Citation
Diario de Pernambuco

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Title:
Diario de Pernambuco
Publication Date:
Language:
Portuguese

Subjects

Genre:
newspaper ( marcgt )
newspaper ( sobekcm )
Spatial Coverage:
Brazil -- Pernambuco -- Recife
Brazil -- Pernambuco -- Recife

Notes

Abstract:
The Diario de Pernambuco is acknowledged as the oldest newspaper in circulation in Latin America (see : Larousse cultural ; p. 263). The issues from 1825-1923 offer insights into early Brazilian commerce, social affairs, politics, family life, slavery, and such. Published in the port of Recife, the Diario contains numerous announcements of maritime movements, crop production, legal affairs, and cultural matters. The 19th century includes reporting on the rise of Brazilian nationalism as the Empire gave way to the earliest expressions of the Brazilian republic. The 1910s and 1920s are years of economic and artistic change, with surging exports of sugar and coffee pushing revenues and allowing for rapid expansions of infrastructure, popular expression, and national politics.
Funding:
Funding for the digitization of Diario de Pernambuco provided by LAMP (formerly known as the Latin American Microform Project), which is coordinated by the Center for Research Libraries (CRL), Global Resources Network.
Dates or Sequential Designation:
Began with Number 1, November 7, 1825.
Numbering Peculiarities:
Numbering irregularities exist and early issues are continuously paginated.

Record Information

Source Institution:
University of Florida
Holding Location:
UF Latin American Collections
Rights Management:
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Resource Identifier:
002044160 ( ALEPH )
AKN2060 ( NOTIS )
45907853 ( OCLC )

Full Text

AOC LU -- JMEiO

I

)
*
\
\
PAll A tAI'MAL E LUGAR-SI OXDE HO ME PACA PORTE
Por trea inezes adiantados
Por seis ditos dem......
Por um anuo dem......
Cada numero avulao, do mesmo dia.
fJJOOU
120000
240000
100
>*<=>
M BE 1886
PARA DENTRO E PORA DA PROVINCIA
Por seis meaes adiantados...............
Por nove ditos idem................
Por um anno dem...... ........
Cada numero avulso, de dias anteriores..........
134500
200000
270OOG
0100
|)n>pri*tafce te Manoel Jtgncira Ht Jara ft Alijos
j.
Oa Srs. Amedee Prio.ee C '
de Pars. sa- os uosses ugeute*
exclusivos de uuuiiu. ii e pu-
blic oc da Franca e Ingla-
terra.
------1-------ggM9ett*
Aviso
/os Srs. subscriptores desto Diario avi
sa a respectiva direcclo que, do i. de
laneiro prximo em diante, farse-ha a ar-
reeadacao das assignaturas pela forma se*
guinte :
Na cidade do Recife e lugares para onde
ni", o se paga porte. (ifJOOO por trimestre,
adiantudo ou durante o 1." mez do mesmo
triinestr;, 65500 oos 2. e 3." mozos.
No fim do trimestre ser suspensa a re-
rnessa da Diario ros que no tiverem sa-
tisfeito o scu debito. .
Fora da cidade, nos lugares para onde
se fazom as reraessas pelocorreia, 13$500
por seaustre, pago as mesmas condignos
cima.
Aos quo quizerem pagar o anno a lan
tado, faz-sc-ha o abate de I#000, par ato-
dos os assignantes.
TELEGRAMMAS
5SBVIS3 PABIIWLAa SS DIABIC
RIO DE JANEIRO, 5 de Dezembro, s
11 horas e 20 minutos da roanha. (Recebi-
do s 2 horas da tarde, pelo cabo subma-
rino).
Fo am Horneados mcnihro do Con-
elbo de Estado:
Ordinario : o extraordinarios e"
adore Jos Benlo da Cunba e F -
gnelredo, .tflonso Celo de issis Fi
gucii ido e L.afajetle Rodrigue Pe-
relra j
Extraordinario o wenadore
Moo Alfredo Correa de Oliveira. Ma-
oel Francisco Correa. Marlinno ii-
t vare* da Sil a Campo, Antonio Mar'
celino \u.!fx Cioncalves e o lente
general Hcnrique d e Beanrepalre
Boban.
Foi apoeutado o conelbclro In-
nocenclo Marque* le Araujo tip no
cargo de minstro do Supremo Tribu-
nal de Jastica.
Foi tambem aposentado com a
bonras de minltro dctie i riimnai. o
desembargador da relaeo de Ouro
Preto 9uiullliaao Jone da Silva.
i'iiram transferido :
O desembargador Antonio Juaqalm
Kuilruui"- da Relaco de Hallo Ciros-
o para a da Corte i
Odesembargador Delpblno Augus-
to Cavalcante de Albaqaerque. da
Relaco de Br-lm para a do Becife.
Foi aposentado ojala de dlreito
da comarca do Brejo, na provincia
do Maranbo.bacbarel Fernando Al-
ves de Carvaibo.
Ful designada a comarsa do Bre-
jo. n po inda do Maranbo. para
ella ler exercicio. o juiz de dlrei-
to avulso bncburel Martlnlano Men-
des Pereira.
Foi removido da comarca de Pe
uibii. na provincia da Parabyba.
para a vara da capital da mesma
provincia, o Julz de dlreito bacbarel
Antonio da Trindade Melra Henri
que.
Forana nomeados i
Ministro do Supremo Tribunal de
Jastica i
O deiembargador \ tralo Ban(let-
ra Duarte, da Belaco da Corte ;
lO desembargador Olegario Herca
Iano de quino v. Castro, da mesma
Belaco t e
O desembargador Iula Cionzaga de
Britto Guerra, da Belaco da Forta-
leza.
Presidente da Belaco da Corte, o
desembargador Francisco de Farla
Lemos.
Desembargadores s
Da Belaco de Mallo Cirosso, ojala
de dlreito da capital de s. Paulo, ba-
cbarel Carlos Esperldlo de Mello
Mattost
Da relaco de Porto alegre, o Jula
de dlreito da comarca de llu em S.
Pau|o. bacbarel Fredeclco Dabnev
de Avellar Brotero i
Da Belaco de Pernambuco. o Jula
de dereltode O inda, na mesma pro
vlncla, bacbarel Hermogenes Scra-
tes Tavares de Fasconaellos i
Da Belaco do Para, o jnlx de dl-
reito da *' tara, de orpbos da Cor-
te, bacbarel Job quina Iose de Ollvel"
ra Andrade.
dula de dlreiio da comarca de sou-
ii. na provincia da Parabyba. o ba-
cbarel Miguel IFerreira do filas-
raes Pelxoto.
MCbefe de polica da provincia do
Bio de Janeiro, o bacbarel Manoel
dos Espinla. Jula de dlreito da co-
marca de Santa Mara Magdalena da
mesma provincia.
Eol declarado extincto o cargo
de ebefe da locomoco do prolonga-
mento da ferro va de S. Francisco.
Foi removido o serventuarlodes-
se cargo, engenbeiro dos doaqulm
Bodrigues Saldanha para o de enge-
nbeiro residente da ferro vin do Be
el fe Caruar.
Foi exonerado do cargo de coad-
Juvante de *. classe da Bepartlco
do Melboramento do Porto de Per-
nambuco. doaqulm do-'' da Silva
uimares.
Foram promovidos na mesma
reparlico :
A' coadjuvante de S. classe. o de
3.- Leopoldo Augusto Evangelista.
A' coadjuvante de 3.' classe, o de
i. dos Pedro Alexandrlno Bezcrrd.
RIO DE JANEIRO, 6 de Dezembro s
3 horas e 25 minutos da tarde. (Reeebi-
do s 5 horas e 25 minutos, pelo cabo sub
marino).
Foi nomead desembargador da
Belaco da Corle, o Jula de dlreito
da comarca de Campos, na provin-
cia do Bio dedanelro, bacbarel Lula
Antonio Fernande Pinbelro.
SSOTZgO DA &SNC! SAVlS
(Especial para o Diario)
PARS, 4 de Dezembro.
Falleccu o general Pltti, ebefe da
casa militar do presidente da rep-
blica.
O ministerio foi derrotado na C-
mara dos Deputados por urna mata-
rla de coalioo. formada de conser-
vadores c radlcaes.
LONDRES, 5 de Deeerabro.
Est completamente terminada a
Insnrrelco do Afgbanlsfan.
BERLIM, 6 de Deexmbro.
O minstro da guerra do gabinete
prusslano no correr de urna disco*
eusso no selo da Cmara do Depu-
tados, deelarou que era preciso aug-
mentaros crditos para a armada e
a marinba no Intuito de Igualar s
torcas da Franca.
Agencia Havas, filial em Pernambuco,
6 de Dezembro de 1886.
INSTRCClO POPULAR
mas o seu plano fico.i frustrado, porque oa persas
tiveram artes de suscitar guerra interior no aeio
da propria Grecia.
Por aua instigaco, Corintho, Thebas e Argos
formaram urna liga, em que antraram tambem
Athenas e a Theaaalia. Agesilo, regressando da
Asia, conseguio vantagens em trra, restabelecen-
do o dominio de Esparta ; mas o atheniense C non,
commandante de urna frota phenieia, arrancou- lbe
das maos o dominio martimo e, com o ouro dos
persas, restaurou as fortificacoea de Athenas.
(Continua.)
HISTORIA ANTIGA
(Extrahido)
)A BIBLIOTHECA DO POVO E DA8 ESCOLAS
CAPITULO X
Of| OBECSOS
Continuaro)
Durante des annos correu esta guerra, com van-
tagem ora para ama ora para ontra daa contendo-
ra, at que Nietas assignou um tratado de paz,
que tem o aeu nome. A paz, porm, contrariara
os clculos de Alcibiades, que contava com a
guerra para se elevar ; por isso propoz este a ex-
pedico Sicilia, que teria sido bem sueeedida, se
elle, acensado de sacrilegio, nao fosse privado do
commando Jo exercito- Alcibiades retirou-se
cnto para Esparta, donde dirigi duros golpes
contra sua patria. Os athenienses pateram cerco
a Syracusa; mas, m resultado da pouca energa
de Nicas, tal cerco terminoa pt-la destruicSo da
esquadra e do exercito atheniense, cujos chetes
furam mortos pelos Syracusnos e os soldados re -
duzdoa 4 escraviJSo. Este desastre foi um enor-
me golpe para Alhenas.
Comtudo a guerra continnou; e os atbenimses
anda por veaes obtiveram vantagens, que obrga-
ram Alcibiades a fugir de Esparta. Entretanto
em Alhenas rtbe .tou urna revolugo, na qnal a
democracia foi sacrificada n um conselho superior
composto de 400 membros, que substitu o senado
e a ama reuniSo de 5:000 cidados escolhidos, que
substituio a asstmbla do povo ; mas piuco depon
um exercito que operava em Hamos fes urna contra
revoluti, restabelecendo o governo democrtico e
acclamaudoAlcibiades. Este foi chamados Athe-
nas, e com sua vinda restabelccen-se a autsridade
do pavo.
Os athenienses ganharam duas b iialhas navaes
no Helkspontc, urna grande victoria, tanto em
trra como no mar, em Cyzica, e por fim tomaiu
Byzancio. Estas vicrorlas foram, porm, o resul-
tado de um grande esforco, que exhaurio o resto
a vitaldade de Athenas.
Cyro o Jfofo, que buscava a allianca de Esparta,
para arrancar a seu irmao Artaxerxes II a cora
da Persia, forneceu a I.ysandro.que governava em
Esparta, grandes recursos para levar a cabo a
guerra. Lcm este auxilio, os espartanos derrota-
rain os athetienses em Egos Potamos ; e poaco
depois Athenas foi tomada, as suas fortificatoes
arrazadas, a aua raariuha reduzida, desorgahsado
0 seu exercito e abolida a constituco democrti-
ca, que principalmente concorreu para a sua gran-
deza e para a sua glora.
A hegemona grrga passou ra Esparta, que
nSo soobs usar della com a mesma habilidade e
esplendor com que o fizera Athenas. Cyro o Mofo
levou por diantu o seu T)!ano com o auxilio dos es-
partanos, avancou at ac p de Babylonia, otide
ganbou a batalba de Cunaxa ; mas toi morto, e a
sua morte seguio se a retirada chamada dos dea
mil a que ja nos referimos, operada atravez de
400 leguas de terreno, pelas montanhas mpervas
da Mesopotomia e da Armenia at ao Mar-Negro
C xito desta retirada revelou o enfraquecimrn-
to do grande imp rio persa; por isso, poneos annos
1 depois o espartana Agesilo, reso veu conqnistal-o.
Cbegou a reunir grandes forcaa e mu i tas allianca
Cioverno da Provincia
DESPACHOS DA PRESIDENCIA DO DIA 4 DE
DEZEMBRO DE 1866
Bel mira M. de Jess Ibiapina. Infor-
ma o Sr. inspector do Thescuro Provin
cial.
Francisco Jos de Moraes e Silva.
Sim.
Capital Florentino Bczerra Leite. lo
forme o Sr. Dr. ebefe de polica.
Foliar, de Jess Maria.Informe o Sr.
brigadeiro commandante das armas.
Tenente Francisco Pereira do Lago.
Sim.
Jerony.no Olympio Cavalcante de Albu-
querque. Sim, mediante recibo.
Jos Mauricio de Alencar.Itorme o
Sr. inspector geral da instruegao publica.
Joilo Capistrano de Almeida. Informe
o Sr. iospector interino da Thesouraria do
Fazenda.
Joao Vasco Cabral Netto. -Indcferido
cm vista da infosma^ao.
Joaquim Maria de Jess.Informe o
Sr. Dr. chefe de policia.
Manoel Joaquim dos Santos.Deferido
com offi b ae Sr. brigadeiro commandante
das armas.
Maria Jos Pereira Rosado. Satisfaga
a exiguncia do Theaouro Provincial.
Manoel Joaquim do Lima.Informe o
Sr. Dr. chefe do policia.
Maria Magdalena da Motla. Informe o
Sr. engenbeiro chele da repartilo das
obras publicas.
Padre Manoel Gomes da Fonseca.Re-
mettido ao Sr. inspector'* do Thesouro Pro-
vincial para attendsr ao pedida mediante
flanea, nos termos da sua informacao de
27 de Novembro ultimo, n. 287.
Secretaria da Presidencia de Pernam-
buco, em G de Dezembro 1886.
porteiro,
Francelino Chacn.
Repartflcao da Polica
Seccao 2N 1179.Secretaria da Po-
licia de Pernambuco, 6 de Dezembro de
1886.-Iilm. e Exm. Sr.Partecipo a V.
Czc. que foram re olhidos Casa de De-
tngalo os segnintes individuos :
No da 4 :
A' simba ordem, Augusto Florencio dos San-
tos, por embriaguez.
A' ordem do subdelegado do 1 districto de S.
Jos, Joio Firmino de Brto Freir, como aliena-
do, a minba disposicuo at que tenha o conve-
niente destino.
A' ordem do do 2" districto da Boa-Vista, Val-
dev'na Mana do Espirito Santo, por disturbios e
ferimentos.
No dia 5 :
A' ordem do subdelegado do Recite, Fortunato
Rodrigues de Andrade, por embriagues e distur-
bios ; e Maria de tal, por offensas a moral pu-
blica.
A ordem do do 2 districto de S. Jos, Manoel
Teixeira, por disturbios.
A' ordem do do 1" districto da B ja-Vista, Fran-
cisco Jos Pereira, por disturbios.
O individuo Firmino de Brto Freir, de quem
cima trato, e se acha soffrendo de suas facilida-
des mentaes, foi encontrado na madrugada de
honteiti, pendurado pela roupa no gradil que cir-
cula o adro da igreja da Peona, por dous embre-
gados da empresa do gaz, os quaes deram apitos
de alarma e acudindo os guardas cvicos ns. 50 e
57, com algum esforco o retiraran) daquella posi
ci e o recolhei am casa de detenco.
Commuaicou-me o subdelegado de Santo Anto-
nio que hoje pelas 8 horas da manha, na taverna
do subdito portugus Jos Luis da Silva, 4 ra do
Coronel Suasaina, fra ferdo o individua Mel-
chiades Jos Pereira. pelo de nome Luis, vende-
dor de bilbetes de loteras.
Deu lugar o ficto ter o offendido dado urna
paulada em Lus quando este altercara com um
outro cojo nome se ignora.
O ofieuddo foi recolbido ao hospital Pedro II
afim de ser tratado, e da vistona procedida pelos
Drs. Jos Joaquim de Souza e Vieira da Cunha,
reconheceu-se serem leves os ferimentos.
O off-iiaor poz-se em fuga e o subdelegado res-
pectiva abri inquerito.
Communicou-me o subdelegado da Torre que,
hontem s 11 horas da noite no lugar Taquary,
daquelle dictriclo, fra ferdo com ama tacada,
Firmino Lourenco da Silva Leite, pelos indivi
duoa Antonio Th >mas de tal e Raymundo de tal.
Deu lugar ao tacto ter Firmino tomado a defe-
za de Lioureugo que era ameaf ado de espancamen-
to por Thomnz e Raymundo.
Os deliuquentes'evadiram-se aps o crme.
O offendido foi recolhido ao hospital Pedro II
onde vai ser visturiado.
A autoridade local abri inquerito.
Communicou me o cidado SebastiSo Joa de
Magalbes Lipita, delegado do termo de Villa
Bella que. em data de 22 de Novembro ultimo,
ptssara o exercicio daquelle cargo, ao 2" supplen-
te Braz Ferrcira de Magalhes, por nao se achar
presentemente naquelle termo o respectivo Io
supplente.
Communicou-me o delegado de Leopoldina, em
data de 17 de Novembro ultimo, que naqoella
meamr. data remetteu ao Dr. Juiz Municipal, o in-
querito policial que piocedra contra os soldados
ae paliis, Faustino Freir da Silva, Jos Gomes
de fc e Ag stinho Gustavo Cavalcaute. indicia-
dos pela fu a do criminoso Manoel Flix, co
nhecido por Jos Peflado.
Em data de 4 de corrente, communicou-me o
cidado Faustino Joo da Fonseca, ter reassumido
o exercicio de subdelegado do 1 districto de
S. Jos.
Anda La misma data communicou-me o cida
do Seb-istio du Reg Barros Barretto, ter na
qualidade de 1 supplente, sssumido o exercicio
de subdelegado do 2- districto da Beber i be.
O subdelegado do 1' districto de Brberibe
participou-me que hontem pe a 9 hora, da noite
toi encontrada morta em sua propria caa, Maria
de tal, branca, de 40 annos de idade, mais ou me-
nos, e que da vistoria a que se proce leu reco-
nheceu-se ter a referida mulher morrido de nma
' appoplexia fulminante.
Dous guarde a V. Exc. Illm. eExm.
Sr Dr. Pedro Vicenta de Azevedo, muito
dignu presidente da provincia. O ehefe de
policia, Antonio Domingos Pinto.
Th es o uro Provincial
DESPACHOS DO DIA 6 DE DEZEMBRO DE 1886
Francisca Masia da AnnuociacSo. -Re-
gstre-se o fajam ss os a8s?ntamentos.
Qfficios do Dr. procurador dos fcitos. -
Informe o Sr. Dr. administrador do Con-
sulado.
Rufino Fran--so Baptista.Ao Conten-
cioso vir.i att tbler.
Candido Thijgo da Costa Mello e Jos
Francisco do Mello R"go. Informe o Sr
contador.
Manoel Cementino Correia de Mello.
Haja vista.o Sr. Dr. procurador fiscal.
Viuva Constantino Pinto Ferreira da
Silva & CEscripture se a devida.
Costa & Silva o Costa Silva & S. -En-
tregue-so pela porta.
Ponto do Gyranasio e do thesoureiro da
obr:iS publicas. Ao Sr. pagador para os
<.l -vicios lll.
Padre Manoel Gomes da Fonseca.
Junte se copia das informado.s.
Inspectora geral da Instrncco
Publica
DESPACHOS DO DIA 6 DE DEZEMBRO DE
1886
Manoel Delphino de Modeiros B'avillo,
professor publico.Prorogo por maif 30
dias.
Antonio de Alleluia Patricio, professor
publico. Mantenho meu despacho .nte
rior. O deferiraento pretendido, pendente
de proceeso contra o supplicante e referin-
do se a facto que a elle se liga, nao pdc
ter lugar.
Secretaria da instruccao publica de Per-
nambuco, rj de Dezembro de 1886.
O porteiro,
J. Augusto de Mello.
ARIO DE PE|AMgeCg
RECIFE, 6 DE DEZEMBRO DE 1886
Noticias do norte do imperio
O paquete Baha, entrado, aute-hontem, do
norte, troux i as seguiutes noticias :
mamnas
Datas at 23 de Novembro :
A presidencia da provincia demittio a bem do
s.-rvico publico, o capto Manoel Rodrigues Che-
La Nina, do cargo de administrador da Recebedo-
ria Provincial, dando como razo tr o demittido,
i. sem respeito a si e ao cargo que exerc por
muitas vesos i roferido no seio da propria reparti-
co, em presenc das partes e empregados, does-
tos injunosj e calumniosos contra si e cidados
qualificados ; e que de notoriedad^ publica ; e
ao Dr. Joo Hosanna de Oliveira, de director
geral da instruccao publica, porque, deixando
silencioi ament de cumprir ordens legaes, qne lbe
eram expedidas, fazia-as archi/ar acompaohadas
de notas desrespeitosas, taes como estaArchive -
se mais este desrespiito lei; e alm disso que
em escriptos sob sua assigoatura, tem no Comrner-
ci do Amazonas ns 126 e 128, de 9 e 13 do cor-
rente, injuriado calumniando atrozmente o pre-
sidente da provincial. *
Ao Thesouro Provincial ordenou o presiden-
te da provincia que suspendesse a providencia de
sugpeatao termo da responsabildade o despacho
dos gneros em todas as repblicas visinhas, em
vapores de nacionaldade brasilcira, desde que
apresentem guia na devida forma, at que o go-
verno imperial resolva sobre o assumpto que foi
aubnettido sua apreciacao e decisao.
Sobre o ass isainato do capitao Garca, es-
creveu o Amazonas :
< Consta que o reo Taciano Maurllo Torres,
indiciado como autor do brbaro assassinato e
roubo pratcado na tempestuosa noite de 16 de
Mao, na pessoa do indi toso capto Custodio Pi-
res Garca, pretendeu escapar-se da cadea e mu-
dar-se para os Estados-Unidos no vapor Ber-
nard.
Ha um cano na cadeia que deve ser vigiado,
afim de que se evite que os criminlos se evadam
por elle.
Esta invenco de obras na cadeia antes de se-
rem julgados reos de certa ordem, talvez d em
resultado a fuga de algum preso.
Pedimos s autoridades, a quem compete ve-
lar paia que os criminosos cumpram as seutencas,
que Ibes esto impostas, que nao se descuiden)
para que nao baja dcsculpas para o futuro.
Entrou no goso de tres meses de liceuca o
Dr. Frederico Peregrino Carneiro Montero, chefe
de policia da provincia, sendo nomeadj uterina-
mente o Dr. Raymundo Jos Rebello.
Monta va a 2:750000 a qnantia subscripta,
para a compra de urna bomba destinada a extinc-
(2o de ncencios.
Assumira o exercicio do cargo de chefe da
flotilha, o capto de fragata Joaquim Nolasco da
Foutoura Pereira da unha
Sobre a kermesse escreveu o Jornal do Ama-
toas :
* O producto da kermesse promovida pela hu-
manitaria s"ciedade Portuguesa Beneficente, nos
das 5, 6 e 7 deste mes, foi de 4:082.
Psde se considerar encllente o resultada desta
festa que eutre nos se iniciou, em vista da falta
de mone ario nue se sent nesta provincia,
Fara es?e resultado contribuiram de bom grado
muitas senboras e cavalheiros de diversas nacio-
nalidades.
Eis o resultado descrijunado :
Barraca Coodessa d'Ea 1:994*000
Dita Princesa Amelia 1:175*000
Dita Maria Pa 913*000
4:082*000
Fallecern), a bordo do vapor Augusto o seu
commandante J<.o Lopes Pereir Pires, sendo se-
pultado na cidade d<> P rintins; no districto de
Borba o Sr. Olvmpio 'orrea de Mirauda; e em
Manos, o commereaute Joo Alves da Silva e
Rvm. Fre Ambrosio Pardini e o artista Peregri-
no Brasil.
P*r&
Datas at 27 de Novembro :
No dia 20 bro se com as solemnidades do es-
tylo a sesso extraordinaria da assembla provin-
cial.
Chegara o Dr. Demoento Cavalcante, que
a fixar residencia em Beiin.
L mos no Diario do Grao Para, de 25:
Hontem, s 11 horas da manb, atirou se de
urna das jaoellas do sobrado onde funecionou o
hot-1 Grao-Para, o eoinmerciante das lhas, all
hospedado, Miguel Joaquim de Carvralho.
Acudi l<>gn muita gente quelle lugar, e,
pas9ados pj abalos da queda, o paciente conteisou
s oeaaoas que o leva itaram, que ha dias est ac
commettido de febres intermittenUs. e que hon-
tem, coutra a sua expectativa, inconscientemente,
praticou aquello acto.
Attribue se como tead) determinado to triste
acontecmento o delirio, a julgar pela intensidade
da tebre qu anda o torturavi.
Da queda resultou apenas o doloc nento do
p direito.
O subdelegadade do 3- districto procedeu logo
aps a sua chegada, ao competente corpo de delic-
to.
O paciente foi recolbdo a Santa Casa de Mi-
sericordia.
Sobre as cachoeras de Tapaja escreveu a mes-
ma folha :
Sabem todos qual a grande import .nca quo
tem o rio Tapajos, sob o ponto de vista do com
mercio e da exportado da borracha, principal ele-
mento da riqueza amaznica.
" Sabein mus que o extenso rio de que fallamos
s navegavel at Itaituba, sendo, d'essa^ villa
para cima, incado de cachoeras que impossibilitam
a navega^ao por vapores e grandes barcos, diffi
cuitando tambem, extraordinariamente, as viagens
em canoas.
Sao cm numero crescidos os saltos e cada qual
perigosissimo.
S< frequentes o sinistros, lastimando so nao
s perdas de cargas, como tambem mortes do ne-
gociantes e trpolaiites.
i Se n". fossem esses obstculos naturaes, seria
muito maior c mas productivo o commercio do Ta-
pajz, com o que gauhar.a a communliao pa-
rense.
Por diversas veses tema nos oecupado com a
maravilhosa opulencia d'e-ssa rego excepcional
fallando tambju dao orie'deiras que embara^nm
graudemente a exploragao e o aproveitameuto das
trras do Tapujos, faseudo sentir a necessiJade de
abrirse urna e-trada que permita vencer as ca
clioeiras sem aff.out .1 as.
Com a estrada tornase mais fcil o transporte
de g.'neros, haver mais gar&ntias para as vidas
dos que labutam niqulica sertoes inhspitos.
E' um commectimento fcil e que uo diraan-
da sacrificios provincia, havendo a certeza ple-
na c abso'uta de que as vantagens a colher com
pensaro largamente qualquer adiantamento que
se faca.
Dous norte-americanes, commerciantes e resi-
dentes em Santarempropoemaea abrir, a expensas
suas, urna estrada, marginando o Tapajos, a qual
partir da primeira cachoeiro, chamada Maranhao-
ainho, e terminar na intitulada Bobur.
Mas, como os capitaes d-i que podem dispor nao
ebegam para de prompts e de um e folego supor-
tar as despezas reclamadas, appellaram para a
patritica assembla provincial, solicitando um em-
prestimo de cincoenta contos de ris, prometiendo
pagal es dentro do praso de 5 ou des annos e offe-
recenio garantas ao governo.
Sabemos que os requerentes sao trabalhadores
e emprehendedores, no que ji se divisa urna pro-
messa de felis resultado.
< Os Srs. Rhoinc e Wellace, signatarios da pe-
tico dirigida illustrada Assembla L"gslatva
do Para, ha mitos annos fixaram residencia em
Santarem e tem cooperado poderosamente para o
progresa> quo se nota naquella cidade.
Parece-nos attendivel e pioveitoso o queelles
peden.
A provincia far um adiantamento apenas de
cincoenta contos de ris e pode contar com os lu-
cros certos, porque desenvolver-se ha regiio, nas-
cendo a agricultura, augmentando o commercio e a
industria extractiva, nao s da borracha como de
guaran, salsaparrilha, etc.
Demas, como os peticionarios se abrigano a
construir armazena ao longo da estrada, estar
mais segura a quota pertencente communho,
visto peder haver melhor e mais severa flscalisa-
cao.
JuUamos quo ser um bonito melboramento.
Esperamos quo os Ilustrados Srs. deputados
provinciaes apreciarlo devidamente as vantagens
dv qi'e propoem os Srs. Rhome e Wallace e que
auxiliars o prjgr.sso do Baixo Amazonas, despa-
chando favoravclmente o pedido submettido a alta
e sabia consideraco da Assembla Provincial.
Maranbo
Datas at 29 de Novembro :
As folhas desta provineia nada referem digno
de mencao
Piaany
Datas at 10 de Novenbro :
As folhas desta provincia tambem nada dizem
que interesae aos nessoa leitor s.
Cearft
Datas at 2 de Dezembro :
Foi designado o dia 30 de Janeiro prximo para
proceder-se na provincia ao alstamento dos cida-
dos aptos para a gua. da nacional :
Nada mais sao as folhas digno de nata.
81o Grande do Morte
Nao recehemos foi as desta provincia.
Paral bit
Datas at 4 de Dezembro .
Constam as noticias dest* provincia da carta do
nnsso correspondente, na rubrica Interior.
.X o lelas da Europa
O paqaete francs Gironde, entrado no sabbado
da Europa, trouxe datas que de Lisboa alcancaoi a
23 d j Novembro, achantando 10 das s trazidas
pelo ingles Tagus.
Alm das de Portueal, constantes da carta do
no so correspondente, publicada na rubrica Exte-
rior, eis as demais noticias :
Hespanba
Escreve o nosso correspondente de Lisboa, em
23 de Novembio :
Desde que os primeiros sargentos foram cli -
minados dos quadros do exercito, reinam certos
aymi.tomas de descontentsmento e:n Madrid.
Diversos corpos sao alvo de urna v gilancia
incessante, e a direceo da Seguranca publica en-
vin commissarios especiaes fronteira, para vi-
giarem os manejos dos republicanos, qie se agi-
tara h* algans dias.
c Apezar de tudo os boatos espalhados pela im-
prensa revolucionaria acerca de prximos levan-
tamentos em Hespanhi, sao completamente desti-
tuidos de fundamento.
Este paiz paga o seu tributo extrema hber-
dade que o ministerio Sagasta nao quer temperar
com medidas de reprsalo.
a 0 Sr. Sagasta deelarou cmara dos depu-
tados que o governo est resolvido a realisar in-
te gralmente seu programma ; enumerou os dif-
fereutes projectos que os ministros h) de apre-
sentar ; e tallando da fazenda publica, disse que
o orcamento ser apresentado juntamente com as
leis snppli mentares.
N'uma reunio litteraria que houve ha das
em Pars diversos conselheiros municipaes pro-
metteram apresentar uina proposta para suppri-
mii o nome da praca de Trocadero. O Sr. D.
Emilio Castellar, agradecendo, condemnou a inter-
venco do exercito na poltica de seu governo e
as quesioes com oaoutros governos.
A assembla applaud >.
A Gateta publicou a 20 um decreto sobre a
converso das dividas de Cuba, unificando as em
ttulos de 6 por ceuto com amortsacao em 50
annus.
O Sr. Emilio Castellar deelarou em um ban-
quete a que assistio em Pars, que aceita a di-
receo da crganisaco do cougresso armenio-gre-
co-iatino, que ha de reunir-se u'aquella cidade em
1839. .
Franca
A cmara francesa entrou na discussao do or-
camento, mas diz se quo voltam commisso que
por tanto tempo o discutir, mesmo antes da re-
unio da cmara.
As largas discusses que houve na commisso
do oreaineato poderiam azer suppor que se apla
naria o camiuhi para os debtes na cmara, poato
que j se podesse prever que ahi ee manifestara
a divergencia de pareceres, mas que se chegasse
at ao ponto de voltar o orcamento commssc
o que nao se poda suppor.
A pos'co do governo em presenca d'e sta vota
cao pode acharse comprometida, posto que nc
posaamos desdi j conhecer o modo por qua as
cousas sepassaram, para que de algum modo po-
dessemos tambem avahar do seu alcance.
Nao de crer que a maioris da cmara fran -
ceza queira provocar urna crise poltica no deba-
te do ornamento, mas talvez nao recae diante da
crise, se independentemente da sua vontade ella
venba a surgir. 7%S
E' dificil a vida parlamentar, quando a cmara
nao est constituida por modo que os deputados
em vez de pensarem e cuidaren) dos negocios, se-
gucui apenis as indicacos do governo. Mas >
cmara franceza nao est assim constituida. Ac
suffragio universal deve ella urna constitni?o in-
depra lente, e princpalminie a actual camars-
eleita, quando o governo foi presidido pelo Sr
Brisson, e que so houve pelo modo mais digno,
nao querendo fazer pesar de frm alguma a in-
fluencia governativa.
Na sessao de 18, da canjara dos deputados, de-
elarou o Sr. Sadi-Carnot que mantinh integral-
mente o seu projecto de orcamento ; rejeitou c
adiamento da votaco sobre o art. 4., qme impli-
ca a supprcsso do orcamento extraordinario e da
consolidaco das obrigacoes a curto prazo. A
cmara nao pareca disposta favoravelmente.
No dia 19 o Sr. Rouvier deelarou cmara dos
deputados que a commisso de oicamento ebegar
a um aecordo com o governo acerca do program-
ma, conforme os intuitos da maioria da cmara ,
o governo cnsente em modificar o art. 4., renun-
ciando consoldaoslo das obrigacoes a curto
prazo
A discussao do art. 5. foi adiada, afim de se
deixar tempo ao governo para procurar novas
economas.
Por fim o governo prometteu apresentar no
prximo anno mais economas ; certo do patrio-
tismo da cmara, sacrificar igualmente as suas
ideas pessoaes para evitar o inconveniente dos
duodcimos provisorios.
(Applausos.)
A cmara approvou em 21 discussao o art. 4o
modificado.
A Republique Francaise diz que o ministro da
guerra acaba de submetter assignatura do pre-
sidente um decreto para a reorganisaco das esco
las normal e regionaes de tiro, e da eseola regio-
nal do campo de Chlons. -jl
Por este decreto incumbir a escola normal do
tiro o estabelecimento dos modelos de armas e mu-
ncoes para a infantera ; verificar mensalmente
os productos das oficinas de cartuxame e earre-
gamento; experimentar estas armase artefactos,
propr aperfeicoamentos e m dificacoes nos regu-
lamentos de manobra, e difundir pelas tropas o
conhecimento dos progressos estrangeiros. formu-
lando anda as instruccoes para escolas regionaes
de tiro.
A's escolas regionaes pertencer o recrutamentc
de officiaes inferiores e offieiaes subalternos ins-
tructores encarreados de vulgarisar nos corpos
os progressos de tiro e do manejo das arlas.
O mesmo ministro ordenou aos commandsntes
dos diferentes corpos do exercito, que propozessem
as officiaes que devem ser encarregados de procu-
rar naa biblothecas e archivos departamentaea e
communaes, as memoriuS e trabadnos dos homeng
de guerra, bem como todos es documentos relati-
vos a factos militares.
Estes documentos sero grupados e classificado
na secso histrica do estado-maior general do
miniateno da guerra, e servirao para constituir oa
annaes do exercito.
Em torno do actual ministro da guerra, o
general Boulangjr, levantam-se todo3 os dias no-
vos applausos, porque elle o gra ide personagem
da repblica, como em tempo o foi o Sr. Thicrs e
depoia Gambetta. E' o grande e nico persona-
gem do dia com to pronunciada influencia no ex-
ercito e uo povo, qae a ninguem sorprehender,
dizia ha pouco um corresp3 dente do Pars, um
golpe de estado qae atrasse com o pre Grevy e
com o pre Freycioet, como Ihea cbama o povo,
A blaoue parisiense j qualificou o Ilustre mi-
nistro d guerra deBoulanger L, imperador dos
fraucezes.
O seu recents discurso no Hyppoaromo de Pars,
ns sessao annual das sociedades de gymnastiea e
de tiro, cuja presidencia lhe foi offerecida, tem cor-
rido todos os jornaes de Franca, commenUdo em
todos os clubs, disentido pelos primeiros jsrnaes
de Inglaterra e da Allemanha, da Alleinauha prin-
cipalmente.
Nesse notavel discurso encontram-se as segnin-
tes passagens, que explicam o definem a poltica
do general Boulanger :
Cada geraco tem o seu dever.
a A noss encontra no seu b -reo urna heranca
bem dura de sustentar : refazer os nosso3 exerci-
tos, reconstituir o nosso material de guerra, prin-
cipalmente reanimar a alma di patria arrancan-
do a pr03taco dos dias de desera^a, fazer re-
vivor aos OOS303 proprios olhos e aos olhos do es -
trangeiro a f no futuro da Fran$. "
E mais adiante, alludindo aos seus adversaras
polticos :
... gnoram ou fingem ignrar que todo o
pais que quer viver deve ser forte eque a primai-
ra condijo para o desenvolvimento dos recarsos
ntellectuaes, ndustriaes e coromerciaes de um
grande povo a segu.anca, baseada sobre a con.
csiencia da sua forfa.
. Ora, no estado actual da Europa em presenca
das medidas tomadas por todas as nacoes pira ele-
var ao supremo gt > a forea e a mobiiidade da
sua machiua militar, estar em seguranea o nosso
patriinouio, este patrimonio que o feucto dos tra-
bad )8, das lutas, dos soffrimentos, do genio de
nosso paes, =e na estivermos menos armados e
menos preparados que os noasos visinho3 ?
Estar em seguranc* este patrimonio que nos
leg-'U a rcvsluco franceza?
E termina assim o seu discurso :
N'uma nago ha dous gneros de paz: ^
A paz 4ue se pede, e a pz que se impoe por
u.ua attiude firme e digna.
Esta ultim* a uniea que nos convm.
Eis as theoria o a poltica do geaeral Boulan-
g60 general s*be fallar o espirito popular e sabe
fallar aos soldados.
Ao pr-neira impoe se pela sua eloquencia demo-
crtica e pelo beilho de seu fardamento, do seu
chapeo armad >, das suss condecoracoes, quando
caracola frente do exercito. Dir-se hia que soou
para a Franca ahora do ajuste de cantas !
Aos soldados impoe-se pelas as metidas re-
formadoras, pelo seu lberalism >, por esU especie
de democracia que ssube introduzr as nleiras.
E' boje m dolo de povo e do exercito. I"'?6*
amanb seja com Deus. E se o nao f6>, nao digo
que sej. umbem imperador, mas com certeza
com p presidente da Repuollca, at que obedecen-
do le fatal que rege todas as caixas deste mun-
do, a onda humana que o arremessou s alturas
o arranque do seu glorioso pedestalpara 14 tov
um outro idolo. .
A m >rtd do Paulo Beri. no Tonkin, victima
cholera, tem sido o assumpto obngado dos pane-
gyrieos da impr nsa fianceza.
Foi elle um dos maiores defensores da expansac
colonial, uui dos que mais haviam evangelisado a
eo'iquistn do Tonkin.
Faileceu uo seu posto e a sua perda causa g< an-
de sensaco em toda a Europa mais principal-
mente em toda a Franca.
Fra intimo de Gamb tt, qus o tinha em gran-
de couceiio como raro exemplo de coragem c-
vica.

t


Diario de PcrnambncoTerpi-feira 7 de Dezembro de 1886






Adquirir s sua primeira celebriJade como ho-
jan de scieneia, sendo eluito para a cadeira da
aaysiologia logo depois da morte de Claude Ber-
asad de qaem ha>ia sido discpulo e mais tarde
aaaatBorador e verdadeiro amigo.
Como Pau'o Bert era apologista da viviseccio
jVrautou coatra si asirs djs protectores dos aoi
O partido clerical, exp'ornndoo sentimentalismo
Mt*"-' a toda a ^inte que nao reconhece os ser-
i|Ci e conquistas reaea, de que, pac aqasaifes pro-
etseos atroces, as ssotsacian medies* podan* gl*-
ssac-ae, desforrara -se-ds- Pane Bert que tasara h*-
ssa contribuido par* arefjama d iaatruenan pu>
tlic em Franca, sos ara uasaanen mais dea era-
Seoe mais civil que rttfgioiw.
Oque se tem escribo oli'iaawiieots do grande
pfcysiologlsta como knaaem da ciencia dsrvaje
MMMIi
Ei como se expresna iiai correspondente de
JrVri* quanto importosla de Paulo Bert como
Maesa poltico :
Morto Garnbetta, o seo partido dividio-se em
drsenas de igrejinhas, e o homens de real valor
nreftriram isolar se, a correr aventuras duvidoaas.
Xsemplo : Paulo Bert
Na ratnira continuon. s-opee a cecupar-ae da.
iaetraccio, mas quando se debateu a questao co-
jeases) ese d:claou a gurera cotn a China, Paulo
fi iIiiii i[in mais falln a f ivor das colonias e da
meessidade commercial e poltica de conservar
mwa-oreao Toakin.
Era como elle encarava a questao do se gabi-
oele, e-come a defend na tribuna.
ofarminada a guerra cooi a China, a-asignado o
tartedo de paa, reconhecido o prot-etnrado e o do-
aasaso-da Franc sobre todo o Toakin, era neees-
aaa*> pensar agora n'alguma cansa mais ajue a
oaenpacao militar, era necessano pensar na orga-
jaj^o administrativa, na expan-o commercial
ai..acolas, as estrada*, nos caminaos de ferro,
asa officinaa. as alfandegis, na navegao-io9ra
aasasssrio, n'uma palavra civilisar o Toakin, e
aaaatrar Franca, a qoem o Tonkiu liana cos-
tad centenas da vidas > centenas de miifades que
(>V>nk So diaem que o actual governo pausar eos no
asar srm governador geral- para o Tonkm, o Sr.
jrjeycinet nao hesitou um instante e appellon para
>parrotismo do Sr. Paulo Bert, unidos honens
aate eminentes da cmara e professorado, a dos
aae.mais tiuha defendido a poltica colonial do
gabinete Ferry.
Pe sespoata do Sr. Paulo Bert nio se fez es-
"Cbosiderando que tinha ooatrabido um eomprc-
3iseo de honra com o seu pas, animando ]a urna
aaerra por causa de urna colonia que ainguem
a o que era nem o qua valia aceito i iran e-
mnte a propoata do Sr. Freycinete, e parti
m o Tonkta acompunludo de 11 la a sua fa-
Aaui administraeio fo. curta. mais sio pre-
eseeos os seus planos de ornisacio, asdispsai-
.jfcs que elle tinha tonudo pra urna larga caa-
piit colomsadora.
Os seus successores, ?r faxerem um bello lu-
jw, a teem que seguir as piladas.
Quanto a Paulo Bert pobre maityr da sua i J*
da. sua diguidade ho hoinsm polticocausa to
;mm pelos tempos que to eorrendo!> sen ca-
dver vai em breve partir para Franca onde os
taaeraes serio em tudo dignos d> ti h Ilustre
joa Franca e a Rspablica acaban de perder.
Eis os termos eloquentej e singellos em que o
3r.de Freyeinet, subindo tribuna da cmara
eoamaniea a morte de Paulo Bert :
Senhores.Tenh> a profunda magua de an
jaaciar cmara a morte de Paule Bert.
Morreo no campo Ja honra, esmagado pelas
ssassfeae a que se tiah dedicado para cumprir a
jkwtosa aissio por elle emprehendda.
.Oh membroa desta cmara pardeo eos Paak
um collega eminente, a sotencia nm dos
representantes mais illustres e nos, o go-
__J> o-n coHaborador nestimavel uoqual depo-
oatotramos toda a confianca.
<- Nao tenho forcas para mais....
Atstas palavras respoudeu o viee-president)
m eamara. Sr- Casimii Pensar ."
A csoiara inteira assoea-se as palavras que
assatasa da ser pronunciadas pelo Sr. presidente
dsBSBQselho, sent vivamente a parda que a Fran-
; acaba de experimentar.
N3o esquecor os servicos prestados pelo ho-
~aeBeminente qu o p ii* aeaba de perder ; ser-
riaii prestados scieneia, servicos prestados
3*poblca, (applausos).
itojraremos a sua memoria como merece aer
iaanrada a memoria daqoelles que se dedicara
aaik. patria e que, sem hesitar, acertain servil-a nos
Hiatos em que o reesnhecimento e a gloria oe ad-
uaarcm a troco da vida.
9>parlamento f^ncez viiton nma penso yiuva
de fnul Bert. A lei que a autorisa j foi pro-
ada. A penslo de 12,000 frane03 annuaes,
i principiaria a ser contada desde o dia 21 di
nbro. Por morte da viuva pastar aos fi-
91, at que todos elles compktem a *ua maior
___O Sr. Bfhurd, autigo directir da administra
rt> departatoental e ctimtauoal no ministerio do
jsa*ior, e actualmente rjaidente geral da Repu-
Mwa francesa na Tuuisia aceitn este mesmo
sargo no Toukim.
Iotlalerra
Dlseata-se nos eh-ciiloa diplomticos de Lon-
dy a opportanidade de ciilebrar-se urna eonteren
Oka internacional para s.s compor a qaestn do
__No dia 19 rebeotou um grande incendio nos
entO! particulares do palacio real de Hampton
rt Os preju'zos sao avahados ein muitos mi-
hmm de libras sterhnas.
- Assevera se que a Franca e s Russia di-
.^aram sublime Ports. que nao reconbecenam
i jVmii accordo seu directo com a Inglaterra sobre
.ifjwstao do Egypto, visto ser urna questao inter-
nis
Rojecta-se perforar o monte Simpln, nos Al-
psav eacurtando se d'esto modo a distancia entre
as eosus do Mediterraceo e as do mar do norte.
Jto communicacoes da Italia com o reste da
Earofa tornar sa hio miitissimo maie facis.
V monte Simpln posscie urna exeellente estrada
atilil 11, manda ta faier por Napoleo I em 1801,
gsoqae a ana construcc;io, atiavez de rochedos e
laasaipicios, tornou-sc difficilima.
O Umnd que se proje ta ter 19 kilmetros de
A unir ia Hungra
O conde Kalnoky repeli & commissio dos ne-
gocios estrangeiros da delegacio austraca as de-
clarscoes j conhecidas; aturanu que a b* har-
mona com a Buesia em nada prejudicava a amisade
austro-allemS, tez notar que a primeira violacao
do tratado pruveio dos blgaros ; disao estar per-
suadido de que os blgaros s2o capazs de cons-
tituir um Estado autnomo, mas que em todo o
caso convm nao saz demasiado optimista ; reco-
ahacem que a a\*asia.aata aaa> Ralkao* d urna si-
tuaeaa privaagrad, porqusatto os csjssms russos
evos qu-o asaustro-hunamr :>s ; pasa
qae tem para a Austriav
drsta;oes atntgaveis coa* sa> sueeeikas>va-sei rave ando como a opiniSo das
tou que as potencias estu-
ca aomeaeio da princias da Bol
do eonda- Kalnoky pasace dsaat-
aasMt a attenaar as suas aaeiaraaiea aaacodentaa
que toram consideradas em demasa vivas contra
a Russia.
Um telegramma de Vienna para a Nation, de
Dnblin, menciona o facto de haver allianca mtra
a Gri-Bretanha, a Austria, a Italia e a Alleina-
nha, contra a Uussia, e tamb.'m contra a Franca
e a Tusquia, se satas duaa potan p. hs apiiaasana a
Russua; mas a Allemanha nao interviria, se a
Russia nio achasce nenbum alliado.
Em Vienna nao se espera nenbuma providencia
militar para responder a mobiliaaco d-is 50i000
komens na Crimea.
Nao havia de ser com um s corpo de exercito
que a Russia rompera as hostilidades.
A commisso do ornamento do reischscath votou
sem alterac"s os crditos p ira a oceupacio da
Bosoia e da Herzogavina, maa rejeitou a propos-
ta relativa ao camiaho da ferro de Vienna a Nono
Bazar.
allemanba
& despera est oreada em 18 mil contca de res.
Coocluido eate tunnel, quatro terio os Alpes a
aatrarem-lhe as entrsnhus. O primeiro a abrirse
faso do Monte Ovsnis, na eztensao de uns 11 kilo-
., e que importou prximamente, em.......
>000<000 (fortes); o segundo foi o de Saint
ard, de 14 kilmetro:! de comprimento. Apesar
sais extenso, custou menos dinheiro.........
,_J):0O04003, porque a empresa poda dispor
sh>amachinas e pparelboii modernos, que muito fa-
cltaram a perfnraco.
?> terceiro tunnel o de. Artberg, apenas de crea
iaV JS kilmetros.
seculo XIX asBombroso com as suas obras
gas ates.
asalta. S
nivtri publicou nltimamento um despacho
Jai Soasa annoociando qne monaenhor Matera,
aasigo delegada apostlico em Buenos Ayrea, toi
sawiado a Colombia para substituir all roonse
afea*- Agnozzi, que encarregado da missao ex-
javrdiaaria de visitar toda a America do Sul para
'san- nm relatorio sobre i situsco do catholicismo
oa diversos Estados.
Hoosenh >r Agliardi parte para a Iodia em ma-
jato temporaria para asaegurar a execncao da con-
jaorJaU com Portugal. VolUr depois a pr-se i
Janosicao do Vaticano para futuras combtnaedes
anda nao assentes de todo.
'Jactes da partida de monaenhor Agliardi ser
naMieado um breve pontificio nomeando os biapoa
aW novas dioceses as Indias Orientaes. Da
sarasa nenbuma, se traiga de rever a recente eon-
aardau entre o Vaticano e Portugal. As novas
agoeiacOes versarSo unieamente sobre alguna
{Bastos ainda indecisos.
Na ha por eanquanto resolocio tomada acerca
o labiutuicSa do cardeal Jacobmi.
No da U sniciJon se Napoleo Boccagio-
nme, filho primog"uito do marques Aleraodre
zJaeeagiovne e de Julia Bonaparte. O suicida
146 anuos de idade. Matou-se no palacio de
i pai. Servir na le;o eatrangeira daraatc a
rra do Tookim, oade recebera um ferimenU

asavissimo..
Jura bmaaiii excenlrico e sombra, mas no fundo,
Hito aymsatbico. ViTa apenas para a caca a
aagiim e corrda do caballos. Frequentara soarto
saneaos saldes e Ibeatras.
Deixou ana fortuna i.o creado do qvatto, e sea
satnete de manta duquesa X, segando as decla-
I que ficaram n'oaa papel escripto praasa.
O principa de Bismarck parti para Friodricha-
ru^he; a saude do imperador Qulheroie dein
muito a desejar.
Baala
Fez grande impresso a ordem partida do S.
Petersburgo e mandada a Sebjstopol para mobi
lisar todas as tropas da Crimea. Em quatro das
todas as reservas do 8 corpo do exercito devem
estar arregunentalas e promptas a marchar.
Interrogado a este respeito .M. de Giurs respon-
deu que essa ordem nil> era especial para a Cri
saa a qne se estavam fazendo exprieacias da
mobilisaco em diversos pontos do imperio.
Esta resposta apezar de pretender s-:r tranquil-
lisadora nao deixou de inspirar no estada da Eu-
ropa oriental urna legitima iuquietaco, que a si
tuaco da Bulgaria e especia!ra;:ite o estado de
sobreexcitaco cerebral do Czar, aborrecido e im
pacientado por ver constantemente mal apreciadas
as mais intenso es picifijas e mal comprebendidos
os direitos da Russia, poderiam tornar muito pe-
rigosa.
O erar manda absolutamente, e os seus conse-
Iheros nao ti em sobre elle uenhum* iufl lencia. O
caraetjr toroam-se-lhe irascivel; est extrema-
mente nervoso. As palavras proferidas por lord
Salisb jry e plo conde Kilooby causaram-Ibe UJia
grande irritaco. Parecen-Ihe tal vez o mais na-
tural responder com urna mabiliaaeao parcial das
suas tropas s provocacoes dos d.seursos de Guild-
ha!l e Pesth.
.Muito mortificado por ver a sua autoridads em
cheque pelos polticos de Sofa, mais vezado ainda
por ver aquelles, que teem tanto a peito a gusten-
tuc-I) do tratado de Berlim, respeital o to pouco
o nao o aiaiarein na tarefa que se impoz de faser
voltar a Bulgaria ao estado em que se achava o
principado antes di revoluca d Pblippopol,
tndo isto tem coatribuido para o laucar n'um ea
tado diffieil de definir de que poderao provir aa
mais graves resoluces.
Nao foi precisamente a mobiliaaco Je um car-
go que causju mainres nquiota^oes ; com effato
a Russia tem. feto espenencias da mobilisico
em varios pontos. Mas o que mais contribuio para
suapeita foi darse a in ibilisaci) no 8' jorpo,
por ser na Crimea, e os preparativos militares em
que a Russia ha algum tempo se tem oceupado no
alar-Negro.
A esquadra as ordena do vice-almirante Pech-
tauraff foi posta e:n estado de sabir ; os portos
f oram armados ; tem-se accumula lo na Crimea
grandes abastecimentos de vveres e forneetmen-
tos de muuices. Tudo isto tem sido feto mais
com o pretexto de urna preeaucio do que ieaioein
vista urna aggresso.
Realmente a Russia preparando-se para a guer-
ra nao est dsposta a declaral-a, em tanto que
nao ha para reeeiar compticaedes mais graves de
que as existentes e que se deaenvolvenam fcil-
mente se a resistencia que o Czar encontra na
Bulgaria nio fosse fomentada por um governo es-
trangeiro que recua ante a perspectiva de ter de
faser a guerra por sua canta, suscitando-a entre
os outros.
A Russia persiste em nao reconhecer a legali-
dade da Assembla; e so dennos crdito a impren
sa allemi, o seu candidato ao throno da Bulgaria
o principe Nicolao da Mingrelia.
Estepiiocpe naaoeu em 1817, e pert^nce a re-
ligiao grega orthodoxa; fez os seus studos mili-
tares em S. Petersburgo e foi em 1867 nomeado
official das guardas reaes, reconhaeendo-se-lbe so-
lemnemente todos os seus direitos a soberana da
Mingrelia, paiz aouexo a Russia.
Hoje, o principe Nicolao coronel chefe de es-
qnadro do estado-maior e ajudante de campo do
imperador Alexandre.
Sua esposa, a princesa Mara de Adlerber, filha
do conde do mesmo titula e da condessa Ca
tbanna de Paltazofi, dea Ihs dous filhos, o prin-
cipe herdeiro Nicolao, que tem 10 ancos, o a
princezi alom de Migrilia, que conta apenas 8
annos.
A Mingrelia e a antiga Colehida, cantada pelos
festas hellenicas e latiuas, e lugar de myaterios
sagrados na mytologia paga.. Fica entre o mar
Negro, o Caucaso, que a separada Cireassia, a
latericia, a Guria e a grande Abasia.
Tem pouco mais de 20:000 habitantes, e as suas
ranlheres, as mais formosas do mundo, sao as fa-
mosas odaliscas que alimentara o trafico clandes-
tino para povoar os barens da Turqua.
O Gravdanim de S. Petersburgo; suppe que
todas as potencias, com excepcio da Austria teem
aeceitado a candidatura do principe da Mingrelia.
Parece confirmar-sc que as potencias con-
vidarais a Russia a indicar os meios de se recon-
ciliar com a regencii Blgara.
Os seohores de Kalnoky e de Anirassy chega
ram a nm accordo. Eate facto de sarnosa impor
taocia visto como Kalnoky sabio ao poder sym-
bolisando o accordo com a Russia e Audrassy ma-
nifesta-se contrar o poltica ante rnssa.
Teem ltimamente circulado boatos acerca da
saude do czar. Parece que se teem repetido os
accessos de sobreexcitaco nervosa.
O general aulbara dirigi nma nota ao gover-
no blgaro participando-Ihe que, em vista da at-
titude hostil da regencia, se retira da Bulgaria
com todo o seo pesaoal, deixando os archivos
guarda dos cnsules allemes.
O general kaulbars nio receben resposta de
Jophia ao seu ultimtum, quebrando portento as
suas relaces diplomticas com a regencia bal
gara.
No dia 22 (de Novembro) deviam ter partido da
Bulgaria e da Kamela todos os consoles russos.
No dia 21 (le Novumbro) chegou a S. Peters-
burgo o principe da Mingrelia, vindo do Caucase.
Oriente
Os negocios da Bulgaria revestiran nova fei-
c&e. Nao ser por c-erto a ultima.
A grande asaembla chegou por acclamacao o
principe de Valdemar, conmanicou-lhe a grata
noticia, e passando pouco tempo, com os agradec
m en toa por to preciosa offerta, recebeu a recusa.
Se o empenho da regencia era o de encerrar o
o periodo de incertezas com a eleicao do novo re,
nio conseguio realisar o sea intento. Se nao est
como se achava no principio, nao se dir que
tenba adiantudo muito.
Fcrcoso, porm, reconhecer que nao a regen-
cia a culpada, nem o pareo qua elegeu a grande
assembla que acabide cscolher o principe de Val-
demar para re da Bulgaria. A regencia pela ana
parte tem mostrado saber comp.ahender a aaa
m'acao. A cordura e a firmeza de aeu proced -
ment tera-lhe graugeado grande numero de sym-
pathias. Ao mesmo tempo o povo blgaro, posto
que entrado de novo ao rgimen liberal tem
mostrado ser digno delle, e por ventura por forma
Tasa mais concluente, do que outros povos que o
diafructam ha largos annos.
Tudo o erabaraoo, todo o obstculo a que a Bol -
garia entre em no* rgimen liberal e regalar,
tem provindo da inflieocia da intervencio ea-
trangeira. E a Russia, a que se dia libertadora
dsauell pavo, a naci qne manea mostra querer
respeitar as liberdadea dalle.
Tem asistido a Europa a este espectculo de
um peqsxae povo snatranido de cogimos dispo-
tico de sultio, debatendo-ee em frente de sea li-
bertador, o imperador da Rnasia, o poderoso entre
os poderosos.
Em Russia tem manifestado principalmente
o sen mo humor, e porventura no seu podero tem
encontrado grandea embaracos ; o resto da Eu-
ropa, por sua parte, oa tem mantido ama situa-
cio indiferente, ou tem asado dos expedientes
mais pac eos, e benevolentes, acaso para por em
evidencia ser esse o melbor processo para resol-
ver urna queat), que excita os eipiritos de um
pequeo pavo, e aseara de alguma maneira a com-
postura qaaa neesae grandeza mpoj ao impera-
das di Rasaia.
Mas aeadioas qast o tempo corre, e os factos
dvsrdas iaeaiges< na. Kuropa se tem disposts, nio
daosnos posataositraaiar a Russia, mas para evi-
tar saie asas buaaaro aoja opprimido, ou baja
de eader iupcsie,sa>da foaaa
O acsBBS praaasaai* lo pelo marque de Sa-
lysBury por occasiio &o banquete > lord mayer,
lancando certa luz sobre a questao, e ten lo sido
rucebid com grande prazer em certas regioea, le-
vaatam, comtuJo, grandes clasaoroa na imprensa
do imperio ruao
As declaravoes do chanceller do imperio austro
buagara. aaW dsuaaiasa gaalnaaatn psasnaas
disposicoes pouoo amigaveia por parte da impren-
sa da Russia.
As palavras do Conde de Kalnoki tem incontes-
tavel valor, j pelo qne ellas sio em si, j por se
alludir acqoiesceucia que ellas natuialmcnta en-
contrariara por parte da Inglaterra. E conpa-
rando easas palavras do chanceller auatro-hunga
ro com as do discurso do Mrquez de Saliso iry
r-so benr que a boa utelligencta entre as duas
naco 's, entre a Austria e a Inglaterra, nio seria
iifficuldade eatabeleaer. Quer a Mrquez do Sa-
tisbury, quer o C mde de K'klnok', poderis dar
explicav5es acerca do sentido das suas palavras,
n'esse ponto nio destuaria o proeedimsito daquel
les estadistas dos desejos manifestados pelos ho-
mens polticos mais ropo-tantea da Europa. O
Sr. Gladstoue ainda ha pon jo, em urna carta, di-
sia aar desnecessario que elle levantasse a sua voz
em -favor dos blgaros, porque na Inglaterra todos
liberaeg e conservadores, estavam do accordo.
Em outras nr.ces, verdadeirameate livres, acon-
tecer o mesmo.
E nio admira que assim seja, pirque o empe-
nho o povos livres cao pode ser outro, senao o
de contribuir para que a Iiberdade se cateada a
todos que nio tem a fortuna de a gozar.
A posicio que a Aliemaaha tem guardado era
presenca da questio da Bulgaria, t-m sido por tal
modo reservada que ora se diz inclinar-so aquelle
grande estado para a Russia, ora affastar-se d'el-
lics. Mas em vra le podemos de algum medo
conjecturar das disposicoes da Allemanha, pela
posicio ou attitudo da Austria.
A Austria j ju'gou ser necessario fallar por
modo mais claro d q te a comee) se observou. Se
o faz, por acao) contraria a Allemanba? Nio o
eremos, antes nos inclinamos a. que a Alleinanhs
o a Austria a custo divergiro subre a qu.*stao
blgara. J mesm > se dase que a discrepancia
que poie notar-si entre os tres imperios pide que-
brar a celebre nl: inca dos tres imp rad ires, e
agora se mpalba que em vez de trplice allianca,
j elevemos considerar quadrupla aquella allianca,
p r ter n'aqoella tomado parte a Italia, nio dei-
xando de haver quem tuppinba que a prooria In-
glaterra procura en:ra>- n'easa allianca para a
transformar de tripla ou quadrupla em quintn-
Ao discurso pronunciado por lord Salisbury, no
banqueta do lord Majur, de Londres, respondeu a
imprausa blgara com urna lingoagem violenta e
enrgica, acensando a Inglaterra de ser a causa
do estado actual da poltica d'aquelle piiz.
Por sua parte, es peridicos blgaros aggridem
enrgicamente a Russia, e a Independencia Bl-
gara, refenndo se eleicao da Sobrante, escreve :
E' urna deshoraaaidade o que nos faz a Euro
pa, p vmittindo que a Russia continu a suscitar
a rebelliaa e a promiv ir toda a casta de arbitra-
riedades.
As ultimas eleicoes sio legaes, c a assembla
pode, portanto, eleger o pnuape, basaada no tra-
tado de Berlim.
E' necessario e urgente que termine na tai es-
tado de cousas, porque assim o exige o interesse
do povo blgaro
A Independencia termina tasando um appello s
potencias, para que se cumpra o tratado de Bar
lira.
Balado- Uasldoa
Falleceu em Nova-York a 18 o Sr. Arthur, que
fia vice presidente da R-publica. Foi enterrado
as dia 20. Urna proclamacio do presidente Cle-
veland ordenoa qne lbe fossem prestadas honras
militares, e que no da do enterro se suspendes-
sem os negocios pblicos.
rido pela Alfandega, e esaa nossa conducta|tem
sua explicacio no facto de nio querermos passar
por precipitados e injustos.'
No temos querido calculadamente anteceder
juizo, que pode ser temerario, nem emittir opniio
que pode ser errnea, desde qne trata se de des-
cobrir mal versacoes que dizem existir por all
algures, animadas o autorsodas, como aqu cor-
rente, pela m direceo que tem tido a Alfan-
dega.
A nossa posicio tem sido toda expectante e a
saberemos manter at que a respcito se faca a
luz, nio esa luz amortecida e opaca qne serve
para occulta as densas sombras de seu reverbe-
ro o verdadeiro responsavel moral e legal pelo
estado do psrturb'cao e anarchia a que eaagaB
aquella apnrtante reparticio arasaasaadora, mas,
a verdadasa luz que, abaigaTira aa> cuidadosa-
mente laagraudes vetanias, i, asravez Jaseaisar
escuridio, aaontar o chefe e suoa*terrro,. asas
abusam e prevaricara.
As providencias, recent- ra'nte autorsadas pelo
governo, por ndicacia, sem duvida, do distincto
e honesto, ex administrador, Sr. Dr. Souza Ban-
deira, e do digno Sr. Alonso de Almeida, inspec-
tor da Thesouraria de Fazenda, eram necessids.de
d ha mal rtalaaiada pela moralidada daq-tella
importante reparticio de faienda, contra a qual
eram frequentea, e at impertinentes, aa quaixas
que se levantavam.
Cbeg idas as causas eate ponto, o Sr. com-
meudador Slviuo da Cunha tomn o partido, qne
devia tomar todo a hotnom de bem e de pun-
donor.
Tendo de urn lado a administraeio do Sr. Dr.
Souza Bandeira, digna por todos os ttulos de aeu
apoto e confianca, e de outro la lo alguna empre-
gados da Alfaodega, amigos eeua de todos os tam-
pos, S. S. euti'uduu e a nosso ver muito correcta-
mente, que devia abster-se como fez, de manifea-
tar-se sobre a escrupulosa syndicancia que alli se
abri.
Qoem assim procede, nio mereca certamente
os apodos e doeatoa que lbe aasacou, sem duvida,
em um momento de mo humor, o Sr. Jos Do-
mingucs Oodeceira. S. S. pole produzir a defrza
de seu filho, mas no ex*rcicio desse > agrado direito
.< no dcsernpeubo desse nobre dever o que nio he
licito mal baretear aa reputacoes, principal-
mente d'aquelle que a vertigem poltica e a in-
transigencia partidaria nem de Uve ousaram anda
suspeitar.
Com raracao ro negocios da Alfandega, fique
certooSr. Domingues Codeceira, quo s trino
um empenho e o aabernios quaes os verdadeiros
responsaveis pelo que alli tem occor?ido, c que
contra cllea seja incxoravcl a iei.
Nuda mais.
Seguio, no vapor de 54, para a edite,com S.
Exma. familia, o Sr Dr. Manuel Buarque de Mu-
jero, gerente do engenho central,em construcciio
nesta provincia.
Maaavaea que 8. S. fra forcado a essa vie-
gem no intuito de tratar com o presidente da coin-
panha d-i eneenhos ceutraes, Dr. Honorio Ribero,
de negocios referentes aquella importante con-
atrueca", bem como que estar por aqu de vo'.ta
por todo o-mez de Janeiro viudoaro.
Falloeeu neata capital o t.-nente refrmalo
do exercito Joaquim Anselmo Rabello de Mello.
At o s>-gunCe vapor.
INTERIOR
Correspondencia do Diario de
l'ernambaeo
PARAHYBA, 4 de Dezembro da I886.
A noticia da invasio do ckolera-morbut no Rio
de Prata, nm facto que muito nos tem preoccu -
pado a razio e abatido o eaperito. O porque nio
precisamos dsel-o, attentas as cruesas o ferocida-
de desse terrivel inimigo da bumsnidade.
Por emquanto s nos resta supplicarmos a Deus
para que nos livre e preserve de tao importuna
e fatal visita, e ao governo que, na esphera de
suas attribucoes e devores, promova com interes-
se a adopcio e emprego das medidas sanitarias,
aconselhadas e capases de atenuar, ao menos, os
destru lores effeitos do mal, se por ventara alean-
car-nos a sua necio desoladora e pernieiosa.
Encerraram-se no dia 21 de Novembre fin-
da os exames geraes de preparatorios, cojos tra-
balhos eorreram regularmente.
Hiave inteira jastica no julgameato e aprecia-
ca das prosas.
Attiugio 218 o numero de candiiotos inscrip-
tos.
Oestes toram approvados :
Plenamente 44
Smpleaaaente 48-92
R provados 22
Inhabilitados 5375
Prejueados 24
Faltaran) chamada 2751
KCViSTA MARI/
218
Esse resaltado moralisador, alm de attestar os
sentiiaentos probidosos dos examinadores, asaegu-
ra nos a importancia de tio salotar beneficio.
Tambem terminaram os exames do primeiro
anuo do corso normal, para o s xo femnino, be-
nfica instituicio que nos legou a administraeio
do Dr. Souza Bandeira.
A ana e outios, por diversas vezes. assistio o
Sr. De Geoiimano Brasil, revelando assim S,
Exc. o sea espirito esmirelhador e o quanto ss
empeaha pelos negocies pblicos, confiados a sua
critenosa direccii.
Regressou de Ped'as de Fogo, onde foi aa-
sistir a eleieio municipal que ali so proceden al-
mamente o Sr. Dr. Daltro, chefe da polica da
provincia.
Denunciando a opposiclo o receio'de perturba
ci na ordem publica, tal era o ardor com que os
dous partidoa se empenhavam pela victoria, jul-
giu prudente o Sr. Dr. Geminiaoo Brasil exirr
de S.-. Dr. Daltro que seguissa para aquella loca-
lidade, o qua) apesar de seu pouco lisoogeiro es-
tado de saude, nr.o se recusou a mais este sacrifi-
cio, desempenhando cabalmente a eommiasio que
Ihe foi confiada, por isso que foi-se a eleieio, que
correa calma veaeendo os conservadores.
Do mesmo modo, realisoa-se a 21 do mes findi,
a eleieio municipal de Campia Grande, veneendo
os conservadores na cidade deete nom e no dis-
tricto de Fagundee e oe liberaes no distrieto de
Pocinboe.
Nio podemos deixar de contraprotestar o
extenso e injusto protesto qne na numero desse
Diario, de 13 de Novembro ultimo, foi publicar
o Sr. Jos Domingues Codieifa, relativamente
aos negocios da Alfandega desta provincia.
S. S. procurando innocentar a sea filho, Dr.
Lms Frederico Codiceirs, actual inspector daquel-
la reparticio das graves aecusacss qua peaam
sobre si, pela maoeima, segundo dizem, inconve-
niente a desabasada porque tem dirigido a refe-
rida reparticio, nio trepidoa, com flagrante pre-
terieio das regras de cortesa a que deve atten-
der todo cavalheiro bem educado, e com a mais
prepoaital e estudada inversio dos factos notoria-
mente sabidos, em atirar-se ora por meie de groe-
reiras alluaoaa, e ora indirectamonte ao commen -
dador Sibrno da Cuoha, a quem sem o mnimo
fundamento, considera responsavel por um escrip-
ia anteriormente puolieado em um dos nmeros do
mesmo Diario.
Temos sempre tratado com o divido eosamedi-
mento e necessaria conveniencia, o que ha occor-
Aaaenalila PrutlncialNao houve lun-
tem seasi-o por terem comparecido apenas 17 rs.
deputados.
A reuuiio foi presidida pelo Exm. e Revm. Sr.
vigario Augusto Frank in Moreira d* Silva.
0 Sr. Io secretario procedeu leitura do e-
guinte expediente:
Um utiieio do secretario do governo, transmit-
tiudo a luformacio oor copia do arector interino
do Instituto dos sardos mudos, de quo trata um
aviso do Ministerio do Imperio.A' commissio de
orcameuto provincial.
Outro do mesmo declarando que foram enviados
a esta Assembla cora o offieio n. 117 de 11 de
Juohi ultimo a planta e orcamento da obra de re-
construccio do pontilbio sobre o riacho Calafate,
A quem fez a requisicao.
Urna peticio de Luis Lack, icqu- rendo aotonsa-
cio para contratar e servci da illurainaca. pu-
blica da capital, pelo mesmo systemn adoptado, ou
por outro mais aperfciooado.A commissio de pe-
tic al.
' Outra de Gnilhcr .ina Prancitca do Araujo Lins,
professora publica de 3* entrancia, requerendo a
gratifieacio de 15 annos de exercico.A com -
aissio de instruccio publma.
Em seguida foi uissolvida a reuoiio.
asaie-ieT*dea pollesaeaPor actos do
presiieate da provincia de 4 do corrente, e sob
propostas do Dr. chefe de polica, forain nomea-
dos:
Delegado do termo do Bonito, alferes Joio Bento
da Silva Va llenes:
Delegado do termo de Quipap, o teneate Joa-
qnim Kelix B^s^rra Cavalcauti.
averno fio BinpadoDiz a Aurora de
do corrente que, de 16 30 ae Novembro fiedo,
foram passadas :
Provisao de nao de ordens, por tempo de um
anno, a favor do Rvd. conego Domingos Fulgino
da Silv i Lessa. residente em Curnrip, as Ala-
go s.
dem, a favor do Rvd.'Joaquim Jos de Ferias,
residente oa freguezia de Santo Antonio desta
capital.
dem, a favor do Rvd. conego Antonio Procopio
da Costa, residente em Macei.
dem, dem, e de confessor, a favor no Rvd. co-
nego Jos Antunes de Oliveira, residente na fre-
guezia da Boa Vista, desta capital.
dem, d-m, a favor do Rvd. Jos Porphyro
Gomes, residente em Tamandar, nesta provincia.
dem, dem, a favor do Rvd. Manoel Joaquim
da Silva Cbacon, residente na freguezia do Aeary,
no Rio Grande do Norte.
dem, dem, a favor do Rvd. Manoel Jos do
Amaral, residente na freguezia da Boa Vista, desta
capital.
dem, dem, e de pregador, a favor do Rvd. Jos
Manoel de Freitas, residente em Macei.
Unlcnaro de preaDylero. Ante-
hontem, na eapellu do palacio opiacopal daSole-
dade, S. Exc. Rvma. o Sr. Bijpo Diocesano con-
ferio a ordem de presbytero aos Srs. : Joio Bapts-
ta de Araujo, desta provincia, Joio Edmundo
d'Ooaena e Candido Venancio das Santos, das
Alagag, Francisco Targino Pereira da Costa, da
Parabyba, Jos Francol no Alves de Oliveira e
Fructuoso de Castro Brando, da Baha.
A' eate acto, em que foi escrupulosamente ob-
servado o ceremonial do eatylo, tornando-se por
isso mesmo imponente e edificante, assistiram di-
versos sacerdotes, seminaristas, alguns pareutes e
comprovincianos dos novos levitas, e grande nu-
mero de familias diatiactas.
Falleclmenlo Informam-nos que falle-
eeu, no dia 1. do corrente, em Ssrinhem, D.
Fraccelin:'. Gomes Powell, viuva de Jos Roberto
Powill, subdito britanoico, catbolico.
Tinha a finada 53 annos de ida le, era oriunda
de urna distincta familia de Iguaraaa, e possuia
muitas qaalidadee e virtudes.
Bao trasmallo O paquete Giriade levou
para o sul 359 passageiros, sendo 23 .Guiados em
Pernambaeo.
aMiiBBelro. O paquete Baha tronxe do
norte para :
Diversos 12:'35*200
g| O vapor pojuca tronxe dos portos do norte
para :
Diversos 23:473*000
Faculdade de DlreltoEis o resaltado
dos actos de hontem :
1 amno
Godofredo Moscoso da Veiga Pesaoa, plenamente.
Virginio Antonio Mendes da Silva, idem.
Laurentiao Antonio Moreira da Azevedo, idem.
Las Cavalcante Lacerda de Almeida, idem.
Pedro Faustino de Souza Pond, ide n.
Augusta Hygino de Miranda Jnior, idem.
Marcionilio da Cunha Machado Pedrosa, idem.
Tito Hygino de Miranda, simplesmente.
Reprov.do 1. >
Faltou a prova eral 1.
i* anno
Aatono da Hosta Pinte, plenamente.
Aegusto Vas Ferreira, idem.
Mauosl Hughes, idem.
Gracilutno Marques Pe eir de Freitas, idem.
Joio Alfredo Ramos da Silvoira, Idem.
Francisco Jos de Reg Barros, idem.
Antonio Borgos Ferreira Castalio Branco, idem.
Virgilio Barbosa de Sosas, idem.
Jos Este vio Pereira, sisa plesme ote.
Manoel Ildefonso Radrignee Villares, idem.
3- ama
Leonardo Olavo do Silva Castro, plenamente.
Bellarmioo Vieira Machado, idem.
Hildeberto Aprigio Guimares, idem.
Jos de Moraes Quedes Alcoforado, simplesmente.
Joio Mayrink dos Santos Cavalcante, idem.
Antonio Ramos de Asevedo Jnior, dem,
Serio chamados hoje no 1 anno os doze nme-
ros seguntes : 2G3, 264, 26\ 266, 267, 268, 269,
270, 271, 275, 276, 282 e mais tantos quantos fo-
rera precisos para completar a turma.
jgHoje no 2 anno a turma ser de 12.
Examen de preparatorios )s estu-
daotea das diversas materias preparatorias, que
por nio terem podido comparecer a exames de al -
guias para que foram chamados, por nio terem
ainda recebido oe certificados da approvacao nos
ajue devem preceder-lhes, ou por qualquer motivo
"jSMto, devem requerer de novo a aaa admissio aos
termos at o dia 10 do corrente, s 2 horas da
tarde, provands as-razoes que os justifique aa re-
ferida falta.
E' esto o resultado das exames de geometra
tastos no dia 4 do corrate :
Luis Jos da Fonseca e Oliveira, plenamente.
Joaquim da'Silva Porto, idem.
Joaquim Gregorio da Silva Guerra, idem.
Joo Emiliano da Costa Albuquerque, idem.
Antonio Flavio Peasoa Gueria, simplesmente.
Retiraram-86 da prova escripta 7
Reprovados 8 Hcolleei
Eis o resultado dos exames de ingles, feitor ___r
hontem:
D. Aona do Rogo Mederos de Vasconcellos, ple-
namente.
Alfredo Drammoad, dem.
Luis Deodato Monuro, idem.
Joaquim Marinho de Araujo, idem.
j Jorgn Gomes de Araujo, distinecao.
Augusto Cesar Burlamaqui, approvado.
Elias Pompilio, dem.
Franciaco Cavalcante Peasoa, idem.
Florentino Olympio dos Santos, dem-
Jeronymo da Ro:ha Pag, idem.
J^ronyaao da Silva Frota, dem.
Joio de Aquiuo Ribeiro, idjen.
Joaquim da Silva Lacerda, dem.
H je o ultimo di de exame de ingles, co-
mccainlo a chamada s 10 horas.
Hoje ser a ultima turma de priva escripta
de geometra, principiando s 8 horas de ma-
nas.
AlienadaNaaabbado, pela madrugada foi
ene utrado por dous empregados da Compinhia
do Gas, dependurudo pida roupa no gradil que
circula o adro da igrrja da Peona, o individuo de
nome Joio Frmno de B.-ito Freir, que eet sot-
fi ndo das facuidades mentaea.
Chamado a polica e ac lindo os guaras as.
56 e 57 retiraram o boinem daquella posicio e o
reculheram a C*sa de D.-tencaj-
Perl asas aaloHontem s 8 horas da manhi
e na taverna do subdito p >rtuguez Jos Luiz da
Silva ra do Coronel Suassuii', Luiz de tal
de tal, vendedor de bnhetes de lotera, terio a
Melquades Jote Pereira, levemente, oin fa-
eadas.
O cr-ninoso evadio-se e o cfF.-ndido foi recolhi-
do Casa de Detenga >.
Aotehontem, s 11 horas da note e na Tar-
as f-i ferido com urna faca i a Firinino Lourenc>
da Silva L'-te pir Antouio Tbomaz de til e Ray-
mundo de tal, os ques se evadram. seu o reCollii
ido o ofiendido ao iiocpiial P.dio II.
Feaia no Hoapital iIoh dassaron
Ter lu^ar amauha a testa da Immac-ulada Con-
culcan, padrotfira dente estabelecimento.
A'a 9 '.'j da man ha entran a mis.-a cantada,
sendo celeorada pelo Rvilm. capellio do hospital o
padre Dr. Jos Alfonso de Lima e S, oecupandi*
a rribuna sagrada o Rvd. padre capellio do excr
cito, L'onardo Jiio Grcgo.
A's 6 '/i horas da tardu comecar a ladainha,
que terminar com a bencao do S. S. Sacramento,
sendo msica de todos oe actos executada pelas
e-luc-.ii ias da Casa dos Expostos com acompa-
nhamento de barmoninm.
A capelia e o estabelecimento acham-se decen-
temente d^c irado, e franqueados ao publico du-
rante o dia.
Le eareall Recebemos o n. 136, de 15 de
Novembro fiado, deste peridico parisiense.
Eis o seu summari :
Uue bonne nouvalle. A. F. Tlgrammes
Echos de partout. Notre courrier de Rio de Ja-
nerj.LiKitu. Chronique parisienne.Aorien
Dest^bz. L Brsil enrenle.Alfred Mauc.
Nouvelles des provinaies: Rio-de-Janeiro, Sara-
Paulo, Pernambuco, Para, Matto-Grosso, Sauta-
Catbarina, Miuas-Geraes. L- jenfer Succi.M.
B. L'Eraigration pour le Brsil. Revue fiuau-
cire. Revue commerealo.D. Noel. Mia-
vement mantime. Maisons recommandes. An-
noncee.
Hi-vne Sasd'AaericalneTambem rece-
bemos o n. 105, de 15 do citado mez de Novembro,
deste peridico que traz o seguite summarto:
La novelle prsidence de la Rpublique Argn
tine. L'ceuvre du general Roca e la mission du
Dr. Jurez Celman, par Lonia Guilaine.Le pays
dea Pampea Dien-.erte, popoulation, moe irs (1516
1780;, par Mariano A. Pelliza.Le pass et le
present de la Btuque de la provinciede Buenos-
Arres (18221886) (tuite).Le Brsil, par pro-
vincias (tuiie).Courrried'Amriqu-'. -Revuaco
nomique. Revue financere.Annonnea.
Hoapifal Portugaez.Reuni se hootem
a assembla geral d'esta associaco para eleger os
funecionarios da junta administrativa e commis-
sio de exame de contas para o futuro anno de
1887.
Por proposta de um dos socios presentes e ap-
provacsvda assembla fot aeelamada a junta ac-
tual, bem como a commissio de contas, tendo sido
igualmente acclamado o Sr. Jos Augusto Alvares
de Carvalho para mordomo, e n aubstituicio do Sr.
Antonio Jos da Fonseca, cujo fallecimento teve
lagar ha meses.
Foi anda acclamado o Sr. Cesario Acurcio da
Silva Papona para membro da commisso de exa-
me de contas, em substituicio do referido Sr- Al-
vares de Carvalho, por ter este cavalleiro feto op-
cio do cargo de mordomo para que foi escelhido.
Ficoa pois, assim constituida a nova junta ad-
ministrativa:
ProvedorJoio Jos Rodrigues Mendes.
Vice provedor Jos da Silva Rodrigues.
/." Secretario Felicianod'Azevedo Gomes.
2." SecretarioManoel Lopes FerreirB.
Emoltr Joaquim da Sil "a Salgueiral.
MordomoVisconde da Silva Loyo, commen -
dador Manoel Jos Machado, Manoel Nuoea da
Fonaeea, Jos Mara da Silva Fernandos, Albino
Narciso Maia, Jos Albino de Abren Cardoso, Ma.
ooel Joaquim Pereira, Antonio Nones da Cruz,
Manoel Cardoso Jnior, Manoel de Souza Azevedo
Pires, Henrique da Silva Moreira, Joio Fernan-
des da Cunba Pinto, Jos Gomes Ferreira Maia,
Manoel Martina Capitio, Francisco Jos dos Pas-
aos Guimares, Gaudiuo Ernesto de Mederos,
Carlos Botelho do Arroda e Jos Augusto Alvares
de Carvalho.
Tribunal do Jury do Becife Hon-
tem, neste tribunal foi submettido julgamento o
reo Antonio Jos Ferreira, acensado pelo crime de
ameacas, previsto no artigo 207 do cdigo crimi
nal.
Foi patrocnndo pelo acadmico Joio Costa Ca-
valcante da Albuquerqur, e abaoivdo.
Depois foi jalgado o reo amaneado Augusto Mo-
reira da Silva, pronunciado no artigo 219 do ce-
digo criminal (defloramente),
Teve por advogado o Dr. Francisco Gomes P-
rente, e toi condemnado a 3 annoa de desterro
para fora da comarca, em que reside a deflorada,
e dotar a esta, de cuja decisio appellon para o
Tribunal da Relacio.
Tragedla* do ReciteDistribuio-se boa-
tem o n. 30 fascculo d'este romance do Sr. Dr.
A. M. Carneiro Villela.
O PaloteoTambem hontem foi distribuido
o n. 11 d'este peridico Ilustrado e humorstico.
A CarldadeChcgan e auha-se em dstri-
buico a 11* caderneta desta importante obraofie
recida a S S. o Papa Leio XIII. Esta caderneta
a mais importante poii traz os versos Virgem
Mara, escriptos por S. Santidade. Os Srs. assig-
nantes devem mandar procurar sena nmeros
roa Duque de Caxas d. 61.
Contraria de sania Rila de Canela -
O conseibo administrativo desta contraria manda
celebrar amaohi pelas 9 horas do dia ama masa
em louvor a Virgem Immaculada Coneeicao de Ma-
ra, sendo acompanhada de serafina com sagrados
cnticos entoados por um coro de seuhoras.
Julio de paa de .**. JoneDeve ter
lagar hoje, hora o no lagar do costume, a au-
dieooia do juizo de paz da parocha de 8. Jos,
visto ser amanhi dia feriado.
Vlnlio RadaroOs Srs. Pocas Mendes
C, mandaram-nos ama prava de nm vnho espe-
cial, que receberam com a denominacio de Ma-
duro.
E" um bom vnho, para meza, nio parece ter
mistara.
Exprimentem-n'o os amadores.
Clan Dramtica Realiaou-se ne domingo
ultimo, no tbeatro S. IaesaV, o espectculo mensal-
dessa'aasociaciojsubindnsceoac drama Gabriella do
Dr. Carneiro Villela, o quafoi bem desempenbado
palo corpo scenico daq'uelleclub, composto na sua
sua maior parte de mocos qne teem gosto e estado
dramtico.
Foram chamados scena o applaudidos, o que
prova o que cima afirmamos.
Assistiram ao espectculo, mais de 200 senheras,
grande numuro de cavalheiros. e 3. Exc. o Sr. pre-
sidente da provincia com sua Excm. familia
Preparar a sociedade para o mez prximo um
pomposo espectculo.
'solfa Hontem aa 11 horas da manha foi o
Arsenal de Guerra visitado pelo Exm. Sr chefe da
dvisio Jos Manoel Picaneo da Costa acompa-
do Sr. ajudante Leopoldo Bandeira de Gouveia.
S. Exe. percorrea_ todo o estabelecimento exa-
minon todaa as secces, inclusive as da Pedagoga.
Dtnsa-oa-se cerca do 3 horas em sua inespe-
rada e minuciosa visita, de que -evou a mais
grata impressao pela b i ordem e sceio em que
ene ntrou este importante estbelecimeuto militar
confiado a zeloza direecco di mijor Castro'
Villela.
Collegio do mor DivinoNo da 4 do
corrente encerraram-se os trabadlos lectivos desse
collegic, estabelocid-i ra da Imperatrz, e do
qual directora D. Olympa de Mendonca.
Nesse mesmo dia, pelas 4 horas da'tarde, ti ve-
rana lugar os exames de suflicencia, prestados pelos
alumnos que nelle estndaram portuguez, francez,e
ingles.
Foi presidente do acto, em lugar do Dr. inspector
geral da Instruccio Publica, que niopde compa-
recer o Dr. Celso Tertuliano, sendo examinadoras
mademoisi-lle Bianche Bertrand e a respectiva dire-
ctora.
Agradou ao concurso numeroso de familias e
mais pessoas gradas que eativeram presentes, o
modo porgue se huveram os alumnos, respondendo
com franqueza, acert e promptidio as todas as
pergu.-itas que Ihe foram fei'.as as differentes ma-
terias quer pelas examinadoras, quer pelo presi-
dente do acto.
Eis a relacao nominal dos alumnos, qae foram
considerados adiantados nos mencionadas materias:
Jos lympio Montenegro.
Manoel Luiz Wanderley.
Francisco Banks F Iho.
Ignacio Francisco Barreto Lina.
Man i-1 Tavares Fiuza.
Joio Paca de Alm-ida Lins.
Geminiano de Barros Wanaerley.
Jos Carlos Guenes.
Alfredo Pacifico Rabello Cintra.
Segur-se c.m toda solemnidade n distribiici
dos premies feita pela directora aoa alumnos que
se di8tinguirom pelo aprovetamento, terminando
a festa com o bymno do collegio cantado pelos
mesmo alumnos.
Irmandade da WoledadcE' este o re-
sultado da eleicao da mesa da contraria de 'Nossa
Seuhira da Soledade da freguezia da Ba-Vista,
procedida e r 5 do corrente e que a tem de rpiwr
procedida e r u do corrente e que a tem de reger
no auno compromissal de 18SG a 1887.
PresidenteFraueisco Jos do3 Pasaos Guima-
res.
SecretarioManoel Francisco Cardoso Guima-
ri'-s.
'i'heaoureircManoel Octaviano de Carvalho
Pinto.
Procurador ger..IDr. Jos Alves Cavalcante.
Procuradores Manoel Jos de Sant'Auoa
Araujo e Autonio Gomes L -al.
DetinidoreaJi.io Moreira da Silva Braga, An-
tonio de Mederos Mfra, Jos dos Santos Coelho,
Adalberto Jjs de l'aiva, Alfredo Ferreira Pinto e
Joaquim I) .mingues da (\osta.
Exauae* primarioNo dia 3 do cor-
rente, sob a pressdencia do delegado litterario do
distrieto Revm. vigario Joaquim Aninio da Costa
Pinto, effectuaruin-8* os exames dos alumnos da
escola publica da cidada de Limoero regida pelo
professor Francisco Ferreira dos Santos.
Servirn de examinadores o capitio Jos Lo-
pes Das e o profes.-or da cadeira.
Em vista das provas escripias e oraes produzi-
das pelos examinandos e de conformdade com o
novo regiment deu o seguinte resultado :
/." grao
Vfanoel Eatevo da Coita, adiantado.
Aatono Jote de Almeida Silveira, idem.
Jos Marcelino Cavalcante Wanderley, idem.
Jorge do Nascimento Lima, idem.
Severino Alves Eialho, dem.
Antonia Barbosa dos Santos, idem.
Pedro Jos da Silva, pouco adiantado.
2 grao
Jos Francisco Ferreira dos Santos, muito adian-
tado.
Jos Bernardo da Motta Silva, idem.
Joio Jos da Coate, adiantado.
Jos Januario da Costa, dem.
Joio de Deus Evangelista, idem.
3." grao
Antoxio F.aucisco da Silva, apprcvado com dis-
tinecio.
Deixon de comparecer ao exame o alumno do
2a grao Jaciatho Ferreira de Mello.
No dia 30 do mez lindo procedeu-se a exame
nos alumnos habilitados pela professora da escola
mixta da povoacio de Afogades D. Maria Bran-
do, dando o seguinte resultado :
3 grao
Jos Fernando Brando Cavalcante, plena-
mente.
1* grao
Galdino dos Aojos Nogueira, ad'antado.
Maria Digna de Sant'Anns, dem.
Innocencia Augusto da Silva S. Thiago, idem
Maria Paula das Dores, pouco adiantada.
Maria Trophonia M. dos Santos, idem.
Presidio o acto o delegado Iliterario Dr. Anto-
nio Justino de Souza, servindo de examinadores a
professora da cadeira o professor Cyrillo Augusto
da Silva Santiago e a professora D. Digna de
Santa Rosa que examinan u na alumna filha do
professor Cyrillo.
No dia 3 do corrente, na povoacio de Pre-
guica, sob a presidencia do delegado litterario o
capitio Felippe Nery, effectuaram-se os exames
dos alumnos da escola publica regida pelo pro-
fessor Anacleto Publio de Moraes Carvalho.
Sarviram de examinadoras o professor parti-
cular Joio Hermogenes e o professor da cadeira.
Em vista daa probas escriptas e oraes produz-
das pelos examinandos e de conformdade com O
regiment interno das escolas, o resoltado foi o
seguinte :
l.o grao
Manoel Francisco da Silva, muito adiantado.
Antonio Augusto de Mello, pouco adiantado.
Joaquim Ignacio da Silva, idem.
Pedro Alves de Freitas, dem.
Manoel Das de Souza, dem.
2.a grao
Jos Corroa da Costa, adiantado.
Deixou de comparecer ao exame um alumno.
Iastruccao contra o citoleraVerte-
mos da revista francesa La Medicine de fermente
de Agosto de 1884, o seguinte art. firmado pelo
Dr. Declat:
Por diversas vezes e de varios paizes se me
tem pedido urna instrujcio contra o cholera; en
nunca deixei de responder ; e agora para evitar
novos pedidos, publico o que pens ser mais efit-
caz como perservacio, e indharei aps o trata-
ment que convm seguir no caso de molestia.
PtctcroacaoCurapre introdnzir no estomago,
urna substancia anteaeptica, que obste ao desen-
volvimento, do germen vivo que desenvolvendo-se
produz o cholera e deteriora o sangue, como o fer-
mento lctico arruina o leite e essa substancia de-
ve ser inofi'ensiva e voltil.
De todas as substancias conhecidas actual
ment, as mais eticases e sobre tudo as mais inof-
Lfensivas sio o acido phenico, chimicamenta puro, e
o sulfo-phenico em xarope.
Ea, pois, acoaselho que se beba tres veses ao
da ama colher das de sopa contendo 15 centi-
grammas desses medicamentos chimicamente pa-
ros, e declaro que com isso a sade geral se dar
bem, por qae o afora o germen do cholera, este
tratamento combateri utilmente o fermento tubr-
culo o germen rheumatitmal, o germen diphteria,
o fermento typhoide, o fermento dispptico, etc., e
eu declaro igualmente que este tratamento nio
pode sor nocivo nioguem, ainda qae prolongado
por um ou mais annoa ; c pode prodasir ama cons-
tipacio de ventre fcil de combater.
- Sendo um pouco caros os xaropes, em tempos
de epidemias peder-se-ba preservar os operarios
empregados e criados pelo meio seguinte :
Deitar-se ha o contedo de um fraseo de gly-
cophenico em 3 1/2 litros d'agaa, previamente fr-
vida, e dar se-ha a beber deesa mistara (que pode
ser adocada) tres copos em 24 horas, sempre cerca
de nm qaatto de hora altee das refeicoes, afim de
que oa germens do cholera, introdusidoa com o
alimento, sejam immediatameote esterilisados, oa,
no caso de serem elles muito vivases oa muito
numerosos, e nio poderem ser destruidos comple-
tamente s possam prodasir ama cholera* qae so
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:
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Diario de PcmanAucoTer^a-feira 7 de Dezerabro de 1886
I
\
combuter com o jarope de pheuato de ammoniaco
e com o licor cor centrado.
Nao se deve em easo algosa por accido phenieo
paro cm agaa himples para formar urna bebida, de
que case aeciio sera assucar ou sem clicerina
caustico e fatiga o estomago.
TrattmentoLogo (fue ha diarrh*. (em n-
qaerir je accidental ou epidmica) deve-se be-
ber imuieiiatamente urna coiher das de sopa de
xarope de plenato amoniaco de duaa em duas ho-
ras e, se a diarrhSa for muita e esbranquicada co-
mo agir de arros, urna coiher de 1/2 em 1/2 hora,
toaaando-se ao mesmo tempo um cristel com um
pouco de amido, tima coiher das de cha de glyco-
phenieo; e de 5 11 6 gotas de ludano renovan-
do-SB o cristel quantos o doente for privada.
Logo quo apparecerem vmitos, substitair
esse xarope de plienato p-;la soluc&o concentrada,
que e ella poic agir assax enrgicamente sobre a
mucosa do estomago, para datir os vmitos e mes-
uio a diarrhi. quanda o estomago pode tolerar o
medicamento.
Cumpre tanViem, sem perda de ternp .-, fazer
as paredes do ventre iojeecoes tuocntaneas em
alta do-e (com gotas eiu cada picad) do urna
solucao quer de accido phenieo, quer da iolo-phe-
aico : u un injeccio de 3 em 3 horas.
Se a diarrb.i persistir, bem como os vemitos,
far-se-ha a injeccio de hora em hora, addicionan-
do-se na 3. injeccao 5 gotas de solacio normal
de morfina, el" gotas ua 4* se a doenca nao de-
clinar.
Em fin, quando a pelle ss colorir de azul,
cumpre tazer injeccoea de phenato de amoniaco ;
tendo o cuidado de nio"eaquecer-se de filtrar o li -
quido e Bobrc-tuio de enterrar a agalha ht a
virolla, antes de impelir a injeccao.
Este tratamer.to nao obsta nada a todos os de
mais tratameutos como friegues, pocoee, ether,
rhujD, cognac, luuoano, bisrautb etc., etc
Nao ha, pois oenhuroa razio plausivtl para
nao s rem empregados este3 m ios poderosos inno-
fensivos.
Ats:m, piis, d'claro que todo e qualqner me-
dico que dexar morrer nm doente sem addco-
aar c tn-.tamocto antisephico ao tratamento que lhe
So tiver dado boin esuliado, ser culpado paraa-
te sua conseieneia e perante a humanidade. Dr.
Declat.
Directuria un obras de cunnerv
cao duM porlo*Bolotim meteorolgico d>
dia 4 de Dezembro de 1886 :
Foooconaram tantas eossosisaoes, quantos fo-
raai os profcasores, qae aimm alomaos habilita-
dos, todas presididas pelo delegado litterario Sr.
Manoel Rolrgaes Porto.
Da 1 cadeira do sexo feminino, regida pela pro-
fessora O. Rosalina Olympia B. de Mello foram
examinadas as materias do :
1" grao
Mara A. dos Santos, adiantada.
Mara Etelvina de Mello, dem.
2o grao
Luisa Carolina do Naaetmento, idea.
Luiza Balbina Neris.
3 grao
Mara Victarina Castellao, apnrovada com ds-
t i necio.
Na cadeira do sexo masculino regida pelopro-
fessor Jos Vidiciano de Mello :
1" grao
Jos P. de Lima Pontea, adiantado.
Gregorio F. de Torres V. Filho, idem.
Manoel de f. T. dos Santos, idem.
Joio A. Gamboa Filho, id?m.
Manoel O. de A. T. Filho, idem.
3o grao
Virgilio H. da S. Lobo, plenamente
Na 2* cadeira do sexo feranino regida pela
l o
Hora^ 52 15 irometro a 0 Tt asao do vapor o a 'i 3
P a
6 m 21 7t>0"G 20.79 82
:) 291 1; 761-S6 20.08 67
12 2)-3' 761*60 20.27 66
3 t. 29 g 7G0"16 ao. 2? 66
6 2791 76 19.87 7!
Temp'.r..lura mxima-3o.5.
Dita iniaims 25",8.
Evaporiicao em 2i luras ao sol: 7ra,4 ; som-
bra: 4m,l.
Chuvanulla.
Direccib do vento : E todo o dia.
Velocidad.: m-iia do vento: 2,-60 par Mgmrtn
Xebnlosidade media 0,6.
dem di dia 5 :
Ilotas
6
9
12
3
t
m
o
i!
c r
li uometro a
Tenso
do vapoi
24"-G
29G;
29o5
M*i
27 41
76079
7Gl"'Sii
761 "32
759>75
769-631
13.12
19 !8
18.31
18. Gl
1J.22
a

'i
=
79
63
60
66
71
Temperatura ui ixima3*S.
Dita mnima247>.
Evaporacao em 24 boral : i o sol7'"1, sem-
bra5_>.
Cbuvanulla.
Directa) do vento : E todo o dia (com intervalo
de 3 huras de calmara).
Velocidade media do vei.to: 2,B07 por s'gunlo.
ebulosi lr.de media: entre 0,3 e 0,4.
Matriz ile Minio ti.lunio. Por falta
de sacerdotes, e haver amanha, na matriz de
Santa Antoni", a mise das 11 horas do di.
Garantan. Escreve o nosso cr-rressn-
dente em 5 do corrente :
Atravessamis aotualmeute ama poca em que
a falta, quasi que absoluta de assumpto tem nos
toreado a desapparecer dest ;s columnas, e aban-
donar o pa&to que outr'ora com tanta assiduidade
oceupavamos.
E como nao
professora D. Felisbina C. de A. '
1 grao
Auna Mara da Conceicio, muita adiantada.
Mana F. P. da Lyra, adiantda.
Mar; i da C. Oliveira, idem.
Francisca Paes da Lyrs, idem.
Auna M. do E. Santo, idem.
2' Cadeira regida pelo profeasor Silvestre
Antonio de Souza :
2 grao
Mancel dos Santos Vieira, muito adiantado.
Julio Cypriano de A. Mella, adiantado.
Na escola mixta da Malhada, regida pela pro
fessora D. Amalia Prudencia Alves Lima :
1 grao
Rita F. da''. Ca\aleante, adiantada.
Na escola do Sitio, regida pelo professor Ma-
ncel B. de V. Cavalcante :
Io grao
Joiquim Alexsndrino do Torres, muito adian-
tado.
A alumna da 1 cadeira, Mara Vetorina Cas-
tellio coubu o Io premio promettido desde o an-
uo paesado, | elo delegado litterario ao alumno que
mais se distinguisse.
Este premio constou de um interessante li-
vrinbo de moral ricamente encadi ruado.
O alumno da 2" cadeira Manoel dos Santos
Vieira recebeu tnmbem como premio de distiuc-
Vi ora livrioho de cncadernacao linda.
Receberam aiada premios couferidos pelo de-
legado litterario. os alumnos Joaqum Alexaadri-
no de Torres, Julio Cjpriano de A. M., Virgilio
H. da S. Lobo, Auna M. da Cinceicao e Francis
ca P. de Lyra. livrinh>3 de pocsiis.
For<.m hinda premiadas as alumnas Rita F.
das Chagas Cavalcante, com urna bonita caixinha
de metal e Luiza Cirolina do Nascimcnt i com um
lindo obj.cto de intretenimento durante as fe-
rias.
Findo na dia 3 o trahalhode julgamento das
provab pelo novo processo, o Sr. delegado litte-
rario encerrou os trabalhos pronunciando uaia al-
locueo anloga ao 8Cto, prometiendo um premio
ao alumno, que mais se distiuguifS3 no anno pr-
ximo de 1887.
Fzerain tambera discursos o Sr. Dr. Estevio
de Licerda e o interesante menino Manoel dos
Santos Vieira ; as alumnas da 2a cadeira rep. ti-
ra m istt anno o hymno do Dr. Moraes Mello;
duas baadasde msica que tomaram parte na fes-
ta, tocaram o hymno nacional, ao se concluir os
vivas que hram levantados ao imperador, prcai
dente da provincia e inspector geral da lnatruc-
cao l'oblica, fechaado-se a fclemnidadc com um
c. po d'aga fff.'recido peles prfessores aos seus
nlnmiios e ao* convidados qm enehiam o vasto
ta'io do club.
> \' noite houve nm peaueno saio dsnsante
no quil tom-JU parte principal a infancia es-
colar .
lioliriei.Efl'ectaar-se-hio:
iloje :
Pelo ayente Martins, s 11 horas, na ra do
Livramcnto n. 6, de movis, loujas, vidros, etc.,
Pelo atiente Pinto, s 11 horas, na roa do Ba-
rio da Victoria d. 67, dos cbjectos da Exposicio
Jap neza.
Pelo agente Modesto Baplitta, s 11 horas, na
ra de Marcilio Das n. 79, de movis.
Pelo agente Silveira, s 11 hora*, na ra do Im-
perador n. 29, de vaccas e bezerros.
Prio agente Brito, s 11 horas, na ra de Pedro
Affonso n. 43, de predios.
Pe^ aoenre Gutmo, s 11 horas, rna do
Mrquez de linda n. 19, de movis, louca?, vi-
dros, etc.
Qainta-feira :
Peo agente Unto, a 10 horas, na ra do Mr-
quez de O inla n. 6, do tazendas, miudezas, av>
veisj laucas, vidros, etc.
Sexta-feira :
Pelo agente Burtamaqui, s 11 horas, na rna do
No consistorio da igreja de Nossa Senhara da
Conceicio dos Militares ser teita a extraecio
pelo systema da machina Pichet
LoteraA 13* parte da 1 lotera da proris-
cia, em beneficio da Santa Casa de Misericordia
do Recife, pelo uovo plano, cujo premio grande i
100:000* W s-r extrabida no dia 13 de Dexem-
bro.
Os bilhetes garantidos acham-sc venda na
Casa da Fox tana, roa Primero de Marco nume-
ro 23.
Tarabem acham-se venda aa Casa Felis,
praca da Independencia ns 37 e 39.
Grande lotera da provinciaA 9
serio desta lotera em beneficio dos ingenuos da
Colonia Isabel, cujo premio grande 240:000*000,
ser extrabida no da 9 de Dezembro.
Os bilhetes acham-se venda aa Reda da For-
tuna ra Larga do Rosario n. 36.
Lotera do RioA 2 parte da lotera
n. 366, do novo plano, do premio de 100:000*000,
ser extrabida no dia .. de Jetembro.
Os bilhetes acham-se venda na Casa da For-
tuna ra Primeiro de Marco.
Tambem acham-se venda na praca da nae-
pendencia ns. 37 e 39.
Lotera Extraordlarla do Yplrava
xn-0 4." e ultimo sorteio das 4. e 5." seriee
desta importante lotera, cujo maior premio de
150:000*000, ser extrahidano dia 16 de Dexem
bro.
Acham se expostos vendaos restos dos ti
tes na Casa da Fortuna ra Primeiro de Maree
n. 23.
Tambem acham-se venda na praca da Inde-
dendencia ns. 37 e 39.
Lotera do CearaA 8 serie da 2< lote-
ra desta provincia, cujo premio grande e.....d
2,0:000*000 ser extrahidano dia 8 de Dezem-
bro.
Oa bilhetes acbam-se venda na Roda da For-
tuna ra Larga do Rosario n. 36.
Lotera da rrteA 3> parte da 201* lo-
tera da corte, cujo premio grande de 100:0004
ser extrahida no dia 9 de Dezembro.
Os biihetes acham-se venda na Casa da For-
tuna ra Primero de Marco n. 23.
Tambem acham-se venda na prac da Inde-
pendencia ns. 37 e 39.
Hatadouro PublicoForam abatidas nc
Matadouro da Cabanga 91 rezes para o consumo
do dia 5 de Dezembro.
Sendo: 74 rezes pertencentsa Olivcira Cistro,
i C, e 17 a diversos.
Ucrcado Municipal de .
movimenta dcste Mercado ucs dias 5 e
rente fo o se^uir.te :
Entraram :
68 bois pesando 10,768 kilos.
506 kilos de peixe a 20 ris
64 cargas do farinha a 200 ris
27 ditas de fructas diversas a 300 rs.
taboleros a 200 ris
35 Sumos a 200 ris
Foram oceupados :
511/2 columnas a G00 ris
47 compartimentos de farinha a
500 ris.
40 ditos de comida a 500 ris
132 ditos do legumes a 400 ris
32 ditos (1: suino a 700 ris
22 ditos de reasuma e 600 ris
20 talhos u 2*
6 ditos a 1*
A Olveira Castro 4 C.:
l:.8 talh >s a 1 ris
4 talhos 500 ris
Deve |er sido arrecadada nestes diss
a quantia de
tiendimeuto dos dias 1 a 4 de Do-
z"mbra
ro, seja composta da raaneira seguate : Presi-
dente, Antonio Leonardo Rodrigues ; secretario,
Eduardo Dabeux ; tbesaureiro, Antonio Marques
de Amorim Jnior. E quanto a Junta dos Corre-
torres da praca de Macei, se compor da seguinte
forma: Presidente, Numa Pompilio Pasaos ; se-
cretario, Gervasio de Olveira Colho ; thesonrei-
ro, Amrica Netto Firmino Moraes.
Nada mais havendo a tratar, o Illm.Sr.com-
mendador presidente encerrou a sessio s 11
horas.
INDICARES TEIS
Jo*-0
6 do cor-
10*120
12*609
8*109
1*000
' 7*000
30/990
23*500
20*000
53*80 I
22*4U0.
13*200
10*0001
6*000
O Dr. Lobo Mobcoso, de volta de sua
viagem ao Rio de Janeiro, contina no
oxercicio de sua profssSo. Consultas das
10 s 12 horas da maniu. Especialida
pper.it;o(js, parto e molestias do so horas e
meninos. Ra da Gloria n. 39.
Dr. Barreta Sampaio 'l consultas de
meio-dia s 3 horas no 1. andar da casa
a ra f-> Barao da Victoria, n. 51. Resi-
dencia ra Seta do Setembro n. 34, en
trada pela ra da Saudade n. 25.
O Dr. Castro Jess tem o seu cnsul
torio medico, ra do Born-Jesus n. 23,
sobrado.
Dr. Gama Lobo medico operador e par-
teiro, residencia rna do Hospicio n. 20.
Consultorio : ra Larga do Rosario o. 24 A.
Consultas das 1 horas da manha s 2 da
tarde. Especialidade : molestias e opera-
c5es dos orgos genitourinarios do homem
e da mulher.
Advocado
O Dr. Henrique Millet tem o seu es
riptorio de advog.icia ra do Imperador
n. 22, 1." andar.
rosarla
Francisco Manoel da Silva & C 'l?,co-
3tarios de todas as especialidades phar .:
cuticAS, tintas, drogas, productos chimice
e medicamentos homeeopatir.os, ra do Mr-
quez de Olinda n 23. '
Serrarla a Vapor
Serrara a vapor e officina de Garapio
I o Francisco dos antos Majedo, caes do
Capibaribe n. 28. N'oste gr.inie estaba e
cimento, o primeiro da provincia n'cste ge-
nero, compra-se e vende-so madeiras de
odas os qualidades, serra-se madeiras de
conta alheia, assim como se preparara obrat
de carapira por machina e por pregos cem
?orr"i'"ri'-.ia.
Drogara
Faria Sobrinho efe C-, droguistas por at-
acado, ra do Marquz de linda n. 41
Estatutos
Art 1* Os paes, tutores oa correspondentes
deverio acompsnhar o estadante ao dia da matr-
culn, para nao i matriealal-o, eosno tamban para
tomar conbecimento do rgimen disciplinar do es-
tabelecimento.
1 o Aquelles que nio tiverem quem os apr-
sente, tambem serio aceitos masricula.
Art. 2. O pagamento das saatricula ser teito
mensal e adiantadamente a comecar da occasiio
da matricula.
g 1. Por cada matricula pagar o estndanie
5*uC0, havendo urna differeoca de confonmidaae
com o numero de materias que estudar no estabe-
lecimento.
Art 3 Cada eu'a constar de 1 1/2 hora, sen-
do urna para tomar a licio do dia antecedente e
meia para explicar a do dia seguinte.
Art. 4 Nao haver aulas s quintas-feiras,
porm todos os alumnos devem comparecer no cs-
tabelecimento n'estes dias hora de suas respec-
tivas aulas, para ama sabbatina, segundo a qual
os directores dario attestados na poca dos exa
mes.
No catabelccijiento encontrario os Sra. pas,
correspondentes ou tutores e ou Srs. estudantes os
estatutos como accrescentamento de tudo mais
que aqu se omitte e que os scientificario do que
houver de mais particular, e bem assim da con-
veniencia do methodo n'cste estabelecimento em-
pregado. .
O directores,
Luis J. de F.e O. Sobrinho.
Augusto J. C. Braga.
ma
\ cado tuaa taces, nio dig is j muito
mais, porque sempre haver tempo de se
0 mal. Emquanto houver no systema vital
sombra de vigor recuperativo, animai-a tsm
puro medicinal de figado de bacalho de__
& Kemp, porque este pode reviver a eneris
do systema. Se exiatem ulceras, nada to balsa-
mico como elle; se ha irritacio nada lili i isa
ante, te ka debidade, nada tas vigoriswlsr; as
ha extenuacio, nada tio restaurador. Porm s-
ter obter ae o artigo verJadeiro. Os leos orfiasa-
rios de figado de bacalho, sao sempre impura*
s veses n'elle nio se encootra ana s got$a4s
artigo legitimo. Nao os exnpregoeis jimais. Btv
parai bem, se o nome desta firma respeitaws^
qnal por si e asna garanta da pureza e laajsfi-
midade do genero, acha-se no letreiro o sobrec
capa do oleo de figado de bucalbo, que |i n i issi
ra tonhais de compra. Em tal caso podis fiear cane;ado, de que a preparado a melhoc, ijsmsj
talento e sciencia podem produzir.
Acba-se venda cm todas as boticas e tensante,
perfumaras
Agentes em Pernambuco, ilenry Fostoc sV&.
roa do Commercio n. 9.

AO DE8TINCTO AMIGO
Augusto Alves Pobtella Fiuio
No dia de seus annos eompri-
menta-o c f.icita-o sea amigo
Bellarmino Domado
Recife, 6 de Deiembro de 1886.}
I "stitulo Dezenovede Abril
WlTMlO DIA
A' uinlia Uai
Cioi
108000
2*00()
357*82d
807*160
1:164*930
PtBUUAUOES A PEDIDO
ser assim ? O commercio e a
agricultura p.gonsam nis vascas de urna crise tre-
menda ; o pjvo sem pao e sem tmbalho vive en-
tregue a extrema penuria, luttndo cum as irregu-
laridade atmospbencaj.
E, para cumulo do tantas, todos se voltam Imperadoi n. 30, de pred;o3.
agora i asombrados pira o sul, espera ido a cada : Hlsaa fonebreii.Serio celebradas:
momento que o terrivel monstro gangetico irrom- I Hoje :
pa no paiz A's 7 horas, na matriz di Boa-Vista, pela alma
A' proposito : I da O. Mara Bernardina da Rocha Lsjal; s 7 ho-
A nossa municipilidado quera parece alheia ras, na matriz da Vars a estes terrores, pois aitda nio deu um passo no de S. Francisco pela alma de D. Mancella Moreira
sentido de meihorar as condicooa bygienicaa desta ; Lma Braga ; a 7 bft-as, na cspella do cemiterio
cidade, tao abanlouiVIa da edilidade, apeaar das de Sihti Arraro. pelas^m de Henrique Jos Viei
F*o arrecadado liquido at hoje
Precos do dia :
Carue verde ds 400 a 560 ris o kilo.
Carneiro do 720 a 800 ris idem.
Bbmh de 560 a 640 ris idem.
farinha de 240 a 320 'is a cuia.
Milho de 28) a 320 ris idm.
Feijao de 560 a 640 dem.
Cemilcrlo publico.Obituario do dia.4
de Dezembro :
Julia, Pernambuco, 6 mezes, Sant) Antonio ;
convuleoes.
Jos, Pcrusmbuco, 7 mezes, S- Jos ; convul
(oes.
Julin, Pernambuc 10 meses, Santo Antonio ;
rachitismo.
Fernaades do Rosario, Pernambuco, 65 annos,
vinvo, Boa-vista ; cacbexia cancerosa.
Francisca, Pernambuco, 3 dias, Boa-Vista : fra-
queza congenita.
5
Amelia, Pernambuco, 11 mezes, S. Jos; den-
ticio.
(ir goro, Pernambucn, Boa Vista ; pelo subde-
legado.
Eugenio, Pernambaeo, Boa-Vista ; pelo subde-
legado.
argentes reccmmcnJiees ueste teutiJo feitas pilo
governo.
E' muito, maa nio admra-noa.
' E, senao, vj-mof:
Tenlo as ultiioaii chavas arrombado o acude
publico desta cidade, neate estado te conservon
elle por muito tempo, pesar das reiteradas recla-
macoea do povo, e p<>r certo, aioda assim conti-
nuara, seo Sr.Vicence Jos Danta, compadecen- ( Mausen Hauglano", Jeus Fellipeaen. J. Q. Sind-
do-se da sorte dos infelizes desprotegidos da for- bury, A. C. Kolembery, C. N. Blewers. Sebistio
ra da Silva.
PaastaareiroMChegados dos partos do norte
no v-p r nacionai Baha :
Annibal de Castra, Joao Micheli, Jo^ Betten-
courf, Leopo?dino E. de Andrade, Miguel Ribeiro
Liabo, Jos RoJrgues, Feliciano X. Freir J-
nior, K. Omindsen e tres criado?, Qyeruld Gyerul-
dsen, Daniel Melseo, O. Martines Erisen, Lajz
tuna, no o coneertasse a sua custa, prestando
d'est'arte um graude servico populacao desta b-.a
trra.
< S agora tvemos oecasiio de saber deste fac-
to, pelo quul felicitamos ao Sr. Vicente Dantas.
No da 29 do mea findo vhegou a esta cidade
0 Sr. Dr. Joao Pinto Machado Portella, chefe da
Su seccio do prolonga nento.
Ao chegar 9. S. na psUco, acompanhado por
diversos cavalleir>a, foi recebido ecm urna salv
real de 21 tiros, alm de grande numero da giran
do'.as de roguetea que subiram ao sr.
D'ahi dirigi ee para a c*sa do Sr. Dr. Mi-
guel Gnimi-ries, ond'j se acbavam multas pessoas
e a banda du musicii desta cidade, que tocou d.-
versas pecas do seu repert >rio.
< No jant>r, por occasiio do efewer trocaram-
se muitos brindes, sendo o Sr. Dr. Portella por
essa occasiao alvo das mais justas e significativas
provas de apreco e alta consideracio.
r S. S. retirou-se no dia aegniut) para Canhoti-
, sede da 3 seccio, e, segundo consti-nof, ficou
s>it) satisfeito com o grande impulso que teem
tomado rs obras do prolongarncnto.
E, coin cffjito, grande tem sido o adlantamen-
to das obras da 3* seccio.
As rstacoea de Angem, S. Joio s esta cida-
de, bem como a Rotunda, acham ae prnmptas, cr>n-
clindo te. como se vio concluir dentro de alguns
dias, oa ultiin s pequeos servicos fazer.
. As obo;s de arte estiu tsdas concluidas, bem
cerno o sei vico de rnovimento de trras, a exeepcio
de grande aterro do Tamboril, e do erte 7z, que
eutretanlo, nao impedirlo a passagem da machina.
< Esp'ramos sudi.r cm principios de Marco o
grito di locomotiva, tal a coufianoa que temos
no ;r. Augusto Port-lla Filho, digno empreiteiro
das coras eraconcuslo.
Continua 0 avancamento dos trilhos com a
foica desojavel, ji estando cm Campestre^ ponU
d'elles.
Vernos, pois, p-.-r:eiUmente bem sebre estrada
de ferra.
No dia 3 do correte f >ram aubmettdos a exa-
sne, na escola pnb'ica do sexo masculino, os afum-
aos Abilio 4p. Moraes Campello, Abilio Benicio
Oalvio e Abilio Marques Galvo, os qoaes, tendo
exhibido conheeimen:ua satisfactorios, foram jul-
gados muito aiiiantados, segundo a dispoaicao do
'timo regisMBto.
A commissio foi compoata do respectivo dele-
gado litterario o cmla.lao Bellarmino da Uoata Dou
rado, professor da cadeira Manoel Clemente e ca-
pitio Napoleio Marques Oalvio.
< Fallecu no aia do mes prximamente findo,
eteuente Manoel Ta/aresde Olveira Barros, col-
lestor provincial deste muaicipio.
Tem feito muito calar.
. O estado san tari o bom.
CaraariiEse; jvem-nos em 4 do corrente:
< Com toda a aolennidade realisaram-se no dia
S do correte os exsniea das escola publcas des-
ta cidade no sali do Club Litterario arna-
rss
Pinto, sua 8enhora, 2 filos e 1 criada, Jo'o M.
Pereira Guimaries, sua senhora e 2 filho>^lTtnja-
min Schuld, Joaquim Fernando, C. A. Silveira,
\V. C. Poter, Alfredo Santiago, Manoel Martins
Viegas, Clemeote Jo; da Silva, Francisco Gomes
Marques da Fonsccs, Joio Pereira dos Santcs Fa-
r'fa, Ag.-stinhj Lourenco Porto, Jos Pereira Ne-
vea Baha, Antonio Justino P. da'Silva e Albe.to
Hei ketrez.
= Chegad'.s da Eurepi no vapjr francs Gi-
ronde:
J. ronymo da Costa Lima, Manoel M. dos Anjos
Lima, Jeronymo da Costa Lima Jnior, Joiquim
Luiz F. de Amorim, Joaquim Barbosa de Souza,
Migu'l A. de Andrade, Manoel Mara Alves e Joa-
quim Canellas de Castro.
Sonidos para o sul no mesan vapor:
Theophilo Raogel Falcio, Manoel Feliz, Nilo
Pecinhs, Franklia Sampaio, Mario Antonio da
Costa, Jos Moreira de inbo, Fernando Moura,
Jxyrne C. Lima, Florencio GomsS Ferreira Vello-
so, A. Bena'it, Joio J. Vieira Jnior, Eduardo
Correia, Carlos Cbenaud, Alfonso Gama, Mano 1
Reg, ure'.ii Tavares, Alexaodre Moura, Joao
Jos de Olveira Juoqucir Jnior, Joa Carlos
Juuqu iro A. de Almeida, Manoel da Silva Lemoj
b Joa Luis da Silva Campos.
Chegados da Europa no vapjr francs Ville
de Maceio:
Damasio Rouquayrol, sua senhora e 2 fllhos,
Jorge e Luiz
Opernce clrarglcasiForam pratiea-
das n.> hospital Pedro II, no da 4 de Desembro,
as seguintes:
Peo Dr. Berardo:
Taraonhaphia dupla indicada'por trichiasis.
Pelo Dr. Malaqaias:
Amygdal turnia dupla pelo amygdalotomo indi-
cada p t hypertrophia das amygdala.
Di 6 :
Pelo Dr. HalaqaiiS :
Postbotomia polo procesao de Ricorc indicada
por phimosis nflammatorUs.
Excisao de ama excrescencia da eminencia tra-
zas da orutha direita, em urna crisnea.
Caaia le Uelentao-Movimento dos pre-
sos do dia 5 de Dezembro :
Existiam presos 344, entr. ram 5, saniram 10,
existem 339.
A saber :
Nacinaes 312, mulheres, 5, estrangeiros 10, es-
cravos sentenciados 5, proceliado 1, ditos de cor
rcecao 6.Total 339.
Arracoadoa 311, sendo : bons 302, doentes 9-
Total 811.
Movimento da enfermara :
Tiveram baixa :
Joio Firmino de Brito Freir.
Manoel Juvencio de Olifefra.
Lotera da pro% lela.Seganda-fcira 13
de Dezembro, as 4 horas, se extrahir a 13 parte
da 1 lotera em beneficio da Haota Casa de
Misericordia do Recife, pelo novo plano appro-
vado.
CHR0N1CA JDICIARIA
Junta Commerelal da cidade do
Reelfc
ACTA DA SESSO EM 3 DE DEZEMBRO
DE 1886
PKESIDENCU, PO ILLM. 6B. COMMENDiDOB .NTOB10
OOKX8 DE MIRANDA LAL
Secretario, Dr. Julio Qv.imarS.es
A's 10 horas da manhi declarou-se aberta a
eesaao, estando preaentes oa Srs. deputadoa Olintn
Bastos, Beltrio Jnior e supplente Hermino de
Figueircdo, faltando sem participaba > o Sr. depu-
tado commendidor Lopes Machado.
Lida, foi approvada a acta da precedente seb-
sa >, e fez-se a leitnra do seguinte
EXraPIEHTS
Officios :
De 19 do mez findo, da junta commercial da
capital do imperio, remettendo a rea cao dos com
merciantes matriculados no mez de utubro pro
ximo passudo. Accase-se a recepcio e archi-
ve se-
De 27 do mes fia lo, da junta dos corretores
d'eata praca, enviando 0 boletim das cotaces of-
ficiacs de 22 a 27 do mesmo mez.Para o ar-
chivo.
Diario Officiaes de ns. 317 a 320. Sejam ar-
chivados.
Foram distribuidos rubrica os seguintes li-
vros :
Diario de Bento & C, copiador de A. Vieira
&C.
O Sr. deputado Olinto Bastos dea sciencia
tilma. Junta que, no dia 25 do Novembro findo,
ainda em exercicio de presidente d'eeta Junta no
impedimento do effectivo, depois de ouvido o Dr.
fiscal, e em vrtude do decreto n. 9,644 do 25 de
Setembro ultimo, qne declarou sem efteito o de
n. 9,07o de 7 de Dezembro de 1883, que conce
dra autorisacio para abrir orna agencia n'esta
praca a companhia de segaros da Prussia, orde-
nou que foase entregue aos ex-agentes Monbard
Huber it C, o rriginal do conbecimento de de-
posito de 20:000* feito no English Bank 1 f Rio
de Janeiro limited, mediante portara e recibo.
DESPACHOS
Petics :
Ds Joio Christiani & C para que se c baixi
I .10 registro da nomeacie de aeu ex-caixeiro Anto-
nio lo; Machado do Bivar e se registre a que
pas3aram a Julio Arcenio dos Santos e a Antonio
Leoncio Muniz Feij.Com) pedoin.
Da Jos Ferreira Dourado, para qae se regis-
tre a escriptura ante-nupcial quo celebrara com
I). Mara Carlota Pereira Ramos.Registre-se c
publique-se.
De Capitalino Rodrigues Passos, para quo se
registre a escriptura particular de compra com
condicoes que fizera a Antonio Pereira da Cunha
do esuibelecimeoto de cigarres e charutos, sito
ra doCabug n. 14, d'esta praca,Registre se.
De Angelo Riphael Peregrino e Pedro Cirdosoo
Tate d'Able, para que se archive o contracto de
sociedade em nome col lectivo, ob a fir na Angelo
Rapba I 4 O, com o capital de 35:000* para o
commercio a rctaiho de mercadorias estrangeras.
Archive-a*, na forma da le.
Do Antonio Joa da Costa Araujo, subdito por-
tngaez, de 45 annos de idade, domiciliado n'esta
citado o uVlla establecido com relojoaria ra
Larga d) Rosario o. 9, solicitando carta de com-
merciante matriculado. 8io a'.teatantes do cr-
dito commercial da impetrante os commerciantea
matriculados Francisco Jos da Silva Guimaries,
Joio Farnandes de Almoida e Joaquim Mancio
Gonealvaa Rosa.Adiado, a requera eato do Sr.
deputado Hermino de Fgueiredo.
Rso lucio
A Junta Commerciil resolve qae a Junta dos
Corrctorea Vesta praca, no anuo prximo viudou-
Igaarass
Venho dar conhecimento ao publico sensato de
mais urna bravata do actual juis do drcito ute-
rina ij'esta comarca Dr. Telesphoro Salles.
J sabe o respeitavel publico, por informa^js
mi ibas, quo o Dr. Salles ievoa muito mal que
o escrivao Bandera me tivesse dito, que o meu
proa-sso nidava, passeo, no Recife, era casa
da familia do mesmo doutor.
Autt-hontem, ebegando o ampkibio d'essa cida-
de, chamou o alludido escrivio e censarcu-o cem
vehemencia pelo erro commettido.
S. S. cao me reconhece o direto de procurar sa-
ber noticias do meu processo e, entilo ourie-ou-se
toda e deu algmas dentadas no Sr. Bandera.
Eate procurou justificar se, (.llegando boas ra-
zes em seu f.vor, mas nio conseguio absolvifilo
do enorme peccado.
Voltcu para casa, pezaroro e triste pela grosse-
ria do Dr. Salles e, pouco depois, conforme ja an-
luocie, espoz o tacto em presenca de diversas
pessoas.
Hontem pela rainhi o Dr. Salles fez voltar o
Sr. Bandera a sua presenca e, dep >is de urna
bcllissima dls^ussio, por elle provocada, na qual
foram revolvidas cinzaN sagradas, suspen-
deu o, por noventa ellas, do exercicio de
uas funec: s.
Entreteuho simples relacoes de cortezia com o
Sr. Bandeira, mas nio lhe taco favor, afiirmando,
que um homem noff>nsivo, respeitador e zeloso
no cumprmento de seus deveres.
Ha no Superior Tribunal da Relacao um vene
raudo magistrado qu com elle funcciooeu, por
muito tempo, e creio qae nio teve occasiio de
punil-o, por faltas commettidas no exercicio de
suas iunecas.
E note o publico Ilustrado que, j ante hontem
noite o Dr. Salles annunciava a susp.'nsao do
Sr. Bandeira e promettia o cartorio atguem, se o
escrivio compaubeiro nao o accitasse !
O hom m desmemoriado, na pbrase da ordo-
naci !!
E' tio insensato que, ha poucos das, animou-sc
declarar sem incito urna senten^a, passada em
julgado, do digno juis de direto d'esta comarca
Dr. Hisbello Florentino, n03 autos orpbanologicos,
em qae inventariante o capitio Fraacisco Joa-
quim Cavalcanti Gal vio !
O Dr. Hisbello julgou tumultuario o processa-
do, do pontj em que o Dr. Salles come^ou func-
cionat n'elle e deixando o exercicio, muitos dias
depois o animal declarou tudo de nenhum effeito !
Outra loucura vou referir :
O Dr. Salles baixou, em lempos paseados, urna
portara mandando qne os officlaea de justica se
recelbessem priaao per olio das
Um d'elles oceultou-se e e appareceu depois
quo o Dr. Hisbello veio tomar posse da comarca.
Este, atteudeudo justa reelamacio do official
de justica, dispenBou o da illegat pena imposta e
determinou-lhe que todos os dias, a 10 hori s da
manhi, fosse sua casa receber ordena.
Puis bem ; retirando se com licenca o Dr. His-
bello, o Dr. Salles, logo depois quo assnmo o
exercicio, commettea a groiseira ineivlidade de
demittir o official de justica !
E haver quem duvido que o homem don do?!
Consoie-se o Sr. Bandeira e espere que esta co-
marca tcnlia juiz,
Iguarass, 5 de Dezembro de 1886.
Francisco Xavier Paes Barrito.
O sea a sen dono
Havendo o patritico e Ilustrado Instituto des
ta cidade, por amor historia, mandado exhumar
os restos do supposto Joao Fernandos Vers, coa o
se verifica do parecer medico dado a luz no Dia-
rio de Pernambuco a. 276; venho antepor facoi
qne bem podem oriental-o no deseobrmento da
verdade.
Em 13 de Novembro de 1715, fez, o eatio li-
dilgo Salvador Curado Vidal, natural de Penam-
buce, o seu testamento onde pedia que por sua
mirto fosic o seu corpo dado a sepultura no con
vento do Carmo de Olinda juuto a capella do Se
nhor Bom Jess, confronto a capella mor, a!m de
multas ootros dados que se o patritico Instituto
quiser pode vir bebel O3dopropno testamento que
ae acha em mea poder.
Ao menos servir esta declaracio de protesto,
que faco como pernambueano, uio cous-ntin-ie
qne se roube a legitimiJade do um para dar a
outro.
Pernambuco, 6 de Dezembro de 1886.
Firmino Alves ferreira.
Despedida
Raymuudo Vnhaes e sua senhora, sfgundo no
da 8 do corrente para o Maranhio, a bordo do va
por Mandos, e nio podendo despedir se psaoal-
mente de t.dos quantos oa bonrsram com as suas
amisades e attencSaa, terve se deste m-so para
offerecer-lbes os seus insignificantes prestimos era
aquella provincia.
Recife, 7 de Dezembro de 1886.
Externatn *. Luiz
Com o nome cima abrir-se ha no dia 15 de Ja-
neiro do anno pr ximo futuro de 1887, um estale'e
cimento de educacio, or.de ensinar-se-hio todas
as materias do corso de preparatorios, havendo
tambem um curso nocturno dea mesmas materias,
e um outro commercial, no qual ensinar se-lia e
mente francs e nglez, theorca o pratiesmente,
senda eate das 9 s lo 1/2 da noite.
E&aues da aula 2nfunil
ComQarain no dia 'J pelas 9 horas da
manh us eximes dos alumnos da aula
primaria perante a commissao composta
do Dr. Ayr.'S de Albuquerquo Gama como
presidente, e 'ios professorns Ricardo Fon-
seca de Medeiros o Jos Joaquim Borges
Uehua, como examinadores.
Foram julgados lbilitadjs os seguintes
alumnos :
4* serie
1 Alberto Fiotk Pinto.
2 Antonio Alves Barbosa.
3 Artiiur Napolea-j Duarte.
4 Augusto Martina SalJanha.
5 'rneeto Soares do Amaral.
6 Francisco de Barros.
7 Graciliano Octavio da Cruz Mirtin3
Filho.
8 Juiio Joaquim Alves Guerra.
9 Joao Evangelista Silveira.
10 Jos Francisco Martins
11 Manoel J0S0 de Amorim Junioi.
3* serie
1 Aniereo de Azevedo Marques.
2 Arthur Souza e S.
3 Augusto Vctor Martins.
4 Claudio Pereira da Cunha.
5 Eulogio Epiphaneo Antunes.
6 Heitor de Azeveio Marques.
7 Jos Firmino Flores.
8 Jos Teixeira Coimbra.
9 Manoel Gomes de Oliveira e Silva.
10 Manoel Guimaries.
11 Manoel Cirneiro de Albuquerque .
12 Pudro Teixeira de Araujo.
13 Vidal Modesto da Silva Mello.
2a serie
1 Amelia Clementina Pereira de Carva-
lho.
2 Braz .augusto Carneiro Leo.
3 Carlos Gomes de Mattos.
4 Francisco Gonjalves de MeJeircs J-
nior.
5 J0S0 Francisco Nesme.
6 Jos Augusto de Castro Monteiro.
7 Mara Emilia de Medeiros.
8 Manoel de Souza Teixeira.
9 Manoel Gonjalves Torrea.
10 MartinhoTeixoira de Aguiar Medeiros.
11 Olympio Bandeira Carneiro Leao.
12 Theodorico Padilha.
Ia serie
1 Alfredo Pereira Santos
2 Antonio Carlos Lopes Limos.
3 Arthur Soares da Silva.
4 Cesar Romulo Silveira.
5 Len Paul Munier.
6 Manoel Jos Gomes de Amorim J-
nior.
7 Thomaz Alves Guerra.
Os alumnos serlo examinados pelo pro-
gramma do ensino publicado nos estatutos
impressos no principio do auno expirante,
abaixo transcripto.
4a Serie
1" l.eitura corrento, interpretativa de pro
s e verso. Declamagao.
2 ArithmetioaProporcSes e su .8 appl
e3es.
3o Oalligrapbia at lettra de phantasia.
4o Geometra : Nojjes applicadas archi-
tectura. ,
5o Grammatica: Syntxe.
6o Redajao : Exercicios originaea.
7o NocSes generalissimas de Geologa. .
8" NojSes de Geographia.
9o Noc3:s do Historia do Brasil.
3= Serie
Io Liitura corrente de prosa e verso.
2o Arithmetica: Frac^es e metrologa.
3o Calligraphia at cursivo.
4* Dezenho linear: problemas sobre as fi
guras em geral. Estado de solidos.
5o Grammatica : Lxicolagia, analyse e
xcologi.'a.
6o Exercicios de redaejao. Descripcao de
quadros e pnysagens.
7o NojBca de Hhysica e Meteorologa.
8' Noc3?s de Cosmographia.
2' Serie
i Letura corrente de prosa.
2a Arithmetica. Operarles fundamentaos.
3o CalKgraphia at bastar inho.
4o Leles de coasas appllieadas geome-
tra
5o Grammatica : Prosodia e orthographia ;
analysea.
6* Rligo.
1* Siia
lo Leitura tt soletrajao.
2* Lices de cousas spplicadas Arith-
metica .
3o Call'graphia at bastardo.
O director,
Augusto Porto Carreiro.
Oleo puro medid 1 al de Diado tfe
hacatbn. de Lanman & Kemp
M
Anda mesmo quando a febre htica tenha mar-
l>. Francelina
Powell
A cruenta e implacavel tz orte acaba de odssV
mais urna vida preciusa !
Minba extremse mai acaba de desappareoeakdte
meio dos vivos !
Quando devia gosar, eil-a de improviso araesav-
tada dos bracos de tu 1 inconsolavel familia! Poc-
cas horas decidiram do sua existencia...
Meu Deus Pcrquu tal fizf stes ? Porgas c
iubtrahistes ao no?so amor ?
Aquelles qoe entretiveram com ella r>I cves efe
amisade re^cnheciam-lbe um modesto caraetsc.
urna mili cxrmplar, umairm imxcedivelem 1
e urna amiga dedicada.
Estai a. porm, determinado que soffn
quando menc-s o eprravamos, a iiidizivel sesaeav-
C;ao quo nos deixou todos immergos ua raak ara-
funda e acerba dr.'...
Mii,ha mai j nao existe E cu vivo paraste
prautear eternamente. ..
Daqui, desta mundo de dor e de lagrimas icic
.iraa vez lhe esti-njo oa btayos. Oh minha^ca-
rida m ; e lhe pey que da mau.-i> dos jastss,
onde hoje habita, acceite urna saudade que sobas
sua campa desfolho e as lagrimas sinceras sff-
derramo sua memoria.
Seriahaem, 2 de Dezembro d,* 1886.
Circum'.isa Poteell Calumba.
Nenhuma composieao at hoje descobera |
aform^sear e fazer efeacer o cabello tem tido 1
rceiiacao como o Trirofero de llarry. .'
univerealmcutc usi do em todo o mundo, e tosE
fallam em louvor do seu grande mrito C-Jirirss1
nica cabeca urna srnsacao de agradavel freteaec
c ao cabello um brilho peculiarmeute lido, ecaa-
pede a carvieie eai todos os casos, mesmo qtecata
o cabello diariamente tratado com o Trcof
de BniTj' nunca perde o brilho, ncm cahe, 1
se deteriora, nem apresenta figual algum de ddist-
ca ou debidade.
Ka anemia e em todas as enfermidades deeaa-
sumpcao es feriugineaos sao indicados ; poicar
convm saber-e que para a sua assimilac-"* alar
devem appmximar-se pela sua composieao dssesa-
mentos i.aturars do nosso organismo, devem aar
liq udos, nio provocar preio de ventre, era asar
rha, taes sao as qnalidades do Ferro de Larae
que receitam os mediecs do mundo aterro por nie
causar dores nem peso no estomago, combittfco
lymphatimo e dtr ao rosto a eua cor normal -e
4 ao sangue o seu principio essencial de act'idtate
e nutri^o geral da economa.
Olmda
Diversas pessots que n5o podem ser Isr
differentes s grandezas q-e ainda restas,
embera em estado de luinas, nesta cid&e
reuniram-se na casa da residencia do Ex.
e Rvm. Sr. conpgo lt. Luiz Francawe
de Araujo, para o tim de combinarcm aac
meios de rep;rr o mr.gestoso terrpa o
N. S. do Carmo hoje tao arruinado.
Escudados os reparos e cenciaes pelasv
telligente e pratico engenheiro architeoto,
Dr. A. Pereira SimSes. que do boa voa>
tade a iato se prestou, e est prompta
dirigir a parte tchnica do trabalho, fonam
eleitas duas commissSes : urna geral, cas-
posta do Dr. H. S. Tavares de VaaeaH-
cellos, presidente, tenente Manoel J. t
Castro Villela, secretario, padre Julio Ba-
ria do Reg Barros, thesoureiro ; e oatec
de esmolas, composta do desembargaior
Joo Francisco da Silva Braga, presdan-
te, Antonio Estevao de Olveira, secreta-
rio, eonego Manoel Joao Gomes, o coneja
Dr. Joaquim Graciano de Araujo.
As commiesSes trabalham com esfocge
para obter es recursos neceesarios efiae-
tividade do intento, que emprehenderaaijr
de esperar que eneontrem p io Mts-
mat;So da parte da todos aqteea, aar
quaes reconerem para fim t3o piedoso.
Nesse sentido vao dirigir circulares.
Duas rpidas curas (2)
Illm. Sr. Jos Alvares de Souza Ss*
res Pelotas, 12 de Novembro de 1884..
Tem esta por fim scientifical-o de atak
duas esplendidas curas devidas ao sea pec-
cioso peitoral de Cambar
Por occasiSo do effectuar-se o ultima
bazae em bsnefico da Bibliotheca Puboca
Pelotense, fui atacado de urna forte bre*-
chite que me levou ao leito.
Vendo-me prostrado e desejando o tase
restabelecimento o mais pro rapto posaival,
deliberei usar o Peitoral de Cambar,
fiz com tanta felieidade qu<, no terceira
dia da molestia, pade raassumir as miabas
funecoos de bibliothecario naquello estafce-
lecimento.
Na mesina poca foi a ruiuha filhiaha
Juliecta atacada de u na tossa irapertiaaa-
te, com carcter asthmatico. e gpplicaada
lhe eu o mesmo < ffiaz medicamento, ai*
restabelecila em poucos dias. Subscrera-
me, etc.
Francisco de Paula Pires
nicos agentes e depositarios gerae* e
Pernambuco
Francisco M. da Silva & C.
.Rtta Mrquez de Olinda n. 23.
Clnica medico clrnrglea
DO
Dr, rVIfredo Gaspar
EspecialidadePartos, molestias de senhonac
segwaas
crianzas.
Eesideucia Roa da Imperatnr n 4,
andar.
Oculista
Dr. Barrete Sampaio, medico ocn-
liita, ex chefe de clnica,do Dr. de
Weekcr, c)i cunsultas de meio dia as
3 horas da tarde, no 1." andar da casa
n. 51 a ra do Bario da Victoria, ex-
cepto no3 domingos c dias s inlincadns.
Residencia ra Scte de Setembro n.
34 Entrada p, la ra da Saudade n


T



_
Diario de PeraarobucoTe rea-f eir 7 de Dezembro de
1316
,*,

,'VX. I9'- Atiesto ter enopregado coro Tn-
ajosos resaltados era doentes de tubercu-
ose pulmonar, era mitiha casa de saude, a
EmolsSo de Scott oleo de ligado de baca-
ho com hypophosphitos de cal e soda.
O referido e veadado e o juro iu fide mo-
dici.
Rio do Janeiro, lc< de outubro de 1884-
Dr. J. Tavano.
Dr. Joiio Paulo
MEDICO
Especialista em partos, molestias de seahoras e
de enancas, com praticii as principaes materni-
dades e hospitaes de Pars e de Vieaoa d'Austra,
faz todas as operares, obsttricas e cirurgicas
_j:ieernentes as suas especialidades.
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Victoria (antiga ra Nora) u. 18, 1 andar.
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Nasciraento Machulo Portella
corjtin no exaricio de sua
profisaao de cdvogado polen lol <
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ser encontrado era seu escripto-
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Dr. Femaodes Barros
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Olindan. 1.
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Residencia : Ra da Sol dade n. 56.
Tolepbonem u. ;3 e lis
Aviso
O Dr. B. Owglan Donuel Slcdico peta
Faculdade de Medicina de Pars.
Condecorado com a mtrlalha dos hospitaes.
Socio correspondente : das Academias de Med
cia do Rio de Janeiro e de Barcelona ; da S.i
ciedade de Medicina pvatica de Pars e da Sici;
dade Franceza de Hygiene, ex-director do Museu
AnatomoPatolgico da Faculdade de Medicina
do Rio de Janeiro, tcm a honra de prevenir o pu-
blico que durante a sua estada em Pernambac-
fica a diaposico dos doentes que desejarem han
ral-o com a sua confianca.
Chamad-s e consultas de 1 s 3 horas da tard
ra do Mrquez deOlinda n. 51, 1.* andar: re
sidencia na hospedara de D Antonio (Caminhc
Novo).
Especialidades : molestias das vas respirat -
ras coraeo, estomago, ligado, etc., molestia r
iivas. c sypbilittcas.
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Medito Quintella
Este notabilissimo depurante que vem preced-
i0 do tao gra le fama infalliV' I na cura de todas
as doencas syphiliticas, escrofulosas, rheumatica
e de pelle, coma tumores, ulceras, dores rheumati
cas, oateocopas e nevralgicas, blennorrhagias agu-
das o chronicas, cancros syphiliticos, inflamma
oes visceraes, d'olhos, ouvidos, garganta, iutes
rinos, etc., em todas as molestias de pelle, simple
on diatheiicos, assim como na alopecia ou qtijdu
do cabello, e as doencas determinadas per satu
-acao mercurial. Do-se gratis folhetos onde se
sncentram numerosas exp ;riencias feitas com eat-
especifico nos hospitaes pblicos c muitos attesta-
dos de mdicos e documentas particulares. Fas-se
descont para revender.
Deposito em casa de Faiia Sobrinhc & C.
Ra do Mrquez de Olinda n. 4!.
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Dr. Ferreira da Silva, coasaltas
das 9 ao meio dia. Residencia e
consultorio, n. 20 ra Larga do
Rosario.
Oculista
EDITAES
Edltal n. 9
O administrador do Consulado Provincial fas
publico a quem nteresssr posas, qne ua forma
do respectivo regulamento ser effectuado por
esta reparticao, no espaco.de 30 das uteis, con
tados da data deste, a cobranza independente de
..mita, dos impostos do decima urbana e 25 Oi
sobre a renda doB bens de riz, pertencentes
corporacoes de mo morta, relativos ao 1- semes-
tre do exercicio de 1886 87.
Consulado Provincial de Pernambuco, 1 de
Dezembro de 1896.
F. A. de Carvalho Moura.
DECLARAG0ES
Secretaria da veneravel orJem terceira do
Soraphico Padre S. Francisco no Reci-
te, era 4 de Dezembro de 1886
De ordem do cariseimo irmao ministro, convido
a todos os se jbcres candidatos approvados pura
eutrarem de irtnaos e os nossos Carissimos irmSos
novicia approvados para prefessarem, quer pelas
anteriores administracoes, quer pela presente,
a coinj areerr.m ubs c outros no dia da Imnacu
lada ConceicSo de Ncs=a Senhora, quarta-feira 8
do corrente tnez, pelas 8 horas da manhS, na
igreja de nossa veneravel ordem, para realissrem
suas enradas e profisses.
Arthur Au.usto de Almiida,
Secretario.
Recebedona de rendas geres
No dia 20 do corrente mez, finda-se o praso
para o pagamento dos iiupostos de industrias >
profises, predial, axa de es.ruvos, do exercicio
de 1>85-I88i, com a multa de 6 0,0, depuis do
que ser pago com a multa de 10 0|0, legnfado te
acobrunca ejecutiva.
Recife, 1 de Dezembro de 1886.
Os leccbedor.?,
Joaquim Iliigolino da Silva Fragoso.
Manoel G. Ferreira da Silva Juui r.
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laicos representantes
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Para informales dij arase ai
Polilman &C
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Dr. Mattos Barrefo, ex ebefe da clim -
ca de olh>s do l'r Moura Brasil e da
policlnica geral do Rio de Janeiro c me-
d .t' aggregado do hospital Pedro II
desta cidade.
Consultorio, rna do Impera lor n. 65, 1-
andar, das 12 3 horas d:> tarde-
Residencia, Cuctiinho Novo n. 159.
As operacocs sao feitas sera dor, por I
meio da cocana.
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de escrupulosa observacSo, reabre consultorio nss
ta cidade, ra do Jioin Jess (antiga da Crat
a. 23, 1. andar.
lloras de consultas
De dia : das 11 s 2 da tarde.
De noite : das 7 s 8
as demais horas da noite ser encontrado nc
sitio travessa dos Remedios n. 7, priineiro por-
tao esquerda, alm do pono do Dr. Cierne.
( ) MEDICO HOMEOPATHA ( I
\Dr. Ballbazar da Silveira |
De ordem di Ulm. Sr. infpector, f-ico publico
qne parante a sessilo da junta do dia 11 do cor-
rente, recebem-se propostas eai carta fechada e
sellada, para a venda de oito saccas de algodilo
em pluma, de produeco da ilha de Fernando de
N rmilia, pesando bruto 601 kilos, as quaes se
uchairi depositadas no armazem da companhia
pernambucana, onde podero ser examinadas pe-
les pr ponentes.
Thesouraria do Fazenda d3 Pernambuco, 4 de
Dezembro de 1886.O secretario,
Luiz K. Pinheiro da Cmara.
COMERCIO
Especialidadesfebres, molestias das
criancas, dos orgos respiratorio das
aenhoraa.
Presta se a qualquer chamado pera
or di Cipital.
A %ISO
i
Todos '-s chamadas devem ser d
dos pharmacia do Dr. Sabino, ra
liara o da Victoria n. 43, onde se indicar
sua resideucia.
D. Coipira Lbb
ingi jj
ua do ) (
{}
"*V3V
HBIIKJO
Tem o seu eacriptorio a ra Duqae^de Ca-
as u. 71, das 12 s 2 horas da tarde, e desta
hora em diante em sua resideucia ra da Sao- Dito de manilha, idem.
De ordem do Illm. Sr. inspector se faz publico
que s 11 horas da inauha do dia 11 do corrente.
em (fsslj da junta se rec borio na mesma Tho-
souraria propoetas em curtas fecha tas e selladas,
para o firn; cimento de gneros e diversos artigos
necessarios ao presidio de Fernandn de Noronha,
durante o semestre de Julhoa Dezembro do cor-
rente i.nuo.
GNEROS
Assucar mascavinlio,kilo.
Dito branco 1* sorte (refin.ido), dem.
Arras pilado, idem.
Azeite doce, litru.
Araruta, kilo.
Aletriii, ideal.
I! in'-a de pereo, dem
Boi vivo com 10 arrobas, nm.
liaca'lio 1" qualidadc, kilo.
Cimento, bar ira.
Cal em grao, kilo.
Cha Hysen, idem.
Doce de g aba, idem.
Familia de m indi ca, litro.
Dita de trigo.S. S. S. F, barrica.
Dita de tapioca, kilo.
Fumo i n. latas, idem.
Ktos-'iic, latn.
Marnellaia, kdo.
Mantciga ingleza, idtm.
Dita fianceza, idem.
MaearrSo, iiem.
-abao i.marelii, idem.
Sal de cesinha, litro.
Vinho branco, idem.
Dito do Porto, idem.
Viuagie de Lisboa, dem.
Vellas stearui.s, maco.
Vasscuras de piassava, urna.
X-irquc, kilo.
DIVERSOS ARTIGOS
Agua-raz, litro.
Agulhas para costura, papel.
Alcool de 36 a 38 graos, litro.
Arcos de fino, feixe.
Algodao azul, metro.
Dito msela, idem.
Dito de listr, idem.
Bandera imperial de 2, 3, 4, 5, 6 e 7 pannos,
urna.
Botoes de osso com 2 furos, caixa.
Barbante, kilo.
CamiS' las ae bn'm, urna.
Dita de algodao, idem.
Dita de torca, idem.
Colheies para pedreiro, idem.
Cabo de cairo, kilo.
Cera blanca e.n vellas, idem.
Dita em brandoes.
Colchoes de linho cheio de p&lha, um.
CarvJo de pedru, kilo.
Cbocalhos sortidos, um.
Copos de vidro, idem.
Cobre em folba, kilo.
Caibros de quaiidade, um.
Chimins patentes, urna.
Espanadores de palba, um.
Envelopes in-folio, idem.
Dito para officio, idem.
Eserivaninhas de latc, urna.
Fio de vella, kilo.
Gomma arbica em carolo, idem.
Dita em p, idem.
Dita lacea, idem.
Hostias, urna.
Incens kilo.
Lamparillas de porcelana, caixa.
Lixa de esmeril, folha.
Dita de vidro, idem.
Lencoes de linho, um.
Ditcs de algedao, idem.
Lapis de borrreha, um.
Ditos pretos de Faber, idem.
Ditos de enrpina, idem.
Ditos do duas cores, idem.
Linba branca grossa, carritel.
Livros de papel Hollanda de 50 a 200 folhas, um.
Madapo'o, peca.
Mullios de ripas, um.
Ocre amarello, kilo.
Ourins le Icuqu c.mtimpH, um.
Oleo de linhci, litro.
Paos db Jacaranda, um.
Ditcs para balea, idem.
Pedras de amollar, urna.
Popel almasso pautado Cuino, retma.
Dito lian, id- m.
Dito cartao mata borrao, folha.
Pennas de ac Pcrry, caixa.
I':"c= de obreiag, masso.
Pedras para escrever, urna.
Saccas de cal fina, dem.
Sellins nacionaes, um.
Tinta ingleza para escrever, litro.
Toalhas de algodao, urna.
Tinta azul da Pru sin, kilo.
Travc8seiros de linho cheioa de palha, um.
Tabos de amarello para sialho, urna.
Travetag e travs de 36 a 40 palmos, idem.
Verde enromo, kilo.
Vidros grandes para vi .Iraca, um.
Condicoes
i 1.' Nenhuma proposta ser recebida sem que o
proponente u'ella declare, sem emenda alguina,
ntrelnha ou rasura, o preco de cada genero ou
Arsenal de Guerra
Do ordem do Illm. Sr. major director deste ar-
senal, sSo chamadas as costureiras matriculadas
desta repartic/io para reformare m suas cartas de
flanea, at o dia 31 do corrente.
Secretaria do Arsenal de Guerra de Pernambu-
co, 4 de Dezembro de 1886.0 secretario,
______"______Jos Francisco Ribeiro Machado.
Arsenal de GucrT
O conselho econmico das companhias de apren-
dizes artfices e operarios militares, precisa con-
tractar pa*a o Ia semestre do anno vndouro de
1887, es artigos seguintee :
Assucar branco retinado de l1 sorte, kilogramos.
Assucar m- sea vinho refinado, idem. "
Al' tria idem.
Arroz, idem.
Azeite doce, litro.
Bolacbinha de araruta, kilogratnma.
Bolachas, idem.
Bacalho, idem.
Cha bvsson, idem.
Cal em grito, idem.
Carne de Xarque, idem.
Carne verde, idem.
Carvao vjgetal, bxrriea.
Doce de golaba, kitogramuia.
Fariuha de maudioca, litro.
Feijao mulatinho, i 1 m.
Frucas ( aranjits ou bananas), ama.
Frangto, um.
Galliulia, urna.
Lenha seees, de boa quaiidade, cha.
Manteiga ingleza, kilograiutna.
Dita tranceza, idem.
Marmellada, dem.
Mac-ria ili ir..
Qucij'j fl imengo, um.
Sal, litro.
Tuucinho, kilegraama.
Vinho do Porto, garrafa.
Vinagre do Lisboa, lit o,
Verduras.
Paes de 15'' grammas, kilogramma.
Ditos de 125 ditas, idem.
Graxa para shpatos, lata.
Escova para d^r lustro, uina.
Sibil i. kilograroma.
Vellas de spermacete, libra.
Oortcs de cabe 1 >$,
Sapatos de couro de bezerro (pires).
Cbincllea du c uro branco para a eufcrinarla
(pares).
Muas de algodao (puros), 50.
n. 'c ..... Lencos de chita (peaueno'). 50.
2.* no serao hdmittidos a concorrer ao furneci- r : S v !
Lavagem e eugommado ilo blusas da bnm cu
ment, oe negociantes ou firmas sociaes, que apre-
sentem, at a vespera da junta, os seguales do-
cumentos :
Certidao de matricula da Junta Commercial,
bilbetc de pagamento do imposto de industria no
ultimo semestre vencido.
Certido de contrato social extrahido do regis-
tro da Junta Commereial.
3.* Os gneros dev. rao ser de primeira qua'ida-
de e os fo.-necedores serlo cbrigados a deposi-
tal-os em um dos armazens da Comoanhia Per-
nambucana para sereui examinados,, de modo que
possam com facilidade prestar se ao referido pio-
c aso, sendo para isto obrigados a miuistiar o
pessoal o es instrumentos necessarios ao respecti-
vo transporte.
4* As despezas com a condcelo e embar-
que dos gneros e mais artigos, serlo feitas por
c uita do foriieccdorcs, de couformidade com s
instruce,oes da presidencia da provincia, de 20 de
Janeiro de 1882.
5. As propostas de gneros, fazendas e outres
artigos, deverao vir s-paradas.
Thesouraria de Fazenda de Pernambuco, 3 de
Dezembro Je 1886.
O sccretsrio,
Luiz Emygdio f'inliciro da Cmara \
Veneravel confiara de Santa Ri-
ta de Cassia
Da oidem do noaso rarissimo irmao regedor,
eolvido aos nossos carissimos irmao, .fim de
assistireic a missa, que em louvor da Imroaculada
Concei^lo de Nossa Senhor, mauda celtbrar o
ccuselbo adminis'rati^o no dia 8 do corrate, s
9 horas da muuhii, sendo este acto acompnbado
de cnticos sagrados surapbina, os quaes sero
entoados por um coro de senborap, que exponta-
n ament se prestara a abrilhantar inesino acto.
Consintorio da veneravel confraria do Santa
Rita de Cassia, 6 de Dezembro de 1886.
O secretario interino,
Man.el Bandeira Fiu.
Tlicsouro Provincial
tardetas, calcas de brim branco, ditas de ditopar
do, lavagem e concert de camisas brancas de al-
gooaosinuo, camisolas de brim pudo,ditas de dito
branco, p-.ra a enferuianu, cilcia d.. brim pardo,
ceroulas, coberfas de chita, a brtore de lii, fr.-
nhu?. lencoes, lm;os, luvas (paree), meiai (par. s),
to.fhae Je ni-su, ditas de r.tto, ditas de mito e
bHnetes.
poder c nc:rr.T aoa f.'rnecimciitos MMii
ciados pilo cor'silhi quem habilitar se previa*
mente, exliibin lo am r> qu-rimento dirigido h
mesmo c msslho, d eumento que prove ha ver p}go
c.mo neg.jei !,!(! ttabelecido, o imposto de cssa
ccmraercial r< lativo ao u'tin1 semectre ven
cid i.
O proponentes deverao apreseotar su-is pro
postas nesta secretaria at s 11 horas da manhS
do lia 13 do corrente, sendo taes propostas em
dupIMt, im cartas fechadas, com deelaracao
expressa de tujeitar se s suguintcs condicoes :
1* No cas i d.'nao asii nm o contracto pa-
garlo a multa de dea por cento.
2 Send i recusado pela commissao oa gneros
contracladee, mandar-se-ha cimprar pelo pr'co
I do n.crc ido, fi -ando o contractante obrigado N in
! demn sar, isto al tres v.zes, drpois do qae fijar
I rreeeiidido O coutracto, pagando o OOUtraCtantd a
! multa de 200x000.
Todos os gneros deverao eer de primeira quali-
j dade.
iecreraria do Arsenal de Guerra di Pernam-
! buco, em 6 de Dezembro de 188 i.
O secretario, .
Jote Francisco Ribeiro bichado.
Triuropbo
N. 3 Fonseca IrraSos & C.
Horacio, escravo 20^000
Restaurado
Bellarrnino Alvcs Arouxa. Fe
lix, Felippe, Leonardo, Ma-
noel e Joaquim etejavos O3i000
1 .a secgSo do Consulado Provin ;ial 4 do
Dezembro de 1886.
O ebefe,
./. -Y. (7. de Barros Campell.
Companhia
MPERIAL
MS51I RON contra FOGO
- EST: 1803
Edificios e mercadoriat
Taxas baixas
Prompio pagamento de prejuho
CAPITAL
Rs. 16,000:000*000
Agentes
BBOWNS&C.
N. -r> Ra do Commercio N.
(OHIMMIIA KECjLRON
NORTHERN
i- LOnilrcs e Iberdeeu
{o'.c. ananceira (Oeiembro I $S5)
Capital oubsciipto
Fundos accumulados
Recella animal:
Di premios contra fogo
De premios sobre vidas
De juros
3.000.000
3.134,34*
577,330
191,000
132,000
O AGENTE,
John. H- Boxicell
Bl* COUMERnOCIO N.ZAI* IMKR
^COMPANHIA DE SEGUROS
OSTRA FOSO
Sortb Brilish k Mercantile
CAPITAL
e:OOO.OOo de libras sterlinas
A O EN 1 ES
Moiiison Howic &C.
Consulado provincial
RelacSo dos coutribuictes comprebendidos
DO ... do art. 2. da lei do orgamento
u. 180, com relajo a fivguezia do Re-
cife, e pert?nccnte no exercicio de 1836
a 1887, pelo lanzador Joaquim T. de
Lemos Du^rte.
Ra Itaparica
N. 2 Martina Cordeiro & O.
Manoel escravo
ta Cruz n. 10. Especialidades, molestias de -
aboras e c-riancas, telephone n. 326.
ttolsa coinuic-ol.il de Pernam-
i neo
BECIPE, 6 DE DEZEMBRO \E 18ao.
As tres horas da tarde
''oae< oifiriatt
Jambio sobre Lisboa, 90 d/v. 139 0/0 de premio,
do bnco.
O presidente,
Pedro Jos Pinto.
O secretario,
Candido C. G. Alcoforado.
REVISTA < Oa semana de ta 4 de ife
zenbro de tsHH
Cambio sobre o Rio de Janeiro, nao consta tran-
accao alguma.
Cambio sobre a Baha, idem, idem.
Cambio sobre Santos, idem dem.
Cambio sobre Rio Giande do Sul, idem, idem
Cambio sobre Porto Altgre, idem, idem.
Cambio sobre Londres, 90 d/v 22 d. por 1
o Banco.
Cambio sobre Pars nao foi publicada colaclo.
Dito sobre Pars, idem.
Dito sobre Hamburgo, idem.
Dito sobre Portugal 3 Lisboa, idem.
Dito sobre Porto, idem.
Dito sobre Montevideo, idem.
Dito sobre Buenos-Ayres, id m.
Apolice8 da divida publica de 6
m so par.
Dita provincial 7 Companhia Seguro lndcmnisadora, sustenta
- :a cota^So.
Companhia Pheniz, idem.
Companhia Seguro Ampbtrite, idem.
Companhia Pernambucana, idem.
Companhia de Fiaio e Tecidos, idem.
Companhia de Bebeiibe, dem.
Lettraa bypotbecar.aa do Banco de Crdito
:c-il do Pernambuco de juros de 7 /, no valor de
"00* a 93* sem juro e a 96/500 cada urna com
iro.
Cooipauliia Perro Carril de Pernhmbueo, obri-
m s garantidas de juros de 7 7. do valor de
VOO* a 180 cada urna.
Comparhia de Oluda c Bcberibe, do valor de
JOO a 210/ cada urna.
Descont de 1. ttran, regulou de H a 9 /
Cicneros nacionaes
AgurdenteAs ve .idas forum de 53/000
;po.
Alcool As vendas foram de 120JC00 a pipa.
Assucar VendR, o braueo de 1/800 a
nos, do 1/500 !. 1/700; o masca vado, de
/200 a 1/300; o aiw d 1/000 a 1/KJO, w
r de 700 a 900 rs.
poi
AlgodaoAs vends tiram de 5/>;03 e 5/700
os 15 kilos de Ia sorte.
Arroz em casca,Retalha-se de 2/700 a 2,9800
o sacco, liguido.
Cat Coramos de 6/500a 101000 es 15 kilos.
Ceblas do Rio Grande do Su!Sao houve en
(radas.
Cera de carnauba.Sem alteracao o mercado
desattendido.
Couros salgados seceos. Consta vendas a 560
rs o kilo.
Cerveja nacional Retalha-se a 5/ inteiras,
6/000 as meias, liquido.
Farnba de mandiocaAnda-ae em procura.__
Cotamos de 2/400 e 3/000
FumoRetalha-se a 21/os 15 kilos Gomma de mandioca. Aa vendas foram de
1/600* 2/200 os 15 kilos liquido.
Graxajdo Rio Grande do Sul.Sem trausaepao
eBta semana.
Gordura do Rio da Pratadem idem.
Gcnebra nacionalReialha-se de 3/200 a
6/500 a caixa com descont.
Mel.Nao ha no mercado.
Milbo Os lotes'qoe tem entrado tem obtido
de 55 a 60 rs. o kilo.
Pelles curtidasNao tem alterado costumamos
acotar de80/ a 102/.
Pellea cm cabello.Idont.
Sal do Ass e Mossor. Venda a 1/ o al-
que're.
Sebo cusdo.Sem transaeco esta semana.
TapiocaAs vendas foram de 3/ a 3/100 os 15
kilos icru 10 % de d'BCcno.
Velas stearinas do Rio de Janeiro.Retalh.-se
a 500 ris o maseo de 6 vella?, liquido.
Ditas ditas da provincia.Retalha-se a 280
ris o masso de 6 velas, liquido.
Vinagre do Rio. Retulh..-se de 70/ a 89/ a
pipa.
Vinho do Rio.Rotulha-sc de 150/ a 180/000 a
pipa.
Xarque do Rio Grande do Sul. Deposito de
113 000 arrobas. Venda de 5/ a b/500 8 arroba.
Gneros estrangeiros
AlfazemaRetalha-se a 8/000 oa 15 kilos com
descont.
Arroz da India Retalha-se a 2/500 os 15 k-
lot cm descont.
Alpista.Retalha-se a 5/000 os 15 kilos, idem
i-^em.
Azeite de oliveira em barra.Retalba se de 3/
a 3 i 100 o galio.
Dito em latas.Retalha-se a 15/503 a lata.
Bacalho. Deposito 4,000 barucas, retalho
a 19/000 a barrica.
Banha de porco.-- Rtalas sea 400a 420 ris
a libra, cem descont.
Batatas portuguesas.Si m entradas.
Ditas ingleza. dem.
BrenMercado suppndo. Cotamos de 3/ a 12/
a barrios, conforme a quaiidade e peso.
Carvao de pedraSe u alteracao cotamos du i
Dito de linho de 1/2 pollegada, peca.
Colla da Baha, kilo.
15/000 a 16/000 os 15 kilos.
_ Canella. Retalha-se de 1/500 a 1/600 os 15
kilos com descont.
Ceblas. Retalha-se a 13/000 a caixa com
descont.
Cervejas Retalha-se de 7/000 a 10/500 a
duzia com descont.
Cimen'o. Retalha-se de 6/000 a 8/ a barri-
ca, --informe a quaiidade, procedencia e peso.
Cominhos Retalha-se a 18/000 os 15 kilos,
com descont.
Cravo da India.As vendas foram de 2/60D os
15 kilos com descont.
Farinha de trigo Deposito 9.000 barricas.
Retalha-se : a de Triestre, de23/000 a 26/000 ;
a americana de 16/000 a 19/000 a barrica.
Feijo-Retalha-se de 6/5'JO a 7/r00 o sacco
liquido.
ianafo s vatios R talha-se de 650 a 1/500
cada um.
Doces cm caldaRetalha-se a 850 ris a lata.
Fare lo do Rio da PrataRetalha-se de 4/000
a 4/500 o sacco.
Dito de LisboaRetalaa se de 4150C a 5/0OO
O SkCCO
Gene ora Retalha-se de 3/500 a 11/500 a
caixa.
Herva doceRetalha-se de 16/C0O a 18/000
os 15 kilos, comdeseonto.
KeroseneRetalha-se de 3/300 a lata liquido.
Louca ingleza ordinaria Retalha-se de SO/000
a 130/000 o gigo.
MadeiraMercado supprdo.
Masea de tomate Retalha-sc de 520 a 560
ris a libra enm descont.
Manteiga em barraRetalha-se de 730 a 740
ris a libra, d-m.
Dita em latas RetalU-sede 1/ a 1/200 a lir-ra,
idem.
Massas italianasRetal i a ee a 7/500 a caizo,
dem.
Ole de nhacaRetalha-se a 1/SCO o galao.
Pasea eommunsRetalha-se de 7 :500 a 800J
a caia com descont.
Passas fiuas Retalha se a 10/500 a caixa
idem.
Panel de embrulhRetalha se de 640 ris a
1/500a resma, idem.
Pimentada India-Retalha-se a 1/4(0 o kilo
idem.
Plvora inglezaVendas 20/000 o bail.
Queijos Retalha-se de 8/200 a 3/303 cada
um, com descont.
8alNao consta entradas do estrangeiro.
SardinhasRetalha se de 280 a 300 ris a Uta
de 1/4.
Toucinho de Lisboadem a 11/500 a 12/
os 15 kilos.
Toucinho americanodem a 10/500 os 15
kilos.
Velas atasrJSwsRetalba-se de 540 a 900 ris o
masso com 6 velas.
Vinagre de Lisboa dem 140/000 a 150/000 a
pipa.
Vinho do LisboaRetalho de 200/000 a 250/
De ordem do Illm. Sr. inspector desta repart- XT 0 T ~' 7,.fS _.,.
cito, faco publico que no dia 7 Jo corrente mez, Jos Bjrn da bilva h-
piga-se a classc de aposentados, relativamente aos voira. Joaquim, Vicenta e
ve"e'",_! dJ.1L,.de..0BV,r0- Pr.V'? PM3ad0- Juafjuim Cabendo, escravo?
dem Luiz Rodrigues Pinb-iro.
Felippe, es.ravo
. dem H rrculaao Jos Rodri-
gues Pinheiro. Liandr.i, Ha-
uo--l Mutheus o Mauoil No-
vo tscravos
i dem Antonio Henrique Ma-
fra. Graldo e Vi .-ente ca-
Pagadoria do Thesouro Provincial de Pernam
uco, em 6 de Dezembro de 1886.
O escrivo da despeta,
Sil vino A. Rodrigues.
SOC II 3\Ii:
Recreativa 50 de Junho
De ordem do Sr. presidente, sao convidados os
sc-nhsres socios desta s ciedade a comparcccrem
no da / do corrente, para um recreio extraordi-
nario, resolvidj pela neva directora. Riga-se o
comparecimento de todos os senhore: socios, ebem
ataim os seos convidadosO secrctari-",
Valentim Ignacio de Albuquerque.
era v na
Idera Manoel Estanislau da
Costa Pedro, Manoel, Jos
e Affinso escravos
20*000
GO^OOO
2O50OO
1
60*000
405000
Companhia de Seguros
MARTIMOS E TERRESTRES
Ustabeicida em 1->.5
CAPITAL 1,000:000^
SINISTROS PAGOS
lie 31 de dezembro de 1884
Baritiraos..... I,lt0:000000
Terrestres,. 3S6:000|000
1-1Rna do oiiiincreio
CONTRA FOi
Fhe Liverpool k London k Olob
INSURRANCEIWANY
&G.
%
SOOOO
Dito francezdem, idsm, idem, idem.
Dito de Figueiradem, idem, idem, idem.
Xarque do Rio daPrata Deposito 8,000 ar-
robas, retalho de 8/000 a 8/500.
iKNIM.UiiNlOS PliLICS
Vi i ALFANEOA
tt De 1 a 4 143:327*745
i m u 6 34:821 855
ttII'A WUVJCIll
De 1 a 4
lean dr 6
22.628/373
7:80v/048
To:'
oau D.
I w 6
la4
178:148/600
30:4351421
208:584021
6:570/449
2.068/322
onsuladu FMvmeui.
dem do 6
(ira r!t!ivaQB'
'Jcui ao 6
D. 1 a 4
1 a 4
8.638771
5:800/818
2:182/274
7:983/092
1:3641540
8*6/086
2:190/626
..lTEHACO DA PAUTA
Psia a semana de 6 a 11 de Dezembro de 1886
Aluodao em rama, 320 rs. o kilo.
Assucar mascavado 68 rs. o kilo.
Alfana, ga de Pernambuco, 4 de Dez- inbr de
1886.
Os conierentes,
A. de A. Marques.
Adolpho Gentil.
DESPACHOS DfeTlMPORTACAO
Lugre noruegwense Christine Elitabcth, entrado
de Cardiff, no dia 4 do corrente e consignado a
\Vlson Son i C, manifestou :
Carvao de pedra 401 toneladas ordem.
Brgue noruegnense Allcor, entrado de Cai-aiff
no din 4 do corrente e consignado 4 orden-, mani-
festou :
Carvio de pedra 18 toneladas, dito em fijlos
154 ditas a The Central Sugar Factorie.
Camauro 8 encapados a L G. da Silva z Pinto
Mercaduras diversas 5 voluntas ordem
Pipas vasias 44 A. Taborda,
Tapioca 33 encapados a L. G, da'Silva & Pinto.
Salsaparrilha 27 voluntes a Amorim Irmos
de C, 20 a Francisca Manoel da Silva & C.
OK'PAOBOS l^fiXPORTA^O
Em 4 de Dezembro de 1886
Para o exterior
No vapor iuglez Paraense, carre*aram :
Par Liverpool, ulio & Irmo 1,000 sacjcs com
75,000 kilos de atsucar mascavidi ; J. Pater & C
501 saceos cora 42,546 kilos de assucar mascavado
No vapor inglez Lykus, carregaram :
Para Liverpool, J. FaterzC. 887 sacCDS com
66,525 kilos de assucar mascavado.
No vapor inglez Mcrchant, carregou :
Para Liverpool, J. H. Boxwell 600 saccas com
46,349 kilos de algodao.
Na barca americana M. G. Reed, carrega-
ram :
Para New-York, J. S. Loyo & Filho 1,000
saceos com 75,000 kilos de assucar mascavado.
Na barca noruegnense Dux, carregou :
Para New-York, M. J. da Rocha 1,000 sacos
com 75,000 kilos de assucar ma-cavado.
Para o Interior
AGENTE
Miguel Jos Alies
N. 7-RA DO BOM JESS-N.
seguro martimo* e lerreatrcsj
Nestes ultimo a nica coiapanhia Destapiara
que concede aos Srs. seguradle iseoipjiode paja
ment de premio em cada stimo anas, o qca
c-quivale ao descont de cerca,.da IS por cesto esa
avor dos segmados.
IIgMoT
MARTIMOS CONTRA FOGrO
Companhia Phenix ler-
nambucaua
Ruado Commercio n.
8
carrega-
. C. 230
pipi.
Vapor nacional Bahia, entrado dos portos de
norte, no dia 5 do corrente c consignado ao Vis-
conde de Itaqni do Norte, manifestou :
Amostras 3 volamos A. D. Carneiro Vianna.
Barris vasios 150 a A. Taborda.
No patacho hollandez Idi Jolianna, carrega-
ram :
Para o Rio Grande do Sul, J. S. Loyo 4 Filho
369 barricas com 21,994 kilos de assucar branco.
No lugar nacional Amelia, carregaram :
Para Pelotas, Maia & Rezend 475 volumes
com 39,447 kilos de assucar braucD e 50 barricas
com 5.V63 ditos de dito mascavado.
No vapor francez ViUe de Macei
rm :
Para o Rio do Janeiro, P. Valent
saccas com 20,240 kilos de algodao.
No vspor nacional Bahia, carregaram :
Para o Pi Grande do Sul, J. A. da Costa Me-
deiros 130 barrica j com 17,104 kilos de assucar
branco c50 ditas com 5,714 ditos de dito mascava-
do ; Viuva de Manoel F. Marques & Flho 450
snccjs com 33,750 kilos de assucar branco e 50
ditcs com 3,75'J ditos de dito mascavado ; V. da
Silveira 380 barricas com 3:2,300 kilos de assucar
branco e 120 ditas com 13,200 ditos de dito mas-
cavado.
Para o Rio d* Janeiro, M. Cunha 100 sacecs
com 6,000 ki'og de assucar branco e 500 ditos com
30,000 ditos ue dito mascavado ; T. de Azevedo
Sjuza 500 caceos com 30,000 kilos de assucar
branco o 500 ditos com 30,000 ditos de dito mas
cavado ; D. M. da Costa 6,000 cocos e 3,000 man-
gas, fructa; M. do N'ascimento 42 saceos com
cocos, fructa.
Para a Baha, V. de Itaqr do Norte 200 barr
cas cem 21,439 kilos de assucar branco e 100 dits
com 11,594 ditos de dito mascavado.
MOVIMENTO DO PORTO
Navio entrado no dia 5
Cardiff, 41 dasBrigue norueguense _4'/ior, de
257 remelladas, capitao Christen Jorgensen,
equipagem 8, carga carvao de pedra ; or-
dem.
Manos e escala, 11 diasVapor nacional Bahia,
de 1999 toneladas, commandante Sverio An-
tonio da Silva, equipagem 60, carga varios g-
neros ; ao Visconde Itaqui do Norte,
Maco, 8 uinaEscuna nacional ..VicoMo I, de 129
tonelkdas, capitao Luiz Jovancichi, equipagem
7, carcas sal; ordem.
Ro de Janeiro, 17 dasLugar norueguense La
BHla, de 256 tonelladas, capitao Ole-O'seu,equi-
pagem 8, em lastro ; a Borstelman & C.
Rio Grande do Sul, 37 diasEscuna nacional
Evora, do 118 tonelladas, capitao Antn o Nu-
iles de Campos, equipagem 8, em lastro; a
Maia Rezende & G.
Navios sahidos no mesmo dia
MontevideoVapor francez Qironde, cjmmaadan-
te Menier, carga varios gneros,
Navios sahidos no dia 6
Havre e escala, 19 1/2 diasVapjr francez Ville
de Macei, de 1775 tonelladas, commandante
. Pancbevre, equipsgem 42, carga vanos g-
neros; a Augusto Frederici de Oliveira & C.
Rio Granae do Sul, 6 dasPatacho allcmao
Uary, de 170 melladas, capitao Johanues
Breskntb't, equipagem 6, cm Isstro; a or-
dem.
Parabyba, 2 diasHyate nacional Aurora II, do
70 tonelladas, mestre Mauoe Ouarte da Silva,
equipagem 4, carga assuear; a Carlos Antonio
de Amujo.
Navios sahidos no mesmo dia
Rio do Janeiro e escala Vapor nacional Bahia,
c -mmun lauto Silverio Antonio da Silva, carga
vanos gneros.
MacadLugar noruegnense La Bella, capiti.
O. Olsen, em lastro.
SantosPatachi suecj Nordbon, capitao E. G.
Byorkman, carga assucar.
Rio Grande do NorteBarca norueguense fia-
mant, capitao P. F. Lwsen, em lastro.
VAPORES ESPERADOS
Auctor de Liverpool
Magellan do sul
Manos do sul
Advance do sul
Elbe da Europa
Para do norte
Financt de New-Port News
Rio de Hamburgo
Pernambuco do sul
Patagoxia da Europa
Espirito Santo do norte
Neva da Europa
Bahia do sol
heje
amana*
imanh
a 9
a 10
a 13
a 13
a 16
a 17
a 21
a 23
u 24
a 27





\
Diario de PernambucoTerca-feira 7 de Dezembro de 1886
london and BraslUan Ba
UnlttetS
Sua do Commercto n. 32
Lhicca por todos os vapores sobro as ca
do mesmo anco '3m Portugal, sendo
no Lisboa, ra dos Oapellists n 7 N-
Porto, ra dos Inglozus.
IEIL0ES
1.5
lniedSi.les& Brasil MaiJS. -
O vapor dvanee
E' esperado dos portos do
sul ar o dia 0 de Dezembro
depois da demora neccssaria
seguir para
flaraaho, Para, Barbados, *
Thoiiiaz e ?Scw-York
Para carga, passagens, e encommendas tractn-
x com os
AGENTES
O paquete Finance
Enpcra-se de New-Port
News, at o dia 13 de De-
zembro o qual seguir depois
da demora necessaria para a
Baha c Rio de Janeiro
r'.-ira carga, passagena, eu'coicmi ndas ediabeirJ
* fru, rracta-so com os
AGENTES
llenry Forsler & C.
X 8 RUADO CUMJtttKClO N. -)
1- andar
Teica-feira, 7, di-ve ter lugar am variado leilao
sobre o Bortimento de objectos chinezes em grande
ciposici ra do Bardo da Victoria.
Quinta eira, 9, o ultiuo I.i.So das fazendas,
miodezas, movis, vilros, espelbos e mais objec-
tos existentes no armazem da ra do Maquee de
Olinda n. G, <
4 leilao
___ DE
PREDIOS
Agente Britto
O agento cima a mandado do Exm. Sr. Dr.
juiz de direito e da provedoria, e a requerimento
de D. Atina Mari dos Santos, levar a leilao
urna parte do sobrado n. 37 na de Pedro Af-
fenso na qnantia do 2:68() O, pira pagaaento
de legados e despezap, tendo o sebrado quintal e
telbeiro no fundo.
TERO i FEIRA, 7 DE DEZEMBRO
As 11 horas
Rui de Pedro Afifonso n. 43
Lei'o
Para liquidar
De fazendas, miudczus, movis, 10 pipas de v-
ho vindo do Rio e muitos outros artigos ao correr
do marte!lo.
No armazem ra de Pedro Alfonso n. 43
Terca feira 7 do correle
A's 10 1/2 horas
Leilao
Ultimo Leilao
No armasen da ra do Mrquez de
Olinda n. 6.
Constando de fazendas, miu'ezas, sapa
tos de charlte o de castor para humeas e
senhoras, movis, louea, vidros, filtros, jar-
ros, quadros, espelbos, cerveja, cognac,
papel pautado e muitos outros objectos exis-
tentes no armazem da ra do Mrquez de
Olinda n. 6.
Quinta feira 0 do cor rente
A'S 10 HORAS
O agente Pinto tendo de f izer entrega da cba
ve do armazem da ra cadea n. 6, levar
a leilao ao correr do mnrtello as fazendas, movis
e mais artigos all existentes.
A'ntieg effocluar se-ba no mesmo dia e em
24 horae.
O leilao comeear s 10 1|2 horas.
Criado
Precia-ae de tim criado de 14 a 18 annes
rus Imperial n. 17.
mi
Leilao
Cenijf uhfa Bra'ileira de nive
iiacoa Vapor
PORTOS DO NORTE
0 vapor Manos
Commandante 1- feriente Guilkerme Wad-
dington
E' esperado dos portos do sui
at o dia 7 do Dezembro, e
seguir depois da demora in-
dispensavel, para os portes
. do norte at Mandos.
Para carga, passagen?, cncommenda v:dores
Tlf: DCa
PRACA DO CORPO SANTO N. 9
DE
PORTOS DO NORTE
Parahyba, Natal, Macu, Mossor, Ara-
cot/, Cear, Acaraku e Camossim
0 vapor Jacuhype
De movis, lenca, espelhcs; quadros, facas e gar.
fos, colberes, livros de atiranto, balanfas, car-
teiras, cofres, chap :s do Chile, palha e castor
chronv.s, estampas, copos, miudezas e fazendas
Terca feira, 3" do corrate
A's 11 h
Xo armazem da ra do Mrquez de Olinda
n. I''
POR INTERVENIDO DO AGENTE
(xusmfio
ieilao
Coiuinandantc Esteves
Segu no dia 7 de
Dezembro, a 5 horas
da tarde. Recebe
carga at o dia 0
Encommendas passagena u dinheiros a frete at
:oras da tai de do dia ca sahida.
ESCRIPTORIO
Caes da Companhia Periambucana
n. 12
SOYAL HAIL STE4jB PACKET
COMPAQ
0 paquete Elbe
E' esperado da Europa no dia
10 da corrente, seguin
de depois da demora necessa
riapara
MaceiS, Baha, Rio de Janeiro, Santos,
Montevideo e Buenos-Ayres
ara pasaagens, fretes, etc., tracta-se c a o
CONSIGNATARIOS
Adamson Ho wic & C.
.'os&paahia Bahiana de navega
cao a Vapor
Macei, Villa Nova, 1-enedo, Aracaj,
Estancia e Bahia
O VAPOR
Principe do Grao-Par
Commandante J. F. Teixeira
Segu impreterivel-
i/iente para ns portos
cima no dia 7 do cor
-rente, ai 4 horas da
[tarde. Recebe carga
Pnicamente at o 1/2
lia do da 7.
Para caiga, pasaagens, encommendas e dinheiro
i frete tracta-se na agencia
7liiui do Vigario 7
Domingos Alvc-s Ha heos
CoUPAVUIt PKH.1 ANBIC4.U
DE
Va vegacao Coselra por Vapor
Fernando de Noronlia
vapor Giqui
Commandante Lobo
Segu no dia 13 de
I). zembro,pelas 12 ho-
ras da manb.
Recebe carga at o
dia 11.
Passag....s t as 10 horas da manhii do dia da
irtida.
ESCRIPTORIO
Ao Caes da Companhia Parrambucana
n. 12
CMP4>UI4 PEHS*i;t\A
DE
avegaco costeara por vapor
PORTOS DO SUL
Macei, Penedo e Aracaj
O vapor Jaguaribe
Commandante Baptista
Segu no dia 14 de
Dezembro, s 5 horas
-da tarde.
Recebe carga at o
Idia 13.
Eoommendas, passagent e dinbeiros frete at
i horas da tarde do dia 14.
ESCRIPTORIO
'es da t'oaapaahia PerMaha
cana n. I
Para
O navio Sarah, esperado do Rio de Janeiro,
uirata algama carga para o porto cima ; tra-
a-ss com os consignatarios Fonseca Irmaos &
Companhia.
Lisboa
Segu com brevidada a barca portuguesa Pe-
dir Borgui i para o real da carga que falta,
:rata-se com Silva Guieiaraes 4 C, ra do
lommercio n. 5.
Da bons mov pel'io oviil e quiilics
Sendo urna t> e solida mobilia de j.icaran i a
LuizXV e .m 12 c:ideiras do guarnico. 4 ditas
de brae.03, 1 sof e 2 cen-ole com ped a, 1 bonito
e gran le espelho oval, 4 qu idns com molduras
douraas, 2 ditos com molduras pr>'th8, 1 cundiui-
ro gran le para gas, 1 tipcte pira sof, 2 pares
de j..rro.= Internas, serpentinas, 1 candelabro
1 cuma franceza, 2 gu-.rda vestidos di amarello.
1 meia commoda, 1 lavatorio com pedra, 1 espe-
lho oval pequeo, 1 tocador, 1 msa com 2 gave-
tas, 1 estante, 1 etageres e 5 vazos pura florea.
Um piano de Pleyel.
Um guarda lonca de armarello, 1 grande mesa
flllltifw de 5 taboas, 2 aparadoies de columnas,
1 guarda comidar, 1 q'iartinbeira de columna, 1
murqueza, lOcadciras americanas, 1 depcsitopara
gaz, 2 censlos de amarello, camas de ferro, ditas
de lona, 1 banheiro de folht, 1 hacia grande, 1
fructeira de madeirs, 1 cama de balaustre para
menino, 1 mesa de cozinba, copos, clices, truc-
teiras de vidroe, lieoreiros, porta ceguac e outros
muitos object's.
Terca feira 9 de Bczembro
A's 11 horas
No o- andar do sobrado de azulejo da ra
do Livramento n. 6
O agente Martins aut-risado pelo Il'ro. Sr. Vic-
torino A Ivs Munteiro far leilao de todos os mo-
vis e mais cbjectoa existentes no referido sobrado
os quaes ee acham muito bem conservados.
De 2 casas terreas
*c va-feira. f O do corrente
A's 11 horas
No armazem da ra do Imperador n. 30
O agente Iiurlam-iqui por mandadoe assistencia
do Exm. Sr. Dr. juis de direito privativo dn or-
pbos e ausente?, a requerimento do inventaren-
te dos.bens dixados p"<- Prxedes Francisco Mar-
tins, vender um i cas 10 a ra do Mar
quez do H-rvr.l com 1 p.ii.., j .,; lina, 2 salas, 4
quartoa, c .<...':....., sotJo cm t n agua
e gn" ""~- (
Urna iii(a ,i ni* i "oui p~ janella, t:rreno tciL-i!", .>-......... bois;s
Srs. preteu .. I -j podem ex-.. I ditos
predios e para quulqaer informlo o mesiiu agen-
te dar.
Grande I rila o
De bons movis, excellento piano, porcela-
nas, cryst.es e grande quantidado de
plantas para judia.
a (sedienta casa defront i da igi-eja do Poco
da Pantlla, residencia do Illaj. Sr. Antonio Jero-
nymo de Oliveira
Opportunamente ser annuaciado com minacio-
sidade os cbjectos e o dia do leilao.
Por in'ervencSo do agente
Ousmo
Barato
Quem qoizer comprar tres caeacs de eachorr-
nhos do reino, brancos, felpudos, sendo um grande
e dona pequeos, annuccie por este Diario.
LOTEaiA
I A l-HO VIVC I A
DO
GRA0-P\R
CONCEDIDA PABA A COVSTECCAO DE CM
XOVO HOSPITAL PABA A SANTA CASA
DE MISEEICOBDIA DE BELEM
EXTRACgAO SEMANAL
EMMISSAO 59.010 BILHETES DE 20*000,
EXTRAH1D0S EM VIGSIMAS PARTES
i
1
1
1
1
4
10
20
99
1
Aos 100:0009000
i
Premio......do
1.
2.
3!
AVISOS DIVERSOS
Leilao
DE RON MOVIS
1 piano de Pli-yal, 1 eapelho oval e quadros.
Terca feira 1 do corrente
No 3." andar do sobrado da ra do Loramente n. 6
Pelo agente Martins
No Diario d'amanh tahir o annuncio
Ibadampnte.
deta-
Exposifao Japoncza
Grande e importante
Leild
De ricos jarros, vasos, pratos de porcelana,
objectos de bronze para ornamento de
-'ala, entre ellos os grandes jarros de
forma e de execu^to original, o templo
Jiponez, cloisonu-s. obras de cliarao,
de bambae, bordados, biambas, e muitos
outros artigos de apurado gosto.
Terca fetra 1 de Desenbro
A's 11 horas
Na ra do Bar!o da Victoria n. 67
Bender tendo de retirar-se para o sul far IcilJo
por iutervf ncao do agente Pinto dos objectos
cima mencionados que fizeram parte da Expo-
sicao Japoneza ra do Raro da Victorir. i>.
67,1 andar.
Em conaequencia do leilio cima avisado, foi
vista do publico a exposicilo dos objectos du-
rante os diaa precedentes excepto domingo.
Constando que ha pessoas que espalbr.m opi-
nioes errneas a reepeito da quaiidade e originali-
dsde dos objectos, estao os tresnaos franqueados ao
lame dos con hacedores, o desmontado para este
fim um dos grandes jarros de bronze para apreciar
a qualidade do mesmo.
Garante te a authenlicidade e origcm dos
objectos. Provando se o contrario retorna se o
obp'cto comprado e volta-se duas veacs a impor-
taucia paga por elle.
O mesmo refere se aos objectos at agora
comprados.
Aluga-se casas a 84000 no becco dos Cce-
hos, junto de ^. Goncallo : a tratar na ra da
Imperatriz n. 56.
Aluga-te i casa n. 4 da roa da Frinceza
Iinbel, bairro do Boa-Vista, com commodos para
grande familia, contendo pavimento terreo, pri-
meiro andar e sjtc, muito fresca, tem despejo,
gas eagua : chaves ra da Aurora n. 85.
Aluga se os andares superiores do predio n.
51 ra do Imperador, com excellentes sccommo-
dacoes para familia : a tratar com N. I. Lidstonc,
ra do Commercio n. 10.
Offerece-se um homem de meia idade para
protetsor de portugus, latim, francs e geogm-
phis, cam estas h-., bil tac s, para algum engenho
ou em alguma povoaco no interior desaa provin-
cia ; a tratar na loj< n. 3, relojsaria suissa, ra
do Mrquez de Olinda.
Precisa-se de urna ama para tomar conta de
urna casa com tres meninos, e que d fiador de sua
conducta ; a tratar na ra do Rotario n. 41, das
6 horas da manha s 2 da tarde.
Precisa-se de urna boa coainhuira e de um
eriado : na ra da Aurora n. 109.
fT Preciaa-se de um criado para vender em
tabeleiro, que aeja de boa conducta ; na ra da
M-itriz da Boa-Vista n 3.
para a centena do 1.
premio.....
99 para a centena do 2."
premio.....
99 para a centena do 3."
premio.....
99 para "a centena do 4.
premio.....
499 pira todos os nume-
499 ros cujos doia ltimos
499 algarismos sejam i-
499 gaseabas terminacoes do
2 aproxhnaco.-s do 1. premio
2 2.
2 >.>
2 4.0
4999 terminacoes do 1
4999 ,2- *
Total 1943B premios
Para, 30 de Oulubro de 1880.
s"
te
200:000^
40:0004
2010004
10:0004
5:0004
2:0004
1:0004
4.* pr
2004
1004
504
404
1004
60?
504
404
>:0004
8004
400?
1404
204
204
16-Eua do Cabug-16
O ubaixo assignadn vendeu nos seus ven-
turosos bilbetes garantidos os premios so-
guintes ron. 1961? com 2:0004000, o d.
15968 com 2:000000, o n. 8060 com
2:0004, o n. 16466 cora 5004000, o n.
214.-8 com 50O4, os ns 14221 a 14230
cora 1004000, nos ns. 12131 a 12140 com
604 da 12 parte da Ia lotera.
Convida-se aos possuidores a virem rece-
' ber sam descont algum.
i Acham-se venda os venturosos bilhe-
lojoaria, fundado em 1869, est funecio-1tes garantdos da 1 V pirte da 1* loteria da
nindo agora ra Larga do Rosario n. 9. i provincia em beneficio da Santa Casa de
O seu proprietario encarregado da Ro- i Misericordia do Becfe que se extrahfr
gularacntasao dos relogios: Arsenal de Ma-'. s"gunda f^ira 15 de Dezembro.
Regulador da Mari-
nha
Esto importante estabelecimento de re-
rinba, Estrada do Ferro de Liraoeiro, Com-
panhia Ferro Carril de Pernambuco, As-
sociaeSo Commercial Be tcente, Estra-
da de Ferro do Recife a Caxang, Estra-
da de Ferro do Recife a Olinda e Beberibe
o Estrada d Ferro de Caruaru' ; cercado
de inteligentes e habis auxiliares, fazcon-
certos por mais diffioeis que sjam, nSo
s cm relogios do algibeira, mas de pendu
Presos
l Vigsimo 10000
Alendo qnantldade superior
a 1004000
A dezena 90000
Joa'juim Pires da Oilva.
la, torro de igreja, caixas de msica,
ap-
PASTIXHAS
De ANGELIM&MENTRUZ
Aluga se
Victoria n. b ;
meiro andar.
o 3- andar da ra do Ha rao da
a tratar na mesma casa no pri -
Le!lao
De importantes movis todos
novos e de gosto
Terga-feira 7 do corrente
A's 11 horas
No armazem da ra do M-trcilio Dias n. 79
(outi'ora Direita)
Urna rica mobilia para sala de jantar, toda Je
canella, coioposta de nm etager grande, 1 port>
prato, 2 trinchantes, 1 mesa clstica, 18 cadeiraa
e 1 m^iingufira; 1 dita fara gabinete, com posta
de 1 sof, 2 cadeiraa de braceo e 8 de guamico,
tudo de Jacaranda, 1 lavatorio, 1 guarda roupa
com pedra e espelho. 2 mobilias de encost i^ pa-
lha, 1 tico consalo com frisos dourados, com pe-
ara < espelho, 1 pirta msica de jicarand, 2 ca-
deiraa de gecipapo, 1 tapete grande felpudo, G di
tes peqnenos, 1 fogio americano, 12 cadeiraa de
junco, 6 ditas de amarello, 2 toilettes americanos,
1 coirmoda, 1 marquesa'.1. 1 violencelio, 1 violo
enfitads de madre-perola, jarros diversos, 2 es-
carradeiras, figura, clices 0 outros artigos.
O agente Modesto Baptiata, antorisado com-
petentemente far leilSo dos objectos cima de-
clarados, vindos ltimamente do Rio de Ja-
neiro e que se reccmmendam por serem todos nt>
voa e de gosto.
Em seguida vender tambera 1 bonita armacao
para toja de charutos ou miudezas, 2 porta cha-
rutos de inadeira, cbaruteiras, 4 port-mouaies,
carteiras, porta-Uncos e Invas, gaitas e diveraas
bijontenae.
Leilao
Cm frente ao armazem de mofis n. 22,
ra do Imperador.
De 3 vaccas, um bez-rro e 1 garrota
Terca feira 9 do corrente
A's 11 horas
O gente Silvcira por mancado e com aesis-
tencia do Exm. Sr. Dr. jnis especial do commercio
e requerimento de Franco Ferreira & C, contra
Amaro Alfonso Bourdesux, levar a leilio as refe
ridas vaccas.
Precisa se de urna boa coainbeira, para casa
de familia, e que durma em casa ; a tratar na
ra do Barilo da Victoria n. 39, loja.
Eu abaizu assi^nado, fa^o sciente ao publico
e ao commercio, que nesta data vend ao Sr. Mu-
noel Martins Torres o meu eatabelcciuiento de
militados ra da Aurora n. 3!', livre e desem-
baracado de qualquer ones. Recife, 30 de N >-
vembro de 1886.
Antonio Jos Moreira Gomes.
Precisa-se de bja cosiuheira e que seja lim-
p-i ; na ma da Aurora n. 155.
Vende se um pequeo estabelecimento de
molhados em ama daa melhorea localidades : a
tratar na ra da fetcneio n. 19-
A o conimercio
Ni abaixo aesignad's declaramos ao publico,
mormente uo corpo c mmereial, que nesta data
dissolvi moa amigavelm-.-nte a sociedade que tem
eyrado sob a firma de Faria Nevea & Cordeiro,
retirando-se o socio Ludgero Joaquim de Faria
Neves. pago e satisfeito do seu capital e lucros
sociaes, ficando o socio Jos Cordeiro dos Santos
como o umeo responsavel pelo activo e paasivo da
referida firma. Recife, 2 de Dezembro de 1886.
Jos Cordeiro dos Santos.
Ludgero Joaquim de F. Naves.



B
r4

S
C".
O Remedio mais efficaz e
Seguro que se tem descoberto ote
hoje para oxpeUir as Ion trigas.
ROQKIAYOL FUERES
CAS.iM.GIIH
AOS
1OO:OOO$OO0
Ra do Baro da Victoria n. 4
e casas do costume
parelhos elctricos e telegraphicos.
O mesmo acaba de receber variado sor
timento de relogios americanos que ven
do de 7j$ a 200 de parede o de mesa, des-
pertadores de nikel.
Aos seus collegas vende fornecimeto era
grosso e a retalho : e aceita encommendas
para s;u correspondente em Paris.
Acha se bem montado nesto estabeleci-
mento um observatorio pelo qual regula to-
dos os relogios martimos e terestres.
Recebe asssignaturas para dar a hora cer-
ta desta cidade pelo telephone n. 458.
Preco earamodo
Em frente de seu estabelecimento se
acha collocado um relogio, cujos mostrado-
res poderao ser vistos pelos passageiros da
Ferro Carril, tendo sempre a Lora media
desta cidade determinada pelas suas ob
servagoes astronmicas.
Antonio Jo3 da Costa Araujo.
OSHlTE
Aos 100:000$000
Praga da independen
cia ns. 37 e 39
O abaixo assignado vendeu da 12a parte
da 1* loteria extrahiJa hoje, 2 do corren-
te, os seguintes premios : de 5000 em
os ns. 14073 c 2385.
Acham-se venda os felizes bilhctcs
garantidos da 13* parte da Ia loteria a
beneficio da Santa Casa de Misericordia
do Rejife que se estrahir a 13 do cr-
rante.
fitM M
Aos 100:0001000
BILHETES GARANTIDOS
23raa Pfimeiro de Har(o23
- Da 12.a parte da 1.a loteria da provincia,
venderam Martina Fiuza & C, os seguin-
tes premios garantidos
15,028
III 815
2;121
7,764
14,551
22,534
1,398
5,982
6,995
22,795
18,861
100:000,5000
30:00:^000
10:0006000
4:0005000
2:000^000
2:000500oj
1:0005000
1:0005X10
1:0005000
1:0005000
1:000:5000
7,015
12,836
4,719
14,909
16,466
15,002
19,452
667
16,664
2,561
1:0005000
1:0005000
5005000
5005000
5005000
5005000
5005000
5005000
5005000
5005000
Aclia so venda es afortunados bilbetes
garantidos da 13 a parte da rccsrra loteria,
que se extrahir Eogundvf-.ir'., 13 do cor-
rete.
Precos
1 vigssimo 15000 i
Ea porco de 1O04 par el ai
"i
1

vigessimo
5900

Ama
Precisa-sede urna ama que coainbe e ngomme ;
a tratar na ra da Conquista n. 20.
Ama
Preciaa-se de urna ama prra tolo o asrvico de
urna s pessoa ; na ra Velha (B-ja-Vista) nume-
" 0 Sr. C. Collado
* genio do Jornal a Carldade
E' chamado ra Duque de Caxias n. 61, paia
tratar de negococ referentes este jornal, ou an-
nunciar sua morada para ser procurado
O abaixo assignado acaba de vender
um vigsimo de n. 11,335 com a sorte do
1:0005000 da 12 a parte da 1. loteria que
se extrahio a 2 do corrente.
O mesmo abaixo assignado convida aos
possuidores virem receber na conformi-
diie do costume, sem descont algum.
Acham-se a venda os I afortunados bi-
hetes garantidos da 13.a parte da 1.a lote-
ria a beneficio da Santa Casa de Miseri-
cordia do Recife, que se exirahir a 13
do corrent".
Presos
1 vigsimo 15000
Km qnantldade malor de ftoo
1 vigessimo 5900
Jo/lo Joaquim da Costa Leiie.
De cada vigassmo
PREOS
Emporco
Antonio
a 1005 par* tima
i/I" 0
15'00
900
Pon
Vnlio do Dr. Frestiei
?? Saina lemiino: e de Cascan de Laraojas amargas.
TOIICO RECONSTITUINTE
Remedio soberans
c..: TKtk *
CHLOflOSE, ANEMIA, CARI! OOS 05S0S.
affecc3e3 das vas Dloestf'MS,
D!*BRHEA3 OHROfrICAS, RACHIT1SMO,
ESCR0EULA3, DEBILIDOE, .
'.: VALESCEBCAS DE FEC ;:.-s TYPHCIDEAS
iSTIAS 0RAVCS, ETC.
- -'"-- tosi'edon
r5 i), FAgi.
V ts C
Aviso
Os abaixo aseignados scientificam ao publico e
com especialidad.) ao corpo conmercial desa pra-
que tinham no estabelecimento de refinaC/o de
aasnear, sito ra Vidal de Negreiros ns 4ti e49,
que eyrava sob a thiao social de Joo Antonio
Francisco Alves jl C, sahindo o socio Joaquim
Silvestre Trixeira pigo e satisfeito do seu capital
e lucros, ficanda o activo e paaaivo da exiincta
firma a c rgo do ex- s icio J0S0 Aatooio Francisco
Altea, tob cuja firma individual contina o gyro
do mesmo negocio. Recife, 30 de Novembro de
1886
Joao Antonio Francisco Alves.
Joaquim Silvestre Teixeira.
\rremalacao
No di t 14 do cor-
rente, depois da au-
diencia do Dr.juiz mu-
nicipal do termo de
Ipojuca ser arrema*
tado de venda o enge-
nho Tapera avahado
por cincoenta contos
I de ris.
llenrlquc Jos Vlolra da Silva
O Anente Evaristo de Souza, sua esposa D.
Gertrudea de Bousa e sna sogra D. Maria Vieira,
mandam celebrar misaaa no dia 7 do c ir rente, na
capella do ce mi torio publico, as 7 horas da ma-
nbil, 1- anniversario do fallecimento de seu sogro,
pai e espesa ; convidam seus paren tes e amig03
para assistire a a esse acto de caridade.
^.___.____-ofc. ...^___.,__._____XS3i3
.
f

Manoella Moreira Lima Oraga
Jos Antunea Pereira Braga, seus filho8, Ma-
noel Jos Moreira, sua esposa e filhoa, agradecem
do intimo d'alma tudas as pessoas que te dig-
naran) acompanbar a> remiterio da Varzca o
restos raortaes d(- sua esposa, mi, filha e irm3,
Manoella Moreira Lima Braga, e pedem o crido-
s> obsequio de nssistirem as missas que serao
ct-K'bradas no dia 7 do eorrenfe, stimo dia do
sen passamento, s 7 horas da nisnhil, na matriz
da Varzea e na ordem terceira de b. Francisco
desta cidade.
-_.-------,.-- nv-..-- v-e;/" yjj
Approximandc-se o fin do auno c deso-
jando apresentar aos nossos bons e benvolos
fregaezes um sortimento completamente-novo,
liquidamos apceos baratiss irnos una grande
variedade de artigos e tecidos de seda, la,
linho e alguns cortes de casemira, ditos em
pecas, algodoes, madapoloes, toalhas felpudas
para rosto e baulio e muitos outros artigos
que nao deixaro couvir.
tosanles de encllente fazndas para
senhoras 10^1000.
Ditos ditos ditos para honiens 8|000. i
Ditos ditos ditos para criancas 5SOO7.
M PriBiro B Marco 3.20
JUNTO DO LOIVRE
f

Uarin Bernardina da Bocha
Leal
Franciaco Ferreira da liocha Leal, Augusto F.
da Rocha Leal, Aff^nao F. da Rocha LeaX Hora-
cio F. da Rocn L al, Alberto F. da Rocha Leal,
Elvira Monteiro da Ki.-lia Leal, Maria Monteiro
da Rocha Leal, Narcisa Monteiro da Rocha Leal,
Zulmira Velloso da Rocha Leal, Mria Bernardi-
na Monteiro, suas filbas, grnros e netos (presen
les e ausente) agradecen do intimo i'alma
todas as pessoxa que se dignaran acompanbar oa
restos morlaca de sua presada mai, aogra, filha,
irci, ^ cuchada e tia ; e de novo convidam para
aasistir as missss que por alma da mesma finada
mandam celebrar na inatrix da Boa-Vista, aa 7
horas da maohS do dia 7 de dezembro, stimo da
seu falleeiuiento.
FUNDICAO fiERA
ALLANPATERSN
N, 44--BH i do Brum--N. 44
JUNTO A E? fAfAO DOS B0NDS
Tem para veaier, por pm mdicos, as seguintes ferragens:
Tachas fundJis, batidas e caldeadas.
Crivat,'~os de a.versostamanhos.
Rodas q espora, idem, idem.
Dit.18 augulare3, idem, idom.
Varandas de ferro batido.
Ditas de dito fundido, do liados moieiji
Portasd fornalai.
Bancos do ferro com serra circular.
Gradeamento para jardim.
Vapores de forca de 3, 4, 5, 6 e 8 cavalios.
Moendas de 10 a 40 pollegadas de paadora
Rodas d'agua. systema Leandro.
Encarregam-se de concertos, e assentamento de macbiniamo t OZOCatam
trabalLo com perfeicS presteza.
qaal-
1 Ittft
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MMW""
Diario Luz brilhante, sem Fumo
oleoIrmatico
Hygienico e Econmico
PARA LAMPARINES
V
Aluga-se
a cas* terre ad rtia Augusta n. 274, com bastan-
tes comm idos ; a tratar na ra do Apjllo n 51-
Aluga-se
a oas* n. 3 em Beberibe ; a tratar cora J. I. de
M. Reg.
Alug
a se
o segundo andar da casa & ra da Aurora n. 81,
jonto a cstaeo da estiada de ferro de Olinda ; a
tratar na ra do Commereio a. 15, escriptorio de
Sebastio de Barros Barreto.____________________
Aluga-se
predio n. 140 ra Imperial, proprio para es-
ibeleciBieuto fabril : a tratar na ra do Commer-
o n. 34, com J. I. de Medeiros Reg-____________
Alaga se barato
Ra do Bom Jesus n. 47, 1 andar,
r Roa de Lomas Vah'itinus i. 4, com soto-
Largo do Merend n. 17, i ja com agua.
As casasda ra d(. Corono1 Suassuna n. 141
Largo do Corpo Santo n. 13, 2." andar.
Roa da Palma n. 11.
Tratfc-se na ra do Coinmercio n. 5, 1* andar
escriptorio de Silva Guimaraes & C.
Aluga-se barato
O 1 e 2* andares do sobrado ra do Brum n.
36, cada qual com bastantes commodos pa/a fa-
milia, vista aprasivel c niuito arejado, alugne! ra-
xoavel ; trata-se na ra larga do Rosario n. 34,
pbarmacia. _^__^^_^__^__
Aluga-se barato
O sitio da ra de S. Miguel n. 99, em Afogados.
O sitio a traveaaa do Mjtocolomb n. 4, em Ato-
gados. ,,
A casa ra de S. Jorge n. 26, no Recite.
A casa pequea no becco do Fando n. 5, na
Boa-Vista; a tratar na ra de Santa Tbereza
numero 38______________________
MARTUTS* BASTOS
Pernambuco
NUMERO TELPHONICO : H' 38
Agua florida.- Estrbica de florea bra-
sileras pelo sea delicado perfume, suavida-
deesuas propiedades benficas, excede
a tudo quo neste genero tem nppareeido do
oais celebre.
Tnico americano. E' a primeira das
preparares para a lonservayao dos ca-
bellos. Extingue as caspas e outras mo-
lestias espillares, faz nascer os cabellos)
impede que embrariquecam e tem a grande
vantagem de tornar livres de habitantes os
caberas dos qne os usam.
Oleo vegetal- Coropcsto com jrcgetal
innocente, preparado para amaciar, for-
tificar e dar brilho aos cabellos.
Agua dentifricia. Exctente remedio
contra a carie dos dentes, fortifica as gen-
gives e faz desapparecer o mo hlito.
Vende-se as principaes casas desta ci-
dade e na fabrica de leos vegetaes ra
da Aurora n. 161.
TFLEPHONE N 33 _
Tricofero de Barry
Garntese qne faz nas-
cexecreBcer o cabello anda
aos mais calvos, cura a
tinba e a caspa e remevo
todas oa impurezas do cas-
co da cabeca. Positiva-
mente impede o cabello
de cahir on Je embranrjuo-
cer, e mialiivelmente o
torne espes^o, macio, lus-
troso e abundante.
Agua Florida de Barry
T;-parada seenmla formula
.', usada pelo inventor em
1888. E' ounieopi-rfumenopiun-
do que tem a approvaco oti
uro Govemo. Tem dnas vezes
m.-.is fragrancia qne qnalipcr ontra
dobro do tempo. E' muito
mais rica, suave e aelieioaa. E'
ute inais fina e delicada. E'
maip permanente o agrndavel no
lec.'O. E' duns v.zas mais refres-
cante no banho e no quarto do
doenc. E' especifico contra a
frouxidao c debili !a'. jura as
dores de cabe^-a, os cansafos e os
desmaios.
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Qk A apparcncia exterior destas imttacSes sendo idntica aos Verda-
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At^ precaver contra este commereio tllicito e considerar como
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m 0 FORTIFICANTE por EXCBLLENOIA
o VINHO MARIANI emcohtua en casa DI
X, Pt TmrM, 41. kMlt'aril Hauamaua; Hew-Tork, 1 lu, 11", Uitm.
Em Pernambuco : rranclaco M. da suva A o-
rVrVrV^rV
Aos 1.000:000$L000
Aluga-se
o terceiro andar ra do Barao da Victoria n.
52; a tratar na mesma casa, no_l' andar._______
Ama
No becco da ling.et n. 6, precia-se da
ama para cssa de pequea familia.__________
urna
Ama
Precisa-se de urna coinbeira para casa de pe-
quena familia ; a tratar na estrada nova de 0,-
xanga, no sitio do Sr. VaUnca, ou no escriptorio
d'este Diario.
Ama
Precisase de urna ama peil'eita coainheira ; a
tratar na ra do Cabug n. 14, 1 andar, do meio
dia as 2 da tarde.
Ama
Precisa-so de ama am larga do Rosario n. 46.
Ama
Precisa-se de urna ama : na ra da Guia nu
mero 52,1 andar.
Ama
Precisa-se de urna ama para casa de pequea
familia ; a tratar na rui larga do Rosario n. 20,
loja. ___________^_______________
Ao publico
Telephone 3*8
Os abaixo asignadoa proprietario da refinaria
ra do Coronel Suassuna n. 7, avisam ao pu-
blico e aos Srs. freguezes que em Beu modesto
estabelecimento enconirarSo eempre assucar refi-
nado del", 2", 3', especial e candy, aasim como
assucar de carolo de todas as qualidades.
Alm de sinceridade e agrado em seus tratos,
encontrario tambera muita rnodicidade em pre-
cot.
Becife, 25 de Noverabro dn 18S6.
Viuva Barros tt Filho
Profesara
Urna senbora que ensina primeiras lettras,
desenbo, piano, flores, ocrJados e todo* os traba-
Ibos de agulha, prope-se aleccionar era casas
particulares por modicc preco, garantsndo grande
adi^ntamento de suas discipulas : quera dtstjir
ntilisar ee de seus leiviccs, queira dirigir se 6
roa do Caldeireiro a. I, 1' andar, onde achara
com quem tratar.
Para quera precisar de banhos
salgado e ares salitrosos
Aluga-se per pri-co barato urna casa cm Olinda,
ra de S. Francisco, concertada de novo, caala e
pintada, com 4 quxrtos, 2 salas e cosinha Cora,
muito fresca e com linda vista para o mar, fica
muito perto dos banhos e tambem da estacSo do
Carmo : a tratar na ra do Imperador n. 31, ar-
mazem do gaz, e as -haves tsto na tavern i jun-
0 a estacio de Carmo.
lm sacerdote
Precisa-se de um sacerdote para celebrar urna
raissa de Natal no tngenho S. Miguel, distante da
estacad de Cuyambuoi legoa e meia, offere ajoia de 70|OO, danlose couduccao da metma
estacilo psra o ungenho O sacerdote que nao
estiver compromettido e qoiser aceitar a cff-rta,
escreva para o muito engenhe, ao Sr. Antonio
Pedro da Ootts, estaoiio de Onyambuca, at o dia
Deienbro.
ASTES I>E rSAIr-O. DKPOIS DE USalr-d.
Cura positiva c radical de todas as formas de
tcrolnlas, Sypbilis, Feridas Escrofulosas,
Affeccoes, Cutneas e as do Couro Cabel-
lado com perdadlo Cabello, e de todas as do-
ancas do Sangu,Jugado, e Eins. Garante-se
que purifica, enriquece e vitalisa o Sangue
restaura e recova o systema inteiro. 0 -,
Sabio Curativo eRenter
Para o Banho, Toilette, Criari-
cas e para a cura das moles-
as da pella de todas as especies
m todos os periodos.
Deposito em Pernambuco nasa de
Francisco Manoel da Silvn & C.
PINHO DE RIGA
le 3X9, 4X9 e 3X12; vende-se na serraria a va-
jor de Cmaco d.; Silva, caes Vin'.e Dous de No-
7embro p. 6.
Por 22:000 rs.
Aluga-se e 2' andar e sotad ra de Lomas
Valentinas n. O ; a tratar na ra Primeiro de
Marco n. 7-A, livraria.
LINIMENTO SNEAU
Para o3 CAVAILOB
SPPfESSAO
do FOSO
e aa
QUELA
1 do PELLOS
di fam:ca
SBSTITDi
o FOGO
em
tOlU SSIUal
,Ar?LlCAES
A curte fnz-se com a uCe em 8 tntnutaa,
sem dor e sem cortar, ne..i ratpar o pello.
| Pharm GNEAU, B5,. PARS
K EM TODAS *>S P-!6!MACi*'-
r&+0* '
Ojuda
Precisa se o'n urna criada jura cos'nhar ; na
ra do Barao da Victoria n. '.'.
Olinda
Aluga se na ra Vinte Seto de Janeiro urna
boa casa com bmis cotcm)dos pura fumiliH, achn-
do se caiadae pintada, c m agua egiz canalisa
dos, perto da estacao do Carino e d.m banhos .-.li-
gad, a ; a irttar no paleo do Corp i ^auto n. 17,
3 andar
Para toa fia canil i fia pricla
O cantor e professor de musita, Sabino de Lu-
ma Freir, communica aos cus velhos amigos e
conhecidos qui' iucuuibe ee aio s de diteccao de
orebestr, c>iso c^nfrata se para qua^uer festi
vidade religi. ta ceino tenor, viito nao ter elle este
anuo o m. romisao que o privo aahir da capital on
da provincia, nodendo ser procurudo na ra do
Coronel Suassuna n.63 l andar.
' 200:000000
100:000*000
-HU.
DE 3
Em favor dos ingenuos da Colonia Orplianologica Isabel
DA
PROVINCIA DE PERNAMBUCO
Ettap a 15 fifi MN fifi 1886
0 thesoureiroFrancisco Goncalvcs Torres
NOVA
LOTERA do cear
A 3- serie da z~ lotera correno Aa 8 ABDezenliro
200:000*000
Esta lotera est a cargo de um novo
thesoureiro, que pre&tou urna grande nanesa
para garanta dos premios.
( 0 portador de dous vigsimos
desta importante lotera est habilitado a tirar
20:012$000
Logo que chegue o telegramma da ex-
traccao sao pago?, immediatamente, os pro-
mos.
BILHETES A VBSDA
/


/
XARO
DCT
HA e FERtrcu'
de GRIMALT & C'J, Parmaoj-aticos em Pars, 8, Ra Vivienne
Admittldo ca nova j.harmacopa, ocial de Franca.
Approrado pela Junta, central de Hygiene do Brazil.
Fazem 25 annos que o Ferru, elemento principal do sangue, a Quina Real,lomeo
superior do systema nervoso e oPhosphato reeonstiluinte dos ossos, foram combi-
nados intimamente pelo SrGaiMAULT em um xaropede cor lmpida e sabor agradavel.
" Saas qualidades tnicas e reparadoras dao excellenles resultados na anemia,
chorose leucorrhea, irregularidades de menstruagao, caimbras de
estomag conpecutivas essas enfermidades. lymphatismo e todas as molestias
provenientes de empobrecimento do sangue. Erando appetite, estimulando
o organismo e reconstituindo os ossos e o sangue, o XAROPE ae quina e
FERRO de GRIMALT A O, detenvolve com rapidez as creancas debis e as
raparigas paludas e abatidas. Este xarope corta os ligeiros accessos febm, humidad.e
das m&ot e sucres nocturnos; eficazna diarrheas rebeldes, facilita as convalescencas
difceis e sustenta as pessdas idosas.
O VINHO de QUINA e FERRO de GRIMALT & C, que possue as
mesmas propriedades do XAROPE, preparado com um vmho de Malaga, neo
e generoso e preferivel para as pessdas que nao toleram xaropes.
Deposito em Pars, 8, Roa Virenne, e as principaes Pharmacias e Drogaras.
Caixciro
i
Precisa ec do um menino pira cr.iitiro, cun
pratica de molhadts ; na ras da Florentina nu-
mero 32.
Criado
No Inrgo da Penha n. 4, hotel, precisa se de um
criado. '
Compras por atacado
O Pcilorttl de tambar
tem precos especiaes para acuelles que compra-
rem grandes pi'rces. DistribufraeoimpresBoa a
quem os pedir, contendo as condices de vendas :
na'ruado Mrquez de Olinda n. 23, drogara dos
nnicoB i gentes e depositarios geraes
Francisco M. da Silva & C
Prapassarafr$ta
A'ugn-ee nina optimii mm na Iloa-Vigem,
perto dos banhos e com excellente acaoaimoda-
coi b pt.r familia, preco razcavel; trata-so na ra
arija do Rosario n. 34, phirma.ciu.
i _!---------------------------------------------------
Portas e janellas
No eecriptorb dcste Diario te dir q>iem precisa
' comprsr 2 portas da 12 112 palmoo de altura e
18 janel!:i8 di- 8 paira s, tu lo de louro on amarillo.
Criado
Precisa-se de um crudo de 12 15 uries ie
dado, que saiba 1er c escrever alguma consa, o
que dcnuhecimento de sua conducta ; na ra ilo
llom Jeeus n. 28.
Pfj
PURGATIVO
DE
ROG
POUDRE PURGATIVE DE ROG
APPROVAA DA ACADEMIA DE MEDICINA DE PARS
Nenhttm purgativo tem gosto t3o agradavel nem produ\
effeito mais certo. Numerosas observantes nos hospitSes de Paris
demonstraramtque os seo> effeitos sao constantes.
Com o P DE ROGqualquerpessa
pode preparar urna bebida purgativa,
laxante e refrigerante. Conservase e trans-
portase fcilmente.
O P DE ROG nico e aut lien tico
vendido em vidros envolvidos em papel c6/
de laranja tra\ a assignatura xjK
e o sitete do inventor em frente : (&
Marca
Registrada
Cal iirgen de Jaguarik
Abrise ra do Bom Jess n..23
um arranzern onde so vende constantemen-
te a superior (ap virgem de Jaguaribe,
acondicionada cn> barricas proprias para o
fabrico do assucar.
Esta cal, em nada inferior que nos
vem do eslrangeiro, vendida pe.Jo preco
xo do 6(5000 a brrrica por contracto que
fez o Sr. Vicente Nascimento com o Sr.
Jos Costa Pereira proprietario do engenho
Jaguaribe, cujas pedniras Iho d o nomo
E' encarregado da venda nicamente
nesta cidade o Sr. Sebastio Bezerri,
com escriptorio ra do Bom Jess n. 23.
Criado
Prci9&-se de um criado ; na ra Ncva d 15.
Cosnhciro
Precisase de um cosnhciro ; a tratar na ra
do Payeand n. 19. Pasiiagem d Magdalena,__
Tur i liana ~
PARA TINGIR A
barba eos cabellos
EeU tiutura tinge a barba e oa cabillos ins-
tantneamente, daudo-lhes urna bonita cor
e natura), inofensivo o acu uso simples e
rpido.
Vende-se na BOTICA PRANCEZA E DRO-
GARA de Rouquiyrol Fre-es, succesaores de A.
CAOR8, ra do Bom-Jesm (antig* da Qrui
a. 22.
MULSO
DE
SCOTT
DE OLEO PURO DE
Fiffado de baealho
COM
ilypophosphitos de cal e soda
ipprovada pela Simia de ly
giene e aulorlsada pelo
goverao
E' o melhor rem dio at hoje deucoberto para a
tnica Itrofjcliitea "niinla. ra-
riiiiiM. niKiniii. i el>ili tleOusoM. loat ebroniea Rffec(det
ilo pello da icaritanin.
E' muito superior ao olio Bimples de figsdo de
aacalho, porque, alm de ter cheiro e sabor agra-
iaveis, possue todas aa virtudes medicinaes e nu-
tritivas do oleo, alm das propriedades tnicas
-econstituintts dos hypophospbitos. A' venda nai
I rogaras e boticas.
Deposito em Pernambuco
Caixeiro
Precisa se do um caixeiro com pratica de ta
verna ; na rila do Marqm z do Herval n. 29.
E' burato por 4MU
Duas casAS t^rrrns, reedificadas nltmam^nte,
orna na ra do Nogueira e outra na ra de Hor
tas, rondem annualmente 700#'J00 ; trata-se nt
Boa Vis'a, ra da Mangneira n. 7.
um deposita com poueot fundos, bem afregmaado,
proprio para principiante : a tratar na ra do
Coronel Suassuna n. 91. O motivo da venda se
dir ao comprador.
m
K0DA DA
36Rua Larga do Rosario30
ADMI.NISTRAQAO :
PARIZ, 8, Boulevard Montmartre, PARIZ
PASTn^AS digestivas fabricadas em I
Vichy com os Saes extrahidos das Fontes. sao
de gosto agradavel e a sua accao certa con- |
I ira a Asta c Digest*! difflceis.
| SAES DE VtCHV PR BAHHOS. Um rolo para um Lanho, para as pessoas que nao podenir avit>r-1
Para eoitar as imitarse* exigir em todos os productos a
jviarca x>a. coivir. i>e vichv .
F, p_- mona} aa Produclc afina i ;-se em caaaa de rfARlSMEHIiY LAnnXB, *. roa ao i- ca ren .". e suuzer A koechlim.s. roa a Crol.

THESOURA
DAS
/.
'
Acha-sc venda a 13a parte da Ia lotera
beneficio da Santa Casa de Misericordia d<*
Rccife que se extrahin segunda-fcira, 13
Dezcmbro as 4 as pelo seguinte
uro
24,000 bilhetes a 16f5OO0
Beneficie, sello e commis-
sSo......
3d4:000i$000
1 Premio de.
1 Dito de ... .
1 Dito de ... .
1 Dito do ... .
7 Ditos de 2:0005000 .
10 Ditos de 1:0000000 .
16 Dito de 500,51000 .
99 Ditos de 200,5000 para
a centena em que sahir
o primeiro premio
99 Ditos de 1000000 para
a centena em que sa-
centena em que sabir
o terceiri) premio
69:0600000 2 Approximas 5 es do
____________' 2:0000000 para o pri-
314:9400000 meiro prerrio .
- --2 Ditas do 1:0000000
100:GCaiiOOO para o segundo premio
30:GW3G0, 2 Ditos de 6500000 para
10:00000001 o terceiro premio .
4:00i'S>000 2,400 premios de 200000
14:00000001 para todos os algaris-
10:0000000 raos finaes do primeiro
8:0000000 premio .
2,400 Premios de 230000
para todos os algaris-
19:9000000 raos finaos do segundo
premio.....
5:940009*
4:000000'
2:OOO0Cfr>
l:3OO0OO
43:000000
48:0000098
hir o segundo "premio 9:9000000 ^,140 Premios 314:910.'.00-
99 Ditos de 600000 para '
Casona terminaco do segundo premio seja igual a do primeiro passar ao na
mero immediatamente superior. .
Esta lotera divide sa em 20 partes e os bilhetes em viges8mo3 de 800 rnfe
cada um,
Os premios roaiores de 2000000 era cada parte estilo sujeitos ao imposto pro-
vincial de 15r0 e 5r0 addicional sobre o referido imposto.
EXTRACCAO PELA MACHINA FICHET
Thehouraria das loteras, 25 de Novembro do 1886.
Augusto Octaviano de Souza,
Thesonrclro
i
i

0
9
0
o o m m/ wv
JOSEPH KBAUSE a C.
Acaban, de augmentar o sen j bem conheeid
mporlanle estabelecimento rna 1
de uiarfo n. 6 com mais
nm salao no i andar Inxnosamente prepa-
rado e prvido de urna expsi-
ta* 4e m de praUi Porto eriedw-|fto
dos mais afamados fabricantes de
mondo inteiro.
nomida, pois, as Exilias, familias, seos nume-
rosos .amigos e frepezes a visitaren,
o seo estabelecimento, aflm de
apreciare a grandeza bom gosto com qne
nao obstante a grande
despeza, o adornaram, em honra
desta provincia.
ACM ABETO DAS 1 A'S DA NOITE
COMV1TK
r
t


*fc
f
-
1
ll
Diario de PeruambiicoTcr$a~ieira 7 de Dezembro de 1886
VENDAS
Vende ae o estaboleeimenio de molaadoa tito
* pra^a do Conde d'Eu n. 15; a tratar no meimo.
A Kevolu^o
X.
^* roa Duque de G xias, resolveu vender
M seguiates artigos com 15 /0 de me"
nos do que em outra qualquer parte.
Zephiros ano.', lindos padroea, a 500 rs. o covado
Lia de quadros, a 4C0 ris o covado.
Ditas lavradas a 40(1 res o dita
Dita* com bolinbaa a 500 e 600 ria o dito.
Ditas cora listrinhus de seda a 560 ris o dito.
Ditas mescladas de seda a 7(10 ris o dito.
Cachemira de cor a 900 e 1*200 o dito.
Ditas pretas a 10200. 1*500 e 20000 o dito.
Ditas de cor bordada de seda a 10500 o dito.
Linhos escosseres a '40 rs. o covado.
Zephires de quadriuhoa e lisos a 200 ris o co-
Liahos lisos a 100 ris o covado,
SeCim maco a 800 e 10200 o dito.
Dito dan:abs a'320 rs. o dito.
Setinetas de quadriulios a 320, ra. o dito.
Dita* escocesas a 44') rs. o dito.
Ditas matizadas a '360 rs. o dito.
Cretonas finissimoa a 360, 400 e 440 ria o co-
la
Chitas escaras e claras 240, 280, 300 e 320 ris
Naneuc finas a 300 ris o dito.
Ensovaea para baptisado de 90000 un.
Colchas bordadas a 40, 50, 70, e 80000 urna.
Seda croa a 800 rs. o covado.
Colchas brancas a 10000, e 10800 ama.
Cobertas de ganga a 20800 urna.
Fecbs prateadoa a 20500 e 30000 om.
Ditas, de pellassia a 60000 uno.
Ditos de l a 10000, 20000, 30000, 3050040000,
-s 50000 um.
Panno preto fino a 10000 o covado.
Cortea de caaemira a 30000, 50000 60OO
A' Florida
Rna Duque de Callas n. IOS
Chama-te a.attrac&o das Ezmas. familias para
os pivcos seguiotes :
Lavas de seda preta a 10000o par.
Cintos a 10500.
Lavas de pellica por 20500.
2 eaizas de popel e envelopes 800 rs.
Luvas de seda cor granada a 30, 20500 e 30
o par.
Suspensorios p-ra menino a 500 rs.
dem amer.eanos para homem a 30.
Meias de Esrosaia para crienca a 240 rs. o par.
Fitas de velludo n. 9 a 600 rs n. 5 a 400 ra. o
metro.
Albuns de 10500, 20, 30, at 80.
Ramcs de flores finas a 10500.
Lavas de Eacossia para, menina, lisas e borda-
das, a 800 e 10 o par.
Porta-retrato a 500 rv, 10, 10500 e 20.
feotes de nikel a 600 rs., 700 e 800 rs. um.
Rosetas de brilhantes chimicos a 200 rs. o par.
Guarnieres de idem dem a 500 rs.
Anquinhas de 1051-0, 20, 20500 e 80 urna.
Plisss de 2 a 3 ordena a 400, 500 e 600 rs.
Espartilbo Boa Figura a 40500.
dem La Figurine a 50000.
dem estreitinaos com 10 metros a 800 e 10000
a peca.
Pestes para coco com nscripcSo.
Babadores com pintara e inscripcoes a 500 rs.
Para toilct
Habi de areia a 320 rs. um.
dem phemeado a 500 rs. om.
dem aleatro a 500 rs.
dem de amendoa a 300 rs.
dem de al face a 10000.
Agua celeste a 30000.
Agua divina a 10500.
Agua Florida a 10000.
Maceos de seda a 100 rs.
Meias brancas para senhora a 30 a duna.
Crep para coborta a 10000 o covado.
Cretone para coberta a 400, 500 re. o eovado.
Lrfwcoes a 10800 um.
Bramante de linho a 20000 a vara.
Dito de algodo a 10200 a dita.
Dito de 3 larguras a 900 ris a dita.
* Panno da costa a 10400 e 1000 o catado.
Dito adamascado a 1J800 o dito.
Espartilhos de couraoa a 40000, bf 000, 50500,
4000 e 70500 om.
Cortinados bordados a 60500, 70500 e 90000 o
^ar.
Ditos de crochet a 240000 o par.
Lencos de 10200 a 2*000 a dazia.
VeUttdilhos lisos e lavrados a 10000 e 10200 o
.-sorado.
Anquinhas a 10800 rs. um,
Paooo de crochet para cadeiras e sof a 10000,
: ^200, 10600 e 20000 um.
Henrique da Silva Moreira. ____
O !>' Churchill, autor da descobsria daa
psvprifididsB curativa-, dos Hypophoa-
phitos no tratanv-nto da tsica pulmonar,
tem a honra de participar ws seus colleiras
mdicos, que os unkv>s Hypo loaphitos
recon'iecido e reoui)viienda'F<3 por elle
sao oa que prepara 4 Biir. Swsinn, fihar-
lutico. 12. ra* Casgiione, Parlz.
Os Xartipes de Hypcshoaphitoa de
Soda. Cal o Ferro vendem-so em frascos
qttadrudcs tondo o nima (Jo B- ChnrehiU
no vidro, ana asa/naura no envoltorio e
i Uta de papel r%arriado que cobre a rolha.
Cada fiasco verdadero leva alem disto a
de fabrica da ~harmacia Swann
Eslojos para crochel a .$000 rs.
Linhas para crochet cor de crema 200 rs.
Liabas para crochet de seda meaclada 300 ra
Bieo de cares 2, 3, e 4 dedos
de largura a 30000, 40000 e 50000 a peca
BARBOSA & SANTOS
P CL.ERY Vene-se em toda a parte
Cochcira yenda
Vende-se ama coeheira com- bons carros de
pasteio, bem localizada e afreguezadt, por preco
muito mdico, em razio de st u dono nao poder ad-
ministrar por ter de fazer urna viagem : os pre-
tendentes achario com quera tratar rna Duque
de Cazias n. 47.
Vende-se
o hotel e ho pedria Estrella do Norte, na Lin-
i goeta. O proprietario deste hotel tendo de reti-
l rar-se para foca deata cidade, vende oseuesta-
beleeimento por preco bastante comando ; trata-
se no mesmo, i ra Thom de Soaza n. 8.
Vtttdsm-st :m ludas as Phnrm eUs.
J
Serrara a vapor
Caes do Cap'barlbe n. 18
{Testa serrara encontraro os senhores fregne-
, um grande sortimento de pinha de resina de
__o a dea metros de comprimen e de 0,08 a
AH de esqnadros Garntese preco mais como-
jo do que em outra qualquer parte.
Francisco dar Santcs Macedo.
Phosphatado
APERITIVO RESTAURADOR
Os facultativos o receitam muito s
xnulheres pejadas, e 4s que amamen-
tatn, porque em ambos os casos til
mal e formaco da enanca.
PARS, 32, ra Oronot, 22, PAIUS
K AS IA1UIACIAS
exposition ^ mvwn
fiUdaille dOrT^CroiideCheialier
LS PLUS HAUTS RCOMPBKSES
AGUA DIVINA
E. GOUDRAT
DITA AGUA DE SAUDE
Preconisada para o toucador, como conservando
constanteneele as cores da mocidade,
preservando da peste e do cholera ir.orbn.
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Snancla, effelto que sempre pro-
usem todas as capsulas de co-
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CARNEIRO DA CUNH4 C.
Pedem as Exmas. le loras \\ minutos de alten i ao para os se-
^nintes artigos, alias baralissmos!!!
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Linda escolha das roelhores cachemires, a 500, 600 e 700 rs. o dito !
dem idem de quadros, novidade, daas* largaras, a 1^600 e 1*5800 o dito !
Setinetas de phantasia, a 400 e 500 rs. o dito !
Oaxemires felpadas, duas larguras, a ltJOOO o dito 1.
Limos cora palmas de seda, a 800 rs. o dito !
Merinos pretos, desde 900 rs. a 2<$SO0, o dito 1 cor garantida.
Lindos vestuarios de 1S para criancas. a 7500 e 8)5000.
Ricas guaraic5es de crochets para cadeira e sof, p^r 8(5000
VfelladinhoH de todas as cores, a 15000 e 1)5200 o covado !
Setins Maco, verdadeiro, a 800 e liJOOO o dito !
Luvas de seda de todas as coras, a 2)5000 I
Leques de phantasia, a 10000 e 1(5500 1
Meias para crisnejas, a 2<5500 a duzia 1
Esguio para casaquinbos, a 45000 e 4 ( ambraia branca bordada, a 6tS000 e 8(5000 a peca!
Actoalbados, bramantes para todos os procos ; algodoes, madapolSes bara-
mos o rouitos outros artigos que se liqaidam por menos que em outras partes.
59Ra Duque de Caxias59
Gotta, Bheumatismo, Dores
Soluqo do Doutor Clin
Lauratdo da Faculdadt dt Utditina d Paria. Pramio Kontyon.
AVerdadeira Solucio CLIN ao Salieylato de Soda emprega-se para curar:
JkS AUecoS** Rheomatiamaea agudas e ehronmu, o Rhflnmatiamo gottoao,
t Doro* artitidart* muiculares, e todas aa vezea que necessario calmar os
[ sMiTrimentos occauionados por estas molestias.
Verdadeira SolucSo GLIK o melhor remadio contra o Rheumatismo,
I a Ghotta e as Dore*,
tai Umi txplhaeto datalhad* acompanha cada tnaoe.
[EaUgir a Vardaelelra Solao&o de CLIN C*, de PARS, que m enconara m
eata do* DroguUu e Pharmaeeuticoi. ^
Leitura para senhoras
Brolhr-s nikelados e dourados a 2*1000.
Bonitos grampos dourados a 500 ria o maco.
Esplendido sortimento de galoes de vidrilho.
Grande variedade de le iues de sitim, a 44000.
Frisadores americanos pa.a cabello a 3 JO00 o
maco.
Setas de phantasia para cabello.
Bonita colleccao de plisss a 400 ris.
Brineos, imitaco de brilhanto, a 500 ris.
Aventara bordados para criancas a 24000.
Chapeos de fuato e setim para crisnejas.
Sapatos de merino e setim idem, idem.
Meias brancas e de cores, fio de Escocia.
Pomada de vozelina de diversss qualidades.
Saboneras finos de voaelina e alface.
Extractos finos de Pinaud, Guerlain e Labio.
Lindas bolsas de coure e velludo.
Fechas de la para senhora a 1*800.
Sapatos de ca/mira preta a 24000.
Tesouras para costara, de 400 ris a 3f000.
Pacotes de p de arroz a 800 ris.
Fitas de todas as qualidades e cores.
Itnmenss variedade de botoes de phantasia.
E milhares de objectos preprios para tornar ama
senhora elegante, e muitos outros indispensaveis
para aso das familias, tudo por precos admiravel-
mente mdicos.
Na Graciosa
Rna do Crespo a. 1
_______________Duarte A 0._________________
Grande relorma <...
Realmente foi grande a que se fez na Loja dos
Barateiros.
Han da Imperatrlz n. 40
E sao os nicos que tem as seguintes especia-
lidades !!!...
La e alpacas, grande e importante sortimento,
e lindissimos padroes, o mais fino e apurado gosto
que tem vindo, e por preco baratissimo, de 000 600,
700, 800 e 14000, o covado, porm fino e boro !...
Querem ver ?... apareeam III...
Ezmas. aenhoras 1 !!...
Temos um lindissimo sortimento de failhe, que
a vista agrada a mais excepcional fregueza ; isto
por menos do que em outra qualquer casa ; s n.
40!....
Pois custa 600 rs. o covado.
Temos mais liados sortimento de fastoes a 500
ra. o cor ido.
CkitM &nas, especialidad?, porque bouve gosto
aa escolh >, e vende-se por 240, 280, 320, 360,400
e :')* O rs. o covado, n. 40.
Tambem temos!!!...
Lindos padroea em baptiata de 180 a 200 rs. o
eovado.
Cambraia victoria e transparente finas e boas
de 34300 a 8/000 a peca.
Bnm branco de linho specialidade de 14500 a
34500 a vara pechincha !
Brim pardos liaos e trancados de 700 a 14600 a
vara, aproveitem Cesta! I I...
Mohsckm grande sortimento a vontade do ire-
quez, vende-se de 400 a 560 o covado, venham !...
Sitinctas !!!... esplendido e importante sorti-
mento nesse artigo, sendo brancas, pretaa e de co-
res, lavradas e lizas, o que se pode desejar em bom,
vende-se de 400 a 610 o covado.
Temos mais !.. .
Caaemira de todas as qualidades e cores, e fa-
zemoa costumes de 304 a 60400, barato e em
covados de 24500, cousa fina e que a todos agra-
dan), apptrecam !
Acrediten) ?...
Venham ver, para crer !!!...
Madapolao de 1 qualidade de 44500,1 54500.
64000, 74500, 84500 e 104 a peca, e que ha de
melhor.
Algodo de 345C0 a 74500 e 84000 a peca tem
20 jardas.
Camisas de meia de cores e brancas de 800 a
14800e 24000.
Colcha de lindos desenhos a 440C0, casto64000
em outras casas.
Pannos da costa do melhor que ba custa apenas
24750, o metro, pecbincba !
Bramante de linho a 14800 a vara, 10 palmos,
para a cabar.
dem de algodo a 14300, palmos tambem bom.
Algodo ea/featado, 10 palmos a 900 rs. o metro,
muito bom para lencoes.
Alim daa fazendas j mencionadas temos muitos
artigos de modas como seja, leques de fino gosto,
gravatas, colarinbos, punhos, meias etc. etc.
Alheiro &C.
BA DA IMPERATR1Z N. 40
Atiendo
A Loja das Estrellas
A' ra Due fe Callas 156
Querendo liquidar diversos artigos para nlo
entrarem em balaaco, resolven vender por
menos 50/0 de mu valor.
Como sejam :
Damasco de algodo a 320 rs. o covado.
Caaemira Othemana a 320 rs. o covado.
Zephir de ama s cor e quadros a 100 e 120 rs.
Alpacas de todas as cores a 240 rs. o covado.
Brin de cores a 320 rs.
Algodo cem duas largaras a 700 rs. o metro.
Bramante com 10 palmos de largara a 14500 o
metro.
Merinos de todas as corea, 2 larguras a 800 rs.
o eovado.
Fusto branco muito fino a 400 rs. o covado.
Plisss. finissimes a 400 e 500 rs. o metro.
Panno fino preto, 2 largaras a 14200 rs. o co-
vado.
Percalles finas a 240 rs.
Nansuk lindos desenhos a 160 rs. o covado.
Toalhai alcoxoadas a 24200 a dasia.
Atoalbado com lindos desenhos a 14300 o me-
tro.
Gnardanapos pequeos e grandes a 24500 e 44
dasia.
Meias inglesas para homem a 44000 a duzia.
Aasim como granJe qnantidade de retalnos de
sedas, setinetas, lana casemlras, chitas, etc., que
ae vendem pela terca parte de sea valor.
Para eagentto
Grande BOrtimento de algodo 'da Babia, Rio,
Americanos, brancos e de coree, que se vendem
lquidos e com descont.
Para a feata
Novidades recebidaa pelos ultimas vapores.
Cortes de etamyon ricamente bordados de 304 a
604000 um.
Mantas andaluzas para soire.
Setim mulsumano de todas aa cores a 14000 e
14200 o covado
E muitos outros artigos que se vendem sem com-
peteocia.
LiquidaQo
Cbpos modernos, palmas, plomas flores e fitas
udo por preco muito barate.
Mine. Miquclina
Roa uas Crasos n. 39
Oleo para machinas
Em latas contendo cinco galoes, a 94000 ; ven-
de-senos depsitos da fabrica Apollo.

S
DA
COLONIA ISABEL
EXTRACQO SEMANAL
5." parte da 24." lotera
CORRE
No dia 9 de Dezembro de 1886
Iutransferml 1 Intmsferml!
PORTADOR DE UM VIGSIMO ESTA' HABILITADO A TIRAR
12:006$200
Esta lotera est garantida, alm da fianza, por um deposito
no Banco Rural do Rio de Janeiro equivalente ao premio grande
de cada serie.
BILHETES A.' VENDA
0
VI
RODA DA FORTUNA
36~--Ra Larga do Rosario30
Bernardino Lopes Alheiro.
EXTRACCAO


DA
5.' serie da 24 lotera qoe se exlrahir na igreja da GoDceiyo dos Militares
EM 9 DE DEZEMBRO AS 4 HORAS
SOB O SEGUINTE
PARA EXTRACCAO DE LOTERAS NESTA PROVINCIA
DA
ATKINSON
PERFUMARA IN&LEZA
fiJi h M*di de um Mcnlo; excde toda
bj outra.pelo ico perfume delicado e exquisito.
TREZ MlDALHAS DE OORO
PARIZ 187*. CALCTTA 1884
Mk extra-fina exrHIennade so* qualidade.
cssneA DE WHTE hoe
runmnE i yum-tuis
stemiotis I Hfmn
otro* maitoi i-eriames roohecidos pela sua
qoalrdade e o4or deleitaet e aiquiirto.
Afamada
itDA DE COLOUA IE AiTlUSOl
iacf rarel pelo bm perfume coveentracio.
S*ptmt %vh prodoctos iQulare Tendidos,
Hb o bmoo Doaoe.
tUHln-st fu k UMkiImmIuKi i Mrltia
i. E. ATKINSON
34. Od Bond Btntt. Loadraa.
Him*rfcrtt-Um"RoWDcm'
obre urna Ljra de Ovo. "
COLONIA ISABEL
CONCEDIDAS PEIi LE PAOVINCUL 1.184?, E APPRWOO PELO W. Se. VICE PflESIDENTE 0 PROVINCIA
" ACTO Dt 2 DE SETEMBBO DE 1886
.... 800:000$
.... li8;8oo$
4o,ooo bi'lieles em vigsimos l$ooo .
Despezas ........
2:0005
1.1
1 premio de.
i dito de .
1 dito de .
1 dito de .
i dilo de .
9 ditos de .
23 ditos de .
400 ditos de 100$ para todas as centenas, cojos dous algarismos
forem ignaes aos dous ltimos do primeiro premio inclusive
1 dito de 1:000$ para a sorte, cujo numero na exlraceao for mais alto
1 dito de 1:000$ para a sorte, cujo numero for mais baixo
99 ditos de 400| para toda a centena do Io premio.
99 ditos de 2005 idem idem do 2 premio
99 ditos de 1005 idem idem do 3o premio
2 apps. de 4:0005 para o Io premio
2 ditas de 3:0005 para o 2' dito
2 ditas de 2:0005 para o 3o dito
2 ditas de 1:1005 para o 4 dito
2 ditas de 8505 para o 5o dito
4,000 terminacoes de 245 para o Io premio inclusive
4,000 terminacoes de 245 para o 2o premio inclusive
681:2oo$
240:0001
40:0001
20:0001
10:000*
5:0004
18:0005
23:0004
40:0004
1:0004
1:0004
39:6004
19:8004
9:9004
8:0004
6:0004
4:0004
2:2004
1:7004
96:0004
96:0004
681:2004
Esta lotera ser dividida em 20 series de 4,000 dezenas. Quando as terminacoes do l.c e 2. premios forem
ignaes, a d'este passar ao algarismo immediatamente superior. De9 passa a 0e de 0a1. Os premios sSo
pagos sem descont algum.
O premio grande de cada serie acha-se garantido por um deposito equivalente e igual quantia no Banco
ln Aa lunoim
....
Rural do Rio de Janeiro.
24 de Novembro de 1886.
O THESOREIRO,
francisco Goncalves Jorres.
riBhO


Diario de PernambucoTerca-fcira 7 de Dezembro de 1SS6
SCIBNCIAS

O hj pmotlsmo
(Do Commercio de Portugal)
Os phenomenos psychicos do hypnotismo
slohoje rauito condecidos, e nao poda ha-
ver duvida em domonstrar a realidado dos
tactos de suggastito, e at de mudangas
de personalidade, que tomarara lugar no
dominio das nocoes classicas, banaes at,
poderiamos dizer.
Nao pois, este o fim a qae se propoe
M. Bernheim, no seu novo livro sobre a
Suggestcto e suas applicacZes therapeuticas,
onde trata particularmente do estado da
saude ou de daenga das pessoas suscepti-
veis de serem hyrnotiaadas.
N'uma primeira parte, o auctor procura
sobrotudo cstabelecer que o hipnotismo 6
um estado pbysiologico que se pode pro-
vocar, em differentes graus, no maior nu-
mero de pessoas, sus 'espirito o de corpo,
por meio de cortas excitagoes sensorias ou
influencias psycbicaa.
E' este pont), com effeito, o assumpto
do profundo desaccordo que ha entre a
escola de Nsncy, de que MM. Beaunis e
Bernheiam silo os chefes, e a e3cola da
Salptrire que, conforme o que diz M.
Charcot, nito quer vor no hypnotismo sa-
nio urna serie das mltiplas perturbago'cs
nervosas de que capaz a hysteria. M.
Bernheim, em apoio da sua these, presen-
ta numerosas observag5es interessantes a
respeito do3 horaens que nao poloriara sus
peitar-se de nevropathia eapresentando ex
omplos dos diversos graus qua se podem
observar no sorano provocado e qua o au
ator admitta em numero de seis.
Esta primeira parte coraprehande, alm
d'isso urna noticia histrica do hypnotismo
e termina palo desoovolvimento da conce-
pc3o theorica do auctor sobre a interpreta
cao dos phenomenoa de suggestao.
A maior parte das observares que se-
encontrara relatadas cesta primeira parte
tinham j i sido publicadas em 1884, eM
Paul Janet, escreveu sobra o a33umpt>uma
serie de artigas rauito notaveis. Faziase
grande reserva, para nao dizer mais, acer-
ca do establo de saude dos individuos de
M. Bernheim, que affirmava serem sera-
ptos de nevropathia,.e M. Paul Janet, fa-
zendo-se interprete da escola da Salpctrie
re, queria duvidar.
E' desta poca que data o desaccordo
entro as daas escolas, e posto que as ideas
sustentadas por M.. Bernheim ganhem ter-
reno todos es dias, provavelmente M. Paul
Janet lhe faria boje, (nos meamos termos,
as mcsmasobjecco'os.
Na Salptriore hypnotisara-se hystericas
que reagem com grandes ataques eyelicos,
apresentando as tres phases que 83 torna
ram elaasicas da Uthargia, da catalepsia e
de somnambulismo ; no decurso das duas
ultimas phase3, as suggestocs sito poisi-
veis. Ora esse grande hypnotismo hyate-
rico tudo hypnotismo, o estilo no direito
de dizer que sao as mesraas perturbagSea
que se provocnm em Nancy ou que nao se
obtem senao o pequeo hypnotismo?
Mas em Pars, fra da SalpCtnoro como
cm Nancy e n'outras partes, em pessoas
que nao tem a menor tara nevropathica,
produz se frequentcmenteo hypnotismo sem
provocar o menor ataque e obtem-so phe-
nomenos, nada ruidosos que, pelos seus
numerosos graus e as suas phases insensi-
veis de trans;c3o, s2o realmente muito pr-
ximos dos estados physiologicos normaes.
E parece que ha muito mais direito de
dizer aos experimentadores da Salptrire
que procurara hypnotisar hystericos, cujo
systema nervoso est sempre em equilibrio
instavel, nao chegam senao a provocar ata-
ques nervosos, sempre similbantes uns aos
outros, porque sempre sobra as mesraas
nevropathas que operam ; emquanto que o
hypnotismo puro, simples, livre de toda a
Derturbacao da occasiao, precisamente
aquello que se obtem operando fra das
salas hospitalares, sobre pessoas tomadas
ao acaso, oa particularmente escolhidas en-
tre aquellas qua nao pdera ser suspeitas
de nervosismo; como fazern em Nancy
MM. Beaunis e Bernheim, e como fazera
todos os dias, numerosos experimentado-
res.
Em resumo, todas as observagSes rocen-
tes feitas sobre este assumpto, e que sao
cada vez mais numerosas, parecem-nos de-
cedidamente conduzir formula de M. Ber-
nheim, saber que a suggestao tem por me-
chanismo um crescimento de excitabilida-
de ideo-motriz, ido sensorial, ideo-sensiti-
ca, em seguida actividade dos centros
normaes de inh'bigao ou de dynamogenia ;
que resulta, fallando de outro modo, da
collocagao no primoiro plano, sob certas
influencias excitantes ou paralysantes, des-
sa actividade cerebral inconsciente e auto-
mtica, sempre disperta, que forma o fu
do, demasiadamente desconhecido, da nos-
sa personalidade.
A segunda parte do livro de M. Ber-
nheim consagra la as applicagoes que se
pode f.izer da suggestao therapeutioa.
Nao menos interessante o constitue urna
resposta son replica quelles que nao que
rem ver no hypnotismo mais do que um
briaquedo intil, senaop3rigoso.
Aponta-se, efectivamente, ha albura
13 rapo, como perigo da vulg-irisar os effei-
tos do hypnotismo e com os abusos, cri-
iuos at, que qualquer dia serao o resulta-
do das suggeito"es; estes receios, porem,
parerera-nos rauito exagerados; em fazer
conhecer a aogao dos medicamentos, poie
recear-se um certo numero de envenena
mcuto ; mas a certeza com que a analyse
dos chimicos consegue doscobril-os o
correctivo desse mo resultado. Acontece-
r cortamente o mesino com a suggestao,
que tambera um medicamento e que,
com este titulo, sem duvida destinada a
fazer mais bem do que mal.
A longa siria de obsorvagSes que apre-
senta M. Bernhoira, a que poderiam ac-
crescentar numeraos fictos relatados por
muitos observadores, danos dsso urna
prova.
Encontramos notado este tacto, que j
vimos aflirmado por outro3 autores, qua
a suggastito nao nicamente urna raedi-
cagao fuoccional dirigida a simples psr-
turbigo;s nurvosas igualmente funecio-
nac8, sint materia, mas que indicada
anda o til nessas les3es orgnicas que
inteiessam as fibras nervosas visiuhas por
urna especie de choque que as accominotte
d'uma especie de turpor do qua nao po-
deriam sahir espontneamente. Aceras-
contemos que a accao ineoatestavel das
A i forjas da n.iiircza e sa ex-
ploraco pelo homem
(Do Commercio de Portugal)
Os esforgns dos homens para utilisar as
forgas naturaes tem obtido oestes ltimos
tempos brilhantes resultados; mas, se
comparamos os resultados actuaes com
aquellos que se obtinham outr'ora, entre-
v nse no futuro consequencias inespera-
das.
E' interessante, sob este ponto de vis-
ta, examinar suramariaraente a serie des-
tes esforgos, as resultados obtidos e os que
se esperara poder obter anda.
Durante longos saeulo3, a humanidade
nao fez uso das torgas naturaes senao
quando ellas sa lhe apresentavara, por
assira dizer, por si proprias ; assim, por
exemplo, utilisava-se a forga da agua cor-
rente e a do vento para fazer andar os
moinhos e para impedir os bragos, e expo
ravam-se as forgas elsticas do certas ma-
terias pira obter raovimentos rpidos e ou-
tros efl'eitos anlogos. Fui muito recente-
mente que comegaram a produzir artificial-
mente fargis da ons.ua ordera, especial-
mente a do vapor de agua com o auxilio
do calor, o qua se utilisou para a proiuc-
glo dos efl'eitos mechanicos.
E' interessante notar a lentidao cora
que sa chegou a por om pratica ideas mui-
to precisas sob o ponto de yuta theorico,
isto antes do conseguir fazir e aperfei-
goar machinas que possam prestar aerv-
gos.
Sera fallar dos ensaios isolados, executa-
dos em pequea esaala, as primeiras ten
tativas deste genero, empivliondidas, om
graude escala, tinham por fim a explora-
gao das minas o a principio propuzerara-se
para o esgoto das aguas.
No comego do seculo XVII, tinham
pensado em elevar, a agua pela presso do
vapor, fazsndo uso do fog>. Estes projc-
tos foram examinados de mil maneiras e
(.secutados at o titulo de ensaio ; mas os
trabulhos cram rauito imperfeitos para te
ram um valor qualquer sob o ponto de
vista pratico.
No fim do seculo XVII, Papin, espulso
do Franga dnpois da revolugSo do edito da
de Nantes, obteve a Cadeira de professor
em Marbourg; alli, foi enearregado por
Carlos, landgravo de Ilessa, de fazer no-
vos onsaios pira elevar a agua por meio
do fogo.
Papin deu outra forma s suas expo-
rta cas o conseguio estabslec3r a primeira
machina de vapor.
Consinti um recipiente cylindrico, rau-
suggesto-cs nos vaso-motores d a explica- nido de aiQ emboh nQ fundo do roc ien.
gao de muitos fastos surprehendentes e te deit4Ta.30 uma pouca de agua. qaa.
FOIiHETIM
O OOKCNM
POR
paulo ::v::
SEGUNDA PARTE
O PALACIO CE STB7B3S
(CuntinuacSo do n. 280)
Pariz nao possuia palacio mais princi
pesco.
Era preciso portanto, qua Gao zaga,
principe, artista e orgulhoso, tivesse moti-
vo muito grave para transformar tudo
aquillo.
Eis o motivo que tinha Gonzaga.
O regente ao sabir de uma ceia, tinha
concedido ao Sr- principe de Carigoan o
direito de estabelecer no seu palacio um
collossal escriptorio de agente de cambio.
A ra Luincaropoix vacillou um instante
sobre a base limosa das suas bibocas. Di-
zia se que o Sr. de Oarignan tinha o di-
reito de impedir toda a transferencia de
acgSes feita fora de sua casa.
Gonzaga ficou enciumado.
Para consol al o, ao sabir de uma outra
ceia, o regente concedeu lhe, para o pala-
cio de Gonz ga, o monopolio da troca de
aeges por mercadorias. Era um presen-
te rendoso. Continua cm si montanhas de
ouro.
O que era preciso em primeiro logar era
fazer logar para todos, visto que toda a
gente devia pagar e muito caro. No dia
seguinte quelle em que a concessao foi ou-
torgada, chegou o exercito dos demolidores
Comegaram primeiro pelo jardim. As es
tatas tomavam logar e nao psgavsro cou-
sa flguraa ; tiraram as estatuas ; as arvo-
res nao pagnvam e tomavam logir, deita-
ram abaixo as irvores.
Em uma janolla do primeiro andar, for-
ada de altas Uipegarias, chegou uma mu-
p.T.nitte ter esperangas nesse campo tao
vasto da pathologia, onde os vasos moot-
ras ten uma acgo predominante.
Como medicamento, deve deixar se a
pratica da suggestao aos mdicos, para
quera o autor formula no fim do seu livro
os preceitos a qua devora restringir sa
para salvaguardar a consciencia e honra
profissional.
Mas a applic.gao da suggest3o tera-
putica interessa tmbem os psychologi-
cos; porque nao apenas o eraprego til,
humanitario, do uma nova forga, um
processo de verieagao scientifioa, ao mes
mo tempo que a explicagao desses factos
numerbsissimos, reconhecidos em todos os
tempos, aceitos com os olhos fechados por
uns, violentamente rejeitados por outros el
que pareciam dever escaparas 1-is da
psycologia.
A acgSo dos talismans e dos feitigos,
curas miraculosas, xitos de magnetisado-
res ; sempre, sob diversas formas, a in-
fluencia da iraaginagao, sempre a aegao
do espirito sobre o corpo.
Em resumo, o livro de M. Bernheim
da actualidade ; obra do um perfeita ob-
servador, medico prudente, o mesmo tem-
po que philosopho ousado e podemos dar
lhe um dos primeiros lugares na bibliothe-
ca da nova escola de psohologia physio
logia que, nascidahontem, j uma rique-
za que U'sterauuha o valor do sen campo
e do seu methodo.
lher vestida
para a obra
de luto e elbou tristemente
da devasta$ao._ Era Irada,
mas esta va tao pallia que o* operarios
compararam-n'a a um phantaama. Disse
ram entre si que era a viuva do fallecido
duque de Nevera, a mulber do principe
Felippe de Gonzaga. Ella olhou por mui-
to tempo.
Havia defronte da sua janella um olmo
mais que secular, onde os passaros canta
vam todas as manhas, saudando o nascer
do dia tanto no invern como no verao.
Quando o velho olmo cahio aos golpeB do
machado, a mulher de luto fecfaou as cor
tinas sombras do sua janella. Nao a tor-
naram a ver. Cahiram todas aquellas
grandes e sombras alamedas no fim das
quaes se viam as centenas de roseiras com
o enorme vaso antigo sobre o seu pedes-
tal. Os canteiroa foram pisada, as rosei
ras arrancadas e os vasos atirados para um
canto do deposito. Tudo isto toraava lu
gar, e todo o lugar vala dioheixo. Muito
dinheiro Deus louvado Sabia-saf por
ventura at onde a febro do gio levara
quelles cubculos, que Gonzaga ia man
1ar construir ? De ora em diante somente
l se poda jogar, e toda a gente queria
jogar. Cada barraca devia alugar se, cer-
tamente, tao caro como um palacio. A'quel-
les que se admiravara ou que gracejavam
das devastagSes, Gonzaga responda :
D'aqui a cinco ranos, terei dous ou
tres railho'is. Comprarei o castello das
Tulherias a S. M. Luiz XV, que ser o
rei ; estar ento arruinado. Naquella ma-
nh em que entramos pela primeira vez no
palacio, a obra da devastagao estava quasi
acabada. Os vestbulos estavam transfor-
mados em escriptorio8 e os pedreros ter-
minavam os cubculos do jardim. O pa-
teo estava litteralmente cheio de alugado-
res e de compradores. Nesse mesmo dia
deviam tomar psse ; nesse mesmo dia de-
viam abrir os escriptorios da Casa dn Ou-
ro, como j a chamavam. Todos entra-
vara como queriam, quasi no interior do
palacio. Todo o pavimento terreo, todo a
primeiro andar, menos o quarto reservado
da Beohora princeza, estavam preparados
para receber negociantes e mercadorias.
O cheiro acre do pinho novo suffocava por
toda a prte : por toda a parte o barulho
do martello atordoava os ouvidos. Os cria
dos nao sabiam a quem attender.
Na entrada principal via-se um fldalgo
carregado de velludo, de sedas e de ren-
das, com anneis em todos os dedos e uma
soberba correte de ouro ao pescogo. Era
do sa aquecia a base do cylindro, a pro-
ducgiio do vapor dava-sa ; impellia, o em-
bolo para cima, e, quando en seguida 33
arrefecia o cylindro, o vapor de agua don
densando-so, a presslo atmoapherica im-
pellia o embolo para baixo. Para aque-
cer e arrefecer alternadamenta o cylindro,
precisava muito tempo ; um pequono mo-
delo precisa um s vai-vem do embolo ;
mas, n'u.n modelo grande, o tempo seria
muito maior.
Este defeito foi cauaa do cheque soffri-
do pela machina de Papin, quando se tra-
tou de tirar partido della.
Dapois de uma dezraa de anuos, estas
experiencias foram repetidas por dous in-
glezes, Norokomen e Carvley ; aperfeigoa-
rara a machina, obterado o vapor (Tagua
n'uma caldeira separada oonduziram-na
para o cylindo atravez de um tubo. Gra-
gaa melhor construegao, a condensagao
do vapor faziase muito mais depressa e a
marcha do embolo era accelerada.
Foi assim que em 1712 se pode co- s
truir uma primeira machina de vapor, de
uso pratico e este genero de machinas foi
empregado as minas para por era mo-
vimento aa bombas destinadas a elevar a
&gua. ,.
Depois desta resultado, podiam esperar
se aparfeigoamentos rpidos. No emtanto
nao foi assira ; houve uma longa pansa e,
depoisde um melhoramento no modo de des-
trbuigSo de vapor, as machinas fuaccona-
ram durante meio seculo sem mudanga no-
tavel. Construiram-se sempre pelo mes-
mo modelo. Aosim, fra das minas, nao
tinham nenbuaia applicigilo; de fasto, gas-
tavam tanto carvao que nao poliam func-
cionar com vantagera senao as minas de
hulha, onde este combustivel tem pouco
valor.
S em 1764 que se raalizaram pro-
gressos sonsivois. Um meuhaaioo de con-
digao modesta, James Watt, empregado
no gabinete de physea da uuiversio'ade de
Glosgow, foi encarregado de concertar um
modelo da macnina de vapor do systema
Newkomen.
O exame dasta modelo suggerio-lhe
uma idea tao simples e tao natural, que
quasi imcomprehansival qua sa tivesse po-
dido ver funecionar as machinas de vapor
durante meio seculo sem que ella se apre-
sontasse.
Como dissemos, a produegao de vapor
na machina de Ncwkomeu tazia-se nao b
n'um cylindro, mas n'uma cadiira com
communicag5o intermitante de um para
outro por um tubo.
Mas a condensagao do vapor dava no
proprio cylindro, onde se injectava agua
fri.
Watt teve a idi de tazar a coqdensa-
gao do vapor fra do cylindro, fazendo o
coramuncar, durante pouco tonpo, cora
um espago fro o vasio.
Foi a'siin que so tornou inventor do
condensador.
Gragas a cate processo, nao havia ne-
cessidada do arrefecer o interior do cylin-
dro a Cada movimento do embolo, nem de
aquecel-o em seguida ; rcsultou, poh,
grande economa de combustivel.
Poda fazer-se uma idea desta economa
pelo facto 8eguinta :
Watt pedio privilegio para a sua ma-
china aperfeigoada e fez p igar, ello e o
seu socio Bulton, ao3 proprietarios das
suas machinas, o tergo do dinheiro econo-
mizado era car vito.
'Ganharam assira n'uma s mina, onde
lunccionavam tres bombas, prximamente
1:0805000 fortes por anno.
Alm deste melhoraraento principal,
Watt achou muitoa outroa.
A machina de vap>r p81e desde ento
ser applicada fra das minas.
Dpois do haver sido empregada du-
rante trnta anuos em trabalh.-s de todas
as especies e "depois de ter passado pir
muitos melhoramentos no comego doste
seculo, esta machina foi applicada pro-
pulsan dos navios.
Viate annos depois, quando aa cons-
truiara machinas do alta presslo, conse-
gua sa fazer a primeira locomotiva em
boas condigo38.
A invengao das machinas de vapor pro-
duzio uma revolugao as relagSas entre os
homens; facto que de tal modo evidente
e que tantas vezes tem sido larga o profi-
cientemente desenvolvido que intil insis-
tir nos ne.lle.
Posto que a forga do vapor se estabe-
lecesse e creaesse lentimente e por intar-
vallos muito espagados, o que tornou-se o
progresso mais estavel, tornou-se final-
mente una potencia transformadora de
tal modo superior qua 9 sculo decorrido
desde Watt teve o nome de seculo do va-
por.
Nestes ltimos tempos, porm, uma ri-
val comegou a surgir ao lado della. E' a
electricidade 1
Peyrolles, confidente, conselheiro e facto
tum do principe. Nao tinha envelhecido
muito. Era o mesmo homem magro, raa
cillento, alquebrado. Tinha os seus adu-
ladores, e merecia-o, porque Gonzaga pa-
gava-lhes bem. Perto das no?e horas, no
momento em que a concurrencia diminua
um pouco, por causa daquella incommoda
sugeiglo de appetite a que mesmo os es
peculadores obedecem, dous homens que
nao tinham absolutamente rea de finan
ceiros transpozeram a soleira do portao
pou:o distante um do outro. Apeawr de
ser a entrada livre, aquellos dous figuroes
no pareciam muito seguros dos seus d-
reitoa.
O primeiro dissimulava muito mal a sua
raqui'tagao sob um aspecto impertinente
o segundo, pelo contrario, faziase tao hu-
milde quanto poda. '
Traziam ambos espadas, destas espadas
compridas, que cheiram a meares d'armas
a tres leguas de distancia.
E' preciso confessar que este genero es-
tava um pouco fra da moda. A regencia
tinha acabado com os espadachins.
Os nosso* dous bravos metteram se pela
multidao, o primeiro dando empurraos, o
outro esgueirando-se com uma agilidado de
gato por entre grupos, muito oceupados
pa' i darem por elle. O insolente^ que. ia
dando com os cotovellos rotos contra tan-
tos giboes novos, usava momoraveis b'go-
des, chapeo de feltro cahido sobre os olhos,
uma cota de couro o calces, cuja primi i
va cor era um problema, A espada levaa-
tava a aba do pequeo manto de D. Cesar
de Bazau. O nosso homem vioha de Ma-
drid.
O outro, o espadachim, humilde e timi
co, tinha tres pellos aburados, espetados
por debaixo do nariz adunco. O chapeo,
aem abas, cahia lhe na cabega cerno um
apagador na vela. Um gibSo velho, cal-
c8ea remendados, botas cambadas, comple-
tavam-Ihe o vestuario.
Depois de atravessarem o pateo, os nos-
sos homens chegaram quasi ao mesmo tem-
po porta do vestbulo, e ambos exami-
nando se de re vez, tiveram o mesmo pen
samento.
Este nSo vem c para comprar a casa
do ouro I
n
Os reanaetiadoM
Tinham ambos razSo. Roberto-Macario
e Bertrand, disfargados em cabide de es-
padas do tempo de Luiz XIV, em espada-
rap e lengo de Alcobaga dobrado em for-
ma de oculo, quando queriam dizer que um
sujeito estava perdilo, depois de enume-
rar lhe em voz alta todos os vicios e pee
cados, accrescentavam baixinho:
E at j fuma !
Por este at, com o respectivo ponto de
admiragao, podara os leitores ajuizar da
graviiade da falta.
Fumar era um attentado tao grande na
ordem moral, como o investir contra a
bolsa do seu somelhanto offander-lhe a hon-
ra ou dar-lhe cabo da viia.
O fu no, porra, perda todo o seu ca-
rcter pernicioso, deixava de ser um vicio
nefando e igoobil, transformado em rap.
Permittia-sa a pit ida, tol :rava-se a rica
caixa de ouro ou a modesti baceta da tar-
taruga com a competente canjiquinha, o
louro Paulo Cordeiro e a areia preta, mas
nao se transiga com a biforada do havana
ou do nacional quebra queixo.
Os nosso3 ava usavam do direito de re-
galar as fossas nasaes.
A qualquer hora e em qualquer parte a
boceta entrava em funegoas.
Uma das frmulas da delicadeza social,
essa delicadeza que nos manda offare er a
casa ao primeiro valdevinus que nos
apresentjdo, era, depois de trocados os
compriraento8 do estylo, lavar a raao ao
bobo da casaca ou dos grandes robinsues,
que entilo se usavam, sacar a boceta, fa-
zer-lhe gyrar a tarapa entra o pai de todos
e o fara-bolo da ra2o esquerda, e apresen-
tando-a ao interlocutor dizer-lhe :
Toma?
O interlocutor dizia expansivo :
Venba l isso.
E saccanlo tambara por seu turno do
bolso da casaca ou do robinseto outra boce-
ta, accrescentava :
Prove do |meu.
Estas sccaas tinham por theatro, como
anda t n hoja, o meio da ra, a sala do
escriptorio, o recinto da3 repart;gu;s publi-
cas, o a lo do baile o at o templo !
Se o j anota moderno ousasse accender
um regala ou o inoffensivo cigarro de pa
loa no interhr de uma igreja, os homens
sisudos do rap erguer-ae ham furiosos
com os lingos do Alcobaga em punho, e,
brandindo r>s bocetas, exelamariam:
Pelintra!
Fumar no templo do Senhor 1
Entretanto nessa masmo templo cllcs in-
trjduzsm em p pelo nariz o qua o outro
expela e:n fumaga pela bocea.
E: interessante a dUtincgao entre o fu-
mo-charuto c o fu no-rap. o jejum de Siicci
Un dia, em Petropolis, ao passarpela, Realisou-se ha dias, na sala da socieda
capella de Jorusalem, uma potica capelli-1 de de geographia do Paris, a conferencia
nha somi escondida em moutas de verdu- annunciada, afim de explicar o jejum de
ra no eamiaho qua vai da Rhanania ao : Succi, feito pelo medico que acompanha c
Hotel Orleana, vi sahir do dentro della um! jp.juador, Petro Borghini, qual assistiram
gordo frade a mascar enorme charuto, que muitos mdicos e pessoas de importancia
Os leitores j viajaram em um bond de
toatao ao lado do esenro quebra queixo a
arder de uma banda s, coroado de ftida
cinza I
E' horrivel I
J tiveram por vizinho um cigarro api-
gado ?
E' mais horivel anda !
Eu s conhego uma cousa p ior qua e
charuto ordinario ; outro charuto anda
mais ordinario I
Imaginera agora o pingo do rap cr de
trra de Sienne queimada pendurado no
nariz do um ciiado, emquanto elle pausa-
damente coota a sua historia, tendo abarto
entre as muios o viatoaa lengo do chita,
geate a ver aquillo deslisar-se pouco a pou-
co palo labio superior e a historia sem ter-
minar. Que affliegao De repente... zas!
Horror I Li vai o malvado estampar-se ne
alvo p :it) da camisa.
Um hespanhol, reterindo-ae ao mosquka
costumava dizer :
vJ qua me incommoda nesta bichinho
nito apicaa, mas a msica.
Nos tabaquistas e fumistas o que otaca
os ervos o escarro.
Os grandes tomadores do rap, quelles
que sorvem pitadas com estrondo, abrin le
uma venta e fechando a outra com o dedo
indicador, sao de una virulencia inqualifi-
cavel no escarro.
Puxam-o da garganta com ruido atroa-
dor o atiram-o com o mais inquaiificav.'.
deserabarago sobre o campo sarapintado do
lengo, estendido a tres palmos de di=tincia.
O fumista nada tem que vor com o len-
go; cospa no chao.
Pela cospiaura poie-s conhecer que es-
pecie de charuto est o sujet > habituado a
fumar.
O que cospa de eRguichj fuma cigarro-;
ordinarios e guarda as ponta3 apagadas
atrs da orelha.
O que cosp........................
Basta.
Estou vendo a leitora torcerme o narit
dzerme:
Que triste assumpto I
Para finalisarum pedido:
Fuma i), tornera rap ; mas pelo amo;
de Deus nito cuspara.
Franca Jumok.
VMIEMDES
fumegava-lhe entre os labios, como se fra
o cano do Leviathan.
O Alustre medico disse que isto dejejun:
nao era nenhum facto maravilhoso, visto
Aquelle irado a fumar em outro qual- que numerosos casos deste genero sao cita
quer dia
sito.
nao me causara tanta irapres
Imaginera, porem, que o incidente deu-
se, nSo em um dia vulgar, como o de boje,
mas... em sexta-feira Santa !
Quando todoa maceravam-se com jejuns
e penitencias, privando-se de gosos a que
dos na theologia e sciencia, e aioda outroe
observados por Hippocratcs o Galleno.
Historiou depois differentes casos.
Fallando do licor de que Succi possu-
dor, disse que era avermelhado, mas que
no lhe conhecia as propriedades. Accres-
centou que, quando o licor for condecido
LITTERATr
Helios Fluminenses
(Do Paiz)
CHARUTO ERAP
A civil8agao vai pouco a pouco acaban-
do com certos escrpulos, bem ou mal en-
tendidos, que predomiaavam outr'ora.
Antigamente ninguem ousava fumar co-
ram popido.
Os pas, quelles pas rigorosos de Golle-
te de ganga, caiga de algapao, boceta de
estavam habituados, aquella anafada crea- a sciencia o empregar em numerosos tra-
tura, cujo tecido adiposo era j por si s taraei icos,
uma offensa religio e ao3 costumes, nao
podia fazer o misero sacrificio de algumas
baforadas de fumo.
Christo, philosophava eu, deixou de
viver para salvar nos. Este frade qne
seu sacerdote, nao podo deixar de fumar
no dia em que a humanidade commemora
a raorta do grande redemptor !
Esta consideragao nao me viria certa-
mente ao espirito se em vez do charuto, o
o frade trouxesae entre os dedos engatilha
da uma pitada.
Entretanto a sociedade principia a con-
cillarse com o charuto.
Fuma-se por toda a parte.
Eu nao sei o que seja peor se a boce-
ta, se a tigarreira.
china esfaimados a rafados, n3o teriam ti-
do outro aspecto. Macario, entretanto, com-
padecia-se do seu collega, de quem s ria
o perfil perdido na golla do gibo, levanta-
da para escon 1er a ausencia da camisa.
Ao menos nao sou tao miseravel di-
zia elle.
E Bertrand, para quem o rosto do seu
collega deaapparecia por entra aa ondas
desgrenhadas de cabellos de negro, pensa
va, na bondade do seu coragao :
O pobre diabo est as ultimas. Faz
pena ver um mestre de armas neste la-
menta vel estado. Ao menos eu guardo as
apparencias. Langou um olhar satifeito
paia as ruinas do seu trajo.
Macario, prestando esta hemenagem a
si mi'sino, accrescentava :
Eu, ao menos, nao inspiro compai-
xo a ninguem 1
E endireitava-se mais altivo que Arta
lan, nos dias era que este galanteador tinha
uraa casaca nova.
Um criado de aspecto altivo e imperti-
nente apresentou-sa na soleira do vest-
bulo.
Os dous pensaram ao mesmo tempo :
Aquelle infeliz nSo entra !
Macario chegou em primeiro lugar.
O que quer ? perguntou-lne o cria-
do.
Venbo para comprar, patife disse
Macario direito como um i e com a mito
nos copas da espada.
Comprar o que ?
O que eu quizer, velhaco. Olha bnm
para mim Sou amigo de teu amo a ho-
mem de dinheiro.
Agarrou o priado pela orelha, fel-o vol-
tar, e passou, dizendo :
Isto v-se, que diabo !
O criado deu um salto e achou se em
frente de Bertrand, que tirou lhe o apaga-
dor com polidez.
M?u amigo, disse-lhe Bertrand com
um tira confidencial, sou amigo do Sr.
principe : venbo tratar de negocios.. fi.
nanceiros.
O criado, anda atordoado, deixou o pas-
sar.
Macario estava j na primeira sais, e,
iangando direita e esquerda olharea dea-
denhosos :
Nao estm, disse elle ; se fosse pre-
ciso, morava aqui.
Bertrand, por traz della :
O Sr. de Gonzaga parece-me muito
bem e8tabelecido para um italiano !
Com a breca 1 exclamou elle, isto
responden do mes-
curvando-se at ao
inacreditavel. Dexarara entrar este po-
bre diabo. Safa que todo !
E aoltou uma gargalhada.
Palavra I dase comsigo Bertrand,
est gracejando coramigo 1 Parece incri-
vel !
Voltea se e aceres :entou :
E' magnifico !
Macario, entretanto, vondo-o rir, raudou
de opiniao e disse comsigo :
Alm de tudo aqui a feira. Este
tolo talvez tiveaae assassinado algum arre-
matante no canto de uma ra. Se esti va-
se com os bolsos ebeios Tenho desojo de
enc;tr con/ersagao.
Quem sabe rerlectia ao mesmo tem-
po Bertrand, aqui deve vir toda a casta de
gente.
O habito nao faz o monge.
Esto esfarrapado talvez tivesse feito al-
guma, hont.am noite.
Sinto-mo com a fantasa do fazer conhe-
cimento com elle.
Macario avangou.
Meu fidalgo...
mo modo Bertrand,
chao.
Ergueram se como duas molas e n'um
s movimento.
A pronuncia de Macario tinha desperta-
do a att-ragao de Bertrand ; a melopea
nasal de Bertrand fizera estremecer Maca-
rio.
Com a bre.ca I exclamou este ulti-
mo, creio que rae dirijo ao velhaco de Pas-
sepoil I
Cocardasse I Cocardasse Jnior I dis-
se o normando, cujos olhos, habituados s
lagrimas,inundaram-se: a tu effectivamen-
to que torno a ver ?
Em carne e osao, meu velho I Abra-
ga-me.
Abri os bragos. Passepoil precipitou-se
no seu sei.
Oa dous i'orooavara um verdadeiro mon-
te de farrapos. Ficaram muito tempo abra-
gados. A sua emogSo era sincera e pro-
funda.
- Basta! disse finalmente o gascao.
Falla um pouco, quero ouvir a tua voz.
Dezenove annos de separagao : mur-
murou Passepoil, enchugando os olhos com
a manga da camisa.
Irra I gritou o gasco, nao tena len-
go ?
Roubaram-n'o natural monte neata bal
burdia, replicn suavemente o antigo mes-
tre d'armas.
Cocardasse procurou no bolso eom viva-
i ni canho moas tro
Os Srs. Schneider acabam de fabricar
em Creuzot um canhao do maior calibre
que at hoje possua a artilheria de tam
franceza, para a defeza de suas pragas
costas.
O calibre de 24 centmetros, e expolie,
com uma carga de 65 kilogrammas, aot
projectil de 155 kilogrammas distancia
de 600 metros.
O canhao tem de comprido 8 metros e
pesa 22:000 kilogrammas.
cidade. Est entendido que nao encontrn
cousa alguma.
Safa disse elle com ar indignado
o mundo est cheio do ladroes I Ah I meu
velho, continuou elle, dezenove anuos f
Eramos ambos mogos.
A idade dos amores loucos! Ab 1 a
meu coragao nao envelheceu I
Eu bebo tao honestamente coraooc-
tr'ora.
Olharam um para o outro.
Diga-me, mestre Cocardasse, conti-
nuou Passepoil com pena, o annos nao e
fizeram mais bonito.
Francamente, meu velho Passepoil,
replicou o gascSo, sinto-me contrariado om
confessar-te isto, mas ests ainda mais feio
qua outr'ora 1
Frei Passepoil teve um sorriso de orgu-
lhosa modestia e murmurou :
Nao esta a opiniSo das damas.
Mas, continuou, envelhecendo conservaste
a tua bella apparenca, sempre rijo, o pe-
to deitado para fra, os hombros cabidos,
e, ha pouco, vendo-te, disse commigo;
Alli est um fidalgo de nobre spparencia-
Exactamente como eu, interrompeu
Cocardasse. Assim que te vi disse : Ali:
est um cavalheiro que tem um bella -
qura.
Que queres ? disse o normando, isto
nao se perde nunca de todo.
Ah o que foi feito de ti, meu velho,
depoia do negocio ?
O negocio doa foasoa de Caylns ?
concluio Passepoil, qua abaixou a voz, ma
grado seu. Nao me falles n8so, conservo
sempre diante diante doa olhos o olhar
chammejante do pequeo Pariziense.
Apezar da escurido via se lhe bri-
lhsr as pupillas 1
Que deserabarago !
Oto mortos.
Sam contar 03 feridos.
Ah cora os diabo3, que chuveiro de
murros Era b"llo de ver-se. E quamia
pens qne, se tivcasemos tomado franca-
mente o nosso partido, como homens, se
tivessemos atirado com o dinheiro, que re-
cebemos, na cabega de Peyrolles, para noa
collocarmos ao lado de Lagardre, Nevera
nao teria sido morto ; com certeza a no&sa
fortuna estava feita !
Siin, disse Passepoil, soltando aoc
grande suspiro ; deviamos ter feito isse-
(Qontinuarse-ka)


$
Typ. do Diario ra Duque de Caxias n. 41. A
t