Diario de Pernambuco

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Title:
Diario de Pernambuco
Physical Description:
Newspaper
Language:
Portuguese
Publication Date:

Subjects

Genre:
newspaper   ( marcgt )
newspaper   ( sobekcm )
Spatial Coverage:
Brazil -- Pernambuco -- Recife
Brazil -- Pernambuco -- Recife

Notes

Abstract:
The Diario de Pernambuco is acknowledged as the oldest newspaper in circulation in Latin America (see : Larousse cultural ; p. 263). The issues from 1825-1923 offer insights into early Brazilian commerce, social affairs, politics, family life, slavery, and such. Published in the port of Recife, the Diario contains numerous announcements of maritime movements, crop production, legal affairs, and cultural matters. The 19th century includes reporting on the rise of Brazilian nationalism as the Empire gave way to the earliest expressions of the Brazilian republic. The 1910s and 1920s are years of economic and artistic change, with surging exports of sugar and coffee pushing revenues and allowing for rapid expansions of infrastructure, popular expression, and national politics.
Funding:
Funding for the digitization of Diario de Pernambuco provided by LAMP (formerly known as the Latin American Microform Project), which is coordinated by the Center for Research Libraries (CRL), Global Resources Network.
Dates or Sequential Designation:
Began with Number 1, November 7, 1825.
Numbering Peculiarities:
Numbering irregularities exist and early issues are continuously paginated.

Record Information

Source Institution:
University of Florida
Holding Location:
UF Latin American Collections
Rights Management:
Applicable rights reserved.
Resource Identifier:
aleph - 002044160
notis - AKN2060
oclc - 45907853
System ID:
AA00011611:18752

Full Text
;;

o
E LUCARES OXDK o SE PACA PORTE
miados. ,........ 6)5000
Por seis ditos idem................ 120000
Por um anno dem................ 23(5000
Cada nnmero avulso, do mesmo dia..... ..... JflOO
-FMRA 5 DE ABRIL DE
PARA Di:\TRO E PORA DA PROVINCIA
Por seiB mezes adiantados...........-
Por nove ditos idem. ............
Por um anno idem.................
Cada numero avulso, de diaa anteriores..........
13*500
200009
26*000
0100
DIARIO DE PERNAMBUCO
Trcprkdade de Mancel Sngueirca de tfora "Mijes
TELEGRAMAS
ss27i;: .'siicla?,' so c:s:o
NATAL, .4 de Abril, s horas e 20
minutos da uianh.
I
Scguio honteui para esse porto o paque-
te braileiro Para c boje segu o vapor
Jacuhype cTa Companhia Pernambucana.
sss7i;: u &m\ un
PARS, 2 de Abril.
Acham-se completamente terminadas as
obras da torre Eiffel.
*
ncia Havas, filial em Pernambuco,
Abril, de 1889.
INSTRUCCiO POPULAR
4S MAMES l\VE\(0[S
JJiTIGAS E MOBKKNAS
AS
Sciencias. industrias e artes
POR
XI
O mirroM (ipiu
(Continua^ao.)
Composigo e theoria do microscopio compos-
to-Resta explicar o machinismo physico por
meio do qual se consemie, usando de dous peda-
mos de crystal convenientemente lapidados, des-
"cobrir ao observador maravilhado tocio um mundo
de'econhecido, e abrir de3ta arte ao homem urna
pasina admiravel do Uvro da :reago. escondida
do.- sentidos mais conquistada pelo genio.
' O microscopio composto encerra um ocular e
pbjectivo. formados ambos de urna lente bi-
exa, como a luneta astronmica. Este mi-
vajopio 6 analo.o luneta astronmica, pois
.aCimerite se conipreliendc que. para ampliar
os objectos, sirva para aquelle.um jogo de pecas
de ptica semelhante ao desta luneta.
No microscopio, o objecto estando muito perto
*4o objirtivo vai forraar-se do outro lado do ob-
jectivo a imagem amplificada, em virtude da Tor-
ca ampliativa da lente biconvexa. Depois. o
ocular, que representa, como na luneta astrono
mica, o papel de amplificador, produz defronte
da primeira imagem, urna imagem virtual muito
amplificada. En virtude desia ampliaco podem
examinarse as mais exiguas miudezas dos ob-
jecros, que nfo poderiam ser percebidas com a
vista desarmada.
Uot microscopio pois um instrumento por
. meio do qual se observa atraves de ama lente,
nao o objecto, mas a imagem d'este objecto j
ampliada por outra lente biconvexa.
Um microscopio ordinario augmenta at qui
nhentas vezes em dimetro ; pode, ponen ele-
var-se al mil e oitoceutas vezes, o que aquivale
a amplilicar tres mithes duzenlas e setenta mil
vezes a superficie. Os objectos ampliticados
nesta proporgo perdem muito a pureza dos seus
contornos ; por essa razao nao se procura geral-
mente mais que umu amplilicaco de quinhentos
dimetros.
(Continua)
PARTE OrriGIAL
Governo da Provincia
1* EXPEDIENTE DO DIA i'\ D MARCO DE
Actos :
'. O presidente da provincia resolve conside-
rar stm efeito a portara de 13 do correte na
parte relativa a noraeago de maro Bezerra Ma-
rinbc Falco para o posto Je alteres da 3' com-
panl.ia do 10" batalhao de infantaria da guarda
..icional da comarca de Jaboato. Communicou-
se ao commandante superior.
O presidente a provincia resolve exone-
rar o engenneiro Misael Domingues da Silva do
tacar de fiscal da estrada de ferro de Ribeirao
a Bonito.
O presidente da provincia resolve nomear
o engenneiro Luiz Maiques de Albuquerqu Ma-
ralo para exercer o cargo de fiscal da estra-
da de ferro de Ribeiro ao Bonito.
O presidente da provincia, em execugao da
le n. 239.' de 10 de Setembro de 1873. resolve
nomear Jos Olegario Cavalcante para o posto de
aceres da 3" companhia do 10- batalhao de in-
fantaria da guarda nacional da comarca de Ja-
boatao.' Gommnnicou se ao commandante supe-
rio ,
O presidente da provincia, em execucao da
le n. 239, resolve nomear Livino Brasiliense
do Reg Barros para o pesto de tenente da 8"
companhia do lO batalhao de infantaria da
guarda nacional da comarca de Jaboato que se
^ia vago. Communicou-se ao commandante
lerior ,
r O presidente da provincia resolve exone-
k pedido, Antonio Jos Ferreira Franca do
lo de delegado do districto litterano de s>an-
n ruz. Vandacaia e Poco Fundo.-Fizeram-se
-arias communicagoes.
O presidente da provincia resolve demitlir,
Bido, Jos Arnaldo de Castro Feitosa do car-
-^e adjunto do oromotor publico da comarca
_l Ouricury, no termo do Exii. -Fizeram-se as
necessarias communicagoes.
0 presidente da provincia altendendo ao
f;uereram os negociantes Arcelino Lima
esolve, de conforraidade com o ar. 34 do
^lamento n. 1356 de 10 de Janeiro de 188o,
oarmazcm dos peticionarios, sito no
. Companhia i ernambucana n. 24, para
deposito dos gneros alimenticios destinados ao
oto do almaxarifado do presidio de
^^Hb deNoronha: c determina que tenhain
^Kr os exames de que trata o referido re-
Remetteu se copia aos inspectores
ia de Fazenda e de Hygiene.
do bispado.-Reraetto a Y.
io n. 16, de hontem da'a-
;?embla Legislativa
iue se sirva de infor-
lci de 13 de Maio de 1888. De posse do officio
que Vv. Ss. me dirigiram convidando rae a com-
parecer como paranympho da primeira pedra
do monumento commemorativo da aboligo,
que tera da serbenzida eassentada no dia 25 do
corrente, s 3 horas da tarde, no largo do Carmo
d'aquella cidade, cabe-me agradecer-Ibes a honra
que me foi conferida e declarar-lhes que estarei
presente a esta ceremonia.
Ao ingpector da Thesouraria de Fazendu.
Communico a V. S. para os fins convenientes,
que em 13 do correte, Joaquim Antonio d'Arau-
4o, assumio |cxercic o do cargo de promotor p-
dico interino da comarca de Garanhuns para o
qual foi noraeado pelo respectivo juiz de direito.
no impedimento do effectivo, que naquella data
interrompeu o exercicio por motivo de molestia.
Ao mesmoCommunico a V. S., para os
fins convenientes, que o promotor publico da
comarca de Bom Jardim, bacharel Luiz Affonso
de Oliveira Jardim, reassumio o exercicio de seu
cargo em 18 do corrente.
Ao mesmo. Communico a V. S., para os
fins convenientes, que o capellao do presidio de
Fernando de Noronha, padre Francisco Adelino
de Brito Dantas, em 18 do correnla mez, entrou
no goso de tres mezes de 'licenca, que ultima-
mente Ihe conced para tratar de sua saude.
Ao mesmo.Remctto a V. S. o incluso ti-
tulo de divida pertencente ao ex-soldado do 17
batalhao de infantaria. Baymundo Antonio da
Silva em cumprimento de sentenca no presidio
de Femando de Noronha, atim de que mande ef-
fectuar o respectivo pagamento.i.ommunicou-
seao commandante das armas.
Ao mesmo.Expeca V. S. ordens is col-
lectorias geraes, alim de que n permittam em-
barque de farinha de mandioca para fra da pro-
vincia.
Ao Dr. iuiz de direito da provedoria de ca-
pellas e residuos da comarca do Recife Trans-
miti a V. S. o iicluso oflicio por copia de 20
do correle mez do director da colonia Isabel,
relativo ao allegado que a favor da mesma fez o
Revm. padre Jos Antonio da Cuaha Figueiredo,
alim de providenciar como no caso rouber.
Ao inspector do Arsenal (tr Marioha.-De
accordo com a informafo d'essa iespectoria de
21 do torrente, sob o. 40, proroguei por tres
mezes ?em vencimentos a liceo^a concedida ao
cscrovente das oflicinas de construccoes navacs
Jos da Malta Cardim.
Oque declaro a Vmc. para seu coohecimeoto
e devidos fins.
Ao encarregado do Telejzrapbo Nacional na
estagao do Recite. Informe Vmc. porque razo
s boje, s 8 horas da maoha, foi entregue no
Palacio do Governo o telegramma oflicial do Mi-
nisterio da Justicu, n. 1273, recebido hontem
nessa estaco s 8 horas e 23 minutos da noite;
convindo observar que nao. esla a primeira vez
que tem tido lugar semelbonte demora.
Portaras:
Paraos fins convenientes transmiti C-
mara Municipal do Recife copia do trecho do offi-
cio n. 210 que cin 26 de Fevereiro lindo me di
rigi o inspector de hygiene, requesitando pro-
videncias que ioteressam mesma Cmara, alim
de melborar o estado sanitario desta cidade.
Os Srs. agentes da Companhia Brasileira
de Naregago a Vapor facara transportar pro-
vincia do Cear por canta do Ministerio di Guerra
o tsente Antonio Goncalves Pereira e o alferes
Joao de Deus Moreira de Carjalbo, nomeados
para a Escola Militar all creada. Ao tenente
Goncalves Pereira acompanha sua mullier Semea-
na da Cruz Pereira c seus filhos ColUmbiano. de
13 annos de idade e Clotilde de 9 anuos. Man-
dou-se a Thesouraria de Fazenda ajustar contas
dos referidos ofliciaes e communicou-se ao com-
mandante das armas.
Os Srs. agentes da Companhia Brasileira
mandem transportar a provincia do Espirito-
Santo, com destino respectiva presidencia, no
primeiro vapor esperado dos portos do norte, 8
caixas coutendo medicamentos, devendo a des-
peza correr por conta da referida provincia.
O :t. gerente da Companhia Pernambucana
de Navegaco faca transportar por conta do Mi-
nisterio da Guerra a provincia do Rio-Grande do
Norte para onde foi transferido por portara do
referido Ministerio de li de Outubro ultimo o
1" cirurgio do corpo de saude do exercito Jay-
me Alves Guimares.-Officiou-se ao inspector
da Thesouraria de Fazenda para mandar ajustar
coutas ao referido cirurgio e communicou-se
ao commandante das armas.
O Sr. gerente da Companhia Pernanibucana
faga transportar ao presidio de Fernando de
Noronba por conta do Ministerio da Guerra o
sentenciado militar Antonio oar* de Lima que
vai alli curuprir o resto da pena de 4 annos de
prisao com trabalhos e mais castigos, como reo
de 2' desergao, a que foi condemnado pelo coo-
selho supremo militar de justiga em 2> de Se-
tembro do auno prximo passado.Communi
cou-se ao commandante das armas.
0 Sr. gerente da Companhia Pernambucana
mande dar passagem de proa por conta das gra-
tuitas a que o governo tem direito, at a Para-
laba a Antonio Alves.
" O Sr. superintendente da estrada de ferro
do Recife ao S. Francisco d passagens por con-
ta da provincia, as duas pracas e um criminoso
que tm de vir da cidade da Escada para esta
capital
EXPEDIENTE DaD& SECBETABIO
Oflicios :
Ao inspector do Thesouro Provincial-S-
Exc. o Sr. presidete da provincia manda remet-
ter a V. S. em additamenlo ao oflicio de 10 do
correte mez, o termo do contracto de aluguel
da casa destinada para quartel do destacamento
do districto do Arraial.
Ao Dr juiz municipal e de orphaos dos ter
mos de Ingazeira e S. JosdoEgypto. Nao ten-
do apparecido coucurrentes aos oflicios de 2o ta-
belliio e annexos do termo4 de S. Jos do Egyp-
to, S. Exc. o Sr. presidente da provincia recom-
menda a V. S. em respvsta ao seu oflicio de 2
do correte mez. que renov o ediial com praso
igual ao do ultimo coocurso.
Alferes Jos Viegas da Silva.Bemet-
tido ao Sr. inspector da Thesouraria de
Fazenda para mandar abonar.
Manocl Ignacio Pereira. Informe o
Dr. juiz de direito do 2. districto crimi-
nal se o snpplicante est desembaraeado
da diligencia a que veio.
Manoel Martins Campos.Defido de
accordo com a portara hoje expedida
Cmara Municipal do Recife na qual de-
termino que sejam respeitados os direitos
adquiridos pelo supplicahte e por quaes
tuer outros que tiverem comecado a edi-
car, observando a planta antiga de 1
em virtude de licenca da Cmara e cor-
deacao dada pelo encenheiro da munici-
pal i da de.
Manoel Emvgdio dos Santos.Inde-
erido.
Manoel Vicente Ferreira.Informe o
Dr. juiz de direito do 2. districto crimi-
na! se o supplicante est desembaraeado e
pode regressar ao presidio de Fernando.
Seyerina Mara da ConceicSo.Ao Sr.
Dr. ebefe de polica para informar o qae
se lhc offerecer, relativamente ao recruta,
e indagar se a supplicante nao tera outros
filhos.
Secretaria da Presidencia de Pernambu-
co, 4 de Abril de 1889.
O porteiro,
F. Chacn.
Repartif&o da Polica
2.a scelo.N. 330Secretaria de Po-
lica de Pernambuco, 4 de Abril de 1889.
Illm. e Exm. Sr.Participo V*. Exc.
que foram hontem recolhidos Casa de
fDetcnclo os seguintes individuos :
A" minha ordem Felismina da Conceigao, Fran-
cisca Romana e Maria Jos dos Prazeres, rindas
do Cabo como sentenciadas.
Antonio Raymundo da Silva, Manoel Ignacio
da Silva, conhecido por Mauoel Braz, Manoel
Amando Bezerra, Pedro Torres Celestino eClau-
dino Jos Pereira da Silva, como sentenciados
vindos do termo de Bom Conselho.
iScnardo Domingos Ramos, Luiz Francisco de
Oliveira e Jos Peretra da Silva, por disturbios.
A' ordem do Dr. delegado do 2. districto da
capital, Liberato Barroso, por uso de armas de-
feza.
A' ordem do subdelegado da freguezia do Re-
cife, Charles Brorew, a requerimento do cnsul
inglez, JoSo Augusto Soares Brazil, por distur-
bios e Honorio Jos Salgado, por crime de
furto.
A' ordem do da freguezia de Santo Antonio,
Anna Maria da Cenceicao, poruisturbios, a miaba
disposicao. Joaquim Lopes dos Santos, Joaqi
Ferreira, Amaro Lourencp Pereira, Jos Maj
de NascrmeflMnr^^MliMt Jo
Felismina Marti do Espirito-Santo e
cisca da Silva, por offensas a moral publn
Manoel Joaquim Pereira. por disturbios e uso de
armas defeza.
A" ordem do do 2.' districto da freguezia da
B6a Vista, Antonio Manoel dos Santos por em-
briaguez e disturbios.
O Dr. ju'z municipal do termo de Gloria de
Goit communiepa-me que no dia 31 do mez
passado, foram capturados os reos teucntes
Joao de Lemos Barbosa de Yasconcellos c Joa-
Vasconcelios, all
A eispeculaeao mercantil j
tava a* compras por atacado no mercado
desta cidade, agentes atravesadores com-
pravam em larga escala as feiras das co-
marcas prximas e outros contratavam par.
tida8 de farinha, anda por fazer, tendo
por base os rocados das colheitas madu-
, A escassez desse genero alimenticio j
Ao uraeacava ^jpaenta^ consumo desta
cidade. as notigte do interior da provin-
cia denuaciavam igual situa5lo as outras
comarcas.
Diante de factos de tal gravidade nao
era licito administracSo quedar-se, cru
sar vb bracos em attencao aos lucros, que
alguna coramerciantes poderiam tirar, apro-
veitando-se do desequilibrio verificado en-
tre a offerta e a procura da farinha/
Deixar que a especula5o mercantil fi-
zesse augmentar e crescer de modo extra-
ordinario a caresta de um dos prncpaes
gneros de primeira necessidade, seria fal-
tar ao mais imperioso dever, imposto a
administracao,-o de manter a seguran-
5a pnblica.
Poderiam os interessados adversarios da
medida presidencial assegurar, que a or-
dem publica nao seria alterada, se a popu-
lajao ticasse privada desse genero alimen-
ticio por escassez completa no mercado ou
por se lhe tornar impossivel a acquisicao
era vista de precos-exageradsimos?
Em toda parte a alimentacao publica
objecto de serias* cogtacoes para a admi-
nistracao e entre todos os povos o poder
publico tem o dever de prevenir as cala-
midades que possam affligir as populaeoes.
E nao smente o preceito legal, que
iinpoc esse dever, as leis da humanidade,
mais imperiosas que as leis escriptas, o
consignam e defendem.
Acertadamente e no intuito de preve-
nir a seguranza dos cidadaos, S. Exc., o
Dr. Araujo Ge3, cuja energa e patrio-
1 nupelliam-n'o para o lado do inte-
fgHP> de Marco.
E' essa portara, que coarctou, nao ha
negal-o, as especulajSes mercantis de al-
guns commorcantes para attender a se-
guranca e saude dos cidadlos, que hoje se
censura e se acoima de leviana!
Di nte dos interesses meicants de al-
nilo se limi- aSo snjeital-a, a ser levada ao mercade para
vendagem a vetalho.
O que a portara teve principalmente
em vista foi conseguir a manutengao do
consumo publico pela vendagem no mer-
cado.
Para conseguir Uto nao precisava por ora
a administracao sujeitar grandes partidas de
farinha que vm pelas estradas de ferro a
ser vendida no mercado.
As instrucc8es e o modo de execucSo de
mu acto administrativo, nem sempre am-
pliara 011 restringem esse acto, o quando
taes ampliacocs ou restriccSes se dessem,
nada havia a censurar porquera sabe que a
administracao de ve estar attenta s cir-
cumstancias e necessidades oceurrentes
para adaptar lhes pelo modo mais conve-
vente a direccao dos neg os pblicos.
---------------0090--------------
quim de Lemos Barbosa de
iironunciados as penas do artigo 192 do cdigo devia a administracao tecuar, calcan-
do aos ps os interesses humanitarios de
criminal, combinado com o 34 do mesmo cdigo.
O capitSo Francisco Pereira do Lago, par-
ticipeu-me que hontem, assumio o exercicio do
cargo de subdelegado do districto do Cabo.
Deus guarde a V. Exc.Illm. e Exm.
Sr. Dr. Innocencio Marques de Araujo
Ges, muito digno presidente da provin-
cia. O chefe de polica interino, Daro
Cavalcante do Reg Aluquergue.
1889
Rodri-
Prei-
OK8PACHOS DA PRESIDENCIA DO DIA 3 DE
ABRIL DE 1889 ,
Ant nio Minervino de Moura Soares Fi-
lho.Concedo.
CapitSo Antonio de Barros Correia
Deferido, sendo um mee com sold e os
outros sem vencimentos
Albino Leite de Farias.Ao Sr. fiscal
da Companhia Recife Drainage para co-
nhecraento c providenciar.
Camillo Henrique Bispo.Deferido com
officio de hoje a Thesouraria de Fazenda.
Tenente Jonathas de Mello Barreto.
Concedo permissao para a demora de 10
das na Parahyba.
Jos Francisco de Mello.Informe o
Dr. juiz de direito do 2. districto, se o
supplicante foi requisitado para diligencia
judicial e se esta acha-se terminada para
poder ser tomada em consideras*0 a pre-
sente peticSo.
Tenente Jos- Victoriano de VasconceJ-
los Pereira.Informe o Sr. director da
Colonia Isabel.
Joanna Meliana Alves Bezerra.Prove
Thesouro Provincial
DESPACHOS DO DIA* 2 DE ABRIL DE
Modesto Coelho do Rgo, Jollo
gues de moura e Manoel Joaquim
ra.Informe o Si. Di-, contador.
Bellarmino Guedes Alcoforado. A'
contadoria para attender o supplicante.
Alpheu Soares Raposo, Joaquim Duar-
te Campos.A' contadoria para os fins
devidos.
Margarida Julia Ferreira Machado. -
Certifique-se.
Sal Marques dos Santos.Informe a
1* seccao do contencioso.
9 ------------
lnrueco Publica
DESPACHOS DO DIA 3 DE ABRIL DE 1889
Feliciana Eduvirges da Costa Gama.
Justifico.
Philomeno Raymundo Xunes do Lama.
Como requer.
4c
El iza Candida de Figueiredo Mello.
Encaminhe-se.
administracao
O.s
DIARIO DE PERNAMBUCO
RECIFE, 5 DE MARQO DE 1889
A questo da farinha
Xos termos da portara de 21 de Mar.
90, cujos fundamentos na parta relativa
aos factos, que occorriam ao tempo em
que foi expedida, nao foram contestados, en-
contra-sc a mais cabal e completa jnstifi-
cacao do acto da administracao.
O mercad) da farinha estava sendo des-
calcado por grandes remessas feita? para
fra da provincia e os despachos de gran
de. quantdade de saceos para exportafSo
ameacavam produzir urna escassez extra,
ordinaria.
O preo desse genero de primeira ne
cessidade no cotnmercio retalho elevou-
se immediatamente e a populacao comeya-
va a impessionar-se com as circunstancias
afHictivas em que achar-se-hia em pouc
tempo, se, a sabida da farinha contiiuas3e
na escala crescentrque ia seguindo.
todos!
Ingrata doutrina esta que admiramos
vel-a defendida.
Produzio o acte- da
seus effeitosV
E' impossivel deixar de reconhecel-o ;
os depsitos augmentaram em poneos dias
em serca de oito ral saceos, de modo que a
partida remettida para o Cear, pedida
pelo presidente dessa provincia, afim de
ser destribuida era soccorro publico mo
influio nos prejos do mercado.
EsseS precos n2o podem arada ser con-
siderados normaes, mas era todo caso sem
a medida tomada pela administracao, se-
riam hoje elevadissimos.
Tudo, porm, leva-nos a acreditar, que
dentro de alguns dias esses precos baixa-
rSo consideravelmente.
Os donos dos milhares de saceos que
se acham accumulados aos depsitos, an-
da nSo quizeram expor a farinha venda-
gem no mercado.
(guando se convenceren!, que a admi-
nistracao ha de manter o seu acto, em-
quanto houver perigo de escassez desse
genero, e que portanto a .farinha em de-
posito, n3o podendo ser exportada, tem
de ser vendida para o consulto da popu-
lacho, a offerta reappareccr e os precos se
reduzirSo ao estado normal.
As entradas de cargas desse genero,
urna vez que no sejam atracessadas, como
o cstavam sendo as feiras e as estra-
das centribuirao poderosamente para a*
realisacao de tSo fundadas esperabas.
Nao houve amplaao nem restriccao da
portara de 21 de Marco.
Nao temos noticia de haver sido autori-
sada ou negada baldcacao de carga de um
navio para outro com viola2o de disposi-
c5es expressas do direito internacional
privado consagradas em tratados.
Tratou aute-hontem e hontem o Jornal
lo Recife dessa fallada baldcacao, sem ao
menos indicar as denominares dos na-
vios, as quaes nos serviram de ponto de
partida pa a colherinos iuformaeSes.
Relativamente a farinha transportada
por estradas de ferro, nto se pode tam-
bora dizer que houvesse restriegao em
Xotlclas da Europa
O paquete francez Ormoque. entrado ante-hon-
tem da Europa, trouxe datas que de Lisboa al-
cancaram 2i de Marco, adiantando seis dias s
trazidas pelo lmar.
Alm das de Portugal, contidas na carta do
nosso correspondente "de Lisboa, publicada na
rubrica Exterior, eis as demais noticias de que
foi portador o referido paquete :
Hewpanha
Sobreest paiz escreve-noso alludido corres-
pondente : ,
Em virtude das conferencias celebradas entre
os Srs. Alonso Martnez e Gainayo, e entre os
Srs. Sagasta, Marios, Castelar e Monteiro Rios,
accentuaram-se boatos de cnse mimsteral.
O Impartid!, porm, aftirma que o conselho de
ministros reunido no dia 18 se oceupou de sim-
ples negocios de expediente, c desmente com-
pletamente os. boatos de crise.
Corra que 110 conselho de ministros do dia 21
o ministerio da juslica levantara a questo de
crise ministerial. Tauibem se annuncia a demis-
so do capito general do departamento do Fer-
rol.
Parece que s para os Gns de Abril sera dis-
cutido o parecer relativo ao suffragio universal.
a commisso dos alcools mostrase favoravel
ao pensamento do ministro da fazenda de aug-
mentar as tabellas, compensando assira as per
das causadas pela suppress-lo das patentes. For-
mular um voto em separado o deputado Viceuti,
que contrario a estas ideas
0 senado teve a 19 sessao secreta deliberando
permittir que sejam enviados a Pariz todos os
quadros de auctores hespannoes pertencentes ao
seuado e que caibam no espaco concedido Hes-
panha.
0 governo hespanhol recebeu telegrammas of-
liciaes confirmando os eslraeos cansados pelo
holera as Fihppinas e pela feire anarella no
Rio de Janeiro. Tambera consta offlcialmente
que o estado sanitario da ilha de Cuba e pouce
satisfatorio.
Foram declarada-' sujas as procedencias de
Mindanao (Filippioas) onde o cholera contina
fazendo numerosas victimas.
Assegura-se nos circuios ministeriaes mais au-
torisados que o Sr. Abascal. presidente da mu-
nicipalidade de Madrid, pedio a sua demisso,
sendo inuteis todos os esforcos empregados por
Sagasta para o fazer desistir d'este proposito.
Indica-se o marquez de Valdelerrajo para succe
der a Abascal.
Puigacerver, antigo ministro da fazenda, que foi
convidado, nao acceitou.
Os anarchistas de Madrid commemoraram a 17
numa reunio a coramuna de Pariz. Pronuncia-
ram-se violentos discursos, tomando o compro-
misso de seguir o procedimento dos coramuna-
listas, se os anarchistas se encontrarem as mes-
mas circumstancias.
Foi inaugurad 1 com grande solemnidadc a ex-
psito fluctuante de Barcelona.
Fazem-se grandes preparativos em S. Sebas-
liio para receber as rainhas de Hespanha e In-
glaterra. A rainha Victoria visitar alli as se
pulturas dos ofliciaes inglezes mortos por occa-
sio da guerra da Pennsula.
Est fix'ado o dia 27 para a entrevista da rai-
nha regente com a rainha Victoria era S. Sebas-
ti.o ,
0 conselho de ministros de 21 do corrente re-
solveu que a rainha regente partir a 23 para S.
Sebastiao ; sua inagestade ser acompanhada
pelo marquez de la vega de Armijo. e provavel
mente pelo Sr. Sagasta.
0 Sr. D. Venancio Gonzlez annuncou econc -
mias de fazenda na importancia de quatro mi
Ihes de pesetas. Nada se tratou de poltica.
Segundo annuncia a poca, a rainha Victoria
vira embarcada a S SebastiSo, oude se demora-
r smente algumas horas. Ira alli tributar-lhe
as devidas honras um navio de guerra hespa
nhol.
Insiste-se em fazer correr que a rainha Victo-
ria vira a Madrid, poneos dias depois da entre-
vista em S. Sebastiao.
Em Hespanha comeca a opinio a preoecupar
se com a sabida continua de centeuas de hespa-
nhoes que vio morrer de for.ie as repblicas do
Rio da Prata.
O El Imparcial, de Madrid, comecou agora a
cruzada benfica insusneua contra a emig
gao, publicando trechos dos rticos dos jora
platinos por sua natureza interessados em oc-
cultarem os horrores da immigraco.
Um dos*peridicos da repblica de Buenos-
Ayres descreve como es emigrantes sao tratados
a bordo e como sao recebidos na trra a que se
destinara Um horror.
Assegura se que as experiencias ofliciaes d.->
barco submarino Peral foram adiadas para Junho
prximo.
O ministro da governaco, respondendo no se-
nado a urna pergunta, disse que o governo nao
tem noticia alguma a resuelto do pretendido pro-
jecto dos Estados Unidos compraren! a ilha de
Cuba. ;. -_.--,
Accrescentou que nao ha no munde dmneiro
bastante pura comprar urna parte, anda a mais
pequea do territorio hespanhol. (Jfcfe/iilS)-
O povo hespanhol saber ant.Wxr em ca
necessario a integridade da
Terminou dizeudo qffe o
tros aind^ n5o 'evo occasi"
assump'o, objecto da'perg
te o menor motivo de ir""
A Gacela publicou a 2yt
qnarentenas s proced
Continua a grassar/o cholera cin Mindanaa,
uas ni resti dos Filipinas a saude satisfa-
toria.
Cnegou a Tenefte o paquete Affonso XII con
duzindo a bordo b vice-presidente da Repblica
Argentina, que fi cumplimentado pelas autori-
dades. Parti j para Cadix.
esvaneceram/se os rumores de crise minis-
terial, impreysa do oppcsico cousidera po-
rii a crise inevavel depois da semana santa.
, Franca
A maioria ddfljornaes republicanos ira
applaudem a attitudo do ministerio Tirard, que
se mostra decidido a defender as situar
de minis-
; ?e oceupar do
porque nao exis-
o.
deertio impondo
do Brazil.
ordem publica, e a combater de -frente os mane-
jos dos conspiradores.
Efectivamente os amigos da repblica pertea-
centes aos diversos matizes polticos, tinhaoc
ganho notavel forca com as complacencias dos
ltimos governos, e o modo pelo qual tintua
organisaaofos seus esforcos, a audacia da soaf
tentativas,' deram o resultado que se vio av
eleico supplemrntar de 27 de Janeiro. 0 w-
nisterio Floquet, por maiores que fossem seus desejos, nao tintia o prestigio nem a forca
moral necessafrios para a aeco enrgica que
preciso oppor-se a urna situaco critica, que te
creada pela imprudencia e insensatez do parti-
do radical, que aqcelle ministerio represente*
no poder. 0 actual gabinete, sahido na saa
quasi totali.lde do partido moderado, que hoje
o nico grupe de governo em Franca est 8
condifoes muito diversas e vi'-se que est resol
do a approveital-as convenientemente no desem-
penho da sua misso.
O golpe dado na celebre Liga dos patrietmt
pro va do que dizemos.
Aquella associa;So, fundada em 1882 com c
intuito de desenvolver na Franca o espirito.mili-
tar, e de preparar moral e physicamente solda-
dos para a defesa da patria, nao ehegou a obtei
autorisacao para a sua existencia, que alias fc
tolerada, atenra a misso que se impunha e t
acolhimento que leve do publico. A ella perte-
ceram os Srs.Carnot, actual presidente da rep-
blica, Rouvier e outros homens importantes 4s
poltica.
Mais tarde, a aasociaco saliio inteiramentc
caminho que se havia tragado, constituio se se-
cretamente urna sociedade poltica em favor b
botdungisyo, e os homens sensatos e sincera-
mente republicanos que nella havara entrado
abandonaram-n'a. Ficou entto sendo puramen-
te urna conspiraco organisada contra o gorernt
parlamentar, e por conseguinte contra a rep-
blica.
A attilude que assumio ltimamente, por occa-
sio do incidente de Sagallo, fazendo nascer*
perigode ura conflicto com a Russia, deternX
nou o governo a dissolvel a. a mandar, faaer
busca nos seus papis e a entregar os seus cheei
jurisdiccao do poder judicial.
Na pesquiza a que se procedeu descobrio-9ft
ura manifest impresso em que se dizia. Os
fundadores da liga dos patriotas comprehendfr-
ram que um novo dever se lhes impunha, o 4k
libertar a Franca do juizo da oligarchia qae a
envillece e a arruina.
A liga organisara-se por forma, que linha i
cidade de Pars dividida por secces, bairroa-e
ras, e a cada divisao e sub-diviso correspO-
dia urna junta de membros da associacSo, qf
recebia santo e senha dadirecgo central. Tate
isto, dizia urna circular secreta de Fevereifii
deste anno, que tarabem foi encontrada, tobt#
fim de se poder no mais curto prazo, sem recor-
rer ao telegrpho, ao correio, nem a outro ele-
mento da administracio, transmittir urna pala:
vra de ordem a todos os membros da associag
residentes em Pars, os quaes poderoassx
dentro de duas horas, estar na posse de qualquer
aviso, devendo todas as instrueces e todos os
esclarecimentos ser centralisadas as mos le
chefe do arrondixsement. que as receber da jun-
ta directora e que as transmfttir aos chefes 4qs
quartiers, que as communicaro aos chefes j?
secfoes.
Diz anda a circular :
Para prevenir actos arbitrarios, que
rao ser praticados pelo governo Cftctra
dos patriotas, a junta directora decidi
juntas de Pariz que se ponham em estl^
mobilisago permanente. dizer com isto que todas as forcas respi
a cada junta, especialmente designadas pan
esta mobihsaco, devem estar de modo penn*
nenie disposicao do chefe do arrondisse '
afira de que possam achar-se de promptoj
tegralmente onde for preciso, no ca
tente dissolver a liga.
Tudo isto consta do officio em qued
radorgeral da repblica pediu caara d
deputados a autorisacao neces.-arki paa
processados os Srs. Laguerre, Laisanfl
guet. i
Quando foi apresenado o pedido t^M
o Sr. Laguerre apressou-se a reclamar eme fe
quanto antes nomeada pelas secgoes afl
sio que tinha que dar parecer a respe*
A cmara fez-lhe a vontade.
O Sr. Cuneo d'Ormano. bonapartis^B
intuito de provocar um Acdente, apreBeoMi
urna proposta de amnista, que cc-mpt^fteadia
os condemnados por crimes e delictos politico
de mprensa, de reunio e de associaco, espe-
cifleando a proposta que se pora termo a tolo*
os processos instaurados por taes motivos.
0 alcance desta disposigao nao escapa ao mi-
nistro daVstica, que declarou que, se ella se
applcava aos factos da vespera, o governo se
lhe oppunha com todas as forgas.
Discutio-se no mesmo dia as duas casas de
parlamento francez, o pedido para poderem sfr
processados, pelos delictos polticos attribuides
liga dos patriotas, os Srs. Laguerre, Laisant e
Turguet, deputados.
No senado, o debate foi de curt durago-
Apenas o Sr. Vacquet, sem ?e defender expa-
tamente das aecusages preciosas formuladas
contra elle pelo ministerio publico, se limite*
a invocar os testemunhos que tem dado de saa
constante amor liberdade, mal dsfargando a
apprehenso grave que sent pelo resultado de
processo.
O Sr. Buffet, senaior da direita, acudi na
pouco em auxilio do Sr. Vacquet, e esforgou-s*
por \r se consegua arrastar comsigo os seas
co.rehgioaarios. Nao o alcaagou, perm; a
diseussfio foi breve, e o senado autonsou o pm-
cesso por 213 votos contra 68.
Na cmara dos deputados hnuve dbate vio-
lento. O Sr. Laguerre, sentindo-^e sob o pea
dis graves aecusages que constam do pedid
do procurador da repblica dirigido s cma-
ras, touiou o partido de se revoltar contra x
maioria da cmara, insultando-a e pretendenito
desconceitual-a. .Deu isse origem a episodios
tumultuosos, era que nvelaram a sua adhes
ao boularansmo mudos deputados da direita,
entre os quaesse turnou notavel, pela su da-
nza, o Sr. Paulo de Cassagnac.
Ficou be.111 em evidencia que os partidos a*
uarchicos, que tinliam obrigago de ser corda-
tos e coBservadorts, nSo hesitavam em lancar
mo dos processos revolucionarios, to querido
{) Sr. Paulo de Cassagnac bem explcitamente
declarou que o eu fim dos seus amigos sa-
ple-mcne o de desiruir a repblica, e que para
isse lodos os nieios aceitara como bons.
Fci dilliril ao presidente, o Sr. Meline, o man-
ter a ordem na assembla e o conduzir at 10 fim
o debate, que terminou pela autorisaeo pan
o processo, concedida por 331 votos contra 127.
Os bomens da liga dos patriotas
correr entre os curiosos que j^^H
nos corredores das cmaras, 1 lui-
dos pansii
I
iiag'o. Nada, porm, houve
cOu i--
No dia 19. os deputados 1
Laissant e pelo juiz da in?
teem que ver co
t


HH

Drc
Seapta-feira 5 de Abril de 1
i
mei leguerajitr es Trores de
i) pu> la epi-
ajao publica Esperava-se que o prbcesso fosse
migado'na semana prxima.
i} Vornmg Post, faiteado da sitaaco em Fran
5a diz que um gvcrao, que tem a coragem da
sua opiniao, e que. aananifesta, tem todas as
probabilidades de ver se apoiado pelo sen paz ;
mas necessario, para isso, atteader a d as coo-
digoes e parece que o actual ministerio francez
h&o obedece a ellaari em primaMViugar aaaifn
Temo, que tomar offenaiva is*ffla*nies**e d
poltica interioivdeve te amiaanndjatav -e dapois
deve estar senhior-de orna inaaria.
Ora o Sr. TirafJiMem rm unmusncm
outra ; acha-se* tiente, e gabinetaui vtiande
de urna decisacylMponan do moviuanto enano
cratioo, e pe!fe mais proprio daasjae tnaquBBMDut: para evitar
urna violenta pattica u>partido.
Alm disso naaniajiiei dewBaMJaria
so parlamento.
0 su ministerio foi chamadoo ministerio
da expo3ico, e realmente extraordinario que
elle se abalance a urna empresa que nao ousou
tentar o ministerio, bem mais forte, que tioha
o Sr. Floquet frente ; e esperaram para isto,
TftTrrff" proba pa '"ir. w mn d:> mpdiiia j-> ft 't^*
Minos para c, que o boulangismo attingisse o
rse apogeu, e que o parlamentaris-u eotraque-
cesse. E' sempre a eterna historia do. porta da
.rcivailarica; que fechara fiando o cava I lo j foi
ronbado.
E' verdad que a suppressio da Liga dos
...Patriotas naaeve ser, no espiritado ^overeo.
- seno o orimetro passo na campanba contra o
boulangismo, mas todo o mundo, excepto o mi-
nisterio, sabe que a sua acgao produzirum ef-
fea> diamelralHiente oppost ao que elle es-
pera. A obrfc emprehendida pelo Sr. Tirard -
i aM ai.sin certo ponto, sympathica.
A attilude da Liga, quanto ao incidente. Atchi-
iBoff.-o."i(> ode desculpar se ; mas depois de ter
apppiiiiifo. e tur assegurado o respeilu lei, o
governoandaria melhor nao se occupando oais
i do isissipto.e leixando > toaae'depres9a como delle, sahira.
En vea de proceder assim, preferirn) por ua
.llevando* uKinbro* da Liga dos. Patriota* una
Hgroa de marryr, adquirida sem grande. sacrili-
i cio,.'.deram a esta asaociago.quer ella venha
a desapparecer quer nao, uma.voga qua asso-
guras*uaexistencia futura soja qualifrafor-
jara qoende futuro assuma, dando lhe um consi-
-enavet i prestigio.
Km aodo-o caso, nao lero feito um grande
lid ao geaeral Boulanger.
ode mesmo dixer-se que graeasao Sr. Tirar
a Franco conta lioje ura poltico a mais, que nao
fero calar facilmenle.
0-Fgaro traz promenores sobre o caBamento
do principe Alexandre de Battenberg com a can-
tora m Caaltilard, perto de Mendon. Publica o auto
- docaaamento civil.
Seauodo o Fgaro o principe resoli^u o niaire
de Castellar a casal-e em preseuga de informar
>ees inexactas, tanto que o procurador da re-
pobtisu cu Niee julgaiido inco recto o procedi-
iruw'o do principe, tenciona pedir ao tribunal
d'aquella cidade para declarar nullo o casamen-
to por ter sido celebrado com o auxilio demeios
fraudulentos e violando as luis francezas.
Diversamente apreciado segando a poltica do
jornal que o dita, o discurso que o general Bou-
langer caba de pronunciar ero-Toare faz o giro
da unprensa franceza, o que prova que nao leve
to pouca importancia como queresa fazer acre-
Sitar os tornaes do governo. 0 jornal prodamou
urna,poltica d'ecletismo, sendo o seu discurso
a paraphrase do conhecido dito de Girardin :
Que ma nago nao pode ser envernada por
-.ii partido.
Eeeusado transcrever esso discurso, cujos
tpicos j nos sao conhecidos, e que nao apre-
aontam nada de novo, que nos ltimos lempos
nao lenba ] sido dito e escripto uelos amigos
do cbefe do partido da repblica nacional.
Os iornaesque criticam o discurso do general
Vbearlfiorao o de Naquet, uos iodignam se e ou-
tros fazem troca : mas esta indignago e esta
troga sao imnei.em que o pubticb applauda e
que os eleitores vao votando pelo bat general.
Explicase islo pelo mal estar geral em que as
Sierras ^mesquinhas das varias fraccoes repu-
uanas entre si teem mergulbado a Fraacaque
appalla para qualquer cousa que nao seja essa
suetvssao inesperada mas frequente dos mesmos
rtiiiitros em p;istis differeates, svmpre receio-
sos do que se podera diier ou julgar delles em
A verdade que o discurso de Boulanger
eca Tours objecto de vivas controversias, sen-
do applaudido pelos inoaarchicos e imperialistas
tteerbamenle combatido pelos jomaos uiiniate-
feehaes. que accusatn Boulanger de haver pactua-
o con o clericalismo.
A cowelho de estado examinou a questo de
tMto de roproriticgo da torre Eiflel.
Kesulta dess.T exame que a propriedade da
re.pertence, a titulo provisorio, ao estado em
j durar aevposigo. e, a litulojdefinitivo a
depois de fechada a exposigan.
** EilTel no- senao o concessionario,
um privilegio estipulou a resnito da
e que, desdease iuomemo,.no po
Mr. Jaluzot um direilo. que nao pos
I toarracae-.do.ospntutuma:
Estuaawoanda o da ttl' dtrlfargo fcwle-
tmdocaUgaaw-fiaii r.'K do Pariz.aoas noitoouv
ji as iHBfeta6es ruidosa de ontr'ora, parque
fm&e.Ttmmeakt itttmgOea^odaaaMttadaai^les aiMcima a o tooaaHgisaio.
O conseft^-mwiicrfral de-PariZTesorverj man-
dar cunhar urna medalha de grande formato,
tendo de um lado a effige da torre Eiffel do
outro o brazao da cidade.
No dia da inauguraeSo da torre ser um exem-
plar de medalha distribuido a cada nm dos ope-
ryrjfff J^u*hnuVtfrilP V"l>ajtf- pm1!^ nnir Hmhalhft
d'aquelle monumento artstico e industrial.
Ao Sr. Eiffel, ao contra-tnestne das oiBcinase
aos operarios que houKeram t raba I liado .t
conclusSo da obra. serSo distribuidos exem
se a 17 a reuni&o dos banqueiros no
da fazenda.
JHrtM apnellou para a solidariedade
patriotismo ila uta banda alim de asse-
xialencia do Cudptoir d'Etnmmte ao
xa capital de Omilhoes de francos
ssario.
vier signifiou a esperauca de que
ser inrraediatamente fornecido. A
nao poude tomar nenhuma delibera-
fio porque os individuos que a componham,
aecessitavam dar parte do occorrido aos gru-
pos finaoceiros que representara.
Foi convocada utna rennio para as i horas da
lanle no ministerio da fazenda.
< H cambistas foram tambem considtdos para
wiu reuniao tarde na sua cmara syndical
E'-lhes pediaa a somma de tres milnOes de
Acamara syndical dos correctores de cambio
reuaida a 17 noite, respondeu aflirmativameote
ao podido do Sr. Rouvier, e empresta os tres mi-
Ihes de francos para complemento dos 40 mi-
Bioos ja emprestados pelo Banco de Franca, e
peles principaes banqueiros.
O conselho de regencia do naneo de Fraga
resolveu accrescentar mais O milhes aos 100
j emprestados ao Comptoir d'Exrompte com a
coBduao de que seja completada por oulros es-
tabolimento8 de crditos a somma de 40 mi-
lcs necessanos para evitar a liquidagao judi-
rial.
A casa Rothschild dar 1 milhao. o Credrt Fon-
cier i ; emflm a somma de 37 milhoes j est
subscripta. Faltavam smente ImilhOes.
Parece poia irora certo, gragas actividade
habilidade do Sr. Rouvier, ministro da fazen-
da, que as negociagoes chegaro a bora termo.
A i-amara de cominercio de Paris, em nome
doeommercio parisiense, votos por unanimida-
de agradecimehtos ao Sr. Rouvier, ministro da
fazenda. a regencia do Banco de Franga e a to-
aquelles que tomaram a iniciativa patritica
de eoojurar a crise do Comptoir d'foampte.
O Sr. Chevillotte, deputadogor Ficistre, ten-
dona interpellar o ministro da fazenda a res-
pert* do acontecimento do Comptoir d'Escompte
e principalmente pelo que* diz rtspeito inter-
venco do Banco de Franca n'esse desa tre.
O grupo de accionistas da Soctedade dos
metass pedio ao tribunal civil a dissolugo da
sociedade afim de, se for possivel evitar a que-
bra. Julga-se que ser [inmediatamente desi-
gnado um liquidatariojudicial.
No dia 20 de Marco as aegoes do Comptmr \
taram a 47 00.
' Na aessao de 21 da cmara dos eputados; o
Sr. Ltor, depntado boulagista Vo Loir,e' rea"
fieos desenvolvidamente a soa intcrpellagao a
respeito da crise do cobre, aecusando o ban-
qoeiro Rotbacbild de autor da crise. e chefe Uo
- w*ptot internacional contra o mercada fran
m.
Beepoadeo-lhe o Sr. Rouvier, ministro da fa-
zenda, censurando o Sr. Laur de expor da tri-
buna nm verdadeiro romanc indigno de urna
assembla seria, e dizendo que taes allegages
contra o banqueiro Rothschild nem merecem re-
fstagao; basta entregal-as ao bem aenao pn-
- O Sr. Rouvier explicou a conducta banda,
cono apoio do Banco de Franca e varios capi-
vitar a sospenalo de pagamentos
;tr dExampte e constituio um novo
claros ter jnlgado aasimumprir
roe nao haera mais qne dar sim

anca, pro
edeu na .nas neaestano}
agradecer iem
como todos aos ostros cajo apoio servio para evi-
tar uma crise, o alcance da qual era incateuiavel.
(Applausos).
A cmara dos depotados approvou em seguida
por 339 votos contra 212 a mocando Sr. Thom-
son, acceitada pelo governo, expriraindo a con-
viegio de que o governo tomar as providencias
asariai pn* iiiidnQnr da anipaisabilida^e e
i l'areaeMjue vai ttaaaorecondo o enthu
com qsoos antigos bsaens da.oommuna
anuMienfar o anaeaeflaMnxMB^uella
phar linalmente, quer a lei da excepgSo oatsjerf
ou no em vigor.
Depois do Sr Singer. o Sr.
tou-foutraa lei, fazendo no eintanto,ankiaene
Conchin exprtmiado a certeza de
ciaiista, pela justiga da sua canaa, triuant itewtoseudwrque, logo que a expedicao saltn tto
^pa
seus homens. mal equipadesv.sustentavam-
Schradetv pwtee* i-bolaaha, e quando esse mautimento falt&u,
** pilhagem, o que levantou conflictos
comosfraocezea.
Ser*iu M*
Est sendo assumpto da mais -mfi attengo na
Europa a situago que resulta para a Servia da
Mtieadeudo re Miln.
sasnem uns que nt^nada abdtaa$aa>atte-
r as circumstanciasiactuao da peaoosulaados
Balitan*; outros, pelo oontrario, mosaMm*o-e-
naergia.
A didcusso foi encerrada sem outro
te.
O imperador da Ailemanha. tondo recebido a
r nnniai'-i '' danniioda aaapaai|aa, a
qu^tfcdaaviapraaou u .'imm>t>'jgmtentera-
bens^cespMB noejaguaMe teaatos, jos si
garaai af m Boiepa.
is as
ilawasi
me lua3>QBnsegLiiiiiii>Lir relaata mai*
ititiina*!oam as.corpoafCeM*e oilicisv que
at ajiora uoOialia.aido rtaanvel.
Ai-eorpornc!'S|Bi r.ooaoqueaain dos-gran-
'taataa daiatrtoiiimeu
av, abwamoom umm- enaan totoro.
> O meu primeiradever, rerebendo a heranga
de meu avd. era, pois, manter a paz.
. Algrame que me tenhaestobem eompre-
hendide.
E' oerto que s emprehendi a minha gran-
de viagem. no intituito de assegurar e de man-
Nestc momento a siluagao nao a mesma
que a da epocha em que o governo esta va as
ilM pireode qtte d'nquell<*-faetoeeeltai*.fatahaeate
ptaees de prata.
De Pariz referem que cerca de 5:000 pessoas
esperavam a 20 de tarde na estaco de leste o
Sr. Antoine. depntado demissioaerio do parla-
mento federal da Ailemanha, onde representavu
a cidade de Metz.
A mnUidao fee-lne um acolbimeuto enthosias-
tico. sendo proferidos discursos patriticos.
Foi-lhe orTerecido um grande banquete, que
se effectuaria no dia 22.
O Sr. Antoine desmente que venba para Franca
a intrometter-se na poltica interna.
Gonala que brevemente sei.apresenUido ao
parlamento francez um projeeto reformando u^
lei das sociedades.aaooymass atin de s vitar
os abusos qse a p ratica .tem domaos irado.
tama
A aoIbco. da crise miaisterial naiitalarnao
produzio grande impresso, porque se nao creoa
graedes contentameatos, tambem nao descon-
ieniou nanita gente.
A direita tena talvez que queixar-se da e
trada do Sr. Seismit Doda para a pasta da fat-
zemla. perteneendoaquelle cavalUeiroesquerda
parlamentar e sendo adverso poltica commer-
cial usada ltimamente para com a Franga-. Mas
entrn tambem para o gabinete o Sr. Finali, an-
tigo membro. do gabinete Miagaetti, e conser-
varam-se os mioistros da guerra e da raarioha,
o que manleve ao novo governo a mesma fei&0
poltica do anterior.
A anliga direita j se nao pode considerar um
partido organisado, mas anda um grupo po-
deroso, porque tem solid apoio, seno propria-
mente ao re, peto mens na corte,' o que me di
bastante Jorga.
Foi ella que pramoveu a allianga com a Aile-
manha e com a Austria e tem sido ella que tem
in-pirado e sustentado a poiitica estoangifira se-
guida pelo Sr. Crisp nos ltimos lempos.
Diz-se que o plano tinanoeiro do aovo minis-
terio consiste no eqailitorio do orgauanK) por
meio de eceaomias. Para sso, attrrt)ue-se-Iheo
intente- de dispender em dous annoe as verbas
de despezas do exercito, marinha e obras .publi-
cas destioadas a um s exercicio.
InKlnM-rra
llouve ha das em Londres um comicio de
protesto contra o procediraento do governo, es-
pacialmune no tocante ao concurso por elle
prestado ao jornal Times na sua campanba ca^
luminosa contra o Sr. Parnell.
Foi grande a concurrencia, na qual se viaui
muitos deputados liberaes e muilos da Irlanda.
O Sr. Joo Morley, que presidia, anuuociou
que brevemente na cmara electiva, quando se
iscutisse o orgamento supplementar. a opposi-
go provocara um debate sobre o papel repre-
sentado pelo attorney geral naquello processo.
O Sr.ParnelLtomou a palaura e aecusou o go-
verno de sustentar secretamente o Times, em
vez de se por em campo abertamente e deaecu-
sar sem rebuco os deputados Handezes, se os.
iulgava implicados nos crimes que Ihes altri-
bui'a o jornal da cify.
No mesmo dia houve uma reuniao unionista
em liiington. na qual o marques de Harlington
tronuncioo um discurso contra a poltica dos
omernkrs. lambein o mesmo homem poltico
procura .desculpar o purtido liberal unionista
de haver tomado parte na campanba em que se
empenhou o Times contra o Sr. Parnell eos*eus
colegas irlandezes.
O marquez de Salisbury pronuncios um dis-
curso poltico no importante meekng celebrado
era Wadford, rjedarando que o governo conti-
nuar no poder, sem dissolver as cmaras, al
ser derrotado n'uma votagao de contianga. O
discurso teve rigera as recentes victorias dos
gladstonianos.
O Litro azul distribuido ao parlamento hrita
nico versa sobre os negocios de Samoa. Delle
consta qne desde o comego do litigio cm-1855 o
governo da Grau-Bretanba nunca cessou de mar-
char de accordo com os Estados-Unidos e de
apoiar as suas reclamaces para eom a Aile-
manha.
Na sesso do dia 19 da cmara dos communs,
sir James Fergnsson, respondendo ao depntado
Cnardes Cameron, disse com ffeitonue vanos
navios da esquadra da Mancha foram a Tnger,
porque algumaa questes importantes no-esto
liquidadas principalmente o assaasjnio d'um
subdito inglez no cabo Job y, e agora os obsta-
culos levantados ao conerrto do cabo telegraplii-
co sbmarintl; mas que nao lhe possivel dizer
mais nada, porque esses asssmptos ainda esto
pendentes.
Dizem de Londres que o redactor do Carlow
Nitionalist, fai condemnado adousmezesdepri-
sSo por ter defendido a independencia da r-
landa.
Em ardiff deu-se um grave conflicto entre a
nopniago e a polica; ticando feridos varios
guardas e iOO operarios.
Alguns dos feridos acham-se em estado grave.
A solngo da crise da irlanda, na opiniao do
marques de Salisbury, consista na creatao de
uma classe de propnetarios rendeiros.
O principe de Galles, actualmente em Gom-
ines, escreveu ao seu velho amigo, ogsueisi de
Gallifet, dando a entender que desejava encon-
trar-te com Boulanger e jantar com elle.
O general tratos de fazer convites, qne foram
dirigidos a varias pessoas, entre as quaes ligu-
ravam o principe de He in, o conde Munster e
Boulanger.
Houve, porm, quem nformasse ao lord Sa-
lisbury do desejo que tiuba o principe de Galles
de sentarse mesma mesa com Bpulanger e -
ignora-se o cbefe do gabinete inglez interveio
ou nao ..o jantar nao se realisou.
O candidato gladstodiano Beaufoy foi eleito
depntado por 4,069 votos, contra o conservador
Benesfardhope que teve apenas 3.479.
Esta eleig&o tem causado vivo al^rogo, por;
qse considerada um rev* grave para o go-
verno.
0 duque de Cambridge reprovou publicamen
te o 6ervicp militar obrigatorio, porque julga
inacceitavel que se roubem todos os bracos
agricultura.
A canhoneira ingleza Goshanch, que viuda do
cabo da oa-Esperanga com destino a Gibraltar
deteve-s no cabo de Juby por causa da attilude
hostil das trinus visinhas.
A canhoneira ingleza Curlew j chegeu ao
cabo Juby.
tllenaamfea
No parlamento allemao cncluio a discusso
ikfrelatorioMo governo imperial dirigido aos
governos federados, relativamente aoplkago
da lei contra os socialistos.
S os oradores socialistas usaram da pala-
vra. v. ,
no a sua admirago por
citara boas razoes em
ordenadas, e Umbem
sserobla des a co-
guesto.
enunciages do
relatoriosaoinsustentaveB, W comprebende
que se aecuse o partido social
tengao nes eleiges municips
sent essa abstencao como
> orador socialista foi mu
mando o governo a justificar
das, protestando contra a in
na grve de Hambsrgo.
A este proposito, censurara
lado de senador encrregado do servico
licia em Hambsrgo
6 Sr. Singer exp
ver que o governo nal
apoio daa medidas por
porque nenbnm grano
nhecer o sen modo de v
O Sr Singer enteude
que!
un
pela sua abs-
e qse seapre-
perigo publico
arrogante, inli-
medidas toma-
Feng&o da polica
vivamente a atti
de po-
uaos.de um bomem.de 90 annos, como meu fal-
lecido av, que tinha atraz de si uma vida cheia
de succeseOS.
. Elle era o.decano dos outros soberanos: to-
dos rhe pediam conselhos e buscavam mostrar
Ine.syiupaihias.
Euiquanto a ruira, que apenas tenho 30 an-
nos, niii^uein me conhecia a foi neceesarid'qne
au couseguisae obter.a confiauga dos outros go -
vernos.
^ Estou convencidissiraoqueconseguirei,;com
d auxilio de Deus, manter a paz durante largos
nonos.
b' nicamente com a paz que a iudualci.i
pode prosperar, i
i -GonserTgmor. poio, o servemos a simplicidade, UMtlhemos assidun
mente* eonseguiremos onoseo fimj)
Na minha opiniao a industria alloma elevar'
se ha cortamente de novo altura a qie tinha
ebegado antes da guerra -dos 30 annos.
J.liz constar no estrangeiro que ella tem
feito progressos coosideraveis e que actualmen-
te se acha n'am nivel tQo elevado como a das
ostras uagOes.
Este, tacto confirmado pela estatistica-
Dizeis na vossa men#agem que- deveis esses
grandes-progressos a meu avd. Aseeguro-vos
que eu e o meu governo nos esforgaremos de
prolejer e animar, como elle, a industria.
Deve.declarar-voa, a vi qucrepresentacj
as cornoraees allemcs. que essas corpora
gen o a sua commissao central so t-xcellentes
instutces. que conservara o temor de Deus e
a moralidade parece prospsridade. da industria.
Agradecemos ainda urna vez as feticiiaeOes
qeeedirigiste*epego-vos paratranjraittiras
expresses da minna gratidao s corporages
que representaes.
0 parlamento federal, depois de larga discusso
para a nova orcranisago da marinha, approvou
o projeeto do- et que revoga dois antigs da lei
do imposto sobre os alcools.
0 Sr. Boetticher, secretario do Estado do inte-
rior do imperio, adneriu ulwervago do Sr.
Suru"k Miguel manifastando o desejo de que a
rectiticacSo do alcool "seja tornada obligatoria
por medida legislativa.
A Boersen Ze luna diz que o conde Jlerbe.rto
de Bismarck foi a Londres para tratar de cu
vencer o governo britnico da communidade
dos interesses anglo-allemes, ,e remover assini
os obstculos conciliago nos dois paizes.
A Boersen Zeitung espera que se rease a al-
lianga anglo-allema.
Nos estados da Ailemanha do Sul os jornaes
dai^opposico mostram-se mulo descontentes
com as renovages que seestao fazendonosqua-
dros superiores do exercito N&o sob o ponto
de vista militar, ou particularista que encarara
a quesio, sim pelo lado linanceiro.
O algarismo das penses dos reformados oug-
inentou notavelmentc no ultimo anno. Na I Ba-i
viera, por exeinplo, foram reformados, deade o
eomeco.do governo de Guilherme II. 8 olriciaes
geoeraes ali'-m de um grande numero de ofticiacs
superiores.
Os eueargos d'aqui provenientes' tem aograen
lado em 225:000 marcos por anno a verba dos!
reformados da Baviera.
-Carene true se armuncira.n novantmrnias de'
officiaes. isso suscita queixas insistentes da im-
prensa da opposico.
Ha!#. Haixo*.
Alim de que se nao propalem noticias menos
exactas sobre o estado de sande do re* da Hol-
landa, foi publicado um aviso .no palacio da
Haya dizendo que os bolelins officiaes foram
sempre coohecer todas as alteracoes, que baja
na saude do uionarcha, e prohibindo aos empre-
gados de palacio o darem, seja a quem for, in-
InnnagOes que,, alm de ludo, sao inexactas.
Parece que gsta nedida foi adoptada agora
pelo factodc se ter espalhado, que nosultimas
lempo.- as dores sollndas pelo rei tinhan. um
carcter de maior gravidade, e eram muito fre
quentes, quando, pelo contrario, elle as tem tido
menos vezes do que de costsme, e menos for-
tes.
AuNtria lliiiitfria
Em Buda-Pesi houve um.srio conflicto entre
varios deputa.litoj e os estudantes porque nm
d'estes, chamado Samosl, insultara lian tea, de-
putado, por este haver defendido a proposta de
lei relativa ao recrulamenlo, e apresentada pelo
M*. Tisza.
Reina grande agitagao na cidade.
Em Boda Pean no dia 20 defronte do palacio
do parlaiaenlo formaram-se outra vez, desde
maulla, compactos ajuntamentos de povo.
Os deputados foram todos em carrugeai para
a cmara afim de evitarem proTOcages ou ova-
gOes.
A chegada do Sr. Tj^za provocou vivas, asso-
bios e gritos hosiis.
N'um dos corredores deu-se viva altercago en-
tre dois deputados, sendo iaevitavel- um dudlo.
Depois de encerrada a sesso a cmara, con-
tituida em junta secreta, deliberou sobre os in-
cidentes das vesperas, e approvou a proposta ilo
cou e Appanje para qse a commissadas in-
munidades parlamentares apure com exagtido
os fados ouvindo teslemnohas.
A' sahida da cmara oSr. Tisza foi novamen-
te apupado, seguindo-lhe por algum lempo a
earruagem uma enorme multido hostil
Um grande magote de populares atacou o de-
putado Pslski, o qual, apezar de ser logo prote
gido por todos os seus collegas da opposico.
apauhou ainda uma cactada, e foi levado para
casa todo ensanguentado. i .'
As tropas oceupavam diversos, pontos da ci-
dade,
Quando se deu a catastrophe de Meyescling a
miperatriz da Austria juostrou uma grande for-
ga d'alma.
Esqnecendo se de si, cnidou nicamente de
suavisar quanto possivel a dr que atormentara
o imperador.. Passado tempo, produziu-se urna
forte reaego.
A soberana vive actualmente n'um estado de
profundo abatimento, e as suas repetidas synco
pes tem comegado a inquietar as pessoas que a
rodeiam.
Os mdicos aconselham as di3tracg0es de uma
viagem, afumando que a mudanga de ar neces-
sasaria para.rcstituir a elasticidade s forgas des-,
fallecidas da imperatriz.
Diz o SVandar, em telegramma recebido de
Vienna, que a saude do imperador Francisco
Jote deixa a desejar, e que o imperador tem cn-
ulhecido muito.
BtUMia
Pariicipam-de Londres que cliegou de Constan-
tinopla uma parle dos cossacos da expedigo
Atchinoff, sendo recebidos pelo cnsul da Russia.
Houve grande desordem, que o consnl tratava de
acalmar, sendo porm, desattendido e obrigados
os cossacos a dispersar pelos promotores do tu-
multo.
Os cossacos foram transportadoa para Odessa.
Logo que ebegar Russia o cossaco Atchinoff
vae ser internado.
Alguns jornaes russos que tinham tomado a
defesa calaram-se j : apenas dois se conservam
na brecha, aecusando o governo francez e o seu
paiz.
No da 17 cnegaram a Odessa os 36 compa-
nheiros de Atchinoff.
0 Daily Chronkh escreveu uma corresponden-
cia de S. Petersburgo:
Parece que Atchinoff vae ser banido e en-
viado para o Caucaso.
Cr-se que este ftlibusteiro nunca estivera na
Aby-ssinia e que recu'sou ir mais alm do ponto
otaaituigao da influencia-aastriaoa peaada
0enrto que e.n 'iennmapr-ocenpaso
grandaun tal respeitoeTecenvse muiKti pmtn-
lluenakdo iraperademnasso.
Oeammagora de Belspadaiiane o reiaaaMloi-
xou tratado com a regencia que a educacao do
novo rei ser dirigida por elle; que a rainha Na-
thalia nao ser admittida a residir permaacuic-
mentt naSesuia.'mas s alli poder-rrem'visita-:
e que elle, Miln ficar com o direito de propdr
condeeoragOes para subditos estrangeiros.
ikiMiiaiaa^aaaasawaweBnima aniln asfr-ny
ra com respeito -admissn- dos. jornaes estran-
geiros.
Smente'o governo da regencia ordenou que
elle passasso a ee*- exeaeido de modo- mais li-
beral.
0 imperador Francisco.Jos recebeu no da II
o ex-rei. Miln, durando a entrevista tres quartos
de hora.
A entrevista realisou-se em BudenPeslli, onde
o rei Miln chegara a 18 de Margo.
0 ministro do commercio da Hunuria apresen-
tou Cmara oprojecto concernenle convengo
com a Heepanha para specorrer os mariuheiros-
necesitado.
0correapoditaXfiio:Hunda d am Viermo-pre-
tende saber se existem j divergencias entre o
governo anslro-huagaro e o governo radical da
Servia.
t rei Alexandre escreveu a sua ine pedmdor
Ibe que nao venha lartnalnvnle Servia, porque,
vindo tornara a situago diffiril; elle a ir ver
no estrangeiro.
0 Times 'reprodoz o boato de que o joven re
da Servia ir brevemente visitar o Czar.
O governo msso. mandn ama canhoneira a
Jaita para \licar alli disposicao da rainha fiar
thalia.
O correspondente do Standard em Belgrado
conta que o ex-rei Miln anda raoito preoecupa.-
de com os boatos de prximo regresso da rainha
Nathalia, e que dissera aos regentas que faltariam
jpalavra dada, se tal permittissem ; elle abdicou
em seu rtlho e nto a favor da rainha Natbalia);
se esta voltasse para a Servia, elle Miln assu-
miria novamente o poner como tutor de seu
lilho-
O correspondente accrescenta que est conven-
cido de que rebentaria-na Servia uma revolugaoi
se as cousa9 oliegassem a esta extremidade.
Um despacho de Semlim, de 19, refere porm,
que a missao do conselheiro Vasielivitch junto
da rainha Nathalia consiste en partidpar-lhe que
est aotorisada a regressar Servia, mas nao a
demorar-sena corte, ani de evilareraerabaragos,
que a sua influencia poltica poderia originar.
\rgelia
Depois de boatos contradictorios parece conlir-
mar-se que Ab-dei Melek, chefe peaeroso dedica-
do Franca, btoqsea Ongola eos sens subditos
re vol lados.
A autoridade militar da provincia toma provi-
dencias.
Vripoti
A Vanfuta de Boma ce saber que tendo- pa-
cha de Bengagi CaUodo ao respeito para cora o
cnsul italiano, o Sr. Crisp exigi urna satisfa-
co. e como o govexnador da regencia iriporitana
hesitasse, inandou para l o couragado uilio, o
nacha de Bengagi apressou-se logo a dar a sa-
tislayo reclamada.
Manteos
De Tnger participam que por haverem sido
saqueadas algumas feitorias do Cabo Juby, o go-
verno inglez- pede sessenta -mil libras de ndem-
nisago. apoiando o pedido com ama esquadra e
exiaindo imraediata resposta
Alguns marinheiros da esquadra ingleza que
tinham ido a trra, em Esparte I. a muito. costo
conse^uitam tornar para-bordo,
i Um pi-metn doiulto Mu ley Hassan prescreve
novas medidas de rigor a respeito dos subditos
utlez Je* t a?
Conamenta-seinatoa partida de um correio in-
glez de Tnger para a corte do sulto d Marro
eos levando .um ultitnatm de indias- para solu-
go da quesio do cabo telegraphico.
A Epnrlia pergunia seas |iotencias consentiro
o predominio da'Inglaterra com Marros.
Ha i alguns dias que o porto de Magadar
vigiado, de dia e de noite. pr 6fi0- soldados da
armada, alim de impedireni desembarque e trabalhos no noo submarino in-
glez.
A ordem foi dada pelo imperador.
Em Tnger, apenas a esquadra chegou foi aug-
mentado o numero de guardas na praia
O governador de Tnger autorisou-os a faze-
rem fogo sobre ..asalquer pessa que se atre-
vesse^a por p-em trra e a trabalhar no cabo
No entretanto, os ioglezes declararam qne a
ssa esquadra foi quclle porto nicamente para
passeio, e nao no intuito de trabalhar no cabo
submarino. O certo. porm, que a Inglaterra,
trata do asswnpto com todas as precauces.
Assegura-se glezes que poderiam trabalhar no cabo, mas que
elle fana constar depois que em tal proceder
houve violencia. Os inglezes, porm, querem
obter a licenga por meiol persuasivos.
India lu; I Ca
O duque de Connanght foi visitar o Nizam,
que o recebeu com successivas festas. Entre el-
las figura urna cagada asopantheras e veados,
uma procissode iiO depilantes e 40 camellos,
indo sobre os elephantes a duqneza e o duque
de Connanght cada um no seu, a granduqueza
e o grao duque de Oldemburgo, o residente Mr.
Howell, a condessa c o conde de Honhenau, o
m'ajor Gilchirst, o maharaja de Peshka/, sir Ku-
rehed Jali Bahadur, varios nababos, generaeg e
coronis.
Seguio-se uma parada, que comegou pela re-
vista de tropas rabes irregulares, esgrimindo e
fazendo brilhar ao sol os-seus torear, e-final-
mente a revista das tropas regulares. Infeliz-
mente, do squito do principe varias pessoas
cairam atacadas do cholera, entre ellas o grao-
duque de Oldemburgo, as quaes tratadas pelo
cirurgio-mor Ruth escaparais, mais infelizmen-
te tambem este foi atacado c suecumbio. Era tao
bemquisto e foi sentida a sua perda em Poov,
qu lhe flzeram um enterro principesco e trata-
ram logo de valer sua jovem viuva.
Halti
Diiera despachos de Hait que o general Bofs-
rand-Canal foi fusilado pelas tropas do general
Ligitime.
Estado- Unido*
Dizem telegrammas viudos de Washington
ue Mr. Whitelauw-Reid, foi nomeado. ministro
dos Estados-Unidos em Franca.
Diz o f l-Dia da Madrid qne nos Estados-Uni-
dos se torna de novo a fallar em faxer propos-
tas a Hcspanha para a compra da ilha do < uba.
Os trez representantes dos Estados Unidos na
conferencia de Beriim, a respeito de Sama, s-
mente partiro em meado de Abril.
ci de B lilhos. .0 jantar foi de
.28 lamer'- o-se-lne um concert magni-
fico, em q eram ouvir as damas de S.
Carlos Pasqua eTetrazini, o tenor Valero e o ba-
rytouo Baitistini, sendo acompao'iados oo piano,
por Campara,, chefe da rChestra de S. Carlos, e
marido da dama, Tetrazini. O servico de cha e
gelados foiesplendido. Passaram, todos os con-
vidados no flm do concert casa de jantar. on-
de Ihes foi servida uma lauta ceia.
O dia 21 ttattasfo de*gaia paeaUadas os ef-
feitos.
A senbnru D. Mara.Pia nuadouvasregar
ao governador civil de Lisboa um cheque ua
importanca.ide wa tontoe quintientits>nnl ris
(fortes), seno destinada *sta quantiaipara :as
priineiras'danpezaaa fazer com a fundjo de
um hospitatidaidawpido BjNfcm.-utateafvaejaiai
tratadas asn^scwmie foaam raordidaapor ani-
maes hydrspacbog. ,
'ora este^anotivo, a raiha osemnisoD'O se-.
gundo aniversario de seu neto.
Ha poucos dias todos os jornaes de Lisboa re-
feriam mais nm acto de generosa abnegago do
caritativo animo da sen hora D. Maria Pia.
Transcrevo-Ihes a narrativa do primeiro jor-
nal que tenho mo :
" Antenhootem.. cerca das B horas da noile,
paesava'iunoup^nwimmediaces do Chafariz
de l)ntro, e. uma .sentiora vestida de preto e
discrotumente velada com uma mantilha preta,
pergnntava de dentro do trem a um poficia que
alli- andar de servico, oooedicava e quai cami-
nhoia Beguir para s Rigor do Petreireiro.
ohti./a a resposta o trem segoio'pelus-ostrei-
tas-ruas* -paros no largo indicado defronte do.
n. 6. A 8enhora apeou-se,'Subio ao 3 andar
batendo porta, entrou n'uma casa "pobrissima
ondeinnm leito mtseravel repousavam'duas po-
bros criangas-atacadas de febre typhoie, como
B'unx'berc* ao lado do leitorepoosarjigualmen-
te umaioolm crannfa de maii tenros annos, ac-
corametida tambem do mesmo mal.
O paridestas tres infelizes criangas. de nome
Jos'Dius, um pobre carregador dos.'caminhoe
de ferro, e o seu mingnaite^alarionial pode acu-
dir aidesgracas do.trutaraonto das tres'criangas,
que ja/.e.m proseadas na miseria e na doenga.
< A seohura enture ^aquello quadro triste de
miseria e desolago. abiwa bolsa-e eptetima
avalladaesmola as' mos doseorprehendidos
pak,- bejou as criancichas,. -disse palavra de
consokieftoie conforto e prometteu mandar no
dia sesointe um medico de sua conlianga, o Sr.
Dr. Barros da Fonseea para tratar dosdoentes,
prometiendo continuar a protegel-os durante a
suaenfermidade. E sera dizer quem era, sabio
com a mesma reservada-modestia, mysteriosa e
caritativa, como tinha entrado.
Esta senbora que assim pelo silencio da
nortO'Sobiamyslesiosamente a*um 3 andar, romo
que perdida no-meio do bainotle Alfama,- levar
soccorros de dinheiro e conforto dassuas pala-
vras a uma I*mili aosustiada pala miseria e
pela doenga, era, jad* certo o adivinharam Sua
Magestude a Sra. Maria Pia.
" 0 acto falla por si, pela sua commovente in
Jengo, mais de-que todos os commentarios elo-
giosos de-qoe o poderiamos acompanhar. Por
isso nos limitamos a narra I o apenas. -
Nao ha expresses cora qnesa^ossa encare-
cer a coragem com que a bondosa' rainha, con
stando~lhe qne uaquella triste, mansanda ha vi a
typhos, se aeriscou, movida pelos- mais nobres
sentiraentos d caridade, sobredourados pela
modestia, po-s-se o caso se divulgou tanto, gra
ne s indisuripces da imprensa| Sua Magesta-
de .bastante fez" por disfargar-se, oceultando a
sua boa-acgo quanto lhe foi possivel.
Parece que. depois desta^visita domiciliaria
lera a senbora D. Maria Pia feito outras. mais,
que os peridicos nao relatara, talvez em virtu-
de de assim ihes ter sido pedido em nome da
mesma augusta senhora.
Consta que a Sra. D. Maria Pia tenciona crear
uro hospicio para edueagao dos lilhos dos presos
que esto oumprindo sentenga as penitencia-
rias do reino, e cujas familias estej un luclando
com a miseria.
Quanto s febres typhoides que esto grassan-
do em Lisboa, com carcter epidmico e de que
se contam j nsitas victimas, ha um facto sin-
gularissimo: o conseibo geral de hygiene pu-
blica insiste oflicialmente em qne nao ha epide-
mia de typhos, e que os que na mesma quadra
do anno se manifestaran! em 1888 foram mais
numerosos. Em vjsta destos declaracOes, o go
veruo as autoridades cruzam os bracos e nao
tomara providencias extraordinarias. Alguns
jornaes, como Jornal do Commercio e outros,bra-
dara contra esta apathia e clamara que existe,
proiride e vai-sc desenvolvendo aepedimia;
outros, liados as declarages officiaes da mes-
tranca medica, oiham para isto com tranquilla
indiuerenca. Epidemia, ou nao, parece que os
desastrados processos da nova companhia dogaz
que deram este deploravel resultado, abrindo
a caoatisag-ao em todas as ras sem methodo,
C'orppspond^npla do Di arlo de
Prraanibufo
PORTUGALLISBOA, 24 de Marco de
1889
Completou dous annos de idade o principe da*
Beirn no di SI. a corte, officiaes superiores,
corpo diplomtico o altos funecionarios foram
por este motivo cumprimentar os reaes avs do
fatarauante UU ao palacio da Ainda, dirigin-
do-se em seguida ao palacio de Belem feci-
tar os Srs Duques 'de Braganga. As criancas
das escolas municipaes foram alli encorporadas
prestar as ssas homenagens infant9 ao neto do
rei de Portugal, entoando urna cantata orpheoni
ca de que o principesifiho mostrou gostar muito,
applaudindo com palmas e mnito alegre a pe-
tizada escolar. 0 principe da Beira trajava de
cor de rosa, e rendas.
Fasia a guarda de honra a infantera 7.
Pela manh, os Srs. Duques de Braganga ti-
nham ido almocar com seus pas ao pago da
Ajuda. A' noite SS. Mlf foram jantar ao pala-
partindo os esgotos, e viciando o ambiente du
rante muilos das com as emanages deleterias
de quantos detrictos eslavam soterrados. A
cmara municipal tem presenciado eom indolen-
te deieixo todas essas tropelas da nova compa
nhia do gas, como por mais de uma vez lbe te-
nho referido aqui.
Proseaue fazendo muitos estragos nsj Porto
aepedimia da varila. As autoridades proce-
dem a numerosas investigages sobre o numero
e as enndigoes de vida dos atacados e suas fa-
milias, promovendo a entrada immediata no hos-
pital da Misericordia, daquelles ratar.seem suas casas.
Pela fo do Douro tambem se alastrou a epe-
dimia.
Foi horroroso o temporal que se sentio aaquel-
la cidade c arredores, de 20 para 21 deste mez.
Uma tempestade como ha muitos annos alli se
nao sent, acqmpanhada por um furacao e por
um tremor de trra. Foi na madrugada de 21
qne se sentio um grande abalo de trra, cora
enorme ruido sobterraneo, seguido de um vio-
lentiss'mo lufo e de medonha trovoada.
0 pnico foi geral. Muitas pessoas fugiram
para a ra. ouvindo-se gritos de pavor por toda
a parte. Seguio-se urna forte pancada de gra-
oiso, que fez grandes estragos nos 'vidros, no
arvoredo, nos jardins e nos campos, derrotando
as seraenteiras.
Oepois chuva torrencial que inundava ludo.
Sao enormes os estragos materiaes ; ha tam-
bem desgragas pessoaes: anda se nao sabe de
lodos os desastres succedidos. Os jornaes rece-
bidos especialiram os que j se conheciam, re-
sultantes de faiscas elctricas, sendo cinco indi-
viduos fulminados, ou assombrados, sentinelias
arremedadas para muito longe dentro das suas
Suaritasj rondas a ca vallo de montadas, fugin-
o Ihes os cavados desbocados, etc., etc.
Em tudo foi luctuoso o dia 21, em que alli se
commemorou o primeiro anniversario do incen-
dio do theatro Baquet.
Pelo paquete inglez obegado ltimamente
dos porto? de Mogatcbique, vieram noticias re-
ferentes expedigo de Antonio Maria Cardoso,
muito mais favoraeis do que as chegadas, pou-
cos dias antes, pela mala do Brindisi.
As commuaioages entre Nyassa e (ueliiuuue
eslavam abortas, pois que a esta povoacao ti-
nham chegado uns vinte" cypaios com cartas de
lardoso, e esperava-se que no principio de Abril
chegasse tambem alli Romo de Jess Mara,
qse acompanhou a expedigo. Ao mesmo tem-
po estava para partir para as margens do lago,
Mariano do Nazareth com um reforgo de ne
gros.
Vo-se, pois, desvanecendo as aprehenses,
que, todava, nao eram infuudadas. Funda vara-
se, muito legitimamante em cartas escriptas por
Cardoso Sociedade de Geographia e amigos
particulares, e deu-lhes maior -Vulto c boato,
qne tambem nao era falso, de que se esta tra-
tando de mandar ao Nyassa uma nova expedi-
go dirigida por Seri a Pinto.
Este notavel explorador d,ve partir de Lisboa
amanh, era direegao a Lourengo Marques. Nao
vai para o Nyassa; s l ir se fr preciso. Se
nao fr necessario, deserapenhar no territorio
de Mogambique outra commissao de servigo pu-
blico, igualmente til e honrosa. Serpa Pinto
levar instruccOes reservadas, "ama especie de
carta de prego, segundo informam os jornaes.
- 0 Sr. conselheiro Francisco Maria da Cuaba,
que j exerceu o cargo de governador geral da
provincia de Mocarabique, nao acceitou o convi-
te que lhe foi feito para o lugar de governador
geral da India. .
J parti para Paris o ex-ministro da fazen-
da, o Sr. Marianno de Carvalhor nomeado dele-
gado fiscal do governo portuguez junto exp-
ngalo. Leva por seu secretario o Sr: Marianno
Pina.
Disseram, aqui algumas folhas progresa
que a direccSo da As90cifi5o Industrial PortugueJ
a
de preparar a exposigo p
por se'julgar dispensados desse s
noraeago do Sr. conselberro Marianno
ralbo.
Outra folha progressista diz que s
noticia nao tem fundamento.
Seja como for a m vontade ao Sr Viscon
Malicio tem-sicOBtinuado.a manifestar em
manaes, allasoes, gaastilhas, e o que
na*4blhas do partiddvem queestecavalheir
litaba perto de 30 annos, ao servigo do qua
Ctoo seu importantaMperiodico o Commeri
t*t$al, e o seu votooomo deputado, e ult:
mente-eomo par do cio, de eleigo.
Foseem quaes fossm os desacertos comm,
dosv* para exIrmihaiBnao que fosse nomead
Sr. Manan no dCar\a4Sopa*aaquellaiuiportaBH
xHuinseii. visto^ueiera jeimpossivel daresr^
tmi'dade'que!las diversas cooperages depois dos
conflictos levantados quando o Sr. Melicio e os.-
sess collegas da direegao da A. Industrial Portu-
gueza se acbavam a iesta dessa iniciativa, maa
que os peridicos do mesmo partido continuem a
melindral-o com uma especie de hostilidade mal
disfavfada.
Da troca prolongada bu-tres ouquatro numero
dos PoniMaas'tt do Srrltamliael Bordallo Pinhei-
ro nao fallemos.
Tem excedido tudo o que n'este genero alli se
tem feito para amesquinhar ra individuo qjal-
quer.
E qnerem os similores saber como o Tempojfolha
profiressista de que propiietario e redactor em
chele o Sr. Carlos Lobo d'Avilia d a noticia do
encargo que foi coramettido ao insigne caricatu-
rista.
Ahi vae na sua ntegra a noticia, cujo titulo
o punto mais interessante;.
Agora sim.
Borda!lo Pittoeiro, o artista de futgidissimo *
talento e excepcionaes aptides, foi encrregado
pelo governo de dirigir a ornamentagao do pavir
Iho portuguez .em Paris, podendo aproveitar-se
de todas as preciosidades dos diversos museus
para o embellezamente da nossa secgo.
Tinha ido urna injustigai esquecel-o.
Agora sim Acreditamos que as nossas ins-
lallages tenhara um cnnho especial, caracters-
tico, de tlcissimo gosto.
E as colonias* Esquecer-se ho d'ellas?
Ainda nao est completamente resol vida a
questo cerealifera.
Ha poucos dias reunise as salas do minis-
terio doareino varios representantes das fabricas
demdagSm e os bastados lavradores Jos Maria
dos Santos, Kstevao de,Oliveira bem como osjSj.
Dr. Caetano, Sebastio Alvares e Izidoro de Sou-
za; representanles do congresso agrcola de Ex-
tremoz, alim de disentir proposta apresentada
na reuni anterior pela Se. Dr. Antonio Cae-
tan..-.
A discusso prolongou-.se at perto da ineia
noite, haveudo a esperar que, brevemente se d
uma okieo satisfactoria a asta questo.
Nao se tomaram resolugoes ^letinitivas : bnas
prevale: eu o pensanieiito de acceitar alguma
combinago bascada no bonus ou restituigQ de
direitos.
Poisse ticarem nisso teremos umita que
conversar diziaejornal do'Sr. Antonio Enne
comraentando a noticia.
Comecaram a apparecer na imprensa mfor-
mages autrisadas acerca do novo contractee-
lebrado entre o governo e os Srs. Pestaa, tijbde
de Samodes, etc. para a construego de Jima
companhia vinicula no norte.
As clausulas priacipaes do contracto sao
estas;
A companhia organisa-se nos termos d,i lei
commum, renunciando ao contracto de o de De-
zembro, que lica aminllado para todos os flei-"
tos.
O-governo, fundando-se na autorisago que
lhe coucedeu a lei de 19 de Julbo de 1888, d-lhe
durante um certo numero de annos, um subsi-
dio que, segundo cbemos, ser de lo contos de
res, paf a ella estabelecer na Ailemanha tres de-
positen de vinhos um dos quaes em Beriim.
N'eeses- depsitos receber-se-bo, ra venda,
vinhos uo s da companhia, seno tambem de
quaesquer ostros productores oucommerciantes,
me assim o queiram e se snjeitem a pagar uma
certa retribuicao.
Os vinhos sao analysados ehimicamente en-
trada, e a companhia respoosabilisa-se pela sua
deteriocaco.
A companhia lera tambera, junto alfan-
dega do Purto, depsitos geraes, estabelecidos em
conformidade com o Regulamento dos servifot
dnaneiros de 31 (/ Janeiro de 1880.
Para poder gosar desta garanta, sujeha os
seus estatutos approvacio do governo,como de-
termina o mencionado regulamento.
O governo reserva-se a faculdade de conce-
der a outras corapanhias subsidios para estabe-
lecimeiito de depsitos de vinhos nos pases es-
trangeiros, assim como naojpo.'ie.rccusar o direi-
ta de coiistituirem depsitos geraes junto das -i\-
fandegas quaesquer entidades que por lei gozem
desse direito.
Tal a suinina do contracto.
0* depsitos geraes sao permittidos pelo decre-
to de 31 de Janeiro deste anno.
Os viticultores do sul pediram ao governo para
fazer com elles ura contracto as mesmas condi-
gcs v.m que feita cora os da norte.
A frente da futura companhia esto os rs.
Estevo Autonio de Oliveira Jnior, Jos Maria
dos Santos, Euzebio Nunes Barohona e outros la-
vradores importantes daquella regio.
Consta que o Sr. Marianno Presado pedio a
sua demisso de director da agencia (inane ial
do Rio de Janeiro. Este funecionario ainda nao
:inh:: ido tomar posse do seu logar.
Quando o Sr. Marianno de Carvalho foi nomea-
do ministro da fazenda havia chamado para se-
cretario do seu gabinete o Sr. Marianno Pre-
sado.
Falleceu de uma congesto cerebral ha
poucos dias com 84 annos de idade o Sr. Antonio
de Oliveira Marreca. Foi desde 1862 guarda-
mr do archivo da-Torre do Tombj que andava
am.exo ao do ebronista-mr do reino, ti canda,
pela reforma de 29 de Dezerobro de-1884, addido
inspecgo geral das bibliolhecasje archivos pn-
blicos. N
0 lugar idefeuarda-mr da Torre do Tombo
licou extiBCto com a morte do Ilustre publi-
cista.
Foi um velho luctador da antiga poltica por-
tuguesa, da gerago forte e creute de que j
agora poneos restara.
N'essa phalange militavam Alexandre Hercu-
lado, Seabra, Ferrer, Joaquim Felippe de Soure e
varios outros caracteres da velha tempera, cujas
convieges eram inabalaveis, cujos cnthnsiasmos
nunca" arrefeciam. nem mesmo com idade pro-
vecta.
Oliveira Marreca foi um dos fundadoras do
Panorama, collaboraodo com Alexandre ^Hercu-
lano.
Todos sabem a grande mfluencia qse esse se-
manario rxerces no movimento Iliterario de
Portugal.
Marreca publicou ahi 0 Conde Soberano de Cas-
tella. apreciado romance histrico, mas que
chegou a concluir.
Collaborou no Cdigo Civil e foi um indefaL
propugnador Jas ideias.democraticas, presidm
ha annos, ao directorio do .partido republicano
portuguez.
Quando cabio o governo de Luiz Felippe. se do
proclamada a repblica, Oliveira Marreca oti
nisou com Jos Estevo e A. Rodrigues SaiL_
o partido revolucionario, que veio'a dissolve
com o golpe de Estado de Napoleo HI
Em 186667 entrou na Janeirinha e em 1868
o ministerio Louli Braancamp offereceu-Ihe a
pasta da fazenda, que elle recusou.
Como homem de sciencia deixa o seu n
firmando alguns livros de economa poltica
estatistica.
Poi lente de economa poltica na Escola
Polytechnica de Lisboa.
Soffreu a priso, o exilio, as persegu'
pobresa, deaprezando as pompas ofliciaes, c
utna iscnco oobilinsima e acrisolado
tismo.
Todos os partidos raonarchicos fazem
honestidade de seu carcter, sendo uaaa
com os dos repubicanos os louvore
van tam em coro ssa memoria b^^H
Por isso ao sen funeral comparecern
dos mais importantes de
des e credos politic
clsbs
. f

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j-

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^E


Dkwio de Pernambuco$$&fca*feira 5* de A bfil ,de f-SSfil
normen to
t-mor do reino rorapetiam-lhe
rtas honra- '..-.al-mr dacasa real.
p>o o. directorio republicano resolver fa
-me um 'enterra cvico, os coches dacasa
^Biao tonta reclamados.
i le 300 carruagens seguiam o prestito
Jto rtttpitacOes e gremios que, a p, acompa--
KfWn o raretro.de.Uliveira Marreca, esse to
:o aneio, de urna austeridade espar-
jjo valor inlelleciuai foi por muiros ati-
a glor i da posta lilleratura nacional e da
ciencia tatnbem.
A beira do tmulo foram proferidos sentidos
eursos pelos Srs. general Souza Brandao,
- Garca, N'uues da Matta a Baptista Borges.
"initerio esperava o enterro urna grande
:nu-sa iiopuiar. O caixo, levado em berlinda
|i para o c.emiterio, 1.1 coberto de cardas.
Outro cidadc betiemeriio succumhio fleates
U.timos das, em consecuencia de urna febrety-
phoide de que foi accomniettido na ra db Ouro :
o vogal do Supremo Tribunal da Justica, con-
selheiro Jos Maria Borges.
Foi um amigo dos mais dedicados de Alexan-
dre Heroulano, que tinha pelo Dr Jos Maria
Borges nao s um eordial aflecto, mas urna sin-
cera e justa adrairacao.
Foi deputado em varias legislaturas, militan-
do sempru no partido regenerador.
Eni verdes annos fra guarda-marinba Ten-1
t do-se depois formado em direito pela Universi-
dade de Coimbra, servio loogos annos como au
ditor da Ia divisan militar, oonde passou para a
Re ac o.
Foi um dos mais brilhantes ornamentos da
magistratura, e alm de muitos trabalbos seus
que merecem admiracSo, destaea-se a famosa
sentonca que, na celebrada questo Vieira de
1 astro, elle-tao justa e sabianvnte lavrouem fa-
vor da sogra do reo, coneedendo a ella o cadver
da lilha. victima da tragedia que ba cerca de. 20
annos to profunda imprt-sso causou na nossa
* sociedade.
Este trabalbo que, por si s, faria a reputac-o
de quaiquer magistrado, foi devidamente apre-
ciado, nao s no paiz, mas at em Franca, onde
foi tradazido como um verdadeiro monumento
jurdico.
0 conselheiro Jos Maria Borges foi presidente
da direccao do Monte Pi Geral. Tive a honra
de -er seu eollega nessa direccao e pude apre
ciar de perto, no consivio de to importantes
responsabilidades, a rectido de seu animo, a
escrunulosajhonestidade de seu carcter, urna
affabilidado jovial e ao raesmo tempo austera,
trae nunca o abandonava, muito melnodo, espi-
rito de ordem, e urna erudico jurdica incom-
paruvel.
Sent muito a sua perda porque o respeitava
tanto como o admirava e estimava com verda-
deiro affecto.
E' a 2 de Abril deste anno que se reunir era
Lisboa o Congressb Jurdico, na sala das sessoes
do Supremo Tribunal de Justica.
Entre as diversas manifestagoes projectadas
por occasiao da reunio do Congressoe em hon-
ra dos congressistas, apenas se sabe que a A<-
soejaco Commercial de Lisboa tenciona reallsar
Dtoa cuja uatureza anda alo est assente ; e
que o governo projecta olTerecer um jantar ofli-
cial aiji congressistas e um passeio fluvial at
Caeaes.
Oconaresso funecionar em sesses pleaarias
e em sucedes, llavera nove sessoe. O con-
reaso prorogar a sua duraco se o julgar ne
eessario e dividirse ha em cinco secces : di-
r publico, civil, commcrcial, criminal, e
questfies mixtas.
. E' blico, 8 de direito civil, duas de direito commer-
cial, 8 de direito criminal e duas de questes
mixtas.
O conselheiro Miguel Osorio, que era presi-
dente da Belaco de Lisboa, promovido para o
Supremo Tribunal de Justica. na vaga que licou
por bito do conselheiro Jos Maria Borges. Fot
nomcado presidente da Keiaco de Lisboa o Sr
Dr. Jos Mana de Almeida Tetxeira de Queiroz,
pai do distincto romancista e nosso cnsul ac-
tualmente em Pars Eca de Queiroz.
Est a .terminar o epocha iyricaera S. Carlos.
-Va noite de 23 foi scena, naqueile tlieatro.
pela pri'ncira voz em Lisboa, o Otheio de Verdi,
sendo a parte de Dendemona confiada a signora
Telrazim.a de Yago a Battistrai e a de Othello ao
tenor Brogi. Agradou, mas opera para se ou-
vlr umitas vezes. N urna primeira audico nao
se pode apreciar cabalmente. Sceaario novo :
adereces esplendidos.
Torna a tallar-se aqu na projectadaexeuiso
em Hespanhac Portugal do Club Alpino Frnucez.
Mo mais de cem os socios que devem partir
dr Paria no dia 29 deste mez-era direccao a Ma
drid. domle se^uem para o Porto onde chegaro
no dia 16 d Abril, hospedndose no Grande
Hotel do Porto e outro.
Xo^dia 20 partem para Braga, a visitar o Bom
Jess do Monte ed'alll vo directamente ao Luso
e ao Bussaco, chegando no dia 2 Coimbra e
,no dia 21 Lisboa, oooe se hospedaro nos ho-
Uis Universal e AUianra.
Km 22 vo Cintra, em 23 dan um passeio
fluvial no Tejo e na tarde do dia seguinte partem
para Madrid, devendo no dia 24 de Maio estar
de volta a Paris.
A direccao do grupo foi confiada ao Dr. Four-
nier.
Entre os excursionistas figurara bomens de
letras e selencia, jornalistas, artistas e grande
numero de sentaras.
F,/.-c ha das a ultima remessa de actores e
planta para os viveiros fue a Sociedade L'nio
Agrcola Portugueza estabeleceu na propriedade
Villa Beatriz, adquirida por c mpra ao Sr. Jos
M na da Costa.
Bata propriedade rene as melhdres condi-
{Aes pelas facilidades de transporte, sendo atra-
\essad.i pela linha frrea, com a estaco do Po-
cetrao io centro, e pelas estradas que vo s
Agun il- Moura, Valle de Res, Alcacer e Aldeia
Sallvga. e abundancia de agua.
Da temaos estavam j preparados e ienme-
dia'ameaU.' a chegada se procedes plantado
rea sob a direccao do distincto director
Nardy.
E' uoiavel que n'ura trajelo de 40 dias, nada
Creara) csses recaes, devido ao bom acon-
dicraaaiMeoto.
O Sr. Xardy tem mandado continuar os traba
Ilio- das vinhas que se acham plantadas proxi-
ro jnte a 200 milheiros de bacello. e outras
culturas feilas pelo antigo proprieta rio.
Pode-eoBsiderar-se linda a grre dos jornalei-
ros das .fobricas de rgie llonteni ile manha
apresentaram-se todos para o ttabatho e foram
todos admiltidos.
\ Jministnu.ao, par pr*can0o, linua requi-
^xitado trabajadores dol:a^o*da alfaodega^os
consenou durante tr^lcodi- Por isso
hoje voltam tanibem os nianipuladoies ao t-l.a-
Iho. insto lerem j lbaro p.eparadopara elles.
O trabalho continuar com toda a regularida-
de as fabricas, gratas altilude lirmt: que a
MfauiojJjCacSQ ragsumio e ao bom seosoilu que
deram pro\a os trabalhadores. resclvendo -.oltar
i rfficinas. e dando de mS-jaos consellios de
falso- amigos.
Porto pagov r-o dia 1 o seu Uibulode sau-
- victimas da grande catastraphe que ha
un; auno enluiou aquella cidade.
Doze mezes nao i iscarara da memoria dos p-
renles, dos amigos. d< urna populac3o inteira. o
ilolorosa agona em que oitel. uove
e fioaram donaoros
la.
Os joraaes reeebid i -'- dao
Carino

No paso episcopal, sob a presidencia-do bwpo.
reuni a eoramissao adminstrativa dos fund
victimas do Baque!, resolvendo que o conselheiro
Costa Almada oficiasse aos tutores dos raen
pedindo esclarocimentos sobr os mesraos, e bein
assiavassociagao comniercial pediuda-Uie para,
indicar as pessoas j contempladas. Igualmente
resol veu fazer-se identieo pedido commissao
da imprensa. O Sr Alves Pimentel deu conta de
ter recebido do Sr. Visoonde de Barros Lima
S0# do Sr. Frazo Mouro. de Vassouras. pro-
vincia do Rio de Janeiro, 184*300.
Foram despachadas diversas reclamages.
Contina desde 9 do correte o jejuador
Sacci a penar na sua voluntaria abstinencia. Tem
sido considerase! o numero de visitantes. J tem
perdido porte de 9 kilogrammas de peso. A for-
ga, a vivacidade, o bom humor sempre o raes-
mo. loga as armas, conversa, passeia no' salo
publico que Ihe serve de alcova, como se esti-
vesse bem confortado no, estomago.
O mysterioso licor, de qu s elle sabe a com-
posig. que o ampara, ou Ihe adormece e pa-
ralvsa o orgos da digestSo.
MO digere porque nao se alimenta; bebe agua
pura, e agua alcalina de vez em quando. E' ga-
lanteador com as damas; cavaqueia chistosa-
mente com os homens. Listit*. como toda a Eu-
ropa, admira-o; mas nao o imita A sua deseo-
berta vulgaiisada era urna verdadeira California
para maitos ebefes de familie esobre-tudo para
os amanuense? e professores de instrueco pri-
maria !
BaSano geral ala Coaapaahia de
PERNAMBOCG
Compnnhia de Edificado
Srs. accionistas -Vimos cumprir o que deler-
minam-OS uossos estatutos, dando-vos xouta da]
escripttjracSo da companhia e de tndo o mais
que disso decorre.
Kscriptvraga'o
Est feita com asseio eexactido.
Predio do caes o Capibaribe
Essa propriedade da companhia est por se
concluir, e na falta aLsoluta de recursos im-
possivel leval a flra.
Despezas geraes
As propiamente ditas attingem, no anno de
1848, respeitavel somma de 15:316*360 : dize-
mos propriamente ditas, porque nem a relativa
a fabrico de materiaes, nem as relativas a car-
rocas, nem finalmente as relativas a ganoas, es-
to incluidas nessa quantia.
Otaria
A apregoada fonte de receita da companhia;
o ponto para que convergiam os olhares dos que
anda confiasam no levantamento da companhia.
era a olaria da Torre ; no entanto ella que
maior contingente traz para os aelieits.
Xo anuo de 4888 a empresa sotfreu com a
olaria umprejuizo de 7:203*845r
Canoras
Xo activo esto com o valor de 4131836 ; pois
bem, ficai sabendo que deram em prejuizo ris
1:512*490 I !
E' to grava este ponto que nos abstemos de
coinmenlal-o.
Abattmentos
O digno guarda iivros, cumprindo o que loi
determina.o pela commissao eleita para dar
parecer sobre o valor dos bens da companhia,
lesou a conta de capital os abatimentos indica-
dos : succedeu, porm, que nao chegaram para
reduzir o capital a 100:0008 ou 50 menos,
licando elle na cifra de 128:811*03".
Entretanto, por forca dos prejuizos haviJos
em 1888, o capital j inferior cifra desejada,
porquanto sendo este
ACTIVO
Accionistas:
Accfies a emittir
Caixa ^a
Binheiro ik%cofre
Olaria :
Sem valor
Escriptorio:
Movis etc. etc.
Canoas :
Valor da Retirant
Valor da Ligeira
Valor da Yptranja
Proprios :
Terreno da Torre
Terreno da Estrada Nova
Terreno da Torre (Oarneiro)
Sede, telheiro e custo do aterro
Telephone :
Valor dos postes etc. etc.
Semoventes:
Valor de 5 barros e 6 bois
London & Braziiiao Bank :
Saldo existente neste estabeleci-
mento
Deposito da administrac5o :
Saldo d'esta conta
Carrocs :
Valot de i
Construcces :
Obra de Izidoro Bastos
Materiaes:
Existentes no almoxarifado
CocheiraCaes do Capibaribe :
era valor
Bibliotbeca:
Valor dos lvros existentes
Productos da olaria :
Existentes na olaria
Diversas coutas :
Devedores sob este titulo
Lucros e perda s :
Utficit
PA33IW
ALonstrucces
Obra u. 17
ACapital:
Saldo d'esta conta
ADiversas contas :
Credores sob este titulo
A-Caufo da administraco:
ildo d'esta conta
A Juros de acedes remidas :
A dividir
A Aurelio dos Santos Coimbra :
Sem crdito
A Joo Jos Rodrigues Mendes :
Sem crdito
A Ferreira Guimares & C.:
Sem crdito
AAntonio Jos Ferreira Mon-
teiro :
.-em crdito
AJoo Rodrigues de Moura ;
Sem crdito
ACompanhia Ferro Carril, de
Pernambuco :
Sem crdito
ACompanhia Trilhos Urbanos
do Recife a Olinda e Befceribe :
Sem crdito
AJoo Bezerra 4 C :
Sera crdito
ADr. Ricardo Menezes :
Sem crdito
557*638
49:087*705
i.050*080
670*750
1.178*039
1:8 0*000
.4:: 27*202
5:72733i
5:718*541
20:5255405
297*391
l:2il.'.7:0
40*000
20:500000'
413*836
518*480
9:596*/917
304*419
14**000
4:094*120
3:572*740
22:90!t*278
159:079*575
722*985
128:811*030
1:168*600
20:500*000
1:040*910
1:615*000
1:000*000
397*970
800*000
1:000*000
69*720
123*360
300*000
1:500*000
159:079*575
de
temos delicit de 1888
50'. a abater-se as
disidas, visto como
muitas d'ellas, como
verificamos, sao in-
cobraveis
50 "., sobre o valor
por que esto figu-
rando as accOes que
rali iran em com
misso, e como lodos
vos sabis, nao va
lem talvez nem isto
l iroa de acgfs re-
22:909*27*
1:786*37.'.
128:811*030
midas
Credores
nhia
da cumpa-
2:500*000
1:040 910
8:004*68f) 36:2243
'.2:5*9*787
Xo vos cause espanto incluirmos como con-
tingente para o decrescimento do capital os d-
bitos da companhia : se ellaquizer pagar a seus
credores ha de necessariamente vender bens
com grandes prejuizos, porqne nenhum outro
meio Ihe resta para solver os sus eompro-
missos.
E-nos sobremodo penoso o deserapenho deste
dever : porquanto a Companhia de Editicaco.
estabelecida sob to boas auspicios, nunca se
afastou do caminho que a desia levar, como le-
sou, a um completo aniqnilamenlo !
E precisamos dizer-vos, ou tomis medidas
muito promptas. ou tereis de ver os vossos ra-
pitaes desapparecerem com maior rapidez do
que at aqu.
Todas as foutes de receita esli mortas a as
desnezas incessantes e enormes tendera a absor-
ver o pouco que ha.
Lina Empresa que nao tem recursos sequer
para pagar a seu pessoal administrativo reclama
a attenco de seus associados e essa attenr..
deve fixar-se exclusivamente no raelhor raeio de
liquidal a.
Dito isto, de que se coaclue positivamente a
nossa formal opinio de qne para salvar-se ara
pouco. muito pouco mesrao. do que ha emprega-
do em to mallo^ra.la empresa.unaliquidago
prompta. damos a nossa misso por concluida.
Kerfe. 24 de Marco de 1889.
Joan Rodrigues de Maura.
Jmqnhn Lopes Machado.
Srs. Accionistas:
Xa.) podendo. na qualidade demembro da com-
missao fiscal, que tem de dar parecer a respeito
da marcha e das contas da Companhia de Edifi-
c;ir,'io relativas ao anno de 1888, assignar o pa-
recer dos meus collegas com cuja upimo ao
poaso era absoluto concordar por cau-a do modo
p.)rque est redigido. peco permisso para dar
uieu voto em separado, fazendo antes alguinas
geiras cousiderasOes.
Os meus dignos collegas, api cuikIo.o estado
d
Recife. 31 de Dezembro de 1888.
Francisco Canuto da Boa-Viagem.
Guarda-livros.
BrmuHlrai oilao irunnferon* ia. t-
iirror iluranlr o auno de 1HSH
Xumerano Barbosa da Silva transferio
para Joaquim Ferreira Cruz
Sebaslio de Oliveira Resende transferio
para Joaquim Ferreira da Cruz
Henrique da Silva Ferreira transfero para
Joaquim Kerrcira da Cruz
Manoel Joaquim da Costa Ramos transferio
para Joaquim Ferreira da Cruz
Dr. Joo ile OUvjeira transferio para Joa;
quiu Ferreira da Cruz
Thom Jaeintho de Gouveia transferio
para Laurentiho Jos de Miranda
Dr. Joo de Oliveira transferio para Do-
mingos Joaquim Ferreira Cruz
Jos Ja Costa Pereira transferio para An-
tonio Balthazar de Freitas
Fia vio Jos Bezerra Cavalcante transferio
para Joo Jos Bezerra Casaleante
Dr. Antonio Vicente do X. Feitosa trans-
ferio para Joo Jos Bezerra Cavalcante
D. Osminda Julia de Albuquerque Xasci-
mento transferio para Joo Jos Bezerra
. Cavalcante
10
na V ..< Trin-
dade no Terco, em :-.:?- Ildefonso a- uiultidae
apinlnva 'idade degr i
06 < OOb:
apa, Misecord'.i, Tnn.ladc e T.
caupeuift lirai'ou-se a mi ^g*.nu, n'esla ultima igreja.a coiu-
.
nso foi que fe
ique
Uto.
. V
ahunuc
23
170
Francisco Canuto da BoO'Biagem.
Guarda-livros.
---------------?
I.oikIou A Br.i/ilian B.iuk U
mate
Capital do Banco 1/250:000
Pago 620:000
Fundo de reserva 325:000
BALANDO DA i Al XA FILIAL EM PERNAH-
30 DE MAHVO DE 1889
Activo
Letras descontadas
Letras, n reeeber
Euiprestimos, eout i torrentes
outras
Garantas por contas correles
diversos valores
Otixa em fnoeda eorrent*
BUCO,EM
Depsitos :
Em conta coirente
Fixo e por aviso
Passivo

585:304*270
1,191:2%4150
Garantas por conta* eorrentes e
diversos valores
Diversas cgatai
f>etra a paga)
mia^
-i todas as pessoas qi
Os meus dignos cpllegas. api .:i,iido.o wladu
a Companhia de Edicgo e a sua decadencia,
que :epato transitoria, pareceni mostrar se, pela
maneira porque se exprimem, um |ouco inclina-
dos a fazerem recahir a culpa d isso sobre^aquelle
que a meu ver, tanto se tem tsforcado por^jal-
var a Companhia
Todos os Srs. accionistas sbete que. oo ha
[imito, o actual gen II empreyou quantos-
pos pide para restaurar os re lito.- da Compa-
nhia : entretanto, depeudendo isto do esforco de
aiguns accionista-. \D--e elle na contingencia,
pela falla de apoio. de dar de mnoii um commet-
timenlo que seria .i :to aos inte
es sociaes.
Noextranho aos Srs. telo, a
. idade. boaradea > ptofici crtual ge-
v. que nao te poupa no pugnar pelos interes-
!j nossa Companhia at
re* pablic
Se os Srs, accionistas nao il
i.H'iitos de vida p.ara aC a, de .|ue
ella i-^rrece, cao" contrario oegamlh'os
es opportun'.s. como qu>
(juniito ao mais que se acbarcxaitado no pre-
los meus collega, dar o Sr. gerente, estou
eito, aos Sr. accionista^ as toaii gabaes er.pli-
"'2.
Em conclnso, uio sotaret pelr liquidi
Companhia. emquanto nlo (car provado que,
eupidos uossos e*brco6. ojo ha meio de sal-
a eral o
Corapanhii.
que

/ W. deMedetw
4.680:868*480
S. E. & O.
Pernambuco. 1 (je Abril de 18891
W. H. RUton, gerepte.*
Robt k'mg. contador interina.
AftNembla Provincia Punccionou
hontem soba presidencia do E\m Sr. Baro de
Itanissuma, tendo comparecido 28 Srs. depu-
tados.
Foi lida' e sem debate aajprovada'a acta da
sessao antecedente.
O Sr. 1 secretaria pnaccdeu a leitura do tee
guirfle expediente :
m ofcio do secretario do yoserno, devolven-
do dois exempares de resoluta sanecioaadas
sob os n.- IV a 1977 e mais um que deixou
de sanecionar solire o disiricto de Carapoi-.
Inieit.i.1.. qaanto as primeiras indo a ultima a
commissao de leis nao sancr.vonadas.
Outro do inesui'i. declarando nio poder satis-
fazero pedido dest-i Assemblca de 26 de Marco
lindo por ter n juiz da dircitoue
Villa Bella para informa' A quera fez a requi-
lma letic.'io de Geminiano. Joaquim de Miran-
da, professor jubilado na frejuezia da Boa Vis
ta remetiendo documentos para serem juntos a
sua petijo ltimamente dirwida a esta Assera-
bla. A Commissao de legisUtr;'iO
Outra de Izabe! Francisca d Quintal, proles
'sora publica da cadeira do Arraial, requorendo
ratrticajo demento de accodo cora os arls.
144 e 148 do regulamento de 7 de. Abril de 1879.
A eoiiuis^o de instmec/iu publica.
utra de Xutneriano Augusto de Mella,jir-'
rematante da Barreira de Tacaruna padiOftelw
abate de 26 ,. soore e valor da arrematago-
A' cumia iss fio de |>eefte.
Outra de Porcia de i a Vaseoaceltos, pit>-
atractada de Josfde 6>. Beimonte. reque-
o pagamente d 38*333 de expediente que
ideixou di reeeber.A commissao deorgamento
provincial. (
Faaam.. a imprimir sob n. 19 um pareeorda
commissao de exame d' leis nao saccionado
3:000*000. sobre a resolucSo que concede a gratilicato an-
aaal de 200* a diversos professores, e outro da
i redaeco sobre o projecto n. 2 deste anno
Foram tarakem a imprimir os seguintes pro
jecto8.
N. 23 -Creando urna escola mixta no povoado
Pedra do Rio Formoso.
X. 24Creando um novo districto de paa na
parochia da Escada.
X. 28 Coneedendo um preritegio exclusivo
por 12.annos a Manoel Eugenio da RocuaSamieo
[iara mo'nlar urna fabrica de pe-fumarias e sa
bonetes.
Foram apprcrvados : Um requeriment do Sr.
Pliaelaote da Cmara sobre|a suspenso das obras.
ilas estajees du Affogados e Areas da viaerrisi.
de Caruar e outro do Sr. Elisiario de Moraes que
ourou Bobre o brbaro espancamento de Manoel
Gaetano, na aidade de BeierroSi era 14 do pas-
do, pelo .destacamento, orando c Sr.Jos Mana
e Clodoaldo Lepes.
Vetn mesa e foi remettida commissao de
rstatistica uma-indicacSo dos Srs. Felisbino de
Mendon^a.Cornelio du Fonseca e Antonio Venan-
cio, pedindo que se solicite do governo geral
encarregar um profissional de correr a linha di-
visoria entre esta e a provincia das Atagoar
Rctirou-se a.requeriraento do Sr. Jos Maria-
no, a sua moco, tendo orado oSr. Ferreira Ja-
cebina.
Passou-se ordem do dia :
Approvou-se era 3* discusso, sendo reraetti-
do commissao de redaejio, o projecto n. 226
de 1884 (posturas do Recife).
Entrando em3* discusso o projecto n. 9 des-
te anno (ramal para Belm de Capoeiras) oi ap-
prosada urna emenda, orando os Srs. Barros
arreto e Jos Mariano.
Approvaram-se por mais de dous tercos as
leis n sanecionaaas a que se referera os pa-
receres na. 6 a 14 e 188.
Encer^aVse a 3* discusso do projecto n. 94
de 1888 )orcamtnto. provincial) sendo anotadas
20 emendas de ns. 1 a 20 e um requeriment
do Sr. Jos Maria de adiamento da discusso at
seren impressas ditas emendas, nao se rotan-
do por falta de numero.
Adiou-se a 2* discusso do projecto n. 136 de
1888 : 2> das emendas ao de n. 9 db 889 e con-
tinuago da antecedente.
*i>l!ire* mo sanctionarta -Da
Secretaria dii Presidenciu. recebemos para publi-
car as seguintes resoluces da Assembla Pro-
vincial e os motivos da" nao saneco :
A Assembla Legislativa Provincial de Per-
nambuco resolve :
Art. Io Fica pertencendo so termo e comarca
de Caruar o districto de Carapots do termo do
Brejo.
Art. 2 Rcsogam-se as disposices em con-
trario.
Payo da Assembla Legislativa Provincial de
Pernambuco. 1 de Abril de 1889. Barao de Cata-
r, vicepresidente.Jos Maria de Albuquerque e
Mello, Io secretario.-Francisco Pheelanteda C-
mara Lima, 2o secretario.
Volte a Assembla Legislativa Provincial.
Nenhuma razo de utilidade publica ou com-
modidade da populago autorisa e justifica a
necessidade de flear pertencendo ao termo e co-
marca de Caruar o districto de Carapots .do
termo do Brejo: pelo que, neg saego pre-
sente resolugo.
Palacio da Presidencia de Pernambuco, 3 de
Abril de 1889 Innoeencio Marques de Araujo
Goes.
A Assembla Legislativa Provincial de Per-
namlnK'O resolv .-
Artigo nico. Fica rehogada a iei u. 245. de
16 de Juulio de 18i9. que interpreta a de n. 82.
de 4 de Maio de 1840.
Sao resogadas as disposiges em contrario.
Pago da Assembla Legislativa Provincial de
Pernambuco, 26 de Marco de 1889. Barao de
Catar, vicepresidente. Jos Maria de Albu-
uerque Mello, Io secretario. Francisco Ihae
ante da Cmara Lima, 2o secretario.
Volte Assembla Legislativa Provincial. A
resogago da lei n. 245 de 16 de Junho de 1849,
a qual declara estarem co/nprehendidos as pa-
lavras empregados provnciaes de que
trata a lei n. 82-de 4 de Maio de 1840, o* empre-
gados da secretaria da Assembla Provincial, vai
Sroduzir conflictos, que talvez nao tivessem b-
o cogitadopor occasiao dos debates. Reso-
llada a referida lei. ficariio privados os empre-
gados da ssembla Provincial do beneficio da
aposeutagao. por nao ha ver outra disposico le-
gal, a que possam soccorrer-se quando se acha-
rem em condiges % de obrtr aquelle favor. E
bera lallisel seria aespe'ranga que nutrissem de
ser attendidos pelapropria assembla, quesup-
primindo a ldi n. 245. talvez se repute investida
do direito de aposentar seus empregados pres-
cindindo de sanegao do presidente da provincia;
por quanto, contestavel. como este direito,
dar ensejo, se for exercitado. conflictos com
a admiuistrago, dos quaes s pode resultar pre-
juizo real e positivo para os empregados assim
aposentados, cujas penses. o governo em defe-
z de suas attribuiges. deixara de satisfazer.
Quando ltimamente foram aposentados tres
olliciaes da secretaria da Asseuiblapor acto ex-
clusivo da mesma Assembla, em menospreso da
sanego do presidente da provincia, foi por meu
antecessor expedida nina ordem ao Thesouro
Provincial para nao pagar os veucimentos dos no-
vos nomeados, e assim cumprio-se, sendo este
Sroccdimento apnrovado por. aviso do Ministerio
o Imperio n. 2a de 21 de Janeiro findo.
Taes conflictos reproduzir-se-h frequente-
mente em%desvantagem do systema que nos re-
ge e da boa harmona que des-e reinar ntreos
poderes pblicos. Por todas estas raines deneg
sanegao presente resolugao. Innocencia Mar-
ques de Ar aujo Ges.
Acto da t*renidcucla da Provincia
Por actos de 26 de Margo irado :
Foi transferido para a reserva o capito do 3*
batalho do servigo activo da guarda nacional
.da- Recife Coriolauo de Abreu.
Foi exonetado o alteres do corpo de polica
Manoel Jos Ferreira da Costa do cargo de sub-
delegado do districto de Macaco de>. Lourenco
da Matta.
FoLexonerado Joo Bezerra de Carvaiho do
ccrgo de 2* sunplente do subdelegado do 5o dis-
tricto do termo da Esuia e uomeado para sub-
stituil-o Hanoel KelU Marinho.
Foi nomeado o capito do corpo de polica
Francisco Pereira do Lago, liara o cargo de sub-
delegado do 1 districto do Cabo.
Poi removida a professora Feliciana Eduvirges
da. Costa Gama da qadeira de Jatob de Taca
rata. |ara a de Bebedour. e d'esta para aquella
a proiessora Rufina Demetria ue Souza.
Foi exonerado o bacnaret Pedro da Cunta Pe*
drosa do cargo de promotor publico da comarca
de Tiaibaba, por ter sido- nomeado juiz muni-
cipal do termo do Pilar na Parahyba.
Foi nomeado promotor publico de Timbaba
o bacharel Joaquim Velloso Freir de Men-
uonga.
or oflicio da mesma data autorisou se o The.-
jouro Provincial a pairar a Francisco de ilol-
landa Cavalcante de Albuquerque as quantia
de 1:2 i*>ioo e 3:268*745, provenientes das obras
de empedramento das estradas de Jaboatao c
ia.
,.%attorMad- ioI'm < Ja
.presid:.:'. da Provincia, de i ureiite. e
proposta do r. chele di 1 do cor-
rente, foi nomeado para o ca legado do
termo de Cabrobo
Gongalves Torre.-d|j.S!r. \t de
Candido Gongals.'s Torces, que foi exonerada
* rarinba no *-rTelear mua expe-
dido, ante-lioutem da Fortaleza nol.cla. queo-k
200:113*830
1.179:754*180
2,069:798*430
608:721 *30O
622:483*840
4,680:868*480
1,776:600*420
1,7,26:236*440
1155:310*296
22:7213330
Manoel Felippe-Piaeutel
Francisco de Leraos Duatle Jnior.
Afgo Barrelto de Meflo-fiego.
r. Jouqnim Cavalcante Leal .do- Barros.
Manoel Jos da CamposnBarbosa.
Salvador Ayrs de Almeida Froitas.
Mareos Francisco de Paulu Reis.
Jos Afredo de Carvaiho Jnior.
Jos Isidoro Borges Leal.
Jeronymo Jocundo da Silveira Mendonga.
Manoel Machado da Silva Santiago.
Manoel ftiboiro de Carvaiho Jnior.
Interrogado o reo., respondeu que era natural
testa provincia, de 36 annos de idade. soltcire,
agrcnltor e analphabeto;
Que sabia o motivo porque era acensado, que
0 testeiflunlia. Miguel Archanjo Baptlsta era eeu
inimigo e que nao attribuia a aecusago a motivo
particular:
Finalmente que nfio eonhecia a otrendida Maria
Antonia da Concuigo fc-nao tiaha praticado o
crime de que o aecusavam.
Era seguida ao-interro^atorio fez o escrivo do
jury, Miranda ''raneo, a leitura do processo da
formaco da culpa e ultimas respostas do reo.
0 Dr. promolor publico firmando a sua aecu-
saeo nos ilepoitnsnlos' das lestemunhas e mais
provas dos-autos pedio a cuadenmago do aecu-
sndo no mximo das penas estabetecidas no art.
805 do Cdigo Criminal, visto que praticou o
crime-tendo entrado para eese Rm na casa da of
fenddda que nao poda defender-secomiprobabi-
lidade de repellir aoffensa por sero reo superior
em sexo e forgas.
Deduzio a defeza o Dr. Jeronymo Materno Pe-
reira de Cars-alho, advogado dos presos pobres.
O jury re;onueceu por uuanimidade ae votos
a autora do delicto com as aggravantes, articu-
ladas pelo aecusador, pelo que foi o roeondem-
na.d a 9 airaos e 4 meses de priso e multa cor
respndante a metade do tempo, grao mximo
do art. 205 edmbinado com o art. 49 do Cdigo
Criminal.
Terminou o jul^aniento s. 2 horas da tarde.
A sesso foi adiada para hoje s 10 horas, de-
vendo ser julgado o reo Gui.'herme, liberto.
< olopnnfciiu rtTHiiinbiiraaa Teve,
hontem, lugar, a reunio dos accionistas dessa
companhia para o fim indicado na convocago
foita oela respectiva directoria.
' o rain el citas;. presidente, du assembla geral
o Sr. conselheiro Jos Bernardo Galso Alcofo-
rado; -secretario o-Sr. Dr Jos Nicolao Toientino
de Carvaiho.
Para uiembros do cnsellio de direego obti-
veram votos os Srs. Manoel Joo de Amorim,
Artliur B. Dallas e Th. Coraber, que ficaram con-
stituindo o mesmo conseho,alem de outros me-
nos votados.
A commissao de exame de contas-(icn com-J
posta dos Srs. : Joo Jos Rodrigues Mendes, J.
11. Boxwell e Sebastin Lopes Guimares.
Por ultimo.'e Se presidente da assembla ge-
ral oomeou, em virtude de delegago da mesma
assembla, os Srs. Manoel Joo de Amorim, Ar-
tliur B. Hallas e Dr. Jos Nicolao Toientino de
Carvaiho para comporem a commiBso apresentar. o projecto de reforma dos estatutos
da companhia, de conformidadc com a legisla-
cao vigente.
" Poram capturado No uitimo do mez
lindo conseguio a polica do termo da Gloria de
Goit deitar a mo a dous reos pronunciados
as penas do axt 192.de cdigo criminal,. com-
binado com o art. 34 do mesrao cdigo.
Foram elles os tenentes Joo de Lemos Barbo-
sa de Vasconcellos e Joaquim de Lemos Barbo-
sa de Vasconcellos.
Ensenhelro Acha se aesta cidade, en-
carregau'o pela sociedade de construeco de Ba-
tignolles de Pars de esludar as obras do rae-
Ihoramento do porto o engenheiro Mr. Eugene
Debois.
MinoMi-t este o nouie de un tango bem.
bonito que acaba de ser publicado no estabele-
cimento de msicas do Sr. A. J. de Azevedo,
composigfto do Sr. Antonio Raiol.
Agradecemos a offerlaque nos lizeram de um
exeinplai'.
RotatorioRecebemos hontem e agradece-
mos um exempiar do relatorio apresentado as-
sembla geral dos accionistas da Companhia
Pernambucana de navegago costeira por vapor,
Eelo gerente Sr. Clemente Lima, na reunio de
onteni.
Hatrlx da Bou-ViniaHo]e, 5 do corren-
te, pelas 6 horas da inanh, se dar comego nes
tancatriz ao exercicio do Setenario das Dores de
Nossa Senhora, cuja festa ser celebrada na sex-
ta-feira 12, com missa solemne e bengo doSau-
tissiio Sacramento.
-. A irmandade do Santissimo da mesma ma-
triz resolveu fazer no dia 17 deste a procisso
do Senhor* aos enfermos, e na quinta-feira san
ta exposigo do Senhor. com missa solemne pe-
la manb.
Mlwrrllitnea Pliilu^opliit a e Hoeio-
ioiraDesta obra do finado Dr Aprigio Gui-
marSes.Teteamos-hentem o fasjtealo
ultimo.
Os Srs. assignantes, que j alguns fascculos
receberam, devem dirigir-se casa de commis-
ses de F. P. P-olitreau, ra do Imperador n
46. afim de proceder-se distribuigo.
Directora das obras de conserra-
ciio doi Portoa de Pernambuco Reci-
!e, 3 de Abril de 1889.
Carneiro, AntDuio Keiiei
featW-Lota-fiagne t Lugeoa, Gioaneatua*
Osear falkeisn, sua seahora, 1 filha e 1 cria- .
d*, Joo Gomes da Silva, Antonio Fran
oros de Oliveira, Aoguste Bernet; Hyppoiiio Roa-
quayrol, Joaquim Luiz Machado, commendadnr .
Manoel da Silva Araujo Guimares. Nicodeme
David, Saverk) Paleruio, Barra Guiseppe, sua
senhora e 2 fllhos, Cozzi Giacorao, Langano Gio-
vaoii.'Paleriiio'Guiseppe e Adrief'DalB.
- Ghegados da Europa no vapor allemao Rio:
Flix Lafargue, CarlFranck,Launtiaatoies- -
seu, Cbntidii Lausen, Heduvig Lausen, Wilhekn
Hamiibal e. Antn Torgensen.
Ctiegadorda Kuropa-no vapor iraxtfxvQr*-
naque
Eugenio Dubois, Jos Antonio Cardozo e Ma-..
noel Joaquim i ardozo.
Sahido para o sul no mesmo vapor :
Cbristine do Valle, Dr. Joaquim Martins Ce- "
sar de Anorim, Dr. Manoel Bandeira, Aob'dte -
Jacquemant Clemente Jos. Pereira.
Chegado de Liverpool no vapor ioglez,-;
Aetor :
Wilkinsor. '
Beuni&oj social llavera domingo a se-i
guinte:
Do Monte-Po Typographico Pernarabucno. e
10 horas da raanhS.na sede social raado-Co- '
ronei Suassuna ni 41; 2- andar, em sesso 0l^'<,
naria.
Operar de* lirurgirao -Koiam pratica'
cadas no hospital Pedro n, no dia i do corren-
te, as seguintes:
Pelo Dr. Berardo :
Enucleago do o I ho esquejo reclaiaadalpor
atrophia t ophtalmia synmalica.
Pupilla artilicial indicada por mancha da cor
nea e syneehias.
Pelo-Dr. Pontual.
Reducgo de hixago escapalQ-huneral di
reita.
Casa de BeleacoMoviinento dos pre
sos da: Casa de Detenco do dia 3 de-Abril de
1889.
Existiam 471 \ entrarum 26; sahiramS ; m:\s-
tem 489.
A saber:
Nacionaes 443 ; mulheres 13 : estrangeiros"W.
-Total 489.
Arragoadea409.
. Bofls 387.' -
' Doentes 20.
Loucos 2.Total 469.
Mrimento da enferraaria
Teve.baixa:
Serafim Amaro dos Anjos.
Hospiial Pedro II 0 movimento deste
estabelechnento de daridade, no dia 3 de Abr
foi o seguinte :
Entraram 20
Saturara 14
fcHP -J
Existera 63.
Foram visitadas as reapootlsas enfermarlas
pelos Drs.:
Moscoso s 8, .Cvsneiro s 9 3|4,DarrosSQbri-
nho s 7, MalBTrak's as 8 3|-4-Ponal s *li2,
Estevo Cavalcante s 8 1)4.
Naooraparei*eram os Drs. :
Berardo.
SimOes Barliosa.
O cirurgio dentista Nuina Pompilio s 8 1(1
horas
O pharraHcentico entrou s 8 1[2 da raanh e
sabio s 4 da tarde.
O ajndaatedo pharmaceutico entrou-s 7 1^2
da maoh e sabio as 4 horas da tarde.
Lotera do Uram-Paru-A 5' parte da
94" loteria.dessa provincia, enjo premio grandeii
12:000000.-eraextrahida, no dia 11 do cor-
rente.
temiierio Publico-Obituario do dia-3
de Abril de 1889 :
Jbsepha Maria daConceigo, Pernambuco, 4"
annos, s*otti'ia Boa-Vista ; t'ebre palustre.
Jos Franc9B^sP,0 Naseiroentov Pernambucn
25 annos, solteiro.BB-\'ista: broncaite
Joo Jos V'ianna: aensj|oibuco, 34 aunes, ca-
sado, Boa-Vista; anemia.^V^
Joo. Pernambuco, 3 aano\ s Jos i gastra
enterite. \
Mara, Veinambuco. 2 mezes. fcaga ; as pin.
xia no peUt. ^k
Mana, Pernkrabuco, 6 das, Boa-^jgta; teta-
no dos meninos. .^*a,
Miguel Valverde Fernandes, HesDaBbarWtM'
nos, casado, Boa-Vista; dilatago da aorta;
Felicia Maria da Conceigo, Pernambaco. 47
annos, solteira, Boa-Vista; congesto oerebral.
lgnez de Aquino Macedo de Albuquerque, Per-
nambuco. 38 annos, casada,Boa-Vista; febre ty-
phoide..
Vicencia Maria do Rosario, Peaiambuco, 34
annos, casada. Boa-Vista; gastro enterite^
Enoch, Pernambuco 7 das, S. Jos ;
ses.
Carlota Jeronyma do Rasario, PernambucO/TP
(f> e-f annoB, rrava, & Jos : <*ovo.
Alberto, Pernambuco, 6 mezes,
enterite aguda.
O cadver de um homem de cor b
contrado n rio Capibaribe. Boa-Vista.

I (
Boletim meteorolgico
Horas fe*
6 ra. 26-3
9 30-1
12 30-6
3 t. 30--4
6 28" 8
Barmetro a
0

760-72
761-76
761-16
760-01
760-02
Tenso
do vapor
21,63
20,82
20,66
20,66
20,24
-3
ra
a
I
9
=
84
65
63
63
69
Temperatura mxima31'-,00.
Dita mnima 25,75.
Evaporago em 24 horasao sol: 6".8; som-
Dra: 4--.1.
Cbuva3,-2.
Direcgo do vento : SE com interrupges de
SSE, ESE e E de meia noite at 9 horas e 20
minutos da raanhc ; -E at 11.horas e 30 minu-
tos da larde; variavelde ENE aS-E at meia
noite.
Velocidade media do vento: 2-4)2 por se-
gundo.
Nebulosidade media: 0,43,
Boletim do porto
<- ra 2-3 i!g 15. M. P M. B. M. P. M. Dia Horas 0 19 da tarde 640 Altura
3 de Abril > 4 de Abril M 0-,47 2-,4
lo de farinli
de seis mil saceos bo i1 i 8400'.
Ba tendencia pata
cabidas uliimumcuti..
Trlbuu! de Jury do Recife Foi hon-
tem snbiiieitidv a julgainen!.. ne:-te tribunal o r
Maoel Joaquim da Silva, pronunciado no art.
21 5 do Cdigo Criminal porque no dia 6 de Ou-
tubro de 188'. na estrada do Maduro, freguezia
da Boa-Vista, offendou phisicame itc a Mana An-
looiaida (iwnceigio. resultando l.i- offensas de-
loraiidade ejinhabilitacao do servjro por mais de
um.iaez.
A's 11 horas da inanh, pn juizes de
facto, foi aberta a sessSo sob a presidencia do
DivJcaquim da Cosa Ribeiro, juiz de direito do
;1."distado criminal, oceupando t tribua daac-
cusugo o D-. Alfonso nde: "o de Soa-
za. 2." promotor.da Oomarca
icto seguintes:
LeUftam Effectuar-se ho os seguiqtes :
Hoje :
Pelo agente Brillo s 10 1/1 horas, ra Bella
D. 3S, de ama armagio e gneros da taverna ahi
sita.
Pelo ajenie Stepple. as 11 horas, a ra da
Aurora n. il. de -.-.ovis, loucas tinas e grossas.
Pelo a= -;te Pestaa, s 11 horas, a ra Mr-
quez de o....a n. 44. de predios lisres e.desem-
,baraca-los.
rajo ageate Madesto Baptista, s H horas,
'. doCarrao D de movis, lougas e
mais objectos"
Pelo agente teto, d- ti horas, ra Mar-
qva de Olinda n. 33. le urna armacSo e acces-
sorios de escriptorio ah: s!c e 100 cuixas com
batata?
AmanliA :
Pelo agente Burlanmuui, s II horas, raa
Imperial, de bons, qovos e raodornos movis.
Pelo agente iusmo. as 11 horas, j-ua Mr-
quez de Olinda n. 48, de dividas e ttulos.
MiMMan fuuebresSero celebradas :
Hoie :
Vs 8 horas na matriz de Santo Antonio, pela
c D. Rita de Cassia M. das Candelas s
7 horas, na ordem terceirade S. Francisco, pela
alma de D. Mariana de Faria Botelho.
Aaianh :
A's < horas, na reja d S.' Pedro, pela alma
k- D. lgnez Manados Santos; s 8 hars, no
ioto de S. Francisco, pelaalma de D. snna
do Lisjament' aa
PaaaaeiBO*- Sabidos para a Europa no
vapor francez Serthe
Joe Ricardo da Costa, Antonio de Medeiros
Um pouco de tu
O Sr. Dr. Jlo e Saldanha
escreveu ao Jornal do Commercio
A Gazetha de hoje sob o tito
Brasiliensis termina com estas
Lacunas que tem sido argidas
Brasiliensis eram certamente
em obra de tamanhas propor98es_
desmerecendo o alto valor scientifi
felizmente sao raras as collecc5es comple-
tas que da grande obra possuem as nos'sas
bibliotbecas.
< Sendo a bibliotbeca nacional a depo-
sitara desta grande obra, entendo dever
dar a V. alguns esclarecimentos a res-
peito.
Se as lacunas, de que V. falla, se re-
feren! parte scientitica, nado posso diaar
porque nao tenho competencia para isso;
se se referem publ cacao ;e distribuiente
dos fascculos, asseguro a V. que nao ka
nenhuma lactina. O que acontece qne,
tendo sido as partes da obra confiadas a
differentes especialistas, o editor publica
e distribue a que primeiro fica prompta;
assim que recebemos, por exemplo, o
fascculo 100 antes de 99, o fascculo 98
ou 97 antes de 96 ou 95.
a Presentemente esto j publicados e
recoJhidos bibliotheca 103 fascculos,
sem faltar um s numero.
Quanto s colleccoes das nassas bi-
bliothecas, das bibliothecaa estrangeras,
e8tabelecimentos scientificos e litterarios e
particulares, a quem o Governo Imperial
tem concedido o preciosissimo dom desta
obra monumental se ha algumas que nSo
estao completas, 6 porque os que as pos-
suem nao tm podiao ou n&o tem querido
mandar buscar a continuacSo d'ella. Tanto
o Goveyo Imperial como a Bibliotheca
Nacional s3o promptes em attender aos
pedidos oa reclHac3e.i dos que a ella toi
direito. O que nSo possivel que o
Estado, tendo j* feito um, grande favor,'
con edendo un exempiar de tuna obra
como ,r; Mora*Brasiliensis, se incumba
tanibem ele proprio rte remetter oa fiasci
culos da dita obra proporcSo que v3o
sendo publicados. Aos intereaaados cuna
pro pr> ctiraVoa.
S ltimamente tem o Goveruo Im-
perial concedida exemplarea. incompletos,
pev razao multo justa de que existem
apenas tres exempares completos. Anda
assim a doacao de grande valor.
i Seria muito conveniente, como a
biiotheca Nacional i tem infoi
verno Imperial
[ual fos^
&\ Flora, de
piares. Este mo..t)



Diario de PernambucoSexta-feira 5 de Abril de 1889
'arrias Eichler e seus
eoJ: >nra do nosso paiz,
.- de nos todos Os sa,
orificios para sustental-o e honral-o. Sou-
3tC.

' De entre a velha guarda dos nossos
amadores lyricos, nao ha talvez um que
alo eonsidere como prototypo das canto-
ras, a celebre diva Candiani.
A soa voz, dizem elles, era de urna sua-
ridade peregrina, a sua vocali&acSo um fio
de perolas, a sua accentuacSo dramtica
japressionava, commovia, sacuda os ner-
T08, arrancava lagrimas e solucos ; emfim,
Candiani era a Candiani, nica c inconi-
pararel e adiante do mrito da qual a re-
potacSo das Sanz, Fricci, Pozzoni Durand,
Borghi-Mamo, Gabbi Fcrni e taitas ou-
tras que nos esquecem, era de pouca
atonta.
Quando nos levantavamos, arrastados
pelo prodigioso vigor dramtico de Maria
Durand, a velha guarda nunca deixava de
acere scentar;
Muito bem Maito bem Mas #se
aovisse a Candiani '... Ah a Candiani!
Pois bem, a Candiani ainda vive, e no
eio do hospitaleiro povo brasileiro, deu
or muito tempo, liooes na provincia do
Rio Grande do Sul; casou-se e actual-
mente vive perto do matadouro de Santa
Orna, onde seu marido exerce as funccSes
de director da offieina de ferreiro.
Os desgostos e a idade tm-lhe que-
brantado o corpo ; mas a sua voz ainda
percorre a extenso de duas oitavas e, af-
Nonos, que ainda muito melodiosa.
Candiani est decidida a nao cantar
tais em publico. O seu tempo j passou
%, quem sabe mesmo, se o seu estylo, que
tantos encantos tinha outr'ora. Se nao
i&sae assim, imaginem quantos octogena-
rio* e quinquagenarios nao aecudiriam a
m concert, em cujo programma se lesse
o nome da Candiani, cssa cantora sem ri
ral, da qual se conservaram intactas tan-
tas recordables, durante perto de meio
tceulo!
i
I

SPORT
1
O lurf em Prrnambuco
No decurso do trimestre Irado realisaram-se
esta provincia, em os tres prados da capital,
<* corridas, sendo 6 no Derby Club, 5 no Prado
Pernambucano e 5 no Hippodromo do Campo
Brande.
O movimento geral das poulet vendidas attin
?io a importante somma de 821:880*000, assim
discriminado :
Derby Club......... 303:875*000
Prado Peroambucauo.. 299:210*000
Hippodromo ........ 219:795*000
Aporcenlagem arrecadada pelas respectivas
-mprezas. na razo de 10 "/., etevou-se, por-
tante, a 82:488*000, cabendo ao :
Derby Club.......... 30:587*500
Prado Pernambucano.. 29:921*000
Hippodromo......... 21:979*500 -
PlBil U0F\ 4 PEDIDO
.
<
Compauba de Edificagao
*>* I lira. *r*. commeodadur
Joa<|aiiiu l.upe<* Machado e
Joo Rodrigues de Honra
* Sahe hoje lume, por torca da lei, com o ba-
ianco da Companhia de Edificacao relativo ao
anno social de 1888. o parecer da commissao
fecal acerca das operaces c marcha daquella e
sa escripia e documentos que as comprovam, o
yjal datado Je 2A de Marco s me foi entregue
10 da 2 do correte miz.
Teiid^ como cumpiia-iue, no mais elevado con-
rcito aprudencia, o criterio e a imparcialidade
COIMERCIO

1
Revista do Mercado
Recikh, 4 DE AUKIL DE 1S89.
Penco mou.nento lloare no mercado de cam-
' Na Bolsa conslou a veuda de ttulos da divida
nblica geral, no valor de3.00040O,coni o des-
crito de 4.f,
Vcnid>7um pequeo lote de algodio. f
Cambio
s bancos mantiveram a laxa de 27 3 i.
Seando pouco dinheiro.
Ena papel particular nao houve movimento,
edindo os saccailores 27 7/8, sendo as ofertas
27 15/16.
So Rio o mercado nao sofreu alterayo.
O Lpndon Brasilian Bank contina a ffere-
er Ubras sterlinus a 9*000.
dos nims. Srs. commendador Joaquim Lopes Ma-
chado e Joo Rodrigues de Moura, esperava. sim,
que naquella peca apontaasem, como era de seu
dever, os prejuizos verifleados, as suas causas e
a maneira de evital-os, para o roturo ; nao po-
da, nem devia, porm, contar com que, accu-
mulande admiragoes e ironas em um documen-
to que requer a mxima circumspecco, redigis-
sem-n'o aquelles cavalheiros de um modo sibyl-
lino e vago e, ao envez de entrarera na analyse
imparcial das causas, conhecidissimas, eviden-
tes, que arraslavam a Companhia ao precario
estado em que vemol-a, deixassem pairar duvidas
respeito da capacidade moral e intellectual,
quicii da iuteireza dos cuja guarda e dlreccao
estiveram em 1888 e ainda esto entregues os
legtimos e ponderosos interesses dos accionis-
tas da Companhia.
A demora com que cumpriram aquelles Srs. o
seu dever de Fiscaes, a qual foi a causa de lio
anuamente, fura da poca marcada nos Estatu-
tos, reunir-se a assembla geral ordinaria, pro
mettia um parecer em que se patenteassem os ne-
gocios da Companhia allumiados por urna analy-
se fria, imparcial, criteriosa, do modo por que
foram geridos, das causas que os contrariavam u
produziram os prejuisos verificados (c claramen-
te demonstrados pela escripia e no meu relato-
rio concluido muito antes da apresentaciio do
parecer), c dos erros commettidog pelos incum-
bidos da direccao da Companhia; mas, acharam
mais commodo enfeixar alguns chaves com al-
gumas ironas e multiplicadas admiraces, em-
bora dando azo suspeilas que podem macular
a quem tito mal pago i da lisura, limpeza, in-
teireza e dedicaco que ha posto no servico da
Companhia!
Apontaram com alaeridade os prejuizos c nao
trepidaram em propor a liquidacao da Compan-
hia, como nico alvitre que resta, no para sal
val-a, mas para acabar de mtala; e porque
nao declararan) as causas que lgicamente ex-.
plicam aquelles ou, se taes causas nao foram
consequencia de successos cuja suppressao nao
estava as maos dos cncarregados da direccao
da Compaubia, e antes foram resultado da in-
competencia, desidia e, talvez deshonestidaae
destes, porque, para darem inteiro cumplimento
ao seu dever, como quer a lei, nao escreveram o
nome do culpado ?
Quizeram ser generosos cusa dos alheios in -
teresses l
Suppuzeram que calar-se-iam os que se repu-
tas sem feridos :'
Pois enganaram-sc : vou, pelo menos eu, ao
seu encontr.
No sci como inlerpretou a digna directora o
parecer firmado pelos Srs. commenUador Lopes
Machado c Rodrigues Moura, nem tenho que in-
dagar isso, sendo, como composta de cavalhei-
ros aciu} d toda suspei so-negociante matriculado, nem capitalista, nem
advogado de fama; eu que sou um mero traba-
lhador, que tenho por capital nico o meu nome'
a minha n-putacao adquirida custa de muito
suor, nao posso tomar em boa parte o tom va-
gamente suspeitoso porque est redigido o pa-
recer e emprazo os seus signatarios para a As-
sembla Geral ordinaria, onde espero Hvil-os
denunciaren) os ineus erros e as inhibas deslio
nestidades.
' Tenho por certo que ahi pateulearam o canri
nho que devia levar, como levoa, a companlua ao
anniqutlamento, bem como o pelo qual cumpria
seguisse, para nao arruinarse ; assim como o
motivo que obrigou os autores do parecer ca-
larem-se e a nao mostiarein-n'o. nao tponla-
rem a vereda salvadora as oulras rauniOes da
companhia a que compareceram, sendo to lid-
tos de raridade que nem no proprio parecer
quizeram dizer qual e recorreram, infeliz
acbado! a liqnidaao I '
Ahi Ihes exphcarei o facto gravuimo que dis-
pensa commentarios, de como carrocas que cus
tavain 113 583o dio o prejuizo de 1:572*490 no
capim qne comeram e n'agua que beberam ps
bois e no cocheiro que os tratou.
Nao esperarei por essa reunlSo para declarar
qae cahe a Companhia de Edificacao por forca
do extraordinario wi.riliu que ha recebido do pa-
triotismo dos no caso de ampararem n'a at ga-
libar alent para caminhar por si, e dos intuios
e acertados onselhos com que especcaram a
minha ignorancia os que. incapazes de nada
produzirem, nem mesmo com o dinheiro que
possuem, sao facis em censurar e morder os
actos alheios.
Pego aos Srs. accionistas e ao publico em ge-
ral que nao deem desde j ao parecer assignado
pelos Srs. Lopes Machado e Moura o peso com
que se Ibes devia ostentar desde que foi produ
zido; que esperen) pela assembla geral em que
ho de estas duvidas aclarar-'se e, em quanto se
ella no realisa, que vao lendo o meu relatorio,
o qual bem poda deixar de ser publicado para
nao carregar a companhia com mais ?ssa des-
peza que obrigam-n a os sigualarios d'aquefla
peca.
N'ellc, bem como no lido na assembla geral
de 7 de Maio de 1888, esto minuciosamente no-
tados todos os fatuos occorridos durante a ni
nha gerencia, e analisadas, parece-me que cri-
terioeamente. as causas reacs e certas do mo
xito da companhia e apontads os meios ver-
dadeiros, racionaes e praticos, que podeft pol-a
de p e dar-lhe forcas para caminhar e pros-
perar.
De ambos os raeus relatnos recumbra esle
pensamento geral que os domina e dirigio-me
no escrevel-os : A Companhia de Edilicarao
empreza de grande utilidade publica ; mas para
vingar e dar proventos aos que u'elb empe-
nharam seus capitaes, requer meios poderosissi-
mos sem os quaes nao medrar !
Dvram-me esses meios ?
Recife. 5 de Abril de 1889. .
Ricardo Menezes,
Gerente.
TABELLAS AFFIXADA8
y ? > o r* f b
0 -5 -t S' U B Si
< 3 -n 9 rT 3 S' p 3 O.
< -a 'j- o 9 B
r -ce -I o - J3
- 2, O e 1
t \ i I
" ' "3 " '
o presfento.
Carnudo C. G. lcoforado.
O secretario,
Eduardo Dubcux
Algodo
Foi colado o de 1" sorte do serlo a 6*350 por
15 kilos.
A exporUico feila pela alfaudega em 1 e 2 do
corrente attingio a 136.W7 1,2 kilos pareo exte
rior.
As entradas verilicadas em Marco lindo, sobein
a 30.598 saccas, sendo por:
Barcacas. ... 5.679 Saccas
Vapores ... l.NB *
*nimacs .... 10-203
Via-ferrea de Caruaro. 2.040
Via-ferrea de S. Francisco. 3 912
Via-frrea de Limoeiro 6.902
% Sr Carlos l.rilo de Alnn-
qnerqne (najor).
Quando esperava. que o meu patricio Letto. o
matute mais desfruclavel e menos lis que tunhe
conhecido viesse direito aos diversos usstmplos
que o trouxeram imprenta, como prometleu no
Jornal do Recife de 10 deste mez, para desan-
cal-o, vi-o, neste Jornal, tercer carreira.
Ahi entrou este rizivel Paurot de chela em
noca pitase da queslo.
Quando em sua desalinhada arenga procuro a
questao, vejo-me em branco :trata-se, apenas,
de questo de /Mura.
Ora com effeito!... Ser possivel que nesla
trra alguem seja fino sem hcenca deste grao-
feioso mor 9'.
Sinlo-ine serii taknto, confesso, para descre-
vel-o; porque v.sleTeitao j repelleniemente feio
de mais, e conjuro a coragem do Sr. Xozimo,
com quem mais larde conversarei, para contes-
lal-o. Vou, comtudo, fazer urna modesta des-
cripeo da sua lisura :
Vil
Alio, magro, figura de ydhur-iuokque, com
andar de soc boi, pMCOOO de uru, ou, como
costumamos dizer, Je vaccavelha, cor de lijlo
cr, orelhas acaballadas e ponteagudas, olhos
chiiiozes, leudo os globos opacos e quasi iiiuio-
veis leffeilo das sapirangas), sobr^incelhas sem
Ere baixas. nariz de es|falha-patruiha, bigodes
irsurtos, como de rame, e sempre immunda-
mente sujos de cuspo, labios sempre em movi-
mento, denunciando avidez de pegar algUBia cou-
sa para masligar, denles amarellos com a conli-
guraco peculiar dos auimaes caniivoflos, riso e
gargalhaua alvar, rouca e gutlural cmo a dos
bolocudos.
Eis a .approximada piutura desle meu patn-
cio, que tein prelencao at a ser bonito Ah
malulo
Mil
Na minha puhlii'aco anterior, Iratei para aju-
Somma-
Eui igual mez de 1888.
Menos em 1889
30.5-8 Sacis
33.891
3.293
Assuear
Os pn*cos pagos ao agricultor, por 15 kilos, te-
~: i Agrcola, foram
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1
Bolsa
DA JUSTA DOS COB
ieJtm
l 1:000*000 a
undoa ssociao Commerci
os seguiutes:
Blancos .
Someno .
Mascavado nurgado
"bruto.
letame .
Colonia Isabel:
Branco 1*
2' ..
3' .
Someno
Mascavado .
t in a Pinte:
Branco !*
. 2' .
Someno .
Mascavado .
3*200
1*900
1*400
1*100
*800
3icMf
2*100
*5O0
1*200
1*000
4*100
2*8110
1*500
3*900
1*600
4*000
2*300
3*000
1*300
A exportacJe, feita pela alfandcga em 1 e 2 do
corrrente, subi a 485.h7 kilos, sendo 395.72!
para o exterior e 90.158 para o interior.
As entradas verificadas enMargo lindo,
rain a 113.022 iaccos, sendo por:
subi-'
Barcacas
Vapores.....
Animaes ....
Via-ferrea de Caruar.
Via-ferrea de S. Francisco.
Via-ferrea do Limoeiro
Somma.
Em igual mez de 188S
Menos em 1889 .
36922 Saccot
bSl '
8.957 .
58.977 .
3.550
113.622 Saceos
224158
110.536
Pelo patacho allemo Aana,* c.:rregado por
Lu/. J da Silva Gnimar&es C. foram re-
mettidas para o Rio Grande do Sul 1,450 barri
cas, 2O0'2 e 200,4 com assucar branco e 200 bar
om dito mascavado
o lugar nacional Layo, krvou 250 saceos
560 borricas rom assucar branco e 190' bar-
ricas com dito ma-cavaJo para Pelo
0 lugar i Marinho vH. caire i:
por
^
C'ouros
Cola-se os salgados seceos 37(1 ri is, na base
de 12 kilos.
Agurdente
Cola-se a 88*000, por pipa de 4#) lros.
% Ico o I f
Cola-se a I05S00O por pipa de i8 Mel
Cota se a 50000 por pipa de 480 litros.
Pauta da alfandcga
UAN ? 1 A 6 DE ABRIL DE I89
Video iiiariode'ideMarco
\avos carga
Brigue poitugue/. Mtf na. para o Porfo.
Vapor iuglcz Asbhrook, para Liverpool.
\avlo*. a descarga
Barca sueca Etba, carvo.
Barca nacional .Varia Angelina, xarque.
Barca noruegue.nse Maduna. carvo
Lugar inglez Vidonia, bacalho. *
Lugar inglez Aureola, bacalho.
Lugar inglez R*ini, bacalho
Lugar americano Edmri A. Snchez, varios ge
eros.
Patacho' hespanbol Joven Pura, xarque.
Patacho aileino Aaton. xarque.
Patacho holhmdez Engelta xurque.
Patacho nacional Honuitv % xarios gneros.
Patacho nacional Industrial, varios gneros.
Patacho nacional Joven Covreia, varios gneros-
rm-oraco
Piquete francez renoque, entrado dos portes
da Europa eu 3 gutte Labille, nianirestou:.
Ameixas 10 caixas a Domingos Ferreira da
Silva C.,JS a Joo Fernandes de Almeida, 11
a Goncalves Rosa Fernandes, 6 a Ramos de C.
Amostras 2 voluuies a diversos.
Cognac ^0 caixas a Fernandes 4 Irmos, 15
ordem. acbimbos i caixa a Conrad Wachsmam.
Clichs 2 caixas ao Jornal doRecife, 2 ao Diario
de Pernambuco.
Chocolale 1 caixa a fiarnos & C. Conservas 2
caixas a Boaquayrol Freres, 1 a Ramos 4 C.
Doces 8 caixas a Ramos 4 .
Gravuras 1 caixa ao Dr. Bourgean.
Iapressos 1 caixa a V. P. Bolitreau, 1
Cosa.
Instrumentos aaixa a Dubois.
Licores 2 caixas J. Laguim. Livros 1 caixa a
Amorim Irmos, 1 ordem.
Legumes seceos 5 caixas a J.B. de Carvalbo.
Marroquim 1 caixa ao cousul de Italia. Mus-
tarda 2 caixas a Ramos C.
Machinas I caixa a Amorim lrmios 4 C. Ma;-
sas alimenlicias 5 caixas a Jos Barbosa ele Car-
valbo, 8 a Ramos 4 C, 10 a ordem.
Merendonas diversas 1 caixa a J. Girard, 1 a
inn Rdieg, I a C. ^"achsmann, 1 a irm Feli-
cit.
Papel 1 caixa a Carlos de Arruda 4 C, la
Carvalbo Pinte C, S P. Bolitreau, 1 aManoel
da C. Saldanba. Dito de embrulbo .'3 fardos a
Soma Basto, Amorim 4 C.
Piano 1 caixo a Amorim Irmos C.
ijueijos 135 caixas aPaiva Valente 4 C, 200
nas a C. Pluyn 4 C.
gios 1 caixa a J. Krause 4 C. Rolhas 1
Etoaqtuayrol y reres.
SangBesugiw i Maneelda
Silva & C.
,\ C.
Vcl :de;
5 a Kffc>.i
dar a este Leitao a ir direito nos diva-sos nssamp-
oi, de Iembrar o processo-crime que elle soffreu
aqui por furto de cavallo, e do qual foi despro-
nunciado, nao por falta de indicios da sua auto-
ra, mas por nao ter sido o dito crirae conside-
rado commum.
Passo agora a tratar de urna outra^atrabda,
pela qual o mesmo Leudo acaba de sur intimado
para se ver processar por crime de estellionato.
O facto o seguinte :
0 cidadao Manoel Canguengo, em 11 de Junho
de 1886, comprou a Jos Francisco de L'ma Gal-
lego e sua mulher. por escrlptura particular, .s-
signada a rogo pelos vendedores, urna proprie-
dade de trras, com casa de telha e taipa, 'no lu-
gar Arueira, deste termo.
A escriptura partcula/ foi logo hincada no li-
vro de olas- do tabelliao Carlos Ferreira, sendo
os respectivos impostes de transmissa pagos
pelo comprador no dia immedialo ; entregando
em seguida os vendedores a prop; iedade vendi-
da ao comprador.
No mesmo mez de Junho, consteu e vprilicou-
se ter Leitfto vendido a mesma propriedade de
trras a Antonio Francisco de Arruda, dizendo
se ser senhor desta por compra feita ao dito Jos
Francisco de Lima Gallego e sua mulher, em 1"
de Outubro de 1879.
Verilicou-se em iuizo : que tal escriptura n5o
foi transcripta no livro de notas de nenhum dos
tabullies, que dell so Leitao apre.-entava urna
publica-forma, que da mesma s Leudo pagou
os impostes de [ransniissSo seteannos depois da
data em que diz ell" ter comprado a tal proprie-
dade, depois de ter o comprador Manoel Can-
guengo pigo-os, que os suppostos vendedores
declaram que nunca venderam trras a Leitao,
que as pessoas apresentadas como teudo assig-
nado a rogo dos vendedores a tal escriptura de
venda a Leitao. declaram que nunca assignaram
a rogo pelo vendedores em questao, e que, Goal-
mente, o comprador Antonio Francisco de Arru-
da fomon to ao serio o senhorio do Leitao que
desfez logo a compra que a este lizera da referi-
da propriedade.
Passo a outra nova phasc deste matute im-
pustor.
IX
No Diarto de Pernambuco de 24 deste mez ap-
pareceu Leitao em leltras gordas apresent-tndo
em tome do sen partido, e do elemento que elle
representa o Dr Jos Maria de Albuquerque Mel-
lo rantlidato a jutura legislatura geral.
Decididamente n5o ha labaro, tapioqueiro.
mais sujo e ardiloso !
Vejam o reverso da medalha.
Chegada aqui, apenas, semclhante aprsenla-
rao, o chefe do partido liberal d'a^ui, o coronel
Manoel de Facas Maciel, faz o seu protesto a
ella, que ha de ser publicado pela imprensa, re-
pellindo-a, e a chefia ridicula deste Leito, e de-
clarando que o seu candidato futura eleico
geral ser o Exm. Sr. Dr, Pedro Bellro, c cha-
ma o tai l.'-itao falla.
Vejam ainda.
Divulgada esta digna posica do incoutestavel
cheTe do partido liberal desta localidad*, o esli-
mavcl coronel Maciel, corre o Leitao casa des-
ta, pede, quasi que de joelho, que o nao desmo-
ralise, fuzendo semelhante protesto, que elle, o
coronel Maciel, continuar a ser o seu chefe, que
a sua apresentaro do Dr. Jos Maria, nenhum
valor lera, e que elle continuara a votar no Dr.
BeltrSo.
O distinelo chefe liberal resisti esla nojen-
ta supplica.
De novo volta a este o Utto, se contentando
que o coronel Maciel demorass a sua pulica-
co.
Foi tarde, porm
A moralisadora declarante do respeitavel che-
fe liberal j tinha seguido cammho do Recie.
E mais ainda : os eleitores liberacs esto pro-
movendo urna uiatiisftstacfio era favor do Exm.
Dr. Pedro BIlrSo.
Este meu patricio ainda pode ser chefe, po-
rm ......da cadeia.
Fago ponto aqui, mujor, chefe dos malucos,
ou dos....., V. me enlende... delegado de po-
lica durante 7 annos, e aspirante a capilo de
polica, destacado aqui como delegado do poli-
ca, coramandante do destacamento e... forne-
cedor das tropas.
Ah', moambeirp I.....
-Meu patricio feo cedo nao o largo. Tenho
tanto colisa a dizer-te que nem sel quando aca-
bare!.
X
Duas palavras, Sr. Zozimo.
/. Dntra, que assigna estes artigos nao um
pseudonymo. como o chamou S. S. in sua lirada
na Provincia de 24 do corrente.
Etigana-se. E' um cidado muito conhecido
aqui, agricultor que vive do seu honesto Iraba-
Iho, maniendo enorme familia, tendo bastante
consideracao dos seus, dos seus concidad&os,
e tem, como leve, energa bastante, para defeu-
Pluyn 4 C, 10aSalazar4 C. 24 a irlhur R.
Dallas, 10 a Paulino deOliveira Maia.
Vermoutli 4 caixa* a Charles Pluyn 4 C, I
J. Laguin.
a M. R.
ida.
Patacho nacional Joven Correr, entrada do
Porto, em 3 do andante e consignado a Amorim
Irmos 4 C, inanifestou :
Azeite 1 caixa a Vianua Castro 4 C. 6 a Ma-
noel da Silva Garcia.
Azulejo 87 caixas a B. Duarte Campos 4 C.
Alpiste 90 saceos ordem.
Albos 208 canastas a Francisco Ribero Pin-
to GuimarSes (]., 77 a Joo F. Ferreira, 70 a
Almeida Michado' 4 C, 50a Joaquim Feippe
Almiar, 23 a Domingos A. Matheus. 135 a
Guedes de Araujo 4 Filho, 50 a Guimares *
Valente.
Azeitonas :)0 caixas a Domingos Alvos Ma-
theus.
Banheiro 1 a Guedes dr Araujo & Filho*.
Baloques 1 saeco a Francisco R. Piulo Gui-
mares 4 '., 3 a Pinto Ferreira 4 C.
Carne de porco 1 caifa a Antonio J F. Mon-
tero, 1 a Antonio P. Carneiro da Silva 4 a Duar-
te Campos 4 C.
Feijo 100 saceos a Silva Marques 4 C, 200
a Guedes de Araujo 4 Filho.
Ferragens 14 caixas a Vianna Castro C. 8
a Costa Lima v C, 2' ordem, 6 a Ferreira
Guimares 4 C.
Folhas de louro 10 saceos a Guedes de Araujo
& Filho, 11 a Francisco Ribero Pinio Guimares
4 '. .
Louca de Barro 169 pecas a B. Duarte Campos
4 C.
Pregos 20 barris a Vianna Castro 4 C. 22 a
a Domingos Alvos Malheuj, 26 a Pereira de Fa
ria C, 21 a Costa Lima C, 69 ordem, 66
H Ferreira Guimares <* '., 30 a Antonio Duarie
Carneiro Vianna, 1 a Pinto Ferreira* i\
Peneiras 2 fardos a Viauna Castro 4 C. 3 a
Ferreira Guimares & C.
Palitos 6 caixes a Joaquim Felippe 4 Aginar,
13 a F. R. Pinto GuimarSes 4 C 12 a Cueles de
Arauio 4 Filho, 1 a Almeida Machado & C.
Rolhas 30 seceos a F. Joo F. Ferreira. 15
a Pereira de Faria & C., 5 a Joo F. da Cosa.
Salpices 10 caixas a Joo F. Ferrei.
Sardinhas 66 barris a L'pcs Magalhes 4 C,
10 a Paulino de liveira Maia.
Vir.ho 6 pipas e 13 barris a Antonio M de Oli-
veira, 1 e 36 a Paulino do Oliveira Maia, 0 e 30 a
Antonio Maria da Silva, 37 barris a Guedes de
Araujo a Filho: 30 a Soma Basto amorim fC,
45 a Fraga Rocha 4 C, 16 a Antonio Duarte Car-
neiro Vi nna, 5 a Joaquim Felippe 4 Aguiar, 40
a Lopes Magalbfies 4 C. 15 a Pereira de Faria*
4 C, 24 a Manoel da Silva Gouveia. 8 a Manoel
D. da Silva GuimarSes, 1 a Antonio P. Cainelro
da Silva, 24 Almeida Machado 4 C, 250 caixas
a Souza Basto Amorim 4 C, 150 a Joo F. Fer-
reira, 200 a Fraga Rocha 4 C, 200 ordem, 80
a Antonio Duarte Carneiro Vianna. 40 a Guima-
res 4 Valente, 34 a Paulino de Oliveira Maia,
30 a Joaquim da Silva Salgueirai, 40 a Silva
Guimares 4 C, 681 a F. H. Pinto Guimares 4
der-se do salteador, do reo d crnes, que ei-
contra defensores da ordem de S. S.
Se o Sr. Zozimo for to b m cidado. honesto,
e branco ser como o
/. Dutra.
Bom Jardim, 31 de Marco de 1889.
84IOADES
DKSFOLHAD.VS KA CAMPA DE
D. Thcodosla Huella da Uva
Hoje, 5 d'e Abril de 1*89, 30.' dia de seu
passamento
(A 'seu filho Alcides site da CunltaJ
Mais una victima ferida pela certeira mo da
morte Mais urna verdadeira e carraosa mi de
familia acaba de tbmbar na valla dos sepul-
chros ...
Real e triste falalidade I. ..
Aquella que hontem. enleiada em seu nico
filho e cheia de vida preparava-lhe a mais amo-
rosa educaco, incutindo-lhe os saos principios
do bem e da virtude hoje apenas um cadver
gelado, sob as sombras dos cyprestes, n'aquella
iugubre morada onde repousam as victimas rou-
hadas deste vale de miserias pela parca inexo-
ravel e cruel I...
Mas que fazer?... Resignarmo-nos, pois o
lugar dos justos junto Aquello de quem ema-
namos.
Eu por minha vez desmido sobre sua campa
as rdxas saudades coluidas no jardim de minha
alma, e a ti, Alcides, que ainda es bem crianca,
tambem aconselop ciencia e resignaco pela
perda do que mais precioso linhas nesle mundo,
e rev-te no espelno de amor e virtudes que a
ornamenlavam. Assim ters consolago
Paz alma da finada I...
A. .1. Patricio.
Saturnices
Reza a fbula, que saturno, o filho de Celo e
da Terra, devorarnos proprios lllhos, dominado
pela cubica de reinar, evitaodu assim ter com-
petidores no mundo.
Nao se extingui a raca dos Saturnos com os
tem pos fabulosos ; anda hoje vemol-os em toda
a parte devorando edestruindo//Aw com o mes-
mo filo de mando e de interesse.
Os factos, que dia a dia vo-se succedendo. os
persoBagens, que nelles oceupam o primeiro
plano 1I0 quadro, fazem Iembrar os vergonzosos
lempos da corrompida Roma, quando o impero
se decompunha no meio da mai< desenfreada
decomposico dos costuraos e Jos caracteres.
O observador altalo, que estudar a nossa so-
ciedade sob o prisma da honoslidade e do pa-
triotismo, recuar envergonhado anle o espect-
culo, que se desenrola sua vista.
Andam to liaralhadas as noces do justo e do
honesto, to divorciados os horaeus da relaco
lgica cutre as ideas que apostelara e os actos
que pralicam. que dillicl encontrar seguro
criterio para julgil-os.
_ Sirva de exeinplo a queslo da farraha.
Um republicano ardenle. ou um liberal adian-
tado, concita o povo a defender seus direitos e
prerogalivas, c ust. na dedicoste e sacrificios
pela santa causa da liberdnde.
Im|>6em-se |M;la sua palanaM eommando e
conlianga das inultides para ?uial-a no teireno
do combate em prol dos seus direitos o bem
estar.
Pois bem, um dia o interesse popular por
nma circumsthiica fortuita enfrenta-se com o
interesse de alguns.
Es'es sao fortes pelos .miraos urovonionles
da alta posico, fortuna e meios de aeco; do
lado do interesse popular est a causa da jusli-
ra e do direito.
Onde seria lgico o natural encontrar os de-
fensores do povo ? Ao lado deste, nao as-
sim ?
Mas nao, os defensores do povo ou se poem no
servico dos poderosos, ou, quando muito, ecli-
psara so. acobertados. por um convencional eos-
farnipado manto de neutralidade a espiaren)
Eelos buracos de sua capa o movimento do cm-
ate, espreitando a opporlunidnde de tiraren)
um partido a ellos somonte provitoso.
Saturnos, que trucidam ou dcixam impassi-
ves Irucidar seus proprios irmos.
E amanh estes mesmos homens tom ocynis
rao na fronte ousam apresentar se ante o povo
para fazel-o joguote e arma de combate em fa
vor de suas arabioes e despeitos!
Que ao povo aproveite a ligio que esto dan-
do os ses tribunos.
0 gringo.
Aos que tem rome
E' urna pouca vergonha, fallando com prdo
da palavra, essa tramoia dos negociantes da ia-
rinna.
Ds jornaes todos dizem que ha urna cousa que
elles ehamam estoque cheio de nao sei quantos
mil saceos de farinha c para vender s appare-
ceram uns saquinhos, que logo se acabara e disto
mesmo precisa-se dora alma por urna cuia.. ..
Ora ja se vio semelhante desaforo para que
fazem huta farinha guardada e o povo gemendo
e curtindo dores de estomago com a falla de bu-.
cha de mandioca.
E' a lei, a liberdade do commercio, o di-
reito de propriedade, o diaboque os carreguem.
Qual carapuca, eu c nao entendo das consti-
tuigCes, nem das lels, mas est me parecendo
que vai n'isto grande maroteira.
Eoto os farinheiros lera liberdade de sugar o
sangue do proletario, de matai o a fome, de
obrigal-o a trabaIhar um dia inteiro para pagar-
Ibes urna cuia de farinha e o povo nao tem li
berdadede acabar com essa tramoia i
Para os tratantes ricos, para os que podem
viver no regabofe a lei lem proteceo, da-Ihes
liberdade, etc. e tal pontinhos, para o povo va
trabalhar vudto e coma o que ganliar, pois o que
todos estes sennores figurOes dizem ao povo.
Nao isto pode ser justica de gringo malcreado
e de farinheiro ambicioso, mas Ho da le.
O povo tambem tem suas lcis ; nao anda ahi
a cada passo fallando nellas e fazendo valel-as,
mas quando a necessidade chega com cara de
herege, ai dos que o fazem solfrer
Esse negocio de farinha parece que nao aca-
bar bem.
O povo ha de descobrir ende sao os estoques
chelos de farinha para no dia da fome saber es-
vasiar os tacs estoques e depois preseatear os
farinheiros com elles.
Eslo brincando olho aberlo, irmos, se-
no depois foi um dia a farinha.... Por ora
ainda esperamos as providencias do governo.
Alerta."
----------------s>@35ae-----------------
Urna pergunta innocente
Nao ser motivo para couclho de guerra o
turto, pralicado por um funecionario, de objectos
pertencentes Fazenda Nacional de que era elle
ileposilario ?
Ha ver bem pouco tempo, foram tiradas por
urna commissao de Iros ofliciaes da casa do al-
feres Jos Ignacio Hechet na fortaleza do Brum
cumprindo 18 mezes de priso, por haver sb-
trahido dinheiro dos ofiiciaes e pracas deslaca-
dos do 14" batalho de iufantar, de que era
quartel-mestre, duas mezas pertencentes arre-
cadac&o geral do batalho, e este facto criminoso
est uto caladinho.
Nao esqueca, Sr. coramandante das armas, este
honrado oflicial, de quera seus companheiros de-
vem fugir para nao se coufundirem cora elle-
Ainda falta liquidar urnas (antas cousas qne, a
ser substituido naquelle eraprego, achou-se de
menos na referida arrecadaco.
irt curioso.
Despedida
O bachirol Manoel Gomes Viegas, retiranao-
se temporariamente para New-York, nos Esta-
dos-Unidos, em consequencia de incommodos
de sa6.de, pede desculpa a todas as pessas que
o honrara com sua amisade, por nao poder pes-
soalraente fazer suas despedidas, e ofTeiecc- '
Ihes alli s seus limitado prestimos.
Outrosim, declara que doixa nesta cidade,
como seu bastante piocurador para todos os ne-
gocios que Ihe disserem respeito o Dr. Luiz
Jos Pereira.
Recife, 4 de Abril de 1889.
4 C 32 a Araujo Castro C Vinagre 3pipas
o 57 barris a Pai va Valente 4 C. 30 barris a Fra-
ga Rocha 4C.
1',, :-'i aPaiva Valente H C, 67 aT. Chrisliansen,
2 a Aprigio R de Carvalho, 143 a Joai|uim da
Silva Carneiro, 150 a Fernandes 4 Irmos. 80 a
Almeida Machado 4
Pereira Piuto 4 C
C. Vime 1000 linacas) a
Barca nornegaensq Croan, entrada de Dor-
drocht. om 3 do corrente e consignada ordem
maiiil'estou :
Matoriaes o trillaos 7,692 volumes ao Prol011-
ganiento de ^. Francisco.
Barca nacional JK'rfs Angelina, entrada do Rio
Grande do Sul. em igual dala o consignada a
Jos da Silva Loyo Filbo, 111 inifostou:
Xanpio21.9/0 kilos ordem.
E&portaeo
RKCIFC, 3 DE ABR'. DK 1889
Pata o exterior
No vapor allemo Cassius, carregou :
Para Liverpool, J. H. Boxwell 600saccas com
16.943 kilos do. algodo e 3,018 saceos com
226,350 kilos de assucar mascavado.
ao vapor inglez S. George, carregaram :
Para Estaaos-Unidos, J. Pater 4 ('. 1,000 sac-
eos com 75,000 kilos de assucar mascavado.
No vapor inglez Asltbrock, carregaram :
Para o Bltico, Borstelraann 4 C 400 fardos
cora 72,374 kilos de algodio.
No brigue portuguez Adelina, carregou :
Para o Porto. B. To:tc5o Jnior 2 saceos cora
120 kilos de caf
Para o interior
No Patacho allemo Anna, carpegou :
Para Rio Grande do Sul, A. Guimares 400
barricas com 42 435 kilos de assuear branco.
No vapor allemo Rio, carregaram :
Para Santos, P. Pinto 4 C. 30 pipas e 100 bar-
ris cora v4,000 litros de agurdente.
Para S. Paulo, M, Borges 4 C. 20 pipas com
9,600 litros de alcool.
No vapor nacional Para, carregaram :
Para Rio de Janeiro, A. de Oliveira Maia 5,000
ocos, fructa ; J. B. de Souza 1 barrica cora 45
kilos de assucar branco.
No hiate nacional Gertquity, carregou :
Para Caraossim, F. M. Duarte de Azevedo 50
saceos com 3,080 kilos de milho, 30 saceos com
1,800 ditos de feijo e 49 volumes com 4,805
kilos de assucar mascavado.
N'a barcaca Sol-Fixo; carregaram :
Para MossorO, E. C. Beltrao 4 Irmao o barri-
cas com 512 kilos de as-ucar mascavado.
Agradecimento
Fallara a um grande dever se respeitosamente
nao viesse do alto da imprensa agradecer de
todo o coracio ao Ilustrado clnico Dr. Manoel
Argolo Ferrao pelo muito que se inleressou no
lratam.:nte (le urna itiralyvti labio glotto laneju-
ga da qual fui soffredor mais de cinco mezes,
sendo que geralmente acnavan impossivelomeu
restabelecimento, tal era o grao terrivel a que
chegou a molestia que zombava de todos os me-
dicamentos e tal era o estado a que fui pela
mesma reduzido.
Entretanto, devido aos esteros e illustraeo
medica do referido clnico acno-mc completa-
monte restabelecido c publicamente venbo pres-
tar-lhe com estas linhas aquelle dever de reco-
nheeimento a que me obriga a consciencia, pe-
dindo ao mesmo tempo dosculpa se por acaso
feri-o em sua susceptibilidade.
Recife. 3 de Abril de 1889.
Philomeno Raymundo Xunes de Lima.
Recife DraJnagc
Do dia 1 a 3 2:8775976
dem de 4 185660
2:8965630
Mercado Municipal de *. don
O movimento doste mercado no dia 3 de
Abril foi o segrate:
Entraram :
21 bois pesando 3,098 kilos.
401 kilos de peixe a 20 ris 8*020
22 1|2 cargas cora farinha a 200
ris 4 500
2 1|2ditas com feijo a 200 ris oOO
4 ditas de fructas diversas a 300
ris liOO
11 taboleiros a 200 ris -'200
14 su nos a 200 ris 2*800
26 matulos com legumes a 200 ris 35200
Foram oceupados:
27 columnas a 600 ris 165200
1 escriptorio a 300 ris 300
26 compartimentos de farinha a 500
ris 13*000
25ditos de comidas a 500 ris 12*500
84 ditos de legumes e fazendasa 400
ris 335600
18 ditos de suinos a 700 ris 12*600
9 ditos de fressuras a 600 ris 5*400
30talhosa2* 60/000
Rendimento dos das i e 2 do cor-
rente
178*020
366*040
/-
544*060
Rendimentos pblicos
MEZ DE ABKlL
Alfandcga
Renda geral:
Do dia 1 a 3
dem de 4
97:1165680
25:1325451
Renda provincial :
Dodiala3 11:315*467
dem de 4
2.3235428
Somma total
Segunda seccSo da Alfaadega,
1889.
0 thesoureiro-Flerencio
122:249*131
13:640*895
135:890*026
4 de Abril de
Domingues.
Patacho nacional Industrial, entrado do Rio
de Janeiro em igual data e consignado a S
Ulitao a C.manil'estou:
Barricas 10 volumes ordem. Botijas vai
51 barris a A. PintoLapa.
Coguac 10 caixas a Joaquim Ferreira de Car-
valho 4 C. 10 a Fraga Rocha C.
as 150 a Jos D
-

Jmcida, 10 a E
O chefe da seccJoCicero B. de Mello.
Geral
Recebcdorla
Dodia 1 a 3 51563489
dem de 4 1.261 sSl
6:418*370
Recebcdorla provincial
Da dia 1 a 3 091
Id
Foi arrecadado liquido at hoje
Precos de dia:
Carne verde de 320 a 560 reis o kilo.
Carneiro de 720 a 800 reis dem.
Suinos de 560 a 640 reis idem.
Farinha de 560 a 720 reis a cuia.
Milho de 360 a 400 reis idem.
Pt**je de 900 a i*60) idem.
Matadouro publico
Neste estabelecimento foram abatidas para o
consumo de hoje 76 rezes pertencentes a diver-
sos marchantes.
' Vapores a entrar
MEZ DE ABRIL
Norte......... Para............
Europa....... Aconcagua.......
Sul........... Alagos..........
Vapores a sabir
MEZ D AB31L
Sul.......... Para............. j ^
Montevideo... Aconcagua....... 7 as
Norte........ Alagaos........... 8 as
5
7
7
3h.
2 b.
5 b.
Movimento do porto
Navios entrados no dia 4
Antuerpia35 dias, barca norueguense Guiare,
de 456 toneladas capito M. Christiansen,
equipogem H, cargatrilhos de ferro; or
dem.
Liverpool por Lisboa21 dias, vapor ingle;:
tor, de 1,034 toneladas, coramandante Davh
parns, equipagem 27, carga varios gneros;
a Samuel L. Jobnston.
Montevideo, 38 dias, lugar nacionaL
de 220 toneladas, capito Antonio
Iha, equipagem.. carga feuo;
Loyo 4 Filho.
Sahidos
Buenos-Ayres e.


E *
i '.
LJ
fflMfl 1


Diario de Pernambco---Sexta-feira 5 de Abril de 1889
-
*

mm
Cinc*) Chagas
DE
De as Nosso Senhor
Jestis Christo
Co*tivie$do dos a. 55, 56, 57 do iiubolo,
e tunibtin corrate ns. _6'4 t $6
A carta Ucea proDipta no dia 9 sexta-feira,
(lia das cinco chaas de mus \osmi >knhr il-
lustrc Sr. deseoibar^ador Domingos Alves Ri-
beiro.
i Como V. Ese. me difse que estuava muito,
e'stude agora a carta com attenco coni os docu-
meatos a ella auue.xos ; as follias sao Vi, mas
pela numeracao su v 40', sendo que a ultima
N e della nao se fiz mencionas razoes Exm.
senhor.
Em urna das 5 folhas de A -BC--D-E
e que nao eslao numeradas, esta um documento
bei saliente e numerado c do qual nao se fez
tambera menco na minuta : esle o nieu me-
morial, nao s para Vossa Exc. como para os
Srs. desembargadores que liouverem de "ser sor-
teados Exm Sr.
A ultinK' follia e da qual a minuta nao faz men-
guo, 6 apenas um documento feito a fe de oflicio
pelo Sr. Jos Franklin de Alencar Lima ; tem um
peso enorme ou de um alcance immonso pela
i autoridade do juiz e nagestade do Tribunal que
conflrmou senhor.
Escolli.iV Exc com os seus collegas agora,
dos dous principios um : ou a fallexcia kst
POR JLGAR, 01 ESTOU REHABILITADO SEM A ACgAO DA
LSI.
O outro documento que a minuta nao apona
mas que est cercado de outros apontados e por
isso V. Exc. 0 v, para se nao esquecer Ihe indico
a apolice do lugar bfrga III na Companhia Nota
Permanente do Rio de Janeiro, que foi sonegada
nao sei por quera. mas o curador era bom,
habillissimo e nao Ihe tica atraz o adm.lustra-
dor que nao sabe como o outro arrecadar: as
provas deste algumas V. Exc. ahi lem, as prin-
cipaes esto em reserva com as do outro para o
Supremo Tribunal de Justica Exm. senhor.
Ainda se fosse preciso o Supremo Tribunal de
Justica nao as va todas, porque liaviam de ficar
para a queixa posterior ante o ministro e secre-
tario de estado dos negocios dola ; sendo que
se nao obtivesse anda na secc&o do consellio
de estado, eu me soccorreria da diplomacia es-
trangeira que tivesse a velar pelos interesaos
das casas commerciaes que sao creduras da mi-
nha, para ellas seren satisfeitas com provas au-
tenticas Exm. senhor.
A justica nao se Ilude, e eu apresentava as
provas autheoticas da fraude .. perante a le do
paiz que acreditada nos paizes estrangeiros ;
,nao preciso empenhos para os Srs. desembarga-
dores, nem fazer offerecinientos mais a quera
sabe em particular proporcionar arranjos Exm
Sr. deserabargador Domingos Alves Rlbeiro.
Acstica desta causa nao tem padrinhos, ella
se impe. e se Mima para todo o paiz em rainha
icasa : com olhos ahertos. austera, appbcmada
E riBME. COM A ESPADA BM PUNHO, CS'rpar O
abuso dos guias, o soborno e os empenhos
Exm. senhor.
Teve V. Exc. o mcu apoio no voto que deu no
accordao de 21 de Agosto de 1885 ; e teve a
censura depois no relatar em virtuie de prestar
attenco ao que Ihe informou um escrivao es-
pontneamente sera Ihe ser por V. Exc exigido,
e decidir sera attenvao o ponto informado, que
prwduzio os eflcitcsaspirados pelo novel Sr. es-
crivao.
Agora sendo-lhe distribuida por escala a car-
ta ; sahe victorioso na exposieo dos acontec
mentos, tal o resumo da minuta e a solidez
dos documentos em que ella se apoia Exm.
senhor ou entao V. Exc. tem de defeoder-se
ante urna aecusaco impossivel de destruir ante
o tribunal supremo do publico, e como tem fa-
milia. n9o ha de querer legar um norae que a
deslutre Exm senhor.
Minba cansa nao como a de Waterloo, em-
bola as minhas armas fossem disputadas como
Napoleao I all disputou a victoria : nao tenho
Grvxis que espere como elle, trahldo, por aquel-
le demorando a marcha illudindo a Franca e
dando tempo aos aUiadot de=bastar-lhe o exer-
cito e passar por liel general Exm. senhor.
E minha cacea mais que do paiz. por que as
minhas armas sao invenciveis. e nao podem mais
ser tomadas e nem destruidas lelas dos inimi-
gos : alem de que, sendo eu fiel aos meus de-
veres, sou bem ai xiliado, bem ivotegito. e bein
dirigido Exm. senhor.
O Senhor do mundo, a Kainha d'elle, c o nos-
so Sublime Mestre, que foi iuvestido algns an-
uos autes da era christa pelo DIVINO VERBO
ANTES DE INCAHNAR : nao me faltaro se eu
cumprir alguma cousa do que jnrei dentro da
igreja de S. Sebastiao do Castello no Rio de Ja-
neiro, em ala de liaba como guarda do SANTS-
IMO SACRAMENTO e da pobta da igreja dando
entreda livre. de p e bem firme com os olhos
Utos no resplandecente sol que se via por urna
das vidracas da igreja, e pelo qual jurel era voz
estridente e sonora como general cominaiidante
iaz quaado seu excrcito em batalha se acha em
lrigo Exm. senhor.
Jurti o que me foi eusinado, e nao o que eu
sabia, e a gente da escacaco veio ver e ouvir, e
o reverendo frade s enviou a ultima phrase do
juramento, e se prostrou fatigado ante |o altar do
Santissimo Sacramento fazendo preces, por mira
Exm. senhor.
Existe pois o que os hemens da razan igno-
ram como eu ignorara, antes de outib, e nao
sendo ento surdo como inda agora o nio sou.
para ambos os effbitos Exm. senhor.
Pelo que nao ignoro me sacrificarei, com des-
prezo de tudo quanto ha sobre a trra de brilho
unlidade material Exm. seuhor :
Julgue.
Continuo por assim me ser ordenado.
Recife, 1 de Abril de 1889.
Antonio Francisco Cor (ja.
Despedida
Tendo de retirarme amanh para Alagoinhas.
em Pesqueira, afira de entrar no exercicio de
minha cadeira, e nao podendo dirigirme pes-
soalmenle a todos venho por meio d'esta despe-
dir-me do Exm. Sr. Dr. F^lippe de Figueira
Paria, de seus prestrnosos irmaos, do Illm Sr.
I)r. Manoel A-golo Fprrao, dos dignos collegas
que lionram-rae com seus favoraveis pareceres a
respeito de minha collecco de traslados metho
,iwy e finalmente de todos os meus parentes e
Ros, offerccciido-lhes o raeu diminuto pres-
umo.
Recife, 4 de Abril de 1889.
Phitomeno Raymundo Nunes de Unta.
l&SO
Agua ingleza de Lisboa
Dos exportadores Ribeiro da Costa & C. ap
provadae legalisada pela Exma. junta de Hy-
iene do Rio de Jan-'iro, nica que actualmente
poda ser despachada as alfaodegas do imperio
'lo Brazil conforme a delibcrac&o da mesma
Exma. iunU em 16 de Outubro de 888 ; a venda
m todas as principaes pharmacia3 e drogaras.
Barra de Srinhaem
Com que se paga o bem 1
O bem se paga com 1704999.
.'m trumbone.
M. I
t'ltiaaa denrobrria di' um walii*
'tracto Duplo de Aveleira Mgica i Wilch Ha-
iel) do Dr. C. C. Bristol
O autor desffe novo e maravilhoso remedio, o
Z. Brislol. cujonome conhecido era am-
as bemisnherioi, de um a outro extremo do
omo autor das celebres Salsaparrilha e
fe* de BrUto!, as quaes tantos devem a sau-
^em todos os climas do globo : o sa-
ehimico e naturalista, oceupado
las medico-botnicas,
e repetidos enajios, veio
ia nova e admravel
Um habitante do Rio de Ja-
neiro
O que se vai ldr, e quo recommemlamOB
attenclo do publico, traz a assignatura
de um dos associadoa da firma Manoel Joa-
qun) More ira & C, estabelecidos com una
importante fundicio, no Rio de Janeiro,
ra S. Pedro ns. 302 a 312.
t Illm. Sr. Jos Alvares de Souza Soa-
res Pelotas. Communico-lhe, com a ma-
ior satisfacao, que o seu xarope Feitorl
de Cambar remedio efficaz contra a
coqueluche, pois tive occasiao de empre-
gal-o em fmulos de minha casa, que se
achavam atacados daquella terrivel moles-
tia e da qual ficaram, em poucos dias, cu-
rados.
le V. S. fazer o uso quo Ihe convier
desta minha communica<;o, para gloria e
renome do seu Peitoral de Capibara. *
Amerito Salvatori. *
AVISO A NUESTROS LECTOPtES
Los de nuestros lectores que vayan a
Paiis mientras la Exposicin, saben yaqae
podran leer los himos. nmeros de nues-
tro peridico recibidos sea en casa de los
llN, .litirtlc Priace y C. sea en
el gabinete de lectura Instalado por dichos
corresponsales, en el Pabelln ih la H-jw.bU-
ca de Guatemala, en donde e' comisario
general de Guatemala ha puesto graciosa-
mente a la disposicin de dicho Hr.
Amde Prince y ., una sala con
terrado.
Para evitar toda confusin, los amigos
nuestros que se hagan dirigir la corres-
pondencia a la casa de los citados Srs.
\mde Primee y '. debern hacerlo
36 ru Lafayette, en donde estar espe-
cialmente organizado ese servico. (2)
-------------.---------
Dr. Nstor CavaJcante
Medico
)FFRECE OS SEIS SERVAOS EM PALMARE
Despedida
Jos Coutioho da Motta Ferreira e sua esposa
Anna Carolina Arelas Ferreira, tendo de retirar-
se para Europa pela prestesa de sua viagem e
nao dispondo de tempo para despedir-se de seus
parentes e amigos, o faz pelo presente offerecen-
do-lhes, os limitados prestimos.
Recife, 2 de Abril de 1889.|
-aew
O melhor e mal faril mel de pre-
venir o futuro par I e para m
neiiN o ecuro le vida na Soia
Verk
tN'ew-York Life Insurance Company)
Companhia de seguros de vida e montepo dos
Estados Unides da America.
Capital realisado :
184,000:000*600
Deposito no Thesouro Nacional :
200:0004000
Para prospectos e informagoes. com o Sr. Thco
Christiansen, correspondente da companhfaem
ernambuco, ou rom Julio Guimaraes, agente
geral.
luJzo de orphios de amellelra
EN6ENH08 A PHAOA
No dia 1G do corrente iro praja por
triennal arrendamento os engenhosLinda-
Flor, Fl6r do LimSo e Oaxias, sitos na
oomarca da Escada, termo de Gamelleira.
S5o de ptima prodcelo, tm muita mat
ta e de fcil transporte para os productos.
As condicoes do arrendamento constam
do edital de praca affixado na porta da
Cmara de Gamelleira e do respectivo
cartorio.
Por todos os motTos ofTerecem vata-
gem.
Dr. Joao Paulo
Especialista em partos molestias de se-
nhoras e de [criancas, com pratica nos
hospitaes de Pars e de Vienna d'Austria,
consultas de 1 s 3 horas em sua resi-
dencia ra do Bario da Victoria n. 59,
1.- andar. Chamados i qualquer hora.
sr-
Herm. Petersen & C
Reichenstr 29/31
II WIIII HCO
Participara aos seus numerosos amigos que
para facilitar aos compradores de ultramar tem
completado em sua casa um rico sortlmento de.
amostras de todos os artigos allemaes, o que re-
commendam aos seus amigos que acabam de
visitar a Europa.
MULUNGA
Manoel da Gunha Lobo
mudou o seu estabelecimen-
to de fazendas para o novo
predio n. 35 da ra Mrquez
de Olinda, contiguo a antiga
casa.
Recife, 30 de* Marco de
1880.
Aguas alcalinas woeraesde Mon-
iliiriz em Pontevedra, na Hes-
panha
ESPECIALmADES
para molestias de estomago, taes como : dispep
sia gastralgia, catharro direnico do estomago,
ulceras simples,
Molestias dos intestinos, taes como: enfarta-
mento do ligado, ictericia, clculos biliares, diar-
rha chrooica, etc., etc.
Molestias das vias urinarias, taes como: dias-
teses-uricas, catharro vesical, diabetes sacarina,
albuminuria e gotta.
Na< anemias, chlorosis, psoriasis, prunigos,
dores artrticas e mutras muitas molestias.
As aguas alcalinas de Mondariz nascem de ro-
chas granticas na temperatura de 180 centgra-
dos sao claras, incplores de cheiro parecido um
pouco aos de ovos redos, sabor alcalino, pro-
duzindo um ligeiro sabor picante na occasiao de
toraar-se. Ellas sao classiflcadas no numero
das alcalinas e bi-carbonatadas de soda.
Estas agua* acliam se venda no estabeleci-
menio do Sr. Antonio Affonso SimOes, sito ra
Viscoode de Goyanna n. 1 (quatro cantos), em
Ba-Vista. 0
Dr. Firmo Xavier
Medico e perador
II as 2 horas em seu con
30 andar e
o Cabo, onde po-
i as 9 da manlia.
Agradeciniento
AO ILLM. SB. DB. CABL08 BETENCOUBT
Pelo presente declaro a quem possa in-
teressar que achando-me doente de um es-
treitamentONd urethra indicaram-me-o Sr.
Dr. Bettencort e, procurando-o no seu
consultorio, fui operado pela electrolyse,
sem dor, ncando logo bom e radicalmente
curado do estreitamento.
Agradeco do alto da imprensa a impor-
tante cura que fez-me este Ilustre faculta-
tivo e que archive mais este attestado nos
seus triumphos diarios.
Recite, 9 do Marco de 1889.
Laurentino Joe da Silva.
Marav ilhosos effeitos!'
Tendea tosse ou sonres do peito?...
NSo percais tempo : tomai o Peitoral
de Cambar, que o nico remedio efficaz
para as molestias do larynge, bronchios e
pulmUes.
Com o uso deste poderoso medicamento
debellam-se as tos.scs as mais impertinentes
e rebeldes e tambera desappureeem as op-
pressdes, dores do peito e alteracoes d
voz ;cessam as espectoraeoes songinolentas
e os escarros de sangue; em pouco tem-
pe, desenvolve-se o appotite, as forcaa
icrddas rcapparecom, e em urna palavra,
os enfermos untein urna mudanya muito
notavel, pr assim dizer, reanimam-se e
escapara de urna mort certa !
O governo imperial, depois da approva-
9X0 do Peitoral de Cambar pela Exma.
junta central de hygiene publica auctobisou
o seu consumo em todo o Brazil por de-
creto imperial de 30 de Junho de 1884.
A .academia nacional de Pariz e o jury
da exposicao brazileira-allemS, de 1881,
esnferram a auctor de tao grande e pre-
ciosa deecoberta as suas'jiEDALHAS de 11
CLA8SE (de ouro).
Examinai que a marca da fabrica c a
firma do auctorJ. Alvares de S. Soa-
res se achem nos rtulos que circulara a
rolha e gargalo de cada frasco, como ga-
ranta contra as muitas falsificacSes e imi-
tac5es que por toda parte apparecem.
Este precioso medicamento vende-se em
casados agentes Francisco Manoel da Sil-
va & C, a ra Mrquez de Olinda n. 23.
Avise aos nosso* leilores
Os nossos leitores que visilarcm Paris
durante a ExposicSo j sabem que pode-
rao 1er os ltimos nmeros recem-chega-
doa do nosso jornal que em casa dos Srs.
Amde Prince & C, 36, r >a Lafayette,
quer da sala de leitura pelos nossos cor-
respondentes estabelecida na exposiyao
no Pavilhao da Repblica de Guatemala
cujo commissario geral dignou-se de por
graciosamente urna sala com varanda
disposicSo dos mesmos senhores.
Para se evitar qualquer confusSo, oa
nossos amigos que quizerem receber a
sua correspondencia em casa dos Srs.
Amd rince & C, devem mandar diri-
gil-a ras Lafayette, n. 36, por ser a
sede do servijo especialmente organisado
para isso.
A rsenal de Marinha
Alistamento de voluntarlos para*
o batalhSo naval
De ordeiu do Illm. Sr. capi tao-teen te Rodrigo
Nubo da Costa, inspector d'este Arsenal e capi-
tSo do porto d'esta provincia, faco publico que,
em observancia circular do Ministerio da Ma-
rinha n. 581 de 21 de Marco ultimo, acha-se
aberto o alistamento de cidadaos as circumstan
cins Je terem praca no batalliao naval, peree-
liendo cada um, alm dos respectivos veneiinen-
tos, o premio de WuSOOO, de ronormidade com
o art. 3o da le n. 3367 ae 21 de Aposto de
1889.
Inspcrcao do Arsenal de Marinha de Pernam-
bco, 3 de Abril de 1889.
0 secretario,
^___ Ifoiub da Suva Azetedo.
Irmandade do Di vi no Espi ri-
to-Santo do Recife
De ordem da mesa regedora convido a todos
os nossos cbarlssimos irmaos a comparecerem
em nossa igreja, sexta-feira 5 do corrente, pelas
i Iwras da tarde, alim de encorporados acompa-
nharmos a solemne procissao do Senhor Bom Je
sus dos Pasaos, que sahir do Convento de Nossa
Senhora do i armo par41 a sua sede, matriz <1o
Corpo Santo.
Cunsistorio, i de Abril do 1889.
O esenvo interino,
Antonio Mifialhaes da Silva.
Veneravel
do it<--
Ordeaa 3.a de X. do Carino
Ife
De ordem da mesa regedora desta ordem, con
vido aos nossos carissimos irmaos a compare-
cerem era nossa igrej, com os seus habjtos, do-
mingo 7 do eorrente, oelas 3 horas da tarde,
aflm de encorporados, irnios acouiji^nhar a pro-
cissao do Encontr do Senhor, da igreja da San
ta Cruz.
Secretaria da veneraVf I ordem terceira deN.
S. do Carmo, o de Abril de 1889.
0 secretario,
Jos Castin
EDITAES
O Dr. Jos Antonio r*orroia da Silva,
cavalheiro da Ordem de Christo, com-
mendador da Real Ordem Militar Por-
tuguesa de Nossa da onceicao da Vil- tore o valor das entradas rea Usadas do capital,
la Vicosa, juiz de direito de orphaos
da Comarca de Olinda, por S. M. o
Imperador, a quem Deus guarde, etc.
Faco saber aos que o presente edital
virem e dellc noticia tiverem, que, por
parte de Joaquim Antonio de Miranda,
rae foi digida a peticao do theor segra-
te :
Illm. e Exm. Sr. Dr. juiz de orphaos
de Olinda.Diz Joaquim Antonio de Mi-
randa, que havendo arrematado perante
V. S. a propriedade Tab, sita, na fre-
guezia de Taquara, provincia da Parahy-
ba, o pertencente ao espolio do r< ronel
Joao de S Cavalcante de Albuquerque,
requer o supplicante, para'garantia de seu
direito, que V. Exc, depositado o pro-
ducto do bem que o supplicante arrema-
tou, mande, de accordo com a Ord. livro
4 titulo 6, passar editaes, chamando todos
aquelles a quem for obrigada aquella
proprielade, para, no prazo que lhes for
marcado, pugnarem pelos seus direitos.
Nestes termos pede a V. Exc. deferi-
mento E B. MeOi.nda, 27 de Feverei-
ro de 1889.Joaquim Antonio de Miran-
da. (Estava sellada.)
Em a qual peticao pVoferi o despacho
do theor segrate:
Feito o 'deposito eomo acaoo ae verificar,
passe-se o edital as condicoes alludidas,
com o prazo de 30 dias, ficando assim de-
ferido o presente reqnerimento, que ser
junto aos autos. Olinda, 2*7 de Fevereiro
de 1889.Correia da Silva.
E mais nao continua dito despacho
aqu fielmente copiado, e por forca do mes-
mo despacho, o respectivo escrivp fez
passar o presente edital, -pelo qual e seu
theor sao chamadle aquelles a'quem for
obrigada a mencionada propriedade Tab,
para, no prazo de 30 dias pagarem pelos
seus direitos.
E para que chegue ao conhecimento
de todos, mandei passar o presente, que
ser affixado no lugar do costume e" pu-
blicado pela imprensa.
Dado e passado nesta cidade de Olinda,
aos 28 de Fevereiro de 1889.
Eu Joao Theodomiro da- Costa Montei-
ro, escrivao do civel no impedimento do
de orphaos, o escrevi.
" Jos Antonio Correia da Silva.
Irmandade das Almas da
matriz da Boa-Vista
De ordem da mesa regedora, convido a todos
os irmaos desta irmandade para comparecerem
no nosso consisterio domingo 7 do corrate, as
3 horas da tarde, afim de encorporados, acom-
nanharmos a procissao do Senhor Bom Jess dos
Pasaos e a Santissima da Soledadc, que sahir da
igreja da Santa Cruz, para as quaes fomos con-
vidados.
Secretaria da irmandade das Almas da Boa-
Vista, 4 de Abril de 1889.
O escrivao,
Pedro C. de Brito Macedo.
Companhia Ferro Carril de
Pernambco
Paga os juros das obrigacoes garantidas, cou-
pons n. 15. Ba Baraodo trinmpho.
Veneravel irmandade do Se-
nhor Bom Jess dos Pas-
aos t
Pelo presente-convido a todos o^nossos caros
irmaos a comparecerem no con valo de N. S. do
Carino, sextaJeira 5 de Abril, pelas 3 horas da
tarden afira a! encorporados, acompanharmos a
Sacro Santa Imagem de nosso Divino Padroeiro.
em solemne procissao para nossa sede, matriz
do Corpo Santo. Hecife, 31 de Marco de 1889.
O escrivao,
Manoel Moreira Campos Jnior.
Banco de Crdito Real de
Pernambco
Este estaiielecimento, de conformidade com o
art. 51 dos estatutos, paga o seu 5. dividendo,
relativo ao semestre lindo em 31 de Dezerabro
do ann prximo passado. a razp de 5 0/0 so
ou 5000 por aegao, todos os dias uteis, desde
as 10 horas da manh as I da tarde, em sua sede
ra do Comracrcio n. 34.
Becife, 23 de Marco de 188!T
O gerente,
Joao Fernanries Lopes.
Irmandade da Gloriosa Se-
nhora Sant'Anna da igreja
da Madre de Deus.
Por deliberacao do irmao provedofc sao convi-
dados todos os nossos charos irmaos a compa-
recerem na igreja da Madre de Deus, sexta-feira
5 do corrente, pelas 3 horas da tarde, para en-
corporados acompanharmos a trasladagao do Se-
nhor Bom Jess dos fassos, do convento do Car-
mo para a sua sede na matriz do Corpo Santo,
para cujo fim tivemos convite.
Consistorio da irmandade da Gloriosa Senhora
Sant'Anna na igreja da Madre de Deus, 2 de Abril
de 1889.
0 escnvo,
Joo Alves Pimenlcl.
Secretaria da Veneravel Orden
3.a do Seraphlco Patriareha
M. Francisco no Recife. em 9
He Abril de 1889.
De ordem do charissimo irmao ministro convi-
do todos os nossos charissimos irm8os em ge-
ral a comparecerem no dia de sexta-feira 5 do
corrente mez, nas 21/2 horas da tarde, em nos-
sa igreja. alim de revestidos com seus hbitos,
irmos cm congregagao acompanhar a procissao
do Senhor Bom Jess dos Passos, que sahir do
convento de Nossa Senhora do Carmo psra a sua
sede na matriz do Corpo Santo no Becife.
Jos Clementino Henriques da Silva,
Ex-ministco secretario.
Monte de Soccorro de Per-
nambco
Devendo effectuar-se neste mez a prescripcJo
dos saldos das cautcllas vendidas em leilao de
18 de Abril 1S84 de ns. 7.133,7.176, 7.209, 7.219,
7.264,7.313,7.370. 7.385, 7,417, 7.436 7.476,
DECLARARES
Companhia' de edifica-
$ao
Assembla geral ordinaria no da 22 de
Abril d 1889
De ordem da directora, communico aos se-
nhores accionistas da companhia de edificaco,
qne ha de realisar-se a assembla geral ordina-
ria* deste ann no da 22 do corrente mez, pra-
ca Pedro 2- n. 77, andarlas 11 horas da
manha. Nesta sssemblea ler-se ho fl parecer
da commisso fiscal e o relatorio da directora,
relativos aos negocios sociaes era 1888 e cum-
prir se ha quanto no~ estatuios presero*
acerca das assembla- : j ordinarias. Beci-
fjUie Abril de 1H-
ment de 2 de Abril de 1887, convido aos pos-
suidores das referidas cautelas a virem receber
ditos saldos, antes de dar-se cumplimento a dis
posicao do reg. supracitado.
Becife, 2 de Abril de 1889.
, 0 gerente
Felino D. Ferreira 'elho.
Veneravel irmandade das
Almas da fresruezia de S?
Fr. Cedro Goncalves
De ordem da mesa regedors, convido a todos
os irmS' s desta vmerafel irmandade para com
parecerem no consistorio, as 3 horas da tarde de
5 do corrente, afira de encorporados, acompa-
nharmos a procissao do Senhor Bom Jess dos
Passos, que ter lugar no indicado da.
Consistorio da veneravel irmandade das finias
do Becife, 2 de Abril de 1889..
0 escrivao,
F. Costa.____.
Veneravel ordem. 3.a de N. S.
do Carmo do Recife
De ordem da mesa regedora desta veneravel
ordem, convido a"S nossos candimos irmaos a
comparecerem em a nossa igreja, munidos com
os seus respectivos hbitos, sexta-feira 5 do cor-
rente, pelas 3 horas da tarde, afim de encorpo-
rados. acompanharmos a procissao do Senhor
Bom Jess dos Cassos. do convento de N. S. do
Carmo para soa' sede, rn^riz do Corpo Santo.
ecretaria da venera^B ordem 3." de r. S. do
Carmo, 3 de Abril de 1889.-0 secretario,
3 Castor de Al Souza.
. rlMMHS'4 U j* illlili
QUE SE REALISARJl NO
Dia 7 de Abril de 1889
IVonn-w
a
Pelln

\nlura- 5
lid
X
------------
Vr do ell-
meniR
PropiielnrioH
.2
1. Pareo-Emiiliu-Ho
800 metrosEguas da provincia.
. 2 e loi a 3a.
Premios ; 1304, a K V
,4
lilda........
2 Invicta
3 Sem i rain i s..
4Stella......
3 Coruja......
6;Fantina....
o Pcrn...
:t Bussa.......
a Castanha
4 Zaina....... o
i Bodada......
4 Castanha....
35
30
30
33
53
33
Azul e amarello...... IB. P.
................... F.C.
Branco e encarnado.. !<.'oudelaria ItiachueJo.
Encarnado e branco. B. C.
..................Henrique Gibson.
Rosa e prelo........M. P. A.
2 PareoComolaco 800 metros-'-Animaes da provincia que anda nao lenliara gafllio
no Derby nesta ou raaior distancia e nos outros prados do Becife, em distancia maior
de 850 metros. Premios: 2501 ao i*. 50 ao 2* e Ki ao3-
IjQuxaba .
2 Roy.....
3Cyclonc...
1 Siroco -..
Cacique..
Bosa de ouro
Marat.......
Potos......
Mercurio.....
Sneca ......
Aquidaban..
Lucifer.....
Flautista...
Pierrot .. ..
Pedreira(#)..
Pedrez..
Alazao..
Hdado
ardo...
Alazao .
Rodado. ...
Castanho. ..
Russo pedrez
Rodado ...
u
Castanho.. ..
Baio.......
Busso pedrez
Pera.....
oo
53
33
30
33
30
35
53
53
35
35
55
55
53
53
Azul e grenat..
Azul e preto.
Branco...........
Azule amarello.....
Azul e ouro.........
Azule amarello. ...
Encarnado epreto*.
Encarnado e preto...
Verdee amarello
J. J. Bibeiro Pessoa-
Antonio M. Pcreira.
S. B.
S. B
F. F.
R. A.'
Coudelaria Demcrata.
A. C. S.
S. P.
u.
S. F-
A. U.
Musical.
A.C.
C. Veneza Americana
.
3 PareoProvincia de Penunbueo-1.609 metrosAnimaes da provincia. Pre-
mios : 300* ao 1, 604' ao 2o e 30i ao 3*
IMouro.....
2'Exposico
ex Oberon.
3Arlindo.....
4 Arumary___
5!Vassallo".....
6'Templar....
7 lAlazo.
? I
Baio.....
Castanho
Alazao ..
Bodado..
Pern.
38 Grenat e ouro
54
51
54
54
56
Preto e branco..
Azul hstrado.....
Violeta e ouro
Encarnado......
.A.F.
. J. Bastos.
F.C.
F. Siqueira & Bastos.
Coudelaria Unio.
J. M.

V>. Pareo- tiBAXra premio *s de a
meio sangue. Premios : 8004 ao Io
.41 1.400 metros Animaes de menos de
200$ ao 2", 1004ao 3* e 8040U0 ao 4*.
Cometa-----
Fgaro......
Ilamlet ..
Moncorvo. -.
Alpha.....
Aymor
Favorita .' .
8 Becife.....
Parco i
Alazao...... S. Paulo..
Chita...., ..
Alazao..... o
Bodado. .. "#
Alazao ___
Castanho .
Zaino...... 1
Castanho Bio de Jan.
51
H
i'i
.')1
sa
56
51
Azul listrado.'........
Azulegren.........
Azul listrado......
Ouro e braflco ......
V#rde e amarello.....
Pelo e irrenal.....
C. Luzo-Brazileira.
J. Siqueira fastos.
Coudelaria Cruzeiro.
C. l-'ernandes.
Djalma Moreira.
A. M.
Maia|& Chrisostomo.
S. P.
He
ion;
ti 1.609 metrosAnimaes de qualquer paiz.
ao 1\ 1204 ao 2 c 60.4000 ao 3.
Premios: 6004
Diana......
Hamilcar
3 Aspasia
Vesper. ..
Castiglioni...
Salvatus____
Ernai.....
Alaz....... Franca ... 49
Preto ..... Inglaterra. 57'
Alaza...... i 4!
M ,, 32
Zaino...... Franca. . 57
Alazao...... c 34
Castanho Inglaterra. 30
Azul e Ouro. -......Coud Internacional.
Escarate e azul.....Coud. E.xihencia.
Escarate e ouro G. H. C
Ouro e branco.....Coudelaria Emnlaca.-
Azul e grenat.. ...... 'oudelaria Cruzeiro.
Azul branco e ene -|F. S. I. B.
Bosa e branco |J. P. C. de Almeida-.
PareoVeloeidade900metros Animaes nacionaes at meio sangue.
3004, ao 1, 1504 ao 2" e 303000 ao 3.
Premios
Mandarim.
Minerva. ..
Mimosa..
Corcovado .
Aymer. ..
Risette..
Olga......
Rosilho... .
Douradilba
Alaz ...
Castanho .
Zaina......
Castanha.
S. Paulo . 33
52
B 49*
Rio de Jan. 53
S. Paulo... 53
Rio de Jan. 33
S. Paulo .. 51
Violeta e ouro......
Asul branco e ene. ..
Azul e grenat.......
Encarnado e preto ..
Verde e amarello
Grenat e ouro ....
Ouro e branco.....
7o. Pareo Proaperidade 900 metros Animaes da provine
ganho premios
234000 ao 3o-
no Derby em maior distancia.
Premios
J. Bastos, i '
Coud. Cruzeiro.
Coud. Parnajinerim,
Oudelaria Pavsand.
A. M.
C. Brazileira.
M. N. Pontes.
que ainda nao tenbam
2504 ao 1",
305 o_2 e
Roldao. ..
Pierrot *- '
Barnave. .
Exposicao ex
Oberon...
Etna*......
General......
Good -mor-
ning.......
Holaxiiiha...
Orange .. ..
Dublin.......
Flautista....
Lindness...
Meteoro... .
Baio........

Castanho ...
Baio......i -
Castanho. -.
Bosilho ..
Bodado..
Busso......
Castanho .
Tordilbo
Castanho .
Baio.......
Russo -
Pernamb..
0/
53
53
55
55
55
55
55
55
53
53
53
55
Grenat e ouro
Verde e amarello.
Bosa e branco
Ene e bonet azul.....
Branco e preto ....
Grenat............
Preto ene. e ouro.....
Encarnado e preto -.
Bosa e preto.......
Branco e rosa......
M T.
A C.
A. N.
J. B.
T. iOliveira.
J. B.
r r
J. M. B. Cavalcante.
A. J. G. A.
Henrique Gibson. v
C. Musical.
Coudelaria Vencedora.
H. H. de M. Henriques.
(*) Montado por amador.
oBsoeDav^gOoes
0*8 animaes inscriptos para o Io pareo devem achar-se no ensilhamento s
9 1(2 horas da manha,.
Os animaes jnscriptos para os outros pareos, deverao estar no esilhamento
urna hora antes da determinada para o pareo emque tiver de correr.
O pareo Grande Premio 25 de Maio nao se realizar sem que corram, pelo
menos seis animaes de proprietarios differentes.
Pede-se attenco dos interessados para os additamentos feitos ao regiment
interno, sob ns. 1, 2, 3, 4, 5, 6, 7 e 8.
Os forfaits serao recebidos at sabbado, 6 de Abril s 3 horas da
tarde, hora do encerramento do expediente para esta corrida.
Chama-se a attencJo dos Srs. proprietarios para os arts. 56 e 57 do regimen-
t interno. ,
HORARIO
Encerrameneo de venda de poides
1.0 pareo.
2.% pareo
3.u pareo.
4." pareo.
o.* pareo.
t." pareo.
7.u pareo.
10 *horas e 30 m: l.o pareo
11 > e 20 2. pareo.
12 * e 20 3. pareo.
1 e 30 4. pareo.
2 e 30 > 5.p pareo.
3 e 30 > 6. pareo.
4 > e 20 7. pareo.
Corridas
11
11
12
2
3
4
4.
horas e
* e
e,
e
e
e
e
m.
50
50
50
O Gerente,
Henrique SchuleL
S. R. J.
Socledade Recreativa fuveutude
Sarao bimestral em 28 de Abril
Os senhores secios podere procurar seus in-
gressos em mao do thesoureiro ; convites na
secretaria desta sociedade, nao se admite ag-
gregados.
Secretaria da Sociedade Recreativa Juventude,
1 de Abril de 1889.-0 2- secretario
A. F. Lopes.
Thesou^p Provincial
De ordem do film. Sr. Dr. inspect.
pariigo, faco publico que no aja '
mez paga se as professores .
com relcao aos seus. vencJ^^H
Fevereiro prximo lindo, que
ber no mez de Marco ultime
da renda.
adcria do
1


jDiario de PernambucoSexta^feira .9

Estrada -de* ferro do
Recife a Caruaru
De ordem do Mm. Sr. director engenheiro eni
chefe faco publicar. o edital da directora das
toras publicas do -Ministerio da 'Agricultura,
Commercio e Obras Publicas abaixo transcrip-
ta, chamando a atteuco dos inteasasados para
a clausula 3
Os estudos, condigoes geraes, .e^pecilcaces'e
tabella de pregos, poderao ser ewanriados n'es
ta repartico em todos os dias>|eisydas 40 ho-
ras da manh as 3 da tarde.
Secretaria do proKtngami'i*^t| estrada de
ferro do Recife S.JFranciscu^g&da de ferro
do Redife Caruaru, 3 de Abril* 1889.
O secretaria,-.
A. I,, de -3fflj-*'
CopiaDire4lori ca obra* pu-
nilMI
Construccao .do trec/to da estucada do ferro
do Recife a Caruaru comprhendido en-
tre Beze/ros e Caruaru.
De ordem do Exm. Sr. mim*tro faco publico
que nesta directora e no escriptorio ao director
e engenheiro chefe alo prolongamento da estrada
de ferro do Recite lo S Francisco e estrada de
ferro do Recife aaruar, reoebeji-ae propostas
para a exeeuco por empreitada da preparado
do leito e obras de arte do trecho da referida
estrada do Recife a Caruaru, comprhendido en-
tre Bezerros e Caruaru,as seguintescondicOes":
aaapreiteiro exectar. alm do**rabalhos
bs e eventuaes que tambem licapi a
Rado, lmpa e destacamento do terreno
Fhaover de ser oceupado pela eatrada ou
prtHia.- obras ;
T.* Movimento de trras para a formacao do
leito da estrada e das suas dependencias ;
3. ConstruccSo das obras de arte, excluindo
as superstructuras metallicas dos viaductos, pon-
les e pontilhes;
4. Enrocamentos, reveatimentos e outras
obras de consolidaeo;
5." Cpnservacao das obras cima referidas
durar o tempo da construegao at final con-
clustOe recebimento definitivo pela administra-
cao da estrada.
II
As condicGes geraes, especificaces t tabellas
de prec3 approvadae por portaria da present-i
data, addiladas do prazo para a concluso das
4M|s e do abatimento felo na referida tabella.
COlstituiro o contracto.
ni
LNa directora das obras publicas d do escrip-
torio do engenheiro ebefe poderao os inleressa-
dos examinar as alludidas coudiyes eraes, es-
pecificacOes e tabellas de precos. *e bem assim
os estudos do trecho da estrada de ferro, de
que se trata, na extehsu de 27 kilmetros e 480
metros, ticando, pc-rm, entendido que taes es-
tudos dependem ainda de ruviso a "que vai se
proceder.
' IV
A concurrencia versar s:brc a idoneidad
dos proponentes, presos da tabella e prazo para
a concluso das obras. Cada proposta deve vir
acompanhada de documento que prove ter o
proponente a necessaria idoneidade, e desse do-
cumento deve constar nao s na natureza e im-
portancia dos trabalbos que i bouver o propo-
nentexecutado, administrado ou seguido, como
scu procedimento durante a execuco de taes
trabalhos. Os abatimentos offerecidos devem
ser sobre toda a tabella de precos e nao someu-
te sobre qualquer parte dessa tabella. A pro-
posta e tedos os papis que nconipaabarem de-
verao \ir sellados e reronheeidas as firmas.
V
Os proponentes devero ter pleno conheci-
aaento de todas as circumstanrias locaes e dis-
por dos recursos necessarios para comecar e
concluiros trabalhos nos prazo- Hxados nos
contractos, nao podendo ter aceito, como moti-
vos justificativos de demora, a falta de operarios)
chuvas torrenciaes etc.
VI
Cada proposta ser acompanhada "de um co-
nhecimento de deposito de 15:000a,. feito o
Thesouro Nacional ou na Thesouraria de Faeen-
da em ttulos da divida publica ou em dinheiro.
e que o propeoentc perder em beneficio dos
cofres pblicos se no prazo de 15 dias, contados
da data em que pelo Diario Oficial se fizer cons-
tar a aceitaco de sua proposta, deixar de as-
signar o respectivo contracto, tornndose de
nenhum effeito nesse caso a aceitaco da pro
posta. Este deposito servir tambem para o
fim d^art. 4o das condicoes geraes
Alnr da garanta estabelecida pela condieo
anterior, ser retida a igual titulo em cada pa-
Papa
PROJECTO DE INSCRIPTO
a %\.& corrida que dever ter lugar no
dia de Abril de 1889
Pacific Sl,e m Navigation '
Cod pariy
STRAITS OF MAGELLAN LIKE
O paquete Aconcagua
Espera-seda Europa at odia
7 de Abril e seguir depois
d& demora do costume par
aruiso por
e Janeiro e Montevideo
Para carga, passageiros, encomaiandas e di-
aheiro a frete ; trata-se com os
AGENTES
Wilson, Sons a C, Limited
14RA DO COMMERCIO14
garaenlo a iinporlancia correspondente a 10 ''/,
ja forma do art. 57 das condicOes geraes.
VIII
As propostas serao entregues em carta fecha-
da at as 11 horas do da 30 de Abril do uren-
te anno, nos lugares indicados e abertas nesse
mesura dia e hora onde verera sido apresenta-
das podendo assistir a esse acto os proponentes
que se aehareui presentes.
Directorio dis obKas publicas em 1 de Mareo
de 1889^Assig!>ado J. F. t'urreiras Horta.
Es*cwiforie com o original. Recife, 4 de
Abril de 1889.
O secretario.
A. G. de Gumao Lobo.
Veneravel Irmandade las limas la
frcsaesla >* S. Fr. i*Mlro <.<>>< i-
ve.
Ue ordem da mesa regedora. convido a todos
os irmos desta veneravel irmandade para se
reunirem em mesa geral no dia 8 do corrente,
s 5 h ris da tarde, afirn de tratar-se da funda-
cao de uta hospial e o:'iros ^-sumptes inlpor-
tantes*e de ntresse i cor(oraco, sendo esta a
terwira onvocatati.
CousKtorio da irinand. I.' das Almas da fre-
guez- fie -. Fr. Pedro Goocalves, 5 de Altril de
lfc89 -O escrivo.
__ F osla
Contraria de S. Jt-j?** nia
IV n dem Jo nosso irnio provedor. lOvido
a iodos os nossoi irmo.- par.i eonipareaTem
em nos-i consistorio pelas .', horas da tarde dos
ias >. 7 e ii. para encocorados acompanhar-
aips a< procissVs do Senhor Bom Jess dos
Prsos linconro Triumpho, iara as q^aen fo-
mo-- cttividados. Recife. dt- Abril de 1889.
Jos t Ateocar,
Secretario.
IHMANDADE
- r>.\
tiiortMm Mennora N.inl'lnnn da l*r-
Ja da oaaia Crn
De ordem do nosso carissimo irmao jais, e
em virtnde de resolucio da mesa regedora, eon
vidu a todos os nossos carissimos irmos para
comparecerem no respectivo consistorio pelas 3
horas da larde do dia 7 deste mez, afirn de en-
corporados acompanharmos a proeisso do .En-
contr, que tem de sahir desta igreja, para a
qna! tivemos convite da confraria da Via Sacra.
Consistorio da irmandade da Gloriosa San-
t Anua, erecta na igreja da Santa Cruz, 3 de
Abril de 18890 secretario,
Antonio Alve Vilella.
1" PAREO HavmoaJa 900 metros. Animaesda provincia que nSo tenham
ganfao em 1889, n'esta ou maior distancia. Premios : 250|J000 ao primeiro,
50$000 ao segundo e 25(J000 ao tereeiro.
2. PAREOC'ompena*1.200 metros. Anmiaes nacionaes de meio sangue
que ainda- nao ^aliaram em maior distancia. Premios : 400tJ000 ao pri-
meiro, 80^000 ao segando e 40*5000 ao tereeiro.
3.' RAREO f de Sandro1.400 metros. Animaos de .qualquer paiz que
anda nSo tanhatn- ganho nos prados do Recife. Premios: 500(5000 ao pri-
meiro, 100(5000 ao segundo e 50(5000 ao tereeiro.
4." PAREO Imprenta Pernamfeueana 1.200 metros. Animaes da provin-
cia que ainda nSo tenham ganho n'esta on maior distancia este anno.
Premios: 300)5000 ao primeiro, 60)5000 ao segundo e 30(5000 ao tereeiro.
5. PAREOPrado Pernamlmcaao1.700 metros. Animaes de qualquer
paiz. Premios: 60O5000 ao primeiro, 120(5000 ao segundo e 60,5000
ao tereeiro.
oV PAR0 1.* de dlulho 1.100 metros. Animaes wtcionaes de menos de
meio sangue. Premios : 3004009 ao primeiro, 60(5000 ab segundo o
30(5000 ao tereeiro.
7. PAREO Qerb fclw^de PerMbwco 1.400 metros. Animaes da
provinoia. Premios: 350(5000 ao primeiro, 100(5000 ao segundo e 35(5000
ao tereeiro.
Obeervacoes
S serao aceitas ,para cada pareo- quinae propostas. Cada enveloppe dever
contr urna s proposta, e caso appareca inais de urna, s ser acoeita a primeira
que for lida.-
Nenhum parco se realisar sem que se inscrevam animaes de tres propieta-
rios differentes. .
A inscripcao encerrar-se-lia terea-frira. 9 do corrente, s 6 horas da
tarde na secretaria do Prado.
A directoria pede a atten^-Ao dos Srs. proprietarios para o 1." do art. 21 do
Cdigo de Corridas.
Recife, 4 de -Abril de 1889.
O SECRETARIO.
Francisco de Sottza Rei.
Rojal Mail Steam Packer
Companhia
O \ apor Elbe
Commandante Armstrong
Prazo de 301 dias
Pela inspectora desta Alfaiaie^!
blieo, que, no dia 4 do Aez vindouro
S. R. C.
aocledade Moereatlva Cnerrial
Aasembla geral extraordinaria
Nao .se lando reunido numero sufficiente de
socios para constituir asseaDla geral, domingo
31 de Marco rindo, por ordem do IUm. Sr. presi-
dente de novo convido a todos os senhores so-
cios a reunirem-se domingo 7 docorrente, afim
de tratarem de aseunpto de grande' interesse
para a sociedade. utrogim, para vitar davi-
das declaro queno caso de o4o se reunir oni
ro queoonatitaa aawnMa, a preaidaacpro-
ceder fom.el>o.
-etona da Sociedad Reewatira Gamawr-
i de Abril de 1889.
0-1 secreta
Araujo onaares.
se faa pa-
sero ar-
rematadas em praca aporta desta repartico as
mercaduras contidus nos volume.- abaixo men-
ciona dos. nos termos d titulo >'. capitulo 5 da
consolidado das lew das Alfandegas, se seus
donos ou consignotatiosTiao' despchalas e re-
tiral-as no referido prato de 3u dias, seb pena
de, findo elle, serem vendidas por sua conta,
sem que Ihes Rque direito a allegar contra os
elleitos desta venda.
Armaiemn..!
Marca GMJ L'm caixote.n. 51 contendo amos-
tras, vindo do Havre, not'vapor francez Villr de
Montevideo, em 9 de'Jun*de"1888.
Marca 0B4C m encapado sem numero, con-
tendo amostras, vindo de Hamburgo novapor al-
lemo Comente, eic^d da JulUo de 1838.
isrca-rriungulofMaos lados A no centro m
pacote amostras, sem"valor, idera, dem. idem.
Letreiro Gomes !; Vattos. Irmfios. L'm dito,
dito, iuem, dem, idem
Marca MJR \Q fm dito, .dilo, idem idem,
idem.
Letreiro Narciso .'laiaMtiC.t'm dito. dito, idem
idem, idem.
Marc% LB Um t'.i'o dito, idem. iaem.
*"arca SK Urna caixa, pnteodo 20 garrafas
agua mineral, idem, idem, dem.
Marca Al'C Urna caixa 0- 1.64 contendo 159
kilos liquido real do papel para cigarros em fo-
Ibas. idem, idem, idem.
dem. Vina dija, n. 165, dem, idem. idem.
dem, madito,^ I66j idem, idem. idem.
Idi-i.i. L'madita, o. 167idm,idem. idem.
i Arraazem n.' a
Mari:, diamante CCMACfeo. centro. Um perno-
ten. 57o, amostras, sera WMora vindo de Liver-
pool no va or inglr ilertektl; ein Krcu'JuIho de
1888.
Urna caixa cont: do urn.sopli juqueno, ina-
d'ira ordinaria.
Duas cadeir.is do im^os >u asiento de.|,-
iiuna, madeiru ordinaria
Ouas dita* seni br.i^'i': com, :>" de pali-
ajia. madeiru ordln iria
Duas cadeiras i*. b! mp, co ra ordi: aa.
Don? consolo.- Jo uadeiea.ord: i at 80
c.titiaietro de ti)pip:ri<'nlo..nli-:!:., n-m. idem.
trnnlMfl. 3
Murta diamaute B no.centro F eiji b*i\o. Bous
cestos sem r.umero, a^'.'-'tras. se:n v lor. viudos
d<- Liverpool no ipo^ingle KeMfpfbr. em i de
Jullio de 1888.
Arai.i.em n..
LelreiroFranciiO !' 'roci-lli' l', laaite amos-
tra sem valor, vindo r,o Huvr^ no vapor fran
coz Yule de Mar.iti-.~j ";i!8 fe lldil i de 1888.
Marca M-tC umn caixa n.. vi.8tK. contendo
2. kilos liquido leg.l ttc >'olla quida < :u frascos
de vidro.
Desenove e meii .dos biui'i em fraseos de
unta liquida pura rscrever,,idem id *. idera.
4590. tijnta cinco -uros bruto bos envolto-
rios de lapis para escrever, idem. idem, idem.
Armaatkn. 2
Marca BAC e contra marca BT4G urna caisa
n. 1,2' 3, contendo 117 kilos liquida -legal, de
(.arratis de vidroiesverdeado, san rolha e sem
bocea esmenlhady. ijuiaite1 AolDciUiil03 bina
norueguen.-f Li/m,.-ki 3 de,ilho> de 1888.
tiaadita-(i. 20* -*# :n ten;, tr: Wlos idem.
idem. idem.
l'iiia ditx u. JJOi-vkrm*lem li kilos idem,
idem, idem.
Fina dita o. i,206-idem, hch. li'i kilos dem,
idem, idem.
Urna dita n. 1.407, idem, idem. 117 kilos idem,
ioem. dem
Urna dita :i. 1 908, dem, idem, 122 ki<:,- iciem,
idem, idem.
ma dita n. 1,209", idem, idem, 119 kilos idera.
idem, idera
-Urna dita n. 1410, MeMipUMIa i 18 kios idem.
idem ideni.
Urna dia n. 1,211,-dem, idem. 115 kilos
idem. idiD. dem.
Urna .Fita n. 1.412, irte:, dem, 113 kilos idem,
idea. dem.
Marca triangulo C no centro.' urna caixa n. 116
cerneado.8 Cddeiras de bragoo de madeira ordi-
|0>ria can Kioto e encost de paliaba, um sof
pequeo de madeira ordinaria, idem, idem,
dem.
Urna dita n. 117 rtrnteado 44 cadeiras de ma-
deira ordinaria, assento e encost de palinha
idem, idem,' idem.
Marca SA, oma^iarrica n. 41/40, ameateafc -fe
louca, vinda de Liverpool no vapor inglez
.A'itkor em 45 de Jblbo de 1888.
Armanto n. 6
Letreiro Cbarles-Quiriuo, um pacote, em nu>
mero, biscoitos podres vindos de Bordcaw no
vapor francez Niger em 5 de Jutho de 1888.
Armazem n. 7
Marca ADEV urna caixa n. 6, contendo 100
kilos liquidos"egal de frascos de vidro branco,
sem rolha e sera bocea esmeril hada, vinda de
Hitmburgo no navio norueguense Ockono em 3
f-de Agosto de 1888.
Marea MI, contra masca diamanta o B no cen-
tre*, urna caixa, sem uumero, com 12 tilos liqui-
do real de cartazes de mais de duas cores, vin-
da de Liverpool no vapor ingle Sckotar 11^8
de Agosto de 1888.
Marca SBA, contra marta diamante e B no
centro, urna caixa, sem numero, contendo 12
kios liquido real de cartaoea de niara de duas
corea. dem, ideas, idem.
Marca BB, contra marca USP, urna caixa, aefpj
anmero, contendo kilos- ale cariare*acmuacios
de mais de duaa corea, idem. idem, idem.
Espera-se da Europa at o dia 12 de
Abril, segurado depois da demo-
ra do costnme para
Baha, Rio de Janeiro e santos
Para pssagens, fretes e encomrnendas trata-
se com os AENTES.
O vapor La Plata
Commandante A. H. Dyke
E' esperado do sul no dia 14 de
Abril e seguiado depois da demora
necessaria para
Marca HANS. urna caixa, sem numero, con
tendo duas lata conv uove e meio -kiloeidieiver-
niz de alcatrao. liquido legal, vindo de ham-
burgo no vapor. al tem3o lirahon em 27 de
Agosto de 1888.
3' seccio da Alfandega de Pernambuco, 4 de
Abril de 1889.
chele, Domiufo Jouquim da Fonseca.
Confraria
do Senhor Bom Jess da Via
Safcra da igreja da Santa
Cruz -
De ordem da mesa regedora desta confraria,
convido a todos os nossos irmaos comparece-
rem em nossa igreja, paramentados de seus h-
bitos, na sexta-feira^ do corrente, pelas 3. horas
da tarde, para : companharmos a procissao do
Senhor Bom Jess dos Passos no sen trajecto do
convento de X. S. do Carmo para sua sede na
matriz do Corpo Santo, e no domingo 7 do cor-
rente, s 2*1/2hone da.larde, para arompanliar-
mos a procissao de Senhor Bom, Jess dos Pas-
sos e X. S. da Soledade ao encontr, que tem de
sabir de nossa igreja e fazer o seu trajecto na
nossa fregueiia.
Consistoria da confraria do Senhor Bom Jess
da Via S?era. na igreja da Santa Cruz, 3.de
Abril de 1889.
0 escrivo,
^____- M. D. da Silva.
( elestiai confraria da Santis-
sima Trindade
De ordem do carissimo irmio provedor. con-
vido a todos os nossos carissimos irmos a com-
parecerem em nosso consistorio domingo 7 do
corrente, pelas 3 horas da tarde, atini de encor-
I" irados, acompanharmos a solemnissima procis-
s < do Encontr,, qua saldr da igreja- Santa
Cruz, para a qual fomos gentilmente conridados.
Secretaria dadielesti.il confraria da Santissima
Trindade, 2 de^bril de 1889 -Ooacretario,
Joo A. Gosende.
cente, Lisboa, Vigo. Soutbampton
Antuerpia
ReckiccSo da pastagtn
Ida ldauxidt
A' Lisboa 1" classe 20 30 '
A'Southamptonl-classe 23 4*
Camarotes reservados para os passapjeiros de.
Pernambuco.
Emquanto vigorar a quarenteua imposta na.
Repblica Argentina, aos vapores e navios pro-
ceteg do Brasil, os vapores desta corapamna no
aceilaro passageiros nem carga para -Buenos-
Ayres.
Para pssagens, fretes, encommendas, .trata-se
com os
AGENTES
Aiiioriiii.Irmaos & C.
___N. 3Ru do Bom JessN. 3
Piloto
O brigue liesj-anhol Soberano ebegedo lioje da
America precisa de um piloto para sua viagem
at Buenos-Ayres: quem se julgar habilitado di-
rija-se ao escriptorio de Amorim Irmos c C.
LEILOES
agente, de leiles, Francisco I. Pinto,
pode ser procurado das 9 horas da' manh as 4
da tarde, no armazem n. 45 du ra do Bom
Jess, onde j esteve em 1860; e daquella hora
em diante em casa de sua residencia ;i ra do
Visconde de Obyanna n. IBS.
Sexta-fcira 5, s 10 12 horas em ponto deve
ter lugar o ieilao de 100 caixas com batatse
francezas, s 11 horas, a armarlo e pertences
da loia da ra Mrquez d Olinda n. 33. a 1 hora
da tarde, em um s lote todos os objectos exis-
tentes no armazem da ra Mrquez de Olinda
n._31______________________________
Agente Bruto
Leilao
Del armaco de louro emidrui.uca. com bal-
cao de amarello envernisado, 1 .fiteiro de ama-
relio, balanca, pesos, medidas e muito bons g-
neros de moldados existentes na :asa sita ra
Bella n. 39.
Garante-se a casa.
Sesta-felra. 3 do corrale
A's 10 1(2 h
Agente Stepple
Leilao
martimos
Companbia Braseira de
Navega^ao Vapor
PORTOS DO SUL
O vapor Para '
Commandante Antonio Ferreira da Silva
E' esperado dos portos do norte at
o dia 5 de Abril e depois da de-
mora indispensavel seguir para os
portos do snl.
As encomwendas sero recebidas no trapiche
Barbosa at 1 hora da larde do da daaabida.
Para carga, pas6agens, encommendas e valo-
res hato** com os- *GEtTES
PORTOS DO N'ORTE
0 y&por Alago as .
Comujandantc Joao Mana Pessea
E' esperado- dos partos do -sul at o
dia 7 de Abril e segnintlo depois
,da demora indispensaw! para os
portos do norte at Manos.
As encommendas so seraorecebidas na airen
ja at 1 horada tarde de dia da' sabida.
Paracarga, encommendas. passagene o-va lo-
res trata-se com os
AGENTES
Pefeira Carn<5ko 5k C.
6"=i2ua do Commereio=r6
1 andar
De muito bon movis, loucas finas
douradat' para jantar e aluioeo
Kexta-feir & do- corrale
A's 11 horas
Noaobrado. ra da Aurora n. 41
O ageote Stepple, far leilao. dos moveie
oais artigos Sdo espolio do finado Jlr. Pedro
Alfonso de Mello a requerimento do iwenta-
riante e por mandado do Exm. Sr. Dr. juiz de
direito de opphos e ausentes, constando de:
um importante piano duas moni lias de jaca-
mndet. -'hiIo una a medalbes com encasto de
pitia, mesa -jiastica, urna importante cama de
Jacaranda para casal, commodas, mesas, cadeira
e mais Jibji'cios qoo estar patentes no acto do
leilao.
Segundo e ultimo leilao
Da armago, balco, caatiieiros a gaa. aran
dlas, armaces inglezas, repartimento para es-
criptorio, i secretaria, 1 caruata com urraario,
1 mesa com prensa, 2 capachos de coco, gran-
des e mais movis da loja da
Ra Mrquez de Olinda n. 33
Em diferentes lotes a vontade dos compra-
dores.
Sexta-feira m 'orremic
A's 11 horas tan ponto
0 agente Piolo contina no dia 5 do crrante
o leilao, comecado no da 3, na loja da ra Mr-
quez de Olinda n 33.
Eagtttto
Arrenda-?e um engeriho de pequea
cues, d'a/ua, e com safra criada : u tratai- ua ra
5o Bom jeras n. 23.
Leilao
de rauitos e differentes objectos existentes no
armazem da ra Mrquez de Olinda n. 52, tud
em um s lote servindo de base a offerta ootids
Tornase enfadonho descriminar a quanlidad
c qualidade dos mesmos objectos.
^iexa-ft ira 5 do correte
A' 1 hoia da tarde
Agente Pinto
armazem ra Mrquez de Olinda
n. 62
No
Leilao
De 1 mobilia de junco, 1 dita p/eta, 1 cama de
casal, i meia commoda, 2 marqnezoes, 4 etagers,
lavatorios, 1 mesa de jantar, 1 aparador, ca-
deiras, banquinhos, 1 mesa de 2 gavetas, can-
dieiros, jarros, copos, clices, e outros objectos
de casa de familia.
Sexta-feira 5 do corrente
A's 1J horas
NA CAMBOiA DO CARMO -
Agente Modesto Baptista
Ageste Pestaa
Leilao
da ai-fliat.'i. peos, medidas,, balanya, canteiros.
registro de gz e outros objectos, no estabele-
cimento da ra das Larangeiras n. 2. e garnte-
se a chave. Ter lagar no sbado (6 do corren-
te) s 11 horaa.du manh
Ao correr (lo marte lio
Agente Pestaa
J&rande leilao
De predios livres e deseaabara-
cado
SEXTA-FEIRA 5 IX) CORRENTE :
A's 11 horas em ponto
A'o armazem ra tfarauez de Olinda
n. 44
\ S.ll)l-M
fnw casa, terrea -iia roa-da Palma n. 11.
rendeudo mensa! >jO(l.
Urna dita sita a ra do lamba u. rendeudo.
23*000.
Ua dita sita a mesma ra n. 21. rendeudo
25*000 11,,-nsal.
L'Qia dita situ a. mu de Lomas Vulniuiai u. i,
com f grandes oaos, rendendo 25* mensaes.
Urna dita sita ao Corredor do Bispo n. 18. ren-
dendo SOOO'idem.
l'nia dita sita ra Vidal de Negreiros ii. tei,
com setoo rendendo 30*000 idem.
O agente Pestaa vender livra e desembaaa-
Sadasasjiasas cima declanilas.
Agiente Burlamaqui'
Leiliio
iabitado, 6 do corrente
A "a Alboras
A' ra Imperial, palacete que fo do rini-
do Valdevino da plvora
De bons, novo c modernos movis
0 agente cima, por conta e ordem do Sr. Jo-
s da Silva Bodrigucs.-4ue m retiron para a En
ropaco' sua Exina. familia. arloilo dos mo-
vis SA'guinte.-
Duas mobilia- :uoderiuu, sendo urna de junco
oonipletamenle nova, 1 espelho grande com aiol-
dura douruda, 1 bilhe'cria de metal lino, corti-
nados, jarros, tapetes, qjuadros, toilet, guarda-
vestido, lavatorios com tampos de pedra, cama
para casal com colcho e cpula, mesa de cabe-
ceira e castical fino, cadeiras de junco para sala
de jantar, mesa elstica, guarda-louca, appare-
lhos para cha e jantar, 1 rico cofre de ferro pro-
va de logo e guarnecido de nogueira, relogio de
parede, trem de rosinhu completo e rauitos ou-
tros artigos que estaro vista dos Srs. licitan-
tes, os quaes tero passagem gratis em um bond.
que seguir no mesmo dia, s 10 e 1,2 horas da
manh.
2. leilao
Das dividas em ttulos e contas de forro,
na importancia do 48:516)5730, perten-
centes ao espelio de Jos Jacinho de
Medeiros.
ftabbado t do corrate .
A's 11 horas
\o armazem ra do Mrquez
de Olinda a. 418
0 agente Cusmao. autorisado por despacho do
Exm. Sr. Dr. juiz de direito do commercio, a re-
querimento do adminisirador do espolio de Jos
Jacintho de Medeiros, far leilao com assistencia
do mesmo juiz. das dividas cima mencionadas,
podendo os Srs. compradores examinar as rea
ges que se acbanem poder-do mesmo agente.
Lejlat?
Do hotel sito ra do Vizcon-
de de ltaparica u. 81. antis;
do Apello
iercafeira, i do corrente
A'8 11 horas
CONSTANDO
de mesas, cadeiras de junco, hteires, bancos
coraprdos. aparadores, espelhos, cabides, lava-
torios, 1 cama franceza, encerados para.mcsa
farras, loucas. bebidas, trem de cosinha e-mui-
tos;outrcs objectos.
Por intewenco do
Agente Gusmao
E* o melhor
Est reconbecido que o melhor e mais
seguro especifico at hoje conhecido para
combater as molestias dos- orgSos respira-
torios o Peitoral de Cambar, de S.
Soarep, de que s3o agentes e depositarios
geraos os Srs. Francisco Manoel da Silva
4 C, run Msrquez de Olinda n. 23.

Irritafao do Peit-J o ti;i Cvp:.;r>
Contra casa* aiTeir-r. a ;asTA >zr;o, .-'.i. : '
:t/UKM>E elMATt OflSUIBB. do Pflfli.'..
to.sji.;.-: iib oEc*cia :a2.:.:'.vlvi.-:':i:U'V!.'i pl
u'tt. do "aoilica <:<: Pianca. I.-
C>UUUUU> (I>IO a-*3i O pUIMIl sacs GC JI:-0 .'. j^
cr-roo Morphiua cu i.'iMUi'aa. :os [WClUCM-C: O
isirao-se com oplUso ;:i!o : -x:;i:run<^. :^
crlancasolTrer.ilo to Csooou CoTrMittzcHo
Dcpoiilor. na; P.'iaiwtc/as ^3 "KJ fnti.-o- M
2R55
' .'
!$3.

(''asas
Ahiga-se a cesa terrea r:M ra do Hospicio,
com bons ceinmodos. e outra roa de Joo Fer-
nandes Vieira n. 60 ; a trutar na na Baro da
Viclorra7n. .'!.
.....
Na ra vtrilia de Santa Ritan. 89, precisa-se
de uma ama para e.jmprar, eosinhar e mais ser-
vico domestico de urna casi de pequea familia
Feitor
Pieciss-i! de uiii fuilor pmm um pequeo si-
'o : i tratar ;'.;i ru;i Duque de Caxius a. tio. 1'
ni\ das 10 bocas dar.u:il:a s 3 datante
Venderse
un, mobilia completa, por preco eommodo :
quemjirete'der dirija s .::.a 1 ., erijl! .:. Hb.
a qualquer liora.
tlapret
a
AVISOS DIVERSOS
Aluga-se o pavimento terreo e andar e
sotao do predio 'to nmrn do Conde djEu n-
20. '-ora o:i-;; los |>ap*<: faaiilia. e o sbralo da
rua'Buro de S. orja n i. i-oui comnaodos pa-
ra nmeros familia ; a Ira.ur na ra da Auro-
ra n. 85.
-.................*-
- Aluga-se o m i.i-i..... Si i roa d.. to;;;:
i cora bons eapKoodbf) e niiju nwsc^. todQ |)nt--
* J r \ r i'uriuio a papel u's .,:- a tratar
ni ra 4 Utbn^ u. lo. lj
Alu^a-se :t di i La>r
de superiiv quilidad'' a -JStM) >o cacado ; veu-
dem Noroalia Je C, ra da Impera!riz n. lit
alfaiataria._______
, Ama
Precisa-;* de lama amu par.-1v-i-liar: na ra
da Floreniiu n. 34.
Bridoes de aeo e chicotes de
< baleia
Sovo e \ariado sorlimenio acaba de chegar
para a loja je msicas do Azevedo, ra >'ova
Homero 13. ___t
At- coi; ijfcCiO
Os abaixo a.-r-ignados Jeclaraoi qu>: nesta data
dissolveram am^avelmente a so;iedade que ti-
ntura no eslabelecnienio de calcados ra Mar.-
quez de-Ouoda n. 49. que gyrava soP a raza
social de Maia. Rodrigues 4 C- ticando o socio
Joaquim Rodrigues da Cunha Paz, aue se retira
pago e satisteito de seu capital e lucros, exone-
rado de toda e qualquer responsabiiidade. que se
possa prender a dila firma, e o activo u pussivo
do mesmo estabelecimento. que continuar agy-
tzt sob a raesma rma. a cargo do socio Joa-
quim Oliveira Maia. Recife. 2 > de Margo de
188.
Joaquim Oliveira Maia.
Joaquim Rodrigues da Cunha Paz.
lene* Mara don Manto*
Zacaras Francisco- dos-Santos e seus lilhos
sao muito gratos aquellas, pessoas que acompa-
nhuram ao cemiterio publico os reatos mortae3
de sua inditosu e prezadissima consorte e n.".
lunez.aaria (Us.Saulu, e.aprav< :.tam 0.
ensejo para convidar a todos os seus amigos
se dignarem assistir as. missas do retiro, da
que, pelo descanso eterno da mesraa tinada, se-
ro celebradas s 7 horas do da 6 do corrente,
na igreja.deS. Pciro dos Clrigos o com.o que
muito nenhorad ticaro pura com uqueUw I1"*
concorr*-.-em a esse actodecurida-le e refigio.
i i i nalili
t
m
CHARGERS REUNS
Frnnri'in
a vapor
Havre, Lisboa,
Janeiro o
o
Rio
de
Companbia
DE
MaTega^lo
jinha quinzenal entre
Pernambuco, Babia,
Santos. o
O vapor -
V illede San Nicols
Coramandauie Henry
E esperado da Europa at o dia 11
de Abril, seguindo depois da in-
dispensavel demofti para a
^
Leilao
De
Babia, Rio de Janeiro e Santos
Roga-se aos Srs. importadores de carga pelos
vapores desta lihha, queiram apresentor dentro
de 6 dias- a contar- do da descarga das aivarengao
qualquer reclamaco-ooncernente a volumes que
porventura tenhamaogukto -para os portos do
ral afim de se poder dar a lempo as provi-
dencias necesaarias.
Bxphado o referido prazo acoapaobiaoBioHM
responsahilisa por extravos.
Para carga, passageas, encoatmeadas e di-
ohoiro a frete : trata-se com o
AGENTE
toaste lahle
9-RUA DO -OOMUmOlO^Q
100 caixa com batatas fian cezas, no-
vas e chegadas pelo ultimo vapor
exta-fclra 3 do corrate
A's 10 1[2 horas em jionto
Agente Pinto
No armazem do Sr. Annes, defronte da
Alfandega
Agente Silveira
Leilao
De movis
*exta-fIra do cav*el
No l." andar do becco do Peixe Frito
n. 3
A's 11 horas
, O agente Silveira por mandad Be com assis-
tencia do Exm. Sr. Dr. juiz de auneates, e a re-
querimento do cnsul de Portugal, levar a lei-
lao o espolio de Antonio Perei-a da Rocha
Bastos, confitando de:
Duas estantes, 1 pratilbeira, i tamboretes, l
commoda, 1 lavatorio, *acia e jarro, 1 cadeiraJ
de balasco, 1 dita de sipo, 10 cadeiras de guar-
Bieao (Jacaranda). 1 sof, 1 espelho, 1 caixinha
coneecovn. 1 candieiro. 1 mesa redoaaa, 1 dita
?parajantar.
l'aa eoafiaMnfio
Loucs, vidros, jarros e maia-aiovets patentes
no acto do leilao.
iga-se a.**sii
Wl r, 3-A : ottCbrttCU du tiuvsa
ment n. 10. e o soto da ruu da Roda n. 23
na ruad Bmm n. 62, t andar.
Joga-ae um bom silio cora boa casa, caia-
da e pioteda. no Arraial (Ilusa Am<.relia): a tra-
tar na ra Pedro Alfonso n. 12.
* Aluga se i-asas u 8000 no becco dos Coe:
hos. junto de S. Gongallo; a tratar na ruaita
mperatriz n. 50.
Precisa-se de um co.-iuii>-ro ou i.osiiilieiiu
que cosiohe bem; tambem proei.-.ase de um
criado e de urna criada para serviyo domestico :
na na da Imperatriz n.,23, \ andar.
Precisase de urna engo'mmadeira para roa-
pa de seBhora ; na run da matrz da Boa -Viaja
numero 9. ^^
fferece-se umu seniora para casa de ho-
rnera soluiro ou viuvor leudo habilitayo de casa
de familia, preferindo pessoa de fra dacida-
'de ; na ra da Roda n. 16, achara com quem
tratar_____________________________
Bagres e tainhas
Em barris de 1.3, chegados no ultimo vapor,
do Rio Grande do Sul, vendem Cosa & Fernn
des ra do Commercio n. 28, Recife.
Cal de Lisboa
Viejide-se boa cal : na roa Visconde de ltapa-
rica n. II, ootr'ora ra do Apollo.
0 mmor-entttrim m
Joo DiuizeSila
!: :; Aexandrina Diiiiz e Silva. Jouoia Aii -
. ,... -.,;:i Olte A. :: i. < !(r. ..-i}. S:!\:i S&
KiladeCaifola u:i >;>-i freia. I'r-iro^r-
.i:-;rt;i-i.BilZ ..'.Silva si. ;: uilher e.tiln.i a-
(!. i ui .-ijiiiniamiinli ao.-Srs. !.*i..;rd.-
oicuiuiidaiite o i.,.:.- ...- .a alt'uuii: o
iniert se que tomuram pelo rjstabateoim'Ho de
stu infeliz marido, pai. .s^po < avo. .-o nodo
porque os acoi: par:hurain na i'.ur aom i|neos fe-
rio a monedo aa?Bio.-coi>vidjndo-os. hw co-
010 aos [Urentes O.ami'ZOs aru fjz-re;::-.;. s o j
landos "bsequio eassisreui a iniss-. qu peiof|
repouso fta sua alma, rnaiirlain eeiebrar .-yi'n-
da-feia do corrente; .s 7 I oras da n:. i:a
igreja de Santa Rita. Empeohain toda a sroj
grati-o por mais esta preva de c nsi.l. -k-o
memoria .do tinado.
taanipaaaaaaaaMawiwiuiii i mu mn.....jf*:
*
1
h
I

:
i
4
7
H. te
t>. Alta rt* ta*Mi
Candelas
Jouo H/Taa*np,'ifc iJ-jS Cundeias urzrudeQe a
loda* as iie.-soas que zeram o piedoso ob-* ;uio
de acouipaulur o enterre de. sua idolatrada fi
Iba, D. Rita de Cassia Juamede das Caodeia. e
convida as mesmas e a todas as pessoas de sua
amizade para para assistirem as missas que por
alma da mencionada sua fiJha, manda celebrar
na matriz decanto Antouio desta- oidade,. no dia
3 de-Abril corrente, s 8 horas do dia.
t
Ana te*** doLitrniw
Mana, do Carmo, Ilana-da Rosa. Hemebn-
da-JFrancisca da Rosa; Adelaidc Macrma da
Rosa, oGaJdno Lope da Rosa, filhos e netos de
Aa Mara do Livramento oonvidaoi aos seus
parales e amigos! para assistirem a ni
I
I
m
ampr*gda-eom
Odontalina
mst aitm,.aiKH-CMaiaefcici
maodam celebrar co convento de 6. Fraoo*
u de seu 1> anniversario s 8 botas da manh
to portate.


Diario de Pemamtmeo---Sei*tafcfoi*&r &> de A&rft

aW... *>*.
3SM_
ai i
*o nrro. *upport&o sem oa-
aayMiffuoia 60TT&COHCtHT*g*S
o PERRO E3RAVAIS. pr-/-iDci u (yoinguor an-
t roa prpl'J /.rraiiMiM.
MIRR i
MATIS
Drotlnjt ealmbr+m.
mbar Wy um, *am ohmtrm,
nMo-communcm chmiro metm-
mam 4 a pa, naca ao v:olu>,/i*ai
onalguar liqado oom qm
Sitf r temado. NUNCA.
Nmasnmom nmitTn.
fl:FS> f


lornfut .r.w
^J^Mrw&M l^P*y#iea'^Fw#*^aj
vUMHrOSAS IMITAQOV
xlgir a AroMt-
a. Hit M- >'! if|fc tal r%"


59Ra Duque de Caxits59
ADOTIR
Cortes de crotones em cartiV-com figurino e enfieitOB, a 80UOO.
dem de cachimiras boaadas, a 250000, sao de 400000.
"Setim preto, ai 10000,* 10980 e 10800 o covado, vwrdadeiro-Macao.
Grosdenaples pretos, verdadeiro Len, a 20200 o dito.
Merino pretos, dita b-gums, a 50U, 800, 1)5000 e 1*600.
Manthwpretas, a-1*200, 3*000 e 5*000.
Caaaeoe de caehimira pretos, a 30*000.
Fil bordado, A'800j.-o aovado, para veos e enfeitos.
VtehVodilhos de .todas as cores, a> 800 rs. o dito.
autkoati-do'cres; a-80; 100 e 160 rs. o dito.
Linons de oree, a 200 rs. o dito.
Teoidos diversos em efires, a 240 e 300 rs. o dito.
.FuatSea branooe beniades, a 360, 400 e 460 re. o dito.
Lindas setinetas, a 206 rs. o ditc, aproveitem.
Cretones magmco0f>am' metro de largara, a 280 re. o dito.
Chita*, bom-aortimenfeo em cores firmes, a 200 re. o dit<.
usadas austracapamnvestidos'a 500 rs. o dito.
Gaadfcraias bowkdasy<-4*50l >, cora 10 jardas,
dem Victoria, a 2*500 e 3*000, com 10 ditas.
Madapolao-superior, a< 60000, oom"24 ditas
Alpodoes nacionaes. a 3*000 e 3*500 com 20 ditas.
Ricas, guaraicoes de crochet, a 7*000 e 8*000.
Toalhas de labyrintho para baptisados a,25*000 e 30*000.
dem granaos para ros a-4*000 a dusia.
Cequia*- de branunto, li*l)00 a dita.
Mu as inglezas superiores a 30000 e 5*000.
Camisa* inglezas e-rraaaaeM a 30*000 e 36*000.
Cortinados bordados a 6*000 e 8*000 o par.
Lenees de bramante a 1*800.
Cobertas de ganga, dous pannos a 2*800.
Redes superiores, a 10*000, sao de 16*000.
Paimos para mesa a 1*100 e 1*400 o covado.
Atoalhados bordados, a 1*200 o metro.
Bramantes, de aigsdao,-a 700, 900 e 1*000 o dito,
dem de puro linho, a 1*600 o dito.
Casimiras em ertes,,* 2*000, 3*000 e- 5*000/
Sargelins diagonal, a 200 e 220 rs. o covado
As vendas em arosso tem o descont de 14
jrosso
PEREUtt 4
HAALEiS
DO
Quina, Coca,- Extracto de Carne e Hypophosphiio
aecommond&o-m nos casos que neocsslto tnico* (.ara reconstitu:.' e regenerar
o organismo arruinad por molestias, excessos, natureza do clima. Anemia, caloro!.
Ammaorrtien, OneOexla, riuxo braceo, que tanto arruino a saude das inulberes.
stacH il iBangwm. iim i gem, iMMili Ha, etc.

ZL VXVIEK, Drosnlsta, 50, Bo^levard U 8ttMbours*, em ?&R7r 2


*.*****#**********
fc?lifeiX r.".ane tico.
MnitfrCr Srzyot
1-u.a Tacla, "&GJC.SZ
9.
' ?- -
aatni ::rni- d ..'. x;r:.. :-.ninis acrrai:,".vol
'>60'9 0fttSmtO "I '-''"> bsji*-

.MWMIJWNrT enMtmtiwm
tro du oruoea paro, Ak dofi-,s sao i'.aa
.i-iufilrocp>iilnr bo (iiniiicn!" s r'fjiijos.
cm**'f- '" ::rr-7Ti'i)tnmendSo-
S> UUt CUWfiittun: ....i.:.- .
twp r
".i.f

GOOE>Wr* Gi^t :>1 c.Btitne ha
ii ....... .i;pu* u^' i'ici'-iii.-s
i
TISICAfc, BR0wf,HIA3j fi^iflSA
A GfePS ;UAS GUVOT sao l.rancas
t cada uuuv la iniorw' om pre" n finna -.
Cttr*TJ BT.1 TTIES GPtVCS
tabica : C** L. FRERE, 19. ra Jacob, PARIZ
PARA A SEMANA SANTA
ACABA DE RECEBER
LO JA DAS ESTRELLAS
:ili e :8-Rna Duque de Ca\ias-o6 e 8
ftiqni8simafl capas a pellerinas a 10*000 e 15*000.
Snrak de seda preta a 1*200 o covado-
Gorgorao de seda, superior qualidade, a 2*000 o covado.
Chamalote preto, ultima novidade, a 2*500 o eovado.
Etamines pretas, lindissimos desenhos. a 400 e 500 rs. o covado,
Cachemiras pretas lisas e lavradas a 600, 800 e 1*200 o covado.
Rendas pretas hespanholas a 3*000 e 4*000.
Mantilhas hespanholasnovidade.
E outros muitos artigoe proprios para a quaresma.
Recommenda-se a leitura do nosso annuncioLIQUIDACAO.
TELEPHONE 210
1
L

1 ELIXIR iNTIRVOSQ POLYBROMRADe
IAUDRY, PbMrmaceutieo de i' GUtae.
Bate Elixir, que coDtm am ama omposico osbroaiuretosdepoU*aio,deodio
I ainiuonla, perfeitamente combinados, de om sabor agradavel e sempre
| tomado com prazer, mesmo petas pessoas, qne tenhfte om escoaiago delicado.
! Nameresas experiencias vierao confirmar a soa inmensa emeacia contra a
TMM^Tiin, as Enxaquecas, a AgiUtco duranAe a noite, e as PalpitaoOee>
calmando immediatamente 9 excitabilidad e nervosa. Atiministra-se tambem com
Brande rantagem as convulsdea daa creancab e as senhoras qne soffrem de
moa, desmaios e att iqnes de ervos. Emprogado convenientemente,
1 Elixir am auxiliar poderoso da medicina contra o hysteriamo, a epilepsia
laan de Sfto Guido. A doso e de 2 at 4 c lheres por a, pela macha e tarda.
en
Dmpomlto : Km PAJilG, 8, fin Vtvienne, e nma principie* PteroMbu

Antiguo estaWelecimiento de ferrag'ens
Wi-Rua Duque de Cwis-86
(!&raHe sottimmte Mexm^ns, eutekm&s,
t mit0fi> tttw* axtys a saber:
Cobre em folha.
Perro sordo.
Cimento Portlant
e outros marcas.
Bombas de ferro e bronze
Canos de ferro e chumbo para
encanamentos deaha presso
Machinas e vapores
para algodo.
Candieiros elctricos.
Fogoes econmicos.
Este estabelecimeato fondado em 1851, tem na sua
longa existencia^ a garanta 'mais sefiura para os que pro-
cu rarem honral-o com a sua conganca.
PREC08 SEM COMPETENCIA
Descoritos do eostume
PE1T0RAL de CEREJA
Do Dr. Ayer.
Aa mformidadi'- muia dolorotas da nrgnxt*
e dos piilm&es, ordinariamente desenvolvem^e,
tendo por priaciplo bucs pequanu, cu jo* resalta-
do, neo e&o (ttttcis de curar e promptancote se
trato cora o remedio conveniente. Os Bcafrl-
adostMaiiiti dBo reciprocamente o resultado
de Larincitis, Asthma, lirouchitl. Affec-
(M Pilmonsr e a Tl.lca.
To4a* as familias que tem criancas devem ter o
Peitoral de Cereja do Dr. Ayer
em casa para o usar em c*v*o de ueoifssidade.
A per da de um s da, pode em inultos caaos
nc-arretan s*TA8 comequencias. Por tanto nfio
e deve perder tempo precioso, experimentando
pwmrlUw de efHcacia duvidosa, emquanto que
a rnterraklade e apodera do systema e se amiga
profundamente, entfto que eneceflslta tomar
ni"*#e instan!f\ o remedio mais certo e activo em
seu effeito, e eatc remedio sem duvida alguma
O PEITOltAL DE CEREJA DO Dtt. AYKK.
PREPARADO PELO
DR. J. C. AYER & C.,
Lowell, Mass., Est.-l'iiidns.
OmVOBITU URKAI.
Alu^a-se
o 2- andar da casa ra da Aurora n. 81, junto
a eslago da estrada de ferro de Olinda. com
grandes comraodos para familia, gaz e agua en-
canados ; a tratar no eseriptorin de SebastiSo
de Barros Harreto, ra do Bom Jess n. 16,
primeiro andar.
Alaga-se
AON. 20
(JUNTO
Gazes de cores a 500 ra.^o covado.
FustSo branco a 360 e rs. o covado.
Brins de core# a 280 rs. covado.
Baleias pretas a 260 a rs. a duzia.
Colchas de cores a 2$ e 3 Cumbraias bordadas a 4)JO0O a peca.
Luvas de se da a 2(5 e 20500 o par.
Lencos brancos a 1^200 e 1(^00 a duzia.
Cretones de Alsace a 360 rs. o covado.
Atoalhado bordado a 10200 o metro.
Brim pardo a 280 rs. o covado.
Linhos de quadros a 280 rs. o covado.
Bramante trancado a 800 rs. o metro.
Espartrlhoscou raca a 50000 am.
Chales adam aseados a 20500 um.
Cortinados bordados-a-60000 o par.
Merino do cSres, a 500 rs. o covado.
Ceroulas de bramante a 140 a duzia.
Madapolao americano a 6000 a peca.
Chachemira lisas e listra de combinares
a 10200 o covado.
Cambraia Victoria a 20900 a peca.
Bramante de linho a 10700 o metro
Toalhas parabanho a 10500 urna.
Tapetes grandes a 130000 um.
Ceroulas de linho a 340000 a duzia.
Cretones francezes a 400 rs. o covado.
Lequos transparentes a 20500 um.
Alpacas de quadro a (500 rs. o covado.
Camisas brancas para meninos.
Sabidas de baile a 10000 unja.
Cretones de c&res a 240 rs. o covado.
Percales i as a 200 rs. o covado
Nansok cores fixas a 240 o dito.
Las escossezas a 260 rs. o dito.
Alpacas indianas a 320 rs. o covado.
A O LOVRE
Popelina branca- 800 e 1 Bicos matisades a 20500 e 30000 a peca.
Panno da costa adamascado.
Regatas de cores a 10000 urna.
Sargelim de edres a 200 rn. o covado.
Crenolina, preta e branca, a 400 rs.
Chambres, de crep a 50000, e 60000 um.
Cachemiras de quadros a 260 rs. e covado.
Guarn cao de crochet coi a matizes.
Qriaaldas para noivas.
Setim de cores a 800 o covado.
Cachemiras de duas larguras a 800 rs.
Cortes de linn em cartao a 100 e 120000.
Camisas allemaes a 360000 a duzia.
Cachemira de duas larguras a 800 re. o
covado.
Linn de cores a 500 ts. o- dito.
Linhos de quadros a 80 ra. o dito
Bramante trancados a 10000 o metro.
Meias para horneas a 30600 a duzia.
Guarnicao de croch'., brancas.
Extracto Port-Veine a 10400
Alpacas mescladas a 600 rs. o covado.
Entretella para-camisas a 800 rs.
PARA .A QUARESMA
Merino preto de 800 at 10800 o covado.
Setins pretos de 10000 at 10400 o dito.
Crep inglez (de seda) a 20000 o dito.
Piohs pretos a 20500 e 30000 um.
JLuva pretas a 20500 e 30000 e par.
Cheviots pretos a 30000 o covado.
Casimira preta a 90000 o dito.
Renda hespanhola a 30000.
Bicos pretos, todos os procos.
Regatas pretas a 10500 urna.
Na roa Primeiro de Harte n. 20
CANA K 1 0\FI 13VA
i $& c
o 2- andar do predio n. 36,
Olinda : a tratar no 1 andar da ra
Rosario n. 22.
i ra Mrquez
lar
de
arga do
Aluea-se
a casa do becco da r'yndoba n. 5 (Recife) com 2
qnartos equintal, esui caiada e pintada; a tra-
tar na ra Direita n. 43, sobrado..
Superior a Agua de Coh-
' ni pela delicadeza de seu
| .aroma e a durab&idade de
sen perfume
NO LENCO.
Aluga-se
a casa da ra das Barreiras n. 10 ; a tratar na
ra Duque de Caxias n 46.
Alugiie,! barato
Baixa Verde ns. 1-Ce3.
Ra Visconde de Itaparica n. 43, rmazem.
Ra Visconde de Pelotas n. 5.
Largo do Corpo Santo n. 13, 2 andar.
Ra do Bom-Jesus n. 57, 3 andar.
Ra do Calabouco n. 4 loja.
Ra do Coronel Suassuna (quarto) n. B.
Ra de S. Jos n. 74.
A tratar ra do Commercio n. 5, 1 andar,
esenptorio de Silva Guimaraes & C.
Ama
Precisa-se de urna ama que ngomme e trate
de criancas, e que durma em casa dos patres :
na ra de S. Francisco n. 10.
Ama
Precisa-se para o servido de casa de urna so
Eessoa, de urna ama ; na :ua Direita n. 45, so-
rado. ___
Ama
de urna ama para lavar e engom-
na ra Formosa a. 37" _____
Ama
Precisa-se de urna ama que cosinhe bem e
faca mais servico de urna casa de pequea fa-H
mlia; na ra da Matriz da Boa-Vista n. 26, prf-
meiro andar.
''Precisa-se
mar
Ama
Precisa-se de urna ama para cosinhar para
casa de familia, prefere-se idosa e que durma
em casa de seus patres : a tratar na roa do
Livramento n. 1.
Boa engommadeira
Na roa do Sebo n. 22, precisa-se de urna boa
engommadeira.
Cosinheiro
Precisa-se de um cosinheiro ; na ra do Pay-
sand|n. 19.
44-iil4BI.R40MTmtU1IO.-44
Machinas a vapor
Moendas.
Rodas d'agtia. ,
. Taixas fundidas e batidas.
Tai xas batidas sem eravacao
Arados.
Um mojo habilitado prope-se aleccionar pri-
meiras letras, portuguez. francez pratica e theo-
ncamente e arithmetica, em qnafquer engenho.
Para informales dirijam se roa Marcilio Dias
n. W, escriptorio, ou roa do Imperador n. 81,
1 andar, escriporio (sala de detraz).
Cozinheira
Precisa-se de nma ama que cosinhe bem, para
casa de pequea familia, que durma em casa
dos patres ; aa ra Conde da Boa-Vista n. S4-F,
portlo de ferro
Cosinheira
Precisase de urna boa cosinheira e que tam-
bem faca o servico de compras, para casa de pe-
quea familia, paga-se bem ; a tratar na roa do
G "
-abug n. 16. foja..
OOOOOOOOOOOOOOOOOOOQ<
Peitoral de Cambar
JARES sempre foi, e ser* o principal remedio para p* nwlftstia do huynge,
os pnlmoes.
chite, asthma, molestia do peito, rouquidao. oWTOehichc 8 <)ualquer
ente curadas com o verdadeiro remedio PEITORAL DE t'#MBAKA',
es, approTado pela Exma. Junta Central de Hygieue Publica do Bnisil,
jm do* medahaa de oaro, e redeade de valiosos attestados mdicos ede
i curadas, tanto nesta provincia como *m &ettm> do impe
tuzia 13d000, duzia 24*000.
opnetarios fBTR-s Fram
'juez '
Criado
di recisa-se de um criado ; na ra do Paysand
numen 19.
Aviso aos Srs. marchantes
No engenho Sete Ranchos, freguezia da Esca-
da. existem 40 bou gordos para aereo) ven-
didos, qnem os qnizer compre?, rodera ir l-os
e enteud'T-se com o Bario do Luoeiro, uo seu
engenho Penandnba, em Jaboatao. Esto ex-
cellenu.'s para o acougue. e prefere-se a quem
os comprar todos.
__________
Cosinheira
Precisa-se de urna que co-
sinhe bem no 3. andar, da
typographia do Diario,
a vapor
Serrara
Caes do Ga
vender diversas balancas sendo urna
fropria pura engenhos centraos ou estr.
erro, por ser de graude forca do peso,
bombas grandes de diHerentis i
se vende por precos conimodos.
Caolellis do Monte k Compra-se cauwllas do Monte de occorro de
rpialqnrjoia. brilhantes.e relogios; paga-st
i boai na- Praea da Independencia o, 22, loja de
! relojoeiro.
i-
Contra
PALPITARES SSFPOCAGdES
PERTUHBAgOES da QECLACAO
UTEfiMITTEKC'AS ASUMA
e todo* os lncommados ooosldflrmdoa como
prclaStos das
MOLESTIAS DO OORAOAO
0* Umita teotmltivr. o tmprteo tfst
Granlos AntimoniaesI
B**;P 5ti
PilatorCo Jaoo'irel aa Acuaem*a i> /a/u.
MpasHo mi: Pf is[.. 7. m caq-atm. MBS
la fr r m las LVie.
Telegramma %.
Vejam e admirem!
S o 55 ra Duque de Caxias po<
vender pelos procos que ahaizul
namos. i
Amor da China, novidade em padi
200 rs. o covado.
Fustoes brancos a 360 e 500 rs. o ca-
vado.
Velbutinas de todas as cores a 800 re. o
covado. E' barato!
Casceos e capas para senhoras, o qne
ha de mais novo e barato. I
Cortes de seda, padrees lindos e precos
razoaveis.
Madapolao com 1 metro de largara s
6(5 a peca.
Zefiros a 80, 170, 200, 240 e 400 re.
o covado.
Ditos bordados a 800 rs. o covado
Tecidos arrendados a 400 e 500 rtva
covado.
Brins de cores a 320 re. o covado.
Cortinados de crochet, cousa chic e
preco barato.
Cambraia Victoria a 20800 a peca.
Dita batista a 120 rs. o colado.
Sargelins de todas as cores a 200 re. o
co-vado.
Ouardanapos bons a 10800 a duzia.
Las modernas a 240, 280 e 320 re. o
covado.
Rendas hespanholas a 20 o metro.
Luvas de seda a 20 e 30 o par.
Espartilhos couraca a 40, 50 e 60 um.
Merinos pretos e de cores, urna varie-
dade immensa em precos e qualidade*.
Setins de todas as cores a 800 rs. o co-
vado.
Toalhas felpudas, grande reduccSo em
precos em vista da grande quantidade.
Enxovaes parabaptisados o que ha de
mais moderno e por pouco preco, 100600.
Colchas de crochet muito chic.
Camisas inglezas com e sem collariaho.
Atoalhado para mesa a 10 e 10800
muito fino.
Collarinhos e punhos de linho e algodSo
e por preco barato.
1 Jabados e ntremelos, grande sorti-
n lento.
Madapolao pelle de ovo por 60 a peca.
Esguio pardo e chambado a 400 ra. o
covado.
Urna grando variedade em lencos.
Gravatas e meias para homens.
Cretones para coberta o que ha de
barato e bom.
Mantilhas de renda a'50 urna.
Leques de setim muito chic.
Linn bordado com quadros a 800 re. o
covado, muito bonito.
Chitas curas e claras 240, 280 4
320 rs. o covado.
Cretones trancados, finos, a 320 ra. o
covado, para acabar.
Casemiras de cores e pretas um grande
sortimento em qualidades e precos.
Casinetas, o que ha de mais bonito, a
400 e 500 rs. o covado.
Tapetes grandes e pequeos por precoi
razoaveis.
Crinoline preta e branca a 10600 o me-
tro.
Brins pardos a 320, 400 e 500 rs. o
covado.
Cortes de vestido de cachemira com vi-
drilho o que ha de gosto.
Ditos de linn para vestidos bordados.
E' barato.
Cambraia branca; bordada, o quevh de
mais gosto e por preco razoavel a 80000 a
peca.
Dita com salpicos a 40 e 50000 a peca.
Colchas argentinas a 60000 ama.
Ditas de 20, 30, 40 e 50000.
Bramantes de algodao e linho de todos
os precos.
Grande sortimento em fiohs de 3ore*
e pretos.
Grinaldas para noivas.
Luvas e leques para noivas.
Bicos de corea muito chic.
Alm do que acabamos de anuunoiatj
temos urna quantidade de artigos qne s
vendo-se, se acredita, pelo que pedem qne
comparecam.
Dao-se amostras sem penhoV.
Setinetas lisas de todas as corea rs. o covado. Sao muito largas.
Roupa feita e por medida.
55RA DUQUE DE CAXIAS M
FER\4^DESDEAZEYEB0*C
ie mais
Attmjo
No armazem da ra do morim n. 60. \ me-
se euperior vinho de mesa pelo mdico prego de
7i o garrafo de3 caadas (voltando o cato).
A elle antes que se acabe.
Cosinheira
Precisase de urna ama para ce iais
algum servico, em casa de pequen aa
ra da Aurora n. 81, l- andar.
i"
Bolsa perdida
Pede-se encarecidaiaeiite i i'-soa qne achou
uiaa bolsa decouro Dreto, eontei!j grande por-
cio de contas e bilbfjes, o favor > leval-a ra
do Imperador n. 2, que ser gralificada com ge-
1 i
AMNISTRAQAO :
i'AKIZ, 8, Bonlevard Montmart:
PASTILHA8 DIGESTIVAS
Vichy com os Saes ex^^^M
de gosto agradavel e a -
Ira 4 .arta e as Diges:
SAES DE 'CKV PARA BANDOS. Um rolo para um banbo. para as pessoas que
Para nitor a. txipir em toaos os proa:
AUO
CABIUUE.
t-

l



io dn*eriiamljufco--:
18S9
.$&*>

Vfarqu
erreno
ra Mrquez do Her-
i' tratar
[era rodieira.
Pirraq
a
Xarope e JPeustei
Hl
ttXJLtAfla,ferentnai
jfwiilii f Jtt 4 Mu*" *>
Popular ha 30 engoe, o eatoe
preparado oom a Yerdadeire
Berra de Pinheiro, extrahida
pelo vapor d'agoa, logo depois
de cortada a anrore. Cora oe
definios rebelde, a tese,
es orippes, oatarrhoe, bron-
ohites, moleatia de gar-
ganta e ronquidos.
Atten^o
Pede se o especial favor aos Srs. Leopoldo
Guede* Alcoforado. cobrador de dividas da casa
de Sr. Dr. Sabino Antonio da Rocha Samico e
o- empregados do correio desta cidade Antonio
d. Sanios Jorge. Jos All'onso dos Santos Lima
e o oflicia! do exercito Pedro de Barros Fuleo.
de virem ra vellia de Santa Rita o. 83 pagar
o quedevem, sob pena Je -crem sempre ehama-
d por esto jornal.
Chejou o
N5o tendo a pessoa que seencarreg.
sar os bilhetes recolhido at hoje a sua impor-
tancia, fica ella transferida para qnando fbr pre-
viamente annunciada^____________________
Precisa-se de urna
boa cozinheira para
casa de pouca familia:
a tractar na ra da So-
ledade n. S2.
Papel de forro
de sala, gabinete e corredor, esplendido sorti-
mento na livraria Contempornea.
Quadros
com beisimas oleographias, objectos para
adorno de sais e para presentes, tudo encontra-
se na livraria Contempornea, ra I- de Marco
numero 2
Malas deviagem
para roupa de senhora e de hornera, propria de
camarote e caminho de ferro, bolsas, cnapelei-
ras, binculos, etc. etc. artigos inuito bonse
baratos na livraria Contempornea.
Instrumentos de msica
para banda e orchestra, realejos,' caixinuas com
1. 2 e 6 pecas, para enanca : na livraria Con-
U'mporanea. __________
*..
A l'usts Muok femcartoesclegantiMn: )-
gsStriralnbas) HBBOToe arsvilbtopre-f
pnrai.o proi'oni.juaLdo tul banio li-liriuno c
::. i -ellntP:?unltom-!i>r.
EatkVxta i defama nniv-.,1,
ptmmt '- .>i-.:i 3 tutU, t. 0100 riTre-

Ms, s !)fn:!.;ria-" da mnoJ
Attendam
l'nia senhora perfeiranjente nmbije^e a lee
doaar portuguez e francei assim como todos os
flroallios em bardados e flores de todos os gos-
tos e especies. ofTerece-se para ir a casa das
familias que nao'quizerem mandar suas Albas
para as aulas; assim como tambera ira re.-id ir
na casa de alguma familia abastada que queira
para mais coraraodidade de suas fllhas. Afilan
ca-sc conducta honesta, prudente e moralisada :
quem precisar pode dirigirse ra do Barao da
Victoria loja de fazendas Pariz na America nu-
mero 18.
Attengo
TralaiiKMlo radical em 6 dias
DAS
BLK1NORRHAGIAS AGUDAS
i
CHRONECAS
VDLGO P I" B G A Q A O
DO R0MEJ1 l DA 111 1.1IIJH
E da leucorrhSa ou. ftOi-cn brancas
Pitillas Rebino Balsmicas
E
lujecco Aul-Bleoorrhagca
PREPARADOS POB CALASANS & C.
PRODUCTOS APPBOVADOS PELA
INSPECTORA CiEBAL DE HYGIENE
. Urna serie de brilhanes e innmeras ex-
periencias, coreadas sempre de bom xito
duaante dez asnos, assignnla a estes dous
medicamentos,, usados com a dieta e dosa-
gens proscriptas, o primeiro lugar entre os
medicamentos estudados e preconisados
para curar estas terriveis molestias.
As pillas silo supportadas pelo estoma-
go o mais delicado, pois que ellas uo im-
pedem nein difficutam as funecSes deste
orgao.
A injeccto anti-blenorrbegica nao ab-
solutamente irritante e por isso nSo ten o
inconveniente das actualmente empregadas
e nao produz estreitamentos. 4
N5o publicamos o grande numero de
cartas, attestadoe e agradecimentos que te-
mf-s recebido para nao offender aos nossos
el entes, muiros dos quaes sao peeseaa niui-
tc conbecidas e altamente collocadas.
Empregada como artigo de toilet part -
eeiar excellente preservativo contra as
molestias secretas.
Modifica e faz dcsapparecer o meo cheiro
da- regras.
^Preparados por Calasans v^ C, Phar-
cia Imperial' HA a.
DEKJSITO NO RECIFE
Francisco Manoel da Silva & C, ra
Mrquez de Olinda n. 2:i.
0 abaixo assignado, tendo visto seu nome na
lista dos devedores da massa fallida de Jos Ja-
cintho de Medeiros, e nada devendo, como prova
com o seu recibo que se acha em seu poder.
Recife. 2 de Abril de 1889.
Eduardo Marques Montciro.
VENDAS
Cha prelo superior
Carlos Sinden avisa seus amigos e fre-
gnezes em geral que recebeu pelo ultimo
vapor cb preto novo e superior que ven-
de por precos mais resumidos em vista
da continala'> do cambio avorave!.
Convem que experimentem.
48 RUADO BARAO DA VICTORIA 48
WHISKY
Roval Blcnd marca HADO
ej
Este excellente Whisky Escocez pre
ferivel ao cognac ou agurdente de cana,
para fortificar o corpo.
Vende-se a retalho nos melhores arma-
zens de molhados.
Pede Roy al Blend marca Viado.
cujo nome e emblema sa^ registrados par*
todo Brazil.
BROWNS &. C, agentes.
paro de Sanlarem
Da Quinta do Barral
' Clicgoa a pnmeira remessa deste especial vi-
aho pcr) Armazern Central de gneros alimen-
ticios a rna do Cabug n. 11. o qual se torna re-
Dommendado pela sua pureza e boa qualidade,
manda-se em casa dos distinctos freguezes livre
de frete. para qualquer ponto da cidade.
Ra do Caoug n. 11
Telephone n. 4#7
Joaqnini Clirislovo & C.
\lercearia
rOLFTII
SEM MAI
Para oDerby
Carlos Sinden recebeu grande sortimen
to de gravatas e camisas de cores propria*
para os amadores do Prado e est venden-
do por presos sem competencia.
Recebeu tambem collarinhos e punhos
de borracha de formatos novos.
48bca babIo da victoria48
Buhar
Vende-es un novo e em perteito estado, com
todos os pertences. do syslema moderno, e do
fabricante Tujaque : a tratar no armazem n. 38
da ra do Apollo.
Vende-se "urna mercearia das melhon
arrabaldes da Boa-Vista ; paia informa^
ra do Socego n. 33, tavema.
Craveiros brancos
Vende se 60 ps muito bonitos, bem como
lima pequea bomba de repucho, com o respec-
tivo encanamento : a tratar na ra da Conceicao
numero 31.
Sempre no>idades de Pars
NA
REVOLgO DE 48
A' ra Duque de Caitas n. 4L
N'este estabelccimento de fazendas.
nao s costumam annunciar a realidade,j
como tambem vendem por meno 30 0$
do que en outra qualquer casa, como
avena protlejU-eos nossos, fregaeaes
Nai:-uk de to^p as cores a 120 r3. o
covado.
Cretones a prado, fazenda especial a
240 rs. o dito.
Setineta preta com pequeo defeito a
240 rs. o dito.
Merinos pretos a 800, ltfOOO, 1,5200 e
1*500 o dito.
Cambraia com salpicos braacos e d cores,
a 4^000 a peca.
Setins de todas as cores a 800 rs. o co-
vado.
Cortinados para cama a 6<000 o par.
Capellas cora veos para neivas a 8d000
urna.
Espartilhos de couraga a 3*000, 4*000 e
5*000 um.
Saia bordadas, novidade, a 3*000 urna.
EsguiSo com duas larguras a3*200 apega.
Fichs de retroz de todas as cores e pre-
tos de 1S00G' para cima.
Pannos de crochet para cadeira a 1*000 e
para sof a 2*000 um.
Algodaosinho com 20 jardas a 4*000 e
4*500 a peca.
Madapolao Boa-Vista, verdadeiro, a 5*000
a peca.
Merinos lisos e de quadros' a 200 rs. o
covado.
Cortes para vestidos em cart3o, novidade,
a 7*000, 9*000, 10*000 e 12*000 um
Mantilhas pretas de seda a 5* e 7* urna.
Zefi-os cncorpados com 70 centmetros de
largura a 240 rs. o covado.
Renda da China a 240 rs. o dito.
Lencos de odres, imitacao de seda, a
1*800 a duzia.
Organdis, fazenda de phantasia muito lar-
ga, a 40U rs. o covado.
Sargelim de todas as cores a 200 e 240 rs.
o dito.
Enehovac'3 (ara baptizados de tpdos os
precos.
Brins de linho de cores fixas e gareMWM*
a 6JO o covado.
Bramante branco para lencos a SOO rs. o
metro.
Toalhas para rosto a 200, 300, 400 e
500 rs. urna.
Cobertores fino#de la, com pequeo sujo,
de 5*000 par 2*500 um.
Cortes de fustao para colete,
as efees, a 1*000 um.
Cambraia suissa de 14*000 por 7*000 a
poya
S na Revoluto de 48
HENRIQDE DA SILVA MOREIRA
A LOJA MA8 BABATEIRA
PAKIZ FAMEPJCA
AZEVEDO, IRMaO & <'.
16Ra do B. da Victoria16-
200 Tdtphone- -200
Tendo recebido directamente da Europa
grande sortimento de fazendas e modas o
que ha de mais novo e precos sem com-
petencia.
A saber :
Capas de surah, senda e merino.
Renda preta, diversas qualidades.*
Etamines, pretos, de la e 12 seda.
Damass de seda pura.
Merinos pretas de 800, 1*000 e 1*200.
Crinoline preta e branca a 400.
Sargelim, todas as cores, a 200 rs.
Bramante de linho a 1*500, com 10
palmos.
Toalhas para banho a 1*000 e 1*500.
Chachemiras com 2 larguras a 800 rs.
Ditas de l e seda 2 larguras a 1*000.
MadapolSo trangado a 9*000 a pega.
Dito globo a 7*000 a dita
Dito camiseiro a 7*000.
f Dito Boa-Vista, verdardeiro, a 6*000.
Fichs de 12 e seda 1*000.
Brins de liaho cies fixes a 600.
Espartilhos louraga a 4*000 e 5*000.
Colchas de Kst2o a 2*000 e.3*000.
p. Capellas para neJae com veo.bordado a
6*ooo. .j^H[
Toalhas de cen Ra rosto.
Rendas, comprimento de saia a 1*500.
'fRenda de la, preta, para quaresma.
Pao verde para bilhar.
Tapetes para sof a 13*000.
A verdadeira esteira para forro de sala
a 1*000.
Camisas de fianella a 5*000.
Cortinados de crochet para cama a
10*000.
Chitas de cores a 200 rs.
Cretones com 2 larguras a 400.
Baleias com forro a 390 a duzia.
Ditas sem forro.
Seda de cores a 800 e 1*000.
Extracto Rita Sangal a 2*000.
Velbutina de quadro a 800 e 1*900.
Guarnieres, pretas, de vidrilhos.
Bicos de seda, brancos.
Caixas com extractos para presentes.
Rendas hespanhota a 4*000.
Capachos de coco.
Luvas de seda a 2*000 o par.
Meias de sede para hpmem.
Dita de dita para senhora.
Flanellas de cores para roupas.
Panno da Costa para mesa.
Vestuarios para baptisado,
Colchas, de crochet com flores.
Crep inglez para enfeite"
Grande sortimento de chapeos
Setineta para coberta a 600 rs.
Cortes de collecte de seda.
Dito de fustSo de cores.
Dito de casemira de cores.
TELEPHONE 200
de sol.
Que se possa Tender por estes
p r e e o s
Zefiros muito largos a 160 rs. o co-
vado.
( hitas batistes a 120 rs. o covado.
Popelines-de cores a 180 rs. o covauo.
SetineCas muito largas a 360 rs. o co-
vado.
L2s finas a 200 rs. o covado.
Ditas de quadros a 240 rs. o covado.
Setim muito bora a 1*200 o covado.
Bramante de linho com 4 larguras.
Dito de dito e algodSs a 1*400 a vara.
Cambraias cora salpicos de cor e bran-
cos a 4*000 a pega.
Toalhas felpudas a 300 rs.
Cortes de vestido em cartSo com todos
os preparos a 8*000.
Fichs felpudos, muito grandes, a 500.
Madapolao americano a 5*000 a pega.
Meias casemiras de cores proprias para
roupas de menino e 1*000 o covado.
Cambraia Victoria com 10 jardas a
2800 a peg=.
Merinos pretos a 800 e 1*500 o co-
vado.
Flanel a branca a 500 rs. o covado.
Camisas francezas a 2*000.
Ditas de cretone a 1*700.
Colchas de cures a 1*800.
Cortes, de Duraque para colete.
Ditos de fusto para coleto.
Ditos de casemira para caiga e para
costunA, o mais moderno que ha no mer-
cado.
Grande sortimento de chales de casemi-
ra por pregos baratissimos.
Dito dito de gravatas para homein, pu-
nhos e collarinhos, chapeos, ceroulas, ca-
misas de meia e muitos outros artigos.
Vende-se em grosso com desecnto de
14 i .
Veniam ver para crer
A casa tem por signal bandeira encar-
nada com 13 no meio.
Venham com f, nao tenham receio.
RA V1SC0NDE DE CS'HAUMA
13
Gon$alves Santos & C
f*'* 'UERY Yeme-se em toijj i iart
Vende-'se
o estabelecimento de molhados sito ra do
Bom Jess n. 29, antiga da Cruz, est bem sor
tido e afreguezado ; a tratar no mesmo.
garante-se
POR
palc :::::,:;:::;:
so* m MUNDO
(ContinuagSo don. 7 5)
CAPITULO I
lluao Imwh rreatura
A crianga perdeu a mSi ao nascer.
El!:, era urna corajosa creatuna como tu,
m^rava na minha visinhanga, e cu esti-
etxva-a de todo o corago.
E o pai ?
__O pai era um operario mecnico
flua, receiando suecumbir s tentagSes de
Pariz e ^-oceder mal sem sua mulher,
eartio para a America. Antes do embar-
que arranjou em adiantameto de mil e
euinhentos francos e deu tudo para a
crianga.
__E' um procedimento de homem de
bem, disse Martinhi commovida, pensando
o qnanto o seu marido achava-sc longe
de tae- sentimentos.
A h'ra. Lureau continuou :
Eugcmo Gages ( esse o nome do
pai) prmetteu alm disso mandar depois
^B diche;ro para a educa<;5o da filha.
:, porm, est tSo longe, que tal vez
sensato nao contar com isso.
a minha opinio.
is. eis o-quejulguei dever
'-ooservarias a crianga em tua
io cinco' annos^ ou mais,
sses. Quando fosses obrigada a
leba, loval-a-hias ao collegio
arabas a 1er e a coser
E <: urna ex-
Lembras-te como sSo
tu
francos
ficars
iphel
Dirige, sim; ella est bem vclha,
coitada, mas parece que nao mudou da-
quelle tempo para c. Ainda a mesma
senhora, pequenina, magrinha, muito ac-
tiva, com o seu bom olhar indulgente.
Contina a ser a dona do asylo orphano-
logico.
Entat- iremos fallar com ella auia-
nhS.
Sim, nos ambas. Que satisfagao n3o
terei em vela.
Proporei dar-lhe quinhentos
para a pequea, e nesse caso
com mil.
Isso de mais para mim, e i
pouco para a convento.
Mas,, se o pai cumprir a sua pro-
messa, as religiosas terao depois mais di-
nheiro.
Talvez nao a cumpra. E' preoiso
nesse caso proceder de acedrdo com isso...
Divide a quantia ao meio. Ou, melhor,
d-me setecentos francos e offerece oito-
centos ao convento. E, ainda mais, se eu
nao tivesse urna pesada divida de trezen-
tos francos, contentar-me-hia com quinhen-
tos. i
E's muito generosa na verdade.
Os pobres n2o deveni por ventu
ajudar-se mutuamente V
Mas como poderias arranjar-te com
tao pouco dinheiro ?
Perfeiumente. Vou logo pagar a
minha divida, compro urna boa vaquinha
de duzentos e cincoent a trezentos fran-
cos, que pastar nestes campos; elhj for-
necer-me-ha n3o s o leite para a peque-
a, como ainda urna parte de minha pro-
pria alimentacSo. Levarei assim a peque-
a para onde eu % e trabalharei como
antigamentc.
Se ae cousas puderem arrfJijar-se
desse modo, bom ser.
Respondo-te por isso. durante cinco
annos pelo menos.
Bem, garantir o coraeco, o essen-
cial. l>epo' -enipre havemos de arrah-
jar-nos. '
A tarde fai consagrada pelas uuas mu-
ltares a ircm ver urna vacca que Marti-
nba conbecia.
A Sra. Lureau, que toda a sua vida,
possuira e tratara de vaccas, achou-a em
muito boas condigSes, novatuina anda
os dentes primilivos forte e si.
,re o prego fci difficil.
Tra'tava-se de urna obra _de candade,
sim...
A Martinha era urna boa mulher, que
todos estimavam,.. de acc rdo...
Mas o d o dinheiro, e na ior-
Armagao
Vende-se urna armagao deamarello enverni-
sada e envidragada, propria para qualquer nego-
cio, a ra Visconde de Inhama, outr'ora Ran
gei n. 19, e garaate-se a chave da dita casa. Na
mesma acharao com quem tratar.____
A rmag-o nova
Vende se a armagaa, fazendas e mais utensi-
lios, inclusive um cofre de Milners, do estabele-
ciment sito a ra do Rangel n. 13 A, garantin-
do-se as chaves ao comprador.
Alambique
Vndese um alambique de tamanho regular e
em perfeito estado, com a competente raspadei-
ra. propria para engenho; a tratar na fabrica de
vinagre ra Barao doTnumpho n. 7o.
Movis
Vende-se urna cama para casal, um marquezao
e um hergo, tudo em bom estado : a ver e tra-
tar na praga do Conde d'Eu n 7.
Pao centeio
Mello 4 Biset, avisara ao respeitavel publico,
que todas as tergas e sextas-feira, tem este sa-
Doroso pao; ra larga do Rosario n. 40.
Engenho Fagao
Vende-se o engenho Pagao, distante tres le-
goas da cidade da Victoria. 0 engenho pode sa-
frejar at 2,000 paes, as trras esto descanca-
das, tem bastantes varzeas e bom cercado, mc
com o rio Pirapama ; a easa de caldeira 0 toda
de tijolo e pedra, a casa de purgar e a de viven
da sao de taipa que com^fgum concert podem
durar ainda por muitos annos. Este engenho
bem conhecido pelo assucar que fabrica : quem
pretender cmpralo, pode dirigir-se ra do
Imperador n. 81, escriptorio de commisses.__
mandia, sobretudo, todos sabem quanto
custa elle a ganhar.
Afinal, depois de muita discussao, a
Sra. Lureau obteve a vacca por duzentos
e sessentn e cinco francos, e emquanto
continuava a carregar a pequea Clotil-
de, Martinha. com o auxilio de urna cor-
da, conduzia o animal at sua chou-
pana.
Havia justamente na casa um cxo que
foi encostado collina, e a vacca, depois
de mugida, deitou-se sobre a herva fres-
ca, commodainenje, como se nunca hou-
vesse tido urna outra morada. (
O leitc espeso, cremoso, um pouco aina-
rello, constituio a ceia de todos e foi de-
clarado de superior qualidade.
As duas amigas dormiram untas na
mesma cama, e a pequea Clotde repou-
sou, com a mamadeira na m3o, no bergo
do filho de Martinha, pobre leito bem
humilde, tao humilde at que os mei-
rinhos nunca acharam que valessc a pena,
arrancando-o pobre mSi, separarem-na
da nica reliquia que recordava-lhe o en-
tesinho que ella choraria eternamente. .
No dia seguinte de madrugada, Flix
appareceu com a sua carreta; as duas mu-
lheres embarcaram, comprimindo-se um
pouco, pois Clotilde fazia parte da comiti-
vaeom quem haviam de deixal-a ?..
e o modesto vehculo tuniou o caminho da
Delivrande.
A estrada, depois de haver margeado
campos e prados, penetrou n'um grande
bosque quasi escHro, t3o espessas eram as
arvores centenarias, e .onde, de longe em
longe, n'uma clareira, viam-se grandes
jorros de luz offuscante, no meio da qual
voltijavam milhares de moscas azues e pe-
queos insectos de todas as cores.
Tinha chovido um pouco durante a noi-
te e os grandes tronco? luziam como se
estivessom aljofrados de diamantes, ao
passo que os galbos em torno dos quaes
enroscavam-se a herva, as plantas agres-
tes, as tfepadeiras selvagens, assemelha-
vam-se a encantadoras columnatas de um
templo magnifico, o mais bello de todo- -
o quo teciam debaixo do co do bom Deus,
as ramagens e os festes da mais sober-
ba floresta mundo.
Bijou deslisava no seu trote rpido, aao
fazendo ruido sobre a herva profunda e
macia, no meio da qual cresciam as mil
flores dos bosques, as violetas de perfume
suave, a salva e a hortcla de odor pene-
trante, a medresilva, cujo aroma embria-
ga, as campnulas azues, as rainhasj dos
prados, com os seus ramilhetes brancos,
semelhantes ao psnnfcho de um docel de
cathedral, o digual de cachos c6r de rosa,
o-prfido acnito, de flores tao elegantes
c t3o perigosas.
Sbitamente a floresta illuminou-se e
Bijou entrn resolutamente n'uin caminho
desigual, cujas pedras enormes eram ras-
gadas pelos seus cascos.
Chegou-sc dentro em pouco a um cha-
fara construido de pedra, onde duas ve
zes por dia ia o gado da trra mergulhar
o focinho espumante, e n'uma volta do ca-
minho appareceu a pequea aldeia da De-
livrande, com as suas casas dispersas e o
seu campanario ponteagudo.
Os gallos cantavam approximacao da
carreta com grandes batidos de azas; as
gallinhas que esgaravatavam os montes de
estrume, chamando os pintos, pravam e
empiaavam o pescogo; os gatos, que dor-
miam preguigosamonte sobre os parapei-
tos das janellas, entre um vaso de cravei-
ros e outro de geranium encarnado, abriam
os grandes olhos trizados de ouro.
Mais nada.
A aldeia paecria deserta; no limiardos
casebres cobertos de colmo nSo apparecia
viva alma.
__Terra exquisita, disse Fehx, apeJ
cando urna chicotada ao lombo de Bipu
parece que deshabitada.
__A gente est nos campos, disse a
Martinha.
Finalmente, ao dobrar urna ra tortuo-
sa, que desembocava nSo se sabe onde,
talvez nos campos de mourisco, cujas flo-
res brancas attrahem as abelhas, talvez nos
prados verdejantes, onde, atrayez dos
grandes pomares de maciciras, apparece*
rain algumas velhas sentadas as soleiras
das portas, com os dedos ageis fazendo
voar os fusos sobre os pequeos bastido-
res de rendas, emquanto que debaixo das
suas toucas brancas mal se viam os ve-
lhos rostos, Bemelhantes a pergaminhos
amarellecidos pelo tempo.
Ainda estamos longe do mosteiro de
Nossa -Senhora dos Anjos? p^rguntou
Martinha a urna dellas.
Nao, muito perto. ao contrario. To-
mem aquello caminho acola, esquerda,
chegaro estrada depois daqnellas gran-
des arrdres, subara um pouco e l esta-
ro.
Obrigada, disse a Sra. Lureau.
E sua companheira :
Comprehendeste algunSa cousa da
explicado ?
__Sim, chegando estrada, tenho cer-
teza de lombrar-me.
CAPITULO II
A adopro
Flix vibrou urna chicotada
em
Bijou,
Milho
superior, proprio p_
trapiche de Felisbertt
Pernambucana.
ente ; vende-se no
caes da Compahia
Aos capitalistas
Vende-se os bem conhecidos e extensos ar-
mazens n. 51. caes do Apollo, indurado dous
sobrados ns. 106 c 108 ra de Domingos Jos
Martins.
Estes armazens sao bem situados em frente da
nova ponte Buarque de Macedo e tem capacida-
de para,9.000 a 10,000 barricas de larinha de tri-
go ou outra raercadoria era proporgao.
A' tratar com Mathei's Austin & C, n. 18, ra
do Commercia.
A Loja das Listras Azues
A' RA DUQUE DE CAXIAS N. 61
Vende mais barato
Fazendas pretas
Cachemiras arrendadas de duas lar- \
guras tecido novidade, a 2#0p0 e 2#500.
Merinos pretos Afeitados de pura IS
a 800, 1$000 o lr>200.
Crep inglez para enfeitos de vestido
a 1(5200.
Rendas hespanhola de seda a 54000.
Gorgoro de seda pura de 2^000 a
40000.
Velludos de seda, lisos, com pintas
e ramagens, a 4fJ000.
Yclludilho bordado a contas, lindos
desenhos a 1(5600.
Fil de seda bordado a 1200,
VOS e mantilhas com rendas a
c 5,5000.
Capas e visitas, de go'rgorao, de
das ou cachemira, enfeitadas a rendas
vidrilho a 2515000 e 30*000.
Bleos de seda com lindos desenhos de
45500 a 6)5000 a pe$a com 10 metros.
Teeidos de novidade
Cortes de vestido bordados, em car-
tSo, de lindas corea a lOdOOO. i.
Vestidos brancos bordados para noi-
vas a 18s5000.
Teeidos arrendados cOres creme, rosa,
azul celeste e branco a 400 rs. ^
fJnhos phantasiados, tecido com mi-
. largura a 500 rs., a listras e qua-
dros.
Setins de Maco, todas as cores e
mais salmao, lilas e bronzeado a 800.
Cambraias brancas bordadas a 44pOQ
a pega. j
Ci'jzes de seda com
douradoscores: rosa,
1,5000.
nadapolo trancado, peca conej
varas a 6(5000.
FAZENDAS ESPECIAES
Batistes de cores finas a
240 rs.
Chitas finas claras miudinba= a 800 e
240 rs.
Cretones franceses, verdadeiros a
320 rs.
.Uorlni de listras aznes madapo-'
13o fino largo com 20 varas a GOOO.
Madapolao americano muito largo,
sem ^omna a 8(5000 a pega.
Bramante de 4 larguras a 700 e
1*000 o metro.
Guardanapos superiores a 15800 a
duzia,
Cortinados bordados a 5->500, 7(5000
e de crochet a 10*000.
Crochet para sof e cadeiras de bra-
cos, um completo 6*500, para sala.
Mosquitelros americanos com ar-
macao a 12*000.
Alcatifas para forro de salas e gabi-
nete a 1*200.
TECIDS MAIS BARATOS .
Merinos de duas larguras, qualquer
cOr a 440 rs.
Unhos lisos e de quadrinhos a 80 e
100 rs. >
Blco branco e de cores desde 600
a pega at 2*500.
Colchas de fustai de cores a 2*000
e 3*000.
Toalhas acolchoadas a 3*000 a duzia.
Lavas de seda, bordadas, qualquer c6r
a 2*000 e 2*500.
E.eqnes de pennas e transparente
de 1*500 a 6*000.
E muitis fazendas que se d por qual-
quer prego.
D-se descont a quem comprar de
20A000 para cima,
Troca-se a fazenda vendida se por qual-
quer motivo nilo fr de muito agrado para
quem fr comprada i
Lujas das Listras Azues
n



que tinha aproveitado aquelles poucos mi
utos de repouso para comer a herva es-
pessa da margem do caminho, e o mo-
desto vehculo parti na direcgSo indicada.
Dentro em pouco urna estrada mais bem
conservada do que os caminhos que se-
guiam desde pela manhS mostrou aos via-
jantes a sua longa fita sinuosa sobre a
qal erguia'se em turbilhoes a poeira so-
prada pelo vento do mar, muito prximo.
Chegmos, exclamou Martinha. Olha,
Svlvana, nao ests vendo all adiante
aquello atalho onde amos colber araorns
quando sabamos, lembras-te ?
NSo, respondeu a Sra. Lureau, cuja
existencia mais agitada do que a da sua
companheira nao The deixara tanto tempo
de recordar-se do passado.
Cinco minutos, porm, nSo eram ainda
passados, quando elevados muros ennegre-
cidos desenharam no alto da estarda o seu
perfil liso, e mais cima apparecia a torre
massiga da velha igreja, na qual o pode-
roso hlito do ocano deixa todos os an-
nos o seu vestigiq, gastando e carcomen-
do o seu granito.
Flix esticou ligeiramente as redeas, e
Bijou, como animal intelligente que era,
paron completamente, sem se fazer ro-
gado.
A Martinha pnxou a corrente que pen-
da da porta encimada por urna ingenua e
comprida estatua da Virgem, de p, com
as mSos abertas sobre o prtico.
Fez-se ouvir immediatamente um ruido
de chaves e trancas, e. no postigo sbita-
mente aberto veio eramoldurar-se um ros-
to redondo, nm pouco vermclho, Ilumina-
do por dous olhos normandos, einzento e
claros, de vivcidade singular.
Madre S. Carlos exclamaram as
duas mulheres ao mesmo tempo.
Mas se a tranquilla monotona do claus-
tro, passando no correr dos annos pela re-
ligiosa, limitara-se a arrcbatar-Ihe a sua
frescura e deixara-a sempre a mesma, no
se Sax caso identice com as duas ami-
gas.
(iiem sao as senhoras V perguntou a
madre S. Carlos.
Ellas nomearam-se.
Oh a pequea Martinha, disse ella
ingenuamente ; como mudaste, minha fi-
lha E o que queres ?
Fallar com a madre S. Raphael, se
for possivel. .
Vou chamal-a. Entra no pequeo
locutorio esquerda ; deves lembrar-te !..
. Sim, sim, puxe o-qprdio.
Effectivamente o postigo tornou' a fe-
char-se, e, ouvindo-se desde logo
pancada secca, abrio-se ce
mesma urna portasnha baixa e estreita na
espessa parade do lado.
A Martinha e a Sra. Lureau acharam-
se en tao n'um locutorio muito claro, muito
alegre, com as paredes muito caadas, na
quaes destacavam-se algims quadros reli-
giosos.
Pelas frestas de um tapamento do ma-
deira viam-se do lado opposto as frangas
das arvores de um esplendida parque.
Muito commovidas, as duas amigas olha-
vam para todas aquellas cousas que r-
cordavam-lhes a infancia abandonada, mas
entretanto tao feliz, no grande mosteiro
que as havia recolhido e educado.
E pouco a pouco despertava-se-lhes a
memoria, e clulas fechadas at entao
abriam-sc A acgSo pungente e doce da
saudade.
Era all, naquelle pequeo locutorio, que1
o capellao almogava todos os dias depois
da sua missa; eram alli que eram chama-
das para serem felicitadas, se a sua conducta
era boa, reprehendidas, se era m; re-
prehensoes nao violentas, sem acrimoajai
muito paternaes ao contrario, que
minavam sempre por alguma boa
affectuosa e animadora.
Isso nSo impedia que ellas fie
muito emocionadas e qufe todos os tfl
coragoes batessem deseorapassadamenB
E aquellas grandes arvores, aquelles
grandes pltanos de folhagem recortada
em forma ponteaguda, tilo verde e taO le-
ve... aquellas platibandas cheias de flo-
res, aqnelle grande pateo quadrado, para
o qual davam as construciJes do convento,
e do asylo orphanologico, e no qual ti-
nham brincado quando criancas, passeian-
do e scismando mais tarde, quando a mo-
ga no correr dos annos, havia substituido
a menina.
Na verdade, quanto tinham ellas vivido,
soffrido e lutado, ambas, desde aquello
tempo lungiquo, que lhcs paroia agora
t3o prximo?...
As duas amigas pensavam nisso e
olhos rasos de lagrimas, pun
encanto poderoso, pela grande
liz da velha casa tranquilla,
ligeiro ruido fez-se ouvir e i
fundo, girando suavemente nos
zos, deu passagem a umarei
Era muito baixinha, muito
seus trajos de 1L branca,
peito das andorinhas pela
seu veo negro. Brilhava]
grande cruz de prata
forma siutu!