Diario de Pernambuco

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Material Information

Title:
Diario de Pernambuco
Physical Description:
Newspaper
Language:
Portuguese
Publication Date:

Subjects

Genre:
newspaper   ( marcgt )
newspaper   ( sobekcm )
Spatial Coverage:
Brazil -- Pernambuco -- Recife
Brazil -- Pernambuco -- Recife

Notes

Abstract:
The Diario de Pernambuco is acknowledged as the oldest newspaper in circulation in Latin America (see : Larousse cultural ; p. 263). The issues from 1825-1923 offer insights into early Brazilian commerce, social affairs, politics, family life, slavery, and such. Published in the port of Recife, the Diario contains numerous announcements of maritime movements, crop production, legal affairs, and cultural matters. The 19th century includes reporting on the rise of Brazilian nationalism as the Empire gave way to the earliest expressions of the Brazilian republic. The 1910s and 1920s are years of economic and artistic change, with surging exports of sugar and coffee pushing revenues and allowing for rapid expansions of infrastructure, popular expression, and national politics.
Funding:
Funding for the digitization of Diario de Pernambuco provided by LAMP (formerly known as the Latin American Microform Project), which is coordinated by the Center for Research Libraries (CRL), Global Resources Network.
Dates or Sequential Designation:
Began with Number 1, November 7, 1825.
Numbering Peculiarities:
Numbering irregularities exist and early issues are continuously paginated.

Record Information

Source Institution:
University of Florida
Holding Location:
UF Latin American Collections
Rights Management:
Applicable rights reserved.
Resource Identifier:
aleph - 002044160
notis - AKN2060
oclc - 45907853
System ID:
AA00011611:18922


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Full Text

11M LIIT -- NIEBO 150
i'ABl A CAPITAL E LUGARES ONDE WAO SK PACA PORTE
Por <,r*s niemes adiantadoa............... 6)JOOO
Por m* ditos dem................ 120000
Por utn anuo idem................. 230000
Cada numero avulso, do mesmo dia. ....... 0100
DIARIO DE
5 DE JULIO DE W
PARA DESTRO E FRA DA PROTIMCIA
Por seis meiei adiantados..............
Por nove ditos idem................
Por um anno idem................
Cada numero avulso, de das anteriores ..'...
130600
200000
270000
0100
RNAMBUGO
|)ropttfi>a>f tu Manoel -ftfliutra ht isrta i Sx\)ob
.

S.

-i




TELEGRAMAS
SEdUCO PARTCULAS 00 DIARIO
RIO DE JANEIRO, 4 de Julho, s 3
boras e 40 minutos da tarde (pela linba
terrestre).
Foi escolbido senador pela provincia de
Minas Gentes o deputado pelo 14 districto
da mesma provincia, Manoel Jos Soa-
res.
Foram agraciados:
Com o titulo de BarSe de Cataama o
conselheiro JoSo Jos Ferreira de Aguiar.
Com a commenda da Orem de Nosso
Seahor Jess Christo o padre Joilo Bezsr-
ra da Costa Carvalho, vigario da parocbia
de Nossa Senbora da Gloria do Goit.
Foi reeleita a mesa da Cmara dos De-
putados.
Falleceram Firmiao Monteiro, insigne
pintor histrico e o conselbeiro Antonio Ni-
colao Tolentino.
SEflVICQ DA AGENCIA HAYAS
MONTEVIDEO, 3 de Julho, tarde.
Chegaram aqui esta manha os delegados
dos jornaes de Buenos-Ayres Srs. Media,
Rezabal, Moreira e Roca que veem ao en-
contr dos delegados da imprensa brasi-
leira.
A Hgencia Havaa offereceu seus servi-
dos que foram aceitos com entbusiasoo.
Cbegou pelas 11 boras o paquete inglez
Trent a cujo bordo vinham os jornalistas
brasileiros e a companhia franceza a qua'
pertence o celebre actor Coquelin Aic.
A entrevista entre os jornalistas brasilei-
ros-argentinos e uruguayos foi muito cor-
dial.
PARS, 4 de Julho.
-----------------------------------,------_
Mr. Flourens interpellou o miniterio
sobre urna questSo local.
g\ diacusso da interpellacSo terminou
pelo voto de urna ordem do dia de con-
fianza qne foi adoptada por 326 votos con-
tra 172.
MADRID, 4 de Julho.
Acaba de ser levantado o estado de sitio
na Havana.
O Senado adoptou o ornamento.
Agencia tiav s, filial
4 de Julho de 1888.
em Pemambu:o,

INSTBOCQAO Ptfffljj
saci0midad2. lima 1
liiiebatb.
m
P0oTLG.iL E BR4ZIL
PELO
Conselheiro JoSo lianoel Pereira da Silva
Yin
(C o n t i n u a cao)
Felippe II, potrado no leito, qae tena devia
mais levantar vivo, chegou a chorar, phenomfno
extraordinario em nm monstro feroz, posto que ci-
vliaado e inatruido. Seria o remorao de aeua
crimea e attentadoa ? Sao, porqae plcidamente
responden ao cirurgiSo qne estremeca ao sangrel-
o :Temea tirar orna gota de sangae de quem
tanto derramou alheio ? Seriam apprehensea
sobre o fntnro de Hespsnha, que ficava entregue
a soaoi inhabilitada ?
NSo, porque o egosmo era a feicSo mais cara-
cterstica de suas qualidades moraea. Nao rooba
ra ao filho a consorte qne lhe lora destinada por
tratado diplomtico ? A bypocriaia refinada no
admitte sentimento pelas deagracaa albeias, e nSo
eram para elle albeias as dos povos ?
E' que a providencia divina reaervara-lbe nos
ultimo momentos as mais pungentes dores e sof-
frimentos. Cuberto o corpo de pstulas que ar-
diam e queimavam, elle fisera cobnr aa paredes
do seo aposento com registro e imagen beatas
de todos os santos e santal do kalontario, com os
quaes se apegava supplicandu allivio s dores que
o curtan ; as anoias do tormento, 8tirava-se
obre os registros, arrancava-cs, beijava-se, e ra-
sando, os aapalbava sobre aa per as e o corpo, a
cobrir as pstulas, a fim de coral-as O fanatie-
oo anda abi o dominava e nao a rasSo, ao reoder
a airea ao creador do mundo.
Dis om chronista que ao expirar, vio-se pela
primeira ve, com espanto geral, rolar lb dos
olbos urna lagrima pesada que lhe banhava as fa-
ses !
E' que descortinava o castigo alea do sepol-
ckro I
Hespanba comecon enlSo a pateotear as ulceras
e podridoes, que Ibe escapavam das ligaduras e
palmas, qne as encobriam.
Hespanba arrastava a Portugal as vsiss de
na agona Era ei.te.Tjm corpo qne pareciai nerte
e que entretanto esteva apegado aquella, aoffren-
do e gemendo como o todo agora stffria e gema.
^^| tugues, ha to poueo tempo,
todas aa coras do |
eclipsada, e pifada, semimorta ; felisssente, pa-
reos, restava-lhe anda um respiro para receber a
vida, e voitar existencia !
IX
A nacionalidade eslava apenas aopitada e ap-
pareatemente desapparecida durante a dominacSo
bespanh la ; nSo morrera de tod), porqae bavia
inda coracoea portugueses qne choravam, espe-
ravam, legavam aos filhos e netos tradicea, sau-
dades, e aspiracoes liberdade.
Si o jugo estrangeiro centinoasse alen dos S3s-
senta annos, morreria de certo, e Portugal se en-
corporaria como provincia e parte integrante da
monarchia ibrica, porque nada ba que resista
forca do tempo, que tudo devora no seu curso re-
gular.
Idntica era a situsco da lingua e da litera-
tura, e igual seria de certo o sen resultado, quan-
do a nacionalidade se extinguiese ; a lingua dei-
xsria de ser cultivada, e pois perdera os caracte-
rsticos de Iliteraria ; auceeier lbe hia o que auc-
cedera gallega e ctala, que nSo pregredirsm,
nao marcharam, nao se enriquecern!, n$o se au-
tonomisaram, inevitavel sorte dos idiomas que se
nao tornaran officiaes.
Sustentava-se, ostentava ainda sua propriedade
e opulencia, aperfeicoava-ae com o uso e trato Ili-
terario dos livros e novas publicacoes, porqae ella
acompanba, nao precede a nacionalidade, e por
aso mesmo dura mais tempo que esta, aeguindo-
lhe os claros que ainda depos de morta projecta
por alguna tempo?.
Prova sufiieieate desta proposicSo que muitos
aut res portugueses, poetas e prosadores, comeca-
ram a dedicar-se ao estudo da lingqa, caattlhana,
que se denominan hespanhola, desde que Fernan-
do e Isabel haviam reunido sob su soeptro as di
versas partes indepedentes da pennsula, e imposto
a todos os seus subditos e dominios o emprego de
urna t lingua, a caat lhana, como nica ofiicial.
Portugueses escreveram entao igualmente no idio-
ma hespsnhol, e com o tempo teria acabado o por-
tugus, logo que fosse oficialmente admittido em
Portugal a liogua hespanhola.
(Continua)
PARTE QUICIAL
iloverno da Provincia
DESPACHOS DA PRESIDENCIA DO DIA 3 DF
JULHO DE 1888
Abaizo assignados, moradores no muni-
cipio de Palmares.Informe com a possi-
vel brevidade o Sr. inspector do Thesouro
Provincial.
Francisca das Chagas Ribeiro de Ol-
veira O artigo 139 do Regulamento de
18 de Janeiro ultimo, exige que a gratifi-
cado de boDS servirlos tenha sido recebi-
da por cinco annos de effectivo ezercicio,
prove, pois, qae durante esse ultimo praso
nao gosou de licengas qua o reduzam a
menos de cinco annos.
Manoel Mandes da Cruz Guimaraes.
Passe portara coucedeudu lio pa-
dida.
Manoel Clementino Carreia de Mello.
Informe o Sr. inspector do Thesouro Pro-
vincial.
Capisto Sebaatiao Tavarea de Oliveira
BrandSo.Remettido ao Sr.- oommandante
superior da guarda nacional da comarca
de Panellas, para mandar passar a guia
de que trata o art. 45 do decreto n. 1,130
de 12 de Margo de 1853.
Vicente Ferreira de Franga Camino.
Informe o Sr. inspector geral da instruegao
publica.
Secretaria da Presidencia de Pernam-
buco, 4 de Julho de 1888.
O porteiro,
F. Chacn.
__r^^^_
Reparlico da Polica
2a secgao.N. 627 Secretaria de Po-
lica do Pernambuco, em 4 de Julho de
1888. -Illm. e Erra. Sr. Participo a V-
Exc, qua foram hontem racolhidos Casa
de DetecicSo os seguintes individuos :
A' orJex do Dr. delegado do l* distric-
to da capital, Francisco Victorino dos
Santos e Joaquim Hemeterio da Silva,
como incendiarios.
A' ordem do subdelegado da freguezia
do Recife, Ionocencio de Freitas Lima,
por uso de armas defeza.
A'ordem do do Io districto da fregu
zia de S Jos, Antonio Firmo Xavier, por
embriaguez e disturbios.
Participou-me o Dr. delegado do Io dis-
tricto da capital, que tendo boje sciencia
de que amaohecera morta a mulbar da
nome Mana Cbristina de Almeida, mora-
dora no corredor do predio n. 14 a ra
de Santo Amaro da ireguezia de Santo
Antonio, para all se dirigi acompanhado
do Dr. Eduardo Augusto da Silveira, e
fez examinar o cadver, de larando aquel
le facultativo que a mor te fra a conse-
cuencia de inBuffioiedcia na aorta.
Proceden se a respeito nos termos da
lei.
Pelo subdelegado da freguezia de Santo
Antonio, foi remettido ao Dr. juiz de di-
reito do 2o districto criminal, o inquerito
policial procedido contra Manoel Francisco
do Nascimento, por crime de furto.
Constando ao delegado no termo da Es-
cada que- se acbava em Gamnlleira o indi
viduo de nome Vicente Ferreira, conheoido
por Vicente Rainba, alli denunciado pelo
crime previsto no art. 193 do Cdigo Cri
rainal, requisitou s respectivas autorida-
des a captura do referido criminoso, e
sendo ella efluctuada,' foi reaolhido a res-
pectiva oadeia afim de se proceder centra
elle nos termos d lei.
O slferes Jofto Bento da Silva Valenca
participou-me ter no di 2 do corrente reas-
sumido o exercicio do cargo de delegado
do termo de Palmares.
Durante o mez de Junho prximo rindo,
foram por esta reparticfto remettidos para
o hospital Pedro II, 13 desvalidos, para o
Asylo de Mendicidade 8 e cum destino a
Escola de Aprendiaes Marinheiros 1 menor
abandonado.
Sr. desembargador Joaquim Jos de
Oliveira Andrade, muito digno presidente
da provincia. O chefe de polica, Francis-
co Domingues Ribeiro Vianna.
Thesouro Provincial
DESPACHOS DO DIA 4 DE JULHO DE
1888
Marcionilla Virgem Santa.Informe o
Sr. CollecUr .de Palmares.
Emiliana de Mello Castillo Branco e
outras. Satisfagam a exigenoia do parecer
fiscal.
Viuva da JoZo Martina de Barros, Jos
Candido de M. raes, Autonio do Carmo
Ferreira, Olympio Rezende de Mendonga,
Joaquim S. Vieiira da Paz, Joao Cordeiro
dos Santos, inspector geral da instruegao
publica e director geral das- obras publi
oaB. Informe o Sr. contador.
Luiz Marques de Albuqueaque Mara-
nh3o. Entregue-se.
Jos de Bento Soares. Junte-se.
Pontos do Gjmnasio e das secretarias
da ioBtruccSo publica eda assembla. Ao
Sr. pagador para os devidos fina,
Joao Mara da Cruz Mello. Prove a
deaoceupayao.
Dimira Francisca Gomes e Matheua
Jos Gomes.Haja vista o Sr. Dr. pro-
curador fiscal.
Lourengo Quedes Alcoforado.Liqui-
dada, e8cripture-so a divida.
Padre Joao Alfonso de Lima e S.
Certifique se.
Mana 1 Fernandes Velloso.Ao couten
cioso para attender, sende depois remetti-
da a Recebedoria Provincial para igual
fim.
Bstao da Araripe, Dr. procurador dos
feitos e JoSo Walfredo de Medeiros.In-
forme o Sr. Dr. administrador da Recebe-
doria Provincial.
tia brilbaate e gloriosa, eoBso
mudo, afora senao de todo extincta, pelo menos Deas guarde a V. Exo.AUm. e *m.
MARIO BE PERMMBECO
RECIFE, 5 DE JLHO DE 1888
Noticias da Europa
O paquete francs Niger, chegado hontem da
Europa, adiantou tres das as noticias trasidas pelo
Poloti.
Alm das que constam da carta da nosso corres-
pondente de Lisboa, que vai publicada sob a ru-
brica Exterior, sao as seguintes as que nos foram
transmittidae :
nenpanhn
Acerca deste reino esereveu-nos o nosso corres-
pondente de Lisboa:
Passam de novecentas as adhetoea de officiaes
de infantara e cavallaria para obsequiar com um
grande hanqnwtq n ci-min.atrQ da ynerra. Sr^L'tta-
sola; este, porm, depois de agradecer muito a
lembranca dos seus companheiroi de armas, nSo
aceitn o fferecimento, para evitar certos com
mentarioa.
Os officiaes foram visital-o, deixando lbe os seus
blhet-8.
A Hespauha o nico pas do mundo onde as
discusees pai l intentares se parecem com as nos-
sas.
No congresso, com a apresentacSo do novo mi-
nisterio, empenbon.se debate acerea da crise e dos
seos motivos ; mas s duas por tres j os oradores
fallavam de tudo meuos do incidente Martines
Campos, e a seaeao de segunda feira 18 de Junho
passou se n'oma de torneio em que o Sr. Saeastae
o Sr. Cnovas disputaran) qual amava mais e ser-
via mtlhor a dama dos seus pensamentos, a mo-
narchia,ae o partido libara!, se o partido con-
servador.
Foram ambos eloquentissimos.
O ponto cnlminante do discurso do Sr. Cnovas
foi a defesa da poltica conservadora e da sua in-
fluencia na monarchia.
O governo tem adoptado grandes precauces
militares e telegrapbado aos commandantes de tro-
pas aqnartelladas as proximidades de Madrid,
expediado enta ordem :
< E' preciso dobrada vigilancia com as tropas
de sen commando.
Accrescentc-30 a isto que o novo ministro da
guerra, general 'Ryan, determinen que de novo
funecionassem osgeneraes de da, que em ou-
tros tempos eram responsaveis pilo servico da
praca.
' licito suppdr que tenha bastante gravidade a
cansa de todo este aparato bellico, e que reina
grande abalo as espheras governamentaes.
O novo ministerio formado pelo Sr. Sagssta pa-
rece qne, nao satitfes deal.-o nem fora de Hetpa-
nha.
Para a generalidade dos politices, o actual ga
bnete tem a miss&o de resolver a questSo econ-
mica e manter a discusso dos orcamentos, cuja
approVBcao to ceceasaria, reservando-se o Sr.
Sagastu para, em Ontubro ou Novembro ao come-
car a nova legislatura, formar governo com homent
du uior eatatara. pal i to, b da m diMatir c
suffragio.
Mas peder o Ilustre presidente do conseibo
contar para entilo com a confianza da coi da ?
Os conservadores dUem que nao,
E se noque!! legislatura se nioapresentar a le
do suffr.gio universal, perder o Sr. Sagasta as
eympathias dos liberaos e o apoio dos demcratas.
For de Hespanha a entrada no ministerio de
estado do Marques de la Vega de Aro-ijo, desgos-
too a FraDca e a propria Inglat rra, recordando a
urna e outra as affeicSea e sympathias do Sr. Vega
de Armijo para com a Allemaoba e a Austria.
Realiaon-ae no antigo e famoso moateirp da Vir-
g<-m das Battlbaa, >m Gavadonga, a ceremonia do
biapo de Oviedo beozer a bandeira de combate do
conracado Pdayo, bordada pela princesa das As-
turias e damas asturianas, as quaea representen a
condesa de Bevillagigedo,
Relativamente qnesto do tratado de commer-
cio com Portugal disia ha p neos das om corres
pondente de Madrid par urna folba de Lisbja,
uo creio qne se ebegae s repnst lias adnaneiraa,
como pretendem alguna, nem to poueo ao tyste-
ma, que certos protecciomataa defendem, de impr
elevados direitoa s mercadorias estrang.iras, peo
aando que os pases, com quem ae procede desea
forma, abkxario oa direitos das mercadorias hes-
panhola.
-Oa liberaea, cood ritaa soimente tratando-ae de pases tao smigus
como Portugal e Hespanha, defendem a necesai-
dade de viver em complete harmona commercial e
de ehgara ama aoluco satiafactoria.
El Imparoial ebegado hontem tra no a carta,
que D. Carlea dirigi D. Ramn Nocedal, direc-
tor da El-Sigl Futuro. E' coriosisaima.
A carta datada de Gras, 14 de Junho.
Nao te engaooa a conaciencia ao indicar-te que
devo eatar sangadiaaimo eomtigo. E' verdade ; es
ton muito saogado,e a tal ponto, que t por at-
tencio memoria de tea pai, qu tui sempre om
modelo de disciplina, que te escrevo por meu
proprio punho, embora a toa conducta o nao me-
re c.
Faltaste 4 toa miaio da monarchico e aos tena
deveres de subdito leal, introdusindo no nosso cam-
po a desavengas, com urna torca de trabalho e
vontade t igualada por aquella que ponho agora
id corrigir-te.
E depois de, sempre assim vigorosamente, apon-
tar oa erros praticadoa pelo joroaliata, enumerando
aa contradicoes em qu este ae tem encontrado
com as anas ordena e instruccoes explcitas, acres
cent :
Para que baja unidade de aecao nos uossos
trabalhoa precisa-ae nm juiz qne eateja de fra e
por cima de todas aa discustes: o re, depositario
do principio da autoridade, aquelle por quem tea
pai se arrojou deatimido s mais speras con-
ten das.
S' aabiJo que quando a autoridade incom
moda, oa dscolos, venbam d'onde vierem, a eatig-
matisam, alcunhaodo-a de ceaarismo.
Com esta injuria amargurarsm alguna, oa l-
timos annoa de teu pai,e t, qne to briosamente
procedeate ento, voltaate boje para esses expe-
diente dos revolucionarios.
A grca de Oeus, a viril educacio que devo
s vicissitudea da minba vid-,, e oa exemploa dos
meua auguatoa antecessores,que morreram no
desterro para nao transigir absolutamente em
nada com a revolocioenainaram-me a nao temer
a f rea do numero.
Ao tentares apoiar-te neasa folha, faltas ao
essencial principio do nosso programma, que re-
pelle lei das maiorias.
A tua falta tanto maia criminosa como te di-
riges aos rlementoa maia puros e mais aSea que ha
em Hespanha, inspirando chimericos terrores s
multidoes crentea, que sao o orgulho e a forca da
minha canaa.
Para tranquillisar o espirito d'esses eacrevo com
toda a clareza, aaaegurando-lhea que oa engaas e
extraviaa se persistes em pregoar que correal pe-
rigo es nossos principios.
A minha palavra de rei chriatSo, que colloca a
cruz nao sobre a coros mas tambem sobre o co-
racao, deve ser-lhes garanta de que podem ter em
mim coupleta confianca e de que sao inimigos seus
os meus squelles qne Ihea disserem o contrario.
Entre los nSo ha outros perigos alm daquelles
que tu levantas, menoscabando a autoridade sobe-
rana e tratando de alienar-lhe oa principios com-
noaco maia identificados.
Deas te Ilumine e te detenha a tempo na ver-
tente para onde pendes. Ninguem mais do que eu
sentir ver-te ah despenbar; mas senao entras
no caminho do dever e da obediencia, eata aera a
ultima vez que te don a honra de escrever-te,
Carloa.
Sob o titulo de sensaco < Perno quen san tos
nuedos ministros escrive a poca de Madrid nm
artigo enrioaisaimo, do qual Ihea extractarei a parte
que ae refere ao marqnez de la Vega de Armijo, e
que a maia importante para nos :
O Sr. marques de la Vega de Armijo entende
que a Heapanha deve viver em paz eom todos oa
povos e em intimidade com os viainhoa, e na affir-
macSo deata poltica empenbar todoa oa seus ea-
forcos.
Na questao Marroquina deaeja que proceda-
moa com grande prudencia e moderagao, sem dei-
xar de crer, que o porvir do noaso'pais est no
Mogrheb, como no Estreito esto aa chavea da
nossa i fluencia no Mediterrneo.
O Sr. marquez de la Vega de Armij defende a
idea de que todas aa nacea cooperem de cemmum
accordo na questSo marroquina, e que entretanto
se conserve alli o stala quo. Nao eapera qae na
conferencia de Madrid, com tanto afn preparada
pelo Sr. Mor*, alnaona, ae accaso Vier a rea-
lair-ae oa altos oVjectivoa em que tSo generoaa-
meote penaava o lea iniciador... .
NSo noa intereaaam directamente oa pontos de
que seguidamente trata o notavel artigo di poca
a saber, o incidente Mora, e a qneatSo da repre-
aentacao da Hespanba da Expoa^So de Paria.
Franaa
Ficou empatada a eleicao do Charente. Ha,
comtudo, superiordade manifeata no elemento re-
pu licano se temos de acceitar como tal a feicao
boulangista. Mas, cm face do perigo commam,
registrando com desalent oa amigos da Franca aa
dissidenciaa que esta acisSo representa.
Diz o 'lemps, que o boulangismo como certaa
plantaa que t Be dSo bem n'um determinado^ cli-
ma e n'um terreno apropriado. O boulangismo
da aa bem nos departamentos do norte e da Dor-
donha, maa foi supplantado na Charente e sel-o-ba
em Wavelnae.
A opiniSo geral em Franca v noa resultados
da eleicao de Charente a decadencia do boulan
gismo.
Parece qae Dron ie retirar a ana candidatu-
ra e ci ae que na prxima eleicSo tnumpbsr o
candidato booapartiste, pela abatencSo dos parti-
darios de Boulanger.
Com um grande alarda apisonante de patriotia-
mo, o lntraruigeant emitte sobre o resultado daa
nleicss na Charente a < pioiSo de qae ao candida-
to boalangiBta Dron'le sempre retirar a sua
candidatura em favor do republicano Weiller, no
sentido de anoullar o benapartista Geiliber.
Este manobra de Rochetart tem por fim d- s
truir as aecusaces dirigidas ao bjulangismo cobre
oa se us acedrdoa cosa as direitaa.
E' catro, eem boa verdade maie lgico, o pare-
oer manifestado pelo ergSo inicial de Boulanger,
La Cocarde. Que nSo ae trata de nomea nem de
fecSo particular doa candidato, maa aim da revi
sao constitucional. Se o candidato bonapartista
pede a reviao e o candidato Weiller so manifeata
centra ella, nSo ha hesitc5eB no caao de retirada
de Dron de : compre apoiar o bonapartista.
E' correcto e dirtcto, mas ca ontroa orgSoa f*o
boulaniamo. La Lanitrne, La France, etc., nSo
ousam segnir eate caminho, e limitam-se a insiatir
n contra-prova 11 moral.
O caao revrla-ee escabroso, e os orgSoa oppor-
tuniatas frisam a aituaco falsa em que ae eucon-
tiam o general e oa seua companheiros de aven
turas.
Como a poltica de Berlim aeaba de expulsar
do territorio oa eorreapondentea do Ganlo e do
Martin, varias folhaa radicaea pedea, exigem mee-
mo' a i xpulsao doa eorreapondentea doa jornaea al-
lemSes em Paria para ae reaponder a expulsos
de Btrbim ; mas a Libert e o Natiunal ceosuram
a poiic daa represalia, e disem que a vinganca
mais espirituosa ser nao alterar em nada a forma
hospitaeira por qne oa allemSea aSo tratados em
Franca.
Blgica
Na eleicea legislativa de deaempate tieou vi-
ctoriosa tuda a late catholica, campoate de 8 oan-
didatoa par o aenado e 16 para a cmara doa
repreaentantea.
Apeoaa deixoa de aer eleito um candidato
para a cmara, o quil foi derrotado pelo bar
gomesfo de Broxellaa.
Oa liberaea perdem asaim 8 votoa no senado e 1
na cmara.
Em reenltado daa eleicea de deaempate a c-
mara doe repreaentantea compSe-ae de 97 catbali-
cos e 41 liberaes, e o senado de 60 cathilicoa e
19 liieraee. .
Em Brnxellaa reinon hoje urna certa agitacao,
e em Liege por canas das eieicSt-a de desempate
bouve mantBiaedea arrti-ciericae, gritos e vidr
cas quebradaa ; maa nao occorrea.caso grave.
Com o telegramma procedente de Z qae anoonciam morie de Stenley, coiocidem no-
ticia viodaa da ootra cote d'Afnca.
Segnudo o Temps, nm correspondente de Bana-
na, e.crevendo ua dala de 29 de Abril, di qae a
27 do me chegoo a Matadi (Congo iufenor) u n
agente viodo do acampamento do Aruhio com
carta dingidaa ao governadur do Estado Livre
pelo mjor barttelot, que command nease acam-
pamento. C m qnanto eeae agente foaae mono da
ertto, epoia da sua chegada eapalhau-ae o boato
de qae Stanley tinha sido abandonado por quasi
toda a gente que o accmpiohava, preaumindo ae
que, elle ae ainda viva, devia encontrar-ae ua
maia precaria. aituacSo.
No entretanto declara-ae em Brnxellaa absolu-
tamente infundada a noticia de que o rei Leopol-
do recebesse riarticipacSo da morte do explorador
Stanley.
Apezar d'isso o < Jornal doa Debates > receben
despachos de Zanzbar, disendo que a noticia da
morte do explorador Stanley parece nSo ofterecer
davida; as familias d s carregadores levadas por
elle j tomaram luto ha omitas semanas. Suppe-
se que o respcnsavel da catastropbe Tipa-Tib,
que nutria velboa rancores contra Stanley, o qual
u'outro tempo lbe tinha posto embarac s no trafi-
co de e sera vos.
Inglaterra
O partido Gladstoniaoo ganbon mais urna vic-
toria eleitoral, e das o>aia assigm ladas. Deu-se
urna vaga na reparticSo doa burgos de Ayr, com
a morte do seu deputado, o Sr. Campell, liberal
dissilente do matiz Hartington. Eate fra eleito
as e!eie,5-'B geraea de 1886 por urna maioria de
1,173 votos, em 4,200 votantes. Os liberaes dissi-
dentea e os seus alliados conservadores jnlgaram-
se seguros de fazer trinmpbar, maia urna vez, o
seu candidato. Sjffreram, porm, urna cruel de-
cepcao.
O Sr. John Sinclair, o caudidato-gladatoniano,
foi eleito por grande maioria o' que representa
urna deslocscSo enorme, e quasi sem precedentes,
de votos.
O facto grave, e tanto mais quaoto eviden-
te que os lib.raes dissideutea empregaram todoa
oa eaforcoe poaaiveia para vencerem.
O Sr. Chamberlain e lord Hirtington haviam
ambas feto intervir pessoalmeate a sua influencia
na eleicSo, atacando o Sr. Gladstone e a ana poli-
tica irlanaesa, em cartas dirigidas aos c-Ieitores
importantes,
Todo esse trabalho nao impedio que os seus ad-
versarios alcancasa-rm ama notavel victoria, to
briihante como a da elaico de Saathampton. |
De todos oa triumphoa obtidoa pelos gladatenia-
nos as eleicoes parciaes, este talvez, o maior
qae poderis aer apontado.
Um eximo attento doa algariamos revela, com
effeito, qae o corpo eleitoral eat em diapoaicoea
de voitar exactamente a aituacSo ulterior a aciso
do partido liberal e daa eleicea de 1836.
A derrota do Sr. Gladstone neaaaa i-leicoea foi
manifeatamente provocada pela abatencSo de ai-
merosoa liberaes, que nSo ae atreviam anda ap-
provar a pjlitica irlandesa do velho estadista, e
pela desercSo de um certo numero de e eitores da
mesma cor poltica, que aeguiram lord Hartiogton
e o Sr. Chamberlain at ao fim da sua revolta.
E' evidente que os liberaes dissidentea reconhe
cem o papil deaairoao que fiseram, levando ao po-
der e sustentando um gabinete conservador, e vol-
tam-ae novamente para o Sr. Gladatone.
Os jornaea inglezea nao dissimulam ae appre
hensea excitaaas pela lingaagem do imperador
Guilherme II; contam, porem, com a inflaencia do
principe d Bisaian k para manter a pas da Eu-
ropa.
0 Standard diz qae a lioguagem do novo impe-
rad, r aa Allemanha nSo directamente ameaca-
dora, maa respira um militarismo que faz lembrar
a idade media.
O marquez de Salisbary na cmara dea lords e
o Sr. William Hanry Smith^na cmara doa com
nana pediram com diacuraoa encomiaaticoa qae se
votas j.-m menaagens de pczimes rainha Victo-
nae imperatriz da Allemanba. L,rd Granville
e o Sr. Gladatone apoiaram a propjata, que foi
unnimemente approvada, piU daaa cmara.
tllemhuiia
Roaliaaram-ae a 18 de Junho os fuueraea do im-
perador Frederico.
A'a 9 horas da manhS deate dia, comecaram a
dobrar a fiuadoa sinos de todas aa igrejaa de Ber-
lim, de Potsdam e daa immediagas.
A eaaa mesma hora, os miniatros entraram na
sala dos jaspes do palacio de Friedricbrkran, em
Potsdam, onde esteva exposto o corpo do falleci-
do soberano, e. rodearam o,fretro, conservndo-
se alli durante meia hora, relando o cadver.
Bismarek e Mollka entraram depois, ficando aos
ps do carpo. O feld-marechal Rhemeathal este-
va frente do fretro, empunhando o estantarte
do imperio.
Atrs do Biamarck collocaram-se os membros da
familia iaiparial, principes allemSes e eatrangeiros,
generaes, presidentes das camaraa e outros digui-
tarioa.
Um coro de bellas vozes enton dous bymooi de
Bach. Em seguida, o prmoiro capellSo da corte,
laeju a benco sobre o cadver e fes urna oraci
breve, aendo o cadver logo depoia trasladado para
a igrja.
Cooduziram o fretro at ao carro fnebre, os
doze commandantea doa doze regimentoa de que o
fallecido soberano fra coronel.
Qjando formn o cortejo, rompen a marcha um
eaquadrSo de guardas do corpo. Segaiam-ae >a
varioa regimentoa de cavallaria e infantera som
aa reapectivaa bandas.
Atraz, manbaram oa cavallencoa, scueirra,
pagena e maisservicaes do imperador. Por ultimo
o carro fnebre,
O caiao forrado de velludo vermelho agaloado
de ouro, i completamente coberto por um manto
de velludo tambem vermelho, riquisaimo.
Pegavam s- borlas ca cavalheir08 da Aguia
Negra, e junto dellea iam dezoito generaes,
pegando s varas d'um pallio que cobria o carro.
S bre o fretro via-ae o elmo de ouro dea rea
da Proaaia, com plumaa brancas e pretaa.
O carro era tirado por oito caralloa, qua oito
officiaes levHVam, mo.
Seguiara o cairo oa mdicos da real cmara,
incluiodo Maikfnsie, e atraz deilea o general da
casa imperial. Por ultimo, os miniatros, levando,
cada um, urna ioaignia da coia. A espada do
Eleitor era conouzda por deus ministros.
Em seguida a estes, iam muitos generaes ; o
o escudeiro real levando mSo o cavallo favorito
do imperador ; o feld-marecbal Rhemtnthal condu-
zmdo o eatandarte do imperio ; o novo imperador
Guilherme erguido por aeu irmo o principe Hen-
riqae, pelo re da tiaxooia, pelos outros membroa da
familia imperial, peloa principes allemSea e eatran-
geiros, com suas comitivas, pelo corpo diplomtico,
conaelheiro monicipaea de Berliro, Potadam e
Cbarlottemburge, e por grande torea de arti-
llarla.
A mnltidSo era enorme.
Na igr-j de Friedeuekirche, a ceremonia reli-
giuaa foi aimp ea e brv<-. Depoia doa coros can-
taran) um hyinuo e da leitura de alguna trechos da
Sagrada Eacriptura, o primniro capellio da cort
fe, no puipitu, o elogio fnoebre de Frederico III,
exaltando as unas virtudea, e terminou rezando om
Padre Nosso.
No momento de ae lacear a beocSo ao cadver,
aa tropa deram tres descarga, e artilhena ama
salva de 101 tiros
O eort.jo voltou ao palacio de F'iedriiksrk,u
na meam ordem m que fdra para a igreja.
Apelar iia ebuva, ana maltidao enorme cor-
rea a Putadam para aasittir ao enterro. Poucaa
p saunB fjram adunttidaa no Palacio, a ver o ca-
dver, por ordem .xpresaa da imperatriz.
Quaodo Bnmarck, segando a praxe, entre-
ou au niV i imperador a demiaso do min'.aterio,
uiib<-rme II abracou-o e responda lhe :
NSo teiei nuuo outro ministro aenSo vos.
Ulteriormente, o imperador e o chancellar tive
rain ama conferencia, em que se tratou de certaa
queala urgeute. Decidi sM*So reintegrar Kut
ikamer na tueco.- de ministro do interior, e
coufiar a paata uo coude de l-.dlita-Trataahler,
designad> pelo imperador Frederic.
Parece que Guuberme II confiar ao conde Her-
berto de Bismarek as funecoes de grande chin-
celler, qnaado o principe de Bismarek morrer o
qoiser afastar-se voluntariamente dos negocio!
polticos.
Contra o que se disse, a imperatriz Victoria no
ir para Inglaterra mis sim para Italia, cofe suas
filhas, installando-se em San Bemo.
Segundo aa ultimas noticias chegadaa, pelo cr-
relo estrangeiro, o Reichstag allemSa seria con-
vocado para o dia 25 de Juobo, afim de resolver a
communicacSo da mensagem relativa aesaSo do
imperador Ouilherme II. Alguna diaa depoia as
daaa camaraa e a Dieta da Prussis, reunir-se-bia
em seaeSo plena, para receberem o juramento de
fidelidade ConatitnicSo. Depoia do funeral s
haveria urna proclamacSo : a de Guuberme II diri-
gida ao povo prnssiano, na sua qualidade de rei
da Prussia.
O imperador Guilherme II eucarregou 0 pria-
cipe de Biamarck d>notificar a todas as potencias
o sea desejo de manter boas relsc,5es com todos os
Estados viainhoa.
A imprenaa estrangeira conta bocea pequea
e com multas reservaa, que o nevo imperador da
Allemanha tem urna Egeria... que nao a ana
pobre esposa, qae nunca pende captiva!o.
Essa rival verdadeira oa sapposts, do principe
de Bismarek em ii fluencia, a esposa do generala
Waldersee, que em solteira se chamava Min Mary
Lea, e que he je conta 43 anuos de urna vida aasig-
nalada por inttrersantes tricmpbos da sua bel-
leza.
Filha de um baoqueiro de Nova-York, veo para
a Europa no principio de urna deslumbrante mo>
cidade, e tendo ido parar erte do Schlestwig-
H Istein, merecen que o principe Frederico casaase
com ella morganaticamente em 1864; depois,
tendo en viuva do encontrn-se em Em com o ge-
neral conde de Waldersee, passou n segundas
nupcias com elle, e a ana caaa torne u-se centro de
reuoies da maia alta aociedede allemS, e nm dos
maia activoa focra d poltica biamartkisBa.
O pricipe Guilherme frequentcn eate centro, e
deixou se h fluenuiar pela dona da caaa a tal ponto
que, quando caaoa em 1881, cerno qae pos sob a
proteccSo de madame de Wi-ldersee a juvenil prin-
cesa, que era segunda sobrnha do primeiro ma-
rido d'esta senbora. ltimamente, a Egeria ame-
ricana tornon ae mal vista na corte de Berlim, e
foi deaterrada com o marido para Koenigaberg;
todava, noa cirenloa berlingenaes julga se que nem
por iaao ceasaram ae casa ligacoes cem Gui-
lherme, e hoje er se que mandam de Waldersee
ser um des astros da nova constellkgSo imperial,
sendo f. rcoao contar com o sea iifloxo na pJitica
allemS.
Como ae v, o nevo imperador est longe de ser
um apartano, cimo aeu pai e sea at.
A Gazeta da Colonia diz qae a proclamacSo,
ao mea povo, aendo exclusivamente dirigida
ao pevo-prussiano, nSo poda tocar na qaestSo ex-
terna ; mas, na abertura do parlara uto federal,
ser lido om manifest imperial expressaudo a
resolucSo de seguir urna poltica pacifica e de
manter os tratados exist ntes.
O imperador Guilherme II abrira pessoalmente
o parlamento do imperio no dia 25 de Junho.
O principe de Bismarek dirigi ao Conde Kalno-
ky um despacho muito pacifico, assegorando qae
era interprete dos seotimentos pesacava do impe-
rador Gu'.lherme II.
Eia aqu, na ana integra, o relatorio formulada
pelo Dr. Maikensie, segundo o convite que em
presenea de Biamarck lhe dirigi -operador
Guilherme.
Eate relatorio foi ommuuicado de Berlim
Pall Mal Gaiette :
E' minha opiniSo que o imperador Frederic
III aaecumbio a um cancro. O mal originoa-se pro-
vavelmente na base maia profunda doa tecidos ;
a atructara cartilaginosa da laringe foi attingida
em om periodo muito remoto.
A pequea eacreacencia que en pude consta-
tar, ao examinar pela primeira vez o tallecido im-
perador, f.i por mim extrahida, mediante pera-
caes intrararingeas, e embora todoa oa fragmentos
extrahidos foaaem submettidoa ao exame de pro-
fesaor Virchow, este nao poude descobrir naquel-
Jis porces da tecidos a >rova da existencia do
cancro. Maa o exame daa expectoracea, feito no
principio de Marco pelo protessor Waldeyer, leven
oa pathologiataa a crer que o cancro exista neasa
poca.
Hoje imposaivel afirmar se o mal teve um
carcter canceroso desde a ana origem, oa se as-
samio esse carcter algons mezes depoia de se
manifestar. A circumatencia de haverem actuado
enrgicamente ootraa affecepea, taes como a peri-
cendrite e a caria das cartilagens, no deaenvolvi-
ment do mal, contribuio muito, sem duvida, para
a impossibilidade de chegar antes de urna data
recente a formular ama opiniSo precisa sobre a
naturi-za da doenca.
(') Morell Mackenzie.
P. S. At onde as miaba* obaervaces, que
datem do mez de Agoato, me permittem formar
urna opiniSo, eatou completameute de accordo com
a do Sr. Morell Mackenzie.
(a) Maik H wll >
O discurso da cor, que o novo imperador
deveria pronaociar brevemeute no Reichstag, con
ter todo o programma pditioo do mqnarcha.
Noa debatea qae ae eaperam volta do diacuno
tomar parte o principe de Bismarek.
O verdadeiro programma poltico de Guilherme
II surgira talvez por occasio do sea juramento
peraote o Reiehatag.
Um telegramma de Berlim para o Imparcial ds
Madrid, coufirma ato mesmo.
E accreac nta :
No debate po.itico qae Be lhe seguir explanar-
se-ha e programma e o difiereotes grupos polti-
cos timaiao urna attiiude definitiva.
A Gazeta de Colonia e.ffiaoga que o principe de
Bismarek to*nar parte nos debates que se eaperam
com grande interesae.
Diz-ae, e com insistencia, que o novo impera-
dor, ao subir ao thruno, conceder ama amnista.
O principe Alberto de Hobenzollein, regente
do ducado de Brunswuk e general de cavallaria,
foi nomeado feid marecbal general, a primeira
dignidade no exercito. Conta pois a Allemanha
tres feld marechaea : Moltke, Bluneenthal e o
principe Alberto. _
A noticia ofiicial d ascencSo de Guilherme U
ao thiono imperial iB commoaicada, por envia-
dos extraordinarios, a toda aa cortea europeas. '
; No deaiacho enva io p^lo imperador a M.
Camot, presidente da repnblica francesa, agrade-
cendo a menaagem de peza'mes, o u- onarcha diz
textualmente qae ae aaaocia ao desejo, mani-
festado pelo presidente, de qae ae conservera inl-
terave a boaa relaodes entre os povo franceses
e lli mes. n
E' grave o estado de saude do msrechal Molt-
tre. Segando a Qateta da Crus, o velho general
vai partir para Kreaa, (Siben), oude ae con-
servar completamente afaatado doa negocio po-
li j s.
A expuUSo do territorio allm3o, dada pela po-
lica aa tttilm an jornalistas Puh-rtuv, corres-
pondente do Ganlo Raosaon do Jfafin, toi mo-
tivada poi artigo injurioeo, esenpto contra o
n .vo imperador Guilbcrmn II.
Tambem o novo imperador da Allemanha esta
minado por molestia, quem sabe ae lucoraveL
A' cerca dese ptdecimeoto de Guilherme II, eia
o qae diz o Dr. Boacneron :
* Tea. ama oih r<-e purulenta ; por outra, ama
constipacSo do uavtd, produzindo urna eacorren-
eia purulenta. Eata aujeitd a reeabidaa graves,
determioaado acceaso de clera, tendencias *
aetruicSo, irntabilidade exceaaiva e meamo a
posaibilidade de alicnaoSo mental.
Qaerem siguas explicar j a pnlitlca de
i
II

-p|
^r


*>
'.ro9.mNDo*--tiiini-
aparador pelos symptomas di malastt* de que
soffre.
4a*trU Uuairla
O conde de Jote*- Andrassy, aotigo ministro dos
Begocio estraasoosiros da monarchia austro han-
gara, acaba d declinar o leu maodato de depu-
tado i cmara avagara. Eite inoideote eaasou
ama viva aeniacao nos circuios polticos de Vien-
aa. Ja sa havia notado muito a abstenglo do
ooade Andrassy, dos trabalbos das detogagoas,
ob pretexto de doenga. Negara -at qaehouves-
se nesse facto ama rnaaifeMafio de orden poli-
tica.
O* jornaes offiaioaoa de Vieona e de Penth
sio agora obrigados a coufees ir que a retirada
do conde Andrassy da vida parlamentar foi moti-
vada pela direcco actualmente dada 4 politice
ala monarchia.
Batir se por nao quarer qae aa tome o aeo
ilencio como approvago da atcitade e das idaa
do conde Kalnoky. e tamben por nSo querer ag-
grsvar a situagio actual, atacando o programa
e oa actos do ministro doa negocios eatrangeiros.
Este incidente tanto maia significativo que
e produa no momento da mudanga de reinado
que acaba da dar-ae em Barlim, e no dia aegainte
ao do discurso do oaade Kalnoky sobre a stuago
geral da Europa perante aa delegagSes reunidas
em Posth.
Aa deetaragoas que o referido discurso oontm,
sloobjecto de numerosos commsnt arios na im-
presos allem e rusaa.
O ministro aastre-hangaro teve o ca'dado de
aai iosrttir as, cansas da tea si o das relaeoas
eom a Russia, que obriga o governo suatro-hun-
gara a armamentos incessaates. A rasii por-
que" eesaa causas a plem eer procuradas as
vistas ambiciosas da Austria-Hungra aabre oa
pases balknicos, onde a Russia tem, incontesta-
vehnente, direitos anteriores e superiores.
\ornega
O Sr. Ruhter, antigo presidenta do conaalho
eotSSSsVssfeat4*-i*ru4ga, lauacidou-se na saxta-
feira pela manhi, d*aJ) um tirada rearo!ver na
bocea.
Unaalav
A impranaa rusaa ni esta aatisfeiti con os
dieaoraoa affieiaea pronunciados em Pestb, por
occaailo da abertura daa ielegaco s austro-h in-
gacaa.
Os jurnses slavoa entendan qna essea diacarsoa
aa Uo sinceres como a poltica da Austria-H m-
gria a respeito da Russia.
A Gazeta da Cria, Ja Barlim, publica a este
rerpoitouna correspondencia de 8 Petersburgo,
spanla a qua' o par deel irau quo estava pramp-
to a reatar aa relaois amigaveia coma Allema-
nha, media ita a condig) desta obngara AuaCria-
Hungra a fasar eaacesso j Rusaia a ranuncian-
do especialmente o aeu systema de por obstculos
aosintereases runos nos paisas balk amaos.
Esta artigo da Gazeta da Cruz tanto maia
para notar que esta falha, orgia delicado da no-
bresa reaccionaria prussiaaa, recebe frequente-
saeate infarmagdas do iamoao Gxbinete Itterario,
onatallado na cbancallaria de Berlim.
O Standard deameute o boato de haver un con-
venio em separado entre a Allemanha e a Ruaaia,
e acredita qua a triplica allianca aera mentida na
sua forma actual.
A colonia ruasa em Paria celebrou na ana igreja
da roa Dar solemnes exaquiaa pelo repomo eter-
no da al na do Imperador da Allemanha, Frelerco
III.
A ceremonia reveatio un tom da augusta sm-
plicidada e durou apias meia hora.
O oorpo dipl matico nao foi convidado.
Aasiatira i somante o Bario de Molvienheim e
o Coade de M instar, com todo o pessoal daa em
baiatdas vussa e allemi.
N-nhum adorno fnebre tinha sido posto a re-
vestir a igreja ; dianta do coro, fechado p;r ama
Dignifica grade de bronze doirada, ardiam aeia
grandes lamo Jas; oa ceatro, tiaha-se armado am
psqueno altar eoberto da preto.
Ai or-.goio e psa'una fnebres foram cantado
palo areyaraste, Rvi. PaJtcbalofT, com acampa-
nbameutodoa coros.'
As colonias rassa e allemi asaiatiram em
isss*
Noticias de ultima hora, de 8. Petarsburgo,
dizem que o Czar recusou saoccionir a propoata
do Miaiaterio da Guerra, no aentido de augnentar
o et activa dos batalhooa de rsserva.
Ales mire III allega que aemilhante medida
augmentara gravemente oa encargos do orgamoato.
Abys.inia
Informigoes reeebidas de Masaouah, e prove-
aiencer da origam fii digna, annuucian que o
rei Meno k di Cha aa ravoltou, e que o filho do
"Negne marr#u eavaneoada.
Estad laidos
O aavo de guerra americaoa que foi enviado ao
Hait acbau tnlo em socego ; dos dois chefes que
tinbam organiaada a revolta, am fot adda para
Kingston, e o outra para Santiago de Cuba.
O presdante Saloman agradeceu ao conxman-
dante americano a prompta acgo dos Estados-
Uoidi'S, e accrescent ;u que au ha receio de que
oa motina se repitam.
EXTERIOR
A corte, altos fuaoaionarioa, ministerio,
e graode numero da convidados e jornalis-
taa aaaitiram qualle asto solemne, em que
Sua Magostada responden oom a maior
elevaoSo de pensamentoa e grande fluanoia
ao diaourso do Sr. Emygdio Navarro, mi-
nistro das obraa publicas.
Pro sedea se em seguida lei tur a da ra-
lacSo geral dos premios e menfSai honro-
sas concedidas aos expositores
O Sr. oonselheio El vino de Brito e di-
rector garal da agricultura no ministerio
das obras publtaaa que fes esas leitura.
Oa diplomas eram entregues por El Roi
aos intereasados. Foi depois da distribu-
Co dos premios quo o aobsrano proferid a
oonoeituosa allocucio a que tere ocaasiio
de me referir.
Em seguida El Re deu por encerrada
a exposigS) peonara nacional de 1888.
A tarde bou ve no vasto raointo da exp-
sito p jcuaria cooourso de corr las e sal-
tos, a qua assistio numeroso conoiirso de
povo.
Estas festas ao ar livre sKo cosas de
attractivoa
J foi assigaatura real a carta de
lei approvando o novo oodico cooanarcial,
que da Cmara dos Daputados, onde o pro-
jeoto soffrara algumas leves modif ag3os,
passra ltimamente Cmara dos Dipu-
tados, como do eatylo faaer se, quando
na cmara alta se fazem quaesquer altera-
ySes a propostas de lei omnalas da
mar doa rt,p..t^ ,j
A saie do Sr. D. Iuz I rai m?-
Ihoranddo de dia para (fia. Anda hontem
Sua Magastade visitn o Arsenal da Ma-
rmita, estando par alga n tetnpo na corveta
Bortholomeu Dias que s* acha no dique.
Sua Mag atada analysiu todos os traba-
dlos, que, ltimamente, este vaso de guer-
ra tem sofffido para poder, com seguranca
seguir viagam.
Est fxaia para o dia 28 .leste mea
a solainnidade do encerr dos restos mor-
taes de Alexandre H ri\ mo no mausoleu,
que, por suSsoripcIo nacional, lhe foi eri-
gido na capaila para isso destinada junto
do claustro monumental das Jeronymas. O
ooaboyo espacial, que deve condnzir a ur-
na funeraria, ch^gar estagao de Alean,
tara no dia 27 4 horas e meia da tarde.
D'ab; ser o fretro conluziio para Hi-
lera, onde fijar em daposito na igreja.
.No dia saguinte pilas 11 horas, rezar-
se ha missa de corpo presente, s^guindo-
ae a oraclo fnebre polo conego A'v:s
Mn les e Libera me a grande instrumen-
tal. Dipiis, dadas as ultimas absolvieras,
ser a urna funeraria levada pilo claustro
ao mausolau onde se proceder ao seu en-
cerr definitivo.
Hontem, pilo meio dii, celebrou-si a
hoslo da capilli, onde vao fijar os restos
do insigai historiador, rezindo se, en sa-
guida, una missa Foi celebraate o Revd.
prior de B^lem.
A' caremonia assistiram apenas cerca
de 40 passoas, entre as qmas se achavam
os Srs. Oliva, director da Casa Pa, con*
selbeiro Jos M .ria Bargas, do Supremo
Tribunal de Justiga, engenli uro Mauoel
Raymundo Vallados, conselheiro Manoel
Piabeiro Chagas, vareador municipal Rosa
Aranjo, Casta Basto, offial maior da Tor-
re do Tombo e Luciano Cordoiro, secre-
tario parpetuo da Sajiadado Giographica
de Lisboa.
Nlo me record sa Ibes mensionei,
na minha anterior, as interp^llagS :s que sa
tzTam ao governo no parla nmto partu-
guea a proposito da amas palavras proferi-
das pelo Sr. Mor -l, mimbro do gabinete bes -
pairaor rscurca d"as aosais rita^Ors zi-aravr"
aquelle paiz, ou a elle attribui-
Correspoadeacla do Miarlo de
Pernainbuco
PORTUGrAL Lisboa, 23 de Junho de
1883
Serei concia so mais passivel.
Pela mala re*l agleza do La Plata de
25 deste mez espero es.:rever mais cir
cumstanciadamente.
Asaim haja assumpto no dia seguinte ao
de S. J ao.
Foram ainda outra vez prorogadas as
cortes, at 30 do crrante.
As cmaras funecionam em ses-.Sas no-
cturnas. E segando a ultima reforma da
organisasSo do parlamento, os depntados
. n5o vencem subsidie, depois dos primeiros
tres mezes de sesslo. E' duro, porque as
snecessivas prorog^sSas nSo sao determina-
das uaioamsnte pelas demasas oratorias
dos depntados, mas sobretudo pilas conve-
niencias polticas, e pelo ernpenho qua os
ministerios tiara de que passem cortos fe
determinados projectos de lei, qua repu-
tam indispensaveis.
Na Cmara dos Depntados j corneja-
rara os debates sobre a lei dos cerees
principiando a fallar o De. Franco Castello
Branco. Encerrar-se-hia a discuaaao so-
bre a generalidade do projecto.
Na Cmara dos Pares cotin t a discus-
sao sobre a lei de raeios.
Na sassSo de hontem falln com grande
exaltae&o o Sr. Visjonie de M oreira de
Rey, responden lo-lhe o Sr. Manando de
Carvalho, ministro da fazanda.
Est* inscripto para fallar depois, o Sr.
Barjona de Fraitas, chefe da esquerda.
Tomou hontem posas do gro-mes-
trado da majonaria, em sessao solemne do
Grande Oriente Lusitano o Sr. Jos Elias
Garca, lente da Escola do Esercito, da-
potado e vereador da Cmara Municipal
de Lisboa. O Sr. Elias Garca, pertence
*o partido republicano.
A sessao foi brilbante nlo s pelo appa-
rato litrgico de ritual majonico, mas pelos
discursos que all se proferiram. Diver-
sas senhoras foram admittidaa a presenioar
aquella solemnidade. Havia representan-
tes da todas as lojas masnicas de Portu-
gal e de muitos orientes estrangairoa, com
os quaes mamtem cordeaes relagSes o
Grande Oriente Lusitano.
O Sr. Elias Garcia foi eleito suooessor
do fallecido estadista Antonio Augusto de
' Agoisr.
No da Id d'este oses, as 9 horas- da
manha oomo julgo ter-lba dito, foi S. M.
,m sua augusto esposa, seus filhoa
ora a sea irmlo presidir fasta do en-
cerrara "Qto otfiiial da exposicao pecuaria e
^^Ho dos premios.
ciaes com
das.
O Sr. Barros Gomes, ministro dos na-
go3os estrangiros, effoativamenti docla-
rou na cmara dos dos paros qua o succes-
sor do Sr. More' na pasta dos estrangoi-
ros em Hispanha, dera ao representante
de Portugal em Madrid explicacfcs satis
fatorias, exprimindo ao meamo tempo qu-,
por parte do governo hespanbol, nlo tinha
havido a menor intanglo offensiva para
com Portugal, significando-lhe o sincero de-
seja do governo liospanhol de que inter-
viesse, na questo do tratado do coraraer-
cio, um accordo honroso e vantajoso ao
mesmo tempo, para ambas as naedas.
As ultimas noticias recebidas aqui de
Aix-les-Bains, onde est convallescendo S.
M. o luperador do Brasil, dizem que o
Sr. D Pedro II j no dia 21 dora o sen
primeiro passeio de carruagem. Est re-
salvido qua o augusto enfermo perraanega
alli algum tirapo.
Falla-89 em qua a discussSa a lei
da expropriaglo por zona fijar adiada pa-
ra a prxima sesslo da parlamento. O
facto que se t n levantado attritos con-
tra algumas das disposigSis do projecto do
governo.
Acabaram os concertos classicos da u Aa-
sociacSo Musical 24 de Janhit, qua foram
dados parte em S. Carlos e por tira no sa-
llo da Trindade. A assistencia foi sem-
pre rauito limitada, nlo por m execuclo
dos professores, mas. .. porqua afinal de
contas pan mwios otxgstca tem entr;
nos, peninsulares, raros cultoras admirado-
res sinceros, uns tantos admiradores e cul
torea de convenci. O resto, qae a
grande maioria, applaude com muito mais
entbusiasmos trechos da opira modernas ou
antigs e seHretudo melodas bespanholas,
tangos, habaneras, seguidilbas,jaleos etc.,
etc. Estreia-so boje no Colyseu da ra
Nova da Palma urna troupe bespanhola que
traz estrellas; nlo direi de primeira gran
daza, mas de 2a ou 3a, de muito fama e
dizem que algumas, de notavel formosura.
Deve ter en abantes grandes pois o reper-
torio e variadissimo.
Os festivaes e grandes concertos na Ex-
posiglo Industrial ainda nlo comegaram.
O numero de vstante soba j a 60:009.
L.
ASSEMBLEA GERAL
(ISA11 DOS DErUTAUOS
SESSAO EM 26 DE JUVHO DE 1888
~^ PBKSIDBSCIA DO SB. BARO DK LDCENA
cropoita do poder execMivo
Acha-se na sala mmediata o Sr. prasidente do
conaelho de ministros, que vem apresentar urna
proposta do poder executivo.
O Sr. presidente aomeia para recebar a S. Ezc.
nota eommisslo compora dos Srs. Pgueira, Pin-
to Lima, Milton, Liito da Cunha e Seve Na-
varro.
Introdusido no recinto oom as formalidades do
estro, o ;8r. presidente do coaselho toma aasento
na mesa direita do Sr. presidente, e procela a
leitura da seguinte
Propotta
Angostas e digaissimos Sn. lepreseatcatM da
aaeao.
As nstitaioSaa de eredito rea!, oreadas no intui-
to de mobilisar o solo, dande lhe valor, ainda nao
produsiram no Brasil os beoeficos resaltados qae
tiveram na Allemanha e na Franca.
as conicoas em qae se acha a nossa lavoars,
imposaibilitada de obter 39b garanta da trra, ca-
pital em proporeao com seas productos, a jaro
mdico e com largo praso de amortiaacao, fcil
da explicar os exoessivos onas da divida bypa-
thecaria e a raina de muitos proprietarios ra-
raes.
Dtelhorando o rgimen hypathacario, a lei n. 1,237
de 24 de Satambro de 1364 ianeou as primeiras
bases do crdito real, facallanio, sob o plano nella
delineado a creoslo de sociedades de crdito real
e de p?nbor agrcola.
Poneos e limitados esforeos foram empreados
com xito mediocre, para fundacio de taes estabe-
iecimentos, destnalos a servir de intermediarios
entre os capitalistas e os proprietarios.
Tornando-se da dia para dia maia critico o es
tado da lavoura, acuda o Estado em sea auxilio,
daaenvorvendo o pensamento da alludida lei.
Promalgon-se entSo a lei n 2,637 de 6 de No-
vembro da 1873, concedendo favores a am banco
de crdito real, qae se fundasse sobre as bases
da lei de 1864, e cuja emiasSo foaac feita na Eu-
ropa.
Tal banco, porn, nlo foi fundado, ficaado a lei
aem execucao. Orgsnisaram se alguna estabele-
cimentos de crdito real, cojas letraa bypotbeca-
rias nanea attingirlo ao par, nem mesmo depois da
garanta outorgala a estas ttulos pela lei u. 3,272
de 5 de Oatubro de 1885.
Aa necessidades da tranaformacao da trabalha
instsm agora por efflaas e prompta providencia
Ca- I *aa proporcione capitaes aos proprietariss.
Acredita o governo que vai satisfacer essas ne-
Tceato'aaes com as asdrias que h;] vom apreaO*
Autoriia-a a proseate propasta a eoaealer ga-
ranta de juros at 5(0 e amortisacio de letraa
hypothecariaa, emittijas por bancos que sa fun-
darem aobre o plano da le n 1,237 de 24 da S-
tembro de 1864.
A letra hypotbecana, factor e repreaentantc do
crdito agrcola, quo nao tem dispensado favores
do Batado em oatroa pais?a, poia a propriedade
rural se acha em circumstancias maia pioaperaa
qua no Brasil, fica rodeada de todts aa venta-
gana, propriaa a facilitar'a saa circulas vo como
inatrnman^o de eredico, podando o governo emor;-
gar neases ttulos caasideravel qaantia, convertar
nellea os dinheiros de emprastmoa dos cairas de
orphoa, doa bsna da defuntoa o aua ratea e do
cve.ita, doa premios das loteras, doa depsitos das
Caixas Econmicas e Montfs d- Soccorro, sando
aceitas naa repartios publicas, para caa;:a,
ti ancas criminaos, e para todos os casos em que sa
exig* garanta ea apolieea.
Grasando de tantas privilegias, a letra bypothe-
caria aera procurada, tanto coma as apolieea, viu-
do a 8 'r pu \amore oom nal a garanta do Eata-
d.i, \ al alias 6 marcado limite, decretando-8e
outraa providencias e meioa da fiacaliaaclo para
aalvaguirda da thesaarj.
O., bancos p oler a empregar parte de sen capi-
tal em emprestima sobre prahor de iaatramantos
aratorios, frutoa pendentes, animaos e accessorioa,
nos termjj da lei de 5 de Oatubro de 1885, n
3,272.
Estes empreatmos aero de gran lo alcance pa-
ra a paqu 'iia lavojra, qua tem da propagar-ae
i> ha terrenos at boje doaaprovitadoa, e qui ra
tuturo prximo ser 1 convertidos paloa immigra
tea em ceotos da cultura inteoaiva, sarvida p r
macbinismoa modernos
Toda eaaa populadlo rural, que tem de augmen-
tar a nosaa prodajgio e criar industrias e cultu-
ras ainda nao exploradas p.da brasileiro, cncan-
trara no p;nh >r agrcola o principal, sana anica
recurso para fjcuadaca do sea trabalha.
Neate intuito, houve par bem Su 1 Altasa a
Princesa Imperial Bagente, em nome de Sua Ma-
gostado o Imperador, quo eu anjeitasse i vossa
sabadoria e solicitado pelo bem publico a a 'gua-
te propasta :
A aasemb'a geral resolve :
Art. 1." _E' autorisada o governo para garantir
os jaroa at 5 % ao anno e amortitacao de letraa
hypothecariaa emittidaa por bancos de crdito
r .-al, quo se iundarem sob o plano tragado na lei
n. 1,237 do 24 de Satembra de 1831.
lo A disposigo deste arrijo s applicavel
a um banco qae fanceioaar em cada urna das se-
guratea circamacriocoea limitadaa, em qua fica
para eate fim dividido o territorio do Imperio, a
aabor: 1 aa provincias da Para e Amasonas, com
aua s le na cdade da iS-Hon ; a* as provincias do
'I ir irhio e Piauhy, con aede ua ci lado de S.
1^11* ^'y ^raDnSo \ o* a provincia do Oryara, coen
bde na eidade da Portalesa ; 4* as provincias de
Pernambuco, Bio Granda do Norte, Parabyba e
Alagoas, com ade na eidade do Becife ; 5* as pro-
vincias da tfahia e Sergipe, com sia na eidade
do S. Salvador da Baha; 6' a corte e as provin
cas do ltio de Janeiro, Minas-Ueraes e Espirito
Hamo, cam ade na capital do Imperio ; 7 as
provincias de 8. Pallo, Goyas e Paran, com s
da na cdsde de S. Paula ; 8* as provincias do
Bio Granda do Sal e Santa Catharina, com e'de
oa eidade de Porto Alegre ; 9 a provincia de
Matto Groas o, com sia em Cuy aba.
Se nao puder sa constituir o banca em algumas
das ditas circutnscripcas, ser ella incorporada
circamacripC/a maia prxima.
2 (Jonptira ao governo a namraco doa
presidentes das directoras, que recahira em um
das membros das maamaa directoras.
Aquailea delegados do governo preanchero os
deveres definitivos no art. Io 7o da lei de 32 ds
Agosto de 1860 e tero vota na dslibaraeao das
adminiatracoas a qae presidirn).
Nenhuma letra hypathacaria podar ser emitti-
ds aem 83oatar 1 do presidente da directora.
3. Aa letraa byootb carias a padaro repra.
sentar emprstimos sobre garanta da proprieda-
des ruraes a juro que nao exceda a 7 % ao anno,
e com ainortisscia calculada sobra o praso con-
ve donado da divida entre 5 e 2) aanos.
O emprestima sera feito om dinaeiro sa em la-
tras hypoth icarias ao par, eaeolha do mutuario.
O me8mo empreatimo tanta pader ser feito sa-
br bypotheca constituida patos proprietarios ru-
raes sobre seas immoveib, coma sobra cessSa quo
elles fagam da bypothecaa constituid as para ter
ceiro a quem tenha vendida em parte ou aa todo
os ditos immoveis, na forma do art. 13 1* da lei
n. 1,237 de 1864.
4 O total do capital social dos bancos, de
cojas emi33033 o o,tado assamir a respansabilida-
de, nao exceder de 30,030:O0J>', senda de......
1,000:000/ o capital mximo da cadaam das bao-
eos das Ia a 2 circamacripcSea (3jlu e 8. Luis
da SI iraohio), de 500:000/ o de cada um dos das
3 e 9 (Portalesa e Gayaba), da 4,000:000/ o de
cada um das 4a e 5a (Ke.cife,e Babia), de.......
12,000:000/ o da 6' (corte), de 5,000:000/ o da
7' (S. Paulo) e o da 2,000:000/ o da 8' (Porto-
Alegre).
5 A respansabilidale do Estado pelas em:s
o-s ser coberta a garantida por qualquer dos
bancos com o respectivo fundo social realisado ou
par se realisar o com a aomma de immoveis hypo-
thacarios. Cada om doa bancos far entrar para
o tbesouro oa thesoararia de fas anda em apolieea
da divida publica, urna quantia correspondente a
10 % do valor daa emis*5s qua fizer, at com-
pletar a impartoncia do respectiva capital social,
revertidos em sea favor os juros desse deposita,
qae ser considerado como garanta da emissSo.
Dada a eveotaalidade de qualquer adiantamento
por parte do theaaaro, o governo far vender des-
tas apslices as qae forem neoessarias para o reem -
bolso.
% 6.* Pelo producto liqaido da receita dos ban-
cos pagar se ha aos accionistas am dividendo que
nao podar exceder de 10 % ao anno, reverten de
o resto para o fundo de reserva.
Os bancos podero crear resarvas facultativas
alm da obrigatorfa.
7.* A daracao dos beos ser de 30 annos,
contados da data do decreto qae autonsar saa in-
corporaco.
O governo pronunciar a diasolacSo e mandar
proceder a l'qaidaeao do banco que perder metade
do sea capital realisado, sempre que o respectivo
fundo de reserva nao cobrir ou indemaisar a parda
verificada.
8.* Ser licito aos bancos faserem emprest
aos proprietarios ruraes a corto praso sobra pe-
nbor de instrumentos aratorios, frutos pendentes,
de animaos e acoeasorios, nos termos do art. 10
da lei n. 3272 de 5 de Outabro de 1885.
Para oocorrer a estes empreatmos poderi s
banco reservar at a quinta parte do sea capital
realiaado.
Art. 2.o As taxas e rendas destinadas para o
fundo de emancipagao, excluidas as relativas
propriedade servil e incluida a importancia da
quota de 2/3 da tasa addiciaaal de 5 / conforme
-* n. 3270 da 28 da Setembro de 1885, art. 2.
3., 1> e 2.a partes, constituirlo om fondo desti-
nado a occorrer ao pagamento dos jaros e smor-
tiaaeo daa letraa hypothecarias, de cujas emis-
s5es o Estada assamir a responaabilidade.
1.a Ogoverno fica autorisado para empregar
em letras hypothecarias da 1.a emissSo que fizerem
os bancos de qae trata esta lei, o saldo verificado
do funda de emancipagao e dos 2/3 da taza dos
reteridos 5 /0 addicionaea.
2.a E' oatrosim autorisado o governo para
converter em letras hypothecarias, emittidaa pelos
baacos de que trata esta lei e garantidas pelo
Estado, os saldos dos dinheiros das seguales ori-
gens :
Empreatimo do cofre de orphaos;
Bens de defuntos, ausentas e do evento;
Premios de loteras;
Deposito das caixas econmicas ;
Deposito dos montes de soccorro.
% 3.a As letras hypothecarias, garantidas pelo
Estado, em vrrtade desta lei, poderlo ser almitti -
das para caagSes as reparticu .'3 publicas, para
fiangaa criminaes, e, em garal, para todos os casos
em qua a legislagio exige garanta constituida em
apolice da divida publica.
Art. 3. Sao revogalas as diapasicfs em con-
trario.
Bio de Janeiro, 26 de Junho de 1883 Jj 1 Al-
fredo Corrit de Oliveira.
O Sr. Presidente declara que a Cmara tomar
na devida consideragao a proposta do pod:r exa
cativo.
B o tirn se o Sr. presidenta do conaelho com as
mesmaa formalidades com qae foi recebido.
O Sr. Carlos Peixato reqaer, e s cmara
approva, que saja nomesda ama commissito espe-
cial da cinco m'-mbros para dar parecer aobre a
proposta. *
O Sr. Presidente nomeia os Srs. Andrade Fi
gaeira, Loarengo de Albaqacrqae, Badrigaea A.I-
SEGUNDA PABTfi DA OBDEVI DO DIA "
InlerpeUafdo
E' lida e entra em discuseo a seguate inter-
pelUgao : ^
' Baqueiro da e hora para dirigir ao Sr. pre-
sidente do coasalho da miaistros a saguinte inter-
pellagSo.
1. Tem o governo formulado j as m' lidias
qua espera obtar do parlamani) para remover os
embarago3 econmicos com que est actualmente
lutando a lavoara ?
2. Nao acha que sao de todo o mamanta al-
gumas providencias provisorias qua permittam
lavoura assoborbar a crise que a affl ge at que o
parlamento delibere a respaito?
8." Attribuindo o governo, ccmi pareea, a
deapoit-'s e interesis oft : lidos, o movim9nto re-
publicano daa provincias do 8. Paulo, almas e
Bio da Janeiro, acredita qua a ser mesmo assim,
naa amoag ella seriamente as inatitaigo s politi
cas ds Imperio e a sua inte^rilade?
8la das sesadas, 15 da Juaho de 1833
Ceiario Alvim.
O 8r. PreailenteTem a pa'arra o Sr. Cesario
Alvim.
O Sr. Cosario Ivi.n. comorehonlo p;r-
feitamante a justa anciedale deque se acht-o-
mada a cmara, para ouvir a palavra do honrado
presidenta do conaalho, a primeira certameuta
clara, terminante, paaitva e completa que S. Exa.
vai pronuaciar para attanler lavoura na crise
que a afflge ; nao dava protrahr por maia tampa
a presenga da honrado primeiro ministro na cma-
ra temporaria; accro.ee, alm dissa, a circum
Itaaeis qu: S. Gx acaba de lar a propoata da
poder exacativo para acudir lavoara.
Foi por ama fdlz coincidencia qua essa propos-
ta fas se lida no mesmo dia em quo se anunuciava
a discuaaSo desta interpellagio; assim dis, parqaa
nao tem inteagao de acreditar q te por qual juer
forma apreaaassa a apreseitagao da praposta sa
por ventura da parta de S. Exi. houve delicadeza
para cam o interpelante,, justo qua corresponda
a urna delicadeza com outra.
Eutanda que nao basta a leitura rpida, feita a
meia voz p do boarado presidente do canselh
preciso que S. Exa. venha dizer deaenvolvidamon'.e
o peo.samoto claro da podar exacativo.
Assim, pois, cumpre am dover da cortesa,
agualdando a palavra do hoarado presidente do
eanselho, para ver sa na rplica t m necessiiade
de faser quaesquer obaervagea ; em todo o caso.
parte do aeu fia est conseguido.
O Sr, Juan .-tir.-e.st (presiieate do coase-
lho). (Attengio): Sr. presidente, comegaroi re-
cordando ao nobre deputada par Vlinas qua eu j
tin'ia annuncado a apresantagSa da propostas da
poder exocatiro los* t]tt a 0m** fio> oitiir
ilaqai alguna orgamentos, eom que o senado se
oceupassa. Dasempenhei-mo hoja do campromisao
turnado. suba>ettd ao Jtrrso do parlamento a
proposta cuja leitura a cmara acaba de onvir.
Agora, Sr. prasidente, agradeceado as palavraa
bou volas qae me dirigi o aobre deputado mter-
p II 1.1*0, passarei a cumprir o duver de respoaler
no seas tres qaesitos.
No primeiro deseja o nobre deputado saber se o
gaverno j tem formulado as medidas, que espera
obt-T-du parlamento, para remover os embaragoa
econmicos, com que est actualmaata latanda a
lavoura.
A esta primeira pergaata responde o facto da
apresentsgo da proposta.
O governo que consagrara ae com acurada ern-
penho ao estado da taea meddaa, ja tinha delibe-
rado eaaa apresentago, antes mesmo de ser an-
nuociada a interpallag 1 que lhe foi dirigida.
Ha, entretanto, no quasito que aeabei de 1er,
algumas ideas, a respeito das quaes nao posaa dal-
lar de fazer ligeiras consideragas.
S nhorea, tem-se procurado fasar erar que a la-
voura luta neaae momento com urna crise enorme,
toda ella devida lei de 13 da Maio deste auno...
O Sr. Zima A crise j existia.
O Sr. Joao Allre 'o (presidente do eanselho)...
mas sso nio exacto. Por qualquer lado qua se
considerem os males da lavoura v-sa que elles
veem de muito longo.
A lavoura lactava cam a falta de crdito. E
vos sabis qua diversas tentativas, aps iaqaeritoa
minuciosos nunca puderam dar-lhe remedios qae
a livraaaem dos exceaaivos jaros oa antes, desea
usura (digamos a palavra), que a comprima e ar
ruiuava, em ves de fornacer-lhe meos da deaen-
volvimento e prosperidada. (Apoiados),
Pelo lado dos|bragoa, senhores, digamos tamb;m
a verdade iateira : a lavoara, desde alguns annos,
lacta com inveacivel deficiencia. O facto conhe
cido em cada fazenda qua poaso mais de metade
dos eacravos, sa nao exacto dizer-semsnoa da
matada trabalha va o menos possivel, desairo do
constrangimento, sem treguas na saa condigna
servir, para sustentar a outra matade intil, e car-
regar cam todas aa despazas da fazenda. (Apoia-
dos).
O Sr. Bezamat as provneias do sal nao ae
dava isso.
O Sr. Joo Alfredo (presidente do conselgo)
Kespeito muito...
O Sr. Baro de Cauind Eu fui medico naa
provincias do sal e tive occasiao de veresse facto.
O Sr. Joo Altredo (presidenta de canselbo)
Bespeita muito...
O Sr. Bezamat E eu fui lavrador as provin-
cias do-Bul.
(Crusam aa outroa apartes.)
O Sr. Joao Alfredo (presidente do coaselho)
Se o nobre deputado nao me permita a delicadeza,
oa antes, o dever de raspoader a saa observagio.. I sam transformar nesses que proponho.
r. B zamatEitou eatretido oom o aroarte N
1 qae elle ae efFectuasse na eseala em qae se
dsvst. (Apoiadi
O Sr. BezamatAt certo tempo pdda.
O Sr. Joo Alfredo (presidenta do eanselho)
Em Campos, um dos mais importantes municipios
agrcolas do Sio de Janeiro, sabemos que os escla-
vos immigravatn para a eidade, e alli se agglome-
ravam aos milbares, sem metos de subsistencia e
sem quererem voltar ao trabalha. Soguiam-se, oomo
era natural, desordena frequeotea, tumultos, par-
nieo e at a triste represalia de incendio dos cau-
naviaes.
O Sr. Casta Pereira (ministro do imperio)
Anotado.
O Sr. Joo Alfredo (presiden'^ do coaselho)
O governo, ainda mesmo empregando meos rigo-
rosos e extremos, nao conseguir minorar tantas
males, nem evitas para os fazendeires todo o perigo
qae vaha na lata entre o homam aferrado idea
de que devia libertar-so e aquella que quera mas-
ter a todo costo ama propriedade iasastentavel.
(Muitos apoiados ; muito bem ; muito bem, e apar-
tes.)
Senhores, eu referi-me de preferencia aos fac':os
observados no sal do imperio, as provincias do
Bio de Janeiro, Hias e S Paul o ; mas posso di-
zer cmara, pelo que tanho observado em outraa
provincias do norte, que ningnem, ningaam mais
poda impadir a emigrago constante dos escravoa
para a3 cidades onda, em vei da homisio, encon-
travam agasalho e protecoSa. (Muitos apoiados.)
O trabalho servil eatava desorganisado; o sen-
timento da liberdade tinha vencida todas as anti-
gs resistencias ; a propriedade do homem sobre o
homem tinha-se tornada a mais odiosa das creag-s
da l'i civil; emfim, estavamos diante de um mal
chronco e profundo, qae se declarara em crise e
que amaagava todo asa oberbar. A crisa vinha da
lonee.. (Muitos apiadas.)
O Sr. BezamatVem lo tempa do abolicionismo.
O Sr. Joo Alfredo (presidente do conseibo)...
e preparada da tal modo, caminhando com tal tor-
ga e deciso...
(Utiitoa ipoi.io e partea.)
VosasOugamoa.
O 8r Joii a.if~J^-{pma.i;a-'.ifp do ganaelh-iy..
que quaesquer qae fosaem os obstculos ou"03 pa-
liativos que lhe podassemos oppor, estas nem re-
mediiiriam o presente, nem obviariam as diffioul-
dades futuras, ioevitareisefataes. (Mu tos apoia-
dos ; apartas.)
Com estas observagoes, Sr. presidente, quero
simplesmente dizer qua a crise da lavoura nao
devda lei de 13 de Maio. (Apoiados.)
O Sr.. BezamatO agu lo da crise .
O Sr. Joo Alfreda (presidenta do coaselho)
Ao contrario, esta lei nao vaio seoa dar lavoura
o remedio anico qaa havia as circunstancias em
qua todos as encontramos. (Apoiados e nao apoia-
dos.)
Hivamos do techar os olhaa ao fermento de
paixSea, ezcitagVa dos aoimoa, a/obra-iagonte da
propaganda aboiicioniata, aos reclamos unnimes
de tolas as clasaes e conS.r ao acaso oa ao tempe
ao'ugoes qae cenara foasem dadas pelos poderes
publicas com a s ib'doria qua lho proaria ?
(\poiadoa )
En voz daa lutaa da odias, de aaimoaiiadas, de
vmgangas entre o nntUo esorava e o aiu senhor,
lutai do seio daa quaes irrompiam actos de toaos
ra e desespiro, que sa traduzam po- crin-- exe-
cra vea : em vez da um trabalbo extenuante e des-
humano, do coaatrangimento diario para 633e tra-
balho sam reeompanaia; em vez deaae paler in-
certo, assentado aooro parigos, a qua jnais pie
repoua ir sobre a estima e-a coafianga ; contem-
pla n-sa hoja relago indemoisa. (Apoiados).
O autigo siiior, boje 8 simples pro.orietario do
sol o, comprehendeu que o seu interesaa d'ora em
dait-e eatava em tratar bem o seu autigo eacravo,
em conserval-o eomo um elemento f. mador da
saa fortuua, e nao um elamonto componea'e dalla ;
o liberto, por sea tur jo, comprebandea tambem
qae devia procurar na trabalbo a primeira affir-
taago da sua liberdade, e pelo trabalbo crcala
de todas a3 garantas. (Apoiados).
Sea'iores, ougo tolos os das daauasas ds des-
ordem, o clamar contra priges prestes a dasabar
sobra oossas cabagaa, dando se o libirto coma o
eleatenta cansador da taes desordena e parigos.
Mas, dgamoa urna verdade que honra muito ao
Brasil: o elemento liberto, embora proveniente
deasa classe durante taitas annos aviitada, sem
qua jamis se loe consaotisaa aparar um a aanti-
manta nam alimentar urna e esparanga, figura por
multa pouco'na eatatistca crimiual da imperio.
(Muitos apoiados).
Nlo duvido acreditar que em muitaa fasenias o
ex-eserivo tves3e procarado, no abandaaa da au-
tigo o i.ia or, faxer a saa primeira prava da homem
livre, ou tonar a ori-.n ;ra ving-iaei q.w a lho do-
parava ; mas o facto mais constante qae tenho
aparado, e coja asseverago as3enta nos testema-
abas anaia iniinpo, i|Mi g"l| *
proprietario e os ex eacravos estabeleceram se re-
lagoes novas, sob um p de respeito que nem exan-
tora ao primeiro nem humhi aos seguados.
(Apoiados). Tal con efieito o resultada ine.ti-
oiavel do rgimen das lea econamca3, que regu-
laos o trabalbo e o salara, coja sombra una e
outroa vivem hoja perfeitamaute garantidos e tran-
quillos. (Apoiados).
Ha fac'osda maior eloqneacia que coivm re-
gistrar.
dor ; ao contrario est mu
der pagar seos eompromif
Um dos commiasarios mais
impc
-I
Por parte desaa raga, tantos auuoa conaemnada
praticum-se actos de generosidade que espantam
(apoiados), como sejam a desistencia de salarise
o esforgo para se apravaitar a ealheita ame.agada
pelo mo tempo.
O Sr. BezamatSera bom apantar essea factos.
O St'. Joo Alfreda (presidenta do conaalho)
Eu appollo acate momanta para o nobre rejreseu
tsnta do Bio de Janeiro, o Sr. Licorda Warnack,
que responder ao nobre deputado qaa acaba de
dar-ma o aparte.
Tenbo amigos na lavoura da sorra cima, e mui-
tos detes me teem aaseverado, orna e muitaa ve-
zes, que hoja vivem as suas tasendas desaasom-
brados, aem recsios, e que os seus coleaos (assim
chamam os libarlos) trabalham com mais parfel-
gao do que oatr'ora.
O Sr. Lacerda WarneckDon testamunbo dis-
so. (Muito bam).
O Sr. Jlo Alfreda
Sirva isto para tirar a
lhor direi, s duas cmaras legislativas, a respon
aabijidade desta crise qaa tanto se exagera e que,
com tamaaha njustica, se quer attribuir a una
reforma por todos nos realiaada, uuico remedio
possivel e proficuo as crcumstaneias em qua se
achava o Brasil. (Apoiados)
Parece me qua o nobre depatada por Minas Gra*
raes dea-j oa qaa ea fizesse ama expasigo do pro-
jecto. Como este foi lido ha poaco perante a c-
mara, ea direi smente em tragos largos o que o
governo prop8e.
O governo prope a ereaeao de bancos regio-
nafa, com afacullt.de de emittirem o decuplo do
capital em letras hypothecarias, teado estas taes
garantas que, nao duvido, sero aceitas de bom
grado pelos capitalistas. O governo procarda, do
moao que lhe parecen mais etficas, proporcionar
aos proprietarios agrcolas capitaas a juro mdico
e praso longo, afim de qae possam resistir trans-
formago por que est paseando o trabalho. Este
o pensamento do projecto qae apiesentei.
O Sr. Matta Machada E sobre os bancos de
eredito real existentes 7
D Sr. Joo Alfredo (presidente do coaselho)
O governo trata agora da craago ds bancos re-
gionaes. Creio qua nada impedir que os baacos
actaaes, quando em boas crcumstaneias, as pos-
_______ti
ca
que tem, menos de ceso sao seos dev^dores, e
mais de qainhentos oradores, nao sabendo asmo l-
vrar-se destes, porque, por msis que bailaste o
jaro dos capitaes qae tinha em saa cass, nenhnm
quera retirar o que lhe pertencia.
E' certo, porm, e nao negarei o fac'o, qae pre-
cisamos alargar o crdito aos fazenderos, dar-lhe
maior elasticidade, e oeste proposito declaro que
j empregaei quaatas diligencias dependam de
mim para suavizar a staselo qae elles atrsves-
sam.
Aeereseeutarei qae estoa dispasto a empregar
parteda receita dispauival proveniente do fondo
de emancipagao, para ajadar qualquer dos bancos
desta prsca, que offeeca garantw, e se proponha
a fazer ama justa diatribuigfte pelos lavradores.
Eu farra isto, anda praticando am acto qae me
obrigasse a vir pedir am bil de iademaidade &
cmara dos Srs. depatados. (Apoiados.)
Perguntei a um dos directores de bancos, que
mais emprestam sobre hypothesa e penhor agr-
cola, de qae qaantia necessitariam elles para acu-
dir s nrgenoias actaaes. Bespondea-me qae, de
3,5 Ora, j se v que a crise nlo tao medonha
como se diz.
Ao mesmo Banco do Brazil, qae tem am accor-
do com o soverno para emprestar lavoura ate
25,000:0), a tem a saa misso s at 19,000:000*
faltando apenas 6,009:0044 ; ao Banco do Brasil,
que paga urna multa muito forte por nao ter com-
pletada o empreatimo que devia aser, eu faeilitsi
vantagene diversas, que talves me obrigassem
tambem a solicitar um bil de indemnidad*.
No 3 quasito o nobre deputado por Minas, per-
gunt a si o governo alo se teme dos pergos qae
corren as instiruico.es ? *
Senhores, eu nao sai qual hrja a monarchia, o
ijoverno mais slidamente fundado, que nlo en-
centra abaixo da saperfieie ama certa perturbscao,
qae nao spja trabilla ido por urna agitago inter-
na, profunda, manifestago de opioioes muito
adiantad^a, ou antes, de om espirito, at certo
ponto, reva'aconario.
Quanto ao Brazii eu declaro e declaro com a
maur traaquillidade, nada receio. Baeordemos
alguns factos.
Em 1870, no an em que ent.ei para o minis-
terio presidido pela man eaudosissima e respeita-
vel amigo Mrquez do 8. Vicante, foi objecto de
rauito cuidado para o ministerio, e de multa estado,
o graode movinento republicano que ento se ops-
rava na capital do Imperio, fundando joroaes, ta-
zando reerutamento da grandes talentoi, dirigindo
manifeatjs e annuucando ama grania reuoiao
para o campa de Sant'Aona.
O giverna nao deixou de preoecupar-se com se-
melh-atite movimento, e tratou de estudar os meios
de imp iir o facto ; mas.... vou ter a indiaericao
ie fazer urna reveUco daqaelles lempos. Houve
aa a neo homem que se moatroa tranquillo e sere-
no, suporior oada que crescia, o ana perigos qae
ella pareca conter no boj>, e dizia nos oom a fir-
meza de piloto atteuta e usperime it.ij : Daizesn
que ao manifasem tolas aa opiuioea ; na temos
nada a faser. O tempo, a calma, a confianga as
iastituigai se onearregaram de dar raso a quem
a tiver, sa acasa doaabar a tempaatade > Eate ho-
mem foi S. M. o I nparador. E dapais, va sabis,
esse grande movimento, essa forte organiaagao, essa
.-'publica prestes a installar-se, daafiscram se por
si mee nos, aa iaatitaigo33 nao foram saquer abala-
das, e pelo contrario, conquiataram da novo o apoto
a ua talentos da muiros daa que tinham pertencido
ao miv.aie i'.j aati-monarchica.
Nao o primeiro ficto que aa produs deste ge-
reno.
Depais de 1871, votada a lei 28 de Satembra, o
movimeuto republicano nao deixou de ter certa or-
xanisaeo : fuodou alguna cousa da mais a olido
e estavel, coma tossem os seus duba e os seus jor-
oaes, e chagou masma a mandar a esta cmara al-
guas de seus membros mais Ilustres.
Entretanto, aenli ores, o que observamos? Bafs-
rindo-mo mais uopee almanta provincia de S.
Paulo, o qua sai que os d-ous .rtilos mouarchi-
cos, moito fortes, muito cheios da vitalidaie, muito
conaeios da va noasaa instituigdes, cumprem o seu dever, dominam,
mandaiTi para as duas cmaras 03 seus represen-
tantes, entenlam-se, ou podem entender-33 sempre
qaa trat.r-sa do bem commum.
O Se. Liurengo de Albuquarqua O partido re-
publicano da S. Paulo s maadou representantes
ao parlamaato, porque foi auxiliado palo partida
contervardor.
O Sr Jao Alfredo (prc8dente da coaselho) r
tambem nao duvido. lata mostra qu: o republica-
no e o conservador, como o liberal manarchista,
padem eutenier-aa perfeitamanta nara faser esta
granoe patria caminhar, a sem perigo nenh'ibl.""
(Apoiados).
Nos na bavemos da praticar o grande desvario
de entrar em urna revolugo, estoa corto ; nlo ha-
vemos de atrasar o nosso movimento de progresso,
nem de cofraquecer a preponderancia que temos
nesta parte do continaate americano, de modo qae
o Brasil perca a importancia a qae tem direito.
(Apoiados). Nao, estoa perteitamente tranquil-
lo...
O Sr. Joo Penida : Capillo qae dizEu nio
caidei...
O Sr. Joo Alfredo (presidente do coaselho) :
Capito que nao caidou 1... Mas o qua hei de fa-
ser cam os republicanos ? (Bia ) Prendel-os ?
Coaatrang 1 os ? Na. elles sio razoaveia, sio
borneas do propaganda pacifica, convivem comass-
co, collaboram comaosco em tudo que interessa &
causa publica. Na vejo mal nenhnm em conser-
val os.
Certa tendencia para o republicanismo, desenga-
nemo-nas, cm toda a parte est havendo.
O Sr. J0S0 PeaidoNa Brazii nao como agora.
O Sr. Joo Alfredo (presidente do coaselho)
Em toda a parte do mondo.
Muita gente dis qua no systema moaarebico re-
presentativo nao ha aenlo ama transaego entre o
antigo e o novo rgimen, e o futuro ha de ser re-
publicano.
. i Ora, quando estamos apenas no terreno da
(presidente da eoaielho) theoria8 dlta V4gaa a8pr8o5eg de faUr0i do8 e8to.
a miaisterio astnal, a m>-' dog merdmeate especulativos, nio ha o que recaiar.
(a-poiados).
O qua digo dos movimentos anteriores a 1870
e 1871, digo do de hoja. Ea coabega as manifes-
oes da urna ou de outra localidade da Leopoldi-
na, par exempla-e logo vejo que una e outros,
paaaado o enthusiBamo, comegam a explicar aa
coasas, de modo qae todos ficamos compreohenden-
do qua a que houve nao passou de am arrebata-
meato momentneo, passsgeiro, incapaz de produ-
zir um compromisso serio para toda a vid, quan-
to mais ama mudanga de forma de governo.
Sr. Soares :Apoiado ; despeito.
Sr. Caaasio Alvim :Nao apoiado ; nio ha
despeito absolutamente,
Sr. Alios o Celso Jnior : Apoiado, nio ha.
O Sr. Joac '
O Sr
do meo eollega.
O Sr. Joo Alfreda (presidente do conselho)
Senhores, respeito muito o testemuoho qae acaba
de dar o nobre depatada pala provincia do Bio de
Janeiro; maa foi exactamente nessa meama pro-
vincia, fui na de Minas, e na de S. Paulo, qae ea
estadei os factos com ama observagao muito at-
ienta, a verifiquei que ponco mais de metade dos
eacravos de Cada fazenda empregava-se atractiva-
mente no trabalbo agrcola. (Apoiados.)
O br. Besamat d am aparte.
O Sr. Joo Alfredo (presidente do conselho)
Senhores, de certo tempo para c a propaganda
abolicionista e diversas leis one sio o resaltado
delta, desorganisaram completamente o trabalbo
servil e eafraqaeeeram por modo consideravel a
diaeiplina das fasendas.
Qual era o facto constantemente observado o
anno paseado ? Algaoaas cidades do litoral, a da
antas, par exemplo, eaehiaa se de escravoa qae
abanioaaovam os seus antigs senhores, atravessa-
vam pxibloamente, em ordem de marcha militar,
as maia ricas e popslosaa localidades, aem qae hou-
vesse meio de coatel -os, oa, o qae mais impor-
tadle para o caso, sem qae as lea facultassem i
aatoridade publica seno o emprego de medidas
asseeuratonas da ordem publica, Quanto ao mo-
vimento de desergo oa ao xodo a aatoridade nio
tinha que^intervir, nem] poda ]rasosvelmente im
No saguado quesito pergunta o nobre deputado
se o governo nio acha urgentes algumas provi-
dencias provisorias, que parmittam a layoora as-
soberbar a crisa que a afflige, at que o parlamen-
to delibere a respeito.
Senhores, a transformago da trabalho trouxe
immediatamante a necesaidade de maior qaanti-
dae de numerario e, para aquellos qae o nao tem,
de am certo alargamento de oredito. Compre-
hende-se bem que hoje cada lavrador precisa pss
gar a feria dos trabajadores, sem o que nio o,
ter ; assim como que elle precisa tar ama base
e esta o crdito, para levantar o dinheiro essen-
cial ao movimento de sua industria.
A este respeito, preoecupado com a necassidade
qae naturalmente teriam os lavradores de maioi
quaatidade de numerario em moeda de pequeo
valor, tomsi logo as providencias a man alcance e
dentro das miabas faculdades.
Proearai informar-me de todo e, para obter es-
clirecimentos exactos, proced a am inqaerito aii-
nuaeioso, por todos os molos de qae pade langar
mi, inclusive a audiencia de passoas compstsn-
tea ; e, devendo acreditar na que ellas disiam,
pareoeu-ma qae o estado da lavoara, nlo aquello
que se tem dito. A divida da lavoara, foi calcu-
lada por um dos horneas mais conhacadoras desta
praga na matade do valor de ama s colhaita.
Se tal a condigo da lavoara, bem compraban-
de-i qae nio esta ella em am estado Jdesespsra-
oaquim Nabaso :Ha om inmenso, om
collossal despeito I
O 8r. Ceaario Alvim :Nio apoiado.
O Sr. Joaquina Nabaco : Est as proprias re-
presentagoes.
O Sr. Cosario Alvim:A palavra nio despei-
to ; ea explicaren
Sr. Joaquim Nabaco :Se V. Exc. est ea-
carregado da explicar todos os manifest...
O Sr. Jlo Alfredo (presidente do conselho) :
Sr. presidente, felismeate para mim a agitagao
que acaba de produzir-sa nio foi motivada por
nenhuma palavra minha, e tambem aepais delta
podemos continuar a discutir com a calma habi-
tual.
O Sr. Cosario Alvim :Apenas proteste! contra
o aparte do nobre deputado por Minas.
O Sr. Custodio Martina:O Sr. conselheiro Pau-
lino nao pensa dessa forma...
O Sr. Joo Alfredo (presidente do conselho) r
Bem ; oada um tem o sea modo de pensar.
O Sr; Castodio Martina :.. .e chefe muito
prestimiao do Bio de Janeiro.
O Sr. Joo Alfredo (presidente do coaselho) :*
Nao digo o contrario ; mas para que estes con-
frontos ?
Duie que me entendo ougo dizer qae na pro-
vincia de Minas Graraea prepanderam as mais
pronunciadas tendencias demacra ticas...
Vozas :Sempre houve.
OSr. Jlo Alfredo (presidente do coasalho)...
mas, tanta quanto pude observar, porque sou nos
granda amigo da provincia da Minas, qua urna
daquellaa qua tanho procurado estudar as pro-
prias localidades, a impressXo qae recolhi foi que
as suas aspiragdas democrticas cassm-se parfei-
tamente com as instituigas que nos temos.
(Apoiados.)
O Sr. Alfonso Celso Juaior :Nio apoiado
V. Ezc. conheoe de Minas apenas a parte qaa
lida com a corta ; nio conheoe o norte, aem a
centro.

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3


Diario de Pernambucotyuinta-ieini
-

*
f
H(H oatroa apartes.)
O Sr. JoSo Alfredo (prndente do cooselbo) :-
Mu nJo VM50I disentir uto, que aos levara
mito longe. Quero somonte diser o qae pauso ;
en os nebres depatadcg querem de mim aculo
afirmacio eoosciencioia da miaba opiniio. (Apoia-.
dos)
O 8r. Joao Ponido :Mascreio que V. Exc. e*ti
os pouco Iludido !
O Sr. Joio Altredo (presidente do oonselbo) :
De ora em diante vou ficar mais attento.
E note rais o obre deputedo : quaodo voltei
de 8. Paulo, provincia que tive a s<.tisfacso de
adminutrar foi eonvencidissimo de que as insti-
tnicoes nao tinbam all perigo sigan a reeeiar, e
nesta convicco persisto, porque cooheco o carc-
ter paulista, e aei quanto elle ergulhoso da pa-
tria que temos, e que os seus malares fundaram.
(Muito bem.)
Senhores, ai posso acreditar que baja om so
brasileiro que coueeba a idea criminosa da dviaio
desta grande patria. (Apoiados.)
O 8r. Custodio Martins: -E 8. Paulo ?
O Br. Affonso Celso Jnior : -E o Para ?
O Sr. Joaquim Pedro :8. Paulo separa-
tista.
EIa outros apartes.)
Sr. Joio Alfredo (presidente do conseibo) :
Nao exacto. (Apartes.)
Bem ; trocare! a phrase, e direi que a maioria
do* brasileiros ha de conservar intacta esta patria
(amitos apoiados), que a providencia nos deparou
e c3 conservamos como um deposito sagrado.
(Muito bem.)
Qaem vio no Maranbio dar-se o yerdadeiro
milagre de Ourqu?, expulsando-se d. lli o estran-
geiro, o invasor forte e poderosissimo; qaem l a
historia e contempla como, em Pernambuco e as
provincias visinhas, o patriotismo daquella gante
repel io o b'landre intrpido e tsnas ; quem vio
Brasil manter Ilesos o seu territorio e os seus
diieitos no eul do imperio ; quem, (endono futuro
v o que elle pie ser e os grandes destinos que o
aguardan), nao pode conceber a idea criuoinosa,
repito, de mutilar este grande todo que nos enebe de
orgulbo e nos torna respeitados na America e no
mundo. Tenho confuido. (Muito bem Muito
besa!)
(O orador felicitado.)
PERNAMBDCQ
Caixa Econmica e Monte de Soc-
corro de Pernambuco
Bataneles em 30 de Joniio de
CAIXA ECONMICA
Activo
Theaouraria de Fazenda 1.277:403J520
Monte de soccorro 83:975*550
Caixa 3:058*000
a eondesanaoio do aecusado, visto que verifieava-se
a legitima defesa prevista no art. 14 do Cdigo
Criminal.
Nao houve repliea.
(HO jury confirmou a antora com as oiroomstan-
cias attenuantes dos e 8* do art. 18 do oo-
digo, e negou a aggravante do i* do art. 14 ar-
ticulada ao libello, pelo qua foi o reo eondemnado
a 1 anno e 2 meses de ptiao e multa cort-sapon-
dente metade do tempo, grao mnimo do art.
205 combinado com o art. 49 do Cdigo Cri-
minal.
Foi levantada a sessio s 2 horas da tarde,
sendo adisds para hoje, As 10 horas.
Serviro da snarnlcao-tntrpm hoje de
superior de dia praca o 8r. capito Manoel An-
selmo e oficial de ronda o Sr. alteres Leobaldo
Augusto de Moraes.
A guarnieSo da cidade ser dada pelo 2 bata-
lbo de infantaria.
Excasa do servico da exerello
Foi excuso do servico do exercito, mediante subs-
tituto o 2- cadete 2' sargento do 14 a batalho
de infantaria Antonio Moreira.
imoxarlfe do Forte do Buraco
Foi nomeado almoxare do Forte do Bnraoo o
2- sargento do 2' batalho de infantaria Joaquim
Basilio Pyrrho.
Blopenwa do aertleo 8. Exc. o Sr. ge-
neral commandante das armas conceden 5 dias
de dispensa do servico ao cabo de esquadra do 14 a
batalho de infantaria Francisco Medeiros de Al
buquerque.
Ia batalho de artilttarlaRegres
sam hoje para a corte do imperio no paquete na-
cional, afino de reunir-se ao seu carpo as preces
do Ia batalbSo de artilharia que vieram acompa-
nhando 11 sentenciados para a ilha de Fernando
de Noronba.
Tfleiiramma do mlnUlro da guer-
raPor telegramma expedido pela Agencia Ha-
vas foi communicado haver sido inscaliado nos
corpos desta guarnico o curso secundario para
cadetes e inferiores.
Corpos da goarnlcio-Acham-se com
pletos os corpos da guarnico desta provincia,
tendo verificado praca desde o dia 8 de Maio at
a presente data 150 individuos.
Blbllofneca militar Deve por esses
dias ser inaugurada uo quartel do 2a batalho de
inf-.ii -iriti urna bibliotheca mentida pelo mesmo
batalbSo.
Paraban* a digna officialidade por tSo til ins-
ti'uico.
lo. nal militar-Por todo o mee corrente
d ver novamante apparecer luz da publicida-
aovamento aa ideas prsfasadas acerca desta ma-
gna quejtio pela Sociedade em cujo noma falle!
na rauaiio oficial de 17 de Abril, e que aupponho
serem as de todas as pessoas que eonbeeem as cir-
cumitanoias pbyaieas, climatricas e econmicas
da noasa provincia, nao me deixaram espaco para,
n'aquella occasio, expor, como de costme, o es-
tado dos mercados reguladores do preco do assu -
car o as probabilidades relativas a safra vin-
doura.
Procurarei hoje desempenhar, em relacSo a dita
safra, a tarefa que assumi, de prestar peridica-
mente, aos meas antigos collegas da lavoura, in-
formaooea que b poderiam obter da leitur de pe-
ridicos especialistas, que alem de serem publica-
dos em linguas diversas da nossa, e<5 se encon-
trara aqui as raaos de diminuto numero de pes-
soas.
Est hoje-conheeido o resultado definitivo da ul-
tima safra europea de assucar de betteraba que,
como sabem os leitorta do Diario, o factor mais
importante, entre todos os que coucorrem para a
determinacao da preco dos assuoares nos mercados
reguladores. Consta elle da tabella infra, qne
enmprefaende, alem da safra de 188788, as de
188687 e 188586.
quemada, fasel-o sabir ao -par de 27 d. com im
PAIZES
SAFRAS
Passivo
Depsitos em contas correntes
1,364:437*070
1,361:437*070
MONTE DE SOCCOBBO
Activo
Emprestimoj sobre penhores 127:881*116
Movis 6:126*627
Apolices 1:000*000
Despczas eiraes 10:087*897
Caixa 7:739*440
152:835*0*0
Passivo
Capital
Caixa econmica cinta de passagens
Theaouraria de Fazendaconta de
emprestimo
Baldos de penhores vendidos em
leilo #
-Jnros
Lucros e perdas
dem, idem, pnscriptos
16:292*689
83:975*550
39:394*660
4:212*621
1:692*250
6:854*60
41*
152:835*080
S. E. & O. i i
Recite, 4 de Julho de 1888.
O gerente,
Felino D. Ferreira Coclho.
Capital do Banco
dem rcalisao
Fundo de reserva
Rs.
20:000:0005000
12:000:OO#QQQ-
160:00OAOO0
Ealanco
DA CAIXA FILIAL EM PERNAMBUCO, EM
30 DE JNHO DE 1883
Activo
Letras descontadas
Centas correntes cauci nadas
Caixas, Matriz e Filiaes
Diversas agencias
Valores depositados
Diversas cunts
Letras receber
Caixa :
Em moeda corrente
358.504*320
806.417*560
1085.468*150
895.079*540
329.669*600
154.590*860
514.85'*420
691.294*140
Rs, 4.835.874*890
Passivo
Depsitos :
Contas correntes de
movimento..... ) 1.166.283*580
Ditas ditas com
aviso.........e V2 271 239*170
Letras a premio. I
---------------- 3.440.522*750
Diversas garantas 329.669*600
Diversas agencias 17.247*910
Caixas, Matriz e Filiaes 93.205*970
Diversas contas | 955.228*660
Rs. 4:835.874*890
S. E. eO.
Pernambuco, 4 de Julho de 1888.
(Assignadcs)
W. M. Webster,
gerente.
C. F. Cnddon,
guarda-livros.
REVISTA DIARIA
Tribunal de Jury do Beclfe Func
cionon hoatem este tribunal cosa a presenca de 37
juises de facto.
A'sll horas da msnbi, presentes na sala das
sesses os Srs. Dr. Joaquim Correia de Oliveira
Andrade jnis de direito do 2 distrieto, presidente
do jury, Dr. Manoel Ciementino de Oliveira
Escorel, 2 promotor publico e capito Florencio
Rodrigues de Miranda Franco, escrivao privativo,
verificadas as cdalas e o numero de jnrados pre-
sentes, foi aberta a sesso.
Responden a julgamento o reo Laurentino Jos
d- Silva, conbecido por Vigario, pronunciado no
ait. 215 do Cdigo Criminal e aecusado de haver
no dia 27 de Junbo do anno paseado, s 7 1/2 ho
ras da noite, e no lugar Imberibeira, do distrieto
da Ea-Viagem, ferido gravemente com nma fe-
cada ao soldado do 2 batalho de infantaria Al-
fredo Goncalves Main.
Occnpou a cadeira da defesa o acadmico Joa-
quim Thiago da Fonseca.
O jury de seutenca compoz-se dos seguintes jui-
ses de facto aos quaes foi deferido o juramento
legal:
Candido Jos da Silva Goimaresi
Jos Francisco de Paula Raaos.
Augusto Jote Mauricio Wanderlty,
Edmundo de Moraes Carvalho.
Dr. Antonio Jos de Almeida Pernambuco.
Dr. Vicente Ferrer de Barios Wandetley Araujo.
Flix Cavslcante de Albaquerque Mello.
Jos Luis Ionceeneio Poggy Jnior.
Henriaue da Fonseca Coutinbo.
Antonio Beserra Cavaleante de Alboquerque.
Frederico Heurique aa Silveira Tavora.
Dr. Hermino Moreira Dias.
Interrogado o reo e ieita pelo escrivao a leitura
do processo, foi dada a palavra ao Dr. promotor
que produzio a aecusacao e pedio a condemnacio
do aecusado no grao mximo do art. 205 do C-
digo Criminal por ter concorrido na pratica do
cr ime a aggravante da noite.
Em seguida o patrono do reo dedus'io a defesa,
negando a autora do delicto que, dase elle, quan-
do mesmo fosse aceita pelo conseJho, nao dara lugar
d > A A corada, orgao da classe militar nesta pro
vincia.
A distribuicao cera feita as segundas feiras.
tiiluntariosVerifiearam huntemprafa vo
luii!jritmeute 2 paisanos.
Ur, liObo boscoso-Este nosso presado
sorgo e distincto elinico desta cidade acba-se me-
Ibor des seua incommod >s de saude.
Telegramma de h.ntem assegura, qne nao ha
receio da perigar su i existencia.
Pasemos sinceros votos palo sea restabeleci-
ment.
Estrada de ferro de Cansara* e
prolon^nmenliiFoi transferida para 9 do
corrente a concurrencia quo devia ealisar-te boje
para o fomoeimentj de materiaes e diversos arti-
gos no semestre de Juin) a Dezembro a estrada
de ferro do Uaruai e probagamento da de S.
Francibcj.
BeclamacoEnviam-ncs o seguate :
..lora ores e passageiros da via frrea de Ca-
x^ng, qidaesigoam esta reclamadlo, qaeixum se
das diiudtantea irregularidades e vezamos de que
slo victimas p. 1) abandono e deleizo da gerencia
acto-.i d'essa empresa, e sobretodo da fal'a abso-
lur > di.> fiacatuaco, por parte do empregado res-
pectivo que nunca visto nos trens para o preen
cbimento .a seus deveres.
Os trens de 2a classe, que partem do Recite
s 3 horss e 10 minutos da tarde vSo atepetados
de passageiros de modo qua muitos ve m-se na
ncuessidade de ir em p, em quanto que os trens
de 1> class-: vo quaei vacos .'
< Seme hinte atropel.amento com o intuito
evidente de torear os passageiros de 2* clazee a
pasaarem para a la.
Provid-nui'-s, previdencias Aurelio Coim-
braDr. Joaquim 'JastroCirios GibsonPinbo
BorgesTellcs JoniorDr. rinto Peesaa Dr.
Jos Feiix. *
Falieerlmelo Falleceu m di* 1 do cor-
rete nesta capital o padre Diogj de Barros Ara-
ripe, que ezercia o cargo de capsllo do cemiterio
pubiici de Santo Amaro.
Foi seu cadver dado sepultura n? dia s-guin-
te s 9 e meta honre --A---ntt"hit .m^.a-ianj^ rl-
Germania ...
Roas i a e Po-
lonia......
Austro- Hun-
gra......
Franca......
Blgica .....
H jila n da____
Outros pases
Totaes..
1887-88
T
925.000
430.009
412.500
405.000
135 000
36.000
56.050
2 398.550
1886-87
T
1.018.84?
479.582
5J3.00I
486.483
132.570
32.263
56.050
2.728.810
188586
menso prejuiao doa productores.
8ei parasitassente, que a- a-aaao tataal ministro
d> fasenda na deseonbece, nem a dependencia
exclnsiva em que se aeha o cambio doa compro-
misos com o exterior, nem os prejuisos sem com
pensacao que acarreta aos prodactorea a mana-
teocio artificial do mesmo cambio cima da taza
que corresponde ao estado real da conta interna
cional; mas, por desgrana noasa, o preconeeito
daa vantagens do cambio alto, propagado por urna
imprensa dominada pelos capitalistas, (unios a
quem aprovaita) que chega ao absurdo de consi-
deral o, prova de eonfiaooa no governo, acba-se
de tal forma radicado as regidos officiaes que,
para ir-Ibe de encontr, mister ama coragem
que anda nSo teve ministro algum da fasenda.
Entretanto, a volta do cambio, ao que era antes
da alta artificial promovida pelo Exm. Sr. Belisa-
rio, seria mais tficas para aoavisar os actuaes
se rimen tos da lavoura, que os planejidos bancos,
que por qualquer forma que sejam fundados, so
emprestarSo o dinheiro a quem Ibes der garantas,
que nao podem offerecer os agricultores que mais
precisam de crdito, e pelo menos n'esta provincia
coostituem o naaior numero, os cujo nico capital
consista nos escravos de que foram privados pela
lei de 18 de de Maio; pois, os emprestimoa sobre
fructos pandectas sao n'este pas praticaman-
te inezequiveis; e o mesmo se pode diser de ere-
dito moral, tal como existe na E-.ossU c outros
pases"
T.
888.131
587.860
377.032
298.407
88.421
21.244
55.510
2.216.595
versas pessoas ao seu eoterre.menfo.
Contava o finado 70 atinja Je idade e naseera
nctfa provincia na cta"'te de Niire?h eai 1818.
Prado Pernamftncano Ccm cata de-
n.minBoio acaba de esnstitair-se nesta cidade
urna sociedade anonyma, que toman a sus onta
este pradn, que era dirigido pelo capito Marco-
o R. da Costa Jnior.
Este cavalbeiro desligou-se da associsco mere-
cendo pelos seus bous seovi?:s que a actual di
rectora Ihe dirigase a seguate e hoarosa carta :
Recife, 30 de Junho de 1888.Illm. Sr. capi
to Marcolino R da Costa Juuior, presente.Va-
mos por meio desta agradecer a V. S. os bons
servidos que prestou durante o tempo que gerio
es negocios do Prado Pernambucano, sentiodo que
to cedo, por interesses pirticulares, tiv deizado de ser nosso socio.
a Confiamos que V. S. continaar a prestar, co-
mo at aqui a sociedade Prado Pernambucano,
actualmente constituida, todo o teu auxilio, certo
de que ser mais. um servio o a nos prestado.
Com toda a estima e considerdeo nos subs-
cr.-vemos de V. 8. amigo attento venerador obri-
gsdoOrestes da Costa Reg Monteiro.Aotoaio
Carlos de Arroda Beltro. Olympio Frederico
Loop Por procura?!. de Jos Qoncalves Pin-
to, Jos Joaquim da Costa Maia.
ueunles ociaessHa boje as seguin-
tes :
Da Imperial Sociedade dos Artistas Mechs-
nicos e Liberaes, s 6 1/2 horas, em sesso de
assembla geral.
Da irmandade do Sautissimo Sacramento da
matriz de S. Jos, s 5 horas da tarde, para ele-
ger os novos funecionarios que teem de dirigil-a
no anno compromissal de 1888 a 1889.
De contraria do Senhor Bom Jess da Via
Sacra da igreja da Santa Cruz, s 7 horas da noi-
te, afim de ter lugar a eleicio para provedor da
mesma confraria.
Da sociedade Uoiao e Lettras, s 5 horas
da tarde, em assembla geral, afim de tratar-se
de assamptos importantes.
Congresao Dramtico Beaeflceate
Esta sociedade prepara, para o dia 15 do cor-
reate mes, a festa, commemorativa do 4 ani-
versario do sus installacSo, que, por motivos su-
periores e imprevistos deiioa de effectuar-se no
mes de Jonho ultimo.
A representsco^de um importante drama, de
escola moderna, qne ja se acba em ensaios, cons-
tituir a parte principal da mesma testa que deve
realizar-be com a maior pompa poasivel no tbea
tro Santa Labol.
N'esse empeoho, a directora oio tetn poaoado
esforcos ; e, confiada na boa vontade de seas coa-
socios, espera realisar com vantagem o respectivo
programan que ser opportuosmente publicado.
CrlmlnoNO de morteConstando poSr.
delegado da Escada que seachava em (Jamelleira,
Vicente Ferreira, conbecido por Vicente Rainha,
all denunciado no art. 193 do cdigo criminal,
requisitou s respectivas autoridades a captura do
referido criminoso, que foi effectuada, sendo re-
colbido eadeia afim de se proceder nos termas
da lei.
BeavalidoaNo mes prximo fiado foram
pela polica remettidos 22 desvalidos para :
Hospital Pedro II 13
Asylo de Mendicidada 8
Escola de marinba (aprendis) 1
Paquete nacionalA repartioio do te-
legrapbo nacional communicou nos por aviso de
bontem, que o vapor brasileiro Pernambuco dei-
xou na tarde de hontem o porto da Parabyba em
viagem para o sul.
Deve amanbecer hoje em nosso porto.
issselacio Medica Pnarmaee salteo
PemananucanaHaver hoje sesso no lu-
gar e horas do costme, sendo a o dem do dia a
posse da nova directora e doi demsis membros
das commissoes.
Preco do assucar-Sobre tio momentosa
questo, o Sr. engenheiro H. A. Milet, actual ge-
rente da Sociedade Auxiliadora da Agricultura,
enderecen nos a carta se guite :
Sociedade Auziliadora da Agricultura de Per-
nambuco, em 30 de Junbo de 1888.
Sn. redactores. Os desenvolvimentos, que me
foi preciso dar ao assumpto da colcnisaco na mi-
aba carta de 8 do pesiado, em ordera de afirmar
V-ae dos algarismos cima, que a safra de
188788, comparada a precedente, manifestou
um dficit de 329,260 toneladas. Aquello dficit,
alias previsto desde o principio da safra, que Mr.
Licbt, em sua circular de Novembro de 1887,
avaliava ser de 200 mil.tooeladas e o Journal des
Fbricants de Sucre de 300 mil, como Ihes tenho
communicado em minha carta de 31 de Desembro,
junto a dixinoico dos depsitos coabecidos, foi o
que motivou a alca dos precos que caracterisou as
ultimas semaaas do auno prozimo passado.
Suppunham todos, que esta ainda continuasse;
entretanto, logo em Janeiro manifestou-se urna de-
prcesao de mais de 1 schslling por quintal ioglez,
que, com alternativas de sabida e desodas de al-
guns diobefros, tem conservado at hoje o preci
do nosso assucar broto as mmediuco-s de 12
scb. 6 d, a despeito das tiffirmacss dos peri-
dicos especialistas, unnimes em declarar taes
presos iufenores aos reclamados pela posico es-
tatistica do genero, e filhos uaicameote da especu-
la$o, cojo desastroso eff-ito proenraram corrigir,
promoveudo na Allemanba e Austro Huogria a
creacao de centros de informados, aos quaes o
maior numero do fabricantes de assucar couven-
cioaaram maadar sernan lmente o algarism? doas
sacar disponivel as respectivas usinas.
Nao s tendo verificado at h je o movimento
asconsional com quj elles contavam, pnrece-me
que qualquer modificacSo n^s prcjs actuaes de-
peade hoje ezclas'>vamente da safra de 188889,
embora tenham sido apresentados clcalos, dos
qu os evideocia-so a probabilidade da ama tal
diminuico dos di psitos, que ficariam estes quasi
esgotados antes da apparifio nos mercadoB dos
assacares da nova safra, e d'ahi a do notavel su-
bida dos presos em Agosto ou Setembro.
Eotabolou-se a este respeito, entre dous publi-
cistas aemes especialistas no assumpto, < M
Goerz e usgo, sustentando* Mr. Goerz, basesdoemu
gnrismos, que nao forera coatestados, relativos aos
depsitos i'xist. ntes e necessidades do c nsnmo em
todos os paizes productores e consumidores, que a
alludida falti de assucar uo mercada geral
fatal, ao passo que < Mr. Herbertz repelle esta
cooclaao, priocipalmeote, porque os (.lgarismos
que Iba servem de fundamento ri.farem-se apenas
acs depsitos visiveis e nao lovam em conta, por
ser desconb"cida, a importancia dos depsitos in-
visiveis, que entretanto pode assumir papel proe-
minente, quando manifestar se algum augmento de
procura.
Sej* como fr, os ,srjculadorj3 commerciaes, de
oujornr
antes do tudo da importaneia provavel da safra
vin loura da betterraba europea, e, segando o
mosmo Mr. H rbertz das perspectivas que elU
fr presentando depende a sabida dos preoos ou
conservaco dos actuaes.
era ella superior ou inferior a que se acaba de
colher ?
That is quedion !
Em sua circular mensal da Fevereiro, Mr.
Licbt, i dons meses antes que fosse confitada a
trra urna sement sequer de betteraba, afoutiva-
se a propheiisar um excesso provavel de 425 mil
toneladas ; e na de Maio, antes da acabadas as
eementeiras, que tinham soffrido um atraso de
cerca de um mes, em conaequencia de prolongado
invern, apreseota duas avaliacdes, calculadas em
v'sta de duas hypotheses de rendimento e entre as
q-j .es notase urna differenca de 225 mil tonela-
das !
Na primeira, confirmando-a que aventurava em
Fevereiro, conserva elle o algarismo de 2,800 to-
neladas ; e na segunda reduze-o a 2,675 mil, isto
175 mil toneladas apenas alm do da safra pas-
ead*.
Nao preciso diser, que a avaliacao de Fevereiro
nao estribava-se em dado algum positivo ; quanto
a de Maio, baseia-se sobre dados ainda incomple-
tos acerca da ixtenao das superficies plantadas ;
e anda quando estas fossem perfeitamente conbe-
cidas, nao permittiriam apreciacoes revestidas do
mesmo grao de probabilidade que nos annos regu-
lares, pois a importancia da rafra nao depende s6
da eztenso das sementeiraa, mas tambem de dous
factores de igual importanciao rendimento cul-
tural e a riqueza saccharina, ambos sujeitoss
circumstancias meteorolgicas, que at hoje uo
tm sido muito tavoraveis, pois occasionaram no-
ta vi 1 atraso, e devero sel-o excepcionalmente, nos
osezes de Junho, Julbo, Agosto e Setembro para
que o rendimento, qur cultural qur industrial
seja normal.
Portanto, ainda prematura qualquar assevera-
cao acerca da importancia da, safra de 188889.
Por ora, o que consta, que aa eementeiras sao
mais catensas que as do anno passado e o excesso
aval-rli de 5 at 15 0,o conforme o pas que se
coosidera.
Feitas estas reservas, e's a nova avaliacAo de
Mr. Licha.
Mais efficaz ainda seria a indemnisaci j consti-
tucional da propriedade servil desapropriada peta
lei de 13 de Maio, proposta no Senado pelo Exm.
Baro de Cotegipe, se f .sse realisada, nao por
meio do ttulos de renda, como se l no projecto, e
sim por meio de urna omissao de papel-moeda, que
duplicara a somma do nosso meio circulante, da
mesma forma que as occasionadas pela guerra do
Paraguay.
Semelbante emisso, a nao ser a sua acoo in-
directa sobre o cambio (2) contrariada por en
prestimos realisados no exterior, alm do resulta-
do aeima indicado, teria a grande vantagem de
ministrar a lavoura os meios de taser face imme-
diatamente s exigencias urgentes do trabalho as-
salariado, e promovera, com toda, a probabilida-
de, um desenvolvimento da produeco e da riqu -
sa publica anlogo ao que se verificou por occa-
sio da aeima ctala guerra.
Quanto mais reflicto sobre o caso, mais conven-
cido tico de que, realisaia d'este modo, a indem-
nisacao seria paseo agigantado para a soluco da
crise econmica e poltica que nos acabrunba;
pois, alm de prestar lavoura auxilio immediato,
cojas b utfics eonseqaencias econmicas sao evi-
dentes, removera os bices que a recoabecida io
suficiencia do nosso instrumeato de permutas op-
poo ao aproveitameato de nossos recursos nata-
raes e deseuvolvimento de nossas industrias, con
stituiudo ao mesmo tempo um acto reparador em
parte de umu clamorosa iajustica, que coacorreria
poderosamente para o restabeleci ment da f, ho-
je muito abalada, as iastitaicoos a que devemos
meio seculo de paz interna.
Por qualquer lado que eu considero a medida
que acobo de indicar, s Ibe enxergo vantsgens
para todas as classes da commuabo social; mas,
si por ventara ella devesse occasionar a'gum pre-
juizo temporario aos Srs. capitalistas, nem por is-
so deix.-i.ru de ser menos equitativa ; pois uo ha
n'este Brasil capital algum nacional que, directa
ou indirnctamauto nao proceda do trabalho servil
e possa ter a pr.tenc.io de uo coatribuir para o
cag-ite do captiveiro e d zjI-o pesar sobre urna
s classo social.
Da meioseaulo p.ra c, todas as economas dos
productores d'aquellea gneros, que consttuem o
alicerce do nosso edificio econmico e .;> >litico, fo-
ram npplicadas por elles a adquisico d.s bracos,
com que desmvolveram a au i prod'u -ca >, os re-
cursjs do Estadoe os das mais cltssea sociaes, qae
de sua parte iam eurpregaodo sais economas em
edificacoes urbanus e apolices da divida publica.
SarSo estas classjs ou aquella que maioros ser-
vicia ten prestado communbo saoial?
Deizi ao bjm senso e criterio dos leitorea do
Diario o trabalho de responder a p.-rguuta e tirar
as coacluso38 ; e deizo tambem adiado, para ou
tra occasio, o que hoje, ai pegar da penna, pre-
tenda communicar-lhes acerca dos trabalhos da
conferencia de Londres, da concurrencia, que
o acido Anhydro ortho Sulphamino Benzoico (a
saccharina) ame .c. i fazer a nossa saccharose, e
das navas czpericncias de diffuso feitas nos Es
tados-Unidos cuata do thesouro federal, e que,
seja dito de passagem, nada adiantaram em rela-
co solucAo definitiva da questo principal o
prix de revient, isto o custo de um kilo de as-
sucar eztrabido da canoa p.-lo processo da diffu-
sao.
tos aepenaen'jB pre^flB, preoccnpam-sTt ^Nfsto fleo, Srs. redactores, e at breve.
Oo Vv.-'aa. v.nai-ado o rnaigo obrigido, Henri-
Germinia
Austro-Hangria
Kussio e Polonia
Fraoca
Blgica
Hollanda
Outros Paizes
Total
970,030 toneladas
480,000
440,000 >
425,000 >
155,060 >
42,500
62,500 >
2"r575,000,
Depois do preco em ouro nos mrcalos reguli-
dores, devo collocar em primeir lugar, na cathe-
goria dos factores que coocorrem para a determi-
naco do preco local, nico qae importa aos nossos
agricultores, o estado do cambio de nossa moeda
nacional, que antes da actual situaoao poltica as-
segurava-lbea am premio de 25 a 30 0o> redusido
hoje a menos de 8 0,0- (1)
Neste ponto tambem, aa perspectivas nao sao
muito animadoras ; pois, com os ltimos empres-
timos externos do governo e companhias particn -
lares, j subi o cambio a 25 ; falla se na venda
das estradas de ferro da Companbia Leopoldina a
nma compaohia inglesa e o nosso governo ainda
tem antoriaacSo para operacoas de crdito que, a
querer continuar a usar deltas para emprestimoa
externos, permittir Ihe ho msnter o cambio e,
(1) Deste premio de 30 a 40 Ojo, devido a exis-
tencia de um meio circulante sem valor intrnseco,
gosam o tm gosado constantementa os producto-
res das Repblicas que nos cercara, e especial-
mente oa do Chile e do i'rata, onde o premio do
ouro quasi sempre superior a 40 0|0 > e eB'e f*0'
to, correlativo do pouco desenvolvimento da in-
dustria fabril, e favoravel aos productores naci-
naes, nao suscita all clam #gum !
Oa productores dos Estados-Unidos da America
do Norte gosaram tambem de premios anlogos,
at muito depois da guerra da Secesso, em quanto
nio desenvolveram a sua industria fabril a ponto
de rivalisar com a da Europa,
que Augusto dilet.
Circo CbllenoConforme fra anauoaiada
tevo lugar antebon'em n'este circo o beneficio da
iiteressante artista, a me lina Adelia Palacios,
cognominada Estrtllu do Sul- r
A tarde tuda a compaohia, j carro, j ca-
vallo, percorrea parte da cidade, annunciando o
o <7 ten que noite Efectuar se-hia o espectculo.
A's 7 horas j era grande a mu.tido do poro
qua aguardava a abertura da porta principal e
seudo esta franqueada, o circo enebeu-se comple-
tamente. '
O espectculo foi variad.aaimo e c.rrcu muito
animado sobresahindo Estrella d'Alva a intelli-
gente e pequenita Annita, que assombrou a pla-
tea com seas arriscadissimos e difficeis trabalhos
no trapesio.
OSr. Honorio Palacios e o grupo de nove tra-
vessas crianzas mostraram-se peritos em ezerci-
cios de equilibrio.
As Estrellas do Mar e do Sul assim como Rosi-
na, fizeram cavallo prodigios de agilidade.
O cliwn predilecto da platea, esteve impagavel
com as suas finas e delicadas satyras,' ha vendo oc-
casies em que o publico nao o deixava trabalhar.
A beneficiada todas as veses que apparecia em
sceoa era recebida com salvas de palmas, ovacoes
e innmeros bouquets sendo qua na ultima vez que
se mostrou, distribuio se urna linda e primorosa
poesa.
Na farca o clsten ezcedeu a toda expectativa,
provocando riso todas as veses que falava,
Ao fiaalisar-se o espectculo a joven Adelxa,
Estrella do Sul, agradecen ao geqloso povo per-
uambucano em pbrases cheias de eathusiasmo, a
coadjuvacao qae este dava na noite de seu benefi-
cio, a urna oreanca que apenas encetava os pri-
meiros passos na dificil e arriscadissima arte gym-
uastica.
Para hoje est annunciado o beneficio da nao
menos iateressaote e sympathica Luiza, Estrella
do ortt, e de esperar qae os seas apreciado res
nao deixarao ficar esta festa artstica, quem da
de sus irm a srela do Sul.
O cloion promette aa noite de boj j Borprehender
a platea com espirituosos e novos jogos de espi-
rito.
Extrnalo Central Xoctnrno Prin-
cesa IsabelComo fraaanunciado, realisou-
se no dia 2 do corrente a inaugnraca) deste curso
de casino destinado aos libertos e regido palo pro-
fessor publico o Sr. JoSo Landelino Dornellas Ca -
mar. Essa inauguracio foi urna verdadeira tes-
ta; a sala da escola acbsva-ae lindamente orna-
mentada e com profusa illuminaco, notando-ss,
sob rico docel, o retrato de S. M. o imperador e
da priuceza imperial, havendo alm disso es do
cooseibeiro Joo Alfredo e mais de alguna aboli-
cionistas, Joaquim Nabuco, etc.
Parante um numeroso auditorio, de que fasia
parte grande numero de distiuctos cavalheiros e
de respeitaveis Benhoras, o Dr. Joo Barbalho,
inspector geral da instrucoSo publica, abri a so
l-mnidade, depois de tocar o hymno nacional a
banda musical dos menores do Arsenal de Quei-
ra. Eo urna breve aliocucao aquello funciona-
rio exps o que occorrera quanto creaco do
curso, seus intuitos e vantagens, considerando a
instrueco dos libertos como um complemento ne-
cessario, indeclinavel da abslico do estado ser-
vil, e congratulando-se coa o professor Dornellas
Cmara e com o magisterio pernambucano pelo
desinteressado e patritico commettimento do be-
nemrito professor que conta mais este entre os
importantes servicos com que j se tem recom-
(2) O augmento da quantidade de meio Circu-
lante, na proporoo cima indicada, nao tem ac-
oo directa sobre o cambio, nem sobre o geral dos
precos ; como, porm, em relaco ao capital fluc-
tuaute, equivale a emisso s um lucro da mesma
importancia realisado as transacooet), determina-
ra ella um augmento de consumo, coja parte
aflrente aos gneros e mercadorias importadas
augmentara os notaos oompromissos com o exte-
rior, e embora indirectamente taria baixar o cam-
bio, com tanto mais certeza, que ama parte im-
portante da indemusaoo seria forzosamente em-
pregada esa compra de machinismo no estran-
getro.
mandado i consideraco e estima de seus supe-
riores e de seus conciaadoa; e tendo abundado
ainda em ootras considerscoes, concluio de.-laran-
do inaugurada a nova escola.
Seguo-se o bymno naeional, cantado pelas
alumnas da Exm. professora Waldetrudes da
Fooieca Telles e outras seaboras, qae ao termi-
nar foram estrepitosamente applaudidas.
Occnpou entilo a tribuna o provecto professor
Dornellas Cmara, qae captivou a attence e
sympatfaia daquelle conspicuo auditorio, tratando
loaga e elocuentemente da emancipaoo dos es-
cravos e do enaino de qae elles careeem. Foi
ama bonita oraco, iaterrompiJa por veses por
enthasiasticos applausos. Entre o muito que da-
se, aeceatnou o orador que sua escola elle a col-
locra desde que se propx a instituil-a, sob a
proteccio de doas cavalheiros a quem muito deve
a sociedade peraambucana e o paia,-os Srs. con-
selbeiro Joio Alfredo e Dr. Joo Barbalho ;o
primeiro, o notavel estadista cojo nome repete-se
boje com eathusiasmo em todo o imperio e res-
pailado mesmo no exterior, laureado com a cora
de gloria de que o exornou a gratido publica
pilo facto da abolico do elemento servil; o se-
gundo, o batalhador iudefesso que fuudou e por
tanto tempo manteve, -casta dos maiores sacri-
ficios, a Tribuna, importante jornal que to bri-
lhante e patriticamente tomou a pe to a ansa
dos escravos anda nos tempos em que o abolicio
nismo era para muitos cousa odiosa e propria para
conquistar malquerencia.
Depois referi sa ao grandioso movimento aboli-
cionista nesta provincia, nao Ihe esqaecendo ren-
der homenagem entre outros aos Nabuco, Mattos,
Jos Mariaoo, Barros Sobrioho, etc.
Suas palavras dirigidas aos libertos, seus novos
alumnos, foram o fecho aprimorado de sua inte-
resbate allocucAo, e sihio da tribuna coberto de
calorosos applausos.
Apoz pequeo intervallo preenchido pela msi-
ca, orou, por parte da Sociedade Propagadora da
Instrueco Publica, o Dr. Jos Isidoro Martins
Jnior e escusado diser de orador to distincto
que elle mais urna ves firmn seos crditos, sendo
ouvido cora mxima intereseee mu merecidamente
applaudido.
O alumno da escola diurna do professor Cmara,
o pequeo Epiphanio de Assis Lopes de Castro
recitou a poesa que publiciremos depois, findo o
que foi de novo cantado palas meninas o bymno
nacional.
O Dr. Joo Barbalho eacerrou eatio a solemai
d-.d- com algumas pi'av.asqae prefero e apoz o
bymno nacional tocado palos menores do arsenal
de guerra, dissolveu-se aquella esplendida reumo,
entregando os alumnos do curso nocturno quelle
doutor um liado rama.hete de ires artificiaos.
Entre os quecompreceramaohavam-se o coase-
Ihero Joao J. Pinto Juaior, Drs. Gomes,de Mattos e
Barros S brinho, membros do magisterio primario
e secundario da provincia, do coi-s .Ibo litterario e
inaitas outras paasoas gradas cujos nomes sgora
nao nos occorre.
Foi urna festa que ha de fica gr ivaia ai me-
msria da qaantos a ella assistiram.
Nossos parabens ao distincto Sr. profosaor Joao
Laudeliuo DoinL'ilas Cmara.
UeaacaioInformou-nos o arrematante da
limpeza publica da paroebia de Saoto Antonio,
que, hontem, s 3 horas da tarde, fra um seu
empregado, que ezerce o lugar de cabo, victima
de um desacato selvagem pratioado por diversos
iodividuos, m numero do quiase, qae se achavam
em frento ao chafara do largo do Paraso.
Diz o cabo que estando a dirigir o ,servico da
condaccao do lizo que se achava amontoado a-
quede largo, notara que alguna aguadeiros como
que prop jsifalinent-; atiravam ao chao bagacos de
eanaa e como c. fisesse ver que nao procejiam
bem, um d-.lits o insultara, p li que dcra-lh
vos de priso, conseguinJo leval-o, acempanhado
por urna praca, pira a estaca) central da guarda
cvica.
Regressaado o cabo ao largo do Paraizo, dis-
puoha-se acon'inaar no servido da conduc^o do
izo, quando ouve urna voz dizere" aquellea
em seguid descrregaram Ih urna cacetida que
o fes ir ao chao'
Ento aprovaitaado-se um dos aguadeiros, qus
dizem chamarse Jos de Saata Loza, da posic)
em que se achara o cabo, collocou os joelhos em
eima e esbordoou-o selva i carnea re.
O facto foi depois levado ao couhecimento do
subdelegado respectivo, que tomou as accessarias
provideucias.
Os agentes desta obra alo os Sr
C, roa do Lnperador n. 46.
lmale elentlflea Lltlerarlo-A
directoria deata soeiadade, para o trimestre cor-
rente, fieou assim constltniJa :
PresidentePedro Eitellita C Lias, re leito.
Viee-presidenteJos Fernandes B. da Silva.
1' secretarioBalthasar Jos dos Res Filbo,
reeleito.
2a secretarioArthnr Jannarie G. de Oliveira.
reeleito.
DiiectorHerenlano Gomes, reeleito.
Vice- presidenteSamuel de Flstoeiredo, re-
eleito.
Orador-Jos Brasiliano C. de Albuquerque, re-
eleito.
Vice-presidente Joo Eudozio de VucosceUos
reeleito.
ThesoureiroJos Fernandes P. da Silva, re-
eleito.
FielAnanias F. de Andrade.
BibliothecarieBalthasar J. dos Res Filbo, re-
eleito.
CommiaaSo de syndicaneia -Relator, Herenlano
Gomes, reeleito, Aa-anias F. de Andrade, Mathias
de A. Melle, Antonio G, do Carao e Luis Sam-
paio.
CrreloPor portara de 2 de .corrente foi
ox-nerado, a pedido, Manoel Bezerra de Carvalho
do cargo de agente do correio da villa de Gr-
vala, e nomeado D. Emilia Beserra Coelho para
sabstituil-o.
mirecioria daa ostraa de- eeuserva-
fo don porto* de PernambucoSe-
cife 3 de Julho de 1888.
Boletim meteorolgico
doras I'- o Barmetro a Ten sao 1
o p & 0* do vapor
3 a
765a>38 17,21 m
6 m. 21'1 93
9 23l 766-35 18,30 85
12 257 765a44 18,27 74
3 t. 25--5 764<80 17.81 72
6 24 8 76591 16,48 69
I
Temperatura mazima26*,25
Dita mnima20,50.
Evaporaco em 24 horas ao sol: 4,3 ; som-
bra : 1",7.
Chova17,3.
Direccao do vento : Variavel de 8E a E predo-
rainando SE de meia noite at 2 horas e 20 mi-
nutos da manb; SE at 2 horas e 55minutos;
8 at 11 horas ; SE at 1 hora e 46 minutos Ja
tarde ; SE com ioterrup$oes de SSE e ESE at H
horas o 30 minutos ; E at 11 horas e 43 minutos;
SSE at meia noite.
Velocidad-.- media do vate: 2">,55 per segundo.
Nebalosidade meda: 0.62.
Boletim do porto
la Horas 'Altjia
1a Dia
4 0-21 da Urde 2-10
P.iM. 3 de Julhe nal '
3. M. * 7 1 , 0,"-99 -,
P. M. 4 de Julbo 119 da manb 2,07 hM '
B. M. > 7-29 0,-94 1
- 1
arsenal de Cuerra-H)j e amanha se-
rio distribuidas neste arsanal, pelas costureiras que
possuirem as guias de ns. 1 a 5'J costuras, que d -
vero s t procurada pslass proprias interessadaa
na seceo competente.
DlTldeadoNo escriptorio da Compaohia
do Trilhos.Uibanos do Reoife a Olinda e Bebaribe
est sendo pago pelo respectivo thesoureiro aos
ooiumatas da meama compauhi,. ciaado o dia 3
at 10 do corrente mes, o 27 dividendo, razo
de 8 / CUJJ pagamento s se realisar nos dias
uteis, das 10 horas ao meio dia.
Findo o prazo marcado os pagamentos sero,ef
fectuados as tercas-feiras e sabbado s meimis
horas. k
Por essa mesma occasio pagar-so-ho os juros
das accoas preferenciaes e das dnbentures que
para tal fim devero ser apres 'atadas.
I no ti lulo Pnilosnatico-----Efiectnou-se
ante-hentem no Instituto Pbibmatico a sesso Ili-
teraria commemorativa da installaco de um utilis-
sima sociedade fundada all, ha tres anuos, pelo
Ilustrado directer do mesmo estabelecimento Or.
Olinto Vctor.
Em um vasto pavilbo construido na grande
rea de recreio do coilegio, perante um numerosis-
simo concurso de pessoas da mais fina sociedade
pernambucana, s 7 horas da noite, todos de p e
ao som do hymno nacional, foi aberta a seBto p.lo
Dr. Olinto Vctor, que oceupava a cadeira de presi-
dente do Instituto.
Em um discurso talhado nos moldes da mais se-
vera e msenla eloquecca S. S provou a utilidade
das sociedades litterarias nos estebelecimentos de
instrueco, congratnlou-se com seus discpulos
pelos progressos que tm feito, e n'aquelle tom de
convieco intima, que s podem ler os profissio-
naes, pnfligou a desidia que, j da parte de nos
sas autoridades no magisterio publico, j. da parte
des pas dos educandos em geral, corrompe e nulli-
fica todo e esforco e bda voutade dos educadores.
Em seguida foi eoncedida a palavra ao orador
da Philomatica, e a mais 16 oradores qae todos se
congratularan! com a gentil Philomatica, oo s
pelo arrojo com que se atira no caminho das let-
tras, como pelo brilho da festa a que os havia con-
vidado.
D'entra os oradores sao dignos de especial men-
oo os representantes das aulas primaria, gram-
matioa nacional, ioglez, francs, latim, arithme-
tiea e geometra, os quaes, ainda muito criaocas,
oceuparam a tribuna com a galbardia de quem j
tem o habito de fallar a grandes auditorios, de
quem nao se assusta com o numero e a instrueco
dos que es ouvem.
O quarto-orador foi a Exma. Sra. D. Anna Isa-
bel de Oliveira, representante do Club Pinto J-
nior, a qual provon mais urna ves as aptides de
S3u sexo para educar, instruir e animar as crian-
cas no escabroso camiuho das lettras,
A's 9 horas justas, nao havendo mais orador in-
scripto, nem cavalbeiro algum que quizease occu
par a tribuna, todos de p e ao som do bymno na-
cional foi encerrada a seseo.
Fai s ento que tivemos occasio de observar
o gosto e singeleza da ornamntacAo do vasto pa-
vilbo em que fnnecionara a Pbiiomatica.
E' am vasto quadrilatero rectangular, tendo o
tecto sustentado por columnas da maiar simpli-
ci iade.
No fando do pavilho, por traz da cadeira do
presidente e um poueo sobranceiro a esta, via se
um elegante escudo azul tendo no centro, em let-
tras de ouroI PhILOMAUCO ; no eztremo op-
posto do pavilbo, fronteiro ao primeiro escudo e
sobranceiro a todos os mais, via-se um outro com
o nome deAbilio C. Bobges ; um pouco abaizo
d'este e aos lados da entrada em outros dous escu-
dos lia-se a data3 DE Jutho DE 1888, e de am-
bos os lados do' pavilbo sobre as columnas liaoi-
sa os nomes dos celebres edacadoresGaatbej-,
Dapsuloap, Fnioa, Roiin, Barran e Pestalossi,
tambem em lettras de ouro.
Foi ama bonita testa.
Bter nato Joao AlfredoO acadmico
Pedro T. dos Santos Oordeiro, autorisado por n.
Exc. o Sr. desembargador presidente da provincS.
abrir brevemente, roa Marques de Olinda ia
38, 2o andar, um curso giatis, primario e secun-
dario para ingenuos e libertos, que tanecionar
noite.
Desde hoje acham-se abertas as matriculas pa-
ra as diversas materias do Extmmato.
Pblloaopbla e Socloloaa Distribuio-
se hoatem o fascculo 14* da Miscelnea Ph'lo-
sophica e Sosioiogica > do Dr. Aprigio Guima-
ries.
elisseaEeotuar-se-ho -
Hoje:
Pelo agente Stepple, s 11 horas, na ruado Im-
perador n. 16, de predica.
Pelo agente Barlamaqui, s 11 horas, ra do
Imperador o. 22, de predios.
Pelo agente Alfredo Guimaraes, s 11 horas,
ra do Bom Jess u. 49, de predios.
Pelo agente Pinto, s 11 horas, no armazem do
Sr. Jos Luis, de 19 caizas ccm ceblas.
Pelo agente Modesto Baptists, s 10 horas, 4
ra Duque de Cazias n. 87 de perfumaras e di-
versas miudezas.
Amanh:
Pelo agente Martina, s 11 horas, ra de Pe-
dro Affonso n. 34, da. armaco, gmeros e mais
peitences da taverna shi sita.
Pelo agente Gnsmo, s 11 horas, ra do Mar-
ques de Olinda n. 48, de um sobrade.
Polo agente Stepple, s 10 1/2 horas, na cida-
de de Olinda, de livres importantes.
Pelo agente Pinto, s 11 borae, ra do Mar-
quea de Olinda, n. 52, de fazendas avadadas.
Pelo agente Gnemo, s 11 huma, M
quez de Oiiada n. 48, de rolhes e loite conden-
sado.
Sabbado :
Pelo agente Martina, s 11 horas, ra do Im-
perador n. 16, de um predio e um terreno.
laaaa fnebre*Sero celebradas :
Hoje:
A's 8 horas, na igreja do Paraizso e na matriz
Boa-Vista, pea alma de Justino de Soasa Campos;
s 9 horas, na matriz de S. Jote, pela alma de
Affonso Martina Dias.
.__-^v Amanh :
A's 7 1/2 horas, na matris da Boa-Vista, pela
alma de D. Carmelia Csrolina de Souza Tavarea,
A's 6 horas, no convento do Caimo, pela alma
de Jos Caetano Farges.
Sabbado :
A's 7 horas, na eapella do Cemiterio, pela alma
do padre Diogo de Barros Araujo.
PaaaasrelroaChegados da Europa no va-
por trances Niger :
Silvestre Guiseppe, padre Francisco de Miranda
Curio, Pezzioo Salvator, Jos Prez, Manoel Alon-
so, Biagio Lemoudi, Dominico Truco, BurglioGae-
tano, Antonio da Costa Correia Leite, Antonio
Lopes Figueira e Jos Goncalves.
Sabido para o sul no mesmo vapor :
Pissini Salvatore.
Cana de lieteneaoMovimento dos pre-
sos da Casa de Detenco do Recife no dia 3 de
Julho de 1888:
Sxisliam 310 ; cntraram 4 ; sabiram 7 ; exk-
tem 307.
A saber:
Nacionaes 289 ; mulhere* 9 : -strangeirr.a 9;
Total307.
Arracoados 270.
Bons 257.
Doentes 13.
Total 270.
Movimento da enfermara :
Teve baixa :
Zeferino Candido da Silva.
Foram bontem visitados os presos deste estabele-
cimento por 112 pessoas, seodo destae 45 horneas
e 74 mulberes. -**J
Lotera da VictoriaAcham-se venda
os bilbetes da acreditada lotera da cidade da Vic-
toria, da provincia de Espirito Santo, cajo plano
bastante animador, conforme se \i do annuncie
em outra scelo deste Diarto.
Hospital Pedro II0>ovimento do dia
3 de Jumo, deste estabelecimento, foi o seguin-
te:
Entraram 18
Sabiram 17
Fallecern- 5
Exiatem 544
Foram visitadas as respectivas enfermaras pe-
los Drs. : ^- -
' Ferreira Velloso s 10/1/4., Cysneiro s 10 1|4,
Barros Sobnnbo s 7 3<4, Berarde s 11 horas.
Malaquias s 8 l|2, Pontual s 10, Estevo Ca-
valeante s 10, Simes Barbosa s 10 1-2.
Cirurgio dentista Nmna Pompilio, a 8 ho-
ras.
) Ajudante do pharmaceutico entren s 7 8j4e
sahio s 6 1(2 horas.
Cemiterio PnblleoObituario do dia 3
de Julho:
Josepba Maria da Crua, Pernambuco, 15 an-
nos, solteira, Boa-Vista ; tubrculos pulmonares.
_Carlos Jos Vieira, Portugal, 44 annos, soltei-
ro, Boa-Vista ; tubrculos pulmonares.
Manoel Pereira Camello Pessoa, Pernambuco, 74
anoos, viuvo, Olinda ; dilatoslo artica.


...
M
Esperidio, Pernambuco, 3 annos, Graca ; co-
queluche.
Silveria, Pernambuco, 10 meses, Santo Antonio ;
racbitismo.
Manoel Feliz, Pernambuco, 52 annos, solteiro,
Boa-Vista; diarrba.
Manca! Francisco de Oliveira, Pernambuce, 49
annos, solteiro, Boa-Vista ; anasarca.
Leandro Jos de Sant'Anna, Pernambuco, 19
annos, solteiro, Boa-Vista ; diarrba.
Severino Jos Rodrigues, Pernambuco, 26 an-
nos, viuvo, Boa-Vista ; anasarca.
Margarida Maria Mathilde, Pernambuco, 20 an-
nos, solteira, Boa-Vista ; .tubrculos pulmonares.
Affonso Jos Mandes de Oliveira, Pernambaoo,
36 annos, casado, B. Jos; meningo encephalite. j.
-.-:-. .
jsati


i-
Diario de >(i
S VU '
atJVJCJ
-
C Franeiseo Valsa arasryba, M au-
M% solceiro, Santo aep tite cbroaica.
C Pedrs Afrio, TO anuos, soltelrs, Grsca; de-
crepitude.
Maris Glora da Coueaiolo, Pernambseo, 18aa-
os, aolteiro, B -Viata; tubrculos palssonaras.
Jonnna Baptista doi Sautos, Peroambaeo, 21
annos, solteirs, Groa ; entente chronics.
Fructuoso, Peroambaeo, meses, Boa-Vista ;
sntsrite.
Mana, Peraansbaoo, 4 horas, 8. Jos ; ttano
do* raeemnaacidoa.
Francisco Torrea, Pernambuco, 33 anus, aol-
Itira, Boa Vista ; diarrh*.
Bsraarda alaria da Conceclo, Peraamboco, 58
annas, solteira, Boa-Vista; diarrh*.
Josepha Mara da Conceicio, Pornambuco, 31
anuos, solteira, Grao* ; tabercaloae.
Eugenia Hara da Couceioio, Peroambaeo, 31
asnos, aolteiro, S Jos ; tsica pulmonar.
Joaepha, Peroambaeo, 6 meses, Graos; eclamp-
sia.
1BD1CAC0ES TE1S
2 O Dr. Barros Balatries
Ple ser procurado no eaoriptorio da r-
daselo d'eite Diario, ra Duqus de
Casias n. 42, 2. andar.
Advocado
O bacharel Bonifacio de Aragao Faria
Bocha, maln o sin essriptorio de advo
oasis para a roa do I operador n. 22, 1.
andar, onde ser encontrado das 10 horas
da manhS s 3 da tarde.
O Dr. Milet madou o sea esariptoro de
advoca:*, para ra do I nporador n. 22.
Meslleoa
Dr. Barreta Sampaio d consultas de
aneio-dia s 3 horas no 1.a andar da oaaa
ra lo Bario da Victoria, n. 51. Resi
denoia roa Seto de Setembro n. 34, *n.
Irada pela ra da Saudade n. 25.
Dr. Joajuim Loureiro medioo e parteiro
Consultorio na roa do Cabug n. 14, 1'
andar, de 12 s 2 da tarde residencia no
Monteiro.
O Dr. Matheus \az, medico, mu don a
sua residencia para a ra dos Piras n.
83 A, oq le podar s;r pro sural o para o
erarcicio da sua profissao. D consulta de
11 horas da mania s 2 da tarde na ra
do Bario da Victoria n. 32, Io andar.
O Dr. Atoares Qaimardea ohegado da
corta, dedica 83 madicina em garal, e
oom espacialidade s molestias do eoracao,
palmoas, ligado, estomago e intestinos, e
tambem s convaleces e ostras molestias
das enancas. Reside praca Conde d'Ei,
o. 28, 1.' andar, e tom oousaltorio ra
do Bam-Jasus, n. 45, onde diariamente d
consultas o meio-dia s 3 horas da tarda,
aceitando chamado em qaalquer desses lu
garas. Telephone n. 381.
Dr. Cerqueira Leite, tem o sen esoripto-
rio ra Duque de Casias n. 74, das 12
s 2 hars da tarda, e dosta hora em dian
te em sua residencia ra da Santa Cruz
n. 10. Espaoiali ladeamolestias da se-
nboras e crianzas. Telephoua n. 326.
Dr. Castro Jess, medico e operador
Pratica s lavagam do tero quando e como
aaconselhada. Consultas das 11 s 3 da
tarde em ana residencia ra do Bjm
Jess (aatiga da Jruz) n. 23, 1. andar.
OccQlixia
Dr Ferreira, com pratica nos priaoipaes
hospitaes e dioicas de Pars e Londres,
d consultas todos os das das 9 horas ao
meio-dia. Consultorio e residencia a ra
Larga do Rosario n. 20.
Drogara
Francisco Mmoel da Siloa 4 (?., deposi
tarios de todas as especialidades pharma-
oeuticas, tintas, drogas, productos oh mi-
coa o raedijamentos homeopticos, ra do
Mrquez de Olinda n. 23.
errarla a vapor
Serrara a vapjr e ojjicinas de carapina
de Francisco dos Santos Macelo, caas do
Capibariba n. 23. este gran le estab ele-
cimanto. o primeiro da provincia nesta ge-
nero, oompra-se e vende-se maiair.s
de todas as qualidades, serra-se madeira-
de conta alheia, asm como se prepararas
obras de carapina por machinas e por pre-
sos em competencia Pernambuco.
Bregarla
Faria Sobrinho A C, droguista por
atacado, na do Marques de Oada n. 41.
PUBLIC4C0ES k PEDIDO
Tbeitro Baquet
"Para qoe os 8rs. sabscrlptores desta eidade em
faror das victimas do Tbeatro Baqaet do Porto
tenbam coahecimeato do modo por que S. M. A.
Baiaha de Portugal apresta e loava os sentimentos
philantropicos dos generosos e boarados cava-
heiros que auxilaram a commissSo promotora dos
donativo! para aquellas vctimas, damos em se
gaida o offi.-io que em nome d'aquella Angosta
Senhora, dirigi ao Sr. viscoade da Silva Moy >, o
Eim. Duque de Loal.
Eis o oflkio :
I Im. e Exm. Sr.
8aa Hagestade a Bainha, minba Augusta Ama,
me encarrega de agradecer a V, Exc. e com-
missSo de que digno presidente a aabscripco
que promover em Pernambuco em iavor das fa-
milias das victimas do incendio do Tbeatro Ba-
qaet, do Porto.
Desej* Saa Magestade que V. Eic aeja o in-
terprete do sen reconhoeimonto para com os sub-
scriptores cajo desej >s sero cumpridos na distri-
buir) dos socorros.
Sao.bastante conhecidos os sentimentos philan
trpicos dos babitantes do Brasil e cata mais
ama prova de solicitado para com os infeliaes, fi -
cando sobre todo penborada a mesmi Augusta
Senhora pela brevidade com que foi enviada a
primeira remessa que Sua Mageatade recebea no
Porto aonde esteva distribuiado os soccorros mais
argeates.
Daos guarde a V. Exc,
Paco da Ajada, 13 de Junho de 1888.
Illm. e Exm. r. Visconde da Silva L^yo, presi
dente da commisaSo organiaada em faror das Tic-
timas do Tbeatro Baqaet di Porto.
Duque de Louli.
t A' menina
ADELU PALACIOS*
(Estrela do Sui)
Iuloressaalo e dislincU artista gymnas-
lica, no dia de seu beneficio, no Cir-
co Chileno, em 3 da Junho de 1888
Quando appjreces no Ciro,
De mocHdade radiante,
Quem pode negar-te applausos
Veuluroso,e delirante T
To joven, sabes impor-le
Aos bravos da mullida) ;
Gid.i passo que execulas
E' motivo de ovaco.
O povo pernambu'ano,
Que o leu mrito conquista,
No dia de hoje, solemne,
Vem saudar-lo como Artista.
Recebj c'ros e flores I
Sao leus dignos trophjs,
Estrella do Sal, quo brilhas
No azul mimoso dos cos I
Um Admirador.
Marca registrada
MEBETISSIMA Jl 1AL
N. SO
Engracio Ribeiro de Mello, oidadlo bra-
sileiro, casado e Antonio Daarte Corris
subdito portugus, aolteiro, domiciliados
?esta eidade e estabe'ecidos ao largo do
Mercado n. 1 oom a fabrica de cigarros
BEIJA FLOR sob a razao social deRibei.
ro Duarte & C, requereram a Meretissima
Junta Commercial o registro da maraa de
seus cigarros BEIJa DE AMOR cuja es
tampa tem na parte lateral esquerda dese-
nliada urna arvore que estende-ge com os
ramos por toda a parte superior terminan-
do com urna flor que sugada por um pas-
saro representando um BEIJA-FLOR em-
blema da fabrica.
Na parte lateral eaquarda da maros le
se L\ROODO MERCADO N. 1, e na
base ou parte inferior l sa BEIJOS DE
AMOR, em lettras romanas. Na centro
da marca est desenliada nma gura de
mnlber tendo ao seu lado direito esoripto:
FaBRCA e no esqaerJo BEKA-FLOR,
tendo mais de cada lado da dita figura e
embaizo d'aquellas palavras dous paqua-
nos arbustos pintados, sendo qna no laJo-
direito alm d'ellea est deseohado um ra-
milhete em santido perpendicular.
Eui linha transversal e em lettra manus-
cripta l-se t> firma social de Ribeiro Duar-
t; & C, praprQtarioa do marca.
Estava urna estampilha de 200 ris inu-
tirisada assim. R^cebedoria Crerat fie Per-
aaoabuoo em 21 uj Jaaha da 188S.O
esorivjo, Jjaquiji de S iLt'Aan.
Certifico que foi apresentada na secre-
taria da Junta Comtnercial do R'eite as 9
h-iras da maabS do dia 21 de Junho de
1888.
Escrevi e assigno em t de verdade. O
secretario, Julio Augusto da Silva Guima-
r3s.
Certifico que foi registrada sob o n. 230
em virtude do despaebo da mssma meretis-
8m Junta Conmercial em searao de hoje.
Pagou 1)5000-4a um parecer fiscal e pa-
gar 6fj000 de sello do registro e 300 rs.
do imposto adicional de 5 /0 per eatacapi-
lbas ab.iix) colUcodus.
Secretaria d Junta Commercial do Re-
cife, 21 de Jjobo de 1388. Estava sais
mil e treaautos ris de sello inutiliaados da
forma seguate : Escrevi e assigno em
f de ver.ade O secretario, Julio Au
gusto da S'lva Quimaraes.
N. 8
COMERCIO
Salsa com tserelal
Jjoragosa officiaks da johta dos cob-
KKCTOBB8
ReosTe, 4 .le Juiho de 1888
Apolices provinciaes de 7 0|0, de 1:0001000 ao
Dar, sem jaros.
Cambio sobre a Hahia, 30 d|v. com 5(8 0,0 de
deseo ito.
Cambio sobre Londres, 90 d(V. 25 1[8 d. por 1/,
do bancj,
Na hora da bolsa
Vendaraai-33 :
apMices provneiaes.
o Dresil:nt-',
Augusto Piut) de. Leaos.
O sdire'.ario,
Pedra Jjs Pinto.
Muvimento baaearia
BBCIB, 4 OBJULH) DI 1888
P&AQA DO RECIFE
Os bancos, tendo aberto com a tai* de 25 d.,
tarde afficaram tabeilis a 25 1/8, achando pmcjs
tomadores.
Em papel particular coastoa pequeas transic-
o5s a 25d/l6 a ib 1/4, mis ao fechar d dia os
bancos n2o qniseram mais tomar a esta tan.
O mareado foshou firm?.
PAijA U.) ULO DE JANEIRO
Os bancos abrirm con a taxa de 25 1/8 d., e i
tarde hoave traosaecjs a 25 1/4, pipal bsnea-
rio.
Ai tabellas expottas aqu toram estas :
Oo Lo*D3> Babk :
Ao jhfVo peraambucano
O abaixo assigaado, teod i acibid) de publicar
una obra, intitaladaAmor a CaridadeoSereci-
da e consagrada a Serenissima Prinoess D. Isa-
bel, herdeira presamptiva do tbrono, pede ao povo
pernambocauo e especialmente a brioia mocil de
acadmica do Racife, qoe se dignem aceitar oo
volame pelo diminuta pr c> d; 1^000, visto o
producto ser sppcado a um estabelecimeuto bj-
naficente da crianois cgas, ingenuos e libertos,
por sna iniciativa propria.
Eita obra contoi em si, urna carta a Princea
Imperial, urna parte luterana sobre o aasumpto
da n?eessidadi urgente de um estabelecimento
beoeficeate para eriaacas cgas e desvalidas, in-
genuos e libertos, e numerosas pjeaias, todas offo-
recidas a pessoas illastradas desta capital.
Espera, p.is, que o seu appello n3o seja intil,
irada como a nossa, pelo que antecipa desde ja a
sua leal gratidao, a aquellas que se dignaren)
attender a esta seu pedido, como verdadeiros per-
nambucanos que protegem a bsus compatriotas, e
nao ao estrangeiro.
E-tt a venda em casa do su i residencia, ra
Velha a. 36 Coilegio Emulscio-1*000 um ex tu-
piar.
Julio Scares de Asevedo.
Orna lagrima de saudade
Sobre o turulo de aeu presado
amigo
Padre Jo5o Hermenegildo
das Candeias
Trigsimo dia do seu passa-
ment.
5 de Juiho de 1838.
A. Santiago Pae de M.lio
A trra daaT florea
Por meio de um delicado proaessoresoltado de
nma grande experiencia, haiilidade e trbalos
conserva se a fragancia das mais escolbdas florea
que se abrem na trra das florea, na Agua Fio
rda de Murray & Laoman como se foase apresen-
tada em um ramalbete de flores acabadas de co-
Iber.
O perfume deste modo obtido 6 duradonro e de
licioso, pois aeu odor se impregna nos vestidos ou
no lenco em que se ha usado, sendo um* combina-
cao do puro odor natural das fl ires mais delicadas '.
sempre refresca, sempre agradavel e emquanto
queda um rastro de ana prsenos, conserva estes
rasgos caractersticos.
O edlliz Cbanteaud cuja fama univer
sal, um purgante salino, refrescante, de sabor
muito doce e efficacia segura para debellar a con-
stipaoio (dureaa de ventre); o aeu emprego da-
rio utiliaaimo para as pessoas gotosas, atacadas
de rheumatismo, de constitualo sangunea, bilio-
sas, promptas as coogestSes do cerebro, is verti-
gens, enxaqnecas, dispostas s hemorroidas ou em-
baraces gstricos. E' elle tambem o purgante por
excellencia das molberes e d a crianoas.
Para evitar os pengos das contrafaedes do SED-
LITZ e dos medicamentos doEmetricos cajos o
poico preparador o 8r. CH. CHANTE AUD, exi-
ja -se nos rotulas onome dos autores.
BURGGRAEVE CEUNTE'UD _

Dr. Eiuardo Silveira
de volta de sua viagem corte contiui
no ex rcicio de sua profUso
CoasnltorioRa do Imperador o. 42.
R-.sidencia Ra da Aurora o. 47.
Telephoue n. 266.
rarbina pnlveriaado.
franco 3.a superior .
c 3.' boa .
* 8. regalar .
torneaos1 ....
> brota. .
iH'amc ....
21000 a 24100
21200 a 21100
2*000 a 24200
1*600 a 1*900
1*500 a 1*600
11400 a 1*500
1*160 a 14200
4800 a 14000
baares .
Pars. .
Italia. .
Haaaburgo
Portugal
ew-York
90 djv villa
25 1/8 24 7/8
378
469
211
381
381
472
213
2*010
Oo LrnaaaoioaAi.:
aVondras.......
Pars........
Italia........
Hamburgo ......
Libase Porto.....
Principaes oidadea de Portu-
gal. .......
New-York......
VOdJ avista
25 1/8 24 7/8
378
46J
211
381
381
472
213
218
2*010
NotaNao ha ectaco para os assucares baxos
a hmidos.
Colarlo de al^udao
mu 4 dbjulho de 1888
Houve pequeas transaccSas do de 1* sorte do
a 'ir) a 6*350 por 15 kyl a.
O mercado fecboa frauxo em vista da fimeza
do cambio.
entradas de auuear e a!^udo
EEZ DE JUNHO
A8SUCAR
Entradas Oas
tiareccas...... 1*& 27
Animaes...... 1 30
Via-frrea de Garuar. 1 a 30
Via-ferrea de 8. FraucUca 1 a 28
Via-errea do L;moeiro 1 28
Somma .
ALQOD
.Entradaa-.....- 'Pian
Baicacas......1 27
Vapores......1 a 27
Aaimaes......1 & 30
Via-ferreo de Caruar 1 30
Via-ferrea de S. Francisco 1 28
Va-frrea do Limoeiro. 1 i 28
Somma .
Saceos
6.561
309
1.554
26.525
80
35.032
Saccas
1.297
3 197
7 534
255
1.811
1.832
16.009
f"^"anassssBSBnsjnBBBWSBBiBissssssssssBSBWBnaBBi
Barca francs 1 Fenelon, carva.
Es:uoaallemS Johanna. x.rque.
Lugar nacional Loyo, xarque.
Lugar sueco Bifroit, farinba de msndioca.
Patacho nacional Pelotenat, xarque.
Patacho niruoga'sase Ceret, xarque. .
Patacho dinamarqus Thor, xarqu >.
Patacho nacicnal Social, xarque.
Patacho nacional Andaluta, xirqui.
Patacbo ingles Jjhn T. Ires, fVn) e farello.
Patacho aliemo Auna, xtrque.
Patacho nacional Franvolin, f.-.riah* da mandioca.
Palhabote uaci.inal Pinto I, feriaba de mandioca.
Patacho hjllaodex Aliene, xorqu:.
Patacho nacional Positivo, x>rque.
Patacho hespinbol Eneirmciin. xirq ie.
Vapor ingles ChasswMh. CarvSj.
Commlsso peraanbucana para
a representar o da pro vi acia
na exposlco universal de Pa
ns, em 1889.
A commisBo nomeada pelo Exm. Sr.
presidente para promover a represen tagua
deata provincia, na exposicao de 1839 par
tulpa aoa aeua habitantes qm, sr*ftidam n
te constituida, iniciou os seus tnroalbos e
espera, qne todos conoorram, na medida
de suas forjas, para qua a provinoia tenha
urna representagSa condigna naqnelle hon-
roso e pauifiao certamen em que as na^S-s
devem demonstrar a solidariedade, que as
prende e os progressos da civilisajao mo-
derna.
A commissao muito oona nos habitantes
desta pravin:a e espan qua co n o auxilio
delles desamp:ohar sa do h>arado encar-
go, quu lho foi coud.Jo.
Qua.-squar proluetos agriaolas, indus-
triaos e artistiaos padem. sar desdo ja ro-
mettidos aos Illms. Srs. Visconlo da S:l/a
Layo, commendador Joseph K"am;, con
mendador Antonio Gomes de Miraada L-al
commendador Joo Foro in las Lip^s, e co-
>onel Jas Fiuz da Oveira.
A commissao fiaou orginisaia do.molo
seguinte :
Presidenta. Vis;oade da Silva L>yo.
Vue-preaidente. Cammonlador Jjo
Fernandes Lopes.
Thesoureiro. Commendador Joseph
Kranse.
1.- secretario. Dr. Jos Eustaquio
Ferreira Jacobina.
2.- secretorio. Dr. Vicente Eetrer do
Brros Wanderlay Araujo.
Auxiliares; Drs. Manuel Gomas i: Ma-
tos e Laurinio de M raes Piabero.
Ia jommissi (produ .tos agricsoU) Cora
meadador Antonio Go >ies de li{. L al,
cora D-ndidor Jjo Jo_ H>drigu:s M 11-
deo, uapita Fabia Tampiral, cuo:ncoda-
dor Anlr M^ria Pmheiro, comraen lador
Jos Fiazi de Oveira, J> Miria de
Aairade, copitaa Joaquim AIvs da Fon
saca.
2' oo.-nmissaa (inlustrias o artes). C 1-
ronel Corbiniano de Aqiino Fonaeca, Hjn-
rique Burle, trinente-coron:-! Fran?isoo Ba-
litreau Julio Fuarstenberg, Franaisao Gur-
gfl do Amara), baro da (Ja. Forta, com-
mendador Francia.o Ribeiro finio Gaina-
rSee. ----------.
Commissao parnambujano para a repre-
sentajao d. proviacid i.. expoaiyao univer- |
sal de 1889, 25 do Junho de 1888
Visconde da S loa Loyo.
Presidente.
< A.Voia isrk *
New York Life Iusarance Gompany.
Companhia Mutua da Segaros de Vida e Mon-
te-po dos EstadoiUoidos da America.
Fondada em 184543 anuos de proaperidade I
nica Companbia de Segaros de Vida eatraa-
geira autorisada a fonecionar no Imperio do Bra-
sil.
Capital carea de cento e setenta e einoo mil aontoi
derts
Renda annual cerca de quarenta mil cont de
ris.
Deposito na corte no Thesouro Nacional.
Dusentos contos de ris.
Mala de du-.entos mil contos de ris pagos a vi-
vaa e orph&os e proprietario de apolices desde sna
fundacAo.
Crea de seoentoi contos de ris pagos no Bra-
sil a herdeiros de segurados em cerca de 5 anuos.
Mediante urna pequea somma annualmente (o
premie na idade de 35 annos casta cerca de 404
por aono porcada cont de ru segurado) pode cada
um constituir immediatamente um capital para saa
familia no caso de morte ou para si proprio se che
ga ao prazo escolhido.
Para prospectos e informacoas com o Sr. Tneo-
doro Christiansen correspondente representante da
Companhia em Pernambuco oo com Julio Quima-
raes agente viagante da Companbia, de passagem
por esta capital, que pode sar encontrado no es
C'iptorio d'aquclle senhor.
Eduardo Gadault
Retratista
Ateller, roa Baro da Victo-
ria a. SI, 1 andar
Iacambe-se da exeoucAo d todos o
trnbaltaos coacernent-'a sua arto, as-
sim como leccisna em desenhes o pinta-
ra.
30
Oculista
Dr. Barreto Sampaio, medico ocn-
lta, ex-chefe de clnica do D-. de
Wecker, d esnsnttas de meio dia as
3 horas da tarde, no l.o andar da caas
n. 51 i roa do Baro da Victoria, ex-
cepto nos domingos e das santiheadea.
Seaidencia ra Sote da Setembro n.
ol. Entrada pela ra di Saudade n.'25.
Terrenos in.!giiifici>s
O oofretor g'r.il P J, fiuto est en ir-
rogado da snbdivisjto do sitio da capclla,
na Ponte do U.I101, pira cujo fi.n abriram
se diversas nns, e estilo demarcados os
lotes de terreno.
A loaoliJale reaom.nenia se pala ex:el-
lencia do clima, focilida le da transporte, a
[iuha pria "ial da eatra'ia de ferro do Ca-
x-uig e o ramal do Arr.i.l, con dnas es-
li- agua patavcl de primeira qualilade ; e
uraa capella.
O sitio cs rauita arborisado, o coda
Iota da t-.rreno t.m algumas arvor^s dun-
do fractoa.
Nao
pola baver mlh.r oacasio p;.ra
quem quiz:r constituir 8a proprietario de
um lUi.gnifi.o sitia pequea.
Fornece se plant.s dos arruimantoa com
indicaclo da damaraagao dos terrenos.
HOMEOPATHIA
DE
CTELAS FKEBES
GLBULOS, TINTURAS, CABTEIEAS,ETC |
Fende se na botica franceta
22= RA DA CBCZ12
"r. voeluo lOitc
Participa a seos cuentee e amigos qoe
tem sea consultorio na roa Duqae ds Ca-
xias n. 57 Io andar, onde ser encontrado
de 12 s 3 da tarde todos os das e
reside provisoriamente na ras do Hospita
Portugus n. 14.
Dr. Silva Ferreira
Medico- e parteiro, com pratica em varios hos-
pitaes da Europa naa especialidad:* de molestias
de senhoras e da palle, d consultas na roa da
Cadeia n. 53-1.* andar, de 1 s 3 horas da tarde
e reside na roa do Conde da Uoa-Vista n. 24 I.
Telepho e n. 412
Leonor Porto
Ra do Imperador
1 andar
n. 45
Contina s executar os mais dfficeis
figurinoa recebidos de Londres, Paria,
Lisboa e Bio de Janeiro.
Prima em perfeico de costuras, em
brevidade, modieidade em precoe e fino
gosto.
Grande siovldadeGrande novi-
dade
Microscopios de crystal para algib^ira
Obj -cloi muito inl?rt?s8antes e ludispeasaveis
p^taescolas e casas particulares, bem como para
estados de botnica, zoologa, etc.
Sao incootestavelmente estes microscopios de
crystal.
Augmentan) mais de mil vetes cada objecto o
que faeilmeno pode-se verificar.
Com um microacop'o destes obtendo-se a gran-
deza augmentada do objecto examinado vfi-se
quanti aurprehend nte, maravilhoao e til.
i.itti collocar se d-.'utro de cada um delles qaal-
quer qusntidade de p de queijo para ver-ae osen
graud rtca'itado, e qu.ntjs ineeotos eontm elles;
ou qualquer outru c bj.eto pira tambum ver se o
seu gruido e estupendo (finito.
Custi. cada um a insignificante quanlia de mil
reis. fazeud)-6e um grande abitimenlo por ata-
cado
T .uib'.tn vende se nos domingos e das sanctfl-
eadoa.
A' veud pm casa de H. Philipson
Ra uo imperador u. Ol, l. andar
MEDICO HQMEGPATHA
n I>r. Balthazar da Silveira
> Especialidades- febres, molestias das
' '> eriancas, dos org3cs. respiratorios e das
' gCahcras.
/ ( Prcsta-se a qualquer chamado
( ton. da capital.
para
AVISO
Todos os chamades devem ser dirigi-
dos pharmacia do Dr. Sabino, ra da
Bario da Victoria n. 43, onde se indicar
sua residencia.
-*r?>ESC5a>~
IIuifauca de escriptorio
Os advogados Jio Barbalb Jos Oinit e Pe-
dro Katis, mndaraui o seu escriptorio para a roa
do Imperador n. 55.
Dr. Alf'Cda Gaspar
EipeeialidadePartos, molestias de senbora
e cr-^ancaa.
ResidenciaBoa da Imperatris n. 18 primer
andar.
Tel'phone n. St6
PernambncD
AOS SRS. MDICOS E A DIGNA CLAS3E
PHABMACETICA
As velas Berthaud, contra as molestias
do appirclho gmito urinario, tero, retro,
jistulas, hemorrhoides, etc., sao o medios-
ment mais adoptado actualmente o por
isso indisponsaveis as pharoaaoias, hospi-
taes e casas de sanio. Nio sSo de for
muras secretas, ao contrario, peas sub-
stancias empregadas e dosagem certa, o
facultativo fioa desde logo habilitado a
ulg.r do seu vahr. Os depositarios Bar-
tholoraeu & C, em Pernambuco, ou o
b.iixo assignado, reinettom quadros e
prospectos com explicaos !8
E Paido de Freilas.
Deposito geral no Rio de Janeiro.
Do Enaltan San :
Medres.......
Pana. .....
Italia........
Sataborgo.....
Usboa e Porto.....
rVincipaes eidade* de Porta-
gal. ........
aba dos Acores ....
liba da Madeira ....
ra-York......
80 d/V vista
25 1/8 24 7,8
378
469
SU
381
381
472
213
218
221
218
2*010
CatacSo de auuear
Idi juiho db 1888
A assoeioeon Conmensal Agriooa, registrn os
(*aos sbsixo, sagos ao agrieultor, por Ib kilos :
Vapor despachado
Vap. ng. Niger, para :
Buenos Ayres : 50 saceos oom c os (frueta)
C.recg. J Lopes Barros.
Navio despachado
Brig. din. Aune Mane*, para :
Kio Orand do Sal: 350 saeces, 175 barricas,
175/2 b 100/4 com assucar branco, 50 saceos e 50
barricas com dito maacavado, 75 pipas com aguar-
deate.
Pelotas : 716 barricas, 50/2 e 80/1 com assucar
branco.
Carreg. diversos.
Paula da Alfandega
SBXAHA ni A 7 DE IULH0 O* 1888
Vide o Diario de 1 de Juloo
Navios a carga
Barca noruegueoae Brodrene, para Bio de Ja-
neiro.
Lugar portugus Beato de Frutas, Para o Poito.
Patacho norueguente Sverdrap, para Bio Grande
do Sal.
Vapor ingles Suppieich pira Liverpool.
Vapor ingles Porluense, para New-Yoik,
Vapor nacional QpaiUo, para Rio Grande do Sol.
Vapor ingles JtgUevidean. para Liverpool.
Navios a descarga
Bares iagiesa Enchanlers, carvo.
Iuipor(ac >
Paquete francez Niger, entrado dos por
tos da Europa, em 4 da corrente e consig-
nado a Augu-it.- L bille, manifestoa :
Agu i mineral 13 eaixis a Francisco
Miooel di Silva & G. |
Arueixast caixas ordem. 14 a Godc .1-
ves Rosa -Fernandos.
Biscoutja 1 caixao a C. Piuya (fe C,
ordem.
Carne em conservas 1 caira a Ra-
mos & C.
Cognac 3 cairas a Carvalho & C. 40 a
Domingos Ferreira da Silva & C.
Chiche 1 caixt ao Jornal do Rscifj, 1
ao Diarij de Pernambuco
Conservas 1 eaix i a drvalho & C. 1
ao cnsul de Frang.
Docjs 5 eaixas a Carvalho (fe C.
Espartilhos 1 c-ix i a Maia Sobrinho & C
Ersilbas 3 cairas a Carvalho (fe C.
Fivelas 1 csixa a C. Wacbsmam.
Joias 2 cairas a R-is & Coaceiro 1 a
J. K'aase & C, ditas c chryjtaes 1 csixa
a Augusto Reg & C.
Livos 1 caixao a G. Liport & C-
Lunetas 1 caira a Vctor Grandin.
Luvas 1 caixa a Papoula & C.
Mortadelas 1 caira a Ramos &C.
Mercadorias diversas 2 cairas a Jo So
Walfredo de Modeiros, 2 a Eugenio Cba-
lioe.
Massas alimenticias 10 cairas a Carva-
lho & C, 16 a Guedea de Araujo &
Filho, 5 a Googalves R>sa& Fernandes.
Obj-sctoB para relojoeiros 1 caira a E.
Gostschel.
Perfumaras 2 cairas ordem.
Papel 1 caixao a Joio Walfredo de Me-
dsires, 1 a Cirios de Azevedo Carvalho & C, dito de embrulho, 100 far
dos ao consignatario. 60 a JoSo Fernandes
de Almeida, 50 a Soasa Basto Amorim
d C
Queijos 200 eaixas a Gjngalvea Pluyal
& C 10 a Gonj.lves Ros i & Fernandes
1 tina a Ramos (fe C, 10 cairas ordem.
Rolhas 1 sacco a C. Pluyn ife C*
Sangu-xugas 2 cairas a Francisco Mt-
noel da Suva & C.
Sar liana 10 oix-s a Sulz^r Kiuffmam
& C.
Tecidos diversos 1 caira a Paul Judien.
Vermouth 10 cairas ordem.
Vinho 1 barril ao cnsul de Franja, 3 a
J Louret, 8 a C. Pluyn C 4 a H.
pouqueau, 4 e 50 cuins a orlsm.
Ixport:to
rteeda provincial
Oo dia 2 a 3
dem de 4
17;87*14l
4:520;834
22:399(975
Somma tota! 164:590^188
Secunda seceo da A'fandega, 4 de Julbo
de 1888.
O thesoureiroFlorenc'-.o Domingucs.
O cholo da aeccSoCicero B. de Mello.
Recebedorla geral
1)0 da 2 a 3 lj832.'3
dem de 4 2:29J8J laH8
era
%mctra. 3 os JULho na
fara o exierxor
No vapor ingles Sculpt r, carre^aram :
Para Liverpool, J. Pater ot C. 70 saceos
5,270 kilos de asaucir mascavado.
No vapor ingles Porluense carregaram :
Para Liverpool, J. Pa;er & C. 4,5?0 saceos com
312,750 kil-.s dsj assucar miscavado.
No vapor inglez Suppicih, carregaram :
Para Liverpool, J. H. B'iw;ll 4,301 aaceo com
322,500 k!os de assucar maseavado e 000 sasoas
com 150,084 ditos de algodao ; J. M. de Albu-
querque 20 toneladas de ferro velbi.
No vapor americano Finance, carreiraram :
Para New-Yotk, H. Luadgri 4 C. 32,0ipel-
les de cabra.
Nj lugar portognec B de Frutas, ,carrega-
ram :
Para o Porto, Vala & Roteado 137 ouros espi-
chados com 953 kilss e 44 iitos salgados com 523
ditos.
Para o interior
No patacho nacional Pelotease, earregiram :
Para Pelotas, P. Carneiro & C. 20 p'pas com
9,600 litros de agurdente.
Na barca norueguense Brodrene, carrega-
rax :
Para Bio d Janeiro, A. P. B altar 18,720 litros
do sal; S. J. Goncalves 51,-00 litros de sal.
No vapor austraco Jjkay, cirregou :
Para Babia, V. de Icaqui do Norte 100 bu ricas
com 12000 k los de assucar branco
No ni ata nacional Deus te Ouie, carrtga-
ram :_
Para Aracaty, G. de Mattos Irmios 300 saceos
com farinba de maudio.a ; P. Pinto ce C. 16 bar-
ra com 1,400 litros de mol ; J. H Cordeiro 21
eaizis eom 1,680 litros de gcaebra.
No vapor nacional Jaguaribs, carregaram:
Para Mosser, P. Pinto & C. 30 birris com 960
litros de mel.
No hiate nacional F. Jardim carregaram :
Para Natal, P. Alves & C. 10 barricas eom 600
kilos de assucar refinado e 16 ditas com 1,243
ditos de dito branco.
Na barcaea Farofa, earreou :
Para ParabyOa, F. Miranda Djrao 50 eaixas
com 350 litros de genebra.
4:125*432
BecebeJorla pnnincui
:>o dia 2a 3 18.889.999
ldau) de 4 ) 8:8."j vj
>e dia 2 a 3
Ideaj da 4
Uor-ire ilraluase
430*133
415121o
38.390407
845648
S. Vos
dia 3 e Ja-
4,1810
26/ 2 JO
Mercado Municipal de
O movimento deste Mercado no
oho foi o 8eguinte :
Bnraram :
35 ois pesando 4,632 kilos sendo de Ulivei
ra Castro 4 C, 25 de 1*', e 9 da part
ealares.
242 kilos de pone a 20 ris
131 cargas de farinha a 200 ris
38 ditas de fructas diversas a
300 ra.
20 taboleiros a 200 ris
16 suin 3 a 200 ris
14 matutos eom legumes a 200
ris
Forano oceupadoa:
28 columnas a 600 ria
1 escriptorio
27 compartimentos de farinba a
500 ris.
29 ditos de comida a 500 res
78 ditos de legumes a 400 ris
18 ditos de suinos a 700 ris
10 ditos de tressuras a 600 ris
10 talhos a 24
1 dito a 1*
A liveira Castro & C.:
54 talhos a U
11400
4O00
342'0
2*800
16J800
3 JO
134500
144500
314200
124600
64000
204000
14000
Vaporea a entrar
MIZ DE JULIO
Norte......... 'eraambuco....... hoje
Sui........... Finance........... boje
Europa....... La Plata..........amanhi
Europa....... Vil'.e de Montevideo 1
Sui........... Maranh&o......... 7
Sui......... Tomar............. 8
Sui........... ViUe de Pernambuco. 10
Norte......... .Kianca........... 12
N i tu......... Manos..........'. 13
Sui........... Alagos........... 16
Europa...... Vie de Maranh&o 17
Sui.......... Portugal.......... 18
Europa....... Tagus............. 21
Sui.....,..... Trent............. 22
Norte......... Espirito Santo..... 23
Bul........... Pernambuco....... 26
Vapores a sabir
MBZ DB JULHO
Sui........ Pernambuco ....... hoje s 5 h.
Estadoa-Uui Finance........... 6 s 8 b.
Buenos-Ayres La Plata ......... 6 1 h.
Santos e esc. Ville de Montevideo 8 s 2 h.
Norte....... Maranho......... 8 s 5 h.
Southamptoo. Tamar............ 8 s 11 h.
Havre e esc.. Ville d Pernanwuoo 11 s 3 h.
Santos e ese. A'lianca.......... 13 s 9h.
bul......... Manaus........... 14 s 5 h.
Noite....... Alagoas........... 17 s 5 h.
Santos e esc. Ville de Maranh&o. 18 s 3 h.
Bordeaur ... Portugul......... 18 s 2 h.
Buenos Ayres Tagus............ 21 sl2 h.
Southsmpton. Trent............. 22 s 12 h.
Sui........ Espirito Santo..... 24 s 6 h.
Norte....... Pernambuco....... 27 s 5 h.
navios entrar
Bertbi............ Cardiff.
Cyoh.r........... Swansea.
Fud.............. Cardiff.
Pairy............. Swansea.
Mimosa........... Bio Grando do Sui.
Ok -noo.......... Hamburgo.
Bespit............. Cardiff.
Temerario.......... Porto.
Valkyrien......... Swansea.
514000
BentUsnentea pblicos
tai DB JULHO
Aifandeya
Rendiinonto dos das 1 a 4 do cor-
rente
PdTarrecadado liquido at noje
Prec/Os do da :
Carne verde de 240 a 40J ris o kilo.
Carneiro de 720 a 800 ris dem.
Suinos de 563 a 640 ris dem.
Farinba de 20 ) a 32 J ris a ouia.
Milbo de 320 a 40 J ris dem
fejo de 560 a 14103 ris dem.
Beoda eral
Do dia 2 a 3
dem de 4
98:799*787
43:390*426
142:190*213
2224340
400*620
811*960
Matado uro Publico
Poram abatidas ao Matadouro da Cabanga 91
reses para o consumo do dia do boje.
Sendo: 64 reses pertencentesaOliveiraCaa.ro
& C, e 27 a diversos.
I
-
Movimento do porto
Navios entrados no dia 4
Bord-jaux e escala11 dias, vapor francs < Ni-
fer, > de 3,357 ton-oladas, coaimandante A.
anl-, equipagem 126, carga varios gneros ; a .
Augustj Lab.e. I
Porto por Figue.ra10 dias, Lugar portugus *
Temerario, de 311 toneladas, eqnipagemll,
capitao K.-berto de Freitas, carga varios gene
ros; a Amorim Irmos. -
Figueira39 das, lujar brasilero Z.'quinba,
de 220 leudadas cquipagem 11, cap to Sera-
phm da Silva, carga vinbos ; a Jos da Silva
L yo 4 Filbos.
Sihidos no mesmo dia
Buenos-y res e esosliVapor fraooea Niger,
commanlante A. Baulo; carga varios gne-
ros-
Santos e escalaVapor austraco Job*, com-
mandante G. D.aiovicb ; earga varios gne-
ros,
t. J-~.
\


DI uno u fnanibiico\f "cita
jumo uc looo



i -


*



*
-^8f"5
Dr. Cario llarvhsBd
resi-
ciencia em do Ro
Grande do Sol, eacreveu o seguate ao au-
tor do Peitoral de Cambar :
Sr. J. Airea de 8*a%% Soaro.Pe-
lotas.O sea xarops Peitoral de Cambar
tem me feito muita falta, porqua quaai nun-
ca o encontr no aeu deposito d'aqui. Te-
nbo-o acons^Ibado na minha clnica e com
elle tenho tirado resultados importantes no
tratamento das molestias broncho pulmona-
res. Sou etc.
Dr. C. Marchand.
EDITAES
O capitao Pedro Jos Correia, 2o juia de
pai da fregueiia de S. Jos, ein virtud
da le etc.
Fac3 saber aos que ?irem o presente edital de
10 dias de pregao e 3 de praca, que por este jaiso
tena de ser arrematado a quem mais der na au-
diencia do da 5 de Julhj s 2 horas, em casa da
residencia do Sr. jais de pas, roa do Coronel
Suaisuna n. 175, o segnintes beDB penbcrados a
Prxedes da Silva Guarni, em execuc&o que lhe
more Manuel Joaquim da Costa Kim.s, sendo
ama mobilia de Jacaranda composta das seguintes
pecas: 1 sota, 4 cadeiras de braco, 12 ditas de
guarnicao, i ditas de balan?) e 2 cosolos com
tampo de pe ira, de gosto antigo e em mi estado,
tudj avaliadj pela qaantia de 80000, oj qaaes
pcdem ser vistos em poder do depositan} o exe
catado Prxedes da Silva Gasmio.
pira qae chegu* a notici i a todos, m indo ao
porteiro do juia> affixir o presente no lugar dj
costme, paasando a respectiva c-rtidao.
Dado e passado n'esta fregoesia de S. Jos, aos
20 das do mea de Junbo de 1888.
E eu, Miguel Archanjo B.xerra de Menezea
eserivio escrevi e snbscrevo.
Fregoesia de S. Jos, 20 de Junh j de 1888.
Eu, Miguel Arcbanjo Becerra de Meneies, escri-
bi o escrevi.
Pedro Jos Correia.
ODr. Thomaz Garcez Paranhos Montenegro,
commendador da Imperial Ordem da Rosa,
l'uz de direito especial do commercio desta
cidade do Recife, capital da provincia de
Pernambuco, por Su3 Magestade Impe-
rial e Constitucional, o Sr. D. Pedro II,
a quem Deus guarde, etc.
Fago sab^r aos qua o presente cdital vi-
rem ou delle noticia tiveram, que por par-
te de Jos Correia de Vasconcellos me
foi dirigida a peticlo do tbeor seguintc :
Peticao. Illm. e Extn. Sr. Dr. jniz de
direito especial do commercio. Jos Cor-
reia de Vasconcellos, residente no reino de
Portugal, pai e her ieiro de seu filho Antonio
Correia da Vasconcellos, e nesta qualidade
credor do Jo3o Casimiro de jSouza, pela
quantia de 1:583#400, principal de urna
letra de trra sacc-da em 13 de Novembro
de 1882, pelo finado Antonio de Vascon-
cellos, a oito mezes de prazo, com o jaro
Recite Draioage
A compinhia fas publico, para conbeeimento
dos intereasados, quo callocou no mes de Jaobo
prximo paseado, es apparelhos abaixo decla-
rados :
Recite
Ra Domingos Jos Martios n. 36, apparelh)
o. 8,054, loja.
Santo Antonio
Ras Duque de Caxias n. 82, apparelbo n. 5,703,
terceiro andar.
8. Jos
Ra nova de 8 tota Rita n- 15, apparelbo n.
5,705, loja.
dem idem n 19, apparelh) n. 5,704, loja.
Boa Vista
Ra da Uoi2o n 19, apparelbo n. 10,973, pri-
mairo andar.
Recite, 3 de Julbo de 1888.
J. F. Mackintoih,
Gerente.
Primcira prapa
Pela inspectora desU alfandega se fas publico
que as 11 horas do dia 7 do correte mes, ser
arrematada em prac, porta desta reparticao,
a seguinte mercadoria :
Armxem n. 5
Urna caixa, marca diamante e TPG&C no cen
tro n. 32, coutendo 17 kilo*, liquido real, de qua-
dros annuncios e catalagos de daas cores, yinda
de Liverpool na barca coruegutnse BudsHkken,
entrada em 21 de Mao do correte anno, aban-
donada aos direitos per Henry Forst r & C.
Ter :eira seccao dt Alfandega de Pernambuco.
4 de Julbo de 1888.O chefe,
Domingos Joaquim da Fonseca.
Terceira praca
de 2 (0 ao mez, do vencimiento por diante,
e aceita polo dito Souzi na mesma data,
teodo por coot-i de sea titulo, que est a
preacrever, dado em 7 de Maio de 1884,
5000 ;-vem o supp'icante, pjr sea procu-
rador nesta cHade, requerer a V. Exc.
que so digne mandar diatribuir a presente
e tomar por termo o protesto de interrup-
5S0, para ser intimado ao supplicado por
editaes, com o prszo de trinta das, visto
achar se o supplicado em lugar nao sabido,
ausencia que o mesmo supplioante justifica-
r no dia e hora que V. Ex3. designar,
sendo afinal entregue a letra, ficando co
pia. Pede a V. Exc. deferimento. E.
R. M.Recife, 26 de Junbo de 1888. -
Por procurasao de Jos Correia de Vas-
concellos, Manoel Joaquim de Andrade.
Estava adiada legalmente.
Despacho D como pede, designando
O escrivt dia.
' Recife, 27 de Junho de 1838.Monte-
negro.
Distribuijao.-A' Ernesto Silva. Oli-
veira.
Termo de protesto.Aos 27 de Junho
de 1883, em meu cartorio, parante mim,
comparecen o supplicante por seu procura-
dor Manoel Joaquim de Andrade, e por
este foi dito que reduzia a termo o protes-
to constante da peticio retro qae offerecia
como parte deste, em que depois de lido
assipna.
Eu, Ernasto Machado Freir Pereira
da Silva. Manoel Joaquim de Andrade,
Antonio Barbosa Cerdeiro, Carlos de Al-
buquerque Pereira de Oliveira,
E nada mais se continha em dita peti-
580, despacho, distribuicSo e termo de
protesto aqui maito bem e fielmente co-
piado.
E depois do que via-sa que ten do os
ustificantes produzido suas t.-stemunhs
que deposeram convenientemente acerca
do allegado na peticao, no principio dest2
transcripta, o respjctivo escrivo fez sellar
e preparar os autos, nos quaes profer a
sentenca que do theor seguate :
Senteoca.Vistos. Julgo procedente a
justifica$ao. Passemse os elitaes pedi-
dos. Gusta cx-3ausa.
Recite, 3 de Junho de 1888. -Thomaz
Garcez Prannos Montenegro.
E mais se n3o continha em dita senten
ca aqui fielmente copiada.
Em virtade da sentenga aqui transcripta,
o escriv&o fez passar o presente edital,
pelo qual e seu theor, chamo, cito e hei
por citado o jtiatifi .-aio ausente emjugar
incerto e nao sabido, p-ra qae compereca
ante este juizo, dentro do prazo de trinta
dias, allegando o que f6r a bem de seu
direito.
E para que ehegue ao conbeeimento de
todos, mandei paBsar o presente edital, que
ser publicado pele imprensa e anisado nos
lugares do costume.
Dado e passado neBta cidade do Reoife,
nos 13 de Junho de 1888 Subsorevo e
assigeo.Ernesto Micbado Freir Pereira
da Silva.
Ihomiz Qarcz Paranhos Montenegro.
DtLARACOES
Pralontamenio da estirada de ferro
de Pernambuco e estrada de ferro
de Becife a cansara
Aviso
De ordem do Illm. Sr. director eneoheiro chefe,
faco publico que a concurrencia que devia ter la-
gar na dia 5 do correte, para o fornecimento de
materiaes e artigos diversos a esta n>prticao, no
semestre de Julbo a Desembro de 1888, fiea trans-
ferida para o dia 9, no edificio da estacao central
d estrada de Caruar. Outrosim, deelaro aos
senhores intereuados que para essa coocurreacia,
fiea da nenham effeito a claainla expressa no
edital da serem os concurrentes neftociaates ma
tricoUdos. Ricifc, 4 de Jalbo de 1888.
O secretario,
Manoel Juvenci de Saboya.
Pela inspectora desta alfandeg se faz publico,
que s 11 horas do dia 7 do correte mez serio
arrematadas em praca, porta desta reparticio,
as aeguintea mercadorias :
Armisem ?. 3
Urna caixa marca FS&Cn., coutendo 103kilo*
grammas, p a 1 bruto de aouuaoios de mais de'uma
cor, e 38 kilogramous de livroa impreasos com
capa de papel, viada de N-w-York ao vapor in-
gles Paraenec, entrad) em 4 de Maio do corren-
te anno, abandonada aos direitos por Faria So-
brioho & C
I lem, idem n. 6, contendo 2 kilogrammas, peso
bruto, de auauaeio3 de mais de orna cor e 108
kilograamas de livros ioipressis com capa de
papel, idem, idem, dem.
dem, idem, idem n. 5, conteodo 5 kilogrammas,
peso bruto, de aanuocioa de mais de urna c.,
viudo de Now-York no vapor americana Atliance,
entrado em 26 de Abril do corrente anuo dem,
idem. idem.
8' seccio da Alfandega de Pernambuco, 4 de
Julho de 188.-O chefe,
Domingos Joaquim da Fonseca.
Companhia de Edifica-
Assembla ge ral extraordinaria
Tendo-se na AsBembli, Geral extraor-
dinaria qae realisou se no dia 22, depois
de vencido e approvaao o augmento do ca-
pitel social, e quando discutiram-se os meios
de effectuar tal augmento, aventado a ideia
de que nao seria cob?rta a emissiv de no
vas aejo-a vista da depreciac&o do actual
capital da companhia resaltante dos pre-
juizos produzidos p-las obras que ella exe-
cu'.ou e pela natural depreciagSo do mate-
rial em conaeqaencia do trabalbo qae ha
anaos desempenha, e havendo a mesma
Assembla Geral extraordinaria resolvdo
que de novo e extraordinariamente se rau-
na a companhia com o fim especial de dis
cutir e se approvar, votar a acquisicSo do
actual capital social ao seu justo e real va-
lor, afim de tornar posaivel a acqaisicSo de
novo capital sem o qual nao pode a compa-
nhia proseguir na su miaso, convoco,'de
orlem da directora, para o dia 9 de Ja-
lbo prximo futuro, as 11 horas da manhS,
no essriptorio da CompaOhla de Bdificay&u,
Praca Pedro II n. 77, 1.- andar, a rea
niSo ala oompnnhta, em ssembli, Geral
e extraordinaria, para discutir convm ou
nao reduzr o actual capital social, e, no
caso affirmativo, qual a redaccSo, devendo
esta assembla constar de numero de ac-
cionistas que represente pelo menos, dous
tergos do capital, de accordo com o dispos-
to no paragrapho 4.* do art. 15 da le n.
3,150 de 4 de Novembro de 1882 a qual
rege as sociedades anonvmas.
Recife, 23 de Junho de 1888.
Ricirdo de Menezes.
gerente.
Theseoraria de Fazenda
De ordem do Illm. Sr. inspector, convi-
dos Srs. negociantes abaixo mencionados
para, no praso de tres das que Ibes fiea
marcado a contarde boje, virem assignar
na scelo do contencioso desta thesourara,
os termos dos contractos, feitos de accor-
do com as reapactivaB propostas approva
das p?la presidencia da provincia, para o
fornecimento de ganeros e artigos para o
presidio de Fernando de Noronha no 2.'
semestre do corrente anno.
Antonio de Uliveira Maia.
Fraga Rocha & C.
Joao W*lfredo da Medeiros.
Beltrao & Costa
Jos Rufino Chanco da Silva.
Rodriga Carvalho & C-
Maia e Silva & C.
Manoel Paulo de Albuquerque.
Joaquim Alvea da Silva Santos.
Manoel Joaquim Al ves da Costa.
Moura Borgea & C.
Em 4 de Julhe de 1888.
O secretario,
Dr. Antonio Jos de Sant'Anna.
De ordem d... Exxm. Sr.. Vea... Meat... e
em comprimento a deliberacio de Sup... Coas...
d... Most... Beserv... d... Ori... Mel
P. P... d... Eip... Bit... Bras... Cor...
Liv.. .{Pop... conv... a tod... os Irs... d... qoadr... a
comparecerem em nois... Cas... no dia 6 do cor-
rente s 6 1|2 horas da tardo, para reunidos em as-
sembl* g-ral proceder-se a eleicio da nova Beg...
como det-rmioa os arta 65 e 66 d... Const...
Becret... d .. Nob... Aug .. Cas .. Mac.. 3 do Ju
lhode 1888 E... C...
O secr..
______________N. 1,813 -Gr... 8ymb- 18...
Imperial Socledade des Artistas
Mecbanicos e Libcraes
De crdem do irinao 1 c adjunto em exerccio,
esnvido aos irmSjs que a acbam no goso de seas
direitos, n reucirem se em nossa sede quinta-feira
5 do corrente, pelas 6 1(2 horas da tarde, afim de
ter lugar a eessao de ussembla geral, devendo
eata ser felta com o numero que comparecer.
Secretaria da Imperial Sociedade dos Artistas
Mecbanicos e Liberaea do Pernambuco, em 4 de
Julho de 1S88. O 1- secretario,
Francisco da Costa Ramos.
Banco de Crdito Real de Per-
nambuco
No sortcio a que se proceden neste banco em
data de hontem 22, para o rsgate de 230 letras
bvpothecarias das qua existem om circulacio (1.a
2.a e 3.* series), detignou a sorte as dos nmeros
seguinces, as quaes serSo pagas pelo banco a con-
tar do pt-imeiro dia til do mes de Julbo prximo
futuro, e, quer sejam ou nao presentadas, nSo
vencero mais juros depois de 30 do corrente
Estas lettras sero pagas ao portador pelo seu
valor nominal de 100JOOO cada urna, bem como os
juros, e com os premios as abaixo mencionadas.
Tambe m sero pagos a contar do da 1 de Ju-
lho prximo futuro, os juros das lettras emittidas
nos anuos de 1886 e 1887.
Becife, 23 de Junho de 1888.
O gerente,
Jo5o Fernandes Lopes.
Confraria do Scnlior Bem Jesns da
Yia-wncra da larej* da Santa
Crac
De ordem da mesa regCdors, de novo sSo con -
vidados os irmos desta contraria a comparecerem
no consistorio desta igreja no dia 6 de Julho,
pelas 7 horas da n^ite, afim de ter lugar a eleicao
para provedor.
Consistorio da confraria do Senhor Bom Jess
da Va-sacra, 2 de Julho de 1888.
O cscriv&o,
Julio A. Seeades.
Mus Mos no
1
(Dividendo)
P^r ordem da directora communico sos Srs. ac-
cionistas que de 3 a 10 do corrente mes, nos dias
uteis, ser encontrado o Sr. thesoureiro, no eserip-
torio da companhia, das 10 horas ao meio-dia, para
faaer o pagamento do 27 dividendo, rasSo da
8 / E qe depois desse ultimo dia serlo os paga-
mentos efectuados as tercas-teiras e sabbados s
mesmas horas. Por cssa mesma occasio pagar-
se bao 01 joros das accoes preterenciaes e das de-
btnture que para tal fim deverio ser apreeen-
tadas.
Escriptorio do gerente, 1 de Julho de 1888.
A. Pereira Simtet.
PRIMEIRv SEBIE
NUMBBOS
82 1.016 3.156 5.234 6.962
89 1.041 3.173 5.270 7.019
98 1.077 3.434 5.324 7.130
132 1.196 3.465 5.327 7.151
166 1.236 3.611 5.390 7.178
179 1.306 3.638 5.420 7.258
181 1.359 3.706 5.500 7.318
199 1.458 3.721 5 528 7.347
370 1.655 3.791 5.557 7.363
371 .1.658 3.841 5.619 7.407
403 1.751 3.859 5.715 7.430
432 1.755 3.881 5 816 7-452
447 1.879 3.904 5.922 7.672
453 2.005 3-926 5.923 7.817
701 2.233 3.974 5 924 7 831
721 2.238 3.982 6.063 7.894
737 2.302 4.U.0 6.132 8.008
757 2.314 4.166 6.134 8.016
300 2.326 4.192 6.191 8.111
804 2.451 4.551 6 231 8.113
815 2.662 4 598 6.253 8.151
848 2.713 4.638 6.312 8.159
871 2.759 4.713 6.552 8.171
880 2.845 4.778 6 554 8.228
927 2.865 4.999 6.761 8.251
968 2.901 6.005 6.762 8 326
983 2.986 5.025 6.783 8.437
3.002 5.161 6.915 ,
3.120 5.218 6.924
SEGUNDA SEBIE
NMEROS
8.515 9.443 11.014 12.681 14.733
8.618 9 461 11.045 12.803 14.819
8.680 9.653 11.081 12.883 14.839
8.99 9-667 11-166 12.917 14.910
9.016 9.768 11.332 J8.H1 15.253
9.058 9.823 11.351 13.121 15.289
9 100 9.826 11.361 13.195 15.415
9.149 9.839 11.533 13.541 15.491
9.170 9.844 11 567 13.726 15.918
9.252 9.932 11.579 14.003 15.953
9.311 10.054 11.691 14 008 16.119
9.330 10 411 11.918 14.147 16.142
9 335 10.637 11.916 14.166 16.407
9.337 10.855 11.990 14.181 16.584
9.371 10.897 12.112 14.187 16.682
10.907 12.192 14.285
10.963 11.488 ;eira 14.6C SERIE 10----------
TEBI
NTMEROs
17.182 17.204 17.8*1 18.671 20 314
17.734 18.554 18.671 19.600
As lettras premiadas toram a; seguintes :
PBIMEIttA SERIE
NMEROS
6.134 1 OOJOO
60*000
30*003
10*000
10*000
10*000
SEGUNDA SEBIE
NUMERO
14.147 10*000
14.285 com... a * 10*000
14.819 c;m... ....... ! 10*000
PROLONGAMENTO DA ESTRADA Di
FERRO DE PERNAMBUCO E ES-
TR iDA DE FERRO DO RECIFE A
CARUAR'
Fornecimento de materiaes de constru
(So, graxa, azeito, furragons, tintas, chum-
bo, ferro, folba de Flaadres, kerosene,
lanteroa para eignaes, movis, plvora,
carvSo e artigos diversos.
De ordem do Illm. Sr. director, fago
publico que no dia 5 de Julho prximo
futuro, recebem-83 propastas, na secretaria
desdas estradas ra de Antonio Carneiro
n. 1-37, para o fornecimento de materiaes
de construccao, artigos diversos, etc., du-
rante 0 segundo semestre do corrente
anno, conforme as relac5;s que os propa-
nent's davem examinar, todos os dias
uteis, nesta secretaria, onde encontrarSo
tambem as bases para os respectivos coa-
tractos.
Oj proponentes dever2o apresentar-se
na repartija'! 12 horas do dia marcado
traaendo as suas propostas fechadas e de-
vidamente selladas, datadas e asaignadas,
as quaes especificarlo cada um dos arti-
gos com o respectivo preco, sem rasuras
ou emendas, e aoornpanhadas das compe-
tentes amostras.
Todas as propostas apreaentadas at
aquella hora serao abertas e lidas em pre-
s nca dos concurrentes, nao sendo recebi-
das outras nem retiradas quaesqaer das
recebidas depois de aberta a concurrencia.
Cada propooente far previamente a
caucao de 1U0# na thesourara destas es-
tradas, pira poder ser admittido a concur-
rencia, ficando entendido que aquellas que
forem preteridos para o fornecimento de
quaesqaer artigos, qae se recusaren! a as-
signar os respectivos contractos dentro do
prazo de 3 dias, a contar da data do aviso
qae por esta secretaria Ibes for dirigido,
perderXo o direito as qaantias entregaos
em eaacBo.
* S serao aceitas aa propostas de nego-
ciantes matriculados, que se habilitem com
oa respectivos documentos at o referido da
e hora.
Recife, 25 de Junho de 1888.
O secretario,
Manoel Junenc.o de Saboya.
Arsenal de Guerra
De ordem do Illm. Sr. major director, previne-
se|s eostareiras deste arsenal, que possaem guias
de ns. 1 50, qae nos dias 4, 5 e 6 do corrente
mea, santo distribuidas costuras, devendo as pro-
prias costureiras vir receber as mencionadas cas-
toras.
SeccSo das costuras do Arsenal de Guerra de
Pernambuco, 4 de Julbo de 1888.
Flix Antonio de Alcntara
Alfe.es adjunto.
Companhia de BeberTbe
NSo se tendo realisado a Assembla Ge-
ral ordinaria desta companhia no dia 2 do
corrente mez, por nao se ter reanilo ac-
cionistas qae representassem o capital fi-
zado pela le:, silo de novo convidados para
a reaniSo qae 89 jealisar no dia 10 des-
te mes, ao meio dia, com qualquer que
seja o numero dos Srs accionistas pre-
sentes, como dispSe o art. 24 de nossos
estatutos.
A Assembla Geral tem Dor fim tomar
conta da geatSo dos negocios sooiaes do-
rante o anno fiado, para o que lhe ser
aprosentado o parecer da oommissla fiscal
e o relatorio da directora.
Na mesma occasiSo se proceder a elei-
(80 da nova commissSo e presidente e se-
cretario da Assembla Geral.
O local da reaniSo ser o do costume, a
roa do Imperador n. 71 1.a andar.
Reoife, 4 de Julho de 1888.
Ceciliano Mamede A. Ferreira,
Director gerente.
Jos Eustaquio F. Jacobina.
Director secretario.
CIRCO CHILENO
No largo do Arsenal de Guerra
(.ItWDi: (OMPIMHA
eqnestre, gimnstica, acrobtica, coreographlca, zolooglca,
equilibrista, funambulesca, factica e mmica
EHPREZi DO (iAZ
Pede-se aos Snio-
res coDsummidores que
queirain azer qualquer
comunieaco ou recla-
macao, seja esta feita no
escriplorio desta empre-
za na do mperador n
29, onde tambem se re-
cebera qualquer conta
que queiram pagar.
Os nicos cobrad jnes
externos sao os Senhores
Hermillo Francisco Ro-
drigues Freir e Manoel
Antonio da Silva Oli-
veira, e quando or pre-
ciso o Sr. Antonio Mar-
ns Carvalho.
Todos os recibos
desta empiezadeverao
ser passado em taloes
carimbados e firmados
pelo gerente sem o que
nao tero valor alg-u.n.
George Windsor.
Gerente
Thcalro de Olinda
Espectculo em beneficio do monumento
jommemorativo da abolicSo do elemento
servil, cedido graciosamente pela socieda-
de Melpomene Olindense oom o ooncurso
dos artistas dramticos D. Rosa Manhonca
e Sr. Manhonca.
SABBADO 7 DE JULHO
Honrado com a presenca de S. Eso. o
Sr. desembargador presidente da provin-
cia, Cmara Municipal e primeiras autori-
dades da comarca.
Programma
Urna banda marcial ezecutar o bymno
da aboliclo desde que S. Ezc. compare-
cer no camarote qae lhe est destinado ;
aeguindo-se ama linda overura pela or-
chestra a cargo do insigne maestro Rosas.
Dar cornejo ao espectculo a recitacao
em scena aberta de urna poesa patritica
ezpressamente escripia :
- 13 de Maio!
sargindo aos ltimos versos urna spotheo-
H tu- ;
EMPflEZA [ DIRECTO
DE
D. HONORIO PALACIOS
Amanha quinta-feira 5 do corrente
Grande e samptaoso festival em beneficio da LUZM
A ESTRELLA DO NORTE!"
Offereoido a seus admiradores e ao publico em geral
Trabalhos botos Programma deslumbrante !!
Ultima semana! Ultima!
TOMAM PARTE AS CELEBRES:
Estrella do Norte Estrella do Sul
Estrella d Brazil! Estrella do Mar
A familia Palacios e o Sr. Daniel Castro exhibirlo brilhantes exeroicios.
Camarotes com 5
Cadeiras .
Geraes
o Sr. Daniel Castro exhibirlo
PREQOS:
entradas.....100000
. 2,5000
......1000
Principiar a funccSo s 8 1/2 horas.
O SECREARIO, OMCALVEI
BANCO INTE1ACI0M
DO
Capal
BRASIL
30,000:000
dem reallsado 19,ooo:Ooo
A caixa filial d'este Banco fuaeciona ra do
Coa.mereio n. 40, sacca, vista oa a pi aro, con-
tra os seguintes correspondentes no estrangeiro:
( Banco Internacional
LONDON......! do Brasil,
London office.
o fe Coaniy
( Banking Compaoy L.'*
raque de Parla dea
..... u
( .oad
PARS.
'(
Sambar go
Berlim..........]
Bremente........!
Frankfurt s/ Main j
Antuerpia.......)
Roma....
8enova. .
a polca..
Milao e raais 340
cidadea de 'Ita-
lia........"....
Madrid..........
Barcelona.......
Cadia...........
Malaga........
Tarragona......
Valenci e ontras
cidade- da Hea-
panha t silbas
Canarias......'
Lisboa.........)
Porto e mais ci-f
dades de Por-1
tugal e ilhas...;
Bueoos-Avres... .)
Montevideo......
Nova York......
Pays-Bas.
Deatscbc Bank.
Basque d'Anvers.
INDBMNISADORA
MARTIMOS TERRESTRES
Estabeleclda em 1883
CAPITAL 1,000.0001
SINISTROS PAGOS
Al SI de Deseaba** de 1SS4
Martimos..... i,ilO:000$000
Terrestres..... ol6:000$006
44Ra do Commercio44
MARTIMOS
Banca Genrale snai
agencias.
Banco Hipotecario de
Espaua e sOaS agen-
cias.
Banco de Portugal e
snas agencias.
Bi-
Engliah Bank of the
ver Fate, Limited.
G. Amsink & C
Compra saques sobre qualquer praca do impe-
rio e do estrangero.
Recebe dinheiio em conta corrente de movi-
mento com jurosra raso de 2% ao anno e por le-
ras a praro a juros convenconadoa.
O gerente, William M. Weberts
R0Y4L MIL STEAM PAOIT
COIPANV
Vapor La Plata
Liberdale
Em seguida ser representado o magni-
fico drama seropre appltadido pelas plateas
Ilustradas:
it
Terminando o espectculo a .cbistosa
comedia ornada de couplets, verdadeira
fabrica de risos.
lima experiencia!
Nos iotorvallos tocar a banda marcial.
A com-nisaSo do espectculo no intuito
de melborar as condicS^s do theatro, obte-
ve da mnoifipalidade, em cajo predio frac-
ciona, aatoriscao para abrir am ventila-
dor por sobre o lustre e se eaforcar par
off-recer toda a somma de commolidades
s pesso-is qae si digoarem aceitar bilhe-
tes.
A estas pede ella para devolvaram os bi-
Ibetes qae nSo aoeitarem em vez de trans-
fenl os a outrem ; assim como qae na noi-
ta do^espectaculo levem as suas esportulas
para serem entregues na porta do theatro
respectiva cemmisso.
Estando distribuidos desde domingo os
bilbetes de camarotes, cadeiras de Ia olas-
se e galeras, a s-raoaceitos oa qae forem
devolv los st o dia 5 ao meio dia. O res-
to dos bilhet'S de cadeiras de 2a classe
aoha-se venda na eata^So do Varadoaro,
e no dia do espectculo no escriptorio do
theatro.
Comecar s 8 1[2 da noite.
Haver trem para o Reoife e Beberibe.
{
CD'ITTB. TBO
Til LiTBTDOOl & Li k Mi
Biackbnrn, Needham i ,
Ra do Commercio n. 8
Coiflilwiipal
Espera-se da Europa at o
dia 6 de Julho, segnindo
depois da demerade [costme
para
Baha, Ro de Janeiro, Monte-
video e Buenos Ayrea
O paquete Tamar
E' esperado dos por-
tos do sol at o dia 8
de Julho e sagui-
r d pois da demoia
aece=saria para
9. rcente, Lisboa, V'lgo, A-
tuerpla e Sonthampton
educcSo d passagens
Ida Ida e volt*
A Southampton 1> classe t 28 4S
a.' Lisboa 1 classe t 20 30
Camarotes reservados para oa passageiros de
Pernambuco.
Para paasagens, frates, etc., traeta-ae oca ee
AGENTES
Amorim Irmos &C.
S. 3 RA DO BOM JESS -N 3.
DE
Seguros contra Fog*o
ESTs 1803
Edificios e mercadorias
Taixas batxas
Prompto pagamento de prejuizos
CAPITAL
Rs. I6,000:04M>00
Bourno c
H. 5RA DO COMMERCIO-N. 5
London k Brasllian Bank
Limited
Ra do Commercio n. 32
Sacca por todos os vapores sobre as cai-
ras do mesmo banco em Portugal, sendo
em Lisboa, ra dos Capelliats n. 75. No
Porto, ra dos Ingleses.________________^_
Companhia de Seguros
AGENTE
Miguel Jos Alves
N. 9 Has do Rom SEGUROS MARTIMOS E TERRESTRES
Nestes ltimos seguros a nica companhia nesta
praca que concede aos Srs. segurados isempco de
pagamento de premio em cada stimo anno, o que
equivale ao descont annual de cerca de 15 por
eento em favor dos segurados.
Companhia fre j&ejjuros
contra rasa
NORTHERN
de Londres e Aberdeen
Posicao financeira (Dezembro de 1885) i
Capital suDscripto 3.000,000
Fundos accumulados 3.134,348
Recelta annual:
De premios contra fogo- 577,330
De premios sobre vidas 191,000
De joros 132,000
O AGENTE,
John H. Boxwell.
:SEGM)S
MAITIXOS G0|TR4 FOGO
Companhia Pite ni x Per-
nambncana
RA DO COMMERaO N. 26, ANDAR
9
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da Prata.
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a
I f. f I
o o o '
&*!
\

Qitad States k Brasil 1.8. & a
O paquete Finalice
E' esperado dos porto ac sal
at o dia 6 da Jalao depois
da demora necesaria asgai
__para o
ttarbados, t Thomaz
e c w-York
Para carga, paasagens, eicm^jcndas 9diaaeir>
frete, tracta-sa com os
Para,
0 nw AlliiiH
Espera-se da New-Port-Naw*
at o dia 12 .o Jalao o aaai
segmra uepoit dn asasan ae-
l<>8saa|B para a
Babia, Rio de Janeiro autos.
Para carga, paasagens, e encoraaendaa traeta-
te com os
HetVY Forsler i C.
N 8 RA*DO COMMERCIO-^
!. andat
i
\,




/
V
it'Tn? w
CtBptuMt Braillelra de Bfave-
0 vapor Maranhao
Commandante o capit&o de fragata Ped o
Hyppoitto Duarte
' eaparado dos portos do enlat
o di 7 da Julbo, e seguir
rdepois da demora indispensavel.
[para o portot do norte at Ma-
nos.
Is nrarr"J"~ aio recebidas na agencia ate
1 hora da tarde do dia da aahida.
Para carga, passagens encommendas e valorc
tracta-aena agencia
PRAA DO CORPO SANTO N. 9
PORTOS DO SL
O vapor Pernambuco
Commaadanta Francisco Antonio de
Almeida
E' aperado dos portoa do nor-
te at o dia 5 de Julho e de-
rpBs da demora indispensavel,
[seguir para os portos do sal.
__i lamben carga para Santos, Santa Ca
tharina, Pelotas, Porto Alegre e Rio Grande do
Sal, frete n-odico.
As encommendas s serio recebidas na agencia
at 1 hora da tarde do dia da sabida.
Para carga, passagens, cncommendas e valores
tratas* na agencia.
PRAQA DO CORPO SANTO N. 9
CHRGELRS REIMS
CfempaeJtla Franceza de Navega
ci a Vapor
Linha quincenal entre o Hpvto, Lis-
boa, Pernambuco, Baha, Rio de Janeiro e
Santos
0 vapor Vi de MoMo
Commandante Viel
Espera-ae da Europa no dia
7 de Julho e seguindo de-
pois da demora necessaris
para
Babia, Rio de Janeiro o Santoa
Roga-se aos Srs. importadores de carga pelos
vapores dcsta inha, quciram apresentar se dentro
de 6 das a contar dn da descarga das alvarengas
ifnaliiain rvcumacao c,ucerneute a volames, que
orventura tenham seguido para os portos do sai
aiai de se poderem dar tempo as providencias,
nocesearias.
Expirado o referida preso a companhia nao se
responsabMita por extravos.
Linha regular entre o Havre, Lisboa, Per-
nambuco, Babia, Rio de Janeiro e San-
tos
0 yapr Tille de Pnto
Commandante Sebire
Esperase dos portos do snl
no dia 10 de Julho segumdo
depois de indispensavel demo-
ra para o HAVRE, tocando em
L.IKBOA.
NTRARA' DENTRO DO
PORTO
Conduz medico a bordo, de marcha rpida 9
cflf re:e excellentes ccmmodcs e ptimo passa
dio.
As passagens podero ser temadas de ante-
mi.
Recebe carga, enco.i mendas e passageiros para
08 quaes tem excelentes aceorninodac-'s.
Para carga, pai sagens, encommendas e dinheirt
a frete : trata-se com o
AGENTE
Aopsle Labille
9-RA DO CMMERCIq-9
Pacific Steam iavigiuon Lootpanv
STRATTS OF MAGELLAN UNE
Paquete Sorata
Espera-se dos portn
do sul at o dia 16 de
Julho seguindo
para a Europa depois
|da demora do costume,
tocando em
Lisboa. Bordeaui, Plyuoulh e
Liverpool
Para earga, passtgeiros, enc.mmendas e inhdei-
ro a frete, trata-se com os
AGENTES
Wllson Sons Jk C, Limited
K> 14 ->A DO COMMERCIO-N. 14
COMMXntt Pi:R\4HfclC4\A
DE
avegaeo eosteira por vapor
PORTOS DO NORTE
Pmrahyba, Natal, Macu, Mossor, Araca
ty e Cear
0 vapor Jaguaribe
Commandante Monteiro
Segu no dia 7 de
Julho a 6 horas da
tarde.
Recebe carga at o
Idia 6.
ommendae, passagens e dinbeiros a
at as 3 horas da tai de do dia da sahida.
frete
ESCRIPTORIO
ciaea da CoMpanhla Peraanfeo
cana a. 1
*
Scxte-feira,y|V(do corren te, (ffdctua o agente Pin-
to, o leilo deSaaendas avariadas, descarregadas
de bordo dos vapores Tamar e acholar, em aeu
armazem 4 ru. Marque de linda n- 53.
Leilo
s
Quinta-feira, 5 do crtente
A'S 11 HURAS
armazm na do Impera
dor n. **
De casas terreas
Q .agente cima, por mandado e assistencia do
Exm. Sr. Dr. jais da prsvedoria, vender em le -
lio as casas terreas mei'agoas, pertencentea ao
acervo do inventario da finada D. Mariana de Fa-
riss Botelbo, a requerimento do commendador Ma-
nuel Jos da S;lvi Guimates, iaventariante dos
meamos bens, sendo a casa terrea n. 55 ras do
Rosario da Boa-Vista, junto padaria, e mais 4
mei'sguas. O mesmo agente darisclarecimtntcs.
Em algaida vender mais urna casa terrea n. 7
rna do Principe, em solo praprio e rende 254000
por mea.
Agente Pinto
Leilo
De 19 calas can cebla* navas
Quinta feira & do correte
A's. 11 horas
No armaaem do Sr. Joa Lua junto da
guarda moria
Leilo
De miudesas, perfumarlas, jarroe de loues, vi-
dro e bronte, candieiros de louca, vidro e bronse,
pequeos, grandes e de sospensSo, lamparinas,
chapeos para seohora, qoadroa, albuns e ontros
muitcs artigos da loja de miodeaaa.
ttalniat reir, wexta felra e sabbado,
5, e e ? ao correaste me
A'a 10 1/2 horas
Na ra Dupue de Carias n. 87
O agente Modesto Baptista, aatoriaado compe-
tentemente far leilo das mercaduras existentes
na loja de miadeass cima declarada, para liqui-
dadla da meama, em lotes a vontade dos compra
dorea.
Grande e variado
Leilo
De sellas, aellins, silhoas, redeas, chicetes, re-
tanques, eabeoadas, chicote para carro, ferragens,
ssarroquins, papel, seo, espingardas para caca, sa-
bonetes, cartuchos, espoletas, espoletas para re-
volver, capsulas para revolver, botosa, vidros, ca-
deiras e multas outras quinqailharias e objectos
que serlo vendidos para feichamanto de contas.
Ao correr do marlelio
Sabbado, 9 do correte
A's 11 horas
No armaeem ra do Marques de Olinda
n. 48
POR NTERVENC Ao DO AG ENTE
Gusmo
Aencao
Precisase de urna mu Iher de meia idade que
entenda de todo trabalho de easa, que tenha m ai-
to bom comportamento e nao tenha vicios, afim
de tomar canta da casa de um homem solteiro.
A tratar na ra Vidal de Negreiros, antiga do
Terco, n. 96, das 3 horaa s 4 da tarde, e das 7 a
9 da noite.
Leilo
Agente Stepple
Leil&o
Definitivo
De casas terreas e um sobrados de trez
andares
ojota felra, do corrate
No armazem ra do Imperador n. 16
A'a 11 horas
O agente cima por mandado da inventariante
do espolio do finado aen marido deeemoargador
Pranciaeo de Asa Oliveira Maciel, fi com o alva-
r de licenca do Exm. Br. Dr. joia de direito da
provedoria de capellas e residuos, levar a leilo os
bens teguintes :
ma casa terrea sob n. 81, roa Velha de ban-
ta Rita.
Urna dita dita sob n. 72, -roa Nova de Santa
Rita.
ma dita dita sob n. 66, roa Nova de Santa
Rita.
Urna dita dita sob n. 17, ra dos Pescado-
res.
Urna dita dita sob n. 89, roa Vidal de Ne-
greiros.
Urna dita dita sob n. 40, ra de S. Jos.
Urna dita dita sob n. 11, no beeo do Pci-
nbo.
ma dita dita sob n. 1, ra da Cadeia Nova.
Una dita dita sDb n. 19, traveesa de 8.
Jos.
. Urna dita dita sob n. 21, na mesma travessa.
Urna dita dita sob n. 19. no beeeo do Car-
vo.
Urna dita dita sob n. 21, no bceo do Carvo.
Urna dita dita acb n. 54, na Porte.
Urna dita dita sob n. 4, no be -co do Falcan.
Uioa dita dita sob n. 6, no mesma fcceo.
Um sobrado de 3 andares n. 11, ra do Amo-
rim.
Vb Srs. pretendentes, desde j poden examinar
os cites predios, e para qaalquer informacao o
mesmo agente dar.
Agente Stepple
Leilo
Sexta felra O de Julho
A' 10 1/2 hora da tarde
O leudo ser efectuado na cmara da cida-
de de Olinda
O agente acirr-a a mandado do Exm. Sr. Dr.
juis de direito dr. provederia de residuos da co-
marca de Olinda, a requerimento do Dr. Bernar-
dio do Sena Dias, inventariante dos bens que
constitoe o espolio do conego Joaquim Perreira
dos Santos levar a leilai, a grande Hvraria com
di verana obras imp rtautes.
Os ra. pretendentes desde j poderj emen-
de r-ee c:m o agente cima
No armazem ra do Imper ador n. 16
4. e ultimo leilo
Do sobrado de 3 andares e soto, tendo o oitae
da norte livre, sito ra do Bom Jesas n. 20, an-
tiga rus da Cgrus, em chao proprio eervindo de
base ft.tfif.rta do G;200iQ >0.
do correte
As 11 horas
No armaaem ra do Mrquez de Olinda
n. 48
De um terreno proprio com oasa de taipa
no lugar Coqueiros, no Arraiai, junto
ao Pedro Alm, tendo o terreno 100 pal
moa de frente e 500 de fundo.
Sa&bado 9 de Julho
A's 11 horas
No armazem ra do Imperador n. 16
AVISOS DIVERSOS
Aluga-se casas a 8*01/0 no becco dos Goe
nos, junto de S. Gonoatto : tratw a rva di
mperatrls n. T6._________________
Af g otfcr m 408 rti dm
Aurora, com mobilia ou sem ella, e com agua para
bauho e banheiro : a tratar na mesma
Precisa-se de urna cosinheira e de ama en -
gommadeira, para casa de familia ; quem se achar
habilitada, dando nanea de seo bom comportamen
to, dirija se ra de Cabag n. 16, loja. Paga-
se bem.
Aluga-se a grande casa da ra da Aurora
n. 119, com bons commodoe, agua e gaa encana-
dos, por mdico preco, acha se Iimpa ; a tratar
na meema ra n. 121.______________________^^
__ Precisa se de urna cosinheira que entenda
bem de sos arte e darma tm cusa ; a tratar na
rna do Ri&chnello, antigo Corredor do Bispo n.
57, poito de ferro. ______________^___
Precisa-se ra da Aurora n. 81, 2o nndar, de
um criado de 12 a 13 annos, pa-a servico de pe-
quena familia. Exige-se certificado de boa con-
ducta.
de urna perita cosinheira para
a tiat r na ra Baro da Victo
O MICROBIO
Blennorrhagia
6 radicalmente aniquilado pelo emprego da
INJECCO CADET
DEPOSITO QEBAL:
r&an, Boolerard Denaln. 7, PARS
Ver a Noticia que terte de embrulho a cada
tidro da Injeef&o Cadet.
Delitos em todu u trlidptM Ftarmaclu lo Brutl.
Caixeiro
Precisa-se d um menino ern pratica de rna-
lhados : aa ra de Bortas n. 17.
Preciea-sa
casa de familia ;
ria n. 46, loja.
Precisa- se de ama cosinheira que durma
em casa ; a tratar na roa BarSo da Victcria n.
39, segundo andar. __________________^^^
Precian ta de um hemem para tratar de um
sitio ; na estaco da Juqoeja, sitio do Dr. Va-
jenca. ____
Amas: Precisa-sede urna paracosinhar e com-
prar para tres pessoas e entra para lavar, engom-
mar e mais cervices; a tractar na ra do Bemfica
n. 5, segundo sebrado ao paisar a grande ponte
de Msgdaltna.
Aos Sr?. Alves de Britto & V i ra do Livra-
mento n. 12, pode-se entregar qualquer cfierra
para c Gremio Litterario Recreativo Panellense.
Panellaa, 26 de Junho de 1888.
Pelo conseibo,
Arsenb Cordeiro Kibeiro Campos.
Mano* I Pereira da Cruz, tendo de rdtirar-se
da freguezia do Poco, tem nesta d8ta encarrega-
do de BUR8 casas o Sr Je S) Baptisti da rtessur-
reico, cem qaem os preteodentes se poderlo en
tender. Poco da Panella, 3 de Julho de 18H8.
loaqnlm los Fernandos
Maria Rusa Feroandes, Francisca Luisa Fcr-
nandes (ausentes), Luisa Sabina Fernandos, An-
tonio Jos Fernandes, Manoel Jos Fernandes,
agradecer a todas as peesdaa que se dignaram
acompanhar os restos mortaes de sea presido filho,
pai e irmSo, e de novo cenvidam a todos os amigos
e parentes, para assiatirem s miasas do 7 da, na
matriz de Santo Antonio, no dia 7 do corrate, s 8
horas da manh, pelo que antecipam desde j os
seas sineeios gradeeim-ntos.
Padre Dlosro de Barrsa A tanjo
Francisco Floro de Barros Araujo, Jos Teren-
cio de Barros Araaj", 'oaquim Dicoisio de Bar-
ros Arauj), Maria Mngdalena Cabral de Araujo,
Mara Jos de A aujo, Maria Isabbl de Barros
Araojo, Maria Regina de Bsrros Araujo, Maiia
Jos de Barros Araujo, O.ivia Alves de Araujo,
Targino Cabral de Mello e Francisco Gomes Ta-
vareo da Silva, convidam a todos os parentes e
amigos do fallecido padre Diogo de Bsrros Aran-
jo, para assistircm a miasa do sotimo dia, na ca-
pella do cemiterio publ co, pelas 7 horas da ma-
nh do dia 7 do corrente, < desde j se confesaam
eternamente (.gradeoidoa.
Im seguida
Da easa terrea sita raa <*e S. Jorge n. 3, fre-
guezia de 8. Frei Pedro Goocalvee do Recife, est
alugada.
De um terreno aito roa do Padre Nobrega,
treguezia de S. Jos, eoaa 30 palmes de frente e
fundos at rna Marqoea do Herval.
O agente Gssaaio antorisado far leilo dos
predios sniaaa meaaeiosMulcs pelss (Sertas cbtidas
no ultimo leilo.
Da armacjlo gneros e pertences e de um
cofre ingles pro va de fogo do fabricante
Hilaos.
SEXTA FEIRA 6 DO CORRENTE
A's 11 horas
Offerece se um nomino, e eua mu.her para
seguir com qaalquer familia estrangeira pira lora
da capital : quem desejar deixe carta neata typo-
grapbia com as iniciaes J. M. A.
Casa para alagar
Aluga-re a casa n. 2 ra Princesa Isabel,
sendo a melhor da mesma roa pelos condicoea es
peciaes, muito fresca e de grandes commodoa in-
ternos c cxtei ca ; a tratar na ra da Aurora n.
Bft, entrese acBam as chavea, ou ra do Impe-
rad r n. 28.
Criado
Precisa-se
numero 109.
de ca eriado ; na ra da Aurora
Ao com ni cr ci e a o pu-
blico
Os abaixo assigoados, participara geralmente
ao comtr.ercio e ao publico, que o Sr. Joo de
Pai va Alcoforado. deixcu de ser nosso empregado
desde o dia 25 de Junho prximo passado e nao
nos responsabilisames por qaalquer transaeco
feita pelo mesmo eeohor, em qualquer condicSo.
Recife, 2 ae Julbo de 1888.
A. |M.da Rosa & C.
ASA
Compra-se urna casa terrea na freguezia da
Boa-Vista em perfeito estada e que tenba tres a
quatro qoartos, duas salas, as segointes roas :
Na ra de Pedro Affonso n. 34, antiga da I Arago, Conceico, Gervaaio Pires, Hospieio, ra
Praia I Velha e Matriz, e que nao exceda de 3:000^000 o
mximo ; quem tiver nestas coodiedes, dirija se
O agente Martins, competentemente antorisado
far leilo da armaco, gneros, pertences e um co-
fre ingles da taverna da ra de Pedro Alfonso
n. 34, em um ou mais lates a vontade dos com-
pradores, para liquidar definitivamente.
A taverua muito afregucaada e tem grande
sortimento de iooea.
Leilao
de fazendas avariadas, descarregadas de
bordo dos vtpires Tamar e chalar
emavreira. 6 de Juiuo
A's 11 horas
O agente Pinto levar a leilo, per conta e ris-
co de quem pertencer, de dlfferentes fazendas ava-
riadas, parte dj diversos volames descarregados
dos valores Tornar e Scholar.
BEM COMO
algodos nacionaes, camisas, grvalas, chapeos
para bo mena e senhoraa.
Ra Margues de Olinda n. 52
Leilo
raa da Imperatris n. 78, loja.
CONSTIPACOES, BRONCHITES
Irritacao do Paito e da Garganta
Contra essas afreicoes, a pasta peitoral e o
XAROPE r!,- NAFE de DELANORENIER, de PARS,
S*suem urna eficacia lnfalllvel verlllcada pelos
cmroros da Academia de Medicina de Franca. Nao
contendo opio nem to pouco saes de opio taes
como Morphtna ou Coieina, esses productos mi-
nistrao-se com ptimo xito e seeuranca s
enancas soffrendo de Toase ou Coqn-rluche.
_____Deposltoi na$ Pharmacia do Hundo infero.
(armella Carolina de Sonsa
Travassos
Jos Quintino de Soasa Travassos convida aoa
parentes e pessoas de sda amizade aasistirem
as missss que manda rezar na matriz da Boa-
Vieta, pelas 7 1|2 hor.is di manh do dia 6 do
corrente mez, por alma de sua prezada mulher
Carmelia Carolina de Hoav Travassos, 1 anni-
versario deseu" nisa.m nt pelo que antecipa
seus BgrdVcimentQs.
Saula Casa de scrlcordia do
Recae

Justino Jone de Sonsa Campos
Devendo a junta administrativa mandar cele-
brar na igreja de N. 8. do P.raiao, pelas 8 horaa
da manb do dia 5 do c rrente, trigsimo do falle-
cimento do irmo Justino Jos de Soasa Campos,
que cecupoa o cargo de mordomo, orna mise so-
lemne de rquiem por sua alma, sonvida aExma.
viuva, filhos, mi, irmos, parentes r. amigos do
finado para assiatirem a esse piedoso acto, assim
como a t.d is os aesborea sorrtomos.
Secretaria da Santa Casa de Misericordia do
Recife, 2 de Jniho de 1888.
O eacrivao,
^____________Pe 1ro Rodrigues de Sonsa.
5

Na ra Pormosa n. 8, precisa se de ama ea-
gommadeira e de um criado.
luallnc Joa de Souna lampo
Luis Salazar Mosccso da Veiga Pessos, sui
mulher e filbos, tendo de mandar celebrar orna
miasa na matria da Boa-Vista por alma do seu
sempre lembrado compadre e amigo dedicado. Jas-
tino Jote de Soasa Campor, s 8 horas da manh
de quinta-ielra 5 de Julho, trigsimo dia de seu
passamento, convidam as pessoas de sua amisade
e aoa parentes e amigos do fallecido para assiati-
rem-na, confessando-se penhorados aos que cm
parecerem afease piedoso acto.__________
CUIDADO COM
FALFIC*COS!
O LENCO O TOUCADO
E O BANHO
Aluga-se barato
Raa Visconde de Itaparica n. 43, 2. sndar.
Baixa Verde n. 1 B.
Ra do Visconde Pelotas n. 5.
Ba do Marques de Olinda n. 48, 3" andar.
Rna do Visconde de Itaparica n. 43 2*. andar.
Kua Visconde de Itaparica n. 43, armaaem.
Baixa Verde n. 1 B
Ra Visconde de Pelotas n. 5.
Frata-se na na do Commerao n. 5, 1* andar
es.'r'ptrio de Silva Quimarea & C.
Aluga
se
ou vende-se no Pamameirim ou Crus das Almas
n. 10-A urna grande e exeellento c*a oom g" e
gas, tendo um bom sitio, a qnal confronta com a
casa do fallecido Dr. Leal ; a tratar na ra do
Aprtlo n. 30, 1- andar, ou em Fernandes Vieira
numero 11.
Aluga-se
ou vende-ae a casa sita Crus das Almas ou Par-
nameirim n. 10-B, com commodos para ama pe
quena familia, tendo um bom sitio, e acha-se
limpa ; a tratar na ra do Apollo n. 30, 1 andar,
ou cu Fernandos Vieira n. 11.
Aluga-se
A casa n. 10 na ra da Fandico, Santc-Amaro
das Salinas ; tratar na lytograpbia de J. .
Pureell, ra do Marques de Olinda n. 8.
Ate
o magnifico s~.bre.do n. 21 rna da Uaio
tender se ra da Iuiperatriz n. 19.
Ama
Anda se precisa de urna ama QBE cnteoda de
cosinha, lave alguma roupa e engomme, obrigan-
do-se a dormir em casa ; na raa de Santa Thereza
numero 20.
Ama
Precisa-se de urna ama que engomme erm per-
feico para casa de familia ; a tratar na rna Ba-
ro da Victoria n. 7, 2" a o dar.
Ama
Precisa se de urca rma para cosinhar
de Pedro Affonso n. 70.
na ra
Ama
' Precisase de ama ~ma para servieo domestico
na tua Baro da Victoria n. 69, 2- andar.
Ama
de menino c coatareira : precisa-se na roa Nova
n. 15, loja de chapeos de sel.
Ama
Precisa-se de ama ama para comprar e cob-
nhar ; a tratar na raa de Pedro Afionao n- 22.
Ama
Precfba-be d-' urna ama pan* c ~-. de pouca fa
milla ; na roa da Penha n. 7, 1- andar.
Precisa-se de ama ama
de S. Francisco n. 10.
Ama
para cesinhar ; na raa
Ama
Precisa-se de urna ama para andar com urna
crianca ; a trttar na ra Formosa n. 37.
Ama
Precisa-se de duas amas, sendo ama para lavar
eengommar, e outra para cosinhar na ra do Ran-
gel n. 9, padaria.
Ama
3- leilo
-rte do sobrado de 3 andares e sotas n. 31
aito roa do Amoriui
Quinta feira 5 do corrente
A'S 11 HORAS
i armazem da ra do Bom Jess n. 49
ote Alfredo Gaimarles, por alvardoll'm
r. juiz dea feitoa da fazenda, levar a
I S 6* parte do predio acuna mencionado,
^^^Bamento da faz nda nacional, perteneente
representado peh 8r.
siiiiiiiiiiiiiiiHiU.
Da 11 garrafSes oom cevaijiaha, 1 sacco
com rolhoeB e 1 caiza com 46 latas\com
leit~ coodeoaado.
-sexa-feira. do eorrente
A's 11 horaa
No armazem da ra Mrquez de Olinda
; n. 48
O agente Gusmo, autorisado por despacho do
Exm. Br. Dr. juis de direito do commercio far
leilo dos gneros cima mencionados pertencentea
a rsaata fallida de Jlo Moreira & C
20$O08
Leilo
i)!B*-
Da casa terrea Bita travessa dos R
Nos n. 27
O agenta Martins far ssitta. por mandado do
Illm. Sr. Dr. juia substituto dos Feitos da Fu-
senda, da easa terrea cima, com, 9 salas, 2- qnar-
tos, cosinha fra, quintal murado, a qual foi pe-
nhorada a Joanna Maria da Eoneeca pela Fa-
zenda Proviaeial.
sahbado, do coree alte
A's horas
No armazem ra da lsperador n. 16
Aluga-se a ctsa n. 16 da ra do Riachuello,
antiga do Destino, na Boa-Vista ; a de a. 4 da
travesea do Freitas ero S. Jos ; de n. 6 por
14*000 ; a de n. 8 por 16# : a de n, 16 rna da
Via-ferrca, com 2 salas, 2 quartos, ccainha, quin
tal, 1 soto e cacimba ; o sobrado n: 63 ra do
Apollo por 20* ; o 2- andar ra da Guia n. 62 ;
todas liaopas: ai chaves, os bilhetes iedieam que
esto junto, e trata-se na rna da Guia n. 62.
Baixa de eapim
Ha para alagar ama baixa da eapim, tendo te-
Iheiro para animaes e casa para residencia ; a
tratar na ra do Vigano n. 1, 1 andar.
Bom negocio
Vende se casa de negocio sita iaa da De-
tenco n. 9, com pouco capital, proprm para prin-
cipiante, e o motivo ae dir ao comprador ; tra-
ta-se na mesma. Ao meen.o tempo adnitti-se um
aoeio cora o c.pitnl de 5< 0f a 600j.
Barreiros
O Sr. Antonio Hollanda Cavaleante (T) queira
mandar entregar ao proprietsno a carta de flanea
que receben pelos alaguis da casa de que toi pro-
curador, sob pena de ser respousabilisado per
aeus alaguis.
.Precisa-se de nma ama para andar com enan-
ca ; a tratar na raa de Fernandes Vieira n. 66.
Precisa-se de urna ama para cosinbar ; a tra-
tar na roa Baro da Victoria n. 54, na nova agen-
cia de movis. *
Precisa te de ama ama de meia idade, que seja
boa cosinheira : na ra Vidal de Negreiros nume-
ro 134.
m
Precsa-se de nma para en-
gommar e lavar reupas de enan-
cas, no l' andar da typoraphia
do "Diario."' __________
Amas
Na da rus Conquista n. 21 precisa-se urna ama
para cosinbsr e ontrs para engommar e mais ser-
vicos de easa de familia, que durma em caaa.
Frederico Moulin
Afina e concerta pianos
Aceita chamados para fra
Pode ser procurado
A' roa do Imperador a. 43 na
typ, do < ooimerelo
0 Remedio do Dr. Ayer
CWEHA sezo-:s.
E' um tnico forte puramente
pelo coi.' '-iico los seus elei-
tcs, Garant!,-. coma remedio errto para
as febres malignas. I-. de-
vem a sua origem a um veneno mi
que penetra no sangue pelos pulmoes, alten
o ligado e motiva as differeutes classes de
febres couhecidas por Terciarais e>
^uatrenarias, Internas, de Prio,
'Malignas, Intermrfctentes, Bemit-
entes, Biliosas, e Typhoide.
O Rkmkmo r>o Drt. Ayxr nentrallsa o>
veneno miasmtico e exiiele-o do sratenu.
Kao i'oqjm quinina nem Ingrediente al-
n iiiinera; Seguro c lllilffl lljlsil.
nunca I"a!a se se usa segundo as direceSes.
PRKPABADO Pni-O
DR. J. C. AYER ac CA.,
l.owell, Mass., E. U. A.
A' venda as principae." pbarmaclas ;
drogaras.
A ftalbi
rarsadav pelo
Cambar .
Peitoral
jO^Sr. Ignacio Taixeira Machado, honra-
do criador no Povo Novo, (Rio Grande do
Sal,) soffria horn'vel.neutc de esthma, ha-
via dtzcsete anuos, naj obstante o sea
constante tratamento com habis mediso*
de Pelotas e Rio Grande. Em N verebro
de 1877, porm, us u o Peitoral de Cam-
bar e at hojo nanea mais foi perseguido
pela terrivel enferici Jade I
Kste senhor. grato ao ben- fieio cbtido pelo
Peitoral de Cambar, dirigi ao 8cu autor
o seguinte atestado :
O abaixo f ssgoado, morador na Povo
Novo (boje em Pelotas), attesta, qu sof-
frendo, durante 17 annos, de asthma, con
accesses terriveis em todos os qatrtos de
las, e sem nunca obter melhoras em tode
esse longo terrpo, apesar di granrle qaan-
tidade de reniudios que ustu, rnuitos det-
les raoeitados por habra mdicos <'e Pelo-
tas e do Rj Grande, toroou ero NoTam-
bro de 1877 o afamado Peitcral de Caa-
bar, do Sr. J. Alvares de Sonza Soare,
de Pelotas, e n2o foram necess^rios mais
de sete vidros para o lazer curar radical-
mente, pois desda squeUa data at boje,
nunca mais foi a?comrnettlo do tao terri-
vel enfermidade.
E por ser verdsde firmo'o presente.
Pelotas, 17 de Agosto de 1879. Ignaci
T&xeira Machado.
^*lrimMmrmmr^IW^^mniiNinmirJirynmmnWS3ISflfaT^
MEDALHAS de OURO e de PBATA
Diplomas de Honra as Ejrposiret
Paria : 1865, W9, 1885, 1886, 1887
CURA
DAS
Incontinencias de Urina
COM AS
GRAGEAS GRIMAUD
de Poitlers
Ferro-Ergotadas
Approvadu por dinenaa Sooiedadei de Medicina
de Franca e do Eatrangeiro.
Empreadas ba mais de 30 annos
TTrisnl'""" 'T1"' -Coloai
_noa.
ciarlas, sempre com feliz xito, as AffecrSti '
CMoroticas e Anmicas de toda especie.
rnulas cores.
NOVA MEDICAgJO PRECIOSA E UNIOA
PARA CDRAB
INCONTINENCIAS DE URINA
Venda em Grosso na Casa de GRIMAUD FILS
3, ra Ribera, Hrlt-Auteuil.
Em Pernambuco : FRAN M. da SILVA C.
B HAS PRINCIPIS PtURMACIAS
'\
l
Tioibba
Antonio Emigdi.) Barbosa Games declara aoa
seus fregueses e ao respeitavel publico, que no dia
9 de Maio de 1888 mudou se para a cidadn de
Timbaia, e alli se acha com fssendas, mindeaaa,
chapeos, calcados, molhados e ferragens, vende
barato, despacha com promptidao, agrado e sin-
ceridade a todos geralmente que frequentar o_se
estabe!ecimento. a
5 PATEO DA PEIBA 5
Engenho
Quem pretender um grande sitio para lavrader,
com b;a casa de vivenda, cereado, e pomar, esa
bom engenho de Jab-atSo, urna legua distante da
eatacSo ; venha tratar m ces 2 de Novembro aw
77, taverna de As:vedo Maia.
CRIADO
Precisa-se de um menina
na ra Formosa n. 37.
para casa de familia
Precisa-se
de um caixeiro que tenhi pratica de ta erna, de
12 15 annos, que' d fiador de sua eonducta, pre-
fere-se portugus ; na ra das Pernambne
nuraer) 27.
Agencia
M
Tiicrpia de Jean Pereira
Jotqnim Jos Pinto, Joaquim Ferreira da Cos-
ta Jnior e sua mulher Francisca Carolina de Pi-
Sueiredo Costa, primos da fallecida, Thereza de
esas Pereira, convidam seas parentes e amigos
para assiitir as missas que por alma da mesma
finada mandara reiar na igreja do Terco, sezta-
feira 6 do corrente, stimo dia do seu fallecmen-
to, pelo que fe confesaam pternsmente grato?.
^Jo^^rriam>^i7svT{ej^^^^^
Joaquim Caetano Frges, Anna Tranquilina da
Silva Fargas, Maria Luisa de Franca Parees,
Etelvina da Silva Farges, alaria Theodora da
Silva Farges, Jos Caetano Pargea Jnior (au-
sente), Julia Clara da Silva Farges (ausen'e),
aaot-I Dias da Croa (ausente), Anna Joaquina
8twes da Siva (ausente), Anna Clara Farges de
Lima, Jeito Caetano Farges, Candida Augusta do
Reg Barros, manifestam aeus agradecirnentos a
todas as pessoas que se dignaram acompanhar os
restos mortaes do seu presado esposo, pai, sogro
e avo ; e de novo convidara* a seos parentes e
amigos para aasistirem as miasas do stimo dia,
que mandara rezar sexta-fura 6 do corrente, s 6
1(2 horas da manha, na igreja do N. S. do Carmo
e no Terco, pelo que anticipara seu eterno re*
eoohecimento. _______________________
O roajer Justino Rodrigues da Silveira e Alva- Quem quiser alagar o 2' andar do sobrado n.
ro da Silveira agradecen) do intimo d'alma aos pa- 43 rna da Aurora, procure entenderle com os
rentes e amigos que orsequiosamente acompan
rem i ultima morada a sua inditosa esposa e mai,
e convidam es mesmos a eomparecerem miasa
que mandam retar na Ordem Terceira de 8. Fran-
cisco, quinta-feira, 5 do corrate, 7* dia de aeu
passamento. s 8 horas da manha, pelo que se
conlessam de-de j scnunameBta rratos.
Boas amas deleite, ecsinhefras, njomn de-
ras, copeiras e criados ; na raa de Pedro Aff.ns
d. 37, andar.
^ftftftft&ftftftftftft^ftftftftA
Caixeiro
Precisa-se de am menino de 12 14 annos de
idade, que di fiador de sos conducta: oa roa do
Conde da Boa-Vieta n. 26.
9
8ra. JSegreiroa, ra do Imperador.
Engommadeira
Precisa-se de urna, que engomme bem e easa-
boe algama rcupa para casa de pequea familia,
que durma em eaaa ; na ra do Conde da Boa-
Vista n. SI
ELIXIR DCHAMP
Tratamento Reconstituinte
Aft
PELO
de
COM EXTRACTO
Figudo de Bucalhmt*
Quina e Ctwu
----
Cada frasco d'U,
ELIXIR contem <
principios depurativo!
tnicos de um litro de oleo
de figado de bacalhau
um litro do vinho de Quina, i
Tem obre o oleo__
figado de bacalhau a vaa-,
tagem de accelerar a
func;6ee do eetomafe
m lugar de as partwHMsV,
e de deipertar o appetit.

Este Medie&memto, de sabor e gdsto
muito agradaveis, obteve o melhor suc-
cesso em Franca para combater :
ANEMIA, CHLORS2,
AFFECQES dos BRONCrlJOS
e PULMOES,
e a FRAQUEZA das CRIANZAS
-----a
Depsito geral em PARS
DTJOHAMP, 16, raa 40 Pe
Em Pernambuco.-
_ F o A Meo M. da SILVA > t
r1llllrf|l


inario
IB& 5
1888
I
PEITORAL DE CAMBARA DE S. SOARES
Este importante e acreditado medicamento, contra a tsica pulmonar, asthma, bronchite. irritac,o c
inflammaco do Iaring-e, coqueluche, tosse, rouquido e perda de voz, vende-se em casa dos agentes e depo
sitarios geraes n'esta provincia
FRANCISCO MANOEL DA SILYA & C.
ra do Mrquez de Olinda, n. 23; a 2S500 o frasco, 13000 1[2 duzia e 24$000 a duzia.
Veoue-se tambem em militas pliarmacias e drogaras desla provincia
Cuidado com asfalsificares Cuidado com as mitages !
Professera;
Uma senbora eomptentemrte habilitada, com
pratiea de 10 annos de profimo, cfferec -k para
leiWuuar por ca ai particulares e collegioa na f-
dade on mu arrabaldea, as aegnic ias :
portugus, frutees, italiano, geog a e
trabamos e agnlha, mediante osllwilaols rases-
ve! ; a tratar na roa Viteonde de Woyaena a. 09,
ou roa do Livramento n. 5, loja da hiirhnlnfl
Tintura indiana
Para tineir instantneamente a barba e oa ca-
bellos brancoa e grisalhos da mais bella efe [
eaatanbo : rende-e na botica fraseas de
Rouquay rol Freres
tt-Raa da Cru^ll
\wso
Qaerra Fernandea & C participial aoa
amigos e fregueeeg que mudaran o aeo
de faiendss para a mesma na Duque de Ostial
n. 47. Venda* em grosso e a retalk,
compeUncia.
VINHO MARIAI *
De COCA DO PER
O fUHO preacrlpto parlamente com xito para combater a Anemia, caloro,
MMt&es mas. Molestias da Tima respiratorias e Snfraaaod-
monto do orao rocal.
Os Mi Htm rtt^nmeiulam-no d$ Ptuoat fracat e delicada*. ninfm asta ssssssSa,
oom VelMcs e Crianfos.
V o Rnparador dw PsrtarAsoSes digetiT ___
"TISI IIITfflftrTM par KkTPEU^ENOIA
O VINHO MARIAI U BtOOlITRA BK CASA DI
I,Pl-ri,lVHfcTlrtl*MMAM;Sr*W-Trl^ll,llt,ll,
Em Ptpnambueo : Francisco M. da Kiv* *. O.
o
ATTENCA
lotera da victoria
'" NIO
"
t
Premio maior 4:502$000
POR 20c 00
ou 8:85 !!
POR 140(10
PAGAMENTO INTEGRAL DE TODOS OS PREMIOS
Semanaes e in transfer veis
Di-
E-ta lotera coitpoe se de 6.760 bilh tes divididos em meio3, do custo de 1J0O0 cad*m>.
ribae-s.- 70 10 do capital em 1 429 premios ao publico.
Psga todos os impostos, e tem o valor doa premios garantidos por um deposito de apolices da
divida publica geral do Estado, no TVs-uro Provincial desta cidade.
- As extraecoes sao feitas pila sperfeic'ada machina Fioh't, publicase presididas por autori-
dades quo fiscjlisiii f epa ronchiiiism).
O n vo pl eh seguid, publicado deixi clcrijionte ver qu.i 1, lodos, o SSfl acta \ia:n'e
oms v.-. g- i.s ff-.ws ao i-ublico, nao t porque d mii3 a> premio roaior d) qne qaajqner ouira
coagentrt, e m u-inu.-ro p.b rusumidissimj numero de bilhetes, seu Jarioata esi M I c naequeot
limitad) C'piti.l a ef-.bet :
i B D G C1
1 prcraio rt -
1 diti de
1 dito <'e
2 dttea fie
4 ditos de
10 ditos :!e
'20 ditos do
32 ditos de
4:500iiW0
801*000
200000
1000)0 200 0)0
503000 SOOlOO
20*000 i00i000
10000 2004000
50'JO lOOOO
*2 spproximsco do pro
Bioa 100*000 200*000
2 ditas do 2- premio a 30*000 60*000
2 dit.G do 3- a 20*C00 40*003
676 finacs de 1 l.trs d 1- pre-
mio a 2*0001:352*000
676 ditos para 1 .ta iu 2- mc-
ri, 2*000 1:35 2*00
(JUNTO iQ LODfH)
GAZES arrendadas c6r de reme (imitur;o de seda) a 600 e 700 rs., o covado-
FUSTfiO branco, desenhos, padrSes novos, a 440, 500 e 600 rs., o covado
SARGELIM di corea, qaalidade roelhor, a 240 rs. o covado.
ESGUIAO pardo para vestido, duas larguras, a 360 e 400 rs., o covado.
PERCALES dars padrSes miudinbas, a 200 e 240 rs., o covado.
SETINETA do JapSa fazenda de Btra, a 240 e 240 re., o covado.
CAMBRAIAS bordadas, brancas e da c6res, a 50000 e 6,0000, a pega.
NANSOK muito finas, a 160, 200 e 280 rs. o covado.
GUARNICaQ de crochet, para sof e caJeira?, 7000, naia.
PANNO da Costa de listra, a 1#000 e de qaadro a 1)9200, o covado.
BRAMANTE de algod3o da quatro largaras, a 800 e 1^000, o metro.
BRAMANTE de linho de quat o largaras, a 10800, o metro.
ATOALHADO branoo, desenhos noos, a 10200, 105OJ e 20000, o metro.
TOALHAS felpudas, a 30500, 40500 e 50000, a duzia.
LENCOS do algodo e de linho, desde 10200 a 70000, a duzia.
MADAPOLAO americano com 24 jardas, o 60500, a peca.
BALEIAS para vestidos, a 300 rs., a duzia.
SEROULAS de bramante, a 150000, 180( 00 e 220000, a duzia.
CHEVIOTH preto e azul, a 30000 e 4*000 o 40500, o covado.
BRIM pardo para roupa i crianes, a 300, o covado.
LENCOES de bramante, a 10800, 20200 e 20500, uro.
ZEPHYRES de quadro, lindos padrSes, a 200, 240, 300 e 400 rs., o covado.
COLCHAS de cores, adamascadas, a 20000, 30000 e 40000, uma.
CAMISAS allemSs, linho e algodSo, a 380000, a duzia: barato.
CORTINADOS bordados, a 60500, 70500 e 80000, o par.
MEIAS crur:8 para homem de 30500 at 100000, a duzia.
DE
Tx^DeDassoopox^xs
K
ISA RA I. DE MARCO N.
V 5 A* ^> Cl*
20
DE
VAMARAL & C,
Molestias Nervosas
Capsulas do Doutor Clin
Liuntdo da Faculdade da Hodicina da Pars. Premio Montjron
As Capsulas do Doutor CLIN ao Bromureto de Caxnphora empreg&o-se
as Molestias, as de Cerebro e contra as nlTeccof!* seguintes:
Asthma, Insomnia, Palpitacoes do Coracao, Epilepsia, HallucinacSo,
Tonteiras, Hemiorania, Aflecgoes das vian urinaria et para calmar toda
especie de excitacao.
1123 Urna explicaeio data/hada aoompanhi cada Frasco.

PARS N'AMEHICA
I6-Rua Baro da Vicloria16
(ANTIGA NOVA)
AZEYEMO R0&C.
Parlicipam as Exmas. familias que leem um variadissimo sortimento de fazrn-
e vende-as por precos sem competencia
Capas de seda, etamine e merino de 250000 a 350000.
Enxovaes para casamento, pregos sem rival.
Penteadores todos bordados de 70OOO> 100000.
Vestilos de carabraia branca bordado de 180000 a 250000.
Lindes cortes idem idem idem de 70000 a 100000.
Cortes de cambria branca arrendada, novidade, a 60000.
Bico preto de seda cora um mclro de largura, a 60000, o metro.
Di Lr.u-o e crema idem idem, a 50000, o dito.
Bonitos crotones claros, efires firmes, a 240 rs., o covado.
Zep^ros de diversas qualidadrfl, a 160 e 200 rs., o covado
Las de quadros de agradaveis padrSes, 320 rs., o covado.
Ditas finas de duas largares, a 10000, o covado.
Cortinados de cambraia bordada de 70000 a 100000.
Ditos de crochet de 250000 a 350000.
E diversos artigos cujos precos admirara.
Telephone n. 20 <\
v0^NENTEMENrF
approvado r>ela ^Loaciorriia- *T
d.e ^dedicina. d.e I^ariz I
I
Exigir as Verdadeiras Capsulas ao Bromureto de Caxnphora de CLIN St G'S
de PARS, que se encontrao em casa dos Droguistas et Phartr.aceuticos.
DE
WOLFF& C,
U-JHtt 1)0
U'
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PRCTAS EM CALDA
DE
BIOCO |pS BA SILVA 4b C.
Uticos Agentes em Pernamhiico
JOS' JQAQUIM ALVES a
69-BA BARIO DA IGTOBlA-l
E acha se
A saber Pau!
venda nos priacipaes estabelacimentos de molbadoi dsata capital
Jos A!v s & C., Alheiro Oveira Ohveira Silva Abranteo & C. Guinaraes & Valente, Lopes M.agalbses & C, Vasoenossfl
Sobrinho & C, Antonio de Souza Daarte Perreir.-, Arthur Goncalves Hseles,
Beroardino dj Sonza Duarte & O, Mflnoel Joaquim Alves Kb-iro C, Manoel Gs-
mesda Cunha & C, R-imoa Ferrerra A C,
Ver para crer
E' inuontestavelmente de saperior qualdade, podtndo competir com vantsgwi
oom mercadoria idntica viuda do estrangeir, e os pregos s3o resumidos.
O tamanho das latas de marmellada 1, 1/2 e 1/4 de kilo e as qaalidsdes do
doce em calda s3o as seguintes :
Abacaxy Laraoja
Marmello (laja
Pecgo Pera
Guiaba Banana
Mafia C6co
Manga


VERDADEIROS GROSdeSAUDE do DrFRANCK
UCENCIADOS PELA INSPECTORA GEHAL DE HY8IEKB DO IMPERIO DO
Aperientes, Estomachicos, Purgativos, DssaratHroa
Contra a Falta de appetlte, a Obstrnccao, a EDiatraeoa, as VertlawaBSi
as Congestdes, etc. Dose oriinaria : 1, i & 3 graos.
Desconfiar as falslficacoes. Exigir o rotulo junto imprimido em tranoflS
e com letras de 4 Ores., sendo Q fon, fa rjjjj, j,, Pjfcj^|sj.
cada uma letra de uma c6r diflerente e
Em PARII, Pharmacia LIKOT.
DtsMitM ea Mu u [riadatM risnaastv
MED1CAMENT1 FUNDAS E TIHI1S
. TflHa AS QUALIDADES
inmmea-riinaiiiiipm
uftc AAuT*aaasjM|,
J 5 7, Ra do Dppj i*. Caxia$,5 71
Elixir dentifricio
Contra s rarie e smollecimento e dores de dente.
Grande sortimento de perolas, pastilhas, granulos e pilulas dos melborea fabri-
cantes europeus e americanos.
Graade collecclo de alcaloides os mais modernos e raros.
Aguas mineraes de todas as qualidades.
Para photograpUa e homoeopathla
Alcool rectificado e desafectado, ohimicamente puro.
A Pharmacia AraerioanS tem ama scelo bomceopathica onde se encontrar
alm dos medicamentos preparados com todo aceio e segundo os formularios habeoe-
manicos mais acreditados, carteiras, vidros avalsos de todos os tamenhos, glbulos
inertes e medicamentosos, tinturas de plantas indgenas e exticas.
Receben medicamentos directamente de todas as fabricas da Europa e ai
MedinalacSo por precos commodos e a qualquer hora do da e da noite.
Fabrica :
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X Casa L. FUERE, 19, rua Jaoob X
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LFUGO E FORTIF^


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Crises nervosas
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JE toan Phtrmtcl* lo Uninrto
Exija-se urtsreyTi
i as> lado.
36
CHABLE
?AR/S
<00v000 Doente!
unlMii
Sonorrhea, Flores brancas]
Percas seminaes,
I Debilidade, Escota mentor
i CURATO de FESBO CHABLEj
Cvi todu bou Phtrmolti
Bxlla-se o endereoo
ao lado.
M'este iiiuii* canhveida eatabeleelsnen-
(o eDeovtrar o respeitavel pubSico o mis
variado e completo sortimento de JOI.4S
reeebidas oempre direetaateate dos atelho-
res ftabrieaates da Europa, e qas prlmam
pelo apurada gesto de mundo elegante.
Hicos adereces completos, lindas pulsel-
ras, aliliieres, velta* de o*o era vejadas eom
brllasates, oa perolas. luels, cacoleta.
botoes e outros multa artigos proprios
des te generes.
ESPEIALIDADE
fSsa relogfo de onro, praa e nicbelados,
para homens, senhoras e meninos dos atis
acreditados fabricante* da Europa e Ame-
rica.
Para todos os artigos desta casa garan-
teise a boa oaalldade, SMsisa como a modlei-
dssSe os precos que sao sem sompetaela.
H'csta easa tambem ceacerta-se qual-
quer obra de onro on prata e tambem relo-
gios de qualquer qnalldade que seja.
4--Bus do Cabug-4
&
GRAGEAS
de Copthba. Cubaba
Bataflh/a a Ferro, Bismuttio
Alottro, Terebenthina, a*
FORTN
INJECCAO
Myotoalaft Prttervsfara
sem causar
accidente algum.
A QRAQEA8 FORTN, forlo as primeirai que obtireram a approvaeto da Aeodmma
de mtdina (1830) e que adoptaram-ae nos Hospitaea. Curam as moleatiaa aecrataa,
mala rebaldea iem fatigar oa astomagos mala deUcadoa.
A INJCOCAo FORTN e aampre recommendada como o complemento da medieacao
*m^tmmmtlua*irmmW.d^miLrAieh,wmvtlai*tamrUrtasia^
FABRICA APOLLO
Esta importante fabrica tem sempre vena
GXG-AB.HOS
Primaveras, papel seda, fumo picado
Mostos
Operas
Universaes
Populares
Goyaz
Daniel
Rio novo
Othemanos
>


> >
fumo desfiado
> *


Demcratas, papel seda, fumo desfiado
Caporal t
Cubanos, pslhs, t > >
Rio novo
Goy. z
Daniel > i >
Cosjmop litas, papel se^a
Ditos, papel tabaco > >
Ditos palha > >
Em meias oaixas, diversas marca*, fabricados especialmente na Babia
ata Fabrica.
Desfiados e picados, de diversas marcas, em latas de 5 e 7 kilos.
oxeos
Oleo aromatisados para lamparines e ricino medicinal, em garrafss.
Dito dito para lamparinas e ricino medicinal, em latas de 1 e 5 galSes.
X'voeoB.sas
Papel de seda espacial em pacotas de 10 milheiros, o qu ha do melhor 0a>
ahimbos, ponteiras e um grande sortimento de artigos para fumantes.
IYPOGMPMA
A mais bem montada n'oata provincia, com um pessoal artiatico para as ex
oBes da obras mais difficeis a por precos sem competencia, com grande ntidos o toas.
FABRICA
79RUA VISC0NDE DP CAMARAOBE7
(antiga do hospicio)
Telephone n. 8
Todas as encommedoas a correspondencia devem ser dirigidas oa ao Depoi
Rua Vseosle de Gamaragibe n. 79
t
UEPONIT.
4-RUA MRQUEZ DE OLINDA-49
ANTIGA DA CADEIA )
Telephone n. 390
ftEf
1



8
rie de Pert.an.bucoftn
^8
Lraria, eicJBiao e tyjogra-
r\
;:
i
I
Bd* du Imperador nomero f
Livros de jurisprudencia, direito, litteratara,
ciencia e religiSo, livroa para iustruecao primaria
6 secundaria* livros em branco para escriptura-
oio commercial, tinta para copiar e para escrever,
de diversas corea, artigo para escriptorio e diver-
oa objectos de gsto e pbantaeia, papis pintados
para forro de salas, qaartoi, restaurante, etc.
Encaderna-se com prstela e segara?a, mrca-
te oom nitidex cartoes de visita e imprime-ae com
perfeioao qnalquer '.rabalho typographico.
Precos mdicos
Bmat do Imperador o. f
Sedientes de carrapato
Compra se em grandes e pequeas quantidades;
i drogara de Francisco M. da Silva & C, roa
di Marques de Olinda n. 28.
Fabrico de assucar
Macbiiitamo do* alirlcanlo Ilunca
lewarl x C. de Wasxow
onstrucciLo da nidia moderna e aperfeicoada e
de grande duraco.
Moeuda com pressSo bydraulica de Stewart que
d a melhor expressSo canhecida at hoje.
Caldeiras com econnmisador, especialidada
tes fabricantes.
Fornalhas para queiniar o bagaco verde em di-
reitura da moenda.
Os apparelbos de Vacuo e Triplo sao de yate-
ma moderno como ambem as turbinas ou cen-
trifugo.
Orcamentoi e mais iolormaces em casa de
Browns & C.
Ra do Commercio n. 5, 1* andar
Estampilhas Asadas
Do Bruzil, compra em qualquer quana
ERNST HAYN
Berlim, Aemanha, Friedrichstr IOS1
Compra se no n
gens ru* Duque de
Registro para gaz
a. tratar na loja de ferra
ixiss n. 46.
PEITO
Administrando diariamente urna Injeccao
Subcutnea com o coiitcudo de urna seringa |
4e Pravz (modelo X* Brun) chela de
EICALYPTINA LE BRUN
Novidade
iowe do kiosqne do
no kiotqqe do porto
TaTerna
Vende se a posse do kiosqne do largo do Mer-
cado ; a tratar no kieeque do porto do capim.
CCRA.-SE
as Bronchites
a Tsica,
E OB
Catarrhos pulmottare
A Xucatyptina
LE BRUN,
nao contm morphlna
Pharmaceutico-Chimico
PAKIS, 50 e 52. Faubourg Montmartre
e 47. ra LalDyette, PARS
Deposito em Pernambuco: raJO" I. di SILVA t C*.
Boa cozinheira
Preoisa-se e ama, preferindo-se idos,
a rafe da UniSo n. 55 por traz do Gynona-
sic Pernarobucano.
Cntelas o Monte de
Soccorro
Comprase cautelas de qualquer joia ou brilban-
tes, paga-se bem ; na prsca da Independencia n.
22, ioja de relojoeiro.
' ijii
FABRICA
De llvroa ce escrlpiuraeo
Premiaaa as exposiedes de 1882 e 1885
Manoel J. de Miranda
EncadernacSo, pautaeao e especialidades
em cartoes de visita.
39BA DUQUE DE CAXIAS39
_______ Telepbone194_____________
Pao tenteio
Melle & Biset avisara ao respeitavel publico
que todas as tercas e sextas teiraa teem este sa-
boroeo pSo ; 4 roa larga do Rosario n. 40.
Precisa se de urna ama que engomme e ensabe,.
que durma em casa, pata casa de pequea fami-
lia ; na ra dpConde da Boa-Vista n. 24 F, por-
tSo de firro.
"Estuque e pintura
Evaristo Bcdrigu-s Vianna, chegado a esta ca-
pital de volta de sua viagem, fas seiente aos se-
nborss doea de obra, que se acba exercendo sua
profiseao tendente a ra arte.
i'ie ser procurado & ra da Bom-Jesus n. 41
ou em casa do Sr. Francisco Manoel da Silva,
ra da Cadeia.
ja ebegoa a segunda renae*aa ua
aguas alcalina mloeraes de Mon-
darla em Pontevedra, na Hespa-
nUa
ESPECIALIDADES
para molestia* do estomago, taes como : diapep
aia gastralgia, catharro ebronico do estomago,
ulceras otwples,
Molestias dos intestinos, tees como : enfarta-
mento do figado, ictericia, clculos buhares, diar-
rha ebronica, etc., etc.
Molestias das vias urinarias, taes como : dias-
teses ricas, catbarro vesical, diabetes sacarina,
albuminuria e gotta.
as anemias, cblarosis, psoriasis, pruniges e
dre_- artrticas eontras rxuitas molestias.
As aguas alcalinas de Mondaria nascem de ro
chas granticas na trmperatura de 180 centigra-
des, sSo claras, incoloros de ebeiro parecido um
pojeo aos de ovos cosidos, sabor alcalino, produ-
zindo um ligeiro s'.bor pisante na occasio de to-
mar-se. Ellas sao classificadas no numero das
alcalinas o bi carbonatadas de soda.
Estas aguas acbam-se venda no estabeleci-
ment do Sr. Antonio Alfonso Simee, sito i ra
Visconde de (Joyanna n. 1 (quatro cantos), em
Boa-Vista.
Vende-se orna taverna na rna do Bngel ;
tratar na mesma ra n. 7.
Superior carne doscr-
to
Vende se no armasem de molbados de Fran-
cisco Cardoso da Silva Pinto, ra da Imperatria
n. 23. No mesmo eetabelfcimento vende se cb
de primeira qualidade, queijos fUmengo a 8/000,
vinbo collares a 600 ris a ganafa, dito do Pasto
a 440 ris e cutros amitos gneros que se garan-
te e pur menor preco que em outra qualquer parte.
Roa da Imperatria.n. 3, Francisco C. da Silva
Pinto._______________________. ________
Attenco
Vende-se cadeiras austriacao (janeo) do aere-^
ditado fabricante Tbonet, a 66101 a duaia ; nW rtlh sortimento completo.
armasem da roa do Bem Jcbus a. 49.
Livraria econmica
Acba-se venda nesta livraria para as cae. las
de instroccSo primaria, as pautas obliquas do Sr.
professer Eleotberio Roberto T. do Espirito San-
to. O constante uso destas pautas far o alumno
adquirir a verdal eir obliquidade das lettrat.
Tambem acha-se venda a 3.a edicc&o das noces
geographicas do mesmo autor.
21
Oliveire Campos i C.
NOVIDADES E PHANTASIAS
Capas e pollerines pretas e enteitadas, de
cachemira, gorgorSo e merino.
Voa e capellaa para noi va.
Setim e Seda branca para casamento.
Cortinados de crochet para cama o ja-
nella.
Colchas de seda para noivos.
GorgorSo preto, diveisas qualidades e pre-
sos.
Sedas e setins de cores, lisas, lislras e de
qaadros.
Merino de quadro, fazenda nova.
Capas bespanholas para theatro
de 20000 ama.
Sortimento de meias brancas e
. para senhoras e crianzas.
a prego
de edres
Liquidaeao
Vende-se duas casas novas e modernas iua
dos Guararapes ns.oS e 49 A, exiet'ndo em urna
dellas taverna omito bem montada e felir, que
tambem se vende, visto o dono embarcar para a
Europa com a familia ; a tratar na mesma.
Engeoho
FOLHETIH
TESTAMENTO EBMELHO
POB
XAVIKR DE MONTEPIN
SECODi PARTE
A CACADA DAS MEDALHAS
- (Continnac3o do n. 149]
XXIII
Mas porque todas casas perguntas
senbor 1 balbucioa o pai de Amadeo. Dar
Be-ha caso que supponha ter alguem sido
cansa da desgraga succedida a estes infe-
lices ? (
As verificasSes feitas demonstrara su-
perabnndantemente que sea flbo suicidoa-
se, replicou o che fe da segorsnea. Se os
interrogamos, com o fim de descobrir as
causas do suicidio, inexplicavel at agora.
Nos nao podemos levar esses pobres
mor tos ? perguntou. a velha Duvernay.
Vamos mandar que sejam feitas as
declarares legaes na mairie da fregaesia
em que elles moravam... responden eva-
sivamente o chefe. Marquern a hora do
enterro e venham prevenir dos. .. Os cor-
pos, mettidos aqu nos respectivos csixSes,
aob os nossos cuidados, serSo ccnduzidos
ao domicilio a hora indicada pela mairie...
Os senbores acompanhal-os-b&o.
Estas palavras foram acolhidas por no-
vo* Bolacos.
Nao se encontroa com am dos infe-
lires a chave do seu commodo ? pergun-
tou Fromental ao eacrivao da Morgue.
O auto nSo menciona senao as bolsas
dos dous e as joias da morta.
Ravnunio, inclinando se sobre o ouvido
ao, proaegnio em v.b baiza :
que fez da corda encontrada no
pescogo do desgracado Amadeu ? .
Est n'uma gaveta do mea gabinete.
Peco-lhe que m'a entregue daqui a
pouoo...
Os psi* nao tinham mais a faser do que
VENDAS
-= Vndese urna mobilia de Jacaranda em per-
feito catado, constando da 1 sof, 2 cadeiras de
braco, 2 ditas de balancs e 15 de guarnicio, '
censlos e 1 jardineira com taaspo de pedra mar-
more ; na ra da Imperatria n. 39, loja.
Taverna
Vende-se a taverna da ra do Bangel n. 31-A,
livre e dezembaracada ; a tratar na mesma ou c.
7 da mesma rna.____________________________
7~ Bem negocio _____
Vende s "barato urna propfiSIaTIe cora meta le-
gua de trra quadrada, tendo mais de 2,000 ps
de caf e muitas srvores de tracto, diversas casas
de teihas e cercados para gado, distando do Be-
cife quatro leguas e urna da rstacio da estrada de
ferro ; a tratar no largo do Pilar n. 21, taverna.
Vaeca de leite
Em Sant'Anna de Dentro, no sobrado grande,
vende-se urna recentemente parida.
Vende-se ou arren ia-se um engenho a vapor
na freguc zie da Varsea, motnte e correte, com
forca pai a safrejar at 1,210 pSes ; a tratar na
ra do Vigario n. 31, 1- andar.______________
Segunda e ultima liquidado
roa Direita n. U
Fichus pretos e de cores a 1/600 e 2ICC0
Jera' ya com vidnlho a 5/'H)0
Lencos de 100 rs. a I* 0
Pentes travessa a -_ /200
Lebcoes de algudSo a 1A6(K)
Cortes de casemira de 3f e 4*< 00
Ditos de csamela i de 1$ e 1/200
Ccbertaa grandes a 2(500
Chiras pretas com pin ;os brancos a 200
Ditas e cretooes de urna cor a 200 rs. e /240
Camisas brancas para menino a 2/OUq
Ditas de cretona a 1/200 e 1/500
Chales de menino a 1/000
E entras fszendas que se liquidan), bem como
vende- se a armacao.
21 :
Oliveira Campos k C.
PECHINCHA EM FAZENDAS
Las de quadros, padrSes modernos e cores
lindas, a 82Q e 360 rs., o covado.
Fustoes brancos, superiores, de 400, 500
e 640 rs., o covado.
Morcolina branca de listra e adamascada
para casa eos, a 500 rs., o covado.
Crotones modernos com ferradaras e an
coras, a 400 rs., o covado.
FuatSes de cores, padioes lindos e cOres
claras, a 500 rs., o covado.
Gorgorinas de cores, padroes lindissimos
Setinetaa Branca, preta e de cores de to-
dos os precos. ------
Batistes de ;c6reB, a 200 e 300 ra., o co
Tapetes para janella e sef, sortimento.
Grande* aoaltifas e esleirs para forro de
saja.
Alm de muitos outros artigos que nos
impossivel mencionar.
VIRa de Crespo-i
OLIVEIRA CAMPOS & C.
VENDE-SE MA|OyATO .'
Na Loja das Llstezues
A* rna Duque de caxlaa ai. 61
TELEPHONE 211
O propriet&rio deste omito acreditado estabe-
lecimento, previne a todas as Exmas. familias e
a todos os seus fregueses, que as suas perhincbas
que costuma a dar,nSo So e nem nunca foram
divididas de oot a casacomo alguem annuncia
para Iludir e vender fazendas ordinarias por
i ae, costme que a Leja das Listras Asues nao
tein; as fasendas vendidas nesta casa sao de
qualidade superior, e mais baratas ; d descont
a qualquer fregus que compre de 20/ para cima,
e para que o respoitavel publico conheea o quanto
sSo baratas nossas fasendas, daremos aqui os
precos resumidos de alguos artigos aos quaes uin-
guem poder fasir competencia.
-\ovldadi s
Renda d'Aaairla fasenda arrendada em
listas e quadros, com cores reme, rosa azul c
branco, a 500 rs., muito lindas para baile.
Tectdoa de liub) abertos com quadros lar-
gos ou listras, fasenda muito larga, e de todas
as cores a 600 e 700 rs. ultimo tecido da moda.
Hirla infestados preto e de todas as cores,
500, 700 e 1/000.
\anjuc de lindas cores seguras, desenhos
novos a 280 rs.
Linn bordado, de todas as cores, imitacio
cachemira, a 240 rs.
Setlm de Maco. branco, preto e de todas as
(ores, a HOO, 900 e i/OUO.
Algodoiinbo a com 4 palmos de largura
5/000 h peca.
Calla nas, percales cores seguras, a 200 e
240 rs.
Bramante com 3 e 4 larguras para leuces
de 700 at 1/200.
Cortlnatfo* bordados, e de crochet desde
6/ at 12/.
vi-ii.os diversos
Relogios despertadores americanos, luvas de
seda e fio do Escossia, meias para hornero, seuhe-
ra e meninos, leques de setim brancas e transpa-
rentes, de lindas cores, baleias, espartiihos para
senhora e meninas, lencos brancos desde 1/200 a
cluzia bordados tapados e transparentes desde
200 rs. a peca, brim pardo para vestidos e roupa
de meninos desde .'-'O'J rs., enxovaes para baptisa-
dos, desde 6/500 completos, grinaldas com ricos
veus de Blond seda, e outros muiteB artigos que
tudo se encontra por qualquer preco e acceitamos
a fasenda vendida se por qualquer aircumstancia
nao fr de agrado da pesaos porqnem fr com-
prada ________
Aviso aos nossos fregies
Para evitar engaas, as nossas fasandas sSo
Venda de sitio
Vende-se ou permuta se por predio nesta cidadt
um bosa sitio coa boa casa, muitas fructeiras
exeellente banho da rio, boa agua de cacimba,
extensio de terreno para baixa de capim, todc
murad ona frente, com portao e gradeamento, con
caminbo de ferro e estacSo junto ao dito sitio, nc
Porto da Madeira, conhecido pelo sitio da Joic
Selleiro, junto ao Dr. Ernesto de Aquino Fonae
ea ; quem pretender dirija-se 4 praca da Inde
pendencia n. 40, das 11 horas Ai 4 da tarde.
Sui generis
Detestamos os artigos bombsticos oom
que diariamente se enohem os jornaes desta
capital, annunciando como especialidada o
que nanea passou de mediocridades Somos
positivos, e como taes s timbramos em
nSo engaar aos quo nos dispensara a sua
amizade e auxilio.
Acabamos de receber nova remessa do
j afamado e especial vinbo
Maduro
O consumo extraordinario que este vinbo
tem tido faz-nos acreditar ser este o nico
que fica substitnindo esses outros que por
abi denominam- Bairrada, Figueira, Car-
oavellos, etc., etc. Duas Bummidades me-
dicas d'esta capital, recommendam aos seus
amigas o uao qaotidiano d'este vinbo, como
mais salutar economia humana por nao
ter as compusieres de tantos oatroe, qu
arruinara a sado da humanidade, trazendo
como conseqaeneias os borrares a uma po-
pulajo que se defnba a olhos vistos.
Recebemos tambem o
Requeijo
em latas, de procedencia de engenhos cujos
proprietarios uapricbam em bem trabalhar
neste artigo, afirn de erern a primazia so-
bre tantos outros similares, cuja composi-
cSo duvidosa.
Em outros artigos como .
SEMENTES DE HORTaLK!A
E FLORES, LINGUA8 SECCAS DO
RIO GRANDE E
OBJECTOS DE VIME
para isto tSo poaco temos competidor. A
nossa casa especialista e as pessoas que
disto se queiram certificar pdem compa-
recer, com o que muito' nos honrarSo.
A par de ama infinidade de artigos de
primeira ordero, que se achara em expsi-
to, accresce a amenidade do trato com
que timbramos tratar to'os os que nos hon-
rara cora sua preaenga, junto a modicidade
de presos sera rival.
Sua Estrella do Rosarlo o. 9,
Junto Igreja
Pocas Seniles & C.
Fin mleiga ingieza
Vendc-ie a 00 rs. a libra em casa de Arthur
Macees, rna da Aurora n. 85, Antonio Dua te
ra da Unio n. 54, armasem do Etboayne, con-
ronte a estaco, latas de diversos tamanhoa.
Ililho
Vende-se milho de boa qualidade, em psrc&o e a
retalho, do trapiche da companhia ao largo do
Corp-' Santo n. 19.
retirar-ae, pois que haviam aceitado a ra-
zSo dada pelo chefe da segranos, e, para
fallar a verdade, nao podiam deixar de
aceital-a ; mas a acea das despedidas foi
pungente, como fora a do reconhecimento.
Finalmente trminos.
Fizeram a desolada mai de Virginia e o
velho Dovernay ssaignar os autos ; deram-
se-lhe os papis necessarios para as decla-
rarles legaes, e elles atastaramae cabis-
baixos e com o coragao denpedf jado.
O antigo oamarada de Amadeu, quasi
tao triste como elles, acompanhou-os.
Entao, Raymundo, perguntou o che-
fe da seguranga, o que pensa do que se
est passando T
Pens, senbor, que estamos em ple-
nas trevas, e que no meio deesas trevas
ser diffi.il aesnder am facha !...
Aps um momento de silencio, Raymun-
do murmnrou, como que fallando oomsigo
mesmo :
Qual poderia ser o movel do duplo
aasassinato ?
A medalba de curo dada pelo conde
de Tbonnerieax, e da qual queriam apode-
rar-se, explicara suffi:ienteniente o crime...
responden o chefe da s 'guranga.
Essa medalba da ouro oom effeite,
proseguio Fromental ; mas deixaram oom
os cadveres as joias e as bolsas recheia-
das, o que prova, na minha opiniSo, que o
assassino nao mata va para rouber...
laso provaria, da mesma maneira, que
era s a medalba que excitava a cupidez
do assassino.
Por que s a medalba?.. .
Nao se recorda mais do que me disse
na oocaaiao da prisfto de Jeronymo VilUrd,
o criado de quarto do finado conde ? Essa
medalba e as outraB dadas pelo Sr. de
Tbpnnerieux trazem signaos, cujo sentido
mysterioso possivel descobrir. Quem sa-
be se Jeronymo Villard nSo tem cumplioes
que estilo solios ? Quera sabe se o testa-
mento roubado do conde de Thonnerieux
nfio revela va a existencia de ama toituna
immenaa, que se poderia descobrir median-
te o auxilio das medalhas reunidas ? Quem
sabe finalmente se esses cumplices nao pro-
curara, para attingir esse fim, reunir em
suas maos todas as medalhas, suprimindo
aqaelles qae as possuem ? Prese me que
isso admissivel.
Um calafrio percorreu a epiderme de
Raymundo.
. As mftos tremeram-lhe. (
M.a enkft, murmurou elle, as seis
pesso- o dotadas pelo Sr. de Tbonnerieax
estarasfrsmcagadas...
-alertamente...
vado.
F*b, ortmento completo, do 2^000 a embrulhadas em papel 'n'scado
6^000, um. blemada
Cambraia branca tapada e transparente, de
3^000 a 6^000, a pega.
Bramante de linho e algodSo.
MadspolSo e algodao, sortimento completo,
a prego baratissimo.
81 Roa do Crespo -21
OLIVEIRA CAMfOS & C
Meu filho, como o senbor sabe, uma
dessas pessoas. ..
Sera duvida, e en julgo-o ameagado
como os outros'
Ah I esse pensamento me enlouque-
cerial.... proseguio Fromental offeg.inte.
Mas nio, nao, impossivel 1
E', ao contrario, demasiadamente pos-
sivel.
Reouso admittir semeltunte cousa !
Nos estamos engaados, senbor... Julguei
seropre (e disae-o so senbor proprio) que
Jeronymo Villard victima de um erro
deploravel As apparencias aecusam-n'o,
certo, mas as apparencias sSs Ilusorias...
Das miabas informagSes resulta o segra-
te : Jeronymo Villard um bomem de
bem nao poda roubar o testamento de
seu amo I Assim, pois, nao pode baver
cumplices, visto que nao existe culpado...
Nao lgico isto ?
E' lgico, sim, se admittir-se o sea
ponto de partida...
E' forgoso admttil-o I.. Contino :
peasei um instante, como o senhor, que a
medalba desapparecida podia ser com effei-
to o movel do orime, e que os asBsssinos
mataram oom o fim de apossar-se dellu ;
mas em materia criminal, como o senbor
sabe, as menores cousas assumem pri-
meira vista uma importancia formidavel...
Um pouco de raciocinio redul-as rpida-
mente s BuaB reaes proporcoea e ao seu
justo valor. .. Raciocinemos,, pois : a pri-
meira victima ferida no peaeogo pela mSo
desconbecida, que mata seientifiuamente,
era Antonio Fauvel. Ora, Fauvel nao era
portador de medalba alguma e no tinba a
mais remota relago com o conde de
Tbonnerieax. Era um simples comprador
de livros roubados, e nos temos as maiores
razoes para acreditar que elle cabio feridolo eBolarece ?
por pessoas a quem a sua prisSo pod# Ao contrario, tr
pa nnmnrnmttpr. norrias dezenova VeziB tar SBsim 6 forgOBO
ra comprometter, porque dezenove vezes
em vinte os compradores de furtos denun-
ciara os ladres. Qnarenta e oito horas
mais tarde, um mogo e ama moga, dos
quaes am devia ser portador da medalba,
b&o assassinados da mesma maneira qae
Fauvel... nlo havia seno uma medalba,
e, no emtaoto, matam ambos... Tendo
partido juntos para ama exenrsao longin-
qua, sao encontrados n'um massigo do Bos-
que de Bplonh, am pendente de um ga-
lbo e a dfctra estendida no cbSo, com o ios
to virado para baixo... Uma cousa psre-
ce-me indiscutivel: Amadeo Duvernay nSo
vivia j maitas horas antes de pendurado
pelos seus assassinos... o mesmo deu-se
com Vi/ginia, quando estenderam-a a na
re va... Saocambiram ambos em conse-
queneia de ama inoislo feita na cartida...
de azul com em-
Loja das Listras Azues
Cimento portland
Vendtm em barricas de 150 e l&O kilos Guima-
rSes & Valente
6 Corpol Santo 6
e no emtanto em redor delles nSo se en
controu ama gota de sangue, mas a relva
pisada e vestigios de rodas de carrua
gem... a areia da alea, cavada pela pata
de um cavallo impaoiente, forgado a con-
servar se parado... O crime, portan to, nao
foi commettido no Bosque de Bolonha.
Amadeu e Virginia, attrabidos a uma cita-
da, eram mortos, e os seus cadveres tran-
sportados juntos para o sitio em qae en-
contrarais-nos os guardas do Bosque...
t Do meBmo modo deviam tambem ter
adrado Fauvel agua, muito tempo depois
de o baverem sangrado.
a Procedendo assim para com o ladrao
de livros, e pendurando Amadeu Duvernay
a um galbo, os assasainos esperavam Ilu-
dir a polica ?
c Evidentemente nSo,
Os individuos que matam por procs-
eos cirurgicos nao sao parvos. ... sabem
perfeitamente que nSo farSo crer que Fau-
vel se afogara e que Duvernay puzera vo
luntariamente termo existencia.... Sao
fanfari 3es do crime. Com um desplante dia-
blico, resolveram zombar da poioia, eolio-
cando-a em frente de um enigma sinistro,
qae ella nao conseguira adivinbar... Jul
gam se com a impunidade garantida I
Creia me, senhor, o trplice assassiuato de
Fauvel. de Amadeu Duvernay e de Virgi
na, nSo pode ter relsgSo nem com o testa-
mento do conde, nem com Jeronymo Vil-
lard, nem com as medalhas odmmemora-
tivas. .
Admittamos isso !... Mas entao qual
o movel des assassinos T
Ah I senhor, se o soubessemo3, nSo
nos restaa muita cousa a fazer I
Esse processo de matar, que anda ha
pouco o senhor obamava tcirargiot>,> nao
rgoso qae as victimas tenham
sido previamente adormecidas ou amarra-
das ; esta ultima bypotheae nao podia ter-
se dado, visto que os autos apresentados
pelos mediooa deolaram que nSo se via
vestiglo algum de violencia ou de lata nos
cadveres. Ora, oordas, ou o quer que
fosse que servisse para amarrar, deixariam
infallivelmente os signaes... Resta a anes-
thesia... Mas nao ae adormecer as pes-
soas a bel praier... Slo necessarios appa-
relhos especiaea para obter a anestbesia
completa... S os sabios possuem taes
apparelbos. Com qae fim am sabio far-
se-bia assassino ?
Uma vinganga, talvez...
> Uma vinganga attingindo ao mesmo
tempo Faavel, Duvernay e Virginia, nao
tendo o primeiro lago algum de parentes-
Sabo transparente
ClAver
A' FLORIDA
Um saldo de 600 pegas i de
muito boa qualidade, oa ocia
proprios para cssacos de senhora, veatidoe
de meninas, caigas e saias, com 4 a 6 de*
dos de largara, a 1(5400, a pega.
dem com 4 e 5 dedos de largara, e ama
chave, a l metros garantidos.
Grande sortimento de rends
Bico branco, de linho, a 1#500, 2J00O,
2*500 e 3*000, a pega.
dem de odres, a 2*, 2*500 a 3*000,
a pega com 10 varas cada ama.
Pulceiras, guarnigSes, aneis, brinco*
alfinetes para gravata, tudo de plaque ansa
ricano, garante o doun.do.
J chegarSo os espelhoscara dora
Esplendido sortimento de fljres finas com peta
las de seda, folhasjaveludadas e asteas de borracha
para enfeite de peito, cabeca, chapeos e cbapetinaa,
ramo a 1*000 e l#5O0:
Enfeite para chapeo, gorros e capota*, (aigreta)
cenv passariobos de seda a 2000 usa.
Lindo sortimento de jarros para enMte de sala,
toialet e santuario o par 1*000, 2*000, 3*000,
4*000, 5*000 e 6*000, todos com lindos desanos
de perulas em alto relevo.
Livros de sortea para S. Joao e 3.
Pedro.
Espartiihos %J*000 qae se vendo a
5*000. ***fev
Iavisives prateados a 200 ris.
Idem-dourados a 400 ris.
Plics brancos a 400 ris o metro.
dem dem oom fruco de seda
carnado e cor de rosa a 600 ris
Contas para enfeitsr vestido
as cores.
dem pretas a 600 ris o mago.
M3sanga8 de todas as cores para bor-
dar c para voltas a 500 e 800 ris o
mago.
Vidrilbos pretos e de diversas corea, pa-
ra enfeitar vestidos e para voltas.
Cclarinhos e panbos de borracha;
Fexues com msela e liso a 2*000
Porta-embrulho americano.
Cales, bicos, palmas e rugs de vilri-
lhos a 2*500 e 2*O0C e metro.
Franjaa preta e galSo a 500 e 1$600 o
metro.
Luvas de seda para reninas e mogas a
2*000.
dem de Escocia a 1*000 o par.
RUa DUQUE DE CAXIAS N. 103
W11SKY
Royal Blend marca YIADO
Este exeellente Whisky Escoces pro-
ferivel ao cognac oa agurdente de caima,
para tortifica1 o corpa-
Vende-se a retalho nos melborea arnw
zens de molbados.
Pede Royal Blend marca Tiatio,
cujo nome e emblema s2o registrados pan
todo Brasil.
BROWNS & C, agentes.
Nao tem competidor!
Mauteiga pura dinamarquesa (Copenhague),
semeonfeceo de msgarina, cmj geralmente con-
tm as manteigas de exportaci} pira este impe-
rio, e que tao n icivo para a sade
A 800 rs. a libra a retalho.
(Acceita-se devolvida, nao agradando.
Corpo Santo numera 6 Guimaries & Valente.
MEDAIilItS T8ST, 1853, T555,1862, 1867,
1875.
De prata, Pars, 1878.
De ouro, Londres, 1864.
Vende-se as princfpaes lojas de miudesas.
Quimaries & Perman
Agentes.
Bichas de Hambargo
Vende-se em pequeas e grandes porcoea ; na
ra da Madre de Deus n. 36 A.
a vapor
Verflre se uma machina a vapor, de forca da
. fiflg papollrt^ hiriafntai, t**, tgmmmi mowmj pac n
co barata ; a tratar no escriptorio da companl
do Beberibe.
VENDIESE
a importante taverna da ra da Gloria n. 54 ; a
tratar com o proprietario.
co com os dous outros, nem lao pouco de
interesse ou de relagSes, cousa que pare-
ce- me inverosmil., mais do que invero
smil, iaadmissivel... Repito-lbe, senbor,
estamos em plenas trevas I
E' para dissipal as qae dirijo-me a
si 1 nem uma hora desperdigada, meu caro
Raymundo 1... nem um instante de re
pouso !. .. preciso que Pariz, libertada
desees monatros, gragaa a si, possa dormir
em paz I...
Tudo o que for possivel fazer, se-
nhor, farei... E, logo ao sahir daqu, po-
rei maos obra... Mas, se Deus nao vier
em meu auxilio, nao serei bem succedi-
do Enfrentarnos com individuos muito
fortes !... os demonios do crime I
Quisera esclarecer um ponto.
Qual ?
Amadeu ou Virginia trariam consi-
go a medalba do conde na occasio em
que os attrahiram a uma cilada pira na-
tal os ?
SuppSe anda, apezar de tudo, que
mataram aquellos infelizes com o fim de
roubar a medalha ? ..
Nao fago supposgao alguma ; mas
quando procara-se esclarecer, nada me pa-
rece dever ser despresado...
Uma busca no domicilio oommum dos
dous mogos nos dir talvez alguma cousa.
Vamos proceder a ella boje mesmo...
j...
Estou s suas ordena, senhor... Pe-
go lbe nicamente o tempo neoessario para
expedir um telegramma a mea filho, em
PortCrteil...
__V... esperal-o-bei no meu gabine-
te...
Raymundo sabio.
Deas impiedoso para commigo I
murmurava o pobre pai ao afastar-se com
oa olhos cheios de lagrimas. Son forgado
a separar-me de mea filbo, justamente na
occasio em que julgava possuil-o pacifica-
mente durante alguna das 1 Oh I o passa-
do I esse implaoavel paseado qae pesa so-
bre mim I .. Mea pobre filho, permita
Dou* que nunca venhas a saber quanto te-
nho padecido I. .
Passou por um escriptorio dos correios e
telegrapbos.
Entrou e escre.veu o telegramma se-
grate :
tiJbrigado a partir j. Coragem. Tra-
ta-te. Amo-te e ponso na tua felicidade.
Tea pai, Raymundo.
Expedido o telegramma, Fromental foi
proourar o chefe da segaranga na prefec-
tura.
Remese u
h:
Vende-se
a armacao, cofre e utensilios da loja a ra Duqae
de CaxUb n. 43 ; a tratar na mrsma, |
transmitido para Port-Crteil, Paulo:._.iof-
fra uma dupla preoocupagio.
Passava ao mesmo tempo em Martba
na brusca partida de sea pai, e podemos
accrescentar que esse rultimo pensamento
era prodominante no seu espirito.
Qualquer cousa de mysterioso rodeara
evidentemente essa partida, n o mancebo
admirava-se, mo grado seu, desse royite-
rio.
At aquella da bavia aoeitado sem dis-
cutir, como artigo de f, todo quanto sea
pai dizia sobre as suas ocoapa^Ssa.
Agora, perguntava a si proprio como 9
cargo de inspector das bibliothecas do Es-
tado podia deixar tao pouoo descanso
quelle que o desempenhavs, e, para fallar
com maia propriedade, trnalo de tal mo-
do escravo.
Durante todo o tempo da ana edaeagao
classica, Paulo, sendo interno n'um coe-
gio de Pariz, pouco sabia.
NSo pasaava senao algumas semanas na
casa paterno, na poca das ferias, e Ray-
mundo tratava entao ,de arraojar ama Ii-
cenga, o que permittia-lhe nao separar-so
do filbo.
Nada, alm disso, mais fcil do qae en-
contrar pretextos plausiveis para as anas
poucas ausencias obligatoria*.
A crianga alias nao reparava aeqaer esa
taes .ausencias, coja daragao Fromental
tratava de abreviar.
NSo peneava senao no estado.
S tinba um desejo : trabalhar 1 Uma
nica ambigSo : saber depressa e muito.
Mas agora eatava livre e desojeupade,
visto que probibiam-lbe que traoalhasse.
Tinha o coraglo tortorado por am amor
talvez mallogrado, porque nao sabia se tor-
nara a ver aquella a quem amara.
Estas cousas tornavam-n'o nervosa o iss-
pressionavel.
Admirava-se de tudo, lado cammeato-
va...
Mea pai viaja assim amiadadamente T
perguntou elle a Magdalena. E abrigado
a ptrtir muitas vezes de improviso, como
agora ?
E' verdade...- maitas vese I res-
pondeu a fiel criada oom nm suspiro. O
meu pobre amo tem continuamente voltas
que dar na provincia, aqui ou alli, 4 di-
reita e esquerda e nunca senbor do
sea tempo e 4s saa pessoa...
_ E' bem singular t
Nao vejo porque... Todos oa
pregados do gorerno estilo sujsitos 4
ma cousa...
(Continuar-te ha)
f
1
]



No momento em que o
despacho eral ** > Diario *** ** Uxi" "


Full Text
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