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Diario de Pernambuco

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Title:
Diario de Pernambuco
Publication Date:
Language:
Portuguese

Subjects

Genre:
newspaper ( marcgt )
newspaper ( sobekcm )
Spatial Coverage:
Brazil -- Pernambuco -- Recife
Brazil -- Pernambuco -- Recife

Notes

Abstract:
The Diario de Pernambuco is acknowledged as the oldest newspaper in circulation in Latin America (see : Larousse cultural ; p. 263). The issues from 1825-1923 offer insights into early Brazilian commerce, social affairs, politics, family life, slavery, and such. Published in the port of Recife, the Diario contains numerous announcements of maritime movements, crop production, legal affairs, and cultural matters. The 19th century includes reporting on the rise of Brazilian nationalism as the Empire gave way to the earliest expressions of the Brazilian republic. The 1910s and 1920s are years of economic and artistic change, with surging exports of sugar and coffee pushing revenues and allowing for rapid expansions of infrastructure, popular expression, and national politics.
Funding:
Funding for the digitization of Diario de Pernambuco provided by LAMP (formerly known as the Latin American Microform Project), which is coordinated by the Center for Research Libraries (CRL), Global Resources Network.
Dates or Sequential Designation:
Began with Number 1, November 7, 1825.
Numbering Peculiarities:
Numbering irregularities exist and early issues are continuously paginated.

Record Information

Source Institution:
University of Florida
Holding Location:
UF Latin American Collections
Rights Management:
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Resource Identifier:
002044160 ( ALEPH )
AKN2060 ( NOTIS )
45907853 ( OCLC )

Full Text
AMO L1 I IOfi.0 l
&f
g*&
PARA A CAPITAL E IXGAKJESt O'iUE SAO SE PACA PORTE
Por tres mezes adiantadot ... ........ 6^000
Por seis ditos idea...... ......... 12,5000
Hor um armo idem................. 240000
Cada numero avulso, do mesmo ia............ 100
QQO'A-MA 18 I
l
PARA DESTRO E FORA DA PROVISCU
Por seia meces adiantados..............
Por nove ditos idem................
Por um anno dem................
Cada numero avulso, de das anteriores.........
130500
20,5000
27tf00e
100
prprufral* te Jttanoel /iguctroa tte Jara i Mtyos
Srs. Amede Prlnee ft C
Ac Paria, silo os nossas agente
exclusivos de annunnlos > pu-
!IIc.ieors da Franca e Ingla-
terra.
Aviso
I

A es Srs. subscriptores desto Diario avi-
sa a respectiva direcciio que, do l. de
Janeiro prximo era dante, far-se-ha a ar
i ecada<;3o das assignaturas pela forma se-
Na cidade do Recite e lugares para onde
nao se paga porte. 6:5000 por trimestre,
adiantado ou durante o 1.* mez do roesmo
trimestre, 6i500 nos 2. e 3. mezes.
No fim do trimestre ser suspensa a re-
rressa do Diario aos que nao tiverem sa-
tisfeito o seu debito.
Foia da cidade, nos lugares para onde
se fazera as remessas pelocorreio, 135500
por semestre, pago as roesmas condicSes
cima.
Aos que quzerem pagar o anno adian-
tado, faz-se-ha o abate de I 000, para to-
dos os assignantes.
TELEGRAMMS
SBBVICO ?ABTIC7LAB r: SIASIC
RIO DE JANEIRO, 15 de Dezembro, s
2 horas e minutos da tardo. (Recebi-
d> a 4 horas e 15 minutos, pelo cabo sub-
marino).
Foi nomrtu) cngenbelro director
da ferro via de l*nlo AITonno. na
provincia da aiasnn. o eneenbei-
ro vmoiiio Pedro de Mendonra.
rsa\rxc3 n mKiL savas
Especial para o Diario)
LONDRES, 15 de Deacmbro.
O explorador Stanley del ki em
Fevereiro prximo, ama expediro
no ininitii de aoccorrer a cidade de
KaKwala. no Soido.
Agencia Havas, tilia! em Pernambuco,
15 rfe Dezembro de 1886.
rio deeta conferencia, summario que os jornaes de
Lisboa to patriticamente publicaran!. ()
E, para nao sacrificar um ou outro objecto mais
importante, resolv, fiado na vossa adheso, divi-
dir eeta conferencia em duas, terminando amonh,
e de vez, estas minhas ambiciosas palestras, neste
mesmo salo s 8 horas da noite. Julgo prefer-
vel este alvitre a deixar o assumpto tumultuaria-
mentc elucidado, tratado incompletamente e em
total desaccordo com o summario a que me com-
prometti.
Desojo tambem que desta minha conferencia cao
fique apenas na memoria dos qu me ouvem o sen-
timento de um vacuo que aeria o meu mais triste
epitaphio.
JNSIRuCCO POPULAR
0 CHOLSA E SEUSINIUI&OS
(Conferencia do professor J. J. Rodrigues)
{Extrahido)
D.V '.IBLIOTHECA DO POVO E DAS ESCOLAS
Mena seuhores :Se considero gratssima re-
m.pensa, generosamente concedida ao meu em-
penho de vus ser til, a desusada e brilhante con-
ei rrcneia que luje vcui honrar-me com a sua at-
Tineli', nao posso rsq- que rm presenca de um publico to selecto como
rtspeitatel, e a cuja immerecida -ympathia mal
ro correspond r por iiina condigna, me sinto
c rfuso e aflicta o ciiili^ccr agora, mas do que
auen sincen-inente <> declaro), qi:o raios e sn-
bidos di-v ni ter os nclitos Iliterarias e scicntifi-
i- >s di c ufen ule que te proponlia a vulgari&ador
,i: ale de um suiitorio lio culto tumo aquelle per-
i.ule o quai me cumpre fallar.
Ausenta de cert estes sintimcntos a enorme
gravidude do iissuinp'u e u consequentc difficul-
dade de o i xgotar ein p ticas horas, sem correr
iico o proposito que me truuxe aqui, e que mal se
cvrjpadece c< ra superficialsimas exc lanacoes, iu-
alinissivea perane a epidemia que nos ameaca e
a neceasidade que todcs seuteir. de formar con-
vlco dtfi..i i1 e clara cobre os meios de a conju-
rar ou combatir.
Anda usiin, e apegar da melbor vontade que
ice assiste, u estreitez do tempo obriga-me a pe-
dir-vos despulpa da rapidez com que possa apre-
ciar um ou ourro ponto, visto ser impossivcl tratar
deacnvolvidiimcntc aqui de tudo que mais vos in-
teresse, embora exclusivamente orientado pela
ttiedo particular que imprime ao meu esledo sobre
esta sombra questao ce momento que tem por
forma pratiea urna epidtmia possiv. 1 e per neme -"
o cholera.
Poderia agora, como de outras vezes. expor-vos
mu genricamente o que obre to moment-so
thema consegu averiguar, estnbeheendo (por as-
im dizer) comvosco, a tal respeito, ama couvers
mata cu meuo fcil e amena, a qual, se nao apro-
* .'itaife pelo ensiuamento, drizara sempre como
\estigio urna tal m qnal utilidade pratiea que
cae aulvaase do remorso de vos ter trazido aqui
por entre as impertinencias e fastios deste calor
tropical, que era nos afflige o que a om te.npo nos
devasta o corpo enes iuiorpece o espirito.
Ha, porin, situaron* que uoa arrastam, dndo-
nos a vertigem do abysmo : attrabi Jos entilo pela
voragem. mal cuidamos de medir os propros recur-
soie i quando a catastrophe se torna inevita-
vel qnc apicciimis t-m todj o sen valora loucu-
ra do commenttimento.
Mas, weus senhoiee, esta mesa e esta eadeira,
donde vos estou filiando, constituem urna especie
de campo de butalha, ond?, sem que vos tenha
por inimigo,como soldado que bou nao devo fn-
^ir ao combate.
Eis o motivo oorque, mo grado s poacas armas
que troux- para a porfa que devo em duvida
uiiiiha dbil organisacao intellectual, prefer des-
envolver urn pouco inaiso assumpto que me trouxe
aqui, e modo a tornul-o tli pn ncuo, quinto ser
poss, nao me afasfando dos ramos acieotificos que
mais esrecialmente se relaciomm com as minhis
navcs ofrieiaes, e demorando-me to pouco
-luanlo possivel em explanacocs meramente litte-
rarac, para que o mximo proveito que deste me-
thodo vos resulte, vos compense a elevadissima
temperatura que a todos actualmente no trax afo-
gueados e impacientes.
Proeurarei compendiar, p?lomodo mais imparcial
que me for poMivcl, o qoa at hoja teru logrado
parr-isi acerca dos ponto deseriptog no itmma
() O summario da conferencia, tal qua! appa-
reieu publicado nos peridicos da capital, diza
assim :
O cholera e seu microbio; estado actual dn
scienria a este respeito. Preventivo e desinfe-
ctantes ; monograpbia e apreciacao dos melbores
e modos de si usaren.
< A salubridade de Lisboa. O aceio particular
e o aceio official. Os canos e o Tejo. A agua.
Os pobres e os remediado, perante a epidemias.
A cama ; a aleo va : a pa. A escada e e saguSo.
A mortaiidade normal de Lisboa. As sujidades
da capital fazem mais victimas do que o cholera e
a febre-amarelia. Os cemiterios ae Lisboa e a
sua insuficiencia peante urna epidemia rpida-
mente mortfera.
A venda, o fabrico, e a distribuidlo doe de-
sinfectantes. O governo e o municipio devem
oppr se a quaesquer exploraces do publico, m
prehendidas aob a tutela de qualquer caiamidade
nacional. O que, neste intuito, devem fazer
aquelle poderes do Estado.
O contagio. Nao se Ihe devem exaggcrar os
pengo. Cautelas qne nao fazem raaj e salvam
muitas vezes. O terror e os seus effeitos. Os
que devem fugir e os qne devem ficar. A luta e
os seus herosmos. O chilera e a civihsaeao. O
faturo.
(Continua.)
?ARTE OFFiCUH.
Governo da Provincia
EXPEDIENTE DO DA 30 DE NOVEMBRO DE 1886
Acti.:
O presidente da provincia, de couformidade
com a indicacaodo director do Arsenal de Guerra,
em e.fficio de 23 do corrente, sob n. 704, resolve
nonvur o escrevente de 1.a classe do referido Ar-
senal, Gonzalo Athieo Lima para exercer interina-
mente o lugar de amannense da respectiva secre-
taria, em substituieao do hachare 1 Manoel Moreira
Das que servia o dito lugar.Communicou-te ao
inspector da Theaouraria de Fazcnda e ao director
do Arsenal de Guerra.
O presidente da provincia, de conformidade
com a proposta do Or. chefe de polica, em oficio
n. 1158, de hontem datado, resolve exonerar, a
pedido, do cargo de 1. supplente do delegado do
termo de Cabrob, o cidado Joaquim Goncalvea
Torres de Azevedo, e nomear para substituil-o o
tenente Feliz Julio Teixeira Lima.
O presidente da provincia, de conformidade
com a propost* do Dr. chefe de polica, em oficio
u. 1160, de hontem datado, resolve nomear Ma-
noel Mesquita Barros Wanderley para o cargo de
l.o tupplrnte da 2.a delegada do termo de Seri-
nhaem, cm substituicao de Lnz Cavalcanti de
Albuqucrque Ucha, que nao aceitou a nomeafSo.
O presidente da provincia, de conformidade
eom a proposta do Dr. chefe de polica, em oficio
n. 116(1, de hontem datado, resolve nomear Ale
xandriuo Cavalcanti Ortiz Camargo para o lugar
de subdelegado do 1." districtoda 2.a delegacia do
termo de Serinhem, ficandi exonerado Joo Ac
cioly Wanderley Li i, viato ter sido nomeado
supplente de juiz municipal.
Oficio:
Ao commandante das armas.Devendo ler
lngar amanha a 1 hora da tarde a abertura da
sesseac extraordinaria da Assembla Legislativa
Provincial, baja V. Exc. de expedir suas ordena
para que so ache postado um batalho em trente
ao l'eco da mesma Assembla, afin de solemnitar
aquelle acto, providenciando tambem afim de nue
a fortaleza do Bruin d por essa occasiao a salva
do estylo.
o presidenta da provincia da Alagas.
Sirva-ae V. Exc. de providenciar para que aeja
enviada Theaouraria de Fazcnda desta provin-
cia a guia do juiz d din-i to da commarca do
Bom Jardim bacharel Francisco da Cunha Cas-
tello Branco, que estove nessa prov.ncii gozando
de nma l'cenca concedida em virtud* do decreto n.
3268 de 20 de Julho do anno prximo paseado.
Ao Conselheiro presidente do Tribnnal da
Relacao.Transmiti a V.IExc copia do aviso de
11 do corrente mez, ufim de que na conformidade
do decreto n. 1458 de 14 de Outubro de 1884, sela
encaminbado o recurso de Tertuliano Antonio de
Meuezes, instruido com traslado de todi o proces-
an e informado com rtlaterio organisado pelo
Desembargador relator, segundo o prtceitos do
art. 4. do mesmo decreto, abm da Informarlo ou
pareo r de V. Exc. ou d'esta presidencia.
Ao Dr. ch^fe de polica.Para solucao do que
V. S. solicita i m oficio de 4 do corrente, sob n.
1078, convm que mande organisar um orcamento
em que sejam devidamente deteriminados os re-
paros oe que necessita o edificio que serve de ca-
dcia do termo de Cabrob, conforma opina o ins-
pector do Thesouro Provincial em nformicao de
18, aob n. 267.
Ao inspector interino da Theaouraria de Fa-
zendaD. claro a V. 5i, cm rcaposta ao seu offi-
cio de h 'je, n. 828, que tica utorisada cssa ins-
pectora a mandar t-ffectuar, sob a responsabili-
dad-.; desia Presidencia, o pagamento do venci-
meutos relativos ao miz que h je finda do pessoal
do diflerenUs ministerios, devendo ser levada op-
portnnaiceute a despeza nos crditos que teem de
ser distrinuilos para o actual exercicio.
Ao mesmo Sirva-se V. 8. de mandar pa-
gar ao ioteressad -s, fin io n praso do art. 41 do
ro^nluwiito de 13 de Novembio de 1872, os valo-
res de cinco escravos constantes da relacao junta,
libertidos no municipio do Brejo, por conta da 7.*
quota do fondo de emancipado, em audiencia c-
peciaes do 22 do Outubro findo o 22 do corrente.
Coinmunic-uu-sc ao jnis municipal.
Ao mesmo. Declaro a V. H., afia de que ee
sirva de fazer constar do collcctor geral do muni-
cipio de Nazaretb, que o Ministerio da Agricultu-
ra, Commercio e Obra Publica?, em aviso de 15
do o rreute approvon a decisio desta Presidencia
de 11 de Agosto ultimo, no sentido de dever ser
aceito cm qualquer tempo o accordo do preco do
escravo libertaudo pelo fundo de emancpacito des-
de que for favoravel Fazenda Nacional, nos
termos do telegrama)* do mesmo ministerio de 26
de Julho de 1841.
Ao mesmo. Mande V. S. fornecer enfer-
mara militar o medicamentos e pineeis de que
trata o incluso pedido, por dnplicata, coulorme so-
licita o brigndeiro commandante das arma em of-
ficio n. 578, de hontem datado.
Ao mesmo. D.'elaro a V S., para os fias
convenientes, quo autorisei o director do Arsena:
de Guerra a mandar fornecer ao director do pre -
sidio de Fernando de Moronda, tres caixoes com
1">,5 de coinprimcnto e 1"> do largura, para acon-
dicu nameuto de artigo que lein de ser recnetti
o ao mejuoo ara'nal alm e m m dad) em ecn
sumo, conforme deteribioou o Ministerio da Guer-
ra em aviso de 2 de Outubro findo.
Ao director do Arsenal de Guerra. Mande
Vine fornecer ao director do preaidio de Fernan-
do de Noronha, tre caixoes con lm,5 de compn
ment e l111 de largura, para acondicionamento de
artigo que teem de ser rcmetlido a esse arsenal,
afim de serem dados em consumo, conforme deter-
min -u o Ministerio da Guerra cm aviso de 2 de
Outubro fiad >.
Ao gerente da Comp-nliia Peraambucana.
Remetto a Vmc. os inclasos papis acompanhados
de copia do Ministerio da Justina de 11 do corren-
te, tedot concernentes a passagen cffectuadas em
vapores dessa companhia, afim de ter lugar a re-
forma da conta de que trata o citado aviso.
Ao inspector de higiene. Transmiti a
Vmc, para os fias convenientes, a copia inclusa
do oficio hoje expedido A Cmara Municipal do
Recite sobre o assumpto de sua representacao de
hontem datada, a respeito da qnal tambem man-
de ouvir a Reparticao de Obras Publica.
Ao engenheiro fiscal dos engeuhos centrues.
Em solucao ao requerimento da Companhia Cen-
tral Sugar Factories of Brasil, Limited, em que
podo pcrmisso para vender alguna machinismos
que iinportou. livre de direites, para as respectivas
fabricas, e aob o qual intorinou Vmc. cm 26 do
corrente, dcclaro-lhe que devn a companhia apre-
sentar a esta presidencia urna rclaciio dos objectos
que pretende vender com os preco devidamente
descriminados.
Ao promotir publico da comaro de Villa
Bella.Transmiti a Vmc. o incluso oficio do Dr.
chefe de polica, datado de 9 de Julho ultimo, sob
n. 678, acompanhado do que lhe dirigi o delegado
do termo de Floresta em 18 de Maio d'este anno,
e do inquerto que teve lugar relativamente a Eus-
taquio Lopes de Barros, 2.a supplente do juiz mu-
nicipal do mesmo termo, afim de Vmc. contra elle
procedei,de couformidade com a le, visto achar-se
indiciado como autoj da morte de sua filha Amela
na, no lugar Ctchopira dist'icto de Belmonte,
ne.-sa comarca.
A' junta clasificadora de escravos do muni-
cipio de Panella.A' vista do que Vmcs. inLr-
mam no oficio de 23 do corrente, approvo a nova
classificacao, que, por copia acompanhou o de 8
tambem do corrente, para applicacao da 7.a quota
do fundo de emancipadlo.
Determino que o agente, memoro dessa junta,
findo perante o juiz de orpbSos o praso de artigo
34 do regulamento de 13 de Novembro de 1872, o
qual de ver ser contado de quando for abi cenhe-
cido o acto da approvaejto, promova o arbitramento
dos libertando, na forma do art. 37, e seguintcs
do dito regulamento e % 7 do are. 3. da lei n.
3,270, de 28 de Setembio do anno passado,, tendo
na maior considerado o disposto na ordeno circular
do Thesouro Nacional de 16 de Julho de 1883, visto
qne imprescindivel conhecer-se as condenes phy
sicas e outros defeitoa de taes libertando.Com-
uiunicou-se ao juiz municipal.
Portara :
A' Cmara Municipal do Recifc.Transmit-
tindo a copia inclusa do oficio que, hontem, diri-
gio-me o inspector de hygien", tenho por fJm re-
commendar Cmara Municipal do Recife que
informe a respeito com toda a urgencia, dando
desde logo as providencias, que e.tivercm a en
alcance sobre o assumpto do predito oficio sem
prejuizo entretanto, da meddaa, quo julgar pre
cisis indicar, para o saneamento da cidade, prin-
cipalmente acerca do melhor meio de remoco do
lixo das casas ou ras da cidade e aterro deca
rados.
Aproveito a occasiao para lembrar a Cmara a
fiel execueao da le n. 1,777 de 26 do Juuho de
1883, devendo haver o mximo cuidado e vigilan-
cia de modo que, a tirada do lixo nos alagados,
sem ser convenientemente edpalhada, nao se for-
mem de permeio, pequeos charcos coma se obser-
va muitas vezes, dando lugar a emanacoes ftidas
e insalubres. Outro sim, convm que os lugares
aterrados sejam immediatamente cobertos de urna
carnada de areia, para obstar qualquer exbalac&o
do subsolo.
EXPEDIENTE DO SECRETABIO
Oficios :
Ao commandante das armas. S. Exc. o Sr.
presidente da provincia manda communicar a V.
Exc. ter autorisado a Theaouraria de Fazenda a
s-itibfazt o pedido de medicamento, que veio an-
nexo ao seu oficio o 578, de hontem datado.
Ao 1. secretario da Assouobla Provincial.
O Exm. Sr. presidente da provincia manda com-
municar a V. 8. em ntsposta ao sen oficio, n. 187,
de hoje datado, que amanha 1 hora da tarde
comparecer, afim de abrir a sesso extraordinaria
dessa Assembla.
DESPACHOS DA PBESIDESCIA DO DA 14 DE
DEZEMBRO DE 1866
Abaixo assignados, residentes no povoa-
do de S. Miguel de Ipojuoa. Informe o
Sr. adminibtrador dos Crrelos.
Augusto Xavier Carneiro da Cuaba.
Concedo.
Baltar Irmaos & C No podendo o
despacho de 23 do Setembro do anno pas-
sado, cm quo o inspector do Thesouro man-
dou quo os recorrentes viessem pelos tra-
mites do 4 1- do art. 10.) do rt-<;ularaento
de 4 de Julho de 1879, ser consilerado
come'; i de recurso, o qual s ae tornou
eff.-ctivo pelo requerimento de 6 de Setem-
bro deste anno, s.-n'lo preterida, poitanto,
a formalidade substancial do prazo de 30
das (cit. art. 10'J), bem julgou n unta do
Thesouro, a 30 de Setembro ultimo, dui
xando do Consulado, pelo que deneg provimen-
t ao presenta recurso (artigo do regula
ment citado e mais o art. 148 do regula-
mento de 2 do Julho de 1879.
Major Kstevao Jos Ferraz-Informo o
Sr. inspector interino da Theaouraria de
Fazenda.
Bacharel Francisco Domingues Ribeiro
Vianna.Sim
Francisco Goncalves Torres.-Sim, nos
termos do art. 14. do regulamento de 4
de Novembro findo, fcando o thesoureiro
obrigado a depositar no Thesouro Provin-
cial, ou no Banco do Brazil, visto estar na
crt a maior parte do dit.heiro apurado,
em conta da provincia, na conformidade
dn art. 7 do KeguUmento de 2i de Abril
de 1854 a importancia dos bilhetes vendi-
dos e dos quo se 'orcm vendendo at a
poca da extracto, .lvenlo a primeira
entrada, da quantia ora existente e da qu"
ento existir, ser feiu impreterivelroente
at 30 do corrente mez, o as outras igual-
mente no dia 30 de cada mez, pr stando o
thesoureiro imiuediattinenta cm seguida
contas do estado da lotera, cuj. veraei
dado ser ts.-alisada nos termos das ins
Iru-c3 s vigentes o das que, am rtflafSo s
loteras, serSo expedidas por este gtverno,
tu lo sob as penas legres ou reglamen-
tares. Este adiaruento ser definitivamente
ultimo e nico. Os bilhetos nao vendidos
ficar.lo por conta do thesoureiro, sem re-
ponaabilidude algutua da provincia (art.
8. do Reg.). O caso de nao extracto lotera importa para o thesoureiro a obri
ga portadoros dos bilhetes, a perda de todas
as vantagans o liquidaso da lotera, como
precetuam os arts. 15 a 16 do citado re-
gulamento de 4 de Novembro findo.
Dr. Jos Zeferino Ferreira Velloso.
D-se.
Joaquim Augusto de Souza Rangel.
Informe o Sr. inspector geral da Instruc-
cao Publi-a.
JoSo Affonso da Albuquerque.Requei-
ra Assembla Legislativa Provincial.
Jos Mendes do Freitas. A' vista da
inforroajSo do fiscal da companhia nao pode
ser defer lo.
Jos Francisco dos Santos Miranda. -
Informe o Sr. inspector da Thesouraria de
Fazenda.
Manoel Rufino de Carvalbo.Ramettido
ao Sr. director do presidio de Fernando de
Noronha para providenciar, verificando a
verdade do allegado.
Secretaria da Presidencia do Pernam-
buco, em 15 de Ddzembro 1886.
O porteiro,
Francelino Chacn.
'ommando das Armas
QUABTEL DO COMMAXDO DAS ARMAS DB
PEKNAMBCO, 14 DE DEZEUBBO DE 188l)
Ordem do dia n. i42
Publico, para conhecimento da guarnicao, que
apresentou-se hontem a este commando de armas
o Sr. 2 cirurgiao do corpo do saude do exercito,
Dr. Arlhur Orato Al ves Carnauba, que i> chando-
so agregado ao respectivo corps, foi julgado
prorapto em iuspeccao de saude a que foi submet-
tido.
(Assignado) Jos Thomaz fronc.alves,
coronel commandante das armas interino.
(Conforme)O tenente Joaquim Jorge
de Mello Filho, ajudante de ordena interino
e enoarregado do detalhe.
Reparti?5o da Polica
Seecao 2aN. 1221.Secretoria da Po-
lica de Pernambuco, 15 de Dezembro de
1836.- Illm. e Exm. Sr. Partecipo a V.
Exc. que foram hontem rebolludos Casa
de Detencao os seguintes individuos :
A' minha ordem, Joao Francisco dos Santos,
vindo de Timbaba, come sentenciado.
A' ordem do Dr. delegado do Io distric-to da ca-
pital, Silvano Gomes da Silva, por uso de armas
densa*.
A' ordem do subdelegado de Santo Antonio,
Honorata Angela da Conceicjto e Leocadia Mara
dn Conceico, por disturbios.
A* ordem do do 2o districto de S. Jos, Boaven-
tura Carneiro da Cunha, por embriaguez e dis-
turbios.
Ere oficio desta data communicou-meo sub-
delegado do Recife que hontem pelas 9 horas da
noite, no Forte do Mattos, da mesma freguetia,
os individuos de nomes Antonio de tal, conhecido
por Antonio Sebo e Adelino Joao do3 Santos, tr-
varam se de ratoes resaltando sahir Adelino fe -
rid) com duas facadas.
O offenssr evadio-se e o offendido foi recolhido
ao hospital Pedro II, fim de ser vistoriado.
O respectivo subdelegado abri inquerto.
Pelo subdelegado do 2 districto de Maricota
foram remettidas esta reparticao 8 facas de
ponta, 1 caivete, 1 compasso e 1 gaza, tomadas
pela polica a individuos desordeiros.
Dcus guarde a V. Exc. Illm. e Exm.
Sr Dr. Pedro Vicente de Azevedo, muito
digno presidente da provincia. O chefe de
policia, Antonio Do'nngos Pinto.
Thesouro Provincial
DESPACHOS DO DIA 15 DE DEZEMBRO DE
1886
Luiz Carlos da Costa Villela. Archive-se pilo
Contencioso.
Joao Caetano Ribeiro e Antonio Goncalves Fer-
reira Casco.Satisfacam a exigencia da Conta-
doria.
Miguel Jos Rodrigues Braga.Entregue-so a
quantia em deposito.
Manoel Xavier Carneiro de Albuquerque.Ao
Sr. Contador para conhecimento, e ao Contencio
so para lavrar termo de contracto definitivo.
Dr. Clementno de Mesquita.Informe o Con-
tencioso.
Sebastiao Goncalves de Bnto, Maria Magda-
lena daMotta, Vicente Jos d- Britto Jnior, Ju
lio Fernandea C. Thom Jos do Reg Barros
e Peregrino Affonso Ferreira.Iuforme o Sr. Con-
tador.
Carolina Josepha da Silva Pmheiro, Antonio
Francisco Carvalho Cardoso e outro.Informe o
Sr. Dr. Administrador do Consulado.
Rufina D.metria de Souza e Arthur Naziazsno
dos Sintos.-Facam-se as notas da portara de
hcenca.
Dr. Joao Baptista Regueira Costa, Jos Maiia
Soares, Antonio Francisco de Albuquerque, An-
tonio Vasc> de Algonez Cabral e outros, do ex-
collector de Tacarat-Haja v3ta o Dr. Procu
rador fiscal.
Consulado provincial
DESPACHOS DO DIA 15 DE DEZEMBRO DE
1886
Farla Sobrinho & CCarti6que-se.
Barbosa & Santos.A' Ia seecao para es devi-
dos fina.
Jo= Bernardiuo Rosas, Deifina Maria da Con-
ceico Azevedo, Manoel Gon9alve3 Ferreira Silva,
Joaquim Albino & <'., Manoel Marques de Amorim,
Rita Maria Firmina de Almeida.Deferido em
vista das inf.irmaces.
Antonio Pceira da Cunha, Justino Pereira Al
ves o Antonio Goncalves de Azevedo.Informe a
1 seceJo.
PERNAMBUCO
Assembla Provincial
2* SESSO EM 9 DE DEZEMBRO DE 1886
PRESIDENCIA DO EXM. SS. DB. JOS MAOEL DE BARROS
WAHDEBLET
Sumabio.Abre-se a sesso.Leitura e appro-
vacu das actas da sesso de 3 e das
reunioes de 4, t e 7 do corrente.
Expediente. Requerimento do Sr.
Jos Mara sobre a captura do Ja-
piass Discurso do Sr. Jote Maria.
Ordem do da : 1.* discussao do pro-
jecto n. 103 deste anno. Discursos
dos Srs. Costa Ribeiro, Gonc^lvus
Ferreira. Praxedea Pitauga, Barros
Uarret'i Jnior e Jos Muia. Re-
querimento do Sr. Ferreira Jacobina,
p :dmdo o adiamento da discusao.
Levanta-ae a sesso.
ttiJt0 neio da, taita a chamada o vorificando-se
presentes os Srs. Ratia e Silva, Julio de
Barros, Goncalves Ferreira, Soares de Amorim,
Joo de S, Ferreira Velloso, Costa Ribeiro, An
tonio Victor, Augusto Franklin, Baro de Caiar,
Rosa e Silva, Rodrigues Porto. Reg Barros, Cos-
ta Gomes, Gomes Prente, Jos Maria, Juvencio
Mariz, Drummoud, Prxedes Pitanga, Joo de
Oliveira e Domipgues da Silva, o 8r. presidente
declara aberta a sesso.
Comparecen! depois os Srs. Birro3 Barreto J-
nior e Ferreira Jacobina.
Faltam os Srs. Barros Wanderley, Visconde de
Tabatnga. Baro de Itapissuma, Coelhode Novaes,
Luiz de Andradn. Herculano Bandeira, Sophronio
Portella, Solonio do Mello, Liurcncode S, Ama-
ral, Andr Das, R-'gueir.i Costa, Constantino de
Albiquerque, Joo Alves, Rigoberto e Affonso
Lus'osa.
Sao lidos pelo Sr. Reg Barros, ervindo do 2."
secretario, e approvados sem debate as LCtas da
sesso de 3 e das reunioes de 4,6 e 7 do corrente.
O Sr. 1." secretario procede a leitura do se-
guate :
EXPEDIENTE
Um officio do secretario do governo commu-
nieando haver tido o conveniente destino o ponto
dos empregados da secretara da assembl, rela-
tivo ao m-z de Novembro ultimo.Int-irado.
Vem mesa, lido. approvado e posto em dis-
cusso o segunte requerimento :
Requeiro que se pe;a presidencia da provin-
cia ioformacoes das providencias tomadas sobre a
captura de Japiass, como introductor e passador
de moeda filsa.Jos Maria.
O Sr. Jos Maria : E' de summa impor-
tancia, Sr. presidente, a materia que vou oceupar-
me.
Nao se convenc porem S. Exc. de que me es-
praiarei em largar considerares ; nao ba mesmo
neceasidade disso, porque o assumpto de que vou
tratar impoc-se pola sua importancia, e, por pou-
cas que sejam as palavras que cu profira em jus-
tificaco do requerimento quo acaba de ser posto
em discuseo, bastaro ellas para convencer esta
Ilustre Assembla do que deve appoial-o.
Correu por toda esta cidade que com annuencia
dos agentes da polica do alto serto havia-sejmon-
tado urna fabrica de moeda falsa, que fora intro-
duzida na circu icio. Efiectivamente, conforme
se verificou, o facto era real ; tinha sido innudado
o serto do Pernambuco c das provincias voinhas
de papel-moeda fabricad > as offi.-inas protegidas
pelos agentes do governo que iufelicita esta pobre
patria.
A imprensa liberal denunciou o facto, demons-
trou luz da evidencia, e, longe de se tomarem
providencias, aquelle que era aecusado c mo prin-
cipal autor desse crime vem a esta capitaldis-
se-se. e isso nao foi contestadoapadrinhado pelos
directores da poltica actual, pelos chef s, e foi
bem recebido pelo chefe de policia, que o submet
teu a um ligeiro interrogatorio, por elle proprio
requerido; pelo presidenta d'ento, o Sr. Ignacio
Joaquim, de triste recordaco para esta torra, e
como um benemrito da patria voltou ao seu torro
natal, levando um delegado por elle proprio esco-
Ihido, porquanto aquelle que l estava nao lhe con
viuha, poia nao pactuava com o crime con a im-
moralidade.
Para bom entender meia paUvra btsta, mas
como aquellos camponios, que nao teem longa pra-
trica d'estas cousas, nao sao bons entendedores,
era necessario, nao meia palavra, mas urna grosa
d'cllas, C a nomsaco d'um delegado escolhido por
Japiass, que o cavalgava, foi jnlgada bastante
para que elles se convencessem, era a prova evi-
dente, inconcusaa de que o governo protega o
criminoso, de que o govsrno quera aquella estado
de cousas, para uo anormalissimo, mas pereita-
mente legal na situaco que atravessamos. .
Conata-me que o Sr. Dr. chefe de policia e mes-
ao o corajoso Sr. Igaacio Joaquim tveram certa
repugnancia em encapar crime to audaz e to es-
candaloso ; mas as ordena foram terminantes. As
cartas eram to frisantes, os telegrammas expe-
didos continbam Iiuguagem to formal e to deci-
siva que os caixeiroa outro remedio nao tveram
seno obedecer a ordens do patro.
Eo escndalo tocou a meta.
Foi pronunciado Japiass ante as prova 6 7i-
dentes, as provas palpaveis.
Este, poru), em vez de ser preso, fingi que se
occul'.ava ; mas o que verdade. o que real,
que elle permanece no mesmo lugar ende sempre
res;do, a a authondade crusa os bracos, porque
Japiass um chele poltico, porque Japiass faz
depressa ministros e conselheiro.'. e a um homem
destea se deve, nao prender, mas cobrir com o
manto da misericordia governamental.
Quando aqui esteve o cri.r.iuoso, j o Sr. Dr.
ched de polcii tinha recebido todas as intorma-
coea referentes a> facto, j S Esc. estava de posse
de todas ollas
E' um facto qu ^ se me nao podo contestar, porque
em vistas das datas, 'provarei. com o < Diario
de Pernambuco em que foi publicado um artigo
laudatorio do Sr. Ignacio Joaquim, por oecasii
de deixar a presideuca, para emeudar-se a mo,
como se costuma dizer, por isso que na vesperu
havia sido publicado na mesma folhi um artigo
que era a condemoaco da presid-nca dejse ho-
mem. Maa, dizia eu, j o chefe de policia tinha
recebido todas as intorm ie.i"'-'* referentes ao facto,
j tinha recebido mesmo copia do inquerto a que
se hava procedido, c. longo de mandar traucan^r
nm passador de notas falsas, q io trata a ousadia
do procralo, maudou o embra cm piz, levando
0 salvo conducto, que era o delegado de policia.
Menos feliz do que Japiass, porque, embra
seu cmplice, todava nao tcm a importancia poli-
tica desse chefe de aldeia, Jos Peiiado foi preso.
Comprehendeu se, porni, que sera consa para bra-
dar aos cos a priso do menos criminoso, quando
as barbas da autoridade andava o principal cal
pado, e euto engendrou-su um mei i fcil de fa-
zer-se cquidade : deu-sa evasiva a este
O Sr. Goaes PrenteJos Pallado foi preso
em fligrane, quaudo passava cdulas falsas, e Ja-
piass quando esteve uesta cidade, todos ignora-
vam qne fosse passad r de cdulas falsas.
O Sr. Ji-s MariaVem em meu auxilio o aparte
do i obre deputado :Pelillo foi preso cin ti i-
grante quando passava cedulss filsaj, fabricadas
por Japiass...
1 O Sr. Gomes PrenteNao sei se eram^br^
cadas por Japiasa.
O Sr. Jos MariaEram por e!!-dadas a Pil-
lado, e toi elle quem as (tbrieou ; e ncuo. pode
dizer o nobre deptifSuo que, ao tempo em que aqui
esteve Japiass, nao se tabia que era verdadeiro o
facto, porquanto, como acabei de dizer e hei de
proval-o exbuberantemente, ao tempo em que elle
a.|ui esteve e eoufsrenciou com o chefe de polica,
ao tempo em que Japiass foi recebido com as
honras de cacique do lo" distrieto, na sla prcai
dencia', n'aqueile mesmo palacio que j tem hos
pedado o actual chefe Jo Estado e o futuro im-
perador deste paz, o frauces ti ist'o de Orleans,
quando Japiass foi recebido pelo chi fe de polica
e por S. Exc. o Sr. presidente da provincia, j era
couhecido nusta capital.. .
O Sr. Gom s PrenteX', senhor.
O Sr. J.s Maria... a historia nefanda deste
crime audaz.
0 Sr. Gomes PrenteContesto.
O Sr. Jos MariaV. Exe. contesta sem eouhe-
ciraeuto de causa, mas eu me eo.nprometto a pro-
val o amauh desta tribuna,...
O Sr. Gomes PareuteVamos a ver isto.
O Sr. Joto Mana... de forma quo V. Exe.
ser forcadu a calir-se, que o facto ji era conhe-
cido uesta capital e priucipihu-'i-te do chefe de
polica, que ro ir priinairo a recebe.- as iuf -rma-
edes precisas, os uecessarios documentos, ao tempo
em que com elle esteve Japiass.
O Sr. Gomes PrenteLa t >inb m o r.cebi e
ignorava que elle fosse passador de notas falsas.
O r. Jos MaraO Sr. Ignacio Jcaquim rc
cobeu carta do Sr. Jco Alfredo, reconjaendao
do-lhe com insistencia qne attendesse em toek
a Japiass. fc'C
O Sr. Ge mea PrenteSe nos nada sabamos,
muito o menos o Sr. Joo Alfiedc, que ento ae
achava nB crt;. GsSM
O Sr. Jos MariaJapiass era ccnsidtradc
como chefe poltico do 13 districto...
O Sr. Gcmes PrenteQual chefa?!
O Sr. Jos Maria... nao precisava, portante
de credencial por escripto, nao precisava, arada
mais, de telegramma que o recommendasse s au-
toridades da provincia.
Esta rcccmmenda^o, poia, quera dizer:este
homem um criminoso, mas fecbem-se os olbos a
tudo, porque elle nosso correligionario
O Sr. Gcmes Paiente-Tal recommendaco
que nao veio.
O Sr. Jcs MariaV. Exc. nao d a sua pala-
vra de honra em como esta recommendaco aw
veio. r."'-Sb
O Sr. Gcmes PrenteGaranto ao nobre depa-
tado que nao veio.
O Sr. Jos MariaPois eu garanto a V. Ere.
que veio, e, mais anda, que essa carta do Sr.
Joo Alfredo, recommendando Japiaae ao Sr
Ignacio Joa .;uim, foi depois reclamada p> le seu
autor, e btm assim qne o Sr. Ignacio Joaquim clarou terminantemente que nao a devolvera.
Affirmo a V. Exe. que, se as coutas chegarec
ao ponta de ter necessario declinar nomes, ea c
farei, porque jamis deixar-me hei passar por men-
tiroso.
O Sr. Gomes PrentePe: de-me : eu nao dase
qne V. Exc. menta, mas qne se acbava mal infor-
mado.
O Sr. Jos MaraJ garant a vci acidade das
minhas assercoes e duvido que V. Exc. teuha s.
coragem de affirmar o contraro do que cstou di
zeado. Que venha o Sr. Ignacio Joaquim ou ai
guem por si contestar-me e eu desta tribuna oc
pela impronta declinarei nomes.
Sigo pratiea muito diversa d'aquella que este-
belecida entre los : entendo que nao se deve ter
certas cousideracoes, quando se trata de certoe
f> cfos ; pens que em todos os faetos de vida hu-
mana e principalmente na poltica deve-se ser sis-
cero, verdadeiro e franco. -<
Assim, se as minhas assercoes forem contesta-
das pelo Sr. Ignacio Joaquim ou pelo Sr. Joac
Alfredo, desta tribuna ou de tribuna anda mat
alta do que estada imprensa, deitareios facise
as pessoas. **'&?
O Sr. Gomes Pi ren teDemais, o Sr. Joo Al-
fredo nao est inhibido de reccmmendar om
amigo. .."S*
O Sr. Jos MarfaAgoia o caso ,outro: j V.
Exe. nao contesta que o facto verdadeiro.
Mas, pergunte:Se o conselheiro Joo Alfredo
nao ignorava quem era Japiass, a qne vinha est*
recommendaco ? Pois eu, admittida a hypothese
de ser um homem poltico de grande importancia;
teria, por ventura, necessidade de recommendar
aos qne esto sob as minhas ordens, correligiona-
rios reconhecidamente prestrnosos ?
De certo qne nao.
Pois para que o chefe de polica e presidente da
provincia carecia de recommendaco para beai
acolber Japiass ?
Mas, dzia eu, Japias.- foi preso, embora pro-
nunciado, e isto devido protceco escanda-
bsa...
O Sr. Gomes PrenteNao appoiado.
O Sr. Jos Maria...que lhe foi dispensaos.
pelo vicepresidente e chefe de policia, por ordem
do grao visir de Pernambuco.
O Sr. Gomes PrenteNao houve proteceo;
ao contrario, o juiz de direito cumprip a lei e des-
pachou os autos como entendeu. Nao houve ap-
poio das autoridades.
O Sr. Jos MariaPorque razo se demittic
um delegado que all estava cumprindo o seu de-
ver, para seguir um cutro consignado a esse cri-
minoso V Ah! Sr. presidente, que lancen se c
manto da misericordia sobre elle...
O Sr. Gomes PrenteSo elle est pronunciado,
como lancou so o manto da misericordia sobre
elle?
O Sr. Jos Maria...que se conserva na sus
fazenda denominada Caixeir, vista de todos usu-
fruiuda o resultado do crime. Pois nao publico
e notorio qne aquelle criminoso audaz, que teve a
coragem inaudita de, implicado no crime de moeda
falsa, entrar por esta cidad--, procurar as primea-
ras autoridades policiaes, e d'aqui sahir trium
phante cavalgando o delegado, est zombando da
lei e da jussica ?
O Sr. Gomes Prente N'io era criminoso quac-
do aqui esteve.
O Sr. Joi MariaNao era criminoso, diz o no-
bre deputado !
Deixemos de lado esta parte e discutamos c
mais, pois, eu voltarei amauh para provar a mt-
nha asserco.
O Sr. Gomes PrenteEu garanto ao nobre de-
putado que o chefe de policia ignorava completa-
ra :nte tudo sto.
O Sr. Jos MariaAqui mesmo n'esta cidade, 6
nobre deputado encontrar dous conservadores, o*
Srs. Telesphoro Lopes e Dimas Braga, amboe
i'aquelle districto ; S. Exc. procure encontrar se
com elles e pergunte Ibes se estou amrmando um*
inverdado ou se digo a verdade em todo o seu es-
plendor. Pergunte a esses dona conservadores, e;
que eiles digain se, ao tempo em que esteve aqui
Japiass, j se cao tiubam passado sedulas falsas
ese j na, havia sido el e denunciado como tal, a
tempo bastante e ser aqui conhecido s facto," e
ento o nobre deputado ter aprova do que venko
de d zer.
S. Exc. informe se delles e ento cuvir dtw
seus labios aquillo que agora digo.
O Sr. Gomes PrenteJ disse : quindo Ja-
pasa aqui esteve, eu ignorava completamente.
O Sr. Jos MariaIsso outra cousa : o nobre
deputado poda ignorar, mas o chefe de polica de-
va saber, j pelo deeer do cargo qua exerce e ji
pelas Cininuuicacoea que tinha recebido.
O Sr. Gomes Prente d um aparte.
O Sr. Jo_biiufATsmTTj>estBifr3a!;';.;;; !:c-
cadtT. "
Nao affirmo que o nobre deputado soub sse da
facto, o que affirmo que muita gente sabia, que
quasi todos couheciam o facto, principalmente
chefe de poiicia, pdenlo, entretauto, o Dohre de-
putado ignorar, porquauto, S. Exc, embora repre-
sentante d'aquelle districto, 'odavia nao na po-
ltica seno um dulcante, quo vive na sua banca,
tratando da sua adv<>gcia principalmente e so
appap-cc com afsu em certas occasioes.
Effectivamente, S. Exc. na verdadeira aceepec
da palavra, nao um homem poltico.
O Sr. Gomes PrenteEu nao coasidero issa
como urna off-naa.
O Sr. Jos MariaNao offensa, nao senhor.
Aprecio-o milico para framente, sem causa, sem
motivo offeudel-o.
Nao leuho cases hbitos, esses costumes. ,
lia duas classes de polticos: ptliticos activce
que ae s..enfieam pelas ideas que si>stentam, po-
lticos que nao \oi nada ante si seno a polti-
ca ; hoin-ns que nao querem saber de couea al-
guma, quo seu ideal aquillo, e que a deapero
disto, ou mesmo por isto, umitas vezes sao esque-
cidos, atirados valla cimmuui ; e p liticos poi
diletantismo*,) verdadeiros touristes, quetSo en-
tretanto mais felices : vi vem na sua banca, em seu
emprego, fazendo barrctadaB ao partido que est
no poder, s depois intiam em ccuipeteuci cornos
outros e nao raras vezes os sobrepujan)
Esta a veroade, e nao ha nisto cffensa algtt-
ma.
Mas, diza eu, pode ser que o nobre i'cputado
ignorasse, e acredito mesmo que .".uorava ; pok
i

I
1 HUTllaM I


/

*
Diario de PernamhncoQuintifeira 16 de Dezembro de 1886
-%> traite direi to de duvidar de sua palavra. Nada
aa aae mais me encommode do que quando alfir-
9B aaa tacto, acbar siguen? que roe conteste, sem
ar-s-siar fundamento.
O 8. ornea PrenteEu nao eneampo acto
> de ninguem i se aoubesse difia ao nebro
18r. Jote MariaMas d'abi para a ignorancia
d tac fe de policio vai um pass? muito grande. O
-*aefe e poli :ia sabia ; j tinba recebido o inquo-
3**ay t, tntrctau o, propoz a daamiio do delegado
gya* toi depoit elogiado pela Sr. Igaaeio Joaanim),
a amando um airgsaiaa feioio da japiata, que
acotado nVle taaio d'aaui e surga la.
Pb, qnando b9so a luz so ni tivesae feito
uJuta como so tasaba feito...
Sr. Praxeaa* PitaapaGomo lu elctrica.
OS. Jos BesanaLas elactriea, diz V. Exc.
til...
ebefe de polieia poda, Je pota do aarrmu
ro-ane se tinha feito cm tomo de sua peaaoa, de-
-MaV> das denuncias aprea'-nta las com instancia na
aajtrtiiii, depois das ioformacoes que se haviam
je^atc, depiis das diligencias procedidas e de
ape alte tinha canbeciraento, aiada mesmo, digo,
a verdad* nao tivesae apparecido, como
Ifco de luz elctrica que o obumbrou com-
e, eoro o pouco que porventura houves-
is;n* eaante qa o Sr. chfe de polica deait-
Mrsa delegado militar que pira alli liaos man-
jatiavaoa Italia cumprido os seu deveres, sem ra
jit>e sesa motivo ?
Aaaafcane S. Exc. den, nao satisfaz a anal
espirito menos esclarecido : a razio, d.z o
epatado, fji hawr carencia nesta cidade
i de linha; entretanto, pouco tempo de-
fama rnsncladoa nao dois, anas quatro oili
i avib.areB para o alto aerto, e as razo'3 que
pasvalecrr entio, prevaleca n n'aquella
,isto ao teinp i em que foram fritas as
DoineacO'8, por quinto netn maia um
fine, do exercito veio para a guaruici? desta
H alnado o fin da- mioha argumentacio, digo :
a csente que o Sr. Dr. cuota do polica deimt*
-aaan oficial militar qu pira alli elle- proprio
atada m, e r.omeatse um offcial de polieia apre-
auasaca- pea Japiass, norneasse um nocnein que,
onde pa aquellas faragena, outra poaica nao
jtxa assuuiir sena? a de cumpndor de ordens do
aataaD-Jupiasen ?
Perganto anda urna e muitas veces : era par-
latian decent esse pricediroento da Sr. Dr.
Mtk. ijc polica, anda mesmo qusndo, como dis-
jr,mk>estivesse S. Eic. bastante neute esclare-
cadD ? HBofum hornera que oceupa aquella posl-
aa, arada de mediano escrpulo, desde que um
aaivieao, ni.s condignos de Japiass aceus ido
Jat-traae de fabricar mneda falsa e abandona a
isa test para vir capital, apidrinhado pelos
aVaaa, deve eonceber a respeito delle suspeitae,
ao lagar de se lh" entregar de corpo o alma.
Afiaiil rV con tas, nao sei quein u'isto fien peior,
3 JK Dr. chele de pulid h, se o Sr. Ignacio
Jeeasra. O Sr. Dr. chite de p licia propoz u de-
omo do delegaio e a nomeacao de nutro ; o Sr.
Br. eaefo de polica proeedeu ao interrogatori ule
JafasMa, a requerimeuto deate, para descubrir
iattid irrisorio !) se era elle o paseador de aedulas
aae; o tir. Ignacio Joaquim. depoia de demittir
xSetl, o elogia pela uth'ude que assumio... .
aVaaaeetoa naa reticencias; o mais para depoia ;
asnas aae eonversar tongamente sobre isto (riso)
# ana ideal, quando ei era mu tu moco, er
aaaaacir tn appirelh o de cuja existencia te tra-
oase a asa romance i..tituladoRacainbo'e. Ks-
>p*Telbo era urna especie ae telephouo, que
aaBsararsatm era uinda desconkecido. Pois bem :
a trasto tele phone, mas um telephoue de car-
im *n*t___0 que se passa l, eu eei, e, como j
, o que ouvo nao cabe em aacco roto.
aita gente graud, que oceupa posicao
saliente, gente da plena confianca do
eeaeervador, que, no deminio do partido
, vinha contar-nos o que se passava por IA ;
o su ponho que s baja telapbone no
ser vaciar, antes que os nobres deputa-
s iaa^iai ni tapar rae a bocea, dizeudo que e
taaatsaai as b, eu declaro qae isto urna verria-
it^ti t sabern os b e nos os conbecemos. Ha
i Uiiferenca : nos aceitamos estes in-
l, porque nao licito botal-os para tora :
i tties nao am merecem confianc-. nem impor-
I>i, porin, no succedo assim ; homens
Ja eraada inp utancia no seio do partido conscr-
rdespeuo, por seutirem-se offendidos em
vi propio ciu por qualquer outro motivo,
i catar nos o que por la ouvem.
eu isto no dominio da situacao p.issa-
I aioda succede a mesma couss, e quic
or escala.
Vosaeom isto diaer que eston perf Mmente a
la aV> qae por l se passa. NYu pioeuro, mas
enjeito ; sabio e cinza cu tenho cm
tde : quando os nobres deputada quize-
tela fcil ; liquida-so isto com inuita
barulho sem matinada, totaado-se
i dos ii e restabeleccndo se a veriade.
-f>ecaadlo tocn meta .
i do centro da provincia, no 13 dia-
eatadu nesta casa pelo nobre deputa
ao> ao parlamento nacional pelo filho do ejose-
Jaaaa> luas Alfred >, urna fabrica de aedulas fal-
08- Oome.3 ParanteOnde est esja fabrica ?
Jppaarterain apenas trezentos e tantas mil ris
na Bota falsas.
<>Hr. Jjs MaraEsse o qne foi apprehen--
Hk
>Sr. Fraxedes PitangUm cont de ris foi
.aaaaasV para a c mpra de gado.
(FaatiBnam os apartes)
&a. Jos MaraAt Borbulha, naqueWea
es serles, onde at ha pouco tempo apd
r a palavra de Christo pronunciada c
i pelo inissiouario braseir-, o venerando,
atapadre lbiapina, de saudosissima memoria,
aar arapagava a f e a moral naquelles sertoes ;
aatrri, oade at ento se tmbain oiivido somente
ja a i ii i do quy ha de boin. de sao, de prande e
a-aatatar, al alli foi a inundac? de sedulae fal-
at, tapedidhs por um lumem poderoso bastante
3bb acar impune, porque teve a forca de fazer
arpr i tea i da voutade nacional o filho do con-
-sftrira ili'n A'iredo, moco que entrn no parla-
aitata te o p esquTdo.
*ar. Soaies PrenteEntrcu como oque me-
Jtorratroo, milito legtimamente.
O 8. Jos Mari*Entrou no parlamento cora o
;*es%ordo, porque desde que l peneirou mos-
> t completamente uiiito.
Sr. umes PrenteNo juizo do nobre de-
OSr. Jos MaraE' o uzo da opiniao brasi
,a-o juizo de todos aquellas que pensam, que
r om pouco adianto do nariz, de todos
isarli i qao compreheudem qui> triste e redieula
aislt elle proeedeu, peoin^o a palavra e rctiran-
a T koaidiatamcnte para nao fallar, entrando
aa>rcriato para d'ee .ahir.em acto cominao, sen-
:aadu-e em urna cadeira do parlamento para nao
ijofc>is ana s palavra !
Sr. Jeo de OveiraN5o ; elle dc-fendeu
eaaaaVaaaa
O S. Jote MaraE' tri6t." isto, principalmente
a* a-Ma- pasiva? em que se acha S. Exc, fiibo do
fcaraV maior prestigio do norte do Imperio .'
. Si. Gome-j .pgfC^ffM"'to legtimamente.
~3r" Jos liaraEl perrnaltEc^aUemsequer
aia-r se movido, de sortc que, ou entrou conT*0j2
rrdo uu pedra sem poro completamente ta-
0 Sr. liosa e Silva Entrou legtimamente e
milito dignamente oceupa a ana cadeira.
O Sr.' Joao de Oveira Entrou como V. Exc.
O Sr. Roaa e SilvaOrtamcnte.
O Sr. Jas MaraJ vejo que a generosa mo-
destia de V. Exc. leval-o-ha em breve a procla-
in ir ae infer -r as Sr. Alfredo Correia.
O 8r. Itoaa e SilvaSem duvida; nao sou su-
perior a uinguem.
O Sr. Jos MariaV. Exc. attribue por certo a
SMuiraentos partidarias o quanto tenho dito acer-
ca do seu oollegM qu^, a deap-itode tel-o a fortu
aa calloea lo asa gra cima de V. Ese, par aer
fitho de ura eaefe poltico, todava foi mal aaai-
ah oad? pesa aat urea, qae aa concedaa-IW o
dom celeste, a fagalba ciiviaaa iutclligaaeia esa
alto grao.
O Sr. Roas e SilvaSi apoiado.
O Sr. Jos MariaNio aou lUoigairo e nsa
siquer entreieaho relacoes de aaaaade com o nobce
deputado, como s; acooteaer em rahicao a outro
collegas.
E porque motieo, com relacao a S. Exc. e outroa
seu collegas no emitto esta opiniao V Qaal a ra-
zio perqu nio ocaso da cndeus.tr o mais pujante
dos talento] desta casa, o nobre deputado pelo Io
dstricto, o Sr. aa>ar de Drummoad, seuio p?r -
que assiui o considero, e tenho o dever, a obriga
cao de diaer o qnc |eiiso e o que sinto?
Vem os nobres diputados que se eu fosee le-
vado por espirito do partido a contestar os dotes,
os merecimeiitos do Sr. Alfredo Correia, desde
qne elle to conservador como o nofcre deputa-
do peJo 1* dstricto, eu procedera da mesma for-
ma com relacao a este MnMlia deputado, m diria
o mesmo eein relaci? a V. Exe. ; mas desda que
asstin nJ? procedo porque reci.nbeco ment em
um o demento em outro.
O Sr. aaaaaMta :Peco ao nobre deputado que
tenniue as su as consideraces porquo a hora e-t
a esgotar se.
O Sr. Joa Maria :Vou terminar, Sr. presi-
dente, mesmo porqu o canaa;?j ac anoiera de
mim e as c?nsid(.-racoea que tenho feito sao bas-
tantes para inspor a approv.i^ai d? meu rcque;i
ment.
OSr. Gome3 P.irente : V*. Exc. nao provou
nada.
O Si. Joa Mar: i : Nao ha cousa mais fcil
do que dzer-se lato :na? provou.
O Sr. G-ines Prenle :E hei do proral-o.
O Sr. Jos Mara :Aind* bem que o njbre
deputado toma semeihante campromisao.
O Sr. Gomes Prente :NSo sei mes no qual o
um do reqneriTiento ; o nobre deputadj nao o de-
monatrou.
O Sr. Joi Maria : V. Exc ni? sibe qual o
fim do meu requerimiento
O Sr. Gomea Prente :Nio 6'i.
O Sr. Jos Maria :Pois expliearei ao nobre
deputad?.
O Sr. Gomes Parete : -A nao sercm as bo-
nitas considerares que fez, ni? sei para qm fal-
l?u tamo.
OSr. Joa M ira : S ;r dVfefrl de minh i in -
talligencia, pois b)i voutade nao ma falta. Q iiu
do fallo para aquolles que davem ouvir-me. es
forco me por ine faz :r comprehendjr ; eou curto
de intellijencia, (ala upoiados) mas raig?-:-mo,
porque ha imita gente boa mais, curta anda.
Ea sou dcil e explicar mo hei : O objectivo do
meu requeriinento esto :pergunt-i que provi-
dencias foram dadas par* a captura da Japitsi e
J >sc Pella lo. Ambos esta? pronunciados; um
foi preso c deram lhe evasao ; o outr? permanece
na sua fuzeti I* em L opoldina.
O Sr. Gomes Prente :Elle anda foragido.
O Sr. Jos Maria :Qual forajido Anda s
barbas da autoridade policial .'
Nio preso e uera me consta que teuham sido
dadas providencias para este fim. No dominio
do anterior governador, eu nio me abalanzara a
pedir estas iniormacoes, porque tinha a certeza
que S. Exc. nio as dara.
Actual'ncute, porra, desde que nio tenh? ra-
zoes para acreditar que o honrado administrador
tenha oa meemos intuitos que o seu antecessor, e
polend? Moataar qaa !* Exc. d-sconheca todas
estas couia<, qm com certeza ni? Ibe chegar..m
aos ouvi les s:nao por portas travessas.. .
O Sr. Prxedes Pitanga : E estreitas.
OBr. Jos Mara... c escusas.
O Sr. Goa es Prente :O relatorio do governo
conta toda esta bistotia de cednlas falsas.
O Sr. Jos Maria : Iaao no relatorio do ou-
tro, mas eu sei como conta.. de meu rigoroso
dever, cerno representante da provincia de Per-
natnbuco, sentiuella adormida, que veila por tudo
quanto justo e honesto, para que seja maiitiJ- a
le cm toda a integridaie, de meu rigoroso de
ver pedir esias ntormacoes, qu servirdo peh
menos para alertar o presidente da provincia
para acordal-o, se est dormiud, que elle durma
o somno da inditferenca, que durma o somno da
ignorancia, com? acredito que succedo no caso
vertente. Sim nio tenho u direto de duvidar
dos sentimentos de qu-m quer que seja, desde que
este por tactos ni? tcaha dado motivos para i. so.
S. Exc apresentou-se dizeudo que quera o cum-
pnmento da lei em toda a sua plenitude, que nio
vnha fazr poltica da eterie, que vicha simples
mente administrar a proviucia re ularmente, im
priniu 11 em todos oa seus actos o principio da
juatica e da moralidade, e eu tenho o dever de
acreditar em a. as palavras.
i or isao, pedin i > citas mformi'.oea. quero que
chegu- ao couheei rento de S. Exc. por este meio,
que o nico que tem o deputado da opposicio de
fazer ebegar au cmliecim-nto do governo os fac-
toa que se passam na provincia que representa,
que chegue ao conbeemeuto de 8. Exc, digo, que
alli, n'um canto do 13- dstricto, representado pelo
filho do chufe poltico do Norte do Imperio, como
se i.ppcllida o Sr Conseluciro Joiu Alfredo, exis-
tcm dous criminosos, um dos quaes foi preso em
flagrante e evadio-se, e o outro nao foi preso, mas
conveniente que seja capturado para desaggra
vo da le. Coinprehendeu agora o nobre deputado
o fim do meu r-querim"nto ?
O Sr. Gomes PrenteElle einente com re-
lacio captura.
O Sr. Jii MaraAnda bem que S. Exc na
syntbose do meu discurso comprebeudeu o meu
peusain nio, que foi o mesmo que largamente des
envolv dfcsde que oinecei, at que S. Exc. dase-
me nao haver comprebendido; anda bem que nio
tou lio infeliz c mo julguei, porque ao menos com
facilidad me fac? comprcheuderpor S. Exc quan-
do me expresao resumidamente.
Tenho concluido. (Muito bem, muito bem)!
Fica adiscussio adiada, u pasan-sa
OKDBH DO DA
Entra em 1 diseuaso o projecto n. 103 d'eatc
anno (prorjgativa do oroamcuto de 18851886).
rado 1 vice-president i d'esta casa, a quem muito
considero; mal nao posso deixar de notar esta cir-
cunstancia : a pnmeira razio da nio anecio
urna censura clara e directamente dirigida a S.
Exc, quando diz que ha muitas di-posicoes que
nio deveriam ter sido recebidas e que nio ca-
ban) n projecto de orcamento.
Esta razio de nio sauccio fere antes de tidoa,
eat pode dizer-se, exclusivamente ao director des
trabalbos da Assembla, e eu nio sei com? que
haaeas poltico*, que se mostram em perfeta har
moaia, uaoeaaa. d'esta maneira Eu, no caso -o
noaao vice-peaaidente, diria ao 1 vicc-presidenlo
da proiiaaia :se julgaia que o meu prestigio nio
foi haataate para rcuuir e fazer caminharem sem
pro baaa aa acasos amigos, onde eatava tambera o
voaaa pcaatigaa? porque a responsablidade pilit-
ca da aaaeoaaaa tanta cabe a inm com a a.
S*a aai, Sr. preaidontr, se esaa prooeaimento
para ca o aosaa daaaa e honrado viee-presidente
foi determinado por urna certa moderacio e tole-
rancia com que elle aqu nos tratou que foi mo
tivo para que de certa poca em Jiante os traba-
Ihoa d'esta casa tivcssem corr lo com maia tran-
quillidade, com mais calma, do que ac ntcceu nos
prinieiros das de sessio. Em todo caso o Sr. vi-
ce-pie*ideate da proviucia quiz atur aoW eatroa
a responsabilidade do seu naufragio. S. Exc. nii
escapa a este dilemma: ou uio proeurou aonse-
lbar a seus amigos, ou prucnrou acouaeibal-os e
uio toi ouvido. Em quaiquer das tneaes o meio
de evitar o nafragio era outro.
Dovo n: tar que ha no incidente para a honrada
muira urna grande lcio. Eatamos n? primeirn
anno da legislatura. Urna asneinula eleita log>
na nssciicao do partido, urna iiiaembia coinpasta,
em dous tercis, d* conservadores, no decurso do
longos inezes, quaai um anno, nao poda fazer a lei
do orcamento da provincia, e vai justamente pro-
curar, vai servir-so da lei feita pelos seus advei-
sarios, por ceses contra quera fora ti iciccsaantej
as censuras, as aceusacoes die nobres deputadoa
e do s-u partido.
Um Sr. DeputadoSeguimos os exemplos de S
Exc
O Sr. Costa RibeiroSe fallo n'iats nao con
o espirito prevc-iiJo; o peco aos nobres deputados
que nio considercm a oiuervacto quj fjco com i
eivada de pouco cavalhcriamo.
Toco n'iato, porque acho que d? meu devar
fazel-o, chamando pira este pinto a a'tencao da
provincia e do paz, afim de que sejam esai-s,
5?
OSr. Gomes Prente No conceitj do nobre
aaaaaaaa
OSr. Jos MariaParees que o nobre deputa-
jaaeer coatestar uai facto evidente Repetirci:
a tal i ii n c >m o p esquerdo, ou uio te n intelli-
ptaaaV,
Sr. Rosa e'Silvaera urna nem outra cousa.
Sf. Jos ManaPeis o nobre di-pu'ado que
TaaiiT as pravas de que o Sr. Alfredo Correia
3ra dado de sua intelleclualidade.
OSr. Gomes PareteV pessoa do Sr. Alfredo
aatcia nao est cm discuaaio, mas o ohjecto do
caariiaentu.
^O aatros apartes).
OSr. Jote Maria Quer ir em retirada. A
{radc imi .'-si!. Se poi ventura eu me bouves-
saasaiai c.ipr- asado em relacio so nobre deputado
.ase ae honra com o aparte, haveria motivo para
aptareatos de Ss. Excs.; ento me poderiam
NbtMtar.
O Sr. Ciotr.es PrenteMas o nobre deputado
aicera a urna pessoa que nos cara.
Sr. Jet MariaPode lhe ser carissmo e en-
vxtaato uJio ser intcllgcnte. Nada tem urna
joasa toa outra.
Sf. Ro B Silva En contesto a V. Exc. e
aai mi Ha qne o Sr. Alfredo Correia um moco
iatrlierate.
$. Jet MariaNeote cato nio te poder
accaacjpaS. Exc. entrou como p esquerdo no
-aa So da rejreientacio nacional.'
O Sr. Coala RibeiroSr. preaideute, ten-
du de fazer algumaa cousideraces sobre o projee
to c-m discus.-io, coraecarei por manifestar a c.-tra-
nbeza de que me acho possuido ante o facto que
acabo de presenciar.
Sr. presidente, nao era d'este lado que deveria
erguer-se a pnmeira voz n'este debate.
De que Lrata o projecto? Qual o seu fim?
Crc-io que seu fim ni? outro seuio solver o con-
flicto suscitado entre a As9embla Provincial e a
adminiatracio da provincia, por o:casiao de ser
submettido eauecao o projecto de orcamento, que
devera reger o exercio de 1886 a 1887. Mas, se
esse o fim do projecto em discuasio, nio compre-
bendo que a honrada miioria em silencio, muda e
queda, se resolvesse a deixal o piaaar, a dcixal-o
ser adoptaio.
Sr. PitangaE' proposito.
O Sr'^'J't'' RibeiroSr. presidente, ss razoea
de na? lanc^ai,. dadas pelo 1 vico presidente da
provincia, importarerara^evidente o incate t-
velmeutc um dezar e dezar notavel purir~a: iflaiO-
ria d'esta casa. As razoes de ni? sauccio, dadas
pelo administrador da provincia, dizecn que n'eese
prejecto foram disposicoes que jmaia deveriam
ser recibidas pala mesa, qne jamis deveriam ter
sido adinittidat i discussio.
D'zcm ainda mais : que n'esse projecto foram
dispoaicoes exborbitantrs dat attnbuicoet d'etta
casa, e que importam urna inlraccio da lei funda-
mental do imperio.
Dizem ainda muito mais : dizem que n'esse pro-
jecto foram disposicoes que posposeram o nteres*
se publico, o interesse da proviucia, ao ioteresse
particular I
Entretanto, enhorca, a maioria da casa, que se
compde de dous tercos de seus membrot, vai votar,
mostrando-se iniifferente a tudo itsol Nio se
apresta em sproveitar se d'este entejo para res-
ponder, para defender os seus briol, a sua digo i-
dade assim espesinbada pelo ex-administrador da
provincu! Pon nio vedet que o silencio a
confirmacao d'aquellas acerbas e pungente* incre-
pa cues ?
Sent, Sr. presidente, que logo a primeira razio
que li, importatse um censura directamente diri-
gida ao honrado vice-pretidente da Astembla,
aquelle que dirigi oa notaos trabalbos por occa-
tiio de confeccionar-te o orcameuto.
Nio tenho nenhua proposito de molestar o hon-
sem intuitos patriticos, tzeram todava alguma
le boa, capaz de servir aos nobres deputados, us
difiieuldades ein que se achara
O Sr. Goncalvus Ferreua Dcssaa accusacea
oa partidos fazem-se reciprocamente.
() S<- Costa RibeiroSiria ptra desojar que esta
licio produzisie um outro resultad?, e que de
nutra vez os nobres deputados o os seus ami*M
q'ie eccupam as p isit;oe3 oiiciae<, fussem monos
intolerantes, aaaado so traiww da eleicj s.
Nio valia a pjnH ter feito o qae so fz, aquella
eompressiio, aquella cibali oaeaulnloia pjr oc a-
sii? da t:l-icio dos membros desta Assembla ;
nao valia n pena qu o ex-presideutu o Sr. Cos't
Pereira tivesae at adiado a i leicao para occasiio
maia comanoda e mais npropriadu a que oa &eua
amigos fosaem melh -r siicecdidoa no pleito ; ni i
valia a pena tudo ato pira terraoi urna Aascm
b ea que nem o orctmniito da proviucia foi cap z
de fazer.
O Sr. Gomes Prente V. Exc. fiz mito
bem em aecusara maieria.
O Sr. Costa Ribeiro^ Nao sou in ivido p r ne-
nhma intuito pessoal, ta.lo o n geral, da maioria
da Assembla, e entendo que, assim proceden lo,
presto um servio? miaha provincit.
Erado esperar, portante, que deasa biucada'se
levantasac alguma voz para apreciar o proced-
ment do Sr. vice-pi-esidento da provincia.
E' verdade que a maioria tem se j de algum
mod? manifestado.
Porexeraplo, o Sr. vice-preaidente da provincia
co: vocou esta Astemb'a para o Io de Outubro ;
mu os membros da maioria na? fiteram caso ue-
nhum dossa convocaca.', nenhum d'cllet cumparo-
eeu, trataram-n'a de reato.
Agora mesmo a honrada maioria apresentando
este projecto de pr rogativa do ornamento pasaa-
do, trata com menoapreco o indifferenca, po total-
mente margem o acto pelo qual o 1' vice-presi-
dente da provincia negou saacci? ao prr;jecto de
orcamento votado este hduo, e nom tequer cjnsi-
dera as razoes que eile adduzic para justificar a
sua negativa de sauccio !
Mas estas manifestar, ">-a nao me p i recera sui-
cientes ; entendo que, n? rgimen de publicidade
em que vivemos e desde que os ineua honrados
collegas membros da maiena tem sua dispoaicto
eata tribuna, seria preferivcl que viessem a ella e
se manifestassem francamente com relacio ao
proeedimeut.i do Sr. vice-presidente da provincia.
Peitas estas cunsidcraces, cumpre-me levantar
du is questo s a respeito do projecto : urna regimen-
tal eoutra constitucional.
O art. 205 do nosao regiment diz (l) :
V m os nobres deputad s que esta clispoai alo
at imperativa :
At lea nio sannccionailas pelo presidente da
provincia serio lidas na meas, assim como as ra
zes de nao sauccio, e serio remetlidaa a urna
cumraeaio especial de cinco inemoroa, para dar a
reapeito o seu parecer.
r-V urna disposicao imperativa, repito, que esta-
belece o proeeiso a seguir sempre que urna reso-
luN:io legislativa ni? fur sauccionada.
E, e isto ae deve observar cm reluc? a qual-
quer le, em geral, mais rigorosamente deve ser
curaprido quando so trata de urna lei anima, quan-
do se trata do urna d'aquellas leis, cuja uccessi-
dade, como tab m ot nobres deputadoa, urna das
razoes que determinam a existencia e a reuniao
das asseinblas provinciaes.
Hita intorpretaci? que dou aoart. 205 do noaao
regiment anda meibor se firma e mais incontes-
tavel se torna ante a lettra do art. 15 do acto
addicional a que o cit. art. do regiment faz re
fcienev
provincia e dar os meioa de occorrer a taes de-pe-
tas, se a nenhuina outra corporacio a lei dcata
competencia [que expretsameote not deu, claro
que dahi resulta para nos o dever indeelinavel de
exercitarmos a r.ttnbuicio, desde que versa sobre
materia que nii ple ser interrumpida ou suspen-
sa, qual a administraci? da prjviucia, o servico
pu?lico provincial.
Mas perguuto aos nobres deputados : esse de-
ver cumprido satisfactoriamente, couplets mente
do modo por que previa o legislador, fazendo na
uma lei de duas lionas, em que se diz que at det-
p.'zatda provincia e os impostot serio regalados
pela lei pausada, feita ptra outro exorcici??
Nio sabemos todos que as circucastaetas mu-
din de um dia para outro ?
No uma lei i-it-iramenta etinplexa a do or-
caavaatn, que joga com todo aervieo da paarin-
cia, de maneira que esta faaiUdad que aaera
iiiuaaivm a-i circn.natanciae de urn dia para ou-
tro neeesaariarnente affeta lei do orcamento,
tauto assim que, percorrendi nos a legislacio tan-
to geral c >mo provincial, encontrareoios orcaraen-
tos inuit) semelhantes, mas quaai podo-so atfir
mar a impoasiblidade de ser. in encontradas duas
Icii ornamentarias perfeitamente idntica-V
Para uto eaaiao a attaaeio dos nobres dp'ita-
dos.
Sei que n'umi 1* duciisi? se niorodom man-
dar emendas a meaa, mas cre? que pioso notar
na 1 discussio a deficiencia do pr. jecto, e o
que estou fazendo neste momento.
I'arcce-me que oa nobres deputados, ao confec-
cin trem u projecto, deveriam ter attendido que
ha certoi aervicos de que trata o orcamento e que
cortamente nio podein ser realisados pela lei do
exercicio passado.
Assim, temos verba ptra pagiment) J >, juros
da divida provincial fundada, queja uio hnje o
que era no exercicio iint -ri jr
i Um Sr. DeputadoTemos mais um omprec-ti-
cBo.
' O 8r. Costa Ribeiro-Temoa o quadro das lote-
ras, tambera uma mento.
E cotm csaaa, outroa j i nao podem ser hojeas
mearnaa.
Depiia, ha alguraai providencias salutares que
poderiamos c?uaiguar no projecto e qua admiro
que os nobrea deputado3 nio tivess-tm logo men-
cionado.
Porque racii nio havemis de dsp?r que a
que foi ara tai censurados, tio eatigmatisad s. que erapregos que vagarem dei
foram opresentados como hora-'m sern principiase' durante o exercicio. at que as circuraatanC'as ti
nain: 'iras da provincia melh?rem ?
Diz o ait. 15 do acto addicional (L) :
J i m os nobres deputados que o acto addi-
cional tio imperativo quanto o o regiment ; o
prcjidente da provincia obrigado, e por itso tem
prasj marcado, se so recusa a s-necionar uma re-
solufio legislativa, a dar as razoes da nio sanc-
cio ; e n'este caso, diz o acto addicional, o pro-
jecto ttr mbmettido a nova diteussao, e, te for
adoptado, ser remettido ao presidente.
Parece-me, portsnto, que pensamento do le-
gislador que, levantado o conflicto, este nio fique
tem solucio. Desdo que o presidente da provin-
cia remette a esta c isa um projecto de lei nio
sanecioaado, a marc-h i a seguir aquella que se
ach indicada no regulmento.
Sei qne os nobes deputados pjderio dizer : Ha
precedentes, inultos pree jdentes de leis nio sane
cionadat, que f >ram remettidos a esta casa e so-
bre at quaes se p?z uma pedra, deixaudo-ai em
esqaecimento. Mas eu direi tairbein que os pre-
cedentes nio constituem lei, e, quando nio sio
bons, nio servem para cousa alguma, nio teem
nenbuma autoridade.
E direi man : se o projecto de que ss trata
t.ase relativo a um cbjecto de que podessemos
prescindir, aos nobres depatados tal vez loase licito
proceder como em relacio a outroa projectot teem
pr.cedido, isto deixar de dar-lhe solucio ; mas
desde que os nobres deputados querem resolver a
qu-'sti, querem creamento, a marcha a seguir .
c nao pode deixar de ser, aquellt que dispon o re-
giment desta Assembla, fundado no acto addi-
cional.
Mas do acto addicional deduzo ainda outro ar-
gumento contra o projecto em uwcustio.
JA nio questio de regiment ; comidero o at-
sumpto por outra fice.
O acto addicional diz, creio que no artigo 7, que
esta assembla rounir-sc-ha todos ot annos e que
a sua sessao durar 2 m zes.
Em outro artigo mait adiante, tratando dat at-
tribucoea do presidente da provincia e mencio-
nando entre estas a de adiar a astembla, ac-
creaeenta de modo que esta nio deixe de func-
cionar durante o anno.
J veem os nobres deputados que pensamen-
to claramente expresso pelo legislador do acto ad-
dicional qne eata ussembla tunecione ao menos
uma vez no auno, que nio deixe de fuacci.uar
anuualmcnte.
Alas para que cate cuidado, eata zelo do legis-
lador constitucional ?
Esta pergunta est respondida em outros arti-
go! do mesmo acto addicional, quando estabelece
ai notsas attribuicca, entre as quaet est a de
fizar as detpezas da provincia e de cttabelecer ot
meios para suppril hs.
J veem, portanto, ot nobres deputados, que
nao podemos prescindir de cumprir etse dever,
porque etta, te uma attribuicio noatt, por ou-
tro lado tambera um dever nos-o.
Se tambera outro poder, Be nenbuma. outra cor-
poracio tea a faculdade de fixar a despeza da
Nao achara oa nobres deputadoa que til. Oflf
conveniente eata diaposcio ?
Sr. preoideute, nio au at qne ponto e-alario n?
animo da assembla, as cousideraces que acabo
da fazer.
Vaunt caminho errado, infringindo o reguh-
mento o act i addicional.
Entretanto, se a honrada maioria insistir em fa-
zer adaptar cate projecto, eu, sen que ra t queira
constituir orgia dos mena correligionarios, dos
in-in amigos pibtieos, uio du.'idarei dizer desde
j que ni) reuctare era preatar he o meu voto.
Se os nobrea deputa 1 a na? pref.-rirem earripr
o oreara-uto ni i s ni tcijiiado. s- ni > preferre.n.
corr.o parece me mellio-, seguir amirchi que nos
preacreve o acto addicional e o niaa? reg'rnent j,
ssj correr pjr sua coata, cora uu abuso que lio
regiatraio.
.Vas ni? se.rei -tu, liberal, que cintribua para
que a adrainietraca? da provincia contiuue a ar-
rceadar iropoatos aera estar devidument.e nutorisa-
da pelos man 1-.tarn do pivo ; nem serei M tara
bem, liberal, que me oppouha a que os u ibres de-
putadoi governem com nina 1-i que fizerum os
mus amibos na situacio pasaada.
Aiuda utnu ultima cjusideracao.
A provincia est senl? administrada por um
pr sident.e que ha pouco assumio aa redets do go-
verno, que ni i conheec bem a provincia e que se
mistraoio preciso dizer que nio troquii pala
vras coin S. Exc, estranho a qu.isi todos na,
nem mesmo anda tive occasiio de.apreciar aqu.-l-
las que S. Exc. aqu proferio, p>r occasiio de
abrir esta seasi', pirque, po* motivos de forca
raa or, na? pula achar-me aqu n"asa occasiio;
ento tive o prazer de ler n?j)rnal i henil desta
casa a filia de S. Exc, q le me parece que j do-
vera ter sido publicada, porquo se a aeaaao ex-
traordinaria foi convocada ptra este fim especial,
nos, deputados provinciaea, devem?3 ter a iii'ural
curiosidade de saber o que disse. S. Excmas,
dizem-me que S. Exc raostra se um hornera mo
derado, que vem fazer tima adiuniatraui? ji-sta o
imprrcial.
Ora, rf-'rindo-mo situaci? conservadora e
nio individualmente a S. Exc. direi que amodera-
cia c juatica vem a tempo, depois de desbravado
o terreno e de completa a conquista ; direi que
uma adminiatracio justa impoc a S. Exc arduos
deveret ante os quaes muitoa fraqui-jain: a juati-
ca est exigindo que S. Exc desfaca certoa actos
de grande e re olante tnJMoa. praticados por
seus antecessores.
Por isso digo que cssas promeasas de mparcia-
lidade, de juttica j nao me fazem inuita iinprcs
sio ; mas eirfim, nao quererei eu concorrer cem
meu voto para crear obataculoa nova adminia-
tracio.
Tendo externad? minhas primeiras impres-ocs,
aguardo a onntinuaco do d< bate, e procedern
como a discuseao me orientar.
O Sr. Cloaca I vea Fer reirSr. presi-
denta, as consideracea que acabara de ser faltas
pelo nobre deputado foram de todo o ponto per-
tinentas.
S. Exc nio proeurou consumir o tempo com
refl -xoes descabidaa e estranhts ao debate, lirni
tou-se completamente ao assumpto e as duvidas
que levaotou, fobretudo algumas d'ellas, cncer-
ram doutrina completamente o thodoxa.
Perinittir me ha, porm, S. Exc. que aprovei-
tando a declaracio feita no final do a- u discurso
de que eslava prompto, S. Exc pessoaimente. n
votar o projecto, eu nio procure dar pr, porces
ao debate u 'eate primeiro turno, mesmo p?rque
nio muito proprio, uma vez qu? tem de apre-
ciar ss n'clle a utilidade que incoatestavel, do
projecto, e as consideraco'S a que porventvra es-
te ae preatc, poiero ser feitas na 2a d'acuasao.
J estamos no nono dia de sessio e ainda nada
fizeraos sobre o astumpto que determinou a con-
vocacio da presente reuniio e constitu; o objec-
to do projecto em discussio.
Aceitando, pois, a alludiia declaracio i > no-
bre deputado, meu rrspcitavoi amigo, eu fac? um
appllo a toda a bancada liberal para que n'esta
primeira discussio nio demore a passagem do
projecto, que pode ser mais amplamente elimi-
nado as outras diacussoes subsequeatea.
)Ha nm aparte).
O Sr. Goncalvea FerreiraTomando em coosi-
deracio o aparte om que acabo do str honrado
dovo dizer que regularmente as?m ; mas a si-
tuacio extraordiuaria em que nos achara, deter-
mina por nossa porto um procc iimeuto tambera
extraordinario.
E' certo que a Assembia Provincial deve vo-
tar animalmente os seus orcameutoa, pois que sen-
do variaveis as necessidades ia provincia, vana-
vel tambara ser o sacrificio a exigir dj c?ntr-
uuiute. Entretant), nao obstante baver esta As-
sembla procurado desempenh&r-so, na sessio or-
dinaria, d'esse dever, o seu tra/jalho nio toi sauc-
cooado pela presidencia da prdyincia.
E' n'esta ejojunctura que not achamot, e como
o exercicio corrente j vai em meio, estando alera
disto prxima a seguu nio, limitara?-nos"a apreseotar o proj oto em da
cuasaov o'qual, seuio satisfaz completamente, tem
a vantagem de nada innovar d'aqui por diantc
at e fim do exercicio.
Assim proccJcudo, aceitamos o alvit.e le obra-
Jo por S. Exc. o Sr. presidente da provocia que
or sua vea est de accorJo om o inspp.etor do
'hetouro, oa quaes pelo acto addicional de vem
ministrar Assembla iufirmacss que a cncami-
ubera na confecci? di Ki da meios.
(Ha um aparte.)
O Sr. Cuita Ribair? -Eutio V. Exc. reonhece
que irregular.
O Sr. Goncalves FerreiraNao ha duvida que
o inaio escolhido para resolver adiffieuldade ex-
traordinario, pois citraird'imria a situacio co-
mo j descrevi.
- A apreciacio dat razoes de nao eanecao ob-
jecto de graude ponderacio, deveria oceupar por
muito tempo attencio da commissio respectiva,
ao pasao que com a apresentacao do projecto em
discussio restabelece-se o regimen legal desde
logo ; podendo com mus vagar solver-se o con-
flicto resultante da nao senecio.
O expediente quo adoptamos nao novo. Em
1877 nio se proceden a eloicsio de deputados pro
vinciaes para o bienoio de 1878 a 1879 por causa
da secca, e por isa? e em Dezenio. ? de 1878 pe-
da reunir-te a Assembla cleita no meamo anno.
Pois bem : reunida esta nio te apretentou pro-
jecto de orcamento como eommum praticar-se.
Pelas mesmas razos que nos aconaelbaram
actualmente, a commissio de orcamento di qual
fazia parte o honrad? deputad? pelo 9o dstricto
offereceu ao debite da Aasembli um projecto de
prorogatva.
Approvou se igualmente a portara presidencial
prorogaodo o orcamento do anu anterior o ina-i-
J? i-oe vigorar este cora algumas alterar/oes, ni?
muito importantes em relacio a deapeza e a re
ceita.
O Sr. Cista RibciraHouvo enti? um facto ex-
traordinario : a seeni.
.0 Sr. Goucalvea FerreiraII ye, como n'aquel-
lo auao a 6tuacio extraordinaria, embaa por
motivos diverso..
Depiis, como sectario da esc la liberal, S. Exc.
compreheada que se at agora j em meio do exer-
cicio, se tem Cobrado impoatos sem le que isto au-
thorise, por lieTatis urgente que ceaaa quanto
antes esae estado an>malo.
O Sr. C?sta Kibeir?Nio sou eu f qaem deve,
como liberal, c?mprehend-l o ; tambera os nobrea
deputados. lato consttucional.
O Sr. Gonctlvcs Ferreira -Sem duvida ; c
por isao que noa apreasamos em apreaent.vr o pro-
jecto em discussio.
Finalmente, em nome da bancada conservadora
que n'ette momento represmt?, fago ura appello
a bancada liberal para qne aiiautemos o mais
pissivel eate projent.i, om o qual restabelecere-
M o rgimen legal.
Mr. Praxeilet PilancaSr. presiden-
te, tenho certo aeanharaento d? entrar n'esta dis-
cussio, depjia que dous profiasionaes emittiram
aeu juizo. ..
O Sr. G. de Drummand V. Exc. o terceiro
protisiional.
O Sr. Pitanza, .. parque realmente atrevi-
mento da muida pirte vir, como terceiro juiz, do
cidir se esta Assembla procede com reguMridade
ou ir, ao contrario, nos acham03 n'um estado anor-
mal. Nio poaao resorvar-me para a 2' diacussio.
porque nn 1 discussio doa projectoa que per-
initti lo entrar cu, conaiderHcoea geraes sibrc a
aua conveniencia.
Nio sei, Sr. prresdentc, se o projecto foi con-
venientemente aprasentalo, ou se nio o p dara ser
antea que esta Aasembli se proiiunciasse sobre
aquelle que mitivoii a aua reuuii? cm sessio ex-
traordinaria.
Se a presidencia da provincia le prorogar at
agora o orcamento d? an >o pasaado, poderla pro-
rogal o lainbem at poca da reuniio ordinaria
d'eata aasaasbl-i, ba> M-trco, e. n'esaa i-ccaaiio pe-
dir nm bil Je ioderanidade para o seu precedi-
mento.
O Sr. Ginca1 vea Penetra B uma h.menagem
Ass".mb a I._-islativn di provincia.
O Sr. l'iax: es P.tanja Esti .\aa--nl) a re-
ne 8" agora ex'raordinariamenta, pr forct da le',
para tra'ar do projecto or^ameutario aaa ni) f'i
SHiiccionado iia pr-'sidenci i da provincia a l*>
meitn! i est-l ca pira aaaca es razo-a de ni i
sancvi? iMnitii." seu parecer. Qiinii ce tral .
I Hiu-eciar as lazoes de nao sauccii. era a occa
tiao de aprcs'ntar-se ora? emenda substitutiva
este projecti; pirquautoeu p-uso que a prnn-ira
vaeato levantadH pelo me i tumigo, o Hlastra Sr.
Dr. Costa Ribeiro, fun la-.-e na lei que noa rege,
fon l i-ae no |*rincipo i'attbeiecido h< Acto Adii-
cioual. que d itenniua que a Assembli Provincial
ae r-'una tolos os anuos co-n o fim qua.^i especial
de marcar a den-*.** da provincia e calcular ca
inci->s de que se ple laucar mi? ptra occorrer a
essa despeea.
O Sr. Gincjalves Pe-rera') orcamento a pri-
meira le da A--e:nV i.
O Sr. Pitanga llav-ndo sido convoca-la osta
Assembla espaeialme te ptra tratar do projecto
de orcamento nio saiiccienalo. nenhum outro pro
jecto de riceta e despnza pub'tica pidetia serofle-
reeidp cmsid-'racii da casa seuio c?m? emenda
substitutiva d'ess? nao sauccional?.
Es'.a quebtio para mira da raaior imnoitanciu,
porque cata Aaaembla nio ple deixar de mani-
festar a sua opinii? tnbre o ohjecto para tratar do
qual foi convocad i extraordinariamente De outra
forma seremos c impletaraentc enjazopados. cmu
se diz em lin>nagem pipular; na? sendo submet-.
tillo consider.icio da ci3a o projecto nio sanc-
cionado, como nio serio os additivos, que deram
motivo nao sancvi, e que pideri.im constituir
projectos em separado; icario prejiidicados e to-
talmente burlados oa eaforcia d-ata Asseinb'.i.
O Sr. Goncalvea FerreiraNio apoiado; a
discus-io dalles fica encaminhada c delle se tra-
tar na sessio ordinaria.
O Sr. Prxedes PitangaMas, ainda quando o
projecto em discusai? devesse ser preferido, elle
foi irregularmente apreaeutado, porque eontr ex-
pressa disposici? do regiment elle contera duas
materias.
Diz o art. 103 do regiment :
Nenhum projecto contera mais de urna rna
teria.
Di!-o clara e formalmente.
Nestc projecto, senhores, trata-se de dous ob-
jectos : tanecionar o acto pelo qual o piesidente
da provincia prorogou o orcamento qne j tinha
vigorado, e dar-lhe autorisacio para nova proro-
gar i va ornamentaria.
Un Sr. DeputadoX. materia um* .
O Sr. Prxedes PitangaSi? du.s : uma a
npprovaeio da um acto do presidente, e cutra a
autorisacio que se 1 he d para por novamente em
vigor nina lei de oromento.
O Sr. Gomes PrenteEm qualquer das dous
casos trata-i de prorogativa de orcamento.
O Sr. Barros Barreta JuuiorE' ou ni? a mea-
ma materia ?
O Sr. Prxedes PitangaSi? dous actos muito
diversos, embira sejaca da mesma especie, sio
muito difterentes.
O Sr. Goncalves FerreiraO orcimenio da re-
ceita e da desprza um piojecto.
O Sr. Barros Barreto Junior--Entretanto, nada
maia di&erecte do que receta o despeza.
O Sr. Prxedes PitangaApprovar um acto do
presidente nao o mesmo que dar lhe nova auto-
risacio.
O Sr. Barros Barreto JniorG?brar impostoa
nio o mesiLO quo dispender o producto del les.
O Sr. Prxedes PitangaPortanto, Sr. presi-
dente, o projecto contera duas materias da mesma
especia, verdade, mas differentes. Oa nobros
deputadoa deveriam pedir que a Assembla appro-
vasse o acto Ha presidencia, mandando vigorar
o orcamento passado, o em outro projecto, sub-
metter discusii? o orcamento nio sanecionado,
eeg lindo ae entao o que dispoe o regiment.
Nio poderiam estes dous objectos ser tratados
no mesma projecto, porque em relacio ao piimeiro
a questio estara terminada com a simples appro-
vayio de um bil de indemni laie,, ao pasa? que
cm relacio ao segundo ter-se-hia de proceder
trea turnos de debate.
Asaim, nio fica regular que pelo mesmo pro-
jecto e com as mesmas palavras se peca a appro-
vacio do acto e te ponha om discussio o projecto ;
nio, um nio ter discussio. Assevero ao nobre
deputado que, se separar a questio do bil de in-
demnidad?, en votarei immediatamente pe? pri-
meiro, qne p asar rapi lamente sem discussio, o
quo nao acontecer conjunctamentc, unido o ne
dido como est approvaci? do orcamento em
vigor, porque este pode acorrer as mesmas al
teraeo-'a em que iucorrcu o que nio foi sanciona-
do, e ter de voltar a esta Assembla, com os ms-
enos defeitos, o pela mesma causa sem que, to-
dava o presidente da provincia teuha recibido o
bil de indemnidade, que lhe seja conferido por
esta casa, visto como na reconhecemos que S.
Exc, ua dificieucia doa meios regulares para fa-
zer a despeza, lancau mi da lei que estava ap-
prevada.
Esta justificativa, portanto, logo aceita pela
casa ; mas a outra, nio, que ha de sujeitar se s
altcrccocs a que se subordinan] toJos os projectos
expostos diacussio n'esta casa. E, pas, ainda
assim peccou a apreaeutacia d? projecto, porcon-
ter uma materia dupla, que nio pode seguir con-
junctameute os terrenos da diacussio.
Em tods o cas?, eata Assembla so rene extra*
ordinal amento para dar o seu voto acerca do
modo de fazer as despezas desta provincia; ou
seja no 1, ou seja no 7 mez, a elle compre ies?l-
ver a maneira parque se ha de fazer a despeza e
os meioa de que se ha de laucar mi para coosti -
tuir a receita. Porta to, nio urna justificativa
o dizer-se que j tem decorrido seis mezes do pe-
riodo em que devia aer sauccionada a lei, e, asaim,
oio convra entrarmos boje na discussio de tim
projecto concebid? por esta forma.
E recordme de que nio ha muito tempo que
part? do ministro da fazenda para um presidente
de provincia, determinando que convocasso elle
extraordinariamente a Aaaembla, para que fixassc
esta a receita e a despeza, porque nio est na
competencia do presidente encerrar a sessao sem
estar prompto esse trabalho.
O Sr. Goncalves FerreiraE' isso que estamos
fazendo.
0 Sr. Prxedes PitangaPortanto, se Vv. Exea,
nio te reuuiram no mes Je Outubro, como Ihet
cumpria, a maioria actual nio tem o dircito de di-
zer-nos hoja que devenios ceder, que nio devo-
raos eutrar em questio, porque estamos no 7o
mez ; nio a V. Exc. cabe a responsabilidade de
semelhante situacio, com? maioria gov-intin-ntal,
porquo deixaram de reunir-se propositalmento em
Outubro, quando se achava na presidencia o Ilus-
tre Sr. Dr. Ignacio loaquim, cuja admintstracio
sinto nio ter apoiado, sendo alias muito amigo de
S. Eve.
Portsnto, pens qua devenios dividir o projecto
em duas partes, sendo desoe logo approvado o
bil de indernoidido a V. Excc reconhecida assim
a neceasidado que tem de fazer deapezas, laucando
mi? da le que exista em execuci?, atiraado nos
ao tapete da diacnaoio o novo orcamento, e nao
tendo em vista que estamos no 9 ou 10> mez.
Desde que se trata de urna lei importante que
deve cjncorrer para a felicidade da provincia, nio
ae contara os diaa mioguadia que decorrem da ini-
ci>-.c;ao do trabalho, porque a esta Aesembla com-
pete especialmenle a responsabilidade da direccio
dos destinos financeiros da proviucia e de resolver
acerca da maior ou menor discussio sobre a ma-
teria, toda a vez que dessa discussio resulte pro
veito para a mesma provincia.
Assim, Sr. presidente, julgo que, feita a divisio
d > projecto, padereraos marchar na discussio sem
desvantagem alguma e dcade 1 >go garanto, quanto
Ia parte, o meu voto.
Tenho concluido.
(Muito bem .')
< Sr. Barros Brrelo Juuior(Ni)
devolveu seu discurso).
O Mr. lom MarnSr. presidente, reco-
nhecendo embora a muiha incompetencia (nia
apoiado) para tratar de aasumpto de tanta im-
portancia, mxime depois qua collegas, dos mais
iiatinctos e proficientes na materia, de!la se oc-
cup-.ram, aubo trib.ina, poique a iste sou ira*
peludo pelo dever. Nio noaso deixar de manifes-
tar a minha opiniao a reapeito do assumpto que
ora ae debate.
Comcco por dar parabeM ao grande, ao gene*
ro partido liberal p'Ui prora que acabara de dar
oa nobrea deputadoa dt bancada oppista da for-
*m i porque paoeedei esse partido quaudo na go
vem <, decretan I? uma 1. i de orcamento tio sa-
bia, uraa lei de orciin-nto ti? conveniente que a
desp ito de j baver passado o praao dentro do
qual i lia devia vigorar, novamente propoato, o
iot, pelo partido contra?i? aquello que o dec-etou
e depusdo se t-rem dispendido quatro ou cinco
long'.a mesas no luces nte trabalho da rgausa-
cio d'outro orcamento. .
O que prova isto, aeuharcs, que o partido libe-
ral, c m urna mu ri-i inferior actual maioria
ce .serradora, pro-tiroii e conseguio decretar lea
jnstaa e ra7.oav.is. leil que satifliaessera as ue-
Bessidadet da provincia, o que uio pode succe-
der na actual If-gisatuM, pezir de coutar nista
AsserabJa o ptrtid? conservador uraa maioria
cuperior a dous tercos; tauto asaim que, func-
eijiinli ."i n izaa de s-ssi ordinaria, decretou
ura orcaraento pcrfeit-.inc:ite qualificado por n?,
qutnlo o chi-i.-in m>i succ-ssivanicnte com os
llames da ori,-aineiito-meg itherio, orcamento mas-
todonte, oreamen' > blantra e diversos outros.
O Sr. Coata RibeiroJjittdo! Tve nina tris-
te aorta,
O Sr. Joa Maria A censura rraia grave e
maia a-vera que se podara fazer aianoOresde-
pnio loa ni? parti de neis. Toda a o. ni riz-m-ia a-> projecto de ornamento provincial
p-rdeu so de vista, atientas as rasos upresenta-
iaapir S. Exc o cx-g.-vernador deata infeliz
tena, o Jr. Ig lacio .Joaquun, qnand? negou sanc-
(,-i i a san laesmo projecto ; po cjuan'o as consi-
deraco s por nos feitas nio chegavain ao ponto de
offeuderaafl nobr a deputad ia ; mas o Sr. Ignacio
Joaqura, para chegar ao resultado que tuba cm
vista, que era a negativa de sanecio, nio recuou
ante a i li de atirar sobre a raai ra deata casa,
maioria cumposta de c ureligionarios aeus, todos
oa bt Es porque, no mesmo tempo que me congr.ita-
lo-rae cora o meu partido, p;la prova que aquelle
qua nos adverso acaba de dar do modo regular
pirque nos procedemos neata cas, teuha grande
aentiraento. i*ranie desprazer, creiatn-n'o os no-
bros deputados, de ve!-os otsaarpelas freaa ciu-
diuas, ato e.-icimpar o acto do vce-presilen'.e
que oa offende n'aqnillo que Sr!. Excs. maia de-
vora presar : a sua dignidade !
O Sr. Joio de O.veira Palia at cm iutere3-
ses ncoufessaveis.
O Sr. Jos Mara Presidente algum do meu
partido, par mnis elevado que estivesse, par uiaio-
rea que fosaem as relaejoea que porventura cu com
elle entretiveaae, ooaseguiria jamis qus, s ilutan-
do oa sentmento3 que tota o hornera de bem deve
ter, eu viease para eata casa cucampar um acto
seu que importassoem um insulto a mim ; mas os
nobrea deputados, fiis aos principios do 6eu par-
tido, entend-nd? qu-; a roupa soja nao so lava se-
nio nos lugares escondidos s vistas profanas, de
rosto alegre e satisfeitoa procurando eaquecer es-
aas razoes de nio sanecio, que sio um insulto,
pedem a appr.svacio do acto da vce-presidente !
Ao mesmo tempo que tenho desprazer de ver os
nobres dcputadoi obngadoa a aceitar este pape!,
que nio muito digno, que nio muito honroso,
eu admiro, pasmo ante a coragem inexcedivel de
S-. Excs... Eu quizert ter eata rlexibili iade de
que sio dotados os nobrea deputado?, porque reco-
uheco que infelizmente, mo aproveita, n'eata epa-
cha de corrupci?, o ter-se a esoinha dorsal um
tanto inteirca. ..
O Sr. Rega Barros Insulto o que o nobre
deputado est dizendo.
O Sr. Jos Maria Oh .' prlo amor de Dcus !
Senhores ha insulto nestas nimbas palavras, e nio
o ha as do vice-presidente ?
Poia se ha, ou aa retiro. Nao tenho intuito de
insultar ; o meu pensamento nio esa-;. Insulto
cncoatra-se nestaa palavras que pc?a permissao
para ler. (L)
A resolacio nic consulta 03 iut>re3ses da pra-
vincia E' o vssso amigo, o vosso correligiona-
rio que diz que a lei sabida desta caai, orgauisada
pelos deputados qm courtituem maioria, uio con-
sulta o interesses da provincia !
Logo, nontem em seu bojo disposi^oas que vao
de encontr a essea raesmoa iutereaaes : logo
uma lei delapidaiora ; lago, aquelles que a con*
feccionaram si? delapidadorea.
O Sr, Reg Barros E' uma formula na dene ja-
cio de sanecio o dizer-se nis consulta os luteres-
ses da provincia.
O Sr. Jos Mara(Contina a ler:)
Attendei b.'rn para eatas palavras :
Ao paaao que sem motivos justificaveis (por-
tanto, com motivos injustificaveis) concedem aba-
tes a devedores. v
0 Sr. Gomes PrenteIsto inconteata!.
O Sr. Jos MaraFoi V. Exc. quem a fez :
o seu pai.
(Contina a ler:)
Ora, todos essea abates que se deram foram a
conservadores, assim como augmentos da venc*
nentot tambem foram dadot e a conserva-
dores.
) Sr. Costa Ribeiro Mas ha alguma cousa de
que elle nio tez menea? nos considerandos.
O Sr. Jos MariaLago, torain os conservado-
rea que assim praticarara; logo, os deputados con-
serva lo ea nao cumpriram 03 seus deveres.
(L:)
Ouvi bem : que, coucede favores e mercs in-
dividuaos e excepco s odiosas.
Em sumran, senhores, sao por domis langas as
razoes dadas por S. Exc. Da momento, sem que
eu tenha o firmo prooosto de prr-telar esta dis-
cussio, ou queira propasitalraeute mastar a casa,
na? devo estender-me, tanto mais quanto somente
agora reccbi o Diario que contera essts razoes.
Proponho-me estudal-as convenientemente para
em outra occasiio analysal-as.
Feitas estas observa^oes, patenteado que o par-
tida couservaior n'esta casa foi obrigado apassar
pelas forcas caudinas, a aceitar, a cncampar o acto
presidencial, que ura insulto a dignidado dos
nobres deputadoa e propondo-me na 2* discussio,
demonstrar largamente, desenvolver esaa theae,
passarci a entro assumpto.
O nobre 2o secretario disse que nos felicitava por
catarmos dispostos, parecia-lhe, a abandonar o sys-
teraaat eutio adoptado das greves. E' o caso de
dizer-se :a nobre deputado chara >u antes que o
chamastem.
O Sr. Barros Barreto JniorO nobra deputado
d licenca ? Eu nunca fis parede para nao b iver
sessio.
O Sr. Jos MaraNao sei te o nobre deputado
fez parede ; o que sei que a maioria desta casa
que tem por habito deixar dn comparecer s ses-
soes, e tanto assim que tem deixado de haver
casa. Como ? poit a maioria conservadora nio
composta de 26 ou 27 membrot ?
E qual o numero para casa ? 20 apenas. Se,
pois, deixa de haver sessio, nao por falta do con-
cursa doa deputados liberaos, mas dos conserva-
dores ; logo, so deixa de haver tesso, que os
conservadores tasem grlve. E' um passimo sys*


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Diario de PcnambucoQuinta --fera 16 de Dezembro de 1886

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tem esae de attrir-uir ac outros aquitlo que acto
nosso.
Pois o nobre depululo vem diier que nos aban-
donamos o Bysthein i at otadj de fazer
yi've, quando na ultima cesao convocada extra-
ordinariamente, todos os liberaos comptreceraui,
inclusive o illastre representante do 13 dstri-:to
que naquella circunisoripeio reside, e os nobr.-s
deputados brilbaram pela ausencia, a excepci) de
I nicamente, entreos qu es 6. Exc, i quem
respondo, que v, i > up ua dous dias, n'uai dos
quaet mando-i dizer a, uru sen collega que se ro
tiraseo para nao liaver seaso !
O 8r. Barrj3 Birrct) Jnior Nao exacto.
O Srr Jos MaraV. Etc. tein coragem de
affiroiar que nao raandau dizer a um teu collega,
por um coutinuo cesta casa, que u.io corapareces-
st- para nao constituir-se cas?
O Sr. Barros Barreto Juuior Nao exacto,
appello para o Sr. Dr. Costa Gjmes, o deputado
a que V. Exc. son-tere.
O Sr. Jos Maria Appello pira o Sr. .D. Cos-
ta Gomes, a qutm nt-rrogo sobre a ver.icidaio de
qn acabo de atfirmar.
.S. Ex. um bomem do bem e nao faltar ;i
verdade. (Paoaa.J
Ojy .: Vi Exes., o nobre deputado confir-
() Sr. Barros Barreto Junir d um aparte.
O Sr. Jos MariaO facto esc : toios os
beraes compareecrun sessao ; n.-uhum conser-
vador ve o, exeepeo do S. Exc. o Sr. Costa
Qome e Ferreira Velloso.
O Sr. Prxedes PitangaOSr. Ratis e Silva
tambem veio.
OSr. Jcoe MaraMus no dia seguate o Sr.
Ralis c Silva, mea Ilustro o particular amigo,
aabeeea ; o Sr. Costa Gimes, uo dizer do.Sr. 2o
secretario, recebeu a noticia deque um amigo seu
do interior desojara fallar-!he e o Sr. Ferreira
Veiloso foi chamado para tazar um parto laborio-
so i
.uta jor-cidencia !
O Sr. PresidenteO nobre deputado queira
t?r a bonJad de cingir-so a materia.
0 Sr. J -s MariaIsto da materia; V. Exc.
vio que foi acensada minora.
Todos os diputados conservadores residentes
n. capital e f ;ra della deixaram de comparecer.
Que prova isto ?
Cie Ss. Excs. fizerara grtve.
i) .Sr. Barros Barreto Jnior d um aparto.
O Sr. Jos Mara Eu na tinba encarado a
questo debiixo do pinto d vista da embanca ;
1 eucarando-a por este lado, discord comple-
tamente da cpinii do uobro deputado.
Sr. G. de Drummond (pra o Sr. Barros
Barreto Juuior)Poie ser essa a opiuii de V.
Exe.
Eu, pelo menos, nao deixei de vir com prova de
eoiifianca ao Sr. vice-presi-Jente.
OSr. Jo^e Maria-Esta coutwiao felizmente,
veio em meu apoio.
S. Exc. um talento briihintissimj e a quem
muito respeito; a illustraco mais provada e
profunda desta casa hssim pensando pcueo se
me d de ter contra mim a opinio da asscinbla
mr ir, desde que tiver a meu lado a opiuio do
nobre. deputt-do pelo 1- dietricto.
Dizia cu, Sr. presidente, nao encarei a queslo
debaxo do ponto de vista da coufianca ; mas.
desdo que o nobre deputado me chama para esse
tencn-i, devo dizer: se o procedmento de S
Excs. nao ensolva a censura a mais acre, a mais
seria qoe podia-se fazer ao acto do presidente da
provincia, segando saneco a este projecto, e mo-
tivando o seu acto com aquellas considerandos,
OatSa en nao sei o que se possa dizer.
S ha urna justificativa para o procedimento
dos nobres deputados perante a provincia, e
esta : nos conservadores, nao querendo romper
com o presidente aadaz ou insensato, que pea
primera vez desds qoe ha Assemble, nega sane-
va-> a u-na lei. adduziudo razues qne forera a nossa
dignidade, nos, deputados conservadores, nao
querendo abrir sciso no nosso partido, nao que-
rendo estabelecer divisoe?, preferimos abandonar
a Assembla, nao curar dos interseos geraos da
pr vincia, porque se fossemos forcados a couecr-
rer para esta sessao, neeessaria-mente feriamos de
abrir luta com o presidente.'-
O Sr. Costa Ribeiro Nao costara do brigar
com o governo.
O Sr. Barros Barref.o Jnior-Sao modos de
encarar a questo.
O Sr. (i. de DrummondV. Exc. falla por si.
O dr. Jos Mari -Anda tiro oatra coocluso :
Se 03 deputados conservadores que deixaram de
comparecer o fizerain como urna prova de con
Sanea ao administrador da provincia, S. Exc. e
diguos comp-.nbc.iros que comparec ram
vieram dar urna prova de desconfianza. Efecti-
vamente, se os que nao vieran asaim procederam
para dar urna prova de eonfiaaea ao presidente do
previ acia, os que vieram tiveram o intuito de ma-
nifestar aesconfianc ao meatno presid-nte. (a-
pealos)
g En, portanto, leuvo a V. Exc., a quem esfon li-
gado por lacos de singue, o ter-se manifestado
por essa forma, julgaodo-se ferido, injuriado com
as palavras do S. Exc. o presdante da provincia.
Anda bem : S. Exe. acaba de prjvar que as
suas veas corre um sangue igua! ao meu. Ef-
fectvamente, quem sent cerrer as vejas o sin-
gue quente dos Albuquerquts, nao pJe soff.-er
urna affronta distas sem reivoltar-se. V. Exc.
acaba de se denunciar, e eu o felicito por isso.
Anda bem, senhores ; ba na maiona peio me-
nos quitro notas discordantes, sendo urna dellas
bem sal'ote (para o Si. G. de Druramond) : V.
Exc. urna d'ellas.
O Sr. G- de Druramond Oh !
O Sr. Jos MariaE nem V. Exe poda deixar
de assim proceder. Tem nestes considerandos cer-
tis estiletes que f >ratn acucados para V. Exe., que
nao pidia esperar outra eousa diversa desde que
cumprio o seu dever restrictameot, dirigiudo-se
nesta casa por si, e nao se tornando policbinello
as mais do um energmeno sem responsabil-
dade.
V Exc. nao pidia esperar sen3o a condemnao;
V. Exc. j estava'condemnado por origem, e agora
anda mais condemnado fiou pelo seu proeedi-
tnento.
Poderia ter conseguido levantar a cxeommunbJo,
mas nJo alcancou-o, porque nao se lavou do_ pec-
cado original, curvando-se reverente e beijando
a pedra dar. Nao desanime, porm, por iato,
meu collga : ai. tea a condemnagao neste caso, do
que a assencao . Um Sr. depnfcidiNao ha condemnafao, nao.
,:0 Sr. Jos Mar-i Antes vvennos humilde-
mente do que occi irmos posioes as mais salen-
t-v, quando o ptim^. o brado, que n'aqnellas altu-
ras nos disperta, ; ossa propna oonsciencia di-
icndo : que o terreno em que collocamos os nossos
ya, de tema e pus. NSo desanime : o nobre de-
butado tem talento bastante, tem a forca de yon-
tade necessaria para calcar aos ps tudo isso e
elevar-ae por si mesmo por seus mere cimento.
O Sr. Gaspar de i^rnmmondNan ha tal con-
demnado, me u collega: se houvesse, partira de
juizo incompetente. E' urna phantaria de V.
Exc.
O Sr. Jos MariaA condemnacao do alto
d'aquellcs que fazem a qu'ida mortal, e V. Exc.
est condemnado.
O Sr. presidentePeco ao nobre deputado que
se cinja materia.
O Sr. Jos MaraEstcu tratando da materia,
mas se V. Exe. entende que a materia se circums-
oreve ao projec'o propri ament, d'elle vou me oc-
cupar.
O partido conservadi r, apresentando este pro-
jecto, lavroo a sua cond-.muaco. O que se de-
duz d'isto?
O pensameoto dos saus autores s pode ser por
esta forma traduzdo; nos, conservad res, julga-
mo-noa incompetentes para gerir os negocios i u-
lics: nao estamos na altura de decretar urna
lei provincial, e tanto assim que, a deapeito de
grande numero de correligionarios nossos que tm
ausento na Assembla, drpois de c-iuei inez*-3 de
sessao, vimos apresentar o mesmo urcamenlo, de-
cretado pela assembla liberad para o exercicio
anterior, qaando as condieOes ernir. outras, que
ni-i as actuaes.
Triste contingencia esta!
i'assemos um oatra ordem de eonsid ra
quanto, a d.spoito de miiitarmos em arraiaes op-
patoe, todava eu os acato e considero por estes
sentimentos de colleguismo e humanidade ; dados
os mais rineere.s e cordraes parab;as ao meu par-
tido pida forma digna por que gerio os negocios
pblicos, conforme acaba de attestar o partido
conservador ; feita a promessa de que, ra 2 dis-
cussao, quando o debate deve tomar propjrcoes
mais tongas, occupirei esta tribuna, para com va-
gar fazer certas apreciacoes c apresentar emendas
a esto projecto, seoto-mo, demonstrando assim
que nao ha da par.-! da minora uVsta caa o in-
tuito de protrlar as discusso.-s, o demonstrando
mais RDM vez que queremos realmente que o go
verno gyia os negoeos pblicos as raias traga-
das pelas leis, dentro da coustituico. Se quizes-
se-nos protelar, esta sessao seria muitas vezes pio-
rojada sem se conseguir votar orcamento...
O 'Sr Prxedes PitangiMit-jri para isto ha
de sobra.
OSr. Jos Mana-... orno que mais urna
vez pro variamos, conforin-' promctti fazer e z na
sessao passada, q le a m lior i, por si s, despro-
zando o concurso di minora, nao p le givernar.
Mas eu nao quero fazel-o ; e, j que toquei oes-
te pinto, devo dizer : nunca procurei fazor grive ;
quando qjeria iiup'dir que c -rtas medidas pas
sjssom, eu atara ao rmm legal e regnnenta1, qua
era oecupar a tribuna, e assim fiz sem eutretan-
(o abusar d'elia. Mas assim proced para de-
monstrar a attii mativa, por inim feita no 2o da
dos nossos trabaih s preparatorios, ni sessao or-
dinaria, quando um Sr. deputado declar-u com ar
de d-'sdem que afinal de cou'as i|aom governava
era a maioria, para demonstrar u atfirmativa por
inim feita, digo, de que a maiona sem a minora
no giverna. Provci a miuba affirmativa e res-
pond categricamente ao nobre deputado. Iloje
n) tcnlio o mesmo intuito. Concorrerei, portanto,
para que o carro entre no trilho, pira que o pre-
sidente d provincia governo c >m ore miento, ci
mo que demonstro mais uina vez que o nosso in
tuito nao oppor bices inireht regular da ad
ministraco publica,
Tenho concluido. (Vluito bam, muto bem.)
E' lide, apoiado e entra em discus So com o
projecto o seguate requerimento :
Raqueiro que a discussi ti |ue adiada at
que a commisjo respectiva do parecer acerca do
projecto de orcamento nao sa-iccionado.Ferrei-
ra Jacobina. >
Procedeudo-se chamada, verifiaa-se nao haver
numero, pelo que fica adiada a didcuss .
Adia-se a discu3sao do projecto -i. 11.
O Sr. presidente levanta a sessao, designando
a teguinte ord-m do da : contiunaoo da antee-
daats e mais 1* diseussao dos proj-:ctos us. 32,
49 e 50 deste anno.
ttiiVSTA DARIJL
linemhla Provincial A sessao do
ante-hontem foi levantada s 'J 1/2 horas da noite,
haveudo sido suspensa por 10 miout occasio em que orava o Sr. JeSo de Oliveira, c
om razo de se ter tornado p"3Soal a discusio.
Ficou encerrada a dijcussSo do projocto n. 103
deste anno, (prorogativa do orcamento provincial),
nao se votando por falta de numero, ten Jo sido
apoiadas mais 11 emendar, de ns. 2 a 12, e um re
querimento do Sr Joj de iiveira de adiamento
da discusso por 2-1 horas at se imprimirem as
emendas apresentadas, e nao tendo sido aceita pa
mesa urna incida do Sr. Jos Maria.
A ordem do dia foi a seguinte: coutinuaeao da
ant- cadente.
Funcconou bontein sob a presidencia do
Exm. Sr. Jos ianoel de Barros Wanderley, t.ndo
compareaido 3 hrs. deputados.
Foi lida e approvada sem debate a acta da ses
sao antecedente.
Sr. 1 secretario proceden leitura do seguinte
expediente :
Um oll'uio do secretario do governs communi-
caudo que por portara de 15 fra prorogada a
actual araaio extraordinaria at 18 do crrante.
loteirada.
Urna peticao de Augasto Oatavi .no do Souza,
thesoureiro d .3 loteras da provincia, expondo o
estado precario das n.esmas e requerendo augmento
da cummisso, quo sjaredv, dimiuuicao de injus-
tos e cutras despezas. A' c.mmissao de orea-
meato provincial.
Uutra de Guilberme Thom da Costa Revoredo,
arrematante de impostos muuicipaes de Limoeiro,
requerendo um abate de 25 u/0 A' cominisso de
orcamento municipal.
Foi lido, apoiado e julgado objeato de delbera-
cio, indo a imprimir um projecto sob n. 107 cou-
cedendo um anno de licenca com um terco do urde-
nado prefessora publica da Cba de Carapina,
D. Argcmira Guilhcrmina Fetosa Brekenfeld.
Continuando u discusso do requerimento do Sr.
Prxedes Pitanga, pediedo infonnacoea sobre o
procedimento do destacamento volante no centro
da provincia, o autor pedio e obteve que fosse re-
tirado.
O Sr. Costa Ribeiro, pela ordem, enva mesa
um requerimento, que nella ficou para, cpportuna-
msnte, ser lido, apiiado e discutido.
Foi lido, apoiado e sem debate approvado um
requerimento do Sr. Drummond pedindo que a
Cmara Municipal do Recife informa sobre si
p ir sua nrdem que se faz em varios pintos desta
capital, deposito de lixo.
Foi lido, apoiado e rejeitado, depois de orarem
os Srs. Ferreira Jacobina e Goncalves Ferreira,
um requerimento a'aquelle Sr. deputado, pedindo
iiformaces sobre sa Jos de Moraes, subdelegado
em exercicio de Pameira do G iranbuns residente
na comarca da linperatriz da provincia das Ala-
go es.
Foi tambem lido, apo:ado e posto cm discussSo,
que ficou adiada pela hora, fieaudo com a palavra
o Sr. Drummond, tendo ralo os Srs. Goncalves
Ferreira e Costa Ribeiro, um requerimento dests
Sr. deputado pedindo informacoes sobre a demiss i
do Dr. Candido Jos Lisboa do cargo de director
outra cousa de quem faz timbre em agir na es-
phera da legalidade, aecudirKb (om protnptos soc
corres tii:de elles sao exigidos, oforma a garuntir
a vida e a propnedade dos cidados.
AanatminaioAute-biutem, s 9 horas 4a
uoite, no engenho ce-itral do Bom Gosto, da co-
marca da Palmaras, foi assassinado com urna fa-
cada no coraca e subdito francez Degly Autony,
2- judaate do gerente do mesmo engenhi.
O assassino foi preso o confessou o crime. Cha-
ina-se Joo Liureuco, o bavia sido despedido do
lugar de macbiuista por torcm siib suspensos os
trabalhos.
Esse individuo desdo pela mtnhl do da do cri-
me, quera receber os salarios qn-t Ihe eram devi-
dos ; c, parece que por nao lh'os terem pago por
nao ter da proprio para iss>, augau-ao e protes-
tou que re vingara.
No acto da prisa i oppsz elfo resistencia, procu-
rando ferir o subdelegado com o punhil ele que
eslava rmalo Felisuieute ni conseguio o seu
daraado inteuti.
O cadver de Autony veio pira o R.'Cfa, cha-
gando aqu hontein s 5 1|2 biras da tarde. Est
depositado na cap-lia do eemiterio publico, onde,
provavo'inente, ser hoje vistorado.
Facaltlade de DlreitoEis c resultado
dos actos de bontein :
tP anno
Augusto C-'Z.r Lipes Gonc.lves, distiucci,
J.-r aiaso de X -re, plenamente.
Pauliuo de Almeida Britto, idem.
Alf.edo Cirnelio da Silva Ramos, dem.
Antonio Gervasio Saraiva, dem.
Eduardo Ribeiro Machado, dem.
Luiz Ribeiro Guterre, idem.
Virgilio Cardoso de Olveira, dem.
Claulio Ideburque Carnoro Leal Fiiho, ilem.
Jesuno Listosa da Cunta, tinoplesmente.
Jola Biptist-i di Miranda, idem.
Reprovados 4.
i:\nini". preparatorio Amanha, sex-
ta feira, haver a ultima banca de Philosophia
para os cstudantes a quem faltar smente este pre-
paratorio, as 10 horas da inanha.
Preside ite.O Exm. Sr. conselhero Silvcira de
Souza.
Examinadores.Drs. Luna Freir e Virginio
Carneiro L lio.
FalleclmenloSegundo telegramma par-
ticular, falleceu na corte, de leso cardiaca, o Dr.
Jos Rjdri$ue3 Pereira Jnior, qu?, ha pouco
tempo para all fra do Para, onde tiuha fizado
residencia.
Tinha o finado cerca de 45 anuos de idade, e
formou-se em sciencias jurdicas e sociaes em
1883, ni Faculdade do Recife. Era natural de
Pernambuco.
No Para gn su sempre dos crditos de bom ad-
vogado, e all exerceu diversos cargos publico).
Foi tambem presdeme da provincia da Parahyba.
Era homem in'elligente e de um carcter Iha-
nu, que Ihe conquistara sympatbias.
Nossos pezatnes sua Ilustro familia.
Bolelim tiomieopainicoO Sr. Dr. J.
liara da Pcnh Maciel Sobreira, idem.
Cand Permra da Motta, adiantada.
Isabel Juveluia de Siqneira, dem.
liana Amalia de Albuquerqne Mell^, idem.
Epipbania Francisca dos Santos Pinbeiro, idem.
C'lementiua dos Santos Sement, dem.
No dia 6 do c.rr.nte, soba presidencia do
delegado Kttesari ., a Sr. Commendador Jos Pe-
dro das Ncves, sendo examinadora o 8r. protessor
B njamim Ernesto Pereira da Silva e a professora
da cadeira, fizemm exames as alumnas habilitadas
da escola da fr.guoia do S. Fre Pedro Goncalves
do Recife, regida pela professora Maria Florenti-
na de Goel Cavaleatil'.
Em vista das provas escripia e oraes produzidas
pelas examinandos > de esnformdade com o novo
regiment interno, foi este o resaltado:
l(JrD
E odia Autunia de Siuza, adiantada.
Fraucisca Fencira dos Reis, idem.
2^ Grao
Maria Jos Pereira da Costa, adiantada.
3> Grao
Virginia Cbtldes Freir, approvada com dstinc-
Maria Eulalia Pulricia Lecate, approvada plcua-
mente.
Submetterain se no da 7 do corrate a oxa-
m.s do 1 2o o 3- graos as alumnas da 2' cadeira
da escola publica do sexo femenino, da Victooia,
regida, pela'professora D. Joanna Carolina, de
Araujo Figueiredo, sob a presidencia do delegado
Iliterario, Dr' Joao Visate Peroira Dutra c scr-
vindo de examinadores o professor Aurcliano Au-
gutto de Vasconeellos e a professora dacadoira.
O resultado f-ji o seguinte :
1 (Jri
Maria Leopoldina de Queiroz Costa, ponco adan
tada.
Mara Francisca de Jesu?, idem.
Clara Pereira da Costo, Ramos, idem.
Au.ia Vergolina de Souza. idem,
Antonia Risa Silver*. dem.
Maria da Concoicao, adiantad).
2 Grao
Paulina S nadina da Silva, pouco adiantada.
Severina Delgado de Araujo Nunes, adiantada.
Petronila Cuuctantiua Olveira, pouco adian-
tada.
Emiliu Celestina da Vasconeellos, pouco adan
tada.
3 Grao
Ernestina Pereira da Costa Ramo?, approvada
plenamente.
Jounna Carolina do Alcntara Figuei edo, ds-
tinecao.
Rita Rusa ?ilveria, plenamente.
Kita Mari i da Silva, distinccao
Fraucisca Mara Nery, dstneco
Escola nocturna
lo Grao
Olindna Silvcria Coelho, adiantada.
3o Grao
Emilia Maria de Honra N'eiy, distineco.
Isabel Olympia Lins F. rraz, disti celo.
sacar de (anua
------------w
Paizes
1885 -18W118801887
Cuba......
Porto Rico.
Triuiade....
Barbados ...
Jamaica
Antogoa
Mirtiuica ...
Guadelupe ..
Demorara ...
Reunio
Maurtius .. .
Java :......
Indis.......
Brazil......
Mauilha.....
Lueana .....
Pui etc___
Toneladas
mtricas
700.000
40.0;)!)
61.000
44.000
19.000
ao.O'O
33.000
38.000
110.000
31.000
114.000
U6.000
190.000
210 000
lS.OOO
35.0)0
65.000
2.197.000
Toneladas
mtricas
800.000
40.000
58.000
51.000
1.000
19.000
38 000
40.OJO
12O.00J
35.000
10J.0O0
370.000
250.0)0
220.000
110.000
40.000
55.000
Quanto aos propietarios e rendeiroa, ratea,ca
a ntelligencia que o distinctivo da ctaane ar
cola, s cederlo alguma cousa, daqiHlloauenaaw
de muitos annos Ibes tem attribaida, qaanaanaV
Ihoa for mais possivel exigil-o integralajente,eaBa-
tilo talvezj seja tarde!
Nisto findo. Srs. Redactores, dexandt* nos lat-
tores do Diario o diminuto trabalho de tirar
oonsequencia das consideracoes acims, a mm
estima, de Vs. Ss., venerad--ir e amigo ic^t-
dissim;, Heniique Augusto Milet.
Uirectoria dan obran de caausecsMk-
cao don porioMBoletim meteorolagic* 4
dU14de Dezomhro de 1886 :
Total..............; 2.197.000 2.368.000
Ou, cm ultima anaiyse, summando osoxcessos de
xmbos os assuearesCaima e Beterraba,urna
BuperproduccAo de 554 mil toneladas !
Hora*
6
9
12
3
6
t.
V
a- o
O C -rj
J 2
H
264
28> 8
283
2b0-7
27-3

Teasao
arometro a Oo do vapor
759m79 19.69
760"'66 19.90
70n>0 20.70
758*40 20.24
75857 20.18!
m
1
S7
SI
Sabino L. Pinho iuceuil hontem a publicaQao de Susanna A. de Alcntara Figueiredo, distinecao.
No da 11 do crrente tiveram lugar os exa-
mes da Escola publica di sexo femenino de Ala-
goa do Carro regida pela professora D. Francelina
Vcira do Araujo. iob a presidencia do d-logado
litterario substitu) Rvm. Sr. vigario de Tracu-
nli.'iii Basilio Goncalves da Luz, sendo examina-
dores o professor Gaspar Antonio dos Reis; e a
um boletim h xnmp.ithieo, com o fim do propagar
a doutnua de llinnemann.
O Io numero oecupa-se do tratamenio preserva-
tivo e curativo do chulera-morbm.
O boletim ser publicado todos os ineze?, c dis-
bue-se gratuitamente.
FerimcutO' grave. Anto-hcntem, s 9
horas da noite, e no Forte do Maltes da fregueaia j professora da cadeira.
de S. Fr. Pedio Goncalves, travaram-se de razoes i Foi esta o resultado :
P'vssando em seguida vas de facto os trabalha- | Elvira Tbemira Pereira Bastos, muito adiantada.
dores em enchmento de agurdente, Adelino JoSo i Margarida Maria Fcrraz, dem,
dos Santos e Antonio de tal, eonhecido por Sibio, Severina de Asaumpco Pes.a. id' m.
resultando sshir aquelle ferido com duas faeadad,, No dia 1 correte tiveram lugar os exames
sendo urna us pescojo e a outra na regido dorsal. | dos alumnos da 1" cadeira de Victoiia, regida pe-
O criminoso evadio-se e o ferido foi mandado lo professor Aureliauo Augusto de Vascnncellos,
pela antoridade respectiva para o hospital Pedro i sob a presidencia do delegado litterario Dr. JoSo
II, onde se acha em tratamenio, bavendo oa fer- | Vicente^ Pereira Dutra sendo examinador o pro-
mentos sido considerados graves.
Morrea.Morreu hontem, s 8 horas da ma-
nila, no hospital Pedro II o pescador Vctor Fer-
reira Jnior, que na segunda-feira desta semana
e s 8 horas da noite, fra atropellado e ferido no
lugar Coqueiros, pslo trem que desoa de Jaooa-
tie, facto este de que j h ntem demos noticia.
Campo daa Priocezan-Oi moradores
da ra do Baro de Villa-Bella queixam-se de que
nao pjdein supportar os miasmas e ftido horri-
vel que se desprendem de um grande monturo
que all prximo existe, no Campo das Priucezas
e entrada da Ra de Juao do Reg, bem como
do deposito, que bem perto do referido monturo
se faz diariamente, dos retraeos das estribaras
da companbia de cavallaria.
Sendo aquelle um dos pontos mais aceiades d'es-
ta capital, e onde funcciona a Eiilidaie, parece
incrivel que o respectivo fiscal anda nao tenba
visto o que acabamos de relatar, para providen-
ciar como Ibe cumpre.
A Moda 'ilustrada. Para a respectiva
agencia ra da Baro da Victoria n. 48 caegou
o n. 190, de 15 de Novembro findo, desta revista
de modas. Traz folha de moldes e figurina colo-
rido.
Sabatlluieo de notanA' 31 do cu-
rente mes termina o prazo para substituico, sem
descont, das notas de 2000 da 5a estampa, de
lOJOOOda 6 estampa, e de 6*000 da 7 estampa.
Do Io de Janeiro vindoura, em diante, comecar
o descont das ditas notas, razo de 10 % em
cada mez, at a total extinccao do valor respec-
tivo.
Soyanna Escrevem-nos em 15 do cor-
rente :
Ao peso de longos, graves i p/ueis pade :i-
mentos, falleceu n'esta cidade, no da 11 do an-
dante, D. Loadla Gomes Correa, digna e vir-
tuossima esposa do muito illustrado e prestmoso
medico Dr. Ludovco Cono i de Olveira, residente
na mesma cidade.
jtda das mais recommendaveis e selectas
qualidades, era a finada o modelo das melhores
esposas e das mais dedicadas e desveladas ccs
de familia
Natural da Baha, oo le se casara, era geral-
da Bibliotheca Provincial e se certiqueonc- mente estimada e respeitada por quantos tiveram
co-s. .
Eu, que votei esse projecto de oicamento, que
foi lei com o meu voto e os dos meus illustres cor-
religionarios, reconhecendo que foi n'aquella poca
urna le conveniente, boje nao a posso deixar pas
aar como est; ella precisa de retoques,_que ein
occasio opportuua indicaremos as eondicek-sbo-
je sao outras.
Livradi pe i mnha parte um protesto contra o
que do utultuos > contem as palavras do S. Exc.
o Sr. presidente da prDvincia, insultos nao dirigi-
dos a mim oetn aos meus illustres correligiona-
rios, mis aos meus distiucoa collegas, membros
da maioria; ravrado o meu protesto contra o in-
sulto sua digndade, o que tambem me de, por-
mea Jo para o substituilo-o estabelecido com
livraria uesta capital.
Passou-se ordem do dia.
Rejeitou-se o requerimei.t> do Sr. Juao de Ol-
veira de adiamento da 2' discusso do projecto
n. 103 deste anao (prorogatwa de orcamento pro-
vincial).
Continuando a dUeussJo foi encerrada a re-
querimento do Sr. Goncalves Ferreira, tendo sido
antes apoiada mais urna emenda rob n 13.
Proceden se votacao foi o projecto approvado
em 2* discusso com a emenda n. 13 somonte,
sendo as domis rejeitadas e dispensado do inters-
ticio a requerimento do Sr. Rosa e Silva,
Encerrou so a 1* discusso do projecto n. II
deste anno (acude de Gravat) tendo orado o Sr.
Ratis e Si.va e nao se votando, por falta de nu-
mero, um requerimento do Sr. Ferreira Jacobina
p -dindo um adiamento de 24 hiras.
Adiou-se a I discusso do projecto n. 60 deste
anno (tonstrucci de urna pinte de madeira sobre
o rio Ipojuca na cidade da Escada) tendo orado o
Sr. Ratis e Silva.
A ordem do dia : '* discusso do prejecto
n. 103 deste anno e coutinuaco da antecedente.
Prenldlo de Fernanda de Xoronba
S. Exo. o Sr. Dr. Pedro Vicente de Asevedo,
digno presidente de Pernambuco, reeebeu hon-
tem telegramma do seu coilega do Rio Grande do
Norte eommunicando terallichegado urna jangada,
trpolada pelo sargento Seabra e mais dous ten-
tenciados dojiresidio de Fernando de Noronba,
conduziodn um officii do director do mesmo pre-
sidio, da 12 do correte, participando que, no dia
3, houve all um grande craliict) entre praeas e
sentenciadas, resultando 4 raortes. diversos fer-
mentos, incenJio em casas d,e sentenciados, tiros
pelas ras, e qu est tm risco de vida os em-
preados ao mesmo presidio.
Succedea a esees a::ntecimeutos, accrescenta-
va o offieio, calma apparente.
O director foi informado de que pretendan! as
praca do destacamento, depois da partida do va-
por, esperado alli, exigir o <;astigj corporal para
os sentenciados recolbidos ao xadroz, e receiava
novo conflicto ; pelo que pedia prmisso para de-
morar o vaprate quj ebegaseem providencias.
Interrogado o sargento pelo presidente do Rio
Grande do Norte, accrescentuii que na occasii
do conflicto as prac? sublevadas apoderaram-se
de parte da mnnicSo e .nais que preteadiam apri-
sionar o vapir esperado alli araanb, evitando as-
siiii os meios de defoza.
S. Exc. o Sr. Dr. Pedro Vicente, inteirado dos
fados, mand.'u seguir pira o Presidio o vapor Pi-
ropama, que par'io esta madrugad-i, conduzindo
8o praeas de Huta, sob o commaodo do Sr. major
Estevo Jos Ferraz. para, de aceordo com o di-
rector do Presidio tomarem as medidas que no caso
couberem.
Como se v, forain promptaa as providencias da-
das por S. Exc. no intuito de restabeie^er a ordem
no Presidio de Fernando, e era era de esperar
a tortuua de conhecel-a.
Dexa sutFocados no praoto da dr e da sau-
dade numerosa familia, seu digno esposo, amigos
e aquelles que, com a sua sentida morte, ficam
privados dos fructos da cardadu que ella exercia
em grande escala.
Ao sea digno marido, Albos e parentes, nos-
sas condolencias ; e sua alma que repouae na paz
d is justos.
Examen primarlosSob a presidencia do
respectivo delegado litterario, o Sr. Hinorio Vc-
tor Xavier, tiveram lugar 8 do crreme, osexa-
inia das alumnaa da cadeira de Caooeiras, regida
pela professi ra D. Prescilla Senhorinha Mendes
de Albuq erque, sendo aprovadas com distinecao
Joaquina Lupecina da Fonseca, Urcssina Benigna
de Olveira, Joaepha Ernestina da Silva, e The-
rosa de Jess Alouquerque.
Sob a presidencia do delegado litterario di
distreto de C tendo, major Felippe Paes de Ol-
veira, presente diversas pessoas gradas do lugar
effeetuaram-se, no dia 3 do corrente, os exames da
escola publica do sexo femenino da povnaco de
i alende, regida pela professora Antonia Peregri-
na Cavaleante Alouquerque.
Servi.'am de examinadores o professor Bononio
Rosa de Lima Leal e a professora da cadeira.
Em vista das provas escripias e oraos o do con-
formidade com as prescripedes do novo regiment,
deu o eeguinte resultado :
1" Grao
Clara Isabel Pereira de Lyra, muio adiantada.
Maria Julia Pessoa dailva, dem.
Maria Florentina da Silva, idem.
Josepha Pelma da Silva, idem.
Leonor Maria da Conceicao, adiantada.
Antonia Avelina dos Santos, dem.
2- Grao
Luiza Francisca de Sant'Anna, adiantada.
Sob a presidencia do delegado litterario Dr.
Tbomaz Caldas Lins, servindo de examinadores o
professor publico Casemiro Lucio dos Santos o a
professora da cadeira Maria Augusta da Silveira,
effectuaram-se no dia 6 do corrente, com asssten-
cia das pessoas mais gradas da localidade, os exa-
mes das alumnas da escola publica do sexo feme-
nino de Tamaaar, dando este resultado :
1 Grao
Alice Eugenia da Silveira Mella, muito adiantada.
Antonia Maria da Conceicao, idem.
Ma-i. Francisca Accioly, adiantada.
Maria Francisca d Couto, pono adiantada.
No dia 6 do corrente forera submettidas a
exame do 1. grao as alumnas da escola publica
da ra do S. Joo, regida pela professora D. An-
ns Becerra Cavaleante da Silva Costa.
Presidio o acto o respectivo delegado litterario
capitio Antonio Smico de Lyra e Mello, sendo
examinadores a professora da cadeira e o Dr
Franciseo oliverio de Farias.
Eis o resultado dos ditos exames :
Emilia da Costa Bello, muito adiantada.
Maria da Conceicao Siqueira, dem.
fessor Cosme Augusto Pereira da Luz.
Foi o seguinte o resultado :
1- Grao
Antonio Bezerra de Oliveira Cordeiro, muito
adiantada.
Joo Teles da Silva Menezes, den.
Joo Marques de Au Ira le Lima, dem.
Manoel Gomes de Amoro), idem.
Manoel Jos .'os Santos, idem.
Francisca Gil de Assis, idem.
Jovino Peres Quintas, adiantado.
2 Grao
Vicente Carlos de Sonza, muito adiantado.
Miguel Jaiques da Silva, idem.
Jos Vicente de Paula Campello, idem.
Etfectuaram se no dia 30 do mez pasando os
exames das alumnas da escola publica da villa de
Iguarasi* regida pela professora D. Antonia dos
Anjos da Porciuneula, cujo resultado foi o seguin-
te :
Francisca Jacintha do Amara', muto adiantada.
Emilia da Porciuneula Senna, idem.
Maria da Conoci/) de Jess, idem.
Manoel Ignacio Bezerra do Amaral, idem.
A cummisso examinadora foi composta do D.,
Joo Francisco do Amaral, Delegado Ltterarior
do professor Alberto da Silva Miranda e da respec-
tiva professora.
Cana de DefenroMovimento dos pre-
sos do da 14 de Dezembro :
Existiam presos 331,eutr. ram 6, sahiram 6,
exstem 334.
Nacionaes 305, mulheres, 9, cstrsngeiros 8, es-
cravos sentenciados 5, proceado 1, ditos de cor
reccao 6.Total 334.
Arracoadoa 304, sendo : bons 288, doentes 16,
Total 304.
Movimento da enfermara :
Tiveram baixa:
Antonio Joaquina de Mcodonca.
Cypriano de Souz* Viegas.
Antonio Baptista Xavier.
Preroa do nnucir e futuro de no*
a isidunlrla anaucareira. Escreve nos
o Sr. engenheiro H. Milet:
Sociedade Auxiliadora da Agricultura, em 14 de
Dezembro de 1886.
Sr. Reductores.guando, em 29 de Oatubro do
correte anno, dirigi-lhe minba nltima carta, rea
tvo ao prec>, que o nosso principal genero de ex-
portaco oassucar brutopoderia obter durante
a presente safra, nos grandes mercados da Europa
e America do Norte, a deapeito da attitude desani-
madora da espeeulsco, patenteada pelas compras
e vendas de assucar, a entregar em Novembro.
Dezembro e Janeiro por precos iguaes ou infer -
res aos quo vigoravam em principio de Outu^.o, e
das apreciacoes relativas a principio da safra de
assucar do bjtteraba, que o Senhir Licht de
Magdeburgo consider iva deven do apresentar um
exceso de 328.000 toneladas sobre a precedente,
pessistia eu em acreditar n'uma prxima alca, que
elevara os precis do nosso asauear de 10 11 e 12
Schilliogs por qnintal.ingles.
E' certo que, com o cambio de 22 ou 22 1|2, taes
precos anda nao serum remuneradores, pois nao
assegurariam aos nossos agricultores mais de
1J300 a 1400 por 15 k.los; mas, com elles, o pre-
juizo seria menor que com os actuaes ; entretanto,
est mo par icendo, que nem eom to diminuto al-
l vio pedemos hoje eontar.
Os depsitos nao t n augmentado e at achara-
se inferiores aos da p ea correspondente do anno
prximo passado em mais de 100 mil toneladas ;
pela eu parte o consumo reanimou-se ; mas o no
lavel execesso da produeco de assucar de Soterra-
ba, na safra actual comparada u de 1885-1886,
que it agora era cuntes lado, principalmente em
'raneja, sob a influencia dos ulereases creados pela
lei de premios de 1881, apresenta-se hoje como
tristo resudado. O excess.), que eu suppunha nao
passar de 200 ral touel.das, rastejar 400 mil to-
neladas, e alm duto conta-se com outro excesso,
superior a 150 mil tomeladas, na produeco do as-
sucar de Canna, como deprehende se das tabellas
infra, publicadas pela p?ssoa tida por mais com-
petente em taes inateiiUso Sr. Licht de Mag-
deburgo.
anaucar de Beterraba.
Paizes
Imperio Al.uno.......
Rostia o Colonia.......
Austro Hungra........
Franca...............
Blgica..............
Hollanda Dinamarca, etc.
Total
18851886
Tunis das
mtricas
825.081
660.313
377.032
298 407
48.421
37.500
2146.754
18861887
Toneladas
mtricas
925.000
600.000
525.000
450.00)
80.00
50.000
2.530.000
Diante de semelbaute p-rspectiva, n> de
prever-se, que uo correr d'esta safra appareca
melbora sensivel nos precos dos mercados consu-
midores. Cimtulo. v-se, dos tolegrammas com-
raerciacs, que o Diario est publicando nos do-
minaos, que o proco do nosso asauca bruto (Per-
nambuco n. 9), depois de ter bailado do 10 scli.
3 d. para 10 sch subir a 10 sch. 6 d. por quin-
tal ; sujda esta, que devia traz r para o agricul-
tor um accrescimo de 60 lis em 15 kilos, mas
foi inutilisada pela di camoio, oaa passou de 22 d. |
para 2 1/2 e at para 22 /8. Alm disto, em
co'nsequencia da falta de aava, d'oude r3sultou
duplicarem os fretes pelidis, e da di Aovaba na
praca, que chegou a ponto dos Bancos nao p-.derera
comprar saques eaceitarem depsitos a 6 c 7 % de
juros, o agiicultor nem pie receber os 1*267,
que corresponden], era tempo regular, ao preso de
10 sch. 6 d. e cambio de 22 e l/, a v-se obliga-
do a dar o seu assucar por 110J ou menos anda.
Si nao de presumir-se, que os precos dos
mercados estraogeiros apreseutem sensivel me-
Ihora, tambem ns de suppir se que descara a
baixo da 10 sch., pois tal pieco nao remuucra
dor, nem pira os assu'aros premiados do3 pro-
ductores allemcs, russos, austro-bungaros e fran-
cezes ; mas o nosso cambio anda p le sub r,
anda mesmo abandonado s circunstancias ua-
turacs do mercado pelo Exm. conselheiro Belisa-
rio, pois o alto proco do caf e a abundancia da
actual safra as provincias do sul de vem tornar os
saques muito offerecidas na praca do Rio de Ja
neiro.
Em surama, vejo com pezar, que nos cumpre
abandonar completamente a esperane^ de precos
remuueradoros na presente safra. Quanto s fu-
turas, dizera que o Tzar da Russa quer limitar a
produeco o 03 fabricantes al eines j tentaran!
fazer o mesmo por meio da mu convenio que nao
se conseguio estabelccer : o Governo da Ausrro-
Ilungna tambem cuida er, limitar os piemios a
uina quantia certa : quanto Franca, os fabri-
cantes, animados pelos pr-mos, nao fallara em
nada menos que elevar a sua prodcelo de 400 a
8 0 m il toneitdas. Soja como fr, nao daoup-
por-se, que qualquer ama daquellas nacoes abando-
ne pir ora o tystema dos premios, e, como a sua
produeco assncareira nao inferior ao consumo
da Europa inteira, s tica aberto ao assucar de
canna o mercado dos Estados Unidos, que apenas
cfferoce consumo par* a raetade do mesmo as-
sucar.
Contnuaro Bem dovida os nossos assueares
brutos a ser aceitas nos mercados da Europa, por
causa dos avultados lucros que, em conaequeucia
dos drawbacks. elles proporcionara p>dcrosa in-
dustria dos refinadores ; mas o custo da produe-
co do assucar na Europa tem diminuido de tal
forma, que, anda quando supprimisseoa-se os pre-
mios, para os nossos assueares brutos, como para
os 88/o da betteraba, nao voltaro mais os precos
de 19, 20 e 21 sch. por quintal. O de 15 sch.
ser o limite superior, ao qual nem sempre se pe-
der chegar, mesmo depois de reduzida a prodc-
elo s proporcoes do consumo ; e como dito preco
nao remunerador para a immeusa maioria dos
nossos senhores de engcuh), claro, que elles te-
ro de abandonar o planto da canna, se o nosso
governo nao empregar para salval-os medidas
enrgicas, como fez em 1884 o governo da Rep-
blica Franceza para salvar a industria do assucar
da betteraba, cuja produeco ficara reduzida
raetade e eslava era vespera de desapparecer.
Com os progresos realisados na sciencia e na
industria nos ltimos 20 anuos, o calor e a lium
dade, e mesmo a Divina Providencia, a cujo cui-
dado os nossos estadistas costnmavam entregar a
soluco i'e uossas questoes econmica;, acham-se
hoje impotentes para, no campo da universal con-
currencia, assegurar o triumpho a seus afilhados.
Fra do insuficiente mercado interno, cuja
pisse hes mantida pelo direito, verdaderamen-
te prohibitivo sobre o assucar estraugeiro, cons-
tante da pauta de nossas altan 1-gas, os nosso3 as
sucaros t podem lutar nos mercados estrangei-
ros, com o genero simular de todas as proceden-
cias, com aconlicoo de serem os nosios pro-
ductores enllocados em circunstancias equivalen-
tes s em quo se acbam 03 seus concurrentes.
S podem "er salvos com a adopeo das 5 me-
didas, cous- "es da lista infra, em que se achara
ellas eolloca na ordem da facilidado que apre-
seutain para te/rnarem-se cfFectivas.
Ia Abileiico completa do governo n> mercado
do cambio.
2 Reducco immediata do frete do assucar,
as uossas vas terreas, quer exploradas pelo go-
verno, quer por compauhias com juros garantidos,
so que regula nos mais paizes e varia de 20 a 40
ris por tonelada-kilmetro, ou a 60 ris quando
muito.
3o Suppresso das taxas de exportacao.
4" Coocesso do crdito, indispensavel a substi-
tuico dos apparelhos de cosimento no vacuo aos
de cosimento a fogo n, que valem tanto hoje na
la:- .ndostrial.ycomo as antigs espingardas de
pedra e fusil na dos campos de batalba da nossa
apacha.
6o Tratados do eommerco, celebrados, sob a
base da reciprocidade, com as naco s que preci
sam de assucar estrangeiro, como bem os Esta-
dos-Unidos da America do Norte c as Repblicas
do Prata. em ordem de assegurar alli, aos nossos
assueares, isencocs ou dimiauices do direitos, que
compensem os premios de que gozara os assuea-
res dos nossos principaes concurrentes.
Da sua parte, os nossos propri-. taros e rendei-
ros de engenbos devem accommidar-se s novas
condicoes a que so acha forzosamente reduzida a
lavou.a da canna. Hoje, que o sacco de assncar
em rama nao chega a dar 6000 no Recife, em
vez de 10030 e 12*000 que por elle se obtinha
anda nao ba muito, nao pode mais o dono do pre-
dio exigr urna renda calculada na razo de mil
ris por pao, que at hoje tem servido de base
aos arrendamentos. Deve coutcutar-BO com 800
ris ou menos anda.
Da mesma forma, o rendeiro dev moer de terco,
a canna do lavrador, ou conliuuaudo com a meia-
co, carregar com a despeza do transporte da
canna para o engenho.
Ser nos ha lcito esperar, que o nosso paternal
geverno e nossos atilados propietarios e rendei-
ros este-jara hoje dispostos, cada um na parte que
Ihe toca, a introdusir taes reformas e modifica-
cues na rotina seguida desde tempo immemo-
rial ?
Duviio muito que tal aconteca. Lmquanto o
caf constituir 70 ou 75 /o da oportuno total do
Imperio, obtiver bous prec s, u ajudado de vezem
quando por algum emprestmo interno ou externo,
Ibes proporcionar, sem ontro auxilio alm do ca-
lor e da humidade, os meios de tasar face s des-
pezas correntes da publica ad ministraco, os Es-
tauistas do Sul nao bao de querer quebrar a cabrea
com a soluco do um problema to complicado
cono a salvaco da lavoura da cafe na.
Qual a importancia da exportHcSo do assu-
car do Brasil inteiro? Pouco mais de vinto mil
contos. E a do caf? Excelo de 150 mil contos.
Bacta citar taes algarismos para explicar a sua
ndiflereuca.
Pode ser que o negocio tosaaaaa outro caminho,
caso figurasscui no couselho de miuis'.ros alguna
representantes da zona assucareir, quo exteude
se da Baha ao Rio i]runde do Norte; mas mesmo,
oeste caso, no certo qne, querendo salvar-nos
elles podessem fazel-o; pois teriam de arcar com
os bomens do sol, que s cuidara cm caf e immi-
gracao estrangeira.
7-,6; aauav
Temperatura mxima29,8.
Dita minima25,5.
Evaporaco em 2i hjras ao sol :
bra: 5,2.
Chuvanul'a.
Direec) do vento : E todo o da.
Velocidade media do vento : 3,"88 porsegaaia.
(Das 9 horas Ja uoite raeia noite 5,"0j gundo)
Nebulosidade media: 0,5.
CellRM.EUectuar-sc-ho:
Hoje :
Pelo ayenle Marlins, s 11 horas, a a travos*
Vinte Quatro de Maio n. 13, de movis, (oueac,*!-
dros, etc.
Pelo agente Gusmao, s 11 horas, na mi c
Mrquez de Onda n. 19, de predios.
Pelo agente Pinto, s 10 1 2 horas, na rot Marqnea de Onda n. 6, de fazeodas e iniasecac.
Pelo agente Silveira, s 11 hora?, na raa Es-
trella do Rosario n. 24, de dividas.
Pelo ayenle Modesto Baptista, s 11 bares, ce
ra estreita do Rosario n. 24, de predio.
Pelo agente lirito, s 10 1/2 horas, rna de Tr-
ato Alfonso n. 43, de movis fazendas e tniadeea*.
Amanb :
Pe'o agente Pinto s II horas, na ra da Sarix
da Victoria n. 42, de diversos objectos da atae
lecimento abi 3to.
Sabbado :
Pelo agente Uarlamaqui, s 11 horas, ea raa do
Imperador n. 30. de predios.
PeZo agente Pestaa, s 11 horas, no Urgscfo
Carmo, do estabelecimento ah sito.
Pelo agente Gusmao, s 11 horas, aa ras nVi
Mrquez da Onda u. 19, de sapatos de ornee
avariados.
MinanM faupbre.Serio celebrad:
Uoie :
A's 7 hiras, do convento di Carmo, vela -*-rr
do D. Leopoldiua Liberata do Monte Liosa.
Sabbado:
A's 7 1/1 horas, no Ter9o, por alma de O. Asta*
Maria de J?stis.
PnimazelrosSabidos para o sal na vanx
americano Finoafis :
Dr. Joo Cruvcllo Cavaleante e 1 eriado, Ar
thur de Lima Camp .-s, Francisco Goncalves d?
Qu -iroz, Guilberme de Souza Santoa oreira, A
Galvo, Dr. Americo de S. Gomes Filho, ICaaaat
Freir o Dr. Cerqueira Lcite, sua senhora t fi-
lho.
Lotera da provincia.Segunda-CraK
de Dezembro, s 4 horas, so extrahir a 13* parte
da 1.* lotera em beneficio da Santa Casa -de
Misericordia do Recife, pelo novo plano apeara-
vado.
No consistorio da igreja de Nos 3a Senhora da
Conceicao dos Militares ser feita a extrae^:
pelo systoma da machina Fichet.
LoteraA 14 parte da 1' lotera da provec-
cia, era beneficio da Santi Casa de Miaerteardia
do Recite, polo tvo plano, cujo premio grande
100:0002'>')'i s :r extrahida uo dia 20 de Oeaear.
bro.
Os blhetes garantidos acham-se venda a
Casa da Fortuna, ra Primeiro de Mar^e rasan
ro 23.
Tambem acbam-so venda na Casa FeSt.
praca da Independencia ns 37 e 39.
Grande lotera da provinciaA<
serie desta lotera em beneficio dos iogeanaa 4a
Colonia Isabel, cujo premio grande 240:0000416
ser e-xtrahida no dia 16 de Dezembro.
Os bilhetes acham-se venda na Reda da for-
tuna ra Larga do Rosario n. 36.
liOtcria do BioA 2* parte da faaaria
a. 366, do novo plano, do premio de lOOrOOJL
."r extrahida no dia .. de Jezembro.
Os bilhetes acham-se venda na Caaa a Bar
tuna ra Primeiro de Marco.
Tambem acham-se venda na praca da as-
pendencia ns. 37 e 39.
Lotera da rdrleA 4 parte da 281a fe.
teria da corte, cujo premio grande de ltQeMS
ser extrahida no da 18 de Dezembro.
Os bilhetes acham-se venda na Casa da For-
tuna ra Primeiro de Marco n. 23.
Tambem acham-se venda na praca da iait
pendencia ns. 37 e 39.
Lotera Extraordiarla do Tateman-
a;a O 4." e ultimo sorteio daa 4." e &.* aatiui
desta imprtante lotera, cujo maior premio e de
150:000000, ser extrahida no dia 30 da Deesa
bro, impiet rivelmente.
Acbam-seiexpostos venda os restos doa bufet-
tos na Casa da Fortuna ra Primeiro de Mare,;
n. 23.
Tambem acham-se venda na praca da tade-
deudencia ns. 37 e 39.
Matadoaro PublicoForam abatidas o:
Matadouro da Cabanga 82 rezes para o eoasua:
do dia 16 de Dezembro.
Sendo: 64 rezes pertencentsa Oliveira Castre.
& C, e 18 a diversos.
Mercado Municipal de *.
movimento deste Mercado uo dia e 15 do >
foi o seguinte:
Entraram :
31 bois pesando 5,146 kilos.
740 kilos de peixe a 20 ris lfJHO
104 cargas de farinha a 200 ris aOfSO
18 ditas de fructas diversas a 300 ra. &f9&.
m
3 taboleiros a 200 ris O
14 Suinos a 200 ris 2J*>-.
Foram oceupados :
26 columnas a 600 ris lMYk
22 compartimentos do farinha a
500 ris. li/Obi
23 ditos de comida a 500 ris 11<.
67 ditos do legumes a 400 ris ttfBt
16 ditos de euino a 700 ris li#*z 11 ditos de fressuras a 600 ris KO
10 talhos a 21 WtX
3 ditos a l 3*X>.
A Oliveira Castro & C.:
54 talhos a 1 ris &4J0O.
2 talhos a 500 ris XfO'
Oeve ter sido arrecadada neste di
a quantiade 365*11
Rendimeuto dos dias 1 a 14 de De-
zembro &705JW4-
Foi arrecadado liquido at hoje 2:91041*'
Preyos do dia :
Carne verde de 320 a 480 ris o kilo.
Carneiro de 720 a 800 ris idem.
Sainos de 560 a 640 ris idem.
Kanuba de 240 a 320 'is a cuia.
Milho de 280 a 320 ris idm.
Feijo de 560 a 640 idem.
Cemiterlo publico.Obituario do dia N
de Dezembro :
Maria, Pernambuco, 2 meses, Boa-Vista; frs-
quez congenita.
Maria do Carmo de Oliveira. Rio Grande do
Norte, 38 aunos, viuv-, Boa-Vista ; tubereaio*
pulmonares.
Cyrillo Carneiro Ramos, Pernambuco, 39 anaes
viuvo, Boa-Vista; broucho-pneumooia.
Vicente Alves de Figueiredo, Parabyba, 38 ao
nos, soltero, Boa-Vista; tubrculos pulmooares.
Justiua Maria dos Santos, Pernambueo, 4f an-
nos, solteira, Boa-Vista ; tubrculos pulmonares
Bartholomou Lourenco de Sant'Anna, Pernam-
buco, 25 annos, solteiro, S. Jus ; hepatite.
Maria, Ptrnambuco, 5 annos, Poco; febre asa
relia.
Elpidio, Pernambuco, 3 mezes, S. Jos; ather
psia.
Ignacio Cavaleante, Pernambuco, 50 aau
vinvo, Santo Auto.v'o; gastro enteritp.
Manoel, Pernambuco, 24 horas, Graen; tetan
dos recemnascidos.
Elvira, Pernambuco, 4 meies, Recife; coa
sosa.
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llEfial
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Diario de Pernanibueo(tilinta-feira 16 de DczcmL-o de I36

/
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i

:
PIBLICMOES A PEDIDO
I
g
Appareceu no Jornal do Rscife de do
singo, 12 do crrante roez, um velha
aentnca, proferida em 1873 por un ma-
gistrado que, ento, era juiz de direho
desta comarca.
Sobre o caso, digamos algumas pala-
bras :
O hanradissinw Dr. Telesphoro Salles
eterminou, ltimamente, ao oscrivao Ban
deira que lhe apresentasso os autos, em
^ic se achava xarada a referida sentenea
9, tal a leviandade do fidalgo doutor,
qae deizou escapar ao mesmo Sr. Bandei-
ra que della precisava para tirar um n-
oortante documento contra o referido ma-
gistrado.
O Sr. Bandeira objectou ao Dr. Salles
que tratava-se de una autos, considerados
indos, era direito e, como era natural,
aoanhou-s i em apresental-os ao hornera
DOSQUARENTA COLLETE3.
Ahi tem o publico sensato mais urna
razio que levo:, o citjo a suspender o Sr.
ro deste anno parece imcompativel a ven-
da simultanea de drogas e medicamentos
com generis de estiva, chapeos e fazendas.
O que resulta deste abuso que a Stry-
ehnina na comarca de Buique est fazen-
do progressos e substituindo o bacamarte.
E donde veio eesa nova arma de vin-
ganga? Sem duvida ella s poda ser for-
necida por algum taverneiro e droguista ao
mesmo teropo. Convm pois que o Sr. Dr.
inspector da hygieno publica d as provi-
dencias, que o caso exige.
Pesqueira, 10 de Dezeoibro de 1886.
Urna victima
Ao Exm. Sr. Dr. Rosa oSilva
cargo, por
noB
se-
Bandeira do exercicio de seu
fOVENTA IAS.
Nos quizerarao3 que o Dr. Salles
.jsese onde encontrou direito pura
aelhante pena.
A suspenso correccional dos escrivaes
i pode ser imposta pelo tempo e nos t r-
mos do art. 50 | 3o e arts. seguintes do
Decr. n. 833 de 2 de Outubro de 1851, a
que so refere o da n. 1,572 de 6 de Mar-
50 de 1855.
Contra a llegaldade do acto entende-
aos, pois, que deva protestar o Sr Ban-
deira.
Voltemos ao assurapto.
O Dr. Salles obteve srapra os autos *
ss... estampou a sentenea no Jornal do
Secife.
Poder S. S. dizer-nos o que lucrou cora
seu acto ?
S. S. uno juiz substituto, vergonha da
Jasse, um typo digno de figurar em qual-
quer ir.useu de piquiderraes, o o raagis
rrad'> a quem procurou offender boje
deaerabargador e gozou aempre de crdi-
tos do juiz recto e Ilustrado.
Deixu se S. S. da tolices e cuide em
tomar juizo.
ylguarass, lo do Dezembro de 1886.
Justus.
Victima da animadverso de cortos ioimigos
pequeos, aofTri em mciados do anno que vai expi-
rar a mais gravo c calumniosa mputaco .'
Tentci todos os meias legaes que favorecem e
garantem a liberdade individual, o, apezar de ter
sido condemnado em ultima instanci, acho-mc
boje gosando de toda a minha tranquillidade, gra
Vas ao perdo que obtive do poder competente.
O que, porm, traz-mc imprensa nao reme-
morar um pass..do ie que felizmente, nao coro ;
siin, expandir esm todas as veras d'um coraco in-
mensamente ponb railo.ninba gratidao, meu re-
cjuheciraonto para cim o distracto amigo, cujo
Doma encima estas duas liohss.
Perseguido, o brigada nesta idade avanzada de
60 annos, a abandonar ineus lares por um cr.me
t.do imaginario, passei raa-s de seis mezes sj'o a
presso di'sagradavel d'uma conderanac/lo pir fic-
to que minba consciencia nao aecueava-mc, recorr
ento ao Ilustrado amig, o Exm. Sr. Dr. Roa e
Silva, que, temando sob M* protecjto, alias vilio-
sissiina, minba causa, restituio-me vida calma e
feliz de que ora goso.
A aulicitude, o auxilio poderos) e o interesse vi-
vo que S. Exc. dispensou minba ju:ta e legal
pretenso junto ao governo imperial, originaram
em mino o suntimento humau-i mais caro, de mais
valor a gratidao que u) so podendo couter em
meu coraco por ser immensa, extra vasou-se, le-
vando me a cornal-a puolica ps'a imprensa, esta
tribuna grandiosa d'oode se manifestara todas as
expanso.'s grandes e nobres.
Bem sei que este publico testemunho dem isia
do singlo e pobre para exprimir meu reonheci-
mento perante o Exm. Sr. Dr. Risa e Silva, dis-
tincto pernambueano, tornado agora ao seio de
sua provincia to laureado; torera, na impossibi
hdade de um outro meio, aceite o S. Exc. como um
fraco penhor da mais aeryaolada e duraiora gra-
tidao.
N'esta cidade onde aeho-me de novo, mo grado
de mens nimigo.', que tiveram o desprazer do ler
me volcar altivo e sobranceiro, porque a e ilumina
sempre vencida; ter o Exm. Sr. Dr. Sisa e
Silva, alera de um am;g< de votado e rternamentc
agradecido, um apreciador sincero e um eleitor de
dicado e affeetuoso.
Concloiodo, peco a S. Exc. desculpas por ter
trazi lo t a da pubciJadu ura ficto todo priva-
do : minha gratidao immensa, c eu eoten n que
s a tuba ingente da imprensa poda transmittir o
echo deste sentimento.
Cidade do L'moeiro, 14 de Dezembro de 1883
Antonio Jote Dourado da Suca.
O Exm. Sr. Dr. Rocha Campedlo conti-
nu a proceder assim, que oertatnente con-
seguir readquirir para a provincia do Cea-
r o crdito de que gosou ; alm de que
tornar-ae ha credor de estima e considera-
(So do publico em geral, e particularmen-
te dnquelles que ameacados de um prejuizo
certo vm boje respeitados os seus direi-
tos.
Ao publico
A Sra. Mara da Conceico ?eixas declara no
Diario de hontem : que distrahi quinte contos de
rit do seu dote.
Em respeito ao publico c'eclaro ser isto urna
inexactido. pois o dota desta senhora foi de cin-
coenta contos em lettras e estas ella as tem em
seu p.'dir. Quanto ao mais deixa de responder ;
porque n lo quero augmentar minba infelicidade e
desde j4 declaro : que nao estou distosto a res-
ponder bilhetes publicados pela imprensa.
Recife, 15 de Dezeinbro de 1886.
Antonio Machado dss Santos.
Bellezas do municipio
Sobre esta epigrapbe, vem pela Revista Diaria
de hout.m, um informante pediado providencias
sobre um monturo que existe no becco tapado nos
fundos da ra de S. Francisco.
O informante parece desconhecer da hygicne,
porque o inontu-o a qje se refere de calica de
ura predio que se demoli, do qual nao poder pro-
duzr foco de miasmas como assevera.
Recite, 15 de Dezeinbro de 1886.
O fiscal,
Thomaa C. de Paula Rochz.
Todas mais seccSes de artigos de fantasia
sao dignas de menc3--8 honrosas. Fisa-
mos muitos satisfeitos pela preleccjto do
Ilustra Dr. S Pereira sobre os productos
do caj', convencendo com as bases scien-
tificas a vantagens que podemos obter so-
bre a nossa corprea economa.
Oxal que em todos os trimestres a Im-
perial Sociedade nos desse essas provas
de patriotismo.
Elei^ao
"r P. S.Segu a portara que o Dr. Sal-
lia baixou para lbe ser aposentado o pro-
C8SS0 orplianologico, onde extrahio a sen- -----
renga cima mencionada : Estado floancelro da provincia
PORTARA. Juizo de direito interino do Cear
Ja comarca de Iguarass, 4 de Dezembro
Sob esta epigrftpne descrov-mos, em
Pesqi
ie 1886. O e8crivao da provedoria jacp.- Abril do corrent' anno. o estado de
v (*) apresentar incontinenti o inventario decadencia a que tinhara ebegado as finan-
de D. Joanna, raulher de Francfsco Xa-; cas do Ceari, devido tudo ao grande tno
vier Carneiro da Cunha, procedido neste economico d'aquelles a qu?m s: a-hava en-
raizo ha annos. Cumpra se. Telesphoro trege a sui adrainistra^aj. Referimos
ie Aranjo. I n'esse artigo ura facto bsra signiti lativo,
; qusl foi o de pretender so eonverter era
liipvo apolices de 6 "/<, principal o juros nao
|Uvlia P'gos, de ura eraprestimo autorisado per
Para o Exm. Sr. Dr. inspector da hy-' urna le provincial e contrahido mediante
iene publica 1er e providenciar. condicos certas e estipuladas as respec-
Nesta comarca e as vizinhas reina o tivas apoli.es, tacs corao ser a araortisa-
xjtoi. nao, Exm. Sr., por cansa do colera- ello feita no periodo de 5 annos a cont.r
sorbas que anda est longe de nos, ; da data das apolices ( 25 de Juuho de
3ms por causa de urna chusma do curan- 1881 ) e o premio raso de 8 "/' annual-
deiros completamente ignorantes, que ex- rente, pag> era dois soraestres realisaveis
plorando os haveres dos incautos applicam jna 2* quinzena de Janeiro e Julho de ca-
e preparara beberragens compostas de mil'da anno.
obstancias os mais das vezes perigosssi Tivemos a satisfacZo do ver o nosso
aas, e se acaso o infeliz doente morre (o i artigo reproduzi Jo era ura dos orna?s da-
>oe quasi aempre acontece) brada logo o quella provincia A Qazeta do JVortecu-
earandeiro quebrou o resguardo, (pala ja redaejao se dignou adduzir coniiera-
vras sacramentaes) e accrescenlamoj-rett |y3es em nosso favor, e folg.mos h.je era
perqm quiz. dizer que dev-ido era grande parte a boa
E', Exm. Sr., a sabia I<-i, que rege o vontade e zelo do actual inspector do The-
aervicp sanitario do Imperio, calcida aos souro Provincial o Exra. Dr. Francisco
p& nesu comarca por verdadeiros charla- Cordero da Rocha Carapello, que pressuroso
iea 1 Qualquer negociante de seceos e tem sido no cumprimento de ecus deveres,
idos exp31 venda drogas e medica-! procurando sempre conciliar os inters
eitas, e por isso ses da provincia, s-ra tjdavii faltar
alo tem que dar satisfacSo a ninguera, ha- a f dos cootractos, di ixou-se de ex;-
*edo nesta cidade urna pharmacia bem cutar aquelle pernincioso plano, que, como
acatada e dirigida por um pharraaceutico j disse a referida Gazeta, passava dos limites
Dos devoto* que teem de renlejar
Xossa Senhora da Concelcfio do
Arco no anno de 188*.
Juiz por eleico
O IIIid. Sr. Joo liaptista Pereira de Souza.
Juiza por eleicfti
A Exma. Sra. D. Amelia de Carvalho Reis.
Juiz perpetuo
O Illm. Sr. comraendador Lua Antonio^de Si-
queira.
Juiza perpetua
A Exma. Sra. D. Mana Rita da Cruz Nevcs.
Juizcs protectores
Os Illms. Srs. :
Amonio t mcalves d.i Azevedo.
Francisco Mano -1 da Silva.
JoSo Jos Rodrigues Mendcs.
Antonio Francisco Corga.
Coronel Jos G.mes Leal.
Francisco Jos dos P Jos da Silva Rodrigues.
Manoel Jos de Araujo.
Tenente-coronel Mauoel d-^ Azevedo Nascimento.
Tenente coronel Manoel Goncalves Pereira Lima.
Ju zas protectoras
As Exmas. Sras. :
Baroneza de Serinhaem.
laionezi de Morenos.
Barn' za de Nazareth.
D. Maria da Cunha Reis.
D. Thercza Guilhermina Fernandes* Ribeiro.
D. Maria do Mello Guimariles Rocha.
D. liasilia da Costa Carvalho.
D. Joaquiua Victiria Simoes Coutinho.
D. Marianna da Cunha Magalhes Oliveira.
D. Adelaide Zulmira das Neves Baltar.
orcio
No sabbalo passado casou-3e na capella
do palacio episcopal o nosso amigo* Sr.
Theophilo Leopoldo Rapoo da Cmara com
Maderaoselle Alica Adour. Celebrou o acto
o Rvd. padre Lobato, sendo padrinhos
por parte do noivo o Exm. Sr. Dr. H-n- JuizC3 por d Jo
rique^ Marques de Hollanda Cavalcanti ei Os Illms. Srs.:
sua Exma. consorte D. Maria Lins de Manoel Joaquim da CostaJCarvalho.
Hollanda Cavalcanti e por parte do noivo
o Ex u. Sr. Dr. Miguel Jos de Almeida
Prnarabuco e a Exma. Sra. D. Luiz*
Moreira Alvcs.
Assistira ao acto muitas pessoas gradas
da nosia sociedade.
D sajamos aos joven3 Jisposalos rail
venturas.
pra.'ico habilitado.
Com o decreto n. 9554 de 3 de Fe ve re
ordinarios de um erro attingido a categora
do callte, e tem se p?go aos possuidores
f) O grypho nosso.
apresen tar T 1
daquellas apolices diversas quantias por con-
For quem taca ,a araortiaacar. ,-.nnn J !..
COMHERCIO
Isa eommerclal de Pernam-
buco
RECIFE 15 DE DEZEMBRO VE 18bt>.
Aa tres horas da tarde
(.'tilatoen ofiaes
.enees provinciaes, juros de 7 0/0 ao par.
Latas bypothecarias do banco de crdito real de
Pernambuco do valor de 100* a 93*000
cada urna, sem juros.
Jawbio obre Londres. 90 d|V. 22 15[lo e do banco
22 3|4 d. por 1*000, hontem.
Na hora da bolsa
Vendei am-se :
fcOO* em apolices provinciaes.
4-50* em dem dem.
TB letras bjpothecariaa.
O presidente,
Pedro Jos Pinto.
O secretario,
Canudo C. G. Alcoforads.
ta nSo s da araortisac.o uorao d
veneidos.
oros
3ENDIMENT0S PCBLICOS
Mes de Dezembro de 1886
ALFANDEGA
llIU OMBi.
tolsli 408:630*820
46:539/057
i-i ds 15
ztsoDA paoviaciiL
Del a 14
Uta de 15
To^il
69.098*512
6:568*336
ikh a n1^* 1 a 14
<"rtS5JI.*-.0 I-HOV1NCIAL Da 1
a Je 15
. nsAVHiiir.Do l a lt
i i. 15
a 14
455.-169*877
75:6661848
530:836*725
23:544*115
2.640*926
26:185*041
23:710*376
4:396*743
Algjdo 388 saccas a Gomes Je Mattos Irmao.
Sal 12,810 litros ao consignatario.
Hiate nacional Crrelo do Natal, entrado do Rio
Grande do Norte no da 14 do corrente e consig-
nado ordem, mauie.-tou :
Algodao24 saccas a Souza jkloutinh) & C.
Cuuros salgados seceos 297 a Fe.-nandes & Ir-
mo.
UfcoPACHOS llflXl'ORTAg \0
Em 14 de Dezembro de 183S
Para o exterior
Na barca norieguense Erald, carregaram :
Para Liverpool, 8. Brothers k. C. 2)1 eaccas
com 1 ',800 kilos de algodSo.
Na barca noruegense Union, carregaram :
Para New-York, Casta & Medeiros 500 saceos
com 37,500 kilos de assuear mascavado.
Na barca norueguenae Aeolus, carregaram
Para New York, Julio & Irmao 2.000 saceos
com 150,000 kilos de assuear mascavado ; H.
Foister & C. 1,200 saceos com 90,000 kilos de
assuear masca vade.
No lugar inglez // Para New Y^rk, II. Forster & C. 2,800 saceos
com 210,0X) kilos de assuear mascavado.
No patacho dioamarquez M. Johanne, car-
regaram :
Para New-York, F. Ciscao & Filho 2,000 sac-
eos eom 150,0)0 ki'os de assuear mascavado.
Na barca portuguesa Cumoes, caregaram:
Fara Lisboa, B. Oliveira & C. 80 couros espi-
chados com 560 kilos.
No lugar portugupz Mano, carregar m :
Para o Porto, Auorim Irmaos & U. 120 couros
espichados com 804 kiljs e 600 saceos com 45,000
kilos de assuear mascavado.
Para o Interior
A Imperial Sociedada doi Artistas M-
chameos e Liberaes, no palacete do Lyeeu
de Artes o Officios, onde no da 12 do
correte inaugurou o musau do artes e n
dustria, que a imperial sociedade cora lou
varis esforcos apresenta a 6a exposijilo
artistii-.a industial, na qual, todo hornera
attencioso e observador, v qu^, havendo
peraevoranja e raais actividado necessara,
os expositores hilo de vencer as muitas
diffiuldades que 03 antolham.
No salao designado apresentara diversos
artigos dignos de profundas o attenciosas
ob8erva coeiro do expositor comraendador J. Fer-
nandos Lipes, estava imponente o arvore-
do do cacao, do qual esraerou-se o honrado
expositor em apresentar ao publico, diver-
sas cp>cns do cultivo do ca'-.oeiro, desd-j a
gerrainacao at a colheita desta cultura
sera rival. As muitas inircas de chocola-
te fabricadas, por diversos e dignos expo
sitores, do fructos da dita planta colhidos
nos arrabaldes desta cidade, de igual qua-
lidado aos que consumimos do estrangeiro,
e devemos dar preferencia ao nosso ; p:r
que teraos a certeza de ser feito sera ma-
teria extranha o que n3o poderaos affin-
jar aos viudo do mercado estrangeiro.
Tambera cbamou a nossa attencao o vi-
nho pieparadode uvas do quintal do Hos-
picio da Penha, pelo Sr. Lunatti, que nos
parcheu de perfeita cor, e um memorial
apresen-.ado pelo honroso expositor v-se
que sera medo de errar esta provincia
tambera pJo produzir vinhos, para seu
consumo, sem alterar outra qualquer cul
tura.
Observamos o p3o de farinha de trigo
do activo e inteligente expositor o Sr. ivl.,
que deve ser de alta economa principal-
mente para viagem. Reparamos com raui-
ta atttrasao o modelo de urna moenda com
cinco cylindros ptra espremer canna de as-
suear ; o qual nos faz suppor que extrahi
r todo o sueco que contiver as cannas,
pelo qu.i faz honra ao expositor.
As seccoas de calcados o chapo3 mere-
cen! inultos elogios aos dignos expositores
e 100 ditos com 6,003 ditos de dito mascavado i
F. Silva 1 caixa com 20 kilos de es junad res de
peunas.
No hiate nacienal Camelia, carregou :
Para o Natal, M. J. Pinto 240 saceos com fari-
nha de mandioca.
Ne hiate nacional Apiy, carregou :
Para Mossor, F. F. de Saboia 5'J saceos com
farinha de mandioca.
No hiate nacional D. Antonia, carregaram :
Para Aracaty, Burle dfc C. 10 barricas c-m 911
kilos de assuear branco ; P. Alves & C. 36 barri-
cas eom 1,717 kilos de autocar branco e 12 ditas
com 520 ditos de dito refinado.
28:107*119
.5:241*725
239*591
5:483*316
DESPACHOS DE JIMPORTACO
Hiate nacienal JaSo Valle, entrado de Maeiio
:odIa 14 do correte e consignado a Manoil Joa-
.'jsb Pessoa, rrauifeitiu .-
No patacho allemSo \iary, carregaram:
Para Pelotas, Amorim Irmos i C. 535 barricas
com 57,409 kilos deussucar branco e 55 ditas com
6,270 ditos de dito masciivado.
No patacho hollandec Bernardas, carrega-
ram :
Para o Rio Grande do Sul, Viuva de Manoel
F. Marques & Filhj 500 barricas eom 51,720 kilos
de assuear branco elOOdit s coin 11:410 ditos
de dito mascavado.
No lgai sueco Ilenry. carregaram :
Para Santos, II Burle 4 ''.. 300 saceos com
'8,000 kilos de assuear branco e 700 ditos com Caravellas
42,000 ditos de dito mu sea vado. Pirapama
No lugar nacional Sarah, carregou : Rio
Para o Para, A. Babia 20 pipas com 9,600 litros Pernambuco
de agurdente. Editor
No vapor nacional Para, carregaram : Paiagonia
Para o Rio de Janeirj, J. M. Das 500 saceos
com 3U.000 k'los de assuear branco e 100 ditos
cora 6 000 ditos de dito inascavuao ; V*. T. Cuira-
bra 700 saceos com 4,000 kilos de assuear branco
MOVIMENTO DO PORTO
Navios entrados no dia 15
Cardiff86 Ja3, barca norufguenso Mentor, de
524 toneladas, capitSo S. Samnelten, cquipa-
gem 10, carga carvo de pedra : ordem.
Hiogo (Japa>)124 dias, barca ingleza Movthem
Kmpire, de 950 toneladas, capito Lorenzo Yon
co, equipagem 10, carga varios gneros ; or
dem.
Middleabroug37 dias, lugar inglez Fiery Cross.
de 338 toneladas, capito Chas James, equipa-
gem 10, cara materiaes para estrada do ferro
de .S. Francisco.
Aracaly17 dias, pal ha bote nicional i". Bartho-
IMMK, de 150 toneladas, mestre Manoel M. Mer-
cantil, equipagem 6, carga varias gneros; a
Barth' lemeu Lourenco.
Rio Grande do Sul20 dias, escuna Hollandeza
//"km du 154 toneladas, capitao F. Hidde, equi-
pagem 5, em lastro; a H. Luodgren 4 C.
Porto23 dias, lugar portugus Tem'rario. de
311 toneladas, cap.tao Jos G.mealves Casaca,
eq i'pagem 12, carga varios gneros ; a Amorim
Irmos & C.
IIsmburgo o escalasVapor allemao Rio, carga
vario gneros ; a Borstelman & C.
Navios saludos no mesmo dia
Rio de Janeiro pii escalasVapor nacional Par,
commandante Carlos Antonio Gomes, carga va-
rios gneros.
Rio Graude do NorteHyato nacional Camelia,
mestre Manoel Antonio da Silva, carga varios
gneros.
Macao Hyate nacional A'Mina dos Anjos, mestre
Manoel F. Moueiro, carga varios gneros.
Adolpho Suzcmbacb.
Adolph j Fernandes da Silva Manta.
Francisco Floro Leal.
Antonio Jos Vieira.
Antonio Duarte Carneiro Vianna.
Franciso Antonio Curreia Cardoso.
Corone! Domingos Al 'es Matheus.
Antonio Augusto Prreira da Silva.
Antonio Nunes Ferreira Coimbra.
' Juizas por devoco
As Exmas. Sras. :
D. Anna Soares de Amorim.
Viscondessa do Livramento.
Viscond- ssa da Silva Lnyo.
Baroneza de Aguas-Bellas.
D. Maria Joaquina Ferreira Gomes.
D. Amelia Ferreira llartholo.
D. Joaquina Siuies Bar>osa.
D. Arm.nia Cardoso da Cruz Mesquita.
D. Maria Rodrigues Pinheiro.
D. Zulmira Das Fernandes Soares.
Eaerivij por eleifo
O Illm. Sr. Jcilo da Cuiiha Magalhes Jnior.
EtcrivJ por eleiclo
A Exma. Sra. D. Amelia Leal Temporal.
Escrivites por devojao
Os Illms. Srs. :
Henrique da Cunha Porto.
Alberto Dia* Fernandes.
Joaquim J t de Amorim.
Joaquim Ferreira da Cunha.
Antonio Lopes Braga.
Jcs Prudencio dos Santos
Escrivs p i devofo
As Exmas. Sras :
D. Philomena L'>yo de Amorim.
D. Maria Petrolina da Silva Lvito.
D. Julia da Silva Libe.
D.jAngilica Maia.
D Margarida Ferreira Marques.
D. Maximira de Oliveira Santos.
Procurador geral
O Illra. Sr. commendador Jos Leopoldo Bour-
gird.
Thesoureiro
O Illin. Sr. Manoel Moreira de SoGza.
Adjuutos de tbesoureiro
Oj Illms. Srs :
Io Manoel M.reir Campos Jnior.
2 Atfmso Oliveira.
3 Jis Antonio do Cont Vianna.
4* JjJo Pedro das Neves.
5o Jos Miguel djs Santos.
6 Marcelino Bento Jos de Souza.
Procuradores
Cs Illms. Srs :
Simiao Carlos da Silva.
Josi Antonio Pereira.
Joaquim Maia Sobrinho.
Alfredo da Costa e Silva.
Jcao da Costa Pereira.
Bernardino Maia.
Alfreoo Gomes Leal.
Frederico Antonio da Costa.
Romualdo da Silva Braga.
Joo Miguel dos Santos.
Domingos Mauoel Martina.
Antonio Baptista de Araujo Sobrinho.
Jos Antonio dos Santos.
Leonardo Antonio da Silva.
Manoel Joaquim dos Passos Guimares.
Manoel Jos Vieira.
Frederico da Silva Magalhes.
Joio Nepjmueeno Cocino da Silva.
Joo Gomes de Oliveira.
Joaquim Guedrs Volente.
Joo Martina da Silva.
Venancio Rosas.
Deodato Goncalves Torres.
Joo Nanes Ferreira Coimbra.
Tiburcio Adelino de Oliveira,
Augusto Medeiros.
Antonio Mereira Pinto.
Jos Antonio Moreira Jnior.
Freeuezia de S. Frei Pedro Goncalves do Re-
cife, 8" de Dezembro de 1836.
O vigario,
Joo Augusto di Naseimento Pereira
Corso lirrelo r anuo
O Dr. Manoel Portella Jnoior le:ciona durante
as ferias direito natural e direito romano aos
escudantes que drsejarcm fazer acto em Marco.
Pode ser procurado em sen escriptorio rus do
Imperador n 65, 1 andar, das 10 horas s 2 da
tarde.
Blbllographifi
Monographia jurdica e prattea das exeeufoes de
sentenca em processo civil, pelo advogado Dr.
Bernardo Teixeiras de Moraes Leite Velho
1885e Addicoes mesma1886. Rio de Ja-
neiro2 voluraes in-8.
O processo, j se disse com r.izo, era outr'ora
verdadeiro engrimanco. Consista em pratica an-
tes que em tbeoria; nao se cnsinava as escolas
de direito, aprenda so em casa dos procuradores.
H je parte da sciencia, c ni & menos impor-
tante ; tem suas definicoes, seus axiomas, seus des-
envolvimeatos e suas controversias ; enslaa-se na
heuldade, e obras m.-thodicas desenvolvem lhe
os principios e as consequencias
Entre essas obras, a do Sr. Dr. Leite V-.lho,
que indicamos h je, seguramente urna das que
responde mtlhor as necessidades jurdicas e praci-
cas das execucSes das sentencaa no processo ci-
vil ; porque cppliea com felicidade tystema de pu-
blica;o que nao toi ainda seguido tra tal materia,
3 que apresenta a dupla vantagem de economisar
o tempo do leitor e de dar sobre os ramos diversos
desta chamada nova instancia a reuuio mus com-
pleta das nocoes que resultara da jurisDradencia e
da dontrina dos autores.
Pode-se quasi dizer que a obra o eomraenta-
rio principalmente da lei de 20 de Junho de 1774
e depois mis AddigOs, o da lei de 5 do Outubro de
1885 e do decreto de 25 de Janeiro dd 1886, enm a
.ynopse, ein forma de cdigo, de todo o processo
das execug-'S hypolhecarias e pignoraticias.
Por ahi se v o cuidado qee o autor pz em
aperfeicoar sua obra.
A :ima de cada artigo ba a indicicao seminaria
das paavras indicadoras e o quadro synoptico das
divites e subl:visdis da materia, que qualquer
pode alcancar em lanco de vista. Vera de. oU as
proposicoes em crdem lgica, eamffaado pelos ru-
ciment js, ene o autor leve o cuidado de despren-
der claramente, depois pelas consequencias nnme-
diatas, que elle assignal a algumas vezes, para
maLr lig< elementos de controversia fundados as opinioes
contradictorias dos esciiptores de pratica judicia-
ri.i, e as deeisoes variadas da jnrif prudencia.
Tal a economa geral do trabalho do Sr. Dr.
Leite Velhj.
Todava, digamol-o, a Monographia Jaridici e
Pratica das Execucoes de SentenQi nao obra de
compilac). O autor inCervem ahi muitas vezes
cora sua responsabilidade nessa revista exacta e
methodica do tud) quan'.o foi cscripto e julgado
sobre exeenvoes; e sempre, nos julgamentos que
formula, nos avisos que cuiitte, uncoutra-se casa
sagaeidade qua d a pratica dos auditorios, e ao
mesmo ceu po essa seguranza de julgameutn, que
propna do h-mem versado na sciencia c0 di
reito.
A lei de 5 de Outubra de 1885, que citamos ci-
ma e seu regulamento, o que ainda nao foi coao
merece objecto de commentario etpecia', seno de
ii.rl 'xiv. I censura, pelas desordens ou tempestades
que ha do vir a produzir e corro rra graude parte
o moslrou, ni discusso do senado, o prec'urissimo
crasclhi-ira Jo Bouifacio, que repentina mirte
acaba de arrebatar ao engrandeciraento de nossa
patria, collocoii o autor em terreno novo e a'onde
lhe vieram as Addices mencionadas; e, ainda as-
sim, nao ge pede ileixar de louvar o cuidado cora
que o Sr. Dr. Leite Velho uceutOU esse resu-
mido, mas dilliei; trabalbo, c as Hpproxiinacjs
comparativas des-a lei com as anteriores que veio
substituir.
Cora 'aos elementos, nao se pode duvi lar que
esta obra deixe de ter todo o xito.
A abuudanei i das pesquizas e faeilidade das di-
visos e as listezas das observares do autor con-
servaro sempre, cora effeito, sua obra esse ca-
rcter incootestavel de utilidade que qualquer.
que se cecupe de taes assumptos por file explora-
dos, ba de coraprazer-se nceessiriamente em o re-
cochecer.
CELOS FERDiaO.
Rio de Janeiro, 15 de Novembro de 1886.
(Da Uaztta Jurdica, de 15 de Novembr de
18i6.)
A' VENDA
NA
l.ll (llUIV FBAMCIIA
N. 9Ra Piimeiro de llardoN. 9
Obra completa encadernado 10-$(J0tJ
Elle rnatn S. Laiz
Ra do Imperador n. 55, 2."undar.
Com o nome acuna abrir-te-ha no dia 15 de Ja-
ueiro do anuo prximo futuro de J887, um eetatele-
cimento de e iueacao, or.de ensiuar-se-ho todas
as materias do curso de preparatorios, havendo
tambem nm curso nocturno d.s inesmas materias,
e um outro comraerc-ial, no iiiil ensinar-se-ha s
mente francs e inglez, theorica o praticamente,
senda este das 9 s 10 1/2 da noite,
Estututos
Art l.o Os pies, tu-.ores ou correspondentes,
devero acompanhar o cstudante no dia da matr-
cula, para nao t matriculal-o, como tambem para
tomar conhecimento do rgimen disciplinar do es-
tabelecimento.
I.0 Aquellos que nao tiverex quem os apr-
sente, tambem serio aceitos matricula.
Art. 2.o O pagamento da matricula ser feito
mensal e adiantadamcncc a eomecar da occasio
da matricula.
1. Por cada matrcula pagar o estadante
5*u'.., bavendo urna differeur;a de conformidade
com o numero de materias que cstudar no estube-
lecimeuto.
Are. 3." Cada aula constar de 1 1/2 hora, sen-
do urna para tomar a lico do dia antecedente e
meia para explicar a do da segniute.
Art. 4* Nao haver aulas s quintas-feiras
porm todos os alumnos devem comparecer no cs-
tabelecimento u'estes dias hora de suas respec-
tivas aulas, para urna sabbatina, segundo a qual
os directores daro attestados na poca dos exa
mes.
No estabeleci nento encontrarlo os Srs. pas,
correspondentes ou tutores e ou Srs estudautes os
estatutos como acerescentamento de tudo mais
que aqu se omiti e q.ie os scientificaro do que
nouver de mais particular, e bem assim da con-
veniencia do methodo n'este estabelecimento em-
nregado.
Os directores,
Luix J.deF.e O. Sobrinho.
Augusto J. C. Braga.
cnsul de Portugal em Paranagu, refe-
rindo-so a urna bronchite de mo carcter,
diz tambem em carta :
-.i Minha mulher acha-se perfeitamente
restabelecida de sua grave enfermidade
com o uso do qualro vidros de Peitoral de
Cambar tendo antes experimentado, sem-
pre intilmente, talvcz eincoenta remedios
diversos.
O Sr. Delfira Jos Rodrigues, fazendei-
ro era Santa Victoria, attesta o seguinte :
< Eu abaixo aesigriado attesto, a bem da
huraenidade, quo urna tiln minha,'que
soffria por mais de quatro annos de atbraa
e outras molestias do peito foi radicalmente
curada pelo maravilhoso Petoral de Cam-
bar do S Alv&res de S. Soares, de
Pelotas.
O acreditado fazeadeiro, residente
era Itaqni, Sr. Belizario Pereira do Athay-
dc, em carta dirigida ao Sr. Antonio Dias
de F. Valle, diz :
a Sendo V. S. o sub-agentc nesta ci-
dade do Peitoral de Cambar, dirijo lhe a
presente, fin de attestar que, soffrendo
minha mullier ha muitos annes de asthma.
s agora, e cora o uso do reterido medb-
tnento, ficou radicalmente curada.
Eis o que tambem attesta o Sr. Da-
rain-os de Jess Braz, negocianto era Ja-
guarilo :
Eu abaixo assignado atteso que, sof-
frendo dous tlhos meus de bronchites, fi-
caram completamente curados com o co-
nhecido Peitoral de Cambar, descoberta
e preparado do Sr. Alvares de S. Soares,
de Pelotas.
Muitissiraos outros attestados e declara-
f;oea encontrarn-se no folheto que acompa-
nha cada frasco.
nicos agentes e depositarios geraes em
Pernambuco, Francisco M. da Silva & C.
Ra do Mrquez do Oliuda n. 23.
EDITAES
Edita! n. 42
, (l'prsca)
Di erdem do Illm. Sr. inspector da Alfandtga
se f tz publico, que s II horas do dia 18 do cor-
rete mez, sn; rendidas em praca, no trapiche
Couceieo, as in rcadorias abaixo declaradas :
Armezem n. 2
Urna caixa marca A H e C, T II embaixo, n.
6324, viuda de Liverpool no vapor inglez Orator,
cntiado em 2 de Setembro do correte auno, con-
teudo 44 kilos de envelopes sem impresso, e S>>
kilos de carto.'s de urna cor, abandonados aos d-
reitos por Alberto Hensshel & C.
Ai i.i:,viii n. 3
Nove atados e urna caixa. marca F & C, ns.
992 a 1001, idem de Ntw-Yoik ni vapor inglez
Porluense, dem em 28 de Outubro idem, contendo
612 kilos, peso liquido legal, de f dhiuhas de Bris-
tol de urna i r, abacOonadas aos direitas por Fa-
ria Sobrinho & C.
3 seceo da Alfandega de Pernambuco, 15 de
Dezembro de 1686.
O thefe,
___________________Cicero B. de Mello.
EUlital n. 7
O adrai"is!rador do Consulado Provincial fa
publico a quem nteresssr possa, que na forma
do respectivo regulamento ser effectuado por
eBta repartifio, no espaco de 30 das uteis, con-
tados da data deste, a cobran?a independente de
-..r.ilt.i, dos impostos de decima urbaua e 25 0(>
sobre a renda dos bens de rail, pertencentes
corporacoes de m3 morta. relativos ao l" semes-
tre do exercicio de 1886 87.
Consulado Provincial de Pernambuco, 1 do
Dezembro de 1886.
F. A. de Carvalho Moura.
II
O administrador da Recebedoria ar.sa aos se-
nhores c^ntribuintes dos impostos sobre industriad
e profissocs, predial e taxa de escr.ivos do exer-
cicio de 1885 1886 em liquidaco, que no dia 20
do corrente termina o praso para pagamento dos
referidos impostos com a multa de 6 0(0, depois
do que seria cobrados com a multa de 10 0/0 st
o dia 31 ; assim como neste mez deve ser pago
livre do multa o imposto predial do 1' semestre
do corrente exercicio de 1886 87.
Recebedoria de Pernambuco, 14 de Dezembro
de 1886.
Alejandre de Souza P. do Carmo.
Caixa economice
Avino ao publico
Constando gerencia desta instituir) que al-
gumas pessoas esto persuadidas que os depsitos
feitos nesta caixa s prineipiam a vencer jures
quando aftingem a somina de 4:000*000, aprest-
me em declarar ao publico que exactamente o
contrario ; isto : toda e qualquer quanta, at
4:000*000, logo que seja depositada, enseca s
vencer joros : o excedente de 4:G00 que nao
vencer premio algum. Recife, 11 de Dezembro
de 1886. O gerente e guarda-livros,
Felino D. Ferreira Ccelho.
VAPORES ESPERADOS
da Baha
do norte
de Hamburgo
do sul
da Europa
da Europa
Villet de Pernambuco da Europa
Espirito Samo do norte
Neva da Europa
Cear do sol
hoje
hoje
hoje
amanha
a 20
a 21
a 22
a 23
u 24
a 27
A luorfe no sangue
381
Sim, no sangue onde se gera ns gementes das
enfermidades e da'morte. Ataquemol-as, pois, com
esse detergente, o mais poderoso de todos, a Sal-
saparrilha de Bristel, e a salvaco certa. Ponco
importa que molestia sejapois, quer sejum escr-
fulas, crysipellas, cancros, humores salitrosos, fe-
bres tercans, molestia do figado ou febre biliosa o
scioes, a origem deltas todas deve-so buscar no
saugup, ktacan lo-se para logo a causa irritante.
Este grande antidoto neutralisa a materia morbosa
que se acha d-Tramada as veias, e a qual d ori-
gem aos desmanchos o desordens as mais terriveis
o os alimenta e aggrava.
Destre a hydra oceulta no systema venoso, e a
extermina om a rapidez e certeza com que Her-
cules destruio a cabeca de eem cabecas, de cojos
ataques mortaes elle o antagonista mais formi-
davel. Lembre se disto os que soffrem, porquanto
isto urna verdade incootestavel.
Acha-se venda em todas as boticas e lojaa de
perfumaras.
Agentes em Pernambuco, Ilenry Foster & C,
ra do Commcrcio n. 9.
N. 'i. A Erauls&o de Scott o melhor re-
medio at hoje descoberfo para a cura da
tsica, bronchites, escrfulas, anemia, ra-
chitis e debilidade em geral ; tambem e
um curativo infallivel para os defluxos,
tosso chronica e affeccSas da garganta.
Dar allivio a quem soffre urna verda-
deira obra de misericordia e assim, saben-
do quao numerosas sao as pessoas sujeitas
rcuquidao, oppressSo e suffocogSo, nao
poderaos dexar de annunciar-lhes que en-
contrarlo allivio immediato somonte ao
aspirar algumas fumacas dos cigarros in-
dios de Grimault & C, os quaes silo re-
ceitados por todos os mdicos, pois lera
sido experimentados em milheiros de casos
de asma, e em todos tem produzido um
effeito rpido e efficaz.
a
O \nrope de Vida de Kciiter, X. ,
o grande purificador do sangue o remedio do se-
culo para .'impar e purificar o systemi. Eocon
tra sa na saliva, no auor, no leite, no sangue, na
urina meia hora depois da primeira dse, mostran-
do assim que entrou na circulacao c invadi todas
as partes do corpo. Extermina para sempre o vi-
rus da syphilis, da escrfula, do cancro e do scir
rho, esses terriveis venenos do sangue que defor-
man! o corpo e aniquilara o machinisrao da vida.
Comala do Maos ardaos lo
Bocifo a Oliiia e Be' A
[^Fatigantes, insupportaveis e temareis sao 08 ac-
cessos de tosse que atacam durante ncite os as-
thmaticos, os que soffrem de bronchite chronica,
rouquido, expectoraco difBcil os quaes requerem
um calmante do efficacia inmediata; nao ei co-
nbece outro mais poderoso em vista de suas pro-
pnedades sedativas do que a Seiva de Pmho
Martimo que o Sr. Lagasse, de Bordeaui, ex-
trabe no seu estado natural de pureza e concentra
no sen xnrope e pasta, hoje em dia receitados pe-
los mdicos e aceitos pelo publico de preferencia
qualquer outro nao s pelo seu delicioso sabor
como tambem pelos seus rpidos e duradouros ef-
feito*.
:\io ba zaelbor remedio para as
moleaUlR* do pei(o que o Peito-
ral de Cambara de S. aoarea. de
Pelotas. (4).
Tratando de um caso de tysica pulrao-
na-, diz em urna carta o Sr. Delfira F. de
Vaseoncellos, acreditado fazendeiro em D.
Pedrito, (Rio Grande do Sul).
Desanimado, e sem saber mais o que
fazer, fui instado por um amigo a dar
minha doente o elogiado Peitoral de Cam-
bare confesso quo nunca vi remedio
cao maravilhoso, pois toi o que salvou mi-
nha filha de urna morte certa. >
O Sr. J. Soaros Gomes, respeitavel
Atino aos Nenhores pa waseiroN
De 19 do corrente em diante, at segundo aviso,
haver aos domingos e das santificados dous trena
extraordinrrios, tocando em todas as estacoes da
tabella, um s 10 1/2 da raanb e outro s 10 1/2
da noite, do Recife para Oliuda e Beberibe c vice-
versa.
E igualmente communico aos senhores paisa-
geiros, que de accordo com o Illm. Sr. direetor do
correio, fica desde j estabelecido urna caixa no
escriptorio da carga para a rerassa de conhe.i-
mentos e etc., que se achero sellados, por inter-
medio de um carteiro que seguir no trem de meio
dia dos dias uteis e que onde nao honrar agencia
do correio os confiar aos chefes das estar/oes on-
de podero os mesmos serem procurados ; visto co-
mo plenamonte prohibido pelo regulamento da
companhia que d'essa remessa se encarregue os
emprogados do trem.
Os conhecimentos dobrados apenas pagarao co-
mo impressos; sendo que o despachante da carga
se presta a fornecer os respectivos sellos.
Escriptorio da companhia, 14 de Dezembra de
1886.O gerente,
A. Pereira Simpes.
Recebedoria de rendas geraes
No dia 20 do corrente mez, fiuda-se o praso
para o pagamento dos impostos de industrias e
profissoes, predial, taxa do es.ravos, do exercicio
de 1885-1885, com a multa de 6 0(0, depois do
que ser pago com a multa de 10 OrO, eeguindo-fe
a cbranla execu'iva.
Recife, 1 do Dezembro de 1886.
Os recebedores,
Joaquim Hugolino da Silva Fragoso.
Manoel G. Ferreira da Silva Jnior.
Club Concordia
Ordentliche Hauptversammlung Freitag, den 17
Dezember 1886, abfands 8 uhr.
Tagesordnung : wie 20 der Statutca und
aufnabme n"uer Mitglieder.
F. Woellhaf,
Secretar.
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Diario de Pernambuco(uiita--feira 16 de Dezembro de 1886
5


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I
Thcsouro Provincial
De ordem do Illm. Sr. inspector desta reparti-
lo, fajo publico que no dia 16 do correte mez,
paga-se a ciese le 2" entrae a de professoraa,
-elativaroente aos veneiineutos do mez de Outuoro
vi ido pags.do.
Pagadoria do Thesooro Provincial de Pernam-
aeo, em 15 do Dezembro de 1886.
O escrivao da despea,
Silvino A. Rodrigue.
Arsenal de Guerra
A commisso de compras diste Arsenal precisa
para o Io semestre d* 1887, na forma dos arts. 95
96 do regulamento de 19 de Outubro de 1872, o
seguate :
Costados do aunreHo, louro, pao carga e sicupira,
um.
Ccsfadiuhos do amarello, louro, pao carga e sicu-
r/ira, um
Knchams de madeira e qualidade, um.
Prancboes de pinho diversos, um.
Prauchoes de'SmarcLo, sicupira e pao carg, um.
Taboas de pao carga de soalho do pollegada de
groisura de l/4, duzia.
Tabeas de l.ure das mesinas dimeuses, idem.
Ditas de pioho da Suecia idem, idem, idem.
Ditas de dito americano, p.
Ditas de dito de resina de diferentes grossuras
-metros.
rame de lat>, kilog-.
Dito de cobre, i lera.
Dilo de ferro, idem.
Aci fundido quadrado de diversas gressuras, idem.
Dito dito st-xt ivado de diversas grossur-is, dem.
Dito batido em barras de diversas larguras, dem.
Dito de vaita, idem.
Arcos de ferros de diversas dimenso^f, idem.
Cobre em lene >l, idem.
Chumbo cm lenco I, dem.
Estanto cm verguinlus, iJi m.
Jjito em lenoo), idem.
Ferro iuglez redundo de diversas dimoos.-s, idem
Dito dito quadrudo idaai, idem, dem.
Dito dito em barias i !e d, idem, dem.
Dito em leocol do difluientes numero.', idem.
Ferro sueco em barias de differentes dimeuses,
idem.
Dito dito quadrado idem, idem, i Jera.
Dito de cantuneira dem, idem, idem.
Dit) de varando, idem.
Ziuco em lenco!, dem.
Cadinh > de lapia de differentes nmeros, um.
.Limas triangulares morsas do 12 a 16 centme-
tro!, duzia.
Mar tollos com cabos, de differentes tamanh ., um.
-Ser. otes de pe uta, sortid^^idem.
Sorras bracaes, idem.
Tomos de mo de differentes tamanbos, iiem.
Alvaiadc de zinco, kilog.
\sul ultramar, idem.
Amarello fraucez, idem.
Coila da Babia, ideo.
Dita branca, dem.
Oleo de linha^a, idem.
Acre, idem.
.Acre de arru.!a, idem.
Prussato amarello, idtm.
Terra de Sienas, idem.
pecante fests de curo, idem.
Dito branco, idem.
Tincal, idem.
"Verde chromo, idem.
Dit.i francez, idciii.
4-irci :i, idem.
.Broches ou pincela drf differentes nmeros para
piutar, urna.
"Vcrniz copal, k'kg.
Btadra Imperial de fillle com 2, 3, 4, 5, 6, 7 c
"8 pannos, urna.
*2ab-i de linho fico, peca.
Azoite de carra p-tto, litro.
Dito do coco, idem.
Areia de moldar, barrica.
Agaa-raz, kilog.
J.rvao de podra para forja, iiem.
Dito de Coke, idem.
Lixa de diversos nmeros, folha.
Cabo de linho branco, kilog.
Dito do dito alcatroado, idem.
Eoxadas encabadas, urna.
Espirito de vinh, litro.
Fio de algodo, kilog.
Dito de vela, idem.
'..'inuia arbica em caroco. idem.
prtn lacea, idem.
\iixi esmeril, folha.
Machado encabado, um.
Ps, ama.
Sabo, kilog.
Tijolo para limpar facas, um.
Ve.'se de carnauba, urna,
/asaoura de piassava chpala, urna.
Dita de dita pira limpar vasilbame, urna.
Dita de timb ou mate, um.
as de ferro sortidos, milheiro.
Djbradr?j6 de ferro, de cruz, de differentes tama-
inaoi, par.
Dita quadrado, idem.
Dita de lati, par.
'echadura de ferro para gaveta e armario, urna.
Ditas de dito, diversas para portas, urna.
JOita de lato para gaveta e armario, urna.
Ferolhos pedreiroa de diversos tamanhos, um.
Bito dito de lato de diverana tamanhos, idem.
Parafusca do ferro para madeira, de differentes
pollegadas, um
Ditos fe dito cora porca, um.
Dito de lato, de differentes pollegadas, um.
Prego francezes idem, idem, kilog.
Ditos do Porto, de differentes qualidades, tni-
fceiro.
'Aeraba de repino ns. 1, 2 e 3, urna.
Oino 2 pollegada?, kilog.
Palha de junco na. 1, 2 e 3, idem.
Botes grandes de metal branco, prateados, um.
Ditoa pequeos, idem, idem, idem, um.
Ditos grandes de metal r.mareilo, um.
Ditos pequeos, idem. idem, um.
Ditos grandes de oseo preto para blusas, um.
Ditos pequeos, idem, idem, para ditaa, um.
Ditoa Jitos desso branco, para calcas e cami-
sas, um.
Ditos ditos de dito brancos e pretos para farda-
roento de officiaes, um.
Ditos grandes e pequeos (finos) de madeira para
capotes, um.
Jolchttes pretos, par.
Ditos para cs de calcas, idem.
Botdes de madreperola, duzia.
Oordo de la encarnada para vivos, metro.
Dito de algodo idem para ditos, idem.
Dito de la branca para ditas, idem.
-Dita de algoiao branco para ditas, idam.
floreas pequeas douradaa, urna.
Fivellas grandes e pequeas, brancas e pelas
para arreiata?, urna.
Sola para gola em tiras de lm.03 de largura,
ama.
Tranca de '.i para corneteiro, metro.
Arithmetica por Castro Nunes, urna.
Cartas de A B C, cento. ..
Crayons para pedra, duzia.
Compendios de arithmetica por Castro Nunes,
um. '
Ditos de geometra por Abilio, um.
Eaponias para pedras, em pedacos, grammas.
Giz, kilog.
Compendio de doutrioa christ por Castro Nu-
nea, um.
Hiatoria do Brasil por Salvador, urna.
Livro de 1* leitura. um.
Dito de 2* dita, um.
Dito de 3 dila, um.
Dito do systema mtrico, um.
Taboadas, cento.
Grrammmatica portugueza, urna.
Normas para escripia*, collccco.
Podras pira contas, urna.
O rornecimcnto dos artigos cima ser feito por
pedido* parciaes, conforme as exigencias do ser-
vico, dependo scl-o de prompto.
Prevlne-se que nao sero tomadas em conside-
rac&j as propostas que nao forem feitas na forma
lo att. 64 do Uesrnlamento cima, em duplicata,
com referencia a um e artigo, mencionando o
aome do proponiente, a indicaco da casa com-
mercial, o preco de cada artigo, o numero e marea
das amostras, e finalmente declaroslo izpressa
de sujeitar-se 4 multa "de cinco por cento, no caso
ie recusa, assignar o respectivo contracto, e as
dentis de que tratam os arts. 87 e 88 do R-gula-
mento em vigor, devendo ditas propnstas e amos-
tras ser presentadas heita secretara s 11 horas
da mauh do dia 16 do corrente.
Secretaria do Arsenal de Guerra do Pernam-
buco, 11 de Dezembro do 1886.
O secretario,
Jote Francisco Ribeiro Machado.
Gremio dos pro fessores Com**M*T"7>?e navega
Macei, Villa Nova, tenedo, Aracajiij
Estancia e Bahia
O vapor Caravellas
Commandante liabello
E' esperado dos oo.-top aci
ma at o dia 16 de Dezembro
e regreasar tiara os mes-
mos, depois da demora do eos-
turne.
Para caiga, passagens, encommendas e dinheiio
a frete tracta-se na agencia
7Ra do Vigario-7
De ordem do Sr. presidente e conforme o dia-
posto nos estatutos, sSo convidados tedos os con-
socios a se reu-jirein na quinta-feira 16 do corren-
te, s 11 horas da manba, na sede social, afin de
proceder se a eleicao do novo coneelho que deve
dirigir a sociedad-' no prozimo acno de 1S87.
Secretaria do Gremio dos Professores Primarios
de Pernambuco, 13 de Dezembro de 1886.
O 1" secretario,
Antonio Candido Feneira.
(.'. C. G. da E.
Club Carnmalesco ou Cavalheiro
la Epoclia
De ordem da directora deste Club, scienti-
fico aos Srs. socios, que at o dia 31 do corrente
deverao pagar as suas j .i&s e mensalidades atra-
zadas.
Outro siin. Esta directjria resoiven nomcar
urna commissao composta dos socics Antonio de
Oliveira, L^pecino Estoves, Genuino Silva, Fran-
cisco de S e Antonio Moura, para deliberar
qual a critica allusiva que tem este Club de apre-
sentar no carnaval vindouro ; devendo dita i-om-
inissao apresentar o seu parecer at o dia 27 do
correte.
Secretaria do Club, aos 15 de Dezembro do
1886.
O 1* secretario,
_________________________________.P.
Companhia de edifi-
ea$ao
ASSEMBLE'A GERAL EXTRA-
ORDINARIA
Na forma do art. 25 do eatatutos. sao convida-
dos oaSrs. accionistas, para no dia 28 do corrent
ao meio dia.se reunirem na ade da Companhia, no
largo Pedro II n. 77, 1. andar, afim de em aasem-
bla geral, se proceder cloico, do director geren-
te, visto haver pedido a sua d misso desse cargo
o accionista que o ezercia.
fecife, 13 de Dezembro de 1886.
Gustavo Anluna,
L, Gerente interino.
Domingos Aves Ma'heos
Pacific Seam Savigation Corananj
STRAITS OF MAQELLAN LINE
Paquete Patagonia
Baha, Rio de
E' esperado da Euro-
pa ate o dia 19 de De-
zembro, e seguir de-
pois da demora do eos-
tumo para a
Janeiro. Monte
Valparaizo
e din:
video e
Para carga, passagens, encommendas
hciro a frete tracta-eecom os
AGENTES
Wllson Sons fe C, Limited
S. 14- RA DO OOMMERCIO N. 14
The CS-ABISS C J
O paquete Finance
Leilo
De fazendas de llnho
Constand > de brins brancos e pardos,
esguiSo, lenjos, guardanapos e toalhas tu-
do de linho.
Inlnin feira l( do corrente
A's 10 1/2 horas
Ra do Mrquez do Olinda n. 6.
O ag-ente Pinto
Levar a leillo por mandado do Ezm. Sr. Dr
juiz de direito especial do commercio, em virtude
do requeriroento do procurador fiscal e deposita-
rio da maesa fallida de Caetano Ramos it C,
duae caizas com fazendas de linho que fazem par-
te ds referida massa existente no armazem da ra
do Mrquez de Olinda n. 6.
Leilo
da ctsu terrea n 4, sita ra do Rosario da Boa
Vista, com um porta e janella de frente e 4 portas
do fundo, tendo 2 salas, 3 quarlos. cozinba fra,
quintal murado, cacimba e apparelho.
Quinta-feira, 1 de Dezembro
A's 11 horas
No arxazem da ra do Mrquez de Olin-
da n. 19
O agente Gusmilo, autorisado, fura leilo da ca-
sa cima mencionada, podendo ser examinada
pelos com oradores.
E' esperado dos portos do
sul at o dia 3 de Janeiro
depois da demora necessaria
seguir para
Leilo
Substituico do notas
De ordem do Illra. Sr. inspactor se faz publico
que no dia 31 do corrente mez termina a proroga-
co do praso concedido pela junta administrativa
da aixa de amortisacao para a subetituic ', sem
descont, das notai do Thcsouro dos valores de
2000 da 5 estampa, 10*000 da 6 e bt'00 da
7 ; pelo que do Io de Janeiro vindouro em diante
observar-se-ha odiposto na art. 138 do regula-
mento de 4 de Fevereiro de 1885 (descont men -
sal de 10 OA) at extineco do valor).
Uulrosiir, se declara q'ie deaia data em di. nte
at o citado dia 31 se recolher diariamente as
notas das estampas cima mencionadas, das 10
horas da manba at as 2 da tarde, ficando sus-
penso durante esse periodo a servico de substitu-
cao de notas dilaceradas.
Thesourana de Fazenda de Pernambuco, 15 da
Dezemi/ro de 1886.O secretario,
Luiz E. Piobeiro da Cmara
Maranhao, Para, Darbados, *
Thomaz c Xcw-Vork
Para carga, passagens, e encommendas tracta-
e com os
AGENTES
0
MARTIMOS
Comparla Drasileira de mve-
gaeo a Vapor
PORTOS DO NORTE
vapor Pernambuco
Comnuind.ante o capitao de fragata Ped o
Hyppolito Duarte
' esperado dos portos do sui
at o dia 17 de Dezembro, e
seguir depois da demora in-
dispensavel, para os portos
do norte at Manos.
Para carga, passagens, encommendas valere:
tracta-se na agencia
PRACA DO CORPO SANTO N. 9
CilARGEIJRS RE
Companhia Franceza de WaYega-
co a Vapor
Linha quinzenal entre o Havre, Lis-
oca, Pernambuco, Bahia, Rio de Janeiro e
Santoa
Steamer Tille de Peinieco
E' esperado da Europa
ni dia 22 de Dezembro, se-
guindo depois da indispen
savel demora para a Ba-
ha, Reo de Janeiro
c Mantoa.
Roga-se aos Srs. iinportaderes de carga p >los
vapores desta linha,quciram apresentar dentro de 6
diaa a contar do da descarga das alvarengu < aa-
quer reclamacao conccrncnte a volumes, qud po-
ventora tenham seguido para os portos do sul.afim
de se poderem dar a tempo aa providencias necea-
sarias.
Expirado o referido prase a companhia nio se
responsabilisa por extravos.
Kccebe carga, encommendas e passageiro para
di quaes tem excellentes accomodacoes.
AngusloF. de Oliveira &t
AGE^TEA
46 RIJA DO COMMERCIO-<6
companhia i'i:ii\*Ham\i"
DE
.liavegaco Costeira or Vapor
PORTOS DO NORTE
Parahyba, Natal, Macdu, Mossor, Ara-
caty, Cear, Acarahu e Camossim
O vapor Pirapama
Commandante Carvalho
Segu no dia 21 de
Dezembro, s 5 horas
da tarde. Recebe
carga at o dia 20
Encommendas passagens e dinheiros a frete at
s 3 horas dataidedodia da aahida.
ESCRIPTORIO
Caes da Companhia Pemamb'imna
n. 12
Espera-se de New-Port
News, at o dia 7 de Ja-
neiro o qual seguir depois
da demora necessaria para a
Babia, Rio de Janeiro e Santos
Para carga, passagens, encommendas e dinheiro
a frete, tracta-se com os
AGENTES
Henry Forsler & C.
N. 8 RUADO COAIMKrtGlO N.-8
! andar
Para
O brigue nacional Sarah, tendo a maicr parte
da carga engajada, segu para o porto cima at
24 do corrente impreterivelmente. Para alguma
carga que Ihe falta, trata-se com os consignata-
ri is Fonseca Irmos & C.
Piloto
O lugre portuguez Mario precisa de um piloto
para a sua viagem para Portugal; a tratar a
bordo com o capito, cu no consulado portuguez.
LELOFi
Quinta-feira 16, deve ter lugar o ultimo lei-
lo de miudezaa novas e de le, existentes no ar-
mazem da ra do Mrquez de Olinda n. t, cons-
tando de toalhas, guardanapos, lencos, esguioes,
brins de linho, can;isas, bicos e crochet.
Em eontinuacao vender o mesmo agente 1 ca
xa de cazemiras avariadas.
Sexta-feira 17, effectua o agente Pinto, o leilo
do resto dos m veis e armaco da loja da ra do
BarSo da Victoria n. 42, b%m como a entrega dos
objectos vendidos em leilo do dia 11 do cor-
rente.
Leilo
De fazendas, miudezas, chapeos do Chile mo-
biliaa de Jacaranda epo carga, 1 guarda-veatido,
t guardalouca, 1 secretara, 2 commodas, 1 mesa
elaatc, 1 carteir*, 1 toilett, 1 Isratorio com pe-
dra e ontros movis, 1 armaco com balco e can-
dieiro para gaz, espelboa grandes e peqnenoa.
jarros, quadros, copos, colheres, vinho branco
e do Porto em barra e em garrafas, cerveja e
mijitos outros artigos.
ameriKaais
DampfscuilMrls-GeselIschaft
0 vapor Tijuca
E' esperado do sul
at 19 do corrente,
seguindo depois da de-
mora necessaria para
Lisboa e llambnrgo
O vapor Rio
EspeTa-se de HA.MBURGO,
via LISBOA, at o dial6 do
corrente, seguindo depois da
demora necebsaria para
Rio de Janeiro e Santos
Para carga, paaagens e encommendas e dinhei-
ro a frete tracta-se com os
Consignatarios
Borstelman) & C.
RUADO VfGtARION. S
1' andar
Quinta-feira 16 do corrente
A's 11 horas
No armazem 4 rua e pedro Afifonso n. 43
Agente Britto
Leilo
Da armaco, gneros e utensilios da taver-
na da estrada da Ponte de Ucha n. 46
junto estatu da Jaqueira.
Entpolio do mi Ixl i lo liempanhol Ma-
nir <-1 Rodrl(acs rirnuinic-.
O agente Martina autorisado pelo cncarregado
do Vice-Consulado Hespanbol, far leilo da ar-
maco, gneros e utensilios da Uverna cima per-
tencente ao espolio do subdito hespanbol Manoel
Rodrigues Fernandes.
aQUINTA-FEIRA, 16 DO CORRENTE
A's 11 horas
Na estrada da Ponte de Ucha n. 46 junto
estayao da Jaqueira
Leilo
de duas casas terreas sitas rua dos Guararapcs
ns. 10 e 12, freguezia, do R.cife, tendo cada urna
3 portas de frente, e medindo 27 1/2 palmos de
frente e 80 ditos de compriineuto, com quintal,
cacimba e mus acnrnmcdacoes.
Quinta-feira 16 do corrente.
A's ti horas
No armazeai da rua da Mrquez de O'in-
da n. 19
O agente Gusmo, autorisado por mandado do
Exm. Sr. Dr. juiz de direito do con?mercio, e a re-
uerimento de Antinio Luiz B:iptista, curador do
', Francisca Bernardina da Couceicilo Carvalho,
far leilo com assstencia do mesmo juiz, das ca
sas cima mencionadas ; e para mais informacoes
o mesmo agente dar.
Leilo
De
urna caixa com cazemiras
avariadas
Quinta feira 16 do corrente
Agente Pinto
No armazem da rua do Mrquez de Olinda
n. 6
Por occaaio do leilo de fazendas de linha e pir
conta e risco de quum pertencer.
veiro leilo
De dividas na importancia de 20:092^885
tilinta feira. I do corrente
A's 11 lloras
A' roa enlrclta lo Howario n. 94
O agente Silveira, p r mandado ecom asssten-
cia do Exm. Sr. Dr. juiz do commercio e reque-
rimento do administrador da m-i.-sa fallida do Joo
Rufino Barbysa, levar leilo aa referidas divi-
das.
Ter
De 1 casa terrea n. 59, em Afogados, rua de
S. Miguel, com 1 porta e 2 jancllas, sala separada,
3 quartos, cozinha fra, 1 quurto no quiatal, ca-
cimba e quintal murado, foreira e rende 16J0G0
mensaes.
Quinta feira 16 do corrente
A's 11 horas
Na rua estreita do Rosario n. 24
Agente Modesto Baplista
Em eontinuacao vender 2mobilias de Jacaran-
da, meia de junco, camas, marquezoes, secretarias,
cadeiras, lavatorios, cadeiras de balaneo, veaesia-
nas e ontros muitcs artigos que estirao vista
dos concurrentes.
Le'lo
De fazendas e miudezas
Constando de panno para forrar buhares,
punbos de linho, crochet, bicos, rendas,
lenjos, camisas de linho, pellucias, mari-
posas, baptUtes, e outras fazendas de lt.
Quinta-feira 16 de Dezembro
.*. 10 e meia bora*
Agente Pinto
Rua do Mrquez de Oiinda n. 6.
Em nontinuar^o
L< lao de filtro?, jarros, differentes movis me-
sas e um piano.
Leilo
De dois espelhos grandes dourados, duas
arra2c3e8 ioglezas, urna mesa grande
para fazendas, urna carteira, um mocho,
uma mesa com armario, urna oseada,
una quartinheira, un cabide, uma pren-
sa para copiar cartas e trez arandelas a
gaz.
Sexta-feira 17
A's 11 horas
Na loia da rua do Baro da Victoria n. 42
Agente Pinto
levar a leilo os objectos cima mencionados per-
tencentes a massa fallida de Caetano Ramcs
& C. existentes na loja da rua Nova n, 42.
EM TEMPO
Os arrematantes daarmaci, cofre, relogio, me-
sas candiciios e mais objectos existentes no leilo
do dia 11 do corrente, podem tomar conta de seus
objectos naquclle mesmo dia das 9 s 11 horas da
isjaaaS.
Leilo
De 1 caixa com sapatos de couro avariado
d'agua salgada a bordo do vapor francez
Ville de Macei em sua ultima viagem
a este porto.
Em eontinuacao
De chapeos de palha para homens, bulles e as-
sucareiros de metal, galheiteiras, paliteiros, lou-
cas avusas, espelhos quadros, camas, marquezoes,
marquezas, cadeiras de junco, guarda-vestidos,
cemmodas, bercos, uma armaco de piaho cav
dracada e outros objectos.
Sexta feira, 11 do corrente
A's 11 horas
Por interoencao do agente
1 Gusmo
No armazem da rua do Mrquez de Olin-
da n. 19.
Precisa-sa saber noticias e informacoes so:
bre Francisco Prez, francez, nascido no departa-
mento dos Baixos Pyreneus, eos cerca de 35 an-
uos de dade, o qual veio para esta provincia ba
alguns annos, e consta que daqui seguio para a
Parahyba Agradcese quaesquer nformacos
dadas no eacriptorio de Maia & Rezende, rua do
Commercio n. 38, 1 andar, entrada pela rua do
Torres. _______________
Precisa-sc de nma ama para casa de pouca
familia ; na rua dos Martyrios n. 15S.
Precisa se do urna boa cosinheira, para casa
de familia, e que durma em casa ; a tratar na
rua do Baro da Victoria n. 39, loja
Precisa se de um caixeiro de 12 a 14 anuos
na rua Imperial n. 178.
Offercce-se um rapaz para copeiro, que sabe
ler e escrever, e d onbeciment de aua conduc-
ta ; na rua nova de Santa Rita n. 9.
Ama de leite
Precisa-se de uma
boa ama de leite; no
3o andar do predio n,
42 da rua Duque de
Caxias por cima da tj-
pographia do Diario.
Casas para vender
Vende-se duas casai a rua de 8. Jorge (Fra
de Portas), seudo um sobrado n. 3, com grandes
coinmodos, com grande armazem com sabida para
a rua do Phsrol ; uma casa terrea n. 33, com
fundas tambem para a rua do Pharol ; a tratar na
rua do Bom Jeaus n. 49, armazem de trastes, das
10 horas da manba as 4 da tarde.
lUeiicao
O professor Sebastio Antonio de Albuquerque,
do Pao d'Alho, qu;ira vir pagar o.dinhsiro que pe-
dio empreetado pjr nao receber os ordenados, no
entanto que desde Fevereiro que recebe os orde-
nados at Outubro, e esconde-se para nao pagar ;
a nao vir pagar, por extenso ser publicado seus
bilhetes, e se mandar executar, visto proceder
como caloteirc.
O credor.
Criado
Precisa-so
numero 10J.
d> um cri do : na rua da Aurora
Ao publico
Chamado
Pelo presente chamado n Sr. capito Fran-
cisco Antonio Bandeira de Mell->, seuhor do enge-
nho Brejo, a co-nparecer no largo da Soledadc n.
74, nogjcio de seu interesa?.
Alug-a-se barato
Domingos des Santos d'esta data em diante
passa a cseignir-se Domingos Marques dos San-
tos.
Recife, 14 de Dezembro do 1886.
O sitio da rua de S. Miguel n 99, em Afogados.
O sitio travessa do Motccolomb n. 4, em Afo-
gados.
A casa rua de S. Jjrge n. 26, no Recife.
A casa pequ na m becco do Fundo n. 5, na
Boa-Vista ; a tratar na rua do tanta Thereza
numero 08
nu ni i
u i u A 1 ii li I
Aos 100:000^000
tVac.a da independen
. cia ns. 37 e 39
O-.abaixo assignado vendeu da 13a parte
da 1* lotera extrahida hoje, 13 do corren-
te, os seguintes premijs : de 10:00)J em
o n. 9623, de'l:0003 em os ns. 9822 e
22679.
Acham-se venda os feiizes bilhetes
^UJJJ garantidos da 14a parte da 1 lotera a
beneficio da Santa Casa de Misericordia
Precisase de urna ama para casa de pouca fa- j w. -c < i- r\ "*"*"
milia ; a tratar na rua de Marcilio Dias n. 133, do ltecife 1ue 8e exrh"-a a 20 do cor-
segundo andar.
Attenfo
Compra-se com toda a urgencia as apostillas
de direito ccmmcrcial do Dr. Portella ; a tratar
no largo da matriz de Santo Antonia n. 4, lirraria
Corazzi.
rente.
PBECOS
De cada vigessimo l)j000
Em porjao de ] 00)5 para cima 900
Antonio Augusto s Santo* Porto
Aviso
Agente Burlaniaqai
Quinto e ultimo leilo
Sabbado, i do corrente
A's 11 horas
No armazem da rua do Imperador n. 30
O agente acim, por alvar e assstencia do
Illm. e Exm. Sr. Dr. juiz da provedoria de capel-
las e residuos, levar a leilo as duas casas terreas
de ns. 105 e 107, rua do Conde da Boa-Vista,
ou'r'ora Caminho Novo, pertencentes ao acervo
de Antonio Mirtms de Carvalho Azevedo. Os
Srs. prctendeutes desde j pdenlo examiuar.
Ag-ente Pestaa
Lei'o
Da armacZo, gneros e rosia utensilios da
taverna sita ao larga do Carino, esquina
da rua de Santa Thereza.
Sabbado 1 S de Dezembro
A's 11 horas
O agente Pestaa, vender f.;,r conta e risco de
quem pertencer a taverna cima mencionada, em
um ou maia lotes, vantade dos Srs. compradures,
garantindo-sc as cnavrs.
Leilo
Do antigo hotel e hospedara, denominado
Estrella do Norte, sito rua de Thom
de Souza n. 8, antigo becco da Lin-
guenta
Constando
de 2 grandes mesas de amarello com tampo de po-
dra, ditas redondas, armaco, balco, aparadores,
espclbos, quadroe, canas de cmarello, ditas de
ferro, ditas de lona, cadeiras, b incas, cabides fo-
fas, jarros bacas, colxoes, travesseiros, 1 ucas,
vidros, bebidas, trem de cozinha, jarras, encana-
mento de gaz e agua, candieiros e 1 grande tan-
que do ferro para deposito d'agua c muitos outros
utencilios.
Segunda feira 20 do corrente
A's 11 horss
O agente Gusmo, autorisado pelo proprii taris
do hotel cima mencionado, far leilo, cm um ou
mais lotes, vontade doa compradorea.
Garante-ae a casa.
AVISOS DEVERSOS
Aluga-se casas a 8000 no becco dos Co*-
Ihos, junto de 8. Goncallo : a tratar na rua <>
Imperatriz n. 56.
Aluga se o 1- andar do sobrado n 36 rua
de Paulino Cmar, fesco, caiado e pintado; a
tratar na drogara de Paria Sobriuln ce C, rua
do Marqurs dt Olinda.
Theod. Cbristiansen mudou seu escripi:>rio para
. 18 rua do Bum Jess, andar terreo.
OA"
MARGA-^-rOURADO
Reinach's Nephew
& C, de Londres, ni-
cos proprietarios da
marea registrada d'es-
te acreditado cha de
ib Ihas escolIndas, sa-
bendo que alg-uns im-
portadores d'esta pra-
c,a procuram vender
cha de inferior quali-
dade, servindo-se para
isso de alg-umas i mita-
previnem aos consu-
midores que os nicos
importadores d'este
cha em Pernambuco
sao os senhores
Joo Moreira fy C.
largo -da alfandega n. 4

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PASTILHAS
Oe ANGELIM & MENTRUZ
^.Grande
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O Remedio mais efficaz e
Seguro que se tem descoberto ate
hoje para expellir as Lon brigas.
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mbjumuw.mMBHam, x,. ^fS&fX&&G!m!5g

Anua llorelra de Jcsus
2 anniversario
Augusto Moreira da Silva convida aos seus pa-
rentes e amigos para aasiatircm a uma missa que
manda resar na igreja de N. S. do Terjo, s 7 1/2
horas da maoh do dia 15 do corrente, 2- anni-
! versarie do seu fallecmnto ; pelo que fica eter-
namente agradecido.
JWf
Aos 100:00(^000
BILHETES GARANTIDOS
23raa Primeiro de Har^o25
Da 13.a parte da 1.a lotera da provincia,
vendern) Martins Fiuza & C, os seguin-
tes premios garantidos :
16,999 30:000^000 23,223 1:0005000
1,670 2:00?,>000 S21 5005000
3 010 2:000,5000 1,189 5005000
16,811 2:0005000 14,732 5005000
20,032 2:0005000 14,761 5005000
2:1,034 2:0005000 15,227 5005000
11,560 1:0005000 15,586 5005000
12,780 1:0005 :>oo 16,212 5005000
20,009 1:0005000 17,388 5005000
22,679 1:0005000 20,852 5005000
22,790 1:0005000
Aclia-mso venda os afortunados bilhetes
garantidos da 14 parto da mesma lotera,
que se extrahir segunda-feira, 20 do cor-
rente.
Prefo
1 vigjssimo 15000
Ka por0 pa>r- cima
1 vigessimo 5900
Dr. los HodrigueN Pereira
Jnior
Mara de Araujo Oliveira, francisco Gomes de
Oliveira Sobrinho, Eduardo Candido de Oliveira
(ausente), Dr. Miguel Jos de A'.meida Pernam-
buco, Amalia de Oliveira Pernambuco, Alezandre
de Pinho Borges e Joaquina de Oliveira Pinho
Borges, convidam ao3 parentes e amigos da seu
presado neto, sobrinho e amigo, Dr. Jcs Rodri-
gues Pereira Jnior, fallecido na corte, para as-
sistirem as missas que rrandam resar pelo reponso
de sua alma, na matriz aa Boa-Vista e na igreja
do Casanga, s S horas da manh do dia 18 do
c rrente, stimo dia de seu fallecimento, e desde
j se cenfessam agradecidos por este neto de ca-
ridade e religiao.
Flix Pereira da Silva
Mara Felicia de Araujo e Silva, Antonio Pe-
reira de Araujo e Silva, sua mulher Julia de Sou-
za e Silva, Joo Peroira de Araujo e ftilva e Ma-
ra Augusta de Jesuf Marques (ausente) agrade-
cem cordialmente todas as pessons que se dig-
naram acompanhar sua ulfima morada os restos
mortacs de seu sempre lembrado e inf-liz esposo
pai, sogro o irxo, Fiiz Pereira da Silva ; e d-s
novo convidam h todo i os seus puentes e amigos
para assistircm as mismas qua nir alma do mesmo
scro resadas na matriz da Boa-Vitta, s 7 1[2
horas da manh do di 1 sabbado 18 do orrente ;
p 'lo que mais uma voz se confeasam eternamente
gratos.________________
Hanoel Ventura
Cesario Ventura, sua mulher, filhos, genros e
netos, faltariam a um sagrado dever ue gratido
seno viessem do alto da imprensa munho de reconheciinento :\s pesseas que da fre-
guezia dos Afogados acoropanharam ao cruiiterio
publico os restos mortaes de seu innocente filho e
cora maior gratido ao Illm. e Exm. Sr. Dr. Bar-
ros Carneiro. Igualmente aos sena amigos e
bons compadres os Srs. Antonio Augusto dos
Santos Porto, Theodoro Pinto de Lomos e Anto-
nio da Cruz Uibeiro bem como a 3 ebefe da im-
prensa que este publica.
Afogados. 16 de D-'z-mbro de 186._________
AU BON MARCH
81lliia Duque de Caxias--<3
PARA ACABAR
I




i




.
V
4

/
6
Diario de Peroambuco-



\*
s
c>'
LULAS
" TOOAS
Purgante as Familias.
PopojM prii Dr.J.CJWERC* [.MbnJiUk
Aluga-se
para recolher algorio ou outro- qualquer genero o
predio da ra da Moeda n. 35 ; a tratar na ra
Pritfleiro de Ha 50 a. 20
a casa n. 3 em Beberibe
M. Reg. __________
Aluga-se
a tratar cora J. I. de
Aluga-sc
predio n. 140 ra Imperial, proprio para es-
ioelecimento fabril : a tratar na ra do Commer-
o a. 34, com J. I. di! Medeiroa Reg.
Alaga se barato
Largo do Merc:>do 11. 17, I ja com agua.
As casaada ra do Coi od<;' Soaasana n. 141
.Largo do Coma Santo d. 13, 2." andar.
Caa d ru do Tam>! n. 21.
Irak-ae na ra do Coinmef'to a. 5, 1* andar
tcriptorio de Silva (umaraea k C.
Alnga-se
sobrado roa da I ha do Carvalbo n. 29, casdo
e pintado de novo, a loja di aobrrdo ra das
Larangeiras n.2t, Santa Thereza n. 13, casas na
-reguezia de Santo Antonio, e o 2- andar da ra
do Boin Jess tratar com o Pinheiro ra Duque do Caxias n.
'6, loja de miudesas.
Alnga-se
3 2' andar da ra estreita do Rosario n. 32, tem
commodos para familia e tem agna ; a tratar na
ra da Imperatris n. 16, 1 andar.
Aluga-se
I 3 andar ra do Bario da Victoria n. 52
tratar a mesma casa no 1 andar.
Ama
Na ra da Concierto n. 9, rreeisa-se tratar
urna ama para aervico de urna pessoa.
Ama
Precisa-se de urna cosinheira para casa de pe-
quea familii ; a tratar na estrada nova de Ca-
xang, no sitio do Sr. Valcnca, ou no escriptorio
d'este Diario.
Ama
Precisa-se de urna ama perfeita cosinheira ; a
tratar na ra do Cabug n. 14, 1- andar, do meio
dia as 2 da tarde.
Ama
Precisa-se de urna ama para
larga do Rosario n. 46.
cosinbar : na rna
Precisa-se de urna ama
mero 52, 1* andar.
Ama
na ra da Guia nu
Ama c criado
Precisa-se de urna ama para cosinbar e de um
criado ; a tratar na ra do Bario da Victoria
atunero 54.
Ama
Preeiaa se de urna ama para cosinbar : na ra
da Gloria n. 104.
Profesara
Urna senbora que ensina primeiras lettras,
desenlio, piane, flores, bordados e todos os traba-
ihos de agnlha, prope-se aleccionar em casas
particulares por mdico pre adUntamento de suao discipulas : quem desejar
tilisar se de seu3 fervicos, queira dirigir se
ua do Caldeireiro n. 2, 1- andar, onde achara
oto quem tratar.
Im sacerdote
Precian-ae de um sacerdote para celebrar nma
missa de Natal no engento S. Miguel, distante da
-'stacSo de Coyambuch lcgoa e meia, cfferece-sc
a joia de 70j00, dando-se conduccao da mesma
f tcito para o -n reno O sacerdote que nao
estiver compromettido c quizer aceitar a cfferta,
escreva para o mesmo engenho, ao Sr. Antonio
!'edro da Ceuta, eetaeo de Cuyambuca, at o dia
Dezembro.
Criado
Precisase de um criado de 12 15 annes ue
Jale, que saiba ler e escrever alguma cousa. o
ue dconhecimeoto de sua conducta ; na ra ile
Hom Jess n. 28.
nara retratos e chromos, o que pode baver de mais
nnj, acaba de receber 1 lithographia e encader-
nscSo Miranda
Rna Duque de Caxlas n. 39
Portas e janellas
No escrijtorb dcste Diario se dir quem precisa
comprar 2 portas de 12 1)2 palmos de altura e
18 janellss de 8 palmes, tu lo de loaro ou amartllo.
OlilKlil
Aluga se na rui- Vmte Sete de Janeiro urna
boa casa com b;i.s coa m I para familia, achan -
do se caiada c ajotada, c m agua e gas canalisa
ios, perto da cslav-lo do Carian e dos banhos sal-
irid-.s ; a tratar no paleo do Corpa Santo n. 17,
i andar.
i*iad<7
Precisa-te de um critido ; Bo largo da Penha
numero 4.
Luz brilhante, sem Fumo
oleoaroatico
Hygienico e Econmico
PARA LAMPARINES
i
MAHT1HS* BASTOS
Pernambuco
NUMERO TELPHONICO : N 38
Agua florida. Kxtrsjfaia de flores bra-
aileiraa pelo seu delicado perfume, 3uavida
de e sua s propriededes benficas, excede
a tudo que tiesle genero tero tpparecido de
ruis celebre.
Tnico americano. E' a primeira das
preparares para a icnscrva^lo des ca-
bellos. Extingue as caspas e outras mo-
lestias capillares, faz uaaccr es cabellos,
impede que emblanquecen? e tem agrande
vantagem de tornar livres de habitantes as
cabecaa dos qae os usam.
Oleo vegetal* Compcsto coro vegb.al
innocente, preparado pon arraciar, for-
tificar e dar brilho aos ex bellos.
Agua denfricia. Exc<-liento remedio
contra a carie dos dentes, fortifica as gen-
gives e faz dcsapparecer o mo balito.
Vende-so ras principaes casas desta ci-
dade e na fabrica de leos vegetaes ra
da Aurora n. 161.
TF-LEPHONE N 33
Tricofero de Barry
Garante-se qnof.vz nas-
cer e crescer o cabello anda
aos mais calvos, cura a
tinha e a caspa e remove
todas as impurezas do cas-
co da cabeca. Positivi-
mente impede o cabello
de cahir ou de enibranquo-
per, e infallivclmente o
ton?".*- espesso, naci, lus-
troso e aburr1**-
KANANGAdoJAPAO
RIGAUD y C\ Perfumistas
PARI3 8, Ru Vivlenne, 8, PARS
rante; a que mais vigor da pelle, e que mais branquea
cutis, perfumando-a delicatamente.
(EKtraCtO de (KHng, suavissimo e aristocrtico,
1 perfume para o lenco.
OleO de (Knng, thesouro dos cabellos que abril-
lianta, faz crescer e impede de cair
JbOIlte de (Kanang, o mais agradavel e maclo,
conserva cutis sua nacarada transparencia.
(IpS de (Knting, branque&oatezdando-lheelegant
cOr mate e a preservao de cardas.
Deptito as principaes Perfuma****
NOVA
LOTERA D
A 2" serie da 2: lelerii
200:000*000
Esta lotera est a cargo de um novo
thesonreir, que prestoii urna grande fianza
para garanta dos premios.
O portador de dous vigsimos
desta importante lotera est habilitado a tirar
20:012$000
Logo que chegue o telegramma da ex-
tracto sao pago?, immediatamente, os pre-
CEAR
mos.
Agua Florida dej>arry
Piepaiada nidi a formnla
I npada pelo inventor em
1829. E" o nico perfume no mun-
do qne tem a approracao ofcia'. e
r.m Govemo. Tea dtiU vezes
unis frigrnnciaq,ier(','.ilqucr ontra
ednra o dobro o lemo, E' muito
1 mais ricr^ Suave u deliciosa. E'
muito mais fina e delicada. E'
, mais permanente e agradavel no
lenco. E' dnns vezas mais refras-
canto no banbo e no quarto do
doente. E' specifico ''nntrn n
frousiduo e dcbilid;.V-. Cura as
dores de cabeca, os cansados e os
desmains.
larope e ViJa le Eeiler No. L
AXTES DE VSlr-O. DIPOTS DE CSAL-.
Cara positiva e radical de todas as forraasde
fscrofulas, Hyphilis, Feridas Escrofulosas,
AfTeccSes, Cutneas e as do Couro Cabel-
ludo com perdado Cabello, e de todas as do-
ncasdoSangue^Figado, e Rins. Garante-sa
que purifica, enriquece e vitalisa o Sangue
e restaura e renova osystema inteiro. 9
Sabao Curativo de Renter
Para o Banho, Toilette, Crian
Sas e para a cura das moles-
as da pelle de todas as especies
< em todos 03 perodos.
Deposito em Pemambuco casa de
Francisco Manoel da Silva l C.
BIMIETES A VENDA
RODA DA FORTUNA
36Boa Larga do Rosario36
PHOSPHATO de FERRO
de LERAS
Pharmaceutico, Oontor em Sciencias, Inspector da Academia
Approvado pela Junta de Hvgiene do Rio-de-Janeiro
Esta soluco, que foi admittirla na Pharmacopa Francesa (Edico
de 4884), clara, limpida, anloga a urna agua mineral ferruginosa
concentrada, o nico dos ferruginosos, que, assemelhando-se
composico dos glbulos do sangue, tem a grande vantagem de obrar como
reparador e reconstituinte dos ossos e do sangue. Sem fatigar
jamis o estomago, sem enegrecer os dentes, sempre de grande van-
tagem para combater as dores de estomago, as cores paludas, a
anemia, a pobresa do sangue, a leucorrha, a irregularidade
damenstruacoeoutras indisposicoesaqueestosujeitas assenhoras,
as mocas na idade da puberdade e as creaheas debis, anmicas e
sem appetite. .....
Deposito em Paria, 8, ru Vivienno e as principaes Pharmacias e Drogaras.
ao
Acro entre aiulgunt
A que de vi a correr cem h ul in.a lotera das
Alagoas'dcsle n",ez de Irftfihrn, correr com a
ultima lotera tambem das Ahito*s que re eztra-
hir no me2 de Fevereiro de 1^87, beando assim
transferida.
Cli
Tomos
CarlOes para boas festas
FELTCITAfOES
I
Aos 1.000:00^
200:000*000
100:0001000
I0TEKIA
Em favor dos ingenuos da Colonia Orphanologiea Isabel
DA
PROVINCIA DE PERNAMBUGO
ExtracQu a 15 de Dezemdra ae 1886
0 thesoureiro--Francisco Uon^alvcs Torres
M0\0lH\rilU
Jurdico r iTRiica iinx riernrfes de
eulenran. um proi-eo %il
TELO PH. B. T. DE KOHAFb LEITE VKLIIO
t volomod. 3h)p>.g. biouh. G000
Addic,ef i\ Mjui g;a| hi.i J eircue, rontendo
as reforma a ei de 5 Jt- (Jj.'ubrj de 1885 e de
creto de 25 da J neiro de lSSti. e a fyiKpse un
forma deeiniig', fie tudo o piocecso das execucoea
bypothecriia e j)ignorat'.ciS.
Obra rrceotsiieute publio-.das e ntil aos Su.
advngados e mugisfrHdoe, l roL broch. 40O0
Os 2 vulanr.es jnnfiimei.t'- s=o 10U0
I.iviaiia Frauceza
9-RUA PPIMEIK !)K M.ARC'O 8
Especial
sircar r O mellior
Poras mbneo
Jr8ij',:i, r*lg ira C
\ A\ .k:
r. bssdo que te fbr!c& em
r l rr-i'ii 11 -J2.
, 4 1J
Criado
sa-se de lu ni niiiii pura i
31. I i;', p-rci-
lll-sl
Mr- J. Inntlone f I.i.d.n) brgs tn in-
forin hit |UpiU lhnt lie w;i. reeniDR)' i.ce bis /.Ve
nivg CtatstK of rinrn a en JaD. 3, at
his looui. ra catrritM di R sxrij n. 4.
Oentlemenc Lad pt-ifect tbem-
selvcs in lie Euglirh langvoge snn d< biring pri
vate lessons pie.te to cuunnuuicfcle eaily.
VINHO e GRAGEAS mh* VIVIEN
do
DOTOR
Extracto natural de Pigado de Bacalliao
IADO COM MEOALHAS DE OURO PRATA
pela Academia Nacional
Ordenados nos Hospitaes de Franca, America, Inglaterra, Russia, etc., etc.
PREMI
Adminislrar sub forihi mu facile asradavel Io<1ii-i os elementos curativos do oleo evitando
assim o chciio e sabpi nauseosos agesto; aleni dlaso esta preciosa preinracao toin urna
supenoridade inconlsliiv.l sobre o Oleo ponme po em quanto o uso oaqnelle 6 Iroposslvel, tai o eminente Berrloo prestado pelo Soutor
vivie; a expenencM tem continuado o nom xito d'eslc producto.
Kxlclr a firma do Inventor H. vivs:if em duas cOres ao redor do Karcalo de cada
garrafa com o Sello da L'nlao dos Kabricaules-
P.litiS SO, Itnitlt'ruril lie Stratbourg, SO PABIS
definitiva
--53
Liqridaco
53BU fO
Por termina^f) definitiva de negocio e
por mudaii.9 da provincia, vende se por todo
prefo, todo sortiinento /c fazendas existenf
no armazcm ra do Kangel n. 53.
OPPRESSW
ATiULaoLB]
f.VRiL&!A
Piloi KSA3SS Km
i
Uplra-seafua:~me pe&etn uo pciio acalma o syinptoma 3r-oso, raciuu
a expectorado e arorisa as fimcces dos orifu-s rcsiilrtort;vs.
Maa esa casa a J. B*riC. SIS. i <-Laa>irc, eta Paria
BtfXttartos tm j^rwat(wa jgg4^- mjs '. LrJb_ S
rMtffin
INJECQA0 DE GRIUAULT E C
Preparada com as folfcas do Matico
Apprcvada pela Junta d'Hygiene do Rio-de-Janeiro.
Esta lnjeccao preparada com as folhas do Matico do Per para a cura
da blennorrhagia, adquiri em pouco lempo urna reputacSo universal por
ser a nica innocente, contendo apenas vestigios de saes adstrin;entes, que
se encontrao em outras em grande quanlidade. Em poucos dias ella acaba
com os corrimentos mais dolorosos e mais rebeldes.
Deposito em Pars, 8, Ru Vivienne, 8
Cada /rasco lava a marca de fabrica, n firma e o sello da nosaa cusa.
Non plus ultra 'Cal urgen.
burprendentee nunca vind a este mercado do
viuho puro de uva's'm a mnima couip.-sito, de-
nominado *
jladuro
proprio paia mesa ; .r esci.lhi 11 rspecialmciite ptlo
socio na ultima viagein que d z aus lu^i.ri s viuba-
teiros de Portugal.
Chegou tamom o acreditado
Malvazia
vinbo proprio para constituiois debe:.-", especial-
mente para senherar. Este vinho que tima ap
piovacilo tem tido, ponto de baver l.ilt.-. dimos
as ordens precises afim de afaefBf-nos nir.es-
sas, tantas quantas iorem necessariss para con-
sumo.
VI
hk

mm
Marca
i Jo a ii 3i; II J-
\ v. *
Regislraa
u. 2-5, um
clemente
ibe, acon-
.s phia o fa-
em toos es vapores sementes novas d" h> rtab'ea* ;
assim como :rao do bico-en ilbna- e
fasaa fia India.
Obras de vime
Nova remessa em CESTAS PARA COMPRA.
Condenas e assafales
Balaios para roupa suja
Cadeira. e berros.
Pocas Wtmim & C*
RA ESTREITA DO ROSARIO S. J
Abri ei A mi
nsasain onde
a tuperior .-,1 \ i: ...
dieioDada em bal ri .-= ji
biico do LStucar.
Kita cal, cid rrd-? itif r.i r que nos
vean il) o r.'.tjj ir. i i I i prero
fixo di! ui::r. tj que
fez o Sr Vi 'nt>- N:.. i -i' >11 > rora o Sr.
Jos Costa 1' i ri Jaguaribo, ei-j u ;i 0 nome.
E' en : rr< ja'lu i mente
n'eal.-. ei iad! ti Sr, i'' /. rrs,
com eseiipiuiii u .: .; su- n. 23
?
un
' M
\ r";y
Ciju
Magnifico assuear turbn-.d'>, jioprio para *
bricar o especial deeo de cj cryar'.|iado.
Joaquim Sals'iieiral & C, m Oireiiu D.22
Telephone n. -545
Sob a forma de
paascr-s. 9ss
VEHDE-SBn;i:UHD0 HTEIfO.
u .
Repeina Moron
Muito ncommentltdt
pelos fintpttt
IHORSCM & SOM
oatianptoal'.cw, Ru- Mil
UOIMDON
Bp.Bit\riiMaP8r/iam6u(!o : FraacU. in silva i est
SAUDE PARA TODOS.
PILULAS HOLLOWAY
As Pllulu purlflcao o Sangue, corrige/n todas as desordems de Estomago e .
. dos Intestinos.
Fortalecem a saude das constituooes delicadas, e sao d'um valor incrivel para todas as enfermidades
pecuba res ao sexo feminino em todas as edades. Para os meninos assim como Umbem para U
pessoas de idade avancada a sua emeacia e incontstavel,
Essas medicinas slo preparada sement no Estabelecimento do Professor HoLLOWAV,
78, HEW 0XT0ED 8TBEET (antes 683, Oxftrd Street), L0SDBES,
' E vendemse em todas as pharmacias do universo.
I tar Ob compradoras sao convidados respetosamente a examinar os rtulos de cada cauta e Pote se alo MO
direccao, 533, Oxford Street, sao falsificasoes. '*f
*ia
\iia
|A()
A
"" : "
I)
Preeisa-se de urna mu para eOjhrtiar em casa
de2familia ; na ra de Pedro Affon os. 31.
eS^MBBBBBr"-

Sclmsiiao Bourlion ollanda
Catslcanie
Manoel Bourbon ollanda Cavalcante convida
aos seus parentes, amigos c collrgas pura assistr
rem a mitsa, que pela alma de seu sempre chora-
do irmio Sebsstiao Buurb n Hollanda Cavalcaiit.-,
manda celebrar na igre.a do armo, s 7 hiras
do dia 15 do correte, stimo ds seu psssu ment,
pelo que agradece a todos que comparec retr ao
acto de caridade c religiao, assim tnmbem agr
dece rrspeiteso s pessoas que se lignaraai aeom-
panhar ao cemiterio publico os restos mortaes do
fallecido.
PKK.ISTK NtSiTl KS
OC
IWS j; a \u te duenmeatm
pnblleatlox e itetlfa*
PODO PARA*
Acii'ia Hy erersr esta iii'po'tM"--'" hm para as
Livrarias ludastsw), l"i in.ua e Ki-oiscm'.e.i.
i-i 5MN
Leopoldina Librala do Uonle
IilSj
Guilhf rmino Rodrigues do Mont Lima e sua
mulher Mara Candida do Monte Lima e seus fi
Ihos agradecem s pessoas q.ie se dignaran? acem-
paohar os restos mortaes de sua presada til ha.
Leopoldina Liberata do Monte Lima, sua ultima
morada ; e de novo as convidan? para assis'irvn?
a missa do stimo dia, no convento do Carino, s
7 horas da manba do dia qninta-feira 16 do cor-
rente, pelo que ficarSo eternamente eratos.
AdrnlntsrL;^ : PA ~Z, $, toletera KaUmUtn.
OULHDZ-Stm.1 7 --
ca.i.i. .- es
oii i". 1 ... :^ bita.
'* '- ..... ..,
|> Ir
OLEli.-:.
C"!-. I .
HIUl!''.:
Okinera -
i
UU ."- -
H Ea SvflriK
9 MAB:
i..'..,: -- .:
..
Latera de 4 0) cuntes
A grhin!. ,
fiea traatfcri U >
mprele: iviiii i i i .
E.tii. Si. pies I
Tnecn imiii d*,*
emhneipne/i e i.-l
D^zemor) de lS8
i : ; '.i vi-.diuri'.
e :' eh > He
i. i :. .-
-
I '
,1 .
K
i;

'i".:re>
GRAGEAS
de Copal/oa, Cubeba
Ratanhia a Ferro, Blsmutho
*lcatro, Jerebenthlna, '
\U\
:V
Hygienica t I res i
s'.-i c.jizf
acs.'o
As QRAQEAS fOPy'l rorao as primeiras que obtiv. -.:. .tamkmia
de wtedKma (183>ij ,.u [.taram-se nos Hospittes. Curr;r. i n aicau -:. njTIltisB,
mais rebelde) **n, raiigar os estmagos inais delicado.;.
A INJECQAO FORTN sempre recommonilarla eos ir.tc '!-i madicaaSo. 3|
!l;'iltMMi ftr.mt:i : rBAN" M da SUVA C-\ ; II ISIS 9
Pastal iS*xtt^t&*4r>)&3t^>^'*SF-**t0iZtt c\ ,'' BiSM -
rvp

XAROPE
ISHlYPOPHOSPHm)^^,,
Finuregaios cvim lanto xtUapn CtiT.' (
IpL:hlsica e as ruolestla? tobep?u:-.;is,j
>endem*c naieemonta em fraseoa <- e
(ios con? o noir.odo iloutoi miaOtSM. SOtceJ
i ilJf*
1 3ib a HHilWCia i.is :l/p--pi--spn(u>3 .i
itosse dimiiii.'-:, y api-<'ii'e aujinenla, :-.s :".ir-!
^as tornoavtr, o Kimfs noeninos essaiui.j
e o dotn'e gz> <'.e usa bem estar dVauturfa :
Os hyzopkosphUos qnr h< '-r. ? i
S, riie Coftiglioiie. fjn':. Sj uji: I
e.s reeon/ii'e.i/(?. e rocommer-jlnilo- vioi
I>' CHURCH1LL .iu/0'- lia li-tsco
le su as priiprfedadfs a, 1
Pretil : 4 trancos : nr frase? en rr^.-'i '.
l'itufB-i um pri. ,.,-.-. i P'>o nirioi. j
Tendea locc ou aoiriola <> pello :
Ussi o milbor remedi que o I'EITORAL DE
CAMBARA', e veris crio i vo.-si s. ffriinent des-
appsrece. Vende- se tft dn garia dos untaos agen I
tos e depositarios geraes n pn vintia, Fraaaiaet?
Mancel da Silva & C ra do Mrquez de Oliuda
n. 23
<>
#-:-.
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o
AS -i
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iiilnr e te
S. Jote ; o 1 e
de Kcfrri nos : I i
.Sant Rir. ;
los irwi ; s I
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lar ru i ii i iIh I i

'i i travo, sa de
; d Vidal
i i u i e-- ha de
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ir.!* O
; a
tra-
i -i _
Cosluheira
Precisa se de urna boa cosinheira
Aurora n. 109.
na rna da
Ah
um si bni'iili > m
mai-t adianlv* HlliH
tratar -i mi
uicuia ; ii.i.
.-a, s
i I |f i
|i a-'
!
I
-




-

/

4
m
-



Diario de Pernunibucotyuinta--feira 16 de Dczembro de 1886
>
1
! i
Pasti vermfugas Instrumentos de enge-
niiaria
de iVriiia;
o oMior i p i>fio e nta vrru- s : epomtt cen-
tral oiii c:i .i Sobi i i !.o ta 0,i ua do Mr-
quez de win.d. ti. -i 1
losnhcro
Pri itwr nt ra
do -'..V- .,,.: 'i |(. '. '.?:.. IfMNIi
Para engoma
Pi,, eag i irr r e outrog
servico (Ikum. tt>4 ; no 3- ***** do predio n. 42,
roa l)u.| ui o Caxiaa a r c;uia da typjgranhia
do I)iari>>.
fot\m CMS85
liar ..'> Livra.....mo, wlna nctagenari* e nau-
ue.ni.ii', peda *>8 .l;rnH caridosas i|iie l!.e n.ande
urna isiiijIii pelo mii >r ile i) ua. M >ra no Ixcco !
da BernarI i n > E' "m obra Vende-se algn instrumentos de engenhaia ;
no pseriptorio da companbia do Bcberibe. rui
do Imptrador n. 75.
WHISKY
KOYAL HLEND marca VIADO
Este excedente Whisky Escessca preferivt
to cognac ou guarden. de carina, para fortifica'
i corpo.
Vende-se a retalho noa h. lheres armaren
nolbados.
I'ede ROY AL BLEND marca VIADO cajo m-
d e emblema sao registrados para todo n Brasi
HROWVS *i C., mrente*
Liq
uidago
Em Ulinda
Aloca-S'o obrado de un andar e loja, junto
da ribeira, enaceitada n tontada; a tratar ata ra
Priun: i da Uret n 17,1 ja.
G9sinl8.Ta"8 BEEtmmaQera
Precisa te de na ra de Paj-and (Cbora-mc-
nidos) ii. >>.
Cbpos modernos, p dinas, plumna fljre e fitas
udo por preco muito barata.
Sime. Niquelina
Ra 'as Cruzes n. 39
Vende se
urna carroca para cavallo, em perfeito estado ; na
la dos Coclhoa n. 26.
rV Florida
i
DE
SCOTT
i :; OLEO PUBG DI
Fiffado de bacalho
'()M
BypopSios'iiilas de cal c soda
Approvnria pela 0110(9 de Hy
gEcuc c nutorlKatia pelo
governs
E' o nitlh'i' ri'in-dio at h.je di;wnherto para a
luir liroticliHr*. r-opluila*. ra-
cblli. uii<-itn. riiiliONdr cm teral.
stefluxo*. Kifcftr rlirica v alTcrrr
do pello < E' milito sup n bacallno, porque, alm de ter enebro a sabor agr-
dave:, possu* todas as \irludes medicinal s e nu-
tritivas do ole, aim das propricdadi 8 bsaioaa
reconttituiuti s d m bypopboapaawa, A* venda *ai
fregaras eboticaa.
i >. osito em Pcrnamburo
Costuraras
Precisa-se de p.rfeifa. costureirne, paga te
b' m : na rna 'lo Imperador n. 50. 1 Hndar.
s
jKU
Ahie<-se o 8' !"i:ir da ra Primei'O de Mer$t
|,7 A; a tintar lia l.vr-jria.
VENDAS
V< mi- ^ a i-fr nui'ciin-ir.o de. inolhadoa sito
i prne ifti (." -n< 'i'Ko n. 1; h tit>.r n inesmo.
Lii|i!!a;a) de iim de
auno ?!!
S9--KDS D3QB0 da (Biias- -59
L'iidissitr.os rscdnilios a ICO 200 r.. o co-
t I
NniiGuk, cocs firmes, a 16U o dito!
Cn-t'oi-a cl.-.i. s c efcuros a '24*1 c 280 o dito !
Pop-linas coin listas de seda a 240 e 2H0 !
Metas aopcri res para erianca a 2J :: duzia !
(iuardanap's de linho b' rdados a u dita.
Arca.han? >lvr,2 larguras, a I 0 J o metro!
iram-nitc.- aaprrieraa a 'Jl^O e 15200 o dito!
dem da puro linh) a 2 o dito !
netas Haaa p bordadas a 40 o covado !
liefalboa de eetins a sedas que ae liquidam por
metade dotutto.
S.tiin macan de lores a 800 e 1 o covado !
P. pelma de sed* brama a 500 r.-. o dito de
800 rs.
Pannos da riiftvrentca cri para mesa a G 0,
l20d e UtO'Jo covado.
Damaecos de las para colzaa, 2 metros de lar-
gura, a 15800 o iiito!
Cretr.nes assetinados, dem, a 8 0 O dito de
1500.
dem com lindas p^isagens para chambres a
400 rs. o dito.
Cortea de casemira ingleaa a 3J500, 4500 e
6*0,0.
Cheviots superiores a 3 o cavado, 2 larguras.
Jaaein'ras diagonacs a 15800 e 24'H) o dito.
Fianella americana azul, a 15400 o dito !
Fichus de 12 a 1550J e 25-
Chales de easemira bordado a seda a 65 sao
de 155 cada um.
Capas de la de todas as cores a 35, 45 e 55.
E'goioea para cssaquinhns a 45 c 45500 a peca.
Madapolao non ricino a 55 *' 65, 24 jardas.
Camisas para n nhora (s'to bordada.*) a 3J530 e
55000
Saias de excel.'finte fazenda a 3500 e 45-
Vestuarios de la para criancas, de 155, para
acabar, a 75 e 85-
Cortes de fusta.i para collete a 25!
Orando p'rcao de letalhos de chita, br m, las
e muitos artigos que se ven fem barato.
Chapeos para criancas a 35
dem pi.ra k< nhoras, de 425 e 155, para liqui-
dar, a 6 75.
9Roa Duque de Caxias-59
Carnero ta Ciiia&G.
Rna Duque de Casias n. 103
Chama ce a uttencito das Ezmas. familias para
es pr>cos segointcs :
Luvas de seda prcta a 15000 o par.
Cintos a 15500.
Luvas de peluca por 25500.
2 caixas de papel e cnvelopes 800 rs.
Luvas de sed>. er granada a 25, 25500 e 35
o par.
Suspensorios p ra menino a 500 rs.
dem amer.cano8 par liomem a 35-
Meias de Escossia para ci anea a 240 rs. u par.
Titas de velludo n. 9 a 600 rs n. 5 a 400 rs. o
metro.
Albuna de 15500, 25, 35, at 85-
Ramra de Aires finas a 14500.
Luvas de K-cossia para menina, lisas e borda-
das, atIDOe 15 o par.
P. r:a-retrato a EKX) rv, 15, 15500 e 25.
Puntes de nikel a 600 rs.. 700 e 80 rs. um.
Hosetas de brilhantes chimicos a 200 rs. o par.
(uarnieoee de idem dem a 500 rs.
Anquinhns de 15-VO, 25, 255C0 e 35 urna.
Plisss de 2 a 3 ordena a 400, 600 e 600 rs
Espsrtilho Boa Figura a 44500.
dem La Figurine a 55000.
dem estreitinhos com 10 metros a 800 e 15000
a peca.
Pentes pBra coco com inscripcio-
Babadores com pintura e inscrtpcoes a 5C0 rs.
Para toilet
Sabao de areia a 320 ti. um.
dem phenicado a 500 is. um.
dem alcatrao a 500 rs.
dem de amendoa a 300 ra.
dem dealface a 15000.
Agua celeste 25000.
Agua divina a 15500.
Agua Florida a 15000.
Mac eos de seda a 100 rs.
Meias brancas para seuhora a 35 a duzia
Estojos para crochet a 1$000 rs.
Linhns para crochet cor de crema 00 r?.
Linbas para crocb t de seda mesclada 300 ra.
Bico de cores 2, 5, e 4 dedos
de largura a 35000. 45000 c 55000 a peca
BARBOSA & SAi\TOS
n*SH0 M RIGA
le 3X9, 4X9 e 3X'2; vndese na serrara a va-
sor de Climaco da 6ilva, caes Vinte Dous de No-
?embro n. 6.
Leiturn para senhorar
Brolhea nikelados e dourados a 20''
lii nitoa giainp -s douradus a 500 lis o maco.
Esplendido sottiinento de galoes de vinOb .
Grande variedade de iu> a de siiiin, a 45O0O.
Frisadores americanos pa.a cabello a 35100 o
maco.
heta de phanfesia para cabello.
Bonita colli'CCilo de plisss a 400 ris.
Brineos, imtacao de bnlhante, a 500 ris.
Aventis bordados para crianzas a 25000-
Chapeos de fustao e setim para criancas
Sapatoi de merino e setim dem, idiui.
Meias brancas e de cores, fio de Escocia.
Pomada de vozeliua de diversas qualdadea.
jabonetes finos do vozeliua e alface.
Extractos finos de Pinaud, Guerlaine Lubin.
Lindas bolsas de eoure e vellado
Feehs de l para seuhora a 14*400-
Sapatos de casemira preta a 25000.
Tesouras para costura, de 400 ris a 3(000.
Pacotes de po de arroz a 300 ris.
Fitas de todas as qualidades e cores.
Immensa variedade de boies de phantasia.
E miihares de objectos preprios para tornar urna
senhora elegante, e muitos outros indispensaveis
para uso das familias, tudo por precos adrciravel-
mente mdicos.
Na Graciosa
Ra do Ci-espo n. 9
Duarte & C.
Grande reforma!!!...
Serrara a vapor
Caes do Cap.bniibc n. 98
"Vesta serrara encontrara os senhores fregue-
ee, um grande snrtimento de pir-ho de resina de
inco a dea metros de compnmcnco e de 0,08 a
',24 de esquadros Garante-ee preco maia como-
to do que em outra qualquer parle.
Francisco dor Santcs Macedo.
Para vender
tutu nienila
Vende-se uma Uvern 'com bom cortimento, e
o motivo da venda e dir o comprador ; a tra-
tar na roa de Mariz e Barros n. 8, ou na rea Im-
perial n. 133.
Vende-se
O ab.iixo assignado vende o seu eatabelecimento
de 4 bois e 1 bezrrra, 3carros de 4 rodas 8 2 car-
rocas, livre e desembarazado de iinpoito, p r nao
poder administrar por falta de sade : na ra da
Palman. 31.
Antonio Peieira Sampsio.
Taverna
Vende-se uma taverna bem I icalisada, na ra
da Guia n. 57 : a tratar na mesma.
Vende-se
da es-1
Pebe- /
por circumstamia da molestia a taverna
quina da entrada da estrada do Fuudao de
ribe de baixo, acha-se sortida de novo; quem
pretender, dirija-se i ueonn.
Oleo para machinas
Em latas coateudn cinco cales, a 94000 ; ven-
de-senos depsitos da fal.rica Apollo.
Vende-se
o hotel e lio red,rio Egtrella do Norte, na Lin-
goeta. O proprietari deste hotel teudo de reti-
rar-re par. fra desta eidade, vendo o seu eata-
belecimento por prcci bastante enmmodo ; trata-
se no mesmo, i ra Tloin de Souza n. 8.
DOMESTIC
81o recoDheciaas ser as mai>
elegaales, as mals dnravels
em todos os sentirlos.
AS MeLHOBES
Para pre9os, e circulares com
illustracSea de todos os esfyloR, diri
jato su
Douieslic Sewing Machine 4 C
NEW-YOR, U. S. A.
Tclephone n. 158
Em casa de todos os Perfumistas e Cabelleireiros
da Franca e do Extrangeiro
PAT?TR O. jS-iia
di glcrdt Anoz especial
PRBH'ABADO COM BISMUTHO
Perfumista
FJLBXB, 0, Ru.a de la, "Paiac, P^JRIS
Realmente foi grande a que re fez n Loja dos
Baratciros.
Roa i!n Itnpcairtx n. 40
E eSo os nicos que tem as segointes especia-
lidades !.'!. ..
Lile alpacas, grande e importante aortimento,
e lindssimos padroes. o mais tino e apurado gosto
que tem vindo, e p>i pnco baratissiino, de 000 600,
700, 800 e 15000, o covado, porra fino e bom !...
Querem ver ?... aparejam !!!...
Exmas. aenhoras !!...
T. moa um liudissimo sortimento de failhe, que
a vista agrada a mais excepcional freguesa ; iato
por menos do que em outra quulquer casa : s n.
40!....
Pois custa 600 rs. o covado.
Temos mais .indos sortimento de fustocs a 500
r?. a ( vado.
i bin tinas, especialidad)-, porque bou yo gosto
na rw, ibn, e vende se por 240, 280, 320, 360,400
e < O rs. u covado, n. 40.
Taiii'bem temos!!!...
Lndob padroea em baptista de 180 a 200 rs. o
covado.
Cambraia victoria e transparente finas e boas
de 35300 a 8000 a p.ca
Bnru brauco de linh > espt-cialidade de 15500 a
35500 a vara pechiucha !
Brim pardos lizos e truncados de 700 a 15600a
vara, aproveitem festa! 1 !...
Mobstk.m grande sortimento a vontade do fre-
quez, vende-se de 400 a 560 o covado, vtnham !...
Sitinctus til. esplendido e importante sorti-
mento neese artigo, sendo brancas, pretas e de co-
res, lavradas e lizas, o que se pode desejar cm bom,
vende-sc de 400 a 6l0 o covado.
Temos mais !. .
Casemira de todas as qualidades o cores, e fa
zemos costumes de 30i a 60501, barato e em
covados de 25500, cousa fina e que a todos agr-
dam, app>recaui !
Acrediti m ?...
Venbam ver, pura crer !!!...
Madapolao de |a qualidade de 45500,! 55500.
65nOO, 75500, 8500 e 105 u peca, c que ha de
mi llior.
Algodo de 35:0 a 75500 e 8/000 a peca tem
20 jardas.
Camisas de meia de cores c brancas de 800 a
15800 e 25000.
Co cha de lindos desenlies a 4/0.0, casta 65000
em outras casas.
Pannos da costa do melhor que ha custa apenas
25750, o metro, pechincha !
Bramante de linho a 15800 a vara, 10 palmos,
para a cabar.
dem dealgndaoa 15300, palmos tambem- bom.
Algodo exfestado, 10 palmos a 900 rs. o metro,
muito bom para lcncoes.
Alem das fazendas j mencionadas temos muitos
artigos de modas cerno seja, leques de fino gosto,
grvalas, cnlarinhos, puuhos, meias etc. etc.
Allieiro &C.
RA DA IMPEBATRIZ N. 40
A lievoluco
A' ra Duque de Caxias, resolveu vender
os seguintes artigos com 30 /0 de me-
nos do que em outra qualquer parte.
Ver para crer
Cachemira bordada a 15500 o covado.
Mirins de corea fiuos, a 900 e 15200 o co-
vado.
Ditos pretos a 15200, 15400, 15600, 15800 e
25OOO o evado.
LSa u-.esclaaas de seda a 600 ris o covado.
Ditas com listriuhas de seda a 560 ris o dito.
Ditas com belinhas a 600 ris o dito.
Lindas alpacas ae cores a 440 ris o covado.
LSa com quadriuhos, a 400 ris o covado.
Gaze cem boliuhas de velludo a 800 ris o co-
vado.
Setim maco Iavrado a 15300 o covado.
Seda palba a fcOO ris o covado.
Ditas de cores de 25 por 15000 o covado.
Setim maco lito a 800 e 15200 o dito.
Gis de aples preto a 14800, 25000 e 25500
o covado.
SeaiaesM lisas a 320 e 400 rs. o dito.
Ditas de quadrinh 8 a 320 rs. o dito.
Ditas pretas finas, a 500 rs. o dito.
Fustoes brancos e do cores a 320, 403, 440,
500 e8C0 rs. o dito.
Zephiros finos, escossezes, a 500 rs. o dito.
Zephiros de quadriuhos a 180, 2U0 e 240 ris o
covado.
Zephiros lisos a 1(000 o dito.
AlpacSo de cor para palitot, a 15000 o dito.
Velludilbos liaos e lavrados a 15000 o evado.
Cretones finissimos a 240, 260 e 240 e 300 ris
o dito.
Ditos, ditos a 320. 360, 400 e 440 ris o dito.
Colchas brancr.s a 15800 uma.
Seda escoss< a* a 360 rs. o covado.
Colchas bordadas a 45, 55, 75, e 85000 uma.
Ditas de crochet a 8.15.0 dita.
Cumisas bordadas para liomem a 305000 a du-
a.
Uii.s para senhoras a 305000 a dita.
Cortos de casimra finos de 35 a 85000 um.
Casacos de laia a 10-00 um.
Fchs de retroz a 1 3000 um.
Ditos, de pclucia a 64500 um, (bordador).
Cachemira de cor a 15600 o coado,
Fianella americana a 14400 o dito.
Cortinadoa bord. dos a 650K) e 75000 o par.
Ditos de crochet a 245000 o par.
Meias para homens de 25-i'K) a 94000 a du-
zia.
Ditas para aenhoras de 34000 a 124000 a du-
zia.
Mantilheaa de seda a 65000 urna.
Espartilhos de ouraoa a 45000, 55000, 65000
e 75500 nm.
Toilctt para baptisado a 94000 e 124000 um.
Lencos Lraucoc e com barra a 25000 a duzia.
Anquinbas a 15800 rs. urna.
Brim do linho de ccr a 1000 a vara.
Dito pardo a 14000 a dita.
EsgniSo amarello c pardo a 500 ris o covado.
Chala Je minti lieos a 15800 um.
Ditos estampados a 35000, 35500 e 45000 ora.
Cortea do cachemira para vestidos a 185000
um.
Kedes Harriburguezis a 105000 uma.
Panno de crochet, para cadeirag e sof a 15000,
14200, 14600 e 240OO um.
Henrique da Silva Moreira. ^^^
Coeheira venda
Vende-se uma cocheira com bons carros de
paaseio, bvm localisada e afreguezadt., por preco
muilo mdico, cm raaao de s. u dono nao poder ad-
ministre r por ter de fa.er uma viagem : os pre-
tendentea uehaiao com quem tratar ra Duque
de Caxias n. 47.
DA.
COLOIA ISABEL
EXTRACQO SEMANAL
0.a parle da 24.a lotera
CORRE
No dia 16 de Dezembro de 1886
Itransf$riv$I! Intransferml!
0 PORTADOR DE UM VIGSIMO ESTA' HABILITADO A TIRAR
12:006$200
Esta lotera esta garantida, alem da fianza, por um deposito
no Banco Rural do Ilio de Janeiro equivalente ao premio grande
de cada serie.
BILHETES V VENDA
KA
RODA DA FORTUNA
Ra Larga do Rosario36
Bernardino Lopes Alheiro.
EXTRACCO
DA
6.a serie da 24 lotera que se extraliir na igreja da (lonceicao dos Militares
HOJE 16 DE DEZEMBRO AS 4 HORAS
SOB O SEGUISTE
PARA EXTRACCO DE LOTERAS NESTA PROVINCIA
DA
COLONIA ISABEL
CONCEDIDAS PELA LE CUL H.I4?, EMiSfl PELO XM. % V1CE PrtESfDENTE 04 PfiOllNCU
POR 4CT0 0 l OE SETtMBRO OE1886
4o,ooo b 'heles em vigsimos l$oo o..... t 800:000$
Despezas............ 118;8oo$
1 premio de,
1 dilo de .
1 dito de .
1
dito de
1 dito de
9 ditos de
23 ditos de
400 ditos de
68l:2oog
240:000<
40:0004.
20:0001
10:000*
5:000#
18:000fc
23:000*
40:000*
1:000*
1:000*
39:600*
19:800*
9:900*
8:000*
6:000*
4:000*
2:200*
1:700*
96:000*
96:000*
681:200*
Esta lotera ser dividida em 20 series de 4,000 dezenas. Quando as terminagOes do 1. e 2. premios foren?
iguaes, a d'esle passar ao algarismo immedialamcnle superior. De9 passa a 0e de 0a1. Os premios sSo
pagos sem descont algum.
0 premio grande de cada serie acha-sc garantido por um deposito equivalente e igual quantia no Banco
Ruraf do Rio de Janeiro.
9 de Dezembro de 1886.
O THESOUREIRO,
francisco Gongalves Torres.
2:000$
1:000$
para todas as centenas, cujos dous algarismos
forem iguaes aos dous ltimos do primeiro premio inciusive
1 dito de 1:000$ para a sorte, cujo numero na exlracco for mais alto
1 dito de 1:000$ para a sorte, cujo numero for mais baix
99 ditos de 400$ para toda a centena do Io premio.
99 ditos de 200$ idem idem do 2 premio ....
99 ditos de 100$ idem idem do 3o premio
2 apps. de 4:000$ para o Io premio .....
2 ditas de 3:000$ para o 2" dito
2 ditas de 2:000$ para o 3o dito.....
2 ditas de 1:100$ para o 4o dito.....
2 ditas de 850$ para o 5o dito .
4,000 terminales de 24$ para o Io premio inclusive ;
4,000 terminac5es de 24$ para o 2" premio inclusive .
T

f laten


Diario de Pcmambueotyuinta-feira 16 de Dezcnibro de 1886
LTTERATUM

I

X4V1ER 0E
TRADUCgAO
DE
PiLKIlHO 1112 llRIi
(Continuadlo)
CAPITULO VII
M ENSAIO NA PROVINCIA
Clment tinha assistido priineira re-
presentagilo, e tinlia-se feito notar p?las
suas manifestageoes ruidosamente favora-
veis.
Quando lhe disse qual havia sido o
resultado pecuniario do meu trabalho, res-
pondeu-me:
Bem, miu rapaz, nao nada
au I... ArraDJa quarenta o oito du
zias de pagas como essa era cada snno, e
chegars quantia conveneionada. .. P
des fazer quarenta e oito dozias do vaude-
villes por anno ?...
i A estra nao era brilhante, mas em-
fim, era urna estra. Continuei a traba-
lhar.
No fim de tres mezas tinha acabado
urna comedia em tres actos.
Reu i alguns amigos, entre os quaes
havia os mais Ilustrados e os raais since-
ros. Fiz-lbcs a leitura da minha obra, o
as suas felioitacoes, assim como os caloro-
sos applausos que me prodigalisaram, re-
compensaran!-me suficientemente de todo
o trabalho que havia tido.
Os raeus amigos sconselharain-raa
unnimemente e com toda a sinceridade a
partir para Pars no mesmo instante, e a
apresentar a minha pega no Theatro Fran-
cez. Nenbura delles duvidou que a mi-
nha reoepgo seria cnthusiastic.
a Conteasar-te hei, com esta franqueza
que tu me conheces, que esta opinto
tambsm a minha ; porque, modestia par-
te, estou quasi certo do resultado.
t Tenho ainda quatorze raezes para es-
perar que passem os dous annos.
i E' evidentemente nuito raais
do que preciso para chegar to meu fim
mas prefiro adiantar-me.
Eis, meu querido Mauricio, a razao
porque me resolv a fazer me litterato; e3
a razSo porque estou aqui nesta momento ;
finalmente, eis a razao porque nao rae sa-
pararci nunca, seja qual fr o pretexto, do
precioso manuscripto, cujas imponentes di-
mensSs attrahrain a tua attengo, e que
oncerra todo o meu futuro.
< Disseram-me
que era indispcnsavel vancer
Cont com o caso.
E fazes muito bem. proposito,
das-rae urna relagao dos nomes dos teus
ntimos ?...
Para que ?
Quero saber quem sao.
Com que fim 1
Com o fim de nao os esquecer,
quando distribuir os meus bilhetes de auc-
tor para a noite da primeira represemtagao
no Theatro Francez.
Ah I muito bem I... Mas nao ha
pressa por ora... A pe ja ainda nilo foi
aceita.
Sel-o-ha d'aqui a pouco. Tenho ten
ci de juntar os primeiros lucros do meu
trabalho para offerecer um verdadeiro fes-
tim de Balthasar a tolos os principaes ar-
tistas de Pars.
Excellento idea !...
Indicar-me has a qualidade das igua-
rias. .. c tambera os convites que devo
fazer...
Da melhor vontade. Mas emquanto
nao recebes essea lucros de que fallas,
acouselho-to a qua vas receber o dinheiro
que tua mili te manda levantar.
Oh Nao terei precisio.
Quem sabe !... Vai sempre...
Para que ?
Urna simplos preeauQo, meu queri-
do amigo. E' melhor termos o dinheiro
dentro de urna das gavetas da nossa se-
cretaria, do que na do banqueiro. O ban-
quein pode quebrar.
E' justo. Irei amaahi ou depois.
que fazes esta noite ?
O quo tu quizare*. Estou s tuas or-
dens,
Entilo leio-te a mioha comedia.
Est dito. Mas orno nio devemos
incoramodar-nos mutuamente, dir te-hci
que tenho hoje muito que andar, o vou,
por consequencia, deixnr-te s. Descanga
durante a minha ausencia. Depois de jan-
tar coraegareraos a leitura.
E Mauricio, apenando a raio do seu
amigo, poz o chape?, e sahio.
Emquanto descia a aseada, murmurava :
Pobre rapaz !.. Cr ainda que o
talontJ e o trabalho sao sufficientes !...
O
, Como os nossos escriptores o julgariam in-
genuo se os ouviscem !. .
CAPITULO VIII
dous rinm
Deixemos, se m'o permittem, para vol-
tempo tarmos mais tarde a elle, o atelilr de Mau-
! ricio Torcy.
Deixemos Gilberto Pascal, estn lido
n'um soff, cora as palpebras cerradas sob
a dupla influencia da fadg.a o da digestSo,
descangar do cangago da viagem, e sonhar
nesse brilhanto futuro, de que a cadeira
de acadmico para certas imaginagoes
singularmente exaltadas, o ponto culmi-
nante o luminoso, e permittara-me os lei-
tores o conauzil-os a es33 bairro immundo
vagamente na provincia; e papular que j nao existe em Pars, que
certas difii na 8 ainda Montraartre, o corre ao longo
cuidadas, uns pequeos obstculos, para '. d boulevar[ terbr desde a barreira dos
que fizesse representar minha peca ; mas Martyres at de Batguolles.
creio nao ma "iludir muito, contando, para Ao sah.r da Pars pela barrera Blan-
aplanaressasdiffisuldaies, cora o verda-! che, encentra se niao direita urna vigila
deiro valor da minha obra, e cora a escla- i treita o nauseabunda, chamada Constan-
recida e cons.ienciosa aptido e bom gosto j tln^-
dos directores do theatro.
Diz
As casas seo altas de ambos 03 lados,
em todo o scu pequeo compriraeota, em
cujo extremo ha um eslabelecimento que
participa ao raosmo terapo das qualidades
da taberna e Jo b.ile publico, conhecido
dos habitantes do bairro sob a denomina
gao pomposa de Jardira de Italia.
Um pateo em que estao plantadas tres
arvorc8 enfezadas o architicas, dous can-
teiros guarnecidos de sardinheiras e papoi-
-Ora ainda bem Eslava certo que'las estragadas pela poeira, algunas mesas
serias da miuha opiniilo. Vers como d'a-I cobertas outr ora do uraa pintura verde,
qui a bem pouco tempo estarei no caso de< actualmente acinzentada, bancos caruncho-
prodigalisar aos teus amigos e conhecidos: sos, e uns mochos com os pes quebrados,
Enganar-me-hei por acaso ?.
me com franqueza.
NSo 1 Nao respondeu com vivaci-
dade Mauricio, compriraindo, n3o sera
grande d-fficuldade, uraa estrondosa gar-
galhada, provocada por to phenomenal
candura ; precisamente no quo tu aca-
bas de dizer me que deves fundar as tuas
razSas.
bilhetes de camarotes e fauteuils.
\ offereeeui aos freguezes daquelle lugar de
FOLHETIH
o silencio gelv
O flOKCUNM
rae. Preciso de
prazer,
POR
4VL0 TT4S
SEGUNDA PAJRTS
O FAUC3 CE UEVERS
(Cont'nua$ao do n. 287)
VI
Oh!
Dcaa Crac
lhe disse estas cousas,
apenas o entrevia com
Alte-
za, porque apenas o e..irevia cva raros
intervallos. Fia tola a long* viagera
Madrid a Pariz, esta viagam se.u fim, era
ama carroi;^, de cortinas espessas e sempre
fachada ; fiz esta viageio choran do, com o
coracSo cheio de saudades.
Comprehendia ento perfeitiraente que |
era urna exilada. E quantas vezes, quan-
tas vezes, santa virgim, durante aquellas
horas silenciosas, nilo lastimei as minhas
noites livres, a minha dansa lauca e o meu
riso perdido I
Gonzaga nilo a ouvia mais ; seu pensa-
ment estava longe.
Pariz !. Pariz I. exolaraou ella
com urna petulaneU quo o frz estremecer.
Rebordase que quadro me pintou de Pa-
riz ? Pariz, o parriza das raparigas Pa-
riz, o socho.eneanlado, a riqueza inesgj-
tavel, o luxo des!umbnn:e, uraa fel<:idado
que nao ee acaba, urna fasta do toda a
vida 1 Recorda so como rae embriagou ?
Pegou na m3o do Gooz-ga e conser-
vou-as entro as suas.
Alteza Alteza I vi as nossaa lindas flores do Hespanha no
seu jardira ; ehtao muito fracas o muito
tristes ; vao morrer. Quer matarme, Al
teza ?
E, er^uendo se de sbito para atirr pa
ra traza opulenta cabelltira, passou lhe um
relmpago pelos olhc*.
Escuta czclamou ella, naj sou sua
scrava. Amo a multidao ; a solidSo hor-
distraccSo, durante a citado calmosa, as
doces ilIusSes do campo, o os attractivos
fallaze* de um jantar campestre, regado
cora vinho azulado, onda se encontra de
tudo, excepto surarao de urna, e uns gui-
sados de coelhjs duvidosos.
No inverna, uraa sala de baile estreita o
comprida, Iluminada por urna raeia duzia
de velas de eebo e ornada de alguns farra-
pos verraelhos samelhando reposteiros e
cortinados, est aberta aos domingos e so-
gundas-feiras aos amadores do danc* pit-
toresca, mediante urna insignificante re-
tribuido de dez cntimos por cada ho-
rnera, por contradanza, valsa ou polki.
Pegado a esto natavrl e com modo esta-
belecimonto ha urna casa alta, de sinistra
apparencia.
Os immov is tm como os baraens urna
physionomia.
Os imraundos lupanares das barreiras e
dos boulevards exteroes n3o se parecen),
gracas a Deus, com moradas honestas.
Certas casas su3m crime por todos os
poros das paredes escalavradas.
Janellas estreitas, ennegrecidas, orapooi-
radas, so descobrera na fachada da casa
em que fallamos, e cujo todo, cahindo a
pedazos, faz lembrar esses horriveis doen-
tes, tratados no hospital do Midi.
O rez do ch3o oceupado por um fenvi-
ro quo rene a esta profisso apparente a
oceulta e lucrativa industria de recepta-
dor de rcubos.
A polica de tempos a tempos, dava lhe
busca habitculo.
Um corredor estreito e escuro, seraprc
hmido e nauseabundo, vai dar a urna es-
cala de caracol, cujos d'gros do raadeira,
cobertos de lodo o p, estremecem sob os
ps que 03 calcam.
O corrimSo desta escada reduz-sa a urna
simples corda coberta de sebo, lisa pare-
de por argolas de ferro pregadas de espa-
co a espaco.
O estuque das paredes nao existe.
A3 portas dos differentes andares abrem.
se sobre tres degros successivos.
No quinto andar, porera, quatro abertu-
ras diio a^cesso para um corredor da ja-
nellas gradeadas, estreito o escuro.
Cada urna dcstas aberturas mal fecha-
das por portas em que nunca houvo a mais
insignificante pintura, mis cobertas de
urna carnada do um verniz gorduroso, ae-
cumulado all pelas raaos sujas que nellas
sa apoiavara, dao, urna para a viallr. Cons-
tantine, a outra para o Jardira da Italia.
No momento ecn qus penetramoe nesta
casa abominavel, tras das portas estao fe-
chadas.
rorisa-rae. Arao o ruido
luz, de movimento, de
principalmente do prazer que faz
viver. A algria attrahe-me, o riso em-
briaga rae, as canches encantam-me. O vi-
nho dourado de Rjta oolloea-rae diaman-
tes (liante dos olhos, e, quando rio, siuto
que me torno raais bt :1a.
Encautadora louca murmurou Gon-
zaga com uraa caricia toda paternal.
D. Cruz retirou as raaos.
O senhor nao era assim em Madrid,
disse ella.
' Depois com colera :
c^r Tem raziio, sou louca, roas quero tor
larnarme prudente,^ Retiro-mo.
Dona Cruz disse o prncipe.
Ella chorava.
Gonzaga ag>*rrou no seu ICD50 bordado,
enxugou-lhe ineigamente as lindas lagri-
I ma.
Em seguida aquellas lagrimas que nao
tinha.n tido terapo de sc?ear, nppareceu al-
tivo sorriso.
Outros me amargo, disse ella com
ameaca. Esta paraizo,' continuou ella com
amargura, era urna priso O senhor en-
gnou me, prncipe.
Um moravilliOio gabinete esperava me
aqu em um pavilhao que pareco deetacado
de um palacio de tidas. Marmore, pintu-
ras deliciosas, tapetaras de velludo bor-
dado a ouro; eseulpturas, crystaes as
abobad-.s ; mas em torno, proseguio ella,
matas sombras, canteiros negros, onde ca-
hara uraa a urna as pobres folhas tnortas
por esta fri que me gela, camarista} mu
das, criados discretos guardas do corpo
ferozes, epir raordomo esse homem lvido,
essa Peyrolles 1
Tem quo queixsr se do 3r de Pey-
rolles, p-rgunteu Gonzaga.
A quarta, entreaberta, deixa sabir o ca-
lor nauseabundo, o espesso fumo de um fo-
gao. e o cheiro repugnante e insupporta
vel que resulta das pontas de cigarro e do
charuto apanhadas na ra e fumadas em
cachimbo do gosso.
Empurrando esta porta, penetra-se n'u-
ma primeira casa com as paredes esbura-
cadas, com dez pes de compriment) e seis
de largura, Iluminada por urna janella cu-
jos gonzns ameacam continuamente cora as
suas recurvadas pontas os peitos dos loca-
tarios.
Eotrando, direita, est um grande ar-
mario do madeira, mal pintado e similhan-
do acaj.
Um dos batentes, sera gonzos, a encos-
tado parede, permita distinguir no inte-
rior deste movel de luxo alguns prato3 ra-
chados, urna terrina sem \ampa, tres gar-
rafas vasias o um par de botas grossas
mal cngraixadas.
Dianta deste armario ostentava-sa m 1-
gestosamento urna poltrona estofada, mas
toda rota e cora a estopa a apparecer.
Um fogao de ferro, cuja presenca ha
pouco presentimos, est raetade sabido de
urna charain, por cima da qual se estendo
urna tabo.i negra e carcomida em lugar de
cantara.
Urna garrafa quebrada, urna lat de
graixn, urna escava velha e tres cachim-
bos sao bastantes para a ornarem.
As paredes caiadas estao cobertas de
infames desenhos feitos a carvSofrescos
de Gomorrha !e revoltantes obscenidades
quo sajulgariam tragadas pela mito de al-
gura artiata dos mais abjectis.
A fumosa luz de urna candeia servia de
pincel para pintar o tacto da arabescos do
mesmo genero, emmoldurando as mais ver-
gonzosas palavras da linguagem dos mais
immundos lugares.
Uraa mala do desagradavel apparencia
est collocada debaixo da janella.
Em frento do fogilo est urna pequea
mesa igual s que ornam o Jardira da Ita-
lia.
O locatario da casa qua vhitamos ter
por acaso ou por engao, confundido a pro-
priedade alheia com a sua ?...
Chut E' necesssario nao dar crdito,
sera pensar bem, a dstracc3es desta or-
dem '
En resumo, sobre esta mesa, cuja pro-
priedado nao discutiremos, em viriudo des-
te axioma do cdigo civil : Era questila
de movis a pos3e equivali ao ttuloso-
bre esta mesa dizeraos nos, ha dois copos,
urna garrafa de agurdente, urna botija de
rhura e uraa caixa de phosphoros.
De cada lado, por consequencia em fren-
te um do outro, estilo dous homens do tra-
jos extravagantes, que, com o cotovello
apoiado sobra a mesa, copo na niilo e ca-
chimbo na boc:a, so entregara, sera duvi-
da alguma, a urna conversaco inters
sante.
Ura destes homens est vestido com
umaB caigas avermelhadas, despojos milita-
res, o qua serviram talvcz do involucro s
tibias heroicas de um futuro marechal de
Franga, urna blusa azulada, cujo estado de
cons^rvagao e de aceio deixa muito a de-
sejar, de urna gravata do 15 da muitas co-
res apartada era volta lo pescogo, e osten-
dida sobro o peito de modo que encobrisse
absolutamente a camisa talvez ausente, e,
finalmente, um collete de velludo, em cuja
frente se ostenta urna cadeia de cobre ama-
reliado que attrahe o raais distrahido dos
olhares.
A cabega desto hornera de urna belle-
za ao mesmo tampo pittoresca e mages-
tosa.
A fronte, o nariz, a bocea, os olhos,'fi-
aalinente, todas as feigo'js da sua physio-
nomia apresentam primeira vista o typo
grego na sua mais irreprehensivel pureza.
Magnficos cabellos, desse preto azulado
que tanto agrada aos artistas, mas raescla-
do por numerosos fios de prata, e uraa es-
pess:i barba bstala comprida, naturalmen-
te ondeada, caindo sobre o peito, conple-
tavam a illusilo.
Julgar se ha ver algum raarraore de
PhiJias ou de Praxitles repentinamente
animado.
Mas, examnando-o com mais attangao,
estudando a expressao d'aquolla bella ca-
bega, sente-se uraa repulsila involuntaria
manifestarse em nos, um desagrado in-
stinctivo, irresistivel, sulcceder a admira-
gao.
Realmente, aquella fronte olyrapica est
Bulcada du profundas rugas causadas pelo
vicio, e nilo pela idade.
Os olhos, silo cercados por ura circulo
azulado e negro, que torna raaU salieute
ainda a verraelhidao das palpebras.
As sobrancelhas silo grisalhas e raras.
O3 cantos da bocea denotara a tenden-
cia para uraa sensualidade grosseira e qaa-
si bestial.
Finalmente, o conjuncto da physionomia
em flagranti'desaccordo cora as liohas do
rosto, indica claramente a baixeza, o vicio,
a brutalidade.
Este hornera p lo ter quarenta e cinco a
cincoenta annos, ma3 parece mais idoso.
Nos conhecomol o j ; pelo menos, j ou-
vimoi pronunciar o seu nomo e apreciar o
seu carcter e os seus hbitos. Chama-se
Paulo Aubry; exerce nos atdiers a profis
sSo de mod lo, o conhecido por Leni-
das, alcunha porque universal mente
designado.
O individuo que est na sua trenta um
hornera pouco raais ou menos da mesma
ilado.
Os cabellos sao grisalhos, outr'ora eram
ruivos ; o rosto enrugado do urna feial-
dade trivial e repeliente.
O olhar obliquo erra constantemente, co-
mo se receasse demoral-o francamente so-
bre alguem ou sobre quilqu':r cou3a.
AfFacta no porte e vestuario ura todo do
mu gosto.
As suas raaneiras s3o as de ura fidslgo
de b".rrcira, ou da um desses entes, para
os quaes n2o tem expressoes a nossa lin-
gua, c que, mais abje :tos do que a3 mais
degradadas prostitutas, vivera do vergonho-
so salario da prostituido, de qua se fazeus
os cavalleiros.
Tem vestidas urnas caigas largas, cor de
azeitona, e cuja abertura deixa ver um col-
lete de cachemira azul clara com lavores
alaranjados.
O chapeo ensebado, o triumphantemen-
te inclinado sobre a orelha direita, que co-
bre em parte.
Do outro lado esoapam-sc-lhe dalles al-
guraas melenas encrespados.
Tem um guardanapo cstondido sobra 08
joelhos.
Um annel do latSo, ornado com um
enorme diamanto falso, brillia no dado an-
nular da ra3o esquerda, com que segura o
caehimbo.
(Continuar se-k)
Nao, eteravo dos meus menores
desejos. Falla me cora meiguice, com res-
peito mesmo, e todas as vezes que se ap-
proxiraa do mira toca cora o chapen no
chao.
E ento ?
Graceja, senhor Nao sabe qua elle
corre os ferrolhos das minhas portas, e que
representa quanto a mira o papel de guarda
de serralho ?
Exagera tudo, Dona Cruz !
Principe, o passaro captivo Dao v
nem rnesmo da duurados da sua gaiola.
Aborregme en sua CMft. Estou prisionei-
ra, a paetaaeM esgotou se-me. Intitco-o
a que me restitua a liberdade.
Gonzaga comegou a rir.
Porque me esconde assim a todos os
olhares? continuou ella. Rsponda, queroo.
Ergueu com altivez a formo cabega,
GsDzaga con'iouava a rir.
- NSo me ama proseguio ella, coran
do, nilo de vergonha, mas de despeito.
Urna vez que nilo me ama, uSo ple ter
ciumes de mim.
Gonzaga pegou-lhe na mao e ievou a aos
labios.
Ella tez se mais corada ainda.
Julgua I... murmurou ella abxixan-
do os cilios, d8se-me urna vez qua nao era
casado. A todas as minhas perguntas a
este respeito, aquellos que me cercara, ros
pondera com o silencio. Julgui, quando o
vi darme raestres de tudo, quando vi que
me roandava ensnar tudo quanto faz o en-
canto das senhoras francez^s, porque o nao
direi ? julguei que era amada.
Calou-se para langar ura olhar de soslaio
sobre Gonzaga, cujes olhos expriman! o
prazer e a admiragito.
E trabalhava, continuou ella, para
tornar-me mais digna e melbor : trabalha-
va com coragero, com ardor. Nada me cus-
tava. Parecia-me que nao havia ob-tacu
lo bastante forte para impedir a mioha ven-
tade. Ri-se 1 exclamou ella com um vsr-
daduiro movimento do furor. Pela Santa
Virgem, principe, nilo se ra assim ou en-
louquece rao !
olloeou so diaote d'elle e cora ura tom
que nilo a imttia mais evasivas :
Se nao rae ama, que quer de mim ?
' Quero fazel a feliz, Dona Cruz, res-
pondeu G razsga com meiguice : quero fa
zol-a feliz e poderosa.
DG-me primeiro a liberdade 1 excla-
mou a bella captiva em plena revolta.
E como Gonzaga procurasse aealmal-a :
D me a liberdade 1 repetio ella ; a
liberdade a liberdade Basta-meisso, nilo
quero mais nada.
Depois dando cxpansSo sua turbulenta
phantasia :
Quero Paria! quero o Pariz das suas
promessas esse Pariz ruidoso e brilhante
que adivinho atravez dos muros da minha
priao. Quero sabir; quero mostrarme
cm toda a parte. Para que me servom os
meus enfeites entre quatro paredes 1 Olhc
para mim I Pensa que ia afogar rae era
pranto? E deu urna estrondosa gargalha-
da.
Olhe para mim, principe, estou con-
solada. Nao torno a chorar ; hei de rir,
comtanto qua me leve opcr>, que apenas
conhego de nome, s festas, aos bailes. .
Esta noite, Dona Cruz, interrompeu
Gonzaga, ha de vestir o seu vestido mais
rico.
Ella langou-lhe um olhar curioso e des-
confiado.
Levo-a, proseguio Gonzaga, ao baile
do Sr. regente.
Dona Cruz ficou como que pasmada.
O seu rosto, mobil e encantador, mudou
duas ou tres vezes a cor ?
Serio? perguotou ella afinal, porque
duvidava ainda.
Serio, respondeu Gonzaga.
Faz isso, o senhor exclamou ella.
Oh perdGo-lho tudo, principe I bom,
meu amigo.
Langou se-lhe ao pscogo ; depois, sol-
taado-o, poz se a saltar como urna douda.
Emquanto pulava, dizia :
O bailo do regante I Vamos ao baile
do regente. Apezar de espessas as pare-
des, de desarto o jardira, de fejhadas as
janellas, ouvi fallar do baila do regenta :
sei que l ser tudo raaravilhas, o estarei
l Oh I obrigada, obligada, principo I
interrompeu ella: se soubesse quanto
bom I E' no Palacio Real, nao ? E ou
que morria por ver o Palacio Real !
Estava na cxtremIJa.lo do quarto. De
ura salto ficcu junto de Gonzaga, e ajoe-
Ihou-se em cima de uraa alraofada a seus
ps. E, muito seria, perguntou cruzando
as raaos sobre os joelhos do principe, e
olhando fixamente :
Como hei de ir vestida ?
O principe abanou gravemente a caba-
ga.
- Nos bailes da corto ora Franga, Do-
na Cruz, respondeu ol?, ha alguma cousa
qua realga o embelleaa um bonito ro3to ain-
da raa3 que o mais rico vestido.
Dona Cruz tentou adivinhar.
E' o sorriso ? disse ella como urna
crianga, a quem propoera um tolo enigma.
-- Nao, replicou Gonzaga.
E' a graga ?
Nao ; a senhora possue o sorriso e
a graga, Don* Cruz ; a cousa do quo lhe
fallo...
Nilo a pos8uj. Que ?
E como Gonzaga, tarlasso a responder,
ella accresceutou impacinta:
O senhor m'a dar?
Dar lh'a-hei, Dona Cruz.
Mas o que o5o possuirei eu ? inter-
rompeu a rapariga, que ao mesmo terapo
langou o su olhar tnunphante para o es-
pelho.
Cortamente o espelho na poda comple-
tar a resposta de Gonzaga.
Gonzaga respondeu :
Um norae '
Dona Cruz precipitou-se do auge da sua
alegra.
Um nomo NSo tinha ura nomc O Pi>-
Itcio-Royal nilo era a Praga Santa, por traz
do Alczar. Nao se tratava mais aqui de
dansar ao som do pandero, cora um cinto
de moedas falsas em redor da cintura. Oh I
pobre Dona Cruz Gonzaga acabava de
fazT-lho urna promessa, mas as promessas
Resumo da campanil com o
Paragaay. seguida dos nomes
dos brasilelros mais dfstinctos
morios durante a guerra.
POR MELCIIIZEDKCn D'AT.BCQtTERQUE LIMA
(Continuacao)
A 18 de Novembro o marechal do exer-
cito Mrquez de Caxia3 assuma em Tuyu-
ty o coramando do todas as forgas brasi
leras no Paraguay.
1867. A 19 do Janeiro o general Ja-
cintho Bittencourt desaloja da lagoa Pires
as forgas quo compunham a vanguarda do
ai migo.
A 10 de Fevereiro o Marqr. z da Ca-
xias assume o commando em chefo de to-
das as forgas alliadas, por sa ter retirado
o gen-ral D. Bartholomeu Mitre.
No di.i 30 da julho o ganer.J Osario
derrota no Tuju-Cu um forca inimiga.
A 11 do Agosto os inimigos entrinohei-
ra^03 cora forgas de infantera e cavallara
atacara os nossos soldados que iam de
Tuyuty para Tuyu-Cu cora um comboio c
s3e pelos nossos recbassados.
A 6 do Sete nbro ferido junto a S.
Solano um pequeo combata ; a 19 o de
Nhunboc, e a 21 un outro em idnticas
circunstancias ao de 11 de Agosto.
No dia 3 de Outubro travavase entre
algumas divisos brasileiras e o iniraigo,
um renhilo combate em S. Solano, sahin-
do os nosso? victoriosos ; deixando os pa-
raguayos 500 raorto3, 190 prisioneiros e 8
estandartes, no pasao que os nossos tive-
ram fra de combate ?59 homens, dos
quaes 22 mortos.
A 15 de Agosta a Ia divisSo da caqua-
dra baria forgado as bateras do Gurupa-
ty tendo perdido 2 horneas mortal o 12
ferdos.
No numero do3 ferdos achava se o ca
pitilo de fragata Elysiario Jos Barbos?
(hoje vice-almirante) qua depois fez ampu-
tago do braga, em qua recebeu o feri-
ment.
A 21 de Outubro fere-se um combate
renhido no Tatoyab, sendo o general Vi-
ctorino Monteiro o primeiro que atacou o
iniraigo, e reforgada a sua divisSo polas-
dos generaos Andrada Neves e Menna-
Barreto ; no fim de uraa hora de combate
o nraigo fugio na direegao de Humayt.
perseguido-os os nossos at junto das ba-
teras daquella fortaleza. Perdeu o inimi-
gio 730 homens dos quaes 147 prisionei-
ros, duas banloiras o grande quantidade
de armamento.
a. nossa perda foi do 12 rasrtos e 86
ferdos.
O comraandanto era chefs desojando
cortar as comraunicag5es do iniraigo en- .
carregou dessa misso ao intrpido gene-
ral Menna Barreto, quo testa do 4,000
homens das tees armas, ataca-os no dia 29
do Outubro no Prolero-Ovelhas, o derro-
ta-os, ficando senhor da posigu.
O iniraigo perdeu 136 homens dos quaes
56 prisioneiros, carretame, armamento o
mil e tantas rezes ; e a nossa perda foi de
394 homens, sendo 79 mortos.
Conquistando esta posigilo tratou o bra-
vo general de assegurar-se da nao menos
importante do Tayi; e a 2 de Novembro
depo3 de um combate de algumas horas
em que os inimigos pn.rderam 401) homens
e os nossos 31 mortos e 90 feridos, a ban-
deira brasileira basteada nesse ponto.
O 2o corpo acampado em Tuyuty fere
no ciia 3 de Novembro urna sanguinolenta
batalba.
Na madrugada do dia da batalha notou
o capitao Justino Rodrigues da Silveira
que o piquete avangado da legiSo para-
guaya (1) corra em debandada sem dar
um tiro.
Immediatamente participou o occorrdo
ao majar Estevilo da Cunba que cora c
batalho de scu commando tambem so
achava na vanguarda.
Era tarde J o iniraigo avangava cora
grandes columnas de infantana. Entile
os nossos commandantes manlarum retirar
fazend^ fogo.
O iniraigo em sua marcha apoderase
de todos os reductos avangados, e tentan-
do apoderar-se do grande reducto central,
tem sempre em sua frente disputando-lhe
o passo, os batalh5es de voluntarios 36
41.o e 42."
O total das Lrgas inimigas forara calcu-
ladas em 8,010 homens, ao passo que nos
podemos apenas apresentar para a batalha
2,000 homens.
A batalba at ao meo da foi favoravel
aos paraguayos, c pareca que o Deus do?
exercitos decida era favor delles, quando
o brioso e heroico Visconde de Porte-Ale-
gre, fazendo ura ultimo esforgo, converge
subro o reduct) caetral, e trava um com-
bate renhido o 'esesporado.
Dapois desta luta desigual e sanguino-
lenta a victoria cora, as nossas armas e o
iniraigo retira-S9 deixando no campo 2,22
homens (2) que foram contados na occa-
siao de .dar-Ibes sepultura, 139 prisioneiros
dos quaes 121 feridos, ura estandarte, al-
gumas caixas de guerra, 2,357 espingar-
das, algumas langas o espadas.
Dos nossos, os que salvaram-se da ba-
talha, a maior parte estava ferida.
O 4. batalhSo de artilharia cahiu pri-
sioneiro nesse dia e o inimigo levou-nos
noite urna pega Wthwonh de calibre 32.
Por essa victoria foi o Visconda de Por-
te-Alegre elevado ao titulo de Conde.
(Continua.)
de Gonzaga... E alera disso, um nomo pode
dar so ? Oproprio principo pareca ter ilo
alm desta objecgSo.
Se n5o tvesse ura norae minha que-
rida filha, disso ell-, toda a minha terna
iffeigSo sera impotente ; mas o seu nome
est apenas extraviado : sou eu qua o en-
cont'O. Te-a? um nome Ilustre entro os
raais Ilustres de Franga.
O que diz ? exclamou a rapariga hal
lucinada.
Tem urna familia, proseguio Gonza-
ag, cujo tom era solemne, urna familia po-
derosa e ligada aos res. Seu pai era du-
que.
Meu pai repetio Dona Cruz, era
duque, diz o senhor. E morreu ?
Gonzaga inclinou a cabega.
E minha mili!
A voz da pobre crianga trema.
Sua ma, continuou Gonzaga, prin-
r eza.
Vivo 1 exclamou Dona Cruz, cujo co-
agilo pulsava com violencia ; o senhor
disse : E' priaceza Vive 1 minha miii !
Pego-lbe, falle do minha roi I
Gonzaga collocou um dedo na bocea.
NSo agora, murmurou olla.
Mas Dona Cruz nilo se conformara ncm
se deixava prender quelles ares do myste-
rio. Agarrou as milos de Gonzaga.
Vai fallar-me de miaba raai, disse
ella, e inmediatamente 1 Meu Deus 1 co-
mo hei do araal a E' muito boa, nilo e
verdade ? o muito bouita ? E' urna cousa
singular, interrompeu ella com grvida
de ; sempro sonhei sto. Urna voz inti-
ma dizia-me que era a filha do urna prin-
ceza.
Gonzaga custou muito a conservar o seu
serio.
Sao todas o iresrao! disse elle cora-
sig.
- Sira, continuou Dona Cruz, quando
dormia, noite, vi a minha mi, sempro in-
clinada para o meu travess-iro, cem os ca-
bellos pretos, um collar da perolas, sober
bas sobrancelhas, brincos de brilhantes, e
um olhar tao raeigo. Como se chama mi-
nha ma ?
NSo o pola sabir anda, Dona Cruz.
Por que ?
Um grande perig > ..
Coraprehendo comprehen o I nter
rompeu ella, dominada de repenta por algu
na romanesca recordagilo ; vi no theatro de
Madri t algumas comedias, era assim : nilo
diziara nun :a no primeiro momento ra-
pariga o nome de sua mi.
Nunca, affirmou Gonzaga.
Um grande p^rigo, continuou Dona
Cruz, a entretanto tenho discrigao, diga !
Guardarei o meu segredo at a raorto 1
(1) A legiilo paraguaya couipunha-se de
paraguayos que haviam deixac'o a patria
era consequencia das perseguibCes do ge-
verno, e aproveitando a guerra alistarain-se
as fileira8 do exercito argentino para oom-
bater os tyrannos de sua patria.
(2) Alguns escriptores do muito maicr
numero de perdas aos paraguayos e Jour-
dan em uraa nota na ua obra Guerra de
Paraguay, diz que os pr3oneiros de Hu
mayt calcularam em 5,000 os feridos.
Ergueu-se sltva e bella como Cbimne.
Nao duvido, disse Gonzaga; mas
nao esperar muito tempo
Daqui a poucas horas o
mili lhe ser revelado.
minha filha.
segredo de sua
Ne3te momento, continuou Gonzaga, s
dove saber urna nica cousa : que nao
se chama Maria de Santa Cruz.
Meu verdadeiro nome Flr ?
Tambem nao.
Como ma chamarei ontao ?
Recebeu no bergo o nome da sua mai\
que era hespanhola. Chaina se Au'.ora.
Dona Cruz estreneeeu e repetio :
Aurora I
Dapois accrescentou, batendo com as
milos.
Eis ahi um acaso singular!
Gonzaga olhou para ella attentamente.
Esperava que ella fallasse.
__ Porque ficou sorprendida ? disso elle.
Porque este nome raro, responden,
a moga pensativa, e recorda roo...
E rccorda-lhe ? nterrogou- elle com
anciedale.
Pobre Aurora raurraur.'U D. Cruz,
com 03 olhos humedecidos, como era boa
e bonita 1 e como eu a amava !
Gonz-ga fazia evideuteroenta ura esforgo
para oceultar a sua febril curiasidade.
Felizmente Dona Cruz estava toda cu-
tregue s suas lecordagues.
_ Conbeceu, disso o prncipe anotan-
do urna fra indifferenga, urna moga que se
chaiuava Aurora ?
Conheci.
Que idade tinha ?
A miuha dado ; erarnos arabas crian-
gas, amavarao-nos ternamente, apezar della
ser rica e eu muito pobre.
E isso ha muito tempo ?
Ha rauitos annos.
Ella olhou para Gonaaga e nccr?scer.tou :
Mas isto interessa lhe, Sr. principe V
Gonzaga era daqucllos homens ft quero
nunca encontrara desprevenido. Pegou na
mo de D. Cruz o respondeu com cannho :
Interosso me por tudo quanto amas,
minha filha. F-Ua-me desta joveu Aurora
quo foi outr'ora tua amiga.
(Cjxtinuar ge ha)



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Typ. do Diario ru. uqua de GaxM !




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