Diario de Pernambuco

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Title:
Diario de Pernambuco
Physical Description:
Newspaper
Language:
Portuguese
Publication Date:

Subjects

Genre:
newspaper   ( marcgt )
newspaper   ( sobekcm )
Spatial Coverage:
Brazil -- Pernambuco -- Recife
Brazil -- Pernambuco -- Recife

Notes

Abstract:
The Diario de Pernambuco is acknowledged as the oldest newspaper in circulation in Latin America (see : Larousse cultural ; p. 263). The issues from 1825-1923 offer insights into early Brazilian commerce, social affairs, politics, family life, slavery, and such. Published in the port of Recife, the Diario contains numerous announcements of maritime movements, crop production, legal affairs, and cultural matters. The 19th century includes reporting on the rise of Brazilian nationalism as the Empire gave way to the earliest expressions of the Brazilian republic. The 1910s and 1920s are years of economic and artistic change, with surging exports of sugar and coffee pushing revenues and allowing for rapid expansions of infrastructure, popular expression, and national politics.
Funding:
Funding for the digitization of Diario de Pernambuco provided by LAMP (formerly known as the Latin American Microform Project), which is coordinated by the Center for Research Libraries (CRL), Global Resources Network.
Dates or Sequential Designation:
Began with Number 1, November 7, 1825.
Numbering Peculiarities:
Numbering irregularities exist and early issues are continuously paginated.

Record Information

Source Institution:
University of Florida
Holding Location:
UF Latin American Collections
Rights Management:
Applicable rights reserved.
Resource Identifier:
aleph - 002044160
notis - AKN2060
oclc - 45907853
System ID:
AA00011611:18716

Full Text
mmmmmmmmmm
AMO LU IDIfilO 294

PARA A CAPITAL E LUGARES OXDE SAO SE PACA PORTE
Por tres mezes adiantadoi .... ........
Por seis ditos dem. ..... .........
Por um auno dem................
Oada numero avulso, do mesmo dia............
65000
125000
245000
5100
DIARIO DE
/tUIA-FEIBA 23 JE DEZEMO
HE 1886

*\>yw
y~9
PARA DIESTRO E FORA DA PROVI5SC1A
Por seis mezes adiantado............... 13tJ500
Por nove dito idem.......,......... 20,0000
Por um anno dem.......'.......... 270OW
Cada numero avulso, de das anteriores.......... 0100
NAMBUCO
})r0pri*irair* toe iftaitocl Jugatvcf t Jara H)b
Aviso
*
T
/
I
I'
r
A os Srs. subscriptores deste Diario avi-
sa a respectiva dreccSo que, do i.* de
Janeiro prozimo era diante, far-se-ha a ar-
recadacSo das asignaturas pela forma se-
sjuinte :
Na cidade do Recife e lugares para onde
nao se paga porte. 6-jOOO por trimestre,
adiantado ou durante o 1.* mez do mesmo
trimestre, 6&500 nos 2. e 3. mezes.
No tira do trimestre ser suspensa a re-
ciessa do Diario aos que nSo tiverem sa-
tisfeito o seu debito.
, Fora da cidade, nos lugares para onde
se fazem as remessas pelocorreio, 135500
por semestre, pago as mesmas condicues
cima.
Aos que quizerera pagar o anno adian
tado, far-se-ha o abate de {5000, para to-
dos os assignantes.
' TELEGRMMAS
- ::s:::s :astic:ia3 so szaeio
O RIO DE JANEIRO, 22 deDezembro,
as 10 horas e 10 minutos da manha. (Re-
cebida s 11 horas e 15 minutos, pelo cabo
submarino).
Foran loneadon
lnpector da Tiimctumria de Fa-
/i'iKla do Rio .rancie do "Vorle, Bnn-
delra de Mello:
n*pecior da Thosouraria de Pa-
teada do Espirito Santo. Welclila-
de
Amanuense interino do arsenal de
nerra de Pernambaco. Attico.
:iiW s mskl mu
(Especial para o Diario)
BUENOS-AYRES, 22 de Dezembro.
Be nontem para boje deram-ie *
-sos novos e 31 bito* de cnolera-
morims. em toda* a* cidade* da Re-
pablica Argn 11 na infeccionada*.
* epidemia appareeea eaa Meado
xa. sendo terrivel quer pela qiian 11 -
dade qaer pela gravldade do* ra-
sos.
ao patio que o numero de pessoas
atacadas crece constantemente, es
casos de cara sao extremamente ra-
ros, sendo a sclencia medica impo-
tente a debe I lar o aval de moda pre-
cisa.
CAIRO, 21 de Dezembro.
Os abysslnlos acaban de apoderar-
se da cidade de Kassala.
MONTEVIDE'O, 22 de Dezembro.
u. dallo Herrera y Obes foi nomea-
do ministro do interior.
ROMA, 22 de Dezembro.
O ministro da guerra declarou
cantmlsso do remenlo que a Ita-
lia pode dispdr neste momento de
ama armada de &OO mil l ornen.
Agencii I lavas, filial em Pernambuco,
22 e D-z' mbro de i.* 86.
() Rectificnqoo.
No telegramma publicado 18 do cr-
rante- houve um equivoco da nossa parte.
O chefe de polica noraeado para Minas Ge.
raes o bacharel Levindo Ferreira Lopes,
juiz de direito da comarca de MurLh. no
mesma provincia.
A Redac^ao.
IMSTRUCCiO POPULAR
suroso a estudar a nova epidemia de Toulon e de
Mar seiba), que o microbio do cholera morbos era
idntico ao que encontrara naa entranhas dos cho-
lencos, fallecidos na India e no Egypto, e que elle
equiparara aobacillodo mormo. Maia Urde, porm
n'ama commancacao feta em Feverciro fiado ao
ministro do commercio, parece ter declarado que o
microbio do cholera outro bacillo, delgado, carac
teristico, ondulado, emmeialua, por vezes dobrado
em S ou em trma de virgula, lizo, nao granuloso,
pouco maior do que o bacillo da tuberculosa Io-
compativul com ambientes alcalinos, nao pode por
sso encontrar-ae nos lquidos estomacaes, vivendo
perfeitamente n'uma solucio de gelatina, a avaliar
pelo menos pelos movimentos que all apresenta
variados e rpidos. Nos lquidos intestinaes
extraordinaria a pressa da sua multiplicarn, o
que explica a precipatacio e a accumulaco dos
gymptomas nos ataques de cholera asitico.
Koch est convencido de ser este o appeteddo
microbio, porque, at boje apenas ojtem encontrado,
nicamente, as dejeccoea dos cholencos ou no in-
testino delgado dos fallecidos,-nao o teudo, at
agora, visto em qualquer outra parte.
Carece talvez de novas averiguares esta crenca
do sabio allemio, cuja firmeza de conviccoes nao
me parece suficientemente explicada pelos tactos
recentes, de que apenas tive conhecimento por va-
ras publicacoes diarias do estrangeiro
A nitidez com que se quer especificar o verda-
deiro microbio cholenco parece-me um pouco pre-
matura e at, nao s< i se o diga, um tanto arrisca-
da. Ponho-a por sso de quarentena, visto estar-
mos de mais a mais na epocha destas cautelosas
prevencoes.
E a'ah... bom esperarmos tambem pela pu-
blicacSo dos trabalhos, que all devem fazer ou ter
feito os collegas e companheiros do mallogrado
Thuillier.
, jaque vos fallo no celebre microbio, consen-
ti-me que, a proposito, vos cite alguna cunosissi*
moa trechos de um pequeo opsculo, publicado erg
1833 pela commissao medica da nossa Academia
Real das Sciencias, uando a primeira epidemia
do cholera devastava esta cidade de Lisboa.
N'elle exclama aquella benemrita commissao :
Qual nao seria ento o triumpho da humanidade
quando appaiecesse para a cholera morbos outro
Jenner como para as bxigas ?
mais looge, entre otros, aponta como pesai-
vel motivo do flagetlo insecto invisiveis, nao menos
fataea que os gafanhotoa do Egypto, opniio esta
j lembrada por autores antigs..
Nao vemos aqui, as palavras da douta corpo-
racio, como que o prenuncio dos celebres trabalhos
microbiologico8 que boje tanto admiramos ?
E a vaccina, que all se exprime como possivel
desidertum, nao ser para o cholera o complemen-
to das descoceras feitaa at hoje por Pasteur e por
sena discpulos ':
E, j que me encontr a braco, de gubito, com
estas pequenaa exeavae-s histricas, notarei que
n'outro livrinho, tamoem publicado pela mesma
Academia no anno de 1800 aob o titulo Adverten-
cia dos meto que os particulares poden mar para
preservarse da peste, doenca que anloga as
suaa origens orgnicas ao cholera morbus actual,
alm de se detenderem enrgicamente as quarm-
tenas rigorosas de pessoas e tazendaa e de se re-
commendarem alguns dos desinfectantes que hoje
So considerados bona (taes como os cidos aul-
phuroso, aulphurico8, aaaim aa brrelas tortea e inulto quentes para de
sinfeccao das roopaa, se apontam os perigos da lou-
ca mal vidrada,e faz-se reparo na falta de recepti-
vidade relativa, para a peste, dos indivduoa, que
foram urna ves atacados por esta asquerosa d*en-
ca, que hoje para alguns, se affigora extiacta ().
Ao novo microbio do cholera falta, porm, mens
senhorea, exactamente a mesma confirmacao, que
faltn ao microbio do Egypto. Parece que o ter-
rivel bacillo apenas vive de carne humana, esco-
Ihendo a humanidade para theatro e substancia
dos aeua banquetes. Aquelle nada fatal, enjo ex-
travagante e insacia ve! appetite tantas vidas casta
especie humana, parece, pelo contrario, miseri-
cordioso e bom para os irracionaea.
Parece, e digo apenas qne parece,porque nao
crivsl que o /acto da nao p-ssivel noculaco do
microbio com conscqaencias cholorrformes, nos
animaes a que alludo, seia urna prova absoluta da
resistencia ou da nao receptvidade d'aquelles
seres inferieres com relacao ao bacillo do cholera
morbus.
ia
(#) Exstem mais, eatre livros antigoa sobre epi-
demias em Portugal, oa seguiates, que nao consul-
tei 1 Breve regiment em que se tratam saudaveia
documentos para a preaervacao e cara da peate,
Lisboa 1724 ; Diaoarao o observacea Appoli-
neas sobre as doencas, que houve na cidade de
Lisboa, occidental e oriental no outooo. de 1723
por Simo Flix da Cunta Lisboa, 1726.
(Nota do prdector)
(Continua.)
0 CSSLZS E SSSIUIISD:
(Coaferencic : :r J. J. Rodrigues)
(Extrakido)
DA UIBLIOTHECA DO POVO E DAS ESCOI.AS
( C o ntxnuac&o )
Preocupado com o receio de nao ter mao no
Egypto anir.^es inoculaveia, at levara Koch para
all, na bagagem, 50 excelentes ratos berliiiezfs
qae,se eacaparam epidemia com prctunda ma-
gua do aabio, que oa colhera e condazira,morre-
ram na ecctanto victimaa dos mos tratoa a qae a
sciencia oa condunaon.
(jniz a natnreza, por vezes ergs e fatal noa aena
designioe, que o cbi lera continuaaae a aua marcha
devastadora, iavadindo pela quarta vez a velha
Europa, qfle elle visitara pela primeira vez pouco
antes de .830.
D p >is de dizimar o Egypto, accelerando a ana
marcha, invadi Toulon, sbitamente, em 14 de
Junho prximo psssado, saltando pouco depoia para
Maraelha onde o seu carcter se apresenta neate
instante com gravidade su luciente para inspirar
justos re eioa de noves alaatrameoU Mae, meua aenhore?. que esplendido exemplo de
aolidanedade huin fia. de cvica eoragem, de fra-
terna colijo vacuo .' Aquelle theatro da inorte,
d'onde tantos fjgem, acodem preasurosos sabio
de diversas nacioualidadeaja enterrogar (por entre
o* gemidos desolados doa moribundos, e a mago
plangentiasima cloa que ticam), nos recesaos som-
bros dos cadveres dss victimas, o enigma iode
cifravel da more que oa avasaaloo. *
Em Toulon e Maraelha, como no Egypto, vol-
ver a sciencia francesa aos seas perigoeos estados.
^_8nppoz principie Koch (que logo correr pres-
MRTE QFF1CU!.
O o ve ru da lrovioeia
DESPACHOS DA PRESIDENCIA DO DIA 21 DE
DEZEMBRO DE 18tt6
\baixo assignados moradores na villa
de Floresta. Cumpre que seja sellada a
representacao e reconbecidas as frmap,
afm de que, remettida a mesma represen
tacao ao conseibo litterario da instrucySo
publica, seja o professor submettido a pro-
uesso disciplinar para a imposicao da pena,
em que tiver incorrido, nes termos do art.
4* % 9 e 169 do regulaoiento de 6 de
Agosto de 1885.
Antonio Flix do Monte.Informe com
urgencia o Sr. Or. juiz de direito dacomarca
de Floresta.
Augusto Jos de Moraes e Antonio Fe-
liciano da Silva. Informe o Sr. Dr. juiz de
direito da comarca de Bezerros.
Belmira Mara de Jess Ibiapina,Re-
mettido ao Sr. inspector do Thesouro Pro-
vincial para mandar effectuar o pagamen-
to da subvengSo de qde se trata, observa-
das as condicues legaes.
Fielden Brothers. Remettido ao Sr.
inspector da Thesouraria de Fazenda para
os devidos fina.
Padre Floriano de Queiroz Coutinbo.
Remettido ao Sr. inspector do Thesouro
Provincial para mandar entregar o produc-
to da lotera de que se trata, mediante
fianQa, nos termos da sua informad-So de
16 do corrente n. 314.
Faustina, escrava. Informe com urgen-
cia a junta classificadora de escravos do
municipio do Recife.
Hercularfo Oliveira Torres Gallindo.
Tendo cessado o motivo de molestia que
allegou, concedo nova licenca, sem venci-
mentos.
JoSo Demetrio de Almeida Cavalcante.
Neg provimento ao recurso, porque,
dado o mesmo qoe o caso fosse de indem-
niaaco, esta s poda ser pedida por ac$ao
civel e nica por meio de recurso admi-
nistrativo.
Jos Pedro Macambira.- Informe o Sr.
ipspector do Tbesouro Provincial,
^einardo, escravo. Informe com rjf-
gencia a unta classificadora de escravos
do municipio do Rscife.
Bacbarel Miguel dos Anjos Barros.
Em vista da informayilo da Thesouraria de
Fazenda, nada ha que deferir.
Manuel Ferreira. -Informe com urgen-
cia o Sr. inspector da Thesouraria de Fa-
z'nda.
Dr. Pedro da Cunha Souto-Maior.Ve-
nha por intermedio e com a informacSo do
regedor.
Umbelina Leopoldina de Mello e Albu-
querque. Informe o Revd. Sr. regedor
interino do Gymnasio Pcrnambucano.
Secretaria da Presidencia de Pernam-
baco, em 22 de Dezembro 1886.
O porteiro,
Francelino Chacn.
Rep.irtieio da Polica
2* SeccaoN. 1246.Secretaria da Po-
lica de Pernambuco, 22 de Dezembro de
1836.-Illm. e Exm. Sr.Partecipo a V.
Exc. que foram ho-item reoolhidos Casa
de DetencSo os seguintes individuos :
A' minha ordem, um homcm que ignora-se o
nome. como alienado at que tenha destino ecu-
veniente e Augusto Jos Pinheiro Chaves, por
embriaguez.
Em officio de bontem communicou-me o cidado
Manoal alachado Brandao, ter assumido o exerci-
cio de subdelegada do 3- dstricto do Poco da Pa-
nella.
Communicou-me o delegado de Peaqueira, qne
foi preso no dia 15 do corrente, o individuo de
nome Lourenco, que dis chamar-ae Jos Pedro da
Silva, como pronunciado no art. 257 do cdigo
criminal, no termo de Bezerros.
Dcus guarde a V. Exc. Illm. e Exm.
Sr Dr. Pedro Vicente de Azevedo, muito
digno presidente da provincia. O chefe de
polica, Antonio Domingos Pinto.
Thesouro Provincial
DESPACHOS DO DIA 22 DE DEZEMBRO DE
1866
Contas do corpo de polica, Pereira Car-
neiro&C, Miguel Tolentino Prea Fal-
cSo e Bernet & C. Informe o Sr. conta
dor.
Arsenio Augusto de MagalhSesNao
consta ter o supplicante assignado o con-
trato, e por sso nao pode ser attendido.
- Marcolino Ferreira de Souza e outros.
Satisfacam a exigencia da contadoria.
Joaquim Rocha. En trege- se pela por-
ta.
Mara Mirandolina de Oliveira e Antonio
Tolentino de Fgueredo Lima. Registre-se
e facam-se as notas.
Joaquim Duarte Campos, Francisco Mo-
reira da Costa, Generosa Rosa da Silva
Cmara Gomes, Saunders Brothers & C,
Affonso Arthur Soares. Haje vista o Sr.
Dr. procurador fiscal.
Emygdio Joaquim de Sant'Anna e JoSo
Baptista de Albuquerque. Entregue-se a
quantia em deposito.
Alfredo Mauricea e Antonio Das Esto-
Ute. Informe b Sr. Dr. administrador do
Consulado.
Bento Pereira Bastos. Escripture-se a
divida.
consulado Provincial
DESPACHOS DO DIA 21 DE DEZEMBRO DE
1886
Joaquim Goncalves Cassao e Jos Ma-
noel da Cruz. Informe 1* sec^-So.
22 -
Jos da Silva Pereira, Silva Fernandes
& C, Henry Forster & C, Jos Rufino
Climaco da Silva, Porto & Santiago, Zefe-
rino Valente & C, Jos Antonio dos San-
tos Cousseiro, Gustavo A. Hallichard, Jos
Nogueira ae Souza, Joao Machado Evan-
golho, Antonio Juvencio A Siqueira, Joao
Joaquim Alves de Albuquerque, Ferreira
Silva & C, Antonio Bernardo Quinteiro,
Francisco de Paula Mafra, Jos Joaquim
Marrocos Pereira, Julio Furstemberg, An-
tonio Jos de Abrcu Ribetro, G. Laporte
d C Tbomaz de Oliveira, Machado &
Pereira, Victor Pralle, Mattos Campos,
Barao de Nazareth e viuva de Adolpho
Marques dos Santos. Sir.
Jos Goncalves Das, Jos Peixoto da
Fonseca e Paulo da Costa Balthar. Infor-
me 1* 8ecc2o.
Fonseca rmaos & C, e Rocha e Fer-
raz. A' 1* secgao para os devidos fins.
Manoel Goncalves Braga.Cumpra se.
Inspectora geral da Instracco
Publica
DESPACHOS DO DIA '\ DE DEzEHBRO
DE 1886
Amelia Mara da Conciclo Ramos, pro-
fessora publica. Encaminhe-se.
B.-huiro Alves de Carvalbo Azevedo.
Como requer.
Pergedtino Lins Civalcanti. -Deferido.
Elias Francisco Bastos Filho.Como
requer.
Amalia Mara Veira de Barros e Wal-
detrudes Primitiva da Fonseca Teiles,
profesaras publicas. Eocaminbe se.
Secretaria da instrueyao publica de Per-
nambuco, 21 de Dezembro de 1886.
O porteiro,
J. Augusto de Mello.
PERNAMBUCO
Assembla Provincial
SESSAO EM 10 DE DEZEMBRO DE 1886
pacaiDBKCia no bxm. sb ds jos hakoel db barbos
WAKDBBLIT
(Concluao)
O Sr. Ferreira Jateonlnn8r. presiden
te, aei que dithcil aaaifastar oa aentimentoa de
que me acho poasuido ao eucetar o debate do pre-
sente projecto; sei e simo qne, por mais qu* eu
pessa dizer aoa nobrea deputados, autores do pro-
jecto, so verao n'eata dicussao um effoito da po>
litio, e nao o resultado da meditaco e da humi-
lhac d'estt. casa ante o projecto qae ora ae dis-
ente. Mas, como o meu intuito nao convencer
nenr persuadir, apenas dizer o que sinto acerca
d'ea+e projecto, que o resultado da reprimenda
da Mninistraco publica a esta assembla, exter-
nare! algumas conaiderages que assaltam o meu
espirito, abalado pela impreasSo que em mim pro-
duziram as censuras ao presidente d'esta casa,
eenauras que alias nao me pareceram j astas nem
merecidas.
Sr. presidente, m face do acto addicional, lei
reguladora das Assemblas Provinciaes, quando
qualquer d'estas elaborar e approvar um projecto
de le qne nao mereca as honras da sanecao, o pre-
sidente da provincia dever devolvel-o ao presi-
dente da Atsembls, onde lido e immediatamen-
te remettido a ama commissao para dar o seu pa-
recer.
E' ato a prova evidente de que polo acto addi-
cional, o elemento democrtico nao ficava asphy-
xiado Bubjugalo pelo elementa administrativo, e
de que as Assemblas Provinciaes tenham o di-
reito de apreciar os motivos de negacao de sanc-
c5o e de cooteatal-oe, nao por maioria relativa,
mas por dous tercos dos que comparecessem ses
aio ; o presidente nSo tem razao, os seas motivos
de nio sancho nio a3o procedentes ;ousao
procedentes, e modifiqese a lei neste oa n aquel-
la sentido qae mais convenha.
Era essa a doa'rina do nosao direito adminis-
trativo,'e a applicacSo que se dava ao acto addi-
cional, confirmada por todos os noasos preceden-
tes.
O Sr. Costa RibeiroApeiado.
O Sr. Ferreira JacobinaHoje d-se o facto
extraordinario, inteiramenti novo nos annaes da
provincia de Pernambuco, de ser negada a sane
gSo 4 lei do orcamento-; e por um presidente da
affeicao da maioria da Assembla que votou ease
ornamento, chefe do partido a qae essa maioria
pertence, filho da provincia, tendo representado
n'eata casa oa seas correligionarios em grande
maioria!
O mais porm, qne S. Exc, segando sanecao
a esse projecto, deixou transparecer noa seas mo-
tivos de nio aanecao, que nao foram geraea, maa
esjeciaes, cousas que molestara, qoe ferem, que
mdfetram que a maioria d'esta casa nao estava na
altara da lei que fez, ou, antes, que estova muito
aquem do que S. Exc. desejava, e qae o digno pre
sidente d'esta casa, que pouco antea era laureado
por todos nos por um dos actos mais meritorios
que nm cidado pode praticar, nao estova na al-
tura de oceupar o lugar de presidente d'esta As-
sembla.
Sr. presidente, nao quero entoar um hymno s
qaahdades de V. Exc; creio mesmo que seria tar-
de para manifestar o juizo qae todos formamos
das qualidades que V. Exc. rene. (Apoiados)
Permitto-me, porm, V. Exc. dizer-lhe qae res-
ponden e responieu bem a easa negativa de sanc-
cio, proferida por um amigo, par am correligiona-
rio, por um ebefe do sea partido, nao tendo com-
parecido sessao convocada para o 1 de Outu-
bro. A ausencia de V. Exc. convenceu-me de
que se tinha sentido, e com justo motivo, da cen-
sor qoe lhe en ftita como que par marear-lbe
os loaros que V. Exc. conquistara, oio s sendo
escolhido pela confianza de seus collegas, presi-
dente d'esta Assembla, como praticando o acto
meritorio a qae j me refer.
Mas, Sr. presidente, eu creio que um presidente
adversario e adversario intolerante, certomente
mais nao poderia ter feito a ama Assembla Pro -
vincial do qae tez o digno presidente Dr. Ignacio
Joaquim de Souza Leao aos nobre deputados e
especialmente a V. Exc, com quem intimamente
se encontrava.
En sei que muito possivel que os nobres de-
putados achem que me affasto da discusaao ; mas,
como ella tem sido plenamente concedida a todos
os outros, parece me que bao de permitir que
n'amas desalineadas considerares, eu v entran-
do na apreciacao dos factos.
S. Exc. disse, em um dos motivos de negacao da
aanccAo, que se bavia infringido e ferido de fren
te o regiment d'esta casa. E este o primeiro
considerando.
O Sr. Costo RibeiroE' a primeira razao.
O Sr. Ferreira JacobinaOra, a iufraecao do
regiment d'esta casa !...
Maa, procarei, Sr. presiaente, na legislacao do
paiz e nao encootrei que a offenaa ao regiment in
temo de urna Assembla Provincial fosse motivo
de negacSo de saucedo de lei alguma.
O 8r. Coata RibeiroApoiado ; esto considera-
cao vem a proposito.
O Sr. Ferreira JacobinaSem no acto addicio-
nal, nem em outra qu lquer lei, nem anda em*
nenhuui dos meatrea de direito administrativo, en-
contr aemeliante doctrina, de sorte que acredito
qae S. Exc. teve o firme proposito de offender o
regiment en accio, o verbo da maioria da casa,
o presidente da Assembla, fasendo menean deae*
melhante motivo. E' rnente oto, poia em parte
alguma encontrei semxlhante legislacao. Acredi-
to, pois, qae S. Exc, externando semelhaote mo-
tivo, s teve em vista dizer que o digno presiden-
te d'esta casa nao eslava na altura do lugar em
qae Vs. Esc*, muito dignamente o collocaram.
O Sr. Rosa e SilvaV. Exc. mesmo sabe qae
easa scppoaico infundada.
O 8r. Ferreira Jacobina Suppoaicao, nao; a
consequencia lgica que tiro do acto, porque en-
tro qualquer juizo aeria offeaaivo ao digno admi-
nistrador, correligionario e amigo de V. Exc.
O Sr. Rosa e SilvaNem um* nem outra couaa.
O Sr. Ferreira JacobinaEnto oque Va. Exea,
qatrem qae eu diga ? J externei a minha im-
preaaij.
O Sr. Rosa e SilvaNio me anrprebende a ar-
goujiuti.cao de V*. Exc, parque sei quSo haoil
uestes manejos.
O Sr. Ferreira JacobinaPoia bem ; V. Exc.
anppoe qne eu ageito ama intriga ? Nao diga isto,
porque o digno presidente desta casa nao capas
de ae levar por mim em couaa alguma, muito me-
nos trataad i-ae de asaumpto que envolve a con-
aaca e a asTrico dos aeus correligionarios.
Assim, Sr. preaidente, voltando ao qae ea dizia,
8. Exc deu am motivo deaconhecido completamen-
te no nosao aratema legal Nao fic-u abi, porm,
a censura coutida nesae fundamento, censura que,
alia?, repous toda na fronte de V*. Exc. e que re-
flecte na maioria desta casa.
Snlo neate momento e curapriraento a Vs. Exea,
porque umfiearau-a i e receberam solidariamente
arm.aura que recaliio aobre S. Exc. ; e psrece-me
yie o deiej > de fagir desta discuaaio eo silencio
que s" procura toser o bigu! mais evidente de
que prefeieo), gemeudo, ailencioaoa softrer esta
ffrouta, a nefando aancc&o ao orcamento. S2o doutrinaa po
liticas : louvo esa dissiplina e esto obediencia,
maxisae quando ve; que no meu partido sou mui -
las veses rebelde, < u porque me terno admirador
aeata docilidad- paas'iva, que leva oa nobrea depu-
todua a sacrificarem d intimo d'alma, comtanto
que nio ae diga a um ebeo : errasts, a offenaa
qae nos ai iras'.es, repellimel a.
Se fo.ae amigo de S- Exc. o Sr. presidente da
provincia, ter lhe bia ao menos advertido que
loase m>-uos prodigo em motivos de negacio ae
aaiiecio no orcamento e que estes foisem menos
puugeiiiea e t rinos aoa correligionario*, de cujaa
m lhe ti..ha viodo esto lei.
Not-i, porm, que Sa. Exea., ao menos alguna,
como que seu a eoragem de defenael-o oeste re-
eiut", cosa tadoacham que taes rtzoes foram muito
-turnea, m ito couvementea, muito apropriadaa.
Eouetauo, creio que, ac aio fosae esta maldicta
doutrina iioliticada obediencia, teriamoa ama apre-
cucao sena reapeito e muitos dos nobrea depu -
todos nao aceitoriam inaifferentes os motivos ex-
hibidos por S. Exc. no projecto de lei nao aanecio-
nado. S. Exc, tendo comecado pela illegalidade
do projecto de lei, elaborade neste recinto, anda
collocou-se superior a esta Assembla e fiscal dos
seus actos, acerca do modo porque ella frmala os
projeetos, de sorte que poderia ter descido at
forma da manifestoco do pensamento e mostrar
que este estava incorrecto na propria letra do pro-
jecto nio sanecionado.
Tambem dei tratos minha maginacio para
saber se S. Ex2. tem o poder superior Assembla
de conhecer do modo porqub aqui resolvem-se as
questoea, isto Be os projeetos sao dispensados de
iutersticios, se pasaam por tres discusaea, se ha
intervalos maiores de 8 dias, etc. E eu desejo saber
ae a maioria desta casa tambem aceito esta doutri-
na, se ella coherente, se est conforme a escola do
seu partido, aqui representado por mecos de tanto
talento e de tonta pratica do servido publico.
Eu aei, Sr. preaidente, que oa nobres deputados
nio se oceuparo em responder qualquer das in-
tirrogacoes que lhes possa dirigir o humilde ora-
dor, e fazem bem, porque afina! se dir: muita
rhetorica, falUstes muito bem, porm o que ver-
dade, que o presidente tem o poder desptico, e
ea concordo. V. Exc. lembra-se que eu dizia :
quem tem maioria quem governa, hoje digo :
quem tem presidente quem manda, porque Ss.
Excs. tiveram maioria e nada fizeram : ao contra-
rio, a provincia foi qnem perdeu, porque o presi-
dente, como todos saoem, prorogava a Assembla
no proposito de nao sanecionar o projecto; e tanto
isto verdade, qoe S. Exc. tendo da a dia, hora
a hora, eommunicacao de todos os factos qae aqui
se passavam, ao ponto de saber qae elles nio
eram confirmes ao Regiment, negou sanecio esm
a maior facilidade.
Houve aqui nm facto que caracterisou bem isto.
Quando alguns deputados votaram pelo requer-
ment que pedia a separacao de materias qne nao
eram inteiramente ligadas ao orcamento e que a
maioria votou contra este requerimento, ea disse :
est tudo perdido ; o presidente nio saneciona este
projecto.
Por tanto, senbores, o acto de S. Exc. o Sr. vi-
ce-presidente, prorogando a sesao, s veio trszer
prejuizo e maiores despesas a provincia.
Eu nao quero saber se S. Exc. qae tem o poder
absoluto, que foi alm do que nenhum outro fai,
sobre se a Assembla decide conforme sea regi-
ment, nio teve torca alias para dirigir a V. Exc.
e a nobre maioria a quem respeito ; mas o que
verdade, o que nio tem explicaco, prorogar
uaia Assembla tanto tempoe negar sanecio a urna
lei que d'aqai sabio.
O Sr. Barros Barretto Jnior As prorogaces
continuadas de qae falla o nobre deputodo sao jus-
tamente urna prova de que o administrador da pro-
vincia nio tinha em mente negar sanecao ao pro-
jecto de orcamento.
O Sr. Ferreira Jacobina Eu creiique o pre-
sidente estava em perfeita harmona com o presi-
dente da caaa, e que este diriga a maioria nio ha
duvida alguma, porque nio houve requerimento
nosso de pedido de informacoes, o mais ligeiro,
ainda que sobre factos provados, que a maioria
desee qaartel. Nos tivemos umitas vezes de ap
pellar do decsso de V. Exc. para a casa, e no
entretanto a maioria era sem pre esojagidora.
Portante, eu creio que V. Exc. com aua maioria
identificados com o presidente da provincia eram
urna e pesspa. Logo : as prorogcoes dadaa,
eram iotencionalmente no proposito de nio sane-
cionar a lei de orcamento. (Nio apoiados).
Eu, Sr. presidente, mais de urna vez citei aos
meas collegas qae o melhor, qae o mais econmico,
era fazer effectivo o orcamento passado, que em-
bora nao fosse completo, podia ser um pouco mo-
dificado, ao passo que o presidente j entio cogi
tova em melhor servirse da lei existente, do que
aquelle qae d'aqui fosse.
Vv. Excs. commugando na mesma meza, diri-
gida pelo mesmo sacerdote, obedecendo ao mesmo
pontfice, fizeram couzas qae elle foi obrigado a
desprezar. Isto ama coosa que nao concebo e
confeaso que nunca vi em aituacio alguma.
Sr. preaidente, eu nunca vi situacao mais en
gracada do que esta ; um pleiade de homens il-
lustrados, intransigentes, de ama intolerancia ex-
traordinaria que as quena muitos vezes aspbi
xiar a palavra, e o conseguir, e qae elaborara a
le magua, a lei vital da provincia, S Exc, o pre-
aidente da provincia achoa recheaia de inconve-
niencias, de interesses quasi iocontessaveis, con-
traria aos crditos da provincia.
S. Exc. falla de qae o projecto de orcamento
nao aanecionado fixa a despeza anda com um
dficit, recorrendo-ae aoa crditos.
Maa, Sr. prndente, ainda foi este mais um
motivo qae me sorprenden o espirito : se a falta
de receita para completar a despeza, se a antori
sacio para o crdito, um motivo para negar-se a
sanecio, mal avisados andaram os antecessores de
S. Exc. porque todos sanecionaram projeetos com
o dficit.
Mas para que ea hei de pedir aos meas
correligionarios que encampeni ou sirvam de mo-
delo para S. Exc. receber noa licio, quando eu
podia consultor a hiatoria e mostrar a S. Exc. que
aem dficit o orcamento do paiz nio ae completa,
porqua o dficit, exiatente ha muito na provincia
e estado.
Negar sanecao a um projecto, poique ha um
dficit, nio principio de aduaiiristracao. E dizer
S. Exc. que inflas no crdito da proviucia eate
mo estar de sua receita, convenha com S. Exc. ;
maa influe menoa do que projectar empn stimos em
segredo, eomo fez S. Exc o vice-prtaidente seo?
autorisacio legal ; tazel-o divulgar n'esta casa,
emqaanto que o capitalista, disse que nao dava o
seo dinheiro. Isto mais aerio ; iato qoe pode
importar ean descrdito aos crditos da provincia.
O Sr. Prxedes Pitanga Talvez fosse prec T
pitacao de alguna amigoa de S. Exc.
O Sr. Ferreira Jacobina Eate facto foi aqui
discutido, e o nobre deputada nio o contesta, e que
nos gabinete! da presidencia, as suaa a :te-salaa
ae tratoa de se agenciar eaee em^restimo, nos o
sabemos, e eu principalmente que nao sou delator,
tive a noticia ueste recinto.
Eu t falla d'aquillo qae se espalba no recinto
desta casa ; nem mesmo aqciilo que algum amigo
me dis em coofianca ea me auimo a trazer para a
aiecusaao. Maa o facto foi aqui debat lo.
Portante, pergunto eu a esta caaa ; qual dos
dous tactos, o que importa descrdito para a pro-
vincia, fechar com dficit um o-(amento impoa-
aivel de ser equilibrado pelo eataao ,de abatimen-
to da provincia, ou procurar, aem autorisaci.
legil, contrabir um empre8imo e divulga!-o an-
tea delle realisado ?
Portento, eu pens qu.- S. Exc ainda nesta
parte foi iufeliz, e que o descrdito pira a pro
viucia nio veio do tocto de approvar esta casa um
orcamento com dficit, mas do facto de baver S.
Exc. procurado realisar um emprestimo quando
nio tinba para ia'.o autorisacio legal, nem artesa
da o poder levantar, divu-gando-o entre os aeus
amiges, que o trouxeram diacueaio ueste eaaa.
Deaculpem-me os nobrea depurados eatar eu
apreciando eatea factoa, j que Ss. Exea., paea da
creaoea, a abandonara com despreso.
O Sr. Joa Mara Nem ao menoa a botaram
na Reda.
O Sr. Ferreira Jacobina Nem ao menoa pri
curaran um berco para ubalal-a durante alguna
minutos.
S. Exc. tambem dase que o projecto pi podia
aer sanecionado, porque sem ai tenco economa
que o estado da provincia reclara .va, removeraua-
ae prfeaaorea de 1* para 2* eotrancia, com in-
fraccio do regulaoiento da Inatruc^io Publica.
Sr. preaidente, ea sempre digo que nao ha nada
melhor do que aer censor ; em aoaso paiz nio ha
policio raai8 coramida do que censurar os oucros
d'aquillo qae se faz todos os dias. Vamos a ver.
se os meas nobres adversarios, entre os quaes est;
V. Exc, apoiario o que vou dizer.
O Sr. Costa Ribeiro^ Ha quem diga que a cri-
tica mais difficl do qae a arte ; outros pensase
o contrario. I
O Sr. Ferreira JacobinaRetiro-me a essanc'
sa critica publica.
O ex-presidente disse, e creio que nenhnm dos
nobres deputados o contestar, qae tambem nic
mereca ser approvado o projecto, porque tinha
dado accesso a am professor. Nio aei qual elle
.... *^,
O Sr. Joa M*riaNio era liberal, affirmo.
OtJr. Ferreira Jacobina... maa o qne i certa
que a maioria desta casa quem deve responder
por ato. Nos nio fizemos favor a professor ne-
nhum ; eu apenas propaz urna autorisacio, e a
nobre maioria consideren prejudicado o meu re-
querimento. A responsabidade pois, do3 no-
bres deputados que apresentarsm essa emenda.
Devo dizer aos nobres deputados, que acbo me-
recida a censura feita pelo presidente da provin-
cia, porque na verdade a Assembla Provincial
maitas vezes mette-se a praticar actos adminis-
trativos, dando lhes a formada lei.
E' exacto tambem qae, no estado em que se
acha a provincia, desprovida de recursos para oc-
correr s suas despezas, sempre inconveniente
um accesso a professores. Maa o qae sobremo-
do estranhavel, que S. Exc, durante o tempo em
qne estove na administracio, concedeu accesso a
a trea ou quatro professores, sem ser na forma de
regulamento da instruccio publica ; de forma que
censurou Assembla aquillo que de sobejo elle
proprio o fez.
Agora espero que os nobres deputados ca.n;
apenas um signalzinho de riso. .
O Sr. Rosa e SilvaNio oueremos interrompe:
a V. Exc.
O Sr. Ferreira Jacobina.Muito agradecido.
O silencio de Vv. Excs. a confirmacao da ver-
dade e da lgica da minha argumentocio.
O Sr. Rosa e SilvaSe V. Exc. fosse icterrom-
pido, bavia de queixar-ae.
O Sr. Ferreira JacobinaNio me queixaria, so-
bretodo sendo nterrompido por V. Exc, o qae
sempre me sprazivel.
Temos, pois, que S. Exc. o Sr. presidente da
provincia formulou censuras em que elle propric
incorreu. Isto proprio dos nossos homeus pol-
ticos.
Lembra-me de que alguem disse que a lgica
aeria a destruicio dos paizes. Ea creio que sim,
porque as conveniencias fazem modificar quauU
lgica ha por ahi, se que alguma anda existe.
Entre os motivos de nio sanecao, S. Exc fex
anda urna censura a este Assembla, censura qae
me cabe perteitomente, porque sou coreo nesta
parte com S. Exc. Esta censura vem, creio que
a proposito do art. 10 do projecto que lhe fra
apresentadj sanecio, artigo que se referia as
lettras hypothecarias do Banco.
Ora, comprehende V. Exc. que en, convicto de
que o favor dispensado aos ttulos d'aquelle Ban-
co era de grande vantagem para a provincia, nio
poaso deixar de estranbar que S. Exc. fizeaae es -
pecial mencio desse favor, dizendo qae elle acar-
retarHi um grave prejuizo para a provincia.
O Sr. Gaspar DrummondPela competencia dar
lettras hypothecarias com aa apolices.
O Sr. Ferreira JacobinaS. Exc. nao dase
iaao, falln apenas de que era pelo interesse da
provincia ; e, como o interease da provincia s
tinba que ver ahi com a aencie de diretos dos
ttulos hypothecarios, eu digo que o espirito de
t>. Exc. ainda est preso ao erro de que o dinheiro
dentre dos cofr do Thesouro s o que constitue
a riqueza publica. Por isao S. Exc. entenden
qae cercar-de garanta esses ttulos, tornal-os am-
bicionados e de grande procura no mercado, me-
nos proteger a provincia, menos acautelar os in-
teresses dos cofres provinciaes do que facilitara
urna classe productora, a mais importante das
noEsas classes productorss, a agricultura, que
agouisa, meio de sabir da aspbyxis, do aDatmentc
e da a iseria em qae se acha.
Portento, a despeito da autorsada opiniio do
presidente da provincia, desconsideradora da con-
sciencia e intellgencia da maioria desta casa, ea
anda urna vez declino do conceito de S. Exc.
para dizer-lhe que nio foi feliz nesse motivo de
neeacio de aanecio, que desconheceu o que eram
os altos interesses da provincia e ferio de frente
a classe que mais merece ser protegida, porque
a fonte da produccio e do deaenvolvimento dest
trra,a agricultura.
E, Sr. presidente, pareceu-me que S.Exc. era o
nico que nio deveria fazer mencio disto, por-
que, se nao descende de urna familia de agri-
cultores e coohece perfeitameote o stado em que
est a agricultura entre nos, digno de pena, e que
chega ao ponto de nio baver nem ao menos com-
prador pari o nico geoero de produccio desta
provincia, nica expressio da riqueza qne hoje
nSo encontra nem pre 90.
Ora, en, que elaborei, que concorri com a nobre
maioria desta casa com o mou humilde voto para
a approvacao d'aquelle additvo, nio persaadido
de que esto cauda podesse tornar falto de bnlho
o cometa que se impunha pela necesaidade, sent
que S. Exc por urna hypothese provada negasse
aa vantagens reconhecidaa por todos nos e a gran-
de utilidade desta medida, que nio foi aqui seria-
mente contestada, e, ao contrario, pde-ae dizer
que foi unanimente aceita.
Portante, nio digo que S Exc. nao eative9e ni
altura de comprehender o alcance da medida, maa
acho que foi demasiado poltico, e, querenio mais
um motivo para atirar face da maioria desta
casa, nio poupou nem mesmo aquillo qae se utrpoe
a qualquer espirito como consa de.g*ade atili-
aade.
S. Exc. tambem apreseotoa como motivo da'ne-
gacao de sanecac a affirmativa de que a maioria
desta casa tinha f ;ito concssoes de privilegios,
para o que nio linha competencia.
Peco aos nobres deputados, qaer ao digno i-
luatrado 1' secretario, que tio brillantemente
exhibio-se na representacio do paiz, a quem-nio
poupo louvores, fazeodo votos para que prosiga de
forma que eu possa cada vez mais admiral-o e
que venha a considralo como homem superior
neste paiz...
O Sr. Rosa e SilvaObrigado.
O Sr. Ferreira Jacobina .. mas tambem ao no-
bre depu tado p-lo i* dstricto, a cujo talento e il-
lustracio temos sempre rendido boownagens e a
muitos outros que aqui se acbam, peco diga, me
respondan] : porque razio a assembla provincial
de Pernambuco est inhibida de conceder privi-
legios para fabricas e industrias que aqui se quei-
rara estabelecer ? ,
Eu conheQ) ulicos, grandes senhores, concen-
tradores de todas as torcas desta paiz, residentes
no Rio de Janeiro, que entendeos qae aa aaaem.
bleis provinciaes ni 1 podem conceder privilegios ;
maa alii mesmi qoe esta doutrina tem sido com-
batida por espirito nao menos cultivado, por ho-
mens nao meuoa altamente collocados, que enten-
d-m que as asemblas provinciaes, que tem estede
na posae desse direito, devem mantelo, at que
urna lei geral regule a materia.
Maa S. Exc. por sua exclusiva aatoridade, aem
conseUao, pois acredito que a maioria nio aconse-
Ihou, decidi qae a assembla nio poda conceder
privilegias : ella sempre os tem dade. Peco, pois,
os nobrea deputados qae ara respondam onde-en-
controu S Exc. filudamente para esta opiniio.
Entio, devemoa n8, representantes da prsvincia,
abrir mi de um direito tio importante, s porque
um presidente eateade qae a aasscmbla provin-
cial nio competente para fazer tal concesaio *
Pens diversamente e a-ho qne ainda 8- Sua, nes-



N

1 WTUAM 1

f*


Diario deN^ernambnco(iuinta-feira 23 it Dezembrodc 1880

,.

te parte nio l'ai nlm da leitura dos ulicos, que
entoudem que tudo 3 rei, ou ministro, que tam
o.-ra considerado como rei ou imperador na tra
lamento do papelorio.
Acredito, pot n, que uenhum dos uobres depu
fados abrir mi deate dir to deque tem usad' a
asiembla proviucial de Peruambuco, sem sacrifi-
car a mesilla provincia o tornsr-se merecedor de
erias censaras.
Senhor :s, vejo que as prerogativas da asssm-
bla provincial foram feridaa pir 8. Exc, mas que
a nobre maioria iiflingio-lheum castigo, deixauio
de rcunir-se no dia 1' de Outabre, proposite! e ni
teii.iioualme.it4, para aaaatrac a S. Etc que poda
negar sanecio ao or(a amito, n-as que nia poda
convencel-a de qee linna razii.
Sr. pre idente, ae nao fosee o deeajo de eeona
misar o tampo; asesino porqae vejo que os nobre*
deputados esla ancioao* por ver pas**r a proro>-
geao do ornamento, a qual se me asegura, que
ha de passar nestea einco dias, eu p>deriaaprs
ciar mais alguns motivos da denegacao de sane
ci, uias j o fit em arincipos geraes, e aprecio
aquelles que me prodaziiiin inaiar impressio c
magu ini-am i, acuelles que me fizerara crer que
ha U'0 principio poltico, que pretenle destruir o
principia proriocial,de aniquilar o direitoj que e
tamos de posse ; eu passarei a al jumas outras
consideracoe*, psra m-istrar que a maioria daca
8*. para qiem appello, devi, primeiro, conforme
e direito, dizer algara* cous* sobre o projecto do
orcsmwito ni ssnccionado e depois eeaeeg u-n m
cm o numero, com a rolh que na de asphyxiar o
projecto que ora se discuta, mas que o fac-tro com
a gilhardia de civalleiros.
Sr. presidente, a responsabiKdade eabe m no-
ria, aquelles que dirigem os nossos taabalhos ; a
maioria portanto. devia desafFrontar-se, devia to-
mar contas, pedir expticacoes a S. Exc. o Sr. vice-
presidente dos motivos que te ve para uio saneeio-
uar o projecto de orcamento.
O Sr. Rosa e SilvaSo V.-Exc. f iste o presi-
dente saneciouaria ou nio o projecto *
O Sr. Ferreira JacobinaSe eu fosse presiden-
te ? Para qne me quer desvanecer col locando-me
n'urna situadla desta* ? Se eu disser o mea juizo,
V. Ex* aceita o resultado delle ? Eu acho que
coiloco me em melhor posico sendo censor, e so
qoera me justificar cora relaca > ao meu voto. Eu,
portante nao quero dizer o que faria.
O Sr. Rosa a SilvaV. Exc enlloca se na posi-
c&o de censor.
O Sr. Ferreira JacobinaSim, senhor, o meu
papel.
O Sr. Rosa o SilvaTem sido feito com tanta
finura qne ainda nao podemos saber sa* opinio
com relacio 4 nao aanceio.
O Sr. Ferreira JacobinaMas S. Exc o presi-
dente, affastou-ae completamente d>s principios
de auiinistracio; a maioria da casa, aft*stou-se
da lei, fartandu se emittir um paiveer acerca do
projecto da lei magna, a maioria tica silenciosa,
nao retira de sna fronte este peso, essa censura
grave, ferina, que o correligionario infringi fa-
ce do seu pontfice.
Eu, pois, nao tepho a preteocio ds que os no-
bres deputados venham tirar a irapresaio dVstas
censuras; ella est feita e s recabe aos memoras
da maiana da casa, pertence a collecti vid .e;
mas tudo isto tica em casa, vai bem, nio havendo
a menor divergencia entre os correligionarios,
urna vez qne se nooitfii o subdelegado, o dtlega-
do, o cullector, o agente do corrido, o p .utico, to-
do isto vai s mil maravilhas. Esta que ver-
dade.
Sr. presidente, mepireca raais regular discu-
tir os motivos de nao sanecao e topis apresentar-
ee o projecto ora em discussffo; os nobres desa-
tados, porin, entenderain o contrario d'isto.
S. Exc muito digno deputaii i pelo 1 ditricto,
foi ainda bontsm revolvr o archivo, e ciu com >
um grande achada, o fac'.o de 1878, e pr.icur ra
amparar-se n'elle. S. Exc. vendo-se ferido pela
censura em consequencia de acr um dos signara
ros do projecto qne ora se discute, sem attencio
commisso de orcamento que deveria ser antes
a que rJeesne de presentar este projecto de orca-
mento.
Um Sr. deputadoA commisso assignou.
O Sr. Ferreira Jacobina Sim; mas nao como
commisio, assignou individualmente como todos
nos poderiamos assignar. (Apartes.)
Ainda assim eu creio que o projecto ter de
Doffrer amputaees.
Dizia eu, Sr- presidente, que o nobre depatado
pelo Io d8tricto um dos autores, e autor princi-
pal do projecto em iscussio. (Apartes.)
Mas S. Exc- nao foi feliz no precedente que
apresentou ; porque em 1878, em consequencia de
motiv a extraordinaribs. nao se reuni a Asseo-
ble* napraso legal e, dizend a lei com tanto
que os a liaraentos nio prejadkpm a reumia du
raute o anno, abri-se a Aisembla em 13 de
Dezembro.
E' esse um preeeito legal que para mira tem
Douco valor, e eu pens qne a presente reunan da
presente Assembla poda ser dispensada. (Apoia-
dos ) Emfim, urna obediencia' i lei, e na pas
emquea lei nio obedecida s o despotismo im-
pera.
Portanto, nesta parte Ijuvo o Exrn. Sr. De. Pe-
dro Vicente de Azevedo, que, afaatando se do pre
ce-dei te do sen antecessor, quiz seriamente a reu-
niao da Assembla.
O Sr. Barr s Barret) JniorA eonvocacio foi
feita pelo antecessor do Sr. Pedro Vicente.
O Sr. Ferreira Jacobina Mas o Sr. Ignacio
Josquim nao quiz seriamente a rennio da As-
sembla, e o proce li ment dos nobrea deputados
reio prorai-o. (Trocara-se apartes.)
Eu fajo idea que de instancias S. Ex:, naj fez
com os nobres depatado, qce de garantas nio
Ibes offjr'C, que de arrhas nao Ibes dea de que
bem dirigira a provincia (e quando eu digo nesta
materiaa provincia, refiro-me a) partid), que
teve at a benevoleocia de nos dirigir urna carti-
nha muito araavel, a nos autros que nao sei, se
devamos esperar delle se quer a justica.
O Sr. Prxedes Pitanga Nao tem razia para
deocrer.
O Sr. Ferreira Jacobina Tambem nao tenho
motivos p^ia crr.
O Sr. Prxedes PitangaEtnquanto o contrario
nao se pro va r...
O Si. Ferreira Jacobina Emquanto o contra-
rio n&o se provar, estarei na espectativa.
Mas, ditia eu, S. Exc. foi mab feliz que seu an-
tecessor, pois conseguio a reunido desta Assem-
bla ; o que extranbavel, poria, qne desde j
determiuo qual deve ner o i remenlo, de tirina
qne essa casa nao tem illustracao nem patriotismo,
bastantes para por si tomar um alvitre.
O Sr. Goncalves FerreiraElle lembra const-
tucionalmente.
O Sr. Ferreira Jacobina Mas porque nao dei-
xa S. Exc. maioria desta casa lioerdade para fea*
zer retoques na lei do orcami-nto, em certos pon-
tos caja manutenc.o, tal como foram votados em
1884. importara a desorgaoisacao dos servicos ?
Um desses pantos o que se refere s loteras,
que votadas no orcamento, correm durante o exer-
cico. de sarte que a manutencaa da mesma dispo-
scao do orcameuto prejudica a loteras ja votadas
e que por falta da lei de preferencia aiada nio
correr in.
nobre deputado nao foi feliz no precedente
que ovov'ou, porque a commisso do orcamento,
a que S. Exc. se referi no seu'projecto approvao-
do ivs portaras que puuham tm vigor o oreainen
to anterior, introduzo emendas muito importantes
que o nobre deputado achou que eram pequeos
retoques, mas que em verdado ecntmbam materia
de grande alcance, cerno reduccao de impostos.
O Sr. Gon$alves Ferreira Naquella oceasiiio
poda se (azer.
O Sr. Ferreira JacobinaMas hoje pode-se fa-
zer algn, couaa. A differenca est as noasas
escolas polticas ; ento urna assembla liberal
e approvaria emendas, reduzindo a despeza, c
agora urna assembla que se subordina vonta-
des superiores.
Eu felicito e lonvo aos nobres deputados, e faco
votos para que o Sr. presidente da provincia veja
este projecto approvado sem nenhnma emenda,
sendo que eu desde ji protesto apresentar algu-
na*.
O Sr. Ooncalves Ferreira E' direito do nobre
deputado.
O Sr. Ferreira JacobinaE' muito possivel que
a maioria desta casa nio as approve; mas meu
de ver apreeental-as.
Purtanto, Sr. presidente, tendo eu manifestado
a miaba apiuiao sobre este assumpto, embra pa-
reea aos nobres deputados haver nisso de miuha
parte um capricho poltico, quando o meu intuito
apenas foi resalvar o qne entendo ser direito do
deputado, qualqner que seja a sna situacio pol-
tica, e o que acabo de facer poier, invertida a
situacio, ser feita por qualquer dos meus Ilustres
adversarios ; manifestada assim. a minba opioiio,
devo dizer que o que eu deaejo que esta aasem
bla se colloque na altura de nio soffrer censuras
dos proprios amigos, d'aquelles a quem cabe quasi
qne legalmentc o direito de dirigil-a e gue a dei-
xaran correr a su* sorte, para inais tarde procla-
uru-ein de sal a norte a incapacidade da Assera-
ola Prjvincial de Pern unbuca na uonfeceii de
um orcamento; o que nio deiojo que o Sr. presi-
dente desta Assembl* inereca segunda censura
do presidente da provincia, que o acemou de nio
saber dirigir a casa, ds ter submettido discua-
ai miteria contra o regimeuto; o que dasejo
qus a uobre maioria saia-se desse terreno em que
se collacou, e que d ao Sr. Pedro Vicente um* lei
que dtenme-e. a prosperidadc e a graudeza da pri-
viucia bem coca a uniio dos obres deputados,
certa m que es os admirarei.
Mas oio isto o qm espero. Deade qaa as
aobres dWpatados snhem do terre io leg il, d-ede
que nio rbntea as censuras que foram atiradisea)
esta casa pelo ex-adoimutra-Jor da provincia, as
motivo* qus apresentoss para na i sancciouaro pro-
jeiti de nreaos-nt >, ala o aeredita. E' sasis urna
decepeo do ni espirito.
Sonhares, siati rtizer, ple ser q*! -" vnha a
engaar, mas W. Excs. ni canseguiro dar no
dia 15, contarme esperara e asieguram, u;na lei de
orcameuta ao administrador de pr viucia. be o
fiaeram e for ella perfeita, en os admirarei ; mas
que ni) sej* ist i com sacrificio da minora desta
Assimbla, obngad* a fazer casa coma anda
hoje, e, aa mesma tirapo, couitiangida a ver-ie
amordacar, : mu .-"e fez miis de urna vez na sessio
passida.
Agradeewio a V. Exc. e a meas nobres colle-
U*s a atcencii q e tverao para coramig), toaiio
concluido.
O r. Juan le UretraSr. presiden'.,
comer; i estrauhan lo o silencio da bancada onser-
vadora n'esta uesti i.
O Sr. Jos Mari* -E' extrauhavel, com etTeita.
O -M-. Joia de OliveiraGinr.igo eleva-se a .")
ou B o numero de oradores liberaos qae feea to-
mado a palavra ueste debite pira censurar o acto
d i Sr. ex-presidente di provincia, negando sane
ca> ao orsataento.
V. Exc. sabe que aceusacaes gra-res tejra sido
feitas desta banoad*, a..aiyianlo--'e o acto de
S. Exc, quer com relacio a .-isseinb a "in gera',
quer mesma com r-lacli aos *us ci-religiniiarios.
Os nobres diputados desta baneada, que me bio
prec idido na tribuna, teem airado no aero de
S. Exc graves contra lie;-') 'S e as m*is formiea in-
jurias maioria qne o apoiava e aeampHiih*va.
Entretanto. V. Exc o v, nenliu a deputado da
bancada co.is'-rvadora levanta-se, nem mesma
aquelles que inaasinhatn a mais intimt solidarle
dado cora o administrador de en'i-i, isto os
m-mbros da cimmissao de orcamenia. O nobre
deoutado pelo 8 dstricto, memoro d'est* comrais-
sio, nem aa menos dig 10:1 se de resoindet ao
appel.o que !he fai hito, e os outros os dignos de
putados pe* 13 o pelo I" districtos nao a.sistid >
silenciosos ao dbb*J que se hi t.-avado s ibre a
mestio. V. Exc. vio que n-mbum se levantou para
res;>onder as OBMVMM (ue fesows irrogado.
Muiti p r.ic i ha mus a dizer soors o issuaipto.
Se as razoes da ni> sanecao poi-m ser consi-
deradas BOOM offeusivas da dignidado d'esta casa,
como j o tem mostrada os oradores que tn' pre
c i rara, eom ce.rt-za ni> a nos que eumpre le
vantar a luva, mus *W n >br-s depurados.
Eu deixarei. Sr. ptmUmntB, a priineira razio,
isto c, a censura grave atinada mes* e a V. Exc.
por haver acotado ra-ite.'ias e-tranhae ao orna-
mento. Uomeco protestando eontr* a injuria feita
a V. Exe., que militas veies resisti a soiicilitciies
do collegas, quer d'esta, quer da ootra bancada.
Eu mesma dou o testcmuiih > p***1! de que, in-
tentando mandr um* emeuda, V. Etc. oppoz-se a
A-a; recorii-me tunaein at de que houve na
mesa um dosgosto cim um deputado da bancada
conservadora, que insista era apresentar emendas
oio aceitaveis.
O nobre depatado pelo 1" dis'rielo deve recor-
darse d'isto.
O Sr. G .par DrummondNio mo lembro.
O Sr. Joii d" Uliveira l>exa*do ainla aseon-
di I 'races geraes que fez Sr. presidente da pro-
vincia da que s projecto nio consoltava os inte-
resses da provincia,' que conceda favores, como
abates de dividas e privilegios a diversos indivi-
duos e cm inultos -pontea contiuba violacoes fla-
grantes da lei, eu, Sr. presidente r--i apaa* con-
siderar a questio pe* seguinte face: que nos
lilieraes nada temos com isto, quu as razoes de
nio sanecao nio nos pidem attiug.r, visto ^ue as
disposicoes qac S. Exc aorecioa e reprovou sio
em sua tatalidade de carcter conservador.
Coinecamos pela que se retere autarisacio i
Santa Casa para reformar o seu servico, para
augmentar ou diminuir o pessoal de seus euspre-
gados.
E' exacto que esta disposicio vai ulm do com
promisso da Santa Casa.
Mas se V. Exe. consaltar a respectiva emenda
n. 192, ver qae ella assiguada smentc por
cjnservadoies, em numero de seis, entre os
quaes coutain-se daos membros da commisso de
orcamento.
Urna outra emenda de n. 181, relativa a apo-
seutactoria de um empregado da Santa Casa, est
assiguada smente par cinco conservadores.
Em cegando lugar, o Sr. presidente da provin-
cia tornou saliente a inconveniencia e illegali- i
dade da emenda n. 393, relativa "xtineeio do
cartorio do 1- tabel.iao que fallecer na comarca !
do Recife. Tal emenda do Sr. Sr. Soparom>
Portella.
V V. Ex. qae, s casa foi censurada em ge-
ni, o foi em especial a mesa, representada por
V. Exc. e pelo Sr 2* secretario ; ebegar tambem
a vez do Sr. I- secrotarioj Ilustre reareseatante
do 7 dstricto.
O Sr. Barros Barrito Joniorerdimeil.
O Sr. Joio de Oliveira-Creio, por exemplo,
que V. Exc. um dos signatarios da emenda que
concedeu favores ao Banco de Crdito Real.
O Sr. Barros Barre'o JniorN'as razoes de
uio sanecio nio vem mencionada esta emenda
como inconstitucional ; dis-se apenas uio ser
ella conven ente aos interesses da provincia.
O Sr. Joio de Oliveira. Exc. declarou. que
ella prejudicava os intsrasses pblicos, que era
lesiva das Ruancas da provincia, e eu nao conbe-
90 aecusacio mais grave.
O Sr. Itarros Barreto JudiorO que digo qae
V. Exc. uio ver emendas inc mstituci. iiacs ou
coiiLcdeiiedo favores a particulaies ussigaadas ou
votadas por mim.
O Sr. Joio de OiiveiraPens que esta ama
dellas, havendo a accrescentar a que conceda
privilegio para um particular etabelccer uuia fa-
brica de cimento.
O Sr. Barros Brrelo JniorEsta nio in-
conutuciuual.
Sr. Joio de OliveirE o 8r presidente da
provincia nio negou sanecao a ebta disposicio
por julgal-a inconstitucional, mas por oSender a
a receita da provincia. (Apartes)
Sr. Gaspar ruramondiV. Exc. veja se o meu
uoine est nesta emenda.
O Sr. Joio le OiiveiraCreioque siu_\ Figura
at em duas relativas materia.
O Sr. Gaspar OrummondDe que trata a
emenda ?
O Sr. Joio de OiiveiraDe favores concedidos
ao Banco de Crdito Real. Sio duas emendas :
de n. 213 e 247.
O Sr. Gaspar DrummoudAh assignei-as.
O Sr. Joio de OiiveiraOepuis, Sr. presidente,
o digno administrador da provincia taliou un re-
levacio do pagamento de dcimas concedida a
diversos individuos pelo art. 12 do orcamento-
V. Exc. deve estar recordado da questio que
levantou-se nesta casa proposito da isencio de
decimas concedida irmandade da Boa-Viagem.
O nobre deputado pelo 2- distiieto mostroa a
illegaidade da medida e que essa isencio tmha
por tm facilitar aquella irmaudsjde a coutinuacio
da fabrica de pbasphorcs eleitomes que anuual-
mente se faz na respectiva parochia ; o >eu dig-
no collega, rompendo at com cousideracoes par-
ticulares, tudo fez pela rejeicio da medida. Mas
esta era patrocinada pelo llustr* deputado do 1"
dstricto o Sr. Gasp r Drommona, fue assignea-a
(emenda u. 299). O nobre depatado pelo 2 ds-
tricto tam oem diste que nio era campeao de isen-
cio do imposto.
O nobre deputado deve estar lembrado disto.
Sr. Reg BarrosNio me record.
O Sr. Joio de OiiveiraV. Exc v qae isto
um ajuste de contas em que estamos.
O Sr. Gaspar DrummoodPoia eu toe record,
porque foi quem apresentou a emenda.
O. SE Reg BarrosLembro-me qne vote! por
essa emenda.
O Sr. Joio de OiiveiraEntretanto, vimos
que ao passo qi e a bancada conservadora oerfilbou-a
e ap'provou-a creio qae at em votacio nominal.
O Sr. Gaspar OrummondAccrescente : sem
discrepancia de om voto.
O Sr. Joio de OiiveiraMelhor ainda, foi ama
qaestio poltica ; a bancada conservadora unni-
me, como acaba de confessar o nosso digno colie-
ga, votou reame ducrqmrUe.
Portanto, sobre este ponto de ajaste de contas,
v V. Exc. qus a censura do administrador da
provincie, vai exclusivamente recahir sabr a
bancada conservadora'
Passando adiante, Sr. presidente, lembrarei que
nos motivos da nio gaucci* frita-se tambem o
art. 15 do orcamento, que concede um privilegio
(wr '20 aunas a Jos Mara de Andr-.de para mon-
tar un* fabrica de crtume. A emenda corre-
lativa sobo n.221, acha-se assignala exclusi-
vamente oor 11 deputados conservadores, abrindo
a Marcha o Sr. Joio Alves. A emjnda liberal
ahi figura.
V V. Exe. portanto, que ueste pinto a respon-
sabilidad* toda da maioria.
Eu, r. presidente, nio possa continuar nesta
trabalhi. Cnapreheole V. Exc. que a analyse
suiomt* de cad* urna das razo 's de nio saacfio,
le.viiri*) SMito tempa; ni> quera, porm, deixar
pa**r eas sile*>cio a parte relativa a t'avore 011-
edfd** a profe***r** Crefo que, qnauio o admi-
iatvadW da proniscfa fallen nest p-rnto lave era
vista um dos nissos colegas, correligionaria de
S. Exc, o artigo do ore/amento visava a urna pea-
soa cara a ase eoliega, que ten lo cahilo 00 des
agrado da presideucia, soffrea alm dest, outra
grave deseonsideracio.
S Exc frisiu parfeitamente o alvo. (Apartes).
Fia tamb'm iirai emenda relativa a trinaferencia
de eaderaa, da raesrat na'.uresa. (Apartes).
O art. 24 (emenda o. 477) obra de conserva--
d iros.
As c>nsider*coes relativas loteras oeeu aam
seguramente a V parto das razoes do ni-i sne-
la 1. V. Exc. sabe que esta bancada votou pela
refjnn 1 d > servico das loteras ; mas nos eramos
9 a 10 e, nio s nio padrrimas cinsAjroir qu-
passasse a emenda. Vie.-am em nosso auxilio ai-
gana d p l-l 1 is co iH-r/adores.
Sobre a parte d > .ireainent-i relativa i arrema
tesis '1 > diziini do galo, V. Exc. deve so lembrar
do que h iuvc.
Consta qae algu'm Icmbrau 1 > S. Exc que se-
r:* conveniente aaresemar esta ineliia e*eso pr >
jeetj i parte. S. Exc. disse q te nio, que antes a
iiicluissem na l-u d> or;*m->nr,>. Assignaram as
iien I is redp'Ctivas (ni 28J a ut) 13 conserva-
dores, entre os quaes dous inembr de orciment.
O Sr. O. dj O.-umu raJ'Jreio que ra m W na
ni > est.
C Sr. J.ii) de 01:veiraV. Exe. assignou a de
n. 283. Entre os signatarios deit* em-nla, figu-
raram alguna que durante tod a sessio se mu
travam part i anos de eeou MBSSM ; entre elles os
Srs. li imes l'arentj, Joalho de M oraos. L de Au-
dr* la. C instautin 1, etc.
V. Exe. camprehe 1 le que desl qu-' a connis-
sa 1 de orcameuto, aque'.li que rooresentava oo
ponto mais importante a con.'iane* da inai ira, as-
signou e votoa estas emendas, ha vend amia
uvii'as assi^nifuraa de conserva l>r"S, a uiF-;nsa
dirigid* maioria. (Apartes).
Quaiifo a reeisa i de um contradi de arr-ini-
tal de p-d gio le birreiras, a nia sanela pre-
sidencial ferio directamente a c an-niss 10 m djaha,
a de pet'^o s, cuja r-'la'or < uosso cdieg* pelo
S* -astricto Sr sta Gomes, 1utnns1ge.it: ini-
nigi de privilegios.
Si conn asi 1 lisiant tambemos Srs- Ferreira
Vell >si e Jjiio i H.r~:i. A emendi approv.i la
subs'ntiv.'i -la de n 30J, ossignada someut por
dous conserva lores.
O art. 31 do orgament >, iiu mcrecea ama boa
dote, a consagradlo era le de una eateoxl* do
uoore deioutalo palo '> d;stricro o Sr. Ro/obert*.
Outro pinto ceusurado tii h prarogacao do con-
tracto do forii"cimento da fardameuto torc pu-
blica. A emenda, eo.-ive. tida uo art 31 do orca-
mento. 'ras um 1 nica assignatura conservadora.
Foi ama qaestio em que se votou sem espirito po-
ltico, votando con'ra, liberaes e conservadores,
mas a favor uns 6 a 7 eonservadoren.
O Sr. Costa Rioeiro E a ar.cmaUcia faz-se
agora par mu'o mais.
O Sr. Joi) de OiiveiraVa erntanto S. Exe.
censara is'o em termas acr-s.
Mas a experie-ieia acab de mostrar que esta
Assembla tinha toda a razio, poique cuno so
sabe...
Um Sr. Deputa lo Foi arrematado por mal.
O Sr." Joio de OiiveiraMas lijando o priraiti-
i^> arrematante com o contracto.
O Sr. G de OrummoadCreio que elle pedio
sneselo.
O Sr. Joio de OiiveiraV se, portauto, que o
acto da Assembla nao fu tio lesivo dos intern-
se* da provincia; nr, ao contrario zolamol-os
mais do qae S. Exc, porque o c infracto .pe
acaba de sel feita 1.-.313 oneroso para os cofres
pblicos.
A idea da dispensa de especia I i sacio das fian
(as fasenda provincial da commisso de or-
camento o figura sob o ar:. 9 no primitivo pro-
jecto.
V". Exc, Sr. presidente, compreheude a razio da
innovacio. Entre as noraences de collectores
que a situacio ten teito ha algumas impossivet ;
tem sido Horneados individuos que nio p dem pres-
tar urna riioc* s ra, mas que sio bons cabos elei-
toraes. Para facilitar Ibes o exercicia dos res le-
ctivos cargos veio esta dispensa.
Com certeza us. liberaes, nio temos esperanza
de nomear collectores. Veamos contra.
O Sr. Ratis e SilvaA bancada liberal muito
innocente.
O r. Joto de OiiveiraV. Exc. foi um dos que
muitas vezes vinham auxiliar-nos, quando se con-
vencan! de que a juatic* estava da nosso lado.
O art. 40, que praporcionon duras phrases a S.
Exe. que conceda augmento de vencimentos aos
emprezad >a da reparticio das Obras Publicas,
teve a 8eguintc historia de que bem me record,
poruue assisti confeccio da emenda que fai
nulla convertida.
Levantando aquelles empragados queixas con-
tra a mjost.ca relativa que Ihes resultara da re
forra* que se pretenda fazer nos vencimentas dos
empregados puolicos, a commisso de orcamento
eomposta na pella occasiio dos Srs. Coelh 1 de
Mori.es e Gomes Prente, redigio, ereio que at
de accordo com o director da reparlicao das Obras
Publicas, urna emenda espacial para aquella re-
[iinicio, emenda em que os vencimentos daquel-
les embregados eram elevados em relacio ao que
ho|e percebem e diminuidos cm relacio a lei n.
1790. Isto valeu Assembla o eptbeeto de*s-
balija dora.
Assim, p:r tods* estas razoes, Sr. presidente,
sem que eu pretenda sustentar quu o orcamento
que elaboramos uina obra prima, sem que eu
pense que devamos insistir nelle, creio que esta
Assembla deveria, por um acto de energa e de
cyn..smo, reagir contra a descusideraco de que
foi victima.
Si Exc. o Sr. vce presidente da provincia, que
governou com esta Assembla, durante qu .tro a
cinco longo* mezes, que nos concedeu pror.-gacoes
successivas, .abenio que, pelas diliieuldades e di-
vergencias que bavia n'eata casa, mesrao entre
os scus amigos, nao poderia ter o oream.'uto que
Ihe conviuha, S- Exc. nio deveria ter dado pro-
vincia o triste espectculo de prorogar por cinco
mezes os trabulhus da Assembla, para depois de-
volver-lhe o orcamento uio saneciouado e uobril-a
d; injurias !
Carao j disse, nos lavamos as mios em tudo
isto.
Estemos aqu em numero tio limitado qne nio
podemos conseguir nem obstar cousa algoma- Os
nobre* deputados dizem o contrario, e asaeveram
que, se orcamento sabio imperteito, foi exclusiva-
mente devido bancada liberal. E' fcil liquidar
isto. e cenvido os nobres deputados a fazel-o. A'
excepcio de tres ou quatro deputados conservado-
res, que votaram quasi sempro de um modo syate-
malico, deputados cujos nomes a casa coohece per-
feitamente, todos os mais da bancada conserva-
dora approvaram essas emendas.
Portauto, a liaguagem de S. Exc. nio nos of-
rende.
O nobre deputado pelo 2a dstricto j disa* o
qne oensamos sobre esta questia. Nio pretende-
mos erear ditficuldadcs administraco. Jalga-
mo* que S. Exc. proc-deu bem convocando a As-
sernMo. afim de poder 'le governar legalmeute,*
c-iiittitacioneimeute ; 1 <, eomprehendem Vv.
Exe*. que o oicamento 1 1885, feito por urna As-
sembla que se acbava em condica* diversas das
desta, por urna Assembla em que os partidos nio
se achavsm representados na mesma pruporcia em
que o estio n'esta legislatura, nao pode ser adapta-
do s actuaes condicoes da provincia. Sejam ra
zoaveis os nobres deputados e convenham que nio
se pode proroga" simplesmente esse orcamento.
He n'elle deteitos e lacunai, e, muitas da* suas
disposicoes nio se accommodsm mais sitqacia
da provincia. |
Entre outros pontos, lembrarei e necessidade
urgente, indeciinavel, de diminuirmos n imposto
que pesa sobre o assucar e o algodio. Como V.
Exc sabe, no orcamento de 1886, quando o preco
desees generas era muito mais remunerado* do
qne boje, podia-*e votar o* imposto de /o e
2 /, mas boje que elle exeeeaivemente diminuto,
a exportacio nio pode continuar a pagar a mesma
taxa.
Uoamo-nos nos todos, que representamos os
districtos agrcolas do centro, onde se faz o plan-
to da caona e do algodio, o dimiuuamos o pesado
imposto que esees gneros pagam, imposto que em
1879 era de 1 1/2 "/, e quo foi successivameiite
elevado a 2 %, 2 1/2 % e hoje est em 3 /..
A razio que se podesse apresentar contra a' re-
ducjii sena firmada na previsio do desfalque das
rendas provinciaes ; mas a isto responda qae, esse
desfalque ser c impensado pela grande safra
existente. Se 03 nobres deputados teem acampa
libado pelos jomae* a entrad* diaria de assucar e
de algodio, de vera estar certos de que vamos ter
ama safra nnmeustmeate superior s altime* in-
clusive a de 1881.
O Sr. Barros Barrero Janio*-V. Ese. d lieenca
pira *m aparte? (Signal de aseootunee** do
orderA I?uora p ir'enle' ;<* o ie*po*tix Mere
o aMMer pago ad valortm a qe-, con os presos
actuae* desse genero o imposto poder dar. quan-
do muito, quauti 1 igual que foi arrecadada o
anni passada, senio menor ? Por ventura ignora,
sendo representante de um dstricto agrcola, que
o imposto sobre o assucar nos Estadas-Unidos fez
ora quo grande par'e da nossa expir'acio para
aq.ielle paiz s'jasomcrilo de assucar bruto, qaa
o mais barato e, por cmsequencia, pag* aqui me-
nos imposto ?
O Sr. Jo&o de OiiveiraE' exacto sao. mas V.
Exc mesmo concorda qaa, a diminuicio d# imposto
pode ni> importar o da renda; a inmensa safra
que tem is ser bastante par* compensar o deofal
que da receita.
I)em->is, se a diralnuicia di imposto pouco npro-
veita aos agricultores indivi lualra^nte, ser um
notavel auxilio classe. Suppanliamos que essa
r"duceio sej* de 200 30.) cintos; tocar a, cada
agricultor um* par-e infinitesimal ver lad". mas
classe agrcola essa sarama seria actualmente de
grande proveito.
De qualquer sortn nio hiveria prejirizo, e por
isa o lamento o aparte di nobre deputado, que
representante de ara districto esscnealme.ite agri-
c ile (o de S Exc o o qu represento sao p -t ex -
cellencia agrcolas da provincia.)
Lamento esta aaarte, porque elle rae faz ver qne
ha da parte di uobre depurad! poue disposicio
para voter a medid qus iembro e que voa mandar
mesa em f irraa de projecto.
Mas eu appello par 1 >* nobres deputados da
bancada conservadora. Nio o espirito poltico
que me anima n'esta occasiio; eu nao quererla
prejudicar a situau/ioconservadafa creando-lbe dit-
ficuldades delta*),
Se S. Exc, o Sr. presidente da orovinca, quer
effee'ivameiite einpregar o* "neios de equilibrar o
oreimento tem-n'os bastantes s S. Exc. nao con
tinue a momear pr ifessores : 1 Ex-!., usando de
uraa attribuica) quo Ihe concedida pelo orci-
mento vigente, nao preench* os lug*res extinc'os;
S. Exc iuppmna uraa* poucas de gratifleaeea
que se concedem, urnas legaes, outras illegars, mas
resultantes de servicos nao urgentes e ordi e-
rios.
Vemos que as rendas da p-ovincia vio apresen-
tan lo um aspecto nelhor, que a Alfandega vai pro-
ce inid 1 a un.i arreeadacio razoavel, qae dir
par* cobrir tal voz o dficit em que ia o xerceio.
Pois bem ; com esta arr-eadacao e com a econo-
uia que qualquer administrador pal rea.'isar, in-
d-'pendeute de autorisacoes expressas ua lei, a
cr.io que S. Exc. ha de cabrir o dficit.
O Sr. Reg Barros d*:m aparte.
O Sr. Joao de Olivura Nio, senhor; oett-'
maz ,1 arree alacio sobir ainda.
V. Exc. h* do concordar que, nos itezes de De-
zembro, Janeiro e Fevereiro, a renda subir mu
to, oirque lelles entra a maior parte do assucar.
V. Ex;, eabe que os nossos agricultaros, es-
pera de ineiujr preco demorara as remessas para
a prac*-
Eu ui> propanha a suparessia totil do impasto,
mas a reduccao; proponbo que voltein is ao esta-
d-> de 1879, emque se pagava 1 1|2 0(0.
O nobre deputado, relator da commisso de br-
cnaento, representante de um dstricto directa-
ineute uit -T'-ssa I 1 uisto.
Creio que S. Exc nio recusar o seu voto a
idea que lembro.
Os nobre* deputados representantes do 9-, 10-
e 11* aistrictos, todos elles vatario em favor des-
ta idea.
Folgo em confessar que teuho ouvido de alguns
deputados a deetafaQto de que estio promptos
votar ; e, desde o momento em que Ss. Excs. ve-
nham nn uosso auxilio, taremos este beneficio
agricultura.
Nio qurem>8 ter somente a gloria. ..
O Sr. Gomes PrenteEntio V*. Exc. falla cm
11 .me de toda a bancada liberal ?
O Sr. Joio de Oiiveira -Nao, senhor ; fallo,sin
no ne do* -iguutarios da projecto.
V.iu tur o nar Sr. presidente.
V V. Exc, que comecei defendendo a V. Exc.
Deseiava que esta assembla. sem distioecio li-
cores polticas, r.-pellisse a offensa feita u V. Exc,
porque, como disse, V. Exc. resisti a que se in
tercallassem no orcamento emendas contando ma-
teria estranlia ; mas, deide o momento que os no>
bres deputados callam-se a acham que a injuria
nio deve ter resposta, desde que o protesto le-
vantarse exelusivaraeute desta bancada, V. Exc.
oomprebeude que nada mais ha a fazer senio la-
mentar o facto.
Seto.me, Sr. presidente, declarando, de accor-
do com o uooi-e deputado pelo 2- dstricto, que
esta hincada entende que se eleve conceder ora
rogativa, mas com modificacoes.
Ninguem mais pedindo a palavra, o Sr. presi-
dente eucerra .1 discuss-o.
Posto a votos o projecto approvado em 1' da
cussio.
OWr. Goncalvea i'erreirn (pe** o-.iem.;
requer dispensa do intersticio para que o projecto
n. 103 seja dado para a ordem do da de tima-
nbi.
Consultada a casa, concedida a dispensa pe-
dida.
O Mr. i-'errelra Jacobina (pela ordem)
observa que est eucerrada a discussio de um
projecto relativo a urna autorisacio para a illumi-
uacao a gaz, e, portanto, acha conveniente fazer-
se votar o requerimento de adiamentc, am de
ser ouvido a respeito o presidente da provincia.
O Sr. PresidenteVai proceder-se votacio.
Posto votos, approvado o requerimento de
adiamento da discussio do pnjecto n. 34, at que
sej 1 ouvido o Exm. presidente da provincia.
Esgatada a materia, o Sr. presidente levanta a
sessio, depois de designar a seguate ordem do
dia :
2* discussio do projecto 11. 103, Ia do de n. 82 8
contnuacio da antecedente.
rreidi<* *lc Fernanda ale Moro-
na ei Regressou hontem desse presidio o vapor
Pirapama que para all bavia. seguido, na manhi
de 18 do correle, levando um contingente de 80
orneas de linba sob o commaudo do Sr. major Es-
tevas Jos Perras, afim de, se toase necessario, e
de harmona eom o director do presidio, spesiguar
a revolla que bouve por parte de varias pracas do
respectivo draleearaeuto.
A forca tambera regressou, trazendo presos 14
dos revolteos, considerados como os cabecae dos
motins, e entre elles se acham 2 cadetes e 1 ans-
pe(ada.
Como autores das martes das pracas, nos con-
flictos do da 3, foram preso* 6 sentenciados, os
quaes devem ebegar no vaqor Giqai, esperado
hoje do presidio.
Quando al chegou o Pitapama, encontrou o
presidio pacificado e as prisSes efiectuadus, rei-
nando apenas algum receio de reproduccio de
crimes, recei > que t.lizmente fie u desvanecido.
O Sr. major Perraz, log'o que el aportou o va-
por, ped o ao director do presidio.e ao commau-
dante do destacamento que fossem conferenciar
com elle ; e, realisad essa conferencia, desembar-
eou apenas cora a sua ordenanca.
Mais terde fes derenoobsrear a fores do seu com-
maudo, e substituidas por outras ae prar.as indi-
gitada* como principaes autores dos motins, e,
tomadas outras providencias, reembarcou-a, e vol-
tou para esj* eidade, deixando o presidio em paz.
fbenlro de Variedades- Estreon au-
te-hontem n'este tbeatro a compaohia italiana de
opera cmica, chegada ultunameute do sul. soo a
direccio do Sr, L. Milone.
A opereta escolhida para a estrea foi aja .bas-
tante conhecida de nosso publico, Os tinos de Cor-^
neville.
Nio fasendo qaestio do receio qae sempre tem
os artistas que se apresentam ao publico, em ama
estrs, apezar de que j alguns aqu houvessem
trabalbado, pode-se dizer qae foram feliz s em
saa apreseotacio j pelo modo porque interpreta-
r*m e cantaram as sua* partes, j pela grande
concurrencia que tiveram.
Foram, por-m, alvo dos applausos do publico, a
^ra. Rosiia Bellegraudi na parta de Germana,
que ella cantou com muita graca o arte, e caja voz
muito airradou ; o Sr. A. Migliazzi, que, na pa-
pel de Henrique de orneville, revelou-se artista
de mrito, que tem a vantagem de juutar urna
voz sonora e forte, que can facilidad se prestis
exigencias da arte, um phisico todo agradavel ;
o Sr. C. Ficarra, que nu diifici! papel de Gaspar,
foi correcto, especialmente no 3* acto, onde foi
vivamente applaadido ; e a Sra. Nagbel, na parte
de Semana.
Estes artistas foram por diversas vezes chama-
dos scena, bem coma toda a companhia no ultimo
acto, s'-ndo muito applHudidos.
Oe larapio Estes industrioso?, ua noite
de 20 para 21 do corrite, fazendo um rombo por
baixo da soleira da porta da salla de jantar do
predio onde reside o Dr. Beato Jos da Costa, na
ponte d'Ucba, conseguirn a li penetrar, e, nio
sendo pr. sentidos, levaran diversos objectos de
miro e prata, roaps, teeidcs diversos, etc., etc ,
que encontraran u'nra bah, o qual, depois de-des-
p ijado, deixaram aberta debaixo du urna arvore
do sitio. '
Nio a primeira vz que os laes industriosos
penetrara n'essa casa. J se habituaran com o
caminho.
Raneo de Crdito Real de Pernam'
huenHoje, ao mei-a d Associacio iJonriBKVeial Beneficeute, proeede-ae ao
2' sorteio das letras hypatbecarias eraittidas por
este Banca e relativas nos ion semestres Ho cor-
rente anno. A -dez primeira* letras sorteadas te-
rto um premio, que a adiniuistracio do Banco re-
Solveu dar-lhes
Perlmenio leve-Hontem, 3 3 1/2 horas
da tarde, na ra do Occidente, la parochia de
S. Frei Pedro Gonc-lves dn Recife, por censa de
uina questio de matricula, deu se um conflicto en
tre o carroceiro Riynundo de tal e o inestre de
campo Joaqnnn Raja, sahiuio este It-vem -ule
feri-lo na regi&o orbital esqu rda por urna pancada
qu aquelle Inc deu com o cabo do etneite.
O otfensor evadio-se. O 08'endido foi vistoriado
1 -I 1 Sr. Dr. J J. Souza.
l'ieita e rea lita militar- S. Exc. o Kr.
geoeral cominundaute das armas visitn auta-lion-
te:: os quiirteis do 2' e 14" b*talboes de infanta-
ra. da companhia de cavallaria e a enfermara
militar.
II -ut-j n S. Exe. visi-ou a Fortaleza do Brum,
onde fu recebido cura as salvas do estylo. < >
torre do Buraco; e haje tarde passar revista
companhia d Cavaliaria, depois do qu haver
exercicio de OgO. O campo d-si^uado para isio
i o le Santa Amaro das Salina^, margem da va
frrea .1 1 Limoeiro.
iKreja do PilarA' meia noite de 24 do
somate li.ver una missa do Natal na igrrji de
Nasan Senhora do Pilar, a qual actia-au d.-cora :.i
para esae li-n.
Revisita IlIUMlrada Recebemos o n. 414
dest* revista domnense. I'raz excelieute critica.
Ierro va CaruarliX-sta liuha frrea
am mili hiv.-'um t-reot especial que que par'ir
da Jaboa'io para n Reeife s 11 liaras da noite, e
regresaAv para Jaboat.io a 2 horas d 1 manhi
de
Pnotograitbo. Achi-sc nesta eidade o
notavel ph to_;ra;j!io h.-spiiiho I). Joaipiai Ca-
ndas e Csstro, artiata d.- pnincir.i ordem, cojos
trabslhos, qu j i tivemos occasiio de ver, io
r.-alini-nte arteetado* li urisos ao sen in-nt 1.
Esti tra'1-.lliau o e tVe-ite la *crVI?0 da pho-
tographia Herminia .Costa, ra do Bario da
Victoria u 14. que, pois, agora, mais do qne mis-
es, se acb* era ooulieoes i: biiu servir aquelles
que a procurarem.
Perro-va do Caians. Alm dos
trena do seu horario ordinario, a fern-via dad
xang expedir, na noite de 24 para 33 do corren-
te, mais os seguutes :
/dVlpela liuha principal at Daua Irinaos s
11 h., e s 2 e 3 h. o 20 in. da malina;pelo ra-
mal da Varzea, s 11 h. e 33 ni., e 1 h. B5 m. e 3
b. da manhi;pela linba do Arraial at Dous
Irmios m-ia noite ;pida mesma linba ut o
.Vl.iniero s 2 h. 44 ra. da manhi.
Yoltade Dous Irmios pila liuha principal s
11 h., e i l h. 55 m. e 3 li. 15 m. da mauhi;da
Varzea, s 10 h. 45 in. e 1 h. 10 ra e 3 h. da raa-
ubi;du Monteiio pela linba do Arraial, s 11 h.
da noite;ie Dous Irmios pela mesma linba 1
h. 20 ra. da manhi.
Cana de Oelenco.Hoje, na Thesouro
Provincial, vai praca o forueciraento de alimen-
tacioe dietas aos presas pobres da Casa de De-
teiiy.ii. no trimestre de Janeiro a Marco prozimo,
servino de base a diaria de 420 r s.
Perro-via de Ollnda. Esta ferro-va,
alm dos treas ordinarios expedir trens extraor-
dinarios na eoite de 24 p*ra 25 do c Trente, desde
10 V2 n- d noite n Aa 2 '/z n. da manhi haver tambm um trem
extraordinario de carga, tanto para Olinda, como
para Beberibe.
Conloe troplcmea.E' o titulo de um vo-
lume de versos publicado pelo Sr. Honorio Mon-
tano, que nelle revela talento potico e muita ima-
ginario.
Agradecemos-1 he o mimo qie nos fez de um
exemplar do seu livro.
Theeoiirarla de FasendaO Dr. Fre-
tas Henriques, 1." promotor publico da comarca
denunciou perante o Dr. juiz de direito do 2. dis-
triclo criminal. oS.^escripturaiio, Tito Cardosb de
Oiiveira e o pagador da mesma Reparticio, Flo-
rencio Dominguea Ha Silva, pelo facta delictuoso
constante da seguinte denuncia :
Illm. Exm. Sr. Dr. juiz de direito do 'J. ds-
tricto criminal.
O 1. promotor publico da comarca, baseado
no nicio junto da presidencia, datado de 15 do
andante mez. acompauhado do 1 liici-i, por copiado
264 4." do Cdigo Criminal e art. 21 da lei de
20 de Setembro de 1871, pede o Ministerio Publico
que se lh: forme culpa n'esge sentido, bem como o
pagador Florencio da Silva, em vista da ordem do
Thesouro, j citado, sob n. 365 de 14 de Outtbro
de 1857, procedendo-se para esse fim forjas as
deligencias neocessarias. inclusive exame judicial
na escripturaco da Thesouiana, em todos os pon-
tos indicados pelo collaborador Jos Gomes da Silva
e pelo contador interino, Joaquim R. Cardoeo, em
suas iuformacoeB ou rfprentacoes juntas.
Protesta a Promotoria Publica pela inquisico
das testemaohas abaixo mencionadas, e pela inqui-
ricio, de outras para provar-se outros crimes que
accrescio ao de que trata-so ou para eoraprebeuder
outros deliquentes.
NVstes termos. P. V. Exc deferimento.
E R. Me
TestemunbssManoel Antonio Cardoso, Jesui-
o R. Cardoeo, JofOomes da Silva, 2. eseriptu-
rnrio Diaa da Silva, 2.o escripurario Clito Pe-
reira.
Recite, 21 de Dezembro de 1886. 0 1." pro-
aaotoi- publico.Joao Joaquim de Freitas Henri-
ques.
lilrectorla dan obrnw de connerta-
cao dos portoBoletim meteorolgico da
di* 21 d- Dezemhro de 1886 :
E 0 0 -a
Horas 0 a-5 Barmetro a T< sao do vapor a
g> 0 I
-Z * a
Jh 3
6 m. 26"4 760-19 19.41 78
9 a 760m6i 19-.S6 68
12 295 76 3 t. 29"-4 798*^8 19.28 63
6 27o(i 75':"i32 l'..o4 71
1 aom-
inspector da Thesuuraria de Fazeuda, de 4 d'este
mesino inez, sob n, 834A, e mais papis mne-
xos, por copia, afim de procede ua forma da le
contra o3."ex-escripturario da mesma Tbesouraria,
Tito Cardoso de Oiiveira, e quem mais fr ene .ni-
trado em culpa, pelo procedimento criminoso de
que tratara ditos papis, vem denunciar perante
V. Ele, coma do seu dever, em vista do $ 1 do
art. 37 e do 4.* db art. 74 do Cdigo do Processo
Criminal, nao soreferido 3.ex escripturario, como
tambem o proprio pagador, Florencio Doraingues
da Silva, se bem o faca quanto este, nicamente
em vista da ordem da Fazenda n. 365 de 14 de
Outubro de 1857 e da Reeolucio Imperial, tomada
sob consulta do Canselho de Estado de 22 de Julbo
de 1868, como consta do aviso do referido Mi-
nisterio, sob n. 272 de 27 do mesmo raer., de Julbo
do referido auno de 1868, sem o que nio poder
ficar determinada a respansabildade civil da meu-
oionado pagador, come susteutou o proprio Dr.
procurador fiseal interino, no seu parecer junto,
por copia.
Consta de todos 03 papis juntos, que o 3. ex-
escripturano da Tbesouraria de Fazenda, Tito
Cardoso de Oiiveira, na qualidade de escrivio da
Pagadura d'aquella Reparticio, emJuIhodo anno
paseado, extrabia cheques para pagamento dos ven-
cncentos de diversos magistrados pagos, alias, con-
formo a nota constante da respectiva folba, pelas
Estacos Fiscaes do interior da provincia, onde
exerciam aeus empegos ditos magistrados, e fazen-
do apresentar os referidos cheques ao pagador por
iulerpostas peasss, abusara assim dolosamente da
boa f d'este, bem como de sua 10auca pratica,
porquanto, era este uovato no exercicic do referido
cargo, dando-se por esae in ido um duplcate de
[ligamento de veucimeitos, o que produzio uio
excesso de desp.za, na tabella do Ministerio da
Justica de 1.* lstranos, contarme foi verificado,
ao c nfecciouar se o balanco definitivo da Tbesou-
raria, relativo ao ejercicio de 1884 1835. como
consta da repr.'sentacao da Contadura, tambem
annexa, por copia, ieferivel lepresentacio firma-
da pelo collaborador, Jos Gomes da Silva, por
copia, tambera junta.
Conforme Consta da representa?.!) da Conta-
doria, firmada pelo empregado, Jesuiuo R. Cardoso,
aervindo de contador interino, praticou o denun-
ciado Tito Cardoso de Oiiveira mais um crime com
taes factos, na qualidade de escriviada Pagadoria,
abusando d boa t e prevalecendo-se da pouca
pratiea do pagador, como assim reconheceu o
c iitador em sua dita representacio.
Consta tambem da informaeio do-pagador
junta, par cr>pia, que o ex-cscripturerio Tito Car-
doso de Oiiveira, foi demottido em Setembro do
anrA passad >, eu virtode d representacio d'elle,
pelo facto de ter abusado da sua cenfianca subtra-
hiudo usa cheque j por elle pagador satisteito do
eogeiheiro Dr.cLuiz Jos da Silva, e que elle de
novo o pagou, sendo assim obrigado a iudem-
niaador a -Fazenda Publica.
Por esse facto fre o mesmo denunciado demit-
tido, sujeito processo e pronunciado, pronuncia
jue smente cahio perante o Tribunal da Relacio
em grao de recurso votuptario.
Ero taes condicoes, sendo evidente ter odeon-
ciado Tito Cardos* de Oiiveira incorrido na sanc-
I oio penal do art. 129, 8.0, combinado com o art
iViiiK-r..[iiru mxima30",5.
Dita mi lima26",2.
Evapanicio em 2i horas ao sol : S1,7
bra: 4ffl,3.
Chuvanulla.
Direccio do vento : ESE de meia noite at S
oras da manhi ; E at aos 50 minutas da tarde :
ESE at meia noit .
Velocidade mcJia do vento : 3">,20 poi segundo.
Ni-liuloadade media : entre 0.5 o 0.6.
A dlITawo o engenno central de
Rarcelloa.tecebemos a seguinie carta aber-
ta :
Aos Piras. Srs. red ictores do ZSi'aso de Ptr-
nambuco.Imperial esi-oia agrcola da Baha, 9
d DezetoMo de 1SS6.S s. redactte*.Bem
poderla *etis4ser-i>ie com a ultima res^osta do
Sr. M'le' carta a Vv. Ss. dirig,la de "iO de N'o-
veiabro prximo p.sada. vis? > que prava miis
urna vez .1 vardade do i-oiuvito popular : 0 in-
sulto c a rallo de quem nao t-'in razio, se nao
tivesae o dever de declarar a Vv. Sa., que nio sau
ag nte, ne.-n representante da fabrica de Suden-
burg.Meg leberg on de outra qeelqner, a .pe, por-
tan! >, do ahuei da boa j da ledaccxu do Dia-
rio. Esta redeceao, Dunb-m, aceitaiflo as mi-
nhas li.ibas na sranis-E oebal para imprmil-aa
.era sua Revitta Diaria deaa aufraq estar cojven-
cida de publicar cartas abertas que. serao lidas
ctm ititcresse p*loz novaos agricultores, da peona
do pr.dest-or de technologia da Imperial Eacola
Agrcola da Bahia, e iii> de un ageote, Decla-
ra mais estar prouipto a fornecer a esta redaegio
Uo li e qual p-r denMoatrejeio de quanto affirmo.
Cotn-> profess-ir e liomem 'le sciencias, que
tem de zelar a sua reputacio nio ionente aeste
imperio, mes tambem no mundo scientifioo dos
EatadOS-Uul las h la culta Europa, naa possa
acompanhar o Sr. MileC uo terreno para que 1-e-
vau esta discussio.
. Doupir rinda a discussio sobre a diffusao
applicada cauna de nsaucar, chamando a atten-
cio das leitores pera lo'-us trabalhos publicados a
resp-ito na Revista de Enyciikaria e uo Jornal do
Agricultor.
Somente peee venia a esta redaceio para com
as cilacoes verbaes do* escriptos do Sr. KiUt vro-
var. que nao adultera ai citacoes, nem profer in-
oerdades seu respeito.
Sei, aoora, a razio, porque o Sr. Milet e
Baliche!, nio ca iniuiigps da Caihadeira allemi.
Todava em 16 de Setembro de 1886 o Sr. Milet
(au B ,uchet) escr* veu : que o Sr. Bario de
Barccilos decidir pura cora a ditiusio installar (!)
notamente a moenda, por terem sido desfavora-
veis os resultados obtiJos, quer no ponto dt vista
da quan'idade de urna manipulada (0 toneladas
apenas em li horas) etc. Eu prove, que a Ulba-
dera alterna d tiasao cento e quarenla e quatro
toneladas de caimas em doze horas. Po leria pro-
var tambem, que o Sr. Boticbet soube tudo que se
passou no engcnbo central de Barcellos a respei-
to da difiusio, o s o mesmo Bauchet disse inver-
dades, foi porque Ihe convinha propagar noticias,
embora duvidosas. Mas deixo de parte o mais.
Somente pergunto ao Sr. Bouchet (ou Milet), em
que fabrica aprendeu a trabalhar com uraa bate-
ra de difiusio ?
Na carta de 18 de Outubro o Sr. Milet escre-
veu : O Sr. Bouchet... tem ioteresse muicon-
fessavel em... propagar as noticias, ejiuoka ddvi-
dos is, que podew ser desfavoraveis a seus concur-
rentes. Mais admite disse o mesmo Sr. Milet :
Parece, portauto, achar-se resollido o proble-
ma. .. de (com a diffusio) elevarse de 9 (nove)
ou 10 (des) a 12 e 13.0[0 o totalidado aproveita-
da.
Como se explica que o Sr. Miiet se des lisse
de tudo quanto elle mesmo escreveu ? Coraparem
estas citacoes verbaes com as da minhs carta de
15 de Novembro prximo paseado, para verificar
quem levantou tantos falsos quem prorerio
tantos despropsitos !
o Nunca o Sr. Milet comprehendera que um
homem possa durante anuos (desde 1886) einpre-
gar desinteressadamente todas as suas forcas in-
telleetuaes, e expor-se at a insultos, para fazer
vingar a introdcelo de alguns melborameotos na
industria saccharin, a nica sal vacia desta in-
dustria no Brasil. Eu nio quero convencel-o. Po-
rm tambem nunca mais hei de entrar em discus-
sio com um homem deste quilate, depais de tel-o
reconhecido. Confesso, que nnganei-me a respei-
to do Sr. Milet. E o defeito de muitos publicis-
tas braseiroe, % tambem do Sr. Milet, de trans-
formar urna discussio scientifica em quesri > pes-
ase! e de interesses mesquinhas. E13 a razio, p -r
que qualquer progresso industrial ou nio se faz
ou se realiza muito tardamente era prejuiza dos
iudustriaes.
Todava, conscio da bai causa que defendo,
uo me amedrantara os insultos do Sr. Milet, e
hei de voltar raprensa, logo que tiver dados po-
sitivos sabr as experiencias do engenho Barcel-
los, qu* em breve espero, demonstrando entio
com algarismos irr.fjtaveis, qae, para gastar to-
da a quantia iranha pela maior quantidado de as-
sucar extrahido da cao na mediante o processo da
diffusio, seria prociso 150 a 180 por cento de com-
bustivel (lenba, calculado sobre o'peso das canuas
e nio 36 por cento, quauto se gastn na fabrica
de Barcello.
Convencido de que Vv. Ss. me faraa a justica
de standar imprimir estas linhas de dt-feza contra
as aggressoes do Sr. Milet, as ultimas que nesta
diaeaeaae tere escripto, conf.i33a-me muito agra-
decido e souDe Vv. Sa. venerador e erado obri-
gado, D'. F. M. Draenert, profesaor de chimiea e
technologia.
Examen primarlo*.Sab a presidencia
do delegado litterario do dstricto, capitio Ray-
oiundo Candido dos Passos. cffectuaram-se, no dia
6 do con ente, os ex ames da escola publica da villa
de Correntes, regida pela professor Antonio Bel-
larmina dos Santos Leal. Servirn de examina-
dores o protess;r Joia Albartt Games e o proes'-
sor da cadeira.
O resaltado foi o seguinte:
viitonio Martina dos S uto?, muito adiantado.
Jos Alves Barreta, idem.
Joio Paulo da Costa, adiantado.
Satyro Ars> lino de Veras, idem,
Raymnndo Nonato dos Santos, idem.
Antonio Demingos de Freitas, idem.
Fizeram exames no dia 7 na escola publica
do sexo masculino da villa de Salgueiro, perante
urna commisso composta do delegado litterario,
taclliio Clcmcutino B. de Albuquerque, do juiz
de dire o, Dr. Levino Lopes de Barros e Silva e
do protessor da cadeira, Manoel Antonio Leite, os
aeguintes alumnos da dita esco a :
1. grao
Ignacio da Costa Brandao, adiantado.
Joio Manoel de Souza. pouco adiantado.
2 grao
Urbano Gomes de S, adiantado.
Jos Mari* Correia Izid-iro Leite Ferreira Torres, idem.
Autonio Jos da Silva Fragoso, poueo adiantado.
Jote Tiburcio de Freitas, dem.
Abdias Nunes Sobral, idem.
Faltou om por aoenca.
\
I
t
i
\\
[
]
I
lUGfVEL


fe
Diario de Pcrnambacol|uintaieira ~3 de Dczetabro de 1886

*

3 grao
Jos Gomet de t, approvado plenamente.
Francisco Caetano soares. idem.
Foi ara eucerraduu os trabilbos ao* deuoais
alomos no 1" do correte.
Foram matriculado* no crreme anno 57 alum-
nos, regulando a frequeucia diaria uc* ultimas
meces de 35 a 48.
Curapre notar que esta aula nao possne ao me-
aos um banco fornecido pela Instruccao.
No da 13 do corrente, em 8. Caetano da
Kaposa, sb a presidencia do delegado Iliterario
re*peetiro, capitao Jos Clemente dos Santos,
efectuaran ae os exames das escolas de ambos o*
sexos a cargo dos piotessores Antonio daa Chacras
Rodrigues Machad) e D. C'arinda Guimaries R-
beiro Machado, servindo de e^ainiuador o jr.
francisco Gomes dos Santos, e sendo este o resal-
udo :
Sexo masculino
1. graoFrsucisco Solano- de Andrade, Fran-
cisco Nicolao de Pontei, adiantado,
2.' graoFrancisco Nicolao de Pontea, adian-
tado.
Sexo feminino
|,s graoMariauna Felicia Soares Ramos e
Mamama Firmn-t dos Santos, dantadas. *
Celicina Alexandrna da Couceiva e Candida
Leite Nery, pouc adiantadas.
Cusas de mridadp do padre Ibia-
plna Aes Sri. Braga Gomes & O., incumbidos
pelo irino Ignacio de reco'her os obulos destina-
dos a casas de caridade do padre tbiapiua, cntre-
giaan a qnantia que nos foi traxida ao escriptorto
palo Red. Fr. Celestino de Pedavoli.
Oinbelro.O vapor CaraveUas lcvon para :
Penedo 13:700*000
Taqoarellnza-Escrevem nos desta loca-
li la le, era 18 do corrente:
Antes tarde do que nunca.Sirvam otas pa-
lavras de desculpa ao mistivista, que se aaaira a!-
gomas vezes procede, nao por cer'.o por incuria
de sua parte, mas sim pela falta do aasumpto.
Coraecemos, pois, pola seguranza publica e
individual.
Se ba algum* comarca em que reine a paz e
tranquillidade entre eus habitantes, disto se deve
orguihar a Taquarutnga, apezar da m vontade
i'i -Iguem anda Ihe vota, o que tem trazd > iilu
dida muita geute por ver o grande numero de pro-
ceasos apreaentados as tessoes do jury (em uu-
mero da 29).
Em 2 de Novembro ultimo deu-se a captura
uo Olho d'Agua da Onca, de Antonio Eaperido
da Silva, conbecido por Tuum, o qual se acbava
pronunciado no art. 198 do Cdigo Criminal om
Garanhuna, salo ja enviado para casa capital
Ao passo que 'aqui vamos expelliado os cri-
minosos que vem de outros lugares, e por aqui se
querem refugiar, tratamos de promover a nossa
verdadeira emanciprcao pormeio da liberdade dos
escravos que ainda existsm n'esta comarca. '
assim qce tendo registrado 17 liberdades em miasi-
vas anteriores, na presente envio-lhe a grata noti-
cia de ter Feppe Jos de Miranda quebrado para
sempre es ferms do captiveiro de dois escravos dos
que possuia, sendo um, hoinem de 54 anuos, e a
ostro urna uiulher de 30 minos, e sem onus algum ;
onstaudo mais a liberdade de Felippa de 55 an-
uos de idade, escravu de Jos Antonio de Mattos,
tamben) sem onus algum.
Relativamente a salubridade nada teos a
i n ve jar.
" Em principios do correte mez houve algumas
trovoadas, 8 bastantes chavas, que se estenderain
la a C marca, cnchendo at alguns tanques, e
Braveado de agua diverso acudes, o que toi urna
providencia para as catingas, sendo om prenuncia
de boa entrada do novo anuo eom referencia ao in-
vern viudour .
Se ns urredores desta serra, cojo permetro
toma o nome de Catinga, o calor ntensissim, e
nao se pode dizer que a salubridade boa aqu, ao
contrario, a tbermometro tein marcado apenas de
18 t 22 centgrados O clima est soberbo, os
dias limpna e puros, c as noites proporcional utn
somno agradavel e tranquillo, principalmente n'a-
quellrs que cuidando de si, da familia e do prxi-
mo nao se vm obrigados a pausar as noites em
vigilias, pela attribulscao em que se acha s-u es-
pirito, sempre desejoso de fazer aos emelbain.s
todo o mal posaivcl.
Est c incluid i o ulistamento elei toral, no qual,
de quatro que requereram, apenas dous con-
segiiirain alistar-?*, sendo dous excluidos. Dos
antig s brasa eliminados 5, sendo 3 por mudancae
2 p ;r terem fallecido.
Passando agora a instruccao, bas-* de todo o
ijifcio social, nao posso deixar de lamentar qne
contando esta comirca seis escolas primarias, ape-
nas tres deram alumnos habilitados, nos exames
procedidos em 6 e 9 do coriente, e anda mais que
peisas qualiticadas que se utili-am da escola pri-
maria para a educacao e instruccao de seos filbss,
sejato os primeiros a dar mo exemplo, ni con-
secundo que seus filbosse submettam aexame tor-
nando assim innuteis es esforeos empregados pelos
prof.-ssores, e fazendo aioda negativa a eu uia-
cao que em taes casos s deve desenvolver entre
os alumnos das meninas escola*.
E' o caso de dizer-se :
Revest o ignorante do poder,
E elle tr que nem se aprenda a 1er.
Gracas, pors.ao amor que vota instruccao
o digno delegado litterano, o Rvd. Tejo, servindo
de examinadores os pn.fessore* Luiz Carlos de
Carvalho Pa**s de Andrade e Joao Cesino dos Sao-
tos Bezerra, forain examinados na escola publica
do sexo masculino desta villa, regida pelo primei-
ro, e as materias do 2o grao, A.i aro Pereira dos
Santos, que fui considerado adiantado; e no 1*
!ot. Pereira dos Santos e Fraucisco Miguel I
de Araajo, tambeinjulgidos adautados.
Jos de Sant'Anna, pronunciado no art. 205 do
cdigo criminal, sendo abtolvido unnimemente.
Serviram nesta sessao o Dr. promotor publico
efi.ctiro, advogando a causa de todos os reo* o
aiferes Joao Alve* Beerra Cavalctnte.
' Assim enceirou-se a quarta sessao do jury no
corrente anno, tornando-** o seo ultimo da impo-
nente pela presen?* de multas seoboras (1* ves
nesta comarca), no tribnnal at o fia a se*so,
em que o presidente a agradeceu a importancia
solemnidude que procuravum dar a mais importan-
te das nossas instituices, animando o progresso e
a civiliaaco nesta comarca ; e aos jurados a e> ad-
javacao prestada causa da juatiya.
Esta designado o dia 21 do corrente para a
revifo dos lurados que devem servir durante o
anno de 187.
Prximos da festa do natal, como uos acharaos
e contando entre nos hospedes llustres e dignos de
toda a nossa consideracao esperamos que o pe-
droeirn desta fregucsia, o glorioso Santo Amaro,
seja goleranisido cora toda a pompa, pois n elle
nao cansain os d votos de pedir que os livre do
Ultimo e nico mal que anda os llagelU
Os gneros alimenticios, trndem a subir ao
preco, por que eram vendidos ; a carne est quase
a duplicar; os legumes e fruatas conservam-se
pouco alterados, eubora tornando-se escassns.
De outubro para c foram apenas sepultados
no cern te rio da matriz da comarca um adulto e
cinco prvulos.
Cuncluindo desejamos a i'lustre redaecao do
Diario de Pernamuuco boas testas e inicio faliz do
anno novo para nossa ssti'f&oao.
> Au revoir.
UuanioH haniiii de mar *>e deve
ou pode lomar!Nao se pode kpriori fi-
xar um numero exacto de banhos para o* bauhis-
tas martimos.
Isto depende d organisaco e estado de sade
ou doenca do banhista e de outras circumstan-
dm*.
O que certo que o individuo sao, o touriste
pode tomar o numero de banhos qne quizer, em-
quanto nao experimentar effeito*. que autonsem
urna contra iudicacao de baubos.
Com os enfermos, com os que procuram o mar,
como a fonte e o reconstituinte de sade, o nego-
cio mais erto.
Quasi todas as enlermidades, curaves por meio
de banhos de mar, sao ebronicae, antigs, e evi-
dente que nao ser em 30 dias que se conseguir
reparar os estragos que no organismo tem causa-
do a molestia durante meses ou annos.
Coir. ser possivel transformar em 30 ou 40
dias a constituico escrophulosa, rachitica ou a de
bilidade conginita de utn menino, que durante me-
ses e annos tem estado sob o infiuxo hereditario
morboso, ou sob condicoes deprimentes e aniqui-
ladoras da sade '<
Natura nonfacit saltus, diziam os antigos, e a
experiencia nos eusina que a natureza age e pro-
cede em tudo lenta e suavemente; con lentido
rj'iasi imperceptivel s enfermidad:s censtituem-
uaes, diaiesicas o orgnicas minam o organismo e
cem igual promptidao. portante, deve-se proceder
na obra delicada e difficil de reparar os estragos
c damnos causados.
E', pjis, bem avisado o banhista que nao se
contenta com urna simples melhora de seus soffri-
mentos chronicos, e que uro regatera consccoao
de seo r-.-stabelecimenio completo alguns mezes de
banhos salgados.
Alguns iioentes, ou por falta d^> tempo, ou por
ignoraucis, pensam adiantar-se tomaudo dous e
tres banhos por dia.
Estes apenas conseguem annullar o efL'it > pro-
vcit.oso dos baubos e csj-r-st a graves e pevigosos
accidentes.
O Dr. Pescetto aprsenla diversos casos de fe-
b^e^ cerebraee, de asphixias e outros accidentes,
produzidos pelos pelos banhos duplos,
A regra geral indica um bauho diario, e s em
circumstancias especiaes e mediante prescripcao
medica se podar tomar d ius e tres banhos por
da, que em todo caso dev .rao sei rpidos e sem-
pre uina hora antes das refeices.
Ha muita gente que se preoccapa com certos
numer ,s e acroditu n'uma influencia mysteriosa,
que di/.i'.n provir d'clles.
U'ahi vem que muitos baobistas nao vao alm
de um certa numero de banhos, nem deixam o
nur em quanto nao prefasem aquello numero;
tudo isto porque estao convencidos de que nao
attingmao ou excedendo um certo nuaero de ba-
nhos, ihes resultara} graves molestias e alteracoes
na sade!
bemelbaute puerilidade fas lembrar o precon-
ceito contra 13 convivas em urna mesa, e as san-
gras d um monge de que nos d uoticia o pro-
fessor Bordeu.
Esse. mon'ge costumava fazer-se sangrar tados
os annos. A principio sangrava-se 3 vezes por
ser o numero 3 o mais mysterioso dos impares, de-
poi8 ccreseentava urna quarta sangra porque o
anuo tiuha 4 estacoes, o mundo 4 partes (no secuto
passado) a vida do homem 4 pocas, e o hons-jote
4 p uitos cardeaes.
Uepois anda exiga urna 5' sangra por serem
5 os dedos da mo e logo urna 6 por ter Deus
croado o mundo em 6 dias e mais urna 7' per ter
a semana 7 dias e serem 7 os sabios da Grecia e
anda mais orna S porque 8 um numera redondo
e finalmente urna 9> para completar urna novena e
por ser 9 um numero impar, mutiplo de i por 3
vtese por serem os nmeros impares agradaveis
aos deucsnumero Deus impare gaudet, dsse Vir-
gilio.
Com certeza esse monge era vigorosamente celi-
batario, tinha urna compleico phitbsrica. coma e
dorma muito e nao fazia outro exercicio seno o
de andar da cama para a mesa e vice-versa.
Lotera Lista dos nmeros premiados na
7* serie da 24 parte das loteras em favor dos
ingenuos da Colonia Isabel, extrahida no da 22
do corrent :
8054
1347b'
1443
202H3
27580
2803
7593
7737
11021
ramos de 2:000*000
402t 11364 28182
5207 12617 34156
10372 26226 34t.'4
rasados de 1:000*000
14970 20963 28841 29010
240:000*000
40:000*000
20:000*000
10:000*000
5:000*004
INDICARES ATIS
34693
M8M
37937
Na* esc ila do sexo feminino, regida pela pro-
fessora Adriana Felicia Maciel, fes exame Paulina
Francisca deCtrvalho, que fot considerada adian-
tad. no 1 grao.
Em Vertentea, na escola do sexo masculino
regida pelo 2' dos professores cima mencionados,
o resultado fui o seguate : Maooel Barbosa Dinis
Sobrinho e Joao Chrispiniano Barbosa Diniz, cou-
sideradi s adiantajos no 1 grao. Deixou de pres-
tar exame Mario Tavares de Gouveia Barreto, por
nao tef comparecido.
No processo e julgamento d >s exames foi ob-
s rvauo o prograrama dn 2 de Jutubro de 1884 e
regiment interno actualmente em vigor, na parte
respectiva, sendo o acto as trea escolas bastante
con corrido.
Diz um eseriptor notavel : Abrir escolas
e derramar iustruccao por todas as clasaes da so-
ciedade fechar as cadeias ITahi eonclue-se
que onde a iastrnecio toroa-se escassa, moslra se
abundante o numero dos enmes e dos criminosos.
Devido sem duvidn a esse estado, no da 10
do corrente, receben h nossa cadeia dous hospedes
vindos de Gravat, de nomes Alexandre Menezes
da Suva e Francisco Menezes de Sant'Anna,
achande-se o primeiro pronunciado do art. 257 e
o seguml no art 193 combinado com o art. 34 do
codipo criminal.
Voltando agora as nossas vistas para a judi-
catura d-sta comarca ienho a informar-Ibe que
acbando-se convocada a 4a aeaso do jury para o
dia 13 do corrente, e funecionando anda u revisao
da junta milita-, a qual s se encerrou no dia 14.
ansiando 198 cidados aptos para o servco, tive-
mos occasio de ver o juiz de dreito da comarca
ataretadissimo com o exercicio daqueda duas pre-
sidencias, ao raesmo tempo. Felizmente para
aqu> lie funecionario o jury s pode constituir casa
n > ca 10, por falta de quorum, sendo apresentados
palo Dr. juiz municipal 7 procesaos devidameute
preparados, a cuja ordem de aatiguidade para os
respectivos julgacoentos nao se attendeu ; pesar
de invertida, poiin, teve o resultado seguate :
Da 10.Francisco Per <-ir a da Silva conbe-
cido pul XicoV- llio e JofThoinaz do* Santos co-
uh-ciJo por Jes Balu, ausente; Manoei ViC*ote
Monteiro, Jos Constantino de Mello, todo* pro-
nuDCiadis nu art. 257 d AntoaR de Mello pronunciado no art. 2221 parte
do cdigo criminal, e Prxedes J is Mariano pro
nuneiadu oo art. 257 do cdigo criminal.
.. O julnam.nto d* dous primeiros foi adiado a
rcquerimento d-> 1 r : o do terceiro foi tambem
addiado por S3 ter e.g..tado a urna 8--m *e poder
formar conseiho ; u do quarto foi tambem adiado a
Eeiiue.'iuieiito do reo; o doqunto anda adiado por
se ter esgotmdO a urna sem e poder formar con
kelbo; finalmente o do sexto aev en r.-tultadi ser
absolvido por ananisaidiiUe.
Dia 17.Adiando se impedido o Dr. juiz de
dinitcfi ." nvida.lo o L)r. juiz municipal Manoei
Tobas do Retro Albuquerijue, a b cuja presiden-
cia, nd > oreo Francisco Pereira da Sil-
ji Vt llio. pronunciado do art. 193
eombiuad i com o art. 34 do cdigo crimiual, nio
ser jal *do por se ter esgotado a urna sem
tormar o cuiseil
No mesrao da, porm, e sob a mesma presi-
dencia foi aiuda submettido a julgamento Amaro
CellAeM.Eflectuai-se-hao:
iloje :
Pelo agente Martins, s 11 horas, na ra
.lo
Imperador n. 48. de movis, loacas, vidros, etc.
i'elo agente Gusmao, s 11 horas, & ra da Pal-
ma o. 71, de arosacloe mais pertencas da taverna
ahi sita.
Peo ajenie irtto, s 11 horas, ra de Pedro
A inso u. 43, de dividas.
1'eZo agente Modesto Baptista, s 11 horas, na
ra .streita do Rosario n. 24, de_moveis,Jloocas,
vidros, etc.
Pelo agente Silveira, s 11 horas, ra do Im-
perador n. 48, de movis, loaca, vidros, etc. etc.
- Amanha :
Pelo agente Gusmao, s 11 horas, ua ra Tbo-
tn de Souza n. 8, do hotel ahi sito.
Pelo agente Pinto, s 11 horas, na ra do
Brum, no deposito de Fonseca Irmaoa & C, de
carvo de pedra.
finan fnebres.Serio celebradas:
Iloje :
A's 8 horas, n matriz de Santo Antonio, por
alma de Antonio Jos Ai ves da Fonseca; s 7
horas, no Carmo, por alma de Geraldo L. de Si-
queira Varejao: s 7 horas, na Santa Cruz, por
alma d- D. vlaria Anglica Lopes Gomes.
Amanha :
A's 8 horas, em Santa Thereza, por alma de
Joao Anselmo Marques; s 7 horas, oa capolla do
cemiterio de Santo Amaro, por. alma de Joao An-
selmo Marques; s 8 horas, a*, matriz da Boa-
Vista, por alma de D. Carolina C. da Gama Lobo
Fires Etica.
Segunda-feira :
A's 7 horas, na ordem 3* do Carmo, por alma
de D. Jesana Ribeiro de S Barreto; a 7 horas,
na matriz de Santo Antonio, por alma de D. Can-
dida Francisca Xavier dos Res.
Pnna*relroChegado* da Europa no vapor
fraucez Ville de Pernambnco :
Pouzi Nicola,. Charles Dapon, Novellino Tho-
maz, Domenico, Ksa, Antonia. Nunziata, Fran-
cisco, Mkssull, Domenico, Thereza, Ferratr v'iu-
ceuzo, i erraro Autonio, B uafin Michele, Picci-
no Viocenso, Brando Guis-'pp", Calalvia Viocen-
zo, Fontauo Biagio, Foutano Francisco, Coute
Piulo, Cont Nicola, Cliapiano Giovani, Lirorio
Biagio, Murtozo l'ietro, Greeo Michele, Poiiz Ni-
cola, Punii Micbeli e Bruno Antonio.
Cbegidos de Fernando de Norouba no vapor
nacional Hrapam :
Msjor Estcvio Jos Ferraz, Capitao Feliciano
F. Jnior e 1 criado, tenenle Mauotl M. Lopes
Lima, Iferes Carlos Augusto de Alineada Soarcs,
alferes Thomac D Villas-Boas, 14 cadetes, 79
pracas, 3 mulheros e 2 menores.
17421 21700 24125 29336
17765 22155 24356 30853
19511 22404 25486 31024 .....
N. mais alto 37937 1:000*000
N. tnais baixo 1443 1:000*000
irraoxiMAOoES
8053 4:000*000
8055 4:000*000
13475 3:000*000
13477 3:000*000
1442 2:000*000
1444 2:000*000
20292 l:000*toO
20294 1:000*000
27579 850*o00
27581 850*000
Os ns. de 8,001 a 8,100 esto premiados com
400*. excepto o da sorte grande.
Os ns. le 13,401 a 13,500 esto premiados com
200*, excepto o da sorte de 40 con toa.
Os ns. de 1,401 a 1,500 estao premiados com
100*, excepto o da sorte de 20 cont*.
Todas as centenas, terminadas em 54, estao pre-
miadas com 100*, inclusive a da sorte grande.
Todos os ns. terminados em 4 e 6 estilo premia-
dos com 24*'
l.olerinida pravlaela.Segunda-feira 27
de Dezembro, s 4 horas, so extrahir a 14* parte
da 1. lotera em beneficio da Santa Casa de
Misericordia do Recite, pelo novo plano appro-
vado.
No consistorio da igreja de Nossa Senhora da
Conceico do* Militares ser teita a extraeco
pelo systema da machina Fichct.
Lotera da cftrle Por telegramma recebi-
do pela Casa Feliz, sabe-se terem sido estes
os nmeros premiados da 4' parte da lotera 201
extrahida no dia 22 de Dezembro :
2.324 100:000*000
.655 20:00*000
Lotera do CeorA 1* parte da 3* lote-
ra desta provincia, cujo premio grande .......
4)0:000*000 ser extrahida no dia 25 de Desem-
bro.
Os bilhetes acham-ae vanda na Roda da For-
tuna ra Larga do Rosario n. 36.
Lotera de Ulna*-MeraenA 2' parte
da 1* lotera desta provincia, cujo prsmio grande
600:000*000, aera extrahida no dia 23 do cor-
rente, impreterivelmente.
Os bilhetes acham-se venda na Roda da For-
tuna, ra Larga do Rosario n. 36.
liOterlaA 15 parte da 1" lotera da prjvd-
eia, em beneficio da Santa Casa de Miseriordia
do Recife, pelo aovo plano, cujo premio grande <
100:000*00^ s:r extrahida n dia 27 de Dezem-
bro.
Os bilhetes garantidos acham-se venda ns
Casa da Fortuna, ra Primeiro de Marco nume-
ro 23.
TauOem acham-se venda na Casa feliz,
prdea da Independencia ns 37 e 39.
(rande lotera da provinciaA 8
serie desta lotera em beneficio dos ingenuos da
Colonia Isabel, cujo premio grande 240:000*000,
ser extrahida uo dia .. de Dezembro, a 4 horas
da tarle.
Os bilhetes acham-se venda na Reda da For-
tuna ra Larga do Rosario n. 36.
Lotera do RioA 2* parte da lotera
n. 366, do navo plano, do premio de 100:000*000,
ser extrahida no dia .. de Resembr.
Os bilhetes acham-se venda na Casa da For-
tuna ra Primeiro de Marco.
Tambem acham-se venda na praca da nue-
pendeucia us. 37 e 39.
Lotera de Macelo de SOOiOOOJOOO
A 14* parte* da 14* lotera, cujo premio
grande de 200:000*, pelo novo plano, ser ex
trahida impreterivelmente no dia 24 de Dezembro,
s 11 horas da manha.
Bilhetes a venda na Casa Feliz da pracu da la-
depeudioeia na. 37 e 39.
Lotera da corteA <* parte da 202* lo-
erik da corte, cujo premio grande de 100:0004
ser extrahida no da .. de Dezembro.
Os bilhetes acham-se vendana Casa da For-
tuna ra i'rimeiro de Marco n. 23.
Tambem acham-se venda na praca, da Inde-
pendencia ns. 37 e 39.
Lotera do Uro-ParA 3 parte les-
ta lotera ser extrahida terca feira, 28 do cor-
rente.
Bilhetes venda na Casa do Ouro, ra do Ba-
rio da Victoria n. 40
Lotera Fiiraordiaria do Vpiran
desta importante lotera, cujo tnaior premio de
150:000*000, ser extrahida no dia 30 de Dezem-
bro, impreterivelmente.
Acbam-seexpostoB venda os restos do* bilhe-
tes na Casa da Fortuna ra Primeiro de Marco
n. 23.
Tambem acham-se venda na praca da Inde-
dendencia ns. 37 e 39.
Haiudouro PublicoForam abatidas ni
Matadouro da Cabanga 83 reses para o consumu
do dia 23 de Dezembro.
Sendo: 64 rezes pertencentsa Oliveira Castro,
C, e 19 a diversos.
Mercado Municipal de
movimento deste Mercado uo da
foi o seguinte :
Entraran) ;
32 boia pesando 4,392 kilos.
538 kilos de peixe a 20 ris
113 cargas de farinha a 200 ris
19 ditas de fructaa diversas a 300 rs.
6 taboleiros a 200 ris
19 Sumos a 200 ria
Foram oucupados :
26 columnas a 600 ria
22 compartimento* de farinha
500 ris.
21 ditos de comida a 500 ria
66 dito* do legumes a 400 ris
16 ditos de suino a 700 ris
11 ditos de tressuras a 600 ris
10 tainos a 2*
5 taino* a 1*
A Oliveira Castro & C.:
54 talhus a 1* ris
2 talbos a 500 res
Deve ter sido arrecadada neste dia
a quantja de
Kendimento dos das 1 a 21 de De-
zembro
Medico
O Dr. Lobo Moscoso, de volta de sua
viagem ao Rio de Janeiro, contina nu
oxercicio de sua profissao. Consultas das
10 s 12 horas da manha. Especialidades
epera5e8, parto e molestias do s-nhoras e
meninos. ua da Gloria n. 39.
Dr. Barreto Sampaio d consultas de
meio-dia s 3* horas no 1. andar da casa
a ra i Barao da Victoria, n. 51. Resi-
dencia ra Seta de Sotombro n. 34, en-
trada pela ra da Saudade n. 25.
O Dr. Castro Jess tem o seu consul-
torio medico, ra do Bom-Jesus n. 23,
obrado.
Dr. Gama Lobo medico operador e par-
teiro, residencia rua do Hospicio n. 20.
Consultorio: rua Larga do Rosario n. 24 A.
Consultas das 11 horas da manha s 2 da
tarde. Especialidade : molestias e opera-
ces dos orgos genito-urinarios do homem
e da roulher.
brozarla
Francisco Manoei da jua <& C soo*
tanos de todas as especialidades pharmu
ceutic as, tintas, drogas, productos cbimios
a medicamentos honiceouaticos, rua do Mar-
quea de Olinda n 23.
trocar!
Faria Sobrinho & C., droguistas por at-
acado, rua do Mrquez de Olinda n. 41
Serrarla a Vapor
Serrara a vapor e oficina de carapina
de Fraucise- dos Santos, Maccdo, caes
de Capibaribe n. 23. N'este grande esta-
beleeimento, o primeiro da provincia neste
genero, coinpra-se e vndese madeiras
de todas a3 quaiidades, serra-se madeiras
de conta alheia, assia como se preparam
obras de carapina por machinas o par pre-
co sem competencia Pernambnco.
PUBIMCOES A PEDIDO
era ve ? V. 8. comprebende que eng'anou-se, quan-
do^emittio aquella proposico, que o proprio Dr.
curador fiscal nao b* animou a enunciar.
Essa despesa de rs. 750*- torna-se mnima at,
quaado se rrflecte que a venda do ectabeteciireo-
to trara, com certesa, um p.-ejuzo de rs. 10:000*,
20:000* c mesmo maiur, inassa fallida.
Isto obvio.
Nao ha, pois, justa, cansa para h venda ordena-
da por V. t;., que, deste mod ha de reconhecer
que o supplicante nao quera empecer a marcha
da falleocix, mas tiuha toda razao para ag^.avar
do despacho de V. S.
Sabe agora V. S. qual o eff.dto damnoso do seu
despacho, alm da offenca ao dreito do supplican-
te e dos credorea ?
' pennittir que o fallido Jos Clemente Levy
compre, prir interpoata pessoa, e com o dinhero
que souegou d firma J. C. Levy He C, como re
sulta dos autos, o estabelecimento mencionado !
V. S. talvez iguore que Levy, recelando dif
Acuidades na obtenc >o da casa oude ae acha o ea-
tabelec ment, procurou entender-se ha poucos
dias cem o Dr. Bruno Maia par Ihe alugar un
predio rua do Marques de Olila, afin de all
estabelecer se !
Que immorahdade .'
V. S., por certo, nao ha de concorrer, sciente-
metate, para que esse audacioso estrangeiro zombe
e explore a justica dea te Imperio: elle que fz
alarde at da benevolencia de V. S., a ponto de
dizir que conta com V. S. a s"ii favor! !.. .
Nesse sentido, podera adduzr outras ubaerva-
cOrs, attinentes verdade a previnilo da m f
coin que Levy procede junto de V. S.; mas ores
paito e a confianza que o supplicante tem para
com V. S. que, como juiz, anda nio dsu prova
de proteger fallido algum, odispensam de tao des
agradavel tarefa.
Em couclusao, v V. S. quanto Ilegal o seu
despacho, quer considerado quanto illegitimida-
de do Dr. curador fiscal, para ruquerer a venda
do estabel-rcim'-ntc, quer considerado juant a
qcalquer dos dous casos, em que a le pe'rmitte a
venia de generes de urna inassa fallida ; e, coo-
seguintemente, reenhecer a neiessidade de sus-
pender a ex a concordata ou contrato de uni>. urna vez que
a instruccao do processo da falleucia est prestes
a lin iar.
Nestes termos o supplicante pede deterimento.
E. R. M.
Capitao Pedn Velho de S Barreto.
Teueute Bonifacio A ntonio Borba.
Alteres Antonio Geracino de Castro Jnior
Alteres Jos Viejas da Silva.
Alteres Olympio Agobar de Oliveira.
Alferes Antonio Dourado de Mello.
. Jos-U
22 do corrente
10*760
22*60 5*700
1*200
3*800
15*600
11*000
10*500
26*400
11*2.HJ
6*600
20*0O 5*900
54*000
1*000
206*360
4:080*100
4:285*460
Cana de UeleacoMovimento dos pre-
st do ilia 21 de Drzembro :
Existiain pri-sos 566, entrrram2, sahirauflS.
Existen) 350.
Kacionac* .'J22, mulheres, 7, estrsngeiros 9,*e*- 27 annos, casado, Boa-Vista ; acuiia.
dito* de cor
cravos sentenciados procesando 1,
reccao 5Total 350. ,
Arracoados 332, seod: bons 317, docnte* 15,
Tu ai 832.
Movimruto du enfermara :
Tiverato alta :
Joaquin Manoei Pereira Nobre.
Jos Leal Martina de Agmiar.
Poi arrecadado liquido at hoje
Precob do dia :
Carne verde de 240 a 480 ria o kilo.
Carne i ro de 720 a 800 ris idem.
Sumos de 560 a 640 ris idem.
f'anuha de 200 a 320 'iB a cnia.
Mlho de 220 a 320 ris idea.
r'eijao de 560 a 640 idem.
Cemlierio publica.Obituario do dia 20
de Dezembro :
Antonio Ignacio Bra-do, Portugal, 48 annos.
Casado, Boa-Vista; tubrculos pulmonares.
Jos. Peinambnco, 6 mezes, 8. Jos; gastro
entente.
Scverino, Pernambaco. 3 mesas, Recife; con-
vul*5es.
Jos, Pernambuco. 9 mezes, Boa-Vista; con-
vulsoes.
Mara Joaquina d'Annuncmcio Costa, Pernam-
buco, 76 annos, viuva, Boa-Vista ; erysipela.
Sebastian (escravo), Pernambnco. 36 annos,
solteiro, Boa-Vista ; polygmo
Jos Cyriaco daa Ch gas, Pemambuco, 40 an-
nos, ignora-se o estado, (xraca ; diarrha.
Mana, Pe;nambuco, Bj Vista; igoora-se a
idade, estado e molestia.
Maiio.l dos Santos, 20 dias, Santo Antonio ; es-
panno.
- 21 -
Mura Bezerra dos Sant >s. Alagdss. 16 aunes,
solteira, Grtca ; tubrculo* pulmonares.
Manoei Bezerra de Vasconcelos, l'ernambuco.
Torquato, Parnambuco. Ba- Vista ; ignora-se a
idade, estado e molestia.
M.noel Cassiano Ferreii, Pernamouco, '"> an-
nos, solteiro, Boa-Vista ; febre perniciosa.
Antonia Mafia do Espirito-Santo, Pemambuco,
40 annos, solteira, Boa Vista ; beiiberi.
Antonio Luis Carvalbo de Medeiros, Pemam-
buco, T'J auno*, catado, Boa-Vista ; hemoptises.
A fallencla l^evy
Ha certas causas, que por curiosas e celebres,
de vem ser apreciadae na unpreusa : urna del las
a rallencia da firma J. C. Levy & C, e da qual
daremos conhecimento ao publico, comecanao ho-
je pela puulicacao da pelico aeguinte :
lllm. Sr. Dr. juiz de direit3 especial do com-
mercio.Tbomaz liolmes, socio solidario da firma
fallida J. C. Levy & C. vem, com a devida venia,
submetter a esclarecida iatellgcnca de V. S. os
ponderossimos motivos, que nbibem a ex-cuciio
do depachj, proferido na petir^au de fl. 763 dos au-
tOB, mandan lo vender a phirmacia e drogara,
pertencentes firma fallida.
A^primeira vista, par cera a V. S. qne a recia-
macao do suplicante nao passa de urna imperti-
nencia, urna vez que a Relaeo confirmon o dea-
pach i de V. S.; meditan lo, porm, sobre o as-
Bumpto, como elle merece, V. S. reconhecer que
urna virtudedoaupplicaut" insistir firma e enr-
gicamente, na defeza do seu direito, que, por as-
sim dizer, constitu! su propria iudividualidade,
e que, perianto, justa, fundada e attendivel a
sua reciamacio.
Conscio desta verdade, e, por outro lado, anima-
do pela confiaoca que inspiram a illustracii, im-
parcalidade e juatica, reveladas psr V. 8., que,
na qualidade de juiz, nao se deixa levar por odio,
afleicao ou iateress^, acredita o supplicante que
V. S. se aignar attendel-o.
O Dr. curador fiscal, para justificar o pedido da
veuda do estabelecimunto da inassa, disse, sim-
plcamente, que ae mercadoriaa ao de fcil dete-
rorasio ; e V. S. sera proceder a maia informacio
alguma, determinou a venda requerida.
Desse despacho ;:ggravou o supplicante, e s
depois da replica e treplic* a que o supplicante
foi obrigado, mandou V. S. seguir o agravo uos
proprios autos, e isto mesmo depjis qn.- foi ouvido
o r. curador fiscal, como se se tratasee de as-
suipto, que entendesso com as funecoes do aeu
cargo.
O oggravo, porm, nao teve provimento, em vis-
ta das razoes allegadas por V. S. na contraminuta,
como diz o accordao, e das quaes, s depois de
proferido o ineaino accordao, teve o supplicante
conhecimento.
Entretanto, o despacho de V. S. nao pode, nem
deve ser cumprido, porque nullo e nenhum.
O despacho, como a senteuca, a valido e exe
quivel, quando proferido de conformidade eom a
lei, com o direito ; mas a despacho, mandando
vender o estabelecraento da firma fallida, res-
petosamente fallando, llegal e nullo e nao pode
ser cumprido; como toda ordem illegal deve-se-
Ihe resistir; elle fot dado contra lei expresas, e
firmuu-se em falsa causa ou falso suppoato, como
ae vai mostrar ; a da mesma uuilidadc est inqui-
nado o accer la que o confirmou.
Sabe V. S. que, aomeute, ao d^poaitario da mas-
aa compete requerer a venda o!os gneros ou mer-
cadarias de fcil deterioracao, ou que nao possam
guardar-se sem perico de grande despeza, prece-
dendo determiuaca do juiz, com audiencia do cu-
rador fiscal: art. 159 n. 2 do regulaun-uto n. 7d8 :
e que ao curador fiscal, incumbe, apenas, informar
a proposta que o depositario fizer para a venda de
taes gneros cu mercaduras : art. 157, u. 5 do ci-
tado reguiamento.
D* to expressas e terminantes disposicoes se-
gu-se que V. S. infringi lei exjressa, quando
ordenou a veuda, requerida, Ilegitima e incompe-
tentemente, pelo Dr. curador fiscal, pois essa at-
tribuico do depositario da inassa ; e essa falta
tanto mais injuatiticavel, quauto, nem ao menos,
se den a inversa. doa papis, como na falleucia
de Jos Peiv.r. Sautu* e outras, em que V. ?.
mandou ouvir o depositario sobre a veuda reque-
rida pelo curador fiscal. Na failencia de J. .
Levy ic C., V. S. nulificou o papel do deposita-
rio !
Entretanto a attribuicao dada ao depositario,
para propr a venda dos gneros da massa fallida,
nao cousa de mero expediente, nao ; fuuda-se m
facto de que o depositario o competeute para cc-
uhecer o estado dos gneros ou mercadoriaa, que
esto sob a sua guarda.
A attribuicao, que a esse respeito tem o deposi-
tario, foi sempre respeitada pelos antecessores de
Vi Exc. e, uo sen proprio juizo algumas vezes,
tambeu o tem sido.
Quauto falsa causa ou falso supposto, em que
se apjiou o despacho aliudido, pondera o suppli-
cante que nao exacto que as mercadoriaa sejam
de fcil detrrioracao como dase o Dr. curador fis-
cal, Htm mesmo que o sejam as drogas em sua mahr
parte, como diaae /. Exc- na contra minuta, por-
que, apeuaa, se encontraos no catabelecimento ini-
co poucas mercadoriaa deasa eapecie, taes como
ungentos, ervas mcdiciuaes e algum xarope, que
quaai nada vaUm, e que, dumais a mais, j se
chavara deteriorada* antes da abertura, da fal
lencia : todos os mais gneros, ixistent^bo esta-
belecimeoto, nao eiio deterioraveis em mais um,
dous ou tres mezes, para que preciaem ser vendi-
dos, sera retardameuto, ao coutrario, clles, anda
por um auno qne eativesae fechado o estabelec-
raento, se cuuservariaoi em bom e perfeito es-
tado.
0 que o supplicante allega. a pura verdade.
que nao pode ser contestada em boa te, como pjdem
dizer o depositario da massa, os peritos avaliadores,
e consta dos autos, i nde estao apoutados por zero
as merendonas deterioradas e que silo muito pou-
CaS.
E' iujustficavel, pois, que nao so c.nsinta no
adiaiueut.i da vend i do estabelecimeato da massa,
por dous ou tres mezes, tempo por demais sulti-
eiente para deliberar se sobre a concordata ou
contracto de uuao, sacrificando s", assim, tanto o
direito, uutorgado ao Eupplicaute de offerecer uraa
proposta de euncordala, como, e prncipalmeu:
Capitacs doa credores di uiasaa.
fpr outro lado menos exacto ninda que se d
a segunda hypoth*se do art. 816 do
, que as mercaduras nao ae i'ossam guardar s'm
perico de griiide deapesa, poique o estabeiecimeu
t est sujeiro ao pairante" uguel de 250*
wataes, como dase V Exc.
A grande oeapeaa do que cogita a li
ser u que oceasion-i redu (
Amanha diremos qual o despacho proferido
nata p-ticao, e faremos a critica qne elle me-
rece.
Estevo de Oliveira.
Successos de Fernando
de Voronha
Os Iamentavei8 succesaos de que foi theatro o
presidio do Fernando de Noronh* no da 3 do cor-
rente, uos obrigam a vira imprenta manifestar
aos nossoa Camaradas e ao publico, que aosbemos
cumprir com o nosso dever de soldados uesaa tris-
te emergencia.
A succiota nairacio dos faetoa esclarecidos
luz da verdade, baatar para orieutar o publico no
seu juizo.
No dia 3, aeram 8 1/2 horas da manhi, deu-ae
no mercado do presidio urna luta entre um solda-
do e um senteuc;ado civil, luta provocada pr es-
te e terminada gracas a interveocao de urna pra-
ca da guarda da directora, que prendeu o sai-
tenciado, e condnzio o soldado at o corpo da
guarda, que Boa prximo ao mercado.
Sabendo deste facto o tenente Jos Iguacio Ri-
beiro Roma (honorario do exercito), que exerce as
funecoes de ajudante do director, prende as duas
pracas que eativeram na iota e a ama outri qne
estraubra sua pristo, dirige os maiores imprope-
rios contra as pracas e amea? i toda a guarda de
mndala esbordoar pelos presos e arrastar at a
pris:o civil, dizeudo maia, qne tinha gente (pre-
aoal sulficiente para mandar acabar comesta ca-
nalha de soldados (sicarios).
Oa soldados, offendidos naquillo que tecm de
mais caro, os brioa de aua classe, exaltam-ae, e
procuram viagar a afir ota feita n seas cmara-
las. Reunem-ae em im pequen i grupo e vao, ar-
mados de cactea, esbordoar os presos do merca-
do. All chegni ij atacam os presir, que armad h
de facas e cacetes resistem-lhes, e ferem mortal-
mente a duas pracas, que fallecem poucj depis ;
nao baven io na luta preso algum ferido.
Conhecida no quartel a fatal oceurrencia a agi-
tacao das pracas torna-se insupp.'ravul, vao em
massa arrecadacao, forjara a porta e armara se.
Alguns vao a residencia do capitao commandante
que fica porto do quartel pedir municao para irem
violar a morte de seus cainaradas. O capitao fal-
lando Ihea com energa, obriga-os a voltarem e
entrar -m em forma na frente do quartel, onde a
ir.-ialidade os contm.
lam se acalmando os animoa.super-exctad)8,
quando appsreee diante da guarda da directora
um grupo de presos, armados de instr tinentos ara
torios e de cacetes, dirigido por um guan'a. Es-
te grupo avanca em attitnde hostil, desaima uraa
seatinella e intimado a retroceder, i o faz depois
que nina descarga dada peta guarda, faz prostrc.r
um dos presos, o qual pretenda atacar urna a u-
tinella.
Ouvid. do quar'el o estampido da descargi.
destaca-seda esqnerda da fono atura urna o -c .
de uns viole hoin-ns, que os ofijiaea nao podera
conter pelo imprevisto da saliiji e pela carreira
vertiginosa qne levavam Eata forja dirige-se ao
aldeinmcnto dos presos onde der, alguua ti.-os, e
incendiou seis ranchos de palha ; mas o capuio
commandante fal-a voltar ao quartel sob sua di-
reccao, pois foi pessoalraente ao aldeiamento dos
presos com risco de perder a vida. App*recendo
um segundo grupo de presos armados como os do
primeiro diaute da suarda da directora, esta
obriga-o a fazer alto ; e o director, mtndandoclu-
mar um sentenciado que a diriga, da-lhe ordem
de voltar e internar-se no sul da i Iba com seu gru-
po. Esta ordem nao foi entretanto cumprida, pois
o grupo retira-te para as proximidades da guarda
onde se conserva.
Estes factos deram-se com tanta rapidez que
tendo sido o primeiro s 8 1/2 horas e havendo in-
tervallos, antes do meio da estava tudo termi-
nado.
N'este pouco tempo foi preciso es ofEciaes des-
envolverem urna extraordinaria energa e graude
actividade, para conterem nao s as pracas. como
tambem os presos abandonados pelas autoridades
do presidio. Estas autoridades toruaram se ex-
tremamente culpaveis pela sua inacc$o, e mostra-
ran! a maior iuaptidao para os cargos que oceu-
pam.
E', sem duvida algum, ao insensato e inslito
procedimento do tenente Komi, que se devem us
aceas de sangne que presenciamos. O tenente
Roma desprestigiando a forca diante doa presos,
que ella eucarregada de conter nos limites da
ordem, :mplantou a desordem entre o meamos
presos, e incutio-lhea tanta audacia que alguna
ni i trepidavam em lancar mao mais uraa vez do
puuhal do aasaasino para commetterem novos cri-
mes. O que levou o ajudante do presidio a prati-
car essn desacert ? A prisau por um soldado, do
sentenciado qne originou a quetao. por ser o sen-
tenciado protegido pelo dito ajudante, que fel-o
guarda, pesar de scua mos precedentes.
A administracao do presidio tem camiohado
n'esta questao de erro em erro, e nao sabemos on-
de irio ter o* seus desatinos, TenJo-se dado os
factos no dia 3, a no dia 12 lembrou-se o direc-
tor, ou alguem por elle, de mandar communicacao
ao governo, fazendo sahir urna jangada a prefecto
de buscar um aappeato naufrago, mu na realida-
de para ir ao continente levar a nova do aconte-
cido. Chega a ser r*Voltauta atfirmar o Sr. direc-
tor do presidio de Fernando de Noronha, cm nma
portara, que a jangada tinha ido procurar um
naufrago, anda no proprio da da chegada do va-
por oue con luzia a tropa e j vista d'eate foi pu
blicada dita penara.
N5o acreditaramos aue o Sr. u'irector, ou al-
guem por elle, mandasae exagerar tanto os factos,
pinto de obrigsr o paiz a uina'despezi intil :
maa os factos nos fizem acreditar./
Quera udumiiisar&o* Cifres pblicos do desfal-
que que Ihe faz u m admiuistraco do presidio de
rVnmndo? E' o que desejamos que nos diwesse
o director.
O | Fernando niic 4ode co-itindar a
r adiiMu^trii'iovpcio pussoal que actualmente o
dirige : estes hornea* estao dpsmoralisado^ pela
prova de fraqueza que deram, oecultando-se e
dt-ix.'indo-ii..s a ardua tareas de pacificar a
Jados e -a nma h irda de sicarios, por entre os
es arriscavara s nos*s vidns.
i in satisiaco que dizemos :
Ruado liarn de H. Borja, 011
lr'er;i do Webo n. :
1ELEPHONE 381
noticia
Fundado em 1882 oa cldade do Nazareth, este
modesto estabelecimcnto de instrucfo primaria
e preparatoia alli se co servou at Dezemt"-o de
1885, tendo tido durante aquelles pjnsos annoi
fiequencia sempre regular e creacentu, e bom re-
saltado nos exames prestados por seus alumuos n i
Collegio daa Artes.
Em Janeiro do anno cadente, por diferentes
d.ffieuldades que iam cada re mais avultando,
toi-lbeneceaaario transferirse pira esta cipitaf.
sendo aeompanhads rm sua mudanca por todos
os alumnos internos que ae a.-luvam" em cindi
cea de o fazer.
Com eates e com alguns poucos mais que aqui
Ihe uppsreceram, pode apenas completar o nume-
ro de 23, dos quaes 20 estudaram prepirtorios e
apresentaram-se a examu ni Curso Aunexo Fa-
cu'dade, obtendo em to exiguo numero 43 appro-
vacoes.
Dos aprrseatados a exame dati :guiraio-ae, pelo
numero de approvacoes que alcancaram. Amonio
Flavio que teve cinco, e Joaquim Gregori", qua-
tro, como se v da lista que publicamos.
Pensoes e honorarios
Alumno interno at !1 anaos 495#J annuaes em
4 prestagea : aa tres prmairas de 135/, u ulti-
ma de 90*.
Alumno interno de mais de 11 annos 550J tam-
bem em 4 prestacocs : tres de 1503 urna de
109*000.
Alumno externo 20/ trimensaes por cada aula.
llelacao dos alumnos do co/legie que fizeram exame
no Curso Annexo Faculdade no anno de 1886
Portuguez
1 Euphraaio da Cunha Cavaleante, plenameule.
2 Joa (Jeraldo Gonealves.' Guena, idem.
3 Jo- Priaciliano de S-iiua Gayao, idem.
4 Antonio Vicente Pereira de Andrade Jnior,
ip, ovado.
5 Fabricio Porfirio de Andrade Lima, idem.
6 Aiio-1-no Augusto de Vasconcello3 Santos,
idem.
7 Jos deliveira Cavalcinte Jnior, idem.
8 Otton de Araujo Cesar, idem.
9 Severino Barbosa da Silva, dem.
10 /.-ferino Gomes Pereira de Lyra, dem.
Um reprovado.
Fraucez
11 Severino Barbosa da Silva, plenamente.
12 Ant-nio Vicente Pereira de Andrade, appro-
vado.
13 Eupbrasio da Cunha Cavaleante, idem.
14 Fabricio Porfiio de Andrade Lima, idem.
Dous re provados.
Ingles
15 Jorge Gomes de A'aujo, distinejo.
16 Hisbelln Florentino C. de Mello, plenamente.
17 Severino Barbosa da Silva, idem.
18 Jos Geraldo Gonealves Guerra, approvado.
Um reprovado.
Latra
19 Auto i > Fiavio Peasoa Guerra, approvado.
20 Eraamo Vieira de Macedo, idun.
Um reprovado.
Arithmetica
21 Antonio Flavio Pessoa Guerra, approvado.
22 Joaquim Gregorio Pessoa Gurra,"idem.
23 Joao Jos Lopes de Albuquerque, idem.
24 Eraamo Vieira de Macedo, idem.
25 Jorge Gome? de Araujo, idem.
26 Jos Ignacio de Andrade Lima, idem.
Geometra
27 Joaquim Gregorio Pessoa Guerra, plenamente.
28 Antonio Flavio Pessoa Guerra, approvado.
Geograpbia
29 Joaquim Gregorio Peasoa Guerra, plenamente.
30 Antonio Flavio Pessoa Guerra, approvado.
31 Octaviano Cordeiro Coutinbo, iiem.
32 Joao Jos Lopes da Albuquorque, idem.
33 Eraamo Vieira de Macedo. dem.
31 Jos Igoaci i de Andrade Lim ., idem.
Historia
35 Manoei Apo'nario de Almeida, approvado.
36 Octaviauo Cordeiro Coutinbo, idem.
Rhetorica
37 Octaviano Cordeiro Coutinho, approvado.
38 Antonio Fiavio Hessoa Guerra, idem.
39 Joaquim Gregorio Pessoa Guerra, idem.
40 Joao Jos L>p-a de Albuquerque, idem.
41 Fabricio da Arroda Wanierley, idem.
42 Hisbello Florentino C. de Mello, idem.
43 Manoei Apolinano de Almeida, idem.
Recite, 22 de Dezembro ae 1886.
Jos de Oliveira Davaleante.
lor dos genero i u merca Curaprimos lio.-s d-ver e estamos tranquillos com
massa ; mas a d. apea de 750/JOu, equivalente ao i a.^ nona conauiencia*.
aluuel de tres bcs l'.rnau ij de Norjnha, 20 de De-
de valor sup pjie ser reputada : zimbro de i
Tpicos do dia
(Do Paiz, da corte, de 13 do Dezembro)
O Ilustre orgo do partido conservador
aesta cidade saudou faontem de vid ament
ao Sr. conselbeiro Joao Alfredo.
S. Exc. completou mais um anno de ex-
istencia, e as homeuagens de seus amigos
sao sinceras e merecidas.
No conselheiro JoSo Alfralo esto ha
muito tempo concentradas as grandes es-
perances daquella partj do part'do em que
apoiau-se o preclaro vinconde do Rio Bran-
co quando abri luta com os velhos pre-
conoeitos, com as tradicoes caducas, o com
os prograinmas de um .onservatismo obso
luto.
Foi o ministro do imperio do gabinete
de 7 de Margo quem mais pertinacia inos-
trou na campanha contra os dissidentes ;
era elle quem mais confortava com o ex-
emplo e repetidas energas aos co-religio-,.
oarios, que queriam devassar novos hor: '^
zontos, nao smente na iauoiDparavelquss-
tao da emancipaco dos escravos, como oa
questao religiosa, e us que se referam
liberdade do ensir.o.
Nao foi debalde que todas as iraa da
dissideucia se voltaram contra elle, e que.
embora alcunhado dfl taciturno e de silen
cioso da Persia, era S. Exc. o mais for-
iniJavei arregimentador da maioria, e o
bra.o direito do visconde do Rio Branco.
Estabeleci la a re:onciliacSo dos conser.
vadores, mo gralo as apparencias de bar
moma e o apregoado esqueciraento do pas-
sado, tolos os chefes e sub-chefes da pha-
lange. que susteutou o 7 de Marjo foram
amnistiados, ex:epto o ex ministro do im-
perio, cordialmeota detestado, e apenan
proclamado amigo em manifestajSas tartu
ficas e para inglez ver...
Dahi essa lenda, que ainda tem curso,
sobre a missao messianica que est reser-
vada ao distincto estadista, apezar dos pro-
testos do concordia e solidariedade que d-
zoji reinar entre ella e os que neste mo-
mento carregnm com a responsabilidade da
poltica conservadora. ,
Nada mais natural do que as saudac3eo
de um orgao do partido onda chefe o
Sr. conselhciro Joao Alfredo p>r occasio
do annivorsario natalicio do eojinentn cida-
dao, mas o editorial do Rio de Janeiv
nao c smente um comprimento ao oo-re-
li.-.nario Ilustro j c mu appello politic
regenerada de S. Exc.,enj cu/o nome esta-
encarnadas as grandes esperanzas naciontes;
urna aniuac&o ao homem de Estado que
s acha na reserva aflin de que venh
oceupar o primeiro posto e salvar o part
do, porque tudo presagia urna derrota ine
vitavel aquelles que se obstinam em urna lu'
va centra o espirito'^do tempo. ..
A poltica que ha de inaugurar o honra
do coustlheiro Joao Alfredo deve ser outr..
V!.


\ vm 1
t


;4
Diario de PernambucoQuinta-leira 23 d Dezcnibrode 1386
muito diversa daquella que presentemen-
te obutribra o paiz, pelo que o orga dou-
trinario do partido conservador pede a 8..
ExoT qu oZAe em torno de si e verifique
que preciso romper com os preconceitos
e rejuvenescer o Estado...
A aspiracSo do digno collega nSo pode
ser mais justa, e faz honra poltica que
elle sustenta essa certeza di que o partido
conservador tem em seu seio quem possa
emprehonder urna serie de reformas que
stisfacam as grandes es per angas nacionaes.
Sem por forma algama conspirar contra
o statu quo, que alias n&o muito lisoogei-
ro. unimos os nossos votos aos que hoatem
foram enderecados ao Altissimo para que
prolongue os dias do eminente estadista e
fomeca-Ihu propicio ensejo para a realisa-
cSo de suas ideas que ]devem ser consecta-
rias d'aquellas ideias que formarara o pro-
gramma do gabinete-Rio Braaco.
A politi ja que oeste momento se est rea-
lizando j provou sobejament que no nos
levar muito louge ; est desfeito o myate-
rio daquelle enigma que o Sr. Bario de
Cotegipe propoz.quando era simples sphyn
ge-
Queremos ver os resultados da politica
que se occulta nes*a lenda que rodeia o
nome do honrado conselheiro Jlo Alfredo.
Creia S. Ere. que nao seremos dos ni
timos em applaudil-o.
Agradecimenlo
Joaquim Alves da Fonseca, particularmente
agradece a todas as pessoas que o distinguem com
a su* amisade, o grande favor que Ihe dispensa -
am acompanhando ao ceaiiteiio publico os restos
mortaes de seu honrado e venerando pai, Antonio
Jos Aives da Fonseca, e bem assim a parte que
tomaram na sua dr, por to infausto acontec -
ment. A todas ellas protesta por este meio a sua
lincera gratido.
Recife, 22 de Dezembro de 1886.
Joaquim Alves da Fonseca.
Os mos humores que afeiam o semblante, as
buinilhantes erupces, as comichees e irritaces,
cutneas, a eczema, a psoriasis, oa humores infan-
til ou de naacenca e toda o classe de molestias cu-
tneas, iacluiodo as escamosas, escabiosas, pustu-
losas, tedas as infeccoas hereditarias do sangue,
pelle ou do couro cabelludo com perda do cabello,
positivamente curam-se rpida e radicalmente com
o Xnrope de Vida de Benter K. *. o
grande purificador do sangue, que limpa inteira-
mente o systeina de impuresas e elementos vene-
nosos e assim remove a causa do mal.
(2)
pedida
Van remedio -nica
RES NON VERBA
Aos que soffrem do peito recommendamos a tri-
tura da seguinte publicaco do Sr. Jos Maria
Lopes, morador na liba dos Marinheiros, em frente
a cidade do Rio Grande :
Ha quatro anuos que fui curado de urna
muito grave enftrmdade, resultante de um res-
friado.
Senta dor agudissima do lado esquerJo do
peito, toase secca e urna fraqueaa excesaira em
todo o corpo.
m oito meses de trata ment com varios me-
dicamentos, nunca consegu obter allivio e cada
vez a molestia augmentava a ponto" de me julga-
rem perdido.
Encontrando-me com meu primo e amigo Sr.
Manoel Joaquim, residente no Povo Nevo, elle
aconselhou-me o uso de Pelloral de Cam-
bara, do Sr. Alvares de S. Soares, de Pelotas,
elogiaodo-me muito este preparado e com effeito,
em deus mezes de seu uso constante, restabeleci-
me de urna molestia qu me levava sepultura !
O que digo verdade, e toda esta ilha o pode
afirmar, pois nella vivo ha mais de trinta annos,
onde tenho chcara e familia.
O leitor poder encentrar outros muitos at-
testados nos fohetoa que acompanham cada fras-
co.
Deposito, nicos agentes e depositarios geraes
rm PernambuceFrancisco Manoel da Silva dt
(,'., a ra Mrquez de Olinda n. 23.
loglez e fraocez
Cursos theoricoB ou praticos, conforme preferi-
r os senhores interessados. Ra da Aurora n.
19,2- andar.
Philadelpho Barroso da Silva, retirando-se para
a comarca de Boa-Vista, como promotor pub lico,
e nao podendo degpedir-se pessoalmentede todos
amigos, o faz pe > presente, offerecenJo all seus
diminutos prettimos.
Os covalescentes e as pessoas entraque-
cidas pelo trabalho ou molestia precisara,
para restaurar a saude e reparar as for
cas, de tnicos reconstituintes de fcil d-
gestJo e assimilacSo, pois o estomago se
acha geralrnente debilitado, e o appetite,
na maior parte dos casos, falta completa-
mente. Para de>pertar e appetite e estimu-
lar o estomago basta tomar noute e pela
roanha, antes da comida, urna dse do fer-
ro Girard.
Este preparado ferruginoso tem a vanta
gem de assimilar-se directa e inmediata
mente; em urna palavra, n2o precisa que
seja previamente digerido para entrar na
circulaco e concorrer para a nutricao.
Ninguem ignora que o peito a parte
mais delicada do nosso organismo, aquella
que mais attencSo deve merecer-nos, por
isso que nelle se desenvolvea rpidamente
enfermidades graves e fataes, taes como
as bronchites, a astbrna, as affeccoes pul-
monares e outras. Totas estas molestias de-
vem ser tratadas desde o seu principio
com um medicamento seguro e enrgico,
como o Xarope de hypophosphito de cal
de Grimault e Ca, que exerce urna iofluen
cia benfica sobra essas enfermidales, e
superior a tolas as medicacSes que se co-
nhecem. Elle hoje adoptado pelos med
eos de todos os paizes no tratamento da
tsica, e slo numerosas as suas victimas.
A medicina por -icellnela dj s-
calo
MS
Nao ba nenhum remedio qu tenba recebido
mais elogios de todas as partes, como seja a salsa-
parrilha de Bristol. Ella tem sido approvada pelo
capaco de trinta i cinco annos, pjr mais de mil pe-
ridicos principaea; e pelos doutores, chimicos e
escriptores mdicos de todos os paizes.
Fas quince annos que toda a Facnldade Medica
de Bfalo, deu um testemunbo unnime de suas
ineatimaveis virtudes curativas experimentadas
durante a longa pratica da sua profistau. Quareo-
ta mdicos distinctos, domiciliados em differentea
povoaces do Estado de Ntw-York, sustentaram-
ifos com um outro testemunbo nao menos empba-
tico e summamente lisongeiro, e desde entao cinco
oitavas partas da mais oscolhida da prosso, teem
attestado seos mritos debaixo da respoasabilidade
de suas assignaturas, suas curas de escrfulas,
cancros, tumores e toda a casta de molestias erup-
tiveis e ulcerosas, nunca aero eaquecidas em
quanto a liagua inglesa for lida e fallada. Em
im palavra ellas teem sido escripias em to los os
idiomas modernos, e causado a admiraco de todo
o mundo civilisado.
Acha-se venda em todas as boticas e lojas dt
perfumaras
Agentes em Pernambuco, Henry Foster & C .
ra do Commercio n. 9.
C'oHegio de Xossa cuhora das
Graeas
Tendovoltado de Sergipe ne dia 2 do corrente,
tenho a honra de partieipai aos Illms. pas de fa
milia que reassumi a directora do Collegio de Nos-
sa Senhora das Grabas, sito em Ponte d'Ucha n.
10, cujas aulas abrir-se-ho no dia 7 de Janeiro
vindouro, as quaes constara de portugus, fran-
cez, inglez allemao, historia e geographia, piano,
dansa, bordados, desenlio, etc.
. Anna Carroll.
COLLEGIO
de S. Luis Gonzaga
Com este ltalo fundei no dia 15 de Novembro,
na ra do Hospicio d. 55 um estabelecimento des-
tinado instruccao primaria e secundaria de me-
ninos.
Abalancar-se a empresas dessa ordem em poca,
como a que atravesaamos, incontestavelmente
grande ousadia e temeridade. Antevi perfeita-
mtnte as difficuldades com que bavia de lutar, os
mil obstculos que ac me antolhariam no caminho,
mas, apezar de prever tudo isso, nao me toi possi-
vel resistir ao desejo de contribuir com o meu pe-
queo contingente para a grande obra do levauta-
mento da instiucc&o.
Ensinam-se no collegio as seguintcs materias :
leitura, calligraphia, portuguez, fraacez, inglez,
italiano, latim, geographia, historia, ariihmetica,
geometra, algebra, philosophia, rbetorica, msica
vocal, piauo, fiuta, rabeoa gymnastica, deeenho
e conversaco das lioguas: franceza, ingleza e
taliana.
A casa em que se acha o collegio nao pode ser
mais adaptada para esse fim : satisfaz cabalmente
a t idas as exigencias de estabelecimentos dessa
ordem.
Como resido com minba familia estou em con -
dionea de receber meninos de mais tenra idade, aos
quaes nao faltarlo de certo cuidados o solicitudes.
Confiado na boa vontade dos Sr". pais de fa-
milia para elles appello esperando que me eoadju-
varo na ardua e difficii tarefa da educacao de
seus filbj:.
Reabrir-se-hio as aulas a 7 de Janeiro vindouro
Recife, 19 de Dezembro de 188G.
Padre Manoel Lobato Carneiro da Canha.
N. 1. E' maravilhoaa a rapidez com que
os tsicos, os anmicos, os escrofulosos, os de-
bis e os que padecem do peito e da gar-
ganta restabelecem-se depois de terem to-
mado a Emulsao de Scott.
COMMERCIO
Bolsa eommerclal de Pernam-
buco
RECIFE, 22 DE DEZEMBRO \>E 18St>.
As tres horas da tarde
Cotadet ufunact
Cambio sobre Londres. 90 djv. 22 i|4 d. por 1J
do banco.
O presidente,
i:\lcrnatn Lalz
Ra do Imperador n. 55, 2." andar.
Com o nome cima abrir-se-ha no dia 15 de Ja-
neiro do anno prximo futuro de 1887, um estabele-
cimento de educacSo, onde ensioar-ee-hao todas
as material do curso de preparatorios, ba vendo
tambera um curso nocturno das mesinas materias,
e um outro commercial, no qaal ensinar se-ha t-
mente francs e inglez, theorica o praticamente,
senda este das 9 s 10 1/2 da noite.
Eitatutot
Art l.s Os paes, tutores ou correspondentes,
deverao acoinpanhar o estudante no dia da matri-
cula, para nao s matriculal-o, como tambem para
tomar conhecitnento do rgimen disciplinar do es-
tabelecimento.
i o Aquelles que no tiverem quem os apr-
sente, tambem serao aceitos matricula.
Art. O pagamento da matricula ser teito
meo 0hI e adiautadamente a comefar da occasio
da m atricula.
% 1. Por cada matricula pagara o estudante
54UU, baveudo urna differenca de conformidaoe
Pedro Jos Pinto.
O secretario,
Candido C. G. Alcoforada.
.HCNDIMtNTS PBLICOS
Mes de Dezembro de 1086
ALFANDEGA
SID dr-.UL.
Del a 21
deB U.-22
USD PaOTiBCIiL
Oe 1 a 21
cea de 22
608;545il4
48:46*433
106:9521506
7:919105
657:041/447
114.871/611
Tct*l
aLacasaDORi* < 1 a 21
oem ds 22
0o8CI-lD0 PBOVTNCUL Da 1 a 21
dem de 22
t64:960>552
39:263 504
124/830
no dia 21 do corrente e consignado a Car-
los A. de Araujo, raanitestou :
AlgodSo 20j, saceos ordem.
Couro salgados seceos 41 a Jlo Paes
de Ol ve ira
Sal 150 algueires ordena.
DfcSPAGHOTDE EXPOttilaO
Em 21 de Dezembro de 1886
Para o exterior
Na barca norueguense Erato, carregaram :
Para Liverpool, S. Brothers & C. ,242 aaccas
com 18,715 kilos de algodao.
Na barca noruc'uepse Kronot, caregaram :
Para Liverpool, N. Cahu & C. 200 saccas com
18,025 kilos de algodao ; M. J. da Rocha 360
saceos com 2 ,000 kilos de assucar mascavado.
No lugar norueguense Ckriitine, carregou :
Para New-York, M. J da Rocha 1,000 saceos
com 75,000 kilos de atsucar mascavado ; Julia &
Irmao 699 saceos com 52,425 kilos de assucar
mascavado.
' No lugar inglez Carpiian, carregaram :
Para New York, J. 8. Liyo ft Filho 837 ss
com 62,675 kilos de assucar mascavado.
com o numero de materias que estudar no estabe-
lecimento.
Art- 3 o Cada aula constar de 1 1/2 hora, sen-
do urna para tomar a lico do dia antecedente e
meia para explicar a do dia seguinte.
Art. 4 Ne haver aulas s quintas-feiras
porm todos os alumnos devem comparecer no es-
tabelecimento n'estes dias hora de suas respec-
tivas aulas, para urna aabbatina, segundo a qual
os directores daro attestados na poca dos exa
mes.
No estabelecimento encontraro os Srs. pais,
correspondentes ou tutores e os Srs. estodantes os
estatutos como accrescentamento *de tudo mais
que aqoi se omitte e que os scientificarao do que
houver de mais particular, e bem assim da con-
veniencia do methodo n'este estabelecimento em-
preg'ido-
Os directores,
Luiz J. de F. e O. Sobrinho.
Augusto J. C. Braga.
Olinda
Diversas pessoas que nao podem ser in-
diferentes s grandezas q te ainda restam,
embora em estado de ruinas, nesta cidade,
reuniram-se na casa da residencia do Exm.
e Rvm. Sr. conego Cr. Lui* Francisco
le Araujo, para o fim de combinarem noa
rneios de reparar o magestOEO templo de
N. S. do Carmo hoje tao arruinado.
Esiudados os reparos e-senciaes pelo in-
telligente e pratico engenheiro arebitecto,
Dr. A. Pereira Sim3es; que do boa von-
tade a ioto se prestou, e est prompto a
dirigir a parto technica do trabalho, foram
eleitas duas coramissoes : urna geral, coa-
posta do Dr. H. S. Tavares de Vascon-
cellos, presidente, tenente Manoel J. de
Castro Villela, secretario, padre Julio Ma-
ria do Reg Barros, tbesoureiro ; e outra
de esmolas, composta do desembargador
JoSo Francisco da Silva Braga, presiden-
te, Antonio Estevao de Oliveira, secreta-
rio, eonego Manoel Jo3o Gomes, e conego
Dr. Joaquim Graciano de Araujo.
As commissoVs trabalham com esforco
para obter os recursos neceosarios effc(-
tividade do intento, que emprehenderam e
de esperar que encontrem apnio e ai.i-
magao da parte de todos aquelles, aos
quaes recori erem para fi m to piedoso.
Nesso sentido vao dirigir circulares.
Curso lira o \ tno
O Dr. Manoel Portella Jnior lecciona durante
as ferias direito natural c direito romaao aos
estudaotes que desejarem fazer acto em Marco.
Pode ser procurado em seu escriptorio ru* do
Imperador n 65, Io andar, das 10 horas s 2 da
tarda.
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modernos.
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Engenhos de assucar completos
Estabelecimento filial na Havana sob s
mesma firma de C. Heckmann
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Dr. Coelo Leiie
Medico, panelro e operador
Redencia ra Bardo da Victoria n. 15,1- andar
Consultorio ra Duque de Caxias n. 69.
D consultas das 11 horas da manna s 2 ds
tarde.
Attende para es chamados a qualqner hor
telephone n. 449.
sacejs
39:3883J4
45:228*320
1:921464
HIT DBAYKAOB-
Wem de 22
Oa l a 21
'47:1494793
9:1094287
*
9:109*287
DESPACHOS DE IMPORTAgO
Hiate nacional Iris, entrado de Maco
Para o Interior
No patacho norueguense Frithyof, carre-
gou :
Para Uruguayan, S. G. Brito 532 barricas com
55,230 kilos de assucar branco e 200 ditas com
22,585'ditos ie dito mascavado.
o vapor iogles Author, carregaram :
Para Santos, S. Guimaraes C. 350 saceos com
21,000 kilos de assucar branco e 350 ditos com
21.000 ditos de dito maecevado; P. Carneiro tb C.
60"J saccas com 40,015 kilos de algodao ; F. A. de
Asevedo 5(0 saceos Rom 30,000 kilos de assucar
branco e 1,050 ditos com 63,000 ditos de dito
mascavado.
Para o Rio de Janeiro, H. Burle'C. 1,000
saceos cord^60,000 kilos de assucar branca ; J. de
S Le i ti i 280 saccas com 30,656 kilos de algodao.
No vapor nacional Espirito Santo, carre-
gou :
Para o Rio de Janeiro, J. Vieira CampJs 207
fardos folbas de jaborandy.
No vapor nacional Aymttri, carregaram :
Para o Rio Grande do Sul, P. Carneiro de C.
2i'0 barricas com 20,810 kilos de assucar branco >'
50 ditMs com 5yl0 ditos de dito mascavado.
Para Pelotas, P. Carneiro & C. 180 barricas
com 14.860 kilos de assucar branco c20 ditas cero
2,137 ditos de dito mascavnao.
Para Porto-Aleere, P. Carneiro C. 2,975 vo-
lumes com 235,570 kilos de assucar branco e 1,700
ditos com 137,650 ditos de dito mascavado.
No lugar nacional Sarah, carregaram :
Para o Para, Amorim 1 raos & C 600 barricas
com 41,263 1/2 kilos de asquear branco ; B. Oli-
veira *. U- 35 i barrica com S4.9 0 kilos de asan -
car branco; M. J. Alves 2J pipas com 9,380 litros
ce agurdente.
No hiato nacional Deus te Salve, carrega-
ram :
Para Aracaty, P. Caraeiro & C. 150 barrica*
com 15,754 kilos de assucar branco ; P. Alves &
C. 250 barricas cosa 13,250 kilos de assucar
branco.
MOVIMENTO DO PORTO
iva oto entrado no dia 22
Port Natal29 dias, patacho sueco Natal, de 334
toneladas, cap tao P A. Hillstedi, equipsgem
8, em lastra; ordem.
Havre por escala-20 das, vapor francs Ville
de Fernambuco. de 1595 toneladas, eommandao-
te Chaueerel, eqnipagem 33, carga varios gene-
ros ; a Augusto F. de Oliveira & C.
Fernando de Noronha48 horas, vapor nacienal
Pirapama, de 360 tonelada?, coinmaodante F.
A. da Costa, equipagem 30, em lastro ; Com-
panhia Pernambucana. .
Navios sakidos no mesmo dia
Porto e LisboaLugar portuguez Mario, eapitao
Manoel dos Santos Garca, carga varios gene-
res.
New YorkPaVicho Dinamarqus Mette Johamie,
capito M. G. Christiansen, carga assucar.
Rio-Grande do NorteLugar inglez Gordon, ca
pita J. Metchell, em lastro.
VAPORES ESPERADOS
Licor depurativo vegetal ioda 'o
DO
Medico Quintella
Este notabilsimo depurante que vem precedi-
do de to grande fama infallivel na cura de todas
as doencas syphiliticas, escrofulosas, rhumatica-
e de pelle, come tumores, ulceras, dores rheumati
cas, osteocopas e nevralgieas, blennorrhagias agu-
das e ebronicas, cancros syphiuticos, inflamma-
coes visceraes, d'olhos, ouvidos, garganta, intes
tinos, etc., em todas as molestias de pelle,simples
ou diathericos, assim como na alopecia ou qn-da
do cabello, e as doencas determinadas per satu-
raban mercurial. Do-se gratis folhetos onde se
encentrara numerosas ezp ariencias feitas com este
especifico nos hospitaes pblicos e muitos attesta-
dos de mdicos e documentos particulares. Fas-se
descont para revenUer.
Deposito em casa de Faria Sobrinho & C.
Ra do Mrquez de Olinda n. 41.
Dr. Paula Lopes H
De volta de sua viagem Europa, re-|(
abri seu consultorio ra do Mrquez de
Olinda n. 1..
Especialidades ; Molestias de creancag e
nervosas.
Tratamentos pela elactricidade (Electro
therapia.)
t Consultas : Dn 1 hora s 4 da tarde.
( Residencia Ra da Soledade n. 56.
f Telepkioneis n. 95 e I5*
Clnica medico cirurglca
DO
Dr, Alfredo Gaspar
EspecialidadePartos, molestias de senhotas e
crian cas.
Residencia Ra da Impcratriz n. 4, segunde
andar.
*:
*
MEDICO HOMEOPATHA
Dr. Balthazar da Silveira
Especialidadesfebres, molestias das
crianzas, dos orgaos respiratorio g
senhoras.
Prestase a qualquer chamado para
or da capital.
AVISO
Todos ^s chamados devem ser dingia
dos pharmacia do Dr. Sabino, ra do
Barao da Victoria n. 43, onde se indicar j
sua residencia.

{}
II
{}
I i sua residencia. i'
Consultorio medico-
cirurgico
O Dr. Castro Jess, contando mais d12 annot
de escrupulosa observacao, reabre consaltorio nes-
ta cidade, ra do Bom Jess (antiga da Crut
n. 23, l.o andar.
lloras de consultas
De dia : das 11 s 2 da tarde. -
De noite : das 7 s 8
as dentis horas da noite ser encontrado nc
eitio travessa dos Remedios n. 7, primeiro por-
tad esquerda, alm do porco do Dr. Cosme.
Dr. Barreto Sampaio, medico ocu-
litta, ex-chefe de clnica do Dr. de
Wecker, d consultas de meio dia s
3 horas da tarde, no 1. andar da casa
n. 51 ra do Baro da Victoria, ex-
cepto nos domingos e dias santificados.
Residencia ra Setc de Setembro n.
34. Entrada pela ra da Saudade n. 25.
5* Seccao.Secretaria da Presidencia de Per-
nambuco, em 17 de Dezembro de 1886. -
Por esta Secretaria se fas publico, para conhe-
ciments dos interessados, que o .Exm. 8r. presi-
donte la provincia nesta data ex pedio ordem ao
inspector da Thesonraria de Fazenda, afim de
mandar entregar aos voluntarios da patria e ex-
pracas do exercito abaixo mencionados, e aos que
apresentarem-se devidamente documentados, os
prasos de trras a que tiverem direito, nos termos
da decreto n. 3371 de 7 de Janeiro de 1865 e do
2o art. 2 da lei n 2991 de 21 de Setembro de
1880, devendo taes prasos ser medidos as trras
de Pao Brasil e nao as de Barreiros e Riacho
do Matto, que fiema reservadas para serem vea-
didas a agricultores, conforme decidi o Exm.
Sr. ministro da agricultura, commercio e obras
publicas, em aviso de 1 de Setembro ultimo, sob
n. 6. (ssignado). Pedro Francisco Correia de
Olivsira.
Relacao a que se refere o edital supra
Carlos Rodrigues Calbeiros, Francisco Jos de
Oiiveira, Feliciano Pereira de Lyra, Francisco
Jos des Passos, Creaeencio Conrado Brando,
Auanias Misael Lobo, Manoel Felippe da Silva,
Antonio Jos do Valle, Manoel Simo da Cruz-
Francisco Pereira Barbosa, Manoel Jos ao as-
cimento, Jos Manoel da Silva, Laurentino Aoto,
nio de Paula Madureira, Jos Paulo Teixeira,
Tbeotonio Lima da Silva, Agostinho Francisco
Pereira de Souzi, Silveno Jos das Cbagas, Joa-
quim Soares da Silva, Raymundo Manoel .i Nas-
cimento, Man.el Fraucisco da Cruz, Manoel Ro-
drigues da Paixo, Juvencio Rodrigues da Silva,
Bellarmino da Costa Ramos, Antonio Gomes Fer-
reira Franca, Jacintho Leite Vills-Boas, Anto-
nio Paes Barretto de Barres, Joao Martias Fer-
nandez, Amaro Jos Pirmiuo, Antonio LeiteThe
norio, Joao Fernandas Teixeira, Jovino Camello
I Pessoa, Joao Mara da Cruz, Antonio Luiz Nu-
nes, Francisco Cel-stnio Barbosa, Francisco Jos
da Silva, Camillo Francisco Gomes, Manoel Ray-
mundo dos Passos, Antonio de Souza Leite, Ma-
noel dos Anjos Mendes, Joaquim Antonio dos
Santos, Cosme Einygdio d>s Santos, Pedra Ale-
xandriuo da Silva, Antonio Soares Mascarenhas,
Vicente Marinho de Souza, Francisco Jos de
Oliveira Borges, Luiz de Jess Maria, Francisco
Pedro Cordeiro, Auiano Jos da Costa Prata,
Alexandrino Antonio de Oliveira, Manoel Pedro
Francisco de Paula, Manoel Gcraldo do Nasci -
ment, Angelo Baptista, Angelo Coriolano da
Motta, Floriano Francisco dos Santos, Joo M-
uoel de Souza, Jos Francisea Fernandes Be-
zerra, Vicente Ferreira Soares, Jos Ignacio de
Lima, Eugenio Jos Martina, Jos Joaquim de
Lima, Autonio Raymundo Rodrigue da Silva,
Manoel Ignacio de Moura, M.;noel de Souza Gui-
do, Christovao Coelbo de Athayde, Luiz Jos Mo-
reira, W'eic-sl- da Silva Ribeiro Campos e
Faustino Ferreira da Silva.
O Dr. I%o>naz Garcez Prannos Montene-
gro, cominendador da imperial ordem da
Rosa, juiz de direito especial do commer-
cio desta cidade do Recife e seu termo,
captol da provincia de Pernambuco, por
S. M. o Imperador a quem Deus guar-
de, etc.
Faz saber aos que o presente edital virem e
del le noticia tiverem que se acba drsigiado o dia
23 do corrente, s 11 horas d* manlia, na sala das
audiencias, para ter lugar a reunio dos credores
da mas8a fallida de Joo Francisco Paredes Por-
to, afim de tratar-se da verificacao dos crditos
deliberar se sobre preposta de concordata (se for
apiescntaita) ou tormar-se contracto de uuio, no-
mean Jo-so udministradores na forma da lei; fi-
nando certos os credores de que s ser admiltido
como proeurador, aquelle que exhibir procuraco
especial, para o acto, nao podeado ser esta con-
ferida a devedor do fallido: e anda de que, pre-
valecer a resolucao da maioria, que dever re-
presentar dons tercos do valor dos crditos, su-
jeitos aos effcitos da concordata, p.ra assim ser
valida.
E para .que chegue ao eonhecimento de todos
mandou passar o presente edital, que ser publi-
cado pela imprensa e outro'de igual theor atfixado
no lugar do costume de que se ji litar certide
aos autos,
Dudo e passado nesta cidade do Recife capital
da provincia de Pernambuco, aos 16 de Dezembro
do anno do nascimeoto de Nosso Senbor Jess
Christo de 1886.
Eu, Jos Frankn de Alencar Lima, cscrivao, o
subscrevi.
Thomaz Garcez Prannos Montenegro.
Oculista
Dr. Mattos Barreto. ex-chefe da elini-
ca de olho do IV. Moura Brasil e da
policlnica geral do Rio de Janeiro e me-
dico aggregado do opital Podro (1
desta cidade.
Consultorio, roa do Impera Jor n. 65, 1-
andar, das 12 a 3 horas da tarde.
Residencia, Caminho Novo n. 159.
As operac/es sao feitas sem dor,
meio da cocana.
Consultas e operaces, gratis aos
ores
por
po-
Dr. Joao Paulo
MEDICO
Especialista em psrtos, molestias de senhoras e
de enancas, com pratica as principaes materni-
dades e hospitaes de Paris e de Vieana d'Austria,
faz todas as operaces obsttricas e cirurgicas
coneernentes as suas especialidades.
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Victoria (antiga ra Nova) n. 18, 1- andar.
Consultas das 12 s 3 horas ds tarde.
Telephone n. 467.
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O co selheiro Dr. Manoel do
iNascimeuto Machado Portella
i contina no exercicio de sua
| /profisso de advogado podendo
' 'ser encontrado ero sea escripto-
i (rio a ra de Imperador n. 65,
( ) 1. andar, das 12 s 3 da tarde.
1. espira Lei
,H lilil O
Tem o seu escriptorio a ra Duqne de Ca-
as n. 74, das 12 s 2 horas da tarde, e desta
hora em diante em aua residencia ra da San-
ta Cruz n. 10. Especialidades, molestias de se-
nhoras e enancas, telephone n. 326.
a*
Arsenal d Guerra
De ordem do Illm. Sr. major director, distribue-
se costuras nos dias 21, 22 e 23 do corrente mez
s costureirab de ns. 301 350, de conformidad*
com os annuncios anteriores.
Seccao de costuras do Arsenal de Guerra de
Pernambuco, 20 de Dezembro de 1886.
Flix Antonio de Alcntara,
Alferes adjunto.
De oonformidade com o art. 17 dos estatutos,
serao vendidas 20, accoes desta compauhia ns.
311/20, 426/35. Os pretendentes sao covidados a
aprestntar as suas propostas cm cartas fechadas,
por intermedio do eorretor geral, at o dia 24 do
corrente, ao meio dia, jio escriptorio desta cotn-
panhia.
Companhia Amphitrite, 17 de Dezembro de
1886 Os directores,
Antonio Marques de Amorim.'
Manoel Jos da Silva Guimaraes.
t Joaquim Lopes Machado.
Nauta Casa de niscricordia do
Recite
Por esta secretaria sao chamados os parentes
ou protectores das menores abaixo declaradas,
para at o dia 31 do corrente apresental-aa no
collegio das orphas, utim de eerem ahi admittidas,
visto serem as primeiras inscriptas ns respectivo
quadro :
1 Alice, filha de Marianna Pirca ole Souza.
2 Ermelinda, dem de Francisca Mauneia de
Sjua.
3 Mara, idem de Antonia Marcelina de Oli-
veira.
4 Julia, idem de Josephn V. Diniz.
5 Arcelina, idem du Josepha Mara da Concei-
co.
6 Maria, idem de Candida Oiympia de Medei-
ros Araujo.
7 Marciouilla, idem de Maria Sophia do Reg
Barros.
Secretaria da Santa Casa de Misericordia do
Recife, 16 de Dezembro de 1886.
O escrvo,
Pedro Rodrigues de Souza.
Santa Casa de misericordia do
Recite
_ A junta administrativa da santa casa de mise-
ricordia do Recife contina a receber propostus
para o fornecimento de assucar de 1", 2* e 3' sor-
te, e turbinado pulverisado ou nao pulvcrisado,
para os estabelecimentos a seu cargo, no trimestre
de Janeiro Marco "indouro.
As propostas de/erao ser apresentadas at o dia
28 do corrente.
Secretaria da Santa Casa de Misericordia do Re-
cife, 22 de Dezembro de 1886.
O escrivao,
Pedro Rodrigues de Souza.
ia ie
DECLARACOES
De ordem do Illm. Sr. inspector, e de coaformi-
dade com o aviso do Ministerio da Guerra de 22
de Novembro ultimo, fac publico qua no dia 30
do corrente, perante sessao da junta, se rec-
belo propostas em carta fechada e sellada, para a
venda de 12.513 pares de calcado manufacturados
no presidio de Fernaudu de Noronba e existentes
no Arsenal de Guerra, onde poderao ser examina-
dos pelos proponentes, mediaate permissao do
respectivo director.
TbeBouraria de Fazenda de Pernambuco, 22 de
Dezembro de 1886.O secretario.
Luiz E. Pir.heiro da Cmara
Eslrada de ferro do Recife a (Ja-
xang
FESTA DO NATAL
Alem dos trena da tabella, na noite de 24 e ma-
drugada de 25 do corrente havero mais os seguin-
tes extraordinarios tocando em todos os pontos :
Noite de 2 1
IDA
Linha principal at Doos Irmos11.0
Ramal da Varzea11.35.
Lioba Arraial at Do-is Irruios12.0.
VOLTA
Linba principal do Dous Irmaos11.0.
Ramal da Varzea10.45.
Linba Arraial do Monteiro11.0.
Madrugada de Z5
IDA
Linba principal at Dous Irmaos2.0. 3.20.
Ramal da Varsea1.252.20.
Linha Arraial at Monteiro2.44.
VOLTA
Linha principal at Dous Irmaos1.553.15.
Ramal da Varzea1.103.0
Linha Arraial do Dous Irmaos1.20.
Os bilhetes de ida e volta vendidos no dia 24
serviro para voltar cm qualquer trun no dia 25.
Os bilbetesde assignatura nao tero valor oes-
tes trens extraordinarios.
Escriptorio da Companhia, 21 de Dezembro de
1886.
//. W. Stonehewcr Bird,
Gerente.
AymoT' do sul hoje
h*pirito Santo do norte hoje
Editor de Liverpool amanha
eva da Ensopa aman ha
VtUe de Cemr do sul amanha
Cear do sul a 26
Ctarense de New-York a 28
Stefanie, de Trieste a 25
Janeiro de 1887
Finance d*sul a 3
Allianca de New Port-New a 7
Dr. Ferrara da Silva, consultas
das 9 ao meio dia. Residencia e
consultorio, n. 20 ra Larga do
Rosario.
Dr. Fernandes Barros
Medico
Consultorio ra do Bom Jess n. 30.
Consultas de meio dia i 3 horas.
Residencia rna da Aurora n. 127.
Telephone n. 450
EDITAES
B De ordem do Illm. Sr. Dr. inspector, faco
publico qu" no dia 23 do corrente mee ir praca
perante a junta deste taeaouro o fornecimento.da
alio, ents cao e dietas aos presos pebres da casa de
deteocao, relativo ao trimestre prximo futuro de
Janeiro a Marco, serviudo da base a diaria de
420 rs.
Secretaria do Thesouro Provincial de Pernam-
uco, em 18 de Dezembro de 1886.
Serviado re ecretario,
Lindolpho Campello.
Thesonraria de Fa-
zenda
Substitnicao de notas
De ordem do Illm. Sr. inspector e de conformi-
dade com os telegrammas de S. Exc. o Sr. Minis-
tro da Fazenda e inspector d i Caixa de Amorti-
sacn, se faz publico que se acha prerogado at o
dia 31 de Marco vindouro, o praso marcado para
a substitnicao, sem descont, das notas do The-
souro, dos valores de 24000 da 5' estampa, .104
da 6*. e 54000 da 7* estampa ; pelo que se deca
ra que esse servlco continuar a ser feto diaria-
mente das 9 1/2 s 12 horas da manh, recolhen-
do-se nar tercas e sxtas- feiras as notas dilace-
radas, sem prejuizo do troco de notas em substi-
tuir, ao.
Thesonraria de Fazenda de Pernambuco, 21 de
Dezembro de 1886.STvindo de secretario,
J. H. Oliveira Amarr.l.
Companhia de edifi-
cafao
ASSEMBLE'A GERAL EXTRA-
ORDINARIA
Na forma do art. 25 do estatutos, sao convida-
dos oa Srs. accionistas, para no dia 28 do corrente
ao meio dia,se reunirem na sede da Companhia, no
largo Pedro II n. 77, 1. andar, afim de em assem-
bla geral, se proceder eleicao, do director geren-
te, visto haver pedido a sua d missao desse cargo
o accionista que o exercia.
Recife, 13 de Dezembro de 1886.
Gustavo Antunes,
Gerente interino.
Gremio dos professores primarios
Elelrao
Nao se teudo reunido numero suficiente para
proceder-se a eleico do novo conseibo que de ve
dirigir esta socied.ide no prximo futuro anno, sao
de novo convocados todos os socios a ae reunirem
quinta fera 23 do corrente, na ede social, s 11
horas da manh.
Secretaria do Gremio dos Professores Primarios
de Pernambuco, 20 de Dezembro de 1886.
O 1* secretario,
Antonio Candido Ribeiro.
D2 1TATAL
Horario
Durante a noite de 24, de hora em hora, depois
dos ltimos trens ordinarios de 9 Vj, percorrero a
linha trens extraordinarios, que pararan as esta-
cos da tabella, at os de 5 ','? da madrugada,
quando ser continuado o horario ordinario; sendo
que tambem um trem extraordinario de carga ser
feito s 2 '/j do mesmo da 24, tanto para Olinda
como para Beberibe e estacoes intermedias.
N. B.Os Srs. assignantes, como de costume,
nao tero direito a passagens, por conta das as-
signaturas, em taes trens extraordinarios.
Esrriptono da companhia, 22 de Dezembrs de
1886.O gerente,
A. Pereira SimZes.
Lotera da Colonia Isabel
A 8* serie da 24* parte das loteras em favor
dos ingenuos da Colonia Isabel, acha-se exposta i
venda.
Thesonraria das loteras para o fundo da eman-
cipacao e ingenuos da Colonia Isabel, 23 de De-
zembro de 1886.
O tbesoureiro,
Francisco Goncalvet Torres.
Estrada de ferro do
Recite a Caruar
De ordem do Illm. Sr. Director, faco publico
que na noite de 24 do corrente haver um trem
especial de passageiros, obeervando-se o seguinte
horario.
DIA 24 DIA 25 (manha
Partida chegada Partida chegada
(manh)
Jaboato 11 b. 2 h. e 35-
Tigipi 11 e 15"> i 2h.e35-
Recife llh.e35 2 h.
Os precos serao dos trens de suburbios.
Recife, 22 de Detembro de 1886.
O secretario,
Manoel Juvencio de Saboya.
Imperial sociedade
DOS
Artistas Mchameos e
Liberaes
Em virtude da deliboraco da directora, e em
nome desta imperial aociedade, venho cumprir o
grato dever de agradece! SS. Exeas, o Sr. His-
po Diocesano, os Srs. presidsnte da provincia,
commandanto das armas, os Srs, teoente-coronel
commandante do corpo de policia, Dr. Alfredo
Lisboa, e demais pessoas que concorreram para a
so emnidade do 45 anniversaiio desta associaco,
e exposicao artisticaindustrial, assim como aos
artistas e indu&triaes e amadores quo concorreram
com os seus productos para a mencionada expo-
sicao. Outrosim, a sociedade agradece todas as
pessoas que se dignaram de comparecer ao acto,
assim como a confianca e animaco que o publico
em geral manifest!! cm prol do engrandecimento
la instituico e das artes.
Secretaria da Imperial Sociedade dos Artistas
Mechanicos e Liberaes do Fernambuco, em 22 de
Dezembro de 1*86. -O 1- secretario,
Jos Castor de Albuquerqu".
De ordem do Sr. presidente ficam encerrados
todos os trabalhos desta sociedade at o dia 15 de
Janeiro de ] 8S7 ; em cumprimento. do art. 73 dos
nossos estatutos.
Secretaria do Gremio Recreativo Familiar, 21
de Dezembro de 1886.
0 1" secretario,
A Alfredo de Caroalho.
Lotera de 4000 contos
A grande lotera de 4000 contos, em 3 sorteios,
fica transferida para o dia 14 de Maio vindouro,
impreterivelmente, nos termos do despacho do
Exm. Sr. presidente, de hoje.
Thesonraria das Loteras para o fondo de
emancipado e ingenuos da Colonia Isabel, 14 de
Deiembrode 1886.
O tbesoureiro,
Francisco Goncalves Tetres.
4

-\



T i
Diario de PernambucoQuinta--fcira 33 de Dezembro de 1886

i
Circular n. 28
Vbetoararla de Pazendad<- Pernam
bur. *1 de-Desembro de !**
O captador, servindo de inspector, consideran-
do que 8- Exe. o 8r. presidente da provincia devc
aer invariavelmente informado, conforme exige
in sej officio de 18 aocorrate roez, di numero
dos antigos escravos que houverem attiogido
idade de 60 e 65 annos, em cada um dos munki-
pios da provincia, desde a data da le a. 3,270 de
28 de Setcnibro de 1885, e por isso libertos as
cjudicoes do 6o do art. 10 e 2 do art. 11 do
regulameuto n. 9517 de 14 de Novembro do dito
no ; ordeoa aos senhores collectores das rendas
geraes que, no mais curto praso, remettam por
intermedio desta th.'souraria, relacos numricas
de taes escravos, com declaracao da idade c sexo
de cada um, assim como dos que forem attingindo
* idade de 60 aunoj ; com descriminaco dos p
-nodos cima indicados.
Cumpram :
Manoel Antonio Cardoco.
Obras do Porto e Geraes
De ordem do lllm. Sr. engenheiro director da
Keparlico das Obras da Couserjacao dos Portos
Obras Geraes de Pernambuco, de conformidade
-cotn a autonsaco de S. Exc. o Sr. Dr. presidenta
da provincia, de 11 do correte mez, e na forma
do art. Io do Dec. n. 2,926, de 14 de Maio de 1862
e 18 do Dec. n. 2.922, de 10 da mesma data, do
regulamento do Ministerio da Agricultura, Com-
-mercio e Obras Publicas, fazemos sciente quem
nteressar possa, que no dia 27 do correte, ao
aieio dia, na mesrra rep^rticao. recebem-se pro-
poatns para o fornecimento durante o semestre de
Janeiro Junho do anno prximo futuro, dos se-
guintes objectos e materiaes necessarios s obras
do porto, obras geraes e obras da ponte Buarque
de Macedo :
Art. 1. Os proponentes devero apresenfar as
-anas prupostMS em carta fechada e competente-
mente selladas, at a hura cima mencionada, sen-
do que depois nao serio mais aceitas.
.Art. 2.a Os propcuentes devero apresentar
loiostras ds objectos prjpostos.
Art. 3.* As prspoatas devento ser feitas segn -
da o systemas de pesos e medidas, descriminando
* qunl idade e quantidade, conforme a relacoab:t-
o especificada.
Art 4 Os fornecedores se obrigaro a fazer o
fornecimento a tempo ea hora, em que loes for pe-
dido, soo pena de pagare o 10 / de multa sob o
valor do fornecimento, e de 20 % ss cffectivamen-
e o io fizerem.
Art 5. Os fornecedores sern obrigados a en-
tregar os objectos pedidos nos lugares que orein
designados, mediante recibo, que ser paasado pe-
ios ein pregados cjmpetentes, na primeira vid do
p-f'ido, a qual acompaubar a cona, que dever
ser tirada mensalmente e entregue na repart^ao
at o dia 15 do mes seguate ao do fornecimento
Art. 6 O carvo para as dragas e vapores ser
fiwiiecido a berdo, da qu .ntidade de 10 a 20 tone-
ladas, em embarcaco d'essa arqueaco, competen-
temente verificadas.
elaro do* objecto*
Acido muriatic, litro.
Ac bal id i. kilo.
Dito dito em verguinha, idem.
Dito fundido, idem.
Ditcr dita em verguinha, idem.
Dito chati e oitavado, idem.
Dito bexiga, idem.
. Agna-rar, litro.
Aleutro, ideal.
Alcaotolia de folha de 1/2 a 5 litros, urna.
rame de cobre, kilo.
I lito de lati, dem.
Dito de ferro, idem.
Apito mecnico, um.
Azul ultramar, kilo.
Arrebein, kilo.
Azeite doce, litro.
Azeite de carrapato, idem.
Azeite de peixe, idem.
Aldrabaa, urna.
lrruelaa de borracha para tubo, kilo.
Aguilillo de ferro, um.
Aneosate de ferro, um.
. Area de fingir, metro cubico.
. Alieate, um.
Alai-anca d>- ferro, diversos tamanhos, idem.
Agulha de coser, grande, orna.
Bandeirolas de madeira, dem.
Barril, um.
Barns pequeos, um.
Baldes de ferro, um.
Baca de louca, um.
Brooze de ferro, uti.
Baldes ferrados, idem.
B.irris de gal, idem.
Bandeira nacional de 2 pannos, urna.
Balaoca decimal, urna.
Borracha vulcaniaada em leneol, kilo.
Bigornia, idem.
Breu, dem.
Knm. metro.
Brocha u 8, urna.
Brooha pequea, urna.
Oraveiro de ferro, kilo.
Chapa de ferro, idem.
Cadernal ferrado, pp.
-Canoa, urna.
Oaldeira de ferro para draga, urna.
Ciseador de ferr, um.
Chave ingleza, urna.
Caideiroes para verniz e aloatrao, um.
Cavhbas, urna.
Corret de borracha, metro.
Cabo de liiiho, kilo.
Dito de uanilha, idem.
Cadernaes bronzeados, pp.
Caderneiro de ferro, um.
Cadeado de ferro, um.
Ditos de metaes, um.
Caivete, um.
-Cotia da Babia, kilo.
-Cadiohos, numero.
Caetas, dusia
Campa pequea, urna.
Calque em panno, em metros.
Dito em papel, metro.
Colheres de trado 0m,0135 a 0m,125 de grossura
a m,0337, dusia.
Dita de rosca On.0135 a 0m,0125 de grossura
0,25. idem.
Chumbiem barra; kilho.
Dito em leneol, idem. -*'iCS73
Caldeira sortida de derreter breu, idem.
Carvo Cardiff, idem.
Carvo para terreiro, idem.
Dito New Caatle, idem.
Dm Cok. idem.
Cimento Portladd inglez de marca Peramid, peso
liquido, dem.
Rito Bomon, pese liquido, idem.
Dito inglez marca Leo, peso liquido, idem.
Dito fiancez marca Demarte, peso liquido, idem.
Dito allemao Von Flix, peso liquido, dem.
Dito, dito Zuiven, peso liquido, idem.
Dito inglez Helteip, peso liquido, idem.
Dito dito Hermano, peso liquido, idem.
Cobre em barra, dem.
Dito em leneol, idem.
Dito para forro de canoa, idem.
Dito velho. dem.
Ditoem varo, idem.
Correia de sola ingleza singella, metro.
Dita dita dita dobrada, idem.
Correte de ferro, kilo.
Couro ora, um.
Cre, kilo.
-Cravo ou ribite, idem.
C'.i.ijneira de ferro aorti ia, idem.
Cal preta, metro cubico.
Dita branca, idem.
Curvas d sicupira de diferentes tamanhos confor-
me u forma apresentada, urna.
Caverna* de dita verdadira, com 3m,60 de baste e
Oin,138 de grossura, idem.
Caibros de qualidade, metro.
Corda para andaime, peca de 5 metros, urna.
Cano de chumbo, metro ou kilo.
Dito de barro de diversos dimetros, um.
C"'u Kinarella kilo
de ferro, bate estaca, um.
Caadiciro, idem.
Cabo d cairo, kilo.
Carreta de ferro, urna.
Carrinhos de mao, um.
Crrela de barracba de diversos tamanhos, metra
"iradces de ferr, par.
D'as de metal, idea.
1 iir.-is de cruz, ideJ).
tachada?, urna.
Escova inglesa, idem.
Ditas para tobe, idem.
Escpula de ferro, idem.
Escala de madeira. idem.
Escala de marfim, dem.
Eetanho em verguinha, kilo.
Escopeiro, um..
Estopa de algodao, kilo.
Dita de lioho, idem.
Escova para limpar machina, urna.
Encb sacho, um.
Esteios de emberiba preta, um.
Estp* de emberiba, kilo.
Eucbams de sicupira verdadeixa com 6a, 60 de
coinprimento e 0, 138 de grossura. um.
Envelopes pequeos, ceoto.
Ditos para offieios, idem.
Fecbadura, urna.
Feltro, kilo.
Ferro ingUz sortido, idem.
Dito em leneol, idem.
Dito ingles murca Lavor, dem.
Dito suecco em barra, idem.
Dito bruto para fundir, idem.
Forqueta de ferro, urna,
r'io de algodao, kilo.
Dito de l, idem. .
Dito de vela, idem.
Ferrolho de ferro, um.
Fatecha, urna.
Garfo de f-rro, um.
Graxa do Kio Grande, kilo.
Gato de ferro ingles dobrado, um.
Jangadas, urna.
Jarra de madeira ferrada, idem.
Jarrinho de louca hn-i, um.
Lampeo, idem.
Lato em lenco), kilos.
Limas inglesas, pp.
Dita triangular, idem.
Dita chata, idem.
Dita mure, idem.
Limita) inglez, idei.
Linha de barca e sondagem, kilos.
Linha alcatroada, idem.
Lame de secupira ae :dfferentes tamanhos, coa-
forme a forma apresentada, urna.
Liza de esmeril em panno, folha.
Dita de vdro em papel, idem.
Lona ingleza, metro.
Lapis de duas cores, dazia.
Dito Faber, idem.
Dito Giber, dem.
Dito de borracha, idem.
Livro em branco, de papel almaco pautado de 50
a 200 folbas, um.
Dito em branco, papel Carr, de 50 a 200 folbas,
idem.
Herlim, kilo.
Metal couipiaicSo fm tolhs, idem.
Manga d uro para lanterna submarina, urna.
Mialhar branco, kilo.
Moites bronzeados, pp,
Machina para cerrar madeira, urna.
Moiloes forrados, pp.
Mola para porta, urna.
Mira. idem.
Martello calcado de ac, um.
Nivel bolbad'ar, idam.
Olhar de lato, idem.
Oleo de liohaca, litro.
Palha de coqu iro, cento.
Papello, folha.
Parafusos de ferro, dusia.
Ps de cabra, um.
Pipas para deposito d'agua, urna.
Parafusos de metal, duzias.
P de ferro patente de serrado, urna.
Dita de ac, dem.
P preto, kilos.
Pranchoes de amarello, um.
Praochoea de pao carga, idem.
Dito de louro, idem.
Ditos de pinbo da Suecia, metro.
Ditos de piuho resinoso, idem.
Pregos de co^rc batel, grandes e pequeos, kilo.
Ditos de zinco, idem. -
Ditos de ferro sortido, dem.
Ditob caibraes, idem.
Ditos ripaei, idem.
Ditos de ferro, batel grande e pequeo.
Ditos francezes, idem.
Porca para atarrachar parafazos, idem.
Ditos de ferro de diversos tamanhos, idem.
Pennas Gaulber, caixa.
Dtts Peiry, idem.
Ditas Falcon, n. 48, idem.
Ditas Mallaf, idem.
Ditas finas para desenho, idem.
Presilhas de diversos tamanhos, idem.
Picao de ferro, um.
Pastas de oleado, urna.
Pasaime, caixa.
Papel sem fim, peca.
Dito matta borran, folha.
Papel almaco pautado, resma-
Dito rosado pautado, caixa.
Dito dito grande, resma.
Dito Csrr, cento.
Dito Jes, idem.
Prussiato de potasso, kilo.
Prancbo de elstico* trancado, ten do 12 metros
de comprimento, 0m,6 de largura e 00IU75 de
grossura, um.
Picareta, urna.
Pregos de ferro fino, kilo. .
Ditos com arruella galvansada, idem.
Puxadores para gaveta, de pao ou metal, dazia.
Pao de jangada, um.
Patesca, urna.
Paasador de ferro, um.
Pedra bruta prurito, metro.
Quartiuba do barro, urna.
Quartola ferrada, idem.
Quiry para cabo, um.
Remo de faia, metro.
Raspa de ferro, urna.
Rxo trra, kilo.
Saapadeira de cabo de oseo. urna.
Regoa d faia, idem.
Riga de qualidade, om 5 metros de comprimen-
to, duza.
Rodalaa para patesca ou de cadernaes, urna.
Rebolo de pedra com caixa de ferro, um.
Rodete de ferro, dem.
Regulador, idem.
Saceos vasios, dem.
Sapatilna, urna.
Serrafita, metro.
Serroto, um.
Seecante fezos de ouro, kilo.
Seccinte de zinco, kilo.
Safra de ferro, urna.
Hela ingleza, kilo.
Sineta de bronce, urna.
Serra circular, idem.
Tesoura, idem.
Trilhos de ferro, kilo.
Tebcura de funileiro, urna.
Tmpano, um.
Talha, urna.
Taboas de amarello, de 0'0135 e 0"125 de gros-
sura, urna.
Ditas de pao carga de 0m025 de grossura, idem.
Dita de piobo da Soesia, idem.
Dita de pinbo resinhoso, idem.
Dita de lomo, idem.
Dita de cedro, dem.
Tapeta para escaleres, metro.
Taxa de cobre, kilo.
Taxa de bomba, kilo.
T>jolo ingles, um.
dem de rogo, idem.
dem de alvenaria batida, milheiro.
dem de alvenaria grossa, idem.
Tinta branca de ziuco em maco, kilo,
dem verde em maco, idem.
dem preta Stepheer, botija.
dem carmio., frasco.
Trave de sicupira verdadeira, metro.
Trena de fita, urna.
dem de ac, idem.
Trados de diversos tamanhos, um.
Trave de emberiba preta, metro.
Tinca!, kilo.
Tubo de vjdro para o nivel d'agua, um.
dem de iatao para caldeiras, kilo.
Tarracbas diversas, urna.
Tintc'ros de vidros, idem.
Tenas de barro curvas nacionaes, milheiro.
dem de zinco onduladas, folha.
Torneira de brooze diversas, urna.
Tecido de rame de qualidade, kilo.
Traveta de 7 metros, urna.
Tijoo francez, um.
Tecido de rame de Iatao, metro.
Tornos de ferro pura banca i i, um.
Vlvula de bronze de mela e de tamanhos diver-
sos, urna.
Vassoura de timb, idem.
Verruma de diversos tamanhos, idem.
Vassouras de piassava, idem. i
Vara para canoa, idem.
Verde francez, kilo.
Vermelho, idem.
Verde ehromt, kilo.
Vergontea de pinbo, ama.
Zarcao inglez, kilo.
Zinco em folba, dem.
Reparticao 3as Obras do Porto e Obras Geraes
de Pernambuco, em 21 de Dezembro de 1886.
O Io escripturario.
Manoel DuarU Pereira-
O escripturario das Obras Geraes,
Joaquim di liedros Sapoto.
THEATR0
DE
VARIEDADES
Companhia
Ljrica de oprelas, italiana
Dirigida pelo distincto actor cmico
GEZRB fgarsa,
HOJE
23 Quinta-feira23
2.' Recita
Subir scena pela primeira vez nesta poca, a
opereta cmica em 3 actos de Cbivot e Duru, mu
sica de Andran, tradcelo do distincto actor Ce-
sare l'lrarra i
Mascotte
CHARGEIIRS RE11IS
< ompanhla Fraaceza de Kavega-
co a Vapor
Linha quinzenal entre o Havre, Lis-
ooa, Pernambuco, Baha, Rio de Janeiro e
Santoa
stemer VilJe de Cear
Eapera-M dos uortos do
sul at o dia 24 de Dezembrc
seguindo depois da indis-
peusavel demora para o Ha-
vre.
Conduzem medico a bordo, sao de marcha rpida
e offerecera eicellentes commodos e pptimo passa-
dio. \
As pasEagens podero ser tomadas do amteuiao.
Recebe carga encommendas e paesageiros para
oa quaes tem excel lentes accommodacoes.
Augusto F. de OTOraa=
AEMTES
46 -RA DO COMMEROIO46
Leilo
De cerca de 140 toneadas de carvio de
pedra, descarregado de bordo do patacho
inglez Echo e existente no deposito de
Fonseca Irraaos & C, ra do Brum.
Scxt.i felra. 4 do corrate
A's 11 horas em ponto
O agente Pinto, levar leilo a requerimento
de E. S. Bogart, capitao do patacho inglez Echo,
e por despacho do Exm. Sr. Dr. juis de direito es-
pecial do commercio, de cerca de 140 tonelladas
de carvo de pedra descarregado e depositado no
armazem de Fonseca limaos & C, e qual tendo
sido arrestado, aera vendido para pagamento do
frete divido ao mesmo navio vindo este porto
com carregamento de carvo de pedra para a Com-
panhia The Central Sugar Faetones of Brasil Li-
mited.
O referido leilo ser effectusdo s 11 horas em
ponto no deposito dos Srs. Fonseca Irmos & C,
Preclsa-se de um caixeiro de 14 a 18 annos
com pratica' de taveroa ; a tratar no Caminho
Novo n. 143-A.
roa do 3oum.
Para
PERSONAGENS
Flor de Abril................ Sra. Nugbel.
Princeza Beatriz............. Sra. Bellegrand.
Aadr....................... Sr. Christofoli.
Simao XL.................. Sr. C. Ficarba
Benjamn.................... Sra. Springer.
Crspim..................... Sr. Migliazzi.
Baldassar.................... Sr. Gramn.
Arthur, pagem............... Sra. Duraud-
Alfredo, dito................. Sra. Barros.
Um medico.................. Sr. Orlandini.
Um sargento................. Sr. Pecci.
Primeiro soldado.............. Sr. Fritz.
Segundo aito................. Sr. Simonini.
Damas, cavalbeiros, soldados, camponezes, mi-
micos, etc.
Bouds para Afogados, Fernandes Vieira e Mag-
dalena, no largo de palacio.
Trem para Apipucos. *
A companhia partindo brevemente para o norte,
dar apenas seia espectculos, nao repetindo ope-
reta alguma.
A* 8 lio rao e 1/4.
O brigue nacional Sarah, tendo a maicr parle
da carga engajada, segu para o porto cima at
24 do corrate impreterivelmeate. Para alguma
carga qoe lhe falta, trata-se com os coosignata
ri )8 Fonee'ca Irmos & O
Para Pelotas
Segu com toda a brevidade para o porU .cima
o patacho noruegnense Byfoged Chriitie, por ser
a maior parte da earga engajada : para o resto
trata-se com W. W Robilliard.
Fecife, 23 de Dezembro de 1886.
LEILOEE
Sexta-teira 24, deve 1er lagar o leilo de
cerca de 140 tonelladas de carvo de pedra de Car-
diff depositado no armazem dos Srs. Fonseca Ir-
mos & C, ra do Brum.
Segundo leilo
Da importante pbarmacia e drogara sita
ra do Bario da Victoria n. 20, perten-
cente a massa fallida de J. C. Lerj & C.
Segaoda felra, t) do correte
A' 11 horas
O agente Gusmo autorisado por mandado do
Exm. Sr. Dr. juiz de direito do commercio e a re-
querimento do Dr. curador fiscal da massa fallida
de J. C. Levy i C-, levar a segundo l;iI3o, com
assistencia do mesmo juiz, a armaco, mercado-
ras, cofre ingisz e utensilios existentes na pbar-
macia cima referida, pertencentes mesma mas-
sa, podendo ser examinado o mandado em poder
do mesmo agente.
. Precisa-sc de urna ama para casa de poaca
familia ; na ra dos Martyrios n. 15S. .
Gratifica-se a quem levar ao 9- andar n.
31 da ra do I perador, urna gatinha toda bran-
ca, que acode pelo nome de Mocinba, desappare-
cendo na noite de 17 do cor ron te.
Recebe-se encommendas de pastis para os
dias de Natal, Anmo Bom e Reis, e faz-se com
perfeico edecio'O petisco vatap ; na ruada
Matriz da Boa-Vista n. 3.
Precisa-se de urna ama para coainhar ; no |
pateo do Terco n. 18.

Prec8a-se de urna
Imperatriz u. 13.
cosinheira : na roa da
Aluga-se o- e 3- a idar na ra do Barao
da Victoria u. 52 ; a tratar na mesm casa, no
1- andar.
de

Precisa-se de urna
boa ama de leite; nc
3o andar do predio n.
42 da ra Duque de
Caxias por cima da tj-
pographia do Diario.
Leilo
martimos
The E.S.IB1SS C J
0 paquete Finalice
E' esperado dos portos do
sul at o dia 3 de Janeiro
depois da demora necessaria
seguir para
Haranho, Para, Barbados, *.
Thomaz e Xcw-York
Para carga, passagens, e encommendas tracta-
Quintafeir 23 do torrente
As 11 horas %
Na ra estrei:a do Rozario n. 24
De diversas obras de cabello, 1 cabeca de ma-
deira com urna cabelleira para taser-se pentea-
Aos, 2 pianos, 1 mobilia de Jacaranda, 2 ditas de
junco, 1 porta mnsica carteiraa, marqdezoes, ca-
deiras de balanco, toiletcs, cabides, bercos, 2 ca-
deiras de genipapo, apparadores, quadros, jarros,
espelhos, vartoes com ores e plumas para cha
poe, charuteiras, fogo de ferro, 1 armaco para
loja de cigarros, c outros artigos que estaro
vista dos concurrentes.
Agente Htdesto Baptista
Leilo
te com os
AGENTES
0 nw Mm
Espera-se de New-Port-
News, at o dia 7 de Ja-
neiro o qual seguir depois
da demora necessaria para a
Baha, Rio de Janeiro e Santos
Para carga, passagens, encommendas e dinbeiro
a frete, tracta-se com os
AGENTES
Henry Forster C.
8 RUADO COMMJttClO N___8.
1' andar
Da importante pbarmacia e drogara sita
ra do Barao da Victona n. 25, perten-
cente a massa fallida de J. C. Levy
& C.
toara fVirn. tt do correaste
A's 11 horas
Por intervencao do agente
Gusmo
O agente cima, autorisado por mandado do
Exm. Sr. Dr. juis de direito do commercio e a
requerimento do Dr. curador fiscal da massa falli-
da de J. C. Levy & C, far leilo com aaaisten-
ciado meemo juiz da armaco, mercadorias e
utencilios existentes na pbarmacia e drogara
cima mencionada, pertencentes a referida massa,
podendo 08 aenborea compradorea examinar o
mandado em poder do mesmo agente.
N.
Leilo
BOYAL IAILSTIA1 PACkET
COMPANY
0 paquete Neva
De fazendaa, miadeaas, movis, mobiliaa de ja-
rarand e de pao carga, quadros, candieiros'
copos, colheres, cerveja, vinho do Porto em gar-
rafas e dito branyo em barra, e muiros outros
artigos.
Quinta-feira 23 de Dezembro
A's 11 horas
No armazem da na de Pedro Affonso n. 4
Agente Britto
Ag-ente Pestaa
Exccllente emprego de capital
Leilo
De 2 importantes sitios, 2 casas terreas e 2 ter-
renos pertencentes ao expolio do sbito portuguez
Antonio da Silva Pontea Guimares :
O agente Pestaa autorisado pelo Exm. Sr. Dr.
juiz de direito, de orphoe e ausentes e a requeri-
mento do lllm. Sr. Vicente Nunes Tavares, encar-
regado do Consulado de Portugal vender em leilo
com assitencia dos mesmos senhores.
TERgA-FEIRA, 28, DO (JRRENTE
A's 11 horas
Ra do Vigario Tenorio n. 12
O seguate :
Um excellente sitio n. 7, na estiada de Belm?
terreno proprio com 300 palmos de trente e 560 de
fundos com diversas arvores fructferas, boa casa
de pe Ira e cal medindo 30 palmos de frente e 66
de fuaos,- quartos para criado, estribaraecacim-
ba com boa agua de beber.
Um dito no lugar denominado Salgadinho n. 12,
foreira Santa Casa de Misericordia do Recite
(as Salinas da freguezia de S. Pedro Martyr em
Olinda) medindo 756 metros de extenco, limitando
com a margem do rio de Beberibe, muitas arvorea
fructferas e excellente casa de vivenda.
Um terreeo com 212 palmos de frente e GfO de
fundo, forciro Santa Casa de Misericordia do Re-
cife, na mesma estrada de Beln, limitando ao*
norte com trras de Mara Felippa e ao sul com a
primeira ra projectada.
Um dito tambem foreiro Santa Casa de Mi-
sericordia, annexo denominado Campo Alegre, com
166 palmos de frente e 600 de fundo.
Urna casa terrea de pedra e cal ra do Bom
Gosto, ao lado da igreja de S. S da Paz n. 17 em
(Afogados) com 1 portaejanella de frente, 2 salas,
2 quartos, coainha tora, cacimba, quarto para
criados e quintal murado, tendo 20 palmos de fren-
te e 60 de fundo.
Urna dita a roa de S, Pedro Martyr, na cidade
de Olinda, n. 100, com 2 portas e 3 jane!las de
trente,2 salas, 1 gabinete, 5 rinirt >s. cacimba fra
e quintal murado; para qualquer informarlo a tratar
com o mesmo agente.
mu'ir- ,iriss
2TZJ3Z3

O. Cprolina Cecilia da .ama
Lobo Piren Falru
Manoel Camillo Pires Falco pede a seus pa-
rentes, amigos e s pessoas caridosas, para aasis-
tirem as missaa que se tem de celebrar em suffra-
gio d'alma de na chorada e sempre amada mu-
lher, Carolina Cecilia la Gama Lobo Pires Falco.
sexta-feira 24 do corrente, trigsimo dia de seii
passamento, s 8 horas, na'matriz da Boa-Vista
desta cidade, e desde j agradece por este acto
de pa caridade.
de s
D. Cemaria Ribeiro
Brrelo
Os filhos, genros, oras e netos de D. Cesara
Ribeiro de S Barreto, feridos do mais doloroso
sentimento, agrartecem todas as pessoas que
jonduziram os reatos de sua mi, sogra e av,
ultima morad*, e coovidam a todos es parantes e
amigos para assistirem as missas que mandam
resar na capella da Torre e ordem terceira do
Carm, pelas 7 horas da manb do dia 27 do cor-
rente, stimo do sea passamento, pelo qae se con-
feaaam agradecidos.
-'- -:-. ..- -- ________________.
AVISOS DIVERSOS
Leilo
E' esperado da Europa no dia
24 ou 25 do crrante, seguin-
de depois da demora necessa
ra para
Baha. Kio
video e
de Janeiro lonle
Bueno-. Aj res
Este vapor traz simplesmente
passageiros emala^ e ininieilia-
lamente visura depois do desem-
barqnodos mesmos.^
Para passagens, fretes, etc., tracta-se com os
CONSIGNATARIOS
Adamson Howic & C.
eomp&L.liia Braslleira de nsre
jtacoa Vapor
PORTOS DO NORTE
0 vapor Cear
Commandante o 1.' tenente Guherme Pa-
checo
' esperado dos portos do sui
at o dia 26 de Dezembro, e
seguir depois da demora in-
dispensavel, para os portos
do norte at Manilos.
Para carga, passagens, encommendas a valeres
racta-se na agencia
PRAQA DO CORPO SANTO N. 9
PORTOS DO SUL
Vapor Espirito-Santo
Commandante Joo Mana Pessoa
E' esperado dos ..rtos do
norte at o dia 24 Dezem-
bro e depois da demora in-
dispensavel, seguir para
os p"-ts do sul (inclusive o
da Victoria).
Recebe tnaioem carga cara Manta Catharina,
Grande d> Sul, Pelotas e Porto Alegre,trete mo-
dic .
Para carga, paasgens, encommendas e valores
tratase na agencia
PRAGA DO CORPO SANTO N. 9
Da armagao, gneros, e utensilios existen-
tes na laverna sita ra da Palma n. 71
Quinta felra, 23 de Dezembro
A's 11 horas
O agente Gusmo far leilo por conta e risco
de quem pertencer, da armaco, gneros e utensi-
lios da taverna da ra da Palma n. 71. Em um ou
mais lotes vontade dos senhores compradores.
Leilo
KIHIMMIH l'Klt\*lfBltt\l
DE
ftavegaco costelra por vapor
PORTOS DO SUL
Macei, Penedo e Aracaj
0 vapor Mandahu
Conmandante Mafra
Segu no dia 23 Ot
Dezembro, s 5 horas
da tarde.
Recebe carga at o
dia 22.
Encmmendas, passagens e dinheiros frete at
3 horas da tarde do dia 14.
ESCRHTORIO
cana n. i*
s
De movis, quadros e jarro?
A saber :
Urna mobilia a balo, de pao carga, com 12 ca-
deiraa de guarnico, 2 ditas de bracoa, 2 ditaa de
balanco, 1 sof, 2 consolos com peora, 1 ciiudiei
ro para kerosene, 2 pares de lauternaa, 3 ditos de
jarros, 3 laucas para cortinados, 1 quadro galera
para rir 1 tapete para sof, 2 ditos pequeos, 3
pares de borlas, 1 toilett com pedra, 1 lavatorio
de amarello com pedra, 1 cama francesa de ama-
rallo queimado, 1 colxo. 1 cab de terneado, 1
guarda-vestido de amarello e 2 pares de ser-
pentinas.
Urna mesa elstica de 3 tahoas, 2 aparadores
de columna, 1 dito de armario com pedra, 6 ca-
deiraa torneadas, 1 sof de amarello, 2 tructeiras,
1 licoreira, 1 porta cognac, 1 eacrivania e outros
muitos movis.
Quinta-feira do 23 corrente
A's 1 fi horas
No 2* andar do sobrado n. 48 da ra do
Imperador
O agente Silveira, autorisado por urna familia
que 84 retirou para fra da cidade, far leilo de
todos os movis e mais objectos existentes e sero
vendidos
AO CORRER DO MARTELLO
Aluga-se o andar e sotan ra ao Coro-
nel Soassuna n. 278, com commodos para grande
familia, caiado e pintado de novo, com agua e gaz;
a tratar no Chora-meninos com Jos Antonio Mar-
ques, sitio junto capella, ou na ra do Commer-
cio n. 46, armazem.
Precisa-se de urna boa cosinheira, para casa
de familia, e que durma em casa ; a tratar na
ra do Bario da Victoria n. 39, loja
Aluga-se o 2- andar da casa n. 8 ra da
Imperatriz, excellente morada ; trata-se na ra
do Imperador n. 61, andar.
Amonio Jone tive* da Fonseca
Joaquim Alves da Fonseca, Huno Alves da
Fonseca. Candido Alves da Fonseca e suaa mu-
lheres, Jeo E, Gomes e ana mulher, e D. Carlota
Vieira Ribeiro, agradeeem a pessoaa de sua ami-
zadeo favor que Ihea fizeram, acompanhando ao
crmiterio o cadver de seu presado pai, sogro e
cunbado, Antonio Jos Alves da Fonseca, e de
novo as convidara a assistir as missas do stimo
dia, que pelo descanso de sua alma mandam rasar
na matriz de Santo Antonio, no dia 23 do corren-
te, a 8 horas da manh, e por este acto de car-
dadee religio ae confessam anda urna vez reco-
nheeidoa.
THES0URAR1A
DAS
Leilo
De divida na importancia de 2;000j>000
Agente Britto
O agente cima a mandado do lllm. Exm. Sr
Dr. juis de direito de c.ipbos e ausentes, e a re-
querimento do lllm. Sr. Dr, curadoi de ausentes,
em sua presenca. Irvar a leilo urna letra di
quar.tia de 1:OO000 aceita por Firmino dos San-
tos Vieira, e um tica de igual quaiitia assignada
pelo mesmo, pertencentes ao espolio de Carolina
Francisca do Seg Barros.
luota felra, 83 do corrente
A's H horas
Ra de Pedro Affonso n. 43
Leilo
Do antigo hotel e hospedara, denominado
Eatrella do Norte, sito ra de Tbom
de Souza n. 8, antigo beceo da Lin-
gueta
Sexta-feira 24 do corrente
A's 11 horss
Constando
da armaco, balco, 1 grande tanque de ferro
para deposito d'agua, cama francesa, marquezo,
samas de ferro, ditas de lona, duas grandes mesas
com tampo de pedra, ditas redondas, espelhos,
quadros, relogioa de parede, commoda, Lucas, be-
bidas, trem de cozinha, roupas para cama e mui-
tos outros objectos.
O agente Gusmo, far leiloa>cm um ou mais
lotea, vontade dos compradores.
Garante-s aa ehaves.
vmm da tmm
Aclia-se yenda a 15a parte da Ia lotera a
beneticio da Santa Casa de Misericordia do
Recite que se extrahir segunda-fcira, 27 de
Dezembro as 4 horas pelo seguate
24,000 bilhetes a 16,5000
Beneficio, sello e commis*
sao. ....
384:000)5000 centena em que sabir
o terceiro premio
69:060,5000 2 Approxim a s 3 e s do
----------------L! 2:0006000 para o pri-
314:940>000 meiro premio
2 Ditas de 1:0005000
100:00-^000 para o segundo premio
30:00:^)00, 2 Ditos de 6500000 para
10:000(5000 o terceiro premio .
4:00i3SOOO 2,400 premios de 200000
14:000(5000 j para todos os algans-
10:0000000 mos finaes do primeiro
8:0000000! premio ....
2,400 Premios de 200000
para todos os algaris-
19:9000000 mos finaes do segundo
premio.....
9:9000000' 5,140 Premios .
1 Premio de.
1 Dito de ... .
1 Dito de ... .
1 Dito do ... .
7 Ditos de 2:0000000 .
10 Ditos de 1:0000000 .
16 Dito de 5000000 .
99 Ditos de 2000000 para
a centena em que sabir
o primeiro premio
99 Drlos de 1000000 para
a centena em que sa-
bir o segundo premio
99 Ditos do 600000 para
Caso a terminajao do segundo premio seja igual a do primeiro passar ao nu
mero inmediatamente superior.
Esta loteiia divide se em 20 partes e os bilhetes em vigessimo3 de 800 re
cada um,
Os premios raaiores de 2000000 em cada parte estilo sujeitos ao imposto pro-
vincial de 15[0 e 5[0 addicional sobre o referido imposto.
EXTRACCAO PELA MAHINA FICHET
Thesouraria das loteras, 21 de Dezembro do 1886.
Augusto Octaviano de Souza,
Thesourciro
5:9400000
4:0000000
2:0000000
1:3000000
48:0000000
48:0000000
314:9401000
A BON MARCH
S}Rua Duque de CaxiasSX
PARA ACABAR
Ter una pequea Testa o freguez pe atingir a gasto de 5$
t



i
\
6
Diario e PerBambueo^uinta-feira 23 de Dezembro de 1S86
r-..


^


*

f
O Vigor ^
Cabello
Ayer
(Ajers flair Vigor)
rmo cabeuo,
tornakco-c
KACIO. aEXIVEL E LUSTROSO-
Pwaarao wlo Dr J CA'tRGAlo*
tllllITTTTf ITMirTTT*""ttMT
MORSONs PEPSINA
Remeflio InlalllTi e asralael
PIBA CrtMATT*:it A
INDIGESTAO
Sob a forma de
P*ASCOS, POS
N HOB^IOS.
VEMDE-SEna MUNDO NTEIRO.
PREPARADOS DC
Pe mi na .BcrM
Murro recommendada
pelos principies Medico.
MORSON &. SON
Matarla Iot, Kasaell-Squirt
LONDON.
>W**'H lili I*******
< aP^^"
ensitiriosem Pernambuco : FruCM. da SILVA 4c C.
Aluga-se
para recolber algodSo ou outro qualquer genero o
predio da ra da Moeaa n. 85 ; a tratar na roa
Primeiro da Mai co a. 20.
Aluga-se
o predio n. 140 roa Imperial, proprio para es-
tabelecimeato fabril : tratar na ra do Commer-
33 n. 34, com J. I- de Medeiros Rugo___________
Aluga-se' barato
Ra do Nogueira n, 13.
Ba do Calaboue n. 4, loja.
Travessa de S. Jos n 23.
As casasda ra di. oioni;' Suassuna, n. 141
Largo do Corpo Santo n. 13, 2." andar.
Casa da rna do Tambia n. 21.
IVata-se na ra do Commercio n. 5, 1' andar
scriptorio de Silva OuimarSel & C.
Aluga-se
o 2- andar da ra estreita do Rosario n. 32, tem
commodoa para familia e tem agua : a tratar na
ra da Imperatris n. 16, 1 andar.
Alusa-se
o 3 andar a ra do iiaraj da Victoria n. 52 ;
tratar na mesma casa no I" andar.
xAIuga-se
o 2- andar e terreo do sobrado n. 35 i travesa de
S. Jos ; o 1 e terreo do de n. 2? roa de Vidal
de Negreiros ; o 1 do de n. 25 ra velha de
Santa Rita ; o 1 do de n. 34 roa estreita co
Rosario ; o 1 do de n. 24 ro do Arago ; a
casa n. 35 ra da ViracSn, todos limpos : a tra-
tar na ra do Hospici n. 33
AI uga-se
urna sala propria pura escriptorb ; na ra do
Bom Jess n. 38, 1 andar.
Aluga-se
o terceiro andar do predio n. 60, rna do Barao
da Victoria, a tractar na andar terreo do rnesmo.
Ama
Precisa-se de urna amap ara cosiobar, para casa
de pequea familia ; a tratar na praca da Inde-
pendencia ns. 13 e 15.
Ama
Precisa se de urna cosinheira para casa de pe-
quena familia : a tratar na estrada nova de Ca-
an g, no sitio do Sr. Valtuca, on no escriptorio
d'este Diario.
Ama
Precisa-se de urna ama perfeita cosinheira ; a
tratar na ra do Cabug n. 14, 1- andar, do meio
dia is 2 da tarde.
Ama
Precisa te ile urna ama para cas de doas pes-
eoas ; na ra dos M:irtyrios n. 156.
^TriiT
Precisa-re de urna ama para cosinbar ; a tratar
na ra da Gloria n. 10 i.
Caixeiro
Preciss-se de um caixeiro de 12 a 14 anuo: ; na
ra Imperial n. 7, prefere se portuguez.
Para engommar
Precifa-se de urna mh para eogommar e ontroa
servicos dornest eos : no 3- sudar do predio n. 42,
a ra Duque ae Csxias p>r cima da lypugraphia
do Diario.
V\ //////*/////i
NOVO
ITHERIOMETEO MEDICO
de Lon BLOGH
rairiLEOiADa)
t^Systetia extra-tten&ivel
* Qua cao experimenta variarlo algara*
davida a contracto do vldro.
Adopt*3o pela Aeautmla d* Medicina da Part
A 22 de aefitembro de 1835.

y. Tata n sai isstrnBMtM trota
* Biiti iui;naun:
MAehs-M asa prtaciraa Catu d*
de CrurgiA.
| Venda en Grosso: 18, na ilbiij, FABIZ
* -----------*---------- '
Deposito FtriokMs :
FRAN" M. da SILVA & C
a as prlncipae Puarmaolas.
fTirrfn/iia\\\\\\\\\\\s>
Luz brilhante, sem Fumo
OIJGOAROMATICO
Hygienico e Econmico
PARA LAMPARINAS
MAETHTS, BASTOS
Pernamhuco
. NUMERO TELPHONICO : f\P 38
Agua florida. Kxtrahitia de flores bra-
leiras pelo sen delicado perfume, suavida-
de e suas propriedades benficas, excede
a tudo que ueste geneio tem epparecido de
aiaia celebre.
Tnico americano.- E' a primeira das
preparac3e3 para a conservacSo dos ca-
bellos. Extingue as caspas e outras mo-
lestias capillares, faz nascer os cabellos,
impede que embranquecam e tem agrande
vantagem de tornar livres de habitante as
cabecas dos que os usam.
Oleo vegetal* Compcsto com vege-al
innocente, preparado para amaciar, for-
tificar e dar brilho aos cabellos.
Agua dentifricia. Excellente remedio
contra a carie dos dentes, fortifica as gen-
gives e faz desapparecer o roo balito.
Vende-se as principaes casas desta ci-
dade e na fabrica de cieos vegetaes ra
da Aurora n. 161.
TELEPHONE N 33________
Tricofero de Barry
Garante-se que fas nas-
cer e crescer o cabello ain da
aos mais calvos, cora a
tinba e a caspa e remov
todas as impurezas do cas-
co da caboca. Positiva-
mente impede o cabello
de cabirou de embranque
cer, e infallivelmento o
torna, espesso, macio, lus-
troso e abundante.
LOTERI
doos
600:0008000
SS O O : O O O S O O O
I 0 0 : OOO 8 OOO
A 2.a parte desta importante lotera corre hoje 23
de Dezembro
NTRANSFERIVEL

Agua Florida de Barry
Preparada Eegnnda a formula
oriijial osada pelo inventor em
ISW, E' o nico parfume no mun-
do qne tem a approv<;ao official de
um Govemo. Tem duas vezes
m ais fnutran ca qne qualquer outra
ednraodobro dotempo. E'mnito
mais rica, suave e deliciosa. E'
milito mais fina e delicada. E'
mais permanente e agradavel no
lenco. E' duas vezas mais refres-
oante no banho e no quarto do
lente. # E' especifico contra a
fktouxidao e debilidai'.e. Cura as
I dores de cabeca, os cansacos e os
I Jesmaios.
larope ie Viia fle Beiter No. 2.
JrrXS DTt CTUI/-O. DXPOTS DE USAL-a
Cura positiva e radical de todas as formas de
tscrofulas, Syphilis, Feridas Escrofulosas,
AffeccSes, Cutneas e as do Couro Cabel-
ludo com perdadlo Cabello, e de todas as do-
enoasdoSangue^igado, e Rins. Garante-se
qne purifica, enriquece e vitulisa o Sangua
restaura e renova o svstema inteiro. ^
Sabao Cnrativo ae Reuter
Para o Banho, Toilette, Crian-
cas e para a cura das moles-
tias da pelle de todas as especias
a m todos os periodos.
Deposito em Pernambuco casa de
Francisco Manoel da Silva & C.
Prefo em vigessimo..............1^200
por^o............... 1S100
0 portador de um vigessimo, est habilitado a tirar:
30:012$000
BILHETMi'YENDA
5^r*^
RODADA FORTUN
36Ra Larga do Rosario36
Bernardino Lopes Alheiro.
\
meo e CRAGEAS mSm VRIEN
d.o
DOUTOR
Extracto natural de Fijado de Bacalhao
PREMIADO COI HEDALHAS DE OURO E PRATA
pela, Academia Nacional
Ordenados nos Hospitaes de Franga, America, Inglaterra, Russia, etc., etc.
Administrar sob forma mui facllc agradavel todos os elementos curativos do oleo evitando
asslm o cero e sabor nauseosos u'este; alem dlsso esta preciosa preparai;ao tem urna
superioridade incontestavel sobre o Oleo porque pode ser usada durante os grandes calores
em luaiilu o uso da VIVXBJi: a experiencia tem cor "
conllnnado o bom xito d'este producto.
duas cOres ao redor do gargalo de cada
Exigir a firma do inventor H. vxvixjr cm
garrafa com o Sello da Uiao dos Fabricantes.
PARS SO, Itonlevartt de. Strtisbourg, SO PARS
Aos 100:000*000
BILHETES GARANTIDOS
23roa Primeiro de Iarp-25
Da 14.a parte da 1.a loteria da provincia,
venderam Martina Fiuza & C, os seguin-
tes premios garantidos :
\oi plus ultra
Sorprendente e nunca vindo a este mercado do
vinho puro de uva sm a minim cumposicao, de-
nominado
proprio para mesa ; escolbido especialmente pelo
socio na ultima viagem que tez aos lugares vinba-
teiros de Portugal
Cbegou tambem o acreditado
Malvazia
i
vinho proprio para constituicoes debis, especial- j
mente para sonrieras. Este vinho que tanta ap ;
provaclo tem tido, ponto de baver taita, demos
as ordena precisas afim de chegar-nos remes- .
sas, tantas quantas forem neceasanas psra 00O-
sumo.
f
Joo Anselmo Harqne.
D. Francisca Arab' la Moreira Maques e seus
filhos, D. Maria Marques (}jnc*lve de Bjito e
seus filhoa Sebastii i-mcilvs da Sllvs Brito a
Jcs Guncalves da Silva Brito, D. Arma Marques
Pereira do Reg e seu marido Mnnjel Thomaz
Pereira dj Kego ausi'ntu) e D. J.iephina (iia-
vange Marques, convidan taino fa yrentes e
amigos de sru prsalo Boa lu mor lo. irmao, cu
nbad e t'o, psra assistirem n dia >? do corran-
te a missa que s- hn oo reoar petal 8 horas, na
igreja de 8nfn Tlieresa.
D. Canuida Francisca Xavier
dN ReJ*
Primeiro anuivers:iri
Jcaquim Benisrilo dos Reis, sua cunhada, ir-
mitos e sobriuhos. ciivkUiu a a seus amigos e
parentes de stiu sein|-re ehonirl esposa, irm, cu
nhada e ta, D. ''-nlid iVamiors Xavier dos
Reis, para Hsittinu mi.--.. que u.andam ce-
lebrar ii muriz do Sxnto A''Ht< no dia 27 do
corre te, |e!H 1 ora* du uri-h, 1 .universa-
rio do eeu Nileciment', ni. do cari-
dadf e r*lii;rto Ojgiadpw fl. Mli< '.mrx' i
i
em todos os vapores eementes novas de hortalicas ;
ass'm como :sro de biroer illia ->
-fofas da India.
Obras de vime
Nova remessa em CESTAS PARA COMPRA.
Condofis e assafalcs
Hlalos para roupa suja
Cadeiras e berros.
Pocas WwAn & C.
RA ESTREITA DO ROSARIO N". 1)
Ca! virgem de Jaguaribe
arca
Registrada
SCOTT
DE OLEO PURO DE
Fijado de bacalho
COM
Uypjhospliilos de cal e soda
pprovada pela lauta de Uy
giene e antorisada pelo
governo
E' o melhor remedio at hoje deacoberto para a
ilsilrn IiroiicliiK-N. eserophnlas, r
rhltlM. anemia, ienlltdadc em feral,
efliivno, lOMne cbronlea e ntFer^en
do pello e da ;-aranln.
E' muito superior ao oleo simples de figado de
bacalho, porque, alero de ter cbiiro e sabor agra-
daveis, possue todas as virtudes mediciuaes e nu-
tritivas do oleo, alm das propriedades tnicas
reconstituirles dos hypoph"sphitos. A' venda nal
f rogaras e boticas.
Deposito em Pennimbueo
Piiuias purgaiivas e depurativas
de Campanha
Estas piiuias, cuja prepantco puramente ve
getal, tcem sidj por mais de 20annos apr.it-eiladat
! com os mclhores resultados as seguintes moles-
I tias : uffeecoes da peile e do figado, syphilis, bou
i Mes, eooro/ulao, thagas inveteradas, erysipelas e
gouonlias.
| Modo de uiiI-dk
Cmo purgativas: tome-se de 3 a 6 por dia, .
| Bindn-so pos cada dae um pjuco d'agua aoja-
da, cha ou caldo.
Como ro(?nladorss : torne-se un piiuls sojantar.
Eetiis piiuias, de iiivt'm;ai) dos pliarmacenticos j
Altueida Andrade & Filhos, teem veridietmn doi'
ais. ined.ios para sua melhor garantin, toriiaudr-
' ae mus recounneudaveitt, por screui um scguii
purgativo e de pouea die'a, pelo que poden, ser
asadas em viagem.
ACUAM-SE A1 VENDA
^ drosarla de Furia Noliriubo A
I 'll -KUA IX) MRQUEZ I1E OLINDA 41
21 ,36
7,091
9,014
13,090
17,430
3,183
5,795
o
30:0005000 20,558
2:000,5000' 6,418
2:0000000115,321
2:OOO(5OO0i16,821
2:OO05OO018,641
9,?'
1:000^000
500(5000
500J000
5000000
5000000
5000000
0000000
5000000
/asa
al ligar
para
O 2- e 3- andar da ra larga do Rosario n. 37.
esquina defronle da igreja, juntos e Eeparados ; &
tratar no pavimento Ierre-, Progresso Central.
Aos fOO:000SO00
BILHETES SAMIDOS
16-Eua do Gabug-16
Pa-eco
1 vigessimo 10000
Kza porcu de SOO^ par- cima
1 vigessimo 0900
"IDIhOOOl-
Loteria de A'ag-as
EtraecioSexta feir 5
do correte
Intransferivel
Bilhetes venda na csa feliz,
da Independencia ns. 37 e 39.
1:0000000.19,805
1:0000000 21,520 5000000 O abaixo assignadr. vendeu nos seus ven-
1:0000J00 23,915 5000000 turosos bilhetes garantidos os premios se
Acham-so venda os afortunados bilhetes guintes : de 9471 a 9480 com 2000000,
garantidos da 15 a parte da rr.esma loteria, j de 21871 a 21830 con 1000000, de 7661
que se extrahir segunda-tora, 27 docor-(7670 com 600000, o n-. 14802 com
rente. 4:0000000, o n. 14511 com 2:0000000,
o n. 20634 com 1:0000 e o n. 10405 com
5000000, da 14 parte da Ia loteria.
Oonvidase aos possuidores a virem rece
bcr sem descont alirum.
o
Aeham-se venda os venturosos bilhe
tes garantidos da 15a prte da 1* loteria da
provincia em beneficio da Santa Casa de
Misericordia do Recife que se extrahir
segunda feira 27 do corrente.
Presos
i Vigsimo 10000
Meado qnanidade superior
a l>o#'ooo
Pra?a A dezena 90000
Jooquim Pires da Suva.
GPPRE3SA0 rafirpT .SEVSAL&saS -JW;
..............1
lsplra-e a fuaj-? ane penetra uo pello aca-iua o symp:uuia aervoao, faclta
a expectorabas e Arorisa as fuaccOe dos oric^s resylratortos.
Tosrfa < !* cas Oe J. aeic. i k*MLBsarc esn Paria
_ Mttotitaittem^onwijieo KMAJic* V.se Mi* C%r, __
Ao d. i7
Juan .tiiNelnio Mnrqi>4*M
in ll-ii. mulbr
Virginia lie Uliveira. r. Arceni i Joaiu u: de Souzn
Riniiree e sua ion amam
cli braj un. do cemiieria pu
Mico, pelas 7 hora* 4a ri.unhA do di !, stimo
do falleciuiento J^ao An-
selmo Marques ; 'i v:n acto, con-
vidan) o pelo qne
desde j re ros.
Abri se ra rio Bom-Jesus n. 23, um
armazem onde se vende constantemente
a superior cal virgeru do Jaguaribe, acon-
dicionada cu barricas proprias para o fa-
brico do assucar.
Esta cal, em nada inferior que nos ,
vera do eetrangeiro, vendida polo preco
fixo de 60000 a barrica por contrato que
fez o Sr Vicente Nascimento com o Sr.
Jos ("esta Pereira proprietario do engenho
Jaguaribe, cujas pedreiras lho H 0 norae.
E' encarregado da venda nicamente
n'esta cidade o Sr. Sebastiao Bczerra ; lo gtaud0 Pag0 pedido
com escriptorio ra do Bom-Jesus n. 23. Imperador u. 50, andar.
Na ra de Hortas n. 1 i, veude- c bou carne do
sertao e por barato prevo.
osturciras
Precsa-se de psfhilao, e boas coriiinicirap, pa .
; jra-se bom ordu:. do, escusad" apresentar-sc
no atelier da rita do
Elixir carminativo e tnico do
pharmaceufo Ye as
Remedio que cura Oyfpepsias, castralgias e to-
das as perturbaeoes lipsd tomago e iutestiuos. Aconseibado por varios cli
nicos dos mais conceituados desta cidade, acha-st
venda exclusivamente na pbarmacia americana
de A. fe. .eras & C-. ra Duque de Casias on
ni i-r. F7.
Aviso
A hcquo entre amieos o collegas fi".a transferi-
da pura a teneira de Jxueiio de 1887.
Sr. fiscal da Boa-Vista
Peden os prejudicios providenciis para o abu-
so de ter csrne de aolho para a praea da Boa-
Vitfu L'atiiinho Novo.
Cosinheiro
Precisase de um cosiuheiro :
do Commercio n. 44.
a tratar na ra
Aviso
fj Em casa de todos os Perfumistas e Cabelleireiros
da Franga e do Extrangeiro ^^^
L^_________PABI8, 9, IBvta. de la :Fs
^a^aaa>aaaai^BaB^aHHViHHaaai^i^HaBMiMa
gas ii (glrdt rToz especial
PRBPARA.D0 COM BISMI.THO
Perfumista
la aiac, I^AJRIS
y
O abaixo ;>9-pn!ido fcientifica aos seoo amigos,
ao coiiiii.-.uio a quem it.uis intereesxr pitaB, que
o nico em-arrepado do reoafeot suas eontas o
seu emuregado Dumingos GonC'lves da tSflvo, 00
pessoa qiio presentar as ditas eont;:s com o re-
cibo do mesino abaixo oeoigaade. Scientifica
mais que nio se responsabilisa pir debito aljjum
centrabido em ser. nome, sem pedidu seu por es-
cripto e asoignado.
J. C. Freitas.
Theatro em Jaboato
No dia 31 do corrente cera levado secna, nc
theatro Guarany, o drama Verselem, em berierjeio
de eeu autor, que tambem tomar parte na re-
presenfacSo. terminando o espectculo com a intc-
ressante comedia Urna criada impagavtl.
Con: vara o espectculo as 8 1/2 horas, tcnu
trem i'pecial para o Recife, depois do mesmo.
Bilh. tes venda desde j.
Pnooo
Camarotes !f000
Cadeiras 2*000
O ben-'fieiado espera a pr^tecQao do r-'speitave!
pnblicii. a quem anticipa seu- agradecimeutos.
A' prafa
Os abaixo assioados, em virtude do contracto
commercu.i qu>- eelebraram com a Extn.i. Sra. D.
Mara Jof-.niia Fiuza de Souza, assumiram a ge"
rencia e a n sp nsabilidadc do activo e passivo da
trma Jos Augusto dos Santos 4a C, pelo qiir-
transf.'Biram seu aimazom de miudez-is da ruado
l'om Jess n. 53 para a ra do Marques do Olio-
da n. 32.
Recite, 1 de Dezembro de ^88$.
Sal.-zar & C,
NA EXP0SICA0 UNIVERSA
VINHO de CATILLON
n GLTCERINA e QUINA
0 rn.ii* p*"' tri'io tnico ivcoostituinte proscripto
qos caso> ae Dores d'estomago, Langor. Aueuiia
Diabetis, Consumppo, Febres,
ConvaJeScenga, Rozultados dos partos, etc.
0 mesma Tinho com ferro. VINHC FERRUGINOSO 3t
CATfll.CN reicntratlor por i xcolie;icia do sangue pobre
5 e tocoftdo. Este vinho Uz Ijl-rar o farro por todos
^ os estomago e Bio OOcasiou prnio de ventre.
PARS. 23, ra Stint-y.r.ent de-PauK Km Pornambjeo!
Franc6* M. da i^va o C-'.c- -
a'ji;t.i.iiii.7>-rrjffOT"
VERD4DEIR0S GRAOSdeS AUDE do DrFRANCK
*iT#
Approvados pela Junta Central de Hygiene da Corte.
iVpern inachicos, purgativos, depurativos, contra a
Falta de appetlte, Prlso de ventre, Eniaqueca. Vertigens.
Conceatoes, etc. Dose ordi**ria : I. 3 graos.
Exipir MiUitllHJHIUJ com o rotulo em 4 CORES, e a
as lW:1MlkliF:VaTiWlaM as'ifiutut A. Rouvire ea tiuU enrar*.
Ero PABIZ, Pharmacia LEBOT.
DEPSITOS EM TOriAS AS PRINCIPAES I'UARMACIAS

I
t
ILEGfVEl


I
Diario de Peroambuco^ointa-feira 23 de Dczcrabro de IS86
ELIXIR &VINHO'
TROUETTE-:
de PAPAINA (Pepsina vegetal)
alo m mais poderosos digestivo* conhecidos at agora, para combater as
AFFECQOESDO ESTOMAGO: GASTRITES, GASTRALGIAS
DIARREAS, VMITOS, PESO NO ESTOMAGO, MA DI6ESTA0. ETC., ETC.
XJU CAUCB LOQO DEPOIS DA COMIDA BASTA PARA CORAR OS CASOS MAIS REBELDES
Tanda as principies Pharmaciaa 0 Drogaras.
Venda em grosso em Pars .TROUETTE-PERRET, boulevurd Voltaire, 64
Dere-se exigir Sello do oorerzto Francs sobre os Frascos para evitar as rsJslflcacaea.
Oawt.ft sai PmmambHt.rtLAM"Wt. te xxvaa. t>..*Jis*Ma rairaMlsv
ftAAAAAATlf ifUi*i* i Cosnheiro
Precisase de un cosiuheiro ; a tratar na ra
Aluga-se o 2- andar da na l'ninei'o de Marf,v do pHVg(lnri n. 19, ps,Pageai da Magdalena.
n. 7-A : a tratar na livriiria.
VENDAS
Vende-ae o estabelecimento de moihados sito |
A praca do Conde d'Eu n. 15; a tratar ne inesmo.
Vende-sa una mesa de janlar eom seis ta-1
beas, muito boin estado ; um marquesita novo,
urna jardineira bonita de deitar flores, e um guar-
da-ve*tido muito benito, por preco commodo : no |
Caminho Novo n. 128-
Vtnde-se um boi manso e um carneiro, e
bem aseim um carro para eageaha, por preco com
modo ; a tratar eom Frederico Chaves, largo de
Pedro II n. 75, 1 andar _____
Vende-se urna padaria na Varze ce m todos
os utensilios ; a tratar na mesma casa com Do-
mingos Pereir da Silva.
Fest
as
A chapellarla indiiMrlal. attendendo
a approximar-se os das de festn resdve vender
os seu chapeos a prroaa oxcesafvainente baratos.
E' pois occaslo amara a suppriintnto antes que
termine a perhinch*. TeU-phone u. 5t*.
Bazar de passanis
lina do llum aleats n. >*
Neste estabelfieiment at ha-se serapro venda
grande variedade de bous < lindos paesaros e
gaiolas, tanto DHcionaes como estrangeiroe, licores
de rosa, especiaes ce mxrncuj em lindas garra-
bnhas. proprias para t leste, pimenta americana
em cons.rvj, ceataF. balainhos proprios unra ui-
nhos de canarios fio imperio, xarope de grozella
muito bem preparado, vinho fino do Porto, engar-
rafad.', bolinhos de diversas qualidades, tinta iu-
gl- za em bMtsWa, va*s>>uras (lo Para, buhas c
masrriohae da Babia e ontnis muitoa artigos que
Q I..:nan, enfad >nhn mencionar, tudo se vende
sor piwcoa os mais rnodieoc posaiveis. Na mesmo
Caja
Magnifico assucar turbinado, jroprio para fa.
britar o especial doce de caj crjrs.usado.
Joaquim Salgueiral & C rus Direi.a n.22
Telephone n. 445
I-
al
Maa do Livramento, veioa octagenaria e pau-
prrima, pede s almas earidosas que lbe mande
uma'etniola pelo amor
do Bernard'
51.
de Deus. Mora no bneco
E' urna obra de earidade.
Tiiisri IiDB
PARA TINGIRA
barba e os cabellos
tita tintura tinge a barba e os cabellos ios-
tan'aoeamente, dando lhes urna benita cor
e natural, inofensivo o scu uso simples e
rpido.
Vende-se na BOTICA FRANCEZA E DRO-
psUbeleoir,., .-..-rr.-aa-se de qnalquer QARIA dc Rouqu(yroi Fre-Cg Buccessore. de
menaa o pasearos ou animan pura i-mbarc r -
para a Europa ou Rio de Janeiro, iiao abasando o o
CAORS, ra do Moin-Jesus fantiga da
A
Crui
proprietario da boa fe de seus fregueses.
Copeiro
Precifa-se de um hom copeiro, dando fi.nc de
sua conducta ; no hotel do Caminho Novo nume-
ro 118-C.
Engxish
Cli
nromos
Carloes para boas Testas
FELICITAQES
ParabeaN e bonat aiin-m
Especial
O melhor assucar t> finado que be fabrica em
Peroambuco.
Joaqun. ?algueiral C, ra Direiia n.22.
Ieleahone u. 445.
Mr. I. Fanslone (of London) begs
i to intorm hia pupila that he will recom-
\ mrr.ee his Euening Clastes of practieal En-
glish on Jan n. 3., at his rooms, ra Es
treita do Rosario o. 4.
Gentlemen or Ladies wisbing to perfect
themselves in the English language and
desiring prvate lessons please to comonini-
cate ear!y.
Peitoral de cambar
Agentes e depositnos geraes n' sta provincia
FRANCISCO M DA SILVA & a
com armasen! de drogas ra do Mrquez de
Olinda n. 23.
Prec-os : Frasco 2*580, 1/2 dusia
13|000 e duzia 24*000
WHISKY
HOY AL BLEND marca VlAOO
Este exccllente Whisky Eacosass e preferiyt
so cognac ou aguarden^ de caima, para fortifica'
> corpo.
Vende-ae a retalho no* tu Inores armasen
nol hados.
i'eda ROY AL BLEND marca VIADOcujo no
me e emblema sao registrados para todo o Brasi.
BROWNS fe C, agentes
Capital bem erapre-
gado
Ven le se a importante taverna sita ra da
Guia n. 57, por seu dono ter de retirar se por in-
commodes de sade ; a tratar na mesma.
Vende-se
o hotel e hospedara Estrella do Norte, na Lin-
goeta. O proprietario deste hotel tendo de reti-
rar-pe para f.-a desta cidade, vende o seu esta-
belecimento por preco bastante commodo ; trata-
se no mesmo, k ra Thom de Sousa n. 8.
-Exposipao Central
i:n liquidado
A' ra larga do Rosario n. 38
Damiao Lima > C, continuando a liquidar suas
mercadorias, chamam a attencao do respeitavel
publico em geral:
Pecas de bordados, Palma, a 2*500 e 3f.
Luvas de seda rendadas a 2500.
Leques de '400, 5u0, 600 e 800 rs.
Ricos broches (uovidade) 2t.
Pulseiras lindas a 1 e liOO.
Linbas de 200 Ys. a 80 rs.
Bonitos Plaatrons a 500, \$ e 2.
Meias de corea pura senhora de 500 a 15500.
Lencos de seda a 1200.
Bengalas a 1.
Mantas de seda alie 14500.
Pecas de bordados a 320 rs.
La para bordar a 2800.
Agua Florida a 700, 800 e 1J.
Object08 para presentes a 34 e 44-
Collarinhos modernos a 400 rs.
Bicos, titas, perfumaras; botoes, espartilhos, cs-
pelhos e muitos outros artigos sem competencia.
>ft Exposleao Central ra larga
do Kimnrio n. 38
1
DA
COLOMA ISABEL
o
EXTRACgO SEMANAL
7.a parte da 24.a .olera
CORRE
No dia... de Dezemko de 1886
ltransferml I Intraasferml!
PORTADOR DE M VIGSIMO ESTA' HABILITADO A TIRAR
12:006$200
"'^
toiestias da garganta
PASTILHAS DE PALANGI
da Chlorato de Potaaaa e Alcatrao
Para as enfermidades da bocea, inftammafao da garganta, aphta, ulcerafo das
gmgioas, seccra da linguaedo paladar, rouquido, inctiafo das atnygdalas, etc.,
nw> ha remedio mais eflicaz e rpido do que o chlorato de potassa. Si se lie junta
o alcatro cujas propriedudes balsmicas e purificantes sao i--jversalnieiitereconhfc-
cidas, accolera-se a cura destas pequeas enfermidades e eviia-se sua repelilo,
dando ao mesmo tempe .naior forca aos orgaos
As Pastilhas de Palangi se ciissolveui lentamente na bocea e obrao como nr-
garjo; passao, depois para o estomago e dalli para o sangue que se purifica sob a
benfica inlluenoia do alcatro.
Estas pastilhas s&o muito usadas pelos Cantoras. Advogados.Prgadores e todas
as pessoas que sao ohrigadas fal'iar em pubiiuo.
Deposito em Pars. 8, Ron Vivjenne. e em todas ,is Pharmncias.
Aos 1.000:
200:000*000
100:0001000
LOTERA
UIWII
DE 3
Em favor dos ingenuos da Colonia Orphanoiogica Isabel
DA
PROVLNCU DEPERNAMBUCO
ExtracQG a 14 lie Malo la 1831
0 thesoureiroFrancisco (juncalves Torres
Prsenles para a Testa
No arinaaeni de Vaftconcellon. 6 ra
da Aurora n. 81. encontra-ae:
Bonitas caizas com passas, diversos tsmanhos,
ditas adornadas com seda.
Elegantes carts com decs seceos e crystali-
sados, em calda, latas e frascos.
Confeitos, uvas brancas, doce de goiaba e ge-
leias.
Fiambres, carne dj sertio, linguas afiambra-
das, seccas, de morue em salmeare.
Ovas de peixe, figos, amendoas, nozea e casta-
nhas, variado sortimento de biscoutos finos, e os
mais recommendavf-is para doentes, nao igaaes.
Vinhos fines do Porto, D. Luiz, reserva, mus-
catel e lagrima chrisri, Bordeauz e Collares, qnei-
jos Kndrinos, hastinuue, ploym, prato, etc., etc.
Cha verde imperial e preto fino, verdadeira
gomis de araruta e roatarana,
Yende-se
nma caainha de fijlo e cal, por barato preco, na
ra Imperial : quem pretender deize carta nesta
typograpbia com as iniciaes F. F., on ento a in-
tormar-se na mesma typograpbia.
Esta lotera est garantida, aloi da fianza, por um deposito
no Banco Rural do Rio de Janeiro equivalente ao premio grande
de cada serie.
BILHETES k' VENDA
MA
INJECQAO DE GRIMAULT E C
Preparada com as folias do ICatloo
Approrada pela Junta Hygiene do RJo-de-Janeh*.
Esta injeccao preparada com as folbas do Matico do Per para a cora
da Mennorrhagia, adquiri em pouco tempo urna reputac&o universal por
sr a nica innocente, contendo apenas vestigios de ses adstringentes, que
se encontrao em outras em grande quantidade. Em poucos das ella acaba
com os corrimentos mais dolorosos e mais rebeldes.
Deposito em Pars, 9, Ru Vivienne, 8
Cd frasco lm-ra m marca de fabrica, a firma a o aullo da. noaaa, caaa.
Aos senhores ie enge-
nho
" que quizirrem vender formas de ferro j srrvidat
tenhim a b'ndade de i'otnparec-.r na ra da Im
peratriz u S4, taverna.
Caixeiro
Precisa-se de um menino com pratica de mo-
ihados e Sjae d fiador de ana conducta ; a tratar
na ra d.- >. Joo> n. 12.
Criado
lie

Precisa-se de um criado de 12 15 annus
idade, que saiba Irr e escrever alguma cvusa, e
que d conhecimento de sua conducta ; na ra to
1 Bom Jess n. 26.
Grande bazar k prendas
No da 26 do andante mez '-tA luxar no pavi-
lhao do Canso de Oliu'ia a giai'de bazar de pren-
das em favor ds obras da igreja de N. S. do ftr-
mo da mesma c-idadi-. Pede-se aos fiis a soa con
currencia ao dito buzar, afim de produtir o re-
soltado dfS-jado i hi-m das murrias obras. Achnr-
.e-ba presente urna commif sao de aeuhoraa
.eceber o devido producto.
Precica-se de um criado
4, hotel.
Criado
no largo da Penha n.
MONGRAI'HIA
as ret
Veto
luridira e pralira das eiernroe* de
Menlenran. nm procesaoritil
PELO DR B. T. DB MOBAES L1TE VELHO
l vi.lumt: ac 3'JO pg. broth. 6000
Addices Mom graphia das ezeencoes, contendo
reformas da lei de 5 de Outubro de 18H5 e de
dc 25 da J- neiro de 1886, e a syoopse em
forma de eodigo, de todo o processo das ezecucoes
bypoihechriaa cpignoraticias.
Obra reieiiti'ir.eiite publicadas e til aos Srs.
advogados e magistrados, 1 vol. broeb. -i'KM
Os 2 volarnes juntameute esse 10000
l.ivraria Francesa
9RA PPIMElK E MAUQO-S
Desanpareceu
Ha fres Sfmanas que a preta Dasniana a pre
'.ezto de ir tratar m casa da mi, ua estrada
nova, breve henea da senhern, mas que consta
i ti-r ido. p-.r ifko p-do ssj a quem souber noti-
pura cia delta, que avise na ra nova dc Saata Rita a.
8, que te gratificara.
0 Chnelo Turco
Loja de calcados estrangeiros
DE
Daz k Carral & c.
O Ra do Baro da Victoria IV. O
Este bem acreditado estabelecimento acaba de
fazer acquisicao do mais variado e sorprebendente
sortimento de calcados dos melhores fabricantes
dos diversos paizes da Europa, quer para homens,
qner para senhoras e criaocas.
A grande quautidade de calcados, sua varieda-
de em nmeros, formas e materiaes, reunidas i
elegancia, gostos, solidez e perfeico do trabalbc
nao esquecendo a delicadeza e sinceridade do trato,
as commodidades do estabelecimento, e a modici-
dade dos precos, offerecem aos concurrentes toda
vantagem na escolha e certeza de que sahiro em
cudo perfeitamente satisfeitos.
Solicitamos, pois, das Ezmas. familias e do res-
peitavel publico em geral, a honra de urna visita
Iao nosso estabelecimento, conscios de que sero
contentes de nossa ezposIcSo.
Ver para crcr
Ao Chnelo Turco
IOlina do liaran da Victoria1V O
" A' Florida
Ra Duque de CaxJas IOS
Chama-te a attencao das Ezmas. familias para
os precos seguintes :
Luvas de seda preta a 1 JOOOgo par.
Cintos a 1*500.
Luvas de pellica por 2500.
2 caizas de ppcl e envelopes 800 rs.
Luvas de seda edr granada a 2*, 2*500 e 3*
o par.
Suspensorios p. ra menino a 500 rs.
dem amer.eanos para homem a 3*.
Meias de Escossia para enanca a 240 ra. o par.
Pitas de velludo n. 9 a 600 rs, n. 5 a 400 rs. o
metro.
Albnns de 1*500, 9*, 3*, at 8*.
Ramcs de flores finas a 1*500.
Lavas de Escossia para menina, lis das, a 800 e 1* o par.
Porta-retrato a 500 n., 1*, 1*500 e 2*.
Pentes de nikrl a 600 rs., 700 e 800 rs. um.
Rosetas de bnlbantes chimicos a 200 rs. o par.
Guarnices de idem idem a 500 rs.
Anquinhas de l*5t<0, 2*, 2*500 e 3* urna.
Plisss de 2 a 3 ordens a 400, 500 e 600 rs
Espsrtiibo Boa Figura a 4*500.
dem La Figurn* a 5*000.
dem estreitiobos com 10 metros a 800 e 1*000
a peca.
Pentes para coco com ioscripeo.
Babadores com pintura e inscripces a 5C0 rs.
Par toilet
Sabo de areia a 320 rs. um.
dem pbenicado a 500 xa. um.
dem alcatro a 500 rs.
dem de amendoa a 300 rs.
dem de alface a 1*000.
Agua celeste a 2*000.
Agua divina a 1*500.
Agua Florida a 1*000.
Macacos de seda a 100 rs.
Meias brancas para senhora a 3* a duzia.
istojos para crochel a .$000 rs.
Linhas para crochet cor de reme 200 rs.
Linbas para crochet do seda mesclada 300 rs.
Bico de cores 2, .1, e 4 dedos
de largara a 8*000. 4*000 e 5*000 a peca
BARBOSA & SANTOS
RODA DA FORTUNA
36-Ra Larga do Rosario36
Bernardhio Lopes Alheiro.
A KevoluQo
A' roa Duque de Caxias, resolveu vender
ob seguintes artigos com 30 /0 de me-
nos do que em outra qualquer parte.
Ver para crer
Cachemira bordada a 1*500 o covado.
Mirins de cores finos, a 900 e 1*200 o co-
vado.
Ditos pretos a 1*200, 1*400, 1*600, 1*800 e
2*000 o covado.
Las mescladas de seda a 600 ris u covado.
Ditas cora listrinhas de seda a 560 ris o dito-
Ditas com belinhas a 600 ris o dito.
7 Lindas alpacas de cores a 440 ris o covado.
Las com quadrinhos, a 400 rie o evado.
SJGaze com bolinhas de v,elludo a 800 ris o co-
vado.
Setim maco iavrado a 1*300 o covado.
Seda palha a 800 ris o covado.
Ditas de corps de 2* por 1*000 o covado.
Setim maco liso a 800 e 1*200 o dito.
Grs do aples preto a 1*800, 2*000 e 2*500
o covado.
Setinetas lisas a 320 e 400 rs. o dito.
Ditas de quadrinhos a 320 rs. o dito.
Ditas pretas finas, a 500 rs. o dito.
Fustoes branoos e da cores a 320, 400, 440,
500e800rs. o dito.
Zephiros finos, escossezes, a 500 rs. o dito.
Zephiros de quadrinhos a 180, 200 e 240 ris o
covado.
Zephiros lisos a 1J000 o dito.
Alpaco de cor para palitot, a 1*000 o dito.
Velludilhos lisos e lavrados a 1*000 o cavado.
Crotones finissimos a 240, 260 e 240 e 300 ris
o dito.
Ditos, ditos a 320, 360, 400 e 440 ris o dito.
Colchas brancas a 1*800 urna.
Seda escossrza a 360 rs. o covado.
Colchas bordadas a 4*, 5*, 7*, e 8*000 urna.
Ditas de crochet a 8*50 dita.
Camisas bordadas para homem a 30*000 a du-
ia.
Ditas para senhoras a 30*000 a dita.
Cortes de casimra finos de 3* a 8*000 nm.
Casacos de laia a 1000 nm.
Ficbs de retroza 1*000 um.
Ditos, de pe lucia a 6*500 um, (bordados).
Cachemira de cor a 1*600 o corado.
Flanella americana a 1*400 o dito.
Cortinados bordvdos a 6*0'J0 e 7*000 o par.
Ditos de crochet a 24*000 o par.
Meias para homens de 2*400 a 9*000 a du-
zia.
Ditas para senhoras de 3*000 a 12*000 a du-
zia.
Mantilheas de seda a 6*000 urna.
Espartilhos de cmraoa a 4*000, 6*000, 6*000
e 7*500 nm.
Toilett para baptisado a 9*000 e 12*000 um.
Lencos brancos e com barra a 2*000 a duzia.
Anqninbas a 1*800 rs. nma.
Brim de linho de cor a 1*000 a vara.
Dito pardo a 1*000 a dita.
Esguio amarello e pardo a 500 ris o covado.
Chales de mirin lieos a 1*800 um.
Ditos estampados a 3*000, 3*500 e 4*000 nm.
Cortes- de cachemira para vestidos a 18*000
am.
Redes Hamburguezas a 10*000 urna.
Panno de crochet para cadeiras esof a 1*000,
1*200, 1*600 e 2*000 um.
Henriqae da Silva Moreira.
SAUDE PARA TODOS.
PILULAS holloway
Ae PUulas purlflcao o San&ue, oorrgem todas as desordems de Estomago e
dos Intestinos.
Fortalecem a saude das constihicoes delicadas, e sao d*um valor incrivel para todas as enfermidades
peculiares ao sexo feminino em todas as edades. Para os meninos assim como tambem para as
pessoas de iiade avanzada a sua ercacia e incontestaveL
Sssas medicinas' slo preparadas smente no Estabelecimento do Professor Hollovav,
78, NEW 0XF0E2 STEEET (antes 533, Oxford Street), LONDRES,
K ver.d-mse em todas as pharmacas do universo.
Os compradores sao convidados respetosamente a examinar os rtulos de cada caixa e Pote se nfco tecQi ft
tirr/;ao, 533, Oxford Street, sio falsficasoes. ,
Grande relornia'"...

PIMO DE RIGA
le 3X9, 4X9 e 3X12; vende-se na serrara a va-
por de Climaco da Silva, caes Vinte Dons de So-
sembr n. 6.
Cochcira venda
Vende-se urna coebeira com bous carros de
passeio, bem localisada e afreguezada, por preco
muito mdico em razo de seu dono nao poder
administrar per ter de fazer urna viagem ; os pre-
tendtntes acharas com quem tratar rna Duque
de Cazias n. 47.
Oleo para machinas
Em latas contendo cinco galoes, a 9*000 ; ven-
de-se nos depsitos da fabrica Apollo.
Realmente fai grande a que se fez n* Loja dos
Barateiros.
ilua da Imperalrlz n. O
E sSo os uuicos que tem as si-i.-iutes especia-
lidades !!!...
La e alpacas, grande e importante sortimento,
e lindis8mos padroes, o mais tino apurado gosto
que tem vindo, e por preco baratissinv. de 500 600,
L700, 800e 1*000, o covado, porm fino e bom !...
Querem ver ?... aparecam !!.'...
Ezmas. senhoras !.'...
Temos um liodissimo sortimento de tailhe, que
a vista agrada a mais excepcional fregueza : isto
por menos do que em outra qualquer casa ; s n.
40 !....
Pois cusfa 600 rs. o covado.
Temos mais lindos sortimento de fustoes a 500
rs. o covado.
Chitas haas, especialidade, porque houve rosto
na escolha. e vende f fu* 240, 280. "20, S60,400
e 5< 0 r?......unido, n. 40.
Tainteui u > -!!!...
Ltud.w pi.iio s 111 'i.,Ti>:t lle-
co vado.
Cambraia victoria e transparente finas e boas
de 3*300 a 8*000 a peca.
Brim branco de linho especialidade de 1*500 a
3*500 a vara pechincba !
Brim pardos hzos e trancados dc 700 a 1*600 a
vara, aproveitem festa! !...
Mobsckim grande sortimento a vontade do fre-
quez, vende-se de 400 a 560 o covado, venham '
Sitinetas 1 !... esplendido e importante sorti-
mento nesse artigo, sendo brancas, pretas e de co-
res, lavradas e lizas, o que se pode desejar em bom,
vende se de 400 a 600 o covado.
Temos mais !...
Casemira de todas as qualidades e cores, e fa-
zemos costumes de 30* a 60*00, barato !* e em
covados de 2*500, cousa fina e que a todos agra-
dan, app Acreditm ?...
Venham ver, para crer .'!!...
Madapolo de 1 qualidade de 4*500, 6*500,
S5&00, 7*500, 8*500 e 10* a peca, e que ha de
melhor.
Algodo de 3*500 ?*500 e 8*000 a peca tem
20 jardas.
Camisas de meia de cores e bfaocas de 800 a
1*800 e 2*000.
Colcha de lindos desenbes a 4*0C0, casta 6*0
em outras casas.
PanHos da costa do melhor qnJ ha custa apenas
2*750, o metro, i: pichincha 1
Bramante de linho a 1*800 a vara, 10 palmos,
para a cabar.
Idrm dealgodaoa 1*300, palm-.s tambem bom.
Algodao emfestado, 10 palm- s s 900 rs. o metro,
muito bom para Iriices.
Alem das fazendas ja. mencionadas temos muitos
artigos de modas como seja, leques de fino gosto,
gravatae, colarinhos, pnnhos, meias ete. etc.
Alheiro &C.
RA DA IMPERATRIZ N. 40
CONTRA
DetluXja Qrlppe, Bronohxtaa,
ITrltaoOea do Paita, XAROPE-aPASTA pflltorml
de NAF de DHXANG RENIER Soacnma etHcaotaoert
Terlflcnila por Membrosdii AcmlemindoM-f-ciada Franca.
Bem Opio, Iforphinn nem Ooirima itUae iem nodo aa
oriancu affccladu de Toesm n CoqualMSfca.
PARS, ra Viriennr, SM, PAM8
B EM TODAS AM PHARMACAS
DO MUNDO.
fT
?
tem
A PEPTQNA
Sob a atan mi INHO de MfMaU,f
[ preparado por Setreaa* de Far's, au'
i medicamento qae rnuno con'ribue rara tci-,
r itar as lunecces lo^stomago, e 11 mili lias a.
? digestio. uuxcr n eicU 'avtvacer *
'0 doi.ita.
Seranufsere e exper^enis ciaa paira
'rasis afzniadios ro >dicos 4e Pai e ?ntros
eizes demenstraraff- a ef6.ia-.1a do Vlzf 80.
E J-EPTONA DEFRESrrS; na im-
? pcasibilidade em que estar.os de reproduzir
? todas as suas cartas, lirmtamo-aoa a apra-
i scv.ar aqni atara dirijas .o Sor DcfrSBXB'
; par dai tnraKativo, eujo uamt a a fama aa
. :>*> conhaciSos pelo mundo medtosi.
Diz a i* "niet ao Sir Defrtsne:
Senlis, a 29 lie Marco da 1882. T
( lenuo o (rosto de lhe saarJfestar a ssr.
. osfafao qao Uve com S ua Fiaptona, aa! ba resultados ijae eom Ha alcance) aos
''. twa graves em q-e a teoho en pregado
a Semore quando tive de batt r nm a
suga cansad, doente ou com \ii difec-X
tes. a soa preparacar alvioa o
ddente, -vjahorasido-lhe as fnnecoes Jigetli--
vas, mnitaa c>lheres idesas, owrM
aienic.it < menino raci'iitlcos dercm a
tunde ar- !, da Peptona. Por isa i qaa>T
coasidero cea um vsrdadeiro dever o re-x
or .nmend -c, os meus doeaei n'a rj {randa
numero de cas:;
Ccmediatamente ocasuatlos era menos
periosa do qae haje; entio u constitaicoas
Seris mais vigorosas, aanguinea, ei>,-gicas*
1 f per ama grande abundara surcos lao-
iriooe -O ?rovoeava a prompta transforma-
fc aos aWrr.entos mais reractarios.
s Moje, porm, que oj estmagos Uaili-,
Udos carecem de energa, 4 coaveoieakl
lancar mo de todas ar subutancias raa fa'
ciUtam a digestao, como, tor orenajto, et'
si a Psscre-tina.
< O preceilo de h-gisno mr.ls importaate,
[orrr. tv* desprezais t este : Gtstar
muzo .ara rearar t*uV*. P ssta ss-A
gredo da saude, e nnnte muits temor es
mev esr.i'tt tiveram este assrunpto ^or
prir,cip!_. objeeto; alem d'isso- s minha si'-.
f[to>cio de medico na Repai tico de Benefl- J
- eencia esta cidade. em que os tscrofulosssi
e lymphilieol! tbnndsm fora de ediei oasi
permitlen fazar muitij felies i'pplieajoss <
de seus excel fentes productos, s <
Aclia-s. o deposito de tio vacso med- i
carne ato m Pharmacias e Orogariv J'eaaa"
cidade. E' > e nio .leeitar as imitacoes. sxiginlo ~
tnntsasavTTJIalC

^
4S
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-~mm:- -
I
UEGiVEL


Diario de Pcrnambuco^unta-fcira .33 de Dczembro de 1886
} '
UTTERA1MA

\
XAVIER DE MWtm
TRADUC^AO
DE
P1LERHO DE PARIA
(Continuadlo)
CAPITULO XI
CONFIDENCIA
O que exclamou elle, seu pai?...
Oh desgragada, desgragada creanga I E'
horrivel o que eu supponho, e, no entanto,*
verdade, nao aasim ?
Bdm o v, Sr. Mauricio, continuou
Leontina, v perfeitamente que mais vale
nSo pensar em mim ; porque, se meu pai
tivesse essas ideas que o revoltam, seria
capaz de tentar um escndalo, com a espe-
ranga...
Que tena cora isso algum lucro:...
disse repentinumente Mauricio, que pas-
seava a largos passos pelo atelier, e que
parou diant do seu modelo.
Leontina nao respondeu, mas fez com a
cabeca um gesto afirmativo.
__ Pois bem, seja assim disse elle,
que tenha essa esperanga infame 1... Afi-
nal de contas, que lhe importa ? A sua
consciencia est pura, e nao preciso mais
do que atirar um punhado de luizes a esse
homem para a ver menos desgranada, tran
quillise-se. Nao sou muito rico, mas tenho
o bastante para que ua tao pequeo sa-
crificio seja para mim nao s possivel, mas
f*cu
Mas entSo ficaria perdida! Perdida
aos olhos de todos!... exclamou Leontina.
Nao nao mais vale continuar a soffrer,
soffrer cem vezes mais, soffrer sempre, e
nao ter de corar diante de ninguem 1 Di-
ga, Sr. Mauricio, nao da minha opi-
niao?...
__ A minha opiniSo, respondeu o artis-
ta, dobrando involuntariamente o joelbo
diante do seu modelo, a minha opiniao
que uma santa e admiravel creatura, e
que Deus lhe deve uma eternidade de ale-
gra no co para a recompensar dos tor-
mentos que lhe impoe na trra...
Mauricio interrompeu-se para enxugar
as palpebras humedecidas por uma furtiva
lagrima.
Depois continuou:
__ Oh se minha mi, se a minha an-
glica mi vivaase ainda, encontrara pala-
vras para a consolar, palavras sabidas do
seu coragSo, o que iriam directamente ao
seu. Eu, desgragadamente, posso muito
pouco, porque, teuo razSo Leontina, sou
muito moco para proteger uma rapariga da
sua idade o com a sua belleza. E, onde
nao havia mais do que uma boa intengSo
e uma acySo tao pura como a dos aojos, o
mundo veria um mercado vergonhoso.
Mas, tal como bou, repito-lhe do mais inti-
mo do meu coragao, que lhe pertenco com-
pletamente, e que lhe pego que disponha
de mim todas as vezes que lhe fr neces-
sario...
Obrigada, senhor Mauri.-io, frespon-
deu Leontina commovida, e aportando a
mo que o artista lhe estendia, agradego-
lhe tambem eom toda a minha alma I
Vejamos, procuremos bem, procure-
mos juntos. Poderei aer-lhe til para al-
guma cousa ?
Poder, ao menos, suavisar um pouco
os meus pez ares.
Como?... Falle depreast; entao,
estou esperando, estou prompto...
Juiga precisar de mim por muito
tempo ?...
Quinze dias ou tres semanas, appro-
ximadaraente...
S tres semanas I... balbuciou Leon-
tina.
Receia que lhe falte trabalho ?
Nao... mas...
Maa?...
Receio ir a outros adierf. Soffri
tanto n'aquelles onde fui ante de vir
aqu... Eram palavras, gracejos, que
comprchendia mal, maa que me faaiam co-
rar. Escarneeiam do meu erabarago...
chamavam-me presumida e tola... quo
riam que eu ceiasse com outras muiheres,
e, quando fugia para casa de meu pai,
contando-lhe as minhas humilhagoes de
cada hora, du cada minuto, ameacava-me,
batia-me, obrigava-me a voltar para aquel-
lea ateliers malditos, d'onda nSo tinha for-
cas para fugir...
t Oh I soffria horrivelmente, em quanto
que uestes tres dias que tenho vindo aqui,
tem-se mostrado tao bom para mim, que,
servindotlhe de modelo, esqueco a vergo-
nha do mister que exergo : parece me at,
que mo estSo tirando o retrato, e, alm
disso, gragas ao dinheiro que levo todas as
tardes para casa, meu pae menos spero
para mim...
Entao, o seu desejo seria trabalhar
aqui muito tempo ?
Oh I sira !... Mas perdoe-me... sou
muito indiscreta om lhe fallar assim.. .
-Indiscreta I exclamou Mauricio, pois
imagina isso ? Finalmente, posso fazer em
seu-favor alguma cousa, e j duvida de
mim* i..
E, -fallando deste modo, Mauricio pegou
n'uma das brochas maiores, molhou-a em
colla, e passou a duas ou tres vezes sobre
a tela esbozada, que estava no .cavallete
collocado diante delle.
Feito ato, atirou com a tela para um
canto do atelier.
O que faz ? esslamou Leontina com
izquietago.
O que fago ? exclamou Mauricio -T
nao o advinba ? Preparo para ambos nos
seis mezes de trabalho... sim, seis me-
zes... em seguida, veremos ..
O que ? O que quer dizer ?
Quero dizer que nao tomarei parte na
exposigSo d'este anno, Leontina, maa que
no seguinte enviarei para o uiuaeu uma
coinposigSo esplendida!... Tenho o meu
quadro... est aqu* completo na minha
cabeca!... E uma obra prima 1.. Se
d'este quadro deve resultar' para mim al-
guma gloria, pertence ihe a metade, e a
si que a deverei toda.
A mim ?
A si, Leontina, a si!...
Nao o comprehendo, murmurou a ra-
pariga, quasi assastada com a exaltacao do
artista.
Vae comprehender-me. Quer que
lhe mostr o quadro de que lhe fallo T
Existe, ent3o ?
Repito-lhe que existe aqui, respon-
deu Mauricio, batendo na fronte. Ouca
pois, ou antes, olhe : Este quadro uma
scena da sua vida, aquella de que n'este
momento somos os actores.
c Veja o interior de um atelier d'onde
transborda a divina poesa da arte. Um
artista, inclinado perante a sua tela, e de
palheta em punbo. Em plena luz uma
bella e casta rapariga, corada e confusa
oceultando as suas espaduas nuas com os
seus grandes cabellos e as suas duas mao-
sinhas... depois, no segundo plano, e co
mo o demonio, a repeliente e irnica pby-
sionomia do pai que constrange a pobre
cranla a entregar-se aquello trabalho de-
destado 1...
Entao, o que diz ?. .\ Oh I sinto que
farei um grande e bello quadro 1 Nao me
agradega. porque v perfeitamente que,
pelo contrario, sou eu que devo dar-lhe os
meus ngradecimentos.
Mas para completar a minha grande
obra preciso, pelo menos, de seis mezes de
trabalho, porque nao basta que seja um
modelo intelligente; necessario tambem
que me cont a sua vida, as suas agonias
passadas, a sua v-rgonha e a sua dr;
Erestando pela primeira vez a sua candida
elleza ao pinoel de um dos meus collegas!
Quero ser verdadeiro, quero produzir o rea-
lismo serio e consciencioso; quero que o
meo quadro seja notavel, e, como me pres-
tar um grande servigo, immenso, alm
d'aquelles que tenho a esperar de um mo-
delo ordinario, fixaremoa de boje em dian-
te o prego de cada uma das nossas sesgos
em vate francos. D'este modo, seu pai fi-
cara contente, nao verdade ?
Oh Sr. Mauricio, nao potto... nao
devo aceitar...
Porque ?
Lembre se... que uma tal quantia,
todos os dias, durante seis, mezes.. .
Ora, adeus Farei tres ou quatro
pastis nos intervallos das sessoes ordina-
rias. .. tres pastis a mil francos cada
um... sei quera os quer.
Mas...
Nao ha mas.. Previno-a de que, se
recusa, procuro outro modelo... fago um
quadro detestavel, perco o meu futuro, e
carregar lhe-hei a consciencia com tudo
isto, porque ser a nica culpada...
Ohl meu Deus como bom!...
E como hei do agradecer-lhe ?.. \
Nao me agradecendo, e acceitando.
Vamos, est combinado Aqui, ao menos,
estar soceguda, trabalharemos conversan-
do, dir-rae-ha os seus pozares e as suas ts
perangas, serei o seu amigo, serei o seu
irmSo, seu rmelo, entenda bem! Nunca
uma palavra, nunca um gesto a far co-
rar .. Creio que nao necessario pro-
metter-lh'o...
Oh I bom o sei, bem o sei! exclamou
com vivacidade Leontina.
E' adoravel; mas saberci ser senhor
de mim, de modo que nao me torne namo-
rado... Emfim, se essa desgraga aconte-
cesse, em seis mezes nao pode dizer-se o
que resultar das nossas conversagoes quo-
tidianas, juro lhe que nada lhe direi. Bem
v que est tudo previsto, e que nada tem
a recejar.
CAPITULO XIII
UM PAR DE PAES
Vejamos, Leontina, perguneou Mau-
ricio, desos de ura momento de silencio,
est contente?
Estou mais do que contente, Sr.
Mauricio, respondeu ella, estou feliz...
Oh 1 muito feliz !
Entao, sent se um pouco soce-
gada ?
Completamente.
E o futura nao lhe mette tnedo ?
Nao.
Serio ?
Serio.
Entao, os seus bellos olhos nao teera
razio para se inundarem de lagrimas.
Quero um sorriso... e as lagrimas enxu-
tas.
Ah exclamou Leontina, ajoelhando
involuntariamente, como Deus bom, e
como eu lhe agradego!
Porque lhe agradece, minha filha ?
Porque foi elle quom me conduz-o
aqui...
E, pronunciando estas palavras, Leon-
tina, nao podendo dominar a commogao
qua lhe transbordava d'alma, agarrou
uma das mSos de Mauricio, e diligeneiou
lvala aos labios.
O artista retirou-a com vivacidade.
O que faz minha filha ? perguntou
elle em seguida, afastando-se dalla dous
ou tres passos.
Sou culpada? balbuciou Leontina,
cujas faces se tornaran) purpurinas.
NSo, de certo, nao culpada...
Mas assim que se procede entre irmaos ?
J se esqueceu que tinhamos convenciona-
do-sel-o um para o outro? Vamos, d-me
a sua fronte ; os meus labios, ao bey al-a,
demonstrar-lhe-hao toda a santidade da
casta effeigao que soube inspirar-me.
Leontina obedeceu.
Os labios de Manricio depozeram mei-
gamente um sculo na bella fronte do
modelo.
Com certeza os anjos deviam sorrir
vendo essa beijo tao casto e tao puro,
aquella caricia to fraternal.
O coragao de Leontina esteva agrada-
velmente commovido.
Duas grossas lagrimas, mas que nao
eram amargas, appareceram as palpebras
de pobre rapariga.
Mauricio, pela sua parte, sentia-se mui-
to mais commovido do que quera pare-
cer.
A alegra de ter feito uma boa aegao
convulsionava singularmente a sua nobre
o generosa organisagSo, e, contra sua von-
tade, sentio velarem-se-lhe os olhos, e deu
lagrimas por lagrimas pobre creanga,
cujoa pezares deaejava minorar moJifican-
do o seu triste viver.
Exactamente neste momento, o co, nu-
blado.um instante como um co de inver-
n, aclarou rapentinamente.
Affastaram-33 duas nuvens, e um raio
de sol, penetrando no atelier como uma
nacha de ouro, illurainou aquelles dous
rostos mogos e bellos, quo se haviam tor-
nado mais bellos, ainda por uma commo-
gao generosa e sincera.
Dir ao la que Deus baixava o seu be-
nevolente olhar sobre o seus dous filhos,
que sorria ao ver a pureza da sua alma o
dos seus pensamentos, e lhe agradava o
hymno de tcito recaahecimento que de
seus coragSe suba at Elle.
Alguna minutos depois da encantadora
scena que acabamos de descrever rauitc
imperfeitamente, Gilberto Pascal, voltan-
do do Theatro Fran^ez, onde o segumos
nos precedentes captulos, entrava no atelier
do seu amigo.
Encoslaou Mauricio inclinado sobre as
paginas brancas de um lbum, e tragando
o rpido esbogo do quadro que imaginara,
contemplando Leontina.
Esta ultima, que tinha voltado para o
estrado destinado aos modelos, estava im-
movel em frente do artista.
Emquanto se passavam estas scenas no
atelier da ra Pigale, supplicamos aos nos-
sos leitores que nos acompanhem roa
Nova de Santo Agostinho, e que parem
comnosco em frente de uma grande casa
de bella apparencia.
Socegueraoa os nossos leitores, se estao
impacientes, que nao caperarao muito
tempo.
Dous dos uossos antigos e pouco esti-
mados conhecimentos sahiram desta casa.
Lenidas, o modelo, e Adolpho Gali-
mand, seu digo acolyto.
As feigo'es outr'ora bellas de Lenidas e
o rosto trivial e cangado de Galimand ex-
priman) cynica alegra.
Iam de brago dado.
O modelo cantarolava a meia voz uma
aria.
(Contina).
FOLHETIM
O OOBCUNM
POR
?AULO PS7AL
SEGUNDA PARTE
O FALAC.0 CE HEVES!
(Continuagao do n. 293)
A diBCUNMo
Vejara, exclamou Gonzaga, dirigndo-
sc so conselbo.
Depois, voltando-se de novo para sua
mulher:
Disseram-lhe tambem, pobre mai:
t Se procurava em vSo sua filha, se seus
esforgos eram inuteis, que a mSo desse
homem estava ah, na sombra, a sua mao
prfida, que transtorna as suas pesquizas,
que afasta as suas diligencias. NSo ver-
dade, minha senhora, que lhe disseram
isto?
Disseram rae, disse ainda a princeza.
Vejam, vejam, meus juizes e meus
pares I disse Gonzaga. E nSo lhe disse-
ram mais alguma cousa, minha senhora ?
nao lhe disseram que esa* mSo que se agi-
tava na sombra, essa mSo prfida, era a
mSo de seu marido ? Nao lhe disseram
que a crianga talvez nSo existisse, que exis-
tem horaens bastante infames para matar
urna crianga e que talvez... Nao acabo,
minha senhora, mas disserara-lhe isto.
Aurora de Cavlus", tao paluda como um
cadver, respondeu pela terceira vez :
Disseram-me.
E a senhora acreditou ? interrogou
a principe, a quem a indiguagao alterava a
voz.
Acreditei, responden friaraenfe a prin-
ceza.
De todos os lados da sala levantaram-se
com aquellas palavras cxclamagSes.
Est se prejudicando, minha senho-
ra, disse em voz baixa o cardeal ao ouvido
da princeza; qualquer que seja a conclu-
sivo a que possa chegar o Sr. de Gon-
zaga, a senhora est certa de ser condem
nada.
Ella tomou de novo a immobilidode si-
lenciosa.
O presidente Lamoignon abra a bocea
para dizer lhe uma advertencia qualquer,
quando Gonzaga fl-o parar com um gesto
respeitoso.
Deixe, Sr. presidente, pego-lhe, disse
elle ; deixem, meus senbores. Impuz me
sobre a trra um dever penoso, uumpril-o-
hei o melhor que puqer Deus levar em
centa os meuo esforgos. Se preciso di-
zer-lhes toda a verdade, esta convocagSo
tinba por tiro principal forgar a Sra. prin-
ceza-a ouvir-me um vez na vida. Ha de-
zoito annos que estamos casados, e nSo
pude obter esse favor. Desejava appro
ximar-me delia, eu, o exilado do primeiro
dia de nuivado ; desejava mostrar-rae tal
qual sou a ella, que nao me conhecia. Con-
segu o, gragss aos senhores ; mas nSo se
2olloquem entre mim e ella, porque tenho
talismn que vai abrir-lhe os olhos.
. Depois, fallando d'abi em dianto nica-
mente para a princeza e dirigiodo se a ella
directamente, no meio do silencio profundo
que reinava na .sala.
Disseram-lhe a verdade, minha se-
nhora, cu tinha mais agentes do que a se-
nhora em Franga, na Hespanha, na Italia ;
porque, emquanto ouvia estas accusago.'S
infames contra mira, eu trsbalhava para a
senhora. Responda a todas estas calum-
nias cora pesquizas ranis ardentes, mais
obstinadas'do que as suas. Procurava, eu
proprio, procurava sern cessar e sera re-
pouso, com o meu crdito e com o mea po-
der, com o meu ouro, com o meu coragito !
E boje (prestera attengao os que nae ou-
vera), boje, recompensado finalmente de
tantos annos de deseostos, venho dizer
senhora que me despreza e que me odea,
t a quera reipeito e amo
Abre-me os teus bragos, feliz mai,
vou entregar-te tua filha.
Ao mesrao tempo, voltou-se para Peyrol-
les, que esperava as suas ordens :
Tragara, ordenou elle, em alta voz,
a menina Aurora de Nevera !
XI
tqal entoa
Reproducimos as patarras de Gonzaga :
o que a penna nSo pode descrever o ca-
lor do debate, a attitudde magostos*, a pro-
funda convicgSo que lhe Iluminara o olhar.
Este Gonzaga era um prodigios) come-
diante.
Impregnava-se do seu papel a tal ponto
que a emogSo o dominava, e verdadeiro
arrebatamentos Ibe sahiam da alma.
Era o cumulo da arte. Em outra posi-
gSo e dotado de uma outra ambigSo, este
homem teria revolvido um mundo.
Entre aquelles que o escutavam havia
pessoas aem coragao, homens insensiveia a
todos os arda da eloquencia, magistrados
gastos pelos effeitos da palavra, financei-
ros tanto mais difficeis de engaar, quanto
eram curaplices da mentira.
Gonzaga, jogando com o impossivel, pro
duzio um verdadeirj milagre. Todos o
ac redi tarara ; toda a gente teria jurado
que elle dissera a verdade. Oriol, Giron-
ne, Albert, Taranne e outros s faziam o
seu officio.
Diziam :
Mais tarde elle mentir ; mas agora
diz a verdade.
Todos accrescentavam :
Ser possivel que este homem tenha
tanto de nobreza como de perversidade ?
Os seus pares, aquello grupo de fi ialgos
que estavam all para julg ter podido algumas vezes desconfiar delle.
O que o engrandeca era aquello amor ca-
valheiresco por sua mulher, o magnnimo
perdao da longa injuria. N'oe sculos mais
perdidos as virtudes da familia Caceas, um
alto pedestal.
Nao havia all um nico coragao que nao
batease violentamente.
O Sr. de Lamoignon enehngou urna la-
grima e Villeroy, o velho guerreiro excla-
mou :
Com a breca, principe, o senhor
um grande homem.
Mas o resultado mais completo foi a con-
versSo do sceptico Chaverny e o effeito ful-
minante produzido na propria princeza.
Chaverny endireitou-se tanto quanio pode ;
mas s ultimas palavras do principe vi-
ram-n'o ficar de bocea aberta.
Se fez isto, disse ello a Cboiay, com
os diabos, perdo-lhe tudo o mais.
Quanto a Aurora de Caylus, ttaba-se le-
vantado trmula, paluda, semelhante a um
pbantasma. O cardeal de Bissy foi obri-
gado a amparal-a nos bragos. Conserrou-
se com o olhar fixo na porta por onde aca-
bava de sabir o Sr. de Peyrolles. O terror,
peito diz : brigadeiro Antonio Sampaio
pelo valor com que portou-se at o mo-
mento em que recebeu os feriraentos que o
pozeram fora do combate.
Alm deste teve o general Sampaio mui-
tos outros elogios, como o do general Jacin-
tho Bittencourt, que dirigiudo-se ao gene-
ral Osorio, exprime-se assim: S. Exc.
o Sr. brigadeiro Antonio Sampaio sempre
attendendo e dirigindo a divisSo, as 3 ho-
ras da tarde, quando incitava os batalhoes
a carregar sobre o inimigo, cahe com tres
ferimentos entre as fileiras dos bravos que
conduzia victoria...
Foi esta a ultima batalha em que tomou
parte esse general tao valente quanto dis-
ciplinado, porque aggravando-ss os 3eua
ferimentos, embarcou com destino a Bue-
nos- Ayrea a bordo do transporte Eponina e
falleceu a bordo deste vapor no dia 6 de
Junho de 1866, perdendo o exereito um
dos seus mais valentes generaes, e o Bra-
sil um fiel defensor.
Brigadeiro Paranbo
Antonio da Silva Paranhos nasceu na
provincia de Baha e seguio para a cara-
panha do Paraguay era 1865 no posto de
tenentecoronel.
esta sanguinolenta campanha fez pa-
pel brilhante.
Este ve na batalha de Tuyuty em 24" de
Maio de 1866, tendo logo no come-
go o cavallo morto, e fallando a seu
respeto diz o coronel Oliveira Bello : O
tenente coronel Paranhos, alera do seu j
conhecido valor, conduzio se cora calma e
dirigi com acert sou batlhSo (6* de in-
fantaria) encorajando a seus soldados nos
momentos mais crticos da peleja.*.
Commandando a 11a brigada tomou
parte nos combates de Sauce e Bouquuron
a 15 e 18 de Julho de 1866, sendo neste
ultimo contuso no peito.
Em Io de Junho de 1867 foi promovido
a coronel, e a 3 de Novembro acha-se na
segunda batalha ferida nos campos de
Tuyuty.
Sempre portando-se briosamente, tomou
para e distinguise nos combates de Sau-
ce a 21 de Margo de 1868, do Tebiquary
a 26 da Agosto e em quasi todos os com-
bates feridos no raez de Dezembro.
Em 3 de Maio de 1869 foi nomeado
para commaniar a guarnigao brasileira de
AssurapgSD, sendo exonerado em 1 de
Junho, foi mandado elogiar por S. A.
o Sr. Conde d'Eu pelos servigos prestados
naquelle commando.
Prestou relevantes servigos na termina-
cao da campanha, e a 9 de Abril de 1870
foi promovido a brigadeiro.
. Victima dos soffrimentos adquiridos na-
quella guerra, o general Antonio da Silva
Paranhos falleceu na capital do Paragqay
em 4 de Maio de 1870.
VARIEDADES
Resumo da campanha com o
Paraguay, seguida dos no mes
dos brastleiros mais dstlnctos
morios durante a guerra.
POR MELCHIZEDECH d'aLBDQCEEQE LIMA
(Continuagao)
Brigadeiro AnlOnlo de Sampolo
Este general cearense seguio para a
campanha j oecupando o elevado posto
de brigadeiro, ganho nos campos de bata-
Iba de outras carapanhas.
No Paraguay foi nomeado inspector de
todos os corpos de infantaria e nomeado
para commandar a 3* divisSo.
Commandando esta divisao muito se dis-
tingui na passagem do Paran, sendo
elogiado .pelo commandante em chefe do
exereito.
Tomou parte saliente na batalha do Es-
tero Bellaco, e no da 24 de Maio de 1866
foi a sua divisSo uma das que mais se dis-
tinguirn!, recebendo Sarapaio tres ferimen-
tos graves que e obrigaram a retirarse da
batalha.
O general em chefe fallando a seu res-
mente nos faces. la ver sua filha ? O avi-
so encontrado por ella no seu livro de ora-
g5es, na pagina do Miserere, annunciava-
lhe isto ? Disseram-lhe que ella viesse;
ella veio. Ira defender sua filha ? Qual-
quer que fosse o perigo deaconhecido, era
principalmente de alegra que o seu cora-
gao bata. Sua filha I oh I como sua al-
ma ia correr para ella primeira vista I
Dezoito annos de lagrimas pagas cora
um nico sorriso !
Esperava. Todos esperavatn do mesmo
modo que ella.
Peyrolles tinha sahido pela porta que do-
v< para o gabinete do principe. Entrou
immediatamente trazendo Dona Cruz pela
mSo.
Gonzaga foi ao seu encontr.
Ouvio-se ura grito : Como bella I
Depois os filiados, entrando nos seus pa-
pis, pronunciaran! era voz baixa estas pa-
lavras que Ibes tinhara ensinado :
Tem o trago de familia.
Mas aconteceu que as pessoas de boa
f foram raais longe que os estipendiados.
Os dous presidentes, o marechal e os
dous duqu0s, olhando ao mesmo para a
Sra. princeza e para Dona Cruz, fizerara
esta declaragSo espontanea :
Parece-se cora a mai I
O duque estava j absolvido por aquel
les que tinhara a missSo de jalgar que a
Sra. ^princeza eraa mi de Dona Cruz. En-
tretanto, a Sra. princeza, mudando ainda
uma vez de cor, tinha recuperado o seu ar
de perturbagSo e de an^iedade. Olhava
para aquella moga, e era uma especie de
terror que se lhe pintava as feigSes.
NSo era assim que tinha sonhado sua
filha. Sua filha nSo poda ser mais bella,
mas devia ser muito diferente, f, aquella
frieza sbita que senta, naquelle momento
em que todo o seu coragao deveria impel-
lil-a para a crianga encontrada, horrurisa-
va Seria por acaso urna roSim ? Aquel
le terror liga va se ura outro. Qual teria
sido o paseado daqunlla encantadora crian-
ga, cujos olhos brilhavam pausadamente,
cuja iouividualidade, finalmente, estava as-
signalada cem aquello to n gracioso, que a
austera educagSo de familia nSo d absulu-
menU de costume s herdeiras dos du-
ques ?
Chaverny, que estava interamente res-
tabelecido da sua emogSo o que lamentava
muito ter acreditado era Gonzaga durante
um minuto. Chaverny exprimi a idea da
princeza de outro modo e melhor do que o
Retirando-sa do theatro da guerra fal-
lecen na eidade de Corrientes em 25 de
Abril.
Coronel Frederlco Carnero de-
Campo* *
No dia 10 de Novembro de 1864 futr-
deou na capital da Repblica do Paraguay
o vapor brasleiro Mrquez de Qaxias, le-
vando a seu bordo o coronel do corpo de
engenheiros Frederico Carneiro de Cam-
pos, nomeado presidente e commandante
ds armas da provincia de Matto Grosso,
e continuando a sua viagem, fi no dia i2
aprisionado pelo vapor de guerra para-
guayo laguary, que, a mandado do presi-
dente Francisco Solano Lpez tinha sahi-
do afim do capturar o paquete brasileiro
Lpez, apezar da paz que nutria p Bra-
sil com o Paraguay, considerou prisio-
neiros de guerra tolos os pasoageiros,
depois da partida da legagSo brasileira.
mandou-os encarcerar. A todea sen*
excepgao, diz o Sr. conselheiro L. Schn-
eider, derain a ragSo de soldado raso, e o
coronel era obrigado a comer no mesmo-
prato que o simples grumete.....Os mi-
seros empregados brasileiros foram sugeitos-
ao peior tratamento e nenhum delles so-
breviveu a guerra. Foram internados pelo
paiz o morreram principalmente du fo.-ne,
porque ninguera ousava dar-lhes cousa al-
guma, ainda que Solano Lopes tivesse mar
cado para cada um delles uma racSo inteira.
e meio sold do praga de pret. O corone:
Carneiro de Campos e seus de seus- com-
panheiros de infortunio foram levados no
verao de 1867 para o acampamento- de
Passo-Poc, perto do Humayt, onde pe
receram na mais completa miseria; e o
coronel no dia era que foi sorprehendido o
acampamento alliado em Tuyuty, raorreu
de desgosto (3 de Novembro de 1867) ao
receber a noticia dessa supposta victoria
do Paraguay. Quando Humayt cabio em
poder dos alliados achou se urna carta do
infeliz, eseripta a lapis e euderegada a suai
esposa, na qual se despeda da familia c
fazia uma horrorosa descripgSo dos tor-
mentos por que passara... >
Coronel Dr. Haranho
Luz Ignacio Leopoldo de Albuquerque
Marannao era formado em direito e natural
da provincia de Pernambuco.
Commandando o 47 de voluntarios to-
mou parte no ataque de Curuzfi onde foi
contuso e no dia 22 de Setembro de 1886,
sto 19 dias depois, tomou parte no ata-
que de Curupaity.
A 3 de Novembro de 1867 tomou parto-
na seguada batalha ferida nos campos do
Tuyuty, onde por duas vezes o inimigo
em grandes massas atacou o seu batlhao
e duas vezes foi enrgicamente repellido dei-
xando no campo grande numero de mor-
Brigadelro Dr. Manoel Feliciano to8/. LM..
Perelra de larvalho Corno cornele cemmandantevdo 1U bn-
Foi o chefe da comraissSo de saude no gada tomou parte no combate do Itorr a
exereito em operagSes o era cirurgiSo-j 6, na batalha de Ava^y a H e no ataque
mor do oxercito.
Distinguio-se sempre pelo zelo e dedi-
cagSo com quo tratava os feridos, prestan-
do imporiantes servigos as batalhas do
Estero Bellaco a 2 e Tuyuty a 24 de Maio
e nos ataques de Curus a 3 e Curupaity
a 22 de Setembro, tudo de 1866.
.dquiriodo graves soffrimentos na cam-
panha, retiroa-se para o Rio de Janeiro,
onde talleceu em 11 de Novembro de
1867.
Brigadeiro Sanche Brando
O general Candido Jos Sancbes da Sil-
va Branda seguio para a campanha no
posto de coronel, e ahi foi promovido ao
posto de brigadeiro graduado e nomeado
commandante da 2a divisSo, e quando dei-
xou esse comrpando por sua expontanea
vontade para tomar o da Ia brigada, foi
mandado elogiar pelo general em chefe
pelos bons servigos prestados ao exereito.
Tomando outra vez conta da 2a divisao,
deixou o seu commande. em Abril de
1866 pelo seu mo estado de sade.
de Lomas Valentinas, tudo em Dezembro
ne 188, sendo morto neste ultimo junto a
uma trincheka inimiga.
Coronel Manoel Rodrigues de
Oliveira
Commandando o 11 corpo provisorio de
cavallaria, assistio ao combate de 3 de Agos-
to de 1867.
A 19 de Setembro do mesmo anno ba-
teo junto ao Protero-Ovelha uma forga ini-
miga o seguindo at o arroto Nembucu' der-
rotou urnas forgas paraguyas que procura-
vara soccorrer as que esta vara na margeos,
direita.
A 3 de Outubro distinguiu-se em S. So-s
lao. Em attengSo bravura e herosmo
com oue corabateu no dia 21 foi promovida,
a coronel.
Tomou parte no dia 29 de Outubro de
1867 no combate do Protero-Ovelba, er
morreu poucos momentos depois de uma
apoplexia fulminante.
(Continua.)
a espranos, pintsram-se-lhe successiva- poderia fazer ella propria.
E' adoravel, disse elle a Choisy, re-
conhecendo-a.
Ests decididamente apaixonado ?
perguntou Choisy.
Estou, respondeu o marquez, mas o
nome de Nevers causava-lhe maj. Os lin-
dos capacetes de [nossos couraceiros tica-
rao mal em ura garoto de Pariz, travesso
e sera elegancia nos seus movimentos. Ha
disfarces impossiveis.
Gonzaga nao tinha visto isto. Chaverny
notava-o. Porque ?
Chaverny era francez e Gonzaga italiano,
primeiro que tudo.
De todos os habitantes do nosso globo,
o franees o que mais se approxima mu-
lher pela delicadeza e para julgur das al-
teragoes. Alera disso, o principe de Gon-
zaga tinha quasi cincoenta annos. Chaver-
ny era muito mogo. Quanto ma3 enve-
lhece o hornera, menos conhece a mulher.
Gonzaga nSo tinha visto isso ; nao o po-
da ver. A sua finura* railaneza en da di-
plomacia e nao do espirito.
Para notar estes detalhes preciso ter
uma comprehensao delicada coma Aurora
de Caylus, mulher e mSI, ou ser ura pou-
co myope e ver de muito perto como o
marquez.
Dona Cruz, entretanto, muito corada,
cora os olhos baixos, o sorriso tmido nos
labios, eslava na base do estrado. S Cha-
verny e a prin -eza adivinharam o esforgo
que ella fazia para conservar as palpebras
fechadas.
Aurora de Nevers, disse-lhe Gonza-
ga, v abragar sua mSi I
Dona Cruz teve um momento de sincera
alegra; seu impulso nao foi representado.
Ah estava a babilidade suprema de Gon-
zaga, que nao tinha querido uma come-
diante para preen:her este papel. Dona
Cruz estava de boa f. O seu olhar mai-
go voltou-Srt inmediatamente para aquella
que julgava ser sua mai. Deu um paaso
e abri os bragos. Mas seus bragos cahi-
ram e as suas palpebras tambera.
Um gesto fro da princeza acabava de
pregal a no seu lugir.
Acudilo da novo princeza as descon-
fiangas que I avia pouco afHigiam a sua so-
lidio, respun leudo aquella peosaraento que
ella acabava de ter e que o aspecto de Do-
na Cruz lhe inspirara, a princeza disse a
meia voz :
O que fizerara da filha de Nevers ?
Depcis em voz alta disse :
Dus teBtemuoha que tenho o co-
ragao de urna mai. Mas, se a filha do
Nevers me voliasse maculada, ainda que
por um s instante se tivesse esquecido do
orgulho da sua raga, cobriria o rosto e di-
ra : Nevers morreu.
Com a breca 1 pensou Chaverny,
apostara por muitos minutas !
Era naquelle momento o nico da sua
opiniSo.
A severidade da Sra. de Gonzaga pare-
ca intempestiva e mesmo desnaturada.
Emquanto ella fallava, um pequeo rui-
do ouvio-se sua direita, como se a parta
prxima gyrasse mansamente nos gonzo
por traz da tapegaria. Ella nSo prestou
attengSo.
Gonzaga responda, unndo as mSos co-
mo se a duvida all fosse uma blasphemia ;
i Oh I minha senhora I foi effectiva-
mento o seu coragao que fallou ? A meni-
na de Nevers, sua filha, mais pura que
os anjos.
Uma lagrima appareceu nos olhos da po-
bro Dona Crez.
O cardeal inclinou-se para Aurora de
Caylus.
A menos que nao tenha ainda para
duvidar precisas e confossaveis-----come-
gou elle:
__RaaSss interrompsu a princeza -T meo
coragao conservou-se fri, meus olhos sec-
eos, meus bragos imraovis, isso nSo serao
raz3es ?
Minha senhora, se nao tem outras,
nSo poderei, em consciencia, combate-
opiniao evidentemente
lho.
unnime, do oonse-
Aurora de Caylus langou em torno- ella
um olhar sombro.
Ve, nao me tinha engaado, disse o>
cardeal ao ouvido do duque de Mortemart,
all ha qualquer partcula de loaeura.
Meus senhores, meus sechores l ex-
clamou a princeza, os senhores j me jul-
garan-?
Tranqui'lise-se, minha senhora, e
acalme-so, replicou o presidenta Lamoig-
non ; todos aqueile3 que estio neste recin-
to a respeitara e estimara, todos, e em pr-
raoiro lugar o ilk stre principe que lhe dea
o seu noue... ,
A princeza abaixou a cabega.
{C t
T/p. do Mario ru* Duqiw d* axUa a. 4.

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