Diario de Pernambuco

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Title:
Diario de Pernambuco
Physical Description:
Newspaper
Language:
Portuguese
Publication Date:

Subjects

Genre:
newspaper   ( marcgt )
newspaper   ( sobekcm )
Spatial Coverage:
Brazil -- Pernambuco -- Recife
Brazil -- Pernambuco -- Recife

Notes

Abstract:
The Diario de Pernambuco is acknowledged as the oldest newspaper in circulation in Latin America (see : Larousse cultural ; p. 263). The issues from 1825-1923 offer insights into early Brazilian commerce, social affairs, politics, family life, slavery, and such. Published in the port of Recife, the Diario contains numerous announcements of maritime movements, crop production, legal affairs, and cultural matters. The 19th century includes reporting on the rise of Brazilian nationalism as the Empire gave way to the earliest expressions of the Brazilian republic. The 1910s and 1920s are years of economic and artistic change, with surging exports of sugar and coffee pushing revenues and allowing for rapid expansions of infrastructure, popular expression, and national politics.
Funding:
Funding for the digitization of Diario de Pernambuco provided by LAMP (formerly known as the Latin American Microform Project), which is coordinated by the Center for Research Libraries (CRL), Global Resources Network.
Dates or Sequential Designation:
Began with Number 1, November 7, 1825.
Numbering Peculiarities:
Numbering irregularities exist and early issues are continuously paginated.

Record Information

Source Institution:
University of Florida
Holding Location:
UF Latin American Collections
Rights Management:
Applicable rights reserved.
Resource Identifier:
aleph - 002044160
notis - AKN2060
oclc - 45907853
System ID:
AA00011611:18775

Full Text
I
~^*

\-- V-
vt^tOSg
ANNO LXV NUMERO 29
.<
DIARIO DE
QARTA-FEIRA 5 DE FEVEREIRO PB 1890
NAMDUG6

Propriedade de Manoel Figueir* de Faria efe Filhos

4
l
PARA A CAPITAL S LUGARES ONDE NAO SE PAGA PORTE
- V

I
}
'

*



r

Por tres metes, adiantados. .
Por seis ditos dem......
Por utn anno i4em......
Cada numero avulso, do mesmo dia.
6,5000
12)>000
230000
5100
m
Os Srs. Amede Friae & Q'.
de Pars, sao os nossoa-fcgpes ex-
clusivos de ann uncios ftublica-
coqs na Franca e Ingiiwerra.
' i', i Ji-mmk
PARA DENTRO E FORA DO ESTADO
Por seis mezes adiantados. 133500
Por nove ditos idem. ,. 20fJ000
Por am anno idem. ... 26|JO00
Cada numero avulso," de di as anteriores. #100
TELEGRAMAS
mW ?ASTIGULa 20 HABI
RIO de JANEIRO, 4 de Fevereiro,
horas e 30 minutos da tarde.
A coronel,
Foram
de diversas
Foram promovidos no exercito
nal:
A marechal de campo, o brigadeiro-Ge*-
dido Jos da Costa;
A brigadeiro, o coronel ManoeJ, da Ro
eha Osario;
o tenente-coronel Soln,
reformados muitos officiaes
armas e patentes em conse-
quen.a da reforma compulsoria.
Foi nomeado engenheiro fiscal do 1.
districto de engenhos centraes o engenhei-
ro Manoel Martins Fiuza, sendo exoneado
o actual.
Consta estarem nomeados engenheiros
fiscaes :
Da ferro va do Recite ao Limoeiro, o
engenheiro Fehppe de Figueiroa Faria;
Da ferro-via do Recife ao S. Francisco,
o engenheiro Paulo Jos de Oliveira
Consta tambem que foi removido do
cargo de engenheiro fiscal da ferro-via de
Limoeiro para o de conductor do prolon-
gamento da estrada de ferro de S. Fran-
cisco, o e; genheiro Luiz Jos da Silva.
.i ii >
s:s:i;: sa a&ssicia un
ROMA, 3 de Fevereiro.
signar termo de bern viver, por turbulento e jo-
gador, o individuo de nome Eugenio Cezario de
Afaujo.
Sendo necessario impedir que coatjnuem os
mendigos a estacionaren) as ras e portas desta
cidade com grande incommodo para o publico,
acabo de recommendar aos Drs. delegados dos
* l.-e 2. districtos que providencien) no sentido
de serem os ditos mendigos e especialmente os
cegos recolhidos ao Asylo de Mendicidade on
outro eslabelecirnento cargo da Santa Casa de
naci-ijisericordia.
Tomada essa providencia, nao devero as auto-
rlades consentir que pelas ras andem a esmo-
lar seno'os individuos portadores de urna guia
que por esta repartico vae ser fornecida aos que
se acharen) am condicOes de implorar caridade
' pnbllOG. v_* "
Sade e fraternidadeAo brigadeiro
Jos SimeZo de Oliveira, mui digno go-
bernador provisorio .do Estado de Per-
nambucoO Chefe de polica, Antonio
Antones Ribas.
Recebedorla do Estado de
PernaMbnco
DESPACH08DO DIA Io DE FEVKKEIBO DB DE
1890
Manoel Fernandos Velloso, Oiympia Maria Ce
sar de Mello, viuva e herdeiros de Egydio Car
neiro Rodrigues Campello, Josepha Alexandrina
Porto Carreiro.Informe a 1* seccao.
Padre Francisco Jos Alves.Certique-3e.
Francisco Campello Pires Ferreira, Joaquina
DelBHa de Mello, Pedro d'Albe & C, e D. P.
Wild.A' 1* seccao para os flns devidos.
qu
TeleTammas da Abyssinia annunciam
e as tropas italianas deixarao Adona e
Toltarao para Adiana.
LONDRES, 3 de Fevereiro.
Mr. Parnell renunciou continuar o pro-
eesso contra o Times, o qual resolveu pa-
gar ao deputado irlandez urna indemnisa-
so de cinco mil libras sterlinas.
Agencia Havaa, filial em Pernambuco,
4 de Fevereiro de 1890.
IHSTRDCqO POPULAR
l utt::atba uazuiz&a
HOtf ''
TEMPOS GOLONIAKS
POB
A Llicralura Brail l*-l ra do ernlo
xvi ao cometo do XIX
ESBOZO HISTOKICO
VI
(ContinuacSo)
Foi n'estas condic^s que emprehendeu os
seus estados Antonio Pereira de Souza Caldas, e
por tal modo infiuiu es?a almosphera sempre
arregada e ameacadora em seu animo, que urna
perenne melancholia foi a companheira de todos
M seus diase noites. Coocntrado em si mes-
no, sentindo revolver se-lhe na mente um man-
eo de ideias, appellou para a poesa, e soltando
as redeas da imaginacao e preveo entre-outras
tasadlas poticas a soa fa:iiosa ode ao homem
tlvagem, que aqu vem de molde para serem
beo aquilatados os seas altos merecimentos:
Ao homem aelvagena
O' homem que fizaste t tudo brada:
{ Tua antigua grandeza
Be todo se eclipsou ; a paa doirada,
A iiberdade com fern se v preza,
E a paluda tristeza
Em tea rosto esparzida desfigura
De Deas, que te creou, a imagem pura.
Na citbara, que empunbo, as mos groseeiras
Nao pez cantor profano ;
Emprestou-m'a a verdade, que as primeiras
CancOes n'olla entora ; e o vil engao,
0 erro deshumano,
Sua face escondeu espavorido.
Cuidando ser o mundo emfim banicio.
(Contorna)
PARTE 0FTIC1AL
RepariU'io 4a Polica
2. aeccSo.N. 26.Secretaria de Po
licia do Estado de Pernambuco, 4 de Fe
?ereiro de 1890. Cidadao.Participo-vos
que foram recolhidos Caaa de Deten-
gao os seguintes individuos:
RA' minha ordem. Manoel Joaqaim da Silva,
thkIo do termo de Pao d'Alho,como criminoso de
ttorte na comarco de Goyanna; Candido Mar-
aes da Silva, alienado, com destino ao Asylo
daTamarineira,
JA' ordem do Dr. delegado do : districto da
capital, Alexandre Jos Pereira e Joao Climaco
Luciano da Silva conbecido- por Bicudo, por dis
turbios e offensas a moral publica.
A' ordem do subdelegado do 1.* districto da
Boa-vista Lnpicino de tal, por offensas moral
pnblica Jutioo 003 Santos Gloria e Ernesto Po
de Mello Lins, por embriaeiez e disturbios.
A' ordem do do !. distfUlo de Afogados, Ce-
mentina Maria da Conceicio, Anna Maria da Con-
eeicao e Joao Goncalves Vieira, por embriaguez
Inspectora geral da Instruccio
publica do Estado de Pernam
buco.
DESPACHOS DO DIA 3 DE FEVEBEIBO DB
1890
Francisco Marques da Trindade. Compra se
e registre-se.
Isidoro Marinho Cezar.Abnese.
Francisco Alves Macedo.Cumpra-se e regis-
tre-se a apostilla vista.
Jos do Reg Cavalcante e Silva.Concedo.
Ricardo Fonseca de Medeiros. -A' 2.' seccao,
relator e Dr. Jos Diniz.
e disturbios.
CommonicoB-me o delegado do termo de
Htzerros", que etn data jtt 18 EUROPA
Eis o complemento das noticias trzalas pelo
paquete Tamar.
Blgica
Terminou completamente a greve dos mi-
neiros na regio carbonfera de Lige.
0 theatro da Bolsa em Bruxellas foi com-
pletamente destruido por um incendio a 7 de
Janeiro.
Nao houve nenbuma victima. Receiava-fe
qne o incendio se communicasse aos predios vi
sinhos, que foram evacuados pelos moradores
immediatamente.
Assegura se que a Sociedade Anti-Es-
cravagista da Blgica tenciona tentar urna expe-
digao ao lago Taoganika pelo Alto Congo e pelo,
rio Lamam.
Recomegou a grve na regiao mineira de
Cbarleroi om consequencia de novas divergen-
cias entre os patres e os operarios.
Italia
Annunciam-se alteracOes no gab nete ita-
liano, dando-se como certa a saluda do ministro
da gera, o general Vale que pasaada a exer-
cer as funecoes de ajudante de cappo do rei
Humberto, em substituic&o do Reneral Pasi, ho
ie fallecido.
Um dos italianos, mais enrgicos partida
os do irredentismo, o coronel garibaldino Be-
diselini, fez por esenptura publica donativo de
tres objectos ^ae pertenceram a Garibaldi, eque
estavam em sea poder, a urna junta composta
de algans cidados de Trento.
Entre estes objectos, figura o esquife em que
foi transportado o cadver de Garibaldi
Sero expostos em Udina, que se tornar as-
sim um lugar de peregrinacoes para os irreden-
tistas at o dia da libenacao de Trieste, em que,
segando a vontade do doador, taes objectos se-
ro entregues municipalidade daquella cidade.
Udina est situada jauto da fronteira austria
ca
Diz-se que, logo que se reabra o parlamento
italiano, os Srs. Cavauoti e Imbriani, activos ir-
redentistas, interpellaro o governo sobre as re-
laces da Italia com a Austria, e sobre a attitu-
de das autoridades de Trieste para com alguns
subditos italianos.
Em loma reuniu-se no dia 13 a commisso
superior do exercito para nomear os comman
tes dos corpos do exercito no caso de guerra.
Fallan io da crise econmica, que est afQi-
giBdo a Italia, o Monitor de Roma diz que tal cri-
se provocada pela poltica actual do governo.
Segundo elle, o Sr. Chrispi est fazendo a Ita-
lia representar um papel desproporcionado com
os seus recursos.
Para'a Italia, accrescenta o mesmo jornal, a
trplice a'lianca e o equilibrio financeiro, exclu
em-se mutuamente ; pretender concilial-os, o
mesmo que querer realisar a quadratura de cir-
culo. .
O Sr. Magliani, antecessor do actual mi
nistro da faienda. do reino de Italia, pnblicou
no jornal Mueva Antologa, um artigo, que fez
impressc, e que distroe o optimismo com que
o governo pintara perante o parlamento o esta-
do financeiro.
Oex-ministro mostrase muito severo para
comja administracao do sea succeseor.
Durante os orcamentos que nos ltimos annos"
tm sido apreseotados s cmaras, e com res-
peito ao ai 1889-1890, calcula que o dficit
nelle avaliado em 55 miihOes, nao ser inferior
a 81, por causa das despezas militares. 5o im-
mediato, o dficit ser n5o de 43 milhOes, como
pretende o go erno, mas de 50, nao se contan-
do anda assim com as despesas imprevistas.
0 Sr Magliani diz que absurdo que am or
jmenlo em taes oondices posra equilibrar se
nicamente, por meio de economas, e pelo me
Ihoramento espontaneo da situacao financeira.
Afiirma que se prepara assim urna desilluso
desagradavel, e que seria mais ratoavel e mais
franco recorrer se ao nico meio al agora co
nhecido de aumentar as receitas, que a crea
cao de novos imposlos.
As grandes manobras italianas deste >nno
realisar se-bo emre Turlm e Alexandna ^os
metes de Janbo e Julho.
O re Humberto partiu na noite de 17 s
11 huras para Turim por motivo de doenca do
duque de Aosta, seu irmao, o qual se acbava
atacado de urna pneumona, e cujo estado se
considera va grawssimo, tendo recebito naqnella
noite os sacramentos.
Era all esperada a rainht viuva D. Maria Pia,
sua irmS, que partira de Linboa em comboio
expresso na tarde de 18 de Janeiro. Mas s 9
horas da noite foi expedida de Turim ama par-
ticipacaoteleeraphica communicaodo lbe terfal
lecido s 7 i/1 o duque de Aosta.
A ana morte multo sentida em toda a Italia.
O finado tinna 45 annos de idada.
Segundo dos filhos dojrei galintunno o prioci
pe Amadeu Fernando Mana, duquo Ata,
nascera eia 1845.
A morte ceilaudo o no vigor da vida, roubou
a Italia o esforco do seu braco .corajoso e o ge
oeroso poder do seu caractef enrgico.
Breve lora a sua passagem pelo thronode
Hespanha.
Mallograda a candidatura Hohenzollern, que
provocou a guerra lerrirel fraocojallumSa, o ge-
neral Prim, arbitro dos deslaos da Hespanha. c
decidido a implantar no sea paiz ama nova dy
naslia, para o salvar dos acares -ida repblica,
appellou para o duque de Aoata.
A cor o Jo rei Amadeu custou a vida ao ge
neral, e quando o rei aeclainado desembarca va
em Barcelona, Prim erakSsioaO em "
Foi no invern, tambem fnebre,"dsWTI
" A coragern com que o moco re, que tinha 25
annos-apenas, entrando em Madrid, comecou
por .-sitar Atocha, inde jazia p cadver de Prim,
commovea o generoso espirito da populaco ma-
drilea assaltado pelo pasmo e pelo horror de
to medonbo attentado.
Todava, esta primeira impresso dissipon se
dentro em pouco.
A miragem da repblica allocinava muitos he-
panbes a quem Prim frustrara as esperanzas
com a sua poltica prudente, mas inopportuna,
como os factos vieram mostral-o.
Era necessario que a Hespanha proclamasse
a renablica e conbecesse por experiencia pro
pria se essa forma de governo era a que ento
mais lbe convinha.
Pouco mais de dous annos dnrou o reinado de
Amadeu, desde 4 de Dezenbro de 1870 at 11
de Fevereiro de 1873, data em que abdicou da
cora, retirando se a Italia.
la com a rei a pri aceza delta Cisterna, essa
rainha a quem a gralidao dos hespanbes coa-
lhou de rosas o tbrono, levantada do leito onde
jazia enferma para entrar no comboio que a
coodnzia a Lis.a, onde os res desthronados
embarcavam logo para a Italia.
Enviuvando em 1876, o duque de Aosta voltou
a casar em 1888 com a princeza Letizia Bona-
parte. A's festas d'esse casamento foram de Por-
gal os res D. Luiz I e D. Mura Pia. Do seu or
tneiro casamento ficaram orpbos os principes
Emmanue! (21 annos), Vctor (20 annos e Luiz (17
annos); do seguado, o principe Humberto que
tem seis mezes apenas e a cujo baplisado foi as-
sistir seu sobrinho, o re de Portugal D. Carlos I,
ento principe real.
O duque d Aosta falleceu como Vctor Emma-
nuel, seu pai, arrebatado por ama poeumona
quasi fulminante.
General inspector da ca vallara, o duque d'Aos
ta era um militar em loda a exteaso ua palavra,
e a maneira como se bateu m 1866, no da cruel
de Custozza, conqafctou-lne para sempre os lou
ros da bravura, sempre vivos na familia de Sa
bova. Com o duque d'Aosta morrea um bravo.
Saataae
Foi publicada a 15 de Janeiro a enclyclia : so-
bre os deveres dos cataolicos como cidados re
commenda sempre obediencia as leis justas do
Estado, mas diz que deveria haver n'este ponto l prximas eleicoes.
m is preAogCiei contra os cataclismos que os
andrenfis meditam, oceultos sob o disfarce de
amigas do novo e de reformadores.
Seguadb um boato reproduzido pelas NAi
ciat Pompas, de Berlim, era possive, que o iai-
pi'raeinS'Jnefme fosse pa?3ir algumas semanas
era Fraila, pnvavelmente no mez de Junho, ou
tal vez afWa no miz de Maio.
Muitosddieos teem aoooselhado ao soberano
allemio Iqfomas semanas em Aix les-Bains, ou
u'uma etaco tbermal dos l'y.-ineus.
Correa ha das em Berln o boato de um
serio cotlicto entre o Sr. de Bismarck e o Sr
Herrfurth, rrinistro do reino da Prussia.
Jizia se que o Sr. Herrfartn era de opiniao
tju* sa devia renuncbr ao artigo do projecto de
lei-^j** ialistas, qu3 antQrisa as expulsOes,
~~' o chaacellet era de opimo con
trana, WoW quera fazer concessao afguma.
A Gaieta da Alltmanha do Norte, que inspi
rada pelo chanceller. publicou urna nota que de
nuncia a allianga internacional concluida este
v rao, em Pars, eatre os socialistas demcratas
Em presonca deste facto, diz elle, indispensa
vet manter'as medidas de defesa excep;Ionaes
;mira o socialismo.
Os amigos do principe de Bismarck desmn
tem que elle tencione provocar medidas interna-
cionaes contra os socialistas.
A imperatriz viuva Augusta falleceu s 4
i/2 horas da tarde do dia 7 de Janeiro em Berln
Era muito estimada em toda a Allcmanna,
no nea lamente na Prussia, esta senhora.
Virtuosa, inteligente, Ilustrada, modelo de
esposas e mes, modesta no viver, anda quanJo
seu marido, o finado Guilberme I, attingio, pela
forraaco do grande imperio, o fastigio do poder
e da gloria, a imperatriz Augusta concilioa sem-
pre o tarinho dos seus, a affelgao do povo, c a
consideraban especial dos horneas mais Ilustres
da Allemaoha, de quem ella era urna eothusias
tia admiradora. w
A tinada imperatriz tima urna singular prc-
dilesco pelas bellas letras, a'cuja cultura dedi-
cou em lempo os seus ocios.
Nio foi "Sem repugnancia que o sea coraco.
ebrio de sensibilldade e ternura femininas, acei-
tou a noticia que Ihe dea Guilherme I da guerra
franco prussiana em 1870. A pobre senhora
anda instou com seu marido para que se evi-
tasse essa grande catastrophe; mas as razGes de
estado e os conflictos da poltica internacional,
nao eos turnara ceder perante rogativas de espo-
sas e maes inspira las em sentimentos de puro
humanitarismo.
A imperatriz Augusta, princeza de Saxe, Wei
mar Eisenach, duqueza de Saxe, contava 78 an-
nos, 3 metes e 7 das, pois nascera em 30 de Se
teinbro de 1811. 0 sea casamento com Gui
Iberme I 4a Prussia realisra se em Berln a 11
de Junbo de t829.
anouncia ura telegramraa de S. Petersburgo
para o Times que o imperador Guilberme ir as-,
sistir s grandes manobras do exercito russo em
Agosto prximo.
O principe de Bismarck era esperado a 19
em Kerlin, onde vem dar santo e senba para as
reciprocidade: no caso das leis injusta; afiirma
que melhor obedecer a Deas qae aos homens;
e declara que a igreja oao pode enfeudarse a
um governo ou a um partido, pois deve attender
anicamente aos interesses das almas, e aos di
reitos de Deas; conclue recommendan jo a unio
dos calholiCos.
O presidente da repblica fraoeeza, o Sr.
Carnot, por occasiao do anno novo, dirigi a
Leo XIII am telegramma pessoal, concebido em
termos cheio de bondade e conciliaco.
O Sr. Carnot espera pacificar os partidos em
Franca, e establecer a igreja n'uma situacao fa
voravel e tranquilla.
Leo XIII respondeu, asseguraodo que a igreja
nao se oceupar da forma do governo qae cada
povo escome, cora tanto que os di re tos de Deas
sejam respeitados.
Aflirma se que a approximacAo da Franca e do
Vaticano de vida em grande parte iotervenco
do cardeal Jaugenieure,|arcebispo de Reims.
Inglaterra
Na Irlanda a situacao est longe de ser satis-
lato na. Ojornaes registram quotidiaoamente
tentativas criminosas, tiros disparados coutra ba-
bitacoes e casos anda mais graves.
Ha poneos das, o hispo catholico de Cork,
n'uma llacuco, revelou qu n'aquella cidade
existia ama sociedade secreta revolucionaria,
contra a qual pz ie aviso o sea auditorio. Re
cor .lou que a igreia catholica exclae io sea seio
os membros das sociedades secretas e aconselhou
os que fazem parte d'aquella a que se referia a
desligarem se d'ella.
Tendo examinado os respectivos estatutos,
aquelle hispo vio que a dita sociedade gover-
nada por um eonselho supremo, que tem a facul
dade de pronunciar sentencas de morte.
Como a existencia de tal sociedade era igno
rada, a allocucao do bispo de Cofk causou in-
quietadora sorpreza.
i Inglaterra manda prohibir, desde lo de
Fevereiro prximo a circulaco de todas as moe-
das, caja cunnagem seja ant.rior ao reinado da
rainha Victoria.
O Freeman's Journal, deDublin, diz se au-
torisado a desmentir que o Sr. Parnell tenha iu
ten co de addiar o seu ataque contra o Times, e,
por tan to, contra o governo que foi cumplice d'es
te jornal na conspiracao que terminou pelo sai-
cidio de Pigott.
O Sr. Parnell aproveitar a primeira occaaiao
que lhe appareca para tratar da qqesto na c-
mara dos communs
No processo O'Shea, o Sr. Parnell ter como
advogido Sr. Charles Russel.
Esperase que o interrogatorio a qae o celebre
jurisconsulto submettera o adversario do seu
cliente, produsa reveluces lio cariosas, como as
que elle soube tirar de Pigott.
Ha grande impaciencia, principalmente por se
conhecerem quaes as relajes que existem entre
O'Shea e o Sr. Monson, do Times.
0 Sr. Parnell est convencido que o capitao
O'Shea teria demorado a saa qaeixa, mas que o*
seus amigos preelpitaram os acontecimentos, di-
vulgando o seu projecto na Evetns-Netcs.
Quanto ao processo que o Sr. Parnell intentoo
contra o Times, est inscripto com o n. 43 da lis-
ta da actual sesso.
Allemanba
No dia 15 de Janeiro foi aberta era Berlim a
dieta prussiana pelo Sr. de Boatticber, secretario
d'estado do reino.
|oL*o|or fallecido arquiduque
iJhWnfnTiic/es hippicas e rajas
Austria Hungra
A Coreespjndencia de Buda Pesth desmente que
o archiduque Carlos Luiz tencione renunciar os
seus dreitos de successo em favor de seu fllho
archi-duque Francisco Fernando, o qual seria
ento proclamado principe berdeiro.
Dei!fjt>rv-se na pouco em Meyerling uua
ca vallares dajttnana.
Esta obrarat destinada a despertar grande
attencao, pnje o archi-duque era um dos me-
lliores cavalleiros de Vienna.
Bsala
Referindo se a acontecimentos da Russia al-
guns jornaes francezes dizem que o capitao So
iotonenine, chefe dajpolicia secr jta de Moscow,
fra assassinado por urna rapariga nihilista.
Essa scena, sobre a qual, alias, nada ha anda
de positivo e confirmado, dizem os jornaes fran-
cezes que se passra da seguate maneira :
Tendo sido previnido de que os nihilistas se
reuniam i noite em casa de um tal Andreief,
no boulevard Roydestvenski, o chefe da polica
secreta, quiz averiguar por si proprio a exacti
dio iesta denuncia.
Dirigio-se noite para junto da casa indicada,
e notou logo as entradas e sahidas de pessoas
suspeilas.
Quereudo levar mais longe o seu exame, Solo-
tonebine decidi-se a prender urna das pessoas
que entravam.
A primeira pessoa que se apresentou foi urna
rapariga a quem Solotonchine se dirigi, pergun
lando The o que ella ia tazer aquella casa.
Reconhecendo o chefe da polica secreta, a ra-
pariga conseguio desprender se-lhe das maos, e,
puxando d'um revolver, disparou-o sobre o cap
to Solotenchine que, attingido na cabeca, cabio
mortalmente (erido.
Voltando em seguida a arma contra o proprio
peito. a rapariga disparou urna segunda bala,
que lite atravessou o coragao, cahindo ella morta.
Atlrahidos pelas detooac&es, os locatarios* da
casa acharara, o capitao Solotonchine anda com
vida' e transportaram-n'o urna enfermara da
Universidade, onde exbalou o ultimo suspiro.
O cadver da rapariga, foi reconhecido; era
urna empregada do telegrapho da gare de Mos
covr, de 19 annos, e chamada Olga Goutscba-
renke.
Na casa de Andreiff foram encontrados muitos
papis compromettedores.
Consta que o czar esteve em risco de ser
victima de um attentado nihilista.
Dz-se que um numeroso grupo ie individuos
foi preso n'um corredor do palacio imperial,
onde se tinbam postado para assassinar o sobe
rano, quando este recolhesse aos seus aposentos
particulares.
Um dos conjurados foi morto por um onicial
do palacio.
O Staniard e o Times atacam vivamente a
Russia a proposito do seu protesto contra a ad-
misso do emprestimo blgaro cotacao na
bolsa de Vienna, e aecusam a Ru3sia de perpe-
tuas intrigas contra a paz.
Dizem de S. Petersburgo que a administra-
cSo militar recebeu ordem para apre3sar os Ira
baldos estratgicos as provincias occidentaes
ia Russia. Este3 trabalhos devero esar termi
nados na prxima primavera.
,Respondendo s felicitaces do anuo novo
em. nome da cidade de Moscow. o exar honrou o
A mensagem da corta conclue dizendo que sua, gobernador geral, priocipe Dolgwnhow com um
magstade regosija se de que as relacOes da A' rescripto especial, que termina por estes sigmtt-
lein nba com as potencias estrangeiraa sao boas
em toda a parte.
Na sjso do parlamento federal, da Alie-
manhu.oSr. de Levetzow,,. presidente, referi^
que o :raperador Guilhenne, aofecebel q, no dia
16, declarou que a situacao poltica geral per-
mute actualmente considerar a paz do mundo
perfitamente assegurada; accreseentou porm,
qu; para maular a paz, necessario primeiro
que ludo, que a Allemanba, confirme sua si
tuaco poltica e geographica, nao descure cousa
alguma para conservar os seus rolaaiento'ra
bom estado, e que se oceupe constantemente do
seu exercito e la sua armada.
Niu n longo artigo a respeito do proceso
d'Elberfeld,"a Gavia da Allemanha do Norte-su
t-.-ota a necessidade de se raanterem as provi
deocias de defeza commum contra os socialistas.
Diz que o carcter raternaciodal dos congres
sos operarios que uo ultimo anao se reuniram
em -Pfiz. Jtum indicio certo do perigo que cor-
r-iam todos os Ettados, se nao tomassem legiti-

cativas palavras
Ao entrar no anno novo, rogo a Deus que o
desenvolvimento das forjas da nossa querida
patria se opere sob os hospicios da benfica
paz, umversalmente desejada.
Turqua
Deram a sua demissao todos os presidentes
dos tribunaes cretense, porque Chakir-pach
inaoduu prander o presidente do tribunal de
Cauca.
.Reina vivo alvoroco na ilha.
recia
Diz-m de Alhenas corser all o boato de gra-
ves dissen.imeotos entre o rei Jorge e o Sr.
Tricupis, presidente dd eonselho de ministros.
frica' Occidental
Ura tolegramma dos Lagos (frica Occidental)
d a noticia da mjrte de Plelo, rei de Da-
l.mey:
P^lo, durante algum lempo, foi, sem elle o
saber, protegido de Portugal. Foi urna fe in-
telligente. Nioguem conseguio resolvel o a ac
bar com os sacrifi ;ios humanos, tradiccionaes
nos seus estados. AITrontou victoriosamente os
inglezes em 1852, e os francezes em 1877 e 1883.
A sea guarda de aaiazonas ganbou fama no
mundo, e talvez lh'a iu.vejas.sein alguns sobera-
nos europeas.
SucCleu lho o fllho, o principgopio, que
temi uns 40 annos, e de quem aiflz que mos-
tra disaoaicOes para se fazer epristo
De nada, porm, servirte essas disposices.
porque o novo soberanoi^ara conservar o seu
prestigio peranta o povo, mostrar seha rebelde
a toda a civilismo, obstinado na religio e as
supenticOes do l>aiz, e mantenedor dos eostu-
mes baroaros, entre os quaes avultam os sacri-
ficios humanos.
.-> -_ Egypto
A grande fome que affiige o Soldo obrigou o
khalifa a licenciar todos os seas roldados.
Za Minar
* Depois de um comoate encarnicado e de dous
assalt03, 03 allemes tomaram no dia 5 a forte
posico oceupada por Benomahiery. Os alie
maes tiveram 5 mortos e 15 ferelos.
Haity
/ O cnsul inglez em Port-on Princi telegra-
phou ao Foreing Office, que se considera como
tendo sido gravemente insultado pelo governo
haitiano. Faltara pormenores.
America do norte
E*lauoH-t'iiilo
O Sr. Sherman apresentou ao senado em no-
me da commisso das relace3 externas urna
proposta -para qat sejam resolvidos por arbi-
tramento os litigios en'.re os Estados-Unidos e
as o otras nacoes, que nao possam ser decididos
pelos meios diplomticos.
Dizem de New York que 130 familias da
Terra Nova esto morrendo de fome, cercadas
pelos gelos.
Teem se dado inundages em Queensland, e
nos districtos do norieste dos Estados Unidos.
O solo esta|inteiramente submergido n'uma ex-
tenso de uns 500 kilo netro3.
Certos portos da cidade de Mormanto estao
cobertos com urna altura d'agua de perto de seis
metros. Desde o Natal que nao tem all deixa-
do de chover.
Na sesso de 6 de Janeiro no senado de
Washington, o Sr. Cali, representante da Flori
da. explanou urna proposta convidando os Es-
tados Uoidos a negociar com a Hespanha para
assegurarem a in lependencia de Cuba. 0 Sr.
Cali er que a divida, em Bona est as cartel-
ras allems, e por consequencia sujeita fisca-
lisago do governo allemo, e garantida alera
duso por hypotheca especial sobre as receitas
das alfandegas e do3 im pos tos directos e indi
rectos.
O Sr. Cali disse que, dado o curso ordinario
dos acontecirarntos, e a situacao financeira de
Cuba e da Hespanha, considera como improva-
vel o pagamento do capital, e mesmo dos juros ;
por cooseguinte, a 3calisaco de Cuba pti-
camente transferida para a Allemaoha, eoutra
consequencia disto ama allianca entre a Hes
panha e a Alleraanha, ailianca, ligando m lis ou
meaos as duas poten:ias, embora nao fazenlo
objecto de neahum instrumento diplomtico ; a
A Allemanha est assim interessada em perpe-
tuar a soberana de Hespanha em Cuba, e le-
vada a intervir as leis dos principios histricos
que regem o hemispherio occidental, e que
contrario poltica tradiccional dos Estados-Uni-
dos, e constitu' urna ameaca para os grandes
interestes de toda a familia das grandes repnbli-
cas americanas.
NORTE DO B11A.Z1L
Pelo paquete nacional Maranho e pelo ame-
ricano Mlianga hontem chegalos do norte, tive-
mos as seguintes noticias:
Estado doAmaioaai
Datas at 24 de Janeiro :
Foi por decreto de 13 dissolvido o corpo de
polica, sendo credo outro por novo plano.
Foram, por outro decreto de 13, reduzidas
urna so entrancia todas as cadeiras de instru >
gao primaria.
Por decreto de 17 foi extincto o Lyceu Ama
zonense.
No Rosarinho, afluente do Acre, no Purs,
foi a pique o vapor Macap.
Ao que coasta adiando se encalhado o dito va
por, aproveitar o repiquete para Corea? a passa-
g< m de um canal, sendo levado pela eorrente do
rio contra um grande madeiro, que perfurou as
chapas submergiado se em poucos minutos.
O Macap era um vapor novo, pois fora con-
struido ha quatro annos, de boa marcha e excel -
lentes acommodacOas.
Perdeu se todo o carregamento qne levava por
conta do Sr. Domingos Barbosa, commerciante e
proprietario ao rio Purs.
Lemos no Jornal do Amazonas:
As noticias trazidas do rio Purs pelo vapor
Aripuana da Companhia do Para e Amazonas,
entrado no dia 1S do nlante, sito pouco agra-
daveis no que interessa a salubridade publica.
As febres de mo carcter grassam com in
tensidade ceifando muitas victimas. Ao que
consta falleceram o commandante do vapor Ca-
quet o Sr. Alberto Correia e o 2o pratico, e a
tripolacao do paquete tem sido igualmente acom
mettida da terrivel molestia.
Segundo ouvimos a sufra da borracha re-
galar.
A nova directora da Associaco Commer-
cial ficou assim composta :
Presidente da assembla geralJ. B. Henrique
de la Baume.
SecretarioJoaqJim Gongalves de Araujo.
Di'rrtorioPresidente Arthur Jonhsfon.
Vice presidenta Joo Affoaso do Nascimento.
ecretarioAureliano Antonio Fernandes.
ThesoureiroFracisco Laite da Silva.
DirectoresJos Claudio de Mesquita, Bernar
do A. de Oliveira Braga e Otton Prusse.
Exame de cootasJos Antonio de Freitas,
Bernardo Bockris e Adolpho Schill.
L se na referida folha de 23:
< Como Re v da estatifica resumida inserta
em nossa seccao coramercial. a nossa exportaco
directa para a Europa attingio, em o anno que
acaba de tindax, o importante valor official de
3.633:236780 e pira America o de..........
1.014:768*320.
Os direitos geraes foram era rs. 329:708/703
e para aquella e 90:4.llt')56'para esta.
Os productos attirigiram, por quantidades,
os seguintes algarismos:
Borracha 2:797 877 kilos
Cacao 122.160
Caslanhas 94 762 >
Couros 105-185
Oleo 7.801
Piassava 368.428
< Os algarisrass queahi consignamos bem de
monstrara o desenvolvnueulo que a nossa ri-
queaa publica vai adqairindo e o concurso ines
timavcf que o commeroio tem dispensado ao
Amazonas.
Estado do Para
Datas at 29 de Janeiro: '
Assuraira o exercicio Jo :argo de chefe de po-
lica o desambargador J. Secundino Lopes de
Someasoro.
O decreto abolindo o imposto de 20 rs. por
kilogramma e borracha concebido : -
Att. 1*Fica abolido o imposto de 20 rs. lan-
07:8081381
75:016i577
catoro

cado sobre cada kilogramma de borracha dede
Estado, creado pelo Decr. n. 6, de 12 de Detea-
bro de 1889.
Art. 2oAs qoantias arrecaddas, proceda-
tes djsse-imposto, sero restituidas aos respec-
tivos contribuintes.
ArJ. 3oRevo^am se as disposices em coa-
trario.
Palacio do governo republicano do Estada
Confederado do Para, 22 de Janeiro de 1890, *
da Repblica.
/ste Leite Chermonl
A Iateniencia Municipal da capital vola*
esla postura, em 16:
Art. 1-E' prohibido ao3 estabeleciraeutot
coramerciws de qualquer genero, s officiais e
rabric*"abrif aos domingos e dias 15 e 13 dt
Novembro.
Art lo-^So exceptuado:
nicoOs hoteis, restaurantes, casas de
pasto, qae podero conservarse abertos at i
meia noite, as pharmacias, e armadores, ateas
3 horas da tarde, as padarias at ao meio dia.
Art. 3*Nos demais dias, os estabelecimeatoa
commerciaes, da que trata o art. Io, devero ser
abertos s 6 horas da man ha e fechados ; 9
horas da noite.
nicoAs officinas e fabricas fecharoai S
horas da tarde.
Art. 5o-Os infractores incorrero na molla
d 30, ou quatro dias de priso, o o dobro aa
rcincideonia.
Paco do eonselho municipal, em 16 de Janeiro
de W90 MwoH Barata. >
Sob a rubricaDesfalque, escreveu Afta
vieta do Para de 21 :
A commisso que eslava incumbida de pro-
ceder a exames no tbesouro deste estado coafe-
renciou hontem com o honrado governador, vto
terem os seus membros de voltar s repartirles
a que pertencem por exigencias do servico.
A commisso fez urna importante exposico
dos seus trabalhos, que comprehendem, quinto
divida activa, o periodo de Janeiro de 188C a
Maio de 1889, e quanto a pavimentos diversos,
o de Janeiro de 1886 a Abril de 1887.
Sito importantes as revelagoes feitas pelos
membros da commisso, as quaes deixam pa-
tente at que ponto attingio o desembarazo ios
criminosos no seio da primeira repartico do
estado.
Segundo as informales que obtivemos, o
desfalque dos dinheiros pblicos atlinge oalga-
rismo de 200:547*942, islo smente no decano
do lempo a que cima nos referimos t
Decompoe-se assim aquella cifra :
Em jaros de apolices 52:216*006
Era contas de agentes cobradores 5:808*979
Em tomadas de contas de respon-
saveis (presumivel)
Pagamentos em duplicata a empre -
gados
E' espantoso tudo isto, e mais sel-oha
quando chegar-se concluso dus trabalhos ini-
ciados, os quaes vo proseguir, nomeando para
esse lim o governo pessoas idneas, afira de sab-
stituirera os empregados, que, por motivo de
forca maior, tecm de recolher-se s suas repar-
t cues.
Condecidos, como j se acham os delapida-
dores, de esperar que o governador do estado
tome as providencias que o caso aconselha, no
sentiio de serem devidamente punidos. >
L se na mesma folha de 23 :
Cremos nao errar affirmando que, em virtade
de instantes esforcos do Sr. governador da esta-
do, ser dentro em poucos das realisado o em-
prestimo de 6 500.000400J ao thesourodo Pari.
Fallecer o coronel Jes Caetano liibeiro,
que viera de Braganca, onde resida, para a ca-
pital em procura de allivio aos seus sofTrimentos.
Estado do Haranbo
Datas at 29 de Janeiro :
A' 22 assumira o cargo de governador o Br.
Jos Tbomaz da Porciuncula.
Tratando do seu antecessor o Dr. Eleuleria
Varella, escreveu O Globo, de 22:
< Reuni hontem em palacio os mais conspi-
cuos membros da sociedade maranhense, e, ea
breve allocucao, expondo lhes o triste estado
dos negocios pblicos, propoz que se nomeasse
urna commisso composta dos Srs. capitao da
mar e guerra Eliezer Tavares, tenente-coronel
Ewertou Qaadros e Drs. Tefxeira de Souza, Ba-
es de Souza e Rangel Pestaa, atim de advogar
junto ao governo federal a restituico de c xea
de quinhentos con tos, tributo voluntario de la-
vradores maranhenses para a obra do Arapipa-
hy, e que se acha rcolhido ao Tbesouro Kmio-
nal.
Tal medida foi unanimente approvada, no-
meando o Sr. Varella urna commisso compota
dos Srs. Drs. Ribeiro da Cunha e Casimiro Ja-
nior, Jos Pedro Ribeiro, capitao de fragata Leon-
cio Rosa, tenente-coronel Joao Luiz Tavares,
para accordarem entre si no3 termos em que
deve ser tedigida a mensagem.
Propoz mais: que se tratas se de promover
a consecuco de um emprestimo para o desen-
volvimento da viaco do Estado e outros melho-
ramenlos, que apontou, indispensaveis ao aosso
desenvolvimento econmico.
Contra esta medida pronunciou se o Sr. Dr.
Gomes de Castro que usou da palavra, acceden-
do a um appello directo do Sr. Alberto Pionero
que o iodicou como competente para infoinar
das nossas (nangas, viste ser presilente da com-
misso do Tbesouro.
< Foi regeitada a medida.
O Sr.-Albe-to Cinbeiro propoz um voto de
iouvor ao Sr. Varella e sendo esta moco pusta
a votos pelo Sr. tenente Tasso Fragoso, jue ser-
vio de secretario, foi approvada unnimemen-
te. >
As demais noticias, constara da carta do
nosso corresponaenle, publicada na rubrica com-
petente.
Estado do Piauij
Datas at 1 i de Janeiro :
Desappareceu da arena jornalistica o Teleph-
ne, que tora substituido pelo Estado do l' pparecido 14.
L se naquella folha de 11 :
O procedimento do honrado governador do
Estado recusando se aceitar um baile com qae a
lite theresinense projectava obsequial-o so-
bremodo diguo do maior elogio.
S. Exc. respondendo a commisso qae so
encarregara de promover essa manifestaco, de-
clarou que seria melhormate applicada a som-
ma que se ia despender era acudir os alienadas
que jaaem sem o trata meato? devido na cadeu
desta capital, proporcionando-se a Santa Gasa
meios de recolhel-os e pensal os devidamente.
Os subscriptores de bom grado accedern
a humanitaria indicago do Ilustre governador
e a somma que alias se desiinava a um hu alta-
mente sympathico, vai ter urna appucagao tola
caridosa e humanitaria, gragas aos sentimentoa
generosos de S. Exc.
Falleceu o tenente Portuu lo Jos de Souxi.
Estado do Cearft
Datas at 1 de Fevereiro.
Lemo3 no Libertador, de 23 de Janeiro:
No dia 15, s 6 horas da tarde, foi cravada
a ultima estaca de exploracSo do prolongamea-
to, em Quixad.
A turma de engenheir03 sob a dirccca do
Dr. Theodorico Filho foi recebida em festas po
populaco, que foi ao seu encontr com ama
banda de msica. _, ,__.
No hotel da v^t foi offerecido um lanoi
aos distinct03 prnssioaaes e levantaram te
muitos brindes calorosamente correspondi-oe.
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Diario de Peraambuco-Quarta-feira 5 de Fevereiro de '90

A' W. o governador, coronel Perrai, acom-
.abado de. muitas p-ssoas gradas, u-g .io para
sturit, omie foi recebido com mui'as deaaou
stragocs festivas. afim*de visitar as obras de
ioc-orro puam daqaelta municipio.
Lomos no. Libtttador, de 29 e 30, sob o Uiu
k> Chutas :
* C ratinuam a ser-imito animadoras ai noti-
cas de invern en qoasi todo o Estado.
De ledos os pontos que se cjmsauni.*-am com
a capital pelo telegrapbo, ha noticias do ebuvas
nestes ltimos das, muito c idiosas i m alguns
lugareB.
Nesta capital chnveu boje regulurmeote e o
lempo coniiuu i muito carregado.
Do Igualo.. Vane Alegre e S. Matheus te
mos noti ia de cnuvas abundantes.
No Aracaty tem cbovido copiosamente nes-
tes ltimos dias.
Em toda a linha da estrada de ferro de Ba
tnrit as rbuvas teem sido frequeotes.
O ajude do carape est com 6.40 raelros
d'agua represada.
. Do Jia 7 pan. boje as aguas daquelle reser-
vatono elevaram-se de um metro sobre as que
exist din.
Sob o titulo DwfrM da Secca, cacreTeu em
30 a citada foiba :
Para oceorrer as de3peza3 com a secca teem
sido abertos crditos na importancia de.......
11.881:842*591.
Estes cred.tos form abertos
Pelo Dr. Calo Prado
Pelo desembargador F. Guima-
r.es
Pelo conselbeiro Avila
Pelo Dr. T. Pompeu
Pelo coronel Perras
Pelo minisiro do interior (sa-
ques)
I3i0:t35i98
1.219:666*354
2 400:000*000
1014:059*374
3.927:481*365
2.000:000*000
8.650:537/964
145.057*507
877:857*213
764:390*572
113:466*641
128:048*676
120:294*526
7.754:140
11.881:842*591
V despi za effcctivameat'i realisada a que
consta da denionstracio abaixo, feita pila Toe
souraria de Fazenda :
Despesas effecluadas at
15 de Novembro de 1889 5 956:629*747
dem idem de 16 de No-
Tembro a 15 de Deztmbro 2 838:963*724
8.795:595*471
. Fettas em virtude de com-
promissos a presidencia da an-
tga provincia
Pellas por iniciativa dogo
vera i-repuolicano
De-pezas effectuada' de 16
a 31 de Dezembro
Feitas em viriude de com-
promisos da presidencia da
antis-a provincia
. Feitas por iniciativa do go-
Trino republicano
Di'sp'zas effectuadas do Io
a 15 ce Janeiro correrte
Feitas em virtude de coni-
promissos da presidencia da
anti :a provincia
Feitas por iniciativa do go-
verno rejiubl cano
Recapitolago
< Des pesas offectuadas pela
thesouraria de fazenda do Lea-
r, por c, da verba soccorros
pblicosna secca de 18?8 a
1890, al 15 de Janeiro deste
anno
Feitas pelos governos mo-
narchicos
Feitas pelo governo repu
Miao
IMado du tftio trande do IN'orte
Datas-at 2 de Fevereiro :
A noticias desse Estado sao destituidas de
interesse.
K.tiadu da Pnrahyba
Datas at 3 ie Fevereiro :
Por decretos de 22 de Janeiro, o governador
creoj as conarcas da Conceigo e de i'atos,
te ido sido a primeira formada dos termos de
Misericordia e Conceico, desmembrados da co
mi ra do Pianc, o a segunda dos termos de
Patos c Santa Luzia do Subugy, desmembrados
da comarca do Teixeira
-obre a secca, escreveram ao Jornal da
ta-ahyba :
Em 7 de Janeiro, da villa de Patos :
A sr :ca por aqui a man tcrrivel, que se
pode imaginar
N.i ha recursos de maneira alguma, c nem
mesnio nuvem mais apparree no feo, que nos
d esperaiicas de chuva.
Nada de comnusso e nem noticia ; partee
que e-tamos sentenciados rrorrer fome *
Em 28 -io Sap :
Aqu possuimos utn nico agud- que
abastece d'agua a pOfU'agao, mas que no esta
do im qu" se acha a sua agua se loma impre
stavel. pon est aborto.
Seria muito conveniente que o go erno man-
dasse cenar o mesmo acude, porque s tiesta
sorte se poderii re i ediar lano prejuizo
Outrosim : a pupula'o se acha soliendo as
maior. sprivayO.': e sena um acto digno de lou-
vor a remessa de algn* gneros para soccor
re a.
9.801:501*350
9.5)5:223*062
266:278*288
UIRRESPONDEMIAS
MARANHOS. Lew, 29 de Janeiro
de 1890.
Parecen me de ulili la le geral fornecer ; seus
leitons iluuuias noticias deste -anto do Porte da-
noiao brazileira, porqu.in.io nem sempre i hegara
capital federal noticias exactas deste Es-
tado.
O Th '..-curo. cha re anda em assiluo traba
Ibo una commissLo, examinando o estado do
Toesnuro do E-lade. Sab-i-se j i que alauas n
pregados aili se locupletavam com os dinheiros
pblicos. T es j foram presos, e parece que
nao serao os aicos dignos de severa punigo.
Sem a -epubhca, punen taes prevancagoey $>
riaa denunciadas ao pubUco e muito-. menos pu-
nidas, como nu-recem.
Acha. e a opiniio publica bastante imprcs-io
Eada com e-tas dcecobertas, e todos dwjfiu
arden emente que cominuem as investigador',
dando-fe caga es gatunos, qne haviaai fr-ito
do TbeOU'O do Estelo seo ninbo predilecto.
O Dr. Jjsc Tbomaz ds Porciuucula esta aninsa-
do tos melhon s desejos e nao iiewja dar ga^wi
da a empregado.' Jesbonestos, qoea poUneagem
da nionarclna uliuienuvicom o maior escm.Ulo
publico.
In.-iru. cao publica.Denoncia a-irr-prens in
depei-tente qu,- a mslrue;ao primarla do Estad
orna figura de rbetorica, e que imperiosaiu-rnte
reclama urna reforma completa.
Acwdiiu so que o dual governador nao es
1 pecera ra^o de seiviyo t3o importante pola O
eseovoivimenlo da inslmcco urna das m.iis
bellas prom.-ssas da democracia, acabndose d
vez com a fantasmagora, que o redimen depoeto
nuiUinha para iliudir 0 povo.
Nomeices le juizes d.- direilo. -Fez sfr a Pa-
cotilfui echo de urna asensafko ao governo M -
ral pelas nmeag5es de juizes de direito ni -j
certas comarcas, preterindo-seliacborel- da ter
ra. habilitados e eslimaveis. A aecnsacao pro
dnzio elTeit" porque assanhava tod s os- inters-
ses ftidos', todas a^ aspirac6es mallofrada-;.
Para d-svatiecer e-ta na iressao, eaerevea a Ci
vilnqao um cntarioSO artigo, defendendn o g.)
rern f deral, e declarando a culpa' vinrta dos
maWiientes, que ne-ta trra forma n urna respe!-
tabihssiff.a pbalaoge.
E a propo.-o de m.-truegao, devo dizer que o
clero pan ce disposto a alargar os elementos de
instru-co prmaria e steondaria. Airnunci.u
monselhor Moa So, que cum ouiros sac rdotes
instruidos vao af>nr nn corso de preparatorios,
annexo ao Seminario .le Santo Antonio. Estou
persuadido jue ser isto um relevante servico
presladn ao Estado e um meio efncaz para m'
fcorar a nossa decadente instrneco publica.
O novo governador.O Dr. I'orciuncula vae se
impon to aesmui publica pola sua pruieacia. e
parece-me jue o Esl do entrar francamepic
'um rgimen de orden e progresso, como o
intuito do governo tederal.
Em poneos dias nao se pode aiuia tirar uini
prova definitiva do sen governo, man posso as-.-
> orar que geralinente favoravel a impressao.
E' verdade que o seo antecessor revelou do es
apreciaveis, mas careca de ponderaco, calm;i e
criieri nos negocios mais arduos e complica
os.
Novo jornal.-Appareceu o pnmeiro numero
' de am now jornal, intitulado Aurora MaranheuXe
B' ('serilo com rigor e muiu correccao, e foi
recebido com satisfaco pelo publico.
0 Maranhao actualmente tem mais os seguin
tes joraaes : Diario do Miranho, Ciciliiofao, Pa-
cotilha, Gkbo e RepabUca, de recente uau A
linguagem d6te- ocgos de publicidad geral-
mente deeeote, caanaaras excepcoes de intempe-
ranca d linguagem.
Coiiwl de H i nburb'.. v noticia doier sido
u jmeado cnsul geral di Emal iin Hamburgo. o
S Dr. l.rmcio Jdee Alies dj S-uz Jnior, foi
aqui por todos jem recebida e considerada como
umj justa recoutpavssa dos bons servicos qne
prestou aos iatereases brazileiros nas espinbosas
coaimissoes da Guyanna fraoceza e de Loreto no
Pei. O Sr. Dr. Alves de Souza natural ueste
Estid, onde sempre gozou de elevado conceito
e grande estima pelo sea reeoahecido merec
ment.
nlendeucia Municipal.Resolveu esta corpo
raco julgar extinctos os dbitos provenientes de
foros de terrenos deste municipio e dos da man-
nba des dtvedores at 31 de Dezembro proxia-o
passado, e estendeu essa medida, digna de ap-
plausos, at os devedores por multas impostas
pejos presidentes daB ssjate du jury.
Sem mais, por agora, atznUermiuo esta ligeira
missiva.
isi
TftASCRIPCOES
c oafl fo augiO'poriugaez
l'rutetl da soaedade de Geograpkia de Lisboa
A' todas as academias, sociedades, inslitutos
e jornaes das suas relaces
Ha poucos dias, apenas, leve a sociedade 1-
geograpnia de Lisboa a honra de commumear as
sociedades congneres a xpresso sincerado
seu voto relativamente ao conflicto diplomtico
suscitado entre Portugal e a Inglaterra.
Por dever e boara da generosi solidarieladc
que a ellas nos liga nas uiesin .sj as|)irac5es c
nas m.s.'u ia diiigeocias bumanarus e c.vIL a-
doras, depun ia:nos peran'.e es-as nossas ilim-
tre3 inuas sci''utihca's, cotao nos eiupeuiaas
na santa causa da paz, da civilieaco e diiei
ploraco scientifica da frica, a noss-i esperanca
e o nosso des-jo leal de que essa causa uao fos
-e mais urna vez perturbada por pretensOes e
cobijas to formalmeute offensivas da aecu e
da s berania legitima d nosso paz, como evi
dentemente contrarias a verdade, a razao e ao
direilo,
E a nossa manifestagao era tanto mais oppor-
tuna quaiito corto que taes preteosOes pira
atrabir ajustifados povos, de long-i data e tenaz-
mente procaram falsear a geographia e a histo-
ria, -epara favorecer disfarcaras ms paixOes
e os cupidos iuteresses de aventura e da .-cita,
teem orgatiisado urna conspiracio de capcio.a
propaganda e de influencias braulmeole egois
tas desuada amysttticar a opinio e a intrigar
os go'.ern. contra o honrado povo que fo: o
primeiro a abrir o continente negro .civili'agio
e a sciencia.
Perseguida c extincta a escravatura na costa
porugueza da frica Occidental, os inieresses
que o trauco iofame alimenta /a procuraran! e
por largo lempo coaseijuirain obstar, sob fnpro-
e< da poltica ingleza.- a que a nossa acji
civilisadora e o nosso direilo soi>eraoo Ihes ar-
rancasse o ultimo reducto, por urna oceupaco
regular o. deliniva dos nosaos territorios do
Zairu inferior.
Foi exactamente o a.resllenlo, pela aulori
dade portut;ueza, de um navio ne^reiro na foz
daquelle rio que su^gtrio a (orinal opposigao
lo overno inglez, eniao indigiiamente uiys
tincado, n ssa oceupaco d'aqaelles tcrnCo
rios I
: Assim e agt-ra, tambem, os iuteresses da li-
cenciosa e oppressiva explorago dos indgenas,
as pretencOe* de especuiacAo e do monopolio
commercial, o espirito fantico de seila, as ab-
sorvente ambijes e ciumes de predomioio e
de -expanso politica, agitaram-se ferozmente,
contra o leal e persistente empenho de Portugal
em organisar e firmar a ordem, a seguranza, a
transfonnaco pacitica e civilisadora aos nossos
territorios mais remotos da frica Oriental : no
Zambese, ;.o Nb Issa (Xyussa) a na Mashona.
Ai^uns merca lores <; missionarios iigletaa
eslabalecidos sob a no-sa proteegao e fav >v, n'al-
guns pontos msigniticantes eeparsos desses
territorios, onde iienhuma transformayo b, ne-
tica teem operado, ensaiaram converler o faci
desse precario e particular eslab:lecimento om
ostensivo direilo de pro ectorato e de dominio
da n. $io de que se dizem subditos para e a policia caita da soberana de que sao hospe-
des, que Ibes tem sido gen rosissima protecio-
ra, e que. er e a uui^ que poli exercer-se a
se lem exercido efectiva e pacificamente n'a-
quellas regides.
A oloma :ia*ritamrica aeabou de adoptar es-
tas i).! ..ii.-oes abusivas, primciramente proeu
raudo obierunj.-a aniiueocia e conce.-slo vo-
luntaria a troco la retirada das suas formaos ol-
jecgOes p sse e a oceupaco portugueza dos
territorios do Zaire, v.l.a a rcconb.-cer o nosso direilo aos que lile
cederamos e que agora nos disputa !
Mallogrado, porm, pela opposijito da Eurp
pa. em ielcu ao Zaire, o tratado em que esia
operagao-se mrgociara, e pasados poucos an
oos, apeaa*, ilepois da conferencia de Berlim, a
Inglaterra intima-nos, nao ] o desi-jo e o inte
i es-e que a le vara m a negociar esse tratado, mas
aformjl pretengo de u i. ditvito sobre os tern
torios coja cedencia nos pedir e procurara ob
ler a troco de largas compeoagOes !
Alm do rullogro desse tratado pelo qual
poltica ingleza contava estubeiecer se nas mar
gens d Nyas-a, outros fados conco-reram. na
luialneoic para exarceberar e fazer recrudes
cer as pretengOes e cubigas b itannicas, taes
como?
a concurrencia mcommoda que a Inglaterra
leve dd acceitar, de ouiras" pot acias, ao lurte,
iio lado do Zantibur e do mar Vermelbo ;
o r-c .nliceimetto de que os nossos territorios
eme o Zambese e oLmpopo, e particular. Den-
la a Mashona, abrungiaai ama .J>s zonas mais
ricas, em minas de curo, da frica austral;
o noso esforgo .'eclsirl par as-egarar u dds-
euvoviinento econo i ico e poltico ca eossa co
i. i'ia JJ Loun ng.) 91 arqu.s. que as colonias in
glozas do aul receiam, e que centra-ia-a ohessfio
britaun ca da ali^orp^o dos oslados in lep.'n
deules da frica austral ;
., em summa, o vigoro o impulso que procu-
ravainos imprimir ao lesenvoliimeiito dos povos
e ternlori s do nosso vasto dominio africano.
Precisa me ate atiingio a maior inteisidale m
sa i xarceberago da coatca. quaado as ims-as
expedigOes Btwntlfieaa, commaadanas p#r ofli
cae. e eugenheiros distiactos, calorosamente
acoln las pelos indgenas, e.-tu livam e prona
a^arn a^segarar uielbor esses territorios, pelo
aminlio de f rru, pelo lehgraplio, por urna po
licia ciulisadora ecl.r sti,i mais aegaa libe
mI exooragSo e proveito do commerdo licita e
da col .uisacao europea.
E\pUsio ettiaoo uicrcanlilismo do mouopalio,
3 fan..;iaio de seitj, o io-olenlo orgulho da pfle
dominio poltico, essa triste e opp.-es iva trUi-
dale que pretende dominar a frica uterio- pe-
lo acornle de sle pontas, de que nao lu ia ai
to se fallen >argamene no parlameato iiigiea a
proposito das misss ijn Nyas^a, ou p las oa-
deas e peos (agoetes anida ten avam introiuzr pelas iij.ss alande
gas"i!elobambaue e dcQusiiroaneospseuio oki
lantropoa, cu pelas anms aperl icaadas entre
u,es ao brbaro Lubengolo para e-cravisar os
povod da Mashona e llies roubar as iuna> .ie o:
iu nom qae navin de pigal as aos inglezes que
lite fo.ruecraai cssas armas.
. Ao pisco que alguos a.entureiios eageutea
britaiinnos agulavam cot Ira as nossa 4 exped
gea sciiiitilic-.s ti n regalo embrutecida c usur-
pador, a potinca ingleza.a po itica de urna tio-
bro nago europea, in'.imava nos imperiosa-
mente, com um lieitoque nao se fundamenta-
ba aijiwllaspi'cieiigOes e cubigas.
E-ta a breves tragos, a vc."drde da-siiuago,
larga e iircuaveimente evilenclada por iodos
os lo'oiiie.tis dignos de f que temos exhibido
, continuaremos aofierecer ao criterio itnpareial
do Muadc e 'a Historia.
S neciamente,'com umajuaia diferencia paia
com urna nago culta e amiga,ao constante
emp nbo de COopffar para que a paz e a civili'
-ago da frica, uiW fossem penurbadas,Po -
luga!, certo de si'U direito e cou.iado na d.gai-,
dada emu justiga deesa nago, prestou se a dis-
cut, tom o koverno actual della us ore eages
querelle inMim-nleaioptara e a Bbnvenc. I
da absoluta inconsistencia e sem razo dessas
pretencOes.
Qor exhb-n j parante o governo britannico
os uumero-os tiiul is do.noeso direilo e^BS leaeg
propo-iios da nossa ocs&o,ijuer chamando a'um
siucero accordo um terceiro Estado a considerar
e julgar tmparcialmeu'.e c extraordinario pleito,
que- aculando a niediacac e o esaine d'uJia
conV r.ncia de todas u3 afegOes iateresadis na
pe na oudJisaco de Asm;* l'ortuil -ll'ere
ca Inglatri-a todos os meijot justos, segua*,
decoroso? de liquidar coa ella, leal e definitiva
mentte, $ questo.
Nio JuviOavamos do nosso direilo a nao re
ceiavauos da justiga das oij|6es e da oonscien
ca universal.
O incidente, a que j alludimo.o assallo de
urna nossa expedcao scielltirica.^jm territorio
que nunca nos fora contesiailo pela propria In-
glaterra,por urna horda -^e selvageus que ou-
savam arrorar a bandeira hgleza, e que se sabe
j que baviam sido excitados quede acto por
agentes inglezes,susciton ao governo bnUoni-
co reclamagoes e exigencias novas, sem qu-i o
movesse comtudo a fundamentar por urna vez,
os direitos que vaga e imperiosamente allegava.
Essas reclamacoes e exigencias fcilmente se
evidenciavam infundadas i absurdas, ate, basca
das apenas em Falsas e su-peitae informagoes.
Mas anda Portugal se prestou a fazer suspen
der a sua acga e o trabalbo das suas exped
g6es s.'ieatib.-as nos territorios conestados, exi-
gindo apenas natural reciproddade de ser res
pella mi u si !a quo pelos agentes inglezes, para
se entrar delloinva ienuj;aa liquidago diploma-
tica e pcnica da queslio.
Sabe ja a Europa, abeja o mundo culto, qu >l
foi o pro^dimeolo do governo britannico.
Agglomenndo grandes forgas navaes nas pro
ximiaadcs de ai.uas dos nossos portos euro|>eus
e africanos, ameagando-uos pelanua imprensa
mais p'alilicomenle autorisaOa, entre os mais es-
tupidos e despresiveis intuitos, de praticar um
acto de forga expoliadora sobre os nossos tern
torios, a Iuglaterra interrompeu urna sorrespon-
deacia setena e amigt, violou ss .lormis tradic-
cioiues da nortea e da lealdode internacional,
e antepoz arroganlimeule, provocadoranietite,
ao di.-t'ito, que uo poda provar e qae nao liaba
a forga nu.erial, a surio:idi^jjrados teul
eugeulios e m. ios de guerra o*c iivaVde oppres
sao e de u'j.cg:io violenta.
l.xigi i do governo ponnguez que dentro de
quatrohoras, apenas, resolveeae e ordenassx a
retir da iias nossas taren e expadigoes scieoii
cas, dos tenilonos do Nyussa e da Mashona, em
que alm de repiecnlaim o nfsto direito .n-
presentavama sci-.ncia, i cvili-'agno, a ordem,
em face da selvagena aceitada', do escravi^mo
armado, da cubica flibusteira.
A nao anuuc.cia a seiueibant; exigencia, se-
ra seguida d'um proce.limento que evidente-
mente equivala a um rompimenlo de hostilida-
des, uuiispropriaraeale a um assalto immediato,
cobarde, iraigimro, de territorios, fortunas e vi
das portuguezas.
E passava se isto.e prati ava isto a al*u>
dias de distancia da reaberiura la-eoafereacia
de Bruxellas, onde a> uiges da Earopa, as>o
ciadas n'um grande e generoso empenho de p z,
de libe dade e le civilisago, esludam os meios
de as garantir frica. i
E' cjotra esto facto insilitj que affrun;a i
nossa in lependcncii secular e reconnacida por
todas as uagoes, a nossa leal e enastante coope
ragao uos progfsso* ao direilo moderno, os no <
sos seniimentos de homens livres e civili-ado*,
de esbtdiOJvia e trabalbadores hoBrraoos, coa
tra este faoto monstruoso pelo mal urna irrau le
nago europea, ao terminar o secuta XIX,.si
mostra disposta a retomar o papel da reina pi
raiaria argelina ou dos bucaneros dis Atilhas,
co itra esta > oacco brutal e indiana : que
a dire-gao da Soaedade de Geograpliia de Lis-
boa, em nome desta, vem depor uo seio das su ia
irms scienliHcas, o mais solemne e formal pro
testo perante a solidariedade da eivilisago ma-
teroa.
Lisboa, 13 de Janeiso de 1890.
Presidente -Francisco Mana da i.unia.
Prosidente do conselho ceniral -Atitouio rio
Nascinoedlo Pereira Sampaio,
Vice-presidentes Federico Augusto Oo.n. F.
V. Men.les Guerreiro, Joaquim Jos Machado,
Fernando de Alineada Pedroso.
Secretario perp luoLuciano Gorleiro.
Secretario auaualJ. l-'. P.lermo da Fooseca
Faria. I
SeeretmioB adjunctos -Ernesto de Vasconcel-
los, Domingos T.sso d. F.gueirjo.
Thesoareiro*-FraBCi* Vogaes -Ro'ingo Alfonso Peqotto. Jos B^nto
Ftrr.-ira de Almoida, Jos Estevo de Maraes
Saraento, Joao Pedro Patroue Juniir, Joo (lea
rigue U rieb.
(Jornal do Cominemo. dV Lisboa)
Lisboa, 17 de Jaueiro.
Cr.-scem de urna maueira indescriptivel as ad
besOes de todo o paz a id a ds olharem seria
mente para a defeza nacional.
A razao inaceiiavel de sermo3 urna naci pe-
juena e sm grandes, recursos tem servido de
pretexto para nao se olhar nos ltimos anuos
para case gravo assumpio, que devia alias ai u
prian-iro a chamar a altengao do governp.
O qu-. ha aii feito de mais nouvel no tcuiidu
da dtfeza nacional, deve-se a Fon'.es Peraira de
Mello, o esbanjador, mas aquello' que tevtj a
comprebensao de que um paiz como Portugal,
emb ra animado ios intuitos mais pacilicos, u&o
podia assistir ndifferente ao descnvolvimeq'to
.los meios de defeaa nas jagOes que linham a
nogo exacta da sua independencia e dignidade.-
A Blgica e d Suissa sao oexemplo frisante de
crino se pode armar urna naga)- pequea, pras,
ca lindo de apparatos ridiculos e olhanlo sorip^
mate paia a questo da defeza nacional.
E' necessano mostrar que temos urna nogo
iuais clara lo nosso brio do que a que re.-ulta
da simples narragio dos herosmos dos nossos
antepagados.
O Eroaomisl, de Londres, tocando n'um dos
seus ltimos nmeros, nc.-te ponto, a proposito
dos ilireitos seculares que reivindicamos, dala
uos que a ques ao nao era do passado, mas do
futuro. E' de todo o poni iudispensav;l re
mostremos qu; 6 tambem esse, lias qu.'.-tes
pratrioticas, o aosso dinito. ^' glorias do pas-
*a io necessa io que reunamos as garantas do
futuro.
. Es as gaaatiaj qio rm do<- expedientes He'
momento, qa; lmaida, por infelicidada. nossa,
o syslema por oi segUHlo qua.>i tu to^as as
occasi-s rricas, passodo tatis:.imdS vezes
por ser como o outro quemandiva por trancas
de ferro, depois das portas arroaibadas.
Pari vermos o etado a que deixa.uojche^ar a
dafeza patria nao < necessario analysar o pro
bl ^na nos seu;grao les linesemos ; nastaoxa
ninar os peraULores que eJ'Jo mus uo alcaice
da nossa visia
Nao no abalancemos a indagar se a3 linbas de
dcf.;a e.-lo construid s uas mJlbjrus CjudigOes
aatrategicaa,nem sotemos a margem sul do
Tajo iniiveiiieiitemcute defendida, nem se as
ujs-.uS iroteiras leu: a defeza que exigen!; nem
sea barra e Lisboa esta livre d'um golpe de
nao, uraraediavel; nem se a uaobilisagao do
exordio ten elementos seguras de xito rpido ;
nm. trauudo das colonias, se ellas esto segu
ra, d'o.aa alfronta eoiuauuixame, sem os meios
da mais pequea resistencia. Nada disso ne
jeasafio pjerscrutar; baSn que aiialysan lo o que
esta a nossa v[ ta, nos saibamos que eslainoi
expostos a ser bjmbardeados, sem defeza, por
urna arti'li na pod.rosa enlloca a fora da liuba,
de n.p.'.to; qne ein S. Julio temos pegas de
i. sen u|)paolhos para collocar asculatras mo
veis ; que o forte do Alto do Duque nao lem ar-
tilnaria, que ha mais de dous anuos espera qne
-iji enviada p-.la co'mmissj de defeza; qae no
forte de Saca ve.a iristu ver pecas Kru.-p. de
15 no ar.uaznai, sem os reparos inJispeii.-av s,
emquanto que as pegas monladaj sao de bro'n-
se, le carregar pela bocea, e em -reparos podres.
E.u vUta'desfe cstaao de cousas, o paiz le-
vanta S unnime, diante do iosulto tfo-estniu-
geira covarJ. e, como sempre, nas occasiOes
critica-^, crgn se, como um s hornean, em de-
feza dos dir:los ofeodidos. Felizmente, r >mo
em algamas das outras vezes, o impulso veio a
! aipo Je .-.er aproveitado no s :lido de tirar
delle vauaem m-proveito da efezar do paiz, e
mal andar o.goveruo 3e Uao se valer delle para
rear medid-s e obtei recursos que nas'aocca-
so Ihe seiia'm mais facis do quo nas occasiOes
uormaes.
E' grande a e(Terte=cencla popular,-o; a' digni
dale nacional.sent jieccssidaie do se Henar
por todas as formas;vendse impotente dian-
tc da insolencia arma la* do mais forte, maldiz
dos que deixaram BnegafA cousas ao ponto de
fraqueza mbelle cm que nos achataos, e indi
cam o caminho a seguir, o o meio de obter al
guns recursos.
Por teda a parte se manifesta *a nicessidade
de urna grande Bnbscripgo nacional; j* ha ver'
bas importantes com que desde ja se canta; e
da primeira intuigao que uiaguem, absoluta
mente oiagaem, se recusar no paiz a dar um
di* um ai z, un mno dos seas ordenado* ou
reedimeiitos conloante ssuis pjsses. Tamben
6^o-,livo qne do Brasil, onda temo' abastados
compatriotas, vi rao avulta ios recursos a exem
po do que tem succedido em oniras ocoasiods,
ali.s.de ::iuito menor importancia.
O que preciso ai cantralisar o raovimento, e
tornar pratico e via-vel, pela uaidade. de acgo,
o que ^e desperdigara, cano fjrca lerramada
sem utilidade pratic. V- ba ama iniciativa no s ntido de formar um nu
cleo de reuniSo de todos esses elementos que
espontneamente se ouerecem. e que se perde-
riam i falla de serem reunidas e unificados.
E-sa a principal nscessidade de momelo,
ficando para mais tarde pensar se no meio de
tornar esses recursos en meios mais etfectt.os e
mais promptos de prover as necessidades da
defeza.
Essa defeza deveser maritimaou tambam ter-
restre? Deve limitar-*- me.ropjle, ou ir at
s colooias? SeaJo martima, deve ser feita por
vasos do guerra, ou torpedos ?
Tudo isso assumpto para resolver com sere-
n iade e esiudo na certeza de que, pa/ qu il
qner forma qua seja, rqu^-r u ja quantia consi
deravel.
Essa quanlia nao se rene toda por meio da
8ubscripgo nuonai; mir da ao governo o re-
curso d um e uprestimo e^pe:ial ou de um es
pecial tribua. S-ria este oque niosuem no paz
maldiria entrando tolos, confirmo as suas pos-
-es com o sea qm h >.
Aproveitese est momento psycologico, tirem
se delle as vulagens que se polera tirar. e-.-So
niuitas, quer de orden raaeria!, quar mor.il^
mas faca-se tudo cara systema e goan taethd >.
Essa ser a verdadeira manif-siago nepiar a
verdadeira rvanche nacional, que dispensar
bera ludo que de pueril e exagerado se tem feito
at agora, no meio. ai.'as, de multa cousa louva
val u verdadeira ienl; digna.
a Iaaireaaa
(El ImptrcirU, d- Mid idf
Nas questOss d dago para nac2 > a laglaler a
incapaz de aoeodsr a consi le agoes O pqvi,
qae no semino do lieeito puoli'o nsc.onal e o
primeiro di Europa oj sjrnudo di direilo m
teraacional dos u tim >s. O i itoresse e a tor-
ga sao os aicos ficto.-os qae ella idmttte. Todo
o povo que se colloca em fren e do rtrteresse
britannico e seja uiai fraco ha di; sucju nbr; o
direito o quo menas Ib importa
Portugal tem si io amago lia! di Gran Bruta
oha, a em rau-tas occasirs tem sido-antigo coi
desceadeote e subnisso. T^irn servido os inie-
resses e conveniencias di o galbnsa amiga e n
periodosmui.os difficets pira esta T'in. coun! fe,0iia bntanwca.
p iucos pases, aoerto as suas porta-, com-1
niei co inglez, a tl paito qne ebega n mana
coinraereial a parecer urna colonia la soberna
libido. Nlo obstante, Portugal passue na- rij-
g-O.'s orientaes .i'Afnca austral irr tori-s que
a 108'rciavel cubiga bntannica deseja ; esses ter-
rr.orios sao devidas a ratrepidea, coa-taicia e
i coragam de horneas co u > Serpa auto das
quses, eoai ius ga a ngao se sent orgulhosa.
Mas Portugal fraco p ra proteger o vtente ex-
plorador na sua en gica a'.tilude ; esta quisi
impossibilitano de o proteger contra as lentati
vas da sua av.irenta amua nas possesses d >
Zambeze; nao ha para ella consideragaij de
es-iiecie alguma.
para conter em espeita e reduzlr a mode-tas
proporgOas o futuro imperio da companbia in
gl--za da frica do sal. Explica se fcilmente o
m.iu humor da imprensa ingleza. Os inglezes
eomm-tierara desde o principio a falta d-- de
el n*ar aber a nent- que o bolo sul africano deve
ser para giles t para tiles. Depon de seme-
Ihanles declaraces. a menor concesso toma o
carcter de urna deirtita, e os jornaes de Lon
d'es eutrevem vagamente a n cessidade de
uraasolugio que nao estara conforme como
programan la comp nbia da frica do sul.
De qualquer forma que se ollie o problem
sul africano eo litigio aoglo portugnez, iaad-
missivel que os mglezes se apossem de tudo.
Ora, nao se poder dissimular que no caso de
ser dada urna satisfagaj a Portugal, constituida
nm precedente de mo agouro para a Inglaterra
nas suas conten las eventaaes com os allemaes e
boers.
(El Liberal, de Madrid)
Portugal, cona povo desligado do remo de
L>*ao e i'aslelli. coa-ervou desde o principio da
su > n icionalidade o genio colonisador.
pt Ha mais de luze.ntos anoos que Portugal le-
vau a civiljsago tu regifjes da Afri a Oneqta.
A diff-renga do que fazm es Estados puramen-
te mercan)is. que entregara os pavos conquis
la los a campanilla de negociantes que os ex
plaram, Portog-il desde o lempo de D Joao II,
(mp'pgou o sysiema de coloai-ago rao lerna.
melnorando as eondigOe.s de vida dos initg^nas
e toman o ao seu servigo os chefes da5 tr.bus.
p i a qne 03 soldados eslrangeiros os nao pro
v jquem rebel'io. Portugal ordenou a Paira
de Andrd<\ a) lente Cardos) e depois a Serpa
Pinio qu- tonasse.tn com carcter effictivo a
Africi Central.
E n 18S2, e den ais no anno passado, neg ia
ram sa tratados de limites na frica como gabi
nete de Lisboa.: porm a Ingl ierra nunca ".on
sent) qi- se ciegis-ea essa conclasao. porqa-
resu'.tana d'isto o recoaheciment .la soberiflia
jionugneza
E assim coma a Inglaterra haje se har ab
snlat: la India ie-cjrberta pelas pa'-tugneze-,
o gabin-ie -le Salisbury pretende jue Portugal
nan lia- s suis einp'eas caloai *n loras para
juea buileira .ia Gri-ltretaiha se estn la des
1 > Egya-> a! a .abo da B) t E>p -ranga.
Portugal em la sai pirta o tire to e a passe
conti'iaada.
V I.iglaterr-i tem a forga, os navio* e os ca
nhO-'s. Frgi qu nv fez valer ooa'ra aPraica
e u Ti ais, nem contra a Allemaalia no Za izibar
n-m c. ni.ra a baila na Abyssmia ; mas sjiii con
tra" Ponug il, a q i* lam consid.-rada at a Em minna opinio, o melbor meio para ebe-
gar a urna solngo acerca do nosso litigio rom a
Inglaterra seria mu arbitramento. Urna v z ja
foi o general Graot nos30 arbitro, e o governo
dos E-lados Unidos, por sua posigo, parce ser
o melhor arbitro em questoei do genero :l i que
nos oceupa.
Segn lo o mesmo orgo parizieose, era correa-
te que em u na circular couidencial do m nistro
'ios negecios estrangeiros portuguez. foi c-Jena-
do aos representantes de Portugal, que avis S:ent
iiot governos junto dos quaes esto acreditados,
que a attitude enenrica do governo portuguez,
no confl.ctn cora a Inglaterra, torna-se ne ressa-
ria, aflm de que o partido republicano nj ex-
plore a situago para aluir a mooarcbia.
Alludindo a essa circular, diz o Standard de
Londres :
O governo e o pavo inglezes lamen-ariam
profundamente que a estabilidade das aeluaes
jnstitoig s de Portugil fos'se posta em perigo
em constquencia da energa de lord Sali-bury,
mas e.- s-.- pez jr nao poda mo lilicar a nossa inha
de ronducta.
Aaooteca o que acontecer, catamos resolv-
dos a fazer respeitar os nossos direitos, cuja le-
gitimidate nao pode ser contestada. Se por-
tamo, o rei Cario-* I acha se bem inspirado, nao
buscar ganhr prestigio perante o sea povo,
persistindo em pr tenges imprudentemente pu-
blicadas pelos sena ministros. E! necessario
que compreheudara que o litigio actual nao c dos
que podem ser submettidos a um arbltra.aento.
Nao podemos admiltir a possibilidade da mler-
vengo ue lerceiro em uro negocio que s se re-
fere a duas nagea direciamenie inleressadas.
As3im tambem nao podemos, era caso a'gum,
Eermittir que os portuguezc3 amplm a sua so-
erania territorial, de forma a aoranger os esta-
belecimentos creados por subd tos britnnnicos. .
E' territorio briranaico aquelle em que so
acham aes e-tabelecime .tos coloniaes.
0 D'ily Telegraph mani esla se em t ai mais
enerjfleo anda, e declara que o governo iiortu-
gnez,..eve dar sau-fago cabal Inglaterra. ,
Observa aquella jornal ingVz que Portogal oo
en 'OHtrar. em toda a chnstani.ide, patencia
algu naque Ibe preste auxilio para d-sviar o
casiig.i que, no caso de insistir erradamente em
sua nefasta altitud a, o pequeaio reino luztaao at-
Ira.'rrii so ore si.
C"iiforme um telegramm'a dirigido di Fliiialel-
phta ao Tinvs informara o Sr. Blaine ao m-ais-
ira de Portugal em Washington, qne-car-.iade
fundamento a noticia de ter sido enviada a es-
quadra americana de evolugOes a Lisboa, onde
se a da. cm viriude da p*obabilidade de desac-
eorlo entre Portugal e os Estados Uoios, '.endo
ac".n3cen'.i(loo mosrao estadista america io, que
egando_ a obra-e la Oliveira irtins. cania uma'L.3luvii ecnvncdade que teriam solugo ; inapta
e amistosa as questes actualmente pe.alent
P >*S'' entre os dous paizes.
parte da \
r*o tugu n-m ain los sea i litlos -J.5
una e-peci; .1 raconheciraai'.o par
Frr.n;n n Alle.n Hilia, que d'-hrariin -m 18S 1
H aa n-j es'endtriain a Saa acgo sobre < 'en ';
tirio situado entre o Z nnbez" e o I ig > Nya-si.;
.' tugil r.tiHgira nas SUS trrisa c6-'- t a )'
pno ao orinar s aaioridailas-la Qieii in ic
que u3 > pu >s'e.a obstculo alga n a nvr- n ive-
gacSo dos navios inglezes p-!o Chirv Bate
miw, submeltia -.s quest;s do pa z lo~ Mak-J
lolos e da ia;-gagJ C'iire a urna a- Oirag.ii.
A liglaierra responden s n i'.as dipto da Sr. Baros Gomw que nao pjiia ad aut.c a :|,,.,^
abitragem. pirque-Ihe repetiia o pleito interna-
cional les de. os lempJS de Pllt.
(L'Evnement, ile Paria)
O dlreit-K a> Portugal ao Matcbanah r. j re-
moaia o a 160; desde essa poca o sol > d'aquel-
la vasta legto foi calgado por innmera-, cis tra-
i,albadnrea da civilisagaoque era a fillios ie Por-
lugil. herors da f exploradores tnissi. narios,
o a i i ale-, onsados capilies, que all i taugo-
raram o dominio pnrtaitucz. Qnadtas fag nhas
nao as.ngnalaram n presenga d'este
povii n'aquilles vasto- territorios ?
E a nda outro3 ms uotaveis vm corroborar
men
Londres
do
mu
nuago das uegociac/hs entaboladas, ira aaop
gao de algn ni -io termo e uipassibilidade de
urna medi la qualqaer, por meio d. arbitragem, ,^JdBfi ?.*,
da confereno-a ou outro quolquer meio de con i' '
ciacodiplomtica, o gaveroa inglez tomiva as
suas di.-poslg5.Sf! enva va as suas esquadras
para todos os pontos onie p laiara terao alcance
da fogo da sua arlira-iria os pontos estratgicos -.
de todo o liltoral portuguez na E -ropa, assim ; SaJ-un io
como na frica e tudo quanto enivesse promp-o
para-a intorveng'io immediala da ultimi ralio
e a antea
fundam-
de
rui-
ndo o-
de
1839 m Bechuanaland News, e os reLterios
officiaes de Paiva de 4ndrade e do Cor dan, os
n'este momento nercorrem as regioes
no dec^-eto real de 7 de Dezembro.
Pude negar se qae fundar fortalezas sci um
acio de posee dilinitiva ? .
A opinio le. Capello e [vem e de MmlagU
Kerr era sua obra sob^e o Fav interior vCm
ius assereOes de Portugal,
ie naran lu n inglez, s a oceu-
paga
elfectva seria aro'.'a bastante da
dos povos mats fieos emarabig.no do que era es-1* conferencia de Birlim ara leitemen'
crupul.'S. Lord Salisbury cortou sbitamente
as negociagbes pendentes. O seu ministro em
Lisboa, em mes no esperar a resposta ao memo-
rndum qae Ihe fra dirigido na ves pera depz
bonteiu nas raaos do Sr. Barros Gomes um ulti
matum conserva lo ento em reserva e fez saber |
que seriara dalas 24 horas, o mximo, a Portu I
gl para responder. No caso de recusa, um na
vio inglez o Enchantress, eslava prompto em
Vigo para embarcar os representantes da logia-
trra e deixar a palavra ao canho.
O ultimtum inglez pedia a retirada inmediata
de todas as tropas, autoridades ou expedigbes
quaesquer, de qualquer natureza que fossem.
que opTassem aO norte do Ru, de um lado, ao
sul do Zunbeze e do Mashmalani, dooutrc.
En a eviego absoluta e definitiva de Portugal
ie t*da|-as regioes em litigio e o estabeleui-
ment da soberana britannlca noe territorios
eabigidoj Nada necompromisHos, nada de ne-
) IS83 :
l-mitoa
cosa; e

(Le Nord, 7e roxelas, O Gironde) a *&** d g0Vern P0rtuSu-e2' na
A pendencia aaglo portugueza conservase
anda no mesmo p i
Os jornaes republicanos portuguezes, cticaa
leo iiiscurso-da corda; censurara o* governo
pelas suas-leu leacias conciliadoras, e quaiSi
cam de pilbagem essa expan.-o colonial dos
inglezes de qae o rei parco admittir, at cedo
ponto, a legitimidad*. E. la critica tnanifela
mente inspirada pelo espirito depart i. 0
discurro da cjra -duihtmente conciliador e
rauta firme, e nada auctonsa a suppflr que o
gov.-rno portuguez pr.curi'.utn pretexto pura
ffectuar urna retiradn prndente, como ia-jnulra
os repoblicano.-. Nao se poierii collocar mais
elaawnte a qa"sio da que flzera o governo
portuguez. Trata se de saber se a o :cupaguo
dos territorios reivindicados por Portugal nanea
tai fffectiva.
Portugal, declara o discord, procura conser
var sob o seu dominio e uliltsai por meto de r,
vtfisagao os territorios .africaios que os portu
guezes, em primeiro logar, a'oriram s missOe-
christs e no com-fuenio e em que as autor'ida-
des parlugaezas exerceram urna jurisdigo e
una influencia conforme ao estido social dos
Habitantes.
Nestes actos de jurisdigo, nisla influencia,
julgam os inglezes v-apenas ama manifesta
gao platnica da orgulho portuguez. A colooi
sagao deum paiz sefvagem oela raga conquista-
dora, eis, segundo 03 orgfios inglezes a nica
oceupaco euectiva. 03 portoguezes nao ten do
colonisado os territorios reivindicados p?lofm-
binete de Lisboa, os tratados que poderam con
cluir com os chefes indgenas nada significam
Os joraaes de Londres mostram-se menos exi
gentes qaa'.Jo registam como outros tanto
tri imph)3 para a politica ingleza os tratados
concluidos pelc^dorbii! Jehatlon, tratados ainla
mais destituidos de iangao pratica 4ue 03 por
tugueze. En fren da colonisacao, no dista
talvez grande differenca entre a sllnagSD res-
pectiva das duas potencias nas regiOcs que o
discurso dfi ttirono deD. Carlos considera cono
o dorai lioincontestavel de Portugal.
08 watados 0 as eonvencGes de amisade nio da caminho de ferro da baha Delagoa, sempre cas europeas a divisa do Sr. 3is aarik qu 1 ella
s5o apenas formalidades de orna importancia pendente, nj voltar a lume e arreste novas ne- pOe era pratica para com as populagoes nde-
secundaria goeiagOes : perspectiva muito alarmante. depoi3 penlente3 do continente negro.
A verdadeira solurao a que resoltar da da forma porque aeabou de terminar as que A forga val mais que o direito, taso 6 ou-
equilibrio da.s tarcas na frica snstra1,.'equili tinham sido entaboladas na questo do-Nyassa-; tra questc. ,0a,'
b7io que nao sera tao fcilmente, rompida,lomo! land e doMasbonaland. J A Inglaterra nao lera direito de aprop-.ar-se
riMMflm nsinnsw de landres 'de territorios que pertencera a Portugal .sob pre-
' Em seu boletim do estrangeiro, refere Le Tem texto de que este pequeo -Estado nao os aecupa
ps de, Pariz que em urna audiencia havida entre definitivamente: sobra Ihe libe .dade lo asuiaxar
o correspondente do .Vp York Herald, era Lis- todas as regioes anda Indefrtndeate- la Aaica;
boa e o rei de Portugal, declarara este ose- mas respeite ao menos as -colonias, d >s .: ".nais
unle Estados europeus.
a regra de qu. se trata s reglOes da
demais, excepgo da Franca, qual a po-
tencia na frica que, applicada a r.!gra da
oceupago eSecliva poderia manter a su t sobe-
rana sobre as possossOes que reclara 1 o coat-
ncate negro ?
A Aliemanha ao sul de Cunene e do Z iibeze
e a leste de Mombaga, o Estado livre do 'ongo
a''Garanganja, a Ingtaterra na regio dos tagos
equatoriaes e nos vastos districtas le I! rnan-
guato e dos Matebslestodos estes Estados po-
denam reclamar como seus os mmeoso* terri-
torios que nem reconhecem o seu domiota*e onda
a sua b-andeirsao est argida nem w aiespei-
tada?
O governo portuguez s6 pede que se denam e
esclarecam. de accordo com o gabinete britan-
nico, as'questes que se su.,citam 11.1 frica
oriental, e central, afim d'alli e-labelecer so ront
a Inglaterra em eoadigoes de boa iotelligeaciae
gociagOes ; submisso pura e sim-les, sem con ue.corialidade, taes como as que se o 1. erara
digOes demora. f\ ai frica Occidental, onde os negociantes c sub-
Eis Portugal reduzido 4 proporgo inlima ao ditos britannicos nenhurna queixa, nenhuna re-
sulte africano. Nada mais tem a esperar portc'amago fazein contra a soberana da Por-
^ste lado em face do engrandeciraento no inte tugal.
rior e na direcgo do norte. Portada aparte.' Este desejo muito legitimo e nao p'ieaiog
a laglaterra embaraca-lhe o caminho, bloqueia-o ; se.oo approval-o; quaalo a consentir qu a la-
je guerreia-o traiga. Bem feliz so a questo glaterra applique ni frica para com r. poten-
Sara exagerar o poder" da colonisago alienta
oa costa sudoeste o a forga de resistencia dos
boers, nao diffi'-H'afiirmar que a uniSo inevi-
level, Inconsciente talvez, destirs tres elemen-
tos, porlnguez, allemo e hollindez, bastara
*
10 2IICBOSI0, S SO AKTI-mOSIO
DISCUEtO PBONCNCIADO PELO DE. COSME DE S PEBED2A
NA SOCIEDADE MBDICO-PHARMACETICA PKBNAMBU-
CANA, AP3 SUA RECENTE CBEGiDA DA EUROPA.
Srs. Collegas.

Ha pouco m-.i8 d"<: dons annos deixei vos reunidos em
una pensauaento commiim e nobrea rehabilitado da so-
ciedade quo aqui tivera o nome do Instituto Medico Per-
nambucano,' cajo fia era velar pelo nosso progresso scien-
tifico, pelos nossos interesses profisaionaes, por nossos
direitos 30ciaes e civis. EntSo vos vi e vo, deixei ani-
mados por este fogo sagrado, que nao abrasa, mas que
anima e nnobrece aquellos que de corpo o alma sacrifi-
cani tod is os seus praaeres, dedioando-se com aelo ao
culto da sciencia e ao bem da humanidade. Deixando
vos n'cssaa ccwKticdes, part contente, prevendo que em
pouco tempo a minha patria natal ia possuir mais um
foca de l*z, d'onde partisae brilho vivo claro a encon-
,trar-se cam aquella que de tao longe nos chega tarde, e
as vezes benv abscura.
Poucos momentos antes da minha partida, no convez
* do vapor VUle de Cear, a 20 do Junho de 1887, receb
vos8aa despedidas* por intermedio de urna cornicissao de
cinco Miembros, tirada do seio da nossa fu-tura sociedade.
No habituado a estas oonsideragSes, neoa mereceodo-as,
n5o fer pequea a minha atisfacSo ; meu espirito achou-
se efcevado, meu corac8o onnobrecido, ooi-m meu vulto,
j tito pequeo, abateu-se airada mais com essa prova de
tao alta c-osideragao ; mas achei-a tao boa que vos pego
toneeit esse procedimente como norma para casos idn-
ticos.
t0hegado ao termo de uuuha viagem, Franca, de
i, de tao .lo-"ge, e no'Tneioue tantos prazere^, anda as-
siaa, n/lo me esqueci de vos;. meu reconhecimento perma-
neca ^tao vivo como ao dia em que ui deixou vrssa com-
missSo; e, para quo tambepi en'rs vos me fizease lem-
brado, ou por outra, terneodoeer esqiieeido por. wma cor-
1 poraclo cujo progneao tanto- atbalo, remettia vos de ves
em quando, por intermedio do nosso mai digno Presidente,
o Sr. Dr. Aleibiades Velloso, ora nm jorna!>"ora -Mguns
folhetos contedo materia profissional mtdic8,orrt final-
mente, minhas felicitacdes de aprego aos nossos trabalhos
transcriptos no Jornal d& Reeife,' os quaes cm todo o
interesse lia.
Os motivos de aprego scieneia qua me levar.im
Franca nSo poderana ler plena satisfaco de minha parte,
porque eu era molestado constantemente pela aspereza
de'cortos dias de glo, e por isso resolv voltar.
M Deliberado o mtu regresso, eu me interroga va por
vezes do seguate modo : como apresentar rae-hia perante
urna sociedade que tanto honren a minha partida, e que
tao bons exemplo6 me estava dando <& amor sciencia a
de a8Bduidade ao trabalbo ? e, reconhecendo cntSo toda
a minha deficiencia, empalledeci, temendo que em mina
visseis nao s um collega fraco, mas tambem nm nallega
indififerente, ou um viajante entregue vida d:;s banali-
dades das grandes capitae/merecenda por ps que ma
"tivesseis como um exernp.'o vivo d'aqaelle cutio que
Padre Antonio- Vieirtf deTa'"';?B>ayutn-gead* -etrir-graTOma-
tica latma, per totum forrm, ptVtotnm urbem ermbtclo; fraco
sm ; mas eu nao desajdva 'i* mao idgti f^ r-v- una
exemplo m'.is humilde que a minha fraqueza.
Mas onde a prova qtie jutltifieasse metf desej> ? Pre-
ciso era da la.
O meu* dizer s nao b.stava para justificar rae;
outros, con bastante razao, poderiam duvidar da minha
palavra A justificacJlo que se deve dar perante um\
eorporag3o scientifioa, do respeito.em que se a tem e do
amor que se'consagra. sciencia, nom verba sed res ; e, por
isso, em minha volta, alguma ooesa, pouca que fosse,
devia eu escolher para mostrar-vos que me tinha cu oe-
cupado da interesse de urna e de outra.
Aqui comegou todo o meu embaraco ; n'essa escolha,
com toda a Ingenuidade- vo fallo, eu andar com-> -vutre
Bertholdo que percorrra toda urna grande floresta sena
acbar hids arvore em que podesse cumprir ft sentenca
de morte que" Me fra imposta;*u -odrcolri tamben
todos os ramos primarias e secuadaric-s da sciencia me-
dica, e nae a-chova wm' ponto 'que me afgradarte'para
sutitfai-ao do meu' dever perante -vos. Atjuei'je t?mia,
mesmo por'gracejo, a pena de raorte ; etf teman*demen-
te o v.-.ssq deiagrad e Avotue. Oehsurav ^En>tre a frova
do dever e o temer-censura, la*efmuito'a fata-n"o foi
pequea, e durou no pouco tempo, q, anda hoje etaria
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Diario <1- PernambiicoQuarla-" l?r 5 de Fevereiro de 1890
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V
6. -
lutando, se, porvcntar, nlo me tiyesse vinfo ao pensa-
ment> urna feliz lembrauca : a de tubmetter me vosea
benevolencia.
E', pois, fundado n'ella que passo a cumprir o meu
dever, entretendo-vo3 por alguaa instantes, dzendo al-
gunvid palavras a respeito doa microbios e dos anti-micro-
bios;materia de alta importancia para a medicina, ques-
illo do dia, da qual todos e por toda a parte tanto se hila.
Pres.tai me, pois, a vossa benvola attencao.
Do microbio on bacterio, na Importancia em
pathologla e n y lene
O eatudo dos microbios data de poneos annos. 'A
microbiologa urna sciencia novissima ; o que, nao obstan
te, j tera' tomado assento importante ontre as demais
sciencias e conta entre os seus trablliadores grande nu-
mero de sabios.
O microbio, esse ponto vivo na escala dos entes or-
ganisados, urna clula redonda,, oval, ou longa, dis-
persa ou reunida a outras, censtituindo entilo ou urna ag-
glomera<;ao sem ordem, ou urna linha recta, ou curva, ou
espiral; uns immoveis, outros movendo-se lenta ou verti-
ginosamente ; ordinariamente, simples j raras vezes, esga-
lbados.
Sua composicao cbimica os approxima das plantas,
se colorara pelo iodo e abaorvem vidamente as cores da
andina. Sua resistencia morte grande ; suas semen-
t38 (esporos) podem supportar a temperatura de mais de
100 e viver em solucCes as mais venenosas (de sublimado
corrosivo). Sua rt-produccao intnita; em 24 horas, urna
s clula pode produzir muit s milhares de clulas
da sua mesma especie. Sua importancia no mundo em
que vivemos contrasta coai a sua pequenhez, infinita
mente grande ; pois que sao ees os nicos que compl-
talo o resultado da morte de todas os seres, preparando
os elementos que devem corapor as novas existencias.
Todas as plantas, ou todos os animaes, por maiores que
sejara, procederam, como sabis, de urna pequea semen-
te, e nao attingiriam sua grande forma a altura e em
que o vem: s, se nao tirando da trra, da agua e 4o ar
os elementos que n'elles se achara fixados e coadensados.
Animae3 ou plantas, pequeos ou grandes, piuco
. importa, morrendo se nao houvesse q-im os decompo
esse, conservariam depois de mortos fix .das ota si as
materias de que sao compostos ; e, deste modo, conser-
vados por muitoe seculos, j deviam ter esgotado as fon-
tes da vida e nada mais restara hoje para as gerac3es
futuras. O microbio, porm, tomando conta d'esta mate-
ria morta, vai completar o seu ainiquilamento, restitua
do trra, agua e ao ar o que taes animaes ou plan-
tas liaviam em si fixado.
' deste modo que o equilibrio da vida se tem podi-
do sustentar, como hoje o vemos. O destino dos micro-
bios, diz Ducleaux, completar a morte preparando a vida.
Os microbios nos cercara constantemente por todos
os lados, c muitos d'elles fazem morada em nosso corpo.
No ar, sua quantidade infinita.
Quando se respira por mcio de um tubo ontendo
urna rolha d'algodao, em poucas inspiracSes v-so. jue
esta rolha est cheia d'elles; outro tanto acontece se dei-
xarmos exposta ao ar urna lamina de vidro coberta de
flicerina, (Pasteur e Ducleaux); te os demonstra tambem
eixaudo um pedaeo de materia orgnica vegetal ou ani-
mal exposta ao tempo. (Hoc)
Miguel, o sabio director do Observatorio de Mont
80urs, tem feito a respeito dos microbios que existem
no ar os mais importantes estudos. (1)
No parque d'este estabelecimento, que existe fra
de Paris, elle contou de 15 a 700 microbios por metro
cubijo de ar.
Em urna sala do Hospital de Paris, elle contou 11,000
microbios por metro cubico de ar.
A quantidade de microbios existentes, no ar vara
com a altura do lugar em que se procura observa i-os.
A 3,300 metros d altura, s se encontrara 2 microbios
em 3 m tros cbicos de ar; entretanto que as salas do
Hospital da Piedade (de Paria), se encontram 237,0-0 mi-
crobios Da mesma quantidade de ar (2).
A agua que bebemos um outro receptculo de
microbios
Segundo o mesrao autor, um litro d'agua do Senna,
tomada em Berey, contm 48,000 micro-prganismos. Um
htro d'agua de chuva contm 248,000 microbios: Em
urna chapa de vidro coberta de gelatina, urna gotta
d'agua do rio Spre (Allemanha) ou urna centesima parta
de urna gotta d'agua do rio Panche determina a tormacao
de numerosas colonias de microbios.
E quantas colonias de microbios ter o nosso rio
Prata ? (3)
Com relacao materias orgnicas, em um milligram-
mo de materia infectante podre, encontram-se 10 milha-
res de microbios, e mesmo 30 milhares, se esta materia
est secca. (4)
Por meio d'estas e d'outras muitas observaccSes*- f-
cilmente se pode comprehender as tristes condcSes em
que o homem vive lutando para a conservacSo de sua
existencia ; elle, que nao pode passar sem ar, sem agua,
sem alimentos, estando todas essas materias envolvidas e
povoadas por infinitas quantidades de microbios que lhe
disputam tambera o campo para a existencia.
Na pelle do homem, ha microbios de todas as espe-
cies ; uns de passagera, outros n'ella residentes. Alguns
d'elles parecem ser indiferentes, nao fazem mal nem
bem ; outros, porm, Be bem que pacficos e silenciosos,
esto espera de oe.asiao opportuna para invadirem o
interior do organismo, em companhia dos microbios ma-
lignos e fazerem ahi estragos os mais terriveis e fatae?,
taes como a febre typhoide, a tuberculoso, a erysipela, a
septecimia, a pneumona lobar, tc., etc.
Os que, como vos, conhecem a extructura da pene,
saben: que ella rugosa, coberta de escamas e de cabel-
los, crivada de infinitos poros, banhada constantemente
por urna subtil humidade, ou por bagas de suor, besun-
tada por urna secreccSo sebosa, felizmente acida, po de-
rao ct'esde logo prever que, n'estas condicoes, ser ella
um* terreno apropriado para a pousada de microbios de
todos os generes. Eberth os tem assignalado em colonias,
uns no suor, outras nos pellos axillares, bu entre os dedos
dos ps. Aquelles que por ah moram e sao indifferentes
nos passam desapercebidos; mas os que podem causar-nos
molestias, estes estao a espera da mais pequea c rcura-
stancia apropriada para mosrar s vezes em poucos in-
stantes as_ suas perversas qualidades, como se v na erysi-
pela, na escarlatina, no sarampo, no carbnculo etc.;
outros, porm, s no fim de longo t:mpo que mostram
o seu terrivel tr balho, como na morpha, na syphilis, etc.
Nao s pela pelle que os microbios podem fazer
suas invasSes ; o tubo intestinal para elles tambem
urna porta francamente abena.
Com effeito, si do revestimiento externo passarmos
a examinar o revectimento interno (as mucosas) que vasto
terreno sao ellas para accommodagao dos microbios? Ahi
nada Ihes falta para o desenvolvimento de suas colonias;
ampio terreno, socego, humidade, calor, alimento variado.
Vignal, em. seu mieressante trab-lho, lido na Acade-
mia de Sciencia de 16 de Agosto de 1887, sobre os micro-
bios do tubo digestivo, mostrou que, s na booca, existiam
19 especies, cada urna com funccS-s bem di rieren tes sobre
certo numero de substancias alimenticias. Elle ooservou
que sete d'estas microbios dissolvem a lbum: ; 5 a fazem
entumecer e a tornara transparente; 10 dissolvem a fi-
brina; 9 dissolvem o ^lutem; 7 coagulara o leite; 6 dis
solvem a casena j 3 transformara o amido; s um qae
obra um pouco enrgicamente, e um otro parece viver a
suas expencas sera se bydratar ; 9 tranbformam a lactoae
(aasuoar de leite) em rfcido lctico ; 7 intervertem o ssu-
car de anna (> tornam im-.rystalisavel) : 7 fazem fermen-
tar a gucloso e a transformam em alcool
O Dr. Abelus, em 18J8, estudbu a lavagem de seu
proprio estomago, no Observatorio physi'logico da Fa-
culdade de Montpellier; e, dirigindo suas' indagajoes
sobre a Quantidade de microbios que n'elle existem no
estado normal e da aceto que elles tm sobre as sub
stancias alimentare*, reconheceu 16 variedades de micro--
bios; 9 novas, 7 j conhecidas com accS-t activa sobre o
leite sem creme, a albmina, a glucosa, gomma co-
sida etc., etc. (5)
Estas observacBis vieram cxclarecer muitas qu s-
toes que d'antes nao tinham tido soluyio r.izoavel. Por
exemplo:
As experiencias feitas pelos mais haLeis physiolo
gistas modernos, como Chlaude Bernardo, Smitt e outros,
com a saliva, que a mistura da secrescSo de varias
glndulas da bocea e com o suc:o pancretico, a bilis,
j separados, ja reunidos, nunca lhe permittriam fazer
urna digesta da albmina, da fibrina, do amido, do asqu-
ear, Uto rpida e tao completa como no corpa do ani-
mal. Donde, pois, provinha esta differenca?
Elles nao souberam dar a razio, porque ento nao
conheciam os microbios, cujo trabalho tanto se assemclha
ao trabalho dos orgSos digestivos Mas como obram.
elles ? Ser activando o trabalho do estomago ? ser divi-
dindo a materia alimenti;ia que n'elle exista? Ser dis-
truindo principios que possam perturbar a digestSo ?
A opimao de Ducleaux a este respeito a segrate:
Os microbios, ou 03 tormentos figurados, segregara diasta
seu que obram como os fermentos orgnicos soluveis oriun-
dos do corpo animal, como a ptyealoa, a pancreatina,
suco gstrico.
Ha, pois microbios que segregara a pressure para
coagul -o,'So do leite; a caseasc para a digestao d'este coagu-
lo ; outros a~ levara para a t^inaformac^o do assucir crysta-
lisavel em glujos; como as glndulas annexas ao tubo di-
gestivo, que'segreg..ma sucrase indispenBavel para o mesmo,
fim ; outros segregara a amyla&e para a fermentacao do
amido ou gomma, como o pncreas dos animaes supe-
riores. Por toda parte, e sempre o mesmo mecanismo
est em jogo; as mesmas diastaaes ser. era para as
mes as accSes -nao s no mundo dos seres superiores
como no dos infinitamente pequeos.
Assim pois, digestao natural se deve ajuatar urna
outra digebtao que pertence aos microbios, equivalente
primeira em potencia, podendo mesmo, tornar inteiramen-
te sobre sua conta a digestao de certas substancias vege-
taes, taes como, a celuloso da alfaoe, dos espargos, das
fructas, para a digestao das quaes nao se conh;ce sueco
digestido normal no organismo. (6)
Pelo que acabo de exppr, se v que, no organismo
animal, ha duas digestSes ; urna feita pelas clula* do or-
ganismo, outra feita pe as clulas raicrobioticas, sendo estas
ultimas as que vm favoiecer e completar o que as pri-
meiras nSo poderam conseguir; sem esta dualidade toda
digestao intestinal seria sempre m, pois que o resto dos
alimentos n3o digeridos entrarlo era completa fermenta-
cSo ptrida, como se observa nae indigestSej e em muitas
molestias em que o funecionamento do apparelho digestivo
se acha perturbado-
Os conhecimentos biolgicos dos microbios nao nos
tera feito comprehender sraente o mechanismo fao impor-
tante dos phenomenoi da digestao normal; no dorcinio da
pathologia ; sao tambem j immensos os progressos devidos
esses conhecimentos, tanto pelo que diz respeito obs-
cura materia das causas das molestias (etiologa) como
para a racional cura das mesmas (therapeutica) ; do que
vamos dar alguns exemplos.
Quando se comparam os nossos cmheciraentos an-
teriores a respeito da itiologia de varias molestias, ve se
logo o progreaso que n'este sentido vai fazendo a medi
cia com o conheiimento dos microbios ; em cense- .
quencia d'esses conhecimentos, que as molestias ditas es-
senciaes ou as expntaneas tem -desapparecido ; o fata
lismo mrbido j nao pode mais hoje ser tomado como
causa de mo!e3tias, desde que se conbece que, para ellas
se manifestarem, preciso um germen, urna sement, um
microbio que as produza necessariamente.
Em muitos casos, estes germens estao j hoje de-
monstrados; em outros, porm, permanecem lies incg-
nitos ; mas a boa lgica, a analoga forcam-nos a admit-
til-os.
Em outros tempos, quando se nos perguntava mal a
causa do cholera, respondamos : elle devrda mudan-
9a dos elementos atmsphericos, a urna influen ;ia telrica,
a urna alteracao da agua ou do ar, um castigo da Provi-
dencia, embora soubessemos que todas estas respostas,
nao da vara razao de cousa alguma, cram 'odas meras
hypotheses. Mas hoje podemos dizer com toda certeza :
o cholera produzido por urna invasao de microbios em
nossos intestinos ; do mesmo modo e com igual certeza
podemos' affirmur que a tsica, a morpha, o carbnculo,
a erysipela, a septeemia 1 outras muitas molestias, tm
po causa estes memos elementos figurados, chamados
microbios, o& quaes podem hoje ser solados do corpo,
semeados, reproduzidos, e conservados nao s para repe-
tidas demonstrares, como para seren empregados era
nosso proveito.
O protessor Grencher etp sua preleccao de abertura
de seu curso de clnica em 1885, disse : t Teropo vira em
.que todas as molestias sera-^xpli adas ou por um micro-
bio, ou por urna formula -chimica; a nosographia, entao,
se compor s de duas cathegerias :* a infecfaoe ada
these (7)
Tomemos a'guns exemplos a esse respeito.
Que ideia faziamos da erysipela antes dos estudos da
microbiologa?
E' urna flebite (Ribea, Cuveillier ;) Blandin dizia, ella
urna limphatite expontanea, > opiniao tambem mu segui-
da entre os clnicos detta capital.
Mas os trabalhos modernos dizem que ella urna
infeccao microbiana, e avancam m*B anda, fazem-nos
ver que esses microbios existem cantonados em um ponto
da pelle, espera de urna ruptura d'ella, por mais pe-
quena que seja, para provocal a.
Em 1869, Huc'.er encontrn na serosidade dos ery-
sipelatosos o manas erespusculum.
Era 187U. Mr. Nepveu mostrou o bacterium pune
tum na serosidade que verte da pelle erysipelada, como
tambem no sangue dos eryspelatosos. .
Em 1880 Dolores vio e cultivou tambem o bacterio
da erysipela. (8;
Em 1883, Fehleisen demonstrou que a erysipela
causada por bacterios cuja presenca poda ser demons-
trada cora preparares feitas com productos de pelle dos
mesraos doentes ; elle cu tivou esses bacterios, inoculou os
no omm e obtive eryipelatosos.
No mesmo anno, Cornil fez urna lieco sobre a itio-
logia parasitaria da erysipela e pprovou as experiencias
de Fehleisen.
Mr A. Von Eiselsberg, em urna sala do servigo de
cirurgia do Dr. Billroth, achou o microbio da erysipela
as varreduraa das salas dos doentes eryspelatosos, culti-
vou-os e obteve os meamos resultados que Fehleisen.
Asatra, pois, a causa viva da erysipela hoje demons
trada, ella nSo molestia espontanea. (9)
A invasao d'esses microbios se faz- sempre por urna
lalo da pelle, s vezes mnima. Laveran diz que, na
erysipela da face, quando se procura com cuidado a porta
de entrada dos microbios, se a encontra, ora ao redor de
urna vescula de eczema ou de herpes, ora ao nivel das es-
coriac3-8 do nafz, ou dos labios, em fim, em nm pon-
to da pe le que perder aua proteejao epidrmica; e,
quando a mais acurada indaga^ao nlo mostra a porta pela
qual o microbio entrara, pela mdcosa da bocea ou do
nar z ( angina, coma) que elle Be tsm propagado .
pelle. (10). ;
A e-te respeito- Legendre cita um facto de um d%en-
te .que soffrja de erysipelas repelidas e a curtos interval-
los. Este homem traba a barba braga; bou mal s dimi-
nuto de inieiisidade e em suas reproduccSes depois que
as cortn.
Vede, pcis, quao importantes sao esses esclarecimen-
tos, os quaes noa p5em a par do ponto de partida da in-
vasao aa erysipela da face e de outros logares cuja itio-
logia parasitaria e infecciosa um facto hoje demonstrado
pelos conhecimentos bacteriolgicos.
Portanto, a expontaneidade da- erysipela desappare-
oeu; aua causa positiva eat'demonstradaj seu tratamen
to deve ser outro que, o das meras limphatites de origem
palustre!, ou expontaneas
Urna outra molestia deve hoja tambera aos estudos
bacteriolgicos a verdadeira inteipr-ticao da su-i etiolo-
gia, da aua marcha eyelica e mesmo da sua therapeut;ca ;
e, so bera que ella nSo aeja frequente" tqui, comtudo vou
citar vob o principaes factos de sua historia, fumados
nos mais modernos trabalhos.
A pueunonia franca, a vera pneumona, que Gri-
solles chamava fleum.lo do pulm-lo, sobre a qual oe bons
clnicos j haviam observado urna marcha regular, quasi
canstante em suas principaes manifestares, um perio-
do eyelico, isto no qual se repetiara com ordem as
raesmas manfestacSes em um tempo dado. A peripneu-
monia, pois, que della que vos fallo, andava confundida
com a pleurisia desde os tempos os mais remotoa at
tempoa bem recentea, poa que Portal, ainda em 1884, as
eBcrevi como urna s m lestia, com os meamoa aympto-
mas, qual elle applicava o ipeamo trataraento. (11)
Era, at entao, esta molestia considerada como urna
ioflammacao local, urna simples phlegmasa acoropanhada
de intensa reacc&o, como entao se dizia.
Billioth foi o primeiro que, em 1873, encontrn
micro-organismos nos escarros dos pneumonicos. Em
1876, Kleber descreveu os microbioa que encontrara naa
mesmas molestias, dispostos em pequeos batnete^ e to-
mou-os como especficos ; cultivnos, c infectou c m elba
varios animaes. Eberth '.s descreveu com a forma de
diplococus, e parece ter sido elle o primeiro que melhor
os tnha visto. Koc indicou lhe una forma ovoide.
Em 1881 o 1882, Fnedlander, encontrando-os, fez
inoculares em animaes, e obteve resultados variaveis.
Gunther, achou-os encapsalados e tomou esta forma
como o caracterstico da pneumo-cocii3.
Em 1883, Talamon publicou o resultado de suas
indag co&s a eBte respeito. Em 1884, Fraek.;l c rafir-
mou as observares de Talamon, porem mostrou que a
forma capsular nao era caracteristica da pneumo-cocus,
pois que na saliva se enconttavam tambem inicr ibios com
a mesma forma.
Anteriormente a estes estudos, muitos factos j de
monstravam que se devia admittir um germen infeccioso
para explicar a pneumona lobar grave, adynemica, aquel-
la que langa o doente na mais profunda prostracao, ideia
que fra sustentada por Barcellos perante a* Academia
Real de Medicina da Blgica, e logo a bragada por irami-
nenti.s pathologistas, como riesinger, Gerhardt e outros ;
mas a demonstragjo deste germen, ou do seu microbio s
foi demonstrada com o progresso dos estudos bacteriol-
gicos.
Admittida e provada a existencia dessa causa infec-
ciosa na pneumona lobar seguio-se logo a nogao de sua
contagiosidade (ideia que aqui nao tinhar os.) e que mui-
tas oboervugSes posteriores vieram demonstrar; e, a este
respeito, vou citar o segrate facto. Um med :o de Liao,
enctrregado do servigo das priaSea dessa cidade, tendo
tratado nellas muitos doentes de pneumona infecciosa,
foi deata tambem accommettido, da qual falleceu. Dous
parent s que o visitara durante a sua molestia foram
tambem accommettido3 do mesmo mal. O proprietario,
voltando para a mesma casa logo depois do falleciraento
do medico que nelbvresidira, foi tambem accommettido
de pneumona de que morreu. (12)
Portanto, a peri-pneumonia ou a pneumona limitada
em bloc, ou a peri-pneumonia lobar, ou crupal, que, at
bem pouco tempo, era considerada como urna simples
phlegmasa, devida ao fri, hoje demonstrada, pelo es-
tado da bacteriologa, ser urna molestia parasitaria espe-
cifica e contagiosa.
Urna outra molestia, aqui frequente tambem, vai dei-
xando, si j nao deixou, lugar vago na classe das expon-
taneas, e tomando sedo na classe das molestias raicrobio-
ticas, infecciosas e contagiosas.' Os Srs Nocard, Trans-
bol, Leblanc sSo deste parecer.
Mr- Figgoni (de Bolonna) diz que acurra e cultivou
o microbio especifico que a produz, recolhendo-o no liqui-
do que corre da ferida, quando este existe.
0 sabio cirurgiSo fraacez, o Dr. Verneuil, sustentou
com grande talento e razSo a ideia de que o ttanos, pois
que d'-sta molestia que vos fallo, molestia microbio-
tica, infecciosa e inoculavel.
Assim, pois, o quadro das molestias infecciosas com
causas determinadas aug nenta de dia em dia com o avan-
go dos estudos microbioticos; ao mesmo tempo que o daa
molestias ditas expontaneas, ou essenciaes, as ajrigore
diraimiem ; e, com estes conheciment s, raaito tern avan-
gado a medicina, a cirurgia e a hygiene.
A respeito do avango desta ultima Ducleaux se expri-
mi do seguinte modo: Ninguem ignora hoje que existe
urna flora- invisivel a nossos olhos desarmados d'nstru-
mentos de augmento; os vegetaes que a compoe repre-
sent-.m na natureza, nao obstante a sua pequenhez, um
papel mais importante que as mais gigantescas arvres
dos nossos bosques. Em qualquer tempo ou qualquer
logar que a natureza organic.i se decomponha, ou seja
esta um trapo de herva, ou um carvallo, um acaro ou
urna baleia, esta obra de decomposigao feita quasi que
exclusivamente por entes infinitamente pequeos. SSo
elles os grandes e quasi os nicos agentes da hygiene do
globo ; sSo elles que lazera dasapparecer mais rpidamente
que o caes de Constantinopla, ou aa feras do deserto, os
cadveres de tudo o que foi vivo; sao e'.les que protegem
os vivos contra os mortos; e, se no mundo ainda existem
viventes depois de tantos seculos que habitado, aos
microbios que devera sua existencia.
O etudo. pois, dos microbioa de grande importan-
cia para a medhina, a pathologia e a hygiene
Agora que j tenho demonstrado esta importancia,
passarci a dizer-vos ainda algumas palavras sobre os
meioa de resguardarmo-nos delles, e de prevenir os seus
effeitos, quando malficos, ou de empregal os em nossos ser
vigos, qlando benficos; o que em medicina ou em ci-
rurgia- se chama antisepsia, asepsia vaccina.
(i) These-1883Paris.
(2) Le Teaips. jornal 1889. F 'ver. 26.
(3) Manancial d'agua potavel da Co-npinhia de Beberibo .
(4) Bouchard. Maladies nfecticuses
(5) Aou da Sociedade de Biologa, n 60, pag. 86, 1889.
(6) Licci-s feitas na Universidade de Paris em 1888, por
Ducleaux.
Le microbe et la maladie ci mesmo autor 1886, p^g. 108 e 109.
(7.*) La microbjolog-e duns ses rapports avec l'hygiene et la
therapentique (Sosiet de medicine publique et d'hygiene proles-
-ioneil.s 1888.
(8) DubielT, manual da microbiologa, pag. 441.
(9) Gasutte heb. d<; Med. e Chir. 1887.-0 38pag. 622.
(10) Laveran e Teissier. palhologie medcale 1. vol. pag. 196.
(11). Laveran e Teissier odr. cit. tom. 2." pag. 355.
(12) Laveran e Teissier. Path. aert. t. 2." pag. 355.
Continua.

m


:

PERNAHBUCO
Banco de Pernam-
buco
Rs.
Capital do Banco
dem realisado
Balauto
GM 31 DE J A.SEIHO DE 1890
Activo
8:000:000^000
1:600:0005000
Accionistas
Letras descontadas
Contas cbrnsites caucionadas
Diversas agencias
Valores depositados
Diversas contas
Letras a receber
Caixa :
Em moeda cprrente
6.400.000 000
240.8304950
1.224 1144 00
2.917.044487
943.383*330
17.5114730
507.7774590
1:139.085 350
Rs. 13.. 389.7484020
Passivo
Capital 8.000 0004000
Depsitos:
Contas correntes de
movimento .....\ l .074.3504-f{50
Ditas ditas comf
aviso.....:...../ 967.5044050
Letras a premio..) 1.540.5584040
----------------3.582.il24640
Diversas garantas 943.3834330
Diversas agencias 319.1064010
Diversas contas 544.8464040
Rs.
13:389.7484020
S. E. &Q.
Pernambuco, 3 de Fevereiro de 1890.
(Assignado) W. M. Hebnler
gerente.
J. Ii. Manto*
contador.
REVISTA DIARIA
1 uktraero Rabilo* Por portara de 3
do correte mei, resolveu o Dr. iospector geral
da lostruccao Publica nomear, para reger ute
rinaments a 2 cadeira da Escola Normal, o ba
cha re Trajano Alipio Temporal de Mendoaca,
em quanio durar o nraedimeata do professor
effecuvo Alvaro Ocboa Ctvalcante.
Por portara da mesma data, reoolveu o
mesmo cidadao inspector confirmar a nomeacao
do cidado Jos Henrique de Araujo Guanta,
designado pelo delegado Iliterario, em 31 de Ja
oeiro ultimo,'para reger interinamente a cadei
ra no sexo masculino de Ribeirao, durante o
impedimento da professora effectiva, Aurelia do
Prado Ribeiro da Cunli.i Soulo Maior.
Cumarca de Ifuarau Com o prazo
de 30 das, cornados de 28 ae Janeiro prximo
lindo esta em concurso o provimento vitalicio
dos oflicioa Je esCrivio de irpnaos e tabellio
dp termo o comarca de Iguarass. vaga pelo fal-
leeimento do respectivo serventuano Maximiaao
Fran o Duarte Jnior.
Boa providencia0 Sr. Dr. chele de po-
lica ohciou aos delegados do Io e 2* districtos
da capital recoiuiuend.indollies que providen-
ciem de modo a serem recolbidos ao Asylo de
Mendicidade ou outro estabelecimento da Santa
Casa de Misericordia os individuos, especialmen-
te cgos, que andarem a mendigar pela cidade.
Feito isso. s se permittir que mendigueo) os
portadores de urna guia, foroecida pela repart
cao da polica, e que sera dada aos que se acha-
rem em condicoes de implorar a caridade pu-
blica.
E' urna boa providencia, que aliviar a popu
laco do Recife da mor parte dos mendigos que
a atormentavd, alias muitos d'elle- em condicoes
de podereai ganhar o pao pelo trabalho.
Colonia Portuguesa A commissJo cea
tral exe utiva da Colonia Purtugueza d'este Es-
. tado, receben o segrate telugramma,em respos-
ta ao qae expedir para Portugal:
Lisboa, 4 de Fevereiro de 1890.
O goveroadr aprecia e agradece os sent
meatos patriticos da Colonia Portugueza.-As-
signad >Presidente do Cotuelho.
ervlco milliar-floje superior do dia
o cidaio majorSerra Mariins e fai,a ronda de
visita um subalterno de cavallaria.
0 14 batalho dar a* gujr jico da cidade e
O 0 Oficial.
Aiistaram se como voluntarios 8 individuos.
uepoaito deiixoSob este titulo nos
remetieram o se uiote escripto :
Arada domingo ultimo, lemos urna publica-
cao em seu D'arto, que r>:ferindo se ao aterro
do Hospicio, fez estas coasideraces, alias mui-
to procedentes, que por isao mesmo impoem que
se tome ama providencia :
RecoobceuiOH os servicos que a Intendencia
tem feito ao municipio e por isso mesmo nao
queremos que ella Be esqueca do mais impor
tante dos que pode ainda pr. star,, pois entende
com a .-alubndade pubtioa e a vidt do cidadao
Continuar as carroca3 todas as manhs a
despejar llxo no aterro, quando a mat vasa, o
ftido insupporlavel torna um verdadeiro mar
lyno a existencia daqueiles que morara as im-
inedmcOes ou t n a infelicidade de passar por
perio. alm de concorrer o aterro para tornar
m.-i.lubre urna cidade inteira.
Quan 10 o goveroo republicano faz desapa-
recer ttdas as irregularidades da monarchia, to
do3 os vicios que eotorpeciaiu o desenvolvimen-
to do paiz nao de crer que :apitule diaote do
aterro do Hospicio
Em face disto, na continoagao de manter-se
aquelle foco infeccioso, nao devem as vistas da
Intendencia deixar de volver-ee para all, fazea
dj de urna vez para sempre cessar aquelle mo
do d>-aterro, cujainconveoieDiia em relacao a
sulubridade publica de a canee commum.
Deve-se, pois, vedar "que all se fac' o des
pejo dos lixos, procurando se para is?o algum
poni da cidade que determiualo para o despe
;o. menos possa offender a saude da popula
jo.
Nes'.e caio, talvez se pre3te convenieatemeo-
le alguma das ilhas do Capibanbe, e parece-nos
que nenhuma melhor do que a de S Jo5o, ou-
tr'ora .Saassuna, sendo que da adopjao des.a
idea se colherao fruotos reaes por livrar cida-
de dos inconvenientes que ama ficam apunta-
dos.
Tome se a providencia que urgente.
Wuriedail> encalve Dlaa-Atmnh
s 10 hora- do da ha sess&o da assembla geral
dessa Associaeo Luterana.
A ordem do dia dessa sesso a abertura
d8 trabalhos sociaesno corrente anno, e o pro
cesso da eleigo-dadirecloria, que deVe fuaccio
nar do trimestre de Fevereiro a Abril.
Mlnha esperanca-E' urna nova marca
de cigarros populares, registrada no tribunal do
comrarrcio do Rio de Janeiro e deste Estado de
Pernambuco, qne a fabrica a vapor da mesma
denominaco offerece ao consamo dos amadores
Ja boa furaaca.
Effecliva nente a qualidade 'lo fumo etnprega
do ibes constitue essa condicQ, e recommenda
a esses amadores os mesmo* cigarros, cojo sa
bor e aroma excelleotes satisfazem ao3 mais ex
igentes aprecia lores.
E' procurarem-n'o ra Larga do Rosario n
21 A, que venlicaro por si as qual dades que
indicamos por propria experiencia.
Tribunal do Jury do BeclfeAindn
hootem nao pode ser installada a 1* sessSo or-
dinaria do jury, a falta de juizes de facto em
numero le*al. .
A'ill horas da manh, prsenles o Dr. Jqa-
quim da Costa Ribeiro, juiz de direito do Io dis-
tricto. presidente do Tribunal, o Dr. Henrique
Augusto de Albuquerque Milet, promotor, e o
escrivo' privativo de jury, capitao Flor ncio
Rodrigues de-Miraada Franco, procedeu-se a
a venficacao das cdulas e a chamada geral dos
urados soneados.
Foram multados era 204 os que deixaram de
comparecer e sorteados os segrales supplentes.
Freguezia de S. Frei Pedro Goncalves
Christiano de Barros Gomes Pono.
Freguezia de Santo Antonio
An onio Ferreira Mendes Guimaraes
Augusto Gongalves da Silva.
Autonio Venancio da Silveira.
los Gurgel de Oliveira.
Abd-o Lustosa de Yasconceo9.
An'ouio Gomes de Mallos.
Freguezia de S. Jos
Odiloo Coelho da Silva
Manael Goncalves Ferreira da Silva Jnior,
los Mariins Saldanha.
Jos. Coelho da Silva Araujo.
Jos Francisco dos Santos Miranda.
Fn-guezia da Boa-Vista
Mariaooo de Figueiroa Faria.
Moaoel Carnsiro de Soasa Bandeira.
Vicente Ferreira Nobre 1 alinea.
Miguel Jos da Molla.
Erneato Arceliuo de Barros Franco.
Antonio Jos da Silva
Henrique de S i.eilo.
Justino < asado Lima.
Dr. Miguel Jos de Almeida Pernambuco.
Domingos "inio da Motta.
Filomeno Getulio Correia de Araujo.
Barau ue Petroliaa.
Eduardo Manoel Viegas.
Misael da Silva Guimaraes.
Freguezia da Graga
Sabino Jos de Alnelda.
Lniz Epiphaoio Miunca.
Francisco de Paula Goncalves Ferreira.
Dr. Joo Sabino de Lima Pinho.
Vreguezta ae Afogados
Antonio Mendes^a Cunha Azevdo.
A'fredo de Carvalho Paes Barreto.
A essSo nron addiada para boje 8 10 horas
Bevlnta IIIucradaRecebemos o o. 575,
de 18 de Janeiro prximo findo, da Revista mus-
tiada, hebdomadario fluminense que est 00 seu
15.* anno.
Como sempre, traz.interessantes gravaras* e
chistosos arligos crticos.
Hoapltal Pedro ii Eis um quadro do
movimento do Hospital Pedro U, durante o anno
de 1889.
DOENTES
Exisliam..
Eatrarara.
Salina a..
Fallecer id
Existem...
NACION.VES

i
I
254
3270
2787
527
Sil'
BSTRAN
GB1R0S
*
191 15
1490 292
1157
352
172
235
51
21
8
35
i
23
8
SOMMA
269
3562
3022
578
231
199
1523
1169
375
180


468
5087
4191
953
411
0PERAC0ES

POB HIKM PBATI-
11IIAS
Dr. Mi Juro..............
Dr. Alcibiades Velloso___
Dr. Malaquias...........
Dr. I'o nuil.............
Or. Berardo.............
Dr. Ariobio.............
Or. Fernandes Barres-----
Dr. E-tevao Cavalcaate. -
Dr. Silva Ferrreira.......
Dr. SiraOes Barbo w.....

R- SULTAD0
0 3
S a I O
#3
5
113 10 8
64 4 8
89 4
45
30 1
35 2 3
12 1 1
2
396 17 25
-
3
9
1
5
131
7
93
45
31
40
14
2
438
i
1
'-

SALA DA MATEILNIDADE
Mulheres
Exisliam ---------
Entra ram[.......
Sahiram........
Falleceram!. -
Existem......
6
132
126
4
8
Criancas
Exi tiam......
S'asceram........
Sabiram.........
Falteceram......
Existem.........
4
95
82
14
3
.

ObservaQdes
Nasceram 20 crfancas murtas e deram-se 4
abortos.
Carao annexoE' este o horario das aulas
do curso de preparatorios, annexo Faculdade
de Direito :
Histom e Chorographia, das 9 s 10 horas da
malina, na 6.a sala.
Rhetorica, das 10 s 11, na mesma sala.
Pktlosophia, das 11 ao meio dia, na mesma
sala. -,
Latim, de meio dia s 2 horas da tarde, Da
mesma sala.
Geographia e Historia, das 9 s 10 tiras da
manh, nos geraes.
Franeez, das 10 s 11, dem.
Inglez, das 11 ao meio dia, dem.
Anthmetwa e Geometra, de meio dia 1 hora
da tarde, dem.
Portuguez, de I s 2 horas da tarde, dem.
Socled*de Beneflcente de Masare**
Eis o batanete do 2.'trimestre (1." de No-
vembro de 1889 31 de Janeiro de 1890) ao
anno social de 1889 dessa associac&o.
Receita
Saldo do 1." quartel F'SS
Quota dos socios 61468f
Donativos 284370
-
-

147407
Detpeza
BeaenVencia feita aos iuuigentes
Saldo em 1 de Fevereiro de 1890

144443*
2464
147407*
Palmare-Escreveram nos dessa cidade
em 31 de Janeiro prximo Ando :
Aqui chegou no dia 28, ai-ompanbada pelo
Sr. professor Cavalcame da Silveira, a denodada
Sropagandista republicana. D. Mara Amelia de
ueiroz, que tantas provas de patriotismo te
dado.
O respeito que o sea nome inspira, conhs-
cimeoto do bom deseopenho qae dea as suas
conferencias doutnnarias as cidades de Po-
d'Alho, Nazarelh e Goyaona oncorreram pode-
rosamente para que o oublco palmarense tri
bulasse i diatincta brasileira a consideracSo da
que merecedora.
- A' estacao foram recbela as pessoas gra-
das do lagar, inclusive o di^no juiz de direite,
Dr. Caldas Barreto, o Ilustrado promotor, Dr.
Wioderley, commendador JoSo Flix 8 outros.


I


Diario de Pernambuco--Quarta-feira 5 de Fevereiro de 1890
No dia segoite o p irueiro destes c'avalhet-
ros cffereceua distincta propagandista um copt
d*igua, em que trocaratn se alguns brindes.
Marcada para o dia 30 a conferencia, q je de
a realisar a eminente cidada, urna comuii.-sao
emposta d'aquelles tres Ilustres cidadaos e
eos Srs. capitao Ursino Barros {labellifu publi-
eo), acadmicos Ernesto Garcez Birrefo e Lid!-;,
lo Costa, Caldas Birreto Netto, Cundido esta,
Cherubim Goncalves, Elieiario de 'aiva, Mondo
Brrelo Sampaio, Cordeiro e Pedro Aftonso Fer-
reira encarregou se de promover urna brilbante
manifestago a que se a?sociaram os Drs. Fiel
Crangeiro e Cornelio da Fonseca, cidadao Isacio
Matheus e outros.
A conferencia leve lugar no vasto pateo do
eonselheiro Joo AlfreJo, n'um palanque exprs
sanenle armado e vislosamenie decorado pela
activa commisso, tendo a banda da so ::cdada
Philarmonica Palmarense, acompanbada de gran-
de concurso de pessoas, ido buscar e levar ao
hotel a referida propagiodista que arrabatoa a
todo3 quanlos tiveram occasiao de ouvil-a.
Innmeras senhoras asseciaram se a essa
fcsta inolvidavel..
Na bibiiolheca palmarense o Dr. promolo-,
fi*um eloquente improviso, saudou a Exm. Sra
D. Maria Amelia como o mode o da verlaJeira
brasileira, digna continuadora das heronas d-
Tejucupapo, seguindo, aps, a marcha civi.-a
para o hotel Petropolis, onde fallou em no:ae do
povo palmarense o acadmico Ladislao Cwta,
qne cumprimantou aquella que desprezanJo os
preconceitos assumira too bnlhautc papel, sen
do entilo, como em todo o trajecto, erguidos ca
torosos vas a conferenciooista, ao gove no,
ele., e tocando a referida Philarmonica o hyinno
Nacional.
Depois de offerecido ligeiro copo d'agna a
iommissao que to espontneamente concurrera
para o brilhantismo da manifeslagao, o Sr. Tito
maiLins recitou urna longa poesa republicana,
de soa lavra
Toda a populagao de Palmares associou-se
a essa fesla, de que a Exm. Sra.D. Maria Ame-
ba de Queiroz deve guardar as mais gratas re
torrtaces .
vapor Pirapama-Por orden: suporto.'
fe: transferida para o dia 6 do correte a sabida
esle vapor para os portos do norte.
Sociedade Recreativa Mymplia
Essa sociedade em sessao extraordinaria i!e un
Jeb.oteai, eiegeu a nova directora que tem de
Sroccionar no anno social de 1^90 -91.
Eis o resultado da eleicSo :
PresideateSebastiao Duaite.
1* secretario Augusto Gomos dos Santos.
2" dito Pedro Aprigio da Cosa.
OradorJos Gomes dos Santos.
TbesoureiroTiburcio Marinhn Sru gy
ProcuradorJos Manoel da Rosa.
Ficou resolvido que a sessao de posse fo^
je solemne no dia 9 de Margo prximo.
Coateerto Amonio Martn or obse
$aio ao distiocto clarinetista An onio Mantos
Yianna, a Sxma. Sra. D. Laura Carac-ioli touu-
rt parte no concert que aquello artisla tem < n
arginisacSo. cantando alguos trechos escolln
oe.
Ao corpo consular e imprensa, consta n >s,
serio enviados convites especiaes; e no peral
!em tido geral aceitacao os bi Irt's que lii
ado offerecidos a diver.a? familias e cava'h.i
roe.
E o digno artista merece tod > o a-clhiment:
do djsso publico, ja pelo seu mtrecueutu real.
ja pelos fins que visa organisundo o conct-rio
a qaesto.
ariettaEsta ballissima walsn para p"a-
no por Claudio Gima, acha ee as casa nos
Srs. F. P. Bolitreau, ra do Inperadar :i. i>, c
Oditon Duarte, ra da Imperatriz n. 60.
Agradecemos o exemp ar que n.^s foi g-auo
jmenle offertado pelo autor.
Transporte Madelra Seg. io hOGl< m
para o sul o transporte ideira.
Mretela da abra a* eowr
-o do por( *r, 3 di Fevereiro de (830.
Boletim meteorolgico
Barmetro M5
* .
5 a
as gs^
afi-
6 m. jas
9 29, 1
n 30-.9
3 t 30", (
6 28',6
759-44
761-32
761-33
759*49
759'63'
20,10:
20,08
2J.87
2-..H!
2)2i!
78
(7
'i
;t
es
Pelo agente Gusttao, as II horas, na Au-
gu-la n. 180, da taverna ah sita.
Amanha :
Pelo agente GusmSo, as II honra na ra da
Aurora n. 43, de movis, toacas, vidros etc.
Pelo agente Stepple, 8 11 horas, na roa da
Princeza Isabel n. 11, de movis, lojgas vidros
ttc.
Pelo asente Martina, as 11 horas, na do Ba-
rio da Victoria n. 46, de movis, lougas, vidros,
etc.
Sexta-feira:
Pelo agente Pinto, s II horas, em frente ao
armazcm n. 45 da ra do Bom Jess, de om ca-
briolet americano e de tcavallos.
Hlssaa fnebre-Sero celebradas :
Hoje :
Vs 8 horas, no convento de Carmo, pela alma
de Demosthenes Augusto Torres ;
Amanha :
A's 7 hora3, ni igreja do Espirito-Santo, pela
alma de Francisco Cardoso Simas ; 7 1/2 horas,
na unja da Gloria pela alma do Or. Joaquim
Gomes de'Oliveira e Silva.
l>aageiro-Chegados do norte no vapor
nacional Maranho :
Peder Bartile, Gerlrudes Francisca, Manoel H.
da Cmara, Victoriano E. Hjnsonte, Jos Luiz
la Silva, Henriqneta de Miranda Santos e I lho,
J o-M. de Paula Pe3soa, Jos Maria. 1 praca do
. xercito, Vicente Filgueira, Jos de Mello Pinhei
ro A A. Mesuuita, Benedicto Gotichel, Eugenio
L.'uro M. Rfbeiro Jacintho Pedro, Dr. Francisco
Xivier Celesliao, Jos Fernandes de Albuqner-
que. Da Eugenio Adolpho Soares, 1 cabo e 3
praga de polica.
Operacoc errricaForam pratica
das no hospital Pedro II, as seguintes :
Pelo Dr. EstcWto Cavalcante :
Extracgoes : de ktsto sebceo da ace e de
k'8to da esprana.
Pelo Dr. M laquias :
Exlracgo de kisto tuberculoso da face lireita.
caa de ttetencaoMovunento aos pn -
3 .s Casa de Detengo do Becife, estade
le Pernambuco, em 3 de Fevereiro d*l8P0
Exisliam 53B; entraram II; Bahiram 6 ex"-
em 543.
A saber:
Hacionaea 507 ; mnlheres 29; estrangeiros 7 ;
-lotal 5i3.
Arragoario 435
Sons 403
Doentes 22
Loncos 8
Laucas 2.
-Tota! 435.
Movimento aa enfermarla
Tiveram baixa :
Jacintho Al-es de Figneir do.
Marco lino Ferreira da Costa.
Luiz de Franga Nazareth.
Tieram alta :
Laurentino Duda dos Santos.
Francisco Boque Soares. ^
Jos Can Jido de Oliveira-
H :-' elecimento decaridade, no dia 3 deFe-
aeiro foi o seguinte:
12
II
1
417
as respectivas enfermarla i
Temperatura mxima31,2a.
Dita miniraa-2G.'00.
Evaporagao em 24 horas: ao sd10,-J ;
mora4.-0.
Cbuva-nulla.
Direcgo do vento : SE. ESE e E al!cro.i->#
de meia noite it aos 35 minutos da larde ; S
at 9 horas e 3 minutos SE e E-E alternados
at meia ooite.
Velocidade media do tent1,-87 por st
gardo. ,
Nebulosidade media0,"47.
Boletim do porto
H
Dias
Horas
Alu.
B. M. 3 de Fevereiro 9-31 da manl n-.6x
p. M.l 4-03 da tarde
B. M.l i0-i>3
t. M. 4 de Fevereiro 4 33 da Btuab*
I
06
ti- .V
belloe -Effectnar-se hao os scautntes :
Hoje: ; _
Pelo agente Pinto, s 11 horas, na ra do Buna
Jesos n. 45, de movis.
Kairaram
Sahiram
Fclleceram
Existem
i oran? visitadas
-ilus Drs.
Hoscoso s 8
Cysneiro s 10 3/4.
Karros'So jrioho s 6 3/4.
Qe-ardo r 11.
aluqual s 10 1/2.
Voiitual s 9..
Ea'jBfio Cavalcante s 9 1/2.
>i:n'"ms Barbosa s 10 1/2 .
i cii-urgio dentist ama Pompilio as 9 no
i pharraaceutico entrou l>8 l|4 da manh e
i roas 2 da tarde. .
O ajudante do pharmaceutico entrou s 7 11
CM s 6 iioras da Urde.
f.<;cerla do Bram-Par-A 8 narte. d;.
lotpria. cajo premio ^raode de 250:0036
ser extrahida hoje 5 l* Fevereiro.
A 3- parte aa 33- loteria, dessa provine
um prTriio grande 12O:O00000, ser extrah
:a'no dia .. de Fevereiro.
Coierla da erte A2" p3rte da 254' lole
a, cajo premio maior de 10:000*000 ser ex
trahida no dia 8 de Fevereiro.
Ccmiterlo publicoObituario do dia 3
le Fevereiro : ,
Joatma, Pernambuco, 7 das, Boa Vista; es
pa-mo
M.r'.ha, Pernambuco, 6 mezes, Santo Antonio;
(ieniigo. ,,
Ar.oa das Nevcs dos Santos, Pernambuco, 44
:,nnos, solteira, Boa Vista; tubrculos pulmo-
nares.
Adelia Aana Liba, Baha, 40 annos, casada,
i:>Vista. M ;
Alvaro, Pernambuco, 41 das. Boa-Vista; as-
thma. m ,
Mana, Pernambuco, 3 horas, S. Jos; ttano
Jos recemnascidos.
Theodora Maria da Conceigo, Pernambuco,
io annos, solteira, BaVisU; hemorrhagia ce
rebral
Pedro Lino de Alcntara, Pernambuco, 23 an
nos, solteiro, S. Jos; beriberi galopante.
Jos Apolinario da Silva Oliveira, Portugal, 36
anuos, casado, Vanea ; ectasio da aorta.
Juanna Bastos Madeira, Pernambuco, 71 an
no*, viava. Graga; coogestio pulmonar.
Jo- Leocadio da Silva, Pernambuco, 60 annos,
vio vi, S. Jos; brouchite.
Eleuterio, Pernambuco,. 11 metes, Graga; en-
en:e. .
Julio, Pernambuco, 14 annos, S. Jos; aen-
ticaa.
C0MMERC10
Revista do Mercado
RSCIFE, 4 DK FEVEREIRO DI 1 8! O _
0 movimento limitou se anda a inwr"8
ao mercado de cambios.
Bolsa
oeri^SM officiabs da justa oos coa
RETOBES
Recife, 4 de Fevereiro Sao houve cotago.
u oresidente.
Antonio Leona-do Bodngaes.
O secretario,
Eduardo Dabeux.
Ca-abie
PRA^'A DO RECD7E
Os bancos adoptaram a taxa de 2. 1/4, re>;u
sande saccar.cima deste algarisruo e acatrJo
pouco dinneiro.
Papel particular foi passado a 24 1/1 e ti -.,8
PRAfA DO RIO DE J NEIKO
Papel bancario 24 d. nominal, off^recendo os
bancos saccar a 24 1/4.
Fapel particular, 24 3/8 e 211,2.
TABELLAS AFFIXAUAS
7 *
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8
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2.
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^1-5 ..

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i
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8- S
Algodao
Cota-se o de i* forte dj serlSo a 7*000 nomi
n*.
A exrorlago feta pela alfandega em 1 do cor-
rente c.nstou de 459.420 kiloa para o exterior.
*< entradaR verificadas em Janeiro findo, j
rniihecidas sobem a 20.825 saccas. sendo por :
it ruaras..... 2 351 Saccas
V'.-orcs..... "fr *
V unes..... 9il "
V^.-frrea de Caruar.- 1.322
v e-rea de S. Francisco. 2.274
V -r-r-ea deLimoeiro '9.456
Sajorna.
20.825 Saccas
is&ucar
i.- reyos pagos ao-agncultor, por 15 kilos, se-
; .dia Associago Commercial Agrcola, foram
> *v'uintea:
',a-j..... 40t)0 a 4*500
i.vnco..... 3*700 a 4*300
-(n03...... 2*600 a 2*800
M .-Hv-ado purgad 1*600 a 1*700
-,.,s ... 1*300 a 1*600
a -7M..... HQOO a 1*100
.\ \portagao, feite pela alfandega em 1 do
or-mle, con stop de 1.407.437 kilos para o inte-
r:0r-
\ ntracas verific-vJas em Janeiro Ando, "j
o h.-ci'las, 3obem a 214.889 saceos^ sendo por :
pta ....
:'nn-!'S
".ix.ies.
ea de Caruarfi.
'. frna de S. Francisco.
' ;rrea do Limoeiro
80.141 Saceos
526
12.215
11604
.2 367
18.036
somma.
211 889 Saccce
Coaros
uros ?algado 380 ris, e es verdea a 220

Agurdente
c 100*000, por pipa de 480 litro.
Alcool
'.'ola-se a 190*000 por pipa-de 460 litro.
el t
kita-fle a 65*000 por pipa de 480 litros.
SPORT
Segu hoja para a bahia o jockey AlfreJo de
Freitas.
Vai a e3se estado para mootar em anim il que
tem de disputar o grande premia no da 9 do
corrate.

Diz o Diario do Cunmircio, que partiro para
este estatfo, contraclado3 pela Courtelana Per-
nainbucaoa, os jockeys fluminenses Beuedito
Guiraaraes e Julio dos Santos.

O mesmo collega oando noticiada ultima cor
rida do Hippodromo Guanabara, fal-o por estas
palavras :.
Bealisou se bontem com gr-nJc concurrencia'
o.' corrida desta so:iadade
Se a moralidade nao foi muito- respeitada,
em compensaclij a bolsa dos tribofeiros veio
cheia.
Logo no Io pareo hou'e um escandaloso Iri
bofe, j ha diaaannunciado po- um nosso colla
ga para o Marat'e o caso que vingou.
O jockey da Crioula trouxe-a ora spio govorno,
ora esbarrada, luctaodo com diDmldades para
perder
O jockey do Prolzmac fez o raesico que o da,
Crioula. A Gorelia que nao lioha estrado na
danga, bem procurou obrigar o m:lhor anitual
a ganhar. Infeliimente. n5o o pie conteguir.
A directora multou em 200* os j u keys dos
animaes Marat. Bombo, Crioula e Frutzmac, c.un
o que ellC3 pouco se ioiportam, pois gauharam
muio mais.
O 2. pareo foi lealmeate disputado en'.ru Si
donia, Pbariseu e Blitz.
Sidonia pulou na pon'.a sendo logo bjiida pelo
Phriseu, que por tua vez foi bafdo pelo Biitz
que foi o vencedor.
No lerceiro pareo Tenor, appzar des 62 kilos
que levava, ganhou a corrida nao cum gra'idc
facilidade, ehegando Monitor em segundo lsai- c
ero regular lerceiro.
o quarto pareo ganhou a Liberl. no monu-
mental tempo de 1201/2 segundo?) Mi-lclla
deixou te ficar na ba^agem e s to'u p^ra al
cangar o segundo logar. Thessalia andoi sem
pre esbarrada e na chegada teve si "Mas dif.ul
dades em perder o segundo logar.
Flageolet que puxou a carreira para dar u i-
ares de seriedade ao pareo, veio na b.ngugem.
No quinto pareo Correcto sanio na pona u:u
tantc protegido por Pierrot e Begeuie II, ganhau-
do a corrida.
ero que sihio maito mal, nunta pedi des'cn
vencilhar Ihe dos eus competido-es, cheaudo
em quarto logar. *
No sexto pareo Pliariscu sah.o n:: polla qo
sustentou at o meio da recta op>osta s rihi
b. n alas, onde Blitz o bateu, ginba-dj a co r.Ja
por meio corpo.
Libert, a tal do 4. pareo, chegou longe.
CHRONICA JDICIARIA
Tribunal da Hc!a?o
SESSO OBDINARIA EM 4 DE FEVEIIE1
BO DE 1890
PRESDDENCIA DO CIDADAO DESEUDARQAD R
. QUDITtNO DE MIRANDA
Secretario, o cidadao Dr. Vii-gilio CoeUio
A's horas do cpstume, presentes os cidados
desembargadores em numero legal, foi aberta a
sessao depois de lida e approvada a acto da an^
tjeedente. -''
Distribuidos e passados os feitos deram-
js seguintes
JUL (AMENTOS
Habeas-corpus
Paciente:
Manoel Joaquim da Silv:.Eyriram se nova
intormagOes.
Aggravos de petico
Do BecifeAggravante o Cnsul de Po-Ui^l.
uggravada P.i!a Fi-rreia Caval;ante. aVIalof r.
desembarfador lavares de Vasconcelos. Ad-
juntos os desembargadores Silva llego e Olivei-
ra Andrade. Negou-se provimento, unaaime
mente.
Aggravo de instrumento ,
DaEs'-ada Ayg.-av^inie OlyiiJio de awrros
CO.te, aggravado Francisco Alvs di Silva. It^
lator o desembargador Silva llego Adjuntos os
desembargadores Pires Goncalves e T.ivarus de
Vasconcellos Negou se provimento, uuuuiaia
mente.
AppellagOcs criraes
Da Piassabuss Appellanto Manoel Ln z d.i
Silva appellada a justiga. Relator o desemtiai-
gador Oliveira Anjrade. ManJou se a u vo
jury, unnimemente.
Da ParahyOa Appcllante o juizo, appiMIado
Saiustiano Luiz de moca. Relator o dcseiu
bargador Tavares de Vasconcellos. Man ^eu si
a novo jiry, unnimemente.
De S. Miguel-Appellante Benedi.'la Mina da
Conceigfto, appellada a justiga'. Relator o des
embargador iiveira Andrade. Maodou se
novo jury, unnimemente. .
De SouzaAppellaates o juizo e Maru DcHi
na do Nascimento, appellados F Imto Jo- Ga
delha, tilhos e outros. Relator o desembarca lor
Oliveira Andrade. -Mandou-se a novo jury, lw
nimemento, decretando se a responsal.iti-fadedo
juiz de direito da comarca Viguel P-ixoU) ..e
Vasconcellos contra os votos dos desembarga Jo
res Alraeida Santos e Monteiro de Andrade.
Appeflagao civel
Do Cabo Appellante Francisco Carn^m '.o
drigues Campello? appellado Giudencio II viri-
gues da Cruz. Relator o desambir^ador Ti va
res de Vasconcellos. Revisores os dcaeiaUar
gadores Oliveira Andrade e Silva Rc;o. Au-
nuriu se a acgo, unnimemente.
Appejlaca > commercial
Do Recife Appellante o curador liseal di
u-assa fallida de Alberto Ri drigues ranco, ap-
pellado Alfredo Baptista de S. Relator o'des-
embargador Tavares de Vasconcellos. Reviso
Tes os desembargadores Oliveira Andrade e Sil-
va Bego.Despresaram os embargos, unnime-
mente.
PA88AGEN8
Do deserabargador Pires Ferreira ao lesem-
bargador Monteiro de Andrade :
AppellacOes crimes
Da Tacaral -Appelanle o promotor publico,
appellado Jovino Pe eir de S.
De Pedras de Fogo Appellante o juizo, ap-
pellado Prudeocio Ferreira de Lima.
Do Triumpho Appellante o juizo, appellado
Manoel Vceute da Cruz.
Appellagoes commerciaes
Do Recife Appellante Tnomaz Jas de Gus-
mo, appellados Ernasto & Leopoldo.
Ao desembargador Pires Goncalvcs :
Appellagao commercial
Dj Recife Appellante a Compa^hia de Fia
gao e Tecldosde Pernambico, appellado Anto
nio Gemido do Bego Barroca.
Do desembargador Monteiro de Andrade ao
dasembargador Alves Ribeiro:
Appellagao crime
Da Jaboato Appelanle Hinono Heliodoro
de Sani'Anna, appellada a justiga.
O desembargador Pires Gnncalves, como pro-
motor da justiga e procurador lia fazenda deu
parecer nos seguintes feitos :
AppellagOes crimes
De Olinda Appellaute Libralo Bezerra de
Carvalbo, appellada a justiga.
D;> IngaAppellante Jos Alexund.'e da Silva,
appellada a jus'ica.
De Jaboato Appelanle o juizo, appellado
Jj TVo, ex-es^ravo.
Da Nazareth Appellantes Hercuiano Mendes
dj Silveira c outro-, ippollada a justiga.
AppellagUo civel
De Panel as Appellaote Jo Sjares da Silva
Lyra, appellado lose Matheus de Oliveira Gui-
an rae?.
Do desembargador Tavares de Vasconcellos
ao desembargador Oliveira Andrade:
Appellagao crime
Da Bom CcnsslhoAppellanle Francolino Jos
Joaquim, appellada a justiga. .
Appellagao civel
Do Recife Appellante Jo Soares do Ama
ral, appellado Maooel Cordeiro do llego Pontes.
Do desembargador Almeida Sanios ao desem-
bargador Deilino Cavalcante :
Appe'lagao crime
Da Msmaoguape Appellante 1- Tavar.s Pe-
reir, appellada a justiga.
DILIOESCIAS
Cota vista ao desembari,rador promotor da jus-
tiga :
Appellagoes crimes
Do BrejoAppellante o juizo, appellado Bel-
larmino da Silva Vasconcellos.
o BecifeAppelanle Agnello da Cunha Sou
to Maior. appellada a justiga.
De Tacarat Appellante o juizo, appejlado
Luciano F.-rreira Lisa. ^ ^
DISTRIBU CUES
Recursos crimes
Ao desembar^adwr Almeida Santos:
Da Escadi Recrreme Clcraentino Marques
dj Fonseca, recorrido o juizo.
Ao desembargad., r Dallino Cavalcante : .
Da VilU Bella Uecorreute o juizo, recorrido
Antonio Ferreira Barbo-a.
Ao desembargador Pires Ferreira :
Do Recile Recurrente o ju:zo, ic orrido Ma
noel UfoniO de Meedorga.
Aggravo de pct'.go
Ao desembargador Oliveira Andrade :
Uu Recife Aggruvaote o Baro ue PetrJma,
aggravado Joviniauo Lineo l'aes Brrelo.
Aggravo de inslrumv nto
Ao de.-einbirgador Almeida Santos :
o Uo.uU) Ag^ravanU J >s Candido da Mo
rae.-, gravado Levino Ferreira da Silva:
AppellagOes chines
Ao ileseuibargador Delfino Cavalcante:
il.i Guyuma
Ji).-^ Jiivnuanu d
cl^erra-AdLr ^ ^"^ ^'^, ** ^servas quaiito ao modo porque foi
,-a proclamada a Repblica no Brazil, que
De Souza Basto, Amonm & C, para que
registrada a nomeagao de sen caixeiio despa-
chante Benvenato de Soau Travassos.Begis
tre se.
De Goncalvcs Coimbra & C idem de sea
caixeiro Heraclio da Gusmao.Seja registra Ja.
Da Joaquim Gongalves de Azevedo e Antonio
Joaquim dos Santos para que se archive o dn-
tracto da firma Gongalves .Santos & C. pelo qual
dea o ex-socio Santos de posse do activo e pas-
sivo do estabelecimenlo de loja de f izendas,
sito ra do Visconde de Inhallma n. 13. Ar
I^cbive se, na frm da lei.
Da Gongalves Coimbra C, para qu*. se d i "T- j"e
baixa no registro da nomeag) de seus caixei-1'
ros Francisco Arthur de Mendooga e Alberto
Santos.D se a baixa pedida.
De Andraie Lopes ar C, para que se archive
o vro 5A do registro publico e se registre no
livro comj etente, no qual sennotar o archi-
va ment, os dous documentos" que apresentam,
em que diversos negociantes de fazendas desta
praga estabelece.m os descon'o ^ue devem con-
ceder sobre fazendas que venderexn para esta
praga.Archive sa, registre se e faga se a amor-
lizjgo, na forma do parecer fiscal.
De Maia sobrinro & C. para qae sa archiva o
dislrate de soctedade de dita firma, da qual
eram socios Jos Maia 3obruih> deric de Castro Medeiros e pelo qualjica o ex-
socio Medeiros da posse do activo e do estaba
lecimento de anude?a; ra do Mrquez de
Olinda n. 28, deuominado Bazar de Lindres
abrigado pelo passivo cem a faculdada da con
tintttf a usar da mesma lirma. Archive-se, da-
pois de satisfeito o parecer IscjI.
Da Jos Taixeira di Casta, sol itando o lu
fir de avaliador commercial.Adiado.
O Sr. deputado Figueiredo propoz que 03 lu-
cares da avaliadores -.ommeraiaes Ucassea re
duzidjsa6. Correndo a vatago e oblando a
pulj.ra o Sr. Ol nto Bastos ouinou pela contS
ouagjo dos mesmos 7. Fo. app'ovada a pro-
posta do Sr. Figueiredo com o vo'o do Sr. pra
sidente, 6endo voto vencido os Srs. Olilo e
Machado.
Livros apresentad03 a exame po agente da
li ilas Thoaiaz Jos da Gusmao. O Sr. eommen
dador presidente jurou suspeigio e assu.mndo a
presidencia o Sr. deputado Oiato Bastos, requi
silou que os Srs. Belirao c Figueiredj dns em
eu parecer sobre o resultado do exame no qu d
se proferto o segiinte despacho : Juntase ao
soimari respectivo.
Nada mais ha vendo a despacha-, o Sr. co:n
menfador presld;ntc enaerrou a sessao s 11
e 1|! hora?.
Ao ciclada marceiinl vernadur do Mado du rcrunm-
buto.
fladao Marecbal. -Vnlio pela columna do
Diario deste Estado fzer erogar ao vossoco-
nh. cimento o histrico de mnbi vida, certo de
ser por 'di aitenliilo, e se na i'r, paciencia,
conliiiuare a rolT e resignadamente os incansa-
v.Ms apirtos em que lenln vivido para sustentar
mulia familia (tnulher e lilao, em numero Je
sei-).
Tenho sempra servido aogoverno sera ser pjr
elle recompensado, porm, hoja que estamos
com o redimen da ordaiu e do pro^rasso. orco
ao ra irei-.lial governador qu a 'Orne em consida
raco o queabjixo transcreve :
S-r'i como i sargento no corpo de polica
deste Estado tres nnuo3, passam.'o para a con-
panhia da urbanos, na qual recebi oma punh-
la-l poroccisio de urna captura de um crimi
nuso n.ijua do Fo^o desle Estado ; segui como
volunario da patria para a campanha do P.ira-
JfotJ, no primeiro corpo que segio deste E>ia
ilo para o theatro da guerra, o qu d tomara a
o
"Trw^htTe o junto, appellado naiierago de 4i de vinntarios. Ilz a campanlM
e Unto. d. Paraguay, as;istindo diver.-os cmbales;
Ao desembargador Pires Ferreira : I como fcge : os de 16 da Abril de IJ68 e de 17
D) Iteciie'-Appellante o juizo, appaiado Cy- no Passo da Patria, os de2 fJ^^J^^,1^
p,i;,r.0 D.as do Espin'-o Sanio.
Ao desembargador Alnuida Sanios : .
.i Vitoria Appellante o juizo, appeado
Jos Peres Campello.
Encerrou-se a sessao 1 I/i hora da tarde.
9zi:it,\ Commercial do esiad i de
"crnnntbuco
ACTA DA SESSO DE 30 DE JANEIRO
- DE 1890
'BESIOKNCU DO CIOAJO ANTONIO GOMES DE MinAJJ
DA LE Al.
Secretario, o cidadao r. Mi Gaimaraes
fui ferido, to;:ibar!eios de 14 de Janho de 1866,
e.:nhecimi-utns de 19 de Fevereiro, 31 de Mar-
go e 3 de Juolio, combates de II no Avaby, 21
< 57 em Loaias Valentinas, em Dazerabro d -
1863, reconlieeimenlo das Curras, combates de
I't'nliubutiy a 12 du Agosto Birrciros Gran le
;. 16 tambera de Agosto de 1869, e passagem da
Ponte de Iio.or pela qna! fui condecora Jo com
a medalha de mrito militar; passei a servir no
46 i!e voluntarios, sendo ao depois incluido no
21 de infamara com 4 annos e W m^zes de ser
vigo da fatigosa campanha ; C regressanda o
l!;a-il, engajs BM de novo coma 2o sargento no
corpuda ponda deste Es^do no qual servi al
Figueiredo. ;o<, ?ppelU) para o patriotismo Jo invicto liare
Lila, foi approvada a acta di sessao antece- [cual governador alim de noinear-rac alferes do
corpo de poliew, por occasiao da alguma vaga
que tenha de haver no referido corpo.
Jato Uanotl liorna.
Pauta da Alfandega
IMANA DE 3 DI A 8 OS FBVnKlRO n8 lS9
Vide o Diario de 2 de Fevereiro
Xavlos t descarga
Barca allem Schuam, varios geaeros.
arca noruegaense CoUeetor, carvo.
Barca norueguense Dronning Loutie, carvo.
Barca sueca Balder, carvo.
Brigne por;uga Escuna norueeueose Gefion; xerque.
Logar inglez Volador, v^riss gneros.
Lugar inglez Corwalid*,-bacalho.
Patacho ho.landez Clara, xarque.
Patacho nicional Mntnho 2-, varios gneros.
Patacho inglez Bella Rosa, b, caltio.
Patacho inglez MittlHoe, bacalho.
Importacao
Vapor nacional Maranbo, entrado dos por-
tos do oorte em 4 do undante e consignado a
Pereira Carneiro a C, maoifest u :
Arroz 300 saceos a Amorira Irmaos C.
Borracha 2 caixas a Costa Lima & C.
Barris 40 a Amorim Irmos & C
Camaro 14 encapados a MJora Borges 4 :.
Frinha de iiiandicca 600 sacis a Amorim Ir
ruSos & C.
Feijao 144 saceos a Moura Dorges 4 0.
Fumo 5 encapados a Antonio C. Soares d*
Silva.
Gomma de mandioca 30 paneiros a Moura Bor-
ges C, 30 a David Ferreira Porto Bailar-
Milbo 500 saceos a Moura Borges & C.
Me-cadorias diversas 10 volumes a G. de Mal-
los Irmaos & C.
Oleo de ricino 3 barriS a Guiraaraes & alen
te.
Peift 3 encapados a Moura Borges C.
Salsaparrilhj 3i rolos a Francisco Maooel da
Silva A C. ,. .
Xarqoe 190 fallos a Bailar Oliveira & C.
Kxporaeo
AEClFB, 3 D> FBVERCUO DC 18P0
Para o estertor-
Na barca norueguease Baldes, para Liver-
pool, carregon :
J. H. Boxwell 3,000 fardos cou 330,100 kilos
de algodao.
ara o interior
No vapor nacin Maranhao, ptra Rio de
laneiro, carregaram :
B. A C. Successores, 28 volumes com prepa
rados de jurubeba.
V. da Silveira, 200 saceos com 12,030 kilos de
assucar mascayado.
M. F. MartioT, 290 saceos com 17 4C0 kilos
de assucar miscavado.
dente,
Fez-sc a lciturs do seauinte
tXl'EDIE.NTB
Ofli'ios : ,,
i Dj 25 de presento mez, da juVa dos coraeto-
res desta praga, -enviaido o bol'tim das cota-
goes ofciaes de 20 a 2o drj-corrantc mez.-^Para
b rchivo.
Di 24 do crrante, da Junta romraercial de
S. Salvador, i causando o recebimento do que se
lhe. ilirisio. -Seja archivado.
Dtarw* Ofiaaes de as. 9 a 18 dj corrate
mez. Sejara archivados. -^mnieali Jjoroalistas empunbaram" os floretes, coma
Foram "distribuidos a rubrica os se
'ros : .. -. _
Diario de Costa Lima & C. dito de Domingos
Josa Ferreira 4 C, copiador de Burlo & C.
DESPACHOS
Petiges :
De J>sTliomaz Cavalcanti Passoa. solicitan
A. de. Oliveira Maia, 7,000 cocos, f acta.
CF. Fernandas, 4 000 cocos, fiucta.
Aira Rio Grande d.i Sal, carregaram :
P. Oameiro C, 60) barricas com 58 010
kilos de assucar branco e 10J ditas com 10.510
d os de d.lo mascavado. .
No vapor nacional Cantillo, p ira Rio de Ja-
neiro, carregou : .....
C M. da Silva, 60 pipa3 com 23,800 litros de
aguardante eJO ditas corr ">,XQ0 ditos de alcool.
No vanor francez Entre idos, para Sanios,
carregaraur : ..,
H. Borle & C, 1.600 saceos com 60,000 kilos
de assucar branco e 200 ditos cora 12.000 ditos
de dito mascavado.
Pura Rio de Janeiro, carregaram :
H.'Burle A C, 1000 saceos com 60,000 kilos
de as8ucar branco e 500 ditos com 30,000 ditos
de oH-o mascavado.
No patacho nacional Jopen Coma, para
Pdrto Alegre. Amorira Irraios C, 1,615 vola
mes cum 135 075 kilos de assucar branco e 675
barricas com5o,750 ditos de dito mascavado.
No lugar inglez Volador, para Rio Grande
lo Sol. carregou :
A. Guiraaraes, 400 barricas com 2'i 633 kilos
de'assucar branco.
No patacho nacional Marinho 14, paia R)
do Janeiro, carregou :
. V. de Barros, 2,000 saceos com 20,000 kilos
de assucar mascavado.
Dluhelro
RECEBIDO
Ptlo vapor nacional MaranhSo, do norte,
Soua' Nongueira & Ju'io & Irmao 3.000*000
SeiasAIrraao 936*030
Rodrigues Lima C. 800*000
KXPRDIDO
Prlovapcr ing'ezTjmar, para ?
B 90.000*000
Reaidlmentos pblicos
MEZ DI FEVeBKIBO
Rcccbedoria geral
Do dia 1 a 3 4 080842
dem de 4 -704*460
O Jornal do Recife
Ha poucoa dias a pipulago desta cida-
de es'.remeceu perate a expectativa de
umi luta titnica na imprensa poltica: os
ram posic3o, mas as explicagSes pedidas
foram dadas e os nimos acalmaram-se.
Entretanto o Jornal, que to susceptivel
rcostrou se e zeloso da sua reputado ds
imparcial, sensato e moraLsado, faz um s
^^KXM^BH'M^'l^
Recife Dralnage
Do dia 1 a 3 4 8H4
dem de 4 120274
4:785*302
Reecbedorla do Estado de
Pernambuco
D0ala3 2:487*485
de 4 1:368*077
------------- Jt554562
530/351
Hcrcado Xunielpal de S. fos
o movimento deste mercado no dia 3 de Fe-
vereiro foi o seguinte :
Entraram :
24 bois pesando 3,438 kilos.
712 kilos de peixe a 20 ris 142W)
5 carga com farinha a 200 rs. 1*000
13 ditas de fructas d:versasa 300 rs. 3*900
32 1/2 columoas a 600 rs. 19*500
i escriptorio a 300 rs. 3001
60 taboleiros a 200 rs, 12*000
7 suinos a 200 rs. 1*400
58 compartimentos com farinha a 500
rs.
28 ditos de comidas a 500 rs.
100 ditos de legumes e fazendas a
400 rs.
9 ditos de fressuras a 600 rs.
17 ditos de suinos a 700 rs.
6 Compartimentos de camares
a 200 rs.
31 talhos a 2*
Rendimento de 1 e 2 do correte
29*000
14*000
40000
50O
11*900
1*200
62*000
215*840
432*980
048*820
Precos do dia:
Carne verde de 360 a 480 ris o kilo.
Carneiro de 610 a 800 idem.
-'Suinos de 500 a 860 ris idem.
Farinha de 480 a 640 ris a cuia.
Mimo le 460 a 500 ris idem.
Fcijo de 900 a 1*280 idem
Vapores a entrar
MEZ DE FEVEUEIRO
Liverpool..... Mariner.........'. 3
Sul........... Etbe.............. 5
New-York___ Lissabon.......... 5
Europa....... Entrerios........'..
Sul.......... Pernambuco....... .7
Europa...... Nrtke............ 8
Europa....... John Eider......... 9
Sul.-.......... Ville de Montevideo.. 10
Europa....... Don.............. 13
Bul.......... Atrato............ 13
Norte......... Alagos........... 13
Europa....... Vale de Rosario..... 14
Europa....... Hamburg.......... Vt
Sul........... Mttlekomtt..... 15
p8m em sobresalto es c nsciencias ees
cidadSos que coniavzm com a promettida
lealdade do antigo org&o do Visconde de
Ouro-Preto.
A 18 de Novembro escrevia o Jornal
que estava disposto a suslMtar e defender "
a Republ.ca com a mesma L-aldadc com
que defender a monarch.a; declaragUo,
que sendo acolhida por alguna republica-
nos ingenuas, todava nSo passou desapsr-
con tciara a ti meza do
princip'08 e convigSes do8 coriphaus da
passada situajao.
Com a mesma lealiade conta-se a Rep-
blica, esaria ella bem servida, certa d
que os corvos tomariam vo alto quaado
nSo sentissem o odor da podrido, certa .
de que aquelles adlierentes sonhavam com
restaurado, quando nao da monarchia, ao
menos do autigo rgimen, ao qual ir'am
servir cjm a mesma leald-dn com qua ti-
vessein s-jrvido Republ ca durante o in-
terregno da moralidade administrativa.
Lealdade suppSc franqu.za, exclue re-
servas, lealdade quer dizer confi na, convicjiio, dedicacao, abenegagio, en-
tretaato sbia-sa pela bocea pequea que
alguns d s novos adherentes do 15 de
Novembro murrauravam reaerv.-.s mentaes
ere re'a^ao a di ver jos pontos, da nova or-
ganisacao poltica.
Apasar disto esses houiens cram a pro-
ve tados, e o proprio redactor chefe do
Jornal accoitou mn lugar em urna com-
misso de alta confianza, na qual anda
hoje collabora.
At ahi coavinha por a prova 03 cara-
cteres e as opinlcss, convnha conheccros
homeiB depois da revoluriio que transfor-
mara a fdee do paiz; era pOsiTel qu: o
grande exemplo. de patriotismo, de cora-
ge ib o de'abenegar;3o os tivesse estimula-
do, assirn como era possivel que o triste
exemplo do servilismo, da cobarda e da
especulaySo os tivesse .enchido de terror,
c qua o resultado osse em beneficio da
na rege.neraeao.
A uma illusSo benvola correspsndeu a
a amarga decepcSo da realidade na apre-
se tau Jo os 03S03 da m'seria, as rugs da
vel'iice lescrentc e as chagas da cerrup-
^ao e do vicio.
- De acto j n2o se trata de susjeitas e
murmurios; o Jornal, em um ped'.do de ex-
plicaeo a outro collega da ixprensa de-
clara que muit' proposita'mente tem <7uar-
dado silencio, sobre os acontecimentos de 15
d Novembro, sobr os homent que nel'e f*
guraram, e sobre o modo pelo qual foi ro-
clamada a Repblica.
O Jornal que escrevia a 11 de Novem-
bro, a praposiito da mora da Maciel P-
nheiro : q alquer qu-i s*ja a sorte do movi-
mento republicano, que em todo, o caso re-
putamos fatal ao nosso paiz, que foi sem-
pre a guarda ava.neada do Condo d'Ea e
do Ouro-Preto, cujo maaifast > foi por elle
publicado sem uma p-.lavra da apreaiac^o,
como competa a iinprensa encarregada de
dirigir a opiniilo publica, o Jornal o orgio
neo-republicano, que insiste om ardor
pela orgaiacSo do directorio do partido
nacional, omtanto que nao seja esqaee'.do
o nome do seu redactor em caer, acaba de
traliir-8e.
Ser essa reserva umr c lada ou urna
ameaya? Ser um msio de impdr se pelo
terror ou ser uma defeza de antemSo pre-
parada para Tiventuats c .nsp:rag3e3 no '"-
turo ? Difcil.
O que nos parece raaoavel, o o que tem
sido e deve ser o procadimento correcto
da mprensa critariosa e bincera, dacu?
tir com clareza e laaldade todas as.ques-
toe3 que forem julgadas dignas da publi-
cidade, e nunca deixr duvidas ou suspei-
tas no espirito do leito.% sobretudo nunca
ieferir se a um assurapto que nao pode
ser completameato ds vendado,
Esse systema,'que es sendo o do Jor-
nal n2o agrada aos amigos, nem aos indif-
ferentes, nem aos amigos.
Quera que tendo o habito da 1er en-
tre as lianas, nao percebe as reticencias
do Jornal, as reservas, as transcripyoes,
nos telegrammas, na GaZetHha, as mati-
nes, as noticias polticas c financeras e
at nos annuncios a correspoudencia se-
creta, que nlo publicada, dos seus reda-
ctores com o ex senador Laiz Feippe, que
l foi caminho do passaio uair se ao inti-
tulado Visconde de Ouro-Preto, os quae
v
H
Sul..........
Norte.........
Sul...........
Par...........
Espirito Santo
Manos.........
17
24
27
Vapores a sahir
.."MEZ DEFEVERED20
Southamptoo. Elbe..............
sul.......... Maranhao.........
jantos e esc.."Allxqpca .r........
Ceara e esc... Pirapama..... ...
Montevideo .. ntrenos

o as
5 as
Norte........Pernambuco....... 7 as
Bahia e esc .. S. Francisco.......
Montevideo Nerthe............
Valparaso... John Eider... .....
Fernando ..... Jacahype..........
Sul..........-'lagoas ... -.......
Norte...'..... Pora..............
Sul.......... Espirito Santo......
Norte.. .....afanos..........
3h.
5h.
4 b.
5h.
2h.
5 h.
5 h
a h.
10 b.
12 as 12 b.
13 as 5 h.
-
7 as
8 as
9 as
*
18 as
24 as
27 as
5 h.
5h.
5 b.
-
BANCO SIL-AMERICIM
Capital 20,000:000^000
;-i8 Ra do Commcrcio 38
Desconta letras e contas asignadas.
Adianto dioheiro sobre caugao de lilulos e
mercaderas e abre contas corremos com garan-
ta dos meamos effeitos.
Recebe em Deposito ttulos e valores.
Faz movimento de fundos de praca a pra^a e
concede cartas de crdito, abono Nanea.
Paga em conta corrate de movimento 3 % ao
cono.
Recebe dlnheiro a prazo fixo cu por awso, a
juro convencionado.
E faz outras operages bancaria?.
Moviiueno do Porto
Navios entrados no dia 4 de Fevereiro
Minaos e escalalidie, vapor nacional Mara-
nhao tr t.999 toneladas, comniandunte Pedro
Hypollo Duarte, equipagem 60, car^a. varios
gneros, a Peireira Carneiro 4 C. .
Ntw-York e escala-24 dias,-vapor americano
Allianca, de 2.205 toneladas, eommandanle H.
Bieer, equipagem 70, carga varias gneros, a
ffenry Forster C. '
Navios sahidos no mesmo dia
Mace Transporte de guerra brazileiro Maie' comoiaBdante capit&o tenente Alfonca de Alen-
castro Graca, carga munir,5es.
FalmouthBarca dinamarqueza Neptun, capitao
J.P. Kund-en, carga madeita.
ParahybjBarca- nornegueuse Colleclor,- n.pitao
Anders Floreaess, em lastro.




Diario de Pemambuco-Quarta-feira 5 de Fevereiro de 1890
evidentemente continuam a ser os seus con
Belheiros ?
Quem I o Jornal de agora sent o mea-,
" -j t i j .>n^ ~o^;, 'P3r e insultar na aazencia ao cidaiSo Car-.
mo thema do Jo: nal de outr ora: respira-, f -, ., ..__
los FalcSo, por constar *
O celebre Chico Torrao
Ada o celebre Chico TorrSo a deacom-
se a mesma ath'mosphera das Quotidia-
nz$f Dia a dia, Partido Liberal e outras
tantas epigraphes ccm que quasi a pedia
a pena do morte para es republicanos.
' o mesmo estylo c o mesmo tempe
ramen'o, no entanto o systema outro:
r.ein um artigo de fundo, nem urna apreci-
acao franca e leal, apezar de promessa,
ter sido elle no
meado fiscal da revisao eleitoral.
O celebre Chico TorrJo n5a aponta um
s acto mo do C.r!o?.
Vejamos agora se com elle d se o
mesmo :
Como abolicionista foi uro algoz, e a
prova est em ter elle urna roao.defeituosa
! por urna escrava que se defendeu, dando-
nada alem dos celebres telegramxas do dialfjwr uaa e5cra*a 4
, j_____|Ihi urna punhalada ua mao. U publico
, e das reservas, das reticencias, do par-
tico nacional, dos elogios ao General Si
meto, e ao cidadSo Martins Jnior.
Com o mesmo diroito com que o Jornal
pedo explicacSes aos seus collegas, e mais
em norae da Patria e da lealdade jurada, nos
o provocamos solemnemente a vir a mani-
festar o seu juizo franco e definitivo sobre
a administroslo do Vise nde de Ouro Pre-
to, sobre o mod porque foi proclamad* a
Repblica no Brazil e expeclmaate cm
Pernambuco, e sobre a confianca- que lhe
in3piram as novas instituic53S.'
O Jornal est constituido na obrgacao
de vir declarar s ainda julga .o movimen
to republicano em qualquer caso fafal ao
notso paiz .
O seu silencio seria a sua condennaco,
* lavrada na Jnguagem enerija do poeta
* florentino lhe tto familiar.
.......Questo misero modo
Tengon l'aniuie triste di coloro
Che v3ser senza infamia senza lodo.
Mis chia'e son a quel calttivo coro
Degli aoge'.i che non furob ribel
Ne fuz fede a Dio, m* p^r e foro.
;/
Cacciarli i ciel per non esser men belli
.No lo profundo inferno gli rieeve
Che alcuna gloria i rei avreleber d'elli.

Lo-d-Brougham.
-^SSSSiC^
1
Empresa Minerva
De ordem dn directora. Tico sciente a todos
OS socios da E'Dpresa Minerva que no vapor na-
cional einambucj que parti do H o d.' Janeiro
a 30 do mez prximo passado, Pinbarw.-u <"om
destino a este Estado o cidado Veriasimo Bar-
bosa de Souza, gerente da mesina Empresa, tra
zpndo coinsigo o machinisino do barco em cons-
trueco.
Convido pjis alodos os socios, a coraparocerem
no dia do seu desembarque, alim de com suas
presencas, manifeslarem o jubilo de que. esta
possuiaa a Empresa Minerva pelo seu regresso-
0 secretario,
Francisco Cosme.
':
De-pedida
Retirndome amanh para Ejiropa, e n? po-
dando espedir me pessualineJte de meas ami-
bos freguiZes, Tjco pelo presente, onVr:e.ido
meus fracos servicos, em Portugal eidade de
Braga.
Aproveilo a opportunidad'! pa.a comraunicar
ao corpo comraercial que licara como meus pro
curadores os Srs. M*noel Nunes da Fonseca,
Antonio Agostiuho do: Sanios e Jos de Souza
e Mi lio, ticaodo esie na gerencia do mcu esta-
fcelecimento.
R cife, 1 de Fevercin de 1800.
Francisco Xavier Ferreira.
poder verificar.
Como funecionario publico ah estilo
multos bilhetes para serrn pagos. Croio
qu,e n3o ser c intestado isto. %
- Con politice, ahi est o dia 22 de Ju-
lho, em que prestou-se elle a distribuir
acaj publicamente no caes 22 de No-
ve ubro. -
Como socio dos negocios dos dDUeiros
pblicos (da celebre compsnhiabucomman
diti que existia aqui na .capital) ahi est a
sembr patritica e nunca eiquecida ia
demnisacao de >0 cont:a que n>r %onra
nossa e p">ca vergonha da sittiacaO pis-
sada ia senil empalmada.
A sua vez chegar no dia om que Paula
Nery Mitrar em jury ; entao liquidar elle
todas as suas cantas om a pdicia.
E' somente com a polica que tra que
justar contas.
Quera elle entilo que pa-a um cargo in-
teiramente de confiahea o governo o no-
measae ?
A sua nomea-jo chegar, depois do juiy
do Nery.
CONDK DE ORLEANS.
Amigo particular do Carlos FalcSo.
N. B Este artigo est legalisado.
Gastao.
-------------------rSCCIgCi'------------------
Foro da Escada
Arreato requerido contra J.'seiiso
Huta
Art. 331 do Reg. n. 737 de 25 de No-
vembro de 1850:
Ficar sem effeito o embargo ti o em-
bargante dentro em' quinze dias nao propu-
ztr a competente accio.
Julgados:o embargo fha de nenhum
ffoito se o embargante nSo propuzer a ae-
cao competente dentro de 15 dias costa-"
dos da data do mesmo embargo. Acc.
da Relacao da Corta de 28 de Novembro
de 1873.
O 15 dias contam se da ftitura do ar-
resto,do dia da prehens3o dos bens.
Acc. da Relajao de Porto Alegre de 22 de
Marco de 1*81 -
A mesma jurisprudencia seguida no
Tribunal deste Estado.
Entre outros casos proferio e consagrou
a mesma doutrina, no embargo teito em
um partido de assucar de Dr. 1 aes de
Mendonca e bem recente.
Em 1 de Janeiro de 1890.
J. M.
Advogado
Bacharel Celso F. Heneiqes de Souza
tfudou seu escriptoho para a ra do
Imperador n. 77,' 1. andar.
Cirurgtfo Dentista
1>R. ROBERT P. RAWLINSON, for
nado pela Univcrsidade de Maryland nos
Estados-Unidos., tem aberto o seu cnsul
torio, na ra Bar2o do Victoria 18, t*M
dar.
Consultas das 10 s 4 horas da tarde.
EDITAES
II
Leonor Porto
)
i Ra Larga do Rosarlo nu-
mero
SEGUNDO ANDAR
Continua a executar os mais didiceis (
flgurinos recebidos de Londres, Pariz,<
) Lisboa c Rio de Janeiro. ( '
i Prima cm pcrfcQao de costaras, em:
'em brevidade, modicidade cm precos e-,
) fino gusto.
Professora
Urna senbora perfeitimento habilitada e
com bastante pratica do enaino prop5e-6o
a leccionar em colleg'ms c casas particu
lar., s as seguintes materias ; pertuguez,
francez, msica e pian?, a tratar na ra do
Viscoude de Albaqnerque (antiga da Ma-
triz da B6a-Vista) n. 20.
Auxilios lavoura
Pereira arneiro & C. continuam, autorisados
>elo Banco do Brasil, coopeder" einprestimos
S lavoura das provincias de Pernambuco, Ala-
goas.Parahyba e Rio Grande do Norte, mediante
as condices de que os icteressados serao infor-
mados no escriplorio ra do Commercio n. 6
das 11 horas da manb s 2 da tarde.
Bf
^aece-
Alt
cual
todos

1
ei e igual para
No expediente do governo do ia 3 de
Janeiro pub'io-ido no Di-rio de 2 do cor
rente, l se o seguinte offieio dirigido ao
inspector da Thesouraria de Fazenda :
Remetto-vos copia de aviso expedido
pelo ministerio do interior de 17 de Oe-
zembro sob n 5:8, a respeito do paga-
mento de >juda de casto de GOOfJOO ao
Dr. 5[anoel A'.ves de Araujo, na qualida-
de de deputado Asserabla Greral, e, nos
IfetmoJ do citado aviso, declaro lem effei-
to o acto que concedeu a referida ajuda
de casto
Pra os devido8 eff jitos remetto-vos a
ordem do Thesouro Nacional, sob n. 21 de
'' do aludido mea de Dezembro, pela
qual o ref rido Thesouro vos determina
que promovis a rest tuLao da menciona-
da iiporaiicia.
Milito b m
Mus, nito foi smente o conselheiro Ai-
res (l s Araujo qu recebeu ajuda de custo ;
tm unes oircamstancias se acham outros
ue 'ievem igualmente restituir o que in-
ev idamente receberam
O consjlheiro Silveira de Souza, por
exemplo, recebea ajuda de cuito, e, nao
s nen siquer fez a viagem,. como n2o
deircu um s dia o exerc ci dos .dois car-
jos que feccumula, gracas ao 5r Ouro
/reto, tendo percebido 03 veacimentos in-
tegraes, como da Thescurarta deve coa-
ltar-
Porque do se promove a restituido da
importancia de ajuda de custo de todos
juantos se acham as condi^oes do Sr.
Alvcs de Araujo?
O abaixo assignado vem publicamente
agradecer aos Srs. Drs. chefe de polica,
juiz de orphlos, subdelegado do Io distric-
to de S. Jos e a todas as pessoas que o
auxiliaran! no casamento de sua filha Fran-
cisca Rosa das Chagas, effec uado 3 do
i corrente com o cidadSo Geraldo da Silv
I Maia, as manciras atte: ciosas com que se
'digaaram .trtalo e offe-recer lhes os seus
diminutos prestimos em qualquer
que a sorte o conduza.
parte
Recife, 4 de Fevereiro de 1890.
Marcolino Guedes AlcoJ'orado.

0 Dr. Ermirio Coutinh t,
de volta de 3ua vagem Europa, on-
de se dedicou especialmente ao es-
tado das molestias do systema ner-
voso, lixou sua residencia e consul-
torio ra da Aurori: n. 83.
Consultas de meio dia s 2 horas.
TELEPHONE N. 36T


3&f*
Mudanza de escriptorio
Miguel Jos de Almeida Pernimbuco, procu-
rador dos feitos da fuzcoda dete Estado e advo-
gado, mudou o seu escriptorio para o i. andar
do predio n. 45. roa o Imperador,.onde ser
encontrado das 9 horas da manba s 4 da tarde.
I Uludo
redactor do Diario de
Pernambuco
i-/
A vossa apreciado sobre a reunio da
olonia portugueza, no Gabinete Portu-
guez de Leitura, resente se de algumas
bitas, por cuja razao vos pe90 a pubca-
(3o destai linhas afim de ser restabelecida
a verdade.
Un cimente foram apresentadas duas
proroslas sobre a attitude que devia to-
mar a colonia portugueza, residente nesta
capital, ante o conflicto anglo-portuguez;
sendo a primeira firmada pela directora
o abine.e Portuguez de Leitura, e a
segunda firmada por dous cidadaos natu-
raes da Portigaj. T.
Que commssSo execut'va nSo lhe fo-
ram confiados poderes alguns alm dos de
adquirir donativos em favor de Portugal
em caso d#f*uerra e os de expedicSo de
om telegmmma. Que nenhuma das duas
propostas foi submettida votacao, nSo
obstante ter-se pedido at que ella tivesse
logar por partea.
Que aeroposta n. 2 exequivel desde
que existe patriotismo sincero.
A publicacSo destas liabas que repre-
lentam a verdade, muitoobrigaro o que
Vosso Tespeitador sincero e criado obri-
gado,
Augusto Q. da Siloa-
e
^
SOBHS
O FtIO TOMULO DE
TnsoTono r. sastos
fallecido na eidade de
Palmares, curva-.se reverente
drr bando ama
saudade, hoje, 7." dia de
seu passamento, seu
Cunflado,
Jote M. da Trindade.
5 2-90.
AOTUALIDADE. E' n'esta esta^ao
que necessaro provar os productor lou
vados para o cuidado da pelle. Apesar do
clima, o rosto e aa mSos oonservam urna
brancura e'um aveludado maravilhosos si
se emprega o Crcme Simn, o I de Ar
roz e o Sabio Simn
NSo se pode acliar nada mais effbaz do
que o Greme Simn contra as mordiduras
de mosquitos. Evitar as falsificacSes, e
verificar bem a firma de SIMN, rae de
Provence, 36, Paris.
Aviso'
Scientifico o publico e ao commercio, que o
cidado Joaqoim Goncalves Ferreira de Souza
deixou de receber os alugueis de minhas casas,
deixaudO a?sim. de ser meu entregado.
Recife 1 de Fevereiro de 1890.
Guldtno Antonio A. Ferreira.
JULIO SOASES 02 A2S7SS0
PEOFESSOB PARTICULAR
L?cciona primeiras leltras, em casas
particulares a ambos os sexos, quer na
eidade, quer (ora della, por precos "a-
soaveis.
Pjde ser procurado todos os dias das
3 horas da tarde em diante, no becco
das Barreiras n. 23, defronte do Dr.
Curio.
Garante um rpido adiaaUmeoto.
Inglez e Francez
Cunsos ra da Aurora, n. 37, 2.* an-
dar.
Oculista
V
Dr. Barreto Sampaio, oculista,
ex-chefe de clnica do Dr. de
Wecker, de volta de sua via-
gem Europa, d consultas de
1 s 4 horas da tarde, no Io
andar da casa n. 51 ra do
Barao da Victoria, excepto nos
domingos e dias santificados.
.Telephone 285.
Residencia ra Sete de Setera-
bro n. 34. Entrada pela ra da
Saudade n. 25.
Telephone 287.
Dr. Alfredo Gaspar
MEDICO
Operador, parteiro trata com especiali
dade de molestias de senhoraa e creancas
Consultorio e residencia ra da impe
ratriz : *18, Io andar.
Consultas de 8 s 10 da manba.
Chamadd (por escripto) 4 qualquer hora
TELEPHONE K. 22G
O cidadao Dr. chefe de polica manda pu
blicar, para que sejam etrictameote ob3ervados
em toda sua plenitude, os artigos 70 e 71 das
posturas municipaes, que proliibjm o etitruuo
com quaeaquer substancias que podem darani-
licar a sade, como sejam : agua, ca, farinha
do reino, maiiena, zaico, verme Io e outros
pos semelhantp.s :
Art. 70. Pica prohibido neste municipio o
brinquedo de entrado com ugoa ou outra qual
quer substancia, de qualquer maneira que se
empregue : os infractores pagarSo a multa de
loOOO e 8on"reiao oito dias de priso.
' Art. 71. Pica prohibida a venda de limas
de cheiro : os infractores, alm de as perde
rem, pagaro 4W00 de mulla.
Manda, outrostm, declarar o mesmo cidadao
Dr. chefe de polica, que dos habitantes deste
municipio espera que se cobib ro da pratica de
tao nocivo brinquedo, tornando todava certo
que, com todo o rigor e vigilancia, scrao em
pregados os necessanos meios pasa, que sejam
geralmeute reepeitadas as disposicoes .cima ci-
tadas.
Secretaria de Polica do estado dp Tcmambu
co, I de Fevcrctro de 1890.
O SeCM'i::r.->.
______Antonio Ji da ''ott'i l beir$ Jnior.
! SercJo.Secretaria (JiTgnveriJo do Estado
de Pernambuco, em 4 de Fevereirojde 1890.
De ordem do mareehal guveriiadar do Estado
faco publico para os devfdos cffeitos, 0 edital
abaixo transcripto, poni em concurso o officio
de esenvo de orpbaot ausentes e de 1 tabelio
do termo de Iguarass.
0 secretario.
Antonio Ignacio deMetquitaNeves.
0 Dr. Hisbello Florentino Correia de Mello, juiz
de direiio desta cjmarca especial de Iguaras-
s do Estado de Pernambuco, em vi.-tude da
lei etc.
Faco saber pelo presente edital queacha-se em
concurso com o prazo de 30 dias, c uta dos da
data do prsenle edital de accordo com o art. i
do decreto n. 3322 de 14 de Jalbode 1837, o"of
Hcio de escrivao de orphaos, auseDles e de l*
tabellio de notas deste termo e comarca de
Iguarass, creado pelo decreto de 30 de Janeiro
de i8'% e lei provincial o. 1.127 de 18 de Junbo
de 1873, vago pelo fallecimento do respectivo
serventuario Maximiano Francisco Duarte Jnior.
s pretendentes a serventa vitalicia do mes-
mo officio devem apresentar-se devidamenie ha-
bilitados no praso referido obserwudo em tudo
as disposicOes do decreto n. 9.42dde 28 de Abril
de 1885.
E para que chegue ao conhecimento de todos
mandei passar o presente, que seri affixado no
logar do costume e publicado pela jmprensa-
Dado e pausado nesta villa de Iguarass sede
da comarca do mesmo nome, aos 28 de Janeiro
de (890.
E mais nao conlioba em dito edital, aqui fiel
mente copiado do proprio original ao qual me
reporto.
Eu JoSo de Souza Costa escrivao interino o es
crevi assigno.Joo de Souzi Costa.
Certifico que affixei o edital ao.que dou fe-
Eu porteiro dos auditorios desta vil a delgua-
ras interino o escrevi e assigno.
Villa de Iguarass 28 de Janei-o de 1890.
Joaquim XnvierDias de Albuquerqse.
DECLRACOES
Oorreio geral
Malas a expedir-se hoje
Pelo vapor americano Alltance, esta admiDis-
tracao expede malas para os porto: da Babia e
Rio, recebendo impressos eobjectos a registrar
at 12 horas da manb e cartas ordinarias al 1
hora da tardj.
idministraco dos Correios de Pernambuco.
5 deFevtreirode!890. ,
0 administrador
Alfonso do Reg Barros.
AVISO
- M. 3 96
i A CnnstUnv5o e o sangue
Sem um tratamento constitucional im
possivel conseguir se a cura permamente
de nenhumaenfermidade eruptiva ou ulce-
rosa. O sangue viciado deve se purificar
e fazel-o saudavcl, de contrario a causa do
mal permanece oceulta no systema, e
certo que no fim se apresentar em outra
f ria mais terrivel do que a anterior. S
um remedio dos conhecidos entre os ho-
mens, busca, esquadrinba e expulsa este
mortfero principio e restabelece a consti-
tuicSo phisica sua primitiva forca e vi-
gor. Tal ou taes sao as virtudes da Sal-
saparrilha de Bristol. Os remedios sup-
pressivos sSo excessivamente perigosos em
taes casos, e o mercurio substitue invaria
reljente urna molestia por outra ainda
mais torrvel que a primeira. Porem este
balsamo Detergente e restaurativo vegetal,
arranca at os aliceres da enfermidade, e
converte n'um baluarte de sade e for^a
o systema, depois de haver expulsado o
venenoso invasor. Este remedio, o mais
admiravel e maravilhoso de quantos se co-
nhecem no mundo deve sua extraordinaria
reputacSo s suas virtudes vivicantes e pu-
rincadora8.
Encontra-se venda em todas as princi-
paes Boticas e tojas de Drogas.
Com o flm de melhor recalar!ar o
ervico Interno c de accordo com a
prntlcaadnattlida e egnldaem (o
das aa praca comuerclafi, lendo
nido o ii vi do o di gn 4' presidente da
Aasociacao Commercial Benellcente
resolveram oa Baucoa estabelecidoa
neata praca, abaixo menelonadoa,
fechar o expediente de Recebimen-
toa e Pagamentos as 3 brax da
tarde, a comecar do dia 3 de Feve-
reiro prximo ruturo, do que aclen-
iiii:aiii ae lllnstre corpo do com-
mercio e a todas as pessoaa que
monte m rea c6 es coinmerctaea
com os mesmos Bancos.
Recife, *8 de Janeiro ele 1S0O.
(Aaslgnadoa) t
Pelo London <& Brasilian Bank,
liimited, Wiliiam !i. Bllton, cerenle.
Pelo Engllab Bank <>r Rio de Ja-
neiro, Limited, .4. -i.
cert-nle.
Pelo Banco de Pernambuco, ii-
liiim H. Webateri gerente.
Pclt Banco 8ul Americano, F. A.
Pacbeeo. gerente,
MEDICO HOMEPATA
Dr. Ballufc; da Silveira
Especialidadeicbrl,.molestias l i
das criancas, dos orgSos respirato- y,
ros e das senhoraa.
Presta-se a qualquer chamado para
ora da capital.
AVISO
Todos os chamados devem ser di-
rigidos pharmacia do Dr. Sabino,
ra do Bario da Victoria n. 43,
onde se indicar sua residencia.^
Dr. Silva Leal
clnica medico cibobgica
Consultorio e residencia rna do Livramento
o. 6 1 andar. ConSu'tas das 11 s 3 horas da
tarde. Chaaados a qualquer hora, por escripto.
Faculdade de Direito
De ordem do cidado Dr. director, faco pu
blico a rectific. ci do horario das aulas do cur-
so de preparatarios.
u 6.a sala
Historia, Geograpbia c Chorographia, das 9 s
10.
Rhetorica, das 10 s 11.
PbL'osopba, das U s 12.
Lutim, das 12 as 3 boras da tarde.
Nos geraes
Francez, das 10 as 11.
Inglez, das 11 as 12.
Anthmeti :a e geometra das 13 a 1.
Portugus, de 1 as 2.
Secretiria da Faculdade da Direito do Recife,
3 de Fevereiro de 1890.0 secretario,
B. Arago Faria Rocha.
Edital n. 11
(Prazo de SO dias)
Pola inspectora desta alfandega se fas pu-
blico, que s 11 horas do dia 5 do mez de Margo
prximo vindouro, serio arrematdos porta
desta reparticSo as mercadorias contidas nos
votumes abaixo' mencionados nos termos dos
ttulos 5 capitulo 3 da Consolidar das Ieis
das alfandegas e mesas de rendas se seus dooos
< u consignatarios, nao as despachareis e as re-
tiraren! dentro do prazo de 30 dias a contar da
data deste edital, sob pena de, lindo- o mesmo
praso seretn Tendidas por sua conta sem que
lhes fique direito de allegar contra os effeiios
desta venda:
Armazem 3
Marca CM&C, 1 caixa n. 1, nnda de New-
York no vapor americano Finance, entrado em
16 de Novembro de 1887, consignada ordem
con tendo 12 escovas de cabello cabos de ferro
para porta de ra.
dem, 1 dita, n. 2, idem, dem, cerniendo pecas
de ferro para fogo, pe;o liquido 6 kilogram
mas.
Marca AJS, 6 ditas, ns 853/8, do Rio de Janei-
ro no vapor mcional Espirito-Santo, em 11 de
Julbo dem, nao consta do manifest, contendo
inpel pautado para esc re ver. pesando liquido
egal 995k:logrammas.
Armazem 4
Marca MS*C, I pacote, sem numero de Ham
burgo no vapor allemo Uruguay, em 16 de Abril
dem, a Maia Sobrinho & C, contendo "amostras
sem valor.
Marca X, 1 caixa, n. 2630 do Havre no vapor
fruncez Ville de Macelo, em 6 de Maio idem a
Luiz Antonio Siqueira contendo amostras, sem
valor.
Marca HSP, 1 dita, n. 666, idem idem, a Her-
mes de Souza Pereira, 100 vidros com poz de
seidlitz, pesando liquido legal 25 kilogrammas,
granulos medicinaes em caixas de papelo, pe-
sando bruto 3 1/2 kilogrammas, livros impressos
bro4-bado8 pesando liquido 8 kilogrammas.
Marca MVN, 1 pacote, n. 14. de Hamburgo no
vapor allemSo Lissabon, em 16 idem ordem,
amostras sem valor.
Marca FMS&C, 1 dito, idem dem, a Francisco
Maooel da Silva & C, amostras sem valor.
Marca C, 1 caixa, n. 34, idem, em 20 idem, a
H. Stolzcmbak & C, cerniendo amostras de
louca.
Marca F&J, 1 dita, n 31, idem idem, aos mes-
mos amostras de louca.
Marca HSP&C, Idita. n. 14, do Havre no va-
por francez Ffe do Cear, em 25 idem, aHer-
mes de S uza Pereira & C, contendo pastas me
dicinaes pesando liquido 11 kilogrammas, raz
de alinea, pesando liquido 37 kilogrammas, ex-
tractos medicinaes nao esoecificados peso li-
quido 7 kilogrammas. granulos medicinaes em
caixas de papelo, peso bruto 500 grammas,
sabo medicinal peso bruto nos insultnos 53
kilogrammas.
Marca -4t;, 1 dita, n. 586, de Hamburgo no
vapor allemo Ttjuca, em 19 de Outubro idem,
ordem, amostras de cerveja.
Letreiro^Maia Irmo, 1 pacote, do Havre no
vapor francez Ville de Cear, em 30 de Novem-
bro idem, litas de seda, pesando liquido 400
grammas.
Marca MJiC em cima, TH, 1 caixa, n. 6083.
de Hamburgo no vapor allemo Tijuca, em 20
de Outubr idem, ordem contendo 300 chapeos
de feltro simples, para cabeca.
Marca R&C, 1 dita, n. 5837, idem no vapor
ullemo Paranagu, em 19 de Dezembro idem
ordem, contendo vclbutina, peso liquido 32 ki-
logrammas.
Marca MJiC en: cima, TH em baixo, 1 dita,
n. 6513, idem idem, a Maia Irmo & C, conten
do 216 cbapos de feltro, simples para cabeca.
Marca M J & C em cima e T II em baixo urna
dita n 6,845, idem, em 20 idem, aos mesmos,
contendo 162 chapeos de l simples, para ca
beca.
Letreiro Figueiredo 1 paeote, idem do vapor
allemo Petropolu, em 23 idem, contendo amos
iras sem valor.
Letreiro Couto Santo 1 dito do Havre no vapor
francez Ville de Rosario em 18 de Maio de 1888,
contendo sementes sem valor.
Letreiro Goncalves Irmo 2 ditos, de Hambur-
go no vapor allemo Hamburgo em 18 idem, con-
tendo amostras sem valor.
Marca O II C 1 dito -dem, contendo amos-
tras sem valor.
Marca diamante. 341 no centro, D C em cima
e G P em baixo, 20 caixas ns. 6il0, 16, 17, 20,
28, 30, 36, 37, 39, 40, 19, 26, 27, 29, 18, e 38, de
Liverpool no vapor inglez Maniier. entradas as
14 primeiras em 27 de Junbo, e as ultimas em
1 de Julbo de 1889, ordem, contendo 465 kilo-
Obras pblicas
De ordem do .cidado engenbeire director, e
em virtude da autorisncao do cidado general
governador deste Estado, de 20 do corrente, faco
publico que no dia 8 de Fevereiro prximo vin-
douro recebem-se propostas em cartas fechadas,
competentemente selladas, para execuco das
seguintes obras :
Reparos da ponte de" Nazarelb, oreados em
1:937X723. V
dem do pontilbo sobre o riacho Canos, na
estrada de Grvala, na importancia de 5.060J.
Wem de diversas pontes da estrada da Victo-
ria, na de 2:939200.
dem dos boeiros de Campias, Mius e Bu-
Ibes, na de 1:172*071
As propostas devem ser assignadas pelos lici-
tantes, com as firmas reconbecidas, e devero
declarar o preco pelo qual se obrigam a execu-
tar a obra, como o local de sua residencia e as
habilitacOes que poesuam para dirigir os traba-
Ules, as quaes sero abertas ao meio dia em
presenca dos proponentes.
Nao sero aceitas as propostas nos seguintes
casos:
1." As que excederem dos precos dos orca-
mentos.
2." As que nao forem organisadas de accordo
com o presente edital.
3." As que nao offerecerem as garantas exigi-
das.
4.a As que se basearem sobre os precos das
prdpostas dos outros concurrentes.
5.* As qie forem apresentadas por pessoas
que i tenham deixado de cumprir contractos
celebrados com a lepartico.
Os orcamenlos e mais condices dos contra-
ctos acham se nesta secretaria, onde podem
ser examinados pelos pretendente3.
Para concorrer praga cima deverao os lici-
tantes depositar nesta reparligo as seguintes
quantias :
De 97/886 para a primeira obra.
De 253*000 para a segunda
De 146*960 para a lerceira.
De 58*604 para a quarta.
Todas estas quantias sao equivalentes a 5 %'
dos valores dos respectivos orgamentos, como
determina o art. 42 do regulamento de 30 de
Outubro de 1889.
Secretaria da directora geral de obras publi-
cas, 22 de Janeiro de 1890.
O engenheiro ajudante,
____________ ___________A. Reg Netto.
t ii izo dos i t-i t< s da fazeuda na-
cional deste Estado de Per-
nambuco.
(Escrivao Reg Barros)
Peante o Sr. Dr. juiz substituto dos feitos da
fazenda, Benicio Nelson Tavares da Cunha Mello,
se vender em praga publica no dia 7 do mez
de Fevereiro, pelas onze horas da manb, depois
da audiencia, os bens seguintes:
Urna olaria sobre pilares de tijollo e cal, co-
berta de tena, sita liba do Retiro, em bo:n es-
tado, avahada por um cont e duzeetos mil re,
pertencente a Evaristo Mendes da Cunha Aze-
vedo.
Um sobradinbo e olaria contigua situados nos
Coelhos, avaliado ludo em oito contos e noventa
e um mil rispertencentesaAntcnioCarneiroda
Cunta.
Urna casa terrea de tijollo e cal, com um ran-
cho ao lado, sita no lugar denominado lputinga,
freguezia da Varzea, tudo coberto de telha, ava-
hada por oitenta mil ris, pertencente a Antonio
Francisco dos Prazeres, sendo todos os bens
vendidos para pagamento da fazenda nacional e
Recife, 29 de Janeiro de 1890.
O solicitador,
Luiz Machado Botelho.
gammas peso liquido legal de cha da India e
245 kilogrammas peso pqui'lo de obras nao
classiScadas, de Lilias de Flandres, pintadas.
Armazem 5
Marca M S G 1 caixa sem numero, de Ham
burgo no vapor allemo (lampinas em 3 de Ju-
nho idem, nao consta "do manifest, amostras
pequeas.
Marca D. A R 1 dita o. 851 idem idem a Tbeod
Just, contendo 24 pares de. sapa tos de cou.ro. de
mais de 22 cent., 156 pares de botinas de couro,
de mais de 22 centmetros.
Marca H S l dita n. 293 idem, nao consta do
manifest, cantendo amostras.
Marca SG*C1 dita n. 10,035 idem idem a
Sampaio Coelho & C, contendo 40 laminas de
vidro com ac at 3 mili, de espessura, at 20
dec. (4) de superficie, medindo 632 dec. (4.)
Marca A O & C i cesto n. Ifo de Liverpool no
vapor inglez Mar ner em 19 idem. contendo
amostras de louca ordinaria, n 1,
Trapiche Baro. do Livramento
Marca J C V, 2 coras em cima e Porto em
baixo 140 caixas. do Porto oo patacho nacional
Joven Correia em 3 de Abril idem, a Silva Gu-
raares & C, contendo liO duzias de garrafas
Clarinonjj com vinho secco, medindo de liquido Iigal 998
litros.
Sem marca 60 caixas, de Lisboa no vapor
francez Ville di Ce ir em 27 idem, a Antonio
Rodrigues ua Costa, contendo azulej.s de louca,
pesando liquido legal 2,700 kilogrammas.
Marca sinete M A R no centro 2 barris de
Vill de Baha em 28
quinto-no vapor francez Villt de Baha em __
dcMafbidem. a Fernaodes & Irmo, contendo ,. l..Jo3_ooares Neves
vmbo commum medindo liquido legal 177 litros.
Marca A C C 10 caixas, do Havre dem
idem a Araujo Castro A |C; conteodo manteiga
de vacca, pesando as latas 260 kilogramma.
3 Secjo da Alfabdega de Pernambuco, 4 de
Fevereiro de 1890.
O chefe,
Domingos Joaquim da Fonseca.
Prazo de 30 dias -
Secretarla da Inutrncc&o Publtea do
KMtudo de Pcraamhuco, S de Fe-
vereiro de 1SOO
N. 3De ordem do cidado Dr inspector ge-
ra, faco saber aos professores pblicos remo-
vidos por portara de 31 de Janeiro findo Pedro
Pereira de Souza Lemos, de Goyanna para Bum
Scccesso, em Olinda ; Francisco Marques da
Trindade, de Surubim para a 2.* cadeira de S.
Jos desta eidade, como adjunto; e as .pro
fes80rt* Maria Liberata da Silva Fortes, de Bello
Jaidim para Nazarelh'do Cabo ; Joaquina Alves.
de Carvalho Ver^s por permuta, de %. Joo de
Garaobuns pan a Colonia Isabel, e AgostWba
Ferreira lo Amaral e Si va, desta para aquella,
que lhe* fica murado o craso de 30 dias, a con
lar desta data para assuuHreui o exercao de
suas novas ca lei ras.
O secretario,
Pergentino S. de Araujo Galvo.
S. R. J.
Sociedade Recreativa Ju-
. ventude
Sarao carnavalesco em 15 de Fevereiro
Convites nesta secretaria ; ingressos em mo
do thC30ureiro.
Secretaria da Sociedade Recreativa Juventude,
31 de Janeiro de 1890. O Io Secretario,
M.J- Baplia.
Gorreio central
Pelo vipor nacional Maramao, expede-se boje
malas para os portos do sul da repblica, rece
b. ndo se impressos e objecto3 registrar at as
2 horas, e cartas ordinarias atas 3, e com
porte duplo at a hora da entrega das malas.
Correio central do Estada de Pernambuco, 5
de Fevereiro de 1890.-O administrador,
_____Affonso do Reg Barros.
Arremata^o
No di 7 de'Fevereiro ser arrematado o en
genho Jaguaribe, sito no termo da Escala, ava-
hado por i0.000*000 : qu?m quizer fazer ac-
quisico de urna boa propriedade, chegada a
occasiao, muito commodo por distar da eidade
meia legoa, terreno muito frtil, e contiguo ao
engenbo centr I de Firmesa; a praca ser ni
casa das audiencias s 9 horas da manh, do
indicado dia cima mencionado.
Recebedoria do Estado
RelacSo das casas da freguezia de S. Jos
cujo valor locativo foi augmentado para
o exercicio de 1890, pelo lancador Af-
fonso Lucio de Albuquerque Mello.
Padre Floriano
N. 48. Carlos Btelho de Ar-
ruda 3030000
N. 50. Joaquim Mauricio Gon-
calves Rasas 393i5000
N. 52 Jos de Mello Salgado 2730000
N. 74. Jos Joaquim Ferreira de
Souza 3930000
N. 3. Manoel Fernandos Velloso 2430000
N. 5. Jlo jacintho de Medeiros
Rezende 8870000
N. 19 Bernardo Jos da Rocha 1890000-
N. 29. Pedro Gomes da Costa
e outro 490000
N. 33. Jos dos Santos Oliveira 2370000
N. 41. Anna Felisarda de Souza
e Silva 4O50COO
Travessa do Serigado
N. 61. Joao Jos de Miranda 2130QOO
N. 1. Antonio Ferreira Praca 2730000
Christov2o Colombo
N. 2. Antonio do Carmo Fer-
reira
N. 14. Marcelino Ansterto Lo-
pes
N. 19. Antonio do Carmo Fer-
reira
Ra do Jardim
N. 16. Deomedes Bczerra de
Mello 4
N. 34. Victorino Luiz de Souza
Medeiros
N. 46. Joanna Coelho de Olivei-
ra Carvalho
N. 17 Manoel Joaquim Gomes
Ferreira *
1440000
2130COO
1890000
2130000
2730000
3930000
2370000
3000000
2130000
N. 37-. Delphim Lepes aa Cruz
TraveBsa dos Copiares
H. 6. Francisco Fabiao doJtfonte 1200000
Ra do Forte.
N. 6. Nicolao Machado Freir 3210000
N. 8. Jos Antonio Pereira 1440000
N. 30. Graciliano Octavio da
Cruz Martim
N. 30 A. Francisco Lopes Gu-
1890000
3000000
Club Carlos Gomes
Mn ro Carnavalesco
A commisso encarregada deste sarao convida
aos senhores socios subscriptores paramunirem-
se de seus iogresses e convites que possam de-
sejar, na sede do mesmo club, as 7 s 9 heras
da noite._____________________ ______
Santa Casa de Misericordia
do Recife
Na secretaria da Santa Casa reetbem-se pro-
wstas pa-a arrendaraento do predio n. 33, ra
arquex de Olinda, com arnazem proprio psra
raalqoer estabelecimento commercial, com
rande reduccao no preco da -enda.
1 \s propostas sero apreciadas pela junta em
ma sessao prxima.
Secretaria da Santa Casa de Misericordia do
tecife, 30 de Outubro de 1889.
O escrivao,
Pedro Rodrigues de Souza.
maraesj,
N. 34. Jiaria Felippa do Carmo
Lima e outras 1650000
N. 44. Anna Senhorinha Ferreira 1650000
N. 48. Jos Presciliano do Reg
e outros 1890000
Ra de Antonio lien: iques
N. 6. Manoel Fernandes Velloso 2500000
1.a seccSo da Recebedoria do Esta lo de
Pernambuco, 3 de Ferreira de 1890.
O chefe,
J. X. C. de Barros Campeo.
lstiuto Archeologico e Geogra-
phico Pernambueano
Quinta fera 6 do corrente, hora do costume,
baver sesso ordinaria. .
Secretaria do Instituto, 4 de Fevereiro de
1890.
Baptista Regueira.
1-secretario.
SANTA CASA
CASAS PARA ALIGAR
dem da Guia n. 25, idem
dem do Encantamento n. 9, 1. andar
dem idem a. 3, loja
Idem do Bom Jess n. 29, loja
Idem idem idem, !. andar
(dem do Amorim n. 23, idem
dem idem idem, 2* andar
dem Imperial n. 151, casa terrea
ua da Moda n. 45, armazem
dem idem n. 47,
dem do Vgario n. 25,1." andar
dem idem n. 27, loja
[dem da Senza;a Velha n. 132, loja
16*000
15/000
14*000
18*000
20480o
12*500
12*500
30*c00
16*660
20*000
30*000
16660
15*000
I

.



A
,



-.





-..
, '-.;;




-.-)


>



Diario de Penaambuco--Quarla teira 5 1
MARTIMOS
COMFAMHIA PEMAMItCANA
DE
laTecaeie eostelra pr vapor
Gobios do sul
Ma<: i6, Penedo, Araqju' e Baha
O vapor S.Francisco
Commandante Pereira
Segu no da 7 de Fevereiro as
3 lloras da tarde. Recebe car-
g at o dia 6.
EncocnmendaB, passagens e dinheiros frete,
at as 3 horas da tarde do dia da partida.
ESCRIPTORIO
Ao Caes da Companhia Pernambiu-ana
ft. 12
CUMPAMIl % PEHV41IBItA\
DE
!a*eg:fio coselra per Vapor
Para Feroandode Noronba
O vapor Jacuhype
Commandante Esteves
Segu no dia 12 de Fevereiro s U
'horas da manh. Recebe carga at o
dial!
Passagens at as 10 horas do dia da saluda
ESCRIPTORIO
Ao caes da Companhia Pemambucann
n. 12
Companhie de Messageries
Mari times
LINHA MENSAL
O paquete Nerthe
Commandante Lecointre
'esperado da Europa no
dia 8 de Fevereiro e se-
| a depois da demora
eeessaria para
iakid, Rio de Janeiro, Buenos-Ayres e
Montevideo
ueinbra-se aos Srs. passageiro de todas a?
classe-! que ha lugares reservados para esta
agcr. U, que podem tomar em quatquer tempo
?revme-8e aos Srs. recebedores de mercado
ria3 que s se attender a reclamaces por fal-
ta, nos volumes, que forem reconbecidas na
o:casio da descarga, assim como deverao den-
tro de V horas a contar do dia da desenrga dar-
a vaisngas, fazereni qualquer reclamajao con-
sernontes a volumes que porventura tenham se-
guid o para os portas do sul, afim de poder-si
Jar a !2mpo as providencias necessarias.
te ptqnrlr* nao lllumlnailo
a siectrlca.
Para carga, passagcns, encommendas e di-
a seii o a frete: trata-se com o
AGENTE
Augiste Lbil Je
Rua do Commercn 9
Companhia Brasileira de
Nave^acao \7apo>
PORTOS DO NORTE
0 vapor Pernambuco
Commandante Antonio Francisco de
Almeida
E' esperado dos porto do eu
rp, dia 7 de Fevereiro e se-
mxrio depoi da demora indis
__Jp -.save! para o portas do nor-
te ai< Mdu As encommendas so sero rebebidas naafe-
di at I hora da tarde do dia da sahida.
Para carga, encoiDiriwida.s paangens e Talo
res trata-se com o.-
AGENTES
Pereira Carneiro & C.
1 andar
Pacific Steam Navigation
Company
STRAITS OF MAGELLAN LINE
paquete John Eider
Espera-se da Europa at o du
r9 de Fevereiro e seguir de
mis da demora do costme pan
Valparaso por
Baha, Rio de Janeiro e Montevideo
Para carga, passageiros, encommendas e di
aneho a frete : trata-se com os
AGENTES
WIsob, Sons & C, Limited
14RA DO COMMERCIO14
iloyal Mail Steam Packe*
Company
O vapor Don
iSILfcs. Espera-se da Europa at o dia 13 d-
^Fevereiro, seguindo depois da dme
W^^^^^n do costume para
Bat la. Hlo de Janeiro, Tloole vi
do e Bueoo-lyre
Para passagens, (retese epcommendas trata
M com os AGENTES.
m
O vapor Atrato
E' esperado do sul no dia 13 -. Fe
vereiro, seguindo depois da demore
necessaria para
I. Vicente, Lisboa, Vigo, e SouthamjSor
Reduceao de pamtagen
Ida Ida e votto
A' Lisboa 1* classe SO 4 30
M Southampton 1' classe K i
Camarotes reseados para os passageiroa dt
Pemambuco.
Para passagens fretes, encommendas, trata-s
qoh oa ____
AGENTES
Aiiiorim Irmos & C.
N. Ra do Bon JomaN. 3
COMPia\ PBS*BIC*>4
DK
aTegaeio costelra por rapor
PORTOS DO NORTE
Parahyba, Natal, Maeo, Mossor, Araea-
ty e Cear
O vapor Pirapama
Command?nt; Carvalho .
***m Segu no dia 0 de Fevereiro s 5
matt^. horas da tarde. Recebe carga at o
Jldia 5
Bneommendas, passagens e dinheiro 1 frete,
s ai 3 horas da tarde do dia6.
ESCRIPTORIO
o Caes da Companhia Pernamucanu
n. 12
JHARGEURS REl-NS
Compaula l'rnr>ia
DE
. Wavegafio a vapor
Li b_> qainT.onal eutrc o Havr*, L;stK.
'ernambuco, Babia, Rio de Janeiro c
iantoa
O vapor Entre-Hios
Commandante Crequer
E' esperado da Europa at o da
6 de Fevereiro, seguindo depois
di8pensavel demora para a
Para Rio de Janeiro
Segu oestes dias a barca nacional Betty. ja
parte da carga, e para o resto que falta,
-ttaa roa Marques de Oliada a. t. ,
rtio de Janeiro e Santos
;,oga-se aos Srs. importadores de carga pelct
va jores desta tinba, queiram apresentar dentn
de t das a contar do da descarga das alvarengat
qoa'.quer reclamafao concernente a volumes qu*
orveatura tenham seguido para os portas dt
sul afim de se podei dar a tmpo as prov
demias necessariafi. -
".xpiraci orcweiidc praxo ^imponhi f 5o ai-
res, onsaDilisa-ipor extreviost, ,
"ra cargd, uaflflai583. -eucoaoieidas e di
nh ... a frete : trata-se com c
AGENTE
Measte Labille
i KV.A l?<> COMMERCIO
LEILOES
Leilo
De um sof, lOcadelras, 1 mfa, 2 caaticaes,
1 candieiro e 1 espelho
Quarta-feira, 5 do corrente
A'$ 11 horas
O agente Pinto, le ara a leilo a requerimen-
to do commendador David Fi-rreira Baltar e por
despacho do Dr. jnis Ue direito do civel, os mo
veis cima mencionados, penborados a Joao F.
de Albuquerque M.iranhao.
Vo armazi m na do llom Jo-
ans B. 1.
Por oceasiao de un outro leilao de mobilias
austracas, cadeiras de junco e outros objectos.
Leilo
Da armaclo,mercadori c utensilios da
taverna sita ra Augusta n. 180.
Quarta-feia 5 do corrente
A'a 11 horas
O agente Gusmao autorisado far leilo d ar
maco, gneros e utensilios da taverna cima
mencionado, em um ou mais lotes vontde do
comprador.
Garante se a chave.
Leil
ao
De movis, magnifico p ano allemao espe-
lho, quadros, porcelanas^ vidros e li-
vros de medicina.
Uuiula-feira. O do corrate
A's 11 horas
No 1' andar do sobrado sito ra da Au-
rora n. 43
Consta do :
Urna mobilia de junco medalhao completa e
tampo de pedra. i magnifico piano allemo qua-
si novo, do fabricante llould & Sons. 1 cao eir
de encost para menino, 4 quadros, 4 atageres,
I espetbo, :t pares de jarros, 2 escarradfiras, 1
tapete para sof. 6 capachos de palha, 2 candiel
ros para ketozene, 3 langas e periences para
cortinados, 1 cama'francesa pan casal, 1 cupu
la para a merma, 1 importante toilet, 1 lavatorio
com pedra 1 bat.ca de cabeceira de cama com
pedra, 1 uarda vestido 1 marqueso largo, i
lava.ono le amarello, 1 nabide. 1 guarda vesti-
dos peniem, 1 marqueso estreito, meiacommo-
da. 1 cabide de parede, "J lavatorio com j;.rro e
baca. I mesa elstica com 6 tabOes, 2 appara-
dores 12 cadeiras pretas de junco, 4 quadrts,
1 relogio da parede, apparelhos para almoco e
jantar, cupos, clices, compoleiras, garrafas, ta-
Iheres colheres, diversos livros de med' ina e
inultos outros objeclcs que estaro patt nte no
acto do leilo.
O agent-' Gusmo, autorisado por urna fami
lia que muden se para f/a do Estado, far lei
lo dos objectos cima meocionados, os quaes
faro transportar todos para o sobrado cima
referido.
Agente Stepple
Leilo
De movis, 4 espelhos, qusdros, loucas e
mais objectos
Quinfa-feira. 1 do eorreate
As' 11 horas em ponto
Em casa n. 11 ra Princesa Izabel
O agente cima autorizado por urna familia
que retirase deste Estado para o do Para, leva-
ra a leilo, urna importante mobilia aLuiz XV,
com encusto de palhinha a medalhjlo, outro dita
e Jacaranda, umbein completa, 1 espelho, jar-
res laoiernas, quadros, 1 bom relogio de pare-
de. lavatorios com pedra, dito sem pedras, ta
peles para sof e portas, mesa com gavetas,
mesas redondas com pedra. etageres, camas pa
ra casal marqueso, camas p*ra enanca, sorve-
teira, cadeiras de junco, cabides, arandellas Bl-
gica, vasos fantasa para flores, sof escarradei
ras, copos, copos, ditos com p de caleces, t-
dros graodes com tampo, bandeiras, chicaras,
louca para jantar, dita para almoco, galheteira.
irem de cosinha com pouco uso. e outros nim-
ios movis que estaro patente no acto do le
tito.

Leilo
De bons movis com pouco uso, 1 piano,
espelho oval, louga e vidros
Constando :
De urna bonita mobilia paita a Luiz XV com
consolos de pedra. urna dita de Jacaranda a ba-
lo com coosolos e jardineira com pedra, I bsm
piano, 1 espelho oval, 2 pares de jarros finos
ianternas. tapete para sof. 6 ditos para portas,
urna excelente cama franceza. 1 bonito toilette,
1 lavatorio com pedra. escarradeiras, cabide de
columna, I dito de mola, 1 eolebo, candieiros
e ecincos s urna banca de amarello para advo-
gado.
Urna mesa elstica de amarello de 5 tabeas,
muito bem acabada, 1 guarda comida de arma
rio. aparadores, cadeiras de janeo, urna mar
Jueza, banminnat, duas venezianas. lavator o
e ferro e baca* 1 tear, 1 marquezo estreito,
louca de jantar. dita de alaofo, copos, clices,
garrafas, mesa de C03inha, trem de cosinha e
outros umitas moves que sero vendidos
Ao correr do martello
Quinta-feifa 6 d Fevereiro
A'S, 11 HORAS
No 2o andar do sobrado n. 4*i da ra do
Bario da Victoria
O agente Martina far leilao por ordem de urna
familia que se retira p'ra o Estad> Jo Par, dos
movis e mais objectos existentes no referido so-
brado, os quaes se lornam recommeidaveis por
terem apena? mezes de uzo.
AVISOS DIVERSOS
AMA Precisa e de urna, para todo ser
T50 de casa e 'imilla ; na ra do AragSo nu-
mero 2L_______________________'
Precisa se de um menino que seja fiel, para
vender em taboleiro. A tratar em Fernandes
Vieira D. 46. _____
Precisa-te de um fetor; na ra do Pay
sand u. 19. ______
Precisa so de urna ama que saiba lavar e
engommar, para pouca familia ; na ra Bella
numero 43.
Precisa-se de urna ama para comprar e co
sinhar ; no 2- andar Jo largo da Ctmo n. 1*.
Precisa se de um criado para casa de duas
pessoas em Baberibe ; a tratar na ra Mrquez
de Olinda n. 51, 1- auuar.._________________
Aluga se a casa terrea, na Capunga, ra
Joaquim Nabuco, 0. 30, defronte da estaco,
com agua e concertada de novo, com acommo
daces para grande familia : tratar na mesma
roa n. 28.______________________ ________
Aluga >e o andar n. 278 ra Coronel
Suaasuoa ; a tratar na casa l'naile C, ra
Baro 1 a Victoria n. 9, ou no Chora menino n.
12, sobrado junta a cape la.
Aluga se a grande casa caiada e pintada
com grande sitio arborisado e todo murado, sito
ao becco do Padre Inglez, as chaves no mesmo,
a tratar no armazem d. 25 travessa do Corpo-
Santo._________________________________
Alugam se duas srlas com com modos, sen
do tma com frente para a ra Duque de Calas,
e a outra para o largo de Pedro 2." ; a tratar na
loja ra Ooqne de Calas n 79._____________.
- Forte, tendo cada urna 5 quartoi, 2 gran les sa
las, cesinha fra quintal murado, agua encana-
da e banbeir c, m choviscos ; a tratar na ra
Duqae deCaxias n 30, padaria d: Beiro e Al
oieida.
Alugam se casas caladas e pintadas nos
sndos de S Goncalo, 8^000; a tratar aa ra
la Imperatriz n. 76.
Alugam-se o 1- e2- andares da casa n. 43t
roa Visconde de Inharaa, com agua e com-
modos para familia ; as chaves no andar terreo.
alugam se a casa do largo do Paraso n 3 c o
Io andar da roa do Padre Floriano n. 69, para
ver as chaves oa loja, a tratar roa do Apollo
n. 11, sobrado._________________
Aluga.-se o Io andar do sobrado n. 3 da roa
das Flores, com agua, a tratar na na do Crespo
n. 12, Io andar___________________________
lugou se um cavallo no dia 30 de Janeiro de
1890, us 8 horas da ooite a um cidadao, que di-
zia elle ir a um divertimento nos Afogados, e at
o presente rro appanvido o cavallo, nem o
cidado. Beferido cavallo de cor castanho,
grande, inteiro, anda baixo e tem marca do fer
ro B, e tem urna estrella na testa. Boga a quem
o apprehender, dirigir se a roa da Palma n. 1,
que ser gratificado.
Pede-se ao Sr. Maooel F. Araojo Saldanha que
apparega no pateo do Terco, padaria; j boje sao
3 do mez.
0 Dr. Emygdio Montenegro declara que
nada deve a ninguem, c pede ao commercio o
favor de nao entregar au lquer mercadoria nem
mesmo aos eeosemiregados, sem dinbeiro.
Vndese urna mobilia de Jacaranda, em
perfeito estado, muitos ps de arvore da Fortu-
na, caveiros e crotons. por seu dono ter de
fazer urna viagem, tambem alugam se commo-
dos para qualquer senbor que precise urna com
modidade em urna casa de gente que est acos
turnada a tratar de hospedes, ou com a comida
ou 3em ella; do Caminho _No ro n. 128 achara
com quem tratar ; o lugar muito fresco e
aceno.
Aos talar os de klosques
A emprezaria de kiosques desla cidade avisa
aos locatarios dos mesmos, que se acbam em
atrazo. que !hes fica rntreado o prazo de 8 dias
para folvercm 'ns dbitos, finaos os quaes, se
pr. ceder cobranca e despejo judicialmente.
Para isto podem entender se com o Sr. Julio da
Silva Neves, ra do Pilar n. 14.
Advogado
" Dr. A. ClcdoaWo de Sosia niu-iou o seu es-
criptorio para a ra do Imperador n. 32 pr meiro
andar, onde pode ser procurado de 10 da ma
nha s 4 da tarde.
Besidencia Ba Imperial n. 148
Telepaone n. 102.
Vaccas de leite
Vende se em Sanl'Annade Dentro, no sobrado
grande, cinco vaccas, duas Jas quaes recente-
mente pandas. 0 mesmo sobrado aluga Be.
No povoado da Torre
Vende-se urna casa neste povoado, de pedra e
cal, ra do Bom Gosto a tratar na roa do Im
perador n. 45, ioja de babus do Sr. Guima
raes.
Leil
ao
De 1 cabriolet americano de 4 rodas, novo ou
quasi novo com Ianternas e arreios para 1 ca
Vello. 2 ra\ai!os de s^lla com andares.
exta-feira, eorrejate
A'a 11 horas
Agente Pinto
Em frente ac armzetn da roa do Bom Jess
n. 45.
Por occasio de um cutro leilo*de movis,'
candieiros, quadros, espelhos e cadeiras avulsas.
Farello superior, 42 kilos
2*500 o sacco
Vende se no Largo do Mercado n. 12.
Boi e carroca
Vende te por barato prego ; a tratar la praca
Mrquez do Henal n. 3, amigada Concordia.
Xo commercio
Maooel lor- da Silva participa que nesta data
comprou aoSr. Antonio Martins Pereira, o esta-
belecimento de molhados, sito a estacSo do Car-
ato (Olin a) livre e desembarazado de qualquer
onus : quem se jugar com direito ao mesmo
estabelecim< oto. queira apre^entar-se no praso
de tres dias, a contar desta data. Olinda, 4 de
Fevere; rod 1890.___________-____________
Nova remessa de g-
neros italianos
Manteiga de 1 qualid.de.
Queijo Beggiano e Parmigiano
Azeite doce em garrafas e latao.
Fernet brinco, verdadeiro.
Vermou'h. Cora, Mar un e Bossi.
Vinhos Gngnolino, Bracbetto, Barolo, ebiolo
e Malva-ia.
Macan ao branco.
Ven le se oa roa Mrquez de Olinda n. 39.
Setins de c6res a 400 .e 700 rs.
Las e flanelas, todas as odres, a 320 rs.
Tarlatanaa. todaaas efires, a 600 rs.
Velludiib'^s e velbutinas a 600 ra.
Oaz-5 de seda, prateada, 3 cores, a 10000
Luvas, todas as cQres-, 1000.
Luvas tr >c*das de seda a 200 rs.
'^anga ^issas \*2Q0 rs.
Me as, -["ihantasia, a 500 e 700 rs
Bombaixaa de cOres, novidade, a 1)>000
Leque a 500 r
Cretones df nm s efir a 240 ra.
E niuitat fazendaa que se vende m mais
barato
Loja (las Lstras Azues
, 61Ra Doqua de Caxias61
H
pa
Compr se urna harpa com inoviurento e en
bom estad ; ua ra N va i. 13.
Caixeiro
Precisa pp de*un< caixeiro com pratica de ta
verna, de 12 a 14 anuos, que d fiador de su a
conducta; ua roa Visconde de Goyanna n. 72.
t, aixeiro
Precisa-se de um caixeiro que tenha pratica
de taverna de 14 a 16 annos de id.de e d fiador
de sua conducta a tratar uo largo fio Pilar n 21.
Urtr* nte
5?Precisase de perfeitas cestureir; s, paga se
bem ; na roa Baro da Victoria a. 15, pnmeiro
andar.
Mmt attengo
O abaixo assignado tendo arrematado em lei
lo, por mandado e assistencia do Exm. Sr. Dr.
juiz espeiial do comm icio da comarca de Olin
da as dividas da maesa fallida de Palmeira &
Irmao, pede a todos os devedores, a virem eDten
der-se com o mesuro a roa do Imperador o. 39.
das O horas s 3 da arde, afim de liquidar os
us dbitos ; se assim nao fizerem, sero men
onados os nomes de cada um nos joruaes.
Becife. 3 de Fevereiro de 1890.
Lourenco AI ves de Souza.
Azulejas
Com lindissimas cores e desenhos variadissi
mos, encoQtra-so para vender um grande sort
ment desse artigo, proprios para frente de ca
sas, corredores, cosinhas e baoheiros ; por pre-
eos 3em competencia na ra do Visconde le
Goyanna n. 45.
Licor depurativo vegetal ldadc
do medico Qnintella
Este notabilissimo depurante que ven
precedido de tao grande fama infallivel w
cura de todas as doencas svphiliticas, es
croralosas, rheumaticas e de pello, come
tumores, ulceras, dores rheumaticas, os
teocopas e nevralgicas, blenorragias agu
das e chronicas, cancros syphiliticos, l
fiama^Ses viceraes, d'olhos, ouvidos, gar*
gantas, intestinos, etc., e em todas ai
molestias de pelle, simples on diatherica&
assim como na alopecia ou queda do ca
bello, e as. doencas determinadas por sa
turacSo mercurial.
Do-se gratis folhetos onde se encoc
tram numerosas experiencias feitas con
este especifico nos hospitaes pblicos f
muitos attestados de mdicos e documer
tos particulares.
Faz-se descont em casa de
FARIA SORRINHO & C.
Ra Harqnez de Olinda n. t!
Charutos a Martins
Jnior
Hoje em dia s se pode fumar os charutos
cima mencionados, o publico s encontrar esta
marca Da fabrica Vendme, ru^ Baro daWic-
toria n. 39.
':
rtiercio
0 abaixo assignado, tendo comprado livre e
dest mbrracado de .qualquer onus aos Srs. Manoel
Moura & C, o sen eslabelecimento, sito tra-
vessa co Queiir.ado ns. 5 e 7, scientifica a quem
se julgar com direito que se aprsente no prazo
de 3 das a centsr de hoje.
Recife, de Fevereiro de 1890.
Velloso & Noguetra.
Casas alogasis
Scientifico ao publico e ao
commercio que o cidadao
Joaquim Goncalves Ferrei-
ra de Soza deixcm de ser
meu empregado.
Recife, 31 de Janeiro de
1890.
Manoel Jos de Bastos Mello.
A luga-se
roa das Barreiras ou de Msciel Martins, a casa
o. 9, com boa vista ; est caiadi e pintada e'tem
bons commodos e quintal grande a tratar na
botica roa do Ro ario n. 34, das 9 horas da
manb s 5 da tarde^_______________________
Patacoes
Comprase patacoes e outras moedas de pra-
ta ; no armazem ra do Commercio n. 4.
A o commercio .
Joo Jos de Mello avisa ao publico c especial
mente ao commercio, que encontrando mais de
urna pesst a com nome igual ao seu, resolveu
d'ora em d ante assignar-se Joo Jos de Souza
Mello e pede aquellas pessoas que teem tran
saeces comsigo, a virem ou mandarem, a contar
desta data, renovar a assignatura no praso de
oito dias. ru- do Coronel Suissuna n. 151. ta-
verna, sob pena de nao responsabilisar-se d' -
pois de findo este praso. Becife, 1- de Feverei-
ro de 1890.
Ao cornmercit
Manoel Procopio da Silva e Manoel Jos da
Silva participam ao commercio que nesta data
diss'dveram amigavelmente a sociedade que
tiuham na taverna prar; do consilheiro Joo
Alfredo n. 6 (01 nda) tic.ndo o activo e passive
a cargo do ex socio Manoel Procopio da Silva,
retirando se o ex-socio Manoel Jos da Silva
pago do seu capital e lucros e desonerado de
qualquer responstbilidtde. Olinda, 31 de Ja-
neiro de 1890.______________________________
Caixeiro
Precisa-se de um menor para caixeiro de ta-
verna ; na mercearia Pnntemps, na Capunga
Alugue barato
Ba da Boda ns. 58 e 60.
Largo do Mercado loja n. 17.
Becco do Campello n. 1,1*. andar.
Loja do sobrado do becco do Calabouco d '-
Ba do Nogueira n. 13.
Visconde Goyanna n. 163 cora agua e gaz.
Travessa do armo, loja n. 10.
Becc- do Tambi o. 21.
A tratar ra de Commercio-u. 5, 1 anda
eicriptorio de Silva Guimaraes & C.
MAIS DE 10:000 CURAS
TIHTBA BIYIMA
tem so muiLTim
DORES E DeDENTES
PREPARADO NICAMENTE
POR CALASAN8 & C.NA BAHA
Medicamento heroico contra os rheum
tismos, inchacSes, dores aciatica, nevra
gias, dormencia, etc., empregando-se
fomentacSes sobre os lugares affectadoi
Cura o beri-beri, as paralysias e as ddre
de dentes.
Todos os frascos'' levam direccfjes par
uso d'este medicamento admiravel.
Preco 14200. Descont de urna dum
em diante. ____
DEPOSITO NO RECITE
Francisco Manoel da Silva & C. ru* -
Mrquez de Olinda n.23
% O OLEO PURO
-DS-
FIGDO e BACALHD
UTOA2 & SBP
produz effeitos anlogos a os da
Emuiso goib ypopfiospfites
dos mesmos srmhores, no ca30 do
ser proferido o txaotamento nesta
forma para o cua'tivo dos iuoom-
modos
do Peito, a Bagna c es PolmOss
SO
R. de Druzina db
avisam ao corpo com-
mercial e ao publico
em geral, que o Sr.
Joaquim Antonio R-
beiro deixou de ser
seu empregado desde
16 de Janeiro ultimo,
dia em que ausentou-
se allegando doenca
8SEB0X7X0as
DO CrS.!-?ISB
Dr. Humphfevs fe Hova York.
Em usr> mal"le *0 f.-ir. -miro... (:Ti,
cazesc- toi-nms. ;.vim;.; :*:j urogarra >.';*r.
ma-'ln> ..ir.i-ii'j-sa 0 i < ''".'
CL:EA
vi
REMEDIO DO OH, AYER
* CONTRA
as sezOes ou mxBm.
O Remedio do Dr. Ayei. doscoberts
?egetal que nao contm'a qnitu nem o
arsnico, nem to pouco outro i nniredien te
nocivo, um remedio infallivel e prompo
para tocia a qualidarlc de febres intermito-
Untes ou maleitas. Sens cffeitos s>3o per-
maneutes e certos e nsnlmm mal abso-
lutamente pode ndvir do seu emprego.
Da mesma forma toma-se o melhor
remedio posslvel para todas aquellas
doencas que provm dos rffeitos don
miasmas, que se dosenvolvem nos limare
pantanosos e Infectados, e que ge ramente
caracterlso-se. pelas affeccoes do
ligado e do baco.
O Remedio de Ayer curar sempre,
mesmo nos casos pelores, toda a. vez que
fr empregado convenientemente e se-
gundo as dirceces.
PREPARADO PELO
DR. J. C. AYxR & CA.,
Or

LowelL Mass.. Est.-Unidos-

Ko.
1. etoaafeOnagmiOi In^aiamr-cse....-......
2. l-'eiivee Clicav~;is M)T4rfBlbrlge?...,
S. ilal'.cu. Chonte i :'-'
4. DliirrhcB.leOH.-'-T.'i'' -=::lto^ .............
5. Dyr*t't*rifiPwe.eiai,,r*SP. oncooi >'-.
f. Ti":.' ': tumbas..
'. :.-.. .o Dem'fri'c-:-.-!. r^o:-';:.!' -
10. Dipeppn,JJiiUsPst:i.'. taso de-Vntra.....
11. *uppressfiotl:iTSc?::-.-- Es.vwaonDemo-
radji.................-- .................v-"
12. Lrucorrhcn. FloresFtir.ncas, itearpjrofiiAc
iaCniap,Tov iJH.Tlilortc'.elfeiplrxr
14. Hcrni-H, I.;. Ernlpela..... ............
li Kfceamiui-'.r'n. -H '"=.........
IB. Hez&e*, SlaJoltu. jebre intennltlcnio........
17. liumorrUoidH'v Almorriimns, internas ou
extem-ir., ;ic.''c> cu son?rentns........
18. Opliihnliuiru Oto frai- oaMlam-ilni.
l. urarro, odoon chroalc, Dc:luxo........
20. Cencli>-he,Tf^3e..pisrod!ca.............
SI. Ania,' -jii-tcolfii:.it.-xi.................
23. Snpyiv,., -.' '. i.-.s.Surac ...........
23. Em-rr,i!i.!. [nuuaroee i riuers.............
34. Debilidnde sii> o eny^jen;.............
C3. Hydropesin. lenmulocors uldag...........
2S. Knioo de Hur -.us.-. \>-vlios............
Si. Mlestins OBriuar; .leuio ou i ecra
na Bexlga............................*.;
28. Tmnolrrcii:, l>::- .-a seminal..
2!. 'lipirniiBan rt v:> ..i' '.-hta........
80. Inruntinensis UnrSi.MilMrmb*
Cada..a................ .............
31. Mensirnacr.-i .-.I. i.aa !to..........
62. McleMlii d Cei -.:.... I'1VnS-ft^;
88. "Dv'cpi-ia,:'.-.! :'. ; a-jitacoral. Ba lede
S. \to......................................
S4. MAteria, Mal niall^DO de Garmntt......
39. iJOHgc^tcs Ciiroi:i":)>, PocoecaPog---
O Manual do Dr. HOmpl raya, 144 pagtnaa sobro
asEnfermldaiics : o i.i kj i< ..-..! as.tec'.fc ^raus,
pcice ao seu boilcar;>oii
22SDICTNC CO.,
NBW YORK.
Preciii se de croa ci sinbeira em casa de pou-
pp faoiilia, e e ama menira de 12 a 14 annos,
pura andar com meninos.-da se-lh^s ordenado
.'u torr, se coila, d ;rn'o seo que preiisarem ; a
tratar ro raes da d maanhia Pernambucanan.
4. armazem. ___^
Ama
Precisa-se de urna'ama ; na ra do QueimadO
n. 33i, i- andar. ___________ i
Ama
Precisa se de nma amji para cosinhar. para
dOiB pessoas, na ra do l aleireiro n. 4, so-
brado.
.

Ama
Precisa-,-e de cma aira para cosinliar e com-
prar, para casa e pouca fa ilia. que durma em
casa; na ra Mrquez do Herval n, 79.
Ama
Precisase de urna ams para cosinhar ; na ra
i do Maiq; ez de Olinda n. 64, 2- andar. ____
Ama
Na Risa n. 30 da ra do Pires, precisa se de
duas amas que durmis, na mesma casa.
Ama
Precisa se de urna ama- para cuidar de crean-
gas, a ra Io de M; rcu n. 2.



<
Ama
;: iiPHETS'
109 Fulloo Btroet.
nico deposit o para vendas em
grosso na imperial drogara de F.
Manoel da Silva & C, ra Mar
quez de Olinda n. 23
i Precisase de urna ama que cosmhe e engom-
! me com perfeiga, para duas pessoas ; na fabri-
ca ra da Florentina n. 36.
Ama
Caixeiro
Precisa-se de urna ama que sai >a bem engom-
mar, para sen-ice de casa de familia ; na ra
Mrquez do Herval, antiga Concordia n. 104.
Preci3a-se Je um caixeiro
ra da Umio h. 51.
Ama
Precisase de urna cosinhei:a : a tratar
om pratica ; na rua do Hospial Pedro 2 .-obrado n. 1.____
na
Ama
Na rua Bario da Victoria a. fi, precisa se de
urna ama para comprar e cosinbar, e tonar a
direccAo de asa de homem solteiro. _
Ama de leit'
Manoel Ferreira Madeira e sua familia, Gui-
lherme Patricio Bezerra Cavalcante e sua familia
pedem, encarecidamente, 6s pessoas de sua ami precisa ?e de urna ama de lt ite que tenha bom
zade o religioso favor de irem assistir, na igreja e abundante leite que seja limpa e |sadia, que
de S. Gonzalo, a urna missa de stimo dia, que Brja iVre e desempedida, e dq tenha hlhos ;
mandam celebrar s 7 l:orae da menh de 8 do auna estiver neslas condijOes dirija se rua do
correle, pela alna de sua prezidissima :nai e Hospicio n. 6 para tratar _______
sogra B Joanna Francisca Bastus Madeira; ante-------------------------------------------------------~~'
cipndo seus agradecimentos aos que se digna A lll 0"l-SP
rem comparecer." I **^^B
Aproveitam a occasio para tambem raanifes- por barat preg0 0 j- e 2 andares do sobrado
tareco seu profundo reconhecimento benvola no cae;. e Apollo n. 75 ; o 1- e 3- andares do
irmandade do mesmo S. Goncalo, pelo modo 80rado a rua doBruin n. 84 todo i c^m grande
agradavel por que se houve' no enterramento da ac, Ommodac0es ; a tratar na botica rua larga
alludida finada. j do Risario o. 34, das 9 d mbM s 5 da tarde.
Altigam-se
as dea.- ne ns 14 e 16, esiao pintadas e caladas de novo ; a
tratar na ra larga d > Rosaiio n. 34, botica.
Excelente morada
Aluga se barato, rua do Hrspit I Pedro -,
no lugar dos Coelhoa, urna c s: rs-ebradada,
com agua, muitos >:ommodos. muito fresca e
junto do banbo salgado'; a tratar com J aquim
Moreira 5eis, das 8 s 10 horas da manb, o
qual aluga tambem all casas de 6, Si e iOt.
Cautelas do Monte de Sck
I
i.-
* V --
' *
i i V
*
*'.
" .
i
.
-'
~
- Oemoithcnc Augiutto Torres
Julio Augusto Torres esua mulber Leonilla
Candida Torres, c<>nvidam seus Hlbos, pareles
e amigos para assistirem a missa no trigsimo
mez que mandam rezar por alma de seu sempre
chorado filho e-irruao, cujo acioter lugar no
convento dos carmelitas, s 8 horas da manh
do di i 8 do corrente.
t

corro
Compra-se Cautelas'do Monte de Soc-
corro de qualquer joia, brilhantea e relo-
gios, pagase bem na rua do Cabug n.
14. n. Loja de relioeiro.
Ethelviiu Candida de Paula Simas, sua mSi,
cunhados, -irmos e sobnnbo convidam aos
parentes e amigos para assistirem a missa que
por alma de seu sempre lembmdo marido Fran
cisco i ardoso Simas, mandam rezar na igreja ao
Espirito -auto, pelas 7 Horas da manh de 6 do!
corrente, trigsimo da do passamento domes-'
mo, agradecendo iesde j aos que se dignarem '
de comparecer a < sse arto. Precisa se de um criado para vender na rua :
-^giSaaSSHHHamB na travessa das Cruzes n. 16, 1 andar.

'riad
LOJADO POVO

HSua do CrespoII
Com este titulo acaba de abrir urna loja de fazenda rua do Crespo n. 11
seu proprietario convida o publico d'esta cidade e de fra a apreciar o seu BELLO
sortimento. Muitaa de suas tazendas sSo recebidas directamente.
GRlVDE MOVIDA DE
Descont 10 /o Pura aB compras a retalho de 20i>000 para cim. /
Chitas de 180, 200 e 220 r* o covado.
LSs lisas, imita93o de cachemira, a 200 rs
Ditas lavradas, idem idem a 240 rs.
Zephir com 75 centmetros de largura de 800 rs. por 320 rs.
Ditos com 70 idem idem de 200 rs.
Ditos com 60 idem idem de 160 rs.
Corte de casemira ingleza de 3t>500 e 6VJ000.
dem lo casineta de c6r de 10100 a 10400.
dem de fustfio para collete a 20400.
Um completo sortimento de fichs, chales, capas para senhoras, espartilhoa,
meias e casemira, chaviot, diagonal, pretos e de cores, brins branco e de c6res, cami-
sas, ceroulas, toalhas, bramante, atoa'hado de linho, panno da Costa, camisas de
flanella e muitos outros artigos que enfadonho mencionar.
(MLKEHME CARNEIRO DA CNHA
>- t">
p
1' *
b
__



diario de PernamhMi-i Quarta-feira 5 de Ferereiro de 890

p"
ODONTI
SABO DBNTFMO
oo
DR. RIEDEL
A melhorpreparacao hygienica para clare
irear
e conserva'

i
I
Approvada pela junta de hygiene do Rio de Janeiro, com a marca rc^istrao.
para todos os Estados Unidos do Brasil.
YENUE-S6 AS SEGU>TES.KASAS:
Maia Sobrinho & C.
Castro Medeiros & C
Duarte 4 C.
Pedro Antunes & C.
Jlo Bezerra & C.
Netto ampos & '\
Manoe! Joaquim Ribeiro & C.
Maia e Silva & C,
Barbosa & S.intos
Barros & C.
Nuina Pompilio.
Nunes Ponseoa & C.
Manoe1 Vieira Neves.
Manoe! Cardoso Janior.
Manoe! otaco & O.
Papoula & Bastos.
Ribeiro & Almcida.
Antouio D- Sabino- Pinho Jo5o Ramos.
Deposito por atac do:
HE O. II"
Largo do Carpo Santo
Licenciado ptla Inspectora 4a S7trieno 4o Imperio do Brasil.
^ VIN de S01Tfil
fftln. gwltttl es easmU ta fm I iaYtos > 9uts
DIGESTIVO, TONISO, FEBRFUGO
PREPARADO COM
Quina e Pyrophosphato de Ferro
UlilllP IfL I
DK FAZENDAS
21- RA DO CR2SPO21
Camisas francez-s, punhos, collarinho
de linho.
Fichus de 13, e 12 e seda, d 1*000 *
60000 um.
Lencos brancos de algodio, linho, bom
de seda e seda pura, brancos e de core
bravatas e mantas, sortimento com
pleto.
Leques de papel muito lindos, 320 rs
um.
Eapartilhos para senhoras e meninas,
to.'as as qualidades e precoa
Lencos chinezes, de seda, para rap.
"ollarinhos de linhj para bomem t
KSTZ
[O FOl PRECONIZADO POH TODA IVPRKKSA MXDICJ
COMO SENDO O MAIS J>03SROSO
V\:

^*9E
t
Tnico cmprega&o para ourar
AMELIA, CHLGROSE
EMPOBRECIMENTO DO SANGUE
Soberano contra as Pebres
hotvet, narmunUee e I* Classe, hoareau sw
PARS 44, ra des Lombards, 44 PARS
Depositarlos em FemarntHCO F*AN- M. da SI UVA O.
S AS MlUCn"*** V kKll U

mwm


y
, >
.
(J) i 0
Veluli h > eon fl Se ti neta (ioiira!i
Velbu iitia j>;< t a 5.
Gan^-ci, t das as
Meias d core ;i 4o
Setitis t core-. 8- v-
Cachemira*1* anu
u dito.
t i *!
o
a s. o par.
rs. o er a do.
isae o
Merino francez, urna largura, todas ai
cores, pura, 280 rs., o covado.
Dito, dua largurrs, cor azul, a 400 rs.
o covado. *
LSb diversas com listras e quadros de
seda a 400 rs. o covado; fazeuda de
800 rs.
Merino de cor, duas larguras, com lis-
tras, fazenda de 20000, a 800 rs. o covado.
Etami.nes a: rendados, lavrados e de lis-
tras, fazenda de milita phantasia, a 400 rs.
o covado, cores lindas.
tfautilhas bespanholas, cremes e pretas,
30000 urna
Brim de linho, padrSes mimosos para, 10000 a duzia.
enancas-, a 6 Linho pardo para vestido, escuro e ca 400, 500 e 10000.
ro, do 360 e 440 re. o covado. Peitinhos de vidrilho a 1(5000 um.
Zephirs finos para vestido, raraagem Capas, visites e romeiras, de cachean
grande, a 500 rs. o cov do. ras, gorgorSo e vidrilhos, todos s precos
L3 adamascadas com salpicos de seda Bramantes de linho e algodSo.
a 500 rs. o covado. Toalhas adamascadas psra mesa 20OO(i
Sedas lavradas, de listras e de quadros, urna.
a 1)5000 o covado. Guardanapos de linho e algodao, t
Chitas, sortimento cewpleto, de 200,130000, 40000, 50000 e 60000 a duzia.
240, 280 e 320 rs. o covado. Setim Maco, todas as c5res.
Cretones francezes vi-rdadeiros, a 320, Surah de todas as cores, seda pura.
360 e 400 rs. covado. Merino preto, 15 pma, de 640, 800
Cachemiras lisas para vestidos a 200 rs. 10O< O e 105"O o covado; baratissirao
o covado. Bretanha de linho 27 varas por 120COO
Meias brancas cruas e de cores para Modopolao algodao grande variedade en
homens, senhoras e cricnciis, todos os pre precos. .
eos. l Cortes de casineta crCs fixas, a 1|5000
E muitos outros artigos que vendemos por qualquer prejo.
Na RA DO CRESPO N. 21 LOJA DE
OLVEIEA CAMPOS & C.
, faflr-a-------^-.i .-.-
grageas de Ferro Rabueau
Lauretdo do Instituto de Franca. I imio da Therapeutioa
O emprego em medicina de F^rro Rabuteau i baseado na Sciencia.
AsVsrdadeira6 Grageas de Ferro Rabuteau sao recomniendadas nos casos de
I ChloroB,Attemia, Pulidas Cores, Corrimentoa, Pcbi'idudt,Esgotament,Convalesancia, i
i Fraqucza das criuncus, Hciuupevumento e Alteraeao do sangue em cctisequencia de
' fatigas vigillias e exeessoc 1? toda a natureza. Tomar 4 6 grageas dor dia. w
i Aem Consii/iacao nem Diarrhea, Assimilaco completa. ^
Elixir de Ferro Rabuteau recommendado as pessoas que nao podem engulir j
4 engulir as grageas. Um calix'de licor aos repastos.
Xarope de Ferio Rabuteau especialmente par as enancas.
*!jUI Urna explicado dttslhada acon.panha cuda frasco.
Exigir o Verdadeiro Ferro Rabuteau de CLIN & C'a, de PARS, que se i
encontr, etn casa do Droguistas e Phartnacettticos.
Sr -
ti> m mis m mm?$M
VI^r*hina8 vapor.
Moudas.
Bodas d'agaa.
FaSjgafi fundidas e batidas.
Taixas batidas sem c*9va$3p
Aradosr
HKDIaO de sinos e bronz
OE
ti
i
1
Veloutin-s, h> i
Guarda- os


a

kr

>c.lp-s, a Sai rs. o dito.
par hoptt o" J^ooo.
IMtos'])nrii Sffho a> a I$mkk
res
UM M CHUZ MBS!
66ra do Baro do TriuuiphoS6
Tero para vender o seguate:
&chlnas de cobre para fazer espirito do destillar e rastillar.
.lamisques de cobre do ant'go e no*o systema com eaqnento garapa.
SierprntlAas de cobre e de estanho. v
Carapacas de cobre.
Talla, taixos caldeiraa de cobre.
Bombas de toda* as qualidades de r*puchos, aspirantes e continnas.
Toroeiras de bronze e madeira de todos os tamanhos.
inott de cobre, de chumbo e de ferro.
Rc|aridelra8,passadeira8 e-escumaderriB de cobr e de ferro estanhado
**>* Cobre en lengol e arruclas
Cadlnhos patente e de lapis.
Sinos de 1 libra at 110 arrobas.
E muitos outros objectos.
ENCARREGAM-SE le qualqucr concert e obras de encomaoc.b, garan-
t ^oTpreatea, pefei;lo presos mdicos, para o que tem oessoal habilitado.
Vl^iDE a oraso ou dinheiro com descont.
PASTOR.
CompIet:> gwtimento. de chapeos, capotas e gorros de fantasa ern todas ai
{i tlida les.
Fits, rendas e bicc de seda e algodao de todas as cores.
Fiares, plomas, paaaaros, algrttes t bljo'.ieries para enfeites.
C.np<>a ij- eHrj e castor,i os mais mocarnos, para homens e-mecinos.
Viooebo prif "todos os vapores as primeiras uoviades de artieos de seo
u ic-.o de r.ogocio.
Raphael Dias & C,
2 rua do Baro da Victoria 2
Hy
rgienico
Acabam d^ rhegar os inpeasaveis filtros
para purificar lioasaS crystalinas aguas; na tra
ves8u do Curpo Santo n. 25. _______
Hitio
Alnsa-! on vende fe um sro no Poco da
Panella, junto a cuas du r Loure ro, todo mu-
rado e com basiane fru :Uiras dando fruto
boa casa com coo modo para grande rV-milia,
qnartos indeper.denle par. criados, cochfira,
boa agua, peito dos bunhos ; quom pretender,
dirjase oo caes da Companhia PernamboiaDa
n. 4, araazem.________________
! :\

l
das
20Ra 1.-de Manga
I 19 K
20

AMAML* C.
ttm

M SEGURA os MOLESTIAS SECRETAS
' Uedslha di fMfa r. xposico Universal d Barcilona m 1818
'Jedalha doOnro, Paria, 1885- -Diploma do Honra, Paria, 1W6
TNICO
ANALPTICO
RECOSTITINTE
O Tnico
mais enrgico que devem
em pregar os Convalescentes,
as pessoas Idsas,
as Muflieres, as Crlanfas dbil
e as Peuu,
DE
JIA,

COM OUINA
SUMO DE CARNE
PHOSPHATOoCALl
Comporto
com Substancias necessrias
e indispensaveis na
formacio e no desenvblrlmento I
de Carne
muscular W SysHm
nervosos ossosos.
fracas d ConstituicSo. _____
O VINHO DE VIAL a AS80Ci5o feliz do Medicamentos m/ils activos para cortbatcr a Anemia,
Chimse, a Tsica.
^.VngSfcowaOBDa^**^^
urbon. 14.
PhgatcUi Brourtaa.
glidez, de Emmagrccimcnto, de E?gotamen{o nervoso, aos ^a.^5 os tcmiicramactos
Uumente predlspostos. Eitv t.i/on, Pharmacia J. VIAJj, na e lio
l Ptrnambueot FRAM" at.
Compra sa orna casa de 3 a S qoartos. dentro
da cid?dc ou arr; baldes ; a tratar na ra Bario
da Victoria n. 15, Uja. _______ ______
Casa emOlinda
Cede se u quem pre:i.-ar de banho salgados
urna casa na praia de S. Francisco, perto dt
mar. a caa tem cimmodos para grande fami-
lia ; a tratar no escriptorij do Diurto.
2: andar para alujar
Aluga-sc o segnnd i andar do predi
o. 4 da ra do Vigario Thenorio a tra
ciar no pavimento terreo do roesmo,
Cozmheira
Preeiaa 8 de orna- baa tusinbtiro para am
lia que-est temporatift-.en.e m.'Cxanga;
trata no esc -ipturio da '.ompanhia'deTKinds
Cosinheiro
J Precisa se de um eosiahero ou cosinbeira ; a
ra co Pro-rresso n. 1.
obrado
Aluga-se o 3* andar do soorado n i3 da rea
do Imperador, pintado de novo com rauita
acommodacOes para grande familia, pois tem
al m do S andar com 1 sotos e cinco grande
quartos, mais om grande solio independen-
te rom sula de jantar, cosinha e 8 qnartos, com
agua, gaz e cano para t-sgoto. por prego cemmo-
do. A tratar na ra Mrquez de Ottndan. 54.
Irritagao do Peito e da Garganta
Contra cssa* afTcicOes. a pasta mnMUa
XABOPE do NAF de DELAMGP.SNIEH, de PAR&,
ossnem urna eficacia tolWUvol vcrilicadapelos
Uomtiros da Academia de Medicinado Franqii.Nuo
contendo opio neto tao pouco saes de opio'BH
como llorphina ou Ccdeiu.., csjses producios nx-
c.strao-se com ptimo exito o seairang^ S
crlancas soiTrcndo do Tosae ou ofn.c::ciie
Depsitos nts Pharmaciat to tluitC-) intelr.
e InjeocAoda
KAYA KAVA
DO DOUTOR FfHJKNIEt
BLENNORRHAGIAS
SPERMATORRHA8, CYSTITfiS
'JRETHRITES, CORRIMENTOS
Esti enfefmidadeS, rcenles ou antigs, enram-se radicalmente em alguns^diat,
m sefredo, sem rgimen nem titanes, e sem asnear nem perturbar os orgaos <
as^t-M mobfe cada pilota, oftre e*4m'<,
a auBia>aaitur* wr-
zobra coda, rotulo.
PASIfl, 22, ??ft?a da Madalaina, 22, PASI8
A VAPOR
--*---------
FABR4CA DE LIIROS DE ESCRIPTURACAO
tf*0fB(tfTlfA?AO "*" I'AIITACAO
ffiANOEL J. orffilRANOA
a>39-*-RUA-fr DUQUE ? DE--CAXIAS --39
NUMERO TELCPHONIGO 194
55kNSM^t;6o
BRONZE.
DE
CAMHiZII tt IHMAO
Ra do Baro do Tnumpho os. 100, 102 104
Deposito ra do Apollo ns. 2 e 2 B
Tem para -vender o ?cgulnte: c >
VAPORES de diversos fabricantes para fogo dirvjrpara o ou to^; i*e a*
imento.
' MOENDAS de todos os tamanhos.
RODAS d'agua.
RODAS de espora e angulares. i
RIVACES de diferentes tamangos.
TAIXAS de ferro ba*tid fe fiindido.
LOUOMOVEIS d 2, 2 1/2, $ 4-eavailos,
ARADOS americanos. '. ,
ROMRAS de todas as tjualidad.-s com o respectivo cnci.^mcnto a naatmeo
jias as ferragens precisa? para a agricultura desta provincia.
ENCARREG \M-SE de qnsvlquer concert e mandam buscar por oncomau-
la; mediante ajust prevjo ou ott modrea commissao qnalquer macWnismo.
MACHINAS df dsoarocai- argodao.
VARAfDAS de ferro fundido e batido.
CONTRACTAM fornecimento de appsrelbos para nainaff, gahmtpuio a &
.'avdad e bom trabalho dos mesmos, o que podem provar com o bom result*:
ibtdo cowae-duas USINAS mturta*!8 ltimamente a saber:
Santa Filn lia e JoaV Alfredo
Vendom a praso ou'a dinheiro com descont.
. y
Alunr-m e a ,,;iS2S n. 8 ra da Uniao e h
4 roa- Conde ib Doa Vista ; a tratar com o
Srs. Sagreiqp; P!"-;a !ia Iu(l|'Pua3cPCia- ._
ifJrfRaP
Para cuidar de criancas
Na ra da Aurora n. 133, p.recisa-.-e tfe duas
amas para cuidar de csiaccas e mais servaos de
la. psga'se'nf'm. ____
e
par
i "lu
aixeiro
Precisa -se de um i;aixeiro com pratica e ba-
bilitac5o, paa urna casa que vende em grtsso,
dando fiador de soa conduca ; a'tratar ra ru.>
Vidal de Negreiro: B. 156.
^umiwlS!f
0 I* a:".r la sna larga do nosari ''-' s-
auicu itcrwtq da i:rr, cons gr n;:i sslaja
quart.. a P' ard s nrmSn Qfl es-
cript os ; neta-j'- i^ r mo I ttf._____
ALCATElOauYOT
i
W
Administrar-, d/ar/amente orna fn/sccio ]
soi'cutania com o onteutfo de urna seringa
rfs Prav&z (modelo Le Bcnnr c/fefa de
ECOALYPTISA'LE'B&UN
8' toma-to c^a da 6 cansu.'as de
mmmih jfi bh3
curase a Tibien, asBroncltites
e os Cath arros ptiJm onares
k. Eocaljrvtlne Jic Brun aio eett aerpilB.
LE BRUN, Pharmaceutico-Chimieo
PARS, 80, FubeurB-Montmal>tre, PARS.
EmPernu! '' Ha SH.V
Licor concentrado, que foi experimentado con
um xito extraordinario em sete grandWl
Hospitaes de Parii, contra as coiiSttpafW,
as bronchitee, a aethma, os ctiturrhos atm
bronchios e da bexiga, as affeccoes d j cl*
a eczema.
Por suacomposigao, o Alcatro de &a
participa das propriedades da Agua de tviM
sendo no entanto mais tnico. E' a razSo poi-
que de urna otavel efficacia oonlra &V
molestias do estomago. Durante osyTjrte
calores e quando grassa qualquer epidemia,'
o Alcatro de Guyot urna bebida pr%scrjr
tiva e hygienica -que refresca e ptfrinoaa
angye. t_ -
t d$ esperar que esta preparacao teja, em
rene, umversalmente adoptada.
Professor Bazin,
dg BotpItU S.'U|L
pafa
O verdadeiro alcatro Guyot pre^
i ra Jacob, n* 49, em Paria.
\
N
ttlYOS
atacosxlhos
Compra e na ra do Cabnpi tt. 14,' relcjoa-
! ra David.
O Bazar do Herir. & ra' Tarquez de Olmo
n. U, receba grandes e bonitos- eFpelhos par .
ornamento de s:las compeleucia nc; Baz.-.r do lecife ele Dommp-
H Martin?________________fc____________
Precisase d;' urna ama para cozinhar;
no.3.' andando predio u. 42 da ra Du-
que de Casias, por cima da. typogrophia
do Diario.

1


- '





i
1



Piqiarado ibw d(-#ttt
Approvado pe.t Illastrada anta de
Bygisne PuMIe.-. da Corta.
[ Auctorisado por Decreto Imperial
de 20 de Junho de 1883.
COMPOSI9O
de
Firmino Candido de Figueiredo.
Empregndo com a maior eflicacia no
rheumatismo de qualquer-. natureza,
em todas as molestias Ja pille, as
Uucorrhas ou flores brancas, nos
soffrimentos occasionados pela impureza
do sarrgve, e finalmente as differentes
formas da syphilis.


Dse Nos pruneiros seis dias urna
colher das de cha pela manila e outra
noite, paramente ou diluida em agua
e em seguida mudar-sc-ha para colhe-
.-es das de sopa para os adultos e me-
tade par as enancas.
Rgimen Os doentes devem ab-
ster-se apenas do alimento acido e gor-
duroso; devem usar dos banhos trios ou
mornos, segundo o estado da molestia.
DEPOSITO CENTBAi
Francisco Manoel da Silva & C.
Droguistas
23 Ra Mrquez de Olinda
Pernambuco
VENDAS
Carnaval
0 Baza' do Recife, ra Mrquez de Olinda n.
11, recbeu prende sortiment de mascaras de
todas a- qualidades ; vende-se em grande- e
pequeas quantidd.is a pregos muito razoaveis:
na : ramada toja de miudezas Bazar do Recift, d<
Don>infr(8 M. Marlins. _____________'
Attengao
Vende-se farello do Rio da Prata, com 4 ki
los, a 2i00 ; na ra Mrquez do Herval n. 73.
Paulino
Ra do Imperador n. 28, an-
tigacasa de campos
Tero sempre o inportante vinho Pal be te ser-
cerveja Paulino Bier e o deudosa vinho Musca-
tel-aos copos. Doce sceo de caj, em calda
estrangeiros. licor de canella de rlela pimenta
e o grande licor de cervejas ; ura completo sor-
timento do que ba de mais fino e puro.
Tainhas
Vende-se em barris e quarlolas, na ra de Pe
dro Alfonso ns. li e 3.
Cimento
A 5*800 a barrica ; vendem Fonseca Irmaos-
Para engenhos
Lopes & Araujo, venden
precos sem competencia
i^arantindo a boa qualidade.
os artigos abaixo mencio-
nados.
Gal de Lisboa.
Dita de Jaguaribe.
Oleo de mocot.
Dito para machina.
Azeite de coco.
Dito de carrapato.
Dito de peixe.
Pixe em latas.
Kerosene inexplosivel.
Polassia da Russia em caixas
de 10 e 25 kilos.
Cimento Porttand.
'
Vende-se
urna mei agua em terreno proprio, com 23 pal-
mos de frente eSO de fund?. nos Aflictos,
junto a casa do Sr. Azevedo ;
mo, ra media n. 4.
a tratar no mes
]Na Equidade
Boa de noria n. 1S
Vndese massas novas para sopa a 320 rs. a
libra t- man'.eiga ingU za a 720 rs. a lata de libra,
e muitas outras mercadorias que se vendem ba
ratissimas, garantindo se ao consummidor que
nesa casa sempre verificar que ba sinceridad!
em pesos e medidas, e gneros das melbores
qualidades.
Boa
casa
Vende-se a anliga caixa d'agua, situada na
roa do Pires, esquina ila ra do Atalbo, muito
apropriada para urna boa casa ; a trat; r no es
criploriodacompanbia do Beberibe.
Graxa em bexigas.
Ra do Livramento n. 58
Telephone 316
as Lislras zoes
A Grande Novidade
PARA MODISTA
ham; lu ns americano
Com molas para augmentar ou diminuir a
grussura do corpo.
Qualquer senhora rt agr ou gorda pode fa-
zer seus vestidos sem necessidade de
provar.
Fecha-se como qualquer chapeo de sol.
Preco 4 Mosquiteros Americano
Com armacSo de differentes tamanhos.
alO^OOOe l#OOQ
Ettante para Msica
Para amadores ou profissionaes; fecha-se e
fica de tamanho de urna flauta ; muitc
fcil para condcelo..
_______Pre co RKMP
Celtuloid
Colarinhos Peitos Puhos
Lindos modelos, muito til aos viajante
Prftot S^OOO um temo
Relogio Espertadore
om movimento, e figuras muito lindas para
mesas ou para presentes a (5000, 85000.
100000._________- _________
Oleado para Meta
Quadrados ou de qua.'quer tamanho que
ee deseje.
A 4*500 cada quadrado
Retrato a Oleo
Com lindas molduras em alto relevo, o que
ha de mais lindo para um presente e
para sala de visitas.
a &#OeO e mala precoa -
Qualquer familia que desejar ter um lin-
do e perfeito retrato bastante mandar
um retrato em cartSo de visita nSo im-
porta que seja antigo, basta, dizer cor
dos olhos e do cabello para chegar um
retrato desejado.
Para ver, e fazer encommenda
Dirija se i Loja das Listas Asues
BA DUQUE DE CAXIAS N. 61
(00 rs
Especialidades
PAST1LHAS HYGIENICAS PARA
AC' JLXDER O FOGO, supprimin-
do o immundo kerosene e dan-
do n'um instante um fogo inten-
so, a caixa cem 20 pastilbas
OLEOGRAPHIAS : 1*. A importan-
te obra pnma de Vctor Meirel-
les : A Primeira Missa no Bra-
zil ,grande quadro histrico da
descoberta do Brazil, raedindo99
X 76 centmetros de valor real de
15* (poueos ejemplares)
2 SCENAS DE CORRIDAS, qua-
dros de cavallcs admiravelmente
desechados e proprios para sa-
las. 26 diffprenle8, m
3* RETRATO DE SADI CARNOT,
presidente da repblica france-
sa, o melbor aioda publicado
CAMISAS DE FLANELLA para bo-
mens, urna de 24 a -v,
PERFUMARAS, artigos para presentes. Quadros
e albuns para retratos. Carteiras para cigar-
ros e baratos. Cigarreiras e cbaruteiras de
mbar e espuma verdadeiros. Bengalas. Pa-
pelada. Lencos de linbo a 44800 a duzia.
Meias. Esparfiibos. Leques. Bonecas e brin-
quedos diversos. Fitas. Bordados. Luvas de
seda pretas e de cores e outros muitos artigos
de miudezas.
Mala barato do que em outra qual-
quer parte
NA
Rainha das Flores
Roa doBaro da Victoria n. 41
64000
14000
14000
54000
Leite puro
Na estrada de Joo Feraandes Vieira, sitio lo
o depois das casas aovas da direita, vendes
todos os das leite puro de vaccas toorinas a
erra, garante-se a qualidade do leite.________
Rudimentos de grammatica
ingleza pelo Dr. Barros -
Sobrinho
A' venda, na praca da Independencia n. 24, e
em tod8 as livrarias, menos na da ra do Im-
perador n. 46.
Boyal Bleod marca YIADO
Este excellente Whisky Escoces pre
ferivel ao cognac ou agurdente de cana
para fortificar o corpo.
Vende-se a retalho nos melbores arma-
zens de molhados.
Pede Roya] Blend marca Yiado,
cujo nomo e emblema sao registrados par
todo Brasil.
BROWNS A C, agente.
Pao centeio
Mello & Bi?e! tendo recebido nova remessa de
farinba centeio, avisa aos seus freguezes que
continuam a fabricar este delicioso pao centeio
todas as tersas e sextas-feiras ; na ra larga do
Rosario n. 40.
Vinho puro de Santarem
Da quinta do Barral
Os propretarios do Annazem Central, ra
do Cabug n. 11, avisara aos seas distinelos fre-
guezes eao respeitavel publico que receberam
nova remessa aeste especial vinho, o qual s
recommenda por ser puro da uva, e so se reta
Iha em seu armazem.
Jo&quim Christovao & C.
Telephone 447
Livraria Contempor-
nea
Inatrnmentoa de mmica
Bomoardo, bombardino, barytono, tromp
irombone, helieon, saxaphone. carrilon, bomk
caixa, pratos,clarnitas. flautas.rabecas, violoe<
realejos, caixas de msica, etc., etc.
Papel pintado
para forro de nas, quartos, gabinetes, corredi
res.
Molduras
dourad; s, pretcs e douradas para quadros.
Malas
para viaaem, diversos formatos, specialmeni
para roupa de senhora e camarote.
Novidades
para presentes, escriptorio, toucador, etc., etc.
RAMIRO M. COSTA ft C.
Ba Primelro de riaira a. S
F ara enge nh os
QUIMARAES & VA LENTE, parteci-
pam aos seus freguezes e Illms. Srs. de
engenho que, como sempre, tm grande
deposito dos artigos abaizo mencionados,
garantindo tudo de primeira qualidade e
presos sem competencia a saber :
Cal nova de Lisboa,
Dita de Jaguaribe.
Cimento portland.
Oleo de mocot.
leos americanos
especiaes para machinismos.
Azeite de coco,
Dito de carrapato.
Dito de peixe.
Pixe em lata.
^galoes.)
Kerozene inexplosivel.
Graxa em bexigas.
Gaxeta, de linho.
Potassa do Mnssi.
(em caixas, barriquinhas, latas grande
e pequeas.)
Formicida Capanema.
6--Corpo-Santo6
para
FOLHETIM
0D0DETGHE
POR
mu T2SSZH
PRIMEIRA PARTE
HEftlHMA
. -
(Continuado do n,
26)
O Sr. Diniz, na m inha aeguinte aquella
memoravel noite de Natal, s acordou
quando sua mnlher o sacudi devagarinho,
dizendo-lhe carinho-ament :
Aqui est o teu cat, Diniz
Ah! J ? suspirn o inspector esfre-'
gando os olhos ; qne horas sao, minha que-
rida ?
SSo se te; mas entraste tSo tarde,
meu pobre amigo, e 180 fatigado ., Nao
aasim ?
Nem por isso.
Horrivel emprego 9 tea.
PI4NO
Vende-se um ptimo pia-
no, quasi novo, do autOT Fe-
lippe Henrique Herv; a tra-
tar na ra da'Imperatriz n.
7 loja de piano.
P* CLERY Mdt-Mui tan 1 xrU
Escapou-lhe do peito um grito dilace-
raate, emquanto que com um esforz des
esperado tentava partir o circulo de ferro
que a enlacava.
We%er, qu* nao esperava o movimento
brusco da joven, escorregou e cahio.
E a mSo de Hefminia, que cahira so
bre elle, procurando ao acaso um ponto de
apoio, encontrou a cabelleira do amarca-
n*o e arrancou lh'a violentamente.
Weber nSo pode reprimir urna horrivel
biasphemia.
Ergueu-se de um pulo e derrubot o can-
delabro, que se apagou.
Soccorro! Soccorro gritn a me
nfaa de Reynold em toda a forc> do seu
desespero.
Weber inclinou-se com a velocidade do
rain para se apoderar de novo da sua vic-
tima.
Nease instante muitos golpea violentos e
precipitados abalavam a porta do quarto
e ama voz vibrante dizia da banda de
fra :
Fora rapaz Deitu me isso a tr-
ra !
Depois, urna pancada mais forte fes vos
em pedacoa a porta.
O Sr. Dinii e Joflo Brunet apparece
ram no limiar.
Basta, nao comecea com tamuria
do oostume, murmurou o Sr. Diniz, sen
tan do-se na cama e molhando no caf a
sua torrada com manteiga; o-eamprimen-
to do dever sem duvida muitas vezes
duro, mas quando se est habituado, tudo
vai bem e at uns certos attractivos ines-
perados... Assim, hbntem...
Hontera ?...
Depois te direi. Tenho- a cabeca
cheia de diversas i ias que preciso por em
ordem. Espera um pouco, 'at que o meu
relat^rio aqui enteja feito,e atSr. Diniz
tocara com o dedo na testa, e depois con-
tar-hei un>a interessaote historia.
Bem! E a menina Herminia? E seu
av, o Sr. Reynold ?
Nao nada de cuidado, tudo se ha
de arranjar. Vai, minha querida, deixa-
me trabalbar.
Apenas sua mnlher sabio, o Sr. Diniz
acabou com todo seu vagar de tomar o
caf, limpon os labios, assoou-se, tomou
lentamenta*uma pitada de rape, e saltando
da camaj^onaesou ajrestir se, monologan-
do por entre dentes ;
Minha mulber diz bem ; muito
macadora esta vida. Ora veamos o que
temos:
- 1. Um aas:sinato mao amada e
com premeditacu >.
s." Tres envenenaraentoe.
3.a A morte do assassino pelo que de-
ve ter tramado o crimo e dirigido o as-
ar-asina to.
4.* Qna'ro rimes, dous dos quaea
connexos, commettidos em bairro's absolu-
tamente differentes.
Quanto a*3 envenenam3tos, o Sr.
Chauvet, o commissario, est muito enga-
ado attribuindo os a suicidios, e aqual a
sua mania vai por o juii de instruefao em
urna pista falsa.
c Quanto ao mancebo assassinado, por
muito bem que o inquerito seja conduzdo,
os insignificantes elementos que pode co-
lher nao permittiram lanzar tus alguma so-
bre o caso.
E se eu os fizesse ralar um bocado,
seguisse o negocio por minha conta, se-
gundo as minhas proprias indceles, e ga-
nhasse a partida?. .. Era bom, e podia
valer me alguma promo;ao. Ora! neste
mundo cada um trata de si!
c Um bomjuiz de instruccSo devepro-
J aurar por si mesmo o ponto de mira. Pois
Ibim, elle que Os procure. Fornecerei uni-
Silhoes inglezes
montara
Venden se dous lines inglezes em bom es-
tado, quasi novos, e por preo commodo ; na
ra Nova n. 13.
Attencao *
a
Para oa doentea, o de nudo e prin-
cipalmente aa criauraw
D. Jeronyma Cousseiro participa aos seus nu
merosof freguezes e ao publico em geral, que j"
se acha expota venda as suas bem conhecids
fculas de ara ruta e mataran! por ella prepara
das, da nova safra do anno prximo passado, nos
seguiutes estabelecimentos dos cidados :
Vaconcellos & Sobrinbo, ra da Aurora n. 81
MoreiraRibeiro & C. ra da Imperatriz n. S.
Paulo Jos Alves 4 C, roa Rarao da Victoria
numero 60.
Ze ferino Valen te & C caes 22 de Novembro
numero 44.
A. M. Veras Q.,*rua Duque de Caxias n.57,
pharmacia americana.
Pereira da Silva Lisboa, ra do Imperador
numero 14.
Manoel Jos Vieira & C, roa larga do Rosario
numero 14.
Botelbo Rezeude & Filho, ra da Hora (Espi-
nhero).
Bom emprego de ca-
pital
Vende-se a casa da ra do Padre Floriano n.
41.com outra anqexa roa do Capitao Henri
que, a 1.a com tavenia na esquina, e a 2.* para
morada, tendo quintal e cacimba ; rendem am-
bas 5OO000 anauaes, e s2o offerecidas po-
3:500*000, e talvez se acceite ainda menos : a
tratar com o corretor Oliveira Rodrigues na
praca do Commercio, ou na roa Mrquez do Her-
val n. 122.
Gereaes por prepo
commodo
Corno aejazn : milho. reljo e lavas,
Neves Pedrosa & C. teem para vender a reta-
lho ou em porc&o os artigos <>cima, a roa da Pe
nha d. 33, assim como tambem vendem farello
de 49 kilos a sacca por 2* 300
Ferro gusa
A companhia do Beberibe vende cerca de 50
toneladas de ferro gusa
Fitas lavradas com um palmo de Urg,
ra a 2(5000 o metro.
Papel de arroz de todas as cores.
Ohapelinas modernas a 50000.
Rendas hespanholas de todas as cSrds
pretas com e sem vidrilhos.
Lindas guanijoes de vidrilhos pretos para
casaco.
Grande sorti ment de galoes, palma e
rozas de vidrilho preto.
Bicos matisados de urna s cor como se-
am, granad, azul, rosa, beije, palha, ebum-
00, salmn, terracote e muitas outras cores.
Sabonetes perfumados a 500 rs. a du :
Lindos desechos para talagar^a.
Lenyos de seda a 500 rs.
Bicos de seda e de algodSo com e sem
vidrilho.
Mantilhas de seda e de algodao.
Franjas de seda com e sem vidrilho.
Renda hespanhola.
Collarinhos para homem a 30000 e 4000
a duzia.
Bordados de cambraia tapada a 400 50C
600 e800rs.a peca.
dem com 3 e 12 metros, de qualquer
&rgura a 1(5200.
Lencos de linho em c&Lrinhas a 300C aj
dita.
Meias para homem, duzia a 4(5000.
dem para senhora, duzia a 45000.
Finas pul se i ras americanas a 4jJ, 6 e
8^000 o par.
Cortinados todos de crochet para cama a
12,J000, 170000 e 190000 o par,alg:n8
de cores.
Ditos para janeUas a 70000. ,
Pannos de crochet para cadeiras a 800 e
10000.
Ditos para sof a 20000.
Capelina com veo para noiva a 60000 e
80000.
Lindos enxovaes baptisados a 80 100 e
120000.
Toncas de. sjetim para baptisado a 30. 40 e
50000.
Grmaldas e ramos de seda, o qne ha de
melhor.
Lindas fitas n. 12 para chapeos.
Luvas de seda, cano comprido a 20 apar
Ditas de seda para creane a 10000.
Dita para moca a 10500 o par.
Espartilhos para creanca a 40 e 40500.
Ditos para senhora a 40, 40500, 50000 e
60000.
Linha da machina a 60 rs. o carritel.
Linha de machina a 600 rs. a duzia.
I Albuns de pellacia de diversas cores.
Livros de missa a 10500, 20000, 205O
30000, e 30000 cada um.
Lindas luvas de seda com salpicos e con
listas, gosto moderno, a 20500 o paa.
Toalhas para banho a 10300.
Toalhas para rosto a 300.
Toalhas para mao a 160 rs.
Babadores com inscricoes e paizagem a
500 rs. e 400000 a duzia.
Espelhos grandes com mulduras finas de
cantos redondos a 40000 e a 60000 orna
Bengalas flauta.
Grande sortimento de luvas de seda arren-
dada, com palmas carino comprido a
10500, 20000 a 20500.
Ra Duque de Caxias n. 103
Liquidado para acabar
Na Revoluto
Superior vinho de AA-
cobaya
0 acreditado e antigo armazem do Lima par-
ticipa ao publico e aos seus freguezes que acaba
de receber urna nova remessa deste especial
vinho, escolhido propriamente pelo chefe desta
casa, tornando-se recommendado por ser purc
e de boa qualidade. Jos Fernaudes Lima & C.
roa Baro da Victoria numero 3, Telephoae323
Engenho venda
Vende se ou permuta-se o engenho Combe de
baixo, um dos melbores da freguezia le Igua-
rass, com matas e boas trras para safrejar
3,000 pSes de assucar, tem estrada de rodagem
para o porto de Itapissuma, Re;ife e Para, moe
com agua de om grande t jude ; a tratar em Ja
boato, Largol3 de Novembro n. 82.
carnate as minhas informacSes, e quanto
ao resto elle "que se arranje.
c Eu trabalharei de fra, com o auxilio
de Lera-, e desse doutorsinho que me pa-
rece um espertlhao. O diabo se nos
trabalhamos sem resultado.
\ Quanto a Herminia, intil fallar na
sua desappariejio. Comec^rei por operar
s, ovitando por emquanto levar o caso ao
conhecimento da prefeitura, porque se o
duque soubesw um dia ..
S lanjarei mao desse meio quando de
todo houver $*rdido a esperanca.
Kesse moJMpto bateram discretamente
porta.
Entre qiiem disse o Sr. Diniz.
Apjjfereceu jntSo a figura esqualida de
Lerat.
Ah.!. mCjU bom Lerat, chegas a pro-
posito.
-^ Devras, Sr. Dinie ?
. E' vc-rdade ; pensava em ti, ou an-
tes em dos, -fHiia. com os meus botos
que apauhamO'|alvez urna boa occasiXo de
U.os por, ex evidencia.
Oh !- lssft-nvinha-me, tanto mais se
o senhor se noaregatse...
Eu encarrego-me de tudo; basta
que sejamos tabeis. Mas, antes de. te
fazer untes perguntas necesaarias, porque
bem vejo que o teu zelo te nao deixou
deitar, nio quefers tomar alguma cousa,
Lerat? Ni' teiis,voctade de comer ?
Comi BO camiaho, Sr. Diniz.
E -fcGd, n^o tena ? Co'cs diabos,
seata te hi.-"_ Aqui tens vinho, cognac e
assucar.
O senhor muito bom para mim
disse^ o agecte com um oihar cheio egra-
tidao, encuendo um clice de cognac e ex
gotando o a pequeos tragos.
Isso agora deve estar melhor, hein ?
De-me entaj o que tens feito.
Assim qne o deixei, Sr. Diniz, divi-
d os mens agentes em differentes direc-
c3es com ordem de se informarem nos ho-
teis, as casas que recebem hospedes, e
at pelas casas das parteras...
Ora as parte iras...
E' que ninguem sabe...
Pois sim. Olha, por esses sitios na
da colhes. A joven sahio persuadida de
que voltaria d'ahi a poneos minutos, tudo
me leva a acredital-o; alm disso bem
comportada, por isso respondo en, inca-
paz de... Pde-me l de banda as partea-
ras, Lerat.
Depois, como o pfimeiro comboio
para o Mana s parte s sete horas, o que
nos atrasara, fui ao telegrapho e n.andei
um despacho a Mesnard, um amigo que
l tenho, afim d? que elle se informe se o
locatorio da casa n. 10 da roa Flora, est
em casa.
Bem pensado.
Em seguida foram rindo os homens
que eu mandara para diversos pontos, e
nenhum delles me diese cousa alguna im-
portante. Receio, pois, muito que tenta-
mos grandes difSculdades para encontrar a
joven.
Tambem eu receio, e por isso eu
vou em pessua tratar desse negocio. Mas,
meu pobre Lerat, isto nao tudo ; pre-
ciso que me sacrifiques hoje o teu somno.
Melhor dormirei a noite qua vem,
Sr. Diniz.
Obrigado, Vais-te metter n'ima car-
ruagem e voltar ao telegrapho ; expedirs
este novo telegramma ao tea aznigo Mes
nard.
O Sr. Diniz pegpu n'uma folha de pa
pe, consultou aa notas da sua oarteira e
escreveu :
c Responda j sobre o negocio da ra
de Flora.
Depois procure sror Maria Jos no
convento da VisitacSo e iga-lhe que o
Sr. Baptista Moulin ia morreado envene-
nado pos um pastel qtiv ella Ihe .man
don.
* Pe^a explicabas e interrogue. So for
preciso, irei eu mesmo ao Mans. i
O inspector entregou o telegramma ao
agente, e accrescentou :
Feito isso, vais ao hospital do Gros-
C'aillou e perguntas como estao os doai f-
lidos que eu para l mandei
f Pedes que te entnpguem todos os ojj
ma do ataque, e mandas-me por um pro-
prio a respoata e esses objetos.
c Manda pelos teus agentes revistar as
casas de todos os alquiladores e alugado-
res de carruagens da cidade e dos arredo-
res, afim de ver se des obres um cavallo
que eu hontem marquei com urna bala.
Lerat escrevia na sua carteira tudo quan-
to o Sr. Diniz ia duendo.
? Comprehendeste tudo ?
Perfeitamente.
E fica entendido que de tudo isto s
a mim dars conta. En te indicarei de-
pois a parte das in for maco" es que de ves
conferir ao magistrado enearregado do in-
querito. Como j te dei a entender, va-
mos trabaihar como amadores aoiado des-
ses senhores da juatica, e se conseguir-
mos chegar prmeiro do que elles, melhor
para nos.
Est me a parecer que chegaremos,
Sr. Diniz.
Deus te ouca. A caminho, pois, Le-
rat, e cautella, olho vivo e muito cuida-
do ; nao desprezes o menor indicio.
Nao, tenha receio, Sr. Diniz. Ha
de ficar contente.
O agente cumprimentou e sahio corren-
do.
' O Sr. Dinis acabou de fazer methodica-
mente o la$o da sua gravata e vestio a so-
brecasaca e em seguida tomou o guarda
chuya.
Depois foi janella e Ievantou urna das
cortinas, a ver o temp que fasia.
O co astava pardacento.
O inspector metteu o cichenez e o re-
volver na algibeifa, pegou na bengala e
sahio, nao sem abracar sua mulher, a
queai disse que nSe fichase com ouidado se
elle por acaso no fosse almocar.
Chegando ra, o velho inspector diri-
gi se a urna estacao de carruagens, esco
Iheu urna que lhe pareceu tor um bom ca-
vallo e maudou bater para a ra de Bre-
teuil, esquina da ra Ebl.
Davam oto horas quando all chegava.
Os sinos da igreja de S. Francisoo Xa-
vier estavam tocando missa, e de todos
os lados acndiam os fiis ao chamado do
bronze sagrado,
O Sr. Dinia fingi querer "mital os e di-
riga se para a entrada que d sobre o
boulevard.
Perto da entrada da igreja, sentado em
um mocho de pao, um mendige paralysa-
jectos que eocontrasse aa amcaba ric-1 o das pernas, e cjb ma baadqja aos jta-
rua Duque de Caxias n. 4 8
Por cstarmos no fim do anno, resolrad'j
mos vender por menos 50 por cento afff
seguintes fazendas.
Etamines de cor a 300, 400 e500 rs. oco^
vado.
Cachemira com toque de mofo com duas
larguras de 20 800. covado.
Zephir de quadros modernos a 120, e 160
e 200 o covado.
Las de quadros modernas-a 200 e 240 o
covado.
Crotones miudinhos a 200, 240, 28
320 o corado.
Cachimira modernas de quadros de 20COO
por 10000 o covado.
Merinos lizos a 200 e 440 o corado,
fucos cortes de cachemira bordados de la o
seda de 800 por 300 e 400.
Ditos bordados de lynon de 180000 potr
100000.
Ditos de cretone com barra a 60000.
)ito8 modernos de setineta a 70.
Las com listas de seda a 400 o corado.
Seda Japoneza a 200 e 240 o corado.
Bramante com quatro larguras a 10000 e
10200 o metro.
Algodao trancado para toalha a 10OCO o\ ,
metro.
Cort'nados bordados para cama a 60 o par
Ditos de crochet a 100.
Etamines finas para vestido de 160 a peca
por 100.
Setins de todas as cores a 800 rs. o co-
rado.
Fustao de c6r para roupa de homem a 500
o covado.
Esguiao pardo e amarello para vestido a
360 o corado.
Velbutinas de listas e quadros a 800 o
corado, para acabar.
Setins chamarlotado de todas as cores a
10500 o corado.
Bicos braneos e de cores a 10500 e 20000
a peca.
Lencos broncos com barra a 10200,10800
e 20000 a duzia.
Fechus de retroz a 10000 um.
Luras de seda,todas as cores, para senho-
raa 10000 10500 e 20000.
Espartilhos couraca a 40000, 50000 e 60,
Cachenez para homem e senhora a 15500
um.
Costumes de Jersey para criancas de 4 a
5 annos a 70000 um.
JasacoB de Jersey para senhora, a 60
um.
Pannos de crochet para cadeiras a 500 rs.
um.
Lencol de bramante a 10600 um
Cebertas forradas para casal a 20500
urna.
Toalhas para crianca a 120 e 160 urna.
Cobertores broncos de 12 com pequeo de-
feito a 20000.
LencoB de linho a 20000, 30000 e 40000
a duzia.
Ceroulas francezas, a 10000, para acabar.
Colchas adamascadas, a 20000, 30000,
40000 e 50000 urna.
Ditas de crochet, a 40000, 50000, 60000,
70000 e 80000 um.
Cortes de cachemira a 30500, 40000, 50
e 60000 um.
Cortes de fustao para collete a 500 rs.
e 10000 um.
Ditos de relindo bordado a seda a 20000
um.
Camisas brancas de linho para homem a
20000 urna.
Ditas de meia. superior qualidade, a 10
urna.
Brm bronco de linho de 40000 por 20500
rara.
Renda hespanhola a 20 o eovado.
Completo sortimento de cachemira de od-
res e pretas para costumes, precos sem
competencia, assim como aprompta-ss qual-
quer costume em 24 horas.
Sna Revolucao
HENRIQUE DA SILVA MORFJRA
1
!l:



lhos, offerecia aos que cnegaram rezia-
tros de santos pintados a cores, rosarios
e medalhas, gemendo com roz dtente e
montona :
Quero se lembra do pobre aleijadi-
nho, pelo amor de Deas !
O Sr. Diniz parou e examinou atten-
tamente todas as pessoas qu rodea-
ram.
Depois, quando nao tere que temer a
chegada de qualquer retardatario*, appro-
ximou se do mendigo, e metteu-lhe na mo '
um franco.
Obligado, meu bom devoto, disse o
paralytico, otrjos olhos brilharam de ale-
gra, que Deus Nosso Senhor lhe pagua
tanto bem.
Assim o espero, meu amigo, respon-
den Diniz ; mas, por seu lado, tambem me
ha de pagar, fazendo-me o que lhe ron
pedir.
Diga o que de seja, meu generoso pro-
tector.
Veio ha muito tempo aqui para esto
sitio ?
Desde que se inaugurou a igreja,
isto ha mais de' seis annos.
NSo rio hontem, ahi cerca das duas
horas, urna menina loura, muito bonita,
trajaudo um vestido preto, de faille, a
urna capa guarnecida de pelles ?
Hontem?... Ora espere... Hontem
entrou muito pouca gente, e eu nao faga
reparo as toilettes de cada um... S se
fosse a menina de Reynold...
r- Conhce-a ? perguntou riramente .
Sr. Dinia.
Oh! Se eu nao baria de conhecer
a menina Herminia e o seu excellent
ar!... Vem aqui todos os domingos, ella
dando o braco ao relho duque. E como
ella acaricia o pobre anciSo E com qae
ternura elle diz, quando rS ambos muito
ieragarinho: y
t Nao ras tao dopressa, Herminia ,,
esqueces-te de que nao posso mexer as per-
nas e esqueces-te tambem do nosso pobre
ferido I...
c O pobre ferido sou eu ; e ella nao
me esquece, nao, a boa menina, que mo
soccorro bstante.
(Continuar se-ha)
Tjd. dt nhrio roa do Deque de Caxias n. 41
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