Diario de Pernambuco

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Title:
Diario de Pernambuco
Physical Description:
Newspaper
Language:
Portuguese
Publication Date:

Subjects

Genre:
newspaper   ( marcgt )
newspaper   ( sobekcm )
Spatial Coverage:
Brazil -- Pernambuco -- Recife
Brazil -- Pernambuco -- Recife

Notes

Abstract:
The Diario de Pernambuco is acknowledged as the oldest newspaper in circulation in Latin America (see : Larousse cultural ; p. 263). The issues from 1825-1923 offer insights into early Brazilian commerce, social affairs, politics, family life, slavery, and such. Published in the port of Recife, the Diario contains numerous announcements of maritime movements, crop production, legal affairs, and cultural matters. The 19th century includes reporting on the rise of Brazilian nationalism as the Empire gave way to the earliest expressions of the Brazilian republic. The 1910s and 1920s are years of economic and artistic change, with surging exports of sugar and coffee pushing revenues and allowing for rapid expansions of infrastructure, popular expression, and national politics.
Funding:
Funding for the digitization of Diario de Pernambuco provided by LAMP (formerly known as the Latin American Microform Project), which is coordinated by the Center for Research Libraries (CRL), Global Resources Network.
Dates or Sequential Designation:
Began with Number 1, November 7, 1825.
Numbering Peculiarities:
Numbering irregularities exist and early issues are continuously paginated.

Record Information

Source Institution:
University of Florida
Holding Location:
UF Latin American Collections
Rights Management:
Applicable rights reserved.
Resource Identifier:
aleph - 002044160
notis - AKN2060
oclc - 45907853
System ID:
AA00011611:18774

Full Text

A i\ i\
O LXY -- NUMERO 28
lili
Propriedade de Manoel Figueira de Faria db Filhos
PARA A CAPITAL E LUGARES ONDE NAO SE PAGA PORTE
Por tres menes adaotades. ... 6)5000
Por seis ditos idem.^^^T -t 12(5000
Por um anno idem.....*.' 23ji000
Cada trainero avulso, do mesmo dia. 100 n

TELEGRAMMS
3B7i!S mvmki so siabi:
RIO de JANEIRO, 3 de Fevereiro, as
hsras e 30 minutos da tarde.
ram nomeados :
-.arda-nir da Alfandega do Estado do
Benjamim Costa;
escripturario da Alfandega de Per
De ;...uco, Bazilio Mello; .
Ir. pector da TaesourarU de Fazenda-j
de stado do Maranhao, Manoel Antonio
irvalho Aranha;
] spector da Thesouraria de Fazenda do
str ..o do Para, Leandro Campos ;
pector da Thesouraria de Fazenda
''o 3tado da Parahyba, Turibio Guerra.
- Foram aposentados os actuaes ins-
P. : re 3 daa Thesourarias de Fazenda dos
Es; os do Para e da Parahyba, 6 o con-
tador de igual reparticSo do Estado de
Pernambuco.
H
mandado por se : s pais, oa idade de 8 anoos, a
Lisboa seb os cuidados dos parentes que l fi-
aba, com o lim de robustecer a sua delicada
saude, o que censeguio inmediatamente.
Aos 16 aaoos comegou a cursar a Uaiversida
de de Coimbra com promettedoras esperancas.
Havia cabido o celebre marques de Pombal ; o
reinado de D. Mara 1 comegava entre os atten-
tados de reprcsso ; o plano de estndos que o
sabio marques tinna refornado volveu ao antigo
barathro de vicios, do empyrismo e da rotiaa.
sendo condemnada e castigada toda a ideia de
progresso ou deliberdade, de cujo cumprimento
se encarregou a Santa Ioquisigo, eslabelecendo
urna vigilancia tao assidua, tao prolixa e tao
austera que ateos estudantes evitavam cornmu-
nicar suas ideas, e nao conversavam senio a
furto e como que a niedo, recelando cahir a cada
omento as garras do feroz tribunal.
Os Srs. Amede Prince & C.
de Paris, sao os nossos agentes ex-
clusivos de anniincio^e patjlca-
coes na Franca e Inglaterra."
PARA DENTRO E FOSA DO ESTADO
Por seis mezea adiantados. ..
Por nove^dw idem......
Por um ario idem. ,
Cada nuntr avulso,, de dias anteriores
f

sssviso sa mu sms
CON8TANTINOPLA, 2 de Fevereiro.
Acaba de fallecer o Sr. Kheredine-Pa-
ch, antigo presidente do coaselho do
gorerno ottomano.
ncia Havaa, filial em
Fevereiro de 1890.
Pe rnambuco,
iSTRBCClO POPULAR
sos
T^HPOS GOLONIABS
POB
liHlM W%\1

m 3.' tteratara Brarrilelra do scalo
XVI ao cometo do XIX
ESBOZO HISTRICO
Y N
(CoatinuagSo)
0 espirito de resistencia do qual acabamos de
fallar, acentuava se de urna maneira mais tang-
vel em Hespanha do que em Portugal, sombra
da Inquisigo, querendo converter-so. em esta-
cionaria a ndole entbsiasla e progressista des
ses povos da raga latina, pperando-se por conse-
gr-"i uma grande reacio no sentido religioso,
r\. via influir ainda que transitoriamente em
31. tteraturas. Da mesma maneira que o pa-
-.o refugiando-se em Alexandria, tratando
:> anar o d?us natureza como deus espirito,
a i com o Olympo, o circo com o Calvario,
i gdalena com a Sacerdotisa, a Venus com a
em ; da mesma maneira repelimos, aquelles
ii-'.ens procurayam unir a liberdade com o di-
i > divino, o passado com o presente, a f cega
re i a rao que analysa, o privilegio da raga
:: 3 os direitos do nomem, a justica com a ty-
i iDia, as preoecupages com a verdade, a theo-
ia com a metaphysica e as sciencias exactas;
lhetisando ?ua doutrioa nesta phrase um
I-'-us no co e um rei na trra sem compre-
r- alereni que aquelle edicio que levantavam
ibre as ruinas de um passado, que nao voltaria
: ais fazia descer ambas a3 nacoes do throno au-
. sto da civilisacao e do progresso, para arras
lar uma vida difcil e de azir, cheia de convul-
:Ses e de desastres. Essa reaccao nao detxou
fazer se sentir no Brazil, como passamos a
ver.
A imprensa, esse pharol brilhante do progres-
me por toda a parte illuminava a nova civi-
itearo nao tinha podido introduzir-se no Brazil,
pois nao o con8etiam as ideas tacanbas do go-
?erno da metropole. Antonio Isidoro da Fonse-
ca estabeleceu em meiadosdo seculo XVIII uma
typograpbia, cem autrisogau do vice-rei Gomes
Freir de Andrade, mas tao depressa se soube
no reino da existencia desse estabelecimento
mandou se immediamente destruil o. (1)
^Extincta es a typograpbia nunca mais traba-
lhou a imprensa no Brazil at que com a ebega-
da da familia real, intituio-se almprena Regia,
hoje Imprensa Nacional que a mais antiga do
Brazil. Anda que Alexandre Jos de Mello
Moraes affirrae na sua Cborographia do Brazil
que os hollandezes liveram typographia ero Per-
nambuco, em suas notas Notas bibliographicas
informa nos o Sr. Flix Ferreira que semelhante
typograpbia nunca alli existi. 0 que induzio
Mello loraes a esse erro, foram uns opsculos
em hoilandez existentes na Bibliothe^ Flumi-
nense, que effecvamente trazem a indicago de
Olinda como si ahi fossem impresos, disfarce
que procuraram 03 scu& autorepara nao serem
descobertos, pois esse opsculos foram publica-j
os com o lim de censurar-a m administrago
da Companbia das Indias, principalmente naquel-
la parte do Brazil.
A nao existencia da imprensa na colon a Sui-
Americana deu causa a que 3e perdessem multas
p/oducoes brazileiras, e at que muitos encripto-
res seno abalangassem a trabalnos de maior fo-
lego ; nao obstante, a litteratura brazileira pro-
gredia apresentando cada dia novos e mais bri
toantes proceres entre os quaes avultou no co-
mpeo deste seculo o padre Antonio Pereira de
Souza Caldas cuja memoria os seus compatrio-
Vas respeitam e admiram com razo.
Sasceu este ifluslre tirazileiro na cidade do
Io de Janeiro a 24 de Novembro de 1762, foi
!Co*0Kff*- 8<*d* saraiva^pertf de gado Otrtrs
Actos do poder executivo
DKCBBTO S.DB 17 DB JANEIRO DE 1890
Dispe sobre as oferagSes de crdito movel
a beneficio da lavoura e industria au-
xiliares.
O marechal Manoel Deodoro da Fonse-
ca, chefe do governo provisorio, constitui-
do pelo exercito e armada em nome da
na$3o, decreta:
Art. Io Cahem sob as disposicSes deste
decreto os emprestimos a breve termo
feitos por bancos, sociedades, ou particu-
lares lavoura, ou as industrias auxiliares
della, quando esses emprestimos consistam
em:
a) Ministrar ao dono, ou ao arrendata-
rio do solo, quantias em dinheiro aob pe-
nhor de machinas e instrumentos aratorios,
de animaes de qualqucr especie e de ou-
tros objectos ligados ao servico de uma
situacSo rural, ainda como immoveis por
destino, de fructos colhido* no anno, ou
no anno anterior, de fructos armazenados,
em ser, ou beneficiados e acondicionados
para se venderem, de fructos pendentes
pelas raizes ou pelos ramos, da colheita
futura de certo e determinado anno, da
lenha cortada ou da madeira das mattas
preparadas para o corte, de capitaes agr-
cola em via de produccSo, de outros quaes-
quer accessorios da cultura nSo compre-
hendidos na escriptura de bypotheca, ou
separados della, depois de conipre'endi-
dos, com assentimento de credor hypothe-
cario;
6) Fornecer instrumentos e utensilios
aratorios, animaea vivos, ou outros perten-
cs da lavoura, estimados por avali*c8o
estipulada entre o mutuario e o mutuante,
e recebidoa por aquelle como depositario.
Art. 2o Os emprestimos comprehendidos
as prescripSes deste decreto nSo se fa
rito por somma inferior a 5005, nem por
prazo maior de tres anuos, prorogavel por
mais de dous, se o mutuario tiver amorti-
zado 25 /0 pelo menos do capital mu
tuado.
Estes emprestimos estilo sujeitos apenas
a dous tercos dos direitos e custas.
Art. 3o GozarSo de privilegio, para se
pagarem precipuamente do producto da
colheita, preferindo aos proprietarios do
solo, os que fornecerem sementes e ante-
ciparem dinheiro para as despezas della.
| Io Serlo pagos, outroskn, precipua-
mente pelo producto da safra os credores
por fornecimento de adubos, ferulisantes e
bem assim do gado indispensovel cultu-
ra, se o proprietario, judicialmente inti-
mado pelo arrendatario, nSo se oppuzer
no prazo de 15 dias.
I. Manifestada, porem, oppos$ao do
proprietario,
B
) Nessa oflicina impnmiram se :
Relaco da entrada que fez o Exm. Sr. D.
Fie* Antonio do Desterro lfalneyrd?bispo.do Rio
e Janeiro, 17i7. 4 de Olpag. Em applausos ao
man. e Revdm. Sr. D. Fre Antonio do Desterro,
4* 5 fls. sem num.Epygrammaem latim e um
d|)tto em portuguez. 12 pag. sem num. Impri-
jjjp Umbem clan e.-tinamentes : Exame de arti-
piros que comprende aritametica, geometria e
^telberia, com quatro apndices, .' com 259
g.Exame de bomneiros que comprebende dez
Gados, 4* com 444 pag Trazem ambos a falsa
jjficacao de Madrid, Oficina de Francisco Mar-
^aaad..
este preferir a esses credo-
so quanto s rendas vencidas nos
dous annoa immodiatamente anteriores
divida pignoraticia, assim como quante as
que se vencerem no anno da colheita e
no da primeira subsequente, salvo o seu
direito indemnisacSo por perdas e dam-
nos, que ee Ihe reconhecer em acc2o com-
petente.
11. Este privilegio do proprietario ces-
sar se o emprestimo houver sido feito em
commum ao arrendatario e a elle.
2o E' nulla, de pleno direito, teda a
estipulado que tenha por fim tolher ao ar-
rendatario os beneficios do penhor agrico
la, e bem assim qualqur clausula "que au-
torise o credor a se assenhorar do penhor
sem as formalidades legaes.
| 3 As penas do art. 264 do cdigo
criminal e do art. 18, 2o do decreto n.
de 19 de Janeiro de 1390 contra os que
alhearem ou desviarem o penhor agrcola
jm acquiescencia do credor, ou perpe-
trarem qualqur acto em fraude da garan-
ta pignoraticia, nao abrangem os mutua-
rios, que fizerem alienafSo subrogando o
penhor, mas alcancam os que, de m f,
desampararem a cultura, e os que empre-
garem o emprestimo em uso estranho ao
fim do penhor agrcola.
Nos casos exemplificados neste, paragra-
pho ter-se-ha como rescindido o contracto,
e o devedor pignoraticio obrigado para
logo ao pagamento, cabendo contra elle
ao credor accSo de inAmaisaca\
4o Se a divida se^nSo pagar no ven
cimento, cabo ao credor pignoraticio o di-
reito de chamar o devedor ao juizo com-
petente por mandada judicial, onde se de-
clare o dia, hora e o logar da venda, para
pag ment, dentro em dez dias para, nao
o fazendo nesse prazo, proceder-se a tres
pracas, com intervallo de cinco dias de
uma outra, adjudicando-se ao credor, em
falta de licitantes, o objecto pinhorado.
8 5o O penhor agrcola poder consti-
fuir-se por escripto particular, com decla-
rac^lo de sua data, a assignatura do mu-
tuario, recenhecida por offkal publico,
pana de nullidade.
j 6' Dispensa-se a inscripySo, no regis-
tro hypothecario, do penhor agrcola por
somma inferior a 5:0005; registrndose,
nesse caso, o contracto em livro especial,
destinado a esse servico, no cartorio do
juiz de paz da situacSo do objecto peuho-
rado, livro aberto, rubricado e encerrado
pelo juiz municipal do termo.
7.a Se a somma coberta pelo penhor
exceder a 5:0000, a inscripcSo renovar
se-ha no fim de dous annos, contados da
data della, pena de perda do privilegio do
credor pignoraticio.
8. As indemn88c3e8 devidas pelas
companhias de seguro contra incendio,
ris-
cos, bem como as que ainda restem aos
adquirentes de objectos empenhados, attn-
bnem-se do pleno direito, sem embargo de
qualqur cessao, aos credores privilegia-
dos, na ordem das preferencias respecti-
vas.
Silo, porm, vlidos os pagamentos fei-
tos de boa f antes da oppoaicSo, ou de-
claracSo desses credores.
Art. 4.' Sao vlidos e gozam de todas
as garantas de letra de cambip os bithe-
tes ordem pagaveis em mercadorias.
1. Esses bilhetes devem conter :
A data :
A qualidade das mercadorias consigna-
das;
O nome e pronome da pessoa a cuja or-
dem se deve fazer a consignacSo ;
A poca em que esta ha de fazer-se;
O valor, como as letras de cambio.
2. As disposicSes communs s letras
de cambio e aos bilhetes ordem, emque
se estipula o pagamento em dinheiro, sao
gualmente appllcaveis aos bilhetes or-
dem, em que se estipula o pagamento em
dinheiro, sao igualmente applicaveis aos
bilhetes ordem pagaveis em mercado-
rias.
Os bilhetes ordem nSo se podem
sacar, senao com vencimento a prazo fixo.
Se contverem clausula diversa, tornar-se-
hao meras obrigacSes, ainda quando fir
mados por negociantes.
4. Vencido o prazo, incumbe ao por-
tador executar a obrigajlo, expedindo a
merca 'Oria por trra ou por mar, ou fa-
zendo-a transportar a outros armazens ou
entrepoatos.
Pode, porm, conservar a mercadoria
por sua conta e risco, nos armazens onde
se achar, durante prazo maior que o esti-
do no bhete, quando os usos locaea o au-
risarem.
5. O portador do bilhete em merca-
dorias que nao cumprir em tempo a obri-
gacSo do paragrapho antecedente s con-
servar recurso contra o aceitante, fican-
do liberados os portadores e sacadores.
6." A estimacSo da mercadoria nao
consignada regulase quanto indemnisa-
<&o e ao reembolso, segundo o curso da
praca onde se deveria realizar a consig-
nado e onde nSo foi realisada, calculan-
do-se entre o momento da requsicao e a
data do vencimento do bilhete.
Art. 5 E' extensivo aos signatarios de
bilhetes em mercadorias o disposto no art.
20 do decreto n.... de 17 de Janeiro de
1890. .
Art. 6. Revogam-se as diBposijSes em
contrario.
Sala das sess5es do Governo Provisorio
da Repblica dos Estados-Unidos do Bra-
sil, 17 de Janeiro de 1890, 2o da Repu.
blica Manoel Deodoro da Fonseca.Ruy
Barbea.
Ministerio da Jiistiea
Jnior; JoSo jtmilio de Rezende Costa,
da comarca deT'aracat.-de 1* entrancia,
para a de MuzambinJrfpde 2a entrancia,
ambas no estado 4o Minas Geraes, e da
comarca de Paraijfcpanema, de 1' entran
cia, no estado d S. Paulo, o bacharel
Thomaz Eurico'Qfanes.
SP
13*500
20*000
260000
0100
.'-.
Foi nomeado juiz de direito da comar-
ca do Miradouro, de 1* entrancia, no esta-
do do MaranhSo, o bacharel Francisco Iz-
doro de Almeida.
Foi derogado o decreto que declarou
especial a comarca de Tatuhy no estado
de S. Paulo.
Foram nomeados juizes de direito
da comarca de Miranda, no estado de Ma-
to Grosso, o bacharel Tobas Cesar de An
drade e da comarca de Entre Ros, no es-
tado de GoJ-az, o bacharel Arthur de Avila
Rebou;a8.
Foram nomados chefes de polica :
do estado de Minas-Geraes, o bacharel
Aristides de Araujo Ma'ia ; e do estado do
Cear, o Dr. Jos Carlos da Costa Ribei-
ro.
Por decreto8jde 24 de Janeiro foi de
clarado sem effeito o de 22 de Novembro
do anno pr iximo passado, pelo qual foi n> i
meado o cidado Dr. Custodio Al ves dos
Santos para o cargo de chefe de polica do
estado do Cear.
Foram removidos 03 juizes de di-
reito :
Manoel Caetano de Oliveira Passos, da
comarca do Porto Seguro, de 2* entran-
ca, para a de S. Flix, de 3* entrancia,
ambas no estado da Bahia ; Joaquina An-
tonio de Souza Espinla, da eomarca de
Caetet, de Ia entrancia, para a do Porto
Seguro, de 2* entrancia, ambas no mesmo
estado ; e Francisco da Cunha Machado
BeltrSo, da comarca de Antonina e Morro-
tes, de 1* entrancia, no estado do Paran,
para a de Itajahy, de 2* entrancia, no de
Sant.-i Cathanna.
Foram nomeados juizes de direito :
da comarca de Caetet, de Ia entrancia,
no estado da Bahia, o bacharel Felinto Jus-
taiano Fareira Bastos; da de Porto Im-
perial, de igual enfcranoia, no estado de
Uofaz,"o bacharel Joaquim Feij de Albu-
querque Lns ; da do Antonina e Morre-
te, de igufc entraaeia, ao estado do Pa-
cana, o bactarel Joao Antonio de Barros
Miulsterlo da nerra
Foi norocaoo o capitSo honorario
do exercito Antonio Pedro Dionys'o para
servir de adjuao do arsenaLde ^guerra
do estado de fta;ambuco. ^^"
Foi nomeado dreetor interino das
obras militares do MaranhSo o capitSo do
corpo do estado maior de Ia classe Arau-
jo Meirelles, ficando dispensado do lugar
de engenheiro auxiliar da colonia militar
do Chopin.
ForSo promovidos:
No corpo de engenheiros: a tenente-
coronel o tenente-coronel graduado Ma-
noel Gomes Borges, por antiguidade j a
tenente-coronel graduado o major, Corne-
lio Carneiro de Barros Azevedo; a major,
o major graduado Henrique Augusto Eduar-
do Martina, por antiguidade; a major gra-
duado o capitSo Jos Alipio de Macedo da
Fontoura Costallat.
Estado maior de Ia classe : a tenente
coronel o major Jos Flix Barbosa de
Oliveira, por servieos relevantes ; a ma-
jores, os capitaes: Henrique AlbertoCar-
los, por merecimento, e Jeronymo dos San-
tos Paiva, por antiguidade ; a capitSes, os
tenentes : Alfredo Candido de Moraes Re
go Antonio Gabriel de Moraes Reg ; a
"tenentes, os segundos tenentes de artilha-
ria: Felinto Alcino Braga Cavalcante e
Alexaadre Jos Barbosa Lima.
Arma de Artilharia.A coronel, o te-
nente coronel commandante do l" bata-
IhSo de artilharia de posicSo Joaquim Pin
to Guedes, por merecimento; a tenente-
coronel, o major Francisco da Rocha Cal-
lado, por merecimento, p*assando para o
estado-maior ; e a major, o capitao Perci-
io de Carvalho Fonseca, por servijos re-
levantes, tambem para o estado maior.
Foram classificados : no 8o regimen-
t de cavallaria o major Thomaz Alves, e
no 9o da mesma arma o .capitSo Antonio
Borges de Athayde Jnior.
Foram transferidos para o 5o regi-
ment de artilharia de campanha o coro-
nel commandante do 5o batalhSo da mes-
ma arma Francisco Jos Teixeira Jnior
e dquelle para este batalhSo o tenente-
eoronel commandante Saturnino Ribeiro
da Costa Jnior.
Foram transferidos para o quadro
extranumerario ; o major do 8o regiment
de cavallrria Jos Pedro de Oliveira Gal
vSo, o capitSo do Io regiment de cavalla-
ria Sebastio Bandeira, o capitao do 9o
regiment da mesma arma Gentil Eloy de
Figueiredo, o tenente de artilharia Jos
Eulao da Silva Oliveira e o tenente de
cavallaria Joaquim Ignacio Baptista Car-
doso.
Foram tambem transferidos os seguin-
tes tenentsB : para o Io batalhSo de arti-
lharia, o do & regiment da mesma arma
Francisco Emilio Paes Barreta; do 9o
para o 2#, Francisco Joaquim Dantas;
para o 3o de cavallaria, o do 9o Francisco
Augusto FalcSo da Frota ; para o 8o da
mesma arma, o do 1 i0 Eurico de Andra-
de Neves Meirelles; para o 9\ o do 2
Luz Miranda Azevedo ; o dp 3 Alvaro
Periira Franco ; o do 8", Joaquim Mxi-
mo Madurera de S; o do 10, Pedro
Pinto Peixoto Velho; para o 10, o do 9"
Jorquim Roberto da Silva ; e para o 11
o do 9' JoSo Nepomuceno Dantas.
Foram transferidos : do 14 bata-
lhSo de infantera para o 12 da mesma ar-
ma, o alferes Vicente Magno Nunes; do
corpo de transporte para o 8o regiment
de cavallaria, o alferes Urbano Teixeira
dos Santos, e do 2o battlhSo de engenhei-
ros para o 7o batalhSo de intentara o 2'
sargento Vctor Manoel de Castro.
Ministerio da Mariana
Foi nomeado professor da aula de pri-
meiras lettras da escola de aprendizes ma-
rnheiros do estado de Alagoas o Sr. JoSo
Goncalves da Silva.
O capitao de fragata Theotonio Coe lho
Cerqueira Carvalho foi nomeado para exer-
cer interinamente os cargos de inspector
do arsenal e capitSo do porto do estado do
Para.
.,------;-----J1L-----------
Antonio*Orympio de Azevedo e Soza.Seja
addido ao Tyesoaro ao Estado.
Aurelia Maior. Sim, a contar de 16 de Janeiro findo.
Rrigadeirc Francisco leaquim ffereii Lobo.
Forneca se.
Francisco Mjrqncs da Trindade.Passe por-
tara na forma querida e suppnma se a cadei-
ra do sexa masculino de Surubim.
Felippe Benicio Correia de Figueiredo.Sim,
a contar de 16 de Janeiro findo.
Hermilli Lydia Alcoforadn de Lima. Remet-
tido junta medica do. Estado, a quem a peticio
nariase apresentara para ser inspeccionada.
Padre Jos Luiz Pereira de TQueiroz. Informe
o inspector da Tesouraria de Fazenda.
Joo de Spuza. Costa*Pajse portara nomean
do o peticionario. a#. .:.
Jos Casemiro Alves Bezerra.Sim.
Joaquina Alves deCarvalbo Veras e Agostinba
Ferreira do imaral e Silva.-Concedo.
Joaquim Amancio Rodrigues Coelbo.Indefe-
rido.
Joao Guilberme Dantas.A' vista da informa-
cao da directora de obras publicas nao tem lu-
gar a prelenco do supplicunte.
Jeronymo Pereira Lemos. Ao Dr. juiz de di-
reito da comarca da Victoria para informar com
urgencia.
Jos Roberto de Moraes Silva.A' vista do
disposto no art. 208 do decreto n 5622, de 2 de
Maio e 1874, dirija-se ao inspector do Arsenal
de Marinba, a quem cabe attendelo.
Bacharel Manoel Caetano de Siq ieira Caval-
cante.-Subsiste o acto de 20 de Novembro ul-
timo.
Maria Liberata da Silva Fortes. Como requer.
Maa Leopoldina Pires Ferreira.Sim, a con-
tar de 16 de laneiro findo,
Maria Igaacia de Jess.Sim.
Serviliano Correia Maia.Nao tem lugar o que
requer, por quanto a cadeira de S. Joao dos
Pombos, em vrtude do quadro approvads em 30
de Agosto de 1888, foi extincta por morte do
respectivo professor.
Sebastio Antonio de Albuquerque Mello.
Indeferido.
Tertulina Miada Luz.Informe o comman-
dante da escola de aprendizes marinheiros.
Secretaria do Governo do Estado de
Pernambuco, 3 de Fevereiro de 1890.
O porteiro,
H. Maciel da Si/vi.
Repartlcao da Polica
2.* seccio.N. 25.Secretaria de P-
dete do Estado de Pernambuco, 3 de Fe
vereiro de 1890. CidadSo.Partcipo-vos
que foram recolhidos Casa de Deten-
cao os seguintes individuos:
No da 1 :
A' ordem do Dr. delegado do Io da ca-
pital, Candido Jos de Souza, como vaga
bundo.
A' ordem do subdelegado da freguezia
de Santo Antonio, Thonaz Feliciano dos
Prazeres, como vagabundo.
A' ordem do do 1 distrito de Afoga-
dos, Rozendo Manoel Valerio, por crime
de furto J
A' ordem do da Magdalena, Runniano
Servio Carneiro da Cunha e Antonio Fran
cisco de Sant'Anna, como vagabundos.
No dia 2 :
A' ordem do subdelegado da freguezia
de Santo Antonio, JoSo Pedro, Julio Gon
calves Pinto, conhecido por Macaco do Pa-
ra, Jos Correia de Araujo Sapucaia, Ovi-
dio Pereira da SUva e Floriano Ramos do
Espirito-Santo, como vagabundos.
A' ordem do do Io districto de S. Jos,
Mano al Felisberto Maria das Chagas, por
crime de furto.
A' ordem do do 2o districto da Boa-
Vista, Jos Paulo de Carvalho, por crime
de roubo.
Ante-hontem, s 5" horas da tarde, ao
chegar ao porto do caes do Apollo uma ca-
noa dirigida por Manoel Luiz Fernandes
dos Santos, foi este accommettido de uma
syncope e cahindo n'agua morreu asphy-
xiado.
O cadver do infeliz foi conduzido para
a igreja da Madre Deus, onde se fez a
vistoria, sendo depois transportado para o
cemiterio publico de Santo Amaro.
O subdelegado do Io districto de Be-
beribe effectuou ante hontem, no lugar Ca-
enga, a prlsSo de Maria Alves de Lima,
por haver incendiado, por motivo de ciu-
mes a casa de Jos Francisco da Silva.
Contra a delincuente abrise nquerito.
Tambem pelo delegado do 2o dis-
tricto da Boa-Vista foram presos e reco-
lhidos Casa de Detensao os rosJBernar-
dino Antonio de Souza, conhecido por Yoyo
BarSo e Antonio Candido de Souza, pro-
nunciados no art. 201 do cod. crim.
Enraram em exercicic:
Alferes Jos Amancio de Lima, delega-
do do termo de Pesqueira.
Manoel Rodrigues da Silva Nery, dele-
gado do termo do Bonito.
Sade e fratornidade Ao brigadeiro
Jos Sime3o de Oliveira,-mai digno go-
vernador provisorio do Estado de Per
aambucoO Chefe de polica, Antonio
Antune Riba.
Ministerio da RelacSes Exte-
riores
Por decreto de" 11 do corrente foi no-
msado Francisco Xavier -da' Cunha envia
do extraordiuario e ministro plenipotencia-
rio na Italia.
-JmiS&SK
Governo do Estado de Fernam
buco
DESPACHOS DA 5ECBETABIA DO GOVEBNO
DO ESTADO DE PERNAMBUCO, 1 DE FE-
- VEEEIKO DE 1890
Abaixo assignados,. operario da Capatasia da
Alfandega deste Estado Deferido com officio
de bojo a Thesouraria de Fazenda. .
Abaixo asignados, proprietario*, negocian
tes e agricultores residentes no d;stricto e po-
voacao d S. Benedicto do termo de Qmpapa.
Estando actualmente en vi#>r o quadro appro-
vado em 30 de agocto di 1888, ser a cadeira
de S. Benedicto suppriinida por morte onemo-
c8o do respectivo professor; pelo que por ora
nade na que deferir.
EXTERIOR
EUROPA
Pela paquete inglez Turnar, entrado ante hon-
tem aa Europa, ti vemos dalas que Je Lisboi
alcancam a 2'J de Janeiro Bada, adiaatando qua-
lorze dias as trazidas pelo Atrato.
Alin das de Portugal, constantes da cari do
nosio correspondente, inserida na rubrica com
ptente, eis algumas das domis noticias de que
foi portador o referido paquete, e que depois
completaremos:
Hcapanba
Sobre este paiz escreveu o referido correspon-
dente em 20 de Janeiro :
As noticias de Madrid sao mais sasfatonas e
parece ser possivel a cura do re.
A qualqur pariido que pertencam os polticos,
devem deseiar que esse feliz presagio se realise.
A Europa nao pode ver com indillerenca que
um grande paiz como a Hespanha estoja exposta
a novas oonvuhes-polticas, cujo resultado
problemtico sempre.
Affoaso 3UU tem quatro annos; naojpde t.r
aiuda historia ; mas desempenhou un) grande
papel, por ter salvo a Hespanha d graves cotn-
plicagOes interiores.
A morte do pequeo rei teria inaugurado para
a regencia urna era de difficuldades. Comtudo,
nao deve attribuir se exagerada importancia a
essas difficaldadcs, porque a rainba regente son-
be fazer-se populanssiina pelo seu tacto e hab-
lidade poltica.
Esfa p ipulari Jade elemento serio de estabi-
lidad pira a monarebia.
A successao teria passado princeza D Maria
das Mercs, provavelmente sem que houvessem
disturbios.
Desgracadamente, quando o rei cahjo doente,
tinha surgido uma crise poltica, que araeacava
por em lucta os elementos liberaes e republica-
nos, com a reaicip'ce.nservadora e clerical per-
sonificada no Sr. Cnovas:
TaLconflicto sempre perigosissimo em Hes-
panha.-
Da pendencia dos partidos dynasticos depende
o desapparecer ou attenuar pelo menos, toda e
qualqur complicacjio.
O Sr. Cnovas um poltico muito sensato
para desconhecer que a sna volta ao poder crea-
ra actualmente graves pengos.
Est muito ligado com a monarebia para com-
promettel a, apressando se ; mas importa que os
grupos liberaes nao offeregam o desconsolador
espectculo das divises que enfraquecero o go-
verno do Sr. Sagasta.
A sua uoio na de proporcionar rainha re-
gente a forca e a autoridade necessarias para
vencer a dolorosa crise por que acaba de passar.
E' assim que a Independance Belge discorria na
sna ultima revista poltica.
Efectivamente o re-menino tem estado em
perigo de vida com uma gastr>interite, tanto
mai3 para receiar as suas fataes consequencias,
quanto certo que o seu organismo asss
dbil.
Fizeram-se preces em todos os templos; o
desvelo dos mdicos da real cmara tecm sido
inexceiliveis. A rainha regente s fia poneos
das que vai tomando algum repouso. Sem
alimento quasi, e sem dormir, noites e noites,
velando cabeceira do tilho, ia perdendo gra-
dualmente as torcas ; as syncopes repetiam-se-
Ihe, e inspirava serios cuidados nSo s corte,
mas a todo o povo hespanhol que a adora.
A grave doenca do rei de Hespanha e o estado
de sobreexcitacao moral em que 3e encontrava
aquella pobre mi, fzeram suspender todas as
negociaces do Sr. Sagasta para a soluco da
crise poltica.
Apesar do estado de D. Affonso, ainda no dia
9 do corrente bouve muitas conferencias polticas
em Madrid, e s 10 horas da noite reunlram-se
todos os ministros em casa do Sr. Sagasta.
A reunio apenas durou meia hora. O gabi-
nete, em vista da situac&o melindrosa creada
pela enfermidade do soberano, resolveu conside-
rar-so nao demissionario, e continuar com o ex-
pediente. Besolveu tambem adoptar algumas
providencias de seguranca.
Depois, alguns dos ministros foram para o
pago, e os ouiros para as suas secretarias, onde
passaram a noite.
A rainha, perante aquelle estado afllictivo,
eclipsara se, para s ticar a mi no sen posto
providencial deenfermoira carinbosa.
O Boletim Oficial do dia !7 dizia que OTel pas-
sou tranquillamente a noite, consofidando-se as
suas memoras. Os facultativos da real cmara
declararan) oflLialmente que o rei entrouem
convale3certga.
Queremos admittir por um momento a bypo-
i lise infeliz da morte arrebatar o joven re aos
carinhos da sua mi e s esperangas da Hespa-
panba, disse ha dias un jornal de Lisboa :
N5o pretendemos negar que esse facto tris-
ti3simo causara no primeiro momento grande
abalo no paiz visiaho, mas estamos convencidos
firmemente qne nao passaria d'um sentimento
le desconsol e de profunda tristeza. A Hespa-
nha de hoje, nSo a Hespanha dos pronuncia-
mentos, e ninguem a serio poae cuidar que,
ainda na conjunctura da prda de seu rei, esti-
vesse a sorle daquella nago a merc dos des-
peit03 e das ambiges de um ou de mais do que
um militar audacioso. A tal idea se oppem 03
progressos do paiz e a conscieucia dos seu3
graudes intere3ses.
A morte de o Affonso XUI nao seria para a
Hespanha golpe mais fundo que a perda prema-
tura do malogrado rei 0. Affonse XII. E, com
tudo, naquefla occasio fnebre, nm sentimento
unnime de patriotismo uni os homens mais
eminentes da Hespanha n'um pacto de paz e de
'bom senso, que -assegurou a ordem publica, e
contribuio poderosamente para a firmeza das
instiiuices.
Depois correram annos, adiantou se -i Hespa-
nha no caminho dapacilcago dos espiritos, e a
rainha regente adquiri tal prestigio e tal vene-
rago, como desde tempos nao o gosara nenhum
soberano hespanhol. Annos fecundos de pro-
funda paz, hbitos adquiridos de respeito s leis,
grandes interesses creados sombra da tran-
quillidade, enormes progressos realisados por
effeito della, udo ?o elementos novos a opp-
rem-se a qualqur idea de perturbagao, ou de
mudangas de rgimen. O pacto patritico que
seguio a morte de D. Affoaso XII renovar se hia
a^ora, se preciso fos3e, e melhores elementos te-
ria este de seguro xito, do que os tinha o pri-
meiro, que, comtudo, vingou completimentj.
Cdbrir-se hia de lucto a Hespanha. a sagra-
gao da dr material, maiores affectos conciliaria
ainda a rainha regente, e ao rei D. Affonso X1U
succederia, entre lagrimas, mas sem desordens,
nem perigos, a princeza sua irm, que jd conta
10 annos de idade. .
Nao eslava ainda resolvida a crise ministe-
rial bespanhola, e as ultimas noticiaa annuncia-
vam-n'a ainda cono bastante laboriosa, quando*
a doenga do rei tomou um carcter assusiadpr.
O maiogro-de todas as tentativas empouhadas
a entilo pelo Sr. Sagas'.a para tormar un gabi-
nete de conciliago entre os diversos grupos li-
beraes, um acontecixento grave, que acensa
um certo estado de desaggregago do pariido li-
beral, cimentada e entretida por incompatibili-
dades intransigentes, e por caprichos difliceiB
de vencer.
Se qualqur outro homem poltico, a quem
pela regente venhn a ser incumbida, dlo for
melhor succedido, tora o poder que ir s maos
dos conservadores.
Este facto seria peritamente isentode incon-
venientes em circunstancias normaes ; mas as
actuaos tem um e muito grave.
E' que o partido liberal, langado na opposi-
go, dividido, como est, corre o risco de entrar
thuna crise de decomposigo, que o nnalnute
cU volar ao pode*. '
Sera cs.se um acmtecimento grave, porque
nlli permiUtria a regular rolago constitucional,
emqaanto nSo se organisasse e se robustecesse
suflicienlerate outro partido, que podesse alter-
nar no poder com os conservadores.
Por isso conta se que se poro em cimpo to-
das a3 possiveis diligencias para se chegar an-
da a u:a accordo enlre os differentes grupos li-
beraes. *" .,. .
' No seu empeuho de chegar conciliagao, o
Sr. Sagasta encontrou em todos os melhoie- de-
sej03 de secupdarem os setfs esforgos; qu^^-
pom. quiz fraduzir em fados a realisatao des,
ses dselos defrontou-se Ihe a primeira dlfficul-
dade na resoluco tomada pelo Sr. Boscb, da
nao entrar no novo gabinete, no caso de nao ser
dada a pasta da guerra ao general Casaoia..


.
:M











Diario de Pmamhmu--Ter


. --
'

/;
I
Oji.-a tJiOiciilide veto-lbe das conJiges que
impoi o niarechai Martilla Campos para apoiar
a nova situado.
A terceira cofl3atio,a.nao poderem chegar a
accordo os Srs. Ganuxo. Pmgcerver e Horst
Foi depois de revonbecer que nao podia en
cer estas difliculoades que o r. Sagasta, (ido
consu tado os s#B3 coliegas ao ministerio, dec-
nou a misso formar governo.
O Impartid referi o seguiste a espeito dos
personugeps polticos qoe a rajua s?eaic dev?a
eoosultac. depois da escosa do Sr. Sagasta :
Da?sele pessoas que li&o da aer coa-ralea-
da* p* men* seguida, er se que o S.\ Jovelar, Alonso
Mj. jaez, marquez de La Habana e Martnez Cam-
pos, aconselharo a formago de um gabinete
presidido pelo Sr. Sagasta : os Srs. Cnovas e
Toreno aconselharo que se constiloa um gabi-
nete intermedio; e o Sr. Marios pronunciar-se -
ba em favor desta mesma solugo, oh pela cha-
mala do part do conservador ao peder.
Esta crise foi determinada pelo tacto de se ha-
ver juntado s difliculdades coca que luctava o
governo, para fazer vingar o seo programraa em
presenca dos manejos dos liberaos dissidentes
combinados eom os conservadores, a insistencia
de tresds membros do gabinete em pedir a
exoneracao. -
O Sr. Venancio Gonzlez, ministro da fazenda
allegava o seu rao estado de saude. o o Sr. ge-
neral Chinchilla e almirante Rodrguez Arias,
ministros da guerra e da marinha, resolvern)
retirar se, em vista dos ataques violentos de que
estavam sendo alvo os orcamentos dos seos res-
pectivos ministerios, e outros actos da sua ad
milis traca j.
Aceita pela rainha regente a exoneracao col-
lectiva do gabinete e eacarregaio o Sr. Sagasta
da reorganisago ministerial, procurou aquello
estadista formar um ministerio de onciliagao,
que tivess forg sof&cieole para pode' gosor-
nar coa a actual cmara, sem as graves difQcul
dades que o derradeiro ministeaio alli encontra
ni nos ltimos teoipos.
Es
largueza, convidando para o novo gabinete os |
liberaes Jissidentes. como os Srs. Lpez Domn-
guez, general Gasela e Martnez Campos, mas
at o proprio Sr. Romero Robledo, de proceden
cia conservadora, embora desde ha tempo di
vorciado do Sr. Cnovas del Castillo,
Estas tentativas, repito, foram todas infractuo
ass, porque nao foi possivel trazer a um accordo
os dflleren'.es elementos desejados sobre alguna
pontos importantes da administrado, especial-
mente sobre o rgimen riscal, qu e uos desejavam
pronunciadamente proteccionista, e em que ou
tros pretendiam nao fossem sacrificados os pnn
cipios econmicos liberaos.
Fo. oatao que o Sr. Sagasta, mal logradas to
das a suas tentativas, declinou a misso de que
(Ora -ncarregado pel regente, e aconselbou a
esta que consoltasse os presidentes das cmaras
e os chefes dos partidos
Devera considerarse imposMvel a fornaco
e um gabinete de conciliagao liberal, depois do
roalljjro das diligencias do Sr. Sagasta?
Poder conseguil-a o Sr. Alonso Martnez, pre
Bidente da cmara dos deputados, que por estar
mais afasU'do do ardor da lucia, encontrara por-
veniura mais facildade em desfazer aitritos e
incompatibilidades ?
Talvez.
Mas, se tal nao acontecer, 6 provavel que a re
gente eacarregue o Sr. Cnovas del Castillo de
arganisar m nislerio, oassando assim o poder
para as mos dos conserva lores.
Em todo o c-iso de nada se malaria, emquanlo
o pequenino rei nao esliver completamente res-
tabelecido.
Assim que os mdicos declanram que o rei
eslava convalescente e que o Sr. Sagasta foi feli-
citar a rainha regente pelo feliz desenlace da
ajustadora doeoca, ticou ajustado entre ambos
que deviain continuar 03 traba bus para a solu-
c-> da crise poltica.
Para isso forao chamados dous generaos: Jo
vellar e Martnez Campos.
Q ai fosse a sua opinio junto da raiona, nao
o disseram elles, eosjornaesquese julgam bem
informados, apenas podem dar aos seus leilores
noticias de palavras e phrases solas, queouvi
rain a cada um del es. e s >bre as quaes lizeram
supposiges de quaes seriam as respectivas pro-
postas.
Parece pois que a opinio de Jovellar que,
perante urna crise to diflicil como o actual, e
tanto |ee nenhuma outra se vio assim na polti-
ca hespanhola, tres solugoes se apreseatam, mas
re nenhuma dolas boa, nem deixa cada qual
ter graves inconvenientes.
Elle leria desejado a conciliagao, mas j que
Saga.-ta. a custa dos raaiores sacrificios a no
pode realisar, conseguil o hia algum outro ho-
rnera poltico?
C-e que nao.
Picavam as taes tres solugoes: -a volta do
part 10 conservador que julg prematura; um
ministerio intermedio, que serla a maior prova
de impotencia do partido liberal; e a fonnaglo
d'um novo mi isleo pelo Sr. Sagasta, dando a
este mus ampias fatuidades, recommendando
se-lhe que trutulhasse para conseguir o auxilio
"alguns dos grupos mas ou menos distanciados
da maioria,
A opinio de Martnez Campos seria que fo ise
chomado o partida conservador para castigar os
liberaes pela .-ui ful a de unio e suas divisos.
A Fanfilia. peridi o italiano, diz que D. Car
los de Bombn actualmente em Veoeza, recom
mendou ao- seus part larios que nao cnem
dlfculdados. ao governo hespanhol, emquanlo
durar a actual crise.
A rainha regente no dia 17 deste raez o*
renciou tambem cora os Srs. Mirtos e Toreno.
O priineiro munifeslou a S. M. que o Sr. Sagasta
nao poda continuar a fr. nte do governo, e o se
Sundo exprimi a opioiao de que o Sr. Caso vas
evia ser tu angalo de formar o novo gabi
sale.
Nao foi comludo esse alvitre o que a regente
seguio, porquaoto encarregou o Sr. Alonso Mar-
tinez, presiden'e da cmara dos deputados, da
misso de formar ga inute, o qual a aceilou
D?sde Iojo tratou de conferenciar com os che-
es dos grupos da maioria, para formar um mi-
isterio liberal de conciliagao.
Commuuicam de Madrid a 18 qoe o Sr. Alonso
Martnez pedio rainha regente um novo prazo
de 24 horas para formar o gabinete
Persistiam as difliculdades para a organisago
do raini.-terio.
Celebroo-se ha dias em Madrid a inaugu
raga > do e-taoeleciinento de Productos de Purtu
ai e suns cotonas, que a casa de Lisboa N. de
Govri A C. mstallou n'aquella cidade:
Af sisiiram a este ido o ministro de Portugal,
Conde de Casal Ribeiro, o cnsul Baro de Bar
tega. o Conde de Esteban" Coliantes c alguns jor-
nas'as
O representante da firma obsequiou os convi-
do dos com um lunch. Nao obstante aquel a rea
oiao ter nm carcter interino, o mlaietro do Por
iugal,. saudando a impreasa hespanhola, consig
bou os lagos que uaem os dous povos irmaos,
assim como o sea agradecimento pela attitude
que observa as diflueis cir umsiancias qu; o
osso paiz atravessa n'este momeato.
As folhas madrileas dando esta noticia, elo
giarn o ensaio de que se trata e qoe foi all
muio bem acollado.
trata de estabelecel as sobre um programma,
que nao o do seu p-irlido, o qual esta eu mi-
noria, quando se trata de obler garantas poiii
vas para c poltica de oderacao que a mati ra
deseja, logo elle repetW todo o accordo sobre
taes bases.
i poocos dias, o sr. ;mardo La verjas; se
aador, lee bo esforgo novo, para lado conciliar,
publicasdo nina carta, que obedeca ao desejo
de estabeiecer urna partilha equitativa entre o
radicalismo e a noJoragao. Os radicaes ac
Iheram tal carta coa* eerto favo-nao loe p>u
param os elogios; mas so trataram de ver n'ella
o que lisongeava os seus principios e as suas
aspiraj..'3, e quanto ao resto, limitaram so a al-
cunhai-a de impossivel.
Os radicaes aecuilam a nnio e a conciliagao,
mas, puramente em seu beoefhio, e sem qu>
rerem fazer concessOes aos modelados.
Em taes condigOds, diffi :il chegar se a accor
do sobre um programma que possa manter unido
na cmara o part lo republicano. E, se a esse
desidertum ee nao chegar, ver se ha a repet-
gao da ostabilidade, ministerial da falta de con
tianga publica, e da esteridade das sessfie
parlamentares. Comtndo, possivel anda que
os grandes mteresses nacrsaes vennam a ante-
pr-se no espirito dos republicanos aos dous
grupos, aos seus interesses partidarios, e que
se chegue a urna concentrafaoyque corresponda
aos desejos do paiz, e permita que a cmara
discuia e resol va os problemas administrativos.
cuja soluco a opinio publica reclama.
Realisaram se as eleigoea legislativas sup
plemenlare i. Em Saint-ueone licou reeleito o
Sr. Neyrand. cuja primeira eleigfto fra dada por
nulia.
Em Lorient, onde se traiava de substituir o
Sr. billn, boulanglsta, hbuve empate. m Poi-
tlers, foi eleito o Sr. Duauitren. conservador;
em Rochechuart, o Sr. Purboyer, republtcaio;
em Montanbam, o Sr. Combe, republicano; em
liergerac, o Sr. Clment, lambej republicaoos.
ft deputado Ge/ville Rache tenciona nter
rogar o Sr. TirarJ acercada supnosla viagem do
Sr. Carnot a Bruxertes. OSr. Ti-ard aoceitou ai
pergu;ita, a qual resppnder dando a saber
origera d'esta balela; e aproveilar a occa-iao
para reduzr a nada todos os contos propalados
sobre retirada ou deslocago do gabinete.
Os arclos parlamentares censurara a ini
ciativa que toinou o Sr< Gerville-Heache de io
terpellar o governo sobre a supposta viagem doi
presiaeute ^arnot a Bruxellas, e p6 m em re
levo os inconvenientes de levar tribuna simi
Ihantes questOes; esperam toiavia que o conse-
Iho de miuistros decidir aSo responder inier-
pellagao, no caso que esta s"ja mantida.
Os jornaes fraccezes d-smentem qoe o Sr.
Rouvier tencione, para equilibrar o orgamento
de 1891, propr um emprestimo de 1:1'O mi
Ihes de francos com a garanta de 80 milbdes
de no vos nnuo-tos.
O novo o-camento nao comprehenderi ne>^
emprestimos, nem novos impostos; mas nica
mente urna reforma do imposto sobre bebidas, e
sobre as propriedades edifica las.
O Sr. Leroyer foi reeleilo presidente do se-
nado, sen Jo igualmente roeleilos os vice presi-
dentes.
A cmara dos deputados reelegeu os seus
vice presidentes, questores e secretarios.
O relatorio geral sobre a exposicao elaborad
pelo Sr. Berger e ?'icard nao comprehendera
menos de 150 voluntes t A este trabalbo se jan
tarao dou albuns cootendo a monograpbia de
lodos os p .lacios e ni tallai'.'s. A primeira
parte da obra, e texto do relatorio, nao sera
pojto venda ; a segn la co-prehendendo os
dous albuos, sel-o ha certamente, e formar i a
collecgo mais completa que se poder encon-
trar it. s vistas, dos promenores e do conjuncto
da expofigao.
O Sr. de Freycinet. ministro da guerra, de
cidio que este anoo ol" 2.' coros de exer-
cito combaiam um contra o outro sob a direcgo
do general Billot. Decidi tambem que vanos
corpos empregucm as manobras do outo uno a
plvora ssm fumo.
AMEiUCA DO SL
Frasca
Nao se pode aioda prever o que ser a actual
sessaV legislativa frauceza.'
Se por um lado se tem observado em nomens
importantes dos difiere Jte3 grupos republicanos
desejos de urna conciliagao, da qual possa sabir
naa maioria de governo, que po;sa tratara
serio dos graves interesses nacionaes, por outro,
mando se trata de asselar as bases em que tal
concil ago oeva basear, appareeem loso diver
Sencas importantes etre opportunistas e ra-
icaes.
Os jornaes mais considerados do partido oppor-
tunisia oo moderado tem procurado formular os
tragt gravej do plano de conciliagao. Com
toda a moderag&o teeio afnnado que a nova le
gislatura d-ve ser differente em ludo da ante-
rior ; teera declarado passada a poca da poli
tica do combate, qual se deve renunciar de-
Iniivaraeite Cora respeito, em especial, s
ue.-les religio as, leem exposto as razOes sen-
satas e lgicas que dcum urna poltica mnito
corlada, para nao se provocar graves conflictos.
Mas os artigos d'aquelles jornaes, escriptos no
sentido qne deixamos indicado, leem provocado
inmediatamente prolestos enrgicos da imprensa
radical. Quando se fallaba -nao ha anda mano,
aos radicaes de unio e de conciliagao republi
eana, mostravam se elles muilo enthusiastica-
mente dlsposlos a acceital-a; mas, quando se
O paquete Eqiiateur, que passou para a Eu-
ropa anie-bonlem, trouxe do su', as seguinte
noticias :
PaiclUco
Segundo communicacao da Solivia, foi affixado
na praga publica da capital nm- edicto jud ial
emprasando Ascarruns a comparecer, communi
cando Ihe, caso nao se aprsente, a declaragu
de rebelde e contumaz e o sequestro de seus
O.-ns. :
Noticiaram de Iquique que em Cocbabamba se
derara desordens que o governo suffocou com
tropas de l;nba
O presidente da Per mandou, por despocho
seu, cumprir o contracto Grace.
EocerruU-se no dia 18 a aesso do congresso
chileno.
No inesmo dia o ministerio apresentou renun-
cia conectiva
Depois de ulguraaa combinaofies, licou assim
constituido o novo gabinete:
Interior. Adoipholbaoer.
Exteiior, Juan Eduardo Makenna.
Ja-liga, Luiz Rodrigu. z Velas u
Guerra, general Jos Velasqu^z.
Obras publicas, Jo5 Miguel Valdes Carrera.
Faieadi, Pedro Nolaseo Gaudarillas.
A coramissao incdmriida de xar os limites do
Chile cora a Repblica Argentina, compoe-se de
Barrios Arao, como perito, Ramou Serrano Moii
taer e Alejamdre BertrnJ, como ajada .te, Al-
varo Bini li i Tupp.-r e Anbal Cootr^ras Puebla,
como seguouo- ajadames. Alberto Lorenas, como
(erceiro ajudante, e Carlos Soza Osuna, como
desenhi"ta.
Foi pablicado, no Rio de Janeiro, esti tele-
gramraa i
Valparaso, 26 de Janeiro.
Houve aqu urna reuoio publica de cerca de
cinco mil pessoas, na qu .1 decidi se que se fa
na a esculla da cindi latir presi lenciada re
publica sera que fosse consultado o actual presi
dente, e criticou-se a raudanga d ministerio l-
timamente lena.
Kio da l'riH
No Rio de Janeiro foram publicados estes teie-
grammas:
Buenos-Ayres, 24 de Janeiro.
OSr. Qiintino Bocayuva demorar se-ha aqui
q na tro das, segurado 'depois para Cordova c
Mendoza.
Deseja-se aqui que o Riachuelo vonha a esta,
capital.
O ceronel Garmendia, depois de conferenciar
com o-Sr. Dr. Pelligrrni. vioe-prosidenle da re-
pblica, voltou para Monltvido.
21 de Janeiro.
I) Uenrique Moreno parti paro Montevideo.
Jocayuva dere aqui chegar terca fsira e ser
receido pelas au.ondadei civis e militures
coramissOes populares, msicas e tropas.
Mnevideo, i de Janeiro.
Trocaram se boje as ultimas notas entre os
Sis. Bocayuva e Zeballos sobre a qucsl&o de
Miss&es.
Z -ballos offereeer em nome do governo ar
genliuo a Bocayuva, para assignar o tratado,
urna artstica peana de ouro, assignando aquelle
com a que o prese.iteon ltimamente Jurez Col-
man
AuianhSha espectculo de gala no Polytbeama,
ao qual assisliro bocayuva. Zeballos. presiden
te. Moreno e os demais membros das duas emba-
xadas, em local preparado expresaamente, sendo
convertidos em um, sele camarotes.
Sero executados os hyainos oriental, brazi
leiro e argentino, sustentando cm scena um ma-
nuheiro de cada urna das naees que tomara
parte as Testas, durante a execuco dos byra
uos, o respectivo estandarte.
Sjgunda-feira o presidente obsequiar Bo
cayuva con um banquete, a que este assistir
com suas lillias, embarcando depois no vapor
que o deve levar a Buenos-Ayres.
Ah se demorar qnalro dias, seguiodo depois
para l ordova a encontrar se com Jurez Celmao
demorando-se abi cinco ou seis dias.
Deve etar aqu de volta a 16 de Fevereiro para
assistir ao carnaval.
Mandou telegrapliar para o Rio alm.du apres
sarera a viada do Dr. Romirez Barcellos.
Bocayuva foi hontem visitado por Carlos Ma-
ra Ramrez, Gircuflgos, Julio Herrera y Obes
e outros cavalbelroB7
2i de Janeiro ( tarde).
O Siglo acceita a canJidalora do general Pe-
res, com a unifio de todos os partidos.
Buenos Ayrei, 23 de Janeiro.
OClob Nival felicilou a officialidade do en-
couragado Riachuelo.
A provincia de Mendoza adnerio tambem s
raarifoslagftet fe lias ao Braxil.
tfoitteciio, 29 de J ineiro
Fot atismomio esta tarde o !miada da qlBr-sta
d Mitsoe*. e*tan lo presentes someoks os secre-
tarios, os carsaixadores e o crese'. Cerqueira,
chegao knatoaj pelo Mlrxsfo.
Assig'oarain succei si arate na segninto or-
dem: Qointino Boeayava, Zeballos, Moreno e
Aleaos.
A base geral do tratado a demareacao do ter-
ritorio em lUigio por Iluda quasi recta qoe o
divida pelo meto, salvando as povoagO;s brazi
leiras.
Os detalhes nao podera ser divulgados al a
approvaco das cmaras, brazileira e argen-
tina.
Durante toda a manb se oceuparam os secre-
tarios espiciaes em copiar e traduzir os tratados
assignados. Moreno lirmou os com a penua de
3ue servio-se para tratar d'esta questo duraat?
ous annos
'Hoje parte o cruzador Trujano para Buenos
Ayres, onde esperar o Sr. Bocayuva. Este se
nlor fez constar aos seus compatriotas que est
disposto a emprehenier reformas no coipo di
plomatico, segundo o systema dos Estados uni-
dos da America do Norte.
Huenos- Ayres. 26 de Janeiro?
Ignora se aqui o contedo do tratado hontem
firmado em Montevideo; diz se, entretanto, que
flcou decidido de modo claro e positivo que parte
do territorio deve caber a cada povo, assegu
ranio se por isso completa paz entre os dous
povos braziieiro e argentino.
As populagoes de Salta, Mercedes e Dolores e,
a Sociedade Protectora dos Animaes tambem
adherirara s manifestagoes feitas ao Brasil.
O vise-consol braziieiro e demiis commissOes
i rao esperar, na estago de San Nicola-, antes do
llosa rio, a emb.iixal i brazileira.
O cruzador Trujano aqu esperado arcanb
O Sr. Julio Costa foi eleito governador da pro
vincia de Buenos-Ayres e o Sr.yictor del Carri
vi ce goveroedbr. > -
No theatro da Florida houv' hontem especia
culo em beneficio da Sociedade Portugneza de
Soccorros.
Montevideo, 25 le Janeiro.
Foi assignada nonroso ajaste de limites; fl
cando expressos os pontos principaes, resalvadas
as nossas povoagese garantidos os direitos de
propnedade.
O ajuste Oca dependente da approvaco da
coootiluinte brazileira e do coagresso argen-
tino
Aqui ln satisTago geral
f6 de Janeiro.
Hontem, depois de assignado o tratatado. o
presidente da repblica convidou Bocayuva, Ze
ballos. Moreno e Alencar a tomarem urna taca de
cliampajine. Abragou a iodos-: mas quando che
gou a vez de Moreoo, disse que o estreitava espe
cialmente por ser elle o verdadeiro autor da
grande obra.
O lente Pena offereceu hontem, no hotel
Oriental, ura banquete aos secretarios da Mlrao
A gentina, Pardo e Palacios, ao qual assistiro o
almirante argentino Cordero, coronis (Jarme i-
dia. pionisio Uerqueira, major Bellamino. Ors
Cunha, Netto, Aleacar, Farinha, Bricio, Granelli
e outros.
A' noite rvalizou-se o annunciado espectculo
de gala no theatro. com endiente completa.
Buenos-Ayres. 27 de Janeiro.
Est grassando o typho na escola naval.
Em Cornmb desppareceu a febre amareila.
Montevideo, 27 do Janeiro.
Realizou-se hontem o banquete-na legagao an
gentina.
O palacio eslava esplendido, muito Iluminado
com lanternas d: t'es e luz elctrica.
Bocayuva foi brindado por Zeballos e Orde-
nana.
Terminado o banquete, houve baile.
Realiza se boje no palacio do governo o ban
quete offerecido pelo presidente a Bocayuva e
Z relos.
'k^? ata lete do goerno provisorio, ruemros do mi rial istoao cabo de poucos das a contar da en
otatmo, o maiecnal Fiomno Peixo o, a armada, tradi do gabinrie regenerador I (E'a terceira
t a polica e a mpr^nsa dentro de quatro dias, observa urna folha da op
leneute corone Marciano Magaihaes posigo).
Sr
!psaentante do Sr. ministro la guerra saudou
o>unrecliil B ir ello.
Oeapitfio Torres, sau loo a esposa do mare-
chal Barretto e o major Serzelello.
Depois de saudadnsa "-oroo-isTeties, Silon
e outros cavalheiros, fez o mijor Serzedello o
brinde de houra venerauda mi do general Bar-
reno.
O Sr. S Tpa, presidente do conselho. vai para
a guerra : o Sr. Lopo Vaz passa da justiga para
o reino; o Sr. Arroyo, troca apasta da marinha
pela da justiga ; para a marinha e ultramar en
trar o S^. Julio de Vilheoa. qoe j foi ministro
1'aquella pasta, n'ura gabinete presidido se bem
me record, por Fonles Pereira de Millo. Os ou-
tros mini tros flearo com as suas respectivas
Jurante a festa tucou a msica do 10 bala-" pastas.
Anda ha outn variante de que fallavam os
jornaes da noute passada.
O Sr. Arroyo, que j foi cumprimentado pela
offiialidade da armada, continuar a pasta da
nariaba. O Sr. Serpa car definitivamente com
a pasta da guerra p.ssaodo o Sr. Lopo Vaz pa-
r, o reino, o eotraodo para a jusliga o Sr. Julio
de Vilheoa .
lliao de infantina.
- O Sr. raarechal Jos de Alraeida publLou a
seguinte ordem do dia :
Tendo sido promovido ao posto de maceclrai
de carnpo por decreto de 21 do crreme, deixo
por isso o eoinmando d'esta brigada, e, ao f izei
o, cuoipro ura dev> r louvando os Srs. corara ra-
anles dos corpos e mais oflieiaes de que se cam-
pee a m-'sma brigada, pelo zeloe disciplina cora
que serapre se houveram. honrando o exercito e
adquirido justos tituins considerago por seus
superiores e ao r.-speito dos seus cou nan la los. u mou posse era chegou a exe cer !
INTERIOR
SL DO BRAZI L
Pelo paquete fraacez Equateur, tivemos as se
guintes ooticias:
K-.di.lo doBlo tirande da *iiil
Datas at 21 de Janeiro :
Lemos no /.rn gre, em data de i i :
< Das i 1/2 s 5 horas da Urde de antebootem
can io sobre esta cidadt um forte luiio com as
pedo de cyclone.
Muitas arvoros antipas e inmensamente co-
padas orara laucadas por trra, muitos muros e
ceicados derrubadoa e alguns edificios quasi U
caram destelhados.
D'estes soSrsn nrejuizo nc pequeo o da
Sociedade Brazileira Unio.
Todas as plantages por onde passou o hor
rivel tufao fl caram completamente inutilisadas.
Felizmente no porto nao houve desastre'.
Consta entretanto, que ura bote que condu
zia oito pessoas, entre as quaes dous emprea-
dos das oflicinas dos Srs. S 4 C, virou-se, pe-
recen Jo todos os tripulantes.
Esta noticia, p..rm. carece de conBrmagao.
. Consta que os prejuizos as redondezas da
cidade sao immensos.
Durante duas lloras choveu torre calmenle
< Depo3 de escripias estas linims informa
ram-nos que os ailemes Gustavo Rosenkrantz e
Luiz-. Wieiihahn, que em urna canOa pesca vam
as proximidades da estacaoda estrada de ferro.
jiericeraic. a
Na madrugada de 8 incendiou se a farica
de cerveja do Sr. Antonio Riingr, no Rio
Grande.
Nida se pie salvar; visto que, quando chega
ram os soccorros, j o incendio tinha tomado
taes nroporgoes que fui imposaivel dominal-o.
A faorica e mais dependencias, bem como a
casa de mo-aJare m-oveia, estavam seguros por
60.000*000 na Northern uuranoe Company.
Doiuquento a que a policia procedeu,, resui
tou averiguar se que o incendio foi' puramente
casual.
No dia 9, em Pulotas> foi oncontrado enfor-
cado era urna parreira o menor Venancio, lho
de Annibal Rczeode Antones, o qual pratioou
este acto por ter sido reprehendido por seu pae.
Communicaces reeebilas do Algrete, di-
zem que no dia 26 de Dazembro do anno prxi-
mo lindo comegaram os trabalhos de construegao
do leito da estrada de ferro de Bag Uruguaya-
m, sendo atacado o corte n. 81, alm da Res
tinga.
Estado de aUaas-fierae -
Foi publicado no Rio de Janeiro este tele-
gramola :
Ouro Prclo, 2a de Janeiro.
O governador fechou o emprestimo interno de
dez mil contos ao typo de 86, juros de o % o
amortisaco de 1 %, preferivel quelle que foi
recusadb'pelo Banco Alltanga.
Garanti joros sobre mil contos para o estabe
lecimento de usinas de cha e vinicultura em ler
renos proxicos da capital d'este Bstido, c que
sio execiteates para esse fnn
Todos esses actjs mereceram geral appro
vago.
Capital Federal
Datas at 28 de Janeiro :
Le se no Jornal do Cummercio :
Cousta nos que foi* apresentada ao Sr: mi
nistro da fazenda urna proposta para a formagao
do banco do emieso do Sol", assignada pelos
Srs. Viseonde da Cruz Alta, Laz Augusto Fer
reir de Almeida e Sebasti&o de Pinho, grandes
acMonistas do Banco de Crdito Real do Rio
Grande do Sul.
Para formago do Banco de em apresentarum propostas ao Sr. ministro da _fa-
zenda os Srs. commendadores Malvino da Silva
Rei e Reinghantz 4 C, espora o 3anco do norte
a Sociedade de Co;urn.::i0 da Babia e Luiz Tar-
quinio e outros.
Ld se'Da me&mi folha de 26 :
Os oflieiaes da Ia e 2* brisada* foram hon-
tem enco^porados compri neata; o general B ir
retto pela sua proraogo ao elevado posto de ma
rchaluj: campo.
O coronel Tecs. comraandante uo Io ne^i
nonio foi o interprete dos sentimento-3 d'aquelles
oflieiaes,
O general Barretto convidaado os seus ca-
roaradas tomar urna taga de champagne fez ara
brinde aos UMnifefctantes.
Era seguida o major Serzedelio saudou o
marechai Barrelto, a cuj i prudencia se deve ao
se ter derramado urna s golia de sangos > nao
ter llovido vencidos neo vencedores no dia ift
de Noverabro.
Nao devo, purera, retirar-me sem fazer pu
blico o mea reeouhecimento aos raeus a sisten-
lesoSr teen te-coronel Jos Antonio Pereira
de Noronha e Silvae eapito Jos Xavier de Fl
gueiredo Brilla bem como ao meu ajudante de
ordens o Sr. lente Jos da Silva Pess-ia, aos
quaes igualmente louvo p. r terera si lo se npre
solicitas e zolosos no cumprimenio dos seus de
veres.
< EntregaD lo hoje o eom u ni o ao raeu illuo
tre substituto, o illustie S" urigadei o Tude 5 .
es Neiva, levo a certeza de que a 1* brigada do
exercito, atientas as elevadas qu.lidades d'ess--
dioiiacto general, nio sentir a falta do seu an
tenor omraandant',oqual despede-se, saudoso,
de todos os s*ras camaradas.
Estado da Huhln >
D itas at 31 de Janeiro.
Nd palacio do ^overpador, Vid ria, houve
reuuio dos preside .es dos Bancos da Bulla,
ociedade Commercio, Uniao "da Baha e Mer-
cantil, afira de iraiar 'in dos novos b m -.os e.uis-
sores, aos quaes nos 01 cupimos n'outra local.
Expando os litis para que alli os congregara.
o Sr. governador depois depois de ler ura teic-
gramraa que recebera do Sr. miaistro da fa-
zenda, convidou os representantes dos estabele
ei lientos banc rio- a esiuJarera os raelos de
fuudar-se n'aquella prava um grande banco eims-
sor com o capital de 150 mil contos.
. Em seiiuida deelaraiam os represeatautes dm
referidos bancos que nfio podiiim eunliir juizo
seguro so ore raat- ria de Unta importancia sem
conhecimenU) do respectivo decreto.
Ficou, por isso, resolv lo que se aguardasse a
cheada do decreto para eolo realisar-se nova
eunio, no intuito de verifi ar-se a exequibili
da le da creagao de raais um estabelecimenio
bancarlo.
De Macauubas escreveram ao Qano de No-
ticius. em 9:
O. serto est em completa miseria: As ut-
as- eslo queimudas pelo -ol abrasador
Nao ha draheiro. A pobreza j sem recurso
procura alira ntar-se de raizes de paos.
Essa aliraentago parece nociva; os que
d'tlia usam estao pallidon, amarellos e incitados.
Innmeras familias BU encontrara raeio de
vida, alera de magros, com os olhos encovados,
sujos e quasi ns.
As rocas existentes em terrenos a aveis,
iiunliad-is pelas aguas de cerregos e ros, sin
roubada, de modo qne em pouco lempo nada se
eiicoatrar.
ais de dous annos de secca sao sufficien-
tes para produzir lo desastrosos effeitos.
A secca geral.
Se o governo nao tomar providencias muito
acertadas, a calamitosa secca fer miniares e rai-
.tures de victim-a.
Usara do preferencia para a alimentagodas
raizas de mucunan.Niuguem pode descrever
fcilmente as scenas da horrorosa fome.
O cidado que governo, com applausos ge-
raes, este Estado que lance suas vistas para o
serto, sempre esquecido, e salve a populago.
N5o faltara meios e recursos
A mesma folha irn creveu os seguintes
trechos de urna carta do Rio de Contos :
Recrudescem espantosamente os horrores da
secca. Nao tem bavido chovas e para cumulo
de maiores tormentos o nosto-rio Bramado est
a secca r.
Nao sei o que ser de nos se fa'tarem.total-
mente algumas neblinas quo diera nos geraes.
As poucas piantag3es vo desapparecendo
com 03 rigores do sol, que abrasador.
Esta villa est cheia de horneas e mulheres,
famintos, magros, esfarrapados, que causara las-
tima.
os gneros alimenticios esto carlssimos.
A farinha j subi a 20 o alqueire; toda 3
as mandiocas estao inteirameote perdidas, e o
que peior, nao se podem fazer novas planta-
gOes. Por estes dous annos a caresta da farinha
sera cera.
Convm notar que a secca estendese por
lodo este serto.
De outros pontoido serto chegaram iguaes
noticias.
E' caso novi8Siraoo dec-eto di exonerago do
Sr. Vasco Guedes conservindo quelle general
h raros de ministro, luirar esle de que nao
1
Do Diarlo de Pernambueo
L 9B0A, 20 DE JANEIUO DE 1390
O assumpto que neste momento sobreleva a
todos quantos, desde a rainha de 6 deste mezf
teem sollicitado a aitengo Dublica, o profun-
do resentimento, mais ainda, a indignarlo na-
cional produzida pela vilania com qoe o gsver
no inglez, presidido por lord Salisbury acaDa de
afTrontar-.nos com o sea ultimtum inexperado
de 11 do crreme, a proposito das negoeiagOes
diplomticas referentes as nossas possesOes na
frica Occidental, que a cubica ingleza procura
empolgar-nos polo di.-eito brutal da forga.
Desta u'.'onta- resultou a ter pedido a sua de-
misso o gabinete progressiata de que era. pre-
sidente o Sr. Jos Lii:iano de Castro, sondo logo
chamado pelo re para organisar ministerio o
Sr. Antonio de Serpa, chofe do pirdo regene-
rador.
O telegrapho submarino deve ter Ibes opportu
mente comraunicado que as pastas do novo
ministerio foram destribuidas pela seguinte for-
ma :
Conselbeiro Antonio de Serpa Plmentel, presi-
dencia, reino e guerra interinamente;
Conselheiro Lopo Vaz de Sampaio e Mello, jus
tica e eccleslasticos;
O bicharel Joo Franco Pinto Castello Brin-
co, fazenda;
O Keneral Vasco Guedes de Carvalho e Mene-
zes (actual g > wrnador geral da ln lia), guerra.
O Dr. Joo Marcellino Arroyo., marinha e ul-
tramar',
O conselheiro Ernesto Rodolpho Hintze Ribei-
ro, estrangeiros ;
O bachacel FreiericodeGusmn Correia \rou-
ca. obras publicas.
Parece, todavia quo a nomeago do Sr. Vasco
Guedea proiocou graves descontentamentos no
exercito, por motivos que francamente ignoro,
mas que devem ser muito ponderosos.
Comegou logo a co-rer em Lisboa que se pro
jectavam manifestages militares contra aquella
nomeago, ao mesmo tempo que urna parte da.
corporagao dos oflieiaes de marinha raostrava
repugnancia extrema em ir comprimentar o Sr.
Arroyo) novo ministro da marinha e ultramar;
O governo comprehendeu, ao que parece, a
gravidade desse desconlentameuto na presente
coojunctura, porque o seu orgo sen lo offi'ial,
a tazetade Portugal, publicou antt-hontem na
sua primeira columna, em volrnosos caracteres
esta declarago :
O general Sr. Vasco Guedes actual governa
dor da ludia que froraomeado ministro da guer
ra, telegraphou pedindo para ser excusado de
acoeitar aquella pasta.
As autoridades, o corpo comoercial e mai.
corporaooes im orlantes da India, teera teiegra
phaJo ab Sr. presideote do consslho pedin lo a
conservago do governador. A excussa pedida
cousta nos que foi acceiia
Qianuo ao d'sconteotamento do exercito, a que
ja rae refer, cerio que a 17. noite, os corpos
da ,'uarnico de Lisboa recebe-am aviso de que
o Sr. Vasco Guedes eslava exonerado.
Antes de se resolver que fosse o Sr. Antonio
de Serpa quera ficasse eom a pasta da guerra,
indigiuva-e o Sr. Duval Telles, ajudante de
campo de el re, uomeago qae sera excellente
no urimeiro dia, mas iacoavenientissima depois
do que t-ra oc<:orrido.
O S". Duva Telles foi nomeado chefe da re
partigi do gabinete.
Antes de passar a liante :S. M a Sra. D.
Mana Pa viuva do Sr. D. Luizl, resolver par-
tir de Liroa ante hontem (18), paraTunn. as-
sim que receben telegramma do estado perico
so era quo seu ir,nao o duque d'Aosta, se en
contrata, por effeito de una poeuraonia. Ira
con seu lilno, o Sr. infante D. ^ffonso, ma3 os
uedicjis iniervie>am. e em vista do esta lo de
%-aude dasfira. D. Mara Pa, e dicS.s e u qoe .se aria a viagem por esle lempo
iavernoso, demoveraaj-a'i do seu intento.
Nisio olisgonia-triste noticia, drnoste de s-u
irmao. PelatDfMM tarduhwwfWleciJo.
Duas vezes estiveraem Lisboa o duque d'Aos-
ia ; por o'-.casiao das festas do casamento do ac
mal re arlos e ltimamente quando veio
a siilir ao fune-al do r. i D. Luiz I.
S. M- a rainha a ira. D. Mana Pia que era
extremosa por seu irmo, sentio um grande aba
lo moral com a noticia da sua morte. Estando
j emconvalesceoga di mfia-mza, S. M. recahio
e h ratera houve nscessidude de loe applicar ve
sicitorios. Esta noticia causou grande iiopres
alo em Lisboa e em o lo lo paiz porque esti au-
gusta e caritativo seuhora adorada -pelo nosso
povo.
Conc o funeral do duqi" d'Aosta se realis.i bo-
je mesmo em Torira nao navia teraoi de compa
reeer uessa fnebre cenraunia o S iufunte
Affouso, como represeuiante da familia real Dor
tugueza.
Apezar d'isso o Sr. infame pirlio lontera mes
rao para ir dar os pezaraes uos res d- l-.iiia.
Os motstenaed desmentem a noticia da re-
i'.omposigio tal cora > liles noticiei ura peuco ac>
10a e q e era a versao das Navidades de 18
noite.
Parece, dizera elles, qun o- gabinete llca, por
ora, como esta. H>ju |20), deve reunir o C003e
liio de estado para serouvido sobre o adiamenlo
das cortes. Ao que se diz, o respectivo decreto
ser li lo ain a hoje ou am m Vi as duas casas
do parlamento. As cortes sern adiadas para
Muio e nao haver, por agora, dissolugo.
Esta deliberagao am perspectiva parece real-
mente sensata a gregos e troyanos.
Eslo ja noraeados os governadores civis pa-
ira todos os disincios administrativos, exepto
irez. N io tardar pois, qpe a machina eleito
ral regeneradora esteja completamente raon
tada.
Excuso de entrar em prora-mores sobre a re
cepcib dus novos ministros as dua3 casas do
parlamento.
A maioria progressista que consttuo a oppa
siglo, fallando por bocea dos seus haden mani
festou urna benevoleuc a expectante justificada
sobretudo pela pendencia internacional que pesa
sobre o paiz oa actual coojunctura, e pelas dif
liculdados onegaveis de. urai situapo poltica
ai que tuda a nago vibra de indisnago fre
mente contra o acto de capacidade manifestada
pela sua fiel adiada de scalos, empregados
todos, dia a dia, a explorar nos des:.Imadamen
le, ao ponto de parecer l fra, ai ida na pouco
tempo, que Portugal e*a urna colonia ingleza.
Vamos ao caso, em que nao tenho outro re
medio-senao resumir me o mais possivel.
Quando tudofazia prever urna solugo amigas
vel para breve no que respe.ta s uegociagoe
com o governo inglez sobre a poste dls ter.i
torios africanos da provincia de Mocimbique
por ella disputados, a ultima hora, afn de ser
complceme corapanhia dos Lago- de quo
presidente e ura dos primeiro3 accionistas o du
que de Fife, casado ba pouco temo com urna
fiilia do principe de Galles, o governo inglez,
quando menos-se esperava desfechou .os com
urna bratalidaie inaudita as suas exigen :ias,
prooedimeuto este que a Inglaterra s reserva
para as nacionalidades secundarias e mil anua
das, e cuidadosamente evita quando se trata de
nagoes poderosas, como ainda n&o ha muito tem-
polhe succedeu.com os Estados Cados da Ame-
rica.
Ura urna nova nota rece-bula em Lisboa a 5
deste mez lord Salisbury tinha exigido do go-
verno portuguez o compromsso formal e cate-
grico de nao tentar retolver pela forga as ques-
tOes pendentes, e de nao exercer especie algu-
ma de jurisacgo sobre os territorios dos Mako
lolos e sobre a Mishpaalandia, sem previo ac-
cordo edtrc os dous governos.
Salisbury exiga a resposta a esta nota at
8; e oom effeito antes de exp rar este praso, o
governo portugus respondeu que eslava pro a-
pto a tran&mitiirr aos seus subordinados ordem
positiva de nao exercerem nenhum novo acto de
autoridade nem de jurisdicpo, isto qne man
u.essem O stato. quo, com lauto que houvesse
reciprocidade por parte do governo britannico.
i Esta resposta que era dignissima e ao mesmo
tempo tao natural, era terminada pelo governo
portuguez por ura appello arbilragein e me-
diago da potencias signatarias do acto goral
da conferencia daBerlim, appello qpa se basea
va.nas disposiges formaes do art. 12 daquelle
acto.
Ao mesmo tempo que o Sr. Barros Gomes, mi
nistro doj negocios estrangeiros do gabinete
progressista, assim responda o lord Sal bury,
noiificava em nome do governo portuguez este
recurso 3 disposiges do art 12 do acto geral
da conferencia de Berlim a todos os governos
europeus que tomaram parte n'aquella coofe
rencia, o que foi afirmado pelos orgaos offieio
sos lo governo.
Por elles tambem consta que foram dadas ao
governo portuguez completas e affectuosajana
nifestagOes de syupathia neste anee por todas
ou quisi todas essas potencias, mas que essa
ad veranes nunca deixaram de ser inteiramente
platnicas.
Foi o que nos suecedeu em 1853 por oocasio
do insulto que nos fez o governo de Napole&o 111
por oocasio de terem os nossos cruzado apre-
sado a barcaaegreira Charles el George I
Platonismo, platonismo sempre, obedecerdo
por ventura ao principio de nao iotervengo,
cpmmodissima theoria que constitue a talagar
ga em que se bordara todas a alliangas.
Manteodo-se assim o governo portugus n'u
nuattilude crrela sobre o terreno do direito e
da justiga, devia esperar coro eleito, ums solu-
go aralgavel e sutisfaoria.
D'ahi procedeu a declarago q;e o minislro
da marioha o Sr. Ressara Garca, fez na cmara
dos pares, quando o Sr. Thomaz Ribeiro rege
nerador, apresentou umamogo com o intuito de
lavar aquella cmara por urna votagao unnime.
a dac forga moral ao governo sobre o conflicto
internacional pendente.
Perfeita e ephemera illusSo ; porquaato os
acoatecimentos subsequ Miles nt i tardaram
mostrar que se nao podia contar coma lealda
noile, opnosicionistas, dissimula mal o seu (ira
cora os motivos que allega. Visivelmeote o go
ve ru quiz dar urna satisfaga i prorapia ao des-
costo do exitrcitoC de esperar que a di} tara
bem ao descoatentamento da armada, qao ao
merere menos coosiderago.
O Diario do Governo de sabbado *18, i pubti-
cava o decreto exonerando o Sr. Vasco Guedes, a
seu peJido.
E.sia declarago, commenlavam as folhas di dada e com os senluuentos. do honra, da pane
da governo inglez.
No da 10, anle3 mesmo que a resposta do go
verno portuguez tivesse podido chegar a Lia-
dres, QiForetgn Office, mformado suraratriamente,
pelo seu miuistro em Lisboa, do theor daquelja,
resposta, vollava carga com mais violencia e
sem mesmo se dignar referirse qusiaode
arbitragem e de mediago, e exiga aererop
mente que fossem mandadas retirar as Torgas
portuguezas que eslacio.iavam pan alm do rio
Ru e que fossem. supprimidos 03 postos mili-
tares sobre os terri'.ios de Matabelle e de Mas-
hona
No dia H, nao deixando mesmo ao governo
portuguez o tempo necestano para formular
urna resposta a esta uova exigencia, o Foreign
Office oiiraou o .abinete portugus a que saii
fizes8e at s tantas horas da noite as suas exi-
gencias, anounciando o ministro iogle em Lis-
boa Glyn Petre, ao Sr. conselheiro Barros Go-
mes, qoe na eventualidade contara, se retirara
immediatamente com todo o pessoal da legago
desta corte, para o que estava em Vigo s suas
ordens a corveta Encfianteress.
Euquanto/ecebia >;ste brutal ultimtum o go-
verno portuguez recebia telegrammas das suas
autoridades colooiaj8 e agentes consulares que
'stava imminente urna serie de golpes de mo
por parte da esquadra ingieza sobre diversas po
sigO s importantes do ultramar e ainda mesmo
sobre Lisboa I Lourengo Marques, Quilimane e
a ib* de S. Vicente de Cabo Verde estavam
ameagados por couragados inglezes, sendo estes
portos ultramarinos de ha muito cobioadoi pela
Inglaterra.
E' claro que se os couragados inglezes agora
os tivessera oceupado a tituio de refens, nanea
mais os largariam eomo fez e est fazendo noEgy-
pto, em Chipre e tem praticadu sempre a garra
britnica.
Em Z imzibar 10 couragados esperavam or-
dens para cair sobre Lourengo Marques, ou Dla-
guabay como elles dizem nos seus mappas geo-
graphicos.
A eqadra da Mancha, reforgada pela do Me-
diterrneo estava concentrada em Sibraitar para
apparecendo de sbito as agu>s do Te,o impr
pela forga dos canhOes as exigeacias de lord
Salisbury.
Arada a esse tempo a cmara dos deputado3
nao eslava legalmedte constituida, fuoccionandc
penas como j..na preparatoria, do que resulta-
.va nao poder o ultimtum uglez ser coinrauni-
cado aO parlamento
_Foi convocado iiraraedjalamente o conselho de
frtado sob a presidencia d'el-re, e ahi, iodos 03
membros do coaselho, a excepgo d'um s, vo-
taram que o governo devia ceder s iolima-
ges malezas, e ordenar, sob a pressao da fdr-
ga, a retirada das tropas portuguesas, ao mes-
mo tempo que aflarmava e reservava mais urna
vez os s^ns direitos soberana dos territorios
disputados e renoviido o seu appello para aar-
brabera e mediago das potencias signatarias
da con'ereocia de Berlim.
E' iddesculpavel o procedimento do governo
inglez. A imprensa enropa tem sido unnime
em reprovar esse acto de sclvageria cupido. Em
Inglaterra apenas o Star condemna o acto do
marques .le Salisbury i nosso respsito. as fo-
lhas francezas hespanholas, austracas e e alie-
mis u'.11 appare.ido arligos veberaeates contra
esa inassincive feionia.
E-tiniaria ^ue me nao faltasse o espago para
extractar, ao menos essas roanifestages de
sy.np.ithia.
OSr. Petre. ministro ioglez retirou se j de
Lisboa. Parece que elle que mostrara para In-
glaterra quanto era urgente urna denionstrHgo
naval em frente de Lisboa, mas que mais tarde
re onsd !-ara.
Era todo o caso a esquadn ingleza tem anda-
do a siugrar vista da Qussa costa, mas fra da
linha de respeito.
QjLr.m dlzer quo o governo inglez precipitou
as suas exig.-nr.ias e ii timages a Portugal, re-
cejando urna in'ervenco d'outras potencias eu-
ropeas. Ser ama explicogo ao seu nodo de
proceJer, mas nunca se poder aceitar como
desculpa, e muito raeuos como justiticigo.
A presso exercida pello gove no e sua gra-
ciosa magestade rica na historia com) um acto
oiioso de violencia inligni d'um paiz civdisa-
do comra urna nago sua a a liga alliada, e re-
veste um carcter vilissimo e repugnante por
ser urna pouaoia de primeira ordem aesmagar
pela*brutalidad?: selvatiauidaiforeaum pas qoe
nao est, infelizmente, as circumstancias de
resistir com probabiliuades de bom xito.
A nodoa.langada sobre o brazo britannico,
observa um jornal de L'sboa pelo abuso da for-
ga de que se tornou criminoso aos olhos do di-
i-feito publico internacional o governo presidido
por lord Silisbury. o tomara perpetuamente des-
non rado.
Comquanto o direito fosse agora calcado aos
pes pela forga, nem por isso deixa de ser o di-
reno, e Portugal, vencido materialmente, sahe
moralmente vencedor perante a opinio publica
da Europa e da America, tendo por si as syra-
pathias de todos os homens de bem, seja qual
lo a sua naci lalidade
Cabem louvores ao governo progressista, de
que fazia fazia parte o Dr. Barros. Gomes, -que
preferio sacrificar a sua popularidade cedendo
presso inglesa, e evitando os golpes de nio.
premedita ios por lord Salisbury sobre alguns
dos nossos principaes portos ultramarinos, a
ter se rearado logo do poder, antes de ser dada
urna resposta prudente legavo ingleza.
E' incnvel. mas facto. Os jornaes da tarde
de domingo 12, coovidavam a populago a dos-
fetear, a exterminar mesmo esses borneas qoe
eolo compunham o gabinete portuguez e que'
asna folbas alcuobaram de covaries e vendidos
Inglaterra.
Fora.n apedrejadas as janellas da casa do mi-
nistro dos negocios estrangeiros no tumultuar
das arroagas, um facto, mas tola a gente sen-
sata, seja qual fr o seu credo poltico, lamen-
tou que se quebrasse, por um modo lo violento
e desarrasoado o accordo que toda a imprensa
de Lisboa tinha feito para nao tirar a forga mo-
ral a < governo io paiz n'uma conjunctura des-
las, em que o peo3amento patritico devia do-
ninar a todas as arabigOes partidarias.
Mas aos regeneradores tardava a trate, bem
triste beranca do poder as circumstancias dif-
fficei3 em que seria chamado* a aceital-a.
Nao Ihesoffreu o animo aguardar algumas ho-
ras mais e mandou insultar, pelos seus org9i
quelles homeus, entre os quaes- se achavo lian-
ros Gomes, que oessas negociages havia raaniv
festado urna diplomacia, um lacio, ama eruihgo
especial cima de todos os louvores, e o. gragas
habilidade com que sempre se houvui neste
conflicto, que os- direitos -de Portugal fmaa>|B>
salvaoos por modo a convencer, kauiu .m ir.- os
conselhos europeus, quando porveutura hajam-
de ser novamente oonvocados para a questfo de
delimitago c raiificago do que nos fra asse-
gurado pela coofereacia de Berlim.
O.governo portuguez fez portanto o seu dever,
cedondo parante a Immineacia das represalias!
inglezas.
Drveria ler esperado que se execulaseem as
araeagas de lord Salisbury, e nao se subraeller
senSo quando a arlilharia dos couragados bri-
unnicos vomilasse contra nos essa razies su-
premas da prepotencia, altiva da nosso cx-al-
liada?
Querem agora explicar os adversarios do ga-
binete demissionario que a resistencia passiva
at ultima extremidade, teria sido o mcllior
al vr.r:. por quautov da araeaca esecugao neai
das vas de facto ha uma difrerenga grande, qua.
teria feiio reflectir o governo inglez, sobretuda
no que diz respeito a Lisboa,, qus est muito.
hnge do ter a pequea importancia d'Alesas>
dria, quera Inglaterra ha poucos anuos fez bom-
bardear, assalvajadumente por uma qneslo ia-
signiticante.
Mas nao era,s a capital do rea) o.que cum-
pria salvaguardar, mas todas as nossas. pos'ses-
ses ultramarinas.
A ilha de S. Vicente de Cabo. Vaeido, ura
das pnnteiras estacos martimas do, mundo.
Lourengo Marques, que o principal dus por-
tos africanos, ticou sendo sempre cubicado pelos
inglezes, que jamis pordoaram a Mac Mi ion >
termon-o adjudicado pela sua celebre deci3o. ar-
bitral.
Como refens que oceupasse a Inglaterra estes.
portos, e o de Quelimane tambem, mais que.
certo que nuaca mais nol 03 devolveriam !
E' esee o seu proceder.
A historia contempornea abunda em procsV
mentos dessa faita de honradez bnitannica, taes
que s a do. celebre Cariucho, ou do lendaris
Fra-Diavolo poder igualar nos fastos da rapa-
cidade humana.
Intil sera, dizer Ibes que o ministro dosneosn
cios estrangeiros do governo demissionario le
na Cmara d09 Pares na sesso de 13 leda *
correspondeiicis diplomtica trocada cora o Ek*
reiga Office, coocereento ao conflicto africano.
D.'iwis dessa lekura que o Se. Jo- Lucono d%
Castro, presidente do conserho, annunciou C-
mara que o gabinete havia pedido a sua deaur
sao ao chfe dOiE-tado.-
A consequencia immediata do: nrocs*os-iiDat
taes da Inglaterra teve immediat echo na ps-
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I Mari o le Peni am bu i* o--Ter<;a-feir 4 de Feyereiro He
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pulagio le Lisboa e pa-a logo na de tolo o paix.
Sena longo enumerar ibas hoje o carcter ex-
pontaneo e imfoneute que tiveram as raa
mfestagss patriticas. A relagio miaucio des factos enviar laa bei na miaba de 21, porque
esta vai muito longa No delirio da indignadlo
popular, o esralo. das armas do consuladoOr
tannico em LisbM foi apeado e arras'.ado pelas
mas, com) em Madrid s fez ao da legado ale-
nla pr sccasiao do conflicto fas CaroTnas.
Por qoetro das e noitea suocessivas duraram
em Lisboa as raaniesiagSes patriticas, predo
minando nHIas o elemento acadmico.
Imponente tambem o moviiu nto que se
operou em tolas as classes eoiaes para prono
ver e avultar urna grande subscripgao nacional
destinada a ocorrer as desjetas extraordinarias
que urge fazerera se para alocar os nossos por
tos, quer no continente, quer no ultramar, n'ura*
situacao de defea sena que elles, felizmenie,
nao lem por ora.
As sjdsorus da imprensa levaram a popula
cao soDretuilo aos c nnm-rciaates por g*osso e
aretalbo. que a guerra uiais effl-az e pungente
que desde ja podemos fazer, nao Inglatirra,
mai ao inglez cortar com os sem mercados,
com as suas industrias, com as suas pessoas,
toda a especie de relagoes.
E' lo.iga a lista das adhnses que neste seati-
do leein a|ipare;id desde as snramidades aris
tocraticas, fiuraeeiras e coramerciaes, al ao po-
aeno coinmercio, s molestissimis industrias,
odas 19 classes lee n dado e darao o seu con-
tingente para este prote-.to
Esta na ordein do .na pois, despedir os em
pregados ou serventes inglezes, quem os tiver ;
nao comprar productos daquella procedencia ;
nao importar as suas mercadorias ; nao aroro-
veitr os seus navios de vella ou a vapor para
as exp ortages ou passagens e restituir as con.
decoraces bntannicas a Inglaterra, como fez o
Sr duque de Pal^ella e Fernando Augusto Ga-
bral con a m-iali,a do Bltico. recuzal as como
fez el r i D. Canos con a Jarreleira e a con-
men la do Banho ; nao alugar i*M8 a inglezes,
nao tolerar nos espe tcalos arti-tas daquella
nacao, rejeitar toaas as medalhas inglezas como
fez o bravo patro Joaquim Lopes, transferir os
seguros das co;npannias inglezas para outras
naci iaes ou estraneiras comanlo que nao se
jara baiannicas : retirar os liihos e lilhas dos
coilegieos de Inglaterra, hostilizar, na boUa que
subsiitue para o ingles o eora.-a. por lodosos
modos possiveis e madoaveis coin'.anto que as
suas pn.pr eda les e pessoas, sob a salvaguarda
danossa hospitalidad, nao sejain oTeodi las
materialmente Tal 6 o piara, era Lisboa posto
j em prauca largamente, e secu.dolo pelo Por
to e outras cidades as provincias, ende, at as
villas e lasares menos importantes as matn.es
taces patriticas e os pre:estos vehementes
contra a Inglaterra se teem fe.uo uestes ltimos
oito das se a interrupcao uem treguas.
Tenho gran le soturna de apontament03 neste
genero quedestinava para co npleiar e.ta minha
missiva. Conhego que val demasiadamente loo
a e tiearao para a segrate, que daqui a tres
ias, como raais que ti ver oeeorndo.
Cousia me que a colonia ingle-a de Portugal
vai dirigir uin manifest ao govemo britannico
lamentando que elle nvesse p ocedldo por forma
to irregular e violenta contra a nago portu
gueza a oiga e ai liada lidelissiraa, pondo :m ns
co iu eres^s palpitantes, que he devam mere-
cer luaior considerado.
Ve se me ja seutiu a bolsa a arder.
Sobre os funreas da Sra. D. Thereza Chnsti
na, infefz esposa do Sr D. Pedro de Alcntara,
ex-uuperador do Brazil. tanto no Porto, corno
em Ltsuoa, para onlio cadver eaque la santa
seuhora foi rasfendo. do qua diz respeito a sua
cbeiad.i aqu a 7 do crrente, e 10 seu encerra
memo no j .zigo da Casa de Braganga, em 5. Vi-
cente de Fora mandani promenores, que ench-
riam .gira, a trasbordar esta ja uvuitada cor
respoudencia. .
M.s que querem os nossos leitores, ? desde o
dia ti at hoje, em cada d:a tem se pausado aqu
Tactos extraordinarios, que s por ti danara as
sumpto para urna das mais longas cartas que
razo iv I enviar para um peridico ?
Ku-'o Ib o assignalado f.vor de r produz.-em
no Diario o protesto da Sociedade de G.*jgra
P Ponho desde ja ponto Bnal, por boje, se.,
mesra falla- do ir.gico lim de Jilio Ce cha lo. que hi oiio das se suicidou cortando as
arterias dos puUos com urna navalha de b-irna,
e faz.mdo o tn-stuo a su mulhrtr, que (infeliz
mente p.ra ella.) foi po^sr-el salvar ; era da
norte de Fr ncisro Pabia e de Joao de Lemos,
dous es'.imadissimos escritores latnbem. doas
poetas da annga e bnihante plyade do Trovador
de CoimU'-a. dois iiometis de bem, em toda a ex
ten- da palana, nac menos, do que o pobre
..u -ar Machaio, que enlouqueceu d pois do
uicidio .le um liiho que adorava l
Pa-1 nada disto ha lempo agora. E a tnflien-
a uu nos tem pe seguido, que tem dizimado
a poim'iga, comas pneumonas supervenientes r
Eos rasgos de beoeticeocia acrisolada de todas
as class- s sociaes, a comegar pelo pago, e as
med las sanitarias, os postos de samdade poli
cial, a desiriouigo dos soccorros pobreza que
enorme pela impossibilidade que titn os ope-
rarios urna vez aneados de gannar tao cedo a
sua vida E o bando precatono jrojectado para
hontein e adiado para o da 26 ?
p s A 22 do corrente pelas 8 horas da noite
hav' rano sala) daT'indade urna grande reumao
convocada pos, redactores e representantes de
toda a imprensa de Lisboa ahm de se tratar de
promover urna grande subscripgao nacional para
se conseguir a a quisigo oe to los os possiveis
elementos de def< z. do paz colonias. Assignam
redactores de 44 jornaes este convite patritico.
TR4\S(]RIP(0ES
Conflieto aaglo-poHngaez
(Jornal do Commercio de Lisboa)
Lisboa, 13 de Janeiro.
A- lagrimas do patriotismo nao podem hoje
deixar de misturar se a tinta cora que os portu
guezes teDhara de referir-se dura violencia que
a forga acaba de fazer ao direilo, odiosa op-
pressao que o fro leopardo bntann co acaba de
exerc rsoore as histricas quinas lusitanas...
Taes palavras, bem o sabemos sao na opinio
do Times Je um mero e improficuo effWto rbelo-
rico, mas perante a plvora mal disfargada do
ultimtum ingles, nao pode a nossa p. quena e
queri a patria erguer se altura do fatal crfosso.
3enoiajprimindo-lhe na fron:e, dora c egostica,
o sivgma moral da insigne cobarda com que
acaba de illusrar-se perante o mando inteiro.
Nao nlgamos nunca, na nossa philosophica in
genutdade. qoe, em pleno secuto XIX, a pode
rosa Inglat. rra, que mais do que ninguem co-
nhece a nossa velha historia, colonial, ousasse
comraet'er a brut lida le de a repudiar, poster
gao'o selvticamente todo o respeito pelo direilo
e pela justiga. Nunca o pensamos, e a propria
Gr Bretanha se erapenhon em nol-o occnltar.
emqnanto surda e maliciosameote dispunna por
esses mares os ferreos couragaJos, sem os qnaes
toda a sua diplomada sera na presente con-
innetnra perfeitamente irrisoria e oulla, por ab
soluta carencia de fundamentos s suas allega
coes.
A dor m Portugal, pela transigencia a que o
seu govemo foi obrigado, profunia e justissi
ma, e, se li mentamos afumas violencias male-
riaes que o desvario produzio, temos a bombii
dade de amrroar que a efervescencia que na
noite de honiera irrompeu na capital na sua
esencia, um 'estemuuho consolador para o pa
triot-mo de lodcs, a despeno de alguuia injas
tiga de ue inconscientemente se revestio.
Pesa-nos,. (lectivamente, que aos Drados anti
bntannicos se janlassem reenminagoes meao>
fratrnaes contra concidadfcos, qne podem terer
rido, m.'S qae nao traniram por lrma alguraa a
patria, e que assim esteja. os dando, alera de
muita satisfacao, quasi razo, Inglaterra. Eff c
tivamen e, o dilemma impoe se : se nao ro por
erro, o governo cedeu ou por necessidade ou por
obsequio. Se foi por ne essidaae, s ba a lamen-
ta) o, e contra a Inglaterra nos deveraos levaa-
lar ; se foi por obsequio, sao os ministro- para
nos os aicos responsaveis pela traigao.
Ora perguntamos : pode algaem aizer que o
governo tivessc qualquer empenho em sacrificar
nos a Inglaterra r Recordemos que precisamente
o Sr. Barros Gomes foi sempre considerado me
nos affecto a eesa allianga iugleza. contra a qual
varios patriotas vonferam de ba muito. De que
at agora o aecusaram foi de mema tavorav-1
especie de protectorado exercido pela Inglaterra
sobre nos.
Amamos a patria, a as suas hu'uilhagfjes sao
as nossas mximas dores, mas temos pela justiga
o raesmo absoluto respeito, e compunge-nos ver
que a dor publica chegne a transviar a opino
contra um dos raros homens que teem sabido
servir o paiz com todo o seu coragao e com urna
austeridade e gravidade qua coraegam a ser ra
ras entre nos.
Louva se o Sr. Antonio de Serpa porque no
conselho de Estalo dti se. propoz o alvitre de
acceder ao ultimtum, sob a loadigao da Iasla
ierra aceitar a subsequente arbtragem. Esla for-
ma certamente mais sxrapathtca ao brio naci
nal, e, conveniente sabel o, foi a que primiti
varaente o Sr. Barros Gomes propoz e defendeu
contra os ou'ros miaistros no referido conselho.
Perante a m disposif&o da Inglaterra poda, po
rm,ser tachada como recasa de acquiesencia, que
servira de pretexto a urna expoliagao, que os
moviraenlos navaes esta vara tristemente prognos
tic ndo.
Se o governo tlves3e seguido a primeira ira
pressao de pundonor do Sr. Barros Gomes, bem
possivel que a estas hora* em S. Vicente e Lou-
rengo Marques fliictuasse o pavilhao inglez, e o
alvitre que agora se louva como heroico, seria
entao considerado to ignomiaoso, ou mais do
que aqu-He que ama modesta pr jdeacia levou,
por maioria de opiniio, a preferir.
Por Deus, nao nos dilaceremos perante o ini
raigo era lutas injustas. O Sr. Barros Gomes um
vencido, mas ao pode licar na considerago dos
scus compatriotas como ara ministro traidor.
Para outros os labos infamantes. Nos somos tara
bem u:na nagao vencida, mas nlo deshonrada, e
se a Inglaterra nos humilhou, burailhada ficou
eonnosco toda essa Europa, que, proclamando a
nossa justiga e o nosso direito, nao ousoa fazer
ralel os e'.licazmente perarile a Inglaterra.
No doloroso tr.nse que atravessamo3 temos
muito que apreniere muito que prever Encon-
iramos na sua historia a eloquente ligio do que
vale o direilo dos Traeos, e como sobre elle as-
seata a nossa exclesiva forga colonial, clararaen
le podemos avahar quanto ella fraca e precaria
por si, e d'ah induzir o qoe mais nos convm fa
zer para evitar que successiva3 expoliagOes nos
esgotem at ao ultimo dos nossos dominios.
Meditemos serenamente esse, ponto lelicado,
fra dos tradicionaes preconceitos histricos, c
deix;rao no? de violentas retaliagOes, que irre
sistivelmente se toroam injustas.
Ogove-ni progressista, que era tantos e tao
graves erros moraes incorreu, nao cahio sobre
elles, como mais legitimo seria. Horre agora so
bre urna fatalidude a que n&o pode fugir, e 6
d'ella que, n'am impelo de paixao, Ihe fazem o
maior crime.
Nao justo. O grande erro d'e-se governo no
presente momento foi pretender sobreviver i sua
raorte. i' assignatura da nota que registrava a
nosa humilhagao irapunhase m^ediatim^nte
anda que nao fosse senao por decoro, a deinis
sao lo gabinete.
O paiz verla com respeito a retirada do minis-
terio, reconhecendo elle proprio a sua impoten-
cia. A sua demora deixou Ihe suppor que o go
verno achava que ludo ia pelo raelhor, no raelhor
dos mundos possiveis, e estcplaoglossismo poli
tico muito lgicamente irritou a opiniao pu-
blica.
Foi mais um erro de irreflexao rom que o ga-
binete progressista, inaugurado em to favoraveis
auspicios, terrainoj assim ingloria ente a sua
iccdentada exisencia, parecendo ter ido sacu
dido do poder pela onda de urna indignacao pu
blica, no fnndo menos merecida, quanto pre-
sente qnestao.
DOCUMENTOS
9 sr. eorge Petre Sr.
Hearique de Barros oui s
Sr. ministro.
Lisboa, 18 de Dezembro d: 1889.
(Traducgao). .
O governo de Sua Magestade receben noticia,
baseaJa na autoridade de bi-po anglicano S.ry
thies, bem como a de um viajante francez, de
que os makololos foram atacados pelo major
Serpa Pinto, depois do cnsul Buchanan lhes ler
declarado que estavam sob a proteegao da logia
trra; de que o raajor, com urna forga de qua
tro md homens, seis meiralhadoras e res vapo
res se achava em Ru, e que tinba declarado of-
licialraente que era intengo sua tomar posse
de toda essa regiao at ao lago Nyassa.
Avisou, alm disso, as estacoes inglezas de
Blan'yre de qae teriam de collocar se soba pro-
te.go de Portugal ou de soffrer as censequeo
das, que poderiam resultar de assim o nao faze
reni. F rara vistas pelo bispo Sajy'hies deca
rage- esenptas neste sentido.
O governo de Sua Magestade prevenio o de
Sua Magestade Fidelsima de que nao poderla
permittir qualqu ataque s estacoe* inglezas
itua ias, quer no rio Chire, quer na parle meri
dional do I go Nyas- c eslou encarregado de
lemnrar a V. Exc. que o ataque dirigido contra
os makololos. depois do representante britanni
co ter anuunctado que estavara sob a protecgo
de Sua Magestade a Rainha, urna grave infrac-
go dos direitos de urna potencia amiga. O go-
verno de Sua Magestade nao pode consentir nes-
tes factos nem no procedimento adoptado por
Portugal.
Encarrega-me porlanto o Mrquez de Salisbu
ry de pedir ao governo portuguez que declare
que nao permittir as 'orgas portuguezas qual
quer ataque s estages Dritannicas do Nyass.
ou do Chire era ao paiz dos makololos, e alm
disso que nao lhes consentir ptacar o territorio
sujeito aLobengula ou qualqner ootro Urrilo-
rio que se tenha-declarado estar sob a protecgo
da G> Bretanba. E por ultimo que qualquer
funeciooario portuguez que tenba procedido des-
te modo ser demittido pelo governo portuguez
Tenho a honra de solicitar de V. Exc. urna
resposta, cora a possivel brevidade, ao pedilo
que a V. Exc a'abo de fazer em conformidade
com as instrucgSes do governo de Sua Magesta-
de e aproveilo a occasio para reiterar a V
Kxc. os protestos da minha mais alta considera-
gao.(A) GeorgeG. Petre.
O Mr. Henrique de Barro Qeme ao
Mr. 4>eore ti. Petre
Illm. e Exra. Sr.
liaboa, 20 de Dezembro de 1^89.
Tenho a honra de acosar a recepgo da nota
que V. Exc. me dirigi, em 18 do corrente,
acerca dos acootecimentos verificados no Alto
Chire. Duu-rae pressa era responder a sua com
municago. expondo por meu la lo os tactos,
como e al onde delles se acha actualmente in-
formado o governo de Sua Magestade.
A periurbago n'aquellas regioes nao recen
te. Em 15 de Junbo foi o governador de Queli
mane avisado pelocommandante m litar de Mas
singire, que o caminho central do i^hire fra fe
cado pelos makololos, que haviam atirado so
bre um vapor da Afriean Leakes Company, tendo
este regressaio e os seus tnpolantes pedido au
xilio, q e mais tarde se declarou nao ser j ne
cessano (erebora se tives-e chegadn a aeoordar
os termos era que elle devia ser prestado; por
naver o dito va.ior conseguido a ravessar, com
o-reforgo de ootro navio e de alguraa gente ar-
mada a bordo.
Era 9 de Ju bo o commandante militar de Mas-
s ngire comraunicava para Quelimane q e as
retacos com a margen direita do Chire conti
nuavam interr mpidas. Pedia urgentemente
forga para evitar serias consecuencias.
Em 15 de Jnlho responda o governador de
Quelimane recusando a, e claramente accentua
va a razo da recusa. Recrava com a presenga
dessa forga ir, em apparen ia. justili.ar boatos,
qu airede se espalhavarn, de que o governo
pretenda levar guerra aquellas ierras, sobre
saltando os reguos, fe predispondo os contra a
antondade e os iunccionsnos pai tuguezes.
Ach. >a--e sm ll de Junho em M ipa o m.jor
Serpa Pinto cora os encubriros Alvir.. Ferraz e
Theoiudo, r-tidos all por doenga grave, que os
impeda de pros'-gutr no desemperiho da con
missoofficial. que Ibes idia incumbida em 30
d. M.rgo deste anno. Tendo seguido mais tar
de para a aldeia do Pinda, onde se acbava era
mea los de Julho -oi all informado de qual era
o estado das coosas em Mupassa. En 15 tele
grapbava p r. Quelimane, accentuan lo -eral)
^lulamente preciso que fosse am.aavel a reso-
logo da questo, repuiava um grande erro le
van tar conflicto cora os makololos. Para o
commandante de Massingire recommendava
prudencia, acautelando-o cmtra a nalureza e
effeitos possiveis dos bootos, que insistente e
malvolamente se propalavam.
A 18 de Julho urna communicagio de Massin
gire mdicava terem se modificado muito favo-
ravelmente s circumstancias, resolvendo se por
isso o major'Serpa Pinto a seguir mal tarde
para Messaage com os dous engenheiros, e en
contrando se a 8 de Agosto com o'cnsul geral
de Sua Magestade Bntannica, qae partir de~
Mogambique, elgura lempo antes, munido de rc-
coinmen >ago especial para todos os oIBciaes e
autoridades portuguezas, e entre ellas especial-
mente as do Chire e sul do Nyassa, para quera
o referido cnsul se encarregara de levar cor
respoudencia pfficial do governador, caso este a
tivesae para Ih'a fansmitlir.
A conferencia parece ter sido amiga vil, que o
raajor Serpa Pinto chegou a pedir a Mr. Johns
ton o transporte dos dous eng"0beirO3 no seu
vapor, para convencerem o regulo Melaurc a
deixal os proseguir pacifica nente, visto a ins-
possibil'.dade de 3eguirem por trra transporte
es e que Ihe foi recusado.
A 23 de Agosto o major Sarpa Pinto descia
para Quelimane, e os doas engenheiros avanga-
\am para MupastO, aconpanbados de um pes-
soal, qae, pelo seu numero limitado, exclua
qualqner idea de aggresso, e em Mupasso erara
atacados nos termos e pela forra, i constantes do
relatorlo j publicado, e de qua junto urna co-
pia.
Era 31 de Agosto o eogeuheiro Ferraz man-
dava, j fortiticalo em Mupasso, e poi tanto na
defensiva, lelegraphar para Serpa Pinto, em
Quelimane, que receiava un ataque, na margem
esquerda, por forgas numerosas viudas do or
te, tendo elle Ferraz tuda preparado para se de-
fender cora a menor perda possivel da sua
gente.
Foi n^stas condiges que Serpa Pinto veio a
Mogambtque solicitar soccorros, que de modo
algura Ihe podiara ser negados na nresenga dos
factos ocerridos, sera arriscar a pequeni expe
digo que flcra em Mupasso e o prestigio do
norae portuguez n'aquella reio.
Quer o governo de Sua Magestade Britannica
ver as declarages de Mr. Bachaoan um moti-
vo para condemnago dos factos, que occorre-
ram posteriormenle, e que foram a consequen
cia natural de quanto cima deixei dito.
A correspondencia trocada entre Mr. Bucha-
nan e o raajor Serpa Pinto, em 19 e 21 de Agos-
to, explica bem claramente as razoes, p"orque
Serpa Pinto entendeu nao bastaren! taes de; la
rages para tolher a justa defeza da expedigo.
e evitar, qui, pela retirada desta, viessem a ser,
como infallivelmente o seriam, atacados os pra-
zos Massingire e Magaoea.
Semelhantes declaragOes achavaai se, alera to
mais, em completa opposigo com as que ofi
cialmente haviam sido feitss, e;n Loodres, pelo
governo de Sua Magestade Bntannica as duas
casas do parlamento, e fra dellas, inda em
Margo e Maio deste anno, de quo a regiao de que
se irata nem constitua territorio britannico,
era estava sob o protectorado da Gr-Breta-
nha.
Cumpre accre3centar que, apesar da data j
bastante afastada dos dous documentos cima
referidos, % do conhecimento que detles devena
n 'cessariamente haver na Europa, nunca o fa;to
a que o priraeiro delles se refere foi ofBctal
mente notificado ao governo de Sua Magestade
Fidelissima.
Dos facto3 que succintamente deixo narrados
infere-3e :
1." Que o governo portuguez orgamsra urna
expedigo de carcter paramente technico, sera
recursos de pessoal para emprehender urna
guerra. Da natureza des3a expedigo tuve co
nhecimento o governo de Sua Magestade Bri
tannica. A ella se referiram em tempo todos os
jornaes, iocluindo os inglezes, sem que susci
tasse o mnimo reparo o local ende ella devia
operar.
2.' Que ao bom xito dessa expedigo se op-
puzeratn as perturbacoes occorridas no Chire. e
mais tarde os boatos espalhados e os manejos
exercidos no intuito expresso le a contrariar.
3." Que a expedigo portugueza foi durante a
ausencia do major Serpa Pinto atcala, e que
nao atacou.
4." Que o ataque te verificou ao sul da foz do
Ru. Reliro esta circumstaBcia pela sua inue-
gavel importancia e nao porque o governo de
Sua Magestade nossa reconhecer, como lmite
da provincia de Mogambique, o que Ihe era l
xado pelo tratado de 1884, que nao chegou a ser
ratificado.
Cumpre-me accrescentar que o major Serpa
Pinto apenas eventualmente interveio oestes
acontecimentos. O dirigir a principio os dous
eDgenheiros pelas reg Oes do Chire constitua
urna parte muito accessoria la misso, que o
levara a frica, misso para a qual, nos termos
do art. 1." das suas instrueges, deverla, salvo
casos extraordinarios, einpregar todos os meios pa
tficos de accao e de influencia.
A'cerca uessa misso, bem como dos reforgos
que o major Serpa Pint veio bascar a Mogam
bique se trocaram por vezes explicages entre
o governo de Sua Magestade Fidelissima e o de
Sua Magestade Brilannica, ionio e'u sempre de-
clarado que as pessoas, estabelecimentos e pro
priedades britaonicas seriam. em qualquer hy
pottiese, absolutamente respeitados..
Era que condiges se verificou o combate, de
que houve conhecimento em Lisboa e na Europa
inteira em 17 e 19 de Novembro, combate veri
cado anda para quem do Ru ? Que factos
se passan>m posteriormenle ? Quaes as rea-
ges entre o major Serpa Pinto e as misses ou
es'aces coramerciaes britannicas ?
Nada consta por emquanio cm Lisboa, fi a dos
termos concisos do telegramraa, j referido de
17 de Novembro O governo de Sua Magesta
de pediu as necessarias informagOs para Mo
gambiqoe, para assim corresponder, como Ihe
cumpre, aos desejos manifestados pelo gabinete
de Lcndres.
Entretanto para se ver at que ponto parecen
ser inexactas as informages recentemente viu-
das para a Europa por via de Zanzbar, bastar
notaf que V. Exc. falla em 4:000 homens, e que
um telegranlma do governador geral de Moga
oique.de 7 de Outubro, menciona apenas 2 000.
V. JSxc. refere-se a sete metr lbadoras e tres va
pores; o governo de Sua Magesiadc nao tem no-
ticia senao de urna metralhadora e de um s
va or.
Por igual se exagerou na imprensa a cento
de homens a mortalidade, qae consta haver sido
de 72.
E', pois, licito suppor que nem s n'esses
pormenores sao inexactas as informages trans-
mittilas de Zanzbar, e este governo coolla que
o sero, muito particularmente, no que se refe
re s relagoes entre o major Serpa Pinto e os
estabelecimeotos inglezes, taes e lo instantes
haviam sido sempre as recomraendices do go
verno de Sua Magestade quelle ofli al.
Respondendo agora aos pomos concretos,
acerca dos quaes V. Exc., por ordem do seu go-
verno, me formulou um ceno numero de quesi-
ios, compre m assegurar a V. Exc. o segrate:
i." O governo de Sua Magestade. nunca auto-
risou, nem approvar, qualquer ataque dirigido
contra os estabelecimentos britanoicos junto ao
Nyassa e ao Chire ;
2 Nao pode ser seu proposito atacar te-ri-
torios pertencentes a Lubengula, mas sim, e
nicamente, manter se e defeoder-se n'aquelle.s,
que repute pertencentes cora de Portugal, e
oade existem reguos directura nte avassallados.
ou depeadentrs do Gungunhana ;
3.* O governo portuguez, por maior nue seja
a sua deferencia para com o da Inglaterra, nao
pode deixar, por digoidade propria, de se're-
serar o direito de apreciar, em face danrrrago
completa dos fados, o procedimento do major
Serpa Pinto no pa z dos makololos.
Apresso-mo a informar a V. Ex\ qne foram
j t legrapnicarnente para Mogambique as or
dens mais terminantes para qae sejam respei
tados os estabelecimentos e os interesses britan-
titeos e que o governo de sua magestade apre-
cia' animado, por sua parle, de um espirito
d: maior conciliago. o completo ronjuncto dos
fi tos, qu.iulo etes sejam definitivamente co
nheiidos pelos dois governos.
Aproveito u occsio para reterar a V. Exc.
os protestos da miaba alta considerago.Barros
Gomes.
O ir. Henrique de Barro* CSoaae* a
mr. O. V Petre
Lisboa, 8 d; Janeiro de 1890
Illm. e Exm. Sr.
Tenho a boara de aecusara recepgo da nota
Jatada de 5 do corrente, que me foi entregue a
a, na qual V. Exc me informa n haver o go-
verno de Sua Magestade Kritanni'-a encontra-
do, na minha nota le 20 de Dezerabo ultimo,
aquellas precisas e explcitas se^urar/caa qae
julga esseocial obter.
Reconhece V. Exc. que s informicObs sobre
os actos do major Serpa tinto e seus subord-
nalos So necessariamente incompletas. Aeres-
centa, porem, varias refl -xe-, qae ao govemo
de Sua Magestade Untannica sao suggendas
pela organ:zic8o da epdigo militar forta
gueza, sua accio no paiz dos Makololos e pela
commuoicago a> mr. Buchanan ao major Serpa
Pinto. De tudo icf re o governo britannico a
necessidade de instar por um declaraco de qu
se nao tentar decidir questes terriloriaes por
actos de forga ou eslahelecer o dominio de Por-
tugal onde predominem interesses britaunicos;
e, porlanto, encarrega a V. Exc. de ptdir ao
governo portuguez ama. prorapta declaraco de
que nao permittir s forcas portuguezas que
intervenham nos estabeicamentos inglezes do
Chiro e do Nyassa,. no pjii d s Makololos, oas
regies que governa Lobengula ou em qualquer
outro paiz sob o protectorado britannico, e, ain-
la mais. que se nao faro tentativas para esta
belecer ou exercer jurisdiegao portugueza n'a
quelles paizes sem previo accordo entre os dois
governos.
Cocclue V. Exc pediodo iue Ihe faga chegar
a mioba resposta antes do dia 8 Urde.
Relveme V. Exc. se eu coraego lastimando
a circurastancia de se rae haver marcado um
prazo para responder. O alto nprego que sem-
pre tenho mostrado ligar manutengo as boa*
relaees entre PortugU e a Gr Breanha nunca
me consenta demorar as minhas res postas,
quando dessa demora podesse provir o ser por
qualquer forma arriscado interesse to capital.
Sent o gov.-rno pottuguez qae as explicagas
ja dailas nao tenbam satisfeilo o de Sua Mages-
tade Britranica. Continnmdo a considerar es
seacal a circumstancia de que o li.nitad'ssino
pessoal que compunha a primeira expedigo de
todo exclua o intui'io aggressivo que se Ihe quer
attribuir; nao polendo d: modo algura consi
derar justificada a declaraco de um protecto
rado. nos termos em que foi feita, sobre um
territorio acerca do qual a cora portugueza
constantemente afirruara os f eus direitos; e.
derivando se destes dois factos capitaes o curso
todo dos acontecimentos, as anda incoraple
tamenie conhecidos, possivel qoe da diversa
apreciago dos mesmos factos resulte o seren
lidas por insuffleleutes, por parte do governo
brianoiso, s explicages e segarangas j dadas
pelo governo de Sua Magestade Fidelissima.
', porm, to vivo o nos*o desejo de shegar
quelle previo accordo sobre todas as que^ies
pendentes, a que V. Exc. 3e refere na concluso
da sua nota, que nao hesit este governo em ir
mais long, no intuito de por seu lad< o famili-
ar. Procede assim era harmona cora os seus
constantes precedente, por quanto repet ias
vezes tem ins'ado pela celebragao d'esse accor
do, nao se havendo recosido nunca a discutir
Ihe os termos, nem recta lo al para melhor Ihe
ssegurar o xito, p-ranie os mais valiosos sa-
crificios.
Perseverando, portante, n'essa ordem de ideas
nao duvida agora o governo portuguez expedir
instruiges s suas autoridades em Mogambique
para que nenhura acto de forga se pratique con
tra os estabelecimentos brilannicos do Chire e
do Nyassa como alias sempre foi ordena lo, nem
contra o paiz dos n .kololos, ou os que se achara
sob o governo de Lubengula, ou qualquer outro
a respeito do qual se allega haver-se declarado
o protectorado por parte "do governo britannico;
e tamben para qne nenhuaa tentativa se rea
lize para o estabelecimento e exercicio da joris-
digSo portugueza u'ipelles territorios sem que
previamente se tenha a seu >espeito chegadoa
um accordo entre os dois governos. Confia,
porm. nleiramente, pela sua parte, o governo
de Sua Magestade Fidelissima que o de Sua Ma-
gestade Britanaica, por urna justa reciprocidade
para com urna potencia desde to longe. amiga
e ..II a la, dar semolhante nenie instrueges a
suas autoridades ou representantes, para que se
absteubam tambera de qualqter acto novo que
a tere a sitUgo da pe: i.km ca, eraquanto esla
nao for definitivamente resol vida pelo accordo a
qae se refe e a nota de V. Evc
Par- ce assim a este governo ter satisfeilo ao
que d'elle deseja Sua Magestade Bntannica.
Com efrito nao s nao diligenciar resol"er pela
forga quaesqaer quesees terriloriaes, raa
aguardar, lia to no seu direito e presupposia
sempre ama justa reciprocidade, o accordo de-
sejado eotre os dois governus, para estabele er
e exercer definitivamente' a sua jurisdigo em
qualquer porgo dos territorios cintestados,
tornando assim dependente jo resultado da dis-
cusso, e entrando poranto, nos t rraos do
accordo a celebrar a resofijgae anda mesmo das
quesi^s terriloriaes quepossam ter tido comeco
ou cora jlememo de solugao por efleito dos acn
lecimenlos recentemente ocerridos no Chire.
Se, porni, esta, resposta anda nao satlsfizer o
governo britannico, ou se, contra urna justa es
pectativa nossa, nao seja possivel realiz.r o
accordo projectado, o governo portuguez declara
desde j qne por sua parte se promptilica gus-
tosamente a submetter todos os litigios penden
tes com a Gran-Bretanha ao ex. me e deciso de
urna conferencia das potencias signatarias do
acto gtral de Berlim.
E quando o expediente assim iembrado nao
low-Te tambera a approvago da Inglaterra, entao
o governo portuguez collocar-se ha ao abrigo do
que preceiiua o artigo 12 do mesmo acto geral
de Berlim, para cujo con.tdoo giverno de Sua
Magestade entende dever tambem chamar desde
j e de modo especial a atteuco do de Sua Ma
gestade Bntannica.
Effecti va mente se, acerca dos territorios do
Chire edo Nyassa, a laglaterra tivesse reconhe
cido o direito histrico constantemente affirraa-
do por Portugal, nenhuma questao teria sur
gido.
A contestago d'esse direito, e raais que ludo
a declarago de um protectorado britannico
n'aquellas regies, faz, porm, com que, pelo
menos perante o governo inglez, ellas recaiam
por inteiro sob as disposiges do referido arti
go, que torna obrigatoria a mediago e faculta-
tiva a arbitragem.
E', pois, a meu ver, innegavel o direito que
assiste a Portugal de pedir a applicaco do ar
tigo 12 do acto geral, na hypotbese, que alias
nao espera e nao deseja, di impossibilidade de
se estaoelecer o accordo directo.
Aproveito a occasio para renovar a V. Ex;.
as segurang is ia miaba alta considerago.
Barros Gomes.
Memorndum presentado pelo mi-
nistro de Inglaterra mr. P.-t re
em 11 de Janeiro de 1890
(Traducco)
0 governo de sua magestade nao pode accei
lar, como satisfactorias ou suficientes, as segu
rangas dadas pelo governo portuguez taes como
as interpreta. O cnsul interino de sua mages
ade em Mogambique telegrapbou citando o pro-
prio major Serpa Pinto, que a expedigo estava
anda oceupandoo Chire, e queKaluoga e outros
lugares mais no territorio dos makololos iam
ser fortiticados e recebenam guarniges 0 que
o governo le sua magestade deseja e em que m-
sis.e no teguinte :
Que se enviem ao governaior de Mogambique
isiiucces lelegraphicas immediatas, para que
todas e quaesquer forgas militares portuguezas
actualmente no ture e nos paizes dos makololos
e raashouas se relirera O govemo de sua ma
gestade entende que sem isto as segurangas da-
das pelo goveroo portuguez sao Ilusorias,
Mr. Petre ver se ha obrigado, a vista das suas
instrueges, a deixar imraediatraente Lisboa
com todos os membros da sua legagao, se nma
resposta satisfactoria precedente ratimago
nao for por elle recehida esta tarde ; e o navio
de sua magestade Enchntress esta em Vigo es-
perando as suas orden.*.
Legagao bntannica, ll ie Janeiro di 1890.
O Sr. Henrigue de Barro* Cornea
ao fr. fieorge c. Petre
Illm. Exm. Sr.-O governo portuguez julgava,
e julga, haver, com a sua nota de 8 do cor
rente, satisfeito por inteiro quanto d'elle recia
mav o de sua magestade briannica. Antecipaa-
do se seguranga d'uma justa reciprocidade
que devena constituir o natural preliminar das
suas resoluces apresson se a eoviar para Mo-
gambique as ordens mais terminantes no sentido
de azer respeitar desde logo, em toda a pro-
vincia, o coraoromi3so que tomara, no intuito
deficilitar a'realisaco d'um accordo com a
Gr Bretanha, pelo qual o governoportugus
sempre pugnou.
0 governo de sua magestade mantera igual
mente o pleno direito que Ihe assiste, quaodo a
sua resposta nao lograsse satis fazer a laglaterra.
de collocar se ao abrigo do que perceitua o ar-
tigo 12. do acto geralda cooferencia de Berlim,
receate e solemne compromisso em que a Gr-
uretanha, como todas as potencias signata-
rias, se o /rigou a acceitar a mediago e a re
correr facultativamente arbitragem, como meio
de resolver pendencias da Datares d'aquelle que
inesperadatnente e tevantau com Poraiaal.
Pelo memorndum que V. Exc. me entregon
era 10 do corrente frmala ae, porem. a titulo
de explicago, o que o governo de sua magesta
de repala ama exigencia inteirameote nova, que,
pea sua extrema gravidsde. nao poderia ter dei-
xado de vr expressa e claramente formulada
em a not de V Exc. de 5 do corrente, se ento
estivesssa na mente do governo do sua mages
tade briannica realisal-a. Ileiro me retiraua
para o sul de Ru, fronteira que na. pie ser
reconhecida por Portugal, de qaaesquer forgas
portuguezas que se coaservssem anda hoje no
paiz dos makololos, e at a retirada de quaesquer
poslos militares, estabele .'dos pacificara nte.
com a pena e inteiras acquiescencia dos nalu
raes, nos territorios que a Inglaterra chama dos
Matebele e Masbona.
Aioda mesmo antdl de coahecida a resposta
do governo portuguez a esta nova exigencia,
era rae por V. Exc. entregue um oulro ment
randumexa II to corrente no qual, sobre a
bate de declarages aitribuidas ao raajor Serpa
Pialo fque alias desde muito satura do Chire cora
toda a expedigo de reforjo que organisrajaie
queKaluoga, bem como outros. pomos do paiz
dos makololos ram ortificados e viriam a re-
ceber guarniges, o que alias se tornara imuossi
vel de rcalisar em lace i.s instrueges termi-
nantes, expedidas pelo governo de sua mages
tade para Mogambique, intruoges de que dei
conlfeciinento a V. Exc. e das quaes junto oiBcial
mente copia a este despacho, V. Exc nao s insiste
em nome do seu governo na retiradas das forgas
portugueza dos territorios das makololos e mas-
nonas mas declara que a nao rec?ber no decurso
da tarde do .ne.-mo da 11 urna resposta satis-
factoria intimagao que me diri io," linba in-
strueges para se retirar de Lisboa com todos os
ra-moros da sua legigo, esperando em Vigo as
saas ordens o navio Enchntress.
Na p'esenga d'uma ruptura imrainente de rea
ges com a Gran Bretanha, e de todas as con
sequenciasque d'ella poderium Ulvez derivar se
o goveroo de sua magesude, re.-olveu ceder s
exigencias recenlemeute formuladas nos dois
memoraudiins a que allude, e resalvando por to
das as formas os direitos da croa de Portugal
nos reg s africanas, de que se irata, prote.tan
do bem assim pelo direito que Ihe coofere o ar
tigo 12 do acto gral de Berlim de ver resolvido
definitivamente o assumplo em litigio por urna
mediacao ou pela arbilragem, o goveroo de sua
magestade vae expedir para o governador geral
de Mogambique as ordens exigidas pela Gr
Bretanba.
Aproveito a occasio para renovar a V. Exc.
as s 'gurang :s da rainha alta considerago.
Se;retaria de Estado dos Negocios Eslraagei
ros, em il de Janeiro de (890
Hennque de Barros Gomes.
A liga da paz dirigi ao marquez de Salisbury
a segrate memoria sobre o conflicto levantado
entre Portugal e a Inglaterra, (presentando nos
mesra-os termos urna oulra dirigida ao governo
porlugoez :
Ao muito nobre marquez de Salisbury, etc.
Milord.
Era nome da di-ecgo da L'ga da Paz, repre-
sentaos das vistas e preoecupages de grande
numero de individuos, eleitores e nao eleitOre'B
do Reino Unido pedimos licenga para expressar
a profunda magua cora que lemos seauido os
recentes acontecimentos que ameacam -rear se-
ras desintelligencias entre este paiz e Portugal.
Ousamos palentear o profundo desgosto que
nos causou a lioguagera violenta e hostil de que
se lera -ervido urna parte da imprensa de am-
bos os paizes, e a nossa ardente esperanga -de
que se nao originar d'ahi qualquer sentiraento
que possa intervir no procedimento paeico da
diplomacia ou lomar de jualquer modo proble-
mtica a so!u;ao amlgavel das questes penden-
tes. Confiamos era que o governo a que V. Exc
preside continuar a manter a sua posigo Irn
quilla e paciente, e a sua alttlude digna e atni
gavel, de que resultar necesariamente um
justo exame d'estas questes, e que tender a
assegurar e a consolidar as relagoes amigaveis
entre os dois Estados.
Sem inquirir, de modo algum, na ausencia de
inmrmages fidedignas e seguras, dos excessos
imputados ao uajor Serpa Pinto uo paiz dos
mekololos, rogamos encarecidamente ao governo
de Sua Magestade que faga ludo quanto estiver
ao seu alcance para evitar que o territorio de um
povo nao civilizado e ine me se. torne o thealro
de represalias e conflictos, ou a a.-ena em que
se decidam os li.igios dos seus vi.sinhos raais
fortes, inflifjindo-liie imraerecidos soff iraeutos
e miseria. Espiamos fervorosiraenie que a
resposta io governo portuguez seja de uolie a
offereeer um meio de resolve- rapidaraenie
quaesquer pontos era discusso. Mas, se se le
vantarera dilieutdades sua deciso pelos meios
diplomticos e anigaveis, snbmettemos respei
lasamente ao alio criterio de V. Exc, se ques-
tes <-e soberana contestada ou de I railes a que
finalmente se poder talvez reduzir a controver-
sia, nao sao de nalureza especialmente idnea
para serem decMidos por um recurso aroitra
gein.
Peumos licenga para lembrar a V. Exc. que o
principio da arbitraera, para o qual o governo
britnico leve a honra de ser o pri neiro a cha
mar a attengo do Coogresso de Paris de 1856
por intermedio de lord Clarendon, foi unnime-
mente reconhecico e ritilicado por aquella au
gusta assemblae formulado n'um protocollo nos
,-eguintes termes: ..
Os plenipotenciarios nao hesitam em expri
mr, em nome dos -seus-' governos, o desejo le
rae os Estados, entre os quaes de futuro se ve-
nha levantar qualquer desintelligencia grave,
appelleiD, sempre que as circurastancias o per
miiam, para os bons ofcios de urna potencia
amiga, antes de recorrer s armas.
Ao pr ncipio, assi.ra formalmente consagrado
pela approvago de tod03 os grandes governos
da Eucopa, tm prestado posteriormente cordeal
homenagem estadistas eminentes d'este paiz,
pertencentes a varios partdoarfpoliticos, e lera
sido formulado tantas vezest qne constitue auto-
ridade e precedente sufficienle para auiorisar o
governo de Sua Magestade a propor que qualquer
questao pendente ou que se possa de futuro le-
vantar, entre este zoverno e qualqaer ootro. seja
submettida deciso le um arbitro imparcial,
desde o momento que de outro modo se nao oos-
w resolver. Temos a Honra, raylord, de ser de
V. Exc. humildes servos.
(a {Joseplt W. Pease, Bart, M. P. presidente.
Vfalter Hazell thesoureiro.
Charles C. Morland, presidente da coramisso.
W. Evans arby, secretario.
Expanne* populares
(Jornal de Commercio de Lisboa de L5J
Hoje, pouco depois das 7 horas da noite,
urna grande multido popular, freote da qual
se viam muitos acadmicos, dirigidos pelos Dis.
Eduardo de Abreu e Marcellino Mesquita, diri
gio se praga de Luiz de C-mes para fazer
urna manifestago depezar pelos ltimos aconte
cimento8.
Quando aquelles senbores chegaram aos de
graus do pedestal foram advertidos pelo soldado
da municipal que alli se achava de servigo de
que de viam afastr-se.
- Somos nos que Ihe pedimos que se retire,
nao s porque a oriem nao vae ser alterada, mas
tambem porque temos alli (e apoataram para a
multido que se encaminhava para a praga) o
povo que nos delegou.
O soldado, vendo enlo a grandeza da man
festago, correu ao quartet do Carmo a participa;
o occorrido.
Entretanto eram conduzidas para junio do mo
nnmelo quatro oseadas; os acadmicos, sobra-
do por ellas, enlagaram as figuras do pedestal
as armas portuguezas e a cora de broaze em
grandes facbos de crep.
A multido soltou eutSo grandes acclamages
e applaudio cora repetidas salvas de palmas
as palavras enthusiasticas do Dr. Eduardo de
A oreu.
Depois, na melhor ordem, a multido retiron-
ae, mas-quando j aprsenla va urna forga de
infantaria da municipal, commandada por um
capillo. .
A forga postou se direita da estatua, e sobre
o pedestal foram collocadas algumas sentinellas
que nao impediam que toda a gente lsse os car-
tazos impressos que alli tinham sido alflxados e
que dixiam em bom oormando:
Estes creps que enyoKea a alma da patria
sito entregues ao respeit6*guarda do povo, da
mocidade acadmica, do exercito e da armada
nacional.
Quem os arrancar ou mandar arrancar aer>
o ultimo dos cobardes vendido Inglaterra.
Effec ivamente moguem arrancou aquelles veos
que impressionavam os transentes e que eram
orna delicada imitago do que lizeram os fraoce-
zes s estatuas qne represeatavam a Alsacia e a
Lorena.
Meia hora depois a forgt policial retirou se.
Mais tarde coraegaram a formar-se novos gru-
pos populares, que percorrcram as principaes
ras da cidade. Um dVries dtaceudo o i.hiado,
e di'pois de fazer saudagi?s rtdacgSo dos De-
bales, como j. ai tinha cito do reculo, ao pas-
sar em frente da redargao das Sorfdaies, soltou
ritos de reprovago aos acras do governo demit-
.ido. Foi eoto que alguns inlividuo^ dos qne
escandalisam e enxovalnam todas as menifesta-
ges geuerosas, coraegaram a aparejar as ja-
nellas da casa do nosso collega, b'esta brutal
aggnsso resultou ser despedagado > grande
vidro da moblra do estabelecimento do Sr. R.
miro Lelo.
Interveio a polica e realizou muitas captu-
ras.
Parece que foram recolhidas nos calabougo3
mais de oitenta e nove pessoss.
(Jornal do Commercio de 16)
Teem continuado boje, com carcter paclieo
e ordeiro, mas apreseutaoio j de envolta tur-
ba fluctuante elemenlos que nao convera que
figurem em taes manifestages, por Ihe darem
um caracler que ellas nao deve i ler, e quo
perigoso que lenham. Somos de opiuio que se
deve deixar plena liberbade a estas expanses
publicas ; mas somos tambera de opraio de que
se deve evitar que ellas se convertara, ou em
provas de falta de disciplina social, ou era peri-
go para a ordera e para a boa resolugao dos ne-
gocios. Recomraenda nos, pois, juizo a todos
Alm das casas commerciaes queja dissemos
terem sustado as ultimas encoraraendas que ha-
viam feito para Inglaterra, ; decidido suspender
de todo u3 suas transaeges cora quelle paiz.
consta nos que adoptaram igual resologo as ira-
ponantes firmas A C. de Ohveira & C, Val do
Rio 4 C, Aojos & C Rigoni orreia de Olivcira
Jt C, Oliveira Soare3, varios fabricantes de bo-
lachas, etc.
Muitos negociantes de fazendas resolveram
nao se forncer mais dos tecidos estampados de
urna febrica at estampara da capital, pertencen-
le a um inglez.
As fabricas portuguezas de estampara telegra-
pharara j para a Franca e Mlemanha, mandan
do vir d'alli forneciraen'os de materias primas.
Consta mais que algumas casas vo prescindir
dos servigos de seus empregados inglezes.
H>je noile con^inuaram grupns numerosis-
simos percorrenloas ra-, repetindo se as ma-
nifestages dos das anteriores.
Em conformidade com um aviso pubcado
ho e nos jornaes da tarde, a clfse acadmica
reunio-se s 8 horas da noite na sua associago
e-dirigie-se era grande massa. juutameute com
muilos militares de populares, as associages
Commerciat de Lisboa, Commercial dos Lojistas
de Lisboa, Industria Portugueza i Atheneu Com-
mercial, e entregarara lhes olflcios convidando-
as a promover junto dos crame ciantes que re-
p*esentam, a suspen-ao de todas as relagoes
coramerciaes cora a Inglaterra.
O grupo, que era enorme, esteve tambem na
pr..gi de Luiz def'ames e percorreu varias ras
ttendo ruidosas manifestagei hosiisa Inglater-
ra e ao governo demissionario.
Reuni se hoje noite a Associago Comraer-
cral dos Lojistas.
Foram apresentadas muitas proposlas e resol-
veu se nomear urna commissao de 3 membros
para rever todas estas propostase apurar o que
fosse mais conveniente.
E. por lira, foi approvada urna proposta do
Sr. Saraiva Lima pira que desde a hora em que
se ouvisse signal da entrada da esquadraingleza
se fechassem as portas dos estabelecimentos du-
rante 24 horas edesie prazo conservar meia por-
ta fechada eraquanto a esquadra ingleza estiver
no Tejo.
A Associago Commercial dos Lojistas de Lis-
boa, era demonslragao de sentitnento pelo proce-
dimento da In.daterr para cora a nago portu-
gueza, resolveu convidar o seus assoclados e o
commercio em geral a fechar os seus estabele-
cimentos, logo que se annuncc pela salva dos
cuinpnmeutos do e3tylo a ehegada ao Tejo da
esquadra ingleZa, conservando os encerrados
aunrate 24 horas, bem como meia porta fechada
durante todo o lempo que a mesma esquadra
permanecer no nosso porto
Porto 15, s 11 horas e20 minutos da noite.
Percorre agora as ras um numerosissimo gru-
po de esludantes dr s estabelecimentos do-ins-
truegao superior desta cidade, a que se vai reu-
nido bastante, povo levando afrente a bandelra
nacional e estandartes da Escola Medico ci urgi-
ca Academia P.dyle hnica e Lyceu Central.
Sao acompanbados por numerosos arenles e
bale-? veneziauos.
Erguem se enthusiasticos vivas a Serpa Pinto,
miegndade de patria eunio lusohespa-
'nhola.
Ha poucos momentos enlrou esse grupo no
theatro de S. Joo, onde se deu intensa mani-
festago, era que o nosso paiz foi calorosamente
saudade.
Huatetn n'aquelle theatro a prima donaa Gini
e o baixo Merules linbam viudo ao palco com
bandeiras portuguezas engrinaldadas de flores e
levantaram vivas a Portugal.
Ento o publico ergueu-se eothasiasticamente,
pediu o hymno da independencia, que foi ouvi-
io de p, e as seohoras agitarara os lengos.
Os acadmicos sairam hoje s i 1 horas da ma-
nh com bandeiras p -rtuguezas bem como com
os seus e-tandartes e visitaram as principaes
autoridades e colectividades, e soiicitaram a sua
coadjuvago ao pensamento de urna subscripgao
publica para a compra d'um couragado.
Foram cmara municipal, ao Atheoeu Com-
mercial Associago Commercial. ao quartel
general, ao governo civil, ao pago episcopal, a
Associaelo Commercial, a Sociedade Camillo
Castalio Branco, ao Departamento Martimo do
Norte e a redaego do Commercio do.Porto
A'-ompanhou os a philarraonica da officina de
S. Jos.
O povo que ia atraz dos acadmicos era era
upnero consideravel.
A Associago Commercial, o Deparlamento
Martimo do-Norte e a Sociedade Camillo Castel-
lo Branco hastearam logo bandeiras nacionaes
nos seus editleios.
As saudages ao exercito, armada nacional",
ao commercio portuense e a imprensa foram im-
ponentes de enth .siasmos as ras.
Nao se descreve a intensidade 'las saudages :
senhoras assomando s janellas clavara palmas
e agilavam lencos brancos erguendo vivas a Por-
tugal e a Serse Pinto,
Na roa S da Bandeiraa modista franceza Ma-
rio Gay langou flores a multido, levantando um
viva a Portugal, que foi correspondido com es-
trondosos vivas a Franga.
Era freote do consulaito inglez, repetiram se,
com grande delirio, os vivas a patria e u Serpa
Pinto, mas nao houve neohum desacato, nem
const que se tenham praticado violencias con-
tra os inglezes.
Entre os manifjstantes espalhou se rpida-
mente o boato que tinha entrado no Tejo unia
esquadra hespanbola. Tal boato durou todo
dia, indo muitas pessoas s redaeges dos jor-
naes perguntar se era verdade.
Em Ovar as manifestags deram j n'am se-
rio conflicto : sahiram alli ra duas philarmo-
nicas, urna acompanhada de regeneradores, ou-
tra de progressistas davam vivas patria e a
Serpa Pinto, mais estes dous grupos encontra-
ram-se. ouvindo-se de repente voz de fogo, R-
cando feriaos alguns progressisias. entre os
quaes o commendador Ferreira Brando, que tt-
cou em mo estado, uraa da* balas nao podejser
extrahida. Tambem ticaram feridos, mas leve-
mente, cinco regeneradores, havendo temor de
de que se reoitara alli as desordena.
Dizem telegraphicamente de Paris que vai ha-
ver alli um comtcio favoravel a Portugal presi-
dido pelo Dr. Alves da Veiga, desta cidade.
[Do nosso cor espoudenti.)
Os tumulto de nontem
Esta manh, pouco depois das 8 horas, fe:an.
enviados para o tobunai do 2o distcto os indi-
viduos que a polica prenden hootem noite na?
ras da capital, por andarem provocondo des-
ordena, fazeodo assuadas? aoedrejaa:0 as janel-
las e dando vivas repblica.
Ao passarem na ra Nova do Almada partiram
o vidro da montra do estabelecimento do Sr.

--'<

'
i


Diario de PernambucoTerca-feir 4 de Fevereiro de 1890


W



Ramires, na mesma ra na. iM e 118, avaliado
em 85*, tendo feito pouco antes o mesmo ao glo
bo da illumiuaco externa a'o restaurad Loa
don, na roa de S. Pedro de Alcntara, isto de
Eds de terem forjado a entrada do Coliseo de
isboa, rompendo a liaba de policas que se op-
puoham a sua paasagem.
O grupo de que os resos faziam parte nao
o mesmo que ss oromisara porta do Caf Mar
tinho e mais tarde Jto revestir de creps o mo-
numento de Luii e CamOe?.
A' parte um os outro mais docente e que fo
ram agarrados a esmo na rusga, os outros sao
pessoas que ada tm a perder, e alguus delles
j muito cebecidos ha Boa Hora como desor-
deiros inrorregiveis.
A' ha-a a que damos esta noticia atada esli
sendo interrogados no tribunal peranle o res-
pecto juix Sr. Dr. Xavier de Lima.
ja 40 prestaram Canea.
(jornal do Commercio de 17)
Noticiam varios jornaes que sua magestade
el-rei de Portugal fizera saber a sua magestade
a rainha Victoria, muito delicadamente, pue re-
Dunciava o grao de commendador da orden:
do Banco, e, atm disso. que Ibe era impossi-
vel areitar a investidura na ordem da Jarreleira,
que Ihe foi offerecida. .
Nos, porein, ouvimos lizer que nao foi pro
priamente isto oque o Sr. D. Carlos fez: se-
gundo nos informam, sua magestade escreveu
urna carta raiuba de Inglaterra fazendo Ibe
notar apenas a inopportunidade de ser, na pre
sent conjunctura, investido na ordem da Jar
rateira.
Tambem suspenden de todo as aoas traosac-
coes com a Inglaterra a importante casa com-
mercial de Lisboa e Porto pertenceule aos Srs.
Milla 4 Irmo.
Porto, 17, s 12 horas e 3 minutos da manba.
Urna commissao de acadmicos percorreu boje
os differeates estabelecimentos commerciaes,
pedindo para aubscreverem para a compra de
um barco de guerra.
Esse percurso foi muito limitado, mais ainda
assim juotaram 175*295.
No sabbado continoarjo nessas visitas e no
domingo sahirao em bando precatorio. colhen
do donativos do povo. Serao acompanhados de
urna pbilarmonica.
No sabbalo reunir se-bao para iniciar novas
manifestaces patriticas.
Amanb vo a Braga juntar se aos acadmicos
daquella cidade para iniciaren! alli urna sub-
crpeo. Levarlo seus estandartes. O director do
caminho de ferro do Miao e Douro concedeu
lhes um abatimento no preco das passagens.
Os acadmicos mandaram ao duque de Pamel
las um teletrramma de entusistica saudacu
por elle ter resignado a honra de possuir urna
condecorado ioelesa devolvendo a a Inglaterra.
Tambem manderam um lelegromma caloroso
Sociedade de Geographia de Madrid pela sua
adheao ao movimento patritico dos portugue
zea.
(Do nouo correspondente.
REVISTA DIARIA
Colonia Portnfaea-Realisou-se ante-
honiem, como fdra annunciada, a reuoio dos
subditos portuguezes reaileotea nesse estado,
para o fim de resolverem sobre a atlitude a as-
sumir no conflicto" anglo-portugnez.
A' 1 hora da Urde, prsenos mais de 800 pes-
soas, entre as quaes diversos brazileiros, a di
rectora do Gabinete tomou assenlo na mesa col
locada no salo de honra, em frente ao doce I
contendo o esculo das armas portuguezaa, e o
sen director, o Sr. Joaquim da Silva Carneiro,
vegacao j existentes que precisen! ampliar sena
capitaes. e de tolas aquellas que se forera, en-
corporando em Portugal e suaa colonias.
Foram tambem approvadas por acclamaco as
8eguintea propostas :
* Que se lance na acta da presente reunio,
um voto de sincero recouhecfmento aquelles
[.nqe|le8 que sem distieccao de nacionalidade,
tratando do conflicto Aoglo-Portuguez, se tm
collocado do lado de Portugal.Salazar J-
nior.
Proponbo que se agradeca &a redaccOes, dos
jornaes deate Estado o modo lqeuo c cavalhei-
I roso por que se tm conduzido na questo ac-
pronunciando algnmas p.la^is anlogas ao acto, tual Hamos Ollveira Jnior.
PERNAMBUCO
Banco de Pernam-
buco
Capital do Banco Rs. 8:000:000*000
dem realisado 1:600:000*000
Bataneo
DA CAIXA FILIAL EM PERNAMBUCO, EM 31
DE JANEIRO DE 1890
Activo
Accionistas
Letras descontadas
Contas correles caucionadas
Diversas agencias
Valores depositados
Diversas contas
Letras a receber
Caixa :
Em moeda corrente
6.400.0001000
240.8304950
1.224.114*100
2.9l7.0i4*87 943.383*330
17.511*730
507.777*590
1:139.085*350
Rs. 13..389.748*020
Passivo
Can;ia| 8.000 000*000
Depsitos:
Contas correales de
movimento......\ 1.074.330*530
Ditas ditas com (
aviso...........iv 967.504*050
Letras a premio...) ^*^3mM2mQ
Diversas garantas 943-383*330
Diversas agencias 319.106*0 (J
Diversas contas o44.84b*040
Rs. 13:389.748*020
S. E. & O.
Pernambuco, 3 de Fevereiro de 1890.
(Assignado) W. M. Webster,
gerente.
J i. Santos,
contador.
COMMERCIO
Revista do Mercado
RSCIFF, 3 DE FEVEBEIBO DE 1890.
O movimento na praca foi mui limitado, liroi
lando se apenas a transaccOes no mercado de
cambios.
Bolsa
COTACOES OFFICIAES DA JUNTA DOS COE
BETORE8
Recite* 3 de Fevereiro Cambio sobre o Rio de Janeiro, 30 d/v. com 3/4
0/0 de descont.
Dresidente,
Antonio Leona -do Rodrigues.
O secretario,
Eduardo Dubeux.
Cambio
PKAgA DO RECIFE
Os bancos abrram com a laxa neminai de 23
3; 4, offerecendo saccar a 23 7/8 al 84 fe appa
recesse dioheiro.
Em papel particular houve oflerlas de saccar
a 24 1/2.
O mercado fechou firme.
PRACA DO KIO DE JNEIRO
Papel baneario 23 7/8 e 24 nominal; particu
lar, 24 1/2. r
Algodo
Nao constou vendas.
As entradas verificadas em Janeiro tind j, j
conhecidaa sobem a 20.825 aaccas. sendo por :
2 351 Saccas
470
i 912
1322
2.274
9.496
Bircacas.....
Vaporea
Animaes.....
Via-ferrea de Caruarn.
Via-errea de S. Francisco.
Va-ferrea deLimoeiro
Somma-
20.825 Saccas
Asentar
Oe precos pagos ao agricultor, por 18 kilos, se-
cundo a Aaaociaco Commercial Agrcola, foram
oe sepiiotes:
Usina ...... 4*000 a 4*500
Branco ..... 3*700 a 4300
Smenos..... 2*600 a 2*800
Mascavado purgado 1*600 a 1*700
Srutos..... 1*300 a 1*600
Rtame ..... i/000 a 1*100
As entradas verific-idas em Janeiro findo, j
conhecidaa, sobem a 214.980 pceos sendo por
Barcacas
Vapores. ? .
Animaes.
Via-ferrea de Caruar.
Via-ferrea de S. Francisco.
Yia-ferrea do Limoeiro
Somma.
80.141 Haceos
526 .
12.215
11.604 c
92 367 .
18.036- 1
214989 Saceos
declarou aberta a sessao.
Em seguida o Sr. commendador Jos Augusto
Alvares de Carvalbo, a pedido do Sr. director.
cujo estado de saude njo peranttia entrar em
|arga exposigo, usou da palavra para aalientar
os motivos que haviam levado a directora a
convocar aquella reoniio, que o orador se uta-
nava por ver to brilhante, e terminou pedindo
assembiea que acclamasse pessoas para com
porem a mesa que dtvia dirigir os trabalhos
O Sr. commendador Miguel Jos Alves, usando
da palavra pela ordem, lembrou que ticasse a
propria directora do Gabinete dirigindo es tra-
balhoa, visto que to bem havia interpretado o
seatimeuto de seu3 cempatriotas coavocando
aquella reunio.
O Sr. commendador Carvalbo insisti pela ac-
clamaco da mesa, sendo por um dos cavalbeiros
presentes indicado o Exm. Sr. Viscoade da Silva
Loyo, o qual por sua vez, allegando motivos de
molestia, insiou pela contiaaaclo da directora
do Gabinete, o que fi afinal approvado.
Em continuagio. lea o Sr. 1. secretario alga
mas propostas que se acbavam sobre a mesa, aa
quaes entraram simultneamente em discusso.
L'saram da palavra oa Srs. commendador Al-
vares de Carvalbo, Dr. Jos de Albuque.rqoe e
outros cavatheiroa, sendo finalmente approvada
a proposta seguinte, apresentada pelo Sr. com'
mendador Carvalbo, em nome da directora do
G-binete:
Nomeagao de urna commiss&o central ex
ecutiva com ampios poderes para deliberar se-
gundo a marcha dos acontecimento > resultantes
do conflicto anglo portuguez, tomando desde j
as seguioles delibera^oes :
Formular um protesto em liagnagem pura-
mente patritica, e fazel o asaignar por todoa ca
nossos compatriotas presentes a esta reunio, e
por aquelles que nao pudram comparecer.
Este protesto sera remetli lo ao actual pre-
idt-nte do cpaBelho de ministros de Portugal,
pelo primeiro paquete que aqu passar nao sen-
do inglez.
Juntamente com o locumento cima seja
remettido outro com a lista dos nomes daqaclles
dos bossos compatriotas que aqu lizeram as su-s
declarages do quantum com que se compromet
icm a concorrer do seu bolso para as despezas
da forficaco dkfl costas do reino, da reo-gani
sagao do exercito e armada, isto no zaso de nao
romper a guerra, e para o caso de guerra, o
quanttm i que se obriga cada um a p'ogar de
urna vez, ou em mentalidades, ateo termo della.
A obter assignaturas e donativos de todos
os nossos compatriotas que nao tenha:u compa-
recido presente reunio,
ta de assignaturas para
reincllida.
A aceitar as oiTortas de dinheiro ou valor
de lodos oa bra8ileiros que se intereasarem pela
nossa santa causa, e bem assim de outros quacs-
quer cidados estraogeiros.
A promover por todos os meios ao seu al-
cance a guerra de interesse ao. negociantes e
indus.riaes inglezes, cerceando Ihe lauto quanlo
possivel as transaeges commerciaes at agora
existentes.
Promover urna propaganda allame&le pa-
iriotica em favor de todos os productos da in -
dustria portugueza similar aos .dqualquer no-
tro paiz, rapecialmente inglezes.
< Iniciar entre os a idea de cada um portu
guez cooforme aeus recursos, fazer-sc accionistas
, *

formulando nova lis-
oppor.unameale ser
Coaros
Couroe salgados 3<*0 ria, e ca verdes
res
a S20
Agurdente
Cota-se a 100*000, por pipa de 480 litros.
Aleool
Cota-se a 190*000 por pipa de 460 litros.
el
Cota-se a 5*000 norpit-a de 480 tras.
rauta Ja Alfandcga
Foi approvada tambem a indicaco do Sr. Jos
de Albuquerque, para que loase transmitido
para Lisboa, um tslegramma encerrando a sum-
ira do seguinte:
Os portogu 'zes resi lentes em Pernambuco,
sentiado projectar-se em seus coracoea a acea-
telha de patriotismo, significara ao governo do
sea paiz, que, seja qoalquer a sttuaco em que
o ro.laque a ambiciosa e desleal pretenco bri
tannica, estaro sempre e por lodos 03 modos,
promptos a auxilia! os na defeza da Integridade
do solo da patria e dos bros nacionaes.
Este telegramma foi immediatamente manda-
do transmitir pela directora, por intermedio da
agencia Havas. .
Foi tambem transmiltido ao Sr. Latino Coe-
lho, poralguns portuguezes republicanos, pre
sen tes reuna^, o seguinte despacho:
Os portuguezes republicanos de Pernambu-
co louvam no pela atlitude que no conflicto Aa
glo Portuguez tem lomado em defeza di patria
Sadam Serpa Pinto, armada, defeza, honra da
patria. >
Foi aberta a subscripto nos termos da pro
posta approvada, a qual produzio desde logo
avultada somma.
A commis&o central executiva, icoa compos-
ta dos seguintes cavalheiroa, acodo oa seis pri-
meiros da Directora do Gabinete :
Joaquim da Silva Carneiro.
Commendador Jos Augusto A. de Carvalbo.
Joo Vctor da Cruz Alfarra.
Albino Moreira de Souza.
Jos Maia Sobrinho.
A. J. Barbosa Vianna.
Visconde da Silva Loyo.
Comoienda lor ; bino Joi da Sil
Commendador Miguel Jos Alves.
Commendador Fraoci.-co Ribfiro Pinto Guima-
raes.
Jo&o Jos Rodrigues Mcniea.
Jos Mara de Andrade.
Antonio Fernandes Ribeiro^
Antonio Nunes da Cruz.
Domingos Joaquim Ferreira
Joaquim Jos de Amorim.
Bernardiuo G.raes de Carvalbo.
Or. os de Albuquerque.
Manoel Nunes da Fonseca.
Francisco Pereira da Silva.
Joaquim da Silva Salgueiral.
Estiverem prescutes representantes di toda
a imprensa desti cidalc.
Coinoae v pelo qie lica narrado, foi ex
plendi la a reunio da Colonia Portugueza de
Fernambuco, quer pelo numeroso pessoal que a
cumpoz, qoer pela ordkjie regularidade de seus
Utm, quer linj fie pe^oa'resultados
quetiSHWln e-s*asHPBesptt*r de lio dignos
tillios de rrtugal. -13*- -
Apolaodimos as d;libcrc's .tomadas, alias
accordea eo.ti as postas em pfttica quer em Por
tu al, quer eoYtodos 03 pontos do globo onde
residem subditos dessa na gao ; e sao os nossos
mais ardentes votos que a nossa autiga metro
polo consiga abaler o desmedido orgulho do leo-
pardo b'itannico, to brutil em relago aos fra
eos, como 6ubserviento em relago aos fortes.
Fallando assim, temos as nossas razes. J
sentimo: a snha do leopardo, e a nessa patria
o Brasilmais de uaa vez tem amargado ser
nago fraca pirante a Inglaterra.
in*tru<-ro publica Ao Dr. inspector
geral da instrueco publica communicou o cida-
do goveroador, em oflhio do 1.* do corrente
raez, que removeu, por acto da mesma dat, a
*E:/>NA DE 3 DE A
Vide o Diario
DB FBVRElRO DE
de 2 de Fevereiro
1890
\avIos descarga
Barca uorueguene Pumas, carrdo. *
Barca allem Sckuam, varios geaeroa.
Barc. allem Mea, carvo.
Karca norueguense Collector, carvo.
Barca poitjguesa Wovo Silencio, varios gneros.
Barca nacional Marianuinha, varios gneros.
Barca noruegueose Dronning Louise, carvo.
Briguc italiano Immacotata Concezwne, varios
genero?.
Brigoe porugufz Boa S^rte, varios gneros.
Escuna norutaueuse Gefione; xerque.
Lugar allemo Harold, varios gneros.
Lugar portugus Marta, varios gneros.
Lugar allemo Marte Stak, carvo.
Logar anericano Trances, fariaba de trigo.
Cgar inglez Volador. vriss geoeros.
Patacho lio landez Clara, xarque.
Escuna allemi Fruz, xarque.
datadlo nacional Industrial, varios gneros.
Patacho ntcional Martnho 2-, arios gneros.
Patacho inglez Bella Rosa, b.calho.
Iniporta.eio
Vapor inglez Tanta-, entrado dos portos da
Europa, em 2 do correle 0 consignado a Amo
rim & Irmos <:.. uianifestou :
Armas e ferragens 5 caixas a Ferreira Guima-
re.s & C.
Amostras 48 volumea a diversos.
'Chapeos i caixo^Coristiani & C.
Conservas 20 caixas ordem.
Cerveja 30 caixas a Sulzer Kauflmann & C.
Calcados i caixo a Tbomaz de Carvalbo &
Companhia.
Camas 64 volumes a Santa Casa de Misericor-
dia. .
Cha 2 grades ordem.
Drogas 3 volumes a Manoel Alves Barbosa
Sucessor
Estopa 2 fardos a Monbard Huber & C.
Ferraaens 17 volumes ordem.
Mercaduras diversas 3 volumes a Santa Casa
de Misericordia, 5 ordem, 1 a A. D. Lima
4C .
Machinas 2 caixas i Manoel dos Santos Villa-
ca, 1 a C. M- Alves Ferreira, 1 a Parete Vian-
na C., 1 a Res & Santos, i W. Chacee.
Objectos para egeriptorio {l caixa a Wilson
Sons AC.,1 a J fi- Boxwel.
Pe pe 2 caixas a Manoel Coliseo & C.
Presunto 5 caixas a Carvalbo tC 2 4 or-
dem.
Queijos 5 caixas a Albino Fernandes ft C.
13 a J. Fernandea dt Almeida.

Salitre 50 barricas a Prente Vianna 4 C.
Soberanos 1 caixa com 600 aG.de Mallos
Irmos.
Touciobo caixa a Car-albo & C-, 1 aJ.
Hovre.
Tecidos diversos 19 volumes a Machado & Pe
reir. 14 a Monbar. Hjher & C, 2 a Fernandes
Silva 4 C 6 a Manoel Dias da Silva Guimares
r C, 1 a Joaquim Agostinho & C-,8aOliuto
lardim & C, 3 a Bernet ri!,, 10 a Joaquim
GoqcuIvcs k C.. 16 a Rodrigues Lima&C.'J
a Atyieira & C., o a Gongalves Cuoba & G 4
a Guerra Fernandes, 20 ordem, 3 a Alves de
Brillo C. 1 I \. deDruzina & C, 4 a Aa-
drade Lopes 4 C.
Tin las 5 volumes a Rouquayrol Freir 4 C,
Vellas 25 caixas a Dias Feroandes & C. ,
Vapor-francez Equateur, entrado dos portos
do Sul em 2 do corrate e consignado a Augus-
10 Labiile, manifeitou :
Farello 150 saceos a Costa 4 Fernandea.
Xarque 3,004 fardos a Amorim Irmos 4 C.
Exporlaeo
seci", 1 di fevbbbIbo di 180
Para o extertor
No vapor allemo Tejuca, para Hambor-
go, carregou : A
J. H Boxwell, 6TO fardos com 106,020 kilos de
algodo.
No vapor iuglez Dom i, para Liverpool,
carregou :
2,000 fardos com 353,400 kilo3 de algodo.
M vapor francez Equateur, para Pars,
carregaram:
E. (roetschel, 1.100 passaros seceos e 18kilos
de cteos de tartaruga ; A. de Medeiros 3 000
graos de ouro velho e 500 ditos de prata veiha ;
Joseph Crause, 5,230 graos de ouro velho e
19,700 ditos de prata velha.
A Bego 4 C, 2.000 graos de ouro velho e
3,000 dilos de prata velha.
'ara o mterior
No patacho Pinto 1-, para Porto-Alegre,
carregaram :
P. Carneiro 4 C, 140 saceos com 10,500 kilos
de assucar braceo e 40 ditos com 3,000 ditos de
dito mascavado.
No lugar inglez Volador, para Rio Grande
do Sul, carregaram :
., M. Amorim, 300 saceos com 22,500 kilos de
assucar branco e 188 ditos com 14,100 ditos de
dito mo; cavado.
A. Guimares, 400 barricas com 42,215 ditos
de dito branco.
No patacho noruegueose Reform, para Rio
Grande do Sul, carregaram :
H. Lundgreu & C, 700 barricas com 73,912
kilos de assucar branco.
Na barca naciooal Martnho 14, para Rio de
Janeiro, carregaram:
S. Guimaraes a C 3,000 saceos com 180,000
kilos de assucar mascavado.
Nu lugar allemo Union, para Santos, car-
regaram :
H. Luudgrin 4 C, 500 saceos com 30,000 kilos
de assucar braoco e 500 diloa com 30,00i ditos
de dito mascavado.
No vapor americano llianca. para Santos,
carregaram :
?. Guimares 4 C, 800 aaccos com 48,000
MI
professora Mara Liberata da Silva Portea, da ca-
deira de Bello Jardim para a de Nazarelh do
Cabo.
Era officio do mesmo da participou a es'a
inspectora o mesmo edado govemador, que
concedeu a permuta requerida pelas prolessora3
Joaquina Alves de Carvalho. da cadeira de S
Joo de Garaabuo8 e Agostinb Ferreira do Ama-
ral e Silva, da aa Colonia Isabel.
Ao referido inspector communicou hontem o
director da Escola Normal, que, tendo o baca
re Alvaro UohOa Cawalcante, profesor da 2.* ca-
deira daquella escola, obtido do cidado gover-
nador do estado dous raezes de licenca, hontem
mesmo entrara 00 goso della.
Cadeira upprimlda Tendo sido deai
nada a 2.* cadeira do sexo masculioo de S. Jos
aesta cidade, para nella ter exercicio, como ad
junto, o professor Francisco Marques da Trinda-
de, que regia a cadeira do mesmo sexo, de Su
rubim, tica esta supprinida, em virtude do
quadro approvado em 30 de Agosto de 188.
Estada de S. PauloO Tribunal da* r.e
UcSo do Estado de S. Paulo rasolveu oflkjr ao
governo federal pedindo para.'os presidentes des-
ses tribunaes serem comeados por eleico os
metios iribunaes, e para seren augmentados os
veiKiimenlos da magistralura.
Kstado do raraSob e83a epigraphe l-
ae Bo Jornal do Commercio, do Rio de Janeiro,
de 6 de Janeiro prximo findo :
Por telegramma de 21 do crreme, commu
nicou ao ministerio da fazenda o govemador do
Estado do Para, ter resolvido revogar o imposto
all creado sobre a borracha e mandar restituir
o que at entao tem sido cobrado.
O Sr. ministro da fazeuda recebeu hontem
de Londres o seguate despacho telegraphico,
enviado pelo delegado do tnesouro :
O acio do governo, revouaodo o imposto de
20 ruis sobro cada kilograinraa de borracha ex-
portada do Para, produzio exuellenta-npresse-f
no commercio europea. >
Aftenie do correto-Por portara de hon-
tem, do administrador dos crrelos desle Esta
do, e em vista das aiirbuicOes que Ihe sao con-
feridas pelo artigo 157 do regulameoto que bui-
xou eom o decret n. 9,912 A, de 25 de Marco ae
i88. foi nomeado o cidado Adolpho Bezerra
va I cante para o cargo de agente do correio da
cidade de Psqueira, e n substituigo a Jo.' de
Pontea Jaidim, que foi exonerado por negligen-
te.
Conflicto ngl-portiiKiier. Eucon
tramos n'OPaiz. do Rio de Janeiro, os seguintes
tetegraramas, referentes ao conflicto anglo-por-
tugus :
Lisboa, 25.
O governo procura por todos os meios evitar
conflictos e alronlas Inglaterra, fazendo cous
lar que a anudo hostil do povo drilicutta as
negociagCes, tirando toda a calma s duas altas
partes contactantes.
Os jornaes esta man'ia j modilis/am um
pouco a sua linguageni, declaraud> estarem dis
postos a epadjuvaro governo, alim de que ste
consiga o mais depressa possivel o seu patnot
co desidertum.
Fazem ver ao povo que mister atlenuar o
aeu enlhusiasmo, visto o goverao merecer toda
a coat.ufa, nao deixacdo que a houra portu-
gueza periclite.
Um reprter do Diario de iutic'as desta ca
pital leve urna iaterview, com o correspondente
do Tunes, a qual se maiufesiou hostil a Portugal,
disendo que a Inglaterra l avia de couservar.
ainda que fosse necessario*fazer os maio es sa-
crhGtos, arvorado o pavilho da Gr-Bretautu
uu mrgem esquerda do Zimbeze. ao lou^o do
Cliire t em todo o nttoral do lago Nyassa.
A'ultima hora corra aqu o bojo dequea
Franga, a Russia c a II spanfu estavan di^po.--
las a nao consentir quu a laglaierra se apossas
se de territorios em que a' lioje P ra sen couiradicta direito de suzeraaia.
Lisboa, 26.
Apezar dos instaotes pedidos do governo e
da rmprensa, o povo continua supreexciado c
censura a leutido das negociagCes.
Innmeras pessoas de todas as classes so
iaes lai uestes ltimos uias uflluido s lega*
coes de Franga e Hefpaaha, alitu de agradece-
rem aos respectivos iBinistros a atlitude sym
palluca dos dous paizes para com ortugal.
Cofre que a grai.daj do povo nao su cifrara.
uesia pro va, que, por sua espoalaaeidude, j
Dastaate tigmlicaliva projectando se estro: .0-
sa cnlhur-idisuca mamfeatago.
O meeting hontem efTeciuado natheatro da
Triodade foi mponentissimo e firra^poca.
A ala achava se 'epleta, (cando os arre-
dres do Ihealro cheios de povo, que respon lia
com enlhusiasmo s acclamages e applausos
dus que dentro vicori;.vam os oradores.
Us discursos tinbam tolos por lito mostiv.r
astm razo da Inglaiteira, tornndose alguna
viruleuios e Lilamente otleusivos ao povo iu-
glez.
~ Quanoo os oradores faziam referencia a arf
tilude da Franca c Hespaoha, o. auditorio pro
rompa em estrepitosos ap-ilausos ddacamaso
tesas senhoras agavam os lencos'emquamo
que das torrinhas eram Uneads flores aos- mon
les. .
Na mesma occasio licou organisada um
com t patritica composla de 120 pessoas, em
aua maio: ia perteuceuies nobreza, ao exerciio
e a armada.
Esta comit ten por rim angariar donativos
destinados defeza nacional.
Mr. Glynn Petre, ministro iaglez, fez retirar
doTtjouma caaboneira ingeza, medida esta
muito eflicaz, pjis evita assim confli:tos entre a
marinnagem e o povo, declarando ao mesmo
lempo ao almirantado de sua ni;o que achav
prudeate nj mandar navios de guerra ao njsso
porto ao momento actual.
Parte da imprensa ing'ezj continua a moa-
trar:se muito infensa i Portugal, aeado de opi-
nio de que a Inglaterra deve, a continuaren] os
insultos ao pavilho de S.]Jorge e aos subditos da
rainha Victoria, fazer enrgica maoifestaco ar-
mada. *
Lisboa, 27.
A opinio pronunciase sempre por urna po
litica enrgica para com a Inglaterra, noad-
mittindo transaego que sacrilique a soberana
de Portugal aos territorios do Zimbeze.
As manifestag53 publicas sao enthusiasti-
cjs l violentas em todo o remo.
O goveruo deliberen mandar em misso es-
oecial a Linares o conselhciro Uarjona de Frei
tas e fez insinuar pefo*orgos semi ofliciaes que
o goverao iaglez altea lera a razio e ao direito
que assistem a Portugal ca questo atricana.
A irapreasa"europea em eral iosiste pelo
direilo de Portugal aoZmbeze e denuncia a cu-
oiga da Iuglaterra pela bahia de Lourengo Mar
ques cubija a que attribueo intuito do conflicto
provocado por lord Salisbury.
Urna foiha parisiense diz que o preaidente,
da Repblica Fraoceza, o Sr. Carnot, acoaselha
a reunio de um coagref ao enropea para resol
ver a questo JoZmbzee outras quesi.'-s afri
canas.
Na situaco actual.da Europa, nao coavindo
Franca tomar a iniciativa desic congresso,
possivel que essa iniciativa, caibi a Italia ou
Alleroanha. *
majante* So paquete francez Equateur,
passaram ante-Donteui para a Europa os Srs.
bara de : raujo Ferraz Luiz dos Reis eD:
Lopes Trovo.
Todos vieram a trra c foram obsequiados pe
103 seas amigos.
Oj doas primeiros estiverara presentes a reu-
oio do Gabineie Porlugaez de Lnlura, em cujd
hvro de visitas escreveram.
O Sr. baro de Araujo Ferraz: A;ho roe sem-
pre bem catre os compatriotas de meus avos
OSr. Luiz dos Reis: Imitando um espirit<
mais adiantalo que o racu, direise nao fosse
br-zileiro, quizera^er. portuguez.
Arabos louvaram a Colonia Portugueza pela
manutengan do Gabineie ; e o Sr. Luiz dos Res
entreg u ao Sr. Joo Alfnrra, secreiariu desse ins
i uto, urna holsa com 320 francos era ouro e urna
moeda brazileira de 204 00, desojando aoGabi
nele todas as felicidades e prosperidades.
O Menico milifnr-Hoje supiior do d
0 ci lad i capi^j Man I An eluio, e fa a rou-
da de visita ura subalterno de (-.avallara.
t) 2o batallio dai a gut rnigao da cidade.
O.'detiou fe que es'.ej 1 proptd para seguir
pan a Capital Federal, 111 Miregado dos recru
tas sem corpos, 0 coladao a ir-res ad I ido ao 2"
de iatantaria Anhur Gimes deC:rvalbo.
Foi dispenso do emprc^ de anianuens; da
repirtigo das obras militares o 2a cadete 2 sar-
geuioao2"dt infanlaria Jos Armando da Cu
nh-i, o qual tem ile frequentar no corete anuo
1 escola <1j lirodo Cnn o Grande.
Alitaram-seouj voiuut trios 10 n lividuos.
Vallecinienio -l-'alleceu antelioulem, vic
lima de encommoloj h-paticos, o agricultor
malar Manoel Caetaoo da PaS", que cou'.aw 85
aanos de idade.-
Era o Uado um liomem es'.imvel, e chefe de
respeitavel familia, a qual apresentamos pexa-
10 s.
Cirande evac rto O apreciado professor
de msica, o disiiucio clarinetista Antonio Mar
lias Viuuna que elido solemnisar a justa pro
uugo que acaba de ter o illustre general go-
vemador desle Eslado, resolveu organisar uro
grande concert vocal e instiuniental. era qne
lominio pane os prucipaea amadores e artistas
existentes entre nos.
Para est li;u ja est este professor distribuio-
do convites s princip. es familias da nossa lite
social.
O concert ser honrado com a presenca do
general govemador e sua Ewia, familia.
Ainda nao foi designado o dia c o local era
que deve ler lugar esta fe.st..
Pebre em Bcneriiic Communicam
nos: ,
Todos os annos apparecern em Bebcrib ; al
guns casos de febre lyphica durante a transigo
do verlo para o inveruo, que bem podt-m ter
para a causa occasional o mo vezo em que es
\&o quasi todos os moradores e passa lores de
fes:a djquella localitade, de langarem no rio
aiua de cosinlia, animaes morios, cisco, materias
fecacs e todas as varreduras de casa ; alem dos
detritos orgaaicos de que se achara carregadas
as aguas pela la va geni de roupa suja que vai do
Kecife para alli ser feita. E-iicanoo, que as fe
ores csto grassando em differentes localidades
e que parecem estar mesmo na COnslitaico me-
dica da cidade, repetidss teem sido alli os casos,
nurmente no Porto da Madeira onde o rio passa
depols de ter hachado aquella povjaeo. A in-
fecge das aguas aggravada pelo habito em
que eslo os moradores e os tiradores de madei
kilos de assucar" branco c2-,4o ditos com 147,000
dilos de di o raSscavadj.
Para Rio de Ja miro, carregaram :
40 pipas com 19.200 litros de agurdente c 15
barra com 2,400 ditos de mel.
V. da Silveira, 50 saceos com 3.000 kilos de.
assucar branco e il> > ditos com 13.000 ditos de
dito mascavado.
No vapor allemo Olinda, para Rio de Ja-
neiro, carregaram : % v
Costa 4 Kernandes, 5,000 co^os, frucla.
No vapor nacional Maranliao, para Rio de
laaeiro.'carregarara :
M. Mei.ezes, 130 saceos com 9,0)0 kilos de
assucar branco e 45j ditos com 27,000 ditos de
dito mascavado.
Maia Kezeode, 600 saceos com 30 000 kilo
de assucar braoco e 2.000 ditos com 120,000
ditos de dito maacavado.
S. Guimares 4 C, 1,400 saceos com 84,000
kilos de assucar branco e 600 ditos com 36,000
ditos de dito maacavado.
J. H. Boxwell, 823 saceos com 49,300 kilos de
assucar braceo.
Para Saeta Catbarina, carregaram :
P. Carneiro 4 C, 330 barricas com 27,710 kiles
de assucar braaco.
No brigue pertujuez Boa Sorlt, para Ma-
caos, carregaram :
F. Rodrigues 4 C 2o p pas coa 11,665 litros
de agurdente.
No vapor fraocez Enlre Ftios, para Saotos,
carregou :
A. Labille, 253 saceos com 13,000 kilos de
assucar brapco e 2,503 ditos com 150,000 ditos
de diio mascavado.
H. Luodgren4C, 500 saceos com 30,000 kilos
de assucar braoco e 1,000 ditos com 60,1.00 ditos
de dito mascavado.
Para Rio de Janeiro, carregaram :
A. Labille, 1,600 saceos coro 95,(00 kilos de
assucar branco e 400 ditos com 24,000 ditos de
dito mascavado.
J. C. Mancho, 260 aaccos com 15 600 kilos de
assucar branco e 2*0 ditos com 14,400 ditoa de
dito mascavado.
Iteudimcuto publico
MBZ D> FBVERBIHO
Alfandega
Renda geral
Do dia 1
dem de 3
36:126*952
33 890>139
Renda do Estado de Percarabuco
Do dia 1
dem de 3
H:000683
6:900463
70:017,1091
17:901*146
Somma total 87:9184237
Segunda secgo da Alfandega de Pernambuco,
de Fevereiro de 1890.
O thesoureiroFlorencio Domingues.
O chefe da BeccoCicero B. de Mello.
Reeebedorla
Do dia 1 1:776*925
dem de 3 2:303*917
geral
4 080*842
Reeebedorla do Estado de
Peraambueo
to dia l 4:0354838
dem de 3 1:8 0U17
5.910*955
Do dia 1
dem de 3
Rccifc Dralnage
I3*293
285*654
421*947
Mercado Huaiclpal de S. .los
o movimento deste mercado nos dias 1 e 2
de Fevereiro foi o seguate :
Entraram :
54 1/2 bois pesando 8,350 kilos.
1129 kilos de peixe a 20 ris 224540
44 1/2 carga com faricha a 200 rs. 8*900
9 ditas de frnctas diversas a 300 rs. 2*700
64 1/2 columnas a 600 ra. 38*700
2 escriptorio a 300 rs. 600
122 taboleiros a 200 rs. 24*400
43 suiuos a 200 rs. 8*600
103 cbmpartimeatos com Guiaba a 500
ra de atirarem para o rio baoaueiras, ramo3 de
espinheiro e tolo o"roatto verde^que cortara e
que prendendo-se nos estsio3 dos banheiros
all sedecompOem. E' o caso assim da digna
intendencia activar nesse sentido a attencodo
fiscal, respectivo, creando mesmo postaras que
prohiban alavagam d6 roupa do Recifecima do
Porto da Madeira, e castigando com rigor todos
aquelles habitaule|u no rio fizerem despe-
jos.
Vapor Elbe Segundo communicaco tele-
grapBiea, sbese que^se vapor deixou o por-
to da Babia hontem s 5 horas da tarde.
Vida Fluminense -Recjbemos o o. 19,
de 23 de Janeiro lindo, d'esse hebdomadario Ilus-
trado. Traz lidas gravaras, cheiaa de oppor-
tuoidades.
l,e Bre-.il -O n. 260, de 12 de Janeiro, deS3e
peridico publicado em Parla, lem por sm-
ala rio :
TVIgrammes.Cotircier de Rio: Prepqration
constilutionnelle. E :hos de partout.Orgamsa-
tion politique.-Ioformations.-Les Frangais aa
Brusil.Une protestaron.Chemins de fer.
Mouvemcat iudustriel brsilieu.La circulaire
de M. Lacerda (suite).Revue Onunciere.Avia
financiera, ele.
Bevuc Sud Amricainc O o. 234 desta
qutra revista parisiense, de 5 de Janeiro, tras
como summario:
Argumenta cooomiqucs e financiera contre
la crise mont taire de l Republique Argentine,
par L. Guilaine.-S'tuation conomiqae et fioan-
ciere du Brsil. par Joaquim F. de Lacerda.Le
Cenlenaire du gene:al Alvear, par John LeLong.
Situation cooomiqueet linaocierc du Prou.
Courrier d'xmiique. Revue cconomique.Re-
vue lioancire. Annonces.
a- yiHia de OphtalmoloKtaRecebe-
mos do Ij de J.ioeiro o fascculo n 6, corres-
pondente aos- mises de Novembro e Dezembro,
da Rcista Brazile ra de Ophtalmologia, que traz
este summario :
I Trahalhoi originaes : da ablago da glndula
paipebml como testamento dos lacnmejamentos
chronicos, pelo Dr. Anulbal da Silva Lima. Irido-
cnoroidit suppurativa sem ferida exposta, pelo
r. Honra Brasil.
II Revista dos jornaes de ophlalmologia pelo
D-. Maura Brazil. Sociedade Franceza de Oph-
talmolOiia,
III Motidario
Mi*aOs paren'es dj tinado padre Manoel
Ignacio Bezerra do Amaral mandara rezrr urna
misa por alma do nvsaiii finsdo, hoje, s 7 ho-
ras da anab, na igreja-do Divino Espirito Santo,
assim comrac.ijo-aiido o 1.* aoniversario do tres-
passo deasc dl^no sacerdote.
i*a viag.ra ao .-norte, deve tocar hoje. no porto do
ller.ife o paauete nacional Miranha-j, que sahio
iuntem tardinhado da Parahyba.
p.tMHameitto -Hontem, as 8 1,4 da ma-
nila, na oecaaiao que tora iva o trera na estago
a Vai zea, onde resida, o subdito portuguez
Jos Apol cario da Silva Oliveira suecumbio re-
pentinamente de di!a'a;o di aorta.
O tinado, que gosava de omitas sympathias,
foi estabeleciJo u'cate Esta :o sob a lirma de
Silva Pereira 4 C. de oede sendo infeliz em
seus negocios, vio-se na uecessidade de liqui-
dar c ser empregado no cormiereio, achando-se:
ne antes de morrer, como caixeirb da firm^ Al-
ves da Co.-ta 4 Filho, onde era e.-limado por sua
forma de tratar e slzudez de carcter.
U infeliz legou a pobreza a sua familia a
quem damos nos-as condolencias.
i'aiHamfiiio-.\o Asylo da Tamarineira,
onde exercia o cargo do enfermeira das loucas,
f.illcceu hontzm D Joanna Francisca Bastos, na
idade de 71 annos de, 23 dos quaes passados
u'aquelle penoso mister.
E a viuva do tencatc leformarfo do exercito
Gamillo Fe. reir Madeiras, e senhora de inex-
gotavel paciencia.
Awpliixtapor aultnicrfto A's cinco
horas da Urde do dia do cerrente, ao cheg:r
10 caes do Apollo urna cauda dirigida'porMaaoel
Luiz Fernandes dos Santos, foi este accommeti-
tido de urna i-yncope, e caliindo no rio, su'curr.-
bio asphixiado.
Retirado d'agua. e depnis de vistoriado, foi o
cadver sepultado no cemilerio de Santo Arauao.
Trii;iiiiai do jury do Recite-Princi-
piaram hontem as sesses preparatorias de:te
tribunal.
A'a 11 horas da manh prsenles o Dr. Joaquim
ia Costa Ribeiro, juiz de direito do Io districto,
o Dr. Heurique Augusto de Alnuquerque Miles,
Io promotor publico e o escrivJo Floreado Ro-
drigues de Miranda Franco, procedeu-se a verifi-
cago das cedula3 e a chamada geral dos jurados
sorteados.
Compareceram 7 jurados, sendo mullad'.s em
205 os que faltarara e so: tea ios os seguintes sup-
plentes.
R;ci'e
Augusto Fraacisco dos liis.
Francisco Corroa de Araujo Vasconcello?.
Leoncio Roza.
Santo Antonio
Augusto Gracindo de Gusraao Lobo.
Joo Chrysostomo de Lima.
Eraesto oe Vasconcellos,
Francisco Joaquim de Souza.
Macoel Antonio Leite.
Antonio Jos Pereira de Mecdonga.
1-.....un ........ i-;; -un :

%
------- ,

1



*

-
-
-.

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-

l(
rs. 51*500
56 ditos de comidas a 500 ra. 28*000
196 diloa de legumea e fazendas a
400 ra. 78*400
18 ditos de fressuras a 600 rs. 10*800
34 ditos de suinos a 700 rs. 23*830
10 Compartimentos de camarocs a 200 rs.
2*000
66 tullios a 2* 163*COJ
432*940
Precos do dia: ,?__ .
Carne verde de 440 a 480 res o kilo.
Carneiro de 640 a 800 iaem.
Suinos de 500 a 640 ris idem.
Fafioha de 503 a 640 ris a cuia.
Milho de 480 a 560 rea idem.
Fcilo de 900 a 1*280 idem.
Vapores a entrar
HEZ DE FEVEKEIBO
Liverpool..... Mariner..........
Sul........... Elbe..............
Norte......... Allianea..........
New-York---- Lissabon..........
Norte......... Maranhao..........
Europa....... Entrerios..........
sul.......... Pernambuco........
Europa...... Nerthe............ 8
Europa....... John Eider......... 9
Norte......... Alagos........... 13
Sul........... Mitlekoicits..... lo
Sul.......___ Para.............. 17
Norte......... Espirito Santo..... 24
Sul........... Manos........... 27
Vapores a sahlr
HEZ DE FEVEREIRO
Southampton.fi/6e.............. 4 as
Bul..........Maranhao......... 4 as
Santos e esc. AUtanca.......... 4 as
Ceareesc... Ptrapama......... 5 as
Montevideo .. Entrerios........ 5 as
Norte........Pernambuco....... 7 as
Babia e esc...
Montevideo
S. Francisco....... 7 as
Nerthe............ 8 as
Valparaso -. John Eider........ 9 as 10 h.
Fernando---- Jacuhype.......... 12 as 12 h
Sul.......... lagoas............ 13 as 5 h.
Norte......... Para............. 18 as 5 h.
Sul.......... Espirito Santo...... 24 as 5 h.
Norte.......Jfanos.......... 27 as 5 b.
Buco Sol-Ainencano
38Ra do CoBinicrcIo-3
Compra e vende saques sobre Babia, Rio de
Janeiro, Santos, S. Paulo, Campias e Para, e
faz quaesquer oporaces de crdito aobn as
mesmaa prapas.
Banco Sul-Americano
SSRa do Commercio--3H
Sacca por lodos os- vapores sobre o Baoco de
Portugal em Lisboa, Porto e outras localidades
do mesmo reino.
Moviiuento do porto
Navios entrados no dia 2
Southamptoa e escala17 das, vapor ioglez
Tan>ar, de 1796 toneladas, commandaole
H. C. Rigaud, eqmpagem 95. carga varios g-
neros; a Amorim irmos & C.
Buenos Ayres e escala10 dias, vapor fancez
a Equateur, de 2482 tonel-idas, comman-
dante M-ireau, jquipagern 125, carga varios
geoeros ; a Augusto Labille.
Santos-23 das, lugar nacional Zequinha
de 220 toBelada8. capitao Antonio Duarte Rz-
lha, equipagem 9, em lastro; a Jos da Silva
Loyo.
Sanios32 dias, lugar allemo Unio, de
335 tooeladas, capliao. C. Nielson, equipagem
10, em laatro; a Silva Guimares & C.
Navios sahidos no mesmo ata
Buesoa Ayres e escalaVapor inglez Tamar,
coramandaate Rijraud. carga varios geoeros.
Bordeaux escajaVapor francez Equateur,
commaodaute Mo eao, carga varios geoeros.
Rio de JaaeiroLugar aoericiuo Fiahcez,
capito Jihn Thompson, carga farinha de trigo,
Porto AlearePalhabotc nacional Pinlo !.",
capito Paulo Nunes Guerra, carga varios g-
neros.
Navios entrados no dia 3
Santos e escalas10 dias, vapor allemo Ti-
juca, de 1951 toneladas, commaBdante H.
Lagerhasz. equipagem 48, carga varios g-
neros ; a Boratelmah & C. ,
New Port38 dias, b.-rca sueca Balder, de
420 toneladas, capito J. 'O Ohlsson, equipa-
gem 10 carga carvo de pedra.; ordem.
Havre e escala33 dias, vapor chileno t Hue-
mul. de 169 toneladas, commahdanle J. Hu-
raeaux, equipagem 14, em lastro; a Wilson
Soos A C.
Navio sahido no mesmo dia
PelotasBarca nacional > Marianoicha, capi-
to Fraacisco Dias Costa ; carga assucar
Haraburgo e escalaVapor allemo Tijuca,
cominaaiaote H. Lagerhansz. carga varios g-
neros.
Macei Patacho americano Havelah, capi-
to W. S. Rechardson, em las'.ro.




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I

Diario de Pemambuco--Tercia-eira 4 de Fevereiro de 1890
i ____i_____
Antonio J_we Fetippe Santiago,
Autonio^Kudriguta de Souza.
S. Jjs6
Manoel Netto Caroeiro Catnpello.
Gulraerme Patricio Beierra Cavalcan'.e.
Joo Pereira Rastos.
Francisco de Panla Albuqucrque Montenegro.
Manoel Hy^ino de Carvalho Porto.
Jdo Fio de Souza Valeoca.
.* B >a Vista.
Mataoel Aolonio Gongalves.
Herculano Giraldo de Souza Magalhes.
Dr. Manoel Brrelo de S Sampaio.
Alfonso Hoporato Baitos.
Silvino Aatooio Rolrigaes.
Antonio Lonreiro da Costa.
Odorico Gorreia de Araujo.
Jos da Croz Sirto?.
Jnao Paulo Rosa Cesse.
Aflonso do Reg Barros.
Thomaz de Carvalho Soares Brandao.
Graca
Joaquim Theodoro de Albuquerque Maranbo.
Aodronic-) Lobo.
Jos Gongalves.Ferreira da Silva.
Jos Nicolao Ferreira Gomes.
A fugados
Alfredo Ferreira Bailar.
Llodoaldo Clao Camello Pessoa.
Joao Per. eir Mendes Guimares.
Pogo
Jorge Lftpes de Abreo.
Malhias lavares de AltneUa.
Jis Emilio Cysoeiro de Albuqucrque,
Francisco de Paula e Silva.
Genuino Augusto Peixoto.
Jos Cavalcanie de Albuqucrque.
A sesso fi adiada para boje as 10 horas.
Criminoso Foraui presos :
No 2 districto da Boa-Vista os ros Bernardi
no Antonio de Sonza, cognomina lo Yoy Bario,
Antonio Candido de Souza, ambos pronuicia-
dos ao art. 201 do cdigo criminal.
Nj i* districto de Beberibe, Mara Alvcs de Li-
ma, aecusada de ter incendiad, a casa de Jos
Francisco da Silva, levada por ciumes.
ConferenciaHoje, as 5 oras da tarde,
realisa-se na cidade da Escala urna conferencia
doutrnaria, feita pela Exma. Sra. D. Maria Ame-
lia de Queiroz.
l niau iMauhycnse -Hoja, s 6 horas da
tarde, funciona a sociedade UnioPiauhyensc,
no predio n. 3 la ra da Aurora.
*tri'cio-t* das ottrM oe conervl
'dio dos pono* de PernambucoReci-
fe, 2 di Fevereiro de 180.
Iloletitn meteorolgico
entrou as 7
dystocio
Horas 1 i'U 1 O 60 Barmetro a 0* Tenso do vapor Mi a 3 o a 9 as
m. 26",2 7'>8,73 18,73 73
9 28 .9 759-711 20,58 69
i2 30.5 759-20 20,66 63
3 t- 30*,2, 758-V 2i,0 65
6 28*,8| 788-77 20,24 69
O ajudante do pharraaceutico
-aliio ts 6 oras da tarde.
Lotera do trum-Pnr-A 8 parte, da
31* lotera, cujo premio ser extrabida amarhS e. Fevtreiro.
A 3' parte da 33* lotera, dessa provinai-
:u]0 premio grande 120:000*000, ser extrahi
la no da de Fevereiro.
Lotera da corteA2' parte da 254" lote-
ra, cujo premio nmior de 10:000*000 ser ex
traliida boje 4 de Ffverelro.
cemiterio publicoObituario do dia 1
de Fevereiro :
Armandj, fernarabuco, 7 anuos, Boa-Vhta ;
febre perniciosa.
Guitherme, Pernambuco,8 mezes, B ja Vista ;
febre perniciosa.
Joviua Maria do Espirito Santo, Pernambuco,
27 anuos, solteira, Sjnto Atlono; tsica.
Luzia Maria da Conceicao. Pernambuco, .42
annos, viuva, Recites tubrculos pulmonares.'
Jos, Pernambuco, 50 annos, casado, Graca ;
febre paludosa.
Manocl Eneas de Fi-eitas, Pernambuco 18 an- P
nos, solteiro, Boa Vista ; varila confluente.
Manuel, Pernambuco, 4 aaffos, S. Jos ; atrep
sia.
Um feto, Pernambuco, Boa Vista
materno.
Marciano, Pernambuco, I anna c 7 mezes, S.
Jos ; febre palustre.
M i noel Rodrigues da Silva, Pernambuco, 52
annos, solteiro. Boa-Vista ; cyrrliose heptico
Luiza Maria da Conceigo, Pe namSuco. 30
annos. solteira, Santo Antonio ; hepatite.
Pedro da Costa, Pernambuco, 30 anuos, viuvo,
Graca; entente ciironica.
Um feto, Pernambuco lUcife ; ao na^.-r.
2 -
Maria Jovina da Coneeigo, Pernambuco, 8-
annos, viuva Boa Vista ; decrepitude.
Cecilia Bloudel, Franca, 44 annos, solteira, Boa
Vista ; febre typhica.
Benedicta Maris da Conceigo, Pernambuco,
35 annos, solteira, Recife ; leso cardiaca.
Manoel Caetano da Paz Pernambuco, 8'i an-
noi, viuva, S. Jos; bepatite.
Mara Mirandolina do Espirito-Santo, Pernam-
buco, 14 annos, solteira, Boa-Vista ; tubrculos
pulmonares.
Paulo, Pernambuco, 14 das, Santo Antonio;
convuises.
Mara Jos, Pernambuco, 50 annos, solteira,
Boa-Vista ; convuises.
Joaquim Pedro Cardoso, Pernambuco, soltei-
ro, Graca ; carhexia palustre.
Aveliuo Jos Bezerra. Fernambuco, 24 annos,
solteiro, Boa-Vista ; tubrculos pulmonares.
Manoel, Pernambuco, 10 mezes, convulsos
ao seu partido, Jos Marianno, ex-chefe da po-
pulaba ; eu que j comparei o Conde d'Eu ao
principe Alberto de Inglaterra* e que hoje com-
paro o illustre marechal Simeao ao general Ho-
che em artigo idectorial ; eu que tonho a alma
mais suja do que um farrapo, que s sci cur-
var-rae ante o poder ; eu palhaco, saltirobanco,
h ,mem de espinto, orador de esquina, sectario
do primovivere< defensor enthusiasla do vi-
*a quem veuce ; eu guarda-negra legitimo,
igual aos. lUalgotes analpliabctos e pulhas e a
todo o rancho libe.al ; eu que fago reservas
quaato ao adv?,nto da Rpublica e que hei de
ser aprovcilado por um oculo. declaro me, por
favos* republicano desfurgado por nao acreditar
mais na fcaudciiinha* de restauraco.
Viva o partido libera! I
Viva a guara-negra !
Viva o club do Cupim I
Viva o club do martelio I
Mujor A. A. Leal.
P. S.Desordem c regresso.
SPORT
Reuna!) di Colonia Portagoeza
Pedimos a digna directora do Gabinete
Porttiguez que convoque urna reuni&o (ein
co.itinuac.1o) para at sentar os risios de
auziliarmos o nosso governo no caso de
guerra provavel, v!sto que nao nos satisfaz
o que fiou proposto na reuniSo de do-
mingo.
Apouta eos como projecto o que passa-
mos a mencionar:
IoUrna subscripc3o, em que cada ci-
cladlo assigne aquillo coin que quizer con-
tribuir para melhoramento do ezercito
armada mesrao que nSo techa lu^ar a
guerra;
2oQue em caso de guerra, cada ara
contribua com a quantia que quizer de
urna b vez;
3* Tambem em caso de guerra cada
um contribua cam ama mensalidade em
quanto durar a mesma guerra, de forma
que urna e pessoa possa assignar urna,
duas ou todas tres listas conforme quizer.
Alguna por'uguezee.
servicos como director da *instruc3o pu-
blica no Recife. (Gazeta de Noticia.)

* Recebemos a visita do dstin:to cava
lheiro Dr. JoSo Barbalho Ucha Caval-
canti, nosso illustre collega redactor da
Epocha, de Pernambuco, que se demorar
poucos dias n'esta capital.
< Comprimentamol-o affectaosamente.
{Oase'.a de Noticias.
(D'A Epocha)
T
Aviso
Temperatura mxima31,"00.
Dita mnima25,75.
Evaporacao em 24 horas : ao sol7,"7 ; a
sombra3.-7.
Cnuva-nulla.
Direccao do vento : SE de mcia noite it 7
boras e 28 minlos da maoliQ ; SE, ESE e E
alternados at oieia noite.
Velocidade media do vento1,"83 por se
gundo.
Nebulosidade media0,"5o.
&'Leii6cti EiToctuar-se bao os seguintes :
H' je:
Pelo agente Burlanuqui, s II horas, ra do
Imperador n. 45, de predios.
Pelo agente Uartins, s 1 horas, ra do Ran-
gel n. 61, dos gneros da Inverna ahi sita.
Mimas funt'breSerio celebradas :
Hoje :
A's 7 horas, na matriz de S. Jos, pela alma
a Joo Manoel Lins dos Santos.
PainageiroNChegados do sul no vapor
ranej Eauatenr:
A. da Mlva Castro e Maria Angelina.
Sabidos par. a Europa no memo vapor:
Nicola de Bellm e 1 lilho. Daniel Stre.l, Aron
Cabn, George Morhai, Abraham Morhai, Antonio
Gcrncalves Maia, Eduardo de Mello, Manoel Joa-
quim Goires Ferreira, Arthur G. Mages, Albino
F. de Azevido, Joaquim Ribeiro de Souza, Ber-
nardo da Costa Miia, Mara K das Dores Gomes,
Jos Pereira Duarte, Francisco Xavier Ferreira e
Antonio Joaquim da Silva.
Chegados da Europa no vapor inglez la-
mar :
Pedro Carneiro Fontan, Ca^emiro Rodrigues,
Antonio Alvarez, Jos Aff nso, Candido Jos Al
varez, Manoel Camarina e Lourenjo de Araujo
Carvalho.
Sabidos para o sul no mesmo vapor:
Francisco Jof Al ves, Girolano de Constantino
("appozzi, Aniello de Constantino Cappozzi e Pla-
cido drlla Celia e sua stmhora.
Sabidos para o Sul no vapor allerao Ottn
da :
Dr. Alberto de Almeida Ramos, J aquim de
GasJjfio Coelho Antonio Raposo da Silva, Leopol-
dina Mara Frlisimna, Victoria dos Santos, Jorge
Rozo, Eduardo Machado dos Santos e Luiz Car-
neiio onteiro.
Cargados do Sul no vapor allemao Tijaea :
Marcelino Jos da Silva, Adolph llirsch e Gui-
Iherme Grampon.
Sabidos para a Europa no mesmo vapor:
S-:ma Olio, Ida Schmidt c 1 Gibo.
Ciieraroe* rirarffi'a* i/orp.m pratiea-
das no hospital Pedro II, as seguinles :
P lo Dr. Poutual:
Pi'tihotomia a thermo cauterio indicada por
(,hirao.-i-s e cancros venreos.
Uvthrototnia interna indicada por eslreita-
BVD'p da urelhra.
Extraerlo de kisto da face.
IVJo D-. Amobio: /
Amputado do penis indicada por ejfitheona
da u'ljnde. t-
Extraccao de polypo mucoso no naris.
Ires posthotomij a thermo cauterio indic-
das por phtmoses inflammatorias e cancros ve-
nreos.
Pelo Dr. Berardo:
larsorraphia com retalho ovalar e transplau-
tacSo dos bordos era ambas as palpebras do
olho direilo indicada por tychiasis dupla.
Pelo Dr. Fi-rreira:
Laparotoma com anterotomia indicad*1 Pr
Iurrrta umbelical estrangulada c-m rotura dos
intestinos em dous pontos.
Aiupulagao da perna no tere/) superior melbo
do circmar indicada por necroseuta lib a
cana de HciencAuMovunento aos pr*-
s>3 da Casa de Detengan do Recife, estado
de Pernambuco, em 2 deFcvereiio da I8P0
Exisiiam 533 : cntraram 7; saturara 2 ; lis-
tera 538
A saber:
Nacionaes 505 ; mulkeres 26; estrangeiros 7 ;
-Total 538.
Arracoados 433.
Bons 499
Doentes 23.
LOUC08 7.
Loucas 2.
Total 433.
Moviraento tta enfermarla
Tiveram alta :
Laurentmo Duda dos Sanlps.'
Francisco Roque Soares.
Jos Candido de Oliveira-
Foratn visitados os presos deste estabeleci-
ment* por 179 pessoas, sendo, homens 84 e mu-
Ijeres 95.
Hospital Pedro II-O movunento de te
Etabelecimento de candado, no da 2 de Fe
noiro foio seguinte
Entraram
Sabiram
Fallecern
Existem
Foram visitadas
oeloe Drs.
Moscoso s 8 1/2.
Cysnero s 7 1/2.
Barros Sosrnho s 6 3/4.
Berardo.
alaquias.
Pontoal.
SimOes Barbosa.
Estevao Cavajeante.
O cirurgiao dentista Nnma Pompilio nio'co m
parecen.
O grande premioEstado do Rio de Janeiro
tifferecido pelo respectivo governador. Dr. Fran
cisco Porlella, ser corrido no da 2 de Margo
prximo, no Hippodromo Guasbara.
Pareo hanucap para animacs de qualqtier
paiz distancia 2 6 0 metrospremios : 5:000,
1.0O0, 500 e 250.
A inscripco cna-rrar se-6a no dia 24 do cor-
rente mez.

No domingo 2 deste mez devero ter se rea-
lisado as grandes corridas, no Hipdromo
S. Salv.dor.
Essos grandes corridas cram promovidas pelo
Cluu Carnavalesco Fantoches, da sociedade Eu-
terpe.
Empresa Minerva
De ordem da directora, Taco sciente a todos
/os socios da Empresa Minerva que no vapor na-
cional i'i mmburo que parti do Rio de Janeiro
o 30 do mes prximo passado, embarcon rom
destino a este Estado o cidado Verissimo Bar-
bosa de Souza, gerente da mesma Empresa, ira
zendo comsigo o macbinismo do barco em con3-
IrucSo.
Convido pois a todos os socios, a comparecerem
no dia do seu desembarque, alim de com suas
presencas, maoiresUrem o jubilo de que est
possuida a Empresa Minerva pelo sen regresso.
O .secretario,
- Francisco Cosme.
llippodroiuo do Campo Grande
Realisou se ante-hontera a 10' corrida.
A concurrencia foi pequea e pouca nimacao
bou re no jogo das pooles, cujo moviment) gcral
elevou se a !4.190.
Eis o resultado das corridas :
5
3
0
417
as respectivas enfermarl; s
1 pareo -E Pernambuco que nao haviam ganho no Hippo
dromo. Premios : 200.5, 40 e 20J.
Dado o signal. em boas condires, sahiratn os
animaes emparelhados, appareceudo pouo de
pois Despota na vanguarda.
Cerca de 500 metros depois, Village montado
por Murlins Ferreira, tomou a ponta e ganhou a
corrida em 59".
Despota foi 2* e Talisplicr 3*.
Poule de Village em i". 104100; em 2. 6,1800
Poule de Desposta m 2. 7>50J.
Moviraento geral. 3 290.

2o pareo-/bcm ro-800 metros -Animaes de
Pernambuco que nao haviam ganho nos prados
do Recife. Premios : 150, 30 e ISi
Telegramraa sahio na vanguarda e n'essa no
igao se conservon at a entrada da recta de che
gada, onde foi batido por Pluio, montado por
Martin3 Ferreira, que logrou ganhar a corrida em
60".
Colosso foi 2o o Telegramma 3*.
Poule de Piutio em 1. 134400; em 2>, 900.
Poule de Co osso em 2\ 54900.
Movimenlo geral, 3.6004.
3# pareo Imprenta900 metros.Animaes de,
Pernambuco que nao haviam ganho em maor
distancia no HyppodrcmoPre.uios : 2004, 40*
n#.
Ao signal de partida tomn Bonaparte a pone,
posico que foi oceupada 600 metros de- os por
Boa Vista.
Na recta de chegada, Maranguape. correndo
pelo lado de fOra, e.nparelhou Boa-Vis'a e as-
sim passaram pelo poste co vencedor.
H uvo dnvidas e reclamages do publico sobrs
o animal a quem competa a victoria, decidindo
afnal a directora classificar a B ia-Vista como
tendo chegado em 1* logar e em 2 a Marangua
pe e a Cauby.
Poule de lioa Vista, montado por Canavarro,
era l' 224200 ; em 2 54700.
Poule de Maranguape em 2 54700.
Poule de Cauby em f 54300.
Movimenlo geral, 3.5034000
i*
4* pareo Piado Pernambucno 850 metros.
Animaes pungas.Premios : 2004, 804 e 204.
Arreada a han leira, sahio Piramon na van
guarda, seguido de perto por Delegado, que
pouco depois se collocou na ponta.
Na recta de chegada, Arumarv, montado por
Nicolao, forcou o galope e cotisegnio ganhar a
corrida, por cabeca em 63 I/i".
Delegado foi bom 2o e Piramon 3.
Ponle de Arumary em !, 64600. em 2"'74300.
Poule de Delgalo em 2-, 154600.
Movimento geral, 1.7704000.

5 pareo Supplemeiuar 1,100 mptrosAni-
maes do ,'ernambuco que nSo baviam ganho em
distancia superior a 1 500 metros nos prados do
Recife-Premios : 2004. 404 e 204.
Depois de ter sido a ponta oceupada por Sne-
ca, Good Morning e Boa Vista, foi a corrida ga
nba por Tupy, mtntado por Jos Marcellino,
chegaodo em Dora 2.* Boa-Vista e em 3 Good-
Morning.
Ponte de Tupy em 94700 ; em *, 64200.
Poule de Boa Vista era 2." 8*600.
Movimento geral 2:0254000.
*
Nao se realisou a corrida do 6, pareo.
Despedida
Retirndome amanh para Europa, e nao po-
deudo despedirme pessoairaedte de meus ami-
gos s freguezes, fago pelo presente, offerecendo
meus fracos servicos, em Portugal cidade de
Braga.
Aproveito a opportunidade para communicar
ao corpo commercial que ficara como meus pro
curadores os Srs. Manoel Nuocs da Fonseca,
Antonio Agostinho do* Santos e Jos de Souza
e Mello, ticando este na gerencia do roen esta-
belecimento.
Recife, 1 de Fevereiro de 1800.
Francisco Xavier Ferreira.

Dr. Joao Barbalho
E' com a maior satis fafSo que traslada
mos para as nossas colu unas as lisongei-
ras palavras com que alguna collegas da
Capital Federal acolheram o nosso distin-
cto companhejro de redaccSo :
*
DB. JOO BARBALHO
1 Acha se entre nos o Br. J0S0 Barbalho
UchOa. Cuvalcinti; um dos mais bellos ta-
lentos do nojie, um coracSo apaixonado
por toda a idea de liberdade, um dos pri-
ineiros e tambem dos mais ardentes e Ilus-
trados defensores da causa da abolic3o em
Pernambuco, um carcter purissimo, advo
gado notavel do foro do Recife e jornalis-
ta illustrado e vibrante, digno filho e dig-
no herdeiro das grandes qualidades mo-
raea do dezembarg^dor Alvaro Barbalho
LFch Cavalcanti.
Saudando o, contentissimos por sua
Scientifico ao publico e ao commercio, que o
cidado Joaquim Goncalves Ferreira de Souza
deixou de receber os alugueis de rainhas casas,
deixando assim, de ser meo em Bregado.
Recite 1 de Fevereiro de 1890.
Galdino Antonio A. Ferreira.
JULIO SOASES II ASSTSE3
PR0FES8OR l'ARTICULiR
Lecciona primeiras lettras, era casas
particulares a ambos os sexos, quer na
cidade, quer fora della, por prejos ra-
soaveis.
Pde ser procurado tolo- 03 dias das
3 boras da tarde em diante, no becco
das Burreiras n. 23, defronte do Dr.
Curio.
Garante um rpido adiaatamento.
V. 39G
A tonstitul,o e o sangne
Sem um tratamento constitucional ira-
possivel conseguir se a cura permamente
de nenhuma enfermidade eruptiva ou ulce-
rosa. O sangue viciado deve se purificar
e fazel-o saudavel, de contrario a causa do
mal permanece oceulta no systema, e
corto que no fim se apresentar em outra
forma mais terrivel do que a anterior. S
um remedio dos conhecidos entre os ho-
mens, busca, esqnadrlnha e expulsa este
mortfero principio e rostabelece a consti-
tu cSo phsica sua primitiva forca e vi-
gor. Tal ou taes s5o as virtudes da Sal-
saparrilha de Bristol. Os remedios sup-
pressivos sSo excessivamente perigosos em
taes casos, e o mercurio substitue invaria-
relmente urna molestia por outra anda
mais terrivelque a priroeira. Porem este
balsamo Detergente e restaurativo vegetal,
arranca at os aliceres da enfermidade, e
converte n'um baluarte de sade e forja
o systema, depois de haver expulsado o
venenoso invasor. Este remedio, o mais
admiravel e maravilhoso de quantos se co-
nhecem no mundo deve sua extraordinaria
reputacSo s suas virtudes vivicantes e pu-
rificaderas.
Encontra-se a venda em todas as princi-
paes Boticas c lejas de Drogas.
'M
PROJECTO DE INSCRIPgiO
Para a 10.a corrida a realizar-se no Domingo
9 de Fevereiro de 1890
1. PAREO Easalo 800 metros,
tata. Premios: 1500000 ao
terceiro.
2.* PAREO -laido 800 metros. Animaes de Pernambuco que nSo
Pequiras de Pernambuco at l, 28m de al
primeiro, 300000 ao segundo e 150000 ao
200f)000 ao pnmeiro, 400000
ao segundo
tenham
e
ganho premios. Premios:
200000 ao terceiro.
PAREO Progresa 1.100 metros. Animaes nacionaes at meio sangue.
Premios: 3000000 ao primeiro, 800000 ao segundo e 500000 ao terceiro.
4.o PAREO Consol ac 800 metros. Animaes de Pernambuco que nSo te-
nham ganho este anno. Premios: 2000000 ao primeiro, 400000 ao se-
gundo e 200000 ao terceiro.
5. PAREOEmuIacSo 1.000 metros. Animaes de Pernambuco. Premios:
2000000 ao primeiro, 400000 ao segundo e 200000 ao terceiro.
6. PAREO RiNDB PREMIO ESTIMULO1.600 metros. Ani-
maes estrangeiros. Premios: 8000000 ao primeiro, 2000000 ao segundo
e 1000000 ao terceiro. 5
7. PAREO Extra 800 metros Eguas. de Pernambuco. Premios: 1500000
primeira, 300000 segunda e 150000 terceira.
Observares
A inscripcao encerrar-se-ha terca feira, 4 de Fevereiro, as 6 horas da tarde,
na secretaria da sociedade na do Imperador n. 83, 1. andar.
O secretarlo,
Jos Gomes Gauches.
3.

Escola Normal
Horario das aulas para o anno de 1890
EDITAES
PUBLICARES A PEDIDO
Voto de louvor
SO immortal poeta cmico Molieri escrevendo
o Tartufo', den diersas entradinhas, para
muita gente boa do seu tempo.
Eu, qne tambem sou poeta, gosto de rir me
por ultimo d'aquelles que variam segundo a at-
mosphera poltica, verdadeiros contorsistas, pe-
ritos em dobrar a espiaba dorsal ponto de
juntar ps com cabeca.
Eu que son erudito, pbilotogo profundo ; que
sei de oitiva o Osear, Gnaist e seu rancho, hol-
landez puro sangue, quasi polvglolta; eu que
disse bem bas verdades ao sol no tempo dos
soobos ; eu inventor do Club Cupim, das iro-
nas, das retribuicoes* exigidas por servicos
prestados no hospital Pedro de Alcntara ; eu
3ue fiz do Sr. Nabuco izabellista um fetiche in-
iano com corda bastante para cantar serenatas
abolicionistas, amando-o tanto e tanto a ponto
de guardar como reliquia nm copo por onde
o
moco beben agua litica* ; en que a'dmirei La-
0 pharmaceutico entrn as 9 \\i da manh e f fayete, um bandido poltico, Visconde de Ouro-
ranio as 2 da tarde. Prelo, ero nanceiro, A. de Siqoeira, traidor
rinda a esta capital, enviamos destas co
lumnaa, um abraco ao vaicnte redactor da
Epocha, anciosos de apertal-o fortemente
entre nossos bracos, como urna das mais
nobres e elevadas organisacoes moracs e
utellectuaes da nossa gerac5o. (O Dia.)

O DH. JOAO BARBALHO
t Acha se entre m'u o Dr. JoSo J5.rb.i-
lho Ucha Cavalcanti, digno filho e herdei
ro das nobilissituas qualidades de seu pai,
o sempre pranteado senador Alvaro Barba-
lho Ucha Cavalcanti
< Mentalidade pujante, espirito profun-
damente denrocrata, enrgico, independen-
te e patriota, o Dr. Jo2t> Barbalho foi um
dos que mais trabalhou para chegar-se a
actual ordem de cousas, j reorganisando
o ensino publico era Peraambuco, j ata-
cando na imprensa os abusos e desmandos
dos amigos e adversarios, tanto assim qne
toi elle o primeiro soldado das velhas fi
leiras conservadoras que, em sua provin-
cia, atacou a influencia da caulilbagem
que queria avassalar a altiva e briosa po-
puladlo pernambucana.
< Saudando-o, pois, pela sua chegada
capital federal, inclmamo-nos deante de
um patriota emrito e de urna organisacjl
intellectual que faz bonra a nossa raca. >
(Gazeta da Tarde.)

DE. JOAO BARBALHO UCHOA CAVALCANTI
c Este distincto republicano, um dos bri-
Ihantes redactores da Epocha, de Pernam-
buco, que foi um dos heroicos lutadores na
companha abolicionista, quando redigio a
Tribuna, orgSo abolicionista d'aquella ci
dade, honrou-nos hontern com sua visita,
c Ao denodado abolicionista agradece-
mos as sua gentileza. [Cidade do Rio.)
m
FomoB honrados hontem com a visita
do Sr. Dr. Joio Barbalho Ucha Cavalcanti,
nosios Ilustre collega da Epocha, de Per-
nambuco, e cavalheiro a quem a instruc-
j5o publica deve os melhores servicos.
(Correo do Povo.)
t No vapor Finance, deve hoje chegar
de Pernambuco o nosso collega redactor
da Epocha, o Dr. Joao Barbalho Ucha
Cavalcanti, intelligente e illustrado juris-
consulto e denodado abolicionista ex reda-
ctor da Tribuna. O illustre cidado tam-
bem por muito annos prestou valiossimos
0 cidado Dr. chefe de polica manda pu-
blicar, para que sejam estrictamente observados
ein toda sua plenitude, os artigos 70 e 71 das
posturas raunicipaes, que pTobibcm o entruuo
com quaesquer substancias que podem damni-
ficar a sade, como sejam,:. agua, cal, farinha
do reino, maizena, zarcao, vermellio e ootros
pos semethaotes :
Art. 70. Fica prohibido neste municipio o
brinquedo de entrado com agua ou outra qual-
qoer substancia, de qoalquer maneira qne se
empregue : os infractores pagarao a multa de
lOOO e soffrer&o oito dias de prisao.
Art. 71. Fica -prohibida a venda de limas
de cheiro : os infractores, alero de as perde
rem, pagarao 4000 de multa.
Manda, outrosira, declarar o mesmo cidado
Dr. chefe de polica, que dos habitantes deste
municipio espera que se cohibiro da pralica de
tao nocivo Drinquedo, tornando todava certo
que, com todo o rigor e vigilancia, sero em-
pregados os necessarios meios para que sejam
feralmente respeitadas as disposicOes cima ci-
tadas.
Secretaria de Polica do estado de Pernambu-
co, 1 de Fevereiro de 1890.
O secretario,
Antonio Jos aa Costa Ribeiro Jnior.
m
9
fl
o
ce
s
B
i
o
=
a
Horas
9 s 10.
tO II.
11 12.
II s.
tOas ti.
11 12
12 1-
11 s 12
12 1
1 2.
Kesunda
rer
2.*cadeira___
4.'
3.
Aula pratica..
7.' cadeira___
1.
6.*
2 cadeira.
l.
6.
Terf-
felra
5. cadeira___
2.'
l.
Aula pratica..
5.* cadeira...
4.*
2.'
Q uarta
reir
7. cadeira.....
4.
3.-
Aula pratica...
7.' cadeira.
I.
6.*
Sexta reir
5.* cadeira.....
2v
!>
Aula pratica...
Nabbndo

2.* cadeira.
I.
6.
8.* cadeira.
4
2.'
3.* cadeira.
I.
6."
7.* cadeira.
4.*
3.'
Aula pratica.
o.' cadeira.
1. t
6.' i
2. cadeira.





;
tufnfa-relra
MSICA...
De 10s II1. anno-
11 l22.<
12 i3." -
Secretaria da Escola Normal do Estado de Pernambuco, 30 de Janeiro de 1890.
Francisco Carlos da Silva Fragoso,
Secretario.

DECLRALES
Instituto Beneieente dos Ofliciaes
da Guards Nacional
De ordem do ciladio presidente da asserablea
eeral desta sociedade. convido a todos os socios
a comparecerem na sede da mesma sociedade,
alim de ter lugar a eleigo da nova directora,
fazendo sciente a todos qne a votaco correr
com o numero que comparecer
Secretaria do Instituto, 1- de Fevereiro de
1890.O 1- secretario,
ioaquimde Med.iros Raorso.
AVISO
Com o IIn de meliior recularlaar o
onlro Interno e de accordo com a
pratea admittlda e seguida em to
das a* praca* ommerclaes. tendo
Ido ouwldo o digno presidente da
ANNorlaro Commercial Beneflcente
reaolveram o Banco* estaaelcidOM
aeata praca, abalxo mencionados,
fechar o expediente do Rtfceblmen-
toa c Pagamentos as 3 boras da
tarde, a comecar do da 3 de Feve-
reiro prximo rmuro. do que sclen-
tlOcam ao illustre corpo do com-
mercio c a todas as pessoas qne
manteem reaces commerclaes
com os mesmos Bancos.
Becire* ** de Janeiro de 1890.
(4ss I guadas) i
Pelo liODdon A Brazlllan Bank,
lilmlted. Wllllam H. Billn, gerenle.
Pelo Baglish Bank f Blo de Ja-
neiro. Limited, A. V. P. ClarBson.
gerente.
Pelo Banco de Pernambuco. Wll-
llam M. tl'ebiilcri gerente-
Pelo Banco Sul Americano, r. A.
Pacheco, gerente,
Facilidad e de Direito
De ordem do cidado Dr. director, fago pu
buco a rectitlcaco o horario das aulas do cur-
so de preparatarios.-
Na 6.a sala
Historia e Chorographia, das 9 s 10.
Rhetorica, das 10 s 11.
Pbilosophia, das 11 s 12.
Latim, das 12 as 2 horas da tarde.
Nos geraes
Geograpbia e historia, das 9 s 10.
Francez, das 10 as 11.
Inglez, das 11 as 12.
Antbmeti:a e'geometra das 12 a 1.
Portugus, de 1 as 1
Secretaria da Faculdade de Direito do Recife,
3 de Fevereiro de 1890.O secretario,
B. Aragao Faria Rocha.
Obras publicas
De ordem do cidado engenheiro director, c
em virtudc da antorisacSo do cidado general
governador deste Estado, de 20 do correte, fago
publico que no dia 8 de Fevereiro prximo vin
douro recebem-se propostas em cartas fechadas,
competentemente selladas, para execuco das
seguintes obras :
Reparos da ponte de Nfizarelh, oreados em
1:937*725.
dem do pontilhSo sobre o riacho Cahos, na
estrada de Grvala, na importancia de 3:000.
dem de diversas pontes da estrada da Victo-
ria, na de 2:9394200.
dem dos boeiros de Campias, Maus e Bu-
Ihes, na de 1:172*072.
As propostas devem ser assignadas pelos lici-
tantes, com as firmas reconbecidas, e devero
declarar o prego pelo qual se obrigam a execu
lar a obra, como o local de sua residencia e as
habilitaces que possuam para dirigir os traba-
mos, as quaes sero abertas ao meio dia era
presenga dos proponentes.
o sero aceitas a3 propostas nos seguintes
casos:
1, As que excederem do3 pregos dos orga-
mentos.
2. As que nao forera organisadas. de accordo
com o presente edital. .
3. As que nao offerecerem as garantas exigi-
das.
4. As que se basearem sobre os pregos das
propostas dos ootros concurrentes.
5. As q e forem apresetitadag por pessoas
que j tenham deixado de cumplir contractos
celebrados com a lepartigo.
Os ornamentos e mais condigoes dos contra-
ctos achara se nesta secretarla, onde podem
ser examinados pelos pretendentes.
Para concorrer praga cima devero os lici-
tantes depositar nesta repartigo as seguintes
quantias:
De 97*886 para a primeira obra.
De 233*000 para a segunda
De 146*960 para a terceira.
De 58*604 para a quarta.
Todas estas quantias sao equivalentes a 5 %
dos valores dos respectivos orgamentos, como
determina o art. 42 do legulamento de 30 de
Outubro de 1889.
Secretaria da directora geral de obras publi-
cas, 22 de Janeiro de 1890.
0 engenheiro ajudante,
A. Reg Netto.
S. R. J.
Sociedade Recreativa Ju-
ventude
Sarao carnavalesco era 13 de Fevereiro
Convites nesta secretaria ; ingressos em mo
do tbesooreiro.
Secretaria da Sociedade Recreativa Juventnde,
31 de Janeiro de 1890. O 1P Secretario,
.______ M. J. Baplista.
Arremaa^o
No di 7 de Fevereiro ser arrematado o en-
genho Jaguaribe, sito no termo da Escala., ava-
hado por 50.000*000 : quem quizer fazer ac-
* i quisico de urna boa propriedade, chesada a
occasio, muito commodo por distar da cidade
meia legoa, terreno muito frtil, e contiguo ao
engenho centr 1 de Firmesa; a praca ser na
casa das audiencias s 9 horas da manila, do
indicado dia cima mencionado.
Concurso de segunda en-
trancia
Thesourarla de Fasenda do Estado
de Pernambuco. 1 de Janeiro de
188
De oi.dem do cidado inspector, fago publico
que fica marcado o praso de 60 dias, a contar
desta data, para ler lugar nesta thesonraria o
oonrurso de segunda entrancia, autorisado pela
ordem do Tbesouro Nacional n. 11 de 30 de No-
vembro ultimo, o qnal 6er regulado pelo de-
creto n. 10,349 de 14 de Setembro prximo pas-
sado, que dispoe o seguinte :
Art. 2-
As materias d) concurso para os lugares de
primeira entrancia sero:
Grararaatica da liogua nacional (orthographia,
analyse c redaego);
Grammatica' das linguas fianceza t ingleza
(leitura, traduego e analyse) ;
Aritbmetica e soas applicages ao commercio
e as repartiges de f zenda ;
Algebra at eqnagOes do segundo grao ;
Escrpturgo mercantil por partidas dobra-
d:s. -
Art. 3-
As materias do concurso para os emprego-
de segunda entrancia sero :
Legislagao de Faiend;
Pratica de repartigo.
0 exame se far, salvo a hypothese do art.
28, por umfqnestionario que ser publicado pelo
Tbesouro.
Art. 28
Os actuar s empregados de primeira entran
aa nao podero ser nomeados para lugares de
segunda sem dar prova plena de qne sabem, nao
s a .pratica da repartigo em que servirem, mas
tambem as materias designadas no art. 2
Os que se nao habilitaren) dentro de dous
annos, contados da data deste decreto, conside
rar se ho desligados do servigo de Fazenda.
Ontrosim, os candidatos devero reioerer a
infcripcao de feus nomes commisso respec-
tiva, lnstruindo suas peti-Oes com -os seguintes
documentos:
1." CertidSo das notas que tiverem no ponto
de eua repartio ;
2. Attestado do competents chefe sobre a sna
aptidao para p servigo publico.: de conforaiida-
de com o art". 10 do citado decreto.
Thesonraria de Fazenda do Estado de Pernam
buco, 7 de Juneiro de 1890.
0 secretario da junta,
Dr. Antonio Jos de Sant'Anna.
s


-K-


Confraria da Veneravel San- Ordem 3.a de.. S. Francisco
de Olinda
ta Rita de Cassia
COLLECIO BBPHBSBNTATlVO
(3." convocagao) .
De ordem do irmo confrade e regedor major
Jos Elias de Oliveira, devidamente autorisado
pelo conselho administrativo desta confraria, con-
De ordem do irmo ministro scientifieo ato-
dos os nossos carissimos irmitos que do se
tendo reunido anda numero legal dos mesmos
! para disculir-se os qpve s estatutos, e i to apesar
das respectivas cqnvocagOes, fica de novo de
f.
vido pela 3* e ulUma vez a todos os nossos irmos signado o dia 9 de Fevereiro prximo vindocro,
r. .__?_ j___m______________ nal ia Jli nr.rnc rl man ha narn Pfinnirlrw rtr\ An*.
confrades para a rennio do collegio represen
tativo, que ter lugar no consistorio de nossa
igreja, s 6 horas da tarde do dia 4 do correte,
para tratar-se de graves assuraptos, entre os
quaes o de prestaco de contas ; e caso nao se
realize essa reuniao, o referido conseibo adra-
nistralivo requerer ao juizo competente o que
se lizer preciso, urna vez que, como nao era de
esperar, os nossos irmos confrades se recusam
a formar numero legal para podi r funecionar o
mesmo collegio representativo.
Secretara da veneravel confraria de Santa
Rita de Cassia, em 1 de Fevereiro.de 1890.
O secretario,
Jo de A. tota Pontes.
pelas 10 boras da manh, para reunidos no con-
sistorio desta veneravel ordem levarem efftito
essa medida altamente reclamada pelo facto de
estarem os actuaes estatutos derrogados en
mnitas de suas partes por deliberages de mesas
conjunctas, noitas das quaes sao conbecidas
api-nas de nm pequeo numero de irmos.
Scientilico tambem qne deliberar-se-bacom o
numero qne comoarecer, contand )-se como vo-
tos de annuencia ao que forapprovado os dos
irm s que deixarem de fazel o.
Secretaria da veneravel ordem 3.' de S. Fran-
cisco da cidade de Olinda, 2 d Fevereiro de
1890.-0 secrefario,
Astolpho Adolpbo e Paiva Vianna.
*



iario de Pernambuco--lerca-teira

Faculdade de Direito
Amaoba 5 do correte, as 10 boraa da inanha,
serio chamados a exame escripto e oral de Pbi
loaopbia os seguintes estudantes e os que em
xampo requere rom :
1 fose Ja Frota VaaconosMos.
2 Manoe Turiano dos Reis Campello.
3 Zefermo Jos Cardoso.
i Gervasio io Rodrigue* Costa.
A banca foi assiua composta :
Presidente, Dr. Albino Meira.
Examinadores, Dr. Jus Soriano e bacharel
Virginio Marques.
Secretaria da Faculdde de ireito do Recife,
3 e Fevereiro el890.-O sec eWrio,
Bonuacio de Aragao F. Rocha.
iinb Carlos Gomes
Sarao Carui'Mletro
A cotnmi88ao encarregada defUs sarao convida
aassenhores socios subscriptores paramuoirem-
se de seus ingressi s e convites que possam de
3ejar, a sede do niesmo cIul uhs 7 a> 9 horas
ja noite.
Thesouraria de Fa-
zen
da
De ordem do cidado insp-clor, faco publico
que esta tbesooratia acha-s* habilitada coin o
aecessario crdito para pagameoto do3 seguin
tea credores de exercic os findos :
Padre ChristovSo do Reg Birros 49*166
Padre Nuno Theodoro da Costa 340*000
Tenente Florio Jos dos Santos e Silva 624656
O mesmo 41*M8
Antonio Jos de Senoa, praga reformada 24i00
jwjrenco Pereira da Costa, praca refor
mada H*i0
Thesouraria de Fazenda da Esta nuco, 30 de Janeiro de 1890.0 secretario,
t. Antonio J- de -ant'Anna
Izo dos feiti s da fazenda na-
cional deste lisiado de Per-
nambiK-o.
(Escriv&o Reg Barros)
Perante o Sr. Dr. juiz substituto dos feit.'S da
"alenda. Benicio Nelson Tavares da Con ha Mello,
se vender eoi praca publica do di* 7 do mez
de Fevereiro, pelas onze horas da manb. depois
4a audiencia, os bens seguintes :
Urna olaria sobre pilares de tijollo e cal, co-
erta de tena, 6ita .lilia do Retiro, em bom es-
lado, avaliaoa por um tonto e dtenlos mil rl,
pcrlencente a Evaristo Mendes da Cunha Aze-
vedo.
Um sobradiDho e olaria contigua situados nos
fioelhos, avahado ludo em oito cootos e noventa
e um mil ris perteucentes a Anti nio Garnero da
Cunha.
Urna casa terrea de tijollo e cal, com um ran-
cho ao lado, sita no lugar denominado Iputinga,
fregueiia da Varzea, todo coberto de telha, ava-
llada por oitenta mil ris, pertencente a Antonio
Francisco dos P-azeres, sendo todos os bens
vendidos para pagamento da fazenda nacional e
fustas.
Recife, 29 de Janeiro de 1890.
O sol'.citador,
Luiz Machado Botelbo.
&AR1TUL0&
COHPAXHU PBBSAMBICAM
DE
- avecace eostelra por vffj>or
PORlOS DO SUL
lacei, Penedo, Aracjyu e Babia
O vapor S.Francisco
Comraandante Pereira
Segu no dia 7 de Fevereiro a-
5 horas da tarde. Recebe car
g at o dia 6.
Encommendaa, passagens e dinheiros frete
at as 3 horas da tarde do dia da partida.
ESCRIPTORIO
Ao Caes da Companhia Pemambucana
n. 12
COVr.tXHI.1 PEH^iAMIIlCAXA
DE
Varegaco costelra por Vapor
Para Fernandode Noronha
O vapor Jacuhype
Commandante Esteves
Segu no dia 12 de Fevereiro as 12
'horas da manh. Recebe carga at o
'diall
Passagens at s 10 horas do dia da sahida.
ESCRIPTORIO
Ao caes da Companhia Pemambucana
n. 12
Companhie de Messageries
Mari times
LINHA MENSAL
O paquete Nerthe
Commandante Lecointre
E'esperado da Europa nu
dia 8 de Fevereiro e se-
guir depois da demora
' Hecssaria para
zkia, Rio de Janeiro, Buenos-Ayret e
Montevideo
^ambra-se aos Srs. pasgageiros de todas as
tiasses que ha lugares reservados para eeta
agencia, que podem tomar em quatquer tempo.
?revine-se aos Srs. recebedores de mercadu-
ras que so se attendera a reclaraaces por fal-
tas, nos volumes, que fdrem reconhecidas na
:casio da descarga, assim como deverao den-
r j de 48 horas a contardo dia da descarga das
a varengas, fazerem qualquer redamacao con-
aernentes a volumes que porventura teaham se-
uido para os portes do sul aim de poder-se
ira tempo as providepcias necessarias.
artes paqnelr* *io illnmlnado *
- elctrica.
Para carga, passagens, encommendas e di-
a leiro a frete: trata-se com o
AGENTE
Augu ste Labille
Roa do Commereio 9
1THARGEUR&. .REUNS
Companhla rrancua
NaregaeSo tt rapor
Liaba quinzenal entre o Havre, Lisboa
Percambuco, Babia, Rio de Janeiro t
Santos.
O vapor Entre -Ros
Commandante Crequer
E' esperado da Europa at o dia
6 de Fevereiro, seguindo depois
da irdiepensavel demora para a
Baha, Kio de Janeiro e Santos
Roga-ae aos Srs. importadores* de carga pelos
taoores desta linha, queiram apresentar dentrt
de 6 das a contar do da descarga das al varenga:
qualquer reclamacao concercente a volumes que
porventura tenham seguido para os portes de
tal atn de se poder dar a tempo as provi
deacias necessarias.
Zxpirado o reerido prazo a companhia nao a
"isabilisa por extravios.
Para carga, passagens, eficernmendas e di-
aheiro a frete : trata-se com o
AGENTE
Aigiste Labille
9RA DO COMMERCTO9
Pacific Sueam Navigation
Company
STRAIT80FMAGELLAN LINE
O piquete Jjohn Eider
Eapera-se da Europa at o din
9 de Fevereiro e seguir de-
pois da demora do costume para
Valparaso per
Babia, Rio de Janeiro e Montevideo
Para carga, passageiros, encommendas e di
oheiro a freie: trata-se com os
AGENTES
WIsod, Sons & (1., Limited
14RA DO (K)MMER(HO14
(xjmpanhia Brasileira de'
Naveijaqo Vapor
PORTOSDOSUL
O vapor Marnho
ommandante o eapitao de fragata Pedro
Hyppolyto Duarte
E' esperado dos portes do or
le ai* o dia i de Fevereiro e de-
cois da lUmora indupensavfi
Qndra para < portes do sul
sr'TSr
. ciwuiinoidas sero rt cebidas no trapico.
B rbosa at 1 hora da larde do dia da sahidp
Para carga, passagens, encommendas e valo-
e s rata-^ com os AGENTES.
PORTOS DO NORTE
) vapor Pernambuco
Commandante Antonio
Almeida
Francisco de
E' esperado dos portes do su)
Wt. da 7 de ?evereiro e se-
guindo rti-fxi da demora indis
punsav-! para "^ portes do nor-
alf Jl.-tiiai'r
\sencommendas so serio recebidas uaate:
ci i at 1 hora da tarde do dia da sahida.
';ir t carga, encoinmeodas, oass-ijens e val
res '.rsta-se eoni o?
AGENTES
Pereira Carneiro & C.
InlaMa-feira, do corrate
A'b 11 horas
No 1- andar do sobrado sito ra da Au-
rora n. 43
Constando :
Urna mobilia de junco> medalhao completa e
tarupo de pedra. 1 magnitico piano allemao quu-
si novo, do fabricante Hould & Sons. 1 caJeira
de encost para menino. 4 quadros, 4 atageres,
1 espelho, '< pares de jarros, 2 escarradeiras, 1
tapete para sof. 6 capachos de palba, Icaoiiiei-
08 para ketozene, 3 laofias e periences para
cortinados, 1 cama franceza paia casal, 1 cupu
la para a mema, 1 importante toilet, 1 lavatorio
com pedra 1 baiica de cabeceira de cama com
pedra, 1 guarda vestido 1 marqaesao largo, I
lavatorio le amarellp, 1 abide. 1 guarda vesti-
toa pe meni, 1 ujarqueso estreite, mriacomso-
da, 1 cabide de pan-de, ]l lavatorio com jarro e
bacia. 1 mesa elstica com 6 taboes, i appara-
dores 12 cadeiraa pretas de junco, 4- quadres,
1 relogio da parede, apparelhos para almoco e
iantar, cupos, clices, compoteiras, garrafas, ta-
lheres colherer, diversos livros de medicina e
niuitos outros objectes que estarao patente no
acio do leilao.
O ag.-nt,' Gusmo, aulonsado por urna fami
lia que muden se |iara f^a do Estado, fart lei-
lo dos objef tos cima mencionados, os quaes
frao transportar todos para o sobrado cima
referido. _____________
Agente vStepple
Leilo
De movis, 4 espeihos, qusdros, loucas e
mais objectos
dlninta-felra, G do corrate
As' 11 horas em ponto
Em casa n. 11 ra Princesa Izabel
O agente arima autorizado por urna familia
que retirase deste E-tado para o do Para, leva-
ra a leilo, urna importante mobilia a Luiz XV,
com encuato de palhinba a medalhao, outro dito
e Jacaranda, larnbem completa. 1 espelho, jar-
ros lanternas, quadros, 1 bom relogio de .fare-
de. lavatorios com pedra, dito sera pedras, ta
petes para so a e portas, mesa com gavetas,
mesas redondas com pedra. etageres, camas pa
ra casal raarqueso, camas p ra enanca, sorve-
teira, cadiiras de jumo, cabides, arandellas Bl-
gica, vasos fantasa para florea, sof escarradei
ras, copos, copos, ditos oom p de caleces, vi
dros grandes com lampo, bandeiras, chicaras,
lonca para jamar, dita para almoco, galbeteira.
trem de cusinha com pouco uso. e outros mul-
tes movis que estaro patente no acto do le
lo.
COMPHUNA Pf3RVlSBI CAV4
DB |
avesaeo costelra por vapor
PORTOS DO NORTE
'r/iyba, Natal, Maco. Moesor, Araca-
ty e Cear
O vapor i*:: apama
Commandsnt: Carvalho
Segu no dia 5de Fevereiro a 8
horas da tarde. Recebe carga ate o
'dia 4
incoramendas, passagens e dinheiro frete,
a tf 3 horas da tarde do dia 5.
ESCRETORIO
.o Caes da Companhin Pernamlrucanu
n. 12
LEILOES
Leilo
Dos genere s da taverna da ra do Rangel
u 63
Te rea-feir, 4 do correte
A's 11 horas em ponto
0 agente Martina, fir leilo dos gneros cons-
tantes na taverna cima ,em um ou mas lotes ao
correr do morteilo
Vende se a armaco e garanle-sc a chave com
fiador da taverna da ra do Han. ti n. 63.
Agente Silveira
I ^ilo
De movis, loucas, quadros e mais objectos
Terca-fel ra, 4 do correte
A's 11 horas
No armazem ra do Imperador n 2
Agente Burlamaqui
Leilo
Terea-lelra. 4 de Fevereiro
A's 11 horas
No armazem ra do Imperador n. 45
De predio que fazem parte de patri-
monio da Ordem Terceira de S.
Francisco
O agente cima, por man lado e assislencia do
Exm. juu de direito da provedoria, vender em
leiuo os seguintes predios :
Um sobrado de 2 andares e sotc, n. 10, roa
do Torres, no Recife, em slo proprio, com 3
[i ras ie imite e bastantes commodo3.
Um dito d.- 2 andares e soto, na mesma ra,
n. 18. em slo proprio e bastante es agnso.
Urna casa terrea, u. 17, no pateo de S. Bedro
slo proprio, quintal murado e cacimba meeira.
Os Srs. licitantes desde j podem examinar os
referidos predios.
Em seguida o mesmo ageste vender a casa
tenea n. 1 ra de S. Jorge, com portao para a
ra do Pharol.
Engenho venda
Vende se ou permuta se o englobo Combe de
baixo, um dos melnores da fregueua te Igua
rass, com matas e boas trras para safrejar
i.OOO pdes de a.-surar, tem estrada de rodagem
para o porto de Itapissuma, Re fe e Para, moe
com agua de um grande cade ; a tratar boato. Largol3 de NovemDro n. 82.
C aixeiro
Precisa-se de um caixeiro que tenba pratica
de taverna de 14 o 16 annos de idude e d fiador
de sua conducta a tratar no largo do Pilar n 21.
Urgvnte
^Precisa se de perfeitas cestureiras, paga se
bem ; na ra Baro da Victoria n. 15, primeiro
andar._____________' _______
Milita atten^o
0 abaixo assignado, tendo arrematado em -lei
lo, por mandado e assislencia do Exm. Sr. Dr.
juiz espetial do comm- icio da comarca de Olin
da as dividas da massa fallida de Falmeira &
Irraio, pede a todos os devedoreu, a virem eoten
der-se com o mesmo a ra do Imperador n. 39.
das O horas s 3 da arde, aOm de liquidar os
seus dbitos ; se assim nao tizerem, sero men
ffonados os nomes de cada um nos joroaes.
Recife. 3 de Fevereiro de t890.
Lourenco Alves de Souza.
Leilo
Leilo
Da armacSo, gneros e utensilios da ta-
verna e retinacao de caf sita no sobradi
nho em Dous Irmos (antiga estrada de
CaixaDg).
Tcrc--felra, 4 de Fevereiro
A's 1 1 2 horas da tarde
O agente Gusmo, autorisado, far leilo de
armaco. gneros e utensilios de taverna e refi-
naco ae.caf. cima mencionada, a qual ser
vendida em nm ou mais lotes vontade do com-
prador.
OsionenrreDtes terao passagem gratis no trem
de meiodia. ,m
Leilo
De um sof, lucadeiras, 1 mesa, 2 casticaes,
1 candieiro e 1 espelho
Quarta-feira, 5 do corrente
A's 11 horas
O agente Pinto, levar a leilo a requerimen-
to do commendador David Ferreira Bailar e por
despacho do Dr. jniz de direito do civel, os mu
veis cima mencionados, penhorados a Joo F.
de Albnquerqoe Marantio.
fe aroiazeo a roa do Bom Je-
os O. 45
Por occasiao de um outro leilo de mobilias
austracas, cadeiras de junco e_ontros objectos.
Leilo
Da armacao,mercadorias e utensilios, da
taverna sita ra Augusta n. 180.
Quarta-feia 5 do corrente
A's 11 hora
" O agente Guarni autorisado far leilo de ar
maco, gneros e utensilios da taverna cima
mencionado, em um ou mais lotes. vontade do
corno%dor.
GarOjte se a chave._________
Leilao *
De movis, m*gnifco p ano allemao espan
Iho, auadros, porcelana!, vidrof, e li-J
de medicina.
De bons movis com pouco uso, 1 piano,
e.-pelho oval, oua e vidros.
Constando :
De urna bonita mobilia preta a Luiz XV com
consolos de penra, urna dita de Jacaranda a ba-
lo rom consolos e jardineira com pedra, 1 bsm
oiano, 1 espelho oval, 2 purs de jarros linos
memas, tapete para sof. 6 ditos para portas,
urna excellente cama franceza. 1 bonito tuilette,
1 lavatorio com pedra, escarradeiras, cande de
columna, 1 dito de mola, 1 colcho, candieiros
e ectricos e urna banca de amarello para advo-
gado.
Urna mesa ela-itica de amarello de 5 tboas,
muito bem acabada, 1 guarda comida de arma
rio. aparadores, cadeiras de junco, urna mar
qik-za, ban |uiunas, duas venezianas, lava toro
de ferro e bacia 1 tear, 1 marquezo estreito.
louca de jantar, dita de aluoc/j, copos, clices,
garrafas, mesa de cosinha. trem de cosinha e
outros muitos moves que sero vendidos
Ao correr do martello
Quinta-Jeira 6 de Fevereiro
A'S 11 HORAS
No 2o andar do sobrado n. 46 da ra do
Bar?. da Victoria
0 agente Martins fara leilo por ordem de urna
familia que se retira p ra o Estado do Para, dos
movis e mais objectos existentes no referido 60-
brado, os quaes se tornam recommendaveis por
terem apenas mezes de uzo.
AVISOS DIVERSOS
AMA Precisa-se de urna, para todo ser-
vico de casa de familia ; na roa do Aragao nu-
mero 21. _____
Precisa-se de um menino que seja fiel, para
vender em taboleiro. A traar em Fernandes
Vieira n. i*}. ____
Precisa-re de um feitor ; na ra do Pay
sand o. 19.
Precisa se de urna ama que saiba lavar e
engommar, para pouca familia ;" na ra Bella
numero 45.
Aluga se a casa terrea, na Capunga, ra
Joaquim Naburo, n. 36, defronte da estaco,
com agua e conceitada de novo, cora acommo-
daces para grande familia : tratar na mesma
ra n 28______________________________
" Aiuga te o I- andar 278 a tuaCoronel
Suassuna ; a tratar na cata Pr-aile 4 C, ra
Baro a Victoria n. 19. ou no Chora menino n.
12, sobrado junto a cape la.
- Aluga'se a %rande casa caiada e pintada
com granue sitio arbonsado e todo murado, sito
ao becco do Padre Inglw, as chaves no mesmo,
a tratar no armazem n. 26 travessa do Corpc
Santo. *-________________________
Aogam se duas-srlas com commodos, sen-
do i ma com Trente para a ra Duque de Caxiac,
e a outra para o largo de Pedro 2. ; a tratar na
loja a ra Duque de Caxias n "9.___________
luga u-e duas casas novas ra da Casa
Forte, tendo cada urna 5 qnartej, 2 gran es sa
las, cusinha fra quintal murado, agua encana
da e banbeiro c m cboviscos ; a tratar na ra
Duque de Caxias n 30, padaria d: Beiro 6 Al
nieida.
Alugam-se. casas caladas e pintadas or
ondoe de S Goocalo, a 8*000; a tratar na nu-
la Imperatriz n. 76.
Alugam-se o 1- e_ andares da casan. 43!
ra Visconde de Inbama, com agua e com
modos para familia ; as chaves no andar terreo.
Jj'logam se a casa do largo do Paris*- o 3 e o
Io andar da ra do Padre Plonano n. 69, para
ver as chaves na loja, a tratar ra do Apollo
n. 11, sobrado.
Aluga-se o Io andar do sobrado n. 3 da ra
das Flores, com agua, a tratar na ra do Crespo
o. 12, 1 andar.
Alugou se um cavallo no dia 30 de Janeiro de
1890, as 8 horas da noite a um cidado, que di-
zia elle ir a um divertimento nos Afogados, e at
o presente nao appar^ido o cavallo, nem o
cidado. Referido cavallo de cor castaubo
grande, inteiro, anda baixo e tem marca do fer
ro R. e tem urna estrella na testa. Roga a qu>'m
o apprebender. dirigirse a n.a da Palma n. I,
que ser gratificado.
O Br. Francisca Jos da 'osla Parrers, prati
cante do Correio. tendo proineiiMo a dona da-
notas do Thes*>uro Geral eum-gal as e esta esp
rando at o da 1* quando recebe o ordenado.
at boje oaoo tem feto,- nem foi encontrado DO
dia do retcebimento. I.-to horriveJ.
Pede se ao Sr. Manuel V. Araujo Satdanba qr.
appareca no. pateo do Terco, padaria; j hoje lo
3 do mez.
Aos Ualar os de kiosques
A empreara de kiosques daifa ddade avisa
aos locatarios dos meamos, que se arbam em
alrazo. que .'bes tica marcado o priz.i de 8 dias
para solveren) seus dbitos, finaos o> quaes, se,
preceder cobranja e despeje judicialmente.
Para isto podem entender se com o 8r. Julio da
Silva Neves, ra do Pilar o. 14.
Boa casa
vros
Vende-Be a antiga calxa d'. gui,. situada na
roa do Pires, esquina ra ra do Atalbo, muito
apropriadu para urna boa casa ; a tratar no es
criptnrio da companhla do Beberibe.
Azulejes
Com lindsimas cores e desenhos variadissi
mos. encoQtra-so para vender um grande sorti
ment desse artigo, proprios para frente de ca
sas, corredores, cosinhas e baoheiros; por pre
eos aem competencia na ra do Visconde de
Govanna n. 43.
INFALLIVEL e RADICAL
no curativo de todas as sffecepes bronchiaes :
Mal de Garganta, Tosae e Tsica
PEITORAL
DeANACAHU
Remedio Vegetal da Natnrcza para o all
vio e cura de todas as molestias
Do Pcito o dos PuitaSas.
Licor depurativo vegetal lodadt
do medico Hiintclla
Este notabilissimo depurante que ven
precedido de tao grande fama infaivel ni
cura de todas as doencas syphiliticas, es
croulosas, rheumaticas %dc pelle, comt
tumores, ulceras, dores rheumaticas, os-
teocopas e nevralgicas, blenorragias agu
das e chronicas, cancros syphiliticos, in
flamacSes viceraes, d'olhos, ouvidos, gar
gantas, intestinos, etc., e em todas at
molestias de pelle, mples on diathericas
assim como na alopecia ou queda do ca
bello, e as doencas determinadas por s
turacao mercurial.
Dao-se gratis folhetos onde se encon
tram numerosas experiencias feitas con
este especifico nos hospitaes pblicos i
muitos attestados de mdicos e documer
tos particulares.
Faz-se descont em casa de
FAEIA SOBRINHO A C.
Kna Mrquez de Olinda n. 11
1/harutos a Martins
Jnior
Hoje em dia s se pode fumar os charutos
cima mencionados, o publico s encontrar esta
marca na fabrica Vendme, ra Baro da Vic-
toria n. 39._____________________________
Criado copeiro
Precisa se de um menino de 12 a 14 annos
que eutenda do servico de copeiro ; no sitio n
5 da estrada de Joo Fernandes Vieira, casa
amarella
R. de Druzina efe C
avisam ao corpo com-
mercial e ao publico
em geral, que o Sr.
Joaquim Antonio Ri-
beiro deixou de ser
seu empregado desde
16 de Janeiro ultimo,
dia em que ausentou-
se allegando doenca.
PILULAS BLAIR
BOTA -\ RHBUH ATI8M0S
0 Celebrrimo remedio infiel para
Gota, Rheumatisraos, Sciatica,
Lumbago e Nevralgias.
Acooselha-sc a todas as possoas qae padecerem
as molestia cima, recentes ou antigs, qae
nsem as PULLAS BLAIR CONTRA A GOTA
E OS RIlLL'M .TISMOS, por sercm estas plalas
consideradas o remedio mais segara e effica? que
jamis foi aposentado ao publico, sendo embre-
gadas com ptimo osito ha ja largos annos tanto
na Europa como na America.
Estas Punas, alias perfeilamente inoffensiTas,
nio eiigm dieta algnma. Vendidas em caitas
de U 000 e 11300 res. Arham-se em casa de todos
os P armiceuticos on Drogoi tas do mande enteiro.
hpesiurlos Pernambuco rr M. ji Silva l C
f riado
Precisa-se de um criado para vender na ra :
na travessa das Gruzes n. 16, 1 andar.
Pl LULAS
A
-
ercio
0 abaixo assignado, lendo comprado livre e
destmbrracado de qualquer onus aoa Srs. Manoel
Moma 4 (;., o seu eslabeltment, sito tra-
vessa co Queimado ns. 5 e 7, suentifica a quem
se julgar com direito que se aprsente no prazo
de 3 das a contar de hoje.
Recife, 2 de Fevereiro tlp 1890.
Velloso & Noguera.
Casas $ alaguis
Scientifico ao publico e ac
commereio que o cidado
Joaquim Gonc,alves Ferrei-
ra de Souza deixou de ser
meu empregado.
Recife, 31 de Janeiro de
1890.
Manoel Jos de Bastos Mella.
h luga-se
roa das Barreiras ou de Maciel Martina, a casa
n. 9, com boa vista ; est caiada e pintada e tem
bons commodos e quintal grande : a tratar na
botica ra do Ro ario n. 34, das 9 horas da
nanbS s Sdatarde._____________________
Patacoes
Comprase patacoes e outras moedas de pra-
ta ; no armazem ra do Commereio n. 4.____
o commereio
Joo Jos de Mello avisa ao publico e especial
mente ao commereio, que encontrando mais de
urna pesst a com nome igual ao seu, resolveu
d'ora em d ante assignar-se Joo Jos de Souza
Mello e pede i (mellas pessoas que teem tran
saccoe8 enmsigo, a virem ou mandarem, a contar
dest data, renovar a assignatura no praso de
oito das, ra do Coronel Suis>una n. 151. ta-
verna, sob pena de nao responsabilisar-se de-
pois de lindo este praso. Recife, 1 de Feverei-
ro de 1890.
Ao commercu
Manoel Procop'o da Silva e Manoel Jos da
Silva participam ao commereio que nesta data
uiss' iveram amigavelmente a sociedade que
ti'ihara na tave'oa prag do consilbeiro Joo
Alfredo n. 6 (01 ndi) ttc.ndo o activo e passivt
a argo do ex socio Manoel Procopio da Silva,
reinando se o ex socio Manoel Jos da Silva
pago do sen i a, 11 al e lucros p desonerado de
qualquer responstbilid-de. Olinda, 31 Je Ja-
neiro de 1890._________________________
Cas para alujar
0 1- atidar da ra larga do Rosario n. 37. es-
quina defrome da ireja, com grandes salase
qnarto* proprio para gsandes reuniOes ou es-
cript-jnoa ; a tratar ni pavuento terreo.^
( aixeiro
(revisa se le um menor para caixeiro de ta-
j;iiia ; na merceara Printemps. na Capunga
Aliiffue barato
Rea 'la Rotla ns. 33 e W.
Lar,,o -.lo-Mercado loja n. 17,
o 'lo Campillo o. t, Io. andar.
Lo\i do sobrado do becco do Calabouco n. t
Ra iio Ptogoeira q. 13.
Viscoade Goyanna n. 163 com agua e gaz.
Travessa do armo, loja n. 10.
Becco do Tambi n. II.
A'tratar ra de Commereio n. 5, 1- auc*
esaripario de Silva Guiawres & C.
Aluga-se
o 3- andar do sobrad ra de Marcio Das,
an'iga Direita n. 12, para pernea familia ; a tra-
tar no 2- andar do mesmo.
Para o tralamtnlo t prtmpU ara da '
Molestias do estomago e dM
intestinos, molestias do ligado,
dispepsia, indigestOes, clicas,
nauseas, dlarrnea, prisao do
ventee, falta de appetite, incom-
modos depois da comida, enxa-
quecas e dores de cabeca chroni-
cas, rheumatismo e nevralgias,
molestias da pelle, molestias pe-
ridicas das senhoras, e, alm
destas, multas outras enfermldadesque se
classiflco debaixo de urna iuflnidade de
nomes, todas porm, oriundas da mesma
causa, a saber;
Desairan jos dos oreaos d dl-
gestSo e assimilacSo,
donde provm a impureza e o enfraquecl*
ment do sangue, com a debilidade e con-
gestio de todos os orgos ritaea do sys-
tema.
Procurem-se
AS ULULAS CATHARTtCAS DE AYER,
FREPARADAS PELO
DR J. C. AYER & CA.,
T.owell, Mass., Est.-Unidos.
Desposiiu GaBMt.
Precifa se de urna o sinheira em casa de pou-
sa familia, e ce urna mehir.a de li a 14 annos,
pera andar com meninos, d se-lbes ordenado
ou tom se conta,dan'o seo que precisarem ; a
tratar no caes dn C mpanbia Pernambucana n.
4, armazem. ______
..

i
i '
Ama
Precisa-se de urna ama para cosinhar ; na ra
do Mrquez de Olinda n 64, i- andar. ______
Ama
Caixeiro
Preci3a-se de um caixeiro com pratica ; na
ra da Unio a. 54.
Demottbcnct Ausuwto Torre*
Julio Augusto Turres e sua mulher Leonilla
Candida Torres, convidam seus tubos, prenles
e amigos para assistirem a raissa no trigsimo
mez que mandam rezar por alma de seu sempre
chorado filho e irmo, enjo acto ter logar no
convento dos carmelitas, s 8 horas da manh
do di i 5 do corrente.
mmsmmmn
Ethelvioa Candida de Paula Simas, sua mSi,
cunhados, irmos e sobrinbo convidam aos
parentes e amigos para assistirem a missa que
por alma de seu sempre lembrado mjrido Fraa
cisco lardoso Simas, mandam rezar na igreja oo
Espirito aBto, pelas 7 horas da manb de 6 do
corrente, trigsimo da do passamento do mes-
mo, agradecendo iesde j aos que se digoarem
de comparecer a t-sse arto. .-
i
Dr. Jonqulm Gme* de OUvelra
e Mlva
Rita Amelia Dias da Silva e seus fillios coivi
dam a seus prenles e amigos para assistirem a
missa que mandam celebrar na igreja da Gloria,
boje 4 de Fevereiro, pelas 7 1/2 horas da manh,
% anniversario do lallecimento do seu sempre
lembrado marido e pai, Joaqtim Comes de Oli
veka e Silva.
Na casa n. 30 da ra do Pires, prec3a-se de
duas ama-* que durmam na mesma casa.
Ama
Precisa se de urna ama para cuidar de crean-
cas, a ra Io de Mi reo n. 2. _____ _
------------------------T~-......--------------------------------------------
Ama
Precisase de urna ama que cosinhc e engom-
me com perfeico, para duas pessoas ; na fabri-
ca ra da Florentina n. 36.
Ama
Precisa-se de urna ama que sai )a bem engom-
mar, para serrice de casa de familia ; na ra
Mrquez do Herval, antiga Concordia'n. 104.
Ama
Precisa-se de urna eo?inheira : a tratar na
ra do Hospital Pedro 2 sobrado n. 1.
Ama
Precisa se dr urna ana que saiba lavar e en
gommar, para ca-a de pequea familia, prefe-
rindo se que dnrma em rasa dos patres; a tra-
tar na rea da Unio n. 5.
Ama
Na ra Baro da Victoria n. 6, precisa se de
urna ama para comprar e cosinhar, e tonar a
direrco de asa de homem solteiro. _
Ama de leit3
Precisa se de urna ama de li ite que tenha
e abundante leite que seja limpa e sadia,
si-ja livre e degempeiiida. e nr> tenha l
qu>m estiver nesias condites dirija se r
Hospicio n. 6 para tratar__________ ____
Ama para cosinhar
Precisa se de ama cosiimeira ; na praca do
Conde d'Eu n. 26, sobrado amarello.
Aluga-se
por barato preco o 1- e 2 andares do sobrado
no caes de Apollo n. 75 ; o i- e 3- andares do
sobrado ra do Brum n. 84 todoi com grande
acrommodaces ; a tratar na botica ra larga
do Rosario n. 34, das 9 d -j anb s 8 da tarde-
Algam-se
as duas pequeas casas travessa da ra Bella
ns 14 e 16, esto pintadas e caiadas de novo ; a
tratar na ra larga di-Rosario n. 34, botica.

CARN



VAL

(JJFTO _\OL0v'R!
Veludi h<> com flores a 5 o rs. o covado.
Setineta dourada a 4oo rs. dito.
Velbiitirifi preta a 5oo rs. o dito.
Ganga, t das as res, a 24o rs. dito,
Meias d*^ core s a 4oo rs. o par.
Setins de cores a 800 rs. o covado.
Caehemiraenrarnada, lisa e de listras, a I $000
o dito.
Ve l mi ti ti >s, tod s aseares, a 800 rs. o dito.
Guarda-1 ios para homens a 6$ooo.
Ditos p ra senhoras a lojoo.
Loja das Tres Portas
20Ra 1. de Marco20
DH
AMARAL & C
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MiV i" '
' i'"vhm^i i "riiii'^'-^Mi




II ii <' -^
i futri de PeniarnhinfiTerQa-feira 4 de Feyereiro de '890
s?
GUERLAIN DE PARS
*** PERFUMARA DE LUXO, Ra de la Paiz, iS **#
UTI60S 1 MODA ESPECIALMENTE1 RECOMMENDIDOS
da Cotona Imperial hraaea, llemareada. Aimlaoereda, para
CootaUarta
>
horas
Oeioala
ftfwlal MUBSA, mr o toilette.
saneo de toetta _
pan dar arreacaiaao
' im a Agua LaMrai,
e de Agrlao para es
-ose. Parrme ala
n^ o-o.e. *" rita
Oypri pan dar alvura a calla. ifai
5
I
V-

*
'




>
I'-
i
Qual hoje a melliorcousa doBrazil ?
EITRAL DE CAMBARA
E POR QUE ?
Porque cura de urna forma rpida e radical as molestias do apparelho respiratorio : tosse de qualquer especie, coryza,
tuquidSo, astbma, bronchite, coqueluche, laryngite, tisica pulmonar, etc.
Alm d'isso, o Pctoral de Cambar de urna apparencia agradavel e delicioso sabor, qualidades que o tornam
IB remedio preferido para as enancas, senhoras e tocias as pessas de palladar delicado,
Est approvado pela Exma. Junta Central de Hjgiene Publica, auctorisado por decreto imperial, premiado com duas me-
1 albas de ouro de Ia classe, rodeado dos melhores attestad s mdicos, de in tumeros certificados de curas importantes realisadas
in toda parte.
0 PECTORAL DE CAMMMSJn REMEDIO GARANTIDO
Por isso, precisa haver todo o cuidado com as falsificaeSes e imitacSes : o verdadeiro que fabricado no grande estabe-
cmento agrico industrial do PARQUE POLOTENSE. express*mente creado para esse effei'.o, em Pelotas, provitcia do Rio
Jrrande do Sul, traz, alm da marca da fabrica, a firma de seu autor e manipuladoral. Alvares de Soiua **oares.
Vndese en todas as ih linarias e drogaras
Presos: frascos 2#50O, 1(2 duzia 13#000 e duzia 24^000.
SlO AGENTES K DEPOSITAMOS GKRARS
FRANCISCO MANOEL DA SILVA efe C.
NACIONAL DROGARA
Uua Mrquez de Olinda
iT
P
23
23
Viuva Rygaard
Compra-se urna casa em bom estado na cida
de de Olinda, para residencia da viuva Rygaard
podendo a pessoa intere3sada dirigirse a ruada
Cdeia do Recife n. 43 loja de selleiro, e abi en
tender se com o Sr. Samuel l'otelho. um dos en-
carregados para esse fim. -______
Excellente morada
Alaga se barato, ra do Hospital Pedro 2-.
no locar do* Coclhos, urna casa assobradada,
com agua, muitos commodos. muito fresca e
unto do banbo salgado ; a tratar com J aqnin
loreira eis, das 8 s 10 boras da manb, o
quat alaga tambem alli casas de tj, M e 10A
Cautelas do Monte de Soc
corro
Compra-se Cautela do Monte de Soc-
corro de qualquer joia, brilhantes e relo-
gios, paga-se bem na ra do Cabug n.
14. n. Loja de relojoeiro.
Cosinheira
Precisase de urna ama para cozinhar;
no 3. andar do predio n. 42 da ra Du-
que de Caxias, por cima da typographia
do Diario.
Criado
Precisa se de am rapaz at 14 annos, para
criado: na praca do onde d'Eu n. 26, sobrado
amarello
ti c I
t'"
M~M B4RA6 m TIH
Vf arhias a vapor
Moendas.
Bodas d'agua
faixae fundidas e haficJas.
Taifas batidas seru era
Arados

vaco
Caixeiro
Precisa se de um caixeiro com pratica e ba-
bilitacSo, para urna casa que vende em grisso,
dando fiador de sua conducta'; a tratar na ra
Vidal deNegreirof n. 156.
**ataces velhos
Compra-te na ra do Cabug n. 14, relojo*
/a David.
A ESTACO
Jornal de ni > Acaba de sahir o n. 1 do XIX anuo. 15 de
Janeiro de 1890
G03NTTJS3NraD(a:
3< hellisimas gravuras sobre a sua especialidade: modas, objectos de adorno
c de phantasia S2 > de apurado gosto tadas as toilette* que apresenta este numero ;
Do:s figurinos colloridos apresentando bellas toilettes para sarao e passeio,
perfectamente explicadas no texto ;
Um suppleraento litterario Ilustrado de 6oissimas gravuras, e repleto de scin
tillante, Droba Firma-o cnhecidos eseriptores.
PEi AVUI.SO 1*000
ASIGNATURAS
Os senhores assignanter- que pagarem suas assignaturas ate 15 de Fevereiro
receberao gratis urna caixinba com 3 sabonetcs finos ou 100 cartoes marcados com
seu nomc.
Os assignantcs de semestre receberao tambem como brinde um elegante leque.
Um anno .... 14#0O0 I Seis mezes .... 8$000
^GENCU
LiVMA FKANCBZA
9Ra 1. de Hai-909
*......DEPflGLIAHni
s
4 nmivi i- ul i nukiniiu
Depurativo e Regenerador do Sangue
Privilegiado pelo Governo de S. M. el Rei d'Italia
NA L'J\ DE FAZENDAS
2i- RA DO CRSSPO -21
Chlorose. Anemia, Caarropulmonar Bronchite e-Urnica.
"tkarro na BBXig, Pfitislcc, Tosse conosa, Oysoepsia, Pa'JAf.:.
Partas seminaes, Catharros antigs e con>)! um
GRAGEAS
ifMXi re. ro, lltmtno
MMtrto, TertHut/>/,
INJECCAO
| NjrglMiea o HhwM
tai oanur
As aWQgaj FORTN, foflo u primeiru que obtivens ppr>T*ctc-4 itmm
dt ifciim (18SO) qu ifapUrw M Ho^>it*ea. Csrr, molcctlas MUtm,
owU rebaldM um fatigar ea atomagoa mala dallcadoa.
A INiKOCAo VORTIM Mmpr feeommsoiUdm eomn o i Baaaaaal 1 aHatai
aat r< ii iwlwii i IUIPM. da OL7 **. aai gnaotraas Psanassa.
M^m0et9t0t^m0%0t0t^%0ttir,0*tw*0am
Hygienico
ebegar os indipeasaveis
Merino francez, urna largura, todaa as
cores; 18 pura, 280 rs., o covado.
Dit>, duas largurrs, cor azul, a 400 rs.
o covado.
L3s diversas com listras e quadros de
seda a 400 rs. o covado; iazenda de
800 ra.
Merino de c6r, duas larguras, com lis-
tras, fazenda de 2(JO0O, a 800 rs. o covado.
Etamines arrendados, lavrados e de lis-
tras, fazenda de muita phantasia, a 400 rs.
o covado, cores lindas.
Vlantilhas hespanholas, cremes e pretas,
3)5000 urna.
Brim de linbo, padroes mimosos para
600 rs. o covado.
Camisas francezas, punhos, collarinLo
de linho.
Fichus de IS, e 15 e seda, de 1(5000 t
6|$000 um.
. Lencos brancos de algodSo, linho, borr
de seda e seda pura, brancos e de core:
Gravatas e mantas, sortimento com
pleto.
Leques de papel muito lindos, 320 ra
um.
Eapartilhos para senhoras e meninas
todas as qualidades e precos
Lencos chinezes, de seda, para rap.
Collarinhos de linhj para homem t
[000 a duzia.
Fustao branco lavrado e com flores i
Acabam de ebegar os indipeasaveis filtros
para purificar nossas cryslalinas aguas ; na tra
I vessa do Corpo Santo n. SS.
N
(UTOS
X3Q PHOFE080H
BSIO PAQ-UAIO
la alalo Prttawr JCItONVaM P
VkNDE-SE EX'- '.LSI VAMENT KM
XTapoles, 4, Calata 8. Marco (Casa propna)
A CASA DE FLORENCA EST SUPPRIMIDA. 0 'tofir. ERMESTO PAGUANO ponto
(KaVM reoe/ai uoriptu pela propr mo do defunto Pnfessor JERONYUO PAGUAMO,
nu to, outrciim um documinto qu o ditigni oomo nico luccettor :
ERMESTO PA GUAMO.
epolt em AnuimlaM t TBJL*~ M. 4a SILVA, a. O".
K BM TODAS AS PRMCIPAKS PHARMACIAS DO Brasil
cnan9as, a ouu ra.
Linho pardo para vestido, escuro e ca- '400, 500 e 10000.
ro, de 360 e 440 re. o covado. Peitinhos de vidrilho a liJOOO um.
Zophirs finos para vestido, ramagem Capas, visites e romeiras, de cachemi
grande, a 500 ra. o covado. .ras, gorgorSo a vidrilhos, todos os precos
L2 adamascadas com salpicos de seda I Bramantes de linho e algodSo.
a 500 ra. o covado. Toalhas adamascadas para mesa 2#00(>
Sedas lavradas, de listras e de quadros, urna.
a 1)5000 o covado.
Chitas, sortimento completo, de 200,
240, 280 e 320 ra. o covado.
Crotones francezes verdadeiros, a 320,
360 e 400 rs. covado.
Cachemiras lisas para vestidos a 200 rs.
o covado.
Meias brancas cruas e de cores para
hoinens, senhoras e enancas, todos os pre
COS.
Guardanapos de linho e algodao, dt
30000, 4*000, 50000 e 60000 a duzia.
Setim Maco, todas as cores.
Surah de todas as cores, seda pura.
Merino preto, IS pura, de 640, 800
10000 e 10500 o covado; 6 baratissimo
Bretanha de linho 27 varas por 120COO
Modopolao algodSo grande variedade em
precos.
Cortes de casineta, cores .fixas, a 10000
E muitos outros artigos que vendemos por qualquer preco.
Na RA DO CRESPO N. 21 LOJA DE
OLIVEIEA CAMPOS & C.
>,000 DMnt>
maiH
)EFLUXOS, TOSSE, INSOMNIA,]
CRISES NERVOSAS
XiROPE DO" F0R6ET
Lm todu u PhirmtciiS do Unirtrto
ExlJ o enderezo
ao lado.
36
<00;000 Doeneg
___ anin H
f"e ViieTV^e^30N0RRHA' F*-0"E* BRANCAS^
m 1 PERDAS SEMINAES,
CH AB LE JDEB"-lDADEEsG0TAME;NT0'etc
PAR/S ^CURATO de FERRO CHABI
Em toda u bou Phtmieiu
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0 Ungento de Hollov.-;y um remedio 'nfallvel pora or, males de pernaa e do pcito; tambem paa '
as Serilaf nfgas chagaa e ulcerrs. E famoso para a gota c rheumatisaio e ira toias as cmKB>
1 dades de peitc nSo se reconhec: er-jal r
Para os malea de fi^ianta, bronohites resfriarnentos e tossss.
Tumores troz g.'cndalas e todas ai molestias da pelle nao teem semelhante e paro os nwmteO! i
coatiaaidot linduras recias, obra como por encanto.
gs2s medicinas rflo prep *%9m a6me".te no E*iabeV;iin-nto de F.^iessor HovarAV,
W HXW blTORE ^rT m**M 5?3, Oxfcrd Irtrart), LOITflKBS,
E vendi :.* en toda* as phar.aacas do universa.
'Os ccracores Oo car.ridai. respeilosamente J. naaur o rc(u!os de cada caiu. s FoS, c* taoMBOl I
atitczto, 5J3. Oxfc-d Strtt. rio (aUificajosa. :
IMEDALBA E BffTd
W CHETRIER
i fttoalQfectado pelo A lea trio,
tbn>CG bU$Bi:en, o ov multo
mugmornt- *t vo*f(*rf# 4o
6 MEO d FlfiADO
K ucAito rEKaacivm
a Jfic&rtmraUo qu gmrm He
admlftttrar o retro tem pro-
llllllr Pruao de Ventn, 9,m
Ineommo'lo.
Mpntstnl a PilB
H.iulbriiik'-lHtaaitn.ll
<^.A
'^^s^^S>S^
otrtt**- ,
Orlrm <
**'
DIPLOMA DE BONHA
BrOKlTADO POH TOCAS a
CclobrdLadea Medie
da frani;a E DAEL'ROPi
aai
MOLESTIAS DO PEITO,
AFFECC0ES ESCROFULOSAS
CHLOROSIS,
IHCmiA, DEilLIOAOE,
tsica pulmoha.
BflOM-HlTE^RACHITISBO
Vinho de Coca
urAsciAnos pkla ruawcrroai* d uroieara do imperio pq bau
tido"
iNDOAO DE SINOS B BR0NZ'
DE
LUIZ DA CHUZ MESQU1TA
66ra do Baro do TriumphoP6
*em para vender o seguiste:
ti achina de cobre para fazer espirito de destillar e restillar.
Alamhilques de cobre do antgo e novo systema cora esqnente gnrapa.
18ei*peBllna8 de cobre e de eatanho.
Carapiica* de cobre.
Tallas, taixos caldeiras de cobre.
BOaVbas de todaa as qualidades de repuchos, aspirantes e continuar-.
Torne i ras de bronze e madeira de todos os tamanhos.
C dos de cobre, de chumbo e de ferro.
RepartJdelras,paseadeiras e escuroadeiras de cobre e de ferro estanhado
Cobre em lencol e arruelas
Sola ingleza e do Rio.
C'adlnhos patente e de lapis.
Minos de 1 libra at 110 arrobas.
E muitos outros objectos.
ENCARREGAM-SE le qualquer concert e obras de encommenda, garan
presteza, pereicao e precos medicas, para o que tem nessoal habilitado
TEIVDE a craso ou dinheiro com descont.
Sitio
A'u--?:' ou vende se uro sitio no Poco da
Paridla, junto a case do Sr Loureiro, todo mu-
rado e com bastan e- fru :teiras daodo frusto,
boa casa com commodos para grande familia,
qnartos independentes par. criados, cocheira,
boa agua, perto dos banhos ; quem pretender,
dinja-se ao caes da Companbia Pernamburana
n 4, armazem.
0 Bazar do Recife, ra arquez de Ond
d. II. receb'-u grandes e bonitos espelbos para
ornamentos de sala de noivados, a prt-co sen
competencia no Bazar do Recife de Domingo.
M. Martin-
AIS DlOiMCRAT
ldr* Attendite et vi
dte!
Jos Samuel Botlbo participa ao respeitave
publico que encarrega e de fabricar bouquets i
botos para casamento, baptizado ou ontro qoal
queracto, assim como fabrica capellas mortua
nas de perpetuas ; a tratar na ra Nova n. 45
i- andar, e ra da Cadeia do Recife n. 43, toj;
de seliriro.
Compra se urna casa de 3 a 5 quartos, dentro
da cidade on arrabaldes ; a tratar na ra Baro
da Victoria n. 15, loja.
Casa em Olinda
Cede-sc a quem precisar de banhos salgados
urna casa na praia de S. Francisco, perto do
mar. a casa tem c immodos para grande fami-
lia ; a tratar no escriptori) do Diurio.
2. andar para alugar
Aluga-se osegundi andar .do predi
n. 4 da roa do Vigario Thenorio a tra
ctarno pavimento terreo do mesmo,
Cozinheira
Precisa se de urna boa cusinheira para fara
lia que esta temporariamente em Casanga;
trata no esc iptorio da companbia de bonds
Aluza m se a casas n. 8 a ra da Uniao e s
4 ra Conde da Boa Vista; a tratar com e
Srs. Negreiros, praga da Independencia.
Para cuidar de criancas
Na ra da Aurora n. 133, precisa-se de dnas
amas para cuidar de enancas e mais servicos de
casa.de familia, paga se bem.
A*flfcaaatawi
m:i do sssm.
DORES E DeDENTES
Ji iAOuJ la%4>Af>JL4 Ju ^>AswCt-.
PREPARADO NICAMENTE
POR CALASANS & C.NA BABIA
Medicamento heroico contra os rheuai
tismos, inchaeoes, dores aciaticas, nevral
gias, dormencia, etc., empregando-se en
fomentares sobre os lugares affectadoa
Cura o beri-beri, as paraysias e as ddre
de dentes.
Todos os frascos levam direccSes pan
uso d'este medicamento admiravel.
Prego 15200. Descont de urna dus
em diante.
DEPOSITO NO RECOCE
Francisco Manool da Silva & C. rus
Mrquez de Olinda n.23
I
Setins de cores' a 400 e 700 rs.
L3s e flanellas, todas as cSres, a 323 rs.
Tarlatanas, todas as cores, a 500 rs.
Velludilhos e velbutinas a 600 rs.
taze de seda, prateada, 3 cores, a 1000.
Luvas, todas as cores, a liJOOO.
Luvas trocadas de seda a 200 rs.
Ganga lizas a 200 rs.
Meias, phantasia, a 500 e 700 rs
Bnmbaixas de cores, novidade, a.l#000.
Leques a 500 rs.
Cretones de urna s efir a 240 rs.
E muita:- fazendas que se vende m mais
barato
Loja das Listras Azues
61Ra Duque de Caxias61
Garanhuns
Precisa se com urgencia fallar com o Sr. Joo
pos Santos Natividade, e no caso nao possa vir,
e?creva u sua mi.a ra das Apuas Verdes e de-
clamando o lugar onde reside abi.
OresnEstomaso
g( GRATAS Va
VERDADEIROS GRAOS deSAUDE do DrFRANC
MCEMCIADOS PFT. I?PP/:TOniA ORBAI. DR FrTOrFN-R t>0 IMPBIO DO BRAS"
'tt Aporienle, Estomachicoa, Purgativo*, Depurativo*
*;ontra a Falta do apetite, a ObsErucc^o. a : -.aqai-ca, U Vartlsfsi.
a.- OoriKCstde*, ote Dote oidtuun.- 1. I d 3 i/ruot
Desconf.ai as ralsltlcaciVp Kxlgir- o rotulo lonto imprimido_em rrance^.
r ocm.i.ct^ cada nina letra de uuia cor dillerente e
IB 9AS.XZ. PlMurniacla IEBOT.
ttft
m todas u f rincliai Fhira?ds3
Ucmsltdc ti Itivtote'H tt rlrtbni o Immni tfo tra. ^^
2*E" LEB7IA8 BSORI3TA9
40 ..:p .jo:n IUlT .* r .-. ; l':-:.V .- 1 n"- ;. on rtmoAfc
srT(iv. ***n .- < .jor. fv*sn. I.KWf.Kn a- nrcntl, m toMoaca
'I
EXPOSTION Jg> UHIf1878
f.iilli dOf^tCroii*,CfceTaliM
a nu Mures *io$0Hnut
AGUTVINA
E.COUDRAY
uta mv* ni AUOf
Ptvtoaud |r < uwcadoi. e>m ana-mil
maWMpMH m t**a Je Kaedadt,
a wwertando da peste e do chalen mertte.
ARTIGCS Rc'COMMENDADOS
PERFUMARA DE LACTEIN
Imsk-di-i fslu Cilebrllita laHa
G01S CORCEHTRADAS para' tena.
0L80COHE pan a btlhu dos Jtm.
ESTE ABTIGOS ACHAM-f, DI FABIOI
pftRiS 13. rne d'EB<;aiei. 13 HfirS
ea todu at Perfumarias, PksnKiu &
e rdi1!*' da America.
m
GlftS
DYSPEPSIAS, GASTRALGIAS
A commissfio nometdt pete Acadimia di
Medicina de Pajuz, para estodar os dTeitoe da
Oarv&o de Belloc, arariguoa o f acto de que af
DOreade eatomago, Drapepsias, Gastralgias, Digee-
tH$m difficeia ou dolorosas, Oaimbras, Afias,
Arrotos, etc., deeapparecem depois de algnns di*i
de nao deete medicamento. De ordinario, o allivto
manifesta-M desde as prmeiras daes; o appetite
rolta e a conetipacSo de ventre, tSo habitual nasW
molestias, aesapperece. As propnedades mtiuTOw
cae do Garrao de Belloc f azem d elle um dos trinos
mais ositos e mais inoffensivos contra as molestias
infecciosas, como a Dysenteria, a Diarrhea, a Oae-
lerina, a Febre typhoidea. Emprega-se o CarrSt
de Belloc qner para prevenir qner para a>ar
estas molestias.
Cada Frasco de Pos e cada caiza de Pastlhat
devem levar a assignatura e o sinete do Dr BeHae
Venda em todas as Pharmacias.
Caixeiro
Precisa =e 1 u^ caixeiro com pratica de la-
verna. (K-. 12 :i '4 armo;. qm1 d dador de saa
ra ra Visconde de Goyanna u. 72.
>arj>w*e"af **
H
>r
pa
Compra se nma harpa com movimento e en
bom estad' ; na ra Ncva n. 13.
Cosinhero
Precisa se de um cosinhero ou cosinheira ; :
ra no Pioeresso n. i.
aroi
Sobrado
luga s*To 3 andar do soDrado n
Imperador, piniad-i de novo c(
acommodacOes para grande familia, pois
43 da rus
Imperador, pintado'de novo com umita
_ ara grande familia, pois tem
at m*Bo 2o andar com 2 sotos cinco grande
quartes, mais um grande sotan independen
te com sala de jantar, cosinba e-8 quartos, com
agua, gaz e cano-para esgoto, por prego commo
do. A tratar na ru MurqUez de Olinda n. 54.


'
1
-




8
Diario le rerram'ouco--Terca-feira 4 de Fevereiro de 1890
.
~.
S -
]
i
Pfexilia tbc* irfvtlivt
l Approvsdo pela, niusirado Jauta de
Hygiene Pablici i-". Corte.
Auctorisado por Decreto Imperial
de 2o de Junho de 1883.
COMPOSICAO
de
Fumino Candido de Figueiredo.
Empregado com a maior cfcacia no
rhtumatismo de qualquer natureja,
em todas as molestias da felie, as
leucorreas ou fiares brancas, nos
soffrimentos occaionados pela impureza
do sangut, e finalmente as diffefentes
formas da sypkilis.
Dse No? primeiros seis dias urna
colher das de cha pela manha e outra
noite, puramente ou diluida em agua
e em seguida mudar-se-ha para colhc-
res das de sepa para os adultos e me-
lad: para as criansas.
Rgimen Os doentes devem ab-
ster-se apenas do alimento acido e gor-
duroso; devem usar dos banhos frios ou
momos, segundo o estado da molestia.
DIPOSITO 5EKTSAI
FrancCo Manoel da Silva & C.
Droguistas
23 Ra Mrquez de Olinda
Pernambuco
VENDAS
Carnaval
0 Bazar do Recife, a ra Mrquez de Olinda n.
II. recbeu grande sortimento de mascaras de
todas a* qualidades vende-Be em grande* e
pequeas quantidadjs a precos muito razoaveis:
na afamada loja de miudezas Bazar do Recifi, de
Domingcs M. Marlins. _____
Attencao
Vende-se farello do Rio da Prata, com 4 ki-
los, aWiW^naruaMarq^e^doJ^yal^JS.
Paulino
Ra do Imperador n. 28, an-
tigacasa de campos
Tem sempre o inpertaote vinho Palhete ser-
cerveia Paulino Bier e o de'icioso vinho Musca-
tel-aos copos. Doce sceo de caj, ea calda
estrangeiros, licor de canella de ortela pimenta
e o grande licor de cervejas ; um completo sor-
timento do que ha de mais lino e puro._______
Tainhas
Vende-se em barris e quartolas, na ra de Pt
dro Affonso ns. 11 e 3.________________
Cimento
A 5800 a barrica ; vender Fonseca Innaos.
Bonito
Vende-se a propriedade denominada Pedra
Dourada, com excellenies matis das melhores
madeiras para construccOes, situada na comarca
de Bonito ; a traUr na cidade de Bezerros, com
Guithermino Ta vares de Medeiros__________
Vende-se
urna mei agua em tf rreno proprio, com 22 pal-
mos de frente e250 de fundo, nos Afflictos,
junto a casa do Sr. Azevedo ; a tratar no mes
mo, ra media n. 4. ____________
Na Equidade
Boa de Hurtam n. 15
Vende-se massas novas para sopa a 320 rs. a
libra e man'eiga ingliza a 720 rs. a lata de libra,
e muitas outras mercadorias que so vendem ba
ratiseimas, garantindo se ao consurrmidor que
nesta casa sempre verificar que ha sinceridade
em pesos e medidas, e gneros das meibores
qualidades.
Para engenhos
Lopes & Araujo, venden
a presos sem competencia
garantindo a boa quaiidade
os artigos abaixo mencio-
nados.
Xal de Lisboa.
Dita de Jaguaribe.
Oleo de mocot.
Dito para machina.
Azeite de coco.
Dito de carrapato.
Dito de peixe.
Pixe em latas.
Kerosene inexplosivel.
Potassia da Russia em cauca*
de 10 e 25 kilos.
Cimento Portte-nd.
Graxa em bexigas.
Roa do Livraraento n. 38
Telephone 316
as Lislras zoes
A Grande Novidade
PARA MODISTA
MAXEIUINS AMERICANOS
Com molas para augmentar ou diminuir a
grussura do corpo.
Qualquer senhora ir agr ou gorda pode fa-
zer seus vestidos sem necessidade de
provar.
Fecha-se como qualquer chapeo de sol.
Freco 4OOO
.Mosquiteiros Americano
Com armacao de differentes tamanhos.
al0&OOQe lagopo
Estantes para Msica
Para amadores ouprofissionaes ; fecha-se e
fica de tamanho de urna nauta ; muito
fcil para conduegao.
Preco 5|000______
Celluloid
Colarinhos Peitos e Punhos
Lindos modelos, muito til aos viajantes
Preco* S^OOO nm lerna
ldogios Espertadores
om movimento, e figuras muito lindas para
mesas ou para presentes a 60000, 8)5000.
10,51000._________________.
Oleados para Mesas
Quadrados ou de qualquer tamanho que
ee desoje.
A 4&5QO cada qnndrado
Retratos a Oleo
Com lindas molduras em alto relevo, o que
ha de mais lindo para um presente e
para sala de visitas.
a 5*000 e mal preco
Qualquer familia que desojar ter um lin-
do e perfeito retrato bastante mandar
um retrato em cartSo de visita nao im-
porta que seja antigo, basta dizer a cor
dos olhos e do cabello para chegar um
retrato desejado. ___________
Para ver, e fazer encommendas
Dirija se a Loja das Listas Azues
RA DUQUE DE CAXJA3 N. 61
Leite puro
Na estrada de Joo Fernandes Vieira, sitio lo
eo depois das casas novas da direita, vende-s
todos os das leite puro de vacca3 tourinas p
erra, garante-se a quaiidade do leite.
FOLHETIM
ODIO M TIGRE
POR
mi: tessier
PRIMEIRA PARTE
' HERMINIA
(CoatnuacSo do n 25)
ni
Mas entao, murmurou elle eom ges-
tos do raiva,est rlarmirulo wn ornno
natural!... 3 teve que se haver com o
medo e a fadiga. Estas velas gastas at
ao fim. ,. estas precaucies... esta faca...
c Ah !'-accrescentou elle com urna vio
lencia cheia de ameacas,ninguem dir
que me prend com pequeas miserias!
c Esta ^bonita rapariga vale tres mi-
lhoes e recusaram-m'a !... Poi urna gran-
de partida que eu perdi. Propsome tirar
a desforra, e dcsta vez- hei de ganhar.
Oh! se hei de .'. .. O que nao foz o nar-
cojjjco, falo-fa a for9a, em caso de. neces-
sidaac.
. Neste momento ;: joven* fez um mov-
mento.
O doutor dirig'o S3 par o candelabro
no intuito de apagar as velas.
Mas era tarde.
A menina Herminia .de Reyndd d'Hau-
tefort, porque era ella que all estava,
abri os olhos, e ao ver Petras VVeber, le-
rantou-se de ara p*'p.
IV
Weber retjaou involuntariamente.
- Onde estou eu e quem o senhor ?
tou ella cora-mais sorpresa do que
grammatica
Rudimentos de
ingleza pelo Dr. Barros
Sobrinho
A' venda, na praca da Independencia n. 2i, e
em todo s as livrarias, menos na da roa do Im-
perador n. 46.
O americano, que esperava urna explo-
sao de terror e de colera, Bentio-se des-
armado por esta simples pergunta e balbu-
ciou:
Est, niinha senhora, em casa de
um homem que lhe inteirameate dedi-
cado.
Herminia franzio o sobr'olho-
Dissipavam-se lhe as ultimas influencias
do somno e o pensamento aclarava-se-lhe.
Por isso, com o olhar fulgurante, aper-
tando violentamente o cabo da faca que
tinha na mSo, accrescentou :
Como que eu me encontr em urna
casa desconhecida, com o senhor, a quem
tambem nao conheco ?
Nao veio aqui por sua livre vonta-
de ? perguntou delicadamente o doutor,
que sem mesmo saber por que, procurava
evitar que a conversacao degenerasse em
violencia.
Que. lhe importa?
Entretanto, julgo...
Chamada aqui por urna carta, assis-
te-me o direito de me admirar de n2o en
contrar squi a pessoa que me escreveu.
Nao ha nada mais simples.
II''!minia u'ho.i fix e serenamente para
o seu interlocutor, o encontrando na inge-
nuidade dos seus dezesete annos urna ener-
ga tanto maior quanto ignorava a especie
de perigo que a ameacava, replicou secca
camente :
Bem, queira expjicar-se.
Bem, explicar me-hei.
Em primero lugar, quem o se-
nhor ? *
Permtta-me que nilo responda sua
pergunta por emqnnnto.
Estou esperando, disse a menina de
Hautefort com urna suprema arrogan-
cia.
Visto que o exige, eis a minha res-
posta. O Sr. Paulo Lundi, pessoa da sua
amizade...
O mcu nico artigo, r&ctificou ajo-
ven com urna altivez anglica.
Pois o Sr. Paulo Lundi escreveu-lhe
que viesse s dtias horas e mea, a esta ca-
sa...
Onde o ameafava uto grande perrgo
que s eu poderia conjurar.
- E correu entilo.. .
E um homem, que me esperava, ;n-
troiuzio-me, dizendo: O Sr. Paolo nao
tarda a chegar.
Ha muitas horas, ha mesmo mavs o
Especialidades
PASTILHAS HYGIENICAS PARA
AC ENDER 0 F060, supprimin-
do o immundo kerosene e dan-
do n'um instante um fogo inten-
so, a caixa com 20 pastbas {00 rs
0LE0GRAPQ1AS: Io. A importan-
te obra pnma de Vctor Meirel-
les : A Primeira Missa no Bra-
2il,grande quadro bistorico da
descoberta do Brazil, medindo99
X 76 centmetros de valor real de
13* (poucos ejemplares) 64000
2o SCENAS DE CORRIDAS, qua-
dros de cavallos admiravelmente
desenliados e proprios para sa-
las. 26 differentes, um i/OOO
3 RETRATO DE SADI CARN0T,
presidente da repblica trance-
za, o melhor ainda publicado 1*000
CAMISAS DE FLANELLA para ho-
rneros, urna de U a 5*000
PERFUMARAS, artigos para presentes. Quadros
e albuns para retratos. Carteiras para cigar-
ros e charutos. Cigarreiras e charuteiras de
mbar e espuma verdadeiros. Bengalas. Pa-
Selaria. Lencos de linbo a 4*800 a duzia.
eias. Espartilhos. Leques. Bonecas e brin-
quedos diversos. Fitas. Bordados. Luvas de
seda pretas e de cores e outros muHos artigos
de miudezas.
Main barato do que em ontra quni-
qiier parte
NA
Rainha das Flores
Ra do Baro da Victoria n. 41
Roya! Blend marea V1AD0
Este excellente Whisky Escoces pre
ferivel ao cognac ou agurdente de car.--.
para fortificar o corpo. <
Vende-se a retalho nos melhores armi.-
zens de molhados.
Pede Rojal Blcod marca fiado
cujo nome e emblema sao registrados par
todo Brazil.
__________BROWNS A C, agentes.
Pao centeio
Mello & Biset tendo recebido nova remessa de
farinba centeio, avUa aos seus fregueses que
continuam a fabricar este delicioso pao centeio
todas as tercas e sextas-feiras ; na ra larga do
Rosario n. 40. _________________^_
Vinho puro de Santarem
Da quinta do llar ral
Os proprietarios do Armazem Central, rna
do Cabug n. fi, avisam aos seus distinctos fre-
guezes e ao respeitavel publico que receberanj
nova remessa deste especial vinho, o qual s*
recommendapor ser puro da uva, e s se reta-
Iba em eu armazem.
Joaquim ChristovSo & C.
Telephone 447___________
Farello superior, 42 kilos
500 o saceo
Vende se no largo do Corpo Santo n. 6.
Livraria Contempora
nea
hKlruraenlo de munica
BomDardao, bombardino, barytono, tromp
trombone, helicn, saxaphone. carrilon, bomh-
caixa, pratos.clarinitas. ilautasTabecas, violo:
realejos, caixas de msica, etc., etc.
Papel pintado
para forro de salas, quartos, gabinetes, corredr
res.
Molduras
dourades, pretas e douradas para quadros.
Malas
para viacerc, diversos formatos, especialmen
para roupa de senbora e camarote.
Novidades
para presentes, escriptorio, toucador, etc., etc.
RAMIRO M. COSTA & C.
Boa Prlmelro de Harco n.
PI4NO
Vende-se um ptimo pia-
no, quasi novo, do autor Fe-
lippe HenriqueHery; a tra-
tar na ra da Imperatriz n.
7, loja de piano.
um dia, que aqui estou encerrada como
n'uma prisao ; primero tive paciencia.pa-
ra esperar ; depois o medo apoderru-se
de m i m... um terror progressivo....
Chorei, chamei, cheguei a perder os sen-
tidos ao lerabrar me de meu pobre av5
doente e talvez mortalmente ferido pela
minha desappargio.
A menina exagera.
Mas onde est Paulo ?... Por que
nao veio elle aqui ?
Paulo ? Simplesmente Paulo ?... -
Ama o entlo ?
A joven estimulou-se com esta imperti-
nencia como um cavallo de raya tocado pela
espora.
Mas quem o senhor para interrogar
a duqueza de Hautefort? perguntou ella.
Responda, assim o quero.
Sou um homsm que a ama muito
mais do que o Sr. Paulo Lundi.
- O senhor insulta me. E assim que
pretende fazer-me acreditar ser elle quem
o envia?
Talvez. Tem muita confianja n'elle ?
Tanta como em inm propria.
E elle ama a?
Amamo-nos.
E seu avo conhece essa affeigSo en
tre um bastardo... porque o Sr. Paulo
Lundi nao psssa de um filho abandonado,
e a menina de Reynold ?
, Herminia baixou a cabeca.
O americano quiz aproveitar este aba-
timento momentneo, <
Nao" I Nao assim ? E confessa que
elle ficaria indignado se o soubesse ?. -'
E por que que nao admitte antes que
Sr. Paulo Lund nao passa de um seduc-
tor vulgar?" -~*
= Cale se !
E quem lhe diz que, fazendo-se amar
por si, nao tinha em vista, senao cono/s-
ter um dia a immensa fortuna que a me-
nina deve herdar ?
O senhor leute e calumnia o e
Ihor e mais honesto eoracSo que ha no,
mundo !
Quem sabe ? Pana que lhe escreveu
elle, entao, sabendo que vnba aqui e que
a sua ausencia no palaciW, comprometen*
do-a aos olhos de rodos, so tornava a ar-
ma de que elle necessitava !
Herminia caminhou lentamente para o
americano e quando chegou a nm passode
distancia de lie disse lhe com urna enfrgia
I 1 R \lllll
Para engenhos
OUIMARAES & VA LENTE, parteci-
pam aos seus freguezes e Illms. Srs. d
engecho que, como- sempre, tem grande
deposito dos artigos abaixo mencionados,-
garantindo tudo de primeira quaiidade e
presos sem competeaela a saber:
Cal nova de Lisboa,
Dita de Jaguaribe.
Cimento portland.
Oleo de mocot.
leos americanos
especiaos para machinismos.
Azeite de coco,
Dito de carrapato.
Dito de peixe.
Pixe em lata.
(5 galSes.)
Kerozene inexplosivel.
Graxa em bexigas.
Gaxeta de linho.
Potassa do Russia.
(em caixas, barriquinhas, latas grande?
e pequeas.)
Formicida Capanema.
6- -Corpo-Santo-- 6
Silhes inglezes para
montara
Vendem se dous albOes inglezes em bom es-
tado, quasi novos, e por prego commodo ; na
ra Nova n. 13.
Attenco

Para os doentes. os de sade e prin-
cipalmente as erlaneas
D. Jeronyma Cousseiro participa aos seus nu-
merosos freguezes e ao publico em geral, que i
se acha exposta a venda as suas bem conhecids
fculas de araruta e matarana por ella prepara-
das, da nova safra do anno prximo passado, nos
seguiutes estabelecimentos dos cidadas":
Vasconcello3 & Sobrinho, ra da Aurora n. 81.
Moreira Riliciro A C. ra da Imperatriz n. i.
Paulo Jos Al ves 4 C, ra Baro da Victoria
numero 60.
Zeferino Valente 4 C, caes 22 de Novembro
numero 44.
A. M. Veras C, ra Duque de Caxias n. 57,
pharmacia americana.
Pereira da Silva Lisboa, ra do Imperador
numero 14.
Manoel Jos Vieira & C, ra larga do Rosario
numero 14.
Botelho Rezeude & Filho, ra da Hora (Espi-
nbeiro).
Bom emprego de ca-
pital
Vende-se a casa da ra do Padre Floriano n.
41, com outra annexa a ra do Capitao Henri
que, a 1." com taverna na esquina, e a 2.a para
morada, teodo quintal e cacimba ; reodem am-
bas 5002000 ananaes, e sao offerecidas por
3:5003000, e talvez se accelte ainda menos : a
tratar com o corretor Oliveira Rodrigues na
praca do Commercio, ou na ra Mrquez do Her-
val n. 122.
Gereaes por pre^o
commodo
Como ejtm t mlho. reljao e fu van.
Neves Pedrosa & C. teem para vender.a reta-
lho ou em porcao os artigos cima, ra da Pe
nha n. 33, assim como tambem vendem farello
de 42 kilos a sacen por 2X500
Ferro gusa
A companhia do Beberibe vende cerca de 50
toneladas de ferro gusa
bem pouco de esperar de urna fraca rapa-
riga :
Qualquer que seja o seu nome, o se-
nhor nao passa de um miseravel.
Weber recebeu impassivel o ultrage.
- Come classificar entao a menina
esse seu nico amigo que calculou talvez
que a sua impensada visita a eoiloea na
obrgacao de o aceitar por esposo ? Quem
lhe prova que elle nao esperara que o du-
que de Reynold, velho e doente, suecum-
bisse ao abalo soffrido com a ausencia de
sua neta e o livrasse por esta forma do
nico obstculo que podia opp8r-se aos
seus projectos ?
A joven empallideceu de colera.
Oh! E' duplamente miseravel O
senhor aecusa, um miseravel a quem se
deixaria matar de preferencia a dar-me um
desgosto.
Morto est elle, pensou Weber, que
proseguio em voz alta. Nao foi elle quem
lhe marcou urna entrevista ?
Herminia soltou um grito.
Ah! exclamou ella. O senhor aca-
ba de se trahir Nao, nao foi elle. J ao
receber a carta eu desconfiei, porque elle
nunca oueara pedtr-mo umo ontreriota se-
creta, e obrgar-me a sahir s, ainda que
fosse por um momento, devia ser para elle
urna inconveniencia supina. Mas horrori
8ei-rao ao pensar que para tal era preciso
que urna grande desgraca o ameacasse.
Vim, pois...
Para me dar o prazer de lho dizer
que a adoro Seja accrescentou Weber
calorosamente Julgue-me como quizer ;
ouvirei as suas injurias, as suas censuras,
tudo !.. Comtanto que eu possa canven-
cel-a do immenso amor que despertou em
nira.
Nao s.approxime, que estoa arma-
de!esclamou-a Joven, atterrada coma
metaroorphose que acabava de operar se
no americano.
E, com effeito, vendo que a astucia nSo
dava resultado, Petrus'Weber renunciara
a esse m.eio, e, reaolvida a tudo, nao dis-
simulava j o brilho ardentc dp sea olhar,
fixo sobre a'^ove, de cuja inao tentava
apoderar-se,
Herminia recvou n'um movimento brus-
co e levantou a faca.
Sim, amo-a, proseguto o doutor. Ha
dorn annos que a sigo por toda a parte,
tornan do-rae a sua sombra* abnagado
eom a sna befiew, estefttead pqjfe sua |s-
. A FLORIDA
Fitas lavradas com um palmo de large
ra a 20000 o metro.
Papel de arroz de todas as cores.
Chapelinas modernas a 50000.
Rendas hespanholas de todas as c5ris
pretas com o sem vidrilhos.
Lindas guan jSes de vidrilhos pretos pa? a
casaco.
Grande sortimento de galSes, palmas e
rozas de vidrilho preto.
Bicos matisados de urna s cor como se-
am, granad, azul, rosa, beije, palha, chum-
oo, salmn, terracote e muitas outras cores.
Sabonetes perfumados a 500 rs. a du i
Lindos desechos para Alagares..
Lencos de seda a 500 rs.
Bicos de seda e de algodao com e sem
vidrilho.
Mantilhas de seda e de algodao.
Franjas de seda com e sem vidrilho.
Renda hespanhola.
Collarinhos para homem a 30000 e 4000
a duzia.
Bordados de cantbraia tapada a 400 500
600 e800rs.|a peca.
dem com 3 e 1|2 metros, de qualquer
argura a 10200.
Lencos de linho em caixinhas a 3000; a
dita.
Meias para homem, duzia a 40000.
dem para senhora, duzia a 40000.
Finas pulseiras americanas a 40, 60 e
80000 o par.
Cortinados todos de crochet para cama a
120000, 170000 e 190000 o par,algins
de cores.
Ditos para janellas a 70000.
Pannos de crochet para cadeiras a 800 e
10000.
Ditos para sof a 20000.
Capailas com veo para noiva a 60000 e
80000.
Lindos enxovaes baptisadoB a 80 100 e
120000.
Toucas de setim para baptisado a 30, 40 e
50000.
Grinaldas e ramos de seda, o que ha de
melhor.
Lindas fitas n. 12 para chapeos.
Luvas de seda, cano comprdo a 20 s pa?
Ditas de seda para creanca a 10000.
Dita para moca a 10500 o par.
Espartilhos para creanoa a 40 e 40500.
Ditos para senhora a 40, 40500, 50000 e
60000.
Linha de machina a 60 rs. o carritel.
Linha de machina a 600 rs. a duzia.
Albuns de pellucia de diversas cores.
Livros de missa a 10500, 20000, 205OC
30000, e 30000 cada um.
Lindas luvas de seda com salpicos e con
listas, gosto moderno, a 20500 o pai.
Toalhas para banho a 10300.
T o al has para rosto a 300.
Tolhas para mSo a 160 rs.
Babadores com inscricSes e paizagem a
500 rs. e 400000 a duzia.
Espelhos grandes com mulduraa finas de
cantos redondos a 40000 e a 60000 urna
Bengalas flauta.
Orando sortimento de luvas de seda arren-
dada com palmas canno comprdo a
10500, 20000 a 20500.
Ra Duque de Caxias n. 103
Superior vinho de A.1-
cobaca
0 acreditado e antigo armazem do Lima par
ticipa ao publico e aos seus freguezes que acaba
de receber urna nova remessa deste especial
vinho, escolhido propriamente pelo chefe desta
casa, tornando-8e recommendado por ser purc
e de boa quaiidade. Jos Fernandes Lima & C.
ra Baro da Victoria numero 3, Telephone323
Farello superior 42 kilos
2*500 o sacco
Vende-se no largo do Mercado n. 12
Alfafa nova
chegada directamente, a 120 rs. o kilo, ou 6*000
o fardo ; vende-se no largo do Corpo Santo nu-
mero 6.
ventude, vivendo apenas gracas a si e pa-
ra si Pedi a sua mSo ao duque ds Rey-
nold e elle recusou-m'a apezar de eu per-
tencer a sua classe social.
O senhor ? exclamou Herminia com
urna altivez t2o esmagadora que o ameri-
cano estremecen como se fora chibatado.
Na nossa classe ha s gentilhomens e o se-
nhor portou-se como um ladrao!
Um ladrao que afinal de contas ha
de ser seu esposo.
Meu esposo ? !...
Ah julga que vai apparecer ah o
seu amado pintor, o tal here, para a soc-
correr ?! Nao cont com isso. O Sr. Pau-
lo Lundi a quem seu avo mandara expul-
sar pelos lacaios sem mesmo lhe dar ex-
plicares da sua recusa, como m'as den a
mim, o Sr. Paulo Lundi nao poder vir
aqui.
Matou-o talvez ?... perguntou a jo-
ven, que teve como um triste present-
ment.
NSo, mas mtalo hia sem hesitar se
elle se collooasse entre nos ambos. Oh !
Eu quero possuil a e hei de conseguil-o,
embora tenha de lutar com a humanidade
intoira. Ouvo-mo, Herminia. Amo a oom
paixSo, eom delirio, a ponto de nao re-
cuar diante de um crime para a conquis-
tar.
E avancava para ella, esforcando-se por
estreital a nos bracos.
Mas Herminia esquivou-se quelle ata-
que imprevisto, e, apresentou-lhe a ponta
da faca, cujo cabo aegurava nos dedos
crispados.
Se avanca mais nm passo, mato o !
E que me importa morrer s suas
maos ? rugi o americano, empurrando fu-
riosamente a mesa para fazer encostar a
joven ao canto da parede da alcova.
Olhe que i u grito.
W^s paredes sao acolchoadas.
A menina Reynold tent a resistir pres-
sao brutal qu a obrigava a recular, mas
Petrus Weber tirfha urna forja herclea e
a joven coaheceu que luctaria em vao.
Oh! mas urna covardia o que o
senhor est fazendo !... lamentou ella
dolorosamente.
Ser o que quizer, mas amo-a. Est
niato ao mpemo tempo a minha desculpa e
a minha condenmacao.
Herminia j nao podia defender-se.
A mesa esmagava-a centra a parede,
immevei e terrfieada.
Liquidacao para acabar
Na Revotado
ra Duque de Castas n. 4 8
Por cstarmos no fim do anno, resolve-
mos vender por menos 50 por cento as
seguintes fazendas.
Etamines de cor a 300, 400 e500 rs. oco-
vado.
Cachemira com toque de mofo com duas
larguras de 20 800, covado.
Zephir de quadros modernos a 120, e 160
e 200 o covado.
Las de quadros modernas a 200 e 240 o
covado.
Cretones' miudinhoB a 200, 240, 28
320 o covado.
Cachimira modernas de quadros de 20COO
jlor 10000 o covado.
Merinos lizos a 200 e 440 o covado.
Ricos cortes de cachemira bordados de la e
seda de 800 por 300 e 400.
Ditos bordados de lynon de 180000 por
100000.
Ditos de cretone com barra a 60000.
Ditos modernos de setineta a 70.
Las com listas de seda a 400 o covado.
Seda Japoneza a 200 e 240 o covado.
Bramante com quatro larguras a 10000 e
10200 o metro.
Algodao trancado para toalha a 10OCO o
metro.
Cort'nados bordados para cama a 60 o par
Ditos de crochet a 100.
Etamines finas para vestido de 160 a peca
por 100.
Setins de todas as c6res a 800 rs. o co-
vado.
Fustao de efir para roupa da homem a 500
o covado.
Esguiao pardo e amare 11 o para vestido a
360 o covado.
Velbutinas de listas e quadros a 800 o
covade, para acabar.
Setins chamarlotado de todas as cores a
10500 o covado.
Bicos brancos. e de cores a 10500 e 20000
a peca.
Lencos brancos com barra a 10200,10800
e 20000 a duzia.
Fechus de retroz a 10000 um.
Luvas- de seda,todas as cores, para senhe-
raa 10000 10500 e 20000.
Espartilhos couraca a 40000, 50000 e 60.
Cachenez para homem e senhora a 10500
um.
Costumes de Jersey para crancas de 4 a
5 annos a 70000 um.
Oasacos de Jersey para senhora, a 60
um.
Pannos de crochet para cadeiras a 500 rs,
nm.
Lencol de bramante a 10600 um.
C&bertas forradas para casal a 20500
urna.
Toalhas para crianca a 120 e 160 urna.
Cobertores brancos de 12 com pequeo de-
feito a 20000.
Lencos de linho a 20000, 30000 e 40000
a duzia.
Ceroulas francezas, a 10000, para acabar.
Colchas adamascadas, a 20000, 30000,
40000 e 50000 urna.
Ditas de crochet, a 40000, 50000, 60000,
70000 e 80000 um.
Cortes de cachemira a 30500, 40000, 50
e 60000 um.
Cortes de fustao para collete a 500 rs.
e 10000 um.
Ditos de velludo bordado a seda a 20000
um.
Camisas brancas de nabo para nomem a
20000 urna.
Ditas de meia. superior quaiidade, a 10
urna.
Brm branco de linho de 40000 por 20500
vara.
Renda hespanhola a 20 o eovado.
Completo sortimento de cachemira de co-
res e pretas para costumes, preces sem
competencia, assim como aprompta-s 3 qual-
quer costume em 24 horas.
S na Revolucao
HENRIQE DA SILVA MOREIRA
^
Ym
r.
\
!
E Weber, andando em volta, approxi-
mava-se passo a passo, offegante, com os
olhos injectados de sangue, os labios esen-
mantes, murmurando imprecares, amea-
cas e supplicas:
Herminia dizia elle, peco-lhe que
nao resista assim. Ceda paxo que me
inspirou. Para que me obngou a empre-
gar a violencia ?... Bem va que a tenho
em meu poder.... A sua ausencia de casa
condemnaa. NSo comprehende que, an-
da que estivesse pura e innocente, nin-
guem a acreditara ?!.... Oh 1 Maldi-
5ao !... Nao me leve ao ultimo extremo,
Herminia !
. A joven, no momento preciso em que
ia ser alcancada, brandio a faca contra o
americano, com a innocencia do desespe-
ro, e exclamou, fe mando os olhos -
Morra, entilo,,visto que assim o me-
rece.
Mas o doutor, abaixando-se, evitou o
golge, e, antes que a joven podesse equi-
librar-se, agarrou a pelo pulso e apertan-
do-lh'o, como n'um torno, arrancou-lhe a
arma.
Covarde Mil vezes covarde gritou
a menina de Keynold.
Assim o quiz, assim o tenha ru-
gie Petrus Weber com um bramido de
fera.
E derrabando a mesa, n'um pulo de ja-
guar, tomou Herminia nos bracos.
Finalmente s minha! exclamou elle
em voz sibilante.
Deixe-me, senhor! Em nome do
co, misericordia
E a joven chorava, deba tendo-se com
furia, emquanto o americano lhe cobria de
beijos o rosto e os cabellos.
"Cale-se Oh cale-se rugia elle,
apertando-a nos bragos de ferro. Adoro-a,
quero a. .. e hei 4e possuil-a I...
A joven, envolta na sua capa de pellesy
que felizmente escorregava entre os dedos
do aggres?or, empregara mil esforcos para
se subtrauir aos bracos violentos, para se
rsrtar ao contacto dos labios* que procura-
vam os seus,
E Weber, oonvulso, ebrio de desejos,
excitado pela resistencia, arrastdva a po-
bre menina, cujos ps se embrulhavam no
tapete, para o lado da alcova.
Herminia comprehendeu.
Qontinuar te-ha) __
""TjsV do iam na dr/taene de Caxias n. U
>J;-:

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