Diario de Pernambuco

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Material Information

Title:
Diario de Pernambuco
Physical Description:
Newspaper
Language:
Portuguese
Publication Date:

Subjects

Genre:
newspaper   ( marcgt )
newspaper   ( sobekcm )
Spatial Coverage:
Brazil -- Pernambuco -- Recife
Brazil -- Pernambuco -- Recife

Notes

Abstract:
The Diario de Pernambuco is acknowledged as the oldest newspaper in circulation in Latin America (see : Larousse cultural ; p. 263). The issues from 1825-1923 offer insights into early Brazilian commerce, social affairs, politics, family life, slavery, and such. Published in the port of Recife, the Diario contains numerous announcements of maritime movements, crop production, legal affairs, and cultural matters. The 19th century includes reporting on the rise of Brazilian nationalism as the Empire gave way to the earliest expressions of the Brazilian republic. The 1910s and 1920s are years of economic and artistic change, with surging exports of sugar and coffee pushing revenues and allowing for rapid expansions of infrastructure, popular expression, and national politics.
Funding:
Funding for the digitization of Diario de Pernambuco provided by LAMP (formerly known as the Latin American Microform Project), which is coordinated by the Center for Research Libraries (CRL), Global Resources Network.
Dates or Sequential Designation:
Began with Number 1, November 7, 1825.
Numbering Peculiarities:
Numbering irregularities exist and early issues are continuously paginated.

Record Information

Source Institution:
University of Florida
Holding Location:
UF Latin American Collections
Rights Management:
Applicable rights reserved.
Resource Identifier:
aleph - 002044160
notis - AKN2060
oclc - 45907853
System ID:
AA00011611:18720

Full Text
"V
HsaoM


AMO Lili 1DIBE-0 298
/
/
PARA A CAPITAL E LIGARES ONDE NA SE PAGA PORTE
Por tres mczos atiantadoa
Por seis ditos idera......
Por um auno ideai......
Cada numero avulso, do mesmo da.
60000
12,5000
240000
,5100
HEffiA 29 BE
EE 1

PARA DENTRO E FORA DA PROVINCIA
Por seis meses adiantados.....
Por nove ditos dem.......
Por um anno dem.......
Cada numero avulso, de dias anteriores.
1350e
200000
27,5000
me
DE
NAMBUGO
Proprieirafce t>t Jttaiwel itgudra he Jara i J^b
Os Srs. Amedeo Prinro A C.%
ate Pars, iio os nossos agentes
exclusivos de anaunclos e pu-
blfcacSes da Franca e Ingla-
terra.
Aviso
Ao& Srs. nubscriptores fiesta Diario avi-
sa a rospeetiva direccao que, do 4. de
Janeiro prximo em diaote, l'ar-se-ha a ar-
recadacao das assignaturas pela forma se-
pilite :
Na cidade do Reciie e lugares para onde
oao se paga porte, 6?J000 por trimestre,
adiantadoou durante o 1. mez do mesmo
trimestre, 6)5500 nos 2." o 3. mezes.
No fim do trimestre ser suspeosa a re-
rcessa do Diario aos que nao tiverem sa-
tisfeito o seu debito.
Fora da cidade, nos lugares para onde
se fazem os remessas pelocorreio, 13J500
por semestre, pago as mesmas condicSes
cima.
Aos que quizerero pagar o anno adan
tado, far-se-ha o abate de l#000, para to-
tas os assignantes.
TELEGRAHHAS
santo ia ksc: savas
(Especial para o Diario)
BUENOS AYRES, 28 de Dezembro.
O rbolera cana de opparecer na
cidade de Cornubn.
IIniivr de iionitni para hoje em
ludo o territorio argentino 1WO ea-
JM e 113 bito*.
PARS, 2b de Dezembro.
0 ministro i!n sm-rra, senrral Botl-
langer pronunciando um dlftcnruo
em rrasio de ama wolemnidade
local, empresou ama llniaagem
niuio pacifica.
Agencia Hava, filial em Pemambuco,
28 de. Oeaerabro ci 1886.
INSTRPCCaQ POPULAR
o csoLS e sss ihimigos
(Conferenciado proessor J.J.Rodrigues)
(Extrahido)
DA BIBLIOTHECA DO POVO E DAS E8COLAS
( Contmuago)
A b >a aaude um dos melhorea antdotos contra
o lUge.Uo. Apreciada pareen a inelhor de todas ns
fortunas, geralmentc poneos ihe medem o alcance,
a julgar pela diligencias que irreflexivamente
iazemoa para andarn >s doentes.
A boa aande d ao animal, que possue esta in-
-outestavel riqueza, a mxima resisteiici* contra
Oi virus exteriores, de modo que o corpo sadio nao
representa apen .3 um roso presente, mas um pri-
vilegio de conf.,rto extrahido de um roeio, onde
I i nfernius, os debis, os valetudinarios, caem
Victimas da propria traqueza.
se a boa ditp sic/ki de espirito um antidoto
excelente contra cholera,-o medo pelo con-
trario, cuno que um man que o attrahe e o prende.
N ila mais f .cil do perceber-ae.
1 .rlue directamente o uvdo sobre o systema er-
vos di mal avisado pusilnime,systema que,
lado il*s suas t-aiiaeendei>tes e nnrmaes obri-
gaoes, te detenida por isto, e com razio, do go-
vt-rn > da casa a que preside.
'aqui di-sarranjTTa debilidades, elaboracoes vi-
ciadas, ios imiiiis ou atHiccoesque, a pouco e pouco
vio lavrun lo terreno para o microbio que impa-
ciente, eaprwta a vicrim, com o tigre a espreita
nos i ni.caes "la India.
E o raiciobio. meus senhores, viaja em plena li
b-'rilado pela sttnoepbera e mais parte que cousti-
tti-m os ti'on epidmicos : cada individuo traz
comsigo, inconsciente e descuidado, pelo menos,
me i a duzia d elles ( meia duza um modo de
dizer. Ora estes microbios que sao covardes,
como todos os micrbica I s intentan) luta cora
aquelles cuja compleico, debilidad?, enfraq eci-
ment ou medo de anteinio os oliocou a m-irc do
inridioauanno virus. Se ura ou outro, rijo e forte
cahe fulminado pela epidemia, foi victima por sur-
presa ou tao profundamente infeliz que expoz logo
ao microoio a sua mais dbil superficie.
O m-do, o susto preoecupado c persistente, po-
lem pois trazer nos o cholera sem compensacao de
qualquer especie,porquauto, anda quand* nos
. isse da epidemia, nao as livraria da vergo
nha,e, a morrer por morrer, maia Valeria em todo
o caso uiorrermos de medo por cauta docbolora do
que monermoi de cholera por causa de medo !...
seria mais rpido e menos incommodo.
E demaia nao p >r fim de cuntas, tao tcrrivel
sempre, c..ino o pu.tam, o aborrecido microbio.
Com as eucceaaivas epidemias vai decrescendo
a mortalidado as localidades mais do que um
vez devastadas pelo agtWu; e se, em um ou outro
momento, as victimas .ttingein e por vezes exce-
dem a proporcao de 1 por cada 10, raro igu ilam
a citra que exprime a mortaluade normal da po-
pulbalo.
A MaginacZo, como o microscopio, amplia c
xaggera o mai.
Nem o apregoado miftogermen tem aptidoes
4ara taref tao persistentemente mortfera ; care-
ce de dseneo, ap-jz as longas viagens que uo
raro cmpreh.nde. como ae eativera gasto e decrepto
Ueixauo quasi sempre pelo camiubo a propria la-
dividualidade, exhausta e mors, como se a Pro-
videncia rcBclvesae castigar o sinistro viageiro,
iuipediado ihe o regresso ao fo natal.
Por teso oo fim das epidemias o microbio, maia
pacifico, raro d a raerte aoa que visita e em todo
aurprehends como que urna inaptidao orgnica
para recebel-o, tima decoudicoea, por ora mal ex-,
(.licadas. e at certo ponto lembraui os effeifos d
umi vaccina, es^ontauenmeiite realisada pela ai-
turexa na populacao de que o flsgello hospede.
Alora os preventivas, que apontei e que uiio
carecein, em regra, de medico nem de ih-rinacia,
inuitoa outros teem sido aconselbadoa.
Abuudam u eu.< em tempo de epidemias os
elixires micrub cidas que, em regra, eao tanto ma.s
jiumer laos quanto menos fcil a cura, qse ao
jjivpoem reali3ar.
Proeesso fcil com que muitoa pretendem reme
diar oa males do oorpo com a fortuna das algibei
ras, ora inventando remedios novos ou chrismanJo
oa antigns, ora abusando da credulidad publica
ou extorquudo das populacoes valorea monetarios
incompativeia com o preco normal de drogas, cujo
custo multas vezes minina .
NSo me demorarci por isso, meus aenhore, no
exgoto deate pantano, aensivemente infecto; direi
apenas que,nao havendo anda preventivo al-
gum chimico, certo e seguro, contra o cholera,um,
apenas, parece attrahira attenco dos sabios e dos
clnicos, mao grado aos que combatem, por veces
".oa mais furia do que ao proprio taicrobio. Este
preventivo^ sobre cuja efficacia provavel nao de-
eejo demorar-me por motivos especaea, o cobre
e sua vasta familia derivados, mais ou menoa ab-
sorvveis pelo organismo.
Ao que desejnrem possuir mais ampia informa-
cao sobre este asaumpto, limitar me-hei a apontar-
lhes o 6* volme daa revistas identificas de Paulo
Bert, deputado, membro do Instituto de Franca e
profesaor da Faculdade da; Scenciaa de Paria,
assim co.no o artigo de fundo, publicado pelo
mesmo sabio pbysiologista no jornal parisiense 0
Voltaire, em principios deate mez e sob a epgra-
phe O cobre e o cholera-
Devo lombrar-voa que Burq o principal crea-
dor di metallotnerapia,e que as auaa pesquisaa
obre o cobre, como anti-cholerico, datam de 1852,
tendo talvcz em parte cousequencia dos seua estu-
doa sobre este assuinpto o ampio ingresso do sul-
pbato de cobre cutre os melhores desinfectantes
do cholera, sulphato de cobre que eatudos recen -
tes obrigam a considerar (o que novo reforco s
opinoes do Ilustre clnico trance) como um doa
melhores microbieidas conhecidoa ().
Nem ha que extranbar, nem motivo para es-
pantos ou protestos, este antagonismo, que parece
existir, entre o cobre e o microbio cholenco.
i) as instrucces recentemente publicadas
pelo Comit de hygiene da Pars, no artigo desin~
fecedo, diz-se :oa desinfectantes recommendadoa
sao, de preferencia a qualquer ontro, (en premiare
Ugne) o sulphato de cobre, na sua falta o chloreto
de cal e o chloreto de zioco.
(N'ota do prelector).
(Continua.)
?arte orriciAi
niulsterio da fustiga
Por aecreto de 18 do corrente :
Foram exonerados, a pedido, dos cargos
de chefes de polica da provincia de S.
Paulo, ojuiz de direito Manoel Juvenal
Rodrigues da Silva ; da do Rio Grande do
Norte, o juiz de direito Francisco Aroyn-
tbas da Costa Barros.
Foram nomoados chefes de polica : da
provincia de S. Paulo, o juiz de direito
Antonio Pedro Ferreira Lima, e da do
Rio-Grande do. Norte, o juiz de direito
Jeronyoo Americo Raposo da Cmara.
Desembargadores :
Foram no meados :
Da Relacao de Porto-Ale^re, o juiz de
direito Augusto Cesar de Medeiros ;
Da de (Juro Prcto, o juiz de direito Jo-
s Ignacio Gomes Guimares ;
Da de S. Luiz, o juiz de direito Gai-
lberme Cordeiro Coeltao Ciotra.
Juizes de direito ;
Foram aposentados os juizes de direito :
Manoel Jorge Rodrigues, com o ordenado
que Ihe competir, na forma do art. 29,
10 da lei de 20 de Setembro de 1871, e
Manoel Jos Ge mes Rabello Horta, com as
honras de desembargador e os vencimen-
tos que lhe competirem. nos termos do art.
I, 2o do decreto n. 3309 da 9 de Ou-
tubro ultimo.
B'oram removidos :
Ojuiz de direito Antonio Luis Ferreira
Tinoco, da comarca do Rio-Grande, de 2*
entrancia, na provincia do Minas-Geraes,
para a da capital da mesma provincia.
O juiz de direito Severo Mendes dos
Santos Ribeiro, da comarca do Araz, de
Ia entrancia, para a de Bom Jardim, de
2*, amoas na referida provincia.
O juiz de direito Jos Mara de Moura
Leite, da comarca de Alfenas, de Ia en-
tran.ia, para o do Rio-Grande, de ?., am-
bas na referida provincia.
Foram designadas as seguintes comar-
cas :
Da capital da provincia do Rio Gra
do Norte, de 3a entrancia, para nella
exer:icio ojuiz de dirtdto Francisco Amyn-
tbas da Costa Barros :
Do Cmde, de 2* entrancia, na provin-
cia da Parahyba, para nella ter ezercicio
o juiz de direito Freaerico Peregrino Car-
aeiro Monteiro ;
De Oii^da, de 3* entrancia, dj provin-
cia de Pernambuco, para nella ter ezerci-
cio o juiz de direito Jos Antonio Correa
da Silva.
Foram Horneados :
Para a comarca de Lavras Diamantinas,
na provincia da Babia, o bacharel Joa-
quim Jos dos Reis :
Pera a de Chique Chique, na mesma
provincia, Emygdio Jos Martins de Aze-
vedo S.
Juizes municipaes c de orphaoa :
Foi declarado vago o termo de Maca-
hnbas, na provincia da Babia, por abando-
no do lugar do respectivo juiz, bacharel
Numeriano Honorio de Serpa Brando.
Foi exonerado, a pedido, o bacharel
Francisco de Paula Moreira Barbosa; do
lugar de juiz substituto da comarca de
Santos, na provincia de S. Paulo.
Foi romovido, a pedido, o bacharel Ce-
sar Quirino da Silva, dos termos reunidos
de Campo Largo e Santa Risa para o de
Macabubas, ambos na provincia da Ba
hia.
Forain nomeados:
Para o do Soccorro, na de Sargipe, o
bacharel Jeauino Jos Gomet :
Para o da Barra do Rio Grande, na da
Bahia, o bacharel Joto Manoel Cardoso
de Uliveira.
Mlaisterlo da Fazenda
Por ttulos de 11 e 17 do corrente foram
nomeadoa :
1.* escripturario da Alfandega da capi-
tal da Parahyba o 1." dito da Thesonraria
do Amazonas Madoel Alvos da Silva ;
2." ascripturario da referida alfandega o
official do descarga da de Aracaju', pro-
vincia do Sergipe, Verano Gomes Alonso
de Almeida ;
Praticante da Thesouraria de Fazanda
da Parahyba, Joao Honorato Pereira Leal;
Praticante da Alfandega da capital do
Para, Joao Simplicio de Souza.
Ministerio da llar i nha
Por decretos de 18, foram ;
Promovido a 1. tenente, por antiguida-
de, o 2. tenente da armada Raymundo
Jos Ferreira Valle Jnior ;
E exonerado, a seu pedido, do logar de
vice director da Escola Naval, o capitao de
mar e guerra Dionyaio Manh3es Barrete.
Notneado para cornmandar a escola de
Aprendizes Marinheiroa do Para, o capitao
tenente Jos Antonio de Oliveira Freitas.
Em 17 deste mez foi ezonerado do com-
ujando da canhoneira Manaus o 1." tenen-
te Sabino de Azeredo Coutinho, conforme
requereu, sendo nomeados, para substi-
tuido, o capitao tenente Pedro Lopes da
Con ;eco, e para cornmandar a Escola de
Aprendizes Marinheiros do Para, o capitao
tenente Jos Antonio de Oliveira Freitas.
Ministerio da Guerra
Por decreto de 28 :
Foi demitido pedido, o 2. cirurgiao do
do corpo de saude Dr. Guilherme Pereira
Rebello.
Foram nomeados segundos crurgioes do
corpo de saude do ezercito os Drs. Anto-
nio Jos Osorio e Francisco Feliz de Bar-
ros e Almeida.
Foram promovidos no corpo de saude
do ezercito al." cirurgiao o 2. Dr. Joao
Telle3 de Menezes ; na arma de infanta-
ra ; a capitJes, os tenentes Pedro de
Aquino Moreira e Januario da Silva As-
sumpcilo, ambos por aotigaidade ; o Adol
pbo de Alencastro Graca por estudos ; a
tenentes, os alferes Eduardo Augusto da
Silva, Tbiago Pereira de Souza, por anti-
guidade, Augusto Fernandes de Almeida
Brandao e Joaqum Pompilio da Rocha
Moreira, por estudos.
(overno da Provincia
DESPACHOS DA PRESIDENCIA DO DA 27 DE
DEZSMBBO DE 18t
Bacbaral Antonio Adolpho Coelho de
Arruda. Informo o Sr. inspector do The-
souro Provincial
Companhia pernambucana. Nesta data
dirjo-me aj Ministerio da Justica a res-
peito do que requer a supplicante.
Deomedes Brayner *jins. Concedo
trinta das com os vencmentos a que tiver
direito.
Bacharel Estevao Carneiro Cavalcanti
de Albuquerque Lacerda. Justifico as fal-
tas depois de notado na se^cao competente
na secretaria do governo, remetta-se este
requerimento ao Sr. inspector da Thesou-
raria de Fazendapara os fina contenientes.
O mesmo. Justifico as faltas depois
de notado na seccao competente da secre-
taria do governo, remetta-se este requeri-
mento ao Sr. inspector da Thesouraris de
Fazenda para os fins convenientes.
Tenente Francisco Teixeira de Carva-
Ibo Como requer.
Flora Um bolina de Almeida Xavier,
Remettido ao Sr. inspector interino da The
s.ii' v ;*- <[- F. ziii la para mandar attender
de accordo com a sua informar^-io de 23 do
corrente, n. 875.
Manoel Clementino Corroa de Mello.
Sim. reoolhendo ao TLesouro Provincial a
importancia da multa a que se refere o ar-
tigo 184 do regulamento de 2 de Julbo
de 1879.
Gabriella de Jess Ferreira Franya.
informe o Sr. inspector geral da Instruc-
ao Publica.
Coronel Jos Thomaz Gonjalves. For-
neca-se.
Bacharel Jos da Cunha Liberato de
Mattos. Justifico as faltas. Depois de
notado na seceso competente da secretaria
do governo remetta-se este requerimento
ao Sr. inspector da Thesourara de Fazen-
da para os fins convenientes.
Secretaria da Presidencia de Pemam-
buco, em 28 de Dezembro 1886.
O porteiro,
Francelino Chacn
Repartilo da Folela
2* SeccioN. 1 al. Secretaria da Po-
lica de Pemambuco, 28 de Dezembro de
1886. -Illm. e Ezm. Sr.Partecipo a V.
Ezc. que foram recibidos Casa de De-
tengao os seguintes individuos :
A' minba ordem, Jo andar unitormisado com praca do eiercito ; Mi-
guel Archanjo da Silva e Joanna Mara da Con-
ceda ambos alienados, viudos do Brej) da Ma-
dre de Dcus.
A' urdem d > Dr. delegado do Io districtu d* ca-
pital, Marcohno Victoriano da Silva Marques, por
disturbios.
A' ordem do subdelegado de Santo Antonio, Ma-
nee! Paulo Cavalcante, Maximiano Pereira da Cu-
nha, Jos Pereira Dantas, Manoel Rufino da Pal-
xo Cmara e Francisco de Paula, por distur-
bios.
Severo Jos Francisco e Vctor Jorge Fernan-
dos, como alieuadi a.
A' ordem do do 2 distncto de S. Jos, Joaquim
Jos Leopoldo e Antonio Theodoro Carueiro da
Silva, por disturbios
Em offico de bontem communiceu me o Dr. de-
legado do distncto da capital, que lhe communi-
cra o subdelegado do 2*dislricto da Boa-Vista que
do dia 28 do andante, na ra do Lima, pertencen-
te mesma freguezia, Francisco de S Vanos,
ferio gravemente eom orna facada Felinto Va
de Lima.
O offensor foi preso em flagrante, e o offendido
foi vistoriado.
Aquella autoridad* prosegue na lorma da lei
Communicou-me aWeWgado do l*datricta
de S. Jos que bontem. Aa 11 horas da manba, no
ohafariz do pateo do Terco pertencente mesma
freguezia, os aguadeiros Antonio Pereira do Xas-
cimento e Jos Jorge da Silva, altercando, cobran-
do Naacimento 80 ria de Silva, resultou aahir es-
te fondo levemente com urna cacetada deacarre-
gada por aquelle.
_ O delinquonte foi preso em flagrante e a auto-
ridade reapeetiva tomou conbecimento do facto.
Em ofoeio datado de 23 commuuicou-me o dele-
gado do tormo do Rio Formoso que no dia 21 do
corretee, pelas 8 horas da manba, junto ai porto
de desembarque do mesmo district, o aleijado
Pedro Joatjuim Ceciliano deu com a muleta diffj-
recteLiMuOtadas em Januario de tal, tambem alei-
jado, Wa, ijiaee veio a tallecer horas depois.
(i c-imi-iso foi preso e contra elle se procede
nos Icrmiu da le.
D"us guarde a V. Ezc. Illm. eEzm.
Sr Dr. Ivdro Vicente de Azevedo, muito
digno presidente da provincia. O chefe de
polica, Antonio Domingos Pinto.
Thesouro Provincial
DESPACHOS DO DIA 27 DE DEZEMBRO DE
1886
Silveira & C. e Dr. Clementino de Mes-
quita. Ao Contencioso para os devicios
fins.
Carolina Josepha da Silva Pinheiro.Ao
Sr. Dr. administrador do Consulado para
os devidos fina.
Francisco Bezerra de Vasconcellos. Ao
Sr. collector de Bezerros para os devidos
fins.
Manoel Campos. Entregese pela
porta.
Francisco Avila de Mendonja.Csrtifi-
que-ae.
Antonio Hermino de Souza.Junte-se
copia daa informacSes.
Regedor do Gymnasio Pernambucano.
Informe o Sr. contador.
Companhia Great Western of Brasil
Railway e Manoel Clementino Correia de
Mella. Haja vista o Sr. Dr procurador
fiscal.
28
Henrique Bernardes de Oliveira e Del-
phino Lopes da Cruz.Haja vista o Sr.
Dr. procurador fiscal.
Contas do thesoureiro das obras publi-
cas. Encaminbe-se.
Pereira Ferreira & C. e Jos dos Santos
Oliveira.Informe o Sr. contador.
Francisco Deodato Lins.Fagam-se as
notas da portara de licenca.
Francisco Moreira da Costa.Escriptu-
re-se a divida. .
DIARIO DE PERMMSCO
RECIFE, 29 DE DEZEMBRO DE 1886
Noticias do sul do imperio
O paqnete nacional Cear, entrado honttm do
sul, trouxe aa aeguintes noticias e as que conatam
daa rubricas Parte Official e Interior :
Paran
Datas at 13 de Dezembro :
Aa noticias ailo de intereasea local.
Sao l A' 18, a noite chegou Campinaa a foica que de
l partir para capturar os quilombolaa queandam
em pilhagem por aquellas b indas, trazendo cinco
de I la, escravos, e tent escapado outros cinco.
Fcram encontrados naa mattas do Sr. Francisco
Coutinho. Houve resistencia. A escolta fez fogo e
feriu levemente na perna a um dos taca.
No mesmo dia cabio sobre Campias violentsima
ebuva de pedresas 3 1/4 horas da tarde, ficando
aa ru*a recamada de pedras de varios tamanhi.a
e formas, achatadas, espberica, :i maneira de
folhaa de arvoies etc. Algumas deltas pesavam 251)
grammaa.
A ebuva veio do norte e ficarain muitog vidros
quebradas as casas que os tinham neaia drec
Hiuve muitcB outros estragos consideravei.-.
ficando quaai todas desfolbadaa as arvores dos
jardins e prafaa. Durou a tormenta cerca de um
quarto de hora.
Tambem em S. Paolo, 19, evinda da mesma
direccao cabio urna tortissima pr.ncada d'agua,
actmpanhada de grandes trovoadas, r&ios e pedms
estas, poreui, em pequea quanti u.de.
a villa da Piedade foi capturado, pelo res-
pectivo delegada de polica, Joaquira Leicos dos
Santos, autor do aaaaasinato praticado na pe890>,
de Firmino Machado, no districto de Botucal.
O reo, sendo interrogado, confesseu o crime.
itio de Janeiro
Datas at 20 de Dezembro :
Alemdoque cenata da carta do notso corres-
pondente puoiieado na rubrica Interior, pouco mais
reterem aa folhaa.
Lemos oo Jornal do (Jommercio de 20:
Oa juros do emprestimo de 5 % correspoi
denles ao semestre de Julho a Dezembro de 1 -v|,
arrio agoa no tbeauuro nacional, a partir de o
Janeiro proiim, futuro, vista das cautellaa e d*e
eacripntraa publicas ou eaeriptoa particulares de
traapaUMo, lavradoa com aa formalidadea ixigidas
pelo avisa de 10 de Abril do corrente anno, que si"
aa assignaturas do comprador, vendedor e corrector
no caso de nter venci deste: as assignaturas ou
comprador, vendedor e duas tesUmuuhas idonear,
na hypoibeae eootraria ; deveudo em t>doa i.*
casos estar reconhecidas as firmas e aatisfeito t
sello proporcional da importancia da trausacc >.
No intuito do tornar mais rpido o pagamenl-,
08 poatoidores das cautellaa, que tiverem mais de
um traspasa i as depositario do da 27 a 31 do
corrente mez, na 1.' eoqtadrria da directora ger .1
da ei.utaoilidade, onde aero examinadoa oa_docu
mentoa o prestadas as coovruieutes informacoes. >
O Sr. ministro do imperij recebeuantt-bontem
Jo noaao ministro em Moutivido, o seguinte tek-
graaima :
Kecebi telegrammaa de hoje. Fico 8Cente,
quareuleua de i5 das procedencias do Rio da
Praca.
Nenbum caso novo as ultimas 61 horas no
Asjrlo, onde uio ba um s doeute, Lazar, to Buceo
melborxm doeutes. Iihi das Florea perfeito estado
sanitario. Cuade e resto da Repblica immune
ate ag ra,
Boeio Ayrea e toda a Repblica Argentina
contina mullo mal, inclusive Litsareto e Martin
Garca.
O 8r. con n<-l Deschampa recebeu do Mouti-
vido. aute-boutem, eate telegramma :
A saude publica contina bein. No Asylo,
utulmu caso ha quatro das. Attnoue-se iiriuXt-
oacao pelo uso da ngua do algibe, a molestia que
all appareo u.
Km carta particular de Mani?, escreve-nos
que o Sr. J. Barbosa Rodrigues aseaba de deseo-
brir i inargem ao Amazonas, em paragein denomi-
nada ftliracauguera, urna necropole ludigeua que
p..reoe oceupar espnco uiaior de ineio kilmetro em
quadro.
Dalli desenterrou o explorador varias urnas
funerarias outro oojectoa que se acbam reco-
ihidoa ao Musi Bjtanico daquella cidade, e dos
quaes t-m tiradophot'grapbias que teraodeacem-
panbar o texto de urna mcnographia intitulada: A
Necropole de Miracanguera.
Daa informacoea que temes, consta que_ o
Mubi-i Botnico de Manis, fundado na adminis-
tracSo do Sr. Dr. Paranagua Filho, possue j nu-
merosas colleccoea ethnographicas, representando
dezenus de tribus indgenas da Amazonia, bem
como notavel bervario, esmeradamente classieado,
qui d idea mui perteita da opulenta flora da
vasta baca.
O actual administrador da provincia tem reve-
lad1" todo o ulerease pila prosperidade do impor-
tante estabelfcimento.
Espirito Sanio
Datas at 16 de Dezembro :
Nada daa as folhaa que mereca mencao.
Babia
Datas at 24 de Dezembro :
Tambem nao tcem interesse as noticias desta
provincia.
Alaga*
Datas at 27 de Dezembro :
Sao igualmente destituidas de interesaea as no-
ticias desta provincia.
INTERIOR
Correspondencia do Diario de
Pemambuco
RIO DE JANEIRO- Corte, 19 de Dezem-
bro de 1886
Stjmmabio :Planos e projecto de aaneamento de8ta
capital.Ponto em que quaai todos
eato de accordo. ConEervaco doa
mangues.Difiwuldade da execucao de
taca prejecto?.Falta de numerario na
noasa pracaQueixas contra o Sr. mi-
nistro da fazenda.Remessas de di-
nbeiro para o norte.O ultimo preen-
cbin.cnto de duaa varas especaes da
corte.Urna anedecta autentica.
Ccmquanto continu a ser excellente o estado
sanitario desta eupital, nem por isso deixa-se de
fallar muito no sbueamento da cidade e as me-
didas que devem s< r tomadas para eaae fim, indi-
cando cada um a que melhor lhe parece. Si, por
seu lado, o governo solicito em attender s re-
claniacea que lhe fazem os seus agentes e auxi-
liares, providenciando no sentido em que ellcs se
prenuncian), a imprensa e as corporacoes que se
julgam competentes vio por sua parte discutindo
a materia. Entre as segundas tem se deatinguido
o Club dos Engenheiros Civis e o Instituto Poli-
technico, cujos mimbro?, em repetidas conferen-
cias, tem txpoato suaa opinioes, presentando pla-
nos de obras que devem ser executados.
Os systemas adoptados mais ou menos se appro-
xiraain, com variante quanto a natureza aaa obras
sob o ponto de vista hygit nico.
No que todos eatao de accordo, em que : 1
nao convm obstruir o canal do Mangue, e sim
prolongal-o, dando entrada e sabida franca s
agua, divergindo, entretanto, na natureza e modo
dos trabalhos que devem ser feitoa ; i.* deve-se
tratar de augmentar a quantidade d'agca para
abastecimeuto da cidade, regulariaandc-se, sobre
tudo, a distribuicao : 3. melhorst o systema
nos sgotos; 4. eatabelecer um servico regular
para remeci do lixo ; 5.* atterrar os pantanos;
6. nao s prohibir o corte dos manguea nos pon-
toa alagados pelos marea, prximos cidade, como
fazer nova plantacio onde elles tem sido devas-
tados pelos succcbsiv. s cortes, de modo evitar
que, as marea baixaa, fiquein as praiaa em que
ha vasas expostas a accao solar, etc. etc. E neste
ponto recommeodou muito nm dos conferentes, que
medico de reputaco, que se consulte um folheto
publicado em 1U83 pelo Sr. Caldeira, o qual larga-
mente tratou da questac, mostrando oa effeiioa pci-
nicioaos resultantes do corte dos manguea e van
tagena de aua c> naervacio. Teve tal influencia o
que dase o Sr. Calucha que luje, por postura
municipal, j prohibido esse corte.
Quanto nao aproveitaria ahi, nessa capital, se
em vez da devaataco que se observa un todas as
margeos daa cambaB e manguea que se estendem
pelo lado de Santo Amaro, ou Af gados e ilhas de
Nogueira e do Pina, fossem observados os conae
Ihoa do mesmo Sr. Caldeira Acredito que tanto
os Sra. vereadores, como o Sr. iuapector da junta
de bygiene do Recife. nao perdeiiam o seu tempo
se procurassem 1er aquelle fulbeto, que tambem
foi publicado, por parcellas, no Jornal do Com-
mercio do citado anno. (*)
Voitando, porm, aos projectos de aaneamento ;
por muito bous 4 completos que sejam elles, res-
ceutem-se do inconveniente de nao podTem ser
levados a effeito com a promptidao que os seus
autores t.m em vista, por isso que reclamam gas-
tos com que o Thesouro uo pode actualmente, e
nem de esperar que possa nos prximos futuros
annos.
Si, pelo menos, o Sr. Belsario quizesse ou pu-
desse prescindir do recolhimento e queima dos
cinco mil contoa de papel incda, que conatitue
urna daa bases do seu plano financeiro, poderia
..asa quantia aer applicada durante tres ou quatro
annos ao desejado melhoramento das condicoea sa-
nitarias da corte, dando-se tambem algnma cousa
para aa provincias. Maa o bourado ministro da
fazenda est a esse respeito tao compromettido,
pelo que aventurou perantc o parlamenta, que de
uenhum modo lhe licito hoje abrir mo a'aquelie
meio, que alias elle tem por si'guro para realisa-
co de suas ideas. E assim que, seguudo diz
Qm jornal, j esto sendo encaminhadaa as cousas
pira que uo fim do corrente exercicio, em Junho,
p issam aer queimados os prwneiros cinco mil con-
ios; de modo que grande parte dessa quantia,
quasi metade, j deve ter sido retirada da circula-
co.
Maa ni' de certo, a esse recolhimento, in-
significante em relaeio a enorme maasa do papel
circulante, que se pode attribuir a grande escasera
le numerario de que actualmente se queixa a pra-
e,a do Bio de Janeiro e tambem a de Santos, acer-
ca da qual, em longo artigo em que descreve o
sea estado critico, diz o Diario de Santos, por en-
tre amargas queixas do Sr. ministro da tazenda :
Ci.m um grande depoaito de caf em ser;
eom en ra-iaa abundantes do mesmo artigo, que
acarreiam pagamento diario de despezas e fretes
avultados, alm de saques por urna parte dessas
entradas ; com o mercado parado, por causa da
extrema falta de transportes para a Europa ; Com
j crdito retrabido. pela rareza do meo eircu -
lanten > possiv. 1 que por muito tempo possa
o commercio lutar, e deve se presagiar que o reaul
lado de tudo isso se traduza em forte dirainuicao
Ja riqueza publica, pela depreciar* dos valores
circulantes.
Por aua parte, o Paiz j tratou largamente da
questo, eucareceudo os apuros em que, por fal a
Je numerario, se acha a uosaa praca, a tal ponto
que pode-se dizer que o commercio acha-se
rneos com urna Verdadeira crise. Alfirma a-
quelle jornal que uein .a bancos, cem as suas
r. servas esgotadaa, nem o commercio tem para
oude. recorrer; pelo quo os meamos bancos, se-
gundo lhe consta, assouerbados pelaa dificul-
dadea que eato opprimudo o mercado monetario,
conaideram necessaria e opportuna a interveoco
do governo, fazeudo eate uso da autonaacio que
lhe foi concedida le einittir papel m^eda at vinte
e cinco mil cootos, para emprestimo de que care-
cam os eatabeleciineutoa de crdito que posasen.
apulices para caucional-aa ao governo.
A Gazrta acha que do estaio em que
se acha a praca, o nico cansador o Sr. Beaa-
rio, que, com as su a a operaeoes de emisaSo te
analices e conversi, fazendo do Banco do Brasil
o sea instrumento, fez com que o deposito dcaw
estabelecimento, que era ento de setenta mil coa-
tos, foase desfalcado de cerca de trinta mil costea,
que foram applicados compra das novas apedr-
ees, e que easa quantia que agora est Cajeado
falta s transaccoea commerciaes.
verdade, e sabem todos que na presente
quadra de anno, que coincide com as safra tu
norte, ba sempre diminuico de. meio circnlaate
na praca do Rio de Janeiro, por causa das aval-
tadas remessas de dinbeiro d'aqui para essa paste
do Imperio. Maa, commummente eaaas remessas
nao causam tuinanha perturbaco as transae^ea
da nossa praca ; tanto mais sendo certo qae a-
quelle dinheiro volta mais tarde para c.
Se neste anno outras causas tem concom!*
para essa presao que se d no noaso aereada
monetario, ou ee sao as operaeoes do Sr. ministro
da fazenda a causa do acontecimeato, o que
cumpre averiguar e anda nao vi explicado. Fot"
ora o Jornal do Commercio, que quem tem pala-
vra maia autorisada e insuspeita sobre a materia,
nada tem dito.
O Paiz algumas veces um pouco terrorista
as questoes desta ordem ; accreseendo que oa
facto procura elle tirar argumento em favor daa
suas opinioes contra o recolhimento dos c-co aaail
c .ntoa de que fallei ha pouco, porque entena.
que nao ha a superabundancia de me.o circulante,
com que foi justificada aquella medida. Vereasoa
o que faz o governo. Se os clamorea fortn fon-
dados, elle ir em auxilio dos bancos.
Como j sabe o leitor, pelos telegramas*
que o Diario deve ter publicado, aa inni ecbica-
daa varas da corte, 2* de orphoa e 2* do cesa-
mercio, qae vsgaram ltimamente, foram preea-
chidas por dous juizes da provincia do Rio de Ja-
neiro, o Sr. Ribeiro de Almeida, que foi dispensa-
do da ebefatura de polica para oceupar a pri-
me ira, e o Sr. Macedo Soares, que foi removido
da comarca de Cabo Fri para a 2.a Ambo*
esees magistrados, alias muito dignos, eram, ne
que ae diz, recommendadoa do Sr. Paulino, lo
mesmo modo que era o Sr. Fernandes Piobero,
tambem fluminense, que deve ser cunbecido swssa
provincia, onde foi chefe de policiao qoaJ seo-
do juiz de direito de C.mpos, acaba de ser aw-
meado desembargador da Relacao da corte.
A eecolba doa di us primeiros traz-me a lean-
branca de urna anedocta, que tenbo por autaeart-
ca, attenta intimidade de que gosava cosa o *ni-
nistro de ento a pessoa que m a referi. O ca-
so deu-se sob o gabinete Lafayttte
Durante a situacio passaia deramee ei neo va-
gas de varas especaes da corte. Foi a fruncir
a da vara de prevedoria e capellas, que foi preea-
chda pelo Sr. Justiniano Madureira. Segaio-se
a segunda de orpboe, que coube ao Sr. Tito do
Mattos. A terceira, da Ia vara do comaneTtao,
foi dada ao Sr. Calmon. A Ia vara de orphoa
eia ocupada pelo Sr. Paranagua, que apoaea-
teu-se para nella aer encaixado o Sr. Serafisa Ma-
niz Barreto, aeu genro. Todos esses quatro jui-
zes sao babianoa. E ncmeado deaembargador da
corte o Sr. Tito de Matto, e ficando vaga ao-
vara, nte a 2* vara de orpbaos foi para ella remo-
vido u Sr. Oliveira Andrade, que ento aebTa-ae
ua lialiia, tomo jolz ae ireito, creio qae a* eo-,
marca de Nazareth, ou cutra nao longe da capi-
tal.
Reaolvida a reicocao em conferencia mniatoriai
e confirmada em despacho, o Imperador, ao aaeig-
nar o decnto, disse : Meus seuhorea, devo fa-
zer Ibes urna observaco : tenbo notado qae lti-
mamente as varas mais rendoaaa da corte, me-
dida que vo vagando, ao dadas smente a jui-
zes li lhos da Bahia. Isto po le cauaar r>parse
excitar ciumes ; preciso que se tambem ao-
meiem para casas varas magistrados de oatrae
provincias. *
O Sr. Prisco Paraizo, que cstava mnito tange
de contar com semelhante observacio e por ios*
nao tinha tido o cuidado de couformar-se do que
rezava a certido de baptismo do Sr. Olivara
Andrade, ficou muito desconcertado, cc-roa eoiaoa
para o Sr. Lafayette, qae oi quem lhe baria im-
posto aquella vmocio, a pedido do Sr. Tbcoade
de Souza Carvalbo. O Sr. Lafayette, qae tam-
bem nao estava ma.a adiantado a respeito do case
o seu collega, manteve-se na eua cestumads ixa-
pasaibilidade. Scguio-se um curto silencio, qnec
Sr. Soares Brandao, data venia, interrompra, para
dizer que o juiz de que se tratava achava-sc aua
Babia, maa nao era bahiano, e sim peraasabaras*,
sendo certo, porm, que nao fra elle Bnodio
quem ae intereasara pela sua remocao para a coV-
te. Bem ; em todo o caso fique conaigaadaa
nimba observaco concluio S. Magestade paa-
sando o decreto j assignado ao Sr. Prisco.
Nao sei se oa actuses ministros tiverasa coabo-
cimento d'sqaella obtei vacio, que anenas fienai
consignada na mente dos que a ouviram. Maa
que se v que para as duaa primeiras vasas fo-
ram dous fluminenses ; e ae estes torea aendeee
preferidos, cabera no caso a citada observaco.
Infelizmente o que bom sempre poaeoe aaa
chega para todos ; mas tumben) nao se ja dad ao
mente a umisto aos filhos de um s
cia, dentre as vinte que tonta o imperio.
PERMNBUCG
(*) O folheto em questo foi transcripto no
Diario de Fernambueo, do mermo anno.
Nota da Redacgao.
Asseinbla Provincial
7.a SESSAO EM 15 DE DEZEMBRO DE 1886
PKESIDEBCIA DO EXM. SR HB JOS HAHOEi- aUUSBOS
WAKOEaiET
( Concluso )
O Hr. Coala Kiticlro (pela ordem)Sr.
presidente, peui a palavra para apreseutar san
requerimento e dar ligeiramente a saa paaaS-
caco.
O requeriment) eate (j :
Sr. presideute, pode primeira vista pareen
que este requerimento trata da aasumpto iBSeiaa-
meute individual. Se assim fra, eu de certa aaa
abate: ia de apresent .l-o ; maa, tratando _deste
facto, tenbo por fim accentuar um principio jos
reputo de alta moralidade para a a nn-inaracao
do paiz, quer se trate de govemos liberara, oater
de governes conservadores.
Entendo que est qualquer governo enroca S-
reito, desde, que procura para oa cargo* de ttm
flanea aervir-oe de auxiliara da aua poltica. O
Cargua ie confianca, sabemos, sao oa cavgoapo-
liciaes e alguns outros de certa ordm, coaaoaa
de chefea de reparticao, a quem cabe, dar iaa-
ciativa e im"ulso aos grandes ramos deoerrreo
puolico ; mas quo se tire d"um luar de fajeada
ou d.: um lugar como eate, quo nao teu resaca
alguma com a poltica, um empreg.ido aelossv natel-
ligeute (^poiados), quenocommetteu lai. algassa
contra quera nao se aileg m nem simple* nrrgm-
laridade. : p naa para abrir vaga e seirir a asa
amieo, procedimento que eu entende tin sea*
profligado, que uo d' ve passar dcsapercesado.
(Apoiados).
Fui para manifeatar-me contra essa injustiCB,
que cous;dere grave, muito grave, e que digo-a
francam-ute, uio espere quu foaae coanwelfida
pelo Sr. 1" vi.-e-preaideute du provincia, foi pata
manifestar me centra essa iujust9, n>ilo> qase
apreentei Bota requeriraente.
E' bjm que tactos deates nao pasaem deaaprr-
cebidos, paia que entre nds nao fique estaa^lecaaa
essa rolitica dr tirar pao do adversario, *.j caaw
fr, jiente para servir a amigos, poiijtca apat
tem alguma cu a de a-ilvagcm.
Se ella durar no paiz, s.i aUflea, qa*.r doaao
lado, quer de outro, procurar reagir cj toa cMa,
onde ir em ia parar ? j
-: -
f taHE l




Diario de Pernamhucotyuarta--feira 29 de Dczeiubro de S886


f
As injmticas, c oxcessos praticados por um
rno qualquer nao prejudicara fomente aos
adversarios, s victimas d occasiao; sio pre-
judicial* u > futuro aos ,-roprios que os comtnet-
tenam.
Apoiado),
Tfdoa us comprehendemos que um partido do
qua victima desst'B excessos, quando Iha ehegu
a vez do governar, p r melhor intencionados que
HB os seus directora, nao tem furca para
reagir contri casa m;i ooliliea, porque ella como
que tem sido Implantada bu paij, radicad m n-
prito da popni;vao ; nii a seguir entao, Dura
os amigos daqaelle partido que nciba.dK subir
ao governo, e eco geral para o publico ama fla-
queza, e naijiraa poltica sensata e patritica,
tilha da justica c da veroadeira considisraco do*
interesses pblicos.
Neete assams'o o partido coanervador jauaais
se essnda, cada vea mais reaccionario.
Sr. presidente, depo:s de inaugurada a actual
ituaco, j outro facto igual u este setinba dado,
a respeito do qual tu ter-oie hia aqu pronun-
ciado, se nao fora urna certa agitegio no meio da
qual comecaraos os nofsofl trabaiiios da sealo
pausada, sahiudo todos nos de urna luta elei-
torul.
Pela rainha parte vendo air.da a -spida inmi-
nente sobre muitcs d'f meus amigos, entend que
nao devia cune jrrer para utic-ir, oelisnular os odios
dos vencedores.
O facto que desejo assienalar igual este de
- (roe trata o requernneuto foi a deraissio do Sr.
Itr. Juao Pranuiaco T-ixeira do cargo do procu-
rador dos teitos da fazeiidu provincial,
Assevero casa que difncil encontrar quein
i xerea e6B8 cargo do in ido dictincto (apoiado),
do modo extremadamente aelozo porque o fez o
Sr. Dr. Joio Teixeira.
O Sr. Jos MaraMuito bem.
O Sr. Costa liibeiroTenho a honra de ser
amigo intimo desse cidadao ; mas so por isso uii-
nha voz pode ser considerad* suspufa, ni i da
vido appolhir para a eeuseiencia do meus adver-
sarios, appcllo mesiuo pura o testemuuho daquelle
que hoje exeree o carg o.
Reputo, apenar de advereurio poltico, o Sr. Dr.
lYrnsu.buco incapiz de faltar a verdade, BMMBO
iiC8su caso ; delle se nf-ruiera os que procuram
conliocr a ejtctidio do que assevero.
Os liebres deputados me podem dizer, como
caba de affirmar on-ibre 1* secretario, que o Sr.
O Sr. Ferreira JacobinaMas por ser antigo : Srs. acham bora taso que se est pausando? Os
isso nao quer dizer que dexetoos de profligal-o. Sis. acham isso justo? Acharo quo o pas uelhora
Nestaa crcumataocias, Sr. presidente, fazer iu- com isso ? Applaudem que oin partido quando sobe,
telra justica as iut nces do actual administrador
da provincia, convencido de que S. Exc ignora os
factor, de que nao sabe mosmo que Jos de Maraes
reside na comarca da Imperat'-iz, eu me animei
confeccionar o presenta requerimento. Quer os
nobres deputades O approvein, quer ni-, a ininha
misio ee' feita.
So pirveniui'* nio ehegar ao eonbccimauto do
1 gnu preeidwuite, porque a maioria entenda que
tile dovo-ouBtiiuiar na igiiotaaoja deeses tactos e
sun neguam a approvacio ao mea requminjou-
t', eu teeeneonseguuio o meu (un, p-rquanjui-io
peblicur pb cons jerayoes que agora UOOpM*1'"
que S. Exc. ao sera mdiffvir. u: litura dos jor-
nari e tiio tranquillo confian j na ana alia ubi -
d *ia e jaeti#a; e taceifeito intttmo ceaappareoer
p >r este utiio o biWuio do* uobrji.s 'Imputados que
representan] a loaiosia deeta csa.
O Sr. Gouv">l es FerreiraEu a?eito 0 segun-
do alvitre.
O Sr. Ferreira JacobinaSo p .rventura a no-
bre maioria quizusse dar-me ouvidos, e deixasse
transp-jr o edificio desta casa o meu requerimen-
.to, fzcij chibar ao conh^ciuieuto de S. Exc.
por meo de um elHcio. eu ficaria aatisfeto.
Dada por.'-in a hypathese de que assim nao
queira proceder, o meu tim est igualmento oou-
lido, p.rque creio que S. Ex;, uo fica albeie
a publica (So dos debutes desta casa, o entai ter
noticia daquillo qu" acabo de nmiiifestar, ficando
-civ uto ce que na meus mugos sao victimas das
violencias arbitrariedades praticadas por um
sabdelegade que ariogou a si o dreito de ti
lar aos siud aaversarios.
Eu. portan'"-, Sr. pieaidentc, nio fa?o qnest; i
poltica do presento requerimento, e nao preciso
estcnder-ine p^ra mostrar quaes as violencias pra-
ticadas pe o Sr. Jos de AK
Espero que S Exc. f^^a justica por si, tomando
as providencias que julg..r mais certaJae, faaen
do deinittir esta autoridade policial tao violenta
quiinto caprichosa.
O He. Cionralve Ferreira(Nio de-
volveu o KO discurso.)
Posto votos o requerimento reircitado.
E' lid."-, apoi>sd-> e entra em diseussi) ucc reque-
rimento do Sr. Costa RiUeiru, pedindo iuform-ico-s
b 01 e a demissio do hachar el Candido Jos Lis-
boa do cargo de director da bibliotheca provinsial
Dr. Penumou'o 6 tambem um bom empregado ;! a se certo que o ouroeado para substituil- es-
nada tenho que articular contra a aptido do Sr. > tabelecido com livraria nest.t e-ipita'.
O *r. l.iiiiinlu'o ."erreira(Nao devol
ven > seo discurso )
Dr. Miguel Feruambuco, roas parece me que o
facto de ter um eidadao urna vez exercido um
cargo publico nao lio c.m o dreito radicado
eiercel-o semprc.
Lm Sr. DeputadoE foi por isso qua c Sr. Dr.
Joao Teixeira foi demittdo
O Sr. Coala BlbeiroSr. presidente, qoan-
d.i apreseutei o requrluionf \ dec'are logo que
meu fim, assiguajidoru ra tao sonieut-' ter cnsejo
d i.;i*nitcBtr-ine contra urna injusca queii.e. pa
O Sr. Costa KibeiroO Sr. Dr. Peruambucu rcL'eu clamorosa c aojutilieaI-o realisei meu pro-
n.lo foi demittido do lugar, mas apenas removido
de um lugar para outro.......
O Sr. tomes Prente rebaixado.
O or. Costa liibeiro. ... rebaixado nao, remo-
vido para lugsr, que nao era de eathegoria infe-
rior ao que oecupava.
O Sr. Jet Wari;:Mas n> tmente isto : o
Sr. Dr. Joao Teixeira no doinini i liberal anterior
j tinha exercido o cargo.
O Sr. Costa KibeiroE' verdade ; mas os no-
bres deputados eoin rs seus apartes me Ijruccein
argumento que vem fjrtitie.ii- a cusnra que livc
em vista com a aprsentelo do req .etiasaCQ.
Us nobres Heoutados pjdem diirr-me isto a res-
peito do Sr. Dr. Joao Teixe.ira : o Sr. Dr. Miguel
Pernambuco exercia anteriormente o lut;ar, e teve
do deixal-o, embora nao fossa demittdo, para
abrir espac? ao Sr. Dr. Teixeira.
Mas a respeito do Sr. Dr. LUbja o que me po-
dem dizer ?
O Sr. Dr. Lisboa nao entrou para aquella repar-
tidlo, sacrificando-Be o dreito de ninguem. Depois,
nao sei, Sr. presidente, se foi muito boa ou muito
conveniente aescolha de-um livrn'ro para director
de urna bibiiothcea. O que sei que o noneadu
eleitor do 1* districto e muito dedicado ao can-
didato uuii tem sido por all eleito, pesaoa muito
conjuncta ao Sr. Io vico-presid-ute 4a provincia.
Mas o Sr. 1 vice-presidente da provincia evia
dizer a esse elcitir que se votou atteniendo s
qualida es do candidato, a sua conscieucia de ci -
dadao devia satisfazer se com isso.
O Sr. Jos MaraMuito bem.
O Sr. Costa KibeiroApresentei o requerimen-
to nicamente, como j disse, para ter ucc-isiao de
levantar um brado contra t-ssa polr ica que con-
deir.no. Nao faco questo de que a b-mrail maio-
ria o approve _u deixe de approval-o. Em todo
caso coma*ua upresentacio tenho couseguidj m u
fim.
O Sr. Gomes PrenteO nobre deputado j foi
sectario de-sa poltica : j fez parte de urna com-
missao executiva que tiuha por tim a degolla.
Sr. Costa KibeiroTl degolla nunca bouve
e isso de coromissao execuiiva tai iaveiicao do or-
gio do partido do uobie deputado; te na occasiao
em que se mudou a poltica, em 1878, eu merec
alguma consideracao dos meus amigos, assevero
ao nubre deputado, desta tribuna, sem ter medo de
ser coutestado por ninguem, que, dessa intiuracia,
ponca ou muitH, uo me serviipara exercer vindic-
tas, embota durante a eituaco liberal tivesse pe-
dido a presidentes de provincia e a ministros que
att -ndeesem uai ou outro cdado que merecesse
um emprego, jamis fiz do eroprego de ulguem ob-
jcctivo p*ra arianp meu ou dos meus amigos.
O nobre deput-do fique sabeudj disto.
O Sr. Gomes PrenteFaco alto conceito do
nobre deputado.
Sr. Costa KibeiroDigo mais ao nobre de-\
putado : at algum empregado qoe nessa ocessiao
foi demittdo de etnprega de m-ra conanca, nao
duvidei iepois oncorrer iin seu favor para a ob-
lene.'lo de urna outra cjIochcuo quaiqurr. Por
e.neeguinte, a censura do noore deputado pelo 13
districto nao me cabe.
Nao decline! jamis nem declino da responsabi-
lid.ide, que me queram dar pelo que ento se tez,
in.iB exactamente por oo ter bavido ou por ter
iiavido quasi neiibuma rtMoio, pjsso dizer, s ver-
dade, que nao promov mine* a emissio de e:n-
pregudo algum ; procurei tervir a um ou outro
amigo, mas sem concorrer para o sacrificio de
ninguem (Muito bem).
Vem mesu, e nella fica para ser opportunamen-
te lido e apoado, nm requerimento do Sr. Costa
Kibeiro.
E' lido, apoiado e tem debite approvado re-
querimento da Sr. Drum unid, pejindo informa-
coe Cmara Municipal do Kecife.
E' lulo, npoiad i c entra em dlscussio o seguin
te requerimento :
Requeiro que se pecam infermacoe3 ao presi-
dente da provincia sobre, se Jos de Moraes, sub-
delegado de polica em exercicio, em Palmeira de
Garanhuus, residente na comarca da Impera-
trz, na provincia das Alagoas.Ferreira Jaco-
bina.
O Hr. Ferreira JacobinaSr. presiden-
tes, nio desej j promover urna discossio poltica por
ojeasiao da apresentacio do meu requerimento,
ora em diteuseio ; masnao podemos deixar de usar
deste meio afim de chamar a attencio do presi-
dente da provincia para o proceditnento que exer-
ce a accao da polica em Palmeira de Garanivins,
onde se teem accumulado 03 factos d violencias
e arbitrnriedales, ja constantes ds jurases e os-
tros que escaparam d i publicidade.
Na sessio passada que tivem.is no principio
deste anuo, m-.ia de urna vez, chegou ao meu co
nbecimento a noticia de factos desagradaveis,
verditdeir.is violencias que alli se deram, provo-
ctdas pelo subdelegado Jos da Morea e aua fa-
milia.
Alli existia, c. mo tambem cin Canhotinho urna
lucta de trras e a polica tendo cabido as maos
de um dos litigantes, foi isso motivo para se pro-
vocar conflictos.
O que certo que isto *ai tomando vulto t
Jos de Maraes vem da comarca da Imperatrii
onde reside, s feiras e ah coinmette desatinos,
violencias e arbitrariedades extraordinarias.
E' bem possivel que S. Exc. o Sr. presidente da
provincia novato, cercado de amigos interessados
em nao Iha fazer conhecer essas violencias e ar-
bitrariedades, porque em um momento dado, S.
Exc, poderoso como nico senhor supremo das
aotori ladea existentes, poderia em um assomo de
jas'ica lavrar certas demssocs, bem possivel,
digo, por esae facto que S. Exc, nao ser pela
vjz dos opprim J03, deixe de conhecer todas as
oceurrencias, porque a poltica infelizmente tudo
procura encobrir, comtanto que o administrador
nao lance a sua espada de justica e v irir um
amigo. Isso d Be intelizmeate nesse paic em
que a oolieia um instrumento immediato da po
i, de aorte que polica longe muitaa vezes
de cumprir sua misaao, com a autoridado de que
se ncha revestida, por assim dizer a negacao
perfeta da justica que deve aer deatribuida igual-
mente por todos os cidadaos, garantindo-lhes a
vida e a propriedade.
O Sr. Prxedes PitangaEsae mal antigs.
psito.
Entretanto, nao posso deixnr. de fazer algumas
reflexoes, sobre a iiupugnaco que acaba de op-
pjr o nobre deputado p-'lo l" districto, ni- u illustre
amigo.
S Exe. cojii'vou dizeado, que, como eu, ontende
que |ti poltica aquella que sacifica o empre
gi.ao pubic), sem taoiivo,ja por ser de poltica
coutraxia, j pm se aurir espaco aos que perteneca
ao partido que govenia ; mis S. Exc. em vez do
aiiroieitar a uccaaiu que eu ihe ofiereoia para tna-
nifestar-S'! um favor desta opiniio, em vez de. vir
em meu auxilia, mudou logo de rumo c passou a
impugnar o lequerim uto
'. Exc. giaaa que o emprego de que se tiata nao
vitalicio, e quo, porian'.), a dcinisao uao foi il
lag
Uepoi* S. Exc. a'legou o procedente da demissao
dada ao Sr. Dr, Olyinpio Marques, do cargo de bi-
bliotboeaiio da Faculdade de Dircit desta ci-
afode.
Sr. presidente, respoudere ^ue. nem aos vitalicios
pjupa a p.litici reactora.
onheco uina claasc de etnpreg >s vitalici is, qo<
sao UecUr.idos tues pela Id n prvidos com cana
clausula expressa ; refiro-mc ausolficios de Justina
Anda assim o priocipio e.vpressaiociite consagra-
do na le nao gaxaute csses aervcoluarios, porque
v- in s lodos ou .mis, o espirito partidario, dividiudo
e subdividindo caaes otficios, como fim de pivjudi-
car os respectivos serventuaujs Mas a ecusura
que fiz, o quo parece ter sido colinda pelo meu
collega as piiin-iras palvras que p-ot'erio, ndo
eut jnde nada com a legalida la do acto. Eu uo
dase que o presidente tinba cominettido urna ille-
galidade, u:ua arbitrariedade, nio ; elle praticou
um acto de sua competencia, mas. nio basta que o
ae.o sej para quo seja legitimo, para qoe i'eixe de merecer
censura.
A doutrina que eu prego...
O Sr. (iaspar DruoimondE n oppoiic->.
O Sr. Costa KibeiroE-t onobre deputedo en-
gaado. A doutrina que eu prego, que a de-
missao, embora dada p r quem a pode dar, deixa
de ser legitima, desda que nio ha um tnutiv > que
a determine; c, se o orgo do partido dos .nobres
deputad -s tanto gntou pela demiasao do Sr. O ym-
pio Marques, como que um presdeute, amigo de
Ss. Excs., vem hoje praticar um acto as tuesinas
con diques ?
Eu uio proviso dizer se fui legtimamente dada,
se foi justa a demissao do Sr. Dr. Oiympia Mar-
ques, quero uv suio eoue. rdar cmi o uobre depu-
tado. Mas, digo: se vos idiastes que esaa demia-
fo, por nao ter ou iaaieo.'o, f< ua.-i iaiipidadc,
foi nina iiijustie.s, um acto revolt.inte, porque vio-
des praticar um acto as lucarnas cnudicoea ?
E' preciso que o pas, que a provincia fiquein sa-
bendo que valor devem prestar s nossaa pala
vras.
Ou quaiido prega veis a bia doutrina nos vossos
joruaes, na vossa imprecsa, ua i es'aveis conven-
cidos do quediziea, ou se tmb-is tal coiiviccio, che-
gada a occasiao de a pratiexr, nao leudes torca
bastante para tazel-u.
Voss procedimeuto autorisa a dizer qoe colo-
cis "a uitcresscs.partidarios, a proteeci) aos Vos
sos amigos cima dos priacipios de justica a mora
lidule, actm-t dos verdadeiros aeutimeutos de pa-
initismo.
Lembro-me de ter lido um discurso proferido
pelo Sr. Bario de Cotegipe, em dias de -efembro
do mino passado, log* depoia da ascencio do par-
tido conservador, discurso no qual o presidente do
cjisellu dizia, resjroudendo ao Sr. Alfonso Celso,
senador por Minas-Geraes :
Esteja o nobre senador tranquillo ; nos, vamis
fazer urna poltica conservadora : o governo hade
para ter votos, ando deinittindo aoineus pobres,
smente para ter lugares que dar aos seus corte:i-
gionanos ? Elles me responduram : Nio .
Pois bem, coutinuei eu. oi S's- na> estio oeosu-
raudo isto? como ontao que queremque nos li-
beraes, quan io governamos, pratiquemos o mesmo ?
Srs., piecisi que as duas polticas se dastingam
em alguma cansa : eis ah a distiucfio Tal foi a
ininha r.opoata.
Um Sr. t^iufadoIsto presumpeao.
' Sr. Coata RibeiroSim; o moao de proceder
nosd*ii*ip-iWdos diteieute ; os nobres deputados
nao pdein coiiteatal-o. O paz jamis ha de esque-
cer u^aauda exeqiplo que nos deu o Sr.conselhuiro
*tatMa"* i fbora elle nio tenha Sido seguido, ein-
hfii jrji ,ipuito ditli:il,d.e .imitae^o, esae jgrande
ezjpnjlj de qraiJ|lode jamis ser esquecidopelo
paiz.
O Sr. G. FereiraEu acompunho V. Exc
nessa iiJmirucao pelo Sr. conselheiro Siraiva.
O Sr. I.oata RibeiroNio basta quo V. Exc.
me acompanlip; o que V. Exc.diz mi agora, i os
seus amigua tem dito no parlamento ; mas quan io
cheja a occasiao, el.'cs p.aiii-e de u i-j muito
di itrente.
U paz nio precisa somente de que se l.-.uve o
Sr. Saraiva : aoOretudo o paz precisa de quo se
ni ite aqnlio que elle praticou. (Apoiados)
O Sr. G. PirenfePorcnus disto cihio clie
no desag Sr. Costa Rib'iroNao foi pir causa disto.
O Sr. S-raiva axageron at um pjuco essa politi
c i ; una nao foi par sjo, quo grande parto do
psrtido acuou se em divergencia com elle.
O Sr. Gomes Parante-r-Pizerain Ihe tola a
guerra pqssivel. Hoje elle nao serve mais.
O Sr. Costa Rib--ii\jV. Exc, compre.hendo os
factos.. Fallo da cleici* de 81.
Os nobres deputados o eu(iiiii! inuio, mas
hvapaaei de pratica'o q i- j';- praticou;
e quano a questii do elenieuto%il a| oiaram o
seu prject, aprovetaiam so d'eiie para galgar o
p.dor; mas de posse dente fraudar mi a sua le ;
quaudo fizeram o tegnUmeato, sofismaram o p-n
s..meuto do Sr. Sariv.., prorogaram a escravi lio,
tiraraui ao- pobres Ciip:ivo3 um aono c meio de li-
berdadu! Eis a puliea c .uscrvaJora Foi em
parte bom o que uuuve para que o paiz inelhor os
couh-'CH. Q i'.-m assim precede, nao muito que,
para ter amigos,pira ter votos, par recompensa*
ileit-rcu, de.sp'. ca euipregarle, aind:. emprega.ioa
pobres e raoralioados, le eomprovadaa habilit-noes,
distnctssimos como aquulle a que se retere o uieu
n qnrnmnnt i.
<> hr. G. ParateV. Exc. est coudemoando
o seu purtido.
O Sr. Costa Rib;iroNao rei adiaste, m-siiu
porque mo acho um pouuo fatigid).
(Muito be:::, inuio bem).
Fica a discussio adiada pela hora.
OHOEli do da
E' regeitado o cquarimcnio do Sr. Jop de Oli-
veira, pedindo adiameutoda '2.' d3<;i3;io do pro-
jecto n. 103 deste anno.
Cuntiuui a '-' discussio de projec i n. K'3.
\ in mesa umi ein.'uda, que ap.iada e
recebeu o n. 13.
< Hr. Uuaralies Ferreira pela oidero)
requer o eucerramento da discuaeao.
fc' approvado o requera:i uto.
Encerrada e posto a v- 11 o prnjucto approva-
do em 2.' difcilaaio, com a einenda n. 13 (ailtori-
saudo o presdeute da p'ovineia u organu.ir p
qu>idro das lotera), sen o rejeitadas as de na. 1
a 12.
O Sr, Huno, e Silva (pela ordem) requur
obtem que o pcvjeeto entre em o* discussio,' dis-
pensando o Intersticio.
Entra cm discussio o projecto n. 11 desto auno.
Vem mesa, iidn, apoUdo, nio se votaniopor
faftii de. numero um requerimento.do Sr. Ferrer i
Jacobina, pe lindo o ajiameuto da discussi > por
24 horas.
O Sr. BntiM e Hit va Sr. presidente, em
o ;! van-ia BO regimeuto da casa, venh tribu-
na para justificar o piojeco quo se ocha em 1 '
discussio e do qti'il sou signatario.
A materia e.este projecto c de tal modo til e
neccs.iria qua sua simples enunciacio bastar
pira demoiiBtral-o.
Trata-se, Sr. presidente, de dar agua urna lo-
cilidade que nao a tom, tratu-se du dar de beber
quera tciu sede.
Os nobres depurados sabem, assim como V.
Exc. que a cdade de Gravat est situada i'm
um:i aiiia iuLiiiraueiitn anda, seeca, *-n euj^o i-
jacenci.ia ni> se encoutiam vertentes, nem na-
chos, do que resulta quo p do veria aquella pop-
lenlo loffre da taita d'agua potavel, mandando u
buscar cm graude distancia.
E' verdade que pelo incio da ru i corre o ro
Ip juca, mas as.aguas destorio e podem abaste-
cer aos habitantes "aquella losalidade no tempo
de iuveruo, porque, no lempo de vero este rio
fic, curta-se, deixando apenas no seu leito ca-
vidades oa depiessoos que se cncootram as a reas,
uas quaes e accumulaui aguas que estio cunsl n-
tementc estagnadas e putrificadas, das quaes a
aipnlaoio nio se pode servir, sem inconveniente
para a salnbridade publica.
E' tiestas condicoes qu : eu, como deputado do
G d trietO) venho reclamar urna providencia que
allivia aquella pooula;::o de tio grande soft'ri-
ui' uto.
Dirai talvix os nobres deputados que a provin-
cia tst em mi estado da fiuancas porque nao
pode fi.zer despezas.
Mas, Sr. jresideute, o projecto nio pele desde
) a c justruceiio do acude, mas aumente que seja
oreada cssa obra para que seja eita quaudo lr
possivel. E anda mesmo quando se pedias" s
ieal isa vio dessa despeza immeuiatameute, esse
pedido devena ser attendide, nio obstante o des-
falque d is cofres pblicos, porque V. Exc. o a casa
sabem perfeitameuto qua lia despejas a iiaveis,
desptzas que podem esperar para lempos oppor-
tunos ; mas ha despeaos de otdem tal que nio po-
dem esperar, que uio podem ser adiadas, taes sio
aquellas que dio recursos para a vida, como a
t-onatruccio de um ayude, para se dar agua aos
babitautea de urna iocalidade, que seuto falta abso-
luta della.
qua ha da ponte que elle pede, e com isto termino
as considerar,!) 's qua tinha a faaer.
Fica a discussio adiada pula hora.
O Sr. Presidente levanta a sessio designando a
segunte ordem do dia :
3 discussio do projecto a. 103 deste anuo e
continuacao da antecedente.
8 SESSO EM 13 DE DEZEMBRO DE 1886.
PaESIDESCIA DO EXli. SR. DR. JOS MAXOEL DE BARBOS
WAXDE1ILEV
SuaaABio Abrir-sa a sessio.Discussio e appro-
vaeia da acta.Expediente.Discur-
so do Sr. Ferreira Jacobiua e requeri-
mento do mesmo. Discuss." o tjo re-
querimeu'o do br. Costa Rn.eir.,.
Discursos dos .S.r.1. Drummond e Jos
Maria.QrJemJdo diaI' d.oqpaafco
do projecto n. |jfi-~SMazMK Sr-
Prxedes Pitattga, AM'ftetintjiMo de
emenda Ducuxso io Sr. 3?trrera
Jacob.un.Requeriineuto de adiamen-
t) do Sr. Jos Maria. Discursos dos
Srs. Costa Ribeiro e Jos Maria.
Ordem do dia seguate.Levauta-se a
seasio.
Ao meio da, feila a chamada e verificando-Be
estarem presente:! os Srs. Tat's c Silva, Julio i.
Barros, Luiz de Andradi, Antonio Vctor, Barros
Birretto Jnior, Auiaral, Soplirenio Porteila, Do-
mugues da Silva, Afioaeo Laatosa, Costa Riber,
Rogoberto, Juyeicio Mariz, Fctroiri Jacobina,
Barros Wanderley, Herculauo Baudcira, Soares
de Amorii'n, Costa Gjmes, Rjsa e Silva, Goncal-
ves Ferreira, Gomes Prente, Rodrigues Porto,
Angosto Franklin, Druinmoud e Ferreira Velloso,
Sr. presidente declara aborta a_seaaaq.
Compareceram pepois os Srs. Jos M-iria, Pru-
sadei Paoga, Audr Das, Bario de Caiar e
Joio de Olviirn.
Faltaran os Srs. Visconde da Tabatuga, Bario
de ItapLsmna, Solonio de Mello, Cjustaiitino de
Albuquerque, Coelho de Moraes, Regueira Costa,
Joio de Si, LonretiQo de S:i, Joo Alves e Reg
Bar''18.
Entra em discussio a acta.
O Sr. Nopbi'onlo Portclla diz h::vcr um
equivoco na neta, quando declara que o ore. lor
pava eulraio no recinto aepois do Bator uberta a
sessio.
.Nestas eorjdic,G.'B pede que o Sr. 2" secretario
queira lenificar o engao.
O Sr. 2o Secretario diz n>o t?r du.-id alguma
em rectificar eemeihante equivoco.
Encerrada a discussio, approvada a acta.
O Sr. Io secretario proceden Untura do se-
guiuto
Bsranmvs
Umapeticio do padre Manoel Ferreira Rocha,
vgario d* tregoet,U de Noasa Sanbor da Con-
ceicao de Quipap, requerendo que se pouha em
vigor 0 30 Ja art. 1. da le u. 1860 de 11 de
Agosto de 1S8jA' commiisio de orcimciito
provincial.
E' adiada, por baver pedjeo a palavra o Sr.
Luiz de Andr '.:, a disoisssao de um parecer da
cimfiii8so .e petieyes, iudclcrinJo urna peticij
de Luiz Lack.
O Sr, Ferreira Jacobina ( pela '-rdem)
Sr. presdeute, venho oceupar a atteucao da
' para i] i | c i a factos graves, que te vio
dando em urnas comarcas e echoaodo em outros,
talvez pela impunidade de seua uulorcs, nio es-
capera ao menos a censar d'aquelles que teem
por itisso velar e telar a oidora, c o modo por
ana as leis sio exeeutadas.
Stiquena opiniio dos Ilustres deputados
uioh imnertioencia de nosa parte ter pietcneoea
a exigir que a afimiuistrayij publica d signat de
su-, existencia ou justifique os actos que pra-
t|ca.
O Sr. Antonio VctorNio apoiado.
O Sr. Ferreira JacobinaOra, porque euteodern
que escapa a Competencia dista Assemola, o po-
uer de uuliitieai- os actos, ora porque eutendem
que uina ccnuura ja valor nio tem, e que estes
actosJilo de p.r for^a te respeirar
Sabe V. Exc. e creio que esta casa tola nio
desenlie.;e que tem havioo una certa tendencia
em varias c .marcas d'esta provincia, bem como
em nutras, se tein empreg do iceies violentos con
tra a magistratura, que mais de um desacato se
tem verificado entre a magistratura e vai como
que ao tstabelceendo um priucipio publica, de que
para remover um magisrrade, a melhor cousa que
ha exautoral o, iusultal-o c cflendul-o pessoal-
mente.
Eu pens qoe o digno administrador da provin-
cia, ooai nenhum d^3 dignos collegas que tem
griude valor ante a administracio, partilham des
8a doutrina ; mas o que certo que os factos se
vio repetindo d'aht a punco ser fcil digo mesmo
fac limo o governu remover o melhor magistrado,
que ficar impossibilitado, quaudo menes de tomar
conliecmeuto de suas qjestps.
Ora, esse estado de cousas deploravel ; os no-
bres deputados sabem que a justica sempre dea-
agradavel, todos a procurara, mas ninguem gosta
de vel-a em sua casa.
Ha muitos annos eu ouvia dizer sempre bem de
um hornera que conbeci na dada de raoco como
um carcter serio, e que no volver dos aunes de
outra provincia passou para esta, onde exerceu e
exerec a magistratura como modelo, e eu tive oc
easio de t.prcCial-0 o saber que seus adversarios
faz, m delle o melhor juizo. Se alguns nao o fre-
queutam, nio por cffeito de sua judicatura, e
muito menos pela poltica que elle representa, mas
por outrus motivos que nio tem relacao pessoal,
mas encontrei o juizo mais serio que realmente se
forma acerca deste digno magistrado.
Entretanto, nao ha muitos mezes, corren que
actos de desacatos, de verdadeiro insulto tinhsin
sido praticados contra a pessua e a familia dense
magistrado.
0 que certo que elle veio para esta cidnde,
abaadaoon o lujar, e at hoja nao ..abemos nana
do que. se fez para que elle voltasse; encontrando
na comarca a neceasaria garanta para a sua pei-
soa e para poder livremente exercer a magis-
tratura.
O Sr. Gaspar de DrummonnJ est restabe-
lecido.
O Sr. Ferreira Jacobina Refiro-me ao Dr.
da um livro, que uia era por certo, a antiga car-
tilha adoptada as aulas primarias.
O 3r. Prxedes PitangaNio era a cartilha do
padre Ignacio.
O Sr. Jos MariaEram os Seres do Con-
vento.
0 Sr. Ferreira Jacobina Levanto u-se aqu-
grande discussio sobre ese facto e disse-se que
ao zelo e dedicacio do delegado Iliterario da co-
marca era devida a punicio deese profesaor. Pos-
teriormente, porin, esse mesmo professo; tuve urna
especie de mdultu, e a consequencia foi a demis-
sio do delegado ltterario da comarca do Bonito,
contra o qual hoje se conspirara todos.
J o nobre deputado pelo 1" districto lanca-ine
dalli nm dos seus olharcs suaves e penetrantes,
como que dizcndo-uie que nao tenho odireitode
querer preacrtar us motivos particulares da ad-
miuistraei).
^O Sr. Gonealves Foi re ira Nio tvc.jiasi aten-
ci.
O Sr. Ferreira JacobinaSei que nao fenbo po-
der de fazer. reitabelecer no seu lugar o delegado
zeloso no cumpriiccuto de seus devereb; mas o no-
bre deputado nio me contestar o dreito de pro-
curar saber o motivo da demissao daquelle que era
hontcm Ipjradc,. como tendo sido o fuoccionario
escrupuloso e dedicado a quo se devia a punicio
deesa protessor.
Comprehendj que o presidente da provincia te-
nha o direiio de exonerar todos os einpregados
publico; mas parece-me que tambem a esta as-
ta assembla ni i falta competencia pera eonoe-
cere apreciar os motivos que deteimi.nam demis-
soes.
Animme, pois, a continuar, desde aue on-
bre deputado declara que, com o velhj que me lan -
con, n.1 teve a iutencio de impedir-me de discutir
iptos.
t) Goucalves FerreiraNio poda ter tal inten-
cio.
O Sr.# Ferreira Jacobina Ha um terJiro fac-
to, se nao ti i grava em seus c-feitos, se nio de tao
funestos resultado?, ao menos bem importante para
o districto que represento.
Sr. presidente, id acensada e creio que indicia-
da em prime de homicidio do sen proprto [parido
uma mulher, da villa de S. liento, termo da cn-
marca ita i nriiar ; c esta nbz. d go infeliz poi-
que para mira o todo aquel!e que su uffasta du
Justina e da lei.
Assim, recolhida prisas, ha n?o p'.ucos -lias,
um li m.in importante da comarc, cercado de um
crescido numero d araigo-i, foi eadeia de S. Bea-
to, abrio-lhe as porta? e poz ni: lib'idade lata se-
nhora.
Um Sr. Deputa.dcIsto facto novo.
O Sr. Ferreira JaeobioaO fact > nevo, nio
hi iltivi li mas nio o estou inventando e sim re-
produzindo as informacoes que tive.
Ali, (l'-p ;. de uosta era liberdade esta lenhora,
apresentou -se-rtl-- n'oui i) .eque'.e e, ao tiuir d:.
palos repleWs de iguarias e naturalmente, :,..
trincar dos dent s, ntroad., oar pelos fouetes,pro
c-deu-se a festa coi que se eonoumraou un
mais graves tactos s-.ilu.'a d in preso da eadeia
coto :i ua ostV-utacio escandalosa.
E' por isso inehmu que o laclo ft im v, por a.sc
mesmo que o F.xm. Sr. Dr. Pedro Vicente de Az- -
vedi pou- ilecnbtfCeI-O, que toiun a l.livu o:e,
tendo a c- rteza de que caneo aos tauus colfgas de
uear do d>. ,*o qu-i.'iilio da vir tribuna iniuii-
festar, pedir meSiao 8, Exc. que lauca suas vis-
tas para aquellas logares, onde nao punca vezes
as autoridades policiaes afastam-se documpriraento
dos seos devcies e apoiau tactos den ordem.
Eu dase que este lc'o noers da gravidade'do
::t) no fUagistiado, e d^ IguaCB elfeitos, mas
nio menos grave a violacio da lei, r.-tirau lo--
da pnsio, sera ser peles muios iegaes, urna mulher
criminosa, bcensada de homicidio contra teu pro-
prio marido.
^Port.nt, Sr. presidente, cff.reco a considera-
cao da cusa un requeriineuto, conten do varios des
pontos de que me oceupei.
Vera a mesa o requeriineuto do Sr. Ferreira Ja
cobiua e uella fie* para ser opporruuiimeute lido,
iip liado c discutido.
Continua a discussio do requerimento de iufor-
inaeoes, upresentado pelo Sr. Corta Ribeiro.
(Continlt'i)
programmaAbencoado Progresso, junto com mi-
nba mi sinos de Cornville e o ndice ou iulga-
mentodo anuo de 1S86. '
Haver trem.depois do espectculo.
O crlme ato Vanerbilt Deste ro-
mance histrico < o Sr. acadmico Manoel da Mot-
ta Mouteiro Lipes recebemos hontem a qtarta
folha.
mpoNto predialA recebtdoria estpro-
cedendo at o fim do correte mez a cobranca, li-
vre de malta, do 1 semestre do imposto predial
relativo ao ejercicio correuto de 1886-1887
,t<.ainato-No dia 21 do crrante, s 8
horas da uauhu o junto ao porto do desembarque
da enlace do Rio Formoso, os aleijados PcdroJoa-
auim Ceciliano e Jauuario de tal travaram-se de
rases e passaudo a vias da acto aquclle deu com
a muleta tantas caectadas no compaoh'.-iro, que
i es o a tallecer horas depoi=.
O ciiniooso fui pres em rUgraute c est sendo
inquirido.
C'ompantJia de Ediflcaco Hontem
procedeu-se a eleico de gerente desta companhia,
sendo eleito o Dr. Antonio Vicente do Nascimeuto
Feitosa, ror maioria de votos.
Directora dan obran de connerva-
cAo ton poreoMBoletim meteorolgico do
di 27 de Dezernhro de 1886 :
i. i o
- = a
lloran g --o Barmetro a T asi do vapor
i: H Oo a a
6 m. 225 758n.ll 17.57 87
9 ;<;> 5 7.,lJn>0o 18.8!) 71
U 271 759-16 19.38 73
3 t. 27" 3 757u>36 18.74 70
G 271 757il 18.42 70
OCviSfA OIABU
Autoridaiiei poiiciut-M.i\r p-iuui
da presidencia da provincia de 27 do crrante, o
aob proposta do Dr. chefe de polica de 21 foram
nomeados :
3 supplente do delegado de Carapatos.
U'o Cordeiro Tota ; 2." supplente do subdel
lias a rcalisucio dessa despeza pura j.
Mas assim nao acoutece; o que se pede agora
chamar es seus amigos para a administracio, iaas que seja oread esta obra, afim de ser ezecuta-
o nubre senador ver que niobio de ser deisitli I s
empregd)s que nio sejam de eonfiauc4 poli-
tica. '
L-mbro-me de que o Sr. presidente do cunselho
fez menfio especial dos empregos de azenda.
A maoeira porque costamo julgar os outros che-
gou ao pjuto de fazer -me acreditar ua siuitorsdade
dessas declaracoes; mas d'abi a pouco (etupo o
que vi ? O Sr. Dr. Joio Teueira, empreado de
fazenda, era aqu degolado: os empregados do
da em terapo oppjrtuno; isto quaudo luuv.r di
uhairo.
Pens, Sr. residente, que com estae lgeiras
con9dera95es, tenho justificado o projecto que
ti va a honra au confeccionar e que se acha em
discussio.
O Sr. Gomes Prente A sua conveniencia
manifesta.
O Sr. Ratis e SilvaPens, Sr. presidente, que
nada mais deverei accrescentar. Desdo que a
prolongamiento da estrada de ferro, os engeaheiros onsemencia do projecto manilesta, como diz o
e outros muitos foram dcgolados !
Eu pcrgou'.o a Ss. Excs.: como que o paiz
pode rendar lumenageui aos seus estadistas^ quan-
do elles yrocedem dessa maneira ?
Pob entio da tribuna tio Senado arega-se uma
dontrina para embar a naci para mistifical-a? !
DiZ o clief-i di governo com toda a solemnidade :
nenhum erapregado de fazenda ser demittdo, nao
far.mos reaccao por mero espirito partidario;
mas o Sr. Dr. Joao Teixeira foi logo, em poucos
das degolado, como degolados foram os einprega-
dos do Arsenal, dj melboramento do porto, do pro
longaiuenio di estrada de ferro, e os pouc s que
restam estio sendo igualmente degolados !
O Sr. Jos MariaFoi demittdo do melliora-
meoto do porto o Sr. Gumari-s, e foi tambem de-
mittdo o porteiro da alfaudeg*.
O Sr. C. RibeiroSr. preaideute, lei que a
doutrioa que prego nio me traz popularidade ;
mas isto para mira bo i doulrini e eu nao ees
sare de pregal-a. E a proposito vou referir um
facto verdadeiio, acontecido commigo.
Em das do anno passado, quand > andava fa-
jando me lembrar aos meus correligionarios, clei
toras do 1 districto, diri^i-me certa vez a um
grupo de algans d'elles que me disseraa?: Sr.
Dr., deviamos abaudouar este partido ; nio de-
vamos ir mais ao coll-gio votar em nenhum libe-
ral ; quando os Srs. governam, goveroam smente
para os conservadores; os Srs. esquecem os seus
amigos, (appoiados) ; os Srs. estio tomando agora
urna lico. O Sr. Ur. nao conhece Fulano e Bel
traoo, irtitas que erara emprega ios no arsenal ?
Acabam de ser demttidos, despedidos, smente
pelo facto de serem liheraes. Erntioo, iremos votar
no Sr. Dr. a quem coobecemoa desde muito tempo
etc., etc., assegure porm aos uossos chefes que, ss
de outra vez governarem os liberaes e nos deixa-
rem anda debaixo do az irrague dos conservado-
res, por uma vea abandonaremos esse partido .
Ouvi essss increpacoes silencioso ; mas, depois
que elles acabaram de fallar, eu lhe disse:Os
aobre deputado, que me honra com o seu aparte,
eu entendo pois que desnecessario estar rouban-
do tempo esa ; e portento me sent, eouvencido
de que ser o projecto approvado.
Encerrada a discussio, deixa-se de votar por
falta de numero.
Eutra eio discussio o projecto n. 50 deste
auno.
Hr. Bat e SilvaSr. presidente, ainda
em curapriraeuto do Regiment da casa, venho jus-
tificar o projecto que acha-ee em discussio e do
qual tambem seu signatario.
O projecto pede a comtruceao da uma ponte
sobre o rio Ipojuca, na cidade da Escada, no lu-
gar em que bavia uma outra e onde aotualmente
apenas existe um p issadlco, que d commanicafio
d'esta cidade para a ra da Aialaia, perteucente
mesma.
Ninguem desconbecer, Sr. presidente a necos-
sidade palpitante quo ha de semelhante pou te,
desde qoe a cidade cortada pelo rio Ipojuca, ha-
vendo assim ras perteneentes a ella aqueta e
alora. Assim, necessario que baja uma ponto
capaz de dar communica(ao popuLcao da mes-
ma cidsda.
II--.va uma pinte que cabio e que foi substitui-
da por um passadico, o qual eslava collocado em
ponto inconveniente, pirque deveado ficar a ponte
defronte da ra da Atalaia, descendo pelos Meri-
quitos, ella fleava arredadade de ambas as ras
trasendo assim grande inoommodo para os transe-
ntes.
Portento, a nova ponte pedida no projecto, de-
ver ser construida no fim da ra dos Meriquitos
iufrontando cora a ra da Atalaia.
Sendo, Sr. presidente, a materia' deste prnjecto
igual a do primeiro, que acaba de ser discutido e
encerrado, de tal naturesa conveniente e neces-
sario, que basta como disse a sua simples enun-
ciacio.
Creio, Sr. prelideute, ter provado a convenien-
cia do projecto; tenho mostrado a neceasidade
IJoaquim Mcreira Lima, juiz de dreito da comarca
do Bonito.
vo para que o prnj.cto deixassede ser aceito, para Esse facto de desacato foi publicado nos jor-
que losse rejeilado, quando mesmo, repito, se pu- lunes.
Sr. Gaspar de Drummond O proprio Dr.
Moreira Lima veio imprensa ; mas j est resta-
belecido no exercieio da sua vara.
O Sr. Ferreira Jacobina Nio sei que provi-
dencias foram tomadas. Disse-ae que para alli f
ra mandado um novo destacamento, porque o pri-
meiro que l eslava nao quiz cumprir erdens que
importavam desacato peesoa do magistrado a
quem me retiro. Nao sei se o destacamento qua l
est agora poder garantir apessoa do juiz e mau-
ter o principio de autoridade, ou se contina a lu-
ta contra o digno magistrado.
Nestas condieces, desejo qieS. Exc. oSr. pre-
sidente da provincia, no exarcicio da sua alta
missao nesta provincia, nos diga, embora esees
factos se tenham passado antes que elle tomasse
posse do cargo que actualmente oceupa, alguma
cousa do que se tem feito para restabelecimeoto
da ordem e tranquillidade publica oaquelia co-
marca.
Se me fosse permittido conversar intimamente
com oa nobres deputados acerca deste negocio,
talvez eu me poupasse ao contrangi ment e ao sa-
crificio de oceupar a attencio desta illustre as-
sembla, tratando de materia cora a qual, dirio
talvez Ss. Excs. nada tenho que ver, pois diz
respeito a umaquestao, por assim diztr, de fami-
lia do partido conservador ; tras eu, quando vejo
um desacato dessa ordem a uma autoridade digua
e elevada, estreraeco, porque d'ahi deduzo que em
bTsvc nio tetemos garanta nenhuma. Se soffre
taes desacatos o juiz de dreito de uma comarca
e juiz de dreito as condicoes do Dr. Joaquim
Moreira Lima, imagnense o que ser de um pobre
liberal nesses logares do centro (Apoiados). >e
os gritos de um juiz nio podem ser attendidos, o
que Valerio os gemidos e as queixas das victimas
arrastadaa pelas ras, quando a autoridade para
quem appellam por sua vez victima de graves
desacatos V
Portento, espero que oa dignos deputados, me-
lhor informados, nos tranqulllisem, nos digam al-
guma cousa acerca desto assumpto, se o Dr. Jaa-
quim Moreira Lima est livremente cxeicendo o
seu cargo de jais de direifo, ou se porventu-a est
apenas na dura necessidade de supportar uma ap-
pareute couciliacio para evitar desacato maior do
que o que j sofFreu.
Sr. presidente, V. Exc. e a casa bao de permit-
tir que eu volteaoccup.ir-me deum facto que aqu
j fot discutido e sobro o qual de hontem pira ho-
je variaram os jnixos julgando-se hoje deprimente
o que hontem foi louvado
V. Exc. e a casa recordara-se de que, em uma
das sestoes do comeco deste anno, se tratou de
um celebre professor, em cuja escola foi eneontra
Anto-
bdelcgado
de i^arapo's, Joi> Cordeiro Misceno; 3." sup-
plente do iiicsmo subdelegado, Joio Vicente da
Costa.
Ser;ipePelo vapor costeiro Jaguaribe li-
ve.ujob hontcm folhas de Scrgpe at 19 do cor-
rente :
Por acto de 7 foi nomeado o bachartl Jos
Gomes Villar para o cargo de promotor publico
da comarca da Cap lia.
Por acto de 10 foi uoraeado o bacharcl Jos
Maria de Faro Rjllemberg para exercer o cargo
de promotor publico da comarca de Larungeiras.
ror acto de 13 foi nomtado o bacharel Pau-
lo Martina Fontes para exercer o cargo de promo-
tor publico da comarca de S. Chiistovio.
Lemos na Gazeta de Aracaj de 16 :
Na noite de 13 do correute, sendo aprsente-
dos dous desertores, capturados em Itabaianiuh,
ao Sr. capitio Franceliuo, commandnnte do corpo
fixo d'eata provincia, um d'elles o aggredia e com
uui cauvetejez-lhe tres faumentos.
O capito Franeeli.no, que wstava na casa de
sua residencia e desarmado, nio foi victima da
sanha do infeliz, porque, com inaita coragem, lau-
cou-se em su* defeza o outro desertor.
A escolta do corpo de polica, presente ao fa-
cto, portou-se covardemeote, deixando que o mal-
fetor saciasse oa seus ustioctos de fra.
Choque de tren-Ante-hontera, s 8 ho-
ras da noite, no kilmetro 2 da buha de Caruur,
chocaram-se dous trens, sendo um o orlioario de
passageiros, que descia de Jaboato para o Reci-
te, e o outro um trem especial composto da raa-
ehiua e apenas um carro, em que estavam os eu-
genbeiros da via-terrea em servico.
Este ultimo, por defeito da maeina, estava pa-
rado na linha quando o outro se approximou, ca-
bendu culpa ao agente de Tigipi por ter deixado
partir o trem de passageiros sera ter recebido avi-
so de estar a linha desempedida.
Nio obstante os esforcos do machinista do trem
de passageiros, dea se o cnoque, mas foi pequeo,
e o'elle apenas resultou o deterioramento da pla-
ta-forma de um dos carros e o ca roci apenso ao
trem espeeial.
Demais, so ficou ligeiramente contuso o Sr. en-
genbeiro Saldauha, que bateu com a perna de en-
contr a um carro no acto de saltar do trem.
Nada mais occorreu.
VauYaglON.Sbese por telegraramas par-
ticulares qua naufragaram os navios inglezes
Gordon e Hacer.
Gordon, que sahira do Recife para o Natal,
onde ia carregar, ao entrar na barra bateu de en-
contr a urna pedra do recife, no dia 26 do corren-
te. Era de 350 toneladas e pertencia praca de
Swancea. Estava seguro.
O Saeer, que sahira da Baha para Sidney, em
lastro, naufragou porto do porto do seu destino.
Era de 254 toucladas e pertencia casa W.Grieve
Sons i C, de S. Joio de Terra-Nova. Estava
seguro.
Ola* de renta. Nos dias 24, 25 e 26 do
correte, foi o segrate o movimento de passagei-
ros o a renda 4e diversas ferro-vas.
Caruar, entre Recife e Jaboatio5,485 passa-
geiros, e 1:757580 de renda.
Ferro Carrit 22,201 passageiros. e 4:024I00
de renda.
Olinda e Beberibe13,630 passageiros, e...
4:034*140 de renda.
Caxang14,890 passageiros.
Komance tlluntrudo. A casa David
Corazzi, de Lisboa, est publicando um lindo ro-
mance de Xavier de Moutpin, intitulado P. L. M.,
em 6 volumes, ilustrados com 18 chromo-lytho-
grapbias, vorsio portugueza de Cuoha e S.
Esse romance, originado de um crime mysterio-
so que, nao ha muito, deu que fazer Pars, cau-
sou alli grande sensacio, o teve uma voga inmen-
sa, como em geral os romances, do festejado autor
francs.
Recibe 88signaturas para elle a Livraria Co-
razzi de Soares Quintas & C, no largo da Matriz
de Santo Antonio n. 4.
A publicarlo feite em fascculos, como todas
as da empreza Horas Romnticas.
Tli eu tro de Olinda- A- directora da so-
ciedade dramtica Melpomene Oliudeuse, acce-
dendo aos pedidos dos seus associados e de accordo
com o corpo seeaico, prepara para o dia 31 do cor-
rente um espectculo recreativo com o segunte
Temperatura mximaoy y_
Dita raiaima22,4.
Evaporacfio em 24 horas ao sol: 5""2 : som-
bra : 3~,4.
Chuvauulla.
Direccao do vento : SE de meia noite at 1
hora e 45 nunntos da tarde; (eom intervalloa de
caimana doraote 4 horas) ; ESE at tr.eia noite.
Velo:. lia do vento: 1"',6I p'.r segundo.
Nebulosidade media : entre 0,6 e 0.7.
Exaose primarioNo dia 10 do corrate,
soba presidencia do delegado Iliterario, Fraueiseo
Antonio M.nteiro dos Santos Betbel, presentes di-
versas pissoas gradas do lugar, servindo de exa-
m:n idorea o Sr laiano Pires de Ci.rvalhoeo pro
da cadeira, Luis Gonzaga de Menezes Ju-
r, I lugar o exame do amuras da escola pu-
blica do povoado da Lagos do Emygdio, Antonio
Evangelista dos Reis, que foi apptovado com dis
o, no 3o grao.
OisilieiroO paquete Cear trouxe do su!
para :
Piverpos 6G:0G0i(tX)
C de 18 do curren'e :
Pasaou hontem para a canhoneira Jiracanot
o 2* tetmote Carlua Ambrosio do Reg Barroca,
que a borde do trazador Almirante Barroso oceu-
poii brilhantememe o lugar de lustiuctor de hy-
iphi i.
Acnaada Ee r. cauucneira Bracanot annexa
a repartic/aa hjdrographiea, u 2 tente Barroca
por ana dedicaco ao servico e incontestavois co-
pheeimeotos aobre tal especiajidade, poda prestar
valiosos auxilios bcbdignos offieiaes, que seacbam
A te-ta a'..quella r. particio, mxime agora, que
teetn entre maos importante trabaho, qual o le-
vaol siento da planta ci nossa bahia.
Lyeetl de .trten e oBacion-Resultado
dos exaues di 1* cadeira de portugus :
Thornas Ferreira, approvado com aistinecio.
Prudente Sano de Jess, plenamente.
Mainel Antonio da Trindade, dem.
Mapolean Pr.mo de Barros, dem.
Lonrenco Jaatiniaua dos Santos, idem.
Jote Ignacio ."onteiru, approvado.
Theotoiii Sesmo de Scuza, dem.
Joio Vicente do Nascimeuto, dem.
Mauoel Luiz Soaies do Nascimento, idem.
Kieetrodiditnealo. Lemos no Jornal do
Commercio da coi te, da 19 do corrente :
O Sr. Kopke convdou-nos para asistir ex-
periencia do Electr di lscalo, instrumento inven-
tado pelo Sr. Pinh.i e destinado ao eusino objecti-
vo da leitura.
Por meio deste apparelho, o professor eom um
traesmissor de cinco "recias, collocado ao seu lado
direto, ui escrivaninha, taz girur independente-
ineote cinco cyliudros, em cada um dos quaes, es-
tio inscriptas quatorzo palavras. O raovel, em que
rodara os taes cyliudros, est collocado na frente
dos discipulos, que podem ler grande numero de
phrases, que se preparara fcilmente, transpondo
e inve-rteudo as palavraa que conteem todos os
cinco cyliudros.
Como invencio mechanica, o instrumento de
que tratamos pouco vale: mas a applieacio da
electricidade, a um instrumento que suppre a ar-
dosia e o granda trabalho que tinha com ella o
professor. uma idea felicissima que esperamos
ser adoptada em todos os estabelecimentos deen-
sino primario.
a Por occasiao de exhibir o electroddascalo, o
Sr. Kopke demonstrou, com tres criancas menores
de sete annos, as vantagens do seu methoio de
ensiuo, que todo esteado no systeraa do Calkins.
A palavracao, que consiste em impressiouar a
crianca, pela forma guaphica o total da palavra,
autes de a deeompor cm syliabas e em letras, teve
uma brilhante prava a seu favor, hontem. As tres
criancas que apresentou o Sr. Kopkc liara todas as
palavras que esto ibes apreaentava, toase qual fo-
u a po.icodo pipcl, em que estavam escripias.
O Sr. Kopke diseorreu por largo tempo sobre
o systeina de ensiuo, reveanlo grande copia de
conhecimentos e estudos profundos, no mais impor-
tante assumpto da actualidadea lustruccio das
crianfis.
IguaraNMuEserevem nos desta villa em
dtta da 24 do corrente mez :
S.i que tem correspondentes era diversos pon-
tos do centro desta provincia e, portento, nio me
parece fra de propjsito mandar-Iha daqui algu-
uias noticias.
Julgo, porm, de bom aviso dizer-lhe que nao
tenho pretencoes ao h uroso cargo de raissiviMa;
taltam-me habilitacoes e tempo para o bom des-
empenho de tio ardua tarefa.
Coosidcre-me, pois, um simples deetante.
* Quando eu estiver de mar, concorrerei aoseu
b.ni pete, como um dos ltimos convidados.
Vem muito a proposito, em p-iucipio, desejar-
Ihe muito boas testas e feliz 1887,
No dia 9 do andaute mez reassumio e exerci-
eio das funecoes de seu cargo o juiz de direto. Dr.
Hisbelli Florentino Correia de Mello, que se acha-
va na comarca da Victoria, gozando- orna licenea
de trez mezes.
A volta do digno magistrado era tio desojada
quanto o foi, em tempos remotos, a viuda do Mes-
HB.
A comarca estava anarchisada pelos desvarios
da juiz substituto Dr. Telesphoro Salles, nome que
dispensa qualquer explicacjio.
^ Est funecionando o escrivio do crime capi-
tio Luiz Ferreira Bandeira de Mello.
O Dr. Hsbeilo, attendendo que era Ile-
gal o acto do seu substituto, suspendendo o mesmo
eecrivio por uoventa dias, julgou, logo depois de
sua chegada, dito acto de nenhum effato.
Dizem que o Dr. Salles est seriamente ma-
goado cora o desacato, que sofFreu, e protesta nao
mais voltar comarca.
Quando digovoltar comarcatenho em
vista a circumstencia de ter S. S. mudado, ha mui-
to, sua residencia para a cidade do Recife.
O importante cargo de promotor publico con-
tinua ser exercido interinamente pelo procura-
dor da Cmara Muuicipal, Jos Ribeiro.
Creio, porm, que muito breve taremos nova
figura, porquauto o Dr. Hsbeilo nio fechar os
oihos i tao Ilegal accumulacio.
Accresce que o alludido Ribeiro nao tPm ha-
bilitacoes para o referido cargo e nenhum juiz ho-
nesto querer servir com quem assigna tudo, po-
rm, nao faz nada.
Em consequencia do uma reclamacio feite,
ha poucos das, pelo seu couceituado Diario, man-
dou o Exm. Exm. Dr. presidente da provincia que
o juiz da dreito informusse sobre dita accumula-
cio ; o que nos faz presurair qu? as providencias
uio tardaro. .
Temo nesta comarca pessoa muito mais ha-
bilitada, sem impedimento e qne por vezes tem ex-
ercido o mencionado cargo.
- Est yago o lugar de partidor e contador in-
terino do juizo. .
Q-iem o exercia foi toreado abandonal-o,
por nao ter sellado devidamente o titulo de no-
meacio.
" Semelhante facto occasionou a imposicio da
'
wr*
i


<
muita de cincoenta mil ris, por parte do cgente
I
fEI


Diario de PcritantacoHuarta-feira 29 de Dezembro de 1886
1 *
da fuead* geral, capitAo Jos Benigno do Ama-
ral, ao juiz nubst.ito.so Dr. Telesphoro Salle*.
Pedio e obl ament exonerado do
cargo de agente do corris desta villa, o alferes
Pedro Celeetin" de Souza Pimeutel, quo W subs-
tituido por D. Mana Emilia l'et A reunio do jury j uilo tem irais rasao de
tf r eatre nos.
o Tivemua a primeira seesao ein Fev-reiro e
depois urna outiaque toi encerrada pelo juiz 3e
direito interino aem tnr sido abe*
Felizm ate a falta de obervaueia do preceito
legai attenuada pelos poucos criuies praticados
no correr deste anu.
E' tardi! e eu preparo-me para a misa* do
gallo. Sao aovo horas da noute e eu uotoumcer-
to reboheo na ra.
Se nao etou era erro, j ouvi o estouro de
uma garrafa decerveja de cordloe uina daa
nossas matutiahas gritar, entbusiaemada; Che-
ga para o Carapie ew moqueea.
-Na, ha quem seja indili'ereute taes aconte-
cimentoa e, portanto, quebr a penna, por hoja.
' Ait revoir.
CalendeEscrevem-nos em 7 do correte :
E' impossivel que por mais tempo esta loca-
lidade fique na penumbra, sem uma voz que se
anime a tazar pblicos or seus mua notorios ta-
ctos ; por isso, e contando com o recouhecido zclo
e utetesse de Vinca, pelas ques'o^s publicas, ve-
nho pedir a insereno d'oota desconchivaJa miasiva
em seu conc-ituadu Diario, com o que far disper-
tar das cavernas obseuras do sileueio este 11 brs-
cente torillo.
Priucipio pela iicssa capella. Gn.e,as ab-
negac* > decidida dos Sra. capitio Xavier da Fon-
seci, Joo Marques e outros, aeha-se prompta a
torre da referida cipella, devi lo ao boin aprovei-
tamento dns esportul as dos devotos que d'esta vez
viram b?m compensados sena intuitos, e nio c uno
i* illo tempore que ferain distrabidas as esniolas
para fius sacrilegos.
J temos mn capellao italiano sustentado pelos
uossoa parochiniios, e coui| pasmo de todo*, aur-
prchendeu que n:io houvesse a inissa de Natal a
acia uoite, como era de aperar por individuo.",
que, reeonheeendo ser o padre uui papagaio ou
grego, sprovetaram-u'o para mandar uizer duaa
missas a tres 1 guas diatantes d'aqui.
No mez passadu, e no presente, temos tido al-
guinas charra, precursoras de esperanzas para a
lavoura, se e-ontinunr, a safra ser muito boa.
O citado moral rt'estas plagas k-va-nos a pedir a
attatteZo dos representautjs do 8. districto para
a ncasa situacao.
A apatfcia o o ab.vtiinento, a paralysacao de
toda actividade commercial e industrial, cia a ni-
ca herauca que nos leata doa lempos idos.
Entretanto uma reseneracio ser eousa fcil,
com um pequeo exoreo doa nossoa leprtsentantes,
el. vando esta grande povoaco eatbegorla de
frego-zia ; e ueuhuma mais digna que ella de se-
mclhante uome, atteudendo-se ao seu progresso
material.
O catado sanitario, gracas a Providencia di-
vina, nao mo.
Sociedade de riwL-o na acta da sessao oa tsociedade de
Geograp/tia, de Paria, celebrada a 5 do mez pas-
sado :
O Sr. A. Tbounr esereviu da fronteirs boli-
viana a ajeguinte carta, datada de -7 de Junho
ultimo :
Desde que aahlinoa de Tarija a 7 de Mno.
tem sido sooremodo trabxlhoaa a nosta viagem.
Ptltanos tudo. Oj dousp5e que tinham is, abati-
do iaram nos ; nao se pjdem encontrar outros u.'s
tea d<:serWs, e os ineus tres animaes de carga es-
t.o tendea. Novia sente-ae causadiaaimo a eu es-
tou de cama ba tres semaoas coi febre e .lysente-
ria. Tres acceaaoa de febre com dolirlo alque-
braram-me completamente as toi?as. Oa misio-
narios fazem por no o que podem. boje
pude levautar-me da cama, e cont po
amauh a minha via/em at Sucre, afim da nao
deixar tempo molestia para tirarme cate reato
de forera
Kis o estudo doi meus trabilhoa desdo que
sahi de liueuos-Ayrua :
Cen;o e cincoccta esbocos e desenhos, typos
e paisagens ; itinerario geograpbico do Buenos-
Ayre3 a Tucaman, de Tucuman a Sulta, de Salta
a Jujuy e de Jujuy a Tarija ; itinerario geolgico
de Tarija a Aguairenia com urna colleoelj da
ciiicoenta amostras : itinerario eeogiaphieo de
Clin a Macb.ireti.
Em S. Francisco vi os Tobas com os aeus
principacs eapit-s ; estao em paz. Obtive um
rev iver p-rteiicentj a um doa io-mbrus da mia-
sii. Crevaux. Em Tanairi ti ve notas bibliogra-
pbic-i8 sobre o i baco c o Pileomayo, coihidos no
livro publicada, em hespanhol, pelo jesuita Lozauo
em 133.
i Logo que a miaba sade o permittir, diri -
gire de Sucre nma noticia mais completa, ueom-
panhada destas notas e documenta. >
O Sr. Andr liiun communica, em data de -14
de Agosto, que o Sr. Thouar acbnva-se de cami,
em Sucre, por causa de dous aceessos de febre
com delirio. Outra carta, esciipta no mesino
dia pilo proprio Sr. Thiuar, e dirigida ao seu
correspondente em Epernay, diz que elle contaVa
pr-se a caminho para o Chaco alguna dias de-
pois e regreasar para Buenos-Ayrea em fin3 de
'Dezembro.
O Sr. llenri |ua L'Huissier, director da fj-
lha O Indepenttente, de Buenoa Ayrea eacreveu
d'alii no da 19 de Agoste, noticiando a partida
do Visconde de Brcttea para o Chaco. O viajan-
vai tentar um recjuhecimento da inmensa zona
que ae estonde cutre os rioa Bermejo e Piicoaiayo,
desde o rio Paraguay at Tarija, na Bolivia.
Neete meomo dia 19 aevia elle embarcar no vapor
Centauro, para aubir o no at Villa-Formosa, onde
uroteudia demorar-Be cerca de dez cias antes de
.v/cn^urar-se na regiio desconhecida.
Em Buenos-Ayjvs, o Sr. Brettes oi muito
bem reeebido pelo woistro francs o Sr. Iiouvi^r.
pelo goveruo argontino e pela imprensa. A pedi-
do do miuiatro francez o Dr. Pellegrini, miniatro
da guerra e da inariuha concedeu que uma eacol-
ta de 2i> bomens fosse posta diapo^ieao do via-
jante, em Villa-Formoaa, pelo coronel Fothenn-
gham, governador do Chaco e commandante supe-
rior das tropas argentinas da ronteira. O Sr. de
Brettea vai acompanhado por tres francezes, a
saber : o engenbeiro Boitiera, que vai enesrregado
da parte hydrogrphica da viagem, o Sr. Kubin e c
,pa/d Judas. os dez ou doze dias, em que esti-
ver em Villa Formosa, organisar o seiupessoal o
aeu comboio, para entrar no Chaco, subijjo a cor-
rete do pequeo rio Monte-Ludo, at ao ponto
onde ella toma a direcr;ao de sueste, a ocrea de 15
leguas da sua embocadura no rio Paraguay. Cer-
ta parte do Monte-Liado foi explorada em 1881
pelo commandante Sola ; uma pequea nesga
de terreno foi tambsm porcorrida pelo coronel
Foheringham e pelo commandante Espinosa.
i, Do ponto em quo sabir do Monte-Lindo, ae-
. '. o Sr. Brettea a nha mais recta que puder,
lela aos ri^s Bermejo e Pilcomayo, equtdia-
ante paseo mais ou meas destes rius, na direc-
e| de arija. Cortar d'et'arte em ngulo recto
o caminho seguido pelo coronel Ibazetta, que foi
de ura rio ao outro, entre a Bolivia e a Uepublica
Argentina. Procurar entender-se com a tribu
dos Tobas, que aggrediram e mataram o pesaoal
da expediento ("revaux o colher dados mais dig-
aos de f do que os divulgados ateo presente.
Sobre eata ggressao e sobre o ten torio qu
ciplorar. obteve elle preciosas iaforraaces de um
jov.en e sabio explorador argentino, o Sr. Ramn
Lista, ebefe da Secretaria do Ministerio da Guer-
ra da Marinha.
O Sr. Bamon partir tambera brevemente
para fazer urna expedirlo seientifica na Terra do
Fogo.
Como eaton mais no caso, do que ninguea.,
de infrmalo doa commettimeutos dette genero,
que- se levarem a effeito nesta parte da America
do Sul, terei muito gosto em commnnicar-Ihe as
no cas que estes senhores prometteram-me man-
dar-me.
rsjaTho
Amanha :
Pele agente Guemo, t 11 hora, na
m de Sonsa n. 8, do hotel ahi sito.
PeZo agente tinto, a 11 boraa, em trente a Aa-
sociaco Commercial, de carvo de pedra.
Peio agente Modesto Bnptista, i 11 hora, na
roa estreita do Kosario n. '-'1, do espelbss ava-
riados.
Sexta-feira :
PeZo agente Gumao,&s 11 horas, na roa do Barao
da Victoria o. 25, do eatabelecimento ahi sito.
PeZo agen'e Peitana, a 11 horas, na ra do Vi-
gario n. 12, do predio, e ao uieio dia, de um bi-
ihar.
UiNaaa fauebre.Sero celebradas :
Hoja:
A's 7 i|2 horas, no Carmo, pela alma do Anto-
nio Peivira de Sampaio; s 8 1|2 horas, na ma-
triz de Sonto Antonio, pela alma de D- Idalina
Monteiro de Queir z Peixoto; s-7 hora?, no Es-
pirito-Santo, pela alma deDoaatila Annes Jacorn
Pires.
AmanhS :
A's 7 hora*, na matriz da Boa-Visti, pela alma
de D. Maria Bernardina da Bocha Leal; s 6 ho-
ras, na igreja da Penha. pela alma de D. Maria
Bapiista Fernandea.
Sexta-feira :
A's 7 horas, na Ordem Terceira do Carmo, pela
alma de Nicolao Machado Freir.
PaKoiueiro. Chegadoa ais portoa do sul
no vapor nacional Cedrd :
Q. Antimo de Nicols, G. C. de Figueiredo,
Antonio Gr. Fereira Jnior, Joo F. Vianna, Ce-
lestiuo da Silva Lima, Symihronio Barreto, Fran-
cisco C. (ouyilvcs da Koeha, Theodomiro doa
Santos Silva, sua seniora e 2 Slhoa, Antonio O.
da Costa, Dr. Franklin Dantas, Dr. Jnlio F. Ac-
oioli, Manoel Roli, A. L ipes, Dr. Joaquim de
VaseonceHos, Autfcio O. Torres, Jos Martina
Leite, Mauoel Antonio (Joncalves, Dr. Alfredo Al-
ves de Oarvalho, Margarida M. da Conceicao, Ura-
belioa Zulmira e 1 filho.
Chegadoa dos portos do aul no vapor naci
nal Jaguaribe :
Olindina Caatel o-Braoco e 4 filbos, Dr. Fran-
cisco da Cuuha Castello-Branco, 1 filba e 2 cra-
des, Valeatim Jos Alves Praeiro e 1 filho.
Cana de MelencoMovimento dos pre-
sos do da 27 de Dezembro :
Existiam preaoa 380, entr^ram 13, sahiram 5.
Existem 388.
A saber i
Nacionaes 359, mulheres, 8, estrangeiros 10, es-
crav s sentenciados 6, processado 1, ditos de cor
reccao 4Total 388.
Arrarpados 344, sendo: bous 332, doeates 12.
Total 344.
Movimenro da entermaria :
Tiveram baixa :
Henrique Baptista de Lima.
Joaquini Mariubo Borgee.
Jos de Lima omes de Souza.
Lotera de Mace!*Por telegramma re-
eebido pela Casa Feliz, sbese que, na 15.'
parte da 14a lotera extrahida em 28 de Dezembro
t'_ra n premiados os seguintes nmeros :
18.939 200:000*000
lA>teria da udreeA parte da 20* i"
rerut da corte, cojo premio grande de 100:0004
ser cxtrnhidu no dia .. do Dezembro.
O bilhet.es achom-se vendaoa Caaa da For-
tuna roa Primeiro de Murco n. 23.
Tambem achant-se venda na praoa da Inde-
pendencia ns. 37 e 39.
Lotera do BioA 2 parte da lotera
-. 3iit>, do novo plano, do premio de 100:000*000,
ser extrahida no dia .. da Jeiembro.
Us bilhetcs acham-se venda na Caaa da Foi -
tuna ra Primeiro de Marco.
Tarabea ahaai-se venda ua praca da nue-
pendencia ns. 37 e 39.
Grande lotera da provinciaA 8
serie desta lotera em beneficio dos ingeuuos da
Colonia Isabel, cujo premio grande 240:000*000,
ser extrabidano dia 3 de Janeiro, s 4 horas
da tarde.
Os bilhetes acham-se venda na Rada da For-
tuna ra Larga do Rosario n. 36.
Lotera do YpirangaTelegramma par-
ticular diz qae a 4 a ultima parte da loteria do
Ypiraoga ter lagar impreterivelmento amanha,
30 do correte. i
C'emiterlo puhllo. Obituario do dia 27
de Dezembro : j
Mauoe!, Pernambuco^ 5 me:es, Santo Antonio ;
febre paludosa. K
Francisca das Chagas, Pernambuco, 18 asnos,
rmio '
soit- ira, Graca ; anemia.'
Luiza Maria da Conceicao, Pernambtcc, 50 an-
nos, solteiru, Boa-Vista ; tubrculos pulmonares.
Emilia Adelaida dos Pasaos, Pernambuco, 48
anuos, viuva, Boa-Vista; diarrha.
Romana Maria da Conceicjio, 24 anuos, solteira,
Boa-Vista; ineueugire. ^
Deoclecia C. de Mesquita Bandeira, Babia, 49
annos, casada, S. Jos ; icso cardiaca.
Manoel de Moura S. Aguiar, Pernambuco, -b
annos, solteiro, Santo Antonio ; febre.
INMCACOES OTIS
O Dr. Lobo
Medico
Moscoso, do volta
de
sua
viagem ao Rio de Janeiro, contina no
oxercicio de sua profisso. Consultas das
10 s 12 horas da muoha. Especialidades
eperaedes, Darto e molestias do s-nhoras e
meninos. Roa da Gloria n. 39.
Dr. liarreto Sampaia d e-onsultaa de
/ 14.181 40:000*000
35. lit 20:(!00*000
36.508 10:000*000
29.158 5:000*000
PrenaloM de 3iOOO*
1.351 10.380 12.173 15.830 18.226 22.724
28.328 35.196 35.717
Premio de liOOOS
1.647 2.211 3.185 5.664 5.769 8.042
8.716 10.482 11.318 11.786 12.425 12.635
15.549 18.5.03 21.959 22.920 27.026 27.234
28.587 80.600 88.658 89.737 39.876
ApproxiKarOea
18.938 4:000*000
18.940 4:000*000
14.18(1 2:000*000
14.182 2:000*000
35.194 1:300*000
35.196 1:300*000
Os amara de 8-901 a 19.000, excepto o quo
sabio o premio grande, estao premiados com....!
400*.
Os nmeros de 14.101 a 14.200, excepto o que
sabio o premio de 40:000*000, estao premiados
com 200*.
Todas us centenas cujos dous algai sinos termi-
narem em SU, estao premiadas com 100*, inclusi-
ve a da sorte grande.
Todos os nmeros que terminarem em e I
estao premiados, com 20*
Lotera do ParaBis os premios da 3*
serie da 1* loteria do Grao-Par extrahida em 28
do crrente :
21438 200:000*000
21512 40:000*000
2754 20:000*000
8797 10:000*0C0
Estao premiados com 5:C09* :
1J297 25727 27344 30559
Estao premiados com 2:00004 :
14479 26644 28658 29723 33657 33930
34396 35636 36221 40049
Eato premiados com 1:000* :
20sf7 4288 6450 11510 13596 22393 24570 24642
25988 28979 30798 31970 33135 33426 3M62
41429 43721 45468 46806 47623
Approximacoea
21437
21439
21511
21513
27545
27517
8796
8798
2:000/000
2:000*000
800*000
800*000
400*0;
400 i'. W.)
t4'.*0
140*000
meio-dia s 3 Loras no 1. unaar da casa
a ra n Barao da Victoria, n. 51. Resi-
dencia ra Seta de Setembro n. 34, en-
trada* pela ra da Saudade n. 25.
O Dr. Castro Jess tem o seu consul-
torio medico, ra do Bom-Jesus n. 23,
Bobrado.
Dr. Gama Lobo medico operador e par-
teiro, residencia ma do Hospicio n. 20.
Consultorio : ra Larga do Rosario n. 24 A.
Consultas das i 1 horas da maulla s 2 da
tarde. Especiaiidade : molestias e opera-
coes dos orgaos g e da mulher.
Drogara
Francisco Manoel da &ma < C. laa*'
sita;ios de todas as especialidades pharrns
'.ras, tintas, drogas, productoa chimice
a medicamentos homoesputicos, ra do Mar-
ques de linda n 23. _^
Drogara
Faria Sobrinho & C-, droguistas por at-
acado, ra do Mrquez de linda n. 41
Seriarla a Vapor
Serrara a vapor e officina de carapina
de Francisca dos Santos Maccdo, caes
do Capibaribe n. 23. N'esta grande esta-
belecimento, o primeiro da provincia neste
genero, eompra-se e vende se rnadeiras
de todas as qualidades, serra-se madeiras
de conta nlli-ia, assita como se preparam
obras de carapina por machinas e por pre-
go sem competencia Pernambuco.
que saupre rieram provas os sena diguos autecca-
sores.
Interromperei, poia, por alguna diaa os meus
artigos, que naturalmente team desagradado a S.
ti., alias acostumado s Ioovaminh is daquelins
que hila fiorescido, suasonibra, c qae, no dizer
de 8. SM o consideram boje oleao vetho da fbu-
la !
E aqci pi efendia fechar o presente artigo, qunu
do recebi o Diarlo ao qaal o Sr. Dr. Montenegro
ou alguem por elle, mandou publioar uma cerdao
extrahida dos auto< da fallenoia de Jorge Juu-
sman, para prova de quo cu havia, como curador
fiscal, requerido a venda da phirinaeia do mesmo
Jorge.
Requer, verdade como curador fiscal a venda
da pharinacia, ints o fiz j porque tinba ouvido
particularmente o depositario da inaasa, j por-
que eu no deeeinpenbo daquelle cargo, devia se
guir os Htjloa adoptados pelo actual juiz do eom-
mercio.
Nao ha contradieco no meu procedimento de
ento com o de hoje, desde que na fallencia Levy
eou advogadd de um fallido.
Atm disto, vja o publico a profunda differen-
ta do procedimento do Sr. Dr. Montenegro as
duaa fallenciaa.
Em 12 de Janeiro de 182 cu requer a venda
am leilo da botica do Jorge Jungman, e o juiz
delerio.
No dia 17, porm, o fallido reclapou contra a
venda e o juiz mandou ouviro depositario, a mim
como ao curador.
O d 'postaro informou contra, allegando que
as mereadorias eram de fcil deieriora^ao e sus-
t.-ntou a conveniencia da venda: eu refer-me
nformacao do depositario.
O fallido replicou e o juiz deapachou mandando
informaaem, com urgencia, os avaliadorcs, que sao
pro/iisionacs, se as mereadorias podiam ou nao
deteriorar- se com a demora : este despacho de
24 de Janeiro do mesmo anno de 1882.
A informadlo dos avaliadorcs foi que os artigos
existentes ua botica de Jorge nao offreriam dc-
tenoracaj no lapso de 60 das, o em vist* das in-
formayocs ficou o leilo suspenso por despacho do
Sr. Dr. Montedegro.
Coutiiucu o prjeesso e a falluncia foi q"alifi?a-
da fraudulenta, seudo depns reformada pela Re-
laco para ca:ual.
Em 25 de Jnlho 6 m^ssi depois, effectuou-se,
ento, o l-;ilo a requerimento do administrador
da massa de Jovgi Jungman.
V-se, puis, que. o Sr. Dr. Montenegro procedeu
como juiz impareial na fallencia dd Jorge Jung-
man attendendo, como at ten leu a reclamadlo do
fallido para mandar vender em leilo a pharma-
cia, eomente depois que 9 fallido nao pode fazer
concordata e que a inassa entrou <-:m administra-
cao !!
Hoje o juiz do c.immercio procede ditlerente-
mente conculca a iei, atropella o direito de um
fallido e defrauda oa credores !!
llavera prova mais ehqiiente da parcialidade
do Sr. Dr Montenegro?
S. S. nao pode continuar mais como juiz na
fallencia.
Por minha parte hei de impedir aue S. S. faca
o quu nao deve.
Amanha farei publicar n certido do que acabo
de affirmar a reapcito da falleucia de Jorge Jung-
man.
Estevo de Ol-veira.
Corrigenda
No artigo, datado do Triuraphn, o hontem publi-
cado nVsto Diario, alci Jealgtras erros de fcil
correceo pelo leitor, deu-se uoi eii^-in m uome
do aigaatarij. qje c .l.ronymo TcOMna Loureiro, e nao Jeronyino Teodouio, como sabio.
A g*rgauta e a mucosa nasal sao to sensiveis
que, mais lgeira transigi basta para prodazr
iutlammavao' e dar tagai a estes ineommodos quo
se chamam resfriamento, bronchite, Iwiaailii dos
brouchios ; esta sensibilidade >e accenti mi
crianQas e eia porqu aa maes previdentes de
quando em vez devein dar a seus riibos doraut.- o
invern, o XABOPE DE SEIVA DE PINIO
UARTTIMO DE LAGASSE que tomaraiu com
prazer em virtuda do sabor delicioso.
Tremenda e fatal enferatlilaale (I)
A tese apparece traca e passageira e o doente
despreza-a ; iiilo a cuida...
Drpaia, o enfraquecimento do corpo, aljpum
dores uo peiio e uas coBtas, vo seguin lo easa tosse,
que augmt-uta, e por rim o doJnte v-so clarainente
a bracos cora o grande flagello d i huicanidadca
tsica pulmonar !
Esta tremenda e fatal enfermidad? to sagaz,
que para melbo.- consegu.r seus funestos fins prin-
cipia disfarcando-nos n'uma tosse desprezivel !
^ Mas ella nao realisar seus nefastos intentis se
fr usado em tempj opjorfjno o remedio principa!
e t. qu: tem conseguido curas reaea da tiaic pul-
monar, que o PEITOKAL DE CAM15ARA', im- '
portante descoberta de Alvar.: cic 8. Soarcs, de
Pelotas.
Oa iuteresaado3 po lero encontrar no epueculo
que aconipaaba cada frasco valiosos attestados de
curas obtidas em gravisaimos casos, nao m5 de t-
sica como de brunchif s, aihina, coquelacha e ou-
tras molestias do apparelho respiratorio.
nicos agentes e d'.poaitanos geraea em Per-
nambucoPranciseo Manoel da Silva & C, ra
Mrquez de Olinda n. 23.
liisiiiiion Francaise de
Deiioiselles
i
Rua da Barao de H. Borja o. 3t
(aaga do Sebo)
ciscara
1887.
m
ei 10 i JuTi i
A directora,
l. Adour.
COLLK6IO
de S. Luis Gonzaga
PL'SLI;.4(]0G.S a feido
Fallencia Lew
IIUNpital !"or(uauczO movimento daa
enfermaras deste hospital na semana fioda foi
scgtdate :
Kxistam em tratamento...... il
intrarasi.................. 3
Sabio curada..........
Palleceu.............
Ficam em tratamento.
24
1
1
... 22
24
Entrn de semana o Sr. mordomo Viseonde da
Silva L.70.
liAf*i'. ctuar-se-ho:
!oe :
Pelo agente Biirlamaqui, g !) 1/2 horas, na lar-
0 do Aran saceos com assucar.
Celo agente Gusmo, s 11 horas, na rUa da Pal-
i^ 1, do estabelecimeuto ahi aito.
Haladoaro PublicoPoram
Uatadouro da Cabanga 72 rezes para
do dia 29 de Dezembro.
Sendo: 5i roses pertencentsa Oliveira
4e C. e 17 a diversos.
Mercado Mnnlcipal de H.
movimento deste Mercado uo dia 27
foi o ae quinte :
Entraram :
36 bois pesando 5,976 kilos.
494 kilos de peixe a 20 res
110 cargas do farinha a 200 ris
11 ditas de fructas diversas a 300 rs.
4 taboleiros a 200 ris
12 Sumos a 200 ris
Poram oecupados :
il/2 columnas a 600 ris
22 compartimentos d.} farinha a
500 ris.
20 ditos de comida a 500 ris
66 ditos de legua-es a 400 ri3
17 ditos de suino a 700 ris
11 ditos de trfssuras a 600 ris
10 talhos a 2*
5 talhos a 1
A Oliveira Castro & C.:
54 talhos a 1$ ris
2 talhos a 500 ris
Deve ter sido arrecadada neste da
a auantia de
Rendmcnto dos das 1 a 27 de Do-
sembr
abatidas n.
o consumo
Caatro
Joe-C
do corrente
94880
22*000
34300
800
24400
13450,1
114000
IO4OOO
26440O
1149 JO
64600
204000
54900
544000
24OOO
1974780
5:1564660
5:3544440
Foi arrecadado liquido at hoje
Precos do dia :
Carne verde 280 a 480 ris o kilo.
Carneiro de 720 a 800 ris dem.
Sainos de 560 a 640 ris idem.
Farinha de 200 a 320 'is a cuia.
Milbo de 260 a 320 ris idem.
Peijo de 560 a 640 idem.
Caaa FlixTelegramma reeebido, sabe-se
que este estabelceimento, venden da IB* parte da
141 loteria de Macei, extranida hontem, 28 do
corrente a sorte de 20:0004000 no n. 35.195 e
a de 2:0004 no n. 35.196.
liOierla Estraordlarla do Vpiran
(a -O 4." e ultimo sorteio das 4. e 5.a Bares
desta importante lotera, cajo rnaior premio dr
150:0004, ser extrahida amanha 30 de Desein-
bro, impret rivelmente. ,
Acham-seexpostoa venda os restos dos bilhe-
tes na Casa da Fortuna ra Primeiro de Maree
n. 23.
Tambem acham-se venda na praca da Inde-
dendencia us. 37 e 39.
liolerla do (Iro-ParA 4a parte lea-
ta loteria ser extrahida terca-teira, 4 do Ja-
neiro.
Bilhetcs venda na Casa do Ouro, ra do Ba-
rio da Victoria n. 40,
Locera de Mcele de tOOtOOOftOOO
A 16* partes da 14* lotera, cojo premio
grande de 200:0004, pelo novo plano, ser ex-
trahida impret. rivelmente no dia 81 do corrente
s 11 horas da manhu.
Bilhetes & venda na Caaa Fclia da praoa da In-
dependencia ns. 37 o 39.
IV
Effectncu-sc o sogundo !eilo.
Ao incial o o agente d.clarou que tinha uma
offerta de 30:0004000, e por eate preco apregoou
a phannacia.
Um circum8t3nte, que j hiva licitado no pri-
meiro leilo, pergumou a o leiioeiro de quem era a
ofierta; e a resposta oi que, s ao bater do mar-
tallo, dira o nome do offertante !
Com t-1 regposla nao se ecutormou aquelle, que
insisti na psrgunta, allegando ser o leiioeiro obri-
gado a public.r, desde logo, o nome da pessoa, que
o havia eucarregado de laucar para si.
Afioal, dsse o leiioeiro ser Jos Joaquim da
Costa Maia, o offertante dos 30:0004000.
Seguiratn-so ento- 03 costnmados pregues, du-
rante limito tsmpo ; mas, ningnem cabrio o lauco.
E iechou-se o leilo com a oferta que o agente
trouxe de casa, porque o licitante nao compare-
ce 11 !!
Este facto dcixa alguma cousa qne pensar, desde
que o Sr. Joi Friucisco Bitteucourt nao se apre-
sentou mais no leilo.
Dizem, e eu trato de investigar, qne a oflerta
doa 30:000*000 de una amigos de Bittencourt e
de L-.-vy! !...
A verdade ha de apparecer.
Vai proceder se a terceiro leilo, porque o digno
juiz d > commerco, a despeito de querer desfazer te,
logo, da phannacia. teve a prudencia de nao ace -
tar oa 30:0. 04000, Como justo orec.0 dclla.
E tiuha que ver mandar-ae entregar, por essa
quantia. um estabeleciinento, que se acba avahado,
ja com o possivel abate, asa 68:0004000,
Entretanto, nao est looge que ist-o aconteca.
Quem vai comprar em leilo, leva a intenco de
comprar barato ; e a regra que o que se vende
em leilo custa menos do que em prmera mo.
D'ahi, po8, resulta que o pretendente ou pre-
tenderles phannacia procuraro compral-a pelo
menor preco possive!. principalmente quando Bit-
tencourc e Maia sao os dous unicoa pretendeotes
at hoje conhecidos.
E, icalmente, nioguem pense que ha muitos que
a queiram, nao; a importancia e a especie do esta-
belecimento reduzem o numero dos pretendentes:
de sorte que nao ser admiravel que, no terceiro
leilo, nao appareca quem cubra a offerta doa
30:000*000, a nao ser com fraccio de cont de ris.
E se assiui aucceder, mandar o Sr. Dr. Monte-
negro entregar a phannacia ?
Parece que sim; pois dir: nao ha quem de
mais. e a pharmacia deve ser vendida, porque eu
mandei e a llelacao confirmou o meu despacho.
Mas o prejoizo enorme, o damno irreparavel aos
credores da massa fallida? -
Ora, ietc nada dianta da minha vontada, dir
S. S. comsigo mesmo!
Se o fallido Thomaz Holmes merecesse as boas
graca de S. S., como Jos Clemente Levy, o digno
jaiz comprchenderia a conveniencia de conservar
a pharmacia para tornar possivel ao fallido fazer
ama proposta d' concordata, com a qual 08 cre-
dores teram a perder menos, do que, perdero,
com certeza, sendo ella vendido.
Teuho raxo de crer que, se Jos Clemente
Levy, contasse cem elementos para obter concor.
data judicial dos seus credores, nao se mandarla
vender a pharmacia; como, porm, nem todos
teem sorte, o digno juis nao quer que Thomaz
Holmes posea fazer concordata, e, por isto, a phar-
macia ha de ser vendida !
O procedimento parcial que S. S. vai tendo na
fallencia Levy, ainda se pode explicar pelo diaig-
nio quo forman, de envolver os socios commaudi-
tarios, Ernesto & Leopoldo, como solidan., e tor-
nar etectiva eas aolidariedadv, porqnanto S. S.
sabe que a superveniencia da concordata trana o
mallogro do sea despacho de qaalificacao da fal-
lencia.
Entretanto, prosiga S. 8., faca o que entender ;
mas, fique cito da que, eu, tenbo recurso na le
para conter e reprimir o despeito u a parcialidade
do juiz, que desvia-se da senda da justica.
A respeito do incidente relativo ao leilo da
pharmacia, tenbo dita o suficiente para inteirar
o respeitiivol publico di maneira por que o Dr.
juiz do comroercio vai proceaendo. Agora vou ex-
trahir amas notas dos autos (que nao estao no
cartorio) para tornar patente que o Sr. Dr. Mon-
tenegro, nao se manteca com a imparealidade, de
Questo de divorcio
Sob esta epigruphe publicoa. no Diario de 24
do expirante mez, o ineu Ilustrado collega Dr. An-
tonio Jote da Coita Ribeiro um artigo em qu-3 faz
reparos a correspondencia anteriormente publica-
da pelo Sr. Jote Besara de Barros Cavalcaule,
que ceveem mira levar ao coahecimento do pabco
as causas quo determinaran! suasobrinha D. liita
Barreto de Araujo Lima a propor aceo de divor-
cio centra seu marido.
Entre os reparos feitos ha um, que muito beo
pode ser levado minha conta, por ser eu o silva-
gado da Aurora, e, como niuguem dore ser res-
ponsavel aenlo pelos actos qoa pritica, nao teuho
remedio seno vir imprensa dar ao mesmo meu
collcga uma explicaco.
Estou inteiramenie de iceordo com o collega.
Enteudo que .~u'innain -iit.: inconveniente tra
lapes na impreusa de negocio que depeude de de-
c8o judicial.
O publico nao tem de decidir a causa : misao
do julgador, que a decidir conforme o allegado e
provado : e as provas sSo dadas em juizo e nao
na mprensa.
Se, porm, a auuton;a n) feor ust ; isto nao
fr dada d- accordo com a prova exhibida, ento
tim, poder a parte, tomando publicas a prova of
ferecida e a seiienr 1, que a ella ua 1 se cingir,
mostrar ao publico a iniquidad-: do juiz e expoi-o
a censura e descrdito cunsequeutes de seu proce-
dimento.
Pensando assim, nao podia eu trazer para a im-
prensa o que ainda est marchando cmjuizo.
O que se deu foi o siguite :
0 Sr. Jos Bezerra procurou me, na qualidade
de advogado de ana sobrinha, e coasultou-me a
respeito da publicaco de seu artigo, que mostroa-
me, e, manifestando-Ibc a mmh-i repugnancia ao
uso de aem"lhan'e meio, qua p)J>ria pirec-r um
reclame, disse me, que julgaca imprcscindivel
aquella exposieao de tactos ao publico, porque o
Sr. Joaquim Dmaso aulava fasendo propaganda
(expressoes suas) contra sua sobriiiba, propaganda
que, estava convencido, seria destruida com a sua
uarracao.
Em vista disso, eutregu.'i-lhe o seu referido ar-
tigo, sem angmintar n-.-m tirar u:u 1 vigula, e elle
fel-o publicar.
Recife, 28 de Dezembro de 1886.
Benjamn Bandeira.
As sezde desafiadas
As peesoas armadas com a Sabaparrilha .le
Bristol, e que rr-sid-ru nos districtos em que rei-
nam as febres iotermitteutea o sezoes, podem real-
m-nte zombar d lasa cntVrmidale aniquiladora.__
Uin frasco desie pideroso tnico vegetal afuyenta
oa calefrios c perseverando-se no seu uso as for
fas se reatabeiecem completamente e o systema se
fortalece contra a miasma geueradora da.molestia,
Ella tem sido umversalmente experimentada pelo
eepaco de 35 annos n.a localidades infestadas pe-
las sezoes e febres intermitientes. Porm os be-
nignos efieitoa deste grando especifico conservador
Ja vida, nao ae limitam a uma s ei uso de Cnter-
midadea; a aua accoio medicinal tilo extensa co-
mo a das proprii.s molestias.
As escrfulas de typo mais lurrivel, o canvro
destruidor, as contraccoes das juntas, tciiddes e
msculos, o entorpecimento e congesto do ligado,
o estado mrbido do estomago e do Teatro, a as-
thiaa, a losse convulsa, as erupgoes o rheumatis-
mo, a debiiidade geral. sao snbjugadas com uma
rapidez e seguraiica tal, que assomoro os mdicos*
os mais experimentados ; grabas as quas qualida-
dca auavisadora*, curativas e fortificar.: s.
Acha-se venda em todas as boticas e lejas de
perfumarlas
Agentes em Pernambuco, Henry Foster & C,
ra do Cotnmercio n. 9.
Festejos era OurMta'-Meirini da
fregiiela de Ciravat.
Srs. redactores.
Nao poaso resistir ao des?jo de dedicar
meus sent.'ueotos, noticia da ,!a cele-
brada no dia 28 do iouz prximo pascado
na capella deste povoado Uruc-Meiriui con
sagrada ao Diviuo Espirito Santo ; por ser
este o acoutecimento mais rnamoravel at
hoje deste povoiuio.
Apezar do estado fioaae.ro do povo,
preciso faser jastiya, a festa estava impo-
nente devido aos grandes esfor^os do distin-
cto professor o Sr. Francisco Deodato Lins,
que ao chegar aqui com sus Esoia. fami-
lia mauifeatou desrjos, nao s da melhorar
o mo c-otado em que so acbava a nossa
capella, e tazer soar um eco de religio
qus es'.ivesse c.'ieretitJ com os seus seoti-
mentos.
Com effeito, foi importante e bello ver
a multidao dos dais que congregados glo-
rificaran! ao inelicto padroeiro.
Foi celebrante o Revi. Joao Tenorio
que, de bom grado veio a este povoado
ondo conbecido, 8 garalmonte estima-
do. A convito do profesaor Deodato Lins,
veij gustosamente a banda do mnsica do
Bonito sob a directa) do maestro, o digno
cavallieiro o Sr. tenonte Manotl Eduardo
Xenhuma das aguas Horaes at hoje fabricadas
se iguala Isua florida de Itariy, to
superior a qualquer dos artigo3de:e uome como o
cheiro natural .la fina rosa ao de agua da colonia
ordinaria. A formula por que teita a mais an-
tiga que exiate, e originada em um 1 poca em que
o objecto principal era manufacturar o nclhor
producto possivel, ao contrario do qne succede ho-
ja que o grande ubjecto doa fabricantes c a bara-
teza do predueco.
Rio Grande do Norte
Ao I]\ii. ministro da justica
O Dr. Fabio Cabral de Oliveira, juiz munieipal
do termo dn Maeo, n'esta provincia, entrando 1:0
exercicio da vara de direito, convorou jury, au-
diencias espeeiaes c atropclou andamento dos pro-
cesaos, em que era Pierre, seu cunta 1-., envolvido
e em menos ie 30 dias estava o dito seu cimbado,
Pedro Ferreira de Souza, conbecidoper Piern
absolvido dos crimes e juntamente seus cum-
plida ; e mais outros reos envolvidos no roabo
de Mana Lunga, com outro cuuhad > do Dr. Pa'oio
de nome Jos Virgolino, foram todos abaolvidos.
A saluda do Dr. Vital, de Maco, troi.i um ja-
bileu para os criminosos cunbados e protegidos do
Dr. Fabio.
Que horror !
Attenda o governo.
Maco, Novembro de 1836.
lOI.IJ.IO
DE
N. S. das Victorias
O Haa do UoMpiclo O
l'J de Janeiro
Com este titalo fundei no dia 15 de Novembro,
na ra do Hospicio n. 55 um estabelecimento des-
tinado instruccao primaria e secnndaria de me-
ninos.
Abalangar-ae a empresas dessa ordem em poe,
cooio a que atravessamos, incootestavelmente
grande ousndia e temeridade. Antevi parfcita-
mente as difftculdades cora que havia de lurar,- oa
mil obstculos qne se me antolbariam no camirJio,
mas, apezar de prever tudo isso, nao me loi pOBBt-
vel resistir ao desejo de contribuir com o meu pe-
queo contingente para a grande obra do levauta-
mento da instiuceo.
Ensinam-se no collegio as seguintes materias :
leitura, calligrapbia, portuguez, fraocez, ingles,
italiano, latim, geographia, historia, ariihmetica.
geometra, algebra, philosopbia, rbetorica, musicH
voeal. piano, flauta, rabeca gymnastica, deseabo
e conversacao das liugoas: ranceza, iuglez. e
tahona.
A casa em que se acha o collegio nao pode fer
nais adaptada para ease fim : satisfaz cabalmente
a t idas as exigencias du cstabtlecimentos dessa
orden.
Como resido com minha familia eston em con-
diooes de recebe meninos de mais tenra idade, aoa
quaes nao faltaro de certo cuidados o solicitudes.
Confiado na boa vontade dos Sr. pais de fa-
milia para elles appello esperando que rae coadju-
varo^ na ardua e difficii tarefa da edueaeio de
seus filbo.
lteabrir-se-ho aa aulas a 7 de Janeiro vindouro
Recife, 19 de Dez mbro do 188 Padre Manoel Lobato Carneiro da Cunha.
As classes eomecaro de uovo
de 1887.
A baroneza d'Herpent tem a honra de c m.nu-
nicar aos pais e tutores de suas d3Cipulaa que ella
toma a si a direceo do Collegio, en razo do sna
filba, Mme. Blanche ficar por algam tempo noK.o
de Janeiro, junto de seu filho menor que reclama
08 seus cuidados.
Mm Blanche, obligada de fizer esta au.-:eucia,
apresenta s familias de suas discipulas muitos
agr l.eiment >s, pelas demonstrar/Oes de amizade
que d'eilas receben e das quaes sempie se lembra-
r com gratid).
O Collegio recebe pensionistas, meio-pensionis-
tas e externas.
O numero das internas ser limitado at 12.
Na ultima quiuta-feira do mez ter lugar no
Collegio um pequeo soire de recitaco, de msi-
ca e dansa com o fim Jo desenvolver as meninas
os hbitos da sociedade na qual devein virer mais
tarde.
A direciors.
Baroneza L. V. d'Herpent.
Ingloz e francez
Cursos theoricos ou praticos, conforme prc-feri
rea; os senhores interessados. Ra da Aurora o.
19,2- andar.
Licor depurativo vegetal ioiir'o
DO
Mediw (|umtella
Late notabilisaimo depurante que vem precedi-
do do to grande fama infallivel na cura de todas
as doencas syphiliticas, escrofulosas, rheumatica-
edeptdle, coma tumores, ulceras, dores rheamati-
eas, osteocopas e nevralgicas, blennorrhagias agu-
das o chronicas, cancros syphiliticos, inflamma
ces visceraes, d'olhos, ouvidos, garganta, intus
inos, etc., em todas as molestias de pelle, simples
ou diatherieos, assiin como na alopecia ou qii~da
do cabello, e as doencas determinadas per satu-
raaSn mercurial. Do-s^ gratis folhetos onde Be
uaceutram numerosas experiencias feitas com e3t
especifico nos hospita-s pblicos e muitos attesta-
dos de mdicos e documentos particulares. Faz-se
descont para revender.
Depoaito em casa de Faria Sobrinho Se, C
Ra do Mrquez de Olinda n. 41.
Oculista
Dr. Mattos Barreto. ex-chefe da cni-
ca de olhj do IV. Moara Brasil e da
policlnica geral do Rio de Janeiro e me-
dico aggregado do opital Pedio
desta cidade.
Consultorio, ra do Impera for n. 65. 1-
andar, das 12 s 3 horas d:i tarde.
Residencia, Caminho Novo n. 159.
As operad-Oes sao feitas sem dir,
meto da cocana.
Consultas e operacoes, gratis aos
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tinayoes coro todos os aperlegoamentos
osodernos.
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mesnia firma de C. Heckuiann
C. e San Ignacio n. 17.
laicos representantes
Haupt GebruMer
EIO'DE JANEIRO
Para iaformacues uijamse ai
Pohlman &
Ja-
da Costa Monteiro, qne, sem outro inters
se, que sua gen3rosidade, e de seus dig-
nos companheiroe, nao besitou ante amas-
sada de uma longa viagem em vir gratui-
tamente dar brilhantisino a um acto que
estava da accor io com os seus sentimen-
tos.
A dscorar;ao da capellinha, apezar do
simples estava eacaotadom, devido a Exma.
familia do prLfdS3or Lins.
Fayo votos pela permanencia do profes-
sor Lins nesta lo. \UJnde, pela diguidade
de seu carcter e os sentimentos humani-
tarios que o ornara ; contribuir muito pura
quo am lugar til > ^trazado, quo pittoresjo,
como este, digno de midhor fama possa ter
maior floreseiuiento.
Descnlpe-me o rfr. professor se estas li-
nha ohegarem a offender Ba modestia,
ficando oerw do que este lugar nada tem
de eanhoto.
Urur,-Meirim, 6 da Dezembro de 1886.
Jos Soarss de Oliveira Filho
Externato M. Luiz
Ra do Imperador n. 55, 2." andar.
Com o nome cima abrir-se-ha no dia 15 d
ueiro do anuo prximo futuro de 1887, um estar.ele-
cirn nto de educaeao, onde ensinar-sc-hao todas
as materias do curso de preparatorios, havendo
tambem um eurso nocturno das mesmas materias,
e um outro commercial, no qual ensinar se-ha fi-
niente fraucez e inglcz, theorica o praticamente
senda este das 9 s 1>11/2 da noite,
Estatutos
Art. 1." Os paes, tu urea on correspondentes,
deverio acompanbar o estudante no dia da matri-
cula, para nao .- matricolal-c, como tomo .11 para
tomar conhecimento do rgimen disciplinar do es-
tabclecimento.
l o Aqu-dles que nio tiveroai qusm oa apr-
sente, tumbem serao aceitos matricula.
Art. .0 O pagamento da matricula ser teito
men-al e adiantadamente a comecar da occasio
am atricula.
I 1. Por cada matricula pagar o estudante
54U0, bavendo urna differenga de conformidade
cum o numero de materias que estu'.ar no est.-.be-
lecimento.
Art. 3. Cada aula constara de 1 1/2 hora, sen-
do urna para tomar a licao do dia antecedente e
meia para explicar a do da seguiute.
Art. 4 o Nia haver aulas s quintas-feiras,
porm todos os alumnos devein comparecer no cs-
tabelecimento u'estes dias hora de suas r. 1
tvas aulas, para uma sabbatina, segundo a qua!
os directores daro attestados na poca doa esa
mes.
No estabeleciinento enc-'iitrarao 03 Srs. pa's
correspondentes ou tutores e os Srs estodantes os
estatutos como accrescentamento de tudo 1
que aqui se otnitte e qae os Hll'lSSlifil iili'i do que
houver de mais particular, e bem aseim da
veniencia do methodo n'este eatabcleoim-.-uto eu;-
nregado.
Os directores.
LuizJ. deF.eO. Sjbrinho.
Augusto J. C. Braga.
Dr. Paula Lopes
De volta de sua viagem Europa, re-
abri seu consultorio ra do Mrquez de
Olinda n. 1.
Especialidades Molestias de creancae e
nervosas.
Tratamentos pela elsctrieidade (Electro
therapia.)
Consultas : De 1 hora s 4 da tarde.
Residencia : Ra da Soledade n. 56.
TelepboncM ns. 95 e lis
Clnica medico cirurgica
DO
Dr, Alfredo Gaspar
EspeciaiidadePartos, molestias de senhoias e
criancas.
Residencia Ra da Imperutriz n. 4, segunde
andar.
{}

MEDICO
Dr. Ballhazar da Silveira
Especialidadesfebres, molestias das
criancas, dos orglos respiratorio
senhoras.
Presta-se a qualquer chamado par8
ori di capital. AVISO
Todos rs chamados devem ser dirig
dos pharmacia do Dr. Sabino, roa do
Builo da Victoria n. 43, onde se indicar j
sua resideucia.
I
I
ji
H
i
Mrtatfl
I


e PeroambucoQuarta-lcira 29 de Dczcmbrode 13S6
4










Dr. Fernandes Barros
Medico
Caaaaerltorio ra do Bom Jess n. 90.
Gasaaatt&s de meio dia i 3 honis.(
Residencia ra da Aurora n. 127.
Telephone n. 450
Leonor Porto
Roa do Imperador n. 4 5
Primeiro sudar
Contina a execatar os mais difficeia
nutraos recebid s de Londres, Pars,
Lisboa e Rio de Janeiro.
Prima em perforo de oostnra, em bre-
vidade, modicidade em presos e fino
gesto.
Di. Cernir Me
ABDICO
o seu escriptorio a ra
uu o. 74, das 12
Duque de Ca-
2 horas da tarde, e desta
ca diante em sua residencia i roa da San-
ta Cruz n. 10. Especialidades, molestias de ee-
aaras p <-riancas, telephone n. 326.
ADYOCACIA
W O co selheiro Dr. Manoel do
[ I Nascimento Machado Portella
' contina no exercicio de ana
profissao de advogado podendo
ser encontrado em seu escripto-
rio a ra de Imperador n. 65,1 (
1. andar, das 12 s 3 da tarde. \ )

EDITAES
Edltal n. t
O administrador do Consulado Provincial, em
cumplimento do que dispoe a lei a. 1860, faz pa
blico & quem inten'sear possa, que no f spaco de
30 diss u'eis, contados re 2 de Janeiro do anno
prximo vindsuro, dar-se-ha principio nesta re-
particao a cobranca livre de multa dos impostas
abaizo declarados relativos ao l- semestre do
ezprcicio de 1886 1887 :
3 0/0 sobre o gyro de casas commerciaes a re-
talho.
10 0/0 sobre establec nentoa ira da cidade.
12 0/0 sabr escriptorios de advogado e solici-
tadoras), consultorios mdicos, etc.
20 0/0 sobre estabelecimentos commerciai'r.
2004000 por escriptorio de descont de leti-as.
l:00l)|000 por cas* de garantir bilhetes.
1:1)004000 por casa de vender bilhetes.
24500 por tonelada de alvarenga, canoa, ete.
20J0C0 por escravo empregado em sarvcj me-
cbaoico.
200 rs. por bara'.ho de cartas de jogar.
Consulado Provincial de Pernambuco, 28 de
Dcxembro de 1886.
F. Av de Carvalho Moura.
DECLARACOES
Dr. Joao Paulo
MEDICO DttTd6COrP0
Especialista em partos, molestias de senhoras e Torres ,g
*V cianeas, com pratjca as principaes matern- Tboffld ^ 10
alade. e hosp.taes de Pars e de V.eona d Austria, D de Souza
tas todas as operacoes obsttricas e cirurgicas
Keeife Drainage
R< lacao dos concertos feitos nos appurelhos
no raez de Noverabro do correte anno
de conformidade com o art. 10 do con-
tracto e 2' do art. 15 do regularoento
de 12 de Janeiro de 1872.
Recife
Largo da Alfandega n. 1
Mrquez de Olinda n. 58
DitH n. 25
Dita n. 37
DitH n. 51
Bom Jesns n. 6
Dita n. 24
Dita n. 3
Cemmcrcio n. 18
obsttricas
coatcernentes as suae especialidades.
Consultorio e residencia na rna do Bario
Victoria (antiga ra Nova) n. 18, 1 andar.
Consultas das 12 a 3 hora; da tarde.
Tlephooe u. 467.
m
Oculista
Dr. Barreto Sampaio, medico ocu-
tta, ex-chefe de clnica do Dr. de
Wecker, d consultas de meio dia s
3 horas da tarde, no 1. andar da casa
o. 51 ra do Barao da Victoria, ex-
cepto nos domingos e dias santificados.
Residencia ra Scte de Setembro n.
34. Entrada pela ra da Ssudade n. 25.
.'a
}( Coir-pai
\ 1> lllllf
' I Dita n.
18
Medico, parielro e operador
Raiieicia ra Bario da Victoria n. 15. 1- andar
Consultorio na Duque de Caxias o. 59.
Di consultas das 11 horas da manna s 2 d
toree.
Attosde para os chamados a qualqner hor>
telephone n. 449.
91
alista
Dr. Ferrara da Silva, consultas
das 9 ao meio dia. Residencia e
consultorio, n. 20 ra Larga do
Rosario.
Consultorio medico-
cirurgico
O Dr Castro Jess, contando mais de 12 annot
e escrupulosa observadlo, reabre consultorio oes- I Cabug n. 7
ta ditde, ra do Boin Jess (antiga da Cruz Dita u. 11
b. 23, i. andar.
Horas de consultas
De dia : das 11 s 2 da tarde.
De ooite : das 7 s 8
Mas demais horas da noite ser encontrado no
rrtio travesa dos Remedios n. 7, primeiro por-
cia a\ eaquerda, alin do porio do Dr. Cosme.
Becco do Abren n. 2
Vicario Tenorio n. 7
Amorim n. 56
Dita n. 15
Dita n. 23
Dita n. 33
Moeda u. 13
nhia Pernambucana n.
eos Jos Martina n. 38
42
Dita n. 64
Dita n. 78
Dita n. 88
Restaura cao n. 36
Dita n.4()
Dita n. 55
D. Mara Cifrar n. 12
Visconde de Itaparic* n 30
Diu n. 34
Dita ii. 3
Dita ii. -25
Dita n. 55
S. Jorge ii. 40
Dita n. 72
Dita i. 102
i Dita n. 120
Dita n. 83
! Diu n. 97
| Guararapes p. 74
! DiU n. 19
I Diu n. 49
Travessa dn Occidente n. 3
i Bario do Triumpbo n. 80
DiU n. 90
Santo Antonio
Imperador n. 8
1 Dita n. 6
| Dita o. 42
Dita n. :>4
Diu n. 1
; Diu n. 49
! Piaca de Pedro II u. 1
! Duque de Cazias n. 14
DiU n. 6C
i DiU n. 74
I Dita n. 75
M5. A Emulsao de Scott muito re-
eooamendada pelos mdicos como o melbor
reaedo para a tisi:a pulmonar e molestias
4 peito e da garganta.
Restaura o organismo das pessoas pre
dispostas tisica e fortifica contra os ata-
eraes da doenca.
Bario da Victoria n. 28
Dita n. 30
D ta n. 48
Diu n. 60
Trinche iras n. 30
Travessa dis Cmzes n. 2
Largo do Paraizo n. 7
Diu n. 49
Larga do Rosario n. 14
DiU d. 24
Estreita do Rosario n. 14
Dita n. 21
Diu n. 30
Dita n. 11
Dita n. 33
S. Francisco n. 56
liba do Carvalbo n. 6
7*6-20
4*660
2*320
.'<*960
2640
19*840
21*100
2*640
6*320
3*960
2-*610
3*080
3*080
3*960
4*360
5*920
2*640
2*640
2*640
3*960
4*600
2*640
3*960
3*080
2*640
2*640
2*640
2*640
3*080
4*600
-2*640
3*040
6*580
2*640
4*240
2*640
2J640
21*0S0
2*610
3*080
2*640
2*610
16*260
2*640
2*640
2*640
3*0 >
j680
2*640
6*080
4*360
3*960
10*10
2*640
3*0S<
2640
21*220
2*640
5*160
4*900
7*150
6*820
2*640
7*140
4*460
11*020
23*900
4*480
10*100
2*640
7*160
'2*88'.)
2*640
5*920
2*640
5*920
2*640
1J520
COMKERCIO
**<* coaanaerclai le **emaot-
buco
ttECIFE, 27 DE DEZEMBRO OE 18bu.
Aa tres horas da tarde
Cotacfat ofuiiaes
Cumian sobre Undres, 90 diV. 22 7ilt d. por 14
particular.
O presidente,
Pedro Jos Pinto.
O secretario,
Candido C. (i. Alcoforsde.
agNIMENTUS PBLICOS
lies ue Dezembro de 1886
ALFANDEGA
IV l a -27
a*-8
Tin nomciu
We a 27
J vm de 28
ic'.al
712:775*306
33.513*702
132:6301962
: 563*434
HninwiA-D< 1 a 27
'v?u de i
776:289*008
138.254*396
914:513*404
42:641*299
3:595*05-i
,00 l^OVINClAt
d 28
D 1 a 27
RiiVKAGl-
Uesa de 28
"Nj 1 a 27
46.2364355
55:578*186
4:895*462
60:473*618
9:772*7/0
47*444
9:820*214
DESPACHOS DE IMPORTACAO
Vapor nacional Cear, entrado dos portos do
mactr ao dia 28 do corrente e consignado ao Vis-
temc de lUqni do Norte, manifestou :
Carga do Rio de Janeiro
Cerreja 5 barris ordem.
Chapeos 1 caizao a Raphael Dias e C. 1 a
Agsto Fernandes.
C"< 17* saceos a Josquim Ferreira de Carva-
IW di C, 180 a Baltar Oiiveira & C, 150 a Fer-
Modce da Costa & ti, 100 a Paiva Valente de
X, 96 a Mendes Liea & C, 90 a Ferreira Rodri
8>*&C.
Fnmo 31 vo uuies a Ventura P. Peona, 99 a
BWb ta Motta ic Filho. 15 ordem, 2 a Ferrei-
za 4 lrmJo, 40 a Joao V. A lves Matheus & C, 6
a Arkujo Castro & C., dito em f-lhn 8 fardos a
C. Loureoco.
Mercaduras diversas 38 voluntes ordem.
Panno de algodio 1 fardo a Fernandes 6i Sil-
va, 1 a Josquim Agostiobo, 1 L. Maia & C, 1
a N. Maia % C, 1 a Rodrigues Lima & C., la
Oliveira Basto & C.
Sola 2 rolos ordem.
Carga da Bahia
Charutos 6 caizes a Jos Antonio dos Santo?,
5 orden.
Conservas 3 caizas ordem.
Chapeos 5 caizes ordtm.
Fio de algodo 32 saceos a Joao Francisco Le te.
Farioba de trigo 300 barricas ordem.
Panno de algedio 12 fardos a Rodrigues Lima
6 C, 10 a A. Lipes C, 27 ordem, 65 a Ma-
chado & Pereira, 24 a Ferreira & Irmao, 5 a A.
Santos & U, 35 a Luiz A. Siqueira, 5 a N. Mr.ia
4i;.,8 Alves de Brito & C 5 a A Vieira &
C, 11 a Olinto, Jardim & C 6 a Bernct & ,.
Pelles 77 e 243 amarradas ordem.
Vapor nacional Jaguaribe, entrado da Bihia
escala np dia 28 do corrente e consignado a Coin-
panhia Pernambucana, manifestou :
Fio de algodo 2 sacos a A Baltor & C., 2 a
Souza Nogueira & C.
Milho 1,000 saceos ordem.
Pelles 15 amarrados a H. Slolzenbaek & C.
Panno de ..Igodio 15 tardos a Silva Guimaracs
& C, 5 a Fer'eira & Irmio, 3 a A. BslUr & C,
3 a Souza Nogueira & C.
DESPACHOS DEEX PORTA CAO
Em 27 de Dezembro de 188S
Para o exterior
No vapor inglez Jeimond, carregaram :
Para Liverpool, N. Cahu & C. 200 suecas com
18,348 kilos de algod2o ; P. Carneiro & C- 820
saceos com 61,500 kilos de assucar mascavado ;
Julio t Irmao 2,3zO saceos com 174,000 kilos de
assucar mascavado.
No vapor inglez S. G. Woreley, carrega-
ram :
Para Liverpool, J- H. Bozwell 10,500 saceos
com 787,500 kilos de assucar mascavado ; Julio
* Irmao 2,320 saceos com 174,000 kilos de assu
car mascavado
No lugar inglez Garptian, carregaram :
Para New York, J. S. Loyo & Filho 780 sacejs
com 58,500 kilos de assucar mascavado.
rara o Interior
Na escun* nacional Evora, carregaram :
Para Pelotas, Amorim Irmaos c C. 100 saceos
com 7,500 kilos de assucar branso.
Para o Rio Grande do Sul, J. M. Dias 250
barricas com 24,655 kilos de assucar branco e 50
ditas com 5,946 ditos de dito mascavado.
No brigne nurueguense Frey, carregaram :
Para o Rio Grande do Sul, Amorim Irmaos &
C. 60 pipas com 28,800 litros de agurdente.
Na escuna norueguense Byfog'd, carrega-
ram :
Para Pelotas, B. Oliveira & C. 50 pipas com
24,000 litros de agurdente.
Na escuna hollandeza Esperanca, carrega-
ram :
DiU n. 28
Dita n. 39
Roda n. 10
Travessa da ra Bella n. 5
Patos n. 16
Travessa dos Quarteis n. 13
Dita n. 21
Calabouco Vclha n. 4
Santo Amaro n. 8
Travesa dos Ezpostos n. 18
1 Bdcca da Camb i n. 6
Largo do Carino n. 28
Dita n. 39
Fogo n. 8
Dita n. 23
Dita n. 49
Travessa do Livraiaento n. 20
Livramento n. 22
Penhi n. 9
v'iecoude de Inhama n. %
Diu n. 1
Dita n. 69
Pedro Aftjnsj n. 40
Dita n. 33
Nova da Praia n. 32
Marcilio D.as n. 6
Dita n. 36
Dita n. 46
Largo de S. Pedro n. 14
Virac n. 25
Coronel Suassuna n. 50
Dita n. 80
DiU n. 9
Santa Thereza n. 54
Travessa da Concordia n. 28
Mrquez do Herval n. 71
Ditan. 81
S. Jos
Marcilio Dias n. 112
Coronel Suassuna n. 118
Dita n. 122
DiU n. 264
Dita n. 135
Marquez do Herval n. 181
Travessa do Poucinho n. 27
Dita n. 33
Dias Cardoso n. 74
Dita n. 5
Passo da I' tria n. il
Vidal de Negrearos n. 2
D:tan. 10 ,
Dita n. 14
Dita n. 40
Dita n. 118
Dita n. 124
Dita n. 154
Dita n. 208
Dita n. 87
Dit n. 91
Dita n. 137
Frei Henrique n. 14
Travessa do Prata n. 20
Assumpcio n. 22
Dita n. 26
Diu n. 60
Dita n. 76
Domingos Ibeotonio n. 10
Dita n. 34
Dita n. 9
Ti avetsa do Serigado n. 3
Travessa dos Copiares n. 2
Porta n. 6
Nogueira n. 32
Dita n. 3
Dita ti. 19
Saula Cecilia n. 8
Santa Rita n. 18
Dita n. 79
Nova de Santa Rita n. 48
S. Jote n. 43
Travesea do Peizoto n. 19
DiU n. 33
Ypiran^a n. 1
Tmvessa do Lima n. 1
Convento da Peuba
Boa-Vista
Imperatriz n. 14
Diu n. 11
Dita n. 5i
Prac,a do Conde d'Eu n. 4
Dita n. 10
Concedi n. 24
Dita ti. 34
Visconde de Pelotas n. 34
Viseoade de Albuqurqne n. 10
D-tan. 154
Diu u. 162
Dita j. 182
Aurora n. 21
Dita u. 57
Ponte Ve i ha n. 46
PrafS da Santa Cruz n. 14
Cuide da Boa-Vista n. 5
Dita n. l:i
Riachuelo n. 21
Sete de Setembro n. 15
II spicio n. 2
Dita n. 9
Carnario n. 13
Rjsurio n. 33
Dita n. 35
Geivasio Pire a. 5
DiU n. 99
Ditan. 111
Dita n. 10
Travessa de Gervasio Pires n.
Hospital Pedro II u. 4
Coronel Lameuha n. 34
Dita n. 27
Dita n. 29
Travess no Veras n. 15
19
22*700
9*530
550
2*640
2*640
2*640
2*670
2*640
14*740
2*640
4*760
2*640
5*920
2*640
17*380
2*640
4*360
2*010
4*760
t*640
*170
2*640
8*060
20J880
7*240
1*800
2*640
2*640
2*640
3*630
1*100
2*640
3*080
* 7206
4*620
3*080
2*640
15*700
6*820
6*140
53*880
4*460
30*340
2*640
7*950
7*460
2*640
8*'.60
2*640
*550
-'610
"2*640
2*640
2*640
10*580
10*100
2*640
2*640
2*640
2*640
2*640
2*640
2*6'0
2*640
21640
2*640
17*480
2*610
2*640
2*640
2*610
12*320
2*640
2*640
4*560
7*590
2*640
3*960
2*640
2*640
2*640
2*640
2*64U
8i6
5*000
5*060
3*960
4*780
6*820
4*160
1*100
4*620
5*920
4*620
4*960
27*703
14*820
2*640
3*0S0
7*(r20
2*640
2i64<)
4860
2*640
5*280
2*610
2*640
1*100
17*380
2*640
2640
23*000
25*740
4*460
18*700
10*080
27*460
2*640
5*280
Leo Coroado n. 28 2*640
Barao de 8. Borja n. 12 2*640
Diu n. 22 2*640
Dita n. 35 7*560
DiU n 51 2*640
Travessa do Palacio do Bispo n. 25 1*850
Visconde de Goyanna n 77' 3*906
Recife, 27 de Dezembro de 1886.
O gerente,
J. Djtcnley Jnior.
Unio Federal Aboli-
cionista
Chamo a attenco dos que concorreram para a
sessao fnebre, reulisada no theatro Sa u Isa-
bel em 25 de Novembro ultimo, para o qnadro de-
monstrativo de re.-eita e sleapeza que val publica-
do na Provincia de hoje.
Recite, 29 de Dezembro de 1886.
Dr. Barros Sobrinho,
______. SecreUrio.
Instituto .lreheologleo geogra
phlco Pernambncano,
Quinta feira 33 do corrente, hora do costme,
havr sesso ordinaria.
Secretaria do Instituto Archeologico e Geogra-
phico Pernambncano, 28 de Dezembro de 188'5.
Baptista Regueira,
1* secretario.
Correio geral
Malas a expedirse hoje
Pelo vapor Cear, esta administraco ezpede
malas para os portos d nerte, receben.lo impres-
eos e objeclos a registrar at 2 horas da tarde,
e cartas ordinarias at 3 horas ou 3 1/2 com porte
duplo.
administraco dos correios de Pernambu 29
de Dezembro de 1886. O administrador,
Affomo do Reg Barro.
Monte de Soccorro
Pernambuco
Conilnuac do lello
Nao tends nido possivel concluir-se hoje (28) o
leilao de joias efectuado neste estabeleciinento
por intermedio do agente Martn, contina ama
nha (29) o refe/i lo leilo pelas cautelas restantes.
Reeife, 28 de Dezembro de 1886.
Fclinto D. Ferreira Coelhn,
Gerente
Estrada de ferro de
Ribcirt- Bonito
De ordem da directora sao convidados os se-
ntares accionistas a r< colherem no London & Bra
silian Bank, no praso de 60 dias, a contar de
hoje, a terecira entrada de 10 "/o do valor nomi-
nal de suas accoes.
No escriptorio da empresa sero distribuidas
Dlos senhores accionistas as suas acedes, median-
te a ezhibico das caatellas dos recolhimcntos da
1*, 2 e 8a entradas. Recife, 5 de Novembro de
1886.O gerente,
Hypolito V. Pederneiras.
Servido de vaccioaco
Da ordem do Sr. Dr. inspector dn hygiene, faco
pblico que ficam designados os dias de segunda e
quarta-feira de todas as semanas s 10 horas da
manha para ter lngar o servico de vaccinacao na
I inspectora de hygiene ra do Bario da Victoria
n. 32, 1. andar, para onde foi transferida a mesraa
reparticao.
Inspectora de hygiene de Pernambuco, 24 de
Dezembro de 18S6.
O secietario,
Guilherme Uaarle.
Lotera de 4000 conts
COHP.mXIII.l D NKGI'RON
NORTHERN
de Londres e Aberdeen
Poslce Onancelra (DezemDro 1**5)
de
A grande lotera de 4000 cootos, em 3 sorteios,
fica transferida para o dia 14 de Maio vindoura,
impreterivelmente, nos termos do despacho do
Ezm. Sr. presidente, de hoje.
Tncsouraria das Loteras para o fundo de -
emancipaco e ingenuos da Colonia Isabel, 14 de I ,OMPANUAN
Dezembr do 1886.
O thesonreiro,
Francisco Goncalves Toi res.
Capital oubsciipto
Fundos accumulados
Becelta annual i
D premios contra fogo
De premios sobre vidas
Do juros
3.000,000
3.134,348
BU*
577,330
191,000
132,000
O AGENTE,
John. H- Boxioell
COMMEROOCIO m. SO 1 t.\l)tK
de Lista
AGESTE
Miguel Jos Alves
N. 7-RA DO BOM JESS-N.
Seguro mnriilaaoa e terreatrea
Ne.-tes ultimo a nica coTip.nbia nesta prai;a
que concede aos Srs. seguradla ise&p^ode paya
ment de premio em cada stimo anno, o ose
aquivale uo drsconto de ceres, : 15 por cecto e.-n
avor dos eecv.rados.
Lotera da Colonia babel
A 8 serie da 24 parte das loteras em favor
dos ingenuas da Coionia Isabel, acha-se esposta
venda.
Corre no dia 3 de Janeiro as 4 horas da Urde.
Thesourariadas loteras para o fundo da eman-
cipaco e ingenuos da Colunia -Isabel, 23 de De-
trmbro de 1886.
O thesoureiro,
Francisco Goncalves Torres.
Banco de Crdito Rea! de Per- COMa 6 IrS MtS il
Becifs i IM 6 Bil'irilg
naniiiuco
No sortcio a que se procedeu n'este Banco em
data de ho.item (23), pira o resgate de 122 le-
tras hypothi'carias das que esi-tem em circulayao
(Ia serie), designou a sorte as de nmeros seguio
tes :
Estas letras serio pagas pelo Banco a contar
do primeiro dia til do m- z de Janeiro de 1887, e
quer sejam ou nao a presentada., nao vencerlo
ina8 juros depois de 31 l.j correte.
Em virtude da deliberac.ajdo Banco serao pagas
c im o premio de 100 a de n. 3,6501* sorteada,
O m o de 50 a de n. 4,9562a so'teada, com o
de 3CJ a de n. 1,7443a sorteadaa etm o de
10a cada urna as de ns. 528, 1,667. 2.499, 3,419,
3,566, 6,566 e 6,738.
Kecite, 24 de Dezembro de 18S6.
O gerente,
Joao Fernandes Lopes.
Para Porto-Alegre, Amorim Irmoa & C. 1,240
vo.uiiks com 99,703 kilos de assucar branco e 490
barricas com 39,513 ditos de dito mascavado.
Nj lugar portugus Temerario, carregaram :
Para Sautos, P. Carneiro & C. b\0 casco j com
46,500 ltroa de agurdente, 3,300 saceos com
198,000 kilos de sssucar branco a 3,200 ditos com
192,OUO ditos de dito mascavado.
= No vapor naeional Cear, carregaram :
Para o Para, P. Alves & C. 40 barricas com
1,600 kilos de assucar refinado ; F. A. de Aseve
do 200 barricas com 11,689 kilos de assucar bran-
co ; E. Birbosa 300 barricaa cm 18,325 kilos de
assucar branco P. Carneiro & C. 5 pipas com
2,100 li:ros de agurdente.
Para Maoos, H. Oliveira 50 barra com 4,800
litr<8 de gurdente e 100 barricas com 5,580
kilo de assucar branca ; F. A. de Azevedo 15u
barricas com 8,961 kilos de assucar branco; Amo-
ros Irrr.os & C 40 barra com 3,840 litroa He
agurdente ; P. Alvea He. C. 10 barra coto 960
litros de agurdente e 20 latas com 300 kilos de
Smear refinado.
t';.r Maranhao, G. Secna & C. 200 saceos com
12,utX) kiloa ue inilh...
No lugar nacional Sarah, carregaram :
Para o Para, B. Oliveira & C 12 pipas com
5,760 litros de agurdente ; Baltar Irmaos & C.
14 duzias de vassouras de piassava.
MOVIMIENTO DO PORTO
Navios entrados no dia 28
Rio de Jaueiro e escala8 das, vapor naeional
Cear, de 1,999 toneladas, commandante Gai-
Iherino Pacheco, equipagem 58, carga varios
gneros; a Visconde de Itaqu do Norte.
Baha16 diae, barca norueguense Ama, de 324
toneladas, capito A. C. Bie, equipagem 9,
em astro ; aH. Lundgren & C.
Aracaju' e escala 5 dias, vapor nacional Jagua-
ribe, de 312 toueladas, commandante Antonio
Mara Ferreira Baptista, equipagem 30, carga
variue generoa; 4 Companhia Pernambucana.
Navios su Indos no mesmo dia
New-YorkLugar inglez Duaure, cupitao David
Neuzier, carga assucar.
VAPORES ESPERADOS
Ns. Ns Ns. Ns.
33 1.987 3.819 5.871
137 2.023 3.985 5.901
159 2.025 4.122 5.948
205 2.325 4.149 5.982
283 2.333 4.272 6.0
452 2.342 4.393 6.152
5H 2.345 4.441 6.187
581 2.476 4.571 6-374
814 2.495 4.582 6.475
819 *.!; 4 592 6.532
840 2.591 4.649 r. r. ni;
877 2.594 4.625 6.731
892 2 715 4.661 0.93
1.230 2.830 4.706 6 951
1.305 2.b90 4.752 6.983
1.320 2.9SO 4.786 6.998
1.342 3.032 4.800 7.024
1.348 3.186 4.894 7.064
1 404 3.209 4.935 7.138
1.428 3.361 i U5<; 7.200
1.435 3.403 5 262 7.364
1.518 3.419 5 317 7.494
1.565 3.50-2 5.343 7.798
1.581 3 5G 5.384 7.828
.;? 3.608 5.419 7.858
1.672 3.639 5.424 7.862
1.697 r. 5.461 8.145
944 3.662 5.510 8.168
1.8?4 3.735 5.674 8.201
1.923 3.771 5.676
1.982 3.806 5.794
Cearense de New-York hoje
Stefanie de Trieste Janeiro de 1887 hoje
Ville de Macei do sul a 1
Finan* do sul a 3
Niger da Europa a 3
Mandos do norte a 3
Euclid de Liverpool a 5
Sully do Havre a 6
Bahia do sul a 7
Allianca do New-Port-Newaa 1
Ville de Santos do Havre a 9
Tren da Europa a 10
Pernambuco do norte a 13
Para do sul a 17
Aconcagua da Europa a 21
Niger do sul a 21
La Plata da Europa a 24
Cear do norte a 24
Pernambuco de Hamburgo a 25
Espirito Santo do sul a 27
'Trtnt do aul a 2
Irmandade le 2*iossa ttenhora
do Terco
A mesa regeiora desta irmandade sob proposta
de seu digno procurador geral resolveu em sua
ultima sessao mandar dourar pintar e fazer ou-
tras limpeas (necessaras a decencia da igreja,
para o que sendo eucarre ado urna commissao de
seus membros convida ella aapesaoxs habilitadas
a apreaentarem suas fin postas em caita fecha-
da at o ultimo do corrente mez
O orcamente das obras se a cha em poder do
Sr. thesoureiro Antonio Soares Pinto, ra de Vi-
dal de Negreiroa n. 10 com o qual po :erilo oa pro-
ponentea entender-ae e entregaren) suas propostas,
que sero abertas em sessao da mesa regedora.
Secretaria da rmindade de Nossa Senhor.t do
Tere-, 28 de Dezembro de 1886.
O secretario interino.
Beato de Luna Mira.
Secretaria da Vcncra-
vel Orden) Terecira
do Seraphico Patriar
cha S. Francisco no
Recife, era 28 de De-
zembro de 1886.
De ordem do charissimo irmao ministro, convi-
do a todos os nossos eharissimos irmaos em geral
a comparecerem no dia de sabbadj Io de Janeiro
prximo futuro, pelas 8 horas da manb, em a igre-
ja de nossa veneravel ordem, afim de assistirem a
missa que se celebrar pela circumeisilo do Se-
nhor. Igualmente convidamos a todos os Srs. can-
didatos approvadoa para entrarem de irmao e aos
nossos eharissimos irmaos novicos approvados pa-
ra pr fessarem, a comparecerem as mesmaa horas
para realisarem suas entradas e profissoes. Faze-
inoa publico que desta data em diaute daremos en-
traas e profissoes em todos oa domingos e das
santificados s 8 horas da manh aos que estive-
rem approvados para estes fins.
Arthur Augusto de Almcida,
Secretario.
*:tot asa de Misericordia do
Recife
Por esta secretaria sao chamados os prenles
ou protectores das menores abaizo declaradas,
para at o dia 31 do correte apresental-ao no
collegio das orpbSs, atim de serem ah admttidas,
visto serem as primeiras inscriptas no respectivo
quadro :
1 Alice, iilha de Marianna Pires de Souza.
2 Ermelinds, dem de Francisca Mauneia de
S.-na.
3 .Mara, dem de Antonia Marcelina de Oli-
veira.
4 Julia, idem de Josepha V. Diuiz.
5 Arcelina, idem de Josepha Mara da Concei-
cio.
6 Mara, idem de Candida Olympia de Medei-
ros Araojo.
7 Marcionilla, idem de Mara Sopha do Reg
Barios.
Secretaria da Santa Caaa de Misericordia do
Recife, 16de Dezembro de 1886.
O escrivlo-,
Pacro Rodrigues de Souza.
Banhos de Olinda
Em vista de reclamacilo de varios frequentado-
res dos banhos salgados d possbilitad'ts dr. jnm actualineute morar caquella
cidade, resolveu a dreetor-: desta cotipanhia,
crear urna asaignatura ineusal especialmente para
os banhistas, dando dreito a umi viagein redon-
da por da, medianta o pagau-.ento ae 10000.
Assignatura qu coinecarA a vigorar do dia 1 de
Janeiro de 1887 at segundo aviso ; sendo que,
para inaior vantagem ser expedido desse d'"a em
diante um trein extraordinario sahndo da ra ila
Aurora s 5 horas da madrugada, parando apenas
us estacoes em que existireui assgnantes, e vol-
fund na meaina conformidade s 7 horas, de Olin-
da. Os senhores banhistas te.i tumbern o direito
de ir pelo trein ordinario ds 5 1/2 do Recife, as-
sim como de voltar pelo trein ordinario das 6 1/2
'le Olinda ; sendo que nos trens extraordinarios
eera> tambem admttidas as pa'S-.geus avulaas da
1 classe di nossa tabella.
Escriptorio da companhi, 21 Je Dezembrj de
1886.O gerente.
A. Pereira Simoei.
The so orara de Fa-
zenda
De ordem do Illa?. Sr. inspector, avsa-se aos
interessados, que a partir de hoje at 31 do cor-
rente, pagase nesta rcparticSo a segunda qun-
zena do met de Junho, exercicio de 1885-1886, s
castureras do Arsenal de Guerra, qua trabalha-
ram na mesina quinzena.
Thesouraria de Faz<-nda de Pernambnco, 27 de
Dezembro de 1886.O secretario,
Luiz Emydio P. da Cmara.
Companhia de EdiOeacOes i
O escriptorio desta!
companhin acha-se in-
stalado no larg*o de
Pedro II, n. 77 pri- i
metro andar conser-
vando-se aberto das 9
horas da manh s 5 da
tarde, em todos os dias
uteis.
Incumbe- se de con6-
truccoes e reconstruc-
es.
Recebe-se informa-
Qes acerca de terre-
nos na cidade e subur-
bios, e a respeito dos
quaes queiram os res-
pectivos donos fazer
negocio.
No mesmo escripto-
rio se encontraro as
amostras dos produc-
tos da olaria mechani-
ca do Taqiiarj, pro-
priedade da mesma
Companhia.
|mpebiai.
DE
SEGUROS CONTRA FOCO
EST: 1803
Edificios e mercadoria*
Taxas baixas
Prompto pagamento de prejuizos
CAPITAL
Rs. 16,000:000*000
Agentes
BROVVNS & C.
N. ^ Ilua do C'/mmercio N. 5
CONTRA FOGO
Flic Liverpool & London k Glob
INSURRANCE GOXPANY
&G.

Companhia de Seguros
martimos e terrestres
Estabelclda em 1455
CAPITAL 1,000:000*
SINISTROS PAGOS
At 31 de dezembro de 1884
Harilimos..... MiO:000$000
Terrestres,.-
16:
4*Ra do Commerelo
[If
COXTR1 FOGO
Nortb British & Mercantile
CAPITAL
t:OOO.OOo de libras sterllnas
A GEN JES
Adomson Ilowic & C.
MRTiHOS
The IS&BMSSG .)
0 paquete Finance
E' esperado dos portos do
sul ate o dia 3 de Janeiro
depois da demora neceesari
seguir para
aranho, Para, Rarbados, *
Thomaz e \e\v Vork
Para carga, passagens, e encommendas tracta-
se com os
AGENTES
0 nw Allianca
Eapera-se de New-Port-
News, at o dia 7 de Ja-
neiro o qual seguir depois
da demora necessaria para a
SEGUROS
MARTIMOS CONTRA FOGO
Companhia Phenli Per-
nambncana
Ruado Commercio n. 8
acendn and Rraslllan Ra
Umited
Ra do Commercis n. 32
-acca por todos os vapores sobre as ca-
sas do mesmo banco em Portugal, sendo
em Lisboa, ra dos Capellistas n 75 No
Porto, ra dos Inglezes.
Baha, Bio de Janeiro e Santos
Para carga, passagens, encommendas e dinheiro
frete, tracta-se com os
AGENTES
Henry Forster i C.
N. 8 RUADO OMJwEKlO N.~8.
/ andar
Companhia Dahlana de navega-
cao a Vapor
Macei, Viila Nova, Penedo, Aracaj,
Estancia e Bahia
0 vapor Caravellas
Commandante Rabetto
Segu impreterivel-
inente para os portos
cima no dia 30do cor-
rete, as 4 horas da
tarde. Recebe carga
nicamente at o 1/2
dia do dia 30.
Para carga, passagens, encommendas e dinheiro
a frete tracta-se na agencia
7Ra do Vigario 7
Domingos Alves Ma heos
co
I \MIII CEU 1HO.SA5.I:
RES HAIIITIHKN
LINHA MENSAL
0 paquete Niger
Commandante llaule
Espera-se da Eu-
ropa no dia 3 de
Janeiro aeguin-
do depois da de-
^^ pgmora do costume
^5-J^ a^^^a^MP^^para o Rio de Ja-
ro, tocando na
Rahla
Lembra-ae sos senhores passageiros e todas
as classea que ha lugarei. reservados para esta
agencia, que podem tomar em qualqner tempo.
Previne-se ao ssenhores recebedores de merca-
dorias que s se attender as reelamaedea por fal-
tas nos volumes que forem reconhecidaa na occa-
aio da descarga.
Para carga, passagens, encommendas e dinheiro
afrete: tracta-se com o
AGENTE
iugoste Lab He
9 RA DO COMMERCIO-9
i
(
t
i
i

i

i!
/
A

lifllH I


COIIPAXHIA PBBSIA1BIC1S*
DE
navega?o Costelra or Vapor
P0RT03 DO NORTE ,
\f*arghyba, Natal, Macu, Mossor, Ara-
caty, Cear, Acarahu e Camossim
O vapor Jaguaribe
Commandante Baptista
Segu no d!a 5 de
Janeiro, 4s 5 horas
da tarde. Recebe
.rga at o da 4.
neominendas passagens e dinbeiros a frete aj
AsShoras dataidedidia da sahjda.
ESCRIPTORIO
Cae da Companhia Pumambwaua
_________________n. 12
CilAKGElBS REUNS
cao a Vapor
Linha qumzen.il entro o Havre, Lis-
oa, Pernambuco, Baha, Rio de Janeiro e
Santoa
e*xfa-fclra, 31 do correte
.4 11 horas
O agente Gusuiu autorisado por mandado do
Ezm. Sr. Dr. juiz de dir.-ito do commercio e a re-
querimento do Dr. carador fiscal da masan fallida
de J. C Levy & C., levar a terceiro atrille, com
assistencia do mesmo juiz, a armaco, mercado-
ras, cofre inglez e utensilios existentes na phar-
macia cima referid, pertencentea mesan mas-
sa, podendo ser examinado o mandado em poder
do mesmo agento.
71 ileHn
Espera-se dos nortos do
sul at o dia 2 de Janeiro
seguindo depois da indis-
i penaavel demora para o Ha-
vre.
Conduz medico a bordo, de marcha rpida
e offereco excellentes coinmodos e ptimo passa-
-o.
As passagens poderao ser tomadas de anteuao.
Recebe carga encommendas e parsageiros para
os quacs tera excellentes accommodacoes.
STEAMER
Sully
' esperado a Europa
n i dia 6 de Janeiro, se-
gumdo depois da indispen
savel demora para a Ba-
ha. Rio de Janeiro
'e Manto.
Roga-se aos Srs. iir.portaclures de carga p.'los
vapores desta linha,qneiram apresentar dentro de 6
das a contar do da descarga das alvareng;. |usi-
qaer reclamafSo ccnccrnente h volumea, qas po-
Tutura tenham seguido paraosportos do sul,aun
dse podercm dar a tempo as providencias necea-
-sariaa.
Expirado o referido pntse a companhin nao se
-rospousabilisa por extravos.
Recebe carga, encommendas e passageire pars
M quaes tem excellentes accomodacoes.
.Augusto F. de Oivera & C.
.*iB-;vri5
46 RA DO (X)HMERUO -46
Para
Agente Pestaa
Boro emprego de capital
2 Leilo
e I tajwrtantes si*jM^2 casas terreas e '2 ter-
renos jaortMateates aa^naJRlio do Butajto portuguez
fL.*L:i* da Silva Pontee Guimaraes :
O agaaste Pestaa aatorisado pelo Exm. Sr. Dr.
juiz de direito, de orphos e ausentes e a requeri-
uiento do Illm. Sr. Vicente Nunca Tavares, eucar-
regado do Consulado de Portugal vender em leilo
com assitencia dos meamos senbores.
TERCA-FEIRA, 31 DO CBRENTE
A's 11 horas
No armazem e agencia do leudes da ra
- do Vigario a. \2
O segninte :
Um exeellente sino ua esliada de Bclm, n. 7,
terreno proprio com 300 palmos de frente, e 560 de
fundos com diversas arvores fructferas, b >a casa
de pe ira e cal medindo 30 palmos de frente e 66
de tunaos, commodos pura grande familia, qui.rtos
para criado, estribara e cacimba com boa agua de
beber, ailiando-se alugadii pela qqunr.U de 4005
p r auno, ser viuda de base a offerta ubtia n > pri
meiro leilao de 1:510*000.
Um dito com terrenos para montar urna exeel-
lente engenhoca, j pela grande extencao j terre-
no e fcrtilidade do mesmo, no lugar denominado
Safgadmhj n. 12, com 756 metios sob 582 a ea-
cootrar a nnrgniu direita do rio de Ieberibe e pelo
leste com o sitio Oilio da Agoa, por urna recta que
partiodo da porteira vai encontrar os trilbos urba-
nos do Recite a CHinda com urna exeellente e
grande casa de vivenda, lugar magnifico para crea-
5o de gado, terreno foreiro Santa Casa de Mi-
sericordia do Recife, ach se alugada por 400,1
por anno.
Um terreno com 232 palmos de frente, foreiro
Santa Casa de Misericordia do Recife, na estrada
de Belui, dividindo ao norte com trras de .Vllria
Felippa e ao sul com a primeiru ra projectada.
Um dito com 166 palmos de trente e tambctn
600 de fundo, frente para a estrada de ferro an-
nexo ao terreno cima, foreiro Sunta Casa de
Misericordia.
Urna casa terrea de pedra e cal em Afosados
com 1 porta e janella de frente, ao lado esquerdo
da igreja de N. S. da Paz, ou ra do lom (Josto,
n. 17 tendo 2 salas, 1 quartos, cuainba fra, ca-
cimba, quintal murado, e quarto para criados, da
qual inquilino o Sr. Joo Cancio Tavares de
Uliveira.
Urna dita a roa de S, Pedro Martyr, na cidade
de linda, n. 100, com 2 portas e 3 jmellas de
frente, 2 salas, 1 gabinete, 5quartis, cosiuha fra
e quintal murado, acba-se alugada eem perfeito es-
tado de conservaco ; para qualqucr informaco
com o agente Pestaa no meaino armazem.
Clfll!
Scm dicta csein modifi-
cares de costantes
Laboratorio central, ra do Viconde i.
Rio Branco n. 14
Esquina da ra do Regente .Rio de
* Janeiro
Especficos preparados pelo phar
maceulico Eugenio Marques
de Holianda
Approvndos pelas juntas de bygiene da Corte.
Repblicas do Prata e academia de ndaitria df
Pariz.
Elixir de imbiribina
Restabelece os dyspepticos, facilita as diges-
toes e promove as ejeeces difficies.
Vinho de ananaz ferruginoso e quinado
Para os chiero-anemicos, debella a hjpoemia
intertropical, rtconstitue os hydropicos e beribe-
ricos.
Xarope de flor de arueira e mutamba
Muito recommmdado na bronchite, na hemor-
tyse e as toases agudas ou clironicas.
leo de testudus ferrugihoso e cascas de
Jaran jas amargas
E' o primeiro reparador da fraqueza do orga
nismo, na fysica.
Pilulas ante-peridicas, preparadas com
pererina, quina e jaborandy
Cara radicalmente as febres intermitientes, re
mittentcs e perniciosas,
Vinho de jurububa simples e tambera fer
ruginosc, preparados em vinho de caj
Efiicazes as inflamma^oes do figado e bac.
agudas ou ebronicas.
Vinho tnico de capilaria e quina
Applicado noa con va lscenlas das parturientes
urtico antefebril.
Francisco Manoel da Silva & C.
RA MRQUEZ DE OLINDA-
Ania de leiie
Precisa-se de urna
boa ama de leite; nc
3o andar do predio n.
42 da ra Duque de
Caxias por cima da tj-
pographia do Diario.
NA
Livraria Coras
DE
M
O brigue nacional Sarah, tendo a maicr parte
d carg engajada, segu para o porto cima at
4 do crrente impreterivelmeote. Para alguma
Jarga que Ihe falta, tratase om oa toosignata-
Pcmseca Irmaos 6 C.
Para Pelotas
Seguc com toda a brevidad para o portj cima
a patacho tiorueguense Byfoged Chritlie, por ser
miior prte da carga < ui;ji'l i : para o resto
rau-aecom W. W Robilhard.
liecife, 23 de Dezembro de 1886.
AVISOS DIVERSOS
LtLOES
tuma feira 30 do corrale
Deve ter logar por intervenco do kgente Pioto
: leilao de 334 toneladas de carvo de pedra em
ions lotes em tre:te Aseociafo Commercial.
Leilo
Precisa-se, para a provincia do Cear, de
urna criada p.rtugueza on allema, que sirva para
tratar de enancas ; a tratar na praca de Pedro
II n. 75, 1- andar.
Alaga-se o 1" andar e soto i ra do Coro-
nel Suassuna n. 278, com commodos para grande
familia, caisdo e pintado de novo, com agua e gaa;
a tratar no Chora-meninos com Jos Antonio Mar-
ques, si'io junto a capella, ou na ra do Commer-
cio n 40, armazem.
Precisase de urna boa cosinheira, para casa
de familia, e que durma em casa ; a tratar na
ra do Carao da Victoria n. 39, loja
Al jim se o 2 andar da casa n. 8 ra da
Imperatriz, txcellente morada ; traia-ae ua ra
do Imperador n. 61, 1- andar.

vi'..
v.
s3;3
D. lalina
lonleiro de fuelros
Pelxolo
Luiz Leopoldo dos GuimarSes Peixoto e seus
filhos, Libamo Lopes Moreira, Francisco de As-
sis Fernahdes Vianna, O. Antonio de fadua Pei-
xjto de Albuquerque e seus filhss, D. Candida
Peixoto de Albuquerque e seu filho, Philomeno H.
dos Guimaraes Peix to e L. Anna dos Gnimares
Peixoto, marido, filos, irmos, cunhados e sobri-
nhos da finada D. Idalina Montciro de Queiroz
Peixoto, agradeeem do intimo d'alma s pessoas
que se dignaram de acumpanhar os seus restos
mortacs ultima morad i; e de novo convidam
aos seus parentes e amigos a assistirem as missas
que pelo eterno repouso de sua alma mandan-, re-
sar na quarU-feira 29, s 8 1/2 horas da manh,
na matriz de Santo Antonio, e desde j agrade-
eem este outro acto de religio e caridade.
da armacao, balan,a, pesos, medidas, canteiros,
^indieiros, e"canamento de gaz e diversas garra-
*s vas as, existentes na taverna sita ra da
'-'alma n. 71, com garantas das chaves.
tuarfa fera. 99 do corrate
A's 11 horas
POR INTERVENCO DO AGENTE
Gusmao
Aluga-se o 9- e 3- a idar na ra do Barao
da Victoria n. 52 ; a tratar na mesma casa, no
1- andar.
O abano asaigoado fai sciente ao respeita
xel corpo commerci I que comprou ao Sr. Joao
Goncalves Souza Beirilo o seu estabelecimento de
")e unia.caixa" com espartilhos avariados,! bilbar, livre e desembarcado, ra Duque de
viodos pelo vapor Iherezina, por conta Caxias n. 34. Recife, 30 de Deaembro de II
Leilo
Aluga-se casas a tt^OU no becco dos Coe-
ihos, junto de 8. Goncallo : a tratar na ra dk
Imperatriz u. 56.
Precisa-sc de urna ama para casa de pouca
familia ; na ra dos Martyrioa n. 15S.
Recebe-se encommendas de pastis para os
das de Natal, Anmo Bom c Res, e faz-se com
perfeicao D de'.icio-'O petisco vatap ; na ra da
Matriz da Boa-Vista n. 3.
e risco de quera pertencer.
4)ninta feira. SO do correte
A's 11 heras
-Va na Estreita do Rosario ;i. 14
Agente Modesto Baptista
ferceiro e ultimo leilo delin.iivo
.Jo aotigo hotel e hospedara, denomioado
Eetreila do Norte, eito ra de Thoro
de Souza n. 8, antigo becco da Lin-
gueta
A retalho ou a vonfade dns compradores, cora ga-
ranta das chaves
tilinta feira. SO de Dezembro
A's 11 horas
Canutando :
la arenaco, balcao, 1 grande tanque de ferro
nara deposito d'agua, cama franceza, marquezo,
ramas de ferro, ditas de lona, duas grandes mesas
jmu tampo de podra, ditas redondas, espelbos,
qaadros, relogioa de parede, eommoda, bocas, be-
;il ros outroe objectes.
Por ititervencao do agente
Gusmao
Juao B. da Silva Guimaiaea.
Precisa se de urna ama nao moga p o-
sinbar e mais servicos domsticos de urna de
familia de duas pessoas ; a tratar no caes a-
mos n. 26, andar.
Leilao
.!> 334 toneladas de carvao de pedra, car-
regamento do brigue norueguenae Alkor,
sendo 154 toneladas de carvao de Car-
diff e 180 patente.
Quinta feira, SO do corrate
A's 11 horas
Em frenta a Associagao Commercial
I) agente Piato, levar a leilao, a requerimento
} Reis & Santos, e pof despacho do Exm. Sr.
J)r. juiz de direito especial o commercio. todo o
2rw>gamento do brigue noruegu;n>e Alkor, tal
qual se acha a bordo do mesmo navio tundeado
'este pirto; sendo que o fita carvao fo arres-
tado a Compnha The Central Sugar Faetones
Brasil Limited.
O referido leilo ter lugar s 11 horas do dia
fj do corrente, na sala da entrada da Associaco
Cosnaercial Bt-neticente.
Agente Pestaa
Leilo
De iiii bilh r de Jacaranda com
. pertenec*, ntu piano de Ilion
de. mesa elstica e ontros mo-
vis e vldros que sero vea
dulos para fechamentod econ
as.
tieseta-feira 31 do corrente
Ao mel dia
Ra do Vigario Teoorio n. 12
ATTEJipAO
Avisamos aos nossos freguezes que re-
cebemos da Europa pelo ultimo vapor, um
esplendido sortimento de chapeos de sol
finos, elegantes e muito modernos para ho-
mens, senhoras o criancas. Os chapeos
para criaoca, pela sua elegancia estao apro-
priados para presentes: occasiao dos
padriohos comprarem um para offereccrem
aos afilbados em regosijo ao anoo novo.
Est* acreditado estabelecimento, tem
augmentado o seu conneito devido sin-
ceridade. capricho em s> rtimento e traba-
Iho ; os seus proprietarios estiveram muito
tempo as primeiras fabricas do Porto e
acham-se habilitados para executarem qual
qurr trabalho.
15-RUA DO BARAO DA VICTORIA-15
Jom Ferreira A C.
Antonio Perelra Sampaio T8
_ Jos Mues Teixeira, genro do finado, e Anto-
nio Jos Ferreira Refinador, stu especial amigo e
testamenteiro, agradeeem todas as pessoas que
lhes fieram o caridoso obsequio de acompanhar
os restos mortaes ao cemiterio publico ; e de novo
os convidam para a missa do stimo da, juc ser
celebrada no convento do Carmo no dia 29 do
corrente, s 7 1/2 horas da manh.
Largo do Conselheiro Saldanha Marinho n.
4, antigo Matriz do Santo Antonio
i'i;it\initt tu
os
INVISIVE1S DE IISIIOA
GRANDEROMANCEEM 6 VOLUMES
OniOINAI, "K
Gervasio Lobato &Jay-
mc Vctor
Desenhos de Mamue de Macodo
Executadospelo novo processo Ignio Eberle
e pelo processo Gillot
Puulic&cao nemal por niiiimt*
ISSOII ri'is cada um
O Io VOLUME DISTBEIBUIE-SE-HA EM 1 DE
JANEIEO DE 1887
O que o romanee
Os InYiMlvelN de Mohoa um romane*
on ie se estudam e descrevem com verdade acou-
tecimeotos notaveis, typos, costumes, e o viver in-
tima as differentes regioes da cociedade portu-
guesa e braseira, estreitamente ligadas pelos
mesmos lacos de sangue e de familia, sem que to-
dava deixe de ter tedus os attrativDs do romance
verdadeiramente popular.
Pela amplitud da accao e su i c implicada ur-
didura o novo romance abracar esses dous pai-
zes que fallam na mesma lirgun, vivem como ir-
mos e se coadjuvam como amigos. E pelas pa-
ginas das seus captulos o publico hrasileiro ver
desdobrar se as rideutes paisagens d'esta adora-
vel regiao da America, personagens e costumes
seus eonhecidos, de todas as classes, de todos os
grupos, desde a vida servil da roca, na provincia,
at a vida confortavcl da chcara, na corte ; ten-
do demais occasiao de conheeer pelo cstudo d'a-
prs nature que d'elles se o&erecw os costumes, os
typos e a sociedade em Portugal.
Alm d'estas qualidades excepcionaes que apre-
senta o romance O* In Iniweia do l.islton
outras verdadeiramente importantes despertaro
a attencJlo dos seus leitores. Sem deixar de at-
render a tudo quanto r. qaer urna obra litterana,
nSo se preoecupar, porm, com principios de es-
colas, e ter apenas em vista toros r-se excessiva-
meate popular, ao alcance de todas as inteligen-
cias e de todos os paladares, com um assumpto
extremamente enredado, scenas palpitantes, s-
tuaces imprevistas, tende sempre fia e presa a
attcncAo do leitnr em teda a sua acedo, ora com-
movente e altamente dramtica, ora humorstica e
cortada de episodios cmicos.
On InaiNlveia sero como que a historia
dos crimes mais notaveis dos ltimos lempos, oc-
corndos e n Portugal e no Brasil, todos os elci-
tos nefastos e trgicos de uma sociedade terrivel,
que preoecupa todos os espiritas e vastamente se
ramifica pelas capitaes dos dous paizes. E' nm
romance de sensacao, a que a verdade das perso-
nagens e dos acontecimrutos Jar um grande in-
teresse.
AU BON MARCH
8XRua Duque de Caxias1
PARA ACAB4II
Ter um;i pequea Testa o frepez que atingir e pslo de 3$

Approxiinande-se o fim do anno e deso-
jando apresentar aos nossos bons e benvolos
freguezes um sortimento completamente novo,
liquidamos a pi egos baratsimos uma grande
variedade de artigos e teeidos de seda, la,
linho e alguns cortes de casemira, ditos em
pcas,algodocs,madapo]oes, toalhas felpudas
para rosto c bauho e muitos outros artigos
que nao dcixurao convir.
Costumes de exeellente fazndas para
senhoras 10$000.
Ditos ditos ditos para homens 85000
Ditos ditos ditos para crianzas 5|1000
Eaa PriBro le Marco. 20
JUNTO DO LOUVRE
O. Jiiiiniia Crrela de Olivelra
Andrade
Antonio Vieira da Rocha, summamente grato
anda memoria de D. Joanna Crrela de Olivei-
ra Andrade, manda celebrar uma missa na ordem
terceira de S. Francisco, pelas 8 horas da manh
do dia 29 do corrents, pelo Revm. Sr. Fr. Augus-
to da Immaculada Conceico Alves, digno prega-
dor da capella imperial, e roga a todos os paren-
tes e amigos daqoella veneravel senhora, o obse-
quio de honraren) com sos presencas este modes-
10 acto de caridade e religiao.
Ajacio Lins e J. C. Chance convidam aos ami-
gos da finada O. Idalina M. dos Guimaraes Pei-
xoto para assistirem a missa que pjr alma da
finada mandam resar na matriz de Cabo, as 7
horas do dia 29.
Caixeiro
Precisa-se de um cixeiro de 12 14 ann:s,
com pratica de [averna e que d fiador sua con-
ducta ; na ra das Triucheiras n. 23.
MOLESTIAS
C0RACA0
Asma, Catarro
CURA CERT-A.
COM O BUTUOO DO
Terceiro leilo
Da importante pharmacia e drogara sita
raa do Barao da Victoria n. 2\ perten-
eote a massa fallida de J. C. Lery & C.
Grnalos Anttmoniaes
D PAPILLAUD
RiUtartt bwiTtl u Acaemij i: Mcdiciat n rsrfi.
pmaiM acia )>au t Hj|lim Briil.
thn-se exigir ubre cada Fntco o< nomsa dt
E.OUSNIER Se L. PAPILLAUD
Fhamacia Glf.O, 25, rM Conillitn, PiBIZ
Km l'ernambuco : Mil" I. da SttTi l C
Nicolao Machado Freir
Candida Mequilina Barroso, suas irmes e so-
bri->bo, ainda consternados pelo ufausto passs-
mento de seu sempre chorado esposo, cunbado e
tio, Nicolao Machado Freir, veem agradecer
todas as pessoas que se dignaram conduzil-o la, torre de igreja, caixas de
.-.
WMR E C E R' S
TRANSPARENT CRYSTALSBAP
(Sab o transparente cristalino)
recouliccido como o mais perfeito de todos 03 sabaos de toilette pelas suas
propiedades hygienicas, pelo sea aro.ua e pela sua larga duraQao.
1 ^;-p5:3 .- .) ;.rinci;.,.. Perfuuiaria, Farmacia'-, dea.
02
sua ultima morada, e pedir desculpa a aquellas
pessoas, que pela exeguidade de tempo, deizaram
de receber participaco, e convidam-as. e bem
assim aos seus parentes e amigos e aos do finado
assistirem as missas que por sua alma fasem
celebrar sexta-feira 31 do corrente, stimo do fal-
lecimento, s 7 horas da manh, na veneravel
ordem terceira de Carmo. Por este acto de re-
ligio e caiidade se confessara agradecidos.
Regulador da Mari-
nha
Este importante estabelecimento de re-
lojoaria, fundado em 1869, est funecio-
nando agora ra Larga do Rosario n. 9.
O seu proprietario encarregado da Re-
gulamentagao dos relogios: Arsenal de Ma-
rinha, Estrada de Ferro de Liraoeiro, Com-
panbia Ferro Carril de Pernambuco, As-
sociacAo Commercial Beneficente, Estra-
da de Ferro do Recife a Caxang, Estra-
da de Ferro do Recife a Olinda e Bcberibe
e Estrada de Ferro de Caruaru' ; cercado
de intelligentes e habis auxiliares, fazcon-
certos por mais difficeis que 8'jam, nao
s em relogios do algibeira, mas de pendu
msica, ap-
Haria Bernardina da Rocha
Leal
Antonio Ferreira da Rocha Leal e sua mu!h*r
Carlota Montciro da Rocha Leal, mandam direr
uma missa por alma ie sua cunbada e comadre, e
irm, Mara Bernardina da Rocha Leal, na ma-
triz da Boa-Vista, s 7 horas da marh do dia
30 do corrente, trigsimo do seu passamento;
convidam os parentes e migoa da finada assis-
tirem a mesma.
pBBjpjBMaaaaaffii iif Mara Baptlmla Fernandea
Bento Caetano Muniz Vieira, Manoel Caetano
Mua Vieira, Antonio Caetano Muniz Vieirs,
Jos Caetano Muniz Vieira, Rosa Mara da Con-
ceico, francisca Carolinda do Espirita Santo,
Maicionilla Joaquina Wanderey, Guilhcrmiua
Maria da Conceico, pai, irmos, tios e tas, agra-
deeem do intimo d'alma s pessoas de ana ami
zade e as da finada, o caridoso obsequi que fize-
ram de acompanhar os restos mortaes de sua sem-
pre chorada filba ; e de novo as convidam para
assistirem as missas do stimo dia do seu passa-
mento, que pelo et- rao descanso de sua alma,
mandam celebrar na igreja de N- 8. da Penha,
quinta feira 30 do corrente, s 6 horas da manh,
pelo qne desde j se confessam gretos.
parelhos elctricos e telegraphicos.
O mesmo acaba de receber variado sor
timento de relogios arpericaiioa que ven
de de 7$ a 20)$ do parede e de mesa, des-
pertadores de nikel.
. Aos seus collegas vendo fornecimeto em
grosso e a retalho : e aceita eucoramendas
para seu correspondente em Paris.
Acha-se bem montado nesto estabeleci-
nento um observatorio pelo qual regula to-
dos os relogios maritimos o t*retira.
Recebe asssignaturas para dar a boraCtr
ta desta cidade pelo telepbone n. 458.
Preyo CDmmodo
Em frente da seu estabelecimento se
acha collocado um relogio, cujos mostrado-
res poderao ser vistos pelos passageiros ds
Ferro Carril, tendo sempre a liora media
desta cidade determinada p<-las suas ob-
servajoes astronmicas.
Antonio Jos da Costa Araujn.
! CREME de VOGEOT
Sspenlalldade de Cussis
C'JUSTIN OEVLLEBECHOT
PIJ01T (COie-a'flr) granea.
1* Jtedalhn* nn fapoa/aflM d* }
nill 1S5S, 11(0. 181? (Enoslcaa OaiTeruO
DIJO 1IS5 (Mdalka di Hanra). 1863
LeiMES, H1C0I 1858 BOHEAX 1851. UlS
BOOIB 1855 BESUCO!, TROVES 1813
hpOiltirloSfBPernamfiuco :TrinelA di SILVA *C"
ftWWWaaAVWJWiai>J
ZS2
IWI lili II ti lili 1 1" 1 1 1 1 1 1 - Vf m. vr *_ .^ \
Chapeos e chapelioas
~ 36 MB.....PRACA DA NDEFBNDEIA.....36 A 40
zn
r&-
02
ep
zn
B. S. CARVALHO & C.
Proprietarios deste be-n conhecido estabelecimento pajfecipam
as Exmas. familias e ao publico em geral, que mensalmcnte recebem
das principaes casas em Paris e Manchester o que de melhor e de
apurado gos:o ha em chap:Iinas e chapeos para senhoras e meninas
e das primeiras fabricas de Harnburgo o que ha de melhor em cha-
peos para ii.mens e crianzas, e muitu* outros artigos concernentes
chapelaria.
Flores artrii'i:i-s p*ri oruarnt-nto
gis
Se
5SuO
-
es
TZ
se
G5

'.

2
5
GERAL
ALIAN PATERSON ft'C
N. 44Ru 1 do BrumN. 44
JUNTO A E^ f A(JA0 DOS BNDS
Tem para vender, por prc mdicos, u seguintes terragens:
Tachas til batidas e caldeadas.
Crivay3c. de Rodas de espora, dem, idem.
Varandas de farro batido.
Ditas de dito fundido, de lindos modelas
Portaad fernalha.
Bancos de ferro com serra cir> :;!ar.
Gradeamento para iardim.
Vapores de 'brea de 3, 4, 5, ti o H cavailos.
Moendas de 10 a 40 poegadaa (le paadora
Rodas d'agua. systema Lt-audro.
Encarregam-se le con^ertos, e asseataroento de machinismo o ezeeaitam quaJ-
trabalho com perfeicao e presteza.
r mam i

aqMaaaaMi


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IHario de Perm*iur>uco- guara-tcira 29 i


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>iLULAS
* TO0A5 OS USOS O
Purgante as Familias.
pW DcOCA'vEniCIA.UlUauiul>
MMMMl
P* LERY
Vende-se em toda a parte
Aluga-se
para reoolher algodao ou outro qualquer genero o
predio da ra da Moe >a n. 35 ; a tratar na ra
Prirneiro da Ma- co a. 20.
Alus
iga-se
o predio n. 140 roa Imperial, proprio para cs-
tabelecimento fabril : tratar na ra do Commer-
313 n. 34, com J. I. de Medoiroa Kego.
Aluga-se barato
Kua do Nogueira n, 13.
Ra do Calabouco n. 4, loja.
Travessa de S. Jos a- 23.
As casasda ra do Corme Suassuua n. 14!
Largo do Corpo Santo n. 13, 2." andar.
Casa da run do Tambi n. 21.
Tratfc-se na ra do Commercio n. 5, 1 andar
scriptorio de Silva (Juimnraes & C.
Alngft-se
o 2- andar da ra estreita do Rosario n. 32, tem
commodos para familia e tem agua ; a tratar na
ra da Imperatrii n. 16, 1 andar.
Aluga-se
o 2* andar e terreo do sobrado n. 35 travessa ds
S. Jos ; o 1- e terreo do de n. 27 ra de Vidal
de Negreiros ; o 1 do de d. 25 ra velha de
Santa Rita ; o 1 do do o. 31 ra estreita do
Rosario ; o 1 do de n. 24 rna do Aragao ; a
casa n. 35 ra da Viracio, todos limpos : a tra-
tar na ra do Hospicio 8. 33.
i ------------
Aliiga-se
urna sala propria pra escriptorb ; na ra do
Bom Jess ii. 38, 1 andar.
Ama
Precisa-se de ama cosinbeira para casa de pe-
quena familia ; a tratar na estrada nova de Ca-
tanga, no sitio do Hr. Val nca, on no escriptorio
d'este Diario. ________
Ama
Precisa-se de ama ama perfeita cosinbeira ; a
tratar na ra do Cabug n. 14, 1- andar, do mi o
dia is 2 da tarde.
Precisa-se ie orna ama pura coambar e negom-
mar ; na ra do Baro da Victoria n. 5, primeiro
andar.
Ama
Precisa-se de urna ama para coiinbar ; na tra-
vesea (ios Pires n. 5 (Geriquity).
Ama
Precisa-se de urna ama para cosinbar e ensa-
boar, que seja de idade ; no largo da Santa Cruz
numero 14.
Ama
Precisa-sa de urna rapariga para cuidar de nma
crianza ; na ra Real n. 20 (Casa Forte).
Ama
Precisa se de urna ama q; e saiba cosinhar ; a
tratar na rna Velha n. 75.
Costurar a fr anceza
Mine. Fanny Silva, cbpgada ltimamente de
BuenosAyres, participa s Exmr.s. familias qne
acaba de abrir o seu atelier ra do Imperador
n. 50, 1* andxr, onde aguarda as ordens das fa-
milias que queiraui honrar co ii sua confianca.
Tendo occupndo em Paria o lugar de 1* corta-
dora da casa Werth, no Rio de Janeiro, idntico
lugar na i creditadi rasa de modas Notre Dame de
Paris e em Buenos-Ayres no importante atelier,
na cidade de Londres, cha se habilitada a satis-
fazer s pessoaa mais dinceis de contentar.
Faz qualquer vestido, quer para bai'e ou pas-
seio, sabidas de baile, capas, pariessus, confec-
ciona rcupa branca, cnxovaes para casamento,
nfeita chapeos, etc. Recebe directamente de
Paris e Londres dicos.
Pilulas porgavas e depurativas
de Campanha
Estas pilulas, eui. preparacao puramente ve
ral, tcom sid> p'rnviis de 'Oannos sproreitada
com os rnelbores resultados us segumfes moles-
tias : affeccoes d-i idle e d-i figado, syphilis, b-u
beles, escrofulae, ehsgl s inveteradas, erysipelas e
. baa.
Modo de iimil ni
:no purgativas: tosur-ae de 3 a 6 por dia, be-
endo-se aps cada dos-: um pjuco d'agua adoca-
d, cha ou raido.
Como reguladoras : tnme-se nm piiula o jantai
Estas pilulas, de inveneSo dos pbHrmacenticot
Almeida Andrade & Filhos, teem veridictum dot
t se mais reccmmendaveis, por aercm um segu t
purgativo e de pouca dieta, pelo que poden, ser
asadas un fiama.
ACHAM-SE A' VENDA
"* drogara de Paria Kutirinho *
A1. BOA DO MARyUEZ DE OLINDA -41
Luz brilhante, sem Fumo
0LE0AR0MATIC0
Hygienico e Econmico
PARA LAMPARINES
MAETTS, BASTOS
Pernambuco
NUMERO TELEPHONICO : N 38
Agua florida. Extra hu a le flores bra-
sileiras pelo seu delicado perfume, suavida
de e suas propriedades benficas, excede
a tudo que oeste geneio tem rpparecirio de
mais celebre.
Tnico americano.- E' a primeira das
pi"eparac";:3 para a ionservadlo dos ca-
bellos. Extingue as caspas e outras mo-
lestias copulares, faz nasccr os cabellos,
impede que erebranquecam e tem agrande
vantagein de tornar livres ae habitantes as
cabecas dos qoe os usam.
Oleo vegetal- Compcso com vegbal
innocente, preparado p&ra amaeiar, for-
tificar e dar brilho aos cabellos.
Agua den'ifricia. Bxcr>lleiite remedio
contra a carie dos dente, fortifica as gen-
gives e faz desapparecer o roo b;.lito.
Vende-se as principaes casas desta ci-
dede e na fabrica de cieos vegetaes ra
da Aurora n. 161.
TELEPHONE N 33
Tricofero de Barry
Garante-se que faz nas-
cerecrrsccr o cabello ninda
aos roais calvos, cura a
tinha e a caspa e reraove
todas as inipnrszas do cas-
co da eabeca. Positiva-
mente irapede o cabello
de cahir ou ;lo cinbranquo-
cer, e inallivclmente o
torna espesso, aacio, lug-
iroso e abundante.
'''JOLAS-
Agua Florida de Barry
P:epara.la segroda a fonanla
c ?.:iiiil Btndi icio inventor am
i '. E' o nico perfume noraun-
ilo qne ter.i a approvac"toofficial de
ma Governo. Tem duas vezes
maia fragrancia qne qnalqncr ontrn
e domo doblo do tempo. E'wnito
maia dea, saars a nelieiORa. E'
:.mito mais un e delieada. E'
naifl permanciito e agradavol cu
l'-ni^o. E' dnnR man mais refres-
eaBta Do bonba e no qnarto do
|o*ntc.f> E' especifico contra a
| frouiidao e SeoiUdade. Cura aa
dores de cabeco, 0'J cansacos e os
iltsmaio.-:.
larope Je ViSa le Rener Ne. 2.
AKTS DE VBili-O. DEP0T3 DE VSAlr-H.
Cnra positiva e radical de todas as formasdo
Escrfulas, Syphilis, Feridas Escrofulosas,
Affecc5es, Cutneas e as do Conro Cabel-
ludo com perda^o Cabello, e de todas as do-
encasdoSangne^Figado, e Eins. Garante-sa
que pnrifica, enriquece e vitalisa o Sangu
e restaura e renova o systema inteiro. 0
Sabao Curativo de Reuter
Para o Banho, Toilette, Crian.
113 e para a cura das moles-
as da pelle de todas as especies
m todos os periodos.
tas
Deposito em Pernambuco casa de
Franeisco Manoel da Silva & C.
\ oorprecdi-nte e nunca vndo a eete mercado do
vinbo puro de. uva sem a mnima cotopoaicSo, de-
neminado
Maduro
proprio para ms ; escoIMdo pgprcialrnente pulo
socio na ultima viagero que fez aos lugares vinba-
teirrg de Portugal.
Chegon rauib"in o acreditado
Malvazia
vinho proprio rara constitmcofB debis, cspccial-
inrnte pin '; rioku qe .'anta ap-
provaco tea tido, p< uto de haver taita, demos
as ordens precitas afim de efargr-nca remes-
eas, tantas quuntus torca Deceasartas ara con-
sumo.
Recebemos teiBl
Criado
Precisa-se de um criado de 12 15 annss iJe
idade, qu<" saibi 1er e escrever alguma cousa, e
que d conhecimento de sua conducta ; na ra io
Bora Jess n. 28.
ostureiras
Precisa se de perfeitas, e boas corpinheiras, pa-
ga-so bom or 1> apresentar-os
nao estilado no ckso no atelier da ra de
Imperador n. 50, 1. andar.
em todos es vapores gementes novas de hortalizas ;
HS3m como :r-rfio de bicocrvilliaaie
-faias itu ludid.
Obras de vime
Nova remessa .m CESTAS PARA COMPRA.
Condeps o as&sfates
Balis para roHpa suja
Caefis c btrg&.
Pocas Mmn & C.
RU ESTKKITA DO ROSARIO S. 9
difitw Ms -mis %v.awejE*Affim'taa
coiuBEs aona
letro-S>aanatiao
Ditas "i dures staium i aoiiea*" uai u
ooBrwiiass
i mu mano i usT^ w mint*:
OsC0!J^RE8 Rf~l,coshetla hma-s
Je 28 zonas, su as nicooa-a prdser'io
reMmenU u c/tunc^i <*as COK VULSEtt
ajudmmdo mo mttmm> ttmpo a de/utefo.
Para evitar a* PoiatflflGGOf-B au Jmi'utqBeB. ..
-aajiartii'i 4 * SfttL'S*- /tarea 4a fahrirn .Tniratm so verinAero a
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> Rhoumatierno. Cancros, Boba6,lmplgens
etoda6a8 moles lian cfelenho sua origem
ra impureza do ya/igue devida a syphis.
WIO PABA BWkTP

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IjTedalba de honra
0 OIO CHEYRIER
4 detinlectado pelo Alcatrio,
tnico 9 bilumico, o qu9 multo
augmtnli ji proDritdMdes do
too.
0 OLEO de FIGADO
DE BACALAO FERRUGINOSO
u lia crtpitclo qu periclite
admin:ttrr o rerro m in-
Buz,- Prisdo de Veatre, atm
Incommodo.
DEPOSITO frl ea P1IIS
21 maFni-Ioiijrtr,ll
y-.-B RANGO. LOIRffc
tFERRUGINO^
chewm:
^^5Srrr^^'
DIPLOMA DE HONRA!
RKCE1TADO POK TODAS AS
Celebridades Medicas |
DA FRASCA EDA EUROPA
WOLESTiaS DO PEITO,
affecqOes escrofulosas I
CHLOROSIS,
ANEMIA, DEdlUOftDE,
TSICA PULMONAR,
BRONCHITES, RACHITISMO

~~-"*;\ lejci, He**--,Z
Vinho de Coca
DEPSITOS EM TOD.SS
PIIINCIPAKS PHARMACIAS DO SRA2
DOMESTIC
Sao reconheciaas ser as mah
elegantes, s mais durareis
em t'idos os sentidos.
n
circular com
os estylos, din
Para prcos, e
iiIu3tracoe8 de todos
yuto se
Domeslic Sewng Machine k L
NEW YOR, U. S. A.
n.O
PERFUMARA
PARIZ
Segredo a& Juvantude
LAFERHIRE
PARIZ
Segredo da Juventude
AGUA LAFERRIERE X4 Hl OLEO LAFERRIERE
Para o 7 ^w^ fl Para os Cabellos.
POS LAFERRIERE ^1 KJr ES3ENCIAS DIVERSAS
rara ttote. ^^^ B*"' Para o Lenco-
PRODUCTOS HYGIENICOS para conseriar a Belleza do Bosto e do Corpo.
nmMlnutn*i>A>ram*i".-FRA*****(.<1 -STl-VA*Ce as prinripaei Perfnmarias e Cabellcreiros.
Casa para alugar
O 2- c 3- Hiidar da ni lrpi do Sonarlo n. 37,.
etqoina dcfroiwe mi s- i, juntdi e pnialoa ; a
tratar i:< |iv;m> >ir,i Ierra f'rngr sao Co:itr.:l.
Especial
O mdbnr asauenr n finad-j que se fnbrics era
PirnHiribuce.
Joaqmiii ?a!gv>-iral fr C, roa Direita n. 22.
Te!epboi QuininadePelletier
ou das trez firmas
0 Sulfato de Quinina Pelletier
preferido por todos os mdicos, por
ser inteiramente puro,. contra as
Enxaquecas, as Nevralgias, os
Accessosde febre.contraasfebres
intermi'ctentes e paludosas, a
gota e raeumatismo.e os suores
Eocturnos. Caa capsula, da gros-
sura de urna ervilha.contm 10 centi-
grainmas de sulfato, e nella 14-6e
PELLETIEB.Estas capsulas tem^~v
acgo mais prompta e maisfraiEisu
segura do que as pilulas e\^S
confeitos, e engole.n-se mais fcil-
mente do que as hostias.
Deposito em PARIS,8,Rcd ^ivienne
0 as prinoipaes Pharmaciat e Drogaras
4os sniores dircclorcs de col-
legio
Offerecese urna pcaaoa habilitada para leccic-
.ar tacbyijraphia pplo -ystuna do prufrssor Se-
baatiSo Mrstrinh'), ao qual conseK'jio eatabele.er
regras que methidizassem o estudo, eui vista das
quaes garante proveitoao ii'Hiitniucuto.
Lfcciona tumben) particn rmente, podendo
qocm si- qnizer utilisar dos pus servicoa, deiiar
curta fech.ida imicreQada A A. M.. em ruo do Sr.
Euzebio. no nrmazem de msicas i ra do Impe-
rador n. 55.
Palseira
Das gleri a da igrija de Sania Rita rna do
Imperador, perdeu sa na noite do festa urna pul-
aeira de ouro, chata : gratifi(M-3e bem a quem
a entregar ra do Imperador n. 43, 2- andar
(collegic americano).
Gratificare
a quem achou um tobresudo de borracha na esta-
tu do trem na ra d Au;- ra < o quizer entregar
fi roa do Vipario n. 10. rmazem ; asaim como um
leque que fui p: rdido d Olinda Gfyanna.
Caixeiro
Pieeifa-M ie mo-
bados : i: tratar na ra Duqu>* de Caxias n. 30.

Vinho t'
lisri lian
PARA TIKGIB A
barba e os cabellos
Esta tintura ting^ a barbfi e os eabrToa ios*
tan;aoe>'.irier>!o, dando-lha uina bonita rdr<
e Datura), inofensivo o siu uso simples e
rpido.
Vfnde-se na BOTICA FBAMCEZA E .OUO-
GAItlA de Uouquiyrol Fre-ea, auccessores de A
CAOKS, roa do Joui-Jess autiga da Crol
n. 22.
ittKlHnBhBseftCB apa
TOJ'ICO RECONSTITUSTE
Re
CHLOROSC, A.'IEMIA, C\BIE 3 3 03S0S.
k~r' .'AS.
Dl*l ,. .......- \
:,
... .. :

.

Gotta, Rheumatismo, Bores
Solgo do Doutor Clin
Laureado da Faculdade c/e Medicina de Paris. Premio Montyon.
A Verdadeira Solucao CLIN ao Salicylato de Soia emprega-se para curar:
As Affecgoes Rheumatismaes agudas e chronicas, o Rheumatismo gottoso.
as Dores articulares e musculares, c todas as vezes que necessario calmar ps
soffrimentos occasionados por estas molestias.
A Verdadeira Solucao CLIN o melhor remedio contra o Rheumatismo,
a Gotta e as Dores.
Un Umi explicaeio detalhada acompanha cada frasco.
Exigir a Verdadeira Solucao de CLIN & Cie, de PARS, que se encontra em
L ______________________casa dos Droguistas e Pharmaceuticos.
. A's almas cantas
Mura do LivraUR-nto, vtlDu ectag-'naria e pan-
perrima, pede As i.linaa caridosas que I he mande
urna estrila pelo amor de Dmis. Hora no beceo
do Bernardo a. 5l. E' una obra de earidade.
Cisjil
Magnifiea aaaaear tarWbadn, jroprio para fa
bricar o etDecial duee da caj crys^lisado.
Joaquim Sal^eoeiral & C, rn' Dirtria n. 22
Ti-lephone ii. 445
* SCOTT
DE OLEO PCBO DE
Fijado de laealho
COM
llypopliospliitos ile cal e soda
4pprova!a >eis Sxaala de y
gicne c auftrisada pelo
goverao
E' o melbr-r rem dio at h (laica bronehlteM. nrroiihulaN. ra-
Pbli.M. anq-iuia, ebllMadr em eerii!.
deRiiio*. iuMNi" cltroftira e a(T--oe^
do pello e da nnrean.
E" luito superior :o oleo simples do r%s
sacalbo, porque, a!m de ter efaerM e sabor MM-
Javeis, posaue todas as virturiea medicii:aes e nu
tntivis do oleo, aim des propriedades tuttieai
recontituintis dos hypopbospbitos. A' venda wm
(rogaras e boticas.
Deposito em Pernambuco
Cal vtrffem de Jasuartbe
Marca
Registrada
Abri s^ ra do Bobi-Jesus n. 2.'5, um
armasen) onde sa vende ooBstaatementa
a superior cal virgem do Jaguaribe, acon-
dioionada ptj barricas propriau para o fa-
brico do sssucar.
Esta cal, em nada inferior que nos
rein do i-strangeiro, vendida pelo prejo
fixo de GC00 a barrica por contrato que
fea o >Sr Vicente Nascimcnto com o Sr.
Jos (."esta Pereira proprietario do engenho
Ja^uari'ye, cujas pedreiras lhe d 0 nomo
r.' enc>:rrfgfl(io rfa venda nicamente
n esta cidade o Sr. Scbastiao Bezerra
coa escriptorio ma do 3om Jess n. 23-
Pastilhas Ycrniifusras
de Ne:
nm:
o ineibor eejx i.ifico entra vermes : deposito cen-
tral em casa de Faria SobrabodB C, ruado Mr-
quez de Olind; a. .i.
VI
Precisa-se de -im criado p.-.ra casa de familia,
dando fiador & sua conduela ; pode tratar rtkl
estreita do Rosario n. 8.
-poit03 aa priucij;:'os terfuaariM, Pbartiaciaa z .-i'.;c-io uaiccr-.s.v
16,600 RECOMPENSA NACIONAL ]6,600
ELIXIR VINOSO
A Quina-Laroche contem todos os
principios da quina, tem um gosto muito
agradavel, e superior aos outros vinhos
e xaropes de quina; contra o descai-
mento das forras e da energa, as affeceies
do estomago, as febres inveteradas, etc.
BS FERRUGINOSO
a feliz corabinaco de um sal de ferro
com a quina. E' recommendado contra
a pobreza do sanfue a chloro-anemia, as
onstquencias do parto, etc.
Paris, 32, ni* Drouot, e as principies Pharmacias do Mundo.
Caixeiro
Prec*R-se de um menino de 10 12 nn^,
com pia'ic.t de tavrrnn ; na ru do Harquei do
Herval r.. T.
,4fl
Vende-se
urna casinba di tijulo e cal, por barato pre?o, n^
na Imperial : a tratar na ineema ra u. 200-E.
Para
ti.goiiii.ia.'
Preeifa-?c Se nm ann mtmr e outros
servicos d dar d>> predio n. 42,
rna Duque deCtxi n n o lypcgraphia
do Diarir.
Capung-a
c ili'cido establecimento denominado
T fkn TAT* o
^Alnjra-se B Hrvairs dp fructo e osea
pintada de nevo, na travigvi d.: reinambncaiias
d. 1 ; a tratar na iu: da Concordia a. 57.
sito a ra do Cabug n. 4, comttuni rom at> r('speitavel PUBLICO que receberara uu
grande sortimento <'e joias 'las :::.-. rnaH i- doe tuoM apurados gustos, como tn>
bem relogioa de toda as quali'!a todos os vaporea vindg a Europa, objetos novos o ronderr muito menos que er
outra qualquer parte.
MIGUEL WWiFP & C.
N. 4 RA DO CAfUGrN. 4
Compra-sc onro e prata vc{i
Bom nesrocio
Vndese urna lija de miadesas c- :n poOCoi
fundos, propria pura principiante, e am itia ni
Torre, com casa do tijolo, boa cacimba e parte do
rio Caoibaribe ; a tratar na ra da Imperatrir
num-To 74.
Joao Nunes Perreira Coimera, nnica represes*
tanto ii firma Nanea Cohnbrii tfe C, declara ao
respeitavel carpo do eon.mer -io cVftta rru(;, que
o effab'-iicina-nto t.'a ma do .Mnrquez de Oliuda
n.47, Bca desta dhta nu 'jianfe pert
elusivamente a seu irmiio o Sr. Antonio Xunes
Kern ir (', -i:i bru. n wrtftla d tmnsiiee/n que
oom e.-t t K-c He, 2i 4 1886. ,--------------------------------------_^______
Compras por atacado Coutrircfpanyafse
O Pcjiomi de Cambnn Es-premlr.' coapenso do la maisoa AVorth, a
tem precox eepeeiaes pra a laelle* c|ue compra-1 ran,de Notrt Dame de Pars, Rio dt J.-.ueiro.
rem gnindi-s per^Ses. Disti-i!,a-m .- n oea (** do "*. "'"f toodrea, a Buenos Ayi
qut 11 s pedir) coa de vendas : "*" ;v-",r 0'':' tafcer, ru da Im.er .
iBTi.aete'alarqae .:>- Oimda u. 3. dro^atia dos;0- "" K!l. minfeaur, trufBWil ,
pour manages, peignoirs Sarah Berrrai tt, gtrm-
nicos .- gentes i
Fi .i', ^;l\a C.
ti:-i3 de chapetiox, etc.
Bxiglr o filo
Fraaou.
~"i i ii' ri i m | p iwnmii ii)
Eligir t -e// tft f| g | fi |% k a%
AO CHLORHYORO-FMOSPHATC DE CAL
i *02? 1!ir0?2~.' reoonaatalnte adopUdO por todos OS Mdicos da Europa M
/ aqueta aera!, Aruma, C/iU>rosts, 7,tstea, Carhexia, scrofUat RcemtiimnSLfSt
ees cuoi, Crescmnto f/lcu Has silo, Dysmsiat. *-*""*">> DotnfM
l^S^}S^b^x_jy 1& C^tta-Wi. -Jltiasnw >u fibciiui Fhanuiiu.
(
I




T
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%.
i
\
Diario de PeraannbaeoQuarta-fera 29 de Dczembro de 1886 ;
Cosinheiro
Precii- se de urna cssinhcira
naodea Vicin. n. 3
na roa de Fer-
Cosinheiro
A Revoluto
i.4i
Precisa ae <]<' uo> cosinheiro
do Coramercio u. 11.
a tratar na roa
Vende-se o ostnbeleciiiii-1110 de molkados sito
a prav d" Cuude d'Eu ni. 15; a tintnr i
Liquidac delira de
anno!
59una Dnone fte Gaxas- -59
rifcad-.nhoa a 160 <- 200 ra. o eo-
1 linfliitimnn
v.do! ,
X.iiiuk, cores firmes, a 160 o dito !
Crtt nib claras e oscuros a 240 o 280 o dito !
Popelinas com listas de seda a 240 e 280 !
Aleias superiirt'8 para eriaut 2f :: duzia .'
(jnardannpos de linho bordado.4 a 3$ d(a.
Atcalhaus alvo,2 larguras, a 1420.) o metro!
Bramantes superiores a %0 e 120U o ditu !
dem de puro linho a 2 o diio !
Setinetas lisas e bordadas a 4'..0 o covado _
Ketalhos de tetina c sedas que se liquidan) por
iretado do cutio.
Setim maco de cores a 800 e 14 o corado !
Popelina do seda branca a 500 r*. o dito e de
SOOrs.
Panuca de < fh-rentes cores pura inesa u&.O,
14200 e 1,600 ueovaio.
Damuseos de las para colxaa, 2 metros de lar-
gura, a lti!)0 o dito !
Cretonea aseetinados, dem, a 800 o dito de
14500.
dem com lindas paisagens para chambres a
400 rs. o dito.
Cortes de casemia Dgleza a 34500, 44500 e
64000.
Cheviots superiores a 33 o eovudo, 2 larguras
Ciieemiras diwgouaes a 14800 e 244.00 o diro.
Flanelhi americana azul, a 1400 o di te !
Fichusdeia.i 14500 e 24.
Chales dccxsemiru bordado a seda a 64 sao
de 154 cada un.
Capas de la de todas as cores a 34, 44 e5.
Esgu:oes para casaquinhos a 44 e 44500 a pec.a.
Rpolo americano a 54 e 64, 24 jardas.
Camisas para e>nhora(bo bordadas) a 34500 e
540W.
Saias de cxcellente fazmcin S4&B0 c 44-
Vestuarios ce 12 para enancas, de 154, P1ra
acnli-.r, h 74 e 84-
C rira de fusto para collete a 24!
(innoe poroso de letalhos df chita, brino. las; e jjf^j*>vm.
e muilos artigos que se veuieiu barato.
Chapeos para crianzas a 34-
ldrm para tenhoras, de 124 e 154, para liqui-
dar, n 6 e Ti.
A' ra Duque do axi.-is, resolveu vender
oa segaintes artigos com 30 /0 de me-
nos do que eru outra qualquer parte.
Ver para crer
Cachemira bordada a 14500 o covadn.
Mirins de cores tinos, a 90 e 14200 o co-
vado.
Ditos pretos a 14200, 14400, 14600, 14800 e
24000 o ovado.
Las mesclaaas de seda a 60G reis o covado.
Ditas cora liciritihas de seda a 560 ris o dito.
Ditas com bebnhas a 600 ris o dito.
. Linda* alpacas de cores a 440 lis o covado.
Las com quadritihoe, a 400 ris o covado.
J^Gaze com solmliu* de velludo a 800 ris o co-
vado.
Setim maco lavrado a 14300 o rovado.
Soda pilla a 800 ris o covado.
Diu.s de cores de 24 por 14000 o covado.
Setim maco liio s 800 e 14200 o dito.
Groa de aples preto a 14800, 24000 e 24500
o covado.
Setinetas lisas a 320 e 400 rs. o dito.
Ditas de quadr>nhcs a X20 re. o dito.
Ditas pretas finas, a 500 rs. o dito.
"ualcVs brincos e de cores a 320, 400, 440,
500 c8C0rs. o
Zepbiros tino;, rscos< Zuphiros de qu:;driuh,ia a 180, 200 e 240 ris o
covado.
Zephin.s lisos a J'OOO o dito.
AlpaeiSa de cor para palitot, a 14000 o dito.
Veliudilhos lisos e lavrados a 14'XX) o cavado.
Cretonea finissimo a 240, 260 e 240 e 300 ris
o dito.
Ditos, ditos a 320, 3C0, 400 e 440 ris o dito.
Colchas brancas a 14800 urna.
Seda escjss' a a 360 rs. o covado.
Colchas bordadas a 44, 54, 74, e 8/OCO urna.
Ditas de crochet a 845i 0 dita.
Camisas bordadas para borneen a 304000 a du-
la.
Ditas para serbo.es a 304000 a dita.
Cortea de cacinira finos de 3 a 84000 um.
Casacoa de laia a 1000 um.
Fichs de retroza 140110 uro.
Ditos, de pellada a 64500 u:n, (bordados).
Cachemira de cor a 1G'.>0 o co-ado.
Flanella americana a 14400 o dito.
Coriinaoos bordados a 60lX) e 74000 o par.
Dilos de crochet a 244000 o par.
Meias para homeus de 24400 a P4CC0 a du-
zi:i
D.tas para senhoras de 34000 a 124000 a du-
zia.
Manlilbelas de seda a 64000 urna.
Espartiihoa de rumo* a 44000, 54000, 4000
WHISKY
KOYAL attXD marca V1ADO
Est exceilento Whisky Escotes* y:
te cognac ou gnarden.e de canna, para fortifica-
3 corpo.
Veudu-se a retaiho n.' tu Ibnres armaient
nolhadoB.
Pede ROY AL BLEND marca HADO cojo u<
me e emblema sao registrados pura todo o Bran"
__________BROWN8 & C, agente__________
Capital bem empre-
ado
Vende se a importante taverna sita ra d?
Guia n. 57, por seu dono ter de retirarse por 11-
commndes de sade : a tratar na mesma.
Exposi^o Central
En Hqiafdavo
A' ra larga do Rosario n. 38
Damio Lima 1 C, continuando a liquidar suas
mercadorias, chamam a attcncSo do respeitavel
publico em geral:
Pecas de bordados, Palma, a 24500 e 34.
Luvas de seda rendadas a 24500.
Leques de 400, 500, 600 e 800 rs.
Ricos broches (novidsde) 24.
Pulieras lindas a 14 e 14<00.
Linhas de 200 Ys. a 80 rs.
Bonitos Plastrons a 500, 14 e 24-
Meias de cores para senhora de 600 a 14500.
Lencos de seda a 14200.
Bengalas a 14.
Mantas de seda a lie 14500.
Pecas .de bordados a 320 ra.
La para bordar a 24800.
Agua Florida a 700, 800 e 14-
Objectos para presentes a 34 e 44.
Collarinhos modernos a 400 rs.
Bicos, ritas, perfumarlas, botoes, espartilhos, es-
pelhos e muitoa outros arligos sem competencia.
Xa KxpoalcAo Central a ra larga
do Himnrlo ti, 38
S-Ra Duque de CasiasS9
Garagira da Conlia & G.
mm m BiGA
de 3X9. 4X9 e 3X'2 ; vendes na s>rrurie a va-
por de Ciimaco da .Silva, eui Viutc Dous de No-
vembro p. 6.
Caeheira- venda
Vtnde-se urna ejciieira com bons carros de
paaseio, bem locatisada e afregueznda, por preco
muito mdico em razito de seu dono nao poder
aduiiuiotiai per ter de fazer urna viageas ; o pre-
tend iit s efci '." e.in qu. in tratar ra Duque
de Caii.is r- 47.
Oleo para machina^
Em bttaa eootenda eineo traiorj, 94000 ; ven-
de-se nos depsitos da fabnea Apullo.
Toilett para baptizado a 94000 e 125000 um.
Lencos hrmaifflr e com berra a 24000 a duzia.
Aoqun.bas a 14800 rs. una.
Britn de iinbo de ecr a lOUO a vara.
Dito pardo a 14000 a dita.
Esguiac asnarello e pardo a 500 ris o covado.
Chalis Je miriu liso a 14800 uui.
Ditos eslampados a 34000, 34500 e 44000 um.
Cortes do cachemira para vestidos a 184000
Prsenles para a fesla
Xo nrinaiem de Vaaicuncelloa. a ra
da Aurora n. Hi, eneootra-ne:
Bonitas caixas com passas, diversos tsmachos,
diii8 adornadas com seda.
Elegantes carios com decas seceos e crystah-
sados, em calda, latas e frascos.
C'jufcitos, uvas brancas, doce de goiaba e ge-
ieias.
Fiambres, carne do sertao, linguas afiambra-
das, seccas, de morue em salmeurt.
Ovas de peixe, figos, ame.ndoas, nezea e casfa-
nhae, variado sortimento de biacoutos finos, e os
mais reconimendaveis para doeutes, nao igaaea.
Vinbos fines do Porto, D. Luiz, reserva, mus-
eatel e lagrima chrisii, Burdeaux e Collare3,-quei-
J08 K ndrinos, bastingue, pluym, prato, etc., etc.
Cb verde imperial o preto fino, verdadeira
gomms de araruta e matarana.
DA
COLOM ISABEL

I
4
um.
Kedes Haicburgu-'zs u 104<^O urna.
Pi.nuo crochet para eadeirus e sota a 14000,
14200, 14600 e 24000 um.
Hrnriou?. 0 Chnelo Turco
Loja de cacados eslrangeiros
DE
rl
CO
c.
Atteiif
Vendo-se urna magnifica vacca tourina cem
cria : a tratar na Ponte de Ucha n. 10.
Cofi
re
Vende-se um importante cofre, prova de fego,
do fabricante Milners, sem ter deleita ; a tratar
na ra Duque de Caxias n. 2, taverna.
ferais 1 rafe ~
Vende-se a taveroa bem afreguezada, no Forte
de Mattos, o motivo da venda se dir ao compra-
dor : a tratar na ra de Mariz e Barros n. 9.
lO-Kua do Baro da Victoria IV. fO
Kate bem acreditado estabelecimento acaba de
faz>r aeijuiiiicao do mais variado e sorprehendente
b'.itiiceiito de ealt;aioa dos inelhores fabricantes
dt3 div-rsoa paizeb da Europa, quer para bemens,
qoer para senhoras e criancas.
A grande quantidade de calcados, sua varieda-
de tus nmeros, formas e m;.teriaca, reunidas f-
elegancia, gostos, solidez e pcrfeicSc do trabalbc
nao esqueeendo a delicadeza e sineiridade do trato,
as tr.tr modidadt'8 do estabeleeirneuto, e a modici-
dade dos preces, cti-reeeir. aos concurrentes toda
vantagem na eccolka e certeza de qu sabiro em
tudo perfeiraraente sar>efeitcs.
Solicitamos, pois, dai Exmas. familias e do res-
peitavel publico em geral, & honra de urna visita
ao nosso estabelecimento, consejos de que serao
contentes de nossa exposc:*o.
Ver para crcr
Ao Chnelo Turco
IORa do Bario da Victoria-*. IO
ORIZA LACTEv CREME ORIZA ORIZA VELOUTE
aos Consummidores
PERFUMARA ORIZA
PARS 207, Ra Saint-Honor, 207 PARS
OS PRODUCTOS DA PERFUMARA ORIZA L.LEGRANO
derem murrensn favor publico i
1* Ao cuidado escrupuloso com ss lalrlcfio. j i snavldade i sci leriuit.
(AS SE IMITA OS PRODUCTOS DA PERFUMARA OP.tZA
ecm aitm (ir ao .cu gra de delicadeza e pcnei^o.
1 A amortada exterior estas \m\tar5es sendo tintic fl"> Verdor
tic iros Producto* Oriza, os censummiiores devero se j
precaver contra este cominercio Ilcito e cc/tsiderar como ^v contra,'acede qualquer producto de qualtdade inferior >J
^a vendido por casas pouco honradas- ^X?
SAVON ORIZA-- VELOUTE
Esmalta do Catalogo illustrado pedido tranqueado.
Aos 1.000:
200:000*000
100:0001000
LOTERA
Em favor dos ingenuos da Colonia Orphanologica Isabel
DA
PROVINCIA. DE PERNAMBUGO
Rxtracco a 14 de Maio e
0 tSicsourciro Francisco Gon^alvcs Torres
1 HYGEIICOS para TGUCADOR da PELLE e para FAZER a BARBA i
maielnos do Mundo eo cxcullentes contra ut AfTeceosa ea.
da pe lie e a Picadas aB
X>E MOSQUITOS. &
Oppoado-se a accao dos Miasmas e Microbios do ar e das aguas S
sao nocessarios coutra as molestias contagiosas e epidmicas. E5-
LE/ASE A BOCHURA EXPLICATIVA^
Exije-se a Marca de Fabrica A' BCOXiUaJtS
VENDE-SE El TODA 1 PETE IAS DROSDEBUS, PaiBIACIAS E PEBTDIAI1AS F=r
A. JOUBERT Sacfsor. I'harmaceutico delGlasse S
8, Ra des Lombarda em PARIZ. S
2 MEDICIHAES. crme barees fricces e bajos i
A' Horida
Ra Duque de Caxias n 103
Chama te a att<*o(ao das Exmus. familias para
os primos seguiates :
Luvae do seda prc'.a a l00^o par.
Ciutos a 1*600.
Luvas de pellica por 260O.
2 caixas de papel e eiivcl"pes 800 rs.
Luvas de sede cor granada a 2*, 2*500 e 3*
o par.
Suspensorios pra menino a 500 rs.
dem amer.canos par homem a 3*.
Meias de Eseossia para crianca a i40 rs. o par.
Fitas de velludo n. i a 600 rs n. 5 a 400 rs. o
metro.
Albuns de 1*500, 2*, 3*, at 8*.
Ramos de flores finas a 1*500.
Luvas d: Escoma para menina, lisas e borda-
das, a 800 e 1* o par.
I\.rta-retrat<. a 500 rv, 1*, 1*500 e 2*.
Puntes de nikel a 600 rs., 700 e 8"0 rs. un\
i loseta 8 de bnlhantet chimicos h 200 rs. o par.
Guarnfcoes de idem dem a 600 rs.
Anquinbas de 1*5(0, 2*, 2*500 e 3* urna.
Plisss de 2 a 8 ordens a 400, 500 e 600 rs.
Espartilho Boa Figura a 4*500.
Idea La Figurine a 5*000.
dem estreiliabos com 10 metros a 800 e 1*000
a peca.
Fcntes para coco com inscripejo.
Babadores com pintura e inserpe.des a 500 rs.
Para toilet
Sabo de areia a 320 rs. um.
dem pbecicado a 500 vs. um.
dem alcatro a 500 rs.
dem de amendoa a 300 rs.
dem dealface a 1*000.
Agua celeste a 2*000.
Agua divina a 1*500.
Agua Florida a 1*000.
Macacos de seda a 100 rs.
Meias brancas para senhora a 3* a du&ia.
Estojos para crochel a .$000 rs.
Linhas para crochet cor de crfme 200 rs.
Linhas para croen-1 de seda raesclada 300 rs.
Bico de cores 2, .">. e 4 dedos
de largara a 3*000. 4*000 e 5*000 a peca
BARBOSA SANTOS
Grande reforma ff!...
Realmente foi grande a que se fez ni Loja dos
Barateiros.
Isa da Imperalris n. 40
E sao os nicos que teui as seguintes especia-
lidades 11!. ..
LS e alpacas, grande e importante sortimento,
e lindissimos padrees, o mais tino e apurado gosto
qne tem vindo, e por preco baratissimo, de 500 600,
700, 800|e l*00O,o covado, porm fino e bom !...
Querem ver ?... aparefam !!!...
Exmas. senhoras !...
Temos um liodissimo sortimento de tailbe, que
a vista agrada a mais excepcional fregueza ; isto
por menos do que em outra qualquer casa ; t n.
40 !....
Pois custa 600 rs. o covado.
Temos mais lindos sortimento de fusfes a 500
rs. o covado.
(hitas nnas, especialidad?, porque houve gosto
a escolba, e veude-se por 240, 280, 320, 360,400
500 rs. o covado, n. 40.
Tamben) temos 1 t!...
Lindos padrocs em baptista de 180 a 200 rs. o
covado.
Cambraia victoria c transparente finas e boas
de 3*300 a 8*000 a peca.
Bnm branco de linbo especiaiidade de 1*500 a
3*500 a vara pechineha .'
Brim pardos lizos e trancados de 700 a 1*600 a
vara, aproveitem festa!!!...
Mobstk m grande sortimento a vontade do fre-
quez, vende-se de 400 a 660 o d vado, vi-nham !...
Si ti netas 1 !... esplendido e importante sorti-
mento neese artigo, sendo brancas, pretas e de co-
res, lavradas e lizas, o que se pe de desejur em bom,
vende -so de 400 a 600 o covado.
Temos mais !...
Caaemira de todas as qualldades e cores, e fa-
zemos costumes de 30* a 60*00, barato e em
covados de 2*500, cousa fina e que a todos agra-
dam, apptrec.-vm !
Acrediten ?...
Venbam ver, para crer 1 !...
Madapolao de 1* qualidade de 4*500,! 52500.
6*300, 7*500, 8*500 e 10* a peca, e que ha de
melbor.
Algodao de 3*500 a 7*500 e 8*000 a peca tem
20 jardas.
Camisas de meia de cores e brancas de 800 a
1*800 e 2*000.
Colcha de lindos desenhos a 4*0'.0, casta6*000
em ontras casas.
Pannos d a costa do melbor que ba custa apenas
2*750, o mi tro, pechiocha !
Bramante .de linho a 1*800 a vara, 10 palmos,
para a cabal
dem de algodao a 1*300, palmos tambem bom.
AlgodSo eufestado, 10 palmos a 900 rs. o metro,
muito bom para IrncSes.
Altm das fuzendas j mencionadas temos muitos
artigos de modas como seja, leques de fino gosto,
gravstas, colarinhos, puuboa, meias etc. etc.
Alhciro &C.
BA DA IMPEEATRIZ N. 40
No
0
EXTRACQO SEMANAL
7.a parte da 24.a lotera
CORRE
dia 3 de Janeiro de 1887
Uransferive! Intriutsf^rml!
PORTADOR DE UM VIGSIMO ESTA' HABILITADO A TIRAR
12.006S200
Esta lotera est garantida, alm da fianza, por um deposito
no Banco Rural do Itio de Janeiro equivalente ao premio grande
de cada serie.
BILHETES AJ VENDA
MA
DA FORTUNA
56Ra Larga do Rosario5G
Bernardina Inopes Alheiro.
V
EXTRACQO
.serie da 24 lotera que se extraliir na greja da Conceico dos Militares
EM 3 DE JANEIRO AS 4 HORAS
SOB O SEGUATE
PARA EXTRACCO DE LOTERAS NESTA PROVINCIA
DA
COLONIA ISABEL
CONCEDIDAS PELA LE PiiOVIHCIAL N. IS4Z. E APPRnVASO PELO EXM. SB. VICE PriESIDENTE
POR ACTA Ot l OE SETEMBRQ OE "'
10,000 bhetes em vigsimos ISooo .
Despezas ..........
i
i
i
i
9
23
premio de.
dito de .
dito de .
dito de .
dito de .
ditos de .
ditos de .
2:1
1:1
400 ditos de 100$ para todas as centenas, cujos dous algarismos
forem iguaes aos dous ltimos do primeiro premio inciusive
1 dito de 1:000$ para a sorte, cujo numero na extraeco for mais alto
1 dito de 1:000$ para a sorte, cujo numero for mais baixo
99 ditos de 400$ para toda a centena do 1" premio.
99 ditos de 200$ idem idem do 2- premio .
99 ditos de 100$ idem idem do 3o premio .
2 apps. de 4:000$ para o Io premio ....
2 ditas de 3:000$ para o 2 dito ....
2 ditas de 2:000$ para o 3o dito ....
2 ditas de 1:100$ para o 4o dito ....
2 ditas de 850$ para o 5o dito .
4,000 terminac5es de 24$ para o Io premio inclusive
4,000 terminacOes de 24$ para o 2o premio inclusive
DA PROVINCIA
800:000$
1l8;8oo$
68I00
240:000$
40:000$
20:000$
10:000
5:000$
18:000$
23:000$
40:000$
1:000$
i.000$
39:600$
19:800$
9:900$
8:000$
6:000$
4:000$
2:200$
1:700$
96:000$
96:000$
681:200$
Esta lotera ser dividida em 20 series de 4,000 dezen.is. Quando as terminacoes do 1." e 2. premios forem
iguaes, a d'este passar ao algarismo immediatamenle superior. De9 passa a 0e de 0a1. Os premios sao
pagos sem descont algum.
0 premio grande de cada serie acha-se garantido por um deposito equivalente e igual quantia no Banc Rural do Rio de Janeiro.
17 de Dezembrode 1886. *r
O THESOUREIRO,
francisco Gongalves Torres.
,
HVi .*5ht.tsfc*_ i
t


Diario de fcrnambuco(^uarta-feira 29 de Dezcmbro de 1

)


XAVIER DE lOOTfiPH
TRADUC^AO
DE
P1LERHO U12 FAWi
(Continuaccio)
CAPITULO XVII
A CEU
Neste momento L:eotiaa lembrou-sede
ter bebido algunias gottas de vinho em
casa de Mauricio, quando tinha almocado
com elle, e fo for9ada a confessar que
este vinho em nada se pareca com o que
ella ia buscar para seu pai a urna taberna
d<% barreira.
No entanto, sem poder explicar o moti-
vo que a impellia a proceder assim, ten-
tn continuar na recusa,* e encheu ura
copo d'agua.
Mas a Belzebuth nao era mulher que se
dsse tao fcilmente por vencida.
Fez um signal criada que circulava
ao redor da mesa, e que levou immedia-
mente a garrafa com agua o o copo de
Leontina, antes que esta ultima tivesse
tido terapo para o approxiraar dos labias.
Oh 1 nao consinto, minba lindinha !
exclamou a Belzebutli, dando com os de-
dos na face do Leontina, nao consinto que
faja a injuria de beber agua em rainha
casa, sem ao menos provar o meu vinho.
E' necessario resignar-se, rainha teiroosa,
previno-a de que serei das duas a mais
teimosa. Resol va-se, pois, e nao me con-
trari.
Depois, voltando-so para a criada, a
Belzebuth accrescentou :
Fifinu, d un- aquelle frasco de vi-
nho que est aeol no nieio da tagere.
O frasco pedido era urna imita jo de
vidro de Vene za e todo constellado de pe-
quenas estrellas de ouro.
O seu conteuo briluava como topasios
liquefeitos.
A belzebuth eneheu metade do copo de
Leonntina, e, levantan io-o approxiuiu-
lh'o dos labios.
Mas, minha senhora, quiz dizer esta
ultima.
A Belzebuth interrompeu-a, o exclamou
com voz, cuja inflexo era imperiosa, apc
zar da docura do pedido.
Nao ha iiwj, nem se, nem porque.
Beba!
Leontina comprehenku que urna nova
recusa da sua parte irritara decididamente
a dona da casa.
Tomou o partido de obedecer e despe-
jou o contedo do copo com urna resigna-
cao que se metamorphoseou immediata-
mente n'uam agradavel surpreza.
O vinho que beber, e do que at en-
tao a pobre enanca nao tinha feito a me-
nor idea, pareci.-ihe a mais deliciosa de
todas as bebidas.
Senta agradavel e vivificante calor cor-
rer-lhe as veias a cada got daquelle vi-
nho precioso.
A Belzebth comprehendeu maravillosa-
mente o que a pbysionomia do Leontina
dizia tao claramente.
Entao, minha rosioha, perguntou
ella a Leontina, o que pensa deste horro-
oso remedio ? Cousente em esquecer a
sua excessiva teinperanca.
Nao sabia... b^lbuciou Leontina.
E a Belzebuth encheu o eopo da infeliz
rapariga.
Mas, minha senhora... receio...
O que ?... Que !he faja mal, talvcz ?
ra, minha lindinha, bem se ve que nSo
est costumada a bons jantares e boa com-
panhia.
< De outro modo saberia tambora como
eu que este vinho ombriaga tanto como a
agua.
a Quanto mais se bebe, mais vontade
se sent de beber, o por essa razo que
se chama vinho de senhoras.
Vamos, beba sua vontade, beba !
A Belzebuth despejou o seu copo com
urna promptidaj magistral e Leontina,
excessivaraente corada, foi forjada a fazer
o mesmo.
Lenidas e Galimand nao tinham perdi-
do um s dos pormenores da acea que
acabamos de narrar ; e, vendo o resultado
obtido pola Bezebuth, olhavam um para
o outro sorrndo.
CAPITULO XVIII
A ESTRA UE JSTTJA
Ora,
A partir ueste momento, a refeicab tor-
nou-so em loucura, pelo menos para a Bel-
zebuth o para os dous homens.
Estes tres miseravais trocavam alegres
apropositos, cantavam cancSas livres, e
applaudiam as obscenidades que proferiam
a cada momento :ora um descaramento e
cinismo espantosos, uem se preoecuparem,
nem por sombras, sem a presenja de
Leontina, que, anal, nao poda por for-
ma alguna tomar parte naqucllo escanda-
loso passatempo.
Dissemos nao poda, e dissemol-o in-
tencionalmente.
Effectivamente, a datar do momento em
que, pela segunda vez, obedecendo s
instancias da Belzebuth, tinha despejado
o seu copo, a pobre rapariga, inteiramente
absorviia por urna sensago desconhecida
e completamente nova para ella, achava-
se, seuo materialmente, pelo menos mo-
ralmente solada daquelles junto dos quaes
estava sentada.
Todo o seu corpo experimentava um so-
cego absoluto, um bem estar singular, que
Leontina nao se lembrava de ter sentido
at aquelle momento.
Era o quer que fosse semelhante ao
gozo de ura hornera despedajado pela fa-
diga, e que descanca cstendido sobre fofos
cochins que lhe sustentara todo o csrpo, e
parecom acacicial-o.
O seu espirito fiuctuava n'um meio que
nao era nem precisamente a vigilia, nem
precisamente Jo somno, e que nos nao po-
demos de-finir melhor do que comparan-
do-o ao estado encantador que produz
"o hatchisch tomado era dse umito peque-
a.
Visoes indistinctas, mas graciosas, pas
savara diante dos seus olhos semi-cerra
dos.
Imagens apenas esbojadas, mas seduc-
toras e attrahentes, formavam ao redor
d'ella um circulo que a isolava completa e
totalmente da revoltante realidade.
N'estas visoes ppareeia-lhe constante-
mente o atelier de Mauricio Torcy.
A iraagem do mojo pintor era a mais
distincta entro todas es3as figuras entrevis-
tas n'um transparente nevoeiro.
As gargalhadas e as vozes avinhadas dos
tres personagens que estavara ao lado d ella
preciam nao poder atravessar o circulo
mgico em que ella se encerrava, ao passo
que ouvia distinctaraente a voz de Mauri
ci murmurando aos seus ouvido3 meigas e
ternas palavras.
A cabeja de Leontina estava apoiada no
espaldar da cadeira.
As suas palpebras, quasi cerradas, dei-
xavam passar por entre as suas compridas
pestaas um lnguido olhar de arrebatado-
ra expressao.
Os seus labios entreabertos sorram e
deixavam ver n'este sorriso o deslumbran-
te esmalte dos seus lindos dentes.
N'aquella attitude e cora aquella expres-
ado, a belleza de Leontina era por tal fr
ma radi nte, que a Belzebuth, laucando
por acaso um olhar sobre ella, nao poude
eonter urna exelamajo da espanto e admi-
rado, e interrompeu no mesmo instante a
narracao do mais subido nteresse que fa-
zia aos seus convivas com excessiva volu-
bilidade. E, no entanto, Deus sabe que
esta narrajo interrompida era do mais pal-
pitante interesse !
A Belzebuth, um pouco animada pelas
suas numerosas libajoes, narrava em ter-
mos escolhidos alguns dos principaes inci-
dentes do. sua existencia aventurosa.
Divirtia-se com aquellas confidencias era
que, para ella, se resuma urna grande par-
to do encanto das jeteijoss entre amigos.
Entao que querem.
A excellente mulher gostava de ser fran-
ca depois de ter bebido !
Se por acaso ha n'este mundo algum
prazer innocente, nao ser este ?
A Belzebuth contava n'aquella occasio,
e sabe Deus se insista nos mais insignifi-
cantes pormeneres, contava, dizemos nos,
a sua estra na erreira em que devia llus-
trar-so mais tarde.
Dizia o modo engenlioso como ella havia
chegado a ter os primeiros capitaes indis-
pensaveis para se installar de ura modo
quasi supportavel, e comecar a ter clien-
tela.
Simples criada de quarto de urna mu
lhcr do grande mundo, mas elevada pela
sua legitima ambicie, muito cima d'aquella
modesta posi jo, a Belzebuth, que entilo so
chamava Justina, tinha prociso de doze
mil francos.
Como conseguir obter esta quantia ?
Koubar ?
Justina pensouo, mas o roubo perigo-
80, e, alm d'isso, nao se encontrara todos
VARIEDADES
Resumo da campanha com o
Paraguay, seguida dos nomes
dos brasilelros mais dlstinctos
morios durante a guerra.
POE MELCHIZEDECH d'ai.BDQUEKQUE UMA
(Continua jo)
Teen le Coronel Antonio {Pedro de
Ollvelra
Commandando o 14 batalho de infan-
tera distingui se por sua bravura na ba-
talha de 24 de Maio, sendo elogiado pelo
general Guilherme do Souza nos combates
de Sauce e Bonaneron em 16 e 18 de Ju-
Ihodel866.
Commandando o 3" da mesma arma, to-
mou parte no combate do Estabelecimen-
to de 19 de Fevereiro e nos combates do
Chaco em Maio de 1S68, sendo elogiado
pelo general era chefe.
No posto de tenente coronel e no com-
raando do mesmo batalbo bateu-se heroi-
camente no da 16 de Julho (ataque que as
nossas tropas fizeram ao poderoso baluarte
Humayta.)
Distinguio-so ainda no coropata de 4 de
Agosto e foi morto na batalha de Avahy,
carregando denodadamente sobre o inimi-
go-
FOLHETIM
O (JORCIJNM
POR
:-,::: p7AL
TERCEIRA PARTE
2 UEUOfilAS DS AUSOB<
(Continuaco do n. 299)
A rana dan daaii entrada
Era naqu'.'lli estreita e vtltia ra de
Cban'ro, quo naquella poca anda enxo-
valhava as visinnanjas do Palacio Real.
Eram tres as pequeas ras que iam da
ra Saint-Honor ao Louvre; a ra Pier-
re-Lescot, a ra da Bibliotheca e a ra de
Chantre ; todas ti ts escuras, humadas, rasl
frequentadas ; insultando os esplendores de
Pana, admirado de nao poder livrar se da-
quclla lepta vergonhosa, que lhe fazia urna
nodoa em pleno rosto. De tempos a lem-
pos ouvia-se dizer: Corometteu-so nm
-rime all ein baixo, na escuridSo daquella
noite, que o proprio sol nao penetra nenio
nos lindos das da verSo.
Ora era urna sacerdotisa do Venu*, es
pancada pelos bandidos embriagados
Ora era alguraa pobre burguesa de pro-
vincia, cujo cadver sa eucontrava prega-
do em algum velho muro. Lto causava
horror e desgosto. O cheiro ignobil da-
quelles antros cli'gav:i {.t dpbaixo das ja-
nellas daquelle lindo pilaiio, morada de
cardeaes, de principes e de res Mas i
pudor do proprio Palacio Real data de tao
longe ? E noasos pas nito nos terSo dito o
que se passava as galeras de madeira e
as galeras de pedra ?
Agora, o Palacio Real um honrado
quaoTudo de cantara. As galeras de rua-
os das doze mil francos na gaveta do tou-
cador de urna mulher do mundo, por muito
rica que ella seja.
Anula mais: para fazer uso do dinheiro
indispensavel a liberdade, e por detraz
do pensamento do roubo surga um hori-
sonte sinistro dos 'rihunaes e da recluso.
Justina procurou.
Procurou tilo bem e portaut tempo,
que afinal encontrou urna idea.
Esta dea era excellente, apesar de ser
de urna simplicidade rudimentar; mas sa-
be-se perfectamente que as melbores ideas
sao em geral as mais simples.
A mulher do mundo tinha um marido.
Este marido, offioial general, e um dos
hroes mais Ilustres do heroico exercito da
Atrica, nSo tinha absolutamente nada de
cioso, roas tera com toda a certeza morto
sua mulher, se tivesse tido nao a suspeita,
mas a prova de urna infidelidade.
Alera do marido, a mulher do mundo ti-
nha ura amante.
Isto acontece muitas vezes assira.
Com toda essa ingenua imprudencia, qi'.e
era por isso deixa de ser frequonte, a
amante escrevia ao amante.
Ora sabe-se, e nada ba de paradoxal
n'esta idea, que as cartas de amor, desdo
que se inventou o papel, e mesmo depois
da invengan do papyrus, tem sido destina-
das a perder-se, a serem roubadas, final-
mente, a serem lidas por toda a qualidade
de gente, alm d'aquellas pessoas a quem
sao dirigidas.
Esta regra, absolutamente invariavel,
nao confirmada, pelo menos que nos sai-
baraos, por excepeo alguma.
Justina estava ao corrente da intriga
amorosa de sua ama, ainda muito melhor
do que em gerjl, por esta nito lhe ter feito
a mnima confidencia.
Sabia maravilhasamente onde se colloca
vara os mysteriosos bilhetes da correspon-
dencia clandestina.
E' bom aacrescentar que o amante era
um dos irmos d'armas do general e ura
dos raa;s ntimos amigos da casa.
Um bello da, Justina apoderou-se de um
dos temos bilhetes de sua ama.
Abri-o e leu o.
Nao era sufficientemente coraproraotte-
dor para o uso que d'elle quera fazer e
partido que desejava tomar.
Tornou-o a fechar cora pericia e collo-
cou-o no lugar d'onde o havia tirado.
Um segundo bilhete teve igual sorte.
(Contini).
Tenenie Coronel Antonio Perelra de
Ollvelra
Commandando o 21 corpo de cavalla-
ria bateu-se com bravura no dia 11 de De-
zerabro de 1S68 em Avahy, fazendo boas
^cargas sobre as columnas paraguayas.
Ooin o mesmo corpo tomou parte nos
ataques de Lomas Valentinas, distinguin-
do-se sobre tudo no dia 21, exprimindo-se
assim o coronel Silva Tavares:- tO corpo
21 do comraando do tenente-coronel Anto-
nio Pereira de Olivera levando uraa bri-
lbante carga contra a artilharia inmiga,
prestou importantes ser vicos, auxiliando
ainda a retirada da nossa infantaria.
A ordem e bravura com que atacava
e retirava esse corpo digno de louvores.
Assistio a batalha de Campo Grande a
16 de Agosto de 1860 e recebando um gra-
vis8mo terimento, falleceu pouco depois.
deira j nSo existem. As outras galeras
formam o passeio raai honesto do mundo
inteiro. Pariz nunca l vai. Todos os
guarda-chuvas dos departamentos marca-
vara para al as suas entrevistas. Mas, nos
restaurants a preco fixo, que funecionavam
nos andares superiores, os tos de Quimper
ou de Carp^c'.ras divertem-so ainda, re-
cordando-so dos singulares postumos do
Palacio Real do Imperio e da Restauraclo.
Vinha Ihes agua bocea, emquanto que as
sobrinhas tmidas deroravara o suraptuoso
festim de dous francos, fingindo n5o escu-
tir. Agora, no mesmo lugar em que cor-
liam aquellos tres ribeiros pantanosos do
Chantre, Picrre-Lescot n da Bibliotheca,
um irameneo hotel, convidando a Europa
para a sua mesa de mil tatheres, ostenta
as suas quatro fachadaB sobre a praca do
Palacio Real, sobre a ua do Gallo, alarga-
da, sobre a ra Rivoli augmentada. Das
janellas daquelle hotel v-se o Louvre no-
vo, filho legitimo o parecido com o velho
Louvre. A luz e o ar espandem-se por
toda a parte livreraenta, a lama fugio, nao
se sabe para onde, as espeluncas desappa-
recerara: a lepra medonba, sbitamente
curada, nem mesmo deixou cieatrizes. Mas
onde se acoutam agora os salteadores e as
suas mulheres ?
No seculo XVIII, aquellas tres ras que
acabamos de estigmatisar com desdm,
erara j feias; mas nao eram mais es-
treitas nem mais oujas que a grande ra
Saint-Honor, sua visinha. Havia nos pas-
seios mtl caljados alguns bellos palacios
por entrejos casebres.
O habitantes daquellas ras eram todos
iguaes aos habitantes dos beccos viainhoa :
em geral burguezes, raercieiros, adtllos,
etc.
Existiain em Pariz lugares muito peio-
res. Na esquina da ra do Chantre e da
rua Saint-Honor, erguia-se urna casa de
modesta pppareauia, muit aceiada e quasi
nova. A eotrada era pela rua de Chn-
tre : urna pequea porta, a cuja soleira se
chegava, suindo taea degros.
Havia poneos d-is que aquella casa era
oceupada por urna Lia lia, cujo modo de
v-iver dava que que pensar visinhanca
curiosa. Era nru hornera, um hometn roo-
c, pelo menos a julgar pela apparencia
juvenil do rosto, polo fogo dos olhos, pela
tarta cabelleira emmoldurando urna testa
rasgada e lmpida. Chama se mestre Luiz
e cinzelava copos de espadas. Com ello
morava urna moja, formosa e meiga como
os anjos, cojo uome ninguem sabia. Ti-
nham-nos ouvido fallar. Nao se tratavam
por tu, e no viviam como esposos.
Tinham por criados urna velha que nun-
ca tallava e um pequeo de dezeseis a de-
zesete anuos, que fazia tudo para ser dis-
creto. A moja nunca sabia, nunca, e tan-
to que se poderia julgal a presa, so a to-
das as horas nao se ouvisse a sua voz
fresca e bonita, entoando cnticos ou can-
j3es,
Mstre Luiz sabia, pelo eoutrario, muito
a miudo, e voltava mesmo muito tardo para
casa. Nesta occasio, nao passava pela
porta dos tres degros. A casa tinha duas
entradas; a outra era pelo corredor do
predio visinho. Era por ahi que raestre
Luiz entrava em casa. Desde que mora-
vam naquella casa, nenhura estranho lhe
tinha transposto a soleira, a nao ser um
corcuoda, de rosto meigo e serio, que en-
trava e sahia sem dizer palavra, serapre
pelo corredor, nunca pela porta. Era, sem
duvda, um conheciraento particular de
mestre Luiz. Os curiosos nunca o tinham
visto na sala baixa, onde se conservava a
moja com a velha e o pequeo.
Antes da chegada de mestre Luiz e de
sua familia, ninguem se recordava de ter
visto aquelle corcunda no bairro. Por isso
elle agujava a curiosdade geral, quasi tan-
to como o mestre Luiz, o bello e taciturno
cinzelador.
A' noite, quando os burguezes da isi-
nhanja tagarellavam soleira das portas,
depois de concluido o trabalho, o corcunda
e os novos moradores da casa eram o as-
surapto das palestras. Quem erara ? D'on-
de vinham ? E a que horca misteriosas,
aquelle mestre Luiz, tao brancas, talhava os seus copos de es-
padas ?
A casa era assim dividida : urna sala era
baixo com a cozinha direita, dando para
o pateo, e o quarto da moja, brindo a
jaoella para a rua Saint-Honor ; na cozi-
nha ha dous cubculos, um para a velha
Francisca Berrichon, e outro para Joao
Mara Berriohon, sen neto. Todo este mo-
vimento s tinha urna sabida, a porta dos
tres degros.ggMas, ao fundo da sala bai-
xa, prximo cozinha, estava urna esca-
da quo dava para o andar superior. O an-
dar superior era composto de dous quar-
tos : o do mestre Luiz, que dava para a
escada, e um outro, que nSo tinha sabida,
nom destino conhecido. Aquella segundo
quarto estava constantemente fechado a
chave. Nem a velha Francisca, nem Ber-
riohon, nem mesmo a encaudora moja, ti-
Tenenic Coronel Cario Grillo de
Castro
Sendo eapitao reformado lo exercito
offereceose para marchar fira do comba-
ter o desptico governo do Paraguay, e pa-
ra ahi marchou a frente ^o 20 de volun-
tarios e no posto de tenente-coronel era
cororaissao ; e com esse betalhao tomou par-
te nos primeiros combates feridos no ter-
ritorio inimigo, distinguindo-se sobre tudo
na batalha de 24 de Maio em Tuyuty, sen-
do elogiado pelo general Ozorio, comman-
dante em chefe do exercito.
Com o mesmo batalbo tomou parte no
combate de Sauce, onde foi levemente fe-
rido e perdeu o cavallo era quo montava,
morto por duas balas do fusil, quando o
tenente-coronel Grillo do Castro investa
cora o batalho sobre as trincheiras inimi-
gas.
Tomou parte nos ataques de Curuzu'
e Curupaity a 3 e 22 do Setembro de 1866
e no combate do Tahy em 2 de Novem-
Urode 1867, sendo pelo seu valor elogiado
no ultimo pelo Mrquez de Caxias.
Este bravo e prestante offioial falleceu
victima do cholera morbus em 6 de Outu-
bro de 1868 no acampamento de Hamay
t.
uytyemll de Marjo de 1868, (combate
de Sauce) e falleceu de um ferimento no
dia 18 de Abril do mesmo anno.
Tenente-coronel foa Freir de Car
valbo
Commandando o 38 de voluntarios to-
mou parto na batalha de 24 de Maio e
sustentou fogo cora o inimigo por espajo
de 5 horas.
Com o mesmo batalhSo achou se no
combate do Sauce sustentando um tiroteio
que prineipiou s 6 1|2 da manha do dia
16 de Julho e terminou ao alvorecer de
17.
A 29 de Novembro de 1867 foi promo-
vido a tenente-coronel de estado-maior de
2* classo.
A 16 de Julho de 1868 toma parte,
como serapre, com denodo no renhido e
sanguinolento ataque de Humayt, onde
foi contuso.
Com denodo e sangue fri houve-se no
Itoror em 6 de Dezerabro, cinco das
mais tarde na sanguinolenta batalha do
Avahy, e a 21 recebeu um ferimento que
findou-lhe a existencia.
Tenente coronel Pigueira de
Mello
N major Francisco Frederico Figueira
de Mello commandando o 26 de voluntarios,
tomou parte nos combates de 16 o 17 de
Abril, na batalha de Estero Bellaco a 2 de
Maio e na de Tuyuty a 24 de Maio, tudo
do auno de 1866, inerecendo em todos ser
elogiado pelos seus superiores e pelo ge-
neral Osorio que admirou-lhe a bravura
em todos esses dias de gloria, receberido
na batalha de Tuyuty ura ferimento.
Em Io de Julho foi promovido a tenen-
te-coronel era coramisso, posto em que
foi confirmado por actos de bravura em
23 de Setembro.
Tomou parte no combate de 10 de Ju-
lho de 1866 e foi terido.
Em 29 de Outubro, parando em frente
das linhas avanzadas recebeu um tiro que
o estendeu morto.
Era natural da provincia do Cear.
Tenente-coronel Cabrita
O tenentecorcl Jo2o Carlos Willagram
Cabrita seguio para a campanha do Para-
guay no posto de major.
Este official, conhecido pelas diversas e
espinhosas commissoes que j havia des-
empenhado, e entre elles, a de membro da
couimissiLo de instructores do exercito pa-
raguayo, foi noraeado para cotoraandar a
fi-
em 28 de Outubro de 1867 e foi elogiado
pela pericia e denodo c^ni que se houve,
e a 3 de Novembro acbou-se na batalha de
Tuyuty.
No posto de tenente -coronel e comman-
dando o 2" do infantaria foi gloriosamente?
morto no combate do Itoror em 6 de De-
zerabro do 1866.
Em sua parte official disse o coronel
Domiragos Seixas, comraandanto da 2*
brigada : ... O inimigo apresentou de--.
pois grande massa de cavallaria que bus-
cava contornar o flanco esquerdo e centro ;
nessa occasio o valente tenente-coronel
Jos Ferreira de Azevedo empunhando a
bandeira nacional dava enthusiasticos vi-
vas, e procurava fsrmar quadrado, quan-
do gloriosamente recebeu dous ferimento^
mortaes dos quaes euceumbio...
Tambora em sua parte official disse s-
eapitao Eudoro Emiliano de Carvalho que
o substituio no commando do batalhSo:
... Trava-se o mais renhido combate,
onde, sempre na frente, enthusiasmando e
dando exemplo de valor e abenegajo, O
muito distincto o intrpido commandante
tenente-coronel Jos Ferreira de Azevedo,
mostra com bravura e calma, toda pericia,
fazendo frustar os intento do tenaz ini-
migo que procurava contornar e envolver
o batalho. Atacado por muitos pontos e
quasi ao mesmo tempo .desenvolva acerta-
das manobras que exigiam as circunstan-
cias, tendo a principio estendido em linha
e com a mesma frente o batalbo formade
a tres, depois mandou formal-o para a es-
querda, onde se apresentavam maores for-
jas inimigas, mas vendo que toda a linha
poda ser enriada por duas bocas de fogo
collocsdas defronto de um dos flancos, jul-
gou conveniente f.zer fogo, retirndose.
Depois de ter executado esse movimento,
ordenou urna carga sobre forjas de infan-
taria que se approximavam, e ento em-
punhando a bandeira dava enthusiasticos
vivas, animando e procurando espertar c
valor de seus soldados.
Apresentando-se na mesma occasio
urna grande massa de cavallaria, quo tenta-
vn contornar o flanco esquerdo do batalho
ee outra avanjindo o centro, o valente
commandante mandou immediatamente for-
mar quadrado, mas a cavallaria j estan-
do muito prxima, e pela disposijo em
que ento se achava o batalho, nao foi
formado o quadrado, e tcaram alguraas
companhias cortadas, que poderatn cora-
tuda retirarse.
n Nesta occasio o denodado c infeliz
tenente-coronel commandante esforjando
guamijao estacionada n'uraa ilha que
cava junto do forte do Itapir, que depois.
tomo o nome da Redempco ou de tenenA Para C.0Qter 3 <>"*',q n* er3ta
te-coronel Cabrita, e na noite
de 9 para
10 de Abril de 1866 foi atacado pelos
inimigos. A lu'a durou at o romper do
dia, e quando os inimigos conheceram que
nao venceran), atravessaram o estreito ca-
nal que 03 seperava do Itapir, e desem-
barcando oceultamente no capinzal, come-
jarara a fazer vivissimo fog.<, ao quai o
tenente-coronel Cabrita respondeu cora
dous tiros de metralha, fazendo os inimi-
gos cessar fuzilaria.
Neste combate morreu muita gente da
tropa brasleira, porem a perda dos para-
guayos foi superior nossa. v
J depois de rindo e combate e quando
o tenente-coronel Cabrita redigia a sua
parte official, em uraa chata, foi que uraa
bala de artilharia o fez era pedajos.
vam em boa ordem, recebeu dous fer-
roentos mortaes, seado ura, por lanja, so
bre o lado esquerdo, e outro pr espada
sobr acabejae face esquerda.
Tenente-coronel Jone Ferreira de
Aievedo
Bateu se no no dia 24 do Maio de 1866
Tenente-coronel Candido Xavier
Roaado
No posto do major tomou parte e houve-
se com bravura no combate de S. Solano j em Tuyuty e foi elogiado pelo general em
pelo que foi elogiado pelo Mrquez de Ca-1 chefe.
xas, Assistio a essa batalha
Esto intrpido e valente official no pos-
to de tenente-ccronel atravessou no dia 6
de Dezerabro a ponte do Itoror e a 11
foi morto heroicamente na batalha de Ava-
hy, coraraandaudo o 10 corpo provisorio
de cavallaria (1868).
Tenente-Coroncl irineu TopaMio
Foi ferido as linhas avanjadas do Tu-1
como fiscal do
20 de voluntarios e assira exprimio-se o
seu cooroandante ... O bravo major
fiscal do meu corpo Jos Ferreira de aze-
vedo depois de 3 horas de fogo era que
portou se cora bravura, foi gravemente fe-
rido no lado esquerdo do ptito, tendo tam-
bera perdido nessa occasio o cavallo em
que estava montado...
Assistio ao combato do Protero Ovelha
nhara podido obter perraisao de all en-
trar. A este respeito mestre Luiz, o mais
meigo dos homens, raostrava se de um ri-
gor inflexivel.
A moja, entretanto, desejaria muito sa-
ber o que havia por traz d'aquella porta
fechada.
Fraacisca Berrichon morria de desejo,
apezar de ser urna mulher discreta e pru-
dente. Qaanto ao pequeo Jco Mara,
teria dado dois dedos de sua mo pan
espiar pela fechadura.
Mis a fechadura tinha pelo lado de den-
tro urna placa que interceptava a vista.
Urna nica creatura humana sabia, a
respeito daquelle quarto, o segredo to bem
guardado de mestre Luiz : era o corcun-
da. Tinham visto o corcunda entrar e sa
hir do quarto.
Mas como tudo quanto dizia respeito
aquelle mystcrio devia conservar se inex-
plicavel e estranho, todas as vezes que o
corcuda entrava no quarto, viam immedia-
t ame nte sabir mestre Luiz. Reciproca-
mente quando entrava mestre Luiz o cor-
cunda sabia algumas vezes de repinte.
Nunca pessoa alguma vio reunidos aquel-
los dous amigos inseparaveis.
Entre os visinhos curiosos havia um poe-
ta, morador naturalmente do ultimo andar
da casa. Aquelle poita depois da ter tor-
turado o espirito, explicou s bisbilhoteiras
da rua de Chantre que, era Roma, as sa-
cerdotisas de Vesta, Opz, Rhe ou Cybele,
a boa deusa, filha do co e da trra, mu-
lher de Saturno e mi dos deuses, esta-
vara encarregadas de mu ti ter- ura fogo sa-
grado que nunca dera extnguir-ss.
Por consequencia, no dizer do poeta,
aquellas raparigas alternavam-se, quando
urna vellava o fogo, a outra empregava-se
em outros misteres. O corcunda e mestre
Luiz deviam muito certamente ter feito en-
tre elles algum pacto anlogo. Existia na-
quelle quarto alguma cousa que nao po-
diam abandonar um segunda.
Mestre Luiz e o corcunda montavam
gmrda. Erara duas especies de Vestaes ;
salvo o sexo e o baptismo.
A verso do poeta nao deixou de ter
8UCC6S80.
Elle passava por ser ura pouco louco ;
d'ahi era dianto olhavam para elle como
para ura p-rfeito idiota. Mas nao encon-
travara absolutamente explicajo melhor
quo a sua.
Ne dia em que teve lugar no palacete
do Sr. de Gonzaga aquelle solemne conse-
lho de familia, ao escurecer, a moja que
morava na casa de raestre Luiz, estava s
no seu pequeo quarto.
Era urna linda sala muito simples, mas
em que cada objecto tinha a sua arte e a
sua propriedade esmerada.
A cama de cerejeira cercava-se de um
cortinado de percale, de urna alvura de ne-
v. Na parede penda uraa pequea pia,
guarnecida por uro duplo ramo de ma-
deira.
Alguna livros religiosos em urna prate-
lera pregada na parede, um bastidor para
bordar, cadeiras, urna guitarra em cima
deltas, na janella urna gaiola cora um pas-
saro, taes eram os objectos que mobilia-
vam ou ornavam aquelle humilde e gracio-
so reducto.
Esquecia-nos, entretanto, urna mesa re-
donda, e sobre esta algumas folhas de pa-
pel dispersas. A moja escrevia.
Sabem como ellas abusam da vjsta, dei-
xando correr a agulha ou a pena muito
teiepo depois de escurecer Quasi j nao
se va e a moja ainda escrevia.
Os ltimos raios do dia, entrando pela
janella, cujas cortinas acabavam de ser le-
vantadas, illuminavam-lhe em cheio o ros-
to, e podemos ao menos descrevel o. Era
ura rosto risonho, urna dessas raparigas
meigas, cuja jovialidadeirradia tanto que
bi&tava nicamente ella! para sera alegra
de urna familia. Todos os seus trajos pa-
reciara feitos para o prazer ; a sua fronte
de criaDja, o nariz rosado, o a bocea, cujo
sorriso mostraVa os dentes nacarados. Mas
os olhos souhavam ; uns olhos grandes e
de-um azul escuro, cujos ciiios pareciam
urna comprida franja de seda. O folhar
pensati /o, mal lhe dara a idade de amar.
Era alta ; o seu porte um pouco frgil.
Quando ninguem observava, as posijoes
erara castas e deliciosas de languidez.
A expressao geral do seu rosto era a
raeiguice, mas exista as pupillas brilhan-
tee, debaixo de arco das sobrancelhas pre-
tas, desenliadas ousadamente, urna altivez
calma e valorosa.
Os cabellos, tambem pretos, de reflexos
dobrados, compridos e furtos, to corapri-
dos (|m muitas vezes a cabeca pareca in-
clinar-se sob o seu peso, cahiam-lhe em
massa sobro o pecojo e os hombros, fazen-
do da sua adoravel belleza uraa moldura
ou urna aureola.
Algumas ha que devem ser ardeutemen
te amadas, mas per um s dia ; ha outras
que se ama loogo tempo cora urna tran-
quilla ternura. Estas devem ser amadas
Tenente-coronel Juvencio Hanoe
de Henezeii
Esse bravo o distin :to militar foi o c\ie
fe da commisso de engenharia da expe-
d jo ao norte.
Da molestia que d=iraou es3e punhado
de bravos que affrontirara todos os hor ro-
a de uraa guerra cruel, falleceu elle no
dia 29 de Maio de 1807.
Tenente-coronel Landolpbo da Mo-
cita Medrado
Bateu-si com distinejo e bravura diante
das maralha3 de Curupaity, commandan-
do interinamente a 3a brigada de infanta-
ria.
Commandando o seu batalho (32 de
voluntarios) tomou parte na batalha de
Tuyuty em 3 de novembro da 1367 e abt
morreu gloriosamente testa do ssu coc-
po.
(Contina)
Er
apaixonadamente sempre. fc.ra ura atjo,
mas sobretudo mulber.
O seu nome, que os visinhos ignoravaar
e que a Sra. Francisca e o Joo Mara
Berrichon tinham ordem de nao pronun-
ciar em Pariz, era Aurora. Nome preten-
cioso e tolo para urna menina de salo, no-
me grotesco para urna rapariga de nao
vermelhas, ou para uraa ta cuiaa mo
treraera, nome encantador para aquella
que o podem entrelajar como urna t>r na
sua grinalda de poesa. Os nomes sao co-
mo os enfeites, que esmagam urnas e real-
jan outras.
Ella estava all s. Quando a penum-
bra de crepsculo lhe esconden o bico da
penna, deixou de escrever e poz-se a seis-
mar. Os mil ruidos da rua chegavam at
ella e nao a despertavam. Pareca um
prece muda. Sorria a Deus.
Depois, entre o sorriso, appareceu-lb
urna lagrima, urna perola, que por um mo-
mento lhe vacillou na sobrancelha e rolou
em seguida lentamente pelo setim da eua
face.
Como tarda I murmurou ella. Jun-
tou as folhas de papel despersas sobre a
mesa e guardou as em orna caixinha, qu
collocou por traz da cabectira da cama.
At araanh, disse ella -T como ee ao
despedisse da um companheiro de todos os
dias.
Depois fechou a janella e pegou na gui-
tarra, da qual tirou alguns accordes ao
aesso. Esperava. Naquelle dia tinba re-
lido aquellas paginas fechadas agora na
caixinha. Infelizmente I tinha tempo do
ler. Aquellas paginas contava o a sua his-
toria, o que ella sabia da sua historia. A
historia das suas impressoes, dos seus sec-
timentos, do seu corajao.
Por que escreveria aquio ? As primei-
ras linhas do manuscripto respondan* es-
ta perguota.
Aurora dizia :
Cornejo a eterever i'ma noite em quo
estou s, depois de ter esperado todo i>
dia. Isto nao para elle. E' a primeir
cousa que fajo que lhe seja destinada
Nao desejava que visse estas paginas
era que fallo nelle sera cessar, em que =6
fallare! delle. Porque ? Nao o sei; mal
poderia dizel-o.
(ffattinuarse-h} P
Typ. do Diario roa Ouque do Oaxnw u.
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