Diario de Pernambuco

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Material Information

Title:
Diario de Pernambuco
Physical Description:
Newspaper
Language:
Portuguese
Publication Date:

Subjects

Genre:
newspaper   ( marcgt )
newspaper   ( sobekcm )
Spatial Coverage:
Brazil -- Pernambuco -- Recife
Brazil -- Pernambuco -- Recife

Notes

Abstract:
The Diario de Pernambuco is acknowledged as the oldest newspaper in circulation in Latin America (see : Larousse cultural ; p. 263). The issues from 1825-1923 offer insights into early Brazilian commerce, social affairs, politics, family life, slavery, and such. Published in the port of Recife, the Diario contains numerous announcements of maritime movements, crop production, legal affairs, and cultural matters. The 19th century includes reporting on the rise of Brazilian nationalism as the Empire gave way to the earliest expressions of the Brazilian republic. The 1910s and 1920s are years of economic and artistic change, with surging exports of sugar and coffee pushing revenues and allowing for rapid expansions of infrastructure, popular expression, and national politics.
Funding:
Funding for the digitization of Diario de Pernambuco provided by LAMP (formerly known as the Latin American Microform Project), which is coordinated by the Center for Research Libraries (CRL), Global Resources Network.
Dates or Sequential Designation:
Began with Number 1, November 7, 1825.
Numbering Peculiarities:
Numbering irregularities exist and early issues are continuously paginated.

Record Information

Source Institution:
University of Florida
Holding Location:
UF Latin American Collections
Rights Management:
Applicable rights reserved.
Resource Identifier:
aleph - 002044160
notis - AKN2060
oclc - 45907853
System ID:
AA00011611:18717

Full Text
I
y
AMO' Lili flHEE 2
PARA A CAPITAL E LIG1REI 0.\DE SAO SE PACA PORTE
Por tres mezes adiantadoa ... ........ 65000
Por aei8 ditos idem......'.......... 120000
Por um anuo idem................. 24|$000
Cada numero avulso, do mesmo dia............ 0100
DIARIO DE
lUfl-HSDIA 24 JE DEZEMBEO BE 1886
PARA DEMTRO E FORA DA PROVINCIA
Por seis mezes adiantados.....
Por nove ditos idem.......
Por um anuo dem.......
Cada numero avulso, de dias anteriores.
1SM500
200000
270OOG
0100
NAMBUGO
Praprieirate te JHatwel Jtuetra be -tarta 4 J^os

C'ollegio de S. Luiz onzaga
O Srs. Imede P pin ce ft C-a,
Pars, nAo os nossos agente*
exclusivos de aaoimcloj e pu-
Mic*cSes da Franca e Ingla-
terra.
Aviso


*


A os Srs. subscriptores deste Diario avi-
sa a respectiva direcco que, do !. de
Janeiro prximo era diaote, far-se-ba a ar-
reoadaclo das assignaturas pela forma se-
^uinte :
Na cidade do Recife e lugares para onde
nao se paga porte. 60000 por trimestre,
adiantado ou durante o l.' mez do mesmo
trimestre, 6J500 nos 2. e 3. mezes.
No fira do trimestre ser suspensa a re-
messa do Diario aos que nao tiverem sa-
tisfeito o seu debito.
Fora da cidade, nos lugares para onde
se fazem as remessas pelocorreio, 130500
por semestre, pago as mesmas condijoes
cima.
Aos que quizerem pagar o anno adian
tado, far-se-ba o abate de 10000, para to-
aos os assignantes.
TELEGRAMMAS
:::::;: ::s::::j.3 :. siaeio
PARAHYBA, 23 de Dezembro, s 10
horas e 26 nanutos da manha.
iiiui cbesoQ boje do norte o pa-
qnele nacional ESPIRITO SANTO, o
qaal necoe boje a tarde para Per-
ntnnaro.
RIO DE JANEIRO, 23 de Dezembro,
s 12 horas e 25 minutos da tarde. (Re-
cebid) s 2 horas, pelo cabo submarino).
Foi exonerada do cargo de ama-
nuense da Secretarla do Arsenal de
ierra de Pernambaco. o bacbarel
Hanoel Moreira Dina.
;:sr.;::: as:*:;: -uvas
(Especial para o Diario)
BUENOS AYRES, 23 de Dezembro.
Ka ultima ?l borait. deram-e
en Bnenoo-lj-res. Rosarlo. Cordova
eCorriente* r.O casos novse 1Sbi-
tos da rbolera-morbns.
i:n Mendosa limite %s casos nofo*
e i I bitos de cbolera.
ASSUMP<;O, 23 de Dezembro
Forana boje observados 5 casos no-
vo* e 3 bitos de cbolera-marbus.
Agencia llavas, ial em Pernambueo,
J;t oe Dezembro de 1886.
1NSTRCC0 POPULAR
o cnoLia s ses zsrzacz&as
(Con lo proiessor J. J. Rodrigues)
(Extra'.ido)
DA BIHLIOTHECA DO POVO E DAS ESCOLAS
i Con :n mfo j
Diversas causas meus senhores. podem explicar
i taita e xito das inoculacoes egy peas!; nao atino
poraj om o motivo por que essas nioculacoes
nao puderam ainda ter lugar eai Toulon ou em
Msmillii
AI^uuih cousa ha neste campo, que mistar es-
clarecer at inivos estudoa. e por uso prudente
e razoavel, me parece, canservarmo- nos na cape
ctativa.
Bis, com a mxima franqneza, exposta a minha
opiniao sobren microbio du cbolera. Procurei ser
iinparcal, e oi easa a principal difficuldade que
enecntrei no estudo das materias desta confe-
rencia.
i' contra o microbio do cholera, meus senhores,
.|ue boje se accumulain, transformadas em armas
Ue guerra, drogas e prescripcoes, as quaes teem
apenas mu tas vezes o tenue inconveniente de fa-
Iharem.. quando applicadas.
Desde o momento em que se nao sabe bem qual
aeja o tal microbio (e, para extinguir esta duvida,
roda aeviienei* pouca) deveuio guiar nos niaia
pela pratica be:n considerada e melhjr.interpetrada
de accordo, ceno, com os progressos scientifi-
cfjs, io que poi urna tbeoria exaggeradamente
pbilosophica.
Que iioi determinado microbio origem do cho-
lera, '; caso que pode dar-se por sente.
Podemos at asseverar que, em noiaa conscien-
cia, nao comprebendemos por outra nrancua a
transmtalo e o desenvolvimeuto dai doencas vi-
rulentas contagiosas, de modo a multiplicaren) '
e a reproduzrem-se por forma tal, queoeffeito
dcixa sempre a perder de vista, pela extensao e
inteosidade, a cauta inicial que as estabelecen.
E' tal a minha convicta a este respeito, qne
iulgo at por afirmar que, se outro proceaso de
agio e de propagarlo epidmica fosse oVseo-
l>ert0, cora baixa de quaesquer microbios e exclu
sito de geruieus ou fermentos, nesse dia a scieucia
tena tomado posse da um novo tbema d'estud ,
iniciado p ir urna descoberta notavel.
Cumpriodo me, senhores, fallar-vos, dentro em
p ,uco di preventivos e desinfectantes, permitti-me
.(je, para nielbor me condusir n'este obecurissimo
santo da raicrobo'osia moderan, eo volts a tratar
de urna funecao particular das cellnlas vivas de
todos os microbios das cellulas do propri organis-
mo humano, funecao que tem por hm o fabrico de
certos transformadores poderosissi .nos, destinados a
rcduzir ao estado roluvel diversos cornos solidos re-
servados para a nutricio d'aquelles organismos mais
ou menos elementares. Pallo-vos das diailases.
Partilhando com o microbio ou com acellula matriz
a facnlcade de produzircm cnorm.;s e rpidas al-
ti racoes em muitas substancias orgnicas, com
que esto em contacto, sao estas alterares abso-
lutamente inexplicaveis, por ora, por taltarem
aqueles singulares productos da vida orgnica as
fuuccoes e formas que caracterisam a cellula e a
faculdado de reprodcelo que, a esta, lhe multipli-
ca os effeitos.
Como exemplo de diastases, ciUr-vos-hci varios
principios que na saliva, nos lquidos ustouiacaes
e outros, dissolvem e liquidificam os alimentos,
certos productos que,on pequenissima dse, fazem
talhar enormes quantidades de leite; e poderla
citar-vos ainda muitos mais, porque sao numerosos
os individuos desta classe, cujo poder de contacto
(permitta-se-me a expresso,que scientificamen-
te inexacta, mas apparentemente certa) altera,
decompoe ou transforma substancias que attingem,
em certos casos, um peso 250:000 vezes maior do
que a diastase que as altera.
Elaboraco essencial de maitai, se nao de todas
as cellulas, producto normal da existencia do mi-
crobio, teem as diastases o rato caracterstico de
nao poderem ser elaboradas seno sob a influencia
da vida, e de mal se. conhecerem em tudo quanto
se refere sna naturezs physica, orgnica ou chi-
naca. Nao possuindo a forma viva, porque as ha
no estado liquido, teem no < mtanto seus antispti-
cos especiaes, direi melhor, seus diastascidas. E'
claro que a palavra antisptico urna velha pala-
vra, um pouco deslocada no terreno em que me
encontr.
Do estudo moderno das diastases tem a sciencia
extrabido factos que sio, sem duvida, bastante
singulares. O aleo >l, por exemplo havido por todos
como producto artificial (e to artificial que nem
todos o bebem impunemente .') parece existir, pelo
contrario, profusamente espalhado pouco roas
frequente,o que 6 urna verdadeira providencia
pan os amigos, que os ha, deste agrada vel producto,
Assim nao ha agua natural que o nao contenba,
nSo ha ar que o nao possus, nao ha ocano que o
nao traga dissolvido. Em cada metro cubico de
agua potavel nao existe menos de um gramola de
accol,e este alccol o resultado das feos
vicaes da cellula viva ou producto das suas dias-
tases e consequentes accoes transforxaderas..
Sendos prodcelo das diastases urna consequen-
cia da vida da cellula,o microbio, obdecendo
lei geral, por seu turno, fabricante de diastases,
que sao as principaes elaboradoras do seu rgimen
alimentar.
Eis a razio porque no estudo das doencas infec-
ciosas, nao pode h j o estudo do respectivo micro-
bio desprender-se do exame das substancias que
sao filbas da suapropria vitalidade. Bem sei que o
problema est povoado de mysterios, impregnado de
difficuldades apenas apontadas, e que a sciencia,
nesta parte, nao mais do que um mei o nrogram
ma ebeio de bons desejos, onde urna ou outra vez
penetra a tenue claridade de um facto bem obser-
vado. Paitara no eintanto a um dever de lealda-
de se, sem subterfugios, cha e honestamente, vos
nao spresentasse a qaestao pela fr-ns por qne todo
o homem de sciencia de ve hoje considerar. E'
1.1 a importancia das diastases microbicat permit-
ta-se-me a expressao, que o Dr. Hich, j& nosso
conbecido, parece ter dito que o microbio do cho-
lera segrega urna terrivel diastsse, collaboradora
com a extranha vitalidade de que producto, na
obra mortfera que eonsequencia de ambos.
E na verdade, meus senhores, nossa razio nao
repagnam estas orientscoes, que talvez algnem
appellide de cervosas phantasias de urna sciencia
mais on menos bysterica ou... de sonhos Julio
Verne !
Mas, nao! nao o consideris assim .' vigorosas
i'oncepcoes sao estas, nascdas e creadas no campo
dos laboratorios e analysadas luz da mais si
philosophia.
E vito que mistr proteger a minha averigua-
da insuficiencia com trabalbos e eseriptos, que
tenbo por classicos, apezar de recentes, citar-vos-
hei nm livro novissnno de Duclsux que sob o nome
de Chimica biolgica, a mais extensa, mais lucida
oasis honesta e mais notavel publicacao, que, s
respeito destes assumptos, me toi dado consultar.
Por demasiado recentes, sio ainda talvex pouco
conhecidos os trabalhos a que alludo. Teem elles
no emtanto o mais intimo nexo com a aetuaiissima
questao dos preventivos e desinfectantes e dio ao
espirito o nico roteiro possivel para estas compli-
cadissimas viagens roda do microbio cholerico.
Da falta de conhecimentn, por emquanto desca
pavel, dos notaveis e ltimos trabalhos do Dr.
Miqoel, de Jalan de la Croix, de Duclaux, e de
outros, que se hio derivado as contradictorias a
inuteis prescripoes, que tio justamente teem le-
vantado a critica, os protestos e at a indignaeio
dos competentes de varios paises.
N'este ponto, como em outros que inva lem o
campo da Medicina, a Chimica bussola que mal
pode dispensar-se.
(Continua.)
JARTE OFFICiM
M.nisterlojda Fazenda
Foram nomeados:
3." escripturario da cuixa de amortisa-
5S0, o pratijanto Araerico Ferreira de Al-
meida.
Para a Alfaodega do Rio de Janeiro:
primeirus es;ripturarios, oa segundos Joao
Evangelista Cordeiro de Araujo Lima e
Carlos Augusto Cesar Plaisant; segundos
esjripturarioa, os terceires Adolpho Augus
to Inno encio de S Monteiro e Jos Alba-
no Cordeiro Jnior; terceiros escripturari
os, os prati :antes Luiz Oonzaga de Souza
e Joaquim Fernaades da Silva ; offi^ial de
descarga Alfredo Macedo Domingues.
Para a Alfandega de Santos : chefe de
secjio, o confer-int! Alvaro Ranos Fontes
e o inspector da Alfandega do Uruguaya-
na Archanjo Lcio Abrantes ; conferente, o
1. escriptur irio J0S0 Tbomaz Coelho ; 1.
escripturario, o 2." Maooel de Jess Cou
to j 2. escripturario, o 3." Jos Martins
dos Santos Serra Jnior; 3. escripturario,
o oficial de descarga Bento Jos Nett >;
officiaes d < descarga, os praticantes Joo
Antonio Ferreira Souto e Antonio Joaquim
de Carvalho.
Iospectnr da Alfan-iega da Parahyba,
o ex-inspector desta Alfandega bacbarel
Silvino Elvlaio Carneiro da Cunha ; 2." es
cripturario, Aprigio du Lima Miodello. (
Inspector da Alfandega de Araoaju', o
1. es-ripturario da Thesouraria de S. Pau
lo, Paulilio Fernandes Barros.
Offi -ial de descarga da Alfandega do Ma
ranhSo, Joio Paulo de Miranda Gas.
1.* escripturario da Alfandega do Ama-
zonas o 1. dito da Alfaniega da Parahy-
ba, Trajano Jos Rodrigues Chaves.
l.o escripturario da Thesouraria do Para
o inspector da Alfandega da capital da Pa-
rahyba, bacharel Luiz Felippe Codeceira.
Primeiros escriturarios da Thesoura
ria de S. Paulo b 2. Aurelio Augusto Vaz
e o inspector da Alfandega de Sergipe Fran-
cisco Jos Fialho Filho.
Segundos esoripturarios da Thesouraria
de Minas-Geraes os terceiros Francisco de
Magalhaes Gomes e Jos Mara dos Reis
Barcellos ; 3. escripturario, o praticante
Luiz Gonzaga de Oliveira Lana.
Foram demittidos : Joaquim Eraygdio
de Souza Carvalho, Antonio da Trindade
Secundino de Oliveira, Joaquim Sabino
Fiusa de Lina o Martinho Marques de Al
me ida dos lugares aquello, de 1. escriptu-
rario e estes de 2. dito da Alfandega da
capital da provincia da Parahyba ; Anto-
nio Manoel Feraandes Jnior e Geraldo da
Gama Bentes Sobrinho, dos lugares este
de praticante e aquello do official de dea-
cargas da Alfandega de Santos, provincia
de S.PauL.
- Foi aposentado o chefe de seccSo da
Alfandega de Santos, Jos Joaquim da Sil-
va, j demittido o thesoureiro da do Recife,
Eugenio Marques de Amorim.
Ministerio da Agrien Hura
Foi concedida a exoneradlo que o
engenheiro Luiz Felippe Alves da Nobre-
ga pedio do lugar de director da estrada
de ferro de Paulo Affonso.
Foi nomeado o chefe do traiego da mes-
ma estrada de ferro, engeabeiro Antonio
Pedro de Mendonca, para o lugar de di*
rector, com o vencimento que lhe compe-
tir.
Foi concedida a exoneradlo que o
engenheiro Jlo da Cunha Belttlo de Ara-
jo Pereira pedio do lugar de director
da estrada de ferro de Sobral.
Foi removido para o lugar de director
d mesma estrada de ferro, com o venci-
mento que lhe competir, o engenheiro Luiz
Mara Gonzaga de Lacerda, chefe de sc-
elo da estrada de ferro de Porto-Alegre
a Uruguayaoa.
Ministerio da Cinerra
Foram transferidos para 2.' classe do
exercito, de accordo coui a immediata e
imperial resolucao do 1. de Abril de 1871,
o capitlo Pedro de Alcanzara Moreira e o
tenente Manoel Jos da Silva Leite, este
do 2." e aquello do 3. baialhlu 4a inian-
uria, cando aggregados arma a que
pertencem, visto terem sido julgados inca-
pazes do servico do mesmo exercito em
inspeccSo de saude a que foram aubmet-
tidos. r
Foi reformado, nos termos da primeira
parte do % 1. do art. 9. da lei n- 648 de
18 de Agosto de 1852, o capitlo Jos
Luiz Rodrigues da SUva visto acbar.se
aggregado ha mais de um anno arma de
infantaria e ter sido julgado incapaz do ser-
vi ,o em nova nspecelo de saude.
-, Governo da Provincia
DESPACHOS DA PRESIDENCIA DO DU 22 DE
DEZEMBRO DE 186
Abaixo assignadaB costureiras do Arse-
nal de Guerra. Deferido com officio de
hoje Thesouraria de Fazenda.
Francisco Pacifico do Amaral. Informe
o Sr. inspector do Thesouraria Provincial.
Vigaro Francisco Verissimo Bandeira.
Indeferdo. O supplicante recorreo da
unta do Thesouro Provincial de 27 de
Maio, e nlo obteve pruvimento por despa-
cho de 20 de Setembro. Est pois julgado
de ha amito a sua preteoclo, que ainda em
grao de revislo nlo pode ser attendida por
ser expresso a desposiclo da lei n. 1320
de 4 de Fevereiro de 1879, e artigos 85 e
86 do regulamento de 2 de Julho do mes-
mo auno, que terminantemente prohibe a
accumulaclo de aposentadoria imprego
remunerado, cessando aquella em quanto
exercer o emprego ou commissSo diposiclo
esta que ttrra sido applicada a todos que
se acliain em idnticas circumstancias, se-
gundo informa o Thesouro, e nlo sement
ao supplicante, como allega em sea reque-
r meato.
Jos Joaquim da Silva Barreto. Inde-
ferdo, podendo entretanto ser removida
abarreira para outro lugar, nos termos da
informadlo do engenheiro chefe da repar
ticlo das Obras Publicas de 15 do corren-
te sob n. 213.
Joaquim Monteiro de Caralho. Infa-
me o Sr. admiaistrador do Theatro de San-
ta IzaDel.
Jos Antonio dos Santos. Requeira
autoridade competente. ,
Jjs Nicolao Soarss. Ao Sr. Dr. che-
fe de poliria para lembrar ao subdelegado
do districto de Palmares o desposto.no
artigos 12 e 13 da lei n. 2039, de 20 de
Setembro de 1871.
Jlo Theodomiro da Costa Monteirj.
Recorra Assembta Legislativa Proyin
cial, nica competente para revogar a lei
n. 143' de 27 de Maio de 1879, cujos de-,
t'eitos, encorrecedes e m divislo do ser-
vicio nAo vem ao caso descutir para quem
s tem de exeoutal a, ou fazer que outros
a executem, por forja da qual ficou ex
tinoto o cartorio que vagou na comarca de
Olinda por morte do aerventuario, e des
tribuido o servico pelos actuaes funeciooa-
rios, na 'jrma do decreto de 30 de Janeiro
de 1834. sendo ambos tabeHiae* de notas,
exercenlo um a escrivania das execucSes
outro os de orphlos, residuos e capellas, e
ambos exercendo cumulativamente e por
destnbuijao em todos oa outros feitos.
Mara da Natividade Ferreira. Inde-
ferdo, por nlo convir ao servico publico,
por em quanto, fazer uso da autorisaylo
legislativa, que importa suppresaSo de urna
escola, onde necessaria, e creaclo de
outra, onde desnecessaria. Aguarde, por
tanto, opportunidade para a apostilha re-
querida.
Maria Ignacia de Jess Costa. Nlo
est vago o emprego que requer.
Valerio Teixeiro de Abren. Sim, pa-
g^ado o supplicante as comedorias.
Secretaria da Presidencia de Pernam-
b-jk), em 23 de Dezembro 1886.
O porteiro,
Francdino Chacn
Repartidlo da Polica
2* SceloN. J 251.Secretoria da Po-
lica de Pernambueo, 23 de Dezembro de
1836. -Illm. e Exm. SrPartecipo a V.
Exc. que foram ho tem recolhidos Casa
de Detenclo os seguiotes individuos :
A' ordim do subdelegado do Io distric-
to de S. Jos, Izidora Marc dina de Lima,
por disturbios ; e Galdino dos Santos Glo-
ria, como alienado, minha disposiclo,
at que tenha destino conveniente.
A' ordem do do 2o districto, Manoel
Jos Astherio, por disturbios.
A' ordem do do Io districto da Boa-
Vista, Ursino Brasilino, e Jos Antonio,
por disturbios; Amancio Valeriano de
Carvalho, como alienado, minha dispo-
siclo, at que tenha o conveniente des-
tino. .
Em officio de 20, communicou-me o de-
legado Jo termo da Escada que em data
de 18 do corrate mez, fez remessa ao
juizo competente, do inquerito policial que
proceder contra Jos Faustino de Souza,
por ter offendido physicamente a Bernar-
do Bezerra.
Communicou-me o delegado de Pao
d'Alho, que no dia 19 do correte pelas 9
da maniil, na padaria da viuva Antunes,
daquelle termo, Manoel Jos do Nasci-
mento, conheoido por Manoel David, deu
urna facada em Cosme Damilo dos Santos,
que falleceu momentos depois.
O delinquente foi preso.
respectiva, autoridade abri inque-
rito.
Em offijio datado de 22 do corrente,
commnnicou-me o delegado de Palmares,
que no engenho Bella Rosa daquelle ter-
mo, Sebasiilo Accioly Pereira Bastos fe-
rio com um tiro de pistola a Jlo Affonso
Ferreira.
O delinquente evadi se.
A autoridade respectiva tomou conheci-
mento do facto e prosegue nos termos da
lei.
O Dr* delegado do 1* districto da ca-
pital m officio de 22 do corrente mez, fez
remessa ao Dr. juiz de direito da Io dis-
tricto criminal, do inquerito policial a que
proceder sobre o incendio do estabeleci-
monto de J. Magalblee & C, na ra do
Bario do Triumpho n. 75.
Dcus guarde a V. Exc. Illm. e Exm.
Sr. Dr. Pedro Vicenta de Azevedo, muito
digno presidente da provincia. O chefe de
polica, .Antonio Domingo Pinto.
Thesouro Provincial
DESPACHOS DO DIA 23 DE DEZEMBRO DE
1866
Amorim Irmloa & C, Peregrino Affon-
so Ferreira, Miria Magdalena da Mota
Silveira e Sebastilo Gonc,slves de Brito.
Haja vista o Sr. Dr. procurador fiscal.
Jos Elias de Oliveira. Deferido, po-
dendo licitar.
Carolina Josepha da Silva Pinheiro.
Deferido, ficando irresponsavel pela con-
tribuidlo da decima da casa n. 25 a ra
da Fundiclo, visto provar-se que est as
condicues da lei n. 1544.
Virginio Horacio de Freitos. Certifi-
que-se.
Jos Maria Soares.Registre-se.
Francisco Bezerra de -Vasconcellos Pas-
sarinho. Deferido, dndose baixa no de-
bito exigido, visto das informacSes da Col
lectora resultar a inprocedencia da collecta
dos exercicios de 1884-1835 e 1885-86,
urna vez que a casa de que se trata, nlo
est concluida e nem foi oceupada mesmo
nesse estado.
Jos Pedro Macambira, Delphim Lopes
da Cruz, Francisco Pacifico do Amaral,
engenheiro chefe da reprtalo das obras
publicas e Moys* Gongalves Lima.In
forme o Sr, contador.
Cuntas do Padre Floriaoo de Queiroz
Coutinho. Approvadas.
Manoel Campos. Nega-se provimento
mantendo se a decislo recorrida a vista das
informales da Alfandeg* e conforme o
disposto no 5 art. 98 do Reg. de 11 da
Julho de 1879.
Dr. Monteiro de Mosquita.Deferido,
dando se baixa na fianza.
Silveira & C. Deferido, timando-se
por termo a fianca offerecida de accordo
com o parecer fiscal.
DIARIO DE PERnAUUiCO
RECIFE, 24 DE DfcZEMBKO DE l8o
Noticia* 4o Pacifico. Rio da
Prata e su I do Imperio
O vapor Aymor, entrado hontem do sul, trouxo
as seguintes ootiuias e as que cjustam da rubrica
Parte Official:
Paclflco
Datas teiegrapkiras at 5 de Dezembro :
No Chile, segundo telegrama, de Sant-ago, coe-
stituio-sa a cmara dos deputados com urna mesa
composta de libersea governistai.
O ministro do interior apreseutou ao congresso
asta especie de progrmala do nuvo gabinete, pro-
metiendo a nuificacAo dos elementos iberaes e o
respeito a todos os direitos, tanto de amigos como
de adversarios.
Em eonsequencia da saspensao de quareuten*s
na provincia de Curo, o governo chileno prohibi
abjolatameote a commuuicafao com a Repblica
Argentina tanto por trra como por mar.
Hio da Prata
Datas at 8 de Dezembro :
A Revista Medica-Quirrgica, de Buenos-Ayres
tratando do estado sanitario na ultima qniozena,
diz :
Felizmente o terrivel hospede qne nos visita
alo tem tido desenvolvimiento assustador at este
momento. O cholera localieado por emquanto na
Bocea do Riachuelo e nos dous manicomios, mani-
feHtou-se smente em casos solados no resto do
municipio.
1 Este facto tom dado occasiao a que grande
parte da populacho acredite que na realidade nao
se trata do cholera asitico, porquanto no seu en-
tender a entermidade j devia tlr adquirido pro-
por^oes asustadoras. Nada entretanto mats in-
exacto. O cholera requer para sua propagarlo cer-
tas condicoes que a sciencia nlo conhece bem ain-
da e por isso nao obstante ter produzido relativa-
mente pou 'oa casos, a mortalidade dos atacados
tem sido consideravel.
A estatistica da casa de isolamonto corres-
pondente ao mez de Novembro demonstra qne en-
traram 200 cholericos, dos quaes 34 tiveram alta e
93 lallece-am.
O susto que o cholera originou na populadlo
to grande que a quasi totalidade das familias ob-
serva lateralmente es prescripcoes acosselhadas
pelas autoridades sanitarias, relativamente ao r-
gimen alimenticio e bygiene das habitacoes. Es-
te resultado, favoravel por si se, contribue para
levantar poderoso anteparo aos ataques da enter-
midade, mxime nlo sendo r.ossivel modificar em
pouco tempo, como seria para desejar, as condicoes
bygieoicas de alguns districtos da capital, espe-
cialmente da Bocea do Riachuelo.
Segundo La Aacion, dizia-se na vespera, as
regioes otBciaes, que tinbam chegado noticias da
Europa annunciando qne nlo possivel vender o
cruzeiro Patagonia, construido em Fiume por con-
ta do governo argentino.
Diz o mesmo diario qne, conforme communicou
o ministro argentino em Montevideo, o governo
uruguayo resolveu admittir a correspondencia ar-
gentina, depois de fumigada.
De telegramma8 expedidos de Montevideo no da
7 extrahimos estas noticias:
Em nota dirigida pela repartilo do ebefe po-
ltico nos ministerios assegnrou-se nao ser cholera-
morbus a molestia suspeita de que fallecerain al-
gumas pessoas. A autopsia demonstrou que a mor-
te foi causada por enfermidades commuus.
A imprensa oppunha-se medida projectada
de se estabelccer um vapor correio entre Buenos-
Ayres e Montevideo.
Ficou resolvido que as pessoaa que violaren)
os cordoes sanitarios serlo condemnadas a passar
seis mezes no Lazareto da Una de Flores.
As cmaras uruguayas concederam ao poder
executivo autorisn^ao para aceitar o emprestimo,
pelo commercio, da quantia de 600,000 pesos com
juros de 8 /o annuaes.
O ministro do.goverao dirigi ama nota ao che-
fe poltico declarando que as averiguacoes mos-
traran] que o coionel Eduardo Vasquez e Barnab
Martnez violaram o cordao sanitario; nlo assim
o coronel Ordonef. Este foi posto em liberdade ;
aquelles foram conduzidss para o Lazareto de Flo-
res por tempo indeterminado.
Na corte foi publicado este telegramma :
A epidemia recrudesceu as ultimas 24 horas,
havendo na cidade 17 casos e 6 bitos, e em Cor-
dova 30 casos e 24 bitos. No Rosario a diminu -
(lo contina, sendo 15 os cases novos, nos quaes
13 foram fotaes. Em Tucuman deram-se 11 casos
e 7 bitos.
Foram descobertas importantes fontes de pe-
trleo na provincia de Mendosa.
0 presidente da repblica, Dr. Jurez Cel-
man, visitn hoj Buenos-Ayres.
Coyas
Datas at 20 de Novembro :
Era all esperado o engenheiro Joaquim Mara
Ribeiro Lisboa, para dar orincipio s exploracoes
do prolongamiento da estrada de ferro Mogiana,
concessionaria do privilegio para a construcelo da
primeira Iinna frrea em territorio goyana.
Santa Camarina
Datas at 8 de Dezembro :
O presidente da provincia dividi a capital em
tres districtos sanitarios, encarregando do 1 o Dr.
Alexandre Bayma, do 2 o Dr. Lopes Roirigues e
do 3 o Dr. Mendonca Ucba.
Fallecceu na capital D. Catharina Nicolich.
Hlnas-Oeraes
Datas at 12 de Dezembro :
Na freguezia de Cajar, no dia 4 do corrente, o
professor de instrucco primaria Estaphaneo, as-
sentado em sua cama, revistava urna arma de 2
canos, pois tinha de seguir "iagem no dia se-
guinte.
A arma estava corregida e disparou inespera-
damente um tiro, cuja bala foi certeira empregar-
se no crneo de nm pobre camarada seu, quo dor-
ma em outra cama em frente sua.
Dionisio, assim se chamava o camarada, talle-
cen instantcneamente.
O Sr. Estephaneo esperou amanhecer e foi ater-
rorisado a entregar-se as mos da polica, nar-
ando todo o oceorrido autoridade, que sem per-
da de tempo deu todas a providencias para o au-
to de corpo de delicto e o respectivo inquerito.
O Sr. Estephanio foi recolhido priaao e dizem
estar como louco; repete a cada momento que era
amigo do finado e lamenta chorando tao trgico
acate cimento.
Esse professor bem conhecdo em S. Jlo de
El-Rei e ninguem acredita que houvesse um as-
sassinito proposital.
Deve entrar em julgamento no dia 27 do cor-
rente a by;amo Julo Saraiva.
No dia 4 do corrente, na cidade de S. Joio de
El-Rei houve a bencao das machinas do engenho
central dos Srs. Almeida Castro, destinado a
beneficiar o arroz ero casca mediante a contri bui-
do de 250 rs. por 40 litros.
Falleceu em Uberaba o commerciante Tho-
phlo Ferreira.
O Sr ministro da justica receben do chefe
de polica da provincia de Miuas-Geraea o segua
te t'-legrainma :
Em razo de precatora do juiz manicipal do
termo de. Ro-Branco, foi tentada cm Alfi, termo
de Itabira, a prisio de tres ciganos criminosos
n'aquelle termo. Resistiram estes matando djus
e brindo varios da escolta que os persegua.
Tendo hontem communica^ao do facto pelo
delegaOo de polica, determiuei a este que fosse a
Alfi realisar a diligencia e ao delegado do Serio
qne fisessn partir para all um destacamento da
cidade. D'aqui ti sahir urna torca de ca val lana
de dez pravas, commandada por official de con
fianca, que levou instruccoes,
8. Paulo
Datas at 15 de Dezembro :
Em S. Carlos do Puibil fui assasainado Fran-
liisco Tneodoro Gomes por um seu camarada de
nome Felisbino de tal, de 15 a 16 annos de
idade.
O assassinato deu se no bairro da Babylonia,
onde r>-sidia o asaassinado.
Em Araraquara tV/i assausinado Bento de Al-
meida Nobrc. Constava qo o isaassino O f jini-
gerado desordeiro Jos Francisco.
Foi preso no Kibeirlj Pretu Emiliano dos
Santos, que andava n'aquelle municipio cuno no-
me de Joio Antonio Benedicto. Santos crimi-
noso de morte no Garimpo de Sapucaby, onde
matou a Jone Pedro.
No dia 6 do corrente. no bairro do Capote-
ra, municipio de Ssogy-mirim, dea-se renhido con-
flicto entre Porfirio Jos aetano, Joaquim Fer-
reira, Albino Rengues de Campos, Rapbael Ro-
drigues de Oliveira e Maooel Jos Rodrigues, re-
sultando a morte do primeiro e ficando todos os
outros feridos.
A Ibino Rodrigues, Raphael Rodrigues e Manoel
Sodrgues levaram para a cidade em ntna carro o
cadver de Porfirio, e Joaquim Ferreira, mori-
bando.
No da 5 do corrente, em Barretes, nm gru-
po de cerca de 70 pessoas invadi a igreja, onde
se proceda ao alistamento militar, e fez um com-
pleto destrona.
A fabrica de Ypanema rendeu no mez pas-
sado a quantia do 5:450*804. No mesmo me do
anno passado foi a renda de 1:3714766.
Em Braganca falleceu D. Anna Francisca
VilUca, deixando libertos seus escravos Dionisio
Carolina, Galdina, Jos, Kdwiges e Narciso, eom
o onus di prestadlo da servicos, de um a tres an-
nos, a seus filhos determinadamente.
Na capital foi preso o francez Jos Pave,
que armado de revolver, e por questoes antigs,
disparou dous tiros em Severino Cabano, cujr.s pro-
jectis penetraram um no hombro e outro no ante-
brazo direitos, interessando o pulinao do mesmo
lado.
D> exame medico venficou-se ser grave o esta-
do do offendido.
' O Dr. Pedro Lelo Velloso Filho, juiz de di-
reito de Pindimonhangaba, concedeu liberdade ao
seu escravo Eleasar.
Dizem as folhas da capital que 15 cessou
o captiveiro para 103 escravos at agora pertcn-
centes ao Bario de Itahim, residente em It, que
os bavia libertado com a clausula de prestarem-
llie servidos por dous 'annoa.
Rio de faneiro
Datas at 16 de Dezembro :
Lomos no Jornal do Commercio :
Est resolvida a concessio da exoneracao
que o Sr. conselheiro Lafsyette Rodrigues Perei-
ra pedio do encargo qne tinha em Santiago do
Chile, como ropresentante de S. M. o Imperador
nos tribunaes arbitris que julgam as reclama-
coes de subditos estrangeiros fundadas em prejoi-
zoe causados pelas forcas belligerantes no correr
da ultima guerra entre o Chile, o Per e a Bolivia.
Para cata elevada commieaio est igualmen-
te resolvida a nomeacao do Sr. Bailo de Agnar
de Andrada, enviado extraordinario e ministro
plenipotenciario junto da Santa S.
PERNAHBDCG

Assembla Provincial
5" SESSO EM 11 DE DEZEMBRO DE
1886
PBESIDEKCIA DO EXM. SB. DR. JOS HANOEL DE BABEOS
WANDBBXKT
Scmhaeio : Abre-ie a sesaao Approva-se s
acta da sessio antecedente. Expe
diente. Requerimento e discurao do
Sr. Jos Maria. Discurso do Sr.
Drummond.Requerimento e discurso
1 do Sr. Prxedes Pitanga.Di scurso do
Sr. Goncalves Ferreira. Obdem ds
da:Discusaio do projecto n. 103.
Discurao do Sr. Prxedes Pitanga.
Emendas do Sr. Prxedes Pitanga.
Disourso dos Srs. Ferreira Jacobina,
Rosa e Silva, Costa Ribeiro e Josa
Maria. Requerimento do Sr. Jos Ma-
ra. Adumento da 1* discusslo do
projecto n. 82.Levanta-se a sessio.
Ao meio dia, faita ja chamada e verificando-se
estarem presentes os Srs. Ratis e Silva, Barros
Wanderley, Juvenci Mariz, Julio de Barros, Joio
de Oliveira, Herculano Bandeira, Sonres de Amo-
rim, Sophronio Portella, Antonio Vctor, Rodri-
guesPorto, Domingues da Silva, Goncalves Fer-
reira, Andr Diaa, Augusto Franklin, Rosa e Sil-
va. Joio de S, Costa Ribeiro, Costa Gomes, Go
mes Prente, Ferreira Velloso, Prxedes Pitanga,
Bar:oa Barreto Jnior, Drummond, Jos Maria
e Bario de Caiar, o Sr. presidente declara aber-
ta a aeasao.
Comparecem depois os Srs. Reg Barros e Fer-
reira Jacobina.
Faltam oa Srs. Visconde de Tabatinga. Bario
de Itapisauma, Solonio de Mello, Amaral, Loures-
(0 de S, Rogoberto, Constantino de Alb'jquerqne,
Coelho de Moraes, Regneira Costa, Luiz de Andra-
da. Joaj Alves e Affonso Lastosa.
E' lida e sem debate approvada a ucta da ses-
sio antecedente.
O Sr. 1." secretario procede leitura do se-
gainte :
EXrEDIESTB
Um officio do secretario do governj, transmit-
tindo um projecto de posturas da Cmara Mani-
cipal do Recife.A' commissio de posturas.
Urna peticio de Josepha Flora Torres, reqoe-
rendo dispensa do lapso de tempo que Hie falta
para matricularse no Io anno da Escola Normal.
A' commissio de instrucco publica.
Vai a imprimir no jornal da casa o projecto de
n. 104, redusindo a 1 1/2 0/0 o impiato sobre o
aasucar e o algodio.
Encerrada a diacuasio e posto em discussao,
rejeitado o requerimento do Sr. Jos Maria, pe-
dindo informaees sobre aa diligeucaa empregs-
das para a captara de Marianno Japiass.
E' approvado o requerimento do Sr. Ratis e Sil-
vs. pedindo opia do contracto com a eompanhis
de iliuminacio a gaz desta capital.
Vem mesa, lido, apoitdo e eDtra em dia-
enssao o si'guiute requerimento :
R^queiro que pelos canaes competentes se
informe:
1.* Se o presidente da provincia tem conhe-
cimento de que ha fondeados no Limarlo diver-
sos navios procedentes dos portoa do Prata, e quo
ahi se tm coi servado, a despeito das iostima-
ces feitua para se retirarem ;
2 Se tem c nhecimento de que o cholera
appareceu no Para ;
3." Que providencias tomou para obviar o sp-
parecimento da epidemia n'esta provincia.Josa
Maria.
O Mr. Jos Marave V. Esc., Sr. presi-
dente, que uio um r querimento poltico este
que acabo de offerecer conslders>ao da casa.
Trauta se de negocio muito j> rio e grave.
A epidemia do cholera morbo quo assolava, co-
mo c- ntuia a assolar as regies do prata, j pe-
uetrou inti-iizmeute as torras da Sauta Cruz.
Acabo de saber por cominunicavio telegraph-
c, que eata t'-rrivel molestia invadi o Para.
No entretanto no da 13 di ve ebegar so sosso
porto um vapor d'aquella procedencia, e que me
const-, S. Exc. o Sr presidente da provincia, ni
tomn pr >videncia lignina p-ra impedir, ao me-
nos ia 1 cedo, ua oossa pr viucia, a invasio desta
mobsria assustadura pjr demai*, para a qual es
na 1 ene ntro na nussa lin p ssh exprimir o horror que eila causa ao menos s
uiim.
Ms, Sr. presidente, ante-i que ato tivesse sse-
cedido, era publico e sotncia nesta cidTade, e os
joruaes publiea.-am o facro, qu diversos uavos
procedentes dos p irt-s siisp'itos do Prata, fan-
dearain no Laroari e ahi penuan--cem anda, s
d-speno da iutima^io que tej r-cebido para se.
retirarem.
Alm dos navios que uhi s- Mchnin fiinde-fov
nao sei com que fin, o Jo-nal do Recife noticia.
boje, que dous outros deram tundo no mesms lu-
g*r.
E11 eompreheudo as^litfi -uMades que expen-
ireura S. Exc. o Sr. presidente da provincia para
imn-lir que eases navios aqu ancorero, desde qne
o giveruo geral, tendo mauuado vasos de guerra
para outras provincias, fin de screm manlida
as sua> ordeua, para Peruambuco nio quis tomar
a mesma providencia.

Ms.
jBtk.
1


Diario de Pcrnamboco--'-Sexta--fcira 24 At Dezembrode 1886

\
.'
Eu comoreheulo b-ui as dificultades com que
luta h aduiinietracao
S. Exc. o Sr. proeidente da provincia acha-se
peiado do pea c ni>s, e nio t -m meioa para im
pedir a permanencia deasee navios em noaao
porto.
O- Sr. Perrcira JacobiaaEntretanto, no fim
de 1685 nos tivemos urna csquadrilha.
O Sr. Costa RibeiroMas oeste tempo tratava-
ae da eampauha eleitorai.
O Sr. Jos Mari Ora v V. Eic, Sr. presi-
dente, que trata-ae do aaa e*o importante.
O governo geral r.eae prohibido a entrada des-
ees navios procedente de portos euepeitoe, e as
su is ordena teeni sido asumidas na corte do im-
perio.
Mas esses navios demandan) o noeso porto e
aqni aucorain.
O inapector da sale do' porto manda ordeus
para que clles se tacam ao largo e, infelizmente,
suas ordena nao sao curopridas, nem s. Exe. ten
recurso para fazer com que a ordem emanada de
autoridad competeute seja obedec la.
Dizein os nobres deputados que o presidente
pedio providencias o governo ; mas essas provi-
dencias quando aqu chegarem ja ejr rcaeasiado
tarde, ja ser quando a terrivel molestia liver in-
vadido h nuesa provincia.
O Sr. Rezo BarrosMas os novios na entrara.
O Sr. Jos MariaMas V. Exc. deve asber que
o cholera tem pornas basUnte largas pata, por so-
bre as agaas, peuetrar na cidade.
Emquanto esees navios de precedencia auapeita
estiverem fundados no Limarlo, como ainda te
aebam, n estaremos sob a ameaca da terrirel
molestia.
(Ha um aparte.)
E tanto assim, Sr. presidente, que o cholera
morbus, que se acha no Prata, scaba de fazer a
su apparicao no norte do iapeno
Um Sr. DeputadoMas ha noticia ?
O Sr. Jos MariaJA disse, no c.nneco de meu
discurso, que tive noticia, por communicaclo tele-
graphica.
V, portanto, a casa que nao se trata de um
requenmeuto de oppoaicao, mas de urna medida
de ealvaclo publica.
O Sr. Gaspar DrummondApoiado.
O Sr. Jos MariaTerca-fer, so me nao en-
gao, dever aqui ebegar o vapor do norte.
O presidente da provincia que tome providen-
cia, ao menos par ser desinfectada a correspon-
dencia, e prohiba a entrad dase vapor em noeso
porto, e que providencias mais lriaet-me, afim
de que nao d fundo o vapor braaileiro, que devo
seguirse a este.
Creio. Sr. presidente, que estas poucas palavras
sao suficientes para ju tincar o mea requerimen-
to, que Unto mais serio, quanto a nossa cidade
esta em condeoes de auiuhar essa molestia, por-
que ntelizminte esta noasa cidade um foco de
nfecci >, e ahi estao os canos de esgoto, os mon-
tunos do Iixo e tudo quanto serve para o deseu
volvimeoto da* epidemias. Isto, Sr. presidente,
quando o cholera penetra em trras do Brasil,
por demais asiustador e r-'clama todas ai prov
deucias.
Ditea estaa palavras, Sr. presidente, eu sent-
me, esperando qu> o rain re luenme.ilo ser ap-
provado por esta Assembli.
O Sr. Gaspar Drummond (nao devolveu o seu
discurso).
Encerrada a diecusslo e posto votos o reque-
rwnento, aprovado.
Vem mesa lido e apeado e entra em dseus-
jio o seguinte requerimt-nto :
Requeiro que se peca presidencia informa-
cSo das providencias tomadas sobre o procedimen-
to do destacamento volante no contro da previncia
e se sabe como procede eaae destacamento para
com o part do lioeral das diversas localidades.
Dr. Prxedes Pitanga.
O Mr. Prxedes MlaitgaEstouconven-
cido, Sr. presidente, que o meu requerimento, nao
ter sorte mais feliz do que o que tura apreaentado
pelo meu collega dopatadopwlo 2." districto.
Nao subo mesmo i tribuua convencido de conse-
guir da Ilustre maioria da cas, apoio para que
cheguem as informacoes que sao exigidas em mea
requerimento,
Esttu certo que nio agradar* a presidencia da
provincia dizer que ignora o que se pasea no centro
de sua admiuistracio, e sob o dominio de um des-
tacamento volante que fra remettido.
Portanto, e tenho por fin dar publicidade a
tactos que paesam despercebidos diante da admi-
nistraban, para que ella ao menos saiba que no
centro a'esta Assembla se onhec o modo de di-
rigir administrado na parte relativa a poltica do
alto serto.
E' incontestavel a obrigaclo que tem a admi-
nistradlo de prever por todos os meus a seguranca
e garanta individual dos cidadioa quer elles es-
tejam dentro da capital, quer estojara no ponto
mais retirado, e saber dirigir o mido de levar a effeito
casas garantas, urna (.ciencia que nao pode
estar separada d'aqnelles que tora ao seo cargo
esta obngacio,
A esculha depende lo pessoal destinado para
servir de meio a realisacio d'esaa obrigaclo. urna
dae virtudes de que se deve aerear aquellos que
tem sob sna retpunsabilidade o encardo da adini
nistraci-i das diversas localidades. Mae Uto nio
acontece, porque aquelles diante de quem corre
esta obrgaci), deixam se levar ordinariamente
pelos amigos das diversas localidades que esto
com elle em relacio e u'elles acreditara piameate,
supp ndo eempre que seus adversarios faltam a
verdade n* exposicio dos factos, e procurara
interceptar a marcha administrativa com o fim que
ci i regalar.
N 10 se ignora que no alto aortio, a vida poltica
tem dado motivos a altas cavalhadas, a diversos
assassiHt' 3 e perseguicoes constantes. No in
toito de prevenir que males desta ordem continuem
a infestar squeilas localidades, o governo ente c deu
nomear ou mandar um dt-staenmento volante que
percorresse as diversas laealidad'-s e tivease por
missao especial, fazer desapparecer nao e este
movimeuto, como tmquilisar oe povoed'aquellae lo-
calidades. Mas isto nao acont.'Cru S. Exc. tnvi
ando para o 12 districto um destacamento com
posto de um alferes, um cadete sargento e algumus
pracae, peratBa que fosee o sargento filbo de um
individuo d'aqu-'lia localidade, julgado criminoso
de morte, que toase o eucarreiradj da polica da
localiiade tm que reside o mestoo individuo que
nao podia deizar de ter e aliineot.ir paixes de
vinganca c.mira Mquelles que serviram de teste-
munbae no sea preceseo.
PaVa a villa de S. Jos do Egypto, fui mandado
um destacamento, cujo sargento fllho d) mujor
Esperidiao, em cuja casa reside, e d'onde pan in
todas as ordena para a polica da localidade.
O jornal A Provincia por icais d'uma ^eadenun-
ciou o facto, esperando que S. Etc. fiz-see retirar
d'aqucila localidade, ao menos, o filho do individua
que eslava ?enio processado e qu- era all o cucar
regado da polica. N'essa oceasiao exteruou as
apprehentes que davam motivo a esse pedido, e
agu rdou que'd levassL-in a tranquilidade aquellos que se achavam
j.dos, mas, longe de assim acoutecir. parti
rdese da administiacoparaqueeese destacamen-
to pereorresse diversos lugares do mesmo districto,
indo de S. Jos para Ingazeira ede Ingazeira para
S. Jos.
O individuo ppellidado Lili, cajo nome nao sei
por i'xtem mas que j4fo publicado no jornal, e
que fra ti stemunhaprimordial do processo contra
jor EsperiQo, toi poblicam>'r.te espancado no
meio da villa pelo sargento coramandante do .
camento, 9em que para ieso tiveese dado motivo
mais do que haver sido testemunba neese proci-sao.
Eese facto foi publicado em urna corresponden-
cia que, partindo de S. Jos do E^ypto, aqu che-
gou. e na qual se ditia que S. Exc. deveria atten
der a que outros atteutados seriam all commetti-
dos te nao tomam a providencia de fazer retirar
daquella locadade, ao menos, o sargento, que
era all quem governava o destacamento, pjis que
o alfere, cujo nome tambem nao sei, era apenas
,ove. nador em mine.
Na verdade, parece extraordinaria que c gover'
no da provincia, desejaedo, come eu acredito, que
os habitantes do sertao goaem de paz e socego,
nao tenha aciencia destee tactos e nao baja to-
mado alguma provideocia, no intuito d* prevenir
que suctessos desta ordetn se reproduzam.
Nessa inesma occasio^ serias e severas aecusa-
crs foram feitae perante S. Exc. Rvdm. centra
o administrad r ecclesiastico daquella lecalidade,
daqella t'reguezia ; mas, como nos nao temos a
res,.onsabiii ade dos tactos, quo ee passain na
igr'ja, e desde que temoa frente deliaum pre-
lado em quem muito confio, limito-mi a trazer ao
conhecimento da casa "os factos occorridos com o
destacamento policial daquella localidade, espe-
rando que S. Exc. receba mformacoea exactas da
competente autoridade local e providencie como o
caso exige.
lio se 1 mitaram os atientadoa ao espancamen-
t*do individuo a quem me refcri; a priojoira au-
toridade da comarca tem aido amea^ada, com o
intuito naturalmente de fazerem com que ella
procure retirar-se e abandona, eoma) tam acon-
tecido com outros, o seu caro.
Mas o llustra juiz de direito diquella comarca,
homem de recouhecida severidade, longe de alte -
nar-sc com as ameacas que Ihe tem sido dirigidas,
mantcn-se calmo, dirigiodo-se at s inteiramen
te desacompanhado, para abrir u jury em S. Jos
po Egypto, a & ou 10 leguas distante daquelle lu -
gar. do lugar de sua reaidencia.
Ca doa noseos maioria amigos, um dos hoaeuB
aaais arios e mais pacficos...
O Sr. Gonoalves PerreiraQuem ?
O Sr. Praxsdas Pitaaga... a Sr. Miguel Tei-
xsara daj Vaaconcellos Pereira, tem sido po? tal
oaaneira pftreeguido e ameacado...
O Sr. Gouvalves Ferreira Conheco muito V.
Exc. acha-o muito pacifico ?
O Sr. Prxedes Pitaaga... qne mo dase pea-
aclmente estar piocurando mudar a sua reaiden-
cia para a eomarea de Luuoeiro, visto que, ams-
calo como se achava e nao confiando uas autori-
dades pohciaea, niio quera ser victima do baca-
marte ou estar na obricraco de viver aempro
prompto a repelr aggressoes.
' 0 Sr. Costa RibeiroO mesmo tem aeoutecido
sn aauto* outros poucas do Imperio. Os liberass
t.'m-se visto obriados a emigrar.
O Sr. Prxedes PitangaOutros amigos notaos
tem soffrido publicamente deafeitas, amearjas e at
correras, dirigindo-se esse destacamento em dili-
gencia a suas h*btaces, sob pretexto de encon-
trar em cada um deltas grande numero de cri-
minosos, que elles imagluam que so tem nellaa
agasa hado.
las, senhoros, isto inteiramente irrisorio!
Esta o destacamento volante *ob a direcao de
um homem, cujo pai se acha pronunciado por cri
ine de morte naquclla localidade, a oat reaidindo
na mesma casa em que este se acha, o que pu-
blico e notorio, mas que elle taz porque tem o sal
vo conducto das autoridades policia-s que semp.-e
o mantiveram desde a subida desta poltica, livre
e publicamente em suas residencias; de lauto
escandaloso e iotolerant", se for couheecido da
aimluistracao da proviucia.
Eu. porm, quero fazer ustica ao carcter do
Ilustre administrador, quero mesmo pensar que
durante o pouco tempo de sua admiuistracao elle
nao tem lido scieucia doa factos diveraos que se
dio no alto ertao, e por ieso poseo perdoar a V.
Ezc. o ignorar taes tactos tveram lugar em S.
Jos do Egypto.
Ajustic/t, que fa?o aoa meu iidversaros no
impede que eu a espeito de inovimenfo irregular
mulles que estao sob a sua direecao taca algu-
daqusllea que estao sob a sua direecao taya alg
mas eonsideracoes, afim do que chegue a verdade
ao seu conhecimento pira quo S. Exc. providen-
cie orno fr de juslie i.
Se S. Ex?, o Sr. Ignacio Joaquina, a quem
rendo um pleito pelo espirito de juetica qu suv
pre distingui, poia eatou certiasnno de qen se,
S. .xc. tivesae cunhecimento de que este lacro se
paasra na sua administrava-i, quand > para ulli
partir por ordem aua um destacamento c'm a
int.-ncio de servir do garanta aoa habitantes da-
quella localidade, S. Exe. feria saltado por cima
de toda conveniencia poltica para inanter oe de-
Vrres de um bo.n administrador como Ihe ta^o
juanea.
Purtanto. estou certo que 8. Exc, quando tex
seguir par all um destacamento, oe;n m-i_- t..n,
porgue nao era de aua attribuifao, o individuo
que devia commaudal o, e tem tinha ecieacM d i
que entre as diversas pravas que devium coinpor
o destacamento, se achava um, que devendo di-
rigir em parte a forca sb o seu coininand", era fi-
lho de um homem que se achava pronunciado om
crimo de m;rte, e que residia nao/uella localida-
de. Paco, pois, justica ao carcter de S. Exe,
de quem preso me de ser amigo.
Mas d'ahi n > se segu que de.xe a adminis-
tTHilo de tomar as medidas necessarias, quando
souber quj a torca, mandada com um fim de fazer
juatica, pro luz o efLdto inverso ao que era d<- ea-
perar-se.
Mandando, portanto, este requerimento, uilo te-,
nho pir fim h .stiliaar a admiuistra^So do illustre
Sr. r. Azevedo, nao, o meu fim levar o facto ao
conhecimento de S- Exe., perguntar-lhe se abe
que se Liassa aquella localicadi e ee tem to-
mado as medidas que se devem esperar que par-
tain de um administrador que nao quer ser par-
cial no modo de dirigir a prov ncia, lanzando con-
tra os seus adversarios um grupo de perseguido-
res, qu ndo ao contrario devra enviar para as
diversas localidades individuoa capazesde manter
a ordem e oppor-se a que aquelles que se acham
com o poder as maos vao de encentro aos enfra-
quecidus, porque estao desfavorecido* da forca
publica.
Sendo eata a minha intencao, desejo que o meu
requerimento nao encontr tropefos, comqoaato
nao alimente esta ssperanca.
O Jr. .immiU Perreira(Nao de-
volveu.)
A discussao fica adiada pela hora, e passa-se
ORDEM DO DA
Contina a 2* discussao do projecto n. 103 deste
auno (prorogativa do orcatneuto de 18851886.)
O HVr. Prxedes PitanzaSr. presiden-
te, sendo a seguinte discussao, aquella em que o
projecto discutido artigo por artigo ; sendo o pro-
jecto actual aquello que manda executar a lei do
orcamento que se acha em vigor, me. parece qne
Bato pode deixar de acotapauhar o pr-jecto n. 103
aquelle que tem Je vigorar, e que deve estar eu
jeito a reformas, nao s devidas a circumstanjias
iherentes ao proprio projecto, pois qu, como sa-
bemos, algumaa disposicoes exietem n'easa le, que
nao podem ter actualmente execueao, cuino, por
exemplo, o quadro da divida passiva... das lote-
ras .
O Sr. Ferreira JacobinaApoiado.
0 Sr. Prxedes Pitanga... poia que deve ser
attendido o do 18i6 a 1887; o quadro das loteras,
que parte dellas foi extrabida, e que nao pode.n
ter a mesma norma a coutinuacao da extraccaodas
idnticas, eu pens que deve sr sujeita a discus-
sao a le que se quer mandar vigorar, isto a lei
que t*m o n. 1860.
Multas disposivoes desse orcamento devem estar
sujeitas a altern^es, nao s peculiares ao tuinpo,
como mesmo cuuveuiencia.
Si verdade que na parte da despeza nos possa-
mos dizer quo ella* soffreram grandes alteracoes,
todava nao podemos atlirmar que as detpezaat que
se devano tazer no exercicio de 1886 a 1887, sejaxn
as onesmas que se fizeram ito anno de 1885 a
1886.
Portanto, aa despezas votadas apresentam mo-
tivos para diversas alteracoes, ora por indevi-
daa ou por obras que ja foram fetat e que nao tem
lugar a sua reproducn, ora por alteracoes ou no-
dificacoes "Stajjelecidas por conveniencia do ser
vico como tambem aconteceu com relacio re-
eeita.
Nos votamos urna receita especial para o anno
de 1885 a 1*386, e que nao pode vigorar hoje em
virtude de circumstaucias esptciaea que entao nao
se davam. lia, poia, neceaeidade de algumaa altc-
racoea, e neate sentido j. foi apreseatada um pro
jeeto com emenda ao art '29, % 3, que trata do
imposto sobre o aaeucar e o algodao, emenda que
Gcar inteiramente inutilisada, se ua discutirmos
o projecto n. 103, como conteudo um t ar-
tigo.
Portanto, parece-rae que o projecto n. 103 nao
pode ser discutido como esta, porque deve ser apre-
seatada casa a le n. 1860, para aoffrer as alte-
racoes q>ae a Asaemb'-a eutender convenientes para
que elle piaea vigorar no presente exercicio.
Acerca da divida passiva mando o requerimento
para que a presidencia da provincia determine ao
thesouro que remetta o quadro dessa divida cor-
respondente ao actual exercicio.
Na sabemos que s eredores da fazenda, que fo-
ram attendidos no ultimo orcamento, nada teem
que ver com o actual, porque da presumir que
estejam pagos, nao e porque foram emittidas apo-
licea par satisfazer despezas daquelle exercicio,
c- ni i porque hou've disposicao legal para que o
thesouro as satisfzesse, votando para isto a quota
precisa.
Mas ha outros redores, cujas dividas foram jus-
tificadas depois da voiucjJo dessa lei, e cuja satis-
fago ficar retardada por nao eetarem contempla
das no quadio da divida passiva; esaas dividas
nao sero pagas, se o projecto ir appruvado tal
eouio se acha.
Eu, portanto, mando mesa o requerimento a
que nlludi.
Outra emenda que ser prejudicada, se o pro-
ject) lr votado englobadameute, a que se refere
a i imposto de 3 % tobre o assucar e 2 % sobre
o algodao.
Pens, pois, que, determinando o regiment que
a 2* diicusso seja por artigos, deve a lei n. 1860
ser apreseutada como projecto especial e discutido
separad).mente o seu art. 1, .que aquelle em
que se trata da receita da proviucia. No enl-
lanto, se assim nao acontecer, teremes oe de eo-
cher de emendas a mesa a essa le, afim de ser a
discussao della feita separadamente por artigos.
Un dos meus Ilustres collegas, referindo-se a
urna diepoaicao establecida em 1834, prohibindo
preeidencia da provincia de preencher os luga-
res que vagaste de professores das locilidades
em que houvesse duas cadeiras de instruccao pri-
maria para o mesma sexo e mandando transfor-
mabas en escola mixta, desde que a localidade
nao toase villa ou cidade, disae que tambem bavia
disposicao acerca do nao prcenchimento de vagas
na< diversas repartiyOes.
E' possivel que essa idea aqui prevaleese.
Mas como boje) se trata de urna disposicao or-
camentaria esa que n* precisamos de economas,
urna vas qde a despeas oreada nao pode corres-
ponder i realiaada, em viaU da baixa operada no
mercado doa gesteros de maior exportacao. ..
O 8r. Goacalvea Perreira Nio s por iss >,
porajaw a despezaa aao muito elevadae.
O Sr. Prxedes Pitaaga ... o, anda mais,
eain diz o iiobrj depurado, porque as despezas
foram mito elevadas, se vier a pasear a idf* da
redcelo do imposto, na ficaremw outra vex na
difficuldade de concluir o exercicio aem um novo
empreatimo.
O Sr. Gouvalves Ferreira A redcelo do im-
posto urna aspiracao, mas parecc-me inoppjr-
tuna.
O *r. Prxedes Piting Eu, portanto nao de-
tejando p -rturbar a marcha das diversas repar -
ticoet, porque eou naturalmente opposto sup-
prestito de mares ou a accrecitno de receita?
custa de ordenados, mando apenas urna pequea
e en la. pedindo ao presidente da provincia que
nao preencha os lugires as diversas repartieres,
urna vez que nao seja de grande differenes, po-
dondo, porm, promover dentro da mesma repar-*
ticao, afim de que fiquein vagos os lugares infe-
riores. Mando Como urna emenda a diaposicoes
geraes.
O Sr. Gomes Prente E porque nao t/p tam-
bem ms suparioret ?
U Sr. Praxedet Pitanga Como V. Exc. saba,
o mechanisino da rnpari(ao tem urna certa cadeia
desde o Io grao at o ultimo. Ordinariamente o
1* grao o menos importante e de inenoa torca
para o andamento do meaui > mecbanismo ; sao or-
dinariamente ou os pratcautea, ou os terceiroa ca-
cripturarios, sSo aquelles que se ocoupum ou de
tirar copias ou de pasear limpo oriieios, o que,
parece, pode ser preenchido peln segundos es-
cripturarics sem quebra de ana dgnid t le, detd-i
que n exercci > dentro da repartilo nao pode me-
oaprezar a poaico di individuo, porque acumula
servc> de um sea co ipanhsiro.
Assim, a emenda permuto que o presidente d<
proviaeia faca dentro das raas da mesma repar
(ieii i a prorooclo p)r acceaao, deixaudo Vago o
lugar inferior, para que desta maneira nao se per-
turbo o bom andamento da aervico publici. No
eutanto, isti urna aspiracao que pide leixar de
ser aoeita, se a illustre m lioria entender q 10 Vou
de encontr a prov d* confianca que deve fece-
ber o admiuistrador da provincia de seua amigos
que representan) aua poltica.
Como esta sao ou'r.is diaposico-a qne sao ordi
nanamente impostas conforme a o :oasao e o mo-
vnnento mercantil. Urna casa que at.'Ut.io tyrava
com um fundo capital como 50 sujeitou se urna
taxa de expoita?ao certa, porque o lucro calcula-
ve! da va pan isto.
E-ta Assembla informada pela junta mercantil
p ir dadoa da repartilo de arrecadaco de que o
jogo coinmerciai poda supportar urna impoaiclo.
estabelcceu-a.
No entanto qne hoje. que incont"stavelmeiite
a marcha mercantil ui, nao e pela falta de ca-
pitaes para permittir que aquelles que ao oceupam
do grosao commercio p >asam ter at em corto tem-
po parausa las as traiisaccoes que fornecem os
tundes com que se satisfaxem : esa-s pedidos,
como porque, eou>o sabemos, ha deficiencia de
meiot de transporte par o Rio du Prata, o pro-
ducto da noasa primeira industria, o que tem tra
zido o accrescimo dos fretes para transporte de
merca lonas, fr-te que tio exaggerado que nlo
permitte que a impoaiclo aeia a mesma no sogun-
do semestre que se est arrecalando.
Portanto, se nos estudarmos artigo por artig)
esaas imposicoes, veremos que ellas ae toinam om
ponco exagg -rada, e talvi-z mesmo venham per-
turbar a marcha da arrecadaclo.
Aseira, pens que o orcamento nao pode ser dis-
cutido sub a capa do projecto n. 103 e quo deve
aeompanhar, como da nossa legislarlo, artigo por
artigo, a lei n. 1,860.
Feilaa estas cousideraces, talvez teuh* de vol -
tar tribuna sobre a inesma materia, eonforme
a reaoluclo da mesa, e contormo o que venhaui
dizer oa Ilustres der.otados que tomarem a pila-
vra no presente debate.
Vem mesa, lid i. apiiada e eatraem discas-
sSo seguiste emenda :
N. 1. O presidente da provincia precncher
os lugares que vagarem as reparticoes provin-
ciaes, at o numero de 2 em cada urna, podendo
dar uccesso para ficnr va .o o lugar inferior.Dr.
Pltauga.
Em seguida vem mesa a seguinte emenda :
Seja substituido o quadro da'divida passiva
do exercicio de 85 a 86 polo de 86 a 87. r. Pi
tanga.
O Sr. Ptenslente declara que nao pode
aceitar o requcriine.ro como emenda.
O Sr. Prxedes PitongaNeate easo peco a V.
Exc. que me remetta o requerimento para dar-lbe
a foitba de emenda.
O Sr. Presidente declara que ainda nao pode
acortar a emenda do nobre (reputado, porque ella
taz parte da lei nao saneciooadaque nlo se acha
em discuselo e que deve seguir os termos indica-
dos pelo regiment.
**r. Perreira -Jacobina (pela ordem)
Desejo saber, Sr. presidente, o que se discute :
se s este prijeuto simples, nos termos em que
est, ou se o orcamento que est vigorando por
acto da administradlo.
O Sr. PresidenteE' o projecto nos termos sim-
ples.
O Sr. Ferreira JacobinaAssim urna mo^ao
de 14 deputadus que querem impedir oa outroa de
disentir a materia do projecto que est em dia-
eu-.-a .
V Exc, .-"r. presidete, ha de permittir que eu
fio. a seguinte pergunta : ee este projecto aim
p!ea que est em discussao, em que occasilo po
duremos na apreeentar emendas r
Eu porm pec,a liceuca para fazer notar ao no-
bre preetdeute, qne o que se eet discitiudo, nlo
pode deixar de ser a continuadlo da lei do orca-
mento, sob n. 1860, porque iaso que determina
a reaolucao que est ua mesa o acto da d niuia
trelo. Se assim nao o que estamos na fazen-
do aqui ?
U n Sr. DeputadoVamos discutir a proroga-
tiva do orcamento
O Sr. Kerre i a Jacobina Logo Sre., nao se
pode deixar de recouhecer que o que est em dis-
cuselo a materia do orcatneuto, a lei n. 1,860
que nos podemos modifical-a, desde o 1 artigo.
Assim desde que V. Exc. entende qua isto o que
se diecute, na nao podemos deixar de collocar a
diacus-ao no oeu verdadeiro terreno, enviando
musa emendas, pirque do contrario seria uiia
cousa incomprehensivel.
O Sr. f residenteO que est em dieonseao o
pr jecto n. 103.
O Sr. Ferreira JacobinaO que est em dis-
cussao a le do orcamento, isto a le n 1,860.
O Sr. Oouy-ilves Ferreira E V. Exc. pode man-
dar emendas alteraudo a lei.
O Sr. Ferreira Jacobina Su desejo que V.
Exc. me diga se por exemplo : o artigo 9 daslej
n. 1,660 pode continuar como est.
O -r. Goncalves FerreiraV. Exc. sabe perfei-
tantente que o que vigora aquilio qu nao per-
deu razio de ser. j
O Sr. Ferreira JacobinaMas iato o que ed
quero saber.
O Sr. Goncalves FerreiraIsto est entendido.
O Sr. Ferreira JacobiaaNlo est tal enten-
d lo.
O Sr. Rosa e SilvaDesde que V. Exc. tem o
di'eito de mandar emendas supprimindo o que lor
deanecessario, leaappar co toda a questo.
O Sr. Ferreira Jacobina0 nobree deputadoa
tennam a bondade de ouvir-me primeiramente.
Eia aqui, Sr. presidente, urna disposicao, cuja
permanencia eu nlo poseo cemprehender. Assim
por exemplo, tumos a disposicao do artigo 10 que
determina o eguinte (l) :
Aa Hitficuldades de Vv. Efes. esto em se terem
affastadu da lei.
Temos ainda nos o artigo 11 e o artgi 12.
Pergunto eu : estas diepoBices estao ou nao
em vigor ? Que esto em vigor, par mim fora
de toda a duvda.
Oa artigos 11 e 12 dizem o seguinte (l) :
O Sr. Rja e SilvaMas V. Exc. pode mandar
emendas supprimindo aquilio que fr desnecea-
rio.
O Sr. Ferreira JacobinaE' isto o quo eu que-
ro saber.
Ora, se eu posso propr a suppressao d'esta me-
dida que ao acba aqui na lei, eegue-sc quo aa po
eo discutil-a tambem.
Se eu poseo alterar oe artigos de que ee trata
por in-io de emeudae, cabe-me o direito de collo-
car a discussao em seu verdadeiro terreno.
Portento, senbores, o que eu desejo qurt a me-
sa firme bem o precedente, fixe bem o ponto, isto
, diga : na podemos discutir desde o art. Io at
o ultimo, propondo as alteracoes que julgarmos
conveniente.
S isto o que a mesa resolve eu sento-me, es-
perando que a discussao aeja a mais completa pos-
sivel.
O Sr. Bota e Uva (Nao devolveu eeu
discurso).
*r. Cota Bitoelro (pela ordem)Sr.
presidente, quando ha pouec- ped a palavra aobre
a 2a dlacusslo do projecto, ea tioha intencolo de
prodaatr cousideracea, que ewtava bem loaga de
suppr, toaseiu to ilepreeea Juetificaiae pelo ioci-
denta qa nos est oecupand i a attenCai.
Eu tinha de dizer aoe collegas da maioria que
pasar do desejo que nutrem de apressar esta dia-
cuealo, nlo levaeeem a mal, eme en insistiese um
part-s das coasideracoes que fiz na 1* discussao,
porque, Sr. presidente desdo que ae trata de um
principio, da urna loutrina, emendo que so deve
ae.r intr*usigute na discusso.
Tom-se dito que na poltica, o interesa'- o luc-
tador mais vleme, o trabalhador feroz, inexnravel
enteudo, porm, que polo projecto, pelas idxt,
que dovemoa luetar eempre com grande insisten-
cia. A marcha qa a honrada maioria tem dado
ao conflicto auscilado entre eat.. assembla e a I-
ministraclo da provincia o ailbmettido ao noaso
conhecim-mto,. desde <|ue offioialmente nos foi re-
mettido o projecto de oresmento, nlo a marcha
maia conveniente, nem aquella que est prescrip-
ta ni regimeaHo h actoaidiciooal. E pir por nos
havermoa apirUOy das rogria que lei tem esta-
be'ecido, que appirece esta quntio de ordem, a
difficuldade a repe:to da qual se teem pronuncia-
do os nobree deputados que me prc-ederam na
tribuna. O que diz o regiment? Que toi i a
vea que o presidente uilo suiecionar nm profocto
quo lile fr remettido d'eata casa, dan 11 aa razoes
iv nao sanelo, elle ser lido e Hornear ae-ha urna
eommisalo especial que tome conheci.neuto da
materia e que delibere a resuelto d'eflr. ,\ nsavn-
bla pode guar'dar o pr .jecto, mas desde que eda
quizer tratar da materia, nio o pido facr sent
pelos ineiosque esta no regiment e no
dicional.
O Sr. Birros Barreto JniorNio ha nada no
acto adlieional que prohib apresontar-se pr-jec
to, sobre assumpto de umprojeero nlo san -ci nudo.
O Sr Costa KibciroV. Exc. est SOtsVo m
desaccordo com os seus collegaa ; a meaa acab
le rejeitar urna ewn la pelo in.tivo de q io ma-
teria do pfOJsMO nlo eaucci ma 11 : uutraitanfo que
V. Exc. suat-nta que no regnnoor ; ua i lu dipi
sic'o que prohib reproiur materia c projeeto
ule a incciona io antea do il-icidir n u sobre a sur-
te d'eate.
Portanto, d'sde que a disposicao ilo acto al ii-
cio'ial esta, ulo podemos tomar ontro cainiuho :
considerar aa rszea que deu S. Ere e ae nlo p>-
deaeemos ehogar a um accordo sobre esaas rszO-s.
tomaramos entilo urna ou'ra deliberacio onal |
apreaentando eate projecto en discusali, anauu-
Claudo um novo ore un uto; mas o que a assern
bia nio polo fazer, o quo est faseudo. (Apar-
tes).
U< mnrehenioque nos ficamos r.-lhidos em nosaa
liberdade de discutir a propr emendas, pulo (veto
de nio ser submettido diecuasio art:go p ir li-
tigo, a lei u. 1860 que sa manda prorugar ; n'ostc
ponto eatou de aceordo com a meaa; mas oque
nao comprehendoe a delibs.raijio que a meaa aca-
ba d- tomar e que f.d sustentada pelo nobre e il
lustrad i Sr. Io secretario.
Diz S. Exc. emenda offsreeida pelo meu nobr.; collega, depu-
tado peh> 9 districto, porque ella dape sobre
materia comida no projecto nio aanccionado, da
qual nlo se pode tratar aenio soguindo-se os tra-
mites marcadoe no regiment, sendo previamente
eatudada por urna commiasii especial.
Desde, porm, que a mesa de que S. Exc. fas
parta e nobre maioria nao quiz-re.n seguir esse
camnih i, comprehende-se que nlo admitnr esaa
emenda, assim como outras muitaa que aualquer
de nos pode enviar mesa, coartar a noaaa ini-
ciativa de deputados. Isto cliro, iato evi-
dente.
Nao ha no projeeto nao sanecionado ideas que
foram approvadaa pelo 1" vice-presidente da pro-
vincia, que nlo Ihe merecerain reparo algum ?
Qualquer dos nobree deputados, mesmo da maio-
iia, nlo est em eeu direito, propoudo coma add-
tivo a eata prorogativa qualqier deasas medidas
do pr ject) ulo saaccionado V
Nio posso, pois, concordar com esa d-liberaijao
da mesa, por maiores que eejam o reepcito e con
sideracio que eu vote ao Sr. presidente e aos Srs.
Secretarios.
O Sr Rosa o Silva \ deiiberaclo da mesa
conaequente com o regiment, que estabelece urna
'que um homem que se acha as
.^...yo o jjue catou, insista em brigar, em
fater raiva e birra aoa outros, e por seu turno eu
raivicer a si proprio.
Quero en lar muito b'in com I) us o cam a hu-
man id ade.
O Sr. Gaspar de DrummondEolio principie a
fazer logo o rame de conscincia.
O Sr. Jos MaraJa est feito.
Nio quero aperrear-mu, ter raiva, porque V.
Exc. aabe qua isso um peccado, a reunido aos
outros que jt tenho em grande quantidede, chega-
r a urna somma tal que impedir S. Pedro de
abrir me aa p-i-'aa do co. Est dito, nlo quero
aperrear-me nem tamb -ic aperrear o tambem os
meus adversarios ; quero andar em b i pax com
os meus correligionarios e com oe meus adversa-
i ios.
N4o" estou, pois, longe de concordar com a mesa,
de acceitar o aeu alvitro; nao ae acceitaoi emen-
das a> projecto r.n discuasi, relativas a assump-
to de que cogita a resoluc/io ulo saneciouadas.
Eatou de pleno accordo.
Creio que nlo ha razio, portan'o, para V. Exc
iiicommodar-sc, nem eu incommodar-me. Cegou
afina! a QtCaeao de poder estar de pleno accordo
>:n a mesa. Acao que V. Exc. e os ineua compa-
ubeiros teem tola a razio.
Maa V. Exc. concordar que h i na lei nio
saucciouada, a par de multa cousa ruin, que m i-
tivoii nlo snniciio, muifa cousa bt. Aquilio
maja eapecij de mesa de jantar : ha a Bpa de ma
carrio do quo inulta gente nio goata, maa ha a
uungica quo quasi tedos apreciam (nao) ; ha a
baba de moca, que, V. Exc. sabe, u:n prato que
ninguem repugna, par do mungut que ha inul-
tos individuos que nlo suoportam .
Ni > parece curial que eatejamos impelid is de
acceitar o que ha de bom, o que ha de gradavel
0 paladar naquelle projecto. somsnte por urna
birra da cpmmissio de leia na> sanecionadas.
V. Exc. comprebende qu a primeira obrigac;!)
le.-'a Assembli, des le que foi convoeada expres-
aainente para tratir da lei de oreamento, era aa-
ber se o presidente da provincia tinha addiizido
ou nio razla acueitaveia para negar aaneco ao
projesYto.
E effoctivamcnto a Aase nbla do posso deste
pensam-nto, logo .jus au reuni, rentetten i respe
ctiva eommisalo o projeeto pira quo sata) dsse o
aen r.irooor. Onze longos das ja si > ducorridus,
acto ad-| ja o projecto apreeentado poaterionnente fii ap-
' provado em primeira diecusslo, aeht ae em segun-
da, em veap:ra de a. r rolhado e a conmiaafo nao
accorli, ni) diz se houve motivo plausivel ou se
nio houv-, ee S. Exc- o Sr. preaid-nte bem pro-
co.ieuouni.il procedes, ae a lu nio laoccioaada
atfendia aoa interese-- da provincia, ou se, como
S. E.e. isJe, .-ra lo todo ponto in onvonieiite.
O Sr. Gomes PrenteA coimuissli asta eatu-
dando.
O Sr. Jos AlariaS- a eommisalo t; t estu-
dando esta materia que BTUtO menos moortiute
do qu aquel; de q i.< ae Oglta boje, com)relien le
V. Exc que nio pjinos resolver "ata quo se-
cuidi.-ia, que '(epeil4e anda da eofuaio quo n
co n nisal i o p-nneira.
m commiasio ain 11 est tratando do flab'-r se o
prca i dente bem ou m.l |.ro-el-u. isto se a !-.
vota la n-sf a e i-a, u i aess : OT linai la era uti n %
conveniente, comult-ira #} ni i oa nter-saca da
prjviuei : esta qiestli preiimiii.r ai i la nsVi
foi abaolvid*. Como, p>is, poderemis tu limine.
eou i-enu ir eatil ino^rna lei. se nos qne nao s Mal i-
a nouuniesao o nao temos abrigacio do catudar
esta materia como a commiasio, nio pod-'in >a c i-
nhecer ai; houve ou nao razio da pirtj do presi-
d nlo da provincia ?
V Exo. coniorehendo que a approv-icl- deate
projeeto eoadaeaaacaV da lei devolvida; e, ae
a commiasio que tem cstudacfb durante onz i Ion-
ir fo da verdade; se a commiaaioX ni poude anda
conveiicer-se de que o presidente da provincia
bem proco leu, como que ua poderemo8 affir-
inar que aasioa auccedeu, lato que o presidente
da provincia andou acertadamente quaudo deela-
rou que a lei enviada por esta Asaembla nio
consultara os intereeaes da provincia ?
O *r. Gomes PrenteS'io se aifirmou isao
O Sr. Jos MaraObi Srs. .' l'argunto cu ao
nobr-i deputado : a approvacio do proideto em dia-
ciissl 1 nlo a confirmadlo de que o Sf". presidente
da provincia bem procedeu devolvendo aquella
lei?
O Sr. Gaspar Jo Drummond -Isto rvsu.ta da
nceeaaidade do urna lei de muios.
O Sr. Jos MariaE na chogaremos a esse
resultado mais auer'adamento ainda por urna linha
recta, iato ae a uoinmiasi) em doia ou tres dias,
tempo bastante para dar aeu parecer, declarar se
a lei consulta ou nio consulta os iuteresaes da
provincia. Na primeira hypothesa cumpre appro-
var quanto antea por dois tercoa em lei, aa seguu-
da approvaremoa o projecto m dscussii.
Pergunfc ao nobre deputado p-do 13 districto :
quando estiver em 3"" discussio o projecto n. 103,
se a com nisal i de leia nio aauccionadas der o seu
eu nao
tem
S--a isso nio pode haver paz e concordia.
Oa nobres deputados podem conseguir a appro-
vacio do projeeto, mas devem contar com todos
os obstculos da minha parte.
Eu individualmente eaforcar-me-hei para irape
dir sua passagem, nlo porque eutenda que Ave o
presidente gorernar sem orcamento ; nio porque
Ihe qneira negar oa meios de governo, mas porque
oa nobres deputados ni. si) sinceros, porque os
nobr.-s deputados querem arrancar a approvacio
deste projeeto om rnanhas ene-iberias
goato de ser Iludido. Nio sou menino q
medo do lobi*'hmem.
Vem meaa, lido e poiado o leguinte reque-
rimento :
.. Requeiro o ediamento da discusaio do pro-
jecto n. 103, por 4 diaa, em qaanto a commiasio
de leu nio eauc.ionadaa d parecer sobre a le de
orcamento provinci.l devolvida pelo preaidente
da provincia. loa Maria
Indo proceder se votaeio verificou-se nlo ha-
ver numero.
E' aliada a Ia diaeossao dj projecto n. Hi deate'
auno.
Em seguida o Sr. presidente levanta a taMia
designan 11 a tegaiate ordem do da : continuaco
da autecedt.i'e.
JbvISTA DIARIA
TaeNoitraria dan I,oterln da Pro-
wlncla -Por acto da presiddncla d.i provincia,
de TJ ilo corrate, f exonerado o tenente coronel
Augusto Octavian, do Sonsa do cargo de tbesou-
reiro das loteras deXPi'ruainhuco, e nomeado para
eubstituil-o o Commjodad.ir Jos Candido de Mo-
raes.
Uloridade policial Por portara de
22 do coriento e prooosta do Dr. chefe.de polica,
le -J| foi Horneado subdelegado de districto de S.
i.'iiaoo da Raposa, tero.0 de aroarn, o c:
Justini Jo' ,1c Noguoira Mello.
_ HiNa do .\'alal -Hoje, haver miasis do
Natal, meia noite, as seguintes grojas e ca-
pellaa :
Parechia da S. Fra Pedro G-ncalvea do Recite
Pillar, Madre do Dens e matriz do Carpa Santo.
raroehia do Santo AntonioOrdena toreciraa
de S. Praacoiaea e do Carmo, Espirito Santo, Pa-
raso, RBario, Cirmo. Peuha, S. Pedro, Livramen-
to, ionice i;l> da Militares e Matriz.
Parochia de S. .lo.'Martyrios. Ten;o. S. Joj
de Riba Mar. Sarita Rita de Cassia e matriz.
Panchia da Boa-Viala S. Goncalo, Rosario
Santal Oro*, rloladadV, Palacio Episcopal a matriz.
Pnroehia da GracaMatriz.
Parocblade Afolados -Matriz.
Par cha do Pee >Notaa Senhora da Saude do
Pi; i. Apipucos e matriz do Monteiro.
Parochi i da VarzeaCapella do Caxang e
taatriz.
Purucliia da S de OlindaAmparo, S Sobas-
liii, Guadelupo, S. Peoro Martyr, B im-Fim, ca-
pe'l d- No-sa Senbora das Nreetidatdotda Duar-
i C>eho. S. Benedicto de Beberibe e na S Ca-
rli -dr il miaga pontifical.
Itiixeai de ip.a da Poro Effeetoou-ae
llio-ein na pirocliii lo 1* n;, di Panella a eleieSo
p ira jilizoa de psz. sondo este o resulta lo :
I.- MlOlill I i rioeieo XatO.
forma diflerente para a votaeio daa reaoiucoes nio parecer, porque alia ha de dar uecessariainente...
aauccionadas.
O Sr. Coeta RibeiroEsta qu-stlo de ordera re
fere-se a um ponto do qul u teria de occopar-me
na discussao do projecto. Eu nio pretenda ana-
lyear o projecto nem propor-lhe emendas; eu tra-
tara de urna outra idea, que me parece deer ser
consignada em auditivo, e dira aoa uobrea depu-
tados da maioria que, approvado como est, o pro-
jecto n.ii salisfaz o aervico da provincia.
E' verdade que ha urna escola poltica que nio
se importa com a lei; desde qua se acha ae puaae
do poder, governa como Ihe parece. Mas, se os
nobres depotadoa entenaem aue se deve governar
com a le nn mi, constitucioualmeiite, bao de ro-
eonhec-T que o projecto, sahindo lesta casa tal
como est Cuncluido, nio satisfar o acr.vico da pro-
vincia.
Como ia dizendo, eu pretenda firmar um ponto,
questio ae ordem vem inesperadamente para mim
esclarecer, iato que a mesa tem o dever de pro-
mover a nomeaclo de urna eommisalo especial para
dar parecer sobre o projecto nao sanecionado.
O Sr. Barroa Brrelo Juuior Foi justamente o
que ae fez ; consta da acta approvada por V Exc
A eommisalo est nomeada ha muito tempo, e,
como- V. Exc. sabe, as commissoes desta casa ser
vem durante todo o anno.
O Sr. Jos MariaEu mandei agora um reque-
rimento pedindo para fter adiada a discussao at
que essa commiasio d o seu parecer.
O Sr. Costa RibeiroVanha o parecer ; repu-
diemos o projecto, e entao tratemos desta prorogi-
tiva. Em todo caso, com o que ujio posso concor-
dar, e por isso levan'ei-rae, com a deliberadla
da mesade que toda a idea que for apreseatada
como additivo a este projecto e que bouver aido
lueluda na re&oluco nio seocaionada, nlo ser
aceita puia mosa. Porque ? Porque urna id
um vez repellida pelo poder que saneciona s
pode ser adoptada pelos dous te/cos da Assein
bla ? Maa como sajba desda j a meea que a
emeuda apresentadu nio obter essa votaeio ?
O Sr. Ferreira JacobinaEntretauto admitte
votaeio sobre materia contida ua lei n. 1860, qu
eet expresepmente repellida na reeoluclo nao
saucciouada. Vs. Exea, expliquem isto< (aparte-)
O Sr. PreaidenteAttenclo Quem tem a pa -
lavr o Sr. Costa Ribeiro.
O Sr. Costa RibeiroSr. presidente, eram estas
aa ideas que eu tinha de externar sobro a questio
du ordem; mas nio deixarei a triouua sem fazer
ainda um observadlo
Quuudo fallid da primeira vez dcclare que ae
me viese obrigado a adoptar eate projecto, ou a
deixar a administrado sem ornamento, no, liberal,
nao podia coacorrer para que o presidente da pro-
vincia contiuuasse cobraudo impostes sem a isso
asbar-se autorisado por urna lei; e desde que n
nobre maioria nos apuros em que se acha recorre
a urna lei que os meus amigos fizeram aqui em 85,
nio devia a-.-r eu o prime ir j a repudiar ussa lei.
Mas preciso ulo esquecer o que eu entao ditse
na primeira parte daa considerares que z e pe-
co-o especialmente a nobre Sr. 1* aecretaru, que
ha pouco se referi a mim.
Eu diese ao comecar aquellas consideracea que
o camioho que seguamos nao era o melhor. .. era
mesmo il! 'gal...
O Sr. Rosa e SilvaE at certo ponto estamoe
de accordo; maa V Exc. ha de reconhecer a ne
cessidade de sahirmoa desea situacao.
O Sr. Coeta liib iroDeixei bem claro que a
marcha a seguir ulo era eeas. ; clamei, protestei,
mas, desde que os uobrea deputados insisten), sus,
exclusivamente sna, ser a responsabilidad; o
que nio desejo que o governo da provincia fique
sem orcamento ou cousa que o substitua, podendo
attribuir-e esse facto conta do partido a que
per tem; o,
O Sr. lote Maria (pela ordeai)Nio estou
longe, Sr. presidente, de concordar com a meea.
A apparicio do cholera entre nos, coacorre *>om
duviaa para fazr em nos certas modifioacoes.
Fallando com franqueza, considero me um ho-
mem morto, e V. Exc. comprebende que nao e
O Sr. Prxedes PitaagaElla deve dar neees-
sariamonto.
O Sr. Jos Maria.. deve dar necessana-
meute...
O Sr. Prxedes Pitanga Maa nio dar.
O Sr J 1*6 Mario... e der easo parecer e
concluir pi-!*appravae_ioda lei devolvida, por enten-
der que ella, au contrario do qu* disae o presi lente,
couaulta os ulereases da provincia, iiial o procc-
dlmeutn que devoraos ter ?
O Sr. ti aspar de DrummondSupponh i V. Exc.
que nio teuharajs dola tergoa, nem para um nem
para outro caso.
O Sr. Jos ManaV. Exc. responda primeira-
mente : supponha que a eommisalo d esse parecer
e quo a lei pasa pelos dois tere 13 : n.Io perdemos
na o noaso survico. Supponha V. Exc. que a
commiasio d o parecer e que ulo tetaos dois ter
503 ; lolitur questio : ulo ser approvada a lei e
teremos de discutir esta. Mas em todo caso, a
ques'io preliminar deve ser desde logo resolvida.
Agora, ae a commiasio desles nio saneciouadas
viesse com toda franqueza diz.-r noa :estamos
liap latoa a nao dar parecer, da conveniencia do
noaso partido que csae documento nio appareca ;
maa temos neu-ssidade quanto antes de dotar
provincia com urna lei de meioea causa seria
outra : nos, os membros da minora, liberal, nio
teamos dnvid* em approvar esta projecto, apre-
sentando certas emeudas. Mas comprebende o
nobre deputado que uo estado em que pairara as
cousas, sem que traamos os comproinissos con -
trahidos com aquelles que noa mandaram para
aqui, nao pedemos deixar de protelar o maia pos-
evel a diecuasi 1 deste projecto, porque a poaic/io
aeenmida pela illustre maioria, que deve ser soli-
daria com a eommisalo de lea nio sanecionadaa,
importa urna engasopadella para na e nos nio noa
de vemos deixar enga sopar por gessa forma. Sejam
francos, sejam sinceros, jacta est alea : com toda
franquea digam : nio queremos dar esae parecer,
entendemos que elle nio deve vir tona, iaso da
conveniencia do noaso partido. Mas nao suppo-
nhaui que somos enancas, meninos, que nao pen-
samos e redolimos sobre esse caso. Vv. Exea nio
tem o direito de exigir de ua que deixemos p.saar
este projecto, com a facilidade com que querem,
procurando entretanto illudir-noa como ae tosemos
una enanclas, como una beocios.
O Sr. Goncalves Ferreira A approvacio do
projecto por si s um meio de solver a ques-
tl..
O Sr. .'os MariaSun : mas depis do parecer
da commiasio. Eu estou demonstrando a V. Exc.
quo a eommisalo nlo pode sabir d'eate torniquete:
011 dar o parecer ou declarar quo nao o d por
aquellas razoes.
Seu muito cordato : se us nobres deputados dis
sessem : mas estamos nesta difficuldade : para dar
parecer desfavoravel ao projecto, seremos desagra-
daveis no presidente da provincia pira dar pare-
cer tavoravel seremos considerados sabujos, c-u
saa ruina, se os nobr 3 deputados nio diesceaem
isto, fossein francos comuosco, nos nio feriamos
diivida em ser tamb m generosos, mas- pretende-
rera fazer a cousa por esta forma, para depois ri-
rem-se nossa cuata, que nio !
liio de consegu!-o, porque diepoem de maio-
ria, mas bao de conseguil-o com urna certa diffi-
culdade.
Em quanto en cstiver presente, em quanto o
choiera nlo ebegar, cu aqui eatarei batendo sem-
pre no mesmo bordio, porque a cousa que cu mais
receio que se riain a rainh custa.
V V. Exc, Sr. preaidente, qne ha um meio f-
cil de se entrar em accordo com a mesa.
E' a mesa ou aceitar as emendas que nao pode
deixar de aceitar, apreseu'adas este projecto,
referentes a materia importante, de que cogita a
lei nio saneconada ou entao fazer com que a
commiasio, como de seu dever, aprsente aeu
parecer, porque sendo tavoravel le epaaiando
por dous tercos, ficar ella em vigor e no caso
contrario nos podemos tratar do projecto ora em
discussao.
2 o -\na>ticio Cahrl.
''.:' (Jiyesea do Amida Cunara.
4." Malhue Muoii Tararea.
Supplentes
.'ii Baptiata P.T-in Lobo.
Pi.iueisc Floro Leal.
Lu'z A. I Mavignier.
J 1 Silva Nevos.
PrRMiillo de Fernando Chegou hou
tem tardo do presidio de Fernando de Nftronha
o vspor Hiqii da Companhia PernimSncans.
O presidio, sabida do vapor, As 2 horas da
tarde de 21 d > errente, ficoa "m paz, posto "U-
ainda rinasae pnico, era conaeqiieucia doa ncon-
teciaontee que all ee der.im.
>m io de guerraChegon hontem do sul
a corveta Imperial Marinheiro, que segu para
Fernando de Noronha, 011 i val estacionar.
E' do enramando do caoi'iorteaente Jos Vctor
Dealmare. e tem 140 pracas de guanicio.
A voz do ctirtstloRecebemos o n. 12,
de Dezeinbro crreme, d-sta revista mensal, pu-
blicada,'no Porto.
Com esae uuuero completa-se o 3 volume da
revista.
taanlnalo No da 19 do corren te, s'li
horas da manhi n ni padaria da viuva Antones,
em Pao d'Alho, Msiiiel Jos do Naacinento, co-
nhecido por Manoel David, deu urna f.cadti em
Cisme Oamilo dos Santos, que falleceu poucos
momentos depois.
O criminoso foi prsso, abrindo a respectiva au-
toridade policial o inquerito.
Tiro No engeoho B-lla-Roaa do termo de
Palmares e no dia 21 do correte, Sehistiii Ac-
cioly Pereira Baetos feria com um tira da piatola
a Joan Affouso Ferreira.
O criminoso evadise.
afetela** do Bello SexoE' com este
titul 1 qee uceaba de publicar urna bnni'a polka
para piano o Sr. _Louronco Tbomaz da Silva, e que
veiq a tempo, servindo de presente do testas s
pianistas.
Acha-se venda esta nova msica em a Livra-
ria Franceza, ra do Crespo n. 9.
Agradecemos ao autora offerta que nos fez de um
exeraplar.
thuxo latoloravel Reeebemoa hontem a
seguinte coramuiiicacl 1 :
Illms. Srs. rciaetorea do Diario.Pedimos a
Vvs. Ss. para que faeam inserir na Revista de
sua conceituada folha o seguinte :
Habitara rua do Jaamim, 1- dis'neto da
fr -guezia da Bis-Vista, do lado dos nmeros im-
pares, uraaa muiheres que tezem toi) o despojo
de materias fcaos na pirta da rua, assim for-
mando um foco de miasmas. Neate lamaral vi-
vem diariariamento 03 porcos a ehafurdar e dalli
sahe um ftido horrivel, privando assim as firai-
li 13 de chegarem s janedas das suas casas.
Pe,dimos avi lamente, Srs. reda?t ires, que
ch.amem a attenclo do agente manicipil pira este
abuso.
Tragedia* do Becif*-D8trboio-se hon-
tem a forma '15 deste romance do Sr. Dr. A. M.
Carnoir 1 Vi hela.
IHrectoria das oora de conaerr*-
co dos portenBoletim meteorolgico d
di* 22 de Dezembro de 1886 :
Horas
6
9
ta
s
i
t.
52
~ o -o
26"-
29 O
299
29^-2
27S
Barmetro a T.nso do vapor
O
779">59 18.73
?oOatM 20.08
7tti>26 19.62
78-n76 18.94
759H2 18.11
o
O
a
a
73
67
63
63
66
Temperatura mxima30,5.
Dita miuima25".3.
Evaporacio em 24 horas ao sol : 7m,8 ; som-
bra: 4, 7.
Chuvanulla.
Direcglo do vento : ESE de meia noite at 2
horas e 10 minutos da tarde ; (com inter'upcio de
SE durante 30minutos) ; SE at meia noite.
Veljidade media do vento : 211,81 por segundo.
Nebulosidade media : .J. ,
ExameN primarloNo din t da corrate
sob a presidencia do respective delegado Ilitera-
rio, major Araonio Cordeiro Ribeuo Campos, effe-
ctuaram-se os exames dos alumnos da escola pu-
blica do sexo masculino do povoado de Lagoa doa
Gatos, regida pelo protessor Manoel Edmundo de
Albuquerque Santos.
Serviram da examina/lores o peofesaor Manoel
Benigno da Silva c o professnr da cadeira.
Depois das provas escripias e oraes produzidas
peloa examiuaudoa, passnn a commissioo a fazer
a apuraco doa votos obtidoa, de acord com o
novo regiment das escolas cujo resultado foi o
seguinte :
1. grao
Pedro Joa da Silva Lyra, muito adiantade.
Alfredo da Silva Vieira, dem.
Antonio Fra iciaco. da Silva Vuira Filho, adian-
tado.
Alexandre de Alguino Larangeira, dem.
2." grj
Pedro Jos da Silva, Lyra, muito adiantado.
Findo o aoto, e depois de servido um jantar, foi
a commiasio acompanbada de pessoaa gradas ao
lugar, e de urna bem arranjada orchestra, levar oa
examinandos suas casas, onde uear.im da pala-
nra diversas pesaoas.
Kaxareth Esc-everam-nos dessa cidade
em data de 21 :
Conformo noticiei-lhe em minha ultima toi

i
I


u
1
lUBJWEl 1
t



4
Diario'de PernambacoScxta-tcira -4 de Dczcmbro.de-1886
3

>

I
installada uo din 9, a quarta e ultima sesso do
lury deBta comarca, pato Dr, juiz de direito Car-
los Vas, sendo mate da submettido a juicamente,
presidido pelo Dr. Cabral de Mello juiz munici-
pal, o reo Jos Basilio (le Knnt'Aona por haver
tido proviuieuto i: apellaca interposta do juiga-
nento absolutorio anterior. Foi cuudeuioado a
pena de 7 anuos le priso, grao minino do art.
193do cod. criminal.
No din 10, soba presidencia do Sr. Dr. juiz
de direito, foi jaldado o reo Alejandre Jos G- w
da Silva, prouuuciado no art. 103, seudo absol-
vido. <> presidente do tribunal appellou d'eesa
deeuo.
as diis 11 e 12 nao houve sesaiu, por falta
do numero legal dos Srs. jurados.
Na i 11, coinpareceu barra do tribunal o
reo Manoel Francisco do Naacnnenlo, accusado
por crirae de furto de ca valles. Fui coodeinuado
a pena do grao uvdm do art. 257 do cdigo cri-
minal.
No dia 14 o reo Jos Joaquim de Sant'Auu i
pronunciado uo art. 205, Foi eondeaoado pena
do grao medio do art. 201 do eod. criminal.
No dia 1-: o reo Manuel francisco dos San-
tos, coudenauado a pena do grao mximo do are.
257.
No dia 16 finalmente os reo Bernardno de
Arruda faina r-'ilho, Antonio Jos Soares c Jos
Joaquim de Arruda .incursos no art. 193. Os
dous primeiros foraui coudemnados a peua de 11
annoa de pias o simples, grao medio do indicado
artigo.
m No dia 13 li uve-sesear) da Cunara Munici-
pal pura tratar do saneamento da cidado e foi no-
meada nina coraraissuo coinposta das seguiutes ci-
dadoa, Dr. Antonio DuuraJa de AzeveJo, Dr.
Francisco L op ildo de Araujo, Manoel de .Mace-
do, Manuel Jordao Chavos e Jos Joaquim Coeiho
da Stlya.
Foi muito acertada essa delibera cao, pas que.
desde muito couvem remover diversos focos de
miasmas, que auica;am a anude publica.
Alem de alguna pantanos e corrupcao das
aguas do riacho Tracuuheu produzda pela lava-
em de saceos de assucar que fazem os almocre-
ves que conduzem esta mercadoria, ha ainda a
creacao de (orcos, que se incumoem do desenvol-
ver os miai-ui.is.
Felizmente continua naltcravel a segurauca
individual e a or Jetn publica, para o que tem con-
currid grana* mente o zelo e actividade das au
toridsdes p liciaea e judiciarias.
Proseguera os trabr.lbos de prolngameuto do
ramal da estrada de ferro desta cidade 4 Tim-
bauba, e de espetar que brevemente seja inau-
gurada a primi-ira estaco.
Esta empreza ser de grande vantage1" para
a lavourase for reducida a ei/a tarifa, que ainda
tnnito exaggerada, de forma a nao attmhir os
productos da pequeua lavoura do mercado do Re-
cife.
Muito boas festas e me!cores entradas uo au-
no novo o quaiito Ihe desejamos sinceramente.
At outra ves.
Ulnlu-iroO vapor Mandoln levo para
Macei 3:0OU000.
O vanor Monda.hu levou para :
Macei 30:000*0 0
natitulion Iran si*- de Deniol*el-
lexEucerrarain-se no da 4 do corr. ute, neste
collegio, sito no predio n. 50 da ra do Bario de S.
BorjJ. proceaeudo se nesse mesmo da aos exa
me das alucinas das cudeiras de portuguez. fran-
ecz, geographia a arilhmctica, de que forana exa-
mina! :r>s : o Kevin. conego mohsuuKor Joaquim
Arco Veri I Cavalcante de Albuquerque, que pre-
sidio ao acto, o Revin. paire Ljbato, e o professor
do collegio Dr. Frauco do S.
O resultado dos exames foi a seguiote :
1.' cktsse Portuguez : DD. Emygdia Lemos,
Julia Coi, Feliciana Paes Barreto, com dstiuceo.
DD. Lucina Cysoriro de Albuquerque, Alberti-
na Kirchnofer, plenamente.
Fraseas : DO. Emygdia Lemos, Julia Cox, Al-
bertina K'rcliliorl'er, com distraern.
DD. Feliciana Faes Barreto, LucianaCysneiro
de Aibuqueruuc, plenamente. ,
Artliraetica : DD. Emygdia Lemo.i, JnliaCox,
Albertina K'ichofer, com distineco.
DD. Feliciana Paes Brrelo, Lucina Cysneiro
de Albuqatrque, plenamente.
Geographta : DO. Emygdia Lemos, Julia Cox,
i'elciaua .Paes Barreto. i.ueina Cyaneiro de Al-
beanerqne. Albertina Krehbofer. plenamente.
-* cae. Portuguez : D. Thereza Botelho,
-Mana Isabel Guimaraes, Adelaide L?ms, com
jistn.
DD Leopoldina Guimaraes, Amalia Antunes,
i'crtaiiaua Cata, plenamente.
Friiicz : DD. Adelaide Lemos, Amalia Antu-
nes, Tertuliana Coste, plenamente.
Arithn. tira : DI). Adelaide Lemos, Amalia
Antunes, Tertuliano C'Sta, plenamente.
Geographia : DO TlirrsM Boielbo, Mara Isa-
bel Guimaraes, Adelaide Lemos, Leopoldina Gui-
. maraes, Amaia Antunes, Tertuliana Costa, Mara
Candida B-zerra de Mello, plenamente.
Depois dos exames f a en toado em coro, por al-
guinas das alumnae, um hyinno, e logo em segu-
dados ao piano a duas e qtiatro mitos, differentes
trechos de operas escolhidaa.
Teve eutaa lugar u diotribuico dos premios,
que foi confiada ao K;Vm. conego monsei.hor Joa-
quita Arco-Veide Cavaicanti de Albuqierque.
Foram premiadas as alumnas : D. Emygdia
leemos, Julia Cox, Feliciana Paes Brrelo, Lucina
Cysneiro de Albuquerqu', Albertina Kirchhoter,
Adelaide Lemot, Amalia Antunes, Tertuliana
Costa, Leopoldina Guimaraes, Mara Isabel Gui
maraes, Tiiereza Botelho, Mara Candida Hezerra
de Mello, Leopoldina Cysneiro de Alboqu-rque.
Aala primariaDD Clementina Guimaraes, Ce-
cilia Kircbbufer, Amelia Cox, Iamenia Je Albu-
querqae, Plaedia Lemos, Mara Pernambaco,
Noeme Ferrcii, Mara Jos Medeir.., Lauta
Paes Barreto, Laura R HJrigaes, Sarah Cardoso,
Atice Barreto, Clara Morena Alves, Albertina
Cardoso, Francisca Guimaraes. Amelia Baodoux.
Dsenlio: DD. Julia Cox, Emilia Lemos, Al-
bertina Kirchhofer.
Piano : DD. Feliciana Paes Barreto, Lucina
CyaoeirO de Albuquerque Franzisca Guimaraes.
CiementnaGnimariej. Albertina Cardoso, Isme-
nia tle albuquerque, Jovita Cox, Mara Candida
Bezerr de Mello.
Trabah >h de agulha : DD. Julia Cox, Emyg-
dia Lemos, Amalia Antuoea.
Em seguida dUtnauicao dos premios, o Revm.
conego e mouseuhor Arco-Verde, dirigindo s
aiunwas um improviso, estimulou-as ao trabalho,
cugraiulaado-se ao mesmo tempo com a d-rectora
do collegio pelo rebultado obtidu.
O* kanUoi i- mar um molealia
aa mullieren-U sexo femenino com razio
chamado o cello ttxo tambem orgnicamente o
ma s dbil.
O predominio lymphatico-nervoso, commna
infancia de ainbjs oa sexos, prolooga-ee dorante
quiksi toda r vi ia no femeuino.
Durante a inelhor parle da vida, por espaco de
35 a 40 annos exerce-sc em saa economa urna
funcc&o periodico-mensal que quan eempre se
inicia e t'stubelece-se c>ra varias desordena e dee-
pede-se mais ou menos tempestnotamente.
O periodo d fecuudidade acompanbado or-
dinariamente de certos embaraces, do aborto, do
parto e da lactuca) com todas as suas molestias e
ajcidentes perigosoa e por isso que a patbologia
da mulher f.inna um dos inaia longos captulos do
1 vr das doen(< humauat.
Em na historia pathologtca figura, cerno pro-
togonista o uiero ; por causa deste orgao .-esencial
e regulador a mu.her um ente naturalmente en-
, fermj : propte.r utentm mulier tola morbtu ut.
Felizmente para quasi todas as ana molestias
serve d- in fall "el re jedio ou pelo menas dealli-
vio o banho a'agua do mar que a immensa pis-
cina da hnmanidade ioradra.
Em artigas p lateriores demons*raremos com a
ouiniao e experiencia de Ilustres mdicos, qne as
mulheres encontram com aeguranca e certeza nos
banbos de mar remedio ou unitivo principalmente
as molestias seguintes que descrevemoa minucio-
samente : chloroi (ictericia branca ou etnpobre-
ciraento do sanguei ainenorrha (diminnico ou
suppressaj das regras) dimenorrha (menstruacao
ditfieiL menorrhagia (superabundancia de mens-
t.'ja^ao menopauria (n.eustruacio cessante, xdade
critica) leecorrha (rt ires brancas) etUrtlidade,
tumores, poiypos, cancroides e endurecimentos do
eolio do tero e finalmente a hyeteria em suas va-
riadas manif.'s'hcoes.
,el*r Eli-ctuar-se-hio:
- Hoje:
Pelo at/mte Gu&mao, t 11 horas, na ma Tho-
in de Hoaza u. 8, do hotel abi sito.
Pelo agente Pialo, a 11 horas, na ra do
Bruin, no depisito na Fouseca Irmaos s C, de
carvo de pedra.
Seguuda-feira :
Pelo agente Gusmao, sil horas, na ra do
Bario da Victoria u. 25, da pburmacia ahi sita.
Terca-eira :
Peto
> agente Pestaa, as 11 horas, na ra do Vi-1 Dado
gano u. 12, de predios. ta Roma
M.tMta fuaekres. -Serio celebradas:
- aie :
A's 8 oras, em Santa Thereaa, por alma de
Joo Anselmo Marques; s 7 horas, na capilla do
cemterio de Santo Amar ', por alma de Joio An
selmo Marques ; s 8 horas, na matriz da Boa-
Vista, por alma de D. Carolina C. da Gama Libo
Fires Falcaj.
Secuuda-fera :
A's 7 horas, na ordem 3a do Carmo, por alma
de D. Cesara Ribeiro de S Barreto; s 7 horas,
na matriz da Santo Antonio, por alma de Can-
dida Francisca Xavier dos Res; s 9 horas, na
matriz Ue haulo Antonio, por alini de Jos Fer-
nandas dos Santos Bastos; s 7 horas, na matriz
du Palmares e na de S. Jos do Rccij, por alma
de D. Mara Nympha Lins. *
PaaamKetroM Chegadoa do sul no vapor
nacional Aymor:
Alipio Luiz Pereira da Silva, Hermann Peter-
son e Jos Nunes fle Souza.
sabidos para os porros do sul n vapor Man
dah:
D. Mara P. Soarea, Dr. Augusto Leopoldo Ra-
poso da Cmara, 1 criado, Antonio Ferrari, Vi-
cenal Ferrari, Pedro L. da Silveira, Jos da Costa,
Clemente escravo de Antonio Fragoso de Mello e
Manoel Joaquim.
Cbegadas de Fernando de N ironba no vapor
nacional tegui :
Majjr Joa Thom Cvaleaute Pessoa, alferefc
Adolpho Fernandea Monteiro, 14 pracas de linhi,
15 sentenciados, 2 mulheres e 4 filhos.
Casa d> U*"tac4*oMovimouto dos pre-
sos do da 22 de -zeiub.-o :
Existiam presos 350, entr ram 0, sahiram 2.
Existem 353.
Nacionaes 326, mulheres, 7, estrangeiros 9, es-
cravos sentenciados t, processado 1, ditos de cor
reccao 5Total 354.
Arraeoados 331, sendo: bons 318, doentes 13,
To:al 331.
Movimento da enfermara : .
Tiveram alta : ;
Uenrque Graciano de Arauj-.
Vicente Ferreir.t de Araujo Silva.
Lotera lo CesarA 1* parte da 3' lote-
ra desta provincia, cujo premio grande .......
4 >0:000OUO ser extrabida no da 25 de ezem-
bro.
Os bilhetes acham-se venda na Roda da For-
tuna ra Larga do Rosario n. 36.
Lotera de Macelo de lUOtOOOSOOO
A 14* partes da 14 lotera, cojo premio
grande de 200:000*, pelo novo plano, ser ex
trahida impreterivelineute hoje 24 de Dezembro,
s 11 horas da manh.
Bilhetes venda na Casa Feliz da praca da la-
dependencia na. 37 e 39.
Lotera do Ciro-Pa\rstA 8* parte les-
ta loteria ser xtrahida terca-feira, 28 do cor-
reate.
Bilhetes venda na Casa do Ouro, ra do Ba-
ro da Victoria n. 40
i,ot>rii Kxtraordlarla do Ypirau
ira -O 4." e ultimo sorteio das 4. e 5.e series
desta importante loteria, cujo maior premio de
150:000*000, ser extrabida-no da 30 de Dezem-
bro, imptet rivelmente.
Acbam-seexpostos a venda os restos dos tiihe-
^s na Cusa da Fortuna ra Primeiro de Maroc
u. 23.
Tambem acham-se venda na praca da Inde-
dendencia n&. 37 e 39-
l.oK-riit da rdrleA <* parte da 202* lo-
tera da corte, cujo premio grande de l:;K> i
sra xtrahida no da .. de Dezembro.
Os bilhetes acham-se vendana Casa da For-
tuna rita l'rimeiro de Marco n. 23.
Tambem acham-se veuda na pra* da Inde-
pendencia ns. 37 e 39. '
Lotera do RioA 2 parle da loteria
n. 3t, d novo plano, do premio de 100:000*000,
sera xtrahida no da .. de Jexembro.
Os bilhetes acham-se venda na Casa da For-
tuna ra Primeiro de Marco.
Tambem,acham-se venda ua praca.da nae-
pen ieucia os. 37 e 39. ^| ____1/
(irande lotera da prelaciaA 8>
serie desta loteria em beneficio yl ingenuos da
Colonia Isabel, cuja premio grarlWP 240:000*000,
ser xtrahida no dia de Dezembro, > 4 horas
da tarde.
Os bilhetes acham-se venda na Reda da For-
tuna ra Larga do Rosario n. 36.
Maladouro PublicoForam abatidas m.
Satadouro da Cabanga 75 rezes para o consumo
lo da 24 de Dezembro.
Sendo: 56 rezes perteneputaa Oliveira Castro,
& C, e 19 a diversos.
Mercado Municipal de loaeo
movimento deste Mercado uo da 23 do corrente
foi o seruiute :
Entraram :
35 bois pesando 5,749 kilos.
453 kilos de peixe a 20 res
114 cargas de f.triuba a 200 ris
20 ditas de fructas diversas a 300 rs.
3 taboleros a 200 ris
16 Sumos a 200 ris
Foram occuoados :
24 1/2 columnas a 600 ris
22 compartimentos de farinha a
500 ris.
22 ditos de comida a 500 ris
66 ditos de legumes a 400 ris
16 ditos de suino a 700 ris
11 ditos de treasuras a 600 ris
10 talhos a 2*
5 tainos al*
A Olveira Castro & C.:
54 talhos a 1 ris
2 talhos a 50U ris
Oeve ter sido arrecadada neste dia
a quautia de
Kendimento dos das 1 a 22 de De-
zembro
9*060
22*80(1
6*000
600
3*200
14*70b
11*009'
11*000
26*400
11*2 O)
6*600
20*UKi
5*000
54*000
1*00(1
202*560
4:285*460
4:488*020
Dado de barato, mas nao provado, que o teen-
tivessu se exee lido aa linguagem de que
usou ; perguntnino* : que direito tinham as pra-
cas de tomar contra os presos essa vindicta ?
I'ois nao ser isso a inais formal e palpavel eon-
fissao da autora dos tactos delictuosas de Fer-
uando?
E porque os Sra. offieines nao poderam cor.ter
as suas pravas ? Porque consentiram que, dep t
do primeiro assalto, de que foram rjpelhdos, fus-
si m as pracas dar novo assalto aos presos, depois
de arrombarem as portas dm atrecadaedo, pira se
armaren e se munioiarem ?
Tudo isso prova a maior insobordinacao das
pracas, e denuncia que foram ellas os ji incipses
auctores dos fados delictuosos bavidos no presidio
nu da 3 do corrate.
Entretanto, os Sra. offioiaes, dizendo eiim
primos o nosio dever tazeos graves aecusaco's
aduiinistraco do presidio, porque, n'um conflic-
to provocado o manlido p-ilas pracas do destaci-
mento, o pessoal dossa administraco na > arris-
cou sua vida e deixou ellesiniciaosa ardua
tarefa de pacificar aos soldadas e horda de sica
ros.
A rerdade, porin, que sendo elles offieaes
os responsaveis pela disciplina das pracas e pela
mantensa da ordem e aeguranca do preaidio, ela-
bora nesta parte sob a direceo do respectivo di-
rector, elles competa apaeiguarein as pracas re-
volcadas; o que devia ser mieso tanto uiais fcil
quanto dispunham de urna torca numerosa, e,
emo coofessam, o grupo dos rcvoltadoa era do 20
uo mximo.
Onde as provas da fraqueza que deram os ad-
ministradores do presidio?
O director, capilao honorario do,exercto Joa-
quim Agripino Furtado de Mendoncfi, tanto pro
curou mostn.r se na altura da situa/cao d) presi-
dio que por duas vezes escapou de mbrrer s inaos
das pracas revoltadas ; e de certo ter i a sucumbi-
do se as pessoas que o cercavain nao o tivessem
fei'o recolher casa de sua residencia.
O capilao Agripino Mendonca nao homem que
foja das luctas pjito peito ; estove cinco anuos
ua guerra do Paraguay, e a sua f de ollico, que
abaixo. publicamos, e que urna das maia honro-
sas que coufi cemos, atiesta a sua bravura, a sua
indmita coragem, que lho valeu seinpre os majo-
res elogios.
Quem ti/er urna f de officio honrosa hade tl-
o como a do eapitao Agripino : e elle que tomou
parte em innmeros combates na guerra do Para-
guay, sempro se distinguiado, nao mostrara fra-
queza no presidio.
E de facto nao mostrou. Ao contrario esteve
eempre uo sen posto de director ; e nao foi seno
como responsuvel pala direccao do presidio que
expedio a jangada*com o officio que se referem
os siguatanos do artigo que estamos respon-
derlo.
Correndo no presidio atterradores boatos de no-
vos conflictos e d-i aprisiooamento do vapor all
esperado, o director faltara ao sen dever s nao
^rocurasse lora da ilha soscorros que os factos an
'terioree nao autorsavam esperar da propria
-guarnco do presidio.
Entretanto, oe Srs. offieaes do destacamento do
Fernando, fazendo cabcdal disso, censuram-n'o
pelo facto de ter usado do extrata;ema de d zer
que a jangada ia em procura de um naufrago !
Se elle assim no procedesse, talvez que a jan-
gada tosse- impedida de partir pelas pravas revol-
tadas.
E, se depois sobreviesse qualquer nova desgra-
na, driam os Srs. offieaes destacados em Fernan-
do, que o culpado tinh i sido o director pela sua
o previdencia.
0 director do presidio obrou, pois, com criterio
e prudencia expedindo a j -.ligada e procurando
iiaver auxilio para evitar uovos conflictos, e do-
minar os revoltosos.
Creaos ter justificado o director do presidio,
refutando as graves aecusacoes que Ihe foram fei-
tos, e maia de espaco, quando ebegarem outroa es-
clarecimentos, voltaremos impreusa.
Todava, antes de concluir, temos carencia de
dizer qu nos causaram cstrauh-za, que deve ter
igualmente attiugido todos quantos ieram 0 ar-
tigo houtem publicado neste Diario, os seguintes
factos :
1." Appareceresa na .'aprensa offL'iaea do exer-
cito oceupandu-se de aesumptj que interessa
disciplina do mesmo exercito, sem previa autori-
sa^ao do seu superior legitimo, o bngadeiro com-
maudante das armas;
2. Arrogarem-se esses offieaes o direito de
censurar a aduiinistraco do presidio pjr factos
delictuosos encabezados e continuados por pracas
do destacamento do commando dos mesmos offi-
eaes ;
3." Finalmente, virem elles declarar que com-
jriram o stu de^r, e apresentar defeza antes que
alguem se lembrasse de Ihea formular qualquer
tccus(;o.
Chaina-se isso sangrarse em sade, e tacs
sangras do o que pensar.
Eis a f ae officio do eapitao Agripino Men-
donc.i.
Abistotelks.
Assistio o combate de 23 de Se tatabro em Su,'
ruby oude t Tetido ido dissolvidoo 5^ batalho de iatantana,
pela ordem do dia do command em chefe n. 253
de 28 de >Seteinbro de 186d foi man Judo servir no
16 batnlha > de inUutaria e pasaou a commandar a
4* oompanhia.
Tomou parte no reconhecimeuto di 1 de Outu-
bro teito sobre ai tortifieacoesde Angustura, e ex-
pedicionoa para o Chaco no dia 11.
Toinou parte nos combates de 16 e 26 na mar-
gem direita do ro Paraguay tudo em Outubro do
mesmo anno. repassou o rio Paraguay em 5 de
Dezembro, e desuaban*ou no mesmo uia as bar-
rancas de Santo Aulonio.
Tomou parte no combate de 6 sobre a ponto de
Itoror e a batalha dellem Avahy, e aos con-
bates dos das 21. 22, 23, 24, 25, 26 e 27, tu Jo de
Dezembro do mesmo anno en Lomas Valentinas,
passhndo a fiscalisar o dito corpa no da 22. Tendo
sido f rido no combate de 27, dexou a fijcaliaaco
e baixou ao hospital do Huraayt, e apreseutou se
ao corpo eom alta daquelle hospital em 21 de Fe
vereiro de 1869.
Araujo Lima.
Honrado pela confianca do Sr. Araiyo Lima pa-
ra deten ier os s,*us direitos em causa tai m liu
drosa e comprehendendo qoal o fim daquella pu
blicaco, exig delle que se abiti vase da discos-
sao a que era provocado, compromettcnlo-mu a
expor peraule o rcspeitaval 'publico algumas con-
sJerai.aa geraea que esta i a decorrer da referi-
da publicaba) ante qualquer espirito, que anda
unco perspicaz a eia com algunas attenyo, con-
aideracoes que nao permitiera a cuide mise i de
meu cliente a.its o respeitavel tribunal da opinio
publc 1.
E' deste compromisco que venho derempenhar
me.
Antes de tudo, o que justifica qua se procure
trazer para a impreusa a dsussao dessa eausa ?
Nao ha duvida que um mo habito fazer do prc-
lo me.o para o veueiineuto dos pleito juJiciaes ;
e um mo habito pirque reveta que se nao confia
ou na juatica da causa ou na do juiz ; s pir ex-
vopcao, q.iauJo os juizes e tribuuaes faltam aos
seus deveres, IFrootaudo com escndalo a verda-
Tendo-sH organisado j batalho 22" de infan- de notoria dos autos ou iisposica expressa da lci,
- comprch-nde-se a utilidade dease proc^dimento.
al?.,!?0"? mOrd0 Sr' Jo'uin,m D4^,,0 do^o que dterminou a publieacao, eom que -re tenho
ojonpado.
taria foi transferido para este em 21 de Mari;, do
mesmo auno, como determonu a lembrauca do com-
mande em chefe da mesma data.
Pela ordem d> dia do cimmando do 16" bata-
lho de infantara sob n. 34 de 21 do Mar^i fui
elsgiado pelo distincto comportara joto que sempr*
mauifestou un combates em que tom>u parte com
o mesico corpo, e pelo iuteresse e dedicayao que
sempre teve com a disciplina a asseio de sua com-
pauhia, pelo que ioi raais du urna vez elogiado no
circo dos capites.
Passou a commandar a 2" companhia do 22 ba-
talho de infantara, e fez com o exercito a marcha
psra Piray em 28 de Junho, e assisto a todos os
reconheciineatoa feitos s Cori*ilheiras.
Marcbau c un a 2* di visito de infantara com
destino a Peribebuy, as-itio no comb ite do dia 12
de Agosto em Freitas Cirdilheirai, tes do dia 18 as mattas do Campo Grraude, man-
chando para Caraguatay, retroeedeudo para Villa
do Rosario, oude acampou a 11 de Setembro.
Marchon c* un o etercito a 9 de Outubro com des-
tino ao Pansdeiro, acampando em Capivary a 21
do mesmo mez.
Retrocedendo do mesmo acampamento para Villa
do Rosario em 2 de Dezembro acampando na
mesma Villa a 19 de Fevereiro de 1870.
Por lembrauca Jo commando em ebe; de 28 do
dito mez foi a seu pedido transferido pira este
corpo afina deregressar para o Brasil, e asaumio na
inesina data o commando da 23 companhia.
Embarco a 2 de Marco e ch-gou na corte do
imperio a 20 do mesmo mez.
Por decreto de 28 de Jullio de 1869 foi conde-
rado com a incdalha do mrito militar pelos com-
bates do Dezembro de 1868.
E pelo decreto de 23 de Mrco foi condecorado
com o habito de Christo, e pelo mesmo decreto f >-
ram Ihe concedidas as honras do posto de eapitao
honorario do exercito.
Efnbarcou com destino a Pernambuao a 30 de
Marco oude desembarcan a 6 de Abril.
Fot disp 'usado do aervieo do exercito a 14 do
mesmo mez, por ter s.do dissolvid > este corpo.
Nada inais consta dos seus assentamentos en
firmeza di que mandoi pissara presente que vai
por mina assignada.
E eu tenente Henrque Cecilio Barreto de Al*
meida servindo de secretario interino a eacrevi.
Quartcl na fortaleza das Cinco Pontas, 11 de
Abril de 1870 Apolinario Florentino de Albu
qutrque Maranho jobrinho.
Fallencla i-.evj
ii
Foi arrecadado liquido at hoje
Precoa do da :
Carne verde a 480 ris o kilo.
Carueiro de 720 a 800 ris dem.
Sainos de 560 a 640 ris ideua.
Panana de 200 a 320 'is a cuia.
Milho de 260 a 320 ris dem.
Feijo de 560 a 640 idem.
Cemlterlo PublicoObituario do dia 22
de Dezembro de 1886 :
Urna enanca do sexo feminiao, Pernambuco,
S. Jos : aspbyxia.
Bazilio, Pernambuco, 13 mezes, Boa-Vista;
convulsoes.
Guilheimina Mara da Conccico, Pernambuco,
2t aonos, aolteira, Graca ; epilepsia.
Mara Magdaleua de Carmo, 55 annos, viuvat,
Boa Vista; beriberi
Apolinario Jos de Lyra, Pornaauco, 45 an-
uos, viuva, Boa-Vista ; tubrculos pulmonares.
Mana, Pernambuco, 1 anno, Boa-Vista : febre
palustre
Castor, 56 anno?, solteiro, Boa Vista ; febre
palustre.
PJ
PIBLiaCUES A PElil
Feruaado de Noroaha
Carece de reparos o artigo bontem publicado
nesta Diario peles Srs. otficiaes do exercito desta-
cados em Fernando de Noronba, cerca dos factos
delictuosos que al i se deram no dia 3 do corrente.
Dizeir. os i Ilustres aignatarios dease artigo que
o inicio dos factos, lamentaveis e credores de se-
vera pumcao, foi urna luta provocada por um sen-
tenciado contra urna praca do destacamento.
Essa as ser ci nao ir-teiramente exacta. Pelas
noticias j puolicadas na imprensa, sabe se que a
luta foi provocada pela praca de neme Caudido, e
pela razio de > sentenciado Parnabyba, momen-
tos antes da lucia, ter dito ontro sentenciado
que commercia no presidio que nada fiassu -Can-
di io, porque este era caloteiro.
Enfureutu-se a praca, e encontrando depois uo
mercado o sentenciado Parnshyba, com elle ira-
vou lucta.
Outra praca prendeu Paroahyba, quando devia
ier prendido amos os Inctadores ; e nao foi se-
uo para corrigir esse desvio da Justina qne o te-
nente Roma prendeu a praca Candido, e logo de-
pois outra, qu>- estianhou a ordem legal do sen
superi ro vic**.dir*ctor do presidio
izuui os signatarios do artigo que uessa emer-
gencia o teueute Roma dirigi os niaiores im-
properios contra as pracas e ameacou toda a guar-
da de uaaudal-a esborduar pelos preses e arrastar
at a priao civil; e que os soldados offeodidos
nos bros de saa ciasse, kaltaiam-sk e raocvna-
km viscas a offessa fiita; reuniram-se em gru-
po e foram, armados de ccete, esbohdob os Piases
DO XBICADO.
Eis aoi a coofissao completa da iasubordiascao
das pracas do destacamento !
Apolinario Florentino de Albuquerque Maranho
Sobriuho, comineadador da ordem de Christo,
coadecorado com a medalha de ment militar,
tcneut i-coronel honorario do exercito e comman-
dante do 30 corpo de voluntarios da patria, por
Su i Magestade n Imperad r, etc., etc.
Atiesto que o offi?ial abaixo declarado tem no
archivo deste corpo os assentamentos do tbeor
seguiote :
Capito Joaqiim Agripino Furtado de Men-
donca, filho legitimo do tenente coronel Se vera no
Gaudencio Furtado de Mendonca, idade de 23 an-
nos, uataral da provincia do Cear, solteiro, alis-
tou-se como voluntario da patria as c >ndicoes do
decreto n. 3,371 de 7 de Janeiro de 1865, em 28
de Fevereiro do mesmo anno, na qualidade de 1
cadete.
Poi promovido ao posto de alferes por portara
da Presidencia de 19 de Malo e classificado ua 2*
companhia. Embarcon com o corpo em 22 de Ju-
nho com destino ao Rio Grande do Sul, onde chc-
gou a 10 de Agosto na cidade de Porto Alegre.
Eraba cou para o Pasao de S. Lourenc com des-
tino a L'rugui'yana. oude se achava o uiinigo ;
atravessou o rio U.uguay em 11 de Novembro, e
acampou na villa da Reatauraco, Estado Argen-
tino. Marchou d'ahi com destino ao exercito.
onde com o mesmo se encorporou em 18 de De-
zembro, tudo de 1865, o acampou na Lago i Bla-
va : atravessou o rio Paran, fazendo parte da 6*
divisao de infantara sob o commando do Exm. Sr.
brigadeiro Victorino Carueiro Moutuir. e acampou
junto au forte do Itapir em 18 de Abril d 1&66.
To>u parle no combate de 2 de Malo do inss-
mo hiuu, no qual obteve a menco seguiote :
Hortou-se com sangue trio e bravura no combate
daquei e da.
Avan**ou com o exercito afina de se proceder ao
reconheeimento sobre as poscoes inimigas ao Es-
tero lielaco em 20, e acampou ao mesmo dia em
Tuyuty.
Tuiaou parte aa batalha de 24 de Maio e cor-
bate do 28, pelo que foi pelo commaudantu ao
corpo elogiado pela maneira distiucta porqu^se
portou, ao desmeutindo o honroso couceito de
queja gosava.
l'or decreto de 3 de Agosto do mesmo anno de
1866 foi condecorado com o habito da ordem da
Rosa.
Adiando se de piquete naslinhas ayancadas em
19 de Marco de 1867, foi ferido na perua direita
por bala de fusil, pelo que foi recolhido ao hospi-
tal de sangue.
Foi promovido ao posto de teneote em 21 do
mesmo mez, como declarou a ordem do da do
commando em chefe da mesma data.
Fez com o exercito a marcha de flaneo, e acam-
pou em Tuyu-cu. Tomou parte no combate de
24 du Setembro no logar denominado Ester >-
R -jas, e nos de 3 e 21 de Outubro, em S. Solan >.
Assisto ao recouhecmentode 20 de ibrl de 1868
as trinebeiras de Salsse. Marchou com o exer
cito e acampou em Parecu; embarcon com o
corpo para a liba do Arac afina de proteger as
torcas do Chaco.
AsBatio ao reconheciment > mi armada feito
sobie Humayt em 16 de Julbo do mesmo anno.
Foi promovido ao posto de capito e mandado
servil uo 5 batalho de infantara, para onde foi
transferido em 21 de Jdlho, como dterminou a
ordem do dia do commando em cliete da mesma
data.'
Assisto aos combates de 2o, 27 e 28 do dito
mez e anno, uo Chaco afiua de perseguir as furcas
que se retiravam rae Huraayt. Foi elogiado em
ordem do dia do batalho sob n. 129, pelo heros-
mo e bravura eom qae se hosive durante a aeco,
mdo-se cada ves mus maia digno da cousi-
deraco de seu chefe.
Assisto a reiidico das ditas forcas em 5 de
Agosto. Marchou com a vanguarda do exercito
sob o commaods do Exm. Sr, Bar&o do Triumoh >,
em direceo a Palmas.
Conforme a promessa de hont-rn, ahi v.ii o des-
pacho proferido pelo Sr. Dr. Montenegro.
A venda nao ser realizad", como tenho sem-
pre proced Jo em tolas as falleucias, s) da aecei-
tacao do pre?o offerecido e atteutas as circums-
tancias n> for ella proveitosa massa e causar-
Ibe notavel prejuizo
Os depositarios serio ouvidos em ociaso op-
portuna. As demais allegacojs do supplicante ou
nao sito procedentes ou nao eato no caso de ser
tomadas em consideraco.
Junte-fe este requerim-.nl*> a"is autos. Rjcif*,
21 de Dezembro de 1836. -Montenegro
Tal despicha sjrpreudeu-me, conf-sso, porque
nem est ua altura do talento e illustracto de S.
S., nem se coaduna com o espirito de r*cii> e
juatica de que, no maior anua ro de casos, tem
dado prova.
A pnmeira parte do despacho ociosa, nao pre
cisava ser laoctda ; pois ninguem p>dera sub-
mettur-se delibiracao de u juiz que mandasse
entregar o estabeleciinonto da imssa tilnii por
um pre9> enormemente lesivo, ha vendo possibili-
dadede alcancar-ae ore*} menos prejudicial ; uem
crivel que houvesse juiz que assim proc-tdesse.
S. S. nao foi feliz, quando julgoa necessario di-
zer que nao mandara entregar a pharmicia e
drogara por prcej interior ao que razoavelmente
se polcase obter ; uuuca Ihe a'tribuimos o propa-
sito de prejddicar a masa : S. S. descoufiou do
seu merecimeato.
A au liencia do depositario oxasido opportana,
a prova de que S. S. nao leva em couta a dispo-
sicS) de lei expressa, queja mostramos, determi-
na que seja o depositario quem requ-.ira a ven Ja
de gneros da massa ; a opportuuiJade da oca-
sio para a audiencia do depositario nao fica pus
descripcao do juiz.
Portanto S. S. ao pJe contestar que affrontou
os arts. 157 n. 5 e 159 u. 2 do Regul. n 733.
Na terceira parte foi S. S ainda mus infeliz,
porque deixou entrever que nao paira na regia o
calma c serena, em que deve sempre collocar-sc
o juiz, que animado da conacieocia dos seus de
veres.'
S. S., ao mesmo tempo que revela a contrari-
dade e desagrado, que Ihe occasinou ajusta recia-
inaco do meu conattuinte, deixou transpirecer
ceno mujsoreeo pilo numilde patrono, que tanto
se estorba ua defeza do direito d'aquelle, sem ad-
vert r-se de que sraente sao passiveis da menoi-
preci os advogados qui. uo teem a energa de ar-
car coutra a pripoteujia d i juiz, em proveito da
causa que defendein. Nao sou, nao fui e nao s -
re jamis do num.*rod'aquelies que se fazem tli'i-
riferarios dos juizes para obterem clientela : estes,
siui, po.iom louvar o juiz que cooculea o direito e
al i.
Com a publi*aco Je houtem fieou o leitor ha-
bilitado a julgar ae o que eu dase na petica)
ou nao procedente, e se est uo caso de nao ser
tomado era cousderaci, como eu tendea o Sr. Or,
M nteuegro.
De proposito, aqu termino a critica sobre o
despacito e pasao adiante.
E' intil dizer que cumpria-me aggravar delle
para a Raco; para isso formule! a seguiote pe-
tico :
lllm, Sr. Dn. juiz de direito especial do commer-
cia. Tbomaz Holmes/ nao podendo nem devendo
conformarse com o inexplicavet, illegal e violento
despacho que V. S. proferto na petiedo junta, vio-
lando, prepotentemente, as leis reguladoras do pro-
cesso da falencia, como se tal processo devesse
corer segundo a alia recreacao de um juiz, ag-
g.-ava com o devido respeito desse despacho paca
o Superior Tribunal da Relaco, firmado no art.
72 1. do decreto n. 15'JT combinado com o art.
669 15 do Regulameoto n. 737; e requer a V.
S. que se digne mandar tomar por termo o seu
agjrav. a fim de seguirem-se oe demais.
O despacho foi este :
O supplican-e nao pode mais usar de recurso
de aggravo.
Recite, 21 de Dezembro de 1886Montenegro.
Ped euto carta tes'emunhave, a qual se est
extiahindo, e fiz um protesto p>r perdas e dtanos,
que possam aJvir do leiio ordenado.
Varios cr'doies inclusive os depositarios rccla-
maram tamroem contra o despacho; mas, desat-
teulidos, quizeram aggravar, B nao Ihes sendo con-
cedido o aggraso, pediram por sua vez, carta
testemunhave, protestando igualmente por per-
das e dainoos.
Nadaobstou, porm, ao leilo !
Elle effectuou se, sendo recebids a offuta de
19'. 100*000, a maior que appaereceu, de Jos
Francisco Bittrncouit, amigo, compadre e socio do
fallido Jos Clemente L-ivy !
Confirinoa-se o mea dito.
Esteva? de Ol.veira.
Os leitores Jo Diario tem conheclm>uto do ar-
tigo eom que enebeu inais de trez e ilu.nnas, ter-
cs-feira 21 do corrente, o Sr. Joa Bezerra de Bar-
ros Cavalcaute, propondo-S" a faz r perante o pu-
blico a nsrrwc.au do factos que diz terem deter-
minado a aeco de divorcio intentada por aua so
briaha a Exma. Ca. Rita Barrclto de Araaj I
a
Mas se assim quanto aos pleitos judiciaes em ge-
ral, como admitlir-se que se traga para a impren-
sa a historia d*ruma aceita de divorcio, ha pouco
iniciada, na qual nada oceorreu a provocir desa-
catos e cojos 'un lamentos sn sao verdadeiros e
legtimos devem traoquillisar os que a promover
quanto ao boin xito da mesma ?
Em seguuJo lugar a qualidade de tio por affini-
dade da autiaora no divorcio, quando esta tem p-
renles consanguneos ou affios mais prximos, nao
justifica o interea-e e a autondade que o autor da
publicarlo se attribue uo assumpto de que se
trata.
Em terceiro lugar seos faltos deserp'os na
publieacao sao na verdade para causar hirror, nao
esta uraa cond.fo de su credibilidade, antes oa
torna a' iuveroaimeis.
E neste ponto que o principal seja-me permit-
tido deter-me uio pouco, psra protestar esm toda
a energa contra a falsiJade de to duras o fen
cas iraput:ico*s. Sim, perante gj-ite culta, peran-
te urna sociedade civlisads, a gravidade -la falta
qne a outrera se attribue, em vez de faciiitar-1 e
a creJibildade, exige mais rigorosa prova.
E .quem o autor desses factos hediondos, qua-
iifi:al >s de incrive s pelo propiiu que os narra ?
E' um cava'heiro perteocente a urna familia dis-
tineta e ho arada; filno de um hornera que foi mui-
to coohecido e estimado em uossa sociedade e a
caja mem >ria o autor da publicarlo o primeiro
a dizer que preata venerac-.io ; nascido, creado na
mesma comarca onde 'aiabena sempre residi a
familia, igualmente distiucti e respstavel d'a-
qiella a quem veio alliar-se na idade de mais de
31 anuos, recebmJo entao a esposa as mus vivas
felicitares de seus pirentes. luclusive o autor da
publieacao, pela escolht feliz e acertada aue fize-
rade quem era j bera conhecido psla sua educa-
cio e honrosos precedentes !
E' esse hornera que mal decorrido um mez de-
pois do consorcio, por motivo que anda se igno-
ra, pass i por uraa completa transforraaco !
Nao, nenbum h imem de criteri) aureJi'ar nis-
so; e o Sr. Jos Bezerra perdoar que he diga
que imprudeate em acreditar no que he conta
Francia-o Domingos do Nascimento ou da Silva,
lionera que meu cliente ra afiarma uo ter quasi
imputago, cuja origeua igaota, yu'ora se faz
conh;cer por una lime, ora por outro!
Em qusrto lugar em dous tpico'do artigo Jo
Sr. Jos Bezerra encontra-se a confissao de que a
digna e virtuosa esposa de meu cliente tem sem-
pre manifestado desejos de nao separar-se de seu
narilo. O primeiro tpico o que se refere a es-
tada da Exms. Sra. Rita n > engenho Burare-
ma, donde desejaudo ella voltar pira a propria
casa, confessa o $r. Jos Bezerra que a iss-i se
oppuzerain elle e ou'.ros eim faraii ficou re-
solvidoque fosse ella conduzida para a casa
delle Jos Bezerr i nesta cidade.
Or, oeonselho de familiai nsttuicao ain
da nao adoptada entre nos, mis onda existe nao
abi'iugo eoTfua competencia, na esphera de sua
aceito protectora, aeno os direitos e iuteresses dos
menores ou interdictos.
Para o caso de que se trata qu*! ra lito grave
e serio, e di; resp-ito a intresses de qu *m -!<
juris, tanto pelo e3taJo. como p*ia i Jalo, as 1 *is
civi-, e as ejclesiastcas nito parmitt-'m a inter-
pnivao d* uenhura i vontale eslranhi entre as dos
consortes !
O outro tpico' aquelle em qu' i *>r. Jos Be-
zerra ontessaque a Exma. Sra. D. Ritt reeebea-
do uUraam-nte urna csrta do marido poz-se a
chorar e mosteanJo-se hesitante acerca do pr >ce-
diaeuto que deveria ter, d saa boa'tscia tirou-a
o tio asseverando-llie que o marido nao a quer em
aua companhia seno pira t'izer um testamento de
mo commvn a assira asse;urar-se da parte que
s ella pertenea nos beus do ctsal, e que s at
esse dia pjJer ella confiar viver en sui conapi-
nhia. *
Esse tpico li-o mais le ura i vez, .p>rqa3 eu
nao acreditara jamis qu*. o Sr. Joisjr era neg icio desta ordem dsse taes ooaselhis a
pessoa que diz ser-lhe tai cara, e deixandi o pu-
blico peusar ser o m.'u cliente um ambicioso qae
se casasse pir iuteress*, quando caito qae X
Exma. Sra. D. Ritini trouxe com> bens seus
sen i o ninas lettrase djjs esersvos, procuras ensi-
nuaruoanmi di sobrmha a crenca de que o mando
tonta contra saa existencia, crenca que alias nao
carecera ser insinuada pela idea de testamento se
verdade houvesse naquelles faotostetrios e lgu-
bres exoostos no couaeoo da publc icii que a lar-
gos trapos aualyj >.
Em 6 lugar o Sr. Jos Bezerra em outro tpico
de seu artigo pira poupar pormenores limitas a
dizer que dous das depois de ter recebido um b-
Ihete de sua sobrinha pedindo ue a salvasse e
de ter elle consultado a pessoas respeituveis, es-
lava ella effeetivamente salva.
Porque razo o Sr. Jas Bezerra tao pressuroso
em trazer para o publico a historia dessa triste
causa, occupandolbe a attencio eom mais de 3
colurauas do Diario deixouros leitores na ignoran-
cia (i- ases pormenores ?
Releve que eu, melhor confiando no juizo pu
blieo, suppra essa falta. Os pormen res foram
e^tes. Em das de Outubro o meu cliente recebeu
urna csrta de peis-a altamente enllocada e que Ihe
merece a maior considera^! >, peJn Jo-lhe que
viesse ao Recife fallar-lbe. Prompto em aceulir
ao chamado, achava-se aqu no dia 15 quando foi
o seu engenho aucommettido por um grupo do ho
mens armados e sua naulber conduzida para esta
cidade, onJe foi depisitada em casa de um cu-
nhado, filho do Sr. Jos Bezerra, os quaes resi-
dindo at ento, pai e filbo, cada um em babitacao
separada, depois de posta a aeco em juizo e de
comee ido o que o Sr. Bezerra chama segundo acto,
e que parece havel-o muito irritado, passaram a
morar juutos estabeleceudo assim urna vigilancia
comuaum para que o filho de seu velho amigo, cujas
cinzas anda boje venera nao possa approximar-se
da esposa, e esta, tambem alha de ura ho i.em res-
peitavel, seu prente e amigo, nao deixo de sal-
var-se, permauecando fora da companhia d'aqueie
que, seohora de si, de sua mu espoutauea voutade,
s coasultando os affectos de aua alma, escolhen
para compaobairo nos gosos e amarguras desta
Vida.
A ella, a pruteira interesada no pleito, nao
resta seno cu-nprir o que for resolvido em fami-
lia, como parece que o fizeram os autores d'aquelle
coinuaettiraeuto a mo armada.
Juizo bastan'e o qne tenho expendido para ha-
bilitar o publico a fazer mais exacta apreciacao
do que foi escripto com tanto fel e acrimonia con-
tra o r.ieu couatituinte.
E estimarei muito nao sar forcado a voltar a
imprensa.
Sou o primeiro a prestar o mais profundo acata-
mento a Exma. Sra. D. Rita contra quem nesta
eausa parece exercer-se o meu nobre officio; mas
um dos casis em qae a apparencia nao corres-
ponde roalidade, pois a causa que defiendo
tambem a sua.
Igualmente merecedora de attencoes e respeitos
a familia a que o Sr. Araujo Lima acha-se
alliado ; mas se tiver de continuar esta discusso,
que nao poder cnxovalhar como se deseja, o meu
constituate, sem cnxovalhar bidade nao ser nem minha, era delle. Delle
nao se apresentar jamis um escripto, j uo digo
injurioso, mas incuos atteucieso em relaco a sai
lUustre consorte e aos pireutes della ; sua resposca
perante o Revm. Sr. Dr. vigano geral foi a mais
singla e digna de si e de sua espesa, parecen
do-m i que dessa dignidade e deferencias devidas
ptrte adversa nao destoou a sontrariedade que
de lusi. E' verJad.i que por foroa do derer e sob
a responsabilidade de meu cliente, de quem recebo
ss iiiioriiiacoes relativas ao asiurapto, aiticulei
que a autor est sob a preasu de sugges oes de
outroa. alludiud) ao Sr. Bezerra c chegauJo mesmo
utra a cunliuuacao do deposito em
lhos. laso provavelmeute toi
Mas ao Sr. Jos Bezerra, a quera devo deleren -
cias e agora mesmo agradec a maneira porque em
aeu artigo reiirio-ae a mim, cuinpre-me declarar
que as eousideracoes pessoaes, posto que as vezes
re8peitaveis, oa. as posso antepor ao cumprimen'.o
de meus deveres Aquelle mesmo qu; ora cuinpro
me bem pouco agradavel, mas a culpa nao
minha.
Preciso anda accrosceatar qife o Sr. Araujo
Lima ao procurar me para encarregar-me de sua
causa disse-me ter dado pr.ieuracio ao Sr. Dr.
Olympio Marques ao para promover o divorcio,
maa para se oppor a elle, e eu nao aceitei a causa
seuo depois de ouvir ao Sr Araujo Lima a quem liz
sentir que a natureza da questo exiga do cliente
a maior franqueza n i exposifo doa factos e suas
circuosla acius e de me ha ver antes disso certifi-
cado de que clinava de si a defeza da casa c al acooselhava
cora instancia ao Sr. Araujo Lat que se nao
delfeudesse. Mas o Sr. Araujo Lima esta va na re-
solucio firme de deffjoder-ae e a mim nao occor-
ria motivo a allegar contra esse alvitre que me
pareceu e parece ainda ser aquelle que aeouselha-
vam sua diguidaie e legitimas iu'eresses.
Recife, 23 de Dezembrs de 1836.
Antonio Jos da Costa Ribeiro.
o Hr Rosa e Silva
X
Temos visto que a uossa exportaco, como a de
outro qualquer paiz, paga com a importacao, e
reciprocamente a importarn paga com a expor-
taco, realisand >-se em dinheiro ura e outro paga-
mento ; sto as cousas que nos maudam paga-
mos por raeio de saques que compramos aos bancos
d'aqu pelos quaes saques estes bancos mandara
pgalas pe'os bancos da Europa, e o que expor-
tamos n '8 pagara, por raeio de saques qne os im-
portadores na Europa comprara aus bancos de l,
peios quaes saques aquelles bancos maudam pa-
gal-as pelos d'aqui.
O que o mesmo que dizer que nos damos di-
nhe ro aos bancas d'aqui para estes bancos raau-
daiem psgar pelos da Europa o que de l nos
mandan ; que ua Europa do ainhairo aos Bancos
de l para estes bancos tnandarem pagar-nos pelos
d'aqui o que exportamos.
Viraos tambem que o dinbxiro cora que os hun-
cos d'-.qui pagana a exportaco de nossos exporta-
direa, aquelle mesmo diuh iro c un que os nossos
imparta 1 ires comorarara saques para estes bancos
m i.i.1 ii .o pagar na Europa a uo9sa importacao ;
que o diubciro com que os bancos na Europa pa-
gana a sua exportaco (nossa importacao), o
mesmo dinheiro com que os importadores de l
eoraprarara saques para aquelles bancos uaao-
darara pagar essa importacao de l, exportaco
uos3a. Mas quandj a exportaco maior do que
a importarlo, como a nossa muito maior, em
mais do um terco tavez, como se realisa o paga-
mento deste excesso de nossa exportaco sobre a
nossa importacao aos nossos exporta lores, visto
que nao vera da Europa gneros em retorno desta
part? ? como se tazo pagaaento desta parte de
nossa exportaco ?
Vamos ver primerameate como se d entre nos
esse excesso de nossa exportaco sobre a importa-
cao.
Esta parte de nossa exportaco aqu da em
troca da qual lula nos importara ousa alguma.
aquella que alera do valor de toda a importacao
Couaidoremos anda antes de tudo sto, porque
K d i esta excuso da nossa exportaco sobre a
ta iinoorte.ao.
A razo ou aules & causa porque todo o anuo
d'aqui se transportara para a Europa grandes
qnautias de dinheiro, pira ficarem l, n. em es-
pecie, porua por meio da saques que l se psgam
c^ra o proJucto desse excesso de nossa exportaco
S-ibra nossa irapirtaco.
Estas quantias que d'aqui se transportara por
mei i de saques, para caja realisa;o na Euro -a
vai este excesso de exportaeto soore a importacao,
estas quantias, digo, tem as seguintes proceden-
cias, causas, ou ongem:
Io os capites dos estraugeiro3 que liquidara a
suas fortunas e se transportara camellas;
2o a renda animal dos estrangeiros que, ainda
aqui|rcsi denles, vo collocaido l, at se irem tam-
bera ;
3o a ren ia dos differentes capites que aqu
deix-tua ccllocados de vanos modos ; sendo esses
modos os segun-Ps :
aPredi-'3 urbanos;
bApolices qos governos provnciaes e do ge
ral;
eAecos3 das estradas de ferro com garanta
do 7 /; ^
dA-co's do Bae> do Brasil com eraissao da
2>i.OOJ:O0OGMi-.
eAceas das companhias de seguro ;
f Actes de outras inuitas compauhias ;
gRenda ou lucro dos capites que deixam em
casas c auiincr ;:a s. como socios coraraanditarios *
4o as quantias reraettidas pelo qua educara
seus filhos e'libias aa Europa ;
5" as qu'autias que dispendem os nossos possui-
dores, tounstas e viajantes na Europa ;
6" producto das empresas estraogeiras aqui es-
tabelecdas, cuja maicr parte pago pelo 11053
governo pela garautia de 7 >/, que ihes presta <;
Ih s pagar serapre porque o roubo immenso e
os ficaea tem sdo sempre instrumentos destas em-
presas, eom 1 aras excepcoas, que por isto mesmo
uo aturara;
7 as quantias reraettidas para pagamento dos
juros da divida publiua na Eu -opa.
As que sao destinadas ao nosso corpo consolar
e diplomtico, nao figiram aeste quadro porqne
estas ao sao sem retorno, poique outras tantas pou-
camaisou menos sao raaiiJalasdes ender aqu pe-
las naces estr tugeiras com os seus consulados e
legacoea.
Todas estas quantias que d'aqui vo sem retor-
no oscupam mais da terca parte da nossa expor-
taco, e cada vez cresce mais a proporco ; e em
tudo isto o que mais avult no. o pagamento
dos nossos juros na Europa, nem a remessa dos
lucros das euaprezas estrangeiras ; o transporte
dos capites que fazem os estrangeiros que liqui-
dara a sua fortuna e das rendas dos predios, ac-
<-oes de coinpaobia9, apatices, que aqui recebara
seus procuradores e'lhas remettem.
Neahuma destas quaatias vai em dinheiro, nem
se remettem mercaduras directamente para pa-
gal us ; mas s ".o pagas I ou entregues por meio
de saques e com o producto de parte das merca-
dorias qae exportamos, essa pirte de que oo 003
vem retorno.
Coma se effectua esse phenomeno ?
Assim :
J vimos que todas as mescadorias que exporta
mos ao pagas aqui aos exportadores por meio d -
saques que Ibes mandam os importadores dellua
na Europa, contraos bancos d'aqui.
J vimos que estes bancos pagana estes saqnes
aos nossos exportadores, com o diobeiio com que
os nossos importadores de gneros da Europa, Ibes
compram saques em favor d s que nos maudaram
estes gneros.
Mas os bancos d'aqui aao eato munidos de di-
nhssra com qne paguera a uossos exportadores s
eom o producto da venda de saques aos importa-
dores d'a m; compram saques a estes bancos nao
s estes imortadores a favor de seus exportadores
na Europa," conro tambem todos os que transpor
tana fundos, rendas, juras etc., em favor de quem,
na Europa, nada mandn-nos.
Assim se tivermos importado em ura anno no
valor de 100, damos dinheiro como 100 aos nos-
803 bancos, e recebemos saques no valor de 100,
contra os bancos da Europa para elles pai*areno
aos homens que nos mandaram essa uossa impar
taco. Outros porm, aqu que nada importaran
levara aos nossos beos dinheiro no valor de 50,
c recebem saques contra os bancos da Europa pa-
ra eates pagarem a outros individuos qua nada
noa mandaram. mas que recebem l rendas, ca-
pites oue tiansportsm, juros etc.
Assim os bancos d'aqui estando munidos de fun
dos como 50 om favor dos da Europa, por ter sac -
eado 150 contra ella, sao estes saqaee par* pa-
gar exportaco de l para nos (100) e para pagar
a quem nada mandou-nos50.
sendo a nossa exportaco c ma 150 e com-
praudo nos saqnes aos nossos bancos como 5 I em
favor do-quem nada exporten- nos, a nossa impo*--
tac 1 nao pJe ser em valor maior de 100 uem t>
em menor, por quanto :
Supponba-se que teulo os nossos exportadores
exportado como 150, os nossos importadores iui-
porteua no mosmo valor.
Os qne importaram na Europa a nossa expirta-
Cao (l)'1), cmpralo saquea aos bancos contra u*
dsqai (15(1). Os bancos da Europa, pois, teem o-
dem doa daqui 150, contra os quaes sacaram igual'
quautia.
Mas nos importamos 150 (na nossa bypothetej
eos'nossos importadores compram aos baucos da-

i

;,
i vm i
r-


Diario de FernaoibucoSexta--fcira 24 de Dezcmbrode 1CS6




.
*
rp ceatra os le la saques para pagar esta im-
imtaifl-' (150) ; e entras compran) taques como
i* para oh bancos da Europa pgalos a taes e
fes iod^viduoa alm ilaquelles exportadores. Mas
ga> saaeoa daqui pdem vender saques contra
* Europa como 150, porque os bancos da Eu-
m so sacaram cernir os n os sos 160 para pagar
ao* aoesj exportadores, e portanto se tendo os
3BacM daqni de pagar 150 aos ncasos exportado-
ra por ordem dos bancos da Europa, nao podem
Oder saquea contra elles como 20J, ato man-
jar qoe os da Europa paguem 200.
Dir-ac-ha : se nos temos dinbeiro para comprar
ata bancos saques orno 50 alen dos 150 que elles
-xxfcsa vender, podemos mandar este dinbeiro em
'yrifir, para a Europa, e assim pagamos essa
tmior importaco de la.
JSa ento a nogsa importaco a& seria de 150,
-.aa sia de 200 ; porquanto a questlo de valor
aio de genero. Exportar ouro ou exportar ou-
tn asereadora, a mesma cousa. O ouro ja te-
tn visto, e entra como mercador:a, e portanto
vahe como tal, e isto s d-sequando o dinhei-
.-tdeas, como se d entre nos,. que estamos
jtaapre a exportar ouro cujas moedas vio sahindo
das eseondrigios e sao compradas por papel moeda
aa valor o (ouro) muito cima do noaso padro, e
m exportara para espeeular, e este artigo fai parte
de nossa exportarlo.
O ouro vai pois quando ha ouro para sahir, e
i*.para pagar importaco superior impjrtacao,
ptaa ae nos s podemos produzir 150 que exporta
toas, o ai*1 nao tem forc* para importar mais do
^ae produzo para exportar. E portanto a im-
Ttotacao sempre igual exportacao, deduzida a
jarte della que vai pagar tranaporte de capi-
aaes, rendas, e dividas que nao sao artigos impar-
afra.
!- poderiamoa importar mais do que exporta-
ace ao estivesaemos as condicoes de rectfber
aporte da tundos de rendas e outroa paga-
fmn, como juros de qun tivess-raos emprestado,
a aaesmo em materiaea para emprezas eatrangei-
31, e capitaea para pagar aoi trabalhtdores.
Saeste ult:mo caso d-ae comnosco porque re-
TI aOT.nn estes valores que nao sao nossos ; e ain-
jV aaaeim a nossa importacao no paiz pertencente
t Europa, a qual junta outra parte da mporta-
,-itt quo pagamos, nao constitue um valor nem
goal a nossa exportado, que sempre maicr a
aiitr maior do que a nossa importaco.
Paz cerra contusao ver que toda a nossa ex-
xSco (15)) nos mandada pagar aos nossos
npartadorea pelos importadores della na Europa,
tanto q .e parte della fica na Europa sem
no (50J para ser entregue a diversos indivi-
so que nada nos, mandaram.
Procuremos deslindar esse embaraco do espirito
jo artigo seguiute.'i
Becifc, 22 de Dezembro de 1886.
Affonso de Albuquerque Vello.
Ao publico
&eefcibontem um offi.io do Dr-secretario da pre-
ancia da provincia em queme communicou que
*Exe. o^r. presidenta havia resolvido exonerar-me
dr>argo de thesoureiro das loteras ordinarias da
Taariocia, ficando-me salvo o direito de extrahir
iki lotera anuunciada e venda, ou cujos bi-
Jsr-rt* j estivessem impressos.
Kao pra-iquei acto algum que motivosse eaaa
rajoeracao e as contaa das loteras extrahdas fo
3ka prestadas nos prazos legaes.
A temissao; pois, nao me desabana, e pod de-
soterrar tudo. menos qualq.ier aceito ou ommissao
i Btmba parte, que podesse autonsar o acto de
xauateraeao.
So a instancias do ex-presidente deata provincia
fcsmbargador Jcao Rodrigues Chaves ac^ itei o
iagaa- de thesoureiro das loteras ordinarias desta
jteviocia, e nmguem pdi para ser exonerado.
Xeapondendo ao officio do Dr. secretario da
iraaidwocia, leclarei que deixari de usar da ta-
xMade que me era concedida, e passava imrae-
Saahraente a recolher os bilhetes da lotera an-
-MBtnada, afim de prestar as minhaa contas dentro
raso legal perante o Tbeaouro Provincial. *
Becife, 23 de Dezembro de 1886.
Augusto Ocaviano de Souza.
rllentela de f. C- aLevy &C.
t) abaixo assignado pede ao publico que
ii se deixe impressionar pelas aecusa.Ses
jora gue preteodem amesquinlial o em seu
aameter os irmaos Ernesto & Leopondo de
iairAoriia coro Tnornaz Helmes.
O abaixo assignado compromette-se so
eri>eaiente para cora o Ilustrado publico
esta capital especialmente para cora o
TiTnrrri" a destruir cabalmente essa obra
Wiioiida da calumnia e do odio, da per-
>wsidade da ganancia e da perseguigao.
O irmaos Leopoldo arrotara muito di-
aaaciro e um cera numero de aivogados,
aa qaaes fazern elles os sem mandatarios;
> abaixo assigoado tem apenas ura elemen-
, apenas uraa arraa nesta lucta que se-
an grande e se nao figurasem nella os tao
xaobeoidos irmaos, e esse elemento o
ra iireito, essa arma a sua consciencia.
Nao agora a accasiao opportuna de
esaascarar os perseguidores/...
O tempo de fazel-o ha de ebegar e, re-
yaa r> satisfar plenamente o coraproraisso
alabeiecido. *
fecife, 23 de Deaerabro de 1886.
J. C. Lecy.
0 Norte abandonado
X Bflcesiano que o echo de queixaa jnstissimas
acorra todo o imperio, e vi feriros ouvidos des-
attealoa d'aquelles que nos governam.
COMMEHCIO
conmerclal de Pernam-
baco
iECIFE, 23 DE DEZEMBRO \)E 18t>.
As trea hora da tarde
i.otmoe* \tJuMxet
da companbia do Bebcribe do valor de
100 a 150* cada urna,
sobre o Kio de Janeiro, vista, ao par,
do banco, hontem.
sobre a Baha, 5 djv. ao par.
Ka hora da bolsa
Vendeam-se :
|iM(aes da companbia do Beberlbe.
U presidente,
Pedro Jos Pinto.
O secretario,
Candido C. (i. Alciforado.
^KNDIMEMTOS HBL1C0S
es de Dezembro ALr'ANLGA
aaaaBa >)*x-
XV 1 a 22 <;57.041/147
,. Uv Sk 2:308 248
*Se as relaces de individuo aindivduo a iujus-
tica um mal tremendo, toroa-ae urna perversi-
dad sem nome quando denuncia urna preferencia
do poderes pblicos entre zonas qu grupos de um
me-mo paiz.
Nio precisamos diser qual a aituaco econ-
mica du Narte do Brasil. Ella ae traduznesta ex-
presado lacnica, roas crue1 :extrema pobreza,
?erdadeira miseria no meio de indiziveia riquezas
natura es desaproveitadaa.
A provincia de Pernambuco, sobreludo, vai ha
anuos no caminbo de urna? decadencia assustadora.
Todos Ihe aentem a depreasao das torcas Pitaes.
J nao ha nesta trra quem seja bastante optimis-
ta para nao sentir u espirito agitado por teniveis
preocettpacoes, acerca do porvir que aguarda a
populacho perna>abucana.
que faz o estado em tavor deata provincia,
qu spesar de tudo, anda urna das mais impor-
tantes do imperio ? Esquec-a como a todas i:s suas
irmes de infortunio, para lembra:-se nicamente
do Bal.
N'eatas cosdiecea, melh ji' ser que por urna
vez as deixem entregues a se.us proprios recursos,
mas com a libardade de iniciativa que urna cen-
tralisacio campressora Ibes no tem consentido
athoje.
Pude te dizer francameate quo esta malfarfada
provincia ainda nao seotio nos destinos o influxo
de um governo digno deste nomc. Os mnimos fa-
vores, as attenc 's de mais curto alcance lhe sao
systematieamente negadas pelos poderes centraea,
cjuio se ella nao fizesse parte desta vastissimana-
conalidade, cuja opulencia futura a depende de
urna accio governativa intslligente e probiiosa.
E' talvez um lugar commum, mas nao deixa de
ser verdade rigorosa, que o geral dos no3ses esta-
distas e todos os potent>-doa do municipio neutro,
apenas se li'inbram de que i s horisontes da pa-
tria se nao eeham na altura do Cab< Fri, quan-
do preciaam podir-u.'s o dinbeiro como concorre-
mos para os enormes cortezos.
O commerci de Peni imbucoso ha aqu ainda
alguna cousa que corresponda ao largo sentido
Jessa palavra- definha por falta A", crcditos,
.uingoa de estabelecimi'ntos bancaros. Pois bem:
de bilde ee tem milhares de veies pedido a les-
tauracao Ja Caia Filial do Banco do Brazil.u'esta
provincia.
Segundo consta, oa directores desse estabeleci-
mento oppoem-se conceseio solicitada, a pre-
texto de qus a snccursal que u ioi existi n'outroa
lempos dera graves prejuisos.
O facto po le ser verdadeiro, mas se tal allega-
Cao procedese, n5o havia lgica em conservarein
us meamos directores ainda a berta, como conser-
van], a caixa Filial de Santos, ou Je se verficoiruma
perda superior a trez mil contos de ris. O pro-
orio Banco do Brazil nao teria mais raza) de ex-
istir ante os inmensos prejuizos verificados na sua
de principal.' ^
Nao toi, como geralmeute sabido em transac
C s infelues que mais perdeu a succur.-al que
case Banco teve nesta provincia : o quo lhe avul-
t ii os prejuisjs toi in.iubitareimcnte o desfalque
attribuido ao respectivo thesoureiro. desfalque que
alias se nilo tena dado coueurrentemente com umi-
tas negecacoea condeinuiveii', s a adminitracao
a quem o estabeleeimenfo foi con nado tiv -s-n a
idonedade indiepeusavel.
E' preciso que o erro e pouca b inestidade de alguna
nao continu a servir de argumento contra urna
elaaae, intei.a. A generalidade dos commerciautrs
da praca do Kecife tem motivo pira ver 'imvaf-
fronta, um labe infamante! atirado a sua conbo-
cida retpeitabilidade no fundamento que a diruc
cito do Banco do Braxil quer dar a sua t "i > objti -
nada, quo injustificavel lawna.
E desde que ea6a instituira central, a que o go-
Vrnono ha regateado favores, tem aqu grande
numero de accionistas, nSa licito que se Ibes ne-
. ue a caixa Filial que deaejam, e enjo restabele-
cimento teem o direit j de exigir.
(Continiti)
Rio Grande do Norte
Ao i-jxiii. ministro da jastlea
O Dr. Fabio Cabral de Oliveira, juiz municipal
do termo Je Macao, nesta provinc-a, entrando no
"xercicio da vara de direit >, convocju jury, au-
diencias especiae?, e atrope! >u andamenro doa
precessos, em que era Pierre, seu cunhadu, envol-
vido, c em menos de 30 das esta va o dito seu cu-
ntalo, Pedro Ferreira de Souza, cjnbecidopor
Pierreabsolv do dos 4 crimes ejuntam;jte aeus
eumpliccs ; e mais outroa reos envolvidos no mu
bo de Mara L'inga, com outro cuubaio do Dr
Fabio, de nome Jo9C Virgolino, fjruu tolos ab-
solvaos.
A sabida do Dr. Vital, de Mac&o, trouxe um
jubileu para oe crimiu-aos cunbaJos c protegidos
do Dr. Fabio.
Que horror!
Attenda o governo.
Mico, Novembro de 188ti.
ramente agrcolas, quando aquellos sao pri-
vilegiados, ainda que vivara em completo
sybartisrao os aeus habitantes.
Quem adormece, surge t se lhe faltam
as forgas vitaes, mistr qu9 outros soc-
corram ; o que incontestavelmente se d
com a comarca de Bom-Jardim, sem re-
presentafao enrgica e sem proteccSo vi-
sive'.
Quando em 1880 o Exm. Sr. senador
Joao Alfredo f'allava 3om muita vantagsm
e scienjia, desinteressadamente e sera ca-
rcter poltico, contra a directriz da es
trada de ferro, provando lucida e pro
fusaraente que devia ser para Bom Jar-
dn, era de esperar que, galgando o po-
der, ura dos, seus priraeiros actos toase
aquelle, entretanto confiada ainda em sua
palavra autorisada, a comarca implora o
seu valioso auxilio, como pernambucano
que e onde tambera tem serios corapro-
uiissos, porque all habitara, era grande nu-
mero, amigos polticos, que reconhecem-no
por ebefe.
A mesma esperanza nutre a comarca no
Exm. Sr. desembargador Lu:ena que,
quanio nada actu em seu animo investi-
gador, ura dos seus iilhos mais elevados ;
e nao menos espera a comaroa do Exm
Sr. Dr. Beltrao, duputado do districto,
que, salvo negocio de eleic3es, que nada
offarece de prusporiflade, em negocios de
estrada de trro, nem ao menos balbuciou ;
entretanto todos dispo ;m da influencia pre-
cisa, ajudados de recursos oratorios para
solapar os sophismas dos egostas e retro-
grados.
A' representacao geral do 5o districto se
encosta a provincial, e a nao s:r a liones-
tidade, influencia e catonisroo disputados
cutre si, o silencio seria o seu maior cla-
rira ; porquanto de casa de correcciio nao
se tratou postj que para os arruaceiros
nenuma outra existe com igual seguranca.
Er^guezias e comarcas ha com dez mil al-
ma mais ou menos e sao leccionadas por
12 professores publioos ; a de Bom Jardim
com trnta e tantas mil almas, apenas
dado o cnsino por oito I E' verdade que
existe mais na cidado a humanitaria e pa
trioti a escola de S. Jos, para meninos
descdeis, cujo numero de matricula e fre
quencia excede a qualquer daqui l'as ; mas
o ensino dado ligeira, devido as oceu-
paySes do seu legitimo fundador e raestre,
quera, constando que pela asserobla se
ra dada acuantia do 500i$ para occorrer
ao seu custeio, declarou elle que se isto
acontecesse empregaria era uraa casa que
offjr-jcesse a comraodidade precisa ; por
q-iant a que por sua conta alugada,
bastante acanhada. E um numero insigni-
fioaate de cadeiras, atienta a grande po-
pulacao c dito nao curaram os Ilustres
scnborcs. A >g*cja matriz, cujo parrjeho
com os ficis tem euipregado, posto que ron-
cciruinente, todos os meios para ura da
merecer verdadeiramente o nome de casa
de Deus, nao f. consignada cousa algu-
ina. (.iianto a verba acudes, os contos de
r s em projecto c nunca vieram, como
nao cli?garam os proclamados lampeoes ;
a finalmente do Ex ti. Sr. Dr. Francisco
de Licc-da, aioda que candidato immto,
dispondo de beo merecida influencia, acer-
ca se de um prisma e se deixa perder no
eapafo.
Attenda o governo que os coraarcocs p---
gara impostes geraes, provinciaes e muni
cip.ies. o independente disto, todos pedem
o desde logo contrahem a obrigayo corre-
lativa de retribuirem por urna ferraa de
justica e equidade, quando se eflerece oc-
casio de citar se este principio de direito
tao razoavel quinto sagrado Do ut des.
Notare
Brillan ( onnuiar Cbnpel
On Christinaa day holy. C unmunion wll be
adminiatred ad 10.30 am usual service at 11 .oo
am.
Agradecimento
Joaqum Alves da Fonsecs, particularmente
agradece a todas as pessoaa qne o distinguen) com
a sua amiaade, o grande favor que lhe dispensa-
am acompanbando ao cemiteiio publico os restos
mortaes de seu honrado e venerando pa, Antonio
Jos Alvcs da Fenseca, e bem asaim a parte que
tomkram na sua dr, por tao infausto aconteci-
mento. A todas ellas protes:a por cate razio a sua
sincera gratidio
Uecife, 22 de Dezembro de 1386.
__________________Joaqum Alves dj Fonseca.
Despedida
Philadelpbo Barroso da Silva, retrando-se para
a comarca de Boa-Vista, como promotor publico,
e nio podendo deopedir-se pessoalmeutede. todos
amigos, o faz pe prsente, offerecen Jo all aeus
dimiuutos prcttimoa.
HlraculONO ucceaiaio : (S)
Urna filba do Sr. Firmiuo Francisco Machado,
fazendeiro no Ibicuby, Rio-Grande do Su estva
desengaada pelos mdicos que a deolararam at-
fectada do urna fysica pulmonar em estado bas-
tante adiantado
A sua familia profundamente consternada, teve
a feliz lembranca de exp-rimentar o PE1TORAL
DE CAMBARA', descoberta e preparacio do Sr.
Alvares S. Soares, de Pelotas.
Alguns iruseja deste precioso medicamento as-
segurartm as melhoras da doente, e o uso conti-
nuado operou urna cura radical!
Esse miraculoso auccesso na cura de urna tao
terrivel enfermidade, referido em urna carta
impressa nos opsculos que acompanham o medi-
camento.
nicos agentes e depositarios geraes nesta ro-
vinciaFrancisco Manoel da Silva t C, rui
MatqiKZ de Olinda n. 23.
Urna das grandes differencaa entre a Agua
Fiorkla de Barry e todas as cutras o facto
de possuir a de Barry maravilhoaas propriedades
hygienicas e salutferas, do que todas as outras
o inteiramente destitutas. Nao estranbo, pois,
que noa empenhoa em evitar confuses om as in-
tituladas aguas floridas, que tao persistentemente
teem aido impostas attencao publica. Ootro dis-
tineti/o da Agua Florida Ae Barry o
perfume pecntiarmente suave e rico, delicadissimo
que exhala. Em todos oa outroa perfumea a rique-
Ao publico
Os abaixo assignados, tendo registrado e depo-
sitado as suas marcas industriaes e rtulos das
suas preparacoes na junta commerciai do Rio de
Janeiro de conf, rm-.dade com as prescripcoea das
lea do imperio do Brasil, declaram e participan
aos interessados, que como nicos proprietarios,
tem direito exclusivo de usar as marcas indus-
triaos e rtulos relacionados com manufactura
tabricacao e venda das aegnimes preparadora ;
Agua de Florida de urray e Laman.
Tnico Oriental.
Peitoral de Anacahuita.
Pactilhas Vermifugaa de Kemp.
Oleo de ligado de bacalho de Lanman & Kemr
Emulso de oleo de figado de bacalho com hy
pophosphites, de Lanmam & Kemp.
Salsaparrilha de Bristol.
Extracto duplo de aveleira mgica de Bristol, e
ungento de aveleira mgica de Bristol,
e que, portanto, perseguirn a todos os falsificado-
res ou imitadores das ditas marcas industriaos e
rtulos, procurando que sejam castigados com toda
a severidade da lei.
Tambem acautelamos e publico contra todos
aquelles que intentara substituir as nossaa prepa
racoes cima mencionadas com artigo falsificado.,)
que levam rtulos ou marcas induatriaes que imi-
tara aa nossaa.
Lanman & Kemp.
N. 2. A Emulso de Scott nao uraa
remedio novo, pois ha longos annoa que
est se usando na Europa, no* Estados
Unidos e muitos outros paizes e tem sem-
pre dado os melhorcs resultados na tsica,
as molestias d? peito c da garganta e uas
bronchites chronicas.
Ruado llaro de M. Borja. ou
tr'ora do *ebo n.
1ELKPHONE 381
Xollcia
Fundado em 1882 na cldade de Nazaretb, este
modesto estabelecuncnto de instruccao primaria
e preparatoiia alli s-i cooservou at Dezemi>:odo
1885, tendo ti lo durantej aquelles poucoa annoi
fiequcncia sorapre regular e crescente, e bom re-
sultado noa exames prestados por seus alumnos no
Collegio das Altea.
Em Janeiro do auno cadente, por differentes
dirfieuldadea que ara cada ve mais avultando,
tiii-!he necesaario trausferir-ae para esta, capital
Historia
35 Manoel Apolinario de Almeida, approvado.
36 Octaviauo Cordeiro Coutinho, dem.
KbBtorica
37 Octaviano Cordeiro Coutinho, approvado.
38 Antonio Flavio Pesaoa Guerra, idem.
39 Joaqum Gregorio Pessoa Guerra, idem.
40 Joao Jos Lop's de Albuquerque, idem.
41 Fabricio da Arruda Wanderley, idem.
42 Hisbello Florentino C. de Mello, idem.
43 Manoel Apolinano de Almeida, idem.
Recite, 22 de Dez-mhro ae 1886.
Jos de Oliveira Cavacanle.
zc e suayidade degeneram em 'emanacoos pesadas sendo acompanhad* t m sua mudanca por todos
que fatigara c causara uauscas.
No momento era que reinara as febres
intermitientes e tercas, bom lerabrar que
para atalhar essa molestia es mdicos re-
ceitarn as capsulas de sulphato de quinina
d Pelletier, e quo ellas se digererajfacil
mente, conten dez centigrarainas de sul
phato puro e ta3Uft%se com prazer, pois
nao dixam sentir o terrivel amargo deste
medicamento. Cala UTia capsula tem im-
preaso o norae de Pelletier cora tinta prcta
como garanta da sua pureza.
os alomos internos que se acliavaui em e uJi
CeH de o f.zer.
Com estes e com alguna piucos mais que aqui
lhe appareceram, po le "penas completar n nume-
ro de 23, dos quien 20 esiudaram prcparatoTioa e
apres-'iitarain-ae a exime, no Curao Aunexo Fa-
cu'dade, obteudo e:n tao txiguo numero 43 appro-
vacoes.
Dos aprraeatado) a exame osti-iguirra-ae, pelo
numero de appiovacoea que alcancarain. Amonio
Flavio que teve cien, e Joai|Uui Gregori", qua-
tro, como ae ve da lista que publicamos.
Pensoes e honorarios
Alumno interno at II anuos l'.'oj annuaes em
4 prestacs : as trea primeiras de 135, a ulti-
Uin. de ao.
Estrada de ferro do Recita a Ca-
xang
FESTA D NATAL
Alem dos trena da tabella, na note de 24 e ma-
drugada de 25 do correte haverao mais os segua-
te! extiaordinarios tocando em todos os pontos :
><>ii- de ti
IDA
Linba principal at Doos Irmaos11.0
Ramal da Varzca11.35.
Linba Arraial at Do-is Irrros12.0.
VOLTA
Linba principal do Dous Irmaos11.0.
Ramal da Varzca10.45.
Linba Arraial do Monteiro11.0.
Hadrusaila de tS
IDA
Linba principal at Dous Irmaos2.0. -3 20.
Ramal da Varzea1.252.20.
Liulia Arraial at Monteiro2.41.
VOLTA
Liaba principal at Douj Irmaos1.553.15.
Ramal da Varzea1.103.0
Linha Arraial do Dous Irmaos1.20.
Os bilbetcs de ida c volta vendidos no da _'i-
serviro para voltar em qualqin-r trun no da 25.
Os billietesde assignutura nao terao valor ues-
tes trens extraordinarios.
E-crptorio da Compauhia, 21 de Dezembro de
1886.
H. W. Stoneheivcr Bird,
Gerente.
Companhia de edifi-
ca$o
ASSEMBLE'A GERAL EXTRA-
ORDINARIA
Na forma do art. 25 do estatutos, sao convida-
dos os Sis. accionistas, para no da 28 do corrent"
ao meio ilia.se reunirem na ade da Companhia, no
largo Pedro II n. 77, 1." andar, afim de em aasem-
bla geral, ae proceder eleicao, do director geren-
te, visto haver pedido a sua d missao desse cargo
o accionista que a exeicia.
Reeife, 13 de Dezembro de 1886.
Gustavo Antunes,
Gerente interino.
L'ma comarca na orphandadc,
com os olhos cravados nos
Exm. Srs. senador afoo Al-
fredo, deputados ll<*nrique de
Lncena, Pedro lie9f rao e na
deputaco provincial-
Pedir urna cousa sem direito algura,
eoragera, pedir em virtude de ura direito,
um dever.
E' assim que, assistida das raesmas ra-
zSes que muitas de suas irras, alias favo-
recidas e inscriptas na historia coeva, ma-
cilenta e merencoria estaciona a mu popu
lar e ubere comarca de Bom Jardim. En
rubece de pasmo, o viajor que, tendo per-
corrido differentes zonas, e atravessado por
impingues e seceos regatos, pedranceiras,
paiqucs e inhospidos lugarejos, conhecidos
to somente pelo sibilante instrumento, que ^c
avisa a passagera da locomotiva, v entre-
gues ao indiferentismo lugares verdadei-
ituaarn psotuicil
te 1 a 22
tta i* 23
Te! al
114:8744611
4:147^143
a>-D 1 a 22
oeui de 23
"liaai..... oviKcut Oa 1 a 22
W.n de 23
HaMsFB 'i>*yaor'-'e l a 23
*!-n de 23
679:352695
119.019*754
798:372<44
39.-388*334
2:118*553
41:06*887
47:149*793
1:587.896
48:737*689.
9:109*287
94*141
9:403*428
DESPACHOS DE IMPORTAgA
Vapor francez Ville de Pernambuco, entrado do
do Havre e Lisboa, no da 22 do corrente e con-
signado a Augusto P. de Uliveira & C, mam-
tes tou i
Carga do Havre
Agua m'neral 3 caixaa n J. Krause.
Krinquedoa 1 caixa a Bento Machado & C.
Azeite 7 caixaa a L. A. Sequeira.
Armaa 6 caixaa a W. Halliday & C.
Amostras 2 volumea a diversos.
Batatas 25 caixaa a Jos J Alves & C, 100 a
Paiva Valente & C, 53 a Rosa fe Queiroz, 100 a
A. Labille, 25 e 50 gigo a CarValho fe C, 25 e
100 a H. Nneach & C, 100 gigoa a Costa & Me-
deiroa, 10 a J. B de Carvalbo.
Cognuc 30 caixaa a Domingos Ferreira da Sil
va & a
Caixas de madeira 1 vjlume a Sampao Coe-
Iho 6t C
Couros 2 caixaa a H. Kuesch it C, 1 a Gomes
de Mattos Irmaos. 1.a F. Ramos da Silva. (.'aleados 6 caixea a A. D. Carneiro Vianna, 2
a Paiva Valente 6c C, 2 a Eugenio 6c Vieira, 1 a
Ferreira' Barbo C, 1 a Mauoel de Barros Ca-
valcante, 1 a F. Lauria fe C.
Cachimbos 1 caixa a Prente Vianna, e C, 1
ordem.
Cartas para jogos 1 caixa .ordem, 2 a Maia
i Silva, 1 a Eugenio fe Vieira.
Chapeos 4 candes a Antonio J. Maia & C.
Carne em Conserva 1 caixa a ordem.
Drogas 22 volumea a Rouquayrol Frerca, 7 a
Hermea de Sonsa Pereira fit C, 6 a Faria, Sobri-
uho A C, 33 a Franciaco M. da Silva U C.
Fumo 1 caixa a J. P. Pontea, 3 a Gratiene.
Ferragena 2 volumea a Miran la & Souza, 1 a
Prente Vianna te C,
Fructas neceas 1 caixa ordem.
Louca 2 barricas a Manoel Joaquim Pereira, 4
F Legumea 10 caixaa a K. de Druzma fe C.
. Licorea 2 caixaa a Carvalho & C.
Leite condencado 2 caixaa ordem.
Maotriga 248 barra e390 mei a ditos ordem,
30 c 40 a J. F. de Carvaloo 4 C, 25 e 25 a J. F.
de Almeida, 10 10 a J. B. de Carvalho 70 70 a
Paiva Valente & C, 20 o 25 a Dimingoa Cru*
& C, 10 e 70 a Soarea Amaral Irroaoa, 20 e 25 a
Ros & Queiroa, 10 e 15 a A. Labille, 20 e 20 a
Guimarua & Perman, 25 e 50 a Fernandea da
Costa & C, 30 e 40 e 12 canas a Souza Baati s,
Amorim fe C, 16, 30 e 2 caixaa a Fernandas fe Ir-
mio, 15 caixas a Pereira Carneiro 6t C, 30 or-
dem, 9 a Paiva Valente & C, 1' Jote Joaqum
Alves 4 C,
Movis 2 caixaa a Carvalho Jnior & Leite.
Missas 1 caixa ordea.
Suave, porni poderoso
36S
Apezar do vigor e promptidao com que a salsa-
parrilha de Bristol, luta contra aa molestias as
maia p"unnhetaa. Cemtudo a sua aceito suave e
seus emnp inenfes vegetaes eminentemente curati-
vos e fortificantes, nao se acham deavirtcalisados
por ncnh"ma substancia mineral. F L-ae admi-
nistrar cora toda a seguranca s enancas e aa ae-
nb.ira delicadas, que padecem aa molestias e des-
rdeos pbysicas inherentes ao seu aexo, e achtrau
que o nico remedio para seua padeciraeotoa e
debili iade. Todas auaa tendencias sao salutiteraa.
Abre o appetite, fortifica o estomago, regula o fi-
gado r. o ventre, cobre o corpo magro e extenuado
com carnea novas e firmes, d tora aos ervos, re-
fresca oa msculos, d elasticidade ao corpo e sua-
*isa o espirito. Basta dizer-se que dentro do es-
paco de 35 annoa, nunca conatou que falhasae urna
s vez no curativo das entermidadea ulcerosas eruptiveia.
Acba-ae k venda em tudas aa boticas e lojas de
mariaa
Agentes em Pernambuco, Henry Foster & C,
N.na senhora moca viva extremamente :, Alumao interno de maiid? 11 annoi. 550 tam
... ,, ; bem em 4 prestaeoes : tres de loJ*. um i de
triste, vendo quo seus primeaos tres nios yo^^x)
erara traeos desde quo nascerara a conti- \ Alumno externo 20* trrn?naea por cada au!a.
nuamente vi timas de todas as molestias
proprias da idade, por causa do su rao Hda^ ^ alumnos d, collegij ,v fizeram exame
r .r, fttt l u'j Curso Annexo a Favddude no anno de l/seb
estado de saude. lla mesma acnava-se Portuguez
por tal modo iraca depois dos tres partos,! i Euphnsio da Cun'ua Cavalcante, plenamens.
que a familia vivia assustada as proximi- | 2 Jos Geraldo Goacalves Guen, dem,
dad. s do nascimento do qtiarto filhOi Fe-
lizmente um medico altamente expsriente,
con preliendendo que a principal causa
da fraqueza provinha da inauffi dencia do
phosphato de cal nos msculos o nos ossos,
resolveu prescrever o -Vinho de lacto-
pjiosr-hatode cal de Dusart, cujos prin-
cipios generosos e reparadores restabile-
ceram o equilibrio necesaario e restituirara
o appe ite e as torcas, que faltavara a esta
stnliora. 0
ra do Commercio n. 9.
Meica^oiias diversas 2 volumea a Netto Cam-
poa & C, 5 a Ferrreira 4 C, 4 Felippe Duarte Pe-
reira,.2 a .Joao W. de Medeiros, 1 a A. Labille, 5
a 8alMZar<& C, 1 M. da Cunba Saldauha, 1 a G.
Laport & C, 1 a W. Halliday & C, 3 a GuimarSea
Innaos fit C, 3 a Nuuea Fonseca le C,2i Maia
Sobrinbo & C, 3 a A. Rapbael, 2 a Eugrnio de
Vieira, 1 a C -rvalho fe Irmao, 1 a E. G. Catco,
1 a Ferreira Monteiro fe C, 3 a Guimaraes Car-
deo A C, 2 a R de Druaiua & C. 8 ordem, 1 a
Papuwi Ji (,', > n J. Bezerri, 1 a Ferreira & Ir-
uiac, 1 a Alb.uo Juc ,.a ava, 3 a Maia &
Silva, 3 a Manoel J. Ribeiro fie C, 1 a Luis A.
Sequeira
Modas 2 caixas a Affenso Oliveira, & C, 1
ordem. ,
Ohjectns para eacriptorio 2 caixes a Manoel
Cardos Ayrea, 1 a G. Laport & C.
Porcelana 3 barricas a Deodato Torres 4i C, 5
a R. de Druzina & C.
Pedras do fogo 10 barricas a A. D. Carneiro
Vianna,
Papel 1 caixa a Salazar & C, 3 a M. Coliseo
fe C, 1 e 10 fardos ordem.
Queijos l tina a Carvalbo & C, 2 e 30 caixaa a
Jote J. Alvea fe C, 1 e 50 ditaa ordem, 7 caixaa
a Alhoiro 4 C, 15 a Saimders Brothers 4 C, 25 a
Otto Buhrea Successor, 12 a T. Christianaen, 16 a
F. Gu"des de Araojo, ll a Domingos F. da Silva
i C, SO a Antonio Jos Soares & C, 11 a Juo
Fernandea de Almeida, 17 a Roaa & Qneiroi, 10
a Souza Baatoa, Amorim 4 C, 10 a Fernandea da
Costa fe C, 6 a 'Jiiiinaraes Rocha & C
Relogios 1 caixa E. Goetschel.
lt.>Ihas 1 sarco a Antonio *P. da Cunlia.
Saceos de estopa 20 fardos a Sulaer Kauffjiam
&C.
Teeidoa diveraos 5 volumea a D. P. Wild &
C, 1 a Sverino & Irm?o, 2 a Cont Santos & C,
1 a Olinto Jardim & C, 2 a A. C. de Vaaconeel-
loa. 2 a Luis A. Sequeira, 1 a Guimartea Iranios
& C, 3 i ordem, 1 a F. G. do Amaral & C, 4 F.
de Azevedo & C.
Tintaa 14 bsrricaa a Manoel A. Barbosa Suc-
cessor.
Tinta 1 barrica e 1 caixa a G. Laport 4 C.
Tubis 3 caixaa a E. Samico.
Vidria 3 caixas a Bartbolomeu & C, 4 a Deo-
dato Torres fe C,
Vidroa para vidraca 50 caixaa a Bernet 4 C.
("ar_ra de Lisboa
Azeite de Oliveira 50 caixas a Domingos Cru*
4 C, 50 a ordem, 8 a J. G. Ganches.
Ameudoaa 20 barricas a Silva Guimaraea 4
C.
Batatia 100 meiaa caixaa a Ferreira Rodrigues
te.
Bagas 1 barrica a Jos Antonio do Valle.
Inglez e francez
Cursos theoricoe ou praticoa, conforme prefer-
reiti us aenhores intereaaados. Ra da Aurora n.
19, 2- andar.
Collegio de Xossa Senhora das
Curacas
Tendo voltado de Sergipe ue dia 2 do corrente,
tenli a hoora de participai aos Illms. pas de fa
railia que 'eassum a directora do Collegio de Nos-
sa Senhora daa Gracas, sito cm Ponte d'Ueha n. i 21 Antonio Flavio Pessoa Guerra, approvado.
3 Jo Pi isciliano de Seuna Gayo, idem.
4 Anronio Viceute Pereira de Audrade Jnior,
ppiovado.
5 Fabricio Porfirio de Andrade Lima, idem.
6 Anselmo Augusto de Vasconeellos Santos,
idem.
7 Jos Je Oliveira Cavalcante Jnior, idem.
8 tltton de Araiijo Cesa', idem.
9 Severino Barbosa da Silva, dem.
1(1 Zeferino Gomes Pereira da Lyra, idem.
Um reprovado.
Francez
11 Severino Barbosa da Silva, plenamente.
12 Antonio Vicente Pereira de Andrade, appro-
vado.
13 Eupbrasio da Cuaba Cavalcante, idem.
14 Fabricio Porfirio de Aud<-*dc Lima, idem.
Dous reprovados.
Ingle:
15 Jorge Gomes de A'aujo, diatinejao.
ll> IIisbelloFloreDtinoC.de Mello, plenamente.
17 Severino Barbosa da Silva, idem.
18 Jos Geraldo Goncalves Guerra, approvado.
Um reprovado.
Latios
19 Anto'io Flavio Peasoa Guerra, approvado.
20 Eraamo Vieira de Macedo, ido-U.
Um reprovado.
Arithmetica
13113 W
De conformidade com o art. 17 dos estatutos,
sera i vendidas 20 'accoes desta companhia ns.
311/20, 423/35. Os pretendentes s2o covidados a
presentar as suas propostas em cartas fechados,
por intermedio do corretor geral, at o dia 21 do
corrente, ao meio dia, no eacriptorio desta com-
panhia.
Companhia Amphitrite, 17 de Dezembro de
1886 Os directores,
Antonio Marques de Amorim.
Manoel Jos da Silva Guimaraes.
Joaquim Lopes Machado.
Santa Casa de Misericordia do
Kecife
A junta administrativa da santa casa de mise-
ricordia do Recite contina a receber propostas
para o fornecimento de assucar de 1, 2' e"3' or-
te, e turbinado pulverisado uu nao pulvensado,
para os estabeleciraentos a seu cargo, no trimestre
de Janeiro Marco vindouro.
As propostas de ,-erao ser apresentadas at o dia
23 do corrente.
Secretaria da Santa Casa de Misericordia do Re-
eife, 22 de Dezembro de 1886.
O escrvao,
Pedro Rodrigues de Souza.
Id, cujas aulaa abrir-ae-bo no dia 7 de Janeiro
riudouro, aa quaca constara de portuguez, fran-
cez, inglez allemo, historia e geographia, piano,
dansa, bordados, desenbo, etc.
Anua Carroll.
------------socaos-----------
Corso lira fio X mo
O Dr. Manoel Portella Jnior le^ciona durante
aa ferias direito natural c direito romano aoa
estudaotea que desejarcm facer acto em Marco.
Pode ser proenrado em seo eacriptorio ra do
Imperador n 65, 1 andar, das 10 horas s 2 da
tarde.
A. S. Barbosa. 3 a Sarcs
2 a Joaquim Felippe (
Cal 50 barricas a Lopea & Araujo, 50 a Pinto
Alvea A C, 30 a Moreir* fe Braga.
CastanhaB 48 caixaa a Ferreira Rodrigues 5
C, 30 Silva Gira raes 4 C, 1 a F. Manoel da
Silva.
Cominhoa 3 aaccos a Joaquim Felippe & Aguiar.
Frutas 2 caixas a J. L. Aguiar.
Legumea 10 caixaa ordem.
Nozea 20 barricas a Silva Guimarles 4 C.
Paaaas 12 fardos a Baltar Irmaos 4 C, 1A
Ferreira Rodrigues & C, 918 c.ixas a Mendea
Lima & C.
Rolha 1 sacco a F.
de Amorim & Irmaos,
Aguiar.
Sardinhaa 100 meiaa barricas a Joaquim da
Silva Carneiro.
Vinagre 3 barra a '. G. Ganches.
Vinho a 10 pipas e 25 barra a Souza Bastos,
Amorint fe C, ditaa c 25 bams a Maia Sobrinho
i C, 1 barril a J. G. Ganchos. 14 a M. J. Frei-
Vapor nacional Aymor, entrado do Rio de Ja-
neiro p escalas, no da 23 do corrente e consigna-
do a Pereira Carn -iro & O., manifestou ;
Barra vazioa 300 ordem.
Cbopos 1 caixas F. R. da Silva, l a J. J. Sa
marcos, 1 a Augusto Feenandes.
Fogoes de ferro 9 volumes a Miranda & Souza.
Mallas 6 volumes a Maia Sobrinho fe C.
X.rque 144 fardos a Joaqum da Silva Car-
neiro.
OK-iPACUUS DE !::\TL'TA;O
Em 21 de Dezembro de 1885
Para o exterior
Na barca noruejuense Kronos, carregou :
(*ara Liverpool, P Stuhjnnaa 259 saccaa com
20,612 1|2 kilos de algodSo.
Na barca norueguense ralo, carregon :
Para Liverpool, J. H. Boxwell 200 saccas com
18.07J kilo de algodao.
Na barca norueguease S. Joseph. carrega-
rm :
Para Liverpool, J. Paterifc C. 1,569 aaccas com
126,53 J kilsa de algodo.
No lugar inglez Calherine, earr'garam :
Para New-Yolk, Julio & Irmao 1,000 eacees
con 75.000 kilos da assucar maacavado.
Na barca portuguexa Camoes, carregou :
Para Lisboa, S. G. Brito 725 couros aalgadoa
com 8,700 kilos ; F. de Moraes 7 prauchoea de
auarello.
22 Joaquim Gregorio Peasoa Guerra, idem.
23 Joao Jos Lopes de Albuquerque, dem.
24 Eraamo Vieira de Macedo, dem.
25 Jorge Gomei de Araujo, dem.
26 Jos Ignacio de Andrade Lima, idem.
Geometra
27 Joaqum Gregorio Pessoa Guerra, plenamente
28 Antonio Flavio Pessoa Guerra, approvado.
Geographia
29 Joaquim Gregorio Pessoa Guerra, plenamente
30'Antonio Flavio Pessoa Guerra, approvado.
31 Octaviano Cordeiro Coutinho, dem.
32 Joao Jos Lopes de Albuquorque, idem.
33 Erasmo Vieira de Macedo, idem.
34 Jos Ignacio de Andrade Lmi, idem.
Para o Interior
Na barca nacional Marinlto 14; carrega
ram :
Para o Rio Grande do 'ful, J. S. Loyo 4 Filho
600 barricas com 33,393 kilba de asssucar brunco
e300 ditas com 31,324 ditos de dito masca vado.
Na escuna aiuamarqueza Vatborg, carre-
gou. :
Para o Rio Grande do Sul, J. M. Dias 80 sac-
cob com 6,0 com 1,500 ditos de dito mascavado.
.Va barca nacional Marinho 8, carrega-
ram :
Para o Rio Grande do Su', J. S. Loyo- & Filho
379 barricas com 39,416 kilos de assucar branco.
No patacho hollandez Bernirdus, carregou :
Para o Rio Grande do Sul, E. Barbosa 400
saceos com 3J.01I0 kilos de assucar branco e 3,750
ditos de dito mascavado.
No vapor nacional Aymi., carregou :
Para PorteAlegre, J. Fontellea 100 caixas com
o'eo de ricino e 20 ditas cajurubeba.
So vapor inglez Author, carregou :
Para Santos, V. da Silveira 2,000 aaccos com
120,000 kilos de assucar masc&vado e 50 ditos
com 3,00J ditos de dito branco.
Na escun* nacional Evora, carregaram :
Para Pelotas, Maia 4 Rezende 30 pipas com
14,40) litros de acuardente.
No vapor nacional Espirito Santo, carrega
ram :
Para o Rio de Janeiro, M. Junha 40) saceos
cora 24,000 kilos de assucar brando e 2t'0 ditos
com 18,000 ditos ile dito mascavado ; M. do Nas-
cimento 112 saceos com cocos, fructa, e 1 caixa
eora 48 kilos de doce.
Para a Bahia, P. Alves & C. 15 barricas com
900 kilos de assuoar refinado.
Para Victoria, P. Carneiro < C. 300 saceos com
22,500 kiloa de assucar branco e 10 ditos com 750
ditos de dito masca vado.
No lugar nacional Sarah, carregaram :
Para o Para. P. Alves 6c C. 30') volumea com
17,550 kilos de assucar branco ; M. J. Alvea 400
barricas com 2,250 kilos de assucar branco ; J.
C- de Meilo 1 pipa com 480 litros de alcoil.
= No vapor nacional Cear, ca.rregou
Para Manos, F. de Moraes 25 barricas com
1,435 kilos de assucar branco e 2 pipas e 10 bar-
ra com 1,536 litros de agurdente.
No vapor nacional lpojuca, carregaram :
Para Moaaor, P. Alvea t C. 10 barricas com
600 kiloa de assucar rtfinado.
Para Camossim, F. Sobrinho & C. 2 barricas
com 28 kiloa de assucar branco ; Rouquayrol Fre-
res 1 barrica com 50 kilos de assucar refinado.
No hiate nacional Aurora, carregou :
De ordem do Illm. Sr. inspector, e de conformi-
dade cora o aviso do Ministerio da Guerra de 22
de Nuvembro ultimo, fajo publico qua no dia 3(y
da corrente, perante aesso da junta, se rece-
ben) propoataa em carta fechada e sellada, para a
venda de 12,513 parea de calcado manufacturados
no presidio de Fernando de Noronha e existentes
no Arsenal de Guerra, ondepodero aer examina-
dos pelos proponentes, mediaate permisso do
respectivo director.
Thesourana de Fazenda de Pernambuco, 22 de
Dezembro de 1886.O Becretario.
Luiz E. Pinheiro da Cmara
Et trada de ferro do Re-
c:fe Caruar
De ordem do Illm. Sr. director, faco publico que
0 tremP 2que psrtia da estacao de Caaeavet
s 2 horas e 41 minutos da tarde, partir agora a
1 hora, partindo de Ponios a 1 e 28, e da Vic-
toria as 3 e 46.
Secretara do proloogamento da estrada de fer-
ro do Recite ao S. Francisco e estrada de ferro do
Reeife Car.uar, 23 de Dezembro de'1886.Pe-
lo secretario
O 1- escripturaro,
Vitaliano P. Ribeiro de Souza.
Para Maeo, J- V. Campos 10 saceos com 600
kilos de aaauc r mascavado.
No vapor francez Ville de Pernambuco, car-
regaram :
Para Santos, H. Burle fe C. 400 saceos com
21,000 kilos de assucar branco e 600 ditos com
36,000 ditos de dito mascavado : P. Alvas 4 C.
35 barricas com 2,1< kilos de assucar refinado.
Para o Rio de Janeiro, H. Burle 4 C. 300
s. ceas com 22,401 kilos de algodo.
MOVIMENTO DO PORTO
Navios entrados no dia 23
Liverpool e escala20 dias e meio, vapor inglez.
Editor, de 1,080 toneladas, commandante Tho-
maz A. Chandler, equipagem 27, carga vsriDs
gneros; a Saundera Brothers & C.
Porto-Alegro o escalalidias, 7apor nacional
Aymor, de 382 toneladas, commandante F. Ca-
aavechia, equipagem 30, carga varios gneros ;
a Pereira Carneiro & C.
Fernando de Noronha 50 horas, vapor nacional
Giqui, de 223 toneladas, commandante Souza
Lobo, equ'pagem 28, em lastro: Companhia
Pernatnbucana.
Navios sahidos no mesmo dia
Liverpool Barca norueguense Nat, capitSo Th.
Rayen, carga algodo.
PelctaaPatacho allemo Mary, capitSo Jobannes
Breskuolett, carga asauca:-.
Rio Grande do No'tePatacho sueco Natal, ca-
pito P. A Hillatedt, em lastro.
Aracaj e escalas Vapor nacional Mandahn,
commandante Domingos Mafra, carga varios
gneros.
Uruguay aunBarca nacional Marinho IIo, capi-
to Joao Baptista Mendea, carga assucar.
Niw-YorkLugar americano W. //. Deitz, capi-
tSo H. B. Hooper, carga assucar.
VAPOitES ESPERADOS

Espirito Santo do norte boje
Editor de Liverpool boje
Neva da Europa boje
Vle de Cear do su! hoje
Caravellas do sul amanh.t
Cear do sul a 26
Cearense de New-York a 28
Slefanie de Trieste a 25
" Janeiro de 1887
Finance do sul a 3
Euclid da Liverpool a 5
Allianca de New-Port-Newa a 7




Diario de PernambucoSexta-leira 24 de Dczembro de 1886
1


ateras ordinarias da provin
da
* O abaixo assignado toado recibido communica-
^ao oflhial de hiver S. Ere. o ar. presidente da
* proviacia, em data de hontein, resolvid exone-
ra! o do cjrgo de thesoureiro das lotera* ordina-
ria da provincia, faz publico aue teca suspendido
neata date, como era de seu dever a venda, e ex-
traeco de qualquer lotera, pisto que S. Exc.
tbe doixiS-e a iacul.iadc de fazer extrabir aquel-
Jas, cujog bilbetes se uchassem expostos venda
u impressos.
Deixa portanto de correr a quo estava annnn-
ciada para segundu-feira 27 do correte, a os por-
tadores dos respectivos bilbetes podem desde ja
receber su importancia ra do Un i da Vic-
toria n. 11.
Reeife, 23 de Dezembro de 1886.
Augusto Octaviano de Smza.
-Manta Casa de Misericordia do
llecfe
Pnr esta secretaria sao chamados os pjircntcs
ou protectores das menores abaixo declaradas,
para at o di 31 do crrente apiesental-a.. no
collegio das orpb&s, arjm de seren ahi udmittidas, Dito bexiga,
visto soem as priuieiras inscriptas ns respectivo '
yuadro :
1 A'iee, filba de Marianna Pires rfe Sotiza.
2 Ermelmda, idein d-f Francisca Maurieia de
Sjas-
3 Mara, idem de Antonia Marcelina de Oli-
veir...
4 Julia, idem de Josopha V. Diuz.
6 A reclina, dem de Josepba Maria da Coneci-
co.
tj Maria, idem de Candida Oympia de Medei-
roR Arauj.
7 Marciooida, idem de Mari Sophia do Reg
Barios.
Secretaria da Santa Casa de Misericordia do
Beetfr, l'ile Dezembro de 188G.
O escrivo,
Pedro Rodrigues de Suuza.
Horario
.'tirante a noite de 24, de hora em hnrs., depois
dos ltimos trens ordinarios de 9 ',. percorrero a
inlia trens extraordinarios, qu" parara as esta-
4oei da tabella, a' os de 5 '/j da madrugada,
nuind'i ser continuad) o horario ordinario; sendo
que tainbem um trem extraordinario de carpa ser
Jeito as 2 '/: (' mesmo da 24 tanto para Oliuda
com tiara leberibe e estaques intermedias.
N. 15.Us Srs assignanteg, como de costume,
to torno direito a passagens, por conta das as-
signaturas, em ta-'s trens extraordinarios.
Escnptori da companho, 22 de Dezetabra de
1886.O gerente,
A. Pereira Sirnijes.
Lotera da Colonia Isabel
A 81 serie da 24 parte das loteras em favor
"dos ingenuo da Coionia Isabel, acha-se eiposta
venia.
Tliesouraria das lotoriss para o fundo da eman-
cipaco e ingenuos da Colonia Isabel, 23 de De-
Ttnbro de 1886.
O thesoureiro,
Francisco Goncalyes Torres.
Imperial sociedade
DOS
Artistas Mchameos e
Liberaes
Em virtude da deliberaco da directora, eem
noine desta imperial so^edade, venho cumprir o
grato dever de agradece SS. Exeas, o Sr. Bis-
po Diocesano, os Srs. presidpnte da provincia,
imrnandante das armas, os Srs, tenente-coronel
ommandante do corpo de polica, Dr. Alfredo
Lisboa, e demais pessoas-.que concorreram para a
-e-o emnidade do 45 anniversaiio desta associsco,
e exposicao artstica indutrial, assim como aos
artistas e industriaos e amadores que concerreram
jam os eeus productos para a mencionada expo-
aicao. Outrosim, a sociedade agradece todas as
p-ssois que se dignaram de comparecer ao acto,
assim como a confinca e animaco que o publico
en geral manifestou em prol do tngrandecimento
da instituicao e das artes.
Secretaria da Imperial Sociedade dos Artistas
Mechauicos e Liberaes do Pernambuco, em 22 de
Dezejcbro de 1S86.-0 1- secretario,
Jos Castor de Albuquerque.
Lotera de 4000 contos
A grande lotera" de 40CO contos, 'm 3 sorteios,
liea transferida para o da 14 de Maio viudoura,
imprerferivelmente, nos termos do despacho do
xm. Sr. presidente, de boje.
Tnetouraria das Loteras para o fundo de
emancipa cao e ingenuos da Colonia Isabel, 14 de
Deaembro de J886.
O thesoureiro,
Francisco GonealvesTeircs.
Estrada de ferro do
Recite a Caruar
Da ordem do Illm. Sr. Director, fago publico
.que na norte de 24 do orrente haveri um trem
tspecial de passageiroa, observando-se o seguinte
horario.
DA 24
SJIT>.
Cheg.
Jaboito
Tgipi 11.15
: cife 11.35
Os precos sero dos trena de suburbios.
Reeife, 22 de Dezembro de 1886.
O secretario,
Manoel Jiivencio de Sabaya.
DA 25
MANHA
Par Cheg. rarl.
11. Secife 2.
11.17 Tegipi 2.18 2.20
Jaboato 2.35
Circular n. 28
Th'sourarin de Paienda de ivtnnm
bato, *1 dts lieiemliro de 18S
O contador, servndo de inspector, consideran-
do qie S Exc. o Sr. presidente da proviucia devo
aer invariavelmente Informado, conforme exige
m -cu officx de 18 ao correte mez, d> numero
dos antigs eseravos que bouverem attogido
ida^e de 60 e 65 annos, em cada ura dos muniti-
oios da provincia, desde a data da lei n. 3,270 de
23 de Setembro de 1885, e por isso libertos as
contienes do % 6o d> art. 10 c 2 do art. 11 do
rrenlainento n. 9517 de 14 de Novembro do dito
hiiii.i ; ordena aos senhores collectores das rendas
eraos que, ai miis curto praso, jemettam por
intermedio desta th^eourari, relacoes numricas
/le tes eicravo?, com declartcio da idade e sexo
de cada um, assim como dos que forem attingindo
i i lude de 60 aanos ; com descriininaeio dos p -
-i idos cima indici.do3.
Cumpram :
Manoel Antonio Cardoso.
Obras do Porto e Geraes
De ordem do Illm. Sr. engonhe;ro director da
RepariicAo das Obras da Conser.-aco dos Portos
Obras QofJKis de Pernambuco, de conformidade
com a autorrsacao de S. Exc. o Sr. Dr. presidente
da provincia, de 11 do correte mez, e na forma
do art. Io do Dec. n. 2,926, de 14 de Maio de 1862
e 18 do Dec. n. 2.922, de 10 da mesira data, do
reguUmento do Ministerio da Agricultura, Com-
me.cio e Obras Publicas, fazemos sciente a quem
interessar possa, que no da 27 do corrente, ao
meio di, na mesira rep'rtico, recebem-se pro-
pust s para o forneeimento durante o semestre de
laneiro Junbo do anno prximo futuro, dos ee-
guintos objectos e materiaes necessarios a obras
.lo porto, obras geraes e obras da ponte Buarque
de 1 acedo :
Art. 1. Os proponentes deverao apresentar as
auas proposUs em carta fechada e competente-
mente selladas, at a hora cima mencionada, sen-
do que depois nao serio mais aceitas.
Art. 2. Os propenentes deverao apresentar
amostras dos objectos propostos.
Art. 3.* As propostas deverao ser feitas tegua-
o sjdtemas de pesos e medidas, descriminando
a qualidadee quautidade, confirme arelacaoabai-
xo especificada.
Art. 4 Os fornecedores se obrigaro a facer o
forneeimento a tempo e a bors, em que Ibes for pe-
dido, sos pena de pagare o 10 J/0 de multa sob o
valor do forneeimento, e de 20 /. ss effectivamen-
e o nao fiserem.
Art. b." O fornecedore8 serao obrigados a en-
tregar os objectos pedidos nos lugares que forem
designado, mediante recibo, que ser passado pe-
los empregados competentes, na primeira via do
pedido, a qual acompanhar a conta, que dever
ser tirada mensalinente e entregue na repartico
t o dia 15 do mea seguate ao do forneeimento-
Art. 6.a O carvao para as dragas e vapores ser
foriiccido a berdo, da quautidade de 10 a 20 tone-
ladas, fin emharcacao d'essa arqueagio, competen-
t>-meute verificadas.
Relnrao do* objectoa
Acid > mnriatico, litro.
Ac bntido, kilo.
Dito dito em verguinha, idem.
Dito fundido, idem.
Dito dita un verguinha, idem.
Dito cbato e oitavado, dem. -
idem.
AgUH-raz, ;itro.
Alcatrilo,' idem.
Alin tolia de folha de 1/2 a 5 litros, urna.
rame de cobre, kilo.
'ito de lato, idem.
Dito de ferro, idem.
Apito mecnico, um.
Azul ultramar, kilo.
Arrebem, kilo.
Azeite doce, litro.
Azeirede carraptto, idem.
Azeite de peixe, idem.
Aldrabas, urna.
Arruelas de borracha para tubo, kilo.
Aguilhilo dr ferro, um.
Anc sute de ferro, um.
Arela de fingir, metro cubico.
Alicate, um.
Alavanca de ferro, diversos tamanbos, dem.
Agulha de coser, grande, urna.
Kuiideirolas de madeira, dem.
Uarril, um.
Barra pequeos, um.
B .1 es do ferro, um.
Baca de louc, nm.
Brome de ferro, um.
Baldes ferrados, idem.
Barris de g ', dem.
Baudeira nacional de 2 pannos, urna.
Balanza decimal, urna.
Borracha vulcauisad em lencol, k>lo.
Bigoruia, dem.
Breu, dem.
Bnm, metro.
Brocha n 8, urna.
Brocha pequea, urna.
Craveiro de ferro, kilo.
Chapa de ferro, idem.
Cadernal ferrado, pp.
Canoa, urna.
I.'aldeira de ferro para draga, urna.
Ciscador de ferr^, um.
Chave inglezu, nma.
Caldeiroes para vermz e alcatrilo, um.
Cavilhas, urna.
Corroa de borracha, metro.
Cabo de linh.i, k lo.
Dito de uianilbn, idem.
Caderones bronzeados, pp.
Caderneiro de ferro, um.
Cadeado de ferio, um.
Ditos de metaes, um.
Caivete, nm.
( olla da Babia, kilo.
Cadinhos, numero.
Caetas, dusia
Campa pequea, urna.
Calque em panno, em mstres.
Dito em papel, m 'tro.
Colheres de trado 0m,0I35 a Un, 125 de grossura
a 0m,0337, dusia.
Dita de rosca 0 n.0135 a 0m,0125 de grossura
. 0,25, idem.
Chumbo em barra; kilbo.
Dito em lencol, idau.
Caldeira surtida de derreter breu, idem.
Carvao Cardiff, idem.
Carv para terreiro, idem.
Dito New Castle, idem.
Dito Cok, idem.
Cimento Portladd inglez de marca Peramd, peso
liquido, dem.
Rito Romon, pese liquido, idem.
Dito inglez marca Leo, peso liquido, idem.
Ditofiaocez marca Demarte, peso liquido, idem.
Dito allemo Von Flix, peso liquido, dem.
Dito, dito Zuiven, peso liquido, idem.
Dito inglez Heltem, peso liquido, idem.
Dito dito Hermann, peso liquido, idem.
Cobre em barra, idem.
Dito em lencal, idem.
Dito para torro de canoa, idem.
Dito velfio. idem.
Dito em vuro, idem.
Corroa de sola ingleza singella, metro.
Dita dita dita dobrada, idem.
Corrente de ferro, kilo.
Couro :ril, um.
Cr, kilo.
Cravo uu ribite, idem.
Cantoneija de ferro sorti la, idem.
Cal [neta, metro cubico.
Dita branca, idem.
Curvas d- sicupira de differentes tamanbos confor-
me a forma apresentada, nma.
Cavernas de dita verdadra, com 3m,60 de baste e
0m,138 de grossura, idem.
Caibroa de qualidade, metro.
Corda para andaime, peca de 5 metros, urna.
Cano de chumbo, metro ou kilo.
Dito de barro de diversos dimetros, uin.
Cera amarella kilo
Cepo de ferro, bate estaca, um.
Candkiro, idem.
Cabo de cairo, kilo.
Carreta de ferro, nma.
Carrinbos de mao, um.
Crrela de barracha de diversos tamanbos, metro.
Dobradices de ferr, par.
Ditas de metal, idem.
Ditas de croa, idem.
Encbadas, urna.
Escova inglesa, dem.
Ditas para tubo, idem.
Escpula de ferro, idem.
Escala de madeira, idem.
Escala de marfim, dem.
EsUnho em verguinha, kilo.
Esepeiro, um.
Es'opa de algodo, kilo.
Dita de linho, idem.
Escova para-umpar machina, urna.
Encb sacho, um.
Esteios de emberiba preta, um.
Estopa de emberiba, kilo.
Enchams de sicupira verdadeira com 6", GO de
coinpriincnto e 0, 138 de grossura. um.
Envelnos pequeos, cento.
Ditos para ofBeios, idem.
Kechadura, urna.
Feltro, kilo.
Ferr ingl. z sortido, idem.
Dito om lencol, idem.
Dito inglez murca Lavor, lem.
Dito suecco em barra, idem.
Dito bruto para fundir, idem.
Forqueta de ferro, urna.
Pi de algodo, kilo.
Dito de la, idem.
Dito de vela. idem.
Perrolho de ferro, um.
Fatetha, urna.
Gaifo de f-rro, um.
Graxa do Rio Grande, kilo.
Gato do f-rio inglez dobrado, um.
Jangadas, urna.
Jarra de madeira ferrada, idem.
Jarrinho de lenca fin-i, um.
Lampeao, idem.
Lato em lencol, kilos.
Limas inglezas, pp.
l>ita triangular, idem.
Dita chata, idem.
Dita murca, idem.
LimatSo inglez. ideui.
Linha de barca e sondagem, kilos.
Liaba alcatroada, idem.
Liame de secupira de ..differente tamanhis, con-
forme a forma apresentaaa, urna.
Liza de esmeril em panno, fulhs.
Dita de vidro em papel, idem.
Lona inglezs, metra.
Lapis de duas cores, dazia.
Dito Faber, idem.
Dito Giber, dem.
Dito de borracha, idem.
Livic em branco, de papel almaco pautado de 50
a 200 folbas, um.
Dito em branco, papel Ca, de 50 a 200 folbas,
idem.
Merlim, kilo.
MetaJ, composico em tolha, idem.
Manga de vidro para lanterna submarina, urna.
Mialhar branco, kilo.
Moitoes bronzeados, pp,
Machina para csrrar madeira, urna. "
Moitoes forrados, pp.
Mola para porta, urna.
Mira. idem.
Martello calcado de ato, um.
Nivel bolba d'ar, idem.
Olbar de lao, idem.
Oleo de linhaca, litro. .
Palba do. coqu iro, cento.
Papello, tolha.
Parafusjs de ferro, dusia,
Fes de cabra, uu..
Pipas para dep^rito d'agua, urna.
Parafnsos de metal, duzas.
i' do ferro patente de seriado, urna.
Dita de ac, idem.
P preto, kilos.
Praneho-s de umarello, um.
Prancho.'S de pao carga, idem.
Dito de louro, idem.
Ditos de piuho da Suecia, metro.
Ditos de piuho resinoso, idem.
Pregos de co^re batel, grandes o pequeos, kilo.
Ditos de lineo, idem.
Dites de f, rr sortido, dem.
Ditob caii'ju<.., i :c. .
Ditos ripae, lo in.
Ditos de torio, batel grande e pequeo.
Ditos frftnccMt, idem.
Porcas para atnrravhar purafuzos. dem.
Ditos de ferro de diversos ti>manbof, idem
Peanas Gaulhier, caixa.
Dtis Peiry, idem.
Ditas Falcon, n. 48, idem.
Ditas MalUt, idem.
Djtaa finas para deeonbo, idem.
Presilhas de diversos tamanhop. dem.
Pico de ferro, um.
Pastas de oleado, urna.
I'usaime, caixa.
Papel sem fim, peca.
Dito matta borrio, folha.
Papel almaco pautado, resma.
Dito rosado pautado, caixa.
Dito dito grande, resma.
Dito Carr, cento.'
Dito Jes, idem.
Prussiato de potasso, kilo.
Prancbu de elstico trancado, ten do 12 metros
de coinpriincnto, O"1,6 de largura e 00'"75 de
grossura, um.
Piciireta, urna.
Pregos de ferro fino, kilo.
Ditos com arruella galvaniaada, idem.
Puxadores para gaveta, de pao ou mtal, duzia.
Pao de jangada, um.
Patesca, urna.
Paseador de ferro, um.
Pedra bruta granito, metro.
Quartinba d barro, urna.
yuartola ferrada, dem.
Quiry pura cabo, um.
Remo de faia, metro.
Raspa de ferro, urna.
Rxo trra, kilo.
Raspadeira de cabo de osso, urna.
Regoa da faia, idem.
Riga de qualidade, om 5 metros de comprimen-
to, duzia.
Rodalna para patesca cu de cadernacs, urna.
Rebolo de podra com caixa de ferro, um.
Rodete de ferro, idem.
Regulador, idem.
Saceos vasios, dem.
Sapatilna, urna.
Serrafita, metro.
Serroto, um.
boceante fezes de ouro, kilo.
Seccante de zinco, kilo.
Safra de ferro, urna.
Sola ingleza, kilo,
fineta de brunze, urna.
Ser circular, idem.
Tcsoura, idem.
Trilhos de ferro, kilo.
Tetoura de funileiro, urna.
Tmpano, um.
Tal ha, urna.
Taboas de amarello, de 0">0135 e 0"il25 de gros-
sura, urna.
Ditas de pao carga de 0in025 de grossura, idem.
Dita de pinho da Suecia, idem.
Dita de pinho r. sinhoso, idem.
Dita de louro, idem.
Dita de cedro, idem.
Tapeta pa'.'a escaleres, metro.
Taza de cobre, kilo.
Taxa de bomba, kilo.
T jlo inglez, um.
dem de fogo, idem.
dem de alvenaria batida, mlheiro.
dem de alvenaria grossa, idem.
Tinta branca de zinco em maco, kilo-
dem verde em maco, idem.
dem preta Stephe.-r, botija.
dem carmn-, frasco.
Trave de sicupira verdadeira, metro.
Trena de fila, urna.
dem de ac, idem.
Trados de diversos tamanbos, um.
Trave de emberiba preta, metro.
Tncal, kilo.
Tubo de vidro para o nivel d'agua, um.
dem de lato para caldeiras, kilo.
Tarracbas diversas, urna.
Tinteiroe de vidros, idem.
Telhas de barro curvas nacionaes, milheiru.
dem de zinco onduladas, folha.
T"rneira de brouze diversas, nma.
Tecido de rame de qualidade, kilo.
Traveta de 7 metro*, urna.
Tijolo fraucez, um.
Tecido de rame de lato, metro.
Tornos de ferru para bancala, um.
Vlvula de bronze de mola e da tamanbos diver-
sos, urna.
Tastoura de timb, idem.
Verruma de diversos temaohos, idem. #
Vassouras de piassava, idem.
Vara para caua, idem.
Verde francez, kilo.
Vermelho, idem.
Verde ehrom-, kilo.
Terguntea de pinho, urna.
Zarco inglez, kilo.
Zinco em folha, idem.
Repartico das Obras do Porto e Obras Geraes
de Pernambuco, em 21 de Dezembro de 1886.
O Io escripturario.
Moncel Uuarte Pereira.
O escripturario das Obras Geraes,
Joaquim de Uedeiros Rapoto.
MARTIMOS
The IUIBISS.C I
0 paquete Finanee
E' esperado dos portos do
sul at o dia 3 de Janeiro
depois da demora necessaria
seguir para
Haranlio. Para, Barbados, *.
Thomaz e Xew-York
Para carga, passagens, e encommendas tracta-
AGENTES
0 nw Alliifa
Espera-se de New-Port-
News, at o da 7 de Ja-
neiro o qual seguir depois
da demora necessaria para a
Baha, Rio de Janeiro e Santos
Para carga, passagens, enconuneudas e dinheiro
a frete, tracta-se com os
AGENTES
Henry Forster & C.
N. 8v RUADO COMMiKGlO N.8.
! andar
BOYAL NAILSTEA1 PACET
e por despacho do Exm. 6r. Dr. juiz de direito es-
pecial do commcrcio, de cerca de 140 tonelladas
de carvao de pedra descarregado e depositado no
armazem de Pooseca limaos & C-, o qual tendo
sido arrestado, ser vendido para pagamento do
frete divido ao inesmo navio vindo este porto
com carregamento de carvao de pedra para a Com-
panhia The Central Sugar Pactories of Brasil Li-
mited.
O referido leilo ser effectusdo a 11 horas em
ponto no deposita dos Srs. Fonseca Irmos & C,
ra do 3oum.
Segundo leilo
Da importante pharmacia e drogara sita
ra do Bario da Victoria o. 20, perten-
cente a maesa fallida de J. C. Lery & C.
Negonda-felra, ti do corrente
A'$ 11 horas
O agente Gusmo autorisado por mandado do
Exm. Sr. Dr. juiz de direito do commercio e a re-
querimento do Dr. curador tseal da massa fallida
de J. C. Levy & C, levar a segundo llo, com
assistencia do inesmo juiz, a armaco, mercado-
rias, cofre inglsz e utensilios existentes na phar-
macia cima referida, pertencentea mesma mas-
sa, podondo ser examinado o mandado em poder
do mesmo agente.
3 Jeilo
0 paquete Neva
E' esperado da Europa no dia
24 ou 25 do corrente, segun-
do depois da demora necessa
ria para
THEATRO
GUARANY
JAB0AT0
Coipla Dramtica
llnji! U de Dezembro de 1886
Lindo espectculo para acabar a hora de
ir para a MISSA DO GALLO
Subir scena pela primeira vea, o drama em
3 actos, denominado :
ttlWKSSk DE IIIOM
Terminar o espectculo com a esplendida co-
media em 1 acto, na qual 0 actor Lyra, mudar de
sexo vista do espectador, intitulada :
0 Ensaio do Trovador
finalisando cam o chistoso tango
Ch Arauna
O espectculo principiar as 8 1/2 em ponto afim
de terminar a hora de apauhar o trem extraordi-
nario que parte de Jaboato s II horss.
Bahfa. Rio de laneiro- Monte-
video e Buenos Avies
Este vapor traz simplesnente
passageiros e inal^ e inimedia-
tamente cegar depois do desem-
barque dos mes m os.
Para passagens, fretea, etc., tracta-se cea; os
CONSIGNATAKIOS
damson liowic & C.
Comp&i>nla lirasileira de nave
^;:eo a Vapor
PORTOS DO NORTE
0 vapor Cear
Commandante o 1.' tcnente Guilherme Pa-
checo
E' esperado dos portos do sui
at o dia 26 de Dezembro, e
seguir depois da demora n-
dispensavel, para os portot
do norte at Manos.
Para carga, passagens. encommendas valeres
racta-sc na agencia
PRAQA DO CORPO SANTO N. 9
PORTOS~DO SL
Vapor Espirito-Santo
Commandante Joao Mana Pessoa
E' esperado dos ,rtos do
norte at o dia 24 Dezem-
bro e depois da demora in-
disponga vel, seguir para
os p"-f/>s do sul (inclusive o
da Victoria).
Recebe tambem carga para Manta Catharina,
Grande d) Sul, Pelotas e Porto Alegre,frete mo-
dic .
Para carga, passgens, encommendas e valores
rata-se na agencia
PRACA DO CORPO SANTO N. 9
CiJRGEliRS REUNS
Companhla Franceza de Pavesa-
cao a Vapor
Linha quinzenal entre o Havre, Lis-
ooa, Pernambuco, Bahia, Rio de Janeiro e
Santo*
sTEMEtViUe de Cear
Espera-se dos Dorts do
sal at o dia 24 de Dezeiabrc
seguindo depois da indis
pensavel demora para o Ha-
vre.
Cbn"duzem medico a bordo, sao de marcha rpida
e offerecera excelleates commodos e ptimo pasea-
dlo.
As passagens pdenlo ser tomadas da antamo.
Recebe carga encommendas e parsageiros para
os quaes tem excellentes accommodafoes.
Augusto F. de Oiiveira 41
46 -RA DO COMTriEROIO-46
Para
O brigue nacional Saraht tendo a maicr parte
da carga engajada, aegue para o porto cima at
24 do corrente impreterivelmente. Para alguma
carga que lhe falta, trata-ae com os coosignata-
r js Fonseca Irmos & C
Para Pelotas
Segu com toda a b'revidade para o portj cima
o patacho norueguense Byfoged Christie, por ser
a maior parte da earga rugajda : para o resto
trata-ae com W. W Robilliard.
Becifo, 23 de Dezembro de 188t>.
LEIL0E&
Sexta-teira 24, deve ter lugar o leilo de
cerca de 140 tonelladas de carvao de pedra de Car-
diff depositado no armazem dos Srs. Fonseca Ir-
mos C, ra do Bru. -
Leilo
Do aotigo hotel e hospedara, denominado
Estrella do Norte, sito ra de Thom
de Souza n. 8, aotigo becco da Lin-
gueta
Sexta-feira 24 do corrente
A's 11 horss
Constando
da armaco, balcao, 1 grande tanque de ferro
para deposito d'agua, cama franceza, marquezao,
camas de ferro, ditas de lona, duas grandes mesas
com tampo de podra, ditas redondas, espelbos,
quadros, relogios de parede, commoda, 1 ucas, be-
bidas, trem de corintia, roupas para cama e mu-
tos outros objectos.-
O agente Gusmao, far IcilSo, em um ou mais
lotes, vootade dos compradores.
Garntele as chaves.
Leilo
De cerca de 140 tonelladas de carvao de
pedra, descarregado de borlo do patacho
inglez Echo e existente no deposito de
Fonseca Irmlos & O, ra do Brum.
Sexta-feira. do corrente
A's 11 horas em ponto ,
O agente Pinto, levar leiliu a requerimento
de E. 8. Bogart, capito do patacho inglez Echo,
De 2 casas terreas sitas raa dos Guara-
rapes ns. 10 e 12, freguezia do Reeife,
tendo cala utna 3 portas de frente, me-
dindo 27 1/2 palmoa de frente e 80 di-
tos de fundo, com accommocia^es, gran-
de quintal e cacimba.
rona foini as do corrale
A's 11 IV-ras
Na puf dos Guararapes n. 10
O agente Gusma, autorisado por mandado do
Exm. Sr. Dr. juiz de direito da commercio e a re-
querimento de Antonio Luiz Baptista enrador de
D. Francisca Bernardina da onceico Carvalho,
levar a 3" leilo, com assistencia do mesmo juiz,
as casas cima mencionadas.
O leilo ser effectuado as mesmas casas, po-
dendo desde ja serem examinadas.
Agente Pestaa
Excellente emprego de capital
Leilo
De 2 importantes sitios, 2 casas terreas e 2 ter-
renos pertencentea ao expolio do sbito portuguez
Antonio da Silva Pontea Guimares :
O agente Pestaa autorisado pelo Exm. Sr. Dr.
juiz de direito, de orpbos c ausentes e a requeri-
mento do Illm. Sr. Vicente Nunes Tavares, encar-
regado do Consulado de Portugal vender em leilo
com assitencia dos mesmoa senhores.
TERCA-FEIRA, 28 DO CORRENTE
A's 11 horas
Ra do Vigario Tenorio n. 12
O seguinte :
Um excedente sitio n. 1, na estiada de Belm,
terreno proprio com 300 palmos de fronte e 560 de
fundos com diversas arvores fructferas, boa casa
de pe ira e cal mediado 30 palmos de frente e 66
de fundos, quartos para criado, estribara e cacm
ba com boa agua de beber.
Um dito no lugar denominado Salgadinho n. 12,
foreira Santa Casa de Misericordia do Recite
(as Salinas da freguexia de S. Pedro Martyr em
Olinda) mediado 75t> metros de extenc?, limitando
com a margem do rio de Beberibe, umitas arvores
fructferas e eScellente casa de vivenda.
Um terreeo com 2i2 palmos de frente e 6(0 de
fundo, foreiro Santa Casa de Misericordia do Re-
eife, na mosma estrada di- Belm, limitando ao
'norte com trras de Maria Felippa e ao sul com a
primeira ra projectada.
Um dito tambem foreiro Santa Casa de Mi-
sericordia, annexo denominado Oimpo Alegre, com
166 palmos de frente e 000 de turnio.
Urna casa terrea do pedra e cal raa do Bom
Gosto, ao lado da groja de N. S da Paz n. 17 em
(Afogados) com port>ejanella defnute,2 balas,
2 quartos, cosinha fura, cncimba, quarrn para
criados e quintal murado, tendo 20 palu.-.- de fren-
te e 60 de fundo.
Urna dita a ra de S, Pedro Martyr, na cidade.
de Olinda, n. 100, com 2 portas e 3 janellas de
trente, 2 salas, 1 gabinete, quartjs, cacimba fra
e quintal murado; para qualquer informaco a tratar
com o mesmo agente.
12.511Um alfnete e um par de brincos ouro de
loi.
12.525Urna cruz com brilhantea e urna volt* de
tranceln), onro de lei.
12.531Urna medalha, um emblema do Espirito-
Santo e 4 anaeis, ouro de lei.
12.532Urna corrate e nm relogio ouro de
lei.
12.551Urna volta de ouro para senhora.
12.552Duas correntcs e urna medalha para re-
logio e trez botoes, ouro de lei.
12.561Urna volta de perclas e urna cruz era ve-
jada de diamantee.
12.583Urna pulseira e dous botoes, euro de
. lei.
12.584Dous casticaes com anglicas um palitci-
ro, 18 colheres para, sopa, 28 ditas pa-
ra cha e urna dita para arroz, prata de
lei.
12.595Urna corrente para relogio (incompleta),
ouro de lei.
12.596Um par de botoes para punho, onro de
lei.
12.603Um par de esporas de prata.
12.614Um oceulo d'.' ouro, urna volta de tran-
ro
i i;ii \o DE .Mil 1S
O cooselho fiscal, atteadeodo ao grande, numero
de cautelas nao resgatadas, e nao convindo ex-
pol as venda contra os iateresses do estabeleci-
roento e dos respectivos mutuarios, f iz publico
que fica transferido para eftectuar-se-n> dia 28
deste mez o leilo annunciado para o dia 15.
Estaio em expesico tres dias antes.
11.632Um annel de ouro com brilhante, urna
pulseira, nma corrente e medalha para re-
logio, ouro de lei.
11.633Um par de rosetas e um annei cotn bri-
Ihantos.
11.645Urna pulseira de ouro com brilhante*.
11.705Um relogio ouro do Iri.
11.976Urna correte para relogio ouro de lei,
um relogio de ouro e um palitoiro prata
de loi.
11.981Urna pulseira ouro de lei.
12.010Uin par de rosetas de ouro com brilhan-
tes.
12.022Urna pulseira onro de lei.
12.107Unan pulseira de #uro com brilbantes,
quatro anneis com ditos, um corrento
de ouro para relogio, urna gargant^baj
urna pulseira? dous broches, dous pares
de brincos ouro de lei, um relogio de
ouro.
12.302Um annel de ouro com um brilhante,
unas coras de our de lei, urna moeda
de ouro com laco. um cordo e um cora-
cao de ouro, ouro baixo.
12.306Cinco anuci* ouro de le.
12.836Um annel de ouro com brilhante.
12.349Um annel com brilbantes..
12.362Um cordo e urna uiedalba, ouro de lei.
12.370Uin trancelim c um annel ouro de lei.
12.376Dona trancelins, duas mcdalbas e dqas
cruzes, ouro de lei, 13 colheres para cha,
e um marac prata baixa.
12.381Um relogio, ouro de lei.
12.387Um relogio ouro de lei.
12.392Urna volta de trancelim e tres teteias,
ouro de lei.
12.402-Urna corrente e medalha, para relogio,
ouro de lei.
12.405Um par de brincos de ouro com brilhau-
te.8
12.406Urna pulseira, um alfinete, um par de
brincos do ouro com perolaa c esmeral-
das, ouro de lei.
12.407Urna salva prata de le.
12.408 -Urna pulseira de ouro com brilhante,
nina volta de ouro com laco e urna meda-
)Ih, ouro de le.
12.409Um broche para retrato com brilhaa-
tes.
12.412Urna corrate dupla para relogio ouro de
lei,
12.431Urna coi rente para relogio ouro de lei.
12.438 Um cordo ouro de le.
12.439Urna redoma ouro de lei.
12.444Urna crtente e medalha pa'a relogir,
ouro c platina, urna dita ouro de lei.
12 449Urna correnta dupla com medalha e umH
relogio, ouro de lei.
12.46247 moedas de prata de differentes valo-
res.
12.463Duas pulaeiras, um par de biincos, urna
volta de trancelim, urna moedioha de on-
ro com laco, e dona/ nnnois, ouro de le.
12.467Um par de rozetas de ouro com brilban-
tes.
12.473Um tranc-ilim, urna medalha, um alun-
te e dous aunis, ouro do lei.
12.486Urna corrente o medalha para relogio
ouro de lei.
12.497Um trancelim oaro de le.
12.501Urna corrente dupla Com medalha para
relogio, duas pulseiras, tres pares de
brincos, duas medalbas, iuas moedinhas
de ouro com laco, tros antiois, urna volta
de contas de ouro com cinco teteias, ouro
de lei.
12,505Tres anneis de oaro com brilbantes, um
trancelim, ouro de lei, nm cordo e'jm
annel ouro baixo.
celim, urna moediuha, um par de rozetas,
ouro de lei, um fio de contas de ouro, um
emblema do Espirito-Santo, e um par de
botoes ouro de lei.
12.621 Um annel de ouro com um brilhante
erando
12.622Um ana aro com brilhantes e urna
pulceira uro de lei.
12.628Um trancelim ouro de lei.
12.633Dous botoes de ouro com brilhantes e um
annel com dito.
12.636Urna escrivania, prata baixa.
12.669Urna pulceira, curo da le.
12.672 Uin par de rozetas de ouro cam dous bri-
lbantes, dous aunis com ditos, um dito
com dito e rubina.
12.697Um alfinete e um par de rozetas, ouro de
lei.
12.704Um par de rozetas de ouro com dona bri-
lhantes e nma cruz com ditos.
l2.714Urna pulceira, om alfinete, uicamedalha,
um p:.r do brincos, um dito de rozetas
ouro de lei.
12.717Urna corrente para relogio, c um relogio,
tudo prata de lei.
12.719Urna volta de trancelim nm cordo, urna
cruz, um par de brincos, um dito de ro-
zetas, doiio lfinctes c urna redoma edous
anneis de ouro.
12.724Um trancelim e urna cruz ouro de le.
12.76Urna medalha ouro de lei. duas cruzes
ouro baixo, um -calix com colher, um pa-
liteiro e urna salva de prata.
12.742Urna corrente para relogio e 4 anneis ou-
ro de lei.
12.746Um alfinete quatro bitoes, um trancelim
dous cordoes ouro de lei e seismoedinhas
de ouro em botoes.
12.749Um relogio de ouro para senbora.
12.755Um trancelim, urna volta de dito, duas
meJalhas, um cordo e um annel ouro de
lei.
12.757Um cordo ouro de lei.
12.764Urna medalha ouro de lei.
12. "65Um relogio ouro de lei.
12.771Urna cruz de ouro com brilhantes.
12.771Una pulseira, um par de brincos e nma
figa, ouro de lei.
12.779Um re'ogo ouro de lei.
12.788Um relogio de ouro.
12.790Um par de brincos e nma medalha ouro
de lei.
12.792Dous parea de brincos, um alfinete pe-
queo, um casto, dous anneis com pe-
dras e urna figa de ouro de lei; um alfi-
nete, um casto ouro baixo.
12.793Urna corrate para relogio (incompleta)
e um relogio, ouro de lei.
12.802Urna pulseira ouro de lei.
12.841Urna carreare e medalha para relogio e
um annel, ouro de lei.
12.847 Um annel ouro de lei com brilhante.
12.855Um par de rozetas de ouro com brilhan-
tOE.
12.870Dous relogios ouro de lei.
12.871Um trancelim e urna cruz, ouro de lei.
12.873Um par de rozetas e quatro botoes oufb
de lei, enm paliteiro de prata de lei.
12.878Urna medalha de nix, contendo brilban-
tes.
12.888Um par de brincos, um alfinete, urna vol-
ta de trancelim e um cordo, ourp de
lei.
12\912Dous botoes de ouro com biiihantes.
12.9WUrna pulseira ouro de lei.
12.918Um paliteiro prata de loi, troze colheres
para sopa, dezeseis ditas para cha, prata
baixa.
12.922Um alfinete e trea rozetas, ouro de lei,
urna pulseira ouro baixo.
12.935Urna corrente para relogio, um par de
rozetas e um annel, ouro de lei.
12.936Urna corrente e medalha para relogio
ouro de lei. /
12.937Urna pulseira e um trancelim, ouro de
lei. |
12.950Urna correute para relogio e um relog:
de ouro de lei.
12.953Dous anneis de ouro com brilhantes.
urna moeda de ouro Ib, uuia dita de 20
francos, urna dita de 10 e quatro dol-
lars.
12.955Um relogio curo de loi para senhora.
12.'.fioDuas correntes e duas medalhas para
relogio e duas pulseiras, ouro de lei.
12.965Urna corrente para relogio, ouro de le.
um relogio de ouro.
12.978Um trancelim ouro de le, urna cruz ou-
ro baixo.
12.980Um annel de ouro com brilhante.
12.988Urna medaiha, um par de brincos e nm
dito de botos, ouro de lei.
12.999-*Uin annel do curo cosa um brilhante e
dous rubins.
13014. Um par de rozetas c um annel contendo
brilhantes, urna ptfseira, ouro de lei, uin
relogio, ouro de lei.
13016.Uuia pulseira, urna corrente e medalha
para relogio, urna volta de ouro, um ran-
cellim, uina medalha, urna dita pequea,,
um par de brincos, ouro de lei.
13017-Um par de brincos, urna medalha, dois
anneis, ouro de lei : sete ditos, ouro
baixo. i
13019.Urna corrente e medalha para relogio,
ouro de lei.
13024. -Um relogio, ouro de lei.
13026.Um alfinete para retrato, urna rcedalha,
um trancellim, dois pares de brincos, um
annel, ouro d.' lei.
1303.Tres alfinetes, um par de brincos, um de
rozetas, ouro de le ; urna pulseira, um f
par de rozetas, ouro baixo : um marac e
um grainpo de prata.
13040.Duas pulseiras, doia trancellins. ouro de
lei; um cordo, tiuro baixo.
13044.Urna corrente e medalha nara relogio,.
ouro de le. '
13045.Duas pulseiras, dois pares de brincos, nm
dito d'. rozetas e um dedal, ouro de lei.
13158.Um trancellim, um alfinete, dois parea
de brincos, tres anneis e urna cruz, onro
de lei.
13067.Urna volta de ouro com medalha, dois
trancellins pequeos, dois pares de brin-
cos, um dito de rosetas, urna moeda de
f>, com laco' um emblema do "Espirito
Santo, um annel, um e meio par de bo-
toes, ouro de lei.
13069.Urna volta de ouro e urna medalha, onro
I de lei.
13076.Urna volta de tranCCim, ouro de lei.
13079. Urna corrente para relogio, ouro de lei.
13'j80.Um par de brincos de ourj com brilhan-
tes pequeos e tres aunis com ditos.
13038.Urna corrente, medalha e um relogio, oura
de lei.
13091.Um annel de ouro com paqueno brilhante
urna eoirente e siuete para relogio, seis
botos, ouro de lii
13092.Um corda e um redoma, ouro de 16.ki-
lates.
13097.Urna pulseira. um alfinete e um par de
brincos, ouro do loi.
Reeife, 23 de Desamoro Je 1 -
O gerente e guarda-livroa,
F'lino D.. Ferreira Coelho.
.t.
AVISOS DIVERSOS


3

L-


Alaga-se o 1- andar e sotao i. ra do Coro-
nel Saassuna n. 278, com commodos para grande
familia, caiado e pintado de novo, com agua^raz;
a tratar no Cbora-meninos com Jos Antonintlar-
ques, sitio junto a capella, ou na ra do Commer-
cio n. 46, armazem.

*
mtm



6
H> Diario de Pernaniiuco-Scxta-cira 24 de Dczcinbro de 1886*
Precisa-so de urna boa cotinheira, para casa
de familia, e que duatna em casa ; a tratar ua-
ra do lia rao da Victoria u. 39, ioja
Aluga-se o 2- andar da caaa n. 8 ra da
Imperatris, excedente morada ; trata-se na roa
do Imperador 61, 1- andar.
Aluga-se casas a 8>X>0 no becco dos Coe-
ihoB. junto dfe t. Goucallo : a tratar na roa ds
Imperatris n. 56.
Precisase te uin oajiaWj de 14 a J8 anuos
com pratica de taverou ; a tratar no Camiubo
Novo n. 143-A.
Precisa-sc de ama ama para casa de pouca
familia ; na ra dos Martyrics n. 1
Recebe-se eucoinineudas ci pastis para os
das de Natal, Auino Boin e Res, e fas se com
perfeico o de icio-o petiseo vataoa ; na ra da
Matriz da Boa- Vista n. 3.
Precisa-se de urna ama para eooinhar ; no
pateo] do Tarco n. 18.
Aluga-se o 9.- e 3' andar na ra do Har)
da Victoria u. 52 ; >a tratar na iiieswa cooa, no
1- andar.
Ama de leite
Precisa-se de urna
boa ama de leite; nc
3o andar do predio n.
42 da ra Duque de
Caxias por cima da ty-
pographia do Diario.
i
h
Ex!relo Composo
"l5APABBLHA
SAL
p\p.\ .\
oe Ayer
.ST'
Escrfulas c lodas as Molestias
provenientes deltas epara
Dar Vigor ao Corpo
PWFlCAReO SANGUE.
P-.-..i- pUttr.lCA'raCllCT3M. Alu^a-se
para recolber algoriao ou outro qualquer genero o
predio da ra da Moe :a n. 85 ; a tratar na ra
Primeiro de Mai co a 20.
Aliiga-se
o predio n. 140 ra Imperial, proprio para cs-
tabio.Mineato fabril : a tratar na na do Commer-
ou n. 34, com J. I. do Medeins Reg-
Aluga-se barato
Ra do Nogueira n, 13.
Ra do Calabouco n. 4, loja.
Travessa de S. Jos n 23.
As casasda ra di. Coione.1 Suassnna n. 141
Largo do Corpo Santo n. 13, 2." andar.
Casa da ra do Tambi n. 21.
frata-se na ra do Commercio n. 5, 10 andar
scriptorio de Silva (Juimarae C.
Alus
ga-sc
e 2- andar da rea estreita do Rosario n. 32, tem
commodos paia familia e tem agua ; a tratar na
ra da Imperatris n. 16, I andar.
Alug
a-se

o 2* andar e terreo do sobrado n. 35 travessa de
S. Jos o 1 e terreo do de n. 27 ra de Vidal
de NegrViros ; o 1 do de n. 25 ra velha de
Santa Rita ; o 1- do de n. 34 ra estreita co
Rosario; ol' do de n. 24 ra do Aragio t a
casa n. 35 ra da Vira cao, todos limpos : a tra
tar na ra do Hospicio n. 33.
ama sala propria
Bom Jess n. 38, 1
Aluga-se
p-ra eacriptoru
andar.
na ra do
Aluga-se
o terceiro andar do predio n. 60. ra do Baro
da Victoria, a tractar no andar teneo do meamo.
Ama
Precisa-se de urna cosinbeira para casa de pej
quena familia ; a tratar na estrada no va de Ca-
xang, no sitio do Sr. Valtnca, ou no escriptorio
d'este Diario.
Aiua
Precisa-se de urna ama perl'eita cosinbeira ; a
tratar na ra do Cabug n. 14, 1 andar, do meio
dia s 2 da tarde.
Ama
Precisa-se de una ama para casa de duas pea-
toas ; na ra dos Martyrios n. 156.
"V
%*9
Precisa-Fe de urna ama pura cosinbar
na ra da Gloria n. 104.
a tratar
Luz brilhante, sem Fumo
0LE0AR0MATIC0
Hygienico e Econmico
PARA LAMPARINES
XAROPEd reinvillier
5^os
Laureado pela Academia de Medicina
Cavalhelro da Legio da Honrm
'^sato
jz&Z
o^
toda rex que sua
io croco mu curas, a mor parle jiiUilfliada pelos Protojsores e Mdicos das Faculdades
rorao obtldas ultluii.incnUj e llzerao cora que o Xarope do D' RelnvllUr.r fosse classlllcado
como o especifico inals seguro cocira a Tsica pulmonar, Bronchttf chronica, Aneml. ,
Sacbitismo, Bebilitlar do Organluno. (' Xarope ao /> Itei*.cUi*er administrado
diariamente as crlancas l'acilita a dentieao e o cresclmento: as mes e amas do leite torna o
leite meiiior; impede a carie o queda dos denlos lio frecuentes depois da prenUez.
Em
Deposito: Pharmaoi* VSKESTOVS, 8, Placa da la Magdelelne, VAKZZ.
Pernynbuco: FKAHj" JU. ta SILVA Ss C, o un principies Phirmac
MARTUtS BASTOS
Pernatnbuco
NUMERO TELEPHONICO : H' 3
Agua liorida. Extrnl.iua de Mores bra-
sileras pelo sea delicado perfume, suavida-
deesuas propriedades benficas, excede
a tu'do que oeste gento tem spparecido de
ni ais celebre.
Tnico americano.- E' a primeira das
preparacCes para a icnservacSo dos ca-
bellos. Extingue as caspas e outras mo-
lestias espillares, faz nascer os cabellos,
impede que embrapquecam e tem a grande
vantagem de tornar livres de habitantes as
cabecas dos que os usam.
Oleo vegetal* Composto com vegb.al
innocente, preparado para atraeiar, for-
tificar e dar brilho aos cabellos.
Agua dentifricia. Excitante remedio
contra a carie dos dentes, fortifica as gen-
gives e faa desapparecer o rro balito.
Vend-Be as priocipaes casas desta ci-
dade e na fabrica de cieos vegetaes ra
da Aurora n. 161.
_ TELEPHONE N 33_______
Tricofero de Barry
Garntese qnetiz nas-
rerecrescer o cabell anda
aoa mais calvos, cura a
tinba e a caspa o remove
todas as impurezas do cas-
co' Ja cabeca. Positiva-
mente impede o cabello
de cahir ou de embranquo-
cer, e infallivelmente o
toma rspesso, macio, lus-
troso e abundante.
Agua Florida de Barry
P'/eparada scjr.ndii a formula
1 usada pelo inventor em
1888. E' o unico perfumenomun-
ura Govemo. Tem duarvezes
juais fracrancia que qualquer outra
< .'.na odobro do tempo. E' muito
uaiK rica, suavo o delicite. E'
muito ma:.j fina e delicada. E'
mais permanente o agradavcl no
k-nco. E' dnp-s vezas mais refres-
cante no banho e no quarto do
doentc. E' especifico contra a
frouridao e dobilidadc. *Jura M
llores de cabeca, os consacos e os
desmoios.
Xarope Je Tila 3e EeMer No. I
200:000$)
Lotera de Alagas
Extracto Sexta felra 1
do corrate
Intransferivel
Bilhetes venda na ctsa feliz,
da Independencia ns. 37 e 39.
Praca
SUSPENSORIO miLLERET
Elstico, sea ligaduras dbaiu dai ctxat J
Para evitar at falsiflcncoes,
exiyi' ajrma nw, m.tor, estampa
etn cada suspensorio-
FUNDAS DE TODOS OS STSTEMASl
MEIAS PARA VAF.lZES
MIUEHFT,I.GOKIDEC. ccrunsw, P>rl. 49. r. J.-J. Bol val
RBOISTItADO
Non plus ultra
burprendente e nunca vindo a este mercado do
vinho puro de uva sem a mnima compogicao, de-
nominado
Maduro
propiio para mesa ; e escolhid.) especialmente pelo
socio na ultima viagem que tez aos lugares vinba-
teiros de Portugal
Cbegou tamb'm o acreditado
Malvazia
vinho proprio para coustituiopes debis, espicial-
Oiintc para secboras. Estvinho que (anta ap
prova^ao tem tido, ponto de baver taita, deraos
as ordena precisas afim de chegar-nos rt-mes-
s:., tantas quantas t.'rein necessanas para con-
sumo.
13TIZ8 DE tJRAly-O. DEPOIS DE SAIr-ft.
Cura positiva e radical de todas as formas de
fscrofulas, Syphilis, Feridas Escrofulosas,
Affecces, Cutneas e as do Couro Cabel-
ludo com perda encasdoSangue^Figado, e Bins. Garntese
que purifica, enriquece e vitalisa o Sangua
restaura e renova o systema inteiro. 0
SabaoGuratiYOdeReoter
t
fin tocos es yaples sementcs nuvas de hortalicus ;
ass'in coioo :erio de blcoervllhan-i'
ma* Obras de vime
Nova remessa rm CESTAS PARA COMPRA.
Condenas e assafatcs
Balaios para roupa suja
C-adeiras e berros.
Pocas lnd$s & .
RA ESTREITA DO ROSARIO N. 9
Cal \\rm\ de Jaifliaribt
Marca
Kegistrada
Para o Banho, Toilette, Crian
Ss e para a cura das moles-
s da pelle de todas as especies
< em todos os periodos.
Deposito em Pernambii'; casa de
Francisco Manoel da Silva & C.
f
^ Joao %iioiimi> Marquen
D. francisca Arab.-la Moreira ,Vla:ques e seus
filhos, D. Mana Marqu t (ijiicalves de Bjito e
seus filhos Sebastian drmiQvIves da Silv Brito 3
Jcs Goncalves da Silva Urito, D. Auna Merques
Pereira d> Ilpgo e seu marido Manjel Tbounz
Pereira dj Reg (ausentas) e D. Joaephina Gra-
vange Marques, eonvidaai a t.d-s os purontes e
amigos de si-u prsalo una 11 marido, irujo, cu
nbad 1 e t-o, psra assislirem na dia '.'4 do corren-
te a mi esa que se ba ce resar pelas 8 borae, na
ifrrcja dp Santa Thprpu.
Abri 6.' ra rio Bom-J^sus n. 2', um
armnzern onde se vende conetantemente
a superior cal virgeui do Jaguaribe, acon-
dicionada e-n barricas proprias para o fa-
brico do ssucar.
Esta -ni, em nada inferior que nos
vem do esir.'ingeiro, vendida pelo preco
fixo de 6AC0 a barrica por contrato que
fez o Sr. Vicente Nascimento com o Sr.
Jos Costa Pereira proprietario do engenbo
Jaguaribe, cujas pedreiras Ihe d o nome.
E." eucarri'gado da venda nicamente
n'esta cidade o Sr. Sebastiao Bezerra
com escriptorio ra do Bom Jess n. 23.
Plalas purgativas e depurativas
de Campanlin
Estas < ilulas, cuja preparacao puramente ve
getal, teem sidj por mais de '0 anuos aproreitada
com os melbores resultados uas cguintes moles-
tias : affecces da pclle e do ligado, sypnilis, bou
boes, escrfulas, thag>>s inveteradas, erysipclas e
doorrbai.
Hodo de umil n
Como purgativas: tomr-se de 3 a fi psr dia, i.e-
o. ndo-se aps cada dsc um p.uco d'agaa aaoca-
da, cb ou caldo.
Como reguladoras : tome-se nm pilula aojan tar
Etas pilula, df. invenco dos phaimaceuticoe
Aimeida Andrade & Filhos, teem veriilichtm dos
Srs. mdicos para sua melhor garanta, toroande-
se mais reccmmendaveis, por serem um segu c
purgativo e de pouca dieta, pelo que/podem ser
isadaa em viagem. ,
ACHA.VI-SE A' VENDA-
*im drosaria de Paria Kobriubo 4
4lELA DO MRQUEZ >E uLIXDA 41
DAY& MARTIN
Droltnat.
Falsiraces
Para evitar falsifcaces C''m rel-r"ocia eo co-
nheeido PEITORAL UE CAMBABA, deve exi
gir-se este preparado enm a firma do auctorAr-
vares de S. Soares em rotulo circulando aro-
Iha do frasco e a varea da fabrica nos involtorios,
rulada itrio n me dos K-ntes dep eiraes em Peruarr buco Francisc Manoel da
Silva & C, ra do Mrquez de Olinda n 23
Theatro em Jaboato
No dia 31 do corrent ter4 levado a secna. no
theatro Guarany, o drama Verselem, em beneficio
de seu autor, que tambem tomar parte na re-
prescutagSo, terminando o espectculo com a inte-
resante comedia Unta criada impagavcl.
Corccar o espectculo s 8 1/2 horas, tcni^
trem especial para o Recife, depois do mesmo.
Bilhetes venda desde j.
Prejos
Camarotes 10000
CadeiraB 2*000
O beneficiado espera a prlfccao do respcitavel
publico, a quem antreip 1 erns agiudecimentos.
Casa para alujar
0 2' e 3' andar da ra larga do Rosario n. 37,
esquioa defronre da igreja, juntos e separados ; a
tratar no pavimento terre Prognssi Central.
wwwvwwvwwwvvvvww
PANCREATNA DEFRESNE
Adoptada offlicialmente nos Uospitats de Pars
e na Mannha Franceta.
O mais poderoso d'cntre todos os agentes
digestivos conhecldos, a M'anereatina ite-
freune emprega-se sempre com resultado
provado contra:
rastlo I Oastrltes
Ms dlgrestOes Gastralgias
Flatulenclas do estomago
Somnolencia aps es refelcSes
Vomito determinados pela gravlde
Enfcrmldados do ngado
Tomada depois das refelcSes desperta e excita
oappetitedosconvalescenlcs, combate e detem
o emagrccinionto dos tsicos.
A Panereatina Ve/'reane om p c em
pUulas veude-sc era todas as pusrmac'as.
Costureiras
Precisa-ee de pfrfeira?, e boas corpinh.'iras, pa-
ga-su bom Drdnwdo, escusad" apresentar-so
nao eetaudo no cuso pedido ; no atelier da ra de
Imperador n. 50. 1 audar.
A' prafa
Os abaizo ussinades, em virtude do contracto
commercial qu<- cclebrarsm com a K.-.nia. Sra. D.
Maria Joanna Fiuza de Souza, as&umiram a ge*
rencia a n sp nssbidade do activo epassivo da
firma J. s Augusto dos rjautos t C, pelo que
transf tirain seu urmazi.m de miu.lezis da na do
Kom .Jess n. 58 para a ra do Mrquez de Olio-
Ja 11. 32.
ReeitP, 1 Salnzar & C,
AU BON MARCH
8Xttua Duque de Caxias1
PARA ACABAR
Ter una pequea festa o freguez que aludir o gasto de 5$
.'11
200:O00$OOO
EXTRACCi D 3* PAUTE DA 1" LOTERA
EM BENEFICIO Di SANTA CASA DE II5EKDIA
Terca-feira 28 do correnle
AO MEIO DIA
Esta lotera, por algum tempo retirada da circulacao, evido a granie guerra que^
ic promoveram, eomo do domido publico, veto uovamente toaiar o seu lugar de
urna das ventajosas loteras do Imperio. \
O agente pede ao respeitavel publico a sua benevnli atten^io para o plano das
LOTERAS DO GRAO-PARA', por extenso publicado nos joroaes impresso no ver-
so dos respectivos bilhetes. O plano desta lotera o nico que em 50.000 numera,s
distribue
12.436 premios, ou quasi a quarta parte !
Ainda mais : esta a nica loteria que premia todos os numeras cujos dous- al-
garismos finaes fnrem iguaes aos dos
QUATRO PREtfIOS MAIORES

Aviso
O abaizo as.iguado scieutifica aos seus amigos,
ao coinmcicio e a quem mais iuteressar pissa, que
o nico enc-arregado de reci-ber suas tontas
si'U empregado O immgos (JonQ.lves da Silva, ou
pesaoa qu apresi uiai1 as ditas contas com o re-
cibo do BMm i abaixo assignado. Seientfica
mai.- que ni) si- r^sponsabilisa por debito algum
contrahido em sen nome, sem pedido seu por es-
criplo e assignado.
J. C. Freitas.
100*
60^
005
40-5
s duas
s duas
s duas
s duas
letras
letras
letras
letras
finaes
Hnaes
tiaaes
aa*s
A SABER
premio de.......
do
do premio de
do premio de
do premio de
200:0003000
40:000)000
2:O00!0OO
10:000^000
Tambem sao premiados todos os nmeros das centenas dos quatro primeiros
premios.
Aljn dess, tem esta loteria grande quanti ade de outros premios do bastante
importosla. E' tambem oou a unios lotera qoe garante que a comprar 1U0 nme-
ros de terminacSis diff. rentes '62 1/2 /o indepeudente dos premios avllalos que
possam sabir na extracto.
TODOS OS PREMIOS SiO PAGOS SEI DESCOSTO
A's extr;:c<;oe8 sao feitas em edificio publico e sob aiais sern fiscalisago por
parte das autoridades.
Os bilhetes achaiu-se venda na agencia o em todas-as casas, era Saatos, Sao
Paulo, Campias, Rio Grande, Babia, Cear, Maranho, Para, Amazonas e e.n Per-
nambuco rua Nova n. 40 CASA DO OURO. -
0 agente no Rio de Janeiro
Angosto da Bocha Monioiro fialio
25Ra de Iraguaj&na25
!
YERMIFUGE COLMET
CHOCOLATE oQm SANTONINA
IiriLUTEL fin destruir u LOHBBJGS
lste Vermifug-o e rcommendaio pelo (i
Mi sbor agmUvel t conaern^o indefinida. Jf/
Exigir a asignatura : / VX' ^3b
Plrif,rku COLMET-d'lASI. hffin>vii FRAH-M JtSn.TAS C*
CStf>i.-'-,. ..
.
* 1 *

D. Carolina Cecilia da Cania
Lobo Piren Falcu
Manoel Camillo Pires Falca> pede a seus pa-
reutes, amigos s pessoas cariosas, p-.ra assie-
tirem as missas q,- M tan d.- celebrar ein suffra-
gio d'alma de sua ahonda e sempre amada mii-
Iher, Carolina Cecib'a < (J:,ma -obn Pina Ka cao,
sexta-leira 24 da curreu'.e, ingesimo dia de seu
passamento, s 8 horas, na matriz da Bca- Vista
desta cidad, e tirada j agradece pjr esle acto
de pa candade.
Caixeiro
Precsa-se v kM Oifhihi) .tu pratld it too-
ihdos.e nuc d fiador de sua condecid \ a tratar
a de i Joii n lif.

TONICO-OIGESTIVO
com Quina, Cocu c J'epnina
Adoptado era todos 03 Hospitaes
mecalha: mas exposiqOes
PARS, r U BrDyre,?4, e m Uta a PbamciM.
Sala para alagar
Aluga-OK por 1
1 >ndr ra Duque
na padsria por baiio
pn co a tala da frente lo
U; Caxias n. 30 ; a tratar
do Eobrsdc.
'v
1.
Xavier
Candida Pi-ancifcct
i1n Bel*
* Primeiro anniveisario
Joanuim Bernardo des Rein, auu cuohada, ir-
milua k sobriuhoi. c iivid.in *>a seus amigos e
pareutei de sua sempre eburad* .esposa, irm, cu
nhada e lia, 'an.iida Fra!Htt;i Xavier dos
Reia, para BMUtiraa as missmi que mandam ct-
librar na muiriz do Santo 4**'li'-1' "o da 27 do
correte, (elas 7 burua dft et- ha, 1' hnmveraa-
rio do seu tnilecluento, vptfesTe acto do cari-
dadp e relisin at'raii^i'i-in HKinament.
VodO lllUCllUO tlllKJl.l
Joaquim II niiqu-s de liiivrira iu> rr,iiih*r
Virginia da Uiiveir e Areeuio JooquiUI de houzi;
Rimirea e mu nalber Eulalia BaOUBea, naulam
celebraj uu.a nosca na cafJU do mnierio pu
buco, pelss 7 b ras da ii.anbl do fia 4, stimo
do fallecimeuto de jeu pi .0, Joao Au-
iclm Maiques : e para assit'r a este acto, con-
vidara 03 prenles 1- ain g< s do iiu.td pelo que
daade ja e ramumm grates.
al *--
Fornscmons de Su HaJeatMdt a ?il"u di Inglaterra,
do Eurcito a ft Harina* aritOMiilea.
GAIXA brilhante LIQUIDA
GRAIXAePflsnUNCTUOSA
OLEO para ABBEZ0S
Ebdeiwitinecssurlo un.'nsne'uniaja
M6 todas as (lirmas.
DEPOSITO QERAI. KM UXIDHU:
, Mligh Holttortt, t>7
rerhdanea : rBilt- O. M BLTAOff*.
de H&
Bom
negocio
VcnJi-ie urna luja de miudezse con pouc%8
fundo;, propria para principiante, e um sitio na
Torre, com casa de tijolo, boa cacimba, e parte
dorij Capibaiibe ; a tratar na ra da Iaiperatriz
numero 74
Po (l'Allio
ENTRK AMIGOS
Fita trinsfeiid* a rifa cima declarada de um
cavalio. qu'.> corra no fiui do me de Dezembro,
para o fiui do mi z de Janeiro do aun 1 vindunro
de 16
O. Cetinrin Ribciro
Brrelo
Os filhos. retiros, oras e netos de D. Cesara
Ribciro de 6 twiren, feridos domis doloroso
seotimento, agrunVcem todas as pessoas que
onduzir-m) oh r'stus de sua ini, sogra e av, a
ultima morada, a e cMridara u todos es parentes e
amigos parrf asaistirem as missas que mandam
1 resar na capilla da Torre e ordem terceira do
1 Cnrm. pelas 7 horaa (a nwtihi di dia 27 do cor-
rente, stimo d amanto, paja jue se con
fessam agradecidos.
""C_ ....: ,
5?


lefiHe-HU
JSTS^?NARIS
w.ixxvrtt
Catarro orrtico a bsxgn,
Itrtta+w do canal aa un tra,
Molestias c prstata,
tsontiRcr.cia da Uritts,
Arela na urina, etc.
SWAjMW, Ptiai-rnaceutiBO-Cbimica,
!. s ia C4ncuM>B, l, PAR15
Jixie Feranndes dus Sanins
HOMlO
A viuva e lho d<; Jus Fernandes dos Santos
Bastos mandam resar alp.i > as missas na matriz
de bauto Antonio, 110 da 27, .11 '.< horas, 2 anui-
versano do fallecimeuto do sea .narilo e pai, e
para assistil-as eoaridain os seus par-ntes u ami-
gos, aos quaes desde ja agradeeem esse acto de
earidade.
Costureira franceza
Mme. Panny Silva, cbegada^Hiltimamente de
Buenos-Ayres, participa s Exmas. famliaa que
acaba de abrir o seu atelier ra do Imperador
n. 50, 1- andar, onde aguarda as ordetis das fa-
milias que queiram honrar co o sua oufianca.
Tendo oceupado em Paria o lugar de 1* corta-
dera da casa Wortb, no Rio de Janeiro, idntico
lugar na 1 creditada casa de modas Notre DamR de
Paris e em Buenos-Ayres no importan te atelier,
na cidade de Londres, aeba se habilitada a satis-
fazer s pessoas mais difficais de contentar.
Faz qualquer vestido, quer para bai'e ou pas-
seio, sabidas de baile, capas, pariessus, confec-
ciona roupa branca, enxovaes para casamento,
enfeita chapeos, etc. Recubn directamente de
Paris e Londres os jernaes e moldes. Prejos m-
dicos.
Cidade daEscada
Pede-se encarecidamente Ilustrada junta de
bygiene publica da cidade do Recife, que livre os
habitantes da Escada do eminente perigo de ente
elles se manifestar a terrivel epidemia do ch llera
morbus, pois indubitavelmente terao elles de
soffrel-a em coosequencia da grande qusniidade
de carne do Cear pobre, que presentemente se
vende na taverna de Deodito Monteiro & C, na
cidade da^Escada. Ser um relevante servico
que essa janta prestar aoa habitantes deste lu-
gar, j que aquelles que devem velar pela sua
aade, adespresam com o maior cynicmo e des-
leixo.
Os indignados.
Collegio Parthenon
O diiector deste collegio declara ao3 paisdel
seus alumnos e ao pnblico em geral, que mudou o '
seu collegio para a ra do Hospicio n. 3, c ujo
predio offerece bastantes commodos e condicoes |
bygienicas ; outrosim, que recebe alumnos inter- J
nos, semi internos e externos, e as auls cometa-1
rao a funecionar a 7 de Janeiro d-, 1887.
O director,
Ovidio Aires Manaya.
a
CsTl
02

DE
SCOTT
DE OLEO PDRO DE ,
Fig-ado de bacalho
COM
flypopbosphitos de cal e soda
Ipprovada pela Suata de Sly
gieue e autorisada pelo
goTerno
E' o melhor remedio at hoje dencoberto para a
laica bronebiten eseroplialai, ra-
cbitiH. anemia, ttebilidadc em geral.
deOoxos, toNHe ebrotaica e alTeeeOe*
do pello e ttt Karuanta. QQa
E' muito superior ao oleo simples de ligado de
oacalho, porque, alm 3e ter cheiro e sabor agra-
iaveis, possue todas as virtudes medicinaes e nu-
tritivas do oleo, alm das propriedades tnicas
reconstituintes dos hypophospbitos. A' venda na&
t rogaras e boticas.
Deposito em Pernambuco

^ajO
iV^:
Estes
POS
dao ao Rosto
a bella alvura vapo-
rosa que fez a reputacao
das Bellezas da tntigudade.
L. PANAFIEU & O"
Paria, ra ftochechouart, 70.
Iwpasitanos m Pernamtuco : Fraile" M. da SILVA C\
a

Chapeos chapeltnas
"- 36 A40.....PBAvBi INDEPENQBA-36 A 40


I. Varia ^jrnpba B. Lio
jO cspilo Vict' rio do Nnseiirouio Accioly Lina
e sua fauia, suomoiaieute (frutos todas as pes-
soss que aaoatpaabaniai ao acatitcna de Palmares
os restes uiorlaes d.- Bam i laaaiK esposa, convi-
dam de novo as mesmas pessoas i a tod-.o os seus
parentes e amigos para ouvir as miteas, que no
dia 21 do corronti, s 7 horas da manh, mandam
celebrar as raotrir^B de Palmares, villa d'Agua
Preta e 8. Jos do Recife, pelo repouso eterno da
finada, agradecendo sesde j aos que se p resta-
rem a este acto de p d"d-\


V2
CD
as
B. S. CARVALH0 & C.
Proprietario deste bem conlieeido estabelecimeoto paaecipaui
aa Exmas familias e ao publico em geral, que mensalmente recebem
das printipaes casas em Paris e Maacheater o que de melhor e de
apurado goato ha em eliap:linas e chapos para seohoras e meninas
e das primoiras fabricas de Hamburgj o que ha de melhor em cha-
poa para homena e crianzas, o muiti. outros artigo uoucernentoe
chapelaria.
Flores artficiaes para ornamento

8ar
5
- ' se
o"
ce
ce
f lama l
*


Mario de PernambaeoSexta -fcira 24 de Dezembro de 1886
Purgativo Julien
'CONFEITO VEGETAL, LAXATIVO E REFRIGERANTE
contra PRISO DE VENTRE
Approvado pela Junta Central pe Hygiene publica do Bkazil
Este purgativo exclusivamente vegetal se aprsenla sob a forma davel, que .purga com suavidade sem o menor iiicoiiiinodo. E' admiravel contra as a/jlecpoa
do estomago e do figado, a ictericia, bilis, pituitas, nausea* e paasa. O seu efleito rpido
e benfico na enxuqueca, criando a cabera esi pesada, a h.i.u umu>/o, tino;ua su/a,
falta o attjmtiH e u comida rr/'ugna, as mchaccs de ventre causadas por inflammacao
tnfesma, pois no irrita qs orgflos ahdoniinaes. Knilim, as molestias de pelle, usagre e
couvuLtes da infancia. O Purgativo Julien resokeu o difficil problema de purgar as
creancas que nao acceitam parjralivo algim, pois o pedem como se fosse urna pastilhu
de chocolate sabida de conieitaria.
Deposito em Pars, 8, Rui Vivicnnr c ms principner PhnrTincins o Drogaras.
VENDAS
^mm^rVfmm
r
Cosnhciro
Aluga-se o 2- sudar da ra Primei'o de Mar^.
o. 7-A ; a tratar na livruria.
Precisa-se de um cosinheiro ; a tratar na ra
, do Paysand n. 19, Pssagem da Magdalena,
Fest
s
A rbnpellaria induwti al. attendendo
a aporoxiinar-se os ilias de fruas res lve vender
es seu chapeos a prc. is exceesivaimnte baratea.
E' pois occasiao piopr:a di- mpprmii n'o antes que
termine a pechiucba. Telrplione a. 5tt.
romos
Ch
Carldes para boas feslas
FELICITAES
Parabrixi o hoa Inn'io
CiljU
Magnifico assucar turbinado, proprio para fa-
bricar o espacial doce de caj crysialisado.
Joaquim baleueiral & C rns Direiia n.22
Telrphone n. 446
Vende-se o cstahelecimenio de molhados sito
a praca do Conde d'Eu n. 15; a tratar n mesino.
Vende-s una mesa de janlar com seis ta-
beas, mnito boin estado ; um marquezo novo,
urna jardiueira bonita de deitar flores, a um guar-
da-vestido muito bonito, por preca commodo : no
Camin Novo n, 128-
Vende-se um boi manso e um carneiro, e
bem assim um carro para engenhn, por proco com-
modo ; a tratar com Frederico Chaves, largo de
Pedro II u. 75, 1- andar.
Vende-se urna padaria na Varzea com todos
os utensilios ; a tratar na mesma casa com Do-
mingos Pereira da Silva.
WHISKY
KOYAL BLEND marca VtADO
Este exceileute Whisky Escosaes 6 preferivt
so cognac ou a guarden *e de canna, para fortifica'
> corpo.
Vende-se a retalho no* n. ih&res armaren
molhados.
Pede ROY AL BLEND marca VIADO cujo n
me e emblema eo registrados para todo o Brazi
KROWNS C, agente
Capital bem empre-
DA
gad
o
A'S
Mnria do Livramento, velba octagenaria e pau-
prrima, pede fe almas caridosas que Ihe mande
urna esmola pelo amor de Detis. Mura no boceo
dj Bernardo n. 51. E' nma obra de caridade.
Especial
O melhor
Pernaiiibuoi
Jofqunii -'algl' ir:i A'- O
l'elejh me n. UO.
assiicar refinado que se fabrica en
na Direita n. 22.
Tialan liana
PARA TINGIR A
barba e os cabellos
ViNHO I
Mmiiw
fDofl?nvia de PRIS'
Contando os tres fermento
da digosto :
Pepsina, Diastase e PDcrcaJu
BECSITADO POS TOSOS
8 aiBDICOS, para a, BipeatS-a
k tarda* o laboriosas, Byspep-j
Jala, CardalRla, Oastrodynia,/
I Sastra! cta.Calmhras de eitn-l
f mago, Vmitos, Convalesosa-
3a lentas, ote.
Di Besito trtral : H. VIVIEN
GO, Boul' de 8traabourg. em Parla
a tosas as ptunnAcus
Cosinheiro
tsl tintura tinge a barba e os cabellos ins-
tantneamente, daudo Ibes urna bonita cor
e natural, inofensivo o scu uso simples e
rpido.
Vende-se na BOTICA FRANCEZA E DRO-
GARA de Rouqueyrol Freres, successoreb de A
CAOit, ru do Bom-Jesus antiga da Cruz
n. 22.
English
Precisa-sede um cosinheiro :
do Commercio n. 44.
a tratar ua ra
Mr. 9. Fausaone (of Londnn) begs
to intorm h8 pupiU that he will recom-
mence his Eoening Classes of practical En-
glish on Jan n. 3., at his rooros, roa Es-
treita do Rosario n. 4. .
Gentlemen or Ladies wishinp; to perfect
themselvca in the English language and
desiring prvate lessons please to comrauni-
cate early.
NICA TNICA
Dt FILLIOL DE FILLIOL
instantnea san > barba. [ ROSADA pan iu oscabaU
t na fidro, Mm prayaraote o I moca
Mm linj. ana Cor prinn'iva
tasutscertl ea Paxla: PTUIOI, 4?, raiTir eme, Pisfl
* ftt. Ven le se a importante taverna sita ra de
Gu:_ n. 57, por seu dono ter de retirar se por in-
commndes de sade ; a tratar na mesma.
Vende-se
o hotel e ho i ed.ria Estreila do Norte, na Lin-
goeta. O proprietario deste hotel teudo de reti-
rar-te par>t f.-a desta cidade, vende o seu esta-
belecimento por proco bastante commudo ; trata-
se no mesmo, i ra Thom de Sonsa n. 8.
Expsito Central
Em Ilquidat'o
A' ra larga do Rosario n. 38
Damiao Lima C, continuando a liquidar suas
mercadoriaa. chama ir, a attenco do respeitavel
publico em geral :
Pegas de bordados, Halma, a 2/500 e 3/.
Luvas de seda rondadas a 2/500.
Leques de 400, 500, 600 e 800 rs.
Ricos broches (novidade) 2/.
PuUeiras lindas a 1/ e l/*00.
Liohas de 200 Ys. a 80 rs.
Bonitos Plsstrons a 500, 1/ e 2/.
Meias de cores para senhora de 500 a 1/500.
L-ncos !e seda a 1/200.
Bengalas al/.
Mantas de seda a 1/ e 1/500.
Pocas de bordados a 320 rs.
L para bordar a 2800.
Agua Florida a 7(10, 800 e Ohjectos para presentes a 3/ c 4/.
Collarinhos modernos a 400 rs.
Bicos, titae, perfumaras, botoes, espartilhos, es-
pelhos e niuitos outros artigos sem competencia.
Xa ExpoNicsSo Central a na larga
do Rosarlo si. 3%
COLOMA ISABEL
o
los 1.000:

200:OOOi;ooo
100:0001000
i
Era favor dos ingonnos da Colonia Orphanoloffica Isabel
DA
PKOVNCI1 DE PERNAMBGO
Mracca a u de Malo ie 1887
0 thcsttureiro -Francisco Goncalres Torres
Presentes para a fesla
\o armacetn ale Vaaconeelloa. 6 rna
- da aurora si. 81, enconlra-ae:
Bonitas caizas com pasaas, diversos tamachos,
ditas adornadas com seda. ,
Elegantes cartoes c&m dec?s seceos e crystali-
sados, em calda, latas e frascos.
C nf itos, uvas brancas, doce de goiaba e gc-
leias.
Fiambres, carne rb sertao, linguas afiambra-
das, seccas, de morue em snlmeuri .
Ovas de peixe, figos, amendoas, nozeii e casta-
nha!<, variado sortimento de biscoutos finos, e os
mais recommendavfis para doentes, nao iguaes.
Vinhos fines do Porto, D. Lniz, reserva, mos-
catel e lagrima cbrisii, Bordeauz e Collares, quei-
jos K ndrinos, baatingue, pluym, prato, etc., etc.
Cha verde imperial e preto fino, verdadeira
gnmina de araruta e matarana.
110
de
EXTRACQAO SEMANAL
7." parle da 24.a
CORRE
No (lia... de Dezembro de 1886
Ictransferiycl! Inraaserivell
PORTADOR DE UM VIGSIMO ESTA' HABILITADO A TIRAR
12:006$200

Esta lotera est garantida, alcm da fianza, por um deposito
Banco Rural do Rio de Janeiro equivalente ao premio grande
cada serie.
BILHETES A' VENDA
XA
0 Chnelo Turco
Loja de calcados estrangeiros
DE
Tomaz fie Carral k C.
DA FORTUITA
36-Ra Larga de Rosario56
Bernurdino Lopes Alheiro.
A HevoluQo
A' ra Duque de Caxias, resolveu vender
os seguintes artigoa com 30 /0 de me-
nos do que em outra qualquer parte.
Ver para crer
VERDADEIROT TI Bf|V LIQUIDO
PURGATIVO LJj lU IPILULAS
PHA
AICIEIIIC
[i8ADE @OTTII
E!(*B MUIOT
Os Purgativos Le Roy justifleam
sua reputaco secular e eua supero-
'ridade por milhares de curas; hoje sao
'adoptados por toda a parte, de preferencia
_ qualquer outro para cura rpida e pouco
RGAT [P zLE BO"z^noner MicoinX *0-ESTIAS CHRONICA8
mal conhecitas, mal curadas, e consideradas sem
razao como tacuraver",. Nao existe medicaco mais
'efflcaa contra os humores, pituitas ou biles alterada
que provocam ou entreteem estas longaa affecc5es; nao
na reconslituinte mais enrgico contra as reincidencias.
lO Ra do Bario da Victoria1. O
Este bem acre litado esubelecimento acaba de 24000 o cavado
fazer acquisico do mais variado e eorpreliendente
sortimento de calcados dos ineihores fabricante:
dos diversos paizes da Europa, quer para homens,
qoer para senhoras e crHucas.
A grande quantidade de calcados, eua varieda-
de em nmeros, formas e inxtermes, reunidas />
elegancia, gostos, solidez e perfeico do trabalhc
nSo rsqoecendo a delicadeza e-sinceridade do trato,
as commodidades do estabeledmento, e a modici-
dade dos precos, offerecem aos concurrentes toda
vantagem na escolha e certeza de qne sahirao em
tudo perfeitamente satisfeitos.
Solicitamos, pois, das Ezmas. familias e do res-
peitavel publico i m geral, a honra de urna visita
ao nosso cstabe.eciinento, conscios de que serio
contente] de nossa izposicJo.
Ver para crcr
Cachemira bordada a 15500 o covadn.
Mirins de cores finos, a 900 e 14200 o eo-
vado.
a 14200, 14400, 14G00, 14800 e
A vis Essen
|m isfhisn mmUm sn U.tai
Ru* de Se
Aflm de evitar as CoatrafaeSes :
Se devt recusar cerno inc/ficam ou perigoso qualquer Purgativo
Li9 Roy liquido ou em pilulas que n&o sahis da L 51
'Pharmacia Coftin, genro do Orurgi&o J> Roy \ Ru de Seine
nao trazendo a asignatura ao lado sobre o rotulo. ( PABI8
IMWRI
no mas.
r ^" ^_ ~^mm
P^ OLERY
Vende-se em t:Sa i Darte
P;
ara eMomiar
o
. Preeifa se d urna ion p;.r.-i engoaimar e oafros
strvie ihimes' 3- midar do predio n. 42,
rna Dagoe de (Jzis or cima da typograpbia
do Diaricj.
s
nliorcs
nho
deenge
|iie qu iterem v, oef formas de ferro j servidas
tenh-in h b"ndde de comparecer
peairiz ii 4, inverna.
na ra da Ion
Caixciro
Precisa-se de ii caiieiro de 12 a 14 annos
ru Imperial n. 1, prefere so portugus.

-eje-
SUAVIDADE
cozcerztraQao
CREME OSMHi
SABONBTB, BITBArTO\
AOVA DO TOOCADOR
POS OK ARfOI
COSMTICO, BniISHANTlfTA.
OUCO, 1'OMMA.DA, VINA.ORS
**m
tumaria 0SMHEDIA assegura i
PlIENTBS f IBIS
srealsd! rttru t $r sem igotl
ILVA.
Criado
Precisa-se de um criado de 12 15 annes lie
idae, que saiba ler e escrever alguma cousa, e
que deonhecimeDto de sua conducta ; na ra do
Bom Jess n. 28. -
brande bazar de prendas
No da 26 do andanlc miz tr lugar no pavi-
Iho do Carino de Olinda o grande bazar de pren-
das em favor das obras da (reja de N. S. do (",ar-
n?o da mesma cidade. Pede-se aos fiis a sua con-
currencia ao dito bazr. afim de produzir o re-
soltado d'-sfjado bem dasmesmas obras. Adiar-
se-ha presente ums cummirsio de senhoras (ara
receber o devido producto.
Elixir carminativo e tnico do
pharmacentico Ve as
Remedio qoe cura dytpeptias, i.-a8traigia e to-
das as perturbadles ligadas desarranjrts de es-
lomado e intestinos. Aconseihado por vares cli
nioos dos mais conceiiuados desta cidade, acha-se
venda eiduMV>trente na pbarmacia americana
de A. St. r eras 4 11, S ra Duque de Caziss nu
'7.
Ao Chnelo Turco
ORuado Rarito ti*. VictoriaIV. O
~ A Florida
Rna Duque de Caxias u IOS
Chama-te a atteneo das Ezmas. familias para
:s pii coa seguintes :
Luvbs de seda prcta a 14000^0 par.
Cintos a 14500.
Luvas de pellica por 24500.
2 caizas de papel e envdopes 800 rs.
Luvas de seds. cor granada a 24, 24500 e 34
o par.
Suspensorios p ra menino a 500 rs.
dem amer.canos par bomem a 34.
Metas de Escossia para enanca a 240 rs. o par.
Fitos de velludo n. 9 a 600 rs n. 5 a 400 rs. o
metro.
Albuns de 14500, 94, 34. at 84.
Ramea de flores finas a 14500.
Luvas de Ejcossh para menina, lisas e borda-
das, a 800 e 14 o par.
Porta-retrato a 500 rv, 14, 14500 e 24.
Pentes de nikel a 60U rs., 700 e 800 rs. um.
Rosetas de brilhantes chimicos a 200 rs. o par.
Quarnivoes de idem idem a 500 rs.
Anquiubas de 145P0, 24, 245* 0 e 34 urna.
Plisss de 2 a 3 ordena a 400, 600 e 600 rs.
Espartilho Boa Figura a. 44500.
dem La Figurine a 54000.
dem estreitinhos com 10 metros a 800 e 14000
a peca.
Penteo para coco com nscripcao.
Babadores com pintura e nsenpeoes a 5C0 rs.
Para toilet
Sabio de areia a 320 rs. um.
dem phemeado a 500 is. urr.
dem alcatrSo a 500 rs.
dem de amendoa a 300 rs.
dem dealface a 14000.
Agua celeste a 24000.
Agua divina a 14500.
Agita Florida a 14000.
Macacos de seda a 100 rs.
Molas brancas para senhora a 34 a duzia.
Estojos para crochet a .000 rs.
Linhas para crochet cor de creme 200 n.
Linbas para croch t de seda mesclada 300 rs.
Bico de cores 2, 3, e \ dedos
de largura a 34000, 44000 e 54000 a peca
BARBOSA & SANTOS
WWWWIKIHI
'SlI'9 9W9^Wms*fStmM^mmMfmmmm9ms9mmtfsftm
SABONETEdeALCATRO
PARA A TOILETTS, OS BANH03 E CUIDADOS PiR A* CRIANCJVB
Este BAIBONMTB, rrt-laiirir antiseptie; o maz effloaz para a cura os) toda* M
MOLESTIAS DA PELLE
SAPO CARBONISDETERGENS
Lavas votsas enancas com o HAPO < AKHOMS VETERtESS afim de proleaet-os contra
o SARAMPO, a VARILA ai FEBRE ESCARLATINA
Estes SAROXETES sao recommendados pelo Corpo medloo lntelro porque prerlnem as
MOLESTIAS EPIDMICAS e CONTAGIOSAS e te adapeo a qualquer clima.
MARCA DE FABBICA NOS ENVOLUEBOS B NOS PaES
IDeuosiito aerea "W.'V. "\^TlRIO^T &. _______Ero. Pernambuco : Fran- JSO:. da SILVA & t *
mtmtttmmmdtmm*
MsaftszaBMsAMz*Asza)alaMsMMzas
Las mesclaaas de seda a 600 res o covado.
Ditas com listrinhas de seda a 5t>0 tis o dito.
Ditas com belinhas a 600 ris o dito.
f' Lindas alpacas de cores a 440 ris o covado.
Las com quadrinhos, a 400 ris o covado.
SGaze com oolinhas de velludo a 800 ris o co-
vado. ,
Setim maco lavrado a 14300 o revado.
Seda pilba a 800 ris o covado.
Ditas de cores de 24 por 14000 o covado.
Setim maco lito a 800 e 142C0 o dito.
Grd de aples preto a 14800, 24000 e 24500
o covado.
Setinetas lisas a 320 e 400 rs. o dito.
Ditas de quadrinhos a 320 rs. o dito.
Ditas pretas finas, n 500 rs. o dito.
FustVs brancos e de cores a 320, 400, 440,
500e800rs. o dito.
Zephiros finos, escossezes, a 500 rs. o dito.
Zepbiros de quadrinhos a 180, 200 e 240 ris o
covado.
Zephiros lisos a 1JO00 o dito.
Alpacao de cor para palitot, a 14000 o dito.
Velludilbos lisos e lavrados a 14000 o ovado.
Cretones finissimos a 240, 260 e 240 a 3f 0 ris
o dita
Ditos, ditos a 320, 360, 400 e 440 ris o dito.
Colchas brancas a 14800 urna.
Seda esc;88za a 360 rs. o covado.
Colchas bordadas a 44, 54, 74, e 840C0 urna.
Ditas de crochet s 8*5(0 dita.
Camisas bordadas paia homem a 304000 a du-
ia.
Ditas para senhoras a 304000 a dita.
Cortes de casioira finos de 34 a 84000 om.
Casacos de laia a 10/00 um.
Fichs de retroza 1400O um.
Ditos, de pellucia a 64500 uro, (bordados).
Cachemira de cor a 14600 o co'ado.
Flanelia americana a 14400 o dito.
Cortinados bordt-dos a 640JO e 74000 o par.
Ditos de crochet a 244000 o par.
Meias para homens de 24400 a 94000 a du-
zia.
Ditas para senhoras de 34000 a 124000 a du-
zia.
Mantilbetas de seda a 64000 um.
Espartilhos de cmraca a 44000, 54000, 64000
74500 um.
Toilett para baptisado a 94000 e 124000 um.
Lencos brancos e com barra a 24000 a'duzia.
Anquinbas a 14800 rs. urna.
Brim de linho de cor a 12000 a vara.
Dito pardo a 1400O a dita.
Esguio amarello e pardo a 500 ris o covado.
Chales de mirin lieos a 14800 um.
Ditos estampados a 34000, 34500 e 44000 um.
Cortes de cachemira para
um.
Grande retorna"'...
Realmente fji grande a que ee fez u Loja dos
Barateiros.
Hua ta Isuperairlz n. 40
E sao os uuicos que tem as BeL'i:intes especia
lidades !!!. ..
La e alpacas, grande e importante sortimento,
e liudsimos padres, o mais no e apurado gosto
que tem viudo, e p;r pre^o baratissim, de 000 600,
700. 800e i000,o covado, porru fino e butn .'...
Querein ver ?.. .'apare(am !!!...
Ezmas. aenboras .' II...
Temos um lindissimo sortimento de failhe, que
a vista agrada a mais azcepciona! freguesa ; isto
por menos du que em outra qualcuer *usa : s n.
40 !...
Pois custa60J rs. o covado.
Temos mais .indos sortimento (le fu^'. o a 500
rs. o aovado.
Chitas tinas, especialidad, porque honvo gusto
na escofia, a aemle s: fi 24 v i, 3<,400
e 5i Un, *i : i i.. 40.
TdU:Ueiu Ivlii -r II!...
Libitu ualtt o cui -.< i.' h'J) rs. o
covado.
Cambraia vidoria e transparente finas e boas
de 3o00 a g^oOO a peca.
Brim branco de linho specialidade d-.- 14500 a
34500 a vara pechiucba !
Brim pardos lizos e trancados de TOO a 14600 a
vara, aproveitem festa! !...
Mobsckim grande sortimen'.o a vontude do fre-
quez, vende-se de 400 a 560 o covado, vrnham !...
Bicinetaa !!!... esplendido e importante sorti-
mento nesse artigo, sendo brancas, pretas e de ce-
res, lavrudas e lizas, o que se pode desejar em bom,
vende se de 400 a 6U0 o covado.
Temos mais !. .
Casemia de todas as qaalidadrs e cores, e fa-
zemos.costumes de 30 a 60400, barato e em
covados de 24500, cousa fina c que a todos agra-
dara, apptrecnm !
Acrediten! ?...
Venhan ver, para crer .'!!...
Madapoln de 1 qualiliade de 4*500,. 54500,
64000, 74500, 84500 e 104 a peca, e quo ha de
mi llior.
Algcdio do 345^0 a 70'J f 64030 a peca ten
^0 jardas.
-as de meia de cores e braucas de 800 a
'14800e 240U0.
; Co.cba de lindos desenhos a 440> 0, casta 640U0
' eso outraa .asas.
I P>'r.no3 da cesta do melhor que ha custa apenas
vestidos a 184000 24750, u mt-tre, k p. chincha I
Bramarte de liub:.< a 14800 a vara, 10 palmos,
Liqudalo de Om de
auno!!!
59-
-59
Redes Hambnrguizas a 104000 urna. a cab.r.
Panno de crochet para cadeiras e sota a 14000," i inn dealgodoa 14300, naJmo tmbeme b.m '
Lindissimos riscadinbos a 160 e 200 rs. o co-
vado !
Nansuk. cores firmes, a 160 o dito !
Cretoues claros e escuros a 240 e 280 o dito!
Popelinas com listas de seda a 240 e 280 !
Meias superi res para crianca a 24 a duzia !
(ruarianapos de linho bordados a 34 a dita.
Atcalhati alvo,2 larguras, a 14201 o metro!
Bramantes superiores a 900 e 14200 o dito!
dem de puro linho a 24 o dito !
Setinetas lisas e bordadas a 4'JO o covado !
Ketalhos de setins e sedas que se liquidam por
metade do custo.
Setim maco de cores a 800 e 14 o covado !
Pi pelma de seda branca a 500 rs. o dito de
800 rs.
Pannos de differentes cores para mesa & 6C0,
14200 e 1J 600 o covado.
Damascos de las para colzas, 2 metros de lar-
gura, a 1 5800 o ditu !
Cret'jnes aseetinados, idem, a 800 o dito de
1J500.
dem com lindas paisagens para chambres a
400 rs. o dito.
Cortes de casemira ingleza a 34500, 44500 e
6*01.0.
Cheviots superiores a 34 o covado, 2 larguras
Casemiras.diagonaes a 14800 e 24400 o dito.
Flanelia americana azul, a 14400 o dito !
Fichus de la a 14500 e 24.
Chales de casemira bordado a seda a 64 sao
de 154 cada um.
Capas de l de todas as cores a 34, 44 c54-
Esgnioes para caaaquinbos a 44 e 44500 a peca.
'rlai'apnlao americano a 54 e 64, 24 jardas.
Camisas para senhora (S'io berdadas) a 34500 e
54OOO.
Saias de excelente fazenda a 34500 e 44.
Vestuarios de la para crianca?, de 154, para
acabar, a 74 i" 84.
Cortes de fusto para collete a 24 !
tirano porcao de retalhos de chita, br.m, las
e muito artigos que se venlcm barato.
Chapeos para crianeas a 34
dem p-ra senhoras, de 124 e 154, para liqui-
dar, a 6 e 7.
S9Roa Diiqoe de CaxiasS9
14200, 14600 e 24000 um.
Henrique da Silva tioreira.
Ven de-se
urna casinba de fiji lo e cal, por barato prec-o, na
ra Imperial rjuem pretender deize carta tiesta
I 'ypographia com ns imciaes F. F., cu enlao a iu-
tormar-se na mesma typograpbia.
FINIO E RIGA
Je 3X9, 4X9 e 3X12; vonde-se na serrara a va-
por de Climaco da Silva, caes Vinte Dona de No-
vembro r>. 6.
Cocicira venda
Vende-se urna cocheira com boos carros 'de
pas.-eto, bem localisada e afreguezada, por preco
routto mdico em razao de seu dono nao poder
administrar par ter de fazer urna viagem ; os pre-
tndenos acharas com quem tratar ra Duque
do Caxias u. 47.
Oleo para machinas
Em latas contendo cinco galoes, a 94000 ; ven-
I de-se nos depsitos da fabrica Apollo.
Alg'-do ea festadu, 10 palmes a 900 rs. o mitro,
multo bom para lcucea.
Alem das fazendas j mencionadas temos muitos
artigos de modas como seja, leques de fino gosto,
grvalas, colarinhos, puuhus, meias etc. etc.
Alheiro AC. |
RA DA IMPEBATBIZ N. 40
INSECTICIDA 6ALZV
DESTRigAO INFALLIVL
as Ptmniot, Pulgas, Piolhos, Motis, UntbrOte,
Irafi, Formigis, Lagarta, Sorgulhot, Ote.
O Uto, U r. 100 fr. Ito pnete, l'H.
f*BRICA:7i.ooirad-Hrbonvilla.l.Y0a
VINHO gilbertSEGUIN
Approvado pala Aoademla de Medicina, de Franca
AIS DI SKSSENTA ANNOS OE EXPERIENCIA
Vlnho de nma efficacia incontestavel como Antiperiodico para cortar as SFebres,
e como Fortificante as ConvnJene^nt-ati, Dbilidade do Smiaue,
Falta de Menstruapo, Inappetm/tcia. Diaent&e ditteeis,
Enfermidade nerroatU, Debilidade.
Pharmacia G. 8EGUIN, 378, ra Saint-Honor, PARS
Deposiiarios em /' i .- FRAN- M. da SILVA .
9Smt**mmn0*dmm*0**W9A***st+*t^th0il*lmW*t^^



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- ---
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^>
Diario de PcrnambocoSexta-feira 24 de Dezembro de 1SS6
UTTRATIR

XAVIER MMOMtPIN
TRADUCgAO
DE
riLERHO DE I VRIl
{Continuado)
CAPITULO XIII
UM PAR DE PAES
bata
o compaseo
O sea coaipaaheiro
com a bengala.
Depois de terera dado alguns passos Da
direcco do botdevard, pararam de com-
mum accorJo, c olharam um para o ou-
tro.
Para onde vamos ? perguntou Leni-
das ao sea amigo
meia, jantamos com tua filba era casa da
Bulzebutb, meu Ilustre amigo...
Est decidido t
Mandars vestir tua filha o melhor
possivel.
Est st3...
A pequea, um pouco arrebicada, se-
r bella como ama madona, sabes isso ?
O retrato de seu pai!...- suspirou
Leanidas, passando a mSo pelos cabellos.
O gebo ser agarrado, e ficar preso
pelo beico.
Nem mais neto menos do que um ve-
lho baboso.
E, d'aqui era diante poers dormir
socegado, tua vontade, porque tnrs ga-
rantido o futuro de tua filba, como cu fiz
ao de Palmella.
E' o nosso dever, Adolpho, o nosso
dever.
Ah vamos ser um par de pais vir-
tuosos como poucos !... A' tua sad,
Lenidas !.. Viva a pandega e a bara-
bochata I...
CAPITULO XIV
UM BAN^UEIEO
Vamos para oude tu qaizeres; nao
tenho destino.
Tens fome Adolpho ?
Sempre 1 E tu tens sede ?
Como se estivesse urdendo em febre,
Galimand.
Entao agradava-te despejar ama gar-
rafita ?
Agradava-me inuitissiroo, o mais que
c possivel.
Entilo vamos a isso.
Sabes oude ha agua api ente boa aqu
por estas alturas ?
Sei.
Onde ?
A cem passos de distancia, se tanto, na
ra Basse-du-Rempart, ha urna casa onde
se cozinha to bem como no co, e onde a
pinga de estalar!
Ah 1 ah !
Tem urna adega. qtte cousa rica ; a
louca rica, os petiscos apiraentadoa ; em
Paris nao ha cousa mais'rina em parte al-
guma...
Diabo !...
A freguezia muita e boa gente, to-
da triques, o bairro todo se junta all, at
os cocheiros de Bryon. ..
E' possivel ? !...
Palavra de honra l
Que grande magano que tu s, Adol-
pho Coobeees todos os sitios bons !
Assim, assim, meu velho !
Conversando deste modo es dois homens
tinham continuado a andar.
Chegaram ao botilevard, atravessaram-
n'o e pararam dianto do armazem de vi-
nhos que tinha dado o lugar a to grandes
elogios de Adolpho Galimand.
Pediram um esplendido almoco, cm que
as iguarias a pimentadas (teremos preciso
de dizer?) figuram sempre.
Alguns minutos depois, estavam ambos
sentaaos ora frente um do outro, n'uma pe-
quena sala escura, baptisada com o nome
de gabinete particular, saturada de per-
fumes duvidosos de albo, e das hostia ema-
nagoes de uns molhos pouco convdativos.
Finalmente, meu valente Lenidas,
disse Galimand, tocando com o seu no co-
po do modelo ates de beber o primairo
golo, finalmente, ests contente ?
SafBcientemente I respondeu' Leni-
das.
Vs que a cousa marcha como em
cima de urnas rodas.
Estou de accordo.
- Ah que a Belzebuth urna rou-
lher honrada.
Tambem o pens assim.
Vaes embolsar d'aqui a pouco as duas
mil balas.
Tenho essa louca esperanca.
Eu imagino que, quando tiveres na
'tua algibeira os amareos do gebo, a tua
intencao ser offerecer-me um brodio da
ml-aFica descansado, tica descancado 1 \ oridad*> < ra^,
NSo me esquecerel dos amigos.
Ora ainda beni I Isso que
na perfoico.
Eu c sou assim.
Eaifim, est tudo combinado, nao
verdad i', meu velho?
Parece que sim.
A rnanh" noite, s seis horas e
Entre a collecco to rica, to variada,
to infinita em vicios de todos os gneros
que deteriorara e ridicularisam a nossa po-
bre e triste humanidaie, ha alguns a quem
circum8tancias particulares, e por assim di-
zer aggravantes, tornam mais horriveis
ainda.
Tal por exemplo, a desonfreada liber-
tinagem de certos velhos.
Se a lubricidade, essa chaga viva, essa
lepra que corroe o corpo e alma, gastando
um e annullando a outra, destruiudo suc-
cessivamentc todos, os sentmentos genero-
sos da mocidade, e destruindo-os em pro-
veito das ms paixSes, se a lubricidade,
dizemos nos, deploravel, quando se con-
templa nos hornees ainda bastante moyos
para que possam coaibater e dominar a sua
fatal influencia, o que diremos d'aquelles a
quem domina com todo o imperio como so-
berana e arrogante4senhora, dos velhos en-
vilecidos ?
Quem conduz para o lodo e abjeccao se-
res cu jos passos vacillantes tropecam j
beira da sepultura, e que deveriam consa-
grar os seas ltimos anuos e os seus lti-
mos dias era dar s gerac3es que se lhe se-
gueta bons cons.-lhos e serios exoinplos?..
Que diremos euto d'esses homens de
caballos brancos, d'esses pais de familia
insensatos que, longe de se mostraren co-
sos de merecer, e obter o respeito de seus
filh3, nao pensara sen&o em luctar em dis-
parates e loucuras com estes ltimos, e se
sea tem gloriosos e alegres quando teem
obtido o premio da iuota ?...
Nao coohecemos em lingua alguma epi
theto bastante degrdente, para stygmati-
sar como o merecen estes despresiveis lon-
cos que, com mao dbil, tentam ainda ven
cer o marasmo sexagenario
E, sua fronte pura cora-ae como de urna
aureola com a sua cabelleira prateada.
O eu olhar lmpido a profundo severo
e benevolente ao mesmo tempo. Sao in-
dulgentes para os erros passageiros de urna
moc dade febricitante, teem saos conse-
lhos. Ardentes ainda na execuco dos seus
projectos, quando sentimentos generosos
agitara, a sua alma, eocontram o vigor e a
forca dos annos que passaram, para dar a
seus netos attentos grandes exemplos de.
coragem e de nobrsza.
Justamente or^alhosos por ama longa
existencia sera mancha, honestamente occu-
pada nos labores intelligentes, gostam de
estender mo corajosa quelles que collo-
cam o p sobre os primeiros degraos da es-
cala de que elles o ocupara o vrtice.
Verdadeiros patriarchas do moderno mun-
do, a sua nica alegra, a sua nica ambi-
cio terminar a sua carreira as alegras
da familia sob o tecto que, gragas ao- seu
trabalho incessante, se engrandeceu pouco
a pouco, para dar ba hospitalidade a toda
a tribu de filtaos e netos.
Mas se estes nobres e respeitaveis an-
cios sao o commo vente symboio da supe-
a mais magni-
fica expresso do seu desenvolvimento rao-
fallar 'rab quelles que nos intilmente tentamos
classficar ha pouco co sb o lado degra-
dante e justamente despreaado ?...
E, por desgraca, a classe sempre fui e
continuar a ser espantosamente numerosa.
Uui facto inuontestavel e tristemente dig-
no de notar-se que egtes seres sem pu-
dor que nos indicamos se encontrara prin-
cipalmente as regioes da botsa.
Effectivamente, sera fallar das classes
pobres, era que os ltimos annos pagam
ordinariamente cora numerosas enferraida-
des os ezcessos do trabalho de urna vida
excessivamente laboriosa, a burguezia nao
no3 apresenta seno rarissimas vezes esses
vergonhosos typos de pais dando a seus
tilhos o exemplo de urna lubricidade des-
enfreada, que nao tem por desculpa o ar-
dor e impulso da mocidade.
Alm d'isto, o fundo do carcter d'esta
classe da sociedado o desojo incessante
de adquirir, um receio constante de qual-
quer prazer dispendioso que pode arrastar
comsigo a ruina total.
Estes instinetos econmicos, e conserva-
dores affastara forzosamente a burguezia
de toda e qualquer despeza intil.
Isio nao precisamente o que se cha-
ma virtude.
Tambera nao ver bom, e ter o boro
eenso de prevenir o futuro.
E' tnuito simplesmente o amor de con-
servacao, o desejo de araontoar, a necessi-
dade innata de augmentar.
Mas estes defeitos, mnimos as suas
proporc3es, como tudo quanto o cerca, re-
coramendam se principalmente pela sua
allianca habitual cora urna qualidade tanto
mais apreciavel quanto mais rara hoje.
Queremos fallar do respeito da familia e
do bom exemplo dado aos filhos pelos
paes.
Na aristocracia, e da verdadeira o al-
ta aristocracia que nos fallamos, os chefes
de familia teem em geral um culto rouito
serio pelo nome que usara, para que nao
desejem conserval-o puro. A raaior parte
'lestes patncios entregam-se a trabalhos de
alta intelligencia, applicam-ae aos profun-
dos clculos das sciencias polticas, estu-
dara o mechanisrao dessas engrenagens in-
numsraveis que fazem andar as machinas
governaraentaes.
Muito poucos desertam do seu blasona-
do lar para se entregar a ridiculas empre-
zas.
Na classe fiaanceira, pelo contrario, na-
quella era que o insaciavel desejo de se
aristocratlsar impeli a usar o titulo de
alta burguezia, nesta reina a depravaco,
impera como soberana absoluta.
E' claro que nao fallamos senao como
em these geral.
Estamos proraptos a admittir as excep-
tes, e desejamos at que ellas se apreseu-
tem em grande numero.
Na classe financeira, dizemos nos, os
principaes motores da vida silo o amor do
lacro e a paixao do luxo.
All pullulara os vicios, e sao borriveis
Seja qual ir o cuidado com que elles
so acobertam, e principalmante com que
sa dourem
Porque razSo ha alguns annos a esta
parte se veem as as mulheres da marmore
e as mulheres de gelo apparecer as ras
de Paris am to espantosas proporeues ?
E' muito simples :
E' necessario attribuir este excesso de
corrupQ&o feminna a essas rpidas e es-
candalosas riquezas que resultara das in-
cessantes fluctuagoes da bolsa, essa caver-
na que nem pode comparecer se floresta
de Bondy, de infausta memoria.
Sabemos muito bem que o materialismo
enorme e brutal tem em todos os tempos
sido ura dos principaes attributos dos se-
nhores financeiros.
Sabemos muito bem que os traficantes e
os rendeiros geraes lhe erguiam outr'ora
numerosos altares.
Mas deve prdoar-se ao vicio porque era
todos os tempos teve numerosos adorado-
res?
Francamente, o eremos.
Nao supponba sequer, amigo leitor,
que a nossa intencao empreheaier aqu
o intil e giganteo trabalho que consisti-
ra era por era descoberto os ridiculos, os
defeitos, as ms paixSes da raga dos finan-
ceiros ,
Para que ?
Innumeraveis volumes nada ensinariam
quelles que os lessem e no cerrigiriara
quelles que atacassemos oais impiacavel-
mente.
Voltemos assurapto, isto a esses ve-
lhos setn pudor, que deshonrara os seus
cabellos brancos as alegras vergonhosas
da libertina^em e do vicio.
leira aitisticamente juvenil o marfira ama
reliado dos seus crneos ns, que pintara
os bigodes e as suissas, que apertura em
cintos com barbas de baleia o seu abdo-
nem magestoso, que se esforcam, n'uma
palavra, mas debalde.
De reparar des ans l'irrparable outrage?. ..
Devemos accrescentar, para sermos jus-
tos, que certos velhos, dplomatas em dis-
ponibilidade, e bom numero de ex-gene-
raes j encanecidos, merecera por todas as
raz3es figurar nesta galera do grotescos,
fazern-se os protectores das dancarinas e
das pescadoras, tratara orgulhosaraente por
tu e com um ar de felicidade as figuran-
tes e alumnas da Academia Imperial de
Msica e as walsistas de Mabile e de Ra-
nelagh, vilo a todos os bailes de actrizes e
cortesas da moda, e nao faltara nunca, nos
das em que ha bailado, no fauteuil da
orchestra da Opera.
Ah se a reflexao podesse fazor brilhar
ura relmpago de bom senso nestes cere-
bros atropbiados e desorganisados, como
os gotosos Adonis corariara do estrava
gante papel que tSo benvolamente acoei-
tara ..
Mas, illudindo-se a si proprios, concluem
sem lgica de especie alguma, que devem
do mesmo modo illudir o publico, e no
veem que o pedestal sobre que se eolio
cam, nlo serve senao para os por bera
vista como n'um grotesco pelouri
nho, aos risos e escarnco dos espectado-
res, e mesmo do alguns dos seus compa-
nheiros de prazer.
O que haver de mais repeliente, sob
todos os pontes de vista, do que a una)
libertina entre urna pobre rapariga de vfn-
te annos, por muito perdida que esteja, e
um Gronte de setenta Annos, que se es
forca por fazer de Valerio oa de Clitan-
dro 1
Pormenor curioso, mas irrecusavel, ape-
zar da sua inverosimilhanca : Quanto
mais o hornera envelhsce, tanto mais moya
a amante.
Pobres loucos Como pagaes caro esse
direito de dar o titulo de amante a oraa-
Seu pai antigo fornecedor dos exercitos
imperiaes, enriquecer por innmeras frau-
des.
Possudor, desde a sua maori Jado, de
importantes capitaes, Vannoy Jnior, do-
tado no mais elevado grao de aptido para
o negocio, toraou parte em todas as gran-
des operacSes da bolsa.
A sus riqueza colossal, a sua fortuna
constante no jogo de fundos, a sua casa
bancaria, relacionada cora todas as princi-
paes das captaes europeas, a particula no-
biliaria de que julgou til fazer preceder
o seu nome, valerara-lho urna duzia de
condccoraQes estrang--ira3 que enfileirava
na sua casaca.
Casado com urna rica herdeira, no dei-
xou nunca de ser o que o inundo charau
um excellente marido, isto vveu sua
vontade, e ora pefeita independencia, dei-
xando sua mulher absolutamente livre e
aenhora das suas acc.3es.
Tem duas filhas, casadas ambas, o am-
bas mais de familia, o que o constitue av,
posto que apparonte as raais juvenis pre-
tendes.
Dissoraos que era de elevada estatura.
Devemos accrescentar que urna notavcl
gordura o tornava pesado e lho engrossava
os contornos, esbeltos antigamente e bas-
tante elegantes.
Enormes ps seceos o espalmados for-
mara um apoij bastante tranquillisador
para a completa seguranza do edificio que
supportam.
As milos sutficientaraento plebas estilo
era relago com as extremidades inferio-
res, e ameagain constantemente fazer es-
talar t jilas as costuras das luvas cor de
palha, que as cobrem o as apertam sera
hes diminuir as avantajadas forma.
O pescoco, curto, gordo, e apopltico,
assenta sobre urnas espaduas quadradas,
verdadeiras espaduas de carregador, e
sobrepujado por urnas orelbas largas e
avermelliadas.
As faces flacidas e pendentes tra du
pa barba; a bocea sensual e grande ; os
olhos anzentados, brlhantes e pequeos
quasi desapparecem sob asespsssas sobran
celhas cuidadosamente pintadas de preto,
turas que vos engaara com o seu cabel-! aa3 a mi0r-parte das vezes com a appa-
leireiro, ou com o filho do porteiro, ou |renca uin pouco avermelhada e russa.
com o primeiro galn de algum theatrinho, d0U8 esplendidos batoja de diamantes,
e rauitas vezes cora todos tres 1..
Que diris a vossos filhos quando se af-
fastarem do bom carainho para se ombre-
nharem no mo?. ..
Que peso e que importancia terao as
avahados em dez mil escudos, pelo menos,
brilhara no peitilbo da fina camisa de
Hollanda do Sr. de Vanny, e os seus ami-
gos ntimos fizeram notar que, qualquer
que fosse a hora a que o eocontrassem, os
paginas poderiam ser transcriptos, e por
isso, apenas nos limitamos apassarpara
aqu o que disse o Mrquez de Caxias na
ordem do dia de 14 de Janeiro tratando
da batalha do Itorr, ferido a 6 4e De-
zembro de 1868.
c No dia seguate (6), ordenei ao Exra.
Sr. mare bal de campo Argolo, que tes-
ta do 2o corpo sob seu coramaudu, tendo>
por vanguarda for$a das tes armas, con-
fiadas ao intrpido e valente coronel Fer-
nando Machado de Souza, avanyasse sobre
a posicuo iuiraiga, que na realdade era
para elle 3uraraaraent3 vantajosa, por con-
sistir era urna elevada colina, coroada de
espe3sos capes de matos a que so poda
abrigar e emboscar, fazendo-nos fogo sera
SDfrer elle grande prejuizo... O iniraigc-
rompe tilo bem nutrido fogo de fuzilaria-
para evitar que o intrpido coronel Fernan-
do Machado de Souza possa ganhar terre-
no ; mas seus esforcos forara baldados, poi-
que aquelle bravo official, avansando sem-
pre, desaloja o inmigo do ponto, onde cae
morto, sellando cora a perda de sua exis-
tencia, sua dedicagao c coragem que em to-
lo o ezercito erara proverbiaes.
Coronel Bateu-se cora muito denodo no combata
de S. Solano um 3 de Outubro do 1867.
Coramaadando a 3a brigada de cavalla-
ria distinguiu-se e prestou relevantes servi-
508 no combate de Protero-Ovelha a 29 do
mesmo raez e anno.
Toraou parte no reconhecimentj de 31
de Janeiro de 1868.
Assistio ao combato do Estabelecimente
sendo lou^ado pela coragem e habilidade
que tem sempre n^nifestado em todos os-
combates, suatentando-os no dia 19 (19 Ue
Fevereira de 1865, dia do combate) pelo
bera que se houve na escalada da trinebei-
ra pelo (i corpo de cavallara que diriga
cm peseoa.
Tomou parte no combate de 28 de Agos-
to de 1868 e foi contuso, mostrando-se co-
mo sempre, bravo durante a lucia.
Coraraandanib interinamente a 2a div
sao de cavallarii pnssou no dia 6 a ponte
do Itorr debaixo de medonhas descargas
9 a 11 tudo de Dezerabro do anno cima,
tomando^ parte na batalha de Avahy poz
em completa desordem alguns Datalhoes
inimigos.
Foi gravemente ferido e morreu no dia
seguinte era Villeta.
vossas palavras junto de vossas filhas, era doU8 b0.3e8 estavam inverlavelraente fixos
quera os vossos exemplos funestos des- j no seu jUgar habitual,
troem a inuocenca o aecusaro talvez a > Dsto os an,igos tinhara naturalmente
sua perda 1.. ^ concluido, e eremos que cora razao, que os
Por acaso cada censura sahida de vos- not5e8 em quesillo faziam parte integrante
803 labios nao ir ferir-vos no corasao'?... da ndvdualidade do banqueiro.
Mas pensareis sequer em dirigir cen- jj8j ^ue nunca tivemos a honra de en-
suras quelles por quem devereis olhar ?... I trarmos no numero dos familiares do per-
FOLHETIM
Nao!.
E, se a perturbadlo e a desgraca vera
cahir sobre a vossa familia, pouco-vos im-
portareis com o restabeleciraento da or-
dem e da paz, e iris cear alegremente
para Frres-Provencaux na corapaohia das
meninas Tata e.Niohette, o de outras que
taes, em quem oa nomes nfantis vos sao
to queridos.
E, quando a raorte vier tocar-vos com a
sua irnplacavel fouse, quando dasaparecor-
des deste mundo onde haves vivido tao
mal, quem vos chorar ?
Ninguem !
Quera pensar em v3 ?
Os vossos herJeiros, at a completa li-
quidayao da heranca t
Os nossos leitores, que tiveram a bon\
dade de seguir-nos nesta longa discssao,
tero certamente comprehondido (pelo me-
nos coraprazemo-nos era acreditar) que
ella tinba um tira, e que nao foi sera rao-' Resumo da cainpauha com O
sonagom de que nos oceupamos, diremos
muito simplesmente que o Sr. Vaanoy nao
tinha tanto interesse em nao se separar dos
seus botoes, senu porque t s seus brlhan-
tes raios, revelavam o millionaro, ti-
nhara valido ao seu proprietario tres vezes
feliz um bom numero de olhares provoca-
dores e sorrisos cheios de promsssas bas-
tantes vezes realisadas.
Qual o meio de ser cruel com um ho-
rnera que traz na camisa diamantes que
valem dez mil escudos ?.. .
As Lucrecias da Opera e as virtudes da
Bohemia galanteadora sentiram desfallecer
a sua castidade sob os raios daquellas ma-
ravilhosas joias.
(Contina)
VARIEDADES
tivo que a collocamos ueste lugar do nosso
livro.
Apressemo-nos, pois, em dizer-lhes que
todos os que assim o suppuzeram se nito
enganaram. v
A nossa situacao, effectivaraente, por
em scena as paginas seguintes ura novo
peisonagera que vai deserapenhar ura pa-
pel importante em a nossa narradlo, o que
pela sua posico, pelo seu carcter e rao-
do de vida, pertence classe desses velhos
despresiveis, acerca dos quaes fallamos tilo
largamente.
O Sr. de Vannoy ura hornera de ses-
O flORCIJNDA
POR
ALO PS7AL
SEGUNDA PARTE
Q FALACZO CE WE7ESS
(ContinuacSo do n. 294)
XI
Aqu eCou
O presidente de Lamoignon proseguio
com ama mudanza na voz :
__ Proceda segundo a sua consciencia,
minha senhora, e nada recee. O nosso
tribunal nao tem absolutamente por mis-
sao punir. O erro nao um crime, raa
sim a desgrana. Os seus parentes e ami-
gos teriam compaixao de si se a senhora
se tivesse engaado.
v Engaado 1 repetio a princeza, sem
levantar a C3b6ca : oh sim, tenho sido
engaada muitas vezes ; roas, se nao est
ninguem para defender-me, defender-me-
hei eu propria. Minha filha deve trazer
comsigo a prova do seu nascimento.
__Qae prova ? perguntou o pVsidente
de Lamoignon.
A prova designad pelo proprio Sr.
de Gonzaga, a folba arrancada ao registro
da capella de Caylus. Arrancada por mi-
nha propria rao, meus sonhores accres-
centou t-lla, erguendo se.
Eis o que eu quera saber, disse com-
sigo Gonzaga. Esta prova, continuou elle
em voz alta, sua filba a ter, minha se-
nhora.
En to nao a tem ? exclamou Aurora
de Caylus.
Um longo murmurio levantou se na as-
sembla com aquella exclamacao.
Levem-me daqu Levem-rae d'aqui!
balbuciou Dona Cruz banhada em lagri
mas.
Alguma cousa se sgitou no fundo do co-
ra5ao da princeza, ouvindo a voz desolada
duquella pobre crianza.
Meu Deus disse ella, levantando as
raaos para o co, roeu Deus, inspirai-me.
Mea Deus, seria urna desgraca horrivel e
um grande crime repellir minha filha Meu
Deus, iraploro-vos do fundo da minha mi-
seria, respondei-roe, respondei-mo.
Virara de repente o seu rosto Aluminar-
se, emquanto que todo o seu corpo tremia
violentamente.
Tinha interrogado f> us. Uraa voz que
ninguero, eveepto ella propria, uraa voz
roysteriosa a que parec- responder quelle
supremo appello, pronunciou por tras da
tapogaria as tres palavras da divisa de Ne-
vera :
Aqui estou !
A princeza en :ostou se ao braco do car-
deal para no cabi.- de costas.
Esta voz tifia do co?
Gonzaga desdeabou daquella sbita erao
cao.
Quiz dar o ultimo golpe. .
Minha senhora, exclamou elle, appel-
lou para o Meitre Supremo ue todas m
cousas ; Deus responden lhe : vejo o, sin-
too. O sea aojo bora qae combate as
suggestoes do mal est comsigo. Minha
senhora, nlo repula a felicidade depois dos
seas longos soffrimentos, to nobremente
supportados; roinbu senbera, esqueca a
mao que colloca ua sua um theaouro. Nio
Dizaraos que era principalmente entre senta e dous a sessenta e cinco annos,
os banqueiros que se encontram esses ve-
lhos loucos, que occultara. sob urna cabel
reclamo o meu salario ; nao lhe peco senao
uraa cousa, olbc para sua filha. Ella aqui
est rerauta, esraagada pelo acolbimento
de sua rali. Escute o seu intimo, minba
senhora ; o voz da alma lhe responder.
A princeza olhou para Dona Cruz.
E Gonzaga proseguio com arrebatameo-
to :
- Agora que a vio, era nome de Deus I
pergunto-lhe, nao esta sua filba ?
A princeza nao respondeu immediata-
raente.
Involuntariamente voltou-se para a tapo-
caria.
A voz que nicamente era distinga para
ella, porque ninguem iuspeitava que ti-
nham fallado, pronunciou esta palavra :
A72o I
jVao respondeu a princeza com for-
5a-
E o seu olhar resoluto percorteu a as-
sembla.
J nao tinha rnedo.
Fosse quem fosse aquelle roystorioso
conselheiro, que estava por traz da tape-
caria, tinha confiaoca nelle, porque com
bata Gonzaga. E alm disso elle cum-
pria a muda proraessa do liyro de oracoes.
Tinha dito: Aqui estou e vinaa cora a
divisa de Nevera.
Mil exclamacoes, entretanto, cruzaram-
se na sala.
A indignaco de Oriol e companhia nao
tinha mais limites.
E' de mais disse Gonzaga acalman-
do com a rao o zelo muito ruidtso do d>a-
talbo sagrado, a paciencia humana tem li-
mites. Dirigir- me-hei urna ultima vez
Sra. princeza e dir-lhe-hei: E' preciso ra
zoes fortes e graves para repellir a verda
de evidente.
Infelizmente I suspirou o bom car-
des!, sao estas as rainhas propria palavras l
mas quando s senhoras se mette alguma
cousa na cabeca...
Estas razSes, minba senhora, con-
cluio Gonzaga, tera-nas ?
Sim, responden a voz mysteriosa.
Sim, disse a princeza por seu turno.
elevada estatura,
brancos.
corado e de
Paraguay, seguida dos nomes
dos bras.leiros mais dfstlnctos
morios durante a guerra.
POR MELCHIZEDECH d'aI^BL'QUERQUE T.IIIA
(Uontinuaco)
Coranel Fernando Machado ue
Sonsa
Era este official conhecido como o me-
lhor de infantara.
Fez toda a cara pan ha do Paraguay, to-
mando parte e distnguindo-se em todas as
bstalhas era que pelejou at a do Itorr
em que uraa bala inimiga cortou-lhe a bri-
Ihante carreira.
ue ] Trauscrever os elogios que os generaes
cabellos i brasileiros deram ao coronel Fernando Ma-
chado impossivel, porque s em muitas
Capilao de mar e guerra Joaquim
Rodrlgueit da t'
Rodrigues da Costa o valente raarinbei-
ro, estimado e querido em toda a armada
foi morto na noite de 2 de Marco de 1868
a bordo do Lima Barroi.
Biographando o valente e dedicado mi
litar, diz Eduardo de Sa, quando esareve
o ultimo combate em que a sua espada br-
Ihou pela ultima vez mostrando o caminhc
da gloria :... E o vulto imponente de Ro-
drigues Costa que envolvido por urna mu
tidao o investe, btese como ura leo rai-
voso pela desigualdade da luta e procura
cora a espada em punho abrir passagem
por entre esses vndalos, que nao lhe dei
xara dirigir o combate... Oh covardia
sera igual I Inimigos brutaes nao sabetn
respeitar a bravura do hroe, que banhade
00 sangue que em borbotees lhe jorra da
10 golpes de espadas e punhaes, ainda sa-
nhudo como um tigre, ataca e se defende
com um valor de Bayard !...
Finalmente o hroe de Abril de 1866
de Curuzu', de Curupaity e Humayt, re-
cebe sobre o peito mais tres ferimentos e
cae inanimado sobre o convez.
Era natural do Rio de Janeiro e tinha
muitos annos de servico.
Coronel Antonio Peixoio de Aievedo
Como deputado do ajudante general, ser-
viudo interinamente de chefe raaior tomou parte era 3 de Setembro de
1866 no ataque Curuz e e tornou-se di-
gno de especial merco, diz o conde de
Porro Alegre, pelo valor e sangue fri com
que S6 houve durante o ataque, bem des
empenhando as rainhas ordens o dando
acertadas providencias quando as circura-
stancas do momento exigiam.
A 22 do mesmo mez toraou parte no
ataque de Curupaity, nao desraentindo o
seu anterior eomportamento.
Falleceu ero 11 de Janeiro de 1867 no
acampamento do 2o corpo do exercito.
Gonzaga estava lvido e seus labios a-
tavam-8e convulsivamente. Senta que ha-
va all, no seio da propria assembla con-
vocada por elle, urna influencia hostil, mas
invisivel. Sentia-a, mas procura va a em
vo.
Depois de alguns minutos, tudo estava
mudado na pessoa da viuva de Nevsrs.
O marmore tornara-se caree A estatua
tinha vida. De onde provinha este mi-
lagre ? A mudanya tinha-se operado no
momento era que a Sra. princeza, desva-
rada, havia invocado o soccorro de Deus.
Mas Gonzaga nao acreditava em Deus.
Enchugou o suor que lhe corra da fron-
te.
Tem ento noticias de sua filha, mi-
nha senhora ? perguntou elle, oceultando
a sua anciedade o melhor que pode.
A princeza coaservou-se silenciosa.
Ha muitos embusteiros, continuou
Gonzaga ; a fortuna de Nevers uraa lin-
da preza. Apresentaram-lhc alguma outra
moca ?
Novo silencio.
Dizendo lhe, proseguio Gonzaga :
c Esta a verdadeira, salvaram-n'a e pro-
tegerara-n'a. > Disserara tudo isto ?
Os mais finos diploraatts deixar se-hiam
arrastar.
O presidente de Lmoignon e os seus
grav>s assessores olhavara agora para Gon-
zaga cora admiraco.
Esconde as tuas garras, tigre, mur-
murou Chavemy.
dous annos de vida para hvantar aquelle
reposteiro, por traz do qual estava o ora-
culo, silencioso naquelle momento.
Respon la responda, disse Gonzaga.
E os proprios juizes repetian> :
Minha senhora, responda !
Aurora de Caylus escuta va. O seu pei-
to nao respirava. Oh como tardava o ora-
culo !
Tenes compaixao I raurmurou ella
finalmente, voltando-se ura pouco.
r O reposteiro agitou-se levemente.
Como poder responder T diziam en-
tretanto os confidentes.
Vive? disse Aurora de Caylus, in-
terrogando o ora julo cora voz abafada.
Vive, responderara-lhe.
Ella ergueu se, radiosa, louca de alegra.
Sira, est viva est viva I disse
ella cora exploso, est viva contra sua
vontade c pla proteeeSo de Deus!
Todos se levantarara era tumulto.
Durante nra instante ;> agitado chegou
ao cumulo. Os confidentes fallavam todos
ao mesmo tempo e reclamavam Justina
No ban ;o os cotnraissarios regias consulta
vara entre si :
Quando eu lhe dzia, repeta o car-
deal, quando- eu lhe dizia, Sr. duque I Mas
nao sabeat ti tu lo, e cmico a acreditar
que a Sra. princeza est em seu perfeito
juizo.
No meio d confusito geral, a voz do
reposteiro disse ;
Certamente, o silencio da voz mysteriosa j Esta noite, no baile do regente, dir-
era suraraariaraente babil.
Emquanto aquella voz nao fallasse, a
princeza nao poda responder, e Gonzaga
furioso perda a prudencia. No meio de
seu rosto paludo viara-se-lbe os olhos br-
lhantes e ensanguentados
Ella est aqui, em alguma parte,
proseguio elle com os denles cerrados,
prorapto a apparsoer, affirraaram-lhe, nSo
verdade, minha senhora ? est viva, res-
ponda I est viva?
A princeza eocostou-se com a mao ao
braco da sua poltrona. Vacllava. Dara
lhe haa a divisa de Xevers 1
- E ve ei mioha tlli* ? balbuciou a
princeza que cotnecava a achar-se indis-
posta.
O raido fraco de uraa porta que se fe-
cha ouviu-se por traz do reposteiro. De-
pois nada raais se percebeu. Era tempo.
Chaverny, curioso como urna mulher e
preso de urna vaga suspeita, tinha-se es-
guerado por traz do cardeal de Bessy.
Levantou bruscamente o reposteiro. Nao
viu cousa alguma: mas a princeza aoltou
nm grito suffocado. Era o bastante. Cha-
continua.)
verny abri a porta e precipitou se no cor-
redor. ,
O corredor estava sombro, porque co-
meyava a anoitecer. Chaverny nada vio
senao muito no tira da galera agitar se o
vulto do pequeo corcunda das pernas ar-
queadas, que desapparecfu descendo a es-
cada tranquillamente. Chaverny oomeQou
a reflectir.
O primo quiz fazer urna partida ao
diabo, disse elle comsigo e o diabo tirou it
desforra.
Durante este tempo na sala das delibe-
ragoes, a um signal do presidente de La-
moignon, os conselheiros tinham do novo
tomado os seus logares.
Gonzaga tinha feito sobre si mesmo um
esforQO terrivel. Estava calmo na appa-
rencia. Cumprimentou o conselho e disse :
Meus senhoreo, corara se accrescen-
tasse urna palavra. Decidam, se quze-
rem, entre a Sra. princeza c eu.
Deliberemos, disseram algumas ve-
zes.
O Sr. de Lamoignon levantou se o
cobrio-se.
Principe, disse elle, a opinio dos
comro3sario3 regios, depois de ter ouriio
o Sr. cardeal pela Sra. princeza, que tAo
tem lugar o julgamento. Visto que a Sra.
de.Gouzaga sabe onde est sua filba, que
a aprsente. O Sr. de Gonzaga aprestn-
tar igualmente aquella que diz ser a her-
deira de Nevers. A prova eseripta desig
nada pelo Si. principe e invocada pela Sra
princeza, essa pagina arrancada ao regis-
tro da capella de Caylus, ha de apresen-
tai a e tornar fcil a deciso. Adiemos
em nome de re, o oonselho por tres dis.
Aceito, disse Gonzaga cora rapidtz ;
terei a prova.
" Terei minha filha e a prova, das*
igualmente a princeza ; aceite-
Os eomm8sario regios levantarara im-
mediatameute a sesso.
{Continuar-tt-ha)
Typ. do Diario roa Uuqne do Caxi** u. la.
.:'-.
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