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Diario de Pernambuco

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Title:
Diario de Pernambuco
Publication Date:
Language:
Portuguese

Subjects

Genre:
newspaper ( marcgt )
newspaper ( sobekcm )
Spatial Coverage:
Brazil -- Pernambuco -- Recife
Brazil -- Pernambuco -- Recife

Notes

Abstract:
The Diario de Pernambuco is acknowledged as the oldest newspaper in circulation in Latin America (see : Larousse cultural ; p. 263). The issues from 1825-1923 offer insights into early Brazilian commerce, social affairs, politics, family life, slavery, and such. Published in the port of Recife, the Diario contains numerous announcements of maritime movements, crop production, legal affairs, and cultural matters. The 19th century includes reporting on the rise of Brazilian nationalism as the Empire gave way to the earliest expressions of the Brazilian republic. The 1910s and 1920s are years of economic and artistic change, with surging exports of sugar and coffee pushing revenues and allowing for rapid expansions of infrastructure, popular expression, and national politics.
Funding:
Funding for the digitization of Diario de Pernambuco provided by LAMP (formerly known as the Latin American Microform Project), which is coordinated by the Center for Research Libraries (CRL), Global Resources Network.
Dates or Sequential Designation:
Began with Number 1, November 7, 1825.
Numbering Peculiarities:
Numbering irregularities exist and early issues are continuously paginated.

Record Information

Source Institution:
University of Florida
Holding Location:
UF Latin American Collections
Rights Management:
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Resource Identifier:
002044160 ( ALEPH )
AKN2060 ( NOTIS )
45907853 ( OCLC )

Full Text
4
AMO Lili NOMESO
PAHA A CAPITAL E Ll AJAK* 0\I>K NAO SE PAGA PORTE
Por tres mezas adiantao ... ........ 6(5000
Por seis ditos idcru...... ......... 120000
Por um anno idem................. 24,5000
Cada numero avulso, do mesmo dia............ 100
DIARIO DE
/a*J*&*'-
QDIHXi-FBDtA 30 DE DEZEH BE 183B
PARA DEMTRO E PORA DA PROVINCIA
Por seis mezes adiantadoa. .
Por nove ditos idem.......
Por um anuo dem.......
Cada numero avulso, de dias anteriores.
13500
205000
27(5000
01UG
Propriitafc* tft Jttaiwe Jtguctra He -tarta -ftiljo*
Sr. Amedee Prince ti C.a,
de Parla, mSLa os nossos agentes
exclusivos de annuncios pu-
hencScs da Franca e Ingla-
terra.
Aviso

.
Acs Srs. subscriptores deste Diario avi-
sa a respectiva direccSo que, do 1. de
Janeiro prximo era diante, far-se-ba a ar-
recadayao das assigoaturas pela foroia Se-
guinte :
Na cidade do Recife e lugares para onde
nao se paga port?. 6-5000 por trimestre,
adiantado ou durante o 1.' mez do mesmo
trimestre, 65500 nos 2." e 3. mezes.
No fin do trimestre ser suspensa a re-
tnessa do Diario aos quo nao tiverem sa-
lisfeito o seu debito.
Fora da cidade, nos lugares para onde
se fazsm as remessas pelocorreio, 135500
por semastre, pago as mesmas condices
cima.
Aos que quizerem pagar o anno adian-
tado, far-se-ba o abate de 10000, para to-
los os assignantes.
TELEGRAMMAS
:ss7:;o/ ?asiicl2 jc siasio
RIO DE JANEIRO, 29 de Dezembro,
s 12 horas do dia. (RscebuL lhora e 30
minutos da tarde, pelo ;abo submarino).
Foram transferido o* engenbelroit
firaew:
na entrada de ferro do >n(n! ><>-
a Cruz para igual cargo na ferro-
ia de n. Taereza < brlniioai
na ferro ia de I. Thereza Cnrl*>-
inn para igual cargo na de Sitial,
oia Cruz.
Foram nomeadont
Procurador lineal da Tbenouraria
de Fazenda do Para. ir. Demoerilo
Cavalcanie de Alltnquerqae :
Z. eacripturario ila lfandega da
ParaJi*l. Sil-a Machado.
i::,-:;: da ::::;::: mil:
(Especial para o Diario)
MONTEVIDE'O, 29 de Dezembro.
A polica acaba ile decorir o
uacon de urna conaplrarao que II-
nhn por f ni derrnhar o actual go-
vemo.
O principaeM culpados ealo pre-
an.
BUEXOSAYRES, 29 de Dezembro.
Va-i ultima* S-l lioran. deram-ne
tienta cidade 15 canon iiuioo e 19
obiton de cholera-morbua.
ROMA, 28 de Dezerobro, tarde.
Ciprlanl, ex-ajudante de Floreas,
no lempo da Commuina de Parin. fol
notamente eleilo de pillado pelo eol-
ajtO elciloral de uiivrimr.
Agencia Havae, filial em Pernambuco,
29 o Dezerubro de 18K6.
NSTROCCQ POPULAR
s cn:L"?.A i seus irai&os
.] pfoiessor J. J. Rodrigues)
(Fxtrah'do)
DA HBUOVBVCa DO POVO R DAS ESCOLAS
( Ci)iiin3fii|
Nao tive cu h honra do rtlatar-vos em naia dan
ininha? anteriores co .ferenciasA vida e o micro-
bio ()o antagonismos qte existe entre o asper-
,,,// nig'.r e a prata, por e templo ?
O atperqillu niger morre suoiramente no seu
liquido do cultura, quando oeste se introduz 1 por
l'>00:(XU por forma, 1 milhgramma de nitrato por 1 ii')0
fcTTinua de liquido). Um milligramir.a de subli
vado corrosivo por meio litro de excipiente, 1
.gramma de ehloreto de pa na por 8 litros do li-
quito de cultura. 1 gramma de sulphato de cure
por "_'i i gra:nmaa do mesmo liquido, produzem
idntico resultado. Se o ispergiUiu niger fosse
um microbio epidmico, capaz de produzir o cho
lera, o typuo u a febre arai relia, desenvolvendo-
DO ora* humano, bastar am (diz Duclaux) 4
atiltigramaias di- nitrato de prata, iDlroduzido* e
.liff'indldos pelo corpo de un hornera do peno de
;0 ki!':=, para destruir o virus e com elle a doen-
5 o aspegilius vivesaeexclusivamente no san-
;i:c. ."> railligraDimas battariau para o mesmo ef-
f i' o.
>.- pois praticamente o cho'era parece temer o
repjrU>-me de novo s autoridades que
i!ei), theoiicamente nada prejudica esta suppo-
.^, quo nio pode por einquanto ser debatida
lo k Ins das -atatisti, nesta parte bastante
-oncludeutcs.
Em tudoqoando disse, cono v jes, nao fiz mait
me recorrer aos facise referir oque encontrei
lias publicfoes ina3 autrrisadas, de cuja resul-
tante na cea a minha conviccao na muito prova-
vel prophylaiu d i cobre contra as epidemias cho-
ae.
Kotremes agora, meus ci hores, em pleno domi-
no jos desinfectantes e micobieidas propriamenle
*) Verificada no Sallo doTbeatro da Trindade
em 26 Maio de 1884.
ditos, esse ultimo e supremo recurso contra o cho-
lera que nos ameaca.
Quantas iliueoes puens, quantoserros, que enor-
me contusao de ideas e do productos, que praticas
tio singulares como dispendiosas e iuutcis, en nao
poderia relatar vos a tal respeito.
E' cojiplicad38ma esta questaodos desinfectan-
tes, ou sejam pbysicos ou chimicoe. Funccilo de
muitaa variaveis, s pode inspirar confianca a re-
solu^So de qualquer problema, que Ih s diga res-
peito, quando se exagrearem as quantidades e
tactores, que contribuirn para o conhecimento da
r.'speetiva incgnita.
' mistr distinguir o caso da substancia sil,
que se pretende esquivar ao contagio, da mate-ia
infecta que se quer beneficiar e esterilizar.
Cada especie de virus, fermento, ou microbio
tem sna vitadade especial, cuja resistencia ex
cessivamente variavel, perante os diversos micro-
bicidas ou desinfectantes e que pnssa ser exposta.
A temperatura, como a estado de disseccacao,
influe enormemente sobre as quantidades das sub-
stancias este.-ilisantes,e deveis semprc lembrar-
vos de que muitas vezes urna coisa a droga que
paralysa e mata o microbio e outra a materia que
annulla'ou decompoe a respectiva diastase ; deveis
tambem nao olvidar que o microbio cholenco est
ainda mal definido e que por aso piuco se pode
saber, por experiencia directa, sobre os seus mais
promptos e formidaveis antagonistas.
E' para d< sanimar o que ora acabo do dizer-
vos... sem duvida Ha porui um remedio so-
berano, que nos apagar de sbito todas as prcoc
cupacoes :Empreguemos os mais poderosos mi-
crobicidas e sempre em doses taes que nenhum
microbio passado, presente ou futuro, posea resis-
tir-lhes.
Neste campo de tito salutares applicacoes mais
vale exagerrteos a dse do que permittirmos
que se salve algum microbio, um e que seja.
Antes de fallar dos diversos productos cbimicos,
citados como desinfectantes, demorar-me-hei al
guns minutos, em breve conversa, sobre os micro-
bicidaa physicos mais notaveis e que se resumem
no arejamento, na disseccacao, e no aquecimento.
O ar um excelleote desinfectante, excepto...
quando nos infecta !
Se eu, psr exemplo, mcrasse defronte de um hos-
pital, bavia de conservar fechadas as jmilas, que
para elle deitassem, caso o cholera tivesse invadi-
do aquella casa de beneficencia.
A isto de preventivos e desinfectantes, como
veles, quasi que nao podem applicar-ae regras
'unalas
O ar puro um excellente depurador, e ainda
bem que o podemos affirmar E' o nosso desin-
fectante por excellencia, o mais barato e o mais
abundante.
Se aasim nao fosse, estaramos mortos desde mui-
to, victimas das mais variadas epidemias. Impe-
rara o microbio, peladifficuldadede se desinfectar
a trra e a atmosphera, que o contivessein !
Por sao entre nos, meus senhores, os ventos que
sopram do norte sao, assumptos de hygiene, os me-
lhoies collabjradores das nossas instituicoes mu-
nicipiaes.
Sao o* ventos boreaes que nos varrem, que nos
limpam, que nos depuram, qne fazem emfim com
que a velha cidade de Liaba i nSo seja um foco de
ilooncas, um laboratorio histrico natural de ce-
miterios e epidemias.
O que nao impede que eu brevemente vos mos-
tr, nesta ou na seguinte conferencia, o que a
mortalidade de Lisboa e qaaes as causas que a
exageran e justificam.
[Continua).
?ARTE OFFICIaI.
Cioverno da i'rovincia
DESPACHOS DA PRESIDENCIA DO DIA 28 DE
DEZEMBBO DE 18t6
Antonio Vaso de Algonez Cabral.
Sim, Easfazendo previamente as exigen-
cias legaes do Thesouro Provincial.
Miguel Joaquim de Carvalbo Sera.
Informe o Sr. Dr. chefe de polica.
Olavo Concio Creaco. Reinettido ao
Sr. Dr. juiz de dimito da comarca de Ga-
ruar, atim de que Be sirva de informar o
que lbe constar a respeito.
Secretaria da Presidencia de Pernam-
buco, em 29 de Dezerobro 1886.
O porteiro,
Francelino Chacn
Iteparlleo da Polica
2* SeccaoN......Secretaria da Po-
lica de Pernambuco, 29 de Dezembro de
1886.- Illm. e Exm. Sr.Partecipo a V.
Ezc. que foram recibidos Casa de De-
tenco os seguintes individuos :
A' ordem do subdelegado de Santo An-
tonio, Antonio Pedro de Olive-ira, Autonio
Jos Ferreira, Manoel Miguel dos Anjos e
Francisco de tal, por d'sturbios.
Em otfi.-icio de 20 do andante, commu-
nicou me o delegado de Alaga do Gato,
que no mesmo da s 4 horas da tarde, no
lugar Doti8 Irmaos pertencente aquello ter-
mo, Manoel Luiz da Silva travando-se de
razSes com Francisco Bnzerra de Mello,
resultou saliirem ambos feri ios fallec n lo
momentos depois Francisco Bez^rra de
Mello.
O delinquente fji preso, nssim como o
foram tambom Antoi.i) Soarcs da Silva e
seu tilbo Jos Soarea da Silva, para a veri
guacSo do faeto criminoso. A autoridade
respectiva abri inquerito e pros- gue nos
termos da lei.
Gommunicou me o delegado do termo de
Limoeiro, que em data de 27 do correte
fez remessa ao juizo competente do inque-
rito poli.-ial a que proceder contra o alte-
res Anselmo Teixeira de Oliveira, Pedro
Francisco da Silva, conhecido por Pedro
Caboclo e dous tilhos da amasia deste, Bel-
larmino e Austricliano, por terem assassi-
nado a Jos oe Souza Leal com golpes de
foice e facao pelas 7 horas da manhS de
17 do correte, no lugar denominado Guia
d'aquelle termo, tendo sido presos em fla-
grante o alferes Anselmo e Pedro Caboclo,
logrando evadir se os demais.
Duus guardo a V. Exc. Illm. Exra.
Sr Dr. Pddro Vicente d<; Azevedo, muito
digno presidente da provincia. O ebefe do
polica, Antonio Domingo 'Pinto.
Thesouro Provincial
DESPACHOS DO DIA 9 DE DEZEMBRO DE
1886
Antonio Francisco Gorreia Gartl.so e
outro.Volte ao Sr. contador.
Aiuorim Irmaos & G. Satisfagan! a
exigencia constarte Jo parecer fiscal.
Vigario Trajano ie Figueiredo Lima.
Maja vista o Sr. Dr. procucador fiscal.
Manoel Xavier Carneiro de Albuquer-
que. Entregue-se a quantia em deposito.
Dr. Antonio Adolpho Coelho de Arru-
da, officio do Exm. presidente da Paraby-
ba e comraandodo corpo de polica.In-
forme o Sr. contador.
Luiz Matheus Bezerra, Idalino M irtins
de Moraes e Jos Francisco de Figueiredo
Lima.Registre-se o fajsm-se os assenta-
mentos.
Consulado provincial
DESPACHOS DO DIA 28 DE DEZEMBRO DE
^ 1886
Borstelman & G. e Manoel Martins Tor-
res.A' Ia seecao para os devdos fins.
Bacharel Luiz Emigdio Rodrigues Vian-
na, Joao Joaquim da Costa Leite e Ma-
noel Cardoso Jnior. Informe a Ia sec-
SSo.
29
The Singer Manufacturing & C, Ma-
noel A G Emilio Soarcs, Francisco de
Oliveira Lsto GuimarSes, Jos Antonio
de Souza Pedrosa & C, Carlos Estanislao
da Costa, Guarino de Souza Peixe, L.
Lack & C.j Jos Joaquim de Azevedo,
Manoel Machado Botelho & C. B. A. Soa-
res Leite, Satyro Serafim da Silva, Joao
Christiani & 0. Jof de Souza Aguiar &
C, Alfrsdo GuimarSes & C, Ferreira
Monteiro & ', Ferreira & C Suecesso-
resj D. J. Se ve & C, Henrique de S
LeitSo. Rodrigues Saraiva & C-, Rodri-
gues & C.| viuva Gongalves & Lorega,
Silva dt Alvaro, Mendes <&C., Antonio o-
guato de Vasconcellos, Augusto do Reg
& C, Res A Consero, Eugene Goetschel,
Agostinho & Irmao, Artbur & Desiderio.
Sim.
29
Manoel Mara Gjmes da Silva Cunha,
Jos Lopes Ferreira Maia, BernarJo Joa-
quim Gomes, Jos Goncalves Ferreira
GuimarSes, Jos Cisneiro da Costa Res,
Francisco Fabio do Monte, Antonio Gon-
c-ilves dos Snt09 & C., JoSo Flix da
Rosa, Jos Simplicio de S Esteves, Be
larmino Lourenco de S, JoSo da Silva
Santos, Francisco Antonio de Oliveira,
Gongalo Jo3 da Gama, Joaquim G. mes
Farreira de S Leit3.>, bilo de-Armrjo
Cesar, Mauoul Cavalcante Lins & C, Ma-
noel dos Santos Falcao, JoSo Ansberto
Lopes, David Francisco Pinheiro, Manoel
de Barros Cavalcante, Tbomaz de Garva-
Iho & C, J. Sabino S. Pinheiro, Jos An-
tonio Pinto. Ribeiro & Aloeida, Flix Ve-
nancio de Cantalice, Domingos Jos Fer-
reira & C, Antonio Pereira da Cunha,
Alexandre Eaverty, uiuva de Hermino
Ferreira da Silva, Moutinho & Souza, Ma-
ra Leopoldina Rodrigues da Silva e Pa-
poula & C.Sim.
Dr. Julio Cesar de Castro Jess, Ro-
drigues Saraiva & C. e Francisco Lucena.
A' 1* seegilo pira os devidos fins.
Baltar Irmaos & C, Evaristo Mendes
da Cunha Azevedo Jnior e Jos Braz da
Silva Oliveira. -Informe a 1 secgao.
Francelino Alves de Souza.Certifi-
que se o que constar.
PERHAMBIICO
Assembla Provincial
8 SESSAOEM 16 DE DEZEMBRO DE 1886
PBESIDLKCIA DO BXH. SR. DR. JO- MANOEL DE
BARROS W^NDEBLCy
(CondnMo)
O Sr. (iawpar ummond-(Nao devol-
veu o seu diseuisn).
O Sr. Jvs MaraNao pretenda tomar
parte na discuss&o deste requerimento ; o nobre
deputalo, porm, obrigou-me a subir tribuna
Eu nao preteudia tomar parte na diseussaj do
requerimealo, porque, ao contrario da opinio do
meu illuatre ch. te e amigo, deputado pelo 1 dis-
tricto, eu acho o tacto muito natural,a d^missao
de om lib'-ral, mxime do qailate do Dr. Lisboa.
Para mim isto naturalissimo ; o partido que
domina n;"j poda t imittir como director da
bibliolbeca provincial, um bomem de creucas fir-
mes e arraigadis, um liberal sincero e cjnvrnc'do,
como o >r. Dr. Cndido Lisboa. Estava, portanto,
o presi lento no seu verdadeiro papel, demittin-
do-o ; o que me caus >u admiraco foi que se de-
momsse a demisso desse cidadao to illustie.
Se eu pensasse de modj diverso, todos o dias
estara na triuuna, aore-entando requerimeutoa
ideuticos. pedindo informayea a respeito de outras
demissoes ',ue se deram.
Pois nao vemos qaa na mesma epocba o pelo
mesmo individuo, que dnniuio o Sr. Dr. Candido
Lisboa, toi demittulo o porteiro da Alfandega, o
velbo respeitabilirtimo, o cidadio Flavio Cata ;
p.ra bit substituido por um bomem de tl nature-
zm, de tal ordem, que seus proprios correliguna
nos se levoltamm contra essa demisso I Eu
ouvi de innunvr.'a svnservadores, queixas ama"1
gas pela substituifio.
Eu leria, digo, muilas occasics, se p'nsasso
como o meu Ilustre amigo, de oceupar esta tri-
buna para |ir. fligur actos semulhames ; as o t--
iilio t< it'j, ni m o fa^o p rque cuino ja dase, nao
poderia esperar ou-a diversa. O que me admi
rou entreunto fol qne o nobre deputado pelo 1
districto fosse o pruv ro a encarn-gar-sc da d -
tesa do acto presidencial, S. Exc. que d.via estur
ferido, entre outros motivo, pela demisso dada
pelo presidente ao seu Ilustre parei.te e amigo,
nosso collega, o Sr. K. Costa, cuja ausencia lamen-
to...
O Sr. Costa RibeiroDizem que est de cima
no districto, que o vigario vai ser enforcado.
O Sr. .Joo ilaria... do lugar de delegado lt-
teruro, o que cunstitue urna nudoa na vida puDli-
ca de S. Exc, urna nodua immereeida. (Aparws).
O que i fucto, que os inimigos deste noas
colleg.. em todo o lempo terSoessa demis.-ao como
urna provu de sua fnlta de roerreimento, como urna
prova de sua irregular conducta cssa deiois-il >,
tanto mais quauto, foi d.da por um correligionario
de S Exc, tauto mais quanto foi substituido por
nm bomem quo ua p}J<- ter suas babiliticoi-n ;
tanto mais quanto ease lugar nao era um lugar
remunerado.
O Sr. Ooi.calves FerreiraE' que entilo serao
injustos os ioiuiigjs do Sr. R. Costa.
O Sr. Joo de OliveiraE' o mesmo.
O Sr. .'o MaraSe si-ro, na sua opiniSo, in-
justos para com o Sr. Regueira Costa aquelles que
aasim se pronunciaren, 8. Exc. ba de peraaitiir
quo Ihe diga que V. Exc. censura acremente o des-
acert presidencial. De duas urna : ou a demis-
s3o foi justa, foi merecida, e neste caso cases ini-
mib-os do Sr. Regneira Costa, tero razoes sobejas
para atrar-lhe em rosto o seu mo procedimento,
a sua conducta irregular, como delegado litteraro
quo fra, ou aquelles que assim procederem serio
injustos, e entilo as censuras serio dirigidas ao
presidente da provincia que mal procedeu. V.
K*". considerando injustos aquelles que julgarem
pBo Sr. Regueira Costa, pila sua demisso,
eoi.si.ieni o acto presidencial como um desacert,
coLir um erro grave, urna injustica. Neste caso
V. Exc. o primeiro a censurar o Sr. Ignacio Joa-
quim pelo seu acto, o cue demonstra qne nos an-
damos acertadamente, na procedemos por espirito
partidario, quando desta tribuna e da imprensa
profligamos os actos daquelle presidente. (Apar-
tes.)
Ncst-3 caso, cu poderia atirar a prime ira pedra,
porque, da reesma forma que o meu Ilustre amigo
e cliefe, deputado pelo t" districto, ainda nao oe-
cupei o lugar de presidente de provincia, de mi-
uitu do imperio ou outro qualquer, no exercicio
doqaal p -desse dar demissoes.
O Sr. Ht-rculano BandeiraMas tem apoiado
govemos que demittem, tem sido solidario com
eilesi
O Sr. Jos MaraO simile nao perfeito, por-
que, t apoie> ainda, mere: de Dous, nenhum que hoavesse
demit'ido correligionarios meus.
O 8r. Fetreir JacobinaE conhecendo a in-
justica da demirso.
O Sr. Jos MaraAinda nao exerc lugar ne-
nhum em que podesse demittr quera quer que
fosse : mas espero que, estando em condices de
tazelo, jamis di'mittirei correligionaiio meu, so-
bretudo as condicot-s cm que estava para com o
seu partido o nobre deputado o Sr. Rcgueira Costa ;
jam > is demittirei. pira receber do correligiona-
rios meus, d'aquellcs meemos que me apoiais, a
justa censura que o nobre deputado pelo Io dis-
tricto araba de atirar ao Sr. Ignacio Joaquim.
O Sr. Goncalves FerreiraV. Exc. sabe que se
pode pplaudir urna administrscao e deixar de ap
plaudir tal ou tal acto della. Acbo que foi muito
boa a administracao do Sr. Ignacio Joaquim, j o
disse .-> rt'pro-o ; mas poseo nao approvar todos os
actos que elle tenba praticado.
O Sr. Jos ManPois eu digo a V. Exc. que
nao posso conciliar estas cousas
O Sr. Goncalves FerreiraApoiar a adminis-
tracao nao quer dizer apoiar todos os actos que
ella priticou.
(Ha outros apartes)
0 Sr. Jos MaraO nobre deputado pelo Io
districto admira-se de que bouvetse sido demit-
tido o nosso prestante correligionario, Sr. Candido
Jos Lisboa.
N3o tem razio para isto. O Sr. Ignacio Joa-
quim levou o seu espirito partidario, o seu espirito
de vinganca ao ponto de demittir, nao s os libe-
raes, mus os seus proprios correligionarios que nao
baixarMn nesta casa a.cerviz, que nao sa pozeram
de q:ulao ps para ser por S. Exc. cavalgados.
O yi o mou ilustre coMega poderia espviai-de
um presidente que assim proce le ? O Sr. Candido
Jote Lisboa deve considerar-so muito honrado com
essa demisso; ella foi urna ve.dadeiradistioeoaj,
como a QrmtSso do Sr. Flavio (Jato, como as de-
miseoes dadas aos noisos dignos correligionarios.
(Apoiados.)
Pois pode-se considerar desdourado o Sr. Can-
dido Jos Lisooa por ter sido demittido por um
presidente, que sustenta com o seu forte braco um
commandante de guarda civir-a, que poe em alar-
ma esta cidade e cuj> procedimento acaba de ser
condemnado in limine pelo Ilustre Sr. Pedro Vi-
cente de Are vedo?
O Sr. Goncalves FerreiraNilo se toraaram an-
tes providencias, porque s agora podiam ellas ser
adoptadas, visto como s agora se conbece como os
factos se passaram.
O Sr. Jos MaraCabram no dominio publico
no mesmo dia em que se deram.
O Sr. Goncalves FerreiraNo tempo do governo
do Vv. Exct., o Sr. Madeira em pleno theatro chi-
coteou urna autoridade, e nao toi demittido, nem
sequer suspenso.
O Sr. Jas MaraO faets cabio no dominio pu-
blico logo deiois de se haver dado ; foi inmedia-
tamente sabido em todos os pontos da cidade, e S.
Exc. 0 ej-presidente da provincia, que demittio
um seu correligionario do lugir de delegado litte-
raro, por iotrigas de campanario ..
O Sr. Ferreira JacobinaE os nobres deputados
reconhecem a injustiga d'cssa demisso.
O 8r. Jos Mura... sendo o seu acto cens-
ralo acremente pelos seus preprios amigos, nao
teve conhecimento do facto que se dora n'esta ca-
pital, na sua pres Digam que fingi ignoral-o, para nao tomar a
providencia que acaba de ser adoptada pelo actual
administrador da provincia.
Diz o nobre deputado pelo 1 districto, tomando
o mximo iuteresse pelos empregados pblicos, que
Je vemos aoprovar um projecto, por mim apresen-
tado i-m urna das sesgo* passadas, e que cogita
da vitalieiudade dos cargas pablicos.
Pois eu, com a franqueza que me caracterisa,
digo ao n >bre deputadoe foi especialmente para
isto que p-di a paiavra :o primeiro voto contra
esse projecto ha de ter o meu, a despeito de tel-o
apresentado, e apreseutado-o envencidamenta.
O Sr. Gaspar DrummondNj havemos de per-
filhal-o.
0 Sr. Jos Mara-Perfilbem-n'o quando qui-
zerem e como quiz-rem. Nao me limitarei a dar
o meu vutocomra elle; hei do disoutil-o com todas
as forcas, com t ida a energa (apoiados) ; hei de
envidar to los esforcoa par impedir a passagm
desse pryj co, da mesma forma porque os nobre
deputado* impedirn] que elle fosse convertido em
h i na ti'sso em que o apresenti-i.
N. id se p Tsuii-lain os nobres deputados que as-
sim prnci-do aiuiplesmi'iite porque os m-us eorreli-
giciMrios foram oVmi'tidos e ficar .m inhibidos de
v dt..r aos sua lugares, ua; porque eu reco-
nht-i;o que os n-brediputados quer-m lanijarmo
desse projeetj iioconvencidamonte como eu qui.i
Jo V apreseutei, m'i para g;rmtr os seus corre-
Iigion-r is.
Atulharam de ainigos seus as r.partx s publi-
ca, e hoj sentindo que o t>-rrea<> 'h s f.ige sob
os p', que o neu partido tem commettido tautos
dei- itin a, tanr >s desacert* que et prestes a ser
laucado na valla commum, querom recorrer a est
meio.
Quand i eu apresentei ese projecto, dominava,
Vordade, o partido liberal, mas os empre.-os pu-
blic is nao erain partilha exclusiva d.is meus aor
ri-ligiinariiis ; om sua maioria, os empregad is pu-
blica cram conservadores; pequeo, insignificante
i-ra o numero de funecionarios libi-raes.
Ma* eut&i os nubres deputados nao cmscnti-
ram na pa-iagein do mea prflcio, e hoj- que o
seu parri oen'zoiou das repnrt>3* <-* puucos em
pregad-s lilh-rnes sinceros que l existiam, pn-
qiii-, c m raras excepvoes, com rarissinas i-icep
cies, aquelles qu se couservam as repatieoes pu-
blicas nao sao liberaos, sao conservadores, (apoia-
d--) ; h j-', ligo, qj-o partido dos ujb.-v deputa-
do nx tou de toda as reparticoes publica* os
eu nao p isho approvar este projecto, porque e lleu-
do que o. tomo* o direito, entoudo que nos temos
O devor, quaud > aso'.uderinos ao poder, fazer taboa
raza, dpmit'r todos o* conservadoro* e pijar as
repaa tienes publicas do* noaso correligiuuariua ...
O Sr. P-axedes fitaogaFzer poltica ameri -
cana.
O Sr. Jo Mari.. .imitando assim o proce-
d ment do partido conservador.
O Sr. Cuau RibeiroTal ve* i80'troaxesso nm
pruveito :eo rigii-os para o fu'uro.
O Sr. Gomes PrenteEsta a linguagem da
Provincia m sua prmeira poca, e que est ago-
ra sendo repetida.
O Sr. Jos MaraSr. presidente, ao chegarem
as cousas neste ponto, nao conheco posico peior,
do que a de liberal: quando estemos no poder,
ha toda tolerancia da nossa parte ; os conserva-
dores sao mantillos em seus lugares, apezar de
votarem com ostenco, de fazerem pelitica, e ain-
da mais : sao normados de preferencia aos lite-
raes.
Nos demos essss provas de moderacao e tole-
rancia, quando subimos, e agora es poucos libe-
raos que conseguirn custa de muito esforc
obter um pequeo lugar, sao immediatamente de-
mittidos. (Apoiados.)
Que vantagens ba pois cm ser-so liberal? Ao
contrario, se as cousas continuaiem por rata for-
ma eu serei o primeiro a aconselhar aos meus cor-
religionarios que deixem a polticaou que aban-
donen) as fileiras liberaos.
En to os 1 i beri.es tm sement o dever de con-
correr aos comicios eleitoraee, de se sacrificaren!
pela causa do seu partido, pelas suas ideas, e nao
bao de obter os proventos que sao reservados s e
exclusivamente para os nossos adversarios?
Nao ; a minba opinio, desde que os conserva-
dores nao segu ram o exemplo salutar por eos
iniciado, de nao fsser questo poltica de empre-
gados pblicos e manter o funecionario zeloso e
cumpridor dos seus deveres, qnaeequer que fos-
sem as suas crencas, deade que o partido conser-
vador, digo, nao tomou e exemplo salutar dado
pelo partido liberal, desde que, EUbindo ao poder,
como nos tr-mpus passados da ele-cao indirecta...
O Sr. Andr DasE da lei do terco proclma-
la polo Sr. ccnselheiro Joo Alfredo.
O Sr. Jos Maria... demittio todos os lbe-
raes que se acbavam emprgados, nao attendendo
ao procedimento contrario que nos tivrmcs,
do noaso rigoroso dever imital-os, diminuido to-
dos os conservadores que se acharem de posse de
empregos pblicos, nao tendo cen9derac,o cem o
numero maior ou menor de pessoas das familias
desses individuos, nao tendo men r considera-
co pelo seu futuro, nao prrxu odo saber se olios
ficaro ou nao expostos miseria, porque nestas
condices existem innmeros correligionarios nos-
sos, porque os conservadores nao tiveram taes
ecneidtraeoes psra cemnosco.
O Sr. Costa Ribeiro Seria um erro, comtudo
talvez aproveitasse para o futnro.
O Sr. PresidenteObservo ao nobre deputado
que a hora est finda.
O Sr. Jos MariaVcu terminar, Sr. presiden-
te ; ms boje nao ba grande atropello, porque nao
ba porsiblidade de votar se o orcamento. Assim
indifferente que se gstelo tempo em discutir o
orcamentoou um requerimento.
Pens assim e assim pensando, serei o mais
terrivel inimigo que possa encontrar o meu anti-
go projecto, hoje perfilhado pelo nobre deputado.
O nobre deputado pelo 13 districto para de-
monstrar qne os liberaes prorederam pela forma
porque esto precedendo es conservade res, alln-
dio a um artigo publicado na Provincia em sua
prmeira poca, e que attri'ouio o me illustrc
ohofe, de saudosa memoria, o Sr. Epamincndas de
Mello. Eu pens, como o m putado pelo Io districto, que esse artigo, longo de
provar, com suppoe o nobre deputado, que os li-
beraes fizeram nma rasoura completa as repar-
tieses publicas, demonstra o contraiio.
Os presidentes de provincia mantinham os eon-
servadores em seus lugares. Alguns liberaes que
pensavam ento como eu pens, redactores da
< Provincia emtiam aquella opinio ; mas sao
a p:ova evidente de que o facto nao ce tinha
dado, de que o facto nao se dava, porque do con-
trario o orgo liberal nao reclamara.
O Sr. Gaspar de DrummoudPediam o comple-
mento da obra.
O Sr. Jos MaraQual complemento da obra !
O que o artigo continha era a tbeoria que acabo
de expender. Os conservadores nao tem a mnima
consideraco para com nosco; os conservadores
nao nome im. nao eonservam os liberaes (a dis-
peito de serem conservadores) as repartieres pu-
blicas. Logo, os lioenes, subindo ao poder depois
de dez anuos de ostracismo, tinham o dever d -
apear das repartieres publicas aquelles que l es-
tavain ha muito tempo, para dar entrada aos nos-
sos correligionarios, que amargaram por dez anuos
o pao negro do ostracismo, os nossos correligiona-
rios que se Sacrificaran) por urna causa, por urna
ideia, os nossos correligionarios que tiubam ejer-
cido esses lugareseque hiviam silo atirados para
a ra. E effecri vamente, Srs., se eu sou empregado,
se exergo urna funeco publica com todo criterio e
zelo, se sou deintt do por espirito partidario, por-
que nao vend as miuhaa creucas. se me manteuho
durante o ostracismo firme no meu posto, coneor-
rendo acs comicios eleitoraes, prestaudo ao meu
partido todas as miohas energas, passando mise-
rias, vendo meus filhos curtir as angustias da fome,
e a, suijindo o meu partido, mantem-ae nj meu
lugar o adversario que me usurpara t-~a lugar,
eu nao tenho a direto de exigir dos meus corre-
ligionarios que me reintreguern ?
O Sr. PresidentePela cerceira vez p"co ae no-
bre deputado que termine o seu discurso, porque
j passam dez minutos da hora destinada a? ex-
pediente.
O Sr. Jos MariaVou terminar.
Esta urna t'.ieoria s e verdadeira. Se o pr-
fido do n-bre deputado procedessecomo nos proce-
demos, teria o direto ue exigir de nos a mesma
cousa ; mas desde que procede de forma diversa,
desdo que nao tem consideracC-ea para o zelo, para
a iuteiligencia e para a probidade do fuuccunario
e procu a smente iudagar se elle liberal de
creucas fir cea e arraigadas, se nao vende a sua
cousciencia, ua d-vemos proc-der da inesmi for-
ma, p rque o contrario seria acnseilur aos nos
sos correligionarios que renegassiem as auas cren-
8-
Pi-nso por esta forma e esprro em Dem qu-'
manlir. a iniuha couvieco. Portanto, direi que
sempre que puder cu eiocutala ou influir para
que ella s-ja executid ou o farei, convencido do
que proced comj bom poltico, como verda-ieiro 8
siuc-ro lib ral.
Teria ainda muitas consideiagles a faz.r a res-
peito para justificar o meu procedimento, repudi-
ando o projecto que couvencidamento apresent-i;
mas, d sde que V. Exc. pela terceira vez me or-
dena que eu deixe a tribuna, eu o obedeco como
sempre.
OBDSU DO da
Terceira discusso do projecto n. 103 (proroga-
tiva do oroiin--nto.
O r. Praxedci l-ilansa^r. presidente.
Nao pretendo oceupar por inulto teinp > a tribuna,
tramando da terceira discusso do pr> ieeio n. 103
Deixo de faol-o, nao s porque me acho um pouio
oucoiniiio lado, como jorque estou convencido da
mutiliJade des pr.-tencao. Ap-nas (are K/Zeiraa
cousi Joracoe cerca de alguna luc nvenienr.-.s
que aproaenU a adopto do projecto sem algumas
inolicaces.
V. Exc. a casa eoinprehendera bem que as lea
auuucs s produzem s-us elfeitos dentro do ex r
oicio para n qual sao ellas construidas, e que a
sua coiise v-jo alin deste periodo nao pode pro-
duzir os mesiooa effeitM. Todo* nos sabernos que
a le do orcamento eiicerra urna disposico aalutar
que *e applica a quvsqu.r iiidviduos qu- t em
10 repisar o* eua c-ntractos postenoement A
eii-cucao da mema lei, 0 que es^es meSiros mili -
vid** na esporauca, na certeaa de que a le bu
inaintaria, h de mantera oisposigo saluta.-, mau-
lando pagar pelo qiiidro da divida passiva o ira-
Oalhoque oflaa etfextuyam, depiia da orgauisavio
dessa tnegina lei, uo se n-gaiu a aeccitar o con-
tracto e a executal o.
pensamento que est mesmo na conscicncia don
administradores das repartieres cujo cargo pasta
a execucu da lei, ser inteiramente burlado, por
que a adopjo do projecto d. 103 trar a inutili
dade d'esaa medida, medida m&ntida em todos os
orcamento. urna vez que nao parta da bancada
conservadora urna autorisseo para que o presi-
dente da provincia ao menos possa mandar psgai
pela verba destinada dividas passivas as divi
das que forem reconhecidas pela Thesouraria d*-
Fazenda no periodo posterior a lei que se manda
vigorar. Como cs sabemos os credores da Fa
zenda qne fera-n attendidos no quadro da di vid
passiva, j devem necossariamente estar satisfeitos
com os rcci birr.pntcs dos valores que Ibes sao de -
vides, visto como a lei tem exetnco de 18S5 n
1886. Mas posteriormente esta lei, dividas se
estabeleceram que nao feram pagas, urnas porque
chegaram depois de encerrado o exercicio, entras,
porque foram reconbecidas depois de lindo o orea
ment, e portanto ficarum os seus possuidores nfc
impossibilidade de poderem ritebel-as dentro do
exercicio de 1886 a 1887, urna vez que a Presiden
da Provrnca nao ae ache armada de autorisacao
para mandar salisfazel-as pela verba que fosse
concertada para a divida passiva.
N*estas circuir.stancias Sr. presid nte, i.o prc
tendendo mandar emenda k mesa, porque estov
cc-nvncido que seria burlada a minba pretenco,
cabra olla seja mais sincera e rasoavel possivcl
em favor dos credores da Fazenda que nao pedene
ser contemplados no quadro da divida passiva,
porque os seus dircloa foram reconbecidoa deppie
da le de 1885 a 18S6. Nao pedendo por mim con-
ECguir que alguns dos credores, alias meus amigos,
sejam considerados no quadro de emendas espe-
oiaes, porque j vi que a nobre maioria, desejande
encerrar o orcamente, limitase a manter o que se
acha em exercicio, embra fique votada urna verba
sem applicaco, mantida no mesmo oicamento, esc
prejuizo d'aquellcs que sao credores e que sera
prejudieados nos sens dreitos ; nao prttendtndc
mesmo obstruir a discusso da projecto, porqnantt
cstou convencido da que nao tirara proveito se
pretendesse gastar o tempo no intuito de obstruir
a pasan gem d'eate projecto, quero apenas deixar
firmado que nao foi porque nao houvesse queic e
lembrasae dessa obrigaco da nobre maioria de
applicar a verba que foi mantida no orcamento-
sem applicaco, e assim procedondo eu tere cued-
prido com o meu dever. Os nobres deputados
sabem perfotamente que a lei do modo porque
est nao pode produzir todos oa aeus efieitoe,
muito principalmente para com os credores da Fa-
zenda, que deixarsm de ser contemplados no qua-
dro, por motivos ndependentes de sua vontide-
Assim Sr. presidente os nobres deputados que ti-
veram procedimento difterente com relaco ao qua-
dro das loteras, pederiam autonsar o presidente
da provincia a dispor d'essa verba consignada no
orcameno, ordenando o pagamento d'aqui lias di
vidas, que nao foram contempladas no quadro, por
serem reconbecidas depois que esta questao ds
orcamento tivesse lugar.
D'ahi, Sr. presidente, nao pedera advir b*-
nbi.ma diflieuliiade, tcandu au uesme tempo sa-
tisfeitos aquelles que prestaram seus servrecs
provrncia.
Eu mesmo tive occasio de ouvir a diverso
empregados das reparticoes arrecadadoias e dis-
tribuidoras dos impostoa sobre a nee-.asidade de
fazer manter essa disposico, autorisando ao pre-
sidente da provincia a fazer a distribuico do va-
lor votado para pagamento das dividas passiva,
para com aquelles credores que tivessem mostrado
perante a Thesouraria seu direito, nao s prove-
niente de dividas que nao puderam ser eatisfeita
dentro do exercicio por terem caegadovpostener-
meate ao seu ericerramento, como per ciutiactos
feitos posteriores a essa lei. Neseas condices eu
deixc que a maioria, ae entender, enve mesa,
em terceira discusso, urna emenda autorisando
ao presidente da provincia a regular tambem es-
sos trabalbos.
No quero, Sr. presidente, ocenpar-me da irre^
gularidade com que passou o projecto de mistura
com as duas ideas, isto um projecto de autori-
sacao para vigorar a lei em exercicio conjunta-
mente cora outro approvando o procedimento do
presidente na prorogacao desse mesmo oieamento.
Esta questo para mim da maior importancia,
uo s porque elle fere de frente a le) que no
reg, como porque anti-constitucional.
Eu apenas quero registrar este acto para que
nos Annaes da Assembla conste que ella a So ti
nao respeitou a consttuico, como nao fez oaso-
do seu regiment, maniendo a idea como a ersSen-
deu, e a fez passar tal como estava escripia.
Ditaa estas palavras tu dexo a tribuna, mesmo
porque veio que a casa est ficando &em, maguera
e en tambem me vou retirar.
Veem mesa, sao lidati e apoiadas as emenda?,
sob us. 14 e 15.
O Sr. Ferreira JacobinaSr. presi-
dente, eu uo pretenda oceupar a a tenco da
CbSa, nem mesmo por alguns momentos, na pre-
sente sesso ; entenda, mesmo que outros me de-
viam preceder, e era at animado da esperanca
de que algum dos distiuctos membros desta cas
nao consentira no eneerramerito da discusso da
le magna, da lei mais Importante da provincia,
sem 90 fazer ouvir, couformo me havtau asifga-
rado.
Entretanto, a discusso teiia side eseen-ada, se
cu nao despertasse para evitar esse facto, qne
uliss seria proveitoso U'bre maioria, mas coa
corteza gravoso aos utereasea da provincia que
repr sentamos.
Sr. presidente, V. Exc. testemunba do divor-
cio que reina entro os proprios deputados d
maiona, e entre ellcs a o ex-adm nistrador da.
provincia, o qu? prova que razo tinha en par
suppor que a falta de co-mpar. cimento dos nobre
deputados sesso convocada para o 1. de Oj-
tubro foi a maior e mais completa dosapprovacio
ao ex-adinuiiatrad'or da provincia, quo uogoii ane-
cio ao pr ij.cio de orcamento ; e agora vejo que
nao s os ubres deputados nao deram parecer
contra a nao aancco, porquo nao tiuh.rn dou
tercos para manter o a u voto, como pjzeram d*
parte oa considerandos da presidencia da provin-,
oia, pira approvar rima lei de orcamento que e-
cerra aa m amas ideas e medidas coutidas no or-
camento que dcixju de sor saneciouado.
Portanto, os no res d> potados .rbooaaec raro
imp.ocedeucia dos motivos da uogativa de saBe-
co ; e, atienta a neccsaidaa- publica e a vante-
eern de restnbelecer a legalidado, considerando *
longa discusso que poderia tr..zw o projecto ni
sanecionado, preferiain deixar em sileiiciu a q.iMS--
to de uo s nec ', afim de fornecer logo ao ac-
tual admuiiatrador da provincia BU) me o roaa-
tiafaaer le,-alioeute aa neeos^idad.-s publicas.
En lou 'o oa nobies deputados que eon^irarar
a tempestado sem se expr ebuva. f.s. 2xcs.
acharara um meio de, nao desagradando :o ohet
do sen partido, nao ciieauopar a sua doutrua, qoe-
Ilegal e contraria aos principio? a_iu)lucrati-
vos, exara la noa m itivos da nao *aac^fc".
E realmente una boa lu.elo quo nos doisam: e,.
quando por ventura eu estivcaac fia seria, diffi-
ca'dades, nao procurara uutro modelo do romo-
vel-as sem desagradar ao pontfice, tyie pode uein--
na hora extrema absolver e dar o. premio par &
vida atena, de que ba peora se fallos. Au*'
vida cierna ao oa gozos, as posieiV s poliucas^.
porque os' uobres deoutaius uo acre ntam u ouin.
viia: e acho quo tfim razo quando autraUVa.
pilitica.
Portanto, Sr. presidente, V. Eic. ha de convir
eommig) que foram b-m iiapiraJos os n.ores de-
putadoa ; e uo podiam deixar de aor bem lustra-
dos, pirque, ale) de illustraca, 'em a virtud* do
sacerdocio, representado na pessaa qua agori or-






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EVp\u.Xatmentoque nada tem de poltico, est, -*** Filleoci"L
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->-rvaK^> wtwii -eti.-r.rr*** -
Diario de Pernambiifotyointa--fera 30 ia Dezembro de 1886

"V
En, pois, felicito a V. xc. e aceito h lioo ;
pretendo guardal-a par i.proveiul-a em t'-ropo;
.io n.ra m i.lelur-mc inteiramento por ella. o
mena para tr de preve ci esse meio da remo-
ver ditficuldudes serias, como esta, que podcria
procurar uui conflicto.
Nao parrcv muito aceitavel esse meio de pasear
si/bre o projecto no lanecinado; mas que mpor-
ta esaa pequeua rrreq^riaridadu. desde Jue se evi-
r 11 uraa luefa seria que podrra transformar cin
mimigos oa proprios amii;sa do ex administrador
d* provincia ?
Os uubr.'s deputados finaron) bem, limitando se
a apDrovar a portara que maudou vigorar 0 or-
Caiueut o anterior 1; prora .-alo al de conaomvaJ
a sceulos, tal a torca das expresuea at que
outro se fisesse.
De forma quo se contlnuasaemos a seguir eese
precedentiainhi, que nao desagradavel, antea
commodo, por lirados annos nao taremos oreamou-
to; essa prorogativa vigerar at a couauuimaco
dos aeculoa.
Na verdad?, foi engenhoso; e tal foi o engenho
e a arte coin que se h .uverain os nobrea diputa
doa, que cntenderain quo m medidas incensaras
regularidad^ e descuvu vimento do servico pu-
blico podiam sor iutroduzidns iiVs prorogativa,
i-, nilo sei a>' pur haverem sido onvrecidas pido hu-
milde orador que oceupa a utt incito da casa, nem
mumo emendas relativas ao crdito da provincia,
ao paigan uto das auaa dividas, entenderam os
nobrea <)epatH.ii a que deviam ser aceitas.
Eu n'este momento vejo que os nobres diputa
dos C'-mo homens pblicos procedem de modo di-
verso por que procedem comohomeus particulares.
ni Sa. Eses, pagam i.cas dividas, nao se vem
p-rseguidos pelos andona, nao me conita que -
uham ex.cui.oes pencVntts sobre seus bent. En-
tretanto, c mi membros do poder legislativo, eu-
tend- m que o crdito da proviucia deve ser bara-
teado, qu" aquelle que presta s'-us servidos, que
aquelie que coueorreu can o seu material para a
eonstrucyao d? edificios ou euiiservac'lo d'cllcs,
nao deve tet pago, Pu'3 '-"t" 'porta recusa Jo
rec-nhecimento dos crditos, desde 1884 at o cor-
rmt* exercicio.
Portante, hu como tiulia como certo que o ho-
mem ua vida publica o que na vida particu-
lar, vejo-me d.siliudiiio d'este principio, dianle
do facto que ora se paasa.
Ora, os nobrea uYiiut idus prefereui que a pro
viucia p isse c imo nao merecen to crdito, nilo ten-
do quem Ihe adiante sei vivos, eouitaoto quo nao
se approve urna emenda a este orcamento. Nao
me parece ist > de boa po.itiCa.
Eu ficaria satiat.-itu ee tivessem apresentado
urna emenda para o pagamento d'essas dividas,
como fizeram para a pn-fereucia das loteras, ser-
vico alias que deveria ser regulado e assim enten-
ao que a emenda foi beu> apresentada. Mas julgo
que tambeni deveria ser 1.presentada ao meaos cu-
tra em idnticas c indicos para o pagamento das
dividas da provincia, porque iaso envolv; o aeu
crdito, e por iaso qua estranho que oa nobres
deputados que pressuroii'S satistazcm aeus eora-
proraissos, queiram negar provincia o direito de
fazer outro tanto aqueles eujos crditos liquida-
ram dfntro do exercicio.
Dizem : ahi nein a aesiild de M ireo; mas essa
sesao t pude ait ndei o exercicio no futuro, e
cem sacrificio do paseado. E se t ento votar-fe
a verba relativa H essa deapeza, quaudo poder
iftectuarse o pagamento? De Julho por diante.
O Br. Goncalves FerreiraV. Exc. est enga-
ado.
O Sr. Ferreira Jac biraEsta ciue a verda-
de.
O Sr. Goucalvea FerreiraMas apresentar-se-
ha em Marco uin t-rojecto, maudanio pa -ar a di-
vida do exercicio fiado
O Sr. Ferreira JacobinaEu sou partidario do
syTenia de psgar-ae em dia a quem se deve. Co-
mo, pois, oa nobrea Reputados be recusain a tazer
urna cooaa deatas ? Aith iris in o presidente da
proviucia, mas uito bart.teiem o crdito da nuaaa
provincia. Anda ni > cheganus a este estado.
Aloi de que, lerguiit-i ao nobre deputado : nao
ha um compromisso maior de juros do exercicio
decorrido, cuj-> orcamento nao foi sanccionaio,
para o anno anterior ?
O Sr. liosa e SilvaA. verba votada d para o
pagamente do 2 semestre, e para o 1" semestre
temos trez mezes diante de nos.
O Sr. Ferreira JacobinaMas na abertura da
1 sessao os senbores nunca poderam conseguir
isto. Isso denuncia apenas a mrrevidencia em
materia econmica e administrativa. Porque ra-
zio nao ha de fer alterada esta cifra?
O Sr. Rosa e .-Iva Nao haver f.lta, asseeu-
ro ao no're deputado.
O Sr. Ferreira JacobinaII* um.i taita e esta
j est conbecida : a posaibilidade de nao se
dar a lei a esse tempo. e ento o presidente da
provincia, mesmo p>r mor a provincia, poder
metter a mo nos cofres e mandar pagar eaaa di-
vid*.
O Sr Koaa e Sil-aEm projecto especial, em
Marco, poderrmos maud.ir pagar.
O Sr. Ferreira Jacobina Mas porque uao lia
de ser j ? Parece que toin< s iinprevid-u'es.
Eu ao menos dsejo que H fique sabendo que o
ornamento cuja proroga\o se p-de nao tem a ver
ba precisa para o pagarrento dos juros das apoli-
ces ua divida publica e que n- .tic caso tiouve
quem cin tempo pensasse n'tto.
O n bre deputado sabe que por escrpulos de
urna p^rte da provincia ni j pagamos juros por
demora de pagamento d'i juros.
Demasiado escrpulo na execucao da lci dea em
resultado gravar a provincia coin mais urna parte
de Jarea accieacidos.
h' justamente attendendo a estas cousas e con-
sid- raudo que, quando o diecredito se tirma, o
oniis' maior, que enteudo que os nobres deputa-
dos nao tio razio para deiiar de augmentar a
verba Jo pagamento de juros, pois incoutestavel-
u.coie deve ser de.fficieott a p di Ja, porque d-pois
oisto eontrahio-se um emprestimo superior, creio,
a mil eontos.
O Sr. liosa e SilvaNao chegou a mil : 900.
O Sr Ferreira JacobinaOra, nestas circuin
stancias, a critica queistou fazeudo expurgada
de poli'ica. I
Eu compreheudo a ai ffreguido doa nobres de-
pntados, na estreitesa do tempo e 110 desejo que
lm d de pur as mios lo Sr. Dr. Pedro Vicente
de Azeveio...
O Sr. Rosa e Silva\ cetieiteza do tempo a
nica explicayao.
O Sr. Ferreira Jacobina Nao ; e o des'jo de.
como bona avigoaa c;rc. lig;onarioa, depositarem
as moa de S. Kxc. umamedida legal, para que
cease nf atado anormal la admiuistrao, eu-ciin-
prehendo que ^eja om motivo poder ao. V. Exc.
releve-me dizer Ihe qut oi a oa conservadores,
mas nos tambem liberaos, nao recusaremos meios
a aduTinistracao da provincia ; creio que tenho
dado pro vas disto, p-irque desejo que o nobrt de-
putado, a quem muito respeito e cujas re I agora
icuito me lisongeio em manter, d, coas os seus di-.
gnos ccllegas, ao ndaimatrador da provincia o or-
cini'-nto, mas prefera que tjsse.de manetra que
S. Exc. nao nos j'ilgaase imprevidentes ao ponto
te desconocer as necesaidades que esto paten-
tes aos o bos de todos.
Portant 1, nao pense a illualre maioria desta
casa que eu nutra o proposito de crear-lhe d>ffi-
culdades, e creio mesmo que nao se poder dizer
que uma lei importante, c mo a de orcamento,
embora aeja urna prorogativa, tenba consumido
muitoa diaa na tela da diecuaso.
Portanto, Sr. presidente, eu estoo deaanim do
completamente do que os nobrea deputados quei-
ram alguma uouaa maia d.i que o que escreveram
debaixo d 1 irapie^sio o momento ; e nao sei raes
mo como Sa. Excs. admittiiam aquellas attcnv.3
acerca tk plano ce loteras talvez porque viasem que
pequeas igrtjaa eatavam ns preferencia estabule
ciaa em melhores condicea maia vantajoaamente
col locadas do que outras na opinio de Ss. Excs.
Os nobres deputadoa preferiram autoriaar ao
pn-sidente da provincia que ejm um lapia melhor
poda aquinh >ar certas igrejaa, cora preterieo de
outras eatiatazendo assim os aeus bona anjos em
relaco aos grandes aerhorea deatas localidade e
nos nao t remos lid colisa neuhuma.
Ss. Exea, poderam malhor aatiefazer aoa seua
amigos com preterieo de templos que deveriam
merecer toda attenco.
Eu era certeza j cjnto para o meu districto
com o que eont-i com eita lei quo se proroga hje.
Algumaa igrejas im jirtantes em conatrueco,
como a de Qmpap, ni foram attendidaa se nao
de muito longe bem co:no a de S. Bento, cuja tor
re ata era c-natrueco, eaea tambem nao aera at-
tendidn ae nao em asa r omero impossvel, para at-
teuder de preferencia a localidade de Paoellaa,
cujo templo, eu pens io est em construeco.
I' rta-.to anda assim eu acho que os nob.es de-
puudes pod rao procer, er como melhor Ihes apro
rer, maia on menos de em uns certos retoques ao
orcm< nto que j nao asta em condicoes de ser
proveiudj tal qnal se acha.
Sei que pe htame ntc intil aaer quaesquer
eoaaideracoaa, porque oa nobres depatadoi nada
querem, nada pode demovcl-os.
Ora eonheceodo eu este proposito, uao teaho ou-
tro direito ae nao fazer deata cadeira miuhas quei-
xaa.
Sa. Excs. bao senbores da situaco, nada querem
acceitar, por mais til que seja a materia lembra-
da ; portanto s a S. Exea, pode caber a respon-
sabilidad do acto que agora vopraticar.
Oa nobrea deputadoa que toraaram si a pater-
nidade deas projeelo nem ao menoa querem con
sentir que seua autores lactra-lhe o mnimo reto-
^quo.
E' um d^saniao completo.
O projecto que se discute, ce-ulm cui seu b^p
certas dtspoaigoes que uo podem de modo fitgam
peimanecer.
Os nobres deputadoa, poim, sito sordos a todos
os rociamos da oppoaico, e acudo assim um dea-
animo compiti.
Este projeelo que tant merece as eensnraa de
Ss. Exea., que tui at qualiticado de moustro, e
hoje acceito de bracos abertos, isto "a maioria
desta ca8a obrigada acc-;ital-o, sera fazer n
mnima niodifieugo, tomando a p-iternidaie de ti
Iho albeio, sem consentir ao menos que seus pas
Ihes ponbam asmis.
Eia nqai e er. o enmimtm em que oahem todos
oa lioinons pohticis neaae paiz; louvar hoje o que
censu ara u ho.itcm.
Ora i s nobres deputados que eucoutrarmn todos
os d>f'.'it. a uesse orgamento, quaudo em minora
n-ata casa, alo hoje oa priineiroa acceitl-o tal
qual, sem o mnimo tetuque, por que disem qu"
elle ae adapta perfeitaincutu ae necoaeidades d
provincia.
Eu no casi di uab maioria tm'naria esse ex-
empl para nao mais censurar de modo acre os
seus adversarios para depois pedir-Ibes perdao.
E come se nao f--s=c bastante casa coutradicilo
doa nobrea deputados eu ainda deacubro no pre-
sente projectj materias coindcmnadaa pelos consi-
derandum do digno viee presidente da proviucia
que devolveu o projecto nao mmchmmsV.
Poio bem Sr. presidente a maioria desta casa
que guardou silencio tumular diaote das rnooej de
uo aauccau. .(ec ita nestir Bjeoj -ctii i leas que fo-
ram rapellidas pala vce-presid-nte que nao ac-
eeKtsa o preject-J confeccionado por V. Exc.
Mas no mei 1 de tu.io isto, Sr. presidente, eu
e vejo um hornera mal enllocado qae o ex-admi-
nitrador da previncia, nico que Vs. Excs. dei-
xarain ficar m-.rgem com urna verdadeira in-
ut. Iidade.
Eia aqu s que eu vej >, eia aqu ao qoe elipga-
ram oa noores deputados. Deu so urna laeta cu-
tre a maioria desta casa co presidente da provin-
cia, nessa luct* s S. Exc. quem perde porque
ticou completamente abandonado por aeus ami-
gos.
Sirva iam do b?m aviso ptra os n ibres depa-
tados.
EjqueSs. Excs. nao qaizeram apreciar as
ra2o a da niio aaneya 1. j que casas raze3 vio
lurmir o a uuuo do o; queimeni 1 no arclii'o deasi
casa, tmncm Ss. Excs. ao menos una providencia
qualquer, afim da que o presente projecto fM luza
os devidos effeitos.
Isto posto, Sr. presidente, convenc io de que a
n-br maioria :io cata disp'jata a receber urna
nica emenda que parta da bnct'ia libera cu
nada mais tenlu a fasJSr. So me fose possivel, eu
leuibrariam diminuic.1 do imposto do assucar, no
intuito de auaviear um piuco uossa ugricuitnr-i
moribunda. No estado em que ett a provincia,
ven |o qnasi que arruinada essa prolucca), p.ir
que o resultado j nao compensa o trah>:lli', pen-
s que essa medida seria iiu toi.'o ponto til.
Eu d. srjava e Ijuvo al a aprcsentaco de qual-
quer emenda que tenda a minorar os onus qua so-
brecarrrgam o gneros da n.isoa provincia. A
ag cultura est n'uin est.do o peior que se pide
imaginar; meibor n.i ter os capitars n'ell* em-
pregados do que eaper ir. j i nao digo de presente,
mas de futuro, um lucro comptpsador ao propri >
trabalho.
A maioria da casa, Sr. pre-id6nte, endeude que
tudo deve ir como est; a miiioiia a nal 1 quer
atceuJer. Pois bem : cu jeaejo que maia tarde
nao se attribua a m&* minuri-i ao men-is a unpru
dencia, a incapacidudc, a falta de vista nestes fa
ctos sociaes.
A' nobre maioria desejo carreira iivre e que
posaa depositar uaa mos do administrador o or-
camento vinvel na exproiso doa nobrea deputad08
e no menor praso de tempo possivel. ,
Tenho concluido.
Vem mesa e lido o aeguinte requerimento :
Requeiro o addiameuto da disciisso por 48
horasJos Mara.
O Sr. presidente verifica nSo baver numero pira
aooiar ae o lequerimento.
O Sr. Jo> Maria (pela ordetn) pede a S. Exc.
que se digne tv/car a campanilla, afim de que os
Sra. deputados venhsm para o recinto e completen
o numero iiecesaaro para etr apoiado o aeu reque-
rimento.
O Sr. Presidente diz j baver declarado nao
apoiado o requerimentu, poia que ao recinto s se
acbavam quatro Sra. deputadoa.
O Sr. Jos Maria (pela ordem) diz que praxe
quando se verifica uo haver numero, o Sr. pre-
sidente mandar chamar pe lu continuos 08 Srs.
deputadoa; a nao aer atsim, s te explica este
tacto ou p>r qu aoes partidaria ou por capricho,
mas que isso nao pode acoutecer, porquanto S.
Exc. representa na mesiopapil de dep sitarlo
da justic*.
O Sr PresidenteSe o nobre deputado tinha
interesse em que o seu requerimento toase apoiado,
pr t. nisse a S3us amigos pira que tiles esrivess m
presentes.
O Sr. Jos MariaV. Exc. proceda como bem
eiit-oder.
O Sr. PresidenteEu proced" bem.
O Sr. Sr. Jos ManaAcbo quu nao.
O Sr. Coala BlbclroSr. presidente, i,
pouco Hgradavel fallar quando se tem quasi a cer-
teza de que aquelics que nos ouvera nao querem
aer convencidos, eole desagrado maior quaudc
acontece me poucoa ou nenhuns exiatein para ou-
vir-noa. O que me traz a tribuna, (o tmente
o cumpriinento do dever, aseriedade em que tenho
o mandato, em virtude do qual oceupo urna deatas
Cadeiras
C-mefarei por lavrar um protesto contra o modo
de Droceder da honrada maioria.
V. Exc. tem visto que os incus collegas de ban-
cada se tem auccedido na tabana, aeno atiran
do-ae de frente ao projecto para impedir-ibe a pa-
sagem, mas fazcudo consideravoes sobre elle no
intuito de currigil-o e melh iral-c, e entretanto as
ou.a vosos ficatn sem reapoata.
Deploro ato, Sr. presidente, nao porque consi-
dere urna falta de upreco, de atteuco para c-ni us
nnsaas pessaa ; sei que isto uo est 00 animo
dos nobres deputados, a quem considero como Ca-
valheiroa. O que vejo u'uto, um tctica politi
ca ; um proposito de se votar, de se fazer adoptar
quanto antea por esta Assembla o projecto em
discusso, com o qual procurou-ee evitar certas
difSculdadea. Sr. presidente, nos nao podemos ser
iudifferentes a eate procedmiento. Retiro me a nos
deputados tanto da minora, c mo da-maioria, cor-
re-nos antes de tudo um dever importante, qne
presar esta inaituifio, que concorrer com o uosso
procedimeoto para que ella cada vez maia se en-
raize no paiz, e mereja de noasos considados todo
o respeito e cinsiderayo. Para que serve urna As
sembla, um Parlameuto? Elle uo foi instituido
aeno para o debate, para a diacusso. Aqui apun-
tara ee e apreciara se de um e de outro lado as ra-
zcs que nos levara a tomar urna deiiberacao qual-
quer, c smente do embate das ideas, da diacua^o
pode eahir a luz, da qual vem ao povo, ao cida-
do que tura de obdecer a lei, a convieco de que
ella foi feita no iuterease eommum e a bem da pro
vincia.
O nobre deputado leader da maioria pelo 1.
dstricio fez-rae. a boura de tomar em coueideraco
algumaa riti-ixSes que fiz por occasio da primeira
diacusso, mas depois que oceupei a tribuna, oa
meus collegas de bancada tm desenvolvido o as-
suuipti, i.nalisando o projecto, propcodo-lbe modi-
teacoes e emendas, entretanto que a maioria tem
respondido tudo isto com o silencio e com o voto,
rejeitaodo todas as emendas e mostrando o pro-
posito firme de fazer paasa r o projecto tal qual foi
apresentado. Apeuaahoutema maioria adeptou um
ementa que melhor tora nao a houvesee adoptado.
Essa emenda tem pvr fira autorisar o presidente
da provincia a organiaaro qiladro das loteras que
derrm aer extrabidaa deutro do exerciL*. E' um
trabalho que desde muito tempo est as atlribui
epea d'esta casa, e que era de toda a vantagem
V. Exc. sabe que grande parte d'essas loteras
sao concedidas a bem de matrices, igrejas e esta-
belecimentos pos da provincia. Portanto pira es-
tabelecer a ordem de preterencia ua extraeco,
ninguem mais habilitado do que oe deputados, re-
presentantes das diversas localidades da provincia,
oa quaes podem bem coubecer e dizer quaes sao
aquellas igrejas e matrizes do centro que mais
neeeaaitam d'eaae aoecorro esUbelecido na lei em
bem d'ellas. Entretanto, o que fez a honrada maio-
ria ? Quando poderia organisar um quadro e apre-
sental-o aqu para ser discutido, ent.endeu que
devia demittir de ai e d'esta Assembla mais essa
attribuico e entregal-a ao presidente da proviu-
cia.
Ora, ee licito proceder por esta maneira, por-
que ento a nobre maioria nao fez urna lei, diseu-
io que o presidente da provincia gaste do molo
que Ine approuver a recolta que ae arrocadar no
reato do exercicio ? Se algum do nos apreaeutaa -
ae urna emenda ou moga > n'esse aentidu, os Srs
deputados havinrn de tomar isso como um cpi-
graminn, haviam de sentir-ae chocados por esse
uosso procedimeiito ; mas nao eat de outro modo
legislando a nobre maioria, desde que nao quer
n,-nhuma moditicaco ao projecto, e no nico pon-
to em que jUpfou ndispensavcl tirar alguma cousa
foi par 1 declarar qoe o presidente da provincia
tizseee-o melhor!
Se oa nobrea deputados sao amigos, sao alliadoa
sinceros do administrador da provincia, nao ie
devem fazer presente dV-sae projecto, que ou re-
puto um presente de gregos, poia eutendo qoe
quem tem untiauca i.'um governo nao deve au-
gmentar-Ib* a rcsponsabilidade.
O Sr. Goncalves FerreiraEm regra as-
fim.
11 Sr. Costa RibeiroUrna as6einbla amiga
procura fazer um orcamento bem organisado, que
consulte os verdadeiros ioteress'ja da piovincia, e
por esse modo tem auxiliad-i o administrador a
quem apoia ; mas nada fazer, dexar tudo entre-
ao presidente da provincia, nao me parece
que aeja ease um procedimento de amigo.
Diluais, eeiihorcs, aqui uo ha tmente a ques-
to d- amisade ou de coufianes; os nobres depu-
tadoa, emb ra teuham a confianca u 1 Sr. preai-
dente da provincia, nao davem es luac-fir*, como
deputadoa, reorvacntaoi um poder diatinelo do po-
der executivo, e, ainda que ambos aejaui exei'.'i-
dos pir sectarios da mesm-. pilitica, cala uin d'el-
les deve sempre zelar as auaa prerogativas; oa
Bobee* deputadoa, embora o presidente da provin-
cia lhs ejiereea toda a coofiaui;a, devem s.-ii.pr
pugnar pelas attribucocs d'esta assembla.
Senbores. tanto mais me parecem justas estas
observacoea que me occorrem de momento, quanto
saben Vv. Excs, que. nao huuve desta bancada o
propoHto deliberado de embarayar a paaswgei
d'esta lei. Eu mesmo, quu fuilei em pri'uoiro lu
gar, procurando int-^rpre.tar os senliineulos coiiu-
ligionarios, embora fallasse em meu n.'ine diaM
que me pareca que o meio a seguir era nutro;
mas que, em ultimo caso, eu nao deixana o presi-
dente da provincia s- m autorisuco legal para ar-
recadar a receta, fazer as dcap--zas pub.icas.
Desde que essas eram as iiossaa diposicoes, os
Bn, depurados everiam t>er rnais cordiaca para
comuosce, nao deveriam proceder por esse m d ,
que deploro, porque, principalmente, como acabei
de dizer, parecen.!o-me que a'elle poie resaltar o
desapreco d'esta iustituicao que em muito preso.
qa raut) apreci p r aer tunadas piucas insti-
MucSea li'neraes MM ec-i,i iram 4 derrubad,
razoura que fax- em 1837 i partido swj'iarema, Vo
qual sahio o que boje cxislo cora a ueuuuiiuaeolo
de conservad T.
Mas que digo eu? I> 1 escap-ruin tal dewru-
bada ; as isseinb'as provmiioes 11I1 sao bofe
quaes ai creou o metido liberal, o partido deui 1
crsta ; es:ste:n mii'iladas despretigiados.
Houve em 1837 urna reaccio terrivel ; tudo o
que desde ''2 a 34 se Geera no Imperio en favor
das franquezas muuicipi.es e provinciae-, tudo
qusnto polia no futuro tornar o Brasil gran le,
rico, feliz, governaudo-sc a si mesmo, foi eoraple -
lamente destruido!
A pretexto de interpretar o neto addicional o re
fiirrasrnm sem poderes para isso, at a orgaoisa
cao ju^ieiaria estabelecda no enligo do processo
foi inteirameote transformada p-la celebre lei de
3 de Dezembro. E\ pois, preciso que mostremos
que ainda sanemos prezar o pcueo que nos resta,
e sao as aaaemb'aa provinciaea, embora com as
ana attribuicoes limitidas, cono hoje existem.
Desculpem a digressii, quando pens em suaa
glorias pasaadas nao piaso dexar de entoar-ihe
um hymiio.
Sr. pr-sideute, r>st i-rae dizer alguma c-ocsa em
justificaco de duas era-ndas que maiidei mesa.
Parecece me que a casa, por se haver pronun-
ciado em 2* discusao contra duas eixeudas, con-
c bulas mais ou menos no mesrao sentido, das que
ag ra i presentei nao se acha inhibida de votar
por ella?, p-irquo ha entre urnas e nutras ditl -renca
bastante p>ra pol as lora aa prohibicao do regi-
ment.
Urna das emendas propoe a auspenso completa
di imposto aobre o assucar e o algodo durante o
resto do exercicio correte, declaran,io-so desde
logo que nao haver para os coutribuintes direito
reatituico d'aqtiillo que bouverem pago at
,011b1 ieieao da lei que estaraos confeccionando. A
emenda que n'eate aseurapto foi rejeitada cm '*
discusao apenas reduza u imposto a 1 "/. nuda
dizia quanto ao direito com que os que j pagarara
o imp.'sto ficaram A restituico do mesmo.
Portanto, veem os nobres deputados que a mi-
tena anloga, raaa qoe aa disposicoes nao sao
perfetameute idnticas.
As razes da suppresao que proponho aao
obvias, ellas vo favorecer u agricultura, o admiro
que os no oes deputados, que n'eetes ltimos tem-
os se teem proclamado os melhores, 8 nao uaicoa
amigos da lavoura, uo queiram acompanbar-nos
n 1 iavor que pretendemos em beneficio d'essa
classe.
Ouco dizer que o preco do assucar tem baixado
Unto que ji nem compensa o casto de produeco,
o trabalho da oolhita e do fabrieo, que como o da
plantacao devem ser remunerados e assim Sr.
presidente, -parece-me que .e verifica o ca60 em
que o poderes pblicos devem Vir em auxilio de
urna industria. O poder publico uo deve dexar
que urna lildiaria que at hoje tem l'eito a parte
principal, a bse d>\ riqueza da provincia, aguni-
i>e, \ aso un minando lentamente, sera esteuder-
Ihe a mo e '1 seu socorro, eem alguma cousa fa-
zer em aeu amparo.
Sa proponho a suppresao completa do imposto,
preciso atten 1er que maia de metade da aafra
teiu sido j exportada.
Portante, ae passar a indicada suppressi eu
resultado a agricultura vera a pagar metade do
imposto quo deveria pagar durante o exercicio.
r'or ciuseguinte, uo Completa a suppreeso, se-
uo na apparencia.
Cniipreh?ndi na emeuda o imposto qu" paga
algode, porque estou infrmalo de que sao quasi
iguaes aa coudiccoea desaa lavour. s da uutiu.
Entretanto, se os nobres deputadoa meibor ina-
tru>dos do que 1 u enteuderem que assim nao po-
demos votar por partes a emenda que offereui, po-
demos votar a suppresso relativamente a ckda
um dos impostos.
A outra emenda, aenhorca, relativa aos empre-
gos que vagarem at Julbo do anno qoe vem, at
o fira do exercicio.
Esta emenda tambem nao idntica que j
foi apreseotada ueste sentido, porque o meu hon-
rado amigo limitava a dapoaicao a dous einore
cadoa por cada repartico e permittia ao governo
o direito de promover e dar accesso quando aa
vagas forem de etapregos de cathegoria superior.
A raiuha emenda mais restricta: preponho quj
se uo prsveja emptego algum, qualquer que elle
seje,
Seuhores, a honrada maioria tanto nos fallou
aqui de economa uo priocipio da aesao pasBada,
e tanto ae tem fallado de economa, fllalo tora
d'aqui, l no alto, qu 1 acredito ser esta urna rae
dida pela qual oa nobrea deputados nao podtro
dexar de votar. Nao ba a esperar outra cousa se
este amor que teem inculcado pela pouparica do
suor do coutribuiute um amor sincero, ae isto
realmente eat em auaa eonvceoes, porque nao
creio que Ibes faltem energa e do3 intere. ses pa-
ra traduzil-aa em facto.
Depois, oa nobrea deputados sabem que a lei
nao vigorar aeno por 6 mezes, at Julho do
anno vindooro. Mesmo antes diste, em Marco,
aqu noa teremos de reunir ; e aj a medida que
proponbo trouxer grandes inconvenientes, isto ,
ee vagarem certos empregos de grande neciiasida-
de, que nao posaam deixai de ser prvidos, em
Mi.reo na poderemos ento remediar isto.
Entretanto, a honrada maioria ter o ensejo de
mostrar a esta papulaclo, ao eleitor.do da pro-
vincia, que foram sinceras casas su s piomessas
de cortar as despezas inutcis e poupar a bolsa do
coutribuiute.
Eu nao digo isso era mal do nobre deputado,
porque procedendo do maneira a merecer applau-
aoa da provincia e do paiz, os nobres diputados
t-ro procedido em seu proprio e bem entendido
interesar.
E' verdade que isto nao fcil, que ama polti-
ca qae attend antes do tudo ao bem geral, dif
ficil de por em pratica, porque nisto preciso
contrariar interesaes particulares, intereaaea de
amigos, e d'ahi as difficuldalea. Mas os homena
coa devem aempre antepor o bem gual aos pe-
queninos interesses, quaesquer que elles aejam.
E', pois, do esperar que os nobres deputados nao
dexaro de preatar o seu voto s emendas que
offereci ao projecto, j para minorar as difliculda-
des da aituaco em que se acha a agricultura, j
para fazer alguma economa era favor doa de-
pauperados cofres da provincia.
.O Sr. alon Mara Nao devolveu o aeu
diacurso.
"5E10 seguida o Sr. presidente levanta a sessao,
designando a segniote ordem do da :Contiuua-
co da antecedente.
KfiviSTA DIARIA
Cii-r<' de pulid*i>;,r. Ur. Auiouio i...
mingos Pinto, digno ch-io 'de.p^licia da .provin-
cia, segu hoje, no vapor babiann C'araveUat, ]}*
ra'Peiiicdo, com destino Tacara tu, onde var for-
mar o proecsao aos implicados nos crimes que all
se deram no dia 11 do corrente.
Na sii.i ausencia fica incumbido do exp"-
diente da repartir 1 o Sr. Or. delegado do 1 dis-
tricto, Auesio Augusto de Carvalho Serrano.
Comarca de Palmnres 11 ntem 1
hora e 3."> minutos da ti-de recebemos de Palma-
res o seguinte telegromma :
Teiieute-corona! Frailea ao Diario de Per-
namluco :
Juiz de direito chicoteado por um cabra
quando v.dtava do bauho. A vos publica iudigi-
ta o mandante.
Toad 1 S. Exc. o Sr. preaiJente da provincia
idntica eommunicaco das autoridades da enmar-
ca, tomou incontinenti a resolucao de exonerar o
actual delegado de polica d'aHi, e nom> ar para
sub;titull-o 11 Sr. teiiente-cor.nt'l Manoel Gon-
calvs IVreira Linio, c, malandante do corpo de
polica, o qual seguio boutem tarde acompanha-
fl da) 4 pravas do respectivo Cor o.
Essa providencia ha de produzir benfico resul-
tado, dandi) lugar a serrn punidoa 03 c-ros do
eri'ne.
T3ie-Miro de VariedadesA companhip
lyrica italiana que se acha trabalhando :.
th atro den ante-hontem, como terecira recta, le-
vando econa a epercta burlesca Mascte.
O deempeiilio ua peca como o das anteriores
q'!') t"in';a empresa evado acea, fui muito born,
o que ficon p.tente pelo, appluuaoa que recebeu a
coropanhia.
As partes principaes, taes como as de SimaV,
XL e Matete tive.-ain como in'eapretes o Sr. '-'.
Picarra c a Sra. N'jgh !, que teja nao tivessem
adqu-rid 1 entre o uosso publico a reputaco de
bons artistas, teriam com certera na noite de an-
tc-ho'itein a i'ouquistado.
As Sras. Kellegrandi e Spnng'r, li on c atoo
Sr. Chrigtofoli, aquellas nos paneis de prnceza e
de namoraio e eate no*ie Andi, ie.ram tal graga
e naturalidade aoa 8eus pipe s qne o public-: foi
fercado a no Ihes regatear applausos.
Finalmente os coros cantiram en mnita re-
gularidade e mistrarara estar bem ensaiadoa. p--
'o qoe foram pir maia de urna vez forjados a r-
petir o canto para aatisfaz-r Oa ir-'queutes pedi-
dos di- 6i.
O theatro que se achava littera'mente cheio.
urna prova lo quaato ten ai lo aceita a comoa
nhia, a qdal se vai cida da tornando miis mere-
cedora nos favores (io publico.
Liuctn e morleNo lugar Don Irmws.
do districto policial de Ala;-oa dos Gatos, no dia
t do corrente, nclas 4 horas da tarde, tomararn-
fe le razoea Manoel Lins da Si va e Francisco
IJezerra pe Helia, e, passando a viaa de lacro fe-
ram se mutuamente, fallecendo pouco depois o
segundo.
O d.dinquente foi preso bem. como, para averi-
gua -s, Antonio Soarcs da Silva e um seu fiho
de noine Jos Soares da Silva.
AiwaiinatoEm 17 do corrente, cerca de
7 horas da manila, no logar Guia do termo de Li-
moeiio, Anselmo Teixeira de Ol'veira, Pedro
Fiaocise.i da Silva, conheei.lo por Pedro Caboelo,
e dous tilbos da amasia deste, B liniro e Austri-
cliuo, assastiuarHin a golpes do faco a Jas de
Souza Leal.
Barata preso" em flagrante Anselmo e Pedro
Caboelo, evadindo sr 03 domis.
A autoridade competente formn o inquerit i e
j o lemetteu quem de direito.
Gapancamenlo Na Segunda fem desra
semana e ero trras do engeubo Barbalbo, da fre
gnezia da Varzea, foi brbaramente espancado
Manoel do Bomfim, alli morador, por diversoi in-
dividoos, cuj'is nom-s nao nos aonberam dizer.
Antes havi.i contra o offendido disparado um
tiro, que felizmente nao o ferio.
Oairo Aore-boutem. s i) horas da noite e na
Estrada Nova do Caxanga, foi cruelmente espan-
cado Felinto Gomes de S4 Monho, alli morador,
na occasio em que sabia de su a casa para ir a
Urna venda proxiua.
O aggressor nao pode ser conbeeido, e depoit
de consumar o attentado, poz-se ao fresco.
A polica tomou couhccimeuto o tacto.
MaicldioDeacobrio-se hontem s II he-ras
da inaiib'1 que o pardo Veridiano Morera do Es-
pirifo-Sant 1, morador na casan. 3 do becco da
Goiabeira, da travessa do Monteiro, 1 diatricto
deS. Jos, puzera fira sua existencia euorcaa-
do-^e n'uma corda.
Veridiano ha poneos dias fra abandonado por
Joviua, sua amasia, e isto o mortificou a tal ponto,
que comefou a sotregar-se a embriagu-z e dahi
foi levado ao suicidio.
Ainda hontem, pela manila cio, fra chamado
pelo creoulo Cosme, aeu compaoheiro de casa.
para irera trabaihar, ao que nao qniz acceder de
nodo uenbum.
A polica tomou conhecimento do facto.
Para iireaenle de fenio O individuo
de nome Jos Francisco de Souza, useiro e visei-
ro em fazer corlezins cora chapeo alheio, a hon-
tem 1 hora da tarde com um sacco s costas
pe i ra do Pedro Aftonso. quando foi chamado
apela polica, que j o eonhecia bem.
Abfttoosacco vio-se que continha uro bello
vestido le fusto brauco, que Jos t'raucisco nao
sabia explicar como estava alli, mas que dizia ser
nm presente de testas para urna amizade sua.
Foi reco'bi 11 Casa de Detenco.
Ttaeatro aSuarany em Jaboalito 11
espectculo em beneficio do au or do drama W'er-
selem, em que toma parte o mesmo autor e um
grupo de amadores, foi transferido para o dia t
do mez vindouro, como consta do annuncio que
em outro lugar inserimos.
TlseaeaRecebemos um cxemplar impresso
das TAeiea que apreaeutou e suatentou perantc a
Faculdade de Medicina da Baha, para obter o
grao de doutor era ciencias medicas, o Sr. Igna-
cio Firmo de Alincida Xavier, natural deata pro
vincia.
Na disaerta;o, trabalho apurado que mereceu
approvaco com diatineco, trata o novo medico
da Glieosuria ou Diabetes, moletlia sobre que dis-
correii loBgamente.
Agradecemos o mimo.
Matrla da Boa-VitelaNessa igreja ce-
lebra ee amanb s 1 horas da tarde, um solemne
Te- eum era acfo de grecas. S. Exc. Revma.
o Sr. biepo diocesano digna se de aseistir a esse
acto.
Directora da obran de conserva
cao dote ponoBoletim meteorolgico do
di 8 d- Dezembro de 1886 :
aro 3
Horas a^ Barmetro a Te bsao do vapor at a
0* O 00 Oe S
a
H** a
6 m. 26'2 75908 18.88 74
9 28 9 7tn>01 19.74 67
12 *)2 759">3t) 20.82 65
3 t. 29 i 757mt>0 20.58 69
t 27*3 757i"8t 20.18 75
Temperatura mxima319.0.
Dita miaima2o",5.
Evaporaco em 24 horas ao sol: 6,6 ; som-
bra : 4a,0.
Chuvanulla.
Drecejo do vento : ESE todo o dia.
Velojnlade media do vento : la,88 por segundo.
Nebulosidade media: 0,59.
Follilnbaa A' casa Q. Laporte & C,
ruado Imperador n. 46, 1" andar, reeebeu folhi-
nhas-kaleudaras para escriptorio, muito bem ar-
ranjadas e bonitas.
Agradectmos-lbe o mimo que nos fes de um
exemplar.
OllndaEacrevem-nos :
Esta soberba e magnifica cidade, a antiga
capital d. nossa provincia, distando apenas urna
legua do Recite e Bando, como ligada a esta por
urna ferro-via c urna estrada de rodagem, tem si-
qae'teem verdaderamente sentimeutos patnoti-1 do, na presente estacio calmosa, o ponto mais pro-
enrado pela lite da sociedade pernarabucana, que
para all tem .-.llluido s ainda affle.
Situada em grande elevaco sobre o nivel do
mar, /ecebe o ar puro e salitroso que Ihe vem do
Attlautico, cii cumstaucia esta que junta que Ihe
d o seu aspecto montanhoso, coostitue-lhe em
clima immeusamente saodavel e agradavel.
Se amigamente esta cidade tornou-se nota-
vel pelos seus fcitos grandiosos e riquezas que em
seu seio ccnccntrava, hoje, nao subsistindo como
d'antes e na m ama escala as mesraas circumstan-
cias, nao deixa de se tornar recommeudavel aos
que sffrera de molestias cuja cura depeude dos
banbos salgados.
Parece mesrao que os bauhos d'.illi nao obs-
tante serem as mesraas aguas dos outros pontoi
da nossa costa, dio melhores resultados, tal o
numero do curas operadas e;n familias que aili
procurara allivio aos aotfrimentos de algum de
seus membioy.
Seudo, primeira vista, um tanto pretenciosa
eata asstrcao, npresentainoa comtudo a seguinte
razo que, ee nao a nica, auxilia em grande
parte a rapidez e efiicacia das curas.
A a molestias que por sua natureza exigera oa
banhos de mar, tm como sede ou causa principal,
quai-i sempre o systema nervoso, que obedece roais
prora pta raen te s diatraccoes, aos ex- rcicios, pas-
udos, etc 1 te.
Ora, Olinda, por este tempo a presenta aos
6cue paseadores de festa moni utos deiieiosos de
verdadeira folia, r. alii como em parte alguma, pc-
t'-m aa familias passeiar eem ae hborrecerem
constantemente, p.s aempre acham para onde be
dirigir o com provei'o.
Presciitej-ente, alm des queja eram conhe-
cidos, 8pparcceu-nos a f-ia proporcionada p.-los
leiloes de prendas e bazares em favor da recons-
trueco da igreja de Nessa S-uhora do Carrao, en-
cargo quetomaram oa h-.bitaiites do lugar e espe-
cialinente as /aden, algomoa das quae* se coneti-
tuiram cm co.uuiieso para organisar testas, e
essa omroiisao uo tem poupado esforijos para
conseeueo do sen desidera/u a.
Asairn po:s, nao nrpcMaMQ estarmoe j* era
meio da poca eni que d< vernos procurar aqo
iugir para descamo das faUtgaa d-> anuo, lembra-
inos quelles que necesedandu, ainda para alli
na 1 se dirigirain. que O faca'" sem demora.
Muirs coastderaQM poderiamos apresentar
em pro da snpreinacia da cidade de Oiinda sobre
os deraais lugares, oude se costuma usar dos ba-
nhos salgados; mas, absiento 1103 disio, p'r se-
rrn ellas to couhecidas qoe ee t anana enfado-
nho enanmeral-iis.
Kxtac i>u!ic de deiFifcrro
de rterUni Lemos na Gaze.la de Mediciua e
Cimroia de ParsA. ) Martin :
o Em Barrito foi aberro, no primuiro de Novem-
bro ultimo, um eetabeleeuoente publie 1 utunieipal
de desineceini. que me u->ube a gorte de visitar ha
alffQDS diaa < e; ja orgiini. aco o u:i"ciona!sn>o
me pancera dever ser c nh-cidos. N'inna ;
afastada da edade ae preparuu nm lerrenoapro-
priado para a elev ic 1 d'uid edifici principal e
OS accessnrins 'iiiii;.. ..-., Mmmtejdividido em duas part-s. que devem Bear
eouipletauout- s p 1 im Ung I da ontru, a primei-
ra para aer destinada a r eober oa < n;e. ; ,3 int'ec-
!|, .. m jan t-i a rec rlhi r 04 ii,' ufoc 1 i -s. L
deste modo-q Je as'reo eat'if -.1,1-.
1 Hii 1 i'.ieaixalas u'uaii parede, li'u.u lad 1
da qual abre a p ota para .1- p .' ,.- .; inteode o>
ectos contaminarlos, qae s.heci, depois da desin-
fecco, pola outra extremidade. Para u.ai ir te-
guranca as pessoaa de servico da cada uin das
duas partes principaes 10 I ic.l nao can em ou
on-i-io alguma entre si, atn eystema espet
toque de sinos annuueia as diversas phases da
opemnao. Oe mais, o h ni os que esto 6 11 co i
tacto cun es objjetos pal* toram deslof
camina u'uma sala separada n uo podem sabir ae-
no depna de terem mudado aa roupas e tomado
um baaho ou una aspereio ; os euros para o aer-
vico da ebeguda e di partida sao de cores tffe-
reu:es ; sahera por lados oppostos. Era aqu corno
funceioua este estabclecineuto:
Desde que a claraeo, obrigatoria na Prus-
sia, d'um caso de doenga tranemissive) levada
polica, o director do estabelecnnento pri v ni-
do pelo telephoue para prat.car a detiiifecco ni
domicilio indicado. Lijo u:n carro parte com
dous 011 tres homens, Mgnndo os casos, os quaes
conducm corasigo pulvensado.aos c-hoios d'uma
ornaSe de sublimado de 1 iwr 1,000 011 de acido
phenic's a 5 por 100 e paSAva conveni mtemente
disoost.os para en.'olv-er os orije
O local contamiiiado desde a chegnia dos
erapregados, eubmettido s palvcrisagea ; oa tra-
j'is ile couro e as gtarnicoea de p lies quo a istu-
fa dbterioraria'n sao igualmente submett.ido3 a el-
las ; depois os einb'ulh-os d'uma parte, colchoes,
de outra, leitos e eir.fim roupas, pannos a movis.
Estes paeotes to levados ao eatabcliciraento, ou-
de passam, logo qne chegara para ai estufas cons-
tantemente sob prsso.
No fim de uraa hora a operacilo est acabada
e outros carros, onicaineute destinados a este uso,
levara ao domicilio os objeeios desinfectados.
A paga da desiufecco inmediatamente
exigivel, salvo o caso de indigencia, a se eleva a 5
francos por metro cubico e 1 franco por ora para
a parte da operaco feita ora domicilio. Assim se
acha pratkada com urna grande facili lade e inui-
tixsimplejnicnte esta mediJa to preciosa, que to-
doa as higienistas reclamara cora tanta inataucia.
O estabelecimeuto de Beilira, tal como est hoje,
pode praticar deaiufdicoes para 120 familias cada
dia ; a municipalidad.! cuida de con.'truir outra
igual era outro ponto diffjrente da cidade, inde-
1 -u tente das estufas que existem j n'ura certo
numero de hoapitam. para as suas neceisidad.s
particulares. Foi em coueequencia das vautageos
que npreseniiivain as estufas ealabelccidas uo hos-
pital de Moabit que se decidi pol as disposico
do puulico u'ura estabelecimeuto especial. Quanto
ao valor das estu*aa einpregadas, nao me ojeupo
delle uesta occasio nem mesmo em discutir as
numerosas experiencias feitas p ir meio destes ap-
pareihos, sobre os mritos comparativos e taes
ou taes proeessos de desinfecta 1 par i a destrui-
Cao dos micro organismos infeccioses ; contento-me
em dizer que estaa estufas sao apenas sufiicieates,
mas iucomparuvelmeute superiores s dos uoasoo
hospitues parisienses, sobre tudo nao realisando,
como certos apparelhoj franjezes, as condicoes a
que os nossoa higienistas subordinara a coofiue 1
que preciso exigir da pratica da de.-ir.feecao. >
Oa clerlcaea em Roma. A National
Zeitung, semi-orgqdacbaucellaria tedesca, publi-
cou ba piuco uin artigo que no< circuios paliticos
ppoduzo impreaso, porque o considera como urna
d upla advertencia ao vaticauo e ao gov-rno italiano,
de priiceiro isto para cessar as suas Umeutacoes,
e ao segundo para contar sobre si s acerca da
poltica para o partido clerical. O o-go berliuez
assim diz :
A tdlha clerical, o Univrso de Pars, por cora-
municaco de Roma pubdcou urna nova nota pa-
pal aoa nuncios, na qual deve ser apresentada
ainda urna una a insupportavel situagao do
papa, o q al acha-se ofiendido pelas recentes de-
monstracoes anti-clericaes nao e eorao soberano
daja, Estados papes mas tambem como ebefe su-
premo da igreja catholica.
Quem ha pouco terapO foi testemunha ocular
em Roma de taes manif-stagoes anti-clericaes, sa-
be apreciar quanto eo infundadas as queixas do
vaticano, se ua verdaJo toram levantadas.
Pelo contrario, cada visitador da capital da
Italia v que os ebricaes gosam da ma'8 ampia
liberdade. Apesar da abolieao dos claustros, se
eucontrara em Roma em todas as ras e a cada
hora do da tnicas monacaes das mais variadas
cores.
E ainda mais importante .que os clericaes
nao s augmentare maia as suas possessoes no
centro de Roma (ora nao ha muito tempo que
compraram para oa seus fina o grande hotel Cos
tanzi e outros palacios)como tambem se tornam
sempro mais pateutes ua educaco da mocidade
italiana.
Todos oa dias se encontrara pelas mas de
R ma legioVs iuteiras de estudautea pblicos e as
comarcas nao faltara jamis aemelhantes grupos,
entre os quaes os discpulos doa jesutas nao esto
em ultima liuha.
a Pera o governo italiano, o qual em tacto de
instracC/o nao pode ser absolvido de urna certa
negligencia ju de urna expressa tendencia ao
laissti-fairc,cada nova queixa do, orgo dos je-
sutas devia ser urna viva adverteucia para resal
var do modo mais euergico os direitos do Estado
sobre a sua superintendencia das escolas.
Sao especialmente as raulheres que nao se po-
dem subtrahir influencia clerical e confiara os
seus ibos aos institutos espintuaes, o Estado tem
o dever do introduiir c eatender sobre larga escala
a instru"co laical tambara para o sexo fera niuo,
como ee faz nos institutos femininos alleraes....
Se o governo italiano cada nova lamenta-
cao, respoudesse com a fundar;o de urna quallda-
de de escolas superiores femininas, as notas cessa-
riam inmediatamente ou procuraran) ao Estado
novas armas para defender-se do fluxo e refluxo
clerial.
Ao nosso jornal foi tambem atrraado, por pes-
saa dignas de f, que no mesmo vaticano nin-
guem er mais sei ament no reotabeleciinento do
poder tempor.I dos papas, assim como tambem
hoje nao ha no vaticano quem nao creia que con-
tinuados e idnticos reclamos silo as diversas
chancellarlas paasadas airapleemente ad acta.
A National Zeitung passa depois a fallar das
demonatracoea da Valta Glori e as poncaa e inof-
fensivas inanfestacde8 errneamente tidas ?m sen-
tido republicano. D'ahi conclue com as aeguinte
palacras:
Porin dos Alpes nao faltara quelles que es-
to convencidos de que na hora do perigo tambem
ettes republicanos gritarao cm altas vozes:
Sempre adente Saboia .' >
Proclama* d<^ caaamentForam li-
dos na matriz da Boa-Vista 110 dia 12 do cor-
rente :
Joo Procopio da Silva cora Maria Isabel dos
Santos.
Jos Eduardo da Silva Guraares com Auizia
Angusta do Aina'nl.
Joo Pranciaco Gooirs com Ermelinda Alcxan-
drin 1 Maciel. ,
Elias Baptisa <'a Sila Costa com Marcia.
<,j-hao:
Lioje :
Pelo agente Gusmao, s 11 horas, na ra Tho-
m de Souza u. 8, do hotel abi sito.
Peto aoene linio, s 11 horas, em frente a As-
sociacao Commercial, de carvo de pedra.
Peo agente Modulo Baptista, As lt horas, na
ra estreita do Rosario n. 24, de espclhos ava-
radoe.
Amanha :
Pe/o agente GiismaOj&s 11 horas, na ra do Bar3o
da Viotoiia d. 2r>, do estabelecimeuto ahi sito.
Pec agente Pestaa, e 11 horas, na ra do Vi-
gario 11. i, de predio, e ai meio dia, de um bi-
Ibar.
KiHtt\H fnnebres.Serio celebradas :
Boje:
A's 7 heras, na matriz da Boa-Vista, pela s!ma
de D. Maris Bernardina da Rocha Leal; j t ho-
ras, na igreja da Pcuha. pela alma de D. Mara
Bapties. Ptrnandea.
Ainaiilia :
A'a 7 horae, na Ordem Terceira a Carmo, pela
! alma de Nicolao Machado Freir : s't 1/2 horar,
' na matriz do Monteiro, e s 8 horas, no Corpo
Santo, pela alma di. D. Frnncuna Gomes Power ;
s 8 horas, ua matriz da Boa-Vista, pela alma do
r. Fortunato Barroca.
Seguuda-feira :
A's 7 horas, no Espirito Santo, pela alma de D.
Mnrgsrida Mares de Aimeida ; s t huras, no
Corpo Santo, pela alma de Manoel Moura e Silva
Aginar.
Caaa da Stelenco Movimento doa pre-
sos do da 28 de D. zenibro :
Existan! ornaos 338, cutr rara 5, sahiram 23.
Existen 370.
A caber :
N ae oflaee 843, ma beres, 7, estrangeiros 9, e.
i eraros sentenciados t; procesando 1, ditos de cor-
I -1Total 370.
Arrabiados 3-'i, sendo: bous b'31, doeatce 15.
TVa! 346.
.\>ovi:.-iento da enfermara :
'IV .0 baixa :
San qne Grraelauo de Aranjo.
Isoteria Extiaordiurla do Vphnn-
ca -O 4. eultimo sortcio das 4." e 5." saiiea
deata importante lotera, cujo maior premio de
|i>:')Q0, if.'X extrabida hoje 30 de Dezcm-
hro, uipret,- nveimente.
Ada 1 expoatos vendaos restos dosb.lhc-
'ea na Casa da FoiLuua ru.i i'rimeiro do Maree
n. '3.
oTrabea acbam-se venda na praca da Inde-
deudencia ns. 37 e 39.
Iiitteria do Gro-ParnA 4a [larte les-
ta lotera ser extrahida ttrfa-feira, 4 do Ja-
neiro.
Bilhetus venia na Casa do Ouro, lU'a do Ba-
ro da Victoria n. 40
Lotera de Hace! de 900:000X000
A lt" partes da 14" lotera, cujo premio
grande de 2f0:000Ji, pelo novo plano, ser ex
trahida iinpreterivrlmeote uo dia 31 do correte
s 11 horas da inauli.
Bilhetes renda na Casa Feliz da praca da d i-
dependtncia ns- 37 e 39.
Ijolerla da roeteA < parte da 202 lo-
tera da corte, cujo premio grande do 100:0004
ter extrahida no da .. de Uezembro.
Os bilhetes acbam-se vendana Casa da For-
tuna ra i'rimeiro de Marco n. 23.
Tambem achara-se venda na pracn da Inde-
pendencia ns. 37 e 39.
Lotera do RioA 2> parte da lotera
-. 366, do novo plano, do premio de 100:0004000,
era extrahida no dia .. de Jezembro.
Os bilhetes acham-se venda na Casa da For-
tuna ra Prim-no de Mare.o.
Tambem ncbam-sc venda na praca da nae-
pendeucia us. 37 e 39.
Grande lotera da provinciaA8>
serie desta lotera em beutficio dos iugcuuos da
Colonia Isabel, cuj premio grande 240:0004000,
ser xtruhidan'j dia 3 de Janeiro, s 4 horas
da tarJe.
Os bilhetes achara-se venda na Reda da For-
tuna ra Larga do Rosario n. 36.
Haladonro Publicb'orara abatidas no
Vlatadouro da Cabanga 72 rezos para o consumo
do dia 9 de Dezembro.
Sendo: 5i rezes perteacentsa Olivcira Castro,
Se C, e 17 a diversos.
Mercado Municipal de alonO
movimento deste Mercado no dia 29 do correte
foi o seguinte:
Entrarain :
32 bois pesando 4,679 kilos.
1274 kilos de peixe a 20 ria 254480
155 cargas de farinha a 200 ris 31O0O
18 ditas de fructaa diversas a 300 rs. 54400
4 taboleiroB a 200 ris 800
10 Sumos a 200 ris 24000
Foram oceupados :
211/2 columnas a 600 ris 124900
21 compartimentos de fariuha a
500 ris. 104500
20 ditos da comida a 500 ris 104000
tO ditos de leguraes a 400 ris 2400
H ditos de suino a 700 ris 1149.'0
11 ditos de tressuras 600 ris 64600
10 tainos a 24 204000
5 tullios a 14 54000
A Oliveira Castro & C.:
54 talhus a 15 ris 544000
2 talbos a 500 ris 24000
Deve ter sido arrecadada ueste dia
a quantiade 2204580
Rendiraento dos dias 1 a 28 de Dc-
aembro 5:354*3440
5:575/020
Foi arrecadado liquido at hoje
Precos do dia :
Carue verde 280 a 480 ris o kilo.
Carneiro da 720 a 14000 ris dem.
8 nnoa de 560 a 640 ris dem.
'anuha de 200 a 320 -ia a cuia.
Milho de 260 a 320 ris dem.
Feijo de 500 a 640 idera.
Ceaaiterio publicoObituario do dia 28
de Dezembro :
Manoel, Peruambuco, Santo Antonio ; saphixia.
Mara Francisca da Coneeijao, Pernambuco,
65 anuos, viuva, Boa-Vista ; cachexia senil.
Joo, Peruambuco, 2 nanos, S. Jos ; coavsl-
sd?8.
INDICACOES OTIS
Medico
O Dr. Lobo M08CO80, de volta de sua
viagem ao Rio de Janeiro, continua no
oxercicio de sua profissSo. Consultas das
10 s 12 horas da raauhS. Especialidades
eperacSes, parto e molestias de s^nhoras e
meninos. Ra da Gloria n. 39.
Dr. Barreto Sampaio d consultas de"
rneio-dia s 3 horas no 1. andar da casa
a ra < Bario da Victoria, n. 51. Resi-
dencia ra Sete de Setembro n. 34, en-
trada pela ra da Saudade n. 25.
O Dr. Castro Jess tem o seu consul-
torio medico, ra do Bom-Jesus n. 23,
suDrado.
Dr. Gama Lobo medico operador e par-
teiro, residencia ma do Hospicio n. 20.
Consultorio: ra Larga do Rosario n. 24 A,
Consultas das 1 horas da manh s 2 da




(
LJUSD


Diario te Peft*a
Ihltacu
Huiuta-feira' 30 de Dezembro de 1886

Urde. Especialidad* : molestias e opera-
res dos orgaos genito-urinarios da hornera
e da niulber. m
Orotitria
. Francisco Manoel da iSui <& C-. novo"
aitaiios de todas as cspeeialidaaes pharma
ceticas, tintas, drogas, productos chimio?
e medicamentos homoeopticos, ra do Mar-
quez de Olinda n 23. "
Itrnsnrtu
Faria Sobrinho & C., droguistas por at-
acado, ra do Mrquez de Olinda n. 41
Serrarla a Vapor
Serrara a vapor e ojjicina de carapina
de Francisca dos Santos Macado, caes
de Capibaribe n. 23. N'este grande esta-
belecimento, o primeiro da provincia neste
genero, comprarse o venciese raadeiras
de todas as qualidades, aerra-so rnadeiras
de conta alheia, assira como se preparara,
obras de carapina por machinas e por pre-
go sero competencia Pernambuco.
reuniao dos erodoreb para a concordata,
ura anno aeconida 1
Se n'aquella o curador fiscal requereu o
leilao tendo ouvido particularmente o depo-
sitario, seu constituinte, n'estt deu ss o
mesmo.
Una praxe que era Janeiro de 1882 o
Sr. Dr. A. EstevSo do Oliveira, achou
conveniente observar, nao pJe 5 annos
depois, era ura caso entao oceufreute, ser
considerada como indicio de pareialidade
do juiz que firmoua.
Curopre ser justo e recocheoel-o.
PBBLM410ES A PEDIDO
Recife, 29 da Dezembro de 1886.
O. W.
Iguarass
A agente do correio da Villa de Igua'aaa taz
cente ao Dr. Telespboro Gomes do Arauj o, para
es devidos fina, qu", desde o da 17 do corro.!o
mea cha 8e na repurticao a sen cargo, um ofEcio
registrado, proced^ute do Beeite, cuj > envoltorio
traz as aeguintea palavraa :Portara do Exm.
desembargad ao Dr. juiz de d'rcito interino do Iguarass, o ha-
chare! Teleaph oro Gomes do Araujo.
Faz menina a-reut-.* este aviso, porqoe, segan-
do corre, nao pretende S. S. voltar eeta comarca,
d'onde rctirou se ant^a das terina forenses.
Jguaraao, 29 de Dezembro do 1886.
Mara Emilia Pessoa Cavalcanti.
A mocidade naturalmente imprudente, chfiia
de vida e isenta de cuidados, eutrega-ae aoa pir.-
zeres e os frequenta com excesso at que, o orga-
niamo fatigado ou atacado de enormidades erneia,
obrigada a guardar o leito e a paasar nina eiis
tencia miseravel.
Neate8 caaos de debilidade geral, de repugnan-
cia para oa alimentos, de dores na espiuha doraal,
nos ria e de traquean daa pernaa, o Vinbo de
Cbapotcaut com Peptona pepaicn, indicado
como o melbor remedio. lato fcil de compre-
heuder, eabendo-ae que eontin carne de vacc.: di
gerida e asaunilavel que nutro aem necessidade
do trabalho do t atcmago e leva s partea vivaa do
corpo os elementos constitutivos ueceaaarioa boa
anude.
Telegranima mentiroso
O Jornal do CoitlMtreio da 18 do cor-
rente publicou um telegramraa que Iho fu-
ra transmitido desta provincia no dia 17
noite, no qual se diz que- Cypriano
de Queiroz, capitaneando ura grupo de
conservadores dissidentes na madrugada
de 11 ntacou a fazenda do coronel Ca-
i raleaste, perto da cidade de Jatob,
i etc., etc.
E' estranhavel a cynica coragom com
que p autor desse telegramraa onsou trapa- tado0de Mendonca, qne pre
mittir ao mais antigo e ncraditado orgao quenciaa qua podiam rea
da iraprensa hrasileira tilo revoltane men-
tira.
A propria Provincia, exaltadissimo or-
gao do, partido liberal aqui, apezar de ter
aberto a campanil da calumnia e da diffa-
maco oontra o nosso infeliz amigo, coro-
nel Gavalcaute, depois que o Sr. A. de S-
queira foi derrotado na eleicao geral do 13
diatricto, nao atrvu-ie a affrontar a ver-
dade com tanto despu Jor e audacia, dizen-
do que o grupo da l'acinoras que ataeou e
assassioou o coronel Civalcaute e seus ti
Ibos se compunha da conservadores uissi-
r entes.
Ao contrario, na ediccao de hontem
transcreve do Trabalho, follia liberal que
se publica na cidade d Pao de Assucar,
urna noticia sobre o morticinio de Jatob,
era que se l o s?guiute :
A povoayiio do Jatob e su*s imme-
diajSes, no dia H do corrente, foram o
tbeatro u A'a lJ horas Jo dia, um grupo d; iio
mens, era nuraero da 19, couposto por
Cypriano Queiroz, Jlanoel Januario, Joao
Silvestre o outros, sob o cocinando do ca-
pito Iguacio, em desforra de ura deeaea
to aviltante feito a eata ultimo, atajo a aa
coronel Francisco l^av^lcants de Albuquer-
que, em casa deste, resultando morrerem
o coronel Cavalcante, seu filho. de nomo
Antonio e um cabra conhecido pela atCU-
nha Ponto Fino.
c Do lado do capito Ignacio morr^ram
Cypriano, Manoel Januario Jo3o Silves-
tre.
Ao governo imperial e ao Exm.
Sr. presidente da provincia
Somoa mf .rmadog, nao minucioaameue ainda,
que um :>m .-utavel facto. digno de rnaia alta cu-
aura e pnica", foi praticado em Fernando pela
tropa adi existente, e nSo tomou aa porposS-B
ternveia a qne podia attingir, devido a incauaavel
energa do actual director Joaquim Agripino Fu.
vendo aa tristes conse-
reault'.r, houve-ae ncata
emei cenca com" t.mio tino, urudencia e criterij,
c adjuvado p^r alguna Srs. eropregadoa, que a
ellea devemoa io aer bofa Fernando um nontio de
ruinas.
Breve daremos 8ciencia do ocorndo com toda
veidi O Pharol.
Tremenda e fatal enrermiiiade (4)
A tsae apparece frac-a e paaaageira e o doente
deapreza-a ; mil a cuida...
Dipoia, o enfraquecimeuto do corpo, algumus
drea no penoe as coatas, vao aeguindo cosa tosse,
que augmenta, e por fim o doente v se claramente
a bracos cora o grande flagello d i humanidadea
tsica pnlmonur .'
Esta tremenda e fatal eofermidade tai aagaa,
que pira melbor conseguir seus funestos fina prin-
cipia dlafarcando-noa u'uma toase deapreaivel I
Maa ella nao realisar aeua uefaatoa iutunt->a se
fr uaado em tempj opportuno o remedio priucipal
e a que tem cona.-gaido curas reaea da tiaic pul-
monar, que o PEITOKAL DE CAMBARA', im-
portante deacuberia de Alvares de S. 8oarea, de
Pelotas.
Oa iutereesadoa poderao encontrar no opsculo
que r.cotnpanba cada fraseo vahosoa atteatad.-a de
curas obtidas em graviaaimo8 casos, nao a de ti-
aica como de bronchitea, aatbma, coqueluche c ou-
traa moieatiaa do apparelho respiratorio
(Juicos agentes e depositan js geraes em Per-
nambucoFranciscj Manoel da Silva & C, ra
Mrquez de Olinda n. 23.
Iflstitulioii Francaise de
Demoiselles
Ra do Baro de S. Borja n. &o
(antlga do Sebo)
N. 6. Em casos de tsica no primeiro
segundo grao o poder curativo da Emulso
de ->cott surprehendent".
As s i as propriedados sanativas e fortifi-
cantes e as suas virtudes balsmicas e cal-
mante fizem-se sentir inmediatamente ao
princ'piar a tomar o remedio.
0
comerjara u 10 S Jiiio fle
1881
A directora,
Z. Adour.
ADTOCACIA
O eo selheiri Dr. Manoel dol
Nascimento Machado Portella
j i contina no exercicio de sua i
{ /proissu) de advogado podendos
Tiloso uraria de Fa-
zenda

ser encontrado em seu esenpto-
COLLKGIO
de S. Luis Gonzaga
Pedimos pela segunda ve aoa Exms. presiden-
te da provincia e cliete de polica para mandar o
alteres de polica Jos Nicolao tomar conta do
destacamento e asaumlr o exeroicr- da subdelega-
| cia da c I sim como a volfa de duaB pravas que foram reti-
radas com o alteies.
A cadeia d'aqui tem dezdito crimino308, no tra-
balho da linha frrea tem rnaia de dona mil ho-
mens, ealre eiles miii'os criminr)soa e quasi c n-
tinuadamcute ;ommettem desordena, portante pe-
dimos de novo a Sa. Exc8. aa providenciaa em
quanto teuipo, pea roa:a tarde aera diffieil con-
ter aquclles bomens. Esperamos que 6a. Exea.
attenders a ente nosae j3dt'< peliio, tantj^ maia
qaaiili>^*iliiliniiiliiilii pulira ilrt cidade ja Cea
aenrirV Ur. chafe da pi!i:ia a uoccaaidade que
existe e o risco que corra a r jtir.ida do allerea e
daa pr ic is.
Grvala, 27 de Dezembro de- 1886.
O gravataense.
Declaraco ao publico
Maaaal Manaaaa Oanea vem do Ito da^ \m
pr'-uaa declar&r nito s ao pub'.leo como ao Exm.
Sr. Dr. juiz de orphoa que o Sr. Fraucisco Tei-
xeira Barbosa j deu duas buscas com a polica
cm aaa caa.-i sita no Pomo J, e levou alguna ob-
jectos pertenci-utes a elle, como seja a sua roupa
e afajeetua que elle tina dado a aaa mulber antes
de estar
Eat nr>>vado que ae elle achasae maia alguma
couaa que Iho pertenceaae nSo odoixaria.
Sr. Fraaciaco Teix?ira Barbosa tem por ca-
turne tiaawr urna uta com objeer.oa que elle nao
posen.:. No dia 29 de Dezembro veio eile com
doua otficiaea de jastica eui.im indo-m; para que
< o..(;<.i<>
DE
JV. S. das Victorias
O Ra do HoMpiclo lO
As claaaea comecaro de novo a 10 de Janeiro
de 1887.
A baioncza d'Herpent tem a honra de ccmini-
nicar aoa paia e tutores de suas discipulas que ella
toma a a; a direceo do Collegi cjj razao de ana
filha, Mme. Blanche ficar por algum tempo no II.o
de Janeiro, junto.de seu filho menor que reclama
oa aeua cuidados.
Mmr. Blanche. obrigada de facer eata ausencia,
apiesenta s familias de suas diacipulaa muitoa
agraJecimentos, pelas demonstracoea de amizad
que d'cdaa recebeu c daa quaes sempre se lembra-
r com gratido.
O ollegio recebe pensionistas, meio-pensionis-
tas e externas.
O numero das internas ser limitado at 12.
X i ultima quinta-feira do mee ter lugar no
Collegio um pequeo toirie de recitacilo, de muai
ca c danaa com o fim de desenvolver as meninas
oa hbitos da sociedade na qual devem viver maia
tarde.
A direciorn.
Baronesa L. V. d'IUrpttit.
Com este titulo tundei no dia 15 de Novembro,
na ra do Hoaoicio n. 55 um estabelecimento des-
tinado natruccao primaria e secundaria de me-
ninos.
Abalancar-se a emprezaa deasa ordem em poca,
como a que atraveasamoa, inconteatavelmente
grande ouaadia e temeridad^. Antevi perfeita-
ininte as diffieuldadea com que ha va de iutar, oa
mil obstaculoa que ae mu antolbariam no eaminho,
maa, apocar de prever tndo 3so. nao me foi possi-
vel resistir ao deaejo de contribuir com o mea pe-
queo contingente para a grande obra do levauta-
mento da inatiuc^io.
Ena nam-si! no collegio aa aeguintca materias :
leitura, calligraphla, porluguez, fraucez, inglez,
italiano, lalim, geographia, historia, arilhmetica,
geometra, algebra, philoaopbia, rhetorica, msica
vocal, piauo, flauta, rabeca gymnaatica, deeenho
e eonveraa^ao das linguaa: tranceza, ingleza c
(altana.
A casa em que se acha o collegio nao pode ser
maia adaptada para eaae fim : aatisfaz cabalmente
a t >daa aa exigencias do eatabelecimentoa deesa
ordem.
Coujf, resido com miuba familia eatou em con-
di^oea do receber meninos de inaie tenra idade, aoa
quaes nao faltarao de certo cuidados u solicitudes.
Confiado na boa voutade dos Sr. paia da fa-
milia para ellea appello esperando que me coadju-
varo na ardua e diffieil tarefa da educaco de
aeua finj.
Reabrir-ae-bao aa anlaa a 7 de Janeiro vindouro
Recife. 19 de Dez-mbro da 188G.
Padre Manoel Lobato L'arneiro da Cuaba.
) trio a ra de Imperador
|jl. andar, das 12 s 3 da
i r ,
n. 65, j
tarde.I )
Dr. Fernandes Barros
Medico
Consultorio na do l>om Jess n. 30.
Consultas de meio dia At 3 horae.
Rceidcncia ra da Aurora u. 127.
Telephone n. 450
Leonor Porto
Rua do Imperador n 45
Primeiro andar
Contina a Rceeatu oa maia difficeia
figuriiijs recabidoa do Londres, Paria,
Lisboa c Rio de Janeiro.
Prima em perfeiciode costura, em bre-
v I ni e, modicilade em pre(;oa e fino
guato.
De ordem do Illm. Sr. inapeetor, faco publico,
que pernnte a junta da fazenda, no dia 4 de Ja-
neiro proxiuvi vindouro, recebeui-ae propcatoa em
curta fechada e sellada pira o forneciinento do
expcdiintc desta repart'Q.lo, durar,te a 1 semestre
do uno proxiu:o vindouro.
Oa pretendentea deverao moatrar Que aao ne-
gocianics matriculados, o de baverem aasiafsito o
imposto de industrias e. profisBo a, c b< m aasin
hpresentarem aa amostras doa artigoa que ee pro-
pozi-rtm tornecer.
Theaouraria de*Faz'nda de Pcrnambuco, 28 le
Dezembro de 1886.O se.-ivtario,
Luiz Emydro P. da Cmara.
Lotera da Colonia habel'
A 8 aerie da 24 parte das loteras em favor
dos ingenuos da Colonia Isabel, ucba-se eipoeta
ven'a.
Corre no dii 3 de Janano a? 4 h ras da tarde.
Theaouraria daa loterma para o fundo da emau-
cipacao e mgenuoa da Colonia Iaabel, 23 de Da-
cimbro de 1886.
O tbeaoiireiir,
Francisco Goncalves Torres
nopiniia e Fffl
De ordem co llim. Sr. inapeetor, e lie coefotmi-
dade com o aviso do Ministerio da Guerra de r
d^. Novembro ultimo, fac> publico qu-; no dia 30
do corrente, peranre H880 da junta, ae reo -
bein propoetas em carta fechada e-sellada, para a
venda de 12,513 parea de saleado runr.afactaradoa
no .residi de Fernando de Nor.aiba e existentes
no Araenl de Guerra, onde nodrro aer examina-
dos pelos proponentes, roediaate permiaso do
respectipo director.
Theaouraria ae Fazenda de Pernambuco, 22 de
Dezembro de 1886.0 eeretario,
Luiz E. Pinheiro da Camar..
Inglez
e
o ElD poucoz minutos a sala de visita en Ibe eotregaase aa roupaa e baha pertencentoa
Jj coronel Cavalcante tijuu inundada de \ m,.,lh,,r ,: M fiihu' ,lllSod', <\ao amhj8 t'"bacra
__ j i bahm cheios de roupa. O que hcou de imoha n-
aaagm e juncada de se.s cadveres ,h;i g do mt,u wta ,, fi, eu4treglt peranfa t03.
tricaran) eridos gravemente Joaquim emuahi.a que estavain preaentea, como bem a
Cavalcante, D. Mara Barbara, filos do
coronel Cavalcante, e outras passoas, de
urna e outra parte.
Uasta noticia, pois, assio: como das
ounounieccoes oficiaes, inclusive a d",
jiz de direito, que insuspeiio aos libe-
raes e era amigo do capitao Ignaci) de
Carvalho, com quem viva na maior ioti-
midade, a aind* das cartas em que pes-
soas insrspeitas de Tacarat narram o tris-
te aesntecimonto, so evilencia que n3 gru
po de fa^sinoras que assaltou a casa do
coronel Cavalcante u.Tj hara um s con-
servador.
Ncm plia ha ver em tal bando de as.-
sassioos conservadores dissidentes, pirque
nao os ha em Tacarat. sendo que sraeu-
te o celebre e bsm conhecido Francisco
Vicenti daCunha Valpasso, cunhado doca-
pi'ao Ignacio e iniraigo figadal do coronel
Cavalcante, indigitado como tendo coacor-
rido para semelhante attenlado, embora nao
t'.vesso tomaio pesaoalmente parte no as-1
salto a mesmo sa conservado lora de Ta-
carat.
E, p sto que Valpasso se diga conser-
vador nao dispon da tninima influencia en-
tre os consarvadores de Tacarat', o de
presente acha se exclusivamente ae servi-
50 do partido liberal, como prova urna sua
carta qu-i foi encontrada na cartucheira de
seu cunhado capitao Ignacio.
A circunstancia da tar sido capitanea-
do palo chef j iiberal de Tacarat' o gru-
po de facinoras composto em sua total i lu-
de de assassinos protegidos e a sold dos
liberaes, convence de que o principal mo-
vel desso s-.-lvagem attentado foi, com o
assassinato do corouel Cavalcante, anni-
quilar o grande partido conservador da-
quea localidade, que unido e sob a di-
receo do seu legitimo 1 hefe sabio Sempra
vencedor as latas eleitoraos.
Demonstrada asaiai a falsidade do tele-
gramma a que nos referimos, nos obrga-
moa a narrar em outros artigos todas .- s
oceurrencias relativas hecatombe de Ja-
tob,, e ento o publico ficar s'tbendo se o
coronel Cavalcante, que nunca matou nem
mandou matar a piissa alguma, era esse
fac-.einora que o Sr. A. de Siqueira, des-
peitado pela derrota, ousou calumniar, e
ao qual a rnpree^a liberal, fazendo-83 eco
da nera calarjnia, atacava diariamente,
estimulando e preparando os nimos dos
seus correligionarios de Tacarat' para o
brbaro r.ssassinato de que elle e seus fi-
Ihos foram victimas.
A historia com *oda e imparcialidade
dir quem eram e sao os assassmos de Ta-
carat'.
Recife, 29 de Dezembro de 1886.
Veritat.
FJIeneia Lfivy
Attenda ainda o publieo
Na fallencia de J^rge Jiingmanu o leilao
foi requer lo 'M dias depois de aberta, na
de Lew i fazem quaai (i mezes que 1 >i
cama, baba e louca de cosiuba perlencentea a
ainha filha, o de meu neto um bah pequeoe com
alguuias camisaa usadas.
Ora, a mima filha e o meu neto :-uuc-i que po-
dia poasuir eataa farturaa ds roupaa, porque du-
rante um anuo e dez mesea de caaaioa elle a
Ihe deu o encboval de casamento, e ao neto ? nada !
J veem que eu sendo pobre nao podia dar estas
farturaa d'i roupaa. Profo com o mesmo ex-aub-
delegado de Santo Amaro Sr. Sa que o Sr. Bar-
bosa evou a sua roupa, baca, vaaoa, quadros,
malaa, e nada moa inc.'Utrou.
Eata pouea roupa que lbe dei ticou inutilitada
com i sua doeuci.
Re;ife, 29 de Deembro da 1886.
A verdade !
Eu abaixo aaaignado atlirme o que ais o Sr.
Manoel Marianno Gomea contra o Sr. Francisco
Teixeira Barbosa, ao aeu artigo datado do 29 de
Dezembro de K586, fado real e juro sob a mi-
aba f de honra
Recif', 29 d^ Dezembro de 1886.
C ijimendador Augusto Jos da Silva Ribeiro.
Cursos heoricos ou pratieoa, conforme preferi
reos oa aenhorc8 interc asados. Raa da Aurora n.
19,2- andar.
de Levy j iazem quaai J raezes que
declarada.
Alh tudo indicava, como succedeu, que
o processo teria urna marcha rpida, sem
incidentes notaveis ; aqui os incidentes se
succedem, e ainda qu3 nao apparejara no-
Vos, e tudo corra regularmente s em Ju-
lho ou Agosto de 1887 poderd ter lugar a
Banhos de Olinda
No botequim do Cirm > em Olinda se indiear
quem ataga banheiroa a 2010 por pessoa e men-
salmente, tendo direito a que se lhe guarde e la-
ve a roupa de banhoa.
Trat-.ndo-se de fimilia qia durante a mearos
hora oceupe o mesmo quarto fir-se-h 1 abate pro-
porcional. Isto serve para oa banhiatas que tive-
rein da ir do Recife.
Aos eximios mdicos oculistas
Di*. Ferrelra da liiiva e l>r.
% ithiir Imbassahy
Condemnada na idade de 6 annoa maia cruel
das enferraidades a cegneira, privada de con-
templar oa entes queridos qne me prndeme trra,
e iato por tao longo teiapo, aecabo de aer mila-
groaaineut curada pelo inexcedivel e periio opera-
dor Sr. Dr. Ferreira, auxiliado palo joven e itel-
ligtnte medico Dr. At'tbur Irabasaahy, a-^ quaea
transportada de jubilo pela felicidadc que me ram
restitindome a viata, tendo oa mais anceroa
agradecimento, pedindu quellea diatinetoa cava-
Iheiroa que me deaculprm manifestar pela impren
aa, offendendo aaaim aua extremada modestia.
Dezembro271888.
D. Emilia Roza de S.
Salsaparrilha de Brlstol
393
Oa venenos daa eutra.ibaa da trra e embrega-
dos como remedios, matam anuualmcnto milhares
de peaaoaa. A propria plvora e aa balaa nao ao
ucm na metade to mortiferaa. A Salaaparrilha^de
Bristol eat nteiramente iaenta deaaaa maldices
do genero human, chamadas especifieoa mine-
raea. Seus iueesaanU-B triutupboa atravez do ea-
paeo de 35 annoa, sobre aa escrfulas, cancros, ery-
aipel'.as e daa glaudulas, a ae devem ao reino ve-
getal. E' o nico remedio pr-.-parado pelos homena,
que deaarraiga do cyat' ma o virus daa enfcrmida-
aea malignas e ao me8ino terapo reataura e fortifi-
ca a constituid Jo pbyaica.
Aos d-beis d foica, aoa anciaos vida, para oa
que aofliem, e um balsamo suaviaador e santo, pa-
ra oa abatidos de auimo, um elixir vivificante, para
aa peaaoaa do bello aexo um auxiliar perpetuo em
todos os aeua iucornmodos tepeciaea e para todoa
o remedio mai3 cfficaa c iuoffeu8ivo outorgado pe-
la acieucia, para o allivio c preservacao dos toffri-
mentos bumanoa.
Acha-ae venda em todas as botica8 e leja* d*
pertumariaa
Agentes em Pernambuco, Henry Foster & C,
ron Jo Commcrcio 11. 9.
O carcter perleramente moffjnsivo do Trl -
eoferu de Uarrv, provado por analyse e ex-
peneniia, a eausa de aer elle o favorito univer-
sal para cnancaa e reputado nico na aua esp.ci
para manter aa cabeciuhaa liuipa* de caspa, tinha,
eaconasoj, borbulbaa e outros malea cutaaeos a
que todas aa enancas de Itnra idade sao maia ou
menos sujeitaa. Ntese que nao ato elogio in-
teresaado, maa eim o testemuuho de sedhoraa c ca-
ralheiroa de cuja veracidade niaguem se atrevera
a duvidar.
Extrnalo W. Lalz
Rua do Imperador n. 55, 2." andar.
Com o noine cima abrir-te-ha no dia 15 de Ja-
neiro do anno prximo futuro de 1887, um estabele-
cimento de educacio, onde cnsinar-ae-hao todaa
aa materias do curso de preparatorios, havendo
tambem um curso nocturno das meamaa antenas,
e um outro commercial, no qual encinar ae-ha a-
mente francez e ingTez, theorica e praticamente
senda este das 9 aa Kl 1/2 da noite.
Estatutos
Art. 1.a Oa paes, tuMrea ou correspondentes,
deyerio acompanhar o estudaute uo dia da matri-
cula, para nao t matriclalo, como tambem para
tomar eouhecimento do rgimen diacipliaar da es-
tabelecimento.
1 quellea que niio tiverem quem oa apr-
sente, tambem Berilo aceitoa matricula.
Art. 2.i> O pagamento da matricula aera hito
menaal e adiautadameote a comecar da occaaiao
da matricula.
1. Por cada matricula pagar o eatudante
5iuO, havendo urna dffereiiC/a de conformidaae
com o numero de materias que eatudar no estabe-
lecimento.
Art. 3.0 Cada aula constar de 1 1/2 hora, sen-
do urna para tomar a lico do dia antecedente e
meia para explicar a do dia aeguinte.
Art. 4" Ne baver aulas s quintas-feiraa,
porin todos os alumnos devem comparecer no es-
tabelecimento u'eatKa dias hora de auaa reepec-
tivaa ulaa, para urna sabbatina, segundo a qual
os directores daro atteatados na poca dos exa
mes.
No eatabelecioaeoto cnccutraro oa Srs. paia
correap jnd :ntea cu tutores e oa Sea catudautea oa
estatutos como accrescentamento de tudo maia
que aqu ae oruitte o qae oa aoientificaro do que
luover de mais particular, e bem aesm da cu
venicncia do methodo nVate eatabelecim .uto em-
uregado.
Oa directores,
Luiz J. de F. e O. Sobrinho.
Augusto J. C. Braga.
Ao publico
Os abaixo assignados, tendo registrado e depo-
sitado aa anas marcas industriaea e rtulos daa
auas prejjaracoea na junta commerciai do Rio de
Janeiro de conf rnv.dade com aa preacripcea das
leis do imperio do Brasil, declarara e participan
aoa inteiesaaoa, que como nicos proprietarioa,
tem direito excluaivo de usar aa marcas indua-
triaes' e rtulos relacionados com manufactura
tabricacio e venda das Sguin es preparares ;
Agua de Florida de M urray e Laman.
Tnico Oriental.
Peitoral de Auacahuita.
Pastilhas Vermifugaa de Kemp.
Oleo de figado de bacalho de Lanman & Kemp
Emulado de oleo de figado de bacalho com hy
pophoaphites, de Lanmara & Kemp.
Saleaparnlha de Briatol.
Extracto duplo de aveleira mgica de Briatol, e
ungento de aveleira mgica de Briatol,
e que, portante, peraeguirio a todoa oa falsificado-
res ou imitadores das ditas marcas industriaea e
rtulos, procurando que sejam castigados com toda
a severidade da le.
Tambem acautelamos o publico contra todos
aquelles que intentam aubatituir aa noaaaa prepa
raepee cima mencionadas com artigoa falaificadoa
que levam rtulos ou marcaa induatriacs que imi-
tara aa noaaaa.
Lanman & Kemp.
Licor depurativo vegetal iod *<>
DO
Medito Quintella
Esta notabilisaimo depurante que vem precedi-
do de tao grande fama infallivcl ua cura de todas
aa aocncas syphiliticaa, escrofulosas, rheumatica
e de pelle, com- tumores, ulceras, dores rheumati
eaa, osteocopas e novralgicaa, blennorrhagiaa agu-
das e chrnnicr.s, canerca syphtliticoa, inflamma
coea visceraea, d'olhoa, ouvidoa, garganta, iotcs
tinoa, etc., em todas aa molcstiaa Tje pelle, simple?
ou diathericoa, aaaim como ua alopecia ou qnoda
do cabello, o as doen^aa determinadas per aatu-
rac.lo mercurial. Dao-se gratis folhetos onde se
encentrara uumeroaas exp .'riencias feitaa com este
especifico nos boapitaes pablicoa e muitoa atteata-
dos de mdicos e documentos particulares. Faz-se
descont para revender.
Depoaito era casa de Faria Sobrinho & C
Rua do Mrquez de Olinda n. 4!.
Oculista
Dr. Matt08 Barreto, ex-chefe da clni-
ca de olho do l'r. Honra Brasil o da
policlnica geral do Rio de Janeiro e me- )
dL-o aggregado do opial Pedo 11
desta cidade. /
Consultorio, rna do Imperador n. 65. 1-
andar, das 12 a S hiraa da tarde.
Residencia, Cin.inho Novo n. 159.
Aa operaedes so feitaa aem d.T, pi
meio da cocana.
Consultas e operacoes, gratis aoa pi
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MEDICO
Esoecialiata em partos, m ileatiae de seuhoras e
de crianzas, com pratica as principaea materni-
dades e hospitaea de Pars e de Vieina d'Austria,
faz todas as operaco-is obsttricas e cirurgieas
coiiceruentea aa suas e;.pecialidadea.
Cousultorio e residencia na rua do Baro da
Victoria (antiga rua Nova) n. 18, 1- andar.
Consultas daa 12 s 3 hora? i tarde.
Telephone n. 467.
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li.-ta, ex-ehefe de clnica do Dr. de
Wecker, < consultas de meio dia s
3 horas da tarde, 110 1* andar da caaa
n. 51 rua do Baro da Victoria, ex-
cepto noj domingos c dias a.inthcado8.
Residencia rua Seto de Setcmbro 11.
34. Entrada pela rua da Saudade u. 25.
Consultorio medico

cirurgico
O Dr Castro Jess, contando mais de 12 anno*
de escrupuloaa obaervaco, reabre consultorio na-
ta cidade, rua do Born Jeaus (antiga da Crui
n. 23, 1." andar.
floras de consultas
De dia : das 11 s 2 da tarde.
De noite : daa 7 a 8.
Naa deioais horas da noite aera encontrado ci
aitio travessa doa Kem-dios n. 7, pr;njiro por-
to esquerda. alcn do porio do Dr. Cosme.
EDITES
Collegio Parthenon
O diiector deate collegio declara aos paia de
seus alumnos e uo pnblico em geral, que mndou o
aeu collegio para a rua do Hospicio n. 3, cojo
predio offerece bastantes commodoa e condicoea
bygienicas ; outrosim, que recebe alanos inter-
ioa, oemi-internoa e externos, e aa aul-a cameca-
ra a funecionar a 7 de Janeiro d- 1887.
O director,
Ovidio Alves Manaya.
Dr. Gott Lis
Medico, parielro e operador
Residencia rua Barao da Victoria n. 15. 1- andar
Consultorio rua Duque de Caxias o. 511.
D consultas das 11 horas da sann s 2 da
tarde.
Attenda para os chamados a qnalqner b 1;
telephone n- 449.
Dr. FerTira da Silva, consultas
das 'J ao meio dia. Residencia e
consultorio, n. 20 rua Larga do
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II
II
I}
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Especialidadesfebre?, moieatiaa das
criancaa, doa orgoa respiratorio
seuhoras.
Prestase a qualquer chamado par*
or a capital.
aviso
Todos fs chamads davem ser dirig"
dos A pharmacia do Dr. Sabino, rua do
da Victoria n. 43, onde se indicar |
aua residencia.
Edital n. *
O administrador do Consulado Provincial, ero
cumprimento do que dispoe a le n. 1860, faz pu-
blico a quem interessar poaaa, que uo espaco de
30 das ufis, contados -'e de Janeiro do anno
prximo viodeuro, dar-se-ha principio nesta re-
partico a eobraasa iivre de inulta do.> impoatos
abaixo declarados relativos ao 1" semestre do
exTcicio de 1886-1887 :
' 0/0 sobre o gyro de caasa eorr.merciaea a re-
talho.
10 0/0 sobre estabdeci nrntoa lora da cidade.
12 0/0 sobre eacriptorioa de advogado e solici-
tadores, cou3Ultorio8 m "Jicos, etc.
20 0/i) sobre estabel cimeutos commerciaea.
20:ii000 por eacriptorio de draeoato de letras.
1:000(000 por casi de garantir bilbetes.
1:1 005000 por caaa de vender bilhetea.
2500 por tonelada de ..lvarenga, cauca, ete.
200u0 por escrnvo empregado em serv; > mc-
chaniee.
200 ra. por bara'ho de cartas de jogsr.
Consulado Provincial de Pernambuco, 28 de
Dezembro de 18S6.
P. A. de Carvalho Moura.
Coiai b triis irais
Mo a (ni :i e Be! A
BBanhos de Olinda
Em vista de recauacao de varios frequentado-
rea doa banhoa saigades da praias de Olinda, im-
posaibilitadis d-- irun actaalmeate morar caquella
cidade, resolveu a directora desta eompanbii:,
crear nma aasignatura menaal eapecialmcnte para
es bauhstaa, dando direito 11 urna viagem redon-
da por dia, mednwta o pagassento ae 10000.
AssigaatOTS q" coioecar a vigorar do dia 1 de
Janeiro de 1887 at segundo aviso ; sendo que,
p .ra maior vanlagem aera expedido desse d'a ero
diante um trem extraordinario sahiudo da rua -ia
Aurora a 5 horaa da madrugada, parando apenas
naa estafos em que cxistireo e.s3gnaes, e voi-
tai.do na im-soia conformidade a 7 hora?, deOu-
da. Oa seuliorea banhistaa tetSo tambera o direito
de ir pelo trem ordinario daa 5 '/ do Recife, aa-
aim como du voltar pelo trem ordinario daa G \t
de Olinda ; sendo que nos trens ''Xtraordiuariofi
aerao tambera acmittidas aa pa-a l" claaae da nos;a tabella.
Eacriptorio da co-npanhii, 24 de Der.embi-o de
1886.O gerente.
A. Pereira Simoes.
Banco de (rdito Real de hr-
naniliuco
No aortcio a que 8e procedeu n'este Banco em
data do hoiilem (23), para o reagate de 122 le-
tras hypothi'cariaa daa que existein em circuloi.ao
lla aerie), deaignou a sarta as de nmeros.seguid-
tes : '
Eafaa letr.ia aero pagas pelo Banco a contal
do primeiro dia til do m-z de Janeiro de 18-rli
qner sejam ou nao apri-aentudaa, nao vencerau
maia juros depo8 de 31 io correle.
Em virtude da detberacaode Baiico sers pacas
c-m o premio de 100 de 11. 3,650Ia sorteada,
C m o de 5i) a de n. 4,956 2a sorteada,eesa <
de 30/a de n. 1,7443" sorteada com o de
IfM cada uroa aa de ns. 528, 1,667. 2,499, 3,41'.
3,566, 6,566 e 6,738.
Recife, 24 de Dezembro de 18S6.
O gerente,
Joao Fernandes Lopea.
pra$a
Oe. ord ra do Illm. Sr. Dr. inapeetor, ae fz pu-
blico que s 11 horaa do dia 31 do crrente mez,
eeio vendidas em praca, no trapiche Conceicao,
as mercadorisa abaixo declaradas:
Armazum u. 1
21 kilos de envelopis com imprcssao cm urna
cor, partr da caixa marea Salazar, n. 395, viuda
do Havre no vapor frailees Ville de MarauUco,
entrado em 4 de Novembro u'tiino, abandonados
aoa direitoa por S> azar & C.
Armazem n. 7
l caixa marca P.MS&C n. 9,186. vinda do Ha-
vre 00 vapor francez Ville de Ceard, entrado em
25 idem idem, contend 10a kiloa de annuncioa
impress.s em mais de urna cor, abandonados aos
direitoa p-loa negoeiantea Raphael Dias & C.
3* aeccao da Alfandega de Ternambuco, 23 de
Desembro de 1886.-0 chef.-,
Cicero B. d*> Mello.
4a praQii
De ordem do llim. br. inapeetor se faz pnblico.
que aa 11 horaa do dia 31 do correntrf mez sero
vendidas em praca, no trapiche Conceico, aa mer-
cadoriaa abaixo declaradas :
Armazem n. 2
1 caixa marca AlLt '. e contra marca TH n.
5,3i2, viuda de Liverpool uo vapor inglez Orator.
entrado em 2 de Setembro do corrente anno, con-
tando 44 kilos de envelopes sem irapresaao e 86
kilo8 de cartij'8 para retratos com ijipreasao de
ama cor, abndonados aos direiioa par Alberto
Henachel Armazem n. 3
9 atados e 1 caixa marca F&C na. 992 1,001,
idem de New-York no vapor inglez Porfente,
idem em 28 de Outubro ideo, conteudo 62 kiloa,
peao liquido legal, de foihiuhas de Bristol, impres-
saa em urna cor, abandonadas ao3 direitos por
Paria Sobrinho c C.
3' aeccao da Alfaudega de Pernambuco, 2S de
Dezembro de 1886. O cliefe,
Cicero B. de Mello.
Na. Ns Ns. Na.
33 1.987 3.819 5.871
137 2.023 3.985 5.90
159 2.025 4.122 5.94S
205 2.325 4.149 5 na
i's:; 2.333 4.272 6. ouo
452 2.342 4.393 6.162
(M 2.315 4.441 6.1N7
581 2.476 4.571 6-374
814 2.495 4.582 6.475
819 S.499 4 592 6.532
840 2.591 4.649 .",
877 2.591 4.625 6.731
892 2 715 4.661 6.93S
1.230 2.830 4.7C6 t 951
1.305 2.890 4.752 6.983
1.320 2.9*0 4.786 6.998
1.843 3.032 4.808 7.024
1.38 3.186 4.894 7.06?
1.404 3.209 4.935 7.138
1.428 3.36 !..% 7.201)
1.435 3.403 5 262 7.364
1.518 3 lili 5.317 7.494
1.565 3.502 5.343 7.79
1.581 3S66 5.381 7.828
l.6? 3.608 5.419 7.858
1.672 3.639 5.424 7.86'_-
1.697 a.eso 5.461 8.145
iiia 3.662 5.510 8.168
1.8*4 3.735 5.674 8.201
1.923 3.7U 5.676
1.982 3.806 5.794
DESLARCOES
Lotera de 41100 eolitos
A grande lotera de 40l>0 contos, em 3 sorteios,
6ea tranaferda para o dia 14 de lisie vindouro.
iropreterivelmente, nos termos do despacho do
Exm. Sr. presidente, da boje.
Tueaouraria das L-Jteriaa para o fundo de
emancipaco e incenuos da Col nia Isabel, 14 de
Dezembro da 1 ~
O thcaonreiro,
Francisco GonyalveaToirea
Instituto ArctaeologSco geogfa
phlco Pernambucano,
Quinta feira 3)d > corrente, hora do coatume,
haver aesaao ordinaria.
Secretaria do LetttWta Arche^ogieo e Geogra-
phico Perna-i.bueauo, 28 de Dezembro de 1886.
Baptista Regueira,
! scretaiiu.
Irmandade de Kossa Kenhora
do Terco
A mesa regeiora desta irmandade aob propoata
de seu digno procurad.-r geral resolveu em su -
ultima sesso mandar dnurar pintar e tazer ou-
tras limpezaa -^necessariaa a decencia da igrej>.,
par3 o que sendo eoen.rre.ado urna eommissao d-
aeua m-.-mbroa convida ella aspessoss habilitada?
a apresentarera auaa pr.ipoataa em carta techa
.:- o ultimo do corrente mez.
O oresmeata das obras ae acha em poder i
r. theaoureiro Antonio Soarea Pino, rua de Vi-
dal da Ncgreros n. 10 com o qual pa :ero oa pro
ponentea entender-ae e entregarem suas propost
que 8erao ab;-rtaa em sessfto da inraa regedora.
ftecreiaria da irmandade de Nossa Sanhn- 3
Tercc, 28 de Dezembro de 1886.
O secretario infri.
Bento de Luna Mira.
Secretaria da Venera-
vel Ordem f ereeira
do Scraphico Patriar
cha S. Francisco a
Recife, era 28 de Dr-
zembro de 1886.
De ordem do cliariaaimo irmo min8ro, esa Si-
do n todoa os nossea ehar88moa irmos em g
a comparecerem no da de aabbado 1 da
prximo futuro, pelas 8 horas da manh, em a I
ja de uos8a veneravel ordem, afim de aaaialne:
miesa que se celebrara pela circumcieo do
nhor. Igualmente convidamos a tod^s os
didatoa",HppriJVados para entrarem de irmao e '
nosaos cbariasimos irnr ib navieos approv
ra pr .feasarem, a comparecerem as mesa
para realiaarem auia entradas e profi
moa publico que desta dataem diante dtremoS
tradaa pr tsaoes em todos os dommgo8 e i
tantiticadoe a 8 borus da msnb aoa que es|
rem approvados para estes tna.
Arthur Auausto do Almciea,
Secretario.
L
]
riaiyH ,

s



i


i
I


*

Diario de i'enia.iihino---tyufita--.eira ^ tic Bt^^-fof o de 1386
Servido de vaeclaacio
Ds ordem lo Sr. Dr. aspecto' de bygiene, faco
sabuco qae fies, o desgnanos os das de segunda e
qaarta-feira de todas as semanas s 10 horas da
aaanha para ter logar o servico de vaccinaco na
inspectora d n. 82, 1.* andar, para onde foi transferida a mesma
repart cao.
Inspectora de hygiene de Pernambuco, 31 de
Dezembro de 1886.
O societario,
Guilherme Daarte.
Irmaadade de Santo linar o das
Sal loas
MESA QEHAL
Da ordem da actual meza regedora, convido a
todas os aoss.is irmaos oemparreerem em nosso
consistorio, mesma es-reja, d< mingo 2 de Janeiro
pelas 10 horas da manha, afim de reunidos em
airea geral proceder-se a cleici da nova mes*
regedora para o anno compromissal de 1887 a 1883
de conformidad com os arts. 23 a 34 do compro-
asso que rege a raesina irmandade.
Consistorio da Irmandade de Santo Amaro das
Salinas, em sua igreja, 28 de DezemOro de
1886.
O eserivd,
M. D. da Silva.
Rilacjb dos contribuimos, do Santo Aoto-
nio, sujeitos ao imposta da 200 ris por
baralho de carta de jogar, de conforrni-
dade com o 62 do Art. 2/ da le J860.
Sua do Vsconde de Iahau.na u. 27.
Paschoal Joselli 40*000
Ifarcilio Das n. 32. Manoel Clementino
Ribeiro 10*000
PracdaInJ?p'ndenciana.27 o 29. Ma-
noel Coliseo & C. lOiOOO
Primeiro de Marco n. 7. Duartc & C. 40*000
Duque de Cazias n. 63. Guimares Fon-
seca & C. 40*0;>0
Dita n. 66. Ferreira Sonza & C. 40*000
Dita n. 45. Antonio Goncalves Perei-
ra & O. 40*000
Dita n. 63. Pedro Antunes C. iOJOOO
Dita n. 65. Barbosa Lima & C. 40*' 00
Dita n. 77. Joao Bezerra & C. 40*000
Dita a. 87. Joo Ferreira & C 40*0
Dita n. 91. Mata e Silva oc C. 40*000
Dita as. 93 o 95. Manoel Joaquina Ri-
beiro 60*000
Dita n. 97. Ribeiro Sobrinho & C 40JO0O
Dita n. 99. Netto Campos 4 C. 40*000
Dita n. 101. Emilio .Jereira de Abreu 4 '*000
Dita n, 103. Barbosa & Santos 40*000
Dita n. 107. Joo Antonio de Almeida 40*000
Dta'n. 113. Manoel Vieira Neves 40*000
Dita n. 117. Nones Fooceca it C 60*000
Baria da Victoria n. 22. Ferreira Mon-
teiro & C- 40*000
Dita n. 32. Antonio Domiagues Li-
ma fc C. 40*000
Dita n. 50. Bernardo Augusto Soares
Leite 40*010
Ditan. 11. Bento Machado 40*000
Dita n. 17. Emilio Roberto 10*000
Dita n. 23. Ribeiro 4 Almeida 40*000
Larga do Rosario n. 3S. Damiao Li-
ma&C. 10 000
Livrameuto n. 23. Francisco Ribeiro
Soares
Dita n. 25. Miguel Izabel
rrovmc:al
40*000
40*000
29 de De-
I.* Scelo do Consolado
embro de 1886.
O chefe,
J. X C- de Bar ro Campdlo.
Os abaizo assignados, cobradores do Consulado
Provincial, previnem aos seuhores contribuales,
gavelmeatc o recebmento de todos es iuipjstos e
coatribuicocs da companhia Draynage com inulta,
. cargo dos meamos cobradores.
Consulado Provincial. 23 de Dezcrobiode 1886.
Frederico C- da Silva Guimares.
J. Bernardo do & go Valenca.
ntt Ca de Misericordia do
Recite
Par ata seeretena sao chamados os prenles
oa protectores das menores abaizo declaradas,
para at o dia 31 do correte aprescntal-aj no
collegio das orphas, atm de serem ah admittidaE,
visto se reai as pnmeiras inscriptas m respectivo
quadro :
1 Alice, filha de Marianna Pires 'e Souza.
2 Ermelinda, dem de Francisca Mauneia de
Im.
i Mara, idem de Antonia Marcelina de Oli-
veira.
4 Julia, dem de Jotepha V. Diniz.
5 Aroelina, idem de Josepha Mara da Concei-
6 aria, idem de Candida Olympia dr Medei-
roe Aranjo.
1 Marciouilla, idem de Mara Supbia do Reg
Sarros.
Seoretaria da Santa Casa de Misericordia do
Becrfe, 16 de Dezembro de 1886.
O escrivao,
Pedro Rodrigues de Souza.
Companhia de EdilicacOes
O eseriptorio desta
companhia acha-se in-
stalado no largo de
Pedro II, n. 77 pri
sneiro
vando-se aberto das 9
horas da manha s 5 da
tarde, em todos os dias
uteis.
Incumbe- se de cons-
truc^es e reconstruc-
qes.
Recebe-se informa-
c,es acerca de terre-
nos na cidade e subur-
bios, e a respeito dos
quaes queiram os res-
pectivos donos fazer
negocio.
No mesmoeseripto-
rio se encontraro as
amostras dos produc-
tos da olaria mechani-
ca do Taquary, pro-
priedade da mesma
Companhia.
EMPREZA DU (iZ
Pede-se aos Senio
res consuQiraidores que
queiram fazer qualquer
comunicaco ou recla-
mar % seja esta eita no
eseriptorio desta empre-
sa ra do mperador n
9, oi.de tambera se re-
cebera qualquer conta
que queiram pagar.
Os nicos cobradores
externos sao os Senhores
Hermillo Francisco Ro-
drigues Freir e Manoel
Antonio da Silva li
veira,e guando or pre-
ciso o Sr. Antonio Mar-
fias Car.valho,
Durante a auzencia
doabaixoassigiiado na
Europa todos o s recibos
dessa empreza deve-
raoserpassados enta-
lles carimbados c fir-
mados pelo Sr. Samuel
Jones sem o que nao
tero valor al&un?.
COMPANHIA DE SEBROS
CONTRA FOt-O
Norlb Brish k Hercantile
CAPITAL
t:OOO.ooo de libras terlina*
A GEN ES
idomson Howie & C.
conPA^uit o t weciURO
NORTHERN
de liOndre e aberdeen
Poiriiti Onancrira (lieacuitiro IS8S)
Capital oubsciipto 3.000.000
Fundos accumulad os 3.134,348
Beeelia animal i
Dj premios contra fogo 577,330
De premios sobre vidas 191,000
De juros 132,000
O AGEXTE,
John. ? Boxwell
U* COHHEROOCIO 1 *>IH
i
AGENTE
Mipel Jos Vives
N. 7RA DO BOM JESS-N.
Segaron maritlaifl e lerrealrea
Ne^tes ultimo a umea coaapsi\hia afsta pracu
que concede aoa Sra. tcgnradrt iieaipcaode paga
ment de premio em eada stimo asno, o qns
equivale ao descont de cerca d; 15 por ceats uvor dos Begvvadoa.
Companhia
1
Coi
navega-
panilla Bahlana de
cao a Vapor
Maeei, Villa Nova, tenedo, Aracaj,
Estancia e Babia
0 vapor Caravellas
Lommcmdante liabello
egiie impreterivel-
wente para oa portoa
cima no dia 3Udo cor-
rente, aa 4 horas da
tarde. Recebe carga
nicamente at o 1/
dia do dia 30.
Para carga, passagens, encommendaa e dinheiio
a frete < racta-ae na agencia
7iua do Vigario 7
Domingos AI\es Ma heos
The lUIHSS C J
0 paquete Finalice
E' esperado dos portoa do
sul at o dia 3 de Janeiro
depois da demora neceaaaria
seguir para
Haranho, Para, Barbados, S.
Thoniaz e \ew-Vork
Para carga, paaaagen, e encommendaa tracta-
le com oa
AGENTES
Quinta feira, SO do corrente
A's 11 horas
Na ra Estreita do Rosario n. i4
Agente Modesto Baptista
Leilo
De 334 toneladas de carvao de pedra, car-
regamento do brigue norueguense Al/cor,
sendo 154 toneladas de carvao de Car-
diff e 180 patente.
Quinta feira, 30 do corrente
A's 11 horas
Em frenta a Associa I agente Pinto, levar a leilo, a riqnerimento
de Keia & Santos, e por despacho do Exm. Sr.
Dr. juiz de direito especial do coinmercio, todo o
carregament do brigue norueguense Alkor, tal
qual ae ach.t a bordo do meamo navio tundeado
n'este porto; suido que o dito carvao foi arres -
tado a Companhia The Central Sugar Factories
of Brasil Limited.
O referido leilo ter lugar a 11 horas do dia
30 do corrente, na sala da entrada da Asaociaco
Commercial Bi-ncfieeutc.
Leilo
MPERIAI
DE
KEGl'ROS contra FOCiO
EST: 1803
Edificios e mercadoria*
Taxa baixas
Promplo pagamento de prejuiao
CAPITAL
fia. 16,00O:O0C0O0
Agentes
BROWNS & C.
N. ^Ra do ComniercioN. 5
George Wiodsor.
i.ocdoo and Brasllian Ba
Limited
Sua do Commercb n. 32
Sacca por todos os vapores sobre as ca-
sas do mesmo banco em Portugal, sendo
anclar conser- i T' ^^ .raaTdo? CaPellistas n 75 No
rorto, ra dos ingleze.
GOMHERCIO
Hotsa commcre!al
bnco
de Pernal"
RECIPE 29 DE DEZEM30 rJE lSt>.
Aa tres horas da tarde
'o.aa&et of'tnac
Wi., houve.
O presidente,
Pedro Jos Pin*.
Pelo secretario,
Augusto P. de Lemos. -
3tmDniENTtiS PBLICOS
Mex ce De2fmbro I-- 883
ALFA Ni, ; A
I a 28
~+XOA ritCiVBCI4l
1 b ;8
la t)
776:289 J08
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'Jl:0y0/248
45.2364356
3:llb72
i.0-
60:473*618
05,71.
UOH
KbPAGHOS l)K EXPOKTACAO
Em 28 de Dezembro de 1886
*ra o exterior
No vapor inglez S. G. ftartSeg, carregou :
Para Liverpool, J. H. Boxwell 7,000 aaccoa cin
525,000 kilos dr assucar inast-avadn.
Na barca nomejuense Uranos, carn^aram :
Para Liverpool, H. iMoIxenba^li x. v,. \l eeas
com 23,541 kilos de algolo.
Ne lugar norueguense Christine, carregou :
Para New-York, M. J- da Rocha 1,000 saceos
ciin 75,000 kiloa de acaaear mascavado.
Na barca portugueza Cumoes, carregon :
Para Lisboa, S. G. tirito 97 cuuros salgados
com ',164 kiloa.
i*rt o imertor
No patacho norueguense Frithyof, carre-
gou :
rara Uruguayana, S. G. Brito 450 barricas com
51,950 kilos de IMBllr branco.
Na escuna uorucguene Uyfaged, carrega-
rara :
Para Pelotas, P. Carneiro A C. 2"> pipas com
12,000 litroa de agurdenle.
Naescnni nacional Evora, carregaram :
Para Pelotas, Alaia & R.i'nde 40U volumee
com 36,^.66 kiloa de assucar braiuo c lOl ditoa com
9,0u5 ditos de dito mascavado.
Nu lugar p -i tugues Temerario, carrega.-a
Para Santos, P. Carueiro & C. 3u0 taceos com
18,000 kilos de sanear braiico t. tOO ditoa com
12,000 ditos de dito mascavado.
No lugar nacional Sarah, estregaran] :
Para o Para, J. C. de Aihuqi, rqtie Filbo 400
votamos com 28,8rf2 kilos de assucar branco ; J.
C. de Mello 1 pip-.i com 4:0 li'ros d<- agurdente.
= No vapor nacional Cear, earri-guram :
Para Manos, P. Pinto ct C. 4.i barria com
4,3211 litr. s de i gurdente.
Para o Para, 1'. Pinto 4 C. 10 pipi- com 4,801
liaros de agurdente ; F. A de A-vrdo 50 barri-
e Was 500 barricas cot 30,604 kilos da assucar
braaco: Elnario Barbosa ICO barricas c-m
8,049 kilos de ssaucar branco ; M. J. Alv<-s 150
volnm'S com 10,?4'J kilos de aaaacar braneo ; J.
A. da Costa Mi-deiios 31 barricas com 2,247 kilos
de aasucar branco ; Bartholomeu z C. Succeaso-
res6volumes vinbo jorubeba.
No vapor nacional Caravcllon, onrregarara :
Para Bib'a, Amorim Irmaos & C. <>'Jb vclumea
com 69, Nj biale oaciooal Geriquily, carregHram:
CONTRA FOGO
fhe Liverpool & London & Glob
INSIRRANCE COMPANV
Sanuflrs Broters & C.
NDBMNISADORA
Companhia de Seguros
MARTIMOS E TERRESTRES
Estabelcida em 135&
CAPITAL 1,000:000^
SINISTROS PAGOS
At 31 de dezembro de 14
Warilinios..... .,110:000(000
rerreslres,.- 31(:000000
4*Roa do Cominereio
THEATRO
DE
VARIEDADES
Companhia
Lyrica de operetas, italiana
Dirigida pelo distiocto actor cmico
Espcra-ae de New-Port
Newa, at o dia 7 de Ja-
neiro o qual aeguir depois
da demora necessaria para a
Baha, Rio de Janeiro e Santos
Para carga, passagens, encommendaa e dinbcir.
a frete, tracta-ae com 03
AGENTES
Ilenry Forster i G.
N. 8 RUADO (JUMMi-KClO N.8
/ andar
lO ll\III5 US HUNN.1UK
RE .VAIIITIIIES
LINHA MENSAL
0 paquete Niger
Coniinandane Banle
Espera-se da Eu-
ropa no dia 3 de
Janeiro seguin-
do depois du de-
mora do costume
para o Rio de Ja-
Lcinbi-H-se ros
Kahia
senhores pnssageiroe
ds tudas
as classea que ha lugares reservados para esta
HOJE
Quinla-feira 30 de Dezembro
4* espectculo
8cena pelt primeira 7ez n'esta poca
]
agencia, que podem tomar em qualquer tempo.
Previne ae ao aaenhnres recebedores de merca
I dorias que s a attonder as reclumacocs por fal-
. tas nos Tolumcs que forem reconhecdaa na occa
! aiio da descarga.
Para carga, passagens, encommendaa e dmheir
* frote: tracta-ae com o
AGENTE
4ngnste Lab He
9 RA DO COMMEROIO-9
COMPA.\UIA I'KU^AtlUlJCA.XA
DE
Siavcgaco Coslcira oor Vapor
PORTOS O NORTE
Parahyha, Natal, Macu, Mossor, Ara-
caty, Cear, Acarnhu e Camossim
O vapor Jaguaribe
Commandante Baptista
Segu no dia 5 de
Janeiro, s 5 hora;
da tarde. Recebe
carga at o dia 4.
Encoinmcndas passagens e dinheiros afrete at
s 3 horas da tai-Je dn dia da saluda.
ESCRIPTORIO
Caes da Companhia Pemambw/i-vi
________________n. 12________________
fAREliRS RElll
Companhia Franceza de .\ a vers-
ea a Vapor
Linha quinzenal entre o Havre, Lis-
oo&, Pernambuco, Babia, Rio de Jiineiro e
Santoa
De fazendas, miudesae e movis, roobilias de
jacirand e pao earga, copos, colberea, jarros,
quadroa. cspelhoa graneles e muiros movis acul-
aos e oijectos ra de Pedro Alfonso n. -13.
<|iiiiitu feira. SO le Dezembro
Agente Britto
A's 10 1/2 horas
Leilo
IMS, MOTO1S
Sexta feira, 31 do crvente
A's I t horas
A' ra do Lima n. 20, eai Santo Amaro
das Sallinas
O agente Silveira autorisado p r urna familia
que retira-se para o norte, fura leilo de diversos
Ama
Preciaa-se de urna ama para cosinhar e com-
prar ; na ra do Cotovello n. 139.
Ama
Precisa-se de nma ama para servir a duas
pessoaa ; na ra do Alecrim a. 63.
Agente Pestaa
Leilo
De um bilh r de Jacaranda com
pertences, um piano de ilion
de, mesa elstica e outros mo-
vis c Tidros que scro ven-
didos para eecliaui atod econ
las.
Sexta-feira 31 do corrente
Ao meto elitk
Boa (o Vigario T-.oorio n. 12
Dr. Fortnalo Barroca
Eogeuheiro civil
O commendador Antonio Valeniim da Silva
Barroca manda resar urna missa por alma de acu
muito presado filho Fortunato, na sexta-feira 31,
Io anniversario de seu fallecimento, na matriz da
Boa-Vista, pelas 8 horas da muuba, para a qual
convida a seus parentea e amigjs, com anlecipa-
djS ag'adeeimentos.
f- *

Manoel Soares de Oliveira, sua mulher e fi-'
Ihos, Antonio Soares Pernandes de Oliveira, sui
mulher e filbos e Jos Soan-s Feruandes deii-.
veira, tendo recebido a infausta noticia do pasaa-
m.'nto de aua presa.lissim-i rali, sogra e av, D,
Margnrida Soares de AUnciila, no reino de Por-
tugal, convidam 8os scus parentes e amigos para
assistir as miasas que serio resadas pelo eterno
repouso da mesma finada, na ifereja do Espirito
Santo, s 7 horas da manha do dia 3 de Janeiro
prximo vinduro, eeti no dia em que recebaram
aquella noticia ; desde j se confe=sam eterna-
mente grato3 quelles que se dignarem assistir
a esse acto da caridade e.religiao.
aa ..... :.u
rii
leilo
e drogara sita
Subir i
a magnifica opereta
Lccocq, intitulada
em 3 actos, msica de Mr.
fiirofl-fiiroti
Trem para Apipucoa e banda para Magdalena,
Fernn dea Vieira e Atogxdos.
A'm lloran e i i.
Par o Natal, A. Bapt-sta 170 aaccoa com fa-
rinha de mandioca ; Fernandea' c Irmo 150
saceos com tarinba de mandioca.
No biate nacin-i S, Ambrosio, carregon:
Para o Natal, A. da Silva ainpja 6 barricas
com 3*!0 kiloa de assucar refinado.
No cter nacional Rogerio. carregaram :
Para o Natal, P. Aires & C. 6 barricas com
420 kilos de assucar branco ; F A. de Azevedo 5
saceos eo.n 375 kilos da a*.-., cur branco.
MOVIMENTO DO PORTO
Navios entrados no da 29
Macab 1S dias, brigue inglesa Linda,
de 255 toneladas, capitao 'nomaz Du
te, equipagem 8 era lastro, i ordem.
Rio Formoso e Tatnandar S boras, va-
por nacional Giqui commandante Son- !
za Lobo, em lastro ; Companhia Per- i
nnbucana.
Navios saludos no mesmo dia
New York Barca ingleza Northen Em '
pin, eapito L. Vanee, carga varios
g-neros.
Macaos por escala Vapor nacional Otar,
comrtiuudaufe Guilherme Pacheco, carga
varios gneros.
Rio Grnele do Norte 13 rea norueguense
Anm, capitao A. C. Bie, c.n lastro,
Espera-se dos Dortos do
sul at o dia 2 de Janeiro
seguindo depois da india
peaaavel demora para o Ha-
vre.
medico a bordo, de marcha rpida
e offerecc cxcellentes commodos e ptimo passa-
dio.
As passagens podero ser tomadas de antemao.
Recebe carga encommendas e pa?aa{;eiros para
ca quaea tem exceilentea accoininodacoes.
Cond
STEAMER
Sully
VAPORES ESPERADOS
Cearense de New-York h.-jo
Slefunie de Trieste hi.je
, Janeiro do 1S>JV
Ville de Macsi do BUl a 1
manee do sul a 3
Niger da Europa a 3
Manos do norte a 3
Euelid c Liverpool
Sully do Havre a 6
Baha do >-ul a 7
Allianca de New-Port Newi a 7
Ville de Santos do Hvn a 9
Trent da Europa a 10
Pernambuco do norte a 1
Para sul n 17
Aconcagua da Europa a '\
Niger do sul a ai
La Plata da Europa a 24
Cear do norttt a 34
Pernambuco de Hnmburgo a 25
Espirito Santo bUi a 27
Trent do sul a 29
E' esperado aa Europa
n dia de Janeiro, ae-
guiudo depoia da indiapen
savel demora para a Ba-
bia. Blo de Janeiro
e Sanio.
Roga-se aos Srs. importadores de carga p'loe
vapores desta liaha.queinim apresentar dentro de 6
j dias a contar do da descarga das alvarenga i j.i.-
quer reclamaco concernente a volumes, que po-
ventura tenham seguido para os portos do sul,an
de ae poderem dar a tempo aa providencias noces
sanas.
Expirado o referido prase a companhia nao ae
responaabiliaa por extravos.
Itecebe carga, encommendaa e passageirea par
is quaes tem exceilentea aecomodacoee.
Augusto F. de Oiveira k
46-RA DOCOMMERfilO-46
Para Pelotas
Segu com toda a brevidad para o porto cima
o patacho noruegnense Byfoged Christie, por ser
a iniior parte la earga (Deajada : pura o resto
se com \V. W Robilliard.
Peeife, 23 de Derembro de 188.
erceiro
Da importante pharmacis
ra do Bariio da Victoria n. 2, perten-
cente a massa fallida de J. C. L"ry & C.
Sexta feira. ai do corrente
A's 11 lloras
O agente Gusmilo autorisado por mandado do
Exm. Sr. Dr. juiz de dir. ito do cominercio e a re-
querircento do Dr. curador fiscal da massa fallida
de J. C. Lvy & C, levar a terceiro l:ilo, com
assistcnci* do mesmo joif, k armacao, mercado-
riaa, atrfre inglez e utensilios existentes na phar-
inacia cima referida, perteucentes mesma mas-
sa, podendo ser xamu.ado o mandado em poder
do mesmo agente.
Agente Pestaa
liora emprego de capital
2 Leilo
De2 importantes sito?, 2 cssas terreas e 2 ter-
renoa pertoncentea ao 4p(ilo do sbito portuguez
JNintonij da Silva Pontea Guimaraes :
O agente Pestaa autorisado pelo Exm. Sr. Dr.
juiz de direito, de orphaoa e ausente8 e a requeri-
niento do Lim. Sr. Vicente Nunea Tavares, encar-
regado do Consulado de Portugal vender em leilo
com H88itencia dos mesmoa senhores.
TERCA FEIRA, 31 DO CORRENTE
A's 11 horas
No armazein e .igencia de leiiu s da ra
do Vigario n. [2
O arguinte :
Um excellente sitio na estiada de Belm, n. 1,
terreno proprio com 30 palmos de trente e 560 de
fundos com diversas arvores tructiteras, boa casa
de pe ira e cal mediado 30 palmos de frente e 66
de fundos, commodos para grande familia, quartos
para criado, estribara e cacimba com boa agua de
beber, achando-se tlugad pela quancia de 4004
por anno, ser viudo de base a offerta obtida no pri-
meiro leilo de 1:">10000.
Um dito cein terrenos para montar urna excel-
lente engeuhoca, j pela grande ex'cncio do terre-
no e fjrtilidade do mesmo, no lugar denominado
Salgadinbo n. 12, com 756 metros aob 582 a en-
contrar a raargetn dircita do rio de Beberibe e pelo
leaie com o aitio Olho da Agua, por urna recta que
parlindo daporteira vai encontrar oa trilhoa urba-
nos do Recite a Olinda com urna excellente c
grande casa de vivenda, L'gur magnifico para crea-
co de gado, terreno foreiro Santa Casa de Mi-
sericordia do Recife, acha se alugada por 400/
por anno.
Um terreno com 232 palmo8 de frente, foreiro
Santa Casa de Misericordia do Recife, na estrada
de Belm, diviuindo ao norte com trras de Mara
Felippa e ao sul com a primeira ra projectada.
Um dito com 166 palmos de freute e tambera
600 de fundo, frente para a estrada de ferro au-
nexo ao terreno cima, foreiro Santa Casa de
Misericordia.
Urna casa terrea de pedra e cal em Afogados
com 1 porta c janella de frente, ao lado esquerdo
da igreja de N. S. da Paz, cu ra do Bom Gosto,
n. 17 tendo 2 salas, '3 quartos, cosinha tora, ca-
cimba, quintal murado, e quarto para criados, .la
qual inquilino o Sr. Jco Cancio Tavarea de
Oliveira.
Urna dita a rna de S, Pedro Martyr, na cidade
de Olinda, n. 100, com i' portas e 3 janel las de
trente,2 salas, 1 gabinete, quartia, cosinha fra
e quintal murado, acha-se alugada eem perfeito es-
tado de conaervacao ; para qualquer informaco
com o agente Pestaa no mesmo armazem.
Francolina Cime Poivell
O vigario Genuino Gomes Pereira, Luiza Ig-
nacia Gomes Pereira, Basilio Gomea Pereira Ro-
drigues, Eliza Amelia Parneiro da Cunha, aeu
marido 8eta$tiSo Borges Carneiro da Cunha, Cae-
t8no Gomes Piwell, Genuino Gomes Powell. Ma-
rianna Gomes Powell, Circumcisa Powell Calum-
by, eu marido Antonio Caluoiby e fibcs, primos
e primas, agradecen) corJialmente tolas as pes-
eoas que se dignaram comparecer ao enterro de
sua presada iruia, canbada, mai, sogra, av e tt,
D. Francelina Gomes Powell, fallec la na villa
de Seri'ibein, e pnra aa missas que maudam re-
sar pe'.K scu repouso eterno, no trigsimo dia de
seu passsmento, 3L do corrente, s 6 1|2 hort.s da
manba, na capella do Montcirj, e aa 8 horas as
matnzos do Corpo Santo e daquella villa, convi-
dam todas as pessoas de sua amizade para assistir
a este acto de religiai e caridade, pelo que mais
urna vez se confessam agradecidos.
*
Francisco Ferreira da Rocha Leal, Augusto
e. da Rocha Leal, Alfonso F d Rocha Leal, Ho-
racio F. da Rocha Leal, Alberto F. da Rocha
Ltal, Elvira Montero da Rocha Leal, Maria
Monteiro da Rocha Leal, Narciaa Mooteiro da
Rocha Lea', Zulmira Velloso da Rocha Leal o
Mana Bernardina Monteiro, suas Binas, genros,
netos (presantes e ausentes), convidam para as-
sistir a miasi do trigsimo dia, que por alma de
sua s-'rapre lembrada mi, sogra, filha, irma, cu-
nhada e ta, mandam celebrar na matriz dn Santo
Antonio, a 7 hor s da manha do da 31 de De-
zembro, pelo que ae confessam eternamente gra-
tos.
Manoel Honra (Silva Aguiar
A directora do Club Commercial Eulerpe man-
da celebrar urna missa por alma deste consocio,
na matriz do Corpo Santo, s 6 heras da msnha
de segnnda-feira 3 de Janeiro, stimo dia do aeu
f illecimento. Para este acto de rcligiao, sao con-
vidados os parentea do finado e a banda musical
do club, da qual o mesmo fazia parte.
F. J. Amorim,
Io secretario.
JBSBMM
tem
AVISOS DIVERSOS
Aiaga-se o 1* andar c sotao ra do Coro-
nel Suassnna n. 278, cou>,commodos para grande
familia, caisdo e pintado de novo, com agua e guz;
u tratar no Cbora-meniuoa com Jos Antonio Mar-
ques, sitio j'ioto i capella, ou na ra do Coinmer-
cio n. 46, armazem.
Nicolao Hachado Freir
Candida Mequilina Barroso, suas rinaes e so-
brinho, ainda consternados pelo ufausto pasaa-
mento de seu aempre chorado esposo, cunhado e
to, Nicolao Machado Freir, veem agradecer
todas as pessoaa que se dignaram conduzil-o
aua ultima morada, e pedir desculpa a aquellas
pessoaa, que pela exeguidade de tempo, doixaram
de receber participacao, e convidaxo-aa. e bem
assim aos seus parentea e amigos e aos do finado
aasietirem aa miaaas que por sua alma fazem
celebrar sexta-feira 31 do corrente, stimo do fal-
lecimento, a 7 horas da manha, na veneravel
ordem terceira de Carmo. Por este acto de re-
ligio e caridade ae confessam agradecidos.
Para
O lugar nacional Sarah seue impreterivclmen
, te no dial- de Janeiro viudouro. fazendo escala
pelo Cear, onde apenas se demorar quatre
i Loras ; s recebe passageiros.
Ojuima feira 30 do crtenle
Deve ter lugar por ntervcucao do tgente Pinto
o le lo de 334 toneladas e carvao de pedra em
i dous lotes em rre.-te AaaociacSo Commercial.
Leilo
De tima caixa com espartiihos avariados,
viudos pelo vapor Iherezina, por conta
e risco de qucni pertencer.
A luga-se o 2' andar da casa n. 8 ra da
Imperatriz, excellente morada ; traia-se na ra
do Imperador n. 61, 1- andar.
Aluga-se casas a 8G0 no neceo dos dx-
lhos, junto de S. Goncallo : a tratar na ra di>
Imperatriz n. 56.
Precisu-sc de urna ama para casa de pouca
familia ; na ra dos Martyrkis n. l.Vi.
Reccbe-se encommendas de pastis para os
dias de Natal, Aumo Bom e Reis, e faz-se com
perfeicSo edeicio'O petaco- vatap ; na ruada
Matriz da Boa-Vista n. 3.
Alujja-se o 2- e 3- a dar na ra do Bario
da Victoria n. 52 ; a tratar na mesma casa, no
I* andar.
O abaixo assignado faz scimte ao respeita,
xel corpo commerei I que comprou ao Sr. Joao
Goncalves Souzs Beirao o seu estabelecimento de
bilbar, livre e desembaracado, ra Duque de
Caxi.-.s n. 34. Recife, 30 de Dezembro de 1886.
Joao B. da Silva Genr.aif.es.
Precisa se de urna ama nao mofa para co-
sinhar e mais servicos domsticos Je urna caaa^de
familia de duas pessoaa ; a tratar no caes da Ra-
mea n. 26, andar.
Hara Bernardina da Rocha
Leal
Antonio Ferreira da Rocha Leal e sua mnlhir
Carlota Monteiro da Rocha Leal, mandam dizer
urna missa por alma le sua cunbada e comadre, e
irma, Maria l'.ernardiua da Rocha Leal, na ma-
triz da Boa-Vista, a 7 horas da uiarh do dia
30 do corrente, trigsimo do seu pasaamento;
convidam os parentes e amigos da finada assi--
tirem a mesma.
l>. Oeoclecii
t
Carolina de
Bandelra
esque*
Empanada
Na na da Uniao n. 54, compra-ae, eatando cm
bom estado.
Ma-icel Ignacio de Torre8 Bandeira, Ma-
noel Ignacio de Torres Bandeira Filho, Ma-
ria de Carmo de Torres Bandeira e Isabel
Coutinho de Torres Bandeira, agradecen) do inti-
mo d'alma aos amigos que espontneamente (visto
nao ter havido convites,) se prestaran) a conduzir
ao cemiterio publico o corpo de sua mulher, mei
e sogra Deoclecia Carolina de Mesqnita Bandein:;
e aos me8moa e aos demais amigos peder a cari-
dade de assistir s missas que por alma da mesma
aerao resadas no Convento do Carmo, s 8 iiora
da manha do dia 3 de Janeiro prximo.
Uan Bapiinla Pernanden
Bento Caetano Muniz Vieira, Manoel Caetano
Mnniz Vieira, Antonio Caetano Muniz Vieira,
Jos Caetano Mnniz Vieira, Rosa Maria da Con-
ceicao, francisca Canilluda do Espirito Santo,
Maicionilla Joaquina -Wandclcy, Goilhcrmina
Maria da Conceico, pai, irmaos, tios e tias, agra-
decem do intimo d'alma s pessoas de 'sus ami-
zade e as da finada, o caridoso obsequi que fise-
ram de acompanhur os restos mortaes de aua sem-
pre chorada filha ; e de novo as convidam para
assistirem as missas do stimo dia do seu pasaa-
mento, que pelo et' rno descanse de sua alma,
mandan) celebrar na igreja de N. 8. da Penba
quinta feira 30 do corrente, -i 6 horas da manba
lo que desde j se confessam gratos
]
r ittrtvn
(

'
i




t


Diario de PernambacoQuinta--, eir 80 de Dezembro de i
S Madoaro poblico
Como 8" eiignni .' Ainda nao saborn, que om
vereadorj foi a m nlia casa convidar me para o
Pina fjueu tabeado, assim dizeia que
diz*J. Eleutorio. Q mamo dos qaarentafaatis ?
O fiscal.
**MlM*II^^U^\^^^mY!MW
L commercio
Os abaixo Resignad >i participara ao commercio
que nesta data disulvera u araigavelmente a so-
ciedadu que li'ihaui no nrin \ rna de Mucilio Diss n. 31, a qual gyravasob a
firma do Eana'y & Binlcs, retiran lo-ae pagos e
itiffiitos de seus eupitaes e lucros ; outrosim,
declaram nada dever tiesta praca era fra delta ;
mas se algu?m se julgar cn-dor da dita fir na apr-
sente seus tirulos no praso d.- tres das, i contar
da data dest.% ficando desos deste praso vre de
qualqner n-spooctbilidade. Recife, 9 de Dezem-
bro de 1886.
Samuel Esoa'y.
Adolpfco Banks.
CREME de VO&EOT
Bspecialidade de Cassls
r JUSTIN DEViLLEBf CHOT
SXJ01T (Cie-d'OD Tranca.
i Mcdalha as Et^oaicom da :
tUa 1855, 18R0, 1867 (Exioilfit Oifurul)
BUOI 1155 (Madalha t Honra), 1813
LOIMES, aUCOH 1151 BORMACX 1858. 1115
B0U10 1851 BElAHfOI, TROTES 1883
IWUlttrimtmPirnimbiKo :FMie"M.8asilva*c- ]
LVm\mmmX\>m\mm\\\ajiaW
Profcssora
U na senhora competentemente habilitada, pro-
r io-30 a leecionar em collcgios e casas particula-
res, as seguintes materias : portogurz. francrz,
msica e piano ; a tratar na ra do Mrquez du
Herval u. 10.
r
Sem dieta cscni niodifi-
eaf oes de eostumes
Laboratorio central, ra do Viconde .
Rio-Braneo n. 14
Esq'r.-i da ra do Reqente -.Tio de
Janeiro
Especficos preparados pelo pliar
macealico Eugenio Marques
de Hollanda
Approvudos pelas juntas de hygiene da Corte
Repiibeas do Prata e academia de industria d<
Pariz.
Elixir de imbiribina
Restabelece os dyspepticos, facilita as diges-
tocs e promove as eji-ccfcs diflicies.
Vinho do ananaz ferruginoso e quinado
Vara os cbloro-aneinicos, dcbella a hj poeaiifc
ratertrcpical, rtconstitue os hydmpicos e benbe-
ricos.
Xarope de flor da arueira e mutaraba
Muito recomrm ndudo na bronebite, na hemoj-
AU BON MARCH
8{Rua Duque de Caxias}
PARA ACABAR
Ter ama pequea l'esla o fregnez que atingir o gasto de S$
200:000$OOO
UITEHI., DI
"yse e as tosses agudas ou chronicas.
Oleo
de
f< rr.i'itioso
e cascas dt
testudus
laranjas amargas
' o piimeiro reparador da fraqueza do orga
limo, na fysica.
Pilulas ante-peridicas, preparadas oom
pererina, quina e jaborandy
Cura radicalmente as febres intermittentes, re
nirtcntes e perniciosas,
Vinho de jurubeba simples e tambera for
ruginos, preparados em vinho de caj
EfEcazes as influnimacocs do ligado e bacr
igudas o chronicas.
Vinho tnico de capuana e quina
Applicado as eonvaleecenca das parturiente
retieo antefebril.
Francisco Manoel da Silva & C.
RA MRQUEZ DE OLINDA
Regulador da Mari-
nha
Este importante estabelecimento do re-
lojoaria, fuadado om 1869, tota funecio-
nando agora ra Larga do Rosario d 9.
O seu proprietario encarr;gado da Ro-
gulamentacilo dos relogios: Arsenal de Ma-
rinba, Estrada de Ferro de Limoeiro, Cora-
panhia Ferro Carril de Pt rnambuco, As-
sociacSo P.omir.ercial Beneficente, Estra-
da de Ferro do Recife a Caxanga, Estra-
da de Ferro do Recito a Onda e Beberibe
e Esirada de Ferro de Caruaru' ; cercado
de intelligentes c habis auxiliares, fazcon-
certos por mais diffieeis que s^jam, nao
so em relogios do alfjibeira, mas de penda
la, torre de igreja, caixas de msica, ap
parelbos elctricos e telcgraphicos.
O me8mo acaba de receber variado sor
timento de relogios americanos que ven
de de 7j> a 204 de parede o de mesa, des
portadores de nikel.
Aos sous collegas vende fornecimeto err
grosso e a retalbo : e aceita eucommendas
para seu correspondente ero Paris.
Acha-se beta montado nesto estabeleci-
mento uro observatorio pelo qual regula to-
dos os relogios martimos terestres.
Recebe asssignaturas para dar a horacer-
ta desta cidade pelo telephone n. 458.
Prego commodo
Ero frente de seu estabelecimento se
acha collocado uro relogio, cujos mostrado-
res poderao ser vistos pelos passageiros ds
Ferro Carril, lendo sempre a hora media
desta cidade determinada pelas suas ob
servagSps astronmicas.
Antonio Jos da Costa Araujo.
Approximaiide-se o fim do anno e deso-
jando presentar aos nossos bons e benvolos
freguezes um sortimento completamente novo,
liquidamos a ps ecos baratissimos una grande
variedade de artigos c tecidos de seda, la,
linho c alguns cortes de easemira, ditos cm
pe^as, aigodoes.niadapoloes, toalhas felpudas
para rosto e baulio e muitos outros artigos
que nao deixaro convir.
Costantes de excellentc fazndas para
senhoras 10^000.
Ditos ditos ditos para homens S 5000
Ditos ditos ditos para crianzas 5 5000
JL^TO DO LOUVRE
Z0Z
&
ATTEX(A0
Avisamos aos nossos freguezes que re-
rebemos da Europa pelo ultimo vapor, uro
'-xplendido sortimento de chapeos de sol
finos, elegantes e muito modernos para ho-
mens, senhoras c enancas. Os chapeos
para crianca, pela sua elegancia estSo apro
jriados para presentes: occasiao dos
padrinhos compraren) uro para offerecerero
^os .tilhados cm reg^sijo ao anoo novo.
Este acreditado estabelecimento, tero
augmentado o seu conceito devido sin -
ceridade, capricho em sortimento e traba-
ho ; os seus proprietarios estiveram muito
ri'pT as primeiras fabricas do Porto e
cham-se habilitados para executarem qual
|U'r trabalho.
5 -RA DO BARO DA VICTORIA-15
Son l'erreira A C.
Ama deleite
Precisa-se de urna
boa ama de leite; nc
3o andar do predio n.
42 da ra Duque de
Caxias por cima da ty-
pographia do Diario.
8>C
8>
es
PASTILHAS
De ANGELIM & MENTRUZ
Este remedio precioso tem gozado da acce:;
H'o publica durante cincoenta e sete annos, corj-
^candse u sua manufactura e venda em r827.
bu popuiridade e viada nunca ionio toexten-
rras como ao presento; e sto. por si mesmo.
otrerece a tnelhor prova da sua eficatia maravil-
.mos a dzer que nao Ecm lieiaado
:m de extirpar os vermes, quer em
:- em adultas, que se acharao aflic-
tos <: ;s da vida humana.
detamos de receber constantement
gtaeTOu&'s de taedicos em favor da sua efiieacia
. e. A < ausa do successo oblido por este
remedio, tem apparecMo varias falsificac
orle ru deve o comprador ler muito cu.dado,
o noae uiteiro, que de.
eraiftEG fte B.A, FaAHHESTOCK.
W5

as

rs
3
^% O Remedio rnais tfficaz e a^i*
C5 veguro que se tem descoberto ate
?j hoja para ajepe lir as ion trigas.
ROQRIAYOL FRERES
Elixir carminativo c Inico do
pharmaceulico Ve as
Remedio que cura dvspepfins, gatriilgias e to
das as perturbacoea ligadas 4 deaarranjoa Ao es-
tomago e intestinos. Aeousclhadn por varios cli
nicoe dos mais oonceituadcg desta cidade, acha-K
4 veada exclusiv> mente na pbarinacia aint-ric-ana
de A. -Vi- veras St, C, ra Duque de Caxias uu-
tnrm 67.
Precisa-" gnber noticias e infonnacoes so
bre Franciaeo Pri-z, fruncfct, nascido no departa-
mento dos Baixos Pvreneas, com cerca de 35 an-
nos de idade, o qual veio para esta proviacin ba
alguna annos, e consta que daqui seg'iio paru a
Parabyba Agradece-ge qnacsqner inforinavoe.
dadas no escripturio de Mua & Rezende, ra do
Commercio n. 38, 1- andar, entrada pela rna do
Torres.
B*S
T>
zn
Cfe
ZJ5
Chapeos e chapelinas
36 A40PBAQA DA NBFEHDEIA.....36 HD
B. S. CARVALHO & C.
Proprietarios deste bem conhecido estabelecimento paaecipam
as Exroas, familias e ao publico em geral, que mensalmente recebem
das prineipaes casas em Paris e Manchester o que de melhor e do
apurado gosto ha em chapslina o chapeos para senhoras e meninas
e das primeiras fabricas de Haraburgo o que ha de melhor em cha-
peos para homens e enancas, o muitorf outros artigos concernentes
chapelaria.
Flores artifciaes para ornamento
QC
so

G
toe
5C
T12TII3
PARA TINGIRA
barba e os cabellos
Esta tintura tinge a barba e os cabellos ios-
tantaneamunti-, daUMtu Uwa uur:i bonita i&e
e natural, inofensivo o sin uso simples e
rpido.
Venrle-ge na BOTICA FRN'OEZA E DRO-
GARA do Rntiqui yrol Fre-i.*, sin < ssorc de A
CAORJ, ru do ttan-JuHM (amiga da Crui
a. SS.
PERFUUARIA D tUHDO ELEGANTE
OEL.ETTREZ
64-, 56, Ra Richor, 54, 56
CREACO PARIZ NOVA
8ZXMC *- P-rVAI..
SUAV1DADE
coxicetx'aQao
CREME 0SMHEDIAI
' SABOXBTB, EiTBACTO]
AGUA DO TOCADOR
POS DE ARROZ
COSMTICO, BRILHANTINA
OlsEO, POMSADA, VIltAOFUS
, Pcrtumarii 0SMHEDIA assegura aos
Pt-IBMTES F'alS
fertntali ttiru t (ir na ipul
emftr*5Ktt7FBAH-l^7sirVA AC".
FUNDICAO GERAL
ALLANPATERSONaC
N. 44--R i do Brum-N. 44
JUNTO A E^ TA(JA0 DOS B0NDS
Tem para vender, por pre< mdicos, as seguintes ferragens:
Tachas fundidas, batidas e caldeadas.
Crivacocs de diversos tamanbos.
Rodas de espora, idem, idem.
Ditas angulares, idem, idem.
Varandas de ferro batido.
Ditas de dito fundido, de lindos modelos
Portasd fornalha.
Bancos de ferro com serra circular.
(Iradeamento para iardim.
Vapores de v'orca de 3, 4, 5, 6 e 8 cavallos.
Moendas de 10 a 40 pollegadas de panadura
Rodas d'agua, sy3tema Leandro.
Encarregam-se de concertos, e assentamento de machinismo e
traballio com perfeigSo e presteza.
ezeca&am
qual
Cuidado com as Falsiflcaeas.
F^^ISIS, 14, Rao
i Apoplexia. o Cholera, o En)6o do mar, o- Flatos, a Clicas, Indi-
i Febre amarella. i-Sc. Ler o prospecto no qual ra envolvido cada vidro.
-se exigir o lctrelro branco e preto, em iodos os vidros,
leja qual fr o tamaiibo, como UinjlX'in a /asignatura :
Depsitos em todas as Pbarmaclas das Americas.
AGUA de MELISSA1
dos Carmelitas
BOYE
Unwo Succeasor dos Carmelitas |
de xAbbaye, 14, PAEIS
}/3*
i
ORIZA LA'CTEv CREME ORIZA ORIZt VELOUT-E
aos Consummidores
PERFUMARA oriza
207, Ra Saint-Honor, 207 PARS
OS PRODUCTOS DA PERFUMARA ORIZA L.LrTGRAND
'i
rifven. huvcpbho e favor publico .
1* lo cuidado iscmjnloso com cae i 2" i taa qaaldaAe Isalteravet (
taa latricidis. ) i tiavidadi do su perfnai?.
iA8 SE 9RITA OS PRODUCTOS DA f*ERFUIHARtA ORZA
Bm attinglr ao seu gr.ia de dellcsdeca e perteicao.
A appareitcia exterior dtstas uiitaroes teniio idntica aos Verdor d^.
de iros froiiui-toH Oriza, os consummidores ilerero se JJ^T
precaver contra este commercio iUtdto c considerar como *\ "*
'JVa_ coutrafaccOo gutiguer producto de qinUUla&t Inferior t^t
^pP1^ vendido por casas piuco honradas. n*^
4 Zmnmimi:MMu%mi\um6 O
Remessa do Cataloaro llluatrado & pedido franqueado.
la- dWlS
u
EXTRACCiO DA 3* PARTE DA 1* LOTERA
EM BENEFICIO DA SANIA GASA DE MISERICORDIA
Terca-feira 4 de Janeiro
AO MEIO DA
Esta lotera, por algum tempo retirada da circuh^So, devido a grande guerra qHe
lhe promoveram, como c do dominio publico, vem novamente tomar o sea lugar de
urna das vantajosas loteras do Imperio.
O agente pede ao respeitavel publico a sua benvola attencao para o plano das
LOTERAS DO GRAO PARA', por extenso publicado nos jnrnaes e impresso no ver-
so dos respectivos bilhetes. O plano desta lotera o nico que em 50.000 nmeros
distribue
12.436 premios, ou quasi a quarta parte !
Ainda mais : esta a nica loteria que premia todos es nmeros cujos dons al-
garismos finaes forem igoaes acs dos
QUATRO PREMIOS MAIORES
A SUilll :
1005 s duas letras finaes do premio de......................
60j5 s duas letras finaes do premio de......................
50)5 s duas letras finaes do premio de......................
40)5 s duas letras finaes do premio de......................
200:000,51000
40:0005000
20:000,?000
10:000^000
Tambem sSo premiados todos os nmeros das centenas dos quatro primeiros
premios.
Alm destes, tem esta loteria grande quantidade de outros premios de bastante
importancia. E' tambem esta a nica loteria que garant quen comprar 100 nme-
ros de terminajoes diflVrentes 32 1/2 % independente dos premios avultados que
possam sabir na extraccSo.
TODOS OS PREMIOS SAO FAGOS SEM DESCOSTO
A's extraccoes sao feitas em edificio publico e sob mais severa fiscalisajao por
parte das autoridades.
Os bilhetes acham se venda na ogencia o em todas as casas, em Santos, Sao
Paulo, Campias, Rio Grande, Babia, Cear, Maranhao, Para, Amazonas e en Per-
nambuco rua Nova n. 40 CASA DO OURO,
0 agente no Rio de Janeiro
Augusto 4a Bocha Moatoiro alo
23Rtia de lrus;u)vcna23
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^.^ I?heumati8mo.Ca/icro8,8oba6,lmpi^en6
o todas as molestae queu-nho eua orujem
na impureza do sarigue denda a syphis.
b-
0O PflR ABLTOt


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iodo *if<. \
rROOUCTOSlUOlCIHAES
ABORflTORIO SfNTRfli De
j OA FtORABRASjLEIRAs;
Ijt Ba do Viscond doio Bra-aoo
---------HIOZtK -IAXK1IIO
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^ Doengas RADICALMENTE CUBADAS COM 0
RETO LAR
com
X-A-ROFE SEDATIVO
de Cascas ra Lar?.rjas awsrgts
BROMURETO i
APPROVADO PELA JUNTA DE iVIENK DO B3AZIL
O Bromareto de Fotcssio de
Irfuroze, como todos os prodct >.>
feitos n'este estabelecimento. de
urna pureza absoluta, condico Lndis-
pensavel para que se obtcnli fleitos
sedativos e anodynos sobre o sys-
tema nervoso.
Dissolvido no Xarope Larcze 'le
Cascas de laranjas amargas, este bro-
murek) unh'ersalmente empregado
tusivamente receitado pelos mais
celebres medios de todas as facul-
ss para combater com certeza :
a3 nlcct-oes nervosas do coraejao,
da vas digestivos 5 respiratorias,
as nevra'.gias, a epilepsia, o hyste-
rico, a dancj de S. Gny, a insomnia
das crianzas durante a denticao, em
ama palavra, todas as aiieccoes
nervosa.
No mesmo deposito acha-se jenas us segantes rociictos de J.-P. UROZE .*
XAROPE LAROZEuV TNICO, ANTI-NERVOSO
Contra as Gastrites, Gastralgias. I>;7ap6.i3s:a. Uorei e Caimbias de estomago.
XAROPE DEPURATIVO 00RET0 OE POTASSiO
Ccotra a Ar-^cs escrofulosas, cnv. trosas, Ti^morea brancos. Acida d aasgue.
Accidenten vpMtico aeconduios e torclarics.
XAROPE FERRUGINOSO.-:.-'. aOTOIOOURETO-.FERRO
Caaln Anemia, Chloro-Anemia. Coivs paind:^. Fioros branoas. Raohltiaana
if*tj tm teiss v baos 3atu i tazlL
Pars, J.-P. LAROZE e Cla, Pharmacf-ticos.
fc_ !. til ISSAWT-MOl, 2.
-V .
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CUIDADO COM
AS FALSIFICACES!
C 0' /^o le;ro O TOUCADO
Q _,/ E O 3ANHO.
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O Vigor tf
Cabello
fW^"Ayer
S^jK*. (Aysr*s Ha ir
IfcJR* ^

fa3A 0 CAKU.9,
torv.v.
KACIO, PIEXIVEL IUSTCSO-
I
M****4MM M4
MORSONs PEPSINA
Beaeflo ioiailtre) e agradaTel
F!tl COMaUTTLR A m
INDIGESTAD
Sob a forma de
TRASCOS, POS
UOJ.08JX.OS.
VENDE-SE no MUNDO INTEIRO.
Pl.l l'AKADii- AL
Primilla Mormon
Ituili rtcommendidu
pelos principie* Medico.
MORSON & SON
SMUinrtai Ira, RaaseU-S-juare
LONDON
hwsitiriMBWamtiuco : rrancM. da SILVA A O".
Alug-a-se
o predio n. 140 A roa Imperial, proprio para et-
tabile.-i ment fabril : a tratar na ra do Comuvr-
13 n. 34, com J. I. de Medeiros Reg.
A higa se barato
Ra do Ncgueira n, 13.
Raa do Calabouc) n. 4, leja.
Travesea de S. Jos n 23.
As casasia ra di. Coioni:' Suassuna n. 141
Largo do Corp.' Sent n. 13. 2." andar.
. Caaa da ru* do Tambi n. 21.
'rat-se na ra do Commereio n. 5, l9 andar
ssjriptorio de Silva (iuimarSee & C.
Aluga-se
o 2" andar e terreo do sobrado n. 35 i travesea de
S. Jos ; o 1- e tarreo dj de n. 27 ra de Vidal
de Negreiros ; o 1 dj da. i. 25 ra velha de
Santa Rita ; o 1 do de n. 34 ra estreita do
Rosario ; o 1- d de n. 24 ra do AragJo ; a
pasa n. 35 4 rnn da Virsco, todos limpos : a tra-
tar na roa do Hospicio n. 33.
ama sala propria
fom Jess n. 38, 1
Aluga-se
p-ra cscriptorb ;
andar.
na rna do
lllB s*m
i.
Precisase de urna ama para eosinbar e uegoin-
uar ; na ra do Bare da Victoria n. 5, primeiro
andar.
Ama
Precisa-se de ama ama psra coeinhar : ua tra-
vesea eos Prea, n. r> ((jWiqui'y).
Ana
Precisa s" de orna ama para eosinbar o ensa-
lmar, que si-ja de idade ; no largo da santa Cruz
numero 14.
Ama
Precisa-se de nma rapariga para cuidar de orna
crianc ; na ra Real u. 20 (Casa Forte).
Ama
Precisa se de tima ama q- e saina eosinbar ; a
tratar na roa Velba n. 75.
Costur eir a fr anceza
MmP. Funny Silva, chegada ltimamente de
Boenos-Ayree, participa a Eiinna. familias qne
acaba de abrir o seu atelitr ra do Imperador
o. 50, 1- andsr, onde aguarda as ordens das fa-
milias que queram lunrar co < sua confianza.
Tendo occupxdo em Paris o lugar de 1* corla-
dora da casa Wortb, no Rio de Janeiro, idntico
logar na. cieditadi.iasa de modas Notre Dame de
Pars e em Buenos-Ayres no importante atelier,
na cidade de Londres, acha se habilitada a eatia-
fazT s pees as mais difficeis de contentar.
Faz qoaluuer vestido, quer para bai'e ou pas-
eio, sahidas de baile, capas, parieeaus, confec-
ciona ronpa brama, enxivaes para casamento,
enfeita chapeos, efe. Recebe directamente de
Paris e Londres o jtrnt.es e moldes. Precos m-
dicos.
Pillas purgars e depurativas
de Campanba
Estas piluias, cuja preparacao puramente v
etal, teem sido por mais de 20 anuos aprotreitatiai
oom os m^lliores resaltado; uas seguiiit.es moles-
tias : affeci;oes da elle e do ligado, syphilie, bou
boes, csaWifuta, cliagai inveteradas, erysipelss e
g^uorrhu.
Modo de ounl-SK
Como purgativas: to ne-ae de 3 a ti por da, bav
O-'adn-se ap cada dse um p ,nco d'agua aaofa-
ch ou enld!).
Com.' re tome-ee uin p'lnla aojautat
Estas piluias, di ii.vencab dos pbarmaec::-
Almcida Andtade i: Filhos, tcem veridiettan uot
Srs. mdicos para sus tnelbor garanta, tornande-
ac ir.i-.in ri i irnrii i-la vi i, por screui umKgQti
purgativo e de po que pode::
asadas t-ui viag
ACUAJC-SE A' VENDA
"* drogara cl<> Farla Wobrlnbo <*/
*l RIA IK> MAKQEZ DE OLIKDA -41
Diario de Per Bambuco-- -tyuin
a 30
de 1886
Luz brlhantB, sem Fumo
OLEOOMATICO
Hygienico e Econmico
PARA LAMPARINES
MAIbXINSi. BASTOS
Vernambueo
NUMERO TELPHONICO : ti' 3S
Agua florida.- Kxtrahida de flores bra-
silciras pelo sen delicado perfume, susvida-
de e suas propriedades benficas, excede
a tudo que oeste geneio tem apparecido de
mais celebre.
Tnico ara encano. E' n primeira das
preparacSes para a tonservaeSo dos ca-
bellos. Extingue as caspas e outras mo-
lestias espillares, faz nascer os cabellos,
impede que embrapquecam e tem agrande
vantagem de tornar vres de habitantes as
canecas dos qne os usam.
01>'0 vegetal- Compcsto com vege>.al
innocente, preparado para smaciar, for-
tificar o dar brilho aos cabellos.
Agua den'ifricia. Exilente remedio
contra a carie dos dentes, fortifica as gen-
gives s faz desapparecer o rto balito.
Vende-se as principaes casas desta ci
dado e na fabrica de cieos vegetaes ra
da Aurora n. 161.
TELEPHONE N 33
Tricofero de Barry
Garante-M qne. faz nas-
cerecrescer o cabello anda
aos mais calve*, cura a
tinha e a caspa e remero
todas as impnvezas do cas-
co da eabeija. Po
mente iiapede o cabello
de cabir on de cinbra:
oer, r infallivelmento o
torna espesso, macio, lus-
troso e abundante.
APPROVAGAO
ACADEMIA
MEDICINA
PARS
V
____ O quinium Labarraque uro Vinho eminentemente tnico et feb fugo destinado subsrituir todu a
otttru preparaces de quina.
O quinium Labarraqtie rntem todos os principios activos dos vinhos raais generosos.
O quinium Labarraque prescripto con vantapem aos convaJescencea de doencas graves, as parturientes e
a todas aspesjas fraras ou ci ;a.
Tomado com as verdadeiras :, sao rpidos cffeitos que produz nos casos de Moros,
ma, cores paludas. -
Em razao da cif.recia do Quinium Labarraque, e preferivel _-
tomal o em copo de licor, no Tan d .. .es. ^rj-'/y&i
Vende-se na mor parte das pharpac* i Jr J^*
9 vteatacupte^X-i^*
Fabricaoao e atacado : Casa L. PREHC
19, ru Jacob, Paris.
"Sf"

VERDADEIRAS PILLIS h O" I1AD
moo prepartdot terrngiaot podtw *prntar-*o i ccafivaf do* Mmtitss I
0 BomutB apc-iOdo mm documentos to autbBco costo es saprinst :
ato KpreciadM cmd o melbor estto. ha tsais e te mn, efi, anwof parte Oca Hotrooa, i
par* oarar anemia, Cblonu (rti i! _gue a tnjSercao^aestdS PHu: nr noto'* lex franw uu ilisyen.'a ue utoaiaglo. I
Agua Florida de Barry
Preparada segnndn a formula
original usada pelo inventor em
1 ^'-1. E' o nico ptrfnme no mun-
do que tema approvaciloofilcial de
na Govemo. Tem dnns vezes
nais frairanciiqne qnalqnnr nutra
ediiniodcbrodo lempo. E'muito
mais rica, snave u elioioM. E'
muito mais fina e driii-nda. E'
mais permantnte e agradavcl na
lenco. E' dnas vezas mais refrp--
oante no banlio e no quaito .lo
loent" E' espeofloo contra a
fronxido e >'.< bilicladc. Cura as
dores do cabeca, os cansacos e os
desmoins.
larope Je Vida ie Reflter Nc. I
AXTES DE C8AX/-0. DETOT9 DE USAIr-A,
Cura positivae radical detodasasformasda
acrofnias, Syphilis, Feridas Escrofulosas,
Affecces, Cutneas e as do Couro Cabel-
ludo com perdadlo Cal>ello, e de todas as do-
encaadoHangae^Figado, e Eius. Garante-se
qne purifica, enriquece e vitalisa o Sangue
e restaura e renova o systema inteiro. 0
Sabao Curativo de Reuter
Para o Banho, Toilette, Crian-
Sas e para a cura das moles-
as da pelle de todas as especias
om todos os periodos.
Deposito em Pernambuco casa de
Francisco Manoel da Silva & C.
Non plus lra
Sorprend nte e nunca viudo a este mercado do
vinbo puro de uva sm a i-mima composicao, de-
nominado
Maduro
proprio puta mis'i : i especialmente pelo
socio nn ultima viagcoi que tiz aos lugares vinba-
teiros de ParrngaJ
Cbeguu !i.uib<-a> o i.
Mal
Adml-ilitrztso : PARU, $, Boulntrd Mirt/ntrtr*.
aRANI'E-GKILIX.^-ASaettcalvmjiftaticas.itoea-
f*t4*i vas.;,-. .?vr. .ii.-iMi'-' ';e5 do fijado e do ba^o
obsiriicoes .lusasdabile.
H0P1T.IL -AC-e lliB I 'I:.- SO (!:: enca,
i-' tr
etajBtUTMB \niif,
CJOv I
HAOTITUVE.- A
razia
viuho proprio pn.ra eonstitoicSes debis, especial-
mente par- senl -r:,!:. '.- anta ap
provajao tem fido. i. ponto de hr.ver tirita, demos
as ordens precita* i.fi.i fie chesur-nes remes-
sas, tantas quintas f i.-'.:: uecetsar:is para con-
[2
KA1USI,'
m i Cria
UUUVlUiJ LUIilUJ
em tocos c s vaporea sementi-s novas de bortalicas ;
assm con;.. :~r ie liic-oen illian e
faia* la luiitn.
Obras de Time
Nova icir:i-sa a CKSTAS PARA COMPRA.
Condenas e assaJtes
Balaifts pera roepa suja
fadeiras c kr^is.
Pom Menes & C.
R ESTREITA DO ROSARIO N. 9
Pitra ensAinmar
o
Precif;i rmar e outros
POIICM ii <-o predio n. 42,
na '! typograpbia
do Div
Capuiiga
Aloge-si fructo e es.sa
piit i ir.bucanus
n. 1 ; u
il

t*l
i HaioaremoM a %u\ nnlca cltagiio. do Xf noro*.*
. 1 aaro ow axero a aueae,auk,ais eue,renDbt}v ama PiStUMSd* BUu4
tacoaattistiiTeu -Mfere c cnatra* fttrarAMca, ao racbldsro como
| tnoZker aatsoblonmoo. a d-ooueuc
r.fr>cn*tt a Acii/nu tfo *dVr*t 4o Parfr-
i que o tea notae frJto)a (rravaao sobr" ac Pllot* cobm a atrtgtn-
OUMPRE DISCOMPIAA Dftt 'raiTAQEC
5,ma Pjjmm. t.Pe.mmboco: ?*l*" f. ai'- *'*,aaar!l"i!f*MPteraswWv
V.AtV.0
DOMESTIC
AS
Tdephonc
S3o reccaheciaas ser as utai
elcganes, m mais duraTcis
em tudoa es sentidos.
0 "BLHOBES '
Pora pr(;com.
lustrato. de todos os estyl diri
jiin so
DoRMslic SenfBg Machine & C.
NEW YOlt, U. S. A.
n. 8
Pulseira
'^Pas puleriis da igreja de Santa Rita roa do
Imperador, perdeu se na noite de (esta urna pul-
seira de ouro, cbata : grtific,i-se beta a que-n
a entregar rna do Imperador n. 43, 2- andur
(C"lletri<' americano).
(iraifica-sc
a qui m achou um tobremdo de borracha na est i
cSo do trem na ra d-. Aun ni o o qnizer entregir
rna do Vigario n. 10. aruiMzem ; aeeim como um
leque que fui p.'rdiil-. deOlinda Gnyanna.
Caixeiro
Precia-se de um caixpiro com pra'ica Je mo-
lbados ; a tratar ua ra Duque ce C-.xias n. 30.
Especial
Em casa de todos os Perfumistas e Cabelleireiros
da Franca a do Extrangeirc
[ "C3 a X3TO O 7
PAEIS, S,
GH. FATST,
Eua de la. 'Pa.ajx:,
s de tgtfiie (Atioz especial
REPARADO COM BISMUTHO
Perfumista
proprietarioa do muito
*.
connecido estabelecimeuto deuominado
MUSEU DE JOI
sito a ra do Cabug n. 4, eommaoican ao respeita^el PUBLICO que receberam u_
grande sortinaenlo i'e joias tas mais modernas e dos mais apurados gestos, como ta;r
bem relogios de toda as qualii.'ades. Avisiim tambem qu continuara a recober po
todos os vapores nade <'& Europa, objeetoa novos e roodotr mui:o menos que er
outra qualquer parte.
MIGUEL WOLPP & C.
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Compra-s uro pfftta velliu.
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Pernambuco.
Joaquim Salguniral & C, ra Uireita n. 22.
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Asba-se unaa em todas as |irinci|ots Perfumaiias
Criado
Precisa-se de um criado para casa de familia,
dando fiador sua conducta ; pode tratar ra
estreita do Rosario n. 8.
Caixeiro
Precisa-se de um e-ixeiro de 12 4 14 ann:s,
com pratica de tavern e que d fiador sua on-
ductn : na ra das Trinch-.-ira- n. ''i.
vi
XAF .-.
ircjrai;
.
:".
Mara do Livramento, velha octngenaria e niu-
perrima, pede s almas earidosM que Ibe mande
urna esmola pelo amor de Deas, llora no bi eco
do Bernardo n. 51. E' um obra de caridade.
Caj
Magnifico assucar turbin,d\ iroprie para &
bricar o especial doce de chj erjra ^iioaao.
Joaquim Salgueiral & C, nu Direiia n. 22
Telepbone n. 445
n
SAUDE PARA TODOS.
PILULAS HOLLOWAY
As PHuas purlflcao o Sangue; corrgem todas as desordems de Estomago o
dos Intestinos.
Fortalecem a saude das constituepes delicadas, e sao d'um valer incrivel para toda? as enfermidades
peculiares ao sexo fcminino em todas as edades. Para es meninos assim como tambem para as
pessoas de idade avancada a sua emeacia e incontestaveL
Sitas medicinas sSo preparadas smtnte no F'.'taheletimenlo do Professor Hollow/.v,
78,1TEW OXFORD STSEET (antes 5S8, Oxford Street), LONDBES,
G vcnderse em odas as phannacias do universo.
0$ compradores, sao convidados respeitosamen-.e a examinar os rtulos di cada caixa e Pote se nio tcem Z
direcj'ao, 533, Oxford Street, sao falsificagoes.
*
DE
SCOTT
JJE OLEO PURO DE
Fijado de jacalilo
COM
flypophosphilos de cal e soda
4*]>|>a-ovada pela Suata de Hy-
gleae e antoirisada pelo
govemo
E' o melhor rem. dio at hoj< dercoberto para a
tlailca broncblteN Mcropraiilaa. ra-
cbiiia. anemia, lebilldadc em eral.
deOnxod. lqae cbrwnica e affec;Aei>
do pelto e da garganta.
E' muito superior ao oleo simples de figado de
jacalho, porque, alm de ter cheiro e sab-.-r agra-
iaveis, possue todas as virtudes medicinaes e nu
tntivao do oleo, aim das propriedades tnicas
reconstituintes dos bypophospiitos. A' venda nat
(.rogarias e boticas.
Deposito em Pernauibuco
' -' ni .-:: go{
pI.'.'lE:CB c as n: C
ir-.
RCCnx Cil'C?
rlft
..; a i:;:~. WBCiU ';; 0 ni

torneo a vir, oasuoie
is o ilot ae
' O hjoopko* te'
ili
r.ir.-X
.. .;
S Treex) : .. 1 : ~ ;.- S59 j
Kiiira-; ue* anat^Mli P*e* wea.
Caixeiro
commereio
5
p
PILLAS lio Dr
de tODUSEJe de FZBM i de Q'J'.BU 1
TBIKrA aKNOS bborn xito tem deraoart to
atacada ii con tesura- d'aatu Pulas, qoa tuccr ai
totoa o tmenlo* prtHlrapara a rtyenf^fo 4 ltmj*c
Pelu anas propriedadea tnicas a m\mnttv*,
O IODT732XTO b rZBBOl b QTEaT?l Jl
4 i avdicameaK aa-j. ->cto ooatia aa
Urs* di zt oiflgo Vtiwtm tamal
PsrCa da ppstltt
tuteadoEaW'ibrmimenta 6o Salud*
ffiKcsi. esr.rofulottt, et
St.-atit> Sara: 0, ni fe G:!!"l-Ssitt-6r2ia2U Tita
* tu*9bm krxm- k. lia sn.v*. o>
4> 'rS '^^r**SrTr^Qf^B'V?'
i.) .-;' ..Jai'/!. upUds cui'. ,,ranea alta ii au 6
. re : r-- : ,7-, csr.ic Dcfluxos, Oriy-t, Tost, ores de o if-
- 1 <,'.;,- ;., h Hat* ntuiote da ki?c. ?c, ~
. ". st-K'eor*.
Fornocedor
privilegiado da Coso Real di Espanha
e de Z. jI. a Rainha de Italia.
Ozea Pd.
Ozea Sache!.
Ozea Essencia.
Ozea Agua de toilette.
Ozea Vinagre de toilette.
Ozea Agua para os denles.
Ozea Pasta para os dentes.
Ozea Oleo.
Ozea Sabo.
Ozea Pomada
Ozea Fixativo
Ozea Cosmtico.
Ozea Brilhantina.
Ozea Cold Cream.
CPFRESSAO
CtflBUU&lBU
"^
- 1 \quisitas preparaces sao muito aprc-
e Wlaa ua nais distincta sociedade pela deli
cadeza do sea perfume.
W M R EC E"R?"?
TRANSPARENT CRYSIAL^flAP
(Sab^o transparente cristalino)
como o mais perfeito de todos os sabaos de toilette pelas saos
P*1 'ca3, pelo oca aroiai c pela eua larga duracio.
-i... i rerfunuu-iaa. Farmacias, atea.
GRAGEAS
dtCopahlba, Cuboba
Ratanhia Ferro, Bismutho
Uoatrto, Tcrebenthina, V
NJECCAO
Hyg'.enlca e 1 resr.-varfora
sem causar
accidente algum.
^* "HAOCAS <*Of*,rs^ :.iro as prneiras qi.eobtivoram a appr vnc.io da Aeodemim
de mtdtetna (S'j .;oi-so nos Boapitaeo. Curara aa lolestiaB secretas,
moda rebelde- %< raiirjar os estmagos irais delicado^.
* UMECpAO FORTN i la como o complemente da medicaco.
i)ajraoltcui aun PerV.txmbue* FaAW K. ^^XtPt-&%tO^&Ui7Zin*aK&tt^
eua*
rafes ;iGiaso z%rx
ispira-se a fiaj"-^ trae penetr no pello acalma o symptoma oer^-oso, icUta
f expectorases e fttrorlsa as furcees dos orgss ros; ra'.orlos.
Veaaal. vr ntaiesa9a> eaa emso ate S. EMP1C, *T, 1 va W 1.alian en Porta
J^ut--~vem&er*mm:>&ttijep*_&. ti- u'-::a V^-._
KT
)SEPH KRAIJSE t C.
Aeabiii de augmentar o seo ja betn conhecid
mporlante estabelecimento roa Io
de marfo n. 6 com mais
sni salo no Io andar Inxnosamente prepa-
rado e prvido de nma exposi-
0 # *km da pnfi te Port edNiNftate
mondo inteiro.
nonvita, pois, as Exmas. familias, seus nnme-
rosos .amigos e freguezes a visilarem
o seu estabelecimento, aflm de
apreciareis a grandeza Iiom gosto com que 7
nao obstante a grande f
despeza, o adornaram, em honra J
desta provincia. mm
ICIHS UhO liS 1H U Mffi S
GONV1T
\ Itflffl 1
-1
Pastilhas vermifagas /
de Bering
o i.-ieihor esp-iifico centra vermes : deposito cen-
tral em casa de Paria Sobrinhote C., ruado Mar*
craaa de Olinda n. 41.
Gouturire fran^ase
Ex-preiniri' conpi>usu do la nriaibon Worth, A
Paris, de N.itre Dame de Par, i Rio de Janeiro,
et de La Ville de Londres, Baenos-Ayrc, vien;
d'srnver et d'onvrir son atelier, ru du Imperador
n. 50, 1 . pour marisges, peignoirs Sarah Bernardt, garui-
tures de chapeaux, etc.
Precisa-se dr um menino de 10 12 Minos,
com pratica de taverna ; na ra Herval n. 73.
Jlo Kunrs Fernira Coimirs, onieo reprtaea-
finti; da firma Nanea Coimbra & C, declara ao
rcspeitavel corpo o coi mercio desta praca, que
o esfabelecmi-uto ta ra do Mrquez de Ulindi
n. 47, fica desta data i-ra diante pertencente ex-
clusivamente a seu iriua> o Sr. Antonio Nunes
Perreira Coimbra, em vir'nJe de trans..cv&> que
oom est^ tez. Recite, 21 de Deembro de 1886.
Compras por atacado
O Pelloral fie Cambar
tem precos especines pura acuelles que compra-
rem grandes porcoes. Distribn qut m os pedir, coutendo as condiQes de vendas :
na rea do Mrquez de Olinda n. 23, drogara dos
aicos i gentes e depositarios geraes
Francisco M. da Silva & C.

\

I

i
v
f
I


<
'"-cA"*'- ^t V
Diario de PernambiiciiQuinta-fcira 30 de Dezembro de 1886
s
Casinheira



Precita -se ele mna cesinheira
nandes Yioira n. 3.
ra de Fer-
ATKINSON
PERFUMARA INGLEZA
afamada ha sude um scalo; excede todas
asoatraspelo*:aparumedeHccdo oAxquisilo.
Tasz Mkdalhas dk 0;ro
PARIZ 1878. CALCUTTA 1884
pela Ira-fin excell^nci* de u qu&hdada.
pprfame* mooornas He A'.kinson
]'AGR*A OTMBIDiUM
de raro e peculiar p fuistrados spodem ser obii-lo* por intereneiuo
d<-tasn v>
AOOA, DE COLONIA DE ATKINSON
sem rTtl pelo sea perlun
Excede toluol prodn v -
sob mean" nome
AOJA FLORIDA DE ATKINSON
fe-cadi perfume a*ra o leu ;o .lnitao de
un. escolta* cqu: Bwwlll 11 ii Cjm te :os es bgKt*.it*i e Fibnflttei
J. A E. ATKINSON
24. Cid Bond Street. Londres.
Marca de Fabrica-- Urna "Rosi brenca "
obre uaia Lyrfc d<* Oaro."
A KevoluQo
VENDAS
Vende-se o siiibelecimenio de molhados sito
praca do Conde d'Eu n. 15; a trtr n* asesino.
o de lim de
anuo!!!
59-]]
-89
Lindissimoa risciidinbos a 160 e 200 rs. o co-
vidn !
Xanank, coree firmes, a 160 o dito !
Cn t i.;a clan.e e i-scuroa a 240 e 280 o dito !
Pop-Minas com listas de seda a 240 e 280!
Uaian snperii res jiara crianca a 24 o duzia !
tiuardatiHpos de liuho bordados a 3 a dita.
Atoaban* alvo,2 largura?, a 1320'J o metro!
Bramantes superiores a IMO e I200 o dito!
dem de puro licbo a 25 o dilo !
Setinetas lieas e bordadas a 4!,0 o covado !
Heraldos de tetina e sedas que se liquidam por
metade do custo.
Setim iuato de cores a 800 e 1/ o covado !
Pope, na de seda branca a 500 r.-. o dito de
800 rs.
Pannos de differeutes cores para mesa a 6'0,
1*200 e 1.'liOO o covado.
Dauiisi-os de las para eolias, 2 metros de lar-
gura, a 13(H) o dito !
CreUces assetinados, idem, a 80 o ditc de
1JB08
I '.-m com lindas paisagens para chambres a
400 is. o dito.
Cortes de casemira inglesa a 35C0, 44500 e I
640: 0.
Cheviots tupirioies a 3J o cavado, 2 larguras
Caeemiras diagofejaaa a lbOO e 24400 o dito.
Flsnella Mifirirtim ntul, a 1400 o dito !
t'.. iils de Ja a 14500 e 24.
Chl<-s decascuiira bordado s seda a 64 'sao
de 15 nula um.
OBpsa de la de todas as cores a 34, 44 <-54.
Eeguics par;, emq>iinli<-s a 44 e 44500 a peca.
Madapolio amerioano a 54 e 64i 24 jardas.
Can. as para cenbora (So bcrda,dn?) a 34500 e
54000.
Saras de exceente fazenda a 345< 0 e 44.
.arios de la para criancas, de 154, para
acab i. a 74 e 84-
Cort-.-a de fastSo para eoliete a 24!
Grande [KWcSe A* ietalho. de chita, briro, las
e amitos ariK'" 0]t e vonioni barato.
Chapeos para cri.iucas a 34.
dem para senhoras, de 124 e 154, para liqui-
dar, a e 7.
59Ba Dique de Caxias59
CaiBBira fla Cnulta &C,
Oleo para machinas
Eui latas contendo cinc cl6>, 94600 ; rra-
de-se nos depsitos da fahnca Apollo. ^^^^^
A' ra Duque de Caxias, resolveu vender
os seguintes artigos coui 30 / de me-
nos do que em outra qualquer parte.
Ver para crer
Cachemira bordada a 14500 o covado.
Mirins de cores tinos, a 900 e 14200 o co-
vado.
Ditos pretos a 14200, 14400, 14600, 14800 e
24000 o covado.
Las mescladas de s?da a 600 ris o covado.
Ditas com listrinbas de seda a 560 ris o dito.
Ditas com bclmhas a 600 ris o dito.
Lindas alpacas de cores a 440 ris o covado.
Las com quadrinhos, a 400 ris o covado.
Gaze com oolmlias de velludo a 800 ris o co-
vado.
Setim maco lavrado a 14300 o covado.
Seda palba a S00 ris o covado.
Ditas de cores de 24 por 14000 o covado.
Setim maco lito a 800 e 14200 o dito.
Grs do aples preto a 14800, 24000 e 24500
o covado.
Setinetas lisas a 320 e 400 rs. o dito.
Ditas de quadrinhos a 320 rs. o dito.
Ditas pretas finas, a 500 rs. o dito.
FustOes braneos e d cores a 320, 400, 440,
500 eSOOrs. o dito.
Zephiros fino?, escossezes, a 500 rs. o dito.
Zephiros de quadrinhos a 180, 200 e 240 ris o
covado.
Zephiros lisos a 1{000 o dito.
Alpacao de cor para palitot, a 14000 o dito.
Velludilhos lisos e lavrados a 14000 o aovado.
Cretones finisaimos a 240, 260 e 240 e 300 ris
o dito.
Ditos, ditos a 320, 3G0, 400 c 440 ris o dito'.
Colchas brancas a 14800 urna.
Seda esossi za a 360 rs. o covado.
Colchas bordadas a 44, 54, 74, e 84000 urna.
Ditas de rocbet a 8/!5i0 dita.
Camisas bordadas para homem a 304000 a du-
la.
Ditas para senhoias a 304000 a dita.
Cortes de casimra finos de 34 a 84000 um.
Casacos de laia a 10/00 um.
Fichs de rctroz a 14000 um.
Ditos, de pcilucia a 645(10 um, (bordados).
Cachemira de cor a 14600 o covado.
Planella americana a 14400 o dito.
Cottinaoos bordados a 64000 e 74000 o par.
Ditos de crochet a 244000 o par.
Meias pora homens de 24400 94000 a du-
WHISKY
OYAL BLEND marca VlADO
Este exceileute Whisky sccss7s preter'/
w cognac ou agu^rden^ de canna, para fortifica
3 corpo.
Vende-se a retalho nos tu inores armasen
Eoihados.
Pede KOYAL BLENM marca VIADO cojo n.
me e emblema sao registrados para ttdo o Rrazi
__________BSOWNS V. C, apete___________
Capital bem t-iiipre-
gad
VeDie se a importante taverna sita & ra ds
Guia n. 57, por seu dono ternde retirarse por in-
commodes de sade : a tratar na mesma.
[Vtenfo
i
Vende-ee ama magnifica vaeca toarina
Cria ; a tratar na Ponte de Ucha n. 10.
Cofi
re
Vende-se um importante cofre, prova de fogo,
do fabricante Milners, sem ter deleito ; a tratar
na ra Duqne de Caxias n. 2, taverna.
Tt yerna raia
Vende-se a taverna bem afreguezads, no Forte
do Mattos, o motivo da venda se dir ao compra-
dor : a tratar na ra de Maris e Barros n. 9.
Ditas para senhoras de 34000 a 124000 a du-
zia.
Mantilhcfas de seda a 64000 urna.
EspartilboE de curaca a 44000, 54000, 44000
e 74500 um.
Toilett para baptisado a 94000 e 124000 um.
Lencos l.rauc f t com barra a 240 Aoqniubas a 14800 rs. nma.
Brim de linho rie eor a 1400O a vara.
Dito pardo a 1400(1 a dita.
Esguiac amarello e pardo a 000 ris o covado.
Chales de mirin lieos a 14800 um.
Ditos estampados a 34000, 34500 e 44000 um.
Cortes do cachemira para vestidos a 184000
nm.
Redes Hambnrgui z-is si 104000 urna.
Panno de crochet para cadeiras e sol a 14000,
14200, 14600 e 2400'J um.
Henrique da silva Moreira.
0 Chnelo Turco
Loja de cacados eslrangeiros
DE
Tsmaz te Carral & C,
O Ra do Barao da Victoria!. lO
fcste bem acreditado estabeleeimenfo acaba de
faz sortirnento ile calvados doa mclhorea fabricantes
dos diversos paizes da Europa, quer para homens,
qoer para senhoras e criancas.
A grande quautidade de calcador, sua varieda-
de em nmeros, formas e matenars, reunidas f>
elegancia, gostoi, solidez e perfeicao do trahslbc
nao esquecendo a delicadeza e sinecridade do trato,
as commodidades do estabelecimento, e a modici-
dade dos precos, ofFereccm aos concurrentes toda
vantagem na eacolba e certeza de que sabirao em
tudo perfeitamente satisieitcs.
Solicitamos, pois, das Exmas. familias e do res-
peitavel rublieo em geral, a honra de nma visita
atr noeso estabelecimento, conscios de qne serao
contentes de nossa exposico.
Ver para crcr
Ao Chnelo Turco
ORuado Baro da victoriaN. O
VIBeO < GRAGEAS mSm VIVIEH
. Eztraeto natural de Fijado d Bacalhao
PREMIADO COM MCDALHA8 DE OURO E PRATA
jpela Academia 3STacioria.l
Ordenados nos Hospitaes de Franga, America, Inglaterra, Russia, etc., etc.
Administrar sob forma mu laclle agradavcl todos os demonios curativos do oleo evitando
assini o clieiro e sabor nauseosos u'este; alem d'isso esta preciosa prenararao tem urna
superioridade lnconlestavcl sobre o Oleo porque pode ser usada durante os grandes calores
em quanto o uso daqnelle e! lmpossivel. tal e o eminente servlco prestado pelo Soutor
viviBir; a experiencia tem confirmado o bom xito d'cste producto.
Exigir a firma do inventor B. vivinr em duas edres ao redor do gargalo de cada
garrafa com o Sello da L'nlo dos Fabricantes.
FARIS SO, Bonlerard de Straxhourg, SO PARS
Aos 1.000:
200:000*000
100:000
LITEN
Em favor dos ingenuos da Colonia Orphanologica Isabel
DA
PROVINGil DE PERNAMBGO
SEilrac e 14 He Maio de 1887
0 thesoureiroFrancisco Gon$alvcs Torres
grageas de Ferro Rabuteau
Laureado do Instituto de Franca. Premio de Therapeutici
O empreigo em medicina de Ferro Rabuteau baseado na Sciencia.
As Verdadelra8 Grageas de Ferro Rabuteau sao recommendadas nos casos de
Chlorose, Anemia, Plidas Corea, Corrimentos, Debilidade, Esgotainento, Convalecencia,
Fraqueza das criancas, Bepauperamento e Alteracao do sangue em consequencia d
fatigas vigillias e excessos de toda a natureza. Tomar 4 6 grageas dor dia.
Nem Constipacao nem Diarrhea, Assimilacao completa.
Elixir de Ferro Rabuteau recommendado as pessoas que nao podem engulir
engulir as grageas. Um calix de licor aos repastos.
Xarope de Ferro Rabuteau especialmente para as criancas.
Hl Urna explicado datalhada acompanha cada frasco.
Exigir o Verdadeiro Ferro Rabuteau de CLIN A Cia, de PARS,
encontr, em eaa dos Droguistas e PharmaetMticos.
que M
Expsito Central
Em liquida^o
A' ra larga do Rosario n. 38
Damio Lima < C., continuando a liquidar suas
mercadorias, chaman, a attencao do respeitavel
publico em geral :
Pecas de bordados, Palma, a 24500 e 34.
Luvas de seda rendadas a 24500.
Leqnes de 40i, 500, 600 e 800 rs.
Kicos brocbrs (novidade) 24.
Pulseiras lindes a 14 e 14<00.
Linhas de 200 Ya. a 80 rs.
Bonitos PUstrons a 500, 14 e 24-
Meias de cores pura seohora de 500 a 14500.
L-ncos e seda a 14200.
Bengalas a 14.
Mantas de seda alje 14500.
Pecas de bordados a 320 rs.
La para bordar a 24800.
Agua Florida a 700, 800 e 14-
Objectos para presentes a 34 e 4.
Collarinbos modernos a 4('0 rs.
Bicos, titas, perfumarias; botoes, eapartilhos, es-
pelhos e mnitos outros artigos sem competencia.
Sa i:\pmifiio Central A ra larga
do Roarlo a. 38
Ven de-se
urna casinha de tijolo e cal, por barato preco, na
ra Imperial : a tratar na metma ra u. 200-E.
A' Florida
Roa Duque de Caxias a. 103
Chama-te a attencao das Exmas. familias para
as procos seguintes :
Luvas de seda preta a 140005o par.
Cintos a 14500.
Luvas de pellica por 24500.
2 caixas de ppel e envelopes 800 rs.
Luvas de seda cor granada a 24, 24500 e 34
o par.
Suspensorios p ra menino a 500 rs.
dem amer.canos para homem a 34.
Meias de Escossia para crianca a 240 rs. o par.
Fitas de velludo n. > a 600 rs n. 5 a 400 rs. o
metro.
Albuns de 14500, 24, 34, at 84.
Ramos de flores finas a 14500.
Luvas de E-cossia para menina, lisas e borda-
das, a 800 e 14 o par.
Porra-retrato a 500 rv, 14, 14500 e 24.
Pentes de niktl a 600 rs., 700 e 8(0 rs. um.
Rosetas de brilbuntes chimicos a 200 rs. o par.
Guarnicoes de idem idem a 500 rs.
Anquinhas de 1#5K), 24, 24500 e 84 nma.
Plisss de 2 a 3 ordens a 400, 500 e 600 rs.
Espartilbo Boa Figura a 44500.
dem La Figurine a 54000.
dem estreitinbos com 10 metros a 800 e 14000
a peca.
Pentes para coco com inscripcSo.
Babadores com pintura e inscripcoes a 5C0 rs.
Para toilet
Sabao de areia a 320 ib. um.
dem pbenicado a 500 vs. um.
dem alcatrao a 500 rs.
dem de amendoa a 300 rs.
dem deaifaee a 14000.
Agua celeste a 24000.
Agua divina a 14500.
Agua Florida a 14000.
Macucos de seda a 100 rs.
Meias brancas para senbora a 34 a dusia.
Estojos para crochet a .$000 rs.
Linhas para crochet cor de creme 200 rs.
Linhas para croch t de seda mesclada 300 rs.
Bico de cores 2, 3, e \ dedos
de largara a 341 00, 44000 e 54000 a peca
BARBOSA & SANTOS
Grande reforma!...
Realmente foi grande a que ee fez ni Loja dos
Baratciros.
Ra da Imiicaliin 4o
E sao oa nicos que tem as seguintes especia-
lidades !!!. ..
La e alpacas, grande e importante sortirnento,
e lindissimoa padroes, o mais tino e aparado gosto
que tem viudo, e por preco baratissimo, de 500 600,
700, 800 e 14000,0 covado, porm fiuo 8 bom .'...
Querem ver ?... aparejara !!!...
Exmas. senhoras .' !.'...
Temos um liudissimo sortirnento de failbe, que
a vista agrada a mais excepcional fregueza ; iato
por menos do que em outra qualquer casa ; s n.
Pois custa 600 rs. o covado.a
Temos mais lindos sortirnento de fustoes a 500
rs. o covado.
Chitas finas, especialidad'-, porque hoove gosto
a escoiha, e vende se por 240, 280, 320, 360, 400
500 rs. o covado, n. 40.
Tambera temos!!!...
Lindos padroes em baptista de 180 a 200 rs. o
covado.
Cambraia victoria c transparente finas e boas
de 34300 a 84000 a peca.
Brim branco de linho <-spt-cialidade de 14500 a
34500 a vara pechincha !
Brim pardos lisos e trancados de 700 a 14600 a
vara, aproveitem festa! !...
Mobsck m grande sortirnento a vontade do tze.'
quez, vende-se de 400 a 560 o covado, venham !...
Sitinetas !!!... esplendido e importante sorti-
rnento uease artigo, sendo brancas, pretas e de co-
res, lavradas e lizas, o que se pode desejar em bom,
vende-se de 400 a tlO o covado.
Temos mais !.. .
Casemira de todas as qualidades e cores, e la-
semos costumes de 30/ a 60400, barato e em
covados de 24500, cousa fina e que a todos agra-
dan, app>recHin .'
Acreditcm ?...
Venbam ver, para crer !!!...
Madapolo de 1> quaiidade de 4400,| 54500.
64500, 74500, 84500 e 104 a peca, e que ha de
melhor.
Alg dio de 34500 a 74500 e 84000 a peca tem
20 jardas.
Camisas de meia de cores e brancas de 800 a
14800 e 24000.
Colcha de lindos desenhos a 440,0, casta 64000
em outras casas.
Pannos d a costa do melhor que ha custa apenas
24750, o metro, pechincha !
Bramante de linho a 14800 a vara, 10 palmos,
para a cabar
dem dealgodoa 14300, palmos tambero bom.
Algodo entestado, 10 palmos a 900 rs. o metro,
muito bom para Unces.
Alem das fazendas j mencionadas temos muitos
artigos de modas como soja, lequcs de fino gosto,
grvalas, colarinhos, pnaos, meias etc. etc.
Alheiro &C.
RA DA IMPERATR1Z N. 40
PIMO 0E RIGA
le 3X9, 4X9 e 3X12 ; veude-se na serrara a va-
por de Ciimaco da Silva, caes Vinte Dous de No-
vembro p. 6.
Cocheira venda
Vende-se urna cocheira com bons carros de
passeio, bem localisada e afreguesada, por preco
muito mdico em razo de sea dono nao poder
administrar por ter de fazer urna viagem ; os pre-
tendtntes senario com quem tratar ra Duque
de Caxias b. 47.
DA
COLONIA ISA
No
EXTRA.CQO SEMANAL
7.' parle da IV olera
CORRE
dia 3 de Janeiro de 1887
ltransfermH laransfervel!
0 PORTADOR DE UM VIGSIMO ESTA' HABILITADO A TIRAR
12:06$200
Esta lotera est garant da. a!m da flanea, por um deposito
no Banco Rural do Rio de Janeiro equivalente ao premio grande
de cada serie.
BILHETES k9 VENDA
9A
RODA DA FORTUNA
56Ra Larca do Rosario36
Bernardina Lopes Alheiro.
EXTRACCAO
7."
OA
rie da 24 lotera que se extraiiir ua igreja da Coiiceico dos Militares
EM 3 DE JANEIRO AS 4 HORAS
SOB O SEGONTE
WLi A MO
PARA EXTRACCAO DE LOTERAS NESTA PROVINCIA
OA
COLONIA ISABEL
COMlDS PELA LEJ PriOVIHCUL I. IMZ, E OTWO PILO EXM. Sfl. VICE PHESiDENTE 04 PUN
POR ACTO Dt Z DE SEIEMO DE 1386
40,000 b leles em vigsimos i$ooo 800:000$
Despezas
l.8;8oo$
1
1
i
i
i
9
23
premio de.
dito de .
dito de .
dito de .
dito de .
ditos de .
ditos de .
2:(
1:0001
400 ditos de 100$ para todas as centenas, cujos dous algarismos
forem ignaes aos dous ltimos do primeiro premio inciusive
1 dito de 1:000$ para a sorle, cujo numero na extraccao for mais alto
1 dito de 1:000$ para a sorte, cujo numero for mais baixo
99 ditos de 400$ para toda a centena do Io premio,
99 ditos de 200$ idem idem do 2 premio
99 ditos de 100$ idem idem do 3o premio
2 apps. de 4:000$ para o Io premio
2 ditas de 3:000$ para o 2o dito
2 ditas de 2:000$ para o 3o dito
, 2 ditas de 1:100$ para o 4o dito
2 ditas de 850$ para o 5o dito
4,000 terminales de 24$ para o Io premio inclusive
4,000 terminac5es de 24$ Dar o 2o premio inclusive
Esta loteria ser dividida em 20 series de 4,000 dezenas. Quando as terminacOes do 1,. e 2. premios foren
iguaes, a d'este passar ao algarismo immediatamente superior. De9 passa a 0e de 0ai. Os premios sao
pagos sem descont algum.
0 premio grande de cada serie acha-se garantido por um deposito equivalente e igual quantia no Banco
Rural do Rio de Janeiro.
17 de Dezembro de 1886.
O THESOUREIRO,
Francisco Gongaves Jorres.
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i
681:2oo$ i
240:000* /
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20:000$
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^MMBMaflittaflttMItafl
Diario de PcrnambucwQuinta--feir
e Dezembro Ao 1836
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L!TTRATl!


I

X4VIER DE MONTPIN
TRADUCgAO
DE
PiLGRHO DE i'ARIA
(Continua$Zo)
CAPITULO XVIII
A ESTRA DE JUSTINA
Um terceiro era milito pnsiti
vo; doixa-
fosse muito
cla-
va-se advinhar o quer qu
ro o milito significativo.
Este ultimo nao chegou ao seu destino,
como fcilmente se suppoe.
Justina guardou o em lugar seguro, de-
pois de ter tirado urna copia.
Depois, munida d'esta preciosa copia,
escolheu o dia e a hora em qae devia dar
o golpe.
Chegou o dia e a hora.
Com os olhos baizos, de coracSo as
raaos, com attitude modesta e quasi tmida,
a creada entrou no quarto do sua ama.
__ Nao te chamei, ojinha filha, Ihe disse
esta ultima.
__ Sei muito bem que a senhora nao me
fez essa honra.
Entilo?...
Precisava fallar senhora.
-Ah!...
- Se tem a bondade de dar-me attenco
por alguns minutos...
Da melhor vontade. Tens ares de
solemnidade, intereasas-rae e excitas ex-
tremamente a minha euriosidade. Vejamos,
o que tens a dizer-rae ?...
Vou dizer senhora que vou ter o
desgosto de a deixar.
Queres deixar-me, Justina?
Cora grande desgosto, repito, mas as-
sim precisj.
Adiaste melhor casa ?
__Nem melhor casa nem melhor ama,
isso seria impossivel.
Mas entilo.. ?
Estou decidida a nao servir inais.
O que tencionas entilo fazer ?
Eatabelecerme-hei ? Tenho inclnagao
para o comracrcio ...
Mas para te estabeleceres,
dinheiro.
Oh sei o perfeitaraente
Justina mordendo os beigos.
Tua familia pobre... cu, pelo me
nos, as8m ojulgava..
A senhora nao se enganava...
Tiveste ou ests para ter alguma he-
ranga ?
NIo, minha senhora.
EntSo, essa dinheiro indispensavel
nao o tens'?
N3o, minha senhora.
Entao... ?
Tel o-hei.
__Fallas como quera est certa do re-
sultado.
Efectivamente estou certa de pos-
suir ese dinheiro, minha senhora.
E quera t'o d ?
__ Provavelmente a senhora.
Eul...
E' verdade.
E quanto precisas t
Doze.mil francos.
A mulher do general deu urna garga-
lhada.
Justina franziu as sebrancelhas.
__ Parece, disso ella, quo a minha se-
nhora nao rae deu a honra de acreditar me.
Estas ultimas paUs for&ra pronunciadas
:la criada ora tom s>eco e insolente, que
Esta ultima encolheu os hombros, e pen-
sou que, segundo todos as probabilidades,
Justina tinba endoidecido.
Acabemos com isto, disso ella secca-
raente e com altivez Devo-te um anno de
salario, isto seiscentos francos... Vou
dar-t'os, e ficars perfeitaraente para me
deixares hoje mesmo, se isso te convier.
E dirigiu se para um pequeo movel om
que guardava o dinheiro para as suas des-
pezas ordinarias.
la abrir este movel, quando Justina Ihe
impediu o movimento tocando-lhe no brago.
O que quer isto dizer ? exdamou a
ama voltando-se altiva, e com um cornejo
de extraordinaria impaciencia.
A senhora e eu estamos muito longe
de ajustar as nossas sontas, articulou cla-
ra e precisamente Justina. Nao de seis-
centos francos que preciso, mas de dozo
mil.
Decididamente perdeste a cabeca.
Nao, minha senhora, e a prova que
vae dar-me o dinheiro que tive a honra de
pedir-lhe.
Toma sentido! Posso acreditar que
e3ts completamente louca, e chamo al-
guera para me desembarazar de ti.
Nao lh'o aconselho, miaba senhora.
Arreparider se hia cruelmente... mas j
seria tarde...
Explica-te.
E' o que mais desejo, minha senhora.
Dize.
O melhor que ha entendermo-nos.
A senhora imagina que Ihe pego um pre-
sente ; esse o sea erro ; nSo se trata en-
tre nos de urna dadiva, trata-se de um ne-
gocio.
Tens alguma cousa para vender-me ?
Sim, minha senhora.
Alguma cousa que valba doze mil
francos ?
Que vale muito mais, mas contentar-
me-hoi com essa quantia.
Est bora, basta. NSo quero comprar
cousa alguma.
Mas eu quero vender ; o, se nao po-
derraos entender nos, dirigir-me-hei...
A quem ?
Ao seu amante, ora priinero lugar,
e na falla d elle, a seu marido.
A ama tornouse to pallida como um
cadver.
Similhaote insulto balbuciou ella.
Oh ; nao ha iusulto, e bem ve que j
nil pensa em chamar os seus criados, e
precisas
replico u
nao" poda parecer conveniente as ouvidos
de urna mulher do mundo.
em mandar pr-me na ra... Sabe per-
feitamente que digo a verdade... Nao
culpa minha se essa verdade a offende.
A senhora deixou-se cahr sobre urna
cadeira, aniquilada, e murmurando com
voz suffocada :
Oh meu Deas 1... meu Deus!...
Justina foi buscar ao tocador um frasco
de saes.
Apresentou estou este frasco a sua ama
dizendo-lhe :
Tem a bandade de cheirar estes saes
minha senhora. Espsrarei que esteja mais
socegada para Ihe tornsr a fallar da insigni-
ficante transaegao de que se trata.
A senhora dominou a sua commojao e o
seu terror. Levantou-sa e disse :
Acabemos com a dissusso. Espero
que me expliques urna infamia que adivi-
nho, mas que nao coraprehendo ainda.
Oh rauito simples Veja este pa-
pel minha sanhora.
E Justina entr'gou a sua ama a copia
do billiet? subtrahido.
O que isto ? perguntou esta ultima
que nao conhecia a letra.
Lea minha senhora.
A ama percorreu as primeiras linhss e
deu uro grito.
Maravillosamente disae Justina. Ve-
jo que comega a comprehender-me...
Desgranada I Como est esta copia as
tuas raaos ?
E' muito simples. Roubei o origi-
nal.
Entao, a minha carta?
Est era lugar seguro.
E foi esse bilhete que me roubaste
para vender-m'o por doze rail francos?
Precisamente- E a senhora bem ve
que nao muito caro. Ou o amante ou o
marido da minha senhora dariaru da melhor
vontade ainda mais. Mas sou urna rapari-
ga de consciencia, e nao tenho senao urna
palavra.
A ama d.iu alguns passos pelo quarto,
oceultaedo o rosto purpurino de vergonha
entre as trmulas raaos.
Um segn jo depois, parou deante de
Justina, e, deixando cahir os bracos ao
longo do corpo, descobriu o rosto que se
havia tornado quasi livido.
N'esse caso, balbuciou ella, ao mes-
mo tempo que duaa lagrimas Ihe deslisavam
pelas faces, queres perder-mo ?...
De modo algura. D rae a senhora
os doze mil francos que eu Ihe pego, e se
r para mim um dever, dirci inesrao, um
grande prazer, resttuir-lhe o seu bilhete.
Mas nao posso dar-te esses doze mil
francos.
Justina sorriu com ironia e com incre-
dulidade.
A ama contorca os bracos.
A senhora nao pode dar-m'os ?... per-
guntou Justina.
NSo.'
Ah e porque ?
Porque os nao tenho.
Que brincadeha !... A senhora ri-
ca I A senhora tem mais de quatroecntos
mil francos de dote !..:
Mas sabes muito bem que, por muito
risa que seja urna mulher n3o pode obter
urna quantia to importante sem autorisa-
cao e assistencia de seu marido.
Bastar a senhora dirigir-se ao Sr.
de D... e estou certa que elle Ihe far csse
sacrificio da melhor vontade.
O Sr. de D... era o amante.
Dinheiro ? !... D'elle !... exclamou
esta ultima, nunca, nunca!...
A senhora prefere talvez que eu mes-
ma Ihe pega esse dinheiro... Ser como a
senhora quizer.
Nao nao I ... Prefiro morrer, oh !
cem vezes antes !...
Para que ?... Isso naoresolve nada.
Alm disso, moga e formosa como a mnba
senhora nao se pode morrer. Ha ainda
outro moio.
Qual elle ?
A senhora tem os seus diamaates..
Querel-os ?
Oh I nSo 1 Eu naosaberia o que ha-
via de fazer delles ; acrasar-rae-hiam talvez
de os ter roubado, e ser-me-hia necessario
Hura I hura, murmurou Galimand
muito pouco satisfeito; isso depende dos
gostos o das cores; ora essa nSo est m !...
Conhego muita gente de bora gosto que
preferira Pamela. E, alm disso, mais
gorda, e urna grande raz2o.
Sera tratar das inuteis redaraagoea de
Galimand, a Belzebuth proseguio:
Quanto mais olho para esta pequea,
tanto mais ron admiro I Srato muito bem
que, se osse hornera, f. ra por causa della
todas as loucuras que possivcl imaginar !
Mas como poude, tio Lenidas, procrear
urna tSo b -lia ereanga?. .
L;ui:iaa passou a in.lo pela sua loriga
barba grisalha.
Ora essa! ... exdamou elle. Dga-
me, miaba querida, aeredita, por acaso,
que a Provid-.ncia rao deu urna physiono-
raia desagradavel ?
A verdade 6 que, quando so olha
para si com attengao, v se que devia ter
sido muito bello na sua raoddade.
Sem contar que ainda sou, e que nao
me poupo a couqui&tas ..
Mui:o bora proveito Ihe faga. Mas,
acredite-mc nunca foi tao bello como esta
pequeua.
Isso ainda melhor para mim.
Tem rasllo, e aconselho lho a que
encare as cousaa pelo lado melhor. Com
urna ilha como esta, a de si depender
ser ou nao proprietariod'aqui a doia annos.
Proprietario !... Couvra-rae essa
Jeia! Quero ura iramovel commodo, da
ultima moda, no indhor bairro da cidade,
com cocheira. Alugarei todas as lojas a
negociantea de vinho, e pagar-me hilo os
alugueis em genero. JNasecu na provm:ia
Ah I aira I sim exclamou Galimand, da 28 do Setembro de 1829.
que comegava a embriagar se. Que famo i Hornera do subida intelligencia
sa idea. Terei um quarto no teu iramovel, valor, elle eooquistou o norae
quera levantou as nossas trincheiras na
ilha da Redempgao.
No combate de 16 de Abril de 1866
acorapanhousempre o general Ozorio ojos-
trou-ae activo em coadjuval-o n'aquillo pa-
ra que poda concorrer.
Aggravando se o mau estado de sua sau-
de, retirou-se por alguns mez^s do theatro
da8 pele jas e chegou de novo ao acampa-
mento no 18 de Julho de 1866, e n esse
raesmo dia tomou parte no combate do Bou-
querou.
Tomou parte no combate de Taji a 2 de
Novembro de l8i>7 prestndo importan-
tea servicos e distioguio-se pela sua calma
e valor.i>
Falle.-.eu em Montevideo em 4 de Janei-
ro de 1868, das enfermdades recebidss na
campanha.
Teaenle Coronel Como raajor comraandanta do 14a bata-
lhao de infaataria, bateo se na ilha da Re-
dempgSo na noito de 9 de Abril de 1866,
com denodo e sangue irio, sendo d'-pois
mandado luuvar por S. M. o Imperador.
Da raesraa forma e coram.indando o mes-
mo batalhao achou-se naa batalha3 de Este-
ro Bellaco e Tuyuty de 2 e 24 de Maio do
meamo anno.
Ainda coramandando o 14 de iefantaria
o j elevado ao posto de toento coronel,
raorreu coberto de glorias frente de su
corpo no combate de Sauce em l de Julho
de 1866.
10 *cor^
lia 11 dV
Carregando com esse raesmo
sobre o inimigo era Avahy, no dia
Dezerabro de 1868, foi morto, legan lo aos
seus coramandados urna sublime ligao de
herosmo.
Capitao do Pra;'nln Hanool intimio
*i( I de Miwia
do Pernambueo no
e muito
de intelli
Na.
lenle Corono! Haiiuc Jacinlba
Oworlo
Fazendo parte do estado maior do gene-
ral Osorio distingese nos combates de 16
e 17 de Abril, as batalhas de 2 o 24 de
Maio de 1886. Em sua parto official, sobre
esta ultima batalha, disse o coronel Olivei-
ra Bello:
t O tenente Manoel Jacintho Osorio, aju-
dante de ordena de S. Exc. o Sr. general
era chefe, que por duas vezes comparecen
na linha do combate que me coube dirigir,
prestou forga de meu commando o valio-
so servigo do providenciar a remessa de
cartuxo, que j comegava a faltr-nos por
cujo motivo m?rece honrosa missao.
Como major em ccmmissSo distinguiu se
nos combates de S. Solano a 3 de Outubrc
da 1867 e no de 21, sendo neste ultime
ferido.
Na batalha de Avahy em 11 de Dezem-
bro prestou valioissirao concurso para a
nossa victoria desse dia.
A 21 acba-se no ataque de Loraas Va-
lentinas comotenenta-coronel em commissao
e commandante da 4a brigada de cavalla
ra, commando esse que assumio no meio
da mais sangrenta lut.i.
Morrea era 24 de Feverero de 1869,
no Rio Giande do Sul, de gangrena, onde
se achava cora licenga para tratar dos
terraentos recebidos na ultima batalha.
coraprometter a minha senhora para rao
justificar, o que me despedagaria o coragao...
.mas as casas de penhores lar3o esse nego-
cio com a maior facilidade do mundo, o
muito simples desempenhal-os depois.
Est bem, reapondeu a senhora, te-
rs araauha o dinheiro que me pedes.
A'manha a aonhoia ter o seu bilhete.
Justina fez um cumprimento e saio.
A creada nao se havia engaado nos
seus clculos.
A sua amave! conversagao teve o resul-
tado previsto.
No da seguinte, a pobre senhora tinha
empenhado os seus diamantes, e dava os
doza mil francos a Justina era troca do fa-
tal bilhete que poda perdel-a.
Estes doze mil francos foram a pedr
fundamental sobre que a futura senhora
Belzebuth elovou o edificio da sua riqueza.
Tal era o commovente episodio que a
Belzebuth narrava aos seus convidados
com demonstragoes nao equivocas da sua
admirago sincera.
Dissemos mais cima que um olhar lau
gado por acaso sobre Leontina a nter ro m-
peu na sua narragao.
Mas olhera para ella exclamou a
Belzebuth, olhera, ineus amigos !... J se
viu alguma rapariga tao bella ?...
Ah! replicou Adolpho Galimand, a
verdade que a rapariga lindissima Nao
nada inferior miaha Pamela.
Deixe-rae em paz com a sua Pame-
la, tio Galimand, disse a Belzebuth com
vivacidade ; Pamela urna rapariga boai-
ta... Oh! Deus meu, ninguera pensa em
dizer o contrario, mas ao lido de Leonti
na nao de vemos fallar nella.
como verdadeiro amigo que sou
N'este momento, o timbre do relogio da
mesa, que nao era uin dos mais insignifi-
cantes ornamentos da sala de jantar da
Belzebuth, deu raeia hora. A dona da casa
voltou-se, e olhou para o mostrador do pe-
queo campanario que ae ostenta va raages-
tosamento n'uma bella paisagem.
Ah! diabo I... exciamou ella, j
nove horas e raeia Como o tempo passa
depressa...
Approxma-se o momento? pergun-
toa Galimand.
Vannoy estar aqu antes de meia
hora.
Depois de ter pronuucado estas ultimas
palavras, a Belzebuth tocou no hombro de
Leontina.
I Esta ostremeceu, como alguem que
repentinamente arrancado ao entorpec
ment, ou antes, ao xtasi.
Fitou sobre a B-lzebuth olhares que pa-
reciam u3o ver distinctamente.
Depois, os seus labios balbueiaraaj:
O que rae quer, minha senhora ?...
A Belzebuth pegou Ihe na mao.
Esta m3o estava quente e inerte como a
de pessoa profundamente adormecida.
Como se sent, minha lindha ? per-
guntou a Belzebuth.
Leontina pareca fazer um violento es
forgo para reunir as suas ideiaa
deu :
gente na paz e de valentc na guerra.
Desempenhou arduas comraissoes, cscre-
vcu sobre os portos da costa do norte do
Brasil at que, rompendo a guerra contra
o Paraguay, a patria reclaraou o para a
guerra.
Vital de Oiliveira, diz E. de S, era
um camarada sincero e generoso, demasia-
damente honesto e circuraspecto, severo co-
mo a disciplina, extremoso e delicado como
urna dama, altivo e nobro como a propria
honra ; e um carcter dostes s pode ser
detestado por caracteres dobrea e vis.
No dia 2 de Fevereiro de 1867 Vital de
Olive-ira sobre o convez de aeu navio diri-
ge um terrivel borabardeo sobre o Curu-
paity.
A aua voz serena e forte impelle todos
a cumprirem os seus deveres.
Aproximan lo-se inuito das rauralhas ini-
raigas receba dois projectis e um despeda-
ca-lho o peito.
(Continuar se-ka)
VAfilEMDES
Tencnlc Coronel Manoel Jone de
Alencaxiro
Tomou parte no ataque de Curazu' em
3 de Setembro de 1866 e a seu respeito
disse o general Porto Alegre :
i O uiajor de estado maior de 2o classe
Manoel Jos de Alencastro, na qualidade
de meu ajudante de ordens, n3o eo trans-
respon- mttio com valor e proraptd3o todas as mi-
nhas ordens, que por seu conducto dei, co-
mo anima va os nosses soldados a prose-
guirem no ataque.
Occupando o posto de tenente-coronel
falleceu no dia 12 de Novembro de 1887
de cholera-raorbus, no acampamento.
Major Caelano da Coaita irntijn e
Mello
Como major em commissao e comman
danto do 1" batalhao do voluntarios por
tou-se briosamente na batalha de 24 de
Maio, sendo elogiado pelos generaes, Oso
rio commandante em chefe, e Jacintho Pin
to, chefe do estado maior.
Sendo ierido gravemente, retirou-se dei-
xando o batalhao ao mando do muito bra
vo capitao Hypolito Ribero.
Pelos actos de bravura ma3 de urna
vez pratcados no campo de batalha f>i em
2 de Setembro de 1866 confirmado no
posto que exercia em commissao.
Commandando o 22" de voluntarios to
moa parte no combato de Sauce em 16 de
Julho, portndose sempre valorosament?
I at receber um ferim?nto.
Tomando parte na batalha de Tayotv
em 3 de Novembro do 1867 foi grave.ceu
te ferido e expirou rio dia 13 do mesme
mea.
F0LHET1M
O JORCJNDA
POR
mo VAL
TERCEIRA PARTE
A51I.lia&IA.SEnS3B.
(Continuagao do n. 298)
I
A rana da dato entrada
Sao felizes aquellas que tra urna com-
panheira a quera coniam os segredos da
sua alma : males e felicidades. Mas eu
nao tenho amigo ; sou a, inteirameute s,
tenho nicamente elle. Quando o vejo ri-
co muda. O que Ihe dire 1 Elle nada rae
pergunta.
a E, no emtanto, nao para mim que
pego na penna. Nao sorovera, so
tivesse a esperanga de ser lida, seno
Ya, pelo menos depois da miaha raoi
Creio que hei de morrer moga. Nao o
.iesejo ; Deus me tivre do o receiar. Se eu
uiorresse. tinha saudades delle, raesmo do
co. Mas do eo talvez Ihe veja o fundo
do coragao. Quando me acode esta idea,
desojo raorr
Klle dssem'e que meu pai roorreu.
Minha wii deve viver. Minha raai, para ti. Mi u coragao todo delle;
mas tambVm todo teu. Desejo pergun-
tnr jut-llea que o abeiu, o rrysterio des
dupla ternura. Tercios dous cora-
.,063 7
Escrevo para minha mili Parece-me
oceultaria couaa alguma e que
a ello desejaria atotrf om mais intim ae-
gredos de minha alma. EsUrd eu enga-
ada? Urna cali nao a amiga que deve
saber tudo, o medico que tud pode cu-
rar 1 Vi urna vez, pela janella aberta de
uaa casa, ama moga ajoelhada aoa ps de
urna mulher de urna belleza melga e grave.
nao
v-
raorte.
A criaoca chorava, mas eram lagrimas
boas ; a orai, comraovda e sorrindo, incli-
nava-ae para beijar-lhe os cabellos. Oh !
que divina fdicidade, minha mai I Julguei
sentir um beijo teu na minha face. Tu
tambera devias saber consolar sorrindo !
Este quadro nao sahe dos meus sonhos.
Tenho ciuraea das lagrimas da cranca. Se
eu e8tivesse junto de ti, que poderii inve-
jar ao co !
Nunca me ajoelhei diante de uro pa
dre.
As palavras de um padre fazem bem ;
mas pela bocea das mais que falla a voz
de Deus.
a Esperas-me, procuras-me, tens sauda-
des de miro ? Tenho parte as tuas ora-
g3es ? Vi-s-me tambera nos teus sonhos ?
Parece-me, quando pens em ti, que
deves trmbem pensar em mim. a's vezes
o meu coragao falla te ; ouves-me ? Se
Deus ma conceder algum dia a granda fe
licidade de ver-te, minha querida mai, hei
de perguntar-te se nao havia estantes em
aue o teu corag3o estremeca sem motivo
Dir-te-hei: E que ouvias o grito do meu
coragao, minha mai !
i Nasci om Franga ; n3o me disseram
onde. Nao sei exactamente qual a minha
idatfe, mas devo ter cerca de vinte annoa.
E' sonbo, realidade ? Esta recordagao,
se elfe divamente o t3o remota e tao
vaga I A's vezes pareee-me lerabrar-me de
urna mulher de rosto anglico, que debru-
gava o seu sorriao por cima do meu bergo.
Serias tu, minha raai ?
Depoia, as trevaa, um grande baru-
Iho do combate. Talvez urna noite de fe-
bre, do criangas. Alguem me carregava
nos bragos. Urna voz de trovAo fez-me es-
tremecer. Corremos atravez da eicuriaao.
Tinha fre.
H ura denso v> era torno de tudo
isto. O mei amigo deve tudo s-.ber ; mas
quando o interrogo aobro a miuh v infancia,
sorri tiistemento e cala-se.
Vejo-rne pela pri.ncira vez distincta
mente vestida de rapaz, nos Pyreneus hes-
panhes. Conduaia nos pastos as cabras
de um lavrador montanhez, quo sera duvi-
da nos dava hospulidade. Meu amigo
estava doente. e ouvi muitoa dizerera quo
ia morrer. Chainava-o eut3o meu pai.
Quando voltav^ noite, elle fazia-rae ajoe-
iiiar junto da cama, punha-me as maos e
dizia em francez :
Aurora, pede a Deus que eu viva.
d Uraa noite, o padre veio trazer Ihe a
extreme-unegao. Confesaou-se e chorou.
Penaava que eu n3o ouvia e daae :
A minba pobre filha vai ficar s !
< Pense em Deus, meu filho 1 exhor-
tava o padre.
Sim, rneu padre ; sim, pens em
Deus. Deus bou, n3o me inquieta por
mim. Mas a minha pobre filha, que vai
ficar s no mundo. Seria um grande pee-
cado, meu paire, leval a commigo ?
Matal a ? exclamou o padre com
terror ; delira, meu filho.
Elle abanou a cabega e n3o respon-
deu.
Approximei-me do mansinho :
c Amigo Henrique, disse eu, fitan-
do-o (e se soubesses minha... como o seu
pobre rosto est magro e abatido I) amigo
Henrique, nao tenho medo de morrer, e
deseio muito ir comtigo para o cemiterio.
Tomou-rae nos bragos que ardiam em
febre.
E lerabro-me que elle repeta:
i Deixal-a s I deixal a s !
Adormecen commigo nos bragos. Qui-
zerara arraucar-me dos seus bragos, mas
para isso seria preciso raatarem-me.
Se morrer, leva me comsigo.
Alguraas horas depois acerdou. Ea
estava alagada com o seu suor.
t Estou s*Do, disse elle.
E, vendo-me abragada a elle, accres-
ceatou :
Foste ta que me salvaste, mea
aojo
t
alie.
Nunca tinha olhado bem para e
Um dia, vi-o lindo como e dahi em dian-
te sempre o vi assim.
i Tinnamoa deixado a herdade do la-
vrador para ir um pouco mais longe- Meu
migo recuperara torgas, trabalhando nos
campos como um camponez. Soube depois
que era para manter-me.
Era era uraa rica herdade nos arredo-
res de Venasque. O dono cultivava a tor-
ra e vendia alera disso vinho aos contra-
bandistas.
Meu amigo tinha-me ordenado que
nao sahisse do pequeo casebre que ficava
por detraz da casa, e que nunca entraase
na aala comraum. Mae, urna noite, vie-
ram una fidalgos comer herdade, fidal-
gos, que chegavam de Franga. Eu estava
brincando cora as filaas do dono da casa.
As criangas quizeram ver os fidalgos, acn-
panhei-os eatouvadamente. Estavara me-
sa os dous, cercados de criados e de sol
dados : sote ao todo. O que dava ordem
lcsiuno da campanha com o
Paraguay, seguida dos nonios
dos brasteiros mais dstlnctos
morios durante a guerra.
POR MELCHIZEDKCH d'ALBDQUERQCE MMA
(Continuagao)
Tenente Coronel J<* Cario de
Car%albo
Foi chefe da commissao de engenharia
militar na campanha do Paraguay e foi
Tenente-Coronet l>uiz
Sa Ilrito
aos outros fez um signal ao seu compa-
nheiro. Os .dous olhavara para mim. O
primeiro do3 fidalgos chamou-rae e aoari
ciou-me, emquanto que o outro foi fallar
muito baixo ao dono da casa.
Quando elle voltou ouvi-o dizsr :
E' ella I
i, A cavallo ordenou o fidalgo.
Ao mesmo tempo atirou ao dono da
casa uma bolsa cheia de ouro.
a Vea cororaigo, disse-rae elle.
Vera at ao campo, minha menina,
veno procurar teu pai.
a Vel o ura instante mais cedo era tudo
quanto eu podia des> jar.
Montei resolutamente na garupa de um
dos fidalgos.
O caraiaho para ir ao campo, onde
trabalbava meu pai, eu nSo o sabia. Du-
rante meia hora, ia rindo-me, cantando,
balangando ao trote do cavallo.
Considerava-me feliz como uma rai-
nha.
Depois perguotei :
Chegaremos em breve aonde est
meu pai *
o Era breve, em breve, responderam-
me.
E continuavaraos a andar. O creps-
culo da noite chegava. Tive medo.
o Quiz deseer do cavallo.
O fidalgo ordenou :
A galope !
Qc E o hornera que me leva va collocou
mao na minha bocea para sutFocar os meus
gritos. Mas de repent, atravez do cam-
po, vimos correr ura eavalheiro que fendia
o espago como ura t'.irbdhao.
< Vinh* em ura cavallo do trabalho sem
sella a sem ireio ; os cabellos voavam-lhe
com o vento.
O caminho dava volta era torno de
elle tiuha atravessado o rio a nado e cor-
tado a cerca.
i Chegava, chegava... S reconhecia
meu pai raoigo e calmo, s reconhecia o
mou amigo Henrique sempre sorrindo jun-
to de mira. Este vinha terrivel como ura
co preuho de tempestades.
Approximava-se. De ura salto o ca-
vallo transpoz o talude do caminho e cahio
exhausto. Meu amigo trazia na mao o
cabo do arado.
c Carrega aobre elle, gritou o fidal-
S-
5 Mas o meu amigo eslava prevenido :
O cabo do arado brandido con as duas
Como tenente-coronel coraraandante do 4o
corpo de cagadores a cavallo tomou parte no
combato do Estabelecimento, corabatendo
no flanco direiro a frente da linha de atira-
dores, que tizera estender na raesraa occa-
siao cm que a infantsra carregou, respon-
da cora a maior firmeza e vigor ao fogo do
inimigo e durribava com seus tiros os de-
fensores do reducto. Foi nesta momento
critico que aquelle pequeo ma* destemi-
do corpo teve do pe-der rauitos dos bravos
de suas til'iras, recebeudo aeu intrpido
coraraandante um glorioso lermento.u
^^laaMavHHSHiaaaaaBaa
maos tinha dado duas pan -a las. Dous
criados armados de espalas tinbam cabido
por trra e jaaiam no seu saogae, e todas
as vezes que o meu amigo feria, gritava :
, Aqu estou aqu estou Lagar
dre !
O horaem que me levava quiz fugir,
mas o meu amigo nao o tinha perdido de
vista.
Alcangou-o, passando por cima dos
corpos dos rtous criados, e deitou-o por tr-
ra com uma pancada. Nao desmaiei, mi-
nha mai. Mais tarde, nao teria sido tito
valente, talvez. Mas durante toda aquella
terrivel luta conssrvei abertos os olhos, ag
tando as maos, gritando tanto quanto po-
dia :
t Coragem, amigo Henrique cora-
gera 1 coragem 1
< Nao sei se o combate durou mais de
um minuto. No fira deste tempo, elle es-
tava montado no cavallo de um dos mor-
tos, e eu galopava, carregando-rae elle nos
seus bragos.
a Nao voltavamo3 para a
araigo disse-rae que o dono
hiio.
E a"crescentou :
a S podereraos estar
era uraa cidade.
* Tinhamos entao quo occultar-nos. Nan-
ea retectira nisso. A euriosidade desper-
tava em mim ao raesmo tempo que o vago
desejo de dever-lhe tudo. Interroguei-o ;
apertou-me nos bragos, dizendo-me :
Mais tarde, mais tarde.
x Depois, cora um tora de melaneolia :
Esss fatigada de chamar-mo teu
pai ?
E' preciso nao ter ciumes, minha m3i,
minha querida mii. Elle ten sido para
Mnjor Antonio l.r-i* daCunba
Era major fiscal do 14 batalhao de n-
fantaria e foi morto corabatendo denodada
mente no dia 11 de Dezembro de 1868 em
Avahy.
Major Antonio Jos doa Patino
Assistio aos combates de 16 e 17 de
Abril o s batalhas do Estero Bellaco e
Tuyuty em 2 e 24 de Maio, como fiseal do
do 4o batalhao de infantaria e ueste ultimo
joaqnim de succedeu ao respectivo ebefe, continuan-
' do a dirigir o batalhao at concluir-se a
batalha, e portou-se com prudencia, valor e
sangue fri.
Ainda no commando interino d'esse ba-
talhao toma parte nos combates de Sauce
e Bouqueron.
Era Dezembro de 1868 acba-se em quasi
todos os gloriosos combates.
Fklleeeu no Paraguay em 12 de Setem
bro de 1869 de febre perniciosa.
herdade. Meu
me tinha tra-
bara oceultos
ni ira toda a familia ; meu p i e minha mZi
um bosque cercado e cortado por ura rio; a0 mesrao tempo. Nao tua a culo ; nao
estevas aqu.
t Mas quando me record da minha in-
fancia, aluto Ingrimas nos olhos. Elle tem
sido bora, temo, e os teus beijoa, minha
mai, ne poderiara ser maU docoi do que
as suaa caricias,
valente I Oh se
Continua.
fidalgas ;
.
Elle to terrivel I t3o
o viases, como o estima
naa

II
orordloes de infancia.
Nunca tinha entrado era uma cidade.
Quando vimos de longe as torres do Pam-
plona, perguotei o que era aquillo.
Sao igrejas, respondeu-me o meu
amigo. Vais ver muita gente, minha que-
rida Aurora : fidalgos e
nao ters mais aa flores do jardira.
o Nao tiaha saudades das flores do jar
dira, no priraeiio momento. A idea de ver
tantos tidalg03 e fidalgas transportava-me
Transpuzemos as portas. Duas filas de
casas altas e tristes tiravara-n'os a viata
do eo. Com o pou:o dinheiro que tinha,
o meu amigo alugou uma casinha. Fiquei
prisioneira.
i as montanhas tinha o ar livre e o
sol, as arvores floridas, os prados e a com-
panhia das criangas da minha iiade. Aqu
quatro paredea ; alm, a fila de casas com
o triste silencio d.s cidades hespanholas ;
mais alm, a 8olidao. O meu amigo Hen-
rique aahia pela inanha o s voltava noi-
te. Voltava cora as maos negras o cober-
to de suor. Vinha triste. S as rainhas
caricias o faziam sorrir.
tramos pobres e comamos o nosso
p3o duro ; mas o meu aungo achava ainda
meio de trazer-roe alguraas vezes chocola-
te e outras gulodices. Nesses dias via-lhe
o rosto felia e alegre.
Aurora, diss9 rao e'le uma noite,
em Pamplona, chamo me D. Luiz e, se al-
guem Ihe perfumar o seu nomo, responda ;
Mariquita.
t Se conhecia o nome de Henrique, que
at cnt3o Ihe linha dado. Nunca me havia
dito que era o eavalheiro Lagardre. Sou-
be o por acaso. Tive tmbela de adivi-
nhar o que fez por mira quando eu era pe-
quea. Julgo que quera deixar-me ignorar
quanto Ihe devo.
Henrique assim, rcioha raai, a no-
breza, a abnegag3o, a generosi lade,a bra-
vura levada at loucura. Bastava qae
o visse para querer-lhe tanto como cu na-
quero.
Prefera naquelle tempo menos delica-
deza o mais condescendencia em respon-
der s miabas perguntas.
f Mudava de norae, porque ? elle x'.o
franco e tao bravo t
* Uraa idea perseguia-roe ; i-onstante-
raente dizia commigo ; pur minha causa;
sou eu que fago a sua int'elicidade.
.. Eis como soube qual a profissao que
elle exercia em Pamplona e ao metmo tem-
po o verdadeiro nome que usava em Fran-
ga.
(Ctwi/'ar-e-Aoy
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Typ. do Diario roa Uuque de CaxiM a. 3.
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