Diario de Pernambuco

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Material Information

Title:
Diario de Pernambuco
Physical Description:
Newspaper
Language:
Portuguese
Publication Date:

Subjects

Genre:
newspaper   ( marcgt )
newspaper   ( sobekcm )
Spatial Coverage:
Brazil -- Pernambuco -- Recife
Brazil -- Pernambuco -- Recife

Notes

Abstract:
The Diario de Pernambuco is acknowledged as the oldest newspaper in circulation in Latin America (see : Larousse cultural ; p. 263). The issues from 1825-1923 offer insights into early Brazilian commerce, social affairs, politics, family life, slavery, and such. Published in the port of Recife, the Diario contains numerous announcements of maritime movements, crop production, legal affairs, and cultural matters. The 19th century includes reporting on the rise of Brazilian nationalism as the Empire gave way to the earliest expressions of the Brazilian republic. The 1910s and 1920s are years of economic and artistic change, with surging exports of sugar and coffee pushing revenues and allowing for rapid expansions of infrastructure, popular expression, and national politics.
Funding:
Funding for the digitization of Diario de Pernambuco provided by LAMP (formerly known as the Latin American Microform Project), which is coordinated by the Center for Research Libraries (CRL), Global Resources Network.
Dates or Sequential Designation:
Began with Number 1, November 7, 1825.
Numbering Peculiarities:
Numbering irregularities exist and early issues are continuously paginated.

Record Information

Source Institution:
University of Florida
Holding Location:
UF Latin American Collections
Rights Management:
Applicable rights reserved.
Resource Identifier:
aleph - 002044160
notis - AKN2060
oclc - 45907853
System ID:
AA00011611:18714

Full Text
MI
u

MUA A CAfl'll'AL fc Utlt 0\I>: SO K f>ABA PORTE
antadog ... ........ (o
. .
........ 240000
rere avtriso, do mesmo dia. 100

886
*&?
PARA DE.H1RO B PORA DA PRO VIS CA
Por seis meces adiantados..............
Por nove ditos dem................
Por um auno dem................
Cada numero avulso, de dias anteriores...........
13)1500
20*000
27*006
0100
$)rojmera>e l> JItamiel xQticixoa be Jma i ftyos
O* Srs. tmede Prlnce H C.a,
Je Pars. 3o os nosso* agente*
exclusivos de annunelos e pu-
MicneSes da Franca e I aga-
te;

I


Aviso
Acs Srs. subscriptores desto Diario avi
a a respectiva direcySo que, do 4.a de
Janeiro prximo ero diaote, far-se ha a ar-
recadaejao das assignaturas pela forma se-
guirte :
Na cidade do Recife e lugares para onde
oo se paga porte. 6,-SOOO por trimestre,
adiantado ou durante o 1.* mez do mesmo
'riraestrt', 6500 nos 2. e 3.a mezes.
No fm do trimestre ser suspensa a re-
cessa do Diario aos que n3o tverem sa-
tisfeito o seu debito.
Fora da cidade, nos lugares para onde
Re fazem as remessas pelocorreio, 13^500
por semastre, pago as mesmas condicoes
cima.
Aos quo quizerem pagar o anno adan
tado, far-se-ha o abate de IjJOOO, para to-
dos os a88gnantes.
TELEGRMMAS
:ss7:c: rsncLi3 bs sias.c
1UO D JANEIRO, 20 de Dezembro, s
10 oras e 30 minutos da manhS. (Recebi-
A-> 1 horada tarde, pelo cabo submarino).
Forsm nomrndoa de*efhbsrirsdo-
Para a Helar o de Porto Alegre, o
Jale de dlrelto da comarca da Ca-
t-lioeira, no Rio brande do Sal. ba-
f-harel nsiiMio Cesar de Medelroai
Para a Relacilo de Ouro Preto. o
juiz de dlrelio da 1.a ara clvel de Mi-
elas tetaev bacbarel Joa Ignacio
llame* tiuinarars :
Para a Relacao de S .Lula do Hara-
nho..o Juta de dlrelto da 9. ara
<-ivel de Xlcttoeroy. linchare-I l.ui-
- Iterte Cordelro Coelho Cintra.
Fiiram dealgiiatlMa aa efalnlea
(omirran para n'ellaa ler em exer-
clclo do cargo de Jala de dlrelto:
Da capital do Rio Grande do ^forte.
hacbare Franrlaco.*.tnlntnaadaCoe-
(a Dar roa:
Re o i ii iia, em Pernambnco, barr
rel Joa Antonio Correa da Silva:
Do Conde, na Parabyba. bacbarel
Prederlco Peresrlno Carnelro Hon-
lelro.
Furam exonerado* a actaaea
ebefea de polica daa pro incisa de S.
Paulo e Rio Cirande do > orle, aeada
lomeado* :
Cbefe de polica de S. Paule, o ba
cnarel Antonio Pedro Ferreira l.iinn:
Do Rio Ui andr do .'Niirie, o bacba-
rel Ansuwto Leopoldo Rapoao da Ca-
ntara.
iir.int nomea lo paras Airan-
il"i' Ua Purahj It.i :
I.* eacrlput arlo, Ivea Silva t
':. rucrlplurnriu. Verano de 41-
meida.
f>oi lumbent nonteado pratlcan-
e da Tbeaonrria de Paxenda da
nteonta protlnrl, Honorato l.eal.
:::::;: : &2sc: satas
(Especial i>.kia o Lliario)
BEUNE, 18 de Dezembro.
O Conaeiho Federal deridio-ae a
augmentar oa armamentoa da ton
rederacao Sulaaa.
7
\
RUENOS-AYRES, 20 de Dezemjjro.
i
Km toda* aa regtoea da Repblica
Arxentiua. inrercionadaa de chole-
ra samba, bonte na* ultima* 94
boraa. Oft caaaa toa e 44 o sallo*.
PARS, 20 de Dezembro.
A aeaaw ordinaria daa eamaraa
r*S encerrada.
MADRID, 20 de Dezembro.
O De. Ferran rara brevemente ama
lacea* aa Rio da Prata a Sao de con
(Inuar all aeua eaiadoa acerca do
rkolrra miirhua.
BERLIM, 20 de Dezembro.
Relcbatag fol adiado para i
Janeiro prximo.
) de Dezj
Mal
Jeitou o hill. propoato pelo governo.
relativo a urna deaagravacfto do*
dlreltoa aduanelroa aobre aa la.
PARI8, 20 de Dezembro.
Tratase actualmente, e eos aOla-
co.doalarsamento do Canal delnei.
Om Ira balboa devem eomersr bre-
vemente.
Agencia Ilavas, filial em Pernambnco,
20 > Dezmbro r>< J86.
N. B.O ultimo dos telegramroas com-
merciaes, publicado sote hontem, de New-
York, e nao de Buenos-Ayres como por
equivoco typographico sabio.
-A Reda(.cao.
JNSTRCCiO P0PD1A1
0 CSOLZS* E SEUS IOIG0S
(Conferencia do professor J.J. Rodrigues)
(ExtraAido)
DA BIBMOTHECA DO POVO E DAS ESCOLAS
( Cont n ac o )
Nao pretendo affirmar,longe de mim tal idea !
que aeja o microbio a causa nica, exclasira e
certa de todos os estragos qu carHcterisam as
doencas, mais ou meos cootugiosas.
No rar o que a sciencia mais moderna cuida a tal res-
peito.
Ao lado do microbio e seu p-oducto, surge, meus
senhores, um novo e misterioso agente, novo no
alcance dasua influencia e na gecemlidade da ana
produccao, myeterioso no seu modo de reagir agen-
te qae os chimios cbainam dias'ase e os biologis-
tas consideram boje como urna das suas maiores
preqccopacoes.
Tvm ae commum com o microbio a esphera da
ana influencia, a rapidez do3 seus fivitos, e algu-
mas vezes a formu, por ass aua -inb rvenco.
Se o estndo, poim, s? as investigafea e des-
cobertas teitas por tantos bomens, cuja aut-ridade
de todo ponto indiscutivel, nos levam a crer que
o cholera tcm por origem um microbio,o que
ainda boje, mo grado nosso, nao podemos asseve
rar, qual seja o microbio espeeico do cholera epi-
dmico.
Que existe o microbio, parece caso averiguado.
Soppoz Kocb telo encontrado as visceras de
quatro cadveres indianos sob a forma de tenuia-
simos seres, que teem de comprimento alguns mil-
lesimos de miliaietro.
Seria, porm constante a existencia d'este virus
m todos os intestinos das victimas do cholera
morbus V
Naquelias extranbas regi*sorgnicas, povoadas
pela mo te, era por tal forma exuberante a vida
microscpica, por tal forma varia e desusada, -
eratn tantos os individuos, a poderem cada um por
sei turno, dar a morte ao organismo que os rece-
besseque K' ch, como homem de sciencia, e, so-
bretodo, mo investigador consciencioso, nao po-
da dizer! aeni peccadoAqui, neste microbio,
existe a Jesusa do cholera, mas sime nicamen-
te afiinarque all deyia conter-se, sob forma viva
a causa) do terrivel flageilo,
A epidemia do Egypto data de 24 de Junho de
1883;e calculara muitos em 50:000 o numero das
victimas, que all fic-aram prostiadas pelo mortfe-
ro locatario do Ganges ; tio s oente no Cairo a
idortalidate attingio em certos das peito de 500
infeliva.
Querem una, e formam eates a maioria, que o
cholera egypcio viesse da India, trazido as negras
asas do velho egosmo iuglec : querem outros, e
estes to em pequeo numero, qae a pra~a tivesse
por progenitores as emanaces do Nilo e a piuca
hygiene das populacoes limitrophes.
i )izend< vos que ha quem sustente a idea de que
0 cholera morbus nao seno urna aggraVco do
cholera esporadi o, expliear-vos hei como nao seja
absolutamente rara a opiniao d'aquelles que con-
sideram aepidemi de Toulon e de Marseiba como
tructo espontaneo das condicoes locaes e de um
cholera espordico anterior, com tendencias para o
pleonasmo
E', comtudo, opino de quasi todos, qe o verda-
deiro monopolio do fabrico do.choiera coube em par -
tilha ao Rio Sonto como a iebre-amarel'a, que nasce
as margeus do Miseissipi, filha deste e de outros
ros da Ara- rica, como a peste que era elaborbda
no Nilo, couhe a esterio, que tioha os beoesses do
seu tabric exclusivo comas mesmas tendencias de
alastramento, qu caractezam os outros dona pro-
hjeos virus, seus, respeitaveis concorrentes.
_}No discutir) eates diversos pareceres.
Direi s, todava, que a boa razio nao podo re
cuaar-se a crer que o virus que nasecnas margeos
do Ganges mo possa nascer as do Tejo ou em
qualquer nutra parte do ruu:ido, repetid i* as di-
versas condicoes, quecontribuem para a sua crea-
cao, por entre os paludosos e mortferos efluvios
de grande rio asitico.
Aa mesmas cousas devem sempre corresponder
ro'-sino efieitos, a nao crique o Ha^ellc gangeticu
seja dxdiva divina, concedida aos mvrecimentos
do rio sacro.
U certo, porm, que o cholera teve poi aereo a
1 odia, e qae desse. territorio que, quati aerapr.-
cora patsa ort-s inglizes, vi'.c vem al nos, por
meio de viagens mais ou menos caprichosas e di-
vergentes durante aa quaes se intibia e esmorece
p-'Uco acchmav I em regra e pagando quasi sempre
urna sub.a e desusada mortalidade com a condem-
uacio u.aia rpida da aua pr> pria existencia. N,!.o
ntrare as rzc deate decreecimer'o da energa
vital do i ciobi i cholericp. tira dos factos mais
sipguUie na historia daa suas epidemias, por oo
deaejar desviarme do assutnpto que ora instante-
mente me cumpre elucidar. Limito me 4 simplrs
-.tilo do faCtO. ,
(Continua.)
mil OFFlfilii
Ministerio m lape rio
ichu de U do'-orronW fui agra-
ilu de Bario de Araujo
io MarqUS te
aposentado do Su
Tn,

Ministerio da Inttlea
Por despacho de 11 do corrente fo; no-
nomeado ministro do Supremo Tribunal de
JustiQa c desembargador Luiz Jos de
Sampaio. "
Por decreto da mesma data foi remo-
vido o juiz de direito Francisco Ferreira
Pacheco de Mello, da comarca de Lavras
Diamantinas, de 1' entrancia, para a de
Ilhos, de 2a, ambas na provincia da Ba-
bia.
Foi nomeado juiz municipal e de or-
phlos dos termos reunidos de S. Francisco
de Paula de Cima da Serra e Santa Ohris-
tina do Pinhal, na provincia do Rio Gran-
de do Sul o bacbarel Jardelino Gonr^alves
de Senna, sendo exonerado a seu pedido
do mesmo lugar o hachan-1 Pedro de Alcn-
tara Peixoto de Miranda.
Foi nomeado por decreta da raesma
data secretario da policia da corte Manoel
Jos de Souza.
Foi nomeado Manoel Pereir* da Cos-
ta, para exercer os offi -ios do judicial e no-
tas e escri.-ito de orphSos do termo da ca-
pital da provincia do Amazonas, Olympio
Jos de Menezes, durante a impossibilida-
de do respectivo serventuario.
Foi perdoada ao juiz substituto da
comarca de Cuyab, bacbarel Antonio Au-
gusto Rodrigues de Moraes, a pena da per-
da do emprego, imposta pela Ass^mbla
Legislativa Provincial de Matto-Grosso.
Ministerio da Agricultura
Por decreto do 11 do corrente foi exo-
nerado o engenbeiro Luiz Felippe Alves
da Nobrega, a seu pedido, do cargo de di-
rector da estrada de ferro Paulo Affonso,
saodo nomeado para o mesmo cargo o en-
genbeiro Antonio Pedro de Menaonca, che-
fe do trafego da referida via-frrea.
Por decreto da mesma data foi exo-
nerado o engenheiro Jo2o da Cunha Bel-
tr2o de Araujo Pereira, do cargo de direc-
tor da estrada de ferro do Sobral, sendo
nomeado para o mesmo cargo c engenhei-
ro Luiz Alaria Gonzaga de L \cerda, chefe
de sec$3o na via-f-rrea de Porto-Alegre a
Uruguayana.
Ministerio da Guerra
Na arma de infantaria foram transferi-
das do 15 para o 7o o alferes Antonio Jos
l'inheiio Tupinamb : deste para o 16 o
alferes Jos Ferreira Das Jnior ; e do
Io para o 14 o 2o cadete Bazilio Narbal
Hofkef.
fioverno da Provincia
DESPACHOS DA PRESIDENCIA DO DA 18 DE
DEZEMBRO DE 18o6
Antonio Jeronymo de Oliveira.Nesta data
expeca ordem Cooopanhia Brasileira de Navega-
cao a vapor, concedeodo passigen familia do
supplicante.
Companhia Pernambucana. Informe o Sr ins-
pector do Thesouro Provincial.
Deomedes Brayner Lins.Remettido Junta
Medica Prcvincial a quem o peticionario se apre-
sentar para ser inspeccionado.
Faria Nevos ic Uordeiro, Devidaroente sella-
do volte.
Franciaco Pelix dos Santos.Renvtta se ao di-
rector do presidio c^ia da informando prestada
pelo Dr. juiz de direito das execucoes criminaes
do Recite a respeito lo peticionario.
Secretaria da Presidencia de Pernam-
buco, em 20 de Dezembro 1886.
O porteiro,
Francelino Chacn.
Itepartico da Polica
2 SecutoN 1240. -Secretaria da Po-
licia de Pernambuco, 20 de Dezembro de
18S6. Illm. e Exm. Sr.Partecipo a V.
Exc. que foram re olhidos Casa de De
tenclo os spguintes individuos :
No dia 18 :
A' minha ordem, Jos Flix Pereira,
Jos Antonio de Oliveira, conhecido por
Jos M-.thias, 11-nrique Baptista de Lima,
viudos de Timbaba como criminosos ; Mi-
guel dos Anjos Pereira, remettido pelo
subdelegado de Muribcca, micha dispo-
8v2o, com destino ao As vio de Alienados;
e Francisco Jos de AssL-, por disturbios.
a' ord-m do Dr. delegado do 2 dia
tricto da capital, Daniel Jos Gomes da
Silva, por disturbios.
A' ordem do subdelegado de Santo An-
tonio, Jovino Netto de Mendonya, como
alienado at qu-i tenha destino convenien-
te; Joito de Souza, Jos Pedro de Alcn-
tara -. Francisco Anizio do Souza por dis-
turbios.
A' ordem do do 2." districto de S. Jos,
Numeriano Jos de Sam'Anna, por distur-
bios.
No dia 19 :
A' iuiuh-4 ordem, J >3o Candido de Mou-
ra, Manoel Qu>rno Santiago, Antonio Fer
reir Tavarea, Manoel Th-nnas oe Aquino,
e Francisco Rodrigues da Silva viudos de
Timb-b-i como sentenciados.
A' ordem do Dr. delegado do 1. dis-
trito da cap tal, Stoch Fley o Antonio
M-ndes Lopes, por euabriuguez e distur
bios
A' ordem do subdelegado de Santo An-
tonio, Jorge Affonso Ferreira de Assis,
Maziiuiano de Mello Santos e Antonio Jos
dos Santos, por disturbios, e a minda dis-
posiyao, rom destino a es ola de apreadi-
zes mariiiheir.'S,
A' i.r lem do do 2 districto de S. Jos,
Jofto de Oliveira, por disturbios.
O dclcgido do termo de Gravat em of
ti io de 13 do corrente cotnmunicou-me
que no dia 8 do mesmo m*z furam presos
Antonio RiymunJo da Costa e Antonio
t, conhecido por Antonio
mo criminoso de morte
Communicou-mo o cidadSo JoSo Bento
da Silva Valenca, que em data de 10 do
corrente mez assumira o. exer^icio de dele-
gado do termo do Bonito.
Ante-hontem s 9 1/2 horas da noite ma-
nifest u-se iocenlio no predio n. 75 da ra
do Bsrao do Triumpbo, onde tem fabrica
de vinagre G. MagalhScs & C.
O incendio comecou no interior da casa
em urna pipa d- alcool, segundo supp5e-ae,
e acudindo logo muitas pessoas da visinha-
9a foi arrombada urna das portas e retira-
das muitas pipas vasias e caixas, bem
como o cofre e varios livros que estavam
em um pequeo corpartimento junto a en-
trada. .
Devido a retirada de todos esses objec
tos, que aerveriam para alimentar o fogo,
aos esforcos de muitas pessoas do povo, e
ao auxilio efficasmente prestado pelas bom-
bas do Arsenal de Guerra e de Marinba,
nao tomou o fogo maiores proport.8 -s, sendo
completamente extincto s 11 horas.
Conforme as instruccoes de 8 de outubro
de 1855 encarreguei de dirigir o trabalho
da extinccSo ao Sr. capito-fenenta Bueno
Brando, como official mais graduado pre
sent, na falta do Sr. director das Obras
Publicas.
Quasi s 11 horas comparecen o Sr.
engenheiro da rep^rticSo das obras publi-
cas, Reg Netto, porm estando quasi es-
tincto o incendio nada ua:s teve a fazer.
Compareceu tambem o Sr. engenbeiro
da Cmara Municipal.
O predio estava seguro na companhia
Amphitrite, por doz* contos de ris, fcou
pouco damnificado do lado posterior, e as
mercadorias em 7 contos na Phenix Per-
nambucana.
O Dr. delegado do Io districto abri in-
querito.
m data de hontem commnnicon-me o
subdelegado do 2o districto de S. Jos,
que pela manhS 'falleceu na ra Imperial
do mesmo districto, junto urna casa de
madeiras, um individuo de cor preta e cu-
jo nome se ignora, representando ter 40
annos de idade ; o qual momentos antes
de morrer declarara ao morador daquella
casa que ia para o hospital Pedro II, afim
de ser tratado.
Da viatoria a que se procedeu, verificou-
se ter sido a morte proveoie te de conges-
tlo cerebral.
O delegado de Timbauba communicou
me que na noite de 4 do corrente foi pre
so no engenho Nova Cintra, no mesmo
termo, o celebre ladrSo de cavado e sen-
tenciado Jos Mathias.
O delegado de Taca atu' por officio de
11 do correnta tronxe ao meu conheci-
roento que no mesmo dia, e pelas 9 horas
da roanhS, foi brbaramente assignado em
sua propria casa em Jatob, o tenente-co-
ronel Francisco Cavalcante de Albuquer-
que, bem como um filbo deste de nome
Antonio Francisco Cavalcante e Manoel
Francisco, que tambem all se achava, sen-
do na mesma occasiao feridos gravemente
outro filho do dito tenente coronel de nome
Joaquim Francisco Cavalcante, e urna fi-
lba D. Mara Barbosa Cavalcante, por un
grupo de mais de vinte individuos espita
neados pelo celebre facinora Cypriano Jos
de Queiroz, c que era compos*o entre ou-
tros individuos, do capito Ignacio Gomes
de Carvalho, Manoel Francisco do Nasci-
mento e Francisco Gomes de S.
Da lucta travada entre os assaltantes e
asspltadoe, resultou serem tambem monos
o referido Cypriano Jos de Queiroz, Ma-
noel Junuario Gomes de Souza e Jo&o
Silvestre de Qm iroz, evadindo-ae os do-
mis criminosos que coropunham o grupo,
os quaes sendo perseguidos pelo subdelega-
do ao lugar e alguns paisanos, refugiaram-
se as grandes locas de pedras da cachoei
ra de Itaparica, de onde fizeram fogo que
foi retribuido pela forca, sendo nes&e tiro-
teio ferido um dos paisanos de nema Ju-
lia o.
O mesmo delegado apenas teve scien-
cia do facto dirigi se dita cachoeira,
onde chi gou s 6 horas da tarde, fez re
f.ircar e cerco co qne ainda estava al s
8 horas da noite, em que pela partida do
correio nao pode aquelle delegedo commu-
nicar o resultado, prometiendo fazel-o op-
portunamente.
Di-us guarde a V. Exc. Illm. e Exm.
Sr Dr. P-dro Vicenti de Azevedo, muito
oigiio presidente da provin-ia. O chefe de
polica, Antonio Domingos Pinto.
AAftl Dfc FLKPIttALlJL
REQFE, 21 DE DtZCMBRO OE 1886
Woticlaa do Rio da Rrata e sul
do Imperio
O vapor nac ual Tijuca, eutrado do sola t9
do crrante, trouxo aa arguintes noticias, aliu
daa que cunstam daa rubricas Parte Oficial e In-
terior :
Rio da Prnla
Foram publicados na corte os aeguintes tele-
gratnmas :
* Montevideo, 12 de NiVmbro:
Nao houve caso de cholvra dentro da cidade
as ultimas 24 horas.
O povo esta completamente tranquillo e ani-
mado. E' crunca geral que, gracaa s enrgicas
e rapidaa p'ovid-acias lomadas pelo gverno, a
epidcmii. nosp localizada no avylo demendi^oa.
Bu' nos-Ayre, 12 de Dezomoro :
O cholera diminuto sensiveimeote na cidade,
ha vendo uito caaos uovos, dos quaes quatro fataea :
no Rosario d- raui-*e 16 caaos e 13 obitoa, e em
Cordova 17 usaos e 7 morte.
E' opiuiio geral dos atediaos que a epidemia
nao tomara maior dea- i que nao h
KMtlVbl
Ble Cirande do Sol
Datas at 5 de Dezembro.
O Tribunal da Relaco de Porto Alegre negou
por 3 votos contra 2 o /tabeas-corpus pedido pelo
Dr. Germano Haaalocker, que voltou para Santa
Mara, onde ser prncessado.
Seguio para ?ef rcar as guardas do cordo sa-
nitario urna ala do 3 batalhao de infantaria sob o
commando do capito Moreira Cesar, e urna forca
do 2* regiment de cava liara,
Na cidade do Rio Jrande dous individuos pe-
netraran] no kioaque prximo Alfandega, amor-
dacaram o reapectivo dono Joo M. Frer, que
dorma sobre o balco, e depois de amarral-o, jun-
taram alguns pedacos de panno impreguados de
kerosene e deitamm-lhes fogo.
Feito isto roubaram 228000 em dinbeiro e re-
tiraram-se.
A policia pvrticular, que presentir a fumafa
que sabia do kiosque, approximou-se, arrombou a
porta e deparou com a victima desse.horrfvel at-
tentado quasi asr hynada.
Se os specorros nao foseem prestados tao a tem-
po, os miaeraveis autores do enmu veriam este
consummSdo em toda a hediondez do seu plano.
- Perecer atogado no rio Jaguar&o o soldado
do 3" batalhao de infantaria, Luiz Caetano de
Campos.
Foi preso no mercadode Jagu-ir" !. i.z Pro-
copio Furtado, residente na villi rroio Oran-
de, em vi. ta de um telegramma xpedido pelo de-
legado d all em Junho do corrente anno, que o
reclamava como criminoso per tentativa de morte
na pessoa de um compadre do mrsmo Furtado.
L-se no Diarto Mercantil de pelotas :
Na villa do Arroio Grande, em a noite de 20
do passado, teve logar um deplpravel aconteci-
mento, em que tomou parte a policia.
a Segundo somos informados, um oriental, emi-
grado, de nome Severino, estando um pouco al-
cooliaado, aeompanhado de outro emigrado, pre-
tenden dar um baile ou maxixe em casa de um
preto livre de nome Agostinbo. Recusando-ae es-
te a prestar sua caea para tal divertimento, Seve
rio, com a impertinencia do homem ebrio, insis-
ti em seu proposito ; o que obrigou o preto Agos-
tinbo a ir pedir proteceo polica. Intervindo
ento o subdelegado de polica Cyrillo Ribeiro,
com algumas pravas, prendeu um dos emigrados
e o conduzio cadeia, drizando o oriental Beveri-
no entregue a duas pracas.
Quando regressou, encontrou Severinc, que se
oppunha prisc, dizendo nao haver comm- ttido
crime algum. O subdelegado, qurrendo fazer ef-
fectiva a priso, desimbainhou a espada e deu-lhe
algumas prancbadas.
Scverino procura fugir, e cabe em urna bar-
ranca, na qual tambem cabio o subdelegade, que
ia em sua perseguicao.
Dentro da barranca t;avam lucta, na qual foi
o subdelegado Cyrillo cortado em ambas as mos,
stffrendo ainda um golpe qne decepou-lhe o na-
riz.
Consrgoindo Scverino escapar-sc da barran-
ca, pretendeu fugir, mas encontrando pela frente
urna cerca, voltou se, e n'essa eccasiao o subdele-
gado desfechou-lbe um tiro de revolver, que o
prostrou mono, indo a bala cravar-se debaixo de
um dos olhos.
Procurando se em acto continuo na barranca
o pedaco do nariz do subdelegado, foi encontrado,
e o Dr. Enedino inmediatamente fez a opeYaco
ajustando-lhe ao nariz a parte decepada.
Mi.an Cierses
Foi publicado na corte este telegramma:
Ouro Preto, 1S de Detembro .
Grandiosa reunio popular do paco das Aseem-
bla Provincial, presidida pelo couselbeiro San
t'Anna. Ficou resolvida a libertacao de todos os
escravos da capital no dia da iuauguracao do ramal
de Ouro Preto. >
S. Paulo
Datas at 12 Je D'zembro:
O diario Prtvincia de S. raulo, de 11, noticia
que S. M. o imperador tncarregou o presidente da
provincia de levar ao esnhecmento da joven can-
tora D. Mara Monteiro, de Campias, o proposito
em que se acha de a fazer estudar em um conser-
vatorio da Europa. Se a proposta lr aceita, Sua
Magestade encarregar-se-ha da maouteucao
daquelia senhora e d* urna pessoa que a v acom-
p ti libar.
Cbegaram capital, ides de Araraquara,
afim de serem recolhidoa penitenciari, oa escra-
Vos Paulo, Marcal, Lauriudo e Isaas, sentencia-
dos pelo jury daqueha cidade com) atsassiuos de
Cornelio Correia, filho do fazendeiro Rapbat-1 Cor-
reia.
OS. Joaquim Jos Rodrigues Torres, do Rio
Claro, conceden plena libcrdade a res eicravos
seus.
Em Case-Branca houve urna reunio de ca-
pitalistas afim de tratar de urna estrada de fer-
ro, que, d'alli partindo,. v entroncar na de Pe-
dro 11.
Em Batataes cabio sobre o fazendeiro Ame-
rico de Arantes urna arvore, matando-o instant-
neamente.
- A o Diario Popular escreveram do Soccorro
em dat> de 10 o segainte :
Hije, s 8 1/2 h iras da manh, viudos do Am-
paro, ch garara a eata cidade o juiz de diruto,
promotor publico e 17 pr-cas ; de Campias, o al
t- res Braga. A viuda d'essas autondade foi ga-
rautia de vida para o juiz municipal que, paasra
a nuice na cadeia, escondido a um canto coui medo
de tiros pelas grades. E nao era para menos, vis-
to a animosidade que havia centra S. S-
O delegado, Sr. Alexandr satisfez seu desejo
mett'-udo o h.imein na enxovia e o denaado i/tcom- .
municavel, j com urna esteira e um knfol! tar-
baridade !
(orre que esse delegado j tioha anteriormen-
te to tos o s us plarj"S formados.
A' 3 1/2 b iras da tarde, 15 20 pessoas inva-
diram a Casa do juiz municipal e de orphaos, ten-
do bavido quatro ou cinco tiros, dizeudo multa i
gente quaes o* autores de tal Belvagera.
Urna balburda aos diabos : duas vezes solfa-
ram o bom do Sr. Alexandre Gouiart, o eertvo j
de orphaos ca da trra.
H uve desrespRito e actos d-: vandalismo que
xigem seria puuico, pois qne sao verdaderos
criiues.
H. de se ao Dr. chefe de policia toda a ener-
ga ua pumgi de semelhantes deaor leiroa.
Na villa de Santa Barbara, em urna aiterea-
oaj com o aeu propri.i pai, uuc norte americano,
euiery aasaisinou-o com am tiro e entregou se
priso conftssando i-yuicameuti o parricidio.
Mi tivou o horrendo crime o decejar Oemary ma-
tar um cao, ao que se ofpos victima.
D. uiety pai loi sempre b ui para eusfilh is ;
bornem ue bem, Uouesto e trabalhador, era' geral-
mente estimado.
Pefere o Diario do Rio Claro que em S. Carlos
do Pinhal foi aaaasaiuado Francisco G mes por
um mo^o que elle criara e adoptara com biho.
Ambla, assasaioo e victima, uj .ravain na mesma
casa em compaubia de urna moca, quo fugio con
o criminoso.
Rio de Janeiro
Data* at 13 de D.sembrj:
As priiicipaea uotcias uoustam da carta do no-
so correspoodeute, puolieada aa rubrica Inte-
rior.
Sob o titulo Cholera-morme, escreveu o Jor-
nal do Cbmmercio:
TeuJo ci rndo boutem boatos d cbolera-mor-
bus no Para, p*ra a.li U'legraphmos pend
Sea, e a rap ata & perguuta se ha vi
Foi reeebido hontem um telegrammap articular
'dizendo : uL
Pelota*, 11 de Detembro.
O govemo provincial autorisou a entrada dega- ,
do em p da Repblica Oriental, Tesoluc'o muito
perigosa.
Sabemos que o facto verdadeiro, mas tambes
que desde ante-hontem o Sr. ministro do imperio
telegrapbou ao presidente do Rio-Grande do Sal,
mandando alistar aquella aulorisaco c mauter
absolutamente incommunicabilidade desde que em
Montevideo se deram casos de cholera.
O Sr. ministro do imperio receben bonte*
do nosso ministro em Montevideo o aeguinte tele-
gramma :
O telegramma de V. Exc. f >i reeebido honres,
s 7 horas da tarde: j tiubam sido despachado*
navios com carne, mas mande'suspender os des-
pachos e os nao darei mais. No asyl honve tus
caso novo de cholera. Fra sem novidau
Ao Sr. inspector geral de sade dos portoa
expedio o Sr. ministro do imperio o seguate
aviso :
1 directora.Miaisterio dos Negocios do Im-
perio.Rio de Janeiro, 11 de Dezembro de
1886.
Attendendo oecessi lade de empregar toda*
as cautelas sanitarias tendentes a^evitar que se
propague ais partos brazileiros a epidemia de chi-
lera morbus que se mrniteatou em algumas locali-
dades da Repblica Argentina e da Oriental do
Uruguy, resolveu o governo imperial, de accordo
om o qne V. S. propoz em officio de hontem da-
tado:
1 Que seja de 15 das completos o praao
daa quarent-nas de rigor a que deVc-m ser sujei
toi os passageiros que os navios prccclentes
daqoellas repblicas trouxerem para o Brazd.
2. Que aa* deanfeccoes das cargas trazida
pelos meamos uavios durem o tempo cooveniente,
a juizo da autoridade sanitaria.
3. Q jc se algum navio chegar com casos de
cholera ou tver tido durante a viagem, a atitori-
dade sanitaria proceda como entender mais con-
veniente aos interesis da saJe publica, medias-
te autorisaco do governo, ou sob sua respausabi-
lidade, nos casos urgentes.
4. Que at ulterior determinaco em contra-
rio, nenhum navio, de qualquer procedencia, e qu*
partir para os portos do imperio dentro do praio
de 15 das a contar d'esU data, seja admi:tido esa,
livre pratca se trouxer passageiros e cargas de.
proveniencia argentina ou uruguaya reexportada
para o Brazil no porto da tahua do navio, deven
do eate apresentar autoriuade sanitaria no pora
brazileiro a que ebegar o rol dos passageiros e o
manifest das Cargas, ambos apo filados pe lo. agen-
te consular no imperio no porto de partid oa de
escala com declaracao expressa de ter sido obser-
vada a presente disposica Esta exigencia se
applicar to smtcte aos passageiros e carga
I daa mencionadas procedencias ; entradas nos por-
| tos de part ta do navio depois de conhecidos pelo
cnsules brazilcins o theor d'esta isposico.
5." Que sejam submettidas a quarenteaa ate
rigor as embarcacoes que infringirem as resols-
Ses do governo.
O que communico a V. S. para os devidos af-
leitos. em additamento ao aviso de 9 do corren!
mez.
sita
Datas at 16 de Dezembro :
No da 13 foi inaugurado, no largo d Gra-
ca, o monumento ao Dr. J. L. Pateraon, pelos 8*1-
vicos prestados nopulaco da capital.
A esse respeito, escreveu o Diario de Nottcu\
de 14 :
< Ao som dos bymnos nacional e ingles tocado
pelas bandas da polica e 16* batalhao, foi des-
cerrado o v que cobria o busto do Ilustre me-
dico pelo Exm. Sr. Conselbeiro presidente da pro-
vincia e Dr. Augusto Franca, presidente da C-
mara Municipal, achandu-se tambem presentes O
monsenbor Santos Pereira, marccbal c-mmaa-
dante das armas, commisso de vereadores, lente
da academia, desemcargadores, doutores, director
da iastiueco pub iea e do Lyceu, representante
da imprensa, mdicos, muitas senhoras c grande
massa de povo.
Em um barraco armado ao lado do mono
ment reuniram se em seguida os assisteotesv
orando ento os Srs. Drs. Silva Lima, presideate
da commissc, Augusto Franca, Manoel Victori-
no e Pacifico Pertira e o Sr. Cesimbra, exaltando
todas as grandes virtudes d'aquellu a quem M-
prestava to justa homenagem.
Terminada a ceremonia da inauguriicao, din-
gio-se a commisso promotora aa aiaoitcstacao,
acompanbada de grande numero de senhoras e
cavalhiyos, ao c-miterio inglexondedepi;Btou so-
bre a aepultura do Dr. Paterson nmi rica coros,
de fi rea naturaes.
n O monum-nt repreaenta urna tonte constras-
da de granito da Escussia, encimada por um basto-
de marmore de L'arrara, collocado entre quatro
columnas suste tando urna elegaute abobada.
Nao podemos encerrar esta ligeira noticia sea
Ucer justos encomios Ilustre commisso pela,
maneira bitarr* por que desempenhou se de sea
mtndata.
L- mus na mesma fjlha :
Foi preso s 7 horas da manh de boje, na
ra de S. Francisco de Pau a, na treguezia do
Pnar, Faancisco Jos Goocalves da Silva, apoa-
tado c mo manlacte d 1 audacoso roub > da ini-
portante somma de 197:551/744, "qae no dia 4 do
corrente pr^te praca de Palacio.
Realisou esta importante diligencia o agente
polioial Po Adolpho Costa, por indicacoe que
recebara do Sr. Capito Braga, commandaate da-
comf.anhia permanente.
Goucalves da Silva confeseou o crime peraate
o Sr. delegado de polica, accrescentando, lavado
em lagriuas, que fra m hora maldicu que O
damuado prop sito Ibe asaaltara o espirite, e que
se contessava sinceramente arrependido
J.o e Caetano de tal, que j ae acham pre-
sos, ci.ufjrme ha das noticiamos, reconheceram
em G-meaivcs da Silva, a pessoa que es convida
ra para a perpetraco do crime, f.penas com elle
foram confrontado*.
VoticiuM da Europa.
O paquete Patagonia, entrado hiut m da Euix-
pa, t.oux> data que. de Litb-ia, aloanja'O 8 do
corrente, ailantauJo onze das as tr.zidas pelo
Elbe.
Alm das de Portugal, conttante da carU do
nosso c .rr-spoudeufe, p'iblieada na rubrica &*-
rior, eis as demais mtiei
Heopanba,
Esoreve, 4 8 do correut., o nos-o ..UuJid cor-
respondente;
O n aso miniatro em Madrid, o Sr. coude d*J-
Casl foi rectb do no paco em au ti ncia solemne
c.>m a briihaiite etiqueta usada n> crtn ie Hea-
panha por ocuaai das dos enviado
xtraordiuirins e ministros pleuipo'euci inos. Por
occaai 1 de presentar aa aiii sao
Sr. conde um excellente discurso em que re"ite-
i-HVs a ex 1 **
pauha e 1*
d ius
vos infCf
A 1 eoosal
maior
asa, e i: "
de
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ttea ezo
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1
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2
---O^CT,-^"
1
Diario de Pernambocor-Terfa-fcira 21 de Dczembrode 1886
*
i

I
a outras ordeno ajilitarea de Portugal para seo.
UgU8tO Slho.
Em seguida passou a prestar M suas homen.i-
geus a Su Alt?xa a Iufan' D. Isabel e aos du-
ques de Mu! ii naier, visitando mais tarde o Sr.
Sagasta, presidile do Couselb o e o ministro de
Estado.
No dia seguinte, o Sr. conde de Casal Ribeiro
acompanbou su i esposa ao pago, onde foram re
cbidos por S. Al. a rainha com muita cordea-
lidade.
O Sr. cinde de '"osal Ritie.iro gosa de muifas
sympalhias na orle delia.lrid tanto pelo ia ca-
rcter como pea auperiurilaia da su iurrili-
gsnea.
Fallecen >'m Madrid Isa dias o biepo de Al-
mera, D. J s Orber y Cwwa.
Desde o humilde curato* Uo pequeo povo de
Foeut" Naborro, a* provinta de CueucA. sabio a
capello da collegiada de Santo Isid.ro, da Ma-
drid ; pouco d. pois a beneficiado da cathadral de
Barcelona ; mais tarile a conego de S. Tbiag'do
Cuba e ltimamente a bispo do Almera em 1875.
Era doutor em theologi, licenciado em din-ir i
civil e cannico e mu versado i m assumptos mo-
raes e religiosos, i
As exequias celebradas na igreja de S.
Francisco, n Grande pelo eterno deseanco de D.
Affooso XII, tomn alBeute suraptuosas.
No entro do vastissirao templo, em cuj is abo-
badas resplandecem maltas obras prima dos pin-
torea beapauhas mais nota veis, erguia-ae o saber'
bo ceuotaphio, coberto com asa riqui&sima panno
da irmandade do Santiasimo Sacramento de Santa
Maris, de que j finado re era presidente, guar-
dado por qutro res d'arma. Sobre o ceuotaphio
viam-se bellas cotas, offerecidas pela ariatocra-
cia, corporaees civis e militares e deputaces de
algunas cidades do reino.
A guarda do altor-uir era de aUbardeiros. e
e sida ida do esquaal/o real forma vam nocorpo
da igreja.
A perspectiva do templo era admiravel. A
bordadar das tuda, o rigor dos toueados das
damas eo lusiimuto das condecoracoes, Ilumina-
do tudo por miliares de luzas collocadaa junto do
mausoleo, as Apellas e pemient a do tocto, pro-
dustara um effciw deslumbrante.
A'quelle acto'assistio torio o corp> diplomtico,
cmninisso s do ooogresso e do s<-muio, o gov- rno e
representantes da magistratura, do oxerreito,
da raunuba da uobreza e dos altos cor pus do Es-
tado.
O bispo de Madrid, Alcal, que officiou, re-
vestido de p.utifical, assistiudo o carleal arce-
bispo de Toledo, Se. Reg e os b.spoa de Haba-
na, Cdiz Segor'je e Toruel.
A oraeo fnebre, pronunciada pelo coneg e
auditor da Kota, Sr. Snchez J nares, foi eloquen
tissima e digna oe sua elevada reputaco.
Um coro de 70 vuaes, acompaando por 14(
instrumentos msicos, executava o Invitatorio do
as stro Eclava.
O celebre tenor Gayarre caotou o Hodie ina-
gietralmenU, cansando p.-.vor e prauto, > na
phraae impressioaisu de um correspondente ma-
drileo, seufinMatosesses que se reprsdusiram n >
Tuba tnimn e ni lngemiscoconfutatis de Verdi.
Ao levantar da hostia rompern a um lempo,
tacan lo a uia-cha reai, a msica dos alabardmos
dentro do tcmpl >. e, fra dele, os sin s da igreja e
des msicas do3 ; prodacindo extraoidinario effeito.
Comeearamas 10 boras as (.sequas e termina
rao as 2 da tarde.
O governo do Sr. Sug'Sta vai atr vcasanJo
o teaipo, nao sean risco d s r fornido a abando-
nar n poder.
As dis pos i cues pelo partido conservador, con-
gregadas sob a direaco firme kabilissima d> Sr.
Can >vas, i.e po leu at certo ponto oonsiderar-se
favoraveia comer Vicio do Sr. Sagasta, contri-
bum ao m -sui i teinpo para col locar o actual pre.
sidente d. conselho na ai toara > de Ver em frente
e prozimo quem -st ja disputo a tomar loe o lu-
gar assiai que ae depare ensejo.
Por tal motivo a ai tu acoto em que se encontra o
partido liberal e asss delicada, nao sutiicien-
te toda a babilidade e valor di Sr. Sagasta para
que se logre a.esperanca de us elle possa levar
a cabo as suas promessas, ou ec deseopenh; dos
seus cemprumisaos.
' 'As disposico'-s do parlamento anda te nao de -
nnnciam eom Butcente clareza para que t- possi
desde j conjecturar qual scia o resultado da luta
jue, mais dia. mruo da, ba de iu'svitavelmente
travar-se.
No dia 30 de Novemhrn ultimo, baptisou-sc em
Madrid o infante 1>. AJfoaso, li io djs infantes O.
Eulalin. e O. Af .uso.
A's d e ineia sabiram do palacio que os meamos
ufantes habitam. na Castelhaua, e trausportaram-
se ao palacio real, em carruaeeui de in-iu gala, a
safaata D. Antonia, o re ein-uasckJo e ou mar-
queses de Valdueza.
Na escaria do palacio foi o novo infante recebi-
do ptla rainha regente ; depois tumou-o nos bra-
cos a raiub-i D. Isabel e succcboivamiute o rei D.
Francisco, oa duques de Muntpensier e outras -pes-
eoas convidadas.
0 oarri'-al arcebispo de T..lcdo administros ao
recem-nascido o sacramento do baptismo para
dar-lbe os uoiaes de AHo.iso Francisco Vlaria i'io-
gu-
Assistiram a ceremonia a infanta D. Christina,
' titulares e altea diguitai ios da corte bcsoaubola.
o ministeri i, nuncio apostlico, ministros pleni-
potenciarios da Austria, de Portugal, de Inglater-
ra, Alli-inaiiba,T:irquia. Estad-s Unidos e outros,
a o gobernador civil de Madrid.
Tamben) assistio a ceremonia urna cemmissao
de otiiciaes do le^imento de bu-sares da princesa
que pertenee o infante D. Antonio.
No regresso ao palacio da Casteihana, foi o novo
iataut<- :icoupanlia>to pelos seus padriuhos, a raj-
aba regente e i). Franeisc i de Asms.
O guvernad&r civil de Madrid fji ha dia3 rece
bido em audiencia pela rainha Christina, para Ibe
annuuciar que d> sd a morte do rei at ao dia 'JO
do invx passao tiiibam sido bapticadss com o
Dome de Afi'ouso mil criaotjas.
A rainha regente, commovida c m este acto dus
madrileos, maudou entregar ao milvsimodos bap-
tisado cora o nome do sea eborario esposo, e que
um tlbo de um qmncalheiro. um vestuario guar-
necido de ren tojo com talher de prata,
e ama accj de urna caixa econmica, na qual a
gentil soberana escreveu osts palavras : A
mili ssiino Affooso, d* part de urna mulbcr que
doua Amonaos tornaraia feliz. >
i do pasando, o ministro dos es-
frai geiros, o Sr. Moret, du conta ao parlamento
do resultado das uegociaces com a Allemanha,
que deram em resultado este dsiz, como prov de
eonsidersco e amisade para com a Hespsnha, re-
nunciar ao direito, que Ihe era conferido pe pro-
tocolo de Koma, de ter umi fsta;ao naval as
agu:i das aroliuas.
Est pois absolutamente integra a soberauia
hespanhola naqueile arcbipelago.
Falleeeu ba dias em Madrid o gloricso acto'
hespanbol Bornea, que tantos applausos conquis-
i theatro heapanho).
0 aen enterro fo extraordinariamente cencor-
rido, na i pelos us collegas, como par escrip-
to'es, jornalistas, militares, etc., etc.
A raiuba de IIc?pnnh i as ignou o decreto para
a arremataco do >.rrendimiento dos tabacos.
O arrendatario toma a adjudicaco porl2an-
aoii mediante pagamento Himiial ao estado de 90
miihvs de penetaa Ii,200:0000K) (fortes) como
encargo de comprar os tabacos actualmente exis-
tentes as fabrica* n*eionas e nos depsitos d ,
estado.
'Acham se em desacord os ebefes do partido
repuboeaiio hespanbol, como era de esperar, em
preseuca das ambices pessoaes e da mauia de to-
dos aspiran m ao primeiro lugar.
Estas dis; "io exploradas com grandis-
simo gaudio pelo partido m oiarchico,
Apezar das tentativas feitas aos xorrollista, o
exercito conserva-s em socego.
Franca
Na sesso de ''t de. Noyembro a cmara dos
deputados discutio o ornamento do Ministerio dos
Negocios Esir Frejcinet, res
pondeodo Bsj pie o governo
nSo quer a gu rra, iiae pona slices realieacao
das reformas i questao da Holgara nao
essa di reciamente Franca; na questo do
Egypto, 'pelo etntrario, a Franca tem intereases
de i iem, pjrtMii'o nao pode admitir
qne oa potea-
poz a suppiressao da emba.
xai:. rio.
'a, procu-
ran : mbaixada,
pois que toda* a po ti ocias tem re a cao com o
Vaticino, e a Fran< 'a nmeros i catbo-
lieos, que : .. a ton.. :*;a. que tem missoea no
Crente, n i representante
ajase o
oroposta foi afina! rejeitsda por 291 VotoM
eootra -'"'. l"p if Jram atadas as 17 primeiros
straugeir^s.
como inet as apresen'
A discusso cjutinuou a 29.
s os j irnaes applaudiram a eoltica firme
e prudente, exposta cmara peloSr. Freycinet,
relativamente s questoes externas.
la demisaio do abinete f.an-
apeas|l|e que ha tem
pos as gover-
q'ue estas difBculda-
rio nao se '""e^so di
repablisa, *> da na vid
tsdn'z desnuda aeste mom-uto da r soasa ou da
Hcaeitacao do Sr. de Freyeiaet pira formar navo
gabinete.
a mais de um mes aue se talla de cnse parcial
da sihida de algum imuiatro, que se tornaase in-
.coiapativel com a cmara, esperando-se que com
este expediente se onjuraase a crise tot il. A si-
tnafo do gabinete, peran'o a hustilidade da c-
mara, era na verdale, angustiosa.
Um diaera o miustero da fazenda qne via re-
jeitadag as suas pro jostss ou mutiladas aroaude
da cmara ; no outro dia eram o ministro da j :s-
tica ou do commercio que tinham de affrontar a
systcmatica da maioriu.
Resolveu fiialmeaie o gabiaeto provoca: -urna
votaci de coofianca que defilisse I.iram-nt a
sua 8it<,ilo. Foi no orQanjento la* pnf-iruraB
s/ie o gosersw deu batolha. As opaosicoe padi-
ram suppres-iS.o 4o subprefeitoi. O uiiuutro do
iati rior combateu a propos a, dizeodo que a sub-
preituras crain por euiqnauto atessaarias almi-
nistraoao e a Uteotacito d repblica, mas deda
roo que nao tena dnvida em ir successivanaente
supprimlodo as quo :no foasem julgadas ia lispo-
uiveis.
Tomou parte na discmss n Sr. Fraycinet que
disse que nao se diriga nuelles que recusa va sua
confianc* ao ministerio, mis sera a inaioria repu-
li:ic.iii. e sapuosaa as sobretodo d que se. pro
pozeesc a suppresaa dos sub-prefelro*, deixaado
lio ia por ulgum tenpo fuoccioiiar os suas repar-
tii,o-s.
Era neswsario tomar cuidad em nao desorga-
nisar as engrenageas administrativas so'o pretexto
de ecoiiomias.
Pedia ao partido republicano, que se aeiutelasse
contra os impulsos temerario, teruiinauio pir as-
r.-tr qua o goy rno aurv
no principio de 18 ria pedir cojdo emanda a suppressao dos soa-prl-
I; mas que nunca se poderla exigir quej des-
de j e a p:irtir do primeiro i > ann>, as suo pre
faituras d.-ixassem de existir em toja a essansaV
do territorio, o que seria nao s compromettedor
pan a a liiiiuistraao, nws Umbem pengosa para
a repiibhca.
Ap.-sar do Sr. Frfyeinct invocar os sentioientos
republicanos da cmara, a HBUMla foi votada por
2G2 v,tos, sstfia 49, ssa r>ll ctaut-s.
Votar-.m cantr o foverao 1*2 deputaiios da
direita i! 80 da extrema esqu'.rda e da esquerda
radical.
Em seguida ratafia c presidente do coneelho
pedio que se saapea 'un^ i i do arfaosM-
to porque o go viril o tiobi de deini'rar.
O resultad satata do-conaeiho
de minietros foi o ped io d d-mis-io de tolo o
gabinete.
A sitnacio milindros, e o presidente da reau-
'i ic i, atonta a organisaca d Minara dos depu-
tados frauceza e a heterogeni i da doi teastsatas
asi deram o cheque no govvrno, ni> teta ludica-
<;o constitnciou.il alguma que o ilucide uo pjMM
dim -uto q le leva seguir.
Alguns pretendem explicar a votarlo crca
dos sub-preteitos, motivo da crise, por urna pro-
gressiva indisciplina a d -s ir_ranisar dos grupos
parlamentares ; o cheque dado a i gallineta pare-
ce que nao foi iiiteacioua', aesa calculado por
parte de toios us elementos polticos que para atle
contnbuiram e tanto que, algans dalles diligen
ciaran) dep >is eiaeudar a mao.
Freycii^-t, pareas, mustra-so caneado com a si-
taaefo de intoltravel iustobilida la que Ihe crea-
ram o isso o que t-in prowavelin.'nt-' cre:ido
matores 'baracos ao desastaos da crise, crise
prejudicial para o c.-edito e prestigio da repbli-
ca oara os mreresses lasmn.iiro do puz.
Era iinpossivtl faxer previsoes crca da solu-
eo da crise.
A firmacao de um ministerio presidido pelo Sr.
Plaquee, presidente -la c .niara dos depu'ados, em
que se tem faltado, daria grande forc aos radi-
caes, que se mostram dispostos a levar por diantc
alguns dos seus projectos, qae com tanta habili-
darfe eslavam sendo cuntido pelo Sr. Freycinet.
Um deles o daaoolicao da Couivir^ata eoss a
Santa S, que eomo se sabe ten maioria n sen da
comicissso.
E' verdale que a propvst* centra a eiabaixada
juuto do Vaticano nao tem maioria na cmara ;
mas tendo-?e rompido os vinculis da disciplina
qae o gabi'ielc Fr-yciaet impunbi), de reeeiar
que a miiior a de. 289 deputados. quo voUram a
favor d'cssa proposta, augmenteconsideravelmente
qiiando se irata a .:b ilitiio da Concordata.
certo que os di veaos grupos da esquerda
da cmara e.:carregaram as suas respectivas mezas
de se c-mbinarein pira tolu(;4o da crise.
Eji consecuencia d'csta resoluyio as mezas de-
viam reunir-ae no da (i para deliberarom. Ate
entoo presidente da Repblica n:Vo tiulia chamado
uiiiguem para tratar da org.iuisaco do novo ga-
binete.
Jaagava-ae. provaai 1 paa se esperas at depnis
do funeral, do general Pitti, cojo sahiinento ha-
via'de realisar-se a 7 o Tentps ci que s o Sr. de
rVeycinet capaz de formar gabinete, mas cada
ves esl meuus disposto a reassamir o poder, que
as dissenssoes dos partidos toruau IsVl ddhcil.
Nao se previa solugo pura a crise ministerial
antes de 8 dias.
No dia 6 as mesas das dos tres giupds da esquer-
da parlamentar no palacio Bourtmn, mas desist-
ram da idea de tazer quaesquer deligencas cun o
Sr. Julio Careas na com o Sr. de Freycinet para
a conservaco do inesiu g.ibiu- t d p i h-r.
Apenas proporii.cn aos seus respectivos grupos
que se leriigissein um programma coinmumno in-
tuito de a-segurar a durago do ful uso gabinete.
C presidente da Repblica no dia 6 nicumbiu
o Sr Floquet da formacao do gabinete, mas o Sr.
Flooaat, nao aceitn o encargo, julgando e mais
til na presidencia da cmara que na do governo.
O Sr. Qtae* chsmou enio os -^rs. Julio Ferry
Glemouce.au Brisae. pira os c insultar.
Augmenta ram as dilSeuldades para a organisa-
co ri'um ministerio viavel.
A cmara dos deputados, depois de breve ses
sao, resolveu addiar para 7 a coutinuaco dos seus
tr.-.b'.lhos.
O Sr. 'Muillard, intransigente, proproz o addia-
meato para que, eiisiouau lo que a populacao pari-
siense pideria assim ir periir ao Sr. Qrenez que
apresas a forma$ao do gabinente.
presidente da cmara protestou contra esta
ensinuaca, e o Sr. Greuez declurou que a popu
layao de Pars republicana e. resuelta a coustitui-
ce. (Applausos da esquerda).
Depois de encerradas as sessoes da cmara e do
senado, os dois presidentes foraa chamados ao
E'yseu para terem urna conferencia como Sr.
(ii ez.
Na poltica extern: anda ltimamente o Sr. de
Fnycinet com o ebefe de gabinete francez tmba
dado a conhecer qual o recurso que entenda de
vtr seguir.
A Franco quer a paz e apenas tents) defender
a sua posico e de salva guarda a sua dignidade.
ComrelacAoa Bulgaria mostrou-se a Franca
quasi desintere.-s id i, e ap-nas o Sr. de Freycinet
fe sentir que ao Ejypto Franca nao poda dei-
Xar de salvaguardar es seas intcre.ss-s.
Por esta declaracito, e por ventura por outros
motivo!, se tem dito, que poda apparecer de um
momento para o ontro, e urna grave desintelligeu-
cia entre a Franc;* e a Inglaterra.
No i mpenho de separar as dual grandes nacoes
do accidente tem andado ha muito a Allemanha,
porque se o proceder desta nacao grande, mais
se. t-fn.-marU com a falta do bom accordo entre a
Franca e Inglatera.
I).mais o Bero Egypto o motivo on o pretexto
fiara essa riesintelli^encis, causara por certo nao
pequea eurpesa
A Inglaterra'desejou sempre ter a Franca por
lompanhcira n'aquella questo, e foi a Franca, foi
a cmara francesa a que se ubsteve de qualquer
intervenco no Egypto.
Quaesquer que sejomjas desinteligencias oeci-
di-ntae, sempre ellas enenctraro meio de icliar
um terreno i ui -a eesproc mente com-
iom accor Franc. e a Ingl
impe-se como urna necesaidade para
cao e progressos da
odem esses dois
^^^Bpler su.
o'el.es exerce sobre o
es a congregar os setis exforeo
rasa essa efevada misso, tao elevada que os
loca frente da civilisaeo, por mais que partea
ou se julguo que alguma outr nucolo Ihes turne a
dianteira.
O senador do Sena, Polain, havia organisado
urna reuna i estrictamente particular e. qua se
realisaria na sala doTivoli Naur-Hall. As cartas
de convite eram iutransmissi veis e asaiguadas por
Polain, senador. Porm, desde a vespera, cartas
a mestna r dacc.o, apenas difl'jrin io-se pouco,
no texto improsso, haviam sdo'espalhadas, n'um
gr-in le numero de grupos anarchista, afim de fa-
cilitar a entra!.os adversarios desorganisadored
da reui
De m*oha um jornal anarchista publicon um
numero de aenaac i com o nico Sin de anvo-
tinar a multid.ii contra o ex-operario senador
Polaiu.
Nao se fez esperar muito o resultado destas
ejtoitaaoes.
Na abertura da resta i o, o aaarchistas, em
grande numero, prutestaram Joleut im nte coutra
it 'fonn 191* da mesa, escalando o estrado em quei
tinham tomado lugar, i'o'.aiu, Strauss, liaubert e
inultos outi
A luta trava se precisamente no momento em
qae apparece na sala um numero de C'rt la Teii-
p1-. inpirios 1 pira Polain, que os orgiriisaaores da
rena 1 [izerun esconder, oppondo-se a isso os
a nar chistas.
O injurioso Jasquin arrebatado e os aaarchis-
tas enfurecidos por este retel assnltam as salas e
os bancos em que se achivaui os jsrnalistas.
A partir deste momento, o tumulto completo.
Atiram-se com cideiras de terr 1, de > 1II1-1, U:, ns
lustres e os espelhos fazem-se em pedaess. Foi
entilo que o ominissario de polica do bairro, avi-
sado, interveio com piliciie '-z ev icuar a sala.
Mas a luta continuava c fora, a principio entre
os aiiarcb stas e os policas, dop-is entre anarebis-
tas e opp irtuuistts.
Fiaeram-se numerosa? pris s
Ni) 88 c mti-iitar i.n om 's* i e Ibram p ira a
patea da nUpuaiiaa onde se pus rain mvos inci-
dentes, onde o sonador i'olain, muito excitado,
ameac 1 a multdao, e vociferando pronuncia as
seguinf.es palabras, lingidas aos auarclmii-:
Neui respeitam seqaera lib-nitrie de pala-
vra ; veremoi r ni cuno revolver se sal va-
reatos a repblica.
A paneta eooseguio, con grande diffi ul la le
d3 jersar os grup e^ n ) eintanto o m riin coutinuiu
anda por ulgum lempo.
O pportuuismo e o.auarchis.no na > se eo -o 1
traram pela ultima v-z.
Os arred'.res d Laining, (frout irada Chin )
estao intestados d-* piati". O agente civil fran-
cez, acempaiihado |icla coinin-sto dos limites,
(uerenlo ir ao extremo da fruiteira, tu eipur 1-
do pelos vndalos chmezes, ebegando*H dizar-e
que fra morto. O posto de Likroi, do oomm ei 1 1
d.) >" taen;e Mic-\lahon, teve de repel t um
ataque o> pirsitas.
O cruzad ir C'oalulerie, d\ esqu Ira loi 111 iras
da China, receben ardan'de ir para P^kluug ficar
i iisj>-icii I > c oniniso de imites.
11 Ombalxa lor francez em Lin Irea pedio a lord
I i desle gh quo Ihe dosse uina respoita definitiva
ielatiaineur.e no proj-ct do canal le >uez.
A Saint Jnnn' Gatztte. de L m.lres, ere saber
que a Franct resolveu s'ibmetter As po'cuciasa
qaesto o Sues pira so convocar urna cjuler-neia
loternacioial.
Na cmara dos deputados tiaha entrado a 3.1 !
Novembro e.11 Jiacui.o o crdito pan U-idagaS-
c ir. O r. >i Freycinec disse que o residente ei>
contr^u dillicul lades no omeco, mas a stu.-ica
tem-se mo litic.i 11, a i.-.floencia franceza agora
prep iiderante, e o trillado ter brevemente exeeii
cao, com honra pan rVusea, 'l crdito foi ifi -
nal approvado poi 289 votos contra IDO.
Prepar.ivam-se -em Pars grandes fastas em fa
vor d >s innundados. do meioolia di Franc i.
X i da l-i a premiric do n>vo drama de S ird>u,
Patrie, asea deatiuadc- a essa obra d,e candade.
E' a primeira vez que o publico assisf.e a nm es-
pectculo seuielhiinte. A pre.mire de qoalquei
peca sempre resrvala par- 03 assiguantua e
para os jorualistas.
No Palacio da Industria dsve ser enorme a con
sur.-enca. N'u.a minuto por incio da lectricidaJe
ser.to accesos trezenlas mil luz'S inult cores
Rochefurt prep ira no pilacio dae Bellas Artes
uina exposicao artstica, oude reunir obras pri-
mas desconbecidas, pertenceutes aos mais reos
colleconadores, e que at agora tinham estado
o -cultas vista do publico.
Ch'gou em 5 a Pars o principe- de Bsltcaberg.
Um decreto da imp-ratrizda China aiiuuoca
estar t-iniim resolvida a que-tj di rransfereuma
da catberiral francesa de Pek'm para outro potito
da asesan cidad-, elota o papa e o clero catholico,
e iinuif ata as suas -ympalhus pea Franca.
Um despacho do Seea)al annuncia qae ter-
minaram as desordena as possessoes francesas
de Graiid-FJassan estando insinuada a paz e leudo
os mdigeua? de Ebri pago 20:000-franco3 de
multa.
O general .Piti, que ha poucos dias falleeeu
era Pars, era secretario g ral do presidente da
Repblica. Era um dos vultos mais syinpathicos
da Franca. Soldado valente, conversador anima-
do, lieterato distinato, escrevera as Poesa do Sol-
dado e deixou tradceos primorosas de versos de
ivcthe, de l'iarm e de Jlcnri Hiiue. A sua morte
maito sentida pelo presidente da Rpublica, que
era seu amigo inulto dedicado.
llalla
A Italia, segando 1 pubiiuacilo j fots da sua
c irrespondencia diplomtica, nao so teui desiute-
ressado completamente na qnestao da Bulgaria,
embira se haja mnntido em ama situadlo muito
cautelosa. Por este modo a Italia mostra mas ama
vez como sabe conservar a sua posico de grande
poteoc a, b.'oo comtulo tazer sentir em demasa a
importancia da sua fores.
Kt.comeyarain a 23 de Novembro as suas sesses
as daas cmaras italianas.
Refcre.se o programma dos assumptos ubmet-
tidus ao es" 11 lo dos Curpos legislativos, a tira con-
junct de ref amas praticas das mais atis para o
deseiivolvimento do paiz, promotteudo discusso
de gnnde imeresse, comquanto nao se apresentcm
qoaai neuhum is qiicsies irritantes.
Excepto alguiuia nterp-llai/ies, que se nao po-
dein evitar, soore a poltica geral, o parlamento
italiano ter de occupvr-se nicamente de projec-
toa de le de negocios taescoino o orcaineuto, a re-
orgauiaavo dos ininia'ei ios, a orgauisaco coin-
iiiunal e a le de seguranza publica.
Espera se que o Sr. de Rjblant seja convidado
pela opposieo a dar explicacoes sob.e diversos
pontos de poltica externa, sendo ento aosumpto
oorigado os m-gocioa da Bulgaria- A csse respeito
o ministro dos negocios estrang-iros, como o seu
collega da Austria Hungra, ter que dar explica-
cSes acerca das alliancas europeas e do papel que
nellas est iaaeudo a Italia.
Ach-im-sc publicados diversos documentos di-
ulooiatic.-s a respeito do conflicto com a Colombia,
e acerca das iurii-mnisaco^s devidas a subditos
italianos por pr- juizos que soti'ieram durante a
guerra civil, e com a Chile por dissenco'a que re
sultaram tambem da u tima guerra d'esae paiz com
o Per.
Igualmente o Sr RobiUnt mandou distribuir
pelos deputv.dos urna memoria mu circuoslanei 1-
d:i ssbre os paizes poisnidos, oceupados admi-
nistrados pela Italia no littoral do mar Vermeiho.
E' uaturai que taes documentos pro joquean urna
discussu acerca da poltica colonial do gabinete
italiano.
tdo de ampliar o direito de reuna) e o de a
ciacao.
As cmaras italianas tero de oceupar se ainda
n'edta seasio legislativa da impirtiute questo da
denuncia dos tratados de c mmercio qne expirara
em 1887 e em 1888, e da refirma dos bancos
emissores, cujo privilegio acaba em 1889.
alais
Le Nouvellxslc, de Lyon, aununcia que lleve ef-
fectuai-se muito dreve ein Chaux de F 11 I (Suissal
ama reuniao de todas as feaccoes narchissas A
conVocavio feita pelo principo Horopotkrine.
As cmaras suissas comecaram essio leg ,\ 1-
tiva do invern em Berne. Na sua gran
ria, sao mais de aasWat econmica os assiunptos de
que teem de otu )r-- do i|ue poltica n por isso
nao se esperara discissocs acaloradas. Ha porm,
questds, que all devero ventilarse, quo teem
verdadeiru importancia nter -acin!.
A asseuib a federal tem que vitar, primeiro
que tudo, a le acerca do landtlara. A diseuisi
desta lei foi principiada na sesso anterior, e
destnala a augmentar consdcravelmnnte aforra
militar depusiva da Clafederajo S^iissa. O pro
jecto de le', a que nos referamos, etptra a sane-
(,1o do Conselho dos Estados
Tambera o conselho nac mal se oceupir da
qaestSo do m-Mapolio sobre o alcool, qnode
grande icap rtmcia, nter-.-s mil a nSversos pai
zes do Europa, ao menos, como potccieite. Urna
coinoiisso do c.nselii i n 1 1 on r mni la ha pouc.
em Bile, pronunciou-se era f*vdr do raoiopolio das
bebidas espritu sus era prov-jito da CjilfederacS'i,
afiu de tornar essas bebidas nlo a mais curas,
mas de inelhor qualid 1 le,
Tambem 8"rA presento as^embla felcral um
recorso do canta) d Lucerna contra nina tlcltbe
raco do conselho federal, segundo o qual, o uso
da ig.eja d Alaria Hilt.qi- ln tirad.> p>r aquel-
la eida lo aos catliolicos rotnwoa e dado aos velhoi
eath lieos.
No caso do, no decurso do rnez de Dezerabro,
terem dado rebultado as nego-iac-s commtrciaes
om a Alloninii. tirniui a assoinbl tere que
icar o acc irlo que se houver frito em Bariim
N') caso contrario, a aaserabla ver-se-I1.1 na B-
e -s dade de appnvar os .. ig a oros dos direitos
qiu 11 conselho f-Jural laucou sobre muitis m ti
gos.
Ach im se t;imii-'u na orden da lia a refirmo
la a iin aistraeta federal e i\ org iniiii; :o do p
exeeutivo
Por ultim ) as c unirs lesignaro o presidente
0 o viee-prosijente da C >uf le- sai no anao de
18S7, porquanto ni da 31 de Dezjmbro hit de
expirar os poderes nos 8rs. : cucler c Numa
Dtos.
Na forma do c stume, e^te ultimo cria Bornea-
do presidente pira u tulii'-r. anu. O gandida! s
para a vice-presi leuai 1 sao os Sr-". iv >min -r, e 1-
selheiro fele.-al da tascada, Ueichonnet, euc.ine-
gado da pa--ta dajustica.
lnglali-rra
O gabioeti-prcsUido pelo marquez de Siabu
ry est I oigo de p.issir vi lo desatog I 1.
As quistos 1 i- ra tom un caracer i" certa
gr.'.vi lade, porque ali.n di nu-'Stiio de Salaudi.
0110 6 j 8ilfl:iente para octipir as tas aetco-
coes, o movim nt i socialista reveste um 1 1
e Hcceniua-ae por m >do que ama naci pratiea,
como i a :i>.c 1, :ng. za, u'n p le deis ir de t en ir
vivo interesse en que se desaten) ou p"lo meuiM
atfeuuem as riifficilllad.is qu aquellas duas ques-
loes -uscitam ao seu vi ver infei
N 1 lioltica extern 1 1; silueta o n qa-8t.l) di
Bal pafia, a anillada de vistas de todos os p.r'i
dos 111 (ir-llretanh 1 facilita a (Bisalto do m.r-
qa '. de Salishury. E forya dizer que a R issia
1 ve uempreheii-lRr que. e.nbiri eacoulre no pir-
ti lo libeial .lisposcoes uieujs hostis, na qoeatfto
da Bulgaria n. p le esperar divrgucia na
man 'ira de ver dos estadistas inglese*.
O Daily Aem. faz observar que 08 progr
russos 111 Ana leen para a Inglaterra amito
maior imp irtancia quu a qaesto bogiri e >pina
que o gabiasto inglcz devo entibdar oui o de
S. Petersburg. n.-gociacoes couucxas Rubra ^
q'r-stoes blgara e afghan
En Diblin, no dia 25 lo pissalo, tinhi hi
vilo un coos-lho extra ir liuario, presid lo pelo
vice-rei, e a que assistiram tambem o seer.itario
g'ral da Iran la, o chanciller, o procura I ir ge-
ral, o commanilaute ate ehete das forcas militares
o S". Rsdvers Buer.
Parece que se decidi adoptar medidas muito
icrgieas pin reprimir a exeit.iyi da inpren a
rlandesa, que* ton proouociado contra o p:ig 1
ment d 13 alugneis*
Parece tambera que ae decidi mais prender j
alguns dos priucipaes agitadores.
A nova poltica c insiste em medulas de ri-
gor contra Dillou, membro do parlamento e um
dos ebefes do partido nacionalista, assim com m
prohibico de um ineeting que teria lugar era Si
lo. Dilloa mt'inado a cimjarec r no tribunal
onde aceusado p sediciosos.
O giverno tencin dissolver a liga n ici ua .
Com
^^
inmenso pezar e pda piiinaira vez na sua
vi^a deixou de ir felicitar 11 princesa imperial, no
no d i costme, ge festejava o santo
do fe 1
- o que conhecem a galantera do impera
e ouprehend rao, por certo, a'grau-
uta que os mdicos tiveram de ausentar, e a
seguate f ict 1 vem riar realce.
Oa ai listas de Berlim truc i n avara organisar
grandes festa pira celebrar, em 22 de Marco do
prximo anuo, o 90 an iiversario natalicio d>. im-
1 ;rdor p ireiu a corte fez Ihe aab-r 4ue o sobera-
111 desHJnva 4 1 celabnisseai em silencio e cun
uenlium regosijo publico, o dia dos seos annos.
No da 29 de -loveujbno, u imperado* liuirii
tinha receido oa membres ria mesa do reichstaq,
fallando do projecto de uug euto do eaerci
m inifest ind fsp rncn de approvai'o u'ess pr-
jectn porque os p irlumeutos
qual r.solveram provocar desordena na Balgaris
e alemdisitrsctar de apoderarse dos agentes
para os deper, e convidara Russia a que interve-
nln, a pelo menos, a que designe as pessoas que
ho de formar o novo governu.
Os offiei sea ceoiuuuiicarara isao ao czar por va
de agentes secretos.
1-ausaj.porsm, grande surpfesa o ter-se o csir
lo a aceitar os ofl recimentos dos officises
-philos bulgar s, aeouselhando os at a que
tirada tal empresa, d'rsendo Ihea que nao
lara dinheiro para a conspiraco, nem prestar o
seu apoio a edil de nenfcum modo.
_C mtide esta noticia com a chegada do general
Kou bira a Jatehiaa, onde no momento da ana
ctig a da f. ve urna longa entrevista com o czar.
O ifatning Post alrma saber que a Russia, em
. da lliano da Mublime Porra, prometteu ao
,v 'sultaoa soberiun competa S'ibre todos un h-.
apreasalo a votar medidas analogae. O impera- .,,,,_,. p- ,' ,os ,8 an--
inetaiu) aciBaiment- sujeitos a Iug aterra
T ,'..;,i.. 1___. .1.
dor sseguroii que a All manha cslj uitrapissa
da por Estados visinhos quanto a foi<;a militar, e
tenniiiou exprimiudo a convicfSo de que a pas
ser tnantida.
O ministro da guerra insisti no Parlamento
Imperial para que s.ja votado un es do "Natal o
prejecto de le do augmento da exeruito, afim de
une a AliCiniuhi nao fique militarmente inferor as
potencia* visiuhas e dcclarurf que estamos n'uma
poca riitflcil
S.lo mel mcnulk'us as noticias do estado mental
do rei da Bavicra.
N.io se renovarain o IBCessOS de 1 mcura furiosa
que fiser.im temer um deeenladri fun-bre, e, segun-
do iiiformacoes de boa origem, o dasditoso sobera-
no c inserva-s- no seu estado normal.
Em. Fursfenred, tudo est silencioso, como li'uui
claustro. O doente, quo passa os seus dias a urna
J lidio, fumando cigarros agirando 1 ontiiiuada -
ni rite o lenco, tem esta id fixa : ee.hir do caa-
tello e do parque. Renanciouise a 1-val-o a pas-
-eiar pelos arre lores", ein c iistvjueucii de um inci-
dente su ..-c 'i 11 u'uma excurs 1 que elle tosa como
capit) de Schubart. Foi o caso que o re cabio
dejoelhos, gritando: Bu estoa aqtri no
Paraso, e nao quero sabir.
Tornou se necessaro empregar a forc.i para o
lavar.
Os operarios que tr.ib illim na rcoaatrnceS 1 d
caate d;i capella receberaua ordem de n 1 res-
ponder nunca s pergiiotas re;, i- d nem s&uer
O olh.ir quando passe junto d't'Hei. O serv.co par-
ticular cfeiti por autigo creado, V. gi le ; por qu .-
tro enfenneiros, que traj un a libr real, e p r un, 1
velh 1 q i esT esoecialuieute 1 ncarregala de fis-r
a cuna do monar !i .-
O re sabe da more de um irmao esa be tambem
0 que Ihe succeeu. Tem se re Brid n'isto varial
vezes, mis como a ;;.i;a em io>purl 1 cia. No en-
tinto, o fallando llie em digindad ral, qo
Cunseguu vcatil-o todas as roanlifis.
O horrur a ronario era una das particulari-
dades da .-u* i ioeoro.
N di 21 i) >via i i I gir-'i < v .' id >. oor un 1-
ni'iii la le. 0 oie.uriento duS ueg eos istrang
1-n I 1 assim tist- iuoIi 1 -ia 30 e o ti o t i; 1 nulo
tana politi ia do conde Kiluosky. i>ujt>H a dlg-
oos-ri o Sr. i'icli ir, de 1 -r : alle-
'1111 xpoz que;, constitun a allianca auslro-al-
1 una, para a Anstria, garanta in 1 segura de
que 03 seus'int-'resses n 1 f oil 1 <.!i'.-n iid-is c SI
boIobm da. qoestft-i o Orient era par despjtr
i- -.,-c ac 1 lo t .:-.!.: consagrad oaras
rio:i d .u.~ isBperios.
Tanto OM Austria cun > na Hung'ia seria h-in
visto, acereseenton o Sr Rcicher, essa interv b-
clo do pail.imeuto n 1 acto mais iropori inte da no
litio austraca. A'ra disso o principe de l> s-
BMfek em 1870 a ohi pedido.
m 11 > 1 ria :i 11 >)'
A'delegaCaO austraca ve o no di 1 30 le N* -
reabra toda as suas deetsoe em trrceirn lei to-
ra, O e.111 e Ililne-k*/, 1 m 11 ei.-i :. 1
manifes'.oii a gr .ti l.I > o 1 mini j'ei 11). eerlo deque
p)der contJir em todas a evenlua id.td -s com <>
ap' 1 da d-legac-1>. 0 preiidente Sin >lks decla-
rou que :i vi e.1o d 1 or^-aii-iito s ni 1 ii.ti-iiico
d'aat unic.i serba d*m>astra o perfeito accordo
do povo aostro hngaro sobre as appreciicoes po-
lticas. Fie ou ene Trada :i se-tl seo I 1) ira 1 3-
tmarq.ie cuide de A"dre.esy n o tivesse aceiti-
llo nesse ponto molo de ver do grande chaiicel-
ler do impesio allemo.
O eoad* Kiloosky eptendeu que na- era oppor-
!u:io responder a est; discurso, a'ii notavel por
ter p 'sto em relevo o carnet-1 lu 1-cifravel de Bis
marek.
" t-id .8 sabida a verso que elle tem sempre
ia: nif'st.i 11 eeatra a iaterfereassia nos corpos re
pi-esentativos da naco era q i-stes de governo e
iniii principalmente n's assnraptos eoaeerneilteB
poltica externa. Hat no momento a concluir o
accirdocom a Austria, poz ni pane essa repug-
nancia cancteristica da sua ndole, tal era o ve-
hemente des jo que "inha de v>-r sol lamente esse
accordo enn a Austria, rj por alli se pide fazer
idea da importancia que o principe de Bismarck
igava em 1879, eseisaznis riep. 113, em 1885 fa-
Tem corrido o boato d*i ouo o principe Lo-
binoff aubs:ituir o Sr. de (riere, boato que j foi
asido em S. Petersb irgo.
A pe zar, porein deseo desineiiudo continua a ser
vivamente comnentario n'aqnellgi capital.
Considera se que essa mtidanca inriiearia i. ces-
;a do g >veruo pessoal do czar e o regresso aos
osos di. i ogtras nacoes.
A recente circular, dirigida pela Russia 4s
potencias, raz a h.stjria dos al.nnos acontecimen-
tos da Bu g.ria, diz que o general Kaulbars veri-
fic. 11 por si que as vistas do puvo blgaro sao
iibs.ilutHiiieutci hostia aos aveulureros que se
BpOssaram do poder, e manitesta a aapsrancs. de
se chegar a urna soluco por m ios pacficos.
Dulaiirin
0 governo da regencia blgara resolveu
mentar um bit; lio em cada regiment.
grand enco:nmen4a Je armas e munices no
trangeiro, principalmente na Allemauha.
1) v-m j ter i-negido Bulgi.na muitcs ca-
r.hoesc as respectivaa muircoes pira nrtilharia de
ha acampo, qae passarum peia Auetria,
leudo a o governo blgaro comprado na Allema-
nha.
O
"g-
Fez
ea-
O ifF'ito irarae iiato da nova poltica de lord i zt-a lo essa deelarac 10, allianca de que foi tile o
Salisuiy fez adoptar univeraalmeute o plano de, I principe promotor.
carapinba indicado polos ebefes da liga ; is'o
supprimir.se todo o pagua -'nlo das rendas. N'es-
ts condicoos s ha a esperai que a gu erra co-
mece. A liga agraria foi substituida pela liga
nacioml ; se esta ultima fr nt. rdicta, ser sub-
RuNia
A Europa habilitou-se a olhtr para a Russia ci-
rao ercrn.i ameac pas do nvi contineute.
A Russia descoi)hc::i( no sea viver interior,
appsrenta um podero enorme. Parece at que a
stituida por urna outr, diff-riuio apenas no nome, | n- mieza a impelle d'aqaefas r g 5es pouco ami
Logo que taes quealoes sejam afastadas, bem
como outras quaesquer relativas a anteriores inoi
denles, sobratudo cun respeito recente agtaco
ante-clerical, a c>mara entrar desissombrada-
ntent- na definitiva discussod > orcameuto, o qual
foi votado provisoriamente no fim d* sesso legis-
tiva ant-rior. Dararia esta importante discusso
al s tenas do Natal; comtodo seriara desde j
Humeadas commissoea para resolverein darm
parecer sobre os prqjectos de lei concernentcs
reorgaiisaco dos ministerios c orgainsaco cora
inunal.
O Sr. D pretis tem muito empenho no primeiro
projecto, segundo o qual sao ereadas pastas espe-
ciis para a presidencia do cons> Iho, para o the-
eouro e para ua crrelos e telegraphos, por mudo
que r. gabinete italiano cont, no futuro, 12 mera-
bres em ve* de 9. Os secretarios geraes dos mi-
nisterios, considerados at agora como simples
fanecionarios, sern transformados era sub-secre-
tarios d'Estado, respansaveis peranta o parlamento
e chamados a tomsrem parte as discaasdes par-
lamentares.
O ministerio d thes ompletado com
oui conselho da the gado de fisca-
todas w e o andamento
^^^^^^^^^^^^Hhtarfo s

mas teudo o mesino fim e os mesmes poderes. 0
partido nacin,I irlands previo os acont-cimen-
tos actuaos. Est preparado e a sua Ocfesa ser
enrgica.
O invern comeea mal, e o ministerio andar
m lli iv esperando a rcuuiu do parlamento, do que
tazeudo togo.
Qjaudo terminar o proce;so Campbell, a polit -
ca retomar o seu lugar ; pois que naturalmente
os mais graves aooateoineotos uassatn desaper-
cebidos.
A 26 de Novembro, pel.s 10 horas da n ite,
houve urna graude cxplauo em Castle-Island,
perto da qu artel da pilicia. pin O.ib .11.
A expios foi produzida por urna garrafa de
polvera.
Furam presos muitis individuos Breinara gran-
de sentayo em Castle-Island.
As guarnicoes rlandezas de Dublinv) ser re-
forjada: com 5,000 homens.
Vo ser presos muitos outros ebefes do partido
eocialisca.
O Times espera que as medidas de ligor hao de
por lesino s agitacoes da Irlanda.
Assevera ura despacho de Nova-Yoik que os
feuianos assentarara u'um plano de canpanha
contra a Inglaterra ; parece que decidirim fazer
lbe urna guerra todo o transe.
O Tunes e o Standard do di 1 de Drzembro
pedem repressio rigorosa para a Irlanda.
0 Times diz 1er hega lo o momento decisivo da
luta com os irlandczes, luta que h de dar em re-
saltado ou o seu anniqnilamcuto ou a ruina moral
do gabinete. O Times ci que vencer* o gabi
nete se fr energic i, e os irlandeses tero de ce-
der diaute da lorci.
No conseibo de ministros, que se rennio a 5,
tratoa-sc exclusivamente da questo irlandesa.
Os ministros fsratn unnimes em suas resolucoes
de f ser prevalecer a le na Irlanda.
Dsem de Londres que os diversos ramos loadri-
nos da liga nacional irlandesa se reunirn), resol-
vendo realisar urna serie de meetings publico3 para
protestar contra as pers guicocs que Dllou tem
auffrido por parte do governo
A primeira demonstracb deve ter lugar proxi
mmente em Hyde-Paik.
O governo irlands acaba de prohibir um novo
metting que se realisaria em Siglo no dia 5.
Cb-gou a D.ibliu, a 5 b Sr. Hicksbeack, envia-
do extraordinario do governo, qae teve urna larga
conferencia cora os principaes funcciouarios Jo go
Vcruo. eliberarain eraprehender urna luta enr-
gica e decidid contra a liga nacional agraria.
Esp ram-se, dentro, cm poucos das, impirtantes
acontec ment*.
Os nacionalistas mostram-se muito exaltados em
virtude das medidas repressivas que o governo est
preparando.
II mve serias desordena no da 6 em Cork. 0?
nacionalistas atacaram a polica e feriram muitos
ageutes.
Allemaaba
O imperador da Alie uanha passou, do novo, mai-
to iucommodado nos ltimos dias de Novembro
Ura forte ataque o prenden cama, enfraqueceu
muito o soberano, boje completamente restele-
cido.
No entonto -lhe preciso obedecer s prescrip-
ces doi mdicos e renunciar as audiencias que
costumava a dar, e que para o futuro nao duraro
mais que um quarto de hora, tendo seguidas de:
repouso de meia h ra. O imperad
mais de p, como costun a va, os daleg.
gaveis p*1- as do sul da Europa mais amenas e
seduectoras. A sua posico geographtca at Ihe
permitte oceupir -m relaco .1 Europa central urna
p 85S0 ameacadora.
Mas a Russia )io tem so feliz cm todas aa
suas empresas. Na guerra da Crimea vio diante
si, ao 1 ido da Turqu'a, a Franca B a Inglaterra.
Tendo apenas s por adversaria a Turqua, noton
qua os esforcos que cisp-ndera mal Ihe conpens.i-
savam a que p-lo tratado de B-rlim Ihj fr.i con-
c-iido. Assim nem raesm 1 em frente, e em locta
saiunte, com o chamado enfermo do oriente, cfcn-
seguio realisar o* seus sonho, affirmar diante de
todos o seu iucontestavel p 11 r.
Pelejaram a Italia e a Franca contra a Austria,
e ao cabo da lucto, foi entre os con'en Jures ajus-
fad 1 a pos. Combateram a Fr&nea e a Aileuin-
nba, e toram os combatentes oa que ajustaram as
co idicoes da paz.
A Russia Do pJe f .ser o mesmo depois de ter
vencido a Turqua, e dep'is de ihe ter impisto o
trtalo de S. ^fephano.
Assim a Russia por grande e poderosa que seja,
e porventura pela sua propri. grandesa e poder,
nao tem conseguido que lbe permitlam liquidar as
suas desintelligencia- com aquellas, com quem se
v forcada a r solvel-as recorrendo as armas.
Agora vemos durante m"zes em frente da Bul-
garia, disciido-so su protectora, apregoando o
havel-11 librtalo, e pretendendo 8ubmett>l-a a
sua vontade, e ao3 cr.prichos e mesmo dos desati-
nos dos seus agentes.
A Bulgaria liberta, nao qner entregar-se aos
mvos 8enho.e8, e aeni se most a desagradecida
aos beneficios que Ihe prestaram, mal coinpridvn-
de que a gratido possa forcal a a considerar
protectoies, os que prctendera opprimii-a.
A Bulgaria conseguio eleger um rei qoe viesse
oceupar o lugar que deixara vago o principe Ale-
xandre ; mas nao conseguio que o eleito acceitos-
se.a cor 1 que Ihe cfferecerain.
O facto que se dera com o principe Alexandre,
por occasio da conjuraco quj o obngra a dei-
xar o pas, nao p de. esqueeer se fcilmente, c
ni 1 de certo das que podem dispertar arabico
ao exercito da realeza iiaquella paiz
Mas na Bulg-ins nao poude ver o novo rei, se
conheca as ditnculdsdes ou embancos que podem
suseitaq-Se para uina nova escolha nao degiste
comtudo de faser sentir a-Europa ns con:
em que se eucntra c as uspiracocs que o mo-
vcu.
Nao agradara esta resoluvSo a Russia, com eei-
teza, e por isso enlendeu que devia mostrar-se
resentjda, para o que ordenou que o general
Kaulbars se retirasse.
Com tal retirada 'pareceu que a Russia ia re-
correr desde logo aos meioa extremos, coratudo ja
se nao reconhecendo que ella carece de outros mo-
tivos ou de outros pretextos para langar mo des
Bes meioa.
Por muito unidos e usados que se digam oa
tres imperios, ou os tres imperadores, o certo
que a questo dos Baikins se os nao divide, im-
mibilisa-os. ]
Se a Austria nao pode formar neste caso ao
lado d Russia e se a Allemanh 1 qu r a paz,
evidente que a Russia nopole co tar cora aquel-
las duas potencias para quaesquer aventuras.
Diz-se agora qae o accordo mais cordeal
itre a Turqua e a Russia ; possivel
mal pode co> prehender-ae
I Turqua, se gda ami-
I^^^H^HRt'''''' para
el
ono::rregadu des negocios da Servia em
S lia declara n'uma contereiirSa que teve com o
in.n-iio dosaegBcioae8traag,'ros, qne tm iin-
tracebea da seu gov< rno pira esireit.ir as eordeaes
1 el.ce ia cutre a Servia c a Bulgaria
1^ sabido que a asserablea blgara etivioH
nliiin:i:ieiieumn deputacio a varias orles da
Europa.
Dis o eorreapoB lente de Berln para o Standard
de Londres;qae a depatacao oao t- r xito lgnn)
aa capital d Allemanha. Chgi at a duvidar
.|i'-','i Gcialmcute pelo imperador e
p-I ,i ministros.
O g iverno ai: meo qnr evitar todo quanto pos-
sa lar-lugar complicacSes com o gabinete deS.
Petersbareo.
segando a opiniaa do gaverno blgaro a
detcripclo feita por um jo nal kar,.veli=ta d pre-
''; "da linguagein que t.-ria einpregado o principe
Alexan Ir par occasio rio .vtagein que tez neste
i. no 1 a Bucbareat, ere do fuiBrj d pennsula
balknica, considerada.noB Centres poltico de
n i 1 c :n 1101.1 tentativa do ministerio Karave-
1 I ii:-.r a sua partieipacio n
coiivpiracu de 21 de goto.
O principe e os em Buehareet terin o
cuidado d. desmentir f mwiawiite esta Calumnia.
l'uram eiita boladas uegoc
v-rn.j blgaro e alguna bauqueiros eatrangeiro e
e aatnrul que teobam bota xito.
A Bulgaria, seguiido nfurinacoes recentes que
ao Ditiy reos recebru do si u correspondente em
.V i'-ii ishvrge, vai ter de pnnr Russia nina
prestuco sobru a indi muisaeae da ultiini guerra.
SuppO-i-se, todava, qie a Russia recusa. re-
ce!)-r esta prestH
Infirma o Bteanio correspondente que pob cir-
cuios roSSOB -e pe-isa geraluieute, qne se o gover-
no persistir na sua ulti.u ie actual pira com a
regencia bulgira, muitas das grandes potencias
proporo um.adiaraeoto, gine dia, da elcico a
throno da Bulgaria.
Mi-rvia
Participam d- B Igrado.que eslava preparada
urna coospiraeBb contra o re de Mih n.
Os conspiradores d'viain pr.-nder o re na u(a-
da.de Vr.aiae leval-o para territorio moutene-
giiiio ; o re, send > avisado que se f.ramav con-
tra a sua pessoa, regressou a Belgrado.
Cure v boato de que a delegaban blgara foi a
Belgrado pergnntar ac rei .lailn se Uria dnvida
em aceitar o throno la Bnlgai-ia, com a base da
uuio pessoal das duas coiiada -erviae da Bul-
garia. I
O cucarregado de negocies da Servia, cm
Sophia, dec:arou ao ministro don BeapciPS C3tran-
geiros ria regencia blgara, que o goverm servio
far todos os esforcos para estreitar as boas rcla-
coes com a Bulgaria.
Os Srs. lirek ff, Stcitoff o Halfsbeff par-
tiram no dia 2 de Dezerabro de Scfia para Bel-
grado, oude se demoraran) 24 horas. Os-so que
o rei Mi.au manifestara o desej 1 de recebel-os.
KO'lllKlllitt
R comecarin as cmaras rooiraicas os seas
trubiilhes. No seu discurso do coros, o re con-
irmu serem excellentes as relajos da Roumania
cora tidas as poteocias, e accrescenta que a revo-
luto da Bulgaria, aprsar da excitago e inquicta-
co que veo provocar, nao offendeu os interesses
da Roumania. Eslc prestos a terminar de ura
modo satisfaiorio as iiegociaces entaboladas pora
a conelusso de novas onvences commerciaes.
Refere-se esta declaradlo particularmente s rela-
coes commerciaes com a Austria-Hungra. Ha
mais de um anno que os dous pases soffrem o duro
rgimen da guerra de tarifas, mas a Roumania
nao foi a que mais soffr-.u.
Fazem nutar diversas fo has estrangeiras que o
re da Roumania designou, ile certo unido, o prin-
cipe que riever succeder ihe no throno da Rou-
mania. Por occasio de urna solemnidade militar,
na qual culi ju o coinmaudo do 3 regiment de
iiifaut ira a seu irn o o piiucipo Leopoldo e o
posto de alteres do mesmo regira nt o ao principe
r'. man o seu sobrinto mais novo, leu s rei urna
all icaco era que se trata do futuro dynastico
d'aquclle pas.
Como membro da iniuha familia, disse o rei, o
principe Fernando poder ser chamado um dia a
silva guardar a minha obra e a contiauar as mi-
unas tradicoe8.
Verdade seja que estas palavras ceda contera de
pteciso de terem sido proferidas publcame Ue
cciAitiiui" um presumpfo era favor do principe
Peinando u parece constituir-lhe um di'eito, que,
nf obstante, :io ser valido, se seu -irm-i mais
o, o principe Guilherm. nao renunciar o throno
Roumania.
guudo todas as pn-bibilid >d<:s este aeto ofli-
dar-sc ha brevemente e ser aununciado s
aras no principio da sesso legislativa.
Turqua
esiime se que a Sublime Porta dirigir breve-
mente s potencias urna circular coate ido propos-
tas relativas soiuco do problema blgaro.
A Russia declarou j para Cooatantinopla que,
por sua parte, considera irapossivel urna solucao
em quauto o governo da regencia estiver no poder.
E'certo ha ver o governo ottomano dirigido urna
circufar s grandes potencias europeas pediudo-
Ibes que aceitem a candidatura do principe da
Mwgrvlia ao throno da Bulgaria.
Eatadoa-UnidoN
Seti dos anarchistas de Chicago foram condem-
nados m rte iam ser executaios immediata-
mente. 1 U tribunal criminal concedeu-lhea porm
o addiamentc. da execuco at que se resol va um
reeurso.de nullidades que aile nterposeram para
o supremo tribunal do estad > de Illiuois.
A mdnsagem do presidente da Uuio ao abrir e
parlamento m uciona as bis relacoea da Rep-
blica americana com todos 03 Esta I-s estran-
geirss; ^conselha a suspeusd da cunhagera da
tnoda dti prata; coufirma que augmentaram as
receitas publicas; reprova o procedimento d M-
xico, e esbera que evitar toda a eventualidado de
guerra. T
numero de utficiaes blgaro, li-
celebraram ama conferencia, na
J
EXTERIOR
Correspoadcnela do Diaro de
.i'eroambitco
PORTUGAL Lisboa, e5 de Dezembro
de 1886
Ni junta: consultiva de obras publicas e minas
principiou ante-hontem a discusso do parecer so-
bre o projeiito definitivo dos inelhoraraeotv.8 a exe-
catar no riprts de Lisboa. A iunta, a pedido do
ministro dav obras publicas, o Sr. censelheiro
Emygdio Navarro, delioerou clebrar sesses ex-
traordiaariaa, todos os dias, at dar por concluida
esta discussSo importante.
A direceio rrspeetiva havia elaborado o
jecto que Ihe, fra incumbido. Enviado jdBt
l
ILEmVEL


Diario de rermntaeoTerva-feir ~I de Dezembro de 188*
a
i,
t

I
foi escolhido para relator o Sr. Joo Joaquim de
Mattos, devendo o ineamu oug-ulie ro ouviros coa
saltare* Horneados, os Sre. couselheiro Joo Chii
aostaujo de Abt&u. c ouza e Adolpbo Loureiro, e
ficundo autcrisado a chamar todo o pesaoal te-
chnico de que, para tose fiui, caroceaso.
Desempeuh.u-se o Sr. Muiros coin lo e iatelli-
gencia. superiores a toda o logia, acudo auxiliado
valiosamente pelo referidos consultores No br-ve
espaco de utn mez, elaborou-ae um projecto que
pode conaidernr-se inteirameate novo, posto que
bascado nos trabalhos menores, e que satisfaz a
rodas a exigencias do crame! ci, sem exceder as
autoriaacoe legislativas, o que eatheg'-ricamente
afirmado pelo jornal fundado pelo actual ministro
das obra publicas e que, at certo ponto, pode
considerar- por elle dirigido, ae uo, de quando
cm quau.lo. redigido. -
O mencionado projecto a respectivo caderno de
encargos sao assiguados pelos Srs. Mallos e Lju-
reiro.
E' aobie elle que recabe a dscusso.
. como tudo deixa esp-rar, accreseenta o jor-
nal anue me refiro (As Novidades), este trabalho
fr approvado pela juuta, ser abrto logo o es-
curan, cump.n.do assiui o governo a promeasa que
tez Asiociayo Counnercial, o que n;io poderiy bilia da sua caga cin Loaud* foi comprada eiala-
os brs. Mattos, Joo Chriaostcmo e Ado- gUterrae das mais completa a ricas
pbo Loureiro nao houveaeem tomado a peito e com
4* seecSj da 1 divisan, entro Castalio de Paiva e
o kil. ftt> da linha do Dooro. Preeede.ee agora aos
trabalbos de gabinete. Com esta seccolo compietou-
se o estudo de toda o valle do Tamega.
Entre Vizeu a Castalio de Paiva esto a termi-
nar por estes da os trabalho lo campo, defde
Viaeu, por S. Pedro di Sul, al' Mctria, na mar-
geia asquorda do rio Paiva.
O tragado paaia. para.a margem diteit, segu n-
do-a at prximo da Vanea, a qual segu ar ao
Douro.
Alm destes trabalbos, acha se ara estud >ic
campo um variante desde Santa Ciar de Tona >
at Recarei, variante que encurta 30 kilomair.ia o
tra|aoCo entre Vixe.u e o Porto, relativamente ao
tragada do valle do Tam iga.
Todos o r.rabalhos de camps devota estar ter
minados at 31 deete mes.
Parti ha poueos das para L anda o distinc-
to engenheiro Pedro Polque, que vai servir ns
coinpanhia do caminho do ferro de Arabaca. Pa-
reee que alui das passagens e de- subsidio de ra-
sideoeia, o illustre ofiicial receber 12 contoa de
ri (fortes) por anoo, tendo segura a vida ein 40
cont (fortes) que sarao pagos asna viuva.no
caso de fallecer em servico ia eompanhia. A rao-
uiino pnoo fji de i l[8 por canto e que foi agora1*actual empresa, Cemprehsirte.JentretWit, qual -
J.- O I F 1 l? i tvmciinniU < ,1,.- i I!.. -. *B J *. *___. ___ i
tanto zeb, o i iicarso que Ihes tora cominettido.
Alguma Tetra se trabaihou de dia e de noite.
A eogenbaria portuguesa, j tao ennobrecido
em estudos anteriores, deixa o seu uome h mrosa-
mente viuculado no projecto deHnitivo. O corn-
il, ercio da capital deva ficar satisfeito, como o est
o governo por ter adiado taes exeeutorea e fia-
dores dos seus compromisso?.
Sendo do esperar que termine a discussao na
junta por voto approvativo, de crer quo o coli-
corto s.ja abrto uc da 22 ao crrante mes, vi-
BM quinto auniversario da acclamacao de el-
Itei o Sr. D. Luiz 1.
Esteva muiti timo coucorrido o Te-Datm so-
leme que a 28 d > paseado celebrou na groja
Eucarnacao pe'as melhor.i? do Sr. conselheiro Jo.
Luciano de Castro presidente do couselho de mi-
nistios.
Nao s un> grande numero de correligionarios e
amigos ntimos de S. Exc. enchia as naves do tem-
plo mas anda muitos cavalbeiros filiados no par
tido regonera lor.
Multas eenhoras da primeira roda de Lisuij i
occopavam as tribonas e corpo da igreja. Fra,
no largo, umitas pessoas que nao tinhain j lugar
no templo estaciona?am pira presenciar tilo avul-
tad como si^nificativ i toiicurrencia.
Poram distriouidas muita esmolaa em acoao
de gratas.
Na provincias tem sido festejado em grande
numero de localidades u restabrlecimento do Sr.
J: Luciano A 2 d'cate iiic, anniveroario natalicio de
'!. o IxperaJor do Brasil, liouve jautar de gala
no pago da Ajuda, para que foram convidados o
digno ministro do Brasil n'etta corte, o pessoal da
kgscSo, o ministerio, ate
Na parocbiui igreja da Eucarnacao celebrou-ee,
nesse dia, urna missa em accao de gracas por tao
fausto saoiversario, assistiudo es illustres Baroes
de Carvalho Borges c alu'uuos pobres das duas
escolas da f regueia.
' > Sr. ministro do Brasil d hoje s criaocas
d aquellas escolas un; lauto jautar para solemuisar
aquelle auniversaiio.
' Sepultou se anta-hontem um doj mais popu-
lares eseriptore de Lisboa, Francisco Leite Bas-
Fo M-mpre blata a sua vida, ape.-ar do seu
grande talento, faltava lhe a energa precisa para
i nearar de trente e veucer a .lifficuidades a o
r coatratempos que accidentara a existencia.
Trabaihava muito e os seu romances, o sena
coutoa e as auaa pecas, seuipre cheiss de episidio
commoveotea eram Udoa com avidez o applaudidos
pelo publico. Entre 08 seu3 mui'ns escriptos no-
tam-se c magnifico romannes O incendiario da
Patriarchal e a Afulher do Carrasco: os dramas a
Pena de marte, c o Incendiario, extrahido do seu
romance e a coj edia Ai gloria do trabalho.
Coi.tinu ai um dos mais celebres romancea de
Ponson du Trrail por for na ta eue os leitores da
versao portugueza nao deram pela mu estylo nein da maneira, porque realmente enga-
ana at o franceses ^e o tivessem publicado
i.'aiiu-'ile idioma.
Suceumbio a urna doenca longa e pertinaz. Em
ten n a^siduamente para o Diario de
Xo'icias, de que foi o principal nporter concur-
ren i > muito para a grande voga que csi-a folha
adquiri logo depois de ter sido fundada.
' funeral foi ieito a ex cusas da einpi eza d'a-
queila f-Iha, sendo muito coucorrido por homens
de lettras, jornalistaa e amibos particulares do
malogrado esc:iit i-.
Fincu-se tiimbem cm Lisboa, onde se achava
romporanamente, o' Dr. Antonio Justino Bigotte,
autigo deputado pelo Sabugal.
Era um dos meinbros provinciaes mais prestan-
tes do pardo progressista. O centro poltico da
localidade fes-e representar no sahioiento a que
muitos correligionarios o amigos do fallecido com-
parecern].
Est justo o casamento da Sra. D. Helena de
Vasconcelos de Souxa Xnneues com o Sr. Uicardo
Leo de Pana.
A n:iiva tilha do Sr. Manoel Ximenes j falle-
cido e da senhora marquesa de Casteib Meihor,
que, por morte de seu irmo, o marquez do mes-
mo titulo, Joao de Vasconcellos e Souza, herdra
0 marquezado. U noivo neto da senhora viscon-
dessa de S. Salvador de Campos e primo direito
io Sr. Antonio de Vasconcilios e Souza, addido
lesacSa de Portugal cm Madrid.
Entra os nubentea nao ha grande parentesco.
11 Sr. Ricarda de Paria est cursando urna da
escolas superiores e fiudo que seja o seu curso,
verificir-se-ba o seu enlace matrimonial.
A Associncao Comm-Tcial de Lisboa, que em
lempo conferir ao illustre explorador Serpa Pin-
to urna medalha de ouro, igU;.l que offereeera a
Capello e Ivene, pedio Sociedade de Oeocraphia
e obteve a annuencia d'el-rei a dola, para que
fosse entregue cesa medalha na s 'sso soiemne do
dia 13 dest-" ui- z em S. CarUa, quando o chefe do
estado, que preside a sesaao, entregar a da socie-
dad., conferida pela intrpida travessia de Ben-
guella a Durbau.
Con. j de \ b;i;si?, a Sceirdade de Geographa
convida o corpo d.p'omatico estrangero, a alta
magistratura do estado, otncislidade de marinha
e da guarnico, as escolas superiores, as associa-
- de estado, etc enviando tambem algn bi-
Ibetes de convites ao9 commandantes da escola na-
val, a escola do exercito, ; do real collegio mili-
tar, onde oa dois illustres exploradores, Serpa Pin-
A gusto Cardse, comecaraio os s u estado
e a sua nrilhaute irreira, pan que possa as9ia-
lir conferencia delles um certo numero de alum
nos.
Est quasi concluida a carta provisoria da ex-
pedicil) ao lago Nbyassa, obsequiosa e habilroen-
M coord-'iiada pelo Sr. A. A de Oliveira, e que
sar dia'.-ibuica na conferencia. E' approximada-
dt J.'i'M ktl-metroa o interessantissimo e
cifficil itinerario percorrido pelaaxpedicao do Mus-
.-itril a Quissanga e Ibo, e d'alli pelo Medo ao sul
do grande largo e deste polo norte Moiangc a Qui-
1 i mine.
A parte em que o valen te ofBeial Cardoso ce-
por anemia da rotioa, ao cabo de alguns das
indicada por pontos.
A' fidelidae dos seus intrpidos vatuos e a sua
gra-ide presenca de espirito dovemos o poder ou-
vil-o no dia 13 e deve paz a '0's notavel ex-
ploracio, que, reedizer dos proprios eslrangeiros,
ir.enos suspeito de favor para comnosco, se tem
i'aquelle lado d frica.
O governo portugus receben o seguinte.te-
legramma no meamo dia em que elle foi expe-
dido :
Mozambique 4 : Exm. ministro da marinha.
LisboaSotieiaa recebidas de Inbambane, data-
das de 23 de Novcmb.-o, tHo como restaurado o
| s os vatuos derrotad" e destruido o 8"u
exercito. Os reculos d i Sul do Save preetaraio
,io. O districto conserva-se na nossa obedieu
Nao me recor lo se na iniuha ultima fiz rnen-
cao dos trabajaos preparatorios que so tem ult-
mame nt uctvado para a constituicJo de um Qm>
tro militar, em Lisboa, semelbauca do qu-> exis
tem em outror paizes. AlHrma-se que S. M. el
II i aceita a presidencia honoraria do centro. Ama
nh principiara o os trabalho da commisso orga-
nisadora e depuis de formulados os estatuto, se-
rao estes apresentados ao ministro da guerra, pa-
ra os approvar, ou indicar as modificucoes que jal-
ear conveniente fazerem-se.
Ultimados todos trabalbos preparatorios ser en-
tio s llicitada olHcialmente a honra que Sua Ma-
gestade j declarou que nao duvida conceder a esta
luslituico, nova entre nos.
A comunso que promove a organisaclo Centro
Militar penga ua acquisivo de um bom edificio,
para n'elle installar as suas salas de reuuio a le-
tura, cend) co'hido nforaaeoes de alguns mais ou
menos adequ ido ao intiito. Parece que se trata
agora de um edificio no largo do Calbariz.
No domingo (5) reuniram-se no quartel-general
da 1> diviaao militar sob a presidencia do general
de diviso S Caruurc alm da commisso inicia-
dora do projecto, algons c-tficiaea do exercito de
trra de diversas anuas a da armada. Iwzerain-se
differeutes emenda que em uada altcram a casen
cia do pr. jecto. H utem o eeneral S Caraeiro
eutregou os estatutos aos ministros da guerra e da
marinha, contiuuando a couamisaao iniciadora a
adiantar os aeus trabalhos, discutindo o regula-
ai' uto interno, qne deve estar concluido quando a
du*s autoridades superiores tiverem dado u sua
opimo acerca do trabalho qua hantein lhcs foi
apregenlado.
Vciu aqu a proposito mencionar que se reali-
9on ha das no Colyseu a grande testa militar pro-
movida pela ofcalldade do regimenro de artnlii
ria n. 4, de guarnico em Lisboa em beneficio dos
ata soldados que ticaram sem bracos por occa-
sio das salvas dada na f -rtaleza de Moute-Cin-
tra -'in Sacavem entrada da Sra. O. A nelia,
h je 1 luj i za de Bragfiica. Era espantosa a ag-
gloinerayo de specladore. Suas Mage.tades e
Altezas aesistiram a>-espectculo, estando o attio,
safio de entrada e a grande aala-ampbitbeatro do
circo artsticamente decorados de tropheus milita-
re e graudeorofuao de arbustos, florea e ban-
deiras.
Todas as banda marciaea dos corp -s da guar-
nico, dirigidas pelo Sr. Gaspar, mostr da banda
atusar da guarda municipal, desempenharam va-
rias i-ca concertante, concluindo pela famosa
batalba de Inkerman.
Varios socios do Keal Cymnasio Club p -eenche
ram algn numero do progrumma com trabilbo
gy:nnast:coa dos mai difceis. Vidal, o baiso da
eompanhia lyrica de S. Cario, cantou uro trecho
de grande effuito, mas de ludo o que mais applau-
*cs colheu toram as eysluejee feita por oito olfi-
ciaesde cavallaria n. 2 (nsoim da rxinh) na
arena do circo. lato quauto festa. Muito dos
espectadores pagarain as suas entradas por prec i
lu.ii, r que o eatabeiecido, mas o que escandalisou
o publico foi que, por motivos de certo alheio
boa vontade da comtnisso, se livessem innuudado
as adjacencias do Colyseu de bilhetes, una verda-
dero, outr-.s nao, que por todo o preco se vende
ram, resultando d'ah urna confiisao enorme a o
ter- m ficado sem poder eutrar ceotos d- pessoas
que tinh im comprado os seus bilhetes. utra cir-
eumstancia que desagradou muitissimo entre os of-
ficiaes militares foi a de terem sofFrido graude aba-
tiuionto as requis'Coes de b ilier- a que tiuham feito
os diversos corpos da guarnico, talves de tres
quartos do numero de entradas reclamadas, do que
result -u muilissimo rlli-i um nao poderem l ir
emqu'nto na ras se vendiam bilhtt08-de/aMeie,
de cadeiraa e geral-reservada a quam as quera
comprar, iato desde a vespera. Por modo que a
festa foi mais civil que militar no fim de coritas e
qnando se esperava que fosse ella mais um ensejo
para aportar as boas relacoes dos individuos
d'aque la nobre clssse. ceito que della resulta-
rara muitos deapeitos e aemsaboria, filha da inex-
periencia e .'mprevidente de quem a dirigi.
Veremos afiaal qusnto te apura para os mutila-
dos, que, soja dito em abono da verdade. excueavam
bem de esperar pelo producto de um beneficio
n'uma gala le espectculos. A' geuerosidade dos
augustos coojuges, que involuntariamente foram a
causa, pasto que indirecta, do lastimoso desastre,
que realmente com etia e a mais ninguem, o as-
segur-r-lhe o futuro e garantir-Ihea urna existen-
cia tranquilla.
Isto nao urna censura, iza 6 a opinio ge ral e
andava na bocc i de todos.
Prximamente e annunciar na folha official
que Sua Alteza Heal a Sra. Duquesa de Braganca
entrou na ti' mes da sua gravidez. Os Srs. Con-
des de I'aris paes da gentil princesa sao espera-
dos por estes diaa em Lisboa, pois querem acum-
panhar a sua extremosa filha por occasio do eu
b m successo. Va i habitar no pa;o de Belm que
apenaa separado por nm jardim do palacio em
rcsidea Suas Alteza Heaes.
de S 15,16.
No 1" da Dezembro a seoeiacoes convoca-
das para irein dep>sitar em monumento eregido
aos restauradores de 1610 urna cora do brease,
reiinirnm-se no Terrerro do Paco pelas duas horas
da tarda e d'alli desfilaran] proceasinnalment,
mas sem bandeiras nem estaudartes, s com os
distinctivos) flore, talabartes de seda, oa fitas,
como Ihes cmviiiha mellior.
Esta prohioico de bandeiras no cortejo patri-
tico muito contrariou os clubs republicanos, a
ponto de alguraas cerporacoes se absteraut da fa-
ser-se representar n'aquelle prestito.
Pasanu-sa tado em boa or lem, sendo os bata-
Ihoaa infntis das escolas municip.-es o que uns
applausos nlineen da multido, bem como os cor-
pos de bomb?iros tanto minicipaes como volun-
tarios de Lisboa, Olivaes e Belem
A comtnisso iniciadora diriga o cortejo. Al-
gu-ia vngaes da commissio central Io de esem-
bro de 1'iiO aguardavam junto ao monumento da
pra;a dos Restauradores.
A coia era conduzda u'uma carreta por bom-
beiros, coberta com baudeirae decores nacionaes.
Grande quantidade de giraudolaa siuiou a en-
trada das delegices populares na praca uude
avulta o monumento.
(enllocada 'i oroa sobre um cavalleto veiado por
bmdeiras azuea e brancas, asgignou-ae o respe-
ctiv i auto da "-ntrega da corda comrniaeo c-u-
tial Io de Desembro, depoisdo que, foi descerrada
a cortina pelo general Antonio Florencio de Souaa
Pinto, vogal da m-sma commiaso.
As bandas piularaouicaa e sol e di de violae,
fliutaa e ferriuhos romperam todas no hymno da
Hestaurucao, as eorporaco-is desfilaram ein treut-
da coi i, agitaram-se muitos lencos brau.-os os
estudaiites das escolas c o povo deram vivas e
o tudo destrocoii na melhor ordem, tendo os repu-
blicanos feito, iiio polo modo com > desejariam, mas
emfhn de certa raaueira, aostentaco e parada das
suas torcas, o que, ein 29 de Abril deste anuo el-
los cao tiuham podido conseguir, porque a testa
da inaugurado do monumento, sem prestito civi-
c > fo apenas urna cermonia official, palaciana,
realenga e sobretudo aristocrtica.
I
" As canhoieiraa Vouqa e Bengo eetio em In-
.
governo da repblica do T.-answial tinha of
:io auxilio, que todava so nao tirnou neces-
sario, senl > agradecido pela aut'.ridade portu-
guesa.
Tamo nn o ministro da uiarii ha roacben um lo-
legran-ma de Bolsma, cora a d na de (i do correa-
te, que dizia :
O regulo Forea-Futa iectuou tratado vassa-
lagem a Portugal coas vantagens para o nosso
commercio.
Estio concluidos oe trabalhos 'lo campo da
linha farrea de Vizan a Chave, e procede-ee no
gabinete a el .horaco do projecto com respeitoa
oes da sexta diviso, entre o cami-
nho de fern do l'ouro kil. 8 c Chaves.
Terminaran) tambera os trabalho de campo da
Ha poucos dia reunio-ae nos pacos do on-
selho o Congresao geral de Beneficencia, a que el-
rei se dignou presidir, pronunciando ento um anb-
staucioso discurso.
Eu're varios oradores que usaram da palavra,
liscirsou o Sr. Piuheiro Chaga com a aua ha-
bitual eloquencia.
lie.'ino-se n'um dia da semana passada o
conseiho de estado para, na contormidade do que
dispoe a carta constitucional, deliberar acerca da
transferencia do juis de direito de Maeedo de Ca-
valleiro, que em plena audiencia de jury, tivera
um conflicto com o respectivo delegado de procu-
rador regio, de que resultou paasarem ambos a
va de tacto e ficarem feridoa no rosto e mos.
com grave escndalo do auditorio, testemuuhas,
etc. Os juizea s por delib :raco do couselho de
est-do que antes de completaren] os 6 anuos de
l lila eiuie n'uma comelrca, podem ser pelo governo,
removida para outra.
A uoticia da couvocaca do consellio de estado
poltico assarampantou a opposico que julgava
a&r ji fssa reuuio para decidir sobre a disaolu-
5lo das cortes.
Como se v, o motivo As cortes t depois da sua reuuio constitucio-
nal em Janeiro e depois de provocada a questo
poltica que serao dissolvidas. Sempre me quis
parecer que assim ae procedera.
O director dos caminhos da ferro do sul e
sueste recbeu ordena terminantes para desenvol-
ver, quauto possivel, os trabalbos de acabamento
das i bras da secpo do Algarve no intuito de po-
der ser aborta circulaco, no mais curto praso.
As inscripcoe vo continuando a subir como
nunca estiver ni tanto ns da divida interna, como
os fundos eiternua. O 3 / portugus ficon au-
t--h iitein ua bolsa de Pars de 56,60 a 56,68.
E na de Londres, bontera, a 56 3/18. a 56 1/8
e 56.
A adjudicico da divida fluctuaste por tneio
de concufgo (segunda vez que assim ae procede
contiouou o dar ptimos resultados. A adjudi-
caco era por 4,5uO coatoe.
As propjstas aprS"nt.adas tancia total de 11,87:500*000 reis (tortee).
Isto a offerta foi quasi o triplo do pedido, de-
monstiaudo e por mais este tacto a abuudaocia
do dmbeiro nos morcado portugueses.
A adjudicaco da bilhetes do Theaoaro era para
mssevanCs dos que se vencem em Novembro. Abri-
ram-se as propostaa a 20 de Novembro. O Mon-
te Po Geral su- screv u por 2,400:000*000 reis ;
o Banco de fortuna! por l,000:(i00g.
A casa Heury Bur {fferaeeu 4,000 contoe.
A Uxa maia t. voravnl foi a do Monto Po Geral
3 15/16 por ecuto ao anao, por 2,400 contos de
rea.
Deve-se aotur que na ultima arrematacao o mi
Correspoadcacia do Diarlo de
Pernambaco
RIO DE JANEIRO-HoBTH, 12 de De-
zembro de (886
SuJiiiAiu :Em falta de cousa melhor.A illa-
miuayo a gas do Uecife. -Emenda
substitutiva apresentada na Ausera-
bla Provincial.Kastricc, -s a u-
peifluidades nella contida;.Como
devo a Assembla proceder.Saet-
ficaco de urna noticia.
Na falta de assumpto d'aqui que me fornecam
materia para esta,tratarei da u:n assumpto d'abi
e que so a essa capital interessa.
Vejo nos Diarios, que acabo de recebar, que,
na sesso de 3 do correte, entrando em discussao
na assembla provincial o projecto qu autorisa
o presidento da provincia a contractar o nova ser-
vico da illurainaco a g iz dessa capital, foi apre-
sentada urna emenda substitutiva, assguaJa
pelos Sra. Jacobina e Pitanga, estabelecoudo as
condicoes com que deve ser effsetuado o con-
tracto.
Nao tenho presento aquelle projecto que, con-
fesso, ki-s-jii-i': desapercebi Jo na occasio.
Nada posso, portanto, dicr cerca da bases nelle
estabclccidas.
Qu auto emenda, acho que se ella fr adopta-
da tal qual, muito embaracada sa acbar a admi-
nistrado para levar aeffeito o eoutrato, adstrin-
gindo-se, come deve, ao que nella se contm.
Peco p'.rmisso aquellas illustres cavalbeiros,
cuja competencia na materia reconheco e respeito
para aventurar algumas observado-1 sobre o seu
trabalho, em que parece ter predoinjuad> um certo
peuaamento de deaconfiauca e recis que traduzio-
sa em disposigoea por demais restrictivas em uns
pontos e ,-u -ol as em nutro, e fiuaimente, dis-
pogieois iucabivei rm urna le, por serem materia
propriamente regularmentar e de execuco do
ser vico, cuja isealisaeo Ckbe adra-nietraco.
Encrctauto, do-ae na emenda duas oiomissoea
importantes. Em prim iro lugar nao se eatabe-
leoe ahi a reversa para a pr -viucia, e sem iu-
dcmuiaaco so contratante, de todo o material da
erapreza, no fim do contrato, como foi estipulado
n io bases dadas pelo orpo legislativo, e faz parte
de novo contrato de illuminacio qua vigoia ac-
tualmente, E urna condifo importante, um troca
da qual vale a pana faser algumas conces=dus
empreza.
Em seguudo lugar, a emenda nada dispoe acer-
ca da duraco da illurainaco por noite, isto :
se oa combuatores se couservaro accesos gmente
durante a parte escura da noite, o que dar a
media de 6 oras em todo o mes, como na contrato
vigente, ou se nermanecerao accesos durante toda
a noite, o que dar a media de 10 hora. E' esta
urna questo cuja soluco nao deve ficar ao arbi-
trio da admiuistraco, e nem o legislador deve
deixal-a envolta em obscuridade, al porque a ella
liga-s a execuco do 4 da emenda.
Diz este :
O preco da illurainaco tanta publica como
particular ter um abatimento do actualmente
eatabeiecido, de, pelos- menos, 20 %, devendo ser
de pidro monetario do paz, de valor fixo.
Se a assembla provincial tem em vista man-
ter o syatema actual de illuminacio, gmente na
parte escura das noites, de facto poder se-ha obter
urna redueco superior acamo a 20 /, no preco
porque tanto o governo como o < particulares pa-
gara presentemente o gas ahi no Recite, preco
que razo du 30 rea por hora, por cada c: m
bustor, corresponde a 317 ris por metro cubico,
quando aqu na corte, pelo anterior contrato da
illuminacio, o metro cubico custava 265 ri,
ambo ao cambio par; e actualmente pelo novo
contrato, estamos pagando 210 reis, matado em
papel, metade em ouro.
Nao creio, porm que seja fcil obtr da nova
empreza que aceite o servico por 6 horas tmente,
visto que d'abi hade resultar-lhe traostornos.
O grande consumo de gaz, que de dia a dia
cresce, nao suiente para illuminaco, se nao tam-
bem como Cuinbuativel, j as machinas a vapor
de pequea forc, cujo emprego se geueralisa
cada vez mais, j as casas particulares, pois
est reconbecido que para as familias que uo do
lautos banquetea, mais econmico com modo
cosinhar com o g.z, ai preco actual, em fu-
gos a pro priado, do que com leaha ou coke ; es se
grande consumo, em urna cidade populosa, obriga
a empreza a esse trabalho iniuterrupto na offici-
nas, para ter sempre oa seas depsitos prvidos,
manteado a maama presso, e com) se boavesse
sabida para a illurainaco publica.
Resultam disto pardas que avultam muito no
fim do raez.
Dado, porm, que se queira ter o servico da il-
luminaco como em toda a parte, augmentaudo-
se as horas em que elle tem lugar de 6 para 10,
claro que o cuato da illurainaco, final, ba de
aer superior .10 que actualmente, embora o pre-
co da unidade, p ou metro cubico, seja inferior,
lato d-ae com a illuminaco publica; mas oo
com a particular, cujo cuato aera am todo caso
interior ao actual, poique o tempo sempre o
MaesMt
Nosei se racoma comprehaoder : O preco ac-
tual de 30 ris por hora por combuetor ; e como
cate consom, ou deve consumir em cada hora
3,3 pea cbicos, o que d 1) ris para cada p cu-
bico, ua razio desee preco que pago o consu-
mo particular.
Ora, a base ahi tomada, sendo ahi c invertida ao
syatema dacimalque obrigatono e segundo o .
qual deve ser feito o novo contratod o prego
como j dase, de 317 par o metro cubico.
Assim, se o presideute da provincia que tiv-T
do usar da antorisaco, contratar a illumuiaca > A
raso de 230 por metro cubico, effeituar tima
reduec'9 de preco de mais de 25 ,', e ter obser-
vada a reeommendaco da le.
Mas, se ao mesmo tempo, em vez de 6, elevar o
servico a 10 horas, o que poder faser, urna vez
que h lei nada disponha a esse respeito, deixando-
tii--" uiteiro arbitrio ? o cuato total -la luiniuaco
publica deixar de ser iitferior, e at poder ser
superior ao actual. Convc n, pois, que uesse pou-
to a lei seja bem clara.
... devendo s- r o preco do padro monetario
do pas de valor fixo.
Isto est obscuro
O nico padro monetario quo temos o da lei
de 11 de Selembro de 1846, que fixou o va or com
que a o tava de ouio de i quilates duviu ser le-
cebida as ealacoes puiucaa a na trausacce
particulares ; e por eeae^ padro que, segu- coudico 10.a do contracto, falto o pagamento
o peuenineuto dos Ilustrados signatarios da emen-
da : o que ell -s querem que o pagamento, fan'o
da provincia como dos consumido'es particulares,
soja feito em moeda nacional, senr dependencia
das rluctuacoes do eambio.
Mas at certo ponto isto me justo. A em-
preza, qu-.lqiier qu; elia saja, ha de ter, cerno tem
a actual, despezas de duaa naturezae : ama feita
fra do paz, na acquisicao Je todo o material,
quu paga ao cambio par, e oatra no pas, oom
0 prsooal, que p*gn em moeda nacional. D'a-
qiiolla deva empresa aar indoinuisadn palos coo-
auraid'ires na mesma oapeeie em que a fes ; assim
nomo a segunda tambem deve ser paga na espe-
cie em que fr foita.
Attendendo a esta considerac'. foi quo no ac-
tual contracto da illumioaco da corto, estipulou-
ge qua 50 liouvcr da receber, quer do governo quer dos par-
ticulares, seja em moeda nacional, e 50 "/. ao cam-
bio par.
Nos O.o 6." e 7. estabelece a emonda qua a
intensidad da luz deva corresponder a 14 velas de
eapermaeeteSde ti em libra, consumindo 120 grao
por hora, sendo a quantidade do gas qucim-d<
igual a 5 pi cbicos por hora na distancia de
1 1/2 kilmetro ; quo o guz a;r forneeid, tanto
noite como de 'lia, sendo a presso at meia
noite igual de urna columna d'agua de O.i'O e
no mais tempo corresponder a 0,">15 ; qua final-
mente, a luz ser clara e brliante e nao anotar
gulpliureto de hydmgeneo.
Toda estas espacialiaacoea o particularidades
que, alia?, atte.-tam do modo louvavel, oa coulie
cira- nt; pra'ocoa que acerca da materia teetn oa
autores da emenda, sao verdadeiraa auperfluidade
em urna le. Sao cousas que ein aua raaior part-j
derem ficar para o contracto e para o regulainen-
to que o goveruu tiver de dar para a fiscalisaco
do servico.
Conveuho que a It-i fixa a iuteosidade da luz,
marcando o numero de velas a que esta devo cor-
responder, e aqu dirui qua acho exagerado o nu-
men de 14 vela : na corte) admittio-ao 10 vela
mas u JDa vez dado otypo daa velar, do 120 graos
por horapara que fallar ainda de velas do 6 em
libra e da quantidade da gaz queimado por hora,
quando baseava qualqaer das trea condicas para
preencher o fim ? Asaim tambem a presso da
columna d'agua e o sulphureto do bydrogeuao sao
queates, urna para serem previataauo contracto,
quando s tratar do syatema de bicos dos com-
buatores, com capacidade para determinar o nu-
mero do litros de gaz por hora, o quo pode influir
para mais ou para ueuos no numero da p cuIm
coa que teolmn dt ser'queimados na meema hora ;
e outras que fiearo a cargo da fiscalisaco, pois
nao c smu'ito do sulphureto do hydrogenao que o
gas dev ser expurgado, mas de toda e qualqaer
substancia que prejudiqu'j nao a a luz, como o
material, que no fim do contracto, quando fr en-
ir-guc ao a iv-rno, pode achar.aa todo estragado.
10. Sero eatabeiecido tantos gazom- tros
quautos os necessarios para fiel execuco dwe (V;
contracto, era ura ou mais tugaras.
Creio que aqui ha urna confuso technoiogica, i
quo a emenda qu -r referir se a ofEciuaa de pro-
Jueco de gaz, ou fabrica. Gasmetro o ap-
parclho ou instrumento de medir o gas.
Nao ha duvida de que urna s officina do gaz
iiieulli .-leuic para essa capital, cortada em bairros
peloa rio. Acho, entretanto, que urna fabrica no
burro da Boa-Vista, que para onde a cidade
tende a alarg.r-sc, aera bastante durante os anuos
vindouroe.
O ab.timanto de 50% no preci de gaz forneci-
do aos eatabelccnnentos da Santa Casa ezaes-
sivo. Ahi; nao se pode exigir mais do que aqui
no corte, onde esse abata de 20 ",-'.
Oa 12 e 13, se forem adoptadla, tal qutl se
acbam redigidos. ho de acarretar serio emo mi-
co na pratica. A emenda s cogita de um coge-
nheiro fiscal. Entretanto, as obrigacoea e encar-
gos que Iha irapoera cases paragraphos, alm de
'.utros que decorrein da natureza do servico a seu
cargo, presup.'O-'in a existencia de urna repartic)
com pessoal habilitado.
Peco ao houiado signatarios da emenda quo
me o-rdoern a ousadia dasconsideracos que ic-
nho feito, e que nao estenderei a outros pontos
para que nao pareca que o meu fim fazer urna
critica, quando apenas aventurei algumas ideas
no intuito de qoe por ventura posaaui apioveilar
a questo du que se trata.
Nesse negocio o que, no meu fraco entender, de-
ve a Assembla Provincial fazer, : fixar o prazo
do novo coutmeco, cora a clausula de reverso da
empreza provincia, no Gao de mesmo p'azo ; de-
teriniua mUlsidoda da-kis, dandi typo das
vela; determinar o numero de horas que deve
durar a iiiu-iiiuac.io por n lit-i-m termo medio ;
fixar o limite mximo do preco, tendo cm atieoco
esse num-'i'o de hon's; determinar a especie da
moeda era que deve ser feito o pagamonto, e neste
caso o melhor aeria seguir o quo se faz aquime-
tade em ouro, metade em papel; autorisar as des
pozas neceasar as com a pubiieaco dos editaos,
dentro e fra do paiz, chamando concurrencia para
o servico ; finalmente, ordenar que se proceda desde
logo avaliaco de todo o material da empreza
e uo aumente das obras, como diz o Io da eraen
da, parteando assim abstrahir do material em de-
posito, indispensavel %oservi;o do illuminacoes.
O mais deixe-se adininistraco. Estou certo
de que nenhura presid nte, tendo de eflactaar o
contracto, deixar de consultar o que est vigo-
rando ua corte e de guiar-se por elle, copiando o
mesmo. E' te um contracto, que foi muito es-
tudado por pessoas competente, e em que os mais
exigentes uo tecm achado o que dizer contra
elle. *
Encerrando eata, que deve ir pelo Tijuca.
que parte araauh, direi que foi erradamente que
algumas iolhas noticixiam o ene Truniento do aul-
legio Abilio por tres mezes. A pena imposta foi
de tres mezes de suspenso de magisterio ao Sr.
Joaquim Abilio, o queal protestou que ia recorrer
para o conselbo de Estado : mas immediatamente
communicou ao delegado Iliterario da treguczi.i,
que durante a sua suspenso ficaria o collegio aob
a admiuistraco do outro director, o Sr. Baro de
M acababas.
KEviST DIARIA
(.iiiirno do BlapadoDiz a Aurora de
19 do corrento que, de 10 a 17, foram passadas :
Proviso de vigario por mais um anno para a
freguezia de S. Miguel de Barreiro, neats provin-
cia, a favor do Rvd. Chrtstovam do Reg Barros.
dem, para a freguezia da Victoria, neata pro-
vincia,' favor do iCvd Americo Soaru de Novacs
e Mello Avellio.
Idein, para a freguezia de Ipojuca, nesta pro-
vincia, a favor oo Rvd. Herculauo Marques da
Silva.
dem, para a freguezia do Principe no Rio
Grande do Norte, a favor do Rvd. Amaro Tbot
Castor Brasil.
dem, de coadjutor para a freguesia da Coocei-
co de Alagaa, a favor do Rvd. Joo Edmundo
de Omena.
dem, par a freguesia de Beserros nesta pro-
vincia, a fav'or do Kvd. Joo Baptista de Araujo.
dem, para a freguezia de Jaragu em Alagoas,
a favor do Kvd. Candido Venancio do Santos.
dem, para a freguesia de Ipoiuca, neata pro-
vincia, a favor do Rvd. Conego Luis Jos de Oii-
veira Diniz.
dem, de uso de ordena, a favor do Rvd. Flo-
rencio Xavier Diaa de Albuquerque, residente na
ilba de Itamarac nesta provincia.
dem, ileni, a favor do Rvd. Trajano Este vo
da Pro^ideucia, residente em Iguarass.
dem, dem, a favor do Rvd. Manoel Ignacio
Beserra do Araaral, residente em Iguarasa, nesta
provincia.
dem, idrm, e de coufessor a favor do Rvd.
Bernardo Jote Goncalves, residente em Alago i do
Monteiro, ua Prahyba.
dem, dem, idem, a favor do sjvd. J-is Cberu-
bim da Fonseca Diniz, residente em Piauc, ua
Parahybu.
dem, Jo uso de ord/^is, a favor do Rvd. Seve-
nano Jos de Villa-Nova, roaideute em Pao
d'Alho neata provincia.
I .em, idem, a favor do Rvd. Joo Servulo Tei-
xeira, residente nafrc.uesia de Santo Antonio
desta cidade.
dem, idem, de confessor a favor d Rvd. cone-
go Antonio d- Hiveira Antuues, residente esa
i.'ear-mirra, ou Rio tiranJe do N irte.
Mea, idem, dem, a favor do Kvd. Diogo de
Barr Vista, daata 'idadc.
Id- io, idem, dem, a favor do Kvil. Joo \uto-
Be Uidrigues, residente na ilba de llamarada.
I-lein, ioom, idem, e de pregad-'r a favor do
Rvd. Joo Hemenegildo dae-Candeias. residente
ua freguesia de Muribeea, desta pro vi
Preisiiilo de fernaudo d foronda
Pelo sargento paiiauo de sentenciados do pre-
sidio de Pemsndb de Horonha, Joo Alvares de
Seabra Freir; portador doofficio do director des-
se presidio para a presidencia desta provincia,
narrando as ocenrrencias que all se deram e de
que j demos noticia resumida, de harmona com
o telegramroa do presidente do Rio Grando do
'Norte ao de Pernambuco, nos foi narrado o se-
guate :
Qoe no da 3 do correte, s 8 boraa da ma-
nila, estando na cara de negocio de Afilio Simo-
nell, sentenciado, outro snnteuoiado da nomo An-
tonio Joa Nasjimeutu Seguudo, coohecido iior
Pariiabyba, all foi ter a praca de nomo Candido
de tal querendo comprar genero fiado ;
Que Painabyba dissera a Simoaelli que asta ves
d*ao praso taes genefoa, porque a praca Can-
dido era volliaco e nao pagava;
Que, in-ia hora depois, estando Paruahy^a no
mercado, foi provocado pslo referido Candido, qu
empurrou o m .un i Pariiabyba, o qual deu urna
caectada era (i.nlido ; ao que, aecudindo quatro
praca. raspn i-ram a caco cora urna roda de
bordoadaa faco cm ParHabyba, que ficou muito
maltratado;
Que alti corapareceu o director do presidio, e,
fazendo recolber aj xadrez Parr.ahyba, raand-m
a presentar a praQ i Candido ao capito comraau
daute do destacaraento ; com o qu; julgou-sa ter-
minado o contiicio ;
Qoe, logo depois, eahinjo diversas pracas do
dcatacamento, e-ntraram eapaocar oa sentencia-
dos que eucontravam, tiavando-se ento violento
coufl.cto, doqual reauitou a morte de dua das
pravas ;
Que o director do presidio, aein perda do tempo
fez recolber priso todos os seuteuciadoa que
estavam no mercado ou prximo d'elle, -i tratava
do abrir iaquento, quando, momentos depoia,
apreaentavam-se novamente as pravas do desta-
oamenr, ento j armadas de anas carabina e
prvidas de cartuxame, e entrar im a faz r f jgo a
torto e a direito, drsrespeitando o araeacando o
director e o seu njudante, que eatveram n iia-
mineute risco du vida, escapando o director duaa
vezea de aer aasaasinado ;
Que swsee conflicto, travaio polas pracas,' mor-
r-rain doua senteuciados e foram diverso feridoa,
sendo os morios de uomes Jos Domingas o Je-
ronyrao Tenorio ;
Que esgotad >3 o earthucharaes. as prac.is iu-
cendiarara seis casas de sentenciados, fasendo
grandes arruacas e alaridos, e derramanio-ae por
todo o preaidio;
Quo tanto o capito commandanto do d--sf ici-
u.cnto, como oa deinaia offisiaes portaran s basa,
procurando obstar o desatinos das praxis, que,
entretanto, os desresp tarara, toruando-ae iutei-
ramente insubordinadla ;
Que as pravas nao fizeram maior numero de
victimas, porque o director do presidio maudou
que os sargentos e suas respectiva eompanhia
de aeoteaciados se retiraasem para a casa de fa-
rinha, ficando dest'arte as ras do preaidio quasi
desertas ;
Que, finalmente, serenaran! as co.isaa pelas c ni-
tela tomadas pela admiuistraco do presidio, con-
tinuando, porui, as-pracas fazer asBWBjss)) tra-
zendo to loa no presidio debaixo da Vrdadeiro
terror, tanto mais que aa ditas praca pretandiara
aprisionar o vapor esperado do Recifa cora geae-
ros para a i I ha.
Em vista disto, o director do presidio, no dia 12
do correte, mandan lo chamar o referido Seabra,
ordenou-lbe que toraasso una jangada, e tripo-
lanli-a coin tres sentenciados, fosse bordejar pe-
las npproxiinacocs da ilha, atim de fazer signal a
algum navio que por ali paaaasae, para lhe en-
tregar ira olii.'io destinado a primeira autoridade
que ene -il'rasac.
Seabra assim o fez ; mas oo encontrando ni
vio algum e pus-uido as correnlezas para trra e
soprando vento norte, vio-seobrigado a amarar-se
paia o oeste, at que perdenda de vista a ilba. nt
da 13 foi coagido a vir para o continen'e, oude
tocou no Rio Grande do norte 15 do cnrreo'e.
Alli referi o occorrido e fez entrega do oficio
do dir-'etor do presidio ao Exm. Sr. Dr. Aatouio
Francisco Poreira de Carvalho, presidente da
mearan provincia, que, sem perda de lempo, t se*
graphou para Pernambuco, de onde, como sa-
bido, foram bocciiTos para Fernando ua madru-
gada de 16 do crrente.
Tal foi o que 1103 contou o B.irgento Seabra.
Naturalmente, uestes poucos das, chegaro no-
Vas infonnac^s, que ho de confirmar esaaa que
ah fiam, evidenciando que oa provocad ir? das
desord- n- foram as praxis do destacamento.
O sargento Seabra e os tres sentenciados,
que se chamara Jos Roznlo, Antouio Jos de
Lima e Marcial Correia, chcgirarr. dj Rio Grande
do Norte aute-bonte:n, viudos n'um cter.
Oa tres sentenciados foram rteolliidos Deten-
co ; e ellas o o aargento vo ger interrogadoa pe-
lo Dr. delegado do 1" diatricto, cuja disposico
se acbam.
Arnenal de huerra Hoje, amanb o
depois de amanh serao destribuiias costuras no
Arsenal de Guerra s c-stureiras compreheudidas
nos nmeros de 301 350, inclusives.
IncendioA's 9 1/2 horas da noite do aab-
bado ultimo deram aa igrejaa sgnaes de incendio
na parochi.i de S. Frei Pedro Goncalves do Re-
cife.
Manifestara-se ee no predio terreo n. 75 da
ra do Baro do Triumplio, onde tem cas: de "u-
cbi'ii- uto de pipa de agurdente oa Sis. G. Mi-
galhea l C, cuja mercadoria e8tava aegura
na Companhia Ptienix por 7:0305000, sendo o
predio seguro na Anphitrite por 12:0004000.
O fogo comee -u pela parte post:nor do a mi i-
zem, e tomn grande incremento ; ma3 felizmen-
te peude ser doraiuado, g/aya ao auxilio que
prestuu urna bomba existente n'uui poc> da casa
n. 77, de onde foi jogada bastaute agua para o
fogiro.
Dt- incendio reaultou ficar deteriorada a parte
posterior da coberta do predio e terem feito ex-
ploso algumas, rara, pipas de agurdente, infl.-
mando ge esai liquido.
'Estivcram presentes o Dr. chefe de polica, o
Dr. delegado do 1 districto e diversas outrus au-
toridades policiacs, o piquetes da tropa de li-
nha e de polica, os eogenheiros Joaquim Gomes
e Antonio Reg Nctto, representando a obras
publica da provincia, o aju Jantes de orden do
presidente da provincia e do commandanto das
arma e outras pessoas.
Compareceram as bamba do Arsenacs de Ma-
rinha e Guerra ; raaa, pouco ou quaa nulio foi o
se i presumo, pois para a extineco do incendio
contribuiram, como tica dito, e poderosamente, a
bomba do poco do predio n. 77, e vicos do subdelegado da paroebia de Santo Anto-
nio e de alguma pe3sas do povo, que b jmente
se prestaram a auxilial-o ti i salvamento dos visi-
nho do predio incendiado o no dos casco, pela
mor parte vazio de estabelecimeuto referido.
O qi e da que pensar haver all tanto cosco
vazio, o ser o seguro do estabelecimento do valor
de 7:000/1000.
E no menos curioso ter-se encontrado o cofre
do estabelecimento lirapo do valorea e sem doua
livrog da regpectiva < scripta.
Sao cousas de incendio !
as Traitedias do RecifeDeste roman-
ce do Sr. Dr. A. M. Carneiro Villeia dietrbuio-ae
h mtem a forma n. 34.
Examen no Seminario Eoiwcopal
de OlindaRecebemos e agradecemos um fo
Ibeto em que ae d noticia do resultado dos exa-
mes dos alumina do Seminario Episcopal de Oliu-
da e collegio Di.cesano. no fim deste anuo.
Este impertante eslabeleciraeuto de iostruc-
cao coutinua a funecionar em Olmda, no meamo
edificio, mas em seccea seprala.
O resultado das spprovac's quo ohtiveram
seus alumnos, quer no mesmo estabelecimeuto quer
no curso annexo Faculdadc de Direito, patntela
exuberantemente a bi direcco e disciplina que
all se observara.
o Matrcul..ra'a-se, ao presente anno 106a'um-
nos internoa, a 52 externos. Estes alumuos pres-
taran! 160 exames, sendo 129 no raegm seminario
e Collegio Dtoee-au, e 31 no curso annexo. Den -
tre os que fizeram exame no Seminario e Collegio
Diocesano, foram 4 approvadoscom diatiucco, 53
(.teamente, 60 aimpleemente, 12 uo foram ad-
mittidas prova oral ou foram reprovados. D'en-
tre oa que se inso.-everam no curso uuuexo 1 fji
approvado aosB distineco, 13 plenamente, 9 aim-
pl smeataj e -S nao foram aduittidos prova oral
ou furain reprovados.-
orle nubilaNa ra Imperial, junto
urna casa de inadeiri, f-i!leceu antehoutem um
iuniviluo do er pretil, cujo nomo ; ignora, re-
presentando ter 40 anuos, o qual, poucoa momen-
tos antes dissera ao morador de dita caaa que
oirigii-se ao Uospit il Pedro II para tratar-so.
Feito o exaine cadnveric >, reconheceu-se ter
sido a causa da morte do referido picto aun con-
ge Captura*Foram capturados :
I del 'imouba, o celeOM ladro de
cava'los e Benleiiuado Joa Mathiaa ;
Pelo delegado do Gravo'i, Antonio R.-yoorid
da flosta e Antonio Pere'ra Tavares, conbeeido
por Antonm Gomes, ambo criminosos da morte.
HhieorrarM da Eporhn O Sr. br. Feli
ciano Prasercs, nosso comprovinciano e residen
ua cidade de Aracaj, acaba de publicar a-lii aob
o titula cima, d'iversoa c.ntoa sem prtte/icio, po-
rm ba9taotc inieressantes, bem escriptos e quasi
todos sufficentemente livres, a tal ponto, que &
de esperar, sarao vidamente lidos. Ha neues d
envolta eom inisbirai critica alguma couea que
'prender.
A^radecendo ao Dr. Prazerea a off.'rt que n
f-s de am exemplar do aeu livro, fazeraua sinceros
votos para continuar a cultivar as lettras. A sua
estra pionettedora de muito.
A serle de l}t0&J}(tOO O Charuto
Havancz. rui io Cabug n. 12, acaba de ven-
der noa seus felizea bilhetes garantidos da 14-
parte da 1 lotera dn provin-ia, osrrahid -. b jo-
tera 20 do correte, a sortw de 10:000,5 no u.
7601 e urna approxuaaco e as centonas da mes-
ina dezena.
O wenbor tena vls-avist-E" o rifoJoda
urna quadrilha para piano, do Sr. F. r*. N. Seixaa,
e iinpreeaa pela eaaa do Sr. A. J. do Azevedo, a
ra do Baro da Victoria n. 13.
Rame primario*No da 7 do cor-
rente, sob a presidencia di reapeetivo delegado
Iliterario, fizeraia oxameeaaaIunua8 da e-.i-ol pu-
blica da Ilha do Jardim, em Barreii-o. regida,
pelaprofe8ora D. Candida IrVsMeMo de S. Mi-
rae.
O resultado foi este :
l'gro
Mario Joa de Athayde Uohi u Auna do Al
cantara Portelia, muito adiantadaa; Mara de \i-
caiuira Portelia c S;baatiaai Mari* da Concsi-
co, adlaiitadas.
''grao
Maria Adelia, adiaotada.
Uinnero0 paquete Vernambuco trouxe do
sul para :
Dive.-aca 16:00000l
O vapor Uaravellas trouxe do sel par:
Diversos 3sM9#M0
O paquete Pernambuco levou para :
Prahyba 2:O00JJ(/M:
Rio Graude do Norte 10:000*0
Cear 60051'i
Maranhio 600/1000
Para 800'i00
l'eriam faranseoComee :m hoje aa ferias
do foro, pelo Natal.
*'!:.;> de pastoOs .Srs. Airantes : I',.
enviar; :u-ios urna amostra de um vinho de past-,
que teera venda no aeu estabelecimento ra do
lljn Jess i. 48.
Seinelhiiido ao Bordoaux, o vinho em qnesto
bom e deve satisfazer ao paladar dos apreciadores.
Exame* primario* -No du Io do cor-
reute e d: conformid-ade com o novo regiment,
foram aubmcttdas a exama aa alumnaa da-esc-.-U
publica do sexo femenino da villa do Altiiibo, r<-
gida pela professora publica D. Maria Eugeuit
de Carv.illu ,. Silva, tendo o aeguiutc resol:.do :
Io grioAnna Francisca Re .na do3 Prazeres,
adisntada.
2" graoTherezo. Augusta de Barro Correia,
adiautalt; Maria Mareionill'i d sobral, id-m.
3o graoUoaldina Leopoldina Gomos ivir,
approvada plenamente ; J-oanna Hrcaliua du Bar-
ro Corroa, dem ; Geueros* Harculina de Bar-
roa Correia, ide:n ; Luisa Vicanci* da Penha e
Silva, idem.
O acto foi presidido pelo juiz de paz o Sr. c i
pito Gulli min i B-'zerra da Silva, substituto
do delegado litterari i, e aerviram de exami-'al >
res o pr ifeasor publico Mauoel Jos das autoa
Teix-ira e a professora da cad-dra.
Depois de couciuido o acto fi offorecido pela
pr-fessora aa alumuas do 3 grao, a cada urna um
livriobo, em testerauoho da sua applieaco e bora
corap irtamento, duran-e os dias escolares.
louva* Recebemos umcxemplar, ntidamen-
te impresso, do poem'eto que dea estampa, com
o titulo de Lavas, o Sr. Marques de Carvaiho.
Como peca Iliteraria um.born trabalho em lin-
dos versos alexandrinos. Ccmo peca poltica, po-
rm, uo noa qtiadra a sua cantilena republictua.
Agradecemos o mimo.
Falleciinento.Na manh do 19 do cor-
rente, fallsceu, no povoado da Torre, com 70 m
no de idade, D. Cesara Ribeiro de S Barreta.
vi uva do coronei reformado do exercito Antonio
Pedro de S Barre to.
Era urna respeitavcl matrona, chcia de virt idea
e dotes maraes.
O seu corpa foi sepultado, com a davida licenca,
no tmulo de seu marido, ua capaila do referido
povo ido da Torre!
N lasos pezame a seu filho.
Contra o cholera Lemas no Jornal du
Commercio da corte :
Em 18*>o um morador no Brejo da Madre de
Djus, em P-Tnambuco* erapregou com o melhor
resultado contra o cholera-morbos um remedioex-
trabido de um coco que alli ha.
O Dr. Cunha Salles que tnha silencia do oe -
corrido ao apparecer o cholera em Buenos-Ayrec,
escreveu para o Brejo e pedio que lhe maudasseai
os cocos. Recebeu-os, delles extrahis o principio
activo, fes a tintura e vai ofFerecer ao governo im-
perial para maniai examinul-a u resolver oque
julgar acertado .
Lem -a, sobre o mesmo assumpto, na Gatetta
de Noticias :
Ao no3o escriptorio veio o Sr. Dr. Cunha
Salles mostrar-no a polpa de urna fructa e o
principio activo que della extrabio mediante a
o,ual, em 1S56, na cidade do Brejo da Madre de
Deua. provincia de Pernambuco, foram salvos
quautos eram accommettidos do cholera-morbu. A
fructa um grande coco de forma oblonga, com
urna polpa, gemelhante a eremor-tartaro, adheri-
da a um filamento em tudo parecido com o fila-
mento externo do coco da Bahia, c de aeco anti-
emetj-cathartico-eapasmodca, segundo nos aese-
gura, por auaa experiencia, o mesmo senhor
doutor.
A tinturo mi-', obtida pelo Sr. Dr. Cunha Sa-
les, de urna Jr-rubro amarella e muito clarifi-
cada. Para e9te tacto nao podemos de x ir de cha-
mar a att-ncoda u de Montevideo e de Buenos-Ayres, onde muito
dever aporowitar o elixir que prepara o Sr- Dr.
Cnnba Salles e a qua denomina de Robertina an-
ti-cholerica .
A Ilin*traco R-cebemos os ns. 20 e 21.
de 20 de Outubro e 5 do Novembro, desta revis-
ta illu8trada, que e publica em Paria. Alm de
artigas e critica, trazem excellentes e finissimau
gravuraa.
Jury da Victoria Lemos no Tiddador do
18 de corrente:
O desta comarca, convocado para o dia 13 do
corrente, a no dia 15 pode reunir-se com numer
legal.
Dorante a sesso foram julgado3 o ee quinten
aecusadog.:
Dia 15Jos Correia da Amonto, art. 20 .
advogado teueuto Manoel Lydio Alvares dos Pra
aerea. Foi abaolvido.
-Joaquim Augusto da Cruz, art. 269 ; defen-
sor coronel Severiao Alex indre Villarim. Foi ab-
aolvido.
Dia 16Antonio Gomes de Mello, art. 198
combinado ora o art. 34 ; advogado Dr. Jos Do-
nato. Foi abaolvido.
Celestino Secundino de S int'Anna, art. 205 ;
advogado Jos de Oliveira Maciel, Reg Barros
e Manoel Lydio A. do Praz;res. Foi absolva..'
unnimemente.
Eacerrou se a 4a sesso deste anoo >.
nirectoria da* obra* de coaserv
rao Jo* porto*'Boletira meteorolgico d i
lia 19 d" Dezeiohro de 1886 :
. *.
rlora' a. o oo Barmetro a 0 Ti asao do vapor a as a 1
H ~ * 3
------- ..- -----------
6 m. 261 759"28 17.96 7.
9 8 4 7O<"51 li.iU M
V 28' 76*44 18.76 07
3 t. 2b" 6 759-O 17.50 l
6 877 75)m34 18.11 6
l'einper^tura mxima2D.o.
Dita raiaraa25",8.
Bvap ir'-v i cm 24 horas ao sol : -S,1 ;
bra: 6,C-
Chava1. "'9.
Direcci do vento : E todo o dia.
Velooidadc media q\o vento : 3,55 porsegu
Nebojosidade media: 0,6.
^Suppresao da* distancia*.O d
de supprimir as distaoci s, i
dispara dia d um novo pasaa para o conseguir
Se oa planos do sabio ainericauo Thurston ebe-
gam a realisar-se, poier-ae-ha ir di Enroo




i
*.


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noiam
|
Ml i ----
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r*\


Diario de PernambucoTYrya-feir 21 de Dezembro de 1S86
>

Ija-Unidis em meaos de tres das. Pa'aeaaa
funlaodo-se en luis mathematicas sobre a
de dis vaporea em relaoo com a sua iir-
BCtm masas, nteata elle construir uta vapor
gt.ttea, quj imdiri 264 metros de eompri-
saaata ter uun capacidade de 38,000 toueladas.
Va gaachinas de vapor, que hilo de por em movi-
ii T eta maasa. caleula-se que consumirlo por
ara 3T0 quintaes de carvao, ou a carga de 17
yjsjaa* dos nossos caminos de ferro.
porcSes to gigantestescas suppem um gas-
ta surme. O problema est agora em se enejar
ir o capital nec-ssario. Cr-se que sim,
atas obras, anda que sejam arriscadas,
rain sempre enthusiastas entre os capitalis-
ta yanfcees.
ai tanto, a difficnldade nao est so em en-
a11 si apitalitas, mas viajnntes. As coadicoes
sk mJocidide do vapor nao permittem que urna
unge ouate menos de 2:0001000.
H*s a o vapor se construir, o triumpho ser
gjtiaecdinano. A viagcm far-se ha com valoei
dbkSV saasor que a de um comboyo relmpago de
gactatcrra ou dos Estados- Unidos.
C" tanta velocidade na vixgem pode as veies
slar-ae o caso de que oe viajantes europeas que
abarquera por exemplo em Liverpool, em ves do
i 4 America, vo parar ao outro mundo. Isto,
paren, nao passar de um incidente, diz ingenua-
ante o jornal d'onde extrahimos esta noticia.
rrarUmiKi di" calamento-Poram l-
ate aa matriz do C^rpo Santo no dia 19 do cor-
mate os seguintes :
Jjaio Tavnres de Almeida Quinteiro com Emi-
lia Pereira R*m is.
Caadido Augusto Carvalho de Alencar com Ma
ra Colerina de Jess.
HJrique Pereira dos Santos com Ljza de
Paastino Antonio da Trindade com Isabel Ma-
a da Conceico.
i*a da NatalNa igreja de Santa Rita
ae Cxsjia llavera missa cantaaa, solemne, meia
aate em ponto, sendo a orchestra regida pelo
aratessor Lydio de Oliveira, tocando antes e de-
musa di acto a banda marcial do c.irpo de policja.
Varan* de lj tca loaaeatlca -Le
atoa no J. mal do Commercio da cort :
Na pres-nea doaSrt. Santos Moraes 4 U.,
fea-an ooatem perante alguna vereadores, repre-
xjatautes da imprensa e diversas outras pi-asoas a
experiencia de um f rnode bygene domestica, des -
tsauda a orcmacio do lixo. A experiencia deu os
resultados, porquanto o lixo. que era com-
l de materias anim tes e vegetses, ficou em
i hora completamente carbonizado nio so sen-
talo menhum mo cheiro.
m Orna commisso nomeada pe'a inapectoria ge-
ral de hygiene, depois de ha ver assistido a urna
experiencia no dia 18 do passado, apresentou ose-
auto parecer:
Encontramos o forno fortemente aquecido por
aat* cremaco, cujea restos carbouisados estavam
sjateates Ea. nossa presenca foram int'odusidos
aa torno trer kdos de carne deteriorada, pequea
ttdade de carcas de ervilhas, urna galli aba
, inteira, puchando se imme iiutamente a por
Urna hora depois sendo ella aborta vimos a
i e escs completamente carbonisada3 e da
galiana restava ainda a carcasas, que em 15 ou
SO minutos seria consum la. Para esta operacao
taran quemadas quatro acnas de lenba.
Introducido um pyrometro na caixa do forno
Mr* do eylindro, ou retorta, onde ao introduz o
fisga, a temperatura antes da cremaco era de 120
grita; dentro do cyliodro devia ser mais eleva-
da, porquanto a chapa estava rubra.
* Ao terminar a incineraco, de que romos tes
tpaiaiih o calor no interior da retorta era de
lOBgros. Os gatea provenientes da combusto
ala levados por um tobo curvo tomaina, oude
ai* aae-mados ou arrastadoa pela tiragem do ar
para a chamin.
Isto posto, somas de parecer que o forno dos
8. Santos Moris & C, presta se muito vanta-
jaaaneate a cremaco dos residios orgnicos d*s
eaaaa particulares, botis, hospitaes e quartcis.
Serta mito para desear que o uso destes appa
raan*1 se cornasae to geral que es detrictos de
ladas as aabitacoes fossem carbouisados imme-
sSifsairuf
E 'ulisado oete desidertum o servieo da hm-
peaa publica se simplificara de modo notavel no
ja* diz respeito a destruido de restjs orgaui-
aoa. Iaio tanta maii fcil quando o forno oceu-
pa a espado de um pequ.mo fogo ordiuario e bas-
i quatro acbas de lenha para ubter a tempera
que carbunisa as materias orgnicas .
Fiuda a expi-riencia visitaram as pessoas pra-
i a fundifo e tiveram occatiao de ver, alm
tros objectos all feitos, excellentes ferros de
amar modelo americano e com f judo de ac
para oso domestico e especiaes para alfaiates, cha-
patearos e outras industrias.
E* digno de ver-se o estabtlecimento dos Srs.
Saatoa Moraes & C.
Caranda provisoria -Lemoa no Jornaes
da Commercio da corte :
Ma turma da lei n. 3,129 de 14 de Outubro de
1882, concederam-su titulo* de garanta proviso-
ra a Carlos Goular:, industrial, brasiieiro, e resi-
: oesta cidade, para os procesaos pelos quaes
i da fulhagnoi das palmeims tocnin a pHiueira
producto que denominar L'uio brasiieiro ; da
ea do coqueiro de catharro o producto que tor-
COMMERCIO
>a com me re al de Pfrnam
buco
BCIPE, 20 DE DEZEMBRO VE lSo.
Aa urea Loras da larde
f'oiacts ojicuiu
US honre
O presidente,
Pedro Jos fiuto.
Pelo secretario,
Augusto P. de Leinos,
5RI)IMENTS I'BUCS
ALrA.NoEtiA
aT ttt t a 18
nar conbecido pelo nome de Crina vegetal braii-
leira ; e da Macandubt outro pro lucto a que oro-
jeota impor adeoomiuacis de LA vegetal bratileira.
A garanta provisoria, versando sobre inven
toa anda snjnitos prova, nio constitue direto de
pritpriedade; tem apenas o efl sito de acautelar o
inventor, durante curto prato, contra a fraude de
que poderia ser victima no correr das experiencias
publicas a que julg-r necesiariosujeitar o invento.
Nao raras vezei o inventor ter necessidade de
expr o producto doseu inyento, e aem o remedio
daquella precauco legal, correra o risco de lbe
uaurparem a priondade. Por outros diversos
modos poderia occorrer esta esbulho, que a garan-
ta provisoria mpede.
Tal garanta tem ainda outros resultados be-
nficos. NS>S"nioos inventos, em geral, mtros
effeitoa do acaso, mas eonstituindo mullas vezes o
producto de eaforco3 aturado, a garanta concedi-
da a um inventor poupa o trabalh > improficuo a
que outros poderiam dar-se para chegar ao fin j
alcancado.
E' claro que i-xpiralo o prazo garantido sem
que o inventor se tenha habilitado com a patente
de invenca, cessa pira ella toda a regala e pro-
teccao legal, sendo licito a qualquer outro encami-
uhr esforrpos na direcjo indicada por inciativa
daquolle.
t Hoje :
Peto agente Modesto Baptitta, s 11 horas, ua
roa de Bartholomeu n. 33, do estabelecimento ah
sito.
Peto agente Gutmo, s 11 horas, na ra do
Marques da Oliuda n. 19, de predios.
Peo agente-Pinto a 11 horas, do carregamento
do carv) de pe ira, a bor J i do navio Atlar.
Pelo agente Gusinao, s 11 horas, na ra do
Marques de Olnda n. 10, de movis de Jacaranda.
Peto oyente Martin, a 11 horas, na rua do
Imperador n. 1 ti, de predio.
Peto agente Brito, s 11 horas, rua de Pedro
Attonao u. 43, de um sitio.
Amanh :
Peto agente Gusmao,&a 11 horas, na rua do Baro
da Victoria n. da pbarmacia ahi sita.
Quarta-feira t
Pelo agente Pinto, s 11 horas, na rua do
Mrquez de Olinda n. 6, de fazendas limpia e
avariadas.
Quiata-feira :
Peto agente Martina, s 11 horas, ua ni i do
Imperador n. 48. de movis, loucas, vidros, t-tc.
i'elo agente Giumao, s 11 horas, rua da Pal-
ma o. 71, de armaco e mais perteuca da taverna
ah aita.
Miaaa faaebrea.Serio celebradas :
Amanha :
A's 8 horas, na matriz da Boa-Vista, por alma
de Eugeuio Degly Autony ; s 8 horas n* matriz
da Varzea, p>r alma de Geraldo Liuiinio de Si-
queira Varejo.
Q inin-f.eri :
A's 8 horas, ns matriz de Santo Antonio, por
alma de Antonio Jos Al ves da Fonaeca ; s 7
horas, no tlanno, por alma de Gertldo L. de S>-
queira Varejilo : s 7 horas, na Santa Cruz, pjr
alma d*" D. Vlana Anglica Lopes Gomes.
Paosareiro*-Sahi loa para os parta d
norte no vapor nacin*! Pernun > i .:, :
Autero Pcssoa, Ati Pedro, S-r iphini. Antini)
Lopes, Antonio dos Santa, Antonio Monteiro
Filho, Lu veira, 1 fi'noe I sibrinb.. Augusto Pereira Cam-
po*, Vicente E. Pires d da Silva, Paulo de Oliveira, Jjauna Mara da
CanceicJo, Antonio Goncalves da Roaa, Julio Bri-
sidoa. Luiz Oiogo, Antonio Luiz Drummoui da
Goata, Frederico Sainpao, Hirmina L Pessoa de
Oliveira e 3 filbos, D Francisco Rcha Jnior,
Carlos Faico, Firmina de Aguiar, Firmiua Cha-
ves, Abili ereira de Siuza, Dr. Adolpba Cam-
pello, Antonic Furtado Bescrra, W. E. M. E.llcr.
Guilliermina (criada). Ricardo Menezus, Amelia,
Miguel Rbeiro Lisbia, Raymundoda Rocha Sam-
paio, Francisco C Arantes Mendouca, Dr. Ale-
x-iudre C. Moreira Netto, Dr. Jos de A. Cola**
Moreira, Dr. Jos Leandro Biracahy, Dr. Joo
Marques de Carvalho, Antonio J. P. da 8lv,
Antonio Macei, Eduardo Rbeiro Machado, Luis
R beiro Gutereo.
Cbegados da Europa no vapor inglcz Pato
gonia :
K cardo Jos Christiuni, Antonio da Sil /a.
Sdhido* para o sul no mesuio vapor i
Jas Garces dos Santoj, Manoel Meudea, Aine-
rico Carneiro dos Pastos, Alfredo Passos.
Casa de,lielenroMovimento dos pre-
sos do da 19 de Drsembro :
Existiam presos 353, entrtram 15, aahiram o.
Total 365.
Nacionaes 325, mulherea, 9, esu-angeiros 9, e-
era vos sentenciados tj, proceasado 1, ditos de cor
rsalo 6 Total 365.
Arracoados 313, sendo: bons 297, doentes 16,
To-al 313.
Nio bouve movimento na enerinaria.
latiterla da pro* Inda. Segunda-t'eira Jj
de Dezcmbro, s 4 horas, as eztrahir a 13* parte
da 1.' loteri em beneficio da Santa Casa de
Misericordia do Recite, pelo novo plano appro-
vado.
No consistorio da igreja de Noasa Senhora da
Conceico do* Militares aera teita a extracto
pelo systema da machina Fichet.
Lotera do Oara A Ia parte da 3* lote-
ra de*ta provincia, enjo premio grande ...
4(10:000*000 ser extrabidano dia 25 de Deaem-
bro.
Os bilhotes acham-se venda na Roda da For-
tuna rua Larga do Rosario n. 36.
Lotera de Minaa rraeaA 2* parte
da 1* lotera desta provincia, cujo premio grande
600:000*000. ser extrabida no dia 23 do cor-
rete, impreterivelmente.
Os biibeies acham-se venda na Roda da For-
tuna, rua Larga do Roaario n> 36.
LoteraA 15 parta da 1* lotera da provin-
cia, em beneficio da Santa Casa de Miseriordia
lo Recite, pelo -i>vo plano, cujo premio grande >
100.000jO'P s :r extrabida u dia 27 de Deaem-
bro.
Os bilhetes garautidos acham-se venda na
Casa da 'oituua, rua Primeiro do Marco nume-
ro 23.
Taranem acham-se venda na Casa Feliz,
piilc da Independencia ns 37 e 39.
erane lotera da provinciaA 7*
serie desta lotera em beneficio dos iugeuuos da
Col >ui i Isabel, cojo premio gmnde 240:000*000,
ser extrabida no dia 22 de Dezembro, s 4 horas
da tar te.
Os bilhetes acham-se venda na Reda da For
tum> rua Larga do Rosario n. 36.
liiilerla do BloA 2* parte da lotera
n. 366, do nevo plano, do premio de 100:000*000,
era extrahida no da .. de Jezembro.
Os bilhetes acham-se venda na Casa da For-
tuna rua Primeirode Marco.
Tambero acham-se venda ua prac^a da nue-
peudencia na. 37 e 39.
L.oieria da rorteA 4* parte da 201* lo-
tera da corte, cujo premio grande do 100:0004
ser extrabida amanha 22 de Dezembro.
Os bilhetes ach m-ae venda na Casa da For
mu rua Primeiro de Marco n. 23.
Tainbcm acbam-se venda na praca da Inde-
pendencia na. 37 e 39. .
liOterla do ro-Par Esta nfaaja
a r extrahida boje terca luir, 21 do correte:
Blihetos venda na Caca do Ouro, rua do Ba-
rio da Victoria n. 40
botera Kxtraordlarla do Vplran-
sa O 4. e ultimo sorteio das 4." e 5.* sene*
.i. ta importante lotera, cujo maior premio 150:000*000, ser extrahida no da 30 de Desem
bro, impiet-rivelmente.
Achara-seexpostos venda os restos dos bilhe-,' qce-se.
Lida, foi aporovada a acta da precedente sen-
io, e fez-se a leitura|do aeguinte
BXPEDOnTTK
fflci
_ De 11 do correte, da Junta dos Corretores
d'esta pca, remetiendo o boletm das cotacoei
offieiaes de 6 a 11 do presente mezPara o ar-
chivo.
Diario Offkiae de ns. 331 a 334 Sejam ar-
chivados.
Foram distribuidos rubrica os seguintes li-
vro :
Diario e copiador de Amaro Coutinho, ditos de
Mello Tavarea & C, diario de Tavarea de Mello
Genro ft O, dito de Bastos & C, dito-de Fernan-
da* & T.rmSo, dito do Viscunde d) Itaqui do Nor-
te, dito de Theodoro Just, 2 copiadores de Pereira
Carneiro & C, 1 dt< de Bento deFreitas Guima
raes A C, 1 dito de Henrquo Burle te C dito do
Eoiidou and Brasilan Bank Limited, diario de
Bugusto F. da Oliveira i C.
DESPACITO
Peticoes :
De Antonio Jos da Costa Araujo, adiada uas
sesaos de 3 e 9 do correte, solicitando carta de
commorciante matriculado.Contina adiada, a
requerimento do Sr. deputado Olnto Baste*.
_ De Manoel Clemente Rbeiro, para que se re-
giatrc a uineaco de seu caixeiro Manoel Joa-
qum da Silva Lordello.Seja registrada.
De Thomaz de Carvalho te O, dem quanto ao
seu caixeira Felisberto F.uza de Oliveira.Re-
gistre-se.
De Antonio de S Luitio, solicitando o lugar
de avaliador commercial, juntando folha corrida e
patonte de capito da guarda nacional d'e.ste mu-
nieipio do Recife, e pedindo que se lhe restitua a
referida patente.Deteiida.
De Ferreira Ridngues &G, para qne sed
baixa no registro da uomcaco de seu cx-caxein
Joaquim Machado Furuaudea do Lima o se regis-
tre a que passaram a Antonio Artbur de Aluiei-
da.Como pedem.
De Antonio Augusto de Vascoucellos, idem
quanto ao ex-caixeiro Francisco Candido de A'li de e registro da que passara a Jos Antonio C 6
Iho do Reg.Como pedem.
De Vntono Pinto Quedes Je Pava, cortmer-
cianto d'esta praca, para que se registre a escrip-
tur.i ante-nupcial e de dote que se celebrara na
cidade da Parabyba do Norte com D. Rosalina
Francisca Pereira da SilvaRegistre-ae e publi-
res na Casa da Fortuna rua Primeiro de Marc>
n. 23.
Tambera acham-se venda ua praca da Indo-
dendencia na. 37 e 39-
Haiadonro PublicoForam abatidas ni
vlatadouro da Cabanga 82 rezes para o consum.
o dia 21 de Dezembro.
Sendo: 65 rezes pertencentaa Oliveira C.str ,
te C, e 17 a diversos.
Mercado Municipal de 9. Jo-0
uovimeiro deste Mercado no dia 19 e 20 do cor
reute t i o seguiute:
Entraram :
70 bois pesando 11,400 kilos.
576 k>lo* de peixe a 20 reta 11*520
78 cargas de farinha a 200 res 15*6:H
27 ditas de fructas diversas a 300 rs. 8*100
7 taboleiros a 200 ris Ul u
28 Sumos a 200 ris 5*600
Foram occuoados :
51 columna* a 600 ris 30*60
44 compartimento* do farinha a
500 ria. 22*000
3S ditoa de comida a 500 ris 19*0(0
131 ditoa de Icguraes a 400 ris 52*400
* ditos de anio a 700 ris 22*4 ti
22 ditos de freasuras a 600 ri* 13*200
20 falbos a 2* 1'KiM
4 talbos a 1* 4*900
A Oliveira Castro & C.:
108 talhos a 1 ri* 108*000
4 talho a 500 res t>00P
Deve ter sido arrecadada nestes di'.s
a quantia de
Kendmeuto dos dias 1 a 18 de De-
zembro
p*o arrecadado liquido at hoje
Precn* do dia :
Carne verde di 380 a 430 res o kilo.
Carneiro de 720 a 800 res idem.
S nu i- de 560 a 640 ris idem.
P'aruih.'i de 220 a 320 'is a cuia.
Uilho de 28 i a 320 ris id-ni.
Feijo de 560 a 640 idem.
355*8-20
3:525*600
3:881*120
Do Rodrigues Saraiva & C, para que se regis-
tre a nomeacao de seu caixeiro Joa Corre i de
Queiroz.lt' Ristre e.
De Santos Gomes & C para que se archive o
contracto de sociedade em com-riandita que sob
dita firma c< lebrarara doua commanditarios e o so
lidario Antonio D mingU' s dos Santos com o Ca-
pital oe 76:321*096, seudo o fundo ein ominan
dita ae 59:525*420 para o commercio de fabrico e
venda de saoi, compra e veuia de madeiras, ke-
r. s 'ne, farinha de trigo, macbinis a outros arti
gs, na cidade da Parabyba do N.rte.Ar'-hive
e, m forma da lei. Nao tomou parte na votaci
0 Sr. deputado Lopes Machado.
Participacao da secretaria, com urna certidio
da Recebedoria, comprobativa dn que o eor*"far
^eral_ d'esta praca Franci=co Jote da Oliveira
Rodrigues, que se acha no gozo de um anuo de
liceuca, nio est, duraut este perodo, sujeito ao
imposto du seu dfficio.Siente
Petic5es duvidameutc infrmalas, solicitando
rt couducQo do cato de avaliador commercial :
De Joo G mval ves Ferreira da Silva. Pres -
tado o juramento, passe-ae o titulo.
De Joviuiano Manta.IJera.
De Joaquim Hugolioo da Suva Fiagoao. Iiem.
Nao votou o Sr. debutado Oliuto Bastos.
De Manoel da Cruz Marlins.liem.
De Jerouymo Emiliano <'e Miranda Castro.
1 Jen.
Resoluo
A Junta resol ve rcconiu.nr por maia 3 annos
os avaliadores cemmerciaes : Jlo Goncalves
Ferreira e Silva, Joviuiano Manta, Joaquim Hu-
g liuda Silva Fragjao, Manoel da Cruz Martins,
Jeronymo Emiliano de Miranda Castro e n .mear
Antonio de S L'itlopira o referido cargo du
rante o trienuio de 187 a 1889.
Nada mais havendo a trstar, o Illm Sr. com-
meudador presidente encerrou a esto s 11
horas e 1|4 da manb.
______'..! I
CHROHICA JDDICIARIi
Barca nnrueguense Rex, entrada de New Castle
no dia 20 do correte, e consignado ordem, ma-
uifestuu :
Carvio de pedra 724 tonelada* a cotnpanhia do
gaz.
Lofrre americano Benjamn Fabene, entrada de
New-Yoik no dia 20 do corrente, e consignado a
Pereira Carneiro te ("., manifestoo :
Kerosene 22,373 canas acs consignatarios.
Barca ingleza Belitres, ntrala de Terra-Nova
no dia no dia 20 do corrente, e consignada a Sann-
ders Brotheres 4. C, manifestou :
Bacalh" 4,600 barricas e 2,718 meias diUs aos
consignatarios.
ddut.i Commercial da cidade de
Keclfe
ACTA DA SE8SO EM 16 DE DEZEMBRO
DE 1886
PKBSIDENCIA DO II.LM. SK. COMXBMDADOB ANTONIO
QOSIES DK MIKANDA LEAL
Secretario, Dr. Julio Guimarae
A's 10 horas da manb deciarou-se a berta a
seasao, estando presentes os Srs. deputadoa Olinto
Bastoa, commenddor Lopes Machado e Beltrio
Juuior i: supplente Hermino de Figueiredo.
do-se da aorte de urna infeliz, quer estig-
;uat8BDdo o desabrido comportamento de
seu tresloca'lo oppressor.
Dirijo-ine, poia, aos incautos quem a
maledicencia e a vilasa, sob o esfuracado
manto da hypocrisia, tem posto em jogo
para encobrir a mais requintada perversi-
dade, quasi inacreditavel sem a Mea d'uma
rasSo transtornada seno perdida de quem
a pratica. Eis o motivo que, a mea pe-
zar, me leva imprensa fazendo um igei-
ro histrico da vi la desse desastrado ca-
sal, que aurando apenas treze raezes, equi-
valentes a um seculo de martytios, acaba
pela iuelicidade perpetua da paciente e a
tnorie moral de seu algoz E de facto que
hornera honesto estender sem rapugnancia
a mo ao Sr. Joaquim Da uaso d: Araujo
Lima,conliocido por -Urubsabendo que
este transviando-se da regra geral, -aleou
loucamente aos ps a moral publiea, u pu
dor das familias, a dignidada dos que o
honravam com sua amigado e a honra de
seus parentes e affins na pessoa le sua rou-
Ihercuja nica falta, uni'.-o e fatal erro, era
o ter se unido L quem si apavora peranta
a virtu ie e cahe apedrejando-a? Assim
como o desvario expclle o bom sonso, a
devassidao repelle a honestilad^ e apedre-
ja a virtude. Foi o que succedeu.
E' impossivl descrever-se a eaorme
multiplicidade dos factos praticados p-lo Sr.
Urub contra sua inulher, cada qual mais
hediondo, e de larga noto:iedado; portanto
serei breve na descripg.lo delles sobre cuja
v*eracida lu appello para o testemunho de
aeus viainhjs, purente.s, amigos ou indiff<<-
r-rates, especialmente de um seu sobrinho,
o Sr. Jos Ildefonso de Araujo Lima, tes-
temunha ocular de factos que revoltavam
s-ntimentos de reconhecida probidade, e do
Sr. JoSo Athanazio, seu cunhaio e amigo,
e seu viainio confinante.
NSo se me perdSa a mnima discrepan-
cia da verdado, nem mes n i exagerarlo nj
que vou expor.
Filho de um hornera ."ajas .'tizas vene-
ro, e p-irt .'ti 'ci a a ua familia quem sin-
ceramente przo, o Sr. Urub g nava de
minha csii na e consiieraylo ao ponto de
Iouvar e felicitar tninha sobrinha respon
dendo partucipaco do contrato de seu
FIBLiaCOtS A CEDIDO
d>a : _'0
Ini eaoviaciAt
AelalS
d*M
559:516*418
23:a59y54
85.62938l
6:666*775
Tela'
ttaflaoanoKiAO- 1 a 18
' .ie 20
033:476*372
92:296tl56
675:772*5.'8
34:860i426
989*803
CaatauuMi i-KovmciAL
Uat de 20
De 1 18
35:850i2*9
38:599*907
3:624*637
jAv.iAOB*o l a 18
Vkm le 20
42:229*544
7:038*175
1:877*091
8:945*266

' DESPACHOS DE 1MPORTAQAO
Karca norue^aense Einma, entrada Je t*T< w
f*art no dia 18 do corrente, e consignada a Wilson
Son St C, manifestiu :
Carvio de pedra 433 toneladas ordem.
Barca in leza Juatijune, entrada de MeddU.s-
taav^h no d.a 18 do corrente, e consignada a es-
trada de ferro de 8. Francisco, manifestou :
Chapas de ferro 338.
CarvSn de pedra 65 toneladas e 10 qui:'
Maehinismns 573 voluines e pecas.
Fieos 160 saceos.
Tiiiior. de ac* 585.
Tamaneo* de ferro 6,012.
Tijulo* 20 taceos a consignataria.
Htie nacional S. Ambrosio, entrado ''o Rio
#3r*u4e do Nurte no Jia 18 do corrente, e cunsig-
aadu ordem. manifestou :
Aiascir 400 saceos a Prente Vianna & C.,
M0 ao* meamos.
Hiate nacional Correio de Maco, entrado do
Kto Gande do Norte no dia 19 do eornntc, e
signado ordim, manifeaton:
Ai^cdo 100 saceos a Parete Vianoa 4 C.
pt**ACH08 DE EXP0RTACAO
lim 18 ie Deiembro de 1885
Para o exterior
No vapor allemio Trjuca, carregaram :
Para Hamburgo, M. J. Pereira 1 barrica com
35 kilos de farinba de mandioca ; htorstelmann 4
C d 12 fardo* com 60,116 kilos de algodao.
'No vapor ingles Jeswond, carregiram :
Para Liverpool, Borstelman C. 2.0 HI saceos
com 157,715 kilos de algodio; J H. Boxweli 1,00
atecas com 90,559 kilos de algodao.
Na barca norue;uense Kronos, carregou :
Cara Liverpool, M. J. da Rocha 500 saceos com
37,500 kilos de a-sucar mascavade,
N barca nnrueguense Aeolu, carregaram
Para New-Yoik, M. J. da Rocba 1,000 saceos
com 75.000 kiloa de aisucar mascavado ; Julio &
Irmao 1 000 saceos com 75,000 kilos de assucar
mascavado.
(2 No lugar ingles Durnere, carregaram :
Para New York, H. Torster 4 C. 1,800 sacos
com 135,000 kilos de xssucar mascavado.
No patacho inglez Arto, carregaram :
Para New-York, J. Pater & C. 1,000 saceos
com 75,000 kilos de assucar raaacavado ; Costa 4
Medeiros 72 saceos oin 5,400 kilos de assucar
mascavado.
No patacho americano W. H. D-, carrega-
ram :
Pa Ntw-Yoik, i. S. Loyo & Filho 220 saceos
com 16,500 kilos de assucar mascavado.
No vapor inglez '. G. Woneley, carrega-
ram :
Para N.w-Y^k, F Casco & Filho 2,0U) aac-
as* b m 150,000 kilos de assucar mascavado.
Na barca portugus Camoe, carr--goa :
Para o Porto, A. C- da Suva 4 garrafoes eem
64 litros de agurdente.
Para > Interior
No patacho iilleroito Mary, carregaram:
Para Pelotas, Amorim Irmaos 4-C. 40o barricas
com 35,339 kilos de xasucar branco e 75 ditas com
i,'j:ii) ditos de dito mascavado.
Na escuna norueguense Orlando, carrega-
r..m :
Pra Porro-Aleare, Arr,orim Irmos & C. 90
sanco* om 6,75<) ki'os de assuehr mascavado e
210 di ti' com 15,750 ditoa de dito branco.
No patacho hollandes Bernarda, carrega-
ram :
''r o Kio Grande do Sul, Amorim Irruios & I Cearense
C. 5 sancos com 375 kilos de assucar branco. I Stefanie
No patacho diiMtmt-rquez Amor, carrega-
ram : Finanoe
Ri. Grande do Sul, P. Carneiro c C. Allianca
942 sacos com '0,650 kilos de assucar branco e
607 ditos com 45,525 ditos de dito mascavado.
No vapor nacional Pernambueo, carrega-
ram :
Para Minios, P. Pinto C. 45 barril com
4,320 litros de agurdente ; Amorim Irmao* & C
40 carris com 3,810 litros de agurdente.
Para o Para, V. de Itaqui do Norte 200 barricas
com 16,368 kilos de assucar branco.
Pura o Ceara, J. M. Diaa 13 caizas com 132
1|2 kilos de rap.
Para Mac nho, J. M. Dia* 6 caizas com 37
1/2 kilos de rap ; Gines Senna i C. 200 saceos
com 12,000 kilos de milho ; Biltar Irinaos & C.
1 pipa com 420 litros de agurdente.
No hiate nacional D. Antonia, carregaram :
Para Aracaty, P. Alves 4 C. 1 barrica cm 70
kilos de carvao animal.
MOVIMENTO DO PORTO
Navios entrados no dia 19
NewoCiistle58 das, barca norueguense Rex,
de 506 tunela ias, capito B. S. Aadersen, equi-
pagem 12, carga carvao de pedra; companhia
do ghZ.
Sanios escala9 das, vapor allemio Tijaca, de
1,460 tonelada, commandante Res, equipagem
47, cjaraa varios gneros ; a Borstelman 4 0.
Pr:ihv >1 da, vapor inglez Aulhor, de 885 to
!! inj-.s, aa nandante R. luodie, equip>igem
26, carga vario* ge.ue.rj.. ; m Johnston Pater
ctC.
New-York34 dias, lugar americano Benjamn
Fabens, de 687 toneladas, capillo R. B. Coodow,
equipagem 8, carga k rosene ; a Pereira Car-
nero Ac i'.
Terra-N,va28 das, barca inglez* Bd'ri, de
373 toneladas, capitao Archibald Service, equi-
pagem 12, cara bacalho; a Suufldcrf Bro-
thers 4 C.
Navios sahidos no mamo dia- .
Manos e escala Vapor nacional Pernambueo,
ejim.Mdante redro Hyppolito Duorte, carga
vari" gencmr.
Araeaj n e cala Vapor nacional Caravella.
cominandante Jja^uim A. Rabel lo de Mateos,
carga varios gneros.
Navios entrados fo dia 20
Liverpool r escala>9 da-, japor ingles Pote/o-
nia. de 1,798 t.)nlad*S, cpiamaodante J. Bar
re, equipigem 73, carga vario* gneros; aWil-
oo S )ns 4 C.
Navios sahidos no mesmo dia
Valparaizo e escala Vapor inglez Patagonia,
om'nandante J. Barr, carga vanos ^eneros.
New YorkLugar amorieano W'illiam I. eitt.
capillo H. IJ. Hesper, carga assocar.
New-YoikBarca niruegoeuse Dux, capito T.
P. Teijessen, carga assucar.
Porto-AlegreEscuna norneguense Urlando, tu-
pitao Aarsvold, carga aasucar.
II o a i em e hoje
HONTEM
Discurso na sessao du 28 de Junho de 1880
da Assembla Provincial
i O Sr. Jos MaraEu disse ha das nessa
casi, Sr. presidente, q ,- a familia Suiza Ledo, que
a todo tran*e quer dominar no Lea) do Norte,
composta de sicarios, de assassinos e ladroes.
Citei factos e pediram-me provas. Esta oc
currencia grave, verdadeira hecatombe, carofina
aein nome, veio zomprovar o que eu havia dito
desta tribuna.
Em Santo Anta', o Sr. L lis F'dippe, o pre-
tenso chrfe do partido liberal, nao teve um voto
as ultimas eleiy-es. Era necesiario, pois, que se
tizesse exercer urna vindicta contri aquella popu
lacao. Nestc intuito aa forcas convergiram tolas
para aquella luCalidade.......................
Vou, pos, neste sentido mandar urna emenda,
para que seja tamb-m considerado como reo, e
como tal sujeito s penas da lei, o presidente da
Relaja de Pernambueo, o chefe deesa olygarchia
miseravel e corrupta, desta familia, que se elevou
paitando tcdulafalsas e roubando na estradas.
BOJE
Provincia de 19 de Dezembro da 1886, de pro-
pried-ide do Dr. Jos Mara, sen redactor chefe :
Chegou hontern da corte, como era esperado, o
Enn. Sr. conselheim Luiz Felippe de Souza Leo,
diitincto chefe do partido liberal desta provincia.
S. Exe. foi, ,n desembarcar, recebido por
grande numero de amigos e correligionarios, que o
esperavam no caes da prava do Commercio, donde
seguio a carro, acompanhado por muitos outros
at a casa de residencia do nosxo amigo Dr. S
gismundo Antonio Goncalves, onde se acha hos
pedado.
As demonstracoes de jubilo com que acelhe o
partido liberal a volt* d i S. Exc. provincia, jus-
rifleJ a grande confianca que deposita na intel-
igente e patritica direccao. confiada ao alto crif
rio e amor causa liberal de seu diitincto chefe.
* A pusiya* asaunida por S. Exc.'no Senado,
em defesa dos "interesaes d> partido liberal, epe-
siohados pela po'iiica aspbysiadera do gabinete
Cot'egipe e dos dueitos dos n jssosconcidados sa-
crificados sanh i partidaria dos seus delegados
tiesta provincia, urna prova ioconcussa de que S.
Exc. b--ra S'iube cumprir os seus deveres de repre-
sent nte da naco e de chefe poltico.
Actualmente fechado o parlamento, e quando
nio menos precaria a sorte dos liberaos que eon-
tiuuam a ser tratadas como proscriptos p-loac'ual
governo, a volta d S Exc. 4 provincia e ao seio
dos amigos desperla no espirito desa'tntado do li-
bcraet jaita latisfacdo e fundada esperanzas de
segura e efficat direccao destinada a reunir e con-
gregar em uinesforco eomaum as forceo abitdas
por to profondos {o'pes, desfeehados pelo poder
em todas ai nossa* io9titu'(oes piltica^, cuja ea-
tabilidaoe a garanta foi a maior conquista dj do-
minio lll) Til.
Saudando a S Exc. como orgo do partido
liberal, co-npartilhamos d> regosiio de que elle se
sent possuido e associxmo-oos s demonstracoes
de sywpaihae uonsideracji le que gusa S. Ere.
no .seu seio como chefe prestimoto e amigo deli-
cado.
PERGCXTA-SE :
Onde est a verdade?
Os Josas,
casamento. Sms qualiJados d^ otei^-u-
te e trab.ilhador, nl;u de outros preddadoa
que sua a;radavel ma-< insinuante eonver-
sa^So revela vam, prcj ::ivri un futuro
risoulio para nossa qu<*rida parenta, que
por sirts virtudes pou :o vulgares garanta
de algii'D modo su f.;lie,idade conjugal.
En; too, terrivel engno !
Um mez, ou menos, depois de seu ca-
samento pro:ipou ella, espavorila, a li-
bar as amarguras de um calix que o desti-
no ou a tatalidade lhe bavia preparado.
Desde entilo deseovolvendo o herosmo de
urna resigoaga; virtuosa, s a D ms coa-
t iva o segredo de seu roartyrto, que entre-
tanto, no lhe foi possivel occultar por mili-
to tempo. por que o desvario do seu algoz,
ro:npendo a reserva dos primeiros dias,
passou at a ostentar as injurias e civicias
que frequentemente praticava pretexto
de iatideliJade conjugal de sua victimada
iiilli r !
Ob o que devo eu dizer sobre estas
injuriosas palavras infidelidade conju-
gd applicada a D. Rita Paes Barret.
quan lo si.lteira, e depois de casada Rita
Barretto de Araujo Lima ?
Nao mais para sua familia senao para
todas as familias que a conbeeem, aquella
pbrase de torpe accusarao constitu a sua
nellior defesa, o proclama sua innocencia.
Pdica por naturesa e pela edujaQo, t2o
miseravel embuste nem panar a candidez de sua honestidade peran-
te quem quer qu< seja.
Ostentando zelos que n3o tinba, para si-
mular a aversao natural da perverso con-
tra a virtude, comecou o desvairado a
aponter como apairoado de sua prost... roa-
lher, como elle a chamava, um de seus vi-
sinhos, de reconhecida probidade, e digno
de toda a oontany, consideragilo e e-ti-
ma, apresentanlo em seguida mna, serie
cupidinea em qu< s nao entnu Santo An-
tonio, padroeiro da capella de seu engenho!
Desculpe-8e-me esta hyperbole com que
me eximo de citar o numero dos compre-
hendidos naqueila serie, creada pea phan-
tasia de um cerebro iuqualitcavel.
rmalo do to injurioso quilo repug-
nante pretexto, quu lhe permittia repre-
sentar algumas vezes de martyr para me-
Ihor inartyrisar sua victima, motivando
d'esl'arte o seu tresloucalo procedimento,
tudo praticou esse tiranno de nova especie
para fazer suecumbir de desgosto aqu-ifi
creatura esseocialmente sensivel, qualida-
de que elle caljuUdamente explorara pira
realisa5lo de seu nefandi e criminosa in
taito I
VAPORES ESPERADOS
AymoT' do sul
Ville de Pernambueo da Europa
Aipi'rtto Santo
Editor
Nevo
Vtlie de Cetra
Cear
do norte
de Liverpool
da Europa
do sal
do sul
de New-York
de Trieste
Janeiro de lfcb
du sul
boje
amanha
a 23
a 21
a 24
a 84
a 27
* 28
a t
de New Prt News a 7
Oueso de divorcio
Testemunba presencial das factos que
determinaran, a accSo de divorcio intenta-
tada por minha sobrinha D. Hita Barreto
de Araujo Lima, contra seu marido Joa-
quim Dmaso de Araujo Lima, ea nao te-
na iieaesafMa^aje oceupar a attenilo pu-
blica sobre est'queata'o, se outro foase o
pr icediinento do reo depois de saa iaicia-
i'c) no foro ixnipetante.
As pessoas que conhecem o carcter e
as qualidades dos litigantes, e que estilo
bein a par do modo por que tem sido tra-
tada minha inditosa sobrinha, por aquello
que devera constituir a basa de sua felici-
dad conjugal, sabem com certesaseparar o
joio do trigo e fazer justica, quer condoen-
jMo eram, porm, as terriveis ameajas
de raorto com o punhal ao paito ou o re-
volver fronte; nao eram es apertos de
garganta ao ponto de traastoraar-lhe a
voz por muitos dias ; os empurrSes que a
p rosta vam no chao ou a arremessavam so-
bro os movis da casa, resultando-lhe con-
tusoes e terimentos; no eram emfim os
empuchSjs de orelhas e a introdcelo dos
dedos pelas ventas, acompanhados de pi-
cantes raotejos e encrneos vergonhosos, o
que mnis doiam deaditosa paciente: as
injurias por palavras, o desrespeito ao seu
pudor, o desacato memoria do seu idola-
trado pai, e o estorvo, por meio de mofas
obscenas, ao exercicio de suas devot;3s,
ao ponto iaacreditavel,de sur-lh apresen-
tado um livro de obscenidades, cuja leitura
se lhe impunha, em substituigS) de um ou
tro de oraeSes com que a angustala victi-
ma orava, ajoslhala p^rau;c a imagem do
Senhor, no mesmo dia de sua comraunhSo,
eis o que mais rasgava de ir aquell i co-
rayJo puro e lirapo at do menor sonti-
menio de odio I
Que horror 1 que horror de imposs7el
commentario 1
Oito mezes haviam decorrido do fatal
casamento de minha infeliz sobrinha, u eu
ignora va a sua infelicidade ; julgava-a an-
tes no goso da vida conjugal, cumpativel
com es dotes de seu espirito e a boa idea
que at eatSo fizii do carcter de seu ma-
rido, quando em dias de Junho do correa
te anuo, recebi, por t^legramma, um cha
raado instante de um prente do Dr. Si-
cupira, cuuhado de minha sobrinha, e no
mesmo dia cheguei a sua casa no engenho
Burareraa, onde j encontrei raeu filhoFla-
vio, tarabem.cunhado de minha referida
sobrinha, e igualmente chamado por seu
concunhado.
qm assaltou o meu espirito ao saber o mo-
tivo da exigeacia de nossa preaenoa all.
Depois de inteirado de tudo, at da ex-
pulso da infeliz, tangida de sua casa por
seu marido, alta noite, coberta de imprope-
rios, injurias e palavras obscenas, proferi-
das aos gritos, em presenca dos emprega
dos do eogenho e dos escravos e remettida
a seu cunbado o Dr. Sicupira, acompanha-
da de seu concunhado o Sr. Joilo Athana-
8o, foi que rae apresentei aquella martyri-
sada creatura qne no articulando urna pa-
lavra, fallou-rae eloqueatemnte com as la-
grimas da mais iot;nsa dor e vergonha.
Na i era mais urna mulher, era quasi um
espectro. Lacrimosa e rauda, recusando o
ulimento o agarrada ao retrato do seu ty-
ranao collocado sobra o peito, estava como
eulourque.'ida pela dr. M-smo assim t I >
seu desejo era voltar para ssu marido.
O Sr. Joo Athanazio, cunhado e amigo
do desvairado Urub, que diga se em ca-
minho nao 33 oppoz mais de urna vez a
esse intento de sua concunhada.
A exigencia de minha presenca c de meu
lilio naqueila o.-casino tinha por fin resol-
ver se em familia sobre tilo espantoso caso,
e ti ;ou resalvido que a paciente fosse con-
duzida para minha casa, aqui no Recife, at
que o tempo aconselbnsse melhor alvitre.
Eu, porm, crendo s?r a loucura o uai;o
raovcl de t.lo estranho aeonteeimento, en-
tend do raeu dever coarrendar com o Sr.
Urub, com o li u de sondar o ssu estado
mental c ver se era possivel urna conciliv
q&o.
Apozar de sabir que elle estava furioso
e bem armado, como /aal-n^nta estava,
acompanhado nicamente de meu servo, e
sem cogitar do ris;o que corra n'uma en-
trevista con um hornera em taes couijoaa,
dirigi-me sua casa, e fallando-1 ie com a
linguagem da franqueza que o caso exiga,
e usando di palavras decisivas e animado-
ras de amigo, consegu trazel-o no mesmo
dia para o eogenho Burareraa.
Eu nao poda negar um servigo e at um
sacrificio em favor do filho do ura<-araigo
de laodoaa memoria, tanto mais quando
esse sacrificio seria aproveitado pan area-
lisacao dos desejos de minha sobrinha. E
quaedo na 3 coaseguisse, ficar- ne hia a sa-
tisfaco da ter cumprido o meu dever.
No dia seguinto partimos para Gamell-.u-
ra ; d"II para o Racife.
A ausencia temporaria do theatro oude
se deram tao tristes oceurrencias, e ao
li' s no tempo as distrac^ojs que urna cida-
de "ivilisida proporciona, e a convivencia
com crescido numero de parentes, conhe-
idos e amigos, cutendia eu que fossem sa-
lutar remedio contra os desvarios de u na
cabeca transtoraada.
Eoganei-me. Todos os roous esforjos e
os de minha familia toram baldados e o Sr.
Urub nao perda occasiSo de achar-se a
sos cora sua mulher para injurial a e mal-
tratal-a at physicaraente cora erapurrocs
qua a contundiam.
Xada aproveitou a iatervencSo do Sr.
Dr. Olympio Marques, seu primo e amigo,
a quem, logo que aqui chegou o Sr. Uru-
b com sua mulher, inteirei do occorrido e
do juizo que fazia de seu estado mental,
pedindo lhe qu'3 interviesse naqueila caso
com seus prudentes conselhos e o prestigio
de s ia autorizada palavra.
N que lhe eram dispensadas, elle recebia-as
como horoenagera devida ao seu mereei-
mento, e, ostentando cada vez mais um
certo prestigio que elle mesmo bavia en-
terrado no immundo laraacal de seu srdi-
do coraportamente, nao atinava ou finga
nao atinar qua aquellas attencSes nao eram
mais que um qualquer tpico de botica ap-
plicado a um doente de'foolestia duvidosa
para desSobrir o seu veftyadeiro estado pa-
thologco.
O seu desplante o antes cyniamo che-
gou ao ponto, para siuular estima sua
mulher, de sabir com ella a visitar fami-
lias gradas e respeitaveis, que s por arai-
sade e considerajo a ella o recebiam com
agrado ; mas essa esthnt ficava bem acau-
telada as descomposturas com que ao sa-
lar dessas visitas, em plena rua ou cm
bon (s, a injuriava, araargurando a do ver-
gonha ; momentos depois de sua os ten 11-
ySo de amoroso e respeitoso marido co'u
que tinha o arrojo de Iludir a boa f da-
quellas familias.
Esgotado de recursos para simular
ignorancia dos factos que diariamente elle
praticava, eu j nao sabia como contar o.
impulsos frequentes de fallar-lhe com a
franqueza que me era de direito. E' que
alm dos serios receios de estar lutando-
com um hornera transtornado da razo, son
daquelles que tragara at a ultima gota o
calix d'amnrgura para entilo obrar.
Afina], depois de quasi dous mezes de
estada em minha casa e na de meu filho, '
seu concunhado, retirou-se para seu enge-
nho o Sr. Urub, acompanhado de sua
mulher, maltratada at ultima noite da
sua estada aqui, mas sempre resignada e
alimentada de esperanca d'uma trans >r-
ni-u.iio operada polas constantes supplicas
Santissima Virgem.
Pela minha prte fiquei esperando tolos
os di i8 a noticia da c insumacao de seu sa-
crificio, lastimando n\o poder ultrapassar
os meus limitados poderes de tio, sobr
aquella infeliz, qusra a morte havia ron-
bado pai c uiai.
Privada de escrevor al a3 suas irmaes,
som a inspaegao das-.u algoz,. e interdicta
a sua casa pela esquivaoca dos amigos e
visinhos mais prestrnosos, muitos dias se
passaram sem noticia que confirmass-i
mcus receios, quando em dias de Outubro
prximo passado recebi pelo correio urna
carta data la da 10 daquelle mez, escripti
a lapis n-.s costas d outra carta o conclui-
da era um envalnp* j servido, prova da
privacilo de raeios de escrever, na qttat
pedia minha inditosa sobrinha que a
soecorresse, que uSo podia_ mais resistir
ao raartyrio de que estava seado victima,
que nao deixasse raorrer a filha de JoSo
Baptsta ; acoraseentaodo que nao
lhe escrevesse, porque as cartss seriam
interceptadas, qua fosse 8*lval->, sem de-
mora; queja ma havii escripto anterior-
mente e a seu cunhado Sicupira no mesmo
sentido, etc. Essa carta acensada na
de 10 cima citada, eu recebi depois qt1}
ella ostava sal -a ; oDr. Sicupira nunca re-
cebeu a qua lhe era destinada, apezar de
ser seu visinho. Faca-se vda de minha
affliccSo e de minha familia ao reoeber tSo
afflictivo brado de socrorro. Os momentos
:

)

Nao posso iescrever a dolorosa sorprezaIde de,nor3 Proiaia ma seculos, tanto mais
[ Ifgffl


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m*p'
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/
Diario de Pernambuco---Tcrfa-feira 21 de Dezembro de 1886
quando fia, a desolada me disia:
horrivel, horrivel Espero-o aneiosa.
NJo demore;'; nao esereva, venb sem
nenhum aviao.
c Meu tic, salve n filha de Jo Biptis-
tal
Essa carta, que cortando o corayao iriais
empedernido, e p< r si s constitue o mais
poderoso o horrivel corpo de delicto, foi
lida por pesabas gra las 4 quem corjiultei
sobre o meio de salvajao d'aquella victima,
e a^eu tempo s-ir publicada, bem ennu
oatros muilos documentos comprobatorios
de inaudita infamia.
Para poupar pormenores digo gmente
que dous aias depois estava salva a filtia
de Joao Baptista, menos pelo dever de
aena dedicados parentes do que pela viai-
vel proteccSo da provi iencia.
Aqui chegaodo, no meamo dia requereu
elle, aponte n-i. o seu divorcio, sendo in
continente visd>riada por dous mdicos dis-
tinctos e depositada em casa do seu cuoha-
do Flavio.
Nao devo omittir qui que o desvair
do Urub, em seguida sahida de sua
mulher de sua casa, es-TOve a seu primo,
o Sr Dr. Oly npio Marques, pe lindo Ibe
que requ'jra8se por si o aeu desquite da
advogido, nao para requ-T.T porque seu
hinrado pirente fe lhe ver que elle nao
tinba razos a allegar contra sua mulher,
e que esta j havia requerido o seu divor-
cio, roas para responder siropl'sraente aos
termos do processo.
Estava m as cousas neste p quando o
Sr. Uruba' miilou de rumo, cassou os po
deres seu prente, e constituiu novo ad
vogid'i para contestar a ac^iio de divorcio
intentada por sna mulher. Est faeto pres
ta-ae a urna egita^o muito seria e de
grande alcance ; como se deduz das oceur-
renoiaa potteriores que em seguida relatarei,
combinados com os factus ant'riorcs, as
quaes devem ser ignoradas por seu dis-
tincto advogado, cuja probidade geralmen-
te reconhecida nao precisa ser proclama-
da porqu-.n, apenas t*m o satisfactorio do-
ver de acata! a como acato.
Ja vespor.i di audiencia a qus tioharu
de comparecur a autora e o reo, rocebeu
aquella as chaves de dousbahu's seus, con-
tendo alguma riupa de seu uo, remetti-
dos do engaito Lobo pela estrada de f'trro. > getal e autyaeptico : licnp regala, fortalece e vi-
Essas chaves vinham acompanhadas de gorisa tola a organiaacao interior e a cara com-
uestes termos : Ritinha. Mande na
pelos faetos, deixei-a na plena liberdadu
de accSo.
Ap-zar disto mostrou um certa incredu-
lidad s minhas pala*ri>, ('o proprio
de quem nao tem malicia) mas entraudo-
lha a reflexao qus a calma de s-u espirito
lhe permittia confessou que de modo algum
queria unir-se seu marido, que seu uii-
co deaejo era que elle nao soffrease por sua
causa, e a esquocesse.
Eis a rosumila narracao dos faetos atti-
nenies ao desastrado consorcio de minba
inditusa e martyrisada sobrinha D. Rita
Paes Birrctto, e que deram lugar ao seu
divorcio omment) os quem qu zt.
Levmdo-os publicidade s tive por.
fim defender a sua honra ultrajada, a dig-
nidade de nossa familia e a desaironta s
cinzas de seus chorados p*s, cumprindo
assim o meu dever.
Recife 16 de D zembro da 1886.
Jote Bezerra de Barros Cavaicante.
P."^'. O segundo acto do drama cima
referido continua. Alem d'oulros meios o
Sr. Urub teima em escrever sua victi-
mada. Ainda hontem lhe foi apres-ntada
por um agente do corraio urna carta regis-
trada, que ella por advertencia minha de-
volveu intacta; e assim continuar a pro-
ceder por sua dignidade.'
Se possivel ao Sr. Urub urna regene-
racao sincera e provada ser tambera pos
sivel a quebra de su divorcio. A ill'mita-
da bondade e condolencia de uiuha tobri-j
uha u."u> lhe tiram os sedimentos da pro- J
pria uigni lade. Tudo tem sen termo.
Recite, 17 de Dezembro de 1886.
Jos Bezerra Je Barros Cavaicante
mil obstculos que se me antolhariam. no caininho,
mas, a petar de prever tudo isao. nao m* ioi possi-
vel resistir ao desejo de contribuir com o aya pe-
queo contingente para a grande obra do levauta-
raento da iostiuccao.
Eusinaia-se no collegio as seguintes materias :
leitura, calligrapbia, portugus, francs, ingles,
italiano, latnn, geograpnia, historia, arilhraetica,
geometra, aig>-ba, philo.opuia, rhetorica, msica
vocal, piano, fliuta, rabeca gymnastica, deeenho
e converaaco das lingual: iranceza, inglesa o
tal i ana.
A cata em que se acba o collegio nao pode ser
nais adaptada para esse fim : satisfaz cabalmente
a t .das as exigencias de cstabt lecimento dessa
ordem.
Como resido com minha familia eston em con-
dicoes de reeeber meninos de mais te ora idade, aos
quaes nao faltarao de certo cuidado e solicitudes.
Confiado na boa voutade dos Sr. pais de fa-
milia para elles appello esperando que me coadju-
varao na ardu i e dimeil taref da educacao de
seus filli'j-
Recife. 19 de Dezembro d; lSii.
Padre Manoel Lobato Carneiro da Cunha.
Vice -consulado de Hes-
panha
Psra conhecimento de quem interessar possa,
e faz publico que fallecen ab-intestato na fre-
gnezia do Poc da Panella, em 4 do correte mez,
o suboito hespanhol Manoel Rodrigues Fernandos,
sendo o seu pequeo espolio arrecadado por este
vice-consulado, em virtude do dispoato no i_rt. 17
do decreto n. 7059 de 26 de Oatubro de 1878.
Pernambuco, 18 de Dezembro de 188.
Francisco Alfonso Monteiro,
Encarregado do consulado
IABITIHOS
EB1TES
tlaniie-ieaoiisem e no os njmp-
MMN
3
Devcmo-nos lembrar que os symptomas o as
provas da luta da natur za com a molestia. Disse-
nos que as forjas animae 'stj lutando com o ve-
neno oceulto. Auz'liem-se e f jrtiflquem se com
e.ise restaurativo natural e soberano chamado a
Salsaparrilha <*e Bristol, e o resultado nio ser
duvidoso. Nenhuma doen^a pie resisiir k essa
poderosa allianea Se o inimigo se acha derrama-
do pelas veas, este grande detergente o busca e o
desxloj* d.-lina.
Concluido isto, a tosse que indica a tysica ; as
chagas que denoum a prese.,5a das escrfulas, os
terrireis padecimentos do corpo e do espirito inhe-
rentes a um estomago achacad', e o estado pre-
ternatural do ventre, des.pparecem para l-gj e
logo. Ente puro e p ideroso tnico e alterativo ve
De ordem do Illm. Sr. Dr. inspector, fayo
publico que no dia 23 do correnle mez ir prava
perante a jimia deste thesouro o farnecimento da
aliaentscao e dietas aos presos pebres da casa de
detencao, n-Utivo ao trimestre prozimo futuro de
Janeiro a Margo, serviudo d" base a diaria de
420 rs.
Secretaria do Thesouro Provincial de Pernam-
neo, em 18 do Dezembro do 1886.
Servmdo de eeretario,
Lindolpho Campcllo.
De ordem do Illm. Sr. capuao tenente e
commaudanle da escola de sprendizes marinhei-
ros desta provincia se faz publico que s 11 ho-
ras da maulla do dia 21 do corrente mez receber-
se-ha na secretaria da mesma escola, propostas
techadas para o furnecimeuto do objecto abaixo
declarado, durante o semestre de Janeiro a Ju-
nho de 1887, com declaracJto do prego por exten-
so, aujeitando-se os proponentes s leis e ordena
que regem os fornecimeutos do Ministerio da Ma
rinba.
Colxao de dina vegetad para macas, prego por
am.
Escola de aprendizes marinheiros de Pernam-
buco, 16 de Dezembro de 1886.
Jos Elisio C. de Almeida,
Offieial de fragata.
The HS-IBHSS C J
0 paquete Finance
E' esperado dos portos do
Bul ate o dia 3 de Janeiro
depois da demora necessaria
seguir para
Haranho, Para, Barbados, *.
Thomaz e \cw Vnrk
Para carga, passagens, e encommendas tracta-
it com os
AGENTES
Rio de Janeiro. Rio Grande do Sol
1
Vapor Aymor
Leilo
Esperado do Rio de Janoiro
al o dia 21 do corrente, se-
guir depois da demora pre-
cisa para os portos cima in-
dicados.
Recebe encommendas e pasaageiros, para os
quaes tem excellentes accommodagoes; a tratar
com
PEREIRA CARNEIRO & C.
N. 6 RA DO COMMERCI-N. 6
0 rapor Alip
0 I Eueoutra se em todas as partes do mundo civi
** I Usado.
Acha-se venda em todas as boticas e tojas di
perfumaras
Agentes em Pernambuco, Ilenry Foster & C,
ra do Commercio n. 9.
ra prxima voz seus 2 bahu's no brea da
tarde. Joaquim D. de Araujo Lima. (Ja-
tro cora segundo cartilo cora estes dize-
res A miuba Ritii Barreto de Araujo Li-
ma, vai a chave de um bahu' embrulhada Na agua Florida de Brry o puro ha-
n'ama provincia e o conhe ment em outro lito das mais exquisitas fl ires acha-ae preservado
envelope. Adeus Lobo 20 de Novembro i Ul a que, guardada urna garrafa culo,
j r I exhalar ao abrir o mesmissimo perfume tao puro,
de 8b. Acres.ento que roo acho anda | vij tre8(.0i ta, delicioso coiao no proprio momento
Joente dos venenos que tomei Peca a Dos em que as flores foram colbidas. Esta agua de
por mim eu farei o raesrao. Este foi o I toilette de Barry, unic no seu genera u2j deve
1. acto do novo drama rujo dramaturgo, -funda o ?. outrai' "'S"? v;.n'; *
' < o nome de agua fl >nda; e loteiramente ditterente
naquellos mesmoa das expunha, em rou-|di. todo8 era fgrnca,e o nnico que tem as
aioes em que se achava entro pessoas in-' v^rdadeiras propriedades de agua fl irida.
cautas, sua mulher como culpada c indigna \ -----
de si. ao pasvj Que ante quem a conhecial E-n es.ylo elegante e espirituoso, o Dr P--ns-
I sagrive dizia que o melhor medico d> estomigo
era a bocea !
1, ao paas.-o que ante quem -
'.r /I j1. jl sagrive dizia que o
-a. O segundo acto constou de erh" a bocea Porm quao poucos o sabem e sao
urna carta encontrada n'um dos bahu's j
referidos, clandestinamente remettida por
essa meio, oceupando tres folhas de papel
escripias em todas as dozo paginas at o
tira da ultima.
capazea de resistir s tutages de um manjar
appetitoso. Domis o him-in, ou a mulher, de
temperamento dbil, e sem torgas, nem come, uein
tem appetite,
Nestes casos tio fre]U"ntes os doentes devem
; tomar diariamente um calioa do Vinko de Peplona
Neste segundo acto de ura drama ardil de Chapoteaut, que reiabe*eer promptamnu> a
mente, ou para bem dizer, desasadamenw reguiar.dade da. dicest*. e a' vitalidad.1 de todo
,Y .-. o oreanismo. Um clice desto Vinho coatem l
concertado para ser mais tarde convertido | gn,minag de c,rne de vacca j diger da e pertei-
em terrivel tragedia, nae se lia mais qu-; a tamecte assimilavel.
linguagem e os termos de iro crocodilo -----
envenenado I Aquella RiU tu', Rita peste, i O. mogos, gralmente praJfrty, y
. t. '0 rv o-. e aos prazeres da vida sein refl-ietireni sobre as
Klta monstro, mais tarde a Sra. U. KtU cong^quencia,, e smente levados pela irresisti-
passou a ser naquella carta cilada Rita '; ve| mpulsao dos seus desejos ; mas bem depressa
de meu coracao e de minha alma, minha comegam queixar-se amargamente de prostra-
i.^ Riimd. I 'i*, d^res de cabega, ms dge aaoraaa miinna 1. actividade. Felizmente este estado nio oftereee
O fim que aquello acervojletbanali Ja-1 pravidHde e desapparece quando logo eombatido
com algumas Cptalas do Sulfato de U'iinini de
Pelletier, que o celebre professor Grubler chamou
o primeiro dos tnicos. Ellas cooim o sulphato
puro, e. ao contrario das pilulas e dos confoitus,
dissolvem se rpidamente no estomago e atraves-
sam os intestinos, fasendo smtir os seus effeitos
tnicos.
des^sem ordem, sem ''a nem phrase que
insmasse a menina conanca, duvidoaa
embora, ou espressasse o minimo arrepen-
diraent 1, est claramente persebido. Conhe-
cedor da ingenuidade e do sentimentos de
excessiva condolencia da coitadinha fugiti
va de suas aduncas garras foi aquclle o
meio que sugerio aquelle escandecido cere-
bro para attrahil-a ao antro de suas ago-
nas, onde seria immolada pelo crirac de
suas virtudes I
E quem o duvida? Elle mesmo j nao
revelou o plano de urna vinganya, at con
tra seu propri > sobrinho, e de fugir para
paiz estrsngsiro reduzindo previamente
dnbeiro os seus bens? Podia ser isso ura
.xcesso de desvario, mas podia tambera
ser esse desvario ura excesao de malvade-
sa. E se certo que ellti tena contra a
vida ce Francisco Domingos do Nascimen-
to, suu ex-erapregado, como os faetos indi-
cara, por ter Nascimento deposto em jui-
N. 11. A Emulsao de ftcott restau-
ra a saude aos tisicos, purifica o san-
gue, afasta do organismo toda sorte de
affeccSes sscrofulosas e fortalece aos de-
bis e enflaquecidos.
Excita o appetite, estimula o organismo
e augmenta as carnes e as forja.
x4o publico (1)
O Sr. Bernardo Jo dos Santos, residente no
Cerrito, irunicipio de Pelotas, provincia do U10
Graude do Sui, querendo prestar urna li une nutre in
verdad'-, lormuli) publico as virtudes do ix-i
(oral tit* eaiubar. preciosa doscoberta do
rjr.Aivari-s de S. Soaret, de Pelotas, fez publicar
o seguinte importantissimo documento, em diver-
20, como depoz aeu visinho, proprietario 30s jornaes da referida previmia :
do engenho Brejo, o muito honrado e des-
tincto Sr- Francisco Antonio Bandeira de
Mella, em tavor da divorciante, nlo ser
demasiado temerario o juiz que se izer
dos instinctos de vingac.a e malvadeza do
Sr. I'rub.
Ao reeeber aquella carta clandestina,
minha pobre sobrinha entrou era urna nova
phaae de atroz martyrio. Duran;- ilous
dias recsou alimentar-sa e o pranto cooa-
tante denunciava o que se passava naquel-
la alma de urna bondalej quasi doentia.
Ao fim do segundo -lia inaudou-ineuha-
roar e nrreroessando.sc em raeis bracos
pediu-me, suSbcida em pranto, que a soc-
corresse com meus i-onsclhos, por q-it-, le-
ma enlouquecer. Bons ou raaos j os meas
conselhos sao sempre eontciencioaoi eu
seria um perverso sera nooe, acooselban-
do-a fra de minha consoiena e de meu
dever. Cora toda franau-za, pois, disse-lhe
se acreditava na sinceridad e bons
que
desejos de seu marido, e era de sua vonta
de unir-se a elle, nada ham que a eraba-
racasso. que tinha toda berdade de
a$ao, que ninguem tinha o direito de to-
Iher ; a rnesma questito de divorcio -lia
tinha o uireito de nullilicar; mas para des-
encargo da minha consciencia davia nzer,
como eriectivaraenti' llie liase, qu- ella s
viveria at o dia jue sstfRsWM um tes-
tamento de mSo commum, de que .eu raa.
rido cogita ha muito tompo, como bem
sabe o Sr. Dr. Olympio que sendo consul-
tado sobre o lugar onde levia ser frito, se
aqui no Recife oneraGramelleira, trabalhou
para dissuadilo dessa ideia.
Assignado esse testamento seria elle
quera herdasse e ella quem lhe deixasse
ana heranca.
Desencarregada a minha conscioncia,
expendendo o meu pensa ment autorisado
Levo ao conhecimento do publico mais um
triumpho alcaugalo pelo popular remediope-
lora! de cambar-lescobeita e prepara-
gao do Sr. Alvares de S. Soares, de Pelotas.
Uavia seis anuos que urna tosse grave me
atormentava dia e nott, fazendo nltimamente dei-
tar j abundantes escarros de saogue : os pulmoes
com certeza achivam-se affcctaio* e en teria in-
l'.iiliveluieute de succu nbir terriveltsica pul-
monar !
Um nmigo s'bendo d> meu estado, aconse
I bou -me o precioso |ei( e rnenle cotn o us>do VA vidros deste importan-
tiisimo medicamento, consegu curar me radical-
mente, -i-iiiindo-ine h'-j" forte e podendo j UD-
trei-ar-me As lides do milih > fazen Ja o Cerrito.
> Depois deste l-iS >, tenbo acousi-lhado a muita
gente o pritnral de cambar, e todos ir
colli'ii" reiulixdoa ia>portaufoa
Ac'ualmente faz us 1 dea'e preparado, com
muito aproveitameut". minha filha Neufrides. que
tain'jem se acha SoUrend 1 '10 p-ito.
o Pateada do Desang", no Cerrit". 24 de Ou-
tubro de lb84.Bernardo Jos do Sant-it.Re-
c-inbego como verdadeira a tirina supra. E'n t>-s-
teinmiho de verdad?, o escrivo de paz RoldSo
S. de Gouveia.
nicos agentes e depositarios geraes nesta pro
vincia Francisco Manoel da Silva A C-,
ra Mirquez de Olinda n. 23.
--------------^aooog-------------
Collegio de Woa weahora das
Grabas
Tendo voltado de Ser^ipe 119 dia 2 do corrente,
tenbo a honra de partic-ipai aos Illma. pais o, fa-
milia que 'eassumi a direc.oria do Collegio de Nns-
sa Senhora d-.s Gragas, sito em Honto d'Ueha d.
1", cujas u'ms brir-so-ho n> da 7 de Janeiro
rindouro, as ques constam do portugus, fran-
cez, inglez allemo, historia e geographia, piano,
danza, bordados, d-senho, etc.
Atina Carroll.
---------------fiSOSSB^---------------
Collegio de W. L.uiz Gonzaga
Com este t^Ulo tnndei no dia I de Novembro,
na ra do Hospicio n. 55 um estabelecimento des-
tinado instruegao primaria e secundaria de me-
ninos.
Abalangar-se a emprezas dessa ordem em poea,
como a que atrav asamos, incontestavelmente
grande ousadia e temiridad-. Antevi peifeita-
imute as diflvjuldades cjm que bavia de lutar, os
_____DECLARACOES
Gremio dos professores primarios
Elelc&o
Nao se teudo reunido numero suficiente para
proceder-se h eleigo do novo conselhj que deve
dirigir esta socied de no prximo futuro anno, sao
ds novo convocados todos os socios a se rcnnirem
quinta foira 23 do corrente, na sede social, s 11
horas da inanha.
Sicretaria do Gremio dos Professores Primarios
de Pernambuco. 20 de Dezembro do 1886.
O l secretario,
Antonio Candido Ribeiro.
Arsenal de Guerra
De ordem do Illm. Sr. major director, distribue-
se costuras nos dias 21, 2 e 21 do corrente mez
s costnreirat, de ns. 301 350, de conformidade
com os annuncios anteriores.
Secgao de costuras do Arsenal de Guerra de I
Pernambnco, 20 de Dezembro de 1886.
Feliz Antonio de Alcntara,
Alteres adjunto
Banco decrepito real
de Pernambuco
Nos termos des arts. 47 e 48 dos estatutos, a
administrago e commisso fiscal proceder, no I
dia 23 do corrente, ao meio dia, em urna das salas
da Associagao Commercial Beueficente, ao segun-
do sorteio das letras bypothecariss emittdas pelo !
banco, que tero de ser amortisadas, e relativas
aos dona semestres deste anno. O b*nc.' delihe-
rou premiar as tres primeiras letras que forem
sorteadas. O local franqueado a qualquer ac-
cionista.
Pernambuco, 18 de Dezembro de 1886.
Os administradores,
Manoel Joo de Amnrim.
Jos da Silva Loyo Jnior.
Luiz Duprat.
Espera-se da New-Port-
News, at o dia 7 de Ja-
neiro o qual seguir depois
da demora necessaria para a
Babia, Rio de Janeiro e Santos
Har carga, passagens, eiiconimcndas o dinheir
a frete, tracta-se com os
AGENTES
Henry Forsler & C.
N. 8 RUADO COMlttEKClO N. 8
/ andar
R0YALM4ILSTEA1 PACKGT
COMPANY
0 paquete Neva
E* esperado da Europa no dia
24 ou 25 do corrente, seguin-
de depois da demora necessa
ra para
Segando leilo
Da armacao, gneros, e utensilios existen-
tes na laverna sita ra da Palma n. 71
tilinta icira, %3 de Dezembro
A's 11 horas
O agente Gusmo fi leilao por eonta e risco
de quem pertencer, da armagao, gneros e utensi-
lios da taverna da ra da Palma n. 71. Em um ou
mais lotes rontudc dos < nbores compiladores.
Lei'o
De movis, quadros e jarro?
A saber :
Urna mobilia a balao, de pao carga, com l 1
deiras de gnaroigao, 2 ditas de brag.o?, 2 ditas de
baianco, 1 sof, 2 censlos com pedra, 1 csndici
ro para kerosene, 2 paree de lanternas, 3 ditos de
jarros, 3 langas para cortinados, 1 quadro galera
para rir 1 tapete para sof, 2 ditos pequeos, 3
pares de boilas, 1 toilett com pedra, i lavatorio
de amarello cm pedra, 1 cama francesa de ama-
relio queimado, 1 culzo. 1 cab de terneado, 1
guarda-vestido d.i ..marello e 2 pares de sci-
1 pentinas.
De duas casas terreas sitas ra dus Guara-) ^ma DMM elstica dfl 3 ta*>oas, 2 aparadores
rapes ns. 10 e 12, fregueza do Recife tendo cada I de. coluin,la! 1 urna 3 portas de fente e medindo 27 1|2 palmos
de frente e 80 ditos du fundos com accommoda-
goes, grande quintal e cacimba.
Tergafeira 21 do corrente
As f 1 horas
No arinazem da ra do Mrquez do lin-
da n. 19
O agenta Gusmo, autorisado por mandado do
txm. Sr. Dr. Juiz de direito do Commercio e a
deiras torneadas, 1 sof de amarello, 2 fructeiras.
1 licoreira, 1 porta cognac. 1 e muitos movis.
Quinta-feira do 2o corrent!
A's 11 horas
No 2" andar do sobrado n. 43 da ra do
Imperador
O agente ul.-t'us, autorisado por ntaa familia
que s" retirou para fra da cidade, far leilao de
requerimento de Antonio Luiz Baptista, curador I lod08.8 movis e mais objectos existentes e sera >
de D. Francisca Bernardina da Conceico Carva- vend'dos
valho, far leilo com assistencia do mesmo juiz,
das casas cima mencionadas, podendo desde j
serem examinadas pelos compradores.
Leilo
da armagao, uieucilios e gneros, existentes no es-
tabelecimento de molhados da ra do Bartbolomeu
n.33.
Terra-feira 21 do corrente
A's 11 horas
No mes'uo estabeleeimento
O sgente Modesto Baptista far ieilio do que
cima se declara, por conta e risco de quem per-
tencer.
Baha. Rio
video e
De conformidade com o art. 17 dos estatutos,
sern vendidas 20 acedes desta compaihia ns.
311/20, 426/35. Os pretendentes sao covidudos a
presentar as suas propostas em cartas fechadas,
p..r intermedio do eorr. tor geral, at o dia 24 do
corrente, ao meio dia, no escriptoiio desta com-
panhia.
Companhia Amphitrite, 17 de Dezembro de
1886 Os directores,
Antonio Marques de Amorim.
Manoel Jos da Silva Guimaraes.
Joaquim Ixipi-s Machado.
THEATRO
GUARANY
EM
JABOATAO
i
xswmkk
Ijuarla-leira 22 de Dezembro
ESTIS: a I t (IIHItVllll
Subir acea pela primeira vez, o drama de
grande espectculo, dividido em 5 actos, denomi-
nado :
0 GRIME DERETHEUIL
ni-nomnnriio dos actoa
I. ActoA honra e o dever.
2.* Um crhne espantoso.
3." O encontr.
4." ') sacrificio da victima.
5. A ctnfiasjo.
lima bandu inarei I f,r as honras da fusta.
" 8 E MEIA HORAS.
Pesooal da cumpanhla
r>D. ROSA MANHON'A, Kelismina Cmara,
Guilhermina, Mara Amalia, Herminia Coimbra,
Srs. Maohonga, Lyr., A. Coimbra Jnior, A.
Peres, T ixeira, Jos B< rnardino, Gougalves, Je-
ronymo, Valle, Silvetra, Pereira e Benicio.
Nos dias uteis ha ver trem especial de Jaboato
para o Itecife, depois do eepectacolo, tocando em
Tegip*.
Nos domingos c dias santificados principiarlo
os espectculos s t 1/2 horis e terminarao s 9.
A DIRECTORA.
PRESOS
Camarotes do 1 e 2.' ordem com 5 en-
tradis 8000
Cadeiras 2#000
(ialerias 2*0>i
Pateas 1*000
Bilhetes veuda na bilheteria do theatro e no
Recite em ino do act H> Lyra.
Na noite do 4 espectculo achar-se ha aberta
urna assignatura de camarotes e cadeiras para 6
recitas. As pessoas que pretenderen! podem pro
curar em poder do Sr. Augusto Xavier, tendo o
abatimento de JO por cento.
de Janeiro. Monte-
lineaos Ayres
Este vapor traz simplesmente
passageirosemalai. e immeda-
tamente ^egnr depois do desem-
barre dos mesmos.
Para passagens, fretes, etc., tracta-se com os
CONSIGNATARIOS
Adamson Howic &C.
CompanLia lira. 1 le ra de n ive
cao a Vapor
PORTOS DO SUL
Vapor Espirito-Santo
Commandante Jod,o Mana Pessoa
E' esperado dos .rtos do
norte at o dia de 23 Dezem-
bro e depois da demora io-
dispensavel, seguir para
I os pn-tns do su!.
Recebe Tarnbem carga para Manta O thara,
Grande d> Sul, Pelotas e Porto Alegrc,tretc mo-
dic .
Para carga, passgens, encommendas e valores
trata-se na agencia
PRACA DO CORPO SANTO N. 9
cearAKHu peunambucana
DE
aTesaeo Costelra or Vapor
PORTOS DO NORTE
Parahyba, Natal, Macu, Mossor, Ara-
caty, Cear, Acarahu e Camossim
0 vapor Ipojuca
Commandante Costa
Segu no dia 21 de
Dezembro, s 5 horas
da tarde. Recebe
[carga at o dia 20.
Encommendas passagens e dinheiros afrete at
s 3 horas da tai de do dia da sahida.
ESCRIPTORIO
Caes da Companhia Pernambwiann
n. 12
COllMMlll l'lHMVimiVt
DE
!%aegaco costelra por vapor
PORTOS DO SUL
Macei, Fenedo e racaj
0 vapor Mandahu
Commandante Mafra
Segu no dia 23 di
Desembio, s 5 horas
da tarde.
Recebe carga at o
da 22.
Encommendas, passagens e dinheiros frete at
3 horas da tarde do dia 14.
ESCRIPTORIO
raes da Companhia Peraaatba-
. j .- cana n. 1* ________
"HARGERS RELNIS
Companhia Francesa de Navega-
Cao a Vapor
Linha quinsenal entre o Havre, Lis
ooa, Pernambuco, Baha, Rio de Janeiro e
Santoa
utner Vilie fie Pninco
E' esperado da Europa
n<> dia 22 de Dezembro, se-
gtjiiido depois da indignen
demora para a Ba-
bia Rio le laneiro I
e nnloa.
Roga-se aps Srs. impurraUwres de carga p "los
vapores desta linha.ijueirain apresentar dentro de 6
dias a contar do da descarga das alvareng i.-
quer reclamago concernente a volumes, que po-
vntura tenham seguido para os portos do sul,aiir,
de se poderom dar a tempo as providencias neces-
sa ras.
Expirado o referido praso a companhia ni si
respousabilisa por extravos.
Kecebe carga, encommendas e passageirea para
ls quaes tem excedentes sccomodagoes.
Augusto F. de OiveiraH.
Leilo
De carvo de pedra
TERCA-FLIRA, 21 DO CORRENTE
A's 11 horas
O agente Pinto levar a leilo por mandado do
Exm. Sr. Dr. juiz de direito especial do commer-
cio o carrezameuto de carvo de pedra do brigue
norueguense Alkur fundeado neste porto, pertcn-
cente a Companhia The Central Sugar Faetones
ot Brasil Limited, arrestado a requerimento de
Res & Santos.
Leilo
Ao correr do marleilo
Da casa terrea n. 23 da ra da3 TrincLei-
ras, cora 2 portas de frente, 0 quartos, 2
salas, cosinha tur:i e quintal com cacimba
Tcrca-felra. 91 do corrente
A's 11 h'iras
No arraazern da ra do Imperador a. 16
X 610 ag'GIltG JlLar 11I1S Aluga-se casas a 8^000 no beceo dos Cce-
-------------------------------i Ihos, junto de S. Gon^allo : a tratar na ra q>.
LeilO Imperatri. n. 56.____________^_^_________
_ ..,. ,, frecisa-se de urna boa coeinheira, para casa
De 1 mooilis antiea de Jacaranda com 12 cu- da f^j,^, e e durma em ^^ a trttar na
deiras de guarnicao. 2 aiws de bracos, 1 ofa a 2 j rQa do BarSo dH Vicl
consolos sem pedra, 2 espelhos cem moldura don-
rada, 6 quadros acurados, 3 lantn,!. e caaticae.-,
2 jarros, 2 cadeiras de junco com balanco, 1 lavs-
AO CORRER DOMAHTELLO
Leilo
De dividas na importancia de .-OOCtjlOOO
Agente Britto
O agente cima a mandado do Illm. Exm. Sr.
Dr. juiz de direito de orphaos e ausentas, e a re
querimento do Illm. Sr. Dr, curadoi de ausentes,
em sua prsenos, levar a leilo urna letra di
quartia de 1:0005000 ac.-ita por Firmino dos San-
tos Vieira, e um fica de igual quautia assignada
pelo mesmo, perteneeDtes ao espolio de Carolina
Franeii-ca do ego Barros.
tilinta feira. 8 do corrente
A's 14 horas
Rita de Pedro Affonso n. 43
Leilo
Do antigo hotel e hospedara, denomioacta
Estrella do Norte, sito raa de Thom
de Souza n. 6, antigo becco da Lin-
gueta
Sexta-feira 24 do corrente
A's 11 horas
Constando
da armacao, balcao, 1 grande tanque de ferro
para deposito d'agua, cama francesa, marquesao,
camas d-- ferro, ditas de lona, duas grandes mesas
erm tampo de pedra, ditas redondas, espelhos.
quadros, relugios de parede, commuda, 1 ucas, be-
bidas, trem de cosinhs, roupss para cama e mui-
tos outros objectos.
O agente Gusmo, far leilao, em um ou mais
lotes, vootade dos compradores.
Garntese as chaves.
iVISOS DIVERSOS
Victoria n. 39, leja
\ ende se urna casa ra do Socego n. 32
a tratar na mfsma.
torio Je ferro coro pedra, 1 mesa elstica com 3 Aluga-se o 2- andr da cas n. 8 roa da
ubo.s e 1 guarda-tonca peqneuo, Rerteacentes a impen.tri, rxcellente morada; trata-e na roa
massa fallida de Francisco Teixeira Barbosa.
Terca feira, % O do corrente
As 11 horas
I iio Imperador n. 61, 1 andar.
Preclsa-se oe um caixeirj de 14 a 18,annoe
i com pratica de taverna ; a tratar no Caminho
No armazem da ra do Mrquez de OUn-1 Novo n. 443-A.
da n. ly. Joo Fiuza, participa aos seus amigos e
O agente Gusroao, nalorisado por mandado u i reuezes, que rctirando-se ternporariamen por
Exm. Sr. Dr. juiz de direito do commercio e a re- i incommodos de sade, para fra da cidade,
querimento do administrador da mas->a fallida de obrig.ido a fechar o seu estabelecimento de car-
Francisco Teixeira Barbosa, far I iio com as- vio. aito ra do Marques do Herval n. 27, o
sistencia do mesmo juic, dos movis cima aleccio-
nados, pertencentea referida maesa.
Le!lo
De um sitio com grande casa, com 2 salas. 4
quartos, cosinha e quarto fra, qnartn para galii-
nhas, jardim ao lado, com porto de f-rro, com 4)
ou 50 palmos de frente e 7u0 de fundo, bastante
arborisado, agua de beber, rende 25W00 rr.ensal' A
e mora o Sr. professor Francisco M. Beserra de .. '
w _,. v _. j j "Ti> i tic! tinassaua o. 2iS, coui commodos Dar grande
Vasconcellos, no principio da ladeira do Barro.
Agente Britto
Terga feira, 21 do corrente
qu.l ser rcaberto logo que volte e cesse o moti-
vo que o obriga a retirar-se. Aproveita entre-
tanto a occasio para agradecer a todos os seus
freguezes a confaiica que rempre lbe dispensaran;,
e espera que continuara) abonral-o com a mesma
logo que de novo volte ao aeu estabelecimento.
Declara outresiin, que nada deve fiesta praca nem
fra della, e quem se julgar seu credor apresen-"
te se para ser devidamente satisfeito.
;a-se o 1 andar e so "o i-ua do Cori-
A's fl I horas
No armazem rua de Pedro Affmeo u. 43
Lcio
s
De fazendas limpas e avahadas
i|iiarta feira '9 do corrente
A a 11 h'-raa
.Vo armazem da roa do Mrquez de Olinda
n.O
O agente Pinto levar I liso por conta e risco
de quem perteneer urna caixa marca cruz. N C
em cima e S P em bairo, ns. 852. descarregada de
bordo do vapor ingles Atithor, c.m avaria d'agua
do mar.
(Fm contnnaco]
vender o mesmo gaata :
Urna caixa com enubraias suissas.
Urna dita com pr.unr e'.c lencas de nubo.
Urna peca com paimo para forro de buhar
Duas caixaa com mariposa, c outras fazencas.
Leilo
46 -^DA DO COMMERHIO-46
Para
O brigue nacional Sarah, tendo a maior parte
da carga engajada, segu para o porto cima at
24 do orreute hnpreterivelme.itc. Para alguma
carga que lhe f.ilta, trata-se c ^m os tousiguata-
ri is Fonseca I roaos & C.
Da iroportant- phannacia e drogara sit..
rua do Bario dr. Vi:tor:. a. 25, p*ren-
cente a maL':ia fallida de J. C Lvy
C.
lutnia lejrc e- Jo frrenle
Ai 11 horas
Por inte Mifo '
Gaisiio
O sgente auna, :ulorisao por mandado do
Exm. Sr. Dr. juia de direito do commercio c a
requerimento do Di curador fina! da massa fl!i
da de J. C. Levy &. '..'. t.ir leilao com assisten-
cia do mesmo jais di urniscae, mercaduras e
uiencilios existentes na pbarmaC' e drogt:ria
aci mencionaua. peitenc-i'les a referida masss,
podendo os senbovvb (ompradores examinar o
mandado em poder d'i mesmo agente.
familia, c-iis do e pintado de novo, com agua e gsz;
a tratur iiojCbora-m"uinos com Jos Antonio Mar-
qu-s, si'io junto capella, ou na rua do Commer-
cio n 46, armaZ'/in.
Precisa-sc de urna ama para casa de pouca
familia ; na rua dos Martyri.s n. 15$.
Gritifica-sc a quem levar ao 2- andar n.
31 da rua do I perador, urna gatinha toda bran-
ca, que acode pelo norae de Mocinha, desappare -
eendo na noite de 17 do corrente.
Kecebe-se encommendas de pastis para os
dias de Natal. ADD>o Bom e Reis, e faz se core
perfeigo e de icio-o petisco. vatap ; na rua da
Matriz da Boa-Vista n. 3.
Precisa-se de urna ama : na ruu das Cruzes
nninero 2S.
Ama de ieite
Precisa-se de urna
boa ama de leite; n
3" andar do predio n.
42 da rua Duque de
Caxias por cima da ty-
pographia do Diario.
NA EXPOSICAO UNLVERS
VINHO de CATILLON
de GLYCERINA e QUINA
0 mai podorozo loo ico reconstituinte prescripto
nos casos de Dores d'estomago. Langor, Aoemia
Diabetis, Consump^o, Febres,
Con vale scenca, Rezulcados dos partos, ele.
O mesmo vinho com ferro. VINHO FERRUGINOSO DE
CATILLON regenerador por etcellencia do saogue pobre
S e (fecorado. Este vinho fui tolerar o ferro por lodos
g os estomago e nao eccasiona prisao de ventre,
|Wfl/S, 23, rua Saiat-Yir.cent rt-Pj-'. Em Pernambuco:
Frane" M. da Gilva eG'.enMprirojoa VhinniclMi
: NICO -VINO QUINADO QUEOBTEVE.STA
AU BON MARCH
-llBa Oaqtte de Caxias|
PARA ACABAR
Ter iin jiepena festa o frriirz que atingir o gaslo de S$

i
\


%

6
Uinvui e f crajtttwiciT i^a-teira 21 de Dczenibro de 1886

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4'



L\ye~sCherry Federar)

Paca actba k CMrvitfQ.
Toss.Asthma,Bronchite.
Ccouelucke ouTossi Convulso
Tsica Pulmonar.
":<. peteDi.JCXilROAJ*JilisiEji|.
Aluga-se
para reoolher algodao ou outro qualquer genero o
predio da na da Moe.ia n. 35 : a tratar na roa
Priraeiro da Ma co a. 20.
Alngu-se
o predio n. 140 ra Imperial, proprio para es-
tabelecimento fabril : a tratar na ra do Cornmer-
>i i ?. 34, eom J. I.de Medeiros Reg
Aluga-se barato
Ra do Nogueira n, 13.
Ra do Calabouc > n. 4, loja.
Travesea de S. Jos n 23.
As casasda ra d> Corone Suaasuna n. 141
Largo do Carpo Santo d. 13, 2. andar.
Casa da roa do Tambi n. 21.
Irata-se na ra do Commercio n. 5, 1 andar
scriptorio de Silva Guimares & C.
Luz trilhante,sem Fumo
0LE0AH0MATIC0
Hygienico e Econmico
PARA LAMPARINES

Aluga-se
o 2' andar da rea estreita do Rosario n. 3J, tem
commodos para familia e tem agua ; a tratar na
ra da Imperatriz n. 16, 1 andar.
Aluga-se
o 3* andar ra do Bar3o~ da Victoria n. 52
tratar na mesma casa no 1 andar.
x\.luga-se
o 2* andar e terreo do sobrado n. 35 travs sa de
S. Jos ; o 1- e terreo do de n. 27 roa de Vidal
de Negreiros ; o 1 do de n. 25 roa velba de
Santa Rita ; o 1 do de n. 34 roa estrella co
Rosario ; o 1 do de n. 24 i ra do Arago ; a
casa n. 35 ra da Viracn, todos limpos : tra-
tar na ra do Hospicis n. 33
Aluga-se
urna sala propria p*ra escriptorb ;
Rom Jess n. 38, 1 andar.
na roa do
Aluga-se
o tereeiro andar do predio n. 60, a roa do Barao
da Victoria, a tractar no andar terreo do asesino.
Precisa-se de urna
Livrairento a. 8, loja.
boa cesinheira ; da rea do
Ama
Na roa da Oonceicao n. 9, precisa-se
urna ama para servioo de urna pessoa.
tratar
Ama
Precisa-se de ama cosinbeira para casa de pe-
quena familu ; a tratar na estrada nova de Ca-
xnog, no sitio do Sr. VaUnca, ob no escriptjrk>
d'este Diario.
Ama
Precisa-se de orna ama perfeita cosinheira ; a
tratar na ra do Ctbug n. 14, 1- andar, do meio
lia s 2 da tarde.
Ama
Precisa-se de una ubi* para casa de duas pes-
soas ; na ra dos Martyrius n. 156.
Olinda
Alnga se na ra Vate Sete de Janeiro urna
boa casa com bons commodos para familia, acban -
do-ee calada e pintada, c>m agua e gas canalisa-
dos, perto da estacao do Carmn e dos banhos tal-
rdos ; a tratar no puteo do Corpo Santo n. 17,
andar.
Eogeaho Vcueza
O Sr. tenente Antonio Francisco da Costa quei-
ra ter a buudadc de mancar bascar a sua encona-
monda ra de S Francisco n. 72.
Criado
Precisa-se de na criado de 12 a 15 sane, ue
idade, que auiba lar e escrever alguma coma, e
que d conheciment de sua conducta ; na raa lio
Jess n. 28.
1C&E.TBTS BASTOS
Pernatnbueo
NUMERO TELEPHONICO I rf
Agua florida.- xtrhiua de flores bra-
sileiras pelo seu delicado perfume, suavida-
de e sua 3 propriedades benficas, excede
a todo que neste geneio tem epparecido de
ruis celebre.
Tnico ara encano. E' a primeira das
prepararas para a tcnservacSo dos ca-
bellos. Extingue as caspas e outras mo-
lestias capillares, faz nascer os cabellos,
impode que embranquecam o tem agrande
vantagem de tornar livrea de habitantes as
cabecas dos qae os usam.
Oleo vegetal' Compesio com vegb.al
innocente, preparado para amaciar, for-
tificar e dar brilho aos cabellos.
A o
contra a carie dos dentes, fortifica r.s gen-
gives 8 faz desappareccr o mo balito.
Venda-se as principaes casas desta ci-
dade e na fabrica de leos Tegetaes ra
da Aurora n. 161.
TF.LEPHONE N 33
Tricofero de Barry
Garante-se qpefaz nas-
cer ecreBCro cabelloainda
aos mais calvos, cura a
tinha a c caspa o remove
todas as impurezas do cas-
co da cbeos. Positiva-
mente impede o cabello
de cahir ou de emblanque-
cer, e infallivelmente o
torna espesso, macio, lus-
troso e abundante.
Agua Florida de Barry
Prepararla segtmdn a formula
orisrinal usada pelo inventor ero
159. E' o -.mico ni rfnmenowun-
lo que tem a approvaijaoofncial de
um Governo. Tem duas vezes
; -usfrafrranciiiqneqnalqnfr ontm
e dura o do'uro do tempo. E' muito
mais rica, suave o deliciosa. E"
muito mais fina e delirada. E'
nuit Desmente e ognulavcl na
lengo.. E' dual vasaa mais refres-
canto no Vianho e no qnnrto do
doente. E' especifico contra a
frouxidao o ilnbilidad-. Gura as
dores de cabeca, os cansacos e os
desramo.
larju Je YiJa Se Eeiter No. 2.
airres de tt&ux). dkpois de nsiiy-a.
Cura positiva e radical de todas as formas de
fscrofuias, Syphilis, Feridas Escrofulosas,
Aflbceoe*, Cutneas e as do Courc Cabel-
rodoeora perdono Cabello, e de todasas do-
encasdol&ngue^Figado, e Kins. Garanto-se
que purflea, enriquece e vitalisa o Songua
e restaura e renova o systema inteiro. 0
Sabao Curativo ae Reu ter
Para o Banho, Toilette, Crian,
e para a cura das moles-
as da pelle de todas as especies
a m todos os periodos.
Deposito em P-rnambueo casa de
Francisco Manocl da Silva & C
MMPnH --
AlleDcao
Maneel Lo nos de 8 & C. avisam ao comaier-
e'13 e ao publico cm.gert.1, qun ninguem fsca ne-
gocio com a merciaria sit no Caldeireiro, perten
cente Francieco J n de Audrade, p*is os de-
clarantes sao creder. s, edrade j protestara baer
de quem compr-.r dito csrabeUcioif'Uto o sen ere-
dito. Becife, 1 de eicmbro de 1886.
MhiH-el Lepes de Ss.
1 KAMANSAsoJAPO
RIGAUD & C'a, Parinmiitas
1'ARIS, 8. JRaa ViFiosMSe, 8, 9ARIS
de GRIMAULT e C
PliarciMsuticos era Pars.
Adtnittido na nova
pha-nmcopa oTuial de Franga.
Al'IStOVAill) PELA Jt"STA CENTRAL OE
HVGIFSK DO RAZU.
1 nspirar a fiu.noa dos (Ijiiitim
ladina parafater lusapparecereinuomple-
os mais violontcs ataques de
Astliiiu,, a ronca neraota, Hmtquido,
Exthicfio da voz, Xevralgia facial,
inminnut, tambem combater a Tsica
Lar'jiyjca.
Cila .;.-.toJo lora a marcrv do fabrica, a
*r=:a n n aeUa de G rlMAOlT A CX,
^aBIS, 8, Ra Vivienne, 8
l .1AS MISCIPAIS HA!:?AI-.US.
Extracto de Kananga
(
Novo e delicioso
perfume paraolen-
1:0, producto da
preciosa flor eonbe-
i-ida sob o IMBM de
Piras japnica.
O seu delicado
aroma, de persis-
tencia sem egual,
refrena o ar qae
se respira, espar-
igindo ao mesmo
empo ao redor da
pessoa que e usa,
aanacoes que revelara distinecao
e elegancis.
Acha-se venda em todasa$ Pmfumariai
a^sVaVaMs*^^^^V%a^aaasVaaa1i
Chromos
Carloes para boas Testas
FELICITA^OES
Parabcns e boim a 11 non
lOHOGBAralU
itiridlrat iri-nlit-n stn'i i-iecuries de
seniriifuii. un in ry ataill
PH. I> 1WIA1 a LKITK VS1.
I Tolnir..' il" ."'.tu 6000
Addicoe i yt ii enojan, contundo
aa ret riim.i drt le 11 e de
crelo de 2> da ) o a syn.pse 1 in
forma de ayuigo, >;e : d3 execucots
bypolhi c; ri.ih 1
Obra r as < niil aos Srs.
advofiaocii i- 11 4000
Os 1 10^000
Liviui a Fraaceza
9-RUA m.\iKiK'> un \iARtpo-y
Especial
O melbor ue te fabrica em
Per aambuco.
Joaquiu, alguiira # C. roa Dircita n. 22.
lelepboue 11. 445.
ALCATRAO DE GYOT
GUDEON DE GYOT
O Aleatr le myt serve para preparar uma ag6a de alcatra, mnito efflcuz e agradavel aos
mais delicados estmagos. Purifica o sangue, augmenta o apetite, levanta as breas e efficaz em todas as
doencas dos pulmos, catarrhos da bexigoa e altecoos das mucosas.
O Alcalr te Gujel oi experimentado com vautagem real, dos principaes hospitaes de Frauca,
da Blgica e Espanba.
Durante os calores e em tempo epidmico uma bebida hygienica e presemdora. Um s vidro basta
para preparar doze litros d*nma bebidn salutarissima.
O Aleatria de iuyt Al 1TISi.lTiC vendido em vidros trazendo
no rotulo e com trez cores a assignatura :
Vosla a vareje na mor parte das Pfaarmacias. Fabrical^ao em

atacado: Casa L. FRiJUE
Non plus ultra
Sorprendente e nunca vindo a este mercado do
vinbo puro de uva se,m a mnima composicao, de-
nominado
Maduro
proprio para mesa ; o escolhido especialmente pelo
socio na ultima viagem que tes aos lugares vinba-
teiros de Portugal.
Chegou tambera o acreditado
1, rae Jacob, Paria.
Criado
Malvazia
vinbo proprio para constituices debis, especial-
mente para senborss. Este vinbo que tanta ap
provaco tem tido, ponto de baver taita, demos
as ordena precisos afim de ebegar-nos remes-
sss, tantas qusntas iurem uccussarias para con-
sumo.
em todos os vapores sementos novas de hortalizas ;
ass>m como :arito do Meo ervllna e
-futan da India.
Obras de vime
Nova remessa em CESTAS PARA COMPRA.
Condenas e assafales
Balaios para roupa soja
Cadeiras e berros.
Pocas Mmd[$$ A G.
RA ESTREITA DO ROSARIO N. 9
Cilixciro
Preciaa-se de um caiieiro
ra da Iiupeiutn.'. n. 41.
para padaria ; na
Fesfa
s
A cbapellaria isMiiiwirial. attendendo
a spproiimar.aeos dias detestas n-sclve vender
es seu chapeos a pr-eos excessivauf nte baratos.
E' pi>is ociasiao proioia da supprimonto antes que
termine a pecbinchH. Telcplionn n .
Por 25$000
Aluga-se urna br>a sala com gabioste, muito
fresco, proprio parn escriptorio, sita ra Duque
de Cazias n. 85, 1- andar ; a tratar na loja do
dito numero.
Caj
Magnifico aasucar turbinado, proprio para fa
bricar o especial doce de caj crys.nlisado.
Joaquim Saleueiral & O, ra Direiia n.22
Telephone n. 445
Caixeiro
Precisase de ura caixeiro eom pratica de mo-
Ihados, que d eanhecimento de sua conducta ; a
tratar na ra de I). Maria Ci^Sr n. 9.
Pcittira 1 de Cambar
()
PRECOS
as s(r00, li2 duzia 13J e
duzia 5f4"000.
Nss sob agencias : frasco 2580O, 1|2 duzia
15000 e duzia 28/000.
_ Agentes e depositarios gernes em toda a pro
vincH Francioco M. da Silva & C, ra do
Mrquez de Olinda n. 23.
Fiambres sem osso
De 1, 2. 3. 4 e 5 libra, r-ceberam nova re-
in P sa JopA Fernaniles Lima z C.
3 Ra Baro di Victoria3
DE
SCOTT
DE OLEO PURO DE
Figrado de bacallio
COM
Hypophospliilos de cal e soda
4pprovada pela lunfa de ily-
glene e auto risada pelo
governo
E' o melbor remedio at hoje deecoberto para s
tnica broneliiteM enrrophulas. ra-
cbltin anemia, c'eltlllttadc em eeral.
deOuxon. tonne ebronica e affec^den
do pello e da carsania.
E' muito superior ao oleo simples do figado de
>aealho, porque, alm de ter cheiro e sal r -,_'ra
iaveis, possue todas as virtudes medicinaea e nu-
'.ntivas do oleo, alm das propriedaden t
recouaftuiiit> s dos bypof'hosphitos.
f rogaras e boticas.
Deposito em Pernatnbueo
Precioa-se de um criado ; ao largo da Peuua n.
4, hotel.
Copein

Precita-se de um bom copetra, dandi fianct de
sua conducta ; no hotel do C-imiuho Novo, uume
ro 118-C.
Aos scnliores de en^e-
nh
que quizerera vender formas de ferro j servidas
tenbam a bondade de eomparecsr na ra da Im
peratriz n. 54, tavenia.
ti
1
nicas
A' venda nai
Cal tirgem de Jaguaribe

Dusart
A0 LACTQ-PH0SPHATO DE CAL i
Approvados pela Junta d'Hygiene do Rio-de-Janeiro.
O Lacto-Phosphulo <* caU que entra na eorapoasgBo rio yHO e do XAROPE
as fo:i.as de certos (lente?.
Consolida e eadireita os ossos das creancas F.achilicas, torna activos e vigorosos
os Adoxsceiitej molies e lymphatieos e os que s aotafto [aligados em consequencia
efe rpido crescitnento. Facilita a dQiMsafSo daa cavernas do pulmao nos Tsicos.
Sendo administrado s mulheres durante a gravidez ellas atravessao todo o periodo
da geslar;ao sem a menor fadiga, sem nauseas, sem vmitos, e dan a luz a, creangas
fortes e vigorosas.
O Laeto-Phosphato de cal administrado ;is ames e s ine que crio os filhos,
torna o leite mais rico, mais nutritivo, e preserva as err-ancas da diarrha e de outras
molestias, que se declaro durante o crescimeuto. A deniigo opra-se sem fatigar a
creanca, sem que appaivcao convulsOes.
O VINHO e o XARO&-E de Lacto-Phosjihato de eal de DUSART despertao o
appetite e ievantao as forjas dos convalescentes e devem ser empreados em todos
os casos em que o corpo humano se achar fatln^m_ ou exhaurido de forcus.
Deposito em Pa."/ Marca
| Registrada
Abri se ra do Bom-Jesus n. 2.J, um
arraazem onde se vende constantemente
a &ui)erk.r eal virgsra do Jaguaribe, acon-
dicionada era barricas proprias para o fa-
brico do assucar.
Esta -al, era nada inferior que nos
vera do estrangeiro, vendida pelo pre$o
fixo de 63000 a barrica por contrato que
fez o Sr. Vicente Nasi-imento com o r'r.
Jos Costa Pereira proprietario do engenho
Jaguaribe, cujas pedreiras llie d o neme.
E' encarregado da venda nicamente
n'esta cidade o Sr. Sebastiao Bezerra
com escriptorio ra do Bom-Jesus n. 23.
ASA IILIZ
Aos 100:0008000
t*ra^a da independen -
cia ns. 37 e 39
O abuixo assignado vendeu da 14a parte
da 1* lotera extrabida hoje, 20 do corren-
te, os seguintes premijs :
7601 10:00050CO
17790 2:000^000
13165 1:0GOiS00O
5328 500,$000
10888 5O0000
21213 5005000
21801 5OO000
Antonio Augusto dns an'o' Porto
Indez e francez
o
Cursos th.orico? ou praticog, conforme preferi-
rem os senboreB interessados ; a tratar na ra da
Aurora n. 19, 2- andar.
Ama
Preciaa-se de uma aiaap ara cosinhar, para casa
de pequea familia ; a tratar, na prac.a da Inde-
pendencia ns. 13 e 15.
Declaradlo
Jos Herminio Negreiroa Falcao, visto baver
j outro de igual 11 >... l- atsigni.r-se-hi Un hoje em
! diaute por
Joe Vidal de Negreirrs.
Ao i. 17
Na ra de Hortas n. 1 ,
ertlo e por barato pre^o.
vcnde-;e b.u earne do
^lWW,
Aos 1.000:
200:000*000
100:000^000
I0TI1I
0 Chindo Turco
Loja de calcados eslrangeiros
DE
Tiiomaz i Camilo & G.
lO Ra do Barao da Victoria-I. O
Este bem acreditado estsbeleci ment acaba de
fazer acquigico do mais variado e soi prebndente
gortimento de calcados dos melbores fabricantes
das diversos paizes da Europa, quer para homeus,
quer para senhoras e criancas.
A grande quautidade de calcados, sua varieda-
de eui nmeros, formas e materiaes, reunidss '
elegancia, gostos, solidez e perfeicao do trshulb.
nao esquecendo a delicadeza e sinceridad^ do trato,
as commodidades do estabelecimento, e a tnodici-
j dade dos precos, cfferecem aos concurrentes toda
vantagem na escolha e certeza de que sahirao em
' tudo perfeitamente sat sfeitcs.
Solicitamos, pois, das Ezmas. familias e do res-
peitavel publico em geral, a honra de uma visita
ao nosso estabelecimento, conscios de que sero
contentes de nossa exposico.
Ver para crcr
T
Enseni<> Itfsly tntnnes
Augusta Uegiy Autnnes, Ju ia Legrer o A. L';-
gret, m:, irma e cunbado do inditoso Eugenie
Degly Antones, morto no engenho central do Bom
Gosto. uo dia 14 ueste mez, agradeeem profunda-
miute s perseas que s dignaratn accmpinhar uo
enterro, e convidam a seua amigos para assisti-
rem a missa que m mdaui resar no dia 22, s timo
de s a talli'ciuicnto, na matriz da Bja-Vista", s
8 horas da manba.
>-- ?rr-Twa
Em favor dos ingenuos da Colonia Orpbanologtca Isabel
Hara Ancrllra l.npos Cioonen
Jos Luiz Alvea Vilt-lla e sua mulber Francisca
Illumioata Alves Vuelta, Anna Constanca da
Cruz, Dignamerita Alves Vilella, Antonio Alves
Vilella, Maria Alves Vilella, Maria Anglica da
Silva Tsmborim, Manoel Alves Vilella e sua mn-
Iher Maria do Carmo Nogueira Vilella. Magro
Alves Vilella, bacharel Jos Alves Vilella (au-
sento), agradcem a todas as pessoas e special-
mente as confrarUs de S. Benedicto e do Senhor
Bom Jess da Via sacra, que se dignnram acom-
'' panhar ao cemiterio os rectoj inortae de sua pre-
; sada cunbada, irmi e tia, Maria Ang lica Lopes
Gomes, e do novo as convidara para asshtir as
ORa do liaran da Victoria^'. O missas que maodam celebrar por sua alma no dia
.. ~ .------------------------------;----- ; 23 do correte, na igreja da Santa Cruz, s 7
I 1 U ilS niirffl! *JIS e llennratlVaS ^ras da manba, setimodiado seu fallecimento :
ITS desde j4 seconfecm gratos todos aquelles que
aanistir- m a este acto de religiao e earidade.
Ao Chnelo Turco
de Campanha
DA
PROVJUGii DE PEMAMBUC0
Extracrju a 14 s Main ffe 18B7
0 thesourciro Francisco Gnncalves Torres

Molestias Nervosas
Capsulas do Doutor Clin
Laureado da Faculdade de Medicina de Pars. Premm tkmUnn
As Capsulas do Doutor CLIN ao Bromureto de Camphora empregao-se
as Molestias, as de Cerebro e contra as affeccOes seguintes:
Asthma, Insomnia, Palpitaces do Corago, Epilepsia, Hallucnacao,
Tonteiras, Hemicrania, Alfeccoes das viao urinarias et para calmar toda
especie de excitagao.
1142 Urna txolicacao dotalhada acompanh cada Fmco.
Exigir as Verdadeiras Capsulas ao Bromureto de Camphora de CLIN C'S
de PARS, que se encontro en casa dos Droguistas et Pltarmaceuticos.

':'
Estas pilulas, cuja preparacao puramente ve
. ' eom os melbores resultados >ias seguintes moles-
' tas : affecces da pelle e do figado, svpbilis, bou
; boes, escrfulas, chagas inveteradas, erysipelas e
opnorrhas.
Modo de nNai-an
Como purgativas: tome-sa de 3 a 6 por dia, be- I
bendo-se aps cada dse um pouco d'agua acoca- j Antonio don 1\ es da Fonuteen
da, cha on caldo. i Joaquim Alves da Fonseea, Huno Alves du
Como regaladoras : tome-se um pilula aejantar. Pona- c. Candido Alves da Fonseea e suas mu-
Es tas pilulas, de invencao dos pbarmaceutieos lheres, Jeao E. Gomes e sua muiher, e D. Carlota
Alraeida Andrade & Filhos, teem veridictxan dos Vieira Ribciro, sgradecem s pee3oas de sua ami-
Srs. mdicos para sua melhor garanta, toroaodc- ssde o favor que Ibes fizeram, acompanhando ao
se mais recommendaveis, por serem um seguto cemiterio o cadver de seu presado pai, sogro e
purgativo e de pouca dieta, pelo que poden, ser cunhado, Antonio Jos Alves da Fonseea, e di
. novo as convidara a assistir ns missas do stimo
dia, que pelo descauso de sua alma maniamresau
i na matriz de Santo Antonio, uo dia 23 do corren-
te, s 8 horas da manba, e por este acto de cari;
dade e religio s confessam ainda ama vez reco-
nheeidoa.
VLBBBBBBaaBBB^aaBBBWaaaaaaBVaBaaBBBBBBBW
jieraldu Uourluio Varejo
A viuva e filhos de Garaldo Lourinto de Siquei-
ra Van-jio convidam seus par> u'es e imigos para
usadas em viagem.
ACHAM-SE A' VENDA
*' droicaria de Paria Mottrlntao A
41 BA DO MRQUEZ DE OLISDA 4]
Bazar de passaros
aa do Bom denuN n. SS
Neste stiibi-l'-ciment'i uha-se sempre venda
grande vuriedade do bons e lindos passaros e
gaiolas, tanto nacionaes como estrang.iros, licores 8818"r^ a uma qae mandan, resarna.na
de rosa, especi.es de maracuj em linda, garra- "J Varaea s 8 horas da manba do d.a de
I nnhss. proprias para r Hette, pimenta americana '". 1" .nmverasno do seu ia lec.mento ;
Umcons.rva, cestas, bala.nhos proprio. para ni- Pe' .ue[?*"*> amante aeraaeeidos.
A.
Maria do Livramento, velha octagenaria e pau-
prrima, pede s almas caridosas que Ihe mande
uma esmola pelo amor de D< us. Mura no becco
da Bernardo n. 51. E' um obra de earidade.
Um nina
PARA TINGIR A
barba e os cabellos
English
Esta tintura tingp a barba e o. cabellos ins-
tan'anesroente, daudo-lhes urna bonita cor
e natural, inofensivo o seu uso simples e
rpido.
Vcnde-se na BOTICA FRANCEZA E DRO-
GARA de Rouqueyrol Fre-e, successores de A
CAORj, ra do H.m-Jesus (antiga da Cruz"
n. 22.
Boleiro
Precisarse de um bom boleeiro
ra do Commercio n. 4'i, 1- andar.
a tratar na
Perd
eu-se
uma c.chorrinba rateira tola preta, com signaes
amarello no. ps, as maos, e na cabrea fingindo
quatr oaos ; orelha mareadas e acode pi lo nume
de Joly : a pessoa que a river achado pode entre-
gala na ra do Marques de Olinda o. 23 droga-
ra, que ser gratificada.
Mr. I. Fa listone (of Londnn) begs
to intorm liis pupila that he wtU recern-
mence his Evening Classes of praetical En-
glish on Jan n. 3., at his roorns, ra Es
treita do Rosario n. 4.
Gentlemen or Ladies wishing to perfect
thetrselves iu tbe English language and
desiring prvate leasons piense to communi-
cate o&r'y.
MOLESTIAS
CQRACAO
Asma, Catarro
CTJEA CERTA.
COU O EMPREOO DO*
Granulos Antiinonis.es
D PAPILLAUD
lelatorlo fjTsmel a Aradenii di Hdiclsa da Farn.
ifarovaias ps'.a Junta ia Higiene ia Braza.
Oi.e-se ttlir sobre ceda Frasco os romta 6*
B. LCOUSNIES. S L. PAPILLAT/D
Pharmacia G1C0S. 25, ra CaniiHiin, PsJUZ
Em Pertiamiucn : Mil I. da B.H i C\
AHtarirvrSt^itr:-rJym^i
nhoa de canarios do mp rio zarape de grozella
mnito bem preparado, vinbo fino do Porto, engar-
rafado, bolinbos de diversas qualidadns, tinta iu-
gltaa em boioes, vaesnurss do I'ar, bnai e
quartinhac da Babia e outros muitos urtigos que
e torna.ii eofad )nhu menciouar. tudo se van de
sor precos ns mais mdicos poiiveis. N'o mesan
; patabelecimeuto encarraga-se de qualquer eucom- 'da 23 do correute, 1- anniversario d< seu
meiioa de passaros oa animaes pira -mbarc r cimento, pelo qual ficam eternamente
para a Europa ou Rio do Janeiro, nao abusando o
proprieUi io da boa f de seus fregueses.
eraldo ti. Siqoeirn Varejao
! anniversario
JoJo Antonio Barb-sa, Anna L. Varej2o Bar
bosa e suas fiibas, convidaai os prenles e amigo?
seus e do fallecido para asststirem a uma missa
que mandam reaar na igreja do Jarmj, pela alma
tde seu so^ro. pai e av, s 7 horas da miiuha do
falle-
cimento, pelo qual ficam eternamente agrade
eidod.
nam
t
i


Mario de PenutmbueoTerfa-fcira 21 de Dczcmbro de 1886
V
1
Cosnhciro
Precisa-se de um cosinheiro ; a tratar na roa
do Payando n. 19, Passagem Ola Magdalena, _
Para engommar
Preeifa-se de urna amn para engommar e otitfos
ser vi eos domest-cos : no 3- andar do pro4k> n. 42,
i roa Duque Je Caxias or cibh da typographi
do Diario.
Alaga-seo 2- andar da ra Primei'o de Mar^.
n. 7-A ; a liite.r na livraria.
i;500>000
Precita- ae da quantia cima a juros
na ra do Imperador p. 24.
a tratar
Dohs excellen'es predios
Um terreo, na ra da Soledade n. 56, e outro
com sotio. boin quintal coro, portap, muitos coui-
modoB para grande familia, nos quatro cantoa na
Caponga u. 24, ambos em do propric, eom agua
e gaz encanados ; tratase da venda na roa do
Bartholomeu n. 40.
VENDAS
Vende-so o es'abelecimenio de molhados sito
praea do Conde q'Eu n. 15; a tiatar n meemo.
Armado
Vende-se nma e um bada de amareilo, ro
do Mrquez de Olinda n. 24, toja.
Liquidacao elimde
anno!
50Rna Diiie He Caxias- -59
D.llIUU uu uu.
Lindsimos i Ucidmlios 160 e 210 n. o co-
V*4u!
N'ansuk, cores firmes, a 160 o dito !
Cretas** clarea e escuros a 240 e 280 o dito !
Popelinas com listas de seda a 240 e 280 !
Ifeias superi- ros pura crianca a 2* u dazia !
Guardanapos de linho bordados a 35 a dita.
Atoalhan- alvo,3 larpuras, a 1 20.1 o metro!
Bramantes superiores a tfdO 15200 o dito!
dem de puro linbo a 2* o dito !
Setinetas lieas e bordadas a 4' 0 o covado !
Retalhua de tetina t-eilas que so liquidam por
metade do custo.
Si'tiin maco de cores n 800 lio covado !
Pe pelina de seda branca a 500 rs. o dito e de
800 rs.
Pannos de differcutes corea para mesa a 6C0,
1,1200 e 1*600 o covado.
Damascos ile las para eolias. 2 metros de lar-
gara, a 1*800 o .lito!
Crvtonea asaetinadoa, idem, a 8G0 o dte de
1*5'-..
dem com lindas paisagena para chambres a
400 rs. o dito.
Cortes de casimira ingleaa a 3*500, 45500 e
64000.
Cheviots superiores a 35 o covado, 2 larguras.
Casero iras riiagonacs a 1 JbOO e 2*400 o dito.
Flanella americana azul, a 15400 o dito !
Fichus de 12 a 15500 e 25-
Chales de c gemir bordado a seda a 65 sito
de 155 cada um.
Capas de l detodns as cores a 35, 45 f5*.
Esgaides para casaquinho, a 45 e 45500 a peca.
Madapoln americano a 55 e 65, 24 jardas.
Camisas para senbora (-to bordadas) a 35500 e
55000.
Saias de expeliente fazenda a 35500 e 45.
Vestuarios de 13 para, crianzas, de 155, para
acabar, a 75 e 85.
Curtes de fusiao para eollcte a 2 ">!
Grande pnrco de retaihos de chita, brim, las
e muitoa artigos que se ven lera barato.
Chapeos pura crianzas a 35
dem p>ra o horas, de 125 e 155, para liqui-
dar, a 6 e 7.
39Rna Dope de Caxias59
Carneirn a Cnnba &C.
Presentes para a testa
\o nrma/cm de aarnnreilo*. 6 ra
da turara n 81. encontrase:
Bonitas canas com passas, diversos tumuchos,
ditas adornadas com sed*.
Elegantes carios com dec?s seceos e crystali-
sados, em calda, latas c frascos.
Contatos, uvas brancas, doce de goiaba e ge-
leias.
Fiambres, carne do sertao, linguas afiambra-
das, aeccaa, de morm cm silinoun .
Ovas de prixe, figos, ainendyi9, nczea e CRSta-
nhi, variado sortimento de biseoutos finos, c os
maia lecuunicnJav. 3 para doentes, nao igjaea.
Vinh^s fines (io Porto, D. Luiz, reerva, mus-
catel e lacrima ehns.i, BardesttX e Cellares, quei-
jos kndriu .:<, hastinirue, pluyi::, prato, etc., etc.
Cha verde imperial e preto fino, verdadeira
gomui;i Ce araruta e matarana.
WHISKY
KOYAL BLEND uiarcm VlAD
Esto excediente Whisky Escasas proferive
40 cognac 011 aguarden-u de cauua, para, fortifica
9 corpa.
Vcndo-oe a retalho aoa a> lurea anaazeat
olhados.
Pede ROY AL BLEND marca VIADO cojo ni-
e e emblema sao registrados para todo o Braai
BfcOWNS At C, agentes
Ra Duque de Casias n les
Chama-te a attencao das Ezmas. familias para
os presos aeguititcs :
Luvas de seda preta a 15000^0 par.
Cintos a 15500.
Luvas de pellica por 25500.
2 cairas d ppel e envelupes 800 rs.
Lnvas de sedt cor granada 25, 25900 8 35
o par.
Suspensorios p ra menino 600 rs.
dem amer.canos para bomem a 35.
Meias de Escossia para crianca a 240 rs. o par.
Pitas de velludo 11. U a 600 rs, n. 5 a 400 rs. o
metro.
Albuns de 15500, 25, 35, ate 85.
Ramea de flores finas a 15500.
Luvas d.- Edcossia para menina, liis e borda-
das, a 800 e 15 o par.
Porta-retrato a 500 r 15, 15600 e 25.
/'cutes de nikrl a 600 rs., 700 e 81 ;0 ra. uso.
i Rosetas de brilbauteii chimicos a 200 rs. o par.
Guarnic/Oes de idem idem a 500 rs.
Anquinhas de 1#5M), 25, 25500 c 35 urna.
Plisis de 2 a 3 ordena a 400, 600 e 600 rs.
Espartilho Boa Figura a 45500.
Lien La Figurina a 65000.
dem estreitiuhos com 10 metros a 809 e 15000
a peca.
Ponteo para coco com inscripejo.
Babadores com pintara e inoenpeoes a SCO rs.
Para toilet
Sabao de areia a 320 rs. um.
dem phenicado a 600 rs. um.
dem alcatraz a 500 rs.
dem de amendoa a 300 rs.
dem dcalface a 15000.
Agua celeste :. 25000.
Agua divina a 15500.
Agua Florida a 15000.
Maceos de seda a 100 rs.
Meias brancas para senbora a 35 a duata.
Estojos para crochet a .$000 rs.
Linbas para crochet cor de creme 200 ra.
Linhas para crocbt do seda mesclada 300 rs.
Bico de cores 2, 1, e \ dedos
de largura a 35000. 45000 e 55000 a peca
BARBOSA & SANTOS
Leitnra para senhorar
Brolhes nikeladus e donrados a 256sX).
Bonitos grampos duurados a 600 res o maco.
Esplendido soitimento de gales de viunlbr.
Grande variedade de leiues de sitim, a 45000.
Frisadores americanos pa.a cabello a 35100 o
maco.
Setas de phantasia para cabello.
Bonita colleccao rf plisss a 400 res.
Brineoa, imitaco de brilhante, a 500 res.
A ventana bordados para criancas a 25000.
Chapeos de fustao e setim para criancas
Hapatoa de merino e stim dem, id. m.
Meias brancas e de corea, fio de Escocia.
Pomada de vozelina de div rsas qualidades.
Sabonetas finos de vozelina e alface.
Extractos fios de Pinaud, Guerlaine Labio.
Lindas bolsas de coure e velludo.
Fecbs de la para senbora a 15*500.
Sapatos de casemira preta a 250110.
Tesouras para costara, de 400 ris a 3J00O.
Pacotes de p de arrez a 300 ris.
Fitas de todas as qualidades e cores.
Immensa variedade de boioes de phantasia.
E milhares de objectos preprios para tornar urna
senbora elegante, e muitos outros indispensaveis
para aso das familias, todo por precos admiravel-
mente mdicos.
Na Graciosa
Ra do Crespo n. V
Duarte C.
ri\H0 DE RIGA
le 3X9. 4X9 e 3X'2; vende-se na serrara a va-
por de Ciimaco da Silva, caes Vinte Dous de So-
7eoibro n. 6.
Grande reforma !

DA
Oleo para machinas
Em latas conteudo cinco galoes, a 95000 ; ven-
de-acnos deposito da fabrica Apollo.
Vende-se
o hotel e ho rednria Estrella do Norte, na Lin-
goeta. O proprietario deste hotel teodo de reti-
rar-ee para f.-a deata cidade, vendo o seu esta-
belecimento por pirco bastante commodo ; trata-
se no mesmo. na Thom de So usa n. 8.
Casas para vender
Vende-se duas casa] i a roa de S. Jorge (Fra
de Portas), sendo um sobrado n. '. 3, cem grandes
coinmodos, com grande armazem com sabida para
a ra do Pharol ; urna casa terrea n. 33, com
fondos tambem para a roa do Pharol ; a tratar na
ra do Bom Jess n. 49, armazein de trastes, das
10 horas da manha as 4 da tarde.
Exposico Central
En llqnldaeSo
A' ra larga do Rosario n. 38
DamiSo Lima C, continuando a liquidar suas
mercadorias, chamam a attenv'o do respeitavel
publico em geral :
Pecas de bordados, Palma, a 25500 e 35.
Lnvas de seda rendadas a 25600.
Leqoes de 400, 500, 600 e 800 rs.
Ricos broches (novidade) 25.
Pulseiraa lindas a 15 e 15200.
Linhas de 200 Ys. u 80 rs.
Bonitos PlaBtrons a 500, 15 e 25.
Meias de cores para senhora de 600 a 1J500.
L-ncos de seda a 15200.
Bengalas a 15-
Mantas de seda a 15 e 15500. .
Pecas de bordados a 320 rs.
La para bordar a 25800.
Agua Florida a 700, 800 e 15.
Objectos para presentes a 35 e 45-
Collarinhos modernus a 400 rs.
Picos, titas, perfumaras, botoes, cspartilhos, es-
pelhos e maitoa outros artigos sem competencia.
Xa Cspimicin Central ra larsra
do Roarlo n. 38
proprietario8 do muito
*
conhecido estabeleciruento denominadn
Realmente foi grande a que se fez ni Loja dos
Barateiroa.
Una da Impcatrli n. 40
E sao os nicos que tem as segaintes especia-
lidades !!!...
Lie alpacas, grande e importante sortimento,
e lindissimos padroes, o maia tino e apurado gosto
que tem vindo, e por preco baratissimo, de 500 600,
700, 8fX>e 15000,0 covado, porm fino e bom !...
Q uerein, ver ?. .. aparecam !!!...
Ezmas. jenhoras 1 .'...
Temos um lindissimo sortimente de failhe, qne
a vista agrada a mais excepcional fregueza ; isto
por menos do que em outra quuiquer casa ; e n.
40!....
Pois custa 600 rs. o oovado.
Temos mais lidos sortimento de fustoes a 500
rs. o cevado.
( hitas finas, especialidad*-, porque honve gosto
na eacolba, e vende-se por 240, 280, 320, 360, 400
e 5<0 rs. o covado, n. 40.
Tambem temos!!!...
Lindos padroes em baptista de 180 a 200 rs. o
covado.
Cambraia victoria e transparente finas e boas
de 35300 a 85000 a peca.
Brim branco de linho specialidade de 15500 a
35500 a vara pechincba !
Brim pardos lizos e trancados de 700 a 15600a
vara, aproveitem festa! !...
Mobsck:ni grande aortimento a vontade do fre-
quez, vende-se de 400 a 560 o covado, venham I...
Sitinetas !!!... esplendido e importante sorti-
inento nesse artigo, sendo brancas, prctas e de co-
res, lavrudas e lizas, o que se pode desejar em bom,
venJe-se de 400 a 600 o covado.
Temos maG !.. .
Casemira ew todas as qualidades o cores, e fa-
rcinos costumVs de 305 a 60500, barato e em
covados de 25600, coosa tina e que a todos agra-
dam, apptrecam !
Acredit-.m ?...
Venbam ver, para crer !!!...
Madapolao de 1 qualidade de 45500,^ 55500,
6500, 75500, 85600 e 105 a peca, e que ha de
melhor.
AlgodSo de 355G0 a 75500 e 85000 a peca tem
20 jardas.
Camisas de meia de cores e brancas de 800 a
15800e25000.
Coicba de lindos desenhos a 450G0, casta65000
em outras casas.
Pannos da costa do melhor que ba custa apenas
25750, o metro, pi chincha !
Bramante de linho a 15800 a vara, 10 palmos,
para a cabar.
dem dealgodioa 15300, palmos tambem bom.
Algodao ivi f-srad", 10 palmos a 900 rs. mt-sror- '
multo bom para Irnces.
Alem das fazendas j mencionadas temos muitos
artigos de modas como seja, lequcs de fino gosto,
gravatas, clarinhos, punhos, meias etc. etc.
Alheiro &C.
RA DA EMPERATRIZ N. 40
COLONIA ISABEL
EXTRACQO SEMANAL
7.* parte da 24.a olera
CORRE
Alo da 22 de Dezembro de 1886
MTza&fmnll Intnnfmnll
0 PORTADOR DE UM VIGSIMO ESTA' HABILITADO A TIRAR
12:006$200
Esta lotera est garantida, alm da fianza, por um deposito
no Banco Rural do Rio de Janeiro equivalente ao premio grande


de cada serie.
BILHETES A' VENDA
XA
RODA DA FORTUITA
36Ra Larga do Rosario36
Bernardina Lopes Alheiro.
MUSEU DE JIMS
sito a na do Cabug n. 4, cornmunicara ao respeitavel PUBLICO que receberaro tu
grande sortiruenio "e joias 1as mais modernas e dos mais apurados gustos, como tan>
bera i'clogios de todas as qualidades. Avisara tambem que continuara a receber po
todos os vapores vinds outra qualquer parte.
MIGUEL WOLPP & C.
N. 4 RA DO
Compra-s ouro e prata velba.
MARCA DE FA3RICA
CABUGA
N. 4
U 9?CUKS |IOsm CUalttS! tACTO-MlOSPHATr Df CHAU <
QEI BEFtR MI OWUtTrrK O LmiBCtrMUaGtSftBERtS:
ftlV.,.ll.(.:
i pfSi! cxportat'i oT
VINHO
DO
Dr Gabanes
KINAHCAMNES
O Vtnbo do S' Gabanea, submettldo 4
approva ao da Acadouiia de Medicina de
Paris. fui nconliecido como um tnico
enrgico lyor encerrar os principios consti-
tutivos do Sanoae c da Carne), que d ao
sanguc forQa, vigor e energa.
nr- D TroujMa, Ourard e Vel-
peaa, professores da Faculdade de Medicina
de Pars, u re'eltaui lodos os das com o
melhor esilo s mulkeret tufrat/uecidas por
-os de toda especie, traalho, prateres,
rxeiuirutaio, edade critica e amamenacdo
prolongada. T extremamente efllcaz contra
o Fastio, Ms dt.estde, Dvspepsias, Gastritis,
tras e Vertigcns.
Dii resultados : 'orse, Pauperismo ao sangue. Eiteri-
Udaie das mulheres, J-lres 0rn,ic,.s. / jrccimento
gen. I, Tsica pulmonar. Febree ter?j.5. iiteraiitt'jut..s, Palustre-, Bndemlcaa 6
Upi uemicaa.
O Vinbo do Cabanes, pela sua ac^o cordial, detenvoloeas foreas, activa a
eircilaeo do sangue e e multo reconime iflavel para as convalescenca.
Faz censar os vmitos Uio l durante a gravidez, augmenta a secrecSo do lelle nos
nutrlzes o d extraord as crlano: .1 influenrla dos seus prin-
cipios toidcos, sou de J/iibctes, A/ecnio ta meitUla, Hysteriu, Epilepsia,
Jtachttismo e em gerai que o pioclso recorrer um tonteo poderoso, que
i ingor e restaure Ovio aperitivo substue co.n sriuiuc vaniagem os luiuldos perniciosos corno absintho,
luth. eta E'um preservativo apreciado pelos viajantes e marinheiros, como anti-epide-
mico e anidato da febre amarclla. Vomito e outras Molestias tronioaes.
Deposito geral: TROUETTE-PERRET. 264. bonlerard Voltaire, PARS
DepotKot em Pemnmbuco : FBAV" a*, da Sil.VA 4l C, e ut Ktaclpus PkarflUdai.
H0TA. Para ev/ftc s contra faccOes, fi se dere
acceitar a? garrafas qo/ /rerem incrusta1, as no vidro
a palavras Vinho do Dr Gabanes, Par, e
aobre os rotulo*, t,ras da papel que envolver* o
gargalo o a marca de fabricr., ftjL
t nsiSnaVira do Dr Ca- ^fJ^//*<
baes c o sello de ga'antia
da governo francez.

A KevoluQo
A' ra Duque do Caxias, resolveu vender
os seguiutes artigos com 30 /0 de me-
nos do que em outra qualquer parte.
Ver para crer
Cachemira bordada a 1500 o covado.
Mirins de -core fios, a 900 e 1*200 o co-
vado.
Ditos pretos a 1200, 1*400, 1*600, 1*800 e
2*000 o covado.
Las mescladas de seda a 600 ris o covado.
Ditas com listrinbas de seda a 560 ris o dito.
Ditas com belinhas a 600 ris o dito.
Lmdss alpacas de cores a 440 ris o covado.
Las com quidrinhos, a 400 ris o covado.
Gaze com collonas de velludo a 800 ris o co-
vado.
Sel m maco Iavrado a 1*300 o re vado.
Seda pal ha a b00 ris o covado.
Ditas de cores de 2* por 1 *0U0 o covado.
Setim maco lito a 800 e 1*200 o dito.
Gi* de aples preto a 1*800, 2*000 e 2*500
o covado.
Setinetas lisas a 320 e 400 rs. o dito.
Ditas de quadriuh s a 320 rs. o dito.
Ditas prctas finas, a 500 rs. o dito.
Fustes breos e de cores a 320, 400, 440,
500 e800 rs. o dito.
Zepbuos fiuo-, escosseaes, a 500 rs. o dito.
Zepbiros de quadriohos a 180, 200 e 240 ris o
covado.
Zephiros lisos a JOOO o dito.
Alpaca-i de cor p.;ra palitor, a 1000 o dito.
Velludilhos lisos e lavrados a l*UUO o evado.
Cretones finissimos a 240, 260 e 240 o 3C0 ris
o dito.
Ditos, ditos a 3>0, 360 400 e 440 ris o dito.
Colchas brancas a 1*800 urna.
Seda esc 'ss. zh a 360 rs. o covado.
Colchas bordadas a 4*. 5*, 7*, e 8*0(0 urna.
Ditas de crocb Camisas bordadas para bomem a 30*000 a dn-
ia.
Ditas para senhoras a 30*000 a dita.
Cortes de casimra finos de 3* a 8*000 um.
Ca pacos de laia a 10. 00 um.
Ficbs de ret oa ]*0iK um.
Ditas, de pe-lucia a 6*500 um, (bordadot).
Cachemira de cor a 1*600 o co'ado.
Flanella americana a 1*400 o dito.
Cortinados bord> dos a 60 '0 e 7*000 o par.
Ditos de crochet a 24*000 o par.
Meias pura homeos de 2*400 a 9*000 a du-
zia.
Ditas para senhoras de 3*000 a 12*000 a du-
zia.
klantilhetas de seda a 6*000 ama.
Esyartilhoa de onraca a 4*U0U, 5*000, 4*000
e 7*500 um.
Toilett para baptisado a 9*000 e 12*000 um.
Lencos Lraucof e com barra a 2*000 a duzia.
Anguilillas a ?*800 rs. um.
Brim de linho de cor a 1*000 a vara.
Dito pardos 1*0ihi a dita.
Eegurao amarello e pardo a 500 ris o covado.
Chales Je mirin lieos a 1*800 um.
Ditos estampados a 3*000, 3*500 e 4*000 um.
Cortes de cachemira para vestidos a 18*000
um.
Redes Hambarguezas a 10*000 urna.
Panno de ero het para cadeiras e sota a 1*000.
1*200, 1*600 e 2*000 um. ,
Henrique da Silva Moreira.
*
Vende-se
ama caainha de tijolo e cal, por barato prec.o, na
ra Imperial : quem pretender di ixe carta neata
typographia com as iniciara F. F., ca euto a iu-
tormar-se na mesma trpographia.
Ba 14.a parto da 1.a lotera em beneficio da Santa asa da
Misericordia do Eeoife
EXTRAHIDA EM 20 DE DEZEMBRO DE 1886
9490
PREMIOS
00:000*000
21836 30:000 20558
7601 10:00 14802 4:000$ 1290
1248 2:0001 5328
7091 2:000$ * 6418
9014 2:000$ 10405
13090 2:000$ 0888
14511 2:0005 16321
17430 2:000$ 16804
17990 2:000$ 16S21
1705 1:000$ 18641
3183 1:000$ 19S05
5795 1:000$ 21213
5883 1:000$ 21257
9382 1:000$ 21520
12797 1:000$ 21801
13165 i:000$ 22856
18033 i; PU J P -vk 23915
1:
1:000$
500$
500$
500$
500$
500$
500$
500$
5003
500$
500$
500$
500$
500$
500$
500$
00$
Os nmeros de 9:401 9:300 (excepta o premio da surte grasde) eslo premiados cora 2O0&
Os nmeros de 21:801 21:900 (excepto o premio de 30:000$) eslo premiados com 100$.
Os .mineros de 7:601 7:700 (excepto o premio de 10:000$) esto premiados com 60$.
Todos os nmeros terminados (O esto premiados com 20$. (Vejase o piano no
verso dos bilheles)
1 B. 4 extravo da IX." parte da 1.a lotera, em beneficio da Santa Casa, ser
na segunda-feira 27 do crrente.
0 thcsourero -Augusto Octaviano de Souza.

i


ir
Dfcriti c Pcmansbac?Terca-feira *ll d: Dezembro le I 'i6
LITTERATl).\
UTIElDIlMItPIN
TRADUC^AO
DE
P1LERHO DG PARIA
(Continuagai)
CAPITULO XI
CONFIDENCIA
> Prornpto, senhor, prornpto !
Jos desappareceu, e voltuu quasi ira-
mediatamente, trazendo urna pequea me-
sa, era que esteva servido o alraogo.
Mauri-io pegn na roo de Leontina e
obrigou-a a asseutar-se na sua frente.
A rapariga, extremamente intiraiiade,
iramia poaco, e Mauricio, absorto as inces-
santes preoccupagSes queacoropanhara sem-
pre oeomeco de urna obra da arte, nao dei-
xava de olhar um s momento para a cabega
que pendia do cavllete.
De rep?nte pareceu afaster as preoccu-
r>ag3es artsticas que o doraioavam.
' Leontina exelamou elle, dirigindo-se
formosa rapariga.
Esta ultima levantau para elle os seus
grandes olhos to bellos, tao meigos e to
tristes.
Senilor ? perguutou olla.
Olhe para o mea esbozo, pego-lhe.
Bem o v<-jo, seohor, to bello. ..
Acha-o parecido ?
Oh muito, senhor.
-- Pois nao estou absolutamente aatis-
teito.
Porque?
Sao aquellas as sua3 feigoes, a ex-
pressao do seu rosto, ma8 nao tem a mes-
ma expressao no olliar !
c Mas encontrou-se por acaso at gara
algum modelo eom tal expressao nos
albos ?
, Silo ie lis bellos e divinos do que os
da propria Fornarina... e, no entanto,
o que me falta copiar.
i Veja, aquella inulher tao paluda tora
o seu rosto, a mesraa apparencia de tris-
teza, mas falta-lhe casa anglica resigna-
cao que transparoce era todas as suas fei
eoes, e que o carcter distinctivo da sua
pbysionomia.
. Um artista passa a sua vida inteira
a procurar essa poesia suave, esse ideal
qua me offereco agora.
a Encontro-o em si.
< E' o meu sonho realisado.
' Ficarei, no emtanto, abaxio c'.esta in-
crivel felicidade que me offerece ?
c E' aecessario retocar os olhos. .. o
olhar a propria alma... e o seu olhar
raais sublirae aiuda esta roanh do que era
hontem.
Qual a causa dessa differenga, Leon-
tina, desso olliar doloroso e paciente, esse
olhar de madona, que entrevo no futuro as
dores do Calva io 'i
< Seja sincera commigo, roinha filha,
supplico-lh'o. Diga-me se essa singular
e quasi divina expressao habitual no seu
rosto, oa se o resultado de alguma secre-
ta e profunda dr ?...
i Perde me estas indiscretas perguntas,
mas a solugao do problema que se me
apresenta para mira muito essencial.
Coroprehende, decerto, que so desejo
profundar bem os segredos da natureza
pbysica o moral.. 9 Sem este estudo, a
.irte torna-se materialista, a mente sua
inissSo divina.
__ Nao o coroprehendo muito bem, se
nhor Mauricio, e nao sei o que hei de res-
poader-lhe.
Est disposta a fallarme franca-
mente ?
Estou.
Serio ?
Serio.
Vou entao fazer lhe as miahas per-
guatas de modo qua lhe facilite as respoj-
taa, se quizar responder-rae.
E porque nao hef do fazel-o?...
Nada tenho que oceult
Soffre, nao ver dado, se nilo no cor-
po, pelo menos na alma ?
~ Oh decerto I. ..
E' seu pai que a taz desgranada
com os seus raaos tratos?
E'... balbueiou Leontina, mas...
A rapariga interrorapeu-se.
Ha outra cnusa f
Ha...
Tyranisa-a de algum outro modo ?
perguntuu Mi>rricio admirado.
Leontina fez um raovimento, e entre-
abri os labios como se fosso responder.
Calou-se, porra.
O pescogo, as faces e at a fronte ru-
borisarara se lhe successivamente.
Occultou o ro3to entre as milos, o, por
entre os seus dedos lios e encantadores,
correram urna a urna grossas lagrimas si-
milhantes a perolas, que so soltassem ao
tio que as prenda.
Mauricio enganou-se na apreciago do
embaraco da sua interlocutora.
Attribuo-o a algum pesar de amor con-
trariado.
Portento continuou, sorrindo :
Vamos, Leontina, nao core' Nao
tenho era o direito era a intenso de a
censurar ; falle, pois, sem receio ; adivi-
nho o que a faz corar e chorar.
Leontina levantou para Mauricio os
olhos abertos ainda mai* pelo espanto, e
exclamou com viva expressao de pudor
assustado :
O que, senhor, saber por acaso ?...
Nao difficil adivinhar, minha po-
bre pequea. Teve araoricos cora algum
D. Juan de atelier ; talvez com algum fi-
Iho familia, algum estroina, que a ter des-
lumhrado com as suas bellas palavras e
promessas, o at raesrao, quem sabe, cora
urna eperanea de casamento... e hoje,
que v, mas demasiadamente tarde, por
desgrana, que essa esperanga era um so-
nho, inundara-se-lhe os olhi.s de lagrimas.
i Ah I urna velha historia a sua, tao
velha corao o mundo, minha formosa me-
nina. Urna historia eterna, e quasi sem
variante*.
Para si, do raesmo modo que para
todas as outras, eis o desenlace : esqueci-
mento dos araores passados... as novas ale-
gras de amores novos...
O que est suppondo, senhor Mau-
ricio ? esclara u com dr Leontina, mas
sera se eacolerisar, apezar de ter sido pro-
fundamente ferida peas palavras quasi
irnicas do artista.
Pens... o que digo, minha filha.
Acredita entao qne tie ura amante ?
Bonito e bello tambera. Pois seria
pos8vel que o nao tivesse ?...
Leontina levantou-se rpidamente.
Senhor! disse em tom simples e dig-
no.
Vamos, minha filha, tornoa Mauri-
cio, cujo absoluto scepticismo nos conhe-
mos a respeito da virtude dos modelos,
vamos, minha filha, nao deve haver entre
nos essas cousas!... Que diabo 1 seria ri-
diculo I
Depois, convencido que Leontina repre-
sentava urna comedia inverosmil, com a
intenco de illudil-o, prosegua com algu-
ma impaciencia :
Afiual, minha querida, j que tanto
se in'eressa em guardar O' seus segredos,
guarde os... Sao seus, pTtencem-lne NSo
me prjinetto lhe nao tornar a fallar ueste as-
sumpto.
O pintor, dpois de ter pronunciado es-
tas palavras, acceudeu um cigarro, e vol-
tou para nato do cavallete, ao p do qual
se sentou.
Leontina, compriraindo com bastante
difli ral la ie, apezar de heroicos esforgos, f a E' chegado o momento em que o pid-
os solugos que a suffowavara, voltou para o
estrado, euvolveu se velludo preto, e refor nou a sua posigao.
Mas a humilhago inesperada qus aca-
bava de Boffrer, tinha-a ferido muito dolo-
rosamente para que lhe fosse possivel re-
conquistar iraraediatarainto o seu habitual
socego.
Apezar do esforgo qu-s fazia, as lagri-
mas inundarm lhe as p.dpebras, e, logo em
seguida, o rosto, que estava transtoroado.
A garganta contrahia-se lha.
Os hombros levantiiram ao com roovi-
mentos convulsivos, e desatou em solucos.
Mauricio, qua retocava o seu quadro-
levantou-so de repente, largou a palheta e
os pa iris, o correu para ella.
' Oh! Daus meu, minha filha, o que
tem ?... lhe perguntou olle, pegando lhe
as duas milos.
Oh que de sotTrimentos !... balbu-
cou a pobre rapariga, que deixou pender
para trz a sua bella cabeya n'uraa crise
do supremo desespero.
Te re i eu sido, sera o saber, a causa
das suas lagrimas?... tornou Mauricio
comraovido, e coca internase. As minhas
palavras, brutalmente francas, tel-a-hiam
ofF siySes, supplico-llic; tSo bella, que s
muito diffiilmento poderia acreditar na
sua absoluta virtude.
E, alora disso, interrorapeu Leontina
com amargura, poder acreditarse na vir-
tude e honestidado de urna rapariga, que
se entrega ao vergonhoso mister de servir
de mdelo aos ateliers ?
Ah minha pobre crianga, sabe-o
tSo bem corao eu, a reputaeSo dos modelos
nao precisamente iaatacavel...
Oh I porque razo meu pai me obri-
ga a galibar deste horrivel modo o pao
de cada dia ?...
E' sutao verdade que serve de mo-
delo contra sua vontade ?
- Ah I se pudesse seguir livremente o
meu carainho na vida...
Que faria?...
Far-rae-hia religiosa... irma de ca-
ridade.
Que triste pensamento!... na sua
idade... sacrificar assira o seu tuturj 1
Ser por ventura um sacrificio con-
sagrar a nossi viua inteira a obra de de-
dicagao?... Ser um sacrificio consolar
aquelles que sofTrera ? Pela minha parte,
senhor, juro lhe que nao vejo no mundo
mais bella e maia feliz existencia.
(Contina)
losopho preadendo-se por um instante
trra, recorda todos os a;tos de sua vida,
le;ubrs>te do gemido da conaciencia, a
que urna vez nao prestara ouvidos, affaga
era segredo a sua vestal e pade-lhe per-
di da nica falta, que pa cora ella com-
mettera, pensa na ingratidS) e injustica
dos horneas, no purigo a qua ficam expos-
tjs seus filhos e duas lagrimas inundara o
semblante de guerreiro... ..
AfilEPADES;
da
F0LHET1M
Reumo da campanha eom o
aragaay, seguida dos nomes
dos bras lelros mais dstlaetos
oaortos dorante a guerra.
POR MELCHIZEDKCH d'aLBQCERQE T.IMA
(Continuagan)
BrigAdelro Contelb*ir3 Antonio >-
noel le, Mello
Nasceu este general na provincia de S.
Paulo e tiiih-t 6 i anuos da idade, quando
teve de seguir para a campanha do Para-
gay-
O velho fez so mogo e voou ao theatro
da guerra.
Era conhecido em todo o exercito como
o mestre da suiencia militar e em pouco
terapo exercitou as grandes manobras de
ariilharia os officiaes desta arma.
O velho general pouco terapo depois
cahe gravemente doente e fina-se era Mar-
go de 1866.
Escrevendo a biographia deste grande
general, aiz Eduardo de S : Eil-o no
meio do campo, moribundo em sua barra-
ca, em cuja lona se retii-.tera as sombras
de urna natureza agreste, toda entristeci-
da polo silencio dos bravos, que em seus
peitos suffocara a dor de urna parda que
os desoa, e pelo funreo aspecto dessas
pegas, cujo bronze faz lembrar o dobre
sentido dos tinados.
Brigadeir Ciarjdo
O general Hilario Mixiraiuo Atonio
GurjSo nasceu na capital da provincia do
Par* em 21 de Fevereiro de 18^0.
Seguiodo para a campanha do Para-
guay no posto de tenente coronel, foi em
Agosto de 1865 nomeado para comman-
dar a Ia brigada de artilharia e em 22
de Janeiro de 1866 foi promovido ao pos
to de coronel, por mereciraeuto.
A 24 de Maio do mesrao anno tomou
parte na batalba do Tuyu'y coram andando
a Ia brigada de infantera, coadjuvanio
muito o general Anara, commandante ge-
ral de artilharia, e sendo por este encar-
gado de fazer conduzir e operar a Ia ba-
tera do 3o batalho do artilharia desera-
penhou cora denodo e mangue fri este
ardua misso, fazon lo metralhar o inimigo
que em grandes massas carregava naquel
le Hinco (flanco direito do 1" regiment
de artilharia a cavallo) que j se achava
apoiado pela G1 diviso.
Por Decr. de 18 de Janeiro de 1868
foi promovido a brigadeiro e a 21 de Fe-
vereiro tomou parte no combate de Lina.
A 5 de Dezembro, corara.andando urna
diviso de infantera, acha-se era frente do
inimigo na ponte de Itoror e quando os
seus coramandados queriam racuir, elle
erguendo a espada e corren lo pura os ini-
migos, grita Vejara como marre um ge-
neral brasUeiro Ura iastante depois o
heroico Gurjao cahia ferido por uraa bala.
Fallando sobra o general Gurjao diz o
Mirqu z de Caxias: o J vantajosameote
conhecido e respeitado no exercito por seu
amor e disciplina, intelligencia superior,
bravura e intrepidez de qua tantas e tao
brilhantes proVas deu as difficeis e arris-
cadas coraraissoes da que no Chaco foi en-
carregado, sellou a dstincgSo de seu norna
pela intrepidez e calma cora que se por-
tou no combata de do Dezembro proxi-
ximo passado e pelo honroso ferimento que
nelle recebara.
Este ferimento cortou a existencia ao
nosso valenta general era 17 de Janeiro
de 1869 na capital do Paraguay.
Os parahuses erguerara-lha uraa estatua
na cidade de Belra, e a sua biographia
foi escripta pelo Dr. Jos Tito Nabuco de
Araujo.
ro militar a miso da que fora encanvga-
do pelo general em chefe.
Achou-se a O da Agosto de 1867 no^
combate de Tuy Cu e em todos os en-
coutros que se feriram nos mezes de
Agosto e Setembro de 1868.
Tomou parte as batalhas de Itoror,
Avahy e Lomas Valentinas, distiuguindo-
se serapre em todas e principalmente na
ultima que, apezar de achar-se com um
visieatorio aberto, era consequena de
seus graves soffrimentos do ligado, entrou
em fogo e se houve durante toda a noite
(21) cora tal galhardia, que ao alvorecer,
o inimigo recuava, e nos nao haviamos ce-
dido ura s palmo de terreno.
O velho soldado, da terrivel noite de 27
de Dezembro, aggravando-se os seus sot-
friraentos, nao pode mais' resistir, e a 4
de Abril de i869 expirava no capital da
repblica paraguya.
t O general Jacintho Bittencourt, diz o
Mrquez de Caxias tratando do mez de
Dezembro da 1868, cuja pericia e bravu-
ra s2o geralraeote reconhecidos no exerci-
to, nao s comprovou mais uraa vez e
brilhanteraente essas qualidades distinctas j Dizia morteeu sou a'eternidade !
no renhido combate da ponte de Itoror e
na sanguinolenta batalha do Arroyo Ava-
hy, corao tocou as raias do herosmo mili-
tar na famosa noite de 21 da Dezembro,
devendo-se sua energa e incansavel es-
forgo, o manterera-se aossas tropas as
pos i''"! 's que haviam conquistado na pri-
meira linha do reducto de Lomas.
Segura as redeas do corsel sem dono
Forraosura sinistraolhar infindo I
E' a deuaa da guerra 1
Meda os espagjs, os confins da serra :
Quer despertal-o .. treme... o passo incerto..
Estende a mao, aponta pr'a o desert).'
Quando elle adormecen, na mente insana
Homricas visSes lhe appareceram !
Olhou ficto o seu norte...
Eu sou a eternidade disse a morte,
Do meu ginete o p a trra abala,
Quando caminho a viragao nao falla I
E qu? eternas visSes I f Na marcha ousada
Para saudal o os mortos levantavam-se j
Tocavam as cornetas,
As pegas dispar-ivam as carretas,
E ao cabo do caminho a doce paz
Lhe preparava os arcos triuraphaes !
Elle via, qual mar tempestuoso
Ondas revoltea, urnas aps outras
Da audaz ca vallara
As cargas que a victoria preceda,
E salvando a galope a immensidade
As montanhas se abatem, quando eu passo:
O rio inclina o dorso e me sada
Se me apeio em caminho !
O meu cavallo aguia, o co ninho ;
A fome, a pest, a chuva, em veos de fumo,
Sao meus sol lados, guiam-me no rumo I
Brigadeiro Baro do Ti'inmpbo
O general Jos Joaquira de Andrado
Nevos, msccu na provincia do Rio Grande
do Sul a 22 de Janeiro de 1807.
Distinguise muito na campanha do
Paraguay comraandando uraa brigada de
cavallaria, e muito concorreu para a vic-
toria do Estabeleciraento.
A 28 (de Agosto de 1866) o Barao
do Trumpho, frente das brigadas dos
coronis Fern indo Machado o Paranho3,
aiz Jourda, toma da assalto um reducto
inimigo, defendido por 400 homens e tres
ooccas de fogo no passo real do Tibqua-
ry, prdendo o iniraigo 170 homens mor-
o a artilharia que
E que eternas visSes em valle immenso
A narina ncendidji, o peito arfando
O ginete parava !
Eis a voragera !... l no fundo a lava
Que entoruava os vulcSes da artilharia
E ura (xercito de mortos que se ergua 1
Depois nuvens defogo... em sons profundos...
Um estalar de ossos... ais... mil pragas...
Urna orchestra infernal I
N'ura mar de sangue o sol corao fanal,..
Us tambores rufando... armas quebrdas.
Bandeiras rotas... retintira de espadas I
Um trovejarsem fira... um largo incendio...
Mas elle frente no corcel fictando
O infinito seu norte
Dizia eternidade : eu sou a morte
Meu cavallo o destino, o co roortalha,
Meu brago o raio, o coragSo uiuralha -'
Ao ver-me treraulante as palmas dobra
A palmeira; estreitam-se os banhados :
O arroio nem transborda ;
0 00KCUNM
Brigadeiro Jarimim Machado Bit-
tencourt
Tendo assentado praga era 5 da Abril
de 1823, seguio pira a campanha do Pa-
raguay em 1865, corao coronel.
Em Margo de 1866 foi nomeado deputa-
do do ajudanto general, e sendo dispensado
dessa' coraraisso om cunho, foi louvado
pala intelligencia, zelo, dedicagao e actvi-
dade cora que se houve nesse lugar.
Comraandanlo a 7' brigada fez a pas-
sagera do Paran nos das 16 e 17 de
Abril.
Na batalha de Tuyuty (21 de Maio de
1866) assuraio no meio da batalha o nom-
inando da 3a diviso era substituigo ao
general S irapaio qu-< havia sido ferido, ha
vendo-se nesse com mani com pericia e
valer.
Por Decr da 17 le Agosto de 1866
foi promovido a brigadeiro *por actos de
bravura e nomeado para cora u.inl.r a 2a
diviso.
Tomou parte no combate de 16 e 18 de
Julli), ainda do raesmo auno.
A 19 de Janeiro de 1867 foi encarrega-
do de fazer desalojar torcas iniragts que,
entrincheiralas junto lagoa Pires, offeli-
diara continuadamente a es raerda das li-
nbas brasileiras e cumprij corao vardtd'i-
tos e 93 prsioneiros
gurnecia o forte.
Foi no mez de Dezerabro que o general
Barilo do Triurapho raais se distingui,
porque a sua cavallaria muitc concorreu
para o desbarataraento dos batalhoes para-
guayos.
No ataque de Lomas Valentinas quando
a aa cavallaria conseguio entrar n'um re-: jfo firmamento azul o sol acorda I
ducto iniraigo, o Barao do Triumpho rece- Quem # pergunta noite a ventana,
beu um gravissimo ferimento que poz ter-1 E8te archanjo de luz e poesia ?
mo a seus das no dia 6 de Janeiro de
1869. E' da floresta o re, exclama o vento
Assira raorreu longe da patria Jos Joa- I E' 0 aspecto do sol, affirraa a estrella,
quinde Andrade Neves, cujo titulo de j Das aguas o senhor
Baro do Triumpho exprime a sua vida ilurmara 0 rio em cntico de amor :
de soldado E a tempestade, diz, meu cavalleiro,
Triumpho, o guerreiro incansavel, foi ipenI po; corcel a8 azag 0 pampeiro !
muito chorado, e a sua memoria foi honra-
da com a poesia de Jos Bonifacio que
uraa pagina da sua vida militar.
.}
O REDIVIVO
Dorme o batalhador 1 porque choral-o ?
asa B
E corre, e corre... ao cabo da carreira
Armas em funeral -Silencio oh bravos Immenso boqueiro... fosso sem borda...
POR
PULO ?S7AL
SEGUNDA '.VHTE
o palacio n mm
rF -
(Ccunuagao d"o n. 290)
IX
a viava de .\e*er
lavia, aquellas horas que Magdalena
Giraud tinha collocado sobre o genuflexo
no, urna pagina que se abiia por si, tara
cangada pelo habito esteva a encaderna-
$* -, j
^Essa pagina contioha a truduego do
peairoo Miserere mei, Domine.
A princeza de Gonz^ga, reciuvao diver-
jas vez^s durante o dia.
N'o fim do um qa*rto de hora estendeu
i sio para pegar no livro das Horas. O
vro abrio-se na pagina que continha o
psalmo.
Jurante ura instante, os o;ho3 cangados
da princeza olharam sem ver. Mas do re-
pente ella estreine-eu e soltou um grito.
Esfregou os olhos, passeou o olhar em
torno de si para so convencer de que nao
Honhava.
O livro nao sabio d'alli, rourmurou
elia-
^je o tiveese visto as mios de Magda-
lena teria deixado de acreditar no milagre ;
po.que acruoitou em um milagre. Er-
gueu se, alt;7 e bella, coro o brilho no
olhos, enrao no tempo da sua raocidads, e
de cois ajoelhou se.
U lirro esteva aberto diaute dos seos
olhos. Leo pela dcima vez, na margm
do paalmo estos linhas, tragadas por mao
desconbecicU, e.u respoete primeiro
vcrsicnlo qoe diiia : Tendo ptedade da
mira, senhor. A letra do des -onhecido
responda : Deus ter piedade, se tiver
des f Tendc coragem para defender vos
sa fillia ; ide ao tribunal de familia, raesrao
doente ou moribunda... e lembrai vos do
signal combinado amigamente entre *s e
Nevers. *
A sua divisa balbueiou Aurora de
(Jaylus : Aqui estou I Miaba filha, prose-
guio ella com as lagrimas us olhos; mi-
nha filha.
Depois com forga :
Coragem para defend l-a 1 Tenho co-
ragem e hei de defendel-a.
X
A dlaeaaftao
Aquello salo do palacio de Loraine, que
tinha sido deshonrado naquella mandil p-lo
ignobil l-il5o, e que no da seguinte devia
ser polluido pelo rebanho de adelos, pare-
ca laucar naquella hora o seu ultimo eres-
planJacente clarilo.
Nuut certaraente, nem mesrao no tem-
po dos gr duques de Guise, assembla
mais Ilustro 'se tiuha sentado debaixo do
seu te to.
Gontaga tinha tido suasraz3es para que-
rer que nada faltasso imponente solemni-
dade daquella ceremonia. Os cartods de
convites dirigidos em nome do re, data-
vara da vespera noite. Dir-se-hia, na
ve'rdade, um negocio de estado, urna 4ts-
tas famosas causas judiciaes em qus se
agitavam em familia os destinos di Um
grande nagSo. Alera do presidente Lv
moignon, do marechil Villeroy e do vice-
chanceller dArgenson, que representa vam j
o regente, vivse do estrado de honra o
oardoal de Bissy, entre o principe de Con
ti e o embaix*dor de Hespanha ; o velho
duque de Beauraont-Montmorency, ae lado
de seu primo Montroorency Luxeojbuurg ;
Grimaldi, prncipe de Monaco ; os dous La
tioebecouart, ura dos quaes era duque de
Morteraart, e Char^nte ; Caas, Briss.ic, Grammont, Har-
court, Croy. Clerraont Tonnerre.
Citamos aqui nicamente os principes e
os duques. Quanto aos marqueses e aos
condes havia-os s dnzias.
Os rasgos fidalgos e os procuradores to-
maran) assento em baixo do estrado. Ha-
via muito.
Aquella respeitavel assembla dividia-se
naturalmente em duas partes : os que Gon-
zaga tinha comprado, e os que eram inde-
pendeatea.
Entre os priraeiros contava-se |um duque
ura principe, amitos marquezes e um
bom numero de condes e quasi todos os
fldalgotes. Gonzaga confiava na sua pala
vra e no sau bom direito, para conquistar
os outros.
Antes da abertura da sessiio conversa
ram familiarmente. Ninguera aaiia bem
ao certa qual o fira da reuniao. Julgavara
muitos que era uma arbitragem eutre o
principe e a princeza, a respoito dos bens
de Nevers.
Gonzaga tinha os partidarios entusias-
tas ; a princeza era defendida por a'guos
vellios fi talgos honrados e pur algn* jo-
vens cavalheiros errantes.
Uraa outra opioio sa formou dpo3 da
chegada do cardeal. A narragao que este
fidalgo fez sobre o estado actual do espi-
rito da princeza, deu origera idea de que
se tratava de um interdiego.
O cardobl nao media as suas expressoes,
tinha dito :
a A boa senhora est quasi de todo lou-
ca.
A arenga geral era, depois d'mto, que
ella nao se apresentaria no tribunal. Es
peraram u'a, entretanto, como era de obri-
gago.
O propria Gonzaga exigi essa delonga
com urna especie da altivez que lhe l-.va-
ram muito a bara-
A's duas horas e meia o Sr. presidente
de Lamoienon tomou a sua cadeira: ser-
viam-lhe le assessores os Srs. de Villeroy
e Clerraent Tonnerra. O escrivo rar do
parlamento de Pariz pegou na panna, na
qualidade de secretario, tendo por ajudan-
tes quatro escnvles regios. Todos cinco
prestaram juramento. Jacques Thallement,
o escrivlo-mr, procedeu leitura da acta
da convocayilo.
A acta dizia em resumo, que Felippo de
Fraoga, duque d'Orleans, reg rate, preten-
da presidir em pessoa aquello conselho de
famdia, tanto pela araizaie que dedicava
ao Sr. principe da Gonzaga, como pelo fra-
ternal affecto que o tinha ligado ao fioaio
duque de Nevers, mas quo os enoargos da
da administragao, cujas raueas nio po-lia
abandonar, nem por um dia, o tinhara
prendido no Pala lio Roal. Em lugar da
sua alteza eram nomeados commissarios e
juizes regios os Srs. de Lamoignon, de
Villeroy e d'Argenson, devendo o Sr. car-
deal servir de curador Sra. princeza. O
conselho era constituido em tribunal sobo
rano, podendo decidir arbitralmente em ul-
tima instancia e sem appellagao toda* as
Que a dr nao se despert I
To s... tao grande... sobro a trra inerte!
A patria alera... partido o corago,
audade immensa e inmensa a soliio !...
Nao o despertam I elle dorme agora
Eraballado nos bracos da raortalha,
Ao troar da ariilharia.
Tem por leito os trophos : por travesseiro
Tem o canho no sorano derradeiro.
Tranca-lhe o espago a cruz I
Em baixo a deusa treva... o cimo e luz 1
Basta, lhe brada a voz da immensidade,
A morte foi teu guia eternidade !
?
Sorrindo alorraeceu a espada em punho Armas em continencia! raorto um vivo!
a imaginar sonhando ouvir ao espago
O clarim da investida !
A' cabeoeira-a morte; agradecida
A03 ps a gloria : e ao lado njoelhada
A patria, pobre m desventurada !
Ed-o que passa agora erguido ao alto,
No esquifa da victoria !
10 Brazil o sada, e tu historia,
' Ura poema de luz de novo es -revs 1
Soldados, cort-jai Andrade Neves i
questoes relativas successo da fallecido
duque do Nevers, cora poderes para cortar
principalmente trias as qucs'.**s de Esta
do, pudendo raesrao em caso de nicesida-
do decidir quera de direito devia entrar na
posse detiaiti'a dos bens de Nevers.
Se Gonzaga em pessoa tivesse redigido
aquelle protocolli, a sua letra nao podia
ser-lho raais favoravel.
A leitura foi ouvida em rsligiiso silen-
cio ; finda ella, o Sr. cardeal perguntou ao
presiente Lamoignon :
A Sra. princeza tara procurador !
O presidente repetio a pergunta em voz
alte. Quanrto Gonzaga i responder, pe-
dindo quo se no neasse um enquicio, a por-
ta abra se de par era par e os contines
de ser 'igo entraram sem annunciar.
Todos sa levantaran!. S Gonzaga ou
sua mulher podiara fazer assira a sua en
irada. Elfectivaraanto appareceu no liraiar
da porta a Sra. princeza de Gonzaga, ves-
tida de luto, corao de ordinario, mas to
altiva o to bella, que um long) murmurio
de adrairago percorreu toda a sala Nin-
guera esperava sobretudo vela assira.
Cja estava a dizer, meu primo ? per
guntou Morteraart ao ouvi lo do ew4*al de
Bes*y.
P lavn respondan o prj1 ido, estou
pasmado blaspharaei. H>uvo por foroa
um milagre.
Da soleira da pirta, a princeza disse
cora voz clara a sinor :
Nao ha neeessi lade da procurador,
meus senhores. Estou presente.
Gonzaga l-va'ou-8a iraraediatamente da
sua cJ>-ira e foi ao eneoatro da princeza.
Off'rttCtu-lhe a raio co'u una galantera
jlieia de respeito. A Sra. princeza nao ra-
cusou, raas virara-n'a esirerae :er ao con
tacto da rao do principe, e as sups fajes
palli tas rau tarara de cor.
Na b i8-> do estrado achava-se a casa
Navailles, Giranne Montaubert, Oriol etc.,
fora u elles 03 priraeiros a atestar-se para
darera larga passagam aos dous esposos.
Bj u pai I disse Noce, araquanto elles
aubiain os degrisdo estrado.
Cla-ta disse Oriol, nao sei sa o
patro est contente ou zangado com esta
uppangao.
O p.itrio era Gonzaga. O proprio Gon-
zaga nao o sabia. Havia uraa cadeira pre-
parada para a princesa, r.istava collocada
n-> extra ui la le direita do oatra lo, junto da
poltrona do Sr. cardeal. A' direita da priu-
ces 1 segu-se logo s reposteiro que cobria
a porta particular do hemicyclo.
A porta estava fachada e o reposteiro mesma e desceu das alturas onde vive at
cahido. A agrtagao produzida pela chega-! o nivel dos interesses humanos. Era ter-
da Sra. princeza levou tempo a serenar, i ceiro lugar a estes gran les dignatarios da
Gonzaga tinha sem duvida alguma alte- mais bella cora do mundo : os aous che-
rago a fazer no seu plano de batalha, por- i fes deste tribunal augusto que faz justiga e
que pareca inmerso em profuado recolhi-1 regula ao roesmo tempo os desinos do esta-
mento. O presidente roandou 1er segunda do, um, glorioso capitn, ura destes nobres
* ^ 1 til __ __& aa a m& Aj^n x *m 1 % r\r jx ^1 rt L3 0 AV Otro /V
vez a acta da convcago, e depois disse :
O Sr. principe de Gonzaga tendo de
soldados gigantes, cujas victorias serviro
de theina ao3 futuros Plutarcos, o outro,
expor-nos o que de facto e de direito, es- um principe da igreja, e arabos pares do
taraos prorapto para ouvil-o.
Gonzagt lavantou-sa inmediatamente.
Fez uraa profunda reveren-ia a sua mu
Iher, depois aos juizes representantes do
re, e d-'pois ao resto da asterabla.
A priocez* tinha abaxado os olhos de-
pois de lengar um olhar ao derredor. Re-
to n.iva a sua iramobilidado da estatua.
Gonzaga era um bello orador : cabega
levantada, feigoej esculpturaes, tez bri-
Ihante, olhar de f >go. Coraegou cora voz
pausada, quasi tmida :
Nmguera aqui julga que reuni serae-
Ihante assembla para faSer uma corarau-
nicago ordinaria, e, entretanto, antes de
abordar assurapt9 de grande gravdade,
sinto neeessi teda da mauifestar ura receio,
quasi pueril.
Quando rae lerabro qua tenho da tomar
a p.il.ivri diante de espirites to cultos, a
minha fraqueza assusta-rae, e tudo me'ser-
ve da obstculo ; o principalmente esta raa-
neira da fallar, do pronunciar as palavras,
qua ura filno da I'alia nunca perde Re-
cuaria diante da rainha torete, se nao re-
flaclisse qua a forg indulgente, e que a
vossa superior! lado a minha salvaguar-
da.
Este exordio hyperacaderaico proffacou
alguns 8irr3os.
Pego lconga antes d? tudo, continuou
elle, para agradecer a todos aqueiles qu
nesta occasio honraram a nossa familia
reino, to dignos de seoter-so nos degros
do tlirono. Finalmente a todos vos, meus
senhores, qualquer que seja a vossa posi-
gao. Estou poasuido da ra3 viva grati-
do a os meus agradecimentos partem pelo
menos do fundo do corago.
Tudo sto fui dito pausadamente, com
voz ampia e sonora, que privilegio dos
italianos do norte.
Era o exordio. Gonzaga pareceu reco-
lhir-se. Inclioou a cabego e baixou os
olhos.
__Felippe de Loraine, duque de .Ne-
vers, continuou elle elle com voz raais sur-
da, era meu prirao por sangue, meu irmo
pelo corago. Os dias da nossa infancia
passarara-se em commura. Posso dizer que
as nos3aa duas almas forara uraa s, to
estreitaraente partilhavaraos as do.es e as
alegras. Era ura principa generoso Djus
sabe quanta gloria lhe estava reservada.
Aquella que ncerra em su* mo poderosa
os destinos dos grandes da trra, reteve a
a a Nevers raorreu antes de completar o seu
quinto lustro. Era minha vida, tantas ve-
zea rule oente amargurada, nao me lem-
bro da ter recebido golpe mais cruel. Pos-
so fallar aqui para todos. Dezaito anoos
decorridos sobre aquella noite tatal nao
conseguirara minorar a dr das nossas sau-
dades. A sua memoria est aqui, disse
ella enllocando a mo ro corago e fazen-
cora a sua benevolente solicite le. Era pri do tremer a voz ; a sua memoria viva,
raeiro lugar ao Sn regente, ao Sr. regente eterna, como o luto da nubre mulher que
toda a lber-! nao desdenhou de usar do meu noine de-
la quera se p-le fallar com
dade, porque nao est aqui essa nobre, esse
excedente priucipi, sampra oa vanguarta,
quaudo ao trU ada urna acgilo digna e b)\.
Signaes le approvagilo nao equivoca sa
tiz-ram ouvir. rosamente.
Que advogado (lava o nosso querido
primo I disse Chareroy a Choisy, quo- es-
tava perto delle.
Era segundo lugir, proseguio Gia-
zaga, Sra. princesa que, apeztr da sua
sude melindrosa e do seu amor pila soli-
do, dignou so de fazer uma violencia a si
pois lo uo.na da Navers.
Todos os olhares sa dirgirara par %
princeza.
Aurora esteva rubra. Uraa eraogo ter-
rivel deoorapunha-lbo o rosto.
Nao falle nisso! disse ella cora o
dentes cerrados : ha dezuito annoa quo vi-
vo na soliio e nai lagrimas.
{Continuar-n-ha)
Typ. do Otaria ra* iiuquo de Casias- a. Vi.
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OPi