Citation
Diario de Pernambuco

Material Information

Title:
Diario de Pernambuco
Publication Date:
Language:
Portuguese

Subjects

Genre:
newspaper ( marcgt )
newspaper ( sobekcm )
Spatial Coverage:
Brazil -- Pernambuco -- Recife
Brazil -- Pernambuco -- Recife

Notes

Abstract:
The Diario de Pernambuco is acknowledged as the oldest newspaper in circulation in Latin America (see : Larousse cultural ; p. 263). The issues from 1825-1923 offer insights into early Brazilian commerce, social affairs, politics, family life, slavery, and such. Published in the port of Recife, the Diario contains numerous announcements of maritime movements, crop production, legal affairs, and cultural matters. The 19th century includes reporting on the rise of Brazilian nationalism as the Empire gave way to the earliest expressions of the Brazilian republic. The 1910s and 1920s are years of economic and artistic change, with surging exports of sugar and coffee pushing revenues and allowing for rapid expansions of infrastructure, popular expression, and national politics.
Funding:
Funding for the digitization of Diario de Pernambuco provided by LAMP (formerly known as the Latin American Microform Project), which is coordinated by the Center for Research Libraries (CRL), Global Resources Network.
Dates or Sequential Designation:
Began with Number 1, November 7, 1825.
Numbering Peculiarities:
Numbering irregularities exist and early issues are continuously paginated.

Record Information

Source Institution:
University of Florida
Holding Location:
UF Latin American Collections
Rights Management:
This item is presumed to be in the public domain. The University of Florida George A. Smathers Libraries respect the intellectual property rights of others and do not claim any copyright interest in this item. Users of this work have responsibility for determining copyright status prior to reusing, publishing or reproducing this item for purposes other than what is allowed by fair use or other copyright exemptions. Any reuse of this item in excess of fair use or other copyright exemptions may require permission of the copyright holder. The Smathers Libraries would like to learn more about this item and invite individuals or organizations to contact Digital Services (UFDC@uflib.ufl.edu) with any additional information they can provide.
Resource Identifier:
002044160 ( ALEPH )
AKN2060 ( NOTIS )
45907853 ( OCLC )

Full Text
MflBtfHMtftaMMHBBfe"''

i
i
-
-
V
AIIO LU -- DIfllO
PARA A CAPITAL E LII>ABJK 0.\DE MAO SU PAGA PORTE
Por tres mezea adiantadog .
Por seis ditos idem. ....
Por um anno idem.....
Cada numero avulso, do mesmo di
60000
12*000
24*000
0100

SAGBADO 4 BE DEZEMckO BE 1886

*" PARA DEITRO E FORA DA PROVINCIA
Por seis mtieB adiaiitados.........^ '. 130500
Por nove ditos idem.................. 200000
Por ,um anno dem................. 270Uls
Cada numero avulso, de diaa anteriores. ... ... / 0100
Proprkfrafce i>e JRaiwel Xtgnrira t>e -tarta i JUIjo*
Os Sra. Amede l'rinco A C
de Paria, silo os nossos agente*
exclusivo* de annuncioi e pu-
blic cl'm da Franca Ingla-
terra.
Aviso
Aos Srs. subscriptores deste Diario avi-
sa a respectiva direccSo que, do 1.* de
Janeiro prximo em diaa te, far-se-ha a ar-
recadacilo das assignaturas pela forma sc-
guinte :
Na cidade do Recife e lugares para onde
nao se paga porte, 6*000 por trimestre,
adiantado ou durante o 1.* mez do mesmo
trimestre, 6,5500 nos 2. o 3." rnezes.
No fiai do trimestre ser suspensa a re-
cicssa do Diario aos que nao tiverem sa-
lisfeito o seu debito.
Fora da cidade, nos lugares para onde
se fazem as remessas pelocorreio, 13*500
por semestre, pago as mesmas condicftes
cima.
Aos que quizerem pugar o anno- alian
tado, faz-se-ha o abate de 1*000, par afo-
dos os assignantes.
TELEGRMMAS
saavijo tasticlai. so siaeio
PARAHYBA, 3 de Dezembro, aa 12
horas e 45 minutos da tarde.
iqui lugon boje o vapor IPOJCA
da Companbia Pernambacana.
ssoti;. s .me. savas
(Especial para o Diario)
PARS, 2 de Dezembro, tarde.
Ten do o governo da Republit-a
Francesa feiio haber Inglaterra
qae ei resolvldo & pedir a nentra-
lidade do canal de Soei> os Jornaes
nflese* atacan con energa a Fran-
ca e a poltica do sen governo.
MADRID, 2 de Dezembro., Urde
nveroo pedio a* duas cansaras
a adopro de um projecto de le as-
egarando a exploraco dos tabacos
pelo Estado.
conianoa e 9:000 para os Espartanos;. Para man-
tcr a igualdade entre eg cidados, Lycurgo pro
hibio o luxo e a moeda de ouro e de prata ; e i ni
tituio as refeicoes publicas, em que rei navaja maior
frugalidad?. Vedou aos Espartanos o commercio
e cultura das artes e das lettraa, sujeitando-os
(todos a iguaes ezercicios physicos, com a mira
de formar cidados robustos para a defesa da pa-
tria. Ao mesmo' fim era dirigida a educacao das
creancas, que mais pertenciam ao estado do qae a
familia: a cranla que nascia disforme, mata-
vam-n'a,
Acabadas por esta legislaco rigorosa as dis-
cordias interiores, e robustecidas assim Esparta,
concluiu esta a conquista da Lscona e mprehen-
deu a do Peloponeso. Combateu a tribu drica
dos Messenios, com a qual teve duas guerras, (urna
que durou vinte anncs e a outra desesete ). As
victorias n'estas lutas alcanzadas deram grande
nimeada aos Espartanos, que no s'.culo VI antes
da era christa eram considerados como o primei
ro povo da Grecia.
Pelo mesmo tempo llresela tambem Athenan,
comquanto os defeitos da sua orgaoisacSo social
dessem origem a grande mal-estar interior e a
repetidas perturb .cea.
A grande desegualdade dos ha veres tinba da-
do origem ormacao de duas classes : a dos eu-
patridai, cu senhores das trras, o a dos thetai,
ou servos que aa cultivavam. Alem d'estas duas
havia anda a dos escravos propriroeiite ditos.
A morte de Codro, ultimo rei das Athenienses,
deu logar a estabclecer-se urna nov forma de go-
verno. Os dois filhos d'elio, Mcdon e Xileu, dis-
putaran! entre si a coroa.
Os Athenienses, que tinbam sido sempre muito
ciogos ds sua liberdade, aproveitaram este ensejo
para a reivindicarem completamente; declara-
ran! que depoig de Codro nao havia ninguem
digno do titulo de rei e poseram testa da rep-
blica um primeiro magistrado a que deram o no-
me de archonle. e cuja auctoridade era muito li -
ir.itada.*
Durante mais de tres seculos fui esta magistra
tura vitalicia e hereditaria ; no fim d'tgge tempo
tornou-go lectiva, e as fuecoes de arehonte foram
limitadas a dez annos.
Mais tarde ainda, o poder foi distribuido per no
\earckonUi, cujo mandato durava um anuo.
D'ahi provieram grandes digsencoes, divisao de
partidos, rivnliladea e desordena.
Para obviar a tantos males vio-ge que era ne-
ceseario faser leig, que fossem superiores a todas
as magistraturas. Foi eaeolhido para as formular
Dracon, hornera de virtudeg austeras e que gosava
da estima geral. Draccn apresentou um cdigo
de leig de tal severidade, que revoltaram os espi-
ritos mais exige jtea e que nao puderam ser eiecu-
taJaa. Como n vas dissencoes puzeram em novo
perigo o estalo, recorreu-se a Soln, vario Ilustra-
do e de grande patriotismo, a quem foi dada a mis -
gao de fazer aa neceggarias leig e organigar urna
constitu?i fundada em principias racionaes es-
ta vei.
(Continua.)
COPENHAGUE,
tarde.
2 de Dezembro,
Continua o conflicto entre o go ver-
no dinamarqus e o Folketlng.
O presidente do conseibo de minis-
tros, em nonir do re. ordenou a vo
taco do oren ment, declarando qne
no caso de H. H. nao ser attendldo, o
gOTerno serla obrigado a discutir
novamente as lels flnanceiras.
PARS, 3 de Dezembro.
Fallecen o cbanceller do consula-
do do Brasil em Pars.
BUENOS-AYRES, 3 de Dezembro.
Xas ulli as 1 Horas, deram-.< 48
hotos casos de cbolero-morbns e 31
bitos, em todas as regi6es Infeccio-
nadas.
Agencia Ilavas, filial em Pernambuco,
| de Dezembro de 1886.
Ministerio da Iiistica
Por decretog de 20 de Navembro :
Foram nomesdos : ministro do Supremo Tri-
bunal de Jastics. o desembargador Francisco
Soareg Bernardes de Oouveia, e juiz municipal e
Foram designadas :
A comarca da capital da provincia de Santa Ca-
tbarina, de 3" intrancia, para nella ter exercicio
o juiz de direito Joaquim Pauleta Bastos de Oli-
veira ;
de orpbaog do termo ae Grajah, na provincia do A de Cajazeiras, de 1" entrela na da Parahy
M.rh5 n h^harol Jos Bernardo de Souza I bB; Para ella te_r exercicio o juiz de direito Gon-
Maranhao, o bacharel o
o -, calo de Aguiar Botto de Menezes, ncando sem ei-
Foram aposentados com todos os veneimentos, ^B.^fr^_d^aS?0A,?!s_*! "*? *
de conformidade cem o decreto n. 8309 de 9 de
Ontubro ultimo, os conselheiros ministros do Su-
premo Tribunal de Juatica, Manoel Felippe Mon-
teiro, Jos Mattoso de Andrade Cmara, D. Fran-
cisco Balthasar da Silveira e JoSo Jos de Alma i
da C uto.
Por portaras de 19 do corrente :
Determinou-se, nn conformidade dog arts. 129
e 131 do regulamento annexo ao decreto n. 9420
de 28 de Abril do anno paseado, que o servent.ua-
rio vitalicio dos ofEcioa de Io tabelliSo do publico,
judicial e notas, e eecrivio da provedoria de ca-
pellas e residuos do tormo de Traip, na provin-
cia das Alsgas, Henrique Silva Mero, vol'e ao
exercicio daa respectivas funecoea, viato ter-se
verificado, pelas diligencias a que ge procedeu, a
capacdade pbyaica e moral do mesmo serventua-
rio para aervir pessoalmente os referidos officioa.
Por decretog de 22 de Novembro :
Foi aposentado com as honraa de ministro do
Suprema Tribunal de Justic i e com og veneimen-
tos que Ihe corcpetirem, na forma do art. 1" jj 2o
do decreto n. 3309 de 9 de Outubro ultimo, o de--
eoibargador da relacio de Porto Alegre. Antcmo
Augusto l'en-ir da Cunha.
Foi exooerado, a pedido, o juiz de direito Fre-
derieo Peregrino Carneiro Monteiro, do cargo de
ebefe de polica di provincia do Amazonas.
Foram nomeados :
Chefe de polica da provincia do Amazonas, o
juiz de direito Artbur Anucg Jacomc Pires.
Desembargadores :
Da relacSo da S. Luis, o juis de direito Joao Ca-
valcante de Albuquerque ;
Da de Goyaz, o ju'z de direito Casimiro de Seu-
na Madureir ;
Da da corte, o juis de direito Manoel Vieira
Tosta.
Foi designada a cemarea de Petropolis, de 3a
entrancia na provincia do Rio de Janeiro, para
nella ter exercicio o juis de digeito Walfrido da
Cunha Figueiredo. ,
Per portara de 20 de Novembro foi declarado
avnlso o juiz de direito Manoel Joaquim de Al-
buquerque Los e vaga a comarca de Cajazeias,
na provincia da Parahyba, visto nao ter entrado
em exercicio no prazo legal.
Por decretos de 22 do mesmo mez :
Foi removido, a pedido, o juiz de direito MaBoel
do Nascimento Teixuirs, da comarca de Ilhos, de
2a entrancia, na provincia da Babia, para a de
Boa-V"igta do Tocantins, de Ia entrancia, na de
Goyas.
comarca da Boa Vista do Tocantins, na provincia
do Goyaz.
Foi aposentado com o respectivo ordenado o
amanuense da secretaria de polica da provincia
do Rio de Janeiro, Antonio Francigco Correia
Leal.
Hinisterlo di Fazenda
TJPor ttulo de 19 de Novembro, foi nomeado
Joo Ferreira de Souza e Mello para o lugar de
pratcante da Thesouraria de Fazenda da provin-
cia do Piauhy.
Por decreto de 20, t concedida ao Dr.
Fernando Avelino Horreia a demissao que pedio,
do lugar de 2- escripturario da Caixa de Amorii-
gaciio, e nomeado para este logar o 3- escriptura-
rio da mesma reparticao Manoel Monteiro de Bar-
ros.
Ministerio da Guerra
Por portara de 20 de Novembro, foi digpeneado
o coronel do corpo de estido maior de 2a eiasee
Joo Evangelista Nery da Fonseca. do lugar que
^*r*"J2gJP** e*crc* de director do Arsenal de
ruerra darprovincia do Para.
Por decreto da mesma data, ro nomftdo para
o referido logar o tenente coronel do corpo do es-
tado maior de artilharia Francisco Jos Teixeira
Jnior.
For portara de 24 do mesmo mes, foram
nomeados : 1* ajudante da directora do Arsenal
de Guerra di corte, o major do corpo de estado-
maor de artilharia Marcea Bricio Portilho Bentes,
adjunto megoia directora e eucarregaio do
trem de artilharia, o capito do refeirdo corpo Vi-
cente Antonio do Espirito Santo.
Ministerio de Ea>srauelros
Por decretos de 20 de Novembro, foram remo
vidog og cnsules geraea bacharel Ignacio Jos
Alveg de Souza Jnior o Victor da Cunha, eate
da Bolvia para a Guyana Francesa e aquelle da
diti Guyana para o departimento do Loreto, no
Per; e promovido a conaul geral na Rusaia o
vice-conaul Carloa Gabriel Goriekj, eendo exone-
rado, a pedido, deste cargo Sully Jos de Souza,
que tica em deaponibilidade.
Por decreto de igual data determinou-se que o
cnsul geral em desponbilidade, bacharel Joo
Baptista Goncolves da Rocha, v exercer o seu
emprege na repblica da Bolivia.
1NSTRDCC0 POPULAR
HISTORIA ANTIGA
(Extrahido)
DI BIBLIOTHECA DO POVO E DA8 ESCOLAS
CAPITULO X
fj BE OS
{Continuado)
Entre 800 e 700 annos ante de Christo, houve
de notavel na Grecia o appsrecimento daa leia de
Lycurgo. Eete pergonagem naaceu em Esparta.
A viuva do re Polydccto, aen irmo, effereceu-lhe
com a aua mo de espoaa o throno de Esparta, com
a condico d'elle matar seu sobrinho Charilaua.
Recuaou-ae a isso Lycurgo; e como oa grandes do
reino se mostraesem contra elle irritados pela sabia
adimin8trBcao que aura como regente, durante a
rnenoridade do sobrnso, resolveu exilar-se e va-
legislaco dos
ion por muito tempo, estudando a
outros povos e voltando a Lacedemonio, depoia de
de urna ausencia de dezoito annor, com o intgnin I
de faser auoptar reforma importantes as lels do j pedidai 8 24, a seguinte circular :
____?ARTE 0FFIC1AI.
Ministerio do Imperio
Por despachos imperial de 20 de Novenbro :
Foram nomeados :
Para o cargo do secretario da provincia de Ma-
to Groaso, Manoel P. A. de Barros, sendo conce-
dida a exonerafo do bacharel Alipio d'Avila Bit -
tencourt ;
Para igual cargo, na povincia de S. Pedro do
Rio Grande do Sul, Fausto Dnmingues da Silva.
Foram agraciados :
O coronel Bonifacio Jos Baptista, com titulo
de Baro de Monte Camello, en* attcnco aos rele-
vantes servidos prestados ao Eatade.
Por servicos preatadoa com relaeo propagan -
da do cafe do Brazil mi exposices de Ant erpia
e de Beaovais :
Com a dignataria da ordem da Rosa, o engenhei-
ro Joto Martins da Silva Coutinho e Eduardo
Pcher, subdito Belga.
Com officialato da mesma ordem : George Hel
leputte, professor na Uovergdade de Louvain e
vice-consul do Brazil; Henry Tournay, vice-con-
gul do Brasil em Bruxellag; G. Bruylante, pro-
feaaor na Universidade de L>uvain; D. Crispo, di-
rector do Laboratorio Agripla de Antuerpia; De
Nacyer, cbimico em Bruxellas ; J. B. Lanckman,
ehrfe de seccao no ministerio dos negocios estran-
geiros da Blgica ; J. Cordemang, chimico em
Antuerpia ; Alfredo Geehland ; Max Goebel, pre
sidente da cmara de commercio Lige ; Ernest
Lourdelet, presidente da enmara Syndical dos ne-
gociantes commissariog de Pariz ; Henry Kobert
Le Coca, negociante inglez ; Horace Moigand, re
dactor do Moniteur de l'Oi e director da seceo
eatrangeira na expoaicao de Beauvais ; Alpbonse
Pbilippe Duponf, presidente da exposico de Beau-
vais ; Emile Dele.u, jornalista ;
Com o grao de cavalleiro da mesma ordem ; J.
Oouw< looa, jais no tribunsl do commrcio de Bra-
xelias; A. Tamau, industrial em Bruxellas; V.
Froge, negociante em Antuerpia ; O. Duwes, in-
dustrial em Hsinant: V. Dowez, medico em Bru-
xellas ; P. Blecb, negociante em Antuerpia; F.
Ceulemaus, membro do tribunal do commercio em
Antuerpia ; C. F. Dockx, negociante em Antuer-
pia ; A. Haffbrechts, dem; E. Rever, industrial
em Antuerpia ; C. van Santeu, negociaste em An-
tuerpia ; C. Storms, idem; Charles Ed. Pcber,
dem; H. Gevers, industrial em Antuerpia; Dey-
m>m Druas, nduatrial em Bmxellao ; Rene Cor
neli; Henri II"yl terta; G. Du Boacb, publicigU;
J. A. Shaep?, architecto ; Julien (Hayeo, mimbro
da Uniio-Naciunal do commercio e industria em
Pariz ; Nataniel Albone), vce-presidente da ca
mar Syndical dos negociantes commisaarios de
Pariz ; Dr. Ernesto Gerard, mare de Beauvais ;
Por servicos militar' s :
Com o gio de cavalleiro da ordem de S. Bento
de Aviz, o 1" cirurgio do corpo de saude do ex-
ercito Dr. Alexandre Mareelino Bayma, o capito
do 5- reginv-nto de cavallaria Jos Joaquim de
Aguiar Curr i, e os capites Luiz Mara de Mel-
lo e Oliveira e Joo Emiliano de Araujo Lopes,
este do 6- batalbo de infantera e aquelle extra-
nuin rario da mesma arma.
Foi nomeado o Dr. Manoel de Asaig Sonsa para
o logar de adjunto cadera de hiatologia theori-
ca e pratica da Faculdtde de Medecina da Ba-
hia. |
P. rmettio ae que continu no magiaterio o con-
selheiro Dr. Joo Silveira de Sous., lente da 1*
cadeira do 2- an .o da Faeuldade de Direito do
Recife, com a gratificacao addiciunal marcada no
art. 28 dos estatutos.
Pelo ministei io dos negooios do imperio foi ex-
(joverno da provincia
reino.
A pythouisa de Dslphoa apoiou com a aua auto-
ridade religioea aa reformas propostas ; e os Es-
pirtanog fatigados daa guas dissencoea integtinas,
que laceravam o estado, acolheram-n'as favoraveU
mente.
As leis polticas de Lycurgo mantiveram as re-
lacoes esUbeleidas entre os Espartanos, como povo
dominador, e osl.aconisnoe, como povo subjugado.
Regularam es dreitos da realeea distribuidos por
aus caaas soberanas ; os do senado, compoato de
varea de idade superior a sessenU annos ; os da
assembla geral, que poda accetsr ou regeitar as
propostas fcitas pelo senado ou pelos res ; emrr,
os dos ephoros, magistrados annuaes, queadmi-
niatravam a juatica. As auaa leis civis sao muito
mais notavuis e de muito maior alcance ; e tive-
ratn por fin esUbeleeer a egnaldade entre todos
os cidadoe. Para chegar a tal fim, dividi elle
as trras em 39:000 porces (30:000 para os La-
Chamo a attencio de V. Exc, na psrte que
Ihe compete para a rec >mmendacao teita em avi
ao circusr n. 108 de 4 de Marco de 1865, no sen-
tido de pue, logo que os lentes e profeesores dos
estabelecimentos rte instruecao pnbliea houverem
completado 25 annos de f ffectvo exercicio no mo-
gisteno, assim se fao> constar ai governo com as
informaooes necessarias, afim de se resolver o que
melhor convier a beos do servico pub'.-eo, intisoan
do-se-lhes na roeama occaaioque requeiram lioen
ca para continuar no xessieio dog seos lugares,
no caso de nao preferir** ser jubilados.
i Deu Guarde a V. ExcBaro de Mamor.
Sr. director da faeuldade de medicina do Rio de
Janeiro.
Expediram-ae idnticas ao directores da faeul-
dade de medicina da Baha, das de diraito de '
RE i..i TOKIO com que o Gim. Sr. Dr. Ignacio foaquim de iou
za L.eo, t. Vlce-Presidente, entregu a adminls-
traco da provincia, em lo de Xovembrode 18S8,
ao Exm. Sr. Presidente Dr. Pedro Vicente de
Azevedo.
(ContinuacdoJ
CONSULADO PROVINCIAL
Contiu.i a bem servir no cargo de administrador do Consulado Provincial o
bacharel Francisco Amyntas de Carvalbo Moura.
A 25 de Agosto e 13 de Outubro conced licenca, por 3 mezes com venei-
mentos, na forma da lei, a cada um dos seguintes emprogados : 2.' escripturio Vicente
Malanguso Tiburcio Ferreira e fiel do theBOureiro, bacharel Urbano Mamede de
Almeida.
Sendo hoje cobrado pela Alfandega o imposto provincial sob a denominacao
de gyro, bem poico trabalho resta ao Consulado Provincial.
COLLECTORIAS PROVINCIAES
De conformidade com o disposto nos arts. 2. e 3. do regulamento de 7 de
Julbo de 1879, e em vista de proposta do inspector do Thesouro Provincial, resolv a
14 e 19 de Outubro crear urna collectoria no municipio de Boa-Vista, segregada da de
Petrohna, tendo por districto collectoral o territorio da respectiva comarca e transferir
a sede da collectoria de Tacarat para o povoado de Jatob.
Durante o periode decorrido do 1. de Abril a 6 do corrente houve no pessoal
d'estas estacSes o movimento seguinte :
For m removidos os hachareis Francisco Xavier Paes Barreto e Arthur
Gsrcez Paranhos Montenegro, este do cargo de ajudante do procurador dos fetos da
fazenda provincial no deatricto da collectoria de Pao d'Alho para o da de Iguarass, e
aquelle de igual cargo no districto da collectoria de Iguaraas para o da de Pao d Alho,
e sob proposta po Thesouro nomeados : JoSo de Souza Costa escrivlo da collectoria de
Iguaraas, Lindolpho Derbio Correia para igual cargo na de Garanbns, capitSo JoSo
da Costa Bibeiro Couto collector de Goyanna, Jlo Izido Paes de Lyra, para igual
cargo em Caruar, Sydronio Pi da Silveira Vidal e Antonio Rodrigues da Costa
Revoredo, escrivies das collectorias de Caruar e Limoeiro; Antero Clementmo Lene,
collector de Cimbres, JoSo Climaco Correia de Araujo para igual cargo, em Taquare-
tnga, Candido Tenorio Villa-Nova, escrivao da collectoria de Bom-Conselho ; Jo*qultD
Francisco Diniz Jnior collector di Rio Formoso ; o promotor publico bacharel Manoel
H'-nriques Waoderley para o cargo de ajudante de procurador dos fetos em Barreiros ;
Belmiro Gomes Ferreira collector de Seriuhaem ; Luiz Carlos da Costa VilejU para
igu4 cargo em Bom-Conselho; Calistrato da Silva Paes Barreto escrivSo da collectoria
do Rio Formoso ; Jos Osias de Paula Hornean e Nicanor Presciliano da Cunha Souto
Maior collector e escrivao da de Bom-Jardim ; Jos Jacintho Coelho da Silva escriv3o
da de Nazsreth ; Justino Justiniano da Gama para igual cargo na de Aguas-Bellas;
Jos da Silva Maa e Elpido de Carvalbo Raposo collector e escrivao da de Gamel-
lera; Idalno Muniz de Moraes e Sebustiao Cyrillo Gomes Penna collector e escrivao
da de Bezerros ; o bacharel Tito Celso Correia Cesar ajudante do procurador des
feitos em Tacar, t; Archimedes Cavalcante de Albuquerque collector de Aguas-
Bellas; bscbarel Carlos Frederico da Costa Ferreira ajudante do pro -.urador dos teitos
no municipio do Cabo; Adelno Celestino de Mendonca e Candido Goncalves de Uh-
veira Filho collector e escrivao da collectoria de Itamb; Manoel Rodrigues D ranga
collector do Bnjo da Madre de Deus; o promotor publico, bacharel Joaquim redro
Cavalcante de Albuquerque ajudante do procurador dos feitos em Ko d Alho; o ba-
charel Ly-iio Alerano Bandeira de Mello para igual cargo em Cabrob; MaQoel ue
Siqueira Cmara escrivao da collectoria ao Triumpho, Jos Feliciano Cabral de Vas-
concellos collector de Tirabxb.; o promotor publico, bacharel Asterio Mathias Peretra
da Costa ajudante do procurador dos feitos em Ouruury ; Manoel Correia de Albu
querqe escrivao da collestona de Taquaretipga; Joilo Correia Lima para igual cargo
na de Tacarat; Manoei L-itao Figueira collector^ de Barreiros e Adolpho Targino
Acuioli collector de Garanhuns.
Sendo exeonerado o bacharel Arihur Garcez Paranhos Montegro drr cargo
de ajudante do procurador dos feitos em Iguarass reino*! p-ra substituil o o bacharel
Francia' Xavier Pas Barreto que exercia igual rgo ej> Pao d'.ilbo.
Havendo removido Franco Cavalcante de Albuquerque de collector da Escada
para igual cargo em Palmares, noraeei Jo Florentino da fonseca Leao e Joaquim
Cnndido da Veiga Fiueiredo collector e e*crivo o 1 da escada e o 2. de Palmares.
renco Gonjalves Aleixo, Ismenia Genuina Dia- e Marianna Teixeira da Costa Coelho
A pedido e por acharem-se physcamente impossibilitadoa de continuar ne
magisterio, jubilei os professores Jos Munz Teixeira Guimar3es, de Barreiros e Se-
nhorinha Maria de Oliveira Mello, da Torre.
Aos professores Joaquim Manoel de Oliveira e Silva e Joao Jos Ribeiro de
Moraes, conced gratificac3o de antiguidade, visto contarem mais de 25 anuos de ser-
vijo effectivo no magisterio.
Por ter exonerado ao respectivo funecionaro, nomeei a li de Agosto ultimo
o bacharel Jos Joaquim Alves de Albuquerque, director da Bibhotheca Provincial.
Mediante concurso provi o bacharel Pedro Celso Ucha Cavalcante na cadeira,
de lingua ingleza do Gymnasio, vaga pelo- fallecimento do bacharel Fortunato dos
Santos Bittenconrt.
REPARTIQAO DAS OBRAS PUBLICAS
Esta reparto contina sob direcjSo do engenheiro Francisco Apoligoric /
Leal, que prehenche bem seus deveres. o-i
Fallecen no da 16 de Setembro ultimo o amanuense Antonio da Costa bilya
Maduro, que se achava a tempo de licenga por causa de grave molestia.
Para a vaga nomeei, em 21 de Outubro, Antonio Tolentino de Figueiredo
Lima.
Em 6 de Abril prorogue por 2 mezes, com veneimentos, na forma da le, a
licensa do conductor de 2.* elasse Pedro Ramos Lieutier; e em 28 de Junho conced
2 mezes, na mesma conformidade, ao apontador Francisco de Paula Souza Leao.
Approvei o acto do chefe desta repartijao pelo qual foi suppriaiida a estacac
meteorolgica que havia estabelecido no edificio da Escola Modello^visto ter a directo-
ra das pbras de conservado dos portos instituido urna outra cuja3 observacSes sc
publicadas.
Dorante a minha administrajSo tem se dado o seguinte movimento de obra=
- f
POSTES SOBEE O BIO CAEIMA EM BAEBEIEOS E DO ATEBBO, BCA BELLA E DC
ACOUQE, EM BIO FOBMOSO
Em 6 de Abril approvei as arrematacoes dos reparos d'essaftpontes, feitos.
a 1.a por Jeronymos Odn Ferreik-a Cabral, com o abate de 1 / sobre o orcamento de
1:300,5000 e as 3 ultimas com Niceas da Silva Gusm3o com o abate de 5 % sobre o
orcamente de 2:7006000. r^nennn
Em 5 de Julho approvei o or/amento supplementar d estas, de yoUUUU e
mandei executalo-o pelo contratante da obra primitiva, com o mesmo abate.
J foram passados os certificados das tres prestacBet da obra primitiva e
autorisados os respectivos pagamentos.
PONTE SOBBE O BIO PIBA PAMA No ENQENHO JNQEIBA
Nao tendo Hermenegildo Eduardo do Reg Monteiro assignado o termo de-
finitivo de contrato dos reparos dessa ponte, mandei rescindir o respectivo contrato,
com imposicao de multa correspondente, que depois relevei, e sendo de novo levados a
praca taes reparos, foram arrematados, por Gercino Prente de Oliveira Firmo, com o
abate de 3 % sobre o orcamento de 2:5300000, mandei em 4 de Maio lavrar contrato
definitivo. _. .
Tomando, porm, em considerado o officio do engenheiro chele da reparti-
cao das Obras Publicas, de 27 de Setembro, com que apresentou o orcamento de
8:2500000 para reconstrucsao dessa ponte, e verificando que o mewno Gercino P-
rente, deixou de executar a obra primitiva, resolv, em 7 de Outubro, mandar rescindir
aquello contrato, com imposicao de multa, approvar a planta e orgamento appresenta
dos e ordenar ao Thesoure Provincial que chamasse concurrentes a sua execuc3o, com
a clausula de serm deduzidos os 10 %. que o engenheiro do districto incluio
titulo de augmento, consequente do que foi ordenado por um dosmeus antecessores em
21 de Julho de 1885. '

.
DOS PONTILHOE8 DO
ATTEBBO DO POETO DE GALLINiIAS
IPOJCA NO ENGENHO LIMOEIBO
E PONTE SOBBE O WO

8.
INSTRUCQAO PUBLICA
Contina o ^lustrado bachanl J>>ao Barballio Uohfta Cavalcrtte a exercer
satisfactoriamente o cargo-de inspector gera da Iu8tru<'cao Publica.
De conformidade rom o art. 50 4 h n. 1.S6 de 1885, nomeei profrssores
pblicos efEectivos das cadeiras de^nsino piinario de Sitios -ivos, Anglicas, Bengalas
e Afogados de Iofasein aos alumnosraesires da Escola Normal Antonio Martins de
Oliveira Machado, Jos de Men iou$a Mauriry, Antonio Nobre de Almeida Castn, o
Alfredo Jos de Carvalho.
Annui a qne permutassom as respectivas cadeiras os professores Francisco
Paulo e rernambuco, da escola Polytecbinica e j)e0(jato LQg e Manoel Ferreira Quedes, Camilla do Carmo Torres e G uerosa do
ingera geral d. n" ifiego Medeiros CaValcante de Albuquerque, Manoel Caadido Fernandos Pire e Lou-
dara do municipio neutro.

NSo tendo apparecido licitantes i praca, dos reparos dessas obras, autori-
sadas em 19 de Abril com o augmento de 10 % sobre o orcamento das duas primeiras
na importancia de 9000000 e da terceira na de 4500000, mandei executar esta por
administracao e contratar aquellas com Miguel Telentino Pires FalcSo; as quaes j
foram recebidas provisoriamente, autorisando-se o pagamento em 25 de Agosto.
Em 5 do corrente autorisei o engenheiro chefe da reparticao das Obras Pu-
blicas a conceder permiseao ao Dr. Henrique Marques de Hollanda Cavalcante para
assentar sobre essa ponte urna liaba de trilhos do systema Decauville, afim de condur
para a estacao do Limoeiro os productos dos engenhos Limoeirinho e Mameluco, sendo
a tracjo por meio de animaes; sujeitando-se o concessionario a retirar os trilhos se
verificar-se qualquer inconveniente na permanencia dos mesmos.
PONTE SOBBE O BIO SEBINHAEM NO ENGESHO PAO SANGE
Em 7 de Maio approvei o or5amento de 2:1000000 para os reparos dessa
ponte e mandando pol-os em praca, foram arrematados por Antonio Herinino de Sena,
com o abate de 10 /0 ; pelo que mandei, em 27, lavrar o contrato definitivo.
BEPABOS DA PONTE DO MOTOCOLOMB
Foi era 10 de Maio, recebida provisoriamente essa obra e mandei vista do
certifiado, pagar ao contractante a importancia devida, deduzidos 1490727 de suppres-
s2o de urna mao de alcatrao e outra de pintura.
Em 14 de Setembro foi recebida definitivamente.
BEPABOS DA PONTE DE BEBEBD3E
Recebidos provisoriamente em 10 de Maio, mandei em 16 do Junho, indem-
nisar o respectivo contractante, deduzidos 1740244, vista da suppresaao de algumas
ferragens na execucflo da obra, qae havia sido contractada por 1:9220244 com Gus-
tavo Mermoud Filho. Foram recebidos definitivamente e passado o devido certifiuado
de pagamento.
/ PONTE SOBBE O BIO SEBINHAEM NO ENGENHO ANJO
Foram recebidos definitivamente os reparos dessa ponte em 3 de Abril.
BEPABOS DA PONTE DE GOYANNA, TBACNHAEM E BJAB
Foram igualmente recebidos definitivamente em 13 do mesmo mez.
BEPABOS DA PONTE DE CAEIMA
Foram recebidos definitivamente em 3 de Agosto.
BEPABOS DA PONTE DE POBTO DE PEDE AS EM SEBINHAEM
N3o tendo Affonso de Albuquerque Maranh3o concluido, no prazo marcado,
essa obra, mandei em 2 de Agosto i escindir o respectivo contracto, com imposicao de
multa, que depois Ihe foi relevada por acto de 6 de Setembro, e mandei em 16 de
Agosto, empreitar a conclasao com o coronel Miguel Tolanioo Pires Falcao.
BEPABOS DA PONTE SOBBE O BIO UNA EM PALMASES
Foram recebidos definitivamente em 9 de Satembro.
Em 5 de Julhe autorisei a despeza de 50 pranchas na importancia de
^^EPABOS DA PONTE DE GINDAH
Recibidos provisoriamente, em 18 de Junho/autorisei o devido pagamento na
importancia de 2:5970265 em 15 de Setembro.
BEPABOS DAS PONTES DO TRAPICHE E GCEBBA
Em 28 de Junho approvei o orjanaento supplementar de 2:3400000 e mandei
executal o pelo arrematante das obras primitivas dessas pontos.
PONTE DE ABBOMBADOS
Em 17 de Maio aohcilei da Assembla Provincial o preciso crdito aa a-
portucia de 23:4520223 para exeoucao do reparos n'essa ponto ; o qual foi incluido
no orcamento, que deixei de aanecionar.
PONTE DE MUBD3EQ.UISHA
Em 15 de Outubro foi recebida definitivamente a ebra de reoonetruccao deas*
ponte e passado o certificado de pagamento na importancia de 5490780.
7150000.
1 UflWl \




I Mi
Diitri* de PernamhiifiiSabbado 4 de Dezembro de 1886


PONTE SOBRE O RIO PIBAPAJIA NO ENOENHO NOVO DO CABO
Mandei, cm 19 de Outubro, por era praca os reparos urgentes deesa ponte,
IMdoB em 7001(000, os quaes foram arrematados por Gustavo Mermoud Filho, com o
iJUte de 5 %
HBWTES DE DDA8 UNAS NA ESTRADA DA LUZ E DE TAPACUB E MAUS NA DA VICTORIA
Em 3 do corrente approvei o orcamento na importancia de 7890GOO para
mwencao dos reparos precisos n'essas pontea e antorisei a devida praca.
BOMBA DO PEBH
Em 6 *e Abril pprovci o contrato feito com Miguel Jos Rodrigues Braga
ra a < xecucXo oa reparos desea bemba eoin o abate de 11 % sobre o orparoento
1:577,5000.
Forarn reecbidos provisoriamente, pelo qae nutorlsei em 26 de Jall e 16 de
sto s devidas iudemnisacSes, e em 29 de Outubro recebidos definitivamente.
BOMBA DE QUEIMADAS
R-HsebHa provisoriamente em 3 de Abril a obra de reparos d'essa bomba,
em 17 de Agosto, o devido pagamento, nt iTpwtaneia, de 786*3&8.
BOMBA DA BATALHA
imtorisei
-
Em 26 de Abril conced ao contrctante dos reparos 30 dias de prorogacao
a conclusao da obra, o em 9 de Julho approvei o ornamento snpplementar de
000, e mandei executal-o pelo mesmo contractante.
? RE'AROS DAS TRES BOMBAS DA IMBERIBEIRA
Em 17 de Agosto, atteadendo ao que requereu o respectivo coatract nte,
i para Janeiro prximo a concl*3o d'essa obra.
BOMBA DA VABZEA DE CATESDE NA ESTRADA DA VICTORIA
Approvei, em 5 de Julho, o orcamento de 2:4205000 para a reconstruccao
1 bomba e autorisei a praca. Foi arrematada por Joo Honorio Fraaco cora o
amate de 30 % e em 27 de Julho mandei lavrar contrato definitiva. ; Tend sido con-
dhada e receida provisoriamente, autorisei em 30 de Satembro o davido pegamento.
REPAROS DA BOMBA DE CATENDE NA MESMA ESTRADA
Recebidos provisoriamente em 5 de Maio, mandei fazer o pagamento corres
-jBjBjdente, na importancia de 1:148J400, em 17 de Agosto.
s>
CADEIA DB IOVAUASSL
Em 30 de Junho, autorisei a arreoiatacao da obra de reparos d'esse edificio,
meados em 1:6-I0r>009, e tendo has-ido empate no oft'oreciment de 24 % aa abate,
jas* dous dos concurrentes, mandei, em 21 de Julho, nova praca, sorvindo de base
te offe.ooimento. Foi arrematada por Arsenio Augusto de Maga I hiles com o abate
e32 /0j cujo contrato definitivo mandei lavrar em 17 de Seteuobro.
CADKA DB CABLABU'
Approvei em 30 de Junho, o orcamento de reparos urgentes nessa cadeia na
japortanoia de 2:1380117.
Autorisada a praca, ram arremaUdos porSJoflo Horon310 Franca com o aba-
te de 15 [o. .....
En 27 de Julho maniei lavrar contracto definitivo e antorisei o juiz de di-
da comarca a fieeatisar a obra.
Rsquerendo, porenj, aquelle arrematante- rescisao do contracto, o qal ainda
se achava assignado no Tbesouro Provincial, resolv em 23 de Setembro, vista
motivos allegados, mandar rescindir o mesmo contracto e por a obra de novo
ca, ando arrematada por Firmino Manoel da Silva BrKga, com o abate de l [0.
CADEIA DE FLORES
Segundo offijio do juiz de direit> da comarca, da 5 de Agosto, feram coneiui-
jfcavconvenientiemente o reparos dessa cade, na importancia de 502^700, autorisados
Bprmev antecessor, e em 30 de Satembro mandei pagar a de vida importancia, dedu-
ms a responsabilidade do eatylo .
CADEIA DE NAZARETH
Os reparos dessa cade a foram recebidos definitivamente em 30 de Abril.
CADEIA DE PAO D'ALHO
Approvei em 31 de Agosto o orcamentj dos reparos precisos nesse edificio,
a importancia de 2730740 e mandei executal-o por empreitada.
CADEIA DE SERINHAKM
Em 6 da Setembro approwei o oroamanto da 4000000 para a obra de repa-
a* precisos uessa cadeia e manlei chamar concurrentes a sua execucSo.
Nao tendo appareddo licitantes, autorisei, em 6 de Octubre, aova praca,
-jur o aagmento de 20 t0.
Ainda assim, nio tendo comparecido pretendentee, autorieei esa 3 do eerren-
Kasidaraco do orcamento .
CADEIA DE TAQL'ABETINGA
Em 4 de corrente antorisei o Dr. chefe de polica a mandar proceder alguns
nessa cadeia, nio excedentes do valor de 30(5000.
PBOPBIO PBOVINCIAL QUE SEBVE DE QUABTEL NA PA8SAGEM DA MAGDALB3A
uj 9 de Oatubro autorisei o engenheiro chefe da ReparticSo das Obras Pu-
Hfcas a mandar fazer por administracao os reparos precisos nesse edificio, oreados
200000. '
QUABTEL DO CORPO DE POLICA
Approvei em 13 do mesmo mez, e mandei execular por adnrinstracilo o cr-
emento de 8240000 dos reparos precisos nesse quartel.
A9UDE DE S. BENTO
Approvei, em 9 de Julho, o orcamento dos reparos e raelnoraraento desBe
na importancia de 2:2430868, e mandei pdr em praca.
Sendo contrastados com Rodolpho Monteiro Paiva, com abate de 5 [t mandei
ferrar contracto definitivo em 17 de Setembro.
ESCOLA PUBLICA DA P0VOACAO DE UNA
Approvei, em 19 de Abril, o orcamento para reparos desse edificio, na impor-
ai;M de 2oU->000.
Foram executados por empreitada por Jeronymo Odn Ferreira Cabral, e
ornado o pags ment em 15 de Junho.
E8COLA PUBLICA DO RIO FORMOZO
Tendo annullado a empreitada feita com Affonso de Albuquerque MaranhSo,
amam execucao dos reparos precisos nesse edificio, mandei, em 15 de Junho. organisar
sawo orcamento na importancia de 850)5000 e empreital-os, em 30 com Nicas da
GusmSo. Foram recebidoe provisoriamente em 14 de Outubro e passado o cer-
Encarreguei d'esse servico o engenheiro das Obras Public.s provinciaes, e
tendo mandado entregar at agora ao referido eng-nheiro 15:000)5000.
Tal era o estado de ruina e taita de acein a que havia chegado parte do
Palacio, que nao era possivcl por' mais tempo serem adiados esses conjertos.
Contina.
despachos da presidencia DO da 1. de sent replica para eximirse o supplicante
DEZEHBRO DE 86
Antonio Gonyalves de Azevedo. Infor-
me o Sr. kaipter feral da Iostru.cito l'u
blirm.
Mejor Kmygdio Francisco de Souza Ma-; Hermino Antonio de Souza.A 1.a seccao
galhaes. Forncea-se. pura osdevdosfins.
Firmina da Silva Lima. J foi defe-1 -
de exhibir os conhecimentos de quitacao
da dcima, que llie foram exigidos na for-
ma da lei R> Irigues Sarciva 4 C, J0S0
Perrera & C Manoel Rjdopiarto & C. e
"^C^IVC: tmSS% filARtt DE PE*iA3lti
Fornr-ja-se.
JoSo C. Mello Cabral. Junte procura-
fiio.
Luiz Joaquim de Freitas. Informe o
Sr. Dr.juiz de direito das execusSes cri-
minaes do Recife1
Maria Ignacia de Jess Costa. Infor-
me o Sr. inspector geral da In&trueco
Publica.
Theophilo Xavier Cavbante di Albu-
querque. Sim.
Secretaria da Presidencia de Pernain-
buco, em 3 de Dezembro 1886.
O porteiro,
Francolino Chacn.
Keparlvo da Polica
Seccao 2*N. 1165.Secretaria da Po-
lica de Pernambuco, 3 de Dezembro de
1886.-- Illm. e Exm. Sr. Partecipo a V.
Exc. que foram reeolhidos Casa de De-
tengSo os segnintes individuos :
A' rainha ordem, Francisco Alves &* Lima e
KECIFE, 4 DE EZEVtBttO DE 1886
Votiiias do Pacifico, Rio da
Prata e sul do Imperio
O vapar francei Vilte de Marunho, entrado
h nitem do su!, trouxe as seguintes noticias e as
qne eomrinn *s iWbrica Parte oficial.
PaeMra
Datas tclegrapbicas at 24 de Novembro :
Sejjumlo tolcgramm 1 expedido da cipitul do
Chile a 15, as eleiedes muorcipaes de Santiago e
de Putaendo, que tinh 1111 sido declaradas nullas
pelo tribunal do c jnseiho de estado, foram nova-
mente efftCtu idas no dia 14, triumphando c m-
pletami-nte a opposifo nos dous d-partamentos,
Saotlago, 1 de Novembro t
Reuoiu se boje, pela primeira ve em sesuSe or-
dinaria, a cunra dos deputados do Chile ltima-
mente eleita. A primeira sessao fez presagiar
que o partido conservador, b je em maioria, es'.
decidido a derrub ir o actu d ministerio.
Rio da Praia
Datas de jornaes at 17 e te'egrapiicas at 25
de novmbro:
t) diario de Buenot-Ayres La Nacin, na sua
revista geral do dia 16, dix :
Fhz dez-iito dias qu estamos sobre a pressSo
de um grande perigo, a ami'aca do chnlera-morbns
Kroduziam-se casos de wa% enfe-midale pi-
Manoel Rorcrcs, por crine de fenmentos graVi-s, _, -. __ ,,__. v
j. ,t. .. j k. jf., recida com ella no bairro 1 usa ubre da Boca, eJ
a duDOsioao do Dr. miz de direito do a d latricr o L ... '.
:.i. JT .- 1 J Z.a\ n ,~.;na a,, m embora sojam poue.ts as vctimas que tem feito
criinioai; e Manoel, c-scravo de Il^nriqae de sa .. .,. ,__ ? ,
T .,, .. ^ ^ 1 at esta data, ba o roceio fundado de sua possivel
Ijeitao, por disturbios. I DroDA4cao
A' oidem do subielegado de" Santo Antonio, *
Antonio Quedes de Furias, Epiphanio Beringuel
de Souza, JoSo Frndisco de Lima, Alb'-rto Jos
Francisco, Joven! Pedro de Souza, Mxnoel Lou-
renc-o di Mello b Jos Antonio do Carmo, pie dis-
turbios.
A' ordena do do 1* distncto daBo'.i Vista, Pedro
Jos Antonio da Silva, por disturbios; Vicente
Basilio, por embriagues. '
A' ordossdo do 9 districto da mesma fregu -
zia, Manoel do Espirito Santo, por embriaguez e
(ff-nsas moral publica.
No dia 2:
No intuito de evital-a, tomam se medidas di-
versas de prceau;o, eomqnanto no sejara as suf-
licient-s para garantir esse r.-sultado.
A imprema trm aconsplhid meJidas activas
e enrgicas : mas os poderes pblicos na 1 tem
proce lido ainda com a deciso que as circumstan
cas reclamam, perdendo assim um tempo precioso
que se d !vera ter provi-itado melbor.
A p.-demia nao se desenvolveu ainda, ten-
do-se notado que t a'aca a gente que vive mal,
pouco asseiada e que nao sw preoocupa com a hy
gione
Vio houve ainda Jusimsslu official se existe
A miaba ordem Flonano Jos dos Santos co- ou ^ edl.ml df t0 de fe verificado u
nhedido por Flor, Jos da Rocha Guedes, cjahe- | c^olgica dZc*3>. Se o estado sani-
cido por Zumba, o pr.meiro como oondemnado e o Urio dl continual. cnni ,108te, iiB
segundo como pronunciado no att. de endino | )e n-0 tem gjdo !euQnckdog nfjV0S cto
enmiua!, ambos vindos do termo da Escala;
Amaro Felippe Santiago, vindo de Jabaatao com
destino escola de apprendizes manobeires, e Mi
guel dos Anjos, como pronunciado por crime de
morte no termo de Tacarat e por tentativa de
morte \m Gravat.
A' ordem do subielegado do Io districto de S.
Jes, Jo2o Joaquim do Sant'Anna, por d sturbios
e uso de arrais defezas.
A' ordem do do 1 districto da Bot-Vi--ta, Fran-
cisco Nogueira Lima, Caetano Manoel _e Jos
Francisco Ribeiro dos Santos, por disturbios.
Communicou oe o delegado do termo de Li-
moeiro, que o subdelegado do 2- districto remet-
ten ao Dr. juiz municipal dao/jelle termo o n-
querito policial a quo procedeu contra Fortunato
Alves Pinbeiro, por ter ferido* gravemonte com
tres golpes de buce a Anna Joaquina da Conci-
cao, tacto que teve lugar na tarde do dia 28 do
mez ultimo, no povocdo de Pedra Tapada por mo-
tivo de cfo ne.
O delinquente foi preso.
Por officio de 30 de Novembro ultimo, commu-
nicou ma o delegado de Nazaretb, que ptlo sub-
delegad) de Alag" 1 Secca, foram presos os indi-
viduos Henrtque de tal o Jos de Souza ; o pri-
meira reqtihlioao do jais municipal de Timbauba
couoo criminoso, e o aegnndo par haver coufessa-
do ser tamoem criminoso de ferimstltos ao nres-
mo termo.
Communluou-me o subdelegado do Peres, qne
no da 2 do corrente, no lugar Aris da mesmo
districto, o individuo conhecido por Antonio Ver-
melbo, querendo penetrar na casa de Mana da
Conceico Prazeres onde se achava Benivinda
Mara da Coaceifao, e nao Ihe sendo isto permit-
tida disparou um tiro coja carga attingio a Bem-
vinda, farindo-a levemente em diversas partes do
corpo.
Acerca do facto, abrio-se inquerito.
Hontem pelas 3 horas da manha fallecen o al-
feres do 2 batalhao de itfnntaria Jlo Alves da
Silva Mours, em consequencia dos ferimentos qne
recebera s 11 horas da naite do da 29 do mez
ultimo, no becc* dos Peccados Mortaes.
Proosdeu-se a exame cadavrico.
Dcus guarde a V. Exc. Illm. e Exm.
Sr Dr. Pedro Vicente de Azevedo, nruito
digno presidente da provincia. O chefe de
policia, Antonio Domingos Pinto.



afeado de pagameBto, com augmento de daspeza de 98^800, nos tormos do art. 56
d regulamento de 24 de Fevereiro de 1874.
Em 5 do corrente autorisei odevido pagamento.
JAEDIM DO CAMPO DAS PK1N0EZA8
Tendo-se dado um saldo de 1:615)9480 no 31 do art. 1. da lei do orca-
jsento, autor83 o engenheiro ebefe da Repartilo das Obras Publicas, conforme pro-
as, a mandar chamar concurrentes pintura do gradil e ettiruas desse jardira ; cujo
anvico toi cootractado. em 23 de Maio, com Manoel Adriano de Souza por 1:1004000.
Autorisei em 10 de Agosto e 28 de Set;mbro o pagamento das duas pres-
BMPEDRAMENXO DA ESTRADA DA E9CADA (RAMCPIGACAO DA DE VICTORIA)
Em 21 de Agosto foi recebida provisoriamente a obra de reconstruegao de
deis mil metros correntes desse empedramento, na importancia de 9:000|5000 ; e em
a de Setembro autorisei o devido pagamento.
Tendo o contractantn desees reparos, Manoel Xaier Carneiro de Albuquer-
ajse proposto executar mais tres mil metros correntes, em continuacao dos privitivoi e
amVas mesmas condigSee, isto a raaJo de 44500 jor metro, e aguardar o pagamento
mata o exercicio de 188T188^, ou post nrmente, autorisei em 90 do dito mez, o
sVvbeaouro Proviacial ohamar concurrentes >execucao 4 taes reparos, sob
referidas.
EMPEDRAMENTO DA ESTRADA DA VICTORIA, NA CIDADB DE JABOATO
bases

Em 21 de Setembro approvei o orcamento de 3:8774500 para reconstrucgSo
I 750 metros correntes d'esse empedramsmte e autorisei a devida praca. Foi arroraa-
tefe por Camilla Lina de Amerad, com abato de 31 %, e mande* lavrar contrata
definitivo em 13 de Outubro.
CONCERTOS R PINTORA DO PALACIO DA PRESIDENCIA
Em virtude de rsciamacSe* de met antecessor, as ornaos msisfci, nemoedea o
misterio do Imperio por aviso a. 3,036 de 17 de Jaiba, um crdito d waasrtia de
9Qt00040GO par oa concertos e decoraclo d'esse palacio.
Tkesoaro ProTlncial
3RSPACHOS DO DIA 3 DE DEZEMBRO DE
1886
Jos Feliciano Cabral de Vasconcellos.
Archive-se pelo contencioso.
Jalo da Silveira Tavora, Anna Amalia
B .rbosa da Silva, Eugenia Mara Vieira
de Mello e Amalia Prudencia Alves Lima.
Facam-se as notas da portara de licen-
ca.
Jos Joaquim da Silva Barreto, Dr, pro-
curador dos Feitos.Informe o Sr. con-
tador.
Contas do commando do copo de policia.
Examinem se. dando informacao ao con-
tador.
Dr. Felippe de FigueirCi Faria.En-
tregue-se a quantia em deposito.
Bernet AC, director da Escola Nor-
mal e Antonio Fernandes da Silveira <"Jar-
Vilho. Haja vista o Sr. procurador fiscal.
Francisco Goncalves Torres e Dr. ins-
pector geral da instruccao publica.Infor-
me o Sr. contador. i Bra,il> 1M,i de.P'f de ^licitar o general por
,, r, ni. n c sua elevacao ao piimeiro ponto da K^pnbliea, de
Manoel Gomes Cavalcante. Certiue-fiq clarou ^to intima convieco de q^ue o novo
se. ; presidente saberla manter as boia relacoes que a
Pontos do consulado, secretaria da in- Repblica Oriental entretem com as potencias es-
struccao publica e casa de Detenclo. -Ao:trsn*raB', m ..
>- r iiw. ., -*^ o ireneral Ta|ea, respondendo ao discnaca do
br. procurador para.os devidos fins. Icjnwihiro Ponte Ribeiro. agradecen lhe as felici.
gnea Marques da Costa, A mor m Irmaos t,^5eg que lhe dirigir, no seu nome a no dos seus
4 0., Francisca Montero Lofler e Manoel codegas, e asaegurou-lhe qne envidara todos os
Joaquim de Souza Neeo.Ao contencioso' estoroos para coaaerv.r aa baa ralaeoes entre a
1 bu j j Ronublica e aa nacvee estrangeiras, e para tornar
para cumpnr o despacho da junta. M ^^^ ^ dia ^ cordiaes^ gubretudo
Manoel Pereira da Rocha.Ao Sr. cen- com 0 grande Imperio Sal-Americano, representa-
do pelo Ilustra decano do corpo diplomtico.
22 de Novembro :
' cousa decidida a viagem para Franca do ge-
neral Mximo Santos. U ex-presidento da Rep-
blica Oriental embarcar na dia 28 do corrente, e
tenciona demorar-se em Pars durante todo o tem-
naoessario para a cura completa da farida que
amia mesmo snspeito', o estado normal se reaa-
b'leccr e nao haver nec ssidade de declaracio
official.
A mirtalidade nio tem augmentado. Sem em-
bargo, org^nisou-se devidameute a assistencis pa-
blicH, elargando-se o sea poder e augmentando os
seus recursos para aandir a qualquer eventuali-
dade,
o Na Bo-a estabeleceu-ae um Lazareto, onde
existem pouc >s doentes.
Na caja de aolamento desta cidade tambtm
reducido o nam-ro de enfermos.
Nos navios do pogo nao occorre novidade, de
modo que pJe a; affirmar, diante de factos bem
comprovados, que o mal nao adianta nem nm
passo.
Urna da medidas de precaucSo a desocca-
pecao do Riachuelo.
Mais de 500 embarcacoes de todas 03 tima-
nhos achavam se all apinhadas, e os residuos e
materias qua dellas eram latiendo< viciavain as
aguas, favorecendo isto a existencia e propagado
do mal.
Mais de 300 navta' saliiram d'al.i e o mes-
mo succeder aos outros.
Enrretant", norsfc tarofa sfl clreumscreve por
agora a adopeio e eKeftucao de medidas hvgieui-
ca de preoancAo, ceno o aceio da cidade e o sa-
neamento da Boca, para o que organisam-se oeste
momento os projectos reclamados pelo caso.
O presidente da repblica dirigi um telegram-
mi circular as goveruado.-es de provincias, no
qual, reconhecenao o direito perfeito que as pro-
vincias dentro da naca e os departamentos den-
tro de cada provincia tem de defender-se contra
urna iuvasao epidmica, julga eutretanto, que, esse
direito nao poJe ir at o deshumano, a ponto de
fedi os pon s em absalnto s procedencias de
um Estado irmao : podendo adoptar se medidas
de precaucslo acoaaelbadaa pela scincia e que, to-
madas de mutuo accordo entre o govorno geral e
oj governos de provincias, poderiam evitar a pro-
pagarlo do mal.
Acoaeelha em seguida a formacao de cordoes
sanitarios, e estabelecimentoa de prudentes quaren-
tenas que, secundadas por bou systema de desin-
feocao, garantiran) quanto poesivel as provincias
contra a iuvasao do mal.
A Cmara dos D putados, por 27 contra 22 vo-
tos, rtsolvea qae se cunvidaasc o ministro do Inte-
rior a ir dar, em sessito, expltcacoes sobre aa medi-
das sanitarias tomadas pelas provincias por cansa
do cholera.
O poder executivo responden qae, nao estando
aquella assnmpto sujeito deliberacao do con-
jresso na prarogaco das sessoes, o poder xecu-
tivo comproaaetteria um prineipio constitucional
acerca do qual j exiatia jurisprudencia estable-
cida se assentisse no pedido da Cmara.
A Cmara, depois de curto debate, resolveu que
se archivasse a resposta.
No Repblica Oriental terminou a divergencia
que s rgira entre o presidente da repblica e o
novo gabinete, sendo, por dvereto de 16, nomeados
os chafes politices de departamentos propostos pelo
ministerio.
O governo decreton o estabeleciment de cor
doea samta ios para impedir a invaao do pas
pelos rios da Prata e Uruguay de fugitivos da re-
pblica viainba,
Na corte foram publicados os seguintes tele-
grammas:
Montevideo, 22 de Novembro :
O novo presidente da Repblica, generad Mxi-
mo Tajea, receben boje em audiencia solemna o
corpo diplomtico eatrangeiro. A recepeo foi
muito cordial.
Tomou a palavra o decano do corpo diplomtico,
conaelhsiro J. da Ponte Ribeiro, representante do
tador para os devidos fins.
Bernet & C, e Antonio Henriques Ro-
drigues___Entregese pela porta.
Consulado provincial
DESPACHOS DO DIA 1. DE DEZCMBRO
DE 1886
Antonio Cesar de Mello Falcao, Jos
Vicente Gomes de Souza, Jos Maria Soa-
res, Manoel Fernandes da Ooata e Moraes
& Marques. Informe a 1.* seccao.
Margarida Urculina da Silva. Defe-
rido.
Guilhermina Augusta Araujo Lima Fer-
raira de Souza & C. A' 1.a seccao para
os devidos fins.
_ 3
JoSo Carneiro Loitio de Mello. Defe-
rido de accordo com as informacSes.
Jeronymo Francisco Ferreira. Infor-
mo a 1.a seccao.
Carleta Burlamaque Magalhles. Em
visto do art. 124 (segunda parte) do reg.
de 4 de Julho de 1879 nio procede a pre
he fez a bala do assassino Qrtis.
Bueno*-Ayre, 22 de Novembro :
A epidemia, tanto aqu como no Rosario, perma-
neceu estacionaria as ultimas 24 horas. Infeliz-
mente contina o grao.de calor, sam que urna gotta
d'agua venha refrescar a atmeaphera, verdadera-
mente equatorial.
Montevideo, 24 de Novembro:
O governo declaroa suspeitas as proveniencias
do Paraguay, e fecbou-lhes os portos da repblica
Oiiental.
O ministro daa relacoes estrangeiras D. Jaaa C.
Blanco, deu aa providencias nacesaariaa para le-
var esta nova medida sanitaria a* canbecimento
das potencias estrangeiras.
Buenos-Ayres, 24 ae Novembro :
A epidemia diminuio ligeiramente, naa ultimas
24 horas.
A* abservacoes dos medicas demonstrara que o
cholera nao to perigoao por san caractar epid-
mico, como pala sua violencia. A doenca nao se
conmuniaa fcilmente, mas a mor parta doa ata-
ques alo mortaes. E' terrivel a rapidea do mal, a
quasi todos os esforcos dos mdicos tornam-so iuu-
teis para a salvaco dos doentes.
C'ing'a que'dtrrtm-se hontem varios casos as
colonias de Santa F, perto da ci Jada do Rosario.
24 de Novembro (A noite):
O congr sso argentino acaba de votar urna lei,
estabelecendo um imposto sobre as operacoes de
bolsa.
Montevideo, 26 de Novembro :
Telegramnias recebidos, h je, do Paraguay, con-
firmara a apparicao do oholera em Assnmpcao,
onde sa deram hontem tres bitos causados pela
terrivel molestia.
Buenos-Ayres, 2G de Njvmbre:
O calor, que contina a reinar, i pouco farora-
vel diminuico da epidemia.
II je, na cidade, deiam se 14 casos novos, sendo
ti mortaes. A aituaeso no Rosario contina
aflictiva ; aas ultimis 24 horas bouve all 62 caaoa
morreado 54 pessoas. Em Cordova honve 11 doen-
tes atacados, falleceado nove.
O flagello parece seguir o curso do rio Paran;
a sua introduccao j foi notada no Paraguay.
Hontem, ua Assjuipf, capital da Repblica,
deram-se sute cisos, sendo tres delles mortaes.
Uio Crande do Sul
Datas at 20 de Novembro :
No. dia 9 assamio a administracao da provincia
o desembjrgador Oalmon e no mesmo dia entrou
em ejercicio do cargo de chefe de policia o Dr.
Banderra d Mello.
Diz o Artista de 9 dj corrente :
Tendo seguido hontem, s 11 1/2 boraB da
manbS o vapor Buarque de Macedo (da commissao
dos melhoramentos do porto) com mo tempo e
muit vento de E N E, para o lugar denominado
Porfciras, onde estn as droga* escavando; en-
contruu na altara da Turutam 1. 1 hora e 25 mi-
nutis, o bote do vapor S. Pedro, com o pratico c
dous tripolantcs, os quacs pediam soccorro para o
dito vapor.
O Buarque de Macedo receben, cntSo, a seu
bordo os Iludidos pratico e tripolantes, seguindo
logo para j lugar em que se acha ra o S. Petfro
tundeado e sem lem, ao norte do canal da Seitia.
Ah deulhe esbos de reboque e, eom bastante
trabalho, trouxe at este porto, onc ebegou s 5
hoias e 50 minutis da tarde.
O Echo do mesmo dia refere :
Em viagem de Pelotas para este porto, o va-
pdi S. Pedro, que vinha de Jaguaro, abalroou
com o hyate Promptido produxiudo lhe algunias
avarias.
Na barra d S. Gonc^alo o mesmo vapor per
dou o leme, tendo de ser rebocado at aqui pelo
H'iarque de Macedo, cajo convs fieou estragado
no servico do rehoque.
O abalroamento den-se no porto de Pelotas.
bu viagem de Liverpool para o porto d.) B10
Grande, nanfraeroa a noite passada o l ar inglez
Vargareth Murray, com carregamento de varios
gneros para s'a prac^a e Porto Alegre.
O smistro d-u-ae no banco entrada da barra.
O navio vinh consignado aos Srs. H Praeb
4s C-, desta praca.
Salvou-se a tripolncio.
L-se no Clarn, da Oachoeira, de 4 do cor-
rente mez :
. Na casa de negocio est ibeleciJa na estacao
do Bezi*a, perteneaate ao Sr. Jos Tironi, con-
versavam diversos i divil' s, onde achavam-se
tambera Manoel Monteiro llosa da Fonsca e Jos
Candido da Silva.
Havia entre estes urna rixa veiha, e Candido
manifo3tava deseos do njastar coutas com Fon-
seca.
Tiverm all nma troea de palavraa, enten
dendo as outras pess a3 que u:o passaria da
quillo.
Sahindo porm em primeiro lugar o de nome
Candido, foi esperar Fouseca em um barranco pro
ximo e, ao approxitnar-se este, vio-se inopinada-
mente aggredido por Candido, que na luta que com
elle travnr., deitou-o por trra.
Fouseca julgava-se jnjoutro mundo, quan-
do leuibroo-st: que tinh* urna faca a cinta, e lan-
cando mao della, cravon-a na parte superior do
pnlrao direito do seu aggressor, resultando-lhe a
morte em acto continuo.
Manoel Monteiro apresentou se a policia efoi
recolhido a cadeia .
Era S. Borji, un quidrilha eomposta de 16
bandidos Kssalwu a casa de um Sr. Aleixo, direc-
tor do 1 stabeleciniento do 8r. Lcort.
Aleixo foi amarrado e assistio ao saque que lhe
fizerara, sendo despojado de 5:0003 emjoias, mais
cu menos.
Diversos bandidos trasiam o rosto encoberto,
tres ainda mocos, ruivos e de phisionomiaa inuito
aemellianteb.
Diriga a quadrilha um caboclo de estatura re-
gular, gordo e brasileiro.
= Dia a Unido Liberal que o Sr. Joo Marques
da Silveira, morador em Santo Aotonio, munici-
pio das Livras, perdeu seto innocentes filhos e
tem tres s portas da morte.
Na capital foram organisadas varias com-
miasea sanitarias encarregadas de velarem pela
observancia dos preceitos hygienicos e de propo-
retn aa medidas que aonvicrein para o saueameuta
da c'dade.
Seguio de Bag para a fronteira um esquadrio
do 5 regiment, de 80 homens, commandado por
cinco cfficiaes, afm de tornarem e'ectivas as ul-
timas determinacoes da presidencia da provincia,
em relaco ao ingresso de pessoaa viudas de Mou-
v. j video ou da Repblica Argentina, onde est ma-
nifestando se o cholera.
Era D. Pedrito foram presos no dia 26 do
poasado Joo Maeedo, Avellno, Damasio Rodri-
ues, um rapazinbo de nome Serafim Sant'Anna e
aldino de Monra, eate a requesico do delegado
de Cacapava.-
Os taes individuos, parece, viviam de furtos, e
j tinham em seu poder 58 cavallos albeos, que
tambera foram upprcbendidoa.
Faz parta da commandita na f uo Jos Pereira,
em cujo encalco anda a polica.
A Bag caegara no da 14. vindo de S. Gabriel
o capitao do 1 regiment de artilharia, Miguel
Paz, com dous carros de transporte da typo rao
derno, em viagem de experiencia.
Os carros vieram com carga de aia.
Acompaaham a S. 8. dous tcneutes e algnmas
pracas.
Sitnla Calbarina
Datas at 23 da Novembro :
Eia o resultado final uaeleicao de um deputado
geral pelo 1 districto:
Hackradt 721
Pitanga 229
Sehutel 22
Le-se no Jornal do Commercio de 14 :
a Prximo a fortaleza de Santa-Ctuz fundeou
hontem a barca italiana Adelina S., que proceda
de Cardiff com carregamento de carvao para Bue-
nos Ayres e arribada por motivo de forca maior.
Eate navio sanio, do porto cima nomeado, uo
dia 14 de S tumbro ultimo, estando, portanto, com
dous meses da viagem.
A Adelina 8. toi por veses acosaada por for
tea parapeiros durante a viagem, tundo perdido al-
gumaa valase soffrido bastantes estragos na bor-
da. ltimamente comecou a fazer agua, e, apezar
doa eatorcoa da tripolacao para deter o mal, elle
cresoia da a dia, collocando o respectivo capitao
Sr. Carlos Serra, em difEculdades to serias, que
forcarara-n'o a arribar ao nosao porto, o mais pr-
ximo da pasico em que se achava e que a custo
poie alcancar.
A Adelina S que, segundo nos informara, p
de adraittir 760 toneladas de carga, traaia 713 de
carvao .
Deaabou, no dia 18, produzindo enorme es-
tampido, a parte central do grande edificio onde
funeciona o Instituto Luterano e Normal, nao
restando da mesma parte mais que un monto de
ruinas.
Fallecen na capital o alteres reformado do
exercito Alfonso Conrado de Leoran.
Sao Pealo
Datas ata 26 de Novembro :
O presidente da provincia desigaou o dia 6
de Janeiro de 1887 para se proceder a eleicao de
senador em virtude da vaga existente pelo falla-
cimento do conselbeiro Jos Bonifacio.
No dia 18 auicidou-ae na capital, dando dona
profundos golpes de oavalha no pescoco, que cor-
taran a cartida, Joaquim Dionisio doa Santos,
empregado na chcara do Sr. general Couto Ma-
galhaes, na Ponte-Grande.
Du a Gateta do Amparo que no dia 8 do cor-
rente no bairro. de Poreiras, e no sitio do Sr. JoSo
Pires da Amaral foi mordido por urna jararaca de
cauda branca um oamarada, que ae achava em
servico. Cinco minutos depois j nada va, porOm
coa urna oilula faita de sumo de limao e mercu-
rio, a qual a custo poude engulir, recuperou a vis-
ta e acha-se em convalescenca.
O Corroo PauUstana di a seguale noti-
cia :
Oa Srs. Des. Joaquim Carloa Bernardino e Sil-
va e Arthur Silveira da Moita estn incorporando
nma companhia da transwaya a vapor, partindo a
linhada Ponte-Graod6 at Serra da Can'.areira,
passanilo por Sant'Anna.
Vimos hontem a planta, o plano e pertl,~com-
prehendendo apenas a pr.meira seeco da linha
que vai at o poni conhecido pela denominaco
de Fibiano de Olivira, uo alto de Sant'Anna,
secvo.-s trausversaes abrangem n'a at a'Serra da
Gtiiiareira, ponto terminal.
Os tnlhos aeguem pela estrada existente at
at eh-gar ao rea, desviando-se abi pira a di-
reita, afim de contornar a m-.rro de Sant'Anna,
qu>! traosposto com o mximo de 4 / as subi-
das mais fortes.
o Oa firabalhos de movimento da trra estao
adiantadas, e em breve comecar o assentamento
dos t/ilh 8.
Em Campias, as raattag da tsenla do Sr.
Franeiaeo de Camargo Andrade foi encontrado
aiorto air. aggregado da mesma fazenda, de nome
Galdino Lete de .-'ant'Anna. Mcrrera de um tiro
no oawido: fra encontrado deitado, cora a espin-
garda ; a carga entrou lhe tod* no cerebro. Sup-
poe-se um suicidio
O Sr. conselheiro Antonio Prado, ministro
da agricultura, acompanhafo dos Srs Barao do
Parnahyba, presidente da provincia, Dr. Frederi-
co Abranches, inspector das trras e colonisacio,
Joaquim Rodrigues Antunes, engenheiro director
do servico de demsreacao do trras devolutas e
ajudaote d'esto 8rvi?o. W. Speers, J. Barker e
Adolpbo Pinto, superintendente, engenheiro em
chefe e engenheiro fiscal da estraJa de ferro in-
glesa, e bm assim de redadtores de diversas f&-
Ibas da capital, parti hontem, s 6 horas da ma-
nha, em trem especial da estrada ingleza, com o
fira de visitar os ncleos coloniacs de S. Bernar-
do e S. Caetano, c cntros pontos sitos as proximi-
dades da gare de S. B rnardi.
S, Exc. e as demais pessoas suprnmencionadas
regressaram capital s 4 herasda tarde.
No bairro do Passa-Tres, municipio de Bragan-
ca, foi assassinado, a 19 do. corrente, 3 11 horas
da noite, Albano Alves das N^ves por Ignacio Al-
vea Cardo30, que foi preso e recolhido cadeia
d'aquella cidade.
A antoridade policial mandn proceder auto
de corpo de dclicto no cadver da victima.
Segundo consta ao Gaaripocaba, nao honve con-
flicto entre os dou?. Albano estsva trepado em
urna j boticabeira quando o assassino disparou
sobre elle um tiro, que o matou instantneamente.
Diz o Diario Popidar :
Vcrdadeira scena do vandalismo foi a que se
deu ua noito de 20 para 21 em Itatibi, bairro do
Jardn]: ura assalto por diversoo iuiividuos des-
conhecidos casa de Julio de Passos, colono do
fazeadeiro Sergio Seraphim de Passos, que fugio
com esposa e filhos em trajes menores par* a ca-
sa da Sr. Sergio.
As portas feram arrom badas, foi tudo quebra-
do, destruido c n.ubado, excepto um piaao.
O assaltalo suppoz a priucipio que semelhante
barbarismo fosse praticado per quilombolas, mas
pode reeonhecer depois alguns dos assaltantes que
nao erara negros
Honve o acto do corpo de delicto e a polica pro-
segne em averigUKrjrJes.
O Diario Popular, da cap'tal, diz que entre
as quiutias subscriptas 24 pelos vercadores no
Livro de honra da Cmara Municipal, cuitase
como a maior a do Sr. Costa Moreira, que foi de
l:0UO(03. 03 Srs. Prado e Birao da Parnahy-
ba snbsereveram OO^OX) cada um, off reeendo
as carras de liberdade de dous de seus escravos,
uiii du 18 c outr 1 de 29 anr.os de idade.
Rio de Janeiro
D.itaB at 26 de Novembro :
Acha-se publicado o decreto n 9?674
de 9 do corrente, pelo qUal deliberou o go-
verno imperial
I. Prorogar at o fim de Janeiro pr-
ximo futuro o praza marcado companbia
supramcncionaci para definitiva conclusao
das obras do engenho central de S. Lou-
reDco da Matta, na provincia de Pernam-
buco, e at 31 de Setembro o prazo em
que deverao chegar ao seu termo as obras
dos pngenheiros centraes de S. Jos da
Mipibu, na provincia do Rio Grande do
Norte, e do Pao d'Allio, na provincia de
Pernambuco, subsistindo, entretanto, asus-
pensSo da garanta efe juros af que se
ultime a construcco das referidas fabricas.
II. Revogar o decreto n. 9,633 de 28
de Agosto ultimo na parte em quedeclarou,
caducas as concessSss relativas a fundacSo
de um engenho central no municipio de
Cear mirim, do Norte, e de outro no municipio de Na-
zareth, da provincia de Pernambuco.
III. Fizar o prazo de um anuo para
que tenham principio e o de dous annos
para quo se concluam as obras das duas
fabricas mencionadas em ultimo lugar,
comecando a correr os juro aps o effecti-
vo eroprego da terca parte do capital e
conclusu dos engenhos de Pao d'Alho e
S. Jos de Mipibu'.
Afim de lhe serem applicaveis os favores
cima indicados, ter a companhia de de-
sistir de quaesquer reciamacoes.
Lemos no Diario Oficial de 22 :
secretaria de Estado dos Negocios do Im-
perio, o Conselho Superior de Saude Pu-
blica, soh a presidencia do Sr. ministro do
imperio.
Compareceram os membros do Conse-
lho : Srs. Barito de Ibituruna, Dr. Nuno
de Andrade, Barao de Saboia, Visconde
de Soubs Fontes, conselheiros Carlos Fre-
derioo e Sampaio Vianna, Drs. Teixeirn,
Souza Lima, e engenheiros Rozo e Tygna.
Foi submettida pelo Sr. Ministro ao
parecer do Conseibo a questao ; se convm
susponder, a bem da salvacSo publica, as
dispDsicoes sobre quarentena-, contidas no
regulamento que baisou com o decrete n.
9.554 de 3 de Fevereiro ultime, no senti-
do de limitarem-se as diligencias quarente-
narias aos navios procedentes de portos
meramente suspeitos, sendo absolutamente
vadada aos que vierem de portos infec-
cionados a entrada no do Lazareto da liba
Grande, como j o nos demais portos
do Imperio, e devendo prestarse a estes
navios, a conveniente distancias e com as
cautellas recommendadas no art. 148, S
2o do citado regulamento, os soccorros de
que precisaren) afim de seguir viagem.
t Tendo a palavra, o Sr. Dr. Nuno de
Andrade respondeu negativamente ao que-
sito proposto, mostrande-se completamente
adverso clausura absoluta dos portos do
Imperio para procedencias de portos, infi-
cionados, nao so sob o ponto de vista scien-
tifico, como apreciando a questSo pelo lado
das relacoes commerciaes e internad maes.
Entende que as disposicSes do regulamen-
to, rigorosamente executado, produzirao
resultado satisfactorio, e acredita que ser
man fcil a invasSo do cholera pela fron-
teira do que por msr.
a O Sr. Bario de Ibituruna, aceitando
as explicacSes que foram ministradas ao
Conselho pelo Sr. Dr. Nuno de Andrade,
conuordou plenamente com a sua opioiao.
c O Sr. Dr. Souza Lima do mesmo
parecer dos collegas que o precederam, e
propSe a questao de saber se convir am-
pliar em relaclo s procedencias da Rep-
blica Argentina, o periodo de oito dias
marcado no regulamento para a ioterdic-
cao sanitaria.
t Sr. conselheiro Carlos Frederico
entende que o nico meio de evitar-se
a invaslo do fiageUo a clausura absoluta
dos portos do Imperio para as procedencias
de portos inficionados e at dos suspeitos,
f
%


- '


;jiy,P
"*&r

mmt>
Diario de Peraambiico---Sabbado 4 de DefcembrA de 1886
v

e asaim diverge inteiraoiente da opiniao
dos seas collugu,
< O dercais membros do Conaelho adop-
taram o pareour do Sr. Dr. Nudo de An
drado.
c Era coikIubo, foram a 1 optados o pa-
recer do Sr. Nuno de Ao Irade, contra o
?oto do Sr. eonaellieiro Carlos Frederico,
e a proposta do Sr. Barao do Inituruna,
nio b de dirigir-so um voto da reconhe-
cimento ao (ioverno e ao inspector geral
d Saude ^os portos, pelas acertadas rae
e AssuropcSo, que por mais de 30 annos
exerceu o cargo de capellao do hosp'tal da
Santa Casa de Misericordia daquella cida-
de; e da beriber, ns idade de 45 annoa
Viueute Pei-eira Marques.
se tra ejecutado
augmentar o pr..zo
iis procedencias da
t an lo ao Governo
da aecor-
didas sanitarias que
mas ta ub-'ra de se
quarentenario para
Repblica Arg!ot:.ua,
O arbitrio de tixar aquello prazo,
do cora as convenioncias da sr.uda puolica,
ouviio o inspector gral da laude dos por-
tos.
O Sr. Ministro do Imperio dcd.irou
que subiuetieria o r.ssurapto deliberagao
do GoDselho du Ministros, que decidir.
Levantou-se a bcssao s 2 horas da
tarde.
Limos no Jornil do Commercio de
25, sob a rubrica Colerina em Cascadura :
A respeito de um caso de cholerina
que se observou em Cascadura, deu-nos
hontera o Sr. inspector geral de hygiena
os si-guintes esclarouimentos :
Ante-hontem ao anoitecer, racebi do
Sr. Dr. Xavier, residente em Cascadura,
a coruinunicacao telcg.aphica de ter-se
dado naquelle lugar ura caso do cholerina
grave, por ello observado.
Remetti o telegrauma ao Sr. minis-
tro do imperio, cora esta nota : nao me
parece que tenha o caso a importancia que
lhe d o distincto pratico que me faz a
cornmunicacao ; sSo casos de cholerina
spor ditos, observado rauito comrauramen-
te entre nos nesta quadra do anno.
O Sr. Dr. Pires do Almeida. tendo
conhecimento do facto, quando se dirigia
para Jaiarpagu hfira de votar na eleicSo
municipal, aconselhou, na qualidale de
merabro da inspectora de hygieno de ac-
cordo cora o Sr. Dr. Xavier, as providen-
cias quo llie pareceu reclamava o facto,
no intuito do de tranquilisar os moradores
do lugar, que totnavara urna perturbado
da digestao como um caso de cholera,
t i 3o houve pois ntervencSo directa da
nspojtoria de hygieue, que, corao cima
disse, considerou a cholerina de Cascadura
como o resultado de uraa indigestao.
Parte aruauha cedo a inspectora de
hygiene para Jacarpigu, a examinar as
nasccnte3 do Tres Ros; estar pois em
Cascadura e amanha mesuro poder dar
informa^>.'s ma3 exactas do que houver
occorrido relativamente a esta doente. i
O resultado final da eleicao para ve-
readores, segundo a mesma folha, foi esto ;
PERNAHBDC
Assenibla Provincial
deu ae um tacto triste e lantentavel nj
desta capital denominado-Chica Chiveo: qui-
tro enancas, sendo a mais velha de 8 anuos de
idade, perecersm as cbammas de ora iucendi
ateado violentamente em ama oaaa de palaa, ha-
bitada por urna mulher, de nome Ignex de tal.
Tres das infeiizcs victimas, eram filhas deesa
j desgranada, e ama dellas de urna outra chamada
Mana Javins.
L'-vadi o doluroso suoeesBO ao conhecimeuto
do Dr. Nathaniel Kibeiro, digno e celoso Mesad
de polica, por cominuacac-o do honrado subdele-
l.o da po .pina ile n*l >a oa xtinet
EMENDA SUBSTITUTIVA AO FBOJECTO N. 34
DE 188o'
A Aascmbla Proviucial d Pernambueo rcolve:
Art. nico. O presidente da provincia fie* auto-
risatio a contratar com uoai p> asna ou companliin
a illuminacSi publica a gac da cidade do l'
seua arrabaldes, para Continuac.ii do servioo foit l
pula actual empresa do gas, quando terminar o
contrato em vigor, sob aa coudico a augrales :
Io Dentro de um anuo, a eontar da data dos
ta lei, o preaidente r'a provincia mandar proce-
der avaliaco da indemniaacao daa obras da ac-
tual empresa du gas, un terin ia da clausula 13 do
contracto de 26 do Abril di 1856, mineando para
caae fm pesaoaa que estejam naa ci>ndicoea de co-
uhueer nao l o prreo do material empregado,
cono da mito de obra-de traballws similares
A avaliac > ser dutalhada e especificada para
que se possa couhecer qualquer dminuic > de va-
lor entre a epicba da avaliaco e a da entrega ;
attendendo-se deterorac,5o do material e obras
durante o pra90 do privilegio.
20 Nos seis meces seguntes a terminici da
av-aliacao de' que trata o paragrapho antecedente,
se abrir concurrencia publica u< s jornaes de
m iior circuladlo por espaco de cinco meses para
celebracao do novo contrato, que e poder ser
feito com quem melbores vantajfens offerecer u ,
c incurrencia.
S 3 O praao do privilegio aera de 30 annos.
| 4o O prec > da illuminuci tanto publica com
particular t i um abatimento do actualmente es
tabelecido, de, pelo meaos, vi ate por cont, do-
vendo ser do padro monetario do paii de valor
fixo.
5S A intensidade de las correponde- a 14
velaa de espermacete, de 6 em libra, consumindo
120 graos de esperrntcote por hora, sen 1. a quau-
tidade de gaz queimado ieual a 5 pea cbicos por
hora na distancia de 1 1/2 kilmetro da fabrica.
| 6 O gaz ser fornecilo tanto noite como de
da, sendo das horas da tarde meia noite com
urna presso igual de urna columna d'agua de
0,J e no maia tempo corresponder a 0,mH5.
g 7 A luz ser clara, brilbante, sem couter sul
phureto de bydrogeneo.
8 O contratante se obrigar a introduiir no
f brice de gas e modo de iliuminar os melhjra-
mentos aue se forem descLibrindo, inclusive o eya-
tema de Iluminar.
5S 9 Nao baver limitacSo de numero de lam
gado d > 3' diatricto ; na manha seguint dirigi
se aquella autoridade, acompanhaloa dos Drs. Al
varo Tellea e Launndo Franco o do amanuense da
polica Dativo >outa ao theatro do desastre, afioi
de proceder as diligeneiaa que julgssee conve-
nientes.
Eshumados os cadveres das quatro desven-
turadas criancas, o feitos os precisos eximes, ra-
rificaran oa mdicos a sua carboniael)
Tentando o r. Nathaniel fazer um aut > da
pergontas a itu^i martyrisadas inacs, nao ,
leval-o aefiVito, em virtnie do estado de exalta-
olo em que ellas se achavam, e las sensiveis p r
turbacoea que demonstravam em susb faculdade
mentaes.
Aalfandega de Macei rendeu em Novcm-
bro 76:077*966.
Tragedla* do Beclfe.-Pubcju so s
forma 29 desto romance, do Dr Carheiro VilleU.
Filadas de direlto e Economa Po-
lticaO Sr. Dr. Clovia Reviloqua deu i eatam
pa, com o titui.) cima, um volme de 220 pa-
ginas.
O autor dis oom prjpriedade no seu Proloquio:
Eatndam-se aqu alguma. questess de euono-
un poltica e de direito, em artigos desligadas e
nao sment; cscriptos em occasioes diversas, mis
anda sugg^ridjs por cautivos que nada t^em de
commum entre si. O laco que os enf icha e un-
fiei a intencao de nelles ser sempro indicada a
aolucao scientifica, j obtida ou simplesmonte pes-
aivel, dos problemas estudados. Este pensamen-
to domina toda a obra do priineiro ao ultimo capi-
tula, communicando a vida e o valor que podem
dar os bous deaej< a.
8i o resultado ai) corresponden ao esfo.QO.
nao pva admirar. Estas explorares foram
feitas em um paiz circuiraurado de penedias
abruptas que teem cortado o accesso amitos
lourisles. Alguna deailludidos v.m nelle urna
especie de el lorado, isto urna creacao de visio
nano?, um producto de imaginacoes exaltadas,
um puro cont de fadas.
O trabalh} do Dr. Bevilaqua ten mrito real, e
como tal merece ser apreciado peloa competentes,
i m cujj numero ..lia uiio nos contamos.
Agradecemos o mimo que nos foi feito de um
exemplar da obra.
Facaldade de DireltoEis o resultado
dos actos de hontem :
Io anno
Moysa Correia do Amaral, plenamente.
Manoel Tellea de Queiroz, idem.
1 Jos do Patrocinio 247
2 Jo3o Carlos de Ofiveira Rosara 246
3 Evaristo Xavier da Veiga 224
4 Pedro G. Souto Carvalho 199
5 Dr, (Constante Jardim 174
6 Coronel Jos Manoel da S.
Veiga 165
7 Candido A. P. de Carvalho 155
8 Benedicto Hpolyto do Oliveira 153
9 Dr. J. P. Nabuoo de Freitas 152
10 Dr. Antonio Dias Ferr ira 150
11 Dr. Jji.qiiim J. Teixeirade Car-
valho 14 3
12 Thoraaada Costa Rabello 142
13 Jos Firmo de Moura 141
i4 Dr. Alexandre Cardoso Fontos 140
15 Dr. Adolpho M. Mourao dos
Santos 135
16 Francisco Leonardo Gomes 131
17 Jos FraueUco Goncalves 129
18 Candido L-al 126
Ricardo Oras 121
Domingos G. Perera Nunes 120
Dr. Guilherrae Teixeira 118
Januaiio Jos da Silva 104
Dr. J. A. de Oveira Maggioli 102
Angelo'de Bittencourt 98
Dr. J. M. de Azevedo Velho 96
J. Carlos da Cost Barradas 93
Tenente-coronel Francisco J.
Borges 72
Duarte Jos Teixeira 62
Antonio Luiz dos Santos Lima 59
Cari' s do Souza Pinto. 45
Babia
Datas at 30 de Novembro. Sobre a
excursao do presidente da provincia ao re-
concavo temos o seguiute no Diario de
Noticias de 20":
c S. Exc. o Sr. conselheiro presidente
da provincia, era sua excursao pelo recon-
cavo, teve occasiao de examinar minucio-
samente o engenho central do Rio Fundo,
fican lo habilitado a fornecer ao Sr. minis
tro da agricultura as devidas ioforraacBes.
i- Passando pela villa de S. Francisco
peoes, uerx. de zona a iliuminar, nao se permutindo, Jos Felicio Ruarquc de Macedo, idem.
porm, intercepcao de continu.dade. Joao Nazareno Carneiro Campello, idem.
10. Serao estabfleci-los tantos gazometros
|
quantoa os nesesaanoa para fiel execu^ao ueste con-
trato, em um ou maia lugares.
11. O contratante ser obt gado a fornecer gaz
aos particulares pelo preco do contrato, e as con
die.;s do regularaento qas para esto fim for orga-
nisaio de accordo entro o presidente da provincia ;
Antonio Henrique ds Almeida Jnior, idem.
Joo Diaiz Rib iro da Cunta, idem.
Iludi da Silva Correia de Oliveira, dem.
Antonio Cardoso dos Santos, simplesmente.
Joo B iptista Cavalcante Lias, idem.
2 anno
Jos Amyntbas da Costa Barros, plenamente,
e o contratante; e aos estabelecimentos di Santa j Joaquim Tbiago Lopes da Fonseca, idem.
Casa com abitunento de 50 />. nilviuo Pinto uimarS-'a, idem.
12. Os registros de gaz para ae casis p'irti- ioti Casado da Cunha Lima, simplesmente.
cnlarea serao fornecid. s pelos pioprietario, aob a Ricirdo Uardman Cavalcante de Albuquerque,
inspeceo do contratante e engenheiro fiscal, ou plenamente.
p lo contratante mediante aluguel e neate caso Salvador Luiz de Mattos Souza, idem.
ser respon avel pelas faltas ou defeitos que se Vicente Epamioondas Pires dos Reis, idem.
encontris nos registros, salva o caso de estrago | Benedicto Teixeira Palha, idem.
proposital, o que ser previsto em regulameuto.
13. Nenhum registro de gaz ser collocado
sem ser aferidopelo engenh?iro fiscal.
5 14 llavera um engenheiro fiscal com os ven-
ciinentoa de 2.100 pagos pelo contratante para
fiscal iaar a cx:cuco do con'.rato.
5 15. O presdeme da provincia fica autorisado
a est.beleeer as penas, multas e mais condicoea no
intuito de garantir a execncao do contrato, qner
com re lacio illuminacao publics, quer aos parti-
culares.
Revogadas as disposicoes em contrario.
3 de Dexembro de 1886.-Ferreira Jacobina.
Dr. Pitanga.
lviSTA diaria",
invciahla Provincial Funccionou
hontem sob a presidencia do Exm. Sr. Dr. Jos
Manoel de Barroa Wanderley, tendo comparecido
29 Srs. deputadoa.
Fi lida e approvada sej debate a acta da ses-
ea o antecedente.
O Sr. Io secretario procedeu a leitwra do se-
guiute expedieute:
Um cffi:io do secretario do goyerno, transmit
tindo copia d t aviso circular n. 4,687, do minist-
rio do imperio, relativo decretaco de um sub-
sidio para alguna filhos desta provincia que se
achem no caso de eerem admittidos no Instituto
dos surdos mudos da corte.A' commissao de or-
Um fez prova nulla, por isso uo foi submettido
i oral. %
3* anno
Affonso de Souza e Vasconcellos, plenamente.
Ral Buttier Fer'eira Braga, idem.
Viriato Diniz Mascarenhas, idem.
Fernando Moura, idem.
Manoel de Britn Cotegipe, idem.
Adalberto Dias Ferraz da Luz, idem.
Joaquim Franciaco de Abreu Nelto, idem.
Juvenal Fraucisco Parada, simplesmente.
Leopoldo Ferreira Minteiro, idem.
Joo Jos Vicira Jnior, idem.
Joo Leite Ribeiro Jnior, dem.
Guilherme de Souza Sautos Morera, idem.
4' anno
Josephino Fernandes da Silva, plenamente.
J u de Moraes e Mattos, ilem. _
Raym'-ndo da Rocha Sampaio, simplesmente.
Manoel Villas-Boa? Patury, idom.
Dous r.provados.
5' anno
Antonio R .yinundo Sarment Belfort, distineco.
Jos Marques Acau Ribeiro, idem.
Manoel Claudino de Mello e S Iva, plenamente.
Joaquim da Costa Ribeiro Filho, idem.
Nstor Meira, idem.
Eneas Cavalcante do Nascimento e S, idem.
Jos Joaquim Sarmeoto Belfort, idem.
Ett's receberam o grao de bacharel.
H je serio chamados no Io anno, os ns. 220,
224, 22, 227, 228, 230, 231, 232, 255 e mais tan-
tos quantoa preciaos para o completo de 9.
Haver acto escripto para aquelles que se ins
camento provincial.
Outro do secretario da assembla provincial de
ilatto (rosso, aecusaudo a recepcao dos annaes I creveram para acto extraordinario, as bancas on-
de 1885, e remetiendo dous exemplares das leis I e findaram os actos ordinarios,
daquella provincia do meaino anno, inclusive as Examen de Ingles. Eia o resultado dos
resoluces nao sanecionadas. A' archivar.
Outro do de G-yaz aecustndo o recebimento
dos annaes de 1885.Inteirada.
Outro do de Cear remetiendo um exemplar dos
annaes de 1885.A' archivar.
Urna petico de Delphino Lits Cavalcants Pes-
soa, fiscal da Cmara Municioal do Recito, reque-
rendo 6 mezes de licenca com todos os vencimen-
tos para tratar de sua saade.A' 'commissSo de
peticoes.
O Sr. Costa Ribeiro justificou um requerimento
assignado por dez Srs. depatados, e que_ foi ap
provado por uoanimidade de votos, pedindo que
ae consignasse na acta um voto de pesa.' p-lo fal-
lecimento do conselheiro Jos Bonifacio de An-
drada e Silva.
O Sr. Bats e Silva justificou um requerimiento,
que toi approvado sera debate, pedindo inferma-
co'S acerca da reeoustrucc-io da ponte sobre o
riacho Calafate, oa cidade da Escala.
Approvou-ae tambem, depois de orarem oa Srs.
pedindo copia do iuquerito que a tal reipeito te
nha bavido.
Passou-se ordem do da.
Adiou-se por 48 horas, a raqnerinaento do Sr.
Ferreira Jacobina, a 1 discusaao do projecto n
20 deste anno (posturas de ftarsa).
Approvou-ae em 2* diaeusso, com 22 emendas.
o projecte n. 23 deate anno (conceaso de lotenaa)
tendo pedido e obtendo o Sr. Juveucio Maris a
retirada de um aeu requei imeoto de adiamnto
por 24 horas.
Adiou-se por 48 horas a r quenmento do Sr.
Prxedes Pitanta a 2 diacasso do projecto n. 18
estij anno (poturas de Nossa Senbora do O' de
Ip juca).
Entrando em 2 diseussio o projecto n. 94 des-
te auno (aut-rilando a contrastar se mediante
viaitou S. Exc^ a cadeia publica, onde en-1 Jos Maria e Goncalves Ferreira, um requerimen.
controo diversos presos alimentados pela J ^^^r^Lto^AZ.
caridade publica. Inj0 ym^& e qaaes as providencias dadas ; e
t S. Exc. 8occorr .u a ess?s deegraca-
dos, sendo o seu procediraento i nitado por
diversos cavalheiros que oaccompanhavara.
Para evitar que continu tal estado
de couss, recommendou o Sr. conselheiro
Bandcira de Mello quo se desso andamen-
to aos procesaos dos referidos presos, e quo
f issem para elles reclamadas as diarias
oom que a provincia soccorro os presos
pobres.
Cahira ao mar no da 25 dos estatui-
ros do arsenal de marrana o patacho Pa-
quequer, quo all foi construido.
O plano o raesmo que serviu para a
construesao do Caravella, com algumas
modificac5e8 nos compartimentos interio-
res, feitas pelo Sr. capitito-tenente Antonio
Calmon de Almeida, sob cuja direccao foi
construido o Paguequer.
Malo esto navio, cuja quilha foi eolio-
cada em 10 de levereiro do corrente ann",
de comprimento, entre perpendiculares,
22in, bocea moldada C"1, pontal 2m e 95
cen., calado a r 2* e 51, e avante 2m e
21, quando carregado.
O p.ticln destinado a utna companhia
de apren lizes raarinoeiros.
Estiverara presentas ao acto 3. Exc. o
Sr. cooselheiro presidente da provincia,
inspector da Thcsour.iria, graeral coraman-
dante das armas, des?mbargadorc8, depu-
tados geraes e proviu.-.iaes, cffiaes da ar-
mada, algumas scnboras, muitas outras pes
sais das diversas classes sociacs.
Tichara fallecido na capital a2d, J-
cintlo Jos dos Roa com 70 annos, e a
25 o machinista Manoel Muniz deSouzi,
Salgado com 7b.
Fallecerara no dia 17 em Nazareth :
victima de congestSo e na edade de 6J au-
nes o Rvd padre Gregorio do Nascimento
px- . Glofyra Concia de Aranjo, distinco.
[Manoel Antonio dos Santos Dias, plenamente.
Maur-el Goncalves Nunes Machado, idem
Optato Nahum Eustaquio Carajur, idem.
Paulo de Freitas Fragoso, idem.
Severino Barbosa da Silva, idem-
Jee dos Anjoa Cesar Burlamsqui, idem.
Apolonio Pcrea Cavalcante da Gama, approvado.
Virgilio do Reg Motta, dem.
Virgilio Baecilar Caneca, idem.
Dona reprovadoa
Quatorse uo foram admittidos prova oral.
Hoje haver prova escripta 1 hora da tarde.
Exanes de latan.Eis o resultados dos
oxames de latim feitos ltimamente na Facaldade:
Approvados plenamente
Approvados
Reprovados na prova eacripta
dem na oral
Retirou-se da prova eaeripta
Nao coinpareceu prova eral
Nao comparece raro chamada
8
16
37
1
1
1
15
Total 78
Tribunal do jury do Beclfe. Foi
hontem julgado neate tribunal o reo Manoel Fran-
cisco dos Santos, o qual foi condemnado 4 annos
e 8 meses de priso e multa de 20 por cento do
valor furtado.
Patrocinou a cauaa do reo o Sr. Dr. Luiz Drum-
mond.
Conflicto entre praca do t. bata-
ibao de liaba e da suarda cvicaO
Dr. Freitas Heoriques, Io promotor publico da co-
marca, tpndo recebido o mquerito policial proce-
dido pelo Dr. delegado do 1. diatricto desta capi-
tal, sobre o co-flicto havido entre pracas do 2.
batalbo da 1.' liaba e aa da guarda eivics, no de-
curso da noiie de 26 de Outubra ultimo, apresen
toa a despacho do Dr. juiz de direito criminal
te anuo hul'Eukuuu a w....*....".. *. *... .----- a,
coucurrnaa com urna pessoa ou comp.nhi io for- a seguinto pefcio para poder offerecer a de-
necimeuto da illuminacao publica d ata cidade ou
a relisar-se a inn-ovaco do contracto existente),
eucerrou-se depois de orarem os Sre. Gomes I a
rente Ferreira Jacobina e Prxedes Pitunga, nao
ae votando por falta de numero, e tendo a do
apoiado um requer ment do Sr. G o ases Prente
de adiamento por 8 dias para ser ouvido o Exm.
Sr presidente da ; roviocia eom urna emendado
Sr. Liiz de Andrada para que seja sem prejuizo
da 2" diaeusso, e um anbatitutivo ao pn j -cto, doa
Srs. Ferreira Jacobina e Praxoles Pitanza, subs-
titutivo que foi a imprimir no jornal da casa.
A ordem do dia :
1* diaeusso dos projeetos ns. 11 e 103 deste
anno e continuacao da antecedente.
Kerrenllva Javealade-Amanh esta
sociedade faz o sea sarao bimestral.
berglpe e AlagtoaTi vemos hontem fo
Ibas de Sergipe at 25 de Novembro, o de Ala-
goas at 2 do corr. nte.
Em Sorgipe terminaram os exames do prepara-
torios, aeado este o resultado :
Approv.eO s com dist necio o
Ditas p'enas *}
Dias simales *'
Nio entraram em prova oral
Reprovacdes Vi
Der - 171
__ Lemos na Qate'.a de Araeaji de 25 de No-
vembro :
A's 6 horas da tar e do dia 18 do e rrente
nuncia
lUm e Exm. Sr. Dr. Jim de direito do 3."
distnoto criminal.O 1. promotor publico da eo
marca, tendo recebido e ioqu rito iunto, procedido
pelo Dr. delegado do l." diatricto d'esta capital,
relativamente ao grande conflicto h ivido, durf.nte
a noite de 26 do mez paseado, entre pracas do 2.
batainao de 1.a linha, vestidas paisana e arma-
das de facas, eaoetes o pistolas, e pracas da 3.
estaco da guarda cvica, sita na freguezia de S
Jos, preeisa para poder apresentar a denuncia
acerca de tamaulio aiteutad >, que requesite-se :on>
urgencia do commando das armas, por intermedio
da presidencia, ama relacao de todas as pracas
do referido batalbo, que, no principio d'aqnclla
noite, tiveram licenca para sahir do quartel, ea
tando de estado-maior, o teuente. Francisco Tei-
xeira de Carvalho, e foram por easo offi-'ial dispen-
s-idas da dormida no dito quartel, em num-ro de
viute, mais ou menos, conforme consta do auto de
perguntaa d'esae official defls. 45 fla. 46 v., bem
como da reoaptulaoao do iuquerito.
Nao constando do iuquerito, que houve3se in-
terrsgado o furriel Marques, que affirtna-se, na
recapitulaco, ter andatlo a convidar os esmara-
das para o ousido assalto, oomo era publico e no
. foibriagando-oa n'aqnella tarde, e intrigan-
do os para um dttforeo com o cabo Cavalcante pelo
motivo constante do inquerito, requeiro que o Dr.
delegado interrogue o referido furriel, e o sea in-
terrogatorio seja junto a estes autos.
utrosiui, requeiro que requesite-se tambem
com urgencia ao commando das armas, p>r nter-
diligencias e nformaccVs obtidaa pelo quaTtel-^e-
neral Booie o meamo attentado, diligencias e intor-
mico a que derain em reaultado a deacob rta dos
amores do tantas mortea e fe imentos, como deca -
rou o teente-ajudanto de orden do proprio c nn-
m indo, loaqum Jorge de Mello Filho, na quali-
dade de membro de urna commisao mi'itar de syn
dioancia, Romeada pra o referido fim, em um ar-
tig por e'le publicado no jornalA Prooineia,
ha doua ou tres diaa. "
Sem que essaa informaco;s e documentos me
SSJMD ministrados, nao poderei apreaentar a de-
nuncia completa pelo'-meucioiiado attentado, par-
quanto, o delegado na recapitulaco do inquerito
dizendo, que todas as diligencias procedida8 le-
vavain a evidencia de quem quer qne seja, qite/o
rara vinle pracas e mais alguna infe iores do 2
'mlulliio d 1* linha que deram o assalto e lula da
noite de 26 do mez p ox>mo passado,apenas p-iude
precisar, qu,., no m -smu o ndioccsobrcta/iiram o
cabj Manoel Joaqun de Sant'A ma, que recebeu
umferimento de revolver e m outro de faca apir
laso m sino a conselhvs, trutou de oceultar-se para
no descobrir os companheiros, bem como o furriel
Marques que, com > j disse cima, toi quem, andou
convidando os camaradas, embriagndoos e intri-
gando- os pHra urna desforra sobre o que aconte-
c ra t ni o cabo Cavalcante.
Se uo forem apresentados os referidos docu-
naentsa, que requero, a bem da admiuistraci da
jostiea, i; q\i esquer outrs que a polica possu
aiuda conseguir, inclusive copia da parte que o
Dr. chnfo de polieia deu sobre o facto presiden-
cia da provincia, copia que tambem requeiro seja
r.quisitada, a denuncia uo poder couiprchendcr
i os ii'imes daa duas pracas meucioi adas na
recapitulaco, visto aer motivo de nullidade a falta
de d. clar.icau dos nomes dos reos na queixa ou de-
nuncia, aioda mesrao ausentes, ou seus signaes ca-
r.ieterisiieoa, ae ferem deaconhecidos, porque desde
ento nao p-idi'-a saber contra quem dirigid i a
queix.i ou denuncia em contrario do que dispoe n
3. do art. 7a do Cdigo do Proceaso Cri-
minal.
Ni'stes termos pede a V. Exc. deferimento.
E. R. M.
Recife, 30 de N ivembro de 1886.O 1." pro
ot r publico, Joao Joaquim de Freitas Henri-
ques. a
Tribunal da Relacao- Eia o acordo
profei id. no uutoa de re urao 8obre a fianca pro-
visoria requerida p.-li. bacharel Eduardo de Bar-
roa Fnkii de Licerda, thesoureiro da Thesoura-
ria de Fuzcnda, admidistrativamento preso na
Casa de Deteoeo.
Acordo em Relacao. Que feito o soiteio,
expostoj e discutidas os autos em que recorrente
o Dr. Eduardo de Barros Falco de Lacerda e re-
corrido o juizo de direito do 2.* diatricto criminal
desta capital; negam provimento ao recurso e
confirmara a d.cito recorrida, em vista da legis-
lac'o que rege o caso, das razies do jniz a qu
e do maia dos autos, pagas a custaa pelo recor-
rente .
Recife, 3 de Dezembro de 1886 Buarque de
Lima, preaidente interino, Pires Ferreira, Montei-
ro de Andrade, Alves Ribeiro. Confer.Pelo Dr.
secretan.>, o amanuense, JovinO Tacares.
OllnilaE' boje que tcm lugar o espectculo
|U -, un tb 'atro de Olinda, em beneficio da actriz
Apolonia Silva, do as sociedades Melpomene
Olindeuse e Congresso Dramtico, levando a soe-
na o drama Collar de Ouro, poesa a hiberdade e
comedia Typo Brasileiro
A banda do 2o batalho tocar na fesa.
Haver trem depois do espectculo para o Re-
cife.
Collegio de >ui,n Senbora da Ple-
dacli'. Neste collegio cstabelecido na cidade da
Olin'l.i, e de que directora D. Margarida Al"es
Vianng, tiveram lugar no dia 28 do mez passado,
peranre um num toso concurso de familias, oa exa-
mes annaasa de portugus, francez, aritbmetica,
geographia e historia universal.
F residi ao ac'.o, que c mecou s 1 horaa da
manila, o delegado litterario do diatricto Dr. Cae-
tano Maria :e Faria Neves e aerviram de exami-
nadores os Drs. Joo Baptiata Regueira Coata,
Cicero Od~n Peregrino da Silva e J aquim Pe-
reira da Silva Guimarcs.
Foi i ptiina a mpresso q ic reoeberam do col
legio as pessoas presentes pelo aproveitamento
que revelaran as aluainas em cada urna daa mate-
rias em que foram examinadas, respon tendo com
acert, pseciso e desembarazo s perguntaa, que
Ihes eram dirigidas sobre os differeutes pontos que
Ihps couber&m por sorte.
Eis o resultado obtido:
Portugvex
Zulmira Tinoco, diatinc?o e louvor.
Emilia Natividade, idem id;m.
Virginia Carvalho, idem idem.
Palmira Tinoco, distineco.
Alfredo Natividade, idem.
Joo de Carvalho, idem.
Maria Amelia Uuimares, plenamente.
Manoel da Carvalh, idem.
Francez
Emilia Natividade, distineco e louvor.
Zulmira Tmoco, idem idem.
Virginia Carvalho, idem idem.
Joo de Carvalho, distineco.
Manoel de Carvalho, idem.
Arithmetica
Virginia Carvalho, distineco e louvor.
Zulmira Tinoco, idem idem.
Emilia Nat7idado, idem idetn.-
Maria Ampla Gaimares, distineco.
Palmira Tiuoco, plenamente.
Mara Luiza de Mello, idem.
Joo de Carvalho, idem.
Alfredo Na:ividade, idem.
Adelaide Porto, approvada.
Manoel de Carvalho, idem.
Pedro de Carvalho, idem.
GeoorapWa
Emilia Natividade, distincci e louvor.
Z ilmira Tinoco, distineco.
Virginia Carvalho, iderr.
Manoel do Carvalb->, approvado.
Historia
Virginia Carvalho, distineco e louvor.
Emilia Natividade, diatineco.
Zu mira Tinoco, idem.
Manoel de Carvalho, approvado.
Keclamaco. Alguna moradores do Bem
fica, Pasaagem'da Magdaleni, vieram queizar se-
nos do grande incomnoodo que Ihes causa o fumo
msapportavel que durante muitas horas do dia e
u'a noite sahe da chamin da padaria all existente
no predio n. 6, logo depoia da ponte grande, cha-
min eeaa qae nio att nge a altura recommendada
pelas oosturas manicipie8, devendo portante, o
dono da padaria ser coagido a observar o que pre-
ceta a l.
Se o fiscal quizesae cumprir o seu dever, dara
um passeio ao Bemtica, e teria oecaso de vei,
alin desaa cbamin, a maneira por que os taver-
neros do lugar, principalmente o do lado dos nu
meroa imparea, observam a nova lei que manda fe
chir ao :neio da as casas de negocio.
Confiamos que a Cmara Municipal mandar
syodicar dessea factos e dar prornptas providen-
cias.
Entrada*! de astaucAr e algodao
Vieram por mar e trra para o mercado do Recife
no mez de Novembro :
Assucar
De 1886 3?1.953 saceos.
. 1885 283.-545 .
, 1884 307.226
. 1883 386.151 .
1882 202.594
Algodao
De jgae 39.898 saceis.
. 1885 24.374
, 1X84 24.043
1883 fl6.6 "
. 1882 10.991
Atrs doa apedrejados correm an
pedra*--aa<.revem-no8 :
No^ram bastantea es prejuiz'S e eatorvos de
todo genero quo eato acabrunhando o noaao com-
mercio e agricultura, e ainda mais um veixamo de
torca superior vem pesar sobre essas duas fnes
de riqueza publica, podendo vir a ser para o futu-
ro d-; prjuizos incalculaveia.
Consta que a viata dos telegrammas do gover-
no mandando prohibir a entrada da cama de xar-
qu- "do Ro da Prata nesta cidade, oa matulos
ach.raai neasa provincia motivo sufficieute para
deixarem de uaar desse genero de alimentaco sob
pretexto de que o governo que fazia easa prohib
ci era pirque sabia que o xarque esntinhaosger
menea do cholera morbua e por tanto niuguem maia
o quer com, rar e fogem delle.
E' prejise que ae saiba que nao porque o
xarque posaa conter germens do cholera que o go-
veroo tomn essa providencia mas sim porque os
navios que vem de Buenos-Ayres e couduzem o
xarque podem ser conductores dos bculos do
cholera. ,
E itretanto se nos fosse licito espender a nossa
opima i a respeito lia m.t'ii.i, diramos que era
preciso que os gerinens desaa epidemia de Ba'a b
\yrea, foasem differentes do de toda as outras
para poderem resistir ao aal, ao cheiro activo que
exhala a carn; talgada, quando alias conheeido
que os bacillos de diff -reules especie Et vi vem e
se reproduzem em certas atmospheras e em deter-
minados uu'ii'S e condices.
Nao vemos prque razio o xurqno piesa tra-
zer germens de eholera, com (.uanto reconhecamos
que nao seria elle aliuo-nto mus apropriado em
tempo de epidemia ; entre tanto bom letnbrar que
a opino de muitos medie a de nota que cada
um te.iha as devidas precaucis, mas tambem nao
hban'l- ne seus hbitos por outios novos.
liisirnirin nmmailm Familiar
Hoje ter lugar o rspictarulo desta t-ociedade no
seu tbeatnnhu ra de Hospicio, levando a scena
o drama em 4 actoB es Vampiros Sociaes, e a coate
dia os 30 Botoes, i
Examas primarlo*No dia 2 do corren-
te, sob a presidencia do respectivo delegado litte-
rario, Dr. Olympo Marques di Silva, sendo xa-
minador o prutt-asor Antonio Cndido Ferreir, e
na forma do novo Regiment interno das escolas,
foram eubmettidos a examc das materias constitu
tivas dts tres graos oa si guutcs alumnos da pri-
meira cadeira de nstrucco primaria dieta fie-
guczia, Bob a regencia do profeeecr Auguste Jos
Mauricio Wanderley, sendo o resaltado o segra-
te :
Primeiro grao :.
C'ncinato Cabral de. ArrurlaMuito adantado.
Leovigildo Lins ( abral.dem.
Jos Cirdeiro Dias dos Santos.Adantado.
Domingos Fernandeg Barros.dem.
Francisco Jos de Arcujo.dem.
Joe Lu\z de Mello Filho.dem.
Segando grao :
Joquim Spiridone Slccowch.Adantado
Luiz de Fi-anca Mello.dem.
Jos Eduardo de Franca.dem.
Joo Fernandez da Costa.- dem.
Durval Dclphino de Brtto.dem.
Arthur Augusto do Amaral.dem.
Joaquim Teixeira de Barros Guimaraee.dem.
Terceiro grao :
Manoel Jos de Scuza Jnior Plenamente.
Pedro Celestino de Franca.dem.
Joa Pedro Bezerra.dem.
Findo o acto e declarado o resaltado dos exa-
rr.cp, foram conferidos aos alumnos do 3o grao os
respectivoscertificados de estados primarios,
dingindo Beata oecaso o Dr delegado litterario
palsvras de animaco e elogio aeE examinandos e
ao protessor.
Em seguida usaram tambem da palavra o pro-
feasor, o examinado do 3o g-Ao Manoel Job de
Souzo, Jnior e o estudante Luiz de Franca Pe-
rera, ex alumno da mesma escola.
No dia 2 do corrente, sob a presidencia do
delegado litterario do diatricto, Dr. P so de Mello, tiveram lugar oa exames da 5' cade;
ra do sexo feminino da freguezia da Boa Vista,
regida pela prefessora Luiza Eudoiia Baptista.
F-ram examinadores o proteaeor Geminiano
Joaquim de Miranda c u professora da cadeira.
O rebultado foi eBte :
Primeiro grao :
Inezia Morera Mafra.Adiantada.
Cypriana Liva da Silva.dem.
Severina Damiuiia de Mello.dem.
Adelaide Maria da Conceicao.dem.
Lrpoldina Francisca da Silva.dem.
Maria do Carmo Albuquerque.dem.
Segundo grao :
Maria Joaquina da Csnceicio. Muito adiantada.
Ali xandnna S' ares Coelbo.dem.
Tercina Campello.dem.
No dia Io de Dezembro, sob a presidencia
do delegado litterario do 2o districto da treguez a
de S. Jos desta cidade, eff'ectuarsm-se os exames
da ce cola publica da ra Imperial regida pelo
pnfessor Tranquili o da Cruz Ribeiro.
Foram examinadores o professor Benjamn
Constant da Cunba Sal 8 c o da cadeir .
O resultado foi o segunte :
1- grao.Luiz Henrique Barrcto de Freitas,
muito adantado.
Horacio Barbosa de Carvalho, idem.
2- grao.Cattano Martiniano da Costa, adan-
tado.
Francisco Manoel da Costa, idem.
Odorico Porpbino de Saut'Anna Carvalho,
idem
Jos Augusto Rodrigues, idem.
3- $ro.Celer no do Reg Baptista Jnior,
approvado com diatineco.
Francisco do Reg Baptista Sobrinbo, idem.
ReuniAec felaesHa amanh as se-
guimos :
Da Imperial Sociedade dea Artistas Mcham-
eos e Liberaes, s 11 horas do dia, em assembla
geral, na respectiva sede.
Da Irmandade de Nossa Senhor i da Soledadc,
da Boa-Vista, as 11 horaa, para eleicao da nova
junta administrativa.
Do Monte Pi Popular Pcrnambacano, s 10
horas, para leitura do relatorio e posse do novo
conselho.
Jtirectorla daa obra de conserva
cao dos portoaBoletim meteorolgico do
dia 1 de Dezembro de 1886 :
rena aviaados pilos latidos do cao, qoprem
ser di f. udidos dos see.s dentes em tios l
mu grandes, educados com ferocidade par
dadamonte ladrsrem : as vezes furiosamente i
cam, rrmpendo a roopa e tambem o que
peior, occasionando pezares, perturbacoes,
surprizas e outras vezi a dentadas. a veriW,
em afumas casas coaluma-rc ter de dia o ale
preso na corrente; mas iato se fas para te
mais apero, mais richoso e mais feroz i
quando te o deixa ento a vagar solt ; nesa Sal-
tan} caeos horrendos de pesaoaa miseraveiawabr
maltratadas.
A di.-cripcio aconselha pois em ter-se em eaav
maneira de guarda, caes pequeos e que nao asar
da ir ; iaes ao, por exrrrpio, os caes felpudos, n
biateiiii-s ineaiukveis no ladrar de dia e de bic
fce entretanto deei-jacs ter em casa um gato, se-
de antes a cxplendida nirnographia de Iianoiais.
e reoorda'-vos de que algumas vezes os gata*
tcem ai.fi vado e devorado meninos que dnraimi
Nao deveis deixar dormir animal algum no fliaa
to de dormida. Faz i e ucepeo para o rsnaaa
s nli i, ou outro aniaulsinho das meimas idinra
soes.
Fundamento da fellcidadcA asar
para quaai todos os bom'ns com o o coragbs
seinpre riuloloto e chuvoso, nevoso .e doeute;
pre dispcsto a dar-nos chuva e nev, fri e i
A'guma raa voz faz-se um raago naa :
c v-se um pedaco azul. O sol impaciente poraa-
tar ai mpre escondido ae mostra ento per acrosSs
abeitura, trazendo ermeigo todas as bencesaa.
luz e da aiegria. Mais raramente ainda aqaec
raio de sol euuoegue fazer fugr todas as nu*
ento os ing'ezea podero dizer no rigor do i
que teriam um dia sereno, se entre o co e al
nao In.uviste tambtm ento um veo lgeiro, aar
psnno de bocea reveso feito por cetade de sseac
e pela outra metade de fumo.
Aaeim doa homrns : tambem elles viveza 4t-
baixo de um co nevoso e CLiumacado, que te
quando em qnando se abre cm.stra-bes com tai-
ta parcimciiia um palmi de azul. Ento se afcaa
u ais largo o pcito, te alisam ae rugas da fronte*
te grita :Eu eou feliz !
O mais das vezes porm nao se tem tido sav.
o tempo de elevar ao co aquello grito de hoeaaaa
e de benco, e j se nuvens invejosas da ncesaai-
gria teem j corrido a sua escura cortina, eseaa
don J i por longo tempo ainda e azul do cea a su
delicias do sol.
No deeta felicidade pasaageira que quereaaa
fallar. Ella nao nigada creatura humaaa, -a
toca a quim toca sem ncceisidude de arte -m 4b
industria.
Queremos ter e ge ar a ftlicidade calma e ca-
gara, que brilha sobre o c-.tso Lorsonte esa tasa*
as horas do dia e em todos os minutos da hora, oac
se terna habito da vida e qne se a faz abeafaae-
Qu eremos para todos a felicidade, que cocea*
co da Sicilia e da Grecia, bello semprc, e wimm
raas excepces Ceso e doente.
Lotera da corle Eis a tBta dos i
ros mais premiados na 2.a parte da 231.*io
(201) do Monte Po dos Servidores do Estado,<
trahida (tu 20 de Novembro :
premios ce 100.-000OOO a 1:0005009
7224
499
6467
1388
1781
150
1701
3585
5312
8126
13041
7223
7225
4989
4991
1OO:O0Q#Ht3
20:000Oai
5:00l**
2:0004MB
2:000S
1:00041
l.-OOOMtt
l:"0i
1:C
1:000
l:O00J
ATCROXHUCOES
114
1344
1802
1138
1394
1446
1620
1982
432
540
1407
1503
1978
1995
2198
2223
2233
2460
PKEMIOS DE 500OO
3544 5561 10150 13633
3813 6882 11147 13931
4967 7306 13627
premios de 2004003
3268 7191 8584 12182
4345 732 8900 12428
5464 7340 10980 12897
5522 8198 11135 13733
5732 8386 11967
PBEMI03 DE 1004000
1:00841
l:i ' 6OMM0
6004WE
2930
3342
3b87
3696
8995
4116
4230
4-M3
4250
4261
5357
5478
5753
7071
7277
7585
7868
8065
829
8325
8548
8651
9573
9658
9994
10371
10689
11866
12176
12183
12275
123C6
12320
12334
12494
12770
12843
13373
13378
IMM
V
9 0
Hora^ 0 C -0 H 2 i Ol H5 Barmetro 0 T.Bso do vapor -o a 0 1 i
6 m. 24"0 759">18 19.35 87
9 28 8 760">38 19.25 66
12 294 760n01 20.27 66
3 t. 28 9 758n>28 20.73 71
6 27"4 758'-18 20.52 75
Temperatura mxima30,0.
Dita mnima24,0.
Evaporaco em 24 horas ao sol: S^O; som-
bra: 4,6.
Chuva0,m5.
Direccao do vento : E de meia noite s 3 horas
e 25 Minuto? da manha ; NE at 3 horas e 35 mi-
minutos ; NW at 3 e 40 ; W at 8 e 25 ; NW
at 8 e 45 ; NNW at 10 horas ; NNE at 10 e 5;
NE at 11 e 20 ; ENE at 2 e 45 da tarde ; NE e
ENE at meia noite (com interrupeo de 30 m
utos de NNE.)
Velocidade media do vento: 7,"45 por segando.
(Do meia noite s 6 horas NE e NW eom 17,niJ3
por segundo )
Nebulosidade madia 0,4.
dem do da 2 :
0 . 0
rJoias Barmetro a Tenso do vapor T3 a -a a a-n
6 m. 23-6 759n>3l 19.20 89
9 293 76085 21.28 M
12 29o4 760 3 t. 26 75880 21.90 75
i; 27-1 758-60 21.16 79
Temperatura mxima300.
Dita miuima23*6.
Evaporaco em 24 horas : *o sol 6"i7, som-
bra33.
Chuvanulla.
Direccao do vento : NNE de meia noite at 9
horas e 50 minutos da mtnh ; (com interrup-
eo de 3 horas de calmara) ; NE at 10 e 3 ;
ENE at 1 e 40 da tarde ; E at meia noite.
Velocidade media do vento : 3,>60 por segundo.
(E de meia noite s 6 horas da tarde ; com 5,">12)
Nebulosidade media: entre 0,4 e 0,5.
O noaaoa prlalouelroa Se amaes os
animaea domsticos, goato que nao voa invejamos
certamente, deveis recordar-vos de que elles rea-
piram como vs, com fa exhalam da pelle ema-
naedes eacrementicia, e que quanto maia creace
n'uma casa o numero dos habitantes racionaes e
irracionaes, tanto mais urgente a necessidade da
ventilaco e da aumma limpeza.
i:onhecem09 urna velha senhora queconverteu a
sua casa u'um verdarieiro carral, e quando aeche
ga ao andar terreo dessa habitaeao, antes de ser
aberta a porta, se sent logo o bao de caes. Lem-
brae-vos _que o ar dos eurraes tambem rico de
acido carbnico, o o cont.n na quantidade de um
centi'si no.
Qiaii lo tiverdes o capricho de dar em vossa ca-
sa, hospitalidadn a un cAo, penase na hydropho-
bi*, e m-ditae neates aapientiaamo conselhoa de
Rajberti D. G.:
O cao domeati a convmao bomem para guar-
dar-lhe a casa, para servil-o na caca, para agra-
dar- he as auaa domesticas compinhi ie, que pa-
recem quaai amisade; mas o bomem qne abusa de
tudo, abusa tambem desta fiel guarda de si e das
auaa cousas; ha alguos que, nao contentes de se-
Cellfie.Eftcctuar-se bao:
Hoje :
Pe'o agente Pinto s 11 horas, em Foira de tm-
tas, do cavername de um navio.
Pelo agente Silveira, s llboraa, na roa eaTma
do Rosario n. 24, de predios.
Segnnda-feira :
Pelo agente Silveira, s 11 horas, no Caxcaj,
da taberna ah sita.
Pelo agente Modesto Baptista, s 11 horaa, as
trapiche Livramento, de vinhos.
Terca-feira :
Pelo ayente Martins, s 11 horas, na roa u.
Livramento n. 6, de movis, loucas, vidrot, fc
etc.
Pelo agente Pinto, s 11 horas, na ra dassa-
ro da Victoria n. 67, dos tbjectos da Expsasoc
Jap neza.
Pelo agente Modesto Baptista, s 11 horaa, aa
ra de Marcilio Dias n. 79, de movis.
ma fnebres.Si rao celebradas:
Hoje :
A's 7 1/2 horas, no Espirito Santo, pela almar
Manoel Jos da Fonseca.
Segundi-feira :
A's 7 1/2 na matriz da Boa-Vista, pela abatas
Henrique Scares de Andrade Brederodes.
Terca-feira :
A's 7 horas, na matriz da Boa-Vista, pela atas:
de 0. Maria Bernardina da Rocha Leal.
Paaaagelro Chegados do sul no vas
nacional Principe do Grao-Par :
Dr. Antonio Pedro ola Silva Marques, soa acaba-
ra e 1 escrava, Dr. Joo Moreira Magalhes, asa
senhora e 2 criados, Jos Raymuudo da Silva, He-
deiros Muraes de Albuquerque, Ambler, Masafi
Joo dos Santos e Antonio de Oliveira CaapeaV
Operacao clrorglcaFoi pratieask an
hospital Pedro II, no dia 3 do corrente, a o
guinte ;
Pelo Dr. Mataquiaa:
Exciao de um epitolioma do labio inferior.
Caaa de DetencaoMovimento dosa-
3 do dia 2 de Dezen.bro :
Existiam presos 331), entri ram 8, sahiroai%
existem 340.
A saber :
Nacionaes 3l3,mu\heres, 3 estrangeiros 11, a
eravos aentenciadoa 5, procea mdo 1, ditos da ear -
receo 7.Total 340. .
Arracoados 3 19, sendo : bons 296, doentes IS
Total 309.
Movimento da enermaria :
Teve alta :
Vieente Teixeira do Araujo.
Lotera da proInda. Segunda-fcira8
de Dezembro, as 4 horas, sa extrahir a 13* partp-
da 1.* lotera em beneficio da Santa Casa ae
iaericordia do Recife, pelo novo plano appra-
v'ado.
No consistorio da igreja de Nossa Senhora aa.
Cffnceivo dos Militares ser teiU a extraeeic
pelo systema da machina Fichet.
LoteraA 13a parte da 1 lotera da uiasia
jia, em beueficio da Santa Casa de Miaericotdia.
do Recife, pelo novo plano, cujo premio graae *
100:000400'' s-r extrahida no dia 13 de Deaaa-
bro. .
Os bilhetes garantidos acham-se venaaaa.
Casa da Foi tuna, ra Primeiro de Marco naa-
Tambem acbam-ae venda na Casa Fetas.
prje. da Independencia ns 37 e 39.
rande lotera da provinciaA
serie desta lotera em beneficio dos ingeuuos ia
Colonia Isabel, cuj 1 premio grande 240:0004uW.
ser extrahida no dia 9 de Dezembro.
' Os bilhetes acham-se venda na Reda da Fatr -
tuna roa Larga do Rosario n. 36.
Lotera do Ib-A 2 parte, daMotera.
.1. 3H6, do novo plano, do premio do iuo.uwawi
era extrahida no da .. de Jezembro.
Os bilhetes acham-se venda na Usa da re-
1 una rna Primeiro de Marco.
Tambem acham se venda na praca da a-
penlencia ns. 37 e 39.

riMD

t


Diario d PernambucoSabbado 4 de Dezembro de 1886


1

Lotera B*raordirls do rpiran
..-O 4." e ultimo sorteio das 4. e &. sanes
desta importaste lotera, cujo maior premio de
5Q000J000, era eitrahidano dia 16 de Desem-
Acham-se erpostos venda oa reato* dos t-
M Ba Casa da Fortuna ra Primeiro de Marco
Tambern acham-se venda na praca da Inde-
Jendencia na. 37 e 39.
Lotera alo CearaA 3 serie da 2 lote-
ra desta provincia, cujo premio grande e.....d
200:000*000 sar eitrahida no dia .. de Deam-
bro.
Os bilhetes acham-se venda na Roda da For-
tana a rna Larga do Rosario n. 36.
Lotera la corteA 3 parte da 201 lo-
eria da corte, cujo premio grande de lOOrOOO
er eztrahida no dia 9 de Desembro.
Os bilhetes acham-se venda na Casa da For-
nna ra Primeiro de Marco n. 23.
Tambem acham-se venda na praca da Inde-
pendencia na. 37 e 39.
Matadoaro PnbllcoForam abatidas no
Matadouro da Cabanga 78 rezes para o consumo
jo dia 4 de Dezembro.
Sendo: 62 rezes pertencentsa Oliveira Castro,
St C., e 16 a diversos.
Mercado Municipal de Jos O
novimento deste Mercado uo dia 3 to corrente foi
o se quinte :
Entraram :
22 bois pesando 3,168 kilos.
1807 kilos de peixe a 20 ris
90 cargas de farinha a 200 ris
20 ditas de fructas diversas a 300 rs.
3 taboleiros a 200 ris
12 Suinos a 200 ris
Foram occupados :
251/2 columnas a 600 ris
24 compartimentos do farinha a
500 ris.
23 ditos d: comida a 500 ris
65 ditos do leguines a 400 ris
16 ditos de suino a 700 ris
11 ditos de tressuras a 600 ris
10 tainos a 2
1 ditos a 1*
A Oliveira Castro 4 C.:
51 tulh '8 a 1 i ris
2 talhos a 500 ris
Deve ter sido arrecadada neste
a quantia de
Rendimente
zembro
dos diad 1 e 2 de
dia
De-
214740
18*000
6J000
600
2*400
15*300
12*000
11*500
26*000
11*2 'i'
6*600
20*000
1*000
"\ 51*000
1*000
207*340
403*900
611*210
foi arrecadado liquido at hoje
Precos do dia :
Carne verde d> 403 a 480 ris o kilo.
Carneiro de 720 a 800 ris idem.
Sunoa de 560 a 640 ris idem.
Farinha de 200 a 320 ris a cuia.
Milho de 283 a 320 ris idem.
Feijo de 560 a 640 idem.
Cemllerio Publico.Obituario do dia 1
do oorrente:
Florentino Ribeiro das Ch%g*s, Pernambuco,
50 annos, solteiro, Boa-Vista ; tubrculos polmo-
Maria Bernardina da Rocha Leal, Pernambuco,
47 annon, viuva Ba- Vista; tubrculos poln i-
nares.
Mana Anglica Ja Conceicji.), 57 aunas, casada,
Vanea; apop'exia cerebral.
Jo5o Domingues dos Santas, Pernambuco, 40
annos, casado, Boa Vista ; hepatite,
Hermino da Costa Vianna, Peanambu, 2'
annos, Varzea; hemat > chyluria,
Manoel, Pernambuco, 1 mez, S. Jos; couvul-
ses.
Generosa Ltandra Qeralda, Pernambuco, 40
anuos, ivuva, Santa Antonio; tubrculos pulmo-
nares.
2
Alteres Joo Alves da Silva Moara, R o Grande
do Norte, 38 annos, casado, S. Jo*; ferimentos
penetrantes.
Maria Joaquina Rodrigaej de Btrros, Pernam
boco, 24 annos, solteira, Graca; tubrculos pul
nares.
Maria, Parahyba, 42 annos, S. Jos; tubereuius
pulmonares.
Lucio, Pernambuco, 18 annos solteiro, Boa-
Vista ; leaio cardiaca.
Leopoldina E. dos Santos Res, Pernambuco,
12 annos, viuvo, Bo-Vista; anemia.
Um feto do sexo feminino, Pernambuco, Boa-
Vista ; pelo subdelegado.
Luciana Gertrudes Maria da C mceicao, Pernam-
buco, 45 annos, solteira, S. Jos; pelo suddele
ado.
Pires Ferreira. Negou-se provimento, unni-
memente.
D* ReciteRecorrente Alfredo Feliz de Souza
Lima, n-corrido o juizo. Relator o 8r. desembar
gador Monteiro de Andrade. Negou-se provi-
mento, unnimemente.
Do RecifeRecorrente Aladino Faustino Mar-
tins, recorrido o juiao. Relator o Sr. desembar-
gador Pires Goncalves. Negou-se provimento,
unnimemente.
Do RecifeRecorrente Silvano Nnnes Vianna.
Relator o Sr. desembargador Alves Ribeiro.
N gou ie provimento, unnimemente.
Recursos crimes
De OlindaRecorrente Vicente Jos d'Annun-
ciaeao, recorrido o juiza. Relator o Sr. desembar-
gador Buarque Lima. Adjuntos os Srs. conse
lheiro Queroz Barros e Pires Goncalves.Negou-
se provimento, unnimemente.
Do ReciteRecorrente hachare! Eduardo de
Barros Falcao de Lacerda, recorrido o juiso. Re-
lator o Sr. desembargador Pires Ferreira. Ad-
juntos os Srs. desemoarga lores Alves Ribeiro. e
Mo iteiro de Andrade. Presidie o julgamento o
Sr. desembargaeor Buarque Lima p>r se ter de-
clarado suspeitos os Srs. conselheiroa Freitas
Henriques e Queiroz Barros.Negou-se provimen-
to RO recurso, unnimemente.
Do RecifeRecorrento o juizo do commercio,
recorrido Jlo Francisco Paredes Porto. Relator
o Sr. desembargador Montoiroade Andrade. Ad-
juntos os 8rs. desembargadores Buarque Lima c
Pires Ferreira.Negou-se provimento, unnime -
mente.
Do Recife Recorrente o juizo do commercio,
recorrido Jos de Azevedo Braga. Relator o Sr.
desembargador Alves Ribeiro. Adjuntos os Srs.
desembargadores Monteiro de Andrade e conse-
lheiro Queiroz Barros. Negou-se provimento,
unnimemente.
Aggravos de petieao
Do commercio do RecifeAggravante Rod 4-
pho Pessoa, aggravado Laurentino Pires de Car
valho. Relator o Sr. desembargador r Pires
Goncalves.. Adjuntos o Srs. desembarga ir.
Buarque Lima e Pires FerreiraNegau-so pro
vimeuto, unnimemente.
Do ReciteAggravante Thoraaz Jos do Mel-
lo, aggravado o juizo do commercio. Relator o
Sr. desembargador Alves Ribeiro. Adjunto o<
Srs. desembargadores Monteiro de Andrade e
Oliveira Msciel.Negou-se provimento, anaaisoe
mente.
Prorogaco de inventario
COMUNICADOS
Bravuras da polica
A Provincia, sempre frtil em inventar (actos
delictuosos para atlribuir polica, e d'ahi deri-
var censuras ao honrado chefe Dr. Antonio Do-
mingos Pinto, que, grasas a sua energa c nelo,
incorreu no desagrado do orgo liberal; a Pro-
iini-iu, dizemos, inventou honlem, ou servio-se
de um invento de lerceira pessoa, mais um at-
tcntado policial na Gloria de Gaita, e, como sem-
pre, atirou o p de suas sandalias no honrado
Dr. Pinto.
Carece, entretanto, de base, de alicerce, de
fundamento, a noticia que alludimos, e que
foi dada no orgo liberal sob a epigraphe
Bravuras da polica, insinuando-se que, em 27
do passado, na Gloria de Goit, Manoel Joaquim
de Lima fra brbaramente espancado por dous
soldados de polica, em sua casa, sendo depois
recoluido a cadeia, onderecebeu segunda surra.
em que tomou parte o proprio delegado de po-
lica.
E' de todo ponto inexacta cssa historia de
surra, e, o que mais de duas surras.
Manoel Joaquim de Lima foi preso 27 do
passado, e recolhido cadeia da Gloria de Goi-
t. porque, mandado talvez de certos indivi-
duos qnc no se podem submetter aos dictamos
da lei e do honesto, desrespeitou a auloridade
policial, dirigiiido-lhe improperios e iusultos.
Nao foi. porem, por modo Tionhum espancado,
ncn antes nem depois da pris.o; e foi logo
sollo; tanto assim que. tratando seus amigos de
requerer abta$-coqw, oto levaram por diante
esse intento por ter cessado o constraiigimcnto,
e nem sequer cogitara defazel-o vistnriarpara
comprovar os suppostos ferimentos, que, diz a
Prm inda, recebeu.
Quando se fazem taes e quejandas accusaccs,
a palavra. por mais honrada que seja, doaecusa-
dor nao bast: 6 preciso que elle junte provas
em apoio do que allega. A Provnicia porem, e
o seu informante nao juntaram uerrhu
Inventariante Francisco Raym iodo da Silva.
Concedeu-se o prazo pedido.
Appellaces crimes
De Porto CaivoAppellante Antonio Jos do ,
Espirito Santo, appellada a justica. Relator o
Sr. desembargador uarqu: Lima.-Confirmou se I,
a sentones, unnimemente. u *> nao juntaram utliuma prova
De Bom JardimAppellante Manoel Alves do I corroborativa da allegaro das surras. Oque
Monte, appellada a justica. Relator o Sr. deeem j eonckr d'ahi ?
bargador Buorqne Lima.Confrmou-se a sentcn I
ca contra os votos das Srf. desembargadores Oli- j ,ada raais ao flue ser um puro inve to B8M
veira Maciel, Monteiro de Andrade e Pires Gon- historia de surras, e com o manifest intuito de
calves j,ue votavam pela nulhdade. I ,.
De BananeirasAppellante Manoel Ferreira j Oioalar 0 digno delegado da Gloria de Goil e
Lima, appellada a jistica. Relator o Sr. des- j o honrado chefe de polica, com quem ha muito
EZZ^g^--*"* 8 a 88a- I """'" """"-- I'01" *' *" "dO., o
De JaboatioAppellante o juizo, appellado 'Hgao liberal,
lzaro Francisco Birbosa. Relator o Sr. des- O capito Barros, delegado de polica da Glo-
embargad >r Pires Ferreira.Mandou-S3 a novo h,-.--,, ..... ,__ ,
jury, unnimemente. f,d' ,l0"lem CUUI lC0' PKm modcrado.-quali-
De Alagoa de Baizo Appellante o promotor 'hules que perfeitamentc se alliam. lein um
publico, appellado Luiz, caboclo, escravo de Jos grave peccado : (': ser inimigo declarado dos la-
Hermino Pontual. Relator o Sr. desembargador i i-
Monteiro da Andrade.Mandou-se a novo jury, '
tasia, um mero invento, que nao pode ser ad-
mittido em face dos antecedentes do capito
Barros, e que nao foi, nem poder ser oompro-
vado com documentos, que tenham valor jur-
dico.
N5o precisava, pois, o capito Barros de tra-
zer cartas do vigario da Gloria para os altos
protectores dos criminosos.
Nao havendo taes criminosos, nao existem os
attM protectores delles ; c demais o illustre e
digno parodio da Gloria, homem de bem todos
os respeitos, sarerdole distinctissimo como a-
quelle que mais o for, seria incapaz de interce-
der por criminosos.
Tudo mais quanlo diz a Provinca no seuar-
tignete de hontem, nao passa de sedigas repet-
50es, de plirases repolhudas, opinhadas ae in-
sultos contra o honrado chefe de policia, ca-
rcter muito serio, no qual embalde p rocura o
orgo liberal abrir brecha.
E disse.
D'srai'lli.
CHRONICA JUD1CIAR1A
Tribunal da nela^o
ESSO ORDINARIA EM 3 DE DEZEMBRO
DE 1886
HRESIDESCIV IMTEBIXA DO EXM. SB. COX-
SELHEIRO FBEITAS HESBIQUES.
Secretario Dr. Virgilio Coelho
A'a horas do costamc, presentes os Srs. desem -
bargadores em nume o legal, foi aborta a sesslo,
depois de lida e approvada a acta da antecedente.
Distribuidos e passados os fettos doram-se os
egniutes
JULGAMEMTOS
Recursos eleitoraes
Do RecifeRecorrente Pedro de Hollauda Ca-
v alean te, recorrido o juiso. Relator o Sr. .des-
embargador Buarque Lima. Negott-se provi-
tf.ento, unnimemente.
Do RecifeRecorrente Ignacio Veridiano Cam-
pello, recorrido o juizo. Relator o Sr. desembar-
gador Oliveira Maciel. Negou-se provimento,
unanimemeute.
Do RecifeRecorrente Jos Janoaria da Casta
corrido o juizo. Relator o Sr. desembargado'r
contra os votos dos Srs. desembargadores Olii
ra Maciel c Pires Goncalves.
De NazaretbAppellaute Bellarmioo Pereira
de Lyra, appellado Manoel C>etano Pereira de
Queiroz. Relator o Sr. desembargador taires
Goncalves.Mandou-se a novo juiy, unnime-
mente.
PAS8AQENS
Do Sr. conselhi'iro Freitas Henriques ao Sr.
conselheiro Queiroz Barros :
Appellaco crimo
Dd Bom JardimAppellante o juizo, appellado
Manoel Francisco de Alie uia.
Do Sr. conselheiro Queiroz Barros ao Sr. des-
embargador Buarque Lima :
AppcllacJ) crimo
De GoyaunaAppellante o padre Jlo Mar-
ques de Sauza, appellado Antonio Vi .-ente Perci
ra de Andrade.
Do Sr. deaerabargador Buarque Lima ao Sr.
i desembargador Toscano Barreto :
Appellaco civel
De Pao d'AlhoAppellante D. Joanna Fran-
cisca de Mello Cavalcante, appellada D. Anna
Joaquina da Motta Silveira.
Do Sr. deaembargador Pires Ferreira ao Sr.
deaembaigador Monteiro de Andrade :
Appellaces crimes
Do MaceloAppellante o juiza, appellado Al -
cides Domiciauo de Oliveira.
Do CaboAppellante o juiza, appellados Braz
e Francisco.
Do Sr. desembargador Alves Ribeiro ao Sr.
cousvlheiro Freitas llenriques :
Appellaces dimes
c toda especie, que queriam continuar a
fazer daquelle termo a 'erra de suas exp'ora-
c6es.
Na situaco liberal, cousa bem sabida, es-
leve o termo da Gloria de Goit continuamente
sob a accSo raallelicados larapios, que lurtavam
cavallos, lavouras, escravos, ludo emm, sendo
patrocinados por algumas autoridades polieiaes
de ento
Com a ascenco do partido conservador ao
; peder, c a nomeaco do capit o Barros para de-
: legado de policia, cessou aquelle estado de
cousas; os ladros, acco-sados pela enrgica
i antoridade, foram desapparecendo, e o termo
entrou em nova phase.
Isso, porm, nao quadrou certos indivicuos,
i[ue outr'ora viviam de comprar objectos fua-
dos ou roubados, fazendo um excellente negocio,
em que ganhavam 500 por cento.
D'ahi as queixas contra o capito Barros ;
d'ahi o mandaren! essc3 individuos desrespcitar
por asseclas aquella zelosa autondade, que, en-
tretanto, tem procedido coin estrema moderado
ante insultos e improperios.
E' toleravel, porm, que esteja todo os dias a
autoridade a ser ofiendida '
Ninguem o dir de boa fe : e jamis assim
procederam os amigos da Provincia, que leva-
ram a sua exacerbaco ao ponto de retorquirem
De Bam JardimAppellante o iuizo, appellado j com as maiores violencias aos seus insultadores
COMMERCIO
de
Jos Francisco de Paula.
Da IndependenciaAppellante Jlo Paulo Go
mes Cabral, appellada a justica.
Ao Sr. conselheiro Queiroz Barros :
Appellaco commercial
Do ReeifeAppellantes Uenry Peterson & C,
appellados D. Juliana Alezaudersou e oulros.
DILIGENCIAS
Com vista s partes :
Appellaco civel
Do RecifeAppellante E. A. Bnrle, appellado
Jos Antonio Pinto e outros.
Encerrou-soa sesso as 2 horas da tarde.
Pernam-
otea commercial
buco
RECIFE, 3 DE DEZEMBRO YJE 18St.
As tres horas da tarde
l'olacdts olxiac*
Aceces da compaahia dos trilhos urbanos do Re -
cife Olinda e Beberibe do valor de
200J a HQf cala urna.
Letras bypothecaraa do banco de crdito real de
Pernambuco juro de 1 0(0, do valor de
100/ a 96/500 cada urna, com juro.
Na hora da bolsa
Veadei am-so :
20 acedes da couip^nhia da Olindi.
20 ditas idem.
20 letras hypothecariaa,
WFereceram Comprar Vender
20 acedes da compauhia dos
trilhos urbanos de Olinda 21 4003 220/
O preai'li- ite, -
Pedro Jos Pinto.
O secretario,
Candido C. G. Alcofbrada.
.iLM;[.\i^\Tns POBLHXIS
Mcz da Dezembro i id86
ALFANDEGA
De 1 -n a. 3 53:896*024 37:676^398 91:573/022

.hda raovacuc Del em de 3 9.589/001 6:019/469
15:5081473
T1 107:081/45
8 bbbdoeia d 1 Ij 3 3:079il6l 1.889/759
4 969*320
LADO I'ROVINCIAL a Je 3 O 1 2:286/787 1:880.128
4.166/915
*:ira i rahaok e l 55/530
ttut d 3 1:243/381
DESPACHOS DE IMPORTA CAO
Vapor nacional Jacuhype, entrado da Babia e es
calas no dia 2 de Dezembro e consignado a Coi a
panhia Pernambucana, manifestou :
Algodo 255 ssccas-
Assucar 122 saceos.
Agurdente 15 pipas.
Charutos 2 Cfitis.
Mercadorias diversas 6 volumes.
Manona 100 lates.
Pelles 2 amarradas.
Pennas 1 caiza.
Panno de al odo 150 fardos ordo n.
Vapor aacional Principe do Gram Para, entrado
da Babia e escalas no dia 3 de Desembro e con-
cignado a Domingos Alves Matheus, mani-
festou :
Assucar 156 saceos a Peroira Carneiro & C.
Algodlo 219 saccas ordem, 53 H. Nues-
ch & C.
Azeite de r.eize 8 barris ao consignatario.
Couros salgadjs seceos 111 a Pereira Carnei-
ro & C, 31 ao consignatatario.
Manona 100 lates a F. M. da Silva & C.
Panno de algodao 53 fardos a Silva Guina-
res 4* C.
Pelles 12 amrrrados a H. Nuest-h & C, 550 pe-
los a 11. Stolcenbatk t C.
Saceos 20 volumes ao consignatario.
Sella 300 me i os a H. Nuescb fe C.
UhisPACHUS DK KXPUKTACAO
Em 1 de Dezembro'de 1885
em todos os recantos desta Ierra de Pernam-
buco.
O capito Barros nao poda, pois, nem devia
< "usentir que fosse desrespeitado, em si, o prin-
cipio da autoridade que renresenta. E nao
consenlio Prendea Manoel Joaquim de Lima,
e fel-o recolher cadeia. Mas nao passou dis-,
so. Nao mandou c menos ajudou dar-Ihe
surras.
Essa historia de surras pois, urna phau-
Para PeloU.s A. Bah a 2 pipas com 960 litroa
de agurdente.
No patacho noruegnense Nefert, carrega-
r.un
PlBLlliCOES A PEDIDO
O r. Rosa e Silva
vi r
Temos visto :N
Que o valor do ouro a media do trabalho q' e
tem custado toda a sua massa existente no ieuo lo
em qualqucr epeca ; como
Que o valor de qualquer producto a media
lo trabalho que custou toda a sua massa existente
em um mercado;
Que o valor do ouro embora nao se possa de-
monstrar positivamente que invariavel, nao se
podendo tambem d' monstrar que nao o seja,tal deve
ser orsiderado, j porque elle o typo ou pndrilo
de todos os valores, j porque nem ao menos se
nota a differeoca da seu valor dentro de qualquer
periodo, j pelo movimento do ouro, entrando ou
sabindo de cada praca cada hora que sobra ou
falta quantidade necessaria das transaeces, no
momento en que por esta causa sent alterar o
seu valor para mais ou para menos ;
Que rasas alteracoes no valor do ouro nos mo-
mentos em que elle f tita ou sobra, nSo contiadiz
por tanto a invariabilidade do valor de sua massa,
pois todo o movirrento do ouro que constitu as
suas correntes, em obediencia desta lei ou effeto
dola;
Que o valor sendo o trabalh > que o producto
custa, o pri'co nao o valor em I i nli i ro, como
outros o dizem, mas sim a quantidade de dinheiro
que seda pelo producto, e.n regra conforme o seu
valor, muitas vezes mais ou menos distante ou
aproximada delle ;
Que portento o ouro nao ae comprando, n5o ha
l'igar empregar-se com propriedade a expresaao
prtc- de ouro, mas son ente a de valor.
E nao sopor isto, mas tambem porque, o que
vera a dar no mesmo, ou me ma razo, o ouro sem-
pre tem o valor da media do trjbv h de sua masan ;
por quinto, quando elle vai faltando no mundo
pelo augmento da riqu za e dastran*accoos, recor-
re-se s minas mais diffi;ies que o furn"cen eom
mais trabalho. E tambem porquc,sendo o ouro o typo
dos valores, ou a medida de todos os i-u'ro* val >-
ros, nao p ie ser comprado porque na i p le ser
medido por producto algum, o. por tanto nao tem
precn, porque este a quantidade de dinheiro que
se d por qualq-:er producto.
Ora o ouro o lyp> do todas as especies de di-
nh'iio; () todo dinheiro se refere ao ouro, Ing.
nao ple ser comprado e por unto n5o tem prec>,
no suaceptivel delle, e por tanto e tem vabr e
valor ni i i 11 lo to i m o vilorej.
Ka i fallemos de quando se compra ouro plo pa-
pel moeda, o que i se J quaudo este est depre
ciado pois que, emquaoto o papel corre com o valor
do ouro que por sua estampa representa, nao ee d
compra do ouro, mas apenas simles troca.
(*) Comprehen le-s quinlo emprega nos a ei-
pressao ouro no sentido da ouro amoedado.
Quando o papel est depreciad > e com elle se
compra o ouro, nSo o preco do ouro que est
alterado i ara mais ou menos de seu vilor, mis
sim o de papel p3ra menos do valoi que repre-
senta. Assim a compra do ouro por papel ndo
Ihe d, nSo Ihe determina preco, mas sim o ouri
assiin comprado c que d, determina o pre^o do
papel.
Que o ouro ezistmte no mundo, em tolas aa
pecas e periodos tem ai Jo sempre sufficiente pira
as suas transacedes.
Todas as especies de moeda de qualquer mate-
ria, como todos os ttulos que a representara e
sao dados em pagamento eo do dinheiro, se refe-
ren ao ouio, isto todas as moelas de prata. co-
bre ou outro metal, tem por pidro o ouro, e to
(1 a oa ttulos que a representara, refere-se a este
pidro, embora seja o p iriro nominal pela lei
ou costumea omtn, como oddar e o franc, e at
a m>cdi imaginaria como o real ; pirque as mol-
das que nao fo de ouro, sao de valor muito va-
iiavel, nao t p la sua maior ou menor quantidade
nos'meroados,onde mais se demorara do que o ouro,
por ser muito mais dispenliosa a sua retirada,
como pela maior variedade do custo de sua ez-
traecao ou pr-iducco : t quaato aos titules fiJu-
eiai i is mxime as notas do thesouro as d is bancos,
sao ellas de valor muito mais vari&vel segundo a
sua abundancia, nao podendo ellas de meneira
nenhuma se retirar do paiz. Assim cada moeda
ou cada oitava de our, confjrme os tempo?. tro-
ca-se por mais ou meooi pr>ta, cobre, etc.. e
muito mais pela moeda papel quo absolutamente
nao se pode retirar.
A riqueza e as transacedes de um piiz, determi
nara a quantidade de dinheiro necessaria s suas
transacedes. Esta quantidade absol Jtamente
impossivel se calcular, mesrno por approximacao a
mais remota, ainda raoamo pelo mais rigoroso tra-
balho estatistico que nos indicassi o valor da.1
dinheiro necessario s transacedes de nm paiz
dividamol-o por sea movimento do modo se
gainte : urna parte est em movimento diario e
at horario, paasando de mao em mo ; outra as
recolhe por dous e tres dias, at urna semana,
para sabir depois ; outra se accumula durante um
mez e at dona e tres e mais.
Ha tambem (urnas partes que se recebendo nos
fins dos .meses, quinzenas, ou dozeaas ou semana,
de cada urna deltas se guarda parte quando nao
se paga toda.
Todo este dinheiro assim desees depsitos como
de outro?, e do que est em movimento diario, o
que constitue o meio circulante necessario em um
paiz. NSo se pode determinar qual seja a sua
quantidade em caso algum ; mas ella aquella
que chega para todas estes empregos. Se nestas
condiedes de suficiencia do meio circulante se des-
cobijase n ricas, isto facis minas de ouro ou
prata, excedera esto metal das n>cessidades das
tranBaccoes d 83e mesmo paiz, pois todos os casos
ou lugares de oceupaco do dinheiro j estavam
preonchidjs pelo dinheiro anteriormente existente,
e teria de sabir por f. Ita de oceupaeao.
Se a riqueza do paiz como 100, as suas trans-
acedes como 5, e o meio circulante necessario a
ellas e portante justamente occopado for fa-
se duplicar a riqueza do paiz, c portanto as suas
transaccoep, b j nao ser eufficientes, porm
b 2. Se a riqueza e as transaccoeH nao augmen-
tan) assim no dobro, por-n apsnas na quarta psr-
te, b nao ser suieiente porm b -| b/4
E' s meu charo e illustre Dr., Sr. Roaa e Silva,
quando teria de entrar dinheiro da Europa, sup-
pondo o nosso esse tal paiz, por no o poder chegar
o dinheiro como b para a oceupacao 1/4 maiot do
que aquella que ello tinha.
E' s quando elle vera, e vem necessariamente,
porque o que existe nao sulBciente pa a anti-
ga e a nova occupico. Nao e, pois, para paga
ment de saldo a nosso favor, que ella vem ; po3
nem saldo ha nunca para se pagir de paiz a paiz
como veremos, e menos para se pagar com ouro
ou prata que nunca importado onde o meio cir-
culante oullk'i ute para as auas transacc,oe3.
S entra, como disse no primeiro artigo, como
mercadoria, quando ha falta, como veem a farinha
e o baoalho, o ferro em barra, o tecido de linho
quando o mercado oa reclama.
R cife, 2 de Dezembro de I88i.
Affonsode Akiiquerque Mello.
Alagoa Seeca
Publlciifao
E' possuido de mais sauto enthuaiasmo c .m r a
Santa Religiio, que venho oceupar as eiiuraias
deste jornal, para deacrever o solemne acto das
heneaos das imagens de Nossa Senhora do Bom
Despacho, Dores, e Rosario e mais imagens do
Crucificado, que te ve lugar no dia 22 de Novem
bro, ultimo lindo, com todas as cireumstancias,
seado o celebrante do acto o Revui. vigaiio Anizio
de Torrea Baudeira e assistentes o Revm. Mathias
Ayres Delgado e o Revd. Antonio Januario da
Silva, actual administrador da capella.
Em seguid i o mesmo Rcvd. vigario deu prin-
cipio a m asa, eotoaii 1j u alarauaa da muito
digna profesaori desta povoico a ladaiuhi de
Nossa Senhora e depois da elevacio da sagrada
hostia e calix um cntico pelas mesmas proposito.
no fim a Salve Riinlia oon seu respectivo offere
ci nento, havendo grande cuncurreaeia de devotos
e fiis pira eseular m as Virgcns Santissiraas.
Foram par.inymphos das referidas imagens os
Srs. : tent-nte-coroiel Antonio Vicente da Costa
AzevcJi depositando ua salva um enveloppe com
a quantia de 253000; Serapbim Velho Camello
Pessoa de Albuqaerque, que depooitou iguil qaan-
tiu, Antonia Vicente da Cti e Luiz Ignacio
Pessoa de Mello q ie tainb'm depositara! 25CW
cada u u, cupiiao Joao Hypolito Pereira de Moraes
e .VIau el Caetano Pereira de Queiroz, os quaes
nai coenparecendo remetteram, o prira iro OSO'JO
o segundo e ultimo 50(X), sommando a quantia de
liro/J'lOO que foi upplicada as seguintes de p za :
Ao Revm. vigario 35OO0, licenca e csrariiissao
5S0O0, figo do ar 21/00), eir 10000, ao pintor,
de urnas banquetas, que Ihe couiprei 300l0, ao
mesmo, de preparar as mesas p'ara as benva s das
referidas imagens lOjOOO, prefazendo a quantia
de 1LI40O. Sisado o saldo de 4J0U0, em favorda
capella.
A reedifieaflo e li np -za desta c ipelia como tam-
bem as heneaos das imagens solicitadas por mim,
abixo assiguado, ao Exm. e Revm. Sr biapo,
junto a iuforrauclo do respectivo vigario, sao para
iniii de muito subido a ireeo; e fallando com o
espirito da verdadf, foi de raiuha priraeira inten-
co dar as heneaos dai imagens dedicadas a mira
e como uic-iiisavtl no iabiro de todo o servido
devia merecer esta graca, caso me foase admisai-
vel ; como tambem nanea desejei passar alm da
posicio de simples sacerdote uTentie os mena ir-
mos sacerdotes. Como sacerdote, sobre, pertei^-
cente tod > a igrej-i, como filho obediente a admi-
nistrador devia prestar meus servicos coj f ir i
de vontade a esta cpala, lembrando-me que D.us
e na Mai Santisaima sao omnipotentes e podem
conceder ao ultimo e indigno sacerdote suas santas
heneaos e nos bracos desta f me conforto, nao pe
deudo deixar de nutrir no intimo do meu coracao
esta auavisad* ra esperance.
Aos Srs. paranym-.ihos, confiando em suas bene-
volencias vos agradteo vossas generosidades, e vos
cffereco como recompensadora as Virgena Sautis-
simas Senhora do Bom Despacho e as demais in
vocacoes.
Aiaga Sccca, 2 de Dezembro de 1886.
Pdro Anlon'o Januario da Silva-
nica, anginas, pleuresa, afFeeeo do ligado', debili-
dade geral, etc.
Acha-se venda em todas as boticas e lejas de
perfumaras.
Agentes em Pernambuco, Henry Foster & C,
roa do Commercio 9.
Ao contrario dos varios medicamentos que-nao
paseando em maitos casos de compostos anti-scien-
tificos e incompativeis -mantidos perante o publi-
co forca de.protusos annuncioj, quando postes
propriamante prova como aperientes aalsaparri-
lhas, punficadores, reguladores ou promotores da
saude, se averigua serem absortamente inuteis, o
Xarope de Vida de Beuter. N. tem
continuado de anno em anoo ganhando sempre na
estima de todo3 os facultativos observadores, e
perfectamente garantidos pelos factos que reeom-
mendamos o uso deste valioso preparado a todos
quantos soffram de doencaa provenientes de im-
purezas do saague, prisao do ventre, temperamen-
to bihoso, ictericia, febres, dyspepsia, e todas as
affece3es do ligado e dos rns.
Por telegramma de 1* do corrente sonbc que o
deputado geral Dr. Franu'aco de Assis Rosa e
Silva, o que mais manifestou-se a favor de nossa
provincia (aem cor poltica), e-nbarcra no vapor
nacional Mandos, o qual chegar a este porto a 7
do andante, convido ao povo pernambucano para
irmos a seu desembarque ao caes da Lingueta
pelas 7 horas da inaulia. c impri nentar o distincto
patriota.
Um br'zileiro.
N. 10. Reciommenda-se a Eruulsito de
Scott aos doentes do peito, da garganta e
dos pulino-js; aos anemieo3, debis e es-
precisem de
que
crofulosos, e todos 03
um bom reconstituate.
A BmuisSo n3o tem igual para reparar
as forgas dos debis e enflaquecidos.
Clrcalar a. 2
ThesMirara de Fazenda de Pernambuco, 1 de
O 'zembro de 1885.O contador, servia 1 > de ins-
pector, ten do em vista o oficio da presidencia da
provincia de 26 do corrente, tratando da provi-
dencia tomada no sentido de nao serem homo'o--
gidos pelos jalees de direto e municipaes os ae-
cjrd.ios ou arbitramentos caprichosos, sobre 03
precos dos eacravoe libertandes por conta do fun-
do de craancip .cao, visto Inver se verificado, pelo
emprego da 7 quota, que, em algun3 municipios
da p.-oviaua, os collectores geraes aceordo com
>s aenheres de eseravo3 sobre os mximos precos
11 tabella do 3o o> srt. I da lei n. 3,27o de 2S
de Setembru do anno passado, sem attenderem a
que esaes probos sao simplesmente os permittidos
para a nova matricula, ma3 nao podem nem de-
vera ser admittidoa era abscluto; quer porque o S
7 do art. 3" da citada lei, determina que conti-
nuera era vigor as providencias do art. 37 e se-
guintes do regularnento n 5,135 d* 13 de Novem-
bro de 1872, quer por ser indeclinavel a neceas!-
dade de reconhecer se, por inspeceao ocular as
een legoes phyaicas e quaesquer defeitos dos li-
bertandos, de accordo com a ordem circular do
Thesouro Nacional n. 44, de 16 de Ju'.ho de 1883 ;
chama a lteoclo dos senhores collectores dss
rendas g raes da provincia par* a observancia
escrupulosa e fiel do que fica esposto, ficando, po-
rm, na inteligencia de que proceder com todo o
rigor, do accordo com a mencionada circular, con-
tra aquelle ou aquellas dos senhores collectores
que olvidarem ou trhnagredircm a cit-.da recom-
mendacao, que feita con tanto maior einpenho
i| lao vantajoso o emprego justo e equitativo do
fundo de emancipacao, era favor dos escravos.
Manoel Antonio Cardoso.
Kdital n. 9
O adrai^iatrador do Consulado Provincial faz
publico a quem interessar poasa, que ua forma
do respectivo regularnento ser effectuado por
esta reparticlo, no espaco de 30 das uteis, con-
tados da data deste, a eobranc independente de
multa, dos impostes de decima nrbaua e 25 OO
sobro a renda dos bens de raiz, pertencentes
corpora^oes de mo raorta, relativos ao 1- semes-
tre do exercicio de 1886 87.
Consulado Provincial de Pernambuco, 1 de
Dezembro de 1886.
F. A. de Carvalho Moura.
DECLAnACOES
A Claeee Caixelral e a losoriaco
iioi Empregados do Commercio
Krasava 83 no domingo 5 le Dezembro,
do theatro do Santo Antonio, um espect-
culo dado pelo corpo seenico da Sociadade
Nova Tialia, em benideio da viuva c f-
Ihos ce Affonso de Albuquerque Martios
Pereira, caixeiro que foi da casa Adsom
Howe C.
E' preciso que a briosa mocidade cai-
P*T??Jt0.XWerc' P- C'^eiro & C. 50 saceos
com 3,750 kilos de assucar hranco e 00 ditos
com 18,000 ditos de dito mascavnao.
= Na barcaca Elba, carregaram :
Para o Natal, P. Alves & O. o barricas com
2,243 kilos de assucar branco e 6 ditas cora 360
ditos de dito refinado.
transaeces em certo periodo, por mais curto que,
fosse; porquantoo dinheiro que figura as trans-1xeiral e a AssociaQo dos Empregados do
accoes de urna hora e at de um minuto vai tm' Commercio, a exemplo de outras classes,
parte gnardar-se, em parte figurar Iogj no mes- n30 deixe passar desapercebida a occasio
:'l
Para o extenor
No vapor inglez Lykus, carregar m :
Pan Liverpool, J. Pateros C. 5,000 saceos com
375,000 kilos de assucar mascavado.
No vapor ingles Paraeme, carregaram :
Par Liverpool, F. Cascao at Filho 2,800 saces
com 210,0t0 kilos de assucar mascavado.
No vapor ingles Merchant, carregaram :
Para Liverpool, B>r!e &. C. 1,000 saceos com
75,000 kilos de assucar mascavado ; M. J. de Ro-
cha 1,200 saceos com 90,000 kilos de assucar
mascavado ; F. Cselo t Filho 3,000, saceos com
225.000 kilos de assucar mascavado ; J. H. Box-
well 1.00J gaceta com 74,592 kilos de algodSo.
Na barca americana M. t. Rced, carrega-
ram :
Para New-York, J. S. Loyo & Filho 1,740
saceos com 130,500 kilos de assucar mascavado.
Na barca iteliaua D. Lanatay caregaram :
Para New York, Julio & Irmi 3,050 saceos
com 225,0.0 kilos de assucar mascavado ; M. J
da Rocha 1,000 sacos com 75,000 kiles de aesucar
moscavad.
ara o Interior
--No lugar uaeional A'nelia, carregou :
MOVIMENTO DO PORTO
Navio en'rudt no din 3
Santos, 32 dias, Barca Noruega Diamant de 282
toneladas, Jcspito F. 8. Larser, em lastro a
H. Lundgren & C. equipagem 9.
Rio de Janeiro, 27 dias Brca Noruega Ouldbringa
de 694 toneladas, capillo G. B. Johannesen.
em lastro a H. Lundgren % C, equip gem 14.
Rio Grande de Sul 27 dias, barca nacional Sfa-
rianinha de 238 toneladas cap lao Francisco
Das Costa, carga xarque e Balter Oliveira &
C, equipagem 10.
Babia e escala 7 i/t dias vapor nacional Principe
do Orio Perd de 740 toneladas commaudante
Jo> Fernandcs Teixeira, carga e varios gene
rosa Domingos Alves Matheus equipagem 24.
Hamburgo, 40 dias brigue allemo Hero de 264
toneladas capito H. G. Hiyetsen, equipagem
8, carga varios gneros a Fonseca Iranios & C
Santos e escala 8 das vapor francs Ville do
Afaranho de 1775 tonelada, cramanantc
Breant, equipagem 41, carga varios gneros a
Augusto Francisco de Oliveira & C.
Navios sahidos no mesmo dia
Havre por escala, vapor francez Ville do tiaranhao
commandante B eant, carga varios gneros.
Macei, barca i.orucga"G Moringa capito G. B.
Johannesen, carga em lastro.
Rio Grande teciui capiiao Erikaon, c^irga em lastro.
Bahia
Gironde
Auctor
Ville de Maceii
Magellan
Mandn
Advance
Elbe
Para
Finance
Rio
Pernambuco
Patagonia
Espirito Santo
Neva
tahia
VAPORES ESPERADOS
do norte
da Europa
de Liverpool
do Havre
do sul
do sul
do sul
da Europa
do norte
de New-Port News
de Hamburgo
do sul
da Europa
do norte
da Europa
do sul
ll oje
h 4*
.'i 6
a 6
a 7
a 7
a 9
a 10
13
a 13
a 16
a 17
a 21
a 23
24
a 27
mo instante, ou na mesma hora, ou ni mesmo
dia ou semana, em outra ou outras transaeces e
assim parte entra em deposito para ir sahindo
a figurar em outras tranaaecojj segundo a necea-
sidade de cada possuidor.
Asaim urna moedas, ou o que as representa,
as vezes fazem muito longo gyro sem parar c em
pequen o circuito, ora fazem maiores ou menores
vi-gens, oro ie recilhera gaveta e depois ao co-
fre onde se demorara mais on menos, mxima as
que cabem nos cofres doa avareutos, do que alias
boje d-se pouco.
O valor da riqueza de qualquer paiz, psde se
embira com graude trabalho, calcular approxima-
damente, medido pelo valor do ouro,' Com muito
mais difticuldade se calculara o valor de suas
transaeces durante um dia, durante urna se-
mana, nm mez, nm anno ; mas o valor ou quan
tidade do dinheiro necesario para figurar em to-
das as tranaaccoeB, o que me parece impossivel
determinar por calculo da mus remota appro-
ximacao ; porque, como vimos cima, a mesma
moeda ora se guarda quando tirada de qualquer
paseageiro deposito, passa a outra mao e caheem
outro depoaito mala ou menos du>adouro, ora
passa de mo em mao por mais ou menos tempo
sera parar senSo das curtas horas da alta noite ao
amanhecer. E' quando quasi toda a massa de di-
nheiro que existe no paiz est em quietaeap ; e
digo quasi porque Das horas as mais adiantadas
da noite sempre ha alguma transaeco em que o
dinheiro figura.
Se na lloramos dimioutissiraos e os maiores
depsitos qua ee fazem do dinheiro por periodos
raaia ou menos curtos, menos de um dcimo do
dinheiro que assim necessario a qualquer paiz,
sal-o-hia.
Estes depsitos se fazem por da, por semana,
por soez u at por mais.
Todos aquelles que fazem pagamentos por mez,
guardam quasi aempro o que arrecadam para fe-
ze!-o uo fim desse periodo ; e se o fasem quando
recebetn, dinheiro esteve guardado em outra mao
qoe no fim do mes paga a qurm vai fazer outros
pagamentos mensa, s. Assim sao os pagamentos
semestracs, assim sao os semanarios, assim sao
os diarios.
3A mai-r e grande parte da massa do dinheiro
de qaaiquei paiz, esta ssaira inactiva durante um
mes, ao principio menos e depois mais, espera
da hora do pagamente no fim do mes. Se fosee
adoptado novo modo, o de uns gneros de venci-
mentos serem no da Io, outros no da 7, outros no
iia 15 e outros a 23, assim no commercio, como nos
thesonros pblicos, nao se accomulariam nos co
fres tao grandes depsitos por um mez inteiro,
para se vasarem quasi todos em um s dia.
de coneorrer com sea obulo de caridade
era prol da viuva e filhos de um seu col-
lega. E' preciso que no seja baldado o
apello da infeliz viuva, e que corramos ao
Santo Antonio no domingo, para provar-
mos eora nossa presenta que a classe cai-
xeiral tambem sabe soccorrer quando
preciso, a viuvez
pelo faltaciruento
n orphan ade motivadas
de um seu companbeiro.
Um caixeiro !
A mulher intelligente, a que conhece a >.rte dif
ficil das raras delicadezas lemininas, sab; bem
que importancia tem para a sua belleza urna cutis
fina e fresca, e por isso que ella emprega diaria-
mente a Agua de Kananga do Japao, da casa Ri-
gaud & C, nao e para lavar o rosto, mas tambem
nos banbos parciees e geraes, porque os princi-
pios hygienicos desta Agua dio s carnes immensa
firmeza e um perfume delicado persistente, o que
nao se obtm com nenhuma outra preparaco.
Errata
No artigo do Dr. Francisco Xavier Paes Bar-
reto, publicado no Diario de terca f.-ira, 30 do
mez prximo poasado, deram-se alera de outros pe-
queos erros, euja correccSo fcil ao leitor, os
seguintes mais importantes :
Onde se lpy.-abolistaleia-sepyrobolista.
Onde se lpor hora, nada mais direi'eia-se
Por ora, nada mais direi.
Imperial sociedade
DOS
Artistas Mchameos e
Liberacs
De ordem do respeitavel irmao director, convi-
do a todo i os 1108303 irraao] a reunirem-se em
nossa ele domingo 5 do corrente, pelas 11 horas
da manhS, afim de ter lugar a as3 mbla geral
do mes prximo pacsado, que deixou de funecionar
no dia apraaado por falta de numero, devendo
esta ter lugar com o numero que comparecer.
Secretaria da Imperial Sociedade dos Artistas
Mecbaaicos e Libcraes do Pernambuco, em 3 de
Dezembro de 1"86.-O 1- secretario,
Jos Castor.
Contraria de \. S. da Soledade
da Boa-Vista
Para cumprimento dos arta. 38 e 42 e seos ,
ao convidados todos os irmos a ermparecer em
nosso consistorio s 11 horas da manh do dia 5
do corrente, para em mesa geral proceder a elei-
c3e dos novos funecionarios que teem de reger a
nossa confraria.
O secretario,
_____________________Cardoso Guimaraes.
VENERAVEL IRMANDADE
DE
Santa Cecilia
De ordem da mesa regedora, convido a todos
os irmos professores para se reunirem em assem-
bla geral segunda-feira 6 do corrente, s 10
horas da manha, afim de proceder-se t, eleicSo
dos novos funecionarios para o anno compromissa
de 1886 a 1887.
Consistorio da veneravel rmandade de Santa
Ceeilia, 2 de Dezembro de 1886.
O secretario,
Amaro J. do Espirito Santo.
S. R, J.
Oleo paro medid > al do Osado QSbMCHiho, de Lannau k Kenip
Ol
Como baluamo pulmonico, tnico, contra-irritan-
te, fortificante e curativo e como meio de reparar
os estragos produzidos nos systemas pela moles-
tias ; o oleo de figado de bacalho, oceupa nm lu-
gar preeminente no repertorio da profisso regu-
lar. O grande objecto cata em alcaocal-o debaixo
da trma legitima e mais efficaz, e e repetimos a
opinio da facoldade, quando dissemoj, que a pre-
paraco feita pelos Srs. Lauman & Kemp, preen-
ebe perfeitamente estes requisitos. Os figados
frescos extrabidos dos melhores peixes da estacio,
o material de que se extrahe cuidadossmente.
En.-tex duas qualidades, urna sem cor e a outra
negra e ambas ellas sao perfeitamente puras.
Os mdicos attestam, que com qualquer urna
dolas, teem logrado as curas as mais extraordi-
narias, nos casos de tysica apparente, febre pul-
monar poeumonia, bronchites aslhma, tosse chro-
Saro bimestral em 5 de Dezembro
Scieutifico qae os convites para este baile acha-
te a disposico dos senhores socios na secretaria
da sociedade, esim como os ingressos em mo de
Sr. Ihesoureiro, os quaes devcrlo ser procurados
at o dia 4 de Dezembro. Previne-se que nao se
admitte aggregados.
Recife, 2o de Novembro de 1886.
Jos de Medices,
______________________2o secretario._______
Confrara de 8- CnrlNplm e S. Cbrlst-
plnlano no convento do Cnrmn do
Recife
De ordem do irmao provedor, convido aos se-
nhores ex-provedores, ex-secretarios e ex thesou-
reiros da mesma confraria, para comparecerem em
nosso consistorio no domingo 5 do crlente, s 10
horas da manh, afim de reunidos em mesa eon-
joncta, tratar-fe de assumpto que s a ella com-
pete, de accordo eom o art. 46 cap. 8 do nosso
coiiipromisso.
Recite, 2 de Dezembro de 1886.
____________Eloy Martiniano Lopes Galvo.
Recebedoria de rendas geraes
No dia 20 do corrente mez, finda-se o praso
para o pagamento dos impostes de industrias e
profiaaea, predial, taxa de es:ravoa, do exercicio
de 1885-1885, com a multa de 6 0|0, depois do
que ser pago com a multa de 10 0|0, seguindo se
acobranca executiva.
Recife, 1 do Dezembro de 1886.
Os recebedores,
Joaquim Hugolino da Silva Fragoso.
Manoel Q. Ferreira da Silva Jnior.
Ol

*l
*
*
I


Diario de PernambucoSabbado 4 de Dezembro de 1886
:,
r
v

I
De ordem d> Illm. Sr. inspector, face publico
que perante a sesso da junta do dia 11 do cor-
rento, recebem-se prepostas eos carta fechada e
sellada, para a venda de oito saeeas de algo lio
rm pluma, de prodcelo da ilha de Fernando de
Noronha, pesando bruto 601 kilos, as quaes se
acham depositadas no armazem da companhia
pernambucana, onde podero ser examinadas pe-
los prjponentea.
Thesouraria de Faienda do Pernambuco, i de
Dezembro de 1886.O secretario,
Luiz E. Pinheiro da Cmara.
IRMANDADE
n
N. S. do Ter^o
Tendo alguna irmios recusado sceitaretn os
cargos de mena regadora para que toram e'eitoe,
-^ de ordem do nos o irmSoju z, convido a todos os
rmos a eompttrecerem no consiotorio desta igre-
ja, s 10 horas da manb de domingo 5 do corren
te, afira de se proceder a eleieao dos cargos que
se acham acepli-'l >s.
Consistorio da irmaudade de N. S. do Terco, 3
de Dezembro de 1886.-O secretario interino,
Bento de Souza Myra.
I Rosario da Boa-Vista
Nio rendo sido poasivel proceder se as duas
u'.timiu co .ii2:ic.'3 geraes a eleico da nova
mesa regadora do anno compromissal desta ir-
inand.'Je, por filia de numero 1 gal de irmios,
conforme as dieposico's do ompromisso, de or-
dem do nosso irmSo juiz da mesma irmandade,
de novo onvido a toJo3 os noss s irnjs que es-
tivorero habilitados neaa irmanJile de contormi-
dade cum o art. 3- do couipromisso e outras dis-
posicoes innexas, pira se rcunirem no domingo
do correte, pelas 10 horas da manha, no con-
sistorio da uossa irmandade, para effeetuar-se a
eleicao, procedenio-so eom o numero de muios
que camparecer, romo dispoe o mi sirio compro-
missa. Consistorio. 2 de Dezembro de 1886.
O secretario,
Luiz Mamede Ribeiro.
pessoal o os instrumentos necessarioa ao respecti-
vo transporte.
i.' As despezas com a condcelo e embar-
que dos gneros e mais artigos, serio feitas por
coata dos fornecedores, de conformidade com as
instrucces da presidencia da provincia, de 20 de
Janeiro de 1882.
5.* As propostas de gneros, fazcnda e outros
artigos, deverSo vir aeparadas.
Thesouraria de Faienda de Pernambuco, 3 de
Dezembro Je 1886.
O secretario,
Lu* Emygdio Pinheiro da Cmara.
Hospital Portugucz de
Beneficencia
Assembla geral
Oe ordem do Iliu. Sr. provedor, convi Jo os sc-
nhores socios deste hospital a rtunirem-se em
assembla geral no prximo domingo, 5 de De
zemoro, s 11 horas da manh., na sedo social,
afid de dar s cumpriment disposicJo dos esta-
tu s no art. 18 e 3- do art. 17 que tratam da
eleico da nova junta admi istrativa para o anno
de 1887.
Secretaria do Hospital Portug.'.ez de Be lefi-
cencia, 29 de Sovemhro de 18b6.
Feliciano de Azevcdo Gomes,
1 secretario.
A confraria do Senhor Bom Jess da Via-
Sacra declara que dcixa de ter missa ao3 domin
_j03 e das santificados por motivos estranhos
vontade da mesa regelora, e &im por ter o capel-
lao faltaao ao contrato que contrabio com a mes-
ma mesa regedora.
De ordem do Illm. Sr. inspector se faz publico
que s 11 horas da manha do dia 11 do correte,
em sessl'i da junta se rec berilo na mesma Tbo-
sjurara prnpostaa em cartas fchalas e selladas,
para o firne.cimento de gneros e diversos artigos
necessarios ao presidio de Fernando de Noronha,
ilurante o semestre do Julhoa Djzi-mbro dj cor-
rente anno.
GNEROS
Assucar mascavinho, kilo.
Dito branco 1* aorta (refinado), idea.
Arroz pilado, idem.
Azeite doce, lilro.
Araruta, kilo.
Aletria, idem.
Banha de porco, dem-
Boi vivo coa 10 arrobas, nm.
Bacallio 1* quaiidade, kilo.
Cimento, baruca.
Cat em grao, kilo.
Cha Ilyson, idem.
Dice de guiaba, idem.
Familia de mandioca, litro.
Dita d.i trigo S. S. S. F, barrica.
Dita de tapioca, kilo.
Fumo em latas, idem.
Iv'rogene, lata.
Marmellaia, kilo.
Manteiga ingleza, idem.
Dita franct za, idem.
Macarro, ilem.
-ahilo amarelit, idem.
Sal de cesinha, litro.
Vinho branco, idem.
Dito do Porto, idem.
Vinagre de Lisboa, dem.
Vellas stearinas, maco.
VasssuTas de piassava, urna.
Xarque, kilo.
DIVERSOS ARTIGOS
Agua-ras, litro.
Agulhas para costura, papel.
Alcool de 36 a 38 graos, litro.
Arcos de f<-no, feixe.
Algodo azul, metro.
Dito msela, idem.
Dito de listra, idem.
Bandeira imperial de 2, 3, 4, 5, 6 e 7 pannos,
urna.
Boto s de 0880 com 2 tana, caira.
Barbante, kilo.
Camisolas ae brim, ama.
Dita de algodo, idem.
Dita de torca, idem.
Colheres para pedreiro, idem.
Cabo do cairo, kilo.
Dito de manilha, idem.
Dito de lmrW de 1/2 poll-'gada, pe;a.
Colla da Baha, kilo.
Cera biaiicaen veilas, id-m.
Dita cm brandoes.
Oolehoea de liriho cheio de pi'ka, am.
Carvdo de podra, kilo.
Cbocalhos sortidos, am.
Jopos de vidro, idem.
Cobro em fulha, kilo.
Caibroa de quaiidade, um.
Chimins patentes, urna.
Espanadores de palha, um.
Envclopes in-folio, idem.
Dito para oflL-io, idem.
sciivauiih is de lato, nina.
Fio de vella, kilo.
Guimr.a arbica em caroco, idem
Dita cm p, idem.
Dita lace, idem.
Hostius, ama.
Incens kilo.
Laioparinas de porcelana, raixa.
Lixa de rameril, folba.
Dita de vidro, idem.
Lencces de linbo, um.
Ditos de algodo, idem.
Lapis de borrecha, um.
Ditos pretos de Faber, idem.
Ditos de e.rpina, idem.
Ditos de duas crep, idem.
Linha branca grossa, carritel.
Livros de papel Hollanda de 50 a 200 olhas, um.
Madapo'o, peca.
Molhos de ripas, um.
Oere amarello, kilo.
Duriii) le leuca cin timpa, um.
leo de liohaca, litro.
Paos de Jacaranda, um.
Ditos para balea, idem.
Pedias de amollar, urna.
Papel almasso pautado fiume, resma.
Dito ligo, idem.
Dito cartao mata barrio, folba.
Pennas de ac Perry, caixa.
Pes de obreias, masso.
Pedras para cscrever, urna.
S iccas de cal fina, idem.
Sellini nacionaes, nm.
fata ingleza pira escrever, litro.
Toai is de algodo, nina.
Tinta azul da Pru-sia, kilo.
Travcsseiros de linho cheios de palha, um.
Tabo.s de amarello para ai albo, urna.
Tnivctas e travs de 36 a 40 palmos, idem.
Verde chromo, kilo.
Vidros grandes para vidrsca, um.
CondicSes
1.* Nenhuma proposta ser recebida aem que o
proponento n'ella declare, sem emenda algunos,
jntrenba ou rasura, o preco da cada genero ou
artigo.
2.* S serio hdmittidos a concorrer ao forneei-
mento. oe negociantes ou firmas sociaes, que apre-
sentem, ut n vespera da junta, oe seguintea do-
cumentos : .
tido de matrieula da Junta Oommercial,
de pagamento do imposto de industria no
emesfre vencido.
d cintrato iocial extrahido do regis-
j C inmerciaL
gentros dav.ro ser d primeira quaiida-
de e os fctnecedorea sero obrigadoa a drposi-
i em um dos armaxens da Companhia Per-
nimbucana para aerem examinado, de modo que
possam com facililade prestar ae ao referido pio-
i.**o, aendo para isto obrigadoa a ministrar o
Monte Pi Popular
Pernambncano
Assembla geral domingo 5 do torrente, s 10
horas da manb, para ter lugar a leitnra do rea-
torio do ultimo sejaostre, e a posae do novo conao-
Iho que tem de administrar esta scciedade no
auno social de 1886 a 1887. Sao pois convidados
para esta sesso nao s os novos eleitos como to-
dos os di mais socios.
Secretaria da sociedade Monte Pi Popular
Pernambucano, 3 de dezembro de 1886.
O I" 83cretario,
Regiao F. de Carvalho.
THEATRO
Sil _
Domingo. 5 de Dezembro
Espectculo em beneficio da viuva e filhos
df Affonso de Albuquerquc Martina Pe-
ro ira
Ao terminar a ouvertura pela orchestra, ser re-
presentado pelo corpo snico da SOCIEDADE
PARTICULAR DRAMTICA NOVA TIIALIA
o apparatoso drama em 5 a tos intitulado
4 Virgem do Mosleiro
DENOMINACAO DOS ACTOS
1. A honra e o dever.
2.o Um enme espiut.so.
3. O encontr.
4. O sacrificio da victima.
5. A confiaao.
Terminar o espectculo com a mimosa pocsia
de Thomaz Ribeiro
A FBSTA E A GiRIDADB
Principiar as 81\2 horas.
O pequeo reato de bilhete, acha-se em casa
da beneficiada .-'; ra do Visconde de Albuquer-
que (antiga culo no escriptorio do theatro.
A beneficiada agradece do intima d'almt aos
cavalheiros do corpo sceuico da Nova Thalia, o
caridoto obsequio do se enCArregarrm da repre-
sentacao e bem :ssim a todoa aqn lies que se dig-
naram aceitar bilhetes para o scu beneficio
O PVMIIi: TES HEAB
RIE9 HARITIHE
LINHA MENSAL
0 paquete Gironde
Cornmandante Minier
Espera-se da Eu-
ropa no dia 4 de
Dezembro seguin-
do depois da de-
mera do costume
para Buenos-Ay-
res, tocando na
Babia. Rio de Janeiro e Monte
video
Lembra-se aos senhores passageiroa de todas
aa classea que ha lugares reservados para esta
agencia, que podem tomar em qualqner tempo.
Previne se ao ssenhores recebedores de merca
dorias que s se attender as reclamacoes por fal-
tas nos volumes que forem reconhecidaa na occa-
sio da descarga.
Para carga, passagens, encommcndaa e dinheir i
afrete: tracta-ae com o
AGENTE
4ognste Lab" lie
9 RA DO COMMEROIO 9
Lei'o
De urna catraia forrada de cobre
Sabbado 4 de Dezembro
Agente Pinto
Poroccaaio doleilo do cavername de um na-
vio, em Fra de Portas.
Leilo
De nm completo cavername de um navio, todo
eintado de madeira de aicapira e amarello, fal-
tando-lhe sement o taboado de costado, tendo as
segnintos dimensoes: 33,>44 de roda a roda,
31,'35 de quilha, 3,>24 de pental e 7,ml0 de bocea.
Sabbado 4 de Dezembro
A'a 11 horas
Na officina de carpinteiro da reparticao das
Obras do Porto em Fora de Portas
O agente Pinto, legalmente auterisado levar a
leilo no dia e lugar cima mencionados c caver-
name deum navio tal qual ahi se acba.
Leilo
MARTIMOS
Companhia D de navega
cto a %.jo
Mncei. ...,-.'!}. ramio, ..... '.
Lai
O VA Fui;
Principe do Gro-tar
Cornmandante J. F. Teixeira
Segu impreterivel-
r/icnte para os pertos
cima no dia 7 do cor-
rente, as 4 horas da
tarde. Recebe carga
nicamente at o 1/2
dia do dia 7.
Para carga, passagens, encommendas e dinheirc
a frete tracta-se na agencia
7tiua do Vigario 7
Domingos Alves Ma hens
CHARMIRS REUNS
Companhia Franceza de .\avega
cSo a Vapor
Linha quinzenal entre o Havre, Lis-
ooa, Pernambuco, Bahia, Rio de Janeiro e
Santo
Steamer Ville eHacei
E' esperado da Europa
n > dia 6 de Dezembro, se -
guindo depois da indispen-
aavel demora para a Ba-
ha, nio le Janeiro
e Maulo.
Roga-se ao Srs. importaderes de carga p?lo
vapores desta linha,queiram apresentar dentro de 6
das a contar do da descarga das alvareng, ml-
quer reclamacao concernente a volumes, qu< po-
ventora tenham seguido para os portos do iul,atin
de se poderem dar a tempo as providencias neces-
sarias.
Expirado o referido praso a companhia nio 8<
rcsponaabilisa por extravios.
Recebe carga, encommendas e passageire par
es quaes tem excellentes accomodacoes.
Augusto F. de OiiveiraH,
Da 14 barra de 5o com vinha coraraurn
Segunda feir 6 do corrente
A's 11 horas
No Largo da Assembla, trapiche do Baro do Li-
vramc-nto, administrador Jos Luiz de Souza
O agente Modesto Baptista far leilo por can-
ta e risco de quem pertencerJ dos barris cima
declarados.
_AVISOS_DIV_ERSOS_
Alnga-se casas a 8/000 no beceo dos Coe
Ihos, junto de S. Goncallo : a tratar na ra da
Emperatriz n. 56.
Aluga-se a casa n. 4 da ra da Princeza
Isabel, bairro da Boa-Vista, com comino los para
grande familia, cootendo pavimento terreo, pri
meiro andar e soto, multo fresca, tem despejo,
gaz e agua : chaves ra da Aurora n. 85.
iluga se a casa terrea n. 42 da ra da Ma-
triz da Boa-Vis:a, com 2 qnartos, soto, quintal e
cacimba; a tratar na ra do Pilar n. 56, taverna,
depois das 4 horas da tarde
Precisa se de um criado para vender em
tabeleiro, que stja de boa c nJuera ; na ra da
Matriz da Boa-Vista n 3.
Aluga so os andares superiores do predio n.
51 ra do Imp.-rador, com exeellentes accommo-
dacoeapara familia : a tratar com N. I. Lidstone.
ra do Commercio n. 10.
Vende se o estabelecimenio de molhados aito
praca do Conde d'Eu n. 15; a tratar na mesino.
Prepara-se bandejas para casam:utos, e
qualquer encommenda para cha ; na entrada da
ra de Cbristovo Colombo n. 3.
Aluga-se
Victoria n. 52 ;
meiro andar.
o 3- andar da ra do Baro da
a tratar na mesma casa no pri-
LEILiO
Da casa terrea de taipa coberta de telha n. 11
em Caxang, e des gneros, armaco e utencilios .
Segunda-feira 6 do corrente
A's lf horas
O AGENTE SILVEIRA por mandado e cora
assistencia do Exm. 8r. Dr. juia de direito espe-
cial do commercio, e requerimento de Franco-
Ferreira 4 C, contra Amaro Afinso Baudcaux,
levar a leilo u casa terrea de taipa coberta de
telha n. 11, em Caxang perto da estaco e os ee
eros, armaco e utencilios existentes na referida
casa.
- Vende-se urna taverna bem loealisada, pro-
pria para principiante, ou tamb^m se admitte um
socio comalgum capital ; a tratar na ra do Bar-
tholomeu n. 33.
Leilao
AGEXTE4
42 RA DO COMMEROIO -4'
Para
Co
pfii-.-a Uraileira de ntve-
gaeaoa Vapor
PORTOS DO NORTE
0 vapor Manos
Cornmandante 1 tenente Quilherme Wad-1
dington
E' esperado dos portos do sui
at o dia 7 de Dezembro, e
seguir depois da demora in-
dispcnsarcl, para os portos
do norte at Manos.
Para carga, passagens, encommendas valores
tracta-se na agencia
PRAgA DO CORPO SANTO N. 9
~COirAWBIA PGU.\tl ti\
DE
Savegaco Costeira or Vapor
PORTOS DO NORTE
Parakyba, Natal, Macan, Mossor, Ara-
caty, Cear, Acarahu e Camossim
0 vapor Jacnhype
Commandanle Este ves
Segu no dia 7 de
Dezembro, s 5 horas
da tarde. Recebe
carga at o dia 6
Encommendas passagens e dinbeiros a frete at
4 3 horas da tai de do dia da sahida.
ESCRIPTORIO
Cae* da Companhia Pertamb'iwin
n. 12
ROYALHAILSTEAI PACkET
COIPAM
0 paquete Elbe
E' esperado da Europa no dia
10 do corrente, seguin-
d depois da demora necessa
ria para
Macei, Bahia, Rio de Janeiro, Santos,
Montevideo e Buenos-Ayres
Para passagens, fretes, etc.,-tracta-se tros
CONSIGNATARIOS
Adamson Howic & C.
Unued States & Brasil Mail 8.8.C
O vapor Advance
E' esperado dos portos do
sul at o dia 9 de Dezembro
depois da demora necessaria
seguir para
O navio Sarah, espere do do Rio de Janeiro,
contrata alguma carga para o porto cima ; tra-
ta-se com os consignatarios Fonteca Irmos &
Companhia.
Lisboa
Segu com brevidado a barca portngueza Pe-
reiro Bvrgit para o resto da carga que falta,
trata-se com Silva Uuimares A C., ra do
Commercio n. 5.
LIVERPOOL, VIA CEABA'
O vapor inglez Pa-
ranhense sahr para os
portos cima no sab<
bado 4 do corrente s
6 horas da tarde.
Para frete trata-se
com Johnston, Pater
& C, consignatarios.
Ra do Commercio.
De bons movis, 1 piano de Pleyel, 1 es-
pelho ovl e quadros
Sendo urna boa e solida mobilia de Jacaranda a
Luiz XV c un 12 cadeiras de guarniclo. 4 ditas
de bracos, 1 sof e 2 con-.oos com ped a, 1 bonito
e grande espelho oval, 4 qu .dr a com molduras
douradas, 2 ditos com molduras pretss, 1 oandiei-
ro grande para gaz, 1 tapete para sof, 2 pares
de jarros, I internas, serpentinas, 1 candelabro.
1 cama franceza, 2 guarda vestidos di amarello,
1 meia commoda, 1 lavatorio com pedra, 1 espe-
lho oval pequeo, 1 tocador, 1 mesa com 2 gave-
tas, 1 estante, 4 etageres e 5 vazos para flores.
Um piano de Pleyel.
Um guarda louca de armarello, 1 grande mesa
elstica de 5 taboas, 2 aparadoies de columnas,
1 guarda comida", 1 quartinheira de columna, 1
marqueza, 10 cadeiras americanas, 1 deposito para
gaz, 2 canslos de amarello, camas de ferro, ditas
de lona, 1 banbeiro de folha, 1 baca grande,
fructeira de madeira, 1 cama de balaustre par
menino, 1 mesa de cozinha, copos, clices, truc
teiras de vidros, lie reiros, porta cognac c outro
muitos objectis.
Terca feira 9 de Dezembro a
A's 11 horas
No 3- andar do sobrado de azulejo da ra8
do Livraraento n. 6
O agente Martina autorisado pelo Illm. Sr. Vic-
torino Alves M nteiro far leilo de todos os mo-
vis c mais objectos e os quaes ee acham multo be^n conservados.
Maranho, Para, Barbados, .
Thomaz e Xew-York
Para carga, passagens, e encommendas tracta-
3 com os
AGENTES
0 paquete Finance
Espera-se de New-Port-
Newa, at o dia 13 de De-
zembro o qual seguir depois
da demora necessaria paia a
Baha e Rio de Janeiro
Para carga, passagens, encommendas e dinheiro
frote, tracta-se cora os
AGENTES
Hjenry Forster k C.
- RA DO COlOii-RClO N. 8
/ andar
/
N. 8
LELOES
Sabbido 4, o dt urna catraia forrada de cobre
por oceasiio do leilo do cavername do navio.
Ao m.io 'lia o da armaco e pertences da leja
da ra do Baro da Victoria n. 42.
Leilo
De dous espelhos grandes douradoe, novos
Sabbado 4 de Dezembro
A i hora da tarde
Na loja da ra do Baro da Victoria n. 42
O agente Piuto levaro a leilo por mandido
do Exm. Sr. Dr. juiz especial do commercio em
virtude do requerimento do curador fiscal e depo-
sitario da masca fallida d ; Caetano lt irnos' 6z C,
2 espelhos dourados grandes e novoa que fazem
parte da referida massa e ltimamente tirados da
Alfandega, isto p->r occasio do leiljj da armaco
e pert.'nces da referida masa.
Leilo
Da armac'> envidracada, balc-o, ispclhos doura-
dos, -candieiros a gnz, cirteiras, cadeiras, me-
sas, repartimeut i de escriptorio, mesa com ma-
china do copiar carto, e mais p-rtenees da ar-
maco da loja da ra do Baro da Victoria
n. 5.
Sabbado 4 do corrente
Ao mtii) dia
O agente Pinto levar novamente leilo a ar
maco e mais object a cima mencionados, por
nandado do Ezm. ^r. Di. juiz especial do com
mercio, em virt de do requerimento do curador
fiscal e depositario da massa f.llida de Caetano
Ra .nos & C.
Leilo
DE
Sabbado, h do corrente
As 11 horas
A' ra estreila do Rosario n. 25
O agente Silveira, debidamente autorisado le-
var lei'o um sobrado de 2 andares, n. G, ra
da Lapa, freguezia de S. Fr. l'tdro Gcncalves, em
terreno proprio.
Urna casa terrea & mesma ra n. 4, em terreno
proprio.
A chave do primeiro andar do sobrado p-Je ser
procurada na ca.-a Urrea n. 4.
Os senhores pri tendentes d. sde j i podem exa-
minar.
Leilo
DE BONS MOVIS
1 piano de Pleyal, 1 espelho oval e quadros.
Terca feira 9 do corrente
No 3." andar do sobrado da ra do Livramentc n. 6
Pelo agente Martin s
No Diario d'amanhi >ahir o annuncio deta-
lladamente.
Exposi(o Japoncza
Grande e importante
Leilo
De ricos jarros, vasos, pratos de porcelana,
objectos de bronze para ornamento de
sala, entre cllcs os grandes jarros de
forma e de execu^Jlo original, o templo
Japonez, cloisonos, obras de charuto,
de bambae, bordados, biambas, e muitos
outros prtigos de apurado gosto.
Terra feira 9 de Deiembro
A's 11 horas
Na ra do Bar.lo da Victoria n. 67
Bender tendo de retirarse para o sul far leilo
por iotervnco do agente Pinto dos objectos
cima mencionados que fizeram parte da Expo-
sico Japonesa ra do Raro da Victoria n.
67, Io andar.
Em consequencia do leilo cima avisado, foi
vista do publico a exposico dos objectos du-
rante os das precedentes excepto domingo.
Constando que ha pessoas que cspalbam opi-
moes errneas a resf-eito da quaiidade e originali-
dsde dos object s, esiilo os mes nos franqueados ao
exame dos conocedores, e desmontado para este
fim um dos grandes jarros de bronze para apreciar
a quaiidade do mesmo.
Garante-te a authenlicidade e origem dos
objectos. Provando-se o contrario retorna se o
objecto comprado e volta-se duas vezes a impor-
tancia- paga por elle.
O mesmo refere se aos objectos at Bgora
comprados.
_ Quem pncist-r de urna professora para en-
sinar piimeiras lettras, francez, italiano e flores,
dirija-se ao Caminho novo n. 128, que achara com
quem tratar, at as 9 horas do dia, e deixar
cartas no caso de nao estar ah a pessoa depois
deesa hora.
Precisa se de urna boa cosinheirs, para casa
de fam lia. e que durma cm casa ; a tratar na
ra do Baro da Victoria n. 39, loja.
Eu abaixu aseignado, faco sciente ao publico
e ao commercio, que nesta dita vend ao Sr. Ma-
noel Martina Torres o meu estubeleciuiento de
mjlhados ra da Aurora n. 39, livre e desem-
baracado de qualquer onos, Reeife, 30 de Nj-
vembro de 1886.
Antonio Jos Moreira Gomes.
Aos 100:000g000
mu
16-Eua do Cabug-16
O abaixo assignadn vendeu nos seus ven-
turosos bilhees garantidos os premios so
guintes :o n. 1961? com 2:000,5000, o n.
15968 com 2:000000, o n. 8060 com
2:0005, o n. 16466 com 500^000, o n.
214.8 com 5C0, os ns. 14221 a 14230
com 100000, nos ns. 12131 a 1-2140 com
60,$ da 12 parte da Ia loteria.
Convida-se aos possuidores a virem rece-
ber sera descont algura.
Acham-se venda .os venturosos bilhe-
tes garantidos da 13* pirte da 1* loteria d.
provincia em bc-nefcio da Santa Casa de
Misericordia do Reeife que se extrahir
segunda feira 15 de Dezembro.
Prcfos
1 Vigsimo 1,5000
endo qnantldade superior
a 100*000
Adezena 9^000
Joajuim Pires da tiva.
anmu
Aos 100:000<>000
^ra^a daindependen
cia ns. 37 e 39
O abaixo assignado vendeu da 12a parte
da 1* loteria extrabida hoje, 2 do corren-
te, os seguintes premias : de 500,5 em
os ns. 14073 e 22335.
Acham-se venda os felizes bilhctet
garantidos da 13a parto da Ia loteria s.
beneficio da Santa Casa de Misericordia
do Re i fe que se extrahir a 13 do cr-
rante.
4 Alcftva das Princezas e
Rainlias
POR
TRACgAO DE J. C DA COSTA
A obra, verdadeiramente notavel, que vam.s dar
estampa, ser de certo bem recebida pelos nos-
nos assignaute?, porque, alm das innmeras aven-
turas galantes que encerra, aventuras cujas prota-
gonistas foram testas coroadas, contm a descrip-
5o histrica dos usos e costumes dos povos dos
diversos paizes un que se derain os episodios que
cin8titnem este livro, d-sde o lempo da velha Ro-
ma dos Cesares at quasi a actualidade, e prova
que a immoralidade c a devassido em tempo al-
gnm foram apanagio exclusivo das classes prole-
tarias.
Esta vasta galeria, em que figurara Cleopatra,
Messalina J ,anna, raiuha de Jerualm, Catharina
II, da Russia ; Leonor1 Telles, de Portugal; Maria
Stuart, Maria de Mediis, Anna d'Austria, e tan-
tas ootras rainhas, e que revelando os terriveis
nysterios da torre de N^sle, termina em Maria
Antonietta, cuja cabeca embranquecida na priso
n'uma noite de angustia, caliio no cesto da guilho-
tina, pode afoit ament denominarse :
Distribuico do 1 volume no da 4 de Dezem-
bro.
BMPBESA NOITES ROMiKTIuAS
EditorFrancisco N. Ciliares
Obra* pultlicatlai*
PAULO DE KOCK
O Barbciro de Parla, 2 volumes
Ilustrados : 100
A Hulber de 3 Cara*, 2 volumes
illoetrados 240i>
O Joo, 2 volumen Ilustrados 2400
Indr o *iaboyano, 2 volumes il-
lustrados 2^100
A Leifelra de Uonlfermell. 2
volumes 240O
O Inianle da l.ua, 5 volumes 5000
PAULO FEVAL
O Rci dos Henuigos, & volumes
Ilustrados 5^000
PONSON DU TERRAIL
O Juramento ron Horneas
VermelbOM. 2 v-lumes Ilustrados 2^400
Os Subterrneos de Boquey.
2 volumes Ilustrados 24-100
O nvaliieiro Kegro, 1 volume 1-
lustrado 4500
A \ olla de Roca mele, 4 volu-
mes illustrados 44000
JULES LERMINA
A* 911 e Urna Mulberes, 4 v- fu-
mes illnstrados (eeg) 44000
rERNANDEZ Y GONZLEZ
Os nesberdatios, volumes illus-
trados 54000 -
Os Fillio* Perdidos. 5 vo'umes 1-
lustrados 54000 "
O Paslelelro de Madrigal. 5 vo-
lumes illustrados 5j00f|
HCTOR MALOT
Padres e Beatos. 6 volumes illas
trados 64OOO
CONSTANT GUE JLT
as Novas Proeas de Boram-
bole. 4 volumes Ilustrados 440GO
LUIZ DAR SE
Favorita de Bou Amema. 5 vo-
lumes illustrados 54000
CAV1ILLE BONHEUR
O Bel do Crlme. 4 volumes Ilus-
trados 44000
XAVIER DE MONTE PIN
Os Cicanos da Begencla. 5 vo-
lumes illustrados 54OOO
P. L. PARREN'O
4 Inquisico. o Bel e o Novo
Mundo. 5' volumes Ilustrados 54C0O
VUGENS UR.4VILH0S4S
AOS
8
GRANDE ED1QO POPULAR DAS OBRAS
DE
JOO YEllS
Preces-800 ris um volume brochado e 14200
encaderaado.
ASSGN4TURASa PMftNENTES
MIARA C0RAZZI
De cada vigessimo lfjOOO
EmporcSo de 1U0 para cima 900
Antrmiit Auauxtn fin* .Si>o* Ports<
DE
Largo do Conselheiro Saldanha Marinho a.
4 (antigo da Matriz de Santo Antonio)
PERNAMBUCO
Caixciro
Precisase deum meaino para caixeiro, com
pratica de molhados ; na ra da Florentina tu-
rne ro 32.
Criado
Lrlao
De mportaates movis todos
novos e de gosto
TerccL-feira 7 <>o corrente
A's 11 horas
No armazem da na do Marcilio Dias n. 79
(outr'ora Direita)
Urna rica mobilia para sala de jantar, toda Je
canelli. euinposta de um etager grande, l port>
prato, 2 triucbantee, 1 mesa 1 laatiea. 13 cadeiras
e 1 m->ungu<-ira; 1 dita para gabinete, couipoata
de 1 sof, 2 cadeiras de braco e 8 de guarnico,
tudo de Jacaranda, 1 lavatorio, 1 guarda roupa
com ped i-a e espelho. 2 inobilias de encost ie pa-
lha, 1 rico consslo com frisos douradjs, com pe-
ora e ejpelho, 1 pirta mu iua de Jacaranda, 2 ca-
deras de gcuipapo, 1 tapete grande felpudo, 6 di-
tos peejuenos, 1 fogo amerieano, 12cadtirasde
junco, 6 ditas de amarello, 2 toilettes americanos,
1 commoda. 1 maniuezao. 1 violncrllo, 1 violao
enfeitada de madre-perola, jarros diversos, 2 es-
carradeiras, figura, calle, s c .nitros artigos.
O agente Modesto Baptista, autorisado com-
pet ntcinente far leilao doa objectos cima de-
clarados, viudos ltimamente do Rio de Ja-
neiro e que se recommendam por sorem todos no-
vos e de gosto.
Em seguida vender tambero 1 bonita armaco
para loja de charutos ou miudexas, 2 porta cha-
i'iit 1 de madeira, charuteiras, 4 port-mouaics,
carteiras, porta-lencos e luvas, gaitas e diversas
bijoutenas.
Leilo
Em frente ao armazem de moeis n. 22,
roa do Imperador.
De 3 vaccas, um be2rro e 1 garrota
lunfa feira 1 do corrente
A's 11 horas
O agente "Silveira por man fado e com assis-
tencia co Exm. Sr. Dr. juiz especial do commercio
o requerimento de Franco Ferreira 4 C, contra
maro Alfonso Bourdeaux, levar a leilo as refe-
ridas vacvjus.
Maria Bernardina da Rocha
Leal
Francisco Ferreira da Rocha Leal, Augusto F.
da Rocha Leal, AfFmso P. da Rocha Leal. Hora-
cio F. da Rocha Lsal, Alberto P. da Rocha Leal,
Elvira Monteiro da Richa L-al, Maria Monteiro
'la Rocha Leal, Narcisa Monteiro da Rocha Leal,
Zulmira Velloso da Roeba Leal, M-.rii Bernardi-
na Monteiro, suaa filhas, gs e netos (presen
tes e ausentes) ngradacem di intimo 'alma
todas as pessoas que se dignaran) acomp3nhar os
restos morfaes de sua p-esada mi, sogra, filha,
irma, cunliada e ta ; a de novo convidara par,
assistr as missas que por alma da mesma finada
maudam celebrar na matriz da Boa-Vista, 8 7
horas da manb do dia 7 de d- zembro, a.-timo de
seu tallecimento. ____
h-r. :---- -.'

Manoel los da FonReca
Joaquim os da Fooseca e Ventora J.e da
Poiu-cu. pelo presente convidam a seus prenles
e amigos para assistirem a urna mis^a que por
alma de seu sempre lembrado pai, Manoel Jos da
Fonieca, mandam celebrar na igreja do Espirito
8snto, pelas 7 1|2 horas da mnh do da 4 do
Ci-rnnte, 1- annivi'rsario de s.'u infausto passa-
mento, pelo que anteeipamos nossos sinceros agra-
deciment^s.
lli ni i<|uo Soares de Andrade
Brederode
A viuva e filhos de Heoriqne Soares de An-
drade Biederode, convidam os seus parentes e
amigos para assistirem a 11 mn missa que nandam
resar na matriz da Boa Vista, s 7 1| horas d
manh de 6 do c rrente, 1- anniversario de sou
fallecimento ; pele que ficaio eternamente agra-
decidos.
No largo da Prnha n. 4, hotel, precisase de um
criado.
A o commercio
QNj abaixo assignadns declaramos ao publico,
mormente ao corpo commercial, que nesta data
dissolvrmos amigavelmente a sociedade que t m
pyrado sob a firma de Paria Neves & Cordeiru,
retirando-se o socio I'Udgero Joaquim de Paria
Neves pago esatisfeito do seu capital e lucros
sociaes, ficando o socio Jos Cordeiro dos Santos
como o nico responsave! pelo activo e passivo da
referida firma. Reeife, 2 de Dezembro de 1886.
Jos Cordeiro dos Santos.
Ludgero Joaquim de F. Naves.
Aos 100:0001000
BILHETES GARANTIDOS .
23roa Primeiro de Mar(o-23
Da 12.a parte da l.1 loteria da provincia,
venderam Martina Fiuza & C, os seguin-
tes premios garantidos :
15,028 100:0006000 7,015 1:0000000
14,215 30:00?,J00O 12,H36 10000000
12,121 10:000^000 4,719 5008000
7,764 4:0005000 14,009 5000000
14,551 2:000,5000 16,466 5000000
22,534 2:000000o 15,902 5000000
1,398 1:0005000 19,452 5000000
5,982 1:000^300 667 5000000
6,995 1:0000000 16,664 5000000
22,795 1:0000000 2,561 5000000
18,861 1:0000000
Acha-so venda os afortunados bilhetes
garantidos da 13 a parte da mesma lotera,
que se exlrahir segunda-feira, 13 do cor-
rente.
Precos
1 vigessimo 10000
Bal porco de too* par cima
1 vigessimo 0900
SUSPENSORIO MILLERET
Elstico, ubi lliiiiru dekilxt u nas. I
Para evittr a$ falsificaedn,
exigir a firma do inventor, estampadal
em cada suipentorio.
FUNDAS DE TODOS OS SISTEMAS
MEIAS PARA VABIZES f
muran. USOTIHK. nrwor.Parls, ta, r. J.-J. ltuam {
REGISTRADO
tta


'
*e
I
I


6
Diario e PcruanibucuSabbado 4 de Dczcmbro de 188G
O viS0r do
Cabello
EAyer
.(Aycr's Hoir Vigor)
CK2AIM0 NA
VWlPWSECflSUaiMB
mamo HM KM
RUUOCABIUO,
TOBVAHDO-0
MACIO, HEXIVEl E LUSTROSO
Bromo MlolVJCA'tr.iaA.!cLtbi>t
Aluga-se
a casa terrea da ra Augusta n. 274, com bastan-
tes comandos ; a tratar na ra do Apjllo n. 51.
Muga-s
para recolher algodio oa oatro qaalquer genero o
predio da ra da Moda n. 35 ; a tratar na ra
Primeiro de Marco n. 20.
a can n. 3 em Bebcribe
M. Reg.
Aluga-se
a tratar cora J. I. de
Alug'd
se
o segundo andar da casa a ra di Aurora n. 81,
jonto a cstacao da estiada de ferro de Oliuda ; a
tratar na roa do Commercio a. 15, escriptorio de
Sebaatiao de Barros Barreto.
luga-se
proprio pa
CoE
ra es-
mmer-
I predio n. 140 ra Imperial,
ibelecimento fabril : a tratar na rna do
lio n. 34, com J. I. de Medeiros Reg.
Aluga-se barato
Ra do Bom Jess n. 47, 1 .* andar.
Ras de Lomas Valentinas i. 4, com soto-
Largo do Mereedo n. 17, I ja com agua.
As casasda ra do Corone' Suassuna n. 141
Largo do Corpa Santo n. 13, 2. andar.
Roa da Palma n. 11.
Trata-se na ra do Commercio n. 5, 1* andar
escriptorio de Silva Gluimares & C.
Aluga-se barato
O 1 e 2> andares do sobrado ra do Brum n.
36, cada qual cem bastantes commodos para fa-
milia, vista aprasivel c muito a rejado, aluguei ra
zoavel ; trata-se na ra larga do Rosario n. 34,
pharmacia.
Aluga-se
a 2- andar da ra estreita do Rosario n. 32, com
commodos pare familia, tem agua; a tratar na
ra da Iroperatriz n. 10, 1- andar.
Ama
No betco da lingoeta n. 6, precisarse
ama para casa de ptqnena familia.
de urna
Ama
Precisase de urna cosinheira para casa de pe-
quea familU ; a tratar na estrada nova de Ca-
ranga, no sitio do Sr. Yalcnca, ou no escriptorio
i este Diario.
Ao publico
Telephone n 34
Os abaixo assignados proprictario da refinaria
roa do Coronel Suassuna. a. ?, avisara ao pu-
blico e sos Srs. freguezes que em seu modesto
estabelecimento encontrar) seropre assuear refi-
nado de 1*, 2, 3*, especial e eandy, assim como
assuear de carolo de todas as qualidades.
Alm de sinceridad'- e agrado em seos tratos,
encontraro tarabea) muita modicidad em pre-
5 os.
Recite, 25 de Novembro de 1886.
Viova Barros & C.
PIMO DE RIGA
de 3X9, 4X9 e 3X12; vende-se na serrara a va
por de Climaco da Silva, caes Vinte Dons de No-
reabro p. 6.
Professora
Urna" senhera que ensina primevas lettras,
deaenbo, piane, flores, bordados e todos os traba-
lhos de aguih.1, prope-se a leccionar em casas
particulares por mdico preco, garantsndo grande
adiantamento de suas discipulas : quem desejar
utilisar ee de seus tervicos, quelra dirigir se a
roa do Caldeireiro n. 2, 1 andar, onde achara
com quero tratar.
Para quem precisar de banhos
salgados e ares salitrosos
Alaga se per preco barato urna casa cin Olinda,
ra de S. Francisco, concertada de novo, caiata e
pintada, com 4 quurtoe, 2 salas e cosinha fra,
muito fresca e cos lida vista para o mar, fica
muito perto dos banhos e tambem da estacao de
Carmo : a tratar na ra do Imperador n. 31, ar-
mazem do gaz, e as chaves esto na tavern i jan
O a estac&o de Carmo.
Luz brilhante, sm Fumo
0LE0AR0MATIC0
Hygienico e Econmico
PARA LAMPARINES
grageas de Ferro Rabuteau
Laureado do Instituto de Franca. Premio de Therapeutica
O emprego em medicina de Perro Rabuteau baseado na Soiencia.
As Verdadeiraa Grageas de Ferro Rabuteau sao reconimcndadas nos casos de
Chlor ose, Anemia, Plidas Cores, Corrimientos, Debilidad'!, Esigotamento, Convalescencia,
Fraqueza das criancas, Depauperamento e Alteracao do sangue cni consecuencia de
fatigas vigillias e excessos de toda a natureza. Tomar 4 6 grageas dor dia.
A'em Constipacao nem Diarrhea, Assimilacao completa.
Elixir de Ferro Rabuteau recommendado as pessoas que nao podem ongulir
engulir as grageas. Um calis de licor aos repastos.
Xarope de Ferro Rabuteau especialmente para as criancas.
tin Urna axplicacao data/nada acompanha cada frasco.
Exigir o Verdadeiro Ferro Rabuteau de CLIN & Cia, de PARS,
encontr em casa dos Droguistas e Pharmaceuticos.
que se
MARTINS* BASTOS
Pernambuco
NUMERO TELPHONICO ; N* 3$
Agua Hunda. 1mui%ii< a de llores bra-
sileiraa pelo seu delicado perfume, suavida-
deesuas prpriedades benficas, excecc
a tudo que ueste genero tem apparecido do
mais celebre.
Tnico americano. E' a primeira das
p"eparac8es para a tcnserva^ao dos ca-
bellos. Extingue as caspuB e outras mo-
lestias capillares, faz nasocr os cabellos)
impede que embranquegam e tem agrande
vantagem de tornar livres de habitantes as
cabecas dos que os usara.
Oleo vegetal Com posto com vegetal
innocente, preparado para amaciar, for-
tificar e dar brilho aos cabellos.
Agua derj*ifricia. Excelente remedio
contra a carie dos dentes, fortifica as gen-
gives 8 faz desapparecer o mo hlito.
Vende-se as principaes casas deata ci-
dade e na fabrica de leos vegetaes ra
da Aurora n 161.
TF.LEPnONE N 33 ______
Tricofero de Barry
Garante-so que faz as
cerecreacerocabelloainda
aos mais oalvos, cura n
tinha e a caspa e removo
todas as impurezas do asa
co da cabe9a. Positiva-
mente impede o cabello
de cabir ou de embranqno-
cer, e infallivelmente o
torna espesan, maeio, las
troso e armndante.
Aos 1.000:000^000
200:000*000
100:0001000
LOTERA
Em favor dos ingenuos da Colonia Orplianelogiea Isabel
DA
PROVINCIA DE PERNAMBUCO
Extracgao a 1S He M&m a \m
0 tlicsourcroFrancisco Goncalvcs Torres
V
plVER
em
QtrOBTAMn xw
^
Nova PERFUMARA Extra-fina
$
M>

Agua Florida de Barry
Preparada segnnda a formula
original usada pelo inventor em
1829. E' o nico perfume no mun-
do qne tem a approvn^ao official de
um Govmbo. Tem duas vezes
mais fragrancia que qnalquer outra
eduraodobrodo tempo. E' muito
mais rica, suave v deliciosa. E'
muito mais fina e delicada. E'
mais permanente e agradavel no
lenco. E' doas vezas mais refres-
cante no banho e no quarto do
docnte. % E' peoifiro contra a
fronxilw labilidr.ie. jura as
dores de eabecn, os cansacos e os
dlesmaios.
COPYlOPSISnojAPAol
Hlll...... mC0BY10PSIS i JiPij f P i.iUtt... m CORTLOPSISk JAPf
Cicn.....m CORYLOPSIS do.' jU j Biiuimu.. u CORTLOPSIS do JAP0
MU.nuuitt CORTLOPSIS U JIPO | 1L.......... CORTLOPSIS do JAPO
um.......m COBTLOPsfS da JAPJLO pouba..... CGRYLOPSISdoJAPO
SNDALO de MIOY
Approrado pela Junta d'Hygiene do Mo-de-Janeiro
Snpprime a Copahiba, as Cubebas e as Injec^Ses.
Cttra em 48 horas todo e qalquer corrimento. E' da maior
eficacia as alecgoes da bexiga, (orna as urinas claras por mais
tuivas que sejo. Deposito em Paris, S, rae Vivienne.
BKULSAD
DE
SCOTT
DE OLEO PURO DE
Figado de Uaealho
COM
Hypophosphilos de cal e soda
kpprovada pela Jauta de Hy-
glene e antorisada pelo
gOTerno
E' o mclber remedio at h'je escobeta para a
tnica broartilten, e.e->ophulnN, ra-
"hi(>M. anemia, "cltlllfadc em gerai.
deflnxofi. lomie cbronlra e affeceden
do pello e da garitania.
E' muito superior ao oleo simples de figado de
bacalbo, porque, alm de ter ch-iro e sabor agra-
daveis, possue todus as virtudes mediciones e nu
tntivas do oleo, alm das propiiedados tnicas
reconstituintes dos bypoohusphitos. A' venda nat
f rogaras e boticas.
Deposito em Pernambuco
mu
TBSri kfikil
PAEA TINGIRA
barba e os cabellos-
Eata tintura tDg.! a barb e os cabellos in-
taataneasMote, dando- Ihes urna bonita cor preta
e natural. 6 in tensivo o s-. n uso simples e muito
rpido.
Vende-sc na BOTICA FRANCEZA E DRO-
GARA de liiuqutyrol Fre-es, successores de A-
CAORS, ra do Bool-Jeaiu (ant'ffa da Cnu"
d. 22.
apun^
a
Aluga-se urna boa casa, pintada de novo-
siti), na travrssa das Peniambucanas n. ^
tratar na ra do Stbi n. 52.
Precisa se de utop prela cosinheira para-
casa de pequea familia, dando-se preft-
rencia sendo escr^va, a tratar no Caes
Companhia n. 2.
OPPRESSlfl"

Cozinheira
Frecisa-se de urna; ama para
cozinhar: no .Io andar da roa
Duque de Caxias n. 42, [ or cima
da lypographia do Diario.
Aim M! rsAif-o. bxpots de trsit-*.
Cura positiva a radical de todas as formas da
Bcrofnlas, Syphilis, Feridas Escrofulosas,
Affeccoes, Cutneas e aa do Couro Cabel-
ludo com perda-do Cabello, e de todas as do-
encasdoSangue^Figado, e Kins. Garntese
que purifica, enriquece e vitalisa o Sangue
restaura e reno va o systoma inteiro. 0 \
Sabao Curativo de Renter
Precisa se do urna preta engorroadeira
para casa de pequea familia, dando-se
preferencia sendo, escravn, a tratar no
Caes da Cjmpanbia n. 2.
P^ra passar a festa
Aluga-sc urna optims ?< perto dos banhos e com excellente p.ceoaimoda-
coos para familia, preco razoavel; trata-se na ra
arga do Rosari.) n. 34, pharmncia.
Portas c ji)iiella.s
No escriptorio deste Diario se dir q-iem preciea
comprar 2 portas de 12 l|2^almcB de altura e
18 janellas de 8 palmos, tu Jo de louro cu amarello.
Criado
Precisase de um en .do de 12 15 annos Ue
dade, que saiba 1er o. escrever alguma cous, o
que de conhecimento de sun conducta ; na ra ile
Bom Jess n. 28.
mm^^mmszmmmz$$%$s:
gesfriamento, feosse, atarrho, fysica
XAROPE HYPOPHSPHITOdb GAL
c,a
Rio de Janeiro
de GRIMAULT
Approrado pela Junta d'Hygiene
&
do
UTlRUB-SFi'LUA
tsira-se a f'jx > quo penetra uo petlo ac.: 1.-. o symptoma aeroso, faclUU
a expectorado e Xavorlsa as funceea dos orgsa reatarafo
Ta4 nm auwst* tm eaaa de S. E9PIC. f t, 1 va w>-Laaare, em Paris
I_ JO*rWUrtcs*tnJr\)rnats%bMfm 1 fSSC'V^aijia'.hrAJb^C^ _
NOVA
LOTERA Di CEAR
A 3: serle lia 2* lotera corre ao dia 8 ie Dezenoro
2OO;O00*OO0
Esta lotera est a cargo de um novo
thesoureiro, que pre&tou urna g*rande fianza
para garanta dos premios.
0 portador de dous vigsimos
de la importaiite lotera est habilitado a tirar
20:012$000
Log-o que chegue o telegramma da ex-
tracgao sao pagos, immediatamente, os pre-
mios.
BILHETEK A VENDA
50DA DA FOKTNA
36Roa Larga do Rosario36

<,
Para o Banho, Toilette, Crian,
cas e para a cura das moles-
tias da pella de todas as especies
em todos os periodos.
Deposito em Pernambujo casa de
Francisco Manoel da Silva & C.
Fazendo-se uso deste Xarope, calmao-se os accessos de tosse, desap-
parecem os suores nocturnos, goza-se de um somno reparador,
desperta-se o appetite, e o doente, augmentando suas forgas, apresenta o
aspecto de quem gosa boa sade. Os mdicos recornmendo que se tome
ao mesmo tempo as Pastilhas peitoraes de sueco de alface e
agua de louro cerejo de GRIMAULT e C, que constituem os
dois calmantes mais inofensivos da materia medica.
Oa trancos ova.; que contm esta Xarope, 3o da urna bella er do rosat a lerato
a marca da fabrica, o aelo e a /Irma da nosen casa.
Deposito em PARS, 8, Ru Vivienne, e as principies Pharmaciaj e Drogaras.
SSS^
%^%%m^^W
INJEGTION GADET
aira certa em 3 das sern outro medicamento
VARIS 7. BouUvard Mtenal-- 9 ~ >AM.lt*


Oliuda
1K82. Boi dcaux : Modalh do Brome;
Lloin Meoi/fti 0* Prtt; Boche-
ort : A/ifjo i meda/ha i* P'.tt,
grandemoceto -l$83,Amstardam:
Hvnmthi da Pral doura-ia. IMS,
Cxpavlfo d i rbIfco: Admiai o
Finfifli
Alinwntaf.ao Rica
i a jrotiftta m'utti i |kM|kaUAw.
A rasinaA -yihuu t o mellior 111H1
aa ana de leite naallmo cnancinnas.
xpenmentada com o -cdior sxito as Crocues,
HoapiU' 4 a* Criancas,
pesadas io.>a. t aoOrem c
Basiltlt. r, rcoleatiaa (lo Inte-
t*.ncs: Pri3 Idea, c todas
.'.i> estomago
auppor' ..i para a pro-

UM : A YRttH
Pitar ti LMXfem foi'ileaujc {franca)
ma rtrnim. R. iU Silva *. c*.
lm sacerdote
Precisa-se de um sacerdote psra celebrar urna
misa* de Nafl no ng.-nh M Miguel, diafante da
cstaco de Cuy. mbuca legn e miia, (fferefe-tB
a joia de 70<<(), dndo ge c>nducco da mesmu
cgtaco para o ujienho O sacerdote qtif no
eitiver comprou.ertido e qnizer aceitar a (.ff:rta,
atereva para o m>-eoio engenbo, ao 8r. Antonio
Pedro da Co>ti, estaco de Cuyanbaca, at-o dia
10 de Dezembro.
Bazar de passaros
Baa do Bom Jeaun ti. tu
Neste eatabeleciicentoi'iicoiitra be sempre gran-
de Bortimm'o de especiaes passaros e gaiolas,
nacionaes e eatrangeiras, fruc'as de diversas qua-
lidades, balaiobos para ninh a de canarios do
imperio, jarros e cestos d timb, tn.balho muito
aperfeicoado, a saborosa pioieula ein conserva em
liados fra-f|umhoa viudos da America, pelo barato
preco de 120 rs. cada um, e outros mu tos gne-
ros, que se tornara enfadonho mencionar, tndo por
precoa m xIcob.
Cosinheira
Preeisa-e de um* cosiuhe ra p ra casa da pe-
qupna familis : a tratar na ra do Bom Jess
(intiga Crui) n. 32.
Perdm-sc
a cautela_ do Monts de 8'ccorro d'esta provincia
n. 12.067 ; quim toe. ntral-a e quiter restituir,
pode dirigir s.1 rna do Vigano n. 5
Marea
Registrada
Traklhador
Aviso
As possoas que se julgarem credores co f>i leti-
do Luis Fcrreira de Almeili ou de sua viuvn,
aprtEcnttin suas cj .tus no escriptorio dj Dr. Go-
mes Prente para seren pagiis.
A o commercio
Antoniu M..rtius Gon o, avita ao rorpo com-
mercial desta pracn, e -i quein mais po^-a intere
sar, que netta data con prou o Sr. l'rancrlino
Barbosa de Ouveira, reu c t .lo, silo
ra Vidal de Negreiros i>. 2, livn abara-
fado de qu::lqucr onos, cujo si 1> !(- iia ntogyra-
ya sob a fiuna de O vt-ira (;., e te ulguem se
julgar credor do mesmo nucir epr- sentar suas
cantas no orneo de 8 di,a a c otar da data deste,
rna do N .gueira d. i .
Reeifc, 24 do Novembro do 188fi.
Cal tirgem de Jaguaribe
Abri so ra do Bom Jess n. 23
um armazem onde so vendo constantemen-
te a superior cal virgera de Jnguarbe,
acondicionada em barricas propriaa para o
fabrico do assuear.
Esta cni, em nada inferior que noe
vem do cstrnngeiro, vend la pf-lo pre^o
fixo de 65000 a bc.rrica por contracro que
tez o Sr. Vicente Nueeimento com o Sr.
Jos Costa Pereira proprictario do engenlio
Jaguaribe, cujas pedr- iras lhe d o nume
f encarrogado da venda nicamente
nesta cidade o Sr. Sebastiao Bezerr<,
com escriptorio ra do Bom Jess n. 23.
Por 22:000 rs.
Aluga-se o 2- andar e socio ra de Lomss
Valentinas n. 0 ; a tratar na ra Primeiro de
Marco n. 7-A, l.vraria.
Compra-se
u a armaciio para fazendus ; na ra do Rang 1
n. 10, preyo medico.
Precsase de um preto para ajudar em
um sitio em trabulho de enxada, dando se
preferencia sendo escravo, tratar no Caes
da Companhia n, 2.
Pilulas purgativas e depurativas
de Campanha
Estas r/ihi'iia, enj |.rcparaco puramente ve
{ctal, tCA'ro sid.i por mais de 20 annos aproreitada
om oa melbores resultados as seguintes moles-
ias : affeccoes da .elle e do figado, syphilis, bou
Toe?, escrfulas, ehagHS inveteradas, erysipelas e
onorrhae.
Modo de nnnl-a*
G mn purgativas: tome-se de 3 a 6 por dia, be-
amdo-se apis cada dse um panco d'agua aooea-
ia, cha ou caldo.
Como reguladoras : tome-se um p'lula ao juntar
Estas pilulas, de iuver>vi dos pharmaceuticos
Aluieida Andrade fi Filhos, tecm veridictum dos
.Srs. medicoa para suu melbcr garanta, tornande-
ie mais reetminendaveis, por serem um segure
ourgitivo e de pouca dieta, pelo que podem ser
isadas em viairem.
ACHAM-SE A' VENDA
^ ilrouniin d Knria Mobrliiho *'
4t BA DO MAKQUKZ DE OLINDA 41
Alaga se na ra Viote Scte de Janeiro urna
boa casa com bons cummodcs para familia, achan -
do se caiada e pintada, om agua e gaz canalisa
dos, perto da esta ci do Carmo e dos banhos sal-
gados ; a tratar no pateo do Corp > Saoto n. 17,
3- andar.
faixeiro
Criado
Precisase de um eriiido ; tu ra Run n 13.
Triado
No largo do Corpo tianto n. 19, 2- indar, pie-
cisa-ae d< ora criado qne aiba Ver <
Cosnhe'rt)
Precisase do nm inwdturo ; a tratar na rna
do Paysand n. 19, Pateagem da Magdalena,
Criado
Allencao
Precita se de um caixeiro cem pratica de reti-
nacSo ; a tratar na rm do Hospicio n. 57.
Vinlio do Dr. Fqrester
di fiiM terntlnctt-e 4e Gwn Se Uranias aaaraas.
TNICO RECONSTITUINTE
Remedio soberana
CONTRA A
CHLORO-E, ANEMIA, CABIE D'S OSSOS.
AFPECCflES DAS VAS OJSESiVAS,
dia2RHj;.as chOi-jicas, bachitismo.
MOHHUti DEl'.L'DADE.
sonvai s de rEcaea typhoideas
E U N'.C ES, ETC.
. (021

VA

Ama.
Precisa-so de urna ama quo bem c isinhe e ea-
gomme ; a tratar na ra d^ Praia n. 11.
Non plus ultra
Surprendentc e nunca vindo a este mercado A
vinho puro de uva sm a mnima composicao, a*>-
nominado
Maduro
proprio para mesa ; e escolbid) especialmente pa,*?
socio na nltima viagem que fez aos lugares vina*,
teiros de Portugal.
Chegou tambem o acreditado
Malvazia
vinho proprio para constitoifoes debis, especial-
mente para senhoras. Este vinho que tanta ap-
provaco tem tido, ponto de haver falta, -deo?-
as ordens precisas afim de chegar-nos retaes-
sas, tantas qnantaa forem necessanas para co^-
sumo.
m II
em todos os vapores cementes novas de liortaliv*
assim como :srao de fcicoerrllh e
faan da India.
Obras de vime
Nova remessa em CESTAS PARA C0MPRA4
Condenas e assafates
lllaios para roiipa soja
Cadeira3 e berfos.
Pocas Mandes & 0
RA ESTREITA DO ROSARIO N. 9

Preciea-se de um criad.', dando fiador
da Imperatriz n. 1, 1- Htdar.
Aluga-se a ea-a sita na trHve?sa do Corpo San
to n. 16, c.:m urna bea arusaeo anvidraondii, faz-
; na ra | ae qalquer negocio ; a tratar na ra de Mariz e
Marros n. 14, armszem di fum. s.
PERFUMARA
PARIZ
Segredo da Juventude
AGUA LAFERRIERE
Para o Toucador.
POS LAFERRIERE-
LAFERRIERE
PARIZ
Segredo da Juventude
OLEO LAFERRIERE
Para o* Cabellos.
ESSENCIAS DIVERSAS
Para o Rosto. ^^^B ^Lwfsr Para o Lenpo.
PRODUCTOS HYGIENICOS para cof> Dtp m
Medalha u Ouro na Z^cjiosicAo universal 1878
"El -To
-
^^d^
Alusa-se
o
o terceiro aniar ra do BarSo da Victoria
52; a tratar na mesraa casa, no 1 andar.

Ama
" BRDEOS (FRANCA) "
-0 Depsitos em tocto a tenis de Comestibles. 0-
*-< I
O cantor e professor de mus a, 8*biuo de Lu-
u.a Freir, communica aos scus velhos aniiiros e
conhecidos que incumbe se oto s de direecSo de
orehestra, como centrata se para qualiuer festi -
vidado religiosa como tenor, visto nao ter elle este
anno Cvmpromisso que o prive sahir da capital ou
da provincia, podendo ser procurado na rna do
Coronel Saaesuna n. 63 1- andar.
Prec8a-se de urna ama perfojta cosinbeir ; su
tratar nn ra da Cabug u. 14, 1- andar, do moic
dia s 2 da tarda.
Ama
Precisi-se de urna ana
larga do Rosario n. 46.
para ecsiobar; na n
Precisa-se de urna ama
mero 52, 1* andar.
Ama
na ra da Gaia mi-
Precisa se de urna criada pata
ra da Bario da Victoria n. 9.
cosinhar
Bari



mm
wrMmm^-je^sm^tto^r'





'
Diario de PernambucoSabbado 4 de Dczembro de 1886
VENDAS
A KevohiQo
A' roa Duque de Casias, reaolveu vender
os seguintes artigos com 25 /0 de me-
nos do que em outra qualquer parte.
.'Sepbiros tino-, lindos padrea, a 500 ra. o corado
fJU de quidros, a 400 rie o ovado.
Ditas lavradas a 400 reis o dito.
Ditas com bolmhas a 500 600 ris o dito.
Ditas cora listrinbas de seda a 560 ris o dito.
Ditas mesclaoaa de seda a 7U0 ris u dito.
Cachemir de cor a 900 e 1*200 o dito.
Ditas pcetas a 14200, 1500 e 2*000 o dito.
Ditas de cor bordada de seda a 1*500 dito.
Liohos escosse7e8 a 240 rs. o corado.
Zeptairoa de qatdriulus e lisos a 200 ris o co-
lado.
Linhofl lisos a 100 ris o covado,
Setim maco 800 e 1*200 o dito.
Dito damass a 320 rs. o dito.
Setinetas de quadrinhes a 320, rs. o dito.
Ditas escocesas a 440 rs o dito.
Ditas matizadas a 360 ra. o dito.
Crctones fnissimos a 360, 400 e 440 ris o co-
rado.
Chitas escuras c claras 240, 280, 300 e 320 ris
o covado.
Nausuc finas a 300 ris o dito.
Enxovnea para baptisado lo 9*000 un.
Colchas bordadas a 4*, 5*, 7*, e 8*000 urna.
Seda croa a 800 rs. o covado.
Colchas brancas a 1*510, e 1*800 urna.
loberas de ganga a 2*800 ama.
echas prateados a 2*500 e 3*000 uno.
Ditas, de peilaesia a 6*000 um.
Ditos do la a 1*000, 2*000, 3*000, 3*500 4*000,
* 5*000 um.
Panno preto fino a 1*000 o covado.
Cortes da casemira a 3*000, 5*000 6*00
Tccidos de linho Leitura para senhorar
A 500 rs. o covado
Na loja da ra da Itnp' raris n. Si, rende-se
im bonite sortimeuto do tascndas de inhs para
vestidos, feudo largura de chita fnnccza, com
nuito bonitas cores e palminhas bordadas, pe*
-hincha a 500 reis o covado, na loja de Ptreira da
tilta.
A' Florida
Roa Duque de Caxias u. 103
Chama te a uttrncao das Exmas. familias para
os procos seguintes :
Lavas de seda preta a 1*000 'o par.
Ciatos a 1*500.
Lavas de pellica por 2*500.
2 caixas de p.pel e envelopes 800 rs.
Lavas de seda cor granada a 2*, 2*500 e 3*
o par^\
Suspensorios p ra menino a 500 rs.
dem an\er.caoo8 para horneen a 3*.
Meias de Escossia para crianca a 240 rs. o par.
TiUs de velludo n. 9 a 600 rs, n. 5 a 400 rs. o
metro.
Albuns de 1*500, 3*, 3*, at 8*.
Ramcs de flores finas a 1-1500.
Lavas de Escossia para menina, lisas e borda-
das, a 800 e 1* o par.
Porta-retrato a 500 r., 1*, 1*500 e 2*.
Peores de nikel a 600 rs., 700 e 800 rs. um.
Rosetas de brilhantes chimicos a 200 rs. o par.
Guarnices de idem idem a 500 rs.
Anquinhas de 1*5H), 2*, 2*500 e 3* ama.
Plisss de 2 a 3 ordens a 400, 600 e 600 rs
Espartilbo Boa Figura a 4*500.
dem La Figurine a 5*000.
dem estreitinhos com 10 metros a 800 e 1*000
a peca
P.
Crep para cobfrta a 1*000 o covado.
Cretooe para coberta a 400, 500 rs. o covado.
Lencoes a 1*800 um.
Bramante de Hubo a 2*000 a vara.
Dito de algodo a 1*200 a dita.
Dito de 3 largaras a 900 ris a dita.
Peono da costa a 1*400 e 1*00 o cu 'o.
Dito adamascado a 1*800 o dito.
Eapartilhos de ouraca a 4*000, 5f 000, 5*500,
/000 e 7*500 um.
Cortinados borrados a 6*500, 7*500 e 9*000 o
Ditos de crochet a 24*000 o par.
Lencos de 1*200 a 2*000 a duzia.
Velludilbos lisos e lavrados a 1*000 e 1*200 o
orrado.
Anquinhas a 1*800 rs. amo,
Panno de crochet pra cadeiras e sof a 1*000,
ZuttOO, 1*600 e 2*000 um.
Benrique da Silva Moreira.
Serrara a vapor
Caes do Capibaribe u. *S
Tiesta serrara encontrarao os senhores fregu-
. ee, um grande sortimento de pinhs de resina de
anco a des metros de compnmento e do 0,08 a
3,91 fle esquadros Garinte--se preco mais como-
/s do que em outra qualquer parte.
Francisco dor Bantca llacedo.
Liquidado
Ohpos modernos, pilmas, plumas flores e fitas
do por prego muit o barato.
Mmc. Niquelina
Ra <:as Cruzesjn. 39
entes para coco com inscripcio.
Babadores com pintura e inaenpeoes a 500 rs.
Para toilct
Sabao de areia a 320 rs. um.
dem pbenicado a 500 ra. um.
dem alcatrao a 500 rs.
dem de amendoa a 300 rs.
dem dealfaee a 1*000.
Agua celeste a 2*000.
Agua divina a 1*500.
Agua Florida a 1*000.
Mac .eos de seda a 100 rs.
Meias brancas para senhora a 3* a dusia.'
Eslojos para crochel a .$000 rs.
Linbas para crochet cor de creme 200 rs.
Liabas para croch t de seda mesclada 300 ra.
Bico de cores 2, 3, c \ dedos
de largara a 3*< 00. 4*000 e 5*000 a peca
BARBOSA & SASTOS
WHISKY
BOYAL BLEND marea V1ADO
Este eicellente Whisky Escesaoa preferivt
lo cognac ou aguarden.* de caima, para fortifica
] corpo.
Vende-se a retalho non tu Iheres armazens
nolhados.
Pede BOYAL BLEND marca VIADOcnjo ni-
me e emblema sao registrados para todo o Brasi
BROWN8 t C, agentes
Brolhes nikelados e dr.nrados a 2*000.
Bonitos grampos donrad<>s a 500 ris o maco.
Esplendido soi timemo de galdes de vJnlbc.
Grande variedade de !<(Uis de sitiro, a 4*000.
Frisadores americanos paia cabello a 3*100 o
maco.
(Setas de phsnlasia para cabello.
Bonita colk-ccao de plisss a 400 ris.
Brineos, i mita cao de brilbanto, a 500 rls.
Aventat s bordados para criancas a 2*000.
Chapeos de fustito e setim para criancas
Sapatos de merino e setim idem, idim.
Meias brancas e de cores, fio de Escocia.
Pomada de voselina de divisas qualidades.
Sabonetes finos de voselina e alface.
Extractos finos de Pinaud, Guerlaine Lubin.
Lindas bolsas de coure e velludo.
Fechas de 12 para senhora a 1*800.
Sapatos de casemira preta a 2*000.
Tesouras para costara, de 400 ris a 3J000.
Pacotes de p de arroz a 300 ris.
Fitas de todas as qualidades e cores.
Immensa variedade de botoes de phantasia.
E milbares de objectos preprios para tornar urna
senhora elegante, e amitos outros indispensarcis
para uso das familias, tudo por precos admiravel
mente mdicos.
Na Graciosa
Ra do Ctespo a. 9
Duarte 0.
DA


tes
POS
do ao Kosto
a bella alvura vapo-
rosa que fez a reputacSo
das Bellezas da Antiguldie.
L. PANAFIEU C
'J*av*s, ra Rochechoairt, 70.
SlKttSTtoesiPernamfuco :FrsclHa9II.VA*C^
Ww....................
Vndense
O estabelecimento de molbados sito a roa deD.
Hara Cesar n. 9, proprio para principiante por
Kapor de poucos fondos, cu admitte-se nm socio
3om capital, o motivo o dono precisar de rc'.i-
-ar-se por iocommodo de sade.
Cocheira yenda
Vende-se urna cocheira com bons carros de
aaeseic, bm localisada e afrrguezadi-, por preco
awito mdico, em razio de sea dono nao poder ad-
saioistrar por ter de facer ama viagem : os pre-
-feadeates acharao com quem tratar roa Duque
e Casias n. 47.
AS MIES DE FAMILIA
Para remediar a fraqueza das criancas, deaen-
-volver suas Torcas, seu crescimento e preser-
-wal-os das molestias communs idade tenfa,
a priD'jpaes Mdicos e Mernbros da Academia
de Medicina receito, com grande xito, o verda-
deiro Racahout dos Arabea de Delangrenier,
4 Paria:. Este alimento muito agradavel com-
posto de substanc'is vegetaes nutritivas e
fortificantes, se espalhc; por oda a economa
em vista de suas propriedades analpticas,
nihora a compasicao do leite das senioras
r! criao, e resuura as torcas enflaquecidas
estomago.
m toda 111 Cidades do Bromil i do Prtnf mi.
PARA
ACABAR
BOM MARCH
M Dqs He Caxias 181.
de fazendas por
Aproveiiera!!!
Completo sortimento
metade de seu valor.
Vende-se urna casa em JaboatS), em terreno
proprio, com 2 salas, 9 quartcs, cosinba e um bom
terreno, pela qnania de 3:400* ; a tratar na ra
do Hospicio n. 4.
Vende-se
o hotel e hospedara Estrella do Norte, na Lin-
goeta. O proprietario -deste hotel tendo de reti-
rar-ee para fra desta cidade, vendo o sea esta-
belecimento por preco bastante commodo ; trata-
se no mesmo, a roa Thom de Soasa n. 8.
Vende se
um deposito com poneos fundos, bem afreguesado,
proprio para principiante ; a tratar na roa do
Coronel Suasauna n. 91. O motivo da renda se
dir ao comprador.
CREME de VOGEOT
Especialidad^ d Cassls
i C JUSTIN DEVILLEBICHOT
JO (jjg) fnam.
19 Mfdolho nu Bwyultom dt :
HIIZ 1155. 1IM. 1U7 (EiiMlfi nilTiruI)
HM 1155 (riilti i Biiri), II
unan, mu 1151 muuoi iih. in
MDII 1151 BESITO, TBOTn 11(3
' HsposItarlueaPmmBCo :rruc-M.8IXVA*r>
mmtmoeomoimmomMmomM
CARNE1R0 Di CUHA C.
Peden) as Exmas. le Horas 5 mnalos de alien, o para os se-
ointes artigos, alias baratisslmos!
Bonitos sorlimentos de merinos de todas as cores, a 600 rs. o covado !
Linda escolha das roelhores cachemires, a 500, 600 e 700 rs. o dito !
dem idem de quadros, novidade, duas larguras, a 1600 e 1(5800 o dito !
Setinetas de pbantasia, a 400 e 500 rs. o dit !
Caxemires felpudas, duas larguras, a 1|$000 o dito I
Limons com palmas de seda, a 800 rs. o dito !
Merinos pretos, desde 900 rs. a 2*800, o dito I cor garantida.
Lindos vestuarios de 1S para criancas. a 76500 e 80000.
Ricas guarnieres de crochets para cadeira e sof, por 8f}000
Velludinhos de todas as cores, a 10000 e 10200 o covado !
Setius Maco, verdadeiro, a 800 e 10000 o dito !
Luvas de seda de todas as coras, a 20000 I
LequeB de phantasia, a 10000 e 10500 1
Meias para crianzas, a 20500 a duzia I
EsguiSo para casaquinhos, a 40000 e 405000, dez jardas 1
_ ( ambtaia branca bordada, a 60000 e 80000 a peca !
^""ES Actoalbados, bramantes para todos os precos ; algedSes, madapoISes bara-
Sjbmmuos e amitos outros artigos qoe se Iiquidam por menos que em ontras partes.
59Ra Duque de Caxias59
d*o^ Dov
D ARTftOS. Chavos
Virus, Ulceras
DEPURATIVO CHABLE.
i um m tUrsuciai 4* BtrftrM
Onda mincontri rat/i a
36
CHAB
?ARS
E
^,000 X>o,
V* nrttut* ^*
60H0MHtA,FL0liE**rvica.
Pehds SEmiKiES,
E$Q0TA*EHT0, tic., tto.
wmxJ
CfflUTfl DE FEUB GHABLE
Bm toda at boa ^.
ifft Pharmacia V^A
>*.
o adraas*
Grande reforma ffl...
Realmente foi grande a que se fez ni Loja dos
Barateiros.
Raa da Imperis-!* a. 4o
E sao os nicos que tem as seguintes especia-
lidades !!.'...
LSe alpacas, graude e importante sortimento,
e liodissimoe padroes, o mais tino e aparado gosto
qae tem viado, e por preco baratissimo, de 500 600,
700, 800e i*000,o covado, porm fino e bom !...
Qucrem ver ?... aparecam !!!...
Exmas. uenboras !...
Temos um liodissmo sortimento de tailhe, que
a vista agrada a mais excepcional freguesa ; isto
por meos do que em outra qualquer cusa ; s n.
40 !....
Pois casta 600 rs. o covado.
Temos mais liados sortimento de fustoes a 500
rs. o covado.
Chitas finas, especialidad, porque houve gosto
na escolha, e vende-se por 240, 280, 320, 360,400
e 500 rs. o covado, n. 40.
Tambem temos.'!!...
Lindos padroes em baptista de 180 a 200 rs. o
covado.
Cambraia victoria e transparente finas e boas
de 3*300 a 8*000 a peca.
Bnm branco de linho spi-cialidade de 1*500 a
3*500 a vara pechmcba !
Brim pardos lisos e trancados de 700 a 1*600a
vara, aproveitem festa! !...
Mohsekim grande sortimento a vontade do fre-
quez, vende-se de 400 a 560 o covado, venham !...
Sitinetas III... esplendido e importante sorti-
mento nesse artigo, sendo braceas, pretas e de co-
res, lavradas e lizas, o que se pode desejar em bom,
vende se de 400 a 6('0 o covado.
Temos mais !!!...
Casemira de todas ai qualidades e cores, e ta-
remos costumes de 30* a 60*00, barato e em
covados de 2*500, coussr fina e que a todos agr-
dam, app recato !
Acreditem ?...
Venbam ver, para crer !!!...
Madapolao de la quftiidade de 4*500,1 5*500.
6*o00, 7*500, 8*500 e 10* u peca, e qae ha de
mtlhor.
Algodao de 3*5C0 a 7*500 e 8*000 a peca tem
20 jardas.
Camisas de meia de cores e brancas de 800 a
1*800 e 2*000.
Cocha de lindos desenhos a 4*0C0, casta 6*000
em outras casas.
Pannos da costa do melbor qae ha costa apenas
2*750, o metro, pi chincha !
Bramante de linho a 1*800 a vara, 10 palmos,
para a cabar.
dem dealgndoa 1*300, palmos tambem bom.
Algodo exfestado, 10 palmos a 900 rs. o metro,
6 muito bom para looooes.
Alt m das fazendas j mencionadas temos amitos
artigos de modas como soja, lequcs de fino gosto,
grvalas, colarmhos, punhos, meias etc. etc.
Alheiro &C.
RDA DA IMPERATB1Z N. 40
Attencao
A Loja das Estrellas
A'rE.Dio le Caxias n. 56
Querendo liquidar diversos artigos para n2o
entrarem emoklaDco, resolven vender por
menos 500/0 d^ seu valor.
Como sejam :
Damasco de algo/5o a 320 rs. o covado.
Casemira Otbeniana a 320 rs. o covado.
Zephir de urna cor e quadros a 100 e 120 rs.
Alpacas de todas as cores a 240 rs. o covado.
Brin de sores a 320 rs.
Algodo com duas larguras a 700 rs. o metro.
Bramante com 10 palmos de largara a 1*500 o
metro.
Merinos de todas as cores, 2 largaras a 800 rs.
o eovado.
Fasto branco muito fino a 400 rs. O covado.
Plisss finissimes a 400 e 500 rs. o metro.
Panno fino preto, 2 largaras a 1*200 rs. o co-
vado.
Percal les finas a 240 rs.
Naosuk lindos desechos a 160 rs. o covado.
Toalbas alcoxoadas a 2*200 a dusia.
Atoalhado com lindos desenhos a 1*300 o me-
tro.
Qaardanapos pequeos e grandes a 2*500 e 4*
dnxia.
Meias inglezas para homem a 4*000 a dusia.
Assim como granJe qnantidade de retalhos de
sedas, setinetas, lans casemlras, chitas, etc., qae
se vendem pela terca parte de sea valor.
f*ara eogenhos
Grande sortimento de algodo da Babia, Rio,
Americanos, brancos e de cores, qae se vendem
lquidos e com descunto.
Para a renta
Novidades recebidas pelos ltimos vapores
Cortes de etamyon ricamente bordados de 30* a
60*000 um.
Mantas andaluzas para soire.
Setim mulsumano de todas as cores a 1*000
1*200 o covado
E muitos outros artigos que se vendem sem com-
petencia. _____________^^
Oleo para machinas
Em latas contendo cinco galoes, a 9*000; ven-
de-senos depsitos da fabrica Apollo.
COLONIA ISABEL
EXTRACCO SEMANAL
5.a parte da 24.a lotera
ORRE
de Dezembro de 1880
c
No dia 0
0
lutransferivd! Itttran$ftriv$H
PORTADOR DE UM VIGSIMO ESTA' HABILITADO A TIRAR
12:006$200
Esta lotera est garantida, alm da fianza, por um deposito
no Banco Rural do Rio de Janeiro equivalente ao premio grande
de cada serie.
BILHETES A' YENDA
XA
RODA DA FORTUNA
36Ra Larga do Rosario36
Bernardina Lopes Alheiro.
EXTRACCAO
VA
0.
serie da 24 lotera que se exlraliir na igreja da Conce cao dos Militares
EM 9 DEDEZEMBRO
SOB O SEGUIRTE
PLA MO
PARA EXTRACCAO DE LOTERAS NESTA PROVINCIA
u%
COLONIA ISABEL
CONCEDIDAS PELALEJ PROVINCIAL 1.124/, EMUflO PELO EXM.^.HICEPRESIDENTE Di PROVINCIA
POR ACTO DE l DE SETEM8A0 DE 1826
4o,ooo biseles em vigsimos ISooo..... 800:000$
Despezas............ H8;8oo$
68:Too
rfiODCTOS EHGLOGICO
36 ULYSSE ROY, em Follers (FrdiivW
milePROUST, Stwr & Genr
1 ftrtame nanUoo anTUa obra;_____
* Ka noto '. PartumaapMtodsauLleorakaalOO truooa 300K
l> ImnoltiteMiiiii tiiWa'M. o 1N fnmi COOlB
Depositarlos em Jv*-nmbMc /
VMD9M3C Itf. d SILVA. 4b INSECTICIDA 6ALZY
CESTRTJICAO TKTJLtSVTXj
tHrttrtJot, Mfu, PMhot, Huomi, TtntbrUtr,
lr*M, fermitu, U|rt*, ottuHio, U.
O kilo, II fr.; 100 t. P* eomlo, 1 f*BRICA:71.ocrt 1
i
4
i
i
9
23
premio de.
dito de .
dito de .
dito de .
dito de .
ditos de .
ditos de .
2:1
1:1
400 ditos de 100$ para todas as centenas, cajos dous algarismos
forem iguaes aos dous ltimos do primeiro premio inciusive
1 dito de 1:0005 para a sorte, cujo numero na extraeco for mais alto
dito de 1:000$ para a sorte, cujo humero for mais baixo
99 ditos de 400$ para toda a centena do Io premio
99 ditos de 200$ idem idem do 2 premio .
99 ditos de 100$ idem idem do 3o premio .
2 apps. de 4:000$ para o Io premio
2 ditas de 3:000$ para o 2* dito
2 ditas de 2:000$ para o 3o dito
2 ditas de 1:100$ para o 4o dito
2 ditas de 850$ para o 5o dito
4,000 termnacSes de 24$ para o Io prj
4,000 terminacOes de 24$ para o 2o pi"
io inclusive
io inclusive
240:000$
40:000$
20:000$
10:000$
5:000$
18:000$
23:000$
40.000$
1:000$
1:000$
39:600$
19:800$
9:900$
8:000$
6:000$
4:000$
2:200$
1:700$
96:000$
96:000$
681:200$

-.i


H

Esta lotera ser dividida em 20 series de 4,000 dezenas. Quando as terminacSes do 1. e 2. premios forem
igaes, a d'este passar. ao algarismo inmediatamente superior. De9 passa a 0e de 0a1. Os premios s3e
pagos sem descont algum.
0 premio grande de cada serie acha-se garantido pos um deposito equivalente e igual quantia no Banco
Rural do Rio de Janeiro.
24 de Novembro de 1886.
O TBESOUREIRO,
Francisco Gncalves Torres,

ILEGNIl
...... L... -*.. -

r "i n
X



8
Diario de PcrnambucoSabbado 4 de De&enibro de ISSO


*






i
1!TTRAT.UE'
CASAMENTO A REVOLVER
POE
JULES MARY
-)()( -
(Continuado)
XII
A porta que dava para os corredores do
castello, nao estava fechada chave ; no
momento em que Valentim a empurrou,
ouviu-so no jarditn um aasobio subtil, mo-
dulado lentamente...
Estremecern!. ..
Sera um signal ?
Quem o teria dado ?
Sera alguru camponea que passava na
occasiao ?
Escutaram cim as mitos sobr u-
nhaes.
O assobio prolongava-se, com as mesmas
modulajBes lentas ; pareca vr do jardim,
a alguns passos donde estavam.
Chilperic sahiu e demorn se fra um
minuto. Fez se o silencio.
Chilperic voltou e immediatamente re?o-
mecou o mesmo assobio... logo, porra,,
cessou.. Nada mais se ouviualm do ven-
to, cujas rajadas impetuosas sacudiam as
arvores.
Esperaram um momento, e, como nem
um ruido viesse interrompor o silencio, so-
guiraro, uns atrs dos outros, pelos corre-
dores.
Era urna construcjao antiga o solar de
Bo8 Tordu ; a familia d'Argental, que s
raras rez?s o havia habitado, fizera empo-
nho. em conservar lhe o aspecto de ou-
tr'ora ; os corrreJores da copa conduziam
a urna vasta galera, onde estava a esca-
daria de pedra que dava accesso aos apo-
sentos do primeiro andar.
Chegaram todos oseada sem contra-
tempo e subiram, retendo a respirajao.
Nenhum rumor no castello, que dir-se-
hia deshabitado.
J tinham transposto metade da escada,
quando sentiram todos ao mesmo tempo
um estremecimento violento.
O jardim, o pateo, o castello acabavam
de repercutir com o som sstridente de um
assobio agudo.
Dcsta vez nao havia duvida, era um
signal.
Durante alguns segundos nada de novo
se passou...
Mourad, Valentim e os outros tres, aga-
chados no escuro sobre os degros de pe-
dra, ouviam distintamente as pulsa j5es de
seus corajoes..
Entao passou-se urna scena estranha,
que aproximaras? da magia...
De repente o castello inteiro acabava de
illuminar-se... como para urna festa, para
um baile...
As portas, abertas de par em par, dei
xavara ver os sal3es completamente Ilumi-
nados.
Mas, fasto estranho, ninguem apparecia,
o castelb continuava deserto e nao se ou-
via o menor ruido, urna voz, nm passo.
Chegados, uns aos outros, os amigos de
Gabriella experimentaran! um momento de
angustia inexprimivel; estavam com os
coraco;s oppressos como diante de um es
pectaculo sobrenatural; instinctivamente es-
peravam urna sorpreza, um desenlace, que
nSo haviam previsto.
Como continuaBse a reinar o mesmo si-
lencio, Mourad e Valentim subiram rpi-
damente os ltimos degros...
Mas sbitamente pararam...
No espaco illuminado pela luz que jor-
rava de um vasto salao, pelas portas aber-
tas de par em par, acabava de appareeer
um homem que de p, e de fronte erguida
olbava para elles, sorrindo.
Todos o conheciara, todos lhe haviam
fallado, excepjao de Mourad e de Chil
pric era o marquez d'Argental... o
Sr. Norberto, como o chamavam em casa
de Bertara, quando fazia a corte a Ga-
briella.
Valentim precipitou-se sobre elle...
Ah I achamos-te emfim, maeraYel...
assassino !
Norberto nao pestanejou. ..
Com a mao possante afastou Valentim,
ue lhe impedia a passagem, e, adiantin-
o se para os recem chegados, iramobilisa-
dos pela sorpreza :
Nao espera va suas visitas, meus se-
nhores, disse elle em tom chocarreiro,
ma3 nem por isso os Srs. Valentim, Au-
gusto e Trompe l'GSil deixarao de ser bem
recebidos, assim como os seus amigos.. .
Queiram ter a b radade de entrar...
E afastou so para deixal-os passar.
Os cinco homens olharam-se interdictos.
O marquez offereceu-lhes cadeiras ; fi-
carara de p.
Entao Norberto com o mesmo ar irni-
co e altivo :
Querem dar-me a honra do assistir
amanta ao meu casamento? Dar me-hao
um prazer e una agradavel sorpreza... e
vou immediatamente dar ordem para que
Ibes preparem quartos...
Mourad e os outros, aps o primeiro
momento de sorpreza, iam recobrando o
sangue-frio.
Valentim, sempre ao lado de Norberto,
perseguia-o com um olhar carregado de
odio.
Basta de ironias, senhor, disse elL;
sabo a razo por que estamos aqui e vai
responder immediatamente s uossas per-
guntas.
Norberto sorriu-se silenciosamente..
Estou em minha casa, disse elle, e
tara, se quizesse, o direito de rerguntar-
lhes o quesyeeui fazor aqui, de noite, for
cando as portas e apresent indo Be arma-
dos de punhal ?
E, tirando o revolver e armando o :
SSo cinco ; tenho na mao a vida de
seis homens ; se os matassg, julga que a
justica me levara isso a mal?... nao es-
tara eu no meu direito do legitima de-
fesa ?...
Trompe-l'OZil deu um salto para a
frente:
Nada de tolices, oh l I disse elle,
deixo immediatamente esta teteia... oj
ue nao, attencSo I.. Vou contar at tres I
Norberto fez lhe pon tari a caboja, fra
mente, o poz o dedo no gatlho.
Mas o eacamoteador, com toda a calma,
contou :
Urna vez?... duas vezes?... tres
To
ma
F0LHET1M
O OORCUNM
POR
paulo f::l
PRIMEIRA PARTE
os mesibes b'sus
(Continua jao do n. 278)
VIII
* balallm
Sem as precauj5oe que tomaram s pres-
sas, aquello primeiro choque dos rundes te-
ria sido terrivel.
Avancaram, com effeito, todos a um tem-
po cem a cabera baixa, e gritando :
A Nevera a Nevers !
E por cima deste grito geral, ouviram-
ae as duas rozas amigas do GascSo e do
Normando, que experimentavam urna certa
consolajao, verificando assim que nao se
dirigiera o seu antigo discpulo.
Os rufiS's nao tinham nenhuma idea dos
obstculos accumulados na sua passagem.
Aquellas muralhas, que podiam parecer ao L^,,^ ante8 ~ m aiai-

leitor um pobre e pueril recurso, fizeram
maravilhas. Todo3 aquees homens de ves-
tuarios pesados e longas espadas foram es-
barrar nos obstculos e embarajar se no
feno. 3em poneos chegaram at os nos-
sos campeSes, e eties ficaram marcados.
Houve barulho, confusao, em summa, um
so bandoleiro ficou prostrado. Mas a re-
tirada nao se pareceu com o ataque. Logo
que o grosso dos assassiuos wmejou a re-
cuar, Nevers e o seu amigo tomaram a of-
fensiva.
Arante I Avante! gritaram ambos
ao mesmo tempo.
E ambos se precipitara para a fre nte
vezes ? nSo ?..
Estendeu o
como impelliio por urna mola, com urna
precisao adrairavel e loi cravar-se na mao
do marquez.. e atravessou-a...
Norberto deu um grito de dor.
O rtwolver cabio e Mourad poz lhe o
p em cima.
Sempru serve para alguma cousa,
disse Trompe Gvl, ter-se ligeireza nos de-
dos I...
Norberto estava-desarmado; o sangue
corra lhe pelo fermento : o punhal do es-
camoteador tinha-lhe cabido junto do re-
wjlver e Mourad apressara-se a levantar
um e outro.. .
- Agora, disse Mourad, conversaremos
mais a vontade...
O cloicn, obdecendo a um signal, ti
ulia-ao uullucad i junto Ua porta, que tor
para a fechar ; Trompe-l'CEil e Chilperic
estavam diante das janellas: Mourad e
Valentim ao p de Norberto...
O marquez com os sobr'olhos franzidos,
o olhar mo, nada havia perdido de oeu
sangue-fro e audacia.
O que pretendem ? perguntou com
voz spera.
Nao o aaivinhas ?
Nao adirinho... pergunto... Res-
pondan!. ..
Seja, embora caib nos interrgalo
e ao aenher responder-nos. O senhor ur-
di contra Gabriella urna trama infame...
Sabe que essa moja herdeira de urna
immensa fortuna... que o senhor dea ja
para si... raptou Gabriella, que escapou-
lhe a priineira vez... conseguio apoderar-
se della segunda vez...
Re tem n'a agora contra a vontade. Dj
que ameajas se tem valido ? Ignora-
mol-o, mas vamos sbelo... Pergunta o
que viemos fazer aqui ? Boa duvida I..
viemos sal val-a e o pai. ..
Norberto deu urna gargalhada.
Est lou;o... disse elle... que his-
toria est o senhor inventando ? Onde
onvia dizor que eu tivesse raptado Ga-
briella?. .. o que quizesse casar me com
certeza... Foi livremente que Gabriella
s'guime... livremente que casa-se
commigo !
Mentes, mentes, miseravel I fugio
Valentim.
Norherto lanjou lh 3 um olhar de desbro-
zo e nai respondeu.
Voltou-se para Mourad e disse-lhe socca-
mente.
A presenja de Bertara no meu cas-
tello, junto do sua filha, nao a maior
prava do que acabo de dizer ?... Meu
casamento acha-se por ventura rodeado
de mysterio ? Nao La ninguem que o
ignore. As festas que bao do ter lugar
amanhX, demonstrarao que nao me caso s
oceultas...
Quando foi que escond me ? Em Pa-
ria, todos os da minha roda conhe.-em a
nobreza de meu nome... 00 nobiliario
ter-lhes-hia indicado o castello de Bois-
Tordu... Todos os meus amigos de
Pars, em t>dos 03 castellos vizinhos, re-
ceberam participacao do meu caaamento,
e muitos delles hao de vir amanha, ao
romper do dia... Onde vosm, em tudo
isto, a apparencia sequer do qivs ousam
affirmar ?... Decididamente, repito.. .
estilo loucos, e nSo sei o que me leva ain-
da a responder acs seus disparates..
Fizeram-me cahir em urna emboscada,
pela qual todos bao de darme satisfajao,
um por um. ..
Continuava a fallar com a mesma frieza
com todo o vagar.
Vamos fazer com que Gabriella e
Bertara venham aqui...
Ser o meio de confundir esse mise-
ravel I disso Valentim.
la propor sao mesmo, interveio Nor-
berto.
E, voltanlose para Valentim:
Senhor, disse elle, defera j ter
notado o pouco caso qu; fago de seus in-
sultos. Elles s rocahem sobre o se-
nhor mesmo. .
Os olnares impregna los de odio daquelles
dous homens cruzaram-se.
Valentim, disse Mourad, reparou
I oude ficam os aposentos de Gabriella ?
Louffard fazia iaut is ecforcos para des-
prenderse aquella araplexo fonnilavel.
J conhecemos este oidadao, disse o
clowu, era elle o carcereiro de Mlle. Ga-
briella, na avenida do Bois de Boulo^ne...
Sou de parecer que nao devenios soltal-o...
O oa8*.ello deve estar oheio de tratantes
como este... Em tolo caso, ser um de
meaos...
Louffard dava gritos de afflijjao ; de-
batendose, deixou cahir um revolver da
algibeira.
Ah ah 1 disse Augusto, rindo-se ;
ao que parece os cralos aqui andavam
prevenidos...
Com urna agidade sem igual, Trompe-
l'E'.l tinha amarrado Louffard, de ps e
mos...
O clowa atirou-o a um canto como se
fosse um fardo e, pondo-lhe o punhal dian-
te dos olbos :
Se te mores, se das um grito, pre-
go-te ao soalho !
Norberto nao fez o menor movimento
para soccorrer a Loufhrd.
Pareca nao interossar-se polo que se
estava passando...
Enfretanto ficou um pouco mais pallido.
Mourad tocou o tmpano.
Aigusto abri a porta... Ninguem, po"
rem, appareceu desta vez...
Mourad repeto o chamado, intilmen-
te...
Ent3oo marquez sorrio se c disse ama-
velmente :
--- A maneira singular por que se faz
obedecer pelos meus criados, d me von-
tade do ver at onde ir a sua originali-
dade... Ninguem vira se o senhor nao to-
car duas vezes consecutivamente... depois
tres... depois quatro vezes...
Mourad recciou algutu la), mas urna
simples reflexo o tranquillisou...
Emquanto tivesssm as maos a vida de
Norberto, nem elle, nao seus companhei-
ros tinha u cousa alguna a temer...
E fez resoar o tmpano, duas vezes...
ta ja
Bahir
brayo; o punhal partiu, v V pedir-lhe que venha ter aqui, com-
nosco.
Valentim, loueo de alegra,
quando Mourad deteve o :
Nao, fique. .. poderia ser victima
de algum ardil. E' melhor niio nos sepa-
ramos. ..
Mourad tocou um tympano.
Apezar do silencio que reina no
castello, devem haver nelle criados promp-
tos a a acudir ao primeiro chamado disse
elle.
Com effeito, ouviram-se passos sobre
as lges do corredor e logo depois asso-
mou um homem porta do salao.
Era Louffard, que ficou um momento
interdicto.
Norberto olhava-o fizara ente. Porem,
vendse observado, nao podia fazer sig-
nal algum.
A' vista de Louffard, Trompe-l'Eil,
Augusto e Valentim dexaram escapar um
gesto de sorpreza...
O porteiro da casa de Roussebois 1
murmuraran] elles.
Louffard I pensou Chilperic. La
Guyane nao deve estar longe I
Augusto, sem iazer ruido, tinha fechado
a porta, por tras do bandido...
V pedir Mlle. Gabriella o favor
de descer ao salao I disse o marquez ao
agente
Este ia obedecer quando repentina-
mente Augusto enlagou-o pelo meio do
corpo com seus bracos de Hercules, sus-
pendeu-o do chao, aportando-o at fazer-
O Pariziense varou com o primeiro gol-
pe um bandoleiro de lado a lado ; puxan-
do a espada e dando urna volta cortou uro
brajo a um contrabandista, depois, nao po-
li endo reprimir o enthusiasmo, cabio sobre
um terceiro e esmagou-lhe o crneo com
os copos da espada. Era o allemao Stan-
pitz, que cabio de brujos.
Nevers cortava tambem o melhor que po-
dia. Alm de um espadachim que havia
atirado para cima das rodas da carreta, o
Matador eJoel estavam gravemente feri
dos. Na occasiao em que ia acabar com
elles, vio dous vultos esgueirarem se ao
longo do muro em direccSo ponte.
A' min>, cavalheiro I exolamou, vol-
tando precipitadamente.
Prempto prompto !
Lagardre teve tempo nicamente de
atirar um golpe a Pinto, que, deixando-lhe
a vida, qussi o mata.
Santo Deus disse elle reunindo-se a
Nevers, qnasi me esqueci do anjinho lou-
ro, os meus amores !
Os dous vultos tomaram largo. Silencio
profundo reinava nes fosaos. Tinha-se
passado um quarto de hora.
Tome a respiraco, Sr. duque, disse
Ligardre, os patifes nao o daixam descan-
car por muito tempo. Est ferido ?
UmarranhZo.
Onde?
Na testa.
O Pariziense cerrou os pulsos e nao ds
se mais nada. Eram as conaequencias da
sua licito de esgrima.
Dous ou tres minutos se passaram as-
sim, depois recomecaram o assalto,. mas
desta vez seriamente e com methodo.
Os assaltantes chegavam em dnas li-
nhas e tinham o cuidado de afaslfcr os cbs
Chegou o momento de bater fote e
firme, disse Lagardre a meia voz; prin-
cipalmente nao se oesupe scnSo de s, Sr.
duque ; eu protegerei a cranca.
Era um circulo silencioso e negro que
se ia aportando em torno delles.
Dez espadas se estenderam.
Aqu estou; disse o Parisiense, dan-
do um salto para a frente.
O Matador deu um grito e cabio em ci-
ma do corpo dos dous contrabandistas exa-
nimes. Os espadachins recuaram, mas al-
guns passos apenas. Os que vinham airas
continuavam a gritar:
A Nevers 1 a Nevers !
lie perder a respircSo.
E Nevers responda, porque se aquecia
ao fogo :
. C estou, meus amigos I Ah vio no
ticias minhas. Outra vez outra vez 1
E de cada vez a espada sabia hmida e
vermelha.
Ah eram dous valentes lutadores 1
Para ti, Sr. Sildanha I grita va o Pa-
riziense; o golpe que te eosinei em S
gorbe Para ti, Faenza I Mas approxime-
rao-nos : ser preciso esperal-os, alabar-
de i ros da igreja I
E peccava I e bata J nao havia uro
nico dos contrabandistas que tinham ficado
na frente.
Por detraz das portadas das janellas ha-
via alguem.
Nao era Aurora de Caylus.
Dous homens escutavam, sentindo cala
fros e com a fronte em suor
Eram o Sr. de Pe) rolles e o sen amo.
Miseraveis I disse o amo, nao sao
bastante dez contra uro 1 Ser necessario
que os auxilie.
Tome cuidado, alteza !
O perigo est em que fique um vi-
vo disse o amo. E fra I
Aqui estou aqui estou
Na verdade, o circulo alarga va-se os
bandidos curvavara-se. Restaara apenas
alguns minutos para completar a meia ho-
ra.
O soccorro ia chegar.
Lagardre nSo tinha sequer urna oseo-
riacao.
Nevers s tinha o arranhSo na fronte.
E os dous poderam bater so anda du
rante urna hora do mes roo modo.
Por isso a febre do triumpho pomecava
a apoderar-se delles. Sem saber, afasta-
vam se alguraas vezes do seu posto para
chegar frente dos espadachins. O crcu-
lo de cadveres e de feridos, que estava
ao redor delles, nao provaria bem clara-
mente a sua superioridade ? Aquillo ex d
tava-os.
A prudencia foge quando nasce a em-
briaguez. Era a hora do veriadeiro pe
rigo. Nao vam que todos aquellea cada-
veres e todos que estavam fra de com-
bate eram exiliares collocados na frente
para fatigal-os.
Oa mestres d'armas continuavam a p
firme, excepto um nico, Stanpitz que es
tava apenas desmaiado.
Oa mestres conservavam-se distancia :
appareceu
sallou lhe
Norberto dissera a verdade ,
um hornera... Bontemps...
Chilperic deu um grito e
garganta :
O falso guarda !... Um dos. assassi-
nos de Sirneao!...
Bontemps, rpido como o relmpago,
havia tirado do bolso ura revolver, cujo
cano apoou sobro a froate de Chilperic.
M*is um segundo e ludo estara acaba-
do para Chilperic 1. .
Para disse vivamente Norberto.
O braQo de Bontemps abaixou-ee...
Entrega a tua arma! ordenou im-
periosamente o marquez...
O bandido sbedeceu.
Deixa te amarrar e nXo ta defen-
das...
Em um minuto Bontemps fei fazer
companhia a Louffard.
E TroropTEOil, batendo no hombro do
marquez
Anda bem, ao menos mostra boa
vontade.
O marquez sorrio-se framente e diri-
gindo-se a Mourad :
Toque tres vezes...
Mourad e Valentim comegaram a sen-
tir-se inquietos...
A calma de Norberto devia oceultar urna
cilada. Qual, pDrem, seria ella?... Nao o
sabiam...
Quando Papillon appareceu, ao tercero
chamado, comprehendeu immediatamente
o que se havia passado...
Norberto, desarmado, com a mSo ensan-
guentada estava rodeado; Bontemps e
Louffard jaziam a um canto, amrralos.
Antes, porem, que elle fizesse um mo-
vimento para defender se, o marquez le-
vantando a mao, ordenou-lhe :
Deixa o revolver. Nao resistas, as-
sim o quero '
Ppillon estendeu passivamente as maos
a Trompe-l'Eil.
Cada vez melhor, dizia o escamo-
teador, rindo-Be... Palavra que nunca me
divert tanto E tu Augusfo ?
Eu ? Nao imaginas o prazer que
sinto respondeu o clown.
Valentim e Mouaad seatiam augmentar
lhes a inquietagao.
Agora, disse Norberto, s restara
um cozinheiro, que dorme as aguas fur-
tadas, e duas criadas ao servigo de Ga-
briella.
Mentes disse Chilperic. Ests men-
tindo !
E, levantando LmffarJ pelo poscojo,
atirou-o para o meio do salao :
Eis um bandido, que nunca anda
s... J que Louffard est aqui, L% Guya-
ne tambem deve estar...
Norberto calava-se.
Vamos, preciso responder disse
Chilperic.
Nada tenho a accrescentar ao que
disse... estao do posse do castello... pro-
curem U .
E, inclinando-so, com urna polidez ir-
nica, diante de Mourad :
S mente, acho que esta scena pro-
longa-ae de mais e tenho pressa em que
acabe.. .
Seja, disse Mourad. acabemos com
eUa!
Os aposentos de Gabriella ficam no
andar de cima. Deve estar dormindo...
tenham cuidado de nao assustal a, acordan-
do-a de repente...
Ol d33e Valentim, bastar dizer-
lhc quem somos... e que cala mais ter
a recear do senhor !...
Pois entao, v! disss Norberto. Fico
esperando-o I. ..
Valentim sabia apressaiaueate do salao
e subiu a oseada...
Gabriella tinha-se deitado vestida o ainda
nSo dorma.
Escutava machinalmenta o ruido mono
tono do relogio, cada tic-tac do qual apro-
ximava a da hora em que tornar-sc-hia
raarqueza d'Argental! Dormir 1 Ser-lhe-hia
isso poasivel?. ,. A febre queimava-lhe o
sangue, inflimmava-lne o cerebro...
A aaaha 1 dzia ella em voz alta...
como se nao pudesse crel-o... Amanha!...
E para escapar a semelhante vergonha...
nem sequer me dado morrer !
E sonhava com os olhos abortos, em
meio da obscuridade que a cercava..
Ouviu que batiam port.i, de manso ;
roas, julgando terse engaado, nao fez
caso.
Passados alguns atantes, tornaram a ba
ter e urna voz trmula murmurou :
Gabriella 1 minha querida Gibriel
la !...
Saltou da cama, ussustada.
EjU voz disse ella .. Continuou a
sonhar... ou entSo estou decididamente
louca 1 !
Foi escatar porta... do outro lado.
Ouvia-so urna respiraao anciosa, offegan
te... e novamente bateram, porm com
mais forja e a mesma voz disse :
Gabriella! supplico-te, Gabriella, res-
ponde I...
A joven deu um grito de alegra.
E' Valeotim!... Estou salva!...
Abriu a porta... e cahiu nos brajos le
seu companheiro de infancia.
Este apertou-a contra o peito, beijando-
lhe os cabellos .. niio achaado para dizer-
lbe senao phrases entrecortidas...
Gabriella 1 torno a encontrar-te... .
nun:a mais nos separaremos....
Qabrislla s pOde responder com lgri-
raas... mas sbitamente voltou-lhe o sen-
timento da situacao em que se achava :
Como pudeste chegar at aqui? Vais
perder-te... NSo sabes que o homem que
me perseguo c capaz de tude...
Valentim teve um sorriso de triumpho.
Oh nada mais tens a receiar de lie !
E' nosso prisioneiro I Ah como nos que-
ra engaar, o miseravel Sabes o que nos
disse ?... Que o amas... que o seguiste
voluntariamente... que tens todo o prazer
em te casares com ella!... Mas, o que
tens ?...
Gabriella acabava de repellil-o, balbu-
ciando :
Meu pai... nada disse sobre meu
pai 1...
Pois nao est no castello ?
Ah 1 a elle que preciso procu-
esperavam a occasiao. Disseram corasi-
go :
Separemol-os nicamente e, se sao
de carne e osso, serao nossos.
Toda a sua manobra, havia alguns ins-
tantes limitava se a attrahr para a frente
um dos dous campeSes, emquinto conser
vavam o outro encostado muralha.
Joel de Jugan, ferido duas vezes, Faen-
za, Cocardasse e Pa-scpoil encarregavam-
se de Lagardre ; os tres hespanhes iriam
contra Nevera.
O primeiro grupo devia fugir em um mo-
mete dado ; o outro, pelo contrario, de-
via ficar.
Estavam divididos os restantes dos au-
xiliares.
Logo ao primeiro cheque Cocardasse
e Passepoii collocaram-se atraz. Joel e o
italiano, subdito do nosso santo padre,
receberam ambos um murro bem appli-
cado.
Ao mesmo tempo, Ligardre, voltando-
se, cutilou o rosto do Matador, que perse-
gua de muito porto o Sr. de Nevers.
Um grito de salve-se quem puder,
ouvio-se.
Para fronte I disse o ParizienBe.
Para frente 1 repetio o duque.
E os dous :
Aqu estou aqui estou I
Todos se curvaran diante de Lagard-
re, que, em um abrir e fechar d'olhos, che-
gou ao fira do fosso-
Mas o duque encootrou diante delle urna
prele do ferro. Quando multo, no seu
enthusiasmo, ganhou alguns passos.
Niio era homem para gritar por soccor-
ro. Estava bem disposto o Deus sabe
que 03 tres hespanhes tinham que fazer!
Pinto e Saldanha j estavam ambos fe-
ridos.
Naquelle momento a grade de ferro que
feehava a janella gyrou nos gonzos. Ne-
vera estava a tres toezas da janella. As
portas abriram-se. Nao ouvio, cercado co-
mo estava, o movimento e o ruido. Dous
homens descerara um apoz do outro para o
fosso ; Never nao os vio.
Tr-ziam ambos as espadas na mao.
O mais alto tinha urna mascara no rosto.
Victoria exclara ou o Pariziense, que
tinha varrido a praca tai r 'dor delle.
Nevera respondeu-lhe com um grito de
agona.
Um dos dous homes, que descerara da
janella baixa, o mais alto, aquello quo ti-
rar... que preciso salvar... em pri-
meiro lugar... immediatamente... ou en-
tao...
Ou entao? perguntou Valentim, as-
sustido...
Ou entao, estou perdida... Nada me
perguntes .. Nlo poderia responder-t-'...
N5o ousaria fazel-o... Procura meu pai...
defende-o... protege-o, custa do tua vida...
e entao poderei fallar... Entilo, sabers
tudol
Valentim deu-lhe a mao e conduziu-a ao
salao.
Ao entrar, Gabriella nao pode conter
urna exolamacao do alegra...
Todos aquellos rostos que lhe sorriam
eram de amigos...
Senta o cora ;3o expandir-se...
Juntou as maos em urna orajao muda.
Meu Deus, murmurara ella quanto te
ngradejo I...
Todos rodearam-n'a, excepjao de M ju-
rad, que vigiara Norbert)... Todos aperta-
vam-lin as maos...
Meu pai! a oeu pai que preciso
salvar I...
Fique socegada, menioa Gabriella...
disse Trompe-KE.l o velo nada mais tema
recear, urna vez que estaraos aqui...
Mourad fixava sobre a joven um olhar
meigo e triste.
Gabriella dirigiu se a Mourad, um pou.c
embarajada e corando... sentindo qu8 ain-
da se nao tinha apagado, em seu corajao, '
a viva irapressao que elle lhe havia iuspi-
rado. .
Nao levou a mal o que fiz, j que es-
t aqui... E' nobre e bom... Como agra-
decer-lhe?...
Ao dizsr :sto, estava tilo psrto do Norber-
to quo quasi o tocava.
Nao ousou erguer os olhos... Continua-
va a ter medo, porque seu pai nao estiva
ali.
O marquez, com 03 brajas cruzados,
mordendo raivosaraento os labios, fitava-a
obstinadamente.
Gabriella I disse elle...
Esta e8trereceu. A ura 6gnal do Mou.
rad, Trompe l'CEil e outro3 collocaram se
perto de Gabriella, que estara d3 p, no
meio do salao, lendo Valentim ao seu lado.
Gabriella repetiu Norbert, tenha
bondade de responder, a estes senhores
que se dizera seus amigos e se declarara
seus protectores... diga-lhes que, nao cor-
rendo o menor perigo, nao precisa de sal
vadores e que nao recorihece por amigo?
peasoas que se ntroduzirara nesle castello,
como malfeitores, para aecusarera de cri-
mes odiosos o homem, de cujo nome usar
amanha...
Gabriella, Css3 Valentim com voz
vibrante, exprobra-lhe os crimes que com
mettju... ou ant:s, nao, por que lhe res-
ponderas tu ? Com que direito ousa elle
interrogarte?... E's tu que o julgas... que
ordenas... ni s estamos aqui para obede-
cer-te... Fala! o que queres que fajamos
ueste homem?...
Gabriella, insisti Norberto, d'ga-
Ihes que onganamse... que feliz...
J que affirma obedecer-lhe, faja cessar
estes insultos, pelos quaes mao posso cas-
tigal-os, victima, como sou, de urna cila-
da. .. e ordene-Ibes que se retirom...
Gabriella, d3se Valentim, ests, ou-
vindo o, preciso abateres o orgulho des
te miseravel ..
Gabriella, para convencel-os, diga
lhes que me ama... e quo approximar-se-ha
do altar com o sorriso nos labios...
Ouves o que elle diz, Gabriella'.'
perguntava Valentim trmulo de rai"a.
Gabriella, continuou Norberto, res-
ponda... nao hesite por mais tempo,..
mas hesitcito poderia fazer acreditar que
conserva urna duvida e que nao tem con
fianja em mim.
Cala-te, entao, Gabriella; j que ten
silencio condemna-o !
Gabriella, falle, disse Norberto ;
preciso, exija-o!
A ioven, cora
nha a mascara no rosto, acabava de atra-
ve-issar a espada no corpo, pelis costas.
Nevers cahio.
O golpe tinha sido dado, como diziam
entao, italiana, isto prudentemente, e
do mesmo modo que em uma operajSo de
cirurgia.
As covardes estocadas que vieram de-
pois eram inuteis.
Nevers, cahndo, poda volcar se. O seu
olhar moribundo fixou-se no homem da
mascara.
Uma expressao amarga de dor decom-
poz-lhe as feicoes. A la no seu ultimo
quarto, saha tardamente por traz da tor-
re do castello.
NSo a vam ainda, mas a sua luz diffusa
illuminava vagamente as trovas.
Tu I s tu I mur.uurou Nevers ex-
pirando : tu, Gonzaga tu, meu amigo, por
quem teria dado cem vezes a vida.
- S a quero uma vez, respondeu fra-
mente o homem da mascara.
A cabeja do joven duque cahio por tr-
ra, lvida.
Est raorto, dase Gonzaga ao ou-
tro !
Nao foi preciso ir ter com o outro, elle
approxiraava-se.
Quando Lagardre ouvio o estertor do
joven duque, nao foi ura grito que sahio do
seu peito, foi um rugido.
Os mestres d'armas tinh m se reunido de
uovo atraz delln.
D-ius rufids rolarara na reir ; elle pas
sou.
Quando chegou junto a Nevera levantou-
se e com voz surda :
Inuao, 1-mbra-te e vinga-me !
Por Deus juro o, exdamou o Pari-
ziense ; que todos aquelles que estao aqui
raorrerao as mmhas maos.
A crianja soltou um suspiro debaixo da
ponte, como se tivesse deeptrtado com o
ultimo estertor de seu pa!. Este ruido
traco foi desapercibido.
- Vamos, vamos, exclamou o homem
mascarada.
S a ti nao conhejo, dissa Lagard
re voltando-se, sou agora contra todos.
Fiz um juramento e preciso portante,
que posea encontrar-ce quando chegar a
hora.
Entre o homem mascarado e o Pari-
siense collocaram-sc cinco aventureiros e o
Sr. de Peyrollea.
peito arquejante,
dizivel.
os bracos pendentes, o
sentia uma angustia in
( Continua)
Nao foram os espadachins que enrrega-
ram. *
O Pariziense'agarrou um molho de fe-
no, do gual fez escudo, e atravessou como
uma bala o circulo dos espadachins.
S restaram Saldanha e Peyrolles diau-
te do homem mascarado, que se pz em
g tarda.
A espada de Lagardre, abrindo cami
nho entre Peyrolles e Gonzaga fez na mc
do amo uma larga incisao.
Ests marcado exclamou elle fas-
tando so.
S ella tinha ourido, o primeiro grito da
crianja que despertara. En tres saltos
estava sobre a pinte. A la passava por
oiraa da torre. Todos viram que apanhov
da trra um fardo.
Vamos, gritou o amo suffocado pela
raiva. E' a filha de Nevera !
A filha de Nevera a todo o prejo !
Lagardre tinha j a crianja nos bra
jos
Os rufiSes parec im ces estafados. J
nao iam de bom grado.
Cocardassp, augmentando de proposito o
seu desanimo, resmungava:
Tratante, vai dar cabo de nos 1
Para ganbar a pequea escada, Lagar-
dre nao teve mais do que levantar a espa-
da que brilhava agora com os raios da la
e dizT :
Abram caminho I
Todos se afaataram por instincto.
Subi os degros da escada. No campo
ouvia se o galope de cavalheiros. Ligar-
dre, no alto dos degros, mostrando o
seu bello rosto em plena luz, levantou a
crianja, que, vendo o, comejou a sorrir.
Sim, exclamou elle, a filha de Ne-
vera I V*m buscal-a, aira vea da minha es-
pada, assaHsino tu, quo ordenaste o as
sassinato, qu o mataste covardemente pe-
las costas Quero quer que sejas, a tua
mSo conservar a minha marca. R tconhe-
cer-te hei. E qundo for tempo, se nao
vieres t-r com Lagardre, Lagardre ir
ter comtigo !
FIM DA PRIMIfU PARTE

(i
t
r
1

I \
* 1
Tjp. do Diario ra Dqae de Oxm U.