy,
sob pista da guerra, as virgans florestas
iue strcaveis.
Mas voltando da digres3ao a qua levou-o
a indisciplina bisonha da sui oratoria, pen-
sa o orador que na presente quadra o que
roais importa, ao abolicionismo examinar
a situacio ero que a ultima lei colloeou o
escravisoo, aira da averiguar o qaa
urge fazar e asertar
o?va direcclo a seguir.
homogneamente
mais
na
I
FOLHETIM
DE
EMMA KOSA
POR
ZAVIES DE_MIEO
(Continuaco do u. 227)
XU
A infeliz mulher ioterrompeu-o com
um gesto violento e coutinuou :
E' nina curoai iade malfazeja qua o
traz aqui, nlo assim ? Veio ver se a dCr
matou-iuo 1 Se ainda tenho muito tempo a
viver ? Pois bem, olhe para mira e fique
contente 1 A raorte que pego todos os dias,
todas as horas, nlo se far esperar muito
tempo. As lagrimas que derramei por sua
causa queiroararo-me os olhos Os soffri-
mentos que o senhor impoz-roc, secuararo-
me o sangue as veias. A sua obra de
odio est quasi concluida. E' urna mori-
bunda quero lhe falla. E' urna agouisante
que lhe diz : Que vera fazer aqui? Que
quer de mim ? Anda vera torturar me ?
Venbo pedir lhe per lio do pausado,
reap nd.u l'V.mando de RodyJ.
Aog-la estremsceu.
Pardlo do passado repetio ella. O
senhor pede perdi que do presenta faz um supplkio insuppor
tavel p^ra miro I
Entlo a senhora realmente acredita
raeu odio '? excla-
qua eu a persigo coro o
roou o substituto.
Eu o eris... nlo nutro a esse res-
peito a menor duvida I O senhor j deu
provas exhuberantes desse odio implaca-
vel. Devo-lhe todas as minhas desgracas !
todas 1
Como pansa que sou eu a causa de
sua prisao ?
Sim.
-Pensa que fui eu quera reuni tan-
tas provas esraagadoras ontra a senhora ?
Quem, a nlo ser o senhor T quem
pode desejar a miuha perda senlo o se
nuor ?
Mulher infaliz! eu sou o nico a de-
feudel-a, quando tudo a aecusa I
Tudo me aecusa por sua causa!...
Angela, ouca-me...
Falle Estou presa e nao posso cer-
rar o* ouvi los s suas palavras; mas de
antemlo sei que vai mentir t
Viro aqui i.upellido pelo reroorso, con-
tiuuou o Sr. de Rodyl I olo reroorso desse
odio de que me aecusa macamente e que
seria um crime, mas reroorso da falta eoni-
roettida oiitr'ora por mim e de que a se-
nhora foi victima I Eu a mauchei, perd
a abandonei e abandonei minda fllia. Es-
tivo ceg... ulo tive piedado, arrependo-
me... venlio pedir peruo e dizer lhe sto :
Angela, hei da reparar a miaba falta
at onde for possivel... hei de reconheeer
rainha filha, hei de velar por ella... hei
de amala. .. garantirei... a sua felieida-
de, e, so a senhora tem silo urna mulher
infeliz, pelo men>9, por amor della, ser
urna mli venturosa.
senhor far isso ? o senhor, Fer-
nando de Rodyl ?...
Por tudo quanto ha da mais sagrado
no mnndo, eu o juro 1 Hei de fazel-.), mas
com urna condicao...
- Qual ?
E' que rao dir quem o seu cura
plice... Ha de dizer-me o nome do bo-
lla uroa lei recente sobra elanonta sor
vil, cuja inltancia o cuja acelo ainda nw
sa acharo precisaroenti fixadaa. Conven
estadal-a pratcaraente, conhacor com exae-
tidlo o seu alcance e 08 seus possiveia re-
sulta los, os seus 'aotor-'S aproveitaveis e
os seus elementos perniciosos, estabeleeeu-
do forro l o claramente as suas condicSes.
Foi o que o orador tava em mira com a
sua interpellaclo: estatuir a verdadeira
situacio jui' Haa dos escravo3 depois da
lei de 28 de Setembro de 1885, entre ou-
tras questSag de nlo smenos valor. Sa
lo debata resultar a interpetraclo de que
j nlo ha escravos no Brasil, porm, statu-
liberi, comprehenda-sa fcilmente quanto
nlo so ter conseguido dentro da rbita da
lei: se a resposta, ao contrario, for nega-
tiva, sabara a propaganda para que ponto
jerto convergir os seus esforcos e ganha-
r novos estmulos, porque essa resposta
negativa ser am absurdo ero face da nos-
sa jurisprudencia, roais uro attentado jur-
dico cororoettido ero prol do escravismo.
Adiase o orador inabalaveluiente con-
vencido de qua os escravos do Brasil tran-
sformaran] so em statu liben, d-roois que a
lei de 28 de Setembro de 1885 dxou da
certo para entrare ro no gozo da sua liber-
daae. Vai concisameota dar as raz3ea ero
qua eatriba a sua convieelo.
Segundo tradcelo Iittaral do Digasto,
etatuliber aquella ua tero a lberdade
mera que, por odio ou por vinganya, raatou
Jayme Bernier.
Entlo, exclamou Angela em voz lan-
cinante como uro soluco, entlo julga-me
culpada. Accusa-rae de parricidio I
E' a evidencia, infelizmente qua a
aecusa Mas, a despeito do meu dever que
me irapoi o rigor, quero salval-a. Pela
senhora trahirei a justica, qua jurei servir
ti-liDeute. Se a senhora chegou a pr.ai-
car o crime, foi por miaba culpa I Sa An-
gela Bernier ha dezesete annos tivesse ca-
sado com Fernando de Ro lyl, como era
do seu direito esp-rar, teria tido a sua par-
te das alegras deste mundo. Nao seria
boje culpada e presa. Eu aceuso-nlo do
seu crime e a absolvo ; porque, sa eu nlo
a tivesse abandonado, ella nunca teria
commettido. Quando soja necessario com-
prar testemunhas com toda a miuha fortu
na, eu a salvarei, Angela. Mas preciso
do hornero cuja mo desfealiou o golpe, o
miseravel ass -saino, o covarde que nao ton
desculpa. Diga-me o seu nome.
Angela encolheu os hombros.
Eotlo, replicn ella com vebemen
cia urna nova infamia que o traz aqui;
porque arrancarcar-me das mos da justi
ca, subornando testemunhas falsas, sa fos-
se culpada de parricidio, seria um auto
aborninavel 1 Como, nada lho diz, ao se-
nhor, que outr'ora amou-me, que as suas
suapeitas transviam-se cahindo sobre mim ?
Nada lhe diz qua as provas, cujo peso pa-
raca esroagar-roe, sao provas mentirosas ?
Nada lhe diz que o senhor est ero frente,
nlo de uro moustro, mas de urna victima ?
Pois b;m recuso o seu offerecimouto !
Nao quero a sua compaixlo, eu s recla-
mo justica 1 Se o senhor abrase agora as
portas desta prialo, eu nlo sabiria dola I
Accusada, quero serjulgida! Sou inno
cente, e veremos sa a faulidade me ha de
perseguir at o tiro.
Naga ter uro cumplica ?
Os innocentes nlo le n ouroplices, e
eu sou innocente.
Entlo refuta as provas araootoadas
contra a senhora Explique o canhenho de
Cecilia Bernier, encontrado no seu po-
se nto.
Esse canhenho toi escondido em mi-
nha casa para p-r crine.
Por quera ?
Por aquella a quem pertcsuca: Ceci-
lia Bernier...
A senhora atfir.ua, mas a sua atfir-
raaclo nlo bascada ero nanhnro facto raa
terial.
E' verdada Contra isso nada pos-
to. .. Um dia, quando eu estiver mort,
raorta pelo dasespuro e a vergonha, a luz
so fir. Entb, o senhor ha de lastimara
rainha sorte e ha de derramar lagrimas...
roas ser tardo I
XIII
Como posso eu acreditar ? toraou o
Sr de Rodyl, depois de um silencio. E'
insensato aquello que sustenta que noite,
qu>ndo o sol brlha. lia cinco dias trou-
xeram um erobrulbo para a senhora que,
as ordena, os guardas examinaran) no poa-
tigo da prisao.
Um embrulho... uro embrulho para
mim, rapetio a hervanaria cora uraa ex-
prsalo da susto. Quem o trouxe ? de
quem vinha ? Eu nlo sai nada, nlo recebi
nada, nlo me fallaram em nada.
- Esse embrulho foi approbeudido, con-
tinuou o Sr. de Rodyl.
Apprehendido, por que ?,
Porque continha uraa corresponden-
cia de natureza a nao deixar uenhuma du-
vida sobra a sua cumplicidade no assaasi-
nato fle Jayme Barnier.
Gottas ao suor orvalhavam a fronte de
Ang da.
O, seu oJhar desvair va-se.
Urna correspondencia ? gaguejou ella
em voz suft'ocada; ao ouvil o parece que
estou sorihando, ou quo enlouqueco.
Como o sen cu oplice estava solt,
dava-lba noticias de fra e Ui'as dtisoba a
vada a effaito em trea annoa, !urante os
quaes sa compulsaran! 2,000 tratados,
de modo que 3 railho is da lidias ficaraca
reduzidas a 150,000, motivo palo qual nlo
raro nelle se deparara antimonas, rapeti-
goea, conhecida pelo noroe de tribonianis-
mos e at falaiticagoas de preceitos, no
proprio Digesto, ao lado de textos em
qua o estatu-liber considerado como em
posiglo idntica do es ravo e proprie-
dade do seuhor do statu liber o filbo que
ella der luz, encontrara se textos ero que
ao permita ao statu-liber figurar ero juizo,
privilegio do hornera livre, para contender
com o seu senhor, era que se campara o
liberto fidei-comroinariameote ao statu liber
a ambos ao hornera livre; ero qua ae con-
sidera ingenuos o ti lho da liberta iiiei-
comrainariaroente, nascilo durante a de-
mora havida na realisiglo do beneficio ;
em que manda punir o statu-liber como
homem livre; de sorte que o Digesto,
quando menos, nlo ha a respeito doutrna
uniforme, ora equiparando o statu-hber ao
escravo, ora ao homem livre. N-stas con-
di^oes deve prevalece a interpretaclo fa-
voravel, isto que faz hombrear o statu-
liber cora o hornera livre, j porque no
tempo da conid'-glo do digesto predomina-*
va o principio da proteegl > lberdade,
raesmo contra direito estatuido, j porque,
consoaate o parecer do abalisados roraa-
n stas, muito antes dos Antoninos, o rigor
das lais sobre a escravdao se existia em
seu contesto era desconhecido nos costu-
raes. Muitos factos abonara esse parecer*
Sob o reinado de Augusto, Hostius Qua-
dra, homem cruel, foi raorto pelos seus es-
cravos, e o imperador fingi ignorar o cri-
me para nlo punir os delinquentes ; no
tempo do Sneca existi um magistrado
expressamente incumbido de conhecor da
justica feita aos esaravos pelos senhores e
de reprirair-lhes a crueza e as brutalida-
des : no reinado de ero, conderanando O
senado raorte 400 escravos de um indi-
viduo assassinado, porque haviam passado
a noite com ella sob o mesmo tecto, o
povo indignouso e repellio a execugo.
uraa forma que devia escapar a toda a vi-
gilancia ; mas o acaso fez coro qua um dos
guardas descobrisso tudo.
Mas, emfim, o que me dizia ease pre-
tenso s'uraplice ?
Isto : segurauga, filha desapparecer ; nlo fui
urna mentira, porque sua filha deaappare-
ceu.
De8appareceu minha filha I exclamou
a hervanaria, torceado os bragoa com um
desespero medonho. Ah I os miseraveis,
os infames mataram minha filha I
De que miseraveis falla ?
Eu es conheco ? posso indicar aquel-
es que, depois de assassinar meu pai, ju
rarara a minha perda o a perda de Eraras
Rosa, e que hlo de perder-nos ? ah I se
me fossa possivel noraeal-os, nlo o fara ?
Seria a minba salvaglo o da rainha filiia.
Minha filha deaappareceu, est era poder
desees raonstroa. o cu estou encarcerada.
Nlo posso era procural a, nem defendel-a,
nem raorrer cora ella. E o seuhor abi es-
t! O senhor vera contar-me essa noticia
roouatruosa, e o senhor tica calmo! Vio
talvez matar minha pobre filha, a sua, e o
senhor nlo procura descobril-a, salval-a I
Ah Sr. de Radyl, qua qualdade de ho-
mem o senhor ?
O desespero de Angela era muite verda-
dero, muito terrivel, a decompoaiclo das
suas feigoes effectuava se do modo to r-
pido e to medonho, que o substituto nao
ple acreditar que estava em preseega de
una grande actriz representando, com uro
talento do primeira ordem, umascena com-
movente.
Nlo se podia negar a realidade desse
desespero, assim como nlo sa poda negar
1 s soffrnsentos do desgragdo eatendido vi
vo ora um leito de espinhos e torturado pe
los carrascos japonezes.
Fernando de Rodyl santio o coraglo en-
cher-3e-lhe de compaixlo.
Eu supplico, Aogela, tanha calas,
(Continua).
disse ella, tomando as maos da desgrana-
da mli.
Calma I Posso tl-ajquando minha fi-
lha est perdida ?
' As ordens esto dadas. Toda a po-
lica procura sua filha...
A polica chegar tarde 1 minha filhs
estar morta !
Angela, nlo diga isso Eu mesmo
enlouquego.
Mas, entlo quem, quem, meu Deas I
pode ter ioteresse em suppliciar-m<* assim,
era deshonrar-me, em esmsgar-me o cora-
glo *.' Nlo comprehende que sou innocen-
te ? que as apparencias que me aecusam
sao obra dos verdad iros culpados ? ct-
nhenho adiado era minha casa, a corres-
pondencia enviada para aqui, e qua bem
sabiam, devia ser apprehendidada, fado
isso, fique certo, foi combna-io contra mim
Tudo isso encadeia-se. Tudo isso resulta
de ura plano diablico. Era nome do Deas
dajustiga, em nome da nossa filha Fer-
nando, creia-rao I Eunlomioto! Sou innoj
cente. Eu lhe pego, Fernando, supplco-
Ihe de joelhos, tanha compaixlo. Dome
a lberdade / Se nossa filha nlo est mor-
ta, dexe-me sabir para salval-a; se est
morta para vingal-a Diga urna palavra,
Fernando, e as portas blo de abrir-se. Di-
r essa palavra Diga Diga !
Nao tenho esse direito.
E' todo poderoso !
E um engao... urna vez cornaca-
da ;i instrucglo, as miabas mos ficam
atadas.
O juiz encarregado dassa instrucglo O
uaico que pode fazel o. Eu nada posso,
nada, a nao aer servir lhe de fiador. Vou
offcreeer-iue para isso, o nada negligen-
ciarei para que seja brevemente solta pft>;
visoriamente.
(Continuar se ha.)
Typ. do Diario raa Unque de Caitas n. 42.

b .


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