Diario de Pernambuco

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Material Information

Title:
Diario de Pernambuco
Physical Description:
Newspaper
Language:
Portuguese
Publication Date:

Subjects

Genre:
newspaper   ( marcgt )
newspaper   ( sobekcm )
Spatial Coverage:
Brazil -- Pernambuco -- Recife
Brazil -- Pernambuco -- Recife

Notes

Abstract:
The Diario de Pernambuco is acknowledged as the oldest newspaper in circulation in Latin America (see : Larousse cultural ; p. 263). The issues from 1825-1923 offer insights into early Brazilian commerce, social affairs, politics, family life, slavery, and such. Published in the port of Recife, the Diario contains numerous announcements of maritime movements, crop production, legal affairs, and cultural matters. The 19th century includes reporting on the rise of Brazilian nationalism as the Empire gave way to the earliest expressions of the Brazilian republic. The 1910s and 1920s are years of economic and artistic change, with surging exports of sugar and coffee pushing revenues and allowing for rapid expansions of infrastructure, popular expression, and national politics.
Funding:
Funding for the digitization of Diario de Pernambuco provided by LAMP (formerly known as the Latin American Microform Project), which is coordinated by the Center for Research Libraries (CRL), Global Resources Network.
Dates or Sequential Designation:
Began with Number 1, November 7, 1825.
Numbering Peculiarities:
Numbering irregularities exist and early issues are continuously paginated.

Record Information

Source Institution:
University of Florida
Holding Location:
UF Latin American Collections
Rights Management:
Applicable rights reserved.
Resource Identifier:
aleph - 002044160
notis - AKN2060
oclc - 45907853
System ID:
AA00011611:18760

Full Text
ANNO LXV -NUMERO 85
^
para A Capital e lugares o.voe MAO se paca PORfrE
Por tres mezes adiantados............... 60000-
Por seis ditos idem................. 120000
Por um anno idem................ 23|J000
Cada numero avulso, do mesmo dia..... ..... 0100
DOMINGO 14 DE ABRE DE 1889
PARA DENTRO E PORA DA PROVINCIA
Por seis meses adiantados.............. 130500
Por nove ditos idem................. 200000
Porum anno idem......., _........... 260000
Cada numero avulBO, de dias anteriores.......... 0100

DIARIO DE PERNAMDUGO
Troprkdade de Manoel dnxjurca de S'aria 9%?s
TELEGRAMAS
sse% pabticulas so u
AMW
RIO DE JXWIRO, 13 de Abril,
1 hora e 40 minutos da tarde.
Foi nomeado quartel-mestre-general do
exercito, o brigadeiro Candido Jacob de
Niemeyer.
Seguio para o norte no paquete ame-
ricano, o.Dr. Pedro da Cunba Beltrao.
Falleceu o conhecido negociante Or-
tigo, irmao do litterato Ramalho Orti-
gSo.
RIO DE JANEIRO, 13 de Aflril 1
hora e 48 minutos da tarde.
Foi nomeado 1. pratico da barra de
Pernambuco, Mnnoel Estevao d'Oliveira.
Segaio para o norte no paquete na-
cional o commendador Joao Francisco do
Amaral.
INSTRUCCiO POPULAR
AS GRANDES INCOES
ANTIGS E MODERNAS
KA8
Sciencias. industrias e artes .
POR
XII
O barmetro
(C ontinuacao)
Barmetro de sipho.As indicaces do baro-
mefro de tina, oo tecm urna certeza absoluta.
Quando, pelo augmento da pressSo do ar, o mer-
curio sobe dentro do tubo, o nivel desee na tina;
por consequencia, o zero. ponto de partida da
escala, j nao o mesmo : nen inferior altura
eodt devia estar. Para remediar este grave de-
feito. da-.se ao barmetro u forma chamada de
tiplido, a qual foi imaginada por Pascal.
Compe se o barmetro de sipho de um tubo
de vitlro de dous ramos curvos e desiguaes : o
mais curto aberto e recebe a prsele do ar : o
mais longo fechado e tem de- altura cerca de
80 centmetros.
Para comprehender esta forma do barmetro,
preciso recordarse o principio de*pnysica que
dous Quicios desigualmente denso-. collocados
em dous vasos que communiquetn Ifvremente
ambos entre si, soben, cada um no seu vaso. at
alturas, as quaes esto na razo inversa da den-
sidade dos ditos fluido?.
O barmetro de mostrador, imaginado pelo
physico iDglez Boberto Hooke, na segunda me-
tade do seculo XVII, um barmetro de sipho
construido de forma a manifestar, por meio de
um ponteiro movivel sobre um mostrador, os
movunentos do mercuno correspondentes as va-
riaces da pressao do ar. A' superficie do mer-
curio do ramo curto, flucta um cytindro de fer-
ro exactamente equilibrado por um peso ; este
cyadro est preso a um fio que vai passar sobre
ama carreta. Conforme o mercurio sobe ou baixa
assun an la a carreta para a direita ou para a
esquerda, e um ponteiro, ligado aquella carreta,
percorre a circumferencin de um mostrador gra-
duado.
(Contina)
(1) J dissemos que 1 litro de ar pesa 1 gr. 3 ;
i litro de vapor de agua pesa s 0 gr. 81 ; por
outra? palavras, so 1 representar u densidade ou
peso especifico do ar, 0, t2 representa o do va-
por da agua. Este, em igual vulume, pesa pois
Unas i metade menos do que o ar.
Jos Joaquim de Azevedo.Informe o
Sr. inspector da Thesouraria de Fazenda.
Jeronymo Gomes daFnseca.Informe
o Sr. inspector da Thesouraria de Fa-
zenda
Tenente Jos Victoriano de Vascon-
cellos Pereirm.Deferido por officio de
hoje ao director da Colonia Isabel.
Jlo Fernandes da Cuaha Pinto? Ipdc-
ferido.
Tenente Lenidas" Francisco Paes Bar-
reto.Sim
Manocl Martins Campos. Entregue-so
mediante recibo, passando a certidao re-
querida.
Manoel Xavier Carneiro de Albuquer-
qae.Informo o Sr. director geral de
obras publicas.
Manoel Candido Fernandes Pires.Pre-
jndicado.
Manoel Francisco das Chagas.Enca-
minhe-se.
Secretaria da Presidencia de Pernaiubu-
co, 13 de Abril de 1889.
Pelo porteo.
Caira/ V.
% Repar 2.a seccao.N. 380Secretaria de Po-
lica de Pernambuco, 13 de Abril de 1889.
Illm. e Exm. Sr.Participo a V. Exc.
que foram hontem recolhidos Casa de
Detenco os seguintes individuos :
A' minba ordem Josepha Mana da Conceico,
como loaca, remettida pelo juiz municipal at
Jue tenha conveniente destino; Miguel Rufino
e (larvalno e Matheus Candido da Costa por
disturbios.
A ordem do subdelegado do Recife, Antonio
Flix da < osta, Tiburcio Duprat, JoSo Tranqui-
lino de Sousa, Caetano Nunes do Rosario, Eneas
Pedro eLuiz Baplista de Araujo, como vagabun-
dos. ^
A- ordem lo dPfreguezia de Santo Antonio.
Francisco Antonio Duarte, por disturbios : An-
tonia Marn da Conceico. Mara Rodrigues da
Silva e Mara Isabel dos Prazeres. por offensas
moral publie?. e Irineu Jos Flix, por distur-
bios, rainha disposko.
A' ordem do do i" distnclo da freguezia d-
S. Jos, Guillermina Maria da Conceico, Mara
Josepha da Annunciaco, Maria da Paz. Rosali-
na Mara do Nasciraentb e Lourenco do Reg Li-
ma, por embriaguez e disturbios.
A' ordem do do Io dislricto da freguezia da
Boa Vista, Jos Rodrigues de Freitas, por distur-
bios e uso de armas defecas.
Deua guarde a V. Exc.Illm. e Exm.
Sr. Dr. Innocencio Marques de Araujo
G-es, muito digno presidente da provin-
cia---O chefe de polica interino, Drio
Cavalcinte do Reg Albuquerqtte.
---------------?---------------
Thesonro ProTiaelal
DESPACHOS DO DIA 13 DE ABRIL DE 1889
Fielden Brothers (3), Antonio Maria da
Silva, Companhia de Santa Thereza,
Francisco Tavares da Silva Cavalcante,
Rodolpho Crespo, Dr. Joao Clodoaldo
Mouteiro Lopes, Banco de Crdito Real
de Pernambuco.Informe o Sr. Dr. con-
tador.
Manocl Feliciano Madislo dos Santos.
Volte a contadoria.
Antonio Jos Soaros & C.Certifique-
PARTE OFFICIAL
fioveroo da provincia
DESPACHOS DA PRESIDENCIA DO DIA 12 DE
ABRIL DE 1889
Albino Fernandes.Sini.
CapitSo Antonio Pires de Carvalho.
Remettido ao Sr. commandante superior
da guarda nacional da comarca de Igua-
rass para mandar passar a guia de que
trata o art. 45 do decreto n. 1.130 de
12 de Marco de 1853.
Directoras das sociedades abolictoai-
ta* Sim, ei a contribuicac de 40^000
pagando,*porin as demais despezas.
Elias Candida de Figaeiredo Mello.
Sil. com o ordenado a que tem direito.
Ferreira, Rodrigues & CEntregue-se
os documentos mediante recibo,
'"francisca Maria da Conceico.Sim,
pagando as comedoras.
Francisco de Hollanda Cavalcante de
Albuquerque.Nao tem lugar o que re-
quer.
Francisco Ferreira Tavares. Atteste
querendo.
Gaspar de Menezes Druinmoud.De-
ferido de accordo com a informacao do
Th*pro Provincial.
Irifl'andade do Santisaimo Sacramento da
flreguezia de S. Frei Pedro Goncalves do
A forca da gnarnica^ est redu-
zida ttf'o dia de folga, por ist nao
padec [ lugar o que requer i ?uppli-
cant*
Maj^^fctino Rodrigues da Silvoira.
Forneca s. ^
Capitfe- #lequini Alves da Fonseca.
Concedo
.Jos Victfirino de Paiv. Informe o
Sr. director geral de obras publicas.
Joao Bento Monteiro da Franca.Re-
qu. ira ao Exm. Sr. minit- da mari-
nh;
Jos Gonjalves dos Snt<..Inde'e-
rido.
*
se.
-seB?e-
Intrnoro Publica
DESPACHOS DO DIA 13 DE ABRIL DE 1889
Eloy Candido de Figueiredo Mello.
Cumpra-se c registre-se.
Ckudina Maria da Conceico.Cum-
pra-se e registre se o novo prazo de 15
dias para entrar no gozo da licenja.
Joaquim das Merces, Pereira.A 3a
seccSo do conselho litterario, relator o
Dr. Reguelra Costa.
Rita de Jess Basto. Indefvrido por
ter infringido o disposto no art. 1884 |
18 do regulamcnto vigente.
RECIPE, 14 DE ABRIL ^DE 1889
IVetlcias da Earopa
O paquete Elbe, chegado hontem da Europa,
trouie|aatas que de LisDa alcancam i do cor-
rente, ad.antaudo cinco dias trazidas pelo
Aconcagua. i
Alm das de Portugal, constantes da carta do
nosso correspondente de Lisboa, publicada na
rubrica Exterior, eis as demais noticias trazidas
pelo referido paquete :
HcvpHnkn
Sobre esle paiz escreve o nosso alludido cor-
respondente em I do corrente:
Contina a prcoecupar na iraprensa europea
um assumpto que j tomou o titulo de Vega
Armijo e a questSo romana.
Os jomaos do Vaticano esforcam-se por fazer
crer que o ministro dos negocios estrangeiros de
Hespanlia se declarou era favor das suas opiniOes,
isto que aquel le estadista hostil unidade
italiana
Oni convm saber que a Memoria que tem
dado causa a esta discuso foi escripia pelo
marquez de la Vega Armijo em 1884 c enviada
Academia de Madrid n*essa occasio. em qu<;
nao tinha responsabilidade ulguraa lolitica, eern
que, aproveitando o apparecimento ua Retue des
de.r Mandes de um artigo de Leroy Rcaulieu. se
propuz faier um resumo das diversa* opinics
sobre o assumpto, abstendo se de apresentar ne-
nhuina solucao.
Considerava que a quesio liulia um carcter
interna^ional.ltlise que n'esse momento em sus
tentada por varios estadistas e puUicistis, entre
outros o Sr. Visconli Veuosta.
E o facto mesmo de eOcarar d'ette modo a
questo. longe de ser una prora te hnstilidade
grada i
sua unidade.
Parece pois que a Memoria enviada a Ac-
demia de Madrid e que, por um puro aca.-o. s
foi publicada algn? anno-., depois de escripto.
nao levantar dfflcnldades apegar do barolbo le
vantado era entre os gabinetes oe Madrid e de
Roma, nem entro o Vatu-aiio n iM-sp.i-
nhol. ...
O Times consifeim que a outra visita Sebastian n;io um aconlecmieiito poUUc mas
que cumpre ver n'ella um t-'-linuiibo da fyu
tbia que inspiram rainha Victoria, a pureza de
vida, a rectido de principios e em summu todas
as virtudes de que d pravas a augusta senhora
que como ella Victoria soberana constitu-
cional.
O correspondente da poca sustenta que a en
trevista de San Sebastian tem carcter poltico, e
presume que dentro de alguns mezes se Ihe co-
nhecerao os resultados. Os centros ofliciaes op-
pem a estas verses abr-oluta negativa.
Chegou a San Sebastian a rainha Victoria no
dia 27. O tempo meluerou; DOrtanto, realisou-
se a.fesia preparada pelo mulcijiio.
Ao apeiar-se do.coojboio a raiatutr Victoria/a
raiflh rege'nte approxialou-se*, e inclinando se
reverentemente beijou-lhe a mo.
A raiiihaJVictoria abracou com sincero carinho
a rainha regente.
Os circumstantes victoriaram ambas as sobe-
ranas. As msicas tocaram o hymn9inglez.
Depois das mutuas apresentaces. as rainhas
metteram-se na carruagem para se dirigirem ao
palacio.
No transito recebaram um acolhimento affec-
tuoso.
O marquez de la Vega de Armijo tinha ido
fronteira esperar a rainha Victoria.
Depois da entrevista das duas rainhas houve
recepeo no paco e banquete.
A 7.a nolte a rainha Victoria regressou a Biar-
ritz sendo acompanhada at Irem pela regente,
ministros e embaiicador inglez. S. M. raostrou-
se muito satisfeita com a recepeo de que foi ob-
jecto.
A despedida das soberanas foi muito cordeal-
D. hristina e os ministros partiram a 28 de San
Sebastian para Madrid.
As colonias ingleza e francesa de San Sebastian
insistem que a entrevista das rainhas tmtcarac
ter poltico, julgando se que a Inglaterra trata de
conseguir a allianca da Hespanha na questao de
Marrocos.
Corre o boato de que o ministro das obras pu
blcas provocar a crise ministerial no prximo
conselho do gabinete.
Alguos jorHaes da opposicao accrescentam que
o Sr. Marios patrocina o general Cassola para a
pasta da guerra.
As folhas ministeriaes negara, porm.a proxi-
midade da crise, o que nada prava, porque estas
negativas sao officiaes. sao do estylo em todos os
paizes. erahora os faetbs provem contrario
O enverno decretou a aonnllaco do empresti-
rao de cem milhoes de pesetas annunciado pelo
conselho municipal de Madrid.
A 29 chegou, sem novidade a Madrid a rai-
nha regente acompanhada do Sr. Sagasta e do
marquez de la Vega de Armijo.
Franca
E' cousa decidida qae o"Sr. Carnot assistir ao
banquete da embaixada allema, que deve reali-
sar-se nos priroeiros dias de Abril.
Nem de outra maneira podia ser, depois de ter
o imperador Guilherme assistido ao banquete da
embuixada franceza em Berlim.
Affianca-se nos circuios diplmalas que a Fran-
ca e a Allemanba entraram n'um periodo de
. inisade.que desde a guerra nunca se tinha dado;
mas. bem entendido, continuando a Allemanba a
tirar com a Alsacia-Lprena e os governos france-
zes a prohibirem as Lioa* que fallera em retan-
che
Depois do bote em falso atirado Liga dos Pa-
triotas, o governo resolven conservar-se era es-
pectativa, e, como se costuma dizer, deixar cor-
rer o marfim, evitando todas as questoes polti-
cas.
Em todo o caso os jornaes radicaos incitara-n'o
a que prosiga ua camponha anti-boulangista;
parece, porni. que o pnncipal objectivo do Sr.
Tirard ganhar tempo at chegar a abertura da
exposicSo.
A luta poltica era Paris esl tomando um tal
carcter de ferocidade que a imprensa comeca a
pedir treguas ao insulto quotidiano de homem
para homem, com que nada aproveita nem a
propria poltica facciosa e muito menos as insti-
tuicos.
K um esphacelamento geral.
Diz-se aboca pequea em Pariz que o deliquio
ltimamente soffrido pelo general Boulanger foi
urna apoplexia, que os seus amigos Ihe pedem
que se poupe c descance mas que elle nao os
quer altender e que persiste na ideia da pro-
jectada viagem eleitoral de que o tentavam dis-
suadir.
Parece que nos ltimos dias teem sido offere-
cidas ao general nada menos de 150 candida-
turas.
Os administradores judiciarios de Comptoir
d'Escompte entregaram ao ministerio publico do
Sena o relatorio summario sobre a situago
actual do Comptoir e sobre as responsabilidades
incorndas pelo conselho de administraco na
compra do cobre pelos atravessadores nos mer-
cados.
O relatorio termina roconhecendo a responsa-
bilidade de conselho de administraco. O pro-
curador da repblica, por consegrante, mandou
immediatamente instaurar processo.
Em Pariz correu o boato na Bolsa de que,
apezar dos auxilios recebidos, o Comptoir d Es-
compte anda est sobrecarregado com um dficit
de 25 milboes de francos para com os deposi-
tantes.
No dia 26. as aeces de Comptoir baixaram a
96.000.
Annunciara os jornaes de Pariz que est aberto
um inquerito sobro o negocio do acambarca-
mento dos cobres.
O Sr. Levasseur, liquidatario da Socit des M-
tau.r, apreseutou o seu relatorio ao ministro da
Sr. Tliivenet.
Sobre esto '.ssurapto diz o Pariz confirmar se
a noticia de que a autoridade judicial, em pre-
senta do relatorio, resolveu abrir um summario.
Hoalisou se era Suresnes (Saint Denis) odueilo
entre os jornalistas Srs. Paul Foucher e Lissa-
garay. da atale.
O Sr. Foucher ficou fendo no peito, do lado
direito, por um golpe profundo de espada de
combato; sobrevela urna hemorrhagia abun-
dante.
0 duello leve origem n'um artigo publicado
pelo Sr. Foucher n'um jornal estrangeiro
A cmara dos deputados approvou por 387 vo-
tos contra 137, apezar da opinio contraria do
ministro da fr./.enda, a proposta da le tendente
a rcrganisar o servico dos thesoureiros geraes.
Vai-se acabando pois a la de mol para o ga-
binete Tirard.
Comecarara as hostilidades como se ve o a
estas horas j deve de estar convencido do que
vale a amisade de urna raaioria sem plano poli-
tico... mesmo as vesperas de eleijes. N'a-
quella sesso o governo soffreu a pnraeira der-
rota na cmara dos deputados,quaniose tratava
da discusso do projecto dos thesoureiro? geraes
pagadores. A derrota, porm, j eslava prevista
tres das antes quando a cmara votou a urgen-
cia do projecto, o que Ihe deu mais alcance poli-
tico, se attendermos aos Irabalhos de sapa que
n'esse intervallo o governo devia ter feto-
para nada conseguir.
A cunara quera modificar a siluacao dos the-
soureiros geraes que considerada como urna
sinecura escandalosa, que rende para alguns
d'estes funccionario.s annualmente at quantia
de trezentos mil francos, emananto que outros
apenas recebem vinte cinco mil francos.
Esta desigualdade provm dos numerosos ser-
vico- ligados s recebedorias.
esoureiros geraes teem urna conta cor-
rente com o thesouro ; fazem por conta de parti-
culares operaces de bolsa o do hamo; partid
pam as einissoes do Credil' /oncier das cidados
e dos departamentos.
A cmara quer regularisar esta situacao d'es-
tes asantes das financas do Estado, e estabale-
cer"'W ordenados cert08.
Es^-aiodihcacOes teriam em resultado urna
econottia de 1:539:000 francos. Esta reforma
atacada, pelos radicaos, que querem simples-
raenle suppivsso de laes lugares, cuja inutili-
dade, duem cites, est por demais justilicada, e
pelo gwrno, que os acha necessarios para o
servico dasJinaBCas.
O Hjerap ficou em minora. Por mai3 qbe o
ininiqj^Mla ezenda_.subis*e trb^ina a-defea-
der^aP^c-oofeirrr<' nlaiori.uioatrou-se in
flexfvcl. No s n5o fazia caso dos argumentos
e das recommendagoesiamos dizer suppiicas
do ministro, como o iaterrompia amiuaadas ve-
zes quando elle fallava. Quando o ministro su
bio pea ultima vez minina ia sensivelmente
esmorecido. .ja
Depois da votacao em .que o governo foi der
rotado o Sr. Bouvier nSo*peaio logo a demisso.
e n3o nos consta que a tenha pedido at agora *_
nem que o Sr. Carnot tenha dissolvido a cmara.
A crise que o governo nao provocou parece
que ser do novo provocada pela cmara na pri-
meira occasio, e se assim acontecer possivel,
que seja outro o governo que presida a abertura
da Exposigo.
Desmente-se o boato de haver desaccordo en-
tre os ministros.
0 governo pedir cmara dos deputados que
vote o orcamento o mais depressa possivel, mas
nao pora a questo de confianza: deixar isso
entregue deciso da cmara.
No ultimo conselho de ministros tratou-se das
negociaces com o Vaticano, acerca da nomea-
co de cardeaes e bispos francezes.
Parece que brevemente estaro terminadas
taes negociacOes.
Na sesso de 27, a cmara dos deputados
approvou o projecto de le que eleva ao dobro
os direitos aduaneiros sobre o centeio e estabe-
lece o direito de cinco francos por quintal sobre
a farinha de centeio.
Depois passou a discutir o crdito para o con-
curso da ereceo do monumento da revoluco
francesa.
O Sr. Paulo de Cassagnac impugnou o projecto
por ser" muito dispendioso e trazer memoria
tristes recordayCes.
Replicou-lhe o Sr. Fallieres, ministro da ins-
trucco.publica e das bellas artes, que fez bre-
ves observaces.
A ramarapronunciou a urgencia por 249 vo
tos contra 251, mas decidi em seguida nao pas-
sar discussao dos artigos. Levantaram-se se-
rios protestos da esquerda. que reclamou se-
gunda votacao. A direita recusou-se a volar
novamente, e ameacou retirarse da sala. A es-
querda reclamou o escrutinio publico, e a pas-
sagem discussao dos artigos foi afioal appro-
vada por 247 votos, contra 116. O Sr. Boscner-
Delangle, depotado da direita, disse que era
urna votacao propria do dia da serraco da
velha. a
O projecto foi depois approvado com um arti-
go addicional estipulando que a despeza nao ex-
1-eeder dw-eo* unlhoes de frajflpt*:
O senado terminou a 29 a discussao da pro-
posta de le que cstabelece o processo para se
constituir o senado em alto tribunal de juslica
no caso de trama contra a seguranca do estado.
A generalidade da proposta foi approvada por
207 votos contra 63. u Sr. Buffet explicou que
nao votara a proposta, porque tira todas as ga-
rantas aos aecusados Em seguida foi levanta-
da a sessao. A proposta seria submettida c-
mara dos deputados no da seguinte.
Os jornaes explicam a pressa da votacao pela
intenco que tem o governo de enviar o general
Boulanger e outros membros do parlamento a
responder perante o alto tribunal de justica. Al-
gumas folhas da tarde confirmara que o governo
apresentar brevemente cmara um pedido de
autorisaco para instaurar processo judicial con-
tra o general Boulanger e varios outros deputa-
dos. Paris assevera que os membros da /un-
a tidsifnal serSo processados como reos de tra-
ma contra a seguranca do estado. Segundo
consta ao Ectair, n<\ audiencia de 2 de Abril o
delegado do ministerio publico havia de reque-
rer que a causa da Liga dos patriotas seja adia-
da para urna audiencia ulterior atim d se obter
um supplensento de informacoes, e nesse mesmo
dia seria pedido cmara a competente autori-
saco para se preces ar o gederal Boulanger e
outros deputados; a cmara votar logo a auto-
risaco pedida, e mmediatamente se proceder
captura dos aecusados.
O general Boulanger respondeu acceitando o
convite que ha dias Ihe fdra feito para presidir
no dia 6 de Abril ao projectado banquete de
2,)0 talheres em Belleville.
Apesar de todos os jornaes noticiarem que est
imminente a inslaurago do processo contra o
general, este na conversacao que teve ultima
mente com varios jornalistas, disse nao acredi-
tar em tal processo, e "declarou nao ter sahido
nunca da lcfalidade.
Os leitores tem j conhecimento, da entrada
em Franca do Sr. Antoine, que pedio ser natura
lisado cidado da repblica franceza, por se Ihe
haver tornado impossivel a continuar a residir
na-Isacia-Lorena. eodesempenhar a mlssSo,
que se impozera. de protesto ao direito coutra a
forca, perante o imperio allerau, em vista das
perseguices de que estava sendo victima da
parte dos agentes da poltica do Sr. de Bis
marek.
Serio bem acolhidos alguns traeos da biogra-
phia daquelle vulto cavalheiresco, que o modelo
da elevacao de carcter e de patriotismo acri-
solado.
Julio Domingos Antoine, tem 45 annos. Apre-
sentza cabeca j-coberta de cabellos risalhos.
porque Ih'os tem embranquecido os trabalhos da
lucta que to nobreraente empenhou contra o
despotismo da violencia e o abuso injustiQcavel
da torca bruta. Tem, porm. um bigode negro
de azeviche, e o sen aspecto o de um official
militar paisana.
De estatura um pouco cima da mediina, mas
bem proporcionada, de aspecto vigoroso e deci-
dido, de feigoes bem accentuaaas e enrgicas,
offerece o typo de um homem correcto em seus
gestos e maneiras.
Os hbitos da lucta quotidana, da vida a todos
os momentos vigiada pelos esbirros allemes,
imprimiram no seu aspecto urna fei<;o de reser
va e de dignidade, que primeira. vista se pode
considerar como de frieza. '
Mas oSr. Antoine, pelo contrario um carac
ter modesto, um corceo apaixonado prompto a
inflammur-se por todas as cousas nobres e geno-
rosas. .
Toda a sua vida tem sido a de um honrado
carcter.
Filho do um official da gendarmene, civallei-
ro da legiao de honra, Julio Domingos Antoine
nasceu era Bonlav, prximo de Metz, em 1845
Mal sahi a do ly^ceu desta cidade, entrou logo na
escola veterinaria de Alfort.
QHavia casado e estabelecera-se em Sierck,
quando rebentou a guerra tfranco-prussiana
era 1870. Nomeado tenente no eorpo de movis
de Moselle, tomou parte na defeza de Thimoide.
onde foi ferido, e duas vezes elogiado era ordem
do dia. pelos seus actos de valor.
Terminada a paz, que lo perentoriamente
ferio o coracao do Sr. Antoine o de todos os sub-
ditos, julgou elle que devia antepor o dever de
luctar contra o conquistador e de velar pela sua
querida A'sacia Lorena ao da da restauraco
da justica, no desejo de se refugiar em Franca.
E' geralraenle conbec.ida a serie das phases
desta lucta*
G4ua.ojL_
lantoTe \
Conselheiro municipal, conselheiro geral, rte-
putado delegacSo da Aldacia Lorena, o Sr.
Antoine affirraou em l. das estas diffcrenles func-
;6es a theoria dos que protestsftim enrgica-
mente na asserabla de Bordeo?.
Foi era seguida ao seu ardente e rigoroso dis-
curso contra a prescripeo da lingua franceza
as sosses da dolegacao"quo os eleitores o en-
viaKiin ao reichstug, em substituiso do Sr. Ber
sjflico'n, o ul'imo maire francez.de Metz.
Em Berlim juntamente cora Kabl e
otttros deputados da Alsatia Lor;.
se sempro como a imagem viva do protesto con-
tra a forca.
omecou ento a poca dos vexames, das
perseguices, das visitas domiciliarias. Veio
depois apriso sob pretexto de cr me de alta
traico. SorTma o illustre patriota vinte e oito
dias do prisSo preventiva, seguido de um man-
dado de soltura, por falta de motivo para p oce*
dimento.
A popularidade do Sr. Antoine, a affeico que
Ihe dedicara os seus eleitores foram sempre
crescendo de dia para da.
Em vista d'isso, a senha do oppressor recros-
ceu. O Sr. Antoine foi conduzido at frontei-
ra, com prohibico de tornar a por os ps na
AIsacia Lorena."
Separado assim dos ?eus eleitores o Sr. An-
toine assentou morada em Grevemnaker. no
gro-ducado do Luxeraburgo.
O governo allemo pareceu ento respirar -
vremente. Prohibi que se imprimissem profis-
soes de f, programmas eleitoraes. listas de vo-
to, tudo quando podesse favorecer a eleico do
Ilustre defensor.da AIsacia Lorena. Chegou
oppor candidatura delle uraa outra indign
das provincias conquistadas. Nada servio por-
3ue o nome do Sr. Antoine sabio triumphante
a lucta eleitoral.
Por Hm o illustre deputado de Metz vio:se obri-
gado a abandonar a posico que oceupara no
parlamento do imperio e a recolher-se ao solo
francez, naturalisando so cidado da repblica.
Foi.esplendida a recepgo que os parisienses
fizeram ao Sr. Antoine ex-deputado de Metz.
No Grande Hotel de Paris offereceram-lhe un
jaotar a que ooncorreram muitos senadores, de-
putados c jornalistas. Ao desserl o ex-deputado
Antoine aproveitou o ensejo para lerabrar u'ura
discurso apaixonado e quente, o? deveros da
Franca com os seus infplizes irraos da AIsacia
Lorena.
Na irapossibilidade de trauscrevermos na sua
integra to admiravel discurso, dan os alguns
trechos caracteristieos, em que a nota do patrio-
tismo mais vibrante se acecnla .
Durante seis anoos de dominaco allema os
humeas da AIsacia Lorena. que guardara no
coraco a indelevel recordaeo da patria que
perderam, tm defendido cen altivez a sua lide
lidade inquebrantavel; mas prohibiram-se to
das as mauifestacOes esteris. Elles observam,
votam e esperara. *
Historia rpidamente a lucta travada. desde
1871, entre os francezes da AIsacia Lorena e a
administrac.ihr* Trbsorvente e contrahsadora de
Berlim.
Mo*tra como as'luctas intestinaes da Franca
tm resfriado as provincias conquistadas o
amor da antiga patria. Censura as netas acr-
rimas dos partidos, que fazem esquecer aquelles
saudosos irraos espesinhados e contendidos sob
as patas de ferro das uhlauos.
Nao ser agora uraa bella occasio de nos
oongracarraes todos os francezes ? Nao nos da-
r o centenario da revoluco lautos deveres co-
mo saudades r
Pois nao nos obrigar a exposico, que lauto
temos a peito, a fechar d'uma vez todas as por-
tas das pequeas seitas, para nao mais pensar-
mosjseno em assegurar o triumpho do trabalho
nacional ?
Recorda em seguida as palavras de Gam-
beta:
Quando um paiz tem a sua forca material e
o .circulo das suas fronteiras intacto ento
possivel J e tai vez agrada ve 1 agitar questoes
de politica ^metaphica; mas n'um paiz que
nao possue todas as suas fronteiras, seria um sa-
crilegio, seria um crime.
J se diz que as prximas eleices o governo
oppor ao general Boulanger o ex-deputado al
lemo Antoine, que acaba jde retomar a sua na-
cionalidade franceza, e de censurar no baquete
que se Ihe deu a politica do general como
urna cousa mais da diviso dos republicanos.
Os jornaes bouladgistas mostrara, pois, poucas
sympathias pelo ex-deputado de Metz.
0 Sr. de Freycinct, ministro da guerra, resol-
veu dividir as promocOes do seu ministerio em
tres partes.
As primoiras nomeaces sero assignadas era
a do meio dia da festa que deve ser celebrada
em Versailles; a segunda lista apparecer, como
de costume, de 8 a 14 de Julho, e a terceiro pelos
fins do mez de Outubro, por occasio do encer-
ramento da exposico.
Santa-S
O papa Leo xm instituio urna nova ordem
bonoriucaTdestinada as pessoas que concorre-
rara celebraco do seu jubileu, e exposico
do Vaticano.
Intitula-se Pro eclesia el Pontfice.
As insignias sao ornadas cora o brazo de Sua
Santidade.
Inglaterra
Na cmara dos communs em Inglaterra lord
Hamilton,primeiro lord do Almirantado, apre-
sentou um projecto de lei atim de sere.. cons-
truidos setenta naxios de guerra.
A despeza eleva-; a 21.500.000 liberas sterli-
nas, devendo'^V tudo concluido dentro de
quatro annos e 4p-
Defcndendo o .seu projecto, lord Hamijto, lem
broujqne a politica da Inglaterra baseou-se.
sempre no principio de. que a sua forca naval
devia ser igual a das armadas das duas potencias
reunidas.
Mudaram as circunstancias, e boje, quatro na-
ces fazem despezas enormes com a sua forca
martima.
A Inglaterra' tem de acompanhar o mov-
ment.
Ao mesmo tempo que nos chega a noticia de
que se pensa na convocaco d'um congresso in-
ternacional em que se'resohara as questoes con-
cernentes escravatura.questoes intimamente
vinculadas s colonias, -da-*e como certa urna
approximaqao, seno uraaallianca intima, da In-
glaterra com a Allemanha.
Teremos, pois, de ver estas duas potencias,
unidas e jpresidindo a um conselho europeu,
porm, e disporera ua frica conhoneslando or
ventura as suas conveniencias cora principios
humanitarios t
Deve-se cootar, cora esta hypolliese; pouco
tranquillisadora para as naces que teem direito-
no continente negro!
Que a approxim->cao dos dous colonos um
facto, nao se i>ode duvidar.
O conde Herberto de Bismarck parti para
Londres, e o correspondente berlinez do Stan-
dard, que precisamente dos que attribuera
menos alcance poltico a esta visita diz cora-
tudo .
irigindo-se a Londres, ocondedoBisniarc ,
tem nicamente por fim assegurar o porfeitu
accordo dos governos inalez ? allemo as que -
toes extra-europeas de Saraa e de Zanzbar.
Na ooinio doste correspondente, oacmrdoil s
dous governos pois, relativo s questoes cjr
europi s, coloniaes, e noraeadaraente a do Zanz-
bar, com que se prendo u de escravatura, cont
com a da escravatura se prendem as de dominio
na cosa do nordeste da frica.
E a vista de Bismarck nao ser ao que parece,
o nico penhor da reconeiliaco da patria da im-
peratriz.
gJSE' guasi official que o imperador Guilherme l
ir a Inglaterra no oltirao veris, pondo assim
termo s friezas nacionaes e de familia que, dei-
xaram apoz si o reinado e a morte de Frederi-
co III.
Ser este, facto prenuncio e seguranesrde paz
ser pelo contrario determinado por apprehen-
sOes de guerra ? j
S o futuro o oode dizer, pois quem agora o
sabe nao o diz
No dia 26 lord Beresford deu na cmara dos
communs um jantar ao conde Herberto de Bis-
marck.
Entre os convivas contavam se sir James Ter-
gussan, os Srs. Arihur Baifour, secretario chefe
para a Irlanda, William Henry Semith Io lord da
thesouraria, e George Gosche, chanceller da h.-
zenda. e lord GeorgHamilton, 1 lord de almi-
rantado. O conde Herberto de Bismarck parti-
ra provavelmente a 29.
O Morning-Posto de opinio que se por un
lado aposigo da Gr-Bretanha se fortifica, a da
Allemanha, pelo coniirario, tende a enfraquecer.
Effeclivamente, a influencia russa vai ganhando
terreno nos Balkans.
A nradanca na ordem de successo da casa
d'Au.-tria e os acontecimentos de que Buda-Pes-
tli o theatro, sao igualmente de mo agouro
para a solidez da allianca central.
Na Italia, o Sr. Crisni nao parece em via de
ganhar a partida politica que jogou.
O Morning Post reconhece que, se febent.ir
um i guerra, a Gran Bretanba ne podar infe-
lizmente conservarse neutra e observar os acn
teciraentos como espectadora desinteressada
Ter cortamente que tomar um partido mas at
l deve conservar-se no terreno das relacoes
cordaes.
O correspondente de Berlim par i o Standart
sustenta, pelo seu lado, que se trata de aLJahir
a Inglaterra a triplico allianca, que nao est
ameacada nem em Buda-Pestn, nent em Roma.
fiegressou a Berlim o conde Hrbert de Bis -
marek.
Mprreu o celebre estadista John Brlght^
- N'outra seceo desta revista se faz referen-
cia a visita da raiuha Victoria de Biarntz a San
Sebastian, onde a rainha rgeme de Hes anha
foi recbela, durando algumas horas a entrevis-
ta e a recepeo.
A municipalidade de San Sebastian, banque-
teou a rainha Victoria dispondo festas e dancas
nacionaes caractersticas de que a soberana do
Roiiio-Unido ficou muito agradecida, bem como
do cardoal acolhimento que Ihe fizeram em Hes-
panha.
Sao umitas as verses sobre os motivos que
dolerminaram a entrevista das duas rainhas. A
raaior parte da lmprensa ingleza aitribue sim-
plesmente a senti-nentos de mutua syrapathia
pessoal, nao fjltando tambera no*]irnarisaio
hespanbol e at no estrangeiro quem visse n'a-
quella visita um fim de politica internacional,
qual seria, porventura. o de captar a allianca
hespanhola no que diz respeito a questo de
Marrocos.
A rainha Victoria regressou no mes-no dia
paraBiarrritz, sendo muito cordeaes as despe-
didas.
Alleraanba
O parlamento allemo approvou o projecto de
lei relativo ao augmento do ariilheria de cam-
panha.
O crdito supplementar ao orcamento de guer-
ra destinado a este augmento de 21,885:000
marcos.
O governo deu poucas explicaces a este res-
peito. Previamente na commisso e depois n'a-
quella assembla limitou-se a alludir s forcas
superiores da Franca e aos esforcos da Russia
que ltimamente tem apphcadoao ravlhoramea-
to da artilheria. 0 ministro da guerra, general
Brensart de Shillendorf affirmou que a Allema-
nha apenas segua o exemplo dos outros paizes
da Europa, e que augmenta as forcas militares
n'uma proporco raelhor de que elles.
A Allemanha nao cessa de augmentar os seas
armamentos e accrescontar as sas fortificacoes.
Foi agora nomcada uraa commisso pelo mi-
nisterio da guerra d'aquelle imperio para a ras-
pelo das de fe zas da margem direita do Mosel-
la o para determinar, n'um relatorio que ser
discutido pelo estado-maior general, quaes os
trabalhos que convm executar.
Nos primeiros dias de Abril vo comecar os
Irabalhos destinados a proteger as cercanas do
fortim dos Bordes.
Estes trabalhos de defesa coaprehendero dois
reductos, cujas dimenses vo ser fixadas pela
commisso do inspeego.
Julga-se tmara que o estado-maior decidir
transpor o fortim dos Bordes n'uma fortaleza de
primeira classe '' com effeito, por aquellela-
do que as defesas de Metz deixam a de?ejar.
L'Independence Belge discute os motivos da
viagem do conde Herbert d\Bismarck a Lon-
dres, ^s.
Apresentando a verso mais es^a,lhada. que
consiste em ter esta viagem por Wa adheso
da Inglaterra trplice allianca, dodas assym-
pathias do gabinete presidido por Ldref
bury para com a poltica do chanceller, a
jornal julga nao haver fundamento para ai
tar nesta hypotbese e inclinase antes a
filho do chuceller tenha ido a Londres
de alguma questo dr interesse iramediato
po por exemplo, completar o accordo entre
dois governos acerca da questo de Saraoa,
regalar a conferencia que sobro o assumpto vae
ter lugar em Berlim.
Entretanto o Times limita-se a dizer que o
Conde de Bismarck chegou a Londres com o fim
de tratar de negocios de naturoza meramente
particular.
O governo allemo se detem nos seus proces-
sos reaccionarios, attoutatonos da liberdade e
dos direitos individuaes, neje respeitados em to-
das as naces da Europa
Agora foi apresentado apreciaco do conse-
lho federal um projecto que modifica os artigos
do cdigo penal, relativos liberdade de lm-
prensa.
Tratase do restabelecer o sello nos ornaes, o
quo tornar impossivel a existencia das peque-
as faas de menor tiragem.
Uraa das disposiges do projecto permiti ao
governo a suppresso permanente das pubiiea-
ces peridicas. .
' Noticias de Auckland, chegadas a Beruoi a
30 de Mirgo, referan quo o cyclone que se des-
encadeou sobro Samoa entro 16 e 17 d'esse mes
cansos horrorosos desastres.
Os navios allemes Eber e Adler esto lotcl-
meiite perdidos ; do primeiru morreram '/O ao-
uvas e do serondo 20.
O navio Olga encalhoii raas a tripolago sal-
vou se
Os tres navios do guerra americanos e todos
os navios mercantes que estavam no porto de
Samoa foram para o tundo.
Da gente dos americanos morreram 30 lio-
inens.
O na\' de guerra inglez, que all estava, pacte
nma Sydney, onde vai reparar as avarias
-VifflCU.
PaiicM-Baix*
lide Marco o presidente do gabine
-efunda cmara qu i Iho c
nistros reco :heceu na vespera que o re i
i

J
1
f
'
1


que resolveu eomaiunicar
*le Pemanibuco---Beming-o 14 de Abril de l **#
i
-
ao conselho iic etiala, cujo p> icuaiiest
assuma
per era esperado a todo o momento.
O* ministro.-vreaolveram que a rainha
nrovisorianv-n e a rugVncia do "reino.
O Dagblad, dftftifcya, tratando da- prxima n-
stallago da lagoc*ti alleraS na anliga Wittt-Hui*
Inerme da Prussia, tilho do principe Afbertoqfc
vai para Hollanda concluir o- seus estu los oc-
eupar uma d nton do ImMhO puMB daos
Scnuvleuberg.
Uiu eorrespade
Je Paiis, dizafU0
landa s para-lor "
sicos.
O principaieiteiiaiod para tratar .laman cu
ii.iatura de peten
deira dos 1'aMKa;
que lem apemno
O principe
15 annos.
O Fgaro escreve:
ltimamente o principe Alberto coinprou
perto de Haya un caatello rodeado por um par-
que soberbo.
Poi sem duvida o Sr. de Bismark quera con-
iriluMOiatraifl liiiniiinfviiiinnin du jfrM*
principalmente pera paiz do3 canaca, e quem Ibe
suggHrioa idea de enviar o fllho pira os arre-
dores do doiatiiod' Loo....
> nico inniuvenieuL- que nenhnm hollad
djeasvr eea buns olhos a unio da futura mi-
aba com un niemltro da familia imperial al:
O Nowie Vrena c o Swiett de S. PetersbUrgo l Salisbury disse ainda qrje a politica de.Portugai,
teataeaarto; pela escolta o i como das outras potencias, deve consentir era
principe Femando de Hohenzollern como ber
deiro do ttirono da Roumania. t declarara que
Ata decisao arbitraria dvia ser subm ttida a
rana assemblca constituate. Alludindo as re
'entes expul*tesde subditos -rasaos, exhortan)1 aquelles Jor.ngeeogovenne-da Roumania.a tomar
cuidado coOwigo.
Marroco
parte do go
lenoaltrera-quejio" Ib.oabo subina
a par
ao vai p.iaaa Hhlti|)oila^'Se-,4wicee4a>fl*m. ettor>os quoado i'Jr
e'coiaailar oa-H.ciafc: ncmairij A qupMo>dineat Juby aera re-
i ^nladiaan^ocwpai nipale
CliopjhKartoIraitB (Caamaf), araa cacuionerru
eo-Carlos da Luz, coronel da estado maiar do j esperar4o provado talento-do Sn. Miad Ma
Mmerca brasileiro, que veio -enrnrissao offldal
interior d'Airica. A Inglaterra nao pireMBaiai
geralraente fazer objeegoes a essa polkiaanom-
tu.lo fez orrsorvacOes a Portugal para puoHrHhr
vrenente armas- e raunicOes.
disse sentir que Portugal nao se apressasse a
acceder ao pedido pedido que era baseado em
e>e>eaBiianuaoaaius.
mmmrdaoac3t.dw.iri
astprios aortugowos, emm
"js no-saflrem tuo-
s posto* iapjiftK
las alfaanagas por-1
i'-aoo ita.princaae.har iiigieaavindee'j tari aa*y "-lluvia iraaooilli
i duba dHiti i 1 liarme IH*i aladear, fauna ofltaeaeaaNs.os inouraarttnrrai
IBfcfr oanta
unartrnbmn
oatfe (otaria
ou
A aanMaaaaiiauaaM|utM,4*' em
^resara br**crcioa!e a Inglaterra.
4a#ao
Fot solejutearente promulgada em 11 de Fe
vreiro a nova Constituigo liberal do Japio. O
governo de Tokio celebran o acontecmento com
uma festa Jas tnais bnlliante*
Adata*
m
que alli se lem
iMaauitpniot
Ai*ria-llisnaria
. Corre o boato de qoe a sude da itnperMrix
diAustria inspira vivas inquietacoes; todava,
corao a embauada austro hngara era'Paris nao
leaa recahido uenhuma inforniacaoa-tal rv^peito,
na:raz5-o para crer que a noticia nao venia
deira co.npletamente.
fanaou-se a 23, de manha, a inaugurago do
uaonumenio coinmeinorativo da Uniao w Trieste
i Austria.
Assistio grande concurrencia, sendo pronun-
ciados discursos patriticos.
lluila gt-nle das povoacGes circomvisinbas foi
i Trifute aasistir as- IV-tas.
BtuNMia
iOs hwatos).sobre mo^ioientos de tropas rassas
14a froiiteira do AffghHiiislan, evp.libados pela
Corm^unencii Poltica, de Vienna, sio des-
mentidos e julga-se serem manejos-dos especu-
ladores linaiiceiros contra o emprestimo russo
de ooiivorso que sera wnittido depois d'ama-
ilia em Paris.
Segundo aanuncia uiu despacito de S. Pe-
ter.-burgo ao Daily Xewt, os incidentes occorri-
das I pouco em Zunch prendera com um vasto
rama de-que era cbe'e o estudanle Brinslein
morto pela eaploMO da bomba em Zurich : por
este motivo a polica ten* effectuado numerosas
uaisies emOdessa, Moscmv, Kielle Kaarkoff.
amia
ttf inci|M* de Montenegro significou o deejo
dcrt-itaro joven rei da Servia no prximo mez
de Abril.
Dtzum despacho de Belgrado para o Dtily
Semsque loioa os jomaos servios esto saiis-
(ieitos com o prximo regresso da rainha Natha-
lia, e pedem ao governo da regencia qne d a
^johecer cluru.nente a sua opinio a lal respeito
.alti de se |i; termo incerteza da papulac,ao;
msiO re Miln adiou a sua partida em conse-
qdeaciu de um despacho de Valta anm-nciando
iqu a ruinlsi NaUsalia est decidida a voltur para
a Servia.
Km Belgrado a 26 de Marco liouve (i.xiloso
J uns cartuchos de dyuaiuite collocados na vi-
sinliania do pieadeiro onde o joven rei Alexan-
drotouiaAabitualmeDte as .suas lices de'tpi
caria.
A polica guarda segredo, mas parece que foi
um atteotado do pirtido desconiente.
Oedooomecam os coaspiraderes a macninar
contra.a vida de um adolescente cuja advento ao
tnrou da servia ja foi precedid.' de grandes
desgostee quando o separaran de sua m;ii.
Tramita Natbaliu da Servia diriga ao con-
solano de Belgrado. uma carta, era que lhe
afraece ironiauneiite-^ promptidao com que
emvdeu soloeo a parecer do si u divorcio, e
elho e\pi-essar>lhe brevemente, de nm
Trsive; 0' svu reconheclmcnto em Btel-
araao.
Gbmbu todos os dio tdrreuo a agilat, '0 em fa
vorido regfDBSO -Ha rakiha.
Bstiem lodo o reino exposto venda o seu
retrato.
Julga-se que a regencia naopuder resistir
Cata correte poderosa da opiniao publica.
Os tres regentes da Servia dirigirn orna
'-.ircular a toda* os-ipreintantes daquellepaiz
iatslfaxigeiro. _
Fmera n'ella elogio do re Milau e conside-
rara a abdicacfio corao um grande e glorioso sa-
urirwK feilo com o adra de .segurar a naeo.
Oeclaram que em nada soffrer alterarn a
poltica exterior do reino.
A regencia reforcar-sc ha <>m conservar a
preuiosa araisade das pontencias affectas ao rei
Mtfcia, crxno onvem prosperidade da Servia.
O puiz tera necessidade de soctgo.
t> -partido chamado ai> poder por uma solemne
inaaifestagao da opiniao publica saltera manttr
se na altara da sua misso.
Jaecvtar cnergicamonte tedas as tentativas
lenduntes a pertuiiar a paz ea tranquilidade in
terior.
A circular acora pan hada de uma proclama
.;w ao povo servio, na qual o goverao irwite
: no plano de reformas Itoanceiras, que devem
melliorar a situaco econmica da Serria.
A dtminnic&o das deapezas entrar no pro-
gramma do novo mkiistcrio.
Oes re Miln, que nao tornou a (eri*u>rcrs
depois que aittlicou, acaba de fazer as se
guiles curiosas revela^fesaocoirespondente
ilo Time em Berlim.
Depois de ter coraecado [ior dizer cm /rancez :
no M deita ora uma cora como um par (*
calcas, o ex -rei entran e-n explicaces miiito
confusas acerca das diihculdades que^frcaram
a eotrar na vida privada. f4
Tocando noassiMnpto dasjjU/fs dividas, excla-
aioo i 'Alguns jornaes dir Vienna disseramqae
eu tlevia ftttXX lloriiyr'em Boda Pesth e duas
vezes oalru latir, i m/Yienna. orm, a verdade
.queao deTiar'Belgrndp, todas as minhas di-
vidas monla^fi, a 78f1orins, devirios a um ca-
.ininheiro >> Uuda Pesth. e uma bagatella ao
muu alfifate de Vienna.
W ter tratado sua mnlher, a rainha
pie ii'ulistu, que quera anniquilar em
do pauslavisrao tudo o quo elle fazia,
[rei deolarou que o seu fim era ir agora a
tanlioopla e a Terra Santa, depois de fazer
i e alli estac&es de tourisle.
odavia. que nao desiste de se estabeleccr,
jaw himples partu.ular, em Belgrado, e que,
_t seu fimo lhe pedir conselhos, lh'os dar da
inelhor vaitade.
Em quanto esse tempo nao chega. o ex-rei
declara que o seu prazer consiste em saborear
noite .is fbulas nonludas pelos jornaes Acerca
das utas rxtrarngunci'j* e immoralLues, e que
maca se delta sem ter em ana mesa da cabe-
ceira a .Vc Freie Preste, o Tremdenblatt, o
Ttmps .- o Fgaro.
E' ver lade que elle accresceutou :
Fsta tritura, sem ilacida, impede-me mmt'u ce-
zet de dormir. .
O ex-rei ter:;invi z !. que ;i sui.-!r.:sa
contina a s-r a ki !v;ia 'a dos 0brcnovitch.:
U temps e> mon A'
Dizeni Jo B-ir .i.ri 29 uo a r.iiilw Nauta-
Ha dru a certeza l-qu n-io voll ir p tr agord
ao reino.
O rei Hilan par nesse dia para Cousluli-
nopla.
Os regentes ;rvi i-esolveraui fazer uma eco-
noma d rious o ineio inilhes de francos no or-
camento do ministerio da guurra.
Itoumania
A 26 de Marco foi proclamado segundo r fe-
rem de iucharest, herdeiro da cora roomaniri
principe Fernando de Hobenzollerra, sob'
* do rei Cailus. E-st dia foi o oitavo aun
o da i 'da Roum.nia como nr
Segundo a i a proclan;aco fe
aoKKuaemenle pelo governo no senado, a que
i|t principe licou perteacendo na qualidade de
erdeiio da c tra.
O principe, nudo concluido os
nilit. res .. Al o lixa a sua residencia
a IL un ai a.
O princ ido d- llolienzol ern > -
abo do Si. D. i :'do Bibo
seguiidu de s A ".. liafauti ia de Bra
ani'a lenzollerii Nasceu uo
Castelln- ~ i de Agosto le
18*39. E' inantaria do exercito prus
siano.
^ao e jui-anento ui.qau tonaram parte o impe-
radoi'j a presi/'eute do ooiuMtlho privado, conde
Yto I tirabala altos d gnitahos do iioperioi A
uma e mpa da tarde houve grande parada de
gala, era que eutraram todas as lropas da gaar-
uicao a um.cjoultgwate de. ttitt, praxis da ar-
inada japsnuia. A,' uou, j*jtar.l*! gala deilO
lallte.res, no paco.iiiralal e rcapcio do-coipi
diplomtico i Segura, |>ara a- paial leve nonvl-
te especial o vicecnsul ponugnei Sr.Vereira.
Tao espleiulkla testa dnixana s d'- si rrco-
taces agradareis, se lira tristo loonieeitin-nto,
urna desjraga irrepumvei, uo vk-sse dusluzir
eentrecortar de agonas aquella ommemoric-o
cvica, cobrindo Je luto uma familia, das ,v.ai
distinctas de-Tokio e roubando a vida publica
una das es^ieraucas mai< f.ronettedoras.
Trata-se nuda meiid- que Jo assasinaln do
visconde Man, minislro da titt'OCfo publica.
jiiando este ia entrar iwra a oaraimunmj fui ag
gredido a queima-raupa por um taatico ^ue
Ibe alravesson o li^adn. O ministro morreu no>
dia segrate. U assassiitu foi imine liaiautunle.
morto por um polica da guarda do ministro.
que.de um golpe lite separoua cabeoa do tronca.
crime teve por movel o fanatismo, como-logo
depois se averiguou. Parce*; que o ministro ca
chrintoe nao sabia, corao Napoleao ser romano
em Roma e turco na Turqua, llavera cerrt de
um anuo, o visconde Mari entrara ralradn n'iim
dos principaes leinplos das.-ila de ltiiil era
Ss: como as cortuas da parta do lem|>lo is'i-
vesseui cerradas, separan-as com uma bengala
para entrar, lira sacrilegio nefando que bra-
dou aos cose (va um raftranm escndalo en-
tre os fanticos de Sltintti que sao. como os
bondhistas, os mais sanguinarios e intransi-
gentes.
Oassassino era.empregado menor dominis
teo do interior : eneontron-se-lhe na algiboira
do casaco ara bilbeie e*B que dizia ter jurado
aos seus deuws vingar o sacrilegio matando o
mirrislro.
A nova Coostituico foi bemreceltida pela p>
puluco japoneza : nas, porque garante a litr-
dade de coitaCieocia. rvceiu-se qse a. opp,;s:ro
das bongos vilha a frustrar as sua* di~poses
uiaL- liberar-.
ai*rtu^doaMLa,
uiultoauriMH o
i.-o-djMnmaa-.e m
luoaacas.
naassatie SKaaicaman da oonnmns, sir
J.nBes*'rgMBonj awettBW potco dus nego-
riaiaili inipanv. ir iiirrrn'"-r -" (fachrane-
ena*MiBiriUa<' diaaadar<>nBisaiaaultir.' diMo-qaa o go-
verno poriuuuez nao evacuou o territorio ao
norle do rio Meningane. Depois, respondendo
ao Sr. Marura, nacionalista, disse que multo
improvavel'qutvaTmas e-municoes1 sejBm'knpor
tadaa. na Siberia e transportadas alravez do
continente para os rabes da costa oriental de
JWFiuu>;-uuiUBUBH|Hnj puirrr; rrne varias mt!.v
eHi:Sdo'pr nacional para impedir a -ienportocao de armas e
inuiiices na costa occidental, mas ainda nao
EXTERIOR
Correspondencia do Dianto de>
PcroaiBlco
PORTUGALun u.
Io de Abril de-
eito
Amarilla devem ser as cortes iteabactas. Sa
funecioiraro durante os dousiaeza< correspon-
dentes aosdous do adiamonto, ou ?e es turnados
promovidos-por um grupo da opposicQd regeBe
radora se torifarao a manifoslar, oousa que
n'este momento~se nao podeuiraHirada Se a
segunda hypothese spreatisar> de^rcr que o
decreto da dissolucao venha deitar agua aa>fer.
vura.
Ha mesmo qnein diga que o adiamenlo inoti-
Tado ostensivaurerrte pelos continuados motins
purlameorares, foi um expediente. a que o. go-
verno recopreu para.montar a raachioa oleitoral
em ordem a garantir me o desejado xito
O que ha de positivo que o partido regene-
rador, a qae preside o Sr Antonio de Serpa,
leve agora uma reunido magna-para concordar
nos meio* de ataque, para combater o governo
desde que seja reaberto o pnrlameoto.
At j se diz que logo na sesso de 5, em que
de snppor que o Sr. Jos Luciano de Castro,
presidente do conseibo de ministros, d explica
cues acerca da reconstruccao ministerial, um dos
caudilhos regeneradores levantar a questao dos
449 cantos de ris.
Esse caudilbo aflirma-se que ser o Sr. Lopo
Vaz. Da questao a que allude j lims dei op-
poerunanrente Brbrmacoes ampias quando a iw-
iemica andera mais accesa na imprensa do paiz,
sendo-essa a quanta com que foram tndemnis-
dos os successores e representantes dos amigos
contractadores do tabaco.
Deve-sahir traje o 1" nomero de uma nova
folha poltica O Globo, de qae redactor princi-
pal o Sr. Dr. Smes Dias, amigo depertado pro-
gressista e ex-redactor do Correio da Koita. -
- Ha poneos dias forassignado contracto
para a orgmrsacao do Sul, sendo ontjrorinte, pomparte do gover-
no, o Sr. conseti'ira Eduardo Jos i' oelho, mi-
nistro das^bms publicas, e por p^rte dos orga-
nisadors da romiianhia, os cinco representan-
tKs'do congresso de Extremoz, Srs. Jos Maria
^"dos Santos, .'ntonio Izidoro de Souza, Antonio
Centeno, ebastiao Afvares e Estevio de Olivei
ro por si e como representante dos Srs. Euzebio
David Nunes e Francisco. Barabona.
Assistio o Sr. conselheifo.Siqueira ^into como
represeniante do ministerio publico servindo de
tabellio, como sear*tari4geral do ministerio
uo impedimento do Sr. consilheiro Elvino de
Brito, o Sr. conselheira Alneida Eca.
A respeito deste contracto liase no Dia :
Segundo nos consta, o contracto- celebrado
entre o governo o a projeetada Oonpaaliiii Vin-
cola do Sul. concede a essa compaahia o subsi-
dio de 13 contos de ris para estaltelecer nm
depotito no. lUo de.Jaaeiso, e mais dousonde
ella quizer, sendo provavelmente um em Ingla-
terra.
- Depsitos subsidiados no Rio de Janeiro e
morto explora-
infvnc en
DVra?, ferrado
a fenda Ibe pode
zit, especialmente
em Inglaterra, mercados
dos : onde j ha urna cu;
tre n e-ocian tes portuaft
Vejam se i.-to nao
o commercio exactament.
ser-mais sensivel No
quem for negociar em vinhos com um'subidio
ou um-favor qualquor, atfrontar fcilmente to-
das as competiees, de negociantes portugue-
zes, j se ve, porque o negocio est muito
futriendo.
Parece que o governo juroa aos s-ny-deuses
arranjar outra can-apata '.
Ni coitgresso agrcola He Rvora, qne deve
realisar-se neste mea, sera apreseniado o con-
tracto da Companhia Vni- 'a do Sn!.
So ultimo .unselbo de uniristr' -o -"a qne se
i ratn de achar a maneira p:i... .. de alten,I-.;-
s reclar.-farcs apresentadas ao geverrw pelo
BDfreeso : g.-icola de Extremoz.
Consta que o Sr. Cmde de Valt ik.;s e o eini
nente orador conego Alves Malheus se desliga
rain do partido piogivs-isla. Ha pone;-tambera
se separaa do menino partido o Sr. Astonio
'iidido, cuja idoqu-n>ia UO celebra la.
Su imprensa porlugu zn e no parlamento iu-
glez lera se fallado rauilo olliiiiaraeiTe ftt
.'. Algn o que
se leen .1 lo, n Mano, rii
i
lo :

il i N.

mas resulta das informacoc I
ira que n"nbum d
pfin j pro-peridade da SocteaUtde dos lagos
canos foi levantado pela arcan portugueza.
Respondendo a lordjMac-Donald, o marque de
foi poasivel neuliura accordo.
O Sr. Sydney Buxton deputado gladstoniano.
.pedio a eoavttcncao de uma conferencia duspo-
Meuctas eai.Iondrrs para a abollono da escrava-
ura. Sir Jamos Fe.rgosson decluaou que o go-
verno suggerio vlgica em Setembro o nrace-
'dervta como intermediaria no intuito de pra
inovar a.eonlt'ri'iicia, e que a Belgige'mostrou
P'-'impsa.-para isso da niel liar vodW^h mas OH
dMianciMlasusiiccessos da frica rtenlal inler-
romperam asUiagooiuees. Diss que ogoverno
ineBaia mnoo de Sr. SyirnvyBeKlon, se/fr
nnendada de tuedo que convide o t'overno a
ini|uirir so a patatteias eslo disi>oslas a reu-
nirse era cuiiferaacia
A niBvio.assiiinraodilicada foi appro^uda por
uuxiiiaidade
Na sessao de 28 da caiau-n dos ooaimuns, sir
JiiiBosiPur^ossou. respondendo ao Sr. Tilomas
Uuuhitaiti deitutaxlo liberal de Edimburgo, disse
itao ter nenliuma razo para ere- que Portugal
toalla mandado fazer medican de terrenos para
a constroeco de uma vja-1'criva que passe O
Chira as '-ataractas ; mas se Uil se faz, sei .i
batato da c afluencia dos rios Ru e Cbire ; a
confluencia destes rios est marcada como fi-pn-
ieira uo territorio portuguez na convenccide
ISWmitre a Inglaterra e Portugal, mas a con-
HaajflB nao raliiicida, e |orlaiiio nao est em
vigor, aera em-Portugal' tein all agora Morada
neiuiUMK'.s fuiK'ccs de Mbarnt onde prole
currado as rgres siloadas enlr-o Ru e o
lago Nyassa,
tiui diepuclio da Agencia lloutcr diz que o
ageote local da Corapaabia lo -Lago Nyassa leve
iiiiUcia.; de ipie O MUiliiHlhl onvado pelo sullio
de Xauzibar aiKarungas, na cotia noroeste do
lag seitsoes; neta por terme aos coirtlictosque a todo
o aislante se reuovam entre os agentes la coni-
'patiHia B os araoe -; pede se por isso que o |0*
IMtn ntg-'-/. (torta(,io de material de guerra atravrz do ter
ritono ptirtuguez.
Sr. Javtae Bataina Rea, nosso eonsul em
Brislol, lealissiino patriota, vui publicar um li-
vro aceren da qaestio do Nyassa.
Ya sua obra, o tllitslre publicista reeditara os
artigos de polmica publicados nos jornaes iu-
glazis era d-"fea dis direilos e do .prestigio de
fortugal;-artigas que unta folltaratgleza se re
cuso a publicar, ruceiaudoa iuipre^so que vi-
les doviaraproluzir na .ipiuiu-i/ublica e a his
loria ila deseoberta do-Nyassa e. da influencia
reponderanre dos portuguesas as trras do
"go- .
u livro comer ilocutnciitos*importa ule aatlieiitrcidadc indtscraivel.
E' uui alto.serviroique o erudito proessor
presta-a paiz.
Em um exdfcllente artigo acerca do.ousailo
explorador Serpa'Piulo, o Sr. Dantas Rara, lio,
e)iulado e ioiualis'a fez, ha dias, a seguinle in-
tcressanto>ie.bom-o#isiiaa.revvJa Illustrado :
O capdaal Lavigcriedendode-envfer soccor-
ros de vivercae de dinheife ao hispo lje'ignac,
duNyanza,.e ao hispo de Tungaoyica, soltcitou
paaaesse tim auxiliado nossagoverno. depois
de ter reconlajcido a impotencia da Inglaterra e
da Albewauba para Ibe fraaquearem o caminho
dos Lagos.
O governo portuguezdesnecessario serta
dizel oannuio proraptamente ao pedido, e como
Serpa Pinto,-raigo particular do cardeal, tera
dentro em pouco de estar em Quelimaiu de
suppor que dallidirija a expedicio anti-escla-
visia, por modo que ella allinja o svu destino
sera tuaiores dillicaldades.
Alm de.-ia misso. de carcter internacional
e de que muiio nos devenios gloriar, tambera o
illusire explorador vai prestar eoccorro, seto;
anida necessario. au m-u 'colUya Antonio Mana
Caldoso. *
U paquete inglez Moor, em que Serpa Pinto
parti de Lisboa, como Ihes noticiei na rainha
liltiina, j cliegou ailhada Madeira esegue para
Mocaiabuiue, uoude -paisar Serpa para um na-
vio do Estado. .
O transpo/te frica de\e vslar promptoal
i" de Abril alan de seguir oara o Havre com os
jtraductos poi/bguezcsV-'nados exposicao
de Pars."
No da 11 arrematarse bao, em basta publi
cu, os barraces da exposicao industrial e agri
cola da Avenida du Libe,dade em Lisboa.
As plantas orua'nienlaes dos jardins qne cir-
cumdavam as installacOes j foram retiradas,
bem como :> maior parle dos prodnetos que"alli
csveram exposios.
Era Mato realisa-se em Barcellos cma ex-
posico agrcola, para a qnal a cmara da villa
Offcrece alguns premios,
- J foi enviado para Paris o esrhafogo da
mesa secco agrcola.
Comprenende 1.070 expositores
Outras, porm, podem anda coucorrer, c se-
rio mencionados carura truthalogo suppletnen-
Ur.
l>rogrrdem com rapidez as obras da nova es-
tacan central, as virrias secgoes -daqoella cons-
trueco gigantesca.
Na fachada que olha para o largo do CamOes,
estao assentes as arebivohas das tres primeiras
janellas do andar nobre e progridem os tmba-
lhos na- restantes para a conclusao desse- an-
dar.
Na fachada que deita para o pateo do Duque
esto os dous coros de edificio qoe a formam
prestes aemparelnar, era altura, com o do largo
de Cambes.
Na gare trubalha-sc nos desatterres para desa
frontur a fachuda do tnel, qne j revestida de
caotaria, s espera o enroamento, epara a cons
Hmjkvo iBOW de ^arfio du refendu fachada
com a face leste da jure.
No pateo de Peealva acabnram hontem os ira-
balhos de desaterro da nova run na sua secc2o
de oeste, pmgredindo rpidamente as outras.
para o qne esto (azoado ptimo servico as zor-
ras-da1 coaupanhia dos americanos.
Anda pn-a es?! nova rita j con/ecaram as
obras para p rebuixamento da calcada do Car-
ino.
Do sr*t|te> I ,tro em 2 oiezes. se os traba-
lh*s com a mesma actividade,
como e nan. .', lodo o espaco coraprehendido
entre a ra do Principt
Penalva va: tifiar co
que era ha das.
- O Sr. Antonio Guilherme Ferreira de Cas-
tro, requeren cmara pediodo-lbe a con
islo cora as BdkOea qoe a c-
mara julgar convenientes exigir le acerca dos
pedid ;s q ;.. Osera en an i-equisices
para i de rindas fer
:bo continuo
impedir a introduccao de armas e mumfoesno. .mcsuwds estabeleciraentos militares do nosso
: ipuiz.
i -ministerio da guerra toi.solicitada a pre-
cisa, licenca e foi passada, por ordem do respec-
tow-nrinistro, autorisaco para lhe serem fran-
Lord fcaliobarr ^laeados os quarteis, escolas e cstabelccimenlos
de instrueyo.
Foi promovido ao grao, de commaudador
em de S. ThiafpaMkMpe eraMMMes-
o Sr. AlfrealaKeilMins|*>mdooaDr da
/). Braaca.
As ultimas noticias eawienllowlo asasenio
eaaJBtor Gamillo CasleMkdaaaico^sifeKinapKper
NtanjMi cegueiraa alorniaafcWMie oaasiiritor,. mas
cpwameaicina s-ami dakaaaijciaalattrataBa'uio
cidalfeifluencia loidttciMtie da pHvHHjbier
ilnatn em pouco uosprineM diaaaallioi-as.
uia a ivsidnriuntliiabea, oiidto-sua.-o*po-a
viscjidessa da 'Swiula BoleHio,- trae o
acoinjianhou, lhe enfermeira carinhosa e so-
licita.
- Falleceu na Figueira da-Faz a Sru.- viscan
dessa da Ponte da Barca, viuva do general vis-
conde do mesmo titulo.
Coube pela sorte. ao Sr. Dr. J .* Maa de
AdmeidaiTVrixefra.de Queiroz. juiz da Relacaode,
I,islia, o proeesso Heraentiaue'deu entrada n"a-
quella tribuna, em>virtude da appellago do'de-
legdo do 3" districto.
- Aoaba-di^ser nomeido minislro dos Esta-
do8-Unidaseui.Lfsha, o Sr. Georges Loring era
substiiuieio do Sr."Laws.
Vui'ser Horneado overnador gerul Halla
' ctrado.
Eis a descripcSo :
Damos hoje a copia da'photographia, que s
ha das recebemos, de annexo portuguez no Caes
d'Orsay, e que destinado s eolleeces dos nos-
sos productos industriaes, agrcolas e coloniaes.
O annexo acha-se n'uraa espli-ndida posigo,
enire o palacio dos productos alimenticios fran-
cez'S e as uol ansas gn birria da a.atinBlliira, lican-
do proxiaiaiilwpintodMdaKi ctendui oniilo |.ir-
tu um caavquoMorvc paraos oaanerioa- vapores
wSenate que alli deonabarcaro>
resMJrvisiWes.
jo BBtagU'-z iiauipi uma rea
rirad0|:e fioatinonia j ilisse-
Si.wpi onde' asuntara os pi-
lispaate ilaaaarr o. no.
lilMoatcaaoRs aadares,. uatamio ib-
s aaMBresy. aaanaauesUa-
wBpMmM)ttirlMaaaiajrion-
para-wrtndurr3es eo-f.'"pimi
ic e o uuti-o do M rquez de
ptetamenU drfferente d I
rttndo do largo
largo .' icessioa

" I!
i: il.lTIl..
': da da Cir-
:
,1.
' non submeller
icoda
oravei. quanto-ao pe-
buhas indica-
iforme a inforup>co da repurtiro
rtdiciona.e.'o Ibe as diverjas clausulas.
- Est em Lisboa o r. conseJjjUro Francis-
dia oigenerol V'-seo tuedes, 2" TjoamiBadante d
1.a diWo militar.
O major Antonia Xavier Grato foi nomeado
governador do districto de Sofalla, na provincia
de Mocanbique.
A Associace Uommercinl de bbftbfaotttou
as suas eleiyes para-os .coritos gnvnles. Havia
duas lisias, uma -dUtllas patrocinada pidos repu-
blicauos, caso novo n'aquella a*sociaco, de-in-
lervir a politica nos s.-us escrutinies.
Vin^param, porm, os soguintos noine^:
PresideHte.o Sr. PnlycarpoJos Lopes dos Ari-
jos.
Vice-presdente, o Sr. Theodoro Ferreira Pinto
Basto.
Secretario-, os Srs. Antonio Adriano da C"sla
e Jos MoMN de Mello o Souza.
Thesou/eiro, o Sr. tmi Garios.Desterro.
Directores, os Srs. Antonio Francisco Ribairo
Ferreira, Joao Pedro de Miranda, Elisio Augusto
dos Sarrias, Carlos Ferreira uos Sanios Silva, Er-
ui'-ui AujBst.i-de Lima Bnnes. Ernesto Gi'Oige.
James Hawos.Joo delinque Prrich, J. J Marti
nho da Silva 6uim.irs, L#iz Felippe da Malta,
Sebaslio Saraiva Lima e Polyarpol'ecquet Fer
reir dosAnjos.
Snpplentos direccao. os Srs. Alberto Masca
roanas, Francisco de Oli reir Soares. Frederico
ugusto Fecreira,<-iiillieniie .a'Siva Guraai' tes,
Miguel Henriqn' -los Santos.
Foi agnii-iad'diconiH) titulo le vi'e
Torre R -Ha nm duas duas rid'is, cora veiiticucao
i-iiniediaia da segunda, o abastado negeriatrte e
propnelario da ilha da Madeira M. Russell Gor-
don. O sen li'ho p- ira^genilo, o Sr. Digo Mur-
ruy Gordou Concia Henriques addido lega-
cao de Portugid'o" Berfiui.
--Noticias da i I ha do Fayal dizem que pela
tarde de 26 de Fevereiro ullnno, dorimo doMmi
le (kiniiroj prximo da cidade da Horta, foi viv-
i ao longo, no mar, um. ph.-noHieno extraordi-
nario, que parecen e provavol que fosse,-cacito
d"uina erupeo vulranica.
A agua eievou*s em grandes lenyes e a enoi-
me -altura, tomando oaspecto de urna grande ca-
thedral.
No repugna que o referido-e desusado movi-
mento das aguas fosse MMMa pienria de urna
erupeo submarina,' ossiai ficuia explicada a
dimiuuicod'is alalos-de-trra, que ltimamente
uinod ron lamn os-po-osuriiquella ilha.
Era lisb"U continanra manifestarse fe-
bles typhoidsondo dktwmigMB cuso3. A im-
pt-erww (tlama ptff providencias enrgicas : mas
us tuiirid.tdes-saiiitai ias diz.'in qit no \\.> epi-
demia e que aimortfdidade nwy e\cede aquenm
IffciS-liquvein'eetBiqoadra daunno.
I'ont'dudo lugar avarias faoeoiaSi nos-j.>r-
naesi de Lisboa,' aTepresentacao qae- nm corto
Ri-zeit le. Dciutieii-o, aprwentbo ao ministro do
reino, em-qoe-opedu: uma reguhtmentaco dos
servicos tosiestraacpiro qne impeca os nacio-
naes de serem laucados na miseria, por urna-can-
corr(ci contra, a quaiiso improtkuos'OfresfOr
Sosiindividuaet.
''OrAdo'dorrVMi j deu 3 recitas, enchen-
tes -ccmhui efltbusinsmo extraordinario.
Nao se explica a razo porque a empresa (lo
theatro de S Caries doixa sempre para o flm da
(.[mella a i.pres'-riiiiro da- operas novas.
Nairaa dos Condes (no'tlieotro que -lia pou-
co 'se-leraarou no local onde- existia o vx'lho bar-
raco to celebrado corao templo da arte) est
em sceua o Tim tim por tim /; ri'\ ist;i do anno
de Sout Bastos Dizem-nte injaria ninguera e est tem vestida. D-se todas
as noiles eem loria ettas enche-sea cusa. Pepa
a toti d^aqoerle tbeutrae contina a estarna*
bas gracas no publico.
Os Pontos nos i i, dt* Horda I lo Pinheiro coat'
uuam a explorar a- caricatura*do Sr. viscortde de
Mcio.
Os jantares dos.. VencuUsda Vida tem sem-
pre menco honrosa as columnas afidnlgadas do
Tempo.
Se me perguntarem quem saoogrupodos ven-
cidos da vida, dir Ihea-qne-so Ramalho Ortigao.
Eca de.Qaeiroz, Guerra Junqueiro, Antonio an-
dido, Oliveira Martins, Conde de Sabugosa, Dr.
Carlos Mayer, Cutos Lobo de Avila, Bernardo
d Pindella, Conde do Fiealho e Luiz de Sove-
ral.
Portrae se denominara assijn ?
Espintuesamente o explicava ante-hontem o
Tempo, em resposta a outro artigo do Correio du
Manha, um tanto irnico. Vencidos da vida sio
lodos os que iican quem dos seus ideac6. diz o
Tempo, que se declara orgo do grupo.
Os vencedores sao os que nao teeui ambiciosiis
aspirages e se contentam com a posicao social
onde se encontrara. E'engonhoso. pois nSO ?
As suas gapes mensaes sk> commeotadas na
prosa fdlhetinmlica de varios jornaes com muito
dispendio de fina -ilhofa.
Nos artigos de luudo dos peridicos polticos
tera reina.lo Jumamente ama epiaemia de arti-
gos de polmica sobre as concesses nneiras
laZaubezia.
que na
lodos o
O ch;
de oOO
raos, n
lares d;
O edi
dos : o
las, o l.
os colouiaes.
Eutra-se para o annexo por um balco abrin-
do sobre o vestbulo onde se acha a eseada, de-
fronte dajentrada principal, vendo-se d'alli o
rez de chalaste e o 1." andar, que lica na mesan
altura.que. o.Midur oar8piident(i do> palaaio
losproluctas alimenticios Irancezes. que est
uo ludo.
tada andar-coniprpb'Mid" um largo'prtico em
towio do veatbblo, dando aecesso a dous salos
ligados entre si por um salo quadrado-situado
na torre.
S no I." andar, o salo quadrado da torra
est isolttdi para servir de esmplorios.
Este san., dipara duas mandes janellas cora
Italces salientes sobre o S-nn. t erin.it:ndo un i
torr^ no ngulo ver se o panorama.do-rio ; com-
rameando o taesmo salao por duas .pequeas
portas com as jmilas colioeadas sobre os-pr-
ticos do rez-ikchausse, onde, dniuiMuespecie
ile tribuna, se poder assis>tir festas fluviaes.
fazendo-se por essa parte exterior a olKuUtcio
do*publico durante o da.
Oiauaexo foisooirtritctado com a cau dluKls de
ars, e o projeclo e a direccao estao conliados
ao ilistincto 2" architecto da exposicoaniversal
de Pars, M. Hermant.
Dedicando as paginas centraos do nosso jor
nal reprodaegao do annexo portuguez, tivemos
ni itiia apenas o prestar um servigo ao nosso-
leitores. dando Ibes um elemento importante
p.i;a po lereui avallar a dedicaob.) e os esforcos
emprcisido pela com.nisso da Associaco In-
dustrial, que foi encarregada dos tnibalhos re
latan rqtiese/itaii di Portugal na exposicao
de Pars.
Pelo artigo cima iranscriplo e ca estampa
a'queo acornfiaiih.i vise que a commis-n da
'ssociago Itidusiiial Poitugueza alguma consa
te-n feilo de prest otte qae nao mereca ter sido
lo a .u-.'squiiibada pelac z imbarias incessanes
dos Pontos nos II.
L.
Conselhefro finchado Porielia
(Jornal de Netioias, da Bahia)
la vai cui cairrinh.) do Rcife o Sr. cotiselheiro
Ma ioel do Nasciraenii Machado Portella, que a
t de eotTMlta deriara a presiden :a tiesta pro-
Wiocia.
Allt.-ios qualqur-r das fais-5-s partid.oias
qae se digladiuin nc .. iiai'z, enfraque.ccn-
do-o, -nos por isso maioah mais imprescindi-
vel odewr de aiaizard.^ public* da administra
cao snb-!i!uda ha pouco.
A politivagem que nos mata, pola abundancia
de vicios, pela carencia de patriotismo, pela
press&o lo compa rio, fela ausencia de orienta-
ojMr; |w!o acanhamenlo de moldes, tem, i nt.-e
varias mostras do sua premeditada nov.cidade.
redzido o cargo de presidente de provincia a
uma sala de espera ou a um si.^ples lugar de
recreio.
D'abi o suCcoderem-se abbiidntentente, quasi
intrnerruptaiiiente, presidentes, qoe ou nada fa
zem por ucapaiidade. compensada, no mstadte
d* DdUMOfib; pelo valor de sua arvore geneal-
gica, ou qae inda pudom fazer, pela rapidez
cora que despedem-se da delegacia minisU'-
rial.
A centralisiic.io, contra cuja tutora pesada e
especuladora oxel nao cessem nunca os mais
vibrantes protesle* nao admitte tongas presi-
dencias.
Ter tempo para e3tudar a provincia, para co-
nnecer os seus homens e as suas coasas, para
saber em quem devacornar, sem arreceiar-se
das puixes partidarias, 'dire confere a projidente algum, ponqu importaria
u'um prove! provincia.
Ve-se eiito que quaado os bem intenciona-
dos coa*er-ani a governar, nao mais por infor
maces, c slin pelo conhecimento dos negocios
que lites foram entregues e dos individuos com
queconvivia.H, alge .ppareceque os obriga.
em pouco, a abandonar a mandato.
E' por isso que o presidente deprovin'cia no
ttrazir, em -murto-breve,.apenas durar a vida da
flor de "alherbe.
E* prestar jurameato pela manh, receber a
ajuda de custo, c tarde per o relatorio ao seu
su cees sor.
Pouco falta que essa porfeico administrativa
noa adventia, pelos t-sforcostrue o nosso gover-
no tanto ha empregado para sua roalisacSo.
Ouvir imprensa/o que para muitos consti-
lue ainda hoje ora crime de lesa-autoridade, era
para-Oiillustredemissionario-ura dever abfunc-
cionalisrao brioso.
Elle e o seu antecessor, o;r. conselheira Ban-
deira de Mrllo, em boa hora comprehenderam o
papel da imprensa neutra junto aos governos,
que o de punil os com a censura ju.-ticeira
quando elles desmentirem os louros que, mere-
ewlamente, ella-lhea-teahai'^Dnferido.
o lomado Sr. coaselheiro Machado Portella
a-acuradamente os jornaes e serapre estudou
.a-pi ti'za das suasconsideracOes ou dos seus re-
tanos.
A-'xternaffco desowproeedmento indispen-
sael,_ porque temos lido, at ministros, que no
ere-icio ue seus eorgos- nao leetn uma follia,
siqaur.
Mktiouibew: e a iwataMnscencia de jorna-
listas allianga-nos termos cumprido o dever de
unparciaes e de justos, ahi Ik-am as considera-
ces que nos caba fazer sobre a presidencia Ma-
chado Portella.
M ella nao poude legar-nos um.passado bene-
mrito, de ir/espondivel jusli, conessar
, ie nos leixa um notne puro o respeitado.
i-lioio do sympathlas e de apreco, e que ser
designadoi' noarosa-ouHocsH^&o, quando a histo-
ria inquirir das administraces serias c morali-
godas desla trra.,
--------*----J-
Coaselhciro n
(Diario de Ni
Portella
da Baha)
.
O pBblioo indiflereute s'contemlas jornalisU-
cas, prefere a reportnge dos pequeos snecessos
de urna cidade qae alinal de contas. sem ser das
raaiores da Europa, fornecc assumptos alegra
e tristes para a curiosidade insacravel de mtlha-
res de le lores.
Por emplo : ha dias um pintor de baixa es
phera artista foi preso por um pudibundo poli-
ca civil porque eslava pralantloflurna Venus, tal
como sarrio do seio das ondas, na taboleia d'uma
loja !
Gramle iwga em toda a linha O caso nao era
para monos.
Um eommissario de polica de Lisboa pal-a ob
sequiar um banqueiro seu amigo que fornece
vendilhes ambulantes mandou prender era San
taremhapouoosdias urn desies, que era'devedor
de 300'e'tantos mil res de faz radas for.'ccidas
?.o logista, apprehendendo as mercadorias que
anda llie restaTam, como se era Porlugal, se-
gundo o cdigo em vigor, se auton-as-em as pri-
sc por dividas Oeabaodats ainda maior
porque o caso nao se passara na arca da sua di-
viso policial.
E" com esles casos c.oulros quejandos q1
grande massa do publico se entreten).
Foi ante -hontem recebido no pagoda Ajuda
por S. M. El-Rei a commisso instulladora da
SociedaiePortuguesa contra a esclavatura, assi-
limio recepgno S. o Sr. infante D. Alfonso
O presidente. Sr. conselheira Francisco Mara da
iraha, expoz a S. o lim da nova socidade, pe-
dindo para que !-:i Re se dignasse aceitar o ru-
ar de ptotector, S. A II o principe D. Carlos
o de p esidenre honorario c S. A. o infante D.
on
;. B. .ui.-. i qae
la melbor untad" p n iodo o sea
il!.1 1). .vi Ih
avam.
Em segoidaa
co'iraiuniear a S. 11.
O Sr. D. C
io leve que limitar-so a leus
domes no livro respectivo.
- No ultimo numerada Comeii .ueza
rem a descripgao do Palacio Pi rtuguez na expo
sigo universal de Paris, que a mesma folha re-
produz com verdadeira exactidto. como era de
O Sr. consellieiro Machado Portella, vlndo go-
vernar resta provincia depois de liaver servido a
mocidade, como professor de uma escola supe-
rior, e de haver servido ao paiz como director
de pasta ministerial, trazia-nos um nome conhe-
cido c analy Nao era um desses raaits que receben), Jogo
ao primeiro vagido, um bilhete de posse das al-
tas posiges do paiz, as quaos, consoante or-
thodoxia do firbotismo, tem de passar aos seus
descendentes, pela'mesma razo porque cohsti-
tuiram clausula principal no testamento dos seas
pTogcOHOTes.
Bstaaous entoeeu trabalhoso e^longo tiro-
ctakypMico eadfirtiimos''peaharfma*iiaJavel
da sensatez e da probidad de sed futuro go-
verno.
Embora breve, qae o constante caractersti-
co das presidencias, a aduiinistrago Machado
Portella, que comegra saudeda de esperangas
e vivera cercada de. sjmpatriias, terminou bem
ncraeada.
Fez pouco, relativamente ao muito que ainda
nos poleria prestar
Anda assim, S. Exc.:
contraclou o grande emprestimo externo de
800 nail libras, com vantagem para a provincia
e, como dissemol-o opportanamente, as me
Inores condigOesque enlSo poderiam apresen
tar se-'lhe;
fundou a sociedade Iteze de Mato, a cujos
beneficios desconheeemos espirito- que se posaa
6inceramer.te mostrar incrdulo ;
movimeutoua idi?a inmigratoria, -qnal si
no prestou se-rvigos inolvidaveis e reaes foi
mingua de recursos, de cuja faeuldade a-Assem-
bla Frovlncial descurou e que o governb geral
somente mais tarde concedeu. ainda que usura-
riamente ;
animou a lavoura o, auxiliado pelos esfor-
cos do industrini Sr. Francisco dos Santos Souza,
fez rana-cer a euivagno do algodao, do mais
necessari') e proveitoso trafamento nesta pro
vinciu:
seeofldOQ i-m rauito comtnisso incumbi-
da da represeBrago dn provincia na exposicSo
Universal de Pars;
providenrou promplarm ule, quanto em
suas attribuigcs, contra a secca e a invaso da
febre amarella, as maiores .llimldades que ap-
pare'eram ao sen governo.
Nao inllra-se que juL i administraco
PorteMa extreme de colpas.
Nao ; ella as teve. devidas i lapofirio-
aduiini.-ii'ativo biazileiro. viciado e vicioso.
... .
mrito : sonbc imprimir sua presiden
franca .'a mais e da mais n-
pienino.
Ne |
pulrteos o juii ;|I>-
Outra fa '0 foi a so
lude, continuaraenie dispensada por S. Exc
tebes do jornalismo bahiano.
Segu por estes dias para o Recife o Sr. con-
sellieiro Madiado Pertella, ex-presidente d'esta
provincia.
Agora, pois, qne venios em S: E\;\, despido
do prestalo oficial, apenas o cavallieiro dia- .
tinelo-p'-kr nrbanidade doseu tracto, peb, hones-
tidade de seu carcter, pela prudencia do seu
auiraoe-por outras tantos predicados, que o tor-
nara realmente credor da confiderocio publica ;
podemos desassombrados, fallar de sua admi-
nlstnigo, sem que parega que fuzeraos um cor-
tejo ao poder, que, entre nos, pode tudo.
Nfco somos suspeitos. por modo algum admi-
nislrago, que tindou. Se por mais ce uma vez, 5
tivemos occaso de couibatel-a em alguns pon-
tos, nunca regateamos o merecido il-gio aos
seus actos, inspirados nos sentimentos da jus-
f.ca e nos altos interesses d'esta provincia.
Ooalquer que seja o poni ac vista porque
enrar. mos a ulministragao do Sr. eooselHeiro
M.lrhado Portella, nelia d.-scobriremos seuipie
incontestavel moraldade e ess.i sabia tolerancia
politica ou partidaria, de qne s os carac'.eres
Itera formados e as consciencias rectas sao ca-
pazes.
S. Exc, sentado na honrosa mas espinbosa
cadeira presidencial, manteve se era esphera tao t
sen-a e sobrameir.u que nao vio os pequeos
odms e os inteasses pequeos, era que se de-
".ladiam os chamados partidos militantes entre
nos.
Bm-geral pfle? erlrrmar que S. Exc. na
dimribuicAo da justiga e favores de que dispoem
os governos, nao tragn lidta divisoria entre os
neas-co-religionarios e o seos adversarios poli-
ticos.
D'aqui resulta que S. E^c. pautando os seus
actas pela mais escrupulosa moderago, ausen-
ta se da Baha, cercado do respeito do povo.
No enlamo, releva tambera ponderar por outro
la.io que a S Exc. faltou occasio pa^a assig-
naiar a suri presidencia por uui desses rasgos
administrativos que por si s tradusem as tor-
cas infellectuaes e a actividade superior de quem
platica.
As comlices financeiras da provincia e o de-
paiiperaraento de suas principaes l'ontes de re-
ceita e mais que tudo e u.uito principalmente
este maldito systheina ceir-alisador, que nos
coastringe, cm suas niallms de ferio, forara-lhe
obstculos, que a sua curta permanencia no po-
der nfio poude superar.
Seja, porm, como fr. S. Exc. parte da Babia
levando a certeza de que quando se apontarem
administradores honestos e bem intencionados
o seu nome ser lembrado pela ju-tica do privo.
Vai nisto o in uor elogio sua administraco
qae nesta parle nunca foi excedido.
Hoje recebe S. Exp una prava do allissimo
aprego em <\eo tem o seu punid* : se essa pro-
va n;lo tivesse carcter poltico-no banquete
que lhe vai ser offerecido, crusariam talhertm
S. Exc. os seus maiores adversarios politieos,
fazerrdo todos justica ao cavalhteiro honrado e ao
espirito conciliador e prudente:
Ede todas essas pravas digqo o Sr. conse-
lheira Machado Portella, a quem aproveitamos
o ensejo para agradecer o cart'de despedida
queteve a gentileza de remeiler-nos.
W cottaclheiro Maaoel do ^asei-
' meato nachado Portella
(Da Locomotiva, da Babia)
Nasceu na heroica provincia de Pernambuco,
berco de Nunes Machado e Abreu c Lima, no dia
3o de'Dezembro tfe 1833.
Formou-sc em scienctas /uridicas e sociaes
em i85o.
Defendeuthese e obteve o grO dedoutor em
18S0L
Em 1857, mediante concuaso, foi nomeado len-
te substituto da faculdade de direito do Recife
passaodo iejMra lente cath?dratico. onde foi
jubilado em 1881.
Advogou na sua provincia natal desde 1856.
Gomo 2-e posterlermente como 1 vice-presi-
dente da sua provincia, administrou a satisfac-
toriamente nos airaos de 18,69, 1871 e 1872.
Foi presidente da provincia de Minas-Geraes,
governando-a de Outubro de 1883 a Abril de
1886, onde prestou relevantissimos servicos,fun-
dando a sociedade dos Artistas e o Lyreu de
Artes e Oflicios.
Em 1886 foi-lhe concedido o tituto de con-
selho.
Em 1887 foi nomeado ministro do imperio,
sendo pouco tempo depois, exonerado a seu pe-
Mido.
Como deputado provincial na ptvvincia de .
Pernarabirco, servio'em diversos bifctiios, sendo
em mais-dcumeleiroTice-mesidefite'fepresiden-
te da assembla.
Em--l87f foi eleito deputado geral," na o sendo,
entretanto, reeonheciito o seu diploma.
Em 1881, 188i e 1886. foi de novo eleito pelo
Io districto da sua provincia, que o eslnv-cs e .
admira o pelo seu carcter, pela sua loiei.ogen*
cra'e peto3 sens servigos patria.
Na eleigo senatorial havida em 1882, oacupou
o I*'lugar na lista respectiva.
E' commeridador das ordens de Quisto e da
Rosa e da de Christo de Portugal official'da
Cornada Italia.
E' soctn fundador, protector, bembitor, iodo-
rano B er.-vtivo de diversas sociedades pemara-
bucanas, corao sejam : Imperial sociedade dos
Artistas Mechaaicos e Liberaes, do qual foi di-
rector por muitos annos ; sociedade Propagado-
ra da- Instruogo Publica, da qual foi presiden- *-
te; sociedade Auxiliadora da Agricultura, -da
qual tambem foi presidente; sociedade patri-
tica 12 de Setehibr ; Insrituto Ar:heologico,'As-
sociacn i onihercial, .'ssociacfto Commercfal
Agrcola e entras.
Foi nomeado presidente desta provincia por
carta imperial de 22 de Fevereiro do anno pas-
sado,'prestando juramento c entrando em exer-
':>> 27 le Marco do dito anno.
Agora... o telegrapho acaba de dar-nos a
desagradavei noticia de que S. Exc. a seupedi- ,*
do foi exonerado da adralnistrago desta pro-
vincia: qual, cora dedicago esolicilude, pres-
tou, no curto espago de nm anno, iraportanlissi-
mos-'-rvigus.
E'pois. com profundo pesar, que a-fiala'o
vr parir 'le .-eu seio, onde deixa gratas e im-
morredoras recordagCes.
A redaegao da Locomotiva, como uma l>puin-
a merecida que rende a S. Exc, y
i a smmmsmmmstmBKamsmmsmmmmmmmtmmm^atm
KE IGIAO
ttenaaua iaaa
A vida o Nosso Senhor Jess
m dia.
isia
. zareth para o
o Filho de Ma; ia nisce era B-t
um e *
rae
quer di 'do por ra;
dos ex do Oriente ecucai.-i
m
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]


"B-B-MHM^^^H
t
A
po
na
Diado de PerBanibuco-Dteauio^ro 14 de. Abril de 188&
a horabridade de, da
3
. morte de Her
lz ann^s realiza aprimara mam*
fesu*ao Adora esla circara
stancia, vive durante 30 annos no silencio, no
esquecimento. nn iraballio e na obediencia.
a idade de 3u annos, recebe o baptismo de
Joo, preparase para a vida publica por urna
sodSo e un jcjum de quarenla dius, depois dos
quaes tentado pelo demonio. Realiza eai si
todas as tiguras e piopbcCias concernenles
vida occulla do Messias.
Faz o seu primeiro milagre en Cana, na Gjli-
lea. onde muda a agua em vinho e asienta ua
alicerces da sua raja, attrabindo a si discpu-
los, eseolhendo entre elles 12 apostlos, insti-
tuindo Pedro chele de lodos os outros aggre-
gando-lbes 72 outros discpulos. Prepara para
os hbraens, nos sacramentos, os mais poderosos
meio's de salvago.
Percorre a Juda e a Galilea, instruindo os ho-
mens das verdades da f, dos deveres da moral,
dando o exemnlo das rnais subli.ues virtudes,
proven lo a divindade de sua misso por mila
gve/ E' iiicessanlcmenJe alvo da inveja, do
odio e da perseguicoes dos Judcoa. Sua inissao
de viver pobre, laboriosa, humilde, exposto
tome, sO le, -a fadga.
Jess realiza e.n si toda.- as (auras e orculo
concernenles a vida puulna >lo Messias, entran-
do triumphante em JerasaJem -cis das antes de
sua Paixao. Tristeza e agauia mortaes o ao-
gustiara dur.iate tres huras no jardim das Oli-
varas. SoHre a traico de ura dos seus apost-
los o repudio de outro, o abuu.louode todos, as
ftaraa a missa dorpremw
I cadeira da aecusacao, confessar (anda que
direcUmente^arazoabUidade,
vicSo do uro individuo que no
carcere, n'uraa maamorra onde
esrai
dores excessivas da Hagellaco, da coroa de es
pinhos, da crmiicaco; supporla as zumbaras,
os sarcasmos, os ultrajes mais sngrenlos da
parte de si'us inimiuos ; padece a morte tnais
vergonhosa, a da cruz, entre dous ladrOes. Seas
inimigos o acabrurtham cin insultos uos seus
ltimos momentos e do Ibc fel e vinagre para
litigar Ihc a sede ; reparten) entre si sua rou
pa e tirara sorte su tnica.
Na >ua morte sua div.ndadc. lica unida ao
corpo e alma, emboca separada urna da outra :
sua alma baixa as aimas dos justos morios an-
tes de seu appareeimento ; seu corpo di posi
tadj em um tmulo de p-dra, sellado e guarda-
do vista. E assim realiza en si todas as li
(raras e prophecias relativas morte do Mes-
as.
Cada da que passa. era um luuar ou outro,
consagrado por ulguma solemnidad* ou fasta
ckrista. cuja iustituicao e de direito ecelesiastieo
e remonta a urna aotiguidade inais ou menos
remota.
Iostituindo-as, a Igreja poz-sc ao alcance de
todos e teve por fim gem oceupar pamente seus
filhos e fazel-os viver em relaeo frequente com
os gr:ndes-fuctos da religiao, e por/fot particular
conservar a lerabranga de cada un dos sublimes
mylerto* da f, tornando os de cerio modo ac-
cessi\eis as intelligencias ainda as raais Iracas.
E:n memoria e imitaco da retirada edoje-
jom de Nosso Senhor Jess Christo no deserto,
foi instituido o perioilo quadragesimul (Quadra
festina, Quarentena e, por corrupcao do latim,
Qu-ircsma), que comeca na quapla-f"ira da sti-
ma semana antes da tosa da Paschoa e dura ao
todo 46 dias, subdividido e:n dous : I., Tempo
da Quaresma, proprinmenle dita, comprchenden-
do 32 dias ; 2 T,mpoda Paixao, que uura li.
A ultima semana da quaresma, denominada
Semana Santa ou Grnete Semana, por motivo
dos grandes mystcrios que nella se celebran,
deve ser consagrada m 'is profunda mediacao
nos solTrimenlos e as limuilhaccs do Homem-
Dens, ao jejum e a oroco.
O primeiro dia desta remana < o Domingo de
Ramn no qual se commemora a entrada trium-
phanie de Jess Christo em Jerualn, seis dias
antes de sua dolorosa paixo, e comeca a prepa-
racao para a solemuidade das liumilhaccs, das
dores e da morie do Redemptor.
As ceremonias particulares, ou particularidades
litrgicas deste dia sao : hencao solemne e ilis-
tribuicao das pahuas ou ramos u pro' isso coiu
as palmas :imitaeiio da aeco do povo que lo i
com palmas ao uticonira de Jeans; recorducao ila
eutrada triumphal de Jess em Jcrusalm ; em
bieinii da viaeem do chrislo para o co, onde
nao entra seuo pela cruz e depois de uiuitos
oombstM.
O canto na Pa3a ao nissa contrasta com a
entrada triumphal.
as niissas ueste da, da terca-feira e da quarta
teira seguintes e no ollicio da Sexta feira Santa
e-se a historia da Paixao de Jess Ohristo, alim
de concentrar os pens^iuieuios dos liis sobre os
soffrimeutos do Salvador,u.iico assuinpto de que
a igreja se oceupa oestes santos dias.
Sao caracteres litrgicos comiuuns aos tres l-
timos dias : o abandono dqghynwios, a suppres-
so total do Gloria Pal. *"o lencio dos sinos,
o augmento do,luto da igreja, o ofli io das tre-
vas, no qual sobresaha o canto sublime das La
mentacoes de Jereiia-, irrito de dcsolaco sobn*
a decadencia e ingratidio da humanidade repre-
sentada por Jerusalm ; o apagamenio successi-
vo dos cirios, emblema da decadencia da nacao
judaica; o ruido sinisiro no Jim do ofli io, ima-
gem da perturliacao ila natureza c da confusao
dos ludeus, na occasiao da morle do Salvador.
Ni ijuiola-feira Sania, chamada tambera fie
Bodoencas ou da Absolvico, a igreja celebra a
ins;i(uico do adoravel Sa rmenlo da Euclia-
riatia. !) sanii-siino sacrificio da missa e lo sa-
cerdocia da le evanglica. I'ieparacao prxima
para a Paixiio ilo Redemptor. Agona do SaUa-
dor no jardim das Olveiras. Exemplos subli-
mes de humildad? r de nbnegata, de immens t '-
ridaile para os homens, de perfeiln restgnnnio
vontade. de Deus.
As cenMnoiias particulares ou particularida-
des litrgicas deste dia >o : areconciliaco dos
penitentes, antes da missa solemne ; na missa,
canto do Gloria m txceisit, por causa da instf-
tuicaoda Eucarista, e ao som de todos os sinos
que, depois disto, guardara sijencio absoluto al
ao sabbado; consagracSo dos Santos oUos as
igrejas cathedraes smente; trastadacio do San-
to Sacramento para o Sepulrhio ou Molimiento,
altar para esse lira preparado, ende os liis vo
adoral-o ; desinflmenlo dos altares, para re
presentar Jess Cliri-to despojado de suas rou-
pas antes de ser pregado a cruz ; taberuaculo
vasio, santo ln-ar desolado; lava-ps, a ejem-
plo ile Jess Christo que, por humildade. lavot
os ps aos apostlos untes da communho, para
mostrar com que pureza devenios recebe i este
temivel Sacramento.
Uestes osos, ahruns recordara ou cnu:;isian-
cias da Paixu do Salvador, ou aquillo que se
praticava antigaraente ; ouiros leem per fin ex-
primir a dor da igreja uestes diuscoiirgrados a
honrar os sotliimeatos e a morle do sen livino
Esposo.
Na Qninia-feira Santa scvi-mos visitar e ado-
rar a Jess Cliristo no SautissiiiM Sacra
etilo, agradecer -jlie;ainsliluic;'io. diste gran-
de mjafcrio reconnerer a- oneosas que llie te-
mos Me e tomara resolucio de nos approx-
marmos dellc sempre com um coracSo puro e
fervoroso.
A S.-:.;;:-fc:r; ::.i:>t;i 6 um dos uias inais ve:ie-
ravei< virque m le c iinmemoraa igreja o anni-
Tersori'J uos soiTriraenlOS e da morle de Nosso
Senhor, recordando o Salvador trahido r vendido
*por Judas, abaodouado por seus discpulos e
entregue aos ^e.u^ ni nigo-, ndignanieutc ultra-
jado e amistado de iribun.alem tribunal, negada
tres vezes por Pfiir i, o i i:::eiro de s< us apos-
tlos, a Ifcgeriaeo eacoroacodeepinhos,_a
e a ascengo do Calvario, a croci-
tica/:,' e morte na arvun' da cruz.
A- i:oremonias par tice, lares OU partic
d to dia sao : o lulo da igreja le-
rado ao"nltimo, apuro; tristeza grave, profunl:.
calma solemne : lices e cantos tirados da Sa-
grad;. Escriptura que liguram e proplietisain a
faixo ; cante ou leitura da historia da PaixSo,
> Joo; prostracao geral no Um d
era niempru do ultimo suspiro de Jess:
ere fror todas as classes da huma-
r.idade, mcsini. pl'los herticos. schismalico<, m-
fcui 5, alim de recordar que Jess Chris-
to morrea para a saWaeio de todos.
A cruz, que esleve vellida desde o domingo
da Paixao, para mostrar aun o mysterioda cruz
vcocculto antes de Jess Christo, deseo
berta, depois adorada solemnemente, afirn dti
sigoihcar que este myslerio foi revelado e an-
nunciado a todos os povos.
Procisso ao Sepulcliro para trazer a sagrada
isagradu ni vspero. Nao se otTerece
2&1__i ,i^a da tristeza qa*
tiioasato, meditar o iios, aamortei
!or, accreacentar alguma-cousa s mor
mfrias e s'auas toas obras, pro:
l#a^*raiiwigilias- o obnrar jejura-muis rige-
dorar a Jessinombuado na -cruz, agrade-
cer Ihe tantas dones e lautos opptohrios qoe.pa-
deeeu e sollreu por nos, e pedir Ihc humilde-
mente perdo dos%os308 peccaios que disso fj
rom a causa.
No Sabbado S"*io. Sahbado de AUdnii, prnni-
piam os mystcrios gloriosos relativos vida de
Jess Christo resuscitado com'o presenilmente
do mysterij di Rwurreico. A igreja-honra a
sepultura de Jess Cristo e sua descida aos Lim-
bos. E oflieio ile Malinas e o das outras Horas
recordara estes dous raysterios.
Amigamente nao se celebrava a missa noSub-
bado Santo; o oflieio comecava tarde e dura-
va parte da noite, du surte que a missa se cele-
bra inmediatamente antes do dia, no momento
em que se acredita va que Jess Cristo rasuscitou.
Ilo/e. antecipa-se a bora do officio, mas sem ha-
ver nenhnma mudanca ; as expresses. as pre-
ces- de liturgia suppem sempre que a missa
celebrada durante a noite e que o Salvador re
saacitoa, por isso a Igreja toma novamente os
seus ornamentos festivos e os seas cnticos de
alegra; o Gloria inexceisis, o AUeluia, o toque
dos sinos, tudo annuricr-i o triutnpho de Jc-us
Christo sobre amoro.
No Sabbado Santo ha a benco do fogo novo,
a do cirio pascal e a das fonles baptisinucs.
O fogo novo ura resto do que anligamente
se praiicava Cada dia. antes do offioio, benaia-
se o fogo novo, feride da pedia, para acceuder
os cirios ; hoje observa se ainda osla ceremonia
com solemuidade no Sabbado Santo,para mostrar
que Jess Christo, a luz do mundo, apagada na
apparenci.i e depois resuscitada. vai renovar to-
das as cousas e restituir a vida as almas.
O cirio pascal serva outr'ora para allumiar
ao; liis durante toda a noiteda Pascoa, segun-
do lembram as palacras da benco dada pelo
dicono. Agora, porm, elle representa a Jess
Christo resuscitado e triumphante, conforme in-
dicara tambera as preces e as ceremonias desta
benyo; 6 por isso que o accendera durante o
cilicio, levam-o as procisses desde a Pascoa
atea Aseen sao, e s o apagam na missa des
ta ultima festa. no mom-nto era que se diz
no Evangelho que Jess Christo sobe ao co na
presenca dos seus apostlos.
A hencao das, for.tes baptismacs dada as
vsperos de Pascoa e de Pentecosts em memo-
rio doantigo uso, que era de s administrar so
lemnemente o bautismo nestes dous dias, e de
beuzer a agua bapsmal todas as vezes que se
bapiisava mesmo em outros dias.
Durante a volta ao Santuario cantase eladai
nll i de todos os Santos.
A Pascoa a mais anliga e a mais augusta de
toda as solemnidades da religiao ; deHa que
todas festas da Igreja rece be ni a sua digoidade,
e por isso, segundo S. Gregorio Nanzianaeno,
(amada pela igreja fruta das festas, a solemuida-
de das solemnidades.
Com eeito, a resurreico de Jess Christo,
que coastitue o seu objecto. o fundamento de
uossa f, a causa da nossa justilicacao e o pe-
nhor de nossas esperances. E', por excellen
iia. o dia do Senhcr ; todos os outros domingos
tiram a sua snleniindade deste dia, e sao, diz S.
Jeronvmo. como que urna reiteraco continua
delle.*
A resurreico de Nosso Senhor Jess hristo
e o sru Inuiiiph) prova peremptoria de sua
divindude. garanta e modelo de nossa resur-
reico no lira dos lempos, modelo emblemtico
de nossa resurreico para a graca e de urna vi-
da toda celeste.
Para o liel celebrar dignamente a Pascoa, de-
ve adorar a Jess Chriislo resuscitado. excitar
no seu coraco vivos sentiraentos de alegra e
de reconheciraento, resuscilar era Jess ih-islo,
islo devedeixar o peccado e viver vida nova
e christ.
fundo do
vida se
Sr. Joaquim Al ves da Fanseca, director da com-
panhia de Seguros Indemotsadora.
Agradcendo-lhe visitique-nos fez em des-
pedida, desejamos-lhe "
regresso
Alag*Pelo vapor Mandulm, da Compa-'
de iim nassado nlii Pcrnamhucana, hDntemrhegado de Macei,
entre recorta cae. de um passaao ||ve|nog foUwg (le Aiag(^ it ^ eorrenle,
4lagre e o temor de um futuro desaatroso, Ne)|aS) ponjini nada encontramos digno de men-
notava.quaf> injusta' pode ser a fellivel jus- gao.
tioa humana, na mor parte das vezes illa-' *,r"*e Ci-o Chileno Communica-
queada na sua boa f. rain-nfe do Ceara, por tefegromma, que no pa-
H u. u. oua UU1 ic. | ,p naclona| jf.IBaov Tera fc pa^agem at es-
sse facto, que produzo urna benfica, J, cida 0 GraHe Circo chileno equestre, aero-
bat'co e gyinnastico, o qual pretende dar no Re-
cife urna serie de espectculos.
A companhia contractou novos artista, e re-
fermou seu guarda-roupa.
corrente de syrapathias no espirito publi-
co, foi o de maior notoriedade social oc-
corrido durante a semana.
E vos outros, que desejais o maror res-
peito lei, deveis applaudir sempre aquel-
le que concorre para o augmento da con-
fianga depositada as instruccSes que nos
rege ni.
.Eu, pela minha parte, deste canto igno-
rado de urna folba que sempre foi o mais
dedoda lo baluarte da justica, saudo ao
mofo quo se tendo ftito por si vai cou-
quistando geraes affei^Se pela sua pujan-
te intellectualidade e delicadeza de sent
raentos.
Carlos.
Todos os criminalistas, ao delinearem
funecoes inherentes aos orgaos da justica
publica, isto aos individuos quo repre-
sentara os intercses e a vonUde da so-
ciedades dizem que a elles compete em
primeiro lugar a iniciativa das diligencias
tendentes veriticaeio da verdadeirji cau-
sa de certas accSes, natural ou legalraente
delictuosas e a exposicao das penas esta-
belecidas pela lei e applicaveis ao caso
oceurrente.
Este podero da justica publica, entre
nos representada pelos promotores tem
por raissao especinlissima velar pela fiel
exefufao das leis penaes que sao, por as-
sim dizer, a aancgSo de todas as leis.
Sendo assim, isto cabendo pronio-
toria funccSes tao melindrosas; facii
de concluir-sc que ella nao deve exigir a
applicabilidade de urna pena inexistente
ou a punicj&o de um inculpado.
Possuindo amplissimos poderes, tendo s.
taculdadc de agir livreniente no mbito
prescripto pela lei, os promotores pbli-
cosos zelosos guardas da seguranga so-
cialdevem (e essa a opiniao dos com-
petentes) livror os individuos, injustamente
aecusados, de qu.alqo.er perseguifao, de
toda a acyio reconhecidamonte Ilegal,
quer pedindo a despronuncia quer o can-
cellamento, a n3o prosecufao, do que se
tiver feito.
Quando as denuncias forcm vagas, obs-
curas c inverosimeis, quando nao existi-
rera provas^ mesmo indirectas, mas incon-
testes, o ministerio publico deve ser o pri-
meiro, como genuino c nato defensor
da sociedade, a pedir a annullacao de
qualqucr diligencia injusta e da aecusa^ao
soffrida por ura individuo innocente.
*
* *
Caniprehendendo a alta elevaclo desses
principios, assentes em solidas e indes-
tuctiveis basos, actual representante
do poder publico no tribunal do jury desta
capital acaba de dar urna eloquente. prova
do sen bem preparado espirito.-
A verdade scientifica nao pode escapar,
i.i poda Baaaab desapercebida quelles
que pssucm no cerebro ideas ala. despre-
venidas c livres das velharias condemnadas
pelo carcter pesquisador e lgico da po-
ca pre ente.
E o 2" promotor, de cujo talento (re-
conhecido pelo Ilustre actual presidente
desta provinciao benemrito Sr. Dr.
Araujo Gcs, heroico e desinteressado de-
fensor das classes opprimidas pelo egos-
mo dos moaopolsadore8) nio quero lazar
inciicao, deu po dia 11 do conrate una
prova exuberante do seu decidido amor
legad.ide, da sua propensao' para fazer
valer o incorruptivel imperio da le.
Castigar
#
'tente
um innocente e mil vezes
uci t, mais desastroso A sociedade, que
v ciiir o edificio da Hberdade e da jnsti-
.i, do que a absolvi.^) de um culpado.
1 o criminoso absolvid' pode -aliir um
i-oiaclo agradecido que obrlgue 0 espirito
obliterado a refleiioimr, a pesar os moti-
Tos antes de delibeiar, ao paaso que do
innocente injustamente castigado sahe um
espirito predisposto illegajidade, um
peito que s clama vinganfa.
Vis vi reppdlit'ir.
Keeonnecando a existencia de provaa
capazos e bastantes, em virtude das quaea
us Christo; smente ol y* puilesse dieer cora certeza que um dos
d* accisados era ?erdadeimmente crimineao,
AniM'iiilileM Proviaoial Nao liouve
houtera sesso por terem comparecido apenas
17 Srs. deputados.
A reuniao foi presidida pelo Exm Sr. BarSo
de Ilapissuma.
O Sr. Io secretario proceden leitura do se-
guiute expediente:
Um ofhciu do secretario do governo, remetien-
do o balunco da receita e despera do exercicio
de 1887 a 1888 e o orcamento para o de 1888 a
1890, da Cmara Municipal do Espirito Santo,
de Pao d'Alho.A* comuiissao de orcamento mu-
nicipal.
Urna peticao de Ignacio Romero Cavalcante.
collecior das rendas provinciaes de Aguu-Preta,
reuuereudo sua aposentadoria, sendo contado
para tal lira o lempo era que exerceu o cargo de
ajudante do procurador dos feitos. A' corarais-
sao de...
Ouira do lente Manocl.Bernardo Gomes Sil-
verio, escrivo do crirae de Liimmiro, requeren-
do que se consigne a quota de 76J850 para pa-
gamento de cusas que llie deve a Cmara Mu-
nicipal ualli.A commis3o de orcamento mu-
nici| al.
Em seguida dissolveu se a reuuio.
Ariiii da premidencla da pi-ovtiMria
Por actos do Io do corrente mez :
Foi nomcado Manoel Emygdio da Silva Limei-
ra para o posto de capitao da 2* companhia do
49 batalh&o de infantaria da guarda nacional
do Brejo, em substituicao de Antonio Marques
de Azevedo Galvao. que teve guia de passagem.
Fui exonerado o alteres do i" batalhao de in-
fantaria Manoel Belerophonle de Lima do cargo
de delegado do termo de Ouricury, e nomeado
para substituil-o o ulferes do 14 batalhao de in-
fantaria Francisco Aflbnso do Reg Barros.
For.un concedidos 6 mezas, de licenca ao col-
lector geral da Escada, Joaquim Mondes Carnei-
ro Leo.
I'or ofGcio da mestna dala autorisou-se o com-
maudante do corpo de polica pagar pelo co
fre do mesmo corpo a quantia de 135701), do
servico feilo com a obstrueco das lalrinas all
existentes.
Autoridad* policial I'or portaras
da presidencia da provincia de II e 12c proposta
do Dr. chefe de polica, de 10 do corrente, fo-
ram exonerados, pedido, Firmino Venancio
de Araujo do cargo e 3" supplcnte di, delega-
do do termo de Pao d'Alho, e Manat. Rodrigues
Ferreiru TeJles do cargo de 2- stfiriette do sub-
Irlegado do 1 distncto do termo (fe Panellas
Foi nomeado para o cargo de 3' suptente do
subdelegado do 1 districto do termo de Carua-
r Jos Rodrigues de Vasconcellos Azevedo,
em substiluicao do alferes Christovo Bezerra
de Meiiezes, que fui exonerado.
Banqueiie polilico Lemos no Diario de
Noticias, da Babia :
Realizou se hontem noite no Palacete De-
voto, conforme ja li vemos occasiao de noticiar, o
banquete que 0 partido conservador d'esla pro-
vincia olTereceu a S. Exc. o Sr. conselheiro Ma-
chado '.'orlella.
As 9 horas da noite, acbando-se presentes
os convidados, leu entrada no salo o Sr. con-
selheiro Machado Portolla, sendo acompanhado
pela respectiva commissao, que o fez sentar no
lugar de honra, presidio,lo ao banquete.
Em seguida os convidados, segundo a dis-
tribuicao dos lugares, tomarara assento, dndo-
se principio ao banquete, que esteva revestido
de toda a solemnidaler.
Ao dessert foram erguidos cloqueles brin-
de-, reinando sempre muitaanimaco e cordia-
lidade, sendo os ltimos levautados pelo Sr. con-
selheiro Machado Portclla provincia da Babia
e pelo Sr. desembargador Espinheira a Sua Ma-
tjtstade o Imperado.
a Huanle o banquete as bandas de msica da
policia e do 16" executaram cscolbidas pegas
O servico do banqueie foi feito com toda a
ordem e delicadeza.
Estiverara presentes, alm de outros, os se-
guintes cavalheiros :
Conselheiro Jos Eduardo Freir de Carm-
ino, desembargador Espinheira, Dr. Espinheira,
Dr. Domingos CuimarSes, chefe de polica, de
putados geraes Drs. Jos Marcellino de Souza e
Auierico de Sonza Gomes, depulados provinciaes
Drs. Joaquim Ignacio Tosta, Joaquim dna Reis
Magalhes, Joab Marcellino da Silva Carueiro,
padre Cuprtino de Araujo Lima e pharmaceu-
lico Marcoliofc de Andrade, Dr. Araujo Santos,
inspector doihesouro, Dr. Leovigildo Filgueiras,
Dr. Aurelio Velloso, 1" delegado de policia, Dr.
Manoel Palmeira. i" delegado, tenentc-coroncl
Castel lo-Bronco, commandanle do corpo de poli-
cia, deputados geraes Dr. Araujo Piano e Baro
do Rio de Cootas, deputados provinciaes Dr. Jos
Ignacio, coronel Martiniano de Almcida, padre
Joo Nepomuceno, conego Jos Alves Portel la,
capitao Joo Tourinlio coronel Joaquim de Al-
meida, Dr. Joaquim de Castro Rebeflo, Dr. Cas-
tro Rebello Jnior, secretario do governo, con-
selheiro Ramiro Montciro. director da escola d(
medicina, Dr. Eduardo Ramos, director da in-
slrucco publica, Dr. Scverino Vieira, Dr. Jos
Eduardo Freir de i arvalho Filbo, coramendador
Jos da Costa Pinto e negociante Manoel Jos
do Conde Jnior, desembargador Estevao Vaz
F'Treira, juiz de direito Dr. Luiz Viamia, enge-
nlR'iro Baggi, commendador Raymundo Cunha.
inspector do thesouro geral, Dr. Fiel de carva-
lho, inspector du lfandega, Joaquim da Costa
Pinto, Dr. Assis Souza e commendador Dias de
Mello, guarda-mr da alfandega, e diversos re-
presentantes Ua imprensa.
Motivos alheios vontade do no-so collega
Enuardo- c-Vccchi privarani-n'o de correspon-
der ao delicado convite que recebemos para as-
sistir ao banquete, falta esta para a qual, em seu
Dome, pedimos de publico desculpa, assegu-
rando que o Diario de Noticias applaude since-
ramente as Hiaiiifeslaces de aprefo que o par-
tido conservdor dispensou au Sr. conselheiro
Machado Portclla.
Para o banqueta que foi assim noticiado.
expediram-se convites nos seguintes termos :
. Babia 5de Abril de 18.Exm. SrDse
jando o partido conservador desta provincia ma-
nitestar ao Exm. Sr. conselheiro Manoel do Nas-
cimenlo Machado Portclla o alto preco em que
o tem, pelos relevantes servicos prestados naad-
ministracao de que lio brilhar.emcnle acaba -.
S. Exc. dcdesempenliar-se, resolv.u offerecer-
lue ura banquete, que lera lugar no dia 8 do
corrale s 7 horas do noite, no Palacete Devoto,
ra Carlos Gomes, c para o qual a commissao
abaixo assignada convida V. Exc.. esperando o
obsequio de ser avisada at a vspero, caso nao
potsa V. Exc. comparecr.
Com toda a estima e consideraco.De V.
Exc. amigos alientos e obligados.Aurelio
Ferreir-ti Espinheira, Dr. Jos Eduardo Freir de
Carvalhi), Joao Ferreira de Arauj,o Piojio, Aceri-
co de Souza Gomes. Barao de S. Thiago, Domin-
gos Rodrigues Guimataes, Joao Baptista de Cas-
tro Rebello Jnior, Joaquim Ignacio Tosta. Eduar
oo Prea Ramos, Se veri no dos Santos Vieira.
Part m EuropaNo paquete aflata em-
barca para a Europa, cora S. Exrna. familia, o
ieafeor ao enfermo*As procisses
do Senhor aos enfermos tero lugar :
An.uha: no parochia de S. Fr. Pedro Gon-
galves.
Trf feira : na parochia de Sanio Antonio.
Quarta feira: ais parorlii M da Boa-Vista*
S. Jos,
AnnivcmarioFazem, depois da raanha,
62 anuos que foi creada a ordem hofwrilica de
Podro I. do Brazil.
roci^aoRealisa-se hoje a do Souhor
Botn Jess das Chagas, que sahindo da igreja
de Nossa Sen har do Paraso... percorrer di-
versas ras das parochia? de Santo Antonio e
S. Jos.
Feria forenfte* Na Quarta feira 17 do
eorrenle corainecara as ferias do fero chamadas
da Paschoa da Resurreico, e que durarao 13
dias.
AntkiteNiKE' este o titulo de urna come-
da em um acto, que acaba de dar a luz da pu-
bliculade o nosso comprovinciano .Sr. Jos Ca-
valcante Ribeiro da Silva, que diz pertcneer a
mesma serie do Theatro Alegre.
Agradecemos ao autor uremessa que nos fez
de um exemplar..
Vapor ManaoEttc vapor, segundo o
aviso telegrapbicoporns recebido, 'leixou hon-
tem a tarde o porto da Fortaleza.
Falleri-neaaoAnle-hontem :8 48 1/2 ho-
ras da noite falleceu de febre o lyno.tjrapbo do
Jornal do Recife, Luiz Alves Lessa Pimenlel, moco
dotado de excedente carcter e geralmente esti-
mado.
Era natural d'csta cidade.
O seu cadver, que fAra depositado no conven-
to do Carmo, foi hontem tarde conduzido por
numeroso; amigos e collegas para o Cemiterio
Publico de Santo Amaro, ond- se acha sepul-
tado.
O Jornal do Recife de bontera dando atriste no-
ticia da morte do inditoso moco escreveu o se-
grate :
Mais um de nossos bons empreados acaba
de fallecer.
Luiz Alvos Lessa Pimentel charaava-se elle
e era um dos mais intelligentes typographos de
nossas offleinas, onde aprendeu a arte, que sabia
ennobrecer e na qual trabalhava ha 22 annos.
Ha cerca de -15 dia; adoecera de rheuraatis-
rao, incommodo ste que j se havia minorado,
Siuando ante hontem uppareceu-Ihe urna terrivel
i'bre. contra a qual foram emprcgado3 todos os
recursos scientlicos e disvellos de sua extremo-
sa familia; a nada cedeu o maleas 10 1,2 horas
da noite de hontem exhalava elle o ultuno sus
piro cercado de todos os seus e de amigos que o
estremeciam.
Trinta e seis annos npenas cnntnva Luiz Al
ves Lessa Pimenlel e desde lenra idade coraecou
elle a trabalhar cora aflioco e apezar de ser po-
bre c viver smnte do seu trobalho honrado
nunca deixou de soccorrer a quantos o procura va
e de repartir os lucros que consegua auferir, ja
com seus velhos pas e irmiis e j com aqnelles,
que perseguidos pela sorte, elle senta grande
salisfacao em mitigar-lhes os solTriraentos ; en-
tre estes nao foram poucos os orplios que criou
no seio de sua familia.
Era casado e deixou na orphandade urna li-
IL'nha de 4 mczes. qual legou apenas um nomo
imraaculado.
Infeliz creanya ncra urna s vez pode pro-
nunciar o doce noine de pai.
Como amigo era Pimentel dedicado at o sa-
crificio e por isso que ri^i poucos elle con-
tava.
Ao chegar n*esta typottraphia a laslimavcl
noticia da morte do nosso bom corapanheiro de
lides, todos os nossos empregados verterom la-
crimas ; isto a prova mais exuberante de quan-
to era elle eslimado n'esta casa.
A nos a morte de Lessa Pimentel causou dor
profunda, pois sabamos dar o devido valor as
suas invejaveis qualidades e tambera muito o es-
timavamos.
Ha 13 dias apenas, e temos perdidos tres dos
nossos rm"lhore e raais dedicado* empregados,
Antonio Raphael Machado, Abilio Lins da Silva
e hontem Luiz Alves Lessa Pimentel.
Fatal idade! >
Regitro civil de iluso" *icca '- No
cartorio do escrivo de paz Manoel Umbelino
Paes de Miranda, foram registrados no trimestre
de Janeiro a Margo deste anno :
Nascimenlos 22
Casaraentos 32
bitos 42
*er ico militar Esto designados, hoje,
paro superior do dia o Sr. capitao ajudante do
i4. balatho de infantaria, e da ronda menor
ura subalterno de cavallaria; e amanh o Sr.
capitao ajudante do 2." da mesma arma, e outro
subalterno de cavallaria.
A guarnicao da cidade dada hoje pelo
14." batalhao de infantaria e araanh peio 2.' da
mesma arma.
Existem em trataiueuto na enfermara mi-
litar 45 [tracas dos corpos da guarnicao.
A guarda de Palacio commandada hoje
pelo lente Joaquim Candido de Oliveira Mar-
ques.
A guarda da Thcsouraria commandada
hoje pelo alferes Manoel Quiutino dos Santos.
Por despacho da Presidencia da Provincia,
em officio de 11 do corrente, foram concedidos
3 mate de licenca ao Sr. alferes do 2." batalhao
de infantaria Luiz Bezerra dos Santos, para tra-
tar de sua sade n'esta provincia, aprescntanlo
sua guia de liceuca ao quarlel do enramando
das armas.
Na sala dos conselhos de guerra do quar-
lel general dever o 2." batalhao de infantaria
no da 15 do corrente mandar apresentar os Srs.
cadetes Joao da Costa Medeiros Sobrinho
Erasmo Marinho i czar.
Funcciona no dia 16 do corrente o con-
selho de investigagao a que est sujeito o 2.
sargento batalhao de infamara Antonio Augusto
da Costa.
Foram devolvidos ao 2. batalhao de infan-
taria, rubricados pelo Exm. Sr. tenente coronel
commandanle das armas, os ttulos de alista-
raeiito dos individuos Geron.io Claudio Villarim,
Joo Aveliuo Litis Wanderley, Manoel de Souza
Lima Joo de Carvalho Suares Braudo So-
brinho, Luiz Bernardo da Silva e Joo .-abino
Alves Pereira. ,
Ao 14" batalhao de infantaria foram devol
vidos, rubricados pelo Exm. Sr. tenente-coroncl
commandanle das armas, os ttulos de alista-
raento dos soldados Jos Auto dos Anjos, Joa-
quim Theodosio de Oliveira, Manoel Jultao Bap-
tista. Joo Evangelista, Antonio Alexaudre de
Oliveira, Francisco Alexandre da Silva e de en-
gajaraento da ex-praga Francisco Lisboa d'As-
suuipco.
icu:ic KociaenHa boje a segrate:
Do Moiite-l'io Typograpliico reinambucano. s
10 horas da raanha, na sede social ra do Co-
ronel Suassuna n. 41, andar, eni sesso de as-
seuibla geral extraordinaria.
_ Amanh :
Da 24 de Agosto, s 6 e 1/2 horas da tarde, em
Bcsso extraordinaria.
beiloeEflectuar-se-ho os segutntcs :
Amanh :
Pelo agente Gusmao, s 'O l, horas, ra
do Imperador n. 2:, de movei-, ispelhos, piano
c crystaes.
Terca-feira:
Pelo agente Gusmao.fas II horas, bordo da
da barca Alerte, de saceos *r e semen-
tes de algodao. Q, .
Pelo agente tinto, as 10 1/2 horas, a ra -. de
ueueros de estiva e tesouras de 3 a ti poli
Pelo agente Silveira, s 11 Horas, ra do
Codorniz 0. 1", de armaco. o gneros da ta-
verna ah sita
mu-a runrbrcH -berao celebradas :
Amanh:
A* Choras, na matriz d Santo Antoqw, pela
atina de Francisco Gomes de Araujo ; na urdeu
:;. la S. Francisco pela alma de D. Francisca
fcuua de Mello; as 7 i/1 horas, na matriz da
Boa-Vista, pela alma de Antonio da Silva Ra-
mos !e raateiz. de San
to Antonio, prnaalnai da Miakittlaafttdls Gui-
mares Jnior; tes "f *ift*hant:,- mt "igreja da
prospera viagem e felia-j Madre de Deus, pela alma de Manatl Cordoso
Ayres: s 8 horas, na matriz-da Baa-Vista/pela
alma de Migift'l glltino* B^mis'altoii)
Paagciro Chegados da Europa no va-
por inglez' ftr:
Jeannie Lemairo, Angcl.Saarez, Manoel (lar-
doso, Juan Gil. Pedro Jonne, Alfredo B Ghuvy,
Candida Guedes Araujo Lima, Alvaro Lima, Bea
trii Lima, Mara Adeiaide Rocha. Antonio Mon-
leiro, Gracinda Peretro Montero; Jaene Montero,
Antonio Pereira e Prancisco Pereira.
Saludos para o sul no raasmo- vapor :
Tliomaz Holms, Dr. Jos Tavares de S Albu-
querque, Jos Barbosa Lima, Florenlinu Soutn
Nlior, v'aaoel A dos Santos, t-rancisco Xavier
S. Montenegro, Geminiano Costa, Jos Ferreira
Lages, Gallos Lopoe tachado. DriLuiz-ios'Pe-
reira Simoes, sua senhora, 2 filhos e 1 criado,
Joo Dantas Martins e Francisco Magalhes.
Sahidos para o sul no vapanaueronal N.
Francisco :
Dr. Vicente Landim, Dr.Jos d S Cavalcante
de Albuquemue, sua senhDrni*lho,iAngek)
Spindola, Francisco, Rodrigues Soeiro, aderes
Viegasje ffpracns de policio.
Sahidos para o norte no vapor nacional Ju-
guaribe ;
CiipitO'Domio da Gosta-LeiWio sua'senhorn,
7 tilhos e 1 criado, Francisco Jos Soares. Dr.
Fubio de Oliveira, Victorino P. ua Fonseca, Jos
T. da Fonseca e 1 criado, Joaqnirrr Avrte e Jos
Mayer.
Saludo para o sul no vapor.francez Vllle
de San titelas :
Henrique de Frcilas.
Wrt- aa dM Pwrlm *c- renmnriiiiM-Reci-
fe, deAbril.de 1888.
Boletim meteorolgico
Horas 3= 2. 1*1 Barmetro a 0 Tenso do vapor a S
JS c
t-~ =
6 m. 26-8 760-Of 1841 70
9 29" 9 761-19 18.4 59
12 29" 9 760-66 1863 60
3 t 29-- (J 759-23 I63 63
5 28--C 759'4j 19,40 67
Temperatura raaKim8rr-30",S0.
Dita miniraa 26D,.fi.
Evaporaban em-24 horas ?/> sol: H~.0 -, som-
bra: 4-\4.
Chuvanuda.
Dir+co .do vento : variavol de SSE a ESE du
raule todo o dia.
Velocidad' media do vento: 3- 98 por *
,'iindo.
NebMlosidade media: 0,26.
Boletim do porto ____
3.2

o s
R M
P M.
. M
P. M.
Dia
ti de. Abril
13 de Abril
Horas
7S2 da-manliS
2 52 da Urde
8-49
3 0 da laanh
Ahur;,
0-67
2-27
i*-.4:t
2-JJ3
Cana de Oeiraco-Movuuento aos pre-
sos da Casa de Detenco do dia 12 de Abril de
889. i ~
Exrsliain 491, entraram 21; sahirara 19 : er
lera m
A saber:
Nacionaes 451 ; uiutheres 10 ; estrangeiros 22.
-Total 493.
Arracoados 42.
Bons 400.
Doentes 19.
Lsucos 3.-Total 423.
Mc-vhiieuto da iHiferasan
Ti ve ram baixa^
Jos Marques Gomes da Silva.
Joo Baptista Barbosa de Lima.
Joaquim Domingues de Lima.
Severino Francisco do Espirito Santo.
Tiveram alia :
Flix Gomes Ferreira.
Jos Francisco de Soaza.
Basilio de tal.
Uonpiul Pedro II O movunenU) deste
'stabelecimento de daridade, no dia 12 de Abril
foi o segrate:
li
9
3
614
respeettrus 'enfermaras
Eutraram
Sahirara
Fallece ram
Existem
Foram visitadas as
pelos Drs.:
Moscoso s 8, Cysneiro s 9 3i4, Barros Sobri-
nho s 6. Berordo s 6, Malaquias s 8 Ij4, Pon-
tual s 8 3(4, Estevfto Cavalcante s 9, Simes
Ramosa s 101(2 horas.
0 cirurgio dentista Numa Pompilio s 7 1[2
horas.
0 pharmac-mtico entrou s 81|2 da raanha e
sabio s 3 da tarde.
O ajudante do pharmaceutico entrou s 7 1|4
>la maulla e sabio as 4 horas da tarde.
botera do f;ram-rar-A 4' parte da
i7' lotera, dessa provincia, cajo premio grande
6H:000S000. era extrahida, no dia 16 do cor-
rente (terca -feira).
Cemiterio PublicoObituario do dia 12
de Abril de 1889 :
Joaquim Pinto Alves, Portugal, 70 annos, ca-
sado, Boa-Visto; lebre perniciosa.
Dr. Vicente Pereira do Reg, Pernambuco. 39
anuos, casado, Graca; schlorose arterial.
Libania, Pernambuco 7 mezes. Boa-Vista;
conmlses.
Antonio Manoel Verceira, t'ernambuco, Portu-
gal, 60 annos, casado. Boa-Vista; febre ama-
relia .
Manoel Domingos, Pernambuco, 20 annos, sol-
teiro. Boa Vista; tubrculos pulmonares.
Maria Eugenia da Cooceico, Pernambuco, 2i
annos, solteira, Boa-Vista; febre puerperal.
Maria, Pernambuco, 4 fraezes, S. Jos; es
pasmo.
Maria, Pi rnambuco, 12 annos, S. Jos; para-
lysia.
* Joaquina Mara das N-ves, Pernambuco, 72
annos, solteira, Graca: dilataco aorlica.
Amaro, Pernambuco, 27 dias, Boa-Vi3ta : t-
tano dos meninos.
Joanna, Pernambuco. 31 annos, solteira, Gra-
ca tubcrcuU se.
Um pouco de tudo
Os concursos de belleza tornaram-se um
vordadeiro logro e o publico j no morde
na isca. Em Catania apresentou-se urna
nica concurrente chamada Maria Castel-
lani, de aples, a quem o jury premiou
e o publico miraoseou com muitoa assovios.
Em Bettola, porto de Placencia, na Ita-
lia, constituiu-se urna commissao coto o
duplo fim de demonstrar, firmada em do-
cumentos,que Christovo Colombo nasceu
naquella villa, e de crigir-lhe alli um mo-
numento couimemorativo.
#
Em Ancona suicidou-se, atirando-se de
urna janella ra, o Dr. Tebaldo Falconi,
que oontava apenas 24 annos de idade.
Namorou-se de urna joven viuva, filha do
conhe.oido professor Seramola, que foi um
do? mdicos de S. M. o Imperador no anno
passado; e, u3o sendo corrcspojidido, per-
deu a raza'o e suicidou-se era um accesso
de loucura.
e a
O phonographo Ediaon era considerado
como um apparelho muito ongenhoso, cu-
rioso primen vista, mas absolutamente
improprio para as applienedeB.s.quaes pa-
reo predostinado. Os recente aperfei-
coamentos que soflfreu por parte de'seu
inventor, fazem hoje crer que. -aftesperancas
de entilo niio carao soaiante no dowinios
da imaginario pura e deixao entrever o
da em que, combinando o phonographo
con o telepbaae ser poasivel resolver
problemas .os quaes ha dexiaai&QtfimihMK.'
tena pausado, antes-da apparieae 'seatut
diuu maravilhas scientifieas.
O Elttricai World relatalluollCxperB>-,
ca admiravel, .realiseda no ;diai4ide>Pe-
verciro ultimoj em ama caarfenencmisebnetJ1
Edison e. asi sitas inven^Se,' ao insfirtuto
Franklin em Pbiladelphia, pe*r> Su. Wtl
liam.J. Hamiuer, americano 'muri1 conie1
cid.
Esa exporiencia consisti--ne -seguinte-:
cantaraw o tallaram dianteide um ph(**v
grapho installado em Nova-Y-cn-t: a imH
cripta phonograpiioa foi utilisadaipBra-
aeciomar um microphono do cartSctque
transmittio tetephonicamente a palavra a
Philadelphia sobre una linka de 103 mi-
lhas do comprimento das quaes seis do
cabo submarino.
O receptor em -Philadelphia' c*tow>uv
sentado diante de um segundo phonogwi-(
pho registrando a palavra trinBmittida."
Esta transmissSo, assim registrado no
segundo phonographo, -servio para, t'nzer
trabalhar um segundo transinissoracar'
vao, que por sua vez actuawa Bobreram
segundo reoeptor (motogiapho); o qao'fe
com que um numeroso auditorio, depois
de alguns minutos de intervallo, ouvisse
as palavrae profur.dai em Nova-Yocki
Esta experiencia para que possivel'
telephonar phonogrammas e phonographar'
reoeidus' tolophonicos, sto a distanoaJ'
* *
O cardeai Pitia, da ordem dos Bene-'
dictinos, recentemente fallecido em liorna,
disde que em 1863 receben o barrete ear-
drnalicio, propoz para a Beatiricayoo o ve-
neravol Li Salle, cuja vida exemplariwsi-
ma de virtudes llie havia desdo-muio'to-;
cado o coracao e profundamente impres-
sionado o espirito. I > eminenteiteardel teve
a coisolayo de ver triumphante a sua
proposicto aps 25 annos de dedicagao e
de labor ininterruptos com que pnziem
evidencia os mritos do veneravel ,La Sal-
le, nisto desenvolvendo prodigios de in-
vestigafSo orascicnciosa.
No Spicegium. Solesmenst deixou itra
consideravel obra cheia de documentos,
inditos acerca de antiguidades ccelesi-
asticas.
* *
A celebl-e cantora viennense I aul na
Lucca parti para America, onde vai^dstr
40 representaySes, pelas quaes receber
32r>,000 francos (mais de 100:0003;. Em
seguida deixar a carreira. tendo entao
48 annos. A afamada artista come con por1 ,
simples corista no theatro de Vienna.
* #
Diz Lord Laiudown e que o numere
pessoas necessario para trazer a tradico
da historia humana desde Adao at nos-
sos dias tao diminuto, que caberiao to-
dos em urna casa de dimensSes regulanes.
1
*
de
Eflfectivamente, com setenta vidas d
pouco mais de noventa annos cada urna se
remonta desde nossos dias at AdSo.
*

V. Laporte escreveu recentemente que o
gracioso costume de ornar com florea 'as
mesas das ref&icoes nao teui.o uaico ofiai-
to de encantar a vista e o olfato, mas ex-
alta as propriedades digestivas e at as
propriedades nutritivas dos alimentos. No
seu eniender o gosto da comida quasi
exclusivamente constituido pelo cheiro e
do presentimento desta verdade physiolo-
gica resultou em todos os lempos, e no
seio de todos os poros, o emprego de per
fumes na preparacSo dos alimentos, em-
prego quo-os povos na infancia levaram ao
ultimo grao da exagerado. Os Gaulaes e
os Francos tinhio os seus Vina adoramentiT
immixta, de que falla o chronista Grego-
rio de Tours. Montaigne refere que em
aples no jantar offerecido peio- impera^
dor Carlos ao rei de Thunes, a profusio
dos perfumes enchia de suave cheiro des-
prendido dos alimentos todo o palacio e
as ras circumvizinhas- Em contrapoeicao
tinhao os Romanos o famoso garum, de
cheiro repugnante, especie de salmoura
em que entravao como prncipaes ingre-
dientes lquidos exsudados de peixes pu-
trefactos. Nil novum sub sol !
##*
O professor Tere d por certo que as
mordeduras das abelhas, produzindo- a
principio tumefacao mais ou menos consi-
deravel, pela contiauayao nao mais deter-
minam igual phenomeno, parecendo con-
ferir ao organismo certa immunidade.
Affirma o mesmo professor haver obser-
vado que nos rheumaticos (salvo os rheu-
maticos blennorrhagicos) a tumefaccSo nao
apparece immediatamente mas sim ao ca-
bo de eerto numero de mordeduras, as
quaes sendo continuadas nao mais deter-
minara nenhuma inchacSo, e, quande isto
acontece, os doentes estilo curados e mes-
mo por algum tempo preservados de re*
cabida.
Pensa o autor (Wiener medicinitekr
Presse) que pode ser aleancada a immuni-
dade contra o rheumatismo saturando a
economa com veneno das abelhas. Ten*
do applicado este methodo em 173 casos.
nos quaes fez empregar 30,000 mordedu-
ras, declara Tere haver obtido bom resul-
tado em casos agudas, mas, principalmen-
te as formas chronicas em que os enfer-
mos, victimas de cachexia, se achavam
em condicues desesperadas. A alguns
doentes applicou centenas de mordeduras,
as quaes sao menos dolorosas aos rheuma-
ticos do que a pessoas sas.
***
No Japio como na China, o cha desti-
nado a exportacao passa por duas opera-
coes de scea para tornal-o inalteravel du-
rante a viagem c na segunda operacao
que a colara n com tinta azul, ordinaria-
mente azul !a Prussia (hydrocianato de
ferro), a qu; d ao producto o brilho que
tanto presaui os nortes-americanos, e ou-
tros consumidores. O cha commum do
Japao (Sencha), passa apenas por urna
scea e, sobretudo, nSo recebe nenhuma
coloracSo.
ltimamente tem Washington, interpel-
lado o ministro chinez a respeito e tal
qolora^So que !he foi apontada como frau-
de, responaeu o ministro: Os nossos
productores podem colorir o vosso cha com
todas as cores do arco-iris, ao vosao gos-
to. Sois vos os culpados porque no que-
ris beber como na cha natural.
***
Nao menos de 60 milhoes de bacalhos
sao pescados todos os annos no banco da
Terra Novo. Admittindo que metade


fe




Diario de PernambucoDomingo 14 fie Abril de 1889
I

sej feminino, e sendo sabido
que cada am deaes individuos contm 4
8 ntilhSea de otos, a perda da especie
em razio da pesca nao menor de 150
milllSes de individnos por anno. Moito
menos fecundo (contina o Cismen), o ha-
renque do sexo feminino contm aproxi-
madamente 30,000 otos. Um casal podera
produzir, ao cabo de tres ano os, 154 mi
Mes de descendentes e ao cabo de Tinte
annos, segundo curioso calculo de Buffon,
o peso dos peixes oriundos de um s*'< ca-
sal igualara o da Terra. Nenhuma razio
ha, po8, para temer a desapparicSo destas
duas especies, ao menos por emquanto.
A sua prodigiosa fecundidade compensa
sobejamente as perdas que soffrem cada
anno as duas utillissimas especies.
Urna novidade em Pars, como accesso-
rio da toilette para o theatro, o saqni-
nho, reminicencia da poca Pumpadour,
para conter, alm do leque, o binculo, o
Tidrinho de-ses, a indispensavel bonbon-
niere, elegantes objectos que fcilmente
se extraviara.
E' feito saquinho de velludo, pellucia
ou Mtim, com la^os de fita de compridas
poetas.

Dous engenheiros noruegucases fizeraui
construir um wagn especial para tran-
sportar o peixe tto das costas para a in-
terior des continentes. Por urna engenho-
sa combinacao, a agua circula constante-
mente, sendo levantada por urna bomba
tocada por um excntrico, que actuado
pelo moTmento de um dos eixos, cali inda
nos reservatorios onde est o peixe, de
onde sahe, por orificios apropriados para
continuar no grro.
#
Mfff
(a cm poeta)
A tyrannos preceitos nao se humiiha,
Ante o ferro do algor nao curva a fronte,
Nao faz callar da congcicncia o grito,
Nao nega os seus priocipios.
(Goncalces Dios.)
Poeta, do destino e lei dura, inQexivel
Aprouve arremessar-te ao pego inexhaurivel
De eternos furacoes, de immensos escarcus !
Mas sem torcer o rosto as furias da prorella,
Segues altivo o rumo olhando a tua estrella,
Co*a intrepidez na fronte o o pensamento, em Deus !
Gosto de ver-te assim I E' nobre, glorioso,
Atravessar da vida o mar tcnipetuoso,
Sem curvar a cerviz as iras do tufao !
N'esse berrendo estertor da luda desabrida,
Atrophia-se o corpo. esvabe-se a propra vida,
, Porm luzinda mais da honra o galardao I
Por isso en nao lamento essa fatalidade,
Que devorando o ser eleva a dignidade,
E faz zombar do mundo o homem de valor.
Fruir eternamente o mel de elhereas flores,
E' da fraqueza o afn, que presa de terrores,
Se abate da desgraca ao prfido furor.
Cnmpre, pois, do teu fado a mascula sen tenca
E nao esquecas nunca essa rohusta crtica
Eterno baluarte s furias dos baldos 1
Da estupidez despreza a voz que se conspira
Contra ti vomitando a haba da mentira
- Pasto vil que alimenta immundos coraces !
Manoel Catalcanti de Mello Filho.
Marco de 1889.
COMERCIO
TELECR JHAt
Servido da Agencia Hutas
LIVERPOOL, 12 de Abril.
ASSUCA i Til mu
O Oe Pernamburo n. O -ncl>-*> a
15 |Mr (trata!.
ALOUO .tentado.
FAIB Oe PcrnumbiKii vende-ite a
1/8 d. por libra.
Vendan do dia 9:000 fardo*.
NEW-YORK, 12 de Abril.
ASSUCAR .-Tendencia para nklr.
88 ,'. Palarinaco .% 7 s o. por II
C0I1BH1C1D0S
Partido Csnservador
Ao eleitorad do J I* districto
No dia 22 do crrante mez deTe effec-
tuar-se a eleico, i que se Tai proceder,
nesse districto, para preenchimento da
vaga aberta na cmara temporaria pelo
prematuro e infausto fallecimento do Dr.
Bento eciliano dos Santos Ramos.
Os abaixo assignados, em nome do par-
tido conservador desta proTincia, consulta-
dos os interesses deste, de accordo com o
seu Ilustre chefe, e confiados na vossa
nunca desmentida disciplina partidaria,
resolvevam apresentar a candidatura do
conselheiro Dr. Manoel do Nascimento
Machado Portel.
Tendo julgado indispensaveis a audien-
cia e acquiescencia do Ilustre candidato,
que acaba de realisar-se depois de sua che-
gada a esta cidade, de volta da provincia da
Bahia, de cuja administracSo solicitou e obte-
ve dispensa do governo imperial, os abaixo
assignados vm collocar essa candidatura
sob o amparo do tosso decidido empenho
e sincera e leal coadjuvacao.
NSo parecendo necessario relembrar ao
patritico eleitorado do 11 districto os al-
tos merecimentos e longos e bons servicos
do conselheiro Dr. Manoel do Nascimento
Machado Portella exhibidos aquelles e
prestados estes no interesse do paiz e,
particularmente, desta provincia e do par-
tido conservador, os abaixo. assignados,
confiando a candidatura, que agora recom-
mendam, vossa dedicacao e aos tossos
suffragios, esperam que nao recusareis a
honra de ser esse districto representado
por tao Ilustre pernambucano, cujos ta-
lentos e cuja palavra serao de maior pro.
veito para os interesses de nossa provincia
e para a causa do nosso partido.
Recife 12 de Abril de 1889.
Joaqnim Jos deOHveira Andrade.
JoSo JuTencio Ferreira de Aguiar.
Jos Bernardo GalvSo Alcoforado
Felippe de Figueira Faria.
BarSo de Aracagy.
Alfredo Correia de Oliveira.
Henriquc Marques de H. Cavalcante.
PIBLIC IfOES 4 PEDIDO
Estrada de ferro de Tainan-
dar
No dia 3 do cerrente chegamos a esta cida-
de da excursao que fizemos em companhia da
Bolsa
Agencia, Havas filial era Pernamubco,
13 de Abril de 1889.
Revista do Mercado
Recife, 13 de abril de 1889.
Foi regular o movimento.
No mercado de cambies constau alguma
transaccoes.
Foram negociados diversos lotes de algodao
e de assucar.
Cambio
<3s bancos abr rain com a ursina taxi di' 27
/8, retirando, porm, antes de II horas a 27 1/2,
a cuja taxa apparecoram poucos tomadores.
Papel particular foi pateado 27 3,4, pedindo
r.s saccadores. depois das 11 horas, 27 II 16.
Do Rio nao temos noticias da taxa baucaria,
sendo o papel particular cotado a 27 13/16.
JOTAVES 0FF1UUB8 DA JUNTA DOS COB-
BETOBES
Recife. 13 ae Abril de 1889
Acedes da Companhia do Beberibe, do valor de
1001, a 165< cada urna.
Acetes da Conipannij Pernambucana, de 200*
a 904 cada uina.
ObrigacGes preferenciaes da Companhia Pemam-
bucana, de 2004 a 1924300 cada urna.
Na Bolsa Venderam-se
40 acedes da Companhia do Beberibe.
21 accoes da Companhia Pernambucana.
76 obrigacoes nreferenriaes da Companhia
Pernambucana.
OlTereceram Vender Comprar
100 accoes da fabrica de (laclo e tecidos.
O presidente,
Candido C G. Alcoforado.
0 secretario,
Eduardo Dubeox
%lgodo
llouvc vendas do de 1* sorte do. serto a 64500
por lo kilos.
A exportacao feita pela alfandega neste me/.
al o da 11, attingio a 557.975 1/2 kilos para o
exterior.
As entradas verilicadas at a data de boje so-
bem a 11' 004 saccas, sendo por:
commiaaao, que foi explorar a importan-
tissima estrada de ferro, que tem ligar o
porto de Tamandar com a estacSo de
Barra de Jangada, no prolongamento da
via-ferrea de S. Francisco, percorrendo os
Talles dos rios Una, Jacuype, Taqara e
riacho da 'obra.
Causa Tcxdadeira admiracXo ver a flora
magestosa desses valles, aonde -se estam-
pa de um modo prodigioso a grandeza
enorme dos climas tropicaes. E' mpos-
sivel imaginar urna zona mais productiva
e capaz de maior numero de prodnutos
agrcolas.
O solo cortado por toda a parte pelos
rios cima e por urna quantidiide innme-
ra de corregos, que lhe dAo um Talor
inestimavel.
Florestas immenas e gigantesca! erguem-
se aqni e all ein toda a pujanca du tfm
tarritorio virgem, tendo em seu seio pre-
ciosissimas madeiras de construccao de to-
das as qualidades.
Vargeas extensissimas se derramara por
toda aquella regiao abencoada, formando
inextrincavel labiryntho com as caudaes
dos rios e riachos que as b inham e ferti-
lisam.
NSo conbeceiuos|ein parte alguma ter-
renos que se comparein em riqueza e pro-
dcelo com aquelles t3o vastos e tao pri-
vilegiados.
Um sem numero de fabricas de assucar
j existem all, quasi todas beiu montadas,
cujas safras annuaes demonstran) cabal-
mente o que acabamos de dizer
Larga raargein ai oda rica para mu tas
outras, prestando-se admiraTelmente toda
aquella regiao ao estabeleciment de mu-
tos engenhos centraes.
Foi a commissSo recebda po- onde
iassou com grande cnthHsiasrao por aquel
a populacao anciosa para tor raeios facis
de transporte para os scus numerosos e
variados productos.
Partindo nos de Palmares no dia 22 do
mez passado tomos pernoitar na importan-
te villa de Agua Preta, ein casa do labo-
rioso coronel Joaqnim Verissimo do Reg
Barros, concessionario da' estrada de Ta-
mandar, e ura dos cidadSos que mus
tero trabalhado para o engrandec ment
desta proTincia, do que prova a popula-
ridade e consideracao, que tem e lhe foi
tributada por todas as localidades por on-
de tivemos de passar. D'ahi tomos ao
engenho Roncador do affavel cavalheiro
coronel Pedro Wanderley e. no da seguin
te ao engenho Una do distinc'.o Sr. Vs-
cende do Rio Formoso, onde recebemos
todas as attencoes e o mais desvedado tra-
tamento, dgnando-se c!le a fazer parte
da nossa comitTa, que foi senipee nume-
rosa e escolhida.
Aguardava nos em Tamsndar o coronel
Dniz, c unmandante da fortaleza, que a
todos captivou com o sen genio obsequia-
dor e o bom tratamento que nos dispen-
sou.
Tamandar i um grande porto, digno
de ser aproveitado, porquauto sem a me-
nor difficuldade e sem risco alguin, po-
Pauta da alfaadega
SRMANA 15 it 2 DE ABRIL PE 18
Assucar retinado (kilo) ......
Assucar branco (kilo; ....
ssucar niascavado (kilo; .
Alcool (litro) ,. ;'-'.
Arroz com casca (kilo) ....
Algodao (kilo).......
* gurdente........
Borracha (kilo)......
Couros seceos salgados (kilo) .
Couros seceos espichados (kilo; ..
' ouros verdes (kilo;.....
Cacao (kilo).......
Caf bom -kilo) .....
Cal restolho (kilo).....
achaca (litro).......
Carnauba ikilo)......
Carocos de algodo (kilo) .
Carvao de pedra de CardilT ton.)
Fariulia de mandioca (litro) .
Mhas ile ahontndv (kilo.' -
Genebra (litroi.....
Mel .litro.......
Milho (kilo......
Pao Brasil (kilo).....
Tabeados de amarello (duza) -.
iiO
20-
M
:t(0
SO
:K:t
150
800
331
410
l!(2
m
550
330
80
260
16
16 40; i
MI
300
aw
70
tl
35
l("0i.'.KK-.
de nelle entrar grande numero de na-
vios do maior calado.
Rodeada de vastas planicies espraia-se
magestosa, linda e calma a bahia, em cuja
frente existe quasi em ruinas a fortaleza
de Tamandar.
Ah iniciou a commissfto composta de
distinctos engenheiros, os seus trabalhos
no dia 26, voltando para o engenho Una
do Exm. Visconde do Ro Formoso, que
mais urna Tez, com sua Exina. familia
nos encheu de finezas. Seguimos entSo
para o engenho Bom Tom, do Sr. Manoel
Wanderley, e depois para Jacuipe, poToa-
eao que fica a margeiu do rio do mesmo
nome, sendo hospedsidos pelo Revm pa-
dre Telles, que muito nos obsequiou. No
outro d, lomos para os engenhos do co-
ronel Joaquim Verissimo, Porto Rieo do
tenente Jos Flix e successivamente para
ospovoadog Campe*tre, Campos Frios e
Sertaozraho, cx-colona Soccorro, que ape
zar de muito novos, j fazera prever o seu
bonito futuro, principalmente o ultimo que
tem um grande numero de casas e um
commerqio bem regular. SertSozinho me-
rece ser urna freguezia, attendendo-se a
sua populacSo e a distancia em que est
de Agua I reta.
Em todos estes povoados fomos recebi-
dos ao estrugir de foguetes, no raeio da
maior alegra e cercados profusamente de
mu i tos obsequios.
Dirigiino-nos de Sertaoznho, por cuja
prosperdade facemos votos, para a pro-
priedade Trapiche do capitSo L6, aonde
chegamos ao estourar dos foguetes, sendo
por elle perfeitamente recebidos e hospe-
dados. No outro dia transportamo-nos
Barra de Jangada, concluindo ahi a com-
missSo a sua tarefa; chegando todos con-
vencidos de que fac luiente realisavel a
estrada projectada, sendo indubitavelmen-
te a de maior futuro as provincias de
Pernambuco e Aiagoas.
Realmente desde Tamandar at Bar-
ra de Jangada, cerca de ceuto e setenta
kilmetros, nao ha trra alguma que seja
rida e que nSo se preste a todo o genero
de cultura.
A canna de assucar, o algod.v), o caf,
o fumo e todos os cereaes produzem ad-
mravelmente.
Vamos coneluir esta succnta noticia,
fazendo votos para que, dentro de pouco
tempo seja urna realidade a es rada de
ferro de Tamandar, convictos como esta-
mos da sua guande utilidade, attendendo-
se que a sua construcSo, qne nSo deve ser
mais retardada, vira prestar valosissmo
servico a depauperada agricultura de nos-
sa provincia.
Justo
arcaras.
Vapores ...
niinaes.....
Via-ferrea de Caruar-
Via-ferrea de S. Francisco.
Via-ferra de Limoeiro
Somma.
987 Saceas
1.385 .
3.633 ,
WB
1.663 .
2510
10 004 Sacca
TABLLLAS AKKIXADAS
z Z > - ~ s "V 1
* o n 3. re' i ti o (
* o a = 5 -i 3 1
< c 3_ 1 J. 3. 5' 5 c-c > 2 1
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Ut f^ w ce ie
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O v X X
n. i & o
" *- 3"
* w*- ex ix
- ' -1
-

ae -C ? u S= ^
* y.. t X " i
Pelo britme portuguez Adelina, foram re-
mettidos 150 fardos e 531 saccas para o Porto.
0*vapor francez Ville de Macei, levou
8.240 saccas para Lisboa.
Assucar
Os preces pagos ao agricultor, por la kilos, se-
cundo a Associajo Commercia Agrcola, foram
os seguintes:
Brancos..... 28O0 a 3/00
Someno..... 2*000 a 2*1im)
Mascavado purgado ISotHj
bruto. i*.i00 a U400
Rtame..... lilOO a U200
A exportacao, feita pela alfandega neste mez at
o da II, subi a 2.227.037 kilos, sendo 1.096.515
para o exterior e 1.130.542 para o interior.
As entradas verificadas at a data de boje so-
hem a 26.389 saceos, sendo por:
8.200 Sac-os
Barcacas
Vapores.....
Animaes. .
Via-ferrea de Caruar.
Via-ferrea de S. Francisco.
Via-ferrea do Limoeiro
Somma.
1 432
3143
12 6V
906 .
26.3P9 Sarcos
C'oiiros
Coia-se os salg-dos seceos a 370 ris na base
de 12 kilos.
Agurdente
Cota-se a 88*000, por pipa de 480 litros.
Aleool
Cota-se a 163*000 por pipa de 480 litros.
Mel
CoM-ff a 50*000 por pipa de 480 litros.
Diuhefro
RECEBIBO
Pelo vapor francez Ville de Macei. para :
BernarJino Lopes Alheiro 2.000*000
EXPEDIDO
vapor nacional S. Francisco, para !
lo 10.000*00 "
Pelo vpor nacional Jaguaribe, para:
:i 12.000*000
Va vi os a carga
Brigoe po tuguez Adrl-na. para o Porto.
Patacho nacional luduserial, para Villa .Vova.
Paladn nacional Monteiio 2 Para '.o Grande
do -ul.
\avlos dcscarg
Barca sueca Eibii, earv":o.
Barca nacional aria Autjtlina, >:arque.
Barca norueguense aduna, carvo
Marca hespanhola Constancia, carvao.
LSgar inglez Vidouia, bacalhao.
Laxw ingltz Bm/m, bacalhao.
Lugar americano Eduard A. Snchez, varios g
neros.
Patacho hespaubol -'oten Pra, Jtsrqpe.
Patacho ailemSo Aaton. xarque.
Pjtacho hollandez Engelta. xlirque.
Patacho nacional ndus'rial, rano* gneros.
Patacho nacional Juten Cocreii, \unos gciivros-
Faa'or(aco
Vapor francez Ville'(< San Xicoln*. calalo do
Havre e Lisboa e cousinnado a Augusto L ibille :
mauifestou :
Carga do Havre
Amostras 3 voluiues a diversos. AfiW tic rosa
10 caixas a Francisco Manoel da Silva C r
mas 10 caixas a Miranda e Sousa 1 a \V. Hal-
liday C. ,4zcite 4 caixas a Francisco UaimH
da Mlva C.
Batatas 200 1.2 caixas ao conlgnahirio. 100a
Silva Guimaraes C, 50 a Goocalde* Rosa
& Ferua ndes.
Cognac 0 caixas ordem. Couros 1 e.iixo a
Felicitamos ao amigo e distincto quar-
tel m-stre do 2 batalhSo de infantara, o
Sr. alteres JoSo Alfonso de Mello, pela
honrosa ordem do dia que a seu respeito
foi publicada e assignndu pelo digno e hon-
rado commandantc do mesmo batalhao em
12 do crrente mez.
NSo era de esperar outra cousa porquan-
i
3 a Abib Kamn Cordeiro.3 Fredcnco 4 C. I a
E. <. Cwdto, 30 ordem, 6 a F. Guimaraes A C
2 a Gomes de Mattlos Innios. 5 a R. de Drusina
v C.,'3 a Nunes Fouseea & C... | n p. Vianna
& C, 4 a Guimaraes Cardoso & C, 5 a F. Lauria
fe C, 1 a Ferreira & lrmos,3 a Guimaraes Ir-
mios 4 C. I a Nclto Campos te C, I a Manoel
ollaeo iiiimirantes 2 volumes ao presidente. Msica
l caixa a Antonio Jos de Azevcdo.
Porcelana e looca 4 volumes a B. D. '"ampos
\ia C lerfumarias 1 caixa a Ferreira & C, 1 a
Nuues Fonseca & C, 2 a F. Lauria & C 2 a Ma-
noel Colago C. Papel I Cuixa a Feneira Gui-
maraes 4 C. Pellos l caixJto a Ramos Geppert
ic C.
Queijos 20 caixas a Paiva Ylenle & C, 21 a
CbrvalO C.
Seccaute 1 caixa a Ferreira Guimaries a C
Tecidos diversos I volante a A. Lopes it C...
i a A. Vieira C, 3 a ordem. 1 a Monl.ard Hu
"*' 4 C_ 2 a O. Jardim 4 ., V a Goncalves Cu-
nta <* C., 3 a Rodrigues Luna 4 ., 1 aos lier-
deiros de A C. de Vasc^oin-ellos.
Vellas 7 fanlos a ordem. Vinlio 15 caixas a
:. Pluym .v C, 2 barril a G. Laporte 4'". Vidros
pin-ellauas c chrislaes 4 volumes a DeodaloTor-
i'-s 4 C. Vermoutli 10 caixas a J. B. de Carva-
JO 4 <:., ib a Goncalves Rosa 4 Fernandes. Vi
'ros I caixao a Francisco Manoel da Silva C
Carga de Lisboa
A/i-ite 50 caixas a Francisco R. Pinto Guima-
i''s4 C, 40 a Domingos Alves Matheus.
Bag:s 1 barrica a Jo.lo Ferreira da Cosa 3 a
I Pisto Mxea *C.
Ceblas 20 caixas a Sooza Bastos Aniorim Ae
C .51) a ordem. 2o a Paiva Valen!-: *. C, 50 a
Guimaraes 4 Valeute.
Drogas I volumes a G. Marlms 4 C, I a F.
i M;!.io.'l da Silva 4 C.
eijo 4' saceos a Fraga Rocha 4 C, 50 Gui-
I martes 4 Valente.
; Paios I encapado a Jos Jbasnjtm Al ve? 4 C.
Pfixeti 20 ratxas i Fernandes da Costa C.
Scmentes S caixao B Francisco Manoel da Silva
4 C. Sardinhas 100 caixas a Fernamlcs da Cos-
a & C. Si barricas a 'otooio Mjia ila Siva.
Vinho 15 pipas a Fcrnr.ndes 4 Irnio, 10
ditas e 10 barris a Victorino Silva & C, 2" pipas
i- 25 barris a Soma Bastn Amorhn 4 ., 10 bar
ris a Francisco Manoel da Silva 4 C. 3 a lla-
res 4
to o Sr. alfares JoSo Affonso de Mello,
investido do cargo que lhe foi confiado
pelo ministro da guerra a sefe annos desta
$arte, tem sabido desempenhar-se co. a
mais acrisolada proficiencia, honradez
e criterio. No cumprimento de sua ar-
dua missao, nunca faltou aos seus deve-
res, nem recebeu a mais lev censura dos
seus cominandantes, ao contraro temsera-
pre feito js aos louvores de quantos tem
tidopor commandan:e.
Nobre de carcter e de sentmentos, ten-
do seu favor urna f de offico que lhe
faz honra, o Sr. alferes Joilo Affonso de
Mello rene em si todas as quadades de
um militar brioso e altivo, sendo por isto
estimado e considerado por todo o bata-
lhao.
D'aqui do alto da imprensa felicitamos
anda urna vez o nosso amigo, e fazeinos
votos para que cobtinue a hoarar o sym-
pathico batuibao do. 2.
Recife, 14 de Abril de 1889.
Um paisano.
---------------?
Sport
No Jornal d Recife appareceu boje um artigo,
sob.a epigraphe ao que agora escrevemos, no qua!
eslranha se o facto de ter o presidente da pro
viuda juntamente com apreciaeoes razoaveis so-
bre o orgamento municipal, julgado mdico o
imposto de 25*000jsobre os estabeleciraeatos de
corridas de cavados e de briga de gallos.
Para clucidagao do assumpto e ao mesmo lem-
po demonstrar a improcedencia dos reparos que
emenden fazer o arliculista, convem transcrever
o periodo que precede judiciosa ponderaco da
presidencia da provincia, com o que ficar com-
pleto e bem explicito o seu pensamento.
Eil-o :
Do exposto v-se que a rede dos impo.-iris co-
Iheu todas as classps e todas as prolisOes ; e o
3ue mais se deve sentir ruaste de tal derrama
e contribuigocs, que fosse aggravada a sorte
da populacao pobre, j creando-se novos impos-
tos sobre o gado e sobre os agougues que vein
encarecer a carne verde, at bem pouco tempo
favorecida com agougues nituitos, quaudo era
Corneada por urna companhia poderosa ; j ta
lando se em 5* cada quano ou habitagao nos
cijiiigos da cidade, e em 3* nos dos arredores,
quando e notorio que s o pebre se utilisa ile
taes morodas sob a presso da necessidade c
quiea da miseria,
Assim. ao aliguel exigido pelo proprictario.
quasi senipre insensivel aos gemidos e suppiicas
dos desgragados inquilinos ha de accresoer o
imposto municipal de cinco mil res, que o don
do predio saliera cobrar do morador* para iu-
dt-mnisar-se do que houver trazido para os co-
fres da Cmara.
Entretanto, logo apea o imposto sobre os cor-
(iros, habitayao dos pobres, le-se outro imposto
sobre um divertiineulo dos ricos, e apenas foram
laxados em 25* os cstabelccunentos de corridas
de cavallo e de hriia de jallos. .
Assignalo somentc o centraste sem observa-
cOes nem cotiinienlarios.
0 art. 2" 62 do orgamento cuja exe :ugao foi
suspeusa dispoe :
25*000 por estabelecim. uto de c irridas de
cavallos e de brisa de gallos nos municipios do
Recife ; 12500 nos demais municipios, cobrados
das res|>cclivas direelorias, alm de 2"|0 sobre a
veuda de poules, no municipio do Recife e l|.
nos demais municipios, pagos pelos apostado
res.
Cotejndose essa disposigo com o conside-:
nttdo da presidencia la provincia venlica se
desde logo que o Exm. Sr. Dr. raujo Ges o
que quiz foi salienlar a falta de equidade na dis
Iribuigo dos huposlos : pois que. ao passo que o
onamenio aggravava muito mais do que j est
a sorte dos previlegiailos da fortuna, dos que
Tecidos diversos 1 volume a J. Coim-
bra & C, 1 a A. Vieira & C, 4 a A.
Santos i C, 1 a Guimaraes Irmos fe C,
) a Guerra Fernandes & *'., 18 a Gon-
calves Cunha & C., 35 ordem, 12 a Ma-
chado & Pereira, 3 a Rodrigues Lima !fc
C, 2 a A. Amorra & C, 3 a Bernet &
& C, 8 a A. de Britto 4 C, 2 a Pereira
de Magalhites & C, 4 a Manoel Das da
Silva Guimaraes & C, 9 a Luiz Antonio
Siqueira, 14 a A. Maia & C, 6 a Olinto
Jardim & C, 7 a Joaquim Agostinho
ft C.
Tinta 1 caixa a Jos N. de Souza.
Lugre inglez Sunibeam entrado de Ter-
ra Nova em 12 do crrante e consignado
a J. Pater & C, manfestou :
Bacalhao 2,750 barricas e 909 rucias
ordem.
Lugre inglez Bclle of the Exe entrado de
Terra Nova emflddo crrante e consigna-
do a H. J. Pennan, manifestou:
Bacalhao 3,124 barricas e 750 meias i
ordem.
babitam o rtos da3 construc-
ces, denoajinados cortigos, taxa va apenas em
23#o stabelecimentos de cor-
le briga de gallos.
.''Essa rmposicao deveria ser cobrada directa-
mente das directoras de taes estabelecimentos,
emkqra o orcamento autorisasse mais a cobran-
ga de 2 por cento sobre a venda de poules, os
quaes teriampessoalmente -de ser pagos pelos
apostadores.
A' vista destas liceiras consideragOes evi-
dente que Presidencia da provincia, no exame
rclicctido do decreto da Assembla, nao passa-
ram desapnrcebidas as duas contribuices, nem
os meios dhTerentes por que cada urna d'ellas
leria de ser cobrada.
Accresce que o orgamento municipal incluin-
do pela priuifira vez os estabelecimentos de
corridas le cavallos e de briga de gallos na
classe dos conlribuinles, nao esqueceu niuitos
outros estabelecimentos j tributados, creando
para estes novas imposigOes e aggravando as
que flguram no orgamento em vigor.
Em taes condigOes, sabendo-se que os esta-
belecimentos, chamados vulgarmente Prados,
teriam de pagar 25*000, ao passo que outros de
muito tois utilidade pagam e teriam de pagar,
caso fosse executado o decreto da /ssembla,
nSo era de estranhar que a Presidencia da pro-
vincia empregasse a phrase, que tamaito repa-
ro causn ao articulista. *>
Concluindo, o autor deste artigo faz votos,
juntamente com o do qne foi boje publicado no
Joi nal do Recife, para que a maioria dos futuros
membros da Asserabjca Legislativa Provincial
corrija nao s a desmarcada exorbitancia dos 2
por cer.to sobre as poules dos "irados, mas
tamhem outras muitas e ainda maiores que, ge
lizessein parte de urna lei da provincia, tranam
a penuria, diremos mesmo a miseria de sens
habitantes.
Recife, 13 de Abril de 1889.
# # #
i -^ i t>nn
Jaboatao
Deixaria cortamente de vir imprensa se a
parte da polica publicada no Diario de 9 do cor-
rente tivesse de ser lida somente pelas pessoas
que de perto me conbecem.
Nao acontecendo assim, pon'-m, cumpre-me
restabelecer a verdade dos fados, contra mim
deslealmente adulterada na alludida partici-
pac&o.
A triste oceurrencia de 30 de Marco passou-se
lo modo seguinte :
Temlo-se'iravado de razOes e ido s vias de
facto Manoel lavares e Pedro Ramalho, foi disto
Visado por pessoas de minha Tamilia.
Dirigi-m- para o lugar do conflicto e apena*
encontrei a Pedro Ramalho, por se ter evadido
O seu contendor.
Quando tratara de averiguar o que se havia
passado, fui brutalmente aggredido pelo enfure-
cido Ramalho que ferio-me na cabega cora urna
acetada.
Eslava eu me defeudendo da selvajreiu ag-
gressao, quando apresentaram-se os Srs. Jos
Antonio dos Santos e Joo Cesario, que eflec-
tuaram a priso. Fui vistoriado e assisli a
todo o inquerilo, sem que por forma alguma,
tenlas.-e eviiar a acgo da jas tica.
E', pois, urna revollante inverdade o dizer-se
q;M' eu travei-me de razos e logrei evadirme I
Tjdo quantj dcixi exposto ter plena e ca-
bal prova. --i, porven'ura, soffrer seria contcs-
taro.
E assim lica destruida a malvola insinuaco
contra mim levantada.
K" quauto basta.
Jaboatao, 11 de Abril de 1889.
Augusto Jos Mendes da Silva.
das
Ao Exm. Hr. commandante
aranas
Com o ilevido respeito vamos a presenga de
V. Kxc. fazer a seguinte consulta :
Uiii moco que uza o distinctivo de 2o cadete
provisoriamente, por ai;:da no estar definitiva-
mente recimheddB pode ser promovido a 2sar-
Ilccehedorla Geral
Do dia I a 12 19:819*651
dem de 13 1:023*585
21:443*236
Reeebcdria pro vi acial
Do dia I a 12 57:36.!*476
dem de 13 8684472
Do lia I a
dem de
Recife Dralnaae
12 0:005*175
13 170*307
58:231918
noel J. Alves Ribeir 25 a Jos Joaqun: AIvw
C. 20 a Ferreira Reilrigues & V... 5 a Jos A.
Ramos Geppert C, 1 a Nello Campo* A C, a
Manoel Collago C 1 a Salzer Kaulfnwnn V C.
Conservas 2 caixas a Carvalho & C. '-howlalc I
caixa ordem. Calgados 1 caixao a Manoel de
Barros Cavalcaue, 1 a A. Cruz C, I a Ramos
Geppert 4 C, t i ordein.Sa Paiva Oliveira &C,
I a Cesar Lopes C, 2a F. R. da Silva C, 2 a
Ferreira Barbosa C. Chapeos I caixa) a R.
Dias C\ I a amrcos & Cachimbos 1 cai-
xao a J. B. dos Res, I a Manoc* Cullaeo i C.
Drogas 2 volumes ta Bartholoineu C, 10 a
Francisco Manoel da Silva & C, a Manoel A.
Barbosa Sucessor. 1 a A. M. Veras & C. 2 a G.
Martina & C, 1 a Faria Sobrinho \ C. I Mar(i:;s
C lOa Rouquiyrol Fren's, 5a ordem
Esseneias 3 caixas a Francisco Manoel da Sil-
va & C. Envelopes 2 caixas a Ramiro M. da Cu*-
tai C
Fellro I caixao a Cesar Lopes & C. 1 a Fran
cisco R. da Uva C. Fumo I caixao a J. B.
dos Res. Ferrasens 2 caixas a Oliveir.i Hasta
* C, I a Ferreira Cuimarijes & C.. 3 a A. Ro !i i-
gues de. Souza c C.
Instrumentos de sondagom 5 volumes ;: D-
bois.
Liip.-.llia caixao a Francisco Manoel da Silva
& C, I a Ferreira Guimaraes & K. Livros I
caixao a J. P. Bolilreau, 1 a J. W. de Medeir
uH. ForslfiC.
Mauleiga 15 barris r. 30 meios ditos .. Pereira
Carouiro 4 C, 10 e 30 a Joaqui;uDn ule iaie.-i
a C, 30 e 40 a Paiva Valeule i C. 35 t- \
ordem, 10 r 60 ao coisLimitario, Y
za Basto, Amorim A: C, 30 u 50 u
& C. M rcadbrjns diversas I caixa a Hauoel An-
loni'' lv--eir, I a Audr Antonio Grilul, i
Laporte 6: C 5 a Antonio D. rarociro Vianna,
da
Silva, 13 a Francisco Barbosa, 5 a Pinto Alves &
i'... 35 a Pocas Mondes .* C.
Francisco Barboza.
Vinagre 1 barril a
Paquete inglez Elbe, entrado dos portos
da Europa ein 13 do crrante e consigna-
do a Arnorim Irmaos & C, manifestou:
Armas 4 caixas a Ferreira IrmSos &
C, 8 i ordem. Amostras 34 volumes a
divenos.
Cb 5 caixas a Santa Casa de Miseri-
cordia. Canutas 1 caxaa Adolpho Hencb.
Carne 1 c^xa a Ortolauo Fonseca.
Drogas 4 caixas a Sabino Pinho fc C.
Ervilhas 4 caixas ordem. Estopa 5
fardos a Joaquim Agostinho & C. stei-
ras 12 rolos: a Manoel da Cunha Lobo.
Ferragons 6 volumes a Companhia do
Beberibe, 3 a Ferreira Guimaraes & C.
Livros 1 caixa a E. A. M. Fenton, 1 a
J. Esnaty, 1 a Manoel da Cunha Lobo, 1
a U. Gregory.
Me: cadorias diversas 4 volumes a Jos
X. de Souza, 1 a B. da Silva < arvalho &
0 1 a J. Howe, 1 a N. Nogueira, 1 a
!:. S. Cunha.
Presuntos 5 caixas ordem. Papel 2
; fardos ordem. Pregoe 9 caixas a or-
dom. Pimenta 10 saceos a Arauio Castro
4C.
Queijos 3 caixas a Paiva Valente & C,
24 a J. B. de Carvalho, 14 a Joaquim
Felippe de Aguiar, lia Gomes 4 Perei-
ra, i 1 a Fernandes da Costa & C, 13 a
JoSo Fernandes de Atmeida,
S iberanos 2 caixas ao Englsh Bank of
Rio de Janeiro, 2 ao Banco Internacional,
1 a Pohlmann & .'., 1 J. H. Boxwell
,v c.
siprtacaa
BKC1FK, i DE ABRIb DR 1889
Para o exterior
No vapor americano Finalice, carreguram :
Para New-York, Rossbach Bross 15,00 pelles
de cabra ; Abe, Mein C. 5,800 pelles de cabra.
No vapor francez Ville de Macei, earrega-
ram :
Para Pars, M. Amorim 2 latas com 10 kilos
de doce.
Para o Havre. R. Lima & C. 2 caixas com 15
litros de agurdente.
Para o interior
No vapor francez Ville de S. Nicols, carre-
garam :
Para Santos. Amorim Irmao^C. 1,625 saceos
com 97,500 kilos com 52,5 H) ditos de dito mascavado.
Para Rio de Janeiro, P. Valente & C. 130 sac-
cas com 11,638 kilos de algodao.
No vapor naciotv I Jaguaribe, carregaram :
Para Aracaty, Amorim Iriniios 4 C. 40 saceos
com 2,400 kilos de milho : J. M. Dias 8 caixas
com 117 1/2 kilos de ra|i.
Para Natal, J le Moraes 1 barrica com 60
kilos de assucar branco.
No hiato nacional Deas te Guarde, carrega-
ram :
Para Aracaty, B. de Souza Travasso 1 barrica
com 70 kilos de assucar mascavado e 1 sacco com
50 ditos de milho.
Para Mossor, A. M. da Silva 21 barris cora
800 litros de mel: E. C. Bcltrio Irmao 6 sac-
eos com 350 kilos de milho, 3 barricas com 306
ditos de assucar branco c 4 ditas com 408 ditos
de dito mascavado.
No vapor americano Filame, carpegou :
Para Para, J H. Boxwell 20 pipas e 100 barris
com 19,200 litros de agurdente.
Na barcaca Mura Angelina, carregou :
Para Aiagoas, A. Flores 1 caixa com 120 litros
de genebra.
Na barcaca D. Sinlu'i, earregou :
Para Natal, C. C. Mooteiro I caixa com elixir
cabera de negro.
6:175182
Merc.i j Municipal de m. Jone
O movimento desie mercado no dia 12 de abril
foi o seguinte :
Entraram :
10 bos pesando 1,578 kilos.
740 kilos de peixe a 20 ris 148J0
821,2 cargas com fariuha a 200
ris 164500
17 I 2 ditas com feijoa "90 ris 3*500
9 ditas de fruidas diversas 300
rt"'8 2*700
10 talMilmrai a 200 ris 2ooo
10 suiuos a 20u ris 2*000
18 matulos com legumes a 200 ris 3*600
Foram oceupados:
27 columuas a 600 ris 16*200
1 escriptorio a 300 ris 300
26 compartimentos de farinhaa500
ris 13*000
25 ditos de comidas a 500 ris 12*500
93 ditos de legumes c fazendasa 400
ris
18 ditos de sumos a 700 ris
9 ditos de fressuras a 600 ris
18 (aillos a 2*
36*000
124600
5*400
36*000
177*100
2:011*880
2:188*980
Rendimento des das 1 a 11 do cor-
rente
Foi arrecadado (raido at hoje
Precos de dia:
Carne verde le. 320 a 560 reis o kilo.
Carneiro de 720 a 800 reis dem.
Suinos de 560 a 640 reis idem.
Parinha de 5 0 a 720 reis a cuia
Milho de 400 a 440 res idem.
^'JiodeOOOa i*60idein.
Maadoiiro publico
Neste estabeleci ment foram abatidas para o
consumo de boje 90 rezes pertencentes a diver-
sos marchantes.
Vapores a enfrar
AIKZ DK A tillU,
Sul.... ..... La Plata.......... 14
Norte.. ...... Manos........... 14
Europa ...... Creinon.......... 15
Sul--.. ..... Pernambuco....... 17
i-ul... ..... Finalice .......... 17
Rendimentos publicas
MEZ DE ABKIL
Alfandega
RenJa reral :
Do dia 1 a 12 335:094*401
dem de 13 45:162*454
Renda provincial
Do dia la 12 34:580*114
dem de 13 6:147*502
380:256*855
40.727*616
Somma total 420:984*471
Segunda secan ua altaadega, 13 de Abril de
1889.
8tbesoureiro-Flerencio Domingues.
chefe da scelo -Cicero B. de Mello.
Noviuicuro do porto
Navios entrados no dia 13
Southampton e escala13 dias, vapor ingles
Elbe, de 1,732 toneladas commandante B. G.
Armstrong, eqopagcra 103, carga varios gene-
ros ; a Amorim Irmaos C.
Cadix 26 dia, tugar inglez NeUte S., de 262 to-
neladas, capitao P. L. Francia, equipagem 9.
carga sal; ordem.
Terra Nova 35 das, ogar inglez Bdle of lhe
Exe, de 232 toneladas, capitao William Har-
vey, equipagem 9, carga b:icalho; a H J.
Permann.
Aracaj e escala-6 dias, vapor Mandoln de J2
toneladas, commandante Alci.les Moraes de Al-
buquercnic, equipasen! 18. carga varias gene-
ros ; a Companhia Pernambucana.
Sal idos no mesmo dia
LiverpoolVapor inglez Lisbonense, comman
te John King ; ca ga varios seeros.
Trindade (Antilhas) Vapor inglez Jfor"
mandante Th. II. Kemp; em lastro.
Cear e escala -Vapor nacional Jaguaribe.
mandante Alfredo Monteiro : carga varios
eros.
uenos-Ayres e escala -Vapor inglez E
mandante Armstrong;
Santos c escalaVapor fi
las, eommandante J. H-nry ; carga var
eros.

-X
i


.
i .
4
genio prejndicando outros (omptetamenie hahi-
bilitados 1
Consultamos a V. Exc, porque anda em Fe-
vereiro5ttmo o intrpido coronel Buys tendo re-
cebido uma proposta para encartar essa bisca,
teve escrpulos e consultou o general, ent&o Al
meida Barreto, e este deca rou em face da le,
aquel Ir moco nao estava no caso ; hoje o inte-
rino commandante, despresando a lei, prejudi
cando quatro mocos habilitados e que se acliam
com baixa de posto por nao terem encontrado
vagas quando aqui chegaram. para agradar a
um amigo velho promove a 2" sargento do 2* ba-
talhao aquelie inesnio moco que aiodn se acha
as mesmas condigoes em que eslava, quando
proposto ao veterano coronel Buy*.
Porunto, o abaixo asignado -apera que V.
Exc. mandar Bear de nenhum effeito scmelhan-
te promocao ate que o protegido de Serras Mar-
tina entre na lei.
Assim o espera.
Olympio Odorico Ferieint Sobrmho.
Felleltacoe* nim-cra $[$
*-
. AO AMIGO
Manoel Tiburcio de Araujo Mello
pelas suas 17 primaveras
plctas hoje.
complei
Recife lTdeHh^
de 1889.
Julio do VnUe.
Urna pergunta que nao
offende
Sr. Verissimo, V. S. j descubri o mota con-
tinao pela presso do ar para empregar em sua
empresa a Sao Minerva ?
Que a Minerva ande um grao e mais por hora,
que mergume para destruir o inimigo que se
divida em tres para escap ir-se do [naufragio
coasaque niuito nos agrada, porm o que mais
nos interessa, sem devassar o segredo da des-
cocera, aquella .pergunta. que merece de V.
S. resposta para nerfeita tranquillidde de um
^eu
Admirador.
que sabem respeitar e admirar o hoinem
que conserva como bussola de sua vida o
trabalho e a virtude.
Pedra Tapada, 6 de Abril de 1889.
Joao Nepomuceno da Silva.
Manoel Joaquim de Mello
Jos Severino de Amida o Silva.
Jo8 Rufino de Miranda.
Antonio Joaquim de Mello.
Coame Jos de Oliveira.
Severiano de Siqueira Barbosa.
Manoel Apolinario de S. Thiago.
K.
Extracto de una carta do Sr D. Pedro R. Var-
gas, datada em Granada, Nicaragua, em 21 de
Dezembro de 1886 i
Communico a V. S. que o Extracto Duplo
de Aveleira Mgica ( itch Hazel) do r. C C
Bristol tein-me dado eminentes resultados na
coqueluche e outras molestias : creio que se tor-
nar moito procurado por sua eQlcacia
A pequea quantidade que me enWaram
ucabou-se-me depressa, dindo-m<- um sueco*so
brllnante, o qual i en lio feito in-cni- em algara
jornaes do meu paiz, pois a p.-sle da coqueluche
reina na actualidade. >
Diario de Pernambuco-Domingo 14 de Abrjt de |889
Cinco Ghagas
DE
Deus Nosso Senhor
Jess Christo
Contiiwtgao dos ns. 55, 56, 57 do tiimbolo,
e corrente ns. 64, 66, 77 64
Estou no posto para comhatcr os absurdos ou
insensatez dos artigos da opposico, dos Srs. do
Jornal do Recife, contra o governo da provincia
e do paiz.
Se sao politicos merecedores de govemar, fa-
cam opposico aos actos que preiudiquem as li-
nancas, a arrecadaeao. a distribuico e tudo o
mais que for de eacontro ao direito; porm fa-
zer poltica insensata como essa de pretender
desvirtuar a medida administrativa de um dele-
gado, sobre artigo de primeira necessidade a be-
neficio publico; dar prova da marior incapa-
eidado de governar e at indignos de ser tiuos
ile bons cidados os que assim proeedem.
A portara que prohibi a exportaban de fari-
llha, PARA NAO ALTERAR A ORDEM PUBLICA, teill O
> aracter provisorio e nio permanente.
Seria indigno de administrar a provincia, o
Exra. Sr. Dr. Iunocencio Marques de Araujo
Goes se mo estivesse atiento como primeira
sentinella da ordem para nao ser alterada por
necessidades publicas ; o alcance daquelle acto
se for pergeniado em confianca a qualqcer ho-
rnera pratico como o Ulni. Sr. Adolpho Pereira
Carneiro e da mesma forma respondido, dir
mais acerescentaado: merece uma carta de
conselho o acto do Exm Sr. presidente.
N5o e" justo definir aqui as conveniencias, [ou
iuconvoiencias porque n oamfMtutiMU-
n.ui; mas nao continu a associaco a apparecer
sobre tal asaumpto na imprensa, se nao aquelie
bracelete deixa de ter razo de ser, e o proprio
artigo do Illni. Sr. Adolpho Pereira Carneiro que
serve para defender o acto do Ilustre Sr. pre-
sidente, e para escangalhar os artigos de um
advogado que trahe os interesses e a dignidade
da mais elevada corporacia de l'ernambuio !
Esae advogado que me rou bou o direito abu-
sando ou sendo instrumentarle um juiz: tenha
a hombridade de parar de tompromomelter a
sua constituidle, coma-lije o obrk s, se ella
anda continuar a er imprevidenteou generosa
em detrimento da beneficencia que llie nao as-
senta.
O poltico tem nome como sse advogado, nao
deve fazer poltica oceulta, fazendo da sua con
itawum joguete, para nao dizer instrumento,
em centianca de alguns socios desprevenidos, e
que nao reparara em virtude dos anazeres gran-
des do movimeoto de suas casas.
Se esse advogado continuar, ento tenho-me
de haver com elle individualmente, pelo que
mo ignora, e tambem com a Associaco Coiu-
inercial, por persistir no erro ou por capricho
da directora, que a 00 npronielte de urna forma
incrivel. e cu tenho pena, mas preciso cunter
os abasos e absurdos que a prejudicam e ha ac-
CO DO flOYNUTO.
Finalmente, ao ulustre primeira proprielano
e redactor do Jornal do Recife peco, tenha pru-
dencia para nD se ver encostado a parede e
etnfrentado com a pontinha do ac sem se poder
meclu-r ; pois bem v que as Perry sao iguaes,
mas deferem, empunhadas por mo de quem tem
o que V. Exc. conheccem alguns cerebros que
mo tem s milos...
Kecordo-lhc que o ex-dcpjtado, contino ne
siluaeo decahida c meuibro da commisso do
,>reamento nella permanente, conhecc o estadis-
ta mais Ilustre da historia contempornea, o
:iobro presidente do co isclho e ministro e se-
cretario de estado dos negocios da fazenda, nao
le que dar satisfaco s gazetas, em par-
le mal intencionadas, pois o lia de lazer as ca
inaras que 14 o lugar onde o governo da con-
bu dos seus actos.
Recife, 13 de Abril de 1889.
Antonio Francisco Corga.
O
Rvm. Fr.
Ferrara em
pada.
Venancio de
Pedra Ta-
E' com, a mxima satisfaco que (os
abaixo assignudos veni do alto da impren
sa manifestar os seus sentimentos d<; gra-
t i dito ao respeitavel sacerdote Fr. Venan-
cio de Maria Ferrara, que em to boa ho-
ra foi designado para dirigir aa obras da
Ijjreja de S. Jos desta povoacSo, fazendo
predicas e chamando o povo nao s para
asaistir celebracSes de actos religiosos,
como para o coadjuvar na ardua tarefa de
levantar a igreja, que se achava comple-
tamente arruinada.
Em menos de um inez pode o distincto
. virtuoso sacerdote, auxiliado pelo seu
irraSo de habito Fr. Lourenco, effectuar
;)1;") ea*ament08, ministrar a communhao
a 3,565 pessoas e levantar as paredes la-
taraes da igreja.
Os habitantes desta povoacao penliora-
rli|cioi08 pelo modo dedicado com que
serapre os tratou o Rvm. Fr. Venancio
Maria Ferrara, verdadeiro ministro de
(Jhristo, pedem a Deus que sempre con-
. e sohre a trra sacerdotes, quecomo
im Vades da ordem dos capuchinhos, saj-
bnm ensinar a proclamar a religilo do M r-
tyr do Golgotha.
Os abaixo assignado sabem que nao
coa o flm de receber elogios que o vir
tuoso sacerdote Fr. Venancio torna um
realidade o que foi ensinado por Jess
Christo a seus amados discip-ilos, mas os
abaixo assgnado8,quereii. jpente
O Sr. Dr. Scrafim Araujo
Dr. Scrafim Jos Rodrigues de Araujo,
orinado cin medicina pela Fauuldade da
Bnhia, cavalleiro da ordein d;i Rosa, etc.
Attesto que o Peitoral de I ninbar, pre-
parado pelo Sr. Jos Alvarea de Souzo
Soares, um excellente medicamento, em-
pregado com muito bons resultados, as
molestias broncho pulmonares. por ser
verdade, passei o presente, que assigno em
f do mea grao.
Dr. Serafim Jote Rodrigue de Araujo.
(Pelotas.)
UMA HBIL 0PERAC0 DE CHtUR-
GIA
O embaixador americano em Vienna,
Mr. Kasson, tem communicado recente-
mente ao seu governo uma deacripcZo in-
teressante da nota^el operacSo cirurgica
praticada, ha pouco, pelo professor Bill-
roth, daquea cidade. Por certo, a cir-
cumstancia parece maravilhosa; maa
verdade que a citada eperacao tinha por
rim a remocao de quasi a terca parte do
estomago humano. Executou-se a opera-
cao e restabeleceu-se o paciente, sendo
esta a primeira vez que uma tentativa de
tal genero tivesao tido bom xito na histo-
ria do mundo. Aquella facanha scientifca
manifeston-se n'um certo caso de cancro do
estomago, doenca. que geralmente vai
acompanhada dos seguintes symptomas :
O enfermo carece quasi inteoramente
de appetite; sentem-se como que um pe-
so sobre o estomago, e as vezes urae sen-
sao de vazio no mermo orgSo, a qual
causa um mal estar indisivel ; e uma es-
pecie de materia gelatinosa accumula-se
junto aos dentes, acompanhada de um gos-
to desagradavel, principalmente pela ma-
ulla. A nutricab,, demorando-se no esto-
mago, augmenta em fazer desapparecer
aquelie mo estar; os olhos ricam rodea-
dos de um circulo lvido, c o seu braeo
toma uma cor aiuarllenta ; e as mitos e
ps tornam-se viscosos, achaudo-se cober-
tos de uui suor fri.
O doente sente-se sempre caneado, e o
somno nao lhe d repouso. Alguin tempo
depois, torna-se nervoso e irritavcl, c o
seu espirito n2o v senSo tristes presa-
gios.
Qnando se levanta bruscamente de uma
especie de ton tura na cabeca e uma sen-
sasacio de syncope, e cahiria se nao se
apoiasse em alguma cousa. Ha prisao dl
ventre: e a pelle passa sem causa do
calor ao fro. O sangue, espesso e pesa-
do, circula sem regularidad?.
Em seguida, a nutricito passa com diffi-
culdade e frequentemente rejeitada, ora
deixando na bocea um gosto agro e amar-
go, ora um gosto adocicado. A estes
symptomas ajuntam-se quasi sempre as
palpitacoe8, que fazem suppr aos doentes
que elles sofFrem de uma molestia do co-
racSo. Quando o fim se acerca, o pacien-
te nao pode reter nutricao alguma, por
que a passagem dos intestinos ou cerra-se
completamente ou ao menos est quasi
cerrada.
Mas, ai oda que esta enfermidade cor-
tamente kssustadora, os afligidos daquel-
les symptomas devem tomar animo, por
que de mil casos ha uovecentos e noventa
e nove nos quaes os enfermos nao tem
cancro algum senSo simplesmente dyspep-
sia, doenca que o verdadeiro systema de
re-
xa-
rope curativo de Seigel, preparacSo vege-
tal que vendem todos os pharmaceutcos e
boticarios do mundo inteiro e os seus pro-
tratamento cura infallivelmente. O
medio mais seguro e mais efficaz o
prietarios, A. J. White, Limited, 17,
Farrington Road, Londres, E. C. Este
xarope destile a causa do mal, expulsan-
do-a radicalmente da organisacSo pnysica.
Depositarios na provincia de rernam-
bnco por atacado, Francisco Manoel da
Silva 4 C. na cidade do Recife.
Vendedores a retalho, na cidade do Re-
cife, Bartholomeu i O J. C. Levy C,
A. M. Veras &. C, Rouquayrol Frcres,
Faria Sobrinho & C. e T. S. Silva; em
almares, A. C. de Agniar, e em S. Joao
da Igreja Nova, J. A. da Costa e Silva.
---------------------------i
A coqueluche e o Peitoral de
Cantear
Dois netinhos da respc-tnvel matrona, a
Exma. Sra. D. Maria Jos Rodrigues Bar-
cellos, moradora em Pelotas Rio Grande
do Sul, estavam atormentados pela coque-
luche, sem obtterem allivio com o trata-
mento do seu Ilustre medico. Um dia a
dedicada av deu-lhes o Peitoral deJam-
bar e ficou surprehendia com o esplendi-
do resultado do medicamento.
Chamamos a attencao do leitor para o
seguinte attestado firmado por aquella dis-
tincta senhora:
< A abaixo assignada attesta, a bem da
humanidade, que tondo sido, em Dezembro
panado, atacados de coqueluche seus ne-
tinhos, Antonio e Dejanira, e sem terem
podido obter allivio com o tratamento de
seu Ilustre medico, deu-lhes o conhecido
Peitoral de Cambar do Sr. Jos Alvares
de S. SoareB e, com quatro vidros deste
efficaz remedio, ficaram completamente
restabelecidos do terrivel soffrimento.
Maria Jos/: Jtodrigues Barceos.
Precos : frasco 2;>")00; 1 [2 duzia 135;
duzia 24r>.
Vende-se em casa dos agentes Francis-
co Manoe! da Silva & C, ra Mrquez de
Olinda n. 2:',, e em todas as boas pharma-
cias e drogaras desta capital.
Aon Ulna*. Sra, Inspector aa TIieon-
rarta.de Fairnda e Or. prociiraMior
lineal.
Tenho, como proprietario do predio n. 53 da
ra de S Jorge, provado que o mesmo predio
no foreiro *marinha, mas sim a particular
em virtude de accaode reivindicacao proposta e
vencida por Jos Joaquim do Reg Barros contra
a Fazenda Nacional, que se fiavia apoderado dos
terrenos de Fora di Portas, e que faziam parte I
do vinculo de Santo Amaro. *
Provei tudo isso com certido extrahida dos
autos daquella accao, con escripturas, formal de
partilha, e outros doeumentos, que nao s fle-,j
ram a prova, a que me refer, como anda a que taes terrenos pertenceram posterioiim-uiea
Joaquim Lopes deAlineida. porcessao de flef)
Barros, o qual requereu e obteve me a Fazenda
abrase mao de taes terrenos, c cbamasse por
edital. que tambem juntel, aos posseiros. para
recollierem seus ttulos de marinha e reconhe-
cerem o senhorio de Lopes de AI meida.
No edital du Fazenda se chama a Jos da Sil-
va .\eves, proprietario daquelle predio, que
hoje me pcrlence, o qual, por torca da sentenga,
que passou em julgado, e por ferca do edital,
foreiro a Joaquim Lopes, a quem paguei foros,
depois a Isiu.icl Guimaraes, que comprara o di
relio d'aquelle.
Kutrento fui penhorado pela Fazenda o mea
predio n. 7i na illudida ra. e para pagamento
de foros do predio n. 2: inovendo-se a execucio
em nome de Silva N'eves.
Oppuz-me a execucao, vindo com embargos,
e depois de discutil-os, opinou o Dr. procurador
liscal pelo procedinii.-nto adininistralivo na liqui-
dacao do meu direito, cii hN do decreto n.
9>8o.
Requer, pois a Tliesouraria, nrovaudo com
certidOes extraliidas dos autos, ajusta do meu
direito de nao ser devedora Fazenda, pois que o
predio que foi do executado Silva Xeves, e hoje
me perteucc, foreiro a parjpalar em virtude
da acc2o na qual foi vencedor Reg Barros, e o
edital du Fazenda isso reconhecendo abrindo
mao do direito que devia assistir-lhe.
Entretanto o mea reqoerimento, que foi feito
n bastante tempo nao teve ainda despacho, por-
3uanto alguem qne me tem m vontade, o est
emoraudo, e manda-me recados que eu pagarei
quer queira quer nao I
E isso se pretende realisar, pois se vai levar
meu predio a praca para pagamento do que nao
devo.
Rogo, pois, aos films. Srs. inspector e procu*
rador liscal que tomem em consideragao o que
acabo de narrar, e dm andamento ao meu re-
qtterimento. que est documentado, impedindo
assim o caminho que vai levando caprichos mal
entendidos.
Recife, 10 de Abril de 1889.
Francitro de Mello Ca volcante de Albwiuerque.
.1 dlntrlrlo destn provincia
Son candidato eleicito geral na vaga
deixada no 11 districto desta provincia
Ello fallecimento do meu presado amigo,
r. Bento Ceciliano dos Santos Ramos.
A minha apresentacao assenta princi-
palmente na esperanca em que estou, de
qne essa a vontade do districto ao qual
confio minha cleicab em nome das ideas
conservadoras, acreditando ainda uma vez
que meus patricios e amigos salvarto a
eleicSo do dia 22.
Recife, 6 de Abril de 1889.
Apolinario F. de Albuquerque Maranho
A tten^o
Os abaixo assignados, scientificam a
seus amigos e freguezes, que s era seu
antigo estabeleciraedto sita ru do Ba-
rito da Victoria n. 3, (antiga ra Nova)
que recbenlo suas ordns, para lhes
servir com o costumado e habitual des-
empenho e nenhum outro estabeleci-
mento tem, quer proprio e quer filial,
alm do cima referido.
Recife, 5 de Abril de 1889.
Jos Fernandes Lima & C.
EDITAES
O Dr. Thoinaz Garcez Paranhos Monte-
negro, coramendador da imperial ordem
da Rosa, juiz de direito. da vara especial
do commercio da cidade do Recife e seu
termo, por Sua Magestade Imperial, a
quem Deus guarde, etc.
Faco saber aos que o presente edital
virem ou dlle noticia tiverem, que a re-
querimento de Seixas IrinSos foi abertu a
fallencia da firma commerciaJ Oliveira
Silva & < como se v da ^entenja que
do theor seguinte:
Sentenca.Vistos. Em face do docu-
mento de fls. 15, do qual se manifesta
evidentemente a ceasacao do pagamento e
o estado de insolvabilidade dos negocian-
tes Oliveira Silva & C, contra os quaes
tem-se requerido mais de um arresto,
achando-se fechado o sen estabelecimento
e conrissao de fls. 14, deferido o requeri-
mento de fls. 17 verso, declaro aberta a
fallencia dos mesmos Oliveira Silva & C,
a datar de 13 de Fevereiro. Nomeio cu-
rador fiscal o Dr. A. de Souza Pinto.
Juntem os fallidos o seu balanco no prazo
de tres dias, e se o nao fizerem apresen-
te-o o Dr. curador fiscal, extrahido dos res-
pectivos livroo. Faca-se publica a fallen-
cia por editaes, proceda-se a arrecadaeao
dos livros e da massa, e convoquem-se os
credores para, no dia 16 do corrente ele-
ferem o depositario effectivo. Recite, 13
e Marco de 1889.Thomaz Garcez Pa-
ranhos Montenegro.
E tendo desta sentenca aggravado os
fallidos, subiram os autos RelacSo e
nelles foi proferido o accordSo do theor
seguinte :
Accordao em Relayao :Que feito o
sorteio dos adjuntos, expostos e discuti-
dos estes autos de aggravo cnmmercial do
Recife, em que sao aggravantes Oliveira
Silva & C. e aggravados Seixas Irmaos:
negam provimento ao aggravo e confir-
mara a decisSo aggravada, em vista do
que consta dos autos e contra-minuta do
juiz a qu e pagucm os aggravantes as
costas. Recife, 5 de Abril de 1X89.
Quintino de Miranda, presidente.Pires
Ferreira.Oliveira Andrade.Silva Re-
E mais se nao continha era dito accor-
dSo aqui copiado, o qual foi mandado
cumprir pelo despacho do theor segunte :
Despacho.Cumpra-se oaccordSo. Pro-
ceda-se a arrecadafilo da massa. Publi-
quem-se editaes, convocando os credores
para se reunirem no dia 15 do corrente,
afim de elegerem ura depositario. Recife,
11 de Abril de 1889.Montenegro.
E mais se nao continha em dito despa-
cho aq- copiado, em virtude do qual o
respectivo escrivao fez passar o presente
edital por cujo theor, convoco todos os
credores dos ditos fallidos para se reuni-
rem no dia 15 do corrente, s 11 horas
da manhS na sala das audiencias, afim de
elegerem depositario effectivo.
F para que chegue ao conhecimento de
todos, mandei passar o presente edital,
que ser publicado pela iraprensa e affi-
xano nos lugares do costura.
Dado e pasjado neata cidade do Recife,
ao 11 dias do mez de Abr de 1889.
Subscrevo e aaaigno, Ernesto Machado
Freir Pereifa Vjilva.
Recife, 11 de JVrce de 1889.
Ihomaz darees Paranhos Montenegro.
O Dr. Jos Amonio 'orreia da Silva,
cavalheir.1 da Ordem de Christo, com-
mendador da leal Ordem Militar Por-
tugueza de Nosaa da onceicao da Vil-
la V9oa, juiz de direito de orphaos
da Comarca de Olinda, por S. M. o
Imperador, .i quera Deus guarde, etc.
Faco saber nos que o presente edital
vireni e dclle noticia tiverem, que, por
parte de Joaquim Antonio de Miranda,
me foi digida a peticto do theor seguin-
te :
Illm. e Exm. Sr. Dr. juiz de orphaos
ce Olinda.Diz Joaquim Antonio de Mi-
randa, que havendo arrematado perante
V. S. a propriedade Taba, sita, na fre-
gtezia de Tuqiiara, provincia da Parahy-
b, o pei-tencente ao espolio do coronel
Jtilo de S Cavalcante de Albuquerque,
requer o siipplcante, para garanta de seu
direito, que V. Exc, depositado o pro-
ducto do bem que o suppl cante arrema-
tou, mande, de accordo com a Ord. livro
4 titulo 6, passar editaes, chamando todos
aquellos a quem for obrigada aquella
propriedade, para, no prazo qne lhes for
marcado, pugnarem pelos seus direitos.
Nestes termos pede a V. Exc. deferi-
mento E R. Me.Oi.nda. 27 de Feverei-
ro de 1889.Joaquim Antonio de Miran-
da. (Esteva sellada.)
Em k qual peticSo profer o despacho
do theor segrate;
Feito o deposito como acaoo ae verificar,
passe-se o edital as condicSes alludidas,
com o prazo de 30 dias, Meando assim de-
ferido o presente requerimento, que ser
junto aos autos. Olinda, 27 de Fevereiro
de 1889^Correia da Silva.
E mais nao continha dito despacho
aqu fielmente copiado, e por torca do mes-
ura despacho, o-respectivo escrivao fea
passar o presente edital. pelo qual e seu
theor sao chamados aquelles a quem for
obrigada a mencionada propriedade Tab,
para, no prazo de 30 dias pagarem pelos
aeua direitos.
E para que chegue ao conhecimento
de todos, mandei passar o presente, que
ser aftxado no lugar do costme e pu-
blicado pela imprensa.
Dado e paasado nesta cidade de Olinda,
aos 28 de Fevereiro de 1889.
Eu Joao Theodomiro da Costa Montei-
ro, escrivao do civel no impedimento do
de orphaos, o escrevi.
Jos Antonio Correia da Suva.
DECLARACuES
A rseal de Marinha
tlisttnc-nto de voluntarlos para
o batalhlo naval
De ordem do Illm. Sr. capito-tenente Rodrigo
N'uno da Costa, inspector d'este Arsenal e capi-
tao do porto d'esta provincia, *co publico que,
era observancia circular do Ministerio da Ma-
rraba n. 381 de 21 de Margo ultimo, acha-se
aberto o alistamento de cidadfios as cirenmstan
cas de terem praca no batalho naval, perce-
bendo cada um, alm dos respectivos vencimeo-
tos, o premio de 400*000, de conformidade com
o art. 3" da lei n. 3367 de 21 de Agosto de
1889.
Inspcccfto do Arsenal de Marinha de Pernam-
buco. $ de Abril de 1889.
O secretario,
Aionio da Silva Azeeedo.
Companhia de edifica-
cao
Asseinbla geral ordinaria no da 22 de
Abril de 1889
De ordem da directora, communico aos se-
nliores acciomstas da companhia de edificacao,
qne ha de realisar-so a asseinbla geral ordina-
ria deste anao no da 22 do corrente mez, pra-
ca ledro t- n. 77, i- andar, s 11 horas da
inaniia. Nesta sssemblea ler-sc ho o parecer
da commisso liscal e o relatorio da directora,
relativos aos negocios sociaes em 1888 e cum-
prir se-ha qnanto nos estatutos prescreve se
acei-a das assemblas geraes ordinarias. Rea-
fe, 3 de Abril de 1889.
Ricardo Menezes,
Gerente.
Thesouraria do correio de
Pernambuco, 1. de Abril
de 1889
Cartas com valor
No praso de irinta dias sero devolvidas s
suas procedencias as cartas abaixo mencionadas,
cujos destinatarios nao as tem reclamado:
Antonio Evaristo da Cruz Gouveia.
Florencia Rodrigues da Silva.
Pereira Carneiro A C.
0 Thesoureiro,
M. Martina Pires.
1.a aeccao.Secretaria da presidencia de Per-
nambuco. 12 de Abril de 1889. Faco publico,
para os d-vidos iras, que acliam-sc nesta secre-
taria as patentes imperiacs dos coronis com-
mandantes superiores das comarcas do Rrejo da
Madre de Deus Caruar e imbres, Geminiano
do Reg Maciel, Antonio da Sil.a Florencio e
Thomaz de Araujo c Albuquerque ; dos ter.en-
tes-coroneis commandantes do 3i. e 53." bata-
Ihes das comarcas de Palmares e Cimbres, Ma-
noel da Rocha Lins c Manoel Coelho Lins de Al-
buquerque N; e dos m-ijores cominandantes da
9. seccao de reserva e 4.* esquadro de cavalla-
ria aas de Goyanna e Cimbres, Manoel de Brito
Camello da Veiga e Joaquim FrancUco Gallindo.
0 secretario interino,
Manoel Joaquim Silvcira.
Becebeoria de Rendas In-
ternas Geraes
Imposto predial
0 administrador da Recebedoria faz publico
que no dia 30 do corrente mez termina o prazo
para a cobranoa, livre de multa, do imposto pre
dial, a que esto sujeitos oa predios pertencen-
tea corporacOes de mo morta. companbias ou
sociedades anooymas e qaalquer sociedade pa
bendicente ou religiosa, relativo ao primeiro
semestre do exeteicio corrente, depois do que
ser cobrado com a mulla de 10 0/0.
Recebedoria, 12 de Abril de 1889.
Alexandre le S. Pereira do Carmo.
QUE SE REALIZAR
Domingo 14 de Abril
Nome
s
S
e
Pella*
.^"atura-
lid.
c
I
Cor da vesti-
menta
rroprictarios
1" parce-HarmonaPrimeira turma900 metros Animaes da provincia que nao tenham
ganho em 1889 nesta ou uiaior distancia. Premios: iSOi ae 1, bO ao 2 e i3t ao 3
llPedreira ...
2'Fanfar......
Corsario
Tupy.......
ero .....(#)
Atheu......
Hypocripho .
Florete.....
Arreda.....
Sneca .
Chatim...(*)
Jaguro ..
Piramon....
Cerbero ....
Borboleta (*)
Rodado
Baio........
Rodado
Castanho
R. castanho.
Castanho----

R. pedrea...
a
Raio........
Castanho----
Alazo.. .
M.douradilho
Poraamb.. 54
a 56
a 56
a 56
32
m 36
a 34
36
a 34
a 36
o 56
a 56
a 36
a 32
a 34
Grenat..............
Riscado.............
Encarnado e preto.
Rosa e preto........
Encarnado e branco.
Azul e branco.....
Azul c amarollo.....
Encarnado..........
Violeta e ouro......
Coad. V. Americana.
R. C.
J. F,S.
Francisco C. R. R.
H. G. L. G.
A. F. C.
C. 0.
C. D. M.
Maia Chrysostomo.
M. P.
C.C. >
A. M. Sv
J. C. L.
N. N. T.
M. R.
2 pareoCompenwaro1,200 metros Animaes nacionaes de meo sangue que ainda ao
400 ao I.'. 8 ao2.' e40#ao3. .
ganharam em maior distancia. Premios
S. Paulo
Mandarim. .
Minerva
Risette......
Mimosa......
Saltarelle....
iRusilho.-
Douradilho.
Zaino......
lAlazo. ...
Preto......
R. de Jane.
S. Paalo
Paran ...
"
52
n
H
Violeta e ouro
Azul e grenat.
Grenat e ouro-
Grenat e azul -.
Azul e ouro..
J. Bastos.
r.oudelara Cruzeiro.
Coad. Brazileira.
Coud. Parnamerim.
Coud. Internacional.
I. Pareoi de Janeiro. 1,400 metros.Animaes de qnalquer paiz que ainda nao tenhajt
ganho nos prados do Recife Premios : 3001 a 1., I00J a 2. e 50* a 3.*

Diana.......| 3
Chura
Salvatus...
Hamilcar .
Venas
3 lAIaz
' ::
3 Preto
i aCastai
Franca ...
Inglaterra.
Franca ...
reto...... Inglaterra
stanha ...'Franca ...
Azul e ouro........iCoud. Internacional:
Branco, pret. e ene.
Grenat e azul.......
Azul e ouro.........
30;|Azul e ouro........
P. J.
F. Siqueira Bastos.
Coudelaria Exigencia.
Coud. Internacional
.
4. PareoImprenta Pernambucana 1,200 metros. Animaes da provincia que anda
nao tenham ganho n>sta ou maior distancia este anno. Premios : 300* ao Io, 60#
ao 2o e 305 ao 3
1 [Capricho----
Good- mor-
ning.....
Orion.......
Sneca .....
J-parte----
Pirraca... -.
Cycwne.....
Rldo.....
Water loo .
Serid-------
Rodado
Pedroz ----
Russo pedrea
Alazao-
Castanho .
Rodado
Baio......
Alazo......
Castanho
Pernamb..
SI
54
52
34
H
54
32
51
54
5'i
F. F.
Rufino Cardoso.
j. Mi. A.
...Ki. p.
J. L. S. Filho.
F. F.
S. B.
. P.
A. L.
:
Grenat.......
Verde e araarello
Ainarello e azul..
Grenat e ouro........
Encarnado c ouro
Azul e ouro........
Preto e lyrio........
Branco e encarnado.
Branco e azul ....... Coudelaria Pyranga.
Premios

5.* Pareo.Prado Pernamnurano 1,700 metros.Animaes de qualquer paiz.
500* ao 1," 120* ao 2." e 50* ao 3.
Diana....
Salvatus.
3 Mimosa ..
Aspas i a -
Vesper..... 4
3 |Alaz
4
.{
3
Franca
Inglaterra -
o
59
55
M
Azul e ouro.
Azul e grenat
S. Paulo .. 18 Azul, branco e ene...
Azul e ouro.
Ouro e branco
Coud.'Internaclonal.
F. S. Bastos.
Coud. Parnamerim.
Guimaraes & C.
Coudelaria Emulacao.
6o pareo1 de dulfco1,100 metrosAnimaes nacionaes de menos de meio sangue. Pre-
mios : 300* ao Io. 60* ao 2 e 30* ao 3o
Moncorvo
Cometa..
Aymor .
Fgaro...
Favorita .
Recife. .
Hamlet..
Rodado .....
Alazo......
Castanho..*..
Chita.......
Zaina ..
Castanho___
Alazo......
52
a 54
a 54
R.G.doSul 54
S Paulo .. 54
R. de Jane. 56
S.Paulo .. 48
Azul, branco e ene...
Violeta e ouro.......
Ene, branco e azul..
Azul listrado........
Violeta e ouro......
Verde e amareilo----
Violeta eonro......
C. Fernandes.
Coud. LuzoBrazileira.
A. M.
J. S. & Bastos.
Maia & Chrysostomo
S. P.
Coudelaria Cruzeiro.
PareoDerny Club de Pernambuco 1,400 metros. Animaes da provincia,
mios : 330* ao I* 100* ao 2." e 35* ao 3.
Pre-
Exposico ex
Oberon ..
Ashaverus ex
Zig......
Monitor----
Templar.. .
Arumary-----
Arlindo 2..
Baio ...
Russo pedrs
Russo.....
Rodado .
Alazo.....
Castanho...
Pernamb. 36
54
o 54
58
II 58
34
Azul listrado
Grenat e rosa ..
Rosa e preto ...
Azul e branco -
Violeta e ouro .
Azul e grenat
J. B.
Codelaria Capanga.
Coud. Pernambucaca.
J. M.
F. Siqueira & Bastos.
J. B.


8.* Pareo HarmonaSegunda turma-
ganho em 1889 nesta ou maior distancia.
Pernamb.
900 metrosAnimaes da provincia que nao tenham
Premios : 230* ao I-, 60* ao 2." e 25* ao 3.
Arat 2." ..
General ...
Cndor. ..
Piraruc ...
Cavallicoque.;
Granito- ...
Siroco......j
Si bemol|
Orauge.....'
Advance .*
Fer: abraz 2.
Guasbara .
Veloz .....
Pvrilampo .
Ja'tob.....
Alazo...
Rusilho ..
Baio ......
Rodado ___
Russo
Rodado .
Cardo
Alazo-----
Castanho.
Baio... .
Mellado...
Russo ..
Cardo .
Alazo
52
56
36
34
54
36
52
30
36
52
32
56
56
56
36
Encarnado e preto...
Branco e preto .
Encarnado e branco..
Grenat e ouro......
Verde e amareilo.
Azul e ouro.....*..
Preto e rosa......
Preto, encaro, c ouro
Grenat.
Ouro ...
J L. S- F.
J. B.
R.C.
J. F.
Coudelaria Itamb.
CO.
S. R.
Coudelaria Itamb.
A. J.A.J.
F. P.
P. J.
M. Mendonca.
M. T.
E. M. F.
F. P.

Matriz de Santo An-
tonio
Vcnravel irmaudade do SS. Sacra-
mento
PtocssSo do Senhor aos Enfevmos
Pelo presente convido aos irraos deita vene-
ravel irmandade romparecerem no respectivo
consistorio s61/2 horas da manh do dia 16 do
corrente nara o fim de acompanharmos a procis
ao do Senhor nos Enfermoa.
Consistorio, 12 de 'bril de 1889.
0 escrivao,
Jos Maria de Andrade.
(*) Mottzado por amador.
OBSERVAQES
Os animaes inscriptos para o primeiro pareo devera achar-se no ensilhamento
s 9 horas da man hit.
Os animaes inscriptos para os outros pareos devem achar-se no ensilhamento
una hora antes da detcnuirad para o pareo em que tiver de correr.
Os forfaits ser2o recebidos at sabbado, 13 do corrente, s 3 horas da tarde.
O animal inscripto em mais de um pareo que deixar de correr no primeiro,
nao correr no segundo.
Qaalquer reclama cio sobre corridas dever ser apresentada por escripto
directora.
HORARIO
Corridas
. 11".10'
. 12.
.... 1.

...... 2.40
. 3.30
. 4.10
i *J
Encerramento da venda de* poules
1. pareo.- -ll". /
2. 11.50. ./
3. < 12.50. J
4.9 < 1.50.
^5." 2.30. J
6. < -5.20. >\
7. 4. .
8.o < . 4.50.
Recife, 11 de Abril de 1889.
)
O SECRETARIO,
Francisco de Souza Reis.


-
Disuria d# ]fennaniWieo--Domiagp 14 Aa Abe du 1889*.
BRBY CLUB
sai
PERNAMBUCO

Para a 10. corrida
Bm21 df.AVr de 1889-
^Iblkl. CQK^OLAQAO n|etos. Animaet da nao tenham ganho no Derby n'esta ou maior distancia e nos li-
tros prados do Recife, em distancia maior de 850 metros. Premios
250t$000 ao primeiro, 50(5000 ao segundo e 25(5000 ao terceiro.
?\eMs OMiiyM -0O metros. Animaes de menos de meio sangue.
Premios : 300(5000 ao primeiro, 60j5000ao segundo, e 30)5000 ao terceiro.
*\_^PROSPERIDADES MM Metros. Animaes da provincia que
anda nao tftnteai ganho np.Derbjr, em njaior distancia. Premios: 250000
ao primeiro 50)5(000 ap segundo e, 255000 ao terceiro.
" "SV___ INTERNACIONAL1.9 OO metros. Animaes de qualquer
paiz, que ainda nao tenham ganho no Derby em maior distancia. Pre-
mios : 609(5000 ao primeiro, 120(5000 ao segundo e 600000 ao terceiro.
* UrtkWi PROVINCIA DE PERNAMBUCO 1.900 metros. Animaes
da provincia. Premios: 300)5000 ao primeiro, 60(5000 ao segundo e
300000 ao terceiro.
0 _W_Q VELOCIDADE -t.OOQ metros. Animaes at puro sangue.
Premios : 400.5000 ao primeiro, 80(5000 ao segundo e 40(5000 ao terceiro.
0 '*!!_'__ COMPBNSAQAO t*iO metros. Animaes nacionaes at meio
sangue que nlo tenham ganho n'esta distancia Premio*: 300(5000 ao
primeirp, ,606000 ao segundo e 30j5000 ao terceiro.
Observacoes
S sera aceitas para cada pareo as quinze propostas qne primeiro forem
do
s pareos na orgajiisar.
segunda-feira, 15 do corrente as 6 horas d tar-
lidas.
Cada enveloppe dever conter urna s proposta.
A' directora reserva-se o direitp de alterar a ordem
cSo do programma.
A inscripcSo i_cerrar-se-ha
de, na secretaria, do Derbv praca de Saldanha Marinho n. 2, 1." a ajar.
O GERENTE,
______ni:\HiQii: sniiTix
Arsenal de Guerra
O conseibo de compra^ des te arsenal,
recebe propostas no da 10 do -jrrente
at as M horas da manha-, para a compra
dos artigos seguintea :
Algodaosinho com 82 centmetros de lar-
gura, rnetio 5,025.
Algoditodelistra para calcas, metro, 83,98.
AlgodSo em rama, kilos, 43.
Aniagem, metros, 422.:
Alcatifa ou tapete de 8 metros de com-
primento e 7 de largura, 1.
Alcatifa ou tapete de 3 metros de compri-
mento e 1 lj2 de largura,, 1.
Bonets de servico interno,, 221.
Bonets de panno msela, com galao, para
msicos, 27.
Bonets para sargeuto jjudante e quartel-
mestre, 2.
Bandas, de 12 para interiores, 29.
Brim branco liso para lences e toalhas,
metros, 53.
Brim branco liso, pa&i calcas, 2,450.
Brim esciuro de linho trancado, metros,
2,549.
Chitas para caigas, metros, 14,82.
Cada reo de algpdjo de 3 centmetros de
largura, metros 48.
Cobertas de chita, 6.
Chinellas de couro, pares, 25.
Colxoes choios de 12, 3.
Charlateiras para sargentea)udanto e quai-
tel-mestre (p.), 2.
Cb.arlateiraa.par msicos (pares), 2J*
Galio prateado de 1 friso, metros, 4,32.
(alao prateado de 2 frisos, metros, 38,88.
Gravatas de couro encarnado, 221.
Ganga encarnada, metros, 50,78.
Hollanda de forro, metros, 1,916.
Lencos de chitas 1,077.
Madapolao ou. morim, metaos, 10.
Meas de 12, pares, 4.
Meias de algodo, pares, 464.
Mantas de la cinsentaa, 2.
Panno msela pora fardamento de mus i
eos, metros, 89,10.
Panno escarate francez, metros, 46.
Sargelim de cor, metros, 6,70.
Sapatos de couro de bezerro, pares, 492.
Travesseiros cheios de 12, 4.
Para fjrdamento de ofEciaes
Madapol2o francez, metros, 88.
Casimira encarnada de superior qualida
de, metros, 5.
Baeta azul, metros, 10.
Brim escuro de linho trancado de superior
qualidade, metros, 8.
Para o quartel-general
Casticaes de metal branco com man-
gas, 4.
Copos de vidros para agua, .
Lavatorio de ferro, pintado, com perten
ees, de louca, 1.
Lavatorio de ferro, pintado, sem periqu-
ees, 1.
Orins de ferro agatha, coiu tampo, 2.
Bandeijas para copos, 2.
Bilhas de barro^oin j.ruto, 1.
Reposteiro de panno coui cera mpe-
Val, 1.
Tama de barro com t-impa e torneira. 1
Tmpanos de metal, 1,
Cadeiras de Jacaranda com asiento ci pa-
ttrr.ha, 6.
Amontolias de folha, 3.
Cadeiras de Jacaranda, 4.
Eserh aninha de vidre 1.
Fuuil de folha, 1.
Oleado para paol. 1.
Remos de pinho para canoa, 2.
Ps de ferro, 3,
Hyssops, 1. .
N2o serlo tomadas em consiieracao ;;s
propostas que n&o forem feltas de accor-
do cora o art. 64 do nsgulamento de
de Outubro de 1872, em duplicata cora re-
ferencia a um so artigo, mencionando o
nome do proponente, a indicacao da
commercial, o prego de cada um artigu.
o numero e marca dast' amostras, declara-
cio expressa de sujeitarem-se a multa de
5 i no caso de recusar arogoar o coaita
cto, e bem como as de, que tratam os ar-
tigos 87 e 88 do/t&iregfcmean.
As amostras dos artigos cima indica-
dos acharo se nesta M-cret*fia, para se-
ren examinados peios proponentes.
(}^prasos que forem. concedidos pelo
coHselho, sera iraprorogaveis.
Secretaria do Arsenal! de Guerra de
PeruambucOy em (2,de-.Aoril.de 1889.
O secretario,
Jos FraiicUco ffibeiro Machado.
IRMANDADB-
DO
s*. Narramrnlo da freguesia de ti.
!'-. Pedro bancal vea do Beeife
Pelo presente convido' a todos osnossos irmos
a coiaparererem nos din- secunda feira 15, pe
la? ti Doras da manh, sexta-lcira 19, pelas 4 no-
ras da tarde, e domingo 21, pelas 6 horas da
manb, para acompanharmos as procisses do
Scnhor ao? enfermo*. Enterro e Bessureico que
leem de sahir de nossa igrejamatriz, e bem as-
sim o compareciniento em todos os actos da Se-
ntina Santa. Becifi;.-13 de Abril de 1889
H da Silva Loyo,
__________________ Escrivo. _
Irmandade do Kenhor Bom
fesus das Chagas
Pelo presente convido aos irmos desta ir-
mandade para comparecerem era. o consistorio
s 2 horas da tarde no Domingo de Ramos 14
do corrente, para eaearporados saturnios em pro-
eissao do Padroeiro que dever ter lugar o sahi
ment, hora cima indicada. 0 trajecto ser
o seguinic :
Ao sahir lado esquerdo da.igreja at o ex-
tremo do pateo, fazenflo anguloaJe encontrar a
direiu, ras Larga do Rosario e a Eslreita, Praca
de Pedro II ras do Imperador, Francisco Ja-
rinlho. Duque de Gaxias, ilarriiio Dias. Vidal de
Neyreiros, Coroni! Suassuna, Pateo do Carmo,
ras Paulino Cmara. Malinas de Alhuquerque,
U; Ivo Miquiliuo.. Baro da Victoria, abug,
Larga do Rosario ao recolher.
Consistorio, 11 de Abnl de 1889.
O secretario,
Ildrfumo FlomUtno da Cotia Ribeiro.
Santa Caea
Casas para alugar
Ra da Mocda n. 49, armazem. 2W>*(>0>
dem do Vigario Tenorio n. 27, loja 2404000
dem idem n. 22. 2- andar 180*000
dem idem idem, 3 un lar 1804000
dem idem n. 25, 1 andar 3604000
dem Mrquez de Olioda n. 44, sobrado 2:131*000
dem do Bom Jess n. 29, 1 andar 2404000
dem de Domingos Jos Martius n. 136,
loja el- andar 4 dem de Thom de Souza n. 14, primei
ro andar 00500U
S. Lourenro da Malta, casa terrea 604000
RoyalMuil Steam Papkei
Companhia
C'juMnaadaate. A. H. Dyk!|
E' esperado doU| no. d 14 de
Abril e seguindo deppts dademftra
nocessaria para
S. Vicente, Lisboa, Vigo, Southamplon e
Antuerpia
Reucc&o de passagen
Ida ida epolta
>'Lisboa 1 classe t 20 30
A'Sonthamptonl'classe iS 41
' amarotes reservados para os passageiros de
Pernambuco.
Emquanto vigorar a quarentena imposta na
llepublica Argentina, aos vapores e navios pro
cetes do Brasil, o vapores desta companqia nao
aceitarao passageiros nem carga para Buenos-
Ayres.
Para pagsagens, fretes, encommendas, trata se
;om os
AGENTES
Amorim Irmos & C.
N. 3Ra do Bom JessN. 3
Companhia Brasileira de
Navegacao Vapor
PORTOS DO NORTE
O vapor Pernambuco
Commandante Antonio Francisco de
Almeida
E' esperado dos pertos do sul at o
dia 17 de Abril e seguindo depois
,da demora indispensavel para os
'portes do norte at Manos.
Aa encommendas so sero recebidas na agen-
ta a< 1 hora da tarde de da da sabida.
Para carga, encommendas, passgens e valo-
res trata-se com os
PORTOS DO SUL
O vapor Manos .
Commandante o Io tenente Guilherme
Waddington
E' esperado dos portos do norte at
odia 14de Abrile depois. da de-
mora indispensavel seguir. ,para os
portos do sul.
As encommendas sero receladas no trapiche
Barbosa at 1 hora da larde do dia da sabida.
Para carga, passgens, encommendas e valo-
res trata-se com ps.AGEftTES,
PereirayCanieipoi & C
6=>Rua do Commereio6.
1 andar
United States and Brazil
M. S. S. C. J.
O vapor Finalice
E' esperado dos portos o
sul at odia 17 de Abril
o qml, ja necesaria s eg u i r
para O
Barbados, *. Thomaz
\c-Iork
Para carga, passgens, encommendas
iheiro a fret : trata-se com os AGENTES.
Para.
di-
O vapor Allianca
E' esperado dos portos do
norte al o dia 21 de Abril
o qual depois da de-
mora necessaiia seguir
para a
fthla, Rio de Janeiro c Mantos
Para carga,, passgens,. encommendas
iheJDM ta'tc : trata-se com os
AGENTEN
Henry Ebrter & C
8Kua do Cqjwnercio 8
V
di-
^. XI.. J.
MM-iidiidc H<- i Fica suspenso o expediente desta sociedadc
do dia I i a 21 inclusive, segundo marea o Si I
do art. -*7 d s i..>ssos estatuios.
Secretaria da -ociedade Recreativa Juventodej
1.1 de Abril de 1889. 0 2- secretario.
A. F. Lo(ie.-.
Pacific Sle in Nayii;aUon.
Company
STRAITOF MAGULLAN LINE
O paquete Gal'ia
Kspea-se do sul at o dia
22 do corrente e seguir,
depois da demora docostn-
ou* para Liverpool por
i Isboa. Bordeans e Pljrmouth
Para carga, passageiro.s, encommendas. e di-
jheiro a frele : trata-se com o?
AGENTES
Wilson, Sons i (,.. Limited
14RUA DO COMMERCIQ14
Camossim
Segu nestes poucos dias o hiate Dsus te Gaie,
recebe carga ; a tratar na ra da Madre de Oaus
n. 8, ou ca-s do Loyo com o mestre.
111
LEILOES
Grande leilo
1
iaritios
(ONPt\1IIA PF.HWUICI t*.\A
DE
\avegaeao eosteira por %'apor
Para Feruaudo de .Woiilta
O vapor L na
Coimuandiiute Senabim d:i Silva
S -lie no dia 15 il .\br,\ as 12
horas da maulie. !c>.v>e <-.t;-...
(lia 14.
.:.-11 horas do d.i ESORrTORlO
f'-ie dn Compij.Jii'i Fi-i-ii'ihihuoi-K:
n. 12
(oiirtxiiit
l)K
.\avesaeo .coatelra por rapor
PORTOS DO SUL
Rio Foruioso e Taniaudar
O \apor Manda lu
Commandante Alcides
Segu no da lo d 0&r(Milo

horas da manha.
dia 14.
Kecelxea .
Passgens at as 4 hoias da larde do dia 14.
ESCRIPTOKX
Ao Caet da Companhia Pernambucmu
n.12
De movis de phantaiift. piano, espclho, repos-
teiros. cortinas, lustre- w; Cfystal, objectos de
arte, japoneses, porcelanas. crjstaeB, eletro-
platee forro I* esleirs.
Megiaada Vhvi 15 do eorrene
A n> 1 i horas
No 1 a ud r (1> > sobrado ra
do Imperador n. 23
Constando :
il* le '.-la
Una mohiiia ..usliiuca comjri.-os dourados,
com 10 cadeiius de guaroigAo. 2 ditas de braco.
1 sof e 2 consol:;* coto '.ampo de petlra, 1 ini
portante piano do fabeicunte KAPPS. i cadeira
para o iiie.-nr i e.-pellio oval grande, 2 canto
nenas alias. 2 jardineras com vasos e flore3,1
iianeapara fijiu '"nos. 2 escarra lei-
ra, i candiel!' jgi _' i estas para llores, 2
leques iiranle- clnueies p..:\i parede, 2 chapeos
de sol chine:'.-.'. itvjg, '.'enfeiles fliinezes
para pared". -.' 'tinado de ren-
das. 2 ppposlitms e 1 cm'ijnado dfl mOMMO, I
S le ery-ial | i. e i forre re
I
i: ibineje
t'ma uiohilki ti bunbu o v gminijj i -.[( rac-
ial, coto (i buleRt dr jmurn'ci i >liu de b
e I so-'. | -!- i lindos appa
radores.de carrallkj. I culeint de rosga,2qua-
dros a oleo, 1 forr ira, I porta' chapeos
de sol.
Quarlus
Lina cama leaiicza de Jacaranda. 1 baucu de
calH'ceira de ca'uu, 1 I eira van
esiK'lhoe lanijii de pe Ira piv.la. 2 jarros, div .
objeclos |iara loilet, 1 tnnrqs I guanuciopan lavuUnu). 1 gnrrnfa e fopq para
dito, i eupreguicadeini de janeo, forro de eslei-
rs e arandellas.
Sala de jarriw
Lina mobiha aust0MlCi com 13 cadeiras de
guarnicao, 2 ditas de litaros 1 ic> u 2 consolos
com pedra, 1 iu^i eUiiJiea n tu t> laboas, 1 yuar-
da-Uira, 2 aparadores com espelho1, 1 guarda-
comidas, 1 cadeira de vime. 1 reiogio de i.a'ede,
1 uppanjho de porcelana para juntar. 1 dito de
dito cora flores para ulniuco 1 faqueiro de elec-
tro-pate 1 gallielciro de ek!c.(ro_s>late, 2 fruc-
leiras de vidro de corea, i machina para caf,
copo3, clices, porta-queijo, lallieres de cano de
marfim, compoteiras, lacas para champagne, co-

Hieres, arfee de electro-platee mutosoutros
objectos jue estaro patenteeno ae4o-do4euo-
0 agente Gusu.ao aulorisado por urna farmlw
que. retirou-se, far leilo dos -objeclos cima
deseniptos, os qaaw se tornem, reeommendaveis
por serern de gosto-e quusi novos.
Leilo,
De \> encapados com camar3p frescos e 3
caixa8ccun*, premnto inglezes
Terca-feJraeltt do forrete
A'S 10 1(2 HORAS
Agente Pinto
Em conUmuaefio
Leilo
De i) grozas com thesouras de 5, 5 1[2 e
6 polegadas
a casa ra Visconde de Alququerque, outr'ora
mu a Gloria n. 06, com .'1 quartos, cpsinua.fra,
apporelho, giandeqniotal eotii .cacimba, algnus
arttoredos e poito ao funda queida pasa,a c.nn
pina.da Aleona ; a tratar; na ra. fureita Bu 4,
sobrado.
Leilo
De urna armaco, gneros e movis
TERgA-PEIRA 16 DO CORRENTE
A's 11 horas
13) agente Silveira, a mandado do E\m. Sr-
Dr. juiz de direilo de ausentes e a requerimen-
to do Exm. Sr. cnsul de Portugal, levar a lei-
lo e espolio do subdito portuguez Manoel Pas
sos Gomes : urna armaco, pertences, gneros e
movis ; na ra do Cordoniz n. 17.
Leilo
De 129:171 kilos de sementes de algodao
e 641 saceos com assucar, carregamento
da barca ingleza Alerte.
Terea-felra i do eorrente
A's 11 horas
0 agente Gusmao, autorisado pelo capitSo da
batea cima .rue^iomida l'arjd Lowson que
adiou o priineiro. leiiiio deudo ajuslrucces i-e-
cebidjs dos agepWs do Lloyds, os quaes depois
andaram de novo proceder a venda ido cmrB-
gamento, far leilflo do mesrao cima de^ccipto.;
em presenta do cnsul de S. M. nniuniu.'a.
ussistencia de um econregado da Alfamkga. que
for designado pelo Ihm. Sr. inspector e de
accordo com os consignatarios da. ffeferida basca* \.
0 leilo ser eBectuado na burwcu dos &c&.
Livrameiito & C, encontrando os concurret*B
ao leilo, bote no caes da CocApaubia 1'eruaiiJ-
bucuna. as 10 e 43 mioiHOS d dia aciraa.men-
cionado.
Seda preta
de f u&erior qualidade a 35Q0 o ovad'; ven-
i dem Nocjolia & c, ra, da Imperaln *. 11,
alfaiafena. ____
Precisase de urna ama perteito cositiheira,
pagase bem, para catadle familia a tratar na
ra do Hospicio n. 41.
Aproveitea cambio-
A pipucos
Vndese Uuto p^ro na casa (saputizeiro) de
vaccas cteoulas do.pasto. nfipe para alimen-
taco de enancas e doentes, tira-se vista dos,
freguezes, garautind a boa ipjulidade(>e tuanoa-
se levar em casa de qu.ilqur -freguei.
Ao comiftei^te
Ernesto A. de Barros Franco avia que. desde,
o dia 1 do corrente deixou de ?i^ seu eutprega'
do o Sr. Ernesto Castello Rraeco,
Peixe de viveiro em
Afogadtis
Vende Arcliias Mafia, na ra Direita. na anti-
ga estac2o das diligencias, quinta e sexla-feira
santa, das 4 horas da manha c;n diante. Satis-
faz encommendas no correr do dia, sendo de
105000 para cima, manda pescar na occjsiao
EncoinmeHdas: em casa de Pecas Mead es & C,
ra eslreita do Rosario n. 9.
Carlos Sinden recebeu pelo ultimo vapor gran-
de sortimento de camisas inglesas de superior
qualidade, assim como camisas de meta, de \& e
Xierifi, mete de diera qualidadee, asas
como grande sortimento de vestuarios para me-
ninos, que est vendendo por precos sem com-
petencia.________________
Agfostinbo & Irmos
Collar de Ouro
3-A Kua do taltusa S*A'
Como tizessemos urna grande reforma em o
nosso estaiielecinierito, tizemos tambera reduc-
efio nos precos de nossas joias de onro, prata e
ieiili.ntes. Pedem a seus amigos e'freguezes a
virem comprar lindos objectos com penco di-
nheiro. omnra-se ouro, prata e brilhantes em
obras servidas, o paga-se bem. Concertam-se
relo^ios, obras de ouro e prata commodamente.
Aviso aos Srs. marchantes
No eogebho Sete Ranchos, freguezia da JEsca-
da, exigiera 40 bois gordos para seraaven-
didO-, tjoen os qnizer comprar. poJera lrvl-0!
". ent-o-i^r- ,- en ni o Bar So ilu UmoairOfc no aeu
&%tt Pt-riafidoba. cm iuMatan Est5_e_-
celentea.para o aeougue, e prefere-sc a quem
0S comprar todos.

^
.1
Cava! lo para o Prado
Vende-se um cavallo que na primeira carreir
venceu 850 metros em 70 segundos : a tratar
co/n os Srs. Miranda A Irmo. em Qiiipap.
Ao fisCtl da freguezia do
Pergunt:''e a S. -. se i rjamittido fazer do
oata e ra da Companhia I'eraanibucana enchi-
utento oe nieU
Leilo
Da arma,^,d9,waWrW-.P,WWZ*dfte n-
vidracada-j niercadorias e utemilios da
tiiverna sita ra do Imperador n. 81.
loar(a-feir iS do eerrealc
A's ti hurus
Q,agente Gu-rao aulorisado por mandado do
Exm. Sr. Dr. juiz de direito do commercio, a
requerimento do Dr. curador fiscal da massa
fallida de Oliveira Silva 4 C, fara leilo com
ussistencia do mesmo juiz. da armago c gneros
da tuveniu cima menuouada
AVISOS DIVERSOS
Aluga se urna boa casa com sufficientes
commodos para urna familia, com sitio e peque
na baixa de capitn, ra do Caldeiroiro ; urna
outra ra da Mungueira, com 4 quartos, cosi-
nha fura, quintal, cacimba com boa agua de be-
ber, todas por preces razoaveis : a tratar no Cal-
deiiyjro ou no escriptorio do conselheira Alcofo-
rado.
9
Aluga-se
o to- rado 0^46 ra da Roda
com bons. cotiiiuodos e muyp {fusco, todo pinta-
do de novo c forrado a papel as. salas ; a tratar
na ruado Caliug n. 16. toja,
Alusa-se barato a casa n. 4 ra Priuceza
Isabel, com bastantes commodos pira collegio
'ou para grande familia, com agua, gaz e muito
fres.-a ; a tratar na ra da Aurora 11. 8.
Aluga-se um bom sitio com bou cusa, cuia-
tar na ra Pedro AH'onsiw, l.
Aluga se casas a 64800 ao boceo dos Coc-
hos, junio de S. Gonca.IJo; a tratar na ra qa
raperatriz 11. 56.
Aluga-se ou vende-se o sitio do Mondego
n. l-iil. ra Viscoodc de Coyanna : a tratar
cora L. de Maraes Gomes Fernifa.
Precisase fallar ao Sr. Manoel Joiquim de
Hat tos. ra do Pilar n. 56.
Precisarse de um criado que. sirva tambera
para sitio, na Jaqueira, beira do rio, antps de
chegar ao arco, portio de ferio vermejho.
Quera previsur tlfi. urna rnueu)jba muio
bou e de nens costtime'. ditiju-se 10 Camielio
Noto n. 128 Na mesina casa precisa-se de urna
mulher de idade para pouco servuro : a tratar
com D Isabel.
Furtaram ao amanbeccr do dia 9 d cor-
rente mez, do eugenho Bom. Destioo do.terina
de Gainjllei a. tres cavallos, um russo. tamanho
regalar, j velho, carnudo, inteiro e com clkas
compridas, com o ferro em um dos quartos di-
reitos, iunian io urna cruz; outro russ j veiho,
magro, ceg de ura olho e ameagadu, de catharro.
muito maltratado de canga1 lia : e finalmente. u.m
eardae pequeo quasi poltro. andador bai_o e
cora urna bellide no oltio direito, tendo em um
(los quartos um R. Pede se as pessoas qne de-
rem noticias certas destes cavados ou apprehen-
d> rem, que,os levem ao referido enpenno on ao.
engenlio Prado da mesma freguezia, proprieda-,
de do Sr. Francisco Pinbeiro de Menezes, qne
serao recompensadas.
V*f cu;, mr^cio
Euabai^o assir.>aiio.declaro que dexei de
sercaixetro dos Srs AUaq Paterso & C desde
odia 12 do corrente. Recife, 13 de Abril de
1889. -
Mame Moreira l'into.
t'eixe de -viveiro
Avisa-se ao publico que na qua,-i;t, quinfa e
sexta feka al as 9 horas vende ge poiwe il vi-
veiro excellente na rna Lm'/. du llego, delionte
do n. 48. TainJieti! g" acceitam i'iconuuendu>
na mesma ra n. 47, e no Caminho Novo nme-
ro 87.
Horticultura
Mr. Pellorce, horticultor francez, com impor-
tantes estabelecimentos em Angers. acaba de
ebegar a esta capital com urna grande variedade
de plantas diversas, em estado de serem trans-
plantdas, como sejum ;
Camelias Magnolias, Azaleas, Jasmin daCaho
pawcii, Hortentia vertnelhu, Roseiras novaa-va-
riedades, Lyrios, Duhlias etc., etc., vinhas e ar-
vores CrucliAiras.
Vendern-se ra da Imperatriz n. 6, (loja) i-
pregos mt|erados.


Baln desencaminhado
Pede-se a quem tiver levado por engao um
bahu de coro com a marca por escrpto em pa-
pel, HerinUnda de Souza, vindo no vapor S
Fracisco era sua ultima vi age ni do Sul, o lavoi
de o declarar no escriptorio da Companhia Per-
nambucana ou na ra do Imperador n. 73, ou da
Princeza Isabel n. 8.
S.
i
SBOIETES MEDICAMEITOSOS
U OMMMILT l O
SAIONETE SHLFUftOSO co-tra ts bor-
bulhat, as mane*** a- Uimrrtai trvpr
ftt mese Bunifeatao aa pelle*
SAIOMETE SDLFURO-ALCALIRO cha-
mapa sabonete de HMmerick, contra a
tama, a tmka, muihar, mtamom$
pityriate do couro cabelludo.
SABONETE de ALCATRAO oa NORUEOA
empreado Boa meamos caaos qne o pre-
oadiantc.
SAIONETE DE ACIDO PHENICOpre-
aerrativo antiepidemico.
SAIONETEk ALCA TRO coi BRAX
contra aa affecco* cutneas, chronieaaon
ligeiraa, craatas de teite, dartraa, aexenoa.
Deposito em PARS, 8, ra Virienee.
i'j'jjji'isrs Ciaedest de ._rauj.a
A directora do Monte Pi orlngocz manda
rrzar urna missa e memenio por alma do sen
..'nado socio installador Francisco Guedes de
-i-.iujo. segunda feira 15 do corrente, trigsimo
i dia de seo fallecimento, para cujo acto- ders'.i-
uo e caridade, que teta lugar naquelle dia
tlaa 8 horas du manha na matriz de Santo An-
rtonu). Convida aos senhores sccios, a familia e
amibos do finad'.
Secretaria do Monte Fio Portuguez, 10 de Abril
i
18-9,-0 2-
secretario,
Manoel
F. Velloso.
f
Attendam
rttia senlinra pcrA>i_m*Dle !.: litada a lee
ciea r portugtiez e franrez assi:; como t idos os
trnbalis em l> -r.hidos e llores i|i; Uifis u.s gps-
lo? e especie? o!Terece-?e para ir a casa das
da e pintada; no Arratal (Casa Amurellai: a tra- rTnnili h que i;.Vj ipiizerem maular -u s blhas
para a* aulas,; asjfi como taaitmni ira rendir
na casa de alguma fajiiilia abastada iiue queira
para rais citnmodidade de suas Binas. Afian
gn-re conduca honesta, prudente e moralisada :
quem precisar pode dirigir se ruado Baro da
Victoria loja de fazendas 1 _riz na America nu-
mero 16.
FH3SPHAT0 BE FERRO
I. LEBAS, Sentar eo Smeneiaj
'Minio CHlt.Juntt i HrtL do Bit-dt-Juitirt.
Es,tq ferruginoso o nico que
o? a:? .ua,ceaJpGS,i*fi- o ai
rt tjjos>Ios c-sas eu\> sajigue. E'muito
vttttrjy. contra a anemia, a pobres
do sangue, as dores de estomago,
M pallidez. ns perdas brancas e as
desordens e irregularidades da
aestrna/.o. Agradavel pelo seu
;esicclo e pelo seu sabor, sempre bem
cceito pelo estomago, muito acn-
'^elhado pelos ir.cdii.os. -s senhoras.
s mocas e s creaneas.delicadas.
Em PAFtlS. S. Roa Vivianne.
Francifttca i.ui/.n de Mello
Tiieotonio Flix de Mello, suas Gibas, seu Bu-
lbo, senros e netos, agrade-cem intimamente u
idas as pessoas que se dignarum c onduair a ul-
tima morada os restos nortaes de sua chorada
esposa, rai, sogra e av, Francisca Luizade
Mello ; e de novo convidam a todos os prenles
e pessoas de sua amizade para prestaxera ainda
mais urna vez o acto de caridade em assistirem
ns missas que teera de ser celebradas na Vene-
raveiOrdcm 3-' de S. Francisco, no dia 1.' de
coircnte, s 7 1/2 horas da manha, stimo do
seu passamento. pelo que desde j se eonfessaai
eternamente gratos.
T
erreoo
Boib.para coudelaria rna Marques do Her-
val 80 e.8-! ; para ver. na cusa ao p>\ e tratar
na ra Marqnez,dt Oiimla a. 25. Teni coebeira
DE
Ari_i, .loa ,e Cuuiku' teU
propavm'h* por
BAimjQLOMfrl &C.
wi;ci Est cnbalinentc provadn .1 efficaeia (lo
agrio para a cura das molestias attinentes
aos orgos da respira.i,-.oj e jn-.tardo a essa
preciosu [il.-ina a.s nao i;n.u.'s eonhecidns Jo:'i
e Gamfcvr do norte, cujos eSwitoe balsina
eos tm sido .s uyc I vago tenijio,
torna-sc o noaso xa jo c
CAMBAR t>0 X'- tk o priiiii'^ro rec"iimen,-
dado par.-, a cura das, fVifTMH iol.s;at-
das vas respiratun:;. cede a phauvi
oh ii!."l da gai-.aii'n at a tiibei abrengeade ns diversas brmehitc.s catbar-
roa e plourisi;..s.
I ).s .iiunierw.- : q_e I'u_jh d?
ctii'as, conseg'ida por cena podenco pre-
parado noa aatariidui recnomien-l.-ir o eo_
de j/refar qiudqtK-r uutr*.
PHAiv3[AClA i; Di.KiA RA
34* a !.\koa do i;osako--:;4
Gnad
t>
ruCifi-S' d ,-\-! tt
n 1
AVISO
o ab se temporaria-
uienli; para Eui'Qpa, >. b espe-
cialmente ao corno coramer-iul dvs-bi piuca que
'ioixa como seus procuradores Muiioel.Soaics da
'raiu-isc Antonio da Silva Mala e Jos
baCQD, nu idem e;n que esi.w cokorado ; ou-
tro 8110, Pl'dc desculpa de. | elu. presteza de sua
viagem nao ter se despedido pessoalmente, d.s
pessoas que o bonravam rom sua amizade, ofe
recendo seus limitados prestimos onde se a.'har.
Recife, U de Abril de 1889.
Joao Fernandt de Axeredo Vaiougutuo.
;o de Grimault e C1
oom o NN TICO
I a_i J11U i* HniaM ai liMa^aaaln.
Preparada com as folbas do
Matioo do Per, que s? o po-
pulares para a cura da bien-
no rrhagia, esta injeccao aoV
quino em pouco tempo urna
reputacao universal, sendo
tnteinunente inoffensiva por
'comer apenas vestigios de
1 ses adstringentes, que se en-
contrao em quantidadeem ou-
tras do m'esmc' genero. Em
I poucos das ella supprime os corr-
[atentos aaais rebeldes e dolorosos.
aposito em Paria,8, rae Vivienne
Cosinheira
l'i eif.i-sc de una uiiiu Qtra cosinliar e mais
eni(o, em casa de iiequena familia ; na
ra da Aurora 11. 81, 1 andar.
(Jos i n he. Ira
iNccisi-se de ii.rjoa que co-
suIk- >t'in no 3.a andar, da
t\ pngrapha do Diario-.
Por imam
Aluga -se n roja lo -obra !> ;ia U- Loma* Va-
IS a, '1 cui ida e -' ... .
lar na ru I eir.i ite M r< 1 11 7 '. I.....
Para est$visi 0:1 inorada
d
JoKquim l'into Al\-s
\nna da Costa Alves, Alvaro PintOjAlves The-
reza de Jess A. Ayres, Maria do Carmo A. de
ttlneira, Antonia l'. Alves. Anna L. Alves e Joao
(lardoso Ayres, ftidos pela dolorosa eirrepara-
\cl perda de seu prezadissimo esposo, pai e so-
.;ro Joaquim 1 into Alves, agradecem penbora-
dissimos a todos os seus prenles e amigos que
iizeram o acto caridoso de o condueir sua ulti-
ma morada ; e de novo os convidam para assis-
tirem as missas que pelo descanso eterno de sua
alma sero celebrada.- na rdem .1.* de S. Fran-
cisco, pela* 8 horas da manila de quarta-feir
17 do corrale.

Hi-ii:i. le FreitaM i.uimuiae>>
Juaior
Segundo anniversario
Ben'o de Freitus Guimares e Maria Aurelia
Bodrigpes Guimares inandam celebrar wna-
mi6sa no dia 13 do corrente, 2." anniversario do
fallecimento do seu nunca esquecido filho Beijtc
de Frca.s Guimares Jnior, s 7 1/2 horas, na
matriz de Santo Antonio, para o que rogam aos
seus prenles e amigos o caridoso obsequio de
assistil-a. antecipando seus agradecimeotos.



t
Auna Joaquina _ Antonio Velloso da Silveira Jnior e li >salina
Iguacia Lins agradecen) do intimodalma s pes-
soas que se dignaran) acompanhar ao ceraiteric
os restos mortjes de sua prezada-esposa e filha,
Anua Joaquina Lins. Desde j os convidam pa-
ra assistirem as raKsas que. sero celebradas na
capclla do engenho Braco do Meio, s 10 bocas
do dia de quarla-feira 17 do corrente, stimo do-
seu fallecimento._______________________
BB_*_H__B____________-___&_____a


t
i
1 iiionio da Silva Hamos >ees
Urania Kjmos .Seves e gostinbb du Silva
.Neves convidam aos sens parentes e/amigos lia-
ra isststirem as missas que mandam rezar nc-
dia lo do corrente, s 7 1/2 horas da manh, na
matriz da Boa Vista, 2 anniversario do passa
meiit) de seu prezado. lilho e irmo Antonio da
Silva R^mos Neves. Desde j summamente re-
conhecidos, agradecem a considerEco dispen-
sada por aquellos que cniparecereni a esse acto
de religiao e caridade.
II.....!! III!
i
-
t
e papazos
Alugi.-se a tnetadrxle j;-: 1 andar a ra .(Lis
Cinzes (Duque Un Ca\t,isj : a tratar na praca ifc)
lndeponde--ciu u II.
Bolsa perdida
Peiie-se ..eacaicciitioiidlle -.-oa qw a, huu
urna b l:a decount.prv'o. conii^iUo wde por,.
(.So ile caitas e bj_iete.s. o favor de lvala u ra
do bMfRidor o. 5, que ser gratificada com <;e-
uerut-laile.
Nanael Car_oato Ayres
Jos F. Carnoso-Ayres e seus irrnSbs coiim
dam seus patentes e amigos para assistirem urna.
missa que njuodam resar, na igreja da Mad-i de
Deas, is 7 1 -' horas da manh de segunda-feira.
Id io corrente. pelo 2." anniversario do falleci-
ua'ittp di- seu mui presado pai Jdinocl.Cardoso
Ayics.
Antecipadumeule agradecen) u todos que se
dignaren! a coranaivcer a este acto de religi
curidade.._____a
Mifucl Manoel Sil vino de Barros Falco, sua ^nuU^
e lilhos, convidam aos seos amigos e paret1
para, assistirem a urna missa que *' m '-
na maiz da Boa-Vista, s 8 botas o -M. do
dia l do corrente raer, stimo, do U-v.amento
de seu presadisumo e sempre prantedo ilfcee
hraio, Miguel iSilvino de Barros. Falc4^, ne'o
HUe tute. j se confesaaiu suninjaueiHC agra-
decidos. ,_________________________________


Diario de Pernambuco-D^mHwro 14 4a Abril de 1889
i"
r* P!Mi^ oHLORdsti ames paludas
m
tedtffeitMffWia ./tf- peutei frtoM *ddit&*L4 #/c/)sposas ao enpobrecimeato do samw. fcffl**s
*- a d**6, /rorts ioitfi /Wfio. jrtsttwrcs&e iattaedes. -Bxfpir irma a. BfcAVAjra.
myrlsklitai'Tmlh&. Deposito na **r parte da Pharmacia.
_;-----y------------l...r---------
l
HERMES DESOUZA

5C9U55
LnJ
PERETRA
& C.
Acaba de -reabrir-se esta importante.pharmacia afta roa do Mrquez*de Olinda n.'27, depois.de-ter
passado por urna transformacao compela. Est em cotidicoes de satisfazer todo e qualqur pedido, nao so concer-
nente manipnlagafo do receituario, como a venda de preparados uacionaes e estrangeiros, dos qtrctes a casa se acha
rifiew>Moe!nte sorrida.
Esta casa sendo por domis conhecida pela sua seriedade, os seus proprietarios esperara do distincto corpo
medieo e da pepmbi^ao em geral, a continuacao da proteccao que sempre Ihes dispensaran!, para o que empenham
a reconhecida lealdade com que costumam tratar os negocios de sua profrsso.
xaiDeDaocvxoes X33e soxj^la. opoenoex^^jK. & c. successores
i'kANANGA
ntigo estebeleciniento de Ferragens
me
,A GTMARAES & C.
8 t&raitte partimento fceferragens, cnttlaxi&s,
e ramios entras, artigo* a whx:
Cobre em folba.
f Ferro sortido.
Cimento Portlant
e outros marcas.
Bombas de ferro e bronze
Caraos de ferro e chambo para
etican-amentos de alta pressao
Machinas e vapores
para algodao.
Candieiros elctricos.
Foges econmicos.
Este estbelecimento fundado em 1851, tem na sua
longa existencia a garanta mais sefiura para os que pro-
curaren! honraJ-o com a sua conganca.
PRESOS SEM COMPETENCIA
Desconts do costume
do JAPAO
flQAUD y C, Perfumistas
PARS 8, Ru Vivienne, 8, PARS
< $gCl de 0aiianga, Iocao a mak refrige-
rante, a que mais vigor d pelle, e que mais branquea
cutis, perfumando-a delicatamente.
(XtlCtO de ^aflaJZga, suavlssinw e aristocrtico,
pwfame para o lenco.
eO dS Remanga, ttaesouro do cabello qua abril-
lian ta, ftz crescer e impede de cair.
Sbonte de (Kananga, 0 mais agradavoi wmtto,
conserva cutis sua nacarada transparencia.
JpS de KaOailga, branqueaoa tez dando-lhe elegante
cor mate e a preservad de sardas.
Depsito na prineipe Perfumara*
REMEDIO DO DR. AYER
OONTBA
AS SESES flU MALEITAS,
O Krmbrio do Dr. Aykk,-descaberte
vegetal que nio conten a quina nem o
arsnico, nemtaopoacooutro ingrediente
nocivo, um remedio infallivel e prompto
para toda a qualidade de febres intermit-
4mteon maletn*. 9**lB per-
manentes e certos e ncnhnm mal abso-
lutameMe-pMe advir do se-i emprego.
Da mwma forma torna-sc o melhor
remedio posslvel para todas aquellas
dencas qoe proven dos effeitos do
vtsmas. que aedeseavurrem nos lagares
pantanosos e infectados, e que geralmente
caractcrisc-se pelas affeccSes do
erado e do baco.
O Remedio vr Ayer curur sempre,
mesmo nos casos peiores, toda a vez que
8r empregado convenientemente e se-
gundo as direc^es.
PREPARADO PELO
DR. J. C. AYiR & CA,
Lowell. Mass.. Est.-Unidos.
Aluga-se
o 2- andar da casa ra da Aurora n. 81, junto
a eslacao da estrada de ferro de Olinda, com
grandes commodos para familia, gaz e agua en-
canados ; a tratar no escriptorio de Sebastiao
de Barros Parreto, ra do Bom Jess n. 16,
prirneiro andar.
Aluga-se
a casa ra da Amizade n. 40 (Capunga), com
! bom quintal e cacimba de excellente agua, e a
travessa da Pyndoba (Recife) n. 50 com quin
tal, est limpa, cavada e pintada ; a tratar na
roa Direita n. 45, sobrado.
PAMA
BARATAS
emiras gretas.
fm preto e inglez.
Bi' os pi>tos dr m$.
Setins \lac@ pimos.
lie gatas (te S(im ftrrha.
Luvas ie soda preta.
Cascmias. preta s.
Crenolin preta.
Merifts pretos.
Fichs pretos.
Na na Priaeiro de Marea a. 20
CAVA lE CO^FItWC*
AMARAL Se C.
59-^-Rua Duque de Caxias59
ADMIREM
Cortes de cretones em carto com figulino e eafertos, a 8?000.
dem de -caebimiras bordadas, a 25 Setim preto, a 1000, 1,5200 e 1^800 o corado, verdadeiro Maco.
Grosdenaples pretos, verdadeiro Len, a 2^200 o dito.
Mermes pretos> doas larguras, a 500, 00, 10900 e 1^500.
MantiHias pretas, a 10200, 30000 e 50000.
Gasacos de' cachimira preto6, a 300000.
Filo botdado, a 800 rs. o covado, para veos e enfeitos.
Velludimos de* todas as cores, a'800 rs. o dito.
Zbtos do cares, a 80, 100 e 160 rs. o dito.
Linons de c&Tes, a 200 rs. o dito.
Tecidos diverses em cores, a 240 e 300 rs. o dito.
FustSes brancos bordados, a 360, 400 e 460 rs. o dito.
Lindas setmetas, a 200 rs. o dito, aproveitem.
Cretones magnficos, am metro de largura, a -280 rs. o dito.
Chitas, bom sortimento em cores firmes, a 1J0O re. o dte.
Rendas aiistriacas para vestidos a 500 rs. o dito.
Cambraias bordadas, a 40500, com 10 jardas,
em Victoria, -a *f09OO e "8*000, ceim 10 tas.
Madapo!3o superior, a 60000, com 24 ditas
Algod3es nacionaes, a 30000 e 30500 com 20 ditas.
Ricas guararicoes de crochet, a 70090 e 80000.
'Toalhas de ltbvrintho par* baptiaados a 2S0OOO e 800000.
dem i^randes para rosto 6 40000 a duzia.
flwwiiil aln Wramnntfl, 1AOOO a dita.
M"i::-. MgtaM snp*-riores a Hgtltl eo(Kt.
Camisas nglesuu c fa-iflicii^i-.s .c :j()U(.ki. q >) ri
Cortinados bordados a 60000 e 80000 o par.
heugm ile biaaaante a' 1>60U.
Cobartas de gaaga, doua panno a 20800.
Redes superiores, a 100000, sao de 150000.
Pannos para mesa a 10100 e 10400 o covado.
Atoalhadoa bordados, a 10200 o metro.
Bramantes de algodio, a TOOi 900 e J0OOO o dito,
dem de puro linho, a 10600 o dito.
Casimiras em cortes, a 20000, 80000 e 50000.
Sargelins diagonal, a 200 o 220 re. o covado.
As vendas em .grosso tem o descont de 14 |t
INFALLIVEL RADICAL
no curativo de todas as affeccoesljonehiaes :
Mal de Garganta, Toase e TMea
-o-
PETORAI*
DeATSTAOAHnXA
Remedio Vegetal da Natnreza para o alli-
vio e cura de todas as molestias
Do Paito e dos PutoiSes.
Alug'a-se
iez de
rga do
o 2- andar do predio n. 38, A ra Ma:
Olinda : a tratar no i andar da ra
Rosario n. 22.__________________
Aluga-se
o pavimento terreo do predio sito ra do Bom
Jess n. 15, proprio para eaeripterio por ter gra-
des, gabinete, etc.: a tratar na mesma ra n. 4,
escriptorio.
Ahigue barato
Baixa Verde ns. 1-C.
Ra Visconde de Itaparica n. 43, armazem.
Ra Vital de Negreiros n. 43.
Ra do Bom-Jesus n. 57, 3o andar.
Ra do i aldbouco n. 4 loja.
Rui do omiR'l Suassuna (quarlo) n. B.
Ra de S. Jos n. 74.
A tratar ra do Commercio n. 5, 1 andar,
escriptorio de Sirva Gahnaraes 4 C.
Ama
Precia-so de urna ama para cosinhar e mate
sericos de casa; a trata:- na ra Jo Cotovello
numero 34.
__________ m---- ,
Ama
Na ra da Matriz da Boa-Vista n. 26. 1- in-
dar, precisa-se de urna ama que cosinhe bera
para casa de pequea familia.
Ama
Precisa-se de nira ama que saiba cosinhar e
engommar. para nasa de pequea familia e que
durma em casa dos patros ; na ra Barao de
S. Borja n. 39. ........_________________
Ama
Precisa se de urna ama que saiba engommar,
1 cosinhare lavar, .para casa de orna so pessoa,
< qnc durma em casa do pario mu nao lenha
Rlhna : tvi ra ^iroia n. 49, sobrado, se dir
>;ii'n i- qii- precisa.
Ana deleite
' i i.-a-se de orna ama deleite; a tratar na
da Victo:!;' n. ."4, nova agencia de
, i -
{''-:]tfefa
;-.;... v .!,. aE, toa "i#ttiMtn-4--fBrr':-in-
: :n i -r, ';;u de -.i.!ipr.>, pnrn casa rte pe-
iiim....."apa-> Iioi :> tratar na ru;i do
('.. ii;:^,: 1. U :
(; osiiifeeTo
hrci->i--v i'i-mii f>inhriro \ u RndoiPay-
s i.il'i n. '.'.'.
,lfl"
SAUDE para todos.
PCTUL'A'S H
P/lulas purlflcab o Sangue, ctrrigam toiei as- Jssoedenta de Estomago 3
dos Intestinos.
Fortafecetn a aiude das constituyes delicadas, e sao d'am valor incriv! para todas as enfeiniidaes
ptcnars ao possoas de idade avancada a sua cfficacia e incontestavel.
Esfj medicinas -Jo pr-paiud.ts s&mnte do EstsMccimamo do Piofeei^or Hollowav,
78, ItBW OXFORD 8TKEET (anta* 533, Oxford Street; LCKDRES,
E vndense em todas a pharmacias do universo. h
5 Os comiradares .M convidados respeitosamente-s examinar c-rtulos de c^oa<&xa e Pete te oto tecc*2 I
Brecsao, 533,' Oxford Street, s*o ralsiricaaoea.

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.__-. e>.*~-.--------
IAsCapsuL-rs Mathey-Caylus com Envoltura delgado de Gluten nBofatig&omm!
o estomago e afto i'pcommendadaa pelos Profanares das Faculdades de Medt toa a
os Mdicos dos Uespitaes de Pars, Londres e Nerv-Ycrk, para a cura rpida dos :
Corrimentos amigos ou recentes, a Gonorrhea, a Blennorrhagia. a Cystite
j da Gollo, o Catarrbo e as Molestia da Bexigas e dos orgos genito urinario,
"ma txplicaoo dttalhada cowpanha nada Fraie.
-irv;i -> o I- andar do sobradon. $7, ra
1K1 luipci'diiur, ii 111 bous- 101111110-ios eagua ; a
tratar no mesmo andar.
Ctartnbeiva
Precisase de urna ama que cosinhe bem, para
casa de pequerrai familia, qne dnrma em casa
dos'patres; 1 ra Conde da Boa-Vistan. 24-F.
pertao de ferro
Goiabada pura
E' na :ua Vidal de Negreiros n. 112, onde ven-
de se o excellente doce de goiaba a 1*300 a
lata ; ba tambem dequahdades mais baixas por
menos preco, -e en^rre^a-se de eneoirendas
para doces de outrasfrnclas do paiz, garantindo
qualidadrs eopeciues, havendo abatimento em
porco.
tu
m Verdaderas Capsula Mathey-Caylue de CLIN & C', de PJUi,
que se acha em cata dos Droguistas e Pharmaceutico-
cada urna letra de urna eflr difleronte e
la yAKXX, nannacla UMT. -
INJECTION GADET
Cura certa em 3 dias sem outro medicamento
PARS V, Boulevard Denain, 7 PARS
Depsitos em todas as principaes Pbarmaolaa e Drogaras.
Cosinheira e copeira
Precisase de urna boa cosinheira e de urna
copeira : na praca doCtndc d'En n. 32, segundo
andar.
Telegranima
Vejam e admirem!
S o 55 ra Duque de Caxias poda
vender pelos pregos que abis:o mencio-
namos.
Amor da China, novidade empadros, a
200 rs. o covado.
Fustoes brancos a 360 e 500 rs. o ce-
vado.
Velbatmas de todas as cores a $00 rs. o
covado. E' barato!
Casados e capas para senhoras, o qoe
ha de mais novo e barato.
Cortes de seda, padrdes lindos e preeos
razoaveis.
MadapolSo com 1 metro de largura a
6(5 a peca.
Zefiros a 80, 170, 200, 240 e 400 M,
o covado.
Ditos bordados a 800 rs. o ovad
Tecidos arrendados a 400 e 500 rs. o
covado.
Brins de cores a 320 rs. o covado.
Cortinados de crochet, cousa *bic e
preco barato.
Cambraia Victoria a 2)5800 a peca.
Dita batista a 120 rs. o covado.
Sargelins de todas as cores a 200 rs. o
co-vado.
Gruardanapos bons ai 15800 a dutia.
Las modernas a 240, 280 e 320 rs. o
covado.
Rendas hespanholas a 2)5 o metro.
Luvas de seda a 2)5 e 3)5 o par.
Espartilhos couraca a 4)5, >4 e 6<5 um.
Merinos pretos e de cores, urna varie-
dade immensa em preeos e qualidades.
Setns de todas as cores a 800 rs. o co-
vado.
Toalhas felpudas, grande redcelo em
preces em vista da grande quantidade.
Enxovaes parabaptiaados o que ha de
mais moderno e por pouco prego, 10000.
Colchas de crochet muito ahic.
Camisas inglezas com e sem coHarinho.
Atoalhado para mesa a 1-3 e 13800
mnito fino.
Collarinhos e pnnhos de linho e algod&o
e por preco barato.
Babados e entremeios, grande sorti-
mento.
Madapolao pelie de ovo por 6$ a peca.
Eaguilo pardo e chumbado a 400 rs. o
covado.
Urna grando variedade em lencos.
Gravatas e meias para horneas.
Cretones para coberta o que ha de mais
barato e bom.
Mantilhas de renda a 5e vma.
Leques de setim muito chic.
Linn bordado com quadros a 800 rs. o
covado, muito bonito.
Chitas escuras e claras a 240, 280 e
320 rs. o covado.
Cretones trancados, finos, a 320 rs. o
covado, para acabar.
Casemiras de cores e pretas um grande
sortimento em qualidades e preeos.
Casinetas, o que ha de mais benito, a
400 e 500 rs. o covado.
Tapetes grandes e pequeos por prece*
razoaveis.
Crinoline preta e branca a 1)5600 o me-
ro.
Brins pardos a 320, 400 e 500 rs. o
covado.
Cortes de vestido de cachemira com vi-
drilho o que ha de gosto.
Ditos de linn para vestidos bordados.
E' barato.
Cambraia branca, bordada, o que ha de
mais gosto e por prego razoavel a 8)5000 a
pega.
Dita com salpicos a 45 e 5)5000 a peca.
Colchas argentinas a 65)500 urna.
Ditas de 25, M, 4<5 e 55000.
Bramantes de algodio e linho de todof
os pregos.
Grande sortimento cm fichs de core
e pretos.
Grinaldas para uoivas.
Luvas e leques para noivas.
Bitos de cores nniito ehic.
Alni do que acabamos de annunciar.
temos urna quantidade de artigos qhe s
vendo-se, se acredita, pelo que peden que
cemparecam.
Daoee amostras sem penhor.
Setinetas Usas de todas a oores a 4C('
rs. o covado. Sao muito largas.
Roupa feita e por medida.
55 RA DUQUE DE CAXIAS
FER\A>DE8 DE AZEVEDO t
ROBERTO WEISS '*m&&tEngenheiro e construcoi
FRANCFORT S/MENO ^T *imioTf. m
EstnbclecimoDto especial por fornecimenlo de caminhos de
ago IranFporlaveis, e fixos montaJos complelos para posicao e manpijo e *ad
assim come
CADEIRINHA COM RODAS, VAGONETES, DE
TAD7AES LOCOMOTIVAS, GRAS, ETC.
Par uso : agrigola, plant roes, aiiBazeos, minas
niu^rias, sevas o campos militares, etc.
GXPORT f
I
I





8
Diarior de Purnainueco---Donnno;o 14 de Abril de 1889

*
Horas da Semana
Santa
Sob o titulo cima acba-se a venda na Livra-
ria Classica sita ra do Bom Jess n. .66, esta
importante obrinha, indispensavel as pessoas
que teem de assistir os actos da emana Santa.
Nunca falla!
Os cffeitos do Peitoral de Cambar ina.
nife8tam-8e, na maioria dos casos, durante
0 uso dos primeiros wdros.
Este remedio efficaz para as enfermi-
dadcs do larynge, dos brotchos e palmSes.
Francisco M. da Silva & C*.
Agentes em Pernambuco.
A*s maes de familias
QUERIS VOSSOS FILH08 SEMPRE 8ADIOS ?
Admini8trae-lhe o xarope ou as
Pillas Vermipurgalivas
DO DR. GALASANS
ptimas preparacBes de mastruz
e rhuibarbo, para a expulsSo completa, sem
dores nem incommodo, dos vermes
intestinos ou lombrigas
(das creanqas e dos adultos)
SEIS ANNOS DE SUCCESS!!
Estas excellentes preparacSes nao ne-
censitam de purgativos como auxiliares,
visto serem purgativas por si mesmas.
As pessoas que tm vermes sentem c-
licas, tem constantemente diarrbas, indis-
posicao, sensa^ao de corpos que se movem
no6 intestinos, endurecimento do ventre, e
svezes, vmitos. Rangem os dente, quan-
do dormem, algumas e pessoas expellem
vermes com as fezes ou com as materias
dos vmitos. As criancas apresentam as
pupillas dilatadas e inapetencia.
As pilulas levam impresso o nome do
DR. CALASANS o sSo cor de rosa.
1 caixa de pilulas 15200
1 vidro de varope 1(5200
w AS PRINCIPAES DROGARAS E
PHARMACIAS
Atten^o ,
O agente de leiles Pestaa acha-se autorisa-
do a vender casas terreas e sebrados edificados
nes principaes ras desta cidade ; a tratar ua
ra Mrquez de Oiiada n. 44.
ehiei
idminittrtcio : PAKIZ, S, Bouleta'd Hon'.martrt.
GRANDE-ORILLE.-Affecc* i.mph.iti.as, Doen-
*anlasvi:is JgestTa>,Obstrncc^' iJ >Saida< dohaco,
Obflfurcoi-s visrtraes. Concrc;'"*'.. ealcmm da bil.-.
BOPITAL. AfTerrSos .las vas iliamjrai, lai1
ilos lo estomago. Diges'ao talca, lna|ipetencia,
Gaslralias. D;- |iepsia.
CLESTTNS. A(T.fr5*')i <}oo HATEB-VE Affccce*d<*riii..a beiija. Ania*.
i:oaca*t<>fs ilas ouri .s,n-la Diabetc-, Albiimiouiia.
EIUA-SE 8 M>, da FUSTE El CAPSULA
Em Pt'ntmbJCi.. y- Agua* das Fo,'<*- Ar Vchy.
cima nom>-:ida*. a<-liii.-^c e,n CMM 4i
SOLZER A KOECHUN.tt.ruada Criu;- Auj LABILLE.
Atten^o
*? iaixo assignado, tendo visto seu nome na
lisia dos devedores da massa fallida de Jos Ja-
cirrtho de Medeiros, e nada devendo, como prova
com o seu recibo que se icha em scu poder.
R.xife, S de Abril de 1889.
Eduardo Marques Monteiro.
Papel de forro
de sala, gabinete e corredor, esplendido sorti-
mento na livraria Contempornea.
Quadros
com bellissimas oleographias, obiectos para
adorno de sala c para presentes, tudo encontra-
se ua livraria Contempornea, ra i de Marco
numero 8.
Malas deviagem
pan roupa de senhora e de hometn, propria de
camarote e caminho de ferro, bolsas, chapelei-
ras, binculos, etc. etc. artigos muito bouse
baratos na livraria Contempornea.
Instrumentos de msica
fara banda e orchestra, realejos, caixinhas com
, 2 e 6 pecas, para enanca ; na livraria Con-
tempornea.
Aos asthmaticos
Se padecis de asthma, usai o J'eitoral
de Cambar, que 6 remedio de effeitos
surprebendentes e duradouros.
Atiendo
No armazem da ra do Amorim n. 60, vnde-
se superior vinho de mesa pelo mdico preco de
7# o garrafao de 3 caadas (voltaodo o casco)
A elle antes que se acabe.
Vinho poro de Sanlafem
Da Quinta do Barral
Chegou a pnmeira reraessa deste especial vi-
nho para o Armazem Central de gneros alimen-
ticios a ra do Cabug n. U, o qual se torna re-
oommcndado pela sua pureza e boa qualidade.
manda-se em casa dos disiinctos fregueses livre
de frate, para qualquer ponto da cidade.
Ra do Cabugn. 11
Telephohe 447
Joaquim Chrislovo & C.
Mercearia
YENDAS
Aos capitalistas
Vndese os bem conbecidos e extensos ar-
mazens n. 51. caes do Apollo, indurado dons
sobrados ns. 10 e 108 ra de Domingos Jos
Martins.
Estes armazens sao bem situados em frente da
nova ponte Buarque de Macedo e tem capacida-
de para 9.000 a 10,000 barricas de farinha de tri-
go ou outra mercadoria em proporcao.
A' tratar com Matheus Austiu C., n. 18,
do Commercw.
ra
Pao centeio
Mi-lio & Bisel, avisam ao respeitavel publico
que todas as tercas e sextas-leiras, tem este sa-
boroso pao; ra larga do Rosario n. 40.
Vaccas tourinas
Vende-se tres vaccas tourinas, sendo duas
paridas e urna solteira, por preco commodo ; a
tratar com Antonio Goncalves de Oliveira, no
Remedio.
Vende se excellentes peixes de viveiro
nos dias de quarta, quinta e sexta-feira
santa, nos Afogados, no sitio Boa-Vista,
outr'ora do Oaj ; a entrada do sitio fica
defronte fabrica de sabSo do Sr. Santos
Araujo.
Para jornaes
Papel formato Diario, 500 felha* 74500
Dito dito Jornal, 400 folhas 54000
Dito dito Provincia. 400 folhas 4*500
Vende se na fabrica Caxia
Peixe de viveiro
So Chora-menino, estrada velha, portSo n. 1,
vende-se, a escolba dos compradores, quarta,
quinta e sexta-feira santa, das 6 as 9 horas da
inanha
PASTA
A Puta Mck tem 1
ce rio es eleeanUni-|
IMf de 8 Uboinha)!
e nm doto 6 mar-.
vilhbso preparado!
Eroporcionando um;
enho dellcioM
hycifiiico, e ama,
eellente agoa <
toicador.
Esta Pasta Kack
goza de fama uni-
versa), afbnaosa
saarlsa a rutl. t,
como s/reifanU,,
sapera lodo inantoj
o eoalife* at hoja. I
Vende se em todas |
[ as pbannacias, dro-t
garlas e perfamarias.!
Coico fkbricante-Inventor: H. MACK, Uta s D. ,
MACK
*v p^ltariu c ^ernamouco; Bau Salrulll i P".
^
FOLPOTII
SEM MI
POR
:l:i: numm
SO' NO MUNDO
(C o n t i n u a c 3 o don. 8 3)
CAPITULO VI
orpki
Sitio na Magdalena
Vende-se um sitio ra lo Bemfica n. 28 ; a
tratar na ra do Imperador n. 73, livraria.
Vende-se
um piano de jr.rarand,i e um bid ; a tratar na
ra Velha n. 107. *
LIQUIDADO
Para a Semana Santa
Capas, visitas, manteletes ricamente
guarnecidos de renda e vidrilbos.
Ottmanos e sedas pretas.
Preco lavejavels
Atelier de madame FANNY SILVA
BA BARAO DA VICTORIA N. 15
(Sobrado)
Oh nao, nao falle assim exclamou
esta. O que seria de mim se a senbora
nao estivesse mais aqu, a senhora, tudo
quanto eu amo, tudo quacto me ama neste
mundo tambera ? !...
Com expressa. de ternura infinita, de
adora9o sem limites, ellr. accrescentou
esta palavra tSo doce :
MamSi !
Um divino sorriso errou na bocea palu-
da de Magdalena, os olhos brilharam-Ihe,
mas dominando logo a emor3o que della
se apoderara :
Cala-te, disse muito baixo, se te ou-
vissem!
E o que tem isao ? Farei porventu-
ra mal em amal-a como minha mai, que
na-, conheci, como meu pai, que morreu
como minha familia, que nao tive? Que-
rida mam2i adorada! E nao acaso
minha rali verdadeira, a senhora qu re-
cebeu-me pequenina aqui, nesta grande
casa fria; que me ensinou tudo quanto
sei e que, sobretudo, me estimou?...
Ah.' entSo todos nao sabem aqui que ado-
ro-a e que nao vivo sonao por si e para
si ?...
Sim, sim, filha querida; mas urna
Fazia um tempo soberbo. j religiosa nao deve amar senao a Deus,
Seguia-se um caminho adoravel, borda como dil-o sempre a nossa reverenda ma-
do de urna cerca viva de buxos. Os lila- re superiora, bem o sabes,
aee, as outras flores dos mass9os viri- Ella comprehender porventura os
nhos eetendiam sobre a alea as saas ca- nossos coracSes; acreditar que certas
be9as embalsamadas e cobriam com as pessoas morreriam se nao podessem amar
suas flSres cahidas, como um fino tapete, alguem cima de tudo, pensar nesse al-
o musgo em que mergulhavam os psi- guer, devotar-se-lhe constantemente. Oh!
MkoK fatigados da irma Magdalena. querida mamli, cure-sc e eu nao a deixa-
Chegaram dentro em pouco a urna s- rei nunca, e far-me-hei religiosa tambera,
pecio de ponte rustica laucada sobre um para viver sempre a seu lado, sua som-
regato eta de paos ainda revestidos das bra, restituir na sua velhite tudo quanto
respectivas cascas. dispendeu de amor e de desvelos para
As aleas do parque formavara ahi ura ,.(>m a pobre orphi, que tornou-se sua filha
largo, onde haviam-se collocado bancos L qUe, gra9as senhora, nao vio-se s no
*Mte- mundo.
A religiosa e a menina sentarara A religiosa apertava'silenciosamente nos
Mas a caminbada, comquanto curta ejbngM a crianca que havia-se sentado no
vagarosa, havia esgotado as for<;as de I vamente a seu lado.
Ma^-dalena de Boves. Clotilde calou-se durante alguns rastan-
Recostou-se ligeiraraeute, teve um r.
vo accesso de tosae e levoi la- Falla, -lisie a irm : quanto a mira,
""" i'az-me mal.
Quando retirou o, elle i \ menina olhou para olla e urna nova
;-!ho as fe95es deli-
cio.
A i. naneas felizes, s quaes a vida
se recordam dopasado remoto,
clancolicamente ao cabo de al-
g^undos. Quanto a mim, mamai,
>mo se tivegM ido hoatem,
a cm que cheguei aqui; sobretudo
Vende-se urna mercearia das melbores nos
arrabaldes da Boa-Vista ; paia informaces, na
ra do Socego n. 33, taverna.
Sempre novidades de Pars
NA
REVOLUgO DE 48
A' ra Duque de Caxlasita. 48
N'este estabelecimento de fazendas
nao s costumam annunciar a realidade,
como tambera vendem por menos 30 "/
do que em outra qualquer casa, como j
havemos provado aos nossos fregueses.
Nansuk de todas as cores a 120 rs. o
covado.
Cretones a prado, fazenda especial a
240 rs. o dito.
Setineta preta' com pequeo defeito a
240 rs. o dito.
Merinos pretos a 80Q, 1)5000, 10200 e
1.J500 o dito.
Cambraia com salpicos brancos e de cores,
a 40000 a peca.
Setins de todas as cores a 800 rs. o co-
vado.
Cortinados para cama a 60000 o par.
Capellas com veos para neivas a 8(5000
urna.
Espartilhos de cornea a 30000, 40000 e
50000 um.
Saias bordadas, novidade, a 30000 urna.
EsguiSo com duas larguras a 35200 a peca.
Fichs de retroz de todas as cores e pre-
tos de 10000 para cima.
Pannos de crochet para cadeira a 15000
para sof a 20000 um.
AlgodUosinho com 20 jardas a 40000 e
45500 a peca.
MadapolXo B8a-Vista, verdadeiro, a 50000
a peca.
Merinos lisos e de quadros a 200 rs. o
covado.
Cortes para vestidos em cartSo, novidade,
a 70000, 90000, 100000 e 120000 um
Mantilhas pretas de seda a 50 e 70 urna.
Zcfiros encorpados com 70 centmetros de
largura a 240 rs. o covado.
Renda da China a 240 rs. o dito.
Lencos de udres, imitadlo de seda, a
10800 a duzia.
Organdis, fazenda de phantasia muito lar-
ga, a 400 re. o covado.
Sargelim de todas al cores a 200 e 240 rs.
o dito.
Enchovaes para baptisados de todos os
pre9es.
Brins de linho de cores fixas e garantidas
a 600 o covado.
Rramante branco para lencos a 800 rs. o
metro.
Toalhas para rosto a 200, 300,- 400 e
500 rs. urna.
Cobertores finos de 13, com pequeo suo,
de 55000 par 20500 um.
Cortes de fustao para colete, garante-se
as cores, a 10000 ura.
Cambraia suissa de 140000 por -70000 a
peca
S oa Revoluto de 48
HENRIQUE DA SDLVA MOREIRA
Cal de Lisboa
Vende-se boa cal : na ra Visconde de Itapa-
rica n. 12, outr'ora ra do Apollo.
A LOJA MAIS BARATKIRA
PARIZ FAMECA
AZEVEDO, IRMaOA U
16Ra do B. da Victoria16
200 Tdephone -200
Tendo recebido directamente da Europa
grande sortimento de fazendas e modas o
que lia de mais novo e prejos sem com-
petencia.
A saber ;
Capas de surah, senda e merino.
Renda preta, diversas qualidades.
Etamines, pretos, de 12 e 12 seda.
Daraass de seda pura..
Merinos pretas de 800) 15000 e 10200.
("rnoline preta e branca a 400.
Sargelim, todas as cores, a 200 rs.
Bramante de linho a 10500, com 10
palmos.
Toalhas para banho a 10000 e 10500.
Chachemiras com 2 larguras a 800 rs.
Ditas de l e seda 2 larguras a 10000.
MadapolSo trancado a 90000 a peca.
Dito globo a 70000 a dita
Dito camiseiro a 70000.
Dito Boa-Vista, verdardeiro, a 60000.
Fichs de 1S e seda 10000.
Brins de linho c6ies fixes a 600.
Espartilhos couraca a 40000 e 50000.
Colchas de fustao a 20000 e 30000.
Capellas para noiva com veo bordado a
60000.
Toalhas de cores para rosto.
Rendas, comprimento de tsaia.a 10500.
Renda de 13, preta, para qiaresma.
rano verde para bilhar.
Tapetes para sof a 130000.
A verdadeira esteira para forro de sala
a 10000.
Camisas de flanella a 50000.
Cortinados de crochet para cama a
100000.
Chitas de cores a 200 rs.
Cretones com 2 larguras a 400.
Baleias com forro a 390 a duzia.
Ditas sem forro.
Seda de cores a 800 e 10000.
Extracto Rita Sangal a 20000.
Velbutina de quadro a 800 e 10900.
Guarnieses, pretas, de vidrilhos.
Bicos de seda, brancos.
Caixas com extractos para presentes.
Rendas hespanhola a 4#!)r30.
Capachos de coco.'
Luvas de seda a 20000 o par.
Meias de seda para horaem.
Dita de dita para senhora.
Flanellas de cores para roupas.
Panno da Costa para mesa.
Vestuarios para baptisado,
Oolchas, de crochet com flores.
Crep inglez para enfeite"
Grande sortimento de chapeos de sol.
Setineta para coberta a 600 rs.
Cortes de collecte de seda.
Dito de fnsto de cores.
Dito de casemira de efires.
_________TELEPHONE 200
Vende-se
o estabelecimento de molhados sito ra do
Rom Jess n. 29, antiga da Cruz, est bem sor-
tido e afreguezado ; a tratar no mesmo.
Armacao
Vende-se urna armacao de amarello enverni-
sada e envidracada,'propria paraqualcuer nego-
cio, ra Viscoade de Inhama, outr'ora Ran
gei n. 19, e garaate-se a chave da dita casa. Na
mt'.-tita acharao com quem tratar.
A rmac,o nova
Vende se a armacao. fazendas e mais utensi-
lios, inclusive um cofre de Milners. do estabele-
cimento sito a ra do Rangel n. 13-A, garantin-
do-se as chaves ao comprador.
Alambique
Vndese um alambique de tamanho regular e
em perfeito estado, com a competente raspadei-
ra, propria para engenbo; a tratar ua fabrica de
vinagre ra Rarao doTnumpho n. 75.
A'
Que se possa Tender por estes
p re c o.s
Zefiros muito largos a 160 rs. o co-
vado.
( hitas batistes a 120 re. o covado.
Popelines de cores a 180 rs. o covado.
Setinetas muito largas a 36Q rs. o co-
vado.
Uts finas a 200 rs. o covado.
Ditas de quadros a 240 re. o covsdo.
Setiin muito bom a 10200 o covado.
Bramante de linho com 4 larguras.
Dito de dito e algodSn a 10400 a vara.
Cambraias com salpicos da cor e bran-
cos a 40000 a peea.
Toalhas felpudas a 300 re.
Cortes de vestido em cartSo com todos
os preparos a 85000.
Fichs felpudos, muito grandes, a 500.
Madapolao americano a 50000 a peca.
Meias casemiras de c6res proprias para
roupas de menino a 10000 o coyado.
Cambraia Victoria com 10 jardas a
20800 a pee-. '
Merinos pretos a 800 e 15500 co-
vado.
Flanela branca a 500 re. o covado.
Camisas francezas a 25000.
Ditas de cretone a 15700.
Colchas de cores a 10800.
Cortes de Duraque para colete.
Ditos de fut3o para colete.
Ditos de casemira para calca e para
costume, o mais moderno que ha no mer-
cado.
Grande sortimento de chales de casemi- |* Setins
ra por precos baratissimos.
Dito dito de gravatas para homem, pu-
nhos e collarinhos, chapeos, ceroulas, ca-
misas de meia e muitos outros artigos.
Vcnde-se em grosso com descont de
14 V
Venham ver para crer
A casa tem por signal bandeira
nada com 13 no meio.
Venham com f, n3o tenham receio.
RA VISCONDE DE INHAUJA
Cretones
320 re.
encar-
13*
Gonqalves Santos &*C-
A Loja das Listras zoes
RA DUQUE DE CAXIA8 N. 61
Vende mais barato
Fazendas pretas
Cachemiras arrendadas de duas lar-
guras tecido novidade, a 25000 e 20500.
MerlnOs pretos infeitados de pura la
a 800, 15000 e 10200.
Crep inglez para enfeitos de vestido
a 15200.
Rendas hespanhola de seda a 50000.
Corgor5o de seda pura de 25000 a
40000.
Velludos de seda, lisos, com piritas
c ramagens, a 45000.
Veliudllho bordado a contas*.lindos
desenhns a 10600.
FI10 de seda bordado a 10200,
Veos e mantilhas com rendas a 40000
e 50000.
Capas e visitas, de gorgorao, de ren-
das ou cachemira, enfeitadas a renda*'com
vidrilho a 250000 e 300000. .
Bicos de seda com lindos desenhos de
40500 a 60000 a peca com 10 metros.
Tecidos de novidade
Cortes de vestido bordados, em car-
tao, de lindas crea a 100000.
Vestidos brancos bordados para noi-
vas a 180000.
Tecidos arrendados cores creme, rosa,
azul celeste e branco a 4Q0 ra.
iJnhos phantasiadoa, tecido com limi-
ta largura a 500 rs.y em listras e qua-
dros.
de Maco, todas as odres e
inais salmSo, lilas e bronzeado a 800.
. Cambraias brancas bordadas a 40000
a peca.
G'Azes de seda com fios prateados e
douradoscores: rosa, azul e creme, a
10000.
Hadapolo trancado, peca com 20
varas a 60000.
FAZENDAS ESPECIAES
Batistes de cores finas a 120 a
240 re
Chitas finas claras miudinhas a 200.e
40 rs.
francezes, verdadeiros a
HoCIBUTl
uonusl_
P*1* "L.ERT
Kende-s em toda a nart*
Engenho Pago
Vende-se o engenho Pagao, d'stante tres le-
goas da cidade da Victoria. O engenho pode sa-
frejar at 2,000 paes, as trras esto descanca-
das, tem bastantes varzeas e bom cercado, me
com o rio Pira pama ; a easa de caldeira toda
de tijolo e pedra, a casa de purgar e a de viven
da sao de taipa que com algum concert podem
durar ainda por muitos annos. Este engenho
bem conhecido pelo assucar que fabrica : quem
pretender cmpralo, pode dirigir-se ra do
Imperador n. 81, escriptorio de commissoes.
Boyal Blend marca YIADO
Este excellente Whisky Eseocez pre
ferivel ao cognac ou agurdente de cana,
para fortificar o corno.
Vende-se a retamo nos melhores arma-
zens de molhados.'
Pede Royal Blend marca Vlado
cujo nome e emblema sao registrados par
todo Brazil. %
BROWNS & C, agentes.
va-me muito tambera, e na nossa choupa-
na eu era feliz.
Emquanto ella ia trabalbar casa dos
visinhos, eu apascentava a vacca ao longo
dos caminhos, e, comquanto muito peque-
a ainda, sabia preparar a sopa. A' tar-
dinha ia ao seu encontr. Que alegra
sentamos ambas ao encontrar-nos E co-
mo ella mo8trava-se satisfeita ao entregar-
me os pequeos presentes que mandavam
para mim da aldeia, ora um doce, ora um
pouco de carne, ora urna maca... T-
nham-lbe dito que seu marido morrera. E
de facto eu ia fazer seis annos e elle nao
havia ainda voltado. Ella traziaat o lu-
to pela sua morte, quando um di a um
mendigo chegou em frente nossa porta
com um grosso bastSo na mSo e urna mo-
chila s costas. Elle tinha m catudura,
tanto que todos os caes do campo corriam
atrs delle e queriam mordel-o. Parou
diante da nossa choupana.
E' aqui que mora Martinha Fres-
nay? perguntou-me elle.
Os seus olhos eram mos, elle causava-
me modo.
Ella est trabalhaddo,
toda trmula, e nao voltar
muito tarde.
Tanto peior, redarguio elle, entro
assim mesmo.
E cynicamente transpoz o limiar da
choupana, depoz o seu sacco no chao, sen-
tou-se junto mesa e disse-me:
respond eu
senao logo
de ^.ngne.
Men Deus '.
faz' ndo eitalar as
sto bru=
senb'ia e.stava dodiite '
A ii lalena attraliii -a
A cr'.nca ajoejhou-se aos eus ..
estamos por ventura entre as
m de Deas? disse ella meigamente,
aear >s caljcllos da menina.
dos ltimos mezes que vivi em Villers-
Peuillu. Minha pobre mai Martinha ama-
E' minha casa aqui ; d-me o que
houver para comer e beber.
Desorientada, mais assustada .do que
nunca, eu olhava para elle.
Vamos, depressa exclamou elle co-
lrico. Entilo nao obedeces, quando or-
deno, mandriona!
Esses insultos, o tom em que elle falla-
va, revoltaram-me. Apezar de pequea,
eu j era orgulhosa.
Nao obedeco senao a minha mai
Martinha," disse eu sem pestanejar.
Elle quiz levantar o^ seu bastSo contra
mim.
Eu encarei-o e nao me raexi.
Desta vez nao trema mais.
De repente elle voltou o rosto, reaman-
gando :
Est bem est bem !. Paciencia,
Euzebio. NSo te zangues; mas has de
desembarazar-te desta peste.
A' tarde, quando anab pobre m Mar-
tinha voltou, quasi cabio para tras ao re-
conhecer no vagabundo maltrapilbo e de
tSo m catadura, Euzebio Fresnay, que
ella julgava morto ?
Durante qunze dia* houve na nossa' religiosas; mal ousava olhar para si.
choupana, tao calma at entilo, scenas hor-
rorosas.
No tm desse tempo Martinha foi com-
migo casa da Sra. de Romilly.
Entrou s uo salSo, emquanto eu brin-
cava com Roberto, meu pequeo camara-
da, que ia vistar-me todos os dias durante
as ferias...
Duas horas depois ella sabia com os
olhos vermelhos e o rosto muito pallido.
E' preciso fazer o que lbe acn se-
Ihei, Martinha, disse ella, se nao tem co-
ragem de separar-se daquelle bandido.
Voc nao tem o direito de expr a vida
de Clotilde.
Minha m3 chorou mais copiosamente.
Roberto, continaou a Sra. de Ro-
milly, abraca Clotilde ; ella vai para o
convento aprender a trabalhar, e no a
vers provavelmente por muito tempo.
O meu coracao cerrou-schorrivelmente.
Mal senta os beijos do meu querido
companheiro, t8o meigo e tao attencioso
para commigo; mal enxergei o caminho
felo qual passei ; mal eomprehendi as pa-
avras das visinhas, deplorando todas ver-
rae partir.
Eu ia deixar aquella que me criara, a
nossa pobre casinha, em que fSra tao fe-
liz, Roussette, a vacca que, segundo pa-
rece, havia-me amamentado e que me co-
ahecia tanto...
E ao longe, eu va os grandes muros
negros do convento, onde ia ser encerra-
da, como n'uma prsao.
- Pobre pequea! murmurou Magda-
lena, eu tambem pensei outr'ora que o
convento seria urna prisao. Entretanto,
para nos que eramos ambas sos no mundo,
elle foi urna casa hospitaleira.
Sim, para a senhora que cncontrou a
madre S. Raphacl: para mira que encon-
trei-a, mamSi. Mas as outras ?...
Magdalena de Boves soltou nm suspiro
e nao responden.
Clotilde continuou:
Fui bastante infeliz, aqui, sosinha,
no cornejo No fando do meu pequeo
leito branco eu chorava toda a noite, lem-
bro-me perfetamente !... Tinha sauda-
des da minha pobre mai, da minha chou-
pana, de Roussette e da liberdade. O
desgosto tornavH-rae mais selvagem ainda
do que eu relmente era por natureza:
nao qeria fallar a ninguem.
d irou at o dia em que tive a fe-
ble escarlatina
A senhora gostava de mim havia muito
tempo j, querida mamSi, mas eu tinha
medo da senhora, como de todas as outras
E' vender barajo j
Feijaoa l$100acuia.
Farinha a 500 rs. a dita.
Milho bom a 400 rs. a dita.
S quem pode vender no Largo do mercado n.
12.
Gomes Ferreira efe G.
Mas tratou-me com tanto carinho...
Lera bra-se ?. ..
De noite, de da, sem cessar, era a se-
nhora que eslava ao p de mim!...
E quando passava pela minha cabeca,
que tanto me doia, as suas pequeas mSos
brancas, afigurava-se-me que a febre ia-se
erobora, e eu adormeca.
A senhora curou-me e conquistou-me o
coracao !
Eatao sent-ine feliz tambem.
Nao era mais urna pobre orphii creada
pela caridade: tinha urna mai moja, boa,
bella e a quem eu adorava.
Cala-te, nao se dzem essas cousas
a urna religiosa.
A senhora nao urna religiosa para
mim, a minha mamSi'; a mais dedicada
e a mais terna das mamis. E quando
todos quantos eu amava morreram, minha
pobre mai Martinha, primeiro, assassinada
pelo malvado do marido; depois a Sra.
de Romilly, que vinha visitar-me tao a
miado ; depois a pobre Sra. Lureau, que
um carro esmagou em Pars, foi a senho-
ra, mamai, quem consolou-me, amando-me
ainda mais...
E digo-te, querida filha, que na vida
preciso sempre coragem, forja de von-
tade, honestidade. Com isto, minha Clo-
tilde, vencem-se todas as difficuldades e
obtem-se a protecjSo de Deus. Do mes-
mo modo que na tua infancia abandonada,
Elle de-te protectoras e amigas, mais
tarde, se a tua energa estiver na altura
dos acontecimentos, Elle dar-te-ha a fe-
licidade e a paz.
Cada ura tem o seu quinho de alegra
n'este mundo, mas preciso saber con-
quistal-o.
Quanto a mim; nao posso ficar con-
tente senao se a senhora passar raelhor,
mamai, c se curar-se completamente.
Hei de curar-me, redarguio Magda-
lena, que, como todos os tsicos, nao
via gravdade alguma no seu estado, e for-
imava muitos proejetos. Hei de curar-me.
e no anno que vm, se continuaree a tra-
balhar como at aqu, pedrei madre
S. Raphael para fazer de ti o que eu era
outr'ora: a contra mestra de costura das
pequeas. Ters entao urna filha tambem.
Has de ver como bom a gente ter de-
dicac3e8, fazer o bem, guiar aquellas pe-
quenas intelligencia8, abril-as ao que
bom e generoso ?
Os olhos da crianca brilhavam como es-
trellas.
E eu nao deixarei a senhora, ma-
mSi ?
Ao contrario. Obterei permissao para
que n.lo durmas mais no dormitorio. Te-
Norf m de listras azues madapo-
lao fino largo com 20 varas a 60000.
Hadapolo americano muito largo,
sem f,omn a a 8#000 a peca.
Bramante de 4 larguras a 700 e
10000 o metro.
Cnardanapos superiores q^800 a
duzia,
Cortinados bordados a 5*500,70KX)
e4e crochet a 100000.
Crochet para sof e cadeiras de bra-
cos, um completo 60500, para sala.
Mosqulteiros americanos com ar-
macao a 120000.
Alcatifas para forro de salas e gabi-
nete a 10200.
TECIDOS MAIS BARATOS
Merinos de duas larguras, qualquer
cor a 440 rs.
Llnhos lisos e de quadrinhos a 80 e
100 rs.
Bieo braneo c de cores desde 600
a peca at 20500.
Colchas de fustao de cores a 20000
e30000.
Toalhas acolchoadas a 30000 a duzia.
LUTOS de seda, bordadas, qualquer cor
a 20000 e 20500.
Leques de pennas e transparente!
de 1050 a 60000.
E muitas fazendas que se d por qual-
quer preco.
D-se descont a quem comprar de
20&000 para cima,
Troca-se a fazenda vendida se por qual-
quer motivo nao fdr de muito agrado para
quem fr comprada
Lojas das Listras Azues
fare-
rs tima clula ao lado da minha, e
mos juntas as nossas oracoes.
Oh que boa, que agradavel vida !...
Como vai tardar-me o anno qne vm, e
como vou ser ajuizada, para merecer tudo
isso !...
O ar puro dos pinhaes, embalsamado
com o cheiro do incens da resina, fizera
bem aos pulmes doentes da irma Magda-
lena. ,
Respirava agora mais livremente, as
suas pequeas mSos au estavam mais
tSo quentes, a febre havia desapparecido.
Ao longe soaram as badaladas de um
sino.
E' meio-dii, disse ella, voltemos para O
mosteiro... estou melhor.
Clotilde levantou-ae, e com as mesmas
precaucoes que havia tomado na vinda,
amparou-a, conduzio-a, sentindo cantar-lhe
no coracSo as divinas promessas da Espe-
ranca, a fada que constitue-se tao rpida-
mente a companheira das meninas.
O verSo, muito quente e muito secco.
passou-se para a irmS Magdalena muito
melhor do que se ousava esperar.
Nao tossia mais, as forcas voltaram;
jlgava-se curada.
Infelizmente \o mez de Setembro fo1
part ularmente fro e chuvoso.
Enxurradas continuas cobriam com nm
veo de brumas brancas e opacas a frtil
Normandia, tao verdejante i a primavera.
Largas pocas d,agua formavam-se por to-
da a parte ; as vidracas arriadas ouvia-se
o continuo estalido das gottas, emquanto
os velhos muros do mosteiro dessoravam
a humidade e um manto de nev cahia
sobre os hombros de todas as delicadas
meninas, penetrando-lhes at medula dos
ossos.
Algumas vezes, pelas 3 horas da tarde
um raio partido do sul, fazia urna aberta
na neblina que envolva a grande casa
regelada, illuminava um instante a fa-
chada branca, o grande relogio collocad
na torre ponteaguda, os teihados verme-
lhos do asylo orphanologco e as enormes
arvores de galbos ns; mas desvaaecia-se
logo, e a cerracao, aproximando novamen-
te os seus vapores cinzentos, tomava a
envolver o mosteiro.
De repente, aeco dessa humidade
persistente, Magdalena sentio-se muito
mais doente.
V !taram-lhe cora mais violencia os ac-
cessos de tosse e os escarros de sangue.g|
(
(

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r'j
uar-se-ha)
Tj-p- do Pwrtn.rua Duque de Caxiag a. U.