Citation
Diario de Pernambuco

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Title:
Diario de Pernambuco
Publication Date:
Language:
Portuguese

Subjects

Genre:
newspaper ( marcgt )
newspaper ( sobekcm )
Spatial Coverage:
Brazil -- Pernambuco -- Recife
Brazil -- Pernambuco -- Recife

Notes

Abstract:
The Diario de Pernambuco is acknowledged as the oldest newspaper in circulation in Latin America (see : Larousse cultural ; p. 263). The issues from 1825-1923 offer insights into early Brazilian commerce, social affairs, politics, family life, slavery, and such. Published in the port of Recife, the Diario contains numerous announcements of maritime movements, crop production, legal affairs, and cultural matters. The 19th century includes reporting on the rise of Brazilian nationalism as the Empire gave way to the earliest expressions of the Brazilian republic. The 1910s and 1920s are years of economic and artistic change, with surging exports of sugar and coffee pushing revenues and allowing for rapid expansions of infrastructure, popular expression, and national politics.
Funding:
Funding for the digitization of Diario de Pernambuco provided by LAMP (formerly known as the Latin American Microform Project), which is coordinated by the Center for Research Libraries (CRL), Global Resources Network.
Dates or Sequential Designation:
Began with Number 1, November 7, 1825.
Numbering Peculiarities:
Numbering irregularities exist and early issues are continuously paginated.

Record Information

Source Institution:
University of Florida
Holding Location:
UF Latin American Collections
Rights Management:
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Resource Identifier:
002044160 ( ALEPH )
AKN2060 ( NOTIS )
45907853 ( OCLC )

Full Text
r
\
.....

I

I r

I
AMO LU NMEBO
YARA A CAPITAL JE H ,AltA.S 0" Por trea meae adiantado* ... ........ 6^000
Por seis -ditos dem.....^sw. ......... 12,5000
Por um armo ideal................ 243000
Uada numero avuiso, do mesmo dia........ J100
DIARIO
SABBADO 25 BE DEZSMBHO GE 1886
f
PARA DESTBO E FORA DA PROVINCIA
Por seis mezes adiantados............... 13050
Por nove ditos dem................. 20*000
Por um anno dem................. iq\ak
Cada numero avolso, do dias anteriores........... 100
RNAMBUGO
JJwprieiralK >e Jttaiwc .tgiictra i>* -tarta 4 J\Uos
Srs. Amede Prince A C. .
e Paria, s2o os nossos agente*
exclusivos de anaunnios e pu-
blIencSes da Franca e Ingla-
terra.
Aviso
Acs Srs. subscriptores deste Diario vi-
a respectiva direcc&o que, do 1. de
Janeiro prozimo em (liante, far-ae-ha a ar-
recadacao das assignaturas pela forma se-
quinte :
Na cidade do Recife e lugares para onde
nao se paga porte. 63000 por trimestre,
adiantadoou durante o 1.' mez do mesmo
trimestre, 6<$500 nos 2* e 3. mezes.
No Uro do trimestre ser suspensa a re-
ccessa do Diario aos que nao tiverem sa-
tisfeito o seu debito.
Fora da cidade, nos lugares para onde
se fazem as remessas pelocofreio, 13#500
por semestre, pago as mesmas condicSes
cima.
Aos que quizeram pagar o anno adan
tado, far-se-ha o abate do I 000, para to-
dos os assignantes.
TELEGRAMAS
-nVI53 rAETICLAS 20 SZA&I0
KIO DE JANEIRO, 24 de Dezembro,
s 2 horas e 5 minutos da tarde. (Rece-
bido s 3 horas a 35 minutos da tarde, pelo
cabo submarino).
s?oi exonerado o actual romman-
lanle dan arman da pro lacia do Ble
*.ranfl- do %ul. e Borneado paraaub-
siiiiiil o o briaadelro Joo Antonio
de Olveiro Valpurto.
Foi exonerado do cargo de con-
tinuo da Faculdade de nireilo do
Recife. Joaquina Telxelra Pelxoto.
(Especial para o Diario)
LONDRES, 23 de Dezembro.
O cnanceller do Tliemouro, adiando
exageradaM as deopexa* do minis-
terio da Guerra c da Harinna. pe-
dio demMMo do u cargo.
ROMA, 23 de Dezembro.
O principe nerdeiro da Italia rol
torneado altere* do eaerclto ita-
liano.
LISBOA, 24 de Dezembro, de manhS.
eacourarado ingles SULTO na
oite pausada abalroou com o vapor
VILLE DE VICTORIA, do Companhia de
Cnargeur Reun em vlageaa ex-
traordinaria para o Brasil.
O duu navio Mnium ancorado*
tu Tejo. O VILLE DE VICTORIA toi a
pique, afondando e. e o SULTO U-
ru muito avariado.
A eqtilpagem e o paagelro do
VILLE DE VICTORIA conseguirs to-
mar o enralere de bordot ma di-
xero dee "caler, m conae-
quencla do mo lempo. noaaobra-
rin e ienppareceram ante de at-
ttnsirem a luarurm do rio.
Anda nao ronneeido o numero
do que perecern afosada.
HUENOS AYRES, 24 de Dezembro.
Xas ultima 9-1 hora, em Bueno a
A y re o na demai cidadea Uinbaa
derc.m-e > 1 cao novo e SO bito
de ebolera-morbu.
Xaa cidade de Mendoza e Tucu-
man. axalla-ae em r.O o numero de
victima Celta diariamente pela
epidemia.
PARS, 24 de Dezembro.
A altnacao poltica da Europa acba-
nr. actualmente mullo melindrosa.
A mor parte do jornae euro-
pea publlcam artigo nimiamente
pelmita e ftwem crer que eta
mmlnente urna guerra por causa
^a questao do Oriente.
LISBOA, 24 de Dezembro, s 4 horas
da tarde.
na coliafto do nato de guerra in-
gle* SULTO e do vapor francs VIL"
LE DE VICTOKTA resullou a morte de
SO peda afosadas entre paaaa
gelro e equipasen do vapor VILLE
JE VICTORIA.
COMMERCIAES
LIVERPOOL, 23 de Dezembro.
ASSUCAB:Calmo. Prejo Inaltera-
do.
de Pernambuco n. 9, vende-ae a
acb. e d. o qnlaial-
ALGODAO.-CalmQ.
O FA1R de Pernambuco rende-te
a 5 l d. por libra.
Venderatn-se ItOOO fardo.
NEW-YORK, 23 de Dezembro. ,
ASSUCAB: Calmo, preco em va-
riacao.
O FAIR REFIN1NG de Pernambuco
vende-ae 4 5/8 cent, por libra.
Agencia Havas, filial em Pernambuco,
24 de Dezembro de 1886.
INSTRDCCO POPULAR
0 CEOLZSA E SEU: fflXIfiOS
(Conferenciado proessor J.J.Rodrigues)
(Extrahido)
DA BIBLIOTHECA DO POVO E DAS ESCOLAS
J C ont muaed. o )
Brevemente tereis occasio de apreciar a inuti-
lidade de certos antdotos com que, em ver de se
:inniqui|;ir o virus...quem sabe? !tal ver mais
se Ihe acorde e excite a cholera arrebatada e cega.
Por sso na propria Franca, na Ailemanba, na
Inglaterra e em outres pases, aargem de todos os
lados enrgicas reclamaces contra varios corpos
consultivos, mais ou menes officiaes que,preten-
dendo matar o microbio,sem o querer, amorave!-
mente lbe vio fornecendo falsos passaportes, com
que incete viagem por entre varias populacoes ou
menos fumigadas.
Antes, pofm, de me despedir deste ponto da
minba conferencia-o choleratseumicrobiotja-
me licito, meus senhores, demorar-me um pouco
anda sobre o veneno possivel do microbio cho-
lenco.
abem todos perfeitamente que nao sao raros,
infelizmente oe venenos no reino animal ; o que
porm, tal vez muitos de vos de conhecais, que o
nosso proprio organismo, o organismo humano, os
segrega por muitaa e diversas termas urnas vezes
em plena vida, cutras depois da morte,conse-
quencia talvez, aqui, d'essas accCes hesitantes e
complexas, porventora estabelecidas entre a cei-
lula que morre e a materia inerte, que busca no-
vas traneformacoea e pretende afeicoar-se aos
seus mais simples e ltimos modelos.
Estes alcaloides cadaverinos chamados ptoma-
na nao ha medico nem chimico que os nao conheca.
Dos outros von dar-vos ama breve noticia, que
ser um parenthesis, pelo menos curioso, aberto ao
correr desta palestra e at certo ponto justificado
pela doutriua qne o motiva.
Nao faltad antoies que affirmem que na nossa
vida normal existem elaboracoes toxicas, de que o
organismo se desprende por diversos modos e va-
riados expedientes.
O que .por fira de contas, o nosso sangue ve-
noso seno um veneno terrivel. rpidamente mor-
tfero quando invade o campo, que a natureza re-
servou para o sangue arterial ?
A nossa propria saliva contem ura veneno, cujos
vSeitos sobre as aves nao soffrem contestaco.
E' certo que preciso concentrar primeiro este
producto das nossas grandulas salivares, para com
o residuo secco se pri parar um extracto apropria-
do e com esse extracto verificaren! as experiencias
a que me refiro ; mas ato, como vades, nio im-
pede que possa dizer-se que a saliva humana nao
tio innocente como a muitos se a figura.
Mais.urna desiluso... nao verdade ?
Tudo us.facilita a crenea na possibilidade de
um veneno segregado pelo microbio cholerico.
O Dr. Koah, dizem anda os ltimos jornaes es-
trangriros (que sao o meu salvo conducto), preten-
de explicar os casos de cholera fulminante, chole-
ra seceo, sem dejeccoea pelo efieito ptrysiologico
de urna diast&se toxica, produzida pelo virus cho-
lerico.
(Continua.)
?ARTE 0FF1C1A.
(linveruo da Provincia
BXPED1EHTE BO DIA 9 DE DECEMBBO DE 1886
Actos :
O presidente da provincia, de conformidade
com a participadlo do engenbeiro chefe da repar-
t 90 das Ubras Publicas em officio de 4 do cor-
reute, sob n. '21'.', resolve impor a oompanhia de
nota Ther-z* as multas de que tratara acUusu-
a 17 do contracto de 4 oe Ju'ho de 1870 e artigo
18 do regulamento de 12 de Agosto de 1873 p r
terem sido encontrados no decurso do mez de o-
vembro (indo na illuminacao publica da cidade de
Ulinda 16 lampees apagado e 109 com luz amor-
tecida.Uemetieu-se copia a cmara nunicipal.
Tbeeouro Provincial e a reparticao das Obras Pu-
blicas.
O presidente da provincia, attendendo aoque
requereu o juiz de direito aa comarca de Bom-
Jardiin, bacharel Fiaacisco da Cunta Castello
Branco, resolve conceder-lhe um mez de licenca
com ordenado integral, para tratar de sua saude,
devendo eu'rnr no goso da referida licenca no
praso de viute las.
O presidente da provincia attendendo ao^ue
requereu Rufina Demetria de Souza, professora
da cadeira de casino primario de fiebedouro ten-
do em vista as informacoes us. 355 e 360 de 12 e
22 de Novembro iiudo do inspector gcral da los
truccio Publica, resolve prorogar por um mez c m
ordenado a liceuca ltimamente concedida a peti-
cionaria paia tratar de sua saude onde lbe con-
vier.
OfBcica
Ao provedor da Kaita Casa de Misericordia
do Recite.No procedente a duvda suscita-
da por V. Exc. em ottcio u. 131 de 29 de No
vembro findo, couKlaCao 4 resposta desta presi-
dencia da 26 de Marco, dada a consulta feita por
officio c. 437 de 16 de Dezembro do anno pts-
aado.
A le pro^icial n. 1^60 de 11 de Agosto de
1S8, art. 3- a em vigor o art. 40 da le
n. 1,310 de lfi8v*poe no art. f>2 qne as liccn-
cas, por motivo de molestia, aos euipregados da
Santa Casa de Misericordia sero cou-edidaa de
accojdo com as Icis que regalsui as liceuyas dos
empreados provinciaes, e portanto, eoin o cita-
do art. 40 da lei n. 181U, MU le-staln lecido.
Esta dispoaicao generiea ecomprehenaiva de to-
dos os empreados da Santa Casa, sem distiaecaj
de cas' a ou de fuucces, revogou inconteetavel -
mente, no modo de concessite da lices^a prova mo-
lestia, a lei a. 531 de 9 de Junho de 1862. art. 96,
l* parte e 98 do comproosiaso art. 52 do regula-
ment de 29 de Abril de 1875, srt, 10 do reg. de 6
de Agosto de 1883, e quaesquer outro em contra-
rio, nao viu lo au cato, trataudo-ae de sua ex-cu-
co, iudagar se com esse procediineoto o legisla-
dor andou acertudameate, cuidou do boin lesem-
peobo do serrico, va m pelo contrario, couforine
parece a commiaaao da Santa Casa, seu espirito e
fim foi aates favorecer aos empregadoc.
E, quanto a direitos de emolumentos das licen-
cas, desde que estas n5o sejam das que podem ser
concedidas pela Santa Casa nicamente e sem que
esta presidencia ficam a esse respeito equiparados
tambora as dos etnpregados provinciaes, pois que
diz o art. 52, j referido, da lei n. 1,860, sero
concedidas de accorlocomas leis que regulam as
licencas n5o obstante uao se tratar dos empre-
gados pblicos provisionados com ttulos de no-
mcaco do gov^rno, mas do designados, mediante
contracto, na forma da citada lei n. 531 de 9 de
Junho de 1862, art. 2.
Ao director da Paculdadc de Direito.De-
claro a V. Exc. que fica approvadj o contracto
celebrado com Constantino Alves da Silva, me-
diante as co-idices constantes do termo annrxo
ao se otficio, de 23 de Novembro findo, afim de
executar ae obras, na importancia de 4:000000,
de que necessita o edificio em que funeciona essa
Faculdade, podendo a ultima prestacao ser pa-
ga depois de concluidas todas as obras.Commu-
nicou-se au engenheira cncarregado das obras
graes.
Ao mesmo.Em virtude de commnnicacao
da secretaria de estado dos negocios do imperio
faco constar a V Exc. para os devidos effeitos
que o requerimento em que o Dr. Antonio Joa-
quina de Barros Sobrinho, profesor da cadeira de
lingua ingleza do curso annexo a essa Faculdade
pede transferencia pira igual cadeira em S. Pau
lo teve o seguinte cespacho : Nio tem logar o
que requer.
Ao inspector da Thesouraria de Fazenda.
De accordo com a ordem do Thesouro Nacional,
de 2 > de Novembro ultimo, n. 249, e o aviso junto
por copia, expedido a 28 do mez anterior, pelo mi-
nisterio da marinha, mande V. S. pagar a Antonio
Joe de Araujo, a importancia de llftjOOO, pro-
veniente da conservadlo do relogio do Arsenal de
Marinha e dos de suas dependencias.
Ao mesmo De conformidade com a ordem
do Tbssouro Nacional, de 25 de Nsvemhro ultimo,
n. 251, mande V. S. pagar a companhia pernam-
bucana de navegaco costeira a quantia de.....
43200, proveniente das passagens de que tratam
os inclusos documentos, concedidas por centa do
ministerio da justica a um preso e duas pracas de
Aracaj para esta capital no mea de Fevereiro do
correte anno.
Ao mesmo.Remetto a V. S., para os de-
vidos fias, copia da tabella de diatnbuicao de cr-
dito para as despezas do ministerio da justica no
correte exercicio, enviada a eta presidencia por
aviso circular de 13 de N vembro ultimo.
Ao mesmo.De posse do ofEcio de 1 do cor
rente, sob n. 8' 0, com o qual V. 8. remette os
quadros demonstran vos da pe pulacao escrava e
dos lbos livres de mulber escrava existentes na
provincia, at 30 de Junho ultimo, declaro-lhe
para os fina convenientes qne nao cenata des mes
mos quadros, informacoes relativas ao municipio
de Villa-Bella. '
Ao mesmo. Declaro a V. 8., para os fins
convenientes, que autorise o engenheiro encarre-
gado das obras militares a dar andamento as
obras do quartel do hospicio, visto ter sido pela
ordem do Thesouro Nacional, n. 246, de 23 de
Novembro bode, relativa a distrihuico dos ere
ditos, concedida a qbantia de 6:0( O000 para oc-
correr as despezas com as mesmas obras.
Ao mesmo.Mediante as condices constan-
tes do termo annexo ao officio de 2% de Novembro
findo, do director interino da Faculdade de Diiei-
to do Recife, sobre o qual versa a ioformacodes-
s* inspectora, n. 829, de 30 do referido mea, de-
claro o V. S., para os fins convenientes que nesta
data approvei o contracto celebrado pelo mesmo
director com Constantino Alves da Silva, afim de
executar as obras na importancia de 4:000j000,
de que necessita o edificio em que funeciona aquel-
la Faculdade, devendo a ultima prestacao ser
paga depois de concluidas todas as obras.
Ao commandante superior da guarda-nacio-
nal da comarca de Pao d'Alho.Declaro a V. S.,
em resposta ao seu officio de 1 do correte, que
segundo consta de informa cao do Dr. chefe de po-
lica, de 7 deste mez, sob n. 1,188, foram dadas a
necessarias ordena no sentido da requisico cona
taute do citado officio.
Ao commandante superior da Guarda Na-
cional da comarca de Bom Conseibo. De'claro a
V. S., em resposta ao seu officio de 27 de Novem-
bro findo, que fica autorisado a designar dia para
as reunioes d-is conselbos de qualificaco e revisao
da Gaarda Nacional, sob seu cemmando, devendo
ser observado o disposto na circul.r do Ministerio
da Justina, de 14 de Outubro ultimo, que, por co-
pia, acompanhou o officio desta presidencia, de 11
do mez passado.
Ao commcodante superior da Guarda Na-
cional da comarca de I tamb. Nao tendo ocen-
selhj de revista se reunido na epocba legal para
tomar conhecimento da qualificacao da Guarda
Nacional, sob seu commando, conforme dolara V.
S., em seu officio de 22 de Novembro findo, auto-
risj-o a designar dia para a reuoio do mesmo
cousellio afim de proceder ao reapectivo trabalbo,
devendo ser observado o disposto na circular do
Ministerio da Justica de 14 de Uutuoro ultimo,
que por copia, acompanhou o officio desta presi-
dencia, de 11 do mes passado.
Ao inspector do Thesouro Provincial. Nos
termos da aua iuformavo de 23 de Novembro ul-
timo, u. 277, iiiHiiie Vmc. efi'ecUiar o pagamento
da importancia de 2:963/331 proveniente das pen-
soea dos alumnos pobres do Gvmoatio Pernam
bucano relativas ao trimestre de Juiho a Selem-
bro do cerrente anno.
Envo a Vmc. a roiacao nominal dos referidos
alumnos. Communicou-se ao regedor do Gym-
uaaio Pvrnainbuciinu.
Ao engenheiro das obras militares. Re-
co">incndo a V. S. que d andaovut s obras do
quartel do Hospicio, visto ter sido peta ordem do
Thesouro Nacional n. 216, de 23 de Novembro
findo, relativa destribuicao dos crditos, conce-
dido a quaut.ia do 6:i 00 para occorrer s despe-
zas com as uiesmas obras. Commuuicou-se ao
c m.i.auJame dos armas.
Ao engenheiro das obras jreracs. Recom-
mendo a Vmc. que, cuteudendo se com ( inspe-
ctor do- Arsenal de Marinba, examine os edificios a
cargo da reepectiva nspetcao, declarando as di-
menaoes Valor de cada uro deiles e faCJi lbe en-
trega do resultado, lato-o mais breve po-aivel
Comunicou-sc ao inspector do Arsenal de Ma-
rinha.
Ao tenente-coronel Thomaz Jos da Silva
Gusmo preaiiloute do conseibo de qualificaio da
Guarda NaCionul da comarca do Cabo. Declaro
a Vine, em resposta ao seu officio de 30 de N -
vembro findo, que segundo conet* de ni rin.c/to
do Dr.ebeit de polica, de 7 do corrente, >.b u.
1,1b!. foram dadas as providencias no seatido de
s> rem fornecidas as relaces de que trata o citado
officio.
Ao director do Presidio de Fernando de \o
rouha. faca Vmc. vir a esta capital o ahao-
xarife alferes Antonio Francisco Pereira Gitiiuna
para a.por como testemuuha offerecida na desun-
ca contra o rigaiieiro Francisco Joaqui n Pe-
reir Lino, coufoime solicita o juiz de direito do
1" diatrico criminal da comarca do Recife.Cjin-
mumciU-se ao juiz de direito do 1* districto cri-
miual.
Ao promotor publico da comarea de Carsa-
r. Remetto a Vmc. copia do officio que a esta
presidencia dirigi o juiz municipal e de orpbaoe
dense termo, de a. Beuto em 13 de Novembro fin-
do acerca do escravo Matbias ou Matheva, qne
diz-ye preterido qu-itaco fundo de emancipacHo para queaverigue
e proccaV como no casa couber e for da diruto.
Ao engenheiro FranciECO Apoligorio Leal.
Nesta data designe! para faz ir parte do conse-
Iho de comprar, que tem de contractar o forneci-
mento doo matenaes precisos reparticao encar-
regada dr. conaervaco dos portos e incumbida
das obras geraes, no semestre de Janeiro a Junho
do anno vindouro.
Ao engenheiro das Obras Publicas.Nao
pode Mr approvadj o orearas oto annexo ao officio
de Van. de 13 de Novembro ultimo, sob n. 202,
para a reconstruccao do pontilhao sobre o riacho
Japaranduba, na estrada de Palmares, visto que,
como informa o inspector do Thesouro Provincial,
importa isso em ibra nova, para a qual nao foi
autorisado crdito.
.-*> vigario da freguezia de Carnar. Re-
metto a V. Rvdma. copia da informacSo n. 1049
prestada pelo adroinistrader dos ccr.-eios em 29 de
Novembro findo acerca da consulta constante do
seo officio de 16 do citado mez.
-Portaras :
Para
Datas at 16 de Dezembro:
Encerraram-se a 13 os trabalbo da sesao ex
traordinaria da assembla provincial.
Sob o titulo Cholerina escreveu o Diario do
Grao Para de 10 :
Acabam de dar-se nesta capital tres ca tos de
cholerina, sendo um fatal.
Este foi n'uma mulber cearense, que resida
ha muito nesta provincia.
O mal foi rpido, praduzindoa morte em pou
cas horas.
Os ontros foram em duas sendo cuidadosamente medicadas.
Consta-nos que S. Exc. o Sr. presidente da
provincia, sabendo do facto, ndagou das circuma-
tancias e, tendo conferencia cem alguna distinctos
mdicos, verifico, que nao ba motivo para maio-
res rece ios.
Muito tem-se fallado e era natural que o pa
nico se fizesse; mas, segundo eremos, nosepo-
O Sr. gerente da Companhia Pernambucana I dendo sinda classificar com seguranca a natureza
de Navegacao faca transportar para o presidio de
Nsronha, por conta de Jlo Rufino dos Santos, os
gneros constantes da inclusa relacao.
Mutatis mutandis para Jos Joaqnim Alves
& C.
Mutatis mutandis para Ferreira de Olivera
& Irruios.
Mutatis mutandis para Reis & Santos.
O Sr. gerente da Companhia Pernambucana
mande transportar gratuitamente ao preaidio de
Fernaaio de Noronha com passsgem de proa, na
primeira opportunidade a Guilhermina Mara da
CcucticSo, mulber do sentenciado Henrique Vianna
da Paz.Ccmmunieou-se ao director do presidio
de Fernando de Noronha.
O Sr. gerente da Companhia Pernambucana
mande tronsportor gratuitamente proa na pri-
meira opportunidade at o presidio de Fernando
de Noronha a mulber do sentenciado militar Flix
de Jess, Mana Elvira Olyrapia de Souza e a um
filho menor de neme Joe.- Ccmmunicou-se ao di-
rector do presidio de Fernando de Noronha.
O 8r. gerente da Companhia Pernambucana
mande transportar gratuitamente a r at Macei
no vsper que seguir para os portes do sul a 14 do
corrente a Carlos .-idour.
EXPEDIEKIE DO 8ECBETBIO
Officios :
Ao cemmandante das armas.S. Exc. o Sr.
presidente da provincia manda communicar a V.
Exc. ter autorisado o Arsenal de Guerra a satisfa-
zer o pedidos que viersm annexos aos seus cili-
cios ns. 595 e 596, de 6 do corrente.
Ao director da direetcna dasebras publicas
da1 secretaria de estado dos negocios da agricul-
tma ccmmercio e obras publicas.Em solucao ao
cfficio de 27 de Novembro ultimo envi o relatorio
com o competente extracto dos trabalbos execnta-
dos na ferro-via do Limoeiro relativos ao mez de
Scteabro do corrente anno, que deixaram de acom-
panaar o cfficio do presidente sob n. 241 de 13 de
Noveabro.
:Ao inspector da Thesouraria de Fazenda.
O Exjn- 8.-. presidente da provincia manda re-
metter a V. 8. a inclusa ordem do Thesouro Na-
cional de n. 259.
- Ao inspector do Thescnro Provincial.De
orde. do Exm. 8r. presidente da piovincia com-
munico a V. 8. que no requerimento de Francisco
Tavares da Silva Cavalcante, a que se refere a in-
fonnacao deese Thesouro de 26 de Novembro ul-
timo, sob n. 284, foi proferido hoje o segninte des-
pacho : Confirmo o despacho de 28 de Majo
deste anno, o supplicante j recebeu indemnisacao
superior que autoriton a lei n. 1S60, de 1885, o
art 1 81.
Ao Dr. Joao Bsptista Regueira Costa, di-
rector do tbeatro Santa Isabel. O Exm. Sr. pre-
sidente da provincia, manda acensar o recebimento
do cfficio de 15 de Novembro findo, em que V. 8.
communica haver n'squella data aseumido o exer-
cicio do cargo de director do theatro de Santa Isa-
bel para o qual nomeado por portara de 31.
Aa agente da Companhia Brasileira.O
Exm. Sr. presidente da provincia manda acussr
o recebimento do cfficio de 7 de corrente em que
V. Exc. participa que o vapor Manos chegado
dos portes do sul s 7 horas da manb .d'aquelle
dia seguir para os do norte bontem as 4 da
tarde.
A' Caixa Filial do London BrasilianBankLi-
inited.O Exm. Sr. presidente da provincia manda
acensar o recebimento do officio de 4 do corrente
com o qual Vs. Ss. rcmetteram copia authentica
do balancete das operacoes effeetnadas por essa
caixa filial durante o mez do Novembro findo.
Reparli?o da Polica
2* Sec0oN. 1252.Secretoria da Po-
lica de Pernambuco, 24 de Dezembro de
1886.-Illm. e Exm. Sr.Partecipo a V.
Exc. que foram bontem recolhidos Casa
de DeteucSo os seguintes individuos :
A minba ordem, Manoel Joaquim de Sonsa,
como sentenciado vindo de Fernando.
A'ordem do subdelegado do Recife, Joao Fran-
cisco da Paiaa, por crime de furto.
A' ordem do Santo Antonio, Aurelio Feraandes
de Albuquerque, por disturbios.
Deus guarde a V. Exc. Llm. eExm.
Sr. Dr. Pedro Vicente de Aaevedo, muito
digno presidente da provincia. O ebefe de
polica, entonto Domingos Pinto.
Thesouro Provincial
DESPACHOS DO DIA 24 DE DEZEMBHO DE
1886
Francisco Jote dos Passos Guimaraes e Antonio
Domingues de Lima & >'.Informe o Sr. Dr. ad-
ministrador do Consulado.
Joaquim Jote da Fonseca, Antonio Goncalves
de finito Jnior e Jos Paulo Botelno.Haja vis-
ta o nr. Dr. procurador fiscal.
Florentino Cavalcante de Albuquerque.Ao Sr.
Dr. procurador fiscal para attender, nao bavendo
1 neo veniente.
Pedro Agripino de Alcntara e Perera Ferreira
de C.Satiafaca a exigencia da Contadoria.
Jaeintho Pacheco Pontea, officio do Dr. procu-
rador dos feitos c Rodrigo Carvaiho &CInfor-,
me o Sr. contador.
Paire Fluriano de Queiroz Continuo e Belmira
Mara de Jess Ibiapina.Junte-se copia das in-
lorinnces.
Mortira Cavalcante de Albuquerque Costa.
Pacaa se aa notas da portara de licenca.
do mal, oSo ha razao para alarmar se a cidade.
Fallecer o chefe da 1' seceo do thesouro
provincial, Firmino Joe de Souza.
Maraabo
Datas at 18 de Dezrmbro :
As noticias eSo de pooco interest.
Lemcs no Pait de 15 :
Asscmio heje o commando do 5* bstalbao de
infantaria o Sr. cspitSo Antonio Jcrge Moreira,
por haver sido preso diepesicao do Sr. ministro
da guerra o Sr. tenente-coronel Severiano de Cer-
qneira Daltro, por seto de verlladeira indisci-
plina. *
Le-se na merma folba de 16 :
S. Exc. o Sr. Dr. presidente r"a provincia re-
ciben o seguinte telegramma do Exm. Sr. minis-
tro da guerra.
Copia8. Lua do Msrsnbao, 16 de Dezem-
bro de 1886.Do ministro da guerra ao presiden-
te do MarsnhSo Approvo os actea de V. Exc. re-
lativos ao commandante do 5 batalbao, a qcem
V. Exc. intimar de ordem deste ministerio que
pasee immediatamente o cemmando ao itu imme-
diato, e recolha-se corte pelo primeiro'paquete
(Assignsdo).Alfrido Chaves.
L-se anda na dita folba de 17 :
* Den bonttm parte do partido liberal publico
testemuDho de soa adhesSo e sympathia ao cem-
mandante e mais officiaes do 5o batalbao de infan-
taria, pelo procedimento que tiveram na lamen'ta-
vel cccurrencia, j de tedos conhecida.
A's 7 borss da ncke seguic do largo de San-
t'Anninha, ponto indicado para a rcunio, um nu-
meroso grupo, ao sem de msica e ao estalar de
foguetes, e cbega'ndo ao quartel do Tcferido bata
Iblo, dante, estacionon para ouvir es discurase, que de-
viam ser proferidos.
t Uaon da palavra em piimeiro lugar o Sr. Dr.
Paola Duarte, o df pois o Sr. Dr. Carvaiho, filbo
do chets liberal tenente-coronel Xavier de Carva
lho.
Consta nos que cutres oradores se fizeram
ouvir, paisanos e militares. Nao podemos ouvir
distinctamente os discursos ; bavia Eussnrro, que
abafava umita a vezas a vez dos oradores -, pare
ceu-nes, perm, que o Sr. Dr. Carvaiho nao agra-
dou ao sen auditorio, se bem qne fosee cempesto
de imigos e correligionarios.
Terminados os discursos, convidou um cfficial
o povo para temar um copo de cerveja, e cao foi
pequeo o numero dos que aceitarsm o convite, e
penetraran) no quartel, onde foiam servidcs.
A hora do silencio tudo estava terminado, e
elizmente sem deordem alguma que nos conste
ao menos.
Nao temos querido expr circumBtanciada-
mente os factos at boje occorrdos ; o publico
apreciar cem justica a reserva que nos impoe a
posicSo que cecupamos na imprensa. Limitamo-
nos por sbo a registrar as oceurrencias princi
paes, sem ecmmentarios. Quando for oppcrtuno,
e pudermos dar publicidade aos documentes, cum-
pnremos os noisos deveres sem acrimonia, mas
com inteira franqueza, e s nos ser possivel res-
ponder a contestacao com que honraran) hontcm
os Srs. officiaes do 5 de infantaria a noticia que
demos em nossa edicao de ante-hontcm. <
Plantar
Datas at 27 de Novembro :
Nada referem as folbas que merr ca mencao.
Ceara
Datas at 19 de Dezembro :
Fora em excurao at Baturito presidente da
provincia.
No dia 14 prestara juramento e assumira o
exereicio do cargo de desembargador da Relacao
da Fortaleza o Dr. Adelino A. de Luna Freir.
tbegara a 13 e sahira a 15 para o norte o
transporte Purs.
Rio brande do \orle
Datas at 22 de Dezembro :
Constara as noticias da carta do noaso corres-
pondente, publicada na rubrica Interior.
Parabyba
Datas at 23 de Dea^mbrj :
Constava ao Diario da Parahyba ter chovi lo no
centro da provincia, esperando-se bom invern no
anno futuro.
Fallecaram Da capital o capitn Manoel Eze-
quiel Pompen de Olivera e Antonio Ferreira da
Costa Camboim.
INTERIOR
JiAKi DE FERMSgCD
BECIFE, 25 DE DEZEMBRO DE 1886
Xotlclas do norte do imperio
O j> quele Espirito Santo, entrado nontem do
norte, trouxe aa segunles noticias :
Amasanas
Dataa al 12 de D< z< inoro :
As n-iticius sd de uieuor interesse.
tio dia 13 ou 14 devia ser sabmetiido jul-
gameuto do jury de Mauoa o reo Maurillo Torrea,
acC\is>tdo de haver asaassioado o ca. itao Garca.
Foi condeuiiiado a quatro e meio annos de
pnaao euro trabalbos em Fernando de Norooba, o
pr.so Domingos Jos Feruaudes, aecusado pela
justiea eumu nitro ductor e patsador das ultimas
sedaba falsas de 2 a lO, apparecida m Ma-
.4o no mea de Abril e Maio prximos pasas los.
Fallecen o negociante Joao D. Gibson.
Correspondencia do Diarlo de
Pernambuco
RIO GRANDE DO NORTE-Natal, 21
de Dezembro de 1S86
Pouco temos accrescentar depois da nossa
ultima missivx, em 30 do passado.
Com as ultimas noticias do apparecimento do
cholera morbos nss visinhas repblicas, o Dr. ins-
pector inter-no de bygiene, de accordo com a C-
mara Municipal, tem entre outros tomado o bom
alvitre de mandar limpar as ras d'esta cidade,
algumas das quaes, mais afastalas do centro d
populacao, sa enconcravam cobertas de mattos e
aervindo de deposito de lix e immundices.
Consta-nos tambera que o mesmo Dr. inspector
interino tem visitado diversos estabelecimentos,
aconselhand 1 medidas que julga indispeiisaveu
para a boa hygieue, e fiscalisaudo rigorosamente
as carnes verdes expostas venda, soecedendanao
consentir as veaee na venda de algumas rezes aba-
tidas, que tem encontrado em conduces de nao
podereui ser aproveitadaa.
O honrado Dr. iospector de sadc di perto tam-
bcu p r sua ves tem escado era actiridade na
visita dos navios que demandara o nosso porto,
observando rigoroanin -nte as rucoinmendacovs do
Exm. ministro do imaeri'1, a ibre pertos considera-
dos aaspeitos, exercendo tal raapeito a maior tt-
caliaafilo, o que nao podemos dcixar de louvar.
D"este modo ae vao empregaudo os meios de que
podemos diapor para ficar-mos livres da impor-
tuna visita, e Deds se amercear de nos, afugen-
taodo a peior de todas as epidemias que conheee
mos.
Na madrugada de 14 para 15 do corrente,,
aportou esta cidnde urna jaugadH, tripulad* por
1 sargento e 3 sentenciados da ilha de Fernaude
de Noronha, que d'alli partir, seguudo informa-
coes que tiveinoa, no dia 12, com officio do director
d'aquelio presidio, para entregr a qualquer navio
ou vapor que encontraste abn de tazer ebegar s
mos do Exm. presidente d'essa provincia, quem
pedia aquelle director providencias de que nlli
carecan), em vista dos acoutecimentos miis ou
menes graves que su estavam passando.
Tendo se afistado muito dd trra, na noite do
dia era que partiram, e nao Ibes sendo poaaive.
tomar rumo seguro em conaequencia dos ventos e
corrnt'ezas das aguas, aportaran) para a cesta c
vieram felizmente a salvo at aqu, depela de paa-
sar dous ou tres dias sem alimentacao, e at sof
frendo tde!
Immediafmente procuraran) o Exm. presidente
da provincia, Dr. Pereira de Carvaiho, que de
accordo com o honrado Dr. ebefe de policia, e de-
pcis de tomar conhecimento dos factos referidos
pelo director do presidio no cfficio que condnzia c
sargento e interrogando este, telegrapbou aa
presidente d'essa provincia, noticiando todo c
eccorrido para que d'ah seguiasem aa providen-
cias qne o caso exiga, e que d'squi nao era possi-
vel qus foseen, temadas.
Segundo nos foi referido, os factos que ee deraac
no presidio se prendera principalmente indisci-
plina da forca all destacada, qn originara con-
flicto, de que reaul'aram mortes e ferimentos, ha-
vendo receio, ou antes, preeuBcpco cu denuncia,
de que pretenda m fazer exigencias e impesicoe
injustas, logo que alli chigaasc o vaper icsteirc
esperado, e para evitar maiores- males, resalveo c
director fazer sabir a jangada coro o sargenta,
acempanhade ce 3 sentenciados de confianza, con-
duzindo o cfficio ae que j fallimos, reclamanoie
providencias, sendo a principal a subBtiloicSo da
torca jor cutra.
O Exm. Dr. Pereira de Carvaiho foi solicito em
mandar socorrer aos pobres nufragos, fcintcea-
do-lhea o que precisa varo, e tendo de partir pa
ahi o cuttr Eogerio, fel-cs seguir para essa pro-
vincia. E' de criar que a Presdenos d'ahi tenhs
feito seguir inmediatamente algumnavio deguerrt.
e dado tcdts as providencias, fazendo itssar :
pnico que ieinava na illa.
Gracaa ao pregrarama de governo que tc
adoptado o Ilustrado Dr. Pereira de Carvaiho
deve ter'sido enviaaa pelo ultimo paqnete a quao-
tia de 8:495425 ao Banco do Brasil, por cente
de juros vencidas da divida que tem a provine
com aquelle Banco, proveniente de dcua eaipresti-
mcs.
D'este modo, S. Exc. vai praticamente revelan-
do as boas nttnces que tem manifestado de beoe
ficiar a provincia, cemecanao per msnter o ser
crdito.
Em data de 10 do corrente dirigi S.Exc. M
inspector do Thesouro Provincial o reguinte cffi-
cio, que se l no crgo iffici.il de 11 :
Ccnvindo providenciar sobre o pagamento dt
vencimente s ai a diversos funecienanes, de moer.
fazer ceeaar a irre gularidade de achanm-a:
uns em niaior atrazo de vencimentcs que cntroe:
sirva-se V- S. dar suas cidens no sentido de ae:
d'oia em diante pagos de prelerencia ca venci-
raentos d'squelles eropregados que ae achrete
cm maior atrazo de recebimentos at qne, cbtkk
por esta forma a igualdade entre tedos, possa 1
pagtment d'elles ser feito aem as irregularida-
dea que alludo.
EBta medida, que benra S. Exc d bm id&
de seu espirito de justica.
Sabemos tambero que S. Exc. dispensou es ser-
vicos de encarrrgiido das obras publicas provin-
ciaes, que venca a gratificado de 1:601 jUM ati-
nuaes.
A provincia nao tem e nao est ero circunstan-
cias de fazer obras, e em tal caso nao pedia a
mentida aquella despeza perfeitamente dispea-
savel.
Chegando tamben ao seu cenhecimento qne e
acmma que se despenda cero alguna fornecimen-
toa ao Hospital de.t aridade aubia a quantia mmie
superior a de cutroa annos, mandtu S. Exc. sus-
pender aquelles servidos, ordenando que se fizesae
por cutra forma nais conveniente e econmica,
deteiminando ao mesmo tempo que se chamase*
concurrencia psra aquelles e outros fornecimento
cujos contractos nao se haviam renovado cm eon-
sequencia da lei provincial que creen a Santa Casa
de Misericordia.
Os novos centrados rao ser feitos at qne se^i
installada aquella pia instituico.
Estas medidas econmicas, qua sero neces-
sariamente seguidas de cutras, darao nao pequenc
resultado para diminuir muito a despeza provin-
cial.
A' 16 do corrente S. Exc. visitn o Thesonrc
Provincial, a Thesouraria de Fazenda e o Hospital
de Caridade, demorando-se em cada urna d'esta
reparticoes o tempo preciso para examinar detida-
mente es Jiversos servicos e cscriptnracSo, prin-
cipalmente no Hospital, ende percorren leito por
leito des dotntes, examinando as condieoes de ac-
tommodiicao em que se achavam.
S. Exc,, espirito activo e recto, gosta de vea
tudo por si mesmo, para assim ter juizo seguro *
respeito de qualquer interroaco que lbe minis-
trada, e qualquer medida ou providencia te-
mar.
Nao podemos deixar da tecer louvores a este
modo de proceder de S. Exc. que realmente a
mais eonientaneo com es bons principios, e qce
faz honra ao tino e provada inteligencia de S.
ri- A' 11 visiten tambem o Exm. Dr. Pereira ek
Carvaiho, acompanbado do Dr. chefe de polica, c
Lazareto da Piedade, um dos bons edificios que
temos na provincia, pela sua arcbtectura, locali-
sacito e acci mmodacoes.
Este edificio devemoa aos esforcos do presi-
dente Dr. Cunha Barretto, tendo como poderosc
auxiliar o hourado e intelligente engenheiro Dr.
C>lho Cintra, sendo construido cusa de dona-
tivos particulares, sem dispendio dos cofres gera
e provincial.
Alfandega desta cidade, arrecadou duraste
o mez de Novembro findo o seguinte : -
Direitos geraes de exportacao J0:bIO#ZO
Direitos provinciaes de 3 /. 4:192*189
PERNAMBUCO
Assembla Provincial
RENIOEM 13DEDEZEMBKO DE 1886
PBESIOENCIA DO EXM. 88. DK. JOS UANOIL 6B B*BC*
WANDEKLEY
Ao meio dia, feita a chamada e verificado-ae
esiarem presentes apenas os Srs. Ratis e Silva.
Antonio Victor, Herculino Bandcira, Reg Bar-
ros, Goncalvea Ferreia, Soarea de Amorim, Au-
gusto Frauklin, Je5> de o, Rosa e Silva, Rodri-
gues Porto, Ferreira Velloso, Barros Wanderlcy,
Sophronio Portella, Gomes Prente, Barros Bar-
retto Junior, Drilmmoud. Rigueira Costa, Costa Ri-
beiro e Costa Gomca.o Sr. presidente declara na
haver sesao p r taita de numero.
Nao ba expediente.
Em seguida o Sr. presidente declara diasolvid
a reuma.-.
6. SESSAO EM 14 DE DEZEWBTO DE 1886
PBESIDEKCI no EXM. SB DB JOS MASOK. DS BASBOS
WANDKRLEY
Sdmm.uiio. Abre-se a seaao.Leitura e appro-
vaco da acta.Exp 'diente.Discor-
sos doa Srs. Jos Mara e Drammond.
Kequeriineuto do Sr. Diummond.
Ordem do da.Kequeriinento do Sr.
Jos Mara, |>edinao o adiarnento da
discu8o do projecto n. 10'J Conti-
nuaci" da discuasao do projecto o.
103.Emendas dos Srs. i'itaoga, Jos
Mara, Andr Dias, JoS) de Olivera,
Juvenoia Mariz e Perreira Jacobina.
Discursos don Srs. los Mara e
Jopo de Olivera.wRequenmentos do
Sr. G uicaivcs Ferreira.Levanta se
fa essio.
o ocio d feita a chamada e verificando se
/



'
I



\ v
*>
Diario de Pernambuco---Sabbado 25 de Dezembro de 1886
eatarem presentes os Sra. Julio de Barros, Hatis
e Silva, Luis d Andrada, Rodrigues Porto, Ama-
ral, Barres Wanderley, Ji* de S, Goncalves
Ferrara, Bego Barros, Amorim, Antonio Vctor,
Dominguea da Silva, Augusto Franklin, Rosa e
8lva, Rogoberto, Drnmmond, Regueira CosU,
Herenlano Bandeira, Gomes Prente e Sophrouio
Portetla, o Sr. presidente declara aberts, a ses-
5o.
Comparecer depois os Srs. LDurenco de S,
Juvenco Mana, Andr Das, Joio de Oliveira,
Jos Maria, Purreir Velloso, Prxedes Pkaoga,
Barros Barreto Ju'assr, Costo Gassss, Feereua Ja-
cobina, Affinso LuaSosa e Bari do Calar.
Faltaram oa Sr*. Viseonde ae Tabaliaga, Bario
de Itapiaauasa, CoassssWino da Albuquerque, Coe-
lho de Moran* Saks de Melta, Joo Alves e
CosU Ribeiro.
Kio lidas e approvadaa sem debate as actas da
seaso de 11 e da reuno de 13.
O Sr. 1" seere*ark> procede lcitura do se-
guate
EXPEDIENTE
Uinapetifo de Luiz Cordero de Beneyides, re-
, querendo que se autorise A Cmara Municipal da
Victoria a pagar o que est a dever-lhe do custas.
A' commiaso de orcameuto muoiuipal.
Sao lidos, apoiadoa ejulgadoa objeto de de-
berai^ii os seguintea projectos .*
N. 105. R-dunndo a um districto de pas a fre-
guezia de N'ossa Senbora do O' dos Prazeres de
Maraoguape.
N. iG. Coneedendo iseocao de pagamento de
impostos provinciaes e outros favores ao Banca
de Crdito Real era Pernambueo.
O Sr. Jos MariVolto, Sr. presidente,
a occapar rao de um aasumpto muito importante,
cao importante que so d'elle recordar-me causa-
ase horror ; volto a oceupar me do cholera-raer-
bas.
Pedi, Sr. presidente informales a eaU casa e
tive a eatisfacao de ver que o meu requerimento
ro approvado por unanimiiiade, pedi que se solici-
taste do Sr. presidente da provincia explieacoes
sobre se Una*, couhecimeuto de que navios proce-
dentes do Rio da Prata se achavara ancorados ao
laoaario, despeo a da intinaco que se Ibes ha-
via feito para que se retirastera e se S. Exc. ti-
nba tido conheciinonto de que o cholera havia in-
vadido a pro*.lucia do Para, e beui assim que pro-
videncias h-ivia tomado para que tosse pelo menos
a mala do vapor que boje devia ebegar, cerno el-
chegou, desinfectada. At agora
mas hei de encerrar-ma na raioha casa, esperando
pela minba ultima hora.
O Sr Antonio VicterV. Exc. at me parece
que ja tein aymptoraa do cholera.
O Sr. Jos MariaPoaao appellar para os nossos
collegas mdicos e elles que dizem estudar dando
as nossas phisionomias, qual de ni dou estar
mais nmeacado.
O Sr. Autonio VctorV. Exc. com certeza.
0 Sr. Jos MariaSi a queato do pallidez
posso afSrmar ao nobre denotado que neeta cas*
ha gente maia paluda do que en. O Sr. Parrjra
Vestsas, par i'inplo j eati lgido (riso)-
asm wdirl esta : O cholera est no Par4.
Afirmo i sao parque quena patsou o t -'legraos* foi
pesgoa maitu competente, e o affirino aiuda asis
pela propsia eonteatacao viada no telegratnina of-
fiuial. precian ser beocio para nao coaopreSMu -
dor-se a verade. -
Peasaasaaa, porm. Sr. presidente ootra ordem
de conaideracoes. O Jornal do Btcife sob o titule
Km quanto i lempo em artig editorial, pede serias
providencias para o facto de permanecerem aiuda
no Lamaro os navios procedentes de Prata, e de-
nuncia mais o facto do qus essea navios estilo em
communicaco com a trra, amcacando-noa assim
cada momento. *
Ora diga-tae V. Exc, Sr. presidente, se ato nao
vontade da parte do governo de que o cholera nos
invada ?
Pois navios de porto* infeccionados, que estSo
prohidos do entrar aqu, apezar do tudu entrara
sombra deste inesmo governo, e mais do que iseo,
tem communicacao com a trra por meio de jan
gadas, trazendo cartas para os cnsules, uoitc,
como diz o Jornal ? 1
Isso realmente, Sr. presidente, um fac to es-
pantoso.
Um Sr. Deputado V. Exc tem certeza disto ?
Sr. Jos Mara Tenho, Iporque eatou con-
vencido de que o Jornal do llecife nao seria capaz
de avanear uina inexactido. |
Pois este governo nao tem energa para mandar
que da fortaleza do Bruin se ine'.ta o casco desses
nav.oa a pique, mandando-Ibes urna d'aquellas
bailas velhas que all existem V
O Sr. Qsstvalvts Ferreira Mas o nobre depu-
tado sabe que a rtilbaria da fortaleza do Bruin
nao tuneciona regularmente.
U Sr. Jos Mana atonta caso minde-se deitar
aquillo abaixo. Para que aquelle ontulho se nao
rerve para cousa neubuina ?
Um sr. Deputado De sorte que V. Exc. quer
festivamente _
nao vieram :is iuformafO-.!S e S. Exc. liraitou se ai alm do cholera a guerra.
aandar truascrever no Dia'io de Pernambuco um I O Sr. Jos Mara Ao
:
telegramma do presidente da provincia invadida
pelo cholera, rm que se diz que o boato falso;
> mas, do proprio telegramma veritica-se que o ba
to verdadeiro.
Tambem quando apparcceu em Bucnos-Ayres o
cholera, dizium os tele^rammas particulares que a
wrtalidade era j bastante grande, e entretanto o
governo argentino sustentava p firme que era
iaexaeto, que o cholera nao bavia all apparecido,
que nio tiuha faito vctima alguma.
O inesmo se est dando em Montevideo.
Todos nos sabemos que o cholera acaba de appa-
recer ahi, tive oecasiao de ver um telegramma
dirigido \r.r um commerci.ute d'uquella cidade,
para ama casa rcspeitabilissima d'esta prac, afir-
mando qn^> o cholera tstava em Montevideo. En-
tretanto vein boje no Diario de Pernambuoo um
telegramma afirmando que isso nao exacto.
O Sr. Gomes I'areuteIsto epeculaco de
urna casa c jmmercial.
O Sr. Jos Maria- Eu posso daer que o con-
trario urna eapjcniacii) governameutal. O go-
verno nao aei porque razo tem sempre interesse
em oceultar a verdade, e embra appareca o cho-
lera depois, e embra essa negativa nio aproveite
ao cholera que nao tem medo da mentira governa-
i tal...
O Sr. Gaspar de DrummondMas ninguem est
faxendo poltica com isto.
O Sr. Joe Maria... a verdade que o go-
verno oceulta urna coosa d'estas. creio que para
ai lancar o terror no meio da populai^ao.
Mas a verdade ha de apparecer e depois psra
<|e adiar o ierror, se necescanamente o terror se
ha de derramar entre nos, porque o cholera nos ha
te visitar? Porque razio nao nos ha vemos desde
j preparar para isto ?
Pergunto ao nobre depotado: a insistencia do
governo era negar que o cholera est no Para
aproveita alguma couse ? Ao contrario, s pode
deaapproveitar, porque os que acreditara na pala-
Tra do governo nao tomarao celtas providencias,
que eu entretanto tomei. Por exemplo: as malas
que chegaram palo vapor de boje nao eutraram no
meu esaript.ru, sem ser previamente desinfecta-
dos por grande quantidade de acido phenico.
Entretanto, se o governo nao bouvesso negado
a existencia do cholera no Para, emboranao tives-
se mandado desenfectar os malta, muitas outras
peseoas teriam tomado a providencia que tom-r.
Mas. dizia eu, do proprio telegramma do presi-
dente do Par se comprehende que o cholera all
existe.
Efectivamente, diz o telegramma : sao boatos
falsos, onve algunscasos de cholerina, sendo
apenas nm fsetal, muu pioprio dagoaistico
dnv'doso .
Este dagonistico duvidoso quer dizer tudo, isto
, quu una pensam que cholerina, outros que
febre perniciosa, e outros cholera.
Pergunto eu aos nobres debutados qno sao m-
dicos : ha entre nos, sem ser epidemia, esta moles-
tia chamada cholerina, ella antecede sempre o
cholera 1 .
Sr. Prxedes PtangaQuasi sempre procede
O f>r. Jos MaraPergunto eu aiuda : morre-
an assim de cholerina?
Nao, de cerlo.
Tiremos agora as conclusoes : do Para afirma-
se em telegramma particular que o choiera all
appareceu. O Sr. Dr. Santa Rosa, segundo sou
informado p-la imprensa, com a assgnatura, con-
firmou o facto, isto que se trata va d,o cholera ;
govtrno sendo propenso a oceultar a verdade
diz que nao cholera, mas cholerina.
Pergunto eu:
D'eate inesmo telegramma chega-se ou nao
veracidade do facto por mim denunciado n'csta
Demaia, Sr. presidente, nos temos o]precedente
de que uao ha mutoa das se dizia que o cholera
o tinha che^ido Buenos-Ayres.
Um Sr. DeputadoO noDre deputado lmbra se
cwin i fai recebido o telegramma do Sr. Ministro ?
O Sr. Jos MariaV. Exc. assim contuude as
cousas ou V. Exc. nao coinprchendeu o que eu
accabode dizer, ou entilo muito propositalmente nao
qner comprehender.
O Sr. Barros Barretto"Jnu:or Comprehendi
per-ritamente o que diese o nobre deputado.
O Sr. Jos MariaNao bou ve absolut mente
censura ao governo por ter fechado os portos aos
navios procedentes das regies iufeceionadas; fo
cousa muto;diversa. V. Exc. lra com mais atten-
co e ver que labora em engao.
C Sr. Barros Barretto JniorEu pens que
ao.
O Sr. Jos MariaE anda mesmo, Sr. presi-
dente, que se tivessejdadoa hypothese que figurou
o nobre deputado, que accaba de interromper m;
anda mesmo dad a hypotheso ds que o orgao da
opposico tivesse feito censuras, estava no seu di-
reito o governo brasileiro fechando os noesos por
tos aos navios procedentes de portos infeccionados.
Mas ve Prata, a cholerina precede ao cholera ; j hoave
um caso fatal no Cear e as opinioas divergen!.
Uns dizem que cholera, outras que cholerina,
outras que febre perniciosa e ontros finalmente
que doce de goiaba (riso). Mas, 'ir presidente
com o caldo de gallinha nao fez mal a uioguem,
nao era muito qu* o governo ao menos para tran
quiliear a populacio tivesse tomado certas provi-
dencias afin de retardar, tanto quanto fizesse pos-
ivel a visita de to terrivel hospede.
Um Sr. DeputadoVisita perteitamente dispen-
avel.
O Sr. Joe MariaAmanb, qualquer desses
das prximos deve chegar so nosso porto novo
vapor, e desde que nao ha cholera o governo para
guardar coherencia, certamente nao mandar des-
infectar a ma'a para impedir o desenvolvimento
do mierobio. (Apartes).
Mas Sr. presidente, que j eston tomando um
pouco de eoragem. So eu conseguir fazer um es-
forco e poder eupplantar o medo afirmo aos nobres
deputados que nao morrerei.
O 8r. Drummond Se morrer de med,.
O, 8r. Jos MariaSe poder supplantar o medo,
como supponh), porque estou mais animado, por
que j estou mais convencido de qus desgraca
pouca bobagem, aiseguro aos nobres deputados
que nao morrerei.
Um Sr. DiputadoNessa occasio que eu
quero ver.
O Sr. Jos Maria8e, pelo contrar^ eu nao
poder vencer o medo que me asaalta, Rrei urna
das primeiraa victimas. Nao fugirei delta cidade,
Antea a guerra do que o
choleras
Pois navios procedentes de portos infeccio-
nados, naves que recebem ordem para n> fun
dear em nosso porto, desprezain essas raesmss or-
dens V
O governo diz que esses nav'os uao podem ei-
trsr no nosso porto e elles apezar disso aqui fuu-
deam !
Se o governo niio sabe ou nao pede manter as
suas ordena, eutu um governo desmoralsao.
Convide logo o cholera para btnquetear-se en-
tre nos, dando-lho o lugar le h ,nra na mesa.
E' so o que falta Se o ebu lora aiuda n no
invadi, porque parece q'ue tem una certa re-
pugnancia estas paragens; digo isto, porque o
gov.Tiio tem lbe feito todos os carinos ; ur.i
verdadeiro namorado.
f) governo est uamorando o cholera, que
pena que o governo arrogue si o direito de des-
tribuir os piatoa no banquete que t ^m de offere-
cer-lbe, porque Sr. presidente, o saanju que elle
tem du dar somos nos. E eu nao sou tilo amigo
d'eate goveruo que consinta poder elle dispor de
n im a scu talante.
O nobre d -putado pelo 5 districto, porm, que
est livre do cholera, porque poude vencer um
outro cholera em Boin Jardu>.
Eu nao man lo requerimento mesa, porque sei
que intil, pois, j fui approvado um e nao ee to-
mn providencia aJguina.
O Sr. Gon^alves Perreira governo nao tem
se descuidado n'este sentido.
O Sr. Jos MariaQaal providencias ? a mala
nem desinfectada fui, sequer
Um Sr. DeputadoE' porque nilo havia cho-
lera.
Sr. Jos MariaE sobre os navios, que pro-
videncias toinou elle ?
O Sr. Goncalves FerreiraOs navios tiveram
ordem para sabir.
O Sr. Jos Mariali-is nao sahiram, e eu nao
sei para que servem aquellas pecas veihas que l
csto na fortaleza do Bruin.
O Sr. Goncalves FerreiraCom aquelia arte-
lheria do Brum, nada se pode fazer.
O Sr. Jos MariaEntio aciibe-se esm aquillo,
ae menos nao se gasta polvera nos aniversarios
da familia imperial.
Se a razo porque nao ha navios de guerra no
porto,permi .ta a Assembla que eu faca urna cen-
sura ao governo que ao passo que mandou dous na-
vios de gera, para dcbcllar 'o voto livre, que
parece nao deve fazer tanto medo como o cholera,
agora cruza os bracos. O governo, ento, foi pros-
suroso em honrar-nos n'aqu>'lla poca, com ious
uavios de guerra, para garantir a liberdade do
voto, e boje, manda para todas as provincias vasos
de guerra, inclusive para o Espirito S.-.nto, ao
passo que nao manda para Pernambuco, de uur.e
que se eu podesse da r um couselbo ao Sr. presi-
dente da provincia, desde que seu gov rao nao
atiende as auas solicitaces, conforme afirmara os
nobres deputados, dir-lbe-hia que mandasse o se-
guinte telegramma : da 23 de Dezembro, elei-
co juz de paz, freguezia Poco da Panella ; quero
dous varos quanto ant*s, espera-se darundundum,
vigario brigado Roma. Este telegramma seria
ezprcssivo, e incontinente o governo geral man-
dara logo, no dous vasos, mas quatro. Assim
se eu podesse dar lhe-hia este conseibo, sim, porque
era o meio mais simples de ser attendida a sua re-
clamacaa, porque nao se comproheude que o go-
verno que mandou para esta provincia dous vasos
de guerra para, debellar o voto livre, agora, n'uaia
emergencia d'estas, mandando navios para toda a
parte, nao mande para Pernambuco, o porto onde
estacionara todos os navios.
Parece, Sr. presidente, que esta provincia est
condeinnada pelo governo geral, que, parece, pro-
cura por todos os modos estigmatisar-nos. Se te
organisam ministerios, entrara representantes de
todas as provincias e de Pernambuco nao ; se se
trata de citolera morbut, manda-ae navios para toda
a parte, excepto para aqui.
Estas e outrai razoes, demonstrara qae o go
verno geral quer acabar com esta trra. O re de
Portugal nos entregou a Hollanda, e oa pascados
dos nossos antepassados,foram tao idiotas que res-
tauraran] o seu poder entregando-a as mos do
rei que a bava vendido por cobarda. Agora o
governo geral, nos entrega ao chilera, sem mais
nem menos, sera nos pedir liceucas. Eu lameoto
isto, porque afinal de coatas, se elle nao entrou
aqui, porque tem estado com ceremonia, porqoe
off-.reciraentos nao tem faltado, justica se faca ao
governo.
Eu lamento isto, porque afinal de contas, eu te-
nho muito medo delle, e se puder fugirei, correrei
as leguas ; nao gosto desse cidadi.
O Sr. Prxedes PitangaV para a ierra.
O Sr. Jos* MariaV. Exc. lembrou bem ; eu
vou fazer amisade com o padre Tejo.
Eu disse e repito, nao mando requerimento a'-
gura ; faco apenas estas observacoes intermedia-
das de chalacas e para neo me aterrar, porque do
contrario eu ficaria quedo, mudo, sem poder pro-
ferir palavra alguma; eu teaho muito medo do se-
nbor cholera, muito.
Confio queS. Exc. o Sr. presidente da provin-
cia, ter assim urna noticia vaga, de que nesta sa-
l nna ae tratou a respeito de to diatincto ci-
dado.
Sao estas as conaideracoes que tinha a fazer
cara relacao ao Sr. cholera.
Sociedade Auxiliadora da Agri-
cultnra
Sociedade Auxiliadora da Agricultura de Per-
nambuco, em 17 de Dezembro de 1886. Secco
de Superintendencia.Iilm. e Exm. Sr.Inclusa
temos a honra de passar s mos de V. Exc,
para que se digne de transmittil-a a S. M. o Im-
perador, a aupplica, que dirigimos ao mesmo Au
gusto Senhor, em virtude da resoluco votada pelo
conselho administrativo d'esta Sociedade em 27 de
Outubru prximo pasudo, cuja copia icompanha
a raesma supplica.
Deus guarde a V. Exc.Illm. e Exm. Sr. Dr.
Pedro Vicente de Aaevedo, M. D. presidente da
provincia.
Paulo de Amorim Salgado,
Vice-gereote.
Henrique Augutto Milet,
Secretario geral.
Antonio Pereira Simoes,
Tbeaourelro.
8UPPLICA
Sesmos Acabrunhada por Ilgicos impostos
de exportacao, que proporciouaes receita bruta
nao raras vezes tu chegado a abaorver comple-
tamente a renda liquida e pesar sobre o proprio
capital de exploracao, falta de meios de transporte
econmico e privada dos recursos do crdito, que
-poderia supprir a escassez de capital inevitavel
n'um paiz anda novo, a principal lavoura d'esta
provincia, a da caima de aasucar, de cujos pro-
ductos, directos ou indirectos, vive a maioria de
aeua habitantes, e que oa habilita a concorrer com
alguns milhares de con tos para as despease ge-
nes do imperio, tem-se visto na irapossibilidade
de acompaahar oa progressos da industria assu-
careia nos mais paizes, e com especialidade oa
da AUtnaaaha, onde a scienci, unida ao capital e
maia eifi.-az pruteccao dos poderes pblicos,
aljt ah> compensar a deavantagem de urna mate-
ria prima interior, tem chegado a colloear, nos
maBM(ads reguladores, o assucar do betteraba era
-laaif anperiores ao extrabida da canna de as-
Por sso, de 1860 para c, os precoa normaes do
aaaucar era taea mercados, comDutadog em uossa
moeda nacional ao cambio de 27, tem deixad de
ser renumeradores para o maior numero de nossos
productores ; e se tcem estes podido continuar
com a saa iudustria, e at desenvolvel-a durante
a neta luta com o Paraguay, tal incremento |toi
devido A persistencia do cambio baixo, quu sem
determinar sensivel aec/escira > no custo da pro
duefo, proporcionava-lhes, no preco que recebiam
pelo scu geuero, ura augmento que ebegou a 10 1
por ecuto cm 1868 ; sendo incoutestavel, que de
1860 para c, todas as vezea que o cambio arpro-
ximon-ee do par eat excedeu-o como cm 1863 e
1861, 186.) e 1*75, em conscquuacia dos erapresti-
raos externos enio realizados soffrerara os produ
clores enormes prejuizos, e e escaparam du uina
ruma completa, por ter o inesmo cambio reassu-
mido com pouca demora a sua marcha descen-
dente.
De 1879 para c, o espantoso doseavolvimento
da industria asaucarcira na Allemanlia, devido
aoa premoa de eip .rfi.e.i, que lh-'"w-io pennittido
atirar no mercado geral, e ahi rende!-as por preco
inferior uo eusto da produccao, quantidades avul-
tadaa de assucar, erapeorou de tal forma as nos-
sas crenmsfancag, que oa nrocos de taes merca-
il-'s (i'ie calculados 10 cambio de 23 011 "_'l anda
davam margem a ulgura lucio nos anuos anterio-
res) deixarmn de ser reuunradores, e teria a
baX4 dos precos determinado irnmeiiatamente
urna crise intensa, como a que boje nos araeaca, ee
nao houvesso sido acoinoanhada p la do cambio,
que desceu para 21, 20,1!* e couservou-se as ra-
mediacoes de 18 at o priuciplo do auno crrante.
Hoje, a depresso dos precos nos mercados re-
guladores chegou a tal ponto, que ahila meara)
calculados ao cambio du 18, elles nao sao mai re-
muuuradorcs psra os nossos agricultores e tornam
iudispenaavel urna serie de medidas, que nos enl-
loquen] em coaertcoes econmicas idnticas s
dos nossos concurrentes. ,
O preco actual (uos mercad-s eunpeus e da
America do Norte) do assucar bruto, que figura
na pr-iporco de 75 ou 8t> por cento da nuiaa ex-
porta(o, calculad') ao cambio de IH d., mal ebega
a 100 ris por kilo, quaotia esta inferior ao custo
Ja proiuccao na inmensa maioria do uussos engi-
nliot, e em todos elles quando accrusceutad > a
dito custo a desfieza du irausportu para o Recife.
Entretanto, estamos vendo, hojp, to desbravado
preco ainda diminuid 1, na proporeo de cerca de
20 por cento, pela subida do cambio (de 18 a 22 d.)
promovida p-io Exm actual ministro da fis-nda.
pjr meie de venda de cambines e pagasmuto era
miro, em vista da realizaba) de p'anos Bnaaeetros
ntM, ain'la quando nao perinanec-sae duvida al-
guma acerca das vantagana do fim qce S. Exc.
tem em vista, da possibilidade de conseguil-o u da
eficacia des meios apresentados, nem por sao
deixariam de acorrer na pecha du inapportuuos,
pois, as actnaes circumstaucias da uossa pro-
duccao, aearrotaiD o desappareciraenl.. ds nossa
industria assucaraira, que embora se anppriinia-
aem os direito.* du exportaco, se 1I1 frauqueasse
o crdito e se ubaixaasjm os frutes das vias-fer-
reas, nao poderia to cedo reduzir o cutto da pro-
duccao a ponto di lucrar cora precos, que calcula-
dos ao cambio de 27 nao podem mais em circura-
atancias normaes exceder de 100 ris por kilo, e
hrje com o cambio de 22 sao de 70 ris c no Re-
cita de 54 em Nazareth e de 40 em Palmares !
O Exm. Sr. conselheiro ministro da fazenla, em
seu discurso de 6 de Agosto prximo passado
ditae : Nao possivel que a borratha. godo, o caf, o mate, o charque, todos o pro-
ducto nacime* emfim, possam toffrtjr urna baixa
d\, 30 por cento sem produzir immensos pr'jaos,
nao s para a lavoura e o c.mmcrcio com ella rela-
cionado, como para as industrias. Entretanto,
a despeito dos lamentaveis circumstaucias era que
a depresso do consumo na Europa, e a subsu-
quente baixa dos precos da mor parte dos pro-
ductos, tem collocado a nossa lavoar de exporta
ci, nao besitou S. Exe. em promover, elle pro-
prio, urna alca artificial do cambio, que re-
bsixm na proporcao de 20 por cento precos que
j tinhara deixado de ser remuneradores.
Nao sabemos se os lavradorea de caf podem,
no actual estado de depresso das forcas consu-
midoras em todo o orbe civilisado, resistir a uina
baixa addicional de 20 por cento; mas, quanto a
canna nao possivel conservar duvida. Os pre-
C >s actuaes, para a maioria dos productores, com-
pensara muito mal aa despezas da moagem e fa-
brico (10 ris por kilo de assucar produzido), de
corte, amarraco e transporta da canna, (20 ris
per kilo) do frete da trra, cabotagem ou vias-
ferreaa, carretes e comraisso (20 ris por kilo)
de renda da trra (13 ris por kilo).
Nada, ou quasi nada 17 ris por 20 kilos de
canna) fica para pagar a materia pruna, que
a canna]; e em taes condicoas nao possivel con-
tinuar com urna cultura to pouco remnnera-
dora.
SenAor.Em circunstancias to aflictivas e
que to directamente cempromettem, nesta e as
visinhas provincias, os rendimentos pblicos e
particulares, a Sociedade Auxiliadora da Agri-
cultura de Pernambuco, pelo orgao ds seu conae-
Ibo administrativo, reunido etn susso extraordi-
naria no da 27 do pasaado mez de Ootubro, ap-
provou por unanimidade de votoa, a resoluco
cuja copia segu appensa a presente petico e pela
qual somos autorisados a dirigir-nos V. M. I.
em uome da agricultura da provincia, em ordem
de obtermos que, emquanto durar a crise e os
presos nao se tornarem remuneradores, os delega-
dos de V. M. I, abandonem o cambio as suas ten-
dencias naturaes, deixando por ora de proseguir
na execuco de um plano fiuanceiro euja realisa-
co, ainda mesmo parcial, as circurastancias
actuaes, equivale a urna sentuuca de morte para
a industria que serve de base ao'edificio econ-
mico e fiuanceiro desta parte do Imperio de Santa
Cruz.
Nestos termos a supplicante pede deferimento.
E. R. M.
Sala das Seasoea da Sociedade AoBil'adora da
Agricultura de Pernambuco, em 16 de D.'zeinbro
du 1886.
PauZo de Amorim Salgado.
Vice-gerenle.
Henrique Augusto Milet.
Secretario geral.
Antonio Pereira Simoes.
Tbesoureiro.
BE30LCAO
CopiaO Conselho Administrativo da Sociedade
Auxiliadora da Agricultura de Pernaasuuco, preb-
ciudindo de quaeaquer apreciacoes relativas :
1. conveniencia de renovar a teutativa. malo-
grada em 1854, de restaurar e mamar no Imperio
a circulaco metallica ;
2* possibilidade de conseguir ae semelhante
resultado sem ter previamente effectuado, na nos-
sa organisaco econoa ics e financeira, reformas
taca que aasegurem equilibrio permanente, quan-
do nao aaldos a favor, na conta de nossas trana -
accoes io turnacionaes;
3 a eficacia do plano a presentado para este
fim pelo actual ministro da fazenda ; a
Considerando, que a preteueo, manifestada por
S. Exc, de restaurar progressivamente o padro
monetario da lei de 11 de Agosto da 1846 (cambra
de 27 d. por 1000), equivale a urna sentenca de
morte para a lavoura da caona e industria asau-
carcira da provincia, cujoa productos nao podem,
em quanto nio torem collocadoa naa mesmas con-
dices dos similares das mais nacSea,' e especial-
mente dos da beterraba europea, obter precos que
aejam remuneradores ao cambio de 27 d., o que o
proprio Sr. conselheiro Belisario 'econlicceu um-
plicitamente em seu discurso de 6 de Agosto pr-
ximo pasaado ;
Considerando, que oa actuaos procos do aasucar
noa mercados conaurcidorea, uem com o cambio de
18 d., que regulen durante a aafra de 88485
sao remuneradores para os nossos aaaucarea, e a
dimrauicao de cerca de 20 0/0, que lhca fez expe-
rimentar a elevacio artificial do cambio (de 18 a
22), promovida pelo meamo ministro da fazenda
com os fundos do ultimo einpreatiuto externo,
constitue nevo prejuizo, que os nossos agriculto-
res devero accrescentur ao que j lbe cauaava a
baixa Jos precos nos mercados estrangeiros ; tem
de sahir do capital de exploracao e de fazel-o des-
apparecer dentro em breve, com inmenso prejuizo
da produccao, ruina dos productores e infallivcl
diminu cao das rendas do estado ;
C insiderando, que embora, quer aa condce8
do8 nossos productores, quer ts precos do assuar
possam melhorar, nao chegaro estes tan cedo a
seren remuneradores com o cambio de 22 d., e
com maioria de razo com outro mais alto, p ir es-
tas e outras conaideracoes qus das mearaaa dima-
nara ;
Encarrega a scelo do superintendencia, de di-
rigir-a, era nome da Agricultura de Pernambuco,
ao governo da S. M. Imperial, era ordem de obter-
aa, que era quanto nao se bajara tornados isanuue
radares os precos do aasucar, abstaalia-se o mea
un governo da qualquer nterveocao no mercado
do cambio, destinada a promover 011 mauter, por
venda de cambiaea, pagamentos realisadoa em ou-
ro, ou outro qualq'ier meio conducente ao mesmo
fim, urna taza np-tiur a resultante do estado dos
nossos corapromissos internaciona.'a.
Sede da Sociedade. Auxiliadora da Agriculiur*
de Pernambuco, era 27 de Outubro de 1886 .jMI
(Assignados) Paulo de Amorim Salgado, pra-
bidente do consclh). Henrique Augusto Milet,
secretario.Antonio Pereira Simoes. loo Frr-
nandes L ipes. Juvinu Baadeira. Ignacio de
Barros Barrete.
Est conforme. H. A. Milet.
KKViSTA DIARfe '
Colonia IznhelS. Exc, Sr. Dr. Peiro
Vicente do Aw'edo, digno presidenteda provincia,
seguio hontem n'um trem da ferro via S. Francisco
at a Colonia Oipbauolegica Izabel, afim de visi-
tal-a.
ManireMlariio lionrownAntc-hontem,
s 6 horaa da tarde, diveraos moradores da autiga
cidade Oiinda, era sua maro- parte, pesabas gradas
c consideradas, sera diatracode coi poltica, foram
ca3a do Sr. Dr. Hermogenea Socra tes Ta vares de
Vasconeellos, e o telicitarain pelaaua nomeacopara
desembsrgador da Rolaco do Recife, co-igratu-
lundo-ae pela acertada escolha do Governo Imp-rial
ao magistrado que tem sabida mauter adiguiradn
ejprobidade que ornara a sua pessoa, quer como
hornera publico, quer como particular.
Feita a fulicitaco pelo Sr. r. Bernadino de
Senna Das interprete do pensam"iif dos manifes-
tantes, o Sr. dezembargador Hermogenea agrade-
cen commovido a raanifestacao honrosa de quo era
alvo, e em aeguida, e por convite da Exm.' espora
do Sr. desembsrgador Ilerinog^nei de Vasconcellus
foi srrvido aos visitantes ura copod'agua, era cuja
meza, que se achava delicadamente servida truca-
ras se diversos brindes entre us pessoas pres"iite
sobrerahind 1 03 derigidos ao Sr. deserabargador
Hermogenes e sua Exm.* familia, bnn lea que
farara frenticamente correspondidos, terminando
a fc-rfa s 8 horas da noite.
A KvoluranPublicou-se o n. 11 deste pe-
ridico E' o ultimo do corrennte auno.
* vaccimeo, cargo do Dr. inspector da'hygiene,
f i traoBierido para o Io andar do predio u. 32, da
ra do Baro da Victoria.
A vaceinaci sur feita s 10 horas da manh
das segundas a quartaa-feras de todas aa sema-
nas.
Proceso TorreRecebemos de Manaes
11ro ex^.i-plar impresso do processo iustaurad? con-
tra Taeiauo Maurillo Torres, autor da morte e
roubo do capitalista Custodio Pires (jarcia.
Agradecemos o mimo.
BrntlccimcntoFallaceu, na noite de ante-
hontem, D. Idalina M. de Loureiros Peixoto, digua
consorte do Sr. Luiz Leopoldo dos Guimarea Pei-
xoto.
Era a finada urna Sr. prendada e viituosa, e
ainda bem moca; pelo quo f.ii muito rudc o golpe
para o seo esposo, a quera spresentamoa condolen-
cias.
Isirectoria da obra de romera
c&n do ..portoBdetiin meteorolgico do
dis 23 de Dezembro de 1886 :
Horas i> B-So 0 s -a Barmetro a 0 TmsSo do vapor 4 a i 9 a
6 m. 9 12 3 t. 6 264 29 0 29-8 29"-6 26-9 759m34 760n>50 760m26 78""58 758-94 19.69 19.59 19.28 19.77 20.33 77 66 63 63 77
Temperatura mxima30,8.
Dita mnima26,4.
Evaporacao em 24 horas ao sol : 7>,3 ; som-
bra : 4",4.
ChuvaO.'ab.
Direcco du vento : SE de meia noite at 3
horas e 20 minutos da maoha ; ESE at 5 horas
e 10 minutos da tarde ; (com interrupco de SE
durarte 1 hora e 20 minutos) ; SE at meia noite.
Velocidade media do vento : 2IU,43 porseguudo.
Nebulosidad^ media: 0.6.
Jury de tytaana-tSob a presidencia do
Dr. juiz de direito, abrio-ae, uo da 9, a 4* aesso
judiciaria, oceupandoa cadeira da aecusaco o
promotor eftactivo Dr. Joo Agostinho Cavalcan-
te.
No dia 11 reunise numero legal, sondo sub-
mettidn julgamcnto o reo Luia de Franca Couti-
nbo, que foi condemaado uo grao medio do artigo
194.
No dia 13 fji aubmettido o reo Francisco Vi-
cente da Fooseca, ocurso as penas do artigo
193, modificadas pelas do artigo 34, sendo absol-
vido. No meamo dia requeren adiamento do jul-
mento o reo Vicente Rodrignes, inenreo no artigo
193, por nao terera comparecido as testemuuhas
de defeza.
No dia 14, forara submettiios es roa Alexsndre
Lib raliuo e Bellarmino artigo 2 ti, sendo condemnadoa no grao medio. No
mesmo dia ainda foi julgado o reo Manoel Severi-
no o aeua co roa ausentes, em numerj de 6, Beo-
do absolvidos.
No dia 15 foi julgado or> Manoel Damasio,
neurso as penas do artigo 193 e condemnado
pena de galea perpetuas. No meamo d* ainda
toi aubmettido o reo Manoel Damasio dos Santos-
ocurso no artigo 205 e condemnado no grao me-
dio do mesmo artigo.
No dia 16 foi aubmettido julgamanto o reo
Joaquim Bonifacio, iucurao no artigo 193, sendo
condemnado gales perpetuas. No meamo dia
ainda toi julgado oreo Clcmentino Vieira, con-
demnado no grao medio do artigo 201.
No da 17 foi julgado o res Frederico Guima-
res, incurso no artigo 20i, tendo o juiz reconhe-
cido a justificativa do 3, do artigo 14 em seu fa-
vor.
Deixou de ser aubmettido o reo Cosme de Sena
Bimbuth, incurso no artigo 226, por nao ter sido
devolvida urna precatoria que foi expedida, para
aer citada urna teatemunha moradora nessa capi-
tal.
loqnerito policiat. O subdelegado do
districto da Turre remetteu ao D.. juiz de direito
do 3o districto criminal, o inquerito a que ae pro-
cedeu contra Antonio Tbomaz d tal e Raymundo
do tal, por terera ferido a Firmino Lourenco da
Silva Leite, no lugar Taquary.
Boas Conaelbo,Deata villa escreveu-nos
o nosso correspondente era Ib do correte, o se-
guate :
Com a presente miaaiva encerramos a ardua
tarefa a que nos propuzemos para com essa illua
tre redaeco durante o anno vigente.
' A apparico do cholera as repblicas do Pra-
t:', plantando o desanimo e o terror no scio das fa-
milias, tem dado margens aos maia tristes com-
raentarioe.
Bem recentes sao ainda os estragos deste ter-
rivel flagello as duas visitas que nos fez em 1856
e 1863.
, < Deus o queira distanciar de nos.
No dia 11 do passado o no aitiqjio Prata, o
individuo do nome Antonio Gomes*aa Rocha, fa-
xendo parte da patrulha que rondavA a feira, que
all ae reno aoa domiugos, ao dar vez de priao ap
eteravo Franciaco, de propriedade de Antonio Sou-
to, appareceram diversas peaaoaa impedindo a pri-
ao do escravo, e neata luta Antonio Gomea e fe-
rido levemente no peito eaquerdo, com um punhal.
Ignora-ae o nome do offensor.
O subdelegado do 2 districte procedeu o cor-
roo de Relicto e maia diligencias legaes.
No dia 19 Luis Carlos da Costa Villcla asan-
mo o cargo de collector das rendas provinciaes
deste municipio, para o qual foi nemeade por por-
tara de 21 de Abril.
Eie urna morte verdadeiramente philoaophica:
no da 23, p.ir occasio do casamento de dua fi-
lhaa do nosso amigo Autonio Goncalves de Olivei-
r-i Barros, era Taquary, e quando os convivas se
achavura ura um animado folguedo de pilmas, Vi-
cencia, sx-escrava e mi de criaco das ditas mo-
cas, fazendo psrte da dansa, cabe fulminada por
urna apoplcxia fulminante.
" A's mesmas horaa em que todos laraentavam
a morte de Vicencia, urna outra catastrophe nao
menoa herrivel, ae deu na casa do Sr. Antonio Jo-
s Pereira Jatob.
Eate inditoso moco, fazendo parte da reunio,
deixou em oasi a aua teara lilha, com 2 anuos de
idade, do nome Glyceria, entregue aos cuidados de
urna velha escrava. Esta, porm, deacuidou se e a
innocente crianc-s, approxiraando-aa da ura can-
dieiro da gaz, deixou o togo alearse ao vestido,
ficaudo horrivelmeu'.e queimada, e fallecendo duas
boraa depoia.
No dia 25 teve aqui lugar a eleijao munici
,pal, dando era resoltado serum chitos oa 4 juzes
de paz com os respectivo BUpplentes, e 4 verea
dores, licando 3 para so cleg-rem em 2o escruti-
nio, o qual procedeu-se 110 da 15 do correte.
Eis os noraea dos novoa eletos :
Vereadores
Augusto Mortiiiiano Soares Villela (C).
L arenco de Cirvaltic de Araujo Ypyranga(L).
Tude Pinto Crespo (C).
Francisco de Ho Joo Tenorio Luna (L).
Jos E-uiliano ('avaluante de Albuqu.-rque (C).
Joo Ferreira Barros (C).
Juizes de paz
Candido Carica da Coata Villela (C).
Autonio Pinto de Miranda (Cl.
Jos Alexandre de Sousa (C).
Antonio Ferreira Dutra (C).
* Supplentes
Antonio Jos Remville t'auuto (C).
Jos Ferreira Franca (C).
Felx.de Barros Roiim (C).
Mauo-I Laurinlo do Rosario (G).
No dia ( do corrente e no alto da Ligia da
Farinlia, Virtuosa Maris! da CoflCeicao fo ferida
levemente por Gustavo du tal, a pedido de Ma-
no -la de tal.
Dizem quo entro Virtuosa e Manoela havia
rixa velha, por cansa de ciumes. '
No da 7 cu-errarain ae oa trabalhos lectivos
das aulas publicas da comarca, sendo examinados
na raesma occasio, naa materiaa do Io grao, e na
aula regida pelo protessor Theodoro Didimo Cor
rea de Abreu, oa alumno* Jos Severisuo Tava-
res, Juvcntino Aii,'int,) Tavarea, Juo Autonio
Ta vares u Ab lio l- OllVeira Crespo.
Piesidio o acto o Dr. Augusto Cesar Pereira
Caldas, promotor publico da comarca, na qualida-
de d delegado litturario interino, e Joao Jos Pe-
reira, protessor da cadeira de Baixa-Grande, c<-
rao examinad.ir.
Os alumnos foram julgadoa adiantados.
No dia 9 prest.i>.m ex-ime iihh mesmas mate-
rias do 1 grao os secuintes alumnos da aula da
n n j j 1 ..,,. .". 000, uo novo piano, ao prem
Baixa-Grande, regida pelo prot-ss r.loao Jos IV ,,,.4 extril|,id,, ,70 dla .. & j,.
rer..: Marcos v.^.-nU da Costa Pililo, Ma- Ua bill)(.te3 HclmIQ.be d veQJ
noel Antonio da Oliveira liamos u Carlos Corraia ,., ... ,0 u;,...... 1.. K,____
da Costa Villela.
O acto fui anda presidido p?!o delegado lit
lerarn interino o professor Theoduro Didiuio Cr-
rela de Abreu.
Os alumnos toiam igualmeute julgidos adiau-
tadoi.
No dia 10, e no sitio Japicanga, foi preso Be-
lisario Pereira d: Oluaira, por teutar coutra a
exi'teucia de sua propria raulbur, a qucoi cjus
tantiineute cspnieava.
Nessa occasio diversas peasona obataram
a que. elle a assassinasac cora urna pistola, sendo
preso c entregue polica, que proaegue a res-
peito nos termos da le.
A 4 sesar.o do jury marcada para o dia 13,
lo a 14 pode reunir o numero legal de jurados.
Fui julgado o reo Jos R >mo da Costa, (o ce-
lebre Romo). assasaino do infeliz Pedro Vieira,
chefe de quadrilba q .e em 20 de Maio derrubou
as casas de Prxedes e Jos Paneraa, no aitio
Amorim, e autor da diversos crimes) aecuaado
pelo crime do feriraentoa gravee, na pesaos do
aiiio Antoniosinbo, em 6 da Abril de 1884.
Ojuryde aentenca, reconheaendo a existen-
cia do crime, deaconbeceu unnimemente a gra-
vidade doa feriraentoa, desclassficando assim o
crime do art. 20) para o 201 do cod. crim. do que
resultou ser o reo absolvido por pererapco da
causa.
No entanto, o infeliz Antoniosinho, veio n'uma
rede para esta Villa, onde ae procedeu exarae de
corpo de delicto, e geralmeute sabido que elle
gastou maia de 60 diaa cora o tratainento. J
preteueo !
Advogou o causa o Dr. Silveira.
O reo ticou anda recolhido poi 1er de res-
ponder pelo crime de homiciiio praticado na pes-
soa de Pedro Vieira.
Na dia 10, foi julgado o reo Aureliano de
Souza Barros, pronunciado no art. 205 do cod.
crim.
Defendeu a causa o Dr. Silveira, sondo o reo
condemnado 110 grao medio do citado artigo.
No da 17, reepondeu o reo Jos Victorino
dos Santos, autor de um homicidio involuntario.
Foi patrocinado pelo Dr. Silveira e abaolvido
Fin^o este julgsmento, encerrou ae a aesso
tendo aido presidida pelo Dr. Francisco de Cas-
tro Rebello, juiz de direito, oceuraudo a cadeira do
ministerio publico o Dr. Augusto Cesar Pereira
Caldas, promotor publico, e serviudo de escrivo o
uidado'Ananias lago da Cunha.
No da 15, retirou-ae para esta cidade o
profeaaor da Baixa Grande, Joo Jos Pereira,
era busca do restabelecimento de sua sau-de. tu-
namente compromettda.
Acompauha-o a aua Exraa. consorte.
Que voite logo e reatabelecido, o que de
coraco lhe deaejamos.
Fica na regencia interina da cadeira o Sr.
Joo Baptiata Lusitano.
Urna verdadeira fatalidade teeve lugar ante-
bontem no aitio Arabary, deste termo. Isabel de
tal, mulher de Antonio Pereira ao tanger2novlbas
que uatavam destruiudo um aeu rojado, foi cei
cada por eatea e tanta cornada )he deram que a
pobre uoullier ficou quasi reduzida a cadver sendo
conduzida era bracos pura casa, oade a estas hsras
ae acha prestes a expirar.
Isabel est bastante grvida, e o marido anda
de viagem.
Au revoir.
1/eiiaeKtiectuar-ae-ho:
Segunda-feira :
Pelo agente Gusmdo, s 11 horaa, na ra do
Baro da Victoria a. 25, da pharraacia abi sita.
Terca-feira :
Peo agen'e Pestaa, s 11 horaa, ua ra do Vi-
gario n. 12, da predioa.
Pelo agente Gusmdo, s 11 horas, na ra doa
Guararapea 11. 10, de predioa.
Pelo agente Martins, a 10 horas, no Monte de
Soccorro, de joias.
Quarta-feira 1
Pelo agente Burlamaqui, 891/2 horaa, na lar-
go do Arsenal de Marrana, de saceos com assucar.
i*a fnebre.Sero celebradas:
Seeunda-feira :
A's 7 horas, na ordem 3 do Carmo, por alma
de D. Cesara Ribeiro de S Barrete; s 7 horas,
na matriz da Santo Antonio, por alma de D. Can
dida Francisca Xavier doa Reia; s 9 horaa, na
matriz de Sanio Antonio, por airas de Joa Fer-
nandea doa Santoa Bastea; a 7 horaa, na matriz
de Palmares e na de S. Jos do Rucife, por alma
de D. Mara Nyrapba Lina.
Casa de uetencoMovimento doa pre-
sos do da 23 de Dezembro *:
Exiatiara presos 354, entre ram 17, sahiram 6.
Exiatem 365.
Nacionaes 358, mulherea, 7, eaftangeiroa 9, es-
era vos aentenciadoa 6, proceasado 1, ditos de cor
receo 4Total 365.
Arracoados 332, sendo: bona 322, doentea 10,
Total 33.
Movimento da enfermara :
Teve alta :
Antonio Xavier Baptiata.
Roda da Fortuna-Por esta casa foram
vendidoa oa seguintea premoa da lotera de Minas
Geraea extrahida a 23:
34879 '. 5:000000
36543 5:000*000
133*83 5:00u0d0
448358 5:0C0000
39954 2:000*000
76670 2:000/000
95816 2:000*000
Assm como 60 premoa de 100*000.
IiOteria de MaceloPor telegramma re-
bebido pela Casa Feliz, sabe so que, na 14.*
parte da 14* lotera extrahida em 24 de Dezembro
toram premiados os seguintea nmeros :
1.508 200:000*000
24.328 40:000*000
23.73 20:000*000
H-562 10:000*000
23.828 5:000*000
Premios de 9:OOo
3.405 8.440 16.782 17.345 22.800 27 357
30.357 36.623 38.8.3
Premio de 1 :OOOS
6)1 1.282 1.955 3.549 5.78 6.054
6.9<7 7.711 9.856 il.712 12.716 12.031
l3Afo l\-m 8"385 18622 '0.315 21.310
24.978 30.620 31.462 33.721 36.684
ApproxinearSe
1-K7 4-d00*000
1.509 4:000*000
M.W 2:000*000
2:000a)0
1:300*000
1:300*000
Os nmeros de 1.501 a 1.600, excepto o quo
sahio o premio grande, esto premiados com.. .
400*.
Oa nmeros de 24.301 a 24.400, excepto o que
aahio o premio de 40:000*000, estao premiados
com 200*.
Todaa aa centenas cujos dou8 algariamoa termi-
narcra em OS, eeto premadaa com 100*, inclusi-
ve a da sorte grande.
Todo8 oa nmeros .que terminarem em H e 9
estao premiados, com 20*
(Lotera do CearA 1 pVirte da 3 lote-
ra desta provincia, cujo premio grande .......
4 0:000*000 ser extrahida no da 25 de Dezem-
bro.
Us bilhotea adiara-se venda na Roda da For-
tuna, ra Larga do liosario 11. 36.
Lotera do 7ro-larA 3" parte les-
ta lotera aera extrahida te rea-reir, 28 do cor-
rente.
Bilhetna venda na Caaa do Ouro, rua'do fia-
ra i da Victoria n. 40
Lotera Extraordiarla do V jo I ran-
ea 4." e ultimo aortuiodas 4. e 5'. svriea
desta importante lotera, cujo maior premio de
150:000*000, ser extrahida no da 30 de. Dezem-
bro, iuipieterivelmente.
Achara-su expostoa a venda os reatos dosbhe-
tea na Casa da Fortuna ra Priraeiro da .Marco
u.23.
Tambem acham-se venda na praca.da, lude
dendencia 11&. 37 e 39.
Lotera de Macelo de 200:000X000
A 15* partes da 14* lotera, cujo premio
grande de 290:000*, pelo novo plano, ser ex-
trahida iinpreterivelraente uo dia 28 de Dezembro
...i 11 horas da manh.
Bilbetea a venda na Casa Feliz da praca da In-
dependencia ns. 37 e 39.
t.olera da releA <* parte da 202 lo-
trn> da corte, cojo premio grande de 100:000*
ser extrahida no di .. de Dezembro.
Oa bilbetea aCBan-ae ven iaua Casa da For-
iuaa ra Priraeiro de Marco 11. 23.
Tambera ae+iam-su vauda na prac*. da Iude-
pendencia 113. 37. e 39.
Lotera Uo lisoA 2 parte da. lotera
.-. 888, do novo plano, do premio de 100:000*000,
zembro.
ia na Casa da For-
tuna ra Prim-iro du Marco.
Tiimbeal acham-se venda ua..praci da nae-
pendeucia ns. 37 u 3%
(rande lolrrlu da provinciaA 8*
serie desta loteria em beneficio dos ingenuos da
Colouia Isabel, cuj premio grande6 240:000*000.
ser i'Xtrahidano da 3 de Jnueiro, 4 horas
da tarie.
Os bilbetea acham-se venda na Roda da For-
Cuna ra Larga do Rosario n. 36.
Hnladouro CabllcoForam abatidaano
aro da Cabanga 93 rezea para o consumo
do dia 25 de Dezembro.
Sendo: 74 rezus pertencentsa Oliveira Castro,
(se. C, e 19 a diversos.
1NDICAC0ES TEIS
Mdicos
O Dr. Lobo Moscoso, de volta de sua
viagem ao Rio de Janeiro,. contina no
oxe.ricio de sua profissSo. Consultas das
10 s 12 horas da manh. Especialidades
eperar.3es, parto e molestias do s-dhoras e
meninos. Ra da Gloria n. 39.
Dr. Barreta Sampaio H consultas de
meio-dia a 3 horas no 1." andar da casa
a ra l Baro da Victoria, n. 51. Resi-
dencia ra. Seta de Setembro n. 34, en-
trada pela ra da Saudade n. 25.
O Dr. Castro Jess tem o seu consul-
torio medico, ra do Bom-Jesus n. 23,
sobrado.
Dr. Gama Lobo medico operador e par-
teiro, residencia ra do Hospicio n. 20.
Consultorio : ra Larga do Rosario n. 24 A.
Consultas das il horas da man ha s 2 da
tarde. Especialidade : molestias e opera-
res dos orgaos genito-urinarios de hornera
e da mulher.
Drogara
Francisco Manuel da tva & C. dori-o-
sitados de todas as especialidades pharma
jeuticas, tintas, drogas, productos chimicu
i medicamentos homosopaticos, ra do Mr-
quez de Olinda 11 23.
Drogara
Faria Sobrinho & (i., droguistas por at-
acado, ra do Mrquez de Olinda n. 4J
Serrara a Vapor
Serrara a vapor e officina de carapina-
de Francisca dos Santos A|accdo, eaeiP
de Capibaribe n. 23. N'este grande esta-
belecmento, o primeiro da provincia neste
genero, corapra-se e vende-se raadeiras
de todas as qualidades, serra-se madeiras
de conta alheia, assim couia se tireparam
obras de carapina por maclrfnas e por pre-
50 sem competencia Pernambuco. *
PUBLIGACOES A PEBIOO
FalleBeia Levy
III
Foi a cfferta de Joa Francisco Bittencourt a
maior que appareceu pela pharmacia e drogara
da firma fallida; e, sendo communicada ao Sr.
Dr. Montenegro, esto a nue accitou, e mandou pro-
ceder a novo Icilo, que sem perda de tempb,- foi
annuociado, como ac v do Diario de hontem;
A proruptido com que ae fez, logo no dia se-
guinte, o annuncio do segundo leiio iparecc attes-
tar' urna resoluco inabalavel de que o catabeleci-
mento ha de aer, neceasariamentc, vendido \
Sem embargo da oppoaicao formal, e de todo
ponto attendivel, por aer fundada na lei, apre8en-
tada por um bico aolidario da firma fallida, pelos
socios commanditarios. por m grande numero de
credores e pelos proprios depositarios da masaa, o
digno juiz iuaiate era realiaar a venda da phar-
macia !
Doua protestos por perdaa e damnoa, duas car-
tas testainunhiveis, quo ae eato extrahindo, par
terem aido, negados oa agravos, o aa qusea a de-
poia das feriaa podero aer julgadoa ; nada detem
o digno juiz na sua deliberaco, nem ao menoa *
para retardal-a \
H Joa Clemente Lvy, ailencioao, applaude a
attitude inflexivel do )r. Montenegro, da qual,.
sem duvida, e8pera tirar o maior proveito ; urna
vez que o aeu amigo compadre e socio Bitteneourt,
se apreaentou o maior licitante no leilo da phar-
macia, e provavelmente, aera o arrematante
della! /
N'outf comarca, no Centro da provincia, seria
menoa cenauravei o que ae est presenciando, no
foro comroercial deata capital.
Naa judicaturas doa Peretti, Araroe, Lacerda e
Clementino, nao occorreu nunca facto igual ao
mencionado !
' E' pena que-este e outros fictos tenham vindo
empanar o brilbo, que a alta intelligeneia e conbe-
cimentoa jurdicos do Sr. Dr. Montenegro, podiam
imprimir ata paaeageni por esta comarca.
Nao aeria buvavel e prudente que S. S. aguar- '
daaae a deciso das cartaa testemuuhaveis ?
Se a Relacao lhea der provimento para mandar
tomar por termo o aggravo, e osase interesse j
se houver realisado a venda da pharmacia, nao fi-
car o Dr. juiz do commercio em sitoaco falsa e
embaracoaa ?
Qual ser o objecto do aggravo, desde que a
venda ae tver effectuado ?
r
v,.
J
i


I II II I I :p .
-.ir-..-
Diario de PcrnambucoSablmdo *5 de Dezembro de 1886
:
i

E as perlas e dainaoa, da quem rao os credo-
res baver
Cem certeza le S. S, que infelizmente uo tetn
recursos para in^emnisal-oB,
Emfir., ninguem poder deseobrir motivo que
sirva para explicar, sequer, a deliberaeio da ven-
da da pharmajiia.
A carencia de dinheirp para occorrer s despe-
zas da fallcucia, nem esta mesma licito iuvo-
ear; porque, nao obstanteva exigua arrecadacao
de dinbeiros peftenccntes massa; S. S. sabe que
os depositarios teem tido a bandado da adiautar
avultadas quantas para pagamento das costas de-
vidas n'essa tallencia.
Por minh i parte nao creio o que alguem me re-
tere, de que S. 8. dizia, quaudo a primenra vez se
requ'crcu a fallmcia Levy : que caso fosee ella
aberla, s liavia de dal-a par acabada dcpois que a
maesa nao tivesse mais vintem.
Ha poucos (lias tambern me affirraaram que S.
S. aesegurara que ha de retalltar a botica, e vender
frasco por Jrascol
N'ao obstante estarcm promptas essas pessoas a
confirmar o seu testemuuho, quererei ter sempre a
toreado nao acreditar, por amor do conceito que
8. S. r.in ia me inspira.
Mas, i-orque o Sr. Dr. Montenegro nao ba de
suspender o leil~1.1V
A teinosiu, a obstinaco de S. S., o vai enca-
minhando pura tcrnar se iinpossvel, como juiz na
falhncj'..
1.1 re
Aqu terminara este escripto se nao devesee urna
ligera resposta ao artigo do Sr. J. C. Levy,
hoatcm Dublcado.
O mea constituiute Thaxaz Holmes nao est de
harmona com os Srs. Ernesto & Leopoldo para
mover perseguico ao sr. Levy, que h'je pretende
pin s a gympathiea pusieio de victima da calum-
nia, do odio, da perversidade e da ganancia, niio.
Holmes e Ernesto & Leopoldo procedem muito btm,
envidando todo o esforco ni esphera legal, para
que o svu ix-sociono seaproveite, inteirameute
Jo flan< de espo iaf;io que ibes preparou.
Conciuo eom as paiavras do Sr. Levy : o lempo
ha de chegar para inteirar o publico de que elle
perde o uireito ao re^peito e estima dos horacos
de bem.
Esteva} de Olivara.
Gloria de Gaita
Acabamos de ter aqu urna festa na ciJade, se
bem que festa de meninos.
O proi'BOt particular de inatrueco primaria.
Jos U .ymundo Ferrcirii ilj Moraes, deu ferias ho
je ; e os seus rcspeetivos'aluuinos, que haviam, ha
das, roubado-lbe a palmatoria, nao perqu'tives-
sem ameres pelabicha, como acontece com o na-
morado que a jorlioti faz se noivo da sua queri-
da, mis porque desejavam ver-lhe o fim ; quando
seaprese:itaram na aula, o fizeram festivamente,
e, cu.-npnds'cs e3tylos, a entregarain ao referido
prefessor, recitando nesta occasio o alumno Ju-
lio-Ramos, seu decurio, o segainte discurso :
Iiim. c presado mestre. Dos vossos alum-
nos sou o mais inferior...
Entretanto, CCMM os meu companbeiros de es-
tudo, os meus ama veis collegas, me elrgeram pa-
ra seu orgo neste moment >, ea, assim mesma pe-
quenin, aoeitei a iucumb-ucia, por nao deverfur-
tar-me ao servico doempei.ho que ices conhecer.
' ivel mestre:
U sol da civilisaeo tem avassallado tufo nos
tempo3 hodiernos; os seus ingentes raios niio en-
sopado b.lu, rnente de luz, os cimos das cullinas,
as cristas uas montanhas; tambein a lem derra-
mado no fundo escoro dos valles ; a electrisaco
de sua potente forca tem sido admiravelmente,
enormemente, irresistivel; a pax j vai substitui-
do a guerra, a clemencia a tyranoia, a bondade a
oppresso, a rnansuetude a bravesa, e ao duro
despotismo, as leis. pacificas da tolerancia; ludo
eaminha velozmente para a perfectibilidade mo-
ral dos povos, na grande repblica universal do
planta humano.
A tranaformaco patente de todos os costumes
na co-esistencia social, tem diruido os cortinas
negras do scenario docarrancismocondemna-
do, qaasi qus em todas ca ramos e inysteres da
vida.
E' assim que as escolas do ensino moderno,
o rigor incandescendente do antigo rgimen, ba
moito quo desappareceu, para dar lugar ao amor
e a brandura dos professores para cam seus alum-
nos, com os quaes hoje eonvivem do moda o mais
amistoso, sein prejuizo de sua autoridade de mes-
tre.
E, pprtanto, n, vossos humildes discpulos,
que por nosso turno desejamos instantemente que
o mismo espirito e o mesmo sentimento prodomi-
nem hessa aula em somma maior do que a que
ora existe,- subiudo de ponto a mjdo benvolo por-
qoe us haveis tratado, nos resolvemos, guisa
de unspequeos r.-voltosos pacficos,roubar,
como effectivamente roubatnoi, o anti-civil'sador
e aviltante instrumento com que nos apphcaes as
penas discplinarcsa palmatoriapar hoje, que
nos dais as ferias lectivas, trazerrnol a como faje-
mos, em festa, por honra do tds, nosso digao pre-
ceptor, pediudoa eua aboiieao.
E' este o nosso mais suspirado ideal para o an-
ua futuro.
' Nos, com a presente solicitacao, certamente nao
queremos dizer que vos soif, para os vossos alum-
nos, de austeridade irrasoavel, nao; o contrario
sempre o dissemos ; se requeremos a abolico da
palmatoria uesta esco a, mais porque basta a
sua presrnca aqu para tanto importar a ossa
humilhaco,a humilhaco do Carcter indi vidual,
que desde a sua f.rroaco deve ir se mbuindo lo-
go de nma certa elaco e sem batimento que o
ervilisc.
Quaudo dizeinos -roubar, porque commette-
raos urna violencia contra o vosso dircito p.ase
da aatipathicaperola, nos termos da velha usan-
za ; e quando dizeinossua prsenos, porque
parece queella, como que nos assiate aos traba-
lhs, personificada n'uma entidadtTmiterial epen
sante, que nos iutimida erebaixa...
Ji luz jorrada pelo sceulo, muitas razes deor-
dem correspondente temos tido para a nobditaya)
do carcter e sua individuacao. J o soldado nao
mais cbibateado, (*egradaodo-se e a sua farda ;
j ao proprio escravo cessou de ser acoitado, vili-
pendiando-se anda oais e em maior somma aos
executores da sua pena; c nss aulas publicas o-
ficiaea tambum j foi banido por determnaco le-
gislada todo e qualquer castigo ao alumno, a me-
nos que nao sejt a sus detenco depois do expe-
diente.
castigo corporal sempre foi um insulto as leis
da civilisacaV) se resente mauifestamente do tris-
tes cansas effieientes, sempre foi e acra offeosivo
da" diguidade do homem, e por isso, todas estas
refirmas.
Alm dsso intuitivoa sua qualidade ma-
terial desloa absolutamente da do erro que o
alucino commettir possa na aprendizagem, visto
como aquee implica tio smeute com a mtellec-
tualidade, coja concessao aos sere3 iutclgentes
laicamente facultativo do autor da naturesa, nao
padeudo ninguem iel-a sua vontade.
Sos, como bem o sabis, nao podemos nos re-
montar aos tempos prehistricos, para o assump-
'o uilo queremos tambern fazer referencia a ida-
de primitiva, que palco fora de tantos acontec-
mentes ; mas, synthticamente, fallaremos dos
tempos medievosacs quaes, em pblicos amphi-
var nossui frontes altura da atiuosphera, onde
o calor a queiaar viesae-noa.
Todos nos aqui reunidos, beijamos respeitosis s
vossa dextra.
Escola particular na cidade da Gloria de Goy-
t, 17 de Dezembro do 1380. Julio Ramos da
Silva Moreira.
O professor, bastante cimmovido o depois de
ter recebido dest'inniuo um lindo bouqutt ,de flo-
res naturaes, eotn urna larga fita azul atada ao
pendnnculo, respondeu Ihes nos seguales termos:
Meus amados discpulos.
Muito vos Hgradt co as phrasej delicadas que
acabis de dirigir-me. A loim nada de veis. j
aqu tenho psra comvosco cumprido simplesmente
o meu dever, nao b porque assira deve-o ser,
como para corresponder confian; de vosser
pas.
Est abolida a palmatoria nesta escoU, confor-
me v3 m'o solicitis. Isto mesmo eu j preten-
da fazer quando, em Jaueiro vindouro, tvesse de
reeofSMfar o ensino.
Nao sou indifferente marcha progressiva da
civlisacao moderna.
Como todos aquel les da geracao quo psssa e
que preparam pelo caltvaiaento do espirito, a
que ha de vir, em cujo cas cstou, nao estacinna-
rei diant'i da idea qu ; boje tuso revoluciona para
o progresso moral dos povos do f atura, e que a
causa principal de quasi tudas as reformas actuaes
a evolaylo.
Entretanto, devo dizer-vos que espero de vos,
que sabereis corresponder canfiunca que de
hoje par diante vos faca depositarios, nunea ten-
do occasio efe arrpcnderme da concessao que
acabo de fazer-vos.
Ide beijar as mos a vossos dignos progenitores
que tanto se eafer^am pelo vosso bem ; o recom-
mendo-vos que, durante as ferias que hoje vos
dou, nao vos entreguis somante s divereoes, que
sao tio proprias do vossa idade, e leinbrai-vos
tsmbem dos lvros.
Eataa encerradas os trabalbos lectivos neatc
auno.
Findo isso, foi servido a todoa os meninos um
lunch que Ibes offer.ceu o referido professor, para
o que mandara convidar o delegado Iliterario,
Revm. vigario Carvalbo e outros cavalheiros. O
alumno Julio Ramos, com o desembarazo que lbo
natural, primero que todos, ergueu um brinde
ao professor, a qutm agradeceu o modo bondoso
por que o tem tratado na aula ; o alutnn > Joo
de Arroda Filho levantou um brinde ao delegado
litterario ; o profeasir tsmbem ergueu um bnude
ae capitao Joaquina Rainoa, que de sua vez lh'o
retribuo, animando-o a que contiuuassa na car-
reir que eneetara do eninamento de instruccao
piimana, para o que tanta aptido tem revelado.
Trocaiamse ainda outros brindes que do
prompto n5o nos vem lembranya, teudo ter-
minado o pequeo banquete depois que o meo-
ciouado delegado litterario ergueu o brinde de
honra, discorrendo muito hbilmente sobre a uti-
lidede da instruccao da infancia.
Fui tas as despedidus entre o mestre e 03diaci-
pulos, estes sahiram cncarporados em passeata
pelas ras da cidade, atacando-sc fugeles do ar
e daudo vivas ao professor por Ihes baver deferi-
do sua pretensa.'.
E assim, milito cordialmente terminou a festa
dos alumnos do professor Maraes, como ambem
ae adou na sua aula o dominio da palmatoria.
E basta, por hoje.
Dezembro de 188G.
O Glorense.
Banco de Credilo Real de Per
naoiiiuco
No sorteio a que se procdeu n'este Banco em'
data de hontem (23), para o resgate de 12*2 let-
tras bypothecarias das que existem em circnlacSo
(1* serie), designou a sorte as do nmeros seguin-
tes:
Eataa letras aerao pagas pelo Banco n contar
do primeiro da til do mes de Janeiro de 1887, e,
quer sejam ou nao aprese-Hadas, nao vencero
mais juros depois de 31 do correte.
Em vrtude da deliberacao do Banco aerao pagaa
com o premio de 100*000 a de n. 3,650/ sor-
teada, com o do 50*000 a de n. 4,9562 sor-
teada-, com o de 30*000 a de n. 1,7443 sor-
teada, eeom o de 10*000 cada urna as de os, 528,
1,667, 2499,3,419- 3,566, 6,566 e 6,738.
Recite, 24 de Dezembro de 1886.
O gerente,
Joao lernandes Lopes.
O Trlcofcro de Barr-y arraiga o cabello
que tem tendencia para cahir, renova Ihe o cres-
cimento mesno quando o cabello j tenba desap-
parecido, conserva-lhe a cor a despeito da idade,
de enfermedades ou pesares, e por spero que seja
torna-o flexivel e maeio como seja; limpa-o, elimi-
nando a tinha e a caps, fortalece-o estimulando
delicadamente as raites e promovendo a livra eva-
poracao atravs dos p*os do couro cabelludo,
exeree peculiar influencia vivificadora sobre todos
os vasoa e ervos do neiicruuea.
Ns.
33
137
19
901
283
452
58
581
814
819
340
877
892
1.230
1.305
1.320
1.342
1.348
1.404
1.428
1.435
1.518
1.565
1.581
nai
1.672
1.697
1.744
1.884
1.923
251.98a
2
Ns.
1.987
2.023
2.025
2.325
2.333
2.342
2 345
2.476
2.495
U
2.591
2.594
2.715
2.830
2.890
2.990
3.032
3.186
8.209
3.361
8.403
*. II!
3.502
;j.50c
3.608
3.639
3.650
3.662
3.735
3.771
3.806
Ns.
3.819
3.985
4.122
4.149
4.272
4.393
4.444
4.571
4.582
4.592
4 649
4.625
4.661
4.706
3.752
4.786
4.806
4.894
4.935
i.s
5.222
5.317
5.343
6.384
-5.419
5.424
5.461
5.510
5.674
5.676
o. 794
0 norte abandonado
theatroa, como u/na festa se digladiavam irmaos':
nos quaea erarealdivernao um homem luctar
apulaa com um leopardo; nos quaes o cainorado
3e batia espada ern honra sua damapara
chegarraos ao fim de considerar que tudo isso que
era. muito propriemeute dito, a matcrialisacao do
espirito e do sentimento, j recuou espavorido an-
te es deslumbramientos do progresso da intelli-
gencia e padermos ficur seguros de que seremos
attenaidcis, sendo d'ora avante este vosso institu-
to de educacio ltterara regulado, relativo as pe-
nas disciplinares, do mesmo modo que nos j cita
das aulas cfficiaes.
^Confiamos que um eaprto adiantado como o
vosso e a que devenios o nosso, mais ou menoa,
desenvolvimento intellectual, nao se negar em
sotoporse, ou mclbor, em aaaocar-se ao pensa-
menta das sabas leis das reformas, das leia natu-
ralmente nggeridaa e mentidas pela marcha as-
cenaional da humanidad-..
CariSma mestre :
Voo terminar ; e isto fazendo, cm vossas pa-
ttruas mos entregamos obedientemente a vossa
oaleastoria, contra cuja permanencia ou coutinua-
'esta escola, eaperamos voaso vertdictum ;
protestando a vos, a quem tanta gratido devemos,
a mais subida estima, e de quem neje nos sepa-
rando por poueo tempo, despedimo-nos saudosa-
mente.
Desculpai-nos o nosso commettmento, ae o ,
pois qne elle nao ssaume s proporcoea de ama
audacia.
Dendromefai-nos, quo veris que sinda somos
apenas una fracos arbustos, sem cor./en de ele-
II
Ha nesta cidade urna reparticao ambiciosamente
deuominadado Uelhoramento do Porto, e que
reprrsenta o mximo da concessao feta pelo go-
verno imperial a urna necessidade publica da maior
evidencia em Pernambuco.
E-sa reparticao tem sido at hoje vivero de
emprega os e abrigo de e.eitores.
Eis at onde vao as vantagens da sua existen-
cia. Actualmente nao pode ter outrss, porque
at o material cutr'ora empregado nos modestos,
servijos que ihe foram confiados, jaz totalmnte
imprestavid.
Par repralo ou substitu!-o seria preciso dis-
peuder somma quasi equivalente que pode ser
restrictamente rcesaana para, realisar as obras
definitivas do porto desta capital.
Apezar dos rios de dinbeiro que aquella repar-
ticao de mero iuxo tem absoivido, as condisea do
nosso ancoradouro sao hoje peiores do que eram
ha des annos passado9. Parece isto urna affirma-
Cilo absurda, mas infelizmeneturna verdade
positiva e de facilima demoustracao.
Outr'ora grandes vap >res atrucavamao trapiche
d'Altandega ; boje ha perto daili lugares onde as
proprias aivarengas nao podem permanecer em
baii.a-mar. Junto ao trapiche Conceico, alguns
navios em descarga d-j bacalhau ficam muitas
vezes em secco. Succede o mesmo com outras
embarcavCes em todo o espaco do ro comprehen-
dido entre os armazens do fiucdo Visoonde do Li-
vramento e o trapiche da compaa, para nao
fallarmos e muitas outros pontos.
A reparticiia do melhoramento do porto e da
praticagem podem informar se ou nao uteira-
mente exacto o que affirmamas.
Com a realisacao das obras de aperfeicaamento
do porto, Pernambuco progredir ucoutestavel-
mente muito.
A entrada dos vapores transatlnticos no anco-
radouro augmentara o commercio que com elies
se costuma fazer ; favorecera a agricultura pela
consequente barateza dos fretes, e animara extra-
ordinariamente a navegac&o para o noeso porto,
pela diiniuuie.ao das deapezas que as embareaces
de'grande calado esto actualmente su-eitas.
Ninguem ignora que urna alvarenga carnea
carga de mil suecos de asaucar, por exemplo, nao
vae dar descarga no L-iuiarao por m^nos de
500*, ao passo que o mesmo aervco tffectuado
dentro da barra custa apenas 80*, o que constitue
urna differenca espantosa.
D'outros gastos, e nao pequeos, ficaria isenta
a navegacao com. a melhoramento to urgente e tao
ambciouado do porto do Recife: qncremoa, princi-
palmente, referir-nos aa actuaes despi-zas de amar-
rado.
Mas o que a luz da evidencia para cegos de
espirito, cegoa voluntarioa. que absolutamente nao
quereos ve*? Que importa quo Pernamouco te-
nha urgentissimas necessidades, se a immigracaa.
e toda u sorte de melboramentos reclamados pelo
aul absorvem a maior parte Jas receitas nacio-
nars ?
A 15 do correte devia ter-se encerrado o prazo
para o rcceameuto de propostas tendentes exe-
cii(ao das obras do porto de Santos. Para abrir
esse concurso valeu-se o ministro da agricultura de
urna a.itonaai,-:!> da poder legislativo concedida ha
j alguna annoa, e que estava quasi esquecida en-
tre o p da respectiva secretaria. Mas easa con-
cessao referia-se tambern ao porto do Recife, cu-
jas cond(oes sao incontestavelmente peiores que
as do de Santos : ao menos all podem entrar llo-
vise vaporcs;de grande lotacao, o que depravada-
mente uo acontece aqui. Qual, porm, a causa
dessa desigualdade que fere ? Porque que o
ministro da agricultura nao poz tsmbem em coa-
curso as obras do porto de Pernambuco ?
O facto explica se : S. Exc, posto que seja mi-
nistro da naco, antea de tudo pauliatano. Est
a merecer dos seus conterrneos urna cadeira na
Seu-.do, c preeis) que Ibes d provas eloquen-
tes e repetidas de quo uo se descuida de modo al-
gum dos interesses lecaes.
E effeetvamente, ao menos nesse ponto, as pa-
pulacoes mendionaes do paiz sao muito msis te-
lizes do que a desta provincia. Os nossos dipu-
tados e senadores, aem diatinecio de partidos, urna
vez engolphados nos gozos da vida corteza, esque-
cem-ae completamente d'aquelles que os elegeram
e das mais oppressivas necessidades do torro na-
tal Limitam ae a amparar os ministerios do
respectivo partido com a sua mudez symbolica,
apenas a largos espacias violada por um ou outro
discurso, em que a preoecupacao do effeito arts-
tico, deixa ver a fraqueza de convieces ou a falta
de confiauca nos resultados praticos da eloquen-
cia.
Temos ainda alguma espranos, na intellig-DCa
e nunca desmentido patriotismo do Sr. conseibeiro
Jooo Alfredo.
Exprimimos este sentimento carc a mxima sin
ceridade, e sem a mais leve preoecupacao partida-
" |ttoi8- Exe. fr de novo ministra de estado,
possvel que sejam trsduzidss em animadora reali-
dude muitas das legitimas aspirares dos pernam-
bucanos, e entre ellas a mais ardente, a de ver-
mes o porto desta provincia dar entrada franca
s maiorea embarcagoes que o demandem. O li
lustre estacista, que coobece os perigos do em-
barque r. desembarque no Lamaro, e que ama
esta trra onde nasceu. pode melhor do que ninguem
avaliar a urgencia do melhoramento de que tra-
tamos.
(Contina.)
Soneto <>
A' prematura marte do jovem e esperanzoso Jos
Hemeterio da Cruz, afogado no rio Capibaribe,
em 12 do coirentf.
0 dia se alteiava ;e, alegremente,
Do rn marulhar,que, alm corra,
Um mancebo a quem a sorte Ihe sorria
Se banbava na lmpida carrente.
Como trahidora a sorte como mente
O aorriso do mar,a calmara !
A onda que tao mansa o acareca
Se transforma cm un- pego, de repente.
Elle as vistas levanta ao Coserenas...
Na onda se afundou... e, mansa, e mansa,
Fugio ihe a vida,irm das acucenaa.
V
E o tristedoa Daes doce esperanca,
Um grito de alccao soltou apenas ;
No mar adormeccuno Co descanea....
Detenco, 23 de Dezembro de 1886.
A. H. de Miranda.
Mote
A lyra quebrou a prima
E' preciso concertal-a.
GLOSA
Juro com a mao em cima
De qualquer livro sagrado
Qn'indo glosar om'rapado
A lyra quebrou a prima
Agora qne de mais rima? !
Vea comtudo procural-s;
Trabalbo, mas hei de achala
Com tan:o que glose o bode.
Partio-se a lyra, nao pode,
o E' preciso concertal-a
Externato H. Lalz
Ra do Imperador n. 55, 2.undar.'
Con) o ffome acuna abrir-se-ha no dia 15 de Ja-
neiro do auno protimo futuro de 1887, um estabele-
cimeuto de educacao, oede ensinar-se-hao todas
as materia do cur6o de preparatorios, havendo
tambern um curso nocturno das mesmas materias,
e um outro commercial, no qual enainar-se-ha t-
mente francs e inglez, theorica o praticamente,
senda este das 9 s ID 1/2 da noite.
Ns. Estatutos
5.871 Art. 1.* Os paea, tutores ou correspondentes,
5.904 devero acompanhar o estafante no dia da matri-
5.948 cul.'., para nao matriculal-o, como tambern para
5.982 tomar conhecimento do rgimen disciplinar do es-
6.000 tabelecimeoto.
6.152 1. Aquolles quo nao tiverem quem os apre-
6.187 sent, tamlaem sero aceitos matricula.
6 374 Art. O pagameuto da matricula ser feito
6.475 menaal e adiautadamente a combar da occasio
6.532 dam atricula.
0.50G 1. Porcada matricula pagar o estudante
6.731 5*iK)0, haveudo urna differeaca de conformidaae
8.38 com o numero de materias que eatudar no estube-
6.951 lecimento.
(i.983 Art. 3 Cada au'a constar de 1 1/2 hora, sen-
6.998 do urna para tomar a litio do dia antecedente e
7.024 meia para explicar a do dia seguiute.
7.064 Art. 4 Nao baver aulas s quntas-feiras
7.138 porm todos es alumnos de vem comparecer no cs-
7.200 tabelecimento n'estes das hora de suas respec-
7.364 tivas aulas, para urna aabbatina, segundo a qual
7.494 os directores darlo attestados na poca dos exa
7.798 mes.
7.828 No egtabelociaaento encontrarlo os Srs. pas,
7.858 correspondentes ou tutores e os Srs cstudantes os
7.862 estatutos como accrescentamento de tudo mais
8.145 que aqu se omitte e qae os scieotificarlo do que
8.168 houver de mais particular, e bem assim da con-
8.201 venencia do methodo n'este estabelecimento em-
pregado.
Os directores,
Luix J. de F. e O. Sobrinho.
Augusto J. C. Braga.
COL.L.EGIO
de S. Luiz Goiizaga
Com este titulo tundei no dia 15 de Novembro,
na ra do Hospicio n. 55 um estabelecimento des-
tinado instruccao primaria e secundaria de me-
ninos.
Abalancar-3e a emprezas dessa ordem em poca,
como a que atravesssmos, incontestavelmente
grande ousadia e tcmeridade. Antevi perfeita-
mt-nte as diffculdades com que ha va de lutar, os
mil obstculos que ae mu antolhariam no caminho,
mas, apezar de prever tudo isso, nao me foi possi-
vel reaiatir ao desejo de contribuir com o meu pe-
queo contingente para a grande obra do levauta-
mento da instruccao.
Ensinam-se ao collegio as seguintes materias :
leitura, calligrapbia, portugus, fraacez, inglez,
italiano, latim, geographia, historia, arithmetica,
geometra, algebra, philosophia, rhe/orica, msica
vocal, piauo, flauta, rabeca gymnastca, desenho
e conversaco das linguas: franceza, ingleza e
taliina.
A casa em que ae acha o collegio nao pode ter
mais adaptada para case fim : satisfaz cabalmente
a t idas as exigencias de estabeleciinentos dessa
ordem.
Como resido com minha familia cstou em con-
dicoes de receber meninos de mais tenra idade, aoa
quaes nao faltarlo de corto cuidados e solicitudes.
Confiado na boa vontade dos Sr. pas de fa-
milia para elles appello esperando que me coadju-
varao na ardua e difficil tarefa da educacio de
seus filboa.
Reabrir-ae-hao as aulas a 7 de Janeiro vindouro
Recife, 19 de Dezembro de 1886.
Padre Manoel Lobato Cmaro da Cunha.
COLLEGIO
DE AGOSTO
Director
Hachare. Manoel Sebastin de Araujo Pedrosa
& Ra do Viseonde, de \ll>uiierc|ae OS
(ANTIGA DA GLORIA)*
Apparelho telephonico n. 302
Sendo j muito lastimavel a negacio actual ae estado, e nao devendo este collegio angxoen-
tal a de modo aigum, nlo admittii alumnoa pura preatarem exames tora deata provincia, porque cao
resta a menor duvida de que estes, alimentando a esperanca de sereno, mais fcilmente approvadoa em
ouiras provincias, ainda eatudam menos.
Alm dsso, quando se approxim'a a poca de sabir nada fazem, pensando nicamente as
peripecias da viagein, em que vapor deverlo sepnir, que companheiros terao, etc., etc.
O pretexto por alguns allegado de nlo baver aqui exHmes de sciencias no fim do anno, des-
appareceu com o decreto le 2 de Outubro que manida proceder a exames geraes de preparatorios ua
mesma poca em todo o imperio. "*
O collegio adraitte somonte alumnos internos e externos.
As aulas para o aeguinte anno lectivo aerao abertas no da 10 de Janeiro.
Beatultado dos oame pretudes na i'aiuilaue de Dircito pelo* alai
deNte Collegio durante o ano de 1880
A marmellaia
2212-86.
Ao Dr. Jo quii Loareiro
O abaixo assigoado pede que desculpe se offen-
de sua modestia, manifestando em publico seu
eterno reconhecimento e gratido por ter, com
toda dedicaeja e pericia em um parto laborioso e
difficil, livrado sua mulber, que tera suecumbido,
se nlo fosse aintervenclo do mesmo doutor.
Jlo Gregoriana dos Santos.
liisiilulioii Fpancaiw de
Demoiselles
Ra do Baro de S- Borja n. 5o
(aotiga do Sebo)
Portuguez
Augusto Tavares de Lyra, plenamente. V
Edgar de Novaes (,'arvalho, approvado.
Srbastilo Fabilo, idem.
Jeao Evangelista de Albuquerque Maranhlo, dem.
Jos Henrique Cesar de Albuquerque Jnior, idem
Manoel Vieira Barreto de Alexcar, idem.
Joao Evangelista de Souza Vianno, idem.
Fausto Tancredo dos Santos Porto, idem.
Quatro reprovados na prava escripta.
Dous reprovados na prova oral.
rancez
Luz Odilon de Olivcira, distinc^ao.
[ Edgar de Novaes Carvalbo, plenamente.
Augusto Tavares de Lyra, idem.
Monoel Vieira Barruto de Alencar, idem.
Bernardo Augusto de Lima Braga, approvado.
Jos Henrique Cesar de Albuquerque Jnior, idem.
Fausto Tancredo dos Santos Porto, idem.
Abilio Cesar Pessoa de Mello, dem.
Um reprovado na prova oral.
Inglez
Jos Antonio Pinto Jnior, plenamente.
Joaquina de Souza Lelo, idem.
Joao Barbosa de Mello Jnior, asprovado.
Jos Bonifacio Pesaoa de Mello, idem.
Joao de Aquino Kibeiro, idem.
Um reprovado na prova escripta.
Latim
Qaatro reprovados na prova escripta.
Historia
Manoel Barbosa de Freirs Cordeiro, plenamente.
Odilon Augusto Kibeiro, idem.
Antonio Luceno da Motta Silveira, idem.
Francisco Gomes de Araujo Sobrinho, approvado.
Jos Bonifacio Pessoa de Mello, idem,
Joaquim de Souza Lelo, idem.
Joaquim Monteiro Guedes Gondm, idem.
Joaquim Ignacio Kibeiro, idem.
Dous reprovados na prova oral.
Geographia
Rhetorica
Luiz Odilon de Olivera, plenamente.
Jos Bonifacio Pessoa de Mello, approvado.
Bemvenuto Praredes de Olivera, dem.
Odilon Augusto Ribeiro, idem, '**
Henrique Cesar Pessoa Lins, idem.
Arithmetica
Jos Antonio Pinto Jnior, plenamente.
Miguel Antonio Ribeiro, idem.
Francisco Gomes de Araujo Sobrinho, idem.
Jlo Emiliano da Costa Albuquerque Filho, appro-
vado.
Edtacio de Albuqueique Coimbra, idem.
Joo Joaquim Correia de Olivera, idem.
Dous reprovadoB na prova escripta.
Dous reprovados na prova oral.
Geometra
Manoel Barbosa de Feitas Cordeiro, plenamente.
Jeao Emiliano da Costa Albuquerque Filho, idem.
Jos Antonio Pinto Jnior, approvado.
Joao Joaquim Correia de Olivera, idem.
Eatkcio de Albuquerque Coimbra, idem.
Philosophia
Manoel Barbosa de Freitas Cordeiro, approvado.
Resumo
Dst#eelo 1
Plenamente 19
A pprovados 41
Total : 61 bem suecedidos, 18 reprovados,
Perdou 29 %.dos que foram aubmettidos a jnls
gamento, nlo cCntand os qee faram reprovado-
sem atestado do diroct. r.
Nlo este o resultado ambicionado.pelo collegio,
posto que d para reprovades menos de um ter^o
de seus exames, quando vimos que cm diversas
bancas foram reprovados dous tercos e mais.
Curso primario
No dia 25 de Novembro, no sallo respectivo,
pernte urna commiselo examinadora presidida
pelo director do estabelecimento c composta i professor publico Flix de Valois Correia e do pro-
(Huida
o
ciscara om 10 e Jan ib
1881
A directora,
f. AdoufT
Geralmente as mais nao dao bastante
atten^o, quando veem os tubos com olhei-
ras, paludos, sem appetite, com os bracos
e pernas delgadas, finalmente com todos
os systomas do lymphatismo, que attri-
buem ao crescimento dos meninos e po-
ca das formacao das filhas ; julgam qu3 o
mal passageiro, quando urna verdadei-
ra molestia que se aggrava e ebega ao es-
tado chronico. Esta incuria tanto mais
censuravel, quanto basta administrar aos
d&entes o Xarope de quina ferruginoso, de
Grimault & O, que rene intimamente
combinados o ferro e a quina, para resti-
tuir-lhes a sarde e trnalos cheios de vi-
da, qaalidades estas que slo a base da
?erdadeira fsliciclado neste mundo.
Salsaparrilha de Brlstol
369
Os inventores de poderosas machinas de des-
truidlo taes c>moArmstrong, Whitney, Dahl-
gren immortalisaram-se. O Dr. Bristol, que com
a sua preparadla tem salvado mais idas de quan-
tas se perdem em urna dezena de batalbas, merece
por certo nm altar to alto ao menos como o d'a-
quelles no Templo da Fama.
Quando os maia tranquillos e phlcmaticos obser-
vadores e os medicoa os mais distinctos de todas
as partea do paiz, voluntariamente se apreaontam
a qualificar es effeitos da Salsaparrilha de Bristol,
como verdaderamente milagroaoa os mais in-
crdulos nlo podem refutar esse testemunho com
desdem, dizendonao o creio.
Pelo espaco de 35 annos, tem este remedio, o
maicr e o melhor dos modernos, aicancado taes
victorias sobre as enfermidades escrofulosas, can-
cerosas e eruptiveis e o rheumatismo, etc., que o
mundo nunca as houvera crido passiveis.
Tem triumphantemento proseguido a sua mar-
cha por sobre os decadentes tmulos de cem lalai-
fcafes e ioaitacoes diversas, e cada vez adianta
c augmenta mais
Acha-se venda em todas as boticas o lojas de
perfumaras.
Agentes em Pernambuco, Henry Foster 4 C ,
ra do Commercio n. 9.
Diversas pessoas que nao podem ser in-
differentes s grandezas qae ainda res tm,
embura cm estado de ruinas, n-:sta cidade,
reuniram-se na casada residencia doExm.
e Rvm. Sr. conego i-r. Luiz Francisco
de Araujo, para o lim de combinarem n03
meios de reparar o rjage3toso templo de
N. S. do Carmo boje tao arruinado.'
Esiudadosos reparos o-senciaes pelo in-
telligente e pratico engenheiro arenitecto,
Dr. A. Pereira Simoes. que do boa von-
tade a ioto se prestou, e est prompto a
dirigir a parto technica do trabalho, foram
eleitas duas conamissoes : umageral, cood-
posta do Dr. H. S. Tavares de Vascon-
cellos, presidente, tenente Manoel J. de
Castro Villela, secretario, padre Julio Ma-
ra do Reg Barros, the.sour'eiro ; e outra
de esmolas, composta do desembargador
Joao Francisco da Silva Braga, presiden-
te, Antonio Este vao de Olivera, secreta-
rio, eonego Manoel JoSo Gomes, e conego
Dr. Joaquim Graciano de Araujo.
As commisso-s trabalham com esforco
para obter os recursos necessarios effet -
tividade do intento, que emprebend erais e
de esperar que encontrem apoio e ati-
maclo da parte de todos aquelles, aos
quaes reconerem para fim tSo piedoso.
Nesse sentido vo dirigir circulares.
C, HeckmanD
sinas de cobre, atao e rou.ze ee d
Golitzer Ufer n. 9. Berlim S O.
Espeef alldade:
Construe?o de machi-
mas e apparelhos
para abttcas de assucar, destilla5es e re-
tnales com todos os apertecoaniento
modernos.
INSTALLAQAO DE:
Engenhos de assucar completos
Estabelecimento filial na Havaua sob a
mesma fiema de C. Heckmanu
C. e San Ignacio n. 17.
Laicos representantes
Haupt Gebru'der
EIODE JANEIRO
Para uforrnacSes dijamse ai
Polilman &C
Miguel Antonio Ribeiro, plenamente. fessor da cadeira, prestaram c-xams fuaes de pri-
O.iion Augusto Kibeiro. idem. meiras lettras os alumnos seguintes :
Cosme Damiao de Albuquerque Maranbo, idem. Jos Paulino da Silva Gulmarae3, diatinecao.
Thomaz Evaristo Pessoa de Mello, idem. Ral da Silva Huto, plenamente.
Miguel Archanjo Firnandes Pimeuta, approvado. Luiz Felippe Carneira de Lacerda, idem.
Manoel Correia Pessoa de Mello, idem. Julio Ainercode Maduros, dem.
Jos Bonifacio Pessoa de Mello, idem. Trajano Chacn, idem.
Joaquim Ignacio Ribeiro, idem. Joao Clemeotino Carneiro da Cuuha, idm.
Joo Emiliano da Costa Albuquerque Filho, dem. Paulo Cesar Paes Bltrreto, approvado.
Joao Jos de Figueiredo, idem.
Joaquim Monteiro Guedea Gondim, idem..
Joo de Aquino Ribcirr-, idem.
Luiz Pessoa ae Mello, idem.
Luiz Josa da Silva, idem.
Joaquim de Arruda Falcao, idem.
Pedro Pi Paes Barreto, idem.
Jeao Baptista Pinbeiro Lyr?, idem.
Jos da Penha Bezerra de Msnczes, idem.
Osear Martina Kibeiro, idem.
Osear de Gusmo Coelho, idem.
Manoel do Carmo Bezerra de Menezes, idem.

Dr. Fernandes Barros
Medico
Consultorio ra do Bom Jess n. 30.
Consultas de meio dia i. 3 horas.
Residencia ra da Aurora n. 127.
Telephone n. 450
Dr. Balihazar da Silveira
11
Especialidadesfebres, molestias das
enancas, dos orgaas respiratorio
senhoras.
Presta-se a qualquer chamado par4
or* d* capital.
AVISO
H
Collegio Parthenon
;; O diiector deate collegio declara aos pais de
seus alumnos e ao publico em geral, que mudou o
seu collegio para a ra do Hospicio n. 3, cujft
Erodio ofierece bastantes commodos e condices
ygienicas ; cutrosim, que recebe alumnos inter-
nos, seini-internos e externos, e as anls comeca-
raa a funecionar a 7 de Janeiro de 1887.
O director,
Ovidio Alves Manaya.
}{
( ) Todos os chamadas devem ser dngia
I j dos^ pharmacia do Dr. Sabino, ra do
Baro da Victoria n. 43, onde se indicar
sua residencia.
YOCci "^
O co selheir.a Dr. Manoel do
I Nasciraento Machado Portella
i contina no exercicio de sua
< [profissao de advogado podendo\
'ser encontrado em seu escripto-J
rio a ra de Imperador n. 65
1. andar, das 12 s 3 da tsrde
J
Di. Ma Me
m s ano
Tem o seu escriptorio a ra Duque de Ca-
as n. 74, das 12 s 2 horas da tarde, o desta
hora em diante em sua residencia ra da Sau-
ta Cruz n. 10. Especialidades, molestias de se-
nhoras e enancas, telephone n. 326.
alista
Dr. Ferrara da Silva, consultas
das 9 ao meio dia. Residencia e
consultorio, n. 20 ra Larga do
Rosario.
Or. Joao Paulo
MEDICO
Especialista em partos, molestias de senhoras e
de enancas, com pratica as principaes materni-
dades e ho8pitaes de Pars e de Vieana d'Austria, j 13 Euphrasio da Cunha Cavalcante, idem.
faz todas as operacoes obste.tricas e cirurgicas 14 Fabrioio Porfiiio de Andrudc Lima, idem.
Clio itafii
Ruado Baro de S. Borja. on
tr'ora do Sebo n. *B
1ELH0XE 381
'xiotiria
Fundado em 1882 na cidade de Nazaretb, este
modesto estabelecimento de instruccao primaria
e preparatoiia all se coaservon at Dezembro de
1885, tendo tido durante; aquelles paueos annos
frequencia'sempre regular e crescente, e bom re-
sultado nos exames prestados por seus alumnos .no
Collegio das Artes.
Em Janeiro do anno cadente, por differ entes
diffculdades que iam cada te* mais avul tanda,
toi-lhe neeessario transferir-se para esta capital,
sendo acampanada cm sua mudauca por todos
os alumnos internos que se achavain em candi'
cues de o fazer.
Com estes e com alguns poucos mais que aqui
Ibe appareceram, pode apenas completar o nume-
ro de 23 dos quaes 20 estudaram preparatorios e
aprrs-ntarame a exame no Curso -Annexo Fa-
cutdade, obtendo em to exiguo numero 43 sppro-
vacoes.
I Dos aprcsentado3 a exame distinguram-se,, pelo
numero de apptovacoes qe alcancaram, Antonio
Flavio que teve cinco, e Joaquim Gregoric, qua-
tro, cuma se v da lista que publicamos.
Pensoes e honorarios
Alumno interno at 11 anuos 495l annuse3 em
4 prestacoe : "as tres primeiras de 135, a ulti-
ma de 9..
Alumno interno de mais de 11 annos 530/ tam-
bern em 4 prestacoes: tres de 150. cma de
lOOiOOO.
Alumno externa 20 trmensaes por cada aula.
Relacao dos alumnos do collegio que fizeram exarr.-.
no Curso Annexo Faculdade no anno de 1886
Portuguez
1 Euphrasio da Cunha Cavalcante, plenamen'.?.
2 Jos Geraldo Goncalves Gueria, idem.
3 JetfPriscilianode Seuna Gayo, idem.
4 Antonio Vicente Pereira de Andrdde Jnior,
approvado.
5 Fabricto Porfirio de Andrade Lima, idem.
6 Anselmo Augusto de Vasconcellos Santos,
idem.
7 Jos de iveira Cvale inte Jnior, idem.
8 Utton de Aranjo Cesar, idem.
9 Severino Barbosa da Silva, dem.
10 Zeferino Gomes Pereira de Lyra, idem.
Um reprovado.
Francez
11 Severino Barbosa da Silva, plenamente.
12 Ant'mio Vicente Pereira de Andrade, appro-
vado.
\
X
conceruentes as suas especialidades
Consultorio e resideucia na ra do Baro da
Victoria (antfga ra Nova) n. 18, l- andar.
Consultad das 12 s 3 horas 1 tarde.
Telephone n. 467.
Oculista
11
Dr. Mattos Barreto, ex che fe da clni-
ca de olha do i'r. Maura Brasil e da
policlnica geral do Rio e. Janeiro e me-
dico aggregado do opital Paira 11
desta cidade.
Consultorio, rna do Impera lor n. 65, l*
andar, das 12 s 3 horas da tarde.
Residencia, Caminho Novo n. 159.
As operacoes sao feitas sem dor, por
meio da cocana.
Consultas e operacoes, gratis aos po-
bres
Dr. Barreto Sampaio, medico ocu-
litta, ex-ebefe de clnica do Dr. de
Wtcker, d consultas de meio dia s
3 horas da tarde, no l. andar da casa
n. 51 ra do Baro da Victoria, ex-
cepto nos domingos e das santificados.
Residencia ra Sete de Setembro n.
34. Entrada pela ra da Saudade n. 25.

I)
Consultorio medico-
cirurgico
O Dr. Castro Jess, contando mais de 12 annos
de escrupulosa observacao, reabre consultorio nes-
ta cidade, ra do Bom Jess (antiga da Crus
n. 23, Ifi andar.
lloras de consullas
De dia : das 11 s 2 da tarde.
De noite : das 7 s 8.
as demais horas da noite ser eucontrado nc
aitio travessa doa Remedios n. 7, primeiro por-
tao esquerda, alm do porco do Dr. Cosme.
Dous reprovados.
Ingles
15 Jorge Gomes de A'aujo, distinecao.
16 Hisbello FlorentinoC. de Mello, plenamente.
17 Severino Barbosa da Silva, idem.
18 Jos Geraldo Goncalves Guerra, approvado.
Um reprovado.
Lstim
19 Antonio Flavio Pessoa Guerra, approvado.
20 Erasmo Vieira de Macedo, idea.
Um reprovado.
Arithmetica
21 Antonio Flavio Pessoa Guerra, approvado.
22 Joaquim Gregorio Pessoa Guerra, idem.
23 Joo Jos Lopes de Albuquerque, idem.
24 Erasmo Vieira de Macedo, idem.
25 Jorge Gome3 de Araujo, idem.
26 Jos Ignacio de Andrade Lima, idem.
Geometra
27 Joaquim Gregorio Pessoa Guerra, piename^c
28 Antonio Fiavio Pesaoa Guerra, approvado.
Geographia
29 Joaquim Gregorio Pessoa Guerra, plenamente.
30 Antonio Flavio Pessca Guerra, approvado.
31 Octaviano Cordeiro Continho, idem.
32 Joao Jos Lopes de Albuquorque, idem.
33 Erasmo Vieira de Macedo, idem.
34 Jos Ignacio de Andrade Lima, idem.
Historia
35 Manoel Apolinario de Almeids, approvado^
36 Octauano Cordeiro Coutinho, dem.
Rhetorica
37 Octaviano Cordeiro Coutinho, approvado.
38 Antonio Flavio Pesaoa Guerra, idem.

IUGJVEL
fA


/
\
'-
4
Diario de Pernambuco---Sabba do 25 de Dezembrode 1386
38 Joaquim Gregorio Pessoa Guerra, idem.
40 Joo Joa Lopes de Albuquerque, idem.
41 Fabricio. da Arroda Wanderley, idem.
42 Hisbello Florentino C. de Mello, idem.
13 Manoel Apolinario de Almeida, dem.
Recite, 22 de Deiumbro ae 1886.
Jos de Olivara Vavalcante.
-----
Inglez e franeez
Canos theoricoe oa praticos,
rem oa Mnbores interessados.
19,2- andar.
conforme prefer
Roa da Aurora n.
da pro vi n
Lateras ordinarias
da
O abaixo assiguado tendo recobdo communica -
jSo oflhial de haver 8. Exe. o Sr. presidente da
provincia, em data de bontem, r esolvido exone-
ral-o do cargo de thesonreiro das loteras ordina-
rias da provincia, fas publico que tem suspendido
Beata, data, como era de sea dever a venda, e ex-
traecao de qualquer lotera, posto )he deixasse a iaculdade de fazer extrabir aquel-
las, cujos bilhetes se achassem expo3to8 venda
oa impressos.
Deixa'partanto da correr a que estava annnn-
:iada para segonda-feira 27 do correte, e os por-
tadores dos respectivos bilhetes podecn desde ja
recebar sa importancia & ra do Baro da Vic-
toria n. 14.
Reeife, 23 de Dexembro de 1836.
Augusto Octaviano de Souza.
Ubi erro Fatal na America !
No peridico Cleveland, publicado em
Ohio, nos Estados-Unidos do Norte, lemos
a desuripcao de urna opera;ao cirurgica,
cujos funestos resultados sobresaltaram pro-
fundamente todos os facultativos da Repu
bltc Anglo-Saxonica. No entender do ci-
rurgiSo miis eminente de Cleveland, o Dr.
Thayer, semelbnte operajSo foi quasi ura
crime I
Havia muitos annos que urna senhora
chamada King padeca de urna enfermida-
e de estomago, e nenbum dos systemas
de tratamento empregados por varios me
dicos puderam alliviar-lho os soffriinenos.
A doenca tinha principiado oom uin leve
desarranjo dos orgaos digestivos, de mis-
tura cora um grande fastio. A estes symp--
iomas seguio-se u.n malestar indescriptivo
no estomago (malestar que foi tomado por
ama sonsace do vasio interior) acetimulan-
do-se em torno dos dentcs urna materia
pegajosa, companbada de um gosto des-
agradavel, especialmente de manila. Lon-
o-ed azer desapparecer a sensacao do
razioj-o alimentop.. i tre outros symptom as, notava-se a cor ama-
rellenta dos olhos. Pouco depois, as mSos
e os ps esfriarem e tornaram-s" pegajo-
sos, cobrindo-se de um mor fri. A enfer-
ma padeca de um cansaco constant?, sen-
tindo-se nervosa, irritada e cheia de na -
jros presenmentos.
Aolevantarse de repente, a pobre se-
ihora senta urnas tonturas. Com o tempo,
os intestinos chegaram a estar estreidos
at o ponto de tornar-se necessario empre-
ar quasi todos os das algum medicamen-,
tb catrtico, nSo tardando a enferma a sen- .
:ir nauseas e Janeando fra os alimentos
para a indigest&o, muitas pessoas se resta-
beleceram depois de terem ensaiado outros
remedios sem proveito. As provas d'este
facto sao tito numerosas que nao nos pos-
sivel reproduzil-as aqu, mas os que leram
os certificados publicados em favor d'este
grande remedio consideram-os como irre-
futaveis e convincentes.
A venda do remedio Ilimitada.
O Xarope de Seigel vende-so em todas
as pharmacia a do mundo, assim como no es-
tabele.-imento dos propretarios, A. J. Whi-
te, (Limited) 3, Fa rringdon Road, Loa-
dres, E. C.
Depositarios na provincia de Pernambu-
co: Bartholomeu & C, J. C. Levy & C ,
Francisco M. da Silva A C, Antonio Mar-
tiniano Veras & C., Rouquayrol 4 IrruHos
e Faria Sobribho & C. ; em Bello-Jardim,
Manoel de Siqueira Cavalcante Arco-Ver-
de e Manoel Cordeiro dos Santos Filho :
em Independencia, Antonio Gomes Bar-
bosa Jnior; em Palmares, Antonio Car-
doso deAguiar; e em Tacarat, Jos Lou-
renco da Silva.
N. 3. Mais se tendes filhos debis que
por~ialta de appitite estilo doentes, dae-
lbes a Emulso de Scott
E' maravilhoso. come em pouco tempo.
ro tomare m-na, restabelecem-so'e como
aecuperam a energia e a sade.
peso liquido legal, de folhinbas de Bristol, impres-
sas em ama cor, abandonadas os direitos por
Faria Sobrinho & C.
3' seceo da Alfandega de Pernambaco, 23 de
Dexembro de 1886. O ebefo,
Cicero B. de Mello
ia prapa
De ordem do Illm. Sr. Dr. inspector, ss faz pu-
blico que s 11 horas do dia 28 do eorrente mez,
seio vendidas em praca, no trapiche Conceico,
as mercadorias abaixo declaradas :
Armazem n. 1
21 kilos de envelopes com -impresso em urna
cor, parte aa caixa marca Salsear n. 395, vinda
do Havre no vapor francs Ville de Marauhtio,
eutrado em 4 de Novembro ultimo, abandonados
aos direitos por Su lazar & C.
Armazem n. 7
1 caixa marca FMS&C n. 9,186, vinda do Ha-
vre no vapor franeez VUle de Cear, entrado em
25 idem idem, con tendo IOS kilos de anouncios
impresses em mais de nma cor, abandonados aoa
direitos pelos negociantes Rapbael Dias 4 C-
3' seceo da Alfandega de Pernambuco, 23 de
Deiembro de 1886.O chefe,
Cicero B. de Mello.
DECLARACOES
Dr. Goellio IA
Medico. parU'tro e operador
Residencia rita Bar&o da Victoria n. 15, 1- andar
Consultorio ra Duque de Caxias n. 59.
D consultas das 11 boras da manta s 2 dn
tarde.
Atiende para es chamados a qualqrter hor
telepbone n. 449.
Leonor Porto
Ra do Imperador n. 45
Primeiro andar
Contina a executar os mais difficeis
figurinos recebidos de Londres, Paris,
Lisboa*^ Rio de Janeiro.
Prima em perfecode costura, em bre-
vidade, modicidade em precos e fino
gosto.
^3k
Clnica medico cirurgica
DO *
Dr, Alfredo Gaspar
EspecialidadePartos, molestias de senhoras e
enancas.
Residencia Ra da Imoerutriz n. 4, segundo
andar.
Dr. Paula Lopes
De volta de su:i viagem Europa,
abri sen consultorio ra do Mrquez
Olinda n. 1.
Especialidades Molestias de creancac e j
nervosas.
Tratamentos pela electricidade (Electro
l therapia.)
Consultas : De 2 hora s 4 da Urde.
Residencia Ra da Soledade n. 56.
TelepboneH ni. V."i e 49 8
Companhia de edifi-
cado
ASSEMBLE'A GERAL EXTRA-
ORDINARIA
Na forma do ait. 2o do estatutos, sao convida-
dos os Sis. accionistas, para no dia 28 do corrrat"
ao meio dia,se reunirem na sede da Companhia, no
largo Pedro-II n. 77, 1. andar, afim de em aeeem-
bla geral, se proceder elcicao, do director geren-
te, visto haver pedido a sua d misso desee cargo
o accionista que o exercia.
Reeife, 13 de Dezembro de 1886.
Gustavo Antunet,
Gerente interino.
Estrada de ferro d Ribeirb Bonito
De ordrm da directora sao convidados os se-
ohores accionistas a r> colberem no Lsndon i Bra
silian Bank, no prsso de 60 dias, a contar de
boje, a terecira entrada de 10 % do valor nomi-
nal de suas acedes.
No eaeriptorio da empreza scrao distribuidas
pelos senhores accionistas as suus ac(es, median-
te a exhibico das caotellas dos recolbimentos da
1*, 2 e 3 entradas. Reeife, 5 de Novembro de
1886.O gerente,
Hypolito V. Pederneiras.
Santa Casa de Misericordia do
Recite
_ A junta administrativa da santa casa de mise-
ricordia do Recite contina a receber propostas
para o fornecimento de asaucar de 1, 2* e 3* Kr-
te, e turbinado palverisado ou nao pulverisado,
para os estabelecimentos a seu cargo, no trimestre
de Janeiro Marco vindouro.
As propostas dtfvero ser apresentadas at o dia
28 do eorrente.
Secretaria da Santa Casa de Misericordia do Re-
eife, 22 de Dezembro de 1886.
O escrivao,
Pedro Rodrigue de Souza.
Estrada de ferro do
Reeife a Caruar
De ordem do Illm. Sr. Director, fago publico
que na noite de 24 do crrente haver um trem
especial de passageiros, observndose o seguinte
horario.
DIA 24 DIA 25 . .
NOII>. MASH.l
Cheg. Par. Cheg. rart.
0 11. Reeife 2.
11.15 11.17 Tegipi 2.18 2.20
11.35 Jaboato 2.35
Jaboato
Tigipi
Reeife
Os procos sero dos trens de suburbios.
Reeife, 22 de Dezembro de 1886-
O secretario,
__ ________Manoel Jitveneio de Saboya.
tril
a e Bu! s!
pouco depois de tel-os engulido, algumas: ( )
'ezes em um estado de azedume e de fer-' i )
mentacSo.
D'estes desarranjos proveio urna palpi-
tacio de coracSo tao violenta que a infeliz
quasi que nao podia respirar. Finalmente,
en.'ontrou-se na impossibilidade de reter os
alimentos, atormentando a sem cessar do-
res de ventre atrozes.
Attendendo ao facto de que todos os re-
medios at entao empregados nSo haviam
produzido resultado algum satisfactorio,
rennio se urna junta medica, cujo parecer I das o ebronicas, cancros sypbiliticos, iflamma-
fo que a Sra. King padeca de um cancro ces visceraes, d'olhos, oavidos, garganta, intes
tinos, etc., em todas as molestias de pe le, simples
ou diathericos, assim como na alopecia oa qn.du
do cabello, e as doencas determinadas per satu-
racao mercurial. Do-se gratis folbetos onde se
encentram numerosas experiencias feitas com este
especifico nod hospitaes pblicos e muitos attesta-
dos de mdicos e documentos itarticu lares. Fax-se
descont para revender.
Deposito em casa de Faria Sobrinho & C
Ra do Mrquez de Olinda n. 4.
ia
Licor depurativo vegetal iodiKo
DO
Medico Quintella
Este notabilissimo depurante que vom precedi-
do de to grande fama infallivel na cura de todas
as doencas svphiliticas, escrofulosas, rheumatica
e de pelle, com tumores, ulceras, dores rheumati
I cas, osteocopas e nevralgicas, blennorrhagias agu-
ao estomago, tornando-se necessaria urna
eperaco.
Em resultado d'esta decisSe, no dia 22
de Janeiro de 1882 fez o Dr. Vanee a
operacao em presenca dos Drs. Tucker-
mann, Perier, Arms, Gordon, Lupier e
Halliwell.
A operajSo consisti em abrir a cavida-
de do abdomen at descebrir o estomago,
os intestinos, o figado e o pncreas. Ve-
rificado isto, os mdicos examinaram os
ditos orgSos, e, cheios de assombro e de
borro, viram que nio existia cancro al-
gum;Cerraram e fizeram opossivel para cu-
rar a ferida que haviam feito ; mas a pobre
senhora mprreu dentro de potreas horas
Que triste a sorte do viuvo que sabe que
a esposa pareceu por causa de urna opera-
cao errada Se a Sra. King tivesse em
pregado o verdadeiro remedio contra a dis-
pt-psia (sendo este o norae da doenja) esta-
ra herje em sua casa viva
lar na cova.
De ordem do Illm. Sr. inspector, e de coaformi-
dade com o aviso do Ministerio da Guerra de 22
d* Novembro ultimo, fac publico qu* no dia 30
do correte, perante sessao da junta, se rece-
bis propostas em carta fechada e sellada, para a
venda de 12,513 pares de calcado manufacturados
no presidio de Fernando de or >nha e existentes
no Arsenal de Guerra, onde p idero ser examina-
dos petos proponAtes, medinate perinisso do
reaoectivo director.
Thesourana de Fazenda do Pernambuco, 22 de
Dezerabr de 1886.O secretario.
Luiz E. Pinheiro da Cmara.
E; trada de ferro do Re-
c!fe Carnar
De orden do Illm. Sr. director, faj publico que
0 tremP 2que parta da estaco de Caicavel
s 2 horas e i minutos da tarde, partir agora a
1 hora, partindo de Pombos a 1 e 28, e da Vic-
toria as 3 e 46.
Secretaria do proloogamenlo da estrada de fer-
ro do lieciie ao 8. Francisco e estrada de ferro do
Reeife Caruar, 2i de Dezembro de 1886.-Pe-
lo sacretari)
O 1 cscripturarie,
Vitaliano P. Ribeiro de Sjuza.
Banhos de Olinda
Em vista de reclamaco de varios frecuentado-
res dos banhos salgados das praias de Olinda, im-
possibilitados de irem actualmente morar caquella
cidade, resolvea a directora desta companhia,
crear urna assignatara mensal especialmente para
os banhistas, dando direito a urna viagem redon-
da por dia, medianta o pagan^ento de lOjoOO.
Assignatara que comecar a vigorar do dia 1 de
Janeiro de 1887 at segundo aviso ; sendo que,
p ira maior vantagem ser expedido desse dia em
diante um trem extraordinario sahindo da ra Aurora s 5 horas da madrugada, parando.apenas
as estaques em que existirem assignantes, e vol-
tando na mesma conformidade s 7 horas, de Olin-
da. Os senhores banhistas te;i> tambem o direito
de ir pelo trem ordinario das 5 1/2 do Reeife, as-
sim como de voltar pelo trem ordinario das 6 1/2
de Olinda ; sendo que nos trens extraordinarios
eerao tambem admittidas as paisagens avulsas da
1* classe da nossa tabella.
Escriptono da companhia, 21 de Dezembro de
1886.0 gerente, -
A. Pereira Simoet.
fcervlco de vaccinaco
Da ordem do Sr. Dr. inspecto' de bygiene, faco
publico qne ficam designaaos os dias de segunda e
quarta-feira de todas as semanis s 10 horas da
inanha para ter lugar o servido de vaccinaQao na
insp-ctoria de bygiene ra do liaran da Victoria
n. 32, I. andar, para onde foi transferida a mesma
repart cao.
Iospeetorra de hygiene de Pernambuco, 21 de
Dezembro de 18S6.
O secietario,
Guilherrr.e Daarte.
EDITAES
em lugar de es-
Por meio do uso do Xarope Curativo de
Seigel, remedio proprio para a dispepsia e
Bolsa coinmerclal de Pernam
buco
RECIFE, 21 DE DEZEMBRO \)E 188o.
Aa tres horas da tarde
CotacOet ofictact
Naohouve. .*
O presidente,
Pedro Jos Pinto.
Pelo secretario,
Augusto P. de Lemos,
JIENDIMENTOS PBLICS
Mes de Dezembro de 1886
ALFANDEGA
pra^a
De ordem de Illm. Sr. inspector se faz publico
que aa 11 boras do dia 28 do eorrente mes eero.
vendidas em praca, no trapiche Conceico, as mer-
caduras abaixo declaradas :
Armazem n. 2
1 caixa marca AII< ; n. 5,312, viuda de Liver-
pool no vapor inglez Oralor, entrado em 2 de
Setembro do correte anno, contendo 44 kilos de
envelopes sem impreiso e 86 kilos de cart-s
para retratos com impresso de nma cor, abaldo-
nados aos direitos por Alberto lenschel db C.
Armazem n. 3
9 atados e 1 caixa marca F&C ns. 992 1,001,
idem de New-York no vapor jpglez Portueme
idem em 28 de Outubro idem, contendo 642 kilos!
Lotera de 4000 eontos
A grande lotera de 4000 eontos, em 3 sorteios,
fica transferida para o dia 14 do Mao vindouro,
impreterivelmente, nos termos do despacho do
Exm. Sr. presidente, de boje.
Tnesouraria das Loteras para o fundo de
maocipaeao e mcenujs da^ Colonia Isabel, 14 de
Dezembr'j de 1886.
O thesonreiro,
Francisco Gonvalves Taires.
Lotera da Colonia Isabel
A 8* serie da 24' parte das loteras em favor
dos ingenuos da Colonia Isabel, acha-se eiposta
venda.
Corre no da 3 de Janeiro as 4 horas da tarde.
Tbesouraria das loteras para o fondo da eman-
ciparlo e ingenuos da Colonia Labe), 23 de De-
trmbro de 1886.
O thesonreiro,
Franciico Goncalve Torres.
Imperial soeiedadc
DOS
Artistas Mchameos e
Liberacs
Em virtude da deliberacilo da directora, e em
nome desta imperial soeiedadc, venho cuinprir o
grato dever de agradece, S. Exeas, o Sr. Bis-
po Diocesano, os Srs. presd.-nte da provincia,
commandante das armas, os Srs, tenente-coronel
commandante do corpo de polica, Dr. Alfredo
Lisboa, e demaia pessoas que concorreram para
so'emnidade do 45 annversaiiu desta associacao,
e exposico artstica industrial, assim como aos
artistas e industriaes e amadores qna concorreram
cem os seos productos pura a mencionada expo-
sieo. Outrosim, a sociedade agradece todas as
pessoas que se dignaran) de comparecer ao acto,
assim como a confiin<;a c animadlo que o publico
em geral manifeston em prol do engrandecimenlo
la iiistitnco e dai> artes.
Secretaria da Imperial Socieiade dos Artistas
Mechanicos e Libornes do Pt-ruHinbuco, cm 22 de
Dezembro de 1S86. O 1" secretarlo,
Jos Castor de jMbuqierqu .
Circular n. 28
Theaourarla de Fazpnitn de Pernam-
buco. SI de lleiembro de I 8SO
O contador, servindo de inspector, consideran-
do que S- Exc. o Sr. presidente da provincia deve
ser invariavelmeute informado, eonfjrtne exige
em rea rnelo de 18 uo correte mez, d > numero
dos antigns eacravos que/houverera attingido
dade de 60 e 65 annos, pios da provincia, desde "a data da lei n. 3,270 de
28 de Setembro de 1885, e por isso libertos as
condie,oes do J' 6 dn art. 10 c 2" do art. 11 do
regulameuto n. 95i7 de 14 de Novembro do dito
siinii ; ordena aos senhores collectores daa rendas
geraes que, no mais curto praso, remettam por
intermedio desta th'souraria, relaQoes numricas
de taes escravof, com declararn da idade e sexo
de cada um, assim como dos que forem attingindo
a idade de 60 annos ; com descrimiua^io dos p
ri Cumpram :
Manoel Antonio Cardofo.
meio dia,J na mesma reprtjio, recebem-sepro-
postas para o fornecimento durante o semestre de
Janeiro Junbo do anno prximo futuro, dos se-
guintes objectos e materiaes necessarios s obras
do porto, obras geraes e obras da ponte Buarque
de Macedo:
Art, 1. Os proponentes deverb apresentar as
suas propostas em carta fechada e competente-
mente selladas, at a hora cima mencionada, sen-
do que depois nao sero mais aceitas.
Art. 2.o Os proponentes devero apresentar
amostras dos objectos propostos.
Art. 3.* As propostas devero ser feitas segn-
2a o systemas de pesos e medidas, descriminando
a quaidadee quantidade, conforme a relacao abai-
xo especificada.
Art 4. Os fornecedores so obrigaro a fazer o
fornecimento a tempo e a hora, em que Ibes for pe-
dido, sob pena de pagare a 10 '0 de multa sob o
valor do fornecimento, e de 20 / 88 eflectivamen-
e o nao fizerem.
Art. 5." Os fornecedores serau obrigados a en-
tregar os objectos pedidos nos lugares que torem
designados, mediante recibo, que ser passado pe-
loa empregados competentes, na primera va do
perildo, a qual acompanhar a conta, que dever
ser tirada mensalmente e entregue na repartico
at o dia 15 do mes seguinte ao do fornecimento
Art. 6.0 O earvo paras dragas e vapores ser
fornecido a bordo, da qu.intidade de 10 a 20 tone-
ladas, cm embarca (ao d'essa arqueadlo, competen-
temente verificadas. J
Heluiaii do* o!>je/fo%
Acido muriatico, litro. ^
Ac balqo, kilo. >
Dito dito em verguinha, idem.
Dito fundido, idem.
Dito dita rm verguinha, idem.
Dito chato e oitavado, idem.
Dito bexiga, idem.
Agua-raz, litro.
Alcatro, idem.
Almotolia de folha de 1/2 a 5 litros, nma.
rame de cobre, kilo.
Jito de lato, idem.
Dito de ferro, idem.
Apilo mecaoico, um.
Azul ultramar, kilo.
Arrebem, kilo.
Azeite doce, litro.
Azeire de carrapato, idem.
Azeite de peixe, idem.
Aldrabas, urna.
rmelas de borracha para tubo, kilo.
Aguilho de ferro, um.
Ancosate de ferro, um.
Area de fingir, metro cubico.
Alicate, um.
Alavanca de ferro, diversos tamanhos, idem.
Agulba de coser, grande, nma.
Bandeirolas de madeira, dem.
Barril, um.
Barra pequeos, um.
Baldes de ferro, um.
Bacia de l.iuri, um. *
lironze de ferro, um.
Iialdes ferrados, dem.
Iiarris de gal, idem.
liaudeira nacional de 2 pannos, um*.
Batanea decimal, uina.
Borracha vuleanisad* rm lenyol, kilo.
Bigornia, ilem.
Breu, idrm.
Bnm, metro.
Brocha n 8, urna.
Brocha pequea, urna.
Craveiro de ferro, kilo.
Chapa de ferro, dem.
Cadcrnal ferrado, pp.
Canoa, urna.
CalJeira de ferro para draga, urna.
Citcador de ferre.. um.
Chave ingleza, urna.
Calderes para verniz c alcatro, um.
Cavilhas, urna. i
Correia de borracha, metro.
Cabo de liubo, klo.
Dito de inanilha, idem.
Cadernaes bronzeados, pp.
Caderneiro de Ierro, um.
Cadeado de ferro, um.
Ditos de metaes, um.
Caivete, um.
Colla da Babia, kilo.
Cadiohos, numero-.
Caetas, dusia .
Campa pequea, urna.
Calque em panno, em metros.
Dito em papel, metro.,
Colberes de trado 0m,0135 a 0n,125 de grossura
a 0m,0337, dusia.
t:
>
Cavernas de dita verdadira, com 3m,60 de hazte e
0ra,138.de grossarj1 dem.
Caibros de qualidade, metro.
Corda para andaime, peca de 5 metros, ama.
Cano de chumbo, metro ou kilo.
Dito de barro de diversos dimetros, tun.
Cera amarella kilo
Cipo de ferro, bate estaca, um.
Candieiro, idem.
Cabo de cairo, kilo.
Carreta de ferro, urna.
Carrinhos de mao, um.
Crrela de barracba de diversos tamanboe, metro.
Dubradices de ferro, par.
Ditas de metal, idem.
Ditas de cruz, dem.
Encbadas, urna.
Escova ingleza, idem.
Ditas para tubo, idem.
Escpula de ierro, idem.
Escala de madeira, idem.
Escura de mariin, dem.
Estanho em verguinha, kilo.
Escopero, um.
Estopa de algodo, kilo.
Dita de linho idem.
Escova para limpar machina, urna.
Ench sacho, um.
Estcios de emberiba preta, um.
Estopa de emberiba, kilo.
Encimles de eicupira verdadeira com 6m, 60 de
compriraento o 0", 138 de grossara. um.
Envelopes pequeos, cento.
Ditos para otfieios, dem.
Fcchadura, urna.
Feltro, kilo.
Perra ingl. z sertido, idem.
Dito cm lencol, idem.
Dito inglez murca Livor, dem.-
Dito suceco cm barra, idem.
Dito bruto para fundir, idem.
Forqueta de ferro, urna.
Fio de algodo, kilo.
Dito de la, idem.
Dito de vela, den.
Ferrolho de ferro, um.
Fatecha, urna.
Garfo de f-rro, nm.
Graxa do Rio Grande, kilo.
Gato de ferro inglez dobrado, um.
Jangadas, urna.
Jarra de madeira ferrada, idem.
.larrinho de lou^a fin, um. .
Lampeao, idem.
Lato em lencol, kilos.
Limas inglezas, pp.
Dita triangular, idem.
Dita chata, dem.
Dita ir.ure.-i. idem.
Limato inglez, idem.
Linha de barca e sondagem, kilos.
Linba alcatroadn, idem.
Lame de secupira ao -.differentes tamanbes, coa-
forme a fornia presentada, urna.
Lixade esmeril em panno, folha.
Dita do vdro em papel, idem.
Lona ingleza, metro. ,
Lapis de duaa cores, dnzia.
Dito Faber, idem.
Dito Giber, dem.
Dito de borracha, idem.
Livro em brauco, de papel almaco pautado de aO
a 200 tullas, um.
Dito cm branco, pap-.l Carr, de 50 a 200 folhas,
idem.
Merlim, kilo.
Metal composicao em, folhs, idem.
Manga de vidro para lanterna submarina, urna.
Miulhar branco, kilo.
Moitoes bronzeados, pp,~ f
Machina para cerrar madeira, urna.
Moitoes forradoSTpp.
Mola para porta, urna.
Mira, idem.
Martello calcado de ac, um.
Nivel bolba d'ar, idem.
Olhar de lato, idem.
Oleo de linbaca, litro.
Palha de coqu< iro, cento.
Papello, folha.
Parafusos de ferro, duzia.
Ps de cabra, um'.
Pipas para deposito d'agus, urna.
Parafnsos de metal, duziaa.
P de ferro patente de serrado, ama.
[-Dita de ac, idem.
P pretovkilos.
Pranelioss de amare!lo, um.
PrauchOes de pao carga, idem. '
Dito de lonro, idem.

"
;
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Rko attRA
D 1 a 23
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e 1 a 23
lisia do 24
679.352i6?5
21:016*412
119:0194754
4:471316
700;369107
123.491070
Total
------
iosbiookuUe 1 a 23
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OBSCLAOO l'IO'.;CUL-D 1 a 23
Mem do 24
taara dbav*aos">c 1 a 23
Idrm de 24
823:8JS0177
41:506*887
577881
42:081768
48:737*689
1:435*219
50:172908
9:403*428
I
9:4'J3423
DESPACHOS DE IMPORTAgAO
Vapor inglez Silir, entrado de Liverpool c
iiisboa no dia 31 io correte e consignado a Saun-
re Brotheri 4t C, manifestou :
Carga de Liverpool
Ac 21 feixea a Miranda & Souza, 30 a Fer-
rcira Guimares & C.
Arcos de ferro 121 fexe a Miranda & Souza,
40 a Vctor Neesen, 4 a Fcrreira Gaimares &
C, 165 a Albino Silva & C.
Azulejos 102 caixas a Deodato Torres Se. C.
Brinzo 1 fardo a Jos A. da Silva Santos.
Biscoutos 5 candes a Jos de Macedv, 3 a Jos
Joaquim Alves & C.
Barrilha 70 tambores ordem.
fi-rras de ferro 114 e 30 feixes a Miranda 4
Souza, 129 e 10 a W. Hallday 4 C, 399 e 245 a
Ferreira Guimaraes & C, 145 e 270 a Albino Sil-
va e C
Batatas 70 caixas a Guimaraes & Perman.
Conservas 26 caixas a Rosa & Queiroz.
Champanha 5 caixas ordem.
Cimento 1,000 barricas a Great Western of
Brasil.
Cravoda India5 saceos a Souza Basto, Aino-
rim & C.
Cabos 29 rolos a C. C. da Costa Mor eir.
Calcado 1 caixio a A. Cruz & C-, 2 a T. de
Carvalbo & C. la Manoel de B. Cavalcante, 2 a
F. Barboia s C.
Couros 1 j'olumo ordem.
Cera 6 caixas a F. J. dos Pasaos Guimaraes
Cbaoos 2 caixoes a Bapbael Dias & C. 3 a
Maia Irmao 6c C, 1 a Cafvalho Irmo Bruno da Silva.
Cervej* 15 barricas a Fernandes & Irmo.
Cannos de chumbo 1 barrica a Ferreira Gui-
maraes & C.
Cha 3 gradea a Domingos Ferreira da Silva<&
C, 5 a Domingos Cruz t C, 8 a Souza Basto,
Amorim & U., 8 ordem.
Cofre 1 caixo W. Halliday t C.
Chapeos do sol 1 caixo a Nunes Fonseca ft C.
Drogas 8 volumes ordem, 4 a Bartholomeu &
Companhia.
Elstico 1 caixa a H. Nuesch & C.
Estopa 6 fardos a Gomes de Mattos Irmos, 37
ordem, 10 a Julio t Irmo.
Enxadas 8 barricas a Vianna Castro &C, 37 a
Min.nda &t Sonza.
Fogareuos 110 a Samuel P. Johnaton A C, 100
a W. Hallday & C.
Fio 1 fardo ordem, 2 a Nunes Fonseca & C.
Ferrsgens 8 volumes a Ferreira. Guimaraes c.
C, 3 ordem, 67 a Cardozo & Irmo, 72 a Sa-
muel P. Johnston 4 C, 4 a Prente Vianna &
C, 3 a Miranda 4 Souza, 1 a Gomes de Mattos
Irmos, 7 a A. D. Carneiro Vianna, 5 a W. Hal-
liday & C, 3 a Albino Silva 4 O, 45 a Res &
Santos, '1 a Great Western of Brasil, 3 a Nuues
Fonseca 4 C.
Farioha de.mtlbo 112caixas aos consignatarios.
Folhas de ferro 36 a Miranda & Souza.
Ditas de Flandres 65 cunbetes a Prente Vian-
na & C.
Formas para assucar 20 gigas aoa herdeiros do
Bowinan.
Gingerale 10 caixas ordem.
Genehra 30 caixas a Koaa 4 Qiei'ox.
Lnha 2 caixoes a Oliveira Buco & C-, 1 n Gui-
maraes, Cardozo & C, 1 a Parate Vianua X C
36 ordem, 51 a F. Laoria & C.
Lauca 46 gigas a Souza Basto, Amorim 4 C
20 ordem.
Lona 1 tardo a C. C da Costa Morcira, 2 a Sa-
muel P. Johnston 4 C.
Machinas 2 caixas a W. Halliday & C.
Mercaduras diversas 1 volume a Manoel Col-
iseo 4 C, 1 a Fernandes z Irmo, 2 a Nunes
Fonseca 4 C, 2 a F. Lauria 4 O, 2 orden,, 1
a Maia Silva, 1 a Manoel da Guana Lobo, 2 a
Sulzer Kiutfmsun fc C, 1 a Mauoel Joaquim Ki-
beiro 4 C. 4
Manteiga 4 caixas ordem.
Maternes para encanameuto d'agut 2,4 lumes e pecas a companhia do Beb rribe, dito* pa-
ra gaz 2 ca:xaa a empreza.
Oleo de linhaea 6 barris a J. A. da Silva Santos.
Objectos para eaeriptorio 2 caixas ao Eneliah
Bank.'
Papel 8 fardos e 3 caixas a Samuel P. Jobnsten
de C-, 1 ordem. 3 a A. D. Cuiidro Vianna"
Passas 100 1/2 caixas e 200 1/1 a Balear Ir-
inos. & C.
Obras do Porto c Geraes
De ordem do Illm. Sr. engenheiro director da
Repartico daa Obras da Couserradio dos Portos
e Obras Geraes de Pernambuco, de conformidade
com a antorisaco de S. Exc. o Sr. Dr. presidente
da provincia, de 11 do correte mez, e na turma
do art 1 do Dec. n. 2,926, de 14 de Maio de 1862 Cantonera de ferro sortiia, idem.
e 18 do Dec. n. 2.922, de 10 da mesma data, do, Cal preta, metro cubico.
Dita de rosca 0 n.0135 a 0m,0125 de grossara
0,25, idem.
Chumbo em barra; kilho.
Dito em leneol. idem.
Caldeira sortida de derreter bren, idem.
Garran Cardifi, idem.
Carvn para terrero, idem.
Dito New Castie, idem.
Dito Cok, idem.
Cimento Portladd inglez de marca Peramid, peso
liquido, dem. ^
Rito Romon, pese liquido, idem.
Dito inglez marca Leo, peso liquido, idem.
Dito fiancez marca Demarte, peso liquido, idem.
Dito allemo Von Flix, peso liquido, idem.
Dito, dito Zuiven, peso liquido, idem.
Dito inglez Heltem, peso liquido, idem.
Dito dito Htrmann, peso liquido, idem.
Cobre em barra,-idem.
Co em lencol, idem.
Dco para forro de canoa, idem.
Dito velho. idem.
Dco em varn, idem.
Correia de sola ingleza singella, metro.
Dita dita dita dobrada, idem.
Gorrente de f-rro, kilo.
Conro cru, um.
Cr, kilo.
Gravo ou ribite, idem.

I
Sitos de pinbo da Suecia, metro,
it
regulamcnto do Ministerio da Agricultura, Com-
mercio e Obras Publicas, fazemos sciente quem
iuteiessar posaa, que no dia 27 do eorrente, ao
Agua mineral 1 caixa a F. Mocoel da Silva 4
Companhia. ,
Baga 1 barriga a Jos Anton:o do Valle.
Cebolaa 115 caixae a Silva Guimaraes 4 C,
Carno de porco 2 caixaa ordem.
Conservas 2 caixas a Silva Gunnarrs 4 C-
Cal 50 barricas a_T, de Mello, Genro 4 C, 25
a B. de F. Guimaraes, 50 a Guimaraes Va lente.
Castsnbas 1 caixt a Salazar & C, 15 1/2 ditas
a Silva Guimaraes 4 C.
Grao de bico 1 sacco a Guimaraes & Valente.
Farello 9o0 saceos a F. R. PinCo Guimaraes 4
C, 650 a Balur Oliveira A C, 300 a Paiva Va-
lente & C, 200 a Baltar Irmos 6c C, 30 a G. B.
de Oliveira, 550 ordem.
Li vres 1 caixa a G. Laport 4 C.
Madtes 5 caixas a Silva Guimaraes 4 C.
Mercurio 2 caixas a P. Vianna 4 C.
Poliamc 1 caixa a J. A. da Silva Santos. "~
Sabonetei 1 caixa a Silva Guimaraes & C-
Sapatos 1 caixo a Maia Sobrinho & C.
Toucinho 54 barris a Cuuba Irmo iSt C, 26 a'
Silva Guimaraes 4 C.
Vinagre 1 barril a Salazar & C.
Vinho 8 pipas e 46 barris a Guaha Irmos 4 C-,
10 a Souza Basto, Amorim 6c C, 10 a' Guimaraes
A Valente 8 a Luiz A. Siqueira, l a Salazar &
C, 1 a R. J. Gomes da Luz.
Dita branca, idem.
Curvas de sicupiradedifierentestamanhoa confor-
me a forma apresentada, urna.
No lugar inglez Catherine, earregaram
Para New-York, F. Casco 4 Filho 3,000
saceos cboi 225,000 kilos de assucar masca vado.
No lugar inglez Carpeian, earregaram :
Para New York, J. S. Loyo & Filbo 1,500 saceos
com 112,500 kilos de assucar mascavado.
No patacho inglez Artos, earregaram :
Para New-Yark, J. Pater 4 C. 200 saceos com
15,000 kilos de assucar mascavado.
Na barca portuguesa Camoes, earregaram :
Para Lisboa, S. G. Brito 22 coures salgados
com 274 kilos.
Para o Porta, M. Lima 4 C. 146 coaros salga
dos com 1,752 kilos.
No vapor franee ViUe de Cear, carrega-
ran :
Para o Havre, E. Goethchel 4 kilos de ouro em
barra e 2 ditoa de prata dem.
Para o Porto, J. Krause 4 C. 1 caixa com 30
kijos de prata.
Para Allemanha, J. Krause & C. 1 caixa com
12 kilos da ouro.
Para o Interior
tos de pinho resinoso, idem.
Pregos de cobre batel, grandes e pequeos, kilo.
Ditos de zinco, idem.
Dites de ferro sonido, idem.
Ditos caibraes, idem.
Ditos ripaes, idem.
Ditos de ferro, batel grande e pequeo.
Ditos francezes, idem. f"
Porcas para atarrachar parafuzoa, idem.
Ditos de ferro de diversos tamanhos, idem.
Pennas Gaulbier, caixa.
Dc*s Peiry, idem.
Ditas Falcon, n. 48, idem.
Ditas Mallat, idem.
Ditas finas para desonho, idem.
Presilhas de diversos tamanhos. idem.
Pico de ferro, um.
Pascas de oleado, urna.
Pusaime, caixa.
Papel sem fim, peca.
Dito matta borro, folha.
Papel almaco pautado, resma.
Dico rotado pautado, caixa.
Dito dito grande, resma.
Dito Carr, cento.
Dito Jes, idem.
Pni8siato de potasso, kilo.
Prancho de elstico trancado, tendo 12 metros
de compnmento, 0m,6 xie largura e OO1"? de
grossura, nm. *
Picareta, urna.
Pregos de ferro fino, kilo.
Ditos com armella galvanisada, idem.
Puyadores para gaveta, de pao ou metal, duzia"
\

Pimenta da ludia 10 saceos a Sousa Basto,
Amorim & C.
Pennas dato 1 caixa a Gomes de Matloi Ir-
isaos.
Prcnca de copiar 3 caixas fbrdem.
Pregoi 12 caixas ordem.
Trilhos 2,759 a Great Western f Brasil.
Tecidos diversos 7 volumes a Bernet & C, 214
ordem, 16 a Olinto Jardim 4 C. 5 a A. Vieira
4 C, 5 a Alves de Brito 4 C. 10 a N. Maia A
C-, 6 a Francisco de Azevedo 4 C, 2 a F. Petro-
celli & Irmo, 100 a Machado Pereira, 1 a F.
Lauria ce C, 4 a Monhard Huber 4 G., 3 a Cont
Santos 4 C 132 a Luiz A, Siqueira, 4 a A. Lo-
pes 4 C, 4 a D. P. Wild 4 S, 4 a Guerra & Fer-
nandes, 3 a \. L. Guimaraes, 6 a B. Maia & C,
20 a Loareiro, Maia & C, 2 a A Amorim 4 C.
Tinta 1 caixa a Samuel P. Johrgtton 4 C.
Uvas 56 volumes a Domingos Ferreira da Silva
&C.
Carga de Lisboa
Azeite 8 caixaa a Silva Gaimares 4 C.
Vapor nacional Espirito Santo, entrado dos
portos do norte no dia 24 do corrunte e consigna-
os ao Viecondo de Iraqu do Norte, mau'featou :
Aihos 50 eanaatras a Paiva Valeute & C.
Tapioca 20 encapados a Domingos Alvea Ma-
theus, 10 a Carvalho4 C.
DESPACHOS DE EXPORTACO
Em 23 de Dezembro de 1886
Para o exterior
Na barca norueguense ralo, earregaram :
Para Liverpool, S. Brothers 4 C. 372 suecas
com 30,552 kilos de algodo.
Na barca nornesjuense Kronos, earregaram :
P-ara Liverpool, H. Stolzenba h az C. 200 saccas
com 15.018 kilos de algodo.
No vapor inglez Editor, carregoa :
Para Liverpool, A. Lanilla 22 saccas com 1,627
kilos de aleodo.
No lugar noraeguense Christine, earrega-
ram :
Para New-York, H. Fort ter t J. 900 saceos
com 67,500 kilos de assucar mascavado ; M. J- da
Rocha 1,060 saceos com 75,000 kilos de assucar |
mascavado. I
norueguense Byfog'd, carrega-
100 pipas com
Na escuna
ram :
Para Pelotas, B. Oliveira & C.
48,000 litros de agurdente.
No vapor inglec Author, earregaram
Para Santos, F. A. de Azevedo 250 saceos com
15,000 k03 de assucar branco e 200 ditos com
12,000 ditos de dito mascavado ; Baltar Irmos
& C. 1,150 sacco com 69,000 kilos de assucar
branco e 600 ditos com 36,000 ditos de dito mas-
cavado.
No vapor franeez ViUe de Pernambuco, ear-
regaram :
Para Santos, Maia 4 Rezende 100 saceos com
6,000 kilos de assucar branco e 300 ditos com
18,000 ditos de dito mascavado ; S. Guimaraes 4
C. 200 saceos com 12,000 kilos de assucar branco
e 250 ditos com 15,000 ditos de dito mascavado.
Para o Rio de Janeiro, H. Borle & C- 500 sac-
cas co/rj 37,563 kilos de algodo.
Para Santos, Amorim irmos 4.C. 170 saceos
com 10,200 kilos de assucar branco e 830 ditos
cora 49,800 dicos de dito mascavado. j*
No vapor nacional Espirito Santo, carrega
ram :
Para o Rio de Janeiro, V. T. Coimbra 800
saceos com 48,003 kilos de assucar branco e 400
ditos com 24,000 ditos de dito mascavado; T. de
Azevedo Souza 400 saceos com 24,000 kilos de
assucar branco e 600 ditos com 36,000 ditos de
dito mascavado ; J. A. da Costa Meieiroa 150
aaccoa com 9,000 kilos de assucar branco ; A B.
Correia 16 caixas oleo de ricino e 50 ditas cajo
rubeba.
Ne vapor nacional CaraveUos, carregou:
Para Babia, Martyrio Montes 300 saccas com'
20,184 kilos de algodo. '
MOVUIENTO~DO PORTO
Navios entrados no dia 24
Teneriff11 diis, vapor inglez Jesmond, de 973
toneladas, commandante C. B. Holl, equipagem
23, em lastro ; a Koxwell 4 C.
Manoa por escala11 1|2 das, vapor nacional
Espirito-Santo, de 1,999 toneladas, commandan-
te Joo Mara Pessoa, equipagem 58, carga va-
rios gneros : ao Visconde de Itaqui do Norte.
Navios sahidos no mesmo dia
Ro do Janeiro e escalaVapor nacional Espirito
Santo, commandante Joo Mari a Pessoa, carga
varios gneros.
Rio Grande do Sul e escalaVapor nacional Ay-
mor, ccramandante F. Casayechia,. car^a va-
rios gneros.
Rio Graude dg SulPatacho dinamarqus Amorr
capito E. Jessen, carga assucar. ..
New-YorkPatacho inglez Artos, capjtao A. Ro-
bertseo, carga assucar.
VAPORES ESPERADOS
(
Neva da Europa boje
ViUe de Cetra do sal ?.~
Caravellas do sul hoje
Cearense de New-York amanh
Cear do sal amanb
Slefanie de Trieste a 28
Sir Garu' de Tanariff a 29
Janeiro de .1887
Pinance do sul a 3 '
Niger da Europa a 3
Mandos do norte a 3
Euclid do Liverpool a 5
Bahic do sul a 7
Alliattca de New-Port-Newa a 7
Treni da Europa a.10
Pernambuco do norte a 13 '
Para do sul a 17
Aconcagua da Europa a 21
Niger do sul a 21
La Plata da Europa a 24
Cear do norte a 24
Pernambuco de Hamburgo 25 .
Espirito Santo do sul a 27
Trent do sul a 29
.*
f
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t


iiHHni m "i*j \m i a m '.WiUmo.....i
-~ -*
Diario de PernambucoSabbado 25 de Dezembro de 1886
W
, i
.


Companhia de Etlilicacoes
O escriptorio desta
ompanhi acha-se in-
-stallado na prata da
Concordia n. 9, conser-
vndole aberto das 7
horas da manh as 5 da
tarde, em todos os dias
*|teis.
Incumbe- se de cons-
IrucQes e reconstruc-
! Recebe-se inibrma-
^oes' acerca de terre-
nos na cidade e subur-
bios, e a respeito dos
quaes cpiiram os res-
pectivos donos fazer
negocio.
No mesmoescripto-
rio se encontraro as
amostras dos produc-
tos da oiaria mechani-
ea do Taquary, pro-
priedade da m e s m a
companhia.
' MPREZA DO GAZ
fede-se aos Senho-
res cosummidores que
queirain fazer qualquer
comunicaeao ou recla-
maco, seja esta feita no
Pi de jangada, um.
> Pateaca, urna.
Passador de'ferro, uq).
Pedra bruta granito, metro.
'Onartiuha de barro, urna.
r jiartola ferrada, idein.
-Qairy para cabo, um.
Hemo de faia, metro.
Rxipi de ferro, urna.
_*ro trra, kilo.
Kaspadeira de cabo &3 osso, urna.
.Jtegoa da faia, dem.
Siga de qnajidade, cjm 5 metros de comprimen
Ca, duzm.
Uadalna para pateaca cu de cadernaes, urna.
fiebolo de pedra com caixa de ferro, um.
Jtidete de ferro, idem.
, Jtegulador, dem.
t*cco3 vastas, dem. f
SapatilOa, urna,
errafita, metro.
Serrotao, um.
Seccaute fczos de ouro, kilo,
jeeciote de zioco, kilo.
Safra de forro, urna.
-Sala itigltza, kilo.
Sioeta de bronze, urna.
^Serra circular, idem.
Tesaura, idem.
Trullos de ferro, kilo.
Tafcourade funileiro, urna.
Tiapano, um.
Taifa, ama.
3Taoas do amareUo, de 0'"0135 e 0'125 de gros-
sara, urna.
j)it8 de pao carga de 0'"023 de grossura, idem.
Dita de pinlio da Suecia, idem.
Dt de liuho r-sinboso, idem.
Dita de louro, idem.
Dita de cedro, dem.
Tapetj para escaleras, metro.
Tasa di: c;bre, kilo.
Taca efe bomba, k lo.
Tijulo inglez. um.
.dem de t'ogo, idem.
Ide_i "ie aivenuria batida, milheiro.
"Idea de alvcnaria grossa, idem.
Tiata branca de ziuco em maca, kilo.
dem verde em maco, idem.
lien preta Stephecr, botija.
>Je armro., fraseo.
Trave de sicupira verdadeira, metro.
Trena de fita, urna.
dem de ac, idem.
lirados de diversos tamanho?, um.
Trave do emberiba preta, metro.
TMtcal, kilo.
Tbo de vidro pam o nivel d'aeua, um.
J_eat iie lati para caldeiras, kilo.
T*rrtchas diversas, urna.
Tiaterros de vidros. idem.
Ttims de barro curvas uacionaes, milheiro.
Idtm de zinco euduladas, tolha.
Tdriieir- de bronze diversas, urna.
Teetdo de rame de quaiidaclc, kilo.
Travcta de 7 metro', urna.
T'jiio raucez, um.
Teoido de rame de lati, metro.
(oraos de ferro pura bancaia, um.
Vlvula de bronze de mela e de taannos diver-
sos, urna.
Vaesoara de irsb, idem.
Verraca de diversos te.manhos, idem.
V__ouras do piassava, idem.
Vara para canoa, idem.
Verde-francez, kilo.
Vertnelhao, idem.
Verde ehrem-, kilo.
"Vergatea de pinho, urna,
fiarcao inglez, kilo.
Zioct em folha, idem.
Separticao das Obras do Porto e Obras Genes
de Pernambuco, em 21 de Dezembro de 1886.
O Io escripturario.
Maitoel Duarte Pereira-
) escripturario das Obras Geraes,
Joaqun de Medeiros Jlapoto.
ai Casa de Misericordia do
Itec.fe
Par eta secretaria sao chamados os parentes
9aV protectores das menores abaixo declaradas,
paca, at o dia 31 do corrente apresenUl-ao no
legio das orpb-Is, atim de serem ahi admittidas,
piata serem as primeiras inscriptas no respectivo
ji> >-
1 Aliee, filha de Marianna Pires de Souza.
_ Et-meli-da, dem de Francisca Mauntia de
I __l
3 Mara, idem de Antonia Marcelina de Oli-
-7ea.
4 Jifia, idem de Josepha V. Dinix.
5 Aroelina, ideai de Josepha Maria da Concei-
jao.
6 Hara, idem de Candida Olympia de Medei-
im Arrojo.
7 Marcionilla, idem de Maria Sophia do Eego
Sarros.
Secretaria da Santa Casa de Misericordia do
jteeMe, 16 de Dezembro de 1886. r
O escrivao,
Pedro Rodrigues de Sousa. ____
eScriplorodesta empre-
za na do mperador n
9, oiide tambem se re-
ceberp qualquer conta
que queiram pagar.
Os nico? cobradores
externos sao os Senhores
Hermillo Francisco Ro-
drigues Freir e Manoel
Antonio da Silva Oli-
veira, e quando or pre-
ciso o Sr. Antonio Mar-
fias Car.valho.
Durante a auzencia
do abaixo assignado na
Europa todos o s recibos
dessa empreza deve-
roserpassados emta-
loes carimbados c fir-
mados pelo Sr. Samuel
Jones sem o que nao
tero valor algum.
George Windsor,
( OKSA\liIA OH M(.l Il((S
\0KTIIEK\
de Londres e Aberdoen
PoMlraw nnancelra (Detembro 1S85)
Capital oubsciipto 3.000.000
Fundos accroulados o. 131,348
Becella annal t
D premios contra fogo 577,330
De premios sobre vidas 191,000
De juros 132,000
O AGENTE,
John. H- Boxwell
COllMERnOCIO >. SO 1 .% Xli 4 II
Bahia, Rio de Janeiro Monte
Tido e Buenos Aj re
Este vapor traz simplesmente
passageiros emalas. e inimedia-
tamentc cgur depcis do desem-
barque dos niosmos.
Para passagens, fretes, etc., tracta-se cetc o
CONSIGNATARIOS
Adamsonflowie &C.
The IS&BMSS C J
0 paquete Finance
' esperado dos portos do
sul at o dia 3 de Janeiro
depois da demora neccesaria
seguir para
llaranho, Para, Barbados, *.
Thomaz e \cwlork
Para carga, passagens, e encooimendas tracta-
le com os
AGENTES
0 nw Alliaipi
Espera-se de New-Port-
News, at o dia 7 de Ja-
neiro o qual seguir depois
da demora necessaria para a
Baha, Rio de Janeiro e Santos
Para carga, passagens, encouimcndas e dinheir:
a frets, tracta-se com os
AGENTES
Henry Forster & C.
N. 8 RUADO UMlttJdKCiO N.8.
! andar
Coi
ai :ve
tu
de Lisboa
AGENTE
Hipel Jos Alies
. 7RA DO BOM JESSN.
Seguro* martilcnoa e terreMres
Mestes ultimo a nica cuapanhia Beata pracs
que concede aos Srs. segarades iieaipcio de paga
ment de premio em cada timo mano, o ose
equivale ao descont de cersa^da 15 por cent era
avor dos segurados.
SEGUROS
MARTIMOS CONTRA FOGO
Companhia Phenlx. Per-
nambucana
Ruado Commercio n. 8
Ba
i.nndoa and Brasillan
Limited
Ra do Commerci} n. 32
Socca por todos os vapores sobre as ca-
sas do mesmo banco em Portugal, sendo
fin Lisboa, ra dos Capellistas n 76 No
Porto, ra dos Inglezes.
CONTRA
The Liverpool k London k Glob
l\Sl'IIRA\CE C0MPAOT
MPERIA
Companhia
DE
HE6IRO contra FOGO
EST: 1803
Edificios e mercadorias
Taxas baixas
Prompo pagamento de prejuixo
CAPITAL
fia 16,000:000*000
Agentes
BROWNS & C.
N. RRa do CommercioN.
Companhia de Seguros
MARTIMOS E TERRESTRES
Estabelcclda em t ?.".
CAPITAL 1,000:000^
SINISTROS PAGOS
At 31 de dezembro de 1884
Martimos..... i.lfO:000&000
Terrestres,.- oi6:000$000
J.J Ba do Coramereio
'OXTR.I FOGO
\orlb Brilish k Mercantile
CAPITAL
1:000.00o de libras slerlinas
A G E N I E S
Adomson Howie & C.
MARTIMOS
ROYAL MAIL STEAtt PACKET
COIPANV
0 paquete Neva
E' esperado da Europa no dia
24 ou 25 do corrente, seguin-
de depois da demora nacessa
apara
paufea Bra&ilelra de
Sseo a Vapor
PORTOS DO NORTE
0 vapor Cear
Commandante o 1.' ente Guilherme Pa-
checo
E' esperado dos portos do sui
at o dia 26 de Dezembro, e
seguir depois da demora in-
dispensavel, para os porto
do norte at Manos.
Para carga, passagens, encoromenda valores
ra cta-se na agencia
_PRACA DO CORPO SANTO N. 9
Companhia Batiiana de navega
cao a Vapor
Macei, Villa Nova, Penedo, Aracaj,
Estancia e Bahia
0 vapor Caravellas
Commandante liabello
Segu impreterivel-
i/iente para os portos
cima no dia 30do cor-
rente, ai 4 horas da
tarde. Recebe carga
'nicamente at o 1/2
dia do dia 30.
Para caiga, passagens, encommendas e dinheiro
rretc tracta-se na agencia
7iiua do Vigario7
Domingos Al ves Ha heos
CO -- PAWB11-. E* HENMAVB
RES HARITIHEM
IJNHA MENSAL
0 paquete Niger
Commandante Banle
Espera-se da Eu-
ropa do dia 3 de
Janeiro- seguin-
do depois da de-
mera do costume
para o Rio de Ja-
ro, tocando na
Baha
Lembm-se sos senhores passageirot de todas
as classes que ha lugares reservados para esta
agencia, que podem tomar em qualquer tempo.
Previne-se ao ssenhores recebedores de merca-
dorias que s se attender as reclamscoes por fal-
tas nos Toluines que forem reconhecidas na occa-
sio da descarga.
Para carga, passagens, encommendas e dinheiro
afrete: tracta-se com o
AGENTE
Aiiguste Lab lie
9 -RA DO COMMERCIO-9
t0 !**>""* PKMAMBlt.:IA
DE
Xavegaco Costeira por Vapor
PORTOS DO SUL
Tamandar e Rio Formse
0 vapor Giqui
Commandante Lobo
4a
Segu no dia 27 de
l)czpinbro,pelas 5 ho-
ras da manba.
Recebe carga at o
dia 26.
Encsmmendas, passagens e dinbeiros frete ate
5 horas da tarde do dia 26.
ESCRIPTORIO
Ao Cae da Copipanhia Pernambucana
n. 12
O brigue nacional Sarah, tendo a maicr parte
da carga engajada, segu para o porto cima at
24 do corrente impreterivelmeote.- Para alguma
carga que le falta, trata-se c->m os toosignata-
ri >s Fonseca Irmaos 4t C
Para Pelotas
Segu com toda a brevidadf para o portj cima
o patacho norueguenee Byfogtd Chrislie, por ser
a msior-parte da earga enzaj^da : para o resto
trata-so c-mn \V. W Robilhard.
Pecife, 23 de Derembro de 1S8G.
i i iaaMaaaaaa
Secundo leilo
Da importante pharmacia e drogara sita
ra do Bar3o da Victoria n. 2^, perten-
cente a massa fallida de J. C. Lery & C.
Kegnnda feira, 2 9 do corrente
A'$ 11 horas
O agente Gusmao autorisado por mandado do
Exm. Hr. Qr. juiz de dir.'ito do commercio e a re-
querimento do Dr. curador i seal da massa fallida
de J. C. Levy & C-, levara a segundo 1 :ilo, com
assiBtencia do mesmo juiz, a armacao, mercado-
rias, cofre inglez ,e utensilios existentes na phar-
macia cima referida, pertencentea mesma mas-
sa, podendo ser examinado o mandado em poder
do mesmo agente.
, Agente Pestaa
Ezcellente emprego de capital
Leilo
De 2 important-s sitios, 2 casas terreas e 2 ter-
renos pertencentes ao expolio do sbito portuguez
Antonio da Silva Puntes Gnimaries :
O agente Pestaa autorisado pelo Exm. Sr. Dr.
juiz de direito, de orphSos e ausentes e a requeri-
mento do Iilm. Sr. Vicente Nunes Tavares, encar-
rsgado do Consulado de Portugal vender em leilo
eom assitencia dos meamos senhores.
TERgA-FEniA, 28 DO CORRENTE
A's 11 hora
Ra do Vigario Tenorio n. 12
O seguinte :
Um, excellente sitio n. 7, na estiada de Belm,
terreno proprio com 300 palmos de trente e 560 de
fundos com diversas arvores fructiteras, boa casa
de pe ira e cal medindo 30 palmos de frente e 66
de fundos, quartos para crisdo, estribaraecacim-
ba com boa agua de beber.
Um dito no lugar denominado Salgadinho n. 12,
foreira Santa Casa de Misericordia do Recife
(as Salinas da fregueiia do S. Pedro Msrtyr em
Olinda) medindo 75o metros de extencaa, limitando
com a margem do rio de Beberibe, mnitas arvores
fructferas e excellente casa de vivesda.
Um terreeo com 232 palmos de frente c 6f 0 de
fundo, foreiro Santa Casa de Misericordia do Re-
cife, na mesma estrada de Belm, limitando ao
norte com trras de Maria Felippa e ao sul com a
primeira ra projectada.
Um dito tambem foreiro Santa Casa de Mi-
sericordia, annexo denominado Campo Alegre, com
166 palmes de frente e 600 de fundo.
Urna casa terrea de pedra e cal ra do Bom
Gosto, ao lado da igreja de N. S da Paz n. 17 em
(Afogados) com 1 porta e janella de frente, 2 salas,
quartos, cosinha tora, cacimba, quarto para
criado e quintal morado, tendo 20 palmos de fren-
te e 60 de fundo.
Urna dita a rna de S, Pedro Martyr, na cidade
de Olinda, n. 100, com 2 portas e 3 janellas de
(rente, 2 salas, 1 gabinete, quartis, cacimba fra
e quintal morado; para qoalqoer informaco a tratar
com o mesmo agente.
3n^ilo "
De 2 casas terreas sitis ra des Guara-
rapes ns. 10 e 12, freguezia do Recife,
tendo cada urna 3 portas do frente, me-
dindo 27 1/2 palmo3 de frente e 80 di-
tos de fundo, com accomciodacoes, gran-
de quintal e cacimba.
Terra-feira **> do corrente
A's 11 hpra3
Na ra dos Guararapes n. 10
O agente Gusms, autorisado por mandado do
Exm. Sr. Dr. juiz de direito da commercio e a re-
qoerimento de Antonio Luiz Baptista curador de
D. Francisca Bernardina da Cooceicao Carvalbo,
levar a 8* leilo, com assistencia do mesmo juiz,
as rasas cima mencionadas.
O leilo ser effectusdo as mesmas cacas, po-
dendo desde j serem examinadas.
Agenles Gosmo e
Leilo
Qnarta feira. *9 do eorrente
A's 9 e meia horas da manha
Em frente a Assoeiacao Commercial Agr-
cola, no largo do Arsenal de Marinha,
de 8952 saco-as com assucares
Os agentes cima vendero com assisccncia e
srdem do Exm. Sr. Dr. juiz esnecial do commer-
cio, a requerimento do Visconde de Campo Alegre,
e outros. os assucares cima dit), arrestados a
Companhia The Central, Sugar Pactories of Brasil
Limited, sendo que 360 saccas depositadas no ar-
mazem da companhia, 977 no armazem de Ponseca
Irmos & C., 5000 no armazem H Stollzemback
e 2615 no trapiche dt Alfredo Baltar. cojos assu
cares sero vendidos pelas respectivas amoctras,
em um ou em irais lotes a vontade dos Srs. lici-
tantes.
1C067.
Terccirn e ultimo leilo defln.livo
Do antigo hotel e hospedara, denominado
Estrella do Norte, sito ra de Thom
de Souza n. 8, antigo becco da Lin-
gueta
A retalho ou a vontade dos compradores, com ga-
rautia das chaves
Quinta feira. :*> de Dezembro
A's 11 horas
Constando i
da armacao, balco, 1 grande tanque de ferro
par* deposito d'agua, cama frunceza, marquezo,
camas de ierro, ditas de lona, duas grandes mesas
com tatnpo de podra, ditas redondas, espelhos,
quadros, relogios de parede, commoda. lincas, be-
bidas, trem de cozinba. roupas para cama e miji-
tos outros objectos.
Por intervencao do agente
Gusmo
n
12.497Um tranceliin ouro de lei.
12.501Urna corrente dupla com medalha para
retogio, duas polseiras, tres pares de
brincos, duas medalhas, duas moedinbas
de ouro com lago, tres annois, nma volta
de contas de ouro com cinco teteias, ouro
de lei.
12.505Tres anneis de ouro com brilhantcs, um
trancelim, ouro de lei, um cordo e um
annel ouro baixo.
12.511Um alfinete e um par de brincos curo de
lei.
12.525Urna croz com briihantes e urna volta de
trancel'm, ouro de lei.
12.531Urna medalha, um emblema do Espirito-
Santo e 4 anneis, ouro de lei.
12.53SUrna corrente e um relegio ouro de
lei.
12.551Urna volta de ouro para uenbora.
12.552Duas correntes e um medalha para re-
logio e trez botoes, ouro de lei.
12.561Urna volta de perolas e urna cruz era ve-
jada de diamaptes.
12.583Urna pulseira e dous botoes, ouro de
lei.
12.584Dous casticaes com anglicas um palitei-
ro, 18 colheres para sopa, 28 ditas pa-
ra cha e urna dita psra arroz, prata de
lei.
12.695Urna corrente para relogio (incompleta),
ooro de lei.
12.596Um par de botoes para punho, ouro de
lei.
12.603Um par de esporas de prata.
12.614--Um cceulo de ouro. urna volta de tran-
celim, urna moedinba, um par de rozetas, i 13(58.__u'
ouro de lei, um fo de cantas de ouro, um i
emblema do Espirito-Santo, e um par de I
botoes ouro de lei.
12.621Um annel de ouro com cm brilhante
crande.
12.622Umann'' oro ccoi briihantes e urna
pulecua. uro de lei.
12.628Um trancelim ouro de ei.
12.633Dous botoes de ouro cora briihantes e um
annel com dito.
12.636Uma escrivania, prata baixa.
12.669Uma pulceira, ouro ds le.
12.672-Um par de rozetas de ooro cera dous bri-
ihantes, deus anneis com ditos, um dito
com dito e rubina.
12.697Um alfinete e um par de rozetas, ouro de
lei.
12.704Um par de rozetas de ouro com dous bri-
ihantes e uma cruz com ditos.
j2.714Uma pulceira, ura alfinete, utsamedalha,
um psr d.i brincos, um dito de rozetas
ouro de lei.
12.717Uma corrente para relogio, c um relogio,
tudo prata de ki.
12.719Uma volta de trancelim um cordao, uma
cruz, um par de brincos, um dito de ro-
zetas, don alfinetes e uma redoma edous
anneis de ouro.
12.724Um trancelim e uma cruz ouro de le.
12.7^6Uma medalha ouro de lei. duas cruzes
ouro baixo, um cliz com colher, um pa-
liteiro e uma salva de prata.
12.742Uma correute para relogio e 4 anneis ou-
ro de lei.
12.746Um alfineto quatro >:toes, um trancelim
dous cordoes ouro de lei e seismoedinhas
de ouro em botoes.
12.749Um relogio de ouro para senbora.
12.755 Um trancelim, uma volta de dito, duas
medalhas, um cordao e um unnel ouro de
lei.
12.757Um cordao ouro de lei.
12.764Uma medalha ouro de lei.
12.765Um relogio ouro de lei.
12.771Uma cruz de ouro com briihantes.
12.771Uma pulseira, um par de brincos e uma
figa, ouro de lei.
12.779Um relogio ouro de lei.
12.788Um relogio de ouro.
12.790Um par de brincos e uma medalha onro
de lei.
12.792Dous pares de brincos, um alfinete pe-
queo, um casto, dous anneis com le-
dras e uma figa de ouro de.lei; ura alfi- : .-Alaga-se ca
12.965Uma corrente para relogio, ooro de lei
um relogio de ouro.
12.978Um trancelim ouro de lei, uma cruz ou-
ro baixo.
12.980Um annel de ouro com brilhante.'
12.988Uma medalha, um par de brincos e um
dito de botoes, onro de lei.
12.999Um annel de ouro com um brilhante e
dous rubins.
13014.Um par de rozetas e um annel contendo
briihantes, uma pulseira, ouro de lei, um
relogio, ooro de lei.
13016.Uma pulseira, uma corrente e medalha
para relogio, orna volta de ooro, om tran-
cellim, uma medalha, orna dita pequea,
om par de brincos, ouro de lei.
13017-Um par de brincos, orna medalha, dois
anneis, onro de lei; sete ditos, ooro
baixo.
13019.Uma corrente e medalha para relogio,
ouro de lei.
13024. Um relogio, ouro de lei.
13026.Um alfinete para retrato, uma medalha,
um trancellim, dois pares de brincos, um
annel, ooro de lei.
13038.Tres alfinetes, um par de brincos, um de
rozetas, onro de lei; orna pulseira, om
par de rozetas, ooro baixo : um maraca e
um grampo de prata.
13040.Duas pulseira, dois trancellins, ouro de
lei ; um cordo, onro baixo.
13044.Uma corrente e medalha para relogio,
ouro de lei.
13045.Duas pulseiras, dois pares de brincas, um
djto ds rozetas e um dedal, ouro de lei.
"m trancellim, um alfinete,- dois pares
de brincos, tres anneis e urna cruz, ouro
da 1 'i.
Uma volta de ouro cora medalha, dois
trancellins pequeos, dois pares de brin-
cos, um dito de rozetas, uma rooeda de
V .i. com laco' um emblema do Espirito
Santo, um annel, um e meio par de bo-
toes, ouro de lei.
13069.Uma volta do ouro e uma medalha, ouro
de lei.
13076.Uma volta de trancellim, ouo de lei.
13079.Uma corrente para relogio,ourd de lei.
13U80:Um par de brincos do oun eom briihan-
tes pequenes e tres ar.neiacom ditos.
13088.Uma corrente, medalha e um relogio, ouro
de lei.
13091.Um annel deouro.com pequeo brilhante
umaccirente e sinete para relogio, seis
botoes, ouro de lei.
13092.Um cordo e um redoma, ouro de 16 ki-
lates.
13097.Uma pulseira. um alfinete e um par de
brincos, ouro de lei.
Recife, 23 de Dezembro de 1886.
O gerente e guarda-livros,
Felino D. Ferreira'Coelho.
AVISOS BIVERSOS
A caotella do Monte de.Soocorro da provin-
cia de Pernambuco sob u. 12,412, foi perdida, e
quem a acbar queira dirigii-se ra da Uniao
numero 58.
Preeisa-se, para a provincia do Cear, de
uma criada portugueza on ain, que sirva para
tratar de enancas ; a tratar na prca de Pedro
II n, 75, 1- andar.
Alaga-se o % andar e soto ra do Coro-
nel Soassuua n. 278, com commados para grande
familia, caiado c pintado de novo, com agoa e gaz;
a tratar no Chora-meninos com Jos Antonio Mar-
ques, sitio junto a capella, ou na ra do Commer-
cio n. 46, arroaz'in.
Precisa se de uma boa cosinhira, para casa
de familia, e que durma em casa ; a tratar na
ra do liar j da Victoria n. 39, "loji
Aldira-se o '-'- andar Ai casa n. 8 ra da
Imperatriz, excellente plorada ; traca-se na ra
do ImpeVador n. SI, 1/indar.
i i:si \<> DE .HUS
O Conselho rUcl, attendeudo ao grande numero
de cautelas nao rescatadas, e nao convindoex-
pol as venda contra os interesses do estabeleci-
mento e dos respectivos mutuarios, faz publico
que fica-transf. rido para efiectuar-se no dia 28
dcste uicz o leilo annunciado para o dia 15.
Estaro em exptsico tres dias antes.
11.632Um annel de ouro com brilhante, uma
pulseira, uma correte e medalha para re-
logio, ouro de lei.
11.633Um par de rosetas e um annel com bri-
ihantes.
,11.645Uma pulseira de ouro com briihantes.'
11.705Un} relogio ouro de l-i.
11.976Uma corrente para relogio ouro de lei,
um relogio de ouro e om paliteiro prata
de lei.
11.981Uma polseira ooro de lei.
12.010Um par de rosetas de ooro com brilhan-l
tes.
12.022Uma polseira ooro de lei.
18.107Um* pulseira de ouro com briihantes,
quatro aunen com ditos, um correntio
de ooro para relogio, uma gargantilha|
uma pulseira, dous broches, dous pares
de brincos ouro de lei, um relogio de
ouro.
12.302Um annel de ouro com um brilhante,
duas coras de cure de lei, uma moeda
, de oro com layo, um cordo e um cora-
gao de ouro, ouro baixo.
12.306Cisco anneis ouro de le.
12.336Um annel de ooro com brilhante.
12.349Um annel com briihantes.
12.362Um cordo e uma medalha. ouro de lei.
12.37(1Um trancelim e uin annel ouro de lei.
12.376Dous traueelins, duas medalhas e duas
cruzes, ouro de lei, 13 culberus para cha,
e um marac prata baixa.
12.381Um relogio, curo de lei.
12.387Um relogio ouro de lei.
12.392Urna volta de traucelim e tres teteias,
ouro de lei.
12.4C2 Uma corrente e medalha, para relogio,
ouro de lei.
12.405Um par de brincos de ouro com brilbau-
tea
12.406Uma pulseira, um alfinete, um par de
brincos de ouro cora perolas c cemeral-
. das, ouro do lei.
12.407Uma salva prala de le.
12.408 Uma pulseira de ouro com brilhante,
uma volta di ouro com lago e uma meda-
lha, curo de lei.
12.409Um broche para retrato com briihan-
tes.
12.412Uma corrente dupla para relogio ouro do
lei,
12.431Uina co;rente para relogia ouro de lei.
jy.43SUm cordo onro de lei.
12.439Uma redoma ouro de lei.
12.444Urna con ente e nieJalha para relogit,
ouro c platina, urna dita ouro de lei.
12 449Uma corrente dupla com aedalha e oto
relogio, ouro de lei.
12.46247 inopias do prafa de ditferentes valo-
res.
12.463Dus pulseiras. um par de bi incos, orna
volta de trancelim, nma moedinba de ou-
ro com laco, e dous anneis, ouro de lei.
12.467Um par de rozetas de ouro com briihan-
tes.
12.473Um trancelim, tima medalha, um alun-
te e dous anneis, onro do lei.
12.486Uma corrente e medalha para relogio
ouro de lei.
nete, um casto ou baixo.
12.793Uma corrente para relogio {'incompleta)
e um relogio, ouro de lei.
12.802Uma pulseira ouro de lei.
12.41Uma corrente e medalha para relogio e
um annel, ouro de lei.
12.847Um annel ouro de lei com brilhante.
12.855Um par de rozetas de ouro com briihan-
tes.
12.870Dous relogios ouro de lei.
12.871Um trancelim e uma cruz, ouro de lei.
12.873Um par de rozetas e quatro botoes ouro
de lei, euui paliteiro de prata de lei.
1*2.878Uma medalha de nix, concendo briihan-
tes.
12.888Um par de brincos, um alfim-te, uma vol-
ta de trancelim e um cordo, ouro de
lei.
12.912Dous botoes de ouo cam briihantes.
12.914Uma polseira onro de lei.
12.918Um paliteiro prata de lei. treze colheres
para sopa, dezesea ditas p-ira cha, prata |
baixa.
12.922Um alfineto e tren rozetas. ouro de lei, I
uma pulseira ouro baixo.
12.935Uma corrente para relogif, um par de
rosetas e um annel, ouro de lei.
12.936Uma corrente e uieJalb p.^ru relogio
nur de lei.
12.937Uma pulseira e um trancelim. ouro de
lei.
12.950Uma corrente para relogio e um relogic
de ouro de lei.
12.953Dons anneis de ouro com briihantes,
uma moeda de ouro Ib., uma dita de 20
trancos, uma dita de K'5 e quatro dol-
lars.
12.955Um relogio curo de le para senhora.
12.960^Duas correntes e duas medalhas para
relogio e duas^pulseiras. ouro de lei.
ihos, junto de s.
Imperatriz n. 56.
a 80C0
oncallo :
no becco dos Coe-
a tratar na ra da
Prtcisa-sc de uma'ama para casa de pouca
familia ; na ra dos Martyrios n. 15$.
Recebe-se encommendas de pastis para os
dias de Natal, Anmo Bom e Reis, e faz-se" com
perfeico o de! icio-o petisco vatap ; na ra da
Matriz da Boa-Vista n. 3.
Alu^'a-se o 2- e 3- andar.ama do Bario
da Victoria n. 52 ; a tratar na mesma casa, no
1- andar.
_______________________*
Ama de leite
Precisa-se de uma
boa ama de leite; no
3 andar do predio n.
42 da ra Duque de
Caxias por cima da tj-
pographia do Diario.
Pastilhas Tcruiifugas
de Nenng
o melbor especifico contra vermes : deposito cen-
tral em casa de Paria Sobrinho C, ra do Mr-
quez de Olinda n. 41.
AU BON MARCH
8Ilua Duque de Caxias{
PARA ACABAR
Ter mu i pepena testa o freuc2,qae atingir o gasto de S$
V-NHOgilbertSEQUIN
A-Uisro-ado 5>ola Academia de 2vle_.i__c& de Franca
AIS DE SESSENTA ANNOS DE EXPERIENCIA
Viho de nma efficacia incontestavel como Antiperiodico para cortar as JFebres,
e como Fortificante as Convalesceiifis. I>ebilidade do Sangue,
Falta de llenatruaco, Inappetencia, IUgestes difftceia,
l.nJevinidades nervosas, Debilidade.
Pharmacia G. SEGUIN, 378, ra Saint-Honor, PARS
Deposiarios o;n / 0 : FRAN M. da SILVA e O.
DOMESTIC
Sao
reconhecicas ser as ma#
as mais luraveis i
em todos os sentidos.
Segantes,
circulares come
os estylos, din-
AS MBLHOBES
Para presos, e
Ilustrarles de todos
jaro se
Dooieslic Scv.ing Machine i C
NEW-YOR, U.(S. A.
Tclephone n. 158
k -
>
iz,

Cj___blj


6
/
4
Diario de PeraanitmcoSabbado 25 de Dczciubro de 1886
Tnico
Oriental.
-0

*
A
0
/
/
REMEDIO
deAYEH
SEZOES
(ASXB'SAcren-BE)
CURA CAf WTSiT E C0 CIETta
as
Jftfcres InterinlfcfeSt
Rcmiltcnli ?, : BiHosaK
,Mal:v
t tac*?; A9
lias Paludosas.
I Pr^,.. fia LVJCA.T.- i
All!
iga-se
para recolher algodSo ou outro qualquer genero o
predio da ra da MoeJa n. 35 ; a tratar na ra
Prirnero de Sl&. 50 a. 20.
Alujase
o predio n. 140 ra Imperial, propriS para es-
tabslecimento fabril : tratar na ra do Commer-
ai3 n. 34, coto J. I. de Medeiros Reg.
Alagase barato
Ra do Nogucira n, 13.
Ra do Calabouco n. 4, loja.
Travesea de 8. Jos n. 23.
A* casasda ra do Coronel Suassuna n. 141
Largo do Corpo Sanio n. 13. 2. andar.
(asa da ra do Tambit n. 21.
TratK-se na ra do Commercio n. 5, 1 andar
eseriptorio de Silva (uimarei & C.
Aluga-sc
o 2' andar da roa estreita do Rosario n. 3!, tem
eommodcs para familia e tem agua ; a tratar na
ra da Imperatriz n. 16, l' andar.
Aluga-se
o 2S andar e terreo do sobrado n. 35 traveasa de
S. Jos ; o 1 e terreo do de n. 2? ra de Vidal
de Negreiros ; o 1- do de n. 25 ra velha de
Santa Rita ; o 1- dottlc a. 34 ra estreita do
Rosario ; o 1 do de n. 24 roa do Aragao ; a
casa n. 35 ra da Viracao, todos limpos : a tra-
tar na ra do Hospici n. 33.
AJug-a-se
um sala propria pura escriptorb
Boq> Jess n. 38, 1 andar.
na ra do
Aluga-sc
o terceiro andar do predio n. 60. ra do Bargo
da Victoria, a tractar na andar terreo do mesmo.
Ama
Precisa-se de urna cosinheira para casa de pe-
quena familia ; a tratar na estrada nova de Ca-
sanga, no sitio do Sr. Valonea, on no eseriptorio
d'este Diario.
Ama
Precisa-se de urna ama perfeita cosinheira ; a
tratar na ra do Cabag n. 14, 1- andar, do meio
dia s 2 da tarde.
"lOOTOOO-
Lotera de Alagas
Extracco-Terca felra n
do rorcente
Intranslerivel
Bilhetes venda na cssa feliz, Praga
da Independencia ns. 37 e 39.
Falsifl( acOes
Para evitar falsifcacoes com referencia ao co-
nbecido PEITORAL DE CAMBARA, deve exi
gir-se este preparado com a firma do auetorAr-
vares de S. Soares em rotulo circulando aro-
Iba do frasco e a marca da fabrica nos invcltorios,
cirulada pelo iivbjb dos agentes e depositarios,
geraes em Pernambuco Francisc > Manocl da
Silva & C roa do Mrquez de Olinda o 23
Costureir a franceza
Mme. Fanny Silva, ebegada ltimamente de
Buenos-Ayres, participa s Exmas. familias que
acaba de abrir o seu atelier ra do Imperador
n. 50, Ia andar, onde aguarda as ordena das fa-
milias que queiratu honrar co m sna confianca.
Pendo occuDndo em Paris o lugar de 1" corta-
dora da Chsa Werth, no Rio de Janeiro, idntico
lugar Da > creditadi casa de modas Notre Dame de
Parjs e em Bijenos-Ayres no importan te atelier,
na cidade de Londres, aeha se habilitada a satis-
fazer s psimas mais cliflieeis de contentar.
Faz qualquer vestido, quer para bei'e ou pas-
seio, sabidas de baile, capas, parlessus, confec-
ciona rcupa branca, enxovues para casamento,
afeita chapeos, etc. Recebe directamente de
Paris e Londres o& jernnes e moldes. Precos m-
dicos.
CONTRA
reflu.;*. Grlppe. Bronchitea,
Irrilac3ea do Peito, o XAROPE a aPASTA peitoral
de NAF d o D EL A GBENIER-&i de urna B85 acia certa
.?rifleadat por Memoras ..".ol :nadaPranca.
Sem Opto. Morfhlna m-ni Cod'ina d--< sem recela is
GriAOcafi affectttdas de Tosse ou Coqueluche.
.PARS, ra Tttienne, 53, PABIH
r. tM todj:i as r ajuucu
Luz brilhante, sem Fumo
oleoaWatico
Hygienico e Econmico
PARA LAMPARINES
MITINS* BASTOS
Pernambuco
NUMERO TELEPHONICO : M* 35
Agua florida. Extrabida de florea bra-
aileiras pelo seu delicado perfume, auavida-
deeBuas propriedades benficas, excede
a tudo que neste gento tem epparecido de
tutus c?lebre.
Tnico americano. a primeira das
preparacSes para a censervocao doB ca-
bellos. Extingue as caspas e outras mo-
lestias capiilares, faz nascer es cabellos,
itnpede que embranquegain e tem agrande
vantagem de tornar livres de habitantes as
caberas dos que es usam.
Oleo vegetal- Conipcsto com vegtjal
innocente, preptrado para amaciar, for-
tificar e dar brilho aos cabellos.
Agua dentifricia. Exctente remedio
contra a carie dos dente, fortifica as gen-
gives e faz desapparecer o mo balito.
Vende-se as principaes casas desta ci-
dade e na* fabrica de cieos vegetaes ra
da Aurora n. 161.
TF.LEPHONE N 33
Tricofero de Barry
Garante-se qnefaz nas-
cerecreseer o cabello anda
aos mais cairos, cura a
inha e a caspa e removo
todas es impurezas do cas-
co da cabeoa. Positiva-
mente impede o cabello
de cahiron do embranque-
cer, o if.ilvilmente o
torne espesso, macio, lus-
troso e abundante.
Agua Florida de Barry
P:eparada septinda a formul.i
original usada icio inventor em
I89L E'ounicDperfnmenoroun-
il o quo tem a approvacrio officia! do
aa Govemo. Tem duas vezes
rais fragruDciaqne qnalqner outra
ediiraodctrodo tempo. E'muito
asdl rica, Eu.-ivo o deliciosa. E"
iiiuitn mais fina e d;.iicnda. E'
BKf permanente o agradavcl no
1 neo. E' dnaa veas mais refres-
<-anto no l.-anho e no quarto do
lente. E' especifico contra a
I frouxidao e del.'ilidadc. Cura a3
dores de cabe9a, os cansacos e oa
'esmaios.
Jarope te Vida de Renter No. 2.
Cal virgen, de Jaguaribe
rea
AXTEBDCrSAL-O.
DKFOZS DESAL-O.
rapos
fulas,
escrfulas, Syphilis, Feridas Escrofulosas,
Affec90es, Cutneas e as do Courc Cabel-
lo do com perda-do Cabello, e de todas as do-
encasdoSangue^Figado, e Ems. Garntese
que purifica, enriquece e vitalisa o Sangu
e restaura e renova o systema inteiro. 0
Sabao Curativo de Renter
Abri se ra do Bom-Jesus n. 23, um
armazem ODde se vende constantemente
a superior cal virgem do Jaguaribe, acon-
dicionada e:n barricas proprias para- o fa-
brico do sssucar.
Esta cal, em nada inferior que nos
vem do estrangeiro, vendida pelo prego
fixo de 6)5000 a barrica por contrato quo
fez o Sr. Vicente Nascimento com o Sr.
Jos Costa Pereira proprietario do engenho
Jaguaribe, cujas-pedreiras Ihe d o nome.
E' encarregadb da venda nicamente
n'esta cidade o Sr. SebastiSo Bezerra
com eseriptorio ra do Bom-Jesus n. 23.
PULSAO
DE
SCOTT
DE OLEO PURO DE
Pigado de bacalho
COM
Hypophospliitos de cal e soda
Approvada pela Junta de Hy
glene e avtorlsada pelo
governo
E' o melhcr remedio at hoje descoberto para a
tlnira bronchltesu eacroptaulas, ra-
cbltta. anemia, lebilltladc em geral.
defluxun, lotse rhrunira e alfec^Aesi
do pello e la sarsania. >^
E' muito superior ao oleo simples de figado de
?acalho, porque,' alm de ter cheiro e sabor agr-
Javes, possue todas as virtudes mediciones e nu-
tritivas do oleo, *alm das propriedades tnicas
reconstitnintes dos hypophospbitos. A' venda mu
(rogaras e boticas.
Deposito em Pernambuco
111.0111!
Sem dieta esem niodifi-
caf oes de costantes
Laboratorio central, ra do Viconde d.
Rio-Branco n. 14
Esquina da ra do Reqente .Rio de
Janeiro
EspcciGcos preparados pelo phar
maceulico Eugenio Marques
de Hollanda
Approvados pelas juntas de hygiene da Corte
Repblicas do Prata e academia de industria d
Pariz.
Elixir de imbiribina
Restabelece os dyspepticos, facilita as diges-
toes e promove as ejeccocs difficies.
Vinho de ananaz ferruginoso e quinado
Para os chloro-anemicos, debella a hjpoemi
intertropical, nconstitue os hydropicoa e beribe-
ricos.
Xarope de Sor de arueira e mutamba
Muito recommtndado na bronchite, na hemop-
tyse e as toases agudas ou chronicas.
Oleo de testudus ferruginoso e cascas de
laranjas amargas
E' o primeiro reparador da fraqueza do orga
nismo, na fysica.
Pilulas ante-peridicas, preparadas com
pererina, quina e jaborandy
Cara radicalmente as febres intermittentes, re-
mitientes e perniciosas,
Vinho de jurubeba simples e tambem fer-
ruginoso, preparados em vinho de caj
Efficazes lias inflanunacoes do figado e bac*
agudas ou chronicas.
Vinho tnico de capilaria e quina
Appiicado as convalescencas das parturiente
urtico antefebril.
Francisco Manoel da Silva H.
RIJA MRQUEZ DE OLINDA-
CAPSULAS
VIATHEY- CA YLUS
Preparadas pelo DOUTOR CLIN Premio Montyon
1
As Capsulas Mathey-Cayus com Envolucro delgado de Gluten nao fatigSo nunca
o estomago e so reconimendadas pelos Professores das Faculdades de Medecina e
os Mdicos dos Hospitaes de Paris, Londres e New-York, para a cura rpida dos : "
Corrimentos antigos ou recentes, a Gonorrhea, a Blennorrhagia, a Cystite
du Collo, o Catarrho e as Molestia da Bexigas e dos orgaos genito urinarios.
11 Urna explicagao detalhda acompanha cada Frasco.
Exigir os Verdaderas Capsulas Mathey-Caylus de CLIN & G', de PARS,
que se ach&o em casa dos Droguistas e Pharmaceuticos.
200:000$OOO
Para o Banho, Toilette, Crian.
Sis e para a cura das mcles-
as da pelle de todas as especie
em todos os periodos.
Deposito em Pernambuco casa de
Francisco Manoel da Silva & C.
\on plus ultra
Sorprendente e nanea vndo a f ste mercado do
vinho puro de uva sem a mnima composico, de-
nominado
Maduro
proprio para mesa ; e escolliido especialmente ptlo
socio na ultima viagem que fea aos lugares vinba
teiros de Portugal
Cbegou tambt-m o acreditado
EXTR4CC0 DA*3? PARTEM1'A LOTERA"^
EM BENEFICIO DA SANTA GASA DE MISERICORDIA
Terca-feira 28 do correte
AO MEIO DIA
Esta lotera, por algum terapo retirada da eirculacao, devido a grande guerra que
lhe promoveram, como do dominio publico, vem novamentc tomar o seu lugar de
urna das vantajosas loteras do Imperio.
O agente pede ao rspoitavel publio a sua benvola attenco para o plano das
LOTERAS DO GRAO-PARA', por extenso publicado nos- j< rnaes e impresso no ver-
so dos respectivos bilhetes. O plano desta lotera o nico que em 50.000 nmeros
dislribue
12.436 premios, ou quasi a quarta parte !
Anda mais : esta a nica loteria quo premia todas os nmeros cujes dous al-
garismos linacs forem iguaes aos dos
QATRO PREMIOS MAIORES
A MIBER:
100A s duas letras fioaes do premio de...................... 200:0005000
605 a duas letras naes do pruio do....................... 40:000000
505 as duas letras finaes do premio de...................... 20:0005000
405 s duas letras duaes do premio de...................... 10:0005000
Tambera sao premiados todos os nuinero3 das centenas dos quatro prmeiros
premios.
Alm destes, tem esta lotera grande quantidade de ouros premios de bastante
importancia. E' tambera esta a uniea loteria que garanta que n comprar 100 nme-
ros de terminac,oes diffi-rentcs o2 1/2 /0 jndependente dos premios avultados que
possam sshir na extracyao. ~
TODOS OS PREMIOS SAO PAGOS SEM DESCOMO .
A's extraccoes sao feitus em edificio publico e sob mais severa fiscalsaco por
parte das autoridades.
Os bilbetes achara se venda na agencia e era todas as casas, era Saotos, Sao
Paulo, Campias, Rio Grande, Baha, Cear, Maraohao, Para, Amazonas e en Per-
nambuco rua Nova n. 40 CASA DO OURO.
0 agente no Rio de Janeiro
Augusto da Bocha Montoiro UaHo
23Ra de Iruguayana23 /
LINIMENTO GENEAU
Para os Cavallos
1 Emprsgado oom j m&lor xito as cavalliarloas renes ds SS. KM. o I-npero:1or do BrazU, o F.oi do '
Blgica, o Sei dos Paiees-Baizos e o Bei da Saxonia.
1
a o linelmo Hnrqnen
J). "raocisca Arabella Moreira Marques e aeus
filhos, D. Mria Marques Guncalves de Bjito e
aeus filhos SebastiSo Groncalvea da Silv Brito a
Jcs GoDQalves da Silva Brito, D. Anna Marques
Pereira do Reg e seu marido Manoel Tbomaz
Fereiri da liego (ausentes) e D. Josephina Gra-
vange Marques, convidam a todos os parentes e
amigos de seu presado finado marido, irmo, cu-
ubadj e to, para assiatirem na dia '11 do corren-
te a missa que se> ba de resar pelas 8 horas, na
trrpJR de Santa Therezi.
uppresQ do (gogo
E DA QUEDA I 'O PELLO
S este precioso Top.co o nico que
sutistltuco caustico e cura radicalmc:: I e
em poucos das as nanqneiras, uovas
O antigs, as Torce duras, Contosos,
Tumorea o Inchacoe? das perno.*;.
Eparuvao. Sobro-Cnanac, Fraqucsa c En-
gorg-itamonto das pernos dos potros, etc., sem
occasionar nenhuma chnga, cen lueda do pello
mesmo uurantc o trataineiito.
MARCA
DI FABRICA
35 S B .V K. I "V J i_. r
Os rcsultacos extraordinarios que tem %
obtido lias diversas AfieccooR do ?
Pelto os Citara-nos, 3ronchd,
IMColestlaF lu Crpante. Opntal- A
., cao dio logar a concurrencia. W
A cura faz-se com a nido cm 3 piinutos, sem ?
. tur esem cortar, nem rt spar o pello.
Deposito on Paris : Pharmacia GJ?!3WjS-A.XT. t~.ua St-Hor.or. 75. c en t- las :s sarmacia. ,
C.fSi
I
Xavier
Mal
vazia
vinho profiri para constitunops debei.-', especial-
mente para Benhera. Kste vinb ana tanta ap-
provacio tem tido, pnnto de haver taita, demos
as orden! precisai fim de ehi'j-nr-nns remes-
sas, tatas quantas t. ro necessanas para con-
sumo.
Punas porga e depnrativas
de CTiiipanlia
. Kstas {lulns, eiij:; (.reparacXo purameiite ve
gettil, tei m sld.) por mais de 20 aunos aproreitadaf
eom os methor'-s reiultaua as seguintee i.
tias : affeeco.'.s d .elle c do figado, syphilis, bou
boe, esercfuls, hii.:;,s iaTtradas, erysipclas e
genon hva.
Hodo de UKn-an
Como purgativas: tom^-ae de 3 n I) por dfa, be-
bendo-se upos cada dse mi p.iuco dr,igua adoba-
da, ch4 ou caldo.
Como reguladoras : tcme-se nm pilula ao jantar
Estas pilulas, de nvenco d'.s pharmaceuticof
Almeida Andrade & Filhoa, teem veridictum do
Srs. mdicos para sua melhor garanta, toroande-
e maia rcccmmendartis, por serem um aeguii.
purgativo e de pouca dieta, pelo que podern ter
asadas em viagem.
ACHAM-SE A' VEN'DA
^>a drogara de Parla Sobrlubo dr
41 BOA DO MAB$ttBZ DE OLINDA 41
em todos es Vapores ementes novas do hortalicns ;
assim como :cnio <- lllt-o en UUa* e
-la la liiitia.
Obras de vime
Nova remessa cm CESTAS PAHA COMPRA.
Condenas c assafales
Balaios para roupa suja
fadeiras e berps.
Poeas M$nd$s & C.
RA ESTREITA DO ROSARIO N. 9
D. Candida Francixca
dom Rola
Primeiro anniversario
Jcaquim Berourdo des Reis, sua cunbada, ir-
mitos e s ibriuljos. convidmo aos scus amigos e
parentes de sua sempre chorada esposa, irm, cu-
nhada o ta, O. i'andida Francisca Xavier dus
Reis, pura ustistirein as missas que mandam ce-
lebrar na mairiz de Santo Antonio .no dia 27 do
corrate, pelas 7 horas da munh, 1- anniversa-
rio do en tii'Iecimfnto, e por este acto do can-
dado e retigiao agradi cem summumente.
FUNDICAO GERAL
ALLANPATERSON ft C
N. 44Ru i do Brum-N. 44
INT0 A E^ [AfAO DOS BONDS
Tem para vencrer, por prei_ mdicos, aa seguinea ferragens:
Tachas fundidas, batidas e caldeadas.
Crivacoes de diversos tamanhos.
Rodas de espora, idem, dem.
Ditas angulares, idem, idein.
Varandas de ferro batido.
Ditas do dito fundido, de lindos modelos
Portasd fornalha.
Bancos de ferro com serra circular.
Graeamento para iardim.
Vapores de 'orea do 3, 4, 5, 6 e 8 cavallos.
Moendas de 10 a 40 pollegadas de panadura
Rodas d'agua, systema Leandro.
Encarregara-se de con'jertos, o assentamento de macbinismo
iraballio com perfeicSo e presteza.
Cpunga
Alugc-se um sitio Ousa arvores de fructo c casa
pintada de novo, na travtssad.s PernAnbtcan89
D. 1 ; a tratar na ra da Concordia n. 57.
Regulador da Mari-
iha
Este importante estabelecimento de re-
lojoaria, fundado efn 1869, eat funecio-
nando agora ra Larga do Rosario n. 9.
O seu proprietario encarregado da Re-
gulamentayao dos relogios: Arseual de Ma-
rinha, Estrada de Ferro de Limoeiro, Com-
panhia Ferro Carril de Pernambuco, Aa-
sociacao Commereial Beneficente, Estra-
da de Ferro do Recif a Caxang, Estra-
da de Ferro do Recifa a Olinda e Beberfbe
e Estrada de Ferro de Caruaru' ; cercado
de intelgentes e habis auxiliares, fazcon-
certoa por mais difficeis que sjam, nao
s em relogios do algibsira, mas de pndu-
la, torre de igreja, caixas de msica/ ap-
parelhos elctricos c tulcgraphicos.
O mesmo acaba de receber variado sor-
timent de relogios 'americanos que ven-
de de 7J a 205 de parele o de mesa, des-
pertadores de nikel.
Aos sous collegas vende fornecimeto em
grosso e a retalho : e a'ueita encommendaa
Fpara seu correspondente em Paris.
Acba-se bem montado neste estabeleci-
mento um observatorio pelo qual regula to-
dos os relogios martimos o terestres.
Recebo asssigtiatun.s para dar a horacer-
ta desta cidade pelo teleplione n. 458.
Pree.oy.-Dmaiodo .
Em frente Aje seu estabelecimento so
acha collocado tin relogio, cujos mostrado-
res poderSo ser vastos pelos passageiros da
Ferro Carril, tendo sempre a hora media
desta cidade determinada pelas suas ob
servacoes astronmicas.
Antonio Jos da. Costa Araujo.

SS
PASTILHAS
Ofi ANGELIM & MENTRUZ
era
vn
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se
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as
M
5V-
3*
S
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3>
t
^?
O Remedio mata efficar e
Ceguro que se tem descoberto at
hoje para expe'tir as on trigos.
ROQRl'AM HIERES
NA
Livraria Coram
& CL_
Largo do Conselhfiro Saldanha IMarinho o.
4, antig Matriz de Santo Antonio
l'EBXA MU CO
os
WVISIVEIS DE IISBOA
6
'iltlOlSAL "E
Gervasio Lobato &Jay-
mc Vctor
Desenlies de Maumci de Macedo
Executndos pelo novo procedo Ignio Eberle
e pelo precesso Gillot
Pnbliraco nicnsial por volumen
1S8C0 ris cada un
DE
o execrara qual-
n
SAUDE PARA TODOS.
UNCilEIMTO HOLLOWAY
Acbarao-ss s.a
(ommtcniea ao. r.nh.llc* ,
t Cor natural
m Langsn;
35 ANP303 OE EXJTO
E. SALL'J tito; J. MOKEGMETTI. eaooi
Perliista-Cntaic, 73, ra Tari bb, rAKlZ
flmetmto cm i ds ii Drtnz:r--et Pert.n~.-s c Oroarlu
iMs-itrhsft -sit.VA*C"
" Jne Fernanilrs don Mantos
BantoM
A viav.i e filhos de Jos Fernandes dos Santos
Bastos Blandura risar tlpiras missas na matriz
de Santo Antonia, no dia 27, Aa 9 horas, 2- anni-
versario do fallecimento do sea marido e pai, e
para assiptil-aa convidara os seas parentes e ami-
gos, aos qupes desde j sgradecem esse acto de
le.
O Ungento de Kplloway um remedio infallivel pan or. males de pernas e do peito ; tambem pma
j as feridas antigs ch2gas e ulceras. E famoso para a gota e o rheumatismo e para todas as enfenni-
dades de peite na se reconhece egual
Para os males de garganta, bronchites resfriamentos e tosses. *
Tumores as glndulas e todas as molestias da pelle no teem semelhante e para os mentaros )
contrahidos e jur.cturas recias, obra como por encanto.
N
Cssas nwdicins ffto preparadas smenle no Estabeleoimento do Professor Hollsway,
76, NEW OXFOED STREET (antes 633, Oxford Stretft), LONLdES,
E vendemse eirt todas as pharmacK s do un ver? j.
Xf C; ccmpndores fMo convidados respeitosamonte a examinar es rtulos de cada caixa e Pote, e nao teem a j
di*ccao, 533, Oxfoad St-eet, s ? aUificasoes.
**
ti. 3laria X.Tmphn II. lAnn"
O espita>> Vietorio do Nascimento Accioly Lias
e ana familia, summumente ratos todas as pes-
scas que acompanbarnm ao cemiterm de Palmares'
os restes mortaes de sua chorad* esposa, convi-
dam de oovo as mesmas pessoas e a todos oa seus
parentes e amigos para ouvir 88 missas, quo no
dia 27 do corronte, s 7 horas da manh, mandam
celebrar cas matrizes de Palmires, villa d'Agua
Preta e S. Jf s do Reeife. pelo repouso eterno da
finada, ngradecendo desde j aos que se presta-
ren a este acto de piedad?.
>000000000000000000000000000000000000000(
TNICO FEBRFUGO REGENERADOR
VINHOmSt.JOHANNO
Quina, Coca, Extracto de Carne e Hypophosphito
* ............ ...... .IWW.
Xecommendo-no nos casos que nocessltao tenteos para reconstituir e regenerar
o organismo arruinado por molestias, excessos, natureza do clima. Anemia, Chlorosis.
Amrnorrhea. Cactiexia, Plnxo branco, que tanto arrulnao a saudo das mulheres.
Pobres de Sanpue. rraqueza greral, S'ebilidade, etc.
B.VIVTS1T, Droguista, 60, Soulevard de Straibourg, em PARS
O Io VOLUJIE DISTRRIBUIR-SE-HA EM 1
JANEIRO DE 1887
O que o romance
Om IfiviHiv) iw de Liftboa um romance
on le se estud.-.m e descrevem i-ctn verdade acon-
tecimentos notaveis, fypjs, eostOmes, eo viver in-
time as diferentes regioes da eociedade portu-
guesa e brasileira, estreitamente ligadas pelos-
mesmos la^os de eangue e de larailia, sem que to-
dava deixe de ter todos os attrativ^s do romance
verdfdeiramente popular.
Pela amplitude da accao e su i complicada ur-
didura o novo romance abracar esses dous pai-
zes quo fallan na uiesma lirgua, vivera como ir
inaos e se eoa:ijuvam como amigos. pelas pa-
gina* dos seus capitules o -publico brasileiro ver
desdobrurse as ridentes paisagens d'esta adora-
vel regiao da America, persouagens e costumes
seus conbecidos, de todas hs elasses, de todos oj
grupos, desde a vida servil da roca, na provincia,
at a vida confortavol da chcara, na corte : ten-
do demais occasiio de couhecer pelo cstudo d'a-
prs nature que d'elles se efierece os costumes, os
typos ei sociedade < m Portugal.
Alm d'estas qualidades exeepcionaes que apre-
senta o romance Om -.'visiveis de L.ittI>oa,
outras rerdadeiramente importantes despertaro
a Kttenciio dos seus leitores. Sem deixar de at-
render a tudo quanto r. qaer urna obra litterana.
nao te preoccupai, perm, cem principios de es-
colas, e ter apenas em vista tcrnr-se excessiva-
me.'itc popular, ao alcance de todas as inteligen-
cias e de todos es paladares, com um assumpto .
extremamente enredado, seenas palpitantes, si-
taafdes impr visi.is, tendo sempre fixa e presa a
attencao do leiti r em teda a sua acce, ora cam-
movente e altaaii-nte dramtica, ora homonstica e
cortada de episodios ce micos.
O lnvliv'iN se Io como que a historia
dos crimes mais octavis dos ltimos tempos, oc-
corridoe e n Portugal e uo Brasil, todos os effei-
toa ni fastos e trugicca de nina sociedade terrivel,
que peeoecupa todos os espirites e vastamente ae
iamifica pelas capitaes dos dous paizes. E'um
romanee de sensaejio. a que a verdade das perso-
nagens e dos acontecimentos dar um grande ia-
teresse.
r.
-
4 .
:
r*

i
I


Diario de Pernambuco---Sabbado 25 de Dczembro de 1886
*>*
i

\
English
Mr. F Fanstone (of London)
to inform his pupila that he will recem-
mence his Evening Classea of practical En-
glish ota Jai n. '., at his rooms, Tua Es-
treita do Rosario n. 4.
Gentlemen or Ladies wishing to perfect
themselvcs in the English language and
desiring prvate lessons please to communi-
cate early.
P*V\^^a^*aiii***WM>sVW*Vy
KANANSAdoJAPO
RrGAUD & O*, Perfumista
PAHIS,8, Hu Vivienr.3, 8, PARS
(Extracto de Kananga
Novo e delicioso
perfume para o len-
co producto da
preciosa flor conhe-
cida sob o nome de
Pirus japnica.
O seu delicado
aroma, de persis-
tencia sem egual,
refresca o ar que
se respira, espar-
tando ao mesmo
tempo ao redor da
pessoa que o usa,
m suaves emanaces que revelam distiuceo
e elegancia.
Acha-se Casa para alujar
0 2- e 3- andar da ra larga do Rosario n.37,
esquina defronte da igreja, juntad e separados ; a
trutitr no pavimento Im Progr eso Ceatral.
Elixir carminativo e tnico do
pharmacentico Ye as
Remedio que cura dyspepsias, gastralgias e to
das as perturbacues ligadas desarranjos de es-
tomago e intestinos. Acouselbado por varice cli
nicos dos mais conceptuados desta cidade, acha-st
venda exclus>v*n>Hiite na pliarmaeia americana
de A. V. eras & C-, ra Duque de Calas uu
Ef" f>7. .T
2
I
Aluga-se o 2- andar da ra
n. 7-A ; a tratar na linaria.
Primeiro de Mary.
Festa s
A cbapellaria Inriufctrtnl attendendo
a approximar-se os das de festa* resolve vender
es seu chapeos a precos excessivaunnt baratos.
E' pois occasiao propria de supprimento antes que
termine a pecbincba. Telephone a. 68.
Especial
O melhor assncar refinado que se fabrica em
[ Pernambuco.
Joaquiui Salgueiral C, ra Direita n. 22.
l'elephooe n. 445.
Cosinheiro
Cidade daEscada
>?Pede-se encaradamente Ilustrada junta de
bygiene publica da cidade do Recife, que livre os
habitantes da Escada do eminente perigo de entre
elles se manifestar a terrivel epidemia do cholera
mnrbus, pois indubitaveltnente terao elles de
soffiel-a em consequencia da grande qjsntidade
de carne do Cear pobre, que presentemente se
vende na taverna ile Deodato Monteiro & C, na
cidade da Escada. Ser um relevante servico
que casa junta prestar sos habitantes deste lu-
gar, ja que aquellos que devem velar pela aua
sade, a despiesam com o maior cynkmo e des-
Icixo.
Os indignados.
VENDAS
Precisa-se de um cosinheiro
do Commercio n. 44.
a tratar na ra
Caj
Magnifico assucar turbinado, proprio para fa-
bricar o especial doce de caj crys; alisado.
Joaquim Saleneral & C rus Direiia n. 22
Telepbone n. 445
A's limas caritas
Mara do Livramento, velha octagenaria e pau-
prrima, pede sa almas caridoaas que Ihe mande
urna esmola pelo amor de Deus. Mora no boceo
do Bernardo n. 51. E" urna obra de caridade.
Ttelsi naia
PARA TINGIR A
barba c os cabellos
Esta tintura tinge a barba e os cabellos ios-
tan'aneamente, dando-Ibes nina bonita cor
c natural, inofensivo o seu uso simples e
rpido.
Vende-se na BOTICA FRANCEZA E DRO-
GARA de Rouqueyrol Fre-es, successoree de A.
CAORS, ra do Bom-Jesus fantica da Cruz
n. 22. b
roa ario do ekpkxso do
f&S* Ehzxr, P e Pasta dentifricios
RR. PP. BENEDICTINOS
da Abbadia de SOULAC (Gironde)
DOM MAGUELONNE, Prior
2 3ME3DA.XJESLA.S IDE OURO
Bruxellit 188 Laadre US
Ah mais elevada* recouitensas.
INVENTADO lAan Peo Prior
xo uso I 3 i O PieiTBOURSAOD
< U uso ijuotidiano du Elixir
Dentifrlcio dos BK. p. Be-
nedictinos, com dose du aljru-
mas gottas com agua, prevem
e cura a carie dos denles, cni-j
l)ranqueceos,forta!'ceudoe tor-l
nando as geughas perelta-l
mente sadias.
u Prestamos um verdadelro
servil o.assignajandoaos no
lcllors este antigo e preparado, o melhor cura-
tivo e hu preservativo contra as
.tffecce dentarias. >
Casada fondada em 1807
Agente O ETs^ 11 ^1 3. RE eOSDEBTE, 3
01: tUll BORDEAUX
Aoha-se em todas as boas Hrfumtrias, Pharmacias
e Drogaras.
Vndese o estabelecimento de molhados sito
a praca do Conde d'Eu n. 15; a tratar na mesmo.
Vende-se um boi manso e um carneiro, e
bi-m aseim um carro para engenha, por prego com
modo ; a tratar com Frederico Chaves, largo do
Pedro II n. 75, 1 andar.
WHISKY
ROYAL BLEND marca V1ADO
Este exccllente Whisky Escosses preferive
io cognac ou agurdenle de canua, para fortifica'
j corpo.
Vende-se a retalho nos tu iheres armasens
nolhados.
Pede ROYAL BLEND marca VIADOcnjo ne-
me e emblema sao registrados para todo o Brasii
_________BROWNS ft. C, agente____________
Capital bem empre-
ado
Ven ie se a importante taverna sita ra da
Guia n. 57, por seu dono ter de retirarse por in-
commodes de sade ; a tratar na mesma.
Exposifo Central
En Ifquida^o
A' ra larga do Rosario n. 38
Damin Lima si C, continuando a liquidar suas
mercadoris. chaman, a attenco do respeitavel
publico em geral:
Pecas de bordados, Palma, a 2*500 c 3 J.
Luvas de seda rendadas a '500.
Leques de 400, 500, 600 e 800 rs.
Ricos broches (novidade) 22.
Puheiras lindas a 1* e l<00.
Linhas de 200 Ys. a 80 rs.
Bonitos Plastrons a 500, 1 $ e 23.
Meias de cores para senhora de 500 a 1*500.
L >ncos .le seda a 1*200.
Bengalas al*.
Mantas de seda a 1* e 1*500.
Pecas de bordados a 320 rs.
La para bordar a 2*800.
Agua Florida a 700, 800 e 1*.
Objectos para presentes a 3* e 4*.
Collarinhos modernos a 400 rs.
Bicos, titas, perfumaras; botoes, espartilhos, es-
pelhos e rcaitos outros artigas sem competencia.
Xa Expolco Central \ ra larga
do Boaarlo n. 38
DA
COLOIA ISABEL
'
Aos 1000:0008000
200:0001)000
100:0001000
L
LOTERA
Em favor dos ingenuos da Colonia Orphanologiea Isabel
DA
PROVINCIA. DE PERNAMBUCO '
Extfacpu i U Se Malo de 1837
0 tiicsourcii^oFrancisco Goncahcs Torres
iiiiniiiuiiiiiiiiiiiiiiriiiiiiuiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiuiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiuiiiiiiin
ANEMIA AS VERDAOEIRAS
PILULAS DE VALLET
CHLOROSE
O nome
NAO
VALLET
SAO PRATEADAS
impresso em preto r^X oad* pilla.
A maior parte dos mdicos concordSo con a Academia de medecina en
ellas merecem a preferencia que se Ibes d sobre os outros ferrugino
Exisiem numerosas imilaces das
PILt'LA DE VALLET
Exigir em cada extremiddde do fras-
co um sillo impresso em quatbo cass.
XMXB
DBW-H
A A9SIGNATDKA
Presentes para a festa
-\o armacem de Vaoconcellosi a ra
da Aurora n. 81. encontra-se:
Bonitas caixas com passas, diversos tamanhos,
ditas adornadas com seda.
Elegantes cartoes com dec?s seceos e crvstsli-
sados, em calda, latas e frascos.
Confttos, uvas brancas, doce de goiaba e ge-
leias.
Fiambres, carne da sertSo, linguas afiambra-
das, seccas, de morue em salmeare.
Ovas de peixe, figos, amendoas, nczea e casta-
nhas, variado sortimento de biscoutos finos, e os
mais recotnmendaveis para doentes, nSo igoaes.
Vinhos finca do Porto, D. Luir, reserva, mus-
ca te 1 e lagrima chnsii, Bors^eaux e Collares, quei-
jos K ndrinos, bastingne, pluym, prato, etc., etc.
Cha verde imperial e preto fino, verdadeira
gamma de ararnta e mataran.
' EXTRACgAO SEMANAL
7." parte da 24.a lotera
CORRE
No dia 3 de Janeiro de 1887
Iransferivel I Inr3a$f$riv$II
0 PORTADOR DE UM VIGSIMO ESTA' HABILITADO A TIRAR
12:06$200
Esta lotera est garantida, alm da fianza, por um deposito
no Banco Rural do Rio de Janeiro equivalente ao premio grande
da cada serie.
BILHETES A' VENDA

MA
1*, nie Jacob,
Venda na malar parte das pharmacias.
I'V'V'""".....""...........|"""'liiimviiimiimimm...M||,.....
Aviso
\ .
O abano asignado scientifica aos seus amigos,
ao commercio e a qoem mais interessar possa, que
o nico encarregado de receber anas eontas o
sen empregado Domingos Goncalves da Silva, ou
pessoa que aposentar as ditas eontas com o re-
cibo do mesme abajxo assignado. Scientifica
maia que n5o se responsabilisa p^r debito algnsn
contrahido em seu nome, sem pedido seu por ea-
cripto e assignado.
J. C. Preitas.
fTKINSOK
'PERFUMARA INGLEZA
hdi ha maia da dtd lecalo; excede todas
M eolraapelo mn perfume dehoufo e *-xqDiii(s.
TfLEX MEDALHAS DK f>(JftO
PARtZ 1878, CALCUTTA lxM
pea extra-fina ^xr^l>nciadiiu qualidada,
spuifiFUwns
JOCKEY CLUB i JiSMH
HELIOTROPIO sUfiJQLU
Aarun afamada de
LAVANDA INGLEZA DE ATKINS0N
eouiroi muitos cunhmndos perfume* p-r ioa
lade e odor deleita'.-! e exquisito.
PUTA IIIEnAt HU HITES DE ATKWSM
sem rival para alvejai ..-ie
e preservar s *
hmilH a wCm *c o:a,\?g> ivweibriaitu
J. E ATKiriSON
34, Od Bozxd Street, 1-oBdres.
Marca de FabricaUrna" Ra*a branca .
obra ama Lyra de Oaro."
Sala para alagar
A' prafa
Os sbaiio assinados, em virtude do contracto
commercial que celebrara m com a Exma. Sra. D.
Mara Joanna Fiuza de Souza, as6Uinram a ge
rencia e a responsabilidade do activo e paggvo d
firma Jos Augusto dos Santos 4t C, pelo que
transfesiram seu armasom de miudezas da rna do
riom Jess n. 58 para a ra do Marques doOln-
da n. 32.
. Recite, 1 de Dezembro de 3 886.
alazar ti C,
Para
engominar
Precifa-ae de urna amo para engommar e outros
servicos domest eos : no 3- andar do predio n. 42,
rna Duque de Cszias par cima da typographia
do Diario.
"~ Aluga-3 por mdico pnco a aaia da fente do
1 andar ros. Duque da Cazias u. 80 ; a tratar
na ptdsria por baizo do sobrado.
Aos senhores de enge-
nho
que qaizerem vender formas de ferro j servidas
tenhim a bnndade de comparecr na ra da Im
peratns u S4, taverna.
Criado
Precisa-se de um enado.de 12 i 15 anuos lie
idade, que saiba ler eescrever alguma consa, e
que d conbecimento de ana conducta ; na ra do
Bota Jess n. 28.
Costiireiras
Prccis*-se de perfeitas, e boas corpinheiras, pa-
ga-se bom crdemdo, escusad^ apresentar-so
nao estando no caso pedido ; no atelier da rna de
1 Imperador n. 50, 1. andar.
0 Chnelo Turco
Loja de calcados estrangeiros
DE
TIom He Gamillo & G.
f O Ra do Barco da Victoria1. O
Este bem acreditado estabelecimento acaba de
fazer acquisico do mais variado e sorprehendente
sortimento de calcados dos mclhores fabricantes
dos diversos pases da Europa, quer para homeos,
qaer para senhoras e enancas.
A grande ^uantidade de calcados, sua varieda-
de em nmeros, formas e materiaes, reunidas h
elegancia, gostos, solidez e perfeiclo do trahalh-,
nao esquecendo a delicadeza e sinceridade do trato,
as commodidades do estabelecimento, e a modict-
dade dos precos, offerecem aos concurrentes toda
vantagem na escolba e certeza de qne sahiro em
tudo perfeitamente satisfeitos.
Solicitamos, pois, das Exmas. familias e do res-
peitavel publico em geral, a honra de urna visita
ao nosso estabelecimento, conscios de que sero
contentes de nossa cxposicSo.
Ver para crcr
Ao Chnelo Turco
IOHuado Ha rao da Victoriai*. O
A' Florida
Rna Duque de Casias u 103
Chama-Ee a attenco das Exmas. familias para
3 precos segoiutes :
Luvas de seda prcta a lf0003o par.
Cintos a 11500.
Luvas de pellica por 2500.
2 caixas de pspel e envelopes 800 rs.
Luvas de seda cor granada a 2f, 21500 e 3
o par.
Suspensorios pira menino a 500 rs.
dem amer.canos para homem a 31.
Meias de Escossia para criaoca a 240 rs. o par.
Fitas de velludo n. 9 a 600 rs, a, 5 a 400 rs. o
metro.
Albuns de 1*500, 21, 3f, at 8 j.
Ramcs de flores finas a 11500.
Luvas de EacosBa para menina, lisas e borda-
das, a 800 e 11 o par.
Porta-retrato a 500 r., 11, 11500 e 2#.
Pentes de nikel a 600 rs., 700 e 800 rs. um. ,
Bosetas de bnlhantes chimicos a 200 rs. o par.
Guarnieoes de dem idem a 500 rs.
Anquinhas de 115K), 21, 21500 e 3* urna.
Plisss de 2 a 3 ordene a 400, 500 e 600 rs.
Espartilho Boa Figura a 41500.
dem La Figurine a 5*000.
dem eatreitinhos com 10 metros a 800 e 1*000
a peca.
Pentes para coco com inscripcao.
Babadores com pintura e insenpeoes a 500 rs.
Para toilet
Sabo de areia a 320 rs. um.
dem phenicado a 500 rs. um.
dem alcatro a 600 ss.
dem de amendoa a 300 rs.
dem de alface a 1*000.
Agua celeste a 21000.
Agua divina a 1*500.
Agna Florida a 1*000.
Macacos de seda a 100 rs.
Meias brancas para senbora a 3* a dusia.
Estojos para crochel a .$000 rs.
Linhas para crochet cor de creme 200 rs.
Linhas para crochet de seda meaclada 300 rs.
Bico de cores 2, 3, e 4 dedos
de largura a 3*000, 4*000 e 5*000 a peca
BARBOSA & SANTOS
A RevoliiQo
DA FORTUNA
36Ra Larsa do Rosario36
Bernardino Lopes Alheiro.
*s*t
A' rna Duque de Cazias, resolveu vender
os seguintes artigos com 30 /0 de me-
nos do que em outra qualquer parte.
Ver para crer
Cachemira bordada a 1*500 o covado.
Mirins de cores finos, a 900 e 1*200 o co-
vado.
Ditos pretos a 1*200, 1*400, 1*600, 1*800 e
2*000 o covado.
Lia mescladas de seda a 600 ris o covado.
Ditas com listrnhas de seda a 560 ris o dito.
Ditas com belinhas a 600 ris o dito.
RlLindas alpacas de cores a 440 ris o covado.
Las com quadrinhos, a 400 ris o covado.
SSG-aze com bolinhas de velludo a 800 ris o co-
vado.
Setim maco lavrado a 1*300 o covado.
Seda palba a 800 ris o covado.
Ditas de cores de 2* por 1*000 o covado.
Setim maco liso a 800 e 1*200 o dito.
Grs de aples preto a 1*800, 2*000 e 2*500
o covado.
Setinetas lisas a 320 e 400 rs. o dito.
Ditas de quadrinhos a 320 re. o .dito.
Ditas pretas finas, a 500 rs. o dito.
Fustes brancos e do cores a 320, 400, 440,
500 c 800 rs. o dito.
Zephiros fino?, escosseaes, a 500 rs. o dito.
Zephiros de quadrinhos a 180, 200 e 240 ris o
covado.
Zephiros lisos a 1J0O0 o dito.
AlpacSo de cor para palitot, a 1*000 o dito.
Velludilhos lisos e lavrados a 1*000 o cavado.
Crotones finissimos a 240, 260 e 240 e 300 ris
o dito.
Ditos, ditos a 320, 360, 400 e 440 ris o dito.
Colchas brancas a 1*800 urna.
Seda esos3eza a 360 rs. o covado.
Colchas bordadas a 4*, 5*, 7*, e 8*000 urna.
Ditas de crochet a 8*500 dita.
Camisas bordadas para homem a 30*000 a dn-
ia.
Ditas para senhoras a 30*000 a dita.
Cortes de casimra finos de 3* a 8*000 um.
Casacos de laa a 10/00 um.
Fichs de retroz a 1*000 um.
Ditos, de pelluca a 6*500 um, (bordados).
Cachemira de cor a 1*600 o corado.
Flanella americana a 11400 o dito.
Cortinados bordados a 6*0UO e 7*000 o par.
Ditos de crochet a 24*000 o par.
Meias para homens de 2*400 a 9*000 a du-
'zia.
Ditas para senhoras de 3*000 a 12*000 a du-
zia.
Mantilbelas de seda a 6*000 urna.
Espartilhos de ouraca a 4*000, 5*000, 6*000
e 7*500 um.
Toilett para baptisado a 9*000 e 12*000 um.
Lencos brancos e com barra a 2*000 a duzia.
Anquinhas a 1*800 rs. urna.
Brim de linho de cor a 1*000 a vara.
Dito pardo a 1*000 a dita.
Esguio amarello e pardo a 500 ris o covado.
Chales de mirin lieos a 1*800 um.
Ditos estampados a 3*000, 3*500 e 4*000 om.
Cortes de cachemira. para vestidos a 18*000
um.
Bedes Hamburguesas a 10*000 urna.
Panno de crochet para caderas e sof a 1*000,
1*200, 1*600 e 2*000 um.
Henrique da Silva Moreira.
XAROPEaeSEIVAi>PINHEiRO MARTIMO
de LAGASSE, Pharmacentico de Bordeauz
Approvado pela Junta de Hygiene do Rio-de-Janeiro
Os mdicos francezes mandio para Arcachon, perto de Bordeanx, os
doentes Trapos do peito, afim de que respirem o ar embalsamado dos seus
pinheiros e bebo a seiva que se extrahe do pinheiro martimo. Estes
admiraveis principios balsmicos s$o os que o Sr Lagasse concentrou no
sea Xarope e na Pasta de Seiva do Pinheiro Martimo, excellentes
peitoraes receitados constantemente contra a Tosse, os Resfriamento,
os Catarrhos, a Bronchite, a Rouquido, e Extinccao da vos.
Csda trust tsffl s msisi da fabrica, Irmt s o sello azul de nossa casi.
Deposito em PARS, 8, Ru Vivi9nne, e as principaes Pharmacias.
Grande reforma f!f...

foi grande a que se fez ni Loja dos
Vende-se.
orna casinha de tijolo e cal, por barato preco, na
ra Imperial ; quem pretender deixe carta nesta
'ypographi'a com as iniciaes F. F., on ento a in-
formar-se na mesma typographia.
PIMO DE RIGA
ie 3X9, 4X9 e 3X12; vende-se na serrara a va-
por de Climaco da Silva, caes Vinte Dous de o-
embrop. 6.
Cocheira venda
Vende-se urna coebeira coa bons carros de
passeio, bem localisada e afreguezada, por preco
muito mdico em razan de seu dono nao poder
administrar por ter de faaer ama viagem ; os pre-
tendentes acharas com quem tratar ra Duque
de Cazias ti. 47.
Oleo para machinas
Em latas contendo cinco galdes, a 9*000 ; 'Jg2
de-se nos deposito* da fabrica Apollo.
Bealmente
Barateiros.
Ba ila Impc-alri/ ti. 4o
E sao os nicos que tem as si-^uintes especia
lidades !!!...
LS e alpacas, grande e importante sortimento,
e lindissimos padres, o mais fino e apurado gosto
que tem vindo, e por preco baratissimo, de 500 600,
700, 800 e 1*000,0 covado, porra fino e bom !...
Q.uerem ver ?... aparecam !!!...
Exmas. senhoras !!...
Temos um lindissimo sortimento de failhe, que
a vista agrada a mais excepcional fregueza ; isto
por menos do que em outra qualquer casa ; t n.
40!....
Pois custa 600 rs. o cavado.
Temos mais lindos sortimento de fiisOes a 500
rs. o covado.
Chitas finas, especialidad?, porque houve gjsto
na escolba, c vende-se por 240, 280, 320, 360,400
e 500 rs. o covado, n. 40.
Tambem temos!!!...
Lindos padroos em baptista de 1S0 a 200 rs. o
covado.
Cambraia victoria c transparente finas e boas
de 3*300 a 8*000 a peca.
Brim branco de linho espi-cialidade de 1*500 a
3*500 a vara pechincha .'
Brim pardos lizos e trancados de 700 a 1*G00 a
vara, aproveitem festa II !...
Mobsck:m grande sortimento a ventado do fre-
quez, vende-se de 400 a 560 o covado, venham !..:
Sitinetas III... esplendido e importante sorti-
mento nesse artigo, sendo brancas, pretas e de co-
res, lavradas e lizas, o que se pode desejar em bom,
vende-so de 400 a 600 o covado.
Temos mais !...
Casemira de todas as qualidades e cores, e fa-
cemos costuines de 30* a 60*00, barato .' e em
covados de 2*500, cousa fina e que a todos agra-
dam, appirecam !
Acreditem ?...
Venham ver, para crer !!!...
Madapolo do 1 qualidade de 4*500,i 5*500,
6*o00, 7*500, 8*500 e 10 a peca, e que ha de
melhor.
Algodao de 3*500 a 7*500 e 8*000 a peca tem
20 jardas.
Camisas de meia de cores e brancas de 800 a
1*800e2*000.
Coicha do lindos.desenhos a 4S0C0, casta6*000
em outras casas.
Pannos da costa do melhor que ha custa apenas
2*750, o metro, peehincba !
Bramante du linho a 1*800 a vara, 10 palmos,
para a cabar.
dem dealgcdoa 1*300, palmos tmbeme bom.
Algodao eaifestado, 10 palmos a 900 rs. o mutro,
muito bom para lcncocs.
Alcm das fazendas j mencionadas temos muitoe
artigos de modas como seja, leques de fino gosto,
gravatas, colarinhos, punhos, meias etc. etc.
Alheiro &C.
RA DA IMPERATRIZ N. 40
Liquidado de Om de
IHIIIO!
59---Raa Dhqo8 fle Calas- -59
Lindissimos riscadmhos a 160 e 200 rs. o co-
vado !
Kanauk, cores firmes, a 160 o dito !
Cretones claros e escuros a 240 e 280 o dito J
Popelinas com listas de seda a 240 e 280!
Meias superiores para crianca a 2* a duzia !
Coardanapos de linho bordados 8 3* a dita.
Atcalhans alvo,2 larguras, a 1*200 o metro!
Bramantes superiores a 900 e 1*200 o dito!
dem de. puro linho a 2* o dito !
Setinetas lisas e bordadas a 400 o covado !
Ketalhos de setins c sedas que se liquidam por
motado do custo.
Setim maco de cores a 800 e 1* o covado !
Popelina de seda branca a 500 rs. o dito .' de
800 rs.
Pannos de diferentes cores para mesa a 6CQ,
1*200 e 1*600 o covado. -
Damascos de las para colzas, 2 metros de lar-
gura, a 1*800 o dito!
. Cretones assetinados, idem, a 8C0 o ditc de
1*500.
- dem com lindas paisagens para chambres a
400 rs. o dito.
Cortes de casemira inglesa a 33500, 4*500 e
6*000. .
Cheviots superiores a 3* o covado, 2 larguras
Casemiras diagonaes a 1*800 e 2*400 o dito.
Flanella americana azul, a 1*400 o dito !
FichusdeJ2al*500e2*.
Chales de casemira bordado a seda a 6* sao
de 15* cada um.~
Capas de l de todas as cores a 3*, 4* e5*.
Esguines para casaquinhos a 4* e 4*500 a peca.
Madapolo americano a 5* e 6*, 24 jardas.
Camisas para senhora (s'io bordadas) a 3*500 e
5*000.
Saias de exccllente fazenda a 3*500 e 4*.
Vestuarios de l para criancas, de 15*, para
acabar, a 7* e 8*.
Cortes de fusto para collete a 2*!
Grande porcao de retalbos de chita, brim, las
e muitos artigos que se venden barato.
Chapeos para enancas a 3*.
dem para senhoras, de 12* e 15*, para liqui-
dar, a 6 e 7*.
SORoa Duque de CaxiasS9
! Carneiro a Cnulia &C. .
Bom negocio
Vende-pe um loja de roiudezvs can pouess
fundos, propria para principiante, e um sitio n
Turre, com casa de tijolo. boa cacimba, e parte
j do rij Capibaiibe ; a tratar na rutada Impera tris
' numero 71
etilo rose, Anemia Catharro pulmonar, Bronchite chronica,
Catharro ta Bexiga, Phtisica, Tosse conoulsa, Dyspepsta, Patitei
Ferias seminos, Catharros antlgos e complicados, etc.
aonJevard Senatn, 1. ezn PAJUZ. bm priaezpaes Fbaraamelaa.
V

k
1



I
V.
1 I
8
Diario de PcrnambiicoSabbado 15 de Dczembro de 1$S6
/
1
TTERATUR
XAVIER HE MONTPIN \
TRADUC^AO
DE
PALERHO DE FVRIl
(Continuando)
CAPITULO XIV
UM B.VXQEIRO
O Sr- ds Vannoy, afinal, tinha extremo
cuidado noa menores detalhes do seu ves-
tuario, e o maia meticuloso dos censores de
fasckion financeira nao teria encontrado
occasiao de formular censura de alguma
impornaneia a respeito do seu fato.
No moral o banqueiro'era um conjuncto
singular de boas qualidades e dos defeitos
oppostos, e quo nio pod:...m deixar de cho-
carso por causa da sua imprevista reu-
niao.
Faustuoso, prodigo at, espaihando o ou-
ro as mi-s chelas e sem ontar, quando se
tratava de deslumhrar o publico ou de sa-
tisfazer alguma phiratasia clandestina, o se-
nhor de Vaunoy era srdidamente avaro
as menores cousas da vida.
Pagava sem murmurar'e sem regatear
um bracelete de cem luizes, urna cachemi-
ra de mil escudos, quando estas dispendio-
sas bagatellas lhc deviam facultar a entra-
em casa de urna pechadora cm voga.
Pagava, sem dizer urna s palavra, a
pasadissima conta do estufador de urna
actriz do Palais-Rcyal ou das Variedades.
Deisava o seu eczinheiro gastar larga
nos dias em.qua reuna os seus collegas e
opparo
os seus lisongeaiorrs em
jantar, n'ura sardo ou n'um baile.
Fazia tudo isto, o qucstionava com o seu
jardmeiro pela acquisicao de alguraas flo-
res que lhe pareciam multo caras.
Queram obter do seu sapateiro um des
cont no preo do culcado.
Ameacava o seu criado de quarto, c
promettia desped! o, porque urna caixa de
charutos se havia despejado muito rpida-
mente. )
Orgulho)o, altivo, irascivel com seus in-
feriores, deehrava bem alto que desprc-
sava os tituba de nobreza, posto que tves-
se, como sabemos, accrescentado um de ao
seu nome plcbeano.
Cordezao assiiuo dos grandes e dos po-
tentados do da, mostrava se desejoso de
abrir de par em par as portas das suaa
salas aos convidados aristcratas que, s
vezes, alli se ru:niam.
Tinha applauddo em voz alta, mas ge-
mendo intimamente, a lei que proclamava h^-a.
a aboyao dos morgados, porquo aearcia-
va no tundo do coracao a secreta esperan-
as trras em ba-
para dar um* ultima demao de tinta s
vas suissas pretas e luzidas. .
De p, por detraz d'elle, o seu criado
particular dispunha-.se a collocar artstica-
mente as madeixas do sea cabello postico
(urna obra prima de Giovanni!) de mo-
do que dissimulasse o roelhor possivai as
rugas da fronte e os pea de gallinha das
fon tes.
Terminada esta delicada e minuciosa
operacao, o senhor de Vaunoy, que j ti-
nha vestido urnas calcas pretas muito jus-
tas, e um collete brauco que lhe compri-
ma violentamente o tronco, vestio um
frack azul com botoes de ouro.
Depois voltou se, e tornou a voltar-se,
mirando so em todos os espelhos o sob ti-
dos os aspectos.
Em seguida a este exame da sua pessoa
que pareceu satisfazel-o completamente, o
banqueiro parou em frente do seu criado,
e interrogou-o com o olhar.
O criado, muito habituado por certo a
asta muda pergunta, respondeu immeda
tamente:
O senhor Barlo est prodigioso I...
Palavra que lhe nao fazem mais de vnte
annos ?...
Vaunoy, em casa, permittia de muito
ba vontade aos seus criados q^e lhe cha-
massem senhor Bario...
Vinte anuos 1 repetio elle, bambo-
leando-so como os velhos descriptos por
Moliere o Regnard, vamos, Germano, tu
lisongeia8-me !. .
Palavra que nao, senhor Barol
Por muito bera conservado que possa
estar, parejo ter, pelo menos, trinta e cin-
co annos.
E' impoasivel concordar. Tudo quan-
to possa fazer e concordar, ser ans trnt
annos ; mais n.to, senhor Bar So.
O facto que ando perfeitamente,
tenho flexibilidade, as peruas desembara-
cadas...
Nuj conheco homem nenhum que
possa rivalisar em greca o elegancia com o
senhor Barao...
Este facto fica-me bem?...
Est urna lava Afinal, impossi-
ved n5o vestir miraculosaraente o senhor
Barao, que tornara magnifica a Uaoura do
peior dos alfayates.
O senhor de Vaunoy sorro.
As lisongeiras spreciacoes do seu criado
particular formulavam exactissimamente o
seu proprio pensamento.
Depois de um silencio de alguns niomen-
tes, ccntinuou :
Germano, as minhas luvas.
Aqu estao, senhor Barao.
Vaunoy calcou-as, nilo sem difficuldade,
o co:n grande reforjo de p do sabo.
Grmanp, (i-me o msu chapeo.
Vaunoy poz na cabeca, um pouco in-
clinado par. a'direita, um finissimo chapeo
inglez da ultima moda.
Germano, aquella carta quo est alli
em cima do 'ogao.
Aqu est, senhor Barao.
Vaunoy pegou na carta j aberta, e
erigir um Ca as sus
ja de
ralo ou condado.
Fiel assignante da Opera, cujos bastido-
res lhe estavam abortos por direito de con-
quista, conhecia pelo nome de baptismo to-
aas as bailarinas, e jjffectava ao ares mais
ridiculamente Regeueia e Pompadour, para
acariciar o rosto d'esta, e offerecer aquella
urna ceia no Caf IngUz.
Jpiter das financas, encontrou sempre
abertas as janellas ou as portas das Da-
naides modernas que depois de terem re-
cebido a chuva de ouro, redobravam hab
lualmerit? de amabidade, na esperanca de
segunda chuv.
Finalmente, e para acabarmos este re-
trato com um ultimo retoque que comple-
tar a semelhanca, o senhor de Vaunoy af-
trmava muito seriamente e com tola a sin-
ceridade aos seus acigos que as* suas
amantes lhe eram fiis, e que o amavara
por elle proprio exclusivamente e sem psr-
tilha".
O agradavel banqueiro de que tratamos
n0 da, e na hora era que o aposentarnos
em scica, csiava sentado perante Uin ton
cador de duqueza no quarto de vestir do
seu palacio da ra de Provenga.
Tinha na mRo esquerda um espelho, e
na direita urna escova do que so serva
Percorr.-u-a com o olhar, e murmurou
em voz baixa, mas de modo que se ouvia
perft it.-.meute :
E' s dez horas sem a menor duvi-
da. Tenho de esperar hora e meia prxi-
mamente. Que encantadora e preciosa mu-
lher esta querida Belzebuth.
Depois, em voz mais alta, contiuou :
Germano?
Senhor Barao ?
O eoup est prompto ?
Est, senhor bario. O Antonio est
na almo/ada ha talvez meia hora.
Muitc bem. D-me o sobretudo.
Germano envolveu o banqueiro n'um co-
saco vindo de Londres directaraenta.
Em seguida perguntou :
Devo esperar pelo senhor barao ?
Nao. Provavelmente volto muito tar-
de ; talvez at nao venha esta noite...
O senhor barao permitte me que for-
mule urna supposijao '?.. .
Formula, meu amigo Germano, for-
mula. ..
O senhor barao vae f.izer um. con-
quista ...
O que te aa suppor ?
O grande habito que tenho d ver o
Eenhor barao. O sea olhar brilha como um
carbnculo quando o senhor barao vae lau-
car se nos bracos de alguma feliz aman-
te...
Nao te engaas, Germano, replicou
Vaunoy com um sorriso de triumpbo ; e
nunca mais formosa sacerdotisa estove a
ponte de se sacrificar ao amor do que esta
que me espera no bosque de Paphts I
E, depois de ter dado ao seu criado par-
ticular est fragmento de estylo anachreon-
tico e mythologico, o banqueiro sahiu do
seu quarto, e desceu a escada, de olhar
incendido e perna afiambrada.
CAPITULO XV
A BOA NOVA DE SANTO AGOSTINHO
O senhor do Vaunoy subu para a car-
ruagera, e deu ordem ao coi-heiro para se
dirigir ao club do Ooulevard Montmatre on-
de costumava ir todas as noites depois de
jantar.
Chegado alli, maudou embora a eua
carruigem, subiu ao primeiro andar e en-
trou as elegantes salas do club, onde foi
recebido com toda a consideracao que me-
reca.
Demoroase prximamente urna hora.
A's dez menos um quarto, sahiu, an-
nunciando que voltaria, talvez, para jogar
urna partida de whist, prximo da meia noi-
te ou da urna hora.
Accendeu um charuto, e :omo o tempo
eslava bom e secco, s^guiu a p os boxde-
vards na direu-gao da ra Gramraont.
la sem duvida para casa da Belzebuth,
que, como j sabemos, morava na ra No-
va di Santo Agostinho.
Ora, n'esta noite, tambera j o sabemos,
Leontina, Lenidas e Gamand ceiavam
em casa da respeitavel protectora da meni-
na Pamella.
Leontina, sabendo por intermedio de
seu pai do inesperado convite da Belzebuth
tinha sentido como que um secreto iastiu-
cto de terror despertar na sua alma.
Tinha perguntado, mas sem resultado,
quaes eram os motivos-que podiaai ter dado
logar ao inesperado convite d'aquella mu-'
lher qua ella nilo conhecia.
Finalmente tinha tentado urna tmida re-
cusa.
Lenidas, desesperado pela recusa, t-
nba-se entregado a toda a sua habitual
brutalidade.
Leontina, amcacada por elle, quasi mal-
tratada, tinha-se visto na impossiblidade de
resistir mais tempo.
No momento em que o Sr. Vaunoy toca-
va discretamente a campanha da porta de
Belzebuth, Lenidas, Gamand e a sua
hospeda estavam sosinhos na sala de jan-
tar.
Leontina nao os acompanhav|.
Volteraos para traz alguns plassos, e di-
gamos aos nossos leitores o que se havia
passado antes deste momento.
Ento tinha exclamado Gamand ao
chegar a casa do seu amigo Lenidas, que
ia procurar para acompanhar com sua filha
ao jantar de Belzebuth, cntao, est prom-
pta a pequea?
Nao demora nada, respondeu o velho
modelo, muito oceupado em dar urna laja-
dn triumphante na sua enorme gravata de
merino preto, e mirando-sa cuidadosamen-
te n'um fragmento de espelho pendurado
na parede.
O que est ella fazendo ? tornou Ga-
mand.
Arranja-se, replicou Lenidas; est
dando urna ultima demao ao vestuario...
cumpre as ordens imperiosas de seu pai
qui presente. <. com mil diabos !...
Prometto-to e garanto-te que dar honra
aos que se apresentam na alta sociedade?
abrio-so e Leontina, completamente vest-1 muito era voga, diremos que ella ea cosqui-
da, eutrou no quarto onde a esperavam oalUiava.
dous horaens. Os seus raros cabellos, vigorosamente
Leontina estava vestida com simpcida-
de quasi pobre nos seus detalhes, e no en-
tanto elegante no conjuncto.
Um vestido de seda preta, comprado
out'ora no Templo, vestido humilde, es-
tragado e deteriorado, pareca ainda quasi
novo, com tanta graca desechara a esta-
tura encantadora de Leontina.
O vestido era afogado e as mangas jus-
tas.
Os hombros estavam cobertos por um
mantelete de tafet tambem preto, e o ni-
co chapeo de Leontina seguro nos seus
forraos )s cabellos completa vara o seu po-
bre vestuario.
Luvas de pello de Sueea, concertadas
com paciencia e habilidade de fada, occul-
tavam-lhe aquellas pequeninas ruaos, que,
como sabemos, causavam aadmiracaode
Mauricio Torcy.
Aqu estou, meu pai, estou prompta,
dBse Leontina, evitando olhar para Ga-
mand, que lhe insprava urna antipathia
invencivel.
TOLHETIM
O OORGXINM =
Assim o espero, mas, no entanto,
nao seria mo que a fizesse aviar.
Para que?... Ainda nSo muito
tarde.
&2o, mas as horas passam depressa.
E nao queres que o geb NSo.
Percebo I Vamos aviar-noB !
E Lenidas, approximandose da porta
que dava para urna segunda casa, griteu a
Leontina com a sua voz rouca e irnica :
Eh pequea I Acabemos com isso!
em dous teropos e tres movimontos ...
Esto nossa espera, e Gamand nao
est nada macio !
Gosto de te ouvir asaim, disso o
pai de Pamela rindo.
Eu c sou decidido f.. Tu ainda
nao fme conheces bem, meu velho, ou
entao tzes-te desentendido.
Sentio-so correr um ferrolho, a porta
Mas o intimo amigo de Lenidas fingir
nSo perceber osta repugnancia.
Caramba exclamou elle, dando a
esta praga a inrl-xao hespauhola, e baten-
do as palmas cora grotesco entbusasmo,
caramba I como csi billa e reluzente,
menina Leontina : Palavra do honra,
peior do que o sol, c t?nho os olhos des-
lumhrados !...
A verJado replicou Lenidas com
convi"cao, a verdede que a pequea est
toda acoiada ; dir-sa-hia que era suscep-
tivel de dar as vistas a qu-ra quer que
fosee. \
Com mil diabos! exclamou Ga-
mand fazendo urna careta de s..tyro.
Depois aecrescentou :
E agora attenjao s vozes; Pelo
flanco direito, meia volta direita !... Pas-
80 accelerado, marche I...
E sabio adianto bamboleando-sc e imi-
tando cora a sua bengala os movimeotos
depura tarabor-mr.
O pai o a filha seguiram-a'o.
Lenidas estava radiante.
Leontina senta augmentar a sua tris-
teza e os seus presentimientos sinistros aug-
mentavam tambem de minuto para minu-
to, de segundo para segundo.
O nossos tres personagens subiram
para um fiacre, a que Gamand chama va
o seu verme roedor, e que os poz em mo-
vmento na dircejao da ra Nova do San-
to Agostinho.
O pai de Pamella o o velho modelo ae-
cenderam os seus cachimbos.
Leontina vio-ae obrigada a por a cara
junto da portinhola durante todo o trajec-
to, sob pena de ficar suffocada com o nau-
seabundo fumo do mo tabaco que arda
naquellas inmundas fornalhas.
Finalmente a carruagem parou.
Tinha chegado casa da Belzebuth.
Esta morava no segundo andar do pre-
dio. \
Os dous homena e a pobre rapariga su-
biram os degros da larga escadaria, co-
berta de espesso tapete, e Gamand agitou
com mo firme a borla carmezim do cor-
dio da campanhia.
Bons dias, rapariga, disse elle n'um
tom cavalheiresco criada que veio abrir,
sou eu, o pai de Pamella, e aqu est o
meu amigo e a sua filha. A burguesa espe-
ra-nos a todos tres, nao verdade?
Entrem, d3se a criada, sorrindo.
Ah 1 eu sou bem conhedo aqu, e
vantajosamente posso gabar-me disso!
murmurou Gamand com um saspiro de
contentamento.
E eutrou.
pintados, conheeiam perfeitamente os uteis
recursos da agua africana e dos cosmticos
Te j u venescedores.
O alvaiade, o vermelho vegetal, o car-
mn) das sultanas, etc., estendiam-se
moda de pastal sobre. as faces flacidas e
enrngadas, o sobre os seus labios vidos.
Os dentes eram muito dola, e notaveis
pelo sea brilho de superior quadade.
Tinha-os pago, com metal sonante (sem
descont) em casa de Williams Roger, ou
em casa de um Fattel qualquer.
Os seios volumosos e fluctuantes desco-
nheciam a pressao do collete, como em
tempos so dizia, e caham em cascatas lu-
xuriantes quasi at sobre a cintura do seu
bello vestido de damasco de seda de pri-
meira quadade, que custava, com toda
a certeza, vinte e dois francos o metro,
pelo menos.
Accresoentem-se a estes pormenores um
toucado com enfeites cor de rosa, brincos
de coral, braceletes at aos cotovelos, au-
nis em todos os dedos das suas raaos de
formas triviacs.
Urna volumosa cadeia de relogio, um col-
larinbo do rendas, meias de seda, o babu-
Assistio a todos os combates foridoe a
mez de Dezembro.
Falleceu no da 14 de Janeiro de 186?-
Coronel Machado da Coala
O coronel Manoel Jos Machado da Ces-
ta commandante do 31 de voluntarios-
mostrou-3e sempre intrpido e decidido na.
batalha de Tuyuty a 24 de Maio de
1866.
Commandando o mearao batalhao tomo
parte no combate de 16 de Julho em Sau-
ce o ali gravemente ferido, tendo coca-
batido com bravura e clama.
Falleceu dous dias depois deste com-
bate.
Coronel Cario Morae* Camina
Foi commandante da expedicio de Mat-
to-Grosso, e debaixo de seu commando fe-
riram-se algun3 combates o entre elles o
de 11 de Maio de 1S67 o mais importante
que se deu na retirada da Laguna.
Era esse coronel homem de sentimentos-
muito elevados e generosos.
Morrcu de cholera-morbus no da 29 de
Maio da 1867.
Na historia dessa expedico escripia
pela Dr. Taunay intitulada A retirada
da Laguna acha-sa a uarrajad dos sof-
chas argelinas bordadas a ouro, completa- riment03 porque passou esse infeliz bra-
vam o trajo, e davam ama idea bastante i sileiro.
exacta da pessoa e do vestuario da senho-
ra Belzebuth.
Digamos, alm disto, que os sem labios i
Sencate-coronel UiiimurcN Pei-
xoio
Tenento-coronel Francisco Maria dos
pintados sorriam constante com um sorri- L-, .. .,"'*''' ^i"
r____ i ...-i___ Kxuimaraes reixoto, anda no posto de ma-
so quasi egual ao das dancannas no exer- ,, r .
jor commandau o 1" batalhao de nfanta-
ria nos combate de 16 e 17 de Abril e naa
cicio das suas funccSes, e que os seus pe
quenos olhos pardos apresentavam urna no-
tavel expresso de astucia e finura.
XVI
A BELZEBUTH E LEON'TIXA
Bravo I exclamou a Belzebuth com
o mais gracioso dos seus sorrisos. Bravo I...
Os seus convivas sao exactos I...
Depois aecrescentou, pegando as raaos
de Leontina, e ap^rtando-as entre as suas
com tida a quadade de demonstrajoes
batalhas de 2 e 24 de Maio de 1866, sen-
do ferido nesta. Em sua parte ocial so-
bre a batalha de Tuyuty diz o general Ja-
cintho Bittencourt O commandante do
Io batalhao de infantaria major Francisco'
Maria dos Guiraares Peixoto, at o mo-
mento de ser ferido portou-se com a bra-
vura e denodo que lhe tcm grangeado &
merecida reputacSo de valente...
E'oi promovido a tenent-coronel por ac-
tos do bravura a 2 de Setembro da 1866.
As molastias adquiridas no solo inimge-
no da 1* de
expansivas :
Eil-a finalmente, a esta querida me-
nina, a esta gentil perola, que despjava tan- cortaram-lhe a existencia
to ver, que acrecitava, Deus me perdOa, Maio de 1888.
quo era exagerado o quo diziam 1... Vejo' _
agora que nao me tinham engaado. Como Tenenle.coronei Gabriel de Souza-
e bonita !...
cosa !...
Como linda !... Que
(Continua).
VARIEDADES
Resumo da campanha com
Paraguay, seguida dos uomes
dos brasilelrosmais dZstinctos
raorlos durante a guerra.
POR MELCH1ZEDECH d'aLBDQDEBQUE LIMA
(ContinuacSo)
Coronel Oliveira Bello
O coronel Andr Al ves Leito de Ovei-
(.uedex
J conliocido por seu valor c estimado
de seus superiores por seu zelo e descip-
na, tendo na fronte os loureis dos primei-
ros combates feridos nesse territorio inimi-
go no da 24 de Maio de 1866, achou-so
na Batalha de Tuyuty commandando a
O 41 de voluntarios, que aehava-ae na van-
guarda desde o da 13 do dito mea.
Commandando o 15 de voluntarios dia-
tingue-se nos dias 16 de e 18 de Julho
(combate de Sauce e Bouqueron).
No dia 26 da Julho de 1865 apresen-
taram-se 03 paraguayos a em grande nu-
mero de canoas, urna das quaes moiatava-
ra Bello coramandou a 5a brigada nos I uma pesa de caiibre 3^ protegidos pelos ca-
combates de 16 e 18 de \bril e as bata- \ maiotes que fluctuavam em toda a exten-
lhas do Estero Bellaco e Tuyuty em 2 e s2o da ^^ (presl travou-ee am renhido
24 ae Maio de 1866, tendo-se conduzido
em todos esses dias de perigo com valor
e serenidade, raerecendo assim os elogios
do general em chefe.
Tornou ainda parte nos combates do
Sauca e Bouqueron a 16 e 18 de Julho de f^taria fez a
186G e na dia 21 de Outubro da 1867.
Falleceu do cholora-morbus no dia 17
de Novembro dessa mesmo anno.
POR
PiUtl ?37AL
SEGUxNDA PARTE
o mc;o ce mm
(Contnuacao do n. 205)
XI
Aijui eiton
Quanto a t:, pobre crianja, dsse Gon-
zaga a Dona Cruz, entregando-* P^y-
rolles, tz o que pude. Agors s Deas po-
de restituir-te o coracao de tua mai.
Pona Cruz abaixou o veo o affastou-sc.
Masantes de transpr a solera, voltou
de reppnte. Precipifju-se para a princeza.
'Minha sen hora I "xclamou ella pe-
gando lhe na ra3o c lioijun lo-a, quer seja
ia nio minha m5i. raspeit.i-:i o rao a 1
-inceza sorro o roeou de levo os la-
bios pea testa da moca.
__ Tu bao s cumplice, minha filha
disse ella, bem o sei ; nao Ue quero mal.
Tambem eu te amo.
Peyrolles conduzio Dona Cruz.
Toda aquella raultido qoe havia pouco
enebia o hemyciclo retirara-se. Anoitecia
rpidamente. Gonzaga, que ac*bava de
Acompanhar os juizes regios, entrou quan-
do a princeza ia tahir cercada das suas
damas.
A um r-esto imperioso quo fez, ellas pa-
rar am.
Gonz-iga aapproximou so da princeza e
com aquelles ares de cortezia que nSo aban-
va nunca, inclinou-se para beijala.
Minha senhora, disse elle em seguida
com tom rpido : est entao declarada a
guerra entre n3 ?
__ Nao ataco, senhor, respondeu Auro-
ra de Cayius ; defendo-me.
__Frente frente, continuou Gonzaga,
qu3 mal poda oceultar, sob a frieza deli-
cada, a raiva que traba no corajSo ; nao
discutiremos, se fr da sua vontade ; que-
ro poupar-lbe esta fadiga intil. Mas a se-
nhora tero protectores inysteriosos ?
__Tenho a bondade do co, senhor ;
que o amparo das mais.
Gonzaga sorro.
Giraud, dsse a princeza sua aia
Maglalena, mande preparar a carruagem
Ha offi.io noito na igreja de Saint
Magioirc r" perguntou Gonzaga admirado.
Sao sei, senhor, respondeu a prince-
za com calma ; nao vou igreja de Saint
Magloire. Felicidade, vai buscar o men
cofre das joias.
__ Os seus diamantes, minha senhora,
disse o principo com irona, a corte que a
lastima ba tanto tetepo, vai ter finalmente
a felicidade de vel-a ?
Vou esu noite ao baile do regente,
disse ella.
Cora aqudln rr-sposU Gonzaga ficou es
tapetado.
A senhora ? baibuciou elle.
Ella erguea-se tAo bella e o altiva que
Gor.zj.tri, mo grado seu, abaixou os olhos
En responden *lla.
E firi^-indo-se par a port companhada
das euas damas :
- O mea lulo u-rminou hoje, Sr. prin-
cipe. F9.t o qun quizer contra raim, j
nao tenho medo o senhor.
Depois de ter atravessado urna grande
sal, cujo luxo e mo gosto hdmirou
Leontina que ainda n2o tinha visto nada
seraelhante em casa dos artistas que co-
nhecia, Galimand^bateu uma porta que
se abri immediatamente, e a Sra. Belze-
buth diguou-se a apparecor aos seus visi-
tadores.
A BelzAuth era mulher baixa 3 gjrda.
de uma.estatura mais do que vulgar, e de
uma idade que nao podia determinar se
bem.
Podia ter us quatenta e ciaco annos,
podia ter mais de cincoenta.
Para nos seTvirmos de urna expresso
sao da lagoa (Pire3)
tiroteio secundado por vigorosamente por
tiros de metralha de nossos lanchoes e de
granadas, aturadas por uma peca que o>
Sr. tenente-coronel Gabriel de Souza Gue-
des, commandante do 10 batalhao de in-
e tomar cnveaiente
posijSo na restraga do norte e prxima
ao inimigo ; tiroteio que tomando propor-
S3es de um combate desesperado, pelo es-
forjo qne o inimigo lanjava era protecgSo-
dos fugitivos, forana estes heroicamente re-
peldos...
No da 6 de Djzembro o tenente-corc-
nel Gabriel de Souza Guedes, commandan-
do ainda o 10 de infantaria mostra pela
ultima vez o seu valor ni campo do peri-
retiravam
os hycDDoe
XII
Onde o corcanda me Ca convidar
para o baile da corle
Gonz&ra sou um instante immovel,
olhar para sua mulher, que atravessava a
galera para voltar para o sou quarto.
E uma resurreicao I disse elle com-
sigo, no eutanto, joguei bem esta partida.
Porque a perdif Evidentemente havia car-
tas preparadas. Gonzaga, nSo viste tudo,
escapou-te alguma cousa...
Comecou a passear pelo qnarto a passos
largos.
Em todo o caso, proseguio elle, nao
temos ara minuto a perder.
O que ir fazer no baile do Palacio Real?
Fallar ao Sr. regente ? Certamento sabe
onde est a filha... E eu tambem o sei,
intrrompeu elle, abrindo as suas estantes ;
pelo menos o caso servio-me.
Tocou a campanha e dsse ao criado
que entrou :
O Sr. de Peyrolles ? Mandera cha-
mar immediatamente o Sr. de Peyrolles.
O criado sabio.
Gonz^g-, voltando de novo ao seu pi.8-
seio solitario o ao seu primeiro pensamen-
to, disse :
Tem um novo auxiliar. Alguem est
oceulto por traz da cortina.
Principe, exclamou Peyrolles, entran
do, posso finalmente fallar lhe. Ms noti
ciaa Quando se retirava, o cardcal de
Bessy diza aos commissariosjregios : Ha
em tudo isto alguro mysterio de niquida-
de...
Dexa fallar o cardeal, disse Gon-
zaga.
Dona Cruz est revoltada. Fizeram-
n'a representar, disse ella, um papel indig-
no. Qutr sabir de Pariz.
Dexa fallar Dona Croz, e trata de
escotar mo.
Depois do lhe dizer o que se passa :
Lagardre est em Pariz.
Ah 1 desconfiava disso ; desdo quan-
do ? I L
D.'sde ante-hontem, pelo menos.
A princeza dove tl-o visto, disse
com sigo Gonzaga.
Depois aecrescentou:
Como soubeste disto ?
Saldanha e Fa'nza esto roortos.
Cortamente Gonzaga nao esperava abso-
lutamente por aquillo. O msculos da fa-
bal.
Coronel Seaerredo de Heitquita
O coronal Sezefredo Alves Coelho de
Mosquita, comraandou a 3* brigada na ba-
talha de Pyuty em 2- de Maio de 1866,
sendo elogiado pelo commandante em che-
che.
Falleceu no da 5 de Novembro de,8767 q oj
do cholera-morbus no acampamento do f ^^ musica3 entoava c
eSCrC cordero;.3 oia. da ..... | ** > **^<> ^^
O Dr. Fernando Sebastio Dias da Mot-1 dorma o somno dostiravos.
ta durante o tempo que viveu no Para- .-..,. -___^a
ir _i' Coronel Joao Simplicio Ferreiras-
exerceu o lugar de secretario geral, \"ru '. T 1C
Muito se distingui nos combatea ae io>
c 17 de Abril de 1866 fazendo excessos-
de bravura, como o attesta o general
guay
do exercito em operacoes, prestando innu-
meraveis servijos.
"'Fez parte do estado-maior do general
em chefe nc ataque do Estabeleci ment a
19 de Fevereiro de 1868.
No combate de Sauce a 21 de Mar$o
do m'csmo auno apresentou-se ao gensral
Osorio na occasiao da peleja e muito o au-
xiliou.
ce estremec-Tam, teve eomo quo un
lucinicao.
gFoi negocio de um segundo
Quando Peyrolles levantou os olhcs para
elle, j estava tranquillo.
Djus de urna vez disse elle ; este
homem o diabo.
Peyrolles estremeceu.
E onde en:ontrarara os cadveres ?
perguntou Gonzaga.
Na travessa ao lado do jardim do
pavilhao.
Juntos ?
Saldanha estava prximo porta.
Faenza quinze passos adiante. Sal lanha
foi raorto com uma estocada.
Aqui, nSo verdade ? dsse Gonza-
ga, collocando o dedo entre as sobrance-
ras.
Peyrolles fiz o mesmo gesto e repetio :
Aqui I Faenza moneu ferido no mes-
mo lugar e com o mesmo golpe.
E sem outro frimento ?
Sem outro. O bote de Nevers sem-
pre mortal.
Gonzaga endiretou as reqdas d< camisa
diante do um espelho.
Muito bem, dissa elle, o Sr. cava-
lheiro de Lagardre faz se inscrever duas
vezes na minha porta. E;tou contente
por estar em Parj?, vamos mandal-o enfor-
car.
A corda que o ha de estrangular...
coroegoa Peyrolles.
Nao est ainda fiada, nao verdade ?
Creio que eira. Olha, amigo Peyrolles, j
tempo. De todos aquelles que pasaea-
rara ao luar nos fosaos de C*ylus, s exis-
timos quatro.
Er verdade, disse o facttum estre-
mecendo, j tempo.
Dous beijos, continuou Gonzaga, aper-
tando o cinto ; ni dous com am, esses
dous pobres diabos cora o outro...
Cocardasse e Passepoil... interrom
peu Peyrolles, tom medo de Lagardre.
S2o como tu. E' a menina? cousa,
nSo escclhemos. Vai chamal-os.
O Sr. de Peyrolles dirigi se para a co-
Gonzaga disse comsigo :
Osario.
No dia 8 do Maio do mesmo anno foi
morto por um tiro disparado de uma em-
boscada feita pelos paraguayos. f

(Contini).
Bem dizia eu que era preciso agi-
imraediatamente. Esta noite veremos cou-
sas extraordinarias l
Depressa ( dsse Peyrolles chegando
copa, sua alteza precisa dos senbores.
Cocardasse e Passepoil tinham jantado
desde o meio dia at ao escurecer, eram
dous estmagos heroicos.
Cocardasse estava vermelho como o res-
to do vinho que ficara no copo ; Passepoil
tinha a tez muito paluda. O acool produz
estes dous resultados, segundo o tempera-
mento dos bebedores. Mas, sob o ponto
de vista das orelhas, o vinho nao tem dous
modos de se manifestar. Cocardasse ej'as-
sepoil eram intolerantes, tanto um como o
outro, depois beber.
Alera diaao, tempo de serem submissos
tinha passado.
Tinham n'os vestido de novo dos ps
cabera : tinham soberbas bous de verniz
e chapeos que s tinham servido urna vez.
Os calcoes e os gibSes erara dignos da-
quelles brilhaates accessorio3.
__ E entilo, meu velho, disse Cocardas-
se, creio que este canalha quem falla
comnosco.
Se peu3asse que este patife... res-
poadeu o terno Amable, agarrando em um
cntaro com as duas mios.
r.ist quieto, disse o gasco, nao que-
br 3 a lou^a.
E agnrrou o Sr. de Peyrolles por un}
orelha e ttirou-o aos saltos para Passe-
poil.
_ Os dous tratantes estao bebadoa f
Cocardasee, creia
resmunggu el]e.
E entao ? disse
que o picaro falbu.
Tenho una idea vaga,respondenPa*-
sepoil.
Avanyaram os dous, um para a direita e
outro para a esquerda, para agarrar de no-
vo o facttum pelas orelh-s ; mas este ia-
gio prudentemente e foi ter com Gonsaga
sem se zangar do seu infeliz incidente-
Gonzaga ordenou-lhe que nao fal^asso'
quees valentes amigos do tira desgrasa-
do de Saldanha e Faenza. Era supertuo,
o Sr. de Peyrolles nao tinha desejo algara
de travar urna conversagao com Cocardas-
se e Passepoil.
Viram-nos chegar um instante depow,
annunciados por um ruido de fechaduraa ;
traziamo chapeo banda, os calcoes.--
rotados, e o peito da camisa sujo de vi-
nho.
Entraram, bamboleando, cora a cabera
cahida sobre a espada.
Cocardasse sempre soberbo ; Passepoil
sempre tmido e irrepreheasivol de eai-
dade.
Curoprimenta, meu velho, disse o gaa-
cao, e agredece a sua alteza.
3 Basta,, disso Gonzaga, olhando-e* d
sosluio.
Fiaaram imraediataraente imraoves-
Com aquelles valentas, o horneo qo
paga pdie ter todas asberdales.
EstSo com as peinas firmes 7 pergna-
! tou Gonzaga.
- Bebi apenas um copo de vinho aaa:
. ..:_,... _____.. nt;.rn m.! de sua alteza, respondeu impudente
de novo o atirou para o seu antigo pa-
trao.
O Sr. de Peyrolles fez deste modo duas sobrio do que eu
ou tres vi/igens, depois Cocardasse Jnior
disse-liie, com aquella gravidade dos espa-
dachins :
Meu caro, esqueceu-se por um ins-
tante de que tratava com fidalgos : nilo te
esquejas...
Ahi tem affirroou o normando, se-
gundo o seu antigo costume.
Ocpois os dous la van tarara se emquanto
o Sr. de P^yrolle. rranjva as desordena
do sea (vestuario.
Cocariasse. Nao conheco ninguen
Assim meu senhor, disse tirojcJa-
meui.'' Passapo, porque en, que o excedo^,
apenas bebi agua com vinho.
Meu velho, disse Cocardasse oihanda-
severamente para elle, bebeate tanto con
era mais nein menos. Nao faitea i
eu,
ca verdade,
faz-me mal.
diante de mira, a
(Continuar-t^.
mentor
V-^i
'
-J
r

(.
*



Typ. do Diario ra Duque de Calas n. X.